Allan Hayato Cleber Milani Elisa França Carneiro Giovanna Chiumento

Eletrodeposição de Níquel

Trabalho acadêmico apresentado na Disciplina Eletroquímica. Prof. Mário Dallavalli de Princípios de

CURITIBA 2012

..3 4...............................1 5...................................... 12 ......................... 2 PROCESSO DE ELETRODEPOSIÇÃO .......................................1 1 2 3 4 Conteúdo INTRODUÇÃO .............................2 Balanço de Massa ............................1 4........................4 História do níquel ............. 7 5 BALANÇOS ................................................................. 5 4...................................................................................................................................................................................... 5 O processo .....2 4................................................................................................................................................................................................ 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................................... 3 NIQUELAGEM ................................................................................................................................................................................................ 9 5............................... 6 Defeitos comuns em banhos de níquel ....... 6 Aplicações.......................................................................................................................... 1 REAÇÕES ELETROQUÍMICAS .......................................................................................................................... 9 Balanço de Energia: .......................................................................................................................... 9 6 7 LAYOUT ....

podem servir de base para a eletrodeposição desde que a sua superfície esteja devidamente preparada. visto que permite o controle da espessura do revestimento.1 1 INTRODUÇÃO A aplicação de um revestimento metálico sobre uma superfície pode servir de proteção contra a corrosão. Durante o século XVIII. cobre e níquel são os metais mais utilizados na eletrodeposição. A deposição de metais por eletrólise ou eletrodeposição é bastante comum. ouro. O cádmio. Esta prática é de origem bastante remota. latão. prata. . para reflexão de luz ou pode ter fins meramente decorativos. Qualquer um dos metais comuns e alguns não-metais. por exemplo plásticos. zinco. começaram-se a aplicar revestimentos de prata por fusão sobre cobre ou bronze. Os Romanos soldavam chapas de prata a artigos de outros metais e no século V a grande maioria das armas de ferro eram revestidas com cobre mergulhando-as numa solução deste metal. na Inglaterra.

A transferência de carga pode ser um processo catódico no qual uma espécie é reduzida pela transferência de elétrons do eletrodo ou a transferência de carga pode ser um processo anódicoonde uma espécie é oxidada pela remoção de elétrons para o eletrodo. A reação eletroquímica trata-se de uma reação redox que ocorre com a simultânea passagem de corrente entre dois elétrodos. Figura 1 . A Figura 1 ilustra o esquema de uma reação eletroquímica. geralmente um metal ou semicondutor.Reação Eletroquímica .2 2 REAÇÕES ELETROQUÍMICAS Uma reação eletroquímica é um processo químico heterogêneo (que envolve uma interface sólido/solução) envolvendo a transferência de cargas para ou de um eletrodo. quando então se tem uma pilha eletroquímica. quando então se tem uma célula eletrolítica. A corrente que circula no meio reacional pode ter duas origens:   No próprio meio. Gerada por uma fonte elétrica externa.

Existem várias maneiras de proteger um metal base: 1) Proteção catódica – Processo de imunizar o metal em presença do meio corrosivo. Na operação de eletrodeposição. três variáveis. Os princípios fundamentais do processo são bem conhecidos. a quantidade de todos os elementos liberados no cátodo ou no ânodo durante a eletrólise é proporcional à quantidade de eletricidade que passa através da solução. a peça a ser tratada é considerada o cátodo de uma célula eletrolítica que contém uma solução conhecida como banho de deposição.3 3 PROCESSO DE ELETRODEPOSIÇÃO A eletrodeposição é o método mais importante para a produção comercial de películas protetoras. temperatura do banho e densidade da corrente catódica. levando-o ao potencial de circuito aberto das áresanódicas. e geralmente é. Para tornar catódica a estrutura poderá utilizar correntes impostas ou ânodos de sacrifício. a espessura do depósito é proporcional ao tempo de deposição. A operação satisfatória de um banho de deposição requer o controle de. O método permite facilmente o controle da espessura da camada depositada. a saber: composição química do banho. Inicialmente é fundamental para o êxito da deposição que a peça esteja perfeitamente limpa. sob quaisquer condições. menos porosas do que as vaporizadas. Desde que no cátodo íons hidrogênio sejam descarregados ao mesmo tempo em que os íons metálicos. A preparação da superfície dos artigos sobre os quais se deseja efetuar eletrodeposição é extremamente importante para a obtenção de coberturas aderentes. compactas e homogêneas. e de maior pureza. Estas variáveis exercem influência direta sobre o caráter do depósito e estão relacionadas entre si de tal forma que se uma delas for alterada dever-se-á alterar as outras. no mínimo. a eficiência do processo pode ser. . De acordo com a Lei de Faraday para a eletrólise. As coberturas por eletrodeposição são de espessuras mais uniformes do que as obtidas por hot dipping. menor que 100%. o primeiro método baseia-se na alimentação da estrutura (ligada ao polo negativo) com uma corrente exterior empregando-se como ânodos auxiliares sucata de ferro ou grafite. De qualquer modo.

. mas também pela sua durabilidade. nas condições do meio em questão. 3) Eliminação do contato entre o metal e o meio corrosivo – Este processo baseia-se no isolamento entre a superfície metálica e o meio agressor pela interposição de um extrato orgânico ou inorgânico isento de poros. não só pela sua versatilidade. quando estes operam sob condições ácidas. ou seja. o potencial relativamente ao qual se te uma corrente circulante mínima. O seu objetivo é o de alcançar a zona passiva da função de polarização. a plastificação dos reatores é o procedimento mais utilizado. Esta característica será por isso de extrema importância e daí a necessidade de um controle rigoroso de qualidade do revestimento de proteção. Na galvanoplastia.4 enquanto que o segundo método se baseia no acoplamento do metal base considerado com outro mais ativo nas condições do meio. usando passivantes ou correntes impostas. 2) Proteção anódica – Consiste em polarizar anodicamente os elementos metálicos susceptíveis de passivação.

Antes da era cristã.5 4 NIQUELAGEM O níquel é um metal branco-prateado. sendo esta uma grande contribuição para o desenvolvimento industrial do mundo. concentrando-se por processos de intemperismo nas partes alteradas. calor de fusão 68 cal/g e peso atômico 58. Moedas japonesas de 800 anos A. com a colaboração de ser associado Stodard. Em 1902. que se encontra associado às rochas básicas (peridontitos). Axel FrederichCronstedt descreveu que havia detectado níquel metálico e. que se apresentam associados a outros sulfetos metálicos em rochas básicas. 4.C. Possui grande resistência mecânica à corrosão e à oxidação. em 1755. . referência dada a nicolita pelos mineiros alemães quando a identificaram no século XVII. contribuindo com mais de 90% do níquel e magnésio. Os minerais de níquel são: os sulfetos (milerita e pentlandita (FeNi 9S8). frequentemente acompanhadas de cobre e cobalto. a principal produtora de níquel do distrito de Sudbury. Em 1751.C. com peso específico 8.. dureza na escala Mohs de 3. foi formada a InternationalNickelCo. maleável. com ponto de fusão a aproximadamente 1453°C. acredita-se que seja uma liga natural com o cobre. continham níquel.1 História do níquel O nome níquel deriva de “kupfernickel”.68. o sistema de cristalização é isométrico e seu número atômico é 28. foi bem sucedido fazendo uma liga sintética de ferro-níquel. O minério teve pouca importância real na economia industrial até 1820 quando Michael Faraday.5. Nos anos 300 ou 400 A. onde forma veias e bolsas de cor verde maçã. O sulfeto é o principal mineral utilizado. com conteúdo de níquel variando de 5 a 15%. of Canadá Ltd. tendo iniciado o refinamento com poucas centenas de toneladas de minério importado. o químico sueco Tornern Bergman confirmou seu trabalho.5 g/cm³. o metal já era utilizado. fabricavam-se armas que possuíam ferro meteorítico. Em 1838. dúctil. a Alemanha produziu o primeiro níquel metálico refinado.

dependendo do banho utilizado. o que evita o embaçamento e aumenta a resistência à corrosão. Um dos melhores métodos para prevenir a porosidade é a agitação da solução. de um ponto de vista teórico prático. A niquelagem em materiais ferrosos e não ferrosos pode. Essa vulnerabilidade reside. dióxido de carbono dissolvido. o seu comportamento será o de um verdadeiro catalisador dos fenômenos corrosivos. A pouca ductilidade dos revestimentos brilhantes de níquel os tornam pouco aconselháveis para a proteção de materiais que venham a estar sujeitos a meios demasiadamente agressivos. se o revestimento não tiver poros.6 4. os dois mais comuns são porosidade e aspereza e aderência. Dentre eles. 4.2 O processo O níquel depositado eletroliticamente pode ser fosco ou brilhante. Em contato com o ar o níquel sofre embaçamento rápido. A maioria das porosidades são causadas por bolhas de hidrogênio. Eliminação do contato entre o metal e o meio corrosivo. ar dissolvido. inserir-se nas duas seguintes modalidades de proteção:   Catódica. a) Porosidade e Aspereza Porosidade é produzida por inclusão de gases e óleos que podem estar no depósito ou na superfície do metal a ser beneficiado. . ou gotas de óleos ou graxas dispersas. Quando o revestimento de níquel for mais nobre que o metal base e não isento de poros. nas tensões internas criadas pela incorporação de elementos secundários nos eletrodepósitos. quando o eletrodepósito não sendo “perfeito” tenha por base um metal mais nobre.3 Defeitos comuns em banhos de níquel defeitos são comuns de acontecer durante o banho Alguns eletroquímico. em grande parte. Geralmente após a niquelação é feita uma cromagem.

. Baixa ductilidade ou alta tensão interna no depósito pode contribuir para os problemas de aderência. A prevenção de aspereza pode ser feita com a filtração que ajuda a manter a solução limpa de uma série de impurezas internas e externas. como também para aplicações de engenharia.4 Aplicações A eletrodeposição com Níquel pode ser utilizada tanto para aplicações decorativas. Este revestimento também é utilizado para recompor o dimensional de peças desgastadas. formação de óxidos e filmes de óleo na superfície dos tanques operacionais. As principais características são:      Resistência à corrosão Resistência ao desgaste Resistência à fadiga Resistência a cargas localizadas Dureza e ductilidade. A maior parte dos problemas de aderência que ocorrem na niquelação procedem de fatores externos do banho de níquel.7 Aspereza é produzida por partículas presentes na solução. Nestes casos. as quais durante a deposição ficam encapsuladas no depósito. quando a limpeza da superfície não for bastante cuidadosa. tais como: insuficiente desengraxamento. os mais diversos problemas podem causar a presença de filmes na superfície. 4. Freqüentemente o Níquel eletrolítico é utilizado como camada intermediária de outros processos. b) Aderência Falta de aderência pode ser definida como a separação da camada depositada do metal-base ou separação de camadas dentro do próprio depósito. e em eletroformação.

8 Aplicações nos setores:         Aeroespacial Automotivo Alimentos Eletro eletrônico Máquinas e equipamentos Petroquímico e Petrolífero Plásticos Siderurgia e Mineração .

Volume de níquel depositado por peça: ((( ) ( ) ( )) ( )) Reposição de 0.1 Balanço de Massa Para a produção de 100 peças por hora.38315 kg por batelada de produção. 5. usando Cloreto de Níquel como sal depositante. A corrente necessária para as 100 peças: .9 5 BALANÇOS 5. Tendo uma cobertura de 10 micrômetros em peças de 100x200x5 mm.2 Balanço de Energia: Para uma hora de produção.

Pode-se calcular o volume de cada cama de acordo com a seguinte relação: O volume que as peças ocupam nas camas é dado por: ( ) A diferença entre o volume da cama e o das peças é o volume da solução: Deste volume.2 m m m m .1 m². A profundidade escolhida para o trabalho foi de 30 cm. Para suprir nossa necessidade de 350 Ampéres precisaremos de quatro mesas.1 0. Lembrando que as peças devem ficar suspensas pelos fios para homogeneizar a deposição.10 6 LAYOUT O condutor escolhido foi: PVC/70 0C – NBR-6148 ABNT. O resultado obtido foi de 1. por: A geometria obtida para a mesa. 20% é soluto e o restante é solvente. A área das mesas foi determinada de acordo com o número de peças em cada mesa. Série Métrica 120 com 95 Ampéres de Capacidade.Geometria de cada mesa Comprimento Largura Altura Elevação 1 1. A densidade do níquel é 8908 kg/m³ e a da água é de 1000 kg/m³.3 1. considerando um espaçamento de 10 cm entre elas no comprimento e 2 cm na largura. Foi utilizada uma solução de 20% e adicionados os 384g após cada quatro bateladas. pode ser notada na Tabela 1. que será 25. considerando as peças e os espaços entre elas. A massa de solvente e soluto é dada então. Tabela 1 .

11 A figura abaixo representa o layout das mesas e suas dimensões: Figura 2 .Layout das Mesas .

J. P.. R.12 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.net/servicos_int.br/img/servicos. Costa.com. . 3.php?id=13 – último acesso em 28/03/2012. Niquelagem http://www.swf - último acesso em 28/03/2012. Grupo GP tratamento de superfícies http://www.sorocromo.grupogp. – Tratamento e revestimento de metais (niquelagem) – PRODEP III – Universidade do Porto. 2. A. Pinto.

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