REPÚBLICA DE ANGOLA
INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO DE ANGOLA
ENGENHARIA DE TELECOMUNICAÇÕES
3a ANO
SISTEMA RADIANTE
ANTENAS FILIFORME
Nome: Alberto Lenda
Turno: Manhã
Docente
______________________________
Luanda, 2024/2025
RESUMO
Este trabalho aborda as antenas filiformes, componentes essenciais para a trans-
missão e recepção de sinais em telecomunicação. Com formato longo e fino, essas antenas
são utilizadas em diversas aplicações como radiocomunicação, veículos e dispositivos
IoT. São destacadas suas características, funcionamento baseado em princípios do eletro-
magnetismo, vantagens, desvantagens e exemplos práticos. O estudo evidencia a impor-
tância das antenas filiformes devido à sua simplicidade, baixo custo e eficácia, indicando
seu papel relevante em futuras inovações tecnológicas.
Palavras-chave: Antena filiforme, telecomunicações, radiação eletromagnética,
polarização, frequência, eficiência, ganho, dipolo, monopolo.
Título: Antenas Filiformes: Fundamentos, Caraterizações e Aplicações
Índice
1. Introdução ........................................................................................................ 4
2. CAPÍTULO 1: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................5
3. ANTENAS FILIFORMES. BREVE CARACTERIZAÇÃO......................5
4. Parâmetros das Antenas Filiformes ................................................................. 6
5. Funcionamento ................................................................................................ 7
6. Aplicações ....................................................................................................... 9
7. Vantagens e Desvantagens .............................................................................. 9
8. Exemplos reais ………………........................................................................ 10
9. Conclusão ........................................................................................................ 8
10. Referência ....................................................................................................... 9
INTRODUÇÃO
No contexto das telecomunicações, as antenas desempenham um papel fundamental
na transmissão e recepção de sinais de radiofrequência. Entre as diversas categorias exis-
tentes, destaca-se a antena filiforme, caracterizada por sua forma longa, fina e flexível, as-
semelhando-se a um fio. Este trabalho tem como objetivo explorar as características, apli-
cações, vantagens e limitações das antenas filiformes, além de contextualizar seu uso em
sistemas modernos de comunicação.
4
CAPÍTULO I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA SOBRE ANTENAS FILIFORMES
O funcionamento de uma antena filiforme está embasado nos princípios
fundamentais do eletromagnetismo, particularmente nas Equações de Maxwell, que
descrevem como os campos elétrico e magnético interagem e se propagam pelo espaço.
De acordo com a teoria, uma corrente oscilante em um condutor gera um campo
eletromagnético que se propaga para longe da antena. A eficiência dessa propagação
depende da relação entre o comprimento da antena e o comprimento de onda do sinal,
sendo ideal que a antena tenha dimensões comparáveis a frações de λ para maximizar
a radiação.
Outro conceito importante é a resistência de radiação, que mede a capacidade da
antena de converter energia elétrica em energia irradiada. Uma antena com alta resistência
de radiação e baixa resistência ôhmica é considerada eficiente. Além disso, o diagrama
de radiação de uma antena filiforme é geralmente omnidirecional no plano perpendicular
ao eixo da haste, proporcionando cobertura uniforme em 360°.
Em termos de polarização, as antenas filiformes normalmente apresentam
polarização linear vertical, o que é adequado para muitas aplicações de comunicação
terrestre, pois maximiza a compatibilidade entre transmissores e receptores em
movimento.
2. ANTENA FILIFORME. BREVE CARACTERIZAÇÃO
Uma antena filiforme é, essencialmente, uma haste condutora, projetada para
transmitir ou captar ondas eletromagnéticas. Geralmente é feita de materiais metálicos
leves, como alumínio ou aço inoxidável, e pode ser fixa ou flexível.
Dentre os Tipos de Antenas Filiformes destacamos:
Antena Dipolo
É composta por dois condutores lineares de mesmo comprimento, geralmente
alimentados no centro. É uma das formas mais básicas de antena e serve de referência
para outras.
Antena Monopolo
Metade de um dipolo, montada sobre um plano de terra. Muito usada em rádios
automotivos e em torres de transmissão.
Antena Long Wire (Fio Longo)
Um fio condutor com comprimento muito maior que o comprimento de onda da
frequência usada. É muito usada em comunicações de ondas curtas (HF).
5
Antena de Chicote (Whip Antenna)
Uma antena reta e flexível, geralmente usada em dispositivos móveis, como rádios
portáteis, celulares antigos e equipamentos militares.
Parâmetros das Antenas Filiformes
Alguns dos principais parâmetros que caracterizam o desempenho de antenas
filiformes são:
• Comprimento elétrico: Relaciona o tamanho físico da antena ao comprimento
de onda do sinal, pois, a eficiência do sinal depende do comprimento da antena
• Banda passante: Faixa de frequências nas quais a antena apresenta desempenho
satisfatório.
• Impedância de entrada: Resistência e reatância elétrica vistas na base da antena,
importante para o acoplamento eficiente de energia.
• Ganho: Medida da capacidade da antena em direcionar a energia irradiada em
uma direção específica, tipicamente entre 2 dBi e 5 dBi para antenas filiformes.
Ganho maior pode ser obtido com arranjos de antenas (Ex: dipolos em fase, yagis,
etc)
➤ Diretividade do dipolo meia-onda:
• Largura de feixe: Ângulo em que a intensidade de radiação da antena é maior
que a metade da potência máxima.
• Polarização: Em geral, linear vertical.
6
• Resistência de radiação: Capacidade da antena de converter energia elétrica em
ondas eletromagnéticas eficazmente.
• Eficiência: Proporção entre a potência irradiada e a potência fornecida à antena.
• Padrão de radiação: o padrão de radiação depende do tipo e da entalação da
antena:
- Monopolo vertical: Radiação omnidirecional
- Dipolo horizontal: Radiação maximiza perpendicular ao eixo da antena
(bidirecional)
- Long wire: padrão direcional, com maior diretividade em certos ângulos.
2.1 Funcionamento
também conhecidas como antenas fio ou antenas de fio fino, são um tipo de antena
formada por um ou mais fios condutores longos e finos. As antenas filiformes funcionam
com base na oscilação de cargas elétricas que gera ondas eletromagnéticas.
Quando conectadas a um transmissor, elas irradiam energia para o espaço. Quando
conectadas a um receptor, captam ondas do ambiente e convertem em sinais elétricos. Se
a frequência da corrente corresponder à frequência de uma onda de rádio, esses campos
irradiam para o espaço na forma de uma onda eletromagnética.
O desempenho depende de fatores como:
• Comprimento do fio (idealmente ressonante com a frequência)
- Antenas filiformes como o Dipolo, monopólio têm seu desempenho fortemente
influenciado pelo tamanho em relação ao comprimento de onda do sinal;
• Altura em relação ao solo
- A altura influencia a impedância de entrada, o padrão de radiação e a eficiência
da transmissão /recepção;
- Antenas muito próximas ao solo podem sofrer pelas por acoplamento e
alterações no padrão de radiação;
• Presença de plano de terra ou elementos refletivos
- No caso de antenas monopolo, a presença de um bom plano de terra é essencial
- Solos com baixa condutividade elétrica afetam negativamente a radiação da
antena
7
• Impedância correta para evitar perdas
- Para que a antena funcione eficientemente ela deve estar casada com a
impedância do transmissor/recptor;
➢ Para um dipolo ressonante:
Em frequências fora da ressonância, a parte imaginária (jX) cresce (reatância), o
que pode causar reflexão do sinal
- Impedância mal casadas resultam em ondas estacionarias, reduzindo o
desempenho e podendo danificar equipamentos;
A relação entre o comprimento da antena e a frequência de operação é fundamental,
definida pela fórmula:
Onde:
• L = comprimento da antena
• λ = comprimento de onda
• C = velocidade da luz (aproximadamente m/s)
• F = frequência da portadora
• Distribuição de corrente ao longo do fio
- A corrente ao longo de um dipolo ideal varia como uma função senoidal:
• Campo elétrico irradiado (zona distante)
8
- Para antenas lineares (como dipolos finos), o campo elétrico na zona de radiação (far-
field) é dado por:
Esse modelo mostra que a antena irradia mais forte perpendicularmente ao fio e quase
nada ao longo dele (padrão em forma de donut)
2.2 Aplicações
As antenas filiformes são amplamente utilizadas devido à sua simplicidade e eficácia:
• Radiocomunicação: Walkie-talkies, estações de rádio amador.
• Veículos: Antenas automotivas para rádio FM e comunicação de dados.
• Dispositivos móveis: Antenas externas em celulares antigos.
• Internet das Coisas (IoT): Dispositivos de comunicação M2M (machine-to-
machine).
2.3 Vantagens e Desvantagens
Vantagens:
• Baixo custo de fabricação e manutenção.
• Estrutura simples e leve.
• Bom desempenho para comunicações omnidirecionais.
Desvantagens:
• Eficiência reduzida em ambientes sem plano de terra adequado.
• Vulnerabilidade a danos mecânicos devido à flexibilidade excessiva.
• Possível necessidade de adaptação de comprimento para operação ideal em
frequências diferentes.
9
3. EXEMPLOS REAIS
Antenas filiformes estão presentes em carros como os modelos da Chevrolet e Ford,
onde a antena de teto tradicional é usada para recepção de sinais FM e AM. Outro
exemplo são as antenas de alguns modelos de drones, onde o formato filiforme permite
baixo peso e boa captação de sinal.
10
CONCLUSÃO
As antenas filiformes são componentes essenciais em diversos sistemas de
telecomunicação, combinando simplicidade, baixo custo e eficácia. Apesar de
apresentarem algumas limitações, suas vantagens as tornam ideais para uma ampla gama
de aplicações. Com o avanço das tecnologias de comunicação, espera-se que essas
antenas continuem desempenhando papel relevante em projetos futuros.
11
REFERÊNCIAS
• Kraus, J. D. "Antennas." McGraw-Hill, 1988.
• Balanis, C. A. "Antenna Theory: Analysis and Design." Wiley, 2016.
• Apostilas e materiais diversos de cursos de Engenharia de Telecomunicações.
• Jackson, J. D. "Classical Electrodynamics." Wiley, 1998.
12