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INSTITUTO DE ENGENHARIAS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

ENGENHARIA DE ENERGIAS
TERMOELETRICIDADE

TURBINAS RANKINE
ALUNO: Davi Fernandes Ananias da Rocha
PROFESSOR: ME. Francisco Olimpio Moura Carneiro
INTRODUÇÃO
▪ Importante aplicação de engenharia
 Etérmica -> Emecânica

▪ Etérmica
 Reações nucleares
 Reações químicas
 Em geral, combustão

▪ Turbina a vapor
 Converte entalpia em Ecinética e depois Ecinética em Erotação mecânica
 Para tanto, é necessário dispositivo para gerar vapor
PERSPECTIVA HISTÓRICA:
▪ O primeiro motor movido a vapor que se tem registro na história era
considerado um mero brinquedo, a Eolípila foi inventada no primeiro século
por Heron de Alexandria.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Aeolipile_illustration.png
PERSPECTIVA HISTÓRICA:
▪ Giovanni Branca (Século XVII)
 Construiu uma turbina de impulso
(ação)
 Vapor gerado em uma caldeira era
acelerado em um bocal, e então
“impactava” as pás de um rotor
acoplado a um eixo.
 Obtinha assim movimento de rotação

http://ro.wikipedia.org/wiki/Fi%C8%99ier:Giova
http://en.wikipedia.org/wiki/File:BracaDampturbin.jpg
nni_Branca_machine.jpg
CLASSIFICAÇÃO DAS TURBINAS
▪ Quanto ao princípio de funcionamento:
 Turbinas de ação: Estágios Rateau e Curtis;
 Turbinas de Reação: Estágio Parsons;

▪ Quanto à direção do fluxo de vapor:


 Axial;
 Radial;
 Tangencial.
CLASSIFICAÇÃO DAS TURBINAS
TURBINAS DE AÇÃO
▪ Vapor em alta velocidade incide sobre
Palhetas Móveis
▪ Vapor atravessa Palhetas Móveis a pressão
constante atuando sobre elas através de sua
velocidade.
▪ Queda de Pressão de Vapor nos Bocais e
Queda de Entalpia associada.
▪ Transformação da variação de Entalpia em
Energia Cinética.
CLASSIFICAÇÃO DAS TURBINAS
TURBINAS DE REAÇÃO
▪ Utilizam a Pressão do Vapor e a sua
expansão nas rodas móveis.
▪ O vapor se expande nas Palhetas
fixas e nas rodas móveis.
▪ Pressão variável nas rodas móveis.
TIPOS DE TURBINA
TURBINA DE RATEAU :
▪ Ao invés da queda total de pressão ocorrer em um único bocal (ou conjunto de
bocais) a queda de pressão é dividida em duas ou mais fileiras de bocais.
▪ Com este arranjos e obtém um efeito semelhante ao que se teria com um arranjo
de duas ou mais turbinas de Laval em série.
▪ A vantagem consiste em que se pode obter uma velocidade de palhetas mais
adequadas em termos de resistência de materiais.
TURBINA DE RATEAU

Fonte: Fonte:
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAO8sAK/turbinas-a-vapor
http://www.atmosferis.com/tipos-de-turbinas-de-vapor/
TIPOS DE TURBINA
TURBINA CURTIS-RATEAU:
▪ O desenvolvimento desta turbina partiu do princípio de se conseguir
velocidade de pás ideais (maiores rendimentos) utilizando-se uma combinação
de estágios Curtis (escalonamento de velocidade) e estágios Rateau
(escalonamento de pressão).
▪ O emprego do estágio Curtis ocasiona grande perda de pressão e de
temperatura do vapor, permitindo o uso de materiais mais leves e baratos nos
estágios Rateau, assim como turbinas curtas.
TURBINA CURTIS-RATEAU

Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAO8sAK/turbinas-a-vapor
TIPOS DE TURBINA
TURBINA PARSONS:
▪ Este tipo de turbina é constituído de múltiplos estágios de reação, que resulta
em quedas parciais de pressão através de sucessivas fileiras de palhetas fixas e
móveis. Com isto a queda de pressão em cada fileira é pequena resultando em
baixas velocidades do vapor em cada estágio. À medida que o vapor se
expande, o seu volume específico aumenta. Nos estágios de alta pressão ocorre
fuga de vapor através das folgas entre as palhetas móveis e a carcaça, resultando
em perda de eficiência.
TURBINAS PARSONS

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Algernon_Parsons
TIPOS DE TURBINA
TURBINA CURTIS-PARSONS:
▪ Neste tipo de turbina usam-se os estágios de ação e reação de forma escalonada.
Primeiro usa-se um estágio Curtis (por exemplo duas quedas de velocidade)
para reduzir a pressão e temperatura do vapor e logo em seguida usa-se os
estágios de reação.
TURBINA CURTIS-PARSONS

Fonte: http://www.leander-project.homecall.co.uk/turbines.html
PRINCÍPIO CONSTRUTIVO

Fonte: http://www.academiadeciencia.org.br/site/2012/06/28/turbina-a-vapor/
ELEMENTOS DA TURBINA
A turbina é composta, basicamente de:
▪ Rotor (roda móvel)
▪ Estator(roda fixa)
▪ Bocais
▪ Palhetas
▪ Diafragmas
ELEMENTOS DA TURBINA
ROTOR
▪ É o elemento móvel da turbina (envolvido pelo estator) cuja função é
transformar a energia cinética do vapor em trabalho mecânico através do
receptores fixos.
ROTOR

Fonte: http://portuguese.heavysteel-forgings.com/sale-2097635-astm-gb-steam-turbine-rotor-forging.html
ELEMENTOS DA TURBINA
ESTATOR
▪ É o elemento fixo da turbina (que envolve o rotor) cuja função é transformar a
energia potencial (térmica) do vapor em cinética através dos distribuidores.
ESTATOR

Fonte: http://es.slideshare.net/gocando/turbinas-de-vapor-3159160
ELEMENTOS DA TURBINA
BOCAIS
▪ A turbina a vapor é alimentada através destes elementos. Seu trabalho é obter
uma distribuição adequada de vapor.
BOCAIS

Fonte: http://www.resumosetrabalhos.com.br/turbinas-de-vapor.html
ELEMENTOS DA TURBINA
PALHETAS
▪ Palhetas móveis são aquelas fixadas ao rotor, enquanto que palhetas fixas são
fixadas no estator. As palhetas fixas (guias, diretrizes) orientam o vapor para a
coroa de palhetas móveis seguinte. Já as palhetas móveis tem a finalidade de
receber o impacto do vapor proveniente dos expansores (palhetas fixas) para
movimentação do rotor.
PALHETAS

Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAeoeUAG/analise-causa-basica-falha-palheta
ELEMENTOS DA TURBINA
DIAFRAGMA
▪ São constituídos por dois semicírculos, que separam os diversos estágios de
uma turbina de ação multi-estágio juntamente com o anel de palhetas.
DIAFRAGMA

Fonte: https://www.sekogroup.com/pt/produzimos/energia/
Termodinâmica do Ciclo Rankine Ideal
• A água (fluido de trabalho) é CICLO RANKINE SIMPLES
utilizada num circuito
fechado;
• A mudança de fase da água
na Caldeira é utilizada para
produzir trabalho útil na
Turbina a Vapor;
• A avaliação dos Processos
Termodinâmicos no Ciclo é
realizada através do:
 Balanço de Massa;
 Balanço de Energia (1ª
Lei);
 Balanço de Entropia (2ª
Lei);

https://pt.slideshare.net/vivibasilio2/ciclo-rankine-42103989
TERMODINÂMICA DO CICLO RANKINE
REAQUECIMENTO DO VAPOR
Função dos componentes extras:

Superaquecedor (SA) – elevação da


temperatura do vapor a p const.

Reaquecedor (RA) – reeleva a


entalpia do vapor entre as TVa e
TVb

TV alta pressão (TVa) – seção sob p


> 90 bar (estágios Curtis-Parson)

TV baixa pressão (TVb) – seção sob


10 bar < p < 90 bar (estágios Rateau
ou estágios Curtis-Rateau)

https://pt.slideshare.net/bowmanguimaraes/1-ciclo-rankine-36534789
TERMODINÂMICA DO CICLO RANKINE
REGENERAÇÃO DO CICLO

Função dos componentes extras:


Superaquecedor (SA) – elevação da temperatura do vapor a p const.
TV alta pressão (TVa) – seção sob p > 90 bar (estágios Curtis-Parson)
TV baixa pressão (TVb) – seção sob 10 bar < p < 90 bar (est. Rateau ou est. Curtis-Rateau)
Trocador de calor aberto (TCA) – para misturar a extração de vapor e o condensado
OBS: este arranjo também pode ter reaquecimento do vapor entre a TVa e a TVb.
https://pt.slideshare.net/bowmanguimaraes/1-ciclo-rankine-36534789
OPERAÇÃO DE TURBINAS A VAPOR
PRÉ-OPERAÇÃO
▪ Preparação dos sistemas auxiliares – Vapor, condensado, vapor de selagem,
água de refrigeração, lubrificante e instrumentação
▪ Teste de desempenho mecânico com a turbina desacoplada
▪ Teste de desempenho mecânico com a turbina acoplada
▪ Teste de performance
Isso deve ser feito com aumento lento de velocidade e observação dos itens de
controle e segurança
OPERAÇÃO DE TURBINAS A VAPOR
PARTIDA
▪ Garantir lubrificação adequada
▪ Garantir circulação da água de refrigeração
▪ Drenar condensado em todos os pontos durante aquecimento
▪ Armar segurança
▪ Abrir válvula de exaustão
▪ Inicializar condensador e vapor de selagem, caso necessário
▪ Aquecer
▪ Colocar em giro lento, usando desvio (by-pass) da válvula de admissão
▪ Verificar operação do governador
▪ Partir, abrindo a válvula de admissão e fechando o desvio
OPERAÇÃO DE TURBINAS A VAPOR
ACOMPANHAMENTO
▪ Detectar anormalidades e intervir para evitar que uma condição operacional
inadequada ou que uma falha mecânica se agrave. Usar instrumentos portáteis
de monitoramento e instrumentos residentes de monitoramento e proteção.
PARADA
▪ Fechar a válvula de admissão
▪ Drenar condensado em todos os pontos
▪ Fechar válvula de exaustão
▪ No caso de turbinas de maior porte, observe a seqüência de desligamento dos
sistemas auxiliares de acordo com o tipo
APLICAÇÕES
Entre os chamados “prime-movers” (motores), a turbina a vapor é um dos
equipamentos mais versáteis, sendo amplamente utilizado em termelétricas,
propulsão marítima e indústrias de processos em geral, principalmente onde se
requer energia elétrica e energia térmica para aquecimento.
Exemplos de uso de turbinas a vapor na indústria:
▪ Usina de Açucar e Álcool
▪ Indústria de Papel e Celulose;
▪ Indústria Petroquímica
▪ Indústria Alimentícia
▪ Usinas de Processamento de Lixo
VANTAGENS DA TURBINA A VAPOR

▪ Utilização de vapor a alta pressão e alta temperatura.


▪ Alta eficiência.
▪ Alta velocidade de rotação.
▪ Alta relação potência/tamanho.
▪ Operação suave, quase sem vibração.
▪ Não há necessidade de lubrificação interna.
▪ Vapor na saída sem óleo.
▪ Pode ser construído com diferentes potências: unidades pequenas (1 MW) ou
muito grandes (até 1200 MW).
DESVANTAGENS DA TURBINA A VAPOR

▪ É necessário um sistema de engrenagens para baixas rotações.


▪ A turbina a vapor não pode ser feita reversível.
▪ A eficiência de turbinas a vapor simples e pequenas é baixa.
REFERÊNCIAS

▪ GODOY, Jorge –Turbinas a vapor. Rio de Janeiro, Petrobrás/Div. de ensino.


▪ http://fabioferrazdr.files.wordpress.com/2008/08/turbinas-a-vapor.pdf
▪ http://www.slideshare.net/GustavoMeloo/fsiicaa?from_search=1
▪ LORA, Electo Eduardo Silva; NASCIMENTO, Marco Antônio Rosa do. Geração
termelétrica: planejamento, projeto e operação. Rio de Janeiro: Interciência, 2004.
2 volumes