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Orações

O documento aborda a construção de frases complexas em português, destacando a coordenação e subordinação. As orações coordenadas são independentes entre si, enquanto as subordinadas dependem de uma oração principal. O texto também detalha os tipos de conjunções e as funções sintáticas das orações subordinadas.

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Orações

O documento aborda a construção de frases complexas em português, destacando a coordenação e subordinação. As orações coordenadas são independentes entre si, enquanto as subordinadas dependem de uma oração principal. O texto também detalha os tipos de conjunções e as funções sintáticas das orações subordinadas.

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ORAÇÕES COORDENADAS

E SUBORDINADAS

1
O Português dispõe essencialmente de dois processos
de construção de frases complexas:
- a coordenação;
- a subordinação.

2
FRASE COMPLEXA
Numa frase complexa, há duas (ou mais) orações ligadas
por uma conjunção ou por uma pausa (no caso particular
das coordenadas) representada por uma vírgula.

Ex: Fui à livraria e comprei um livro


1.ª oração 2.ª oração

CONJUNÇÃO

3
• Numa frase complexa, quando as orações são
sintaticamente independentes, na medida em que
nenhuma desempenha nenhuma função sintática
relativamente a outra(s) com que se combina, dizemos
que são orações coordenadas.

Ex: Vais ao cinema ou ficas em casa?

CONJUNÇÃO

Orações coordenadas, pois nenhuma desempenha nenhuma função


sintática relativamente a outra.
4
Quando, ao contrário, temos uma oração (subordinada) que
está sintaticamente dependente de outra (subordinante),
dizemos que estamos perante uma relação de subordinação.

Ex. Vou dar-lhe uma prenda quando ela fizer anos.

Oração subordinante: oração subordinada:

Conjunção

5
CONJUNÇÕES

Às palavras (ou expressões) que utilizamos para


ligar orações coordenadas chamamos
conjunções coordenativas.

Às palavras ou expressões que utilizamos para


ligar orações subordinadas chamamos
conjunções subordinativas
(ou locuções conjuncionais subordinativas).

6
ORAÇÕES COORDENADAS
- orações coordenadas assindéticas : unidas por meio de
uma pausa representada por vírgula;
- orações coordenadas sindéticas : unidas por uma
conjunção. Dividem-se em:

- Copulativas;
- Disjuntivas;
- Adversativas;
- Conclusivas;
- Explicativas.
7
Orações coordenadas copulativas
Função - Valor de adição.

Conjunções - e, nem, nem… nem, não só…mas também,


não só…como/mas (também), tanto… como.

Não trouxe o caderno nem o livro.


Exemplo

8
Orações coordenadas disjuntivas
Função - Exprimir uma ideia de alternativa em relação
à situação expressa na oração coordenada
precedente.

Conjunções - ou, ou… ou, ora... ora, quer… quer, seja…


seja

Exemplo Vamos ao cinema ou ao café?

9
Orações coordenadas adversativas
Função - Exprime ideia de contraste em relação à
oração precedente.
Conjunção - mas

Exemplo Fui à loja, mas não comprei nada.

10
Orações coordenadas conclusivas
Função - Exprimem ideia de conclusão em relação ao
que foi expresso no outro elemento
coordenado.
Conjunções Logo

Exemplo Saí de casa cedo, logo não vou chegar


atrasado.

11
Orações coordenadas explicativas
- Exprimem ideia de explicação, de justificação,
que permite esclarecer o que foi expresso na
Função oração anterior.

Conjunções - Pois

- Só passei na prova, pois esforcei-me por


muito tempo.
Exemplos

12
Orações Subordinadas:
A subordinação é a relação sintática estabelecida entre orações em
que uma (a subordinada) está sintaticamente dependente da outra
(subordinante).
De acordo com a função sintática desempenhada na oração
subordinante, as orações subordinadas podem dividir-se em:

1- Substantivas;

2- Adjetivas;

3- Adverbiais.

13
3- Oração Subordinada
Adverbial

14
Oração subordinada adverbial:
O Cumpre uma função sintática típica de um advérbio e a sua
substituição por expressões adverbiais origina frases gramaticais:
Ex.: “Quando chegar a casa, tomo um duche.” (Depois tomo um
duche.”
O Geralmente, apresenta uma grande mobilidade, podendo tanto
preceder como seguir-se à oração subordinante (excetuando as
orações subordinadas comparativas e consecutivas):
Ex.: “ O João está triste, porque a Maria não lhe deu os parabéns.” //
“ Porque a Maria não lhe deu os parabéns, o João está triste.”
O Na escrita, quando antecede a oração subordinante ou quando
surge intercalada, deve vir separada por vírgulas.
O Geralmente, desempenha a função sintática de modificador do
grupo verbal ou da frase.
15
Orações subordinadas adverbiais temporais
Função - Localiza no tempo a situação descrita na
oração subordinante.

Conjunções - quando, enquanto, apenas, mal…

Locuções - Agora que, desde que, antes que, assim


conjuncionais que, logo que, depois que, até que, sempre
que, todas as vezes que, cada vez que,
antes que, depois que

Exemplo Quando chove, não me apetece sair de


casa.
16
Orações subordinadas adverbiais causais
Função - Traduzem uma causa ou motivo daquilo que
é expresso.

Conjunções - porque, como, visto, dado, pois…

Locuções - visto que, pois que, já que, dado que, uma


conjuncionais vez que.

Exemplos Não saí de casa, porque o tempo arrefeceu.

17
Orações subordinadas adverbiais finais
Função - Exprimem a intenção ou finalidade da
realização da situação apresentada pela
subordinante.

Conjunções - que (= para que)

Locuções - para que, a fim de que, de modo a que, de


maneira a que, a fim de (+inf.)
conjuncionais
Vai cedo para a fila, para que os bilhetes não
esgotem.
Exemplo

18
Orações subordinadas adverbiais
condicionais
Função - Expressa uma condição necessária ou a
hipótese necessária para que se concretize
a situação expressa na oração
subordinante.
Conjunções - Se, caso

Locuções - A não ser que, desde que, uma vez que,


conjuncionais contanto que, salvo se, excepto se, a menos
que

Exemplos Se estudasses, tiravas melhores notas.

19
Orações subordinadas adverbiais concessivas

Função - exprimem uma ideia de concessão, de


contraste; um facto que se opõe ao que foi
expresso na oração anterior.

Conjunções - embora, conquanto, malgrado

Locuções - ainda que, mesmo que, mesmo se, posto que,


(se) bem que, nem que, por mais que, por
conjuncionais menos que, não obstante

Exemplos Vou ao cinema, mesmo que chova.


20
Orações subordinadas adverbiais
comparativas
Função - Oração que contém o segundo elemento
de uma comparação, que se estabelece em
relação à situação expressa na oração
subordinante.
Conjunções Como, (do) que, qual (quando antecedido
de “tal”), quanto (depois de “tanto”)

Locuções assim como;


bem como;
conjuncionais como se;
que nem.

Exemplos Demorei mais tempo do que era minha


intenção. 21
Orações subordinadas adverbiais
consecutivas
Função - exprime uma consequência
relativamente ao facto relatado na oração
subordinante.

Conjunções - que (antecedido de tal, tão, tanto,


tamanho)

Locuções - de maneira que, de modo que, de forma


que, de sorte que
conjuncionais
Exemplo - Ontem, comi tanto gelado que fiquei
com frio.
22
1- Oração Subordinada
Substantiva

23
Oração subordinada substantiva:
•É selecionada por um verbo(a), nome (b) ou adjetivo (c) da
oração subordinante.
• podem desempenhar a função sintática de sujeito ou
complemento de um verbo, um nome ou de um adjetivo.
• geralmente, pode ser facilmente substituída por um pronome
como “isso” (d).

a) O Luís disse que desejava cantar.


b) Agrada-me a proposta de que ele venha trabalhar
connosco.
c) A Maria sente-se orgulhosa por ter ficado em primeiro
lugar.
d) É importante que o Tó regresse.
d) O Luís disse isso.
24
Oração subordinada substantiva:
O Existem dois tipos de orações subordinadas
substantivas:
a) Orações subordinadas substantivas completivas;
b) Orações subordinadas substantivas relativas (sem
antecedente) , quando é introduzida pelos vários
tipos de palavras relativas ao qual não é possível
associar um antecedente.

25
Oração subordinada substantiva completiva

O Selecionada pelo verbo, nome ou adjetivo, completando-o;


O Existe uma relação de dependência da oração subordinante
para a oração subordinada substantiva completiva, visto que
esta completa o seu sentido.
O Estas orações tipificam-se em:
a) Finitas: quando o verbo está no modo indicativo, conjuntivo ou
condicional. São introduzidas por “que” ou “se”. Exemplo:
Ex.: Afirmou que chegavam atrasadas;
Perguntou-me se venho amanhã.
b) Não finitas: quando o verbo está no modo infinitivo.
Ex.: Todos querem ir ao festival.
26
Oração subordinada substantiva completiva
O Funções sintáticas desempenhadas:
a) Sujeito: “É preciso que deixes de fumar.”(Isso é preciso.)
b) Complemento direto: “ O João sabe que a crise vai
demorar.” ( O João sabe isso./ sabe-o.)
c) Complemento oblíquo: “ Pensou em denunciar o colega.”
( Pensou nisso.)
d) Complemento do nome: “Agrada-me a proposta de que ele
venha trabalhar connosco.” (“Agrada-me essa
proposta.”)
e) Complemento do adjetivo: “A Maria sente-se orgulhosa por
ter vencido a corrida.” ( A Maria sente-se orgulhosa por
isso.”).
27
Oração subordinada substantiva
relativa (relativa sem antecedente)
• É introduzida por um pronome, quantificador ou advérbio relativo: quem; o
que; onde; a quem.
Exemplo:
Quem vai ao mar perde o lugar.
O Pedro pede dinheiro a quem tiver.
O João odeia o que o faz pensar.
Ela compra roupa onde calha.

• Funções sintáticas desempenhadas:


a) Sujeito: “ Quem vai ao mar perde o lugar.”
b) Predicativo do sujeito: “ Ele é quem mais a venera.”
c) Complemento direto: “ O João odeia o que o faz pensar.”
d) Complemento indireto: “ O Pedro pede dinheiro a quem tiver.”
e) Complemento oblíquo: “ Ele gosta de quem é seu amigo.”
f) Modificador do grupo verbal: “ Ela compra roupa onde calha.”
28
2- Oração subordinada
Adjetiva (com antecedente)

29
• uma função sintática própria do adjetivo.
O Veja-se:
O Os alunos que estudam têm bons resultados.

=
O Os alunos estudiosos têm bons resultados.

O Ocorre sempre à direita do antecedente;


O Funções sintáticas desempenhadas:
a) Modificador do nome restritivo: “ A mulher que eu amei
casou-se.”
b) Modificador do nome apositivo: “ D. Afonso Henriques, que
foi o primeiro rei de Portugal, era um valente cavaleiro.”
O Dividem-se em orações rsubordinadas elativas restritivas e
explicativas.
30
A- Orações subordinadas adjetivas relativas
restritivas
O Têm a função de restringir a informação dada sobre
o antecedente.
O Veja-se:
O Os poemas que foram escritos por Neruda são património
da humanidade.

O A omissão da oração provoca uma alteração do


sentido da oração subordinante, já que apresenta
informação importante para a definição do
antecedente.

31
B- Orações subordinadas adjetivas relativas
explicativas

O Contribui com informação adicional sobre o


antecedente.
O Veja-se:
O A literatura, que é imortal, encanta os
estudantes.
O A sua omissão não acarreta alteração de sentido da
oração subordinante, uma vez que o antecedente já
se encontra bem definido;
O Na escrita, esta oração surge sempre entre vírgulas.

32
Bibliografia:
O Dicionário terminológico em linha.
O Gramatica Moderna da Língua Portuguesa. (coord.
João Costa), Lisboa, Escolar Editora, 2010.
O AMORIM, Clara et SOUSA, Catarina. Gramática da
Língua Portuguesa. Porto, Areal Editores, 2009.
O DUARTE, Inês. Língua Portuguesa – Instrumentos de
Análise. Lisboa, Universidade Aberta, 2000.

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