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Documento Sem Nome

O jornalismo brasileiro enfrenta uma transformação digital, com crescente demanda por informações de saúde confiáveis em meio à desinformação. O projeto proposto, 'Dados e Saúde', visa criar um portal de jornalismo digital focado em dados de saúde, utilizando formatos audiovisuais e interativos para engajar o público jovem. A iniciativa busca preencher lacunas no mercado, oferecendo conteúdo baseado em dados e promovendo a educação em saúde de forma acessível e confiável.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O jornalismo brasileiro enfrenta uma transformação digital, com crescente demanda por informações de saúde confiáveis em meio à desinformação. O projeto proposto, 'Dados e Saúde', visa criar um portal de jornalismo digital focado em dados de saúde, utilizando formatos audiovisuais e interativos para engajar o público jovem. A iniciativa busca preencher lacunas no mercado, oferecendo conteúdo baseado em dados e promovendo a educação em saúde de forma acessível e confiável.
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Introdução

O jornalismo brasileiro vive uma fase de forte transformação digital, marcada por mudança
rápida nos hábitos do público e desafios como as fake news na área da saúde. Estudos recentes
mostram que grande parte da população evita notícias tradicionais e busca informação em redes
sociais. Ao mesmo tempo, a saúde tornou-se uma das principais preocupações dos brasileiros
(42% a apontam como maior preocupação anual). Nesse contexto, identificamos que há demanda
por jornalismo de saúde confiável e inovador, sobretudo explorando dados e formatos atraentes.

Tendências e mercado atual

●​ Consumo digital em alta: Relatórios internacionais indicam que 79% dos brasileiros
consomem notícias em fontes digitais (sites e redes sociais). As mídias sociais seguem
dominando: WhatsApp (38%), YouTube (38%) e Instagram (36%) são as plataformas mais
usadas para notícias. Em contraste, jornais impressos têm apenas ~11% do público e a
TV aberta caiu para cerca de 50%. Isso sinaliza um mercado migração claro ao online e
ao móvel.
●​ Novos formatos em alta: Pesquisas de mercado e especialistas apontam que formatos
audiovisuais curtos e ágeis estão em ascensão. Por exemplo, podcasts crescem pelo apelo
multitarefa e facilidade de produção, e aplicativos como TikTok, já um dos mais baixados
no mundo, são vistos como espaços pouco explorados para conteúdo jornalístico.
Plataformas de vídeo on-demand (YouTube, TikTok, Instagram) estão capturando a
atenção de jovens e oferecem oportunidades para narrativa visual e interativa.
●​ Demanda por informação de saúde: Dados de pesquisas de mercado mostram que 42%
dos brasileiros consideram a saúde pública sua principal preocupação, e 93% relacionam
“cuidar da saúde” a hábitos preventivos (atividades físicas regulares). Há, portanto, um
grande interesse do público em temas de saúde e bem-estar, revelando espaço para mais
conteúdos informativos nessa área.
●​ Ambiente de desinformação: Especialmente em saúde, a desinformação é grave.
Estudos apontam que 62% dos brasileiros já acreditavam em notícias falsas em 2018 e
que 88% admitiram ter caído em fake news em 2022. A OMS e publicações científicas
como The Lancet alertam que fake news em saúde são perigosas e exigem respostas
jornalísticas sistemáticas. Isso reforça a necessidade de veículos que ofereçam
informação de saúde precisa, contextualizada e baseada em dados confiáveis.

Caracterização do segmento “Jornalismo de dados em


saúde”

Dentro desse cenário, o nicho de jornalismo de dados aplicado à saúde surge como
oportunidade. Já existem iniciativas consolidadas no Brasil (p. ex. Volt Data Lab e Agência Tatu)
especializadas em reportagens baseadas em dados. O Volt Data Lab, criado em 2014, realiza
investigações jornalísticas com visualizações de dados em diversas áreas, incluindo saúde. A
Agência Tatu, fundada por estudantes em Alagoas, é um exemplo de startup de jornalismo de
dados focada inicialmente no Nordeste. Esses casos mostram que é possível produzir conteúdo
jornalístico de impacto a partir de dados, mesmo com recursos limitados. No segmento de saúde
especificamente, já existe o portal Futuro da Saúde, que publica reportagens digitais sobre
avanços e políticas de saúde com equipe especializada. No entanto, percebe-se que a oferta de
conteúdo voltado exclusivamente para análise de dados em saúde ainda é incipiente.

Essas iniciativas atendem públicos exigentes: jornalistas de dados precisam explorar bases como
estatísticas do SUS, dados epidemiológicos públicos e estudos científicos para identificar
pautas. Também utilizam infográficos interativos, mapas e relatórios explicativos. O segmento
exige profissionais com habilidades em tratamento de dados e narrativa clara. Em resumo, o
segmento definido é um veículo/jornalismo multiplataforma de saúde com foco em dados
abertos e informação confiável. Trata-se de um nicho que combina interesse social (saúde) com
inovação de formato (data journalism), visando criar diferenciação e credibilidade.

Oportunidade identificada

A análise de mercado aponta várias oportunidades:

●​ Conteúdo confiável vs. fake news: Existe grande lacuna para fontes de informação de
saúde verificadas. Os consumidores buscam jornalismo de saúde confiável, mas esse é um dos
temas mais vulneráveis a desinformação. Um veículo especializado em dados de saúde
pode atuar como curador de verdades, desmentindo boatos e esclarecendo o público.
●​ Público jovem e mídias sociais: Plataformas como TikTok e Instagram estão pouco
aproveitadas pelo jornalismo profissional de saúde. Com 18–24 anos consumindo
notícias preferencialmente nessas mídias, há espaço para formatos leves: vídeos curtos
explicativos sobre temas de saúde, séries de stories informativos e podcasts temáticos.
Por exemplo, informações baseadas em estatísticas (ex.: gráficos interativos sobre
nutrição ou vacinação) podem ser transformadas em conteúdo visual atraente.
●​ Segmentos de nicho em crescimento: Tópicos como saúde mental, saúde da mulher,
longevidade e nutrição estão em evidência no Brasil. Esses temas geram grande
engajamento (vídeos sobre saúde mental viralizam no TikTok, por exemplo) e muitos
usuários buscam explicações acessíveis e fundamentadas. Há oportunidade de
desenvolver reportagens de dados específicas para esses nichos, atendendo públicos
segmentados ainda pouco servidos por grandes mídias.
●​ Mercado de newsletters e assinaturas: Embora a maioria consuma notícias grátis, existe
crescimento em assinaturas digitais (20% do público paga por conteúdo online). Em
temas especializados, newsletters por e-mail ou apps pagos (ou modelos freemium) podem
ser alternativas de monetização. Parcerias com entidades de saúde e patrocínios por
marcas do setor (como laboratórios ou planos de saúde) também são opções.

Em resumo, há oportunidade tanto para um canal “sério” (reportagens investigativas,


infográficos aprofundados) quanto para formatos informais e educativos (vídeos curtos,
podcasts, quizzes em redes). As linguagens em alta são áudio (podcasts), vídeo curtos
(TikTok/Reels) e textos multimídia interativos. Já os formatos saturados, como texto longo
estático em site genérico ou jornal impresso, têm baixíssima adesão.

Proposta de inovação

Propomos criar o portal “Dados e Saúde” (nome fictício) – um veículo de jornalismo digital
nacional focado em conteúdo de saúde apoiado em jornalismo de dados. Seus principais
diferenciais inovadores seriam:

●​ Conteúdo Data-driven: Cada reportagem e matéria seria construída sobre dados


públicos (Ministério da Saúde, IBGE, OMS etc.), com análise estatística e visualizações
interativas (gráficos, mapas online) para embasar fatos sobre temas de saúde. Por
exemplo, monitorar em tempo real surtos de doenças, comparar indicadores regionais de
mortalidade ou custos hospitalares, permitindo ao leitor interagir com os dados.
●​ Multiplataforma e Multiformato: Além do site principal, o projeto incluiria podcasts
semanais com especialistas explicando descobertas do portal, séries de vídeos curtos
animados para redes sociais (p. ex. “5 fatos sobre vacinação” ou “jargões da saúde
explicados”), e uma newsletter semanal resumindo as principais histórias. Os conteúdos
seriam otimizados para formatos mobile e redes (infográficos verticais, stories didáticos,
transmissões ao vivo de entrevistas).
●​ Tom acessível e confiável: O foco editorial seria traduzir informações científicas para
linguagem clara, sem perder rigor. Por exemplo, ao cobrir estudos médicos complexos, o
site explicaria metodologia e conclusões de forma comparável a uma reportagem
narrativa, porém ilustrada com dados. Esse equilíbrio entre credibilidade e leveza busca
atrair públicos diversos.
●​ Interatividade e participação: O portal teria sessões interativas, como enquetes sobre
temas de saúde para engajar leitores e coletar dados primários (por exemplo, sintomas
relatados), criando uma comunidade informada. Também poderiam ser feitas parcerias
com ONGs ou universidades para projetos colaborativos (crowdsourcing de dados sobre
qualidade de vida, por exemplo).

Em síntese, “Dados e Saúde” seria um veículo inovador que transforma dados técnicos em
histórias de saúde relevantes, aproveitando tendências atuais (podcasts, TikTok, dashboards)
para conquistar público e confiança.

Público-alvo e posicionamento de mercado

●​ Público-alvo principal: Consumidores interessados em saúde informada: jovens adultos


(18–35 anos) por meio de redes sociais e podcasts, e adultos de 35+ via site e newsletters.
A plataforma também mira profissionais de saúde e estudantes, fornecendo análises
rápidas de dados e contexto.
●​ Características do mercado: O veículo atuaria no nicho digital nacional de jornalismo
especializado. Existem poucos competidores focados estritamente em dados de saúde no
Brasil (além do Futuro da Saúde, majoritariamente analítico), enquanto grandes portais
de notícias cobrem saúde de forma geral. Assim, o mercado tem baixa oferta de conteúdo
data-driven acessível. A audiência potencial é grande: pesquisa indica que 93% dos
brasileiros buscam ativamente cuidar da saúde.
●​ Modelo de negócios: Poderão ser exploradas fontes de receita variadas: patrocínios de
empresas do setor de saúde (farmacêuticas, fitness, seguros), publicidade segmentada,
conteúdos patrocinados éticos (“native content” educativo), além de assinaturas premium
para acesso a relatórios e ferramentas analíticas exclusivas. Parcerias com instituições
públicas (Ministério da Saúde, Fiocruz, sociedades médicas) também podem gerar
financiamento ou compartilhamento de dados.

Análise de mercado

●​ Pontos fortes: Alinhamento a tendências digitais e de saúde, público engajado, falta de


concorrência direta, expertise de jornalistas de dados. Conteúdo baseado em evidências
aumenta a confiança do leitor.
●​ Desafios (pontos fracos): Necessidade de equipe técnica (analistas de dados, designers de
infográficos), custos iniciais de desenvolvimento de plataforma interativa, construção de
reputação. Sustentabilidade financeira requer múltiplas fontes de receita.
●​ Ameaças: Navegação em um cenário de ceticismo: 47% dos brasileiros evitam notícias
pesadas e a confiança geral está baixa (cerca de 43%). É preciso superar barreiras de
confiança, competindo com conteúdos rápidos de influenciadores. Além disso, muitos
veículos digitais fecham por falta de viabilidade (532 jornais impressos fecharam
recentemente).
●​ Oportunidades: A cobertura de saúde é vista como essencial em tempos de pandemia e
pós-pandemia. Formatos audiovisuais e interativos têm potencial de viralização
(“Jornalismo no TikTok”). Também há programas de fomento ao jornalismo (como
Google News Initiative) e crescente demanda por informação de qualidade, o que pode
atrair investimentos ou bolsas de inovação.

Planejamento de implantação

1.​ Formação da equipe: Reunir jornalistas de saúde, analistas de dados e designers.


Capacitação em ferramentas de visualização (Datawrapper, Tableau) e SEO para
plataformas sociais.
2.​ Levantamento de dados: Mapear fontes de dados abertos relevantes (SUS, Datasus,
IBGE, ANVISA, OMS, portals como arca.fiocruz.br). Estabelecer rotinas de atualização
(APIs, parcerias com universidades e ministério).
3.​ Desenvolvimento tecnológico: Criar website responsivo com capacidade de visualização
de dados interativos. Selecionar plataforma de podcasting e perfis institucionais em
Instagram, TikTok, YouTube.
4.​ Conteúdo piloto: Produzir as primeiras reportagens demonstrativas (ex.: análise de
vacinação por região; comparação de gastos em saúde entre estados; entrevista em vídeo
com especialista sobre saúde mental). Lançar mini-séries de podcast e alguns vídeos
curtos.
5.​ Marketing de lançamento: Promover o portal nas redes (usar insights do GloboAds),
SEO e parcerias com universidades e associações médicas. Criar newsletter para engajar
assinantes iniciais.
6.​ Monetização inicial: Testar anúncios segmentados em temas de saúde e buscar
patrocinadores que queiram associar marca a jornalismo de qualidade. Avaliar
introdução de planos premium (por ex., acesso a relatórios exclusivos) após validação de
tráfego.
7.​ Avaliação contínua: Medir métricas de audiência e engajamento; coletar feedback da
comunidade; ajustar formatos conforme desempenho (por exemplo, intensificar temas
com maior procura ou mudar a abordagem de vídeos).

Conclusão

A convergência de alta demanda por informação de saúde e a ascensão de formatos digitais


abrem oportunidades claras para um projeto jornalístico inovador. Nosso estudo de mercado
mostrou que os brasileiros buscam cada vez mais notícias online, têm interesse especial em
saúde, e sofrem com a desinformação nesse setor. Nesse contexto, uma iniciativa de jornalismo
de dados em saúde nacional, que utilize infografia e conteúdo em áudio/vídeo acessível, pode
preencher lacunas existentes: seria uma fonte confiável de conhecimento, atraente
principalmente para públicos jovens e curiosos. Ao segmentar nichos crescentes (saúde mental,
longevidade, políticas de saúde etc.) e explorar linguagens emergentes (podcasts, vídeos curtos),
o projeto “Dados e Saúde” criaria diferenciação em relação aos portais tradicionais e
aproveitaria tendências atuais. Com planejamento sólido e apoio de instituições parceiras, essa
proposta pode se consolidar como inovação promissora no mercado jornalístico brasileiro.

Fontes: Relatórios internacionais (Reuters Institute Digital News Report 2023/2024), estudos
brasileiros de mídia, análises especializadas em saúde e exemplos de iniciativas de jornalismo de
dados no Brasil foram consultados para elaborar esta proposta.

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