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UMA LEITURA DOS DIAGNÓSTICOS DA EA EM 5 ESTADOS E 1 BIOMA DO BRASIL

RELATÓRIO FINAL

ESTUDO ELABORADO PARA A REDE BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL REBEA
PROJETO TECENDO PROJETO TECENDO CIDADANIA / CONV. FNMA 46/02

RELATÓRIO FINAL

ISABEL CRISTINA DE MOURA CARVALHO

SÃO PAULO, OUTUBRO DE 2004.

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APRESENTAÇÃO........................................................................................ 4 INTRODUÇÃO.............................................................................................. 5 I. METODOLOGIA UTILIZADA NOS DIAGNÓSTICOS............................... 6 OS NÚMEROS DA EA EM CADA DIAGNÓSTICO REGIONAL .................................. 8 II. CONHECENDO A EA EM CADA REDE: OS DADOS DOS DIAGNÓSTICOS REGIONAIS ................................................................................ 9 1. INSTITUIÇÕES QUE ATUAM EM EA ................................................... 9 1.1 REPEA............................................................................................. 9 1.2 REASUL: ....................................................................................... 12 1.3 AGUAPÉ........................................................................................ 13 1.4 RAEA ............................................................................................. 16 2 . ATIVIDADES EM EA .......................................................................... 16 2.1 REPEA........................................................................................... 16 2.2 REASUL ........................................................................................ 18 2.3 AGUAPÉ........................................................................................ 20 2.4 RAEA ............................................................................................. 21 3. EDUCADORES ................................................................................... 22 3.1 REPEA........................................................................................... 22 3.2 REASUL ....................................................................................... 24 3.3 AGUAPÉ........................................................................................ 25 3.4 RAEA ............................................................................................. 26 4. CURSOS ............................................................................................. 26 4.1. REPEA.......................................................................................... 26 4.2 REASUL ........................................................................................ 26 4.3 AGUAPÉ........................................................................................ 27 4.4 RAEA ............................................................................................. 27 III. DISCUSSÃO DOS DADOS ................................................................... 27 AS INSTITUIÇÕES DE EA ............................................................................. 28 As instituições de EA estão presente em maior número nos estados de SP e do Sul. ................................................................................................... 28 EA É PÚBLICA, SOCIAL E, EM MENOR ESCALA, PRIVADA................................. 28 AS ATIVIDADES EM EA................................................................................ 29 A relação entre instituições e atividades de EA nos estados............... 29 A EA está associada predominantemente a ações de sensibilização/mobilização seguidas de capacitação ..................................... 30 Mais Projetos que Programas: predominam as ações da sociedade civil sobre as políticas públicas na EA?................................................................. 30

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OS EDUCADORES/ESPECIALISTAS/PESQUISADORES ...................................... 31 CURSOS: PREDOMINAM CURSOS DE CURTA DURAÇÃO NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR AMBIENTAL .......................................................................................... 31 IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................. 32 ALGUMAS QUESTÕES PARA REFLETIR A PARTIR DOS DIAGNÓSTICOS ............... 33 O que é mesmo uma atividade de EA? ............................................... 33 Mais projetos que programas na EA: democratização e ambientalização da sociedade ou precarização? ........................................... 33 V. RECOMENDAÇÕES .............................................................................. 35
FORMATAÇÃO DOS DIAGNÓSTICOS ............................................................... 35

Roteiro para formatação dos diagnósticos........................................... 35 Ficha-Resumo ..................................................................................... 35 DIFUSÃO DOS DIAGNÓSTICOS ...................................................................... 36 RUMO A UM DIAGNÓSTICO NACIONAL ........................................................... 36 DEFININDO UM CONCEITO DE EA ................................................................. 36 UMA AGENDA PARA O DEBATE SOBRE EA E SOCIEDADE ................................ 37 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 37 ANEXOS..................................................................................................... 37 ANEXO 1: SEMINÁRIO SOBRE O DIAGNÓSTICO DA EA NOV/2002 ................. 38 ANEXO 2 PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O DIAGNÓSTICO 2002 ........... 39 ANEXO 3 - QUESTIONÁRIOS UTILIZADOS PELAS REDES ESTADUAIS DE EA..... 41

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UMA LEITURA DOS DIAGNÓSTICOS DE EA EM 5 REGIÕES E 1 BIOMA DO BRASIL
Isabel Cristina de Moura Carvalho1

APRESENTAÇÃO
Este estudo reúne elementos para uma descrição e análise da educação ambiental (EA), tendo como fonte os dados gerados nos diagnósticos regionais realizados por 4 redes regionais de EA: Rede Paulista - REPEA (SP); Rede Sul REASUL (PR, SC e RS); Rede Aguapé (MT e MS/Pantanal); Rede Acre RAEA (AC). O presente trabalho atende a uma demanda da Rede Brasileira de EA REBEA que previu, ao final da etapa de realização dos diagnósticos regionais, um momento de sistematização e discussão do conjunto dos dados obtidos em nível regional, de modo a gerar uma leitura analítica do conjunto dos diagnósticos. A REBEA é responsável pelo projeto Tecendo Redes em EA no Brasil/FNMA, estimulando a organização das redes estaduais. O diagnóstico da EA constituiu-se em uma das metas dos projetos de apoio às redes de EA aprovados em edital do FNMA. A REBEA coordenou este processo desde seu início em 2002, quando estabeleceu, juntamente com os representantes das redes, os parâmetros metodológicos para o diagnóstico (ver anexos 1, 2 e 3); tendo acompanhado a elaboração, realização e os primeiros resultados dos diagnósticos em reuniões posteriores com as redes, como as ocorridas no II EPEA (junho de 2003) e no II Encontro da REASUL (dezembro de 2004). A realização deste estudo contou com sua discussão pelas redes, em etapa de sua devolução para a REBEA e Redes em seminário de trabalho em São Paulo em julho de 2004, onde ainda se pode sugerir alguns ajustes e complementação de dados, agora incorporados neste relatório final. Finalmente, enquanto autora deste relatório gostaria de destacar o grande esforço das redes na realização dos diagnósticos regionais, uma ambiciosa tarefa de pesquisa, principalmente para organizações não acadêmicas e de intervenção. Da mesma maneira, é louvável o esforço da REBEA, que coordenou esta tarefa de forma descentralizada, em rede, operando a distancia e com os recursos da comunidade virtual, com a auxilio de alguns encontros presenciais. Contudo, também é preciso considerar que esta condição inovadora que, poderíamos dizer,

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Psicóloga, doutora em educação. Professora do Pós-Graduação em Educação e da Faculdade de Psicologia da Universidade Luterana do Brasil, RS.

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aproxima-se de uma Pesquisa-Ação em Rede, também traz alguns limites do ponto de vista da articulação teórica e metodológica entre os quatro estudos. A despeito da proposta comum metodológica, a grande diversidade do perfil das redes e das condições de realização dos diagnósticos em cada realidade regional, bem como o monitoramento predominantemente à distância das etapas do processo de pesquisa, trouxe para o estudo alguma heterogeneidade nas estratégias de levantamento, operação conceitual que se reflete na análise dos resultados e nos impede algumas generalizações. Sempre que isso nos pareceu estar ocorrendo, destacamos em nota ou no texto a necessidade de não avançar ou desdobrar conseqüências na comparação de dados que aparentemente corresponderam a uma mesma categoria de análise proposta no plano inicial da pesquisa, mas estão na verdade, registrando recortes distintos.

INTRODUÇÃO
Esta análise, baseada nos diagnósticos regionais, tem como objetivos: 1. Apresentar uma sistematização das categorias comuns pesquisadas em cada Rede; 2. Verificar se é possível, a partir consolidação dos dados nas regiões pesquisadas, comparar as características para da EA para os estados e o bioma pesquisados regiões evidenciando pontos comuns e diferenças relevantes; 3. Destacar desafios, limites e oportunidades que se evidenciam no momento presente do desenvolvimento da EA e sugerir recomendações prospectivas. O enquadre metodológico deste estudo, bem como de cada um dos diagnósticos que o subsidia, pode ser descrito como o de uma pesquisa de natureza exploratória, representando uma primeira tentativa sistemática e coordenada de levantamento simultâneo do estado da arte da EA em 4 regiões do Brasil. Os dados levantados não foram delimitados em função do critério de representatividade estatística. São dados significativos da realidade da EA que possibilitam, sobretudo, uma analise qualitativa da problemática estudada, bem como sua expressão numérica dentro dos ambientes recortados, sem que constituam uma amostra, tal como se define este conceito nas análises estatísticas. Considerando as delimitações geopolíticas e ecossistêmicas das áreas de abrangência das 4 redes regionais, foram pesquisados o/as seguintes: Estados: AC, MT, MS, SP, PR, SC, RS;

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Regiões: sudeste (parcialmente representada), sul (totalmente representada), centro oeste (parcialmente representada) e norte (parcialmente representada); Biomas/ecoregião: estiveram representados nas áreas pesquisadas: Mata Atlântica; Mata Atlântica/Floresta de Araucárias; Pantanal; Floresta Amazônica. Como se pode ver, nem todas as regiões pesquisadas estiveram plenamente representadas sendo que a região nordeste esteve completamente ausente do diagnóstico. Neste sentido, ainda que este estudo tenha uma grande abrangência e disponibilize uma análise diagnóstica da EA para uma significativa parcela de estados e regiões, deve se ter o cuidado para não generalizar seus resultados como correspondendo a um perfil da EA em todo o país. O período de elaboração deste relatório sobre os diagnósticos se deu no tempo transcorrido entre a disponibilização dos 4 diagnósticos regionais, em meados de março de 2004, e a apresentação deste trabalho em um seminário de trabalho com a REBEA e as redes estaduais, em São Paulo, nos dias 15 e 16 de julho de 2004.

I. METODOLOGIA UTILIZADA NOS DIAGNÓSTICOS
Categorização Para orientar o levantamento de dados nos diagnósticos foram estabelecidas 4 grandes categorias visando mapear o universo de espaços institucionais, práticas educativas, perfis profissionais e cursos de formação em EA. Estas categorias, para efeito da elaboração do questionário foram denominadas: Instituições Atividades Educadores/pesquisadores e especialistas Cursos Principal Instrumento de coleta de dados Foram elaborados 4 Questionários contendo perguntas fechadas e abertas, voltados para cada uma das categorias estabelecidas anteriormente (anexo 3). Alem dos questionários foi mencionada pelas redes a utilização de outros instrumentos complementares como o levantamento bibliográfico e entrevistas. Os questionários receberam os títulos:

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Conhecendo as instituições em EA Conhecendo as atividades em EA Conhecendo os educadores/pesquisadores/especialistas pessoas ligadas a EA (formulação utilizada pela REPEA) Conhecendo os cursos de EA: 2

em

EA

ou

Período de coleta de dados: O período de coleta de dados envolveu a aplicação do questionário, visita às instituições, pesquisa bibliográfica, e entrevistas abertas em alguns casos. Este período variou para cada rede, de acordo com o calendário de eventos locais e a disponibilidade da equipe de pesquisa:

REPEA: mai/2003 a nov/2003 REASUL: out/2002 a nov/2003 Rede Aguapé: dez/2002 a abr/2003 REAE:out/2003 a fev/2004

Área de abrangência do diagnóstico e recorte regional das redes: REPEA: Municípios do estado de São Paulo, segundo Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHI)3 REASUL: Municípios dos Estados do PR, SC e RS. Rede Aguapé: 10 Municípios-polos dos estados do MT e MS pertencentes ao ecossistema Pantanal e a Bacia do alto Paraguai: Aquidanuana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Jardim, Porto Muritinho, Cáceres, Cuiabá, Santo Antônio do Leverger, Poconé.

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As redes não utilizaram o questionário específico para cursos. Os cursos foram levantados como uma das atividades realizadas em EA, portanto aparecem como um dado dentro do tópico Atividades . Conforme orientação acordada no seminário com as redes em julho/2004 a decisão de considerar na categoria cursos de EA aqueles em nível de pós-graduação lato (acima de 360 hs) ou estrito senso (mestrado ou doutorado) priorizando-se obter um perfil da condição de formação docente e de pesquisadores na área. Contudo, sempre que os dados de cursos de curta duração, capacitação, extensão ou nível técnico apareceram nos diagnósticos estes foram destacados na categoria Outros Cursos 3 Municípios do estado distribuídos por Unidades de gerenciamento de recursos hídricos (UGRHI). Dos 654 municípios do Estado e de suas 20 UGRHIs, O banco de dados da REPEA utilizado como fonte do diagnóstico conta com pessoas vinculadas a 27% dos municípios distribuídos nas 20 UGRHI (em nov/2003)

8

RAEA: Municípios do estado do Acre OS NÚMEROS DA EA EM CADA DIAGNÓSTICO REGIONAL REPEA: Conhecendo as instituições em EA: 435 Conhecendo as Pessoas ligadas a EA: 2.0434 Conhecendo as atividades em EA: 158 Conhecendo os cursos: Cursos de Pós-Graduação (lato senso): 6 Outros cursos: 77 REASUL Conhecendo as instituições em EA: 263 Conhecendo os educadores/especialistas/pesquisadores da EA: 685 Conhecendo as atividades em EA: 375 Conhecendo os cursos: Cursos de Pós-Graduação (lato e estrito senso) 5: 13 (1 PR, 4 SC, 8 RS). Outros cursos: 27 (6 PR; 20 SC, 1 RS) Rede Aguapé6 Conhecendo as instituições em EA: 38 Conhecendo os educadores/especialistas/pesquisadores da EA: 60 Conhecendo as atividades em EA: 50 Conhecendo os cursos: Cursos de Pós-Graduação (lato senso): 017 Outros cursos:13

4 Foram preenchidos 2.105 questionários cadastrados no banco de dados. Destes foram validados 2.043 cadastros. Destes 2.043 cadastros apenas 431 foram completamente preenchidos, no entanto todos foram analisados segundo as informações disponibilizadas nestes.

Na REASUL inclui-se, alem da categoria Pós-Graduação Lato Senso (a partir de 360h) também a Pós-Graduação Stricto Senso, no caso o Programa de Mestrado em Educação Ambiental da FURG, em Rio Grande, RS. Em SC, foram cadastrados 4 Programas de Pós-Graduação em Educação (UNIVALI, UNOESCJoaçaba e UnC Caçador), e 1 de Engenharia Ambiental (FURB Blumenau), que mantém grupos de Pesquisa de formação em EA e de EA para Gestão Ambiental.
6

5

A Rede Aguapé aplicou 400 questionários, obteve resposta de 230 e validou para análise 39 questionários (universo analisado). 7 Como informação complementar a Rede destaca o fato da região pesquisada contar ainda com dois mestrados em educação (UFMS e UNIDERP) onde a EA é uma linha importante de pesquisa.

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RAEA8 Conhecendo as instituições em EA: 11 Conhecendo os educadores/especialistas/pesquisadores da EA: 73 Conhecendo as atividades em EA: 143 Conhecendo os cursos: Cursos de Pós-Graduação (lato senso): nenhum Outros cursos: 8

II. CONHECENDO A EA EM CADA REDE: OS DADOS DOS DIAGNÓSTICOS REGIONAIS
1. INSTITUIÇÕES QUE ATUAM EM EA 1.1 REPEA
Universo: 435 instituições (Banco de dados/REPEA em nov/2003)

Natureza da instituição
Tipo de instituição Escolas públicas Escolas privadas Inst. Governamentais Empresas privadas ONGs Universidades Públicas Universidades Privadas Outros Comitês de Bacias Redes
% 23

4 21 16 14 8 6 6 1 1

Inst. Públicas Inst. Privadas Organizações sociais

52% 26% 16%

Metodologias utilizadas nas atividades de EA por estas instituições
8

Estabelece como universo as instituições pertencentes à rede ou instituições parceiras, como são chamadas no diagnóstico

10

Outros (eventos, semana de extensão, educação à distância, pesquisa, trabalho de campo) 1% Sensibilização 21%

Boletim informativo 8% Capacitação Ensino formal 16%

Produção de Material Pedagógico 15%

Capacitação Ensino não Formal 14% Mobilização 15%

Música/ Manifestações Culturais 10%

Estratégias prioritárias adotadas na ação de EA nas instituições
Sensibilização Capacitação Ensino Formal Mobilização Capacitação Ensino Não Formal Produção de Material Pedagógico Música/Manifestações Culturais Boletim informativo Outros 11 62 78 128 120 143 162 189

11

Fontes de informação utilizadas pelas instituições
Fontes de Informação

500 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 Acervo de informação do setor privado Biblioteca própria (da instituição) Biblioteca pública incluindo acervo de órgãos públicos 39,14 61,55 67,07 227 389 357

455

78,45

Internet

Qtd de instituições que se utilizam dessa fonte de informação % de instituições que se utilizam dessa fonte

Articulação Institucional

12

Nº e % de participação das instituições

300

264
250

230 178 152

200

164
150

100

79
39,66

89 63
45,52 15,34 28,28 10,86 26,21 30,69

50

13,62
0

Comissões e câmaras técnicas em EA

Comitês de Conselho de Consórcios de Fóruns de EA Movimentos de Bacias Meio Ambiente bacias base hidrográficas hidrográficas

ONG

Redes

Instâncias de participação

Qtd. de instituições que participam dessas instâncias

% de instituições que participam dessas instâncias

1.2 REASUL:
PR SC RS Total REASUL 44 61 158 263

Abaixo são apresentados os dados por estado incluindo informações sobre o perfil destas instituições. Paraná Instituições classificadas por tipo no Paraná
INSTITUIÇÕES (TIPO) Associações ONGs / OSCIP Órgãos Públicos Fundações Públicas Fundações Privadas Universidades Escolas Ens. Fund. Escolas Ens. Médio Total 3 13 12 1 5 3 1

13

Empresas Cooperativas Outros TOTAL

2 1 3 44

Santa Catarina Instituições classificadas por tipo em Santa Catarina
INSTITUIÇÕES (TIPO) Associações ONGs / OSCIP Órgãos Públicos Fundações Públicas Fundações Privadas Universidades Escolas Ens. Fund. Escolas Ens. Médio Empresas Cooperativas Outros TOTAL Total 2 11 20 3 2 6 14 3 61

Rio Grande do Sul Instituições classificadas por tipo no Rio Grande do Sul
INSTITUIÇÕES (TIPO) Associações ONGs / OSCIP Órgãos Públicos Fundações Públicas Fundações Privadas Universidades Escolas Ens. Fund. Escolas Ens. Médio Empresas Cooperativas Outros TOTAL Total 5 84 32 1 12 18 3 1 2 158

1.3 AGUAPÉ

14

Número Total de Instituições:

38

Instituições classificadas por tipo na Rede Aguapé
INSTITUIÇÕES (TIPO) Instituição Pública ONGs Instituições Privadas Outras Instituições Total 68% 23% 2% 7%

Área de atuação das Instituições em EA na Rede Aguapé
Área de Atuação Conselhos Fórum Redes Comitês Comissões Outros Total 19% 15% 11% 9% 9% 25%

Instituições que fazem EA por município na Rede Aguapé
MUNICÍPIO Barão Melgaço NOME DA INSTITUIÇÃO Amec (Associação Ecológica Melgassense) Prefeitura Municipal Sindicato Rural FASE Instituto GAIA Prefeitura Municipal Escola Agrotécnica SANESUL IMAP SED_MS IDATERRA Polícia M. Ambiental EMBRAPA UNIDERP CIDEMA (Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Integrado das Bacias dos rios Miranda e APA) Corpo de bombeiros FAMASUL Cointa (Consórcio de bacias hidrográficas dos rios Taquari e Coxim) UEMS TIPO DE INSTITUIÇÃO ONG pública privada ONG ONG pública pública pública privada Pública ONG Pública Pública Privada Público-privado: consórcio Pública ONG Público-privado: Pública

Cáceres

Campo Grande

Coxim

15

Faculdade Integrada de Coxim - FICA Comtur (Conselho Municipal de Turismo) Polícia Militar Ambiental de Coxim Fundação Nacional de Saúde Sindicato dos Trabalhadores em Educação Secretaria do Meio Ambiente RSAM FENF FAMEV Flora Cuiabana FEMA Associação Flor do Cerrado CONSEMA (Conselho Estadual de Meio Ambiente) ECOTRÒPICA (Fundação de Apoio à Vida nos Trópicos) GARRA (Grupo de Ação e Rec. Dos Recursos Ambientais). Instituto Centro de Vida IMADEA (Inst. MT de Direito e Educação Ambiental) OPAN (Operação Amazônia Nativa) ABRAÇO (Associação de Radiodifusão Comunitária Estado MT) ADE (Associação Diamantinense de Ecologia) ANSA (Associação de Educação e Assistência Social N. Senhora Assunção). CDHHT (Centro de Defesa dos direitos humanos Henrique Trindade) CIMI (Conselho Indigenista Missionário) IPESP (Instituto Pastoral de Educação e Saúde Popular) GSP (Grupo de Saúde Popular) CPT (Comissão Pastoral Terra) ICHS (Instituto de Ciências Humanas e Sociais/ UFMT) GTME (Grupo de Trabalho Missionário Evangélico) MNMMR (Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua)

Privada Pública Pública Pública Privada Pública SI Pública Publica ONG Privada ONG Pública ONG ONG ONG ONG ONG ONG ONG ONG

Cuiabá

Cuiabá

ONG ONG ONG ONG ONG Pública ONG ONG

16

Santo Antonio do Leverger

Estaduais MT

MOPS (Movimento Popular de Saúde) TRÒPICOS ARCA (Associação para Recuperação do Meio Ambiente) BIOCONEXÂO (Instituto de Ecologista de Desenvolvimento) CDHSB (Centro de Direitos Humanos Simão Bororo) SINTEP (Sindicato dos Trabalhadores do ensino Público de MT) FUNDHAM (Fundação Desenvolvimento Humano e Ambiental) Prefeitura Municipal / Secretaria do Meio Ambiente Prefeitura Municipal / Séc. Meio Ambiente Ong. Saran REMTEA Ibama UFMT

ONG Pública ONG ONG ONG

ONG Pública Pública

ONG Pública Pública

1.4 RAEA
Total de Instituições 11 Projetos 46 Programas Outras Atividades 6 91 Total 143

2 . ATIVIDADES EM EA 2.1 REPEA Atividades em EA levantadas pela REPEA Programas Projetos Campanhas Encontros Cursos Pesquisas Outros total

15 67 5 6 77 16 16 202

17

Atividades de EA cadastradas na REPEA - Relatório parcial NOVEMBRO/2003

94 100 90 80 70 60 nº de atividades 50 40 30 20 10 0
EA nas escolas EA na comunidade EA nas Unidades de conservação Pesquisa em EA EA nas empresas Redes de EA

60

12

12 6 6

As atividades de EA desenvolvidas na escola abordam os seguintes temas
Resíduos sólidos, reciclagem Agenda 21 escolar Maquete ambiental Recursos Hídricos Consumo e desperdício de Água, recursos hídricos Áreas verdes, plantio de árvores Diagnóstico ambiental Direito ambiental Consumo responsável e qualidade de vida Capacitação de professores Instrumentos de EA: aprendendo com animais, fotos, quadros, poemas, performances, fantoches Alunos da comunidade rural Biodiversidade urbana Biomonitoramento das águas e do ar Multiplicadores ambientais Meio urbano e Mata Atlântica Grafite nas escolas

18

EA na comunidade
Resíduos sólidos, geração de renda, cooperativas Recursos Hídricos, área de manancial Comitês de Bacias, políticas públicas. Voluntariado Melhor idade Agenda 21, planejamento urbano, comitês locais. Direito e gestão ambiental Sensibilização: biodança, autoconhecimento, co-responsabilidade Valores e ética Consumo sustentável Economia doméstica Plantio de árvores Lazer, colônia de férias Centros de EA

EA nas empresas
Recursos hídricos, saneamento Agricultura orgânica Resíduos sólidos, coleta seletiva, resíduos da área da saúde Responsabilidade social EA para jovens

Pesquisa em EA
Contextualização histórica Tecnologia em comunicação (TV, internet). Curso de formação de monitores Desenvolvimento da percepção dos problemas ambientais Funcionamento de uma comunidade rural ecológica Educação e conscientização em sub-bacias Qualidade das águas através de bioensaios Reaproveitamento de materiais descartáveis Mídia em EA

2.2 REASUL Paraná Atividades em EA no Paraná
Atividades Programas Projetos Total 18 61

19

Campanhas Encontros/Sem/Cong Cursos Outros TOTAL

4 6 9 3 101

Principais demandas em EA identificadas pelas instituições
Principais demandas identificadas: Capacitação em EA Capacitação de Gestores Capacitação para formadores de opinião Geração de indicadores em EA Financiamento de projetos Programas e Atividades em EA Total 82 52 52 39 37 19

Área de abrangência das atividades em EA*
local regional regional ou nacional 65,2 % 19,54% 15,26%

*dado gerado com base em informação diagnóstico (cf. REASUL, 2004:20) Objetivo das Atividades em EA
Atividades desenvolvidas pelas instituições Sensibilização Mobilização Capacitação para ensino não-formal 36 26 22

Publico alvo dos projetos de EA
Ensino Fundamental Ensino Médio Professores Educação infantil 47 32 23 17

Estas Atividades em sua maioria envolvem processos de conscientização e sensibilização. Os Temas mais trabalhados são conservação da natureza, educação, problemas ambientais urbanos (em especial lixo), e cidadania. Santa Catarina Atividades em EA em Santa Catarina
ATIVIDADES Programas Total 26

20

Projetos Campanhas Encontros/Semin/Congressos Cursos Outros TOTAL

139 4 6 9 3 187

Objetivo das atividades em EA em Santa Catarina
Atividades desenvolvidas pelas instituições Sensibilização de grupo de atores para as questões ambientais Mobilização Comunitária Capacitação para ensino formal Capacitação para ensino não-formal 16 15 13 12

Rio Grande Do Sul Atividades em EA no Rio Grande do Sul
ATIVIDADES Programas Projetos Campanhas Encontros/Semin/Cong Cursos Outros TOTAL Total 10 50 6 8 74

Quadro síntese da relação Programa e Projeto na REASUL (PR,SC e RS) Estado Programas Projetos PR 18 61 SC 26 139 RS 10 50

2.3 AGUAPÉ Atividades em EA
Programas Projetos Campanhas Encontros/ Sem/Cong Cursos Outros TOTAL 03 31 01 01 14 -50

21

Atividades Desenvolvidas Pelas Instituições
Sensibilização Mobilização Capacitação Ensino Formal Capacitação Ensino Não Formal Produção de Material Pedagógico Outros 29% 28% 17% 11% 11% 4%

Área de Abrangência das Atividades
Municipal 62% Estadual 38%

Área de atuação de Programas e Projetos
Urbana Rural 61% 39%

Público Alvo das Atividades em EA
Estudantes Professores Empresários Ongs Sindicatos Técnicos/ Gestores/ Órgão Público Comunidade/ Associações Povos Indígenas/ Tradicionais 44% 26% 5% 7% 3% 3% 8% 4%

Financiamento para Programas e Projetos
Governo Federal Governo Estadual Governo Municipal Ong. Nacional Ong. Internacionais Iniciativa Privada Outros Próprio 12% 23% 21% 9% 5% 11% 7% 12%

2.4 RAEA Publico alvo dos projetos de EA
Estudantes Ensino Médio e Fundamental Comunidades e Associações Comunitárias 77 76

22

Professores Técnicos e Gestores de órgãos governamentais Empresários, Comerciantes e Produtores

48 12 7

Objetivo das Atividades Desenvolvidas Pelas Instituições
Sensibilização/mobilização/conscientização Capacitação Divulgação Criação de Conselhos, produção de documentos/políticas e Programas de EA Pesquisa e diagnóstico 79 23 12 13 9

3. EDUCADORES 3.1 REPEA A Repea apresenta duas quantidades relativas a educadores/ pesquisadores/ especialistas em EA, variando conforme o conjunto universo a partir do qual são calculadas. U niverso I II respon dentes 2043 431 Educador/pesq/espe cialista. 592 189 % 29% 44%

O universo (I) se compõe de 2.043 respondentes cadastrados no banco de dados da REPEA em nov/2003. Dentre estes se destacou um subconjunto denominado universo (II) relativo a 431 que responderam o questionário completo No universo (I) 29% ou 592 dos respondentes cadastrados se declararam educadores/ pesquisadores/ especialistas em EA. No universo (II) 44% ou 189 dos respondentes cadastrados se declararam educadores/ pesquisadores/ especialistas em EA Formação das pessoas que fazem EA
Formação Ensino médio Universo I 12% Universo II 10% 50%%

Ensino superior completo ou 61%

23

em andamento Especialização Mestrado Doutorado Pós-doutorado

(destes, 75 a 98% é de estudantes universitários). 24% 8% 4% 1%

41% 12% 6% 1%

Área de atuação/público alvo:
Atuação/público alvo Ensino fundamental Universo I 29% Universo II 41% 32% 40% 30%

Ensino médio 19% Comunidades ou 14% associações comunitárias ONGs 9%

Ambiente de atuação
Ambiente Urbano Rural Áreas naturais (APA, UC etc) Universo I 69% 23% 28% Universo II 82% 40% 38%

Articulação
Articulação/participação em ONGs Redes/ Listas de discussão Comitês de Bacias Fóruns de EA Conselhos, Comissões e Câmaras Técnicas Universo I 17% 9% 7% 5% Universo II 48% 26-27% 22% 13-14%

Demandas
Tipo de demanda Financiamento atividades Capacitação educadores Efetivação programas/atividades Capacitação gestores/tomadores de decisão Capacitação formadores opinião Acesso à informação Geração de indicadores
Universo I Universo II

41 51 38 34 35 33 23

69 66 60 50 50 41 37

24

Temas
1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º Temas Agenda 21/ diagnóstico local Consumo e desperdício Manejo e conservação dos recursos hídricos Ética/ Estética/ Valores ambientais Pesquisa e Avaliação Ambiental Gestão de resíduos Reflorestamento/ plantio de árvores Ecoturismo e trilhas Recuperação de áreas degradadas Políticas públicas Universo II 40 39 33 33 33 31 29 27 26 25

Divulgação de informações na Internet
Divulga Internet Não Sim Informações na Universo I 61,56 38,44 Universo II 73 26

3.2 REASUL Paraná
EDUCADORES/ ESPECIALISTAS/PESQUISADORES = 150 Tipo de instituição que atuam Universidade Ensino Médio e Fundamental ONG/OSCIP Governamental Empresas Fundações Publicas Fundações Privada Total 22 43 31 41 6 3 4

Santa Catarina
EDUCADORES/ ESPECIALISTAS/PESQUISADORES = 155 Área de atuação dos educadores/ especialistas/ pesquisadores Órgãos Governamentais 43

25

Universidades Ensino Médio e Fundamental ONGs/OSCIP Fundações Públicas Empresas Associações Fundação Privada

39 21 14 04 04 01 01

Principais demandas identificadas: Capacitação em EA Capacitação de Gestores Capacitação para formadores de opinião Geração de indicadores em EA

Total 50 28 22 15

Rio Grande do Sul EDUCADORES/ESPECIALISTAS/PESQUISADORES = 380 3.3 AGUAPÉ

EDUCADORES/ESPECIALISTAS/PESQUISADORES = 60 Formação Profissional dos Educadores
Especialização Graduação Mestrado Ensino Médio Mestrado 38% 26% 17% 17% 2%

Área de Atuação dos Especialistas em EA
Educação Infantil Ensino Fundamental Ensino Médio Ensino Superior Especialização Mestrado 18% 31% 35% 8% 5% 3%

Demandas em EA que necessitam de apoio
Capacitação de Gestores em EA Capacitação em EA 17% 20%

26

Geração de Indicadores em EA Capacitação para formadores de opinião Financiamento de Projetos Programas e Atividades em EA

14% 17% 20% 12%

3.4 RAEA EDUCADORES/ESPECIALISTAS/PESQUISADORES = 73

4. CURSOS 4.1. REPEA Cursos de Pós-Graduação (lato senso) Ouros cursos (capacitação, ongs, órgãos públicos, escolas etc) 4.2 REASUL Paraná
Cursos de Pós-Graduação (lato senso) Outros cursos (capacitação, Ongs, órgãos públicos, escolas etc) total 1 6 7

6 77

Santa Catarina
Cursos de Pós-Graduação (lato senso) Outros cursos (capacitação, Ongs, órgãos públicos, escolas etc) total 4 20 24

Rio Grande do Sul
Pós-Graduação ( lato e estrito senso) Outros cursos (ensino médio, técnico e profissionalizante) Total 8 1 9

27

4.3 AGUAPÉ Especializações Lato Senso (com linhas em EA) Pós Graduação (lato senso) 1 Outros cursos (capacitação, 13 ONGs, órgãos públicos, escolas etc)

4.4 RAEA Cursos de Pós-Graduação (lato senso) Outros cursos (capacitação, ONGs, órgãos públicos, escolas etc) nenhum 8

III. DISCUSSÃO DOS DADOS
A seguir discutimos os dados sistematizados no item II deste relatório. Em alguns casos elaboramos algumas tabelas adicionais, apenas a título de melhor visualização e síntese dos dados. A análise dos dados deve considerar, primeiramente, o contexto de realização da Pesquisa. Neste sentido, cabe destacar que os diagnósticos estiveram associados ao processo de implantação (nos casos das redes Acre e Aguapé) ou expansão (nos casos das redes paulista e Sul) das redes que o conduziram. As idas a campo dos pesquisadores para realização das entrevistas para os diagnósticos também era, em algumas redes, ao mesmo tempo, atividade de divulgação da rede e sensibilização de ações, apoios e adesão de novos membros institucionais. Quanto ao levantamento dos dados, estes foram obtidos basicamente através da aplicação dos questionários e contaram com vários procedimentos de coleta. Entre estas foram mencionadas: respostas via Internet (SIBEA; sites das redes); aplicação presencial através de visitas de pesquisadores nos municípios da região; envio por via postal; vinculação da inscrição em seminários estaduais ao preenchimento de questionários; participação em reuniões, seminários e eventos de EA para apresentação do diagnóstico e coleta de dados; utilização de rádios e espaços públicos locais.

28

AS INSTITUIÇÕES DE EA As instituições de EA estão presente em maior número nos estados de SP e do Sul. Foram identificadas 435 instituições de EA pela REPEA no estado de São Paulo e 263 pela REASUL nos três estados da Região Sul. A Rede Aguapé levantou 38 instituições e a RAEA identificou 11 instituições no estado do AC. Instituições de EA por Rede
REDES REPEA REASUL AGUAPÉ RAEA INSTITUIÇÕES 435 263 38 11 OBSERVAÇÕES SP PR, SC, RS. municípios-polo MT e MS AC

Vejamos como estes dados se distribuem por estado: Instituições de EA por estado
SP RS SC PR MT e MS AC 435 158 61 44 38 11

Pode-se observar uma distância bastante grande entre os números da região Sul e SE para o estado do Acre. Deve-se levar em conta a diferença populacional e de densidade socioeconômica que caracteriza as regiões brasileiras. Como sabemos, as regiões sul e sudeste concentram população e redes institucionais, sociais e econômicas. Contudo, vale remeter estes dados também a uma comparação com o diagnóstico sobre região amazônica realizado pela WWF-Brasil (Sato, Tamaio e Medeiros, 2002)9, onde o número de instituições e projetos levantado para cada estado da região amazônica é detalhado. Neste estudo, no estado do AC, por exemplo, são identificadas 9 instituições e 32 projetos em EA. EA É PÚBLICA, SOCIAL E, EM MENOR ESCALA, PRIVADA.

9

Conferir Sato, M, Tamaio, I. Medeiros, H. Reflexos das cores amazônicas no mosaico da educação ambiental. Brasília, WWF Brasil, 2002.

29

Quanto ao perfil destas instituições pode-se observar que grande parte das instituições que fazem EA são públicas (órgãos federais, estaduais e municipais; escolas de ensino médio e fundamental; universidades). Estas vêm seguidas por ou organizações sociais (instituições da sociedade civil o ou mistas como conselhos e consórcios) e finalmente, coma menor parcela, estão as instituições privadas que fazem EA. AS ATIVIDADES EM EA As atividades em EA por Rede
REDES REPEA REASUL Rede Aguapé RAEA ATIVIDADES 190 362 50 143 OSERVAÇÕES (158 c/cadastro completo) (PR/SC/RS) Municípios-polo MT e MS (projetos, programas e outras atividades) AC

Vejamos estes dados por estado: Atividades em EA por estado
SP SC AC PR RS MT e MS 190 187 143 101 74 50

A relação entre instituições e atividades de EA nos estados Instituições e atividades em EA por estado
estado SP RS SC PR MT e MS AC instituições 435 158 61 44 38 11 atividades 190 74 187 101 50 143

Considerando os dados que relacionam instituições e atividades em EA por estados a concentração de projetos acompanharia a densidade institucional, com exceção do AC. No caso do AC surpreende relação a alta presença de atividades e o pequeno número de instituições levantado pela RAEA (143 projetos para 11

30

instituições). Este resultado pode estar sofrendo alguma distorção em função do critério muito amplo de classificação das atividades desenvolvidas pelas instituições componentes da rede como atividades de EA. Considerando a situação interna dos estados dentro do bloco da REASUL, destaca-se a situação do RS que identificou o maior número de instituições (158) e o menor de atividades (74). Este resultado provavelmente alude ao grande número de instituições de ensino atuando em EA neste estado pioneiro na oferta de formação universitária em EA no país cuja atividade fim é a produção de conhecimento em forma de monografias e dissertações não contempla, na mesma proporção, ações de intervenção ou extensão. Estes resultados acadêmicos não entram na categoria atividades em EA . A situação de SC, por sua vez, cuja relação entre instituições de ensino e de intervenção talvez seja mais equilibrada, é a que conta com a maior proporção instituição-atividade (3 atividades por instituição) entre os quatro estados da Região Sul-Sudeste (SP, PR, SC, RS). A EA está associada predominantemente a ações de sensibilização/mobilização seguidas de capacitação Quanto ao perfil destas atividades, considerando todos os 4 diagnósticos parece haver uma predominância das atividades de mobilização/sensibilização seguidas pelas atividades de capacitação. Atividades de pesquisa em EA são as menos mencionadas. Mais Projetos que Programas: predominam as ações da sociedade civil sobre as políticas públicas na EA? O diagnóstico da destaca-se para os três estados o elevado número de projetos (250), seguidos de programas (54) e só então de outras atividades como campanhas, congressos, cursos e outros. A rede Acre identifica 46 projetos e 6 programas. Na rede Aguapé também os projetos (31) são em número bem maior do que os programas (3). O mesmo acontece na PEPEA que levanta mais projetos (67) que Programas (15), ressaltando ainda em sua análise qualitativa dos educadores (REPEA, 2004:11), o fato das condições do trabalho de EA darem-se via a multiplicação de projetos. É interessante pensar que os itens Projeto e Programa representam, de certa forma, a relação entre ações da sociedade civil, geralmente formatados na modalidade de projetos e ações de políticas públicas mais afeitas à configuração de programas de ação institucionais. Sugerimos que as outras redes também ofereçam este dado para suas regiões, de modo a podermos ver se esta é uma tendência também nas outras regiões.

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OS EDUCADORES/ESPECIALISTAS/PESQUISADORES Entre os 4 estados que disponibilizaram dados, RS e SP se destacam com as maiores concentrações de educadores/especialistas/pesquisadores. Observando os dados por rede destaca-se o maior número de educadores/especialistas/pesquisadores em EA na REASUL, seguido pela PEPEA. Não há informações sobre este item fornecido pelas redes Acre e Aguapé. Educadores/especialistas/pesquisadores por rede
Rede REASUL REPEA Rede Aguapé RAEA Educador/pesq./especialista 685 592 60 73

O desdobramento dos dados por estado evidencia o grande número de educadores/especialistas/pesquisadores no RS, também líder em instituições de EA. Estes dados sugerem o efeito da presença do único programa de PósGraduação estrito senso (mestrado) em EA no Brasil neste estado, na cidade de Rio Grande, na Fundação Universitária Rio Grande-FURG. Esta universidade é um dos elos da REASUL e principal responsável pelo registro de informações sobre EA junto ao SIBEA para o RS. Assim, tanto a formação substantiva de uma ampla rede de educadores e instituições nesta região estimulada pela formação de especialistas e pesquisadores em EA pela FURG, quanto o levantamento sistemático apoiado pelo SIBEA são fatores que contribuíram para que estes dados se evidenciassem no diagnóstico.

Educadores/especialistas/pesquisadores por estado
RS SP SC PR MT e MS AC 380 592 155 150 60 73

CURSOS:

PREDOMINAM CURSOS DE CURTA DURAÇÃO NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR AMBIENTAL

Apesar da categoria cursos ter sido contemplada na metodologia e objeto de um dos questionários previstos entre os instrumentos da pesquisa (vide anexo 3, questionário Conhecendo os cursos de EA ), o questionário relativo a cursos não foi aplicado. Os dados sobre cursos apareceram em dentro do questionário

32

sobre atividades em EA. Os cursos ai identificados, em sua grande maioria são ações de capacitação e cursos de curta duração realizados por ONGs, secretarias municipais de educação e meio ambiente, escolas etc. Num segundo momento, após o seminário de julho de 2004, as redes fizeram um novo levantamento, desta vez, identificando os cursos de caráter acadêmico do tipo Pós-Graduação Lato Senso (especialização) com pelo menos 360hs e estrito senso em educação ambiental. Assim, sintetizando os dados anteriormente apresentados no item II deste relatório temos:
Redes Pós Graduação lato senso (Especialização 360hs) 6 12 1 0 19 Pós-Graduação estrito senso (mestrado) 0 1 0 0 1 Outros cursos (curta duração) 77 27 13 8 125

REPEA REASUL Aguapé REAEA total

Pelo quadro acima podemos ver que predominam no Brasil os cursos de curta duração como modalidade mais numerosa entre os levantados pelas redes (125). Os cursos de especialização (19) representam apenas uma pequena fatia das possibilidades de formação em EA em nível de Pós-Graduação e há um único curso no Brasil de Pós Graduação estrito senso que é o mestrado em EA da FURG (RS). Não foram levantados dados comparativos para ensino médio e graduação, mas poderíamos dizer que, nestes níveis de ensino, é pequena a presença de formação específica em EA. A formação em nível de aprofundamento ou mesmo profissionalização EA conta com uma oferta ainda pequena face ao número de educadores/especialistas e pesquisadores, bem como do numeroso público interessado em EA que vem acompanhando os seminários regionais e os Fóruns Nacionais nestes últimos anos.

IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como se pode verificar ao longo deste relatório, o conjunto de dados gerados a partir dos diagnósticos traz importantes informações sobre o estado da arte da EA nas redes pesquisadas. Uma primeira análise comparativa do conjunto dos dados parece reiterar, na esfera da EA, algumas diferenças e desigualdades regionais que também conhecemos através de outros indicadores sociais.

33

A heterogeneidade na realização da pesquisa em cada região permanece afetando a interpretação e comparação dos dados. Contudo, nestas considerações finais destacamos problemas que parecem nuclear eixos para reflexão sobre o desenvolvimento da EA nos desenvolvimento como prática educativa. ALGUMAS QUESTÕES PARA REFLETIR A PARTIR DOS DIAGNÓSTICOS O que é mesmo uma atividade de EA? O entendimento do que seja uma atividade de EA parece não ser ainda um conceito plenamente compartilhado no conjunto das redes. Há variação na interpretação do que seja uma atividade de EA, o que mostra que o conceito de EA encontra-se ainda em um nível pouco consolidado de apropriação pelo conjunto das redes que são os agentes mais identificados com esta prática em suas regiões.

Mais projetos que programas na EA: democratização e ambientalização da sociedade ou precarização? Chama atenção a predominância da modalidade projeto nas atividades de EA sobre a modalidade programa. Podemos supor que se tratam, neste caso, de projetos sociais, tomados aqui como: ações de intervenção social, planejadas segundo objetivos, com tempo e recursos previamente definidos, geralmente proposta por entidades da sociedade civil e apoiada com recursos públicos e/ou privados10. A forte presença dos projetos sociais como via de realização de ações parece ser uma tendência em vários setores desde meados dos anos 90. Neste período assistimos às mudanças nas políticas de cooperação internacional e a crise de financiamento das ONGs; bem como a crise de financiamento e conseqüente focalização das políticas públicas pelo Estado Nacional, endividado e restringido em sua ação reguladora e universalizadora de direitos pelo acirramento das políticas neoliberais e da globalização financeira. No cenário econômico nacional e internacional assistimos neste período a crise do mundo trabalho, com perda das expectativas de estabilidade, aumento do desemprego, precarização do emprego e da empregabilidade associado a emergência do mercado informal e de variadas formas de terceirizacao. A convergência destes processos sociais corroborou para a valorização da modalidade projetos sociais como uma das

10

No campo da educação a palavra projeto está associada ä pedagogia de projetos, de origem escolanovista, presente em várias metodogolgias educacionais. Ao falar de projetos sociais não estamos nos referindo a projetos como metodologia de ensino-aprendizagem.

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saídas para estruturação de ações de intervenção social: ágeis, de baixo custo, flexíveis, sem o peso de gerar empregados fixos e seus custos. Pensando na perspectiva onde os projetos sociais são as saídas possíveis para ação em tempos de crise, poderíamos nos perguntar em que medida a predominância dos projetos sobre os programas na EA poderia estar associada às atuais condições de precarização do trabalho ilustrada na referida mobilidade dos educadores ambientais apontada pela REPEA, que transitam entre vários projetos conforme a disponibilidade de recursos ou projetos aprovados podemos supor que também compõe este cenário a crise do Estado e a flexibilização do trabalho de um modo geral e na educação em particular. Contudo, não se pode deixar de considerar que, esta mesma realidade também reflete a capacidade de resposta propositiva da sociedade e um Estado mais aberto à participação e diálogo com a sociedade. Neste sentido, a grande aceitação desta modalidade de ação por projetos sociais também pode indicar um alto nível de engajamento da sociedade civil na proposição de ações em EA. Esta análise corroboraria na direção de supormos um aumento da capacidade de ação da sociedade brasileira, sua ambientalização, e a democratização dos recursos materiais e simbólicos (formação, autonomia política, gerencial etc) para intervir propositivamente na área ambiental, em ação complementar às políticas públicas, representadas pelos Programas. Provavelmente este dado nos fala do cruzamento de ambos os processos na atual conjuntura sócio-histórica. No Brasil dos anos 2000 tanto vivemos numa sociedade mais fortalecida em sua capacidade de ação e organização, quanto também mais fragilizada pelos processos de globalização neoliberal que enfraquece o estado nacional, reduz sua a capacidade de universalização de direitos (como a educação) pela via de políticas públicas contínuas e duradouras. Este processo leva igualmente a uma precarização das condições de trabalho, das instituições e da estabilidade da inserção profissional. Isto deixa o educador, assim como outros trabalhadores sociais, à deriva, num mar de projetos como modalidade predominante para realização de ações. Como sabemos, projetos sociais são ações muito importantes para gerar inovações e experiências piloto. Entretanto, seguem sendo ações pontuais, no sentido de serem limitadas no tempo (curta ou média duração), de caráter inovador e complementar, mas nunca substitutivo das políticas públicas.

35

V. RECOMENDAÇÕES
As recomendações e se dividem em sugestões de caráter mais metodológico e outras de cunho formal, pensando tanto na divulgação dos estudos realizados como também na continuidade desta pesquisa através de novos estudos e/ou estudos complementares. Afinal esta pesquisa que apenas começou não deveria ser descontinuada tendo em vista a relevância de um acompanhamento sistemático e reflexivo da EA no Brasil.
FORMATAÇÃO DOS DIAGNÓSTICOS

Tendo em vista a possível publicação dos diagnósticos seriam interessante adotar uma estrutura comum para a apresentação destes estudos que se expressaria sumário comum. Isto poderia ser feito com base na seguinte sugestão de formatação do documento: Roteiro para formatação dos diagnósticos Capa (nome do projeto, instituição responsável, período de realização, local e data de finalização) Folha de rosto (equipe executora e instituições envolvidas na realização do diagnóstico) Sumário; Resumo executivo; Introdução; Objetivos; metodologia; Apresentação e discussão dos dados: as pessoas que atuam em EA; as instituições que atuam em EA; as atividades (ações, projetos e programas) desenvolvidas Considerações finais Bibliografia Relação de siglas Anexos (modelos dos questionários utilizados e outros) Ficha-Resumo Elaboração de uma ficha-resumo do diagnóstico, a ser incluído, sob o título de resumo executivo, no início do relatório contendo os seguintes dados:
o o o o Título: conhecendo os números da EA na Rede (Nome da Rede) Área de abrangência (Região/Estados/municípios/ecossistema): As instituições de EA As atividades de EA

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o o

Os educadores/pesquisadores/especialistas Data da realização do diagnóstico

DIFUSÃO DOS DIAGNÓSTICOS Recomenda-se a difusão dos diagnósticos nos seguintes âmbitos: Difusão intra-redes: Disponibilização dos diagnósticos regionais para todas as redes Disponibilização do relatório Uma leitura dos diagnósticos para todas as redes Difusão para comunidade de EA Apresentação dos diagnósticos em mesa redonda no V Fórum de EA Elaboração de artigos analíticos sobre os diagnósticos tanto sobre cada um deles e/ou quanto sobre o conjunto deles, pois ambas as possibilidades são importantes com dados sistematizados e interpretados e sua publicação em revistas especializadas de EA Disponibilização de artigo na rede eletrônica REBEA e banco de publicações da RITS Publicação de um folder e/ou cartilha pela REBEA com apresentação dos dados resumidos dos 4 diagnósticos, a exemplo do folder da REPEA Resultados do Projeto Fortalecendo a REPEA I . Difusão para sociedade Matéria de divulgação jornalística e/ou entrevista com representante(s) da REBEA e Redes para jornais diários. Distribuição de release para programas e publicações de orientação ambiental (Caderno de ecologia/ambiente/comunidade de Jornais diários como Valor econômico, gazeta mercantil, FSP, Zero Hora etc). RUMO A UM DIAGNÓSTICO NACIONAL Ampliar a área de abrangência desta etapa de diagnósticos para alcançar um diagnóstico da EA em todo país. Isto significa a realização de novos diagnósticos, incluindo os estados da região Ne e completando os estados da região SE e N. Esta meta poderia orientar uma política de pesquisa e produção de dados sobre EA da REBEA/FNMA. DEFININDO UM CONCEITO DE EA Recomenda-se o aprofundamento de um conceito comum de EA. Este, mesmo guardando alguma variação relativa à diversidade de ênfases que pode

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adquirir, necessita constituir-se como conceito operativo, substantivo o bastante para formar uma comunidade e sustentar uma prática educativa consistente. A elaboração e a partilha da reflexão sobre os fundamentos da EA se torna cada vez mais importante no cenário de fortalecimento e profissionalização da EA no Brasil. A REBEA e as Redes regionais são espaços privilegiados para incluir e estimular em seus programas de atividades espaços para formação e aprofundamento que contemplem esta preocupação. UMA AGENDA PARA O DEBATE SOBRE EA E SOCIEDADE Considerando as transformações sociais destacadas no item anterior: mais sociedade civil que Estado na EA , sugere-se o estabelecimento de uma agenda de debates que reflita sobre as condições da prática da EA na sociedade brasileira e no atual contexto internacional de globalização. Isto implica em enfrentar não apenas as questões operacionais, políticas e pedagógicas internas à EA, mas também problematizar a EA no atual contexto sócio-histórico. Esta preocupação parece já estar de certa maneira presente na comunidade dos educadores ambientais, como se pode observar pela programação do V Fórum que incorpora a reflexão social mais ampla, com a participação de pensadores destacados nesta área como Boaventura de Souza Santos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Fundação Universitária Vale do Itajaí. O olhar da REASUL sobre a educação ambiental na Região Sul: Relatório do diagnóstico parcial (2002-2003). Itajaí, fevereiro de 2004. 49p (mimeo) REPEA. Diagnóstico da EA no estado de São Paulo. Fase I novembro de 2003. São Paulo, 2004. 46p. (mimeo) maio a

RAEA. Diagnóstico preliminar de educação ambiental nos municípios acreanos, no período de 2000 a 2003. Rio Branco, 2004.28p. (mimeo) Aguapé - Rede Pantanal de educação ambiental. Relatório final da meta diagnóstico. Cuiabá, 2004. 80p. (mimeo)

ANEXOS

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ANEXO 1: SEMINÁRIO SOBRE O DIAGNÓSTICO DA EA

NOV/2002

SEMINÁRIO METODOLOGIA PARA O DIAGNÓSTICO DA EA PROJETO TECENDO CIDADANIA / CONV. FNMA 46/02 REBEA/ECOAR/UNIVALI/WWF/SEMASA/ECOMARAPENDI APOIO: SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DIVISÃO TÉCNICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL São Paulo: 04/11 05/11 SP

Coordenação geral: Viviane Amaral gerente projeto Tecendo Cidadania Coordenação elaboração documento final de recomendações às Redes e elaboração dos questionários Isabel de Carvalho (consultora) Relator memória reunião: dia 04/11 - Antonio Guerra dia 05/11 Viviane Amaral Participantes: Ana Cristina Pereira Rede Pantanal UFMS André Muggiati Editor Site REBEA/Tecendo Cidadania Antonio Fernando S. Guerra UNIVALI/REASul/REBEA Consultor Tecendo Cidadania Claudete Padilha de Souza- Rede Pantanal- ECOA Secr. Est. Educ. Campo Grande-MS Eduardo Quartim ECOAR Emerson Cordeiro _SIBEA-MMA Francisco Mendes estagiário Núcleo de Conteúdo Tecendo Cidadania Haydée Torres de Oliveira Rede Mun. E A - S. Carlos -parceira do Projeto da REPEA- consultora Tecendo Cidadania - REBEA Heitor Queiroz de Medeiros REMTEA/REBEA consultor do levantamento diagnóstico do WWF consultor Tecendo Cidadania Isabel Cristina Moura Carvalho consultora Tecendo Cidadania/REBEA Larissa Costa WWF- Coord. Programa de EA REPEA/REBEA Laura Olivieri Rits coordenadora de redes Luiz Afonso Vaz de Figueiredo consultor Tecendo Cidadania/REPEA/REBEA Mara Rodrigues SIBEA/MMA Mônica Pilz Borba REPEA, 5 Elementos/REBEA Patrícia Mousinho Ecomarapendi RJ/ Rede Sudeste/REBEA Patrícia Otero REPEA/Meio Ambiente Regina Peres Mater Natura REASul Rose Mary Gottardo Diretora Divisão Técnica de Educação Ambiental SMMA - SP Rosely Sztybe- Sec. Meio Ambiente de SP (pós-graduação USP

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ANEXO 2

PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O DIAGNÓSTICO

2002

Proposta Metodológica

Introdução Este diagnóstico abordará/cobrirá uma amostra representativa das práticas de EDUCAÇÃO AMBIENTAL em algumas regiões brasileiras na área de abrangências das 5 redes (REBEA, REASul, REPEA, Rede Pantanal e Rede Acre) que tiveram projetos aprovados pelo FNMA (Edital 07/2001) Contextualização do diagnóstico Os projetos das redes devem ter como ponto de partida e como subsídio os diversos levantamentos/diagnósticos realizados anteriormente. No desenvolvimento desses trabalhos foram identificadas potencialidades e limitações, que nos permitem (re)pensar caminhos e opções metodológicas, além de fornecerem dados fundamentais para a alimentação inicial dos diagnósticos propostos pelas redes participantes. Entre esses documentos de referência destacam-se: Educação Ambiental nos Municípios realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Administração Pública da Fundação Faria Lima (CEPAM) (SP) (Coord. Silvia Pompéia e Elisabete Ferreira) (?) Educação Ambiental: Experiências e perspectivas (Pagnocheschi, 1993). Artigos do Marcos Sorrentino e da Silvia Pompéia. Levantamentos feitos pela CEAM/SMA-SP: EDUCAÇÃO AMBIENTAL na escola pública (?), EDUCAÇÃO AMBIENTAL em Unidades de Conservação e Produção (?), EDUCAÇÃO AMBIENTAL no ensino Superior (1989?), Centro de Referência em EDUCAÇÃO AMBIENTAL (Boletins mensais), Guia Bibliográfico de EDUCAÇÃO AMBIENTAL, Catálogo Videoteca Vide Ambiente (1996, 3. ed.), entre outros. Levantamento Nacional de Projetos de EDUCAÇÃO AMBIENTAL (MMA/MEC, 1997) Muda o Mundo, Raimundo! EDUCAÇÃO AMBIENTAL no Ensino Básico do Brasil (MMA/WWF, 1997?) Avaliando a EDUCAÇÃO AMBIENTAL no Brasil: Materiais impressos (ECOAR, 1996), audiovisuais (ECOAR, 2001) Quem é Quem na EDUCAÇÃO AMBIENTAL? (BDT, 1999?, 1ª versão) , Quem é Quem na Biodiversidade (BDT, ?), Banco de Dados em EDUCAÇÃO AMBIENTAL; Será utilizado como referência para os projetos das redes o Levantamento Diagnóstico das Experiências em EDUCAÇÃO AMBIENTAL na Região Amazônica (Sato et al., 2002), cujas aprendizagens nos permitem refletir sobre a importância da participação, mobilização e articulação inserida no processo de analisar o estado da arte em EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Outro material norteador dos levantamentos é o Sistema Brasileiro de Informações em Educação Ambiental e Práticas Sustentáveis (SIBEA), que tem

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como enfoque a questão da abrangência, do levantamento exaustivo, da qualidade dos dados e nos permite igualmente pensar nas metas e produtos finais dos projetos em questão. 2)Área de abrangência Os diagnósticos deverão ter como área de abrangência o critério de territorialidade geopolitica, se organizando a partir das unidades da Federação (Estados e DF). Dentro deste recorte básico as redes podem definir sub-recortes considerando outras territorialidades como bacias hidrográficas, biomas e outras. 3) Tempo de realização: Vão variar entre 05 meses (Rede Pantanal) e 12 meses (REASul e REPEA) com previsão de término para o conjuntos dos diagnósticos o prazo de novembro de 2003 quando a REBEA vai analisar o conjuntos dos diagnósticos. Orientações Metodológicas Nossos pressupostos metodológicos são: descentralização, participação, interatividade, mobilização, articulação, compartilhamento de informações, inclusão/visibilidade da diversidade de práticas de EDUCAÇÃO AMBIENTAL. 4.1 Procedimentos As redes deverão contemplar no seu diagnóstico um mapeamentos dos levantamentos/diagnósticos já existentes nas suas regiões; Explicitar a área de abrangência com recorte básico e sub-recortes adotados; A coleta dos dados será feita a partir de questionários, aplicados presencialmente e ou à distância mediante papel impresso e ou meio eletrônico. A pesquisa deverá contemplar no mínimo questionário elaborado durante este seminário e as categorias organizadoras do banco de dados do SIBEA, para garantir a sua alimentação. A coleta deve ser a mais descentralizada possível, garantindo a participação dos elos e parcerias locais. A aplicação dos questionários deve envolver a capacitação de possíveis multiplicadores para ampliar a capilaridade e a representatividade do diagnóstico. O Diagnóstico deve alimentar dentro do SIBEA: Instituições, Programas, Projetos, Cursos, Especialistas, Em relação à categoria práticas sustentáveis discutiu-se que por ser uma categoria avaliativa e implicar em indicadores de avaliação não será incluída no diagnóstico. No entanto, recomenda-se que os questionários incluam questões relativas a indicadores de sustentabilidade dos projetos/programas para uma futura avaliação. Sugestão de indicadores: Sugere-se como indicadores de sustentabilidade: regeneração de ecossistemas, capacidade de multiplicação do projeto/programa, duração no tempo/continuidade do projeto/programa

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Resultados esperados Um perfil das instituções/programas/projetos/especialistas que fazem EDUCAÇÃO AMBIENTAL nas áreas de abrangência dos levantamentos; Alimentação do SIBEA e disponibilização dos dados para consulta e pesquisa; Fortalecimentos das redes; Fortalecimentos da parceria entre o MMA/SIBEA e as redes de EDUCAÇÃO AMBIENTAL; Visibilidade das práticas de EDUCAÇÃO AMBIENTAL; Socialização das informações em EDUCAÇÃO AMBIENTAL; Identificação de demandas e recomendações para políticas públicas 7) Disseminação dos resultados A publicização dos resultados deve ser garantida através de meios eletrônicos, site das redes, site do MMA, SIBEA, etc... e meios impressos quando possível. Recomenda-se ainda a realização de encontros presenciais regionais para devolução dos resultados na área de abrangência dos diagnósticos e sua divulgação nos meios de comunicação locais, regionais e nacionais, artigos em periódicos e em encontros científicos e temáticos. ANEXO 3 - QUESTIONÁRIOS UTILIZADOS PELAS REDES ESTADUAIS DE EA CONHECENDO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL Introdução A aplicação deste questionário tem por objetivo elaborar o diagnóstico da educação ambiental no universo das instituições, dos especialistas e das atividadess (programas/projetos/cursos etc) de educação ambiental no país. O questionário será aplicado inicialmente no âmbito de 5 Redes de EA (Rebea/Repea/Reasul/Pantanal e Acreana) em parceria com o Programa Nacional de Educação Ambiental do MMA. Como Preencher o Questionário? 1o - Iniciar coletando os dados da INSTITUIÇÕES DE EA 2o - Coletar os dados de ATIVIDADES DE EA da instituição, que poderá ser um programa que se divide em Programas/Projetos/Pesquisas/Seminários ou Cursos ou outras atividades. Cada uma destas atividades deve ser cadastrada separadamente, preenchendo um formulário para cada uma. 3o - Os coordenadores destas atividades devem ser cadastrados como ESPECIALISTAS OU EDUCADORES AMBIENTAIS. Aqueles que não tiverem vínculo com uma instituição também devem ser cadastrados.

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Conhecendo as INSTITUIÇÕES DE EA Nome da Instituição (incluir departamento/setor/ área): (2 linhas) Endereço da Instituição: Cidade: Estado: CEP: Telefone: Fax: E-mail: Nome e função da pessoa responsável pela EA: Site: http://www Acesso à Internet ( ) Sim ( ) Não Tipo de Instituição: ( ) Órgão Público ( ) Empresarial ( ) ONG ( )Universidade ( ) Escola Outros __________ A área de EA participa de: ( ) redes ( ) Comitês de bacias hidrográficas Comissões ( ) Fóruns ( ) Outros: _____________

(

)

(

) Conselhos

(

)

Principais atividades de EA desenvolvidas pela Instituição (indicar a ordem de importância, sendo 1 de maior importância) ( ) Mobilização ( ) Capacitação para o Ensino Formal ( ) Sensibilização ( ) Capacitação para o Ensino Não-Formal ( ) Produção de Materiais Pedagógicos ( ) Outros Quantas pessoas compõem o quadro de recursos humanos remuneradas para as ações de educação ambiental da instituição? ( ) de 01-03 pessoas ( ) de 07-09 pessoas ( ) de 04-06 pessoas ( ) acima de 10 pessoas Quantas pessoas são voluntárias (não remuneradas) nas ações de educação ambiental da instituição? ( ) nenhuma ( ) de 04-06 pessoas ( ) de 01-03 pessoas ( ) de 07-09 pessoas Quais as fontes de informação subsidiam as ações de EA em sua instituição (indicar a ordem de importância, sendo 1 de maior importância) ( ) Próprio (da instituição) ( ) Biblioteca pública incluindo acervo de órgãos públicos ( ) Acervo de informação do setor privado ( ) Internet ( ) Outros (jornais, revistas etc) (indicar):_______________________

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Conhecendo as ATIVIDADES DE EA (Programas/Projetos/Pesquisas/Seminários etc

exceto Cursos)

Identifique e quantifique as atividades desenvolvidas no período de 20002005 Presume-se que a instituição executora das atividades foi cadastrada, ou seja, preenchido um formulário para ela. Título da ______________________________________________________ Atividade:

Caso a atividade tenha desdobramentos como por exemplo um Programa que se divide em vários projetos, lembrar de preencher um formulário para cada um dos projetos, assim como para uma das pesquisas e cada um dos seminários.

Coordenador(a) da Atividades: _____________________________________________ e-mail:_______________________________

-

Lembrar de preencher o formulário de Especialistas/Educador Ambiental para cadastrar o coordenador da atividade. Existem informações sobre a Atividade: Em site: http://www. ____________________ e Em Publicações:_________________________ Executado:___ término:_____/____/_____ Em Execução:___Data provável do

Área de abrangência da Atividade: ( ) Local ( ) Estadual ( ) Regional ( ) Nacional ( ) Internacional Públicos alvos da Atividade ( ) estudantes ( ) professores de ensino fundamental ( ) professores de ensino médio

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( ( ( ( ( ( ( (

) professores de graduação ) professores de pós-graduação ) empresários ) Ongs ) sindicatos ) técnicos e gestores de órgãos governamentais ) comunidades/associações comunitárias ) povos indígenas/populações tradicionais

Resumo da atividade Objetivo:_______________________________________ _____________________________________________ _______________________________ Metas: :_______________________________________ _____________________________________________ _______________________________ Resultados:_______________________________________ _____________________________________________ _______________________________

Bibliografia Adotada (cinco principais referências bibliográficas) Padrão ABNT __________ __________ __________ Financiamento (indicar em porcentagens) ( )% Governo Federal ( )% Governo Estadual ( )% Governo Municipal ( )% Governo Internacional ( )% Fundações ou ONGs Nacionais ( )% Fundações ou ONGs Internacionais ( )% Iniciativa Privada ( )% _____________ Observação: os fundos como FINEP, FAPESP devem ser considerados como Governo. Qualificação acadêmica da equipe de educação ambiental (indicar em porcentagens):

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( )% Ensino Fundamental incompleto ( )% Ensino Fundamental completo ( )% Ensino Médio incompleto ( )% Ensino Médio completo ( )% Superior incompleto ( )% Superior completo ( )% Mestre e Doutores Observação: não incluir a equipe de apoio (motorista, secretária, mateiro etc)

Conhecendo os CURSOS de EA Título do curso:__________________________________________________________ Coordenador(a) do ______________________________________________ e-mail:_______________________________ Site onde existem informações sobre ____________________ Período: início __/__/__ término __/__/__ Nível acadêmico do curso ( ) extensão ( ) graduação ( ) especialização ( ) mestrado ( ) doutorado Carga horária: ( ) > 20 horas ( ) 21 a 60 horas ( ) 61 a 120 horas ( ) 120 a 360 horas Origem dos participantes do curso: ( ) Local ( ) Estadual o curso: curso:

http://www.

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( ) Regional ( ) Nacional ( ) Internacional Públicos alvos do curso ( ) estudantes ( ) professores de ensino fundamental ( ) professores de ensino médio ( ) professores de graduação ( ) professores de pós-graduação ( ) empresários ( ) Ongs ( ) sindicatos ( ) técnicos e gestores de órgãos governamentais ( ) comunidades/associações comunitárias ( ) povos indígenas/populações tradicionais Resumo da atividade Objetivo:_______________________________________ _____________________________________________ _______________________________ Metas: :_______________________________________ _____________________________________________ _______________________________ Resultados:_______________________________________ _____________________________________________ _______________________________ Financiamento (indicar em porcentagens) ( )% Governo Federal ( )% Governo Estadual ( )% Governo Municipal ( )% Governo Internacional ( )% Fundações ou ONGs Nacionais ( )% Fundações ou ONGs Internacionais ( )% Iniciativa Privada ( )% _____________ Observação: os fundos como FINEP, FAPESP devem ser considerados como Governo.

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Conhecendo os ESPECIALISTAS em EA A divisão indica perfil predominante, não significa que seja excludente. ___Especialistas e pesquisadores (aqueles que têm titulação acadêmica, pós-graduação em educação ambiental e/ou é autor de publicação sobre educação ambiental) ___Educadores ambientais (aqueles que desenvolvem ações de EA). Nome do Especialista:_______________ Endereço:______________________ Cidade: ______________Estado:_____CEP:_______________ Telefone: __________Celular:__________Fax:________Email:__________ Divulga informações na internet? ( ) não ( ) sim http://www________________________________ Possui página web pessoal? ( ) não ( ) http://www________________________________ Nome da instituição :______________________________________ em

Onde:

sim

Onde:

que

trabalha

Graduação: qual _______________________________________________ [ ] Instituição: _______________________________________________________ País: ano de início: conclusão: Especialização: ____________________________________________ [ ] Instituição: _______________________________________________________ País: ano de início: conclusão: Mestrado: ________________________________________________[ ] Instituição: ______________________________________________________ qual

qual

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País: conclusão:

ano de início:

Doutorado: qual _______________________________________________[ ] Instituição: ______________________________________________________ País: ano de início: conclusão: Pós-Doutorado: qual ___________________________________________[ ] Instituição: ______________________________________________________ País: ano de início: conclusão: Áreas de atuação Educação Ambiental Formal Instituição: ___________________________________________________________ Nível: ( ) Ensino Fundamental ( ) Ensino Médio ( ) Superior ( ) Mestrado ( ) Doutorado Educação Não Formal ( ) Órgão governamental federal ( ) Órgão governamental estadual ( ) Órgão governamental municipal ( ) ONGs ( ) Sindicatos ( ) Comunidades e associações comunitárias ( ) Povos indígenas e populações tradicionais Participa de: a) Redes de EA ( ) REBEA ( ) Paulista ( ) Sul brasileira ( ) Pantaneira ( ) Mineira ( ) Acreana ( ) Paraibana ( ) Outras Quais: __________________________________ b) ( ) Conselhos de EA ( ) Comissões de EA ( ) Fóruns de EA

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c) Comitês de bacias hidrográficas Quais: __________________________________

Identificação de Demandas Na sua área de atuação ou especialidade, quais as demandas de educação ambiental que na sua opinião necessitam de apoio prioritariamente (indicar a ordem de importância, sendo 1 de maior importância) ( ) capacitação dos gestores ( ) capacitação em EA ( ) capacitação específica para formadores de opinião ( ) geração de indicadores de EA ( ) financiamento de projetos ( ) programas/atividades de EA. Quais: _____________________________

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