VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E

ADOLESCENTES
DANIELA ROSA DA SILVA – ASSISTENTE SOCIAL
FERNANDA MARIA MAGALHÃES - PSICÓLOGA
18 de maio
Dia Nacional de Combate ao Abuso e
à Exploração Sexual Infanto-Juvenil

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI No 9.970, DE 17 DE MAIO DE 2000.
Institui o dia 18 de maio como o Dia Nacional
de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual
de Crianças e Adolescentes.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o É instituído o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e
Adolescentes.

Parágrafo único. (VETADO)

Art. 2o (VETADO)

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 17 de maio de 2000; 179o da Independência e 112o da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
José Gregori
Francisco Weffort

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 18.5.2000
Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração sexual
contra Crianças e Adolescentes

Esse COMBATE é seu,
é meu,
é nosso!!!

DENUNCIE:

Polícia Militar 190
Disque denúncia nacional 100
Conselho Tutelar: 74-991920946
Nesse 18 de Maio se comera o 17º ano de mobilização no “Dia
Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças
e Adolescentes”, instituído pela Lei Federal 9.970/00. 
O Dia 18 DE MAIO, é uma conquista que demarca a luta pelos
Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território
brasileiro e que já alcançou nesses 17 anos muitos municípios do
nosso país. 
SÍMBOLO
A campanha tem como símbolo uma
flor, como uma lembrança dos desenhos
da primeira infância e uma associação
entre a fragilidade de uma flor e a de
uma criança. Nesse sentido, o desenho
tem como objetivo proporcionar maior
proximidade e identificação da
sociedade com a causa do
enfrentamento à violência sexual. Esse
Nos últimos anos, o slogan utilizado símbolo surgiu durante as mobilizações
pela campanha tem sido o Faça Bonito - do 18 de Maio em 2009.
Proteja nossas crianças e adolescentes. Porém, o que era para ser apenas
A proposta é chamar a sociedade
brasileira para assumir sua
uma campanha se tornou o símbolo da
responsabilidade na prevenção e no causa, a partir de 2010.
enfrentamento ao problema da
violência sexual praticada contra
crianças e adolescentes
CASO ARACELI

18 de maio é a data em que Araceli Cabrera
Crespo, de nove anos incompletos,
desapareceu da escola onde estudava para nunca
mais ser vista com vida. A menina foi
estupidamente martirizada. Araceli foi espancada,
estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas
e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi
desfigurado com ácido. Seis dias depois do
massacre, o corpo foi encontrado num terreno
baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória,
Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que
esta data se transformou no “Dia Nacional de
Combate ao Abuso e Exploração Sexual de
Crianças e Adolescentes”.
VOCÊ
SABIA?
Forçar ou encorajar a criança a tocar um adulto de

Que 1 em 5 crianças sofre algum tipo de modo a satisfazer o desejo sexual;

violência sexual? Muitas pessoas pensam Fazer ou tentar fazer a criança se envolver em ato

que a violência sexual acontece apenas sexual;
Forçar ou encorajar a criança a se envolver em
quando há contato físico. Mas ela acontece
atividades sexuais com outras crianças ou adultos;
de muitas formas, inclusive quando não há
Expor a criança a ato sexual ou exibições com o
contato físico.
propósito de estimulação ou gratificação sexual;
Usar a criança em apresentação sexual como
fotografia, brincadeira, filmagem ou dança, não
importa se o material seja obsceno ou não;
Veja só o que pode ser Tocar a boca, genitais, bumbum, seios ou outras

considerado violência sexual: partes íntimas de uma criança com objetivo de
satisfação dos desejos;
Espiar ou olhar a criança se despindo, em
momentos íntimos, tomando banho, usando o
banheiro, com objetivo de satisfação sexual;
Assediar a criança, fazer propostas sexuais, enviar
mensagens obscenas por telefone, bate-papo e
outras ferramentas sociais de internet.
T
Adolescentes que

I
sabem o que estão

M
fazendo não são
vítimas de
exploração sexual.
I T O
TODA PESSOA QUE
ABUSA DE UMA

M
CRIANÇA OU
ADOLESCENTE É
PEDÓFILO.
QUEM COMETE

I T
ABUSO SEXUAL

M
QUASE SEMPRE É
HOMOSSEXUAL.

O
T O
AS VÍTIMAS DE

M I
VIOLÊNCIA SEXUAL
SÃO NORMALMENTE
DE ORIGEM POBRE.
PARA DENUNCIAR UMA

I O
VIOLÊNCIA CONTRA

T
CRIANÇAS E
ADOLESCENTES, É PRECISO

M
SE IDENTIFICAR E TER
CERTEZA ABSOLUTA
DO QUE VIU.
SÓ O TEMPO

I T
PARA CURAR

M
UMA VÍTIMA DE
VIOLÊNCIA.
Estatuto da Criança e do Adolescente
Lei 8069 de 13 de julho de 1990

Art. 5º: “Nenhuma criança ou adolescente será
objeto de qualquer forma de negligência,
discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão, punido na forma
da lei qualquer atentado,
por ação ou omissão,
aos seus direitos fundamentais”.
fundamentais”
TIPOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL:
Abuso Sexual
Exploração Sexual
Pedofilia

ABUSO SEXUAL

Utilização do corpo da criança ou do
adolescente para a satisfação de um
outro sem o seu consentimento,
induzindo ou coagindo física, emocional
ou psicologicamente.
Problema de Saúde e de Saúde Mental
ABUSO SEXUAL
Estupro:
É a prática não-consensual do sexo,
sexo imposto por
meio de violência ou grave ameaça de qualquer
natureza por ambos os sexos.
Exploração Sexual
 Prostituição de Crianças e Adolescentes com fins lucrativos ou
em troca de favores e bens.

 “Exploração sexual para fins comerciais trata-se de uma prática
que envolve troca de dinheiro com ou sem favores entre um
usuário, um intermediário/aliciador/agente e outros que obtêm
lucro com a compra e venda do uso do corpo das crianças e dos
adolescentes, como se fosse uma mercadoria” (Unicef, 1996
apub FALEIROS;CAMPOS,2000)
PEDOFILIA
Distúrbio de Conduta Sexual, com desejo compulsivo de um
adulto por crianças ou adolescentes, podendo ter características
homossexual ou heterossexual;

Lei 8.072/90: Crime hediondo – pena de 06 a 10 anos de
reclusão;

ECA e Legislação Penal – Prática Sexual Criminosa;
O que pode acontecer a uma criança
que sofreu abuso sexual.
 
O papel da família é essencial na recuperação física e
emocional da criança que sofreu abuso sexual. A
atenção que deverá proporcionar a esta criança não
deve somente centrar-se no cuidado das suas lesões
físicas, mas deve ser acompanhada por outros
profissionais para dar-lhe também acompanhamento
psicológico.
A criança que sofre ou sofreu algum abuso sexual
sofrerá consequências a curto e longo prazo. O Manual
de Prevenção do Abuso Sexual, publicado por Save the
Children (Salvem as crianças), mostra as seguintes
consequências:
Consequências a curto prazo
do abuso infantil
 Físicas: pesadelos e problemas com o sono, mudanças
de hábitos alimentares, perda do controle de
esfíncteres. 
Comportamentais: Consumo de drogas e álcool, fugas,
condutas suicidas ou de auto-flagelo, hiperatividade,
diminuição do rendimento acadêmico.
  Emocionais: medo generalizado, agressividade, culpa
e vergonha, isolamento, ansiedade, depressão, baixa
auto-estima, rejeição ao próprio corpo (sente-se sujo).
  Sexuais: conhecimento sexual precoce e impróprio
para a sua idade, masturbação compulsiva,
exibicionismo, problemas de identidade sexual.
  Sociais: déficit em habilidades sociais, retração
social, comportamentos antisocicias
Consequências a longo prazo
do abuso sexual infantil
 Existem consequências da vivência que permanecem, ou
inclusive podem piorar com o tempo, até chegar a configurar
patologias definidas. Por exemplo:
 Físicas: dores crônicas gerais, hipocondria ou transtornos
psicossomáticos, alterações do sono e pesadelos constantes,
problemas gastrointestinais, desordem alimentar.
 Comportamentais: tentativa de suicídio, consumo de drogas
e álcool, transtorno de identidade.
 Emocionais: depressão, ansiedade, baixa autoestima,
dificuldade para expressar sentimentos.
 Sexuais: fobias sexuais, disfunções sexuais, falta de satisfação
ou incapacidade para o orgasmo, alterações da motivação
sexual, maior probabilidade de sofre estupros e de entrar para
a prostituição, dificuldade de estabelecer relações sexuais.
  Sociais: problemas de relação interpessoal, isolamento,
dificuldades de vínculo afetivo com os filhos.
Por que denunciar?

É dever de todos velar pela dignidade da criança e do
adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento
desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”
(Art. 18, ECA, 1990).
Interromper o ciclo de violência;
Proteger outras crianças e
adolescentes;
Cuidar das vítimas de violência
Rede de Proteção Social

Carta Magna (1988) – Art. 227:

“É dever da família, da sociedade e do Estado
assegurar a criança e ao adolescente, com
absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e a convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda
forma de NEGLIGÊNCIA, DISCRIMINAÇÃO,
EXPLORAÇÃO, VIOLÊNCIA, CRUELDADE E
OPRESSÃO.”
Por que não denunciam?

Resistência psicológica e emocional;
Falta de percepção das situações de abuso;
Falta de tempo – demora para resolução;
Medo de se envolver em complicações;
Falta de credibilidade na polícia e na justiça
“É realmente muito difícil ter uma idéia exata da amplitude e do que seja a
realidade da violência e do abuso sexual. É grande o silêncio que cerca essa
questão, onde existe a reticência e o medo das crianças em falar, e a surdez
e o medo dos adultos e da sociedade, em escutá-las”

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