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ESTOQUES

“Acumulação armazenada de
recursos materiais em um sistema
em transformação. Também é usado
para descrever qualquer recurso
armazenado.”

O estoque é criado para compensar diferenças de


ritmo entre fornecimento e demanda. Quando a taxa
de fornecimento excede a taxa de demanda o estoque
aumenta; quando a taxa de demanda excede a taxa de
fornecimento o estoque diminui. Fonte: Nigel Slack
EXEMPLOS DE ESTOQUES
MANTIDOS EM OPERAÇÕES

Operação Estoques Mantidos em Operações

Hotel Itens de alimentação e de toalete, materiais de


limpeza

Hospital Gaze, instrumentos, sangue, alimentos, drogas,


materiais de limpeza

Loja de Varejo Itens a serem vendidas, materiais para


embrulho

Armazém Itens armazenadas, materiais de embalagem


EXEMPLOS DE ESTOQUES
MANTIDOS EM OPERAÇÕES

Operação Estoques Mantidos em Operações

Distribuidor de Autopeças em depósito principal e em pontos


autopeças de distribuição locais

Manufatura de Componentes, matéria-prima, semi-acabados,


televisor materiais de limpeza

Metais preciosos Ouro, platina, etc a serem processados,


material completamente refinado
ADMINISTRAÇÃO DE
ESTOQUES
O estoque é considerado um elemento regulador,
quer do fluxo de produção - no caso do processo
manufatureiro, quer do fluxo de vendas - no processo
comercial, para que o desempenho no atendimento
ao cliente seja concretizado dentro dos padrões
desejáveis de prazo, preço, quantidade e qualidade.

A Administração de Estoques é vista, também, como


um recurso produtivo que no final da cadeia de
suprimentos criará um valor para o consumidor final.
IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES

A importância dos estoques leva em


consideração a movimentação interna
de materiais que pode assumir custos
significativos em face da natureza do
processo produtivo.

Novas formas de estocagem de


materiais, tendo em vista a sua alta
rotatividade, têm levado a sistemas
automatizados para redução de custos,
maior velocidade de deslocamento e
menor tempo de operação nas tarefas de
almoxarifado, facilitando as operações.
IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES

Atender os clientes na hora certa, com a


quantidade certa e requerida, tem sido o
objetivo da maioria das empresas.
Assim a rapidez e a presteza na
distribuição das mercadorias assumem,
cada vez mais, um papel preponderante
na obtenção de uma vantagem
competitiva duradoura.

Os estoques podem também, ser usados nas negociações


com fornecedores, isto é, enquanto se ajustam os preços,
consome-se o estoque.
IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES

Os recursos investidos em estoques variam


grandemente, dependendo do setor a que a
empresa pertence.
Quando se administram estoques,
os gerentes estão cuidando de
parcela substancial dos ativos da
empresa, daí a importância de se
cuidar e gerir bem os materiais em
estoque, quer sejam matérias
primas, quer sejam produtos em
processo ou produtos acabados.
TIPOS DE ESTOQUES

1 - Estoques de Matéria Prima


2 - Estoques de Produtos em Processos
3 - Estoques em Trânsito
4 - Estoques em Consignação
5 - Outras classificações
TIPOS DE ESTOQUES

1 - ESTOQUES DE MATÉRIA PRIMA

São todos os itens utilizados nos processos de


transformação em produtos acabados ou de
serviços.
Inclui-se neste item os materiais auxiliares, utilizados
pela empresa, que pouco ou nada se relacionam com
o processo produtivo.
TIPOS
TIPOS DE
DE ESTOQUES
ESTOQUES

2 - ESTOQUES DE PRODUTOS EM PROCESSOS

Correspondem a todos os itens que já entraram no


processo produtivo, mas que ainda não são
produtos acabados.

São materiais que


começaram a sofrer
alterações,
processamentos,
sem, contudo
estarem finalizados
ou terminados.
TIPOS DE ESTOQUES

3 - ESTOQUES EM TRÂNSITO

Também chamados de estoque no canal ou estoques


de distribuição, é o estoque em trânsito, ou seja, saiu
do estoque do fornecedor mas ainda não chegou no
ponto de demanda.
TIPOS DE ESTOQUES

4 - ESTOQUES EM CONSIGNAÇÃO

São os materiais que continuam sendo propriedade


do fornecedor até que sejam vendidos, caso
contrário, os mesmos serão devolvidos sem ônus.
TIPOS DE ESTOQUES

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES

Os materiais, como recursos que são, recebem as mais


variadas denominações, tais como :
a) Materiais Diretos / Materiais Produtivos
Denominados, também, matérias primas, são aqueles
que se agregam ao produto final, isto é, saem com o
produto final.
TIPOS DE ESTOQUES

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES

a) Materiais Indiretos / Materiais Não Produtivos

Denominados, também, materiais auxiliares, são


aqueles que não se agregam ao produto final ou não
se incorporam ao produto final.
TIPOS DE ESTOQUES

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES

ESTOQUE ISOLADOR

Também chamado de estoque de segurança ou


estoque mínimo. Seu objetivo é compensar as
incertezas inerentes a fornecimento e demanda.
TIPOS DE ESTOQUES

OUTRAS CLASSIFICAÇÕES

ESTOQUE DE ANTECIPAÇÃO

Utilizado quando as flutuações


de demanda são significativas,
mas relativamente previsíveis.

Também pode ser utilizado para


aproveitar a oportunidade de
compra de estoque de forma
oportunística ou especulativa .
POSIÇÃO DE ESTOQUE

Não há desequilíbrio somente entre o fornecimento e a demanda,


também pode ocorrer em diferentes estágios da produção.
Estoque de componentes e matéria-prima
(estoques de insumos)

Sistema Multiestágios
WIP
(work in progress)

Estoque de produtos acabados


PERFIL DE ESTOQUE

Representação visual do nível de estoque ao longo


do tempo.

Nível
de
Esto-
que

Tempo
CURVA DENTE DE SERRA

Qtde

140
Consumo
120

Reposição
100 Consumo
80
60
40
Tempo
20

J F M A M J J A S O N D Tempo
CURVA DENTE DE SERRA

Este ciclo será repetitivo e constante se :

 não existirem alterações de consumo durante o


tempo t ;

 não existirem falhas administrativas que provoquem


um esquecimento ao solicitar a compra ;

 o fornecedor nunca atrasar a entrega ;

 neNhuma entrega do fornecedor for rejeitada pelo


controle de qualidade.
CURVA DENTE DE SERRA

A prática mostra que estas quatro condições não


ocorrem com frequência.
Os consumos de matéria-prima, normalmente, são
variáveis e ainda ocorrem atrasos nos prazos de
entrega dos fornecedores. E sempre existirá um risco
de que alguma remessa de material seja rejeitada
parcial ou totalmente.
Se estas ocorrências são usuais, deve-se criar um
sistema que absorva estas eventualidades, para
diminuir o risco de se ficar com estoque zero durante
um período.
DENTE DE SERRA COM RUPTURA

Qtde

140
Consumo
120

Reposição
100 Consumo
80
60
40
20

-20 J F M A M J J A S O N D Tempo

-40
-60
-80
J J A S O
DENTE DE SERRA COM
ESTOQUE MÍNIMO

Qtde
140
120
Consumo
100

Reposição
80 Consumo

60
40
20 Estoque
mínimo

J F M A M J J A S O N D Tempo
DENTE DE SERRA COM ESTOQUE
MÍNIMO
Tempo de Reposição - TR
Uma das informações básicas de que se necessita
para calcular o estoque mínimo é o tempo de
reposição, isto é, o tempo gasto desde a verificação
de que o estoque precisa ser reposto até a chegada
efetiva do material no almoxarifado da empresa. Este
tempo pode ser desmembrado em três partes :
DENTE DE SERRA COM ESTOQUE
MÍNIMO
Tempo de Reposição - TR

emissão de pedido - tempo que leva desde a emissão


do pedido de compra pela empresa até ele chegar ao
fornecedor.

preparação do pedido - tempo que leva o fornecedor


para fabricar e separa os produtos, emitir o
faturamento e deixá-los em condições de ser
transportados.

transporte - tempo que leva da saída do fornecedor


até o recebimento dos materiais encomendados.
PONTO DE RESSUPRIMENTO

Qtde (Q)

.
PP

C.TR
Estoque mínimo
(E. Mn)

TR Tempo (T)
PONTO DE RESSUPRIMENTO

Também conhecido como ponto do pedido. É o


saldo do item em estoque que suporta o consumo
durante o tempo de reposição.

PP = (C x TR) + EMn
PONTO DE RESSUPRIMENTO

Uma peça é consumida a uma razão de 30 unidades por mês, e


seu tempo de reposição é de dois meses. Qual é o ponto de
pedido, uma vez que o estoque mínimo deve ser de um mês de
consumo ?
PP = (C x TR) + EMn

PP = (30 x 2) + 30

PP = 90 unidades
Ou seja, quando o estoque chegar a 90 unidades deverá ser
emitido um pedido de compra da peça, para que, ao fim de 60
dias, chegue ao almoxarifado a quantidade comprada, assim que
atingir o estoque mínimo.
CONSUMO MÉDIO MENSAL

É a quantidade referente à média aritmética das


retiradas mensais de estoque. A fim de que haja um
grau de confiabilidade razoável, esta média deve ser
obtida do consumo dos últimos seis meses.

C1 + C2 + C3 + ...... Cn
Cmm =
n
CONSUMO MÉDIO MENSAL

O consumo médio mensal é o valor provável de


consumo, e parte-se do pressuposto de que não
existem flutuações na demanda nem alterações do
consumo médio mensal. Não havendo modificação
substancial, este valor será válido e expressará a
quantidade a ser consumida.
ESTOQUE MÉDIO

É o nível médio de estoque em torno do qual as


operações de compra e consumo se realizaram.
Podemos representar o EM como Q/2, sendo Q a
quantidade que será comprada para ser consumida.

Q
EM = + EMn Q
2
2
Qo T
To
INTERVALO DE RESSUPRIMENTO

É o intervalo de tempo entre dois ressuprimentos


(pontos de pedido). Estes intervalos podem ser
fixados, dependendo das quantidades compradas, do
tempo de entrega do fornecedor, e do consumo
médio.
Q

PP PP

EMn
T
IR
ESTOQUE MÁXIMO

É a soma do estoque mínimo mais o lote de compra.

Emx = Emn + Lote de Compra

Esse lote de compra pode ser econômico ou não.


ESTOQUE MÁXIMO

Nas condições normais de equilíbrio entre a compra


e o consumo, o estoque irá variar entre os limites
máximos e mínimos. Estes níveis somente serão
válidos sob o enfoque da produção, não se levando
em consideração aspectos de ordem financeira nem
conjuntural, como inflação, especulação ou
investimento.
ESTOQUE MÁXIMO

O estoque máximo também influências da


capacidade de armazenagem disponível.
RUPTURA DE ESTOQUE

É caracterizada quando o estoque chega a zero e


não se pode atender a uma demanda de consumo.
Q

Qo
T

-Q
ESTOQUE MÍNIMO

O estoque mínimo é a chave para o adequado


estabelecimento do ponto de pedido, pois o
estabelecimento de uma margem de segurança é o
risco que a companhia está disposta a assumir com
respeito à ocorrência de falta de estoque.

Pode-se determinar o estoque mínimo através de :


ESTOQUE MÍNIMO

a) fixação de determinada projeção mínima


(projeção estimada do consumo) ;

b) cálculos e modelos matemáticos.

A determinação do estoque mínimo depende do grau


de exatidão da previsão de consumo e do grau de
atendimento, e nunca ambos são determinados com
100% de certeza.
ESTOQUE MÍNIMO

Grau de Atendimento : relação entre a quantidade


atendida e a quantidade necessitada.

QA
GA = -------- x 100 Exemplo
QN Consumo Necessário : 3.200
Quantidade Atendida : 2.900
Quantidade não entregue : 400

2.900
GA = x 100 = 91%
3.200
MODELOS DE CÁLCULO PARA
ESTOQUE MÍNIMO

a) Fórmula Simples
Emn = C x K
onde :
C = Consumo médio Mensal
K = fator de segurança arbitrário com o qual se deseja garantia
contra o risco de ruptura

Exemplo
Sabendo que o consumo mensal de uma peça é de 60
unidades, e que se deseja um grau de atendimento de 90% :
EMn = 60 x 0,9
EMn = 54 unidades
MODELOS DE CÁLCULO PARA
ESTOQUE MÍNIMO

b) Método da Raiz Quadrada

considera o tempo de reposição do item não variando


mais do que a raiz quadrada do seu valor. Porém, ele
só deve ser usado se :

 o consumo durante o tempo de reposição for


pequeno (menor que 20 unidades) ;
 o consumo do material for irregular ;
 a quantidade requisitada ao almoxarifado for igual
a 1.
MODELOS DE CÁLCULO PARA
ESTOQUE MÍNIMO

b) Método da Raiz Quadrada

Emn = C x TR
onde :
C = Consumo médio Mensal
TR = tempo de reposição

Exemplo
Sabendo que o consumo mensal de uma peça é de 60
unidades, e que o tempo de reposição é de 15 dias :
EMn = 60 x 15
EMn = 30 unidades
MODELOS DE CÁLCULO PARA
ESTOQUE MÍNIMO

c) Método da Porcentagem de Consumo

Emn = (CMx – CMédio) x TR


onde :

C = Consumo médio Mensal


TR = tempo de reposição

Este método só poderá ser aplicado quando o TR


não for favorável.
MODELOS DE CÁLCULO PARA
ESTOQUE MÍNIMO

c) Método da Porcentagem de Consumo

Exemplo

O consumo de vergalhão no ano anterior, foi de


90,80, 70,65, 60, 50, 40, 30, 20 unidades e o número
de dias em que ocorreu este consumo foi : 4, 8, 12,
28, 49, 80, 110, 44 e 30, respectivamente.
Considerando a TR de 10 dias, e utilizando o
percentual de consumo em torno de 10%, qual é o
Estoque Mínimo necessário ?
MODELOS DE CÁLCULO PARA
ESTOQUE MÍNIMO

c) Método da Porcentagem de Consumo


Consumo No. de dias Produto Acumulado % de
Diário (1) em que houve (1 x 2) Acumulação
Consumo (2)

90 4 360 360 2,12


80 8 640 1.000 5,91
70 12 840 1.840 10,87
65 28 1.820 3.660 21,63
60 49 2.940 6.600 39,00
50 80 4.000 10.600 62,64
40 110 4.400 15.000 88,85
30 44 1.320 16.320 96,45
20 30 600 16.920 100,00
365 16.920
X= = 46,36
365
MODELOS DE CÁLCULO PARA
ESTOQUE MÍNIMO

c) Método da Porcentagem de Consumo

EMn = (CMx - Cmédio) x TR

EMn = (90 - 46) x 10

EMn = 44 x 10

EMn = 440 unidades


ROTATIVIDADE / GIRO

Também chamada de giro de estoque, é uma relação


existente entre o consumo anual e o estoque médio
do produto.

É expressa no inverso de unidades de tempo ou em


“vezes”, isto é, “vezes” por dia, por mês ou por ano.
ROTATIVIDADE / GIRO

consumo médio anual


Rotatividade =
estoque médio

Exemplo
O consumo anual de um item foi de 800 unidades e o
estoque médio de 100 unidades.
800 unidades / ano
R= = 8 vezes/ano
100 unidades
ROTATIVIDADE / GIRO

Para as principais classes de estoques, as taxas de


rotação são obtidas da seguinte maneira :

custo das vendas ($/ano)


Produto acabado =
estoque médio de produtos acabados ($)

custo dos materiais utilizados ($)


Matéria-prima =
estoque médio de matérias-primas ($)
ANTIGIRO

O antigiro ou taxa de cobertura, indica quantos


meses de consumo equivalem ao estoque real ou
estoque médio.
estoque médio
Antigiro =
consumo
Exemplo
Um item tem estoque de 3.000 unidades e é consumido a uma taxa
de 2.000 unidades por mês. Quantos meses o estoque cobre a taxa
de consumo ?
3.000
R= = 1,5 meses
2.000
ROTATIVIDADE

O grande mérito do índice de rotatividade do estoque


é que ele representa um parâmetro fácil para a
comparação de estoques, entre empresas do mesmo
ramo de atividade e entre classes de material de
estoque.
ROTATIVIDADE

Para fins de controle deve-se determinar a taxa de


rotatividade adequada à empresa e então compará-la
com a taxa real. É bastante recomendável ao
determinar o padrão de rotatividade, estabelecer um
índice para cada grupo de materiais que corresponda
a uma mesma faixa de preço ou consumo.
ROTATIVIDADE

O critério de avaliação será determinado pela política de


estoques da empresa. Não se deve esquecer, porém que :
a) a disponibilidade de capital para investir em estoque é que
vai determinar a taxa de rotatividade-padrão ;
b) não se deve utilizar taxas de rotatividade iguais para materiais
de preços bastante diferenciados. É indicada a utilização da
classificação ABC, indicando cada classe com seu índice.
c) baseado na política da empresa, nos programas de produção
e na previsão de vendas, determine a Rotatividade que
atenda as necessidades ao menor custo total ;
d) estabeleça uma periodicidade para comparação entre a
rotatividade-padrão e a rotatividade real.
CUSTOS DE ESTOQUES

Os custos utilizados nas decisões sobre


administração de estoques são :

1) Custo por item

2) Custo de armazenamento

3) Custo de pedidos
CUSTOS POR ITEM

O preço pago por item comprado consiste no custo


desse item e de qualquer outro custo direto
associado para trazê-lo até a unidade produtiva. Isto
pode incluir transporte, taxas de alfândega e seguro.
O custo inclusivo é frequentemente denominado
“preço no destino”.

Para um item fabricado na própria empresa, o custo


inclui material direto, mão-de-obra direta e custos
indiretos de fabricação.
CUSTOS DE ESTOCAGEM

Incluem todas as despesas que a empresa incorre


em função do volume de estoque mantido. À medida
que o estoque aumenta, aumentam também os
custos, que podem ser subdivididos em três
categorias :

2.1 - Custos de capital

2.2 - Custos de Armazenamento

2.3 - Custos de Risco


CUSTOS DE ESTOCAGEM
a) Custos de Capital
O dinheiro investido em estoques não está disponível para
outras utilizações e por isso representa o custo de uma
oportunidade perdida.
O custo mínimo seriam os
juros perdidos por não se
investir aquele dinheiro às
taxas de juros vigentes,
que poderiam ser bem
mais altas, dependendo
das oportunidades de
investimento disponíveis
para a empresa, das taxas
de juros e do crédito da
empresa na praça.
CUSTOS DE ESTOCAGEM
b) Custos de Armazenamento
O armazenamento de estoque requer espaço,
funcionários e equipamentos. À medida que aumenta
o estoque, aumentam também estes custos. Os
custos de armazenamento variam com o lugar e o
tipo de armazenamento necessários.
CUSTOS DE ESTOCAGEM
c) Custos de Riscos
Os riscos de se manter um estoque
são :

a) Obsolescência : perda do valor do


produto resultante de uma
mudança no modelo, no estilo ou
no desenvolvimento tecnológico.

b) Danos : estoque danificado


enquanto é manuseado ou
transportado.
CUSTOS DE ESTOCAGEM
c) Custos de Riscos

Os riscos de se manter um estoque são :

c) Pequenos furtos : mercadorias


perdidas ou furtadas.

d) Deterioração : estoque que


apodrece ou se dissipa no
armazenamento, ou cuja vida
de prateleira é limitada.
CUSTOS DE ESTOCAGEM

O custo de estocagem é geralmente definido como


uma porcentagem em valores mínimos do estoque
por unidade de tempo (geralmente 01 ano).

Esta estimativa é realista em muitos


casos, mas não é válida para todos
os produtos. Por exemplo, a
possibilidade de obsolescência de
itens passageiros ou de moda é alta,
sendo os respectivos custos de
estocagem mais altos.
CUSTOS DE ESTOCAGEM
Exemplo

Uma empresa mantém um estoque anual médio de


R$ 2.000.000,00 . Se a empresa estima que o custo
de capital é de 10%, os custos de armazenamento
são de 7% e os custos de risco são da ordem de
6%, quanto custa anualmente manter este estoque
?
Custo total = 10% + 7% + 6% = 23%
Custo total = 0,23 x R$ 2.000.000,00
Custo total = R$ 460.000,00
CUSTOS DE PEDIDO

Os custos de pedidos são aqueles associados à


emissão de um pedido ou para a fábrica ou para um
fornecedor.

O custo de emissão de um pedido não depende da


quantidade pedida. Seja pedido um lote de dez ou de
100 unidades, os custos associados à emissão do
pedido são essencialmente os mesmos. Entretanto, o
custo anual com pedidos depende do número de
pedidos emitidos nesse periodo.
Os custos de pedidos incluem :
CUSTOS DE PEDIDO
a) Custos de controle de produção

O custo e o esforço anual despendidos no controle


da produção dependem do número de pedidos
emitidos, e não da quantidade perdida. Quanto
menos pedidos por ano, menor o custo. Os custos
incorridos correspondem à emissão, ao fechamento,
à programação, à determinação da carga, ao
despacho e à expedição do pedido.
CUSTOS DE PEDIDO
b) Custos de preparação e desmontagem

Cada vez que um pedido é emitido, os centros de


trabalho precisam fazer a preparação para executar
o pedido e desmontar a preparação final da
operação. Estes custos não dependem da
quantidade solicitada, mas do número de pedidos
emitidos em um ano.
CUSTOS DE PEDIDO
c) Custos de capacidade perdida

Toda vez que um pedido é emitido para um centro de


trabalho, o tempo consumido com a preparação é
perdido em termos do tempo de resultado produtivo.
Esse aspecto é particularmente importante e custoso
em centros de trabalho que são gargalos.
CUSTOS DE PEDIDO
c) Custos de pedidos de compra

Toda vez que um pedido é emitido, ocorrem custos


de preparação do pedido, o seguimento, a
expedição, o recebimento e pagamento da fatura. O
custo anual com a emissão de pedidos depende do
número de pedidos emitidos.

Custos Fixos
Custo Médio = + Custo Variável
No. de Pedidos
CUSTOS DE PEDIDO
Exemplo

Dados os seguintes custos anuais, calcule o custo


médio da emissão de um pedido :

. Salário do controle de Produção : R$ 60.000,00


. Despesas Operacionais e com suprimentos do
depto de controle da produção : R$ 15.000,00
. Custo de preparação de centros de trabalho para
um pedido : R$ 120
. Pedidos emitidos por ano : 2.000
CUSTOS DE PEDIDO
Exemplo

Custos Fixos
Custo Médio = + Custo Variável
No. de Pedidos

60.000,00 + 15.000
Cm = + 120,00
2.000

Cm = R$ 157,50
INVENTARIO FISICO

A contagem física de todos os


itens do estoque chama-se
inventário físico.
O inventário físico tem como
função comparar os registros do
controle de estoque com os itens
existentes fisicamente no
estoque.
Caso haja diferença entre um e outro, isto é, entre
o controle de estoque e a quantidade física, é
necessário fazer ajustes de acordo com as
recomendações contábeis e tributárias.
INVENTARIO FISICO
Inventário Periódico
Um inventário é denominado de inventário periódico,
quando é realizado em períodos predeterminados,
como por exemplo, no encerramento dos exercícios
fiscais, ou semestralmente, ou ainda trimestralmente.
INVENTARIO FISICO
Inventário Periódico

Quanto mais inventário se faz, maiores são os custos


de armazenagem e, para evitar este desperdiço, é
necessário que haja um rigoroso registro de
entradas, saídas e quebras de estoque, pois, neste
caso, de um controle rigoroso, somente o inventário
anual é suficiente.
INVENTARIO FISICO
Inventário Rotativo
Denomina-se inventário rotativo
quando se contam os itens do
estoque, permanentemente.

Faz-se, pois, um programa de trabalho onde são


determinados todos os itens que devem ser
contados pelo menos uma vez dentro do período
fiscal.

A cada dia ou a cada período estes itens


predeterminados são contados de acordo com o
programa preestabelecido de inventário rotativo.
INVENTARIO FISICO
Inventário Rotativo

O inventário rotativo exige um número definido e


permanente de funcionários dedicados à
contagem, em período integral, durante todo o
ano.

Um critério muito usado para o inventário rotativo


é contar, mensalmente, 100% dos itens da classe
A, 50% dos itens da classe B e 5% dos itens da
classe C, que compõe a curva ABC.
SISTEMA ABC DE
CONTROLE DE ESTOQUES

O Controle de Estoque é exercido pelo controle de


itens individuais, chamado unidades para
armazenamento em estoques (stock-keeping units
SKUs). O Sistema ABC classifica os itens através da
determinação da importância dos mesmos,
permitindo assim diferentes níveis de controle
baseados na importância relativa dos itens.

O princípio ABC baseia-se na lei de Pareto, em que


um pequeno número de itens domina os resultados
atingidos.
SISTEMA ABC DE CONTROLE DE
ESTOQUES
100

80

Porcentagem 60
de
Valor
40

20 A B C

0
20 40 60 80 100
Porcentagem de Itens
SISTEMA ABC

Itens A : alta prioridade.


Controle cerrado, incluindo registros completos e
precisos, revisões regulares e frequentes por parte da
administração, revisão frequente das previsões de
demanda, seguimento minucioso e agilização para
reduzir o lead-time.
SISTEMA ABC

Itens B : prioridade média.


Controles normais, com bons registros, atenção
regular e processamento normal.

Itens C : prioridade menor.


Os mais simples controles possíveis. Fazer pedidos
em grandes quantidades e manter um estoque de
segurança.
SISTEMA ABC
Exemplo
Uma empresa fabrica uma linha de dez itens. Sua
utilização e custo por unidade estão mostrados na
tabela a seguir, juntamente com a utilização anual em
valores monetários (obtida pela multiplicação da
utilização da unidade pelo custo da unidade).
a) Calcule a utilização anual em valores monetários p/
cada item.
b) Faça uma lista de ítens de acordo com a sua
utilização anual em valores monetários.
c) Calcule a utilização anual em valores monetários
acumulados.
d) Agrupe os itens em uma classificação ABC.
SISTEMA ABC
a)
Número Utilização Custo por Utilização
da peça por unidade unidade anual (R$)
1 1.100 2 2.200
2 600 40 24.000
3 100 4 400
4 1.300 1 1.300
5 100 60 6.000
6 10 25 250
7 100 2 200
8 1.500 2 3.000
9 200 2 400
10 500 1 500
Total 5.510 38.250
SISTEMA ABC
b, c, d) Número Utilização Utilização % acumulado
da anual em acumulada de utilização Classe
peça valores $ valores $ valores $
2 24.000 24.000 62.75 A
5 6.000 30.000 78,43 A
8 3.000 33.000 86,27 B
1 2.200 35.200 92,03 B
4 1.300 36.500 95,42 B
10 500 37.000 96,73 C
9 400 37.400 97,78 C
3 400 37.800 98,82 C
6 250 38.050 99,48 C
7 200 38.250 100,00 C
Total 38.250 38.250 100,00