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Deuses Ctônicos e Seu Culto

O documento explora o culto aos deuses ctônicos, que habitam o submundo e estão associados à morte e à agricultura. Descreve rituais de sacrifício, a importância de divindades como Hades, Perséfone e Hécate, e a distinção entre deuses ligados aos mortos e aqueles com características celestiais. Também menciona a evolução do culto ctônico na Antiguidade e seu renascimento contemporâneo.

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Deuses Ctônicos e Seu Culto

O documento explora o culto aos deuses ctônicos, que habitam o submundo e estão associados à morte e à agricultura. Descreve rituais de sacrifício, a importância de divindades como Hades, Perséfone e Hécate, e a distinção entre deuses ligados aos mortos e aqueles com características celestiais. Também menciona a evolução do culto ctônico na Antiguidade e seu renascimento contemporâneo.

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Deuses Ctônicos e seu Culto

(Imagem retirada do site Pinterest)

A Plutão

Ó Deus de coração brutal, habitante do lar subterrâneo,


tartáreo e profundo prado, lúgubre e lucífugo,
Zeus ctônio, rei cetrado! Acolhe de bom grado estes sacrifícios,
Plutão, que deténs as chaves de toda a terra,
que todo o ano dá a riqueza dos frutos à estirpe mortal,
que recebeste a terça parte -- a subterrânea rainha de tudo,
sede dos imortais, pujante suporte dos mortais,
tu firmaste um trono em tenebrosas terras:
o Hades longínquo, infatigável e sem ventos
e o escuro Aqueronte, que ocupa as raízes da terra;
tu, que reges a graça da morte aos mortais, ó hospedeiro de muitos,
Conselheiro que com a filha da purificante Deméter
um dia casaste, arrebatando-a dos prados até o mar,
e com tuas quadrigas levaste-a a um ático antro
no distrito de Elêusis, onde estão os portais do Hades.
Nasceste para ser o juiz de atos claros e ocultos,
onipotente divinizado, o mais sagrado, de esplêndidas honras,
que se alegra na condução de insignes mistérios, consagrados e reverendos,
apelo que tu venhas grato e propício aos mistérios.

[Hino Órfico a Plutão, Tradução: Rafael Brunhara]

O que são os deuses ctônicos?


Na divisão do Cosmos, no Helenismo, nós temos os deuses celestes, responsáveis
pela vida aqui na superfície, cuidando dos Vivos, e são também os guardiões das cidades
de que são patronos.

Em oposição complementar, temos os deuses ctônicos. Na poesia épica, de onde


surgiu o termo Ctônico, ele é reservado aos deuses residentes do submundo. No culto
acaba se tornando denominação de alguns deuses responsáveis pela agricultura também.
Mas geralmente denota as divindades ligados aos mortos.

Os seres divinos do mundo ctônico são alguns deuses propriamente ditos, uma
profusão de daimones, as almas dos mortos e os Heróis.

A localização do mundo dos mortos varia na literatura, ora é literalmente no subsolo,


ora num local onde o sol se põe.

Rituais

Os sacrifícios eram normalmente noturnos, feitos em altares baixos


(eschára/ἐσχάρα), ou sobre covas (bothros/βόθρος), de modo que o sangue do animal
escorresse direto para o solo. A posição para Prece é com as mãos direcionadas ao solo,
ou o suplicante ajoelhado. Havia quem golpeava a terra também. A cor do animais é
preferencialmente preta. O tipo do sacrifício se chama Holocausto (ὁλόκαυστος), em que a
destruição é total. E há a libações do tipo Khoés (χοαί), em que a quantidade do liquido é
mais extravagante. Normalmente o sacrifício aos deuses do mundo abaixo não deve ser
dividido pelos celebrantes, como ocorre no culto celeste. Mas há registros de exceções.

Megalopolis, sacrifícios de animais negros a Erinias. Após, sacrifícios de animais


brancos, que podiam ser consumidos. Em Mykonos, sacrifícios a Zeus Ctonios e Ge Ctonia
deviam ser consumidos.

Alguns Deuses

Arthur Fairbanks pensou numa divisão dos deuses ctônicos. O que eram
exclusivamente ligados aos mortos, invocados nas práticas necromanticas como Hades,
Hecate, Persefone, Gê, as Erínias.

E deuses conectados com o mundo celeste, portando caráter duplo, como Hermes
(ele é tanto o mensageiro divino e guia dos vivos, quanto o Psicopompos, condutor da
almas). Temos Deméter, deusa da agricultura por excelência, e também relacionada com o
destino no pós-morte, através do seus Mistérios. E Zeus também possui dimensões
subterrâneas bem conhecidas, como Zeus Ktonios, citado por Hesiodo, e Zeus Melichios,
reverenciado nos ritos primaveris da Diasia, dedicada também aos mortos. Dioniso também
entra nesse segundo grupo, uma vez que ele foi buscar sua mãe no mundo dos mortos, e
na festa das Anthesterias ele surge como senhor de pântanos, interpretados como bocas
infernais.

Hades é o senhor do mundo dos mortos, que recebe o mesmo nome do que o deus.
Ele governa o submundo, mas não é ele quem traz a morte. Thanatos é o que dá fim a
existência, porém é mais frequente a imagem das almas voando, aladas, dos corpos sem
vida, sozinhas para o submundo. Hades era chamado de Pluton, o rico ( sim Pluton é um
nome grego, a forma latina é Pluto), pois se considerava de mau agouro chama-lo pelo
outro nome. Ele não era muito adorado, senão nos funerais e alguns poucos templos, além
dos Mistérios de Eleusis. Em Elis, ele possuía um templo, onde apenas o sacerdote tinha
acesso, uma vez por ano, a fim de fazer os sacrifícios em agradecimento à ajuda do deus
numa batalha daquele povo. Dizem que Heracles tentou uma expedição contra Pylos, em
Elis, apoiado por Atena. E Hades que, já era inimigo do filho de Zeus, surgiu na defesa de
Elis.

É bom ressaltar também que, ao contrario do que apresenta a mídia, Hades não
possui paralelos com o judaico-cristão Satanás, nem com o Inferno. Hades é simplesmente
o governante do mundo dos mortos, para onde todas as almas irão. A principal função de
Hades é manter os reinos dos vivos e mortos bem delimitados.

Perséfone é a rainha do Submundo, ao mesmo tempo que seu mito é interpretado


como a vida do mundo vegetal, que se oculta no outono e retorna resplandecente na
primavera. Seu culto está intimamente ligado ao de sua mãe Deméter.

Hécate, na poesia de Hesiodo, se revela uma deusa com muitos domínios, sobre o
céu, o mar e a terra. Celebrada como aquela traz vitórias, prosperidade, uma senhora do
destino tanto quanto Zeus. Porém, com o tempo, no culto esta deusa se especializa nos
domínios ctônicos e ganha muitos traços sinistros. Ela é a deusa dos fantasmas e tem
controle sobre eles. Também é deusa da magia, senhora das estradas e encruzilhadas,
especialmente de três caminhos. Aproveito aqui para deixar bem claro que ela nunca foi
representada como uma Anciã. Isso é invenção moderna. Os atenienses mantinham
pequenos templos para Hecate na frente de casa, como proteção contra magia e mal
olhado. Todo fim de mês lunar uma refeição era deixada como oferenda nas encruzilhadas
para Ela. Os mais pobres podiam consumi-las.

A seguir, uma lista de daimones residentes das profundezas ctônicas, retirado do


site Theoi.com:
AEACUS (Aiakos) Um dos três juízes dos mortos no Submundo. Ele era
originalmente um rei da ilha de Egina que obteve sua posição como recompensa dos
deuses.

ACHERON (Akheron) O deus do rio subterrâneo de dor, cujo fluxo salobro guardava
as fronteiras de Hades. Charon transporta as almas dos mortos em suas águas.

AMPHIARAUS O Daemon profético de um oráculo subterrâneo em Oropus em


Beotia.

ARAE (Arai) daimones das maldições.


ASCALAPHUS (Askalaphos) Um Daemon do submundo que cuidava dos pomares
do Hades. Ele foi transformado em uma coruja por Demeter como punição por relatar que
Persephone tinha provado a semente de romã.

CACODAEMONES (Kakodaimones) Espíritos malignos que surgiam do submundo


para causar danos.

CERBERUS (Kerberos) O caçador poderoso de Hades, de três cabeças e cauda de


serpente, que guardava a entrada ao submundo.

CEUTHONYMUS (Keuthonymos) Um misterioso daemon do submundo. Ele era o


pai do pastor Menoetes, o que cuidava do gado de Hades.

CHARON (Kharon) Daemon que transitava as almas dos mortos através dos
córregos de Acheron para Hades. Sua taxa era uma única moeda que era colocada sob a
língua dos mortos.

COCYTUS (Kokytos) O deus do rio subterrâneo de lágrimas e lamentos.

CORE (Kore) "A donzela", outro nome para Perséfone.

CRONUS (Kronos) O velho rei dos Titãs. Ele foi nomeado rei das ilhas dos
abençoados, o lar dos mortos favorecidos, por Zeus depois de libertá-lo da prisão do
Tártaro.

DAEIRA Uma ninfa subterrânea e companheira da deusa Perséfone. Ela estava


conectada com os Mistérios Eleusinianos.

EMPUSA (Empousa) Um monstruoso Daemon com cabelos flamejantes, tinha uma


perna de cabra e uma perna de bronze.
EPIALES Daimones dos pesadelos. Eram relacionados aos Oneiri, espíritos dos
sonhos.

EREBUS ( Erebos ) O Deus primordial das trevas. Como o outro protogênio, ele era
elementar, sendo a substância da escuridão, ao invés de um deus em forma humana. Suas
névoas cercam o submundo e enchem as cavidades da terra.

ERINYES As três deusas de vingança e retribuição. Eles eram chamadas do


submundo para infligir sofrimento e loucura ao malfeitor, trazer seca e fome às nações e
punir as almas dos malditos no Hades.

EURYNOMUS (Eurynomos) Um Daemon que despojava a carne dos cadáveres. Ele


era descrito com uma pele azul-negra e provavelmente imaginado com a cabeça de um
abutre.

GORGYRA Uma ninfa do submundo. Ela era a esposa do deus-rio Acheron.


HADES (Haides, Aidoneus) O sombrio Rei do Submundo, o governante dos mortos.
Ele recebeu seu domínio sombrio quando os três filhos de Cronos sortearam os domínios
do universo.

HECATE (Hekate) A deusa da magia, a necromancia e dos fantasmas assombrosos


dos mortos. Ela que surgia do mundo subterrâneo com um cortejo de Lampads, Lamiae
demoníacas, fantasmas e cães do inferno. Hecate era a ministra de Perséfone.

HERMES CHTHONIUS (Khthonios) O guia dos mortos que leva os fantasmas ao


seu último lugar de descanso em Hades.

HYPNUS (Hypnos) O deus do sono que morava em um reino silencioso nas


fronteiras do Hades. Ele saia do submundo com sua mãe, Nyx, a Noite.

KERES daimones femininos e monstruosos da morte violenta e doenças. Elas


presidiam a carnificina do campo de batalha, levando as armas da morte e liberando as
almas do moribundo.

LAMIAE (Lamiai) Daimones do cortejo da deusa Hekate. Elas eram monstros


vampíricos que assumiam a forma de mulheres bonitas para seduzir e devorar homens
jovens.

LAMPADES ninfas subterrâneas que carregam tochas no cortejo da deusa Hecate.


Elas podem ter guiado os espíritos dos mortos abençoados (iniciados dos Mistérios
Eleusinianos) para o seu lugar de descanso final em Elysium.

LETHE A deusa do rio subterrâneo do esquecimento. As almas dos mortos


provavam suas águas para esquecer suas vidas anteriores.

LEUCE (Leuke) Uma ninfa raptada pelo deus Hades aos campos Eleusios onde foi
transformada em um álamo branco.

MACARIA (Makaria) A deusa da morte abençoada ou então o líder dos mortos


abençoados (ou seja, iniciados dos Mistérios Eleusinianos). Ela era filha de Hades.

MELINOE Um espantoso Daemon que levava os espíritos do submundo a


assombrar a Terra. Um lado de seu corpo era preto, o outro era branco. Ela provavelmente
era idêntica a Hekate.

MENOETES (Menoites) Um Daemon que reunia o gado de pele negra de Hades. Ele
foi combatido por Heracles, que lhe cortou as costelas.

MINOS Um dos três juízes dos mortos. Ele era originalmente um rei de Creta, que
recebeu sua posição em Hades como uma recompensa pelo estabelecimento de leis na
Terra.

MINTHE Uma ninfa do submundo amada pelo deus Hades. Ela foi transformada em
pó pela Perséfone, e estes permanecem em uma planta de menta por Hades.
MOIRAE (Moirai) As três deusas do destino. Algumas vezes eram retratados como
ministros atendentes no trono de Hades.

MORMOLYCEIA (Mormolykeia) daimones do cortejo de Hekate. Eles eram


semelhantes aos Lamiae.

NYX A deusa primitiva da noite. Ela saia de sua casa no submundo arrastando suas
névoas escuras pelo céu.

ONEIRI (Oneiroi) Os Daemones dos sonhos. Eles saíam do submundo à noite


através de um dos dois portões: aqueles que atravessavam o portão do chifre traziam
sonhos falsos e mentirosos; enquanto aqueles que atravessavam o de marfim eram
mensageiros da verdade.

ORPHNE Uma ninfa do submundo, a esposa do rio Acheron.

PERSEPHONE A deusa Rainha do submundo. Ela foi seqüestrada para o mundo


subterrâneo por Hades para se tornar sua noiva. Mas sua mãe, Demeter, garantiu seu
libertação parcial, permitindo que ela voltasse à Terra por seis meses do ano. Seu retorno
anual marcava a chegada da primavera, enquanto sua descida em Hades trazia os estéreis
meses de inverno.

PYRIPHLEGETHON O deus do rio infernal do fogo.

RHADAMANTHYS Um dos três juízes dos mortos e rei dos campos elisios, lar dos
mortos favorecidos. Ele era um famoso legislador que foi nomeado este cargo como
recompensa após a morte.

STYX A deusa do rio subterrâneo do ódio, cujas correntes circundavam todo o reino
dos mortos. Os deuses faziam seus juramentos mais solenes por suas águas negras.

TARTARUS (Tartaros) O deus primitivo do poço escuro e tempestuoso que se


encontrava sob os alicerces da terra e abaixo do reino de Hades. O próprio Tártaro era o
poço, em vez de um deus em forma de homem. Seu reino era a prisão dos antigos deuses
do Titã, selados em todos os lados com muros de bronze e protegidos pelos Hekatonquiros
de cem braços.

THANATUS (Thanatos) O Daemon alado da morte. Ele era o ministro do Hades.

TROPHONIUS (Trophonios) O Daemon do oráculo subterrâneo de Lebadea em


Beotia.
Se por um lado, na Antiguidade o culto aos deuses do submundo era algo mais
restrito, hoje em dia se vê uma grande fascinação pelo mesmo, especialmente por
Edoneus. Se deseja muito lhe render culto, inicie com as informações mais comuns sobre o
culto ctônico, e com o tempo, vá adicionando o que os frutos de sua devoção lhe inspirar.

Qual o motivo da precaução ritual no culto Ctônico?


O contato com o submundo e suas divindades gera Miasma (Μίασμα), uma espécie
de poluição espiritual. Ela é ocasionada de outras formas também, como no sexo, na morte,
nos nascimentos. Miasma é uma força corrosiva, pode ser retirada através de purificações
(katharmós/Καθαρμός).

Podemos imaginar o espanto que o imaginário popular do submundo causava nas


pessoas para terem cautela no trato com deuses lá de baixo. Se você já leu a Odisséia,
deve lembrar que não somente os mortos compareceram ao chamado do herói, mas
também a horripilante cabeça da Górgona.

Devemos pensar também em quais situações deuses ctônicos eram invocados: ou


era durante ritos agrários ou nos ritos funerários. Não é como hoje em dia, em que o povo
neopagão fora de contexto acorda querendo tomar um cafézinho com Hades.

Contudo, é super importante notar: a antiga cautela em relação ao mundo ctônico e


seus residentes não implica num abandono dessa realidade. Era parte da Eusebeia, a
piedade, honrar os ancestrais e familiares mortos. Logo, por mais que pudesse implicar num
miasma temporário o contato com as coisas dos mortos na hora de levar suas oferendas
aos túmulos, principal local de culto deles, as famílias mantinham esse zelo pelos que já se
foram. Fosse no aniversário de morte ou num festival público anual dedicados aos mortos, a
Genesia (Atenas). São abundantes registros gráficos que demonstram o carinho no cuidado
com os túmulos, levando oferendas e fitas ornamentais.

E por fim, os deuses ctônicos propriamente ditos causam miasma? De acordo com
meus estudos, concluo que não exatamente. Talvez apenas nas ocasiões que se vai ao
cemitério lidar com as cosias dos mortos. Frequentemente se pede aos deuses ctônicos
para que facilitam a comunicação entre vivos e mortos. Então, ouso pensar que se é um
caso onde somente irá fazer oferendas a algum deus ctônico em seu aspecto agrário, não
entendo como agente de miasma.

O que os estudos nos mostram: o processo da morte e o defunto, o corpo morto, são
as situações e agentes de miasma. E aquilo que depois se torna deles, a sepultura. No
mais, uma purificação simples remove o miasma e te devolve à normalidade requerida para
continuar seus afazeres.

Referências:

Burket, Walter. “Religião grega na época clássica e arcaica”. Fundação Calouste


Gulbenkian, 1993.
Campbell, Andrew. “Old Stones, New Temples”. Xlibris Corporation, 2000.
Fairbanks, Arthur. “The Chthonic Gods of Greek Religion”. The American Journal of
Philology, Volume 21, 1900.
Harrison, J.E. “Prolegomena to the Study of Greek Religion”. Cambridge, 1903.
Homero. “Odisséia”. Tradução de Carlos Aberto Nunes. Ediouro, 1980.
Nilsson, Martim. P. “Greek religion”. Columbia University Press, 1940.
Temperance, Elani. “Ouranic versus ctonic deities”. Disponível em Acesso em 29
maio 2019.
Vernant, Jean-Pierre. “Mito e Religião na Grécia Antiga”. São Paulo, Martins Fontes,
2009.
Zaidman, Louise Bruit. “Os gregos e seus deuses”. São Paulo, Edições Loyola,
2010.

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