Relatório Final
Relatório Final
Endereço - Avenida Miguel Estefano, 4241 - Saúde, São Paulo - SP, 04.301-002.
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0
Conteúdo
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 2
2. PROCEDIMENTOS .............................................................................................................................. 2
3. PRODUTOS .......................................................................................................................................... 3
3.1. PARQUE BOTÂNICO ....................................................................................................................... 4
i) AVALIAÇÃO HIDROGEOLÓGICA PRELIMINAR ................................................................................ 4
ii) PROJETO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO .................................................................................... 5
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS CONSTRUTIVAS ....................................................................................... 5
PROJETO ESQUEMÁTICO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO 3 / 5 ...... 7
INDICAÇÃO DO PONTO DE PERFURAÇÃO 4 / 5 ......... 8
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 5 / 5 ... 9
3.2. ZOOLÓGICO SAFÁRI ....................................................................................................................12
i. AVALIAÇÃO HIDROGEOLÓGICA PRELIMINAR ..............................................................................12
ii. PROJETO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO ..................................................................................13
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS CONSTRUTIVAS .....................................................................................13
PROJETO ESQUEMÁTICO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO 3 / 5 ....15
INDICAÇÃO DO PONTO DE PERFURAÇÃO 4 / 5 .......16
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 5 / 5 .17
3.3. PARQUE ZOOLÓGICO ..................................................................................................................19
i. AVALIAÇÃO HIDROGEOLÓGICA PRELIMINAR ..............................................................................19
ii. PROJETO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO ..................................................................................20
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS CONSTRUTIVAS .....................................................................................20
PROJETO ESQUEMÁTICO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO 3 / 5 ....22
INDICAÇÃO DO PONTO DE PERFURAÇÃO 4 / 5 .......23
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 5 / 5 .24
MAPA GEOLÓGICO LOCAL .......................................................................................................................26
MAPA HIDROGEOLÓGICO REGIONAL ....................................................................................................26
4. MEMORIAL DESCRITIVO DA OBRA A SER EXECUTADA ..............................................................27
4.1. GENERALIDADES ..........................................................................................................................27
4.2. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS PARA PERFURAÇÃO DE POÇO TUBULAR .............................28
4.3. FISCALIZAÇÃO RECEBIMENTO DOS SERVIÇOS ......................................................................31
4.4. RECEBIMENTO DOS SERVIÇOS .................................................................................................31
4.5. GARANTIA DOS SERVIÇOS .........................................................................................................31
4.6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................31
5. CUSTOS TOTAIS ESTIMADOS DA EXECUÇÃO DOS TRÊS POÇOS ............................................32
6. BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................................................32
1
1. INTRODUÇÃO
2. PROCEDIMENTOS
A Praengeo Geologia e Engenharia, contratada para os serviços, utilizou mão de obra devidamente
habilitada, treinada e capacitada a exercer suas funções, em quantidade e qualidade suficiente para a
completa realização dos serviços, nas condições e prazos aqui estabelecidos. A equipe técnica que
desenvolveu os trabalhos está assim formada:
Geólogo Emilio Carlos Prandi – Doutor em Geociências e Meio Ambiente;
Geólogo Filipe Montanheiro – Mestre em Geociências e Meio Ambiente;
Geólogo Pedro Lifter Rodirgues Prandi – Mestre em Geociências
Engenheira Civil Melissa Rodrigues Prandi
Foram fornecidos, pela contratada, os instrumentos de medição, materiais, veículos e demais utilidades
necessárias para a prestação dos serviços.
As atividades realizadas pela contratada foram:
• Vistorias preliminares aos locais de interesse;
• Levantamentos bibliográficos da geologia e hidrogeologia da área de interesse;
• Avaliação hidrológica e hidrogeológica da área em questão e arredores;
2
• Levantamento de informações e documentos necessários para solicitação da regularização da
Declaração de Viabilidade de Instalação (DVI) e outorga de captação de poços tubulares profundos
quantos forem necessários;
• Elaborar todas as informações necessárias para o preenchimento dos requerimentos e
documentação, protocolando os pedidos junto ao órgão de recursos hídricos;
• Regime de uso e regime de bombeamento;
• Tipo do poço e profundidade;
• Aquífero explorado, cota;
• Perfil construtivo do poço;
• Perfil litológico;
• Identificar as áreas de restrição com áreas contaminadas, potenciais fontes de contaminação, postos
de combustíveis, cemitérios e outros poços e solicitar junto a Cetesb, mediante documento que
esclareça os riscos, Parecer Técnico para a perfuração.
• Cotações de preços, com apoio da tabela de BANCO DE PREÇOS DE OBRAS E SERVIÇOS DE
ENGENHARIA da SABESP, sem a preocupação de menores preços. Ou seja, os custos podem ser
diminuídos em eventos de concorrência de preços, muito dificilmente aumentados.
3. PRODUTOS
3
3.1. PARQUE BOTÂNICO
ANEXO IV
i) AVALIAÇÃO HIDROGEOLÓGICA PRELIMINAR
Município: SÃO PAULO
Interessado – RESERVA PAULISTA ADMINISTRADORA DE PARQUES S.A.
Geologia:
Ocorrem na região do Parque Zoológico as rochas do Complexo Embu, com predominância
de granulitos, migmatitos e gnaisses com restos de gnaisses fitados e bandados e concentrações locais de
corpos de gnaisses graníticos, anfibolitos e granulitos. Ou seja, rochas caracterizadas por uma intensa
foliação de transposição superimposta a um bandamento preexistente originado por processos de
segregação metamórfica. São rochas duras, mas espessos capeamentos de rochas alteradas (saprólitos).
Estas feições geológicas estão mostradas no anexo VIII.
Aquífero (s):
O principal aquífero explorado é o Cristalino, cujo caráter de fraturamento o torna descontínuo,
com grandes variações nas características hidráulicas. A presença de água nesta unidade aquífera está
condicionada às zonas de contato litológico, fraturas e juntas, sendo que as quantidades são função do
tamanho e da interconexão entre estas estruturas. Sondagens geofísicas realizadas para este projeto
indicam alta resistividades para a maior parte da área, a partir da profundidade de ocorrência de rochas sãs,
indicando blocos com pouca alteração e fraturamentos. O detalhe da distribuição dos aquíferos na área
estão mostrados no anexo IX. Onde as cores verdes indicam aquíferos fraturados e quanto mais forte a cor,
maior o potencial de produção dos poços.
Parecer:
Trata-se da implantação de poço explotando o aquífero Cristalino. Avaliando-se, tanto os
dados do SIAGAS/CPRM (Sistema de Informações de Águas Subterrâneas – da Companhia e Prospecção
de Recursos Minerais) e dos cadastros de usuários de Recursos Hídricos da Agencia SP Águas (antigo
DAEE), estima-se que, sendo o poço perfurado no local indicado pela perfilagem, ele deverá produzir a
vazão de 5,0 m3/h Isto imporá um regime de operação de 20 horas dia para atender a demanda máxima do
Parque.
Um poço perfurado no local, conforme projeto anexo, atenderá parcialmente as demandas de
quantidade de água. Sugere-se que este poço seja instalado no local indicado pela perfilagem como AP 4.
4
ii) PROJETO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO
de: (m) a: (m) Formação Aquífero Captado Nível Estático Vazão Rebaixamento
(m) (m3/h) (m)
0,00 15,00 Solos de
alteração
36,00 300,00 Complexo Livre / Fraturado 30 De 4 a 5 70
Cristalino
3. ESPECIFICAÇÕES :
Capacidade do equipamento (m): 300 Profundidade a ser perfurada (m): 200
Perfuração :
de: (m) a: (m) Método de Perfuração Diâm. ( pol. ) Diâm. (mm) Litologia
5. PERFILAGEM ELÉTRICA
5
ANEXO V
8. REVESTIMENTO - FILTROS
9. PRÉ - FILTRO
NÃO NECESSÁRIO
10. DESENVOLVIMENTO
12. CIMENTAÇÃO
13. ACABAMENTO
Limpeza : conforme norma
Desinfecção : hipoclorito de cálcio
Laje de proteção sanitária : 2,0 x 2,0 x 0,20 m
Tampa : conforme norma
6
ANEXO V
PROJETO ESQUEMÁTICO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO 3/5
14 - LEGENDA
Litologia Projeto sem escala
Perfuração Laje de proteção
-Solos orgânicos de decomposição sanitária
Cimentação
- Rochas alteradas
7
ANEXO V
POÇO
PARQUE
BOTÂNICO
8
ANEXO V
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 5/
5
1-) A firma deverá indicar o nome de um responsável técnico (com CREA), e que deverá executar e/ou
acompanhar as seguintes etapas:
perfuração;
cimentação do tubo de proteção sanitária;
descrição das amostras retiradas durante a perfuração;
execução e interpretação do desenvolvimento e teste final de bombeamento;
2-) As amostras serão colhidas de 2 em 2 metros, e dispostas no canteiro em caixas com visualização contínua.
Após a descrição, serão acondicionadas em sacos plásticos, devidamente identificadas;
3-) Os testes de bombeamento deverão ser realizados com equipamentos com capacidade de captação de 200
% da vazão estipulada;
4-) A firma perfuradora e o usuário das obras de captação de águas subterrâneas deverão obedecer a todas as
exigências e disposições constantes na Lei nº 6134, de 02/06/88 e no decreto nº 32.955 de 07/02/91.
5). Após a conclusão do poço, antes do início da operação do mesmo, deve ser providenciado a outorga de uso
de recursos hídricos junto ao DAEE. O poço deve possuir todos os equipamento e estruturas necessárias
para o atendimento das exigências da outorga.
6) A executora deve atender aos dispostos nas leis referentes à segurança do trabalho dos colaboradores
envolvidos com as obras e do entorno onde a obra será executada.
__________________________________
Assinatura
9
ANEXO VII
2.1 PERFURAÇÃO PARA TUBO BOCA - DIÂM. 304 mm (12") 70170028 m 36 R$ 363,42 R$ 13.083,12
PERF. EM ROCHA CRISTALINA - DIÂM. 152 mm (6") -
2.3 70170119 m 264 R$ 1.354,47 R$ 357.580,08
EQUIP. ATÉ 200 m
3 TUBOS LISOS - INSTALAÇÃO
REVESTIM. EM TUBO DE AÇO LISO, DIN 2440, 19,24
3.1 70170214 m 36 R$ 504,08 R$ 18.146,88
KG/M - DIÂM. 152 mm (6") - EQUIP. ATÉ 200 m
4 FILTRO - INSTALAÇÃO
6 PERFILAGEM ELÉTRICA
7 DESENVOLVIMENTO DO POÇO
8 ENSAIO DE VAZÃO
Testes de rebaixamento com equipamento que garanta a
vazão máxima do poço, instalada a máxima profundidade
8.1 permitida. Interpretação dos dados com a caracterização do 70170296 h 24 R$ 504,55 R$ 12.109,20
poço e do aquífero e dimensionamento do equipamento de
bombeamento ideal.
Teste Escalonado com equipamento que garanta a vazão
máxima do poço, instalada a máxima profundidade
permitida. Interpretação dos dados com a caracterização do
8.2 70170296 h 4 R$ 504,55 R$ 2.018,20
poço e do aquífero e dimensionamento do equipamento de
bombeamento ideal. O teste deve ser de 04 vazões de 25%,
50% 75% e 100% da vazão do Teste de Rebaixamento.
8.3 Teste de recuperação h 6 R$ -
3
9 APLICAÇÃO DE PASTA DE CIMENTO: POR GRAVIDADE 70170133 m 3 R$ 1.108,38 R$ 3.325,14
13 EQUIPAMENTO DE BOMBEAMENTO
10
3.2. ZOOLÓGICO SAFÁRI
ANEXO IV
i. AVALIAÇÃO HIDROGEOLÓGICA PRELIMINAR
Município: SÃO PAULO
Interessado – RESERVA PAULISTA ADMINISTRADORA DE PARQUES S.A.
Geologia:
Ocorrem na região do Parque Zoológico as rochas do Complexo Embu, com predominância
de granulitos, migmatitos e gnaisses com restos de gnaisses fitados e bandados e concentrações locais de
corpos de gnaisses graníticos, anfibolitos e granulitos. Ou seja, rochas caracterizadas por uma intensa
foliação de transposição superimposta a um bandamento preexistente originado por processos de
segregação metamórfica. São rochas duras, mas espessos capeamentos de rochas alteradas (saprólitos).
Estas feições geológicas estão mostradas no anexo VIII.
Aquífero (s):
O principal aquífero explorado é o Cristalino, cujo caráter de fraturamento o torna descontínuo,
com grandes variações nas características hidráulicas. A presença de água nesta unidade aquífera está
condicionada às zonas de contato litológico, fraturas e juntas, sendo que as quantidades são função do
tamanho e da interconexão entre estas estruturas. Sondagens geofísicas realizadas para este projeto
indicam alta resistividades para a maior parte da área, a partir da profundidade de ocorrência de rochas sãs,
indicando blocos com pouca alteração e fraturamentos. O detalhe da distribuição dos aquíferos na área
estão mostrados no anexo IX. Onde as cores verdes indicam aquíferos fraturados e quanto mais forte a cor,
maior o potencial de produção dos poços.
Parecer:
Trata-se da implantação de poço explotando o aquífero Cristalino. Avaliando-se, tanto os
dados do SIAGAS/CPRM (Sistema de Informações de Águas Subterrâneas – da Companhia e Prospecção
de Recursos Minerais) e dos cadastros de usuários de Recursos Hídricos da Agencia SP Águas (antigo
DAEE), estima-se que, sendo o poço perfurado no local indicado pela perfilagem, ele deverá produzir a
vazão de 5,0 m3/h Isto imporá um regime de operação de 20 horas dia para atender a demanda máxima do
Parque.
Um poço perfurado no local, conforme projeto anexo, atenderá parcialmente as demandas de
quantidade de água. Sugere-se que este poço seja instalado no local indicado pela perfilagem como AP 4.
12
ii. PROJETO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO
de: (m) a: (m) Formação Aquífero Captado Nível Estático Vazão Rebaixame
(m) (m3/h) nto
(m)
0,00 15,00 Solos de
alteração
36,00 300,00 Serra Geral Livre / Fraturado 30 De 4 a 5 70
3. ESPECIFICAÇÕES :
Capacidade do equipamento (m): 300 Profundidade a ser perfurada (m): 200
Perfuração :
de: (m) a: (m) Método de Perfuração Diâm. ( pol. ) Diâm. (mm) Litologia
5. PERFILAGEM ELÉTRICA
13
ANEXO V
8. REVESTIMENTO - FILTROS
9. PRÉ - FILTRO
NÃO NECESSÁRIO
10. DESENVOLVIMENTO
12. CIMENTAÇÃO
13. ACABAMENTO
Limpeza : conforme norma
Desinfecção : hipoclorito de cálcio
Laje de proteção sanitária : 2,0 x 2,0 x 0,20 m
Tampa : conforme norma
14
ANEXO V
PROJETO ESQUEMÁTICO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO 3/5
14 - LEGENDA
Litologia Projeto sem escala
Perfuração Laje de proteção
-Solos orgânicos de decomposição sanitária
Cimentação
- Rochas alteradas
15
ANEXO V
PARQUE
SAFÁRI
POÇO
16
ANEXO V
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 5/
5
1-) A firma deverá indicar o nome de um responsável técnico (com CREA), e que deverá executar e/ou
acompanhar as seguintes etapas:
perfuração;
cimentação do tubo de proteção sanitária;
descrição das amostras retiradas durante a perfuração;
execução e interpretação do desenvolvimento e teste final de bombeamento;
2-) As amostras serão colhidas de 2 em 2 metros, e dispostas no canteiro em caixas com visualização contínua.
Após a descrição, serão acondicionadas em sacos plásticos, devidamente identificadas;
3-) Os testes de bombeamento deverão ser realizados com equipamentos com capacidade de captação de 200
% da vazão estipulada;
4-) A firma perfuradora e o usuário das obras de captação de águas subterrâneas deverão obedecer a todas as
exigências e disposições constantes na Lei nº 6134, de 02/06/88 e no decreto nº 32.955 de 07/02/91.
5). Após a conclusão do poço, antes do início da operação do mesmo, deve ser providenciado a outorga de uso
de recursos hídricos junto ao DAEE. O poço deve possuir todos os equipamento e estruturas necessárias
para o atendimento das exigências da outorga.
6) A executora deve atender aos dispostos nas leis referentes à segurança do trabalho dos colaboradores
envolvidos com as obras e do entorno onde a obra será executada.
__________________________________
Assinatura
17
ANEXO VII
2.1 PERFURAÇÃO PARA TUBO BOCA - DIÂM. 304 mm (12") 70170028 m 36 R$ 363,42 R$ 13.083,12
PERF. EM ROCHA CRISTALINA - DIÂM. 152 mm (6") -
2.3 70170119 m 264 R$ 1.354,47 R$ 357.580,08
EQUIP. ATÉ 200 m
3 TUBOS LISOS - INSTALAÇÃO
REVESTIM. EM TUBO DE AÇO LISO, DIN 2440, 19,24
3.1 70170214 m 36 R$ 504,08 R$ 18.146,88
KG/M - DIÂM. 152 mm (6") - EQUIP. ATÉ 200 m
4 FILTRO - INSTALAÇÃO
6 PERFILAGEM ELÉTRICA
7 DESENVOLVIMENTO DO POÇO
8 ENSAIO DE VAZÃO
Testes de rebaixamento com equipamento que garanta a
vazão máxima do poço, instalada a máxima profundidade
8.1 permitida. Interpretação dos dados com a caracterização do 70170296 h 24 R$ 504,55 R$ 12.109,20
poço e do aquífero e dimensionamento do equipamento de
bombeamento ideal.
Teste Escalonado com equipamento que garanta a vazão
máxima do poço, instalada a máxima profundidade
permitida. Interpretação dos dados com a caracterização do
8.2 70170296 h 4 R$ 504,55 R$ 2.018,20
poço e do aquífero e dimensionamento do equipamento de
bombeamento ideal. O teste deve ser de 04 vazões de 25%,
50% 75% e 100% da vazão do Teste de Rebaixamento.
8.3 Teste de recuperação h 6 R$ -
3
9 APLICAÇÃO DE PASTA DE CIMENTO: POR GRAVIDADE 70170133 m 3 R$ 1.108,38 R$ 3.325,14
13 EQUIPAMENTO DE BOMBEAMENTO
18
3.3. PARQUE ZOOLÓGICO
ANEXO IV
i. AVALIAÇÃO HIDROGEOLÓGICA PRELIMINAR
Município: SÃO PAULO
Interessado – RESERVA PAULISTA ADMINISTRADORA DE PARQUES S.A.
Geologia:
Ocorrem na região do Parque Zoológico as rochas do Complexo Embu, com predominância
de granulitos, migmatitos e gnaisses com restos de gnaisses fitados e bandados e concentrações locais de
corpos de gnaisses graníticos, anfibolitos e granulitos. Ou seja, rochas caracterizadas por uma intensa
foliação de transposição superimposta a um bandamento preexistente originado por processos de
segregação metamórfica. São rochas duras, mas espessos capeamentos de rochas alteradas (saprólitos).
Estas feições geológicas estão mostradas no anexo VIII.
Aquífero (s):
O principal aquífero explorado é o Cristalino, cujo caráter de fraturamento o torna descontínuo,
com grandes variações nas características hidráulicas. A presença de água nesta unidade aquífera está
condicionada às zonas de contato litológico, fraturas e juntas, sendo que as quantidades são função do
tamanho e da interconexão entre estas estruturas. Sondagens geofísicas realizadas para este projeto
indicam alta resistividades para a maior parte da área, a partir da profundidade de ocorrência de rochas sãs,
indicando blocos com pouca alteração e fraturamentos. O detalhe da distribuição dos aquíferos na área
estão mostrados no anexo IX. Onde as cores verdes indicam aquíferos fraturados e quanto mais forte a cor,
maior o potencial de produção dos poços.
Parecer:
Trata-se da implantação de poço explotando o aquífero Cristalino. Avaliando-se, tanto os
dados do SIAGAS/CPRM (Sistema de Informações de Águas Subterrâneas – da Companhia e Prospecção
de Recursos Minerais) e dos cadastros de usuários de Recursos Hídricos da Agencia SP Águas (antigo
DAEE), estima-se que, sendo o poço perfurado no local indicado pela perfilagem, ele deverá produzir a
vazão de 5,0 m3/h Isto imporá um regime de operação de 20 horas dia para atender a demanda máxima do
Parque.
Um poço perfurado no local, conforme projeto anexo, atenderá parcialmente as demandas de
quantidade de água. Sugere-se que este poço seja instalado no local indicado pela perfilagem como AP 4.
19
ii. PROJETO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO
de: (m) a: (m) Formação Aquífero Captado Nível Estático Vazão Rebaixame
(m) (m3/h) nto
(m)
0,00 15,00 Solos de
alteração
36,00 300,00 Serra Geral Livre / Fraturado 30 De 4 a 5 70
3. ESPECIFICAÇÕES :
Capacidade do equipamento (m): 300 Profundidade a ser perfurada (m): 200
Perfuração :
de: (m) a: (m) Método de Perfuração Diâm. ( pol. ) Diâm. (mm) Litologia
5. PERFILAGEM ELÉTRICA
20
ANEXO V
8. REVESTIMENTO - FILTROS
9. PRÉ - FILTRO
NÃO NECESSÁRIO
10. DESENVOLVIMENTO
12. CIMENTAÇÃO
13. ACABAMENTO
Limpeza : conforme norma
Desinfecção : hipoclorito de cálcio
Laje de proteção sanitária : 2,0 x 2,0 x 0,20 m
Tampa : conforme norma
21
ANEXO V
PROJETO ESQUEMÁTICO DE POÇO TUBULAR PROFUNDO 3/5
C
o
m
p Rochas granulíticas
l
e
x
o
C
r
i
s
t
a
l
i
n
300 m 300 m / 6”
o
14 - LEGENDA
Litologia Projeto sem escala
Perfuração Laje de proteção
-Solos orgânicos de decomposição sanitária
Cimentação
- Rochas alteradas
22
ANEXO V
INDICAÇÃO DO PONTO DE PERFURAÇÃO 4/5
POÇO
PARQUE
ZOOLÓGICO
23
ANEXO V
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 5/
5
1-) A firma deverá indicar o nome de um responsável técnico (com CREA), e que deverá executar e/ou
acompanhar as seguintes etapas:
perfuração;
cimentação do tubo de proteção sanitária;
descrição das amostras retiradas durante a perfuração;
execução e interpretação do desenvolvimento e teste final de bombeamento;
2-) As amostras serão colhidas de 2 em 2 metros, e dispostas no canteiro em caixas com visualização contínua.
Após a descrição, serão acondicionadas em sacos plásticos, devidamente identificadas;
3-) Os testes de bombeamento deverão ser realizados com equipamentos com capacidade de captação de 200
% da vazão estipulada;
4-) A firma perfuradora e o usuário das obras de captação de águas subterrâneas deverão obedecer a todas as
exigências e disposições constantes na Lei nº 6134, de 02/06/88 e no decreto nº 32.955 de 07/02/91.
5). Após a conclusão do poço, antes do início da operação do mesmo, deve ser providenciado a outorga de uso
de recursos hídricos junto ao DAEE. O poço deve possuir todos os equipamento e estruturas necessárias
para o atendimento das exigências da outorga.
6) A executora deve atender aos dispostos nas leis referentes à segurança do trabalho dos colaboradores
envolvidos com as obras e do entorno onde a obra será executada.
__________________________________
Assinatura
24
ANEXO VII
2.1 PERFURAÇÃO PARA TUBO BOCA - DIÂM. 304 mm (12") 70170028 m 36 R$ 363,42 R$ 13.083,12
PERF. EM ROCHA CRISTALINA - DIÂM. 152 mm (6") -
2.3 70170119 m 264 R$ 1.354,47 R$ 357.580,08
EQUIP. ATÉ 200 m
3 TUBOS LISOS - INSTALAÇÃO
REVESTIM. EM TUBO DE AÇO LISO, DIN 2440, 19,24
3.1 70170214 m 36 R$ 504,08 R$ 18.146,88
KG/M - DIÂM. 152 mm (6") - EQUIP. ATÉ 200 m
4 FILTRO - INSTALAÇÃO
6 PERFILAGEM ELÉTRICA
7 DESENVOLVIMENTO DO POÇO
8 ENSAIO DE VAZÃO
Testes de rebaixamento com equipamento que garanta a
vazão máxima do poço, instalada a máxima profundidade
8.1 permitida. Interpretação dos dados com a caracterização do 70170296 h 24 R$ 504,55 R$ 12.109,20
poço e do aquífero e dimensionamento do equipamento de
bombeamento ideal.
Teste Escalonado com equipamento que garanta a vazão
máxima do poço, instalada a máxima profundidade
permitida. Interpretação dos dados com a caracterização do
8.2 70170296 h 4 R$ 504,55 R$ 2.018,20
poço e do aquífero e dimensionamento do equipamento de
bombeamento ideal. O teste deve ser de 04 vazões de 25%,
50% 75% e 100% da vazão do Teste de Rebaixamento.
8.3 Teste de recuperação h 6 R$ -
3
9 APLICAÇÃO DE PASTA DE CIMENTO: POR GRAVIDADE 70170133 m 3 R$ 1.108,38 R$ 3.325,14
13 EQUIPAMENTO DE BOMBEAMENTO
25
ANEXO VIII
MAPA GEOLÓGICO LOCAL
Fonte
ANEXO IX
MAPA HIDROGEOLÓGICO REGIONAL
ANEXO X
26
4. MEMORIAL DESCRITIVO DA OBRA A SER EXECUTADA
Este Memorial Descritivo tem por objetivo descrever os materiais e serviços relativos à execução dos
serviços de perfuração de Poço Tubular Profundo no Município de São Paulo - SP.
Para elaboração deste memorial, foram consultados o Caderno de Custos da SABESP, além dos
catálogos de fornecedores e guias sobre as normas técnicas brasileiras referentes aos assuntos aqui
tratados. Também foram consultadas as Normas da Agência SP Águas, antigo Departamento de
Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo - DAEE
Todas as etapas de execução devem ser precedidas da orientação deste Memorial e Especificações
Técnicas, dos projetos e planilha orçamentária. A aquisição e emprego dos materiais, bem como a
execução dos serviços, devem estar de acordo com as normas técnicas vigentes.
Em caso de divergências entre as especificações técnicas e os projetos, deve-se buscar acordos
prévios entre a Contratante e a Contratada para a orientação da melhor forma de executar os
serviços.
Todos os serviços deverão estar em conformidade com os documentos apresentados. Os materiais
deverão ser de qualidade, atendendo às normas técnicas vigentes. Os procedimentos adotados não
poderão interferir na ordem dos trabalhos nem gerar risco de acidentes para trabalhadores ou
usuários, devendo a empresa executora, para tanto, instalar a devida sinalização e utilizar os
Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva condizentes com a função e com o serviço.
4.1. GENERALIDADES
Condições Gerais
Deverão ser empregados na obra materiais de primeira qualidade e, quando citado neste Memorial,
de procedência ligada às marcas comerciais aqui apontadas, entendendo-se como material "similar"
um mesmo material de outra marca comercial que apresente a critério da fiscalização - as mesmas
características de forma, textura, cor, peso, etc.;
A mão-de-obra será qualificada e capaz de proporcionar serviços tecnicamente bem feitos e de
acabamento esmerado;
A obra será executada de acordo com a boa técnica, as Normas Brasileiras da Associação Brasileira
de Normas Técnica – ABNT: Projeto de poço para captação de água subterrânea, NBR 12.212 e
Construção de poço para captação de água subterrânea, NBR 12.244; as posturas Federais,
Estaduais, Municipais, condições locais e as exigências constantes desta especificação;
Manter um geólogo permanentemente no canteiro de obra para acompanhar os trabalhos de
construção do poço na qualidade de responsável pela obra e de interlocutor perante a fiscalização da
contratante;
A fiscalização poderá rejeitar e solicitar a qualquer tempo a substituição de funcionário da contratada,
equipamento, serviço ou materiais que não considere adequado ou que não atenda as
especificações;
Quaisquer danos que ocorram a bens móveis, imóveis ou ao meio ambiente, devido à construção do
poço tubular e aqueles resultantes da imperícia, imprudência ou negligência na execução dos
serviços, serão de responsabilidade única da contratada, devendo reparar e responder pôr eles;
Remover e dar destino adequado dos sedimentos resultantes da perfuração do poço tubular tais
como: materiais utilizados, descarte do fluido de perfuração e descarte da água do desenvolvimento e
do teste de produção, de forma que ao retirar o equipamento o terreno esteja limpo e reconstituído;
É responsabilidade da contratada a vigilância do canteiro de obra e o fornecimento de energia
elétrica;
A empresa será considerada instalada e apta ao início dos serviços após a fiscalização constatar na
obra: a perfuratriz, equipamento, ferramental e materiais com capacidade e em quantidades
suficientes para assegurar a execução dos trabalhos e do circuito para o fluido de perfuração,
revestido e impermeável, estar construído com dimensões compatíveis com a profundidade e
diâmetro final do furo;
Sujeitar-se à análise, vistoria e aprovação pela fiscalização dos itens acima listados;
A empresa contratada ficará obrigada a apresentar, mediante solicitação da contratante, mesmo
depois da realização da obra, quaisquer documentos necessários ao esclarecimento de dúvidas ou
questões sobre o andamento dos serviços, materiais ou equipamentos utilizados no poço ou sobre as
características ou condições de operação e manutenção do mesmo;
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A construção do poço deverá ser em área a ser indicada pela Contratante, conforme definido pelo
projeto, em anexo.
A substituição dos materiais e/ou equipamentos propostos no processo de licitação, durante a
realização da obra só poderá ser efetuada pela empresa contratada, mediante a autorização da
fiscalização e da Contratante
Caberá a empresa contratada todo e qualquer registro, licença ou autorização junto aos órgãos
públicos ou técnicos, municipais, estaduais ou federais necessários à realização da obra, de acordo
com a legislação em vigor.
A vazão mínima do poço deverá ser de 5m3/h. (cinco metros cúbicos por hora). Em caso de não se
alcançar à vazão desejada, caberá a fiscalização a análise e aceitação de um poço com vazão
inferior a solicitada.
Método de perfuração
A perfuração deverá ser feita por sondagem rotopneumática.
Mobilização e desmobilização de equipamentos e materiais e canteiro de obra (DTM)
É de responsabilidade da empresa contratada, a mobilização e desmobilização dos equipamentos e
materiais, preparação de acessos ao canteiro de trabalho e plataforma para instalação dos
equipamentos e canteiro de obra.
O local do canteiro de obras deverá ser isolado para não permitir o acesso de pessoas
desautorizadas e por medida de segurança para evitar acidentes a terceiros.
Instalação
A empresa será considerada instalada e apta ao início dos serviços após a Contratante e sua
fiscalização constatar na obra:
a1- a instalação das perfuratrizes,
a2- equipamento ferramental e materiais, e a
a3- presença de pessoal em quantidade suficiente para a execução da obra.
Profundidade
A profundidade do poço está prevista em 300 m, podendo variar para menos, caso as condições
hidrogeológicas do local permitam vazões muito acima do esperado durante a construção do poço.
Quando da medição dos serviços será medido o real executado.
O perfurador deverá disponibilizar equipamentos, para atender as condições de profundidade
máxima, diâmetro de perfuração e complementação e croqui construtivo, sob pena de não
recebimento do poço pela fiscalização.
Não será aceito em hipótese alguma a alegação de problemas técnicos e geológicos para a não
execução do poço até a profundidade estabelecida.
Diâmetros de perfuração
Na parte superior, onde estão presentes materiais menos duros formados por solos de alteração e
rochas alteradas, no intuito de instalação de proteção sanitária, a perfuração deverá ser realizada
pelo método rotativo direto, em diâmetro de 12” (doze polegadas), ou 304,8 mm, até a profundidade
de 36 metros para a cravação do tubo de proteção sanitária.
Após a instalação do tubo de proteção sanitária e cimentação do espaço anelar (considerando o
tempo necessário para o endurecimento do cimento de proteção), a perfuração deverá seguir até a
profundidade final no diâmetro de 6” (seis polegadas), ou 152 mm.
O fluído de perfuração deverá ser à base de substâncias sem sólidos em suspensão, de preferência
“shampoos” para perfuração em rochas duras.
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As amostras coletadas serão acondicionadas em sacos plásticos ou de pano, etiquetados com as
seguintes informações: número do poço, local, data, município, localidade e número de ordem e
intervalo amostrado.
As amostras deverão ser mantidas no canteiro de obra embalada e organizada em ordem crescente
de profundidade a disposição da fiscalização da Contratante.
As amostras são de propriedade do Contratante e deverão ser entregues junto com o relatório do
poço.
Revestimentos
O poço será revestido no diâmetro de 6’’ (seis polegadas), ou 152 mm, na porção superior, compondo
a zona de Proteção Sanitária. Os tubos de revestimento deverão se de aço carbono segundo Norma
DIN 2440, com espessura de parede de 4,76 mm.
Somente serão admitidos pela fiscalização materiais novos (tubos de revestimento e luvas). A
tubulação de revestimento deverá ser de materiais normatizados, em conformidade com as
especificações contidas no projeto esquemático.
Boca do poço
Deverá ser de 0,5 (meio) metro acima da laje de proteção sanitária podendo ser aumentada a critério
da fiscalização. A altura da boca do poço deverá ser descontada da profundidade do poço.
Abandono do poço
No caso em que a empresa contratada venha a fracassar na perfuração do poço até a maior
profundidade especificada, ou no caso em que tenha de abandonar o poço devido à perda de
ferramenta ou por outro motivo, o furo abandonado deverá, às expensas da mesma, ser preenchido
com argamassa de argila e cimento, podendo remover o tubo de revestimento caso queira, sem ônus
para o Contratante. O material permanecerá sendo uma sua propriedade. Nenhum pagamento será
feito pelo poço perdido e pelo serviço de concretagem deste.
Desenvolvimento
O desenvolvimento do poço deverá ser feito utilizando -se os métodos mecânicos, e/ ou com
aplicação do sistema “air lift”. O referido procedimento deverá servir como indicativo de produção do
poço, para subsidiar o teste de produção.
Para a limpeza da porção de rochas o injetor deverá estar posicionado abaixo da fenda ou zona de
produção mais profunda do poço.
O desenvolvimento com eletrobomba deverá ser feito com a aplicação de dispersantes químicos a
base de polifosfatos na dos agem indicada pelo fabricante. O produto deverá ser diluído em um tonel
com água antes de ser lançado pela boca do poço.
Teste de produção
Equipamentos auxiliares e destino da água
A empresa contratada deverá fornecer todo equipamento de bombeamento (com fluxo semiaxial, com
vazão variando de 3,0 a 20 m3/h) e tubulação (NORMA DIN 2440) de aço carbono adutora e de
descarga necessária à realização do teste. A descarga da água deverá ocorrer a uma distância
adequada do poço, de forma a não interferir no resultado do teste.
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A empresa deverá fornecer e instalar dispositivos de capacidade e tipos aprovados para medição de
vazão. Deverão ser utilizados medidores contínuos tipo Venturi, orifício calibrado, vertedouros ou
outros que melhor se adaptem a situação.
O equipamento do teste de produção será uma bomba submersa e deverá ser dimensionada para
vazão compatível com a previsão de produção do poço, ficando por conta da empresa contratada o
fornecimento de energia elétrica, quer por gerador ou pela rede local.
Não será aceito rebaixamento inferior a 20 metros.
Duração do teste: o ensaio final deverá ser conduzido do seguinte modo:
Teste de vazão contínua – com duração de 24 (vinte quatro) horas, se o nível dinâmico estabilizar
durante pelo menos as últimas 6 (seis) horas do teste.
Se tal estabilização não ocorrer nesse período, a vazão de bombeamento deverá ser reduzida em
cerca de 20% e o teste prolongado por mais 12 (doze) horas, devendo o nível estabilizar durante as
últimas 6 (seis) horas.
A variação do nível de água dentro do poço deverá ser acompanhada com um medidor elétrico,
sensível, com plaquetas numeradas metro a metro no cabo elétrico e com anéis intermediários sem
numeração. O eletrodo do medidor elétrico deverá descer no poço em tubulação de proteção
independente.
As interrupções acidentais, desde que haja acordo entre a contratada e a contratante, poderão ser
compensadas mediantes uma programação correspondente, para complementar o ensaio.
Deverá ser preenchida a planilha do teste de produção e recuperação nos tempos determinados pelo
Manual de Operação e Manutenção de poços Tubulares Profundos do DAEE, ou conforme abaixo
determinados:
De 0 a 10 min, de minuto a minuto;
De 10 a 18 min, de dois em dois minutos
De 18 a 60 min de três em três minutos
De 60 min a duas horas, de cinco em cinco minutos
De duas horas a quatro horas, de 10 em 10 minutos.
De quatro horas a seis horas, de 30 em 30 minutos.
De seis horas ao fim do teste, de 60 em 60 minutos.
Teste de recuperação
Concluído o teste de produção é iniciado imediatamente o teste de recuperação do poço. O
procedimento do teste consiste na medida do tempo de recuperação do nível estático original do
poço, isto é feito com o preenchimento da planilha fornecida obtida do Manual de Recuperação e
Manutenção de Poços Tubulares Profundos do DAEE.
O teste de recuperação será dado como concluído quando o nível d´água retornar à posição original
ou próxima do nível estático inicial.
Verticalidade e alinhamento
O poço está no vertical quando seu eixo concluir com a linha vertical que passa pelo centro da boca
do poço e alinhado quando seu eixo é uma reta.
O teste constará da descida de um a haste rígida de 6 metros de comprimento, até 24 metros abaixo
do nível dinâmico do poço livremente sem tocar nas paredes do poço.
Desinfecção do poço
Após inteiramente construído, o poço deverá ser completamente limpo retirando-se todos os materiais
estranhos, inclusive ferramentas, madeiras, cordas, fragmentos de qualquer natureza, cimento, óleo,
graxa, tinta de vedação ou espuma.
Em seguida, o poço deverá ser desinfetado com solução de cloro. A desinfecção deverá ser feita com
solução de cloro que permita se ter um teor residual de 5 p.p.m. de cloro livre em todas as partes do
poço, com repouso mínimo de 2 horas.
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Antes da coleta, lavar a garrafa com água do poço e a seguir fazer a coleta diretamente da boca do
poço. O prazo entre a coleta e a entrega da amostra do laboratório não deve exceder a 24 horas.
Durante a coleta da água devem ser feitas as determinações de pH e de temperatura da água da
boca do poço. A amostra coletada por técnico autorizado, deverá ser conservada dentro do gelo
durante o seu transporte até o local da análise. Observar as recomendações específicas do
laboratório.
Tamponamento do poço
Depois de concluídas todas as etapas de construção e teste de produção do poço, o mesmo deverá
ser lacrado com chapa soldada ou tampa rosqueável de maneira a impedir atos de vandalismo até
sua utilização definitiva.
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Eventuais substituições de marcas especificadas serão possíveis, desde que apresentadas com
antecedência para aprovação da contratante, devendo os produtos, apresentar desempenho técnico
equivalente ou superior aos anteriormente especificados.
Todos os produtos e materiais a serem utilizados devem obedecer às normas técnicas pertinentes e
possuir a certificação mínima exigida para comprovação das características necessárias ao bom
desempenho da estrutura.
Possíveis alterações, correções de qualquer tipo deverão ser apresentadas com antecedência para
aprovação da Contratante.
A planilha orçamentária foi elaborada com base no Projeto Básico, assim quantidades dos serviços
podem sofrer alteração perante as peculiaridades de cada local onde a obra será executada.
Toda alteração, glosa ou aditivo dos quantitativos deverá ser autorizada pela Contratante
Em casos omissos ou divergentes a este Memorial Descritivo, a contratante agirá de maneira
deliberativa.
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Subterrâneas da Região Metropolitana de Natal. Brasília: ANA, 2012. Disponível em:
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