LÍNGUA PORTUGUESA Compreensão de Textos

Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finalidade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de necessitar de um bom léxico internalizado. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um confronto entre todas as partes que compõem o texto. Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justificase por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor diante de uma temática qualquer. Denotação e Conotação - Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expressão gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma convenção. É baseado neste conceito de signo lingüístico (significante + significado) que se constroem as noções de denotação e conotação. O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. Os textos literários exploram bastante as construções de base conotativa, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. Ainda com base no signo lingüístico, encontra-se o conceito de polissemia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz. Neste caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e esclareçam o sentido. Como Ler e Entender Bem um Texto - Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para resumir a idéia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça a memória visual, favorecendo o entendimento. Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momentos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não se podem dispensar as dicas que CEPCON - Centro Educacional para Concursos aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exceto, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequada. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra alternativa mais completa. Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontextualiza cão de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta será mais consciente e segura. Elementos constitutivos Texto narrativo • As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, forças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar dos fatos. Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou heroína, personagem principal da história. O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do protagonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal contracena em primeiro plano. As personagens secundárias, que são chamadas também de comparsas, são os figurantes de influência menor, indireta, não decisiva na narração. O narrador que está a contar a história também é uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor importância, ou ainda uma pessoa estranha à história. Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de personagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimensão psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações perante os acontecimentos.

• Seqüência dos fatos (enredo): Enredo é a seqüência dos fatos, a trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo podemos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o clímax, o desenlace ou desfecho. Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de interesses entre as personagens. O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior tensão do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.

1

LÍNGUA PORTUGUESA
• Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens participam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gênero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, relacionados ao principal. • Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lugares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas vezes, principalmente nos textos literários, essas informações são extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo. • Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste na identificação do momento, dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade salienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fato que aconteceu depois. O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu espírito. • Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dissemos, é a personagem que está a contar a história. A posição em que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracterizado por : - visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acontecimentos e a narração é feita em 3a pessoa. - visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narrativa que é feito em 1a pessoa. - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, aquilo que é observável exteriormente no comportamento da personagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narrador é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa. • Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita em 1a pessoa ou 3a pessoa.
Formas de apresentação da fala das personagens. Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há três maneiras de comunicar as falas das personagens. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas os verbos de locução podem ser omitidos.

• Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. Exemplo:
“Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passados, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os menos sombrios por vir”. • Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração. Exemplo: “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés no chão como eles? Só sendo doido mesmo”. (José Lins do Rego) Texto Descritivo - Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais característicos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc. As perspectivas que o observador tem do objeto, é muito importante, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem unificada. Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, variando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a pouco. Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra técnica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:

• Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subjetiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferências, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objetivo, fenomênico, ela é exata e dimensional. • Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamento, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, social e econômico . • Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas desse todo. • Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma visualização das, suas particularidades, de seus traços distintivos e típicos. • Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada que se desenvolve progressivamente no

• Discurso Direto: É a representação da fala das personagens através do diálogo.
Exemplo: “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carnaval a cidade é do povo e de ninguém mais”. No discurso direto é freqüente o uso dos verbo de locução ou descendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de travessões. CEPCON - Centro Educacional para Concursos

2

LÍNGUA PORTUGUESA
tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.

TIPOLOGIA TEXTUAL
Textos literários - São textos que privilegiam a mensagem pela própria mensagem. Neles, interessa primordialmente como se combinam de acordo com padrões estéticos, os diferentes elementos da língua, para dar uma impressão de beleza. No processo de construção dos textos literários, o verbo "escrever", tal como expressou Barthes, converte-se em verbo intransitivo: o escritor detém-se na própria escrita, joga com os recursos lingüísticos, transgredindo, com freqüência, as regras da linguagem para liberar sua imaginação e fantasia na criação de mundos fictícios. Diferentemente dos textos informativos, nos quais o referente é transparente, os textos literários são textos opacos, não explícitos, com muitos vazios ou espaços em branco, indeterminados. Os leitores, então, devem unir todas as peças em jogo: a trama, as personagens e a linguagem; têm de preencher a informação que falta para construir o sentido, fazendo interpretações congruentes com o texto e com seus conhecimentos prévios do mundo. Os textos literários exigem que o leitor compartilhe do jogo da imaginação para captar o sentido de coisas não ditas, de ações inexplicáveis, de sentimentos não expressos. Embora todos os textos tenham um "repertório", um território que nos é familiar, porque envolvem realidades extra-textuais (lugar e tempo das ações; normas e valores representados; alusões ou referências a pessoas, lugares e coisas que existem fora do texto; elementos e tradições literárias, etc.), não basta conhecer estas realidades para compreender o texto literário: é necessário fundamentalmente extrair as múltiplas perspectivas e os múltiplos níveis de associação que o texto nos oferece. O texto literário, que permite o desenvolvimento de todas as virtualidades da linguagem e, portanto, que é o espaço de liberdade da linguagem, sem as restrições das normas, permite-nos ler "para nada", para não fazer nada depois da leitura; somente nos leva pela imaginação; porém, também pode permitir-nos analisar os mecanismos empregados pelo autor para produzir beleza, tentar recriar estes mecanismos em novas criações, desentranhar os símbolos que estruturam a mensagem, brincar com a musicalidade das palavras liberadas de sua função designativa, etc. O Conto - É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos perfeitamente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilíbrio; segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, que dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse conflito que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido. Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem entre si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de recheio (secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. Tanto os núcleos como as ações secundárias colocam em cena personagens que as cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresentação das características destes personagens, assim como para as indicações de lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos. Um recurso de uso freqüente nos contos é a introdução do diálogo das personagens, apresentado com

• Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características gerais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabulário mais preciso, se salientando com exatidão os pormenores. É predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanismos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc.
Texto Dissertativo - Dissertar significa discutir, expor, interpretar idéias. A dissertação consta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou questão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever com clareza, coerência e objetividade. A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de vista, ou simplesmente, ter com finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. A linguagem usada é a referencial, centrada, na mensagem, enfatizando o contexto. Quanto à forma, ela pode ser tripartida em :

• Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados fundamentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e objetiva da definição do ponto de vista do autor. • Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as idéias colocadas na introdução serão definidas com os dados mais relevantes.
Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de idéias articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e desencadeia a conclusão.

• Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da idéia central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a introdução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto.
Para haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese e opinião. - Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é a obra ou ação que realmente se praticou. - Hipótese: É a suposição feita a cerca de uma coisa possível ou não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação sobre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. - Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e objetos descritos, é um parecer particular,um sentimento que se tem a respeito de algo.

CEPCON - Centro Educacional para Concursos

3

LÍNGUA PORTUGUESA
os sinais gráficos correspondentes (os travessões, para indicar a mudança de interlocutor). A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a linha temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na apresentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao futuro). A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção e na interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predominam na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descrições e nos diálogos. O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência chega ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu pretendente, enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a história familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no passado: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou sua filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilidade: são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um artigo indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo definido, por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou apressadamente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém impacientemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos anos 40." O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa que não intervém nem como ator nem como testemunha. Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pontos de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que as personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fazem, pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes acontecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes. A Novela - É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundárias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes. A Obra Teatral - Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas, tragédias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvolvendo diversos conflitos, mediante a interação lingüística das personagens, quer dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes nas situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído pelo texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos, mas um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos das personagens. Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encontrar neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espontânea das CEPCON - Centro Educacional para Concursos personagens, através de numerosas interjeições, de alterações da sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e tempo. Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem para moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem os turnos de palavras. As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da representação cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor e os atores orientam sua interpretação. Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada contato apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determinadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes quadros, que correspondem a mudanças de cenografias. Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as chamadas notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos atores sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes cenografias que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação. Estas notações apresentam com freqüência orações unimembres e/ou bimembres de predicado não verbal. O Poema - Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição espacial muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão relevância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com uma silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pretende extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua versão da realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo, relatar epopéias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar ensinamentos morais (como nas fábulas). O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sonoro das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte essencial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicalidade depende desta distribuição. Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chamadas licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constituem um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paroxítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma sílaba; se é proparoxítona, diminuise uma. A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, pois existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso freqüente na poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coincidência total de vogais e

4

breves. recorre ao discurso direto. também é freqüente o uso da voz passiva: Os delinqüentes foram perseguidos pela polícia. Os editoriais expressam a posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia. assim como a extensão e o tratamento dado aos textos que incluem. culminam com a criação de metáforas. Esta adesão ao presente. O redator deve manter-se à margem do que conta. objeto de debate. também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo. sociedade. condena-os a uma vida efêmera. expectativas sobre um tema da atualidade que. opiniões divergentes e até antagônicas em uma mesma página. costuma recorrer a certas fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece. pelo acento. ou de ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações similares. configurações sugestionadoras de vocábulos. A notícia é redigida na terceira pessoa. são empregados. CEPCON . Nessa categoria. artigos de análise ou pesquisa e as colunas que levam o nome de seu autor. inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as explicações do texto. principalmente. É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa pelo fato mais importante para finalizar com os detalhes. Textos jornalísticos .Transmite uma nova informação sobre acontecimentos. O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre a posição adotada pela redação. associações livres e outros recursos estilísticos que dão ambigüidade ao poema. não se referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como nosso país ou minha cidade). e que segue com uma tomada de posição. É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na publicação para melhor conhecer a ideologia da mesma. que respeitam a ordem sintática canônica. respectivamente. as crônicas. periódicos. são indicadores importantes tanto da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abordado. metonímias. Esta localização antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses textos. as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos jornais trazem as informações que se quer destacar. mostram um claro predomínio da função informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em que acontecem. incluem-se os editoriais. Embora estes textos possam ter distintas superestruturas. com a formulação de uma tese. Em geral.Contém comentários. à medida que permite o financiamento de suas edições. os artigos de opinião. etc. apresentam-se os 5 . jogo de significados. Os versos monossílabos não existem. por exemplo: O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara dos Deputados durante a próxima semana . por sua transcendência. Nesse tipo de texto. já é considerado. são considerados dissílabos. e das formas impessoais: A perseguição aos delinqüentes foi feita por um patrulheiro. Propõem-se a difundir as novidades produzidas em diferentes partes do mundo. em qualquer uma de suas seções. através dos mecanismos de substituição e de combinação. esportes. No desenvolvimento. Estes agrupamentos vinculam-se à progressão temática do texto: com freqüência. esta primazia da atualidade. no plano nacional ou internacional. que contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a informação. as entrevistas. sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo. De acordo com este propósito. símbolos. aceita-se que os textos jornalísticos. A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê? quem? como? quando? por quê e para quê?. Mas os textos publicitários aparecem não só nos periódicos como também em outros meios amplamente conhecidos como os cartazes. isto é. uma diagramação cuidada.LÍNGUA PORTUGUESA consoante a partir da última vogal acentuada) e a assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal acentuada). entre os quais destacamos: uma tipografia perfeitamente legível.Centro Educacional para Concursos As notícias apresentam-se como unidades informativas completas. depois. revistas). A ordem de apresentação dessas seções. o que pode nos levar a encontrar. Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. informação internacional. já que. em função de seu portador (jornais. muitas vezes. objetos ou pessoas. A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas. Isso implica que. em geral se organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identificação do tema em questão. não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la). a introdução e o desenvolvimento. orações enunciativas. espetáculos e entretenimentos. a primeira página. Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma. folhetos. ou merece ser. Consta de três partes claramente diferenciadas: o título. sobre os mais variados temas. as resenhas de espetáculos.Os textos denominados de textos jornalísticos. enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de seus redatores. sem chegar a ser um resumo de todo o texto. são agrupados em diferentes seções: informação nacional. O título cumpre uma dupla função sintetizar o tema central e atrair a atenção do leitor. As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas diferentes combinadas regularmente. como. Apesar das notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa. cultura. A introdução contém o principal da informação. 1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze palavras. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte. avaliações. por isso. O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal. incluem-se os detalhes que não aparecem na introdução. as reportagens. além de omitir o eu ou o nós. nos referiremos a eles em outro momento. informação local. Quando o jornalista não consegue comprovar de forma fidedigna os dados apresentados. Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracidade: somente apresenta os dados. A Notícia . Fundamentalmente. O Artigo de Opinião . não está descartado que. fotografias adequadas que sirvam para complementar a informação lingüística. economia. acompanhado de seus antecedentes e alcance. razão pela qual não é permitido o emprego da primeira pessoa do singular nem do plural. devem cumprir certos requisitos de apresentação.. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal El País. desenvolvem uma unidade informativa vinculada ao tema central. As mais comuns são as notícias. A métrica mais freqüente dos versos vai desde duas até dezesseis sílabas.

quando isso não é possível. a tomada de distância através do uso das construções impessoais. evitam os termos polissêmicos e. estabelecem mediante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao termo polissêmico nesse contexto.Centro Educacional para Concursos Admite. por uma série de associações. recorre ao testemunho de uma figura-chave para o conhecimento deste tópico. é indispensável captar a postura ideológica do autor. e as perguntas podem ser acompanhadas de comentários. a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo de propostas e de réplicas. Para cumprir os requisitos desta abordagem. as últimas. realizada com recursos descritivos. concessivas e condicionais. as ironias. A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado. a entrevista deve necessariamente incluir um tema atual. A Reportagem . identificar os interesses a que serve e precisar sob que circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta. orações dubitativas e exortativas devido à sua trama argumentativa. nem estática. A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de temas derivados. Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional. em virtude de sua intencionalidade informativa. confirmações ou refutações sobre as declarações do entrevistado. CEPCON . uma maior liberdade. A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas para persuadir o leitor. "indivíduo". Estes artigos. o que ocasiona que muitas destas entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas derivados.detalhados e precisos. indicando com travessões a mudança de interlocutor. embora a conversação possa derivar para outros temas. e levam em consideração o significado mais conhecido. mas combina com freqüência este tecido com fios argumentativos e descritivos. A Entrevista . Assim. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-se tanto nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor da informação de base. ao contrário. mas detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve somente alguns fragmentos do diálogo. uma vez que se pode respeitar a vez de quem fala. embora também incluam. É permitido apresentar uma introdução extensa com os aspectos mais significativos da conversação mantida. as palavras podem ter seu significado ampliado. com freqüência. através do qual o autor procura que o leitor aceite ou avalie cenas. Geralmente. deixando de representar apenas a ideia original (básica e objetiva). para dar objetividade e consenso à análise realizada. Por tratar-se de um texto jornalístico. Já no segundo exemplo. apresentam uma preeminência de orações enunciativas. desenvolve o diálogo. como em todos os textos informativos. configura-se preferentemente mediante uma trama conversacional. à medida que estão orientadas para divulgar as opiniões e idéias do entrevistado e não as do entrevistador. idéias ou crenças como verdadeiras ou falsas. a mesma palavra cara teve seu significado ampliado e. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os argumentos usados na validade da tese. os textos têm algumas características que são comuns a todas suas variedades: neles predominam. o assunto em questão. isto é. 6 . Aquele cara parece suspeito. Denotação e Conotação A significação das palavras não é fixa. Veja: Marcos quebrou a cara. Através da imaginação criadora do homem. para convencer o leitor a aceitar suas premissas como verdadeiras. a parte que antecede a cabeça. ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da informação. As perguntas são breves e concisas.É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que. necessitaremos utilizar estratégias tais como a referência exofórica. e. estes textos não incluem vocábulos a que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados.LÍNGUA PORTUGUESA diferentes argumentos de forma a justificar esta tese. opta-se por orações complexas que incluem proposições causais para as fundamentações. para encerrar. ou com incidência na atualidade. as digressões. cenas e opiniões como positivas ou negativas. não existe uma garantia de diálogo verdadeiro. uma vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta. mais difundido das palavras. dependendo de sua colocação numa determinada frase. Algumas vezes.Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ciências em geral. Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas ciências. então. conforme consta nos dicionários. No decorrer destes artigos. as apelações à sensibilidade ou. Observe os seguintes exemplos: A menina está com a cara toda pintada. Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias mencionadas. é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um texto de trama argumentativa. em que não há ambigüidade sintática ou semântica. frequentemente remetem-nos a novos conceitos por meio de associações. a integração crítica dos dados do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito. No primeiro exemplo. Para interpretar estes textos. consecutivas para dar ênfase aos efeitos. O vocabulário é preciso. Incluem frases claras. as insinuações. Textos de informação científica . a retenção em recursos descritivos . Cada argumento pode encerrar um tópico com seus respectivos comentários.Da mesma forma que reportagem. faz-se uma reafirmação da posição adotada no início do texto. A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a publicação e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a atenção dos leitores. "sujeito". entendemos que nesse caso significa "pessoa". as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem sintática canônica (sujeitoverbo-predicado). imediatamente. para informar sobre determinado tema. Entre estas estratégias. uma mesma frase pode apresentar duas (ou mais) possibilidades de interpretação. podemos encontrar as seguintes: as acusações claras aos oponentes. a palavra cara significa "rosto".

r . de z.do signo linguístico. frio. Exemplos: • poetisa • profetisa • Heloísa • Marisa 07) Escreveremos com -s. a palavra apresenta seu sentido original. num trabalho contínuo de criar ou modificar o significado. prevalece o sentido denotativo .r + ção = repartição 02) Escreveremos com -tenção os substantivos correspondentes aos verbos derivados do verbo ter. entendemos que Marcos.ou conotação do signo linguístico. Exemplos: • perverter = perversão • converter = conversão • reverter = reversão • divertir = diversão • aspergir = aspersão • imergir = imersão 03) Escreveremos -puls. fraturou o rosto. com exceção de gozo. a palavra primitiva. Exemplos: • expelir = expulsão • impelir = impulso • compelir = compulsório • concorrer = concurso • discorrer = discurso • percorrer = percurso 04) Escreveremos com -s. quando se retira a desinência de infinitivo . Pelos exemplos acima. basicamente. percebe-se que uma mesma palavra pode apresentar mais de um significado. ocorrendo.ou denotação . podemos entender a mesma frase num sentido figurado. tal como aparece no dicionário. passível de interpretações diferentes. Exemplos: • fase • crase • tese • osmose 06) Escreveremos com -s. tentou realizar alguma coisa e não conseguiu. de x ou de j.r + ção = educação • exportar . -tivo e os substantivos formados pela posposição do -ção ao tema de um verbo (Tema é o que sobra. sem considerar o contexto. querer e usar. -ese. Entretanto.todas as palavras terminadas em -oso e -osa. Ç 01) Escreveremos com -ção as palavras derivadas de vocábulos terminados em -to. Obs.do verbo). por algum acidente. em muitos casos. -ise e -ose. Exemplos: • erudito = erudição • exceto = exceção • setor = seção • intuitivo = intuição • redator = redação • ereto = ereção • educar .: a linguagem poética faz bastante uso do sentido conotativo das palavras.LÍNGUA PORTUGUESA Em seu sentido literal. Por isso. -tor. impessoal. Exemplos: • gostosa • glamorosa • saboroso • horroroso 05) Escreveremos com -s.todas as palavras terminadas em -ase. na Língua Portuguesa. escrevemo-la com ç.Centro Educacional para Concursos 7 . duas possibilidades: a) No primeiro exemplo.as palavras derivadas de verbos terminados em -nder e –ndir Exemplos: • pretender = pretensão • defender = defesa. defensivo • despender = despesa • compreender = compreensão • fundir = fusão • expandir = expansão 02) Escreveremos com -s. a palavra aparece com outro significado.toda a conjugação dos verbos pôr.as palavras femininas terminadas em -isa. indica como deveremos escrever a palavra derivada. impessoal. Exemplos: • alcance = alcançar • lance = lançar S 1) Escreveremos com -s. como "Marcos não se deu bem".as palavras derivadas de verbos terminados em -erter.nas palavras derivadas de verbos terminados em -pelir e -curs-. ORTOGRAFIA Ao escrever uma palavra com som de s. -ertir e -ergir. 03) Escreveremos com -çar os verbos derivados de substantivos terminados em -ce. dependendo do contexto em que for empregada. como consequência da nossa forte carga de afetividade e expressividade. b) No segundo exemplo. Na linguagem cotidiana também é comum a exploração do sentido conotativo. Por exemplo: Donde provém a palavra conjunção? Resposta: provém de conjunto.r + ção = exportação • repartir . Nesse caso. pois. Exemplos: Ortografia: emprego das letras e acentuação gráfica. Portanto deve-se procurar a origem da palavra terminada em -ção. prevalece o sentido conotativo . Nesse caso. Exemplos: • manter = manutenção • reter = retenção • deter = detenção • conter = contenção CEPCON . deve-se procurar a origem dela. com exceção de gaze e deslize. nas palavras derivadas de verbos terminados em -correr.

Exemplos: • português • norueguesa • marquês • duquesa • Inês • Teresa 01-b) Escreveremos com -z. teremos: 01) Escreveremos com -ção. quando houver som de z. quando houver som de s. Exemplos: • economia = economizar • terror = aterrorizar • frágil = fragilizar Cuidado: • catequese = catequizar • síntese = sintetizar • hipnose = hipnotizar • batismo = batizar 03-a) Escreveremos com -s. e escreveremos com -s-. Exemplos: • comprometer = compromisso • intrometer = intromissão • prometer = promessa • remeter = remessa ÇS ou SS Em relação ao verbos terminados em -tir. quando a palavra primitiva não possuir -s.r + ção = curtição 02) Escreveremos com -são. Exemplos: • imprimir = impressão • comprimir = compressa • deprimir = depressivo 03) Escreveremos com -gress. quando a palavra primitiva já possuir o -s. ou seja. Exemplos: • agredir = agressão • progredir = progresso • transgredir = transgressor palavras palavras palavras 04) Escreveremos com -miss. Exemplos: • mulherzinha • arvorezinha • alemãozinho • aviãozinho • pincelzinho • corzinha S ou Z? 01-a) Escreveremos com -s. palavras que indicam a existência de uma qualidade. Exemplo: • divertir .as palavras derivadas de verbos terminados em -meter.no final do radical.no final do radical.as derivadas de verbos terminados em -ceder. escreveremos com -ç-. se apenas retirarmos a desinência de infinitivo -r.ou -mess. quando. ao retirarmos toda a terminação -tir. Exemplo: • curtir .as derivadas de verbos terminados em -primir.os diminutivos terminados em -sinho e -sito. Exemplos: • eleição • traição • Neusa • coisa 03-b) Escreveremos com -z. dos verbos terminados em -tir. Exemplos: • embriaguez • limpeza • lucidez • nobreza • acidez • pobreza 02-a) Escreveremos com -s.as palavras terminadas em -ez e -eza. Exemplo: • discutir . quando a palavra primitiva não possuir -s-. Exemplos: • anteceder = antecessor • exceder = excesso • conceder = concessão 02) Escreveremos com -press. substantivos abstratos que provêm de adjetivos.LÍNGUA PORTUGUESA • • • • • • Eu pus Ele quis Nós usamos Eles quiseram Quando nós quisermos Se eles usassem • • • • • asinha portuguesinho camponesinha Teresinha Inesita Ç ou S? Após ditongo. ao retirarmos toda a terminação -tir. títulos ou nomes próprios.tir + são = diversão 03) Escreveremos com -ssão. Exemplos: • casinha CEPCON . a última letra for consoante.Centro Educacional para Concursos SS 01) Escreveremos com -cess.as derivadas de verbos terminados em -gredir. quando a palavra primitiva já possuir o -s-.tir + ssão = discussão J 8 . quando. a última letra for vogal.os verbos terminados em -isar.os verbos terminados em -izar. Exemplos: • análise = analisar • pesquisa = pesquisar • paralisia = paralisar 02-b) Escreveremos com -z.os diminutivos terminados em -zinho e -zito.as palavras terminadas em -ês e -esa que indicarem nacionalidades.

com exceção de pajem. três.após ditongo. Exemplos: • mexilhão • mexer • mexerica • México • mexerico • mexido 2) Escreveremos com -x. Exemplos: • tu possuis • ele possui • tu constróis • ele constrói • tu móis • ele mói • tu róis • ele rói G 1) Escreveremos com -g. Exemplos: • • • • • • pedágio colégio sacrilégio prestígio relógio refúgio UAR e OAR Os verbos terminados em -uar e -oar terão todas as pessoas do Presente do Subjuntivo escritas com -eExemplos: • Que eu efetue • Que tu efetues • Que ele atenue • Que nós atenuemos • Que vós entoeis • Que eles entoem 2) Escreveremos com -g.LÍNGUA PORTUGUESA 1) Escreveremos com -j. • Quantos porquês existem na Língua Portuguesa? • Existem quatro porquês. com exceção das derivadas de vocábulos iniciados por ch.todas as palavras terminadas em -ágio. Exemplos: • trajar = traje. Exemplo: • Ela não me ligou e nem disse por quê. aquele(s)..as palavras de origem tupi.as palavras iniciadas por mex-. este(s). Exemplos: • enxada • enxerto • enxerido • enxurrada mas: CEPCON . quatro) Exemplo: • Ninguém entende o porquê de tanta confusão.as palavras derivadas dos verbos terminados em -jar. esse(s). • Você está rindo de quê? • Você veio aqui para quê? X 1) Escreveremos com -x. -úgio. Exemplos: • jeca • jibóia • jiló • pajé • cheio = encher.Centro Educacional para Concursos 9 . pronome adjetivo (meu(s). -ógio. • Este porquê é um substantivo. • encorajar = que eles encorajem • viajar = que eles viajem 2) Escreveremos com -j. Exemplos: • ameixa • deixar • queixa • feixe • peixe • gueixa UIR e OER Os verbos terminados em -uir e -oer terão as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo escritas com -i-. dois. não importando qual seja o elemento que surja antes dela. quando for precedido de artigo (o. deverá receber acento.as palavras derivadas de vocábulos terminados em -ja.as palavras iniciadas por enx-. por isso somente poderá ser utilizado. Exemplos: • loja = lojista • gorja = gorjeta • canja = canjica 3) Escreveremos com -j.e da palavra enchova.) ou numeral (um. -ígio.todas as palavras terminadas em -gem. Exemplos: • a viagem • a coragem • a personagem • a vernissagem • a ferrugem • a penugem USO DO PORQUÊ Há quatro maneiras de se escrever o porquê: porquê. enchente • charco = encharcar • chiqueiro = enchiqueirar 3) Escreveremos -x. com exceção de mecha. eu trajei. 2) Por quê: Sempre que a palavra que estiver em final de frase. porque. os). quantos(s). africana ou popular. lambujem e a conjugação dos verbos terminados em -jar. -égio. por que e por quê. com exceção de recauchutar e guache.. Vejamo-las: 1) Porquê: É um substantivo.

tênis. preposição. dizemos que se pode substituí-lo por já que. Clóvis ã/ãs ímã. mártir. vê es freguês. de poder) • pólo/pólos (subst. mocotó os nós. e verbo pelar) • pelo/pelos (per + o/os) • péra (arcaísmo-subst. política. propôs PAROXÍTONAS Assinalam-se com acento agudo ou circunflexo as paroxítonas terminadas em: i dândi. para) • pôde (pret.ª pessoa do sing. porque aprendam.Centro Educacional para Concursos 10 . eixo em torno do qual uma coisa gira) • polo/polos (aglutinação da prep. inglês. órgãos us bônus. São invariáveis as que não se flexionam . São elas: substantivo. dendê. do ind. e e o abertos. metrô os bisavôs. vírus l amável. = pelas quais . sós. pontapés o pó. ímãs ão/ãos bênção. ônus.(azul é substantivo) c) O sério deve ser tratado com respeito (Sério é substantivo) d) Gosto de tratar com homem sério (sério é adjetivo) e) Vamos falar sério (sério é advérbio) f) O pouco com Deus é muito. São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam em a. por e dos arts. indicando causa. relâmpago. Para facilitar. porque estava doente. líquido. Usamos o acento diferencial . Nílton ps bíceps.As causas por que discuti com ele são particulares. conjunção e interjeição. órfã.) • pela/pelas (per + a/as) • pêlo/pêlos e pélo (subst. bordô. Exemplo: • Não saí de casa. = por qual razão . fruto da pereira) • pera (arcaísmo-prep. = já que • É uma conjunção.Por que não me disse a verdade? = por qual razão . número e grau. mafuás e fé. júri. portanto estará ligando duas orações. pela qual. tríceps r César. do pres. quando houver a junção da preposição por com o pronome interrogativo que ou com o pronome relativo que. adjetivo. perf. cajá. hífen. lês o avô. pelos quais. táxi is lápis. pelo qual. dúvida. têmpora etc. = pela qual 04) Porque: É uma conjunção subordinativa causal ou conjunção subordinativa final ou conjunção coordenativa explicativa. Introdução Há em português (10) classes de palavras Substantivo Adjetivo Pronome Advérbio Conjunção Artigo Numeral Verbo Preposição Interjeição As classes de palavras podem ser: a) variáveis b) invariáveis São variáveis as que se flexionam em gênero. = a fim de que Todas as proparoxítonas são acentuadas graficamente: abóbora. fácil. café. ananás. de poder) • pode (pres.LÍNGUA PORTUGUESA 3) Por que: Usa-se por que.lo/las) • pôr (verbo) • por (preposição) ACENTUAÇÃO GRÁFICA OXÍTONAS 1. e com acento circunflexo as que terminam em e e o fechados. tórax PROPAROXÍTONAS Classes de palavras e suas flexões. pajés. pelas quais. porque liga duas orações. borderôs.A mesma palavra pode figurar em mais de uma classe: a) O céu é azul (azul é adjetivo) b) O azul alegre das águas profundas.Ester é a mulher por que vivo. órfão. para) • pêra (subst. retrós e crê. vatapá as ás. São elas: advérbios. de parar) • para (preposição) • péla/pélas e péla (verbo pelar e subst. álbuns n albúmen. pedra) • pera (arcaísmo-prep. pois ou a fim de que. revólver x fênix. verbo e pronome.agudo ou circunflexo . fórceps. látex. numeral .nos vocábulos da coluna esquerda para diferenciar dos da direita: • côa/côas (verbo coar) • coa/coas (com + a/as) • pára (3. = pois • Estudem.Gostaria de saber por que não me disse a verdade. mérito. Exemplo: . imóvel um/uns álbum. nórdico. explicação ou finalidade. bússola. cipó. Arcaicos. (pouco é substantivo) CEPCON . Para facilitar. médium. cântaro. jacaré es pés. do ind. do ind. 1 . por qual. dizemos que se pode substituí-lo por por qual razão. seguidos ou não de s: a já. Acento Diferencial: O acento diferencial é utilizado para distingüir uma palavra de outra que se grafa de igual maneira. artigo. Algumas observações.

firmeza. patriotismo. o alegre. Substantivos "PRÓPRIOS" e "COMUNS": Comuns São os substantivos que pertencem ou apresentam os seres da mesma espécie. tudo. indicando ação. lugares. ou seja. ser que não existe no mundo exterior. pessimismo. (que é substantivo) l) Que! Já falaste!? (que é interjeição) 2 . Tipos de substantivos Podem ser: COMUM quando se refere a todos os seres de uma mesma espécie.Centro Educacional para Concursos 11 . Exemplo: Árvore. Mato Grosso. o porquê. Não têm existência. glória. beterraba. 2 . (Celso Cunha) São portanto. caneta. Paris. Giovanni. Argentina. repolho. Vitória. Exemplo: Mulher. pires. flor.. ipê. verduras. régua. feiura.. franqueza. Exemplo: Revista (esse nome se refere a toda a espécie de revista) Cidade (esse nome identifica toda a espécie de cidade) PRÓPRIO: quando se refere a um só ser de uma mesma espécie. alegria. tinta. manga. o querer. beijo. Exemplo: Carro. legumes. saída. Recife. caderno. 3 . (pouco é indefinido) h) Ele estudou pouco (pouco é advérbio) i) Que fazer? (que é pronome interrogativo) j) Urge que ela volte. dez. couve. cavalo. plantas. Maranhão. dor. Antônio. etc. terra. coisas. carretel. etc. papel. etc. otimismo. juventude. beleza. repolho. livro. terreiro. o triste. colheita. opinião. o amar. um ser de entre outros da mesma espécie. real ou não. largura. menino. Mário. Benedito. Deus. ociosidade.. real em si. boi. doença. pé. terremoto. saída. livro etc. burro. saudade.Não poucos substantivos. Exemplos: A GAZETA (esse nome se refere a um só ser da espécie jornal). boi. Amazonas. boneco boneca menino menina macaco macaca filho filha aluno aluna gato gata As palavras terminadas em "e". Brasil. isto. mão. lugares. borracha.. animais. galho. carroceiro. DERIVADO quando se origina de outro substantivo. mudando a terminação "o" em "a". Pé-demoleque CEPCON . carruagem. mas apenas em nossa consciência. etc. etc Nota Qualquer palavra precedida de artigo é um substantivo. saci. Substantivos abstratos São os que designam seres cuja existência depende de outro ser. fruto. COMPOSTO quando o substantivo for formado por mais de um radical Exemplo: Salário-família.Os nomes tomados como seres. etc. dor. quentura. SIMPLES quando o substantivo for formado por um só radical. Piauí. Pedro. prato. couveflor. Camões. Paraguai. égua. Stella. pode ser uma palavra substantivada Exemplo. Exemplo: Prazer. primitivo. bondade. O substantivo próprio é o nome com que se distingue a todos os seres. Exemplo: José. têm existência real em si. isto é. cavalo. (esse nome identifica um ser da espécie cidade). Azul-marinho. o sê. Belém. Exemplo: Menino. terreiro. velhice. Ou ainda: designam atributos. ninguém. cão. diabo. Brasil. Exemplo: Amor. entrada. coragem. CONCRETO quando indica um ser de existência independente. estado ou qualidade: Exemplo: Tristeza. mudam-se esta final em "a": mestre mestra parente parenta SUBSTANTIVO É todo nome com que designamos os seres "É a palavra com que designamos ou nomeamos os seres em geral ". vinte. laranja. tronco. entrada. elefante. inteligência. Classificação dos Substantivos Podem ser: a) Concreto b) Abstratos Substantivos concretos São os que designam os seres propriamente ditos. limpeza. Próprios aplicam-se a um determinado indivíduo (exemplar) da espécie. (que é conjunção subordinativa integrante) k) O quê só não é verbo. inveja. O sim. terreno. tristeza. alma. Pedro. Atenas.Os nomes de pessoas. os nomes de pessoas. coisas ou quaisquer objetos. numerais e pronomes são invariáveis: lápis. lápis. animais.LÍNGUA PORTUGUESA g) Trouxe pouco dinheiro. Brasília.. Exemplo: O não é uma palavra amarga.. isto é. qualidades e atos próprios dos seres. trinta. folha. mesa.. capela. férias. firmeza. vegetais. o não. São palavras substantivadas por derivação imprópria. formosura. porém como se fossem outras entidades... macaco.Alguns advérbios admitem flexões de grau: cedo = cedinho agora = agorinha muito = muitíssimo pouco = pouquíssimo tarde = tardinha noite = noitinha PRIMITIVO dá origem a outro substantivo. Argentina.. ou que o pensamento apresenta como real. brancura. Formação do feminino Forma-se o feminino: Regra geral. frutas. Exemplo: Carroça. Ou ainda podemos dizer que os substantivos CONCRETOS designam seres de existência independente. lápis. Exemplo: Pedro. chuchu. como se estivessem separados dos seres. ABSTRATO quando indica um ser de existência dependente. Deus. substantivo: 1 . polidez.

distingue-se o sexo. quando se lhe antepõe o "o" para o masculino e o "a" para o feminino: o camarada a camarada o estudante a estudante o mártir a mártir o capitalista a capitalista o doente a doente Muitos substantivos com os nomes de animais empregamos as palavras: MACHO e FÊMEA para distinção do sexo: cobra macho cobra fêmea jacaré macho jacaré fêmea Observação: Estes nomes de animais são chamados EPICENOS São SOBRECOMUNS os nomes de um só gênero gramatical que se aplicam. Exemplo: Álbum/álbuns Bem/bens Som/sons Flautim/flautins 12 . o algoz. a vítima. Certos nomes de animais: bode cabra boi vaca cão cadela carneiro ovelha cavalo égua Certos nomes de pessoas: cavaleiro amazona cavalheiro dama compadre comadre genro nora marido mulher padrasto madrasta padrinho madrinha pai mãe Certos nomes formam os femininos das terminações "esa". a testemunha. indiferentemente.Centro Educacional para Concursos Certos substantivos irregulares na formação do feminino. o ser. a homens e a mulheres: o cônjugue. São chamados COMUM DE DOIS. acrescentando-se um "s " ao singular quando terminados em vogal ou ditongo Exemplos: Cadeira/cadeiras Livro/livros Baú/baús Boi/bois Pai/pais Rapé/rapés Caderno/cadernos Chapéu/chapéus Vaca/vacas Cavalo/cavalos Boné/bonés Boneca/bonecas Observação Podemos incluir nesta relação os substantivos terminados em "m". não se enquadrando em nenhum dos casos precedentes: avô avó capiau capioa confrade confreira czar czarina dom dona grou grua judeu judia maestro maestrina pierrô pierrete rei rainha sandeu sandia embaixador embaixatriz europeu européia frade freira guri guria ilhéu ilhoa marajá marani pigmeu pigméia rapaz rapariga réu ré tabaréu tabaroa herói heroína Atenção: a mulher embaixadora no cargo de embaixador é Plural dos substantivos Forma-se o plural dos substantivos. o carrasco. havendo simplesmente a troca do "m" por "n" e o acréscimo do "s". mudando por "ã". "isa": CEPCON . "ão" ou "ona": anão anã irmão irmã folião foliã leão leoa valentão valentona anfitrião anfitrioa ou anfitriã cidadão cidadã ermitão ermitoa chorão chorona hortelão horteloa valentão valentona Aparecem substantivos que têm uma só forma para os dois sexos. "essa".LÍNGUA PORTUGUESA alfaiate elefante infante monge alfaiata elefanta infanta monja abade duque etíope papa barão bispo píton poeta profeta sacerdote visconde diácono cônsul abadessa duquesa etiopisa papisa baronesa episcopisa pitonisa poetisa profetisa sacerdotisa viscondessa diaconisa consulesa Apenas acrescentando "a" em: leitor leitora professor professora eleitor eleitora bacharel bacharela zagal zagala oficial oficiala juiz juíza doutor doutora As palavras terminadas em "ão".

fazem plural répteis e projéteis como oxítonos. Coronel/coronéis Nível/níveis Jornal/jornais Papel/papéis Lençol/lençóis Paul/pauis 3 . Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número.LÍNGUA PORTUGUESA Boletim/boletins Plural dos nomes terminados em ZINHO. vaca. com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro). Os femininos são: Mulher. ZITO.Os substantivos terminados em "r" ou "z" acrescentase a terminação "es" Altar/altares Açúcar/açúcares Rapaz/rapazes Exemplar/exemplares Cartaz/cartazes Éter/éteres 5 . rapaz. cartilha) ADJETIVOS Palavra variável que acompanha o substantivo. irônico.Os substantivos terminados em "s". os dois elementos e suprime-se o ''s'' do primeiro Flor+zinha = folores+zinha = florezinhas Papel = zinho = papéis+zinho = papeizinhos Colar+zito = colares+zitos = colarezitos Réptil+zito = répteis+zitos = repteizitos Coração+zito = corações+zito = coraçõezitos Plural dos Substantivos 1 . ficam invariáveis O ônix-os ônix O fênix-os fênix O tórax-os tórax Plural metafônico de alguns adjetivos Gostoso-gostosos Feioso-feiosos Dengoso-dengosos Precioso-preciosos Portentoso-portentosos Gênero do Substantivo Os substantivos podem ser dos gêneros: a) Masculino b) Feminino Os masculinos são: Homem. sendo monossílabos. boi. referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões. etc. (Ele é um velhinho legal / Que mulherzinha implicante) • certos substantivos.Quando os substantivos terminarem am "al". como paroxítona.Centro Educacional para Concursos O xis/os xis Observação 2: O mesmo acontecendo com as palavras que só se usam no plural. etc. São três: normal. "il".Os terminados em "ÃO "fazem o plural. (cartão. moça. Grau Os substantivos podem apresentar diferentes graus. a) em "AES" Alemão/alemães Capitão/capitães Catalão/catalães Escrivão/escrivães Pão/pães Tabelião/tabeliães b) em "ÕES" Canção/canções Mamão/mamões Limão/limões Eleição/eleições 2 . "ol" e "ul". Regra: Põe-se. no plural. regra geral.associando os adjetivos (grande x pequeno) ao substantivo sintético .Os substantivos terminados em "il" Sendo o vocábulo oxítono. menina. Locuções adjetivas: expressões. São chamadas "pluralia tantum" o Estados unidos/os Estados Unidos O lápis/os lápis O pires/os pires 6 . normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas: alagoano). porém grau não é uma flexão nominal. geralmente. o adjunto adnominal indicar-lhe-á o número O lápis/os lápis O cais/os cais CEPCON . não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. "el". apesar da forma. muda-se "il" por "is" Barril/barris Canil/canis Covil/covis Fuzil/fuzis Observação: a) Réptil e projétil. fazem o plural: reptis e projetis 4 .anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão x menininho) Observações: • o grau nos substantivos também pode denotar sentido afetivo e carinhoso ou pejorativo. Podem ser simples ou compostos. aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos: analítico . formadas por preposição e substantivo que equivalem a adjetivos (anel de prata = anel argênteo). indicando qualidades e características deste.Os substantivos terminados em "x". menino. troca-se o "l" por "is". nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita. acrescentam-se-lhes "es" mês/meses camponês/camponeses francês/franceses português/portugueses inglês/ingleses chinês/chineses holandês/holandeses Sendo os substantivos paroxítonos ficam invariáveis. Flexão dos adjetivos: 13 . Adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica.

-íeis. apiedar-se. por isso não possui pres. urgir) Acudir (alternância vocálica o/u): pres. -ão). sing. favorável ou desfavoravelmente.certos verbos possuem pron. dedique uma atenção especial a este grupo. mudam o timbre do primeiro -O. que) casos. Abolir (defectivo): não possui a 1ª pes.quando a qualidade não se refere à de outros elementos..LÍNGUA PORTUGUESA Gênero Uniforme ou biforme (inteligente x honesto [a]) Número Os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir . . do subjuntivo (3ª pes. do presente (+ -ei. Entretanto. do ind. carpir.) • formas rizotônicas (tonicidade no radical .. plural sem AM + DNPs. (= banir. -ás. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais Obs. 2ª ou 3ª tempo . Os adjetivos terminados em -OSO. Pode ser analítico (acréscimo de palavra modificadora . mais-queperfeito do indicativo (3ª pess. nas locuções verbais. consumir. do subjuntivo) • Pret. à de outros elementos. subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem.eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical nós cantaríamos) Flexões verbais Número . do subjuntivo e o imperativo negativo. pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. fugir) • Ativa: sujeito é agente da ação verbal • Passiva: sujeito é paciente da ação verbal. do pres. Os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza). Grau São três: normal.presente do subjuntivo e imperativo negativo (da 1ª pes. -íamos. advertência ou pedido) Voz . duas ou mais qualidades de um mesmo ser. Tipos de verbos Conforme visto nos elementos mórficos.tão . o pronome não tem função sintática (suicidar-se.fut...qualidade relacionada. exaurir..estou/estão) • Anômalos: verbos irregulares com mudanças profundas nos radicais (ser/ir) • Defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas. imperfeito (se 1ª conj.muito) ou sintético (-íssimo. Pode ser de superioridade (o mais . -iam) e pret.1ª. imperativo afirmativo (2as pes. emergir.). devendose usar o particípio regular com ter e haver. podem-se criar 3 paradigmas verbais. fut.. engolir. e / pret. colorir. haurir..singular ou plural pessoa gramatical.ouço/ouve. plural sem M + DNPs). plural sem RAM + DMT SSE e DNPs) • Infinitivo Impessoal .) O vento ia levando as folhas . passiva e reflexiva Tempos • Primitivos: presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo derivados: • Presente do Indicativo . fremir. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo) Na transformação da voz ativa na passiva. quanto (como) .relativo . além do acréscimo do -S de plural. do indicativo. Em função da vogal temática (-a/-e/-i).. perf do ind. Pode conjugação • Irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. -ias. fulgir..: Ele fez o trabalho . os verbos apresentam três conjugações. presente ou futuro) Modo . do singular SE (partícula apassivadora) • Reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. acendido/aceso) • Auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação..: .ativa. . estar .superioridade . Nestes CEPCON . Perfeito do Indicativo . do ind. ind.verbo auxiliar (TD) + particípio do verbo principal • Sintética .com u (=bulir. tempo ou modo (falir . a variação temporal é indicada pelo verbo ser.pret.menos . -eis. + DMT=VA.igualdade . de 2ª ou 3ª conj. -emos. descomedir-se.mais . do pretérito (+ -ia. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas. Ex. que) ou de inferioridade (o menos . (muito veloz X velocíssimo) . estado ou fenômeno da natureza. só apresenta a 1ª e a 2ª pes. demolir. o ser assume a forma do verbo principal na voz ativa. do plural) • Abundantes: apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão.O trabalho foi feito por ele (mantido o pret.. queixar-se etc. -érrimo. -ílimo).referência ao momento em que se fala (pretérito. sendo todos do indicativo Vozes VERBOS Palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo. . cuspir.verbo (TD) na 3ª pes. imperfeito do subjuntivo (3ª pes. -ia. seja ação. (do) que Superlativo: exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso. pret.As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal) Verbos notáveis Encontram-se listados aqui alguns verbos que podem apresentar problemas de conjugação. já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado. Desta maneira. perf.inferioridade . (do) que . em função de sua terminação (agradável x agradáveis). fut.Centro Educacional para Concursos • Regulares: seguem o paradigma verbal de sua 14 . num processo de metafonia. retorquir. obtém-se a seguinte classificação: ser analítica ou sintética: • Analítica . sem S e demais = pres. Mais freqüente no particípio. do sing. . comparativo e superlativo Comparativo: mesma qualidade entre dois ou mais seres.indicativo (certeza de um fato ou estado).). delinqüir..no pres.acudo.absoluto . + DMT=IA). acodes. -á.

saúdas. credes. ind. ind. perf.mobílio.poli. vieram (= advir. progredir..): pres. averiguamos. vê. vamos. coaste. sing.ajo. proveu. Ver (irreg. cria. ind. jazeste. requeres. Prover (irreg. poliste.Devemos avaliar a sua situação Quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos .. . aprazes. convir. atribuiu. aprouvemos. perf.): pres.. perf. valeu. ind.. perf. atribuímos. rir. vão / pret. Mobiliar (irreg. .. . (= despedir. / pret. perf. crês. ind.. ceias.. pedimos. construímos. frege.): pres.frijo. apraz. argüiste. vedes. ind.. ind. pulem / pret.. sair. provedes.. perdoar) Comerciar (reg.. erigir.. constroem (ou construem) / pret. . vens. urgir) Agredir (alternância vocálica e/i): pres. perf. Obstar (reg. . restringir. ind. Precaver-se (defectivo e pronominal): pres. . averiguas (ú). mobiliamos. transigir.. reaveis / pret.): pres. agridem (= prevenir.. / pret. (verbo derivado do haver. ind.cria.arguo (ú)... atraíste. .vali.compeli. transgredir) Aguar (reg. passear. vá. perf..): pres.): pres.digo.requeiro..): pres. / pret.jazo. e derivados. . construíste.): pres. mobíliam / pret. ind.frigi. .obstei.. concluir..): pres. ansiar.) Vir (irreg. . .agüo. perf. ind. vindes. frigis. rimos. ceamos. sugerir) Agir (acomodação gráfica g/j): pres.vi..): pres. perf do ind.. ind... . incendiar.falimos. (= advertir. perf. perf. vás. averiguam (ú) / pret.obsto.. creu.): pres.. . coubeste. polimos. ceamos.. compila. ind. coam / pret.. perf do ind. perf. (= antever. viestes. (= apaziguar) Caber (irreg... .adiro. destituir.provi. ind. possuir. / pret. vais. ind. combalir. compilo. cremos.rio. .requeri. ind. (=abstrair. ferir.creio.pedi. ind.Centro Educacional para Concursos Jazer (irreg. medir) Polir (alternância vocálica e/i): pres. remiste. individuar. perf. pediste. ceaste. freges. diz. habituar. frigiste. . cabes... ind. creste.. magoar. obstas. suaste. perf atraí.. (= afligir. minguar) Apiedar-se (pronominal) Aprazer (irreg.vou. distrair. rides. ind. argúis. .. ides. odiar) Compelir (alternância vocálica e/i): pres. / pres. . vão CEPCON . ind.): pres..reavemos. vales.disse. provês.suei.. construís.. vês. coais.. ind. provir. ind. atribuíste.reouve.precavime. (= sorrir) Saudar (alternância vocálica) þ pres.cri. ind. .. ind.. / pret. ceais..pulo. perf. pules. . argúi. . . provê. espargir.. ind. do pres. Requerer (irreg.): pres.. . Usa-se o impessoal: Sem referência a nenhum sujeito . . vem.. pedes.. ..atraio. . averiguais. situar) Valer (irreg. (= afluir. foste. Falir (defectivo): pres. estréia. ind. continuar. . ind. vai. aguaram (= desaguar. faliste. instruir.vejo. valeste.. argúem / pret. compilas. Aderir (alternância vocálica e/i): pres..aprouve. prever. renhir) Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i): pres. Crer (irreg. dizes. recuar..saudei. averiguo (ú). usufruir) Averiguar (alternância vocálica o/u): pres. reouve. (com trema ) Atrair (irreg. vêem / Pret.. Ir (irreg. ind..): pres. requereu.. cremos. côas. do plural no pres. ind.): pres. falis / pret. ceou. atribuis. remis / pret. ind. ind. vale. ind.) Coar (irreg. ind. ind. constróis (ou construis).ri. sendo regular) Rir (irreg. crêem / pret. precaveis-vos / pret. . vêm / pret. coamos. atribuís.): pres. ind.. ind. ind. perf. (= verbos em -iar .. .): pres.comercio. . ind. riem / pret. viemos. / pret.. adere. perf.): pres. comercias.LÍNGUA PORTUGUESA Adequar (defectivo): só possui a 1ª e a 2ª pes. þ peço.. digerir. pede.. . do ind. perf. .averigüei. Compilar (reg.aprazo. ind. / pret.remi. / pret. aguastes. . / pret. . ind. crestes.. jazes. . argüimos. exceto os seguintes verbos: mediar.fui. coou. aprouveste. suas.. .comerciei.. agride.. agredis. ind.. não relacionado a nenhuma pessoa Pessoal: refere-se às pessoas do discurso. perf.agrido. crias. (= abençoar... mobiliais. remir. ind. (= aguerrir. ind.): pres. . críamos. ind. coagir. criam Dignar-se (pronomina): (= persignar-se) Dizer (irreg.): pres. ind.compilei.. . . pedis. regredir. vieste. vades.atribuo. crê. ages. perf.) Infinitivo Pessoal ou Impessoal? O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas: Impessoal: sentido genérico ou indefinido.compilo. ind.atribuí.. . .): pres. (= atuar. enxaguar. aprouvestes. perf . . perf. aprouveram Argüir (irregular com alternância vocálica o/u): pres. aguou. . . riste. / pret. diferir.. vemos. ind. mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v) Remir (defectivo): pres. agrides.. . frigimos. . dependendo do contexto Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase.águo. perf. aguamos. jazeu.. mobílias. e no pret. / pret. requereste.. diferindo dele na 1ª pess. vamos. mobiliaste. viu.. compeliste. aprouve. proveste.. ind. sua. expedir..caibo. perf..suo. (derivado do querer.ceio.): pres.venho. ind. do ind.. polis. perf. rever etc. perf.. sobrevir etc. disseste.Ele respondeu: "Marchar!" Usa-se o pessoal: 15 . ind. viste. ceia. . . perf. averiguaste. perf. . . despir.provejo.alguns apresentam pronúncia aberta: estréio. . . . ind. ind. vimos.jazi. ceastes.É proibido fumar na sala Nas locuções verbais ..): pres. ind. Suar (reg. . cerzir. provêem / pret. cearam (= verbos terminados em -ear: falsear. saudaste. .valho.fali. fregem / pret.. águas.. perf. perf.coei. ind. compeles. atribui. ind. mobiliei. .É um problema fácil de solucionar Quando o infinitivo possui valor de imperativo . ri. constrói (ou constui). pule.côo. reouveste. subtrair) Atribuir (irreg. compilaste. remediar. mobília. aguaste. ind. Construir (irregular e abundante): pres. Reaver (defectivo): pres.. Cear (irreg. perf. construo. . veio.. ceiam / pret. pedem / pret. foragir-se. refulgir. obstaste. creram / imp. .coube.. cair. ind. provemos. perf. precaveste-te.saúdo... ind.remimos. atrais. perf. . perf. .. / pret.. . agredimos. ind. subj.ceei.. . . divergir. .. .argüi..vim. . / pret. / pret. Pedir (irreg..vá. argüis.. côa. ind. . . críeis.. precavemo-nos. intervir. ind. ind. ind. ind. averigua (ú)... excluir.construí. atribuem / pret.

vão para o plural se terminarem por som vocálico. será obrigatório o ordinal (XX Bienal vigésima.Foi um erro responderes dessa maneira.. tu. Emprego Não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões Não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por possessivos É obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges) Diante do possessivo adjetivo o uso é facultativo. IV Semana de Cultura . (Luís XIV . Papa Paulo II .) designando séculos. SC. terceiro. Se estiverem acompanhando e modificando um substantivo. metade e terço. Quando o pronome representa o substantivo. MG. segundo. uma.: Ele foi o primeiro jogador a chegar. qual.numeral ou artigo? Nestes casos.para se certificar de que uma palavra é artigo. os. troque o gênero do substantivo posterior. do.Escutei baterem à porta Emprego Os fracionários têm como forma própria meio.. (ele ) Convidei-o (o) Quando o pronome vem determinando o substantivo. centena. (valor adjetivo) Ele será o primeiro desta vez. aquilo. 2. todas as outras representações de divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto.). seis espécies de pronomes: • pessoais: eu. GO.. Quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pes. indicando-o como pessoa do discurso. número e pessoa que representa ou acompanha o substantivo..LÍNGUA PORTUGUESA Quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal . nós. restringindo a extensão de seu significado. (meu ) Classificação dos Pronomes Há. multiplicativo (dobro. exceto: AL. nosso. triplo. quando substantivos. aquele e flexões. cujo. os fracionários. qualquer e flexões. PRONOMES Pronome é a palavra variável em gênero. papas e capítulos. mantendo com ele relação de concordância. (numa. quinze avos etc. NUMERAIS Palavra que indica quantidade. específico indefinido :um. Flexão Variam em gênero e número Gênero Cardinais: um. ele/ela. os multiplicativos. Se o suposto artigo não mudar de gênero.. pertence à outra classe. seu. eles/elas e as formas oblíquas de tratamento: • possessivos: meu.quatorze. 3. esse.Centro Educacional para Concursos 16 . quanto e flexões. terço) Valor do Numeral Podem apresentar valor adjetivo ou substantivo.segundo) Observação: • • • • se o numeral vier antes do substantivo. SP e SE Não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais. isso. emprega-se o artigo para conferir idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá participar). terão valor substantivo.determinam o substantivo de modo preciso. não se utiliza o artigo Não se usa artigo diante das palavras casa (=lar. vários.. vosso. todos os ordinais. décimo. • relativos: o qual. Ele chegou. utilizase na leitura ordinal até décimo. nada. torna-se obrigatório Antes de nomes de pessoas. que.. do pl. Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma indefinida ARTIGOS Palavra colocada antes do substantivo para determiná-lo. • interrogativos: que.) . quando expressam uma idéia adjetiva em relação ao substantivo Número: Cardinais terminados em -ão. dizemos tratar-se de pronome substantivo. dizemos tratar-se de pronome adjetivo. pouco. quem. todos os ordinais. cada. ninguém.determinam o substantivo de modo vago. múltiplo ou fração. quem. Pode ser classificado em: definido: o. uns. seu e flexões. vós. metade. terão valor adjetivo.). os multiplicativos e fracionários. tanto quanto. algo.quarta) zero e ambos (as) também são numerais cardinais dúzia. Ex.Eu não te culpo por saíres daqui Quando por meio de flexão se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito . Esta casa é antiga. dependendo do cardinal que os antecede Os cardinais. número de ordem. tudo. geralmente. umas . nenhum. em Português. teu. milésimo. PE. certo. à .. mas se o pronome for substantivo. moradia) e terra (=chão firme) a menos que essas palavras sejam especificadas Diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo. (esta) Meu livro é antigo. . todo. dois e os duzentos a novecentos. . quanto. por designarem um conjunto de seres um .. a não ser que venham modificados Usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros. ordinal (primeiro. fracionário (meio. Classifica-se como: cardinal (1. são chamados numerais coletivos. a partir daí usam-se os cardinais.). muito. • demonstrativos: este. isto. reis. Já se estiverem substituindo um substantivo e designando seres.. onde. • indefinidos: algum. quando têm função adjetiva. (fumar-verbo / O fumar faz mal à saúde) Observação: . outro. a. (valor substantivo) CEPCON . alguém. Esse processo chama-se substantivação.) O artigo tem a propriedade de substantivar qualquer palavra precedida por ele. impreciso Podem aparecer combinados com preposições. revistas e obras literárias (li em Os Lusíadas) Depois de todo. a distinção é feita pelo contexto. outrem. duplo. as . . MT.

consigo devem ser empregados somente como reflexivos. Revma Sacerdotes em geral Vossa Santidade V. um caso em que se empregam as formas retas eu e tu mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam como sujeito de um verbo no infinitivo. A. vós. Considera-se errado seu complemento. Veja a seguir alguns desses pronomes. o emissor. considera-se correto seu emprego como complemento: Informaram a ele os reais motivos CEPCON .Exa Altas autoridades em geral Vossa Magnificência V. Caso haja palavra de reforço. (errado) Preciso muito falar consigo.Centro Educacional para Concursos Emprestaram a nós os livros Eles gostam muito de nós As formas eu e tu só podem sujeito. (errado) Querida.Ema Cardeais Vossa Excelência V. Os pronomes oblíquos se. me+a=ma te+a=ta me + as = mas te + as = tas 17 . ele/ela. exceção feita a você. as. podemos propor o seguinte: quando precedidas de preposição não se usam as formas retas eu e tu. Eu sai (eu) Nós saímos (nós) Convidaram-me (me) Convidaram-nos (nós) 2ª pessoa: com quem se fala. Reis. incluem-se os pronomes de tratamento. As combinações possíveis são as seguintes: A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos a. tais pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios Os pronomes oblíquos podem aparecer me+o=mo te+o=to lhe+o=lho nos + o = no-lo vos + o = vo-lo lhes + o = lho me + os = mos te + os = tos lhe + os = lhos nos + os = no-los vos + os = vo-los lhes + os = lhos combinados entre si. tu. mas as formas oblíquas mim e ti: Ninguém irá sem eu ( errado) Nunca houve discussões entre eu e tu (errado) Ninguém irá sem mim (certo) Nunca houve discussões entre mim e ti (certo) Há. embora a concordância deva ser feita com a terceira pessoa.S. PRONOME ABREVIATURA EMPREGO Vossa Alteza V. passam a funcionar como oblíquos. nós. Papas Vossa Senhoria V. o referente. Pronomes de Tratamento Na categoria dos pronomes pessoais. eles/elas) devem ser empregados na função sintática de sujeito. Considera-se errada qualquer construção em que os referidos pronomes não sejam reflexivos: Querida. Referem-se à pessoa a quem se fala. duques Vossa Eminência V . Deram o livro para EU ler ( ler: sujeito) Deram o livro para TU leres( leres: sujeito) Verifique que. príncipes. Mag a Reitores de universidades Vossa Reverendíssima V. Tu saíste (tu) Vós saístes (vós) Convidaram-te (te) Convidaram-vos (vós) 3ª pessoa: de que ou de quem se fala. Neste caso. Nunca houve desentendimento (errado) Nunca houve desentendimento (certo) funcionar como emprego como entre eu e tu entre mim e ti Como regra prática. Ele saiu (ele) Eles saíram (eles) Convidei-o (o) Convidei-os (os) Os pronomes pessoais são os seguintes. gosto muito de você. o receptor. Convém notar que. Convidei ele ( errado) Chamaram nós ( errado) Convidei-o (certo) Chamaram-nos (certo) Os pronomes retos (exceto eu e tu).Sa Funcionários graduados Vossa Majestade V. (certo) Preciso muito falar com você. você. neste caso. si. na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de sujeito.M. imperadores São também pronomes de tratamento: o senhor. (certo) Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum. a senhora. Pronomes Pessoais Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso: 1ª pessoa: quem fala. consigo foram empregados como reflexivos: Ele feriu-se Cada um faça por si mesmo a redação O professor trouxe as provas consigo Os pronomes oblíquos conosco e convosco são utilizados normalmente em sua forma sintética. si. Convidaram ele para a festa (errado) Receberam nós com atenção (errado) Eu cheguei atrasado (certo) Ele compareceu à festa (certo) Na função de complemento. esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. quando antecipados de preposição. usam-se os pronomes oblíquos e não os pronomes retos.LÍNGUA PORTUGUESA empregados em frases interrogativas. vocês Emprego dos Pronomes Pessoais Os pronomes pessoais do caso reto (eu. Considera-se errado seu emprego como complemento. no entanto. pois os pronomes se. o emprego das formas retas eu e tu é obrigatório. gosto muito de si.

tempo: breve. ver seguidos de infinitivo: o nome oblíquo será sujeito desse infinitivo: Deixei-o sair. certamente. quando falamos dessa pessoa: Ao encontrar o governador. bastante.. modo: bem. quando nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome.determina subst. etc. realmente. 18 .Ocorre com os verbos deixar. adquirindo valor cerimonioso ou de modéstia: Nós . tão.. absolutamente. melhor.. com sufixo -mente negação: não. por acaso. As formas mais bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. talvez. indefinido (variável . Classificam-se de acordo com as circunstâncias que expressam: lugar: longe. de maneira alguma. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo exercendo função sintática de adjunto adnominal: Roubaram-me o livro = roubaram meu livro Não escutei-lhe os conselhos = não escutei os seus conselhos As formas plurais nós e vós podem ser empregadas para representar uma única pessoa (singular).Vossa Excelência já aprovou os projetos? Sua Excelência. provavelmente. frente a frente. a maioria dos adv. alhures. a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonasmo vicioso. de vez em quando. bem e mal aparecem nas formas analíticas do comparativo de superioridade (mais bem e mais mal) e não como melhor e pior Muito e bastante podem aparecer como advérbio (invariável) ou pron. também. Grau Apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis. de cor. devagar. o advérbio pode apresentar variações de grau comparativo ou superlativo. acima. embora ocorra o diminutivo. deverá estar presente na inauguração..LÍNGUA PORTUGUESA . um adjetivo. ninguém me engana. Vi-o chegar. intensidade: muito. como (de modo).D ) O filho obedece-lhe (V.: bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas. Obs. Nesses casos. é comum o uso do sufixo só no último Antes de particípios. pior. demais. assim como as construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de verbos transitivos diretos: Eu lhe vi ontem (errado) Nunca o obedeci (errado) Eu o vi ontem (certo) Nunca lhe obedeci (certo) 9. ainda. As formas oblíquas O. e por sua. ao passo que as formas LHE. do ponto de vista gramatical.Centro Educacional para Concursos terceira pessoa: Você trouxe seus documentos? Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.. Obs. desenvolvendo as orações reduzidas de infinitivo: Deixei-o sair = deixei que ele saísse Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos: A mim. são classificadas como advérbios interrogativos.. embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª pessoa.. por que (de causa) e quando (de tempo). Comparativo: igualdade: tão+adv+quanto superioridade: mais+adv+(do) que inferioridade: menos+adv+(do) que Superlativo: sintético: + sufixo -íssimo analítico: muito+adv.T. São classificadas.T. em vão. e sim ênfase. à frente. ouvir. Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que representa o livreiro) com O (que representa o livro). perguntou-lhe: . l ) Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões) aparece como complemento de verbos transitivos indiretos. à vontade. de repente. meu Deus! Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de vossa. mal. já. junto.disse o prefeito .. em breve. de manhã. atrás. mais.. outro advérbio ou uma frase inteira. pouco. A ti tocou-te a máquina mercante. AS são sempre empregadas como complemento verbos transitivos diretos. fazer. Sofia deixou-se estar à janela.procuramos resolver o problema das enchentes. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar como sujeito. o governador. AS. É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos. dentro. possivelmente. afirmação: sim. tampouco. Vós sois minha salvação. cedo. (Ele está mais bem informado do que eu) Emprego Na linguagem coloquial. Vossa Alteza.: as palavras onde (de lugar).. dúvida: quiçá.. sentir. São locuções adverbiais: à direita. mandar. paguei-lho. Nesses casos. comportam-se como pronomes de CEPCON . portanto). ADVÉRBIOS Pode modificar um verbo.Você pagou o livro ao livreiro? Sim. em função da circunstância que expressam. o advérbio assume valor superlativo A repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo Quando os advérbios terminados em -mente estiverem coordenados. Você e os demais pronomes de tratamento (Vossa Majestade. o advérbio recebe sufixo diminutivo.) Adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho) Palavras denotativas Série de palavras que se assemelham ao advérbio.. LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos indiretos: O menino convidou-a (V. efetivamente. OS.

em vez de.LÍNGUA PORTUGUESA A NGB considera-as apenas como palavras denotativas. lá por. arre! animação: coragem!.sair com amigos meio . pessoais. desde que etc. agora. temporais . afinal etc. entre.e.. como etc. ante. bis!. que etc. subordinando uma à outra. conclusivas (conclusão) . consoante. rua!. inclusive. somente.ir a Roma CONJUNÇÕES Palavra que liga orações. inclusive etc. efeito) que (precedido de tal. (Somos três. só. ora . pois (depois do verbo) etc. de acordo com. (E você lá sabe essa questão?) retificação: aliás. de maneira que etc. contra. concessiva . estabelecendo relação de subordinação (regente . já que. oba! etc. ainda que. consoante. sequer. 00 origem . não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. menos ela) explicação: isto é. para que. vieram) São locuções prepositivas: abaixo de. obl. apenas etc. (É quase 1h a pé) designação: eis (Eis nosso carro novo) exclusão: apesar. por exemplo. passa!.escrever a lápis / ferir-se com a faca companhia . ao passo que etc.Flamengo contra Fluminense conteúdo . cá. advertência: cuidado!. a saber.. ou melhor. em.nascer a 15 de outubro / viajar em uma hora modo . adversativas (adversidade.tremer de frio / preso por vadiagem assunto . enquanto preposições acidentais regem as formas retas dos pron.música de Caetano lugar . eia! aplauso: bravo!. Apresentam 5 tipos: aditivas (adição) . mas. (Apenas um me respondeu) realce: é que. apesar de. quatro) situação: então. per. ué! etc. após. Classificam-se em função da idéia que expressam: adição: ainda. ui! etc. consecutivas (conseqüência. segundo.embora. quer . psit! etc.logo. uns. atenção etc. perto de etc. preposições essenciais regem pron. visto que. finais . é porque etc. mas também. xô! etc. (Todos saíram.liga dois termos. exceto. adequação) conforme. além disso etc. se.Centro Educacional para Concursos INTERJEIÇÕES Expressa estados emocionais do falante.carro de João oposição . ou melhor. ou antes etc. . PREPOSIÇÕES Palavra invariável que liga dois termos entre si. para. (Falei sobre ti/Todos. de. apenas etc. tão etc. durante. mesmo que etc. proporcionais .voltar a cavalo / viajar de ônibus matéria . (Afinal. tônicos. acerca de.ou.. contanto que.a fim de que. uma vez que etc. cerca de. porém.cair sobre o telhado / estar sob a mesa tempo .. trás acidentais (podem exercer função de preposição): afora. até. chamamento: alô!. sob. chi!.quando. de modo que. por volta de etc.se. tanto.copo de (com) vinho preço . contudo etc.falar sobre política fim ou finalidade . dor: ai!. (Eu também vou) limitação: só. oblíquo . espanto: puxa!. portanto. senão. ao lado de. que etc. caso. à proporção que. se bem que.mas. Apresentam 10 tipos. sendo invariável Pron. Obs. conforme. conformativas (conformidade. oh!. também. sobre. escolha) . nem. (Comeu tudo e ainda queria mais) afastamento: embora (Foi embora daqui) afetividade: ainda bem.que. enquanto as demais iniciam orações subordinadas adverbiais. determinando-o Relações estabelecidas pelas preposições autoria . estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). olá!.. As conjunções classificam-se em: Coordenativas: ligam duas orações independentes (coordenadas).substitui um substantivo Artigo . que (precedido de mais ou menos) etc. adverbial nunca é preposição Emprego combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos) contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela) não se deve contrair de se o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar) Pronome pessoal oblíquo x preposição x artigo Preposição . não. Divide-se em: essenciais (maioria das vezes são preposições): a. Subordinativas: ligam duas orações dependentes. exceto eu. oposição) . junto de. resultado. enquanto. porque. isto é. os clássicos) inclusão: até. prepositiva é sempre uma preposição. avante!. alívio: ufa!. a fim de. com. se As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas.como. unicamente.chegar aos gritos / votar em branco causa . Podem expressar: alegria: ah!. desde que etc. infelizmente (Ainda bem que passei de ano) aproximação: quase.vender a (por) R$ 300.regido). perante. bem. afugentamento: fora!. logo. comparativas .. quer etc. condicionais . desejo: oxalá!. além de. unicamente. mas ainda etc. por. através de. salvo. todavia. enquanto a última palavra de uma loc. ora.indicadores de intensidade). segundo. a saber etc. desde. alternativas (alternância. mas. senão etc. lá.: a última palavra da loc.porque.vir em socorro / vir para ficar CEPCON . ou.descender de família humilde destino . ou . integrantes . mais um! etc. (Li vários livros. sem. tomara! etc. 19 . ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração.pois (antes do verbo). Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas. oh!.anel de prata / pão com farinha posse . exclusão.à medida que. exceto.antecede o substantivo. explicativas (justificação) . ainda. variando de acordo com o contexto emocional. quem perguntaria a ele?) instrumento . causais . felizmente. somente.

processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o acréscimo de afixos.processo em que ocorre a junção de dois ou mais radicais. ficar. • aglutinação: quando ocorre a alteração fonética. ou transitivo indireto.ABL). Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e. nominal ou verbo-nominal.não derivam de outras (casa. dr. silêncio: silêncio!. • sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente). permanecer. Ou ainda transitivo direto e indireto. voar etc. • regressiva: redução da palavra primitiva. causadas por um ou mais indivíduos. haver (no sentido de existência) etc. extra. relatar. exigindo um ou mais objetos na ação. A partir de siglas. • Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua compreensão (metrô. o que torna a língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. de perna + alta). não têm sujeito nem objeto na oração.possuem mais de um radical (couve-flor. pneu.de substantivo próprio a comum). Exemplos: andar. Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias.Podendo ser transitivo direto. É o verbo que determina o tipo do predicado. quieto! São locuções interjeitivas: puxa vida!. São cinco tipos de derivação. não diga!. de base substantiva ou adjetiva. sendo a outra o substantivo.de verbo para substantivo. à palavra primitiva (em + lata + ado)..africano e latino / sambódromo . Esse processo é responsável pela formação de verbos. apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo. obs.só possuem um radical (couve. a língua portuguesa também possui outros processos para formação de palavras. anoitecer. São dois tipos de composição. • Verbos de ligação: São os verbos que não designam ações.) Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma seqüência de palavras (Academia Brasileira de Letras . emprego dos tempos. andar. VERBO Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. em função da estruturação e origem das palavras encontramos a seguinte divisão: • palavras primitivas . como: • Hibridismo: são palavras compostas. • justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol. flor) • palavras derivadas . Podem ser divididos das seguintes formas e verbos não são apenas ações. Por isso alguns vocábulos caem em desuso (arcaísmos). Classificação Definem-se os verbos tradicionalmente como as palavras que indicam ação.Centro Educacional para Concursos 20 . modos e vozes verbais. • • • Processos de formação de palavras As palavras estão em constante processo de evolução.derivam de outras (casebre. que pode ser predicado verbal. Exemplos: ser. petista) Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas palavras. latim e grego / alcalóide. zunzum. flor) • palavras compostas . existir. é necessário o conhecimento dos seguintes processos de formação: Composição . grego e latim / sociologia. Verbos: conjugação. cruz credo! etc. ou derivadas. que horror!. constituídas por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo. • Onomatopéia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue. árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal . com perda de elementos (pernalta. quando não exigir preposição depois do verbo. continuar. nevar. estado ou fenômeno da natureza.uou Quanto à conjugação • Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar. ora bolas!. bicicleta. tornar-se. são também usado para ligar o sujeito do predicativo: Quanto à semântica • Verbos transitivos: Designam ações voluntárias. enquanto outros nascem (neologismos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. psiu!. florzinha) • palavras simples .LÍNGUA PORTUGUESA impaciência: hum!. Derivação . estar. graças a Deus!. sexta-feira). virar etc. Exemplos: chover.francês e grego). Na Língua Portuguesa. parecer. moto. portanto. • prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil). nadar. "é um judas" . e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa. Nesse processo forma-se substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda / de ajudar). Além desses processos. alcoômetro. formam-se outras palavras também (aidético. ou para palavras que adquirem um novo significado. quando exigir preposição depois do verbo. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma. • imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva ("o jantar" . etc. aguardente) Para a formação das palavras portuguesas.africano e grego / burocracia . O verbo pode designar ação.. • parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. miau). viver. bígamo. • CEPCON . estado ou fenômeno da natureza. cortar.. hem! etc.

(eles conseguem) Número Indica a quantidade de pessoas. Comido.Ele sempre fica no final da frase.LÍNGUA PORTUGUESA • Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber.subjuntivo e imperativo.Indica um fato passado em relação a outro (ele conjugara) Futuro do presente .Centro Educacional para Concursos • • 21 . gerúndio e particípio). é característica do Modo Indicativo. supor. alem das formas nominais (infinitivo. Passiva: O sujeito recebe a ação. ser.Indica um fato que irá acontecer no futuro (eu conjugarei) Futuro do pretérito . • Verbos irregulares: Sofrem modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem. futuro do presente. transpor. ido ou ida.: Amado.Indica mais de uma pessoa (eles estão) Modos verbais As flexões de Modo determinam as diversas atitudes da pessoa que fala com relação ao fato enunciado. abrir. tendo modificações no radical e nas terminações. fugir. "ele iu".enchido. • O gerúndio: São terminados em ndo. ada. Pretérito perfeito . Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. terceira (mensagem). Verbos anômalos: Entre os irregulares se destacam os anômalos. Comida. "eu sejo". depor. Eu e nós pertencem à primeira. tempo.Indica um futuro que ocorre no passado (ele conjugaria)-uma coisa que poderia ter acontecido • • • • • Pessoa Pessoa é a quem se refere o verbo. etc. futuro do pretérito. que apresenta diferenças e diversas formas de um mesmo verbo. ter ("eu vou". O verbo anômalo pôr (único com o tema em o). conter. sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. "eu medo"). Verbos possuem por classificação: modo. Latida. "ele tia". "ele tinha". • • • Pretérito imperfeito .Indica um acontecimento que se prolongou ao longo no tempo com inicio e fim no passado (eu estudava). trazer . CEPCON . diga. Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos. Se são uma ou mais de uma. "eu caibo".: Amar. com seus compostos (compor. Exemplo: precaver não existe a forma "precavenha".traz. Tempo O tempo é usado para indicar quando ocorreu a ação a qual o verbo se refere. • Voz: ativa. passiva (analítica ou sintética). Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. • Eu . Exemplos: ir. Quanto à morfologia • Verbos regulares: Flexiona sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. Latindo. Ex. "eu meço". eles/elas à terceira. medir ("eu resfolgo". Ex. Amada. • Tempo: presente. Latido. • MODO E TEMPO VERBAL Modo verbal é uma classificação dada a um verbo. Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. • O particípio: São terminados em ado. Exemplos: amar. • Presente . partir. "tu sês". também é considerado da segunda conjugação devido à sua conjugação já antes realizada (Ex: fizeste. pretérito imperfeito. reflexiva. poder etc. fazer faz. Pessoa: primeira (transmissor). Ex: Ana se cortou ou se machucou. Reflexiva: O sujeito faz e também recebe a ação. cair. tu e vós à segunda e ele/ela. traga.' 'Uma ação incompleta realizada no passado. "eu tesse").Indica um acontecimento que se iniciou e terminou no passado durante pouco tempo (eu caí é quase imediato) Pretérito mais-que-perfeito . "ele foi". dizer .fixado.Indica o fato no momento em que se fala (ele conjuga). etc. antepor. • Singular. faça. "eu tivesse". Comendo. vender. iludir. Latir.Indica uma pessoa (eu estou). caber.(ele consegue) • Nós . O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo. Formas nominais • O infinitivo: São terminados em r.(vós conseguis) • Eles/Elas . "eu cabo". pretérito perfeito.diz.: Amando. Exemplos: resfolegar. São verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence. Ex : Os alunos resolveram todas questões. e não "eu io". "tu és". pretérito mais-que-perfeito. e não "eu resfolego". Flexão Número: singular e plural. fixar . que acontece ou que acontecerá. fixo. decorrente de sua forma do português arcaico poer. • Plural. pessoa e número. Comer. Assim: • uma atitude que expressa certeza com relação ao fato que aconteceu. Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir. "eu sou".(nós conseguimos) • Vós . Ex. segunda (receptor). vinda do latim ponere. puseste). cheio.). Ele sempre fica na frente da frase.(tu consegues) • Ele/Ela . Exemplos: encher . • Modo: indicativo. etc.(eu consigo) • Tu .

• Exemplos de usos do pretérito mais-queperfeito simples: Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera. Exemplos: Se eu trabalhasse. agora! Com relação ao Tempo. • Eles 'vendiam' sempre fiado. 'Lidei' cruas guerras. ela já tinha saído. permanente ou habitual.… um fato simultâneo em relação a outro no passado. Luar de Janeiro) • "'Andei' longe terras. um processo anterior ao momento em que se fala." (poema de Quincas Borba). No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. 'Tenho estudado' todas as noites. é usado para indicar uma ação que se prolonga até ao momento presente. Exemplo: Faça isto. positiva. leu-lhe o artigo em que 'advertia' o partido da conveniência de não ceder às perfídias do poder. pois não se refere a um conceito situado perfeitamente num contexto de passado. O Sertão e o Mundo) Te dou meu coração. através da locução verbal. O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas 'simples' e 'composta'. No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala." (Gonçalves Dias." (Augusto Gil. • "Uma noite.caiu) Pretérito mais-que-perfeito Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a outro também no passado (o passado do passado. uma dúvida ou uma hipótese é característica do Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo). • Pretérito Perfeito Indica um fato já ocorrido. • Ela 'vendia' flores • "Glória 'usava' no peito um broche com um medalhão de duas faces. 'saiu' ao meio da trilha e 'detonou'. sendo que a primeira costuma aparecer em discursos mais formais e a segunda. Emprega-se o pretérito imperfeito do Indicativo para assinalar: • um fato passado contínuo. Tinha chovido muito naquela noite.. Adormecida). Relíquias de Casa) Morava.. mas que durou um tempo no passado. Entretanto. ou ainda. Poema em Linha Reta . Pretérito Imperfeito Expressa o passado inacabado.Centro Educacional para Concursos • • • • • • um fato passado.LÍNGUA PORTUGUESA Exemplos: Ele trabalhou ontem. uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. eu me lembro… ela 'dormia'" Numa rede encostada molemente (Castro Alves.… Quando eu partir.… uma atitude que expressa uma ordem. ou casual. 22 ." (Gustavo Barroso. • O aluno lê um poema." (Machado de Assis. algo que aconteceu antes de outro fato também passado). "Eu. Nós iremos amanhã. as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. Presente do Indicativo Expressa o fato no momento em que se fala. 'Vaguei' pelas serras. Por tanto ele não indica a certeza de um fato acontecido. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala. mas de incerta localização no tempo: 'Era' uma vez. cuja ponte o rio levara. referindo-se a um facto que se situa perfeitamente no passado e que nos dá a certeza de que 'aconteceu'(aconteceu está no pretérito perfeito). "Levava comigo um retrato de Maria Cora. "'Apanhou' o rifle. Eu 'verifico' que não tenho par nisto tudo neste mundo." (Raquel de Queirós. alcançara-o dela mesma… com uma pequena dedicatória cerimoniosa. Banzo). quisera dar o mundo • Exemplos de usos do pretérito mais-queperfeito composto: Quando eu cheguei. sendo assim chamado este tempo verbal de pretérito imperfeito. • • • • • Posso afirmar que meus valores 'mudaram'. um fato habitual. no arraial de São Gonçalo da Ponte. certa. Ela está em casa.diário. CEPCON . que 'tenho sofrido' a angústia das pequenas coisas ridículas. uma atitude que revela uma incerteza. 2. deixando dela somente os pilares de alvenaria." (Fernando Pessoa. Dos vis Aimorés. Na forma composta. As Três Marias). podemos expressar um facto basicamente de três maneiras diferentes: 1. na fala coloquial. um conselho. Neste contexto. • Posso afirmar que meus valores mudaram. a Língua Portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos Modos e Tempos: Modo Indicativo Expressa certeza absolutamente apresentando o fato de uma maneira real. • Um aluno dorme. I-Juca-Pirama). Daí o nome: Pretérito Perfeito. 3. Emprega-se o Pretérito Perfeito do Indicativo para assinalar: • um facto já ocorrido ou concluído: • 'Trocaram beijos ao luar tranqüilo."(Coelho Neto. um pedido. concluído. na qual se usa o particípio. indicando a simultaneidade de ambos os fatos: Eu 'lia' quando ela chegou. "Nessa mesma noite.

como se soubesse a Futuro do presente composto Assinala um fato posterior ao tempo atual. uma ação vindoura. ao presente ou ao futuro. "Quando ele chegar.Centro Educacional para Concursos 23 . que teria uma certa consequência. Quando ele tiver comido. Tabacaria . Exemplo: "Até meus bisnetos nascerem. Pretérito mais-que-perfeito composto Formado pelo imperfeito do subjuntivo do verbo auxiliar (ter. verdade. • Se eleito. Presente Emprega-se o presente do subjuntivo para assinalar: • um fato presente. que não se verifica na realidade. incerto. se não tivesse trabalhado tanto. um pedido. • Uma ironia ou um pedido de cortesia: Daria para fazer silêncio! Poderia fazer o favor de sair!? Modo Subjuntivo (ou Conjuntivo) Revela um fato duvidoso. dos dados e das prostitutas.LÍNGUA PORTUGUESA "Estou hoje vencido. herói indiscutível. Quando nós tivermos comido. Sertão) "Como fizesse bom tempo. Dona Flor e Seus Dois Maridos) • "A qual escolherei. saberei o que fazer.… " (Jorge Amado. Futuro do Pretérito / Condicional Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar: • Um fato futuro em relação a outro no passado "Se eu morresse amanhã. ou seja. poderia ajudar. Eu não sei distinguir esta daquela?" (Alvarenga Peixoto. jamais outro virá tão íntimo das estrelas. "Talvez a lágrima subisse do coração à pupila…" (Coelho Neto. um conselho. Futuro Emprega-se o futuro do subjuntivo para assinalar uma possibilidade a ser concluída em relação a um fato no futuro. É formado por afirmativo e negativo. Este modo verbal não possui a primeira pessoa do singular (eu). mas anterior a outro fato futuro. ajudado. Eu teria viajado se não tivesse chovido Obs: Perceba que todas as frases remetem a ação para o passado. neste estado. pode se referir ao passado. um desejo ou um sentimento. poderia ter Se ele estivesse aqui agora. um desejo ou uma vontade Espero que eles façam o serviço corretamente. agora! Com relação ao Tempo. mas duvidoso ou incerto Talvez eles venham amanhã.Álvaro de Campos) • uma condição contrafactual. Se ele estivesse aqui ontem. Talvez eles façam tudo aquilo que nós pedimos. mando. Futuro Composto verbo comer: Quando eu tiver comido. • Quando os sinos badalarem nove horas. Jôninha e Nice). já terei saído. voltarei para casa. Exemplos de futuro composto: • Ele vai fazer (fará) compras e vai voltar (voltará) em breve. Minha mãe de saudades morreria. • Quando eu voltar. podemos expressar um fato basicamente de três maneiras diferentes: • No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala. Quando vos tiverdes comido. (Álvares Azevedo. ficarei muito feliz. Espero que tragam-me o dinheiro Pretérito Imperfeito Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para assinalar: • uma hipótese ou uma condição numa ação passada. Uma atitude que expressa uma ordem. se. haver) mais o particípio do verbo principal Tem valor semelhante ao Imperfeito do subjuntivo Ex: Eu teria caminhado todos os dias desse ano. • • um fato futuro. • No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala." (Aluísio Azevedo. presente ou futura. mas duvidoso ou incerto." (Fernando Pessoa. como se estivesse para morrer. Também pode indicar uma condição incerta. Quando eles tiverem comido. • Se ele estiver lá amanhã. Talvez ele saiba sobre o que está falando. • "… era Vadinho. certamente ela também estará. eu terei me aposentado". Casa de Pensão) CEPCON . mas condicional a outra ação também futura. uma vontade ou um desejo é característica do Modo Imperativo. A frase Se eu estudasse. pois não podemos mandar em nós mesmos. Se ele viesse amanhã. • No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. as senhoras combinaram em tomar o café na chácara. Futuro do Presente Emprega-se o futuro do presente para assinalar uma acção que ocorrerá no futuro relativamente ao momento em que se fala. aprenderia é diferente de Se eu tivesse estudado. Quando tu tiveres comido. poderia ajudar. Exemplo: Faça isto. mas posterior e dependente de outra ação passada. • Caso eu tenha sido escolhido. Se Eu Morresse Amanhã). Pretérito Perfeito Emprega o passado com relação a um futuro certo. lutarei pelos menores carentes. teria aprendido Imperativo Exprime uma atitude de solicitação. Estou hoje vencido.

O garoto magoou-se. Vou encontrar minhas amigas. Vou encontrar Maria = Vou encontrála). Se o sujeito for uma oração. A concordância do predicativo do objeto segue. o pronome os (los) substitui um nome masculino plural ou mais de um nome de gêneros diferentes (Encontrei meus amigos. o predicativo fica no masculino singular (É vantajoso saber-se uma língua estrangeira = É vantajoso que se saiba uma língua estrangeira). terminado em "ondo"). para o masculino plural (O livro e a caderneta estão encapados). Concordância dos pronomes possessivos. as. Essa relação pode ser de atividade. Neste contexto. "Estou pondo novas informações neste artigo". Predicativo. 2) se os gêneros dos termos que compõem o sujeito forem diversos. Exemplos (a concordância mais rara está entre parênteses): 1) livro e caderno encapado (ou encapados). com as seguintes ressalvas: 1) Sendo do mesmo gênero os termos que compõem o sujeito. vai para o plural (O livro e o caderno estão encapados). Os pronomes o (lo) e a (la) substituem. mutuamente. "Eles estão indo para a escola. Adjunto adnominal. a. as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento.". A torcida aplaudiu os jogadores. Encontrei Maria = Encontrei-a. Compram-se carros velhos. CONCORDÂNCIA NOMINAL O adjetivo concorda em gênero e número com o termo a que se refere (substantivo ou pronome). ou vou encontrar Maria e Júlia = Vou encontrá-las). Concordância dos pronomes pessoais o. é como se denomina a flexão verbal que denota a forma segundo a qual o sujeito se relaciona com o verbo e com os complementos verbais. • • • • Concordância Nominal e Verbal CEPCON . 4) livros e cadernetas encapadas (ou encapados). se os termos modificados tiverem gêneros diferentes. As normas de concordância do predicativo com o sujeito composto são idênticas às que se aplicam ao adjunto adnominal. pode concordar em gênero com o termo mais próximo a que se refira. Vou encontrar meus amigos. Voz passiva: indica que a ação expressa pelo verbo é recebida pelo sujeito Voz passiva sintética ou pronominal: formada por verbo transitivo direto na 3ª pessoa + se (pronome apassivador ou particula apassivadora) + sujeito paciente e sempre vai estar acompanhado pelo pronome apassivador SE. quer a de predicativo (O livro é bom). os. Referindo-se a mais de VOZ VERBAL Voz verbal. os estudiosos João e Maria). Voz passiva analítica:formada pelos verbos ser ou estar + particípio do verbo principal + agente da passiva As casas são alugadas pelo corretor. 3) livros e caderno encapados (ou encapado). ou ir para o plural. Não possui verbo ser . João. No português. Referindo-se a mais de um substantivo ou pronome. As vozes verbais são: • Voz reflexiva: indica que a ação expressa pelo verbo é praticada e recebida pelo sujeito. nem pronome "se". Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com o substantivo designativo do objeto possuído. Thiago e Tassiana se casaram. este vai para o plural (os dedicados Pedro e Paulo. é terminado por "ando". o predicativo vai. Voz ativa: é como se denomina a flexão verbal que indica que o sujeito pratica ou participa da ação denotada pelo verbo. 3a pessoa. Se o adjunto adnominal está posposto a mais de um substantivo ou pronome. Maria Joana quebrou a janela de dona Télia. sendo nomes próprios ou de parentesco os termos modificados pelo adjunto. "endo" e "indo" (no caso do verbo pôr e seus derivados.LÍNGUA PORTUGUESA Entretanto. e pode concordar em número com o termo mais próximo a que se refira. ou encontrei Maria e Júlia = Encontrei-as. normalmente. Vou encontrar João = Vou encontrá-lo. sua = feminino singular. a língua portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos modos e tempo Exemplo • Parcele sua compra! • Faça sua tarefa! • Lave a louça! • Escove os dentes! • Compre aqui e ganhe um brinde! Gerúndio Uma ação que está acontecendo. as mesmas normas que se aplicam à concordância do predicativo do sujeito. Voz é a categoria verbal da qual se marca a relação entre o verbo e seu sujeito. um nome masculino singular ou um nome feminino singular (Encontrei João = Encontrei-o. quer exerça a função de adjunto adnominal (Comprei um bom livro). passividade ou ambas. o adjunto adnominal a estes antepostos concorda em gênero e número com o mais próximo (O professor exigiu completo silêncio e disciplina. "Nós estamos correndo em círculos!". concordando com casa). ou adotar a flexão masculina. de preferência. em linguística. e em pessoa com o possuidor desse objeto: João vendeu sua casa (sua = dele. Exemplos: "Eu estou falando contigo…". o predicativo conserva esse gênero e. ou meus amigos e minhas amigas = Vou encontrá-los). ou meu amigo e minha amiga = Encontreios. o pronome as (las) substitui um nome feminino plural ou mais de um nome feminino (Encontrei minhas amigas. Galoparam por estreitas estradas e caminhos). respectivamente.Centro Educacional para Concursos 24 . em geral. 2) livro e caderneta encapada (ou encapados). • Voz reflexiva recíproca: quando há um sujeito composto e o verbo indica que um elemento do sujeito pratica ação sobre o outro. Alugam-se casas.dá destaque é quem pratica a ação (agente).

Verbo SER indicando tempo. Palavras sinônimas: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural. com os alunos. Eu. distância: concorda com o predicativo. Pronomes (indefinidos ou interrogativos) seguidos de pronome: verbo no singular ou plural. excesso: CONCORDÂNCIA VERBAL Regra geral O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Tu. Viam-se ao longe as primeiras casas. A maioria dos candidatos conseguiu(iram) aprovação. Hoje sou eu que faço o discurso. o possessivo concorda com o que estiver mais próximo: Teu juízo e serenidade. Ligado por OU: verbo no singular ou plural. Verbo acompanhado da palavra SE SE = pronome apassivador: verbo concorda com o sujeito paciente. Ainda havia muitos candidatos para a Universidade. nem um nem outro: verbo no singular ou plural. Ligado por COM: verbo concorda com o antecedente do COM ou vai para o plural. Ontem fez dez anos que ela se foi. CEPCON . O policial ou os policiais prenderam o perigoso assassino. De pessoas diferentes: verbo no plural da pessoa predominante.LÍNGUA PORTUGUESA um substantivo. SE = índice de indeterminação do sujeito: verbo sempre na 3ª pessoa do singular. Palavra QUEM: verbo na 3ª pessoa do singular. O professor. Um dos que: verbo no singular ou plural. O maestro com a orquestra executaram a peça clássica. nevava muito. Com núcleos em correlação: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural. verbo haver indicando existência ou tempo. dependendo do valor do OU. A Ética ou a Moral preocupa-se com o comportamento humano. Vai para dez meses que tudo terminou. Expressões que indicam quantidade aproximada seguida de numeral: verbo concorda com o substantivo. ela e os peregrinos visitareis o santuário. indicando tempo: ficam sempre na 3ª pessoa do singular. Valdir ou Leão será o goleiro titular. Morria-se de tédio durante o inverno. você e os alunos iremos ao museu. Necessitava-se naqueles dias de novas idéias. Exemplos: Um e outro médico descobriu (ram) a cura do mal. Um ou outro: verbo no singular. Hoje é dia 3 de outubro. Alguns de nós seremos eleitos. pois ontem foram 2 e amanhã serão 4. Daqui até Jardinópolis são 316 quilômetros. Nem um nem outro problema propostos foi (ram) resolvido(s).Centro Educacional para Concursos 25 . Foi um dos alunos desta classe que resolveu o problema. Os técnicos escalaram os times. às vezes. Sujeito constituído por: a)um e outro. no singular. Ligado por NEM: verbo no plural e. O cientista assim como o médico pesquisa (m) a causa do mal. Expressões partitivas seguidas de nome plural: verbo no singular ou plural. O povo escolherá seu governante em 15 de novembro. Durante o inverno. O técnico escalou o time. Qual de nós será escolhido? Poucos dentre eles serão chamados pelo Exército. Casos especiais Sujeito composto • • • • • • • Anteposto: verbo no plural. verbo fazer. Mais de um jogador foi elogiado pela crônica esportiva. Palavra QUE: verbo concorda com o antecedente. Posposto: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural. Coletivo geral: verbo no singular. Cerca de dez jogadores participaram da briga. Seu filho foi um dos que chegaram tarde. ir. Verbos Impessoais Verbos que indicam fenômenos. resolveu o problema.. Com sujeito que indica quantidade e predicativo que indica suficiência. Nem Paulo nem Maria conquistaram a simpatia de Catifunda. Amanhã serão eles quem resolverá o problema. Ofereceu-se um grande prêmio ao vencedor da corrida. Estava-se muito feliz com o resultado dos jogos. Exemplos: O técnico e os jogadores chegaram ontem a São Paulo.. João ou Maria resolveram o problema. Chegou (aram) ontem o técnico e os jogadores.

mais.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em.LÍNGUA PORTUGUESA concorda com o predicativo. por. de. por. 5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com. para. para. devoto a.: Vou ao dentista. O Amazonas deságua no Atlântico. Merecem atenção especial as palavras que exigirem preposição A. O problema eram os móveis. constituído com. Minas Gerais exporta minérios. somos todos nós. imune a. b)com artigo plural: verbo no plural. • acostumado a. por. por. único a. por.Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a. Ex. Hoje. • afável com. apto a. em. ansioso de. Deu duas horas o relógio do alto da montanha. conforme a. 3. de. preferível a. para. em. por serem passíveis de emprego de crase. Dez feijoadas era muito para ela. de. • afeiçoado a. CEPCON . aversão a. de.: As crianças obedecem aos pais. de. por. dúvida em. adjetivos e advérbios podem. Sujeito = nome próprio plural. 4. para. Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica. com. contente com.: Simpatizo com Lúcio. apaixonado de. Mulheres discretas é coisa rara.Preferir . Verbo PARECER Verbo parecer + infinitivo: flexiona-se um dos dois. Regência Nominal e Verbal REGÊNCIA NOMINAL Substantivos. devoção a. muito mais.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a. sobre. mil vezes mais. para. "Os Lusíadas" narram as conquistas portuguesas. por. Segundo a linguagem formal. desprezo a. tudo são alegrias eternas. situado a. de. Os cientistas pareciam procurar grandes segredos. Os Estados Unidos enviaram tropas à zona de conflito. Ex. último a. entre. sobre. em. contemporâneo a. etc. ávido de. de./ Cheguei a Belo Horizonte. O homem sempre foi suas idéias. com./ Antipatizo com meu professor de História. propenso a. • alheio a. Verbo DAR Verbo dar (bater e soar) + hora(s): concorda com o sujeito.: Joana namora Antônio./ Maria reside em Santa Catarina. em. • ambicioso de. por. com.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em. Com sujeito e predicativo do sujeito: concorda com o que prevalecer. de. por regência nominal. para. com. amor a. respeito a. Vinte milhões era muito por aquela casa./ O aluno desobedeceu ao professor. constante de. curioso de. Ex. por. de. • aflito com. para. junto a. falta a. A Pátria não é ninguém. de. acerca de. por. cruel com. imbuído de. 6. REGÊNCIA VERBAL 1. Segue uma lista de palavras e as preposições exigidas. de.Centro Educacional para Concursos 26 . por. para. por.: Ele mora em São Paulo. desgostoso com. de. em. em. para. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • amizade a. exigir complementação para seu sentido precedida de preposição. entre. inclinação a. 2. Os cientistas parecia procurarem grandes segredos. por. a)com artigo singular ou sem artigo: verbo no singular. Ex. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes. com. incompatível com. em. Deram duas horas no relógio do campanário. próximo a. Santo Antônio era as esperanças da solteirona. por. por. empenho de. Ex. atencioso com. para.Namorar – não se usa com preposição.

3 . exigir.: Ela pagou a conta do restaurante. Ex. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. 6 .Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição.: Disparou o tiro visando o alvo. b) no sentido de envolver.: Suas queixas não procedem.Informar a) no sentido de comunicar. As crianças foram ao largo.: Implica com ela todo o tempo. as: Fui à feira ontem.Esquecer/lembrar a.no sentido de almejar.Centro Educacional para Concursos 27 . Ex. As crianças foram à praça.: Quero viajar hoje. b. Ex.: Esta era a vida a que aspirava.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.: Informou todos do ocorrido. 2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. art. Em linguagem escrita.Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição. Ex. haverá crase: Vou à Campinas das andorinhas. Ex. que admitam ao antes deles: Vou à praia. Ex. presenciar: exige a preposição a. 9 . Observe que o verbo ir requer a preposição a e o substantivo cidade pede o artigo a.LÍNGUA PORTUGUESA Ex. avisar. Portanto. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com. a crase é representada pelo acento grave. são regidos pela 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre). executar: usa-se a preposição a. Ex. No entanto. b) no sentido de acarretar. Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas. Ex. Verbos que apresentam mais de uma regência 1 .: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. b) no sentido de originar-se. Ex. comprometer: usa-se com dois complementos. não poderá haver crase: Vou a Campinas amanhã. b) no sentido de ver. socorrer: usase sem preposição.: Visaram os documentos. Ex.Assistir a) no sentido de prestar assistência. Observações a) Quando o nome não admitir artigo. 4 .Implicar a) no sentido de causar. Paulo dedica-se às artes marciais. Vou ao campo.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa. d) no sentido de morar. pretender: exige a preposição a. c) no sentido de ter valor de.: O carro custou-me todas as economias. b) no sentido de estimar. dar informação: admite duas construções: CEPCON . Ex.Custar a) no sentido de ser custoso. 2 .: Quero muito aos meus amigos. Ex. ter afeto: usa-se com a preposição a. residir: é intransitivo e exige a preposição em.no sentido de cheirar. 7 . Ex. ter o preço: usa-se sem preposição.: Lembrei-me do nome de todos. Ex. Ex.: Viso a uma situação melhor. se houver um modificador do nome. Ex. Ex.: Custou ao aluno entender o problema. ser difícil: é regido pela preposição a.: Assistiu em Maceió por muito tempo. 10. b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes masculinos. Ocorrência da crase 1.Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição. c) no sentido de ter em vista. Ex. b. obter por meio de: usase sem preposição. Ex.Quando não forem pronominais: são usados sem preposição. a + a | | prep. Emprego do Sinal Indicativo de Crase Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas numa só. acarretar: usa-se sem preposição. Estamos viajando em direção a Roma.: Esta decisão implicará sérias conseqüências. ajudar. Ex. Ex. Exemplo: Vamos à cidade logo depois do almoço. não haverá crase em: Ela escreveu a redação a tinta. Ex. c) no sentido de dar início. Ex.: O técnico assistia os jogadores novatos.: Aspirou o ar puro da manhã. c) no sentido de caber. pertencer: exige a preposição a. b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.Quando forem pronominais: preposição de.: Assiste ao homem tal direito.: Imóveis custam caro. Ex.Aspirar a.: Informou a todos o ocorrido. objetivar: é regido pela preposição a.: Não assistimos ao show.: Implicou o negociante no crime.: Esqueci o nome dela. Ex. 5 .Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição. Ex. 8 . vir de algum lugar: exige a preposição de. Preposição a + artigos a.: Perdoou a todos. sorver: usa-se sem preposição. um direto e um indireto com a preposição em.

a. OU Eu vou acompanhá-la até a porta do elevador. Principais casos em que não ocorre a crase 1. Ela fez uma promessa a Santa Cecília. Paulo dedicou uma canção à Teresinha. diante de palavras no plural. Colocação dos pronomes átonos Colocação dos Pronomes Oblíquos Átonos Nos exemplos acima. OU Paulo dedicou uma canção a Teresinha. Antes de chegar a casa. antes de nome próprio feminino: Entreguei o cheque à Paula. Ocorrência facultativa da crase 1. Na indicação de horas: João se levanta às sete horas. 4. Eles querem vitela à parmegiana. Eles trabalharam até às três horas. tudo já estava pronto.Centro Educacional para Concursos 6. se. Essas três colocações 28 . Quando os convidados começaram a chegar. 5. O garoto entregou o envelope a uma funcionária da recepção. diante de numerais cardinais: Após as enchentes. a quem tudo devo. 10. 3. Foi só um susto. Devemos atrasar o relógio à zero hora. Direi a Vossa Majestade quais são os nossos planos. lhes. OU Eles trabalharam até as três horas. diante de verbo no infinitivo: A pobre criança ficou a chorar o dia todo. em expressões que apresentam substantivos repetidos: Ela ficou cara a cara com o assassino. 2. 11. Eles costumam ir a reuniões do Partido Verde. Isso ocorre porque os pronomes átonos (me. Ele cortou o cabelo à Nero. 3. diante de nomes célebres e nomes de santos: O artigo reporta-se a Carlota Joaquina de maneira bastante desrespeitosa. demonstrativo. 8. Fernando havia voltado a casa para apanhar um agasalho. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita: Adoro bife à milanesa. de tratamento. o número de vítimas chega a trezentos. O macaco nada fez a Dona Maria Helena. Ele vestiu-se à Fidel Castro. lhe. diante da palavra Dona: O mensageiro entregou a encomenda a Dona Sebastiana. as) podem assumir três posições diferentes numa oração: antes do verbo. o malandro limpou a mancha de batom do rosto. 7. Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça. o. 12. observe que o pronome "te" foi expresso em lugares distintos: antes e depois do verbo. antes do pronome possessivo feminino: Ele fez uma crítica séria à sua mãe. Estamos todos à mercê dos bandidos. façam o exercício a lápis. 9. Onde você pensa que vai a esta hora da noite? Devolva o livro a qualquer pessoa da biblioteca.) Compramos a TV a vista.) 2. 4. 6. diante de pronome que não admite artigo (pessoal. OU Ele fez uma crítica séria a sua mãe. Às vezes preferimos viajar de carro. Nunca me reportei àquilo que você disse. Depois nos dirigimos àquelas mulheres da Associação. OU Convidei-o a vir a minha casa. precedidas apenas de preposição: Nunca me junto a pessoas que falam demais. diante da palavra casa. (Compramos a TV a prazo. Todos os dias agradeço a Deus. quando esta não apresenta adjunto adnominal: Estava frio. nos. 3. 2. Eles partiram às pressas e não deixaram o novo endereço. Depois de dois meses de mar aberto. Fica sempre mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural: Pedrinho costuma ir ao cinema às escondidas. depois da preposição até: Vou caminhar até à praia. como sinônimo de terra firme: O capitão informou que estamos quase chegando a terra. 5. aquela(s). diante de substantivo masculino: Compramos a TV a prazo. Convidei-o a vir à minha casa. Eles examinaram tudo de ponta a ponta. OU Vou caminhar até a praia. Ele leva tudo a ferro e fogo. regressamos finalmente a terra. os. Eles chegaram a Londres ontem. Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s). diante do artigo indefinido uma: O policial dirigiu-se a uma senhora vestida de vermelho. diante da palavra terra. indefinido e relativo): Ele se dirigiu a ela com rudeza. aquilo: Maria referiu-se àquele cavalheiro de terno cinza. Eles chegaram à meia-noite. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino: Eles vivem à custa do Estado. Por favor. OU Entreguei o cheque a Paula. CEPCON . Eu vou acompanhá-la até à porta do elevador.LÍNGUA PORTUGUESA (Ela escreveu a redação a lápis. depois do verbo e no interior do verbo. diante de nome de cidade: Vou a Curitiba visitar uma amiga. Daqui a duas semanas estarei em férias. vos. te.

(Falarei + lhe) CEPCON . pois confio em seus cuidados. respectivamente: próclise. Por Exemplo: Tudo lhe emprestarei. 3) Ênclise A ênclise pode ser considerada a colocação básica do pronome. b) Nas orações em que haja advérbios e pronomes indefinidos. 2) Mesóclise Emprega-se a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo. pois obedece à sequência verbocomplemento. Exemplos: Diga-me apenas a verdade. desfaz-se a mesóclise. f) Com gerúndio precedido de preposição "em". ajude-me neste exercício! Observações: 1) A posição normal do pronome é a ênclise. Exemplos: Em se tratando de negócios. COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS NAS LOCUÇÕES VERBAIS 1) Próclise Na próclise. Emprega-se geralmente: a) Nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam no tempo futuro). (advérbio) Tudo me incomoda nesse lugar. Aqui é o lugar onde te conheci. Exemplos: Falar-lhe-ei a teu respeito. Costuma ser empregada: a) Nas orações que contenham uma palavra ou expressão de valor negativo. Nunca se esqueça de mim. Ou se diverte. ou fica em casa. (O pronome "tudo" exige o uso de próclise. pois. o pronome surge antes do verbo. É necessário que o traga de volta. nem conjugado nos tempos Futuro do Presente ou Futuro do Pretérito. Para que ocorra a próclise ou a mesóclise é necessário haver justificativas. Por Exemplo: Linguagem Informal: Me alcança a caneta. Exemplos: Aqui se vive. mesóclise. ênclise e Procurar-me-iam caso precisassem de ajuda. Exemplos: Fale com seu irmão e avise-o do compromisso. Exemplos: Como te admiro! (oração exclamativa) Deus o ilumine! (oração optativa) e) Nas conjunções subordinativas: Exemplos: Ela não quis a blusa. não se abre frase com pronome oblíquo. Importava-se com o sucesso do projeto. vive-se. As crianças se esforçam para acordar cedo.Centro Educacional para Concursos 29 . Exemplos: Quem te convidou para sair? (pronome interrogativo) Por que a maltrataram? (advérbio interrogativo) d) Nas orações iniciadas por palavras exclamativas e nas optativas (que exprimem desejo). (Procurariam + me) Observações: a) Havendo um dos casos que justifique a próclise. h) Nas orações introduzidas por pronomes relativos. c) Nas orações iniciadas por pronomes e advérbios interrogativos. na língua culta.) Exemplos: A mãe adotiva ajudou a criança. Exemplos: Eu me machuquei no jogo.LÍNGUA PORTUGUESA chamam-se. Professor. Exemplos: Ninguém o apoia. As crianças esforçam-se para acordar cedo.) b) Com esses tempos verbais (futuro do presente e futuro do pretérito) jamais ocorre a ênclise. Comprarei o relógio se me for útil. Espero contar-lhe isto hoje à noite. dando-lhe carinho e proteção. "somente") e com as conjunções coordenativas alternativas. embora lhe servisse. b) Nas orações reduzidas de infinitivo. 2) A tendência para a próclise na língua falada atual é predominante. g) Com a palavra "só" (no sentido de "apenas". Exemplos: Só se lembram de estudar na véspera das provas. Em se pensando em descanso. mas iniciar frases com pronomes átonos não é lícito numa conversação formal. empregase ênclise.: caso haja pausa depois do advérbio. você precisa falar com o gerente. é possível usar tanto a próclise como a ênclise. 3) Se o verbo não estiver no início da frase. Eu machuquei-me no jogo. (pronome indefinido) Obs. Assim. assustando-se com o ruído que ouvira. O pronome fica intercalado ao verbo. Por Exemplo: Aqui. Há pessoas que nos tratam com carinho. sem que exista pausa. c) A mesóclise é colocação exclusiva da língua culta e da modalidade literária. pensa-se em férias. Exemplos: Foi aquele colega quem me ensinou a matéria. Linguagem Formal: Alcança-me a caneta. o pronome surge depois do verbo. c) Nas orações reduzidas de gerúndio (desde que não venham precedidas de preposição "em". Exemplos: Convém confiar-lhe esta responsabilidade. d) Nas orações imperativas afirmativas. Não me fale sobre este assunto. desde que não se justifique a próclise. O menino gritou.

Por Exemplo: As crianças tinham-se perdido no passeio escolar.: Como você se chama? 7.Parta agora.. no gerúndio ou no particípio. Exemplos: Nunca me viram cantar.. resumem idéias anteriores. (antes) Não pretendo falar-lhe sobre negócios.. Ex.” (Canteiros.Reticências ( . Por Exemplo: Voltei a cumprimentá-los pela vitória na partida. Por Exemplo: Não me haviam avisado da prova que teremos amanhã. Nosso filho há de se encontrar na escolha profissional. Por Exemplo: Seu rendimento escolar tem-me surpreendido. 2) Verbo Principal no Particípio Estando o verbo principal no particípio. Ex. Não vá embora. Ex. Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.” 3.Ponto ( .: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama. enumerações ou seqüência de palavras que explicam.. Por Exemplo: Nosso filho há de encontrar-se na escolha profissional.: Fica comigo. apesar de participarem da mesma frase ou oração. Ex.Raimundo Fagner) 4. ) a) indicar o final de uma frase declarativa.: Lúcia. (depois) Observações: 1) Quando houver preposição entre o verbo auxiliar e o infinitivo. é comum o uso da próclise em relação ao particípio. b) Com palavra que exija próclise: O pronome pode ser colocado antes ou depois da locução. 1. a colocação do pronome será facultativa. Não se separam por Vírgula: a) predicado de sujeito.Ponto de interrogação ( ? ) Em perguntas diretas Ex.: Sabe. b) antes de apostos ou orações apositivas.Centro Educacional para Concursos 30 . c) ao fim de uma frase gramaticalmente completa com a intenção de sugerir prolongamento de idéia.: “Quando penso em você (. d) complemento nominal de nome. b) Se houver fator que justifique a próclise. Emprego dos sinais de pontuação. b) objeto de verbo. c) antes de citação Ex. não formam uma unidade sintática.. frases intercaladas de caráter explicativo e datas. Rodrigo e Gilberto. tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa.: na língua falada.: Lembro-me muito bem dele.Dois-pontos ( : ) a) iniciar a fala dos personagens: Ex. foi a ganhadora única da Sena. Não haviam me mostrado todos os cômodos da casa. c) adjunto adnominal de nome.. 1) Verbo Principal no Infinitivo ou Gerúndio a) Sem palavra que exija a próclise: Geralmente. .. e) predicativo do objeto do objeto. 2) Com a preposição "a" e o pronome oblíquo "o" (e variações) o pronome deverá ser colocado depois do infinitivo. o pronome ficará antes da locução.Agora não se encontra. a) Se não houver fator que justifique a próclise.: Meus amigos são poucos: Fátima. ) a) indicar dúvidas ou hesitação do falante.: Ufa! Ai! d) Após palavras ou frases que denotem caráter emocional Ex..: “Sua tez. mas que seja infinito enquanto dure.) menos a felicidade.: Que pena! 6.LÍNGUA PORTUGUESA As locuções verbais podem ter o verbo principal no infinitivo. Obs.Vírgula ( . esposa de João..Alô! João está? . b) separar períodos entre si. Ex.eu queria te dizer que.” (CecíliaJosé de Alencar) d) indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita.: “Parte.Humberto de Campos) b) Após imperativo Ex. Quem sabe se ligar mais tarde. Veja: Por Exemplo: Haviam me convencido com aquela história.. Ex. b) interrupção de uma frase deixada gramaticalmente incompleta Ex. 2.: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945). o pronome ficará depois do verbo auxiliar. ) É usada para marcar uma pausa do enunciado com a finalidade de nos indicar que os termos por ela separados. Ex.esquece.Parênteses ( ( ) ) a) isolar palavras.: Então o padre respondeu: CEPCON . emprega-se o pronome após a locução. Por Exemplo: Quero ajudar-lhe ao máximo. ocorreu inúmeras perdas humanas..: Cale-se! c) Após interjeição Ex.Ponto de exclamação ( ! ) a) Após vocativo Ex. alva e pura como um foco de algodão. o pronome oblíquo átono não poderá vir depois dele. 5. Ex.: .

Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado contrário (também oposto ou inverso) à outra. Os sinônimos são palavras "da mesma categoria gramatical. por exemplo.Não se preocupe.: “Ia viajar! Viajei.quatorze Sinônimos Imperfeitos Se os significados são próximos. • léxico – vocabulário. Dependendo da concepção de significado que se tenha. Semântica: Sinonímia. caso em que a primeira se ocupa do que algo significa.depois • bonito . Sinônimos Perfeitos Se o significado é idêntico. estrangeirismos.LÍNGUA PORTUGUESA f) oração principal da subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na ordem inversa) 8. derivado de sema. com todo o sangue na face.demissão. Eles ficaram alegres com a notícia. estudam o mesmo fenômeno. contrários. A semântica (do grego σημαντικός. porém não idênticos.: Art. que podem intercambiar-se em determinados contextos com ou sem matizações de significado".suspensão. • falecer – morrer. etc.: O filho perguntou: . A criança ficou contente com o presente. é uma simples infecção. como gírias. Eufemismo Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto. evitando que se tornem enfadonhos. Antonímia. às pressas.advertência. • escarradeira – cuspideira. Ex.obeso • morrer . cão e cachorro.belo Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos. Exemplos: • gordo . ) a) separar os itens de uma lei. 127 – São penalidades disciplinares: I. Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico ou muito semelhante à outra. CEPCON . quando começarão as aulas? b) O faturista corrigiu o erro da nota fiscal. neologismos. Exemplo: O faturista retificou o erro da nota fiscal. desfiz e refiz a mala”. III. em todos os sentidos do termo. ANTONÍMIA São palavras opostos. belo – formoso personagem indicar mudança do interlocutor nos diálogos .Centro Educacional para Concursos 31 . arcaísmos e expressões populares.Ponto-e-vírgula ( . de uma seqüência. b) indicar uma citação textual Ex.Pai.Travessão ( .Eça de Queirós). sinal) refere-se ao estudo do significado. Cinco jurados condenaram e apenas dois absolveram o réu. A festa na casa de Lúcio estava “chocante”. A semântica formal. Trinta e quatro vezes. • língua – idioma • catorze . com sentido parecido e com forma diferente. que apresentam significados Exemplo: Precisamos colocar ordem nessa baderna. Exemplos: córrego – riacho. O emprego de antónimos na construção de frases pode ser um recurso estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que chame atenção do leitor ou do ouvinte. mas com conceitos e enfoques diferentes.falecer • após . escritos ou falados). Exemplos: • avaro – avarento. o que tenho é grave? . usedturn==Exemplos== SINÔNIMIA São palavras que possuem significados iguais ou semelhantes. bufando. ( O prazer de viajar . enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso (por exemplo.Aspas ( “ ” ) a) isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta.) a) dar início à fala de um Ex. de algumas palavras (figura de linguagem conhecida como eufemismo). É só tomar um antibiótico e estará bom 10. de uma petição. normalmente negativo. Exemplos: carro e automóvel. A semântica opõe-se com frequência à sintaxe. Homonímia. 9. a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica cognitiva.Doutor. Polissemia e Figuras de Linguagem. O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se evitem repetições desnecessárias na construção de textos. II. pois já está virando anarquia. têm-se diferentes semânticas. de um decreto. palavrões. Paronímia.

LÍNGUA PORTUGUESA Palavra Antônimo aberto alto bem bom bonito demais doce forte gordo fechado baixo mal mau feio de menos salgado fraco magro pessoa doce pessoa amarga seco grosso duro rir grande soberba louvar bendizer ativo simpático progredir rápido sair sozinho concórdia pesado quente presente escuro inveja inadequada amor humilhação rico forte molhado fino mole chorar pequeno humildade censurar maldizer inativo antipático regredir lento entrar acompanhado discórdia leve frio ausente claro admiração adequada ódio prestígio pobre fraco SENTIDOS PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso têm sentido próprio e sentido figurado. Assim.Centro Educacional para Concursos 32 . em 'Maria é uma flor' diz-se que 'flor' CEPCON . Geralmente os exemplos de tais ocorrências são metáforas.

Abstrai-se o gestual. imprevisibilidade. Supõe-se que o uso do discurso é comunicativo. Há quem chame o discurso que admite leitura imediata de grau zero da escritura. o sentido preferencial é o que.Centro Educacional para Concursos • • • • • • • • • • atribuições. O conceito de sentido próprio nasce do mito da existência da leitura ingênua. como quando alguém toma o sentido literal pelo figurado. paráfrases. Ele carrega uma conotação positiva. poderíamos afirmar que 'natural'. entoativos. etc. ininteligível ou compreendido parcialmente toda vez que nele surgirem elipses. com certa reserva. O sentido próprio é o mesmo do enunciado: 'parte do vegetal que gera a semente'. etc. Por isso a definição tem de considerar o resultado médio. Sentido preferencial Para compreender o sentido preferencial é preciso conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de dicionário. HOMÔNIMOS Homônimo significa: • Nome que se dá a uma palavra cuja grafia (forma de escrever) e pronunciação é igual a de outra palavra. Não se concebe a existência de locuções e frases feitas. Se o sentido figurado é o 'verdadeiro' para o enunciado. Uma leitura imediata é aquela em que se supõe a existência de uma série de premissas que restringem a decodificação tais como: • As frases seguem modelos completos de oração da língua. o que não impede que pela necessidade momentânea consideremos o significado preferencial para dado indivíduo. alguns autores o julgam como sendo o sentido preferencial. Nesta situação. mulher bela. vemos conotações de valor sendo atribuídas a categorias retóricas a partir de considerações totalmente externas a ela. poderia ser chamada de leitura ingênua ou leitura de máquina de ler. pois o sentido figurado está impregnado de uma conotação desfavorável. Os significados são os encontrados no dicionário. tenderá a descrever os recursos retóricos como 'desvios da normalidade'. o sentido que primeiro se impõe para um receptor pode não ser o mesmo para outro. alegóricos. Existe concordância entre termos sintáticos. por que não chamá-lo de 'natural'. e nunca o de 'indivíduo sem higiene'. anomalias. cerimonial. o entoativo e editorial enquanto modificadores do código lingüístico. identidade lógica e atribuição. que se comporte como uma máquina de ler. identificando-a como uma forma mais primitiva de expressão. os modificadores gestuais. 'primeiro' é o sentido figurado. Na verdade. Abstrai-se iconias. Algumas regularidades podem ser observadas nos significados preferenciais. apesar da imparcialidade típica e necessária ao conhecimento científico. pois ela abre um caminho de abordagem do fenômeno da metáfora. Mas esta regra não é geral. Abstrai-se alegorias. oxímoros. tem-se. significado diferente. essa inversão de perspectiva não é possível. 'primeiro'? Pela lógica da Retórica tradicional. ironias. o que se estende até hoje em algumas teorias modernas. trocadilhos. Os recursos de Retórica são anteriores a ele. geralmente o sentido que admite leitura imediata se impõe sobre o que teve origem em processos metafóricos.' O sentido próprio. Quando um enunciado é realizado em contexto muito rarefeito. editoriais. metonímicos. tendo. Invertendo a perspectiva. etc. Abstrai-se o uso expressivo. mas ao termo. Em outras palavras. as iconias. mas nunca mais que esporadicamente. não existe o leitor absolutamente ingênuo. é apenas um pressuposto. com os mesmos argumentos. Por exemplo: o sentido preferencial da palavra porco costuma ser: 'animal criado em granja para abate'. no entanto. metonímias. O sentido dito figurado é o do enunciado que substitui a metáfora. O que é passível de crítica é a atribuição de status diferenciado para cada uma das categorias. Além disso. • Se a forma usada no discurso é a mesma usada para estabelecer identidades lógicas ou CEPCON . quando não capta uma ironia ou fica perplexo diante de um oxímoro. Não há muito o que criticar na adoção dos conceitos de sentido próprio e sentido figurado. Óbvio. respectivamente. que ocorre esporadicamente. então. é o sentido figurado que possibilita a correta interpretação do enunciado e não o sentido próprio. Esse grau zero não tem realidade. Admitindo essas premissas.LÍNGUA PORTUGUESA tem um sentido próprio e um sentido figurado. Tradicionalmente o sentido próprio carrega uma conotação de sentido 'natural'. Abstrai-se a conotação. na acepção tradicional não é próprio ao contexto. sempre buscando uma estrutura piramidal para o conhecimento. dizemos que ela está descontextualizada. etc. o que comumente ocorre. ironias. metáforas. alegorias. O sentido tradicionalmente dito próprio sempre corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do enunciado. Um exemplo: o retórico que tenha para si a convicção de que a qualidade de qualquer discurso se fundamenta na sua novidade. originalidade. cuja índole era hierarquizante. • O discurso é lógico. é natural. primeiro. na média. Essa tendência para atribuir status às categorias é uma constante do pensamento antigo. afinal. logo. Supõe-se que não há anomalias lingüísticas. 33 . o discurso será indecifrável. O que existe são ocorrências eventuais que se aproximam de uma leitura imediata. A Retórica tradicional é impregnada de moralismo e estetização e até a geração de categorias se ressente disso. é verdade. Também passam despercebidas as conotações. Supõe-se pertinência ao contexto. O sentido figurado é visto como anormal e o sentido próprio. primeiro se impõe para o enunciado. e que em leitura imediata leva à mesma mensagem que se obtém pela decifração da metáfora. sentido 'primeiro'. Ainda hoje. o que faz do conceito de leitura imediata apenas um pressuposto metodológico. Sentido imediato Sentido imediato é o que resulta de uma leitura imediata que. mas nem sempre. não. O sentido figurado é o mesmo de 'Maria. como é o contexto em que se encontra uma palavra no dicionário. pois o que lhe interessa é pôr esses recursos retóricos a serviço de sua concepção estética.

medicamento para fricções migrar. espécie de brinquedo recrear.dispensa. passar o vau . pequena pipa comprimento. “manga” significa parte constituinte de um vestuário (camisa). avisar entender. Reportando-nos ao conceito de Polissemia.informar.Centro Educacional para Concursos FIGURAS DE LINGUAGEM 34 . Já na segunda. mão como parte do corpo humano e por último.bucal. conjugação . mudar de um local para outro . aquele retratado pelo dicionário. de acordo com seu sentido denotativo. fazer entrar enfestar.emigrar.concelho município (Portugal) coro (cantores) . que sustenta a árvore tipo de cálculo . reserva descriminar. lançar fora de si .assento. analisaremos os vocábulos de mesma grafia. insultar . interação mediante a uma tarefa realizada. termo proveniente do tupi *xa'ra (de xe rera. desobriga destratar. momento . Parônimos podem ser também palavras homófonas.quartola.LÍNGUA PORTUGUESA São palavras simultaneamente homófonas e homógrafas. isto é. criar de novo se. confusão. pronome átono. refere-se à fruta. subir acento. cuja grafia é idêntica. Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi.couro (pele de animal) deferimento. necessariamente.imergir. notadamente topónimos e nomes de pessoas.ascender. visto de maneira pejorativa. a pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma. assolar enformar. relativo a veias . Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua sobrevivência O passarinho foi atingido no bico.imitir. embocadura .vês. logo percebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de algo.vinoso.Canto Acto de cantar Página Planta Penso Cedo endereço da internet vegetal Primeiro socorro que Acto de pensar se aplica numa ferida Verbo ceder advérbio de tempo cor água em sólido estado Laranja Fruta Gelo Verbo gelar PARÔNIMO Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma semelhante a outra.discrição. suavizante .infestar. saudação conselho opinião. É o equivalente ao termo xará.diferimento.recriar. Veja a seguir alguns exemplos homónimos da primeira definição dada e seus respectivos significados: Palavra 1º significado 2º significado Seção Pia São Manga Raiz repartição. vir à tona . dica . verbo ver na 2ª pessoa do singular POLISSEMIA Polissemia Consideremos as seguintes frases: A manga de sua camisa está amarrotada A manga é uma fruta deliciosa. deixar um país para morar em outro .dilatar. Essas palavras apresentam grafia e pronúncia parecida. proximidade de ocorrência emitir. dobrar ao meio .pião. Há uma infinidade de outros exemplos em que podemos verificar a ocorrência da polissemia. Ela trabalha a questão dos diferentes significados que uma mesma palavra apresenta de acordo com o contexto em que se insere. desfazer(contrato) emergir. distinguir despensa.si. com alguma frequência. Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja! Vamos! Coloque logo a mão na massa! As crianças estão com as mãos sujas. que provoca. compartimento . eficiência diante do ato praticado. relativo a boca acender. Na terceira. altura. ou seja. como por exemplo: O rapaz é um tremendo gato. meter em fôrma .iminência. denunciar . mas será que possuem o mesmo significado? Existe uma parte da gramática normativa denominada Semântica. divertir . inocentar . que anda a pé .imigrar. retardar. no caso de nome de nomes próprios.discriminar.intender. O gato do vizinho é peralta.distratar. Chegamos à conclusão de que se trata de palavras idênticas no que se refere à grafia. inflexão tônica . concessão . estender descrição.vadiar. dispositivo para sentarse cartola. Tomando como exemplo as frases já mencionadas. Na primeira. espécie de brinquedo vadear. chapéu alto . mergulhar CEPCON . simboliza o roubo. Precisei fazer um gato para que a energia voltasse. compreender . que produz vinho vez. ocasião. • Nome que se dá a um substantivo próprio. extensão . mas com significados diferentes. entrar num país vindo de outro peão.linimento. passar vida ociosa venoso. adiamento delatar. verbo . Possibilidades de várias interpretações levando-se em consideração as situações de aplicabilidade. departamento (Portugal) tipo de bacia verbo ser tipo de fruta corte ato de piar sadio parte da camisa que cobre os braços Canto da Sala nome da folha de um livro mapa de um prédio ou casa eminência. Exemplos Veja alguns exemplos de palavras parônimas: bocal. excelência .cumprimento. a palavra “mão” significa habilidade. "meu nome" e popularizado na variante da língua portuguesa utilizada no Brasil. representação . exercer vigilância lenimento. Nas outras que seguem o significado é de: participação.

por meio de uma comparação implícita. O furacão rugia. • O doce sabor da liberdade. Quer-se dizer.Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem CEPCON . ( = As lâmpadas iluminam o mundo. não foramará sequer um riacho. c) figuras de pensamento. quer se dizer que o sujeito gostava demasiadamente. de emprego corrente. a metáfora é. Rios de lágrimas.Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. que a religião cristã. d) figuras de sintaxe. A metáfora consiste em retirar uma palavra de seu contexto convencional (denotativo) e transportá-la para um novo campo de significação (conotativa). Portanto. pode ser chamada de "cor quente".Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu trabalho. que serve para suprir a inexistência de um nome específico para determinada coisa.. ( = Bebeu todo o líquido que estava no cálice.) 7 . METONÍMIA A metonímia consiste em empregar um termo no lugar de outro. ( = Fumei um saboroso charuto. embarcar no trem. a guerra. Catacrese É uma variedade de metáfora natural da língua.Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressadamente. pé da mesa. naturalmente. As figuras de linguagem classificam-se em: a) figuras de palavras. ( = Os repórteres foram atrás dos jogadores.) 4 . Ninguém se queimará ao encostar numa parede vermelha. táteis. Somos nós que podemos lhe atribuir emoções.Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso havana. A noite em si é neutra no que toca a sentimentos. Ora. • A cruz pode enfrentar a espada. passa a pertencer a outro campo de significação. ( = Moro no campo e como o alimento que produzo. de usar o crucifixo como arma. olfativas. gustativas. assim como a metonímia. ( = Sócrates tomou veneno. As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as produz. A palavra empregada em sentido figurado.) 5 . b) figuras de som. o canhão. expressando sua fúria. a fúria.Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. traduzindo particularidades estilísticas do autor. uma figura de palavras . • Nariz do avião. conferindo originalidade.isto é. o âmago do país.) 6 . Enquanto abstração que é. tornando a linguagem mais expressiva. o Brasil não possui o órgão biológico em questão. boca da noite. havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de sentido. Não se trata. Uma noite triste. Símbolo É a metáfora que acontece quando o nome de um ser ou coisa concreta assume um valor convencional e abstrato.. Observe os exemplos abaixo: 1 . nem salgado Queria pintar a casa com uma cor quente.) 10 .Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. A figura dos sentidos. emotividade ou poeticidade ao discurso. ( = Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis. A metáfora possui algumas variações: Personificação Atribuição de ações. • Era louco por seu time.. Com isso.) 3 . METÁFORA Figura de palavra. derramei por você.Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones foram atrás dos jogadores. etc. bem como a sua intensidade à expressão de um sentimento humano ou animal. Por isso. ( = Não te afastes da religião. É um recurso lingüístico para expressar experiências comuns de formas diferentes. Comparam-se aqui os sons do furacão aos rugidos de uma fera. qualidades ou sentimentos próprios do ser humano a seres inanimados. nãodenotativo. amava seu time.Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da cruz. o efeito se dá pelo jogo de palavras que se faz na frase. mais amplo e criativo. variações e exemplos A mais famosa figura de linguagem. Hipérbole É o exagero puro e simples.Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo. a liberdade não tem sabor nem doce. pode enfrentar a violência. a ponto de perder a razão. (= Várias pessoas passavam apressadamente.) 9 . Sinestesia É a figura em que se fundam as sensações visuais com auditivas. simbolizada pela cruz. Achamos a chave do problema. coração significa aí o centro vital. a essência. por estar associada ao fogo. a cor transmite a sensação de calor.Centro Educacional para Concursos • • • • • 35 . no entanto.) 8 . por exemplo.LÍNGUA PORTUGUESA As figuras de linguagem são empregadas para valorizar o texto. • "E acreditam nas flores vencendo o canhão. Por mais que alguém chore. simbolizada pela espada. de uma similaridade existente entre as duas: • Buscava o coração do Brasil.. O problema não é nenhuma fechadura. dente de alho.) 2 . mas para resolvê-lo (ou abri-lo) o elemento que se diz ter achado é tão necessário quanto uma chave para abrir uma porta." O verso de Geraldo Vandré tem sentido semelhante: as flores simbolizam a paz.

A Bandeirante está cada dia mais congestionada. segundo a idéia c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: Os brasileiros choramos a derrota da seleção. é singular. A concordância é feita subentendida a "obra" Os Lusíadas. não se faz mais a distinção entre metonímia e sinédoque (emprego de um termo em lugar de outro). expressa isso. com vista a obter uma reacção do leitor. Por ser mais abrangente. um exemplo típico da ironia de situação. etc. “Esta gente está furiosa e com medo. não se trata de ironia no sentido moderno da palavra. não apenas uma mulher. a ironia infinita (cosmic irony) é a disparidade entre o desejo humano e as duras realidades do mundo externo.) Saiba que: Atualmente. O verbo. Neste caso. mas segundo a idéia a elas associam ou segundo um termo subentendido . IRONIA Um aviso de proibido fumar colocado sobre figuras de Sherlock Holmes fumando. concordando no plural.Centro Educacional para Concursos 36 . “Corria gente de todos os lados. Na Literatura.) 12 . sujeito expresso na frase. mas como contém uma idéia plural ( = aquelas pessoas) o adjetivo ”capazes" passa a concordar com essa idéia plural. no entanto. A gente é obrigado a varrer até cair morto. havendo entre ambos relação de extensão. b) Silepse de número É o tipo de silepse em que ocorre discordância envolvendo o número gramatical (singular ou plural). que se trata “avenida dos Bandeirantes” . • A ironia de situação é a disparidade existente entre a intenção e o resultado: quando o resultado de uma acção é contrário ao desejo ou efeito esperado. Para tal. Da mesma maneira. e não com a palavra singular "gente" . ”gente” é uma palavra do gênero feminino no entanto.LÍNGUA PORTUGUESA nesse mundo. burra como uma porta: um amor! (Mário de Andrade) SILEPSE Silepse é a figura de construção em que a concordância não é feita de acordo com as palavras que efetivamente aparecem na oração. o que leva toda a concordância para o feminino. "Bandeirantes" é um substantivo do gênero masc. “obrigado” e “morto” são dois adjetivos utilizados no gênero masculino. e plural. CEPCON . A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa.” (Mário Barreto) Aqui também a idéia plural de “gente” prevalece sobre o ato de a palavra ser singular. dramática e de situação.Marca pelo produto: Minha filha adora danone. O verbo na 1ª pessoa do plural. indica que aquele que ala se inclui entre ` `os brasileiros" . com o objetivo de denunciar. A rigor. três séculos de família. • A ironia dramática (ou sátira) é a disparidade entre a expressão e a compreensão/cognição: quando uma palavra ou uma ação põe uma questão em jogo e a plateia entende o significado da situação. ( = Alguns astronautas foram à Lua. ` `choramos" . está subentendido.Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. O caso mais comum de silepse de número ê o do substantivo singular que. de criticar ou de censurar algo. o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes. ( = Minha filha adora o iogurte que é da marca danone. deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. A silepse pode ser de gênero. entre outras formas. Ela pode ser utilizada. Os Lusíadas glorificou nossa literatura. a ser activo durante a leitura.) 13 . no entanto.) 14 . os brasileiros. O termo Ironia Socrática.: São Paulo é movimentada. ( = Os homens pensam e sofrem nesse mundo. adjetivo "movimentada" concorda.” (Garrett) A palavra “gente" pertence ao gênero feminino e. levantado por Aristóteles.Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir às ruas na luta por seus direitos. ouvinte ou interlocutor. e gritavam. choramos a derrota da seleção”. por se referir a uma idéia plural. refere-se ao método socrático. ( = A justiça ficará do teu lado. para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição. número ou pessoa. substantivos e adjetivos. • A ironia oral é a disparidade entre a expressão e a intenção: quando um locutor diz uma coisa mas pretende expressar outra. não são ironias de todo Exemplos: • Moça linda. gramaticalmente. Tipos de ironia A maior parte das teorias de retórica distingue três tipos de ironia: oral. com idéia subentendida de cidade: "(A cidade de) São Paulo é movimentada" . capazes de tudo. ou então quando um significado literal é contrário para atingir o efeito desejado. leva os verbos e / ou adjetivos para o plural. mas a personagem não. mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte. por conseqüência. a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa. ( = As mulheres foram chamadas. a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre os gêneros gramaticais (feminino ou masculino) de artigos e dos substantivos. bem tratada. A silepse dá conta de “traduzir”: “Nós.) 11 . São Paulo é um nome próprio do gênero masculino.Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá para teu lado. o conceito de metonímia prevalece sobre o de sinédoque. Certas doutrinas afirmam que a ironia de situação e a ironia infinita.

há aqui a oposição entre o verbo esquecer e lembrar.LÍNGUA PORTUGUESA • • Você está intolerante hoje Não diga. e não dura mais que um dia Depois da luz se segue a noite escura Em tristes sonhos morre a formosura. do poeta. <BR A palavra que vem do grego antíthesis. não e sim Os versos se constroem a partir de oposições. “as casas”. A esse recurso estilístico chamamos prosopopéia. Anti quer dizer "contra" e thésis relaciona-se à afirmação. Em contínuas tristezas a alegria. pelos advérbios lá e cá. de antíteses: som-silêncio. A ironia utiliza-se como uma forma de linguagem préestabelecida para. trêmulas a bailar”. / Repousa lá no Céu eternamente / E viva eu cá na terra sempre triste". de perder-te. “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. muito freqüente na poesia barroca e até chegar nos sonetos de Vinícius de Moraes. Essa figura de linguagem consiste em atribuir vida e sentimentos humanos às coisas inanimadas e fazer falar a ausentes e mortos. meu amor! Houvesse o silêncio Não haveria luz se não Fosse a escuridão A vida é mesmo assim Dia e noite. o contraste nesta estrofe . Quão cedo de meus olhos te levou. Ou seja. representados no soneto. como ferramenta para fazer os seus interlocutures entrarem em contradição. PROSOPOPÉIA “As casas espiam os homens Que correm atrás das mulheres. Acompanhe trecho da música "Certas coisas": Não existiria som se não CEPCON . A antítese é encontrada desde a poesia popular. sobressaltadas. a princípio. e o cá. (Rubem Braga) 2. É também um estilo de linguagem caracterizado por subverter o símbolo que. como uma eterna vela!” (Machado de Assis) A prosopopéia é bastante comum nas fábulas e apólogos. gemia inquieto vagalume: . Podemos encontrar esta figura de linguagem nos seguintes versos: "Alma minha gentil. cada vez tu me és mais lembrada. As antíteses também estão presentes em provérbios. que te partiste/ Tão cedo desta vida. “Naquela noite serena”. a partir e de dentro dela. E se vires que pode merecer-te Alguma cousa a dor que me ficou Da mágoa. Roga a Deus que teus anos encurtou. na Grécia Antiga. (Jorge de Lima) “Bailando no ar. Para construir essa poesia. pensam. a antítese era uma das principais características: À instabilidade das coisas no Mundo Nasce o sol. Na poesia popular é fácil encontrarmos passagens como esta: Atirei o limão correndo Da Vila-Nova ao cais: Pensei que te esquecia Cada vez me lembras mais. No movimento barroco. terreno. luz-escuridão. entre o céu.Quem me dera que fosse aquela loura estrela. Em Camões. não-sim. que te partiste Tão cedo desta vida descontente. sem remédio. Pires afirma existir dois casos de prosopopéia: 1. onde se encontra a amada. Ex. Ex. passando pelos sonetos de Camões. Foi utilizada por Sócrates. Animismo – reconhece reações espirituais nas coisas. dia-noite. Neste exemplo. a antítese da trova é esta: "Pensei que te esquecia/ Cada vez me lembras mais".” Observe que o eu lírico atribui uma ação própria dos seres humanos – espiar – a seres inanimados. Memória desta vida se consente. onde subiste. personificando-as. A antítese mostra a impossibilidade de união de dois mundos tão antagônicos como é o caso do mundo espiritual com o mundo carnal. quem não quer manda". há este belo soneto: Alma minha gentil. mais me lembro eu de ti.Centro Educacional para Concursos 37 . o mundo espiritual. Basicamente. representa. Se lá no assento etéreo. ANTÍTESE Figura que explora a idéia dos "contrários" A canção Certas coisas de Lulu Santos e Nelson Motta.. contestá-la. os autores utilizaram uma figura de linguagem muito útil: a antítese. na boca povo: "Quem quer faz.. uma vez que nelas os animais e seres inanimados ganham vida e expressam características humanas: falam. O contraste pode tanto se estabelecer entre palavras. isto é. explora a noção de "contrários" presente em nossas vidas. ocasionando a antítese. brigam e expressam seus sentimentos. pela oposição entre o lá e o cá. Veja outros exemplos de prosopopéia: “O cipreste inclina-se em fina reverência e as margaridas estremecem. Que arde no eterno azul. Personificação – reconhece traços e reações físicas de pessoas em coisas. Repousa lá no Céu eternamente. E viva eu cá na terra sempre triste. É uma figura de pensamento (categoria das figuras de linguagem) que consiste em opor a uma idéia outra de sentido contrário. isto é.e também nas demais . descontente. Que tão cedo de cá me leve a ver-te. (Cecília Meireles) “A ventania às vezes surpreendia as janelas abertas do meu lar e então as doces sombras se moviam trêmulas. que representa o mundo carnal. no seu método Socrático. frases como entre orações. Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste.se configura. isto é.

permanecer. (suj. núcleo: rosas) . O predicado classifica-se em: 1. O tempo está nublado. (suj: o burro e o cavalo.: oculto: tu) . cavalo) . Nosso colega está doente. A fanfarra desfilou na avenida. não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente. Principais verbos de ligação: ser. (sujeito: as rosas. um dos mais populares de Vinícius de Morais. Há plantas venenosas.simples: quanto tem um só núcleo As rosas têm espinhos. Há um outro recurso. não mais que de repente. • calma x vento.composto: quando tem mais de um núcleo O burro e o cavalo saíram em disparada. As festas juninas estão chegando. Nesse belíssimo soneto Gregório de Matos faz uso da antítese. . Os empregos das antíteses revelam as mudanças na relação amorosa que se processam de uma forma abrupta e inesperada. Começa o mundo enfim pela ignorância E tem qualquer dos bens por natureza E firmeza somente na inconstância. . e nisso não poupava ninguém. por que nascia? Se é tão formosa a luz.quando constituído por mais de uma oração. Há as seguintes relações antitéticas que se dão ao longo dos dois quartetos de dois tercetos. Fui à livraria ontem e comprei um livro. O período pode ser: .nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo do sujeito. nesses versos em que ela é trabalhada em diversos níveis. Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a comunicar estado ou qualidade do sujeito. LÍNGUA PORTUGUESA Funções sintáticas de termos e de orações Frase Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. parecer.oculto: (ou elíptico ou implícito na desinência verbal) Chegaste com certo atraso. Esse poeta baiano arrumou inúmeros desafetos por fazer severas críticas à sociedade de seu tempo.Porém se acaba o sol. principalmente. Termos essenciais da oração São dois os termos essenciais da oração: Sujeito Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa. conhecido como "boca do inferno". um dois mais polêmicos poetas da nossa literatura. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez o drama. Socorro! Que calor! Oração Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.aquele constituído por uma só oração (oração absoluta).Centro Educacional para Concursos 38 . etc.simples . (sujeito = bandeirantes) O sujeito pode ser: . Predicado Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito. núcleo burro. Fui à livraria ontem. Em "Soneto da Separação". por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no sol e na luz falte a firmeza Na formosura não se dê constância E na alegria sinta-se tristeza.composto . • E também de palavras de sentido contrário: dianoite. . Este soneto é de Gregório de Matos. Nosso colega está doente. as antíteses também são presentes: Soneto da separação De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto. Observe: • Através da oposição de orações: "nasce o Sol/ não dura mais que o dia" e "depois da luz/ se segue a noite escura".indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal Come-se bem naquele restaurante. tristeza-alegria. • próximo x distante. num belíssimo arranjo de antíteses. De repente. assim: • riso x pranto.Inexistente: quando a oração não tem sujeito. Choveu ontem. luz-escura. que o poeta utiliza para acentuar o dinamismo que caracteriza o poema: o emprego da forma verbal "Fez-se" e de sua forma contrária "desfez". estar. Período Período é a frase estruturada em oração ou orações. CEPCON . • triste x contente. Os bandeirantes capturavam os índios. O poema é quase todo composto com antíteses.

LÍNGUA PORTUGUESA A moça permaneceu sentada.Centro Educacional para Concursos A mãe é amada pelo filho. muitas coisas . cirurgião-dentista. lugar. título. Os rapazes voltaram vitoriosos.Predicativo do Sujeito: é o termo que. Mário não se conteve. [mas não pôde]. O sabiá voou alto. Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento. O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. Tem compaixão de nós.Predicativo do Objeto é o termo que. Termos Integrantes da Oração Chama-se TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO os que completam a significação transitiva dos verbos e dos nomes. Objeto direto Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto. Minha equipe venceu a partida.pelos adjetivos: água fresca. . homem sem escrúpulos 2. Período Composto No período composto há mais de uma oração. ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito.Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os substantivos. Agente da passiva Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na voz passiva.pelos numerais : três garotos. São indispensáveis à compreensão do enunciado. Os melhores alunos foram premiados pela direção.pelas locuções adjetivas: casa do rei. limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo alguma circunstância.cheio (adjetivo) Nós agíamos favoravelmente às discussões. Período Composto . [Fui à cidade]. 1. [comprei alguns remédios] [e voltei cedo. . . São termos acessórios da oração: Adjunto adnominal 1.apresenta orações independentes. . que no predicado verbo-nominal.apresenta orações dependentes.Transitivo Indireto: é o verbo que necessita de complemento com auxílio de preposição. O pássaro voou.amor (substantivo) O menino estava cheio de vontade. [É bom) [que você estude]. Mamãe comprou peixe. Termos acessórios da oração Termos acessórios são os que desempenham na oração uma função secundária. João. Vocativo Vocativo é o termo (nome. Esse nome pode ser representado por um substantivo.apresenta tanto orações dependentes como independentes.Transitivo Direto e Indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de complemento com auxilio de preposição. Ele precisa de um esparadrapo. O cantor foi aplaudido pela multidão. adjetivo ou advérbio. . Período composto por coordenação e subordinação . a qual se diz absoluta. no predicado verbo-nominal. favoravelmente (advérbio). Dr. 2. Professor. Fui ao cinema. desenvolve ou resume outro termo da oração.). . modo etc. o sinal tocou. apelido) usado para chamar ou interpelar alguém ou alguma coisa. as ruas . Objeto indireto Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto. 3. 39 . Pode ser expresso: . Ele morreu rico. ó Cristo. Cheguei cedo. . . CEPCON . 3. 4. modificando o sentido de um verbo. As crianças precisam de carinho.pelos artigos: o mundo. [Não sabem] [que nos calores do verão a terra dorme] [e os homens folgam]. . Rapaz impulsivo. . [Ele disse] [que viria logo]. Período composto por coordenação . sexto ano . ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto direto ou indireto. Este período é também conhecido como misto. 4.predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo.Transitivo Direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio de proposição.Período Simples No período simples há apenas uma oração.pelos pronomes adjetivos: nosso tio. Toda criança tem amor aos pais. a prova é na próxima semana. Damos uma simples colaboração a vocês. Aposto Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece. ] Período composto por subordinação .Predicado Verbo Nominal: é aquele que se constitui de verbo intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais predicativo do sujeito. Adjunto adverbial Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo. 2. Complemento nominal Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome com auxílio de preposição. Elegemos o nosso candidato vereador. O avião sobrevoou a praia. José reside em São Paulo. Rapazes. Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento. por um adjetivo ou por um advérbio.

pois. Vives mentindo. A oração coordenada sindética pode ser: 1. ora. Oração principal. foi absolvido. atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma informação. porque. É necessário que você colabore. (= Pedi calma) ORAÇÃO COORDENADA Oração coordenada é aquela que é independente. O tambor faz um grande barulho.. senão.Centro Educacional para Concursos 40 . exclamar. Quando ele voltar.. de modo que.. dando-lhes uma idéia de compensação ou de contraste (mas. QUE É NOSSO PAI. no entanto. Explicativas: ligam a uma oração. por isto. Orações Subordinadas Adjetivas Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de um adjetivo. Ele está mal de notas. outro que a explica. Anda depressa. Conclusivas: ligam uma oração a outra que exprime conclusão (logo. SERÁ REPROVA DO. nem (=e não). A espada vence MAS NÃO CONVENCE. Não mintas. Alternativas : (ligam palavras ou orações de sentido separado. 4) Completiva nominal (complemento nominal) Ser grato A QUEM TE ENSINA. Note que a oração principal nem sempre é a primeira do período. uma excluindo a outra) (ou. Adversativa: ligam orações. partiu. portanto. Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE. Por terem as funções do substantivo.. 6) Apositivas (servem de aposto) Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE) Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME. dizer. TEMPO. geralmente com o verbo no imperativo. 3. Chegou. Apressou-se. A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ. etc. coordenação. o termo antecedente. 2) Objetiva direta (objeto direto) Desejo QUE VENHAM TODOS.. eu saio de férias.) Mudou o natal OU MUDEI EU? OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel. . acabou na miséria. QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS. Ele. seqüência de pensamento. porém. também: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO.já. etc. olhou. PEDI que tivessem calma. NÃO MERECES FÉ. A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos: continuar. 7) Agente da passiva: O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = ( PELO SEU A TOR) A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. As orações coordenadas podem ser: . 3) Objetiva indireta (objeto indireto) Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. LOGO. etc. CONTUDO NÃO CHEGOU A ORAÇÃO SUBORDINADA Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é introduzida por um conectivo subordinativo. portanto. OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva! ( C.sindética: aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção coordenativa. 5. falar etc.LÍNGUA PORTUGUESA ELES DISSERAM que voltarão logo. ou. etc. Aditiva: expressa adição. Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. O réu. Processos sintáticos: subordinação e ELE AFIRMOU que não virá. 5) Predicativa (predicativo) Seu receio era QUE CHOVESSE. (e. Daremos o prêmio A QUEM O MERECER. Deus. dando um motivo (pois. à maneira de aposto. QUE NASCEU RICO. Importa que saibas isso bem.. Viajo amanhã. que. .. por conseguinte. assim. PORQUE É PIOR. 2. MAS É VAZIO POR DENTRO. CEPCON .) Alegra-te. contudo. quer. mas.ora. = Seu receio era (A CHUVA) Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. Sou favorável A QUE O PRENDAM. LOGO. DISSERAM OS JORNAIS. as orações subordinadas substantivas classificam-se em: 1) Subjetiva (sujeito) Convém que você estude mais. nos salvará. Oração Principal Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida por um conectivo. Pergunto QUEM ESTÁ Aí.assindética: aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou ponto e vírgula. Oração Intercalada ou Interferente É aquela que vem entre os termos de uma outra oração. Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: 1) Explicativas: explicam ou esclarecem.. já.quer. Não sou QUEM VOCÊ PENSA. entretanto. mas volto logo. (SUA COLABOR ÇÃO) é necessária. EU SAIO DE FÉRIAS Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR Oração Subordinada Substantiva Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função de um substantivo. todavia. Meireles) 4. POIS AQUI ESTOU.ou.

procure-me. são ouvidos com agrado. Aqui viverás em paz. Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA! Tenho medo disso QUE ME PÉLO! 7) Finais: exprimem finalidade. Exemplos: Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO. CEPCON . As orações subordinadas adverbiais classificam-se em: 1) Causais: exprimem causa. = QUANDO SAIR DAQUI. sendo indispensáveis ao sentido da frase: Pedra QUE ROLA não cria limo. O som é menos veloz QUE A LUZ. POR ISSO QUE SOU POBRE. 4) Condicionais: exprimem condição. motivo. mais se aprende. SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE. Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. os povos se levantam. Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? 5) Conformativas: exprimem acordo ou conformidade de um fato com outro: Fiz tudo COMO ME DISSERAM. razão: Desprezam-me. PEQUENOS QUE SEJAM. um resultado: A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS. Ele. CHOVESSE OU FIZESSE SOL. não me ouviram. entristeceu-se. FAZENDO ASSIM. QUANTO MAIOR FOR A ALTURA. QUANDO OS TIRANOS CAEM. 2) Comparativas: representam o segundo termo de uma comparação. É interesse ESTUDARES MAIS. que se admite: POR MAIS QUE GRITASSE. 41 . maneira: Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE. não o condenarias. 3) Concessivas: exprimem um fato que se concede. AO SABER DISSO. QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU. hipótese: SE O CONHECESSES. 9) Temporais: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na oração principal: ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam. Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR. CONFORME LHE PROMETI. infinitivo e particípio. entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO. SAINDO DAQUI. = É bom QUE FIQUEMOS A TENTOS. não está mais aqui. É bom FICARMOS ATENTOS. Orações Subordinadas Adverbiais Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de um advérbio. O tambor soa PORQUE É OCO. 8) Proporcionais: denotam proporcionalidade: À MEDIDA QUE SE VIVE.LÍNGUA PORTUGUESA Orações Reduzidas 2) Restritivas: restringem ou limitam a significação do termo antecedente. conseguirás = SE FIZERES ASSIM. As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. procure-me. Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ. maior será o tombo.= É interessante QUE ESTUDES MAIS. 10) Modais: exprimem modo. conseguirás. objeto: Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. o Major não faltava. Vim hoje.Centro Educacional para Concursos Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais: gerúndio. Os louvores. 6) Consecutivas: exprimem uma conseqüência.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful