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Cálculo Numérico Computacional

Prof. Linder Cândido da Silva


Critérios de Avaliação
• Avaliação
– 2 provas teóricas (70% da nota final)

– Trabalhos de implementação (30% da nota final)


• Linguagem de programação que lhe for mais
conveniente. Mostrarei exemplos em linguagem C.

– Os trabalhos são individuais e devem ser


apresentados para serem aceitos.
Ementa do Curso
• Erros nas Aproximações Numéricas.
• Métodos Numéricos para Cálculo de Raízes de
Equações.
• Métodos Numéricos para Solução de Sistemas
Lineares.
• Interpolação Polinomial.
• Ajuste de curvas pelo método dos mínimos
quadrados.
• Derivação e Integração Numérica.
Pré-requisitos
• Álgebra linear e Cálculo.

• Conhecimentos sobre programação de


computadores (para os trabalhos).
Bibliografia
• RUGGIERO,M.A.G.; LOPES,V.L.R. Cálculo
Numérico: Aspectos Teóricos e
Computacionais, Makron Books, 2a Edição,
1997.
Contextualização do curso
• Porque estudamos cálculo numérico?
– Estudamos métodos numéricos para resolver
problemas matemáticos que NÃO conseguimos
resolver analiticamente. Por exemplo, quais são as
raízes das equações abaixo?

x  2 x  3x  x  7  0
5 4 2

e  3x  0
x

Nenhuma delas possui solução analítica e, portanto, precisamos


aplicar algum método numérico para obtê-las. Os resultados
serão APROXIMAÇÕES dos valores exatos.
Noções Básicas Sobre Erros
• Tipos de erros:
– Erros inerentes aos dados
• Ocorrem devido a imprecisão dos equipamentos de medida.
– Erros oriundos da representação dos números na
máquina utilizada.
• Ocorrem devido a conversões de valores entre bases
numéricas ou por impossibilidade de representar a precisão
necessária.
– Erros oriundos das operações numéricas efetuadas.
• Erros de arredondamento e truncamento.
Zeros reais de funções reais
Introdução
• Nas mais variadas áreas ocorrem situações
onde precisamos resolver equações da forma
f(x)=0.

• Exemplo: Encontrar os pontos de máximo e


mínimo de uma função como
f(x)=x6+3x5+2x4+6 requer resolver a equação
f´(x)=0.
As raízes de uma equação
• Um numero real a é raiz de uma função f(x)
(ou zero da equação f(x)=0) se f(a)=0
• Exemplo:
As raízes de uma equação (cont...)
• Os métodos que veremos a seguir partem de
uma aproximação inicial para a raiz e em
seguida refinam essa aproximação a partir de
um processo iterativo. Deste modo, os
métodos constam de duas fases:
1. Localização e isolamento de raízes
2. Refinamento, isto é, melhoras sucessivas na
aproximação a fim de deixá-la dentro de uma
precisão prefixada .
Fase 1: Isolamento de raízes
Antes de tudo, nesta fase precisamos fazer uma análise teórica para ter uma
noção do comportamento da função. Para isso, usamos as técnicas aprendidas no
curso de cálculo. É importante ressaltar que o “chute” inicial para a raiz é muito
importante e, se mal feito, pode comprometer seriamente os resultados. Na
análise teórica usamos frequentemente o seguinte teorema:
Fase 1: Isolamento de raízes (cont...)
• Tendo o teorema anterior em mente, se f´(x)
existir e preservar o sinal no intervalo
considerado, então este intervalo contém um
único zero de f(x).
Fase 1: Isolamento de raízes:
(força bruta)
• Para isolar as raízes de f(x) podemos apelar para a força bruta
e tabelar os valores da função. Para checar os intervalos
aplicamos o teorema anterior.
Fase 1: Isolamento de raízes (cont...)
Exercício:

• Considere a função f(x)=x1/2 - 5e-x. Encontre


possíveis intervalos para os zeros de f(x).
Fase 2: refinamento
• Estudaremos neste item vários métodos iterativos para
refinamento de raiz.

• A cada iteração (ou ciclo) buscamos uma aproximação


melhor para o resultado, sendo que a entrada para uma
iteração n é o resultado da iteração anterior (n-1).

• Ao final de cada iteração checamos se o resultado


alcançado está próximo o suficiente do resultado esperado,
isto é, dentro do erro permitido.

• Começaremos com um método chamado de “Método da


Bissecção”.
Fase 2: refinamento (cont...)
Fase 2: refinamento (cont...)
• Critério de parada para as iterações:
Método da Bissecção
Descrição do método (cont...)
Descrição do método (cont...)
• O método da bissecção consiste em, uma vez
conhecido tal intervalo [a, b], determinar uma
sequência de intervalos de amplitude
sucessivamente menores, dentro dos quais existe a
raiz x0 procurada.
• Se o último intervalo considerado for de amplitude
inferior a ε , qualquer dos extremos desse intervalo
pode ser considerado uma raiz aproximada de F(x) =
0, com um erro não superior a ε . Em geral
escolhemos o ponto médio do último intervalo.
Descrição do método (cont...)
• Para o cálculo de cada novo intervalo é
calculado um ponto c, que vai ser o ponto
médio do intervalo [a,b] .
• A raiz da função F(x), ou seja, o ponto x0, vai
estar contido num dos intervalos [a,c] ou [c,b].
• No caso de F(c)=0 (exatamente zero) será o
próprio ponto c.
Descrição do método (cont...)
• O intervalo que contiver o ponto x0, vai ser o
novo intervalo a,b . O processo descrito vai ser
repetido tantas vezes quantas forem
necessárias para a obtenção de um erro não
superior a ε .
Descrição do método (cont...)
• As iterações são realizadas da seguinte forma:
Exemplo
Seja F(x) = x2 − 2x −1⇒ ]−1,0[ ou ]2,3[
• Vamos escolher para o nosso exemplo o cálculo da
raiz contida no intervalo ]2,3[ com precisão 0.05 .
Exemplo (cont...)
• Podemos considerar qualquer um dos
extremos do intervalo ]2.40625, 2.4375[

• como solução aproximada da equação F(x) =


0, com um erro não superior a 0.05.
Exercícios
• Encontrar a raiz da função f(x) = xlog(x) – 1.
• Encontra a raiz positiva da função f(x)=x2 – 4.
Algoritmo
Seja f(x) contínua em [a,b] tal que f(a).f(b)<0.
1) Dados iniciais
2) Intervalo inicial [a,b]
3) Precisão ɛ
4) k=0
5) ENQUANTO |b-a| >= ɛ FAÇA
6) x=(a+b)/2
7) SE f(a)*f(x)>0 ENTÃO
8) a=x
9) SENÃO
10) b=x
11)FIM-SE
12) k=k+1
13)FIM-ENQUANTO
14) escolha para x0 qualquer x em [a,b]
15) O número de iterações é dado por k. FIM
Exercício
Dados a função f, o intervalo para a raiz e a precisão desejada
ε, qual o número de iterações necessárias para aproximar
f(x)=0?
f ( x)  x  9 x  3
3 I=[0,1]   10 3