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0349 - AMBIENTE, SEGURANÇA,

HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO -


CONCEITOS BÁSICOS

Helder Alvalade

União Europeia 1
OBJECTIVOS
• Identificar os principais problemas ambientais.
• Promover a aplicação de boas práticas para o meio ambiente.
• Explicar os conceitos relacionados com a segurança, higiene e saúde no
trabalho.
• Reconhecer a importância da segurança, higiene e saúde no trabalho.
• Identificar as obrigações do empregador e do trabalhador de acordo
com a legislação em vigor.
• Identificar os principais riscos presentes no local de trabalho e na
atividade profissional e aplicar as medidas de prevenção e proteção
adequadas.
• Reconhecer a sinalização de segurança e saúde
• Explicar a importância dos equipamentos de proteção coletiva e de
proteção individual.
2
A questão do Meio
Ambiente?

3
Ambiente
• Em geral, o ambiente consiste no conjunto das substâncias,
circunstâncias ou condições em que existe determinado
objecto ou em que ocorre determinada acção.
• Este termo tem significados especializados em diferentes
contextos:

• Em biologia, principalmente na ecologia, o meio ambiente


inclui tudo o que afecta directamente o metabolismo ou o
comportamento dum ser vivo ou duma espécie, incluindo a
luz, o ar, a água, o solo ou os outros seres vivos que com ele
coabitam.

4
Colector Cultivador

Caçador Criador

modificar, . . .

5
Domínio do homem sobre os outros seres
vivos

Urbanização

Desflorestação

Quebra do equilíbrio entre


os seres vivos e o
ambiente em que vivem

Ex: domínio do fogo  1ª poluição atmosférica


6
Valor de Mercado

GESP
50,3% Por que ocorre este
desequilíbrio?

7
Planeta Terra - Sistema
Fechado
MEIO AMBIENTE

Recursos
Lixos
naturais

REDUÇÃO AUMENTO

8
O QUE SÃO RESÍDUOS ?

9
Materiais provenientes de
atividade humana e animal,
normalmente sólidos, que são
considerados inúteis e
indesejáveis.

10
QUAIS SÃO OS REFLEXOS
DESTES ERROS?

11
PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS DO MUNDO ATUAL

• EFEITO ESTUFA – aumento da temperatura ambiente

• BURACO NA CAMADA DE OZONO

• DESFLORESTAÇÃO & PERDA DA BIODIVERSIDADE

• POLUIÇÃO DO SOLO, DO AR E DAS ÁGUAS

• POLUIÇÃO SONORA E VISUAL

• EXCESSO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

12
Contaminação da Água
Formas de contaminação da água:
• Detergentes, desinfetantes, solventes e metais pesados
no esgoto e nos rios pelas indústrias
• Lixo e detrito lançados nos rios e lagos
• Uso de fertilizantes, inseticidas, herbicidas e fungicidas
utilizados nas plantações, que se infiltram na terra
• Produtos derivados de petróleo que são arrastados pela
água da chuva (um litro de óleo de cozinha pode
contaminar mais de 20.000 litros de água)
• Restos de animais mortos
• Chuva ácida

Exemplo de consequências da poluição:


Proliferação de algas nas barragens e represas, causada
pelo despejo de esgoto e fertilizantes
13
Produção de lixo

• A quantidade de lixo produzida por um


ser humano varia de 1 a 5 kg / dia;

• Numa semana dá para encher um


estádio para 70.000 pessoas com o lixo
produzido por uma cidade como
Madrid;

14
IMPACTO DO
DESENVOLVIMENTO
ECONÓMICO NA
NATUREZA
15
ACTUALMENTE,
CERCA DE METADE
DOS RIOS DO
MUNDO ESTÃO
SERIAMENTE
DEGRADADOS OU
CONTAMINADOS... 16
ESTÃO AMEAÇADOS DE
EXTINÇÃO:
1.130 ESPÉCIES DE
MAMÍFEROS
(~ 25 % total);
1.183 ESPÉCIES DE
AVES (~ 12 % total);
~26.000 ESPÉCIES
PLANTAS ( ~ 10 % total)

17
1,1 MIL MILHÕES DE PESSOAS
NÃO TEM ACESSO A ÁGUA
SP - Capital

POTÁVEL SEGURA 18
5 % DAS DOENÇAS E MORTES
NO MUNDO SÃO CAUSADAS
PELA POLUIÇÃO DO AR 19
Onde queremos estar?

20
... o Córrego Carajás no bairro do Carandirú
Tempo de Decomposição do Lixo
Produto Tempo de decomposição

Jornais De 14 a 42 dias
Papel De 1 a 4 meses
Guardanapos 3 meses
Restos Orgânicos De 2 meses a 1 ano
Madeira 6 meses
Cigarro e Fósforos 2 anos
Chiclete 5 anos
Nailon Acima de 30 anos
Plástico Acima de 100 anos
Latas de Alumínio Acima de 1.000 anos

Vidro Acima de 1 milhão de anos

Depende das condições em que o material estiver mantido. Ex.: exposto ao sol,
chuva, água do mar etc. 21
O aumento da produção de lixo é consequência do aumento da população
do planeta, da industrialização acelerada, da falta de projetos adequados de
urbanização

Por definição LIXO é o conjunto heterogéneo de resíduos sólidos, originado


das actividades humanas, ou seja, não produzidos pelo processo industrial,
provenientes de refeitórios, instalações sanitárias, escritórios e oficinas,
englobando também embalagens usadas. No entanto, o conceito mais actual
é de que lixo é aquilo que ninguém quer ou que não tem valor comercial. 22
PARA ONDE VAI O LIXO ?

ATERROS SANITÁRIOS: lugares nos quais o lixo é compactado e coberto com


camadas de terra. Em certos locais existe o tratamento dos gases e dos líquidos
produzidos pelo lixo “gás metano” e controle de animais transmissores de
doenças.

INCINERAÇÃO: os resíduos são incinerados – queimados – em altas


temperaturas e transformados em adubo.

COMPOSTAGEM: são lugares nos quais restos de comida, podas de árvores e


esterco de animais são transformados em adubo.

RECICLAGEM: o material é reaproveitado, passando por um processo de


transformação, retornando ao ciclo produtivo.
23
TRIAGEM OU SEGREGAÇÃO DE MATERIAIS

Consiste na separação manual de materiais provenientes de


resíduos, para definir a possibilidade de utilização dos
mesmos para outro fins, como por exemplo para reciclagem.

A triagem somente é realizada em resíduos sólidos que


podem ser reutilizados para alguma finalidade.

24
25
Resíduos Sólidos:
Disposição Final

 “Lixeiras” estão proibidas

 Aterros controlados

 Aterros sanitários

26
Resíduos Sólidos:

 Aterros Sanitários - vantagens


 Custo de investimento muito menor que o requerido
por outras formas de tratamento de resíduos
 Baixo custo de operação

 Método de disposição final completo

 Simplicidade operacional

 Flexibilidade operacional

27
Resíduos Sólidos:

Disposição Final:
Aterros Sanitários - desvantagens

 Não trata os resíduos, consistindo em uma forma de


armazenamento no solo
 Requer áreas significativas
 A sua operação depende de condições climáticas
 Apresenta risco de contaminação do solo e da água
subterrânea

28
Resíduos Sólidos:

 Aterros Sanitários

29
Resíduos Sólidos:
Disposição Final
 Aterros Sanitários

30
Resíduos Sólidos:
Disposição Final
 Aterros Sanitários

31
GESTÃO DE RESÍDUOS

A disposição de resíduos diretamente nos solos foi por muito


anos considerada uma prática aceitável, pois, acreditava-se que
os produtos gerados pelos resíduos, denominados de
percolados, eram completamente dissolvidos no solo, não
apresentando uma ameaça de contaminação

Estima-se que 900 milhões de pilhas e baterias (de carros,


telemóveis e calculadoras, entre outras) sejam colocadas por ano
no lixo. Elas libertam mercúrio, cádmio e chumbo nos rios e
solos, contaminando plantações e matando peixes.
Resultado: podem causar problemas hepáticos e cancro.

32
INCINERAÇÃO

"Processo de combustão, sob condições controladas, com


enriquecimento de 50 a 150% de O2 em relação ao ar, produzindo a
completa oxidação/destruição das moléculas do resíduo pelo
oxigénio".
As temperaturas do processo de incineração são de 900 a 1.000 ºC,
reduzindo o volume do material em 75 a 95%.

33
INCINERAÇÃO

VANTAGENS
•Redução volumétrica;
•Não produz efluentes líquidos;
•Destruição de substâncias é dependente de sua estabilidade térmica
e não da composição dos resíduos;
•Possibilidade de recuperação energética.

DESVANTAGENS
•Elevado custo inicial;
•Mão-de-obra especializada;
•Problemas operacionais e de manutenção;
•Controle de emissões: dioxinas e furanos (gases).

incinerador_pinheiros 34
COMPOSTAGEM

"Processo biológico pelo qual a matéria orgânica existente nos resíduos é


convertida em outra, mais estável, pela ação de microorganismos já
presentes no próprio resíduo ou adicionados por meio de inoculantes."
Para realização da compostagem deve-se separar os materiais orgânicos
dos outros tipos de resíduos, sendo somente economicamente
vantajoso, se a matéria orgânica for coletada separadamente

O QUE SE PODE COMPOSTAR ?


• Biodegradáveis: papel, folhas, restos de alimentos etc.
• Recalcitrantes: borracha, couro, tecido, madeira etc.
• Não-degradáveis: plástico, vidro, metais etc.

35
COMPOSTAGEM

Fatores que influenciam o processo


 Microbiologia
 Humidade (40% a 60%)
 Oxigenação
 Temperatura
 Relação C:N
 pH
 Tamanho de partícula

36
Compostagem1 Compostagem de Lixo37
38
0349 - AMBIENTE, SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO
TRABALHO - CONCEITOS BÁSICOS

2. Conceitos Básicos
relacionados com a SHST

39
Prever e optimizar é complexo

Salta! Não podemos errar


sempre...

40
• Se alguma coisa puder correr mal…
…Correrá!!!!
• Também conhecida por

LEI DE MURPHY

41
42
Trabalho
Trabalho corresponde ao esforço
desenvolvido com o objetivo de se
efetuar um determinado processo
produtivo.
Quem executa esse esforço é,
naturalmente, recompensado
através do seu salário.

43
Ainda o trabalho…
• O progresso tecnológico e social trouxe
melhorias notáveis na forma de se realizar o
trabalho, eliminando ou reduzindo muitos dos
problemas contudo, muitos deles continuam a
verificar-se e apareceram alguns novos riscos
que é preciso identificar, avaliar e sempre
controlar.

44
Local de trabalho...
lugar em que o trabalhador se encontra ou de
onde ou para onde deva dirigir-se, em virtude
do seu trabalho, no qual esteja direta ou
indiretamente sujeito ao controlo do
empregador.

45
Saúde (OMS)

A Organização Mundial da Saúde define saúde


como “o estado de bem-estar físico, mental e
social completo e não somente a ausência de
dano ou doença”.
Bem-
estar
social

Bem-
estar
mental
Bem-estar
físico

46
Segurança no Trabalho
Conjunto de metodologias (interações seguras,
instalações, equipamentos e ambientes de
trabalho) cuja finalidade é a prevenção de
acidentes de trabalho para minimização dos
riscos associados aos processos produtivos.

47
Higiene no Trabalho
Conjunto de metodologias indispensáveis à
prevenção de doenças profissionais,
identificando os fatores que podem afetar o
ambiente do trabalho e o trabalhador,
visando eliminar ou reduzir os riscos
profissionais

(condições inseguras de trabalho que podem afetar a


saúde, segurança e bem estar do trabalhador)

48
Saúde no Trabalho
Tem por finalidade promover e proteger a
saúde dos trabalhadores nos locais de
trabalho, contribuindo para a qualidade de
vida e bem-estar físico, mental e social dos
mesmos, favorecendo a produtividade e o
desenvolvimento económico sustentado.

49
50
Medicina no Trabalho

Especialidade da medicina cujo objetivo


é prevenir riscos para a saúde do
trabalhador de acordo com o trabalho
desempenhado, vigiando e controlando
diretamente o seu estado de saúde.

(Artigo 15º - Nota 8)

51
Ergonomia

 Ciência que estuda e projeta os postos


e lugares de trabalho de modo a adaptar
o trabalho ao homem, permitindo a
conjugação da melhoria do nível de
saúde, segurança, conforto e
produtividade.

52
Psicossociologia no Trabalho

 Os riscos psicossociais englobam o


stress, a depressão e a ansiedade, o
assédio moral, a intimidação e a
violência. Põem em risco o bem-estar
no trabalho na sua dimensão física,
moral e social.

53
Acidente de Trabalho
• Acidente de trabalho é aquele que se
verifique no local e tempo de trabalho ...
• Produza directa ou indirectamente lesão
corporal, perturbação funcional ou doença
de que resulte redução na capacidade de
trabalho ou de ganho ou morte.

Lei n.º 98/2009 de 04 de Setembro

54
Considera-se também acidente de trabalho o
ocorrido:
• - No trajecto de ida e de regresso para e do local de
trabalho
• - No exercício do direito de reunião ou actividade de
representante dos trabalhadores
• - Em curso de formação profissional
• - Em actividade de procura de emprego, quando
esteja prevista cessação de contrato
• - Fora do local ou do tempo de trabalho, na execução
55
de serviços determinados pelo empregador
Doença Profissional

É́ aquela que resulta diretamente das


condições de trabalho, consta da Lista de
Doenças Profissionais (Decreto Regulamentar
n.o 76/2007, de 17 de Julho) e causa
incapacidade para o exercício da profissão ou
morte.

56
Perigo
• Pode ser qualquer coisa (materiais,
equipamentos, métodos ou práticas de
trabalho) potencialmente causadora de danos
no trabalhador.

• A propriedade de uma coisa (materiais,


equipamentos, métodos e práticas de trabalho,
p.ex.) ser potencialmente causadora de danos;

57
Risco

• É a possibilidade, elevada ou reduzida, de


alguém sofrer danos provocados pelo
perigo.

58
Avaliação de Riscos

• É o processo que mede os riscos para a


segurança e saúde dos trabalhadores
decorrentes de perigos no local de trabalho

59
Prevenção

Ação de evitar ou diminuir os riscos


profissionais através de um conjunto de
disposições ou medidas que devam ser
tomadas no licenciamento e em todas
as fases da atividade da empresa, do
estabelecimento ou do serviço.

60
Sempre que ocorra acidente...
de trabalho de que resulte a morte ou lesão grave do
trabalhador, ou que assuma particular gravidade na
perspectiva da segurança no trabalho, é obrigatório ser
comunicado pelo respectivo empregador à Autoridade para as
Condições de Trabalho e ao coordenador de segurança em
obra, no mais curto prazo possível, não podendo exceder vinte
e quatro horas.

(Art.º 24º do Decreto-Lei Nº 273/2003 de 29 de Outubro)

61
Perigo?

62
Diferença entre Risco e perigo

Uma pessoa ao atravessar uma rua, tem as seguintes opções;

- atravessar a rua fora da passadeira


- atravessar a rua na passadeira
- atravessar a rua na passadeira com semáforo

63
Qual é o Risco?

O risco nesse caso é atravessar a rua

64
Perigo
 O perigo aumenta consideravelmente ao atravessar a
rua fora da passadeira.

 O perigo diminui consideravelmente, quando aumenta


o nível de segurança da passadeira. (passadeira com
ou sem semáforo)

65
66
• Agora?

• Tenho mais do que


fazer…
Essa é a tua área…

67
A Ratoeira

Um rato olhou pelo buraco da porta e viu o dono da casa onde


vivia e a sua esposa a abrir um embrulho.
Pôs-se logo a imaginar o tipo de comida que ali estaria. Mas não
era queijo… era uma ratoeira!

68
Foi para o quintal da casa avisar todos os outros animais:
“Há uma ratoeira dentro de casa, há uma ratoeira dentro de
casa…”

69
A galinha, que estava a cacarejar, levantou a cabeça e disse:
"Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para
o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda."

70
O rato foi ter com o porco e disse :
“Há uma ratoeira dentro de casa, há uma ratoeira dentro de casa…”

"Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não
ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas
preces."

71
O rato dirigiu-se então à vaca.
Ela disse: "O quê Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso acha que corro perigo?
Eu acho que não!"

Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para enfrentar a


ratoeira.

72
Naquela noite ouviu-se um barulho e a dona da casa correu para
ver o que tinha acontecido.

No escuro, ela não viu que a ratoeira tinha agarrado a cauda de


uma cobra venenosa e a cobra picou a mulher.

73
O marido levou-a imediatamente ao hospital. Ela voltou com
febre e muito doente.
E como toda a gente sabe para alimentar alguém com febre,
nada melhor que uma canjinha.

O marido pegou numa faca e foi buscar o ingrediente principal


para a canja.

74
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos
vieram visitá-la.
Para alimentá-los o homem matou o porco.

75
A mulher não melhorou e acabou por morrer.
Veio muita gente ao funeral e o homem teve que matar a vaca para
alimentar todo aquele povo.

76
MORAL DA HISTÓRIA
Quando ouvir dizer que alguém na sua casa ou empresa tem um
problema e antes de dizer que o problema não lhe diz respeito ou que
é mania da perseguição lembre-se que, quando há uma ratoeira em
casa, todos correm risco.

77
0349 - AMBIENTE, SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO
TRABALHO - CONCEITOS BÁSICOS

3. ENQUADRAMENTO LEGISLATIVO
NACIONAL DA SHST
78
ENQUADRAMENTO LEGISLATIVO
NACIONAL DA SHST

Lei n.º 102/2009, alterada pela Lei n.º 3/2014

Obrigações e Deveres de HSST

79
Trabalhador
- Pessoa singular que,
mediante retribuição,
se obriga a prestar
serviço a um
empregador,
incluindo a
Administração
Pública, os Institutos
Públicos e demais
pessoas colectivas
de direito público.
80
Trabalhador Independente

• Pessoa singular
que exerce uma
atividade por conta
própria.

81
Representante dos
Trabalhadores
• Pessoa eleita nos
termos definidos na
lei para exercer
funções de
representação dos
trabalhadores nos
domínios da
segurança, higiene e
saúde no trabalho.
82
Empregador ou Entidade
Empregadora
• Pessoa singular
ou colectiva com
um ou mais
trabalhadores ao
seu serviço e
responsável pela
empresa ou pelo
estabelecimento. 83
Local de Trabalho
• Todo o lugar em que
o trabalhador se
encontra, ou donde ou
para onde deve dirigir-
se em virtude do seu
trabalho, e em que
esteja, directa ou
indirectamente, sujeito
ao controlo do
empregador.

84
Componentes Materiais do
Trabalho
• Os locais de trabalho;
• O ambiente de trabalho;
• As ferramentas;
• As máquinas e materiais;
• As substâncias e agentes químicos,
físicos e biológicos;
• Os processos de trabalho e a organização
do trabalho.
85
década de 50 … primeira legislação especifica do âmbito
SHST

“ todos os trabalhadores têm direito à


prestação do trabalho em condições de
higiene e segurança "
Artº 53 da 1ª Constituição da R.P.

anos 70 … primeiros regulamentos técnicos


sistematizados
década de 90 …
Transposição da Directiva Comunitária
89/391/CEE para o Direito Português
86
década de 90 …

 DL 441/91 de 14 de Novembro
 abundante produção normativa

Locais de Trabalho;
Equipamentos de Trabalho;
Equipamentos de Protecção Individual;
Movimentação Manual de Cargas;
Sinalização de Segurança;
Estaleiros Temporários ou Móveis
(Construção);
Agentes Biológicos
87
Obrigações Gerais do
Empregador
• O princípio geral que preside ao tema da
formação é o de que todos os
trabalhadores têm direito à prestação de
trabalho em condições de segurança,
higiene e de protecção da saúde.

• Sempre que cabe ao empregador uma


obrigação, cabe aos trabalhadores um
direito (e vice versa) em matéria de
Higiene, Segurança e Saúde.
88
Deveres (obrigações) do

Identificar, minimizar, evitar os Riscos


Empregador

Avaliar os Riscos

Combater os Riscos na origem

Adaptar o trabalho ao Homem

EPC e EPI

89
Cumprir as prescrições de SHST
Deveres (obrigações) do
Empregado

Utilizar correctamente os Equipamentos

Cooperar para uma melhoria do sistema

Zelar pela sua segurança e dos outros que possa


afectar com os seus actos e/ou omissões

Eleger e ser eleito para cargos de SHST

90
Para tais efeitos, tem que ter em conta os
seguintes princípios de prevenção:

• Identificar os riscos
aquando da conceção
das instalações, dos
locais de trabalho e
processos de trabalho,
combatê-los, anulá-los
ou limitá-los;
91
• Avaliar os riscos integrando-os no
conjunto das actividades e adoptar
medidas de prevenção;

• Assegurar que as exposições aos


agentes químicos, físicos e biológicos
não constituem um risco para a saúde
dos trabalhadores;

92
• Planificar a
prevenção;

• Organizar os meios
para aplicação das
medidas de
prevenção tendo em
consideração a
evolução da técnica;

93
• Dar prioridade à prevenção colectiva em
detrimento da protecção individual;

• Organizar o trabalho, eliminar os efeitos


do trabalho monótono e do trabalho
cadenciado;

94
Estabelecer as medidas
que devem ser adoptadas
em matéria de:
• Primeiros socorros;
• De combate a incêndios e de
evacuação dos trabalhadores ;
• Identificação dos responsáveis pela
sua aplicação.
95
• Assegurar a vigilância
adequada da saúde
dos trabalhadores em
função dos riscos a
que se encontram
expostos no local de
trabalho.

96
• Limitar o acesso a
zonas de risco
grave, apenas
permitindo o acesso
a trabalhadores com
aptidão e formação
adequada;

97
• Cooperarem entre si quando várias
entidades desenvolvam simultaneamente
actividades no mesmo local.

98
A lei explicita duas situações

• a obrigatoriedade do empregador
respeitar as prescrições legais a serem
aplicadas na empresa, mesmo quando se
tratar de si próprio;
• equipara o trabalhador independente a
empregador.

99
Informação e consulta dos
trabalhadores

No que respeita à informação ela terá de ser


sempre actualizada e respeitante aos
seguintes temas:

100
• Descrição dos riscos
inerentes ao tipo de
trabalho e à empresa
ou serviço;

• Medidas de protecção
e prevenção, e forma
como se aplicam;

101
• Medidas e instruções
a adoptar em caso de
perigo grave e
eminente;
• Medidas de primeiros
socorros, de combate
a incêndios e de
evacuação dos
trabalhadores.

102
Esta informação deve ser
proporcionada nos casos de:
• admissão na empresa,
• mudança de posto de trabalho ou de
funções,
• introdução de novos equipamentos,
• alteração das existentes,
• adopção de uma nova tecnologia,
• actividades que envolvam trabalhadores
de várias empresas.
103
A Consulta aos
Trabalhadores
• Os trabalhadores podem apresentar
propostas no sentido de minimizar
qualquer risco profissional, sendo-
lhes facultado o acesso à informação
técnica e aos dados médicos
colectivos, bem como às informações
de outros organismos competentes.

104
Formação dos Trabalhadores
em HSST
• Devem receber
formação adequada
e suficiente
consoante as
funções e o posto de
trabalho;

105
• Deve ser
assegurada formação
permanente àqueles
cuja função é a
organização das
actividades de
Segurança e Saúde
no Trabalho;

106
Obrigações Gerais do
Trabalhador
• Cumprir as
prescrições de
HSST e as
instruções do
empregador sobre
esta matéria;

107
• Zelar pela sua
segurança e saúde
e de outras pessoas
que possam ser
afectadas pelas
suas acções ou
omissões no
trabalho;

108
Utilizar correctamente e
segundo as instruções
transmitidas pelo empregador:
• máquinas;
• aparelhos;
• instrumentos ;
• substancias perigosas;
• equipamentos de protecção
colectiva e individual.
109
• Cumprir os procedimentos de trabalho
estabelecidos;

• Cooperar para a melhoria do sistema de


HSST;

110
• Comunicar imediatamente avarias e
deficiências por si detectadas que se lhe
afiguram susceptíveis de originarem perigo
grave e iminente, assim como qualquer
defeito verificado nos sistemas de protecção;

111
• Em caso de perigo
grave e iminente
adoptar as
medidas e
instruções
estabelecidas para
tal situação.

112
• Os trabalhadores só
serão prejudicados
se agirem com dolo
ou negligência grave.

113
Qualquer actividade
tem inerente um
determinado risco

Acidente de Trabalho
Doença Profissional

114
ACIDENTE DE TRABALHO
• “É Acidente de Trabalho aquele que se
verifique no local e no tempo de trabalho
e produza, direta ou indiretamente lesão
corporal, perturbação funcional ou
doença de que resulte redução na
capacidade de trabalho, ou de ganho ou
a morte” segundo o n.º 1 do artigo 8º da
Lei n.º 98/2009 de 4 de Setembro.
115
ACIDENTE DE TRABALHO

116
ACIDENTE DE TRABALHO
• É extensível ao trajecto de e para o local
de trabalho.
• Se esta ocorrência não provocar lesões
ou danos além dos resultantes da
perturbação da actividade designa-se
por "incidente de trabalho".

117
ACIDENTE DE TRABALHO
As causas dos acidentes podem classificar-se em:

• Causas Humanas

• Causas Materiais

• Causas Ambientais

118
CUSTOS DOS ACIDENTES DE TRABALHO
• Tempo e gastos com o recrutamento, selecção e formação de
um substituto quando necessário;
• Perdas de produção motivadas pela influência causada nos
outros trabalhadores;
• Perdas por produtos defeituosos produzidos após o acidente;
• Perdas com o aumento dos desperdícios na produção após o
acidente;
• Perdas da eficiência e da produtividade do acidentado após a
recuperação;
• Perdas comerciais por não satisfação de prazos da obra;
• Perdas resultantes da degradação do nome e da imagem da
empresa no mercado.

119
CUSTOS DOS ACIDENTE DE
TRABALHO

Aumento prémio do seguro

Reintegração do acidentado

Sofrimento da família
Sofrimento do acidentado

Peritagem, advogados

120
CUSTOS DOS ACIDENTES DE TRABALHO

121
CUSTOS DOS ACIDENTE DE
TRABALHO
• Reparação de equipamentos e colocação
de protecções adequadas
• Perda de competitividade
– atraso de encomendas
– redução de capacidade de resposta
• Aquisição produtos a outras empresas
• Degradação da imagem da empresa
• Despesas com substitutos ou trabalho extra

122
DIREITOS DOS
TRABALHADORES

EM CASO DE
ACIDENTE DE TRABALHO

123
O direito à reparação compreende as
seguintes prestações:
Em espécie:
• Prestação de natureza médica ;
• Cirúrgica;
• Farmacêutica e hospitalar;
• Outras acessórias ou complementares;

124
Em dinheiro:
• Indemnizações por incapacidade
temporária para o trabalhador;
• Indemnizações por incapacidade
permanente;
• Pensões aos familiares da vítima;
• Despesas de funeral no caso de morte.

125
DOENÇA PROFISSIONAL

• Doenças contraídas em consequência da


prestação de trabalho por conta de outrem
e causadas por agentes identificados na
lista de doenças profissionais.

126
DOENÇA PROFISSIONAL
– Decreto Regulamentar n.º 6/2001 de 05 de
Maio alterado pela Decreto Regulamentar
n.º 76/2007 de 17 de Julho.

127
DIREITOS DOS
TRABALHADORES

EM CASO DE
DOENÇA PROFISSIONAL

128
• Haverá assim, direito à reparação
emergente de doenças profissionais
quando cumulativamente se verifiquem as
seguintes condições:

129
• Estar o trabalhador afectado da
correspondente doença profissional;
• Não ter decorrido, desde o termo da
exposição ao risco e até à data do
diagnóstico da doença, o prazo para o
efeito fixado.

130
• Ter estado o
trabalhador exposto
ao respectivo risco
pela natureza da
indústria, actividade
ou ambiente de
trabalho;

131
Responsabilidade
• São responsáveis pela reparação
emergente de doenças profissionais, as
entidades patronais por conta de quem a
vítima trabalhou ou as instituições de
seguro que cobriam o risco.

132
Prevenção
• “Conjunto de Politicas e programas públicos,
bem como disposições ou medida tomadas
ou previstas no licenciamento e em todas as
fases de atividade da empresa, do
estabelecimento ou do serviço, que visem
eliminar ou diminuir os riscos profissionais a
que estão potencialmente expostos os
trabalhadores”

133
Prevenção

“Um Homem
inteligente resolve os
seus problemas, um
Homem sábio evita
que eles aconteçam”
Einstein

134
Empresa Colaboradores

Zero Acidentes
135
“A prestação do trabalho em
condições de higiene, segurança e
saúde;"
alínea c) do nº 1 do Artº 59 da Constituição da R.P.

“O trabalhador tem direito a


prestar trabalho em condições de
segurança e saúde.”
nº 1 e seg. do artigo 281.º do Código do Trabalho

136
“O trabalhador tem direito, em cada ano, a um número
mínimo de trinta e cinco horas de formação contínua ou,
sendo contratado a termo por período igual ou superior a
três meses, um número mínimo de horas proporcional à
duração do contrato nesse ano.” (10%)
nº 2 do artigo 131.º do Código do Trabalho

“...O empregador deve assegurar formação adequada,


que habilite os trabalhadores a prevenir os riscos
associados à respectiva actividade. ...”
nº 3 do artigo 282.º do Código do Trabalho

137
O que serve a 1empresa pode
não servir a outra

138
Ferramentas especificas para situações diferentes

Tarde

Bêbado

Baton

139
Dos Acidentes de Trabalho
podem resultar diferentes
tipos de incapacidade:

140
• Em muitas actividades profissionais existe o risco de
aparecimento de determinada doença. Por estar associada à
actividade profissional chama-se de
DOENÇA PROFISSIONAL

1 A causa da doença actua de forma lenta e repetida

2 As lesões só se tornam visíveis ao fim de algum tempo

141
#Estatisticas
• www.act.pt

142
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

143
• Decreto Lei n.º 141/95 de 14 de
Junho - Estabelece as prescrições
mínimas para a sinalização de
segurança e de saúde no trabalho.

• Portaria n.º 1456-A/95 de 11 de


Dezembro - Regulamenta as
prescrições mínimas de colocação
e utilização da sinalização de
segurança e de saúde no trabalho.

144
OBJECTIVO

 Chamar a atenção das


pessoas, de forma rápida e
inequívoca, para as
situações que, nos espaços
onde elas se encontram,
comportem riscos para a sua
segurança.

145
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

 Deverá existir em todos os


locais de trabalho, qualquer
que seja a actividade e nos
locais públicos.

146
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
FORMAS

Existem várias formas de sinalização


universais e que se complementam entre
si:
 Sinais coloridos (pictogramas ou
luminosos) para assinalar riscos ou dar
indicações;

147
 Sinais acústicos, habitualmente para
assinalar situações de alarme e de
evacuação;
 Comunicação verbal;
 Sinais gestuais para que, quando a
comunicação de viva voz (verbal) não seja
possível, se possam dar as indicações
necessárias.

148
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
Cor Significado/Finalidade Indicações e Precisões
Sinal de proibição Atitudes Perigosas
Perigo - Alarme Stop, pausa, dispositivos de corte
emergência
Material e equipamento de Identificação e localização
combate a incêndios
Sinal de Aviso Atenção, precaução e verificação

Sinal de Obrigação Comportamento ou acção


específicos.
Obrigação de utilizar
equipamentos de protecção
individual
Sinal de salvamento ou socorro Portas, saídas, vias, evacuação,
material, postos e locais
específicos
Situação de segurança Regresso à normalidade

149
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
PROIBIÇÃO
• Indicam comportamentos proibidos de
acordo com o pictograma inserido no sinal
• São utilizados em instalação, acessos,
aparelhos, instruções e procedimentos, etc.
• Têm forma circular, o contorno vermelho,
pictograma a preto, faixa vermelha e fundo
branco

150
151
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
COMBATE A INCÊNDIO
• Fornecem indicações sobre a
localização do material de combate a
incêndios
• Têm forma rectangular ou quadrada,
fundo vermelho e pictograma branco

152
153
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
PERIGO \ AVISO
• Indicam situações de risco potencial de acordo
com o pictograma inserido no sinal
• São utilizados em instalação, acessos,
aparelhos, instruções, procedimentos, etc.
• Têm forma triangular, o contorno e pictograma a
preto e o fundo amarelo

154
155
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
OBRIGAÇÃO
• Indicam comportamentos obrigatórios de
acordo com o pictograma inserido no sinal
• São utilizados em instalação, acessos,
aparelhos, instruções, procedimentos, etc.
• Têm forma circular, fundo azul e pictograma
a branco

156
157
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
EMERGÊNCIA
• Fornecem informações de salvamento de
acordo com o pictograma inserido no sinal
• São utilizados em instalação, acessos e
equipamentos, etc.
• Têm forma rectangular, fundo verde e
pictograma a branco

158
159
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
OBSTÁCULOS E LOCAIS
PERIGOSOS

160
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
COMPOSTA
São sinais que podem agrupar diverso tipo
de sinalização. Podem ser de proibição,
perigo, obrigação, etc.

161
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
PANORÂMICA
São sinais que devido à sua forma
permitem uma melhor visualização.

162
SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
GESTUAL

INÍCIO
Antes de iniciar qualquer
transmissão deve-se
STOP FIM DAS
proceder ao início do OPERAÇÕES
processo. O início do A informação de
Quando se
processo é efetuado com paragem, é
pretende dar por
ambos os braços abertos efetuada com o
concluído todo o
horizontalmente com as braço direito
processo, o
palmas das mãos levantado
trabalhador deve
voltadas para a frente. e palma da mão
juntar as mãos ao
voltada para a
nível do peito 163
frente.
DISTÂNCIA
SUBIR VERTICAL AVANÇAR

Braço direito Mãos Ambos os braços


estendido para cima sobrepostas, devem estar dobrados
com a palma da de modo a com as palmas das
mão virada para a indicar a mãos voltadas para
frente descrevendo, distância. dentro. Os antebraços
lentamente, um vão descrevendo
círculo. movimentos lentos em
direção ao corpo.
164
DESCER RECUAR MOVIMENTAR PARA A
Braço direito Ambos os braços DIREITA
estendido para devem estar
dobrados com as O Braço direito deverá
baixo com a palma estar estendido
da mão virada para palmas das mãos
voltadas para fora. horizontalmente. A
a dentro palma da mão direita
descrevendo, Os antebraços vão
descrevendo voltada para baixo,
lentamente, um fazendo pequenos
círculo movimentos lentos
de afastamento do movimento lentos na
corpo. direção pretendida.
165
MOVIMENTAR DISTÂNCIA
PARA A ESQUERDA HORIZONTAL PERIGO
O Braço esquerdo Ambos os braços
deverá estar estendido Mãos alinhadas, devem permanecer
horizontalmente. A horizontalmente estendidos para cima
palma da mão direita , de modo a com as palmas das
voltada para baixo, indicar a mãos voltadas para a
fazendo pequenos distância. frente.
movimento lentos na
direção pretendida.

166
TIPO DE RISCOS
1) Classificação dos Riscos Profissionais.

Os riscos profissionais são os que decorrem


das condições precárias inerentes ao ambiente ou
ao próprio processo operacional das diversas
atividades profissionais. São, portanto, as
condições ambientes de insegurança do trabalho,
capazes de afetar a saúde, a segurança e o bem-
estar do trabalhador.

167
CONHECENDO O AMBIENTE DE TRABALHO

168
AMBIENTE
RADIAÇÕES
TÉRMICO

RISCOS
VIBRAÇÕES
QUÍMICOS

RISCOS
ILUMINAÇÃO
BIOLÓGICOS

RISCOS
RUÍDO Riscos PSICOSSOCIAI
S

169
TIPOS DE RISCOS AOS QUAIS O
TRABALHADOR ESTÁ EXPOSTO

170
RISCOS QUÍMICOS

171
Em alguns locais de trabalho existem substâncias
QUÍMICAS PERIGOSAS que mal manuseadas,
acondicionadas ou misturadas podem
provocar incêndios e/ou serem nocivas
para a saúde dos trabalhadores.

172
No âmbito das legislações comunitária e
nacional, são designados por:
• Substâncias - os elementos químicos e os seus
compostos tal como se apresentam no estado natural
ou tal como são produzidos pela indústria e que
contenham, eventualmente, qualquer aditivo
necessário à preservação da estabilidade do produto e
qualquer impureza decorrente do processo, com
exclusão de qualquer solvente que possa ser extraído
sem afectar a estabilidade da substância nem alterar a
sua composição.

173
PRODUTOS QUÍMICOS
Fármacos
Produtos de limpeza
Produtos de higiene
Fertilizantes e Agroquímicos
Combustíveis

174
PRECONCEITOS

A força do hábito.... conduz à minimização do


risco.
“Há 20 anos que o utilizamos…”

Muitos dos produtos são de venda livre e depressa


deduzimos:

“Se está à venda é porque não é perigoso.”

175
Segundo um estudo recentemente realizado:

• 16% dos trabalhadores europeus


afirmam manipular produtos perigosos
• 22% afirmam estar expostos a vapores
tóxicos

Muitos trabalhadores no sector da agricultura podem estar


sujeitos à exposição a substâncias químicas no local de trabalho
como, por exemplo, pesticidas, medicamentos veterinários,
solventes e óleos.

176
De acordo com as estatísticas disponibilizadas pela OIT:

Há 35 milhões de casos por ano de doenças relacionadas


com a exposição a agentes químicos .

439.000 mortes por ano


•36.000 pneumicoses
•35.000 doenças respiratórias crónicas
•30.700 doenças cardiovasculares
•315.000 cancros

177
Os agentes químicos são utilizados nos diversos processos
industriais, incluindo a produção, a manipulação, a
armazenagem, o transporte, a eliminação e o
tratamento, podem existir na atmosfera no estado:

• Sólido
• Liquido
• Gasoso

178
Essas substâncias podem apresentar-se nos
estados:
• Sólido: poeiras de origem animal, mineral e vegetal,
como a poeira mineral de sílica encontrada nas areias
para moldes de fundi•
ção.
• Gasoso: o GLP (gás liquefeito de petróleo), usado
como combustível, ou gases libertados nas queimas ou
nos processos de transformação das matérias-primas.

• Líquidos: solventes, tintas, vernizes, esmaltes.

179
De acordo com a legislação, a avaliação dos
perigos das preparações e substâncias perigosas
é efetuada fundamentalmente sob o ponto de
vista das propriedades físico-químicas e efeitos
sobre a saúde.

Os produtos químicos perigosos são


classificados com base no Decreto-Lei n.º
98/2010 de 11 de Agosto em:

180
Propriedades físico-químicas:

• Explosivos
• Comburentes
• Inflamáveis
• Facilmente inflamáveis
• Extremamente inflamáveis

181
Propriedades toxicológicas
• Tóxicos
• Muito tóxicos
• Nocivos
• Corrosivos
• Irritantes
• Sensibilizantes
• Os que provocam efeitos graves para a saúde
em caso de exposição prolongada

182
Efeitos específicos na saúde humana:
• Carcinogénicos
• Mutagénicos Com efeitos tóxicos na reprodução

Efeitos no ambiente :
• Perigosos para o ambiente aquático
• Perigosos para o ambiente não aquático

183
CLASSIFICAÇÃO

184
CLASSIFICAÇÃO

185
186
187
Vias de penetração no organismo

188
Os limites máximos de concentração de cada
um dos produtos diferem de acordo com o seu
grau de perigo para a saúde.

Estão actualmente definidos os valores limite de


exposição (concentrações no ar dos locais de
trabalho de diferentes substâncias).
Abaixo destes valores a exposição contínua do
trabalhador não representa risco para este.

189
Factores de Risco
Os riscos das substâncias e preparações químicas perigosas
dependem de:
-Factores intrínsecos aos próprios produtos químicos, em
consequência das suas propriedades físico-químicas ou
reactividade química determinantes da sua perigosidade
-Factores extrínsecos relativos à insegurança com que estes se
utilizam, como por exemplo deficiências da organização dos
equipamentos e das instalações:
-Comportamentos humanos inadequados gerados basicamente
por um desconhecimento da perigosidade do produto ou
processo químico em questão, e por falta de formação que
permita adoptar procedimentos de trabalho seguros.

190
Tipos de Risco
Os produtos químicos podem ser analisados de
acordo com os diferentes tipos de risco e em
especial das suas consequências:
•Riscos de explosão e de incêndio
•Riscos de irritação e de queimaduras por
contacto
•Riscos de intoxicação
•Riscos para o ambiente.
191
Medidas preventivas
• Fechar sempre os recipientes,
• Colocar os produtos corrosivos separados e em recipientes de
pequena capacidade o mais perto possível do solo, com
tabuleiros que retenham possíveis derrames por rotura
• Instalar duches de emergência e "lava olhos" para minimizar
as consequências resultantes de projecções e salpicaduras em
operações manuais;
• Evitar manipular produtos químicos irritantes ou corrosivos,
sem equipamento de protecção individual adequado (ex.:
luvas e óculos de protecção);
• Lavar a cara e as mãos depois da utilização.

192
193
194
Riscos de intoxicação
A exposição dos trabalhadores à acção contaminante dos
produtos químicos perigosos pode provocar intoxicações
agudas ou crónicas, por inalação, absorção cutânea e/ou
ingestão. As intoxicações podem ter efeitos:
-Asfixiantes
-Alergizantes e sensibilizantes
-Tóxicos sistémicos
-Pneumoconióticos
-Anestésicos e narcóticos
-Carcinogénicos, mutagénicos e tóxicos na reprodução.

195
Medidas de prevenção
Para controlar os riscos de intoxicações em consequência
da exposição dos trabalhadores, deve-se:
-Actuar ao nível da concepção e métodos de
funcionamento das instalações
-Modificar e corrigir o processo produtivo, impedindo a
formação do contaminante, nomeadamente trabalhando
em meios isolados.
- Substituir uma substância tóxica por outra menos tóxica.
-Automatizar o processo para evitar a manipulação directa
do contaminante.

196
- Introduzir ventilação geral e/ou extração localizada
adequadas
-Alterar a organização do trabalho diminuindo o tempo de
exposição aos contaminantes químicos e reduzir a um
mínimo absolutamente necessário o número de
trabalhadores expostos.
-Introduzir equipamentos e sistemas de trabalho que em
caso de fugas, permitam detectá-las rapidamente e
circunscrever a área contaminada.
-Armazenar os produtos tóxicos em locais bem ventilados.
-Proibir comer, beber e fumar em zonas contaminadas

197
• Usar equipamento de protecção individual até que
os riscos sejam eliminados ou reduzidos a níveis
considerados inofensivos para a saúde dos
trabalhadores, ou ainda como complemento da
protecção colectiva.

• Além do controlo ambiental da exposição, é


necessário fazer controlo biológico, que implica
medição e avaliação dos contaminantes em fluidos
biológicos (sangue, urina).

198
199
REACH

REACH é um regulamento da União Europeia relativo


ao Registo, Avaliação, Autorização e Restrição dos
produtos químicos. Entrou em vigor no dia 1 de Junho
de 2007 e substitui um conjunto de directivas e
regulamentos comunitários por um único instrumento
legislativo
(Registration, Evaluation and Authorization of
Chemicals)

200
REACH impõe fundamentalmente que os fabricantes
ou importadores europeus de substâncias químicas as
registem junto da Agência Europeia dos Produtos
Químicos (ECHA) a partir do momento em que as
actividades envolvam quantidades superiores a 1
tonelada por ano, sendo o seu cumprimento necessário
para a prossecução do fabrico e/ou importação da
substância.

Este regulamento foi transposto para a ordem jurídica


interna através do Decreto-Lei Nº98/2010 de 11 de
Agosto

201
Algumas dos aspectos mais importantes deste
regulamento são:

 Definição dos requisitos de embalagem (Art.º 7º)

 Definição dos critérios de rotulagem (Art.º 8º)

 Símbolos e indicação de perigo a utilizar nos


rótulos

 Frases de risco

 Frases de segurança

202
Embalagem
A embalagem deve ser concebida e construída por
forma a impedir qualquer fuga do conteúdo e utilizar
materiais resistentes à corrosão, evitando derrames e
proporcionando um manuseamento normal.

Rotulagem
O rótulo informa acerca do conteúdo, das aplicações,
da forma de utilizar, dos riscos, das medidas de
prevenção e do modo de agir em caso de acidente e
deve conter alguns elementos

203
ROTULAGEM
A rotulagem por intermédio de símbolos e
textos de avisos, é um importante meio de
prevenção de acidentes.

Os rótulos ou etiquetas aplicados sobre uma


embalagem devem conter no seu texto as
informações necessárias para que o produto ali
contido seja tratado com toda a segurança
possível.

204
Regulamento (CE) n.º 1272/2008.

O CLP (acrónimo de “Classification, Labelling and


Packaging”) é o novo regulamento da União Europeia
relativo à Classificação, Rotulagem e Embalagem de
substâncias e misturas químicas que entrou em vigor
no dia 20 de Janeiro de 2009.

205
No sentido de fornecer maior informação e criar mecanismos fáceis e
universais para identificar perigos e forma de os prevenir, foram
criadas, na União Europeia, as designadas FRASES DE RISCO –
FRASES (R) e FRASES DE SEGURANÇA – FRASES (S).

Estas frases devem ser


utilizadas em todos os
documentos referentes aos
produtos químicos
perigosos.

206
INFORMAÇÕES
● O rótulo permite evitar confusões e erros de
manipulação;
● O rótulo ajuda a organizar a prevenção;
● O rótulo é um guia para a compra dos produtos;
● O rótulo é um auxiliar de armazenagem dos
produtos;
● O rótulo é precioso em caso de acidente.

207
ROTULO

208
209
Novos símbolos de alerta de produtos
químicos.

• Foram criados nove novos símbolos, para advertir do


perigo que representa a sua utilização para a saúde e o
meio ambiente.

• Esses pictogramas são mais simples e mais precisos


do que os sete utilizados anteriormente, e o melhor de
tudo, será o mesmo para todo o planeta.

210
pictogramas

211
Fichas de segurança
• Sempre que se armazenem ou manipulem
substâncias, é essencial estar informado sobre os
principais riscos representados pela utilização desses
produtos.

212
• O Decreto-Lei n.º 98/2010 de 11 de Agosto obriga os
fabricantes e ou importadores e fornecedores dos
produtos a fornecerem ao utilizador a designada
ficha de dados de segurança, que indica informações
fundamentais sob o ponto de vista da segurança:
1- Identificação do fabricante
2- Composição e informações sobre os ingredientes
3- Identificação do perigos
4- Primeiros socorros

213
5- Medidas de combate a incêndios
6- Medidas a tomar em caso de fugas acidentais
7- Manuseamento e armazenamento
8- Controlo da exposição / protecção individual
9- Propriedades físico-químicas
10- Estabilidade e reactividade
11- Informação toxicológica
12- Informação ecológica
13- Informações relativas à eliminação
14- Informações relativas ao transporte
15- Informação sobre regulamentação
16- Outras informações

214
215
216
Armazenagem

• A armazenagem terá, acima de


tudo, de acautelar a separação dos
produtos químicos. (ver
incompatibilidades)
• Os produtos químicos
particularmente perigosos deverão
ser armazenados em condições
particulares .
• A armazenagem de gases faz-se
em local isolado, no exterior.

217
Por exemplo num armazém de tintas teríamos como Perigos /
Riscos
• Risco de incêndio e explosão;
• Risco de contacto com materiais e substâncias;
• Risco de intoxicação e asfixia;
• Espaço de trabalho com ventilação insuficiente.
Esta situação provoca a acumulação de vapores e
os consequentes riscos: de incêndio / explosão,
asfixia e inalação de vapores nocivos ou tóxicos.

218
Medidas de prevenção / protecção

•Ventilação natural e/ou artificial do armazém.


•Existência de chuveiros e lava-olhos nas instalações.
•Formação e informação adequada aos trabalhadores relativamente
aos riscos e perigos adjacentes aos diversos produtos químicos e aos
equipamentos de protecção individual que devem ser utilizados (luvas,
calçado anti-derrapante de protecção contra produtos químicos, fato de
trabalho e máscara).
•Fornecimento e formação adequada aos trabalhadores relativamente
aos Sistema de detecção e protecção contra incêndios,
nomeadamente, a existência de extintores, detectores de fumos,
bocas-de-incêndio, mangueiras, sistema de desenfumagem e grelhas
de entrada de ar.

219
Medidas de prevenção / protecção

•Colocação de portas corta-fogo na comunicação da zona de


armazenagem com a zona de produção.
•Calendarização de limpeza e manutenção adequadas.
•Manter todos os recipientes hermeticamente fechados.
•Não abrir ou despejar embalagens na zona de armazenagem.
•Utilização de vestuário de protecção anti-estático e ignífugo.
DESCANSO
•Providenciar a existência de retenção para todos os produtos.
•Medir periodicamente a inflamabilidade / explosividade da atmosfera
através de detectores (explosímetros), caso se justifique.
•O pavimento do armazém deve ser anti-derrapante e impermeável.
Deverá ainda possuir um ligeiro declive para a canalização da água e
eventualmente outros produtos.

220
Algumas regras de prevenção Individual:

• Usar Máscara e Luvas


• Conhecer as regras de segurança
• Ler os rótulos
• Verificar o prazo de validade
• Saber actuar em caso de acidente
• …

221
PRECAUÇÕES

● Atenção a onde se guardam os produtos químicos


(guardá-los num armário, fechado).
● Manter os recipientes fechados
● Lavar as mãos após a utilização de produtos químicos
•Não reutilizar recipientes
● Ler os Rótulos de forma a evitar a ocorrência de
acidentes pessoais e/ou ambientais

222
EM CASO DE EMERGÊNCIA

● Deslocar a vítima para o ar livre.


● Retirar o vestuário contaminado. Lavar a zona
afectada com água
● No caso de ingestão, não provocar o vómito

Número Nacional de Emergência 112


Centro de informação Antivenenos (INEM) 808 250 143

223
Os principais riscos associados ao armazenamento,
utilização e eliminação de produtos químicos perigosos são:
• Dermatoses;
• Queimaduras;
• Inalação de produtos tóxicos;
• Exposição a substâncias nocivas ou
tóxicas;
• Incêndio;
• Explosão.

224
LEGISLAÇÃO
• Decreto-Lei n.º 293/2009 de 13 de Outubro
• Regulamento (CE) n.º 1907/2006, do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de
Dezembro
• Decreto-Lei n.º 98/2010 de 11 de Agosto
• Decreto-Lei n.º 220/2012 de 10 de outubro

225
AGENTES QUÍMICOS CONSEQÜÊNCIAS
Poeiras minerais Silicose (quartzo), asbestose (amianto) e
Ex.: sílica, asbesto, carvão, minerais neumoconiose dos minerais do carvão.
Poeiras vegetais Bissinose (algodão), bagaçose (cana-de-
Ex.: algodão, bagaço de cana de açúcar), etc.
açúcar
Poeiras alcalinas Doença pulmonar obstrutiva crônica e
enfisema pulmonar.
Poeiras incômodas Podem interagir com outros agentes nocivos
no ambiente de trabalho potencializando sua
nocividade.
Fumos metálicos Doença pulmonar obstrutiva crônica, febre
de fumos metálicos e intoxicação específica
de acordo com o metal.

226
AGENTES QUÍMICOS CONSEQÜÊNCIAS
Névoas, gases e vapores Irritantes: irritação das vias aéreas superiores
(substâncias compostas ou produtos Ex.: ácido clorídrico, ácido sulfúrico,
químicos em geral) amônia, cloro etc.
Asfixiantes: dores de cabeça, náuseas, sonolência,
Ex.:hidrogênio, nitrogênio, metano, convulsões, coma, morte etc.
acetileno, dióxido e monóxido de
carbono etc.
Anestésicas: a maioria dos solventes orgânicos tendo
Ex.: butano, propano, benzeno, ação depressiva sobre o sistema nervoso,
aldeídos, cetonas, tolueno, xileno, podendo causar danosos diversos órgãos e
álcoois ao sistema formador do sangue.
etc.

227
RISCOS BIOLÓGICOS

228
CONTAMINANTES BIOLÓGICOS
Perigo Biológico será o contacto com todo e
qualquer produto matéria que esteja
contaminado por agentes biológicos.

Risco Biológico é a probabilidade da ocorrência


de infecção causada por:
- Vírus
- Bactérias
- Fungos
- Parasitas
229
Os agentes biológicos são
seres vivos de dimensões
microscópicas que se
encontram presentes nos
locais de trabalho.
Podem provocar efeitos
negativos na saúde dos
trabalhadores em
situações de exposição por
p a r t e d e s t e s .
230
Todavia, apenas uma pequena
porção destes microorganismos
que abundam na natureza
provocam doença no ser
humano.
Os microorganismos
patogénicos conseguem vencer
as defesas do organismo
humano e infectar os tecidos da
pessoa saudável.
231
Este tipo de riscos relaciona-se com a presença
no ambiente de trabalho de microrganismos como
bactérias, vírus, fungos, bacilos, etc.,
normalmente presentes em alguns ambientes de
trabalho, como:
• Hospitais
• Laboratórios de análises
clínicas
• Recolha de lixo

232
São capazes de desencadear doenças devido à
contaminação e pela própria natureza do
trabalho.

233
ENQUADRAMENTO LEGAL
O Decreto- Lei n.º 84/97 de 16 de Abril (Regime
Geral) define como agente biológico, os
microrganismos (bactérias, vírus e fungos),
incluindo os geneticamente modificados, as
culturas de células e os endoparasitas humanos
susceptíveis de provocar infecções, alergias ou
intoxicações.

234
ENQUADRAMENTO LEGAL
Transpõe para a ordem jurídica interna as
Directivas do Conselho n.º 90/679/CEE , de 26 de
Novembro, e 93/88/CEE, de 12 de Outubro, e a
Directiva n.º 95/30/CE, da Comissão, de 30 de
Junho, relativas à protecção da segurança e saúde
dos trabalhadores contra os riscos resultantes da
exposição a agentes biológicos durante o trabalho.

235
VIAS DE ENTRADA

236
VIAS DE TRANSMISSÃO
Contacto direto – contacto pessoa a pessoa
Contacto indireto – contacto com material
contaminado
Ingestão – ingestão de material contaminado
Aérea – contidas em partículas existentes no ar e
que podem flutuar ou assentar nas superfícies
Percutânea – alterações da integridade cutânea
(material perfurante)

237
CLASSIFICAÇÃO
Classificação dos Agentes Biológicos em grupos
de acordo com a Portaria nº1036/98 de 15 de
Dezembro .

238
Os riscos biológicos são classificados em quatro grupos
conforme o seu nível de risco infeccioso:
Grupo Riscos para os trabalhadores Risco de Meios de profilaxia
propagação na ou
colectividade tratamento
Baixa probabilidade de causar Não Desnecessário
1 Doença
Pode causar doença e constituir Desnecessário Existem, em regra
2 perigo para os trabalhadores
Podem causar doença grave e Provável Existem
3 constituir perigo grave para os
trabalhadores
Provocam doença grave e Elevado Não existem
4 constituem um sério perigo para
os trabalhadores

239
1.1.7. Riscos Biológicos

Os riscos biológicos são classificados em quatro grupos


conforme o seu nível de risco infeccioso:

240
CONTAMINANTES BIOLÓGICOS
GRAVIDADE do RISCO

Natureza do Condições do meio


Tempo de
agente  temperatura
Exposição
(grupos)  humidade
 ventilação
 concentração agente
241
CONTAMINANTES BIOLÓGICOS
A necessidade de protecção contra o
risco biológico é definida:

1) Pela fonte do material;

2) Pela natureza da operação;

3) Pela natureza do trabalho a ser realizado ;

4) Pelas condições ambientais de sua realização.

242
MEDIDAS DE PREVENÇÃO

Decreto Lei 84 /97 de 16 de Abril - Artigo 11.º

O empregador deve assegurar a vigilância


adequada dos trabalhadores em relação aos
quais os resultados da avaliação revelem a
existência de riscos para a sua segurança ou
saúde, através de exames de saúde de
admissão, periódicos e ocasionais.

243
Como estes microrganismos se adaptam melhor e
se reproduzem mais em ambientes sujos,
algumas das medidas preventivas são:

• A rigorosa higiene de locais de trabalho;


• A rigorosa higiene de corpo e das roupas;
• Destruição por processos de elevação da
temperatura (esterilização) ou uso de cloro;

244
Como estes microrganismos se adaptam melhor e
se reproduzem mais em ambientes sujos,
algumas das medidas preventivas são:

• Uso de equipamentos individuais para


evitar contacto directo com os
microrganismos;
• Ventilação permanente e adequada;
• Controle médico constante;
• Vacinação sempre que possível
245
Como sabemos se estamos expostos a Risco
Biológico?

A verificação da presença de agentes biológicos em


ambientes de trabalho é feita por meio de recolha de
amostras de ar e de água, que serão analisadas em
laboratórios especializados
246
É feita com base numa recolha geral de informação,
nomeadamente
-natureza e grupo dos agentes biológicos,
-modos de transmissão,
-vias de entrada no organismo,
-quantidade do agente no material que se manipula.

incluem a identificação e avaliação dos riscos,


redução dos riscos de exposição e adopção
de medidas higiénicas.

247
Quanto à utilização de medidas de higiene que evitem ou
dificultem a dispersão de agentes biológicos fora do local
de trabalho incluem:
• Proibição de comer, beber ou fumar nos locais de
trabalho
• Fornecimento de vestuário de protecção
adequado
• Instalações sanitárias e vestiários adequados
• Existência de colírios e anti-sépticos
• Correcta armazenagem, manutenção e limpeza
dos EPI

248
Quanto à utilização de medidas de higiene que evitem ou
dificultem a dispersão de agentes biológicos fora do local
de trabalho incluem:
• Destruição, se necessário, do vestuário de protecção
e EPI contaminados
• Interdição de levar para casa vestuário de protecção e
EPI contaminados
• Definição de procedimentos para recolha,
manipulação e tratamento de amostras de origem
humana ou animal
• Descontaminação e limpeza de instalações.

249
Implícitas todas as questões relacionadas com a vigilância
médicas. De acordo com o previsto na Lei Nº 102/2009 de
10 de Setembro, no Art.º 108º, devem ser realizados os
seguintes exames médicos:
Exames de admissão: antes do inicio da prestação de
trabalho ou, se a urgência da admissão o justificar, nos
15 dias seguintes. Estes exames devem fazer a avaliação
do estado imunitário e de algum tipo de sensibilidade
alérgica.

Deve ser complementado com Exames periódicos e Ocasionais


250
AGENTES BIOLÓGICOS CONSEQÜÊNCIAS
Vírus, bactérias e protozoários Doenças infecto-contagiosas.
Fungos e bacilos Ex.: hepatite, cólera, amebíase, AIDS,
tétano, etc.
Fungos e bacilos Infecções variadas externas (na pele, ex.:
dermatites) e internas (ex.: doenças
pulmonares)
Parasitas Infecções cutâneas ou sistêmicas podendo
causar contágio.

251
RISCOS ERGONÓMICOS

252
Estes riscos são contrários às técnicas de
ergonomia, que exigem que os ambientes de
trabalho se adaptem ao homem, proporcionando
bem estar físico e psicológico.

Os riscos ergonômicos estão ligados também a


fatores externos (do ambiente) e internos (do plano
emocional), em síntese, quando há disfunção entre
o indivíduo e seu posto de trabalho.

253
POSTURAS DE TRABALHO
Uma postura de trabalho incorreta é sempre
prejudicial. Com efeito, posições desfavoráveis,
podem dar origem a tensões ergonómicas, ou
seja, obrigar o indivíduo a posições ou atitudes
não naturais, que lhe podem causar danos.

254
O corpo pode tomar, três posições de
trabalho fundamentais:
- de pé;
- sentado;
- de joelhos.

255
POSTURA SENTADA
A postura sentada – chamada normal, é
particularmente favorável a trabalhos de
precisão. Mas ela pode tornar-se inadequada
quanto a área de trabalho for muito extensa,
quando se revela necessário exercer forças
significativas, caso em que se recomenda a
postura de pé.

256
Se for mantida durante um grande período de
tempo e o equipamento (mesas, secretárias e
cadeiras) não se mostrar adequado podem
surgir afecções a nível circulatório nos
membros inferiores.

257
CONSEQUÊNCIAS

258
POSTURA DE PÉ
A postura de pé – nesta posição todo o peso do
corpo repousa sobre as plantas dos pés. Se o
corpo se inclina para a frente ou para trás a
actividade muscular aumenta a fim de manter o
equilíbrio e a coluna vertebral ressente-se,
portanto todo o peso do tronco e membros
superiores é por ela suportada.

259
260
Surge, assim, a fadiga e as dores na região
lombar, para além de problemas na circulação
sanguínea, caso a postura se mantenha
durante um período de tempo prolongado.

261
POSTURA DE JOELHOS
As posturas de joelhos – são
caracterizadas por uma grande
tensão muscular e podem dar
origem ao aparecimento de
inchaços e calosidades nos
joelhos e cotovelos, bem como
reumatismo e afecções dos rins
e das vias urinárias.

262
MOVIMENTAÇÃO MANUAL DE CARGAS
As regras para a movimentação manual de
cargas que muitas das vezes descuidamos:

263
264
265
ÉCRANS DE VISUALIZAÇÃO

266
CONSEQUÊNCIAS
• Pés e pernas, possivelmente varizes e inchaços
nos pés e tornozelos.
• Músculos extensores das costas, dores lombares
e afecções circulatórias dos membros inferiores
• Deterioração dos discos inter-vertebrais.
• Possivelmente inflamação ao nível dos ombros.
• Calosidades;
• Afecções nos tecidos internos.

267
Como posturas mais fatigantes e a evitar podemos
referir:
- de cócoras
- de pé, com o tronco inclinado para a frente
- torções do tronco para os lados
- com os antebraços longe do tronco
- semideitadas
- imóveis e rígidas
- inclinadas

268
269
Formas para Atenuar o Trabalho
Monótono e Repetitivo
• Rotatividade dos trabalhadores nas tarefas propostas por cada
empresa; ™

• Música ambiente, de forma a cativar os trabalhadores e a que


estes estejam motivados e mais descontraídos na tarefa que
estão a realizar, sem que esta prejudique a sua produtividade,
segurança e rendimento na empresa; ™

• Iluminação e ambiente térmico adequados aos trabalhadores

270
Formas para Atenuar o Trabalho
Monótono e Repetitivo (cont)
• Compensações financeiras e outras
• Actividades extra laborais, como pic-nics e passeios
conjuntos entre trabalhadores e empregadores;
• Decoração do espaço com plantas ou aquários;
• Algumas pausas durante um certo período de tempo
(aumentam o rendimento e a produtividade);
• Realização de exercícios para descontração e
relaxamento dos trabalhadores e dos seus músculos;

271
(Cont)
• Reuniões de balanço, para que todas as pessoas que exercem
funções na empresa tenham noção da realidade da mesma; ™
Turnos, mas somente no horário diurno;
• Tarde de Sexta-feira livre, tendo o trabalhador de trabalhar
mais uma hora entre a Segunda e a Quinta-feira;
• Existência de um espaço de lazer no interior da empresa;
• Contínua formação dos trabalhadores;
• Apoio Social, com a implementação de creches no interior da
empresa, bem como horários flexíveis e rotatividade das suas
funcionárias

272
Exercício

O DESIGN ERGONÓMICO
Quando se concebe um posto de trabalho, tendo
em conta um design ergonómico, devem
ter-se em conta um conjunto de questões simples,
mas de resposta complexa.
Quanta força é necessário despender?
A carga de força depende da quantidade de esforço físico que
é necessário despender, para que o trabalhador execute uma
determinada tarefa.
Este esforço depende essencialmente, do peso do objecto,
da sua dimensão, da postura corporal, do tipo de
actividade, da temperatura, das vibrações, da duração
da tarefa e do n.º de vezes que é preciso repeti-la.

273
Quando utilizamos o corpo para carregar com um objecto, estamos
a exercer uma carga sobre os tecidos internos do nosso corpo, que
podem resultar na compressão da nossa espinha, e tensões nos
nossos músculos e tendões.
O nosso corpo comporta-se como um pêndulo
Cada vez que levantamos um peso, essa força é transmitida e
amplificada para a nossa coluna vertebral.
Quando levantamos um peso de 50 Kg, na posição que viram na
imagem da página anterior, esses 50Kg, representam um peso de
250Kg na nossa coluna.
O que sucede é que a vértebra L5 é comprimida contra a vértebra
S1, com a força de 250Kg.
Essa é a força máxima que pode aguentar a nossa coluna. Quando
o esforço que fazemos, corresponde a uma compressão superior a
250Kg, então estamos quatro vezes mais sujeitos ao risco de
contracção de uma lesão músculo-esquelética, do que se fosse
uma força de compressão inferior a 250Kg.
274
EXERCÍCIOS

275
AGENTES ERGONOMICOS CONSEQUENCIAS
Esforço físico, Levantamento e Cansaço, dores musculares, fraquezas,
transporte manual de pesos, hipertensão arterial, diabetes, úlcera,
Exigências de posturas doenças nervosas, acidentes e
problemas da coluna vertebral.
Ritmos excessivos Cansaço, dores musculares, fraquezas,
Trabalho de turno e noturno alterações do sono, da libido e da vida
Monotonia e repetitividade social, com reflexos na saúde e no
comportamento, hipertensão arterial,
Jornada prolongada taquicardia, cardiopatia, asma, doenças
Controle rígido da produtividade nervosas, doenças do aparelho
Outras situações (conflitos, digestivo
ansiedade, responsabilidade) (gastrite, úlcera, etc.), tensão,
ansiedade, medo e comportamentos
estereotipados.

276
https://www.youtube.com/watch?time_continue=7&v=BTpteE8C8u4

277
RISCOS DE INCÊNDIO
E
EXPLOSÃO

278
INTRODUÇÃO
Os incêndios e as explosões estão na origem de
grandes danos pessoais e materiais em
instalações onde se desenvolvem actividades
económicas.
Cabe ao empregador estabelecer as medidas de
combate a incêndios a adoptar e identificar os
trabalhadores responsáveis pela sua aplicação,
bem como desenvolver os contactos necessários
com as entidades externas competentes para
realizar as operações necessárias.

279
A PROMOÇÃO DA SEGURANÇA contra riscos
de incêndio nos estabelecimentos industriais,
comerciais ou de serviços tem como objectivo:

Reduzir os riscos de eclosão de um incêndio;


Limitar o risco de propagação do fogo e dos
fumos;
Garantir a evacuação rápida e segura dos
ocupantes;
Facilitar a intervenção eficaz às equipas de 1ª
intervenção dos bombeiros.

280
PARA APAGAR UM FOGO É PRECISO:

- um copo de água no primeiro minuto


- um balde de água no segundo minuto
- um camião cisterna no terceiro minuto
- e depois... salve-se quem puder!

Esta frase sintetiza de uma maneira simples a


atitude que se deve ter perante um fogo não
desejado. A rapidez de actuação é fundamental;
rapidez na detecção e rapidez no combate.

281
CONCEITOS
 Fogo e incêndio não são a mesma coisa. O fogo é um
fenómeno indispensável ao homem; os incêndios pelo
contrário, não só são dispensáveis como devem ser
evitados e combatidos.

 Não são as suas dimensões que transformam um fogo


num incêndio, mas sim o controlo que se tem ou não
sobre as chamas.

INCÊNDIO = FOGO DESCONTROLADO

282
TRIANGULO DO FOGO
 COMBUSTÍVEL
Substância que na presença  COMBURENTE
do oxigénio, reúne as É o oxigénio, um dos
propriedades para reagir ao constituintes do ar.
comburente e arder. Pode ser
líquido (gasolina, álcoois,
dissolventes, etc...), gás
(natural, butano, propano,
etc...) ou sólido (madeira,
papel, plástico, etc...)

 ENERGIA DE ACTIVAÇÃO
Quantidade de energia, normalmente sobre a forma de calor, que é necessário fornecer ao
combustível para iniciar uma reacção (chamas, faíscas, soldaduras, etc.).

283
Actualmente, encara-se o fogo como um TETRAEDRO,
acrescentando a REACÇÃO EM CADEIA aos três
elementos anteriores.

284
FASES DE UM INCÊNDIO
O incêndio desenvolve-se normalmente nas seguintes
fases:
 Início: caracteriza-se por baixa temperatura, fumos
incipientes e chamas pouco visíveis;
 Desenvolvimento: caracteriza-se pelo incremento de
temperatura, com desenvolvimento de fumos e chamas;
 Ignição total: caracteriza-se pela inflamação dos
materiais combustíveis;
 Propagação do fogo: caracteriza-se por ser uma
situação incontrolável;
 Extinção do incêndio: ocorre após o consumo total do
combustível.

285
PRODUTOS DA COMBUSTÃO
 Chama: é o corpo visível e luminoso da combustão. É
uma zona de gases incandescentes no seio dos quais
se produz a reacção em cadeia.
 Calor: é uma forma de energia libertada pela combustão
que pode elevar as temperaturas de outros produtos
combustíveis presentes até à proximidade das
temperaturas de inflamação, facilitando a continuação
do incêndio. Provoca queimaduras, desidratação e
bloqueio das vias respiratórias bem como a alteração
das propriedades mecânicas de elementos de
construção.

286
 Fumo: é também um produto visível, resultante de uma
combustão incompleta. São a principal causa de morte
nos incêndios.
 Gases: são produtos que se vaporizam na combustão e
podem ser: tóxicos: podem provocar a destruição de
tecidos pulmonares, são asfixiantes: impedem ou
dificultam a chegada de oxigénio às células.
 Óxidos: se a quantidade de oxigénio não for suficiente,
a combustão fica incompleta, formando-se então CO
que é um gás venenoso.
 Cinzas: são as substancias minerais, que não ardem e
ficam depositadas.

287
CLASSES DE FOGO
De acordo com a NP 1553, os fogos são classificados, em
função da natureza do material de combustão envolvido:
Classe A - Fogos de materiais sólidos, geralmente de
natureza orgânica, e que ao arder, normalmente deixam
brasas. Ex.: madeira, carvão, papel, tecidos.
Classe B - Fogos de líquidos ou de sólidos
liquidificáveis. Ex.: óleo, gasolina, gasóleo, ceras, tintas,
álcool, etc.
Classe C - Fogos de gases. Ex.: gás natural, butano,
propano, hidrogénio, acetileno, etileno.
Classe D - Fogos de metais. Ex.: urânio, alumínio,
sódio, magnésio, titânio, fósforo.
288
 Classe E - Por vezes, em Normas estrangeiras, aparece
referência a esta classe, que serão fogos com origem
eléctrica que podem dar origem a qualquer das outras
classes de fogos de acordo com o combustível.
Não se podem utilizar determinados agentes
extintores numa instalação eléctrica sob tensão,
como é o caso da água.
 Classe F - Os fogos da classe F advêm da combustão
de materiais resultantes da comida, como óleos animais
ou vegetais. Encontramo-los diariamente nas nossas
cozinhas ou em restaurantes.

X
CO
H2O2

289
MÉTODOS DE EXTINÇÃO
Um incêndio extingue-se, ao ser eliminada uma das
condições do tetraedro do fogo, através de:

Arrefecimento - O mais utilizado, consistindo em baixar


a temperatura do combustível e do meio ambiente, abaixo
do seu ponto de ignição.
Asfixia/Abafamento - Consiste no isolamento do
combustível e do oxigénio, ou na redução da concentração
deste no ambiente.

290
 Dispersão /Carência - Consiste na remoção do
combustível da situação que o mantém em presença
simultânea com os outros elementos do tetraedro do
fogo.
 Inibição química – Projectando sobre o incêndio
substâncias químicas que bloqueiam os radicais livres,
dando origem a produtos inertes.

291
AGENTE EXTINTOR
Agente extintor é o produto cuja acção, ao ser
projectado sobre um fogo, provoca a extinção do
mesmo. Os agentes extintores são utilizados em função
do tipo de fogos:
Água: é o agente mais disponível. Actua arrefecendo o
combustível e o ambiente.
Espuma: resultante de uma combinação de um
"espumífero" com a água e o ar, a espuma actua por
abafamento, recobrindo o combustível, isolando-o do
oxigénio do ar, permitindo ainda um arrefecimento
devido à água.

292
Dióxido de Carbono (CO2): é um gás comprimido que
actua por abafamento envolvendo o combustível e
diminuindo a concentração de oxigénio.
Pós químicos secos: são sais inorgânicos finamente
pulverizados com componentes básicos diversos.
Actuam por inibição, combinando-se com os radicais
livres impedindo a manutenção da combustão. Têm um
largo âmbito de aplicação.
Em função da sua composição e da capacidade de
extinção, dividem-se em dois grupos:

293
Pó químico seco BC: o componente básico é o
bicarbonato de sódio ou potássio. Tem grande eficácia
no combate aos fogos das classes B e C.
Pó químico polivalente ou ABC: difere do anterior por
incorporação de fosfato monoamónico o que lhe confere
também eficácia na presença de fogos da classe A,
mantendo-se eficaz em relação aos fogos das classes B
e C.
Agentes extintores especiais: são agentes destinados
a combater fogos produzidos por metais. Neste caso o
agente extintor, pó na maioria dos casos, tem que ser
escolhido em função da natureza do metal combustível.

294
NP-1800 CLASSE DE FOGO
AGENTE A B C D
EXTINTOR
Água em jacto Eficaz Não Não Não
Usar Usar Usar
Água em Muito Não Não Não
Eficaz Usar Usar Usar
nevoeiro
Espuma Eficaz Muito Não Não
Eficaz Usar Usar
Pó BC Não Muito Muito Não
Usar Eficaz Eficaz Usar
Pó ABC Muito Muito Muito Não
Eficaz Eficaz Eficaz Usar
CO2 Pouco Eficaz Eficaz Não
eficaz Usar
Pó Especial Não Não Não Eficaz
Usar Usar Usar
295
MEIOS DE EXTINÇÃO MÓVEIS
Os extintores portáteis constituem o designado meio de
primeira intervenção, pela sua rapidez de utilização. Os mais
utilizados são os de pó químico e dióxido de carbono. Devem
ser instalados em quantidade adequada, nos locais mais
ajustados, com a sinalização correspondente.

Localização:
Os extintores devem estar em locais
acessíveis e visíveis em caso de incêndio, e
sinalizados segundo as normas portuguesas
aplicáveis - Norma NP 3992 (1994).

296
MEIOS DE EXTINÇÃO FIXOS

 Chuveiros: instalações automáticas com água


(sprinkler) com agente de substituição, anidrido
carbónico e pó químico.
 Instalações de extinção com água através de
mangueiras – RIA –Rede de incêndio armada.

297
COMO UTILIZAR O EXTINTOR?
1º - Verificar as condições gerais do
extintor.
• Pressão
• Estado de conservação

298
2º - Retirar a cavilha de segurança.

299
3º - Testar o extintor antes de iniciar o
combate, para verificar as suas
condições.

300
4º - Verificar a orientação do vento e
colocar-se com o vento pelas costas.

Vento

301
5º - Dirigir o jacto para a base das
chamas.

302
6º - Aproximar-se do foco de incêndio
progressiva e cautelosamente.

303
7º - Varrer, lentamente, toda a superfície
incendiada.

304
8º - No caso do combustível ser líquido,
evitar uma pressão muito forte na sua
superfície, impedindo o alargamento da
área afectada.

305
9º - Não avançar senão quando estiver
seguro de que o fogo não o envolverá
pelas costas.

306
10º - Actuar sempre no sentido do vento.

307
11º - Dar por terminada a actuação só
depois de se assegurar de que o fogo
não se reacenderá.

308
12º - Após a sua utilização, todos os
extintores que tenham sido
parcialmente utilizados devem ser
imediatamente recarregados por
entidades competentes.

309
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
Com vista a satisfazer e estabelecer as medidas de
combate a incêndios, devem ser tomadas as precauções
necessárias nas instalações (fabris e administrativas), com
o objectivo de:

Providenciar caminhos de evacuação protegidos contra a


propagação do fogo e dos fumos;
Garantir uma estabilidade satisfatória, dos elementos
estruturais face ao fogo;
Garantir um comportamento satisfatório dos elementos
de compartimentação face ao fogo;

310
 Dispor de equipamentos técnicos (instalação eléctrica,
de gás, de ventilação e outros) que funcionem em boas
condições de segurança com comandos de emergência
devidamente localizados e sinalizados;
 Dispor de sistema de alarme, alerta, iluminação de
emergência e sinalização apropriados;
 Dispor de meios de primeira intervenção apropriados;
 Organizar a formação e a instrução de pessoal;
 Assegurar a conservação e manutenção dos
equipamentos técnicos, incluindo os de segurança.

311
RISCOS FÍSICOS

RUÍDO

312
CARACTERIZAÇÃO DO RUÍDO
Psicologicamente: Por ser incomodo ou
indesejável.
Comunicacionalmente: Por ter baixo ou nulo
conteúdo informativo.
Fisiologicamente: Pelas perturbações
orgânicas que pode causar.
Fisicamente: Pela sua intensidade e frequência

313
ENQUADRAMENTO LEGAL
De acordo com o Decreto-Lei nº 182/2006 de
6 de Setembro:
Valores LEX,8h Lcpico
(dB(A)) (dB(C))
Limite de 87 140
Exposição
Acção Superior 85 137
Acção Inferior 80 135

LEX,8h (dB(A)) – Exposição pessoal diária ao ruído


Lcpico (dB(C)) – Nível de pressão sonora de pico

314
• - É desaconselhável que o ruído existente no
local de trabalho ultrapasse os 70 dB
• - A exposição prolongada a um nível de ruído
equivalente a 85 dB ou superior é considerada
como perigosa.

315
Efeitos Nocivos do Ruído
• O Ruído actua através do ouvido sobre o
sistema nervoso central. Quando o estimulo
ultrapassa determinados limites causa surdez.
• A diminuição do rendimento profissional e os
acidentes de trabalho são algumas das
consequências da exposição ao ruído
excessivo.

316
Efeitos Nocivos do Ruído
• Perda de concentração e de rendimento
• Alguns acidentes, tanto laborais como de
circulação, são devidos a este efeito. Na
realização de qualquer tarefa é necessária
concentração, no entanto se existir ruído
produzirá distracções que reduzem o
rendimento no trabalho

317
Valores de acção inferiores e superiores» são os
níveis de exposição diária ou semanal ou níveis
de pressão sonora de pico que em caso de
serem ultrapassados, implicam a necessidade
de desencadear medidas preventivas no sentido
de garantir a redução do risco para a segurança
e saúde dos trabalhadores expostos.

318
319
FONTES

Fontes naturais
Fontes com origem na atividade humana
– Indústria, comércio e serviços
– Construção e obras públicas
– Transportes

320
• veículos motorizados
• tráfego ferroviário
• tráfego aéreo
– Outras fontes
• espetáculos e diversões ao ar livre
• avisadores sonoros e alarmes

321
Escala do
Ruido

322
MEDIÇÃO
• Razões para fazer a medição do ruído
– determinar se os níveis sonoros aos quais o
trabalhador está sujeito são suscetíveis de
provocar dano auditivo
– determinar a radiação sonora do
equipamento
– obter dados para diagnóstico

323
CONSEQUÊNCIAS

324
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
Quando se superam os valores de
acção inferior:

-Dispor de protectores de ouvido


adequados;
-Informar e formar os trabalhadores;
- Realizar exames audiométricos
sempre que exista risco para a saúde.

325
RISCOS FÍSICOS

VIBRAÇÕES

326
VIBRAÇÕES

Decreto-lei nº
46/2006

327
ENQUADRAMENTO LEGAL
De acordo com o Decreto-Lei nº 46/2006 de
14 de Fevereiro:
• Sistema mão-braço
– Valor limite – 5 m/s2
– Valor de acção – 2,5 m/s2
• Corpo inteiro
– Valor limite – 1,15 m/s2
– Valor de acção – 0,5 m/s2

328
TIPOLOGIA

Vibrações
transmitidas ao
corpo inteiro
Vibrações

Vibrações
transmitidas ao
sistema mão-braço

329
FONTES
• As fontes mais comuns de vibração
são:
• Naturais (sismos e vento)
• Máquinas móveis (tratores agrícolas,
dumpers, cilindros, camiões, etc.);
• Máquinas fixas (compressores, britadeiras,
etc.);
• Ferramentas (martelo picador, serras,
lixadeiras, compactadores, etc.);
• Motores a 2 tempos,
• entre outros.
330
MEDIÇÃO

331
CONSEQUÊNCIAS
• Perturbações neurológicas ou musculares,
vasculares e lesões osteo-articulares, no
caso das vibrações transmitidas ao
sistema mão-braço.
• Problemas vasculares conhecidos
– Síndroma dos dedos brancos
– Síndroma de Raynaud
– Doença traumática dos vasos
sanguíneos

332
• Patologias na região lombar e lesões da coluna
vertebral, para o caso das vibrações
transmitidas ao corpo inteiro
– Lombalgias
– Traumatismos da coluna vertebral

333
CONTROLO
Organizacionais:

Organizar o trabalho, alterando o tempo de


exposição às vibrações;
Efetuar uma manutenção periódica às
máquinas e equipamentos;
Adquirir máquinas que cumpram as normas da
EU no que respeita às vibrações

334
• Construtivas:

• Atuação sobre a fonte

335
336
• Atuação sobre as vias de propagação

337
• Proteção Individual:

338
RISCOS FÍSICOS

ILUMINAÇÃO

339
CONTROLO
“A boa iluminação é uma condição
imprescindível para a obtenção de um bom
ambiente de trabalho”

340
ENQUADRAMENTO LEGAL

Regulamento Geral de Segurança e Higiene no


Trabalho nos Estabelecimentos Industriais -
Portaria n.º 53/71, de 3/2, alterada pela Portaria n.º
702/80, de 22/9

Regulamento Geral de Segurança e Higiene no


Trabalho nos Estabelecimentos Comerciais,
Escritórios e Serviços - DL n.º 243/86, de 20 de
Agosto
341
FONTES
• A iluminação natural é
aquela que provém do
sol, de forma direta ou
indireta, e é composta por
todos os comprimentos de
onda do espectro da
radiação visível.

342
• A iluminação artificial
provém de uma fonte de
energia que não o sol, e a
gama de comprimento de
onda do espectro da
radiação visível abrangida
varia consoante a fonte.

343
ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL
• Tipos de lâmpadas utilizadas na iluminação de
locais de trabalho:

• Incandescentes.
• Fluorescentes
• Halogéneo

344
RELAÇÃO POSTO DE TRABALHO \
LOCALIZAÇÃO DO PONTO DE LUZ

345
- Os pontos de luz não devem estar no campo de
visão do trabalhador, que em média é 30º acima do
eixo de visão (situação 1 da figura).

- Os pontos de luz não devem ser colocados de


forma que o seu reflexo no plano de trabalho
encandeie o trabalhador (situação 2 da figura).

- Os pontos de luz devem ser colocados


lateralmente, de forma a não estarem no campo de
visão do trabalhador, e não o encadearem por
reflexo (situação 3 da figura).
346
MEDIÇÃO
LUXÍMETRO

347
CONSEQUÊNCIAS
A fadiga visual repetitiva
pode causar:
– Stress
– Depressão
– Alterações do Sistema
Nervoso
– Angústia
– Origem ou agravamento de
doenças como
estigmatismo, miopia, etc.
348
Gama de Iluminância (lux) Tipos de Superfícies, de Tarefas ou/e Actividades

20 - 30 - 50 Áreas exteriores de circulação e acesso.

Zonas de circulação, locais necessitando de simples


50 - 100 - 150
orientação, ou de visitas de curta duração.
Dependências utilizadas por períodos curtos como
local de trabalho, tais como armazéns, vestiários,
100 - 150 - 200
átrios e ainda situações requerendo simples
verificações.
Tarefas necessitando de reduzida acuidade visual
200 - 300 - 500
(ex: maquinagem grosseira, salas de conferências).
Tarefas requerendo média acuidade visual (ex:
300 - 500 - 750 maquinagem de média precisão, escritórios, salas de
controlo).
Tarefas requerendo elevada acuidade visual (ex:
500 - 750 - 1 000 costura, controlo de qualidade, avaliação de cores,
salas de desenho).
Tarefas requerendo muito elevada acuidade visual
750 - 1 000 - 1 500
(ex: maquinagem e montagem de precisão).
Tarefas requerendo elevadíssima acuidade visual
1 000 - 1 500 - 2 000
(ex: gravação manual, inspecção de pormenores).
Tarefas requerendo extrema acuidade visual (ex:
superior a 2 000 montagem electrónica de precisão, relojoaria fina e
intervenções cirúrgicas).

349
EFEITO PSICOLÓGICO DA COR

350
RISCOS FÍSICOS

AMBIENTE TÉRMICO

351
AMBIENTE TÉRMICO
Conjunto das variáveis térmicas ou
meteorológicas do local em questão que
influenciam as trocas de calor entre o meio e o
organismo humano, sendo assim um factor que
intervém, de forma directa ou indirecta na saúde e
bem estar dos indivíduos e na realização das suas
tarefas diárias.

352
ENQUADRAMENTO LEGAL
Regulamento Geral de Segurança e Higiene no
Trabalho nos Estabelecimentos Industriais -
Portaria n.º 53/71, de 3/2 alterado pela Portaria
n.º 702/80, de 22/9

Regulamento Geral de Segurança e Higiene no


Trabalho nos Estabelecimentos Comerciais,
Escritórios e Serviços - DL n.º 243/86, de 20 de
Agosto

353
TEMPERATURA

Temperatura

Baixas Altas

354
TEMPERATURA BAIXA

Hipotermia

Desactivação Diminuição da
(fecho) das circulação Vasoconstrição
Encolhimento
glândulas sanguínea sanguínea
sudoríparas periférica

355
CONSEQUÊNCIAS
• Mal-estar geral;
• Diminuição da destreza
manual;
• Redução da sensibilidade
táctil;
• Frieiras;
• Congelação membros.

356
CONTROLO
Medidas

- Fornecimento de calor / climatização


Construtivas

- A introdução de períodos de descanso para


aclimatização.
Organizacionais

- Vestuário de proteção;
- Luvas.
Protecção individual

357
TEMPERATURA ALTA

Hipertermia
Activação Aumento da
Troca
(abertura) das Vasodilatação circulação
electrolítica
glândulas sanguínea sanguínea
de "suor"
sudoríparas periférica

358
CONSEQUÊNCIAS

• Psicológicas - incomodo, mal-


estar;
• Psicofisiologias - aumento da
sobrecarga do coração e
aparelho circulatório;
• Patológicas - agravamento de
doenças.

359
MEDIÇÃO

360
RISCOS FÍSICOS

RADIAÇÕES

361
RADIAÇÃO
Processo energético caracterizado pela
propagação de energia no espaço, a partir de
uma fonte emissora. Esta propagação é
efetuada por meio de partículas ou ondas.

362
ENQUADRAMENTO LEGAL
Decreto-Lei nº 9/90 de 19 de Abril - Estabelece a
regulamentação das normas e diretivas de proteção
contra as radiações ionizantes
Decreto-Lei nº 222/2008 de 17 de Novembro -
Transpõe parcialmente para a ordem jurídica interna
a Diretiva n.º 96/29/EURATOM, do Conselho, de 13
de Maio, que fixa as normas de segurança de base
relativas à proteção sanitária da população e dos
trabalhadores contra os perigos resultantes das
radiações ionizantes.

363
TIPOS
Ionizante
Alfa

Beta

Neutrões

Gama

364
TIPOS
Ultravioleta

Visível

Infravermelha

Não Ionizante Laser

Microondas

Radiofrequência

Ultra-sons

365
FONTES
• Aparelhos de radiografia • Isótopos radioactivos
• Instrumentos de análise naturais ou artificiais
• Radiação parasita em • Fontes radioactivas usadas
diversos aparelhos em medicina
• Minérios e solos
• Aceleradores de partículas

Raios α β e
Raios X
γ

366
• Lâmpadas (germicidas • Sol • Fonte directa de calor • Defesa
e cosmética) • Fornos • Medicina
• Soldadura (arco • Fundições • Espectáculos
eléctrico) • Ensaios de materiais
• Analise química

Ultravioletas Visível Infravermelha Laser

• Secadores e fornos • Comunicações • Soldadura (peças de


• Comunicações • Aparelhos de plástico)
• Aparelhos de fisioterapia • medicina
fisioterapia
• Aparelhos de
estrelização

Microondas Radiofrequência Ultra-sons

367
CONSEQUÊNCIAS
• Queimaduras
• Cataratas
Radiações • Esterilidade

Ionizantes • Úlceras
• Anemia
• Aparecimento de células cancerígenas

Radiação • Interferência com o crescimento celular


• Lesões oculares
não • Carcinomas e melanomas
• Fadiga ocular
ionizantes • Efeitos no sistema imunológico

368
CONTROLO

Radiações • Formação e informação aos colaboradores expostos


• Medidas limitativas da exposição a radiações
• Organizar da vigilância física e médica
Ionizantes • Organização e manutenção de processos e registos adequados

Radiação • Redução do tempo de exposição


• Protecção da pele e em especial dos olhos
• Colocação de cabines
não • Barreiras que reflictam ou reduzam a transmissão
• Revestimento não reflector das paredes, pavimentos e tecto

ionizantes • Sinalização
• Ventilação adequada

369
RISCOS ELÉCTRICOS

370
ELETRICIDADE

Eletricidade! Um bem essencial, que há


muito nos habituamos a tomar como
garantido.
Já não sabemos viver sem ela, mas será
que temos consciência dos riscos que a
sua utilização indevida pode acarretar?

371
Riscos Eléctricos

A electricidade é a fonte de energia


mais utilizada na actividade profissional
e apresenta muitos riscos.

A passagem de
corrente eléctrica
pelo corpo humano
pode provocar:
•Queimaduras
•Morte por asfixia
•Paragem cardíaca

372
Todos os tipos de acidente resultantes do
contacto com a corrente eléctrica.

373
Circuito eléctrico é um caminho
fechado percorrido por uma corrente
de electrões que constitui a corrente
eléctrica.
Um circuito eléctrico é constituído por:
- um gerador;
- cablagem (fios, ligações,
interruptores, etc);
- consumidores de corrente (lâmpadas,
motores, radiadores, etc).

374
 A energia eléctrica é a forma de energia mais utilizada na nossa sociedade
industrial.

 Devido à sua facilidade de transporte e de transformação noutras formas de


energia, ela está bem adaptada aos imperativos da economia moderna.

Mas a electricidade, em determinadas condições, pode comprometer a segurança


das pessoas.
Ignorar os riscos eléctricos pode acarretar consequências graves para pessoas e
bens. Torna-se imprescindível, portanto, assumir procedimentos correctos quando
se manipula a corrente, comprar e instalar equipamentos eléctricos adequados e
seguros.

375
Esses riscos colocam-se ao nível do utilizador comum e,
principalmente, ao nível dos profissionais que trabalham com
a electricidade.

Não vivemos em perigo permanente ao estarmos a usar


equipamentos eléctricos, é claro: temos, porém, de tomar
uma consciência global do que pode suceder se algo de
errado corre:

- A nível humano (consequências físicas que, em


última instância, podem culminar na morte);

- Nível material (destruição de equipamentos, por


exemplo).

376
A razão da existência de riscos eléctricos

• A electricidade é a energia presente num circuito que liga a central onde é


produzida ao destino onde é utilizada.

• A corrente eléctrica provém do choque de electrões e propaga-se nos


circuitos eléctricos a grande velocidade. O circuito eléctrico é
classicamente composto por, pelo menos, dois condutores que nas
instalações de distribuição se designa por fase e neutro.

• Entre estes dois condutores, quando em carga, existe diferença de


potencial ou tensão (U), que é medida em Volt (V). A quantidade de
corrente que passa no circuito, na unidade de tempo, designa-se por
intensidade (I) e mede-se em Ampére (A).

377
A razão da existência de riscos eléctricos

Nas instalações eléctricas que habitualmente equipam os locais de trabalho,


a diferença de potencial em presença medida entre a fase e o neutro é de
230 Volt.

Os condutores são recobertos por uma camada isolante de modo a prevenir


o contacto directo entre a fase e o neutro (curto-circuito) e prevenir o
contacto acidental dos utilizadores com a corrente eléctrica e da corrente
eléctrica com as massas metálicas dos equipamentos.

378
Nas instalações eléctricas os incêndios ocorrem devido
a uma sobrecarga ou a um curto-circuito

Sobrecarga – Aumento do limite


admissível da potência absorvida
por um equipamento

Curto-circuito – ligação acidental


numa parte do circuito devido a
tensões diferentes, o que provoca
um aumento da corrente

379
A razão da existência de riscos eléctricos
O corpo humano é condutor de electricidade e como tal pode ser percorrido
por ela.

Deste modo, se um indivíduo estabelecer contacto directo (tocando nos


condutores) ou indirecto (tocando nas massas metálicas electrizadas) é, ele
também, electrizado.

A importância desta electrização depende das condições em que se


estabelece o contacto, das condições de isolamento à terra e das condições
em que se encontra o indivíduo.

380
A razão da existência de riscos eléctricos
A distância que vai entre a electrocussão e electrização depende de muitos
factores.
Assim, os efeitos da corrente eléctrica variam de acordo com:

O tempo de passagem;

A intensidade;

A frequência;

O percurso através do corpo;

A capacidade de reacção da pessoa.

381
TIPOS DE CONTACTO
CONTACTOS DIRECTOS: em que o utilizador toca ou
empunha directamente os condutores ou as partes
activas, sob tensão eléctrica; os contactos eléctricos
podem ser unipolares ou bipolares
Defeito de isolamento da instalação eléctrica;
Contacto acidental com uma peça do cabo condutor
sob tensão.
Quando ao furarmos uma parede o berbequim atinge
uma ligação eléctrica.

382
TIPOS DE CONTACTO
CONTACTOS INDIRECTOS: em que
o utilizador toca ou empunha
‘massas’ que ficaram acidentalmente
sob tensão eléctrica.

Ligação súbita à rede de


alimentação

Falta inesperada de electricidade.


Os contactos indirectos resultam de
falhas no isolamento dos
equipamentos eléctricos, geralmente
causados pelo envelhecimento dos
materiais dos mesmos.

383
CAUSAS ACIDENTES ELÉCTRICOS

Algumas das principais causas acidentes eléctricos com condutores e ligações


eléctricas:

Cabos arrastados, dobrados, entalados, queimados, etc.

Puxar pelo cabo de alimentação;

Mover equipamentos ou aparelhos com cabos em tensão;

Fichas e/ou tomadas pisadas ou atiradas ao chão.

Utilizar fita adesiva para fazer isolamentos;

Aquecer os cabos dos equipamentos eléctricos de aquecimento;

Utilizar equipamentos com cabos de ligação deteriorados.

384
EFEITOS DA CORRENTE ELECTRICA NO
CORPO HUMANO

Sabe-se hoje que os efeitos da corrente


eléctrica no organismo humano dependem,
fundamentalmente da quantidade de
corrente (I) que percorre e do tempo que
dura o contacto.
385
EFEITOS DA CORRENTE ELECTRICA NO
CORPO HUMANO
Fibrilhação

Consequência mais perigosa de um choque eléctrico em


baixa tensão (230 Volt).

É um fenómeno cardíaco que pode ser provocado pela


passagem de uma certa quantidade de corrente eléctrica
no músculo cardíaco durante um certo tempo. A fibrilhação
ventricular traduz-se por contracções cardíacas anormais
e ineficazes para a circulação sanguínea, ocasionando a
morte em pouco tempo.

386
EFEITOS DA CORRENTE ELECTRICA NO
CORPO HUMANO
Paragem respiratória
Correntes superiores ao limite de largar podem provocar
nas vítimas uma paragem respiratória, pois a passagem
da corrente, devido à contração dos músculos ligados à
respiração e/ou aos centros nervosos que os comandam,
produzem asfixia que, permanecendo a passagem da
corrente, levam à perda de consciência e morte por
sufocamento.
Por este motivo, é necessário fazer respiração artificial
num curto lapso de tempo (3 a 4 minutos no máximo) para
evitar a asfixia e lesões irreversíveis no cérebro.
387
EFEITOS DA CORRENTE ELECTRICA NO
CORPO HUMANO

Tetanização
Quando o organismo é percorrido por corrente pode
ocorrer a contracção anormal dos músculos.

388
EFEITOS DA CORRENTE ELECTRICA NO
CORPO HUMANO
Queimaduras

Podem ocorrer em baixa tensão em condições excepcionais,


mas estão sobretudo associadas aos contactos com média e alta
tensão (>900V).
Existem ainda as queimaduras provocadas pela
libertação de calor por arco eléctrico, como acontece
na soldadura.

Estas queimaduras que assumem graves proporções


nos acidentes eléctricos com alta tensão, são as de
mais difícil tratamento, podendo provocar a morte por
insuficiência renal.
389
EFEITOS DA CORRENTE ELECTRICA NO
CORPO HUMANO

Associado ao choque eléctrico podem ainda ocorrer fenómenos


neurológicos, sensoriais, cardiovasculares e renais.

Ao falarmos em riscos eléctricos para as pessoas, temos de ter muito


presentes dois conceitos fundamentais:
Electrocussão - um choque eléctrico que origina um acidente mortal

Electrização - um choque eléctrico que não causa um acidente mortal, mas


que pode originar outro tipo de acidentes, com consequências que podem
ser mais ou menos graves.

390
Intensidade da Corrente (mA) Efeitos sobre o corpo humano

0,045 Percepção sensorial na língua

0,8 Percepção cutânea para a mulher

1,0 Percepção cutânea para o homem

10 Limiar de não largar

30 Possibilidade de fibrilação ventricular sob certas condições

2 000 (2 A) Inibição dos centros nervosos

20 000 (20 A) Queimaduras muito importantes, mutilações

391
MEDIDAS
As medidas informativas são as que de algum
modo avisam e fazem conhecer a existência
dos riscos de electricidade.

São exemplos deste tipo de medidas:


• Sinais de informação, precaução ou proibição;
• Divulgação junto do pessoal;
• Normas de utilização e de segurança de
actuação.

392
As medidas formativas constarão de cursos,
palestras, seminários ou simples sessões de
formação sobre assuntos e/ou materiais de
segurança e protecção eléctrica, incluindo acções
de formação sobre a sua instalação e manutenção

393
Como medidas de protecção de pessoas
temos:

•Plataformas isolantes;
•Tapetes isolantes;
•Ferramentas isolantes;
•Luvas isolantes;
•Capacetes;
•Botas para electricista

394
395
EQUIPAMENTOS DE TRABALHO

396
1.2- Equipamentos de Trabalho

“qualquer máquina, aparelho, ferramenta ou instalação utilizado no trabalho”


(Decreto-Lei n.º 50/2005, de 25 de Fevereiro).

...qualquer actividade em que o


trabalhador entre em relação com um
equipamento, nomeadamente a
colocação em serviço ou fora de
serviço, o uso, o transporte, a
reparação, a transformação, a
manutenção e a conservação,
incluindo a limpeza.

397
1.2- Equipamentos de Trabalho

Na maior parte dos locais de trabalho e


associados à maioria das profissões encontramos
maquinaria e equipamentos.

398
1.2- Equipamentos de Trabalho

Assegurar que os equipamentos de trabalho


são adequados ou convenientemente
adaptados ao trabalho a efectuar e garantam a
segurança e a saúde dos trabalhadores durante
a sua utilização.

O empregador deve prestar aos trabalhadores e


seus representantes para a segurança, higiene e
saúde no trabalho a informação adequada sobre os
equipamentos de trabalho utilizados.

399
1.2- Equipamentos de Trabalho

Actualmente as máquinas existentes no


mercado são concebidas para serem
utilizadas em condições de segurança

400
1.2- Equipamentos de Trabalho

Ao trabalharem com equipamentos de trabalho os


trabalhadores estão expostos a diversos riscos, que
dependendo dos equipamentos poderão ser:
 Atropelamento;
Quedas em altura;
 Choques contra objectos;
 Esmagamentos;
 Cortes;
 Ruído excessivo;
 Vibrações;
Riscos eléctricos (choque,
electrocussão).

401
1.2- Equipamentos de Trabalho

Esses riscos devem-se a:

oFalta de protecção dos componentes móveis


oRuído excessivo
oVibrações
oEquipamentos sem marcação CE
oEquipamentos sem paragem de emergência eficaz
o Equipamentos sem ligação á terra
oEquipamentos de trabalhos sem protecção eléctrica
oDimensão e robustez dos componentes
oProblemas de estabilidade (estabilidade, corrosão)
oPorte eléctrica imprópria (cabos descarnados, com fitas adesivas)
oFalta de delimitação do perímetro de funcionamento (movimento, viragem,
extensão)
oFalta de indicação da carga máxima

402
1.2- Equipamentos de Trabalho

Exemplos de máquinas perigosas...

Furar
Cortar
Soldar
Vibrar
Ferramentas manuais

403
1.2- Equipamentos de Trabalho

Perigos Prevenção
Quebra de partes • Manutenção da máquina
da máquina que se • Fixar ou retirar as peças com a máquina
destacam e são parada
projectadas • Usar roupas justas para evitar ficar
preso à máquina
• Usar óculos de protecção para os olhos
e protectores auditivos
• Segurar as máquinas de furar com as
duas mãos.

404
1.2- Equipamentos de Trabalho

Perigos Prevenção
Por cortes graves • Zona limpa para evitar tropeços.
ou peças • Assegurar que a velocidade máxima da
projectadas. máquina é compatível com os discos.
Estilhaçamento de • Proteger a lâmina até à parte a
lâminas / discos trabalhar.
• Não aproximar demais as mãos.
• Utilizar óculos de protecção.
• Mudar as lâminas defeituosas.
• Utilizar protectores auditivos.

405
1.2- Equipamentos de Trabalho

Perigos Prevenção
Cortes • As ferramentas devem estar arrumadas
Esmagamento em locais adequados.
• Substituir as ferramentas danificadas.
• Utilizar sacos próprios para as
ferramentas em vez de as transportar
nos bolsos.
• Utilizar as ferramentas adequadas ao
trabalho a executar.
• Ter em atenção as especificidades.

406
1.2- Equipamentos de Trabalho

MEDIDAS PREVENTIVAS
Dependendo o tipo de equipamento as medidas preventivas de acidentes e de
protecção variam. No entanto, é comum a todos eles necessidade /
obrigatoriedade de realização de operações de manutenção por forma a
garantir o seu correcto funcionamento.

A legislação europeia estabelece requisitos de segurança que as máquinas


devem cumprir para poderem ser comercializadas e colocadas em serviço no
Espaço Económico Europeu.

Esta legislação responsabiliza os fabricantes pela concepção e fabrico de


máquinas seguras.

407
1.2- Equipamentos de Trabalho

408
1.2- Equipamentos de Trabalho

MEDIDAS PREVENTIVAS

Assim, no que se refere à utilização de equipamentos de trabalho, as


principais medidas preventivas e de protecção a adoptar são:

Utilização dos equipamentos apenas por trabalhadores habilitados;


Formação e informação aos trabalhadores;
Realização de operações periódicas de manutenção;
Guardar distância de segurança nas máquinas em manobras ou a
executar trabalhos;
Garantir que os trabalhadores conhecem a sinalização gestual utilizada.

409
1.2- Equipamentos de Trabalho

LEGISLAÇÃO

410
AVALIAÇÃO E CONTROLO DE RISCO
ASSOCIADOS A TRANSPORTE MECÂNICO
DE CARGAS

411
1.3- Transporte Mecânico de Cargas

A movimentação de cargas
pesadas assume particulares
riscos, nomeadamente
quando se trata de elementos
com uma dimensão,
complexidade e peso por
peça grande.

412
1.3- Transporte Mecânico de Cargas

Devem ser utilizados meios mecânicos para a


movimentação de cargas sempre que:

Se transportem cargas de elevado peso ou volume;

Os percursos sejam longos;

A execução manual do transporte represente um


risco para o operador.

413
1.3- Transporte Mecânico de Cargas

Os aparelhos ou máquinas transportadoras podem


agrupar-se em dois grandes tipos:

Aparelhos de funcionamento Aparelhos de funcionamento


continuo descontínuo ou alternado

414
1.3- Transporte Mecânico de Cargas

Os riscos associados à utilização destes tipos de


equipamentos:
•Atropelamento;
•Quedas em altura;
•Choques contra objectos;
•Esmagamentos;
•Cortes;
•Ruído excessivo;
•Vibrações;
•Riscos eléctricos (choque, electrocussão).
415
1.3- Transporte Mecânico de Cargas

Muitas vezes os acidentes acontecem no transporte mecânico de cargas


devido a:
oFalta de delimitação de área de movimentação;
oFalta de indicação do limite de carga;
oFalta de protecção mecânica ou eléctrica para sobrecargas;
oFalta de protecção contra acesso e presença de pessoas na área de
movimentação;
oFalta de sinalização (sonora ou visual) de estado de movimento;
oParagem / estacionamento de guinchos / forquilhas em altura que pode
interferir / ferir os trabalhadores;
oFalta de condições de visibilidade para o operador;
oCarga excessiva;
oVelocidade excessiva.

416
1.3- Transporte Mecânico de Cargas

oMovimentação de carga em altura (empilhadores)


oPiso irregular (empilhadores)
oParagem / estacionamento com forquilhas levantadas (empilhadores)
oEstabilidade da carga (paletes, arrumação, fixação)
oFalta de sinalização de marcha atrás
oFalta de travão de segurança
oOperadores sem formação /experiência /CAP
oEstado de manutenção do equipamento
oFalta de estabilidade do terreno (gruas)
oDimensão e estado de cabos de carga
oFalta de indicação de carga máxima por lance de comprimento (gruas)
oFalta de nivelamento do equipamento (gruas)
oNivelamento / suporte / fixação com elementos inadequados (tijolos, tábuas, pedras,
etc.)

417
1.3- Transporte Mecânico de Cargas

As medidas preventivas relativamente ao transporte mecânico de cargas são


semelhantes às descritas para os equipamentos de trabalho.

Refira-se a:

•Utilização dos equipamentos apenas por trabalhadores habilitados (CAP);

•Formação e informação aos trabalhadores;


•Realização de operações periódicas de manutenção

No transporte mecânico de cargas deve ainda ter-se em atenção:

•O respeito pela carga máxima suportado pelo equipamento


•O uso do equipamento estritamente para o fim a que está destinado.

418
1.3- Transporte Mecânico de Cargas

Nunca passar por baixo de cargas


suspensas!

419
1.3- Transporte Mecânico de Cargas

Legislação

420
RISCOS PSICOSSOCIAIS

421
Os riscos psicossociais, como a
violência e o assédio moral, podem
conduzir ao stress no trabalho.

Da população activa afirma já ter sido vítima de violência física por pessoas
no local de trabalho. Muitas mais declaram ter sofrido ameaças ou insultos.

Dos trabalhadores europeus afirmam terem sido vítimas de assédio moral.


Estas estatísticas são mais que suficientes para que se dedique a esta
temática a atenção necessária.

422
O stress relacionado com o trabalho é um dos maiores
desafios para a saúde e a segurança na Europa.

Em resposta a esta problemática o


Comité dos Altos Responsáveis da
Inspecção do Trabalho (CARIT),
acordou na realização de uma
campanha de inspecção sobre as
questões psicossociais, a decorrer em
2012, que será desenvolvida no
território nacional pela Autoridade
para as Condições do Trabalho,
enquanto entidade promotora da
melhoria das condições do trabalho.

423
As intervenções destinadas a questões
psicossociais no local de trabalho podem ser
divididas em três categorias:

• nível individual;
• nível da interface individual-organizacional;
• nível organizacional.

424
A título de exemplo, as medidas preventivas
relativamente à violência no trabalho podem ser
tomadas a três níveis:
• Concepção dos locais de trabalho
• Organização do trabalho
• Formação.

425
426
427