LÍNGUA PORTUGUESA Compreensão de Textos

Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de necessitar de um bom léxico internalizado. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justificase por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. Denotação e Conotação - Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expressão gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma convenção. É baseado neste conceito de signo lingüístico (significante + significado) que se constroem as noções de denotação e conotação. O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. Os textos literários exploram bastante as construções de base conotativa, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. Ainda com base no signo lingüístico, encontra-se o conceito de polissemia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz. Neste caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido. Como Ler e Entender Bem um Texto - Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para resumir a idéia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça a memória visual, favorecendo o entendimento. Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momentos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não se podem dispensar as dicas que CEPCON - Centro Educacional para Concursos aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exceto, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequada. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontextualiza cão de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta será mais consciente e segura. Elementos constitutivos Texto narrativo • As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, forças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar dos fatos. Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou heroína, personagem principal da história. O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do protagonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal contracena em primeiro plano. As personagens secundárias, que são chamadas também de comparsas, são os figurantes de influência menor, indireta, não decisiva na narração. O narrador que está a contar a história também é uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor importância, ou ainda uma pessoa estranha à história. Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de personagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimensão psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações perante os acontecimentos.

• Seqüência dos fatos (enredo): Enredo é a seqüência dos fatos, a trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo podemos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o clímax, o desenlace ou desfecho. Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de interesses entre as personagens. O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior tensão do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.

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• Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens participam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gênero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, relacionados ao principal. • Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lugares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas vezes, principalmente nos textos literários, essas informações são extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo. • Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste na identificação do momento, dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade salienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fato que aconteceu depois. O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu espírito. • Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dissemos, é a personagem que está a contar a história. A posição em que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracterizado por : - visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acontecimentos e a narração é feita em 3a pessoa. - visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narrativa que é feito em 1a pessoa. - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, aquilo que é observável exteriormente no comportamento da personagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narrador é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa. • Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita em 1a pessoa ou 3a pessoa.
Formas de apresentação da fala das personagens. Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há três maneiras de comunicar as falas das personagens. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas os verbos de locução podem ser omitidos.

• Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. Exemplo:
“Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passados, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os menos sombrios por vir”. • Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração. Exemplo: “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés no chão como eles? Só sendo doido mesmo”. (José Lins do Rego) Texto Descritivo - Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais característicos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc. As perspectivas que o observador tem do objeto, é muito importante, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem unificada. Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, variando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a pouco. Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra técnica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:

• Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subjetiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferências, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objetivo, fenomênico, ela é exata e dimensional. • Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamento, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, social e econômico . • Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas desse todo. • Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma visualização das, suas particularidades, de seus traços distintivos e típicos. • Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada que se desenvolve progressivamente no

• Discurso Direto: É a representação da fala das personagens através do diálogo.
Exemplo: “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carnaval a cidade é do povo e de ninguém mais”. No discurso direto é freqüente o uso dos verbo de locução ou descendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de travessões. CEPCON - Centro Educacional para Concursos

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tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.

TIPOLOGIA TEXTUAL
Textos literários - São textos que privilegiam a mensagem pela própria mensagem. Neles, interessa primordialmente como se combinam de acordo com padrões estéticos, os diferentes elementos da língua, para dar uma impressão de beleza. No processo de construção dos textos literários, o verbo "escrever", tal como expressou Barthes, converte-se em verbo intransitivo: o escritor detém-se na própria escrita, joga com os recursos lingüísticos, transgredindo, com freqüência, as regras da linguagem para liberar sua imaginação e fantasia na criação de mundos fictícios. Diferentemente dos textos informativos, nos quais o referente é transparente, os textos literários são textos opacos, não explícitos, com muitos vazios ou espaços em branco, indeterminados. Os leitores, então, devem unir todas as peças em jogo: a trama, as personagens e a linguagem; têm de preencher a informação que falta para construir o sentido, fazendo interpretações congruentes com o texto e com seus conhecimentos prévios do mundo. Os textos literários exigem que o leitor compartilhe do jogo da imaginação para captar o sentido de coisas não ditas, de ações inexplicáveis, de sentimentos não expressos. Embora todos os textos tenham um "repertório", um território que nos é familiar, porque envolvem realidades extra-textuais (lugar e tempo das ações; normas e valores representados; alusões ou referências a pessoas, lugares e coisas que existem fora do texto; elementos e tradições literárias, etc.), não basta conhecer estas realidades para compreender o texto literário: é necessário fundamentalmente extrair as múltiplas perspectivas e os múltiplos níveis de associação que o texto nos oferece. O texto literário, que permite o desenvolvimento de todas as virtualidades da linguagem e, portanto, que é o espaço de liberdade da linguagem, sem as restrições das normas, permite-nos ler "para nada", para não fazer nada depois da leitura; somente nos leva pela imaginação; porém, também pode permitir-nos analisar os mecanismos empregados pelo autor para produzir beleza, tentar recriar estes mecanismos em novas criações, desentranhar os símbolos que estruturam a mensagem, brincar com a musicalidade das palavras liberadas de sua função designativa, etc. O Conto - É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos perfeitamente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilíbrio; segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, que dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse conflito que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido. Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem entre si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de recheio (secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. Tanto os núcleos como as ações secundárias colocam em cena personagens que as cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresentação das características destes personagens, assim como para as indicações de lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos. Um recurso de uso freqüente nos contos é a introdução do diálogo das personagens, apresentado com

• Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características gerais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabulário mais preciso, se salientando com exatidão os pormenores. É predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanismos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc.
Texto Dissertativo - Dissertar significa discutir, expor, interpretar idéias. A dissertação consta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou questão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever com clareza, coerência e objetividade. A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de vista, ou simplesmente, ter com finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. A linguagem usada é a referencial, centrada, na mensagem, enfatizando o contexto. Quanto à forma, ela pode ser tripartida em :

• Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados fundamentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e objetiva da definição do ponto de vista do autor. • Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as idéias colocadas na introdução serão definidas com os dados mais relevantes.
Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de idéias articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e desencadeia a conclusão.

• Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da idéia central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a introdução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto.
Para haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese e opinião. - Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é a obra ou ação que realmente se praticou. - Hipótese: É a suposição feita a cerca de uma coisa possível ou não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação sobre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. - Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e objetos descritos, é um parecer particular,um sentimento que se tem a respeito de algo.

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os sinais gráficos correspondentes (os travessões, para indicar a mudança de interlocutor). A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a linha temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na apresentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao futuro). A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção e na interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predominam na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descrições e nos diálogos. O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência chega ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu pretendente, enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a história familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no passado: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou sua filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilidade: são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um artigo indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo definido, por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou apressadamente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém impacientemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos anos 40." O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa que não intervém nem como ator nem como testemunha. Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pontos de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que as personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fazem, pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes acontecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes. A Novela - É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundárias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes. A Obra Teatral - Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas, tragédias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvolvendo diversos conflitos, mediante a interação lingüística das personagens, quer dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes nas situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído pelo texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos, mas um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos das personagens. Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encontrar neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espontânea das CEPCON - Centro Educacional para Concursos personagens, através de numerosas interjeições, de alterações da sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e tempo. Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem para moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem os turnos de palavras. As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da representação cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor e os atores orientam sua interpretação. Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada contato apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determinadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes quadros, que correspondem a mudanças de cenografias. Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as chamadas notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos atores sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes cenografias que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação. Estas notações apresentam com freqüência orações unimembres e/ou bimembres de predicado não verbal. O Poema - Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição espacial muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão relevância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com uma silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pretende extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua versão da realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo, relatar epopéias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar ensinamentos morais (como nas fábulas). O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sonoro das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte essencial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicalidade depende desta distribuição. Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chamadas licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constituem um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paroxítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma sílaba; se é proparoxítona, diminuise uma. A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, pois existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso freqüente na poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coincidência total de vogais e

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isto é. não se referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como nosso país ou minha cidade). apresentam-se os 5 . Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal El País. inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as explicações do texto. nos referiremos a eles em outro momento. os artigos de opinião. sobre os mais variados temas. por sua transcendência. também é freqüente o uso da voz passiva: Os delinqüentes foram perseguidos pela polícia. Os editoriais expressam a posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia. esportes.Centro Educacional para Concursos As notícias apresentam-se como unidades informativas completas. e das formas impessoais: A perseguição aos delinqüentes foi feita por um patrulheiro. recorre ao discurso direto. Fundamentalmente. Os versos monossílabos não existem. Estes agrupamentos vinculam-se à progressão temática do texto: com freqüência. As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas diferentes combinadas regularmente. sem chegar a ser um resumo de todo o texto. economia. através dos mecanismos de substituição e de combinação. objetos ou pessoas. que respeitam a ordem sintática canônica. acompanhado de seus antecedentes e alcance. símbolos. mostram um claro predomínio da função informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em que acontecem. à medida que permite o financiamento de suas edições. as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos jornais trazem as informações que se quer destacar. A métrica mais freqüente dos versos vai desde duas até dezesseis sílabas. orações enunciativas. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte. Esta localização antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses textos. No desenvolvimento. É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na publicação para melhor conhecer a ideologia da mesma. espetáculos e entretenimentos. ou de ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações similares. por isso. respectivamente. É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa pelo fato mais importante para finalizar com os detalhes. expectativas sobre um tema da atualidade que. metonímias. em função de seu portador (jornais. Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. a primeira página. ou merece ser. jogo de significados. Esta adesão ao presente. esta primazia da atualidade.Contém comentários. com a formulação de uma tese. Apesar das notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa. fotografias adequadas que sirvam para complementar a informação lingüística. assim como a extensão e o tratamento dado aos textos que incluem. no plano nacional ou internacional. revistas). entre os quais destacamos: uma tipografia perfeitamente legível. 1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze palavras.. como. informação internacional. Mas os textos publicitários aparecem não só nos periódicos como também em outros meios amplamente conhecidos como os cartazes.Transmite uma nova informação sobre acontecimentos. breves. A Notícia . configurações sugestionadoras de vocábulos. Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma. Em geral. Nesse tipo de texto. Consta de três partes claramente diferenciadas: o título. principalmente. A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê? quem? como? quando? por quê e para quê?. uma diagramação cuidada. A notícia é redigida na terceira pessoa. objeto de debate. são considerados dissílabos. são indicadores importantes tanto da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abordado. opiniões divergentes e até antagônicas em uma mesma página. A introdução contém o principal da informação. são empregados. avaliações. pelo acento. razão pela qual não é permitido o emprego da primeira pessoa do singular nem do plural. não está descartado que. culminam com a criação de metáforas. as crônicas. Textos jornalísticos . também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo. sociedade. Propõem-se a difundir as novidades produzidas em diferentes partes do mundo. Embora estes textos possam ter distintas superestruturas. em qualquer uma de suas seções. enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de seus redatores. Isso implica que. Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracidade: somente apresenta os dados. incluem-se os editoriais. aceita-se que os textos jornalísticos. e que segue com uma tomada de posição. já é considerado. por exemplo: O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara dos Deputados durante a próxima semana . já que. O título cumpre uma dupla função sintetizar o tema central e atrair a atenção do leitor. folhetos. devem cumprir certos requisitos de apresentação. De acordo com este propósito. além de omitir o eu ou o nós. Quando o jornalista não consegue comprovar de forma fidedigna os dados apresentados. condena-os a uma vida efêmera. As mais comuns são as notícias. A ordem de apresentação dessas seções. Nessa categoria. A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas.LÍNGUA PORTUGUESA consoante a partir da última vogal acentuada) e a assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal acentuada). desenvolvem uma unidade informativa vinculada ao tema central. são agrupados em diferentes seções: informação nacional. artigos de análise ou pesquisa e as colunas que levam o nome de seu autor. O Artigo de Opinião . em geral se organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identificação do tema em questão. periódicos. etc. as resenhas de espetáculos. o que pode nos levar a encontrar. O redator deve manter-se à margem do que conta. sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo. cultura. O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre a posição adotada pela redação. muitas vezes. associações livres e outros recursos estilísticos que dão ambigüidade ao poema. informação local. incluem-se os detalhes que não aparecem na introdução. a introdução e o desenvolvimento.Os textos denominados de textos jornalísticos. as reportagens. as entrevistas. não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la). O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal. costuma recorrer a certas fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece. CEPCON . depois. que contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a informação.

detalhados e precisos.LÍNGUA PORTUGUESA diferentes argumentos de forma a justificar esta tese. à medida que estão orientadas para divulgar as opiniões e idéias do entrevistado e não as do entrevistador. mas combina com freqüência este tecido com fios argumentativos e descritivos. Geralmente. e as perguntas podem ser acompanhadas de comentários. opta-se por orações complexas que incluem proposições causais para as fundamentações. as ironias. idéias ou crenças como verdadeiras ou falsas.É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que. mais difundido das palavras. a integração crítica dos dados do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito. as insinuações. a palavra cara significa "rosto". indicando com travessões a mudança de interlocutor. as apelações à sensibilidade ou. A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas para persuadir o leitor. a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo de propostas e de réplicas. uma mesma frase pode apresentar duas (ou mais) possibilidades de interpretação. deixando de representar apenas a ideia original (básica e objetiva). "sujeito". faz-se uma reafirmação da posição adotada no início do texto. confirmações ou refutações sobre as declarações do entrevistado. Incluem frases claras. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor da informação de base. necessitaremos utilizar estratégias tais como a referência exofórica. A Reportagem . para informar sobre determinado tema. "indivíduo". Algumas vezes. então. realizada com recursos descritivos. as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem sintática canônica (sujeitoverbo-predicado). isto é. 6 . É permitido apresentar uma introdução extensa com os aspectos mais significativos da conversação mantida. para convencer o leitor a aceitar suas premissas como verdadeiras. Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas ciências. Estes artigos. entendemos que nesse caso significa "pessoa". dependendo de sua colocação numa determinada frase. mas detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve somente alguns fragmentos do diálogo. a mesma palavra cara teve seu significado ampliado e. Aquele cara parece suspeito. nem estática. Para interpretar estes textos.Centro Educacional para Concursos Admite. a parte que antecede a cabeça. Textos de informação científica . é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um texto de trama argumentativa. uma maior liberdade. O vocabulário é preciso. A Entrevista . Para cumprir os requisitos desta abordagem. não existe uma garantia de diálogo verdadeiro. é indispensável captar a postura ideológica do autor. Entre estas estratégias. concessivas e condicionais. para dar objetividade e consenso à análise realizada.Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ciências em geral. No decorrer destes artigos. ao contrário. conforme consta nos dicionários. orações dubitativas e exortativas devido à sua trama argumentativa. Denotação e Conotação A significação das palavras não é fixa. como em todos os textos informativos. a retenção em recursos descritivos . Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias mencionadas. as digressões. A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a publicação e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a atenção dos leitores. Já no segundo exemplo. estes textos não incluem vocábulos a que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados. e levam em consideração o significado mais conhecido. em virtude de sua intencionalidade informativa. Veja: Marcos quebrou a cara. a tomada de distância através do uso das construções impessoais. o assunto em questão. desenvolve o diálogo. e. por uma série de associações. Através da imaginação criadora do homem. evitam os termos polissêmicos e. frequentemente remetem-nos a novos conceitos por meio de associações. ou com incidência na atualidade. as palavras podem ter seu significado ampliado. o que ocasiona que muitas destas entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas derivados. cenas e opiniões como positivas ou negativas. as últimas. com freqüência. a entrevista deve necessariamente incluir um tema atual. recorre ao testemunho de uma figura-chave para o conhecimento deste tópico. CEPCON . Cada argumento pode encerrar um tópico com seus respectivos comentários. Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-se tanto nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais. apresentam uma preeminência de orações enunciativas. estabelecem mediante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao termo polissêmico nesse contexto. A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de temas derivados. configura-se preferentemente mediante uma trama conversacional. Por tratar-se de um texto jornalístico. Assim.Da mesma forma que reportagem. uma vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta. podemos encontrar as seguintes: as acusações claras aos oponentes. As perguntas são breves e concisas. A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado. imediatamente. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os argumentos usados na validade da tese. ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da informação. em que não há ambigüidade sintática ou semântica. através do qual o autor procura que o leitor aceite ou avalie cenas. uma vez que se pode respeitar a vez de quem fala. os textos têm algumas características que são comuns a todas suas variedades: neles predominam. consecutivas para dar ênfase aos efeitos. No primeiro exemplo. quando isso não é possível. para encerrar. embora também incluam. embora a conversação possa derivar para outros temas. Observe os seguintes exemplos: A menina está com a cara toda pintada. identificar os interesses a que serve e precisar sob que circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta.

Nesse caso.as palavras femininas terminadas em -isa. fraturou o rosto. querer e usar.r + ção = educação • exportar . a palavra apresenta seu sentido original. como "Marcos não se deu bem". de z. frio.as palavras derivadas de verbos terminados em -erter. pois. Exemplos: • perverter = perversão • converter = conversão • reverter = reversão • divertir = diversão • aspergir = aspersão • imergir = imersão 03) Escreveremos -puls. Exemplos: • fase • crase • tese • osmose 06) Escreveremos com -s. entendemos que Marcos. basicamente. -ese. a palavra primitiva. podemos entender a mesma frase num sentido figurado.r + ção = exportação • repartir . em muitos casos. de x ou de j.ou conotação do signo linguístico. defensivo • despender = despesa • compreender = compreensão • fundir = fusão • expandir = expansão 02) Escreveremos com -s. ORTOGRAFIA Ao escrever uma palavra com som de s. passível de interpretações diferentes.ou denotação . num trabalho contínuo de criar ou modificar o significado.do verbo). tal como aparece no dicionário. sem considerar o contexto. Exemplos: • expelir = expulsão • impelir = impulso • compelir = compulsório • concorrer = concurso • discorrer = discurso • percorrer = percurso 04) Escreveremos com -s.: a linguagem poética faz bastante uso do sentido conotativo das palavras. prevalece o sentido conotativo . Exemplos: • manter = manutenção • reter = retenção • deter = detenção • conter = contenção CEPCON .as palavras derivadas de verbos terminados em -nder e –ndir Exemplos: • pretender = pretensão • defender = defesa. Exemplos: • alcance = alcançar • lance = lançar S 1) Escreveremos com -s. Exemplos: Ortografia: emprego das letras e acentuação gráfica. por algum acidente. Exemplos: • gostosa • glamorosa • saboroso • horroroso 05) Escreveremos com -s. Por exemplo: Donde provém a palavra conjunção? Resposta: provém de conjunto. impessoal.LÍNGUA PORTUGUESA Em seu sentido literal. prevalece o sentido denotativo . Exemplos: • erudito = erudição • exceto = exceção • setor = seção • intuitivo = intuição • redator = redação • ereto = ereção • educar . -ertir e -ergir. -tor.Centro Educacional para Concursos 7 .nas palavras derivadas de verbos terminados em -pelir e -curs-. deve-se procurar a origem dela. ocorrendo. Por isso. na Língua Portuguesa. Exemplos: • poetisa • profetisa • Heloísa • Marisa 07) Escreveremos com -s. indica como deveremos escrever a palavra derivada. escrevemo-la com ç. percebe-se que uma mesma palavra pode apresentar mais de um significado. impessoal.r + ção = repartição 02) Escreveremos com -tenção os substantivos correspondentes aos verbos derivados do verbo ter. Na linguagem cotidiana também é comum a exploração do sentido conotativo. como consequência da nossa forte carga de afetividade e expressividade. 03) Escreveremos com -çar os verbos derivados de substantivos terminados em -ce.do signo linguístico. nas palavras derivadas de verbos terminados em -correr. com exceção de gaze e deslize. -ise e -ose. -tivo e os substantivos formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo (Tema é o que sobra. Nesse caso. b) No segundo exemplo. tentou realizar alguma coisa e não conseguiu. Obs. Portanto deve-se procurar a origem da palavra terminada em -ção. quando se retira a desinência de infinitivo .toda a conjugação dos verbos pôr. Ç 01) Escreveremos com -ção as palavras derivadas de vocábulos terminados em -to.r . dependendo do contexto em que for empregada.todas as palavras terminadas em -ase. a palavra aparece com outro significado. com exceção de gozo. Entretanto.todas as palavras terminadas em -oso e -osa. Pelos exemplos acima. duas possibilidades: a) No primeiro exemplo.

LÍNGUA PORTUGUESA • • • • • • Eu pus Ele quis Nós usamos Eles quiseram Quando nós quisermos Se eles usassem • • • • • asinha portuguesinho camponesinha Teresinha Inesita Ç ou S? Após ditongo.as palavras terminadas em -ez e -eza. quando houver som de z. a última letra for vogal. Exemplos: • agredir = agressão • progredir = progresso • transgredir = transgressor palavras palavras palavras 04) Escreveremos com -miss. Exemplo: • divertir .as derivadas de verbos terminados em -gredir.os verbos terminados em -isar. quando houver som de s. se apenas retirarmos a desinência de infinitivo -r.as derivadas de verbos terminados em -ceder. teremos: 01) Escreveremos com -ção. Exemplos: • eleição • traição • Neusa • coisa 03-b) Escreveremos com -z. Exemplos: • análise = analisar • pesquisa = pesquisar • paralisia = paralisar 02-b) Escreveremos com -z. quando a palavra primitiva já possuir o -s. ao retirarmos toda a terminação -tir. a última letra for consoante.no final do radical. Exemplos: • casinha CEPCON . Exemplos: • mulherzinha • arvorezinha • alemãozinho • aviãozinho • pincelzinho • corzinha S ou Z? 01-a) Escreveremos com -s.tir + são = diversão 03) Escreveremos com -ssão.no final do radical.os verbos terminados em -izar. Exemplo: • curtir . quando a palavra primitiva não possuir -s.Centro Educacional para Concursos SS 01) Escreveremos com -cess. Exemplos: • imprimir = impressão • comprimir = compressa • deprimir = depressivo 03) Escreveremos com -gress. Exemplos: • anteceder = antecessor • exceder = excesso • conceder = concessão 02) Escreveremos com -press. títulos ou nomes próprios. Exemplos: • comprometer = compromisso • intrometer = intromissão • prometer = promessa • remeter = remessa ÇS ou SS Em relação ao verbos terminados em -tir. palavras que indicam a existência de uma qualidade.as derivadas de verbos terminados em -primir.as palavras terminadas em -ês e -esa que indicarem nacionalidades. Exemplos: • português • norueguesa • marquês • duquesa • Inês • Teresa 01-b) Escreveremos com -z.ou -mess. quando. quando a palavra primitiva já possuir o -s-.tir + ssão = discussão J 8 .os diminutivos terminados em -sinho e -sito. Exemplos: • economia = economizar • terror = aterrorizar • frágil = fragilizar Cuidado: • catequese = catequizar • síntese = sintetizar • hipnose = hipnotizar • batismo = batizar 03-a) Escreveremos com -s. substantivos abstratos que provêm de adjetivos. quando a palavra primitiva não possuir -s-. Exemplos: • embriaguez • limpeza • lucidez • nobreza • acidez • pobreza 02-a) Escreveremos com -s. quando. e escreveremos com -s-. Exemplo: • discutir . ao retirarmos toda a terminação -tir.r + ção = curtição 02) Escreveremos com -são.os diminutivos terminados em -zinho e -zito.as palavras derivadas de verbos terminados em -meter. dos verbos terminados em -tir. ou seja. escreveremos com -ç-.

com exceção de pajem. os).após ditongo. quantos(s). • encorajar = que eles encorajem • viajar = que eles viajem 2) Escreveremos com -j. com exceção de mecha.as palavras de origem tupi. Exemplos: • • • • • • pedágio colégio sacrilégio prestígio relógio refúgio UAR e OAR Os verbos terminados em -uar e -oar terão todas as pessoas do Presente do Subjuntivo escritas com -eExemplos: • Que eu efetue • Que tu efetues • Que ele atenue • Que nós atenuemos • Que vós entoeis • Que eles entoem 2) Escreveremos com -g. não importando qual seja o elemento que surja antes dela. Exemplos: • mexilhão • mexer • mexerica • México • mexerico • mexido 2) Escreveremos com -x. Exemplos: • trajar = traje.todas as palavras terminadas em -gem. com exceção de recauchutar e guache.Centro Educacional para Concursos 9 .e da palavra enchova. Exemplos: • enxada • enxerto • enxerido • enxurrada mas: CEPCON . Exemplo: • Ela não me ligou e nem disse por quê. enchente • charco = encharcar • chiqueiro = enchiqueirar 3) Escreveremos -x.as palavras iniciadas por enx-. Exemplos: • a viagem • a coragem • a personagem • a vernissagem • a ferrugem • a penugem USO DO PORQUÊ Há quatro maneiras de se escrever o porquê: porquê. -ígio. lambujem e a conjugação dos verbos terminados em -jar. -ógio.LÍNGUA PORTUGUESA 1) Escreveremos com -j. três. 2) Por quê: Sempre que a palavra que estiver em final de frase. com exceção das derivadas de vocábulos iniciados por ch. Exemplos: • tu possuis • ele possui • tu constróis • ele constrói • tu móis • ele mói • tu róis • ele rói G 1) Escreveremos com -g. -úgio. quando for precedido de artigo (o. • Este porquê é um substantivo. Exemplos: • jeca • jibóia • jiló • pajé • cheio = encher. -égio.as palavras derivadas de vocábulos terminados em -ja. • Quantos porquês existem na Língua Portuguesa? • Existem quatro porquês. esse(s). africana ou popular. Vejamo-las: 1) Porquê: É um substantivo. eu trajei. por que e por quê. • Você está rindo de quê? • Você veio aqui para quê? X 1) Escreveremos com -x. deverá receber acento. este(s)..as palavras iniciadas por mex-. quatro) Exemplo: • Ninguém entende o porquê de tanta confusão.todas as palavras terminadas em -ágio. pronome adjetivo (meu(s). dois. Exemplos: • ameixa • deixar • queixa • feixe • peixe • gueixa UIR e OER Os verbos terminados em -uir e -oer terão as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo escritas com -i-. aquele(s).as palavras derivadas dos verbos terminados em -jar.. por isso somente poderá ser utilizado.) ou numeral (um. Exemplos: • loja = lojista • gorja = gorjeta • canja = canjica 3) Escreveremos com -j. porque.

As causas por que discuti com ele são particulares. Clóvis ã/ãs ímã. = pois • Estudem. hífen. mocotó os nós. para) • pêra (subst. numeral . Introdução Há em português (10) classes de palavras Substantivo Adjetivo Pronome Advérbio Conjunção Artigo Numeral Verbo Preposição Interjeição As classes de palavras podem ser: a) variáveis b) invariáveis São variáveis as que se flexionam em gênero. tênis. São elas: advérbios. vê es freguês. portanto estará ligando duas orações. tórax PROPAROXÍTONAS Classes de palavras e suas flexões. Algumas observações. relâmpago. órgãos us bônus.(azul é substantivo) c) O sério deve ser tratado com respeito (Sério é substantivo) d) Gosto de tratar com homem sério (sério é adjetivo) e) Vamos falar sério (sério é advérbio) f) O pouco com Deus é muito. propôs PAROXÍTONAS Assinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas em: i dândi. metrô os bisavôs. de parar) • para (preposição) • péla/pélas e péla (verbo pelar e subst. mérito. pelos quais. pelo qual.lo/las) • pôr (verbo) • por (preposição) ACENTUAÇÃO GRÁFICA OXÍTONAS 1. = já que • É uma conjunção.Ester é a mulher por que vivo. fórceps. inglês. lês o avô. vírus l amável.ª pessoa do sing. porque aprendam. São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a. = por qual razão .nos vocábulos da coluna esquerda para diferenciar dos da direita: • côa/côas (verbo coar) • coa/coas (com + a/as) • pára (3. = a fim de que Todas as proparoxítonas são acentuadas graficamente: abóbora. por e dos arts. fácil. Exemplo: . do ind. de poder) • pólo/pólos (subst. nórdico. Para facilitar.) • pela/pelas (per + a/as) • pêlo/pêlos e pélo (subst. eixo em torno do qual uma coisa gira) • polo/polos (aglutinação da prep.Por que não me disse a verdade? = por qual razão . órfã. Para facilitar. ananás. imóvel um/uns álbum. pontapés o pó. dendê. São invariáveis as que não se flexionam . política. órfão. = pelas quais . = pela qual 04) Porque: É uma conjunção subordinativa causal ou conjunção subordinativa final ou conjunção coordenativa explicativa. revólver x fênix. preposição. artigo. táxi is lápis. pedra) • pera (arcaísmo-prep. cântaro. retrós e crê. porque estava doente.Centro Educacional para Concursos 10 .LÍNGUA PORTUGUESA 3) Por que: Usa-se por que. do ind. pajés. dizemos que se pode substituí-lo por já que. tríceps r César. verbo e pronome. de poder) • pode (pres. têmpora etc. álbuns n albúmen. explicação ou finalidade. cajá. adjetivo. café. do pres. e com acento circunflexo as que terminam em e e o fechados. bordô. fruto da pereira) • pera (arcaísmo-prep. ônus. látex. 1 . ímãs ão/ãos bênção. pelas quais. pois ou a fim de que. pela qual. mártir. mafuás e fé. porque liga duas orações. cipó. vatapá as ás. quando houver a junção da preposição por com o pronome interrogativo que ou com o pronome relativo que. do ind.A mesma palavra pode figurar em mais de uma classe: a) O céu é azul (azul é adjetivo) b) O azul alegre das águas profundas. sós. seguidos ou não de s: a já. júri. indicando causa. dizemos que se pode substituí-lo por por qual razão. borderôs. médium. para) • pôde (pret. bússola. conjunção e interjeição. Usamos o acento diferencial . Arcaicos. número e grau. Acento Diferencial: O acento diferencial é utilizado para distingüir uma palavra de outra que se grafa de igual maneira.agudo ou circunflexo . jacaré es pés. e e o abertos. por qual. dúvida. (pouco é substantivo) CEPCON .Gostaria de saber por que não me disse a verdade. São elas: substantivo. perf. Nílton ps bíceps. Exemplo: • Não saí de casa. líquido. e verbo pelar) • pelo/pelos (per + o/os) • péra (arcaísmo-subst.

Deus.. manga. ABSTRATO quando indica um ser de existência dependente. dor. beterraba. patriotismo. ou seja. repolho. isto é. o sê.. flor. ipê. firmeza. São palavras substantivadas por derivação imprópria. o porquê. Exemplo: José. (que é conjunção subordinativa integrante) k) O quê só não é verbo. o querer. formosura. firmeza.. etc. inveja. caneta. etc. animais. Belém. carruagem. cavalo. frutas. O substantivo próprio é o nome com que se distingue a todos os seres. (pouco é indefinido) h) Ele estudou pouco (pouco é advérbio) i) Que fazer? (que é pronome interrogativo) j) Urge que ela volte. Exemplo: Carroça. régua. repolho. Exemplo: Mulher. Brasil. capela. mesa. saída. (esse nome identifica um ser da espécie cidade). animais. coisas. Próprios aplicam-se a um determinado indivíduo (exemplar) da espécie. saída. lápis. alegria. Stella. Azul-marinho. opinião. vinte. polidez. livro etc. vegetais. borracha. Brasil. caderno. DERIVADO quando se origina de outro substantivo. COMPOSTO quando o substantivo for formado por mais de um radical Exemplo: Salário-família. qualidades e atos próprios dos seres. legumes. Tipos de substantivos Podem ser: COMUM quando se refere a todos os seres de uma mesma espécie.Centro Educacional para Concursos 11 . o alegre. pode ser uma palavra substantivada Exemplo. cão. real ou não. Exemplo: Amor. velhice. Atenas. lugares. Pedro. Exemplo: Menino. livro. Benedito. couve. elefante. tristeza. beijo. bondade. tinta. pé. entrada. pessimismo. CONCRETO quando indica um ser de existência independente.. carroceiro. Formação do feminino Forma-se o feminino: Regra geral. galho. égua. diabo. Pé-demoleque CEPCON . mão. Exemplo: Carro. Mato Grosso. couveflor. lápis. feiura. Pedro. mudando a terminação "o" em "a". ninguém. Ou ainda podemos dizer que os substantivos CONCRETOS designam seres de existência independente. dor. Recife. ser que não existe no mundo exterior. plantas. beleza. mudam-se esta final em "a": mestre mestra parente parenta SUBSTANTIVO É todo nome com que designamos os seres "É a palavra com que designamos ou nomeamos os seres em geral ". Exemplo: Árvore. ou que o pensamento apresenta como real. Exemplos: A GAZETA (esse nome se refere a um só ser da espécie jornal). quentura. terra. real em si. mas apenas em nossa consciência. um ser de entre outros da mesma espécie. etc. Vitória. franqueza. terreiro. Classificação dos Substantivos Podem ser: a) Concreto b) Abstratos Substantivos concretos São os que designam os seres propriamente ditos.Os nomes tomados como seres. largura.. Brasília. estado ou qualidade: Exemplo: Tristeza. inteligência.. terreiro. dez. Substantivos abstratos São os que designam seres cuja existência depende de outro ser. brancura. etc.. etc. 3 . primitivo. prato. substantivo: 1 . Paris. pires. lugares. burro. SIMPLES quando o substantivo for formado por um só radical.. verduras. macaco. Exemplo: Prazer. saci. folha. o triste. menino. carretel. trinta. terreno. Antônio. saudade. coisas ou quaisquer objetos. terremoto. Amazonas. Camões. os nomes de pessoas. coragem. boi. glória. numerais e pronomes são invariáveis: lápis. Exemplo: O não é uma palavra amarga. Maranhão. férias. o amar. (que é substantivo) l) Que! Já falaste!? (que é interjeição) 2 . porém como se fossem outras entidades. boi. alma. Ou ainda: designam atributos. Giovanni.Alguns advérbios admitem flexões de grau: cedo = cedinho agora = agorinha muito = muitíssimo pouco = pouquíssimo tarde = tardinha noite = noitinha PRIMITIVO dá origem a outro substantivo. etc Nota Qualquer palavra precedida de artigo é um substantivo. fruto.. têm existência real em si. papel. boneco boneca menino menina macaco macaca filho filha aluno aluna gato gata As palavras terminadas em "e"..Não poucos substantivos. Mário. isto. ociosidade. Substantivos "PRÓPRIOS" e "COMUNS": Comuns São os substantivos que pertencem ou apresentam os seres da mesma espécie. (Celso Cunha) São portanto. juventude. doença. Paraguai. Argentina. Não têm existência. laranja. 2 .Os nomes de pessoas. Exemplo: Revista (esse nome se refere a toda a espécie de revista) Cidade (esse nome identifica toda a espécie de cidade) PRÓPRIO: quando se refere a um só ser de uma mesma espécie. tudo. limpeza. Argentina. indicando ação. chuchu. cavalo. entrada. colheita. Piauí. tronco. isto é. O sim. Exemplo: Pedro. otimismo. o não. Deus. como se estivessem separados dos seres.LÍNGUA PORTUGUESA g) Trouxe pouco dinheiro.

quando se lhe antepõe o "o" para o masculino e o "a" para o feminino: o camarada a camarada o estudante a estudante o mártir a mártir o capitalista a capitalista o doente a doente Muitos substantivos com os nomes de animais empregamos as palavras: MACHO e FÊMEA para distinção do sexo: cobra macho cobra fêmea jacaré macho jacaré fêmea Observação: Estes nomes de animais são chamados EPICENOS São SOBRECOMUNS os nomes de um só gênero gramatical que se aplicam. o carrasco.LÍNGUA PORTUGUESA alfaiate elefante infante monge alfaiata elefanta infanta monja abade duque etíope papa barão bispo píton poeta profeta sacerdote visconde diácono cônsul abadessa duquesa etiopisa papisa baronesa episcopisa pitonisa poetisa profetisa sacerdotisa viscondessa diaconisa consulesa Apenas acrescentando "a" em: leitor leitora professor professora eleitor eleitora bacharel bacharela zagal zagala oficial oficiala juiz juíza doutor doutora As palavras terminadas em "ão". Certos nomes de animais: bode cabra boi vaca cão cadela carneiro ovelha cavalo égua Certos nomes de pessoas: cavaleiro amazona cavalheiro dama compadre comadre genro nora marido mulher padrasto madrasta padrinho madrinha pai mãe Certos nomes formam os femininos das terminações "esa". indiferentemente. a testemunha. São chamados COMUM DE DOIS. a vítima. não se enquadrando em nenhum dos casos precedentes: avô avó capiau capioa confrade confreira czar czarina dom dona grou grua judeu judia maestro maestrina pierrô pierrete rei rainha sandeu sandia embaixador embaixatriz europeu européia frade freira guri guria ilhéu ilhoa marajá marani pigmeu pigméia rapaz rapariga réu ré tabaréu tabaroa herói heroína Atenção: a mulher embaixadora no cargo de embaixador é Plural dos substantivos Forma-se o plural dos substantivos. "ão" ou "ona": anão anã irmão irmã folião foliã leão leoa valentão valentona anfitrião anfitrioa ou anfitriã cidadão cidadã ermitão ermitoa chorão chorona hortelão horteloa valentão valentona Aparecem substantivos que têm uma só forma para os dois sexos. havendo simplesmente a troca do "m" por "n" e o acréscimo do "s". "isa": CEPCON . a homens e a mulheres: o cônjugue. o ser. mudando por "ã". acrescentando-se um "s " ao singular quando terminados em vogal ou ditongo Exemplos: Cadeira/cadeiras Livro/livros Baú/baús Boi/bois Pai/pais Rapé/rapés Caderno/cadernos Chapéu/chapéus Vaca/vacas Cavalo/cavalos Boné/bonés Boneca/bonecas Observação Podemos incluir nesta relação os substantivos terminados em "m". "essa". distingue-se o sexo. o algoz. Exemplo: Álbum/álbuns Bem/bens Som/sons Flautim/flautins 12 .Centro Educacional para Concursos Certos substantivos irregulares na formação do feminino.

etc. referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões.Centro Educacional para Concursos O xis/os xis Observação 2: O mesmo acontecendo com as palavras que só se usam no plural. irônico.Os substantivos terminados em "s". nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita. Coronel/coronéis Nível/níveis Jornal/jornais Papel/papéis Lençol/lençóis Paul/pauis 3 . São chamadas "pluralia tantum" o Estados unidos/os Estados Unidos O lápis/os lápis O pires/os pires 6 . fazem o plural: reptis e projetis 4 . no plural.Os terminados em "ÃO "fazem o plural. Regra: Põe-se. não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos: analítico . ficam invariáveis O ônix-os ônix O fênix-os fênix O tórax-os tórax Plural metafônico de alguns adjetivos Gostoso-gostosos Feioso-feiosos Dengoso-dengosos Precioso-preciosos Portentoso-portentosos Gênero do Substantivo Os substantivos podem ser dos gêneros: a) Masculino b) Feminino Os masculinos são: Homem.Quando os substantivos terminarem am "al".Os substantivos terminados em "r" ou "z" acrescentase a terminação "es" Altar/altares Açúcar/açúcares Rapaz/rapazes Exemplar/exemplares Cartaz/cartazes Éter/éteres 5 . o adjunto adnominal indicar-lhe-á o número O lápis/os lápis O cais/os cais CEPCON .LÍNGUA PORTUGUESA Boletim/boletins Plural dos nomes terminados em ZINHO. Podem ser simples ou compostos. sendo monossílabos. geralmente. (Ele é um velhinho legal / Que mulherzinha implicante) • certos substantivos. como paroxítona. "il". Flexão dos adjetivos: 13 . cartilha) ADJETIVOS Palavra variável que acompanha o substantivo. etc. muda-se "il" por "is" Barril/barris Canil/canis Covil/covis Fuzil/fuzis Observação: a) Réptil e projétil. menina. vaca. os dois elementos e suprime-se o ''s'' do primeiro Flor+zinha = folores+zinha = florezinhas Papel = zinho = papéis+zinho = papeizinhos Colar+zito = colares+zitos = colarezitos Réptil+zito = répteis+zitos = repteizitos Coração+zito = corações+zito = coraçõezitos Plural dos Substantivos 1 . rapaz. "el". a) em "AES" Alemão/alemães Capitão/capitães Catalão/catalães Escrivão/escrivães Pão/pães Tabelião/tabeliães b) em "ÕES" Canção/canções Mamão/mamões Limão/limões Eleição/eleições 2 .Os substantivos terminados em "x". acrescentam-se-lhes "es" mês/meses camponês/camponeses francês/franceses português/portugueses inglês/ingleses chinês/chineses holandês/holandeses Sendo os substantivos paroxítonos ficam invariáveis. formadas por preposição e substantivo que equivalem a adjetivos (anel de prata = anel argênteo). apesar da forma. (cartão. São três: normal. Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número.anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão x menininho) Observações: • o grau nos substantivos também pode denotar sentido afetivo e carinhoso ou pejorativo. ZITO. boi. porém grau não é uma flexão nominal. Os femininos são: Mulher. fazem plural répteis e projéteis como oxítonos.associando os adjetivos (grande x pequeno) ao substantivo sintético . Grau Os substantivos podem apresentar diferentes graus. com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro). normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas: alagoano). Adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica. indicando qualidades e características deste. moça. Locuções adjetivas: expressões. troca-se o "l" por "is".Os substantivos terminados em "il" Sendo o vocábulo oxítono. regra geral. "ol" e "ul". menino.

+ DMT=VA.indicativo (certeza de um fato ou estado). Presentes nos tempos compostos e locuções verbais Obs..: Ele fez o trabalho .ouço/ouve. (do) que . 2ª ou 3ª tempo . imperativo afirmativo (2as pes.estou/estão) • Anômalos: verbos irregulares com mudanças profundas nos radicais (ser/ir) • Defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas. estar .tão . do indicativo.presente do subjuntivo e imperativo negativo (da 1ª pes. -iam) e pret. exaurir. do ind. imperfeito do subjuntivo (3ª pes.referência ao momento em que se fala (pretérito. (= banir. imperfeito (se 1ª conj.O trabalho foi feito por ele (mantido o pret. Abolir (defectivo): não possui a 1ª pes. do sing.) • formas rizotônicas (tonicidade no radical . fut. de 2ª ou 3ª conj. descomedir-se.. Perfeito do Indicativo .singular ou plural pessoa gramatical. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir . Mais freqüente no particípio. -íamos. Em função da vogal temática (-a/-e/-i). -eis. . demolir.qualidade relacionada.: .ativa. do pres.. consumir.Centro Educacional para Concursos • Regulares: seguem o paradigma verbal de sua 14 . acodes. queixar-se etc. ind. plural sem M + DNPs). sem S e demais = pres. urgir) Acudir (alternância vocálica o/u): pres.superioridade . só apresenta a 1ª e a 2ª pes. fremir. -ás. em função de sua terminação (agradável x agradáveis). que) casos. estado ou fenômeno da natureza.pret. -ão). (muito veloz X velocíssimo) .verbo (TD) na 3ª pes... Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo) Na transformação da voz ativa na passiva. apiedar-se.acudo. perf. retorquir. . os verbos apresentam três conjugações. obtém-se a seguinte classificação: ser analítica ou sintética: • Analítica . acendido/aceso) • Auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação.inferioridade . duas ou mais qualidades de um mesmo ser. -emos. do pretérito (+ -ia. e / pret.com u (=bulir.1ª. do subjuntivo) • Pret. carpir. por isso não possui pres.quando a qualidade não se refere à de outros elementos.absoluto . Entretanto. à de outros elementos. . perf do ind. . do plural) • Abundantes: apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Pode ser analítico (acréscimo de palavra modificadora . haurir.. -íeis. cuspir. -ia. quanto (como) . plural sem AM + DNPs. -ias. o ser assume a forma do verbo principal na voz ativa.fut. além do acréscimo do -S de plural. Os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza). pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Grau São três: normal. delinqüir.igualdade . nas locuções verbais. sendo todos do indicativo Vozes VERBOS Palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo. Pode conjugação • Irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. do ind. Ex.. passiva e reflexiva Tempos • Primitivos: presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo derivados: • Presente do Indicativo . que) ou de inferioridade (o menos . fut. devendose usar o particípio regular com ter e haver. sing. engolir. comparativo e superlativo Comparativo: mesma qualidade entre dois ou mais seres.verbo auxiliar (TD) + particípio do verbo principal • Sintética .As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal) Verbos notáveis Encontram-se listados aqui alguns verbos que podem apresentar problemas de conjugação. (do) que Superlativo: exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso. do subjuntivo (3ª pes. do singular SE (partícula apassivadora) • Reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Tipos de verbos Conforme visto nos elementos mórficos. tempo ou modo (falir . Desta maneira.no pres. pret. fugir) • Ativa: sujeito é agente da ação verbal • Passiva: sujeito é paciente da ação verbal. Os adjetivos terminados em -OSO. presente ou futuro) Modo . plural sem RAM + DMT SSE e DNPs) • Infinitivo Impessoal . a variação temporal é indicada pelo verbo ser. já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado. podem-se criar 3 paradigmas verbais.menos .. emergir.. + DMT=IA). -ílimo).). favorável ou desfavoravelmente. -á. mais-queperfeito do indicativo (3ª pess. o pronome não tem função sintática (suicidar-se. subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem. seja ação..eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical nós cantaríamos) Flexões verbais Número . fulgir.LÍNGUA PORTUGUESA Gênero Uniforme ou biforme (inteligente x honesto [a]) Número Os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples. do subjuntivo e o imperativo negativo.).muito) ou sintético (-íssimo. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas.mais .relativo .. advertência ou pedido) Voz . -érrimo. mudam o timbre do primeiro -O. Pode ser de superioridade (o mais . Nestes CEPCON ..certos verbos possuem pron. do presente (+ -ei. num processo de metafonia.) O vento ia levando as folhas . dedique uma atenção especial a este grupo. colorir.

perf. ind. individuar. ind.reouve. diferindo dele na 1ª pess. ides. reaveis / pret. . vimos. adere. vais. rir. agrides. argúis..): pres. ind.frigi.. . ind. rimos. coam / pret. ages. medir) Polir (alternância vocálica e/i): pres. ansiar. ceais. vamos.. averiguais. pediste.. . regredir... digerir. diferir. . coubeste.falimos. ind. perf do ind. requereste.): pres. atraíste. . cria. ind. poliste... . agridem (= prevenir. vem. cearam (= verbos terminados em -ear: falsear.. riem / pret. ceaste. ind. perf. odiar) Compelir (alternância vocálica e/i): pres. . ind. perf. ind.Centro Educacional para Concursos Jazer (irreg. / pret. ind.adiro..requeiro. / pret. pedis.saudei.. perf do ind. aguastes.obsto.. . ind.. transigir. ind. pede. crês. aprouve. críeis. aprazes. provemos. ind. espargir. .remi. provê. (= verbos em -iar . . aprouveram Argüir (irregular com alternância vocálica o/u): pres. suaste. . (= abençoar.. recuar.ajo. atribuis.. perf. ind. . perf. ind.): pres. .): pres. cabes.atribuo.. .) Coar (irreg. agredimos. (= antever. incendiar.. aguamos. provedes. .): pres. atribuem / pret. urgir) Agredir (alternância vocálica e/i): pres. vás.. distrair. coagir. perf. ind.. / pret...): pres. passear. . do ind. compeles. . averiguaste. . valeste. . restringir. agredis. sua.. Obstar (reg. mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v) Remir (defectivo): pres. obstaste. destituir. freges.. criam Dignar-se (pronomina): (= persignar-se) Dizer (irreg. vieram (= advir... / pret. Compilar (reg. atribuiu. (= apaziguar) Caber (irreg. . compilas. vêem / Pret. . (= aguerrir... vá. perf..frijo. ind. atribuíste. possuir.vou. requeres.. ind. atrais.suei... (= afluir. remir. apraz.Devemos avaliar a sua situação Quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos . . ind.creio. côa.. . ind. ind. perf.ceei. . ind.): pres. . ind..digo. falis / pret.rio..provejo. obstas. / pret. dependendo do contexto Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase.) Vir (irreg. Requerer (irreg. progredir. estréia.vejo.. provêem / pret. Construir (irregular e abundante): pres.. . ind. perf.pulo.): pres. frigimos.... argúi. ind. sair. . excluir. . ind.venho. . Ir (irreg. .águo.): pres. crê. ind. ind. faliste. ind. perf. / pret.. suas. sobrevir etc. construís.. despir. vens. .compilei. concluir. viemos.. sing. Falir (defectivo): pres. averigua (ú). Prover (irreg. crêem / pret. vêm / pret. perf. . comercias. agride. pedes.. . . argüimos. coamos. ind. / pres.vá. mobiliamos.construí. . (= atuar. constrói (ou constui). foste. pedimos. e no pret. ind. ind. do ind. vai. ind. enxaguar. veio. ceou. perf. críamos. diz. vemos. situar) Valer (irreg. frigis. .. sendo regular) Rir (irreg. crias. atribui. / pret. compeliste. águas.agrido. ceia..remimos. perf.. .. aprouveste. mobíliam / pret. credes. (com trema ) Atrair (irreg.côo.poli. constróis (ou construis). / pret.): pres. requereu. ind. remis / pret. perf.... construímos. ferir... . perf . . ceamos.fali. perf atraí. . ind. compila... disseste.): pres. . remiste. intervir. .. mobiliei. . precavemo-nos. perf. pules.. minguar) Apiedar-se (pronominal) Aprazer (irreg..... perf. coaste. perf. Suar (reg. coais. do pres. ind. creram / imp. / pret.valho.coei.. viu. renhir) Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i): pres.): pres. valeu.agüo. ceamos. continuar. polimos.): pres. perf.. . .): pres. . atribuímos. remediar. ind. mobília.vali. (= sorrir) Saudar (alternância vocálica) þ pres. cremos. mobiliaste. . perf. vieste.mobílio. usufruir) Averiguar (alternância vocálica o/u): pres. perf... crestes. / pret. combalir.. argúem / pret.precavime. reouveste. vão / pret. Usa-se o impessoal: Sem referência a nenhum sujeito . do plural no pres.comercio.ri. polis. Reaver (defectivo): pres.atraio. saúdas. (= despedir. sugerir) Agir (acomodação gráfica g/j): pres. proveu. transgredir) Aguar (reg. vamos. ind. vedes.aprazo. (verbo derivado do haver. argüis. vindes.. Ver (irreg. côas. . (= afligir. . Crer (irreg.vim. perf. coou.): pres.requeri.. ind.LÍNGUA PORTUGUESA Adequar (defectivo): só possui a 1ª e a 2ª pes. pulem / pret. ind. vades. construíste. ind. cremos. / pret. ind.arguo (ú). ceastes. averiguam (ú) / pret. provês.): pres. . . exceto os seguintes verbos: mediar. creste. jazes.. ceias. pedem / pret. ind. riste. provir. ind. . magoar..pedi. .. ind. .provi. aprouvemos.jazi. constroem (ou construem) / pret. mobiliais.disse.): pres. ind.saúdo. averiguas (ú). mobílias. ind. aguaram (= desaguar. . erigir. perf.compilo. viste. divergir. .): pres. compilaste. perf.cria.ceio.suo. não relacionado a nenhuma pessoa Pessoal: refere-se às pessoas do discurso.atribuí. convir.. perf. viestes. expedir. aguou. ind. . perdoar) Comerciar (reg.jazo..É um problema fácil de solucionar Quando o infinitivo possui valor de imperativo . Precaver-se (defectivo e pronominal): pres..): pres.) Infinitivo Pessoal ou Impessoal? O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas: Impessoal: sentido genérico ou indefinido.Ele respondeu: "Marchar!" Usa-se o pessoal: 15 . cair. vales. compilo.fui. rides. vale. / pret. (= advertir.): pres.. averiguo (ú). dizes. prever. ind.cri.. . ind.. ind. ind.. . subj.. vês.argüi.coube. perf. . ind.compeli. perf. creu.. ind.. Cear (irreg. construo. ind. . foragir-se.. þ peço. ind. ind.): pres. ceiam / pret.. subtrair) Atribuir (irreg. instruir.. . perf. fregem / pret. aprouvestes. ind.. . precaveis-vos / pret. . e derivados..reavemos.É proibido fumar na sala Nas locuções verbais .. .alguns apresentam pronúncia aberta: estréio. ind. (derivado do querer. argüiste. perf. reouve. cerzir.): pres. perf. perf. vão CEPCON .. habituar. ind. precaveste-te. rever etc... Mobiliar (irreg. ind. refulgir.obstei. perf. vê..caibo..averigüei. jazeste. ind. saudaste...aprouve. Pedir (irreg. . Aderir (alternância vocálica e/i): pres.comerciei. / pret. (=abstrair. pule. ind. averiguamos. frigiste. ind. proveste. jazeu.): pres. ri. aguaste. . / pret.vi... . frege. atribuís.

Pode ser classificado em: definido: o. duplo.) O artigo tem a propriedade de substantivar qualquer palavra precedida por ele. dois e os duzentos a novecentos. número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo. revistas e obras literárias (li em Os Lusíadas) Depois de todo. são chamados numerais coletivos. dependendo do cardinal que os antecede Os cardinais. Se estiverem acompanhando e modificando um substantivo. • demonstrativos: este. Quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pes.. seu. quem. pertence à outra classe.. certo. (valor adjetivo) Ele será o primeiro desta vez. uma. dizemos tratar-se de pronome adjetivo. Se o suposto artigo não mudar de gênero. os multiplicativos.numeral ou artigo? Nestes casos. do. • interrogativos: que. PRONOMES Pronome é a palavra variável em gênero. terço) Valor do Numeral Podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. em Português. todos os ordinais. quanto e flexões. reis. terão valor substantivo. décimo. (fumar-verbo / O fumar faz mal à saúde) Observação: . geralmente. quinze avos etc.. teu.quarta) zero e ambos (as) também são numerais cardinais dúzia. número de ordem. todos os ordinais.. não se utiliza o artigo Não se usa artigo diante das palavras casa (=lar. a não ser que venham modificados Usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros. eles/elas e as formas oblíquas de tratamento: • possessivos: meu. isto. muito. as .. múltiplo ou fração. exceto: AL. todo. dizemos tratar-se de pronome substantivo. os.: Ele foi o primeiro jogador a chegar. nada.. vários. cada. pouco. (meu ) Classificação dos Pronomes Há. umas . Esta casa é antiga. • relativos: o qual. tanto quanto. vós. Quando o pronome representa o substantivo. mantendo com ele relação de concordância. SC. multiplicativo (dobro.Foi um erro responderes dessa maneira. NUMERAIS Palavra que indica quantidade. qual.). cujo. seu e flexões. todas as outras representações de divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto. (ele ) Convidei-o (o) Quando o pronome vem determinando o substantivo. que. alguém. esse. indicando-o como pessoa do discurso. (Luís XIV . IV Semana de Cultura . à .determinam o substantivo de modo vago. triplo. Papa Paulo II . isso. SP e SE Não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais. metade. será obrigatório o ordinal (XX Bienal vigésima. GO. fracionário (meio. troque o gênero do substantivo posterior. qualquer e flexões. tu. vão para o plural se terminarem por som vocálico. Esse processo chama-se substantivação. nenhum. moradia) e terra (=chão firme) a menos que essas palavras sejam especificadas Diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo. centena. (valor substantivo) CEPCON . uns. metade e terço. 3. os multiplicativos e fracionários. quando têm função adjetiva.) designando séculos.. Ex. nós. quem. emprega-se o artigo para conferir idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá participar). Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma indefinida ARTIGOS Palavra colocada antes do substantivo para determiná-lo. ele/ela. Já se estiverem substituindo um substantivo e designando seres. restringindo a extensão de seu significado. quando substantivos.). Emprego Não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões Não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por possessivos É obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges) Diante do possessivo adjetivo o uso é facultativo. milésimo. aquilo.quatorze. a. (esta) Meu livro é antigo. terceiro. quanto.) . . específico indefinido :um. 2. nosso. outrem. PE. segundo. do pl. terão valor adjetivo. a partir daí usam-se os cardinais.. Flexão Variam em gênero e número Gênero Cardinais: um. ninguém.para se certificar de que uma palavra é artigo. os fracionários.Eu não te culpo por saíres daqui Quando por meio de flexão se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito . mas se o pronome for substantivo. . tudo. quando expressam uma idéia adjetiva em relação ao substantivo Número: Cardinais terminados em -ão. utilizase na leitura ordinal até décimo. outro.Centro Educacional para Concursos 16 . impreciso Podem aparecer combinados com preposições. vosso. . Ele chegou.determinam o substantivo de modo preciso. (numa. Classifica-se como: cardinal (1.LÍNGUA PORTUGUESA Quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal ..). por designarem um conjunto de seres um . ordinal (primeiro. • indefinidos: algum.segundo) Observação: • • • • se o numeral vier antes do substantivo. papas e capítulos. aquele e flexões. torna-se obrigatório Antes de nomes de pessoas. algo. MG. onde.. a distinção é feita pelo contexto.Escutei baterem à porta Emprego Os fracionários têm como forma própria meio. seis espécies de pronomes: • pessoais: eu. MT.

Tu saíste (tu) Vós saístes (vós) Convidaram-te (te) Convidaram-vos (vós) 3ª pessoa: de que ou de quem se fala. podemos propor o seguinte: quando precedidas de preposição não se usam as formas retas eu e tu. Convém notar que. tu. no entanto. Papas Vossa Senhoria V. um caso em que se empregam as formas retas eu e tu mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo.S. imperadores São também pronomes de tratamento: o senhor. príncipes. Convidaram ele para a festa (errado) Receberam nós com atenção (errado) Eu cheguei atrasado (certo) Ele compareceu à festa (certo) Na função de complemento. tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios Os pronomes oblíquos podem aparecer me+o=mo te+o=to lhe+o=lho nos + o = no-lo vos + o = vo-lo lhes + o = lho me + os = mos te + os = tos lhe + os = lhos nos + os = no-los vos + os = vo-los lhes + os = lhos combinados entre si. Considera-se errada qualquer construção em que os referidos pronomes não sejam reflexivos: Querida. Mag a Reitores de universidades Vossa Reverendíssima V.LÍNGUA PORTUGUESA empregados em frases interrogativas. considera-se correto seu emprego como complemento: Informaram a ele os reais motivos CEPCON . Neste caso. a senhora. eles/elas) devem ser empregados na função sintática de sujeito. mas as formas oblíquas mim e ti: Ninguém irá sem eu ( errado) Nunca houve discussões entre eu e tu (errado) Ninguém irá sem mim (certo) Nunca houve discussões entre mim e ti (certo) Há. Pronomes de Tratamento Na categoria dos pronomes pessoais.Centro Educacional para Concursos Emprestaram a nós os livros Eles gostam muito de nós As formas eu e tu só podem sujeito. exceção feita a você. Caso haja palavra de reforço. duques Vossa Eminência V . o emissor. ele/ela. Revma Sacerdotes em geral Vossa Santidade V. me+a=ma te+a=ta me + as = mas te + as = tas 17 . Deram o livro para EU ler ( ler: sujeito) Deram o livro para TU leres( leres: sujeito) Verifique que. (certo) Preciso muito falar com você. vocês Emprego dos Pronomes Pessoais Os pronomes pessoais do caso reto (eu. (certo) Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum. si. quando antecipados de preposição. incluem-se os pronomes de tratamento. gosto muito de si. pois os pronomes se. na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de sujeito. Pronomes Pessoais Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso: 1ª pessoa: quem fala. Eu sai (eu) Nós saímos (nós) Convidaram-me (me) Convidaram-nos (nós) 2ª pessoa: com quem se fala. esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. Considera-se errado seu emprego como complemento. as. nós. Reis. A. Considera-se errado seu complemento. Ele saiu (ele) Eles saíram (eles) Convidei-o (o) Convidei-os (os) Os pronomes pessoais são os seguintes. Nunca houve desentendimento (errado) Nunca houve desentendimento (certo) funcionar como emprego como entre eu e tu entre mim e ti Como regra prática.M. gosto muito de você. usam-se os pronomes oblíquos e não os pronomes retos. si. consigo foram empregados como reflexivos: Ele feriu-se Cada um faça por si mesmo a redação O professor trouxe as provas consigo Os pronomes oblíquos conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética. Os pronomes oblíquos se.Ema Cardeais Vossa Excelência V. você. Veja a seguir alguns desses pronomes. o referente. o emprego das formas retas eu e tu é obrigatório. neste caso. PRONOME ABREVIATURA EMPREGO Vossa Alteza V. passam a funcionar como oblíquos. o receptor.Sa Funcionários graduados Vossa Majestade V. (errado) Preciso muito falar consigo. consigo devem ser empregados somente como reflexivos. vós. Convidei ele ( errado) Chamaram nós ( errado) Convidei-o (certo) Chamaram-nos (certo) Os pronomes retos (exceto eu e tu). (errado) Querida. As combinações possíveis são as seguintes: A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos a.Exa Altas autoridades em geral Vossa Magnificência V. embora a concordância deva ser feita com a terceira pessoa. Referem-se à pessoa a quem se fala.

portanto). à vontade. desenvolvendo as orações reduzidas de infinitivo: Deixei-o sair = deixei que ele saísse Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos: A mim. modo: bem. de vez em quando. meu Deus! Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de vossa. As formas oblíquas O..Vossa Excelência já aprovou os projetos? Sua Excelência. atrás.: as palavras onde (de lugar).procuramos resolver o problema das enchentes. comportam-se como pronomes de CEPCON . junto. por que (de causa) e quando (de tempo). Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que representa o livreiro) com O (que representa o livro).. tempo: breve. l ) Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões) aparece como complemento de verbos transitivos indiretos. adquirindo valor cerimonioso ou de modéstia: Nós . bastante.. indefinido (variável . já. Você e os demais pronomes de tratamento (Vossa Majestade. paguei-lho. Comparativo: igualdade: tão+adv+quanto superioridade: mais+adv+(do) que inferioridade: menos+adv+(do) que Superlativo: sintético: + sufixo -íssimo analítico: muito+adv. com sufixo -mente negação: não. LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos indiretos: O menino convidou-a (V. OS. 18 . de cor. demais. mandar. Nesses casos. Obs. devagar. talvez. dúvida: quiçá. realmente. um adjetivo. à frente.determina subst.Você pagou o livro ao livreiro? Sim. de repente. frente a frente. Classificam-se de acordo com as circunstâncias que expressam: lugar: longe. Vossa Alteza. mal. usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas. embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª pessoa. o advérbio assume valor superlativo A repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo Quando os advérbios terminados em -mente estiverem coordenados. em vão. pouco.Centro Educacional para Concursos terceira pessoa: Você trouxe seus documentos? Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas. ainda. por acaso. mais. Vós sois minha salvação. etc. certamente. intensidade: muito. Grau Apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis.. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo exercendo função sintática de adjunto adnominal: Roubaram-me o livro = roubaram meu livro Não escutei-lhe os conselhos = não escutei os seus conselhos As formas plurais nós e vós podem ser empregadas para representar uma única pessoa (singular).. a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonasmo vicioso.T. e sim ênfase. como (de modo). A ti tocou-te a máquina mercante. ninguém me engana. embora ocorra o diminutivo. bem e mal aparecem nas formas analíticas do comparativo de superioridade (mais bem e mais mal) e não como melhor e pior Muito e bastante podem aparecer como advérbio (invariável) ou pron. fazer. em função da circunstância que expressam. absolutamente. possivelmente. a maioria dos adv.LÍNGUA PORTUGUESA ... Obs. o advérbio pode apresentar variações de grau comparativo ou superlativo. dentro. o governador. é comum o uso do sufixo só no último Antes de particípios. As formas mais bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. ver seguidos de infinitivo: o nome oblíquo será sujeito desse infinitivo: Deixei-o sair. e por sua.D ) O filho obedece-lhe (V. de manhã. efetivamente.: bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. também. de maneira alguma. são classificadas como advérbios interrogativos.. do ponto de vista gramatical. Nesses casos. ao passo que as formas LHE.) Adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho) Palavras denotativas Série de palavras que se assemelham ao advérbio. pior. alhures.. em breve. AS são sempre empregadas como complemento verbos transitivos diretos. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar como sujeito.. provavelmente. sentir. (Ele está mais bem informado do que eu) Emprego Na linguagem coloquial. quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome. ADVÉRBIOS Pode modificar um verbo. assim como as construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de verbos transitivos diretos: Eu lhe vi ontem (errado) Nunca o obedeci (errado) Eu o vi ontem (certo) Nunca lhe obedeci (certo) 9. melhor. Sofia deixou-se estar à janela. cedo. quando falamos dessa pessoa: Ao encontrar o governador.T. AS. perguntou-lhe: . É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos. São classificadas. ouvir. o advérbio recebe sufixo diminutivo. tampouco.. acima. outro advérbio ou uma frase inteira. Vi-o chegar. tão.Ocorre com os verbos deixar. deverá estar presente na inauguração.disse o prefeito . afirmação: sim. São locuções adverbiais: à direita..

pois (depois do verbo) etc. além de. (Li vários livros. de. prepositiva é sempre uma preposição. enquanto. se bem que. eia! aplauso: bravo!. integrantes . atenção etc. alternativas (alternância. espanto: puxa!. (Apenas um me respondeu) realce: é que.mas. avante!. ué! etc. escolha) . causais . Classificam-se em função da idéia que expressam: adição: ainda. os clássicos) inclusão: até. conclusivas (conclusão) . com. em. conformativas (conformidade.. já que. também. efeito) que (precedido de tal. tônicos. ou.porque. quem perguntaria a ele?) instrumento . enquanto a última palavra de uma loc. uns.logo. enquanto preposições acidentais regem as formas retas dos pron. Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas. finais .LÍNGUA PORTUGUESA A NGB considera-as apenas como palavras denotativas. estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). lá. ainda que. mas também. lá por. condicionais . sendo invariável Pron. senão. todavia. unicamente. portanto. acerca de.como. caso. por. proporcionais . para. (Todos saíram. ao lado de. 00 origem . perto de etc. afinal etc.cair sobre o telhado / estar sob a mesa tempo .sair com amigos meio . explicativas (justificação) . adequação) conforme. nem. é porque etc. ui! etc. cá. que (precedido de mais ou menos) etc. chamamento: alô!.música de Caetano lugar .se. apesar de. per. concessiva . exceto. isto é. somente.a fim de que. além disso etc. Divide-se em: essenciais (maioria das vezes são preposições): a. felizmente. variando de acordo com o contexto emocional. tomara! etc. Subordinativas: ligam duas orações dependentes. para que. ora. inclusive etc. (Afinal.liga dois termos. através de. bis!.copo de (com) vinho preço . vieram) São locuções prepositivas: abaixo de. enquanto as demais iniciam orações subordinadas adverbiais. sem... inclusive. sob. exceto eu. Apresentam 10 tipos.Centro Educacional para Concursos INTERJEIÇÕES Expressa estados emocionais do falante. oh!. contra. (Comeu tudo e ainda queria mais) afastamento: embora (Foi embora daqui) afetividade: ainda bem. (Somos três.descender de família humilde destino .anel de prata / pão com farinha posse . somente. contanto que. logo. a saber etc. quer etc.embora. ora .Flamengo contra Fluminense conteúdo . como etc. (Eu também vou) limitação: só. contudo etc. de modo que. obl.carro de João oposição .nascer a 15 de outubro / viajar em uma hora modo . em vez de. menos ela) explicação: isto é. determinando-o Relações estabelecidas pelas preposições autoria . ante.tremer de frio / preso por vadiagem assunto . chi!. dor: ai!. resultado. Apresentam 5 tipos: aditivas (adição) . consoante. uma vez que etc. à proporção que. Podem expressar: alegria: ah!. não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. ou melhor.. estabelecendo relação de subordinação (regente .antecede o substantivo.vender a (por) R$ 300. após.. junto de. olá!. mais um! etc. tanto. desde que etc. exceto. quatro) situação: então.vir em socorro / vir para ficar CEPCON . se. . temporais . por exemplo. se As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas. apenas etc. oh!. (E você lá sabe essa questão?) retificação: aliás.substitui um substantivo Artigo . mas. perante. preposições essenciais regem pron. porque.chegar aos gritos / votar em branco causa . ou antes etc.ou. sequer. ao passo que etc. arre! animação: coragem!. tão etc. mas ainda etc. a saber. 19 . PREPOSIÇÕES Palavra invariável que liga dois termos entre si. Obs. visto que. ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. (É quase 1h a pé) designação: eis (Eis nosso carro novo) exclusão: apesar. pessoais. passa!.e.. conforme. oposição) . (Falei sobre ti/Todos. advertência: cuidado!. segundo. oblíquo . entre. subordinando uma à outra. até. apenas etc. afugentamento: fora!. senão etc. exclusão. porém.ir a Roma CONJUNÇÕES Palavra que liga orações.que. salvo. só. xô! etc.à medida que. segundo. durante. que etc.voltar a cavalo / viajar de ônibus matéria . não. adversativas (adversidade. desejo: oxalá!. unicamente. alívio: ufa!. cerca de. infelizmente (Ainda bem que passei de ano) aproximação: quase. por volta de etc. de acordo com. mas.regido). oba! etc. a fim de.: a última palavra da loc. consoante.escrever a lápis / ferir-se com a faca companhia . quer . trás acidentais (podem exercer função de preposição): afora. rua!. mesmo que etc. As conjunções classificam-se em: Coordenativas: ligam duas orações independentes (coordenadas).indicadores de intensidade). comparativas . sobre.falar sobre política fim ou finalidade .quando. consecutivas (conseqüência. desde que etc.pois (antes do verbo). bem. agora. ainda. psit! etc. que etc. adverbial nunca é preposição Emprego combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos) contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela) não se deve contrair de se o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar) Pronome pessoal oblíquo x preposição x artigo Preposição . desde. ou . de maneira que etc. ou melhor.

como: • Hibridismo: são palavras compostas.de verbo para substantivo. quando exigir preposição depois do verbo. e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa.de substantivo próprio a comum).processo em que ocorre a junção de dois ou mais radicais. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e. ou derivadas. anoitecer. petista) Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas palavras. ou transitivo indireto. O verbo pode designar ação. tornar-se. "é um judas" . nevar. • • • Processos de formação de palavras As palavras estão em constante processo de evolução. obs. grego e latim / sociologia. árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal . florzinha) • palavras simples .processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o acréscimo de afixos. com perda de elementos (pernalta. constituídas por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo. Esse processo é responsável pela formação de verbos.uou Quanto à conjugação • Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar. em função da estruturação e origem das palavras encontramos a seguinte divisão: • palavras primitivas . São dois tipos de composição. nadar. sexta-feira). não diga!. viver. miau). andar. pneu. bígamo. Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. exigindo um ou mais objetos na ação. ficar. formam-se outras palavras também (aidético. São cinco tipos de derivação. o que torna a língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. hem! etc. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma.. Na Língua Portuguesa. ou para palavras que adquirem um novo significado. portanto. Além desses processos. modos e vozes verbais.. Derivação . Por isso alguns vocábulos caem em desuso (arcaísmos). enquanto outros nascem (neologismos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. É o verbo que determina o tipo do predicado. • imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva ("o jantar" . flor) • palavras derivadas . Ou ainda transitivo direto e indireto.Centro Educacional para Concursos 20 . alcoômetro. • justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol. dr. é necessário o conhecimento dos seguintes processos de formação: Composição . aguardente) Para a formação das palavras portuguesas. VERBO Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. • Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. • aglutinação: quando ocorre a alteração fonética. são também usado para ligar o sujeito do predicativo: Quanto à semântica • Verbos transitivos: Designam ações voluntárias. sendo a outra o substantivo. silêncio: silêncio!. continuar. flor) • palavras compostas .derivam de outras (casebre. quieto! São locuções interjeitivas: puxa vida!. permanecer. Exemplos: chover. Classificação Definem-se os verbos tradicionalmente como as palavras que indicam ação. haver (no sentido de existência) etc.só possuem um radical (couve. que horror!. extra. latim e grego / alcalóide.LÍNGUA PORTUGUESA impaciência: hum!. A partir de siglas. • prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil).ABL). moto. • parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. que pode ser predicado verbal. estado ou fenômeno da natureza. Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua compreensão (metrô. à palavra primitiva (em + lata + ado). não têm sujeito nem objeto na oração.. • regressiva: redução da palavra primitiva. psiu!. zunzum. quando não exigir preposição depois do verbo.não derivam de outras (casa. de perna + alta). Podem ser divididos das seguintes formas e verbos não são apenas ações. nominal ou verbo-nominal. cruz credo! etc. de base substantiva ou adjetiva. etc. • sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente). Verbos: conjugação. apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. virar etc.Podendo ser transitivo direto. relatar. Nesse processo forma-se substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda / de ajudar).possuem mais de um radical (couve-flor. graças a Deus!. Exemplos: ser. voar etc. • CEPCON . estado ou fenômeno da natureza. a língua portuguesa também possui outros processos para formação de palavras.africano e latino / sambódromo . existir. emprego dos tempos. causadas por um ou mais indivíduos. parecer. Exemplos: andar. ora bolas!.francês e grego). estar. • Onomatopéia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue.africano e grego / burocracia .) Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma seqüência de palavras (Academia Brasileira de Letras . cortar. • Verbos de ligação: São os verbos que não designam ações. bicicleta.

pretérito perfeito. Comer. é característica do Modo Indicativo. Flexão Número: singular e plural. Quanto à morfologia • Verbos regulares: Flexiona sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. • Verbos irregulares: Sofrem modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem. Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir. etc. "eu cabo".Ele sempre fica no final da frase. depor. "eu tesse"). Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos. terceira (mensagem). "eu caibo".). cair. supor. caber. puseste). • O particípio: São terminados em ado. ser. Comida. alem das formas nominais (infinitivo.fixado. "eu medo"). Amada. "tu sês".(tu consegues) • Ele/Ela . • Eu . Passiva: O sujeito recebe a ação. • Voz: ativa. etc. Latindo. pretérito imperfeito. reflexiva.: Amado. segunda (receptor). • Presente . Tempo O tempo é usado para indicar quando ocorreu a ação a qual o verbo se refere. Eu e nós pertencem à primeira.Indica um fato passado em relação a outro (ele conjugara) Futuro do presente . ter ("eu vou".enchido. • • • Pretérito imperfeito . gerúndio e particípio). decorrente de sua forma do português arcaico poer. diga. Exemplos: resfolegar.: Amando. Exemplos: amar. transpor. ido ou ida. tempo. fixo. Ex.Indica mais de uma pessoa (eles estão) Modos verbais As flexões de Modo determinam as diversas atitudes da pessoa que fala com relação ao fato enunciado. Ex. trazer . Pessoa: primeira (transmissor). pretérito mais-que-perfeito. tu e vós à segunda e ele/ela. "ele foi". "ele tinha".(eu consigo) • Tu . • Plural. Exemplos: ir. Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. • O gerúndio: São terminados em ndo. Exemplos: encher . O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo. Exemplo: precaver não existe a forma "precavenha".LÍNGUA PORTUGUESA • Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber. • Modo: indicativo.(nós conseguimos) • Vós . Se são uma ou mais de uma.subjuntivo e imperativo. Reflexiva: O sujeito faz e também recebe a ação. Formas nominais • O infinitivo: São terminados em r. etc. que apresenta diferenças e diversas formas de um mesmo verbo. Latido. passiva (analítica ou sintética). abrir. Ex. também é considerado da segunda conjugação devido à sua conjugação já antes realizada (Ex: fizeste. Verbos anômalos: Entre os irregulares se destacam os anômalos. "eu tivesse". faça. • Singular. partir. vinda do latim ponere. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o). CEPCON . ada. "tu és". • Tempo: presente. cheio. "eu sou". Latir. Ex: Ana se cortou ou se machucou.(vós conseguis) • Eles/Elas . Comido. futuro do pretérito. Verbos possuem por classificação: modo. Latida.Indica um futuro que ocorre no passado (ele conjugaria)-uma coisa que poderia ter acontecido • • • • • Pessoa Pessoa é a quem se refere o verbo. e não "eu io". "eu meço". "eu sejo". "ele iu". "ele tia". pessoa e número. • MODO E TEMPO VERBAL Modo verbal é uma classificação dada a um verbo. vender. medir ("eu resfolgo". iludir. sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. Assim: • uma atitude que expressa certeza com relação ao fato que aconteceu. Ex : Os alunos resolveram todas questões. Pretérito perfeito . eles/elas à terceira. traga. conter.Indica uma pessoa (eu estou). dizer . que acontece ou que acontecerá.Indica o fato no momento em que se fala (ele conjuga). poder etc.' 'Uma ação incompleta realizada no passado.Indica um fato que irá acontecer no futuro (eu conjugarei) Futuro do pretérito . com seus compostos (compor. São verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence. fugir.diz. fixar . Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. fazer faz. Ele sempre fica na frente da frase.(ele consegue) • Nós .traz. Comendo.Indica um acontecimento que se iniciou e terminou no passado durante pouco tempo (eu caí é quase imediato) Pretérito mais-que-perfeito . e não "eu resfolego".Indica um acontecimento que se prolongou ao longo no tempo com inicio e fim no passado (eu estudava).(eles conseguem) Número Indica a quantidade de pessoas.: Amar. futuro do presente. tendo modificações no radical e nas terminações.Centro Educacional para Concursos • • 21 . antepor.

Relíquias de Casa) Morava. deixando dela somente os pilares de alvenaria. No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala. As Três Marias). • Pretérito Perfeito Indica um fato já ocorrido. ou ainda. Banzo). concluído. Emprega-se o Pretérito Perfeito do Indicativo para assinalar: • um facto já ocorrido ou concluído: • 'Trocaram beijos ao luar tranqüilo. uma atitude que revela uma incerteza. mas que durou um tempo no passado. Por tanto ele não indica a certeza de um fato acontecido. permanente ou habitual. ou casual. "Eu. Ela está em casa. algo que aconteceu antes de outro fato também passado). leu-lhe o artigo em que 'advertia' o partido da conveniência de não ceder às perfídias do poder. • • • • • Posso afirmar que meus valores 'mudaram'. podemos expressar um facto basicamente de três maneiras diferentes: 1. Eu 'verifico' que não tenho par nisto tudo neste mundo. na fala coloquial. um fato habitual. 2. "Levava comigo um retrato de Maria Cora. na qual se usa o particípio. indicando a simultaneidade de ambos os fatos: Eu 'lia' quando ela chegou. Luar de Janeiro) • "'Andei' longe terras.caiu) Pretérito mais-que-perfeito Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a outro também no passado (o passado do passado. um processo anterior ao momento em que se fala. é usado para indicar uma ação que se prolonga até ao momento presente. Tinha chovido muito naquela noite.LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: Ele trabalhou ontem. • Posso afirmar que meus valores mudaram. mas de incerta localização no tempo: 'Era' uma vez." (Gonçalves Dias. 'Vaguei' pelas serras. • "Uma noite.Centro Educacional para Concursos • • • • • • um fato passado." (Gustavo Barroso. • Ela 'vendia' flores • "Glória 'usava' no peito um broche com um medalhão de duas faces."(Coelho Neto. Exemplo: Faça isto. • O aluno lê um poema.… uma atitude que expressa uma ordem. • Um aluno dorme. agora! Com relação ao Tempo.… Quando eu partir. um pedido. Poema em Linha Reta ." (Augusto Gil." (poema de Quincas Borba).diário. sendo que a primeira costuma aparecer em discursos mais formais e a segunda. as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. 22 . a Língua Portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos Modos e Tempos: Modo Indicativo Expressa certeza absolutamente apresentando o fato de uma maneira real. uma dúvida ou uma hipótese é característica do Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo).. O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas 'simples' e 'composta'." (Fernando Pessoa. que 'tenho sofrido' a angústia das pequenas coisas ridículas. No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. Daí o nome: Pretérito Perfeito.. pois não se refere a um conceito situado perfeitamente num contexto de passado. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala. Adormecida). Dos vis Aimorés. 'Tenho estudado' todas as noites. • Exemplos de usos do pretérito mais-queperfeito simples: Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera. • Eles 'vendiam' sempre fiado. CEPCON . positiva. através da locução verbal. I-Juca-Pirama). no arraial de São Gonçalo da Ponte.… um fato simultâneo em relação a outro no passado. eu me lembro… ela 'dormia'" Numa rede encostada molemente (Castro Alves. ela já tinha saído. sendo assim chamado este tempo verbal de pretérito imperfeito. Neste contexto. 'Lidei' cruas guerras. Nós iremos amanhã. Presente do Indicativo Expressa o fato no momento em que se fala. referindo-se a um facto que se situa perfeitamente no passado e que nos dá a certeza de que 'aconteceu'(aconteceu está no pretérito perfeito). Pretérito Imperfeito Expressa o passado inacabado. "Nessa mesma noite. quisera dar o mundo • Exemplos de usos do pretérito mais-queperfeito composto: Quando eu cheguei. um conselho. Emprega-se o pretérito imperfeito do Indicativo para assinalar: • um fato passado contínuo. 3." (Machado de Assis. alcançara-o dela mesma… com uma pequena dedicatória cerimoniosa. cuja ponte o rio levara. 'saiu' ao meio da trilha e 'detonou'. uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. certa. Exemplos: Se eu trabalhasse. Na forma composta. O Sertão e o Mundo) Te dou meu coração. Entretanto." (Raquel de Queirós. "'Apanhou' o rifle.

podemos expressar um fato basicamente de três maneiras diferentes: • No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. pois não podemos mandar em nós mesmos. (Álvares Azevedo. Quando tu tiveres comido. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. Tabacaria . Também pode indicar uma condição incerta. dos dados e das prostitutas. • Quando os sinos badalarem nove horas. ou seja. como se soubesse a Futuro do presente composto Assinala um fato posterior ao tempo atual. neste estado. Futuro Emprega-se o futuro do subjuntivo para assinalar uma possibilidade a ser concluída em relação a um fato no futuro. • Caso eu tenha sido escolhido. as senhoras combinaram em tomar o café na chácara. já terei saído. Casa de Pensão) CEPCON . Eu não sei distinguir esta daquela?" (Alvarenga Peixoto. incerto. Se ele estivesse aqui ontem. ajudado. haver) mais o particípio do verbo principal Tem valor semelhante ao Imperfeito do subjuntivo Ex: Eu teria caminhado todos os dias desse ano. Quando nós tivermos comido. • Se ele estiver lá amanhã. que teria uma certa consequência. Se Eu Morresse Amanhã).Álvaro de Campos) • uma condição contrafactual. teria aprendido Imperativo Exprime uma atitude de solicitação. verdade. mas condicional a outra ação também futura. uma ação vindoura. pode se referir ao passado. se não tivesse trabalhado tanto.Centro Educacional para Concursos 23 . Uma atitude que expressa uma ordem. um conselho. saberei o que fazer. agora! Com relação ao Tempo. Quando eles tiverem comido. uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. Exemplos de futuro composto: • Ele vai fazer (fará) compras e vai voltar (voltará) em breve. Talvez eles façam tudo aquilo que nós pedimos.… " (Jorge Amado. Exemplo: Faça isto. Sertão) "Como fizesse bom tempo. herói indiscutível. um desejo ou uma vontade Espero que eles façam o serviço corretamente. Pretérito mais-que-perfeito composto Formado pelo imperfeito do subjuntivo do verbo auxiliar (ter." (Aluísio Azevedo. Dona Flor e Seus Dois Maridos) • "A qual escolherei. eu terei me aposentado". Presente Emprega-se o presente do subjuntivo para assinalar: • um fato presente. como se estivesse para morrer. mas duvidoso ou incerto Talvez eles venham amanhã. Eu teria viajado se não tivesse chovido Obs: Perceba que todas as frases remetem a ação para o passado. se. certamente ela também estará. • No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala. voltarei para casa. É formado por afirmativo e negativo. lutarei pelos menores carentes. aprenderia é diferente de Se eu tivesse estudado. • Uma ironia ou um pedido de cortesia: Daria para fazer silêncio! Poderia fazer o favor de sair!? Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo) Revela um fato duvidoso. Quando vos tiverdes comido. poderia ter Se ele estivesse aqui agora. mando. um desejo ou um sentimento. "Talvez a lágrima subisse do coração à pupila…" (Coelho Neto. mas duvidoso ou incerto. jamais outro virá tão íntimo das estrelas. Exemplo: "Até meus bisnetos nascerem. Jôninha e Nice). Pretérito Perfeito Emprega o passado com relação a um futuro certo. • No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala. presente ou futura.LÍNGUA PORTUGUESA "Estou hoje vencido. • "… era Vadinho. Futuro Composto verbo comer: Quando eu tiver comido. um pedido. Estou hoje vencido. ao presente ou ao futuro. mas posterior e dependente de outra ação passada. Quando ele tiver comido. A frase Se eu estudasse. poderia ajudar. Futuro do Pretérito / Condicional Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar: • Um fato futuro em relação a outro no passado "Se eu morresse amanhã. • Se eleito. Espero que tragam-me o dinheiro Pretérito Imperfeito Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para assinalar: • uma hipótese ou uma condição numa ação passada. • Quando eu voltar. Minha mãe de saudades morreria. • • um fato futuro. mas anterior a outro fato futuro. Se ele viesse amanhã. poderia ajudar. que não se verifica na realidade. Futuro do Presente Emprega-se o futuro do presente para assinalar uma acção que ocorrerá no futuro relativamente ao momento em que se fala. "Quando ele chegar. Este modo verbal não possui a primeira pessoa do singular (eu). Talvez ele saiba sobre o que está falando. ficarei muito feliz." (Fernando Pessoa.

Voz ativa: é como se denomina a flexão verbal que indica que o sujeito pratica ou participa da ação denotada pelo verbo. 3a pessoa. Concordância dos pronomes possessivos. 4) livros e cadernetas encapadas (ou encapados). ou meu amigo e minha amiga = Encontreios. Encontrei Maria = Encontrei-a. ou adotar a flexão masculina. as mesmas normas que se aplicam à concordância do predicativo do sujeito.dá destaque é quem pratica a ação (agente). Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com o substantivo designativo do objeto possuído. Maria Joana quebrou a janela de dona Télia. Vou encontrar Maria = Vou encontrála). o pronome as (las) substitui um nome feminino plural ou mais de um nome feminino (Encontrei minhas amigas. o pronome os (los) substitui um nome masculino plural ou mais de um nome de gêneros diferentes (Encontrei meus amigos. Neste contexto. "Eles estão indo para a escola. "Estou pondo novas informações neste artigo". Vou encontrar João = Vou encontrá-lo. As vozes verbais são: • Voz reflexiva: indica que a ação expressa pelo verbo é praticada e recebida pelo sujeito. para o masculino plural (O livro e a caderneta estão encapados). João. Os pronomes o (lo) e a (la) substituem. 3) livros e caderno encapados (ou encapado). Se o sujeito for uma oração. Concordância dos pronomes pessoais o. Compram-se carros velhos. de preferência. ou meus amigos e minhas amigas = Vou encontrá-los). • Voz reflexiva recíproca: quando há um sujeito composto e o verbo indica que um elemento do sujeito pratica ação sobre o outro. ou vou encontrar Maria e Júlia = Vou encontrá-las). Thiago e Tassiana se casaram. com as seguintes ressalvas: 1) Sendo do mesmo gênero os termos que compõem o sujeito. Exemplos: "Eu estou falando contigo…". Adjunto adnominal. a língua portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos modos e tempo Exemplo • Parcele sua compra! • Faça sua tarefa! • Lave a louça! • Escove os dentes! • Compre aqui e ganhe um brinde! Gerúndio Uma ação que está acontecendo. • • • • Concordância Nominal e Verbal CEPCON . Exemplos (a concordância mais rara está entre parênteses): 1) livro e caderno encapado (ou encapados). As normas de concordância do predicativo com o sujeito composto são idênticas às que se aplicam ao adjunto adnominal. é terminado por "ando". as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. sendo nomes próprios ou de parentesco os termos modificados pelo adjunto. Vou encontrar meus amigos. os estudiosos João e Maria). No português.Centro Educacional para Concursos 24 . 2) se os gêneros dos termos que compõem o sujeito forem diversos.LÍNGUA PORTUGUESA Entretanto. um nome masculino singular ou um nome feminino singular (Encontrei João = Encontrei-o. a. respectivamente. A torcida aplaudiu os jogadores. pode concordar em gênero com o termo mais próximo a que se refira. Voz passiva: indica que a ação expressa pelo verbo é recebida pelo sujeito Voz passiva sintética ou pronominal: formada por verbo transitivo direto na 3ª pessoa + se (pronome apassivador ou particula apassivadora) + sujeito paciente e sempre vai estar acompanhado pelo pronome apassivador SE. Vou encontrar minhas amigas. o predicativo vai. Voz passiva analítica:formada pelos verbos ser ou estar + particípio do verbo principal + agente da passiva As casas são alugadas pelo corretor. e em pessoa com o possuidor desse objeto: João vendeu sua casa (sua = dele. passividade ou ambas. quer a de predicativo (O livro é bom). as. Referindo-se a mais de um substantivo ou pronome. o predicativo conserva esse gênero e. o adjunto adnominal a estes antepostos concorda em gênero e número com o mais próximo (O professor exigiu completo silêncio e disciplina. "endo" e "indo" (no caso do verbo pôr e seus derivados. concordando com casa). A concordância do predicativo do objeto segue. CONCORDÂNCIA NOMINAL O adjetivo concorda em gênero e número com o termo a que se refere (substantivo ou pronome). em geral. se os termos modificados tiverem gêneros diferentes. os. ou ir para o plural. Predicativo. e pode concordar em número com o termo mais próximo a que se refira. Voz é a categoria verbal da qual se marca a relação entre o verbo e seu sujeito. sua = feminino singular. o predicativo fica no masculino singular (É vantajoso saber-se uma língua estrangeira = É vantajoso que se saiba uma língua estrangeira). mutuamente. vai para o plural (O livro e o caderno estão encapados). Se o adjunto adnominal está posposto a mais de um substantivo ou pronome. normalmente. O garoto magoou-se. Referindo-se a mais de VOZ VERBAL Voz verbal. ou encontrei Maria e Júlia = Encontrei-as. 2) livro e caderneta encapada (ou encapados). Alugam-se casas. é como se denomina a flexão verbal que denota a forma segundo a qual o sujeito se relaciona com o verbo e com os complementos verbais. Essa relação pode ser de atividade. este vai para o plural (os dedicados Pedro e Paulo. terminado em "ondo"). "Nós estamos correndo em círculos!". Galoparam por estreitas estradas e caminhos). nem pronome "se". em linguística.". quer exerça a função de adjunto adnominal (Comprei um bom livro). Não possui verbo ser .

Ofereceu-se um grande prêmio ao vencedor da corrida. Exemplos: Um e outro médico descobriu (ram) a cura do mal. Daqui até Jardinópolis são 316 quilômetros. Foi um dos alunos desta classe que resolveu o problema. Valdir ou Leão será o goleiro titular. Ligado por NEM: verbo no plural e. O técnico escalou o time. Sujeito constituído por: a)um e outro. Viam-se ao longe as primeiras casas. Palavra QUE: verbo concorda com o antecedente. Eu.. Posposto: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural. Expressões que indicam quantidade aproximada seguida de numeral: verbo concorda com o substantivo. ela e os peregrinos visitareis o santuário. Palavras sinônimas: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural. o possessivo concorda com o que estiver mais próximo: Teu juízo e serenidade. às vezes. Ligado por OU: verbo no singular ou plural. Estava-se muito feliz com o resultado dos jogos. Com sujeito que indica quantidade e predicativo que indica suficiência. Alguns de nós seremos eleitos. Os técnicos escalaram os times. com os alunos. Tu.Centro Educacional para Concursos 25 . ir. Expressões partitivas seguidas de nome plural: verbo no singular ou plural. Um dos que: verbo no singular ou plural. Ontem fez dez anos que ela se foi. João ou Maria resolveram o problema. SE = índice de indeterminação do sujeito: verbo sempre na 3ª pessoa do singular. Chegou (aram) ontem o técnico e os jogadores. Ligado por COM: verbo concorda com o antecedente do COM ou vai para o plural. Vai para dez meses que tudo terminou. O professor. CEPCON . O povo escolherá seu governante em 15 de novembro. nem um nem outro: verbo no singular ou plural. Morria-se de tédio durante o inverno. dependendo do valor do OU. Amanhã serão eles quem resolverá o problema. verbo haver indicando existência ou tempo. Palavra QUEM: verbo na 3ª pessoa do singular. indicando tempo: ficam sempre na 3ª pessoa do singular. Hoje sou eu que faço o discurso. A Ética ou a Moral preocupa-se com o comportamento humano. Durante o inverno. A maioria dos candidatos conseguiu(iram) aprovação. Casos especiais Sujeito composto • • • • • • • Anteposto: verbo no plural. Cerca de dez jogadores participaram da briga. Coletivo geral: verbo no singular. Verbos Impessoais Verbos que indicam fenômenos. resolveu o problema. excesso: CONCORDÂNCIA VERBAL Regra geral O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. pois ontem foram 2 e amanhã serão 4. Seu filho foi um dos que chegaram tarde. nevava muito. no singular. Mais de um jogador foi elogiado pela crônica esportiva. O cientista assim como o médico pesquisa (m) a causa do mal.. Ainda havia muitos candidatos para a Universidade. Nem Paulo nem Maria conquistaram a simpatia de Catifunda. você e os alunos iremos ao museu. O policial ou os policiais prenderam o perigoso assassino. distância: concorda com o predicativo. Necessitava-se naqueles dias de novas idéias. Verbo SER indicando tempo. Um ou outro: verbo no singular.LÍNGUA PORTUGUESA um substantivo. verbo fazer. Qual de nós será escolhido? Poucos dentre eles serão chamados pelo Exército. Pronomes (indefinidos ou interrogativos) seguidos de pronome: verbo no singular ou plural. Nem um nem outro problema propostos foi (ram) resolvido(s). O maestro com a orquestra executaram a peça clássica. Verbo acompanhado da palavra SE SE = pronome apassivador: verbo concorda com o sujeito paciente. Com núcleos em correlação: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural. Hoje é dia 3 de outubro. De pessoas diferentes: verbo no plural da pessoa predominante. Exemplos: O técnico e os jogadores chegaram ontem a São Paulo.

para. adjetivos e advérbios podem./ Cheguei a Belo Horizonte. por. por. com. CEPCON . inclinação a. em. por. Os cientistas parecia procurarem grandes segredos. contemporâneo a. Mulheres discretas é coisa rara. contente com.: Prefiro dançar a fazer ginástica. em. de.: Vou ao dentista. 5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com. de.: Simpatizo com Lúcio. imbuído de. de. "Os Lusíadas" narram as conquistas portuguesas. mais.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. 4. sobre. de. apaixonado de. • acostumado a. cruel com. • ambicioso de. de. apto a. Segue uma lista de palavras e as preposições exigidas. em. com. por. para.: Joana namora Antônio. Ex. conforme a. Ex.LÍNGUA PORTUGUESA concorda com o predicativo. Sujeito = nome próprio plural. tudo são alegrias eternas. devoto a. por. último a. único a. Dez feijoadas era muito para ela. somos todos nós. Santo Antônio era as esperanças da solteirona. de. exigir complementação para seu sentido precedida de preposição. • aflito com. O Amazonas deságua no Atlântico. por serem passíveis de emprego de crase. de. Com sujeito e predicativo do sujeito: concorda com o que prevalecer. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • amizade a.Preferir .Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a. ansioso de. Verbo PARECER Verbo parecer + infinitivo: flexiona-se um dos dois. • afável com. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes. O problema eram os móveis. ávido de. de. muito mais. Segundo a linguagem formal. para. para. aversão a. para. com. Os Estados Unidos enviaram tropas à zona de conflito. com. por. em. amor a.Centro Educacional para Concursos 26 . com. mil vezes mais. O homem sempre foi suas idéias. 3.: As crianças obedecem aos pais. situado a. Hoje. Deram duas horas no relógio do campanário. sobre. por. por. de. para. atencioso com. para. Os cientistas pareciam procurar grandes segredos. constituído com.Namorar – não se usa com preposição. por. em. Verbo DAR Verbo dar (bater e soar) + hora(s): concorda com o sujeito. Ex. por regência nominal. REGÊNCIA VERBAL 1. de. Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Substantivos. empenho de. para. por. 6. devoção a. a)com artigo singular ou sem artigo: verbo no singular. curioso de. • alheio a. imune a. acerca de. b)com artigo plural: verbo no plural. Ex. para.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em. Minas Gerais exporta minérios. incompatível com.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a. • afeiçoado a. constante de. entre. em. preferível a. etc. 2. de. em. entre. por. Ex. Merecem atenção especial as palavras que exigirem preposição A. próximo a. desgostoso com.: Ele mora em São Paulo. para. propenso a. junto a. por. falta a. dúvida em. respeito a./ Antipatizo com meu professor de História. Deu duas horas o relógio do alto da montanha. por. A Pátria não é ninguém./ O aluno desobedeceu ao professor. por./ Maria reside em Santa Catarina. por. desprezo a. de. Ex. Vinte milhões era muito por aquela casa.

Ex. Observações a) Quando o nome não admitir artigo. c) no sentido de caber. não poderá haver crase: Vou a Campinas amanhã. objetivar: é regido pela preposição a. Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas. a + a | | prep. acarretar: usa-se sem preposição.LÍNGUA PORTUGUESA Ex. Exemplo: Vamos à cidade logo depois do almoço.: Assiste ao homem tal direito. Ex. Ex.: Informou todos do ocorrido. a crase é representada pelo acento grave. Ex. são regidos pela 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre). b. b) no sentido de estimar. Ex. Observe que o verbo ir requer a preposição a e o substantivo cidade pede o artigo a. Ex.: Implica com ela todo o tempo. 5 .: Quero muito aos meus amigos. Ex. Emprego do Sinal Indicativo de Crase Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas numa só.: Perdoou a todos.Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição. b) no sentido de envolver.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica. Ex.: Lembrei-me do nome de todos. um direto e um indireto com a preposição em. Ex. Ex. Ex. 10. Ex.: Imóveis custam caro.no sentido de almejar. pretender: exige a preposição a.: Suas queixas não procedem. comprometer: usa-se com dois complementos.Implicar a) no sentido de causar. As crianças foram ao largo.: Aspirou o ar puro da manhã. avisar. ter o preço: usa-se sem preposição.Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição. Ex. c) no sentido de ter valor de. b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes masculinos. b. obter por meio de: usase sem preposição.Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição. 2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. Ex. Portanto. ajudar. Ex. 7 . Ex. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com. d) no sentido de morar.: Não assistimos ao show.: Quero viajar hoje. residir: é intransitivo e exige a preposição em. dar informação: admite duas construções: CEPCON .no sentido de cheirar. não haverá crase em: Ela escreveu a redação a tinta. Ex.Esquecer/lembrar a. No entanto.: O carro custou-me todas as economias. Ex. Ex. vir de algum lugar: exige a preposição de. b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição. Ex.: Esta era a vida a que aspirava. se houver um modificador do nome. Verbos que apresentam mais de uma regência 1 .: Implicou o negociante no crime. sorver: usa-se sem preposição. 4 . socorrer: usase sem preposição. 2 . Ocorrência da crase 1. exigir.Aspirar a. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a.Assistir a) no sentido de prestar assistência.Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição. Estamos viajando em direção a Roma.Centro Educacional para Concursos 27 . Ex. c) no sentido de dar início.: Custou ao aluno entender o problema. Ex. Vou ao campo.: Viso a uma situação melhor.Informar a) no sentido de comunicar. haverá crase: Vou à Campinas das andorinhas. 3 . Ex.: Informou a todos o ocorrido. As crianças foram à praça. que admitam ao antes deles: Vou à praia.Quando não forem pronominais: são usados sem preposição.Custar a) no sentido de ser custoso. Ex. as: Fui à feira ontem.: O técnico assistia os jogadores novatos.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.: Assistiu em Maceió por muito tempo. Ex. c) no sentido de ter em vista.: Ela pagou a conta do restaurante. 9 . Ex.Quando forem pronominais: preposição de. b) no sentido de acarretar. art. Paulo dedica-se às artes marciais. Em linguagem escrita. Preposição a + artigos a. b) no sentido de originar-se.: Disparou o tiro visando o alvo.: Esqueci o nome dela. 6 . ser difícil: é regido pela preposição a.: Esta decisão implicará sérias conseqüências. ter afeto: usa-se com a preposição a.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. pertencer: exige a preposição a. presenciar: exige a preposição a.: Visaram os documentos. 8 . executar: usa-se a preposição a. b) no sentido de ver.

Eles chegaram a Londres ontem. Ela fez uma promessa a Santa Cecília. tudo já estava pronto. lhes. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita: Adoro bife à milanesa. Onde você pensa que vai a esta hora da noite? Devolva o livro a qualquer pessoa da biblioteca. Depois de dois meses de mar aberto. OU Entreguei o cheque a Paula. Quando os convidados começaram a chegar. demonstrativo. 4. de tratamento. Essas três colocações 28 . 4. Fernando havia voltado a casa para apanhar um agasalho. diante do artigo indefinido uma: O policial dirigiu-se a uma senhora vestida de vermelho.) Compramos a TV a vista. antes do pronome possessivo feminino: Ele fez uma crítica séria à sua mãe. 7. diante de substantivo masculino: Compramos a TV a prazo. precedidas apenas de preposição: Nunca me junto a pessoas que falam demais. Às vezes preferimos viajar de carro.) 2. diante de verbo no infinitivo: A pobre criança ficou a chorar o dia todo. depois da preposição até: Vou caminhar até à praia. nos. diante de numerais cardinais: Após as enchentes. Eles chegaram à meia-noite. diante da palavra casa. 9. regressamos finalmente a terra. antes de nome próprio feminino: Entreguei o cheque à Paula. Por favor. Foi só um susto. OU Ele fez uma crítica séria a sua mãe. diante de nome de cidade: Vou a Curitiba visitar uma amiga. 2. Devemos atrasar o relógio à zero hora. Fica sempre mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul. diante de pronome que não admite artigo (pessoal. 12. Eles costumam ir a reuniões do Partido Verde. Eles querem vitela à parmegiana. Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s). Na indicação de horas: João se levanta às sete horas. o número de vítimas chega a trezentos. Colocação dos pronomes átonos Colocação dos Pronomes Oblíquos Átonos Nos exemplos acima. Ocorrência facultativa da crase 1. Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça. Nunca me reportei àquilo que você disse. diante da palavra terra. lhe.LÍNGUA PORTUGUESA (Ela escreveu a redação a lápis. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino: Eles vivem à custa do Estado. os. Estamos todos à mercê dos bandidos. CEPCON . as) podem assumir três posições diferentes numa oração: antes do verbo. 5.Centro Educacional para Concursos 6. observe que o pronome "te" foi expresso em lugares distintos: antes e depois do verbo. Ele cortou o cabelo à Nero. 8. 11. 3. Eles trabalharam até às três horas. vos. (Compramos a TV a prazo. Principais casos em que não ocorre a crase 1. depois do verbo e no interior do verbo. Paulo dedicou uma canção à Teresinha. O garoto entregou o envelope a uma funcionária da recepção. se. façam o exercício a lápis. Depois nos dirigimos àquelas mulheres da Associação. Todos os dias agradeço a Deus. Eu vou acompanhá-la até à porta do elevador. como sinônimo de terra firme: O capitão informou que estamos quase chegando a terra. 5. Daqui a duas semanas estarei em férias. OU Convidei-o a vir a minha casa. 3. 6. Ele leva tudo a ferro e fogo. OU Paulo dedicou uma canção a Teresinha. em expressões que apresentam substantivos repetidos: Ela ficou cara a cara com o assassino. diante de nomes célebres e nomes de santos: O artigo reporta-se a Carlota Joaquina de maneira bastante desrespeitosa. indefinido e relativo): Ele se dirigiu a ela com rudeza. O macaco nada fez a Dona Maria Helena. te. quando esta não apresenta adjunto adnominal: Estava frio. 2. Ele vestiu-se à Fidel Castro. Direi a Vossa Majestade quais são os nossos planos. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural: Pedrinho costuma ir ao cinema às escondidas. o malandro limpou a mancha de batom do rosto. aquilo: Maria referiu-se àquele cavalheiro de terno cinza. Convidei-o a vir à minha casa. a quem tudo devo. Eles partiram às pressas e não deixaram o novo endereço. diante da palavra Dona: O mensageiro entregou a encomenda a Dona Sebastiana. OU Vou caminhar até a praia. 10. Eles examinaram tudo de ponta a ponta. aquela(s). OU Eles trabalharam até as três horas. diante de palavras no plural. Antes de chegar a casa. Isso ocorre porque os pronomes átonos (me. OU Eu vou acompanhá-la até a porta do elevador. o. a. 3.

pois obedece à sequência verbocomplemento. empregase ênclise. COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS NAS LOCUÇÕES VERBAIS 1) Próclise Na próclise. sem que exista pausa. desfaz-se a mesóclise. Exemplos: Eu me machuquei no jogo. O pronome fica intercalado ao verbo. Exemplos: Só se lembram de estudar na véspera das provas. Exemplos: Aqui se vive. pensa-se em férias.: caso haja pausa depois do advérbio. Exemplos: Ninguém o apoia. Espero contar-lhe isto hoje à noite. Exemplos: Em se tratando de negócios. Comprarei o relógio se me for útil. o pronome surge depois do verbo. mesóclise. Exemplos: Foi aquele colega quem me ensinou a matéria. Há pessoas que nos tratam com carinho. b) Nas orações em que haja advérbios e pronomes indefinidos. Por Exemplo: Tudo lhe emprestarei. Exemplos: Como te admiro! (oração exclamativa) Deus o ilumine! (oração optativa) e) Nas conjunções subordinativas: Exemplos: Ela não quis a blusa.) Exemplos: A mãe adotiva ajudou a criança. As crianças se esforçam para acordar cedo. Para que ocorra a próclise ou a mesóclise é necessário haver justificativas. 3) Ênclise A ênclise pode ser considerada a colocação básica do pronome. Em se pensando em descanso. Eu machuquei-me no jogo. Não me fale sobre este assunto. (O pronome "tudo" exige o uso de próclise. Exemplos: Fale com seu irmão e avise-o do compromisso. pois confio em seus cuidados. 2) Mesóclise Emprega-se a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo. mas iniciar frases com pronomes átonos não é lícito numa conversação formal. b) Nas orações reduzidas de infinitivo. ajude-me neste exercício! Observações: 1) A posição normal do pronome é a ênclise. c) A mesóclise é colocação exclusiva da língua culta e da modalidade literária. c) Nas orações reduzidas de gerúndio (desde que não venham precedidas de preposição "em". desde que não se justifique a próclise. 2) A tendência para a próclise na língua falada atual é predominante. não se abre frase com pronome oblíquo.) b) Com esses tempos verbais (futuro do presente e futuro do pretérito) jamais ocorre a ênclise. embora lhe servisse.LÍNGUA PORTUGUESA chamam-se. "somente") e com as conjunções coordenativas alternativas. Assim. (Falarei + lhe) CEPCON . Emprega-se geralmente: a) Nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam no tempo futuro). As crianças esforçam-se para acordar cedo. g) Com a palavra "só" (no sentido de "apenas". (advérbio) Tudo me incomoda nesse lugar. Exemplos: Falar-lhe-ei a teu respeito. h) Nas orações introduzidas por pronomes relativos. f) Com gerúndio precedido de preposição "em". é possível usar tanto a próclise como a ênclise. Costuma ser empregada: a) Nas orações que contenham uma palavra ou expressão de valor negativo. Aqui é o lugar onde te conheci. 3) Se o verbo não estiver no início da frase. assustando-se com o ruído que ouvira. Por Exemplo: Linguagem Informal: Me alcança a caneta. você precisa falar com o gerente. ênclise e Procurar-me-iam caso precisassem de ajuda. É necessário que o traga de volta. (pronome indefinido) Obs. pois. Nunca se esqueça de mim. dando-lhe carinho e proteção. Importava-se com o sucesso do projeto. Professor. Linguagem Formal: Alcança-me a caneta. nem conjugado nos tempos Futuro do Presente ou Futuro do Pretérito. Exemplos: Quem te convidou para sair? (pronome interrogativo) Por que a maltrataram? (advérbio interrogativo) d) Nas orações iniciadas por palavras exclamativas e nas optativas (que exprimem desejo). vive-se. Ou se diverte. respectivamente: próclise. (Procurariam + me) Observações: a) Havendo um dos casos que justifique a próclise. c) Nas orações iniciadas por pronomes e advérbios interrogativos. ou fica em casa.Centro Educacional para Concursos 29 . d) Nas orações imperativas afirmativas. na língua culta. Exemplos: Diga-me apenas a verdade. Por Exemplo: Aqui. Exemplos: Convém confiar-lhe esta responsabilidade. O menino gritou. o pronome surge antes do verbo.

. enumerações ou seqüência de palavras que explicam. a) Se não houver fator que justifique a próclise.Alô! João está? . Rodrigo e Gilberto. alva e pura como um foco de algodão. c) adjunto adnominal de nome. Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945). não formam uma unidade sintática.LÍNGUA PORTUGUESA As locuções verbais podem ter o verbo principal no infinitivo. 2) Com a preposição "a" e o pronome oblíquo "o" (e variações) o pronome deverá ser colocado depois do infinitivo. o pronome ficará depois do verbo auxiliar.: Meus amigos são poucos: Fátima.Parta agora.. b) separar períodos entre si. Por Exemplo: Voltei a cumprimentá-los pela vitória na partida.” (Canteiros. Por Exemplo: Nosso filho há de encontrar-se na escolha profissional.: Cale-se! c) Após interjeição Ex. d) complemento nominal de nome. Obs. Ex.: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama.” 3... Exemplos: Nunca me viram cantar. é comum o uso da próclise em relação ao particípio. Emprego dos sinais de pontuação. Ex.Ponto de interrogação ( ? ) Em perguntas diretas Ex..: “Parte. b) interrupção de uma frase deixada gramaticalmente incompleta Ex.Parênteses ( ( ) ) a) isolar palavras. Ex. (depois) Observações: 1) Quando houver preposição entre o verbo auxiliar e o infinitivo.: na língua falada. 1.: Que pena! 6.: “Sua tez. Não se separam por Vírgula: a) predicado de sujeito.. Não haviam me mostrado todos os cômodos da casa. Ex. Não vá embora. Ex. c) ao fim de uma frase gramaticalmente completa com a intenção de sugerir prolongamento de idéia.: . 1) Verbo Principal no Infinitivo ou Gerúndio a) Sem palavra que exija a próclise: Geralmente. ) a) indicar o final de uma frase declarativa. 5.” (CecíliaJosé de Alencar) d) indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita. Por Exemplo: Seu rendimento escolar tem-me surpreendido..: “Quando penso em você (.Agora não se encontra. (antes) Não pretendo falar-lhe sobre negócios. b) Com palavra que exija próclise: O pronome pode ser colocado antes ou depois da locução. foi a ganhadora única da Sena. ocorreu inúmeras perdas humanas.: Fica comigo. frases intercaladas de caráter explicativo e datas. tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa. 2) Verbo Principal no Particípio Estando o verbo principal no particípio. 2. apesar de participarem da mesma frase ou oração. c) antes de citação Ex. esposa de João. a colocação do pronome será facultativa.Reticências ( . ) a) indicar dúvidas ou hesitação do falante. no gerúndio ou no particípio.Vírgula ( . Nosso filho há de se encontrar na escolha profissional.Ponto de exclamação ( ! ) a) Após vocativo Ex. b) Se houver fator que justifique a próclise..Raimundo Fagner) 4. Ex.: Como você se chama? 7. ) É usada para marcar uma pausa do enunciado com a finalidade de nos indicar que os termos por ela separados.) menos a felicidade. e) predicativo do objeto do objeto. emprega-se o pronome após a locução.esquece. mas que seja infinito enquanto dure. resumem idéias anteriores. Por Exemplo: As crianças tinham-se perdido no passeio escolar..eu queria te dizer que.: Sabe.Dois-pontos ( : ) a) iniciar a fala dos personagens: Ex.: Lembro-me muito bem dele. b) objeto de verbo.: Lúcia.: Ufa! Ai! d) Após palavras ou frases que denotem caráter emocional Ex. . Por Exemplo: Não me haviam avisado da prova que teremos amanhã. Ex. Ex.Centro Educacional para Concursos 30 . Quem sabe se ligar mais tarde. b) antes de apostos ou orações apositivas.: Então o padre respondeu: CEPCON . o pronome ficará antes da locução. o pronome oblíquo átono não poderá vir depois dele. Veja: Por Exemplo: Haviam me convencido com aquela história...Ponto ( .Humberto de Campos) b) Após imperativo Ex. Por Exemplo: Quero ajudar-lhe ao máximo.

obeso • morrer . belo – formoso personagem indicar mudança do interlocutor nos diálogos . é uma simples infecção. etc. Semântica: Sinonímia. Trinta e quatro vezes.Aspas ( “ ” ) a) isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta. evitando que se tornem enfadonhos. palavrões. de uma seqüência. estudam o mesmo fenômeno. Eufemismo Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto. que podem intercambiar-se em determinados contextos com ou sem matizações de significado". 9. Paronímia. • língua – idioma • catorze . Os sinônimos são palavras "da mesma categoria gramatical.falecer • após . pois já está virando anarquia. desfiz e refiz a mala”. Exemplo: O faturista retificou o erro da nota fiscal. escritos ou falados).demissão. ) a) separar os itens de uma lei. O emprego de antónimos na construção de frases pode ser um recurso estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que chame atenção do leitor ou do ouvinte.LÍNGUA PORTUGUESA f) oração principal da subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na ordem inversa) 8.quatorze Sinônimos Imperfeitos Se os significados são próximos. A semântica opõe-se com frequência à sintaxe. de algumas palavras (figura de linguagem conhecida como eufemismo). Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado contrário (também oposto ou inverso) à outra. caso em que a primeira se ocupa do que algo significa. a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica cognitiva. como gírias.) a) dar início à fala de um Ex. • falecer – morrer.: Art.: O filho perguntou: .belo Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos. b) indicar uma citação textual Ex. neologismos.Ponto-e-vírgula ( . contrários. que apresentam significados Exemplo: Precisamos colocar ordem nessa baderna. • léxico – vocabulário. Sinônimos Perfeitos Se o significado é idêntico.: “Ia viajar! Viajei. cão e cachorro.suspensão.Eça de Queirós). ( O prazer de viajar . porém não idênticos. Cinco jurados condenaram e apenas dois absolveram o réu. II. de um decreto.depois • bonito .Travessão ( . estrangeirismos. Exemplos: carro e automóvel. têm-se diferentes semânticas. O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se evitem repetições desnecessárias na construção de textos.Centro Educacional para Concursos 31 . usedturn==Exemplos== SINÔNIMIA São palavras que possuem significados iguais ou semelhantes. o que tenho é grave? . arcaísmos e expressões populares. Exemplos: • gordo . sinal) refere-se ao estudo do significado. quando começarão as aulas? b) O faturista corrigiu o erro da nota fiscal. Homonímia.Não se preocupe. Eles ficaram alegres com a notícia.advertência. Exemplos: córrego – riacho.Doutor.Pai. normalmente negativo. mas com conceitos e enfoques diferentes. por exemplo. derivado de sema. Exemplos: • avaro – avarento. em todos os sentidos do termo. enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso (por exemplo. 127 – São penalidades disciplinares: I. Antonímia. CEPCON . Ex. Polissemia e Figuras de Linguagem. de uma petição. A festa na casa de Lúcio estava “chocante”. Dependendo da concepção de significado que se tenha. com sentido parecido e com forma diferente. A semântica formal. com todo o sangue na face. bufando. A semântica (do grego σημαντικός. ANTONÍMIA São palavras opostos. É só tomar um antibiótico e estará bom 10. às pressas. • escarradeira – cuspideira. A criança ficou contente com o presente. Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico ou muito semelhante à outra. III.

LÍNGUA PORTUGUESA Palavra Antônimo aberto alto bem bom bonito demais doce forte gordo fechado baixo mal mau feio de menos salgado fraco magro pessoa doce pessoa amarga seco grosso duro rir grande soberba louvar bendizer ativo simpático progredir rápido sair sozinho concórdia pesado quente presente escuro inveja inadequada amor humilhação rico forte molhado fino mole chorar pequeno humildade censurar maldizer inativo antipático regredir lento entrar acompanhado discórdia leve frio ausente claro admiração adequada ódio prestígio pobre fraco SENTIDOS PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso têm sentido próprio e sentido figurado.Centro Educacional para Concursos 32 . Assim. em 'Maria é uma flor' diz-se que 'flor' CEPCON . Geralmente os exemplos de tais ocorrências são metáforas.

e que em leitura imediata leva à mesma mensagem que se obtém pela decifração da metáfora. mas ao termo. os modificadores gestuais. afinal. pois ela abre um caminho de abordagem do fenômeno da metáfora. o sentido que primeiro se impõe para um receptor pode não ser o mesmo para outro. etc. Além disso. é o sentido figurado que possibilita a correta interpretação do enunciado e não o sentido próprio. Invertendo a perspectiva. alegorias. editoriais. • Se a forma usada no discurso é a mesma usada para estabelecer identidades lógicas ou CEPCON . oxímoros. cerimonial. alguns autores o julgam como sendo o sentido preferencial. Há quem chame o discurso que admite leitura imediata de grau zero da escritura. é natural. pois o sentido figurado está impregnado de uma conotação desfavorável. Os recursos de Retórica são anteriores a ele. dizemos que ela está descontextualizada. Abstrai-se iconias. é verdade. sentido 'primeiro'. Supõe-se que não há anomalias lingüísticas. o que se estende até hoje em algumas teorias modernas. na média. sempre buscando uma estrutura piramidal para o conhecimento. poderíamos afirmar que 'natural'. Também passam despercebidas as conotações. Sentido preferencial Para compreender o sentido preferencial é preciso conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de dicionário. metonímicos.' O sentido próprio. • O discurso é lógico. quando não capta uma ironia ou fica perplexo diante de um oxímoro. Não se concebe a existência de locuções e frases feitas. O sentido dito figurado é o do enunciado que substitui a metáfora. Abstrai-se o uso expressivo. não existe o leitor absolutamente ingênuo. o que comumente ocorre. é apenas um pressuposto.Centro Educacional para Concursos • • • • • • • • • • atribuições. tem-se. O sentido figurado é visto como anormal e o sentido próprio. identidade lógica e atribuição. O que é passível de crítica é a atribuição de status diferenciado para cada uma das categorias. logo. por que não chamá-lo de 'natural'. 'primeiro'? Pela lógica da Retórica tradicional. o sentido preferencial é o que. Em outras palavras. etc. Uma leitura imediata é aquela em que se supõe a existência de uma série de premissas que restringem a decodificação tais como: • As frases seguem modelos completos de oração da língua. paráfrases. metáforas. Os significados são os encontrados no dicionário. trocadilhos. etc. apesar da imparcialidade típica e necessária ao conhecimento científico. mulher bela. HOMÔNIMOS Homônimo significa: • Nome que se dá a uma palavra cuja grafia (forma de escrever) e pronunciação é igual a de outra palavra. Abstrai-se alegorias. mas nunca mais que esporadicamente. Por isso a definição tem de considerar o resultado médio. O sentido figurado é o mesmo de 'Maria. pois o que lhe interessa é pôr esses recursos retóricos a serviço de sua concepção estética. na acepção tradicional não é próprio ao contexto. ironias. Abstrai-se a conotação. Mas esta regra não é geral. metonímias. primeiro. Se o sentido figurado é o 'verdadeiro' para o enunciado. como é o contexto em que se encontra uma palavra no dicionário. entoativos. com os mesmos argumentos. O conceito de sentido próprio nasce do mito da existência da leitura ingênua. geralmente o sentido que admite leitura imediata se impõe sobre o que teve origem em processos metafóricos. Na verdade. Esse grau zero não tem realidade. Existe concordância entre termos sintáticos. poderia ser chamada de leitura ingênua ou leitura de máquina de ler. Supõe-se que o uso do discurso é comunicativo. o que faz do conceito de leitura imediata apenas um pressuposto metodológico. Admitindo essas premissas. alegóricos. com certa reserva. cuja índole era hierarquizante. Sentido imediato Sentido imediato é o que resulta de uma leitura imediata que. então. o que não impede que pela necessidade momentânea consideremos o significado preferencial para dado indivíduo. Não há muito o que criticar na adoção dos conceitos de sentido próprio e sentido figurado. significado diferente. 'primeiro' é o sentido figurado. mas nem sempre. essa inversão de perspectiva não é possível. Por exemplo: o sentido preferencial da palavra porco costuma ser: 'animal criado em granja para abate'. 33 . no entanto. o discurso será indecifrável. Essa tendência para atribuir status às categorias é uma constante do pensamento antigo. O sentido próprio é o mesmo do enunciado: 'parte do vegetal que gera a semente'. Quando um enunciado é realizado em contexto muito rarefeito. identificando-a como uma forma mais primitiva de expressão. Supõe-se pertinência ao contexto. e nunca o de 'indivíduo sem higiene'. as iconias. vemos conotações de valor sendo atribuídas a categorias retóricas a partir de considerações totalmente externas a ela. etc. Ele carrega uma conotação positiva. o entoativo e editorial enquanto modificadores do código lingüístico. Óbvio. Abstrai-se o gestual. tenderá a descrever os recursos retóricos como 'desvios da normalidade'. que ocorre esporadicamente. primeiro se impõe para o enunciado. Algumas regularidades podem ser observadas nos significados preferenciais. A Retórica tradicional é impregnada de moralismo e estetização e até a geração de categorias se ressente disso. O sentido tradicionalmente dito próprio sempre corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do enunciado. Um exemplo: o retórico que tenha para si a convicção de que a qualidade de qualquer discurso se fundamenta na sua novidade. não. originalidade.LÍNGUA PORTUGUESA tem um sentido próprio e um sentido figurado. ironias. que se comporte como uma máquina de ler. O que existe são ocorrências eventuais que se aproximam de uma leitura imediata. Tradicionalmente o sentido próprio carrega uma conotação de sentido 'natural'. imprevisibilidade. como quando alguém toma o sentido literal pelo figurado. respectivamente. Nesta situação. anomalias. Ainda hoje. ininteligível ou compreendido parcialmente toda vez que nele surgirem elipses. tendo.

mão como parte do corpo humano e por último. assolar enformar. compreender . no caso de nome de nomes próprios.distratar.imigrar. adiamento delatar. inocentar . deixar um país para morar em outro . inflexão tônica . Nas outras que seguem o significado é de: participação. que anda a pé . Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua sobrevivência O passarinho foi atingido no bico. que produz vinho vez.imitir. Exemplos Veja alguns exemplos de palavras parônimas: bocal. que sustenta a árvore tipo de cálculo . notadamente topónimos e nomes de pessoas. isto é. logo percebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de algo. confusão.emigrar. ou seja. É o equivalente ao termo xará. exercer vigilância lenimento.linimento. aquele retratado pelo dicionário.Centro Educacional para Concursos FIGURAS DE LINGUAGEM 34 . mas será que possuem o mesmo significado? Existe uma parte da gramática normativa denominada Semântica.vês. momento . concessão . ocasião. lançar fora de si . verbo . representação . visto de maneira pejorativa.quartola. altura.infestar. Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja! Vamos! Coloque logo a mão na massa! As crianças estão com as mãos sujas. com alguma frequência. passar o vau . passar vida ociosa venoso. dica . desfazer(contrato) emergir. a pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma. termo proveniente do tupi *xa'ra (de xe rera. distinguir despensa. relativo a boca acender. Possibilidades de várias interpretações levando-se em consideração as situações de aplicabilidade.cumprimento. compartimento . estender descrição.si. Parônimos podem ser também palavras homófonas. simboliza o roubo. Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.imergir. retardar. vir à tona .couro (pele de animal) deferimento. excelência . O gato do vizinho é peralta. saudação conselho opinião. insultar . "meu nome" e popularizado na variante da língua portuguesa utilizada no Brasil. desobriga destratar.concelho município (Portugal) coro (cantores) . conjugação . embocadura . denunciar . verbo ver na 2ª pessoa do singular POLISSEMIA Polissemia Consideremos as seguintes frases: A manga de sua camisa está amarrotada A manga é uma fruta deliciosa. mudar de um local para outro . medicamento para fricções migrar.discrição. necessariamente. Há uma infinidade de outros exemplos em que podemos verificar a ocorrência da polissemia. pequena pipa comprimento. mas com significados diferentes.ascender. criar de novo se. Reportando-nos ao conceito de Polissemia. relativo a veias . dobrar ao meio . subir acento. Chegamos à conclusão de que se trata de palavras idênticas no que se refere à grafia. refere-se à fruta.iminência. Na terceira. espécie de brinquedo recrear. entrar num país vindo de outro peão.recriar.pião. de acordo com seu sentido denotativo. divertir .assento. Essas palavras apresentam grafia e pronúncia parecida. Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi. Tomando como exemplo as frases já mencionadas. analisaremos os vocábulos de mesma grafia.vinoso. proximidade de ocorrência emitir. suavizante . a palavra “mão” significa habilidade. que provoca.vadiar. mergulhar CEPCON .diferimento. como por exemplo: O rapaz é um tremendo gato. departamento (Portugal) tipo de bacia verbo ser tipo de fruta corte ato de piar sadio parte da camisa que cobre os braços Canto da Sala nome da folha de um livro mapa de um prédio ou casa eminência. espécie de brinquedo vadear. avisar entender.intender. • Nome que se dá a um substantivo próprio. interação mediante a uma tarefa realizada. cuja grafia é idêntica. fazer entrar enfestar.Canto Acto de cantar Página Planta Penso Cedo endereço da internet vegetal Primeiro socorro que Acto de pensar se aplica numa ferida Verbo ceder advérbio de tempo cor água em sólido estado Laranja Fruta Gelo Verbo gelar PARÔNIMO Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma semelhante a outra.LÍNGUA PORTUGUESA São palavras simultaneamente homófonas e homógrafas.bucal. chapéu alto .dilatar. extensão . eficiência diante do ato praticado.discriminar. Ela trabalha a questão dos diferentes significados que uma mesma palavra apresenta de acordo com o contexto em que se insere. dispositivo para sentarse cartola. reserva descriminar. Veja a seguir alguns exemplos homónimos da primeira definição dada e seus respectivos significados: Palavra 1º significado 2º significado Seção Pia São Manga Raiz repartição. pronome átono. “manga” significa parte constituinte de um vestuário (camisa).informar. meter em fôrma . Na primeira.dispensa. Já na segunda.

Hipérbole É o exagero puro e simples. simbolizada pela espada. Uma noite triste. uma figura de palavras . As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as produz.) 3 . O furacão rugia. a liberdade não tem sabor nem doce. ( = Bebeu todo o líquido que estava no cálice.Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem CEPCON . Não se trata. METONÍMIA A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro.LÍNGUA PORTUGUESA As figuras de linguagem são empregadas para valorizar o texto. olfativas. de uma similaridade existente entre as duas: • Buscava o coração do Brasil. A palavra empregada em sentido figurado. pode enfrentar a violência. o âmago do país.Centro Educacional para Concursos • • • • • 35 . Catacrese É uma variedade de metáfora natural da língua. de emprego corrente. As figuras de linguagem classificam-se em: a) figuras de palavras.Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da cruz. Enquanto abstração que é. bem como a sua intensidade à expressão de um sentimento humano ou animal. A metáfora possui algumas variações: Personificação Atribuição de ações. O problema não é nenhuma fechadura.) 8 .isto é.Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. por meio de uma comparação implícita. É um recurso lingüístico para expressar experiências comuns de formas diferentes. boca da noite. nãodenotativo. assim como a metonímia. ( = Não te afastes da religião.) 4 .Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso havana. naturalmente.. que serve para suprir a inexistência de um nome específico para determinada coisa. amava seu time. a essência. qualidades ou sentimentos próprios do ser humano a seres inanimados. o canhão. a cor transmite a sensação de calor. derramei por você. gustativas.Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo.. o efeito se dá pelo jogo de palavras que se faz na frase. Com isso. pé da mesa.Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo.) 2 . por estar associada ao fogo. ( = Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis. • "E acreditam nas flores vencendo o canhão. embarcar no trem.Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. • A cruz pode enfrentar a espada. ( = Moro no campo e como o alimento que produzo. táteis.) 6 . a ponto de perder a razão. que a religião cristã. por exemplo. Quer-se dizer. emotividade ou poeticidade ao discurso. (= Várias pessoas passavam apressadamente.Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu trabalho.) 9 . METÁFORA Figura de palavra.. Por mais que alguém chore. d) figuras de sintaxe. Símbolo É a metáfora que acontece quando o nome de um ser ou coisa concreta assume um valor convencional e abstrato. Rios de lágrimas. quer se dizer que o sujeito gostava demasiadamente. Sinestesia É a figura em que se fundam as sensações visuais com auditivas. • Era louco por seu time. ( = Fumei um saboroso charuto. a guerra. o Brasil não possui o órgão biológico em questão. c) figuras de pensamento. Achamos a chave do problema. Por isso. Observe os exemplos abaixo: 1 . etc. Ora. A figura dos sentidos. Comparam-se aqui os sons do furacão aos rugidos de uma fera. variações e exemplos A mais famosa figura de linguagem. ( = Os repórteres foram atrás dos jogadores. a metáfora é. de usar o crucifixo como arma. expressando sua fúria. dente de alho. • O doce sabor da liberdade. nem salgado Queria pintar a casa com uma cor quente. tornando a linguagem mais expressiva.) 10 . coração significa aí o centro vital. mas para resolvê-lo (ou abri-lo) o elemento que se diz ter achado é tão necessário quanto uma chave para abrir uma porta. Portanto. no entanto. Ninguém se queimará ao encostar numa parede vermelha.Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones foram atrás dos jogadores. ( = As lâmpadas iluminam o mundo. passa a pertencer a outro campo de significação.. não foramará sequer um riacho. havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido. Somos nós que podemos lhe atribuir emoções.) 7 . simbolizada pela cruz. pode ser chamada de "cor quente". conferindo originalidade.) 5 . A noite em si é neutra no que toca a sentimentos. • Nariz do avião. b) figuras de som." O verso de Geraldo Vandré tem sentido semelhante: as flores simbolizam a paz. traduzindo particularidades estilísticas do autor. mais amplo e criativo.Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressadamente. A metáfora consiste em retirar uma palavra de seu contexto convencional (denotativo) e transportá-la para um novo campo de significação (conotativa). ( = Sócrates tomou veneno. a fúria.

por se referir a uma idéia plural. • A ironia oral é a disparidade entre a expressão e a intenção: quando um locutor diz uma coisa mas pretende expressar outra.” (Garrett) A palavra “gente" pertence ao gênero feminino e. A silepse pode ser de gênero. número ou pessoa.Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por seus direitos.: São Paulo é movimentada.Centro Educacional para Concursos 36 . A gente é obrigado a varrer até cair morto. Na Literatura. A rigor. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. é singular. Os Lusíadas glorificou nossa literatura. CEPCON . IRONIA Um aviso de proibido fumar colocado sobre figuras de Sherlock Holmes fumando. Certas doutrinas afirmam que a ironia de situação e a ironia infinita. ( = As mulheres foram chamadas. A concordância é feita subentendida a "obra" Os Lusíadas.Marca pelo produto: Minha filha adora danone. entre outras formas. que se trata “avenida dos Bandeirantes” . está subentendido. a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa. não são ironias de todo Exemplos: • Moça linda. por conseqüência. adjetivo "movimentada" concorda. mas segundo a idéia a elas associam ou segundo um termo subentendido . São Paulo é um nome próprio do gênero masculino. os brasileiros. mas como contém uma idéia plural ( = aquelas pessoas) o adjetivo ”capazes" passa a concordar com essa idéia plural. A ironia convida o leitor ou o ouvinte. a ser activo durante a leitura. A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa. ( = Minha filha adora o iogurte que é da marca danone. com vista a obter uma reacção do leitor. “obrigado” e “morto” são dois adjetivos utilizados no gênero masculino. A silepse dá conta de “traduzir”: “Nós.) 11 . choramos a derrota da seleção”. e gritavam. capazes de tudo. refere-se ao método socrático. de criticar ou de censurar algo. “Esta gente está furiosa e com medo. "Bandeirantes" é um substantivo do gênero masc. e plural. não se trata de ironia no sentido moderno da palavra. O verbo na 1ª pessoa do plural. um exemplo típico da ironia de situação. • A ironia dramática (ou sátira) é a disparidade entre a expressão e a compreensão/cognição: quando uma palavra ou uma ação põe uma questão em jogo e a plateia entende o significado da situação. b) Silepse de número É o tipo de silepse em que ocorre discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural).) 13 . mas com a finalidade de desvalorizar. “Corria gente de todos os lados. expressa isso. gramaticalmente. segundo a idéia c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: Os brasileiros choramos a derrota da seleção. não apenas uma mulher. a ironia infinita (cosmic irony) é a disparidade entre o desejo humano e as duras realidades do mundo externo. indica que aquele que ala se inclui entre ` `os brasileiros" .LÍNGUA PORTUGUESA nesse mundo.Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá para teu lado. A Bandeirante está cada dia mais congestionada. Da mesma maneira. ”gente” é uma palavra do gênero feminino no entanto. três séculos de família. Para tal. ` `choramos" . e não com a palavra singular "gente" .) 12 .Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. havendo entre ambos relação de extensão. Por ser mais abrangente. a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino) de artigos e dos substantivos. leva os verbos e / ou adjetivos para o plural. ouvinte ou interlocutor. sujeito expresso na frase. burra como uma porta: um amor! (Mário de Andrade) SILEPSE Silepse é a figura de construção em que a concordância não é feita de acordo com as palavras que efetivamente aparecem na oração. dramática e de situação.) Saiba que: Atualmente.” (Mário Barreto) Aqui também a idéia plural de “gente” prevalece sobre o ato de a palavra ser singular. concordando no plural. no entanto. não se faz mais a distinção entre metonímia e sinédoque (emprego de um termo em lugar de outro). bem tratada. substantivos e adjetivos. Ela pode ser utilizada. etc. O termo Ironia Socrática. com o objetivo de denunciar. ( = Alguns astronautas foram à Lua. ( = A justiça ficará do teu lado. levantado por Aristóteles. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. o conceito de metonímia prevalece sobre o de sinédoque. no entanto. Tipos de ironia A maior parte das teorias de retórica distingue três tipos de ironia: oral. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição. com idéia subentendida de cidade: "(A cidade de) São Paulo é movimentada" . Neste caso. O verbo. mas a personagem não.) 14 . ou então quando um significado literal é contrário para atingir o efeito desejado. ( = Os homens pensam e sofrem nesse mundo. o que leva toda a concordância para o feminino. • A ironia de situação é a disparidade existente entre a intenção e o resultado: quando o resultado de uma acção é contrário ao desejo ou efeito esperado. O caso mais comum de silepse de número ê o do substantivo singular que.

PROSOPOPÉIA “As casas espiam os homens Que correm atrás das mulheres.Quem me dera que fosse aquela loura estrela. e o cá. que representa o mundo carnal. Memória desta vida se consente. os autores utilizaram uma figura de linguagem muito útil: a antítese. Em Camões. cada vez tu me és mais lembrada. onde subiste. “as casas”. trêmulas a bailar”. meu amor! Houvesse o silêncio Não haveria luz se não Fosse a escuridão A vida é mesmo assim Dia e noite. A ironia utiliza-se como uma forma de linguagem préestabelecida para.. / Repousa lá no Céu eternamente / E viva eu cá na terra sempre triste". (Jorge de Lima) “Bailando no ar. na boca povo: "Quem quer faz. descontente. pelos advérbios lá e cá. personificando-as. É uma figura de pensamento (categoria das figuras de linguagem) que consiste em opor a uma idéia outra de sentido contrário. Em contínuas tristezas a alegria. a antítese da trova é esta: "Pensei que te esquecia/ Cada vez me lembras mais". “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. Personificação – reconhece traços e reações físicas de pessoas em coisas. E viva eu cá na terra sempre triste. “Naquela noite serena”. luz-escuridão. O contraste pode tanto se estabelecer entre palavras. no seu método Socrático. como uma eterna vela!” (Machado de Assis) A prosopopéia é bastante comum nas fábulas e apólogos. uma vez que nelas os animais e seres inanimados ganham vida e expressam características humanas: falam. Ex. do poeta.Centro Educacional para Concursos 37 . Roga a Deus que teus anos encurtou. que te partiste Tão cedo desta vida descontente. (Cecília Meireles) “A ventania às vezes surpreendia as janelas abertas do meu lar e então as doces sombras se moviam trêmulas. Veja outros exemplos de prosopopéia: “O cipreste inclina-se em fina reverência e as margaridas estremecem. não-sim. dia-noite. representa.. Foi utilizada por Sócrates. que te partiste/ Tão cedo desta vida. o contraste nesta estrofe . Quão cedo de meus olhos te levou. e não dura mais que um dia Depois da luz se segue a noite escura Em tristes sonhos morre a formosura. de antíteses: som-silêncio. Pires afirma existir dois casos de prosopopéia: 1. passando pelos sonetos de Camões. de perder-te. Que tão cedo de cá me leve a ver-te.” Observe que o eu lírico atribui uma ação própria dos seres humanos – espiar – a seres inanimados. não e sim Os versos se constroem a partir de oposições. contestá-la. brigam e expressam seus sentimentos. Que arde no eterno azul. frases como entre orações. Na poesia popular é fácil encontrarmos passagens como esta: Atirei o limão correndo Da Vila-Nova ao cais: Pensei que te esquecia Cada vez me lembras mais.e também nas demais . Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste. na Grécia Antiga. Ex. isto é. Podemos encontrar esta figura de linguagem nos seguintes versos: "Alma minha gentil. No movimento barroco. ocasionando a antítese. a princípio. terreno. pela oposição entre o lá e o cá. pensam. o mundo espiritual. a partir e de dentro dela. gemia inquieto vagalume: . explora a noção de "contrários" presente em nossas vidas. muito freqüente na poesia barroca e até chegar nos sonetos de Vinícius de Moraes. Essa figura de linguagem consiste em atribuir vida e sentimentos humanos às coisas inanimadas e fazer falar a ausentes e mortos. representados no soneto. Se lá no assento etéreo. É também um estilo de linguagem caracterizado por subverter o símbolo que. (Rubem Braga) 2. isto é. <BR A palavra que vem do grego antíthesis. ANTÍTESE Figura que explora a idéia dos "contrários" A canção Certas coisas de Lulu Santos e Nelson Motta. sem remédio. como ferramenta para fazer os seus interlocutures entrarem em contradição. mais me lembro eu de ti. Repousa lá no Céu eternamente. A esse recurso estilístico chamamos prosopopéia. quem não quer manda". As antíteses também estão presentes em provérbios. Anti quer dizer "contra" e thésis relaciona-se à afirmação. Ou seja. isto é. há aqui a oposição entre o verbo esquecer e lembrar. A antítese mostra a impossibilidade de união de dois mundos tão antagônicos como é o caso do mundo espiritual com o mundo carnal. Neste exemplo. Acompanhe trecho da música "Certas coisas": Não existiria som se não CEPCON . há este belo soneto: Alma minha gentil. onde se encontra a amada. a antítese era uma das principais características: À instabilidade das coisas no Mundo Nasce o sol. Animismo – reconhece reações espirituais nas coisas. A antítese é encontrada desde a poesia popular. Para construir essa poesia. E se vires que pode merecer-te Alguma cousa a dor que me ficou Da mágoa. Basicamente.se configura. entre o céu. sobressaltadas.LÍNGUA PORTUGUESA • • Você está intolerante hoje Não diga.

(suj: o burro e o cavalo. O tempo está nublado.oculto: (ou elíptico ou implícito na desinência verbal) Chegaste com certo atraso. • calma x vento. . não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente. De repente. que o poeta utiliza para acentuar o dinamismo que caracteriza o poema: o emprego da forma verbal "Fez-se" e de sua forma contrária "desfez". assim: • riso x pranto. parecer. • próximo x distante.Porém se acaba o sol. CEPCON . e nisso não poupava ninguém. Em "Soneto da Separação".Inexistente: quando a oração não tem sujeito. As festas juninas estão chegando. conhecido como "boca do inferno". Nosso colega está doente. cavalo) . permanecer. . Fui à livraria ontem. etc. nesses versos em que ela é trabalhada em diversos níveis. núcleo burro. O predicado classifica-se em: 1. Fui à livraria ontem e comprei um livro. Há um outro recurso. O período pode ser: .composto: quando tem mais de um núcleo O burro e o cavalo saíram em disparada. Esse poeta baiano arrumou inúmeros desafetos por fazer severas críticas à sociedade de seu tempo. Há plantas venenosas. principalmente. num belíssimo arranjo de antíteses. um dos mais populares de Vinícius de Morais. O poema é quase todo composto com antíteses. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez o drama. não mais que de repente. Os empregos das antíteses revelam as mudanças na relação amorosa que se processam de uma forma abrupta e inesperada. núcleo: rosas) . Há as seguintes relações antitéticas que se dão ao longo dos dois quartetos de dois tercetos. . Observe: • Através da oposição de orações: "nasce o Sol/ não dura mais que o dia" e "depois da luz/ se segue a noite escura". tristeza-alegria.indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal Come-se bem naquele restaurante.aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). LÍNGUA PORTUGUESA Funções sintáticas de termos e de orações Frase Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. Nosso colega está doente. um dois mais polêmicos poetas da nossa literatura. Começa o mundo enfim pela ignorância E tem qualquer dos bens por natureza E firmeza somente na inconstância. estar.quando constituído por mais de uma oração. por que nascia? Se é tão formosa a luz. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no sol e na luz falte a firmeza Na formosura não se dê constância E na alegria sinta-se tristeza. Predicado Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito. • triste x contente.Centro Educacional para Concursos 38 .simples: quanto tem um só núcleo As rosas têm espinhos.simples . Choveu ontem. Este soneto é de Gregório de Matos. (sujeito = bandeirantes) O sujeito pode ser: . A fanfarra desfilou na avenida.composto . Nesse belíssimo soneto Gregório de Matos faz uso da antítese. luz-escura. Termos essenciais da oração São dois os termos essenciais da oração: Sujeito Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa.nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo do sujeito. (sujeito: as rosas. Socorro! Que calor! Oração Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal. as antíteses também são presentes: Soneto da separação De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto. Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a comunicar estado ou qualidade do sujeito.: oculto: tu) . Principais verbos de ligação: ser. • E também de palavras de sentido contrário: dianoite. (suj. Período Período é a frase estruturada em oração ou orações. Os bandeirantes capturavam os índios.

pelas locuções adjetivas: casa do rei. ó Cristo. Objeto direto Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto. [Ele disse] [que viria logo]. São indispensáveis à compreensão do enunciado. Pode ser expresso: . 2. Período composto por coordenação . por um adjetivo ou por um advérbio. título. lugar. [É bom) [que você estude]. São termos acessórios da oração: Adjunto adnominal 1. O sabiá voou alto. O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. Toda criança tem amor aos pais. As crianças precisam de carinho.apresenta tanto orações dependentes como independentes. [Fui à cidade]. favoravelmente (advérbio). Complemento nominal Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome com auxílio de preposição. limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo alguma circunstância.pelos pronomes adjetivos: nosso tio. O pássaro voou. 4. 3.apresenta orações dependentes. . que no predicado verbo-nominal. apelido) usado para chamar ou interpelar alguém ou alguma coisa.Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os substantivos. O avião sobrevoou a praia. Este período é também conhecido como misto. . Ele precisa de um esparadrapo. . Elegemos o nosso candidato vereador. Mário não se conteve. O cantor foi aplaudido pela multidão. Rapazes.pelos adjetivos: água fresca.). Mamãe comprou peixe. desenvolve ou resume outro termo da oração. a prova é na próxima semana. João.Transitivo Direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio de proposição. . 1.Predicativo do Objeto é o termo que.cheio (adjetivo) Nós agíamos favoravelmente às discussões. sexto ano .LÍNGUA PORTUGUESA A moça permaneceu sentada. ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto direto ou indireto. Objeto indireto Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto. Dr. Tem compaixão de nós. homem sem escrúpulos 2.pelos numerais : três garotos. Fui ao cinema. Agente da passiva Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na voz passiva.Centro Educacional para Concursos A mãe é amada pelo filho. modificando o sentido de um verbo.Predicativo do Sujeito: é o termo que. Adjunto adverbial Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo. 39 .Transitivo Indireto: é o verbo que necessita de complemento com auxílio de preposição. [comprei alguns remédios] [e voltei cedo. Cheguei cedo. [mas não pôde]. Termos acessórios da oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. Rapaz impulsivo. .pelos artigos: o mundo. cirurgião-dentista. ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito. Vocativo Vocativo é o termo (nome. muitas coisas . o sinal tocou. 4. Esse nome pode ser representado por um substantivo. no predicado verbo-nominal. . . Período composto por coordenação e subordinação . Aposto Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece. Termos Integrantes da Oração Chama-se TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO os que completam a significação transitiva dos verbos e dos nomes.Transitivo Direto e Indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de complemento com auxilio de preposição. adjetivo ou advérbio. Período Composto No período composto há mais de uma oração. a qual se diz absoluta.amor (substantivo) O menino estava cheio de vontade. José reside em São Paulo. Período Composto . Damos uma simples colaboração a vocês. ] Período composto por subordinação .apresenta orações independentes. . [Não sabem] [que nos calores do verão a terra dorme] [e os homens folgam]. as ruas .Predicado Verbo Nominal: é aquele que se constitui de verbo intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais predicativo do sujeito. Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento. Ele morreu rico. 3. Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento. . Os melhores alunos foram premiados pela direção.predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo. . Os rapazes voltaram vitoriosos. 2.Período Simples No período simples há apenas uma oração. Minha equipe venceu a partida. Professor. modo etc. CEPCON .

SERÁ REPROVA DO.. Viajo amanhã. Pergunto QUEM ESTÁ Aí. . CONTUDO NÃO CHEGOU A ORAÇÃO SUBORDINADA Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é introduzida por um conectivo subordinativo. nos salvará. ou. dando um motivo (pois. também: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO. Orações Subordinadas Adjetivas Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de um adjetivo. de modo que. no entanto. Não sou QUEM VOCÊ PENSA. pois. outro que a explica. TEMPO. mas volto logo. PEDI que tivessem calma. etc. acabou na miséria. 3) Objetiva indireta (objeto indireto) Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. Chegou. PORQUE É PIOR. Processos sintáticos: subordinação e ELE AFIRMOU que não virá. Não mintas. As orações coordenadas podem ser: . exclamar.ou. as orações subordinadas substantivas classificam-se em: 1) Subjetiva (sujeito) Convém que você estude mais. EU SAIO DE FÉRIAS Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR Oração Subordinada Substantiva Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função de um substantivo.ora.. Oração Intercalada ou Interferente É aquela que vem entre os termos de uma outra oração. MAS É VAZIO POR DENTRO. uma excluindo a outra) (ou. que. 5) Predicativa (predicativo) Seu receio era QUE CHOVESSE. 6) Apositivas (servem de aposto) Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME. Meireles) 4.já.LÍNGUA PORTUGUESA ELES DISSERAM que voltarão logo. POIS AQUI ESTOU. mas. já. OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva! ( C. O réu. etc. Conclusivas: ligam uma oração a outra que exprime conclusão (logo. entretanto. todavia.) Mudou o natal OU MUDEI EU? OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel. nem (=e não). DISSERAM OS JORNAIS. etc. eu saio de férias.. Anda depressa. por conseguinte. Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. olhou. Aditiva: expressa adição. portanto.) Alegra-te. portanto. atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma informação. QUE É NOSSO PAI. à maneira de aposto. O tambor faz um grande barulho. por isto. 2. porém.assindética: aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou ponto e vírgula. Adversativa: ligam orações. Quando ele voltar. Ele está mal de notas. A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos: continuar. LOGO. ora. Explicativas: ligam a uma oração. Oração principal. A espada vence MAS NÃO CONVENCE. etc. Importa que saibas isso bem. A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ. porque. 7) Agente da passiva: O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = ( PELO SEU A TOR) A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS. geralmente com o verbo no imperativo. Por terem as funções do substantivo. Oração Principal Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida por um conectivo.Centro Educacional para Concursos 40 . Vives mentindo. dando-lhes uma idéia de compensação ou de contraste (mas.. contudo. Daremos o prêmio A QUEM O MERECER. 4) Completiva nominal (complemento nominal) Ser grato A QUEM TE ENSINA. Deus..sindética: aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção coordenativa. 2) Objetiva direta (objeto direto) Desejo QUE VENHAM TODOS. Ele. Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: 1) Explicativas: explicam ou esclarecem.. quer. coordenação.quer. QUE NASCEU RICO. o termo antecedente. dizer. É necessário que você colabore. Apressou-se. seqüência de pensamento. foi absolvido. Sou favorável A QUE O PRENDAM. partiu. = Seu receio era (A CHUVA) Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. assim. A oração coordenada sindética pode ser: 1. CEPCON . falar etc. NÃO MERECES FÉ. (e. 3. (= Pedi calma) ORAÇÃO COORDENADA Oração coordenada é aquela que é independente. 5. Alternativas : (ligam palavras ou orações de sentido separado. ... (SUA COLABOR ÇÃO) é necessária. Note que a oração principal nem sempre é a primeira do período. senão. LOGO. Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE.

Vim hoje. Exemplos: Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO. maior será o tombo.Centro Educacional para Concursos Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais: gerúndio. motivo. procure-me. entristeceu-se. QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU. 10) Modais: exprimem modo. infinitivo e particípio. AO SABER DISSO. As orações subordinadas adverbiais classificam-se em: 1) Causais: exprimem causa. É bom FICARMOS ATENTOS. O tambor soa PORQUE É OCO. maneira: Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE. Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR. 9) Temporais: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na oração principal: ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam. conseguirás = SE FIZERES ASSIM. CHOVESSE OU FIZESSE SOL. CEPCON . CONFORME LHE PROMETI. 4) Condicionais: exprimem condição. POR ISSO QUE SOU POBRE. sendo indispensáveis ao sentido da frase: Pedra QUE ROLA não cria limo. O som é menos veloz QUE A LUZ. Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ. QUANTO MAIOR FOR A ALTURA. o Major não faltava. Orações Subordinadas Adverbiais Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de um advérbio. SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE. não está mais aqui. não me ouviram. = QUANDO SAIR DAQUI. hipótese: SE O CONHECESSES. 41 . 3) Concessivas: exprimem um fato que se concede. objeto: Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO. são ouvidos com agrado. QUANDO OS TIRANOS CAEM. conseguirás. Ele. Os louvores. Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. mais se aprende. = É bom QUE FIQUEMOS A TENTOS. 8) Proporcionais: denotam proporcionalidade: À MEDIDA QUE SE VIVE. SAINDO DAQUI. procure-me. os povos se levantam. 6) Consecutivas: exprimem uma conseqüência. Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? 5) Conformativas: exprimem acordo ou conformidade de um fato com outro: Fiz tudo COMO ME DISSERAM. não o condenarias. PEQUENOS QUE SEJAM. Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA! Tenho medo disso QUE ME PÉLO! 7) Finais: exprimem finalidade. um resultado: A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS.LÍNGUA PORTUGUESA Orações Reduzidas 2) Restritivas: restringem ou limitam a significação do termo antecedente. FAZENDO ASSIM. razão: Desprezam-me. 2) Comparativas: representam o segundo termo de uma comparação. É interesse ESTUDARES MAIS. que se admite: POR MAIS QUE GRITASSE.= É interessante QUE ESTUDES MAIS. Aqui viverás em paz.

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