Otelo Guimarães - [Link]@[Link] - CPF: 850.858.
128-91
Apresentação
Olá! Que felicidade ter você por aqui!!!
Eu sou Flávia, nascida em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, mas
vivo há mais de duas décadas em Belo Horizonte, Minas Gerais. Sou
casada com o Hernane e temos duas peças raras: Beatriz e Miguel.
Sou professora há 18 anos exatamente! Ufa, muito tempo, não é?
Mas, durante esse tempo, eu vim buscando formas de facilitar o
aprendizado de meus alunos com uma gramática que realmente
fizesse sentido. Foi aí que nasceu meu método SCP: simplificação,
clareza e prática! Pilares fundamentais para uma excelente
aprendizagem.
Depois de tantos anos em sala de aula, decidi aparecer pelas redes
sociais. Há dois anos estou trabalhando nelas e já conto com mais
de 1 milhão de seguidores (na verdade, alunos) e com eles
compartilho diariamente miniaulas sobre dúvidas de nossa língua.
Esse e-book, agora em suas mãos, nasceu dessa necessidade de
registrar minha didática, de forma escrita, para meus alunos. Cada
conteúdo aqui foi pensado para retirar aqueles incômodos que
mais aparecem.
Ah, sim! Além do e-book Gramática para todos, leciono em meus
cursos: Plataforma EducaVerbum, Fundamentos da Escrita Profis-
sional e Comunicação Assertiva (Oratória). Quem sabe você não
será meu próximo aluno! Esperarei por você!
Vamos aprender?
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O que você
encontrará aqui:
• Por onde devo começar a estudar gramática?
• O que é oxítona, paroxítona e proparoxítona? Como classificar?
• Como melhorar minha ortografia?
• Existem regras fáceis de ortografia?
• Como é aquela regra básica da cedilha?
• Qual a diferença entre conjunção e preposição?
• Como fazer a concordância correta em uma frase?
• Como usar o verbo “haver” corretamente?
• O verbo “fazer” é sempre impessoal?
• O que é o verbo no infinitivo?
• Quais são as formas nominais do verbo?
• Eu posso dizer “impresso” ou “imprimido”? Tanto faz?
• É verdade que não existe eu “coloro”?
• Como usar corretamente ‘’este’’ e “esse”?
• Qual a diferença de mau e de mal?
• Devo usar a vírgula antes ou depois do “mas”?
• O que é ordem canônica? Por que ela facilita interpretação escrita?
• Como usar MAS e MAIS?
• O correto é “eu tinha trago” ou “eu tinha trazido”?
• Qual é a diferença entre "mau" e "mal"?
• Devo usar a vírgula antes ou depois do “mas”?
• O que é ordem canônica?
• O correto é "eu tinha trago" ou "eu tinha trazido"?
• O correto é "para eu mandar" ou "para mim mandar"?
• O correto é “para eu mandar” ou “para mim mandar?
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Por onde devo começar
a estudar gramática?
DEPENDE!
Seu objetivo é estudar para enriquecer conhecimento?
1ª MORFOLOGIA 2ª SINTAXE 3ª SEMÂNTICA
Seu objetivo é melhorar a natureza de
sua comunicação escrita?
Nesse caso, enumere os itens abaixo de 1 a 10, sendo 1
o que mais te incomoda e 10 o que menos te incomoda.
ortografia concordância
acentuação regência
uso de maiúsculas
crase
e de minúsculas
vírgula verbos
ponto final sujeito e predicado
Pronto! Agora que você tem mais clareza
de seus objetivos, mãos à obra!
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O que é oxítona, paroxítona
e proparoxítona?
Como classificar?
A gramática tradicional separa dessa forma:
Antepenúltima Penúltima Última
sílaba tônica sílaba tônica sílaba tônica
proparoxítona paroxítona oxítona
Considere sempre a visão da direita para a esquerda:
te-le-vi-são
sílaba tônica “são”
Sílaba tônica é sempre a sílaba mais forte da palavra. Se
esta tiver mais do que uma sílaba (dissílaba, trissílaba ou
polissílaba), terá obrigatoriamente uma sílaba tônica,
mesmo que não seja acentuada.
Ex.: li - vro sílaba átona = fraca
sílaba tônica = forte
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Como melhorar
minha ortografia?
Não há milagre! O sistema de ortografia da língua portuguesa
é complexo mesmo, devido às diversas influências na formação
do idioma.
Temos algumas regras escassas para o sistema ortográfico,
MAS uma metodologia que funciona muito bem se chama
MEMÓRIA.
Isso mesmo! Obedecemos às regras mais por questão de me-
morização do que pela regra em si.
Orientações Importantes
Leia! Quanto mais você vir como se escreve uma palavra,
maior é a tendência de você melhorar sua ortografia.
É preciso analisar até que ponto seus desvios ortográficos estão
dentro da normalidade.
Se você é um bom leitor, foi bom aluno na escola e, mesmo assim,
possui uma escrita muito deficitária, vale a pena uma consulta
com um psicopedagogo. Investigue se esse déficit não está ligado
a uma dificuldade cognitiva de aprendizagem da língua.
Quer acelerar o seu aprendizado da
ortografia de maneira prática e clara?
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Existe uma regra fácil
de ortografia que
ajude de verdade?
Depois de -en e de ditongo use x
enxada caixa
enxoval faixa
enxame deixa
Depois de -n, use apenas um “r” ou um “s”.
insalubre ensaio
enrascada enraizado
Viu? Excelentes regras!
Como é aquela regra básica da cedilha?
Não se usa em início de palavras!
É usada sempre antes das vogais A, O e U.
Ex.: açude — açougue — iguaçu
ATENÇÃO
Nunca use antes de E e I! Nesse caso, utilize apenas a letra C.
Ex.: cedilha — ceder — cidade
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Qual a diferença entre
conjunção e preposição?
Ambas são classes de palavras importantes!
Conjunção
Preposição
Liga dois termos de
mesmo valor Liga termos dentro
sintático OU duas orações de uma oração
conjunção
Vou sair de carro
Caneta e papel estão aqui.
preposição
núcleo núcleo
mesmo valor semântico
Vou para o carro
conjunção
preposição
Quero, mas não posso
1ª oração 2ª oração
As principais preposições: Exemplos:
a - antes - após - até - com - Meus filhos voltaram da escola. (de + a: da)
contra - de - desde - em - Não quero conversar sobre política.
entre - para - perante - por - Você voltará para sua terra natal?
sem - sob - sobre - trás
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As conjunções se dividem em
coordenativas e subordinativas
coordenativas
logo, portanto, por isso, ou, ou... ou, e, nem, mas também,
por conseguinte ora... ora, já... já como também
conclusivas alternativas aditivas
mas, porém, no entanto, porque, pois, que
entretanto, contudo, todavia
explicativas
adversativas
exemplos
Chegamos à cidade e nos acomodamos. - aditivo
Gosta de assistir a novelas, como também a filmes. - aditivo
Trabalha, mas nunca tem dinheiro. - adversativo
Vou viajar, quer você queira, quer não. - alternativo
Estudei bastante, portanto achei a prova fácil. - conclusivo
Estudei bastante, achei a prova fácil, pois. - conclusivo
Preciso de sua ajuda, pois estou em apuros. - explicativo
Leve o guarda-chuva, que vai chover. - explicativo
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subordinadas
quando, enquanto embora, ainda que, como, conforme,
assim que, desde que mesmo que, posto que segundo, consoante
temporal concessiva conformativa
à medida que, quanto mais... como, tal qual, assim como, (mais) que
(mais), (tanto)... quanto ou do que, (menos) que ou do que
proporcional comparativa
para que, a fim de que que, se se, caso, desde que
final integrantes condicional
tão... que, tal... que, já que, uma vez que, porque,
de modo que, de maneira que visto que, desde que
consecutiva casual
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exemplos
Estou triste, porque fui mal na prova - causal
Comi tanto que engordei uns dois quilos. - consecutiva
Se você chegar cedo, poderemos ir ao clube. - condicional
Reagiu ao barulho como qualquer pessoa reagiria. - comparativa
Desde que eu era pequena, escuto promessas de melhoria - temporal
A fim de conquistar uma vaga, ela estuda bastante. - final
À medida que escurece, a rua vai se esvaziando. - proporcional
Vivemos em uma sociedade líquida, conforme
afirma Bauman. - conformativa.
Eu vou tomar banho de piscina, ainda que esteja nevando! - concessiva
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Como fazer a concordância
correta em uma frase?
A regra geral de concordância é bem simples. Veja:
As pessoas precisam de ajuda.
3.º pessoa do plural
O verbo deve concordar em pessoa e em número com o nome ao qual se refere.
MAS acabam surgindo muitas dúvidas em casos específicos.
Vem comigo!
1.º - Concorde com a palavra!
A gente vai ao cinema
expressão verbo no singular
no singular
No caso da expressão “a gente” (muito comum na oralidade, mas que deve ser
evitada no discurso escrito padrão), vê-se que está no singular, logo, o verbo
também precisa estar.
Ok! “A gente” significa mais de uma pessoa, mas a concordância é feita com o
nome, não com a ideia!
2.º - Fique de olho no núcleo do sujeito
núcleo do sujeito
O problema dos alunos e dos professores, pertencentes
ao ensino médio, é a falta de diálogo.
verbo no singular
Repare que, nesse exemplo, o núcleo do sujeito está muito distante do verbo.
Isso, infelizmente, pode levar uma pessoa a fazer a concordância incorretamente.
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Como usar o verbo
“haver” corretamente?
O verbo “haver” precisa de um olhar atento, isso porque nos
acontecer
sentidos tempo
existir
ele é impessoal!
Vem:
Houve muitos problemas. Há 100 pessoas na reunião.
sentido de acontecer sentido de existir
Havia vários dias que esperava por resposta.
sentido de tempo
I M P O R TA N T E
Quando usados em uma locução verbal, o verbo principal
transfere sua característica para o verbo auxiliar. Logo:
locução verbal
Deve haver vários desafios.
verbo verbo
auxiliar principal
Veja como o verbo auxiliar se manteve no singular. Isso porque o verbo
principal “haver” transferiu a impessoalidade para o auxiliar “dever”.
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O verbo “fazer” é
sempre impessoal?
Não! Olhe a frase:
sujeito
Nós fazemos atividades sempre.
O verbo “fazer” concorda com
o sujeito em número e em pessoa
O verbo “fazer” torna-se impessoal APENAS
quando assume o sentido de tempo. Exemplo:
Faz 15 anos que vivo aqui.
tempo
Aquela mesma linha de raciocínio do “haver” (de que transfere a
impessoalidade para o verbo auxiliar) acontece com o “fazer”. Exemplo:
sentido de tempo
Deve fazer 30 anos que eles são casados.
verbo auxiliar
no singular
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O que é o verbo no infinitivo?
Infinitivo é uma das três formas nominais do verbo.
Configura-se infinitivo quando os verbos terminam em:
- AR - ER (OR) - IR
Quando estão nessa forma nominal, os verbos não carregam
sentido de tempo. Estão, digamos, estáticos. Ao falar:
COMER - CANTAR - PARTIR - FAZER - PÔR
Não há marcação temporal. Para que isso ocorra, o verbo no infinitivo,
normalmente, vem acompanhado de um verbo auxiliar. Este sim carrega
o sentido de tempo, de modo e de pessoa. Exemplo:
QUERIA
Verbos auxiliares
flexionados
VOU dar um presente à esposa.
Infinitivo
DEVERÁ
O infinitivo pode aparecer, também, em sua forma pessoal.
Nesse caso, chamamo-no de “infinitivo pessoal”. Veja:
É melhor irmos agora. Convém as crianças saírem mais cedo.
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Quais são as formas
nominais do verbo?
Além do infinitivo, do qual acabei de falar,
há também o gerúndio e o particípio.
Gerúndio “-ndo”
Configura-se como gerúndio quando é acrescentado ao verbo o sufixo “-NDO”.
Nessa forma, passa-se a informar algo que esteja em um processo contínuo.
Estou comendo agora.
Ela está almoçando.
Não se deve usar o gerúndio em ações que não tenham esse sentido processual.
Você é do tempo em que, por algum motivo, as pessoas passaram a achar bonito
dizer:
“Vou estar te ligando mais tarde”
ou
“Vamos estar resolvendo seu problema”
Se você é desse tempo, deve ter sentido que algo estava incorreto e talvez não
soubesse dizer o quê. Agora você sabe!
O incorreto é que não há por que usar o gerúndio em uma ação que é pontual, que
não demarca processo.
Além do infinitivo e do gerúndio, há a terceira forma nominal: o particípio.
Diferentemente do gerúndio, o particípio marca uma ação acabada.
A terminação dos verbos, quando regular, é feita pelo sufixo “-ADO” ou “-IDO”.
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mandar mandado correr corrido
chegar chegado trazer trazido
tragar tragado
MAS existem alguns verbos que formam seu
particípio de maneira irregular. É o caso de:
fazer feito abrir aberto
dizer dito escrever escrito
pôr posto
Está vendo? Os irregulares se comportam de maneira distinta.
Como saber quem são os irregulares? Consultando!
Essas e outras questões da língua serão aprendidas puramente por
exposição à palavra e memorização.
Desse jeito!
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Eu posso dizer “impresso” ou
“imprimido”? Tanto faz?
Realmente, existem duas formas de particípio do verbo “imprimir”. Ele e alguns
outros possuem essa peculiaridade e são caracterizados na gramática como
verbos abundantes (isso mesmo! Abundância de formas).
MAS existem regras para usar uma ou a outra forma. Para isso, você terá de obser-
var o verbo auxiliar, então:
Se o verbo auxiliar for
SER ou ESTAR = o particípio será irregular.
A prova foi impressa ontem.
Os comprovantes estão impressos.
TER ou HAVER = o particípio será irregular.
Eu tinha imprimido a prova.
Ele havia imprimido os comprovantes.
Assim como o ‘imprimir’, são abundantes os verbos:
cativar, completar, descalçar, manifestar, suspeitar, situar, agradecer, corromper,
encher, submeter, eleger, morrer, matar, distinguir, inserir, etc.
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É verdade que não existe ‘eu coloro’?
Sim! É verdade.
O verbo colorir é classificado como defectivo. Isso quer dizer que ele
não possui todas as formas de conjugação.
Existem dois grupos que se comportam dessa forma:
1º: não possuem a primeira pessoa do presente do indicativo, não
possuem o presente do subjuntivo nem todo o imperativo.
Veja como se comportam:
Pertencem a esse grupo; abolir, aturdir, demolir, exaurir, explodir, extorquir, ruir,
latir, urgir, tinir.
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2º: verbos que possuem apenas a 1ª e a 2ª pessoas do plural do presente do
indicativo. Destaco mais alguns aqui o verbo FALIR:
Pertencem a esse grupo: adequar, combalir, comedir-se etc.
Como usar corretamente
‘’este’’ ou ‘esse’?
Façamos uma breve revisão dos pronomes demonstrativos:
• Este, esta, estes, estas, isto
• Esse, essa, esses, essas, isso
• Aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
Esses pronomes são utilizados em três ocasiões diferenciadas:
Vamos a cada um deles!
ESPAÇO TEMPO CONTEXTO
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ESPAÇO
Aqui, é importante considerar o locutor da frase e seu respectivo interlocutor.
Se o objeto estiver próximo de quem fala Este(s), esta(s), isto
Esta bola vermelha
é minha.
Locutor Interlocutor
Se o objeto estiver próximo com quem se fala Esse, essa, isso
Essa bola
vermelha é sua?
Locutor Interlocutor
Já no caso de o objeto estar distante dos dois interlocutores:
Use “aquele”, “aquela” ou “aquilo”.
De quem será
aquela bola?
Locutor Interlocutor
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TEMPO
Para utilizar os pronomes demonstrativos referindo-se à noção temporal,
considere:
este, esta, estes, estas, isto (em
PRESENTE relação ao momento da fala)
Ex.: Este século trará muitas inovações. / Esta semana tenho compromisso.
PASSADO PRÓXIMO esse, essa, esses, essas,
ou FUTURO
Ex.: Esse fim de semana haverá festa. / Essa última semana foi bem cansativa.
PASSADO DISTANTE aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
Ex.: Eu nasci em 1981. Naquela época, o país vivia uma
grande turbulência política.
CONTEXTO
Referem-se a algo que ainda será dito/escrito:
este, esta, estes, estas, isto.
Minha alegria é esta: ver você feliz.
Este texto tem por objetivo apresentar
a gramática da língua portuguesa.
Referem-se a algo que já foi dito/escrito: esse, essa, esses, essas, isso. Ex.:
Ele chegou e contou tudo o que havia acontecido
naquela ocasião. Foi apenas isso.
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Referem-se a algo dito bem distante. Ex.:
Aquele assunto apresentado na introdução desse
Há ainda a possibilidade do uso dos pronomes esta, estas, este, estes,
isto e dos aquele, aquela, aqueles aquelas, aquilo quando retomam
dois elementos falados anteriormente no texto. Veja:
Flávia e Fagner são irmãos. Este é enge-
nheiro, já aquela é professora.
Note que este retoma o último elemento a ser falado ou mais
próximo a retomar. Enquanto aquela busca o elemento mais
distante na referenciação.
Essa forma é uma excelente estratégia para evitar repetição
de termos na escrita.
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Qual a diferença de mau e de mal?
Há muitas maneiras de se aprender essa diferença. Vou
te mostrar algumas formas para você não se esquecer.
MAU é um adjetivo. Isso quer dizer que ele é usado
para caracterizar um nome (substantivo ou pronome).
Ex.: Aquele menino é muito mau.
Caso surja a dúvida ao usar em uma frase, troque por
uma palavra feminina. O resultado é que você terá o
adjetivo “má” ou “más”.
Ex.: Aquela menina é muito má.
Tente se lembrar disto:
lobo bom
lobo mau
Sim! O antônimo, ou seja, o contrário de mau é bom.
Isso ajuda muito no momento da dúvida
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MAL é um advérbio. Advérbios são palavras que
dão circunstâncias aos verbos, lembra?
AD - VÉRBIO
junto de verbo
Portanto, ao usá-lo, você estará dando circunstância
ao verbo, não ao substantivo ou ao pronome como
o “mau” .
Ex.: Ele agiu mal.
Se você tentar trocar pelo feminino, você verá que o
advérbio ficará igualmente invariável (o advérbio é
sempre invariável).
Ex.: Ela agiu mal.
Tente se lembrar disto:
fala bem
fala mal
Sim! O antônimo, ou seja, o contrário de mal é bem.
Isso ajuda muito no momento da dúvida
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Devo usar a vírgula
antes ou depois do “mas”?
Para responder a essa pergunta, façamos uma revisão
da regra de vírgula em orações coordenadas.
O que são orações coordenadas?
São aquelas orações que não funcionam como o termo uma
da outra. Dizemos que são independentes e são articuladas por
vírgulas ou conjunções. Venha comigo construir esse aprendizado!
Ex.: João quer sair. João está sem dinheiro. João não pode sair.
Três orações não articuladas, usadas em frases (períodos) isoladas.
Fica claro, entretanto, que não precisa ser assim.
Podemos construir um período composto coordenando as orações.
Veja:
João quer sair mas está sem dinheiro por isso não pode.
Pronto, coordenamos as orações e as transformamos em um único
período composto. Você, assim como eu, deve estar com o incômodo:
onde estão as vírgulas? Como sempre digo, as vírgulas existem para
nos auxiliar. Voltando à frase, as vírgulas devem ser usadas sempre
antes da conjunção.
Desta forma:
João quer sair, mas está sem dinheiro, por isso não pode.
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“Ah, Flávia, mas eu já vi vírgula sendo usada
depois da conjunção. Estava errada?”
Depende. Se você viu assim:
Estou cansada portanto, vou dormir.
Sim! Está errada! Se a frase, porém, era assim:
“Se a frase, porém, era assim…”
Tudo certo aqui, o “porém” articula-se no interior da oração com a
ideia anteriormente exposta. Pode acontecer, também, desta forma:
Mande-me a encomenda, porém,
já que estou fora, minha mãe a receberá para mim.
oração subordinada causal
Se a oração subordinada estiver no local “correto”, ou seja,
depois da oração principal, a vírgula passa a ser facultativa.
Exemplo:
Mande-me a encomenda, porém minha mãe
a receberá para mim, já que não estou em casa.
vírgula facultativa
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O que é ordem canônica?
Por que ela facilita interpretação escrita?
Ordem canônica ou ordem direta refere-se a uma estruturação
da frase que considera o seguinte modelo:
O que são orações coordenadas?
São aquelas orações que não funcionam como o termo uma
da outra. Dizemos que são independentes e são articuladas por
vírgulas ou conjunções. Venha comigo construir esse aprendizado!
sujeito + verbo + complemento do verbo (se houver)
+ adjuntos adverbiais (se houver).
Na prática:
Ele viu um desenho hoje na escola.
sujeito + verbo + complemento do verbo + adjuntos adverbiais
Essa estrutura facilita a leitura e a interpretação de um texto, pois é
clara, objetiva, sem várias interrupções que poderiam vir de desloca-
mentos na oração. É um texto de fácil acesso para o interlocutor.
Repare as manchetes de jornais. Como objetivo é atender um público
enorme e variado, jornalistas optam, na maioria das vezes, pela
ordem canônica.
Exemplo:
sujeito + verbo + complemento + orações adverbiais
Reino Unido usa jatos para interceptar aviões russos
perto de espaço aéreo da OTAN.
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sujeito + verbo + complemento
Boris Johnson renuncia ao cargo de parlamentar.
As duas frases usadas como exemplo são períodos simples, não
houve a utilização de vírgula e esse é o ponto em que afirmo facilitar
a vida de quem escreve. Se você mantiver predominantemente em
sua escrita a ordem canônica, você terá de se preocupar menos
com uso de vírgula.
Menos, está bem? Não quer dizer abandoná-las.
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O correto é “eu tinha trago”
ou “eu tinha trazido”?
Apesar de causar muita dúvida, essa questão é simples:
Não existe a expressão verbal
“tinha trago” ou “havia trago”.
Conhece aquela famosa frase “Ah, eu ‘tinha trago’ quer dizer que eu traguei
um cigarro!”. Essa frase também está incorreta. Vou mostrar a você por quê.
Verbo Particípio
TRAGAR TRAGADO
TRAZER TRAZIDO
Isso quer dizer que “tinha trago” ou “havia trago” não possuem
embasamento gramatical e nem uma das duas ocorrências
dos verbos “trazer” e “tragar”.
Vejamos exemplos corretos:
Ele havia trazido o mapa ontem.
Ele tinha tragado um copo de
cachaça e já estava bêbado.
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Há uma possibilidade, bem pouco usual, de acontecer
uma frase como esta:
Ele tinha trago de cigarro no pulmão.
Na frase, “trago” não é utilizado como forma verbal e sim
como palavra substantivada. Isso pode acontecer com
qualquer palavra da língua portuguesa.
Existe outra questão: a forma verbal “trago” na primeira
pessoa do presente do indicativo.
Exemplo:
Eu trago
Eu trago um
Tu trazes presente para você.
Ele traz
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O correto é “para eu mandar”
ou “para mim mandar?
O correto é “para eu mandar”! Na língua portuguesa, não utilizamos pronomes
oblíquos na função de sujeito da oração. Revise a tabela de pronomes:
Analisando a tabela, pode-se perceber que os únicos pronomes que desempenham
função de sujeito da frase são os pronomes pessoais do caso reto.
Na frase:
Para eu mandar uma atividade, preciso do seu e-mail
O sujeito do verbo “mandar” é pronome “eu”. O pronome oblíquo “mim” não pode
desempenhar a função de sujeito da oração. Os pronomes pessoais do caso oblíquo
desempenham a função de objeto da oração.
Exemplo:
Ela mandou um presente para mim.
Ele gosta de mim.
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