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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA

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ÍNDICE Conteúdo
INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 3 SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA .............................................. 6 1. Definição ......................................................................................................................... 6 2. Unidades do sistema ........................................................................................................ 6 3. Elementos básicos para elaboração de projeto ................................................................ 6 4. Concepção de sistemas públicos de abastecimento de água ........................................... 6 4.1. Elementos necessários .............................................................................................. 6 4.2. Atividades necessárias .............................................................................................. 7 5. Consumo .......................................................................................................................... 7 5.1. Principais fatores que influenciam no consumo numa dada localidade ................... 7 5.2. Tipos de Consumo .................................................................................................... 8 5.3. Consumo per capita .................................................................................................. 9 5.4. Controle de perdas .................................................................................................... 9 5.5. Variações de consumo ............................................................................................ 10 6. Critérios para projetos das diversas unidades do sistema .............................................. 10 6.1. Vazões necessárias ................................................................................................. 11 7. Mananciais ..................................................................................................................... 11 7.1. Manancial subterrâneo............................................................................................ 12 7.2. Manancial superficial ............................................................................................. 12 8. Captação de água ........................................................................................................... 12 8.1. Captação de águas superficiais ............................................................................... 12 9. Sistema elevatório ......................................................................................................... 13 9.1. Sucção..................................................................................................................... 13 9.2. Recalque ................................................................................................................. 15

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9.3. Bombas ou máquinas de fluxo: .............................................................................. 16 9.4. Potência .................................................................................................................. 16 9.5. Velocidade Específica ( ) .................................................................................... 17

9.6. Associação de bombas ............................................................................................ 17 9.7. Seleção das bombas ................................................................................................ 18 9.8. Curvas características ............................................................................................. 19 10. Adutoras e Subadutoras ............................................................................................... 20 11. Tratamento ................................................................................................................... 21 12. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO ................................................................................ 22 12.1. Reservatórios ........................................................................................................ 22 12.2. Rede de distribuição de água ................................................................................ 23 13. MEMORIAL DE CÁLCULO ..................................................................................... 25 13.1. Projeto do sistema elevatório................................................................................ 25 13.2. Dimensionamento das adutoras ............................................................................ 30 13.3. Dimensionamento do sistema de distribuição ...................................................... 32 14. CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS ..................................................... 33 14.1. INÍCIO DOS SERVIÇOS .................................................................................... 33 14.2. COMUNICAÇÕES .............................................................................................. 33 14.3. ORIENTAÇÃO GERAL E FISCALIZAÇÃO .................................................... 33 14.4. MATERIAIS, MÃO-DE-OBRA E EQUIPAMENTOS ...................................... 34 14.5. RECEBIMENTO DA OBRA ............................................................................... 34 14.6. RESPONSABILIDADES E GARANTIAS ......................................................... 35 14.7. DISPOSIÇÕES GERAIS ..................................................................................... 35 CONCLUSÃO ................................................................................................................... 38

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INTRODUÇÃO

Um Sistema de Abastecimento de Água caracteriza-se pela retirada da água da natureza, adequação de sua qualidade, transporte até os aglomerados humanos e fornecimento à população em quantidade compatível com suas necessidades. Um sistema de abastecimento de água pode ser concebido para atender a pequenos povoados ou a grandes cidades, variando nas características e no porte de suas instalações. O Sistema de Abastecimento de Água representa o "conjunto de obras, equipamentos e serviços destinados ao abastecimento de água potável de uma comunidade para fins de consumo doméstico, serviços públicos, consumo industrial e outros usos". A água constitui elemento essencial à vida vegetal e animal. O homem necessita de água de qualidade adequada e em quantidade suficiente para atender a suas necessidades, para proteção de sua saúde e para propiciar o desenvolvimento econômico. Um sistema público de abastecimento de água pode ser dividido, basicamente, em três partes: Estações elevatórias, Adutoras e a distribuição de água. As estações elevatórias, ou, ainda, as instalações de recalque têm a função de captar água, seja superficialmente ou subterraneamente, são sistemas compostos por bombas e tubulações, utilizados para pressurizar um determinado líquido, majoritariamente água, com o intento de conduzir tal líquido a um ou a vários pontos de consumo. As instalações são compostas, principalmente, por uma estação de bombeamento, incluindo o sistema de sucção, e uma tubulação de recalque, que pode alcançar, dependendo do projeto, dezenas de quilômetros de comprimento. As adutoras podem ser definidas, de forma singela, com sendo as canalizações que ligam a estação elevatória à rede de distribuição, sendo que neste trajeto, passam pela estação de tratamento de água (ETA), por isso recebem o nome de adutoras de água bruta antes de chegarem à ETA e adutoras de água tratada no trecho após a ETA. As adutoras são traçadas superando os desníveis topográficos e, devem se apresentar de forma suave, com o mínimo de curvas possíveis, principalmente em termos de curvas horizontais, pois as verticais, na maioria das vezes, são inevitáveis. O sistema de distribuição é composto por dois conjuntos de unidades: Reservatórios e redes de distribuição. Os reservatórios de distribuição permitem armazenar a água para atender às seguintes finalidades: atender às variações de consumo, atender às demandas de

escolas. É constituída de um conjunto de tubulações interligadas instaladas ao longo das vias públicas ou nos passeios. conduzindo a água aos pontos de consumo (moradias. hospitais. A rede de distribuição é a estrutura do sistema mais integrada à realidade urbana. junto aos edifícios.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 4 de 50 emergência e devem manter uma pressão mínima ou constante na rede. e a mais dispendiosa. etc. .). escolas.

Aumento da esperança de vida da população. Possibilidade de proporcionar conforto e bem-estar. Diminuição da incidência de doenças relacionadas a água. Incentivo à indústria turística em localidades com potencialidades para seu desenvolvimento. onde a água é utilizada como matéria-prima ou meio e operação. podemos citar: Melhoria da saúde e das condições de vida de uma comunidade. Diminuição dos gastos particulares e públicos com consultas e internações hospitalares. consegue ou chega muito perto de conseguir – vários benefícios. principalmente da infantil. . sociais e porque não econômicos. Implantação de hábitos de higiene na população. tanto sanitários. Aumento da vida produtiva dos indivíduos economicamente ativos. Facilidade na implantação e melhoria dos sistemas de esgotos sanitários. Melhoria das condições de segurança. Facilidade para instalações de indústrias. Facilidade na implantação e melhoria da limpeza pública.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 5 de 50 OBJETIVO Um sistema público de abastecimento de água visa – e quando é bem projetado. Diminuição da mortalidade em geral.

prevendo-se a construção por etapas. também chamado de alcance do plano. Definição do grau de detalhamento e de precisão geral das partes do sistema. faz-se necessária a elaboração de estudos e projetos com vistas à definição das obras a serem empreendidas. varia geralmente de 10 a 30 anos. Unidades do sistema Um sistema de abastecimento público de água compreende diversas unidades. Elementos necessários Definição do objetivo. Essas obras deverão ter a sua capacidade determinada não somente para as necessidades atuais. Rede de distribuição.1. Elementos básicos para elaboração de projeto Para a implantação de um sistema de abastecimento de água. do ponto de vista físico. Tratamento. serviços públicos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 6 de 50 SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA 1. equipamentos e serviços destinados ao abastecimento de água potável a uma comunidade para fins de consumo doméstico. químico e bacteriológico. consumo comercial e outros usos. 3. O período das obras projetadas. consumo industrial. Essa água fornecida pelo sistema deverá ser em quantidade suficiente e da melhor qualidade. 2. Definição Sistema de abastecimento de água é o conjunto de obras. Estações Elevatórias e/ ou de recalque. . Reservatórios. mas também para o atendimento da comunidade. 4. tais como: Manancial (captação). Concepção de sistemas públicos de abastecimento de água 4.

Consumo comercial. Custo da água (tarifa). Total compatibilidade entre as partes do sistema proposto. Pesquisa e definição dos mananciais. na mesma cidade. Existência de rede de esgotos. Consumidores a serem atendidos e sua distribuição na área a abastecer. Pressão na rede distribuidora. Definição de condições e parâmetros locais. Quantidade de água exigida e vazões de dimensionamento. assim como pode variar de um setor para outro. Principais fatores que influenciam no consumo numa dada localidade Clima. Consumo O consumo de água é função de uma série de fatores inerentes à própria localidade a ser abastecida e varia de cidade para cidade. Sistema de fornecimento e cobrança (serviço medido ou não).UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 7 de 50 Aspectos e condições econômicas e financeiras condicionantes. Etapas de implantação. Integração com eventual sistema já existente. Vale ressaltar que a forma de fornecimento de água exerce notável influencia no consumo total de uma cidade. Padrão de vida da população. 4. Perdas no sistema.1. Qualidade da água fornecida.2. 5. nas localidades onde o consumo predial é medido através . Atividades necessárias Configuração topográfica e características geológicas da região. Comparação técnica e econômica entre as opções de concepção. Método de operação do sistema. Viabilidade econômica e financeira da concepção básica. pois. industrial e público. 5.

5. refeitórios e afins. .2. Uso comercial Lojas (sanitários e ar condicionado). Usos especiais Combate a incêndios. 5. 5.1. Irrigação de jardins. Água necessária para as instalações sanitárias. Uso público Limpeza de logradouros.3. Cozinha. devem ser consideradas várias formas de consumo de água. Uso doméstico Descargas de bacias sanitárias.2. veículos. Limpeza de redes de esgotamento sanitário e de galerias de águas pluviais. Bares e restaurantes (matéria prima. Bebida. Postos (processos. Tipos de Consumo No abastecimento de uma cidade. Uso industrial Água como matéria prima. 5. sanitários e limpeza). 5.5. Lavagem de roupas. Piscinas públicas e recreação.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 8 de 50 de hidrômetros.2. que podem ser discriminadas da seguinte forma: 5.2. escolas e hospitais.2.2. Água utilizada para resfriamento. Rega de jardins e quintais. verifica-se que este é sensivelmente menor em relação àquelas cidades onde tal medição não é efetuada. Água consumida em processo industrial.4. sanitários e limpeza).2. Fontes e bebedouros. Limpeza geral. Asseio corporal. Edifícios públicos. Lavagem de automóveis.

Perdas Na adução. Desperdícios. cada setor consome a seguinte porcentagem do abastecimento da rede: Consumo industrial Consumo doméstico Consumo comercial Consumo público 52 % 39 % 6% 3% Tabela I Essa relação de consumos é a que será utilizada nos cálculos das vazões necessárias nesse projeto. ou seja. No tratamento. Consumo per capita Em geral.2.3. Para evitarmos tais perdas. 5. Controle de perdas Para orientação do combate às perdas de água. é utilizado o valor de 200 litros por habitante dia. podemos efetuar uma Setorização da rede. ou à utilização na operação do sistema (lavagem de filtros e reservatórios ou manutenção e reparos de tubulações). Estações rodoviárias. Perdas físicas Representam a água que efetivamente não chega ao consumo. principalmente na rede de distribuição.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 9 de 50 Instalações desportivas. Excluindo-se as perdas. Portos e aeroportos. 5.4. 5. índice de perdas é a porcentagem do volume produzido que não é faturada pela concessionária dos serviços. Ferrovias e metrôs. em nível de projeto. devido aos vazamentos no sistema. é necessário defini-las. Perda é a diferença entre o volume de água produzida nas estações de tratamento de água (ETA) e o total de volumes medidos nos hidrômetros. 5.6. As perdas de água podem ser perdas físicas ou administrativas. fazer pesquisas de vazamentos não visíveis (principalmente nos ramais . Na rede distribuidora.1.4.

recalque de água bruta. entre outros fatores. verificar ligações inativas. Assim as obras de: tomada de água. Assim sendo. 5.5. 5.5. verifica-se a necessidade de se estabelecerem coeficientes que traduzam essas variações de consumo para o dimensionamento das diversas unidades de um sistema público de abastecimento de água.2. podemos melhorar a gestão comercial. relativo ao dia de maior consumo. das condições climáticas. Coeficiente de reforço e coeficiente de variação instantânea (K) Os coeficientes anteriormente estabelecidos. tratamento e estocagem de água devem ser projetadas levando-se em conta o coeficiente k1. Critérios para projetos das diversas unidades do sistema Sempre que forem previstos reservatórios de distribuição com capacidade adequada. esses reservatórios serão capazes de suprir os volumes excedentes nas horas de grande consumo. apenas a rede distribuidora será calculada com a utilização do coeficiente k2 (além do coeficiente k1). não faturada. . Perdas administrativas (não físicas) Representam a água consumida que não é medida e. 6.3. Para evitarmos tais perdas. Assim. 5. Coeficiente da hora de maior consumo (K2) É a relação entre a maior vazão horária e a vazão média do dia de maior consumo.25. multiplicados. Costuma-se adotar o K2 como sendo igual a 1. Variações de consumo Num sistema público de abastecimento de água.2.5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 10 de 50 prediais). 5. adução. a quantidade de água consumida varia continuamente em função do tempo. efetuar trocas de hidrômetros ou melhoria em suas leituras e detectar e combater possíveis fraudes (o fraudador deverá ser denunciado).4. 5.5.50. de modo que as instalações situadas a montante não precisam ser dimensionadas com o coeficiente k2. melhorarmos a qualidade dos materiais e mão de obra de execução dos ramais prediais e introduzir válvulas de redução de pressão (VRP) em pontos com pressões elevadas. constituem o coeficiente de reforço (K). portanto. Coeficiente do dia de maior consumo (k1) É a relação entre o valor do consumo máximo diário ocorrido em um ano e o consumo médio diário relativo ao mesmo ano. dos hábitos da população.1. Costuma-se adotar o K1 como sendo igual a 1.

2. Vazões necessárias Diante dos conceitos explanados acima. sendo que esta vazão deverá ser somada as vazões calculadas anteriormente. As águas desses mananciais deverão preencher requisitos mínimos no que tange à qualidade das mesmas no ponto de vista físico. Vazão média (Q) . Mananciais Podem ser divididos em mananciais subterrâneos e superficiais. K = coeficiente de reforço.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 11 de 50 6. 6. Temos: . P = população abastecivel a ser considerada no projeto (habitantes). se o manancial é capaz de suprir a comunidade por um período considerável do ponto de vista técnico e econômico. l/s. 6. sendo: Qind = consumo das indústrias.1.1.1. biológico e bacteriológico.1. Qpub = consumo público. verifica-se que.3. sendo: Q = vazão média anual.1. assim como no que diz respeito aos aspectos quantitativos. comércios e do consumo público. por exemplo. 7. 6. como. .4. Vazão nos dias de maior consumo (Q1) . Vazão específica (Qesp) É a soma dos consumos das indústrias. Vazão dos dias de maior consumo e na hora de maior demanda (Q2) . sendo: K2 = coeficiente da hora de maior consumo. para o dimensionamento das diversas unidades de um sistema público de abastecimento de água. há necessidade de se definir as vazões apresentadas a seguir.1. Qcom = consumo dos comércios. q = taxa de consumo per capita em l/ hab x dia. 6. sendo: K1 = coeficiente do dia de maior consumo. químico.

represas.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 12 de 50 7. devem ser examinados cuidadosamente todos os dados e elementos que digam respeito às características quantitativas e qualitativas dos mesmos. que. tais como: Dados hidrológicos da bacia em estudo e. lagos. como o próprio nome indica. galerias de infiltração. elementos que digam respeito às oscilações do nível de água nos períodos de estiagem e de enchentes. tem o espelho de água na superfície terrestre. 8. Elementos referentes às características físicas. dando especial ênfase á determinação dos eventuais focos poluidores e/ ou contaminantes existentes a montante do local de captação escolhido. quando construídos com o objetivo de garantir um determinado volume de água para fins de abastecimento público. na falta destes. Captação de águas superficiais Os mananciais superficiais são constituídos pelos córregos. Dados fluviométricos do curso d’água a ser aproveitado e. químicas e bacteriológicas da água a ser aproveitada. rios.1. dados referentes a bacias próximas e/ ou semelhantes para estudos de correlação entre elas.1. rios. etc. Tais informações poderão ser coletadas junto a pessoas conhecedoras da região ou moradores das imediações. etc. poços profundos. . 8. 7. Manancial subterrâneo Entende-se por manancial subterrâneo todo aquele cuja provenha dos interstícios do subsolo.) ou ser elevada artificialmente através de conjuntos motor-bomba (poços rasos. na sua falta. Para o projeto de captação de mananciais superficiais.2. Manancial superficial É constituído pelos córregos. Captação de água Na análise das obras de captação de água deverá ser levado em consideração o manancial a ser aproveitado na implantação do sistema de abastecimento de água. sendo que esses últimos. bicas d’água. passam a fazer parte da captação do sistema. deverá ser procedida a coleta de amostras d’água a ser captada para exames de laboratório. notadamente no que tange á vazão específica da bacia. assim como por ocasião de chuvas torrenciais. lagos e reservatórios artificialmente criados. podendo aflorar à superfície (fontes.

para alojamento dos conjuntos elevatórios (quando necessários). a disponibilidade de energia elétrica para alimentação dos motores. Sistema auxiliar de Escorvamento: destina-se a encher o conduto de sucção para iniciar a operação da bomba.1. escorvado. quando necessário. 9. seus elementos principais são: Poço de sucção: sua função e criar uma área preferencial para captação de fluido com baixa aceleração. Crivo: peça especial na extremidade da captação. . Casa de bombas. o recalque das águas mediante a construção de estações elevatórias. ficando submersa no poço. ou seja. levando-se ainda em conta os eventuais custos de desapropriação e. Mecanismos de controle de entrada de água. os elementos componentes de uma captação e de tomada de água em mananciais superficiais são: Barragens de acumulação ou de manutenção de nível (quando necessárias) a fim de complementar a vazão na época das estiagens ou facilitar a retirada da água. etc. Dispositivo de tomada de água devidamente protegido. com a função de impedir o retorno do fluido mantendo o conduto de sucção cheio. Sistema elevatório Um sistema elevatório é composto por: sucção. Poço de sucção de bombas. Sucção Compõe a sucção o conjunto de condutos e conexões que conduzem o fluido até a bomba. 9. Válvula de pé: uma válvula instalada na extremidade da captação de uma bomba aspirada. De um modo geral. etc. recalque e bomba. Tubulações e órgãos acessórios. e somente após o balanço de todos os aspectos referentes ao local de implantação é que poderá ser feita a escolha desse local. a fim de impedir a entrada de materiais em suspensão na água (grades. para impedir o acesso de material sólido evitando danos.). caixas desarenadoras.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 13 de 50 A elaboração do projeto de captação em mananciais superficiais deverá ser precedida de uma minuciosa análise das condições locais da área de implantação das obras a serem projetadas.

1. pois é experimental. Fenômenos especiais na sucção Vórtice: ocorrem devido a pouca submergência que pode facilitar a entrada de ar. NPSHdisponível = é referente a instalação ou projeto. = pressão atmosférica local em coluna de fluido. = pressão de vapor do fluido em coluna de fluido. normalmente. que deve ser excedido para que não ocorra a cavitação e o disponível que representa a energia ou carga no sistema elevatório. A cavitação contínua causa desagregação da partícula do metal (“pitting”). NPSHrequerido = fabricante. Quando ocorre a cavitação. NPSH (net positive suction head): A pressão na seção de alimentação. com vazão e velocidade média constantes. num determinado ponto.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 14 de 50 Condutos de sucção: interligam a captação com a bomba devendo ser com menor comprimento possível para gastar pouca energia. sucção. por isso os problemas são resolvidos através das equações de Bernoulli e da Continuidade. fornecido pelo fabricante. existindo dois valores: requerido. das bombas é baixa. alterando e prejudicando o rendimento do sistema. – . considerada positiva caso a bomba esteja afogada (eixo da bomba abaixo do nível do fluido) e negativa quando a bomba não é afogada (eixo da bomba acima do nível do fluido). a pressão do líquido. e nestas condições existe a possibilidade de ocorrer cavitação dentro da bomba. A sucção trabalha em escoamento permanente uniforme. . Cavitação: caso a pressão do fluido atinja um valor menor do que a de vapor. A cavitação ocorre em locais de pressão muito baixa ou velocidade excessiva. = perda de energia na sucção. 9. isto é. sendo: = altura da sucção (cota do eixo da bomba – cota do nível do fluido).1. é reduzida a pressão de vapor formando bolhas devido à “fervura” que provoca perda de eficiência e danos sensíveis. A energia ou carga total na entrada da bomba é conhecida como NPSH. surgirão bolhas que explodirão com alto potencial de danificação. Via de regra o diâmetro do conduto de sucção é maior do que o de recalque.

9. Recalque Compõe o recalque o conjunto de condutos e conexões que conduzem o fluido da bomba até o reservatório superior. . Diâmetro Econômico: . Altura da Submergência (S): A velocidade do fluido no poço de sucção deve ser inferior a 1m/s e oferecer um recobrimento de fluido entre a entrada do fluido e a cota do nível de fluido para evitar a entrada de ar e vorticidade. obrigatoriamente.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 15 de 50 Gráfico para obtenção do NPSH requerido Para que não ocorra cavitação o NPSHdisponível deve ser. sendo: = número de horas de bombeamento dividido por 24 (fração de utilização). maior que o NPSHrequerido.2.

. Pot. média (15m < hman < 50m) e alta (hman > 50m) Instalação: afogada ou aspirada (não afogada). Potência A potência. hman. aumenta com o tamanho da bomba (grandes vazões) e com a pressão.4. Bombas ou máquinas de fluxo: Bombas são equipamentos. Na prática admite-se certa folga para os motores elétricos resultando nos acréscimos: . 9. Entre os tipos de bombas dar-se-á atenção especial às centrífugas. podendo-ás classificarem em: Movimento do fluido: sucção simples (1rotor) ou dupla (2 rotores). O rendimento. Pressão: baixa (hman < 15m).UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 16 de 50 9. que transferem energia para o deslocamento do fluido. inclinado e horizontal. em HP (Hoarse Power).3. basicamente rotor e motor. que corresponde ao trabalho realizado para elevar o fluido com a altura manométrica. Posição do eixo: vertical. é: .

Ampliações. mas com vazões somadas. 9. 9.1.5. Inexistência de bombas comerciais para grandes alturas manométricas. utiliza-se em série. bombas capazes de atender a demanda pretendida. distinguem-se pela velocidade específica. 9. mas as alturas manométricas somam-se.6. Associação de bombas Várias são as razões que levam à necessidade de associar bombas.2.3. Bombas em paralelo As bombas em paralelo trabalham sob a mesma altura manométrica. citamos: Quando a vazão é grande e não há no mercado comercial. Basicamente quando as vazões são amplas utilizam-se bombas em paralelo e para grandes alturas manométricas. Bombas em série Quando duas bombas operam em série a vazão é a mesma.6.6.6. semi axial e mista. Velocidade Específica ( transportar 1m³/s à altura de 1m: ) A velocidade específica é definida como a rotação (RPM) de uma bomba ideal para Os tipos de bombas: radial. Bombas “Booster” Booster é uma bomba para aumentar a pressão no fluido. . axial.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 17 de 50 9. 9.

Seleção das bombas Para escolha de uma bomba deve-se conhecer a vazão e altura manométrica e. a bomba. .7. Gráfico de pré-seleção para bombas de 3500 RPM. preliminarmente. escolhe-se. consultando o gráfico de seleção de cada fabricante onde se encontram as bombas de uma série com mesmo tipo.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 18 de 50 9. Gráfico de pré-seleção para bombas de 1750 RPM.

Pot versus Q. h versus Q. 9. Potmec= T*w. o ponto de cruzamento dessas duas curvas é o ponto de funcionamento da instalação. rendimento e outros dados úteis que podem ser comparados com os valores calculados esperados para verificação da eficiência do sistema elevatório.T (Nm). Q (m3/s). As curvas características são a representação gráfica. A curva resultante da consideração de todas as perdas de energia é denominada curva característica da instalação. materiais. . 9. possuem gráficos com uma família de curvas com: Hman versus Q. Ponto de Funcionamento O ponto de funcionamento representa fisicamente. Curvas características A maioria dos problemas com os sistemas elevatórios podem ser resolvidos com o auxílio das curvas características. onde se medem: Hman (m). ou em forma de tabela. geralmente apresentando a perda de energia em função da vazão. fornecida pelo fabricante da bomba. das funções que relacionam os parâmetros envolvidos no funcionamento do sistema.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 19 de 50 Escolhida a bomba no gráfico de seleções. w (rad/s). potência. rendimento. NPSH. isto é. para um sistema projetado. procura-se no catálogo as respectivas curvas características que fornecem: diâmetro do rotor. a vazão correspondente recalcada pelo conjunto moto-bomba.8.1.8. com geometria. Os catálogos dos fabricantes de bombas. As curvas características são obtidas experimentalmente. Essa curva é lançada no gráfico da altura total altura manométrica em função da vazão. Seu cálculo depende do conhecimento da influência hidráulica dos componentes do sistema de forma a equacionar as perdas de energia e quantificá-las para cada vazão. NPSHreq versus Q. via de regra. num banco de ensaio. PotHid= g*Q*Hman. equipamentos conhecidos.

No caso de existirem derivações de uma adutora destinadas a conduzir água até outros pontos do sistema. as mesmas receberão a denominação de subadutoras. assim como ancoragens nos pontos onde ocorrem esforços que possam causar o deslocamento das peças (curvas. constituindo canalizações secundárias. por exemplo). Já levando em consideração a energia utilizada para a movimentação da água. Também são denominadas subadutoras as canalizações que conduzem água de um reservatório de distribuição para outro. as adutoras e subadutoras podem ser: . Elas interligam a captação e tomada de água à estação de tratamento de água. devendo-se tomar cuidados especiais na elaboração do projeto respectivo e quando da implantação das obras. e esta aos reservatórios de um mesmo sistema. Adutoras e Subadutoras Às canalizações principais destinadas a conduzir água entre as unidades de um sistema público de abastecimento que antecedem a rede de distribuição dá-se o nome de adutoras. válvulas de descarga e ventosas). Recomenda-se uma criteriosa análise de seu traçado em planta e perfil.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 20 de 50 10. De água tratada. As adutoras e subadutoras são unidades principais de um sistema público de abastecimento de água. a fim de verificar a correta colocação de órgãos acessórios (válvulas de parada. Em função da natureza da água conduzida. as adutoras e subadutoras podem ser denominadas: De água bruta.

A análise química e os exames fisco e bacteriológico da água dos mananciais abastecedores. dos pontos de vista físico. pois as características qualitativas e quantitativas das águas dos mananciais variam sensivelmente no decorrer do ano. algas. determinarão a necessidade ou não de submeter essa água a processos corretivos. redução de teores elevados de compostos orgânicos. isto é. cor. água de boa qualidade para a alimentação humana e outros usos. Tratamento Um sistema público de abastecimento de água deverá fornecer à comunidade água potável. odor e sabor. turbidez.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 21 de 50 Por gravidade (conduto livre ou forçado). eliminação ou redução de substâncias tóxicas ou nocivas. Finalidades econômicas: redução da corrosividade. compreendendo os processos imprescindíveis à obtenção da qualidade necessária para abastecimento público. odor e sabor. O tratamento de água deverá ser efetuado quando for comprovada a sua necessidade e a purificação for indispensável. químico. É importante salientar que a necessidade do tratamento e os processos exigidos deverão ser determinados em função dos padrões de potabilidade internacionalmente aceitos para água de abastecimento público. Mistas (combinação das duas anteriores). Por recalque. protozoários e outros microorganismos. . tais como: Finalidades higiênicas: remoção de bactérias. redução do excesso de impurezas. turbidez. feitos com freqüência. 11. notadamente as águas provenientes de mananciais superficiais. o projetista poderá ser levado a cometer erros grosseiros. manganês. Caso contrário. procede-se ao tratamento da água em instalações denominadas estações de tratamentos. Para tal e em função das características qualitativas da água fornecida pelos mananciais. ferro. Finalidades estéticas: correção da cor. O tratamento da água é feito para atender várias finalidades. e com base em inspeções sanitárias e resultados representativos de exames e análises cobrindo um período razoável de tempo. dureza. biológico e bacteriológico. a fim de garantir a boa qualidade e a segurança higiênica.

Tipos de reservatórios Os reservatórios podem ser classificados de acordo com a posição em relação à rede de distribuição. Atender às demandas de emergência. O reservatório pode ser posicionado de forma a suprir as horas de maior consumo e ainda contribuir para diminuir os custos com a rede de distribuição. em situações especiais. abastecendo nas horas de maior consumo. 12.1. para o suprimento normal. Podem também ser dimensionados para permitir o combate a incêndios.1. Os reservatórios permitem a continuidade do abastecimento quando é necessário interrompê-lo para manutenção em unidades como captação.1. 12. adução e estações de tratamento de água. Causa uma variação relativamente grande da pressão nas extremidades de jusante da rede.1. Quanto à posição no terreno: Enterrados Semi-enterrados Apoiados .2. Relação de Fruhling: Os reservatórios de distribuição devem ter capacidade suficiente para armazenar o terço do consumo diário correspondente aos setores por ele abastecidos. 12. Possibilita uma menor oscilação de pressão nas zonas de jusante da rede. Manter pressão mínima ou constante na rede. Reservatório de jusante: Também chamado reservatório de sobras. é alimentado pela sobra do suprimento das horas de menor demanda. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO O sistema de distribuição é composto por dois conjuntos de unidades: Reservatórios e Redes de Distribuição. e em relação ao terreno: Quanto à localização: Reservatório de montante: Situado a montante da rede de distribuição.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 22 de 50 12. Reservatórios Os reservatórios de distribuição permitem armazenar a água para atender às seguintes finalidades: Atender às variações de consumo. em locais onde o patrimônio e segurança da população estejam ameaçados.

Dependendo de sua localização e arquitetura. No entanto. Proteção dos dispositivos de descarga e extravasão para impedir entrada de animais ou de águas poluídas provenientes de atividades das vizinhanças. é importante salientar. O mais freqüente no Brasil ainda é o emprego de concreto armado. os reservatórios podem se constituir em marcos referenciais da cidade. junto aos edifícios. concreto. Rede de distribuição de água A rede de distribuição é a estrutura do sistema mais integrada à realidade urbana. Localização em áreas onde não ocorram inundações. de forma a absorver o impacto de cargas móveis (automóveis.2.que formam a rede de distribuição podem ser classificadas em: Condutos principais: são os de maior diâmetro e responsáveis pela alimentação dos condutos secundários. Condutos secundários: são os de menor diâmetro e abastecem diretamente aos pontos de consumo.). A qualidade da água na rede de distribuição deve ser resguardada. que é sempre possível buscar uma solução simplificada que atenda às orientações técnicas e que ao mesmo tempo diminua os custos com a construção de um reservatório. caminhões. conduzindo a água aos pontos de consumo (moradias. como: . madeira. As tubulações -ou condutos. e para isso são necessários alguns cuidados. Alguns cuidados devem ser tomados para a conservação dos reservatórios e para evitar que ele se torne um ponto de recontaminação. harmonizando-se com a paisagem urbana. escolas. e a mais dispendiosa. aço. escolas. tais como: Impermeabilização cuidadosa das paredes. 12. Afastamento das águas de chuvas. A instalação das tubulações nas valas deve prever o seu recobrimento adequado com uma camada de terra. Proteção dos acessos. etc. hospitais. tratores). fibra de vidro.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 23 de 50 Elevados Os reservatórios podem ser construídos em diversos materiais: alvenaria. É constituída de um conjunto de tubulações interligadas instaladas ao longo das vias públicas ou nos passeios.

0 m da tubulação de esgoto.1. deverá ser prevista uma válvula para fechamento de cada trecho. Nos condutos secundários deverá ser prevista uma válvula junto ao ponto de ligação a condutos principais. construído e operado de forma a manter pressão mínima em qualquer ponto da rede. Órgãos e equipamentos acessórios de rede Válvulas (registros) de manobra e de descarga: Quando três ou mais trechos de tubulações se interligarem em um ponto.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 24 de 50 O sistema deve ser projetado. 12. podendo até ser negativa. enchendo-se a canalização com água limpa. Em sistemas em que o fornecimento de água não é contínuo. A desinfecção das tubulações. devem ser tomados os cuidados necessários para impedir a ocorrência de contaminação. em alguns casos. para evitar contaminação. substituições. deverão ser previstas válvulas de descarga nos pontos baixos da rede. essa solução é descarregada. remanejamentos e prolongamentos. as boas condições de operação do sistema. há perigo de penetração ou sucção de água contaminada para dentro da rede. pode ser mais vantajoso e econômico situar a rede de água nas calçadas. por ocasião do assentamento e dos reparos. evitando interrupções. como por exemplo arruamentos pavimentados com grande largura. diminuem a possibilidade de contaminação da rede. durante a execução da rede e durante os reparos. Nessas ocasiões. recomenda-se adotar outras soluções como por exemplo: rede de água colocada em nível superior à rede de esgotos ou localizar a rede de água em um terço da rua e a rede de esgoto no terço oposto. nas horas em que não houver abastecimento haverá pouca ou nenhuma pressão na rede. Os registros e dispositivos de descarga devem ser projetados e convenientemente posicionados para permitir manutenção e descarga sem prejudicar o abastecimento. As tubulações de água potável devem ser assentadas em valas situadas a uma distância mínima de 3. . Quando isso não for possível. Salvo motivo devidamente justificado. Toda a operação deve ser controlada por exames bacteriológicos. deve ser feita com uma solução concentrada de cloro ( de cloro por litro) durante 24 horas. Em geral as juntas das tubulações não resistem a pressões de fora para dentro (subpressões). O sistema dever estar protegido contra poluição externa. Após esse período.2. Assim.

Coeficientes do dia de maior consumo. coeficiente de reforço (K): Cálculo da Vazão de projeto: Temos: População: . da hora de maior consumo e reforço: O coeficiente do dia de maior consumo (k1) como sendo igual a 1. em cada nó. detalhada de forma a ficar claro seu tipo e forma de especificação e execução da rede. Assim. conforme modelo e dimensões adequadas e definidas de comum acordo com o contratante.5.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 25 de 50 O diâmetro nominal das válvulas de descarga instaladas em tubulações com diâmetro igual ou menor que 75 mm. o modelo padrão da ligação predial a ser adotado. Hidrantes: Deverão ser previstos hidrantes nas tubulações principais. de acordo com os catálogos dos fabricantes. Projeto do sistema elevatório Para o nosso projeto. separados se uma distância máxima de 500 m. para efeito de especificação e estimativa de custos incluindo o micromedidor (hidrômetro).25 e O coeficiente da hora de maior consumo (K2) 1. MEMORIAL DE CÁLCULO 13. Ramal predial: Deverá ser definido em comum acordo com o órgão contratante do projeto. com parâmetros da generalização de outros projetos base. Todas as válvulas serão instaladas em caixas de proteção. adotamos o nosso consumo per capita (q) como sendo igual a 200 litros por habitante por dia.1. 13. será igual ao da própria tubulação. Para tubulações com diâmetro maior ou igual a 100 mm será de 100 mm o diâmetro da válvula. Conexões: Deverão ser indicadas todas as conexões necessárias ao perfeito funcionamento da rede.

assim: Logo. assim dividiremos em três trechos. assim. podemos obter a vazão de projeto. a vazão que passará nas adutoras não será a mesmo em todo o percurso.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 26 de 50 A população inicial é de 760 habitantes (152 lotes. Temos como sendo: Com isso temos os dados: Com os dados. Trecho III é o trecho que vai o reservatório de distribuição até a rede de distribuição. indústrias. Trecho II é o trecho que vai da ETA até o reservatório de distribuição. a vazão em tal trecho será intitulada . a vazão em tal trecho será intitulada .será: 2016 habitantes. essa população após 20 anos . assim: Trecho I é o trecho que vai desde a captação da água até a estação de tratamento (ETA). Consideramos o crescimento populacional igual a 5% ao ano. Vazão específica: Além da vazão consumida pelos domicílios. 5 pessoas por lote). . tais consumos são chamados de vazão específica. via tabela I.alcance do plano . comércios. e pode ser obtida em função da vazão dos domicílios. a vazão em tal trecho será intitulada Assim temos: . devem ser computados os consumos dos órgãos públicos. é válido fazer uma ressalva. inicialmente nomearemos cada trecho.

assim: . . . calculamos nosso diâmetro da tubulação de O diâmetro de sucção deve ser um diâmetro nominal acima do diâmetro de recalque. . 13.162m. recalque e geométrica Altura de sucção é a diferença de altura entre o nível de água e o eixo da bomba. assim adotaremos: .1. para isso é necessária a altura geométrica. 13. com tais dados podemos obter o diâmetro econômico de recalque. que nada mais é que a soma da altura de sucção com a altura de recalque. Altura de sucção.1. etc.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 27 de 50 .2. e precisamos também contabilizar as perdas que ocorreram no sistema devido a presença de curvas (tanto verticais como horizontais) e outros fatores. eventuais entradas e saídas de canalização. o nível de água a . assim adotaremos: Precisa-se calcular a altura manométrica do sistema. sabemos os seguintes dados: Serão adotadas três bombas. = 0. Diâmetro de recalque e Diâmetro de sucção Pela fórmula: recalque. válvulas de retenção. a bomba funcionará 20 horas por dia. sendo que duas ficaram revezando e a outra será de reserva.1. registros. assim a nossa altura de sucção será: O eixo da bomba encontra-se na altura de Altura de sucção (Hs) = 2m.

5 polegadas Válvula de pé e crivo 65 1 Total: 65 68 3 1 3 Quantidade Comprimento equivalente (m) e o eixo da bomba está em . obtemos: Perda no recalque O comprimento da canalização de recalque é: . os comprimentos equivalentes das peças das canalizações. Altura geométrica como foi dito é a soma das alturas de sucção e de recalque. para acharmos as perdas existentes nas canalizações.1. 13.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 28 de 50 Altura de recalque é a diferença de altura entre o eixo da bomba e a cota em que se encontra o reservatório a ser abastecido ou a estação de tratamento. assim: Assim o comprimento virtual da canalização de sucção é: Aplicando a fórmula de Hazen-Williams. A cota da estação de tratamento é de Altura de recalque (Hr) = 28m.3. Perda na sucção O comprimento da canalização de sucção é: Na canalização há as seguintes peças com seus respectivos comprimentos equivalentes: Comprimento Peça equivalente (m) Curva de 90° com “R/D” = 1. Perdas nas canalizações Para o calculo das perdas nas canalizações é necessário o comprimento das canalizações. assim: Altura geométrica (Hg) = 30m.

1. Assim: 13. Hf = 1.1 Assim o comprimento virtual da canalização de recalque é: Aplicando a fórmula de Hazen-Williams.2 1 1.4.2 7.5 1 Total: 7.4 1 Quantidade Comprimento equivalente (m) 2.33m. obtemos: .4 20 1.5 polegadas Válvula de retenção Registro de gaveta Saída da canalização 20 1 2. assim: Hg = 30m.5 31. Potência e escolha da bomba Para o calculo da potência temos: O peso específico da água é A vazão a ser suportada é O rendimento considerado é A altura manométrica encontrada foi . A perda total será: Altura manométrica é a soma da altura geométrica e as perdas na sucção e no recalque.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 29 de 50 Comprimento Peça equivalente (m) Curva de 90° com “R/D” = 1.

Dimensionamento das adutoras Para o dimensionamento das adutoras as seguintes vazões foram obtidas: Trecho I: Trecho II: Trecho III: 13. nesse caso. logo a potencia a ser considerada é de 12HP. A condição: não ocorrerá cavitação. O modelo escolhido. 20% é uma folga bastante razoável. A Velocidade específica será Verificação da ocorrência de cavitação: . é a RO 16. foi respeitada.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 30 de 50 Tem de ser considerada certa folga.2. Adução por recalque O diâmetro da adutora de água bruta já foi obtido. Adotando-se o diâmetro nominal logo acima.1. compatível com o projeto. a potencia instalada deve ser a imediatamente superior a potencia encontrada. Como as bombas são pré fabricadas. que apresenta as seguintes características: Marca: MARK-PEERLESS.2. assim é garantido que 13. Ao entrarmos no gráfico de pré-seleção. assim: Potencia instalada é 15HP. verificamos que a bomba ideal é a RO. com diâmetro do rotor de e rotação de . 13. trabalharemos com: . é o mesmo diâmetro de recalque.2.2. Adução por gravidade .

o trecho da adutora de água tratada. Trecho II: Trecho III: 0. Sabemos que a vazão é de 16. assim: Sucção: Sabemos que a vazão é de 16. vemos que a velocidade máxima aceitável pode ser calculada da seguinte maneira: Como Trecho I: . o diâmetro requerido deve ser encontrado pela fórmula de Hazen-Williams. ou seja.97 l/s. A adução por gravidade se divide em dois trechos. temos que para cada trecho. ocorrerá uma velocidade diferente e cada trecho apresentará sua velocidade máxima particular.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 31 de 50 Para a adução por gravidade. assim acharemos um diâmetro para cada.97 l/s.140m Faz-se necessária a verificação da velocidade. o trecho está OK. assim a velocidade de projeto será: . para constatarmos que a mesma atenderá as especificações regulamentares. assim a velocidade de projeto será: Por Hélio Creder.

3. o trecho está OK.97 l/s. Sabemos que a vazão é de 16. Assim a nossa vazão é de . vemos que a velocidade máxima aceitável pode ser calculada da seguinte maneira: Como Trecho III: . 13. o trecho está OK. vemos que a velocidade máxima aceitável pode ser calculada da seguinte maneira: Como Trecho II: . vemos que a velocidade máxima aceitável pode ser calculada da seguinte maneira: Como . Dimensionamento do sistema de distribuição 13. Sabemos que a vazão é de 16. transformando-a em litros por dia. obtemos: Volume do reservatório será no mínimo. Trabalhando a favor da segurança.3. Dimensionamento do reservatório Pela relação de Fruhling.3. o reservatório terá capacidade de 13. os reservatórios de distribuição devem ter capacidade suficiente para armazenar o terço do consumo diário correspondente aos setores por ele abastecidos.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 32 de 50 Por Hélio Creder.97 l/s. . Dimensionamento da rede ramificada . assim a velocidade de projeto será: Por Hélio Creder. o trecho está OK. assim a velocidade de projeto será: Por Hélio Creder.1.2.

À FISCALIZAÇÃO é assegurado o direito de ordenar a suspensão das obras e serviços sem prejuízo das penalidades a que ficar sujeito a CONTRATADA e sem que esta tenha direito a qualquer indenização pelo atraso causado. bem como exigir da CONTRATADA a correta execução dos projetos e o cumprimento das determinações contidas nas Especificações do Caderno de Especificações Técnicas.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 33 de 50 14. controle de qualidade dos materiais e/ou serviços e FISCALIZAÇÃO das obras em construção. serão transmitidas por escrito e só assim produzirão seus efeitos. CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 14. uma das quais ficará em poder do transmitente depois de visada pelo destinatário.3. que terá autoridade para exercer em nome deste. COMUNICAÇÕES Todas as comunicações da FISCALIZAÇÃO para a CONTRATADA. com as páginas convenientemente numeradas. 14.2. em três vias. 14. quando for detectado qualquer defeito ou falha importante em serviço executado ou .1. ORIENTAÇÃO GERAL E FISCALIZAÇÃO O CONTRATANTE nomeará um PROFISSIONAL devidamente registrado no CREA. INÍCIO DOS SERVIÇOS A CONTRATADA deverá dar início aos serviços e obras até 10 (dez) dias após a assinatura do Contrato. por meio do Diário de Obras. toda e qualquer ação de orientação geral. e viceversa.

5. será lavrado um termo de recebimento provisório. 14. 14. A CONTRATADA fica obrigada a retirar do canteiro de obras. caso tenham sido satisfeitas todas as condições contratuais. venha a demonstrar conduta nociva ou incapacidade técnica. todas elas assinadas pela FISCALIZAÇÃO. imediatamente após o recebimento da comunicação correspondente. bem como obter materiais em quantidade e qualidade suficientes para permitir o cumprimento normal das diversas etapas da obra estabelecidas em cronograma físico e a conseqüente conclusão das obras no prazo estabelecido. 14. O recebimento provisório só poderá ocorrer após terem sido realizados todos os serviços e/ou reparos informados pela FISCALIZAÇÃO.4.1. Ficará a CONTRATADA responsável pelas instalações provisórias que se fizerem necessárias para o desenvolvimento da obra.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 34 de 50 material empregado na obra. referentes a defeitos ou imperfeições que venham a ser verificadas em qualquer elemento da obra e serviços executados.5.5. ferramental necessário e contratar mão-de-obra idônea.2. que será passado em três ou mais vias. que não tenha sido sanado num prazo de 48 (quarenta e oito) horas após a devida comunicação. qualquer empregado. RECEBIMENTO DA OBRA 14. MATERIAIS. operário ou subordinado que. MÃO-DE-OBRA E EQUIPAMENTOS Caberá à CONTRATADA fornecer e conservar equipamento mecânico. Recebimento Definitivo O termo de recebimento definitivo das obras e serviços contratados será lavrado até 30 (trinta) dias após o recebimento provisório. . mestres e encarregados. de perfeito acordo com o Contrato. a critério da FISCALIZAÇÃO. Recebimento Provisório Quando a obra e demais serviços contratados ficarem inteiramente concluídos. que assegurem progresso satisfatório às obras. bem como o atendimento das exigências a seguir: a) Atendidas todas as reclamações da Comissão de Recebimento Definitivo. de modo a manter permanentemente em serviço uma equipe homogênea e suficiente de operários.

o CONTRATANTE. A CONTRATADA estará obrigada a demolir e a refazer os trabalhos impugnados pela FISCALIZAÇÃO. exceto quando a CONTRATADA prevenir por escrito. ficando. 14. será fornecida pela CONTRATADA. salvo disposição em contrário. c) Apresentação do Certificado de Quitação com o INSS.245 do Código Civil. salvo disposição em contrário constante de Contrato. em tempo hábil. logo após o recebimento do comunicado correspondente. as despesas decorrentes dessas providências.6. PROJETOS . pelo prazo de 05 (cinco) anos pela execução de serviços e aplicação de materiais. 14. Toda a mão-de-obra. pela FISCALIZAÇÃO todos os trabalhos executados em desacordo com as condições contratuais ou normas técnicas vigentes. Todos os materiais. Fica ainda a CONTRATADA. desde que não sejam danificados por imprudência e/ou imperícia por parte dos usuários. rigorosamente de acordo com o Caderno de Especificações Técnicas e com os documentos nele referidos. por sua conta exclusiva. para que seja expedida a CND. a responsabilidade do segundo.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 35 de 50 b) Solucionadas todas as reclamações porventura feitas quanto à falta de pagamento de operários ou fornecedores de materiais e prestadores de serviços. bem como pela solidez e segurança do trabalho. fica entendido entre o CONTRATANTE e a CONTRATADA. bem como de acordo com as demais normas técnicas pertinentes a cada serviço ou etapa da obra. responsável pelo perfeito funcionamento das instalações prediais pelo prazo de 12 (doze) meses. salvo disposição em contrário. em razão dos materiais ou do solo. DISPOSIÇÕES GERAIS Os serviços contratados serão executados.7. serão fornecidos pela CONTRATADA. RESPONSABILIDADES E GARANTIAS De acordo com o artigo 1. Serão impugnados. empregados na edificação.

caso se faça necessário. os quais serão também devidamente autenticados pela CONTRATADA. complementares. os quais serão previamente aprovados e rubricados.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 36 de 50 Os serviços serão executados em estrita e total observância às indicações constantes dos projetos fornecidos pelo CONTRATANTE e referidos neste Caderno de Especificações Técnicas. Durante a construção. desenho de detalhes de execução. pelo CONTRATANTE. . Cabe à CONTRATADA elaborar. poderá o CONTRATANTE apresentar desenhos. salvo disposto no item seguinte.

. citando-se dentre elas as seguintes: Assentamento de tubulações de ferro fundido dúctil para condução de água sob pressão (NBR 12595). Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público (NBR 12218). Condutos forçados (NBR 6112). Cadastro de sistema de abastecimento de água (NBR 12586).UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 37 de 50 NORMAS REGULAMENTARES Deverão ser seguidas as prescrições das normas da ABNT. Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público (NBR 12214). Projeto de adutora de água para abastecimento público (NBR 12215). Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água (NBR 12211). Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público (NBR 12217).

com o auxílio de uma bomba centrífuga para poder tanto succionar a água do rio como para elevar a água até o reservatório superior. A segunda etapa do projeto foi o dimensionamento das adutoras. de forma tranqüila. que poderia ser feita funcionando como ramificada ou malhada. tentando fazer o traçado das adutoras da forma que gerasse menos perdas possíveis. . apresentando-se com curvas suaves na medida do possível. sendo este ultimo subdividido no dimensionamento do reservatório e no dimensionamento da rede distribuidora. pelos próximos vinte anos – um projeto de abastecimento de água engloba várias etapas. o dimensionamento do reservatório de distribuição .UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 38 de 50 CONCLUSÃO O projeto de um sistema público de abastecimento de água é de extrema importância para uma cidade. e todas as habitações deveriam ter acesso. sendo que no nosso caso a Estação de tratamento ficou no ponto mais elevado. ele foi projetado de forma a atender a população da cidade de forma satisfatória – o projeto foi feito visando atender à cidade. ou seja. mas a tendência é que ocorram melhoras nessa questão. em três. no caso do presente projeto. pois água é o bem mais importante para o ser humano. e foi assim que a dimensionamos. como uma quantia a mais para eventuais emergências – e da rede distribuição. de forma didática. A terceira etapa do projeto foi o dimensionamento do sistema de distribuição. A primeira etapa corresponde à fase de captação de água. dimensionamento das adutoras e dimensionamento do sistema de distribuição. infelizmente em nosso país. tal captação foi realizada por um manancial superficial. ou seja. tornou-se bastante viável a utilização da rede ramificada. existem diversas localidades que ainda não possuem um sistema público de abastecimento de água.procedimento simples que deve levar em conta tanto a demanda da cidade. são eles: projeto do sistema elevatório. tal dimensionamento foi feito tentando manter uma relação viável entre custo e segurança. como nossa cidade é relativamente pequena. Tratando-se do projeto em sí. podendo ser.

SILVA. José Martiniano de Azevedo. 10ª edição. Acácio Eiji. NETTO. Instalações Hidráulicas e Sanitárias. ITO. 8ª edição. Roberto. FERNANDEZ.UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR PROJETO: SISTEMA PÚBLICO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DISCIPLINA: HIDRÁULICA APLICADA Página 39 de 50 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Notas de aula da Profª. Ângela Maria Moreira. Drª. Normas para apresentação dos trabalhos técnico-científicos da UFRR: baseadas nas normas da ABNT. CREDER. Catálogo de Produtos. Hélio. SP. Editora LTC. Ofélia de Lira Carneiro e Silva da disciplina Hidráulica Aplicada. 1996. BOMBAS HIDRÁULICAS MARK-PEERLESS. Editora Edgard Blucher Ltda. Miguel fernandez y. ARAUJO. 2007. Manual de Hidráulica. . Boa Vista: Editora da UFRR. 2003. São Bernardo do Campo.