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Introdução à

Msc Lídia Peres


HISTÓRICO

 Século XVIII – Revolução Industrial:


 Caracterizado pela mecanização dos sistemas de produção,
 Utilização do carvão mineral como fonte energética,
 Exposição de trabalhador aos riscos ocupacionais.
HISTÓRICO

 Século XX:
 A descoberta dos agentes microbianos gerou a modificação
da compreensão da correlação entre causa e efeito o que
levou a investigação de riscos.
CONCEITO

 Biossegurança é um conjunto de procedimentos, ações, técnicas,


metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar
ou minimizar riscos inerentes as atividades profissionais... que
podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio
ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.
LEI DA BIOSSEGURANÇA

 Estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a


construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o transporte, a
transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a pesquisa, a
comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de
organismos geneticamente modificados e seus derivados, tendo como
diretrizes o estímulo ao avanço científico na área de biossegurança e
biotecnologia, a proteção à vida e à saúde humana, animal e vegetal, e a
observância do princípio da precaução para a proteção do meio ambiente.
NIVEIS DE BIOSSEGURANÇA

 Existem 4 níveis de biossegurança (NB):


 NB-1
 NB-2
 NB-3
 NB-4
NÍVEL 1
 Baixo risco individual e para a coletividade:
 inclui os agentes biológicos conhecidos por não causarem doenças em pessoas ou
animais adultos sadios. Exemplo: Lactobacillus sp.
 As práticas, o equipamento de segurança e o projeto das instalações são
apropriados para o treinamento educacional ou para o treinamento de
técnicos e de professores de técnicas laboratoriais.
 nível básico de contenção - práticas padrões de microbiologia, sem uma
indicação de barreiras primárias ou secundárias, com exceção de uma pia para a
higienização das mãos.
NÍVEL 2
 Moderado risco individual e limitado risco para a comunidade:
 As práticas, os equipamentos, a planta e a construção das instalações
são aplicáveis aos laboratórios clínicos, de diagnóstico, laboratórios
escolas.
 inclui os agentes biológicos que provocam infecções no homem ou nos
animais, cujo potencial de propagação na comunidade e de disseminação
no meio ambiente é limitado, e para os quais existem medidas
terapêuticas e profiláticas eficazes. Exemplo: Schistosoma mansoni,
HIV, hepatite B, Salmonella, Toxoplasma spp
 Manipulação de sangue humano e líquidos corporais, células e tecidos.
NÍVEL 3
 Alto risco individual e moderado risco para a comunidade:
 inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão por
via respiratória e que causam patologias humanas ou animais,
potencialmente letais, para as quais existem usualmente medidas de
tratamento e/ou de prevenção,
 trabalho com agentes nativos ou exóticos que podem causar
infecções sérias e potencialmente fatais,
 Representam risco se disseminados na comunidade e no meio ambiente,
podendo se propagar de pessoa a pessoa. Exemplo: Bacillus anthracis,
Mycobacterium tuberculosis. SARS-COV 2.
NÍVEL 4
 Alto risco individual e para a comunidade:
 inclui os agentes biológicos com grande poder de
transmissibilidade por via respiratória ou de transmissão
desconhecida. Até o momento não há nenhuma medida profilática ou
terapêutica eficaz contra infecções ocasionadas por estes.

 Causam doenças humanas e animais de alta gravidade, com alta


capacidade de disseminação na comunidade e no meio ambiente. Esta
classe inclui principalmente os vírus. Exemplo: Vírus Ebola
ATUAÇÃO DA BIOSSEGURANÇA

Hospitais
Indústrias Laboratório

Biossegurança

•Hemocentro
Universidades
Centros
estéticos e
salões de beleza
INTRODUÇÃO

 A Biossegurança, é considerada, na Saúde do Trabalhador, parte


integrante da Segurança e da Higiene do Trabalho, que se
preocupa com os trabalhadores da área de saúde e afins, em cujos
ambientes de trabalho estão presentes não somente os fatores de
riscos biológicos, mas outros que podem diretamente agravar a
saúde ou podem ser desencadeadores de acidentes biológicos.
FINALIDADE
 Existe com a finalidade de prevenção dos riscos gerados pelos agentes
químicos e físicos envolvidos em processos de saúde, onde o risco biológico
se faz presente ou não.

 Têm-se como principais medidas de biossegurança, as seguintes: a lavagem


das mãos, a qual é considerada atitude básica das precauções-padrão; uso de
Equipamento de Proteção Individual (EPI’S), como: capotes, gorro, máscara,
sapato fechado, entre outros; uso de técnicas assépticas e as barreiras
físicas, designadas também como isolamentos de contato e respiratório.
ASSEPSIA E
ANTISSEPSIA
 73% das pessoas saem do banheiro com as mãos
contaminadas;

 Após duas horas 77% exibem o mesmo germe na boca;


 50% das pessoas saem do banheiro sem lavar as mãos.
TÉCNICA ASSÉPTICA
 Limpeza: manter estado de asseio.
 Sanificação: destruição de microorganismos de uma superfície inanimada.
 Desinfecção: agente físico ou químico destruindo microorganismos
patogênicos.

 Esterelização: remove todas as formas de vida microbiana de um objeto


ou espécie.
 Os termos antissépticos, desinfetantes e germicidas são
empregados como sinônimos.

 Entretanto, caracterizamos como antisséptico quando


empregamos em tecidos vivos e desinfetante quando
utilizamos em objetos inanimados.
DEFINIÇÕES
 Assepsia: é o conjunto de medidas que utilizamos para
impedir a penetração de micro-organismos num ambiente
que logicamente não os tem, logo um ambiente asséptico é
aquele que está livre de infecção.
 Antissepsia: é o conjunto de medidas propostas para inibir
o crescimento de micro-organismos ou removê-los de um
determinado ambiente, podendo ou não destruí-los e para
tal fim utilizamos antissépticos ou desinfetantes.
DEFINIÇÕES

 Degermação: “Refere-se à erradicação total ou parcial da


microbiota da pele e/ou mucosas por processos físicos
e/ou químicos.”

 Esterilização: “Processo que garante a completa ausência


de vida sob qualquer forma.”
ANTISSEPSIA

A descontaminação de tecidos vivos depende da


coordenação de dois processos: degermação e antissepsia.

 A primeira, é a remoção de detritos e impurezas na pele.


Os sabões e detergentes removem mecanicamente parte
da flora microbiana transitória mas não conseguem
remover a flora residente.
ANTISSEPSIA

 A segunda, é a destruição de micro-organismos transitórios ou


residentes da pele através da aplicação de um agente germicida
com ação contra micro-organismos muito frágeis como o
Pneumococo, porém, são inativos para Stafilococcus aureus,
Pseudomonas aeruginosa e outras bactérias Gram- negativas.
ANTISSÉPTICO IDEAL:
 Estável por longo período de tempo.
 Amplo espectro de ação.
 Solúvel em água.
 Ativo em baixa concentração.
 Ação bactericida imediata.
 Não manchar a pele e vestuário.
 Eficaz à temperatura ambiente.
 Ação bacteriostática.
 Ausência de toxicidade e baixo custo.
OS ANTISSÉPSTICOS

 Um antisséptico adequado deve exercer a atividade


germicida sobre a flora cutâneo-mucosa em presença de
sangue, soro, muco ou pus, sem irritar a pele ou as mucosas.

 Os agentes que melhor satisfazem as exigências para


aplicação em tecidos vivos são os iodos, a clorexidina, o
álcool e o hexaclorofeno.
MEIOS DE
ESTERILIZAÇÃO
 Físico
 Radiações
 Calor seco Raios alfa
Estufa Raios gama
Flambagem(chama) Raios x
Fulguração(eletricidade)
 Químico
 Calor úmido Desinfetantes
Fervura
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO
– MEIO FÍSICO
CALOR SECO - ESTUFA

 Calor seco (estufa): 1h a 170ºC ou 2h a 160ºC:


 Recomenda-se o uso da estufa somente para
esterilização de óleos, pós e caixas de
instrumental, após calibrar.
 Os tempos de exposição e temperaturas vão
variar conforme o tipo de material a ser
esterilizado.
CALOR SECO - ESTUFA

Pós: 100 gramas a 160º C por 120 minutos;


Óleos ( considerar a altura de 0,5 cm): 160º C por 120 minutos;
Metais ( é necessário validar o processo): 160º C por 120
minutos, 170º C por 60 minutos em estufa previamente
calibrada.
CALOR ÚMIDO - AUTOCLAVE
Calor úmido (autoclave): Vapor sob pressão.
 15 até 30 minutos – 121 – 131ºC.
 Poder maior de esterilização.
 Todas as autoclaves têm condições de fazer
esterilização de líquidos, sendo necessário
interromper o processo no tempo de secagem.
 Nas autoclaves com vácuo pulsátil e
automáticas, deve-se efetuar a esterilização de
líquidos, utilizando o programa próprio para isto,
já existente nestas máquinas.
RADIAÇÕES
 O processo de esterilização é por meio de ionização é realizado em célula
do irradiador por esteiras mecânicas e classificado como processo físico.
 Seu mecanismo de eliminação microbiana é conseguido por meio de
químicas no DNA celular através de radicais livres formados pela
radiação ionizante.
 Os parâmetros utilizados para a realização deste processo são: Tempo
(baseado na distância da fonte, atividade da fonte e densidade do
artigo), concentração de radiação, temperatura, umidade e presença de
oxigênio.
 Os insumos utilizados neste método são: : Embalagens (plástico, papelão,
papel grau cirúrgico).
QUÍMICOS
 Compostos halogenados:
Tintura de iodo: (álcool iodado)
 É um dos mais potentes e rápidos bactericidas
 Irritante: dor quando há lesão de pele, porém é o melhor anti-séptico para pele
íntegra;
 Eficaz contra anaeróbios esporulados, fungos, apresenta amplo espectro.
 Iodóforo: (iodo + detergente sintético)
 Gram+/-, não agem contra esporos;
 Praticamente não produzem reações alérgicas;
 Efeito residual por no mínimo 4h.
 Hexaclorofeno:
-Gram+, incluindo Staphylococos;
-Efeito residual.
QUÍMICOS
 Cloro de Benzalcônio:
 G+/-, fungos e protozoários
 Ácido hipocloroso:
 oxidante;
 Bactericida de ação rápida
 Hipoclorito de sódio:
- Amplamente usado em curativos.
PRECAUÇÕES PADRÕES
CONCEITO

 As precauções padrão devem ser adotadas no cuidado a todo e


qualquer CLIENTE para reduzir o risco de transmissão de micro-
organismos para prevenir infecções cruzadas.

 Elas são indicadas na presença de sangue, fluidos corporais,


secreções e excreções e em mucosas e pele não íntegras
MEDIDAS QUE COMPREENDEM AS
PRECAUÇÕES PADRÃO

 Higienização das mãos;


 Uso de equipamento de proteção individual (EPI);
 Cuidados no descarte de objetos perfuro-cortantes;
 Cuidados com artigos como roupas, equipamentos e
superfícies.
MEDIDAS QUE COMPREENDEM AS
PRECAUÇÕES PADRÃO
Organização Mundial de Saúde (OMS):
 Momento 1 – imediatamente antes do contato com o cliente;
 Momento 2 – antes da realização de procedimentos invasivos;
 Momento 3 – após contato com matéria orgânica;
 Momento 4 – após o contato com o cliente;
 Momento 5 – após contato com as superfícies ao redor do cliente.
PRECAUÇÕES DE CONTATO

 As precauções de contato são medidas usadas nos cuidados a


pacientes portadores de bactérias resistentes.

 Elas visam um bloqueio epidemiológico mediante a utilização de


barreiras físicas - luvas e aventais - para todos os contatos.
NORMAS DE SEGURANÇA GERAL
 Prender cabelos longos

 Proteger barba

 Evitar o uso de calçados abertos

 Manter unhas cortadas

 Não usar jóias como: anéis, pulseiras, cordões longos, durante os


trabalhos laboratoriais

 Evitar o manuseio de lentes de contato durante os procedimentos.


MEDIDAS DE PROTEÇÃO

 EPI - Equipamentos de Proteção Individual


 EPC - Equipamentos de Proteção Coletiva
EPI: EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL
 São ferramentas de trabalho que visam proteger a saúde de
funcionários que estão expostos a riscos;
 Redução da exposição humana aos agentes infecciosos;
 Redução de danos ao corpo provocados por riscos físicos ou mecânicos;
 Redução da exposição a produtos e materiais tóxicos;
 Redução da contaminação de ambientes.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL
 Gorro (tipo touca);
 Avental;
 Luvas;
 Sapato fechado;
 Sapatilhas descartáveis;
 Máscara;
 Óculos.
Como realizar
Paramentação
ORIENTAÇÕES SOBRE A COLOCAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

1.
AVENTAL OU CAPOTE
Lembre-se: Nunca amarre o avental ou capote pela frente.

1 Vista o avental ou capote primeiramente

pelas mangas, ajustando as amarras

nas costas e cintura.

2 Certifique-se de que o tronco esteja

totalmente coberto, bem como os braços

e os punhos.

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ORIENTAÇÕES SOBRE A COLOCAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

2.
MÁSCARA CIRÚRGICA
Lembre-se:
• Máscaras de tecido não são recomendadas, sob nenhuma circunstância;
• Não reutilize máscaras descartáveis;
• Enquanto estiver em uso, evite tocar na parte da frente da máscara.
• Troque a máscara quando estiver úmida ou sempre que for necessário.

1 Verifique se a máscara não está danificada.

2 Utilize o clip nasal como referência para identificar


a parte superior.

3 Coloque a máscara em seu rosto e prenda as alças


atrás da cabeça, mantendo-as paralelas (nunca

cruzadas).
4 Aperte o clip nasal ou a borda rígida da máscara
para que ela se adapte ao formato do seu nariz,

visando minimizar espaços entre a face e a

máscara.
5 Puxe a parte inferior da máscara para que ela
cubra sua boca e seu queixo.

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ORIENTAÇÕES SOBRE A COLOCAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

2.1
MÁSCARA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
(máscara de alta filtragem do tipo N 95, PFF2 ou equivalente)

Lembre-se:
• Indicada para uso em procedimentos que geram aerossóis (vide Nota1).
• A máscara de proteção respiratória deverá estar apropriadamente ajustada à face.
• A forma de uso, manipulação e armazenamento deve seguir as recomendações do

fabricante e nunca deve ser compartilhada entre profissionais.

1 Segurar o respirador com o clip

nasal próximo à ponta dos dedos

deixando as alças pendentes.

2 Encaixar o respirador sob o queixo.

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ORIENTAÇÕES SOBRE A COLOCAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

3 Posicionar uma das alças na

nuca e a outra na cabeça.

4 Ajustar o clip nasal no nariz.

5 Verificar a vedação pelo teste

de pressão positiva e negativa.

IMPORTANTE:
Verificação positiva da vedação:
• Expire profundamente. Uma pressão positiva dentro da máscara significa que não tem vazamento.
• Se houver vazamento, ajuste a posição e/ou as alças de tensão. Teste novamente a vedação.
• Repita os passos até que a máscara esteja vedando corretamente!
Verificação negativa da vedação
• Inspire profundamente. Se não houver vazamento, a pressão negativa fará o respirador agarrar-se
• O no seu rosto.resultará em perda de pressão negativa na máscara devido à entrada de ar através de
vazamento
lacunas na vedação.
Nota: No link abaixo encontra-se um vídeo com detalhamento sobre a colocação e testes de vedação que
o profissional deve realizar ao utilizar a máscara de proteção respiratória. Vídeo de colocação e retirada
do EPI - Anvisa: https://youtu.be/G_tU7nvD5BI
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ORIENTAÇÕES SOBRE A COLOCAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

3.
ÓCULOS DE PROTEÇÃO OU
PROTETOR FACIAL
1 Apoie a viseira do protetor facial na testa e passe o
elástico pela parte superior da cabeça. No caso dos
óculos, coloque da forma usual.
2 Os equipamentos devem ser de uso exclusivo para
cada profissional responsável pela assistência,
sendo necessária a higiene correta após o uso, caso
3 não possa a
Sugere-se ser descartado.
limpeza e desinfecção, de acordo com as
instruções de reprocessamento do fabricante.

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ORIENTAÇÕES SOBRE A COLOCAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

4.
GORRO OU TOUCA
Lembre-se: O cabelo deve estar preso.

1 Colocar o gorro ou a touca na cabeça começando


pela testa, em direção à base da nuca.

2 Adaptar na cabeça de modo confortável, cobrindo


todo o cabelo e as orelhas.

3 Sempre que o gorro ou a touca aparentarem sinais


de umidade, devem ser substituídos por outro.

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ORIENTAÇÕES SOBRE A COLOCAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

5.
LUVAS
1 Calce as luvas e estenda-as até cobrir o punho do
avental de isolamento.

2 Troque as luvas sempre que for necessário ou


quando for entrar em contato com outro paciente.

3 Troque as luvas durante o contato com o paciente


se for mudar de um sítio corporal contaminado para
outro limpo, ou quando essa estiver danificada.
4 Nunca toque desnecessariamente superfícies e
materiais (tais como telefones, maçanetas, portas)
quando estiver com luvas.
5 Não lavar ou usar novamente o mesmo par de luvas.
As luvas não devem ser reutilizadas.

6 O uso de luvas não substitui a higiene das mãos.

7 Proceder à higiene das mãos imediatamente após a


retirada das luvas.

IMPORTANTE:
• Sempre que possível, escolha o tamanho de luva adequado para você.
• Retire aneis, pulseiras ou outras joias de suas mãos. Isso pode danificar as luvas ou dificultar o
processo de vesti-las.
• Verifique a integridade das luvas cuidadosamente. Se você notar rasgos ou outros problemas visíveis,
retire-as, lave novamente as mãos e vista luvas novas.

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Como Realizar
Desparamentação
ORIENTAÇÕES SOBRE A RETIRADA DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

1.
LUVAS
Lembre-se: Durante a retirada das luvas evite tocar o lado externo, pois elas estarão
contaminadas.
1 Com as duas mãos enluvadas, segure a parte externa
de uma luva na parte superior do pulso.
2 Retire esta primeira luva, afastando-se do corpo e
do pulso até as pontas dos dedos, virando a luva de
dentro para fora.
3 Segure a luva que você acabou de remover em sua
mão enluvada.
4 Com a mão sem luva, retire a segunda luva inserindo
os dedos dentro da luva na parte superior do pulso.
5 Vire a segunda luva do avesso enquanto a inclina
para longe do corpo, deixando a primeira luva dentro
da segunda.
6 Descarte as luvas na lixeira. Não reutilize as luvas.

7 Lave as mãos com água e sabão ou higienize com


solução alcoólica a 70%.

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ORIENTAÇÕES SOBRE A RETIRADA DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

2.
AVENTAL OU CAPOTE
Lembre-se: Durante a retirada do avental ou capote, evite tocar o lado externo, pois
estará contaminado.
1 Abra as tiras e solte as amarras.

2 Empurre pelo pescoço e pelos ombros, tocando


apenas a parte interna do avental/capote.

3 Retire o avental/capote pelo avesso.

4 Dobre ou enrole em uma trouxa e descarte em


recipiente apropriado.

5 Lave as mãos com água e sabão ou higienize com


solução alcoólica a 70%.

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ORIENTAÇÕES SOBRE A RETIRADA DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

3.
GORRO OU TOUCA
Lembre-se: O Gorro é retirado após o avental ou capote.
1 Para retirar a touca/gorro, puxe pela parte superior
central, sem tocar nos cabelos.

2 Descarte a touca/gorro em recipiente apropriado.

3 Lave as mãos com água e sabão ou higienize com


solução alcoólica a 70%.

4.
ÓCULOS DE PROTEÇÃO OU
PROTETOR FACIAL 1 Remova pela lateral ou pelas
hastes, considerando que a parte
frontal está contaminada.
2 A limpeza e a desinfecção devem
ser realizadas de acordo com as
instruções de reprocessamento
do fabricante.

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ORIENTAÇÕES SOBRE A RETIRADA DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

5.
MÁSCARA CIRÚRGICA
Lembre-se: Durante a retirada da máscara evite tocar a parte frontal, pois ela estará
contaminada!
1 Segure as alças inferiores e depois as alças ou
elástico superiores e remova-a.

2 Descarte em uma lixeira.

3 Lave as mãos com água e sabão ou higienize com


solução alcoólica a 70%.

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ORIENTAÇÕES SOBRE A RETIRADA DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

5.1
MÁSCARAS DE PROTEÇÃO
RESPIRATÓRIA
(máscara de alta filtragem do tipo N 95, PFF2 ou equivalente)
Lembre-se: A guarda ou descarte devem obedecer aos procedimentos recomendados
pelas autoridades sanitárias ou pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar -
CCIH do serviço de saúde.
1 Segurar o elástico inferior com as duas mãos, passando-o
por cima da cabeça para removê-lo.
2 Segurar o elástico superior com as duas mãos, passando-o
por cima da cabeça para removê-lo.
3 Remover a máscara segurando-a pelos elásticos,
tomando bastante cuidado para não tocar na superfície
interna.
4 Acondicione a máscara em um saco ou envelope de
papel com os elásticos para fora, para facilitar a retirada
posteriormente, no caso de reutilização.
5 Nunca coloque a máscara já utilizada em um saco
plástico, pois ela poderá ficar úmida e potencialmente
contaminada.
6 Lave as mãos com água e sabão ou higienize com solução
alcoólica a 70%.

IMPORTANTE:
• A máscara cirúrgica não deve ser sobreposta à máscara N95 ou equivalente, pois além de não garantir proteção de filtração
ou de contaminação, também pode levar ao desperdício de mais um EPI, o que pode ser muito prejudicial em um cenário
• de escassez. em situações de carência de insumos e para atender a demanda da epidemia da COVID-19, a máscara
Excepcionalmente,
N95 ou equivalente poderá ser reutilizada pelo mesmo profissional, desde que cumpridos passos obrigatórios para a
retirada da máscara sem a contaminação do seu interior. Com objetivo de minimizar a contaminação da máscara N95 ou
equivalente, se houver disponibilidade, pode ser usado um protetor facial (face shield). Se a máscara estiver íntegra, limpa
e seca, pode ser usada várias vezes durante o mesmo plantão pelo mesmo profissional por até 12 horas ou conforme
16 Cofen / Coren definido pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar - CCIH do serviço de saúde.