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Cartilha Aromaterapia

Aromaterapia para iniciantes

Enviado por

leonardossocial
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
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Aromaterapia para iniciantes

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Coleção Primeiros Passos

em Práticas
Integrativas em Saúde

AROMATERAPIA
O DESPERTAR PARA O AUTOCUIDADO

Curso de Formação de Especialistas:


Práticas Integrativas em Saúde:
Ampliação da Cultura de Cuidado

LAPACIS
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS
LABORATÓRIO DE PRÁTICAS ALTERNATIVAS, COMPLEMENTARES E INTEGRATIVAS EM SAÚDE

Título: AROMATERAPIA: O DESPERTAR DO AUTOCUIDADO

Autores:

ALESSANDRA LIMA MARCOS SANTOS

CARINA LORDELO CORCIONE

DAIANI APARECIDA MEDEIROS BELLO

ELAINE MARASCA GARCIA DA COSTA

MÔNICA DE AQUINO VIEIRA BOETA

NELSON FILICE DE BARROS

PRISCILA FERRARI MOREIRA NASCIMENTO

SILVIA PATRICIO SOARES

[Link] – UNICAMP

CAMPINAS

1ª Edição

2024
Título Original:
Coleção primeiros passos em práticas integrativas em saude: Aromaterapia o Despertar
para o autocuidado.

1.ª Edição –Copyright © 2024 - Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

Todos os direitos reservados e protegidos. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida
ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo
fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão
escrita do detentor do “Copyright”, e sem estar de acordo com a lei n° 9.610/98. Foi rea-
lizado o deposito legal na Fundação Biblioteca Nacional, de acordo com as leis 10.994, de
14/12/2004, e 12.192 de 14/01/2010.

PROJETO EDITORAL: Laboratório de Práticas Alternativas Complementares e integrativas


em Saude (LAPACISUNICAMP)

CONSELHO EDITORIAL: Prof. Dr. Nelson Filice de Barros


Profa. Dra. Elaine Marasca Garcia da Costa
Profa. Gabrielle Semolini
Profa. Dra. Michelle Pedroza Jorge
Profa. Dra. Pamela Siegel
Profa. Dra. Renata Cavalcanti Carnevale

PRODUÇÃO EDITORAL: Alessandra Lima Marcos Santos


Carina Lordelo Corcione
Daiani Aparecida Medeiros Bello
Mônica de Aquino Vieira Boeta
Pricila Ferrari Moreira Nascimento
Silvia Patricio Soares

REVISÃO: Alessandra Lima Marcos Santos


Carina Lordelo Corcione - Lapacis
Daiani Aparecida Medeiros Bello
Mônica de Aquino Vieira Boeta
Pricila Ferrari Moreira Nascimento
Silvia Patricio Soares

REVISÃO BIBLIOGRAFICA: Responsabilidade dos autores

REGISTRO ISBN: Biblioteca Central – UNICAMP

TIRAGEM: E- book (PDF)

Universidade Estadual de Campinas – São Paulo – Brasil


Faculdade de Ciências Médicas
LAPACIS - Laboratório de Práticas Alternativas Complementares e Integrativas em Saúde
Prof. Dr. Nelson Filice de Barros
Endereço: Rua Tessália Vieira de Camargo, 126
Cidade Universitária Zeferino Vaz
CEP 13083-887 – Campinas, SP, Brasil
Telefone: (19) 3521-9240
[Link] E-mail: lapacis@[Link]

LAPACIS
UNICAMP
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS
BIBLIOTECA

Ficha catalográfica elaborada por


Maristella Soares dos Santos
CRB8/8402

Ar67 Aromaterapia : o despertar do autocuidado [recurso eletrônico] / Alessandra


Lima Marcos Santos... [et al.] ; [Professor responsável Nelson Filice de
Barros ; LAPACIS]. – Campinas, SP : UnicampBFCM, 2024.
(Primeiros Passos em Práticas Integrativas em Saúde)
53 p. : il. PDF.

Modo de acesso: World Wide Web:


[Link]
ISBN 978-65-87100-45-6

1. Terapias complementares. 2. Aromaterapia. 3. Autocuidado. I.


Santos, Alessandra Lima Marcos, 1978-. II. Barros, Nelson Filice de, 1968-.
III. Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas.
Laboratório de Práticas Alternativas Complementares e Integrativas em
Saúde. IV. Título.

CDD. 615.89
• Agradecimentos

Agradecemos ao Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências


Médicas – FCM da UNICAMP; ao Laboratório de Práticas Alternativas,
Complementares e Integrativas em Saúde – LAPACIS; ao coordenador e
nosso Prof. Dr. Nelson F. de Barros por esse curso que nos possibilitou
sermos diferentes daquelas do início do percurso; às coordenadoras
Renata Cavalcanti Carnevale, Elaine Marasca Garcia da Costa e nossa
tutora Gabriele.

Ao aprendizado compartilhado em cada aula por mestres extraordinários que possibilitou


sermos agentes semeadores de divulgação das Práticas Integrativas e Complementares na
promoção da saúde; conjugando a autonomia do autocuidado emancipador passando pela
escuta ativa.

Às seis companheiras “aromáticas” que nesse trabalho cheio de aromas e descobertas de si,
vai além do eu, levando a compreensão do outro pela óptica dos óleos essenciais. Ao Lucas
Patrício, por sua colaboração em todo o processo de mídia na produção da nossa oficina,
Max Da Pieve,nosso diagramdor, quem muito nos auxiliou com as questões técnicas para a
publicação desta cartilha.

• Agradecimentos individuais

Eu, Alessandra Lima, agradeço a Deus na pessoa da Santíssima Trindade e a Sagrada Família,
por me abrir os olhos para a sua criação e me fazer entender o seu valor e sua importância. Aos
meu pai (In Memoriam), minha mãe Maria de Fatima, a minha irmã Ana Paula e seu esposo
Leonardo que me deram sobrinhos maravilhosos: Helena Fatima e Gael e ao meu amor Erick
Luiz, obrigada por todo apoio e incentivo; com vocês minha história tem cor e aroma. Agrade-
ço também ao agrônomo Rommel Sauerbronn da Cunha e ao biólogo Billy Valmir Moraes e a
minha amiga Drª Solange dos Santos Cerqueira por fornecerem imagens para nossa oficina do
trabalho de conclusão de curso e para a ilustração desta cartilha. Ah! Vetiver não posso deixar
de te agradecer, você não foi meu primeiro óleo essencial, mas foi marcante, fixou seu aroma
em mim, me ajudou a dispersar o que já não era necessário e a fixar o essencial para a minha
vida e na vivência entre a família e amigos. E a vocês: Daiane, Silvia, Mônica, Pricila e Carina,
obrigada pela parceria.

Eu, Carina Lordelo agradeço a Maria e Pedro Lordelo pelos saberes compartilhados e terem
me ensinado o essencial da vida.

Eu, Pricila Ferrari, agradeço a Deus pelos teus planos para minha vida, pois são sempre maio-
res que meus próprios sonhos. Gratidão a todas as meninas do grupo pela incondicional par-
ceria para elaboração desta cartilha. Sou grata ao meu marido Caio e minha filha Sophia que
nunca me recusaram amor, apoio e incentivo.
Para mim, Daiani Bello, a gratidão é uma benção que traz em sua dimensão o imensurável
amor que tivemos para conseguir chegar onde chegamos. Agradeço a minha mãe Wilma Belo
Medeiros, ao meu namorado Rafael Eugênio e aos meus primos Carlos Eduardo e Paulo Ricar-
do, por me acolherem e me fortalecerem nesta caminhada que se concretiza neste trabalho. A
vocês o meu amor em forma de gratidão. Agradeço as minhas colegas deste trabalho, cada uma
com sua ação essencial, para que chegássemos neste resultado. Ao óleo essencial de laranja
doce, que me acompanhou neste período de construção, me auxiliou no encontro da minha
criança interior e na minha cura do câncer de Tireoide. Também aos anjos que hoje tem outra
morada, mas que certamente estão felizes por minha conquista, meu pai Domingos, minha avó
Maria, meu avô João Francisco, minha avó Jardelina, meu amigo Lucas Egídio. Ao divino criador
de tudo que há, ao mestre Jesus e a todos os meus ancestrais, que são parte do que sou en-
quanto Ser e profissional farmacêutica, na missão de promoção de saúde e cura pela conexão
com a natureza.

Eu, Silvia Patricio, quero agradecer a Deus, que está à frente de tudo em minha vida, aos meus
pais, que são meu alicerce, ao meu irmão Lucas, que sempre está ao meu lado para tudo,
aos meus amigos: Ewerton Pereira, Marcelo Abel, Patrícia Odilon e Simone Santos pelo apoio.
Também a Virgínia Mota que me incentiva a buscar cada vez mais conhecimento nesta área
maravilhosa das PICS e a todos aqueles que contribuíram, de alguma forma, para a realização
deste trabalho.

Eu, Mônica, agradeço à dedicação e admiração dos meus pais (In Memorian), Alcides e Ivonete;
ao meu amado Marcelo, pelo entusiasmo com o meu crescimento pessoal e profissional; e as
minhas meninas: Ana, Agatha e Alicia, vocês deixam a minha vida mais colorida e alegre. Obri-
gada por embarcarem nos meus sonhos. Agradeço aos Coordenadores, Professores e amigos
da Pós graduação, por proporcionarem encontros tão ricos e repletos de conhecimento cienti-
fico, e pela coragem de seguirem no caminho das práticas integrativas.
“Respirar é a primeira coisa que fazemos ao nascer e a última
quando morremos. Que todos esses milhões de movimentos sejam
valiosamente aproveitados em sua vida!”

CORAZZA
• SUMÁRIO

• INTRODUÇÃO ............................................................................................................................8
• AUTOCUIDADO ...................................................................................................................... 11
DESPERTANDO UM OLHAR PARA SI MESMO....................................................................... 11
MEU CUIDADO COM O ÓLEO ESSENCIAL. ............................................................................ 12
• NO INÍCIO ERA SÓ AROMA?................................................................................................... 12
A HISTÓRIA DO USO DA AROMATERAPIA ............................................................................ 14
• O QUE SÃO ÓLEOS ESSENCIAIS? ............................................................................................ 14
USO CONSCIENTE DOS ÓLEOS ESSENCIAIS. ......................................................................... 15
• PROCESSO DE EXTRAÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS ................................................................ 16
• VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ...................................................................................................... 16
VIA OLFATIVA.......................................................................................................................17
VIA CUTÂNEA/ DÉRMICA ..................................................................................................... 17
VIA ORAL. .............................................................................................................................18
• CARREADORES........................................................................................................................ 18
• MATEMÁTICA AROMÁTICA .................................................................................................... 19
• FARMACOCINÉTICA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS.......................................................................... 20
• CROMATOGRAFIA................................................................................................................... 21
• QUIMIOTIPO ............................................................................................................................ 21
DIFERENÇA DAS PLANTAS COM NOMES PARECIDOS........................................................... 22
• COMO TER UM ÓLEO ESSENCIAL DE QUALIDADE. ................................................................. 25
• CONTRA INDICAÇÃO E TOXICIDADE. .......................................................................................26
• CONSULTA AROMÁTICA ........................................................................................................ 27
PARA SEU PRÓPRIO CUIDADO COM O ÓLEO ESSENCIAL, DEVE-SE SABER: ....................... 27
• PEDILÚVIO: ESCALDA PÉS TERAPÊUTICO ............................................................................... 28
• COMO PREPARAR UM PEDILÍVIO ........................................................................................... 28
• O USO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS NA AROMATERAPIA CLÍNICA ................................................29
• ÓLEO ESSENCIAL DE ROSMARINUS OFFICINALIS/SALVIA ROSMARINUS - ALECRIM. ................. 31
• ÓLEO ESSENCIAL CITRUS AURANTIUM – LARANJA ................................................................31
• ÓLEO ESSENCIAL DE MENTHA PIPERITA - HORTELÃ PIMENTA............................................... 32
• ÓLEO ESSENCIAL DE MELALEUCA/TEA TREE. ......................................................................... 34
• ÓLEO ESSENCIAL DE LAVANDULA AUGUSTIFOLIA LAVANDA FRANCESA ............................... 36
• ÓLEO ESSENCIAL DE CHRYSOPOGON ZIZANIOIDES VETIVER ................................................. 37
• USO DO ÓLEO ESSENCIAL E HIDROLATO DE VETIVER ........................................................... 38
• CONSIDERAÇÕES FINAIS. ....................................................................................................... 39
• GLOSSÁRIO ............................................................................................................................. 41
• REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. ............................................................................................. 44
• INTRODUÇÃO
O uso das plantas, remonta ao período pré-
-histórico. Antigas civilizações utilizavam o co-
nhecimento do fogo para aquecer às plantas e
produzir uma fumaça em homenagem aos deu-
ses. Apenas no período neolítico (4.000 a.C.), o
homem organizado em tribos passou a cultivar
as plantas e a extrair os óleos vegetais (CORA-
ZZA 2010).

O médico e filósofo árabe Avicena (980 a 1037),


descobriu os óleos essenciais na modernidade,
através da química, no uso curativo das plantas
e do método de destilação. Levou o processo de
obtenção à Europa, o que resultou em 47 óleos
diferentes. No período próximo ao ano 1200, a
expansão do conhecimento terapêutico e também da produção de resi-
nas, especiarias e ervas aromáticas, expandir-se para o Extremo Oriente, o
Oriente Médio e África (MILLER, 2005).

Em 1928, o químico René Maurice Gattefossé descobriu, acidentalmente,


as propriedades medicinais e dermatológicas da Lavanda, após queimar seu
braço em seu laboratório. Tentando apagar o fogo, mergulhou seu braço no
barril contendo o óleo essencial; Sua experiência foi relatada na publicação
de seu livro, intitulado “Aroma Therapie”. Caberia a Gattefossé, declaram ser
o primeiro pesquisador a utilizar o termo “Aromaterapia” (MALUF, 2008).

Uma enfermeira e bioquímica chamada Marguerite Maury, estudou e


propôs o uso de diferentes óleos e sinergias aromáticas, na via dermatoló-
gica e inalatória, para a cosmetologia e terapêutica, sendo considerada a
“mãe da aromaterapia” (BUCKLE, 2019).

A aromaterapia é uma prática terapêutica secular que consiste no uso


intencional de concentrados voláteis extraídos de vegetais identificados
como óleos essenciais (OE) com a intenção de promover ou melhorar a
saúde, além do bem-estar e higiene. Inserida no Sistema Único de Saúde
(SUS) por meio da Portaria Nº 702, de 21 de março de 2018, compõe o rol de
29 modalidades terapêuticas institucionalizadas com a Política Nacional
de Práticas Integrativas e Complementares – PNPIC. A inclusão das Práti-
cas Integrativas e Complementares da Saúde - PICS no SUS, como política,
posicionou o Brasil na vanguarda mundial da inserção das Medicinas Tra-

8
dicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) no sistema nacional de
saúde (BRASIL, 2018b).

Apesar do crescente interesse de pessoas leigas pelo tema e do aumento


da utilização dos óleos essenciais nas práticas de autocuidado, ainda há
pouca informação divulgada a respeito das diversas formas de aplicação,
toxicidade, contraindicações e propriedades em geral. A motivação para
produção da presente cartilha se deu por meio do curso de Formação de
Especialistas em Práticas Integrativas em Saúde: Ampliação da Cultura do
Cuidado – Laboratório de Práticas Alternativas Complementares e Integra-
tivas em Saúde – LAPACIS

Esse texto é fruto da compilação dos temas, em oficinas online, desse


grupo.

Após a execução de oficinas com a temática - Aromaterapia: O despertar


para o autocuidado. Esperamos que o material aqui reunido contribua não
apenas para divulgar a aromaterapia como prática e consumo consciente
dos óleos essenciais, mas também que possa ser um despertar para um
novo olhar sobre a cultura do cuidado.

9
• Práticas Integrativas e
Complementares em Saúde (PICS)
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são abordagens
terapêuticas que têm como objetivo prevenir agravos à saúde, a promover
e recuperação da saúde, enfatizando a escuta acolhedora, a construção
de laços terapêuticos e a conexão entre ser humano, meio ambiente e so-
ciedade. Estas práticas foram institucionalizadas pela Política Nacional de
Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC)

Foi instituída por meio da Portaria GM/MS nº 971, de 3 de maio de 2006


e contemplou inicialmente, diretrizes e responsabilidades institucionais
para oferta de serviços e produtos da homeopatia, da medicina tradicional
chinesa/acupuntura, de plantas medicinais e fitoterapia, além de medicina
antroposófica e termalismo social/crenoterapia.

Nos anos de 2017 e 2018, a política foi ampliada em 29 novas práticas foram
incluidas com a publicação das portarias GM nº 849/2017 e GM nº 702/2018:
arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia,
naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia
comunitária integrativa, yoga, aromaterapia, apiterapia, bioenergética, cons-
telação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos,
ozonioterapia e terapia de florais.

As práticas são oferecidas pelo sistema único de saúde (SUS), de forma


integral e gratuita.

Uma das ideias centrais dessas abordagens é uma visão ampliada do


processo saúde e doença, assim como a promoção do cuidado integral do
ser humano, especialmente do autocuidado. As indicações das práticas
se baseiam no indivíduo como um todo, levando em conta seus aspectos
físicos, emocionais, mentais e sociais

É importante ressaltar que as Práticas Integrativas e Complementares não


substituem o tratamento convencional tradicional, pois são um adicional,
um complemento ao tratamento e indicadas por profissionais específicos
conforme as necessidades de cada caso.

10
• AUTOCUIDADO
Segundo definição da Organização Mundial da
Saúde (OMS), o autocuidado refere-se às habilidades
de indivíduos, famílias e comunidades em promover
saúde, prevenir doenças, manter a saúde e em lidar
com a doença ou a incapacidade, com ou sem o
suporte de um profissional de saúde (MINISTÉRIO
DA SAÚDE, 2023).

O cuidado é um atributo da espécie humana e


das ações de cuidado resultam ainda hoje as pos-
sibilidades da nossa manutenção no planeta (BAR-
ROS, 2020).
Figura 1. Autocuidado. Fonte:
Canva.
Para Girondoli e Soares (2023), o autocuidado não
é inato, mas ao longo da vida é aprendido. Quando reconhecemos as neces-
sidades físicas, mentais e emocionais e adotamos medidas de promoção
da saúde e prevenção de doenças, consequentemente, há mudanças na
produtividade, nos relacionamentos interpessoais e na autoestima.

• DESPERTANDO UM OLHAR PARA SI MESMO

Como você tem encarado e se dedicado à promoção da sua saúde e à


prevenção de doenças? (PIRES, 2021)

Você já pensou se o seu ato de cuidar cuida de você ou da sua dor,


mal-estar ou doença? Então vamos refletir sobre alguns fatores:

• Como foi o seu dia?

• Como está o seu meio (social, de trabalho, familiar)?

• O seu lazer?

• O seu espiritual?

Tem como cuidar da sua dor sem olhar tudo que está em você e que te rodeia?

Talvez essa não seja a prática da medicina biomédica que se está acostumado
a receber. Mas aqui falamos sobre as Práticas Integrativas Complementares
da Saude – PICs – em especial a prática de aromaterapia. (PIRES, 2021)

11
“O ato de cuidar, é orientado pelo princípio da amorosidade, por-
tanto, construído de forma compartilhada pelos interesses comuns
entre quem cuida e o sujeito do cuidado, como forma de pro-
mover a autonomia do sujeito com vistas à sua emancipação...”
(BORNSTEIN, Vera Joana et al (Org.). Curso de Aperfeiçoamento
em Educação Popular em Saúde: textos de apoio. Rio de Janeiro:
EPSJV, 2016.)

O autocuidado vem desse lugar de conhecimento adquirido de si e da


escuta ativa do outro que é o cuidador.

Então só há autocuidado quando há o outro que é o cuidador?

O autocuidado existe quando você reconhece a sua necessidade do cui-


dado e proporciona isso a si mesma (o).

A ação que transforma o cuidado emancipador em autocuidado parte


do movimento da valorização do pensamento crítico e da reciprocidade de
quem cuida.

• MEU CUIDADO COM O ÓLEO ESSENCIAL

Autocuidado com o uso dos óleos essenciais, o que é importante saber:

• O que você pretende tratar?

• Qual é o quimiotipo do óleo essencial?

• Qual é a via de administração adequada?

• Há toxicidade e contraindicação?

O ser humano é constituído de todas as experiências vividas, compondo a linha


da vida que retrata quem você é, naquele momento. O uso correto e adequado dos
óleos essenciais pode te ajudar a organizar essa linha de maneira que ela retrate
a sua imagem como na figura 1.

• NO INÍCIO ERA SÓ AROMA?


Fogo para se aquecer e para assar a caça, ao mesmo tempo domesticando
animais e cultivando plantas, foi assim que no mundo antigo, o homem no
seu autocuidado, passou a sentir cheiros, da madeira, de cada erva, folha

12
ou flor, por uma névoa aromática que estes elementos da natureza exala-
vam quando queimados, o que deu origem ao que conhecemos hoje como
Perfume, (latim “per fumum”) que significa “pela fumaça”. (AMARAL, 2021)

Veja abaixo, uma figura representando a descoberta do fogo pelo homem,


onde deu início ao uso de plantas aromáticas, através da fumaça, para di-
versas finalidades, dentre elas a perfumaria. Exemplo nesta imagem de um
frasco antigo de perfume.

Figura 2: Aromas na Antiguidade, o fogo Figura 3: Aromas na Antiguidade, frasco de


e o aroma disperso no ar. Fonte Canva perfume. Fonte Canva

Acidentalmente o homem primitivo descobriu que a fumaça podia ser


agradável e saudável, ajudava a preservar alimentos, auxiliava na digestão,
nos rituais de purificação. Também se via em cada planta, uma dádiva do
criador, ervas sagradas que se tornaram sua medicina. (MILLER, 2023)

A prática da Aromaterapia fundamentada no


conhecimento tradicional de várias culturas desde
tempos remotos, utiliza propriedades terapêuti-
cas dos óleos essenciais, provenientes de fontes
naturais vegetais. (CORAZZA, 2004)

Uma molécula que se desprende do óleo es-


sencial e na nossa inspiração é aspirada nas fos-
sas nasais, penetra nas mucosas e alcançando
neurônios olfativos. Desta forma ocorrem conexões
neurais, que se traduzem, no cheiro que agrada
ou desagrada, acessam a memória, num sistema
chamado Límbico. Atinge também glândulas do
Figura 4: Mecanismo olfativo na inalação nosso sistema endócrino, que secretam substân-
de óleos [Link]: Canva. cias como mensagens, enviadas na corrente san-

13
guínea, até as células-alvo, para produzir o efeito sistêmico. Assim se faz o
mecanismo olfativo. (WOLFFENBUTTEL, 2019)

A figura 4 representa essa conexão, que ocorre com a inalação de óleos


essenciais, do olfato com neurônios e assim com nossos sistemas corporais,
bem como com a nossa memória e as emoções.

• A HiSTÓRIA DO USO DA AROMATERAPIA

O óleo essencial na vida de grandes autores da aromaterapia:

• René-Maurice Gattefose era um químico perfumista que


sofreu um incêndio em seu laboratório que ocasionou na
queimadura dos seus braços, muitas são as histórias por
trás do fato, mas o que foi evidenciado é a cura das lesões
Fonte: Wikipedia
com óleo essencial de Lavandula angustifólia;

• Dr. Jean Valnet teve sua experiência no campo de batalha


durante a 2ª Guerra Mundial, realizando tratamento com
óleos essenciais nos soldados feridos, usando as proprie-
Fonte: Wikipedia
dades antissépticas. (FESTY, 2021; SAMIA, 2008).

Existem nomenclaturas especificas para cada uso dos aromas, que de-
terminam sua pesquisa e forma de uso. Na terapia que utiliza óleo essen-
cial natural, 100% puro e 100% completo, de origem botânica conhecida e
composição química integral, a prática é nomeada por aromaterapia, termo
criado em 1937 por René-Maurice Gattefose. Contudo o estudo técnico dos
óleos essenciais na sua atuação farmacológica no organismo, termo criado
em 1970 e é reconhecida como aromatologia. Já a aromacologia é o estudo
do aroma e seus efeitos psicofisiológicos, sem distinção de óleos essenciais
puros, fragrâncias sintéticas, óleos essenciais adulterados e falsificados, criada
pelo Sense of Smell Institute (SSI) em 1989. (WOLFFENBÜTTEL, 2019; MALUF
2008, GÜMBEL, 2016).

• O QUE SÃO ÓLEOS ESSENCIAIS?


São substâncias ativas naturais e lipossolúveis, presentes nas estruturas
secretoras específicas em células oleíferas, na membrana celular da planta:
cutículas, tricomas e escamas glandulares, nas vesículas olfativas pequenas,
que são os bolsões que contém os óleos.

São aromas voláteis e pertencem ao metabolismo secundário da planta


com o objetivo de garantir a sobrevivência da espécie, repelindo insetos

14
herbívoros, agentes patogênicos, plantas competitivas e também para per-
petuar a espécie, atraindo animais e insetos polinizadores, protegendo a
planta da perda de água e aumento da temperatura.

Estão localizadas nas flores, folhas, casca de árvores, casca de frutas cí-
tricas, raízes, bagas, sementes e seivas, de onde são extraídas.

De uma mesma planta aromática é possível se extrair diferentes aromas


voláteis, como por exemplo, a laranja, Citrus aurantium da família das Rus-
taceae:

• Da casca da laranja se extrai o óleo essencial de laranja;

• Da flor o óleo essencial de Néroli;

• Das folhas e pequenos frutos pode se extrair o óleo essencial de


Petitgrain.

(WOLFFENBÜTTEL, 2019; MALUF 2008, GÜMBEL, 2016)

• USO CONSCIENTE DOS ÓLEOS ESSENCIAIS

Na aromaterapia existem várias maneiras de ter uso consciente dos óleos


essenciais. Vamos refletir:

• O ciclo cronológico que a planta passou para adquirir essas proprie-


dades pode variar de meses a anos;

• A quantidade de insumo natural para produção do óleo essencial é


sazonal;

• Conhecer o óleo essencial e suas propriedades terapêuticas;

• Indicações e contra indicações;

• Verificar se é adequado para atender a necessidade especifica de


acordo com a ação terapêutica;

• A dosagem;

Em um quadro extremo, g de Lavandula angustifolia gera so-


nolência, 2 gramas de Hyssopus officinalis gera o risco de uma
crise epiléptica. (FESTY, 2021)

15
• PROCESSO DE EXTRAÇÃO DOS ÓLEOS
ESSENCIAIS
Há escritos que relatam a existência do alambique de destilação de óleos
essenciais há mais de 5 mil anos a.C, porém foi Avicena, (Ibn Sina) quem
processou a destilação do primeiro O.E. puro: na ocasião realizou a destila-
ção a vapor de rosas.

O processo de extração dos óleos essenciais inicia-se com a colheita: o


horário é importante, e também se haverá processamento ou não, antes
da destilação.

Existem vários métodos de extração de óleos essenciais, são eles: destilação


a vapor, hidrodestilação, extração supercrítico, extração subcrítica, extração
por gás refrigerante, extração a vácuo, extração por extrusão ou prensagem,
extração por enfloragem, extração por solvente e extração por óleo. Cada
método tem a sua particularidade e resulta em um produto único, ou seja,
o método interfere no tipo de óleo essencial extraído.

Nos processos de extração denominados destilação a vapor e hidrodes-


tilação, são produzidos dois produtos: o óleo essencial e o hidrolato. No
processo de prensagem a frio, da casca dos frutos cítricos obtemos óleos
essenciais cítricos, que são fotossensíveis devido a presença do componente
químico bergapteno (5-metaxipsoraleno) da classe da furanocumarina. Já
no processo de destilação a vapor esse componente da classe da furanocu-
marina não estará presente no produto final do óleo essencial, sendo assim
este se torna mais segura para uso.

No processo de destilação, 300g da planta orégano, por exemplo:


obtém-se 10 gotas de óleo essencial de orégano; 10 kg de botões
secos de cravo da índia; rende kg de óleos essencial de cravo da
índia, 10kg de manjericão rende aproximadamente 30g de óleo es-
sencial de manjericão. (FESTY, 2021, WOLFFENBÜTTEL, 2019)

• VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
As notas aromáticas, segundo MALUF (2008) E GÜMBEL (2016) e as in-
terações entre o efeito farmacológico e o corpo humano, relacionados na
figura 5, são associados da seguinte forma: as flores e os frutos geram as
notas altas, também conhecidas como notas de cabeça, que possuem in-
teração com a epiderme e sistema nervoso central; as notas médias ou de

16
corpo que se associam a derme, são os produtos da destilação das cascas,
caule e sementes; os óleos voláteis das raízes, de resina na perfumaria, são
os chamados fixadores e conhecidos como notas de base, com volatilização
lenta..
INTERAÇÃO DO CORPO HUMANO COM A FUNÇÃO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS
E O LOCAL DA SUA EXTRAÇÃO

Figura 5: Criado por Alessandra Lima com a BioRender.


(MALUF 2008 e GUMBEL,2016)

• VIA OLFATIVA

Os cientistas Richard Axel e Linda B. Buck, receberam o Prêmio Nobel


2004 – de Medicina e fisiologia, por descobrirem que em cerca de 2% a 3%
do código genético, há genes de receptores olfativos.

Os glomérulos olfativos recebem estímulos nervosos de células receptoras


que são transmitidas para outros segmentos cerebrais estimulando assim
vários receptores olfativos, presentes em todos os tecidos (WOLFFENBÜTTEL,
2019). Podemos contemplar essas através dos seguintes tipos de inalação:

• Inalação direta, com stick e rolon utilizados próximos a linha olfativa

• Inalação indireta, com uso de colar terapêutico e rolon

• Inalação atmosférica, difusores elétricos ou a vela, que dispersa o


aroma no ambiente em que a pessoa se encontra

Outras técnicas de inalação e de uso exclusivo de profissional habilitado.

• VIA CUTÂNEA/ DÉRMICA

• Massagem terapêutica

• Banhos terapêuticos

17
• Compressas

• Pomadas

• Escalda-pés ou pedilúvio terapêutico

• Banho de mãos ou manilúvio terapêutico

• Sauna

• VIA ORAL

Sobre a ingestão de óleo essencial, comum em países como França, através


de prescrição médica e Inglaterra com a Aromaterapia clínica, no Brasil a
prática não tem autorização da ANVISA. Visto que os produtos que estão
no mercado nacional para ingestão, são caracterizados como aromas ali-
mentícios, e atendem à sua legislação específica, com função de dar sabor,
sem exercer ação terapêutica com comprovação cientifica sobre efeitos na
saúde, não apresentando também controle de níveis de toxicidade para
tal prática, ou permissão de uso mediante prescrição por profissionais de
saúde. (ABRAROMA, 2020)

• CARREADORES
Devido a sua alta volatilidade e grande concentração em composição
ativa o óleo essencial precisa de um meio condutor e diluição, são chama-
dos carreadores:

• Óleo vegetal (óleo vegetal de semente de uva, óleo vegetal de andi-


roba, óleo vegetal de girassol, entre outros óleos vegetais);

• Creme base vegetal (evitando cremes com base com derivados de


petróleo);

• Gel de origem vegetal (gel de Aloe Vera).

Nunca se utiliza óleo essencial puro na pele, devido ao risco de toxicidade


tópica. Há apenas alguns óleos que não fazem parte dessa máxima. Contu-
do, é preciso ter precaução no uso tópico direto.

18
• MATEMÁTICA AROMÁTICA
É utilizada no processo denominado sinergia/blend, que é a mistura do
óleo essencial e também na diluição com carreador, criando um efeito te-
rapêutico com a junção dos componentes químicos individual existente
em cada óleos essenciais.

Na utilização terapêutica é indicado a diluição de 1 - 3%, sendo que alguns


óleos essenciais, a diluição máxima chega a 0,5%. Essa diluição é ideal para:

• Canela da china – Cinnamomum cassia;

• Cedro – Cedrela fissilis;

• Cipreste–Cupressus sempervirens;

• Cistus – Cistus ladanifer;

• Cravo – Syzygium aromaticum;

• Louro – Laurus Nobilis;

• Noz-moscada – Myristica fragrans.

Emprega-se a diluição máxima à 1% nos seguintes óleos essenciais:

• Coriandro/coentro – Coriandrum sativum;

• Gengibre–Zingiber officinale.

Como calcular a diluição:

Para diluir o óleo essencial em óleo vegetal. Calculamos uma mistura de


100ml do produto final com 3% de óleo essencial. Exemplo:

19
Para 500ml de uma mistura com 3% de óleo essencial, temos:

Segundo Wolffenbüttel (2019) 1ml de óleo essencial = 20 a 22 gotas de


óleo essencial. Esse cálculo é variável de acordo com a densidade; o ideal é
usar uma pipeta graduada para ter precisão.

• FARMACOCINÉTICA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS


Farmacocinética é o estudo do
caminho percorrido pelos óleos
essenciais no corpo humano a
partir da aplicação. A figura 6,
demonstra o processo de distri-
buição no organismo humano a
partir da aplicação do óleo es-
sencial na pele.

• A absorção do óleo essencial


pode ocorrer pelos capilares
sanguíneos ou capilares lin-
fáticos;

Figura 6: Criado por Alessandra Lima no BioRender. GÜMBEL, 2016


• Interage com terminações
nervosas;

• Na circulação sistêmica, o coração é o primeiro órgão a receber o ma-


terial, pela infiltração via capilares sanguíneos e linfáticos;

• Pela expiração pulmonar é eliminado parte do óleo essencial absor-


vido na derme e via inalatória;

• Da corrente sanguínea chega a rede nervosa cerebral;

• No fígado ocorre a metabolização dos óleos essenciais tornando-os


solúveis em água;

20
• Parte do filtrado pode interagir com outros órgãos e tecidos difundi-
dos na pele sendo armazenados no tecido adiposo e são eliminados
na transpiração.

• CROMATOGRAFIA
É a análise de um produto pelo cromatógrafo a gás que utiliza um banco
de dados que comporta informações do padrão químico do óleo essencial
de cada planta. Essa análise permite conhecer os componentes químicos
presentes no óleo essencial, assim como confirmar ou descartar algum tipo
de adulteração ou falsificação do produto.

Qual a importância dessa análise? Além de confirmar se óleo essencial é


de fato o óleo descrito na embalagem, ela também permite o uso adequa-
do conforme o quimiotipo. Sendo assim, se quero relaxar vou usar um óleo
essencial que tenha linalol em maior concentração. O óleo de Lavandula
dentata tem uma concentração alta de cânfora então ele é estimulante já
o Lavandula angustifolia tem uma concentração maior de linalol por isso
é relaxante.

• QUIMIOTIPO
O quimiotipo, também chamado por Wolffenbüttel, por raça química,
apresenta a composição química majoritária presente no óleo essencial.
Essa informação é importante para determinar o tipo de ação que o óleo
essencial vai desempenhar para cada tipo de tratamento. Vale ressaltar que
o tipo de destilação pode fornecer quimiotipos diferentes, em uma mesma
planta.

Então posso usar os mesmos óleos essenciais para tudo?

Isso é bem relativo, visto que a ação terapêutica dos óleos essenciais é
determinada pela composição química e é essa composição que vai gerar a
ação terapêutica desejada. Para isso, é preciso utilizar o óleo essencial 100%
completo, 100% puro e 100% natural.

O quimiotipo aponta a ação terapêutica assertiva.

No caso do uso terapêutico da Rosmarinus officinalis, por exemplo, temos:


quimiotipo 1 (qt.1), quimiotipo 2 (qt.2) e quimiotipo 3 (qt.3):

• qt.1 – cânfora - estimulante da concentração mental;

21
• qt.2 – cineol, 1.8 cineol ou eucaliptol – bactericida, restaurador do apa-
relho respiratório, antisséptico, com ação expectorante e desconges-
tionante;

• qt.3 - verbenona – atua em problemas hepáticos e de vesícula.

Todos os óleos essenciais que tiverem o mesmo composto químico


majoritário (quimiotipo), terão a mesma ação terapêutica. Exemplos:

• Quimiotipo cânfora – estimulantes da concentração mental, espécie


que contém:

• Rosmarinus Officinalis ;

• Lavandula dentata.

• Quimiotipo linalol – relaxante e sedativo, espécie que contém:

• Lavandula angustifolia;

• Lippia alba.

Quimiotipo cineol (1.8 cineol, eucaliptol) – bactericida, restaurador do


aparelho respiratório, antisséptico, com ação expectorante e desconges-
tionante, espécie que contém:

• Rosmarinus officinalis;

• Melaleuca alternifolia;

• Eucalyptus globulus.

• DIFERENÇA ENTRE PLANTAS COM NOMES PARECIDOS

Será que todos os alecrins são iguais e tem as mesmas funções? Existem
várias plantas que podem ter o aroma parecido, as folhas e até mesmo o
nome popular, mas isso não significa que elas sejam a mesma planta e
tenham o mesmo efeito. Isso porque o efeito que as plantas produzem está
relacionado com os componentes químicos delas. Segue exemplo de como
um nome popular interfere na compreensão da planta.

22
É muito importante ficar atendo à descrição física da planta: cor das flores,
frutos e folhas e formato das folhas, flores, seu tamanho. etc. pois ajudam
no processo para diferenciar uma planta de outra.

• ROSMARINUS OFFICIANA-
LIS/SALVIA ROSMARINUS
Originária da Região Mediterrânea e cul-
tivada em quase todos os países de clima
temperado de Portugal à Austrália. Possui
porte subarbusto lenhoso, ereto e pouco rami-
ficado de até 1,5 m de altura. Suas folhas são
lineares, (como é possível observar na figura
7), coriáceas e muito aromáticas, medindo
1,5 a 4 cm de comprimento por 1 a 3mm de
espessura. Flores azulado-claras, pequenas
Figura 7: foto de Rosmarinus officianalis/Salvia
Rosmarinus plantada em vaso, em Angra dos reis.
e de aromas forte e muito agradável.
Autora aluna Alessandra Lima Marcos Santos do
curso de Especialização Práticas Integrativas em
Saúde: Ampliação da Cultura do Cuidado.

23
• BACCHARIS DRACUNCULI
FOLIA
Originária do Brasil, Bolívia, Paraguai, Uru-
guai, norte e centro da Argentina. Com porte
de arbusto lenhoso, perene podendo che-
gar a 4 metros de altura. Uma planta dióica,
apresenta diferentes anatomias, assim como
forma, cor, cheiro de folhas, flores, galhos,
conforme observado na figura 8. Tem dife-
renças na composição química no metabo-
lismo secundário. Curiosidade: suas folhas
tem cheiro de mel e as abelhas se utilizam Figura 8. Foto do Baccharis dracunculifolia Alecrim
dessa planta para produzir a própolis verde. dourado, retirado na Mandala-UNICAMP. Autora:
Aluna Pricila Ferrari do curso de Especialização
Práticas Integrativas em Saúde:
Outra planta de destaque é a popular “la- Ampliação da Cultura do Cuidado.
vanda” utilizada por muitos para auxiliar na
insônia, ansiedade, e determinados tipos de
depressão. Alguns gêneros de lavanda são relaxantes, facilita o sono e em
caso de depressão leve, quando o indivíduo está em estado de apatia, esse
tipo de lavanda não é o mais indicado.

O óleo essencial originado da espécie Lavandula angustifólia tem uma


composição química com potencial relaxante. Riva (2012) descreve que a
concentração química de acetato de linalol deve estar entre 30% a 60% . A
origem da produção altera esses componentes. A planta necessita de 16h
de incidência solar e altitude elevada. O Mediterrâneo e a região da França
são considerados os locais propícios para o cultivo gerando o produto es-
pecífico com essas caraterísticas. Essa característica do óleo essencial de
lavanda, quimiotipo linalol e acetato de linalol, com ação sedativa relaxante.

A Lavandula dentata que também é originária do Mediterrâneo se adap-


tou bem ao Brasil. O quimiotipo desse óleo essencial pode ser quimiotipo
1,8 cineol, ou quimiotipo cânfora, determinando que ação esperada é a ação
bactericida ou estimulante respectivamente.

Figueiredo e Moraes (2019) estudaram a composição química dos óleos


essenciais dos cultivos de Lavandula dentata na cidade de Monte Verde –
MG e na cidade Cunha – SP e compararam com dados de óleos essenciais
da mesma planta produzidas no Marrocos e na Espanha. A concentração
química apresentada na tabela abaixo leva à compreensão de que, esses ter-
ritórios analisados produzem óleos essenciais com capacidade estimulante.

24
Tabela segundo estudo de FIGUEIREDO e MORAES (2019)

Por vezes o uso do óleo essencial não surte o efeito esperado. Isso pode
ocorrer devido aos nomes populares ou nomes botânicos parecidos ou até
mesmo iguais, como também pela utilização de um produto com quimiotipo
diferente da ação esperada. Como por exemplo usar a Lavandula dentata
para a insônia podendo levar a agitação.

• COMO TER UM ÓLEO ESSENCIAL DE QUALIDADE


Passos para se identificar um óleo de boa procedência: Primeiro, ler o
rótulo. Nele é preciso conter as seguintes informações:

• Nome em latim;

• Nome popular;

• Tipo de destilação;

• Parte da planta destilada;

• Geotipo;

• Quimotipo do óleo essencial;

• Frasco âmbar;

• Registro no MS/ANVISA;

25
• Químico responsável;

• Lote;

• Prazo de validade;

• Cromatografia.

• CONTRAINDICAÇÃO E TOXICIDADE
• É preciso ter ATENÇÃO na prática da aromaterapia em crianças, ges-
tantes e idosos;

• Em crianças e bebês, usos SEGUROS, recomenda-se diluição máxima


é de 0,25%;

• Evitar contato com as mucosas;

• Não usar OE puro sobre a pele;

• Em caso de tratamento com homeopatia o médico e o aromaterapeuta


devem ser informados. Mesmo em caso de uso esporádico; Segundo
MALUF (2005) os óleos essenciais de Rosmarinus officinalis - alecrim,
Thymus vulgaris - tomilho, Mentha piperita - hortelã pimenta, Mentha
arvensis - hortelã Brasil cortam o efeito dos produtos homeopáticos;

• HIPERTENSO – Evitar - óleo essencial de Rosmarinus officinalis - ale-


crim, Salvia officinalis - sálvia e Thymus vulgaris - tomilho;

• HIPOTENSO – Evitar – óleo essencial de Ocimum basilicum - manjero-


na, Cananga odorata - ylang-ylang, Chrysopogon zizanioides - vetiver;

• EPILEPSIA – evitar – óleos essenciais de Foeniculum vulgare - erva


doce, Rosmarinus officinalis - alecrim, Salvia officinalis - sálvia;

• Cítricos – evitar a exposição solar por 6 horas após a aplicação;

• Não substituir o medicamento por óleo essencial;

• INFLAMÁVEL – manter os OE longe do fogo.

26
• CONSULTA AROMÁTICA
Um lugar ideal para a escuta ativa. É a partir desta consulta que o seu
aromaterapeuta irá produzir as orientações de acordo com as suas falas,
com óleos essenciais voltados para as necessidades apresentadas.

Algumas técnicas de aplicação:

• 13 aromas – ao inalar os aromas em pares o ser cuidado irá informando


o que mais agrada ao aromaterapeuta;

• Escuta ativa e os 13 aromas – a partir da escuta ativa o aromatera-


peuta irá escolher 13 óleos essenciais que irá inalar e descrever cada
emoção gerada;

• Escuta ativa – dessa escuta o aromaterapeuta irá de acordo com qui-


miotipo e os compostos majoritários, irá montar os óleos essenciais
para o tratamento.

Alguns autores indicam a ‘pausa aromática’ no tratamento de 30 dias


para cada 3 meses, já outros 20 dias a cada 45 dias; isso vai ser definido no
tratamento de cada pessoa.

A dosagem, o tempo de tratamento têm que ser definidos para cada um


com sua anuência. Todo o processo do cuidado, inclui o autocuidado, que
vai da escolha do profissional, a ‘decisão pelo tratamento’. A continuidade
do tratamento e as observações dos resultados serão organizadas com o
aromaterapeuta, que irá compreender os seus resultados, pela escuta ativa.

“O ser humano é um ser de cuidado; O ser nasce com este potencial,


portanto, todas as pessoas são capazes de cuidar e necessitam,
igualmente, de serem cuidadas” (WALDOW, 2008, p. 89).

• PARA SEU PRÓPRIO CUIDADO COM O ÓLEO ESSENCIAL,


DEVE-SE SABER:

• O que você pretende tratar?

• Qual óleo essencial mais indicado?

27
• O quimiotipo do óleo essencial escolhido

• Via de administração adequada

• Toxicidade e contraindicação

• PEDILÚVIO: ESCALDA PÉS TERAPÊUTICO


É a terapia milenar utilizada por várias cul-
turas, como também nas diversas práticas
terapêuticas e medicina integrativa. Consiste
no mergulho dos pés em água na tempera-
tura bem agradável por aproximadamente
20 minutos.

Figura 09: Site Freepik

 BENEFÍCIOS:
 CONTRAINDICAÇÕES:

Relaxamento e alívio do cansaço;


Pessoas com ferimentos e lesões
Redução do estresse;
nas pernas;
Aumenta a disposição física e mental;
Reduz edema nas pernas, melhora Pessoas que tratam Diabetes Mellitus ;
fluxo circulatório; Gestantes;
Suaviza a pele; Crianças;
Combate a ansiedade; Pessoas com fragilidade capilar (idosos);
Auxilia no trabalho de parto;
Melhora dores da artrite e reumatismo.

• COMO PREPARAR UM PEDILÚVIO?


Os materiais:

• Água morna (entre 35°c até 40°c, aconselha-se 38°C);

• Tina/Balde apropriado;

• Podemos utilizar para potencializar o pedilúvio: óleo essencial, folhas,


flores, sal grosso (conforme o objetivo – descanso, melhora da dor, re-
dução do edema, dentre outros). Cuidado com o sinergismo das esco-

28
lhas, não misture vários itens, a água morna já produz bons resultados.
Recomendamos cautela na adição destes itens, principalmente para
os portadores de doenças crônicas.

Os benefícios do pedilúvio são tantos, que ele pode ser realizado fre-
quentemente.

Prepare o ambiente:

• Fique confortável, use roupas leves ;

• Escolha o local, a iluminação, a música, para o seu momento;

• Utilize um balde apropriado, que cubra boa parte da panturrilha;

• A água deve estar na temperatura adequada e confortável, é opcional


incluir neste momento algum item de sua escolha;

• Toalha para cobrir as pernas, e secar os pés;

• Faça o seu tempo, cerca de 20 minutos;

• Ao final, seque os pés e coloque um calçado.

O pedilúvio pode ser realizado em qualquer horário, conforme o objetivo


desejado, mas quando realizado à noite, é perfeito para uma boa noite de
sono. Aproveite!

• O USO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS NA


AROMATERAPIA CLÍNICA
O uso deve ser formulado com base nos efeitos trazidos pelo uso tradicional,
originário ou farmacológico pertencente ao óleo essencial de interesse para
o tratamento. Quando se busca o uso com base nos efeitos farmacológicos
é preciso entender o mecanismo de ação do componente químico presente.

No tratamento da dor crônica, alguns autores descrevem que, em estu-


dos os compostos químicos cariofilenos, Beta-cariofileno, Alfa-cariofilenose
ligam aos receptores olfativos presentes nos óleos essências de cedro, cravo,
copaíba e lavanda; se ligam ainda, aos CB2, receptores canabinóides, re-
sponsáveis pela ação anti-inflamatória. RAMOS (2006) Estudos demonstram
que o uso inalatório teve uma ativação significativa pela via olfativa dos óleos

29
essenciais com majoritário de cariofileno, anti-inflamatórias e ansiolíticas,
bem como à modulação do estresse e do humor. (WOLFFENBÜTTEL, 2019,
GÜMBEL, 2016; MALUF, 2008).

A composição química dos óleos essenciais confere a eles uma variedade


de ações terapêuticas. O gráfico abaixo relaciona o óleo essencial aos efeitos
esperados. No caso do óleo essencial de hortelã pimenta, ele é calmante,
estimulante, expectorante e revigorante. Ao usá-lo e para expectorar tam-
bém terá as outras ações envolvidas. Na produção de uma sinergia para
ser usada após uma atividade física exaustiva juntar um óleo essencial que
tenha ação revigorante e um que alivia a exaustão física. Se vai gerar um
relaxamento sem sedação.

Lavanda

Laranja

Hortelã Pimenta
Óleo essencial

Eucalipto Glóbulos

Eucalipto Citriodora

Cravo

Copaba

Alecrim

Efeito
Efeito Analgésico Ansiolítico Antibiótico
Anticoagulante Antidepressivo Anti-inflamatório Artrite
Artrose Ativa circulação Calamante Cicatrizante
Diurético Estimulante Exaustão Física e Mental Expectorante
Hipertensor Hipotensor Reduz estresse Regulador do sistema nervoso
Relaxante muscular Revigorante Sedativo

Gráfico 1: Foi produzido com o programa DataWarriar, segundo MALUF, 2008; GÜMBEL, 2016; LI et al, 2017. Aonde as linhas
representam os aromas voláteis e colunas os efeitos esperados. Autora Alessandra Lima Marcos Santos

30
• ÓLEO ESSENCIAL DE ROSMARINUS OFFICINA-
LIS/SALVIA ROSMARINUS - ALECRIM
Originário da Região Mediterrânea e cultivada
em quase todos os países de clima temperado
como no Brasil, o alecrim também conhecido
popularmente como Alecrim-de-jardim; alec-
rim; rosmarino; labinotis; alecrinzeiro; alecrim-
comum; alecrim-de-cheiro;alecrim-de- horta;
erva- coada;flor-do-olimpo; rosa-marinha; ros-
marinho, precisamente da espécie Rosmarinus
officinalis , cuja família botânica é Lamiaceae,
e o gênero Rosmarinus, apresenta porte sub-
arbustivo lenhoso, ereto e pouco ramificado
de até 1,5 m de altura. Suas folhas são lineares,
coriáceas e muito aromáticas, medindo 1,5 a 4
cm de comprimento por 1 a 3mm de espessura
conforme figura 8.
(Figura 10) Imagem Rosmarinus officinalis –
A destilação do seu óleo essencial de colo-
Alecrim. Fonte: PIXABAY. Ver página aqui.
ração amarelada, quase transparente é feita
por vapor d’água ou destilação a vapor, usando seus ramos floridos de flo-
res azulado-claras. Apresentam componentes químicos como QT1- cânfora
que é um excelente estimulante cognitivo e potente relaxante muscular. O
QT2-cineol com propriedades para o trato respiratório e o QT3 verbenona
com funções hepatodesintoxicantes e estimulantes.

Sua fototoxicidade, não permite que seja feito o uso em áreas do corpo
que terão exposição à luz solar. Deve-se ter muito cuidado na aplicação
tópica podendo causar queimadura e dermatites de contato. É também
contraindicado seu uso por pessoas hipertensas, epilépticas, gestantes, be-
bês e crianças.

• ÓLEO ESSENCIAL CITRUS AURANTTIUM


– LARANJA
Da árvore laranjeira, trazida para a Europa na época das cruzadas, cultivada
em clima quente como no Brasil, precisamente da espécie Citrus Auran-
tium, cuja família botânica é Rutaceae, e o gênero Citrus, é extraído o óleo
essencial de laranja, pela prensa da casca, na produção de suco dessa fruta.
De cor amarelo-alaranjado e componente químico Limoneno, tem proprie-
dades, desintoxicante (Aromaterapia Estética ou dermatológica), diurética
(Aromaterapia Clínica) e antidepressiva (Aromaterapia mental), trazendo a

31
sensação refrescante, que ativa a
inspiração, exalação e o movimen-
to, atuando em padrões corporais
rígidos e nas verbalizações “estamos
cansados”, resgatando harmonia
(Aromaterapia espiritual). (ANJOS,
1996).

Sua fototoxicidade, não permite


que seja feito o uso em áreas do
corpo que terão exposição à luz so- Figura 11: Imagem ilustrativa do óleo essencial de laranja.

lar, deve-se ter muito cuidado na


aplicação tópica, pode ocorrer em alguns casos inclusive, dermatite, por
alto teor de seu componente químico Limoneno (90%). Ao utilizar na pele,
evitar exposição solar por até 6 horas. (AMARAL, 2021).

A seguir uma foto representando a fototoxicidade do óleo essencial de


laranja e seu risco de fitofotodermatite cutânea com reação inflamatória,
quando usado e exposto a luz solar.

Figura 12: Risco de exposição solar no uso do óleo essencial de


laranja. Fonte: Canva.

• ÓLEO ESSENCIAL DE MENTHA PIPERITA -


HORTELÃ PIMENTA
Essa erva de diversas espécies é nativa da Europa, mas também se de-
senvolve no Japão e nos Estados Unidos. Na Inglaterra, a erva é cultivada
comercialmente desde 1750.

32
Seu nome científico é Mentha pi-
perita, classificação conforme sua
taxonomia: Reino: Plantae, Filo: Tra-
cheophyta, Classe: Dicotiledóneas
(Magnoliopsida), Ordem: Lamiales,
Família: Lamiaceae (Labiatae), Gênero:
Mentha, Espécie: Mentha piperita L.

Sua Taxonomia permite diferenciar


as plantas que tenham característi-
cas semelhantes e nomes populares
Figura 13: Hortelã Pimenta Fonte: Canva parecidos.

Nomes populares em português é Hortelã-pimenta, menta, menta-api-


mentada, menta-das-cozinhas, em Inglês é pippermint , na Arábia é Nana,
Bogota é Yerba Buona, na China é Po Ho, em Francês é Menthe, Itália é
Menta piperita, Espanha é Menta Inglesa, Uruguai é Mentha.

Origem nos Estados Unidos, Tasmânia e França. Atualmente é cultivada


no mundo todo. É um híbrido, originário do cruzamento entre diversas es-
pécies, provavelmente Mentha spicata L., Mentha aquatica L.

É uma planta herbácea estolonífera, aromática, anual, de 30 a 60 cm de


altura. As folhas são oval-lanceoladas e serradas, de cor verde-escura a ro-
xa-purpúrea, ligeiramente aveludadas, haste quadrangular. A inflorescên-
cia se dá em espiga terminal de flores violáceas, numerosas, curtamente
pedunculadas, reunidas em verticílios separados.

Processo de extração de óleo essencial da Mentha piperita é por destilação


a vapor dos caules e folhas. Estima-se que são cultivados mais de 500 mil
hectares com plantas da família Lamiaceae e que destas, as principais são
Mentha arvensis L., Mentha piperita L., Mentha sapicata L. com produção
mundial por ano de, respectivamente, 8.600, 2.367 e 880 toneladas.

Óleo essencial possui cor amarelado para incolor e um aroma mentolado,


balsâmico e fresco. O geotipo do Brasil e quimiotipo são: Mentol, Mentofu-
rano e Mentona

O óleo essencial de hortelã pimenta promove clareza cognitiva, concen-


tração e agilidade mental. Reduz os níveis de estresse e ansiedade, criando
um ambiente propício ao equilíbrio emocional e mental, aumento da au-
toconfiança e autoestima, encorajando a superação de desafios pessoais.

33
Auxilia a desenvolver o forte senso do eu, se libertar de dúvidas e medos,
além de recuperar a alegria após períodos de tristeza.

Contribuir para energia espiritual, promovendo um estado de clareza e


elevação de consciência. Usado na prática de purificação e limpeza ener-
gética, afastando influências negativas e criando um ambiente propício à
elevação espiritual

Se utilizado topicamente, com diluição para a pele e cabelos, auxilia no


controle da oleosidade, trata acne e espinhas. reduz óstios (poros).

O uso do óleo essencial desta planta também está associado a uma série
de efeitos fisiológicos tais como: efeitos espasmolíticos, carminativos, esto-
máquicos, anti-helmínticos, antimicrobianos e antiprurido (GRUENWALD
ET AL., 2000; GOERG & SPILKER, 2003).

Estímulo Respiratório: Auxilia na abertura das vias respiratórias, propor-


cionando alívio em casos de congestão nasal, facilitando a respiração e
combatendo sintomas de rinites, alergias e outros problemas respiratórios.
(G Malaquias, GS Cerqueira, PMP Ferrei - 2014)

Contraindicação precaução toxicidade: O mentol e a mentona apresen-


tam riscos para bebês com menos de 30 meses e para o feto, razões pelas
quais o óleo essencial de hortelã-pimenta é descartado para uso em bebês,
gestantes e lactantes. É igualmente desaconselhado para pacientes hiper-
tensos, em protocolos com duração superior a 15 dias.

• ÓLEO ESSENCIAL DE MELALEUCA ALTERNIFO-


LIA/TEA TREE
A planta é originária da Austrália,
e é uma pequena árvore que pode
crescer até cerca de 7 metros, com
uma casca esbranquiçada, cor de pa-
pel. Suas folhas são simples, coriáceas,
agudas-lanceoladas, ricas em óleo com
as glândulas proeminentes, dispostas
alternadamente, às vezes espalhadas
ou espiraladas.

Quanto à sua taxonomia, pertence


ao Reino Plantae, Filo Magnoliopyta, Figura 14 :Fonte Adobe stock

34
Classe Magnoliopsida, Ordem Mytales, Familia Myrtaceae, Gênero Melaleuca,
Espécie Melaleuca alternifolia.

A Melaleuca alternifolia, há séculos é utilizada pelos aborígenes (povos


nativos da Austrália), com a finalidade curativa; eles utilizavam o chá para
curar inúmeros problemas de saúde, e banhavam-se nas águas próximas
das florestas de Melaleuca. Esses riachos eram considerados sagrados, gra-
ças às folhas das árvores que ao caírem deixavam as águas mais claras e
puras. O navegador inglês, Capitão James Cook no século XVIII, observador
da cultura local, nomeou a planta como, a árvore do chá.

Os nomes populares mais utilizados são: tea tree, melaleuca, mirto-de-


-mel e árvore-do-chá.

O óleo é usado como antisséptico desde 1920, e está presente em for-


mulações de vários produtos como shampoos, sabonetes, cremes dentais,
antissépticos bucais, repelente de insetos, produtos veterinários, germicidas
para condicionadores de ar, entre outros. O óleo da árvore-do-chá, tornou-se
um “remédio” doméstico muito popular na Austrália e foi parte essencial
do kit de primeiros socorros de todos os soldados australianos durante a
Segunda Guerra Mundial, o que aumentou ainda mais a sua popularidade
por todo o mundo. Apesar disso, nas décadas de 1950 e 1960 a sua produção
diminuiu com o desenvolvimento dos antibióticos (BARRADAS 2020).

A espécie Melaleuca alternifolia, é muito rentável comercialmente, devido


ao seu fator de crescimento. Alguns relatos, apontam árvores de 7 m, mas
para fins comerciais as árvores chegam a cerca de 3-5m.

No Brasil, a árvore é cultivada nas regiões Sul e Sudeste, a espécie é


muito rentável comercialmente, devido ao seu fator de crescimento.

A forma de extração deste óleo é o arraste a vapor, das folhas e ápice


dos ramos. Este método simples e de baixo custo, visa utilizar o vapor de
água para volatilizar as substâncias presentes na planta.

O óleo essencial possui a coloração transparente a amarelo-clara, e


um odor forte, herbal, medicinal e canforado. Existem 100 componentes no
óleo essencial de Melaleuca alternifolia, mas três marcadores fitoquímicos
formam um perfil cromatográfico característico desse extrato, são eles: Al-
fa-Terpinene: 7-10% (antioxidante, antitumoral, antimicrobiano), Gama-Ter-
pinene:10-30% (anti-inflamatório, antioxidante, analgésico, antimicrobiano)
Terpinen-4-ol: 30-45% (antiviral, bactericida, fungicida, antisséptico).

35
O uso do óleo essencial de Melaleuca, possui várias finalidades. Na condi-
ção emocional, ele ajuda quem tem pensamentos destrutivos e obsessivos,
e promove clareza mental, estimula o foco, amplia a visão diante de grandes
negativas. Na condição espiritual, expande todos os chakras e os alinha com
o chakra da coroa, estabelecendo novas convicções e normas sociais. É um
óleo fundamental para limpar o campo energético.

O óleo essencial de melaleuca, possui grande destaque no uso clínico e


na estética. Tem ação como analgésico, cicatrizante, anti-inflamatório, an-
tifúngico, bactericida, inseticida, imunoestimulante, entre outros. Por suas
diversas propriedades, o óleo essencial de melaleuca tem sido cada vez mais
usado como uma alternativa natural e eficaz para tratar diversas doenças.

Na estética, ele purifica a pele, e é um dos tratamentos recomendados


para a acne e as infecções cutâneas, ajuda a manter um equilíbrio micro-
biológico favorável da região íntima, possui ação antibacteriana ajuda a
prevenir os odores corporais desagradáveis, pode ajudar a branquear os
dentes, garantir uma ótima higiene oral em receitas de pastas de dentes
naturais, tonifica o couro cabeludo e regula a produção de sebo.

O uso do óleo essencial, pode causar dermatite de contato, quando uti-


lizado diretamente na pele, e via de regra, não se aconselha a ingestão. A
toxicidade do óleo essencial está associada à ingestão. O volume sugerido de
5 ml do óleo essencial puro, pode produzir quadro neurotóxico. Certamente,
o óleo essencial de Tea Tree, é um dos óleos essenciais mais promissores
para o uso clínico e na estética.

• ÓLEO ESSENCIAL DE LAVANDULA


AUGUSTIFOLIA/LAVANDA FRANCESA
Nativa da região do mediterrâneo e cultivada por toda Europa, a lavanda
também conhecida como lavanda Francesa, comum ou inglesa, perten-
ce à espécie Lavandula augustifolia, cuja família é Lamiacea e o gênero
Lavandula, apresenta-se como pequenos arbustros eretos e aromáticos
cujas folhas são opostas, simples , inteiras e dentadas. A corola das flores
é tubular. A cor varia do violeta , branco, roxo até o azul escuro. Seu aroma
é conhecido desde os tempos antigos. Os gregos e romanos a utilizavam
na higienização de suas casas. O seu óleo, de cor transparente e aroma
floral doce é extraído a partir de suas folhas e flores através da destilação
a vapor. Os principais componentes químicos são o acetato de linalina e o
linalol. Tem ação calmante , é efetiva contra o estresse, ansiedade, depres-
são e insônia. Desperta a paciência e tolerância. É considerada uma planta
sagrada em diversas culturas sendo utilizada em rituais para purificação,

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proteção e elevação de energia. Indicada para qualquer tipo de [Link]
propriedades antissépticas a tornam ideal para um vapor de limpeza facial
que combate a acne.

• ÓLEO ESSENCIAL DE CHRYSOPOGON


ZIZANIOIDES/VETIVER
O capim vetiver (foto acima)
pertence à família das Poaceae, é
uma planta que mede entre 1,5 à
2 metros de altura; possui colmos
eretos e resistentes com raiz fasci-
culada profunda que formam vários
eixos a partir de um único ponto,
podendo atingir até 5 metros no
sentido vertical; de alta resistência
e com sementes estéreis por isso
Foto da plantação de Chrysopogon ziznioides, no município de são classificadas como não inva-
Cachoeira-BA pela Doutora Solange dos Santos Cerqueira.
soras. Apresenta forma distinta
em suas partes: caule com nós engrossados e entrenós longos circulando
pela bainha alargada das folhas longas e estreitas. Após um ano do plantio,
como é possível observar na foto abaixo o tanho das raízes, já é possível
fazer a retirada das raízes de vetiver plantadas diretas no solo ou em vasos
e realizar a destilação para a extração dos óleos essenciais (TROUNG, 2008;
CHAVES, 2013).

Sua classificação conforme sua taxonomia é: Reino: Plantae,


Classe: Liliopsida, Ordem: Poales, Família: Poaceae, Gênero:
Vetiveria, Espécie: Chrysopogon zizanioides (CHAVES,2013).

Isso é importante para saber diferenciar as plantas que


tenham características semelhantes e nomes populares pa-
recidos: Capim-vetiver, Capim-de cheiro, Grama cheirosa,
Grama das índias, Falso-pachuli, Pachuli, Pachouli do Pará,
Raiz de cheiro e não devem ser os únicos nomes populares
dessa planta fabulosa.
Foto de uma raiz de
Chrysopogon ziznioi- São tantas curiosidades e utilidades do capim vetiver na
des, com um ano de
plantio, pertencente
promoção do cuidado para a saúde, na habitação, decoração
ao projeto do biólogo enfim tantas outras. O uso popular no tratamento urinário,
Billy Valmir Moraes,
localizado na chapada
a confecção de colchões para afastar pragas. Existe a lenda
diamantina. que na Índia, por ser considerado um óleo sensual e exótico,
era usado como óleo de consagração em práticas sensuais

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tântricas. Na cultura indígena o capim vetiver era utilizado pelos xamãs para
desvendar os mistérios da terra (CHAVES, 2013; SANTOS, 2013). Na mitologia
nórdica o vetiver é a planta (árvore) da deusa Syn. Protetora das fronteiras
e a defensora dos limites. A deusa da negação era a guardiã das entradas e
negava a passagem daqueles que não tinham permissão para prosseguir.
Considerada justa pelos povos nórdico e por isso em questões judiciais re-
corriam a ela para a efetiva justiça sobre as suas causas.

A extração do óleo essencial de vetiver é realizada com as raízes da planta


seca, pelo processo de destilação a vapor. As raízes são lavadas e secas; após
o período de secagem é realizada a trituração e o material é colocado no
destilador a vapor; técnica mais utilizada, que resultará em dois produtos: o
hidrolato e o óleo essencial. No processo de destilação por CO² supercrítico
não permite que os compostos químicos voláteis permaneçam na compo-
sição final do óleo essencial, sendo os compostos majoritários o khusimol,
bicicloventivenol, Beta-vetivona e Alfa-vetivona, neste método de destilação
(ROCHA,2006; SANTOS, 2013; TROUNG, 2008).

• USO DO ÓLEO ESSENCIAL E


HIDROLATO DE VETIVER
Nas emoções, esse óleo essencial promove um sono restaurador; age pro-
porcionando foco, atenção, aumentando o reconhecimento da capacidade
existente em si próprio: promove firmeza no pensar e no agir; tem função
de aterramento; promove a autoconfiança e é excelente para restaurar as
emoções em caso de traumas e choque.

É um óleo para seguir em frente, sem se deter nas dificuldades, sem se


deixar influenciar por opiniões alheias, trazendo decisão; ajuda a definir
relações amorosas e profissionais, ideal para iniciativas que estão atravan-
cadas pelo medo e na dedicação para finalização de projetos. Também é
utilizado para pessoas que tem indecisão em adquirir, manter e lidar com
bens materiais e financeiros. No uso espiritual é utilizado nos chakras bá-
sico e cardíaco.

No uso estético tem ação regenerativa por isso é ideal para peles maduras,
na prevenção do envelhecimento cutâneo e na derme irritada. Promove a
cicatrização sendo usada na acne, feridas e escaras. Auxilia no controle da
oleosidade e no tratamento de manchas escuras, na estimulação de colá-
geno e elastina.

Na promoção da saúde como ação complementar, é regulador da mens-


truação, estimulante do peristaltismo, da função hepática e pancreática;

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fortalece o sistema imunológico, estimula o sistema circulatório. É anti-in-
flamatório e antiespasmódico. Por se anti-inflamatório tem ação benéfica
em pacientes com artrite e reumatismo.

O estudo (RAO, 1994) “Khusimol, a non-peptide ligand for vasopressina


v receptors” analisou a ligação dos sesquiterpenos, khusimol, presentes no
óleo essencial de vetiver aos receptores de vasopressina, um hormônio an-
tidiurético, diminuindo assim a pressão arterial e aumentando a atividade
dos rins.

Com todas essas maravilhas e usos você já deve estar pensando “vou
comprar o meu óleo essencial de vetiver e vou usar, será ótimo pra mim”,
mais cuidado com esse óleo essencial, pois ele também possui contraindi-
cações. Não é indicado o uso de gestantes, lactantes, hipotensos, crianças
e em pessoas em tratamento renal, devido ao aumento da atividade renal.

• CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta cartilha, fruto das oficinas realizadas por nós, alunas do curso de
formação de especialistas em Práticas Integrativas em Saúde (PIS): amplia-
ção da cultura de cuidado, através do Laboratório de Práticas Alternativas
Complementares e Integrativas em Saúde (LAPACIS), é a materialização
do propósito de trazer uma Aromaterapia com informações consistentes,
para a promoção da saúde. Constantemente as mídias digitais e meios de
comunicação, têm abordado um volume de informações que, a cada dia, es-
timulam o aumento do consumo de produtos com propriedades aromáticas.

Nosso compromisso é estimular os interessados pela prática, a buscarem


informações com credibilidade, conscientes dos benefícios dos óleos essen-
ciais, mas principalmente das particularidades no uso, bem como as infor-
mações a serem consideradas para que seja, de fato, explorado o potencial
terapêutico adequadamente, sem risco de eventos adversos ou toxicidade.

Uma ferramenta que está entre as práticas integrativas em saúde, ins-


tituídas pela OMS, disponível no SUS, e que mesmo para uso pessoal, não
pode ser somente vista como o “cheirinho” de plantas naturais. É urgente
considerar o potencial químico e a ação biológica, as vias de administra-
ção, dosagem e frequência de uso, reforçando que cada espécie, tem uma
indicação e uma contraindicação. Mesmo sendo ampla, a Aromaterapia
não dispensa os tratamentos médicos de saúde, e uso de medicamentos,
respeitando-se a atuação de profissionais especializados.

39
Além dos princípios bioéticos da beneficência e da não maleficência, ao
apresentar às pessoas, a Aromaterapia como uma prática que para ser ad-
ministrada, requer atenção a informações e cuidados, incentivamos seu uso
racional, convidando também à uma reflexão quanto à quantidade de plantas
necessária para se obter o óleo essencial. Isso é o que o torna, além de um
produto quimicamente concentrado, muito precioso, pensando em recursos
naturais, e na sustentabilidade relacionada ao consumo.

Foi uma grata oportunidade, contar que a percepção dos aromas caminhou
junto com a história de evolução da humanidade e hoje se apresenta a nós,
como uma forma de cuidar da saúde física (Aromaterapia Clínica, Estética
ou Dermatológica), mental (emocional ou Psicoaromaterapia), e espiritual
(Vibracional, Quântica).

Contribuir para o conhecimento, dos profissionais e da população em


geral, enriquece também as atividades em saúde e destaca o potencial da
qualidade da Aromaterapia praticada no Brasil.

Escolhidos e utilizados, conforme as orientações presentes nesta cartilha,


os óleos essenciais e a Aromaterapia, serão para os leitores, um caminho de
saúde e cura, e sobretudo: O despertar para o autocuidado.

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• GLOSSÁRIO
Ação Terapêutica: Termo usado para descrever a promoção de cura, ou bem-estar ou equilí-
brio, físico, mental e emocional, promovido através de práticas ou técnicas.

Analgésico: Medicamento que age no combate ou na diminuição da dor.

Antipruriginoso: Medicamento ou substância que combate e alivia coceiras, pruridos.

Antisséptico: Que impede ou inibe o crescimento de microrganismos; que destrói organismos


patogênicos; que previne ou combate infecções.

Antiespasmódico: Que alivia dores musculares involuntárias causadas por contrações.

Anti-helmíntico: são medicamentos ou substâncias que tratam dos helmintos, vermes multi-
celulares com sistemas digestório, excretor, nervoso e reprodutor.

Antidiurético: Que controla o equilíbrio de fluidos no organismo, reduzindo a micção e a diu-


rese.

Antioxidante: substância que reduz os efeitos da oxidação.

Antiviral: Agente que extermina vírus.

Aroma: Percepção de substâncias químicas voláteis por células do Sistema Olfativo; Cheiro; Per-
fume; Substância odorífera agradável.

Aromaterapia: Conjunto de técnicas com finalidade terapêutica por meio de substâncias odo-
ríferas chamadas óleos essenciais.

Artrite: Inflamação de uma articulação

Bactericida: Agente com poder de matar bactéria

Carminativo: Antiflatulento; medicamento ou substância usada contra gases intestinais, com-


batendo a sua formação e facilitando a sua expulsão.

Chakra: São centros energéticos distribuídos pelo corpo (Hinduísmo)

Chakra do coração: Equilibra nossas emoções e nosso ser interior.

Colagogo: Medicamento excitante da secreção biliar.

Coriáceas: As folhas de muitas espécies de plantas do Cerrado são coriáceas, ou seja, possuem
uma consistência mais rígida e resistente.

Cromatografia: Método de separação e identificação de componentes químicos dentro de um


produto.

Diabetes: Distúrbio do metabolismo caracterizada pela hiperglicemia, excesso de glicose no


sangue

Diluição: Ato de dissolver uma substância a fim de diminuir sua concentração.

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Dióica: Quando os sexos se encontram separados em indivíduos diferentes, havendo indiví-
duos masculinos e indivíduos femininos.

Eczemas: é um tipo de dermatose que se caracteriza por apresentar vários tipos de lesões.

Efeito Sistêmico: efeito que tem ação no corpo todo; que se difere do efeito local que é em
região específica.

Emancipador: Capacidade de tornar independente.

Emenagogo: Medicamento que provoca a menstruação.

Espasmolítico: é um termo para uma droga que suprime a contração do tecido muscular liso,
especialmente em órgãos tubulares. O efeito produzido é o de prevenir a ocorrência de espas-
mos no estômago, intestino ou bexiga.

Espiraladas: em forma de espiral.

Estomático: medicamento ou substância que atua contra afecções situadas na boca (afecções
bucais).

Farmacológico: Relativo ao efeito de substância com ação medicinal; vem da ciência Farmaco-
logia, que estuda as interações entre um organismo vivo e drogas p. ex. medicamentos.

Fragrância: Aroma de perfumes; qualidade de odor fragrante (aromático).

Fungicida: Substância para combater os fungos.

Germicida: Substância que mata germes

Herbáceo: Relativo ou semelhante a erva.

Híbrido (biologia): cruzamento genético entre duas espécies vegetais ou animais distintos.

Hipotenso: Termo que se refere ao que é popularmente conhecido como “pressão baixa”.

Hipertenso: Termo que se refere ao que é popularmente conhecido como “pressão alta”.

Inalatório: Aspiração de substância através das vias respiratórias.

Inato: Desde o nascer.

Ingestão: Ato de engolir, introduzir no sistema digestivo (ex. como alimentos ou bebidas, e ainda
substâncias por via oral).

Lactante: Substantivo feminino, aquela que amamenta, que nutri outro ser humano através
do leite produzido em suas mamas

Lipossolúvel: Capacidade de uma molécula de se dissolver em uma gordura (Lipídio).

Medicina Integrativa: Enfatizam uma abordagem holística e focada no paciente para cuidados
com a saúde e bem estar (OPAS/OMS).

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Metabolismo: é o conjunto das reações químicas que acontecem num organismo vivo suprin-
do necessidades estruturais e energéticas.

Neolítico: Divisão cronológica da chamada Pré-História da Humanidade, compreendida apro-


ximadamente entre 10.000 a.C. e 3000 a.C.

Notas aromáticas: São classificações de acordo com a percepção olfativa, dos compostos aro-
máticos presentes em uma mistura, de acordo com a sua permanência ou volatilidade, separa-
das em TOPO (rápida volatilidade), MEIO (média volatilidade) e FUNDO (volatilidade mais lenta).

Patogênico: Que pode causar enfermidade/doença (patologia).

Peristaltismo: Movimento do bolo alimentar no trato digestivo.

Pipeta: Instrumento de medição e transferência rigorosa de líquidos.

Quimiotipos: Determinada substância produzida predominantemente por uma planta de for-


ma majoritária em sua composição, distinguindo as propriedades terapêuticas entre os óleos
essenciais.

Reumatismo: Nome genérico de diversas afecções caracterizadas por inflamação dolorosa dos
músculos ou das juntas ou das estruturas do tecido conjuntivo, tais como os tendões e os li-
gamentos

Sinergias aromáticas: é uma mistura de dois ou mais óleos que possuem propriedades
complementares e que potencializam os benefícios da aromaterapia.

Sistema Límbico: Complexa rede de estruturas interconectadas no cérebro, capaz de processar


emoções, comportamentos e memórias, integrando o Sistema Nervoso, Endócrino e Imune.

Taxonomia: é o ramo da biologia responsável pela identificação e classificação de todos os ani-


mais e plantas que habitam a Terra, com base nas diferentes características que estes partilham
entre si.

Terapia: Do grego Therapeia que se refere ao ato de curar ou restabelecer, indicando tratamen-
to.

Tonificar: Fortalecer, passar a ter vigor.

Tópico (Uso): referente a aplicação na pele.

Toxicidade: Capacidade inerente de a substância química produzir efeito nocivo após interação
com organismo

Volátil: Que vaporiza à pressão e temperatura ambientes.

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Coleção Primeiros Passos em Práticas Integrativas em Saúde

Essa coleção é composta de 7 Cartilhas elaboradas como Trabalho de


Conclusão de Curso da segunda turma do curso de Formação de Especia-
listas em Práticas Integrativas em Saúde: ampliação da cultura de cuidado.

Realização LAPACIS – Saúde Coletiva – FCM – Unicamp.

Orientação: Prof. Dr. Nelson Filice de Barros, Profa. Dra. Elaine Marasca e
Profa. Dra. Renata Cavalcanti Carnevale.

Cartilhas à disposição para consultas:

• Aromaterapia: o despertar para o autocuidado.

• Auriculoterapia como ferramenta para o autocuidado.

• Contribuições das PICS para a saúde e bem estar dos trabalhadores.

• Plantas medicinais: cuidados para cada ciclo feminino.

• Constelação Sistêmica Familiar

• Um tempo para o autocuidado: Reiki-se – contribuições das práticas


integrativas e complementares para a saúde e o autocuidado.

• Yoga como prática de autocuidado para mulheres.

Onde encontrar: [Link]

LAPACIS

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