Leia os textos a seguir:
TEXTO 1
CIGARRO ELETRÔNICO SEM NICOTINA FAZ MAL?
As versões dos cigarros eletrônicos sem nicotina também são nocivas à saúde.
Os cigarros eletrônicos caíram nas graças dos adolescentes e adultos jovens. Após décadas de
campanhas elucidando os problemas de saúde que os cigarros convencionais podem causar e de
ações de combate ao fumo, o número de fumantes diminuiu vertiginosamente entre as gerações mais
novas.
Em 1989, 34,8% das pessoas acima de 18 anos fumavam no Brasil, de acordo com a Pesquisa
Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN). Em 2021, segundo dados da pesquisa Vigitel 2021, o
percentual total de fumantes dessa faixa etária caiu para 9,1%, um dos menores do mundo.
No entanto, nos últimos anos, vimos aumentar a taxa de usuários dos dispositivos eletrônicos
para fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos, em especial entre os jovens. O relatório
Covitel (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em
Tempos de Pandemia), divulgado em abril deste ano, mostra que 1 a cada 5 jovens de 18 a 24 anos
fuma o dispositivo.
Apesar de a venda dos DEFs ser proibida no Brasil desde 2009, é muito fácil adquiri-los pela
internet, com vendedores ambulantes na porta de bares e festas e mesmo em bancas de jornais.
Embora alguns argumentem que esses cigarros podem ajudar fumantes de cigarros tradicionais
a abandonarem o tabagismo, os profissionais de saúde vêm alertando para o fato de que muitos
desses jovens não fumavam outros cigarros antes. “Primeiro, isso [que os DEFs ajudam a parar de
fumar] não está demonstrado. Segundo, é mentira que o cigarro eletrônico faça você largar do cigarro.
O que pode acontecer, na melhor das hipóteses, é você substituir o cigarro comum pelo eletrônico,
mas você vai continuar dependente de nicotina”, disse o oncologista Drauzio Varella. “É mais uma
invenção da indústria do cigarro, que é a indústria mais criminosa da história do capitalismo.”
É frequente, também, que jovens achem que esse cigarro causa menos problemas à saúde.
“Acho que o pod [cigarro eletrônico] faz menos mal. Não sei bem por quê, mas essa é minha
impressão”, explica Paulo,* 19 anos, que nunca fumou cigarros convencionais e começou a consumir a
versão eletrônica há dois anos. “É difícil resistir. Na balada, todo mundo fuma”, conclui o jovem.
Para tentar atrair consumidores, a indústria do tabaco lançou a versão dos cigarros eletrônicos
sem nicotina, também proibidos no Brasil, mas facilmente encontrados na internet e em outros locais.
A nicotina é a droga responsável por tornar o usuário de tabaco dependente, portanto muitos
acreditam que, sem essa substância, o cigarro eletrônico poderia causar menos danos.
A Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) advertiu que que muitos DEFs
apresentam substâncias não rotuladas, inclusive nicotina.
https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/tabagismo/cigarro-eletronico-sem-
nicotina-faz-mal/#:~:text=No%20entanto%2C%20o%20malef%C3%ADcio%20%C3%A0,mal
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explica%20o%20dr.
TEXTO 2
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA FAZ OFENSIVA CONTRA A VENDA DE CIGARRO ELETRÔNICO
Pasta determinou que 33 empresas suspendam a venda dos produtos
sob pena de multa diária de R$ 5 mil
Por Lucas Vettorazzo 1 set 2022
O Ministério da Justiça e Segurança Pública deu início a uma ofensiva contra a venda ilegal de
cigarros eletrônicos no Brasil. A pasta determinou que 33 empresas suspendam imediatamente a
venda desses produtos, sob pena de multa diária de 5.000 reais por descumprimento.
Os dispositivos eletrônicos para fumar têm a sua venda proibida desde 2009 no país. Em julho
passado, a Anvisa manteve a proibição da comercialização, importação e propaganda dos cigarros
eletrônicos. Há um entendimento de que não há ainda estudos suficientes para definir o nível de risco
atrelado ao seu uso.
Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor, órgão que fiscaliza a proibição, a situação atual
do país é grave, “com aumento significativo do consumo dos produtos pelo público jovem”. Ainda de
acordo com o órgão, os cigarros eletrônicos, apesar de ilegais no Brasil, são atualmente
comercializados livremente por lojas, tabacarias e páginas na internet.
https://veja.abril.com.br/coluna/radar/ministerio-da-justica-faz-ofensiva-contra-venda-de-cigarro-
eletronico/
TEXTO 3
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo
de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre
o tema Os impactos dos cigarros eletrônicos na saúde dos jovens brasileiros, apresentando
proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma
coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Causas:
válvula de escape
Influência dos amigos~
Fácil acesso
Falta de conhecimento
Consumismo - Capitalismo
Inclusão
Negligência do governo/ Constituição
Falta de fiscalização
Influência das redes sociais – Revolução Industrial
Estatuto da Criança e do adolescente
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