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Tecnicas_Escutistas

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Técnicas Escutistas

Corpo Nacional de Escutas
Escutismo Católico Português

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as

Homógrraffo Homóg a o

Técnicas Escutistas
Aqui está aquilo que sempre quiseste aprender sobre as mais variadas técnicas utilizadas pelos escuteiros por todo o mundo! Técnicas estas que são a linguagem universal de qualquer escuteiro, marítimo ou terrestre, com "o" ou com "u".

Homógrafo & Código

A vara de

Códigos & Cifras

Pistagem

Orientação

Segurança com Faca e Machado

Camuflagem

Montanhismo Pioneirismo Socorrismo Cozinha selvagem, material de patrulha

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Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as

Homógrraffo Homóg a o

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Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as

Homógrraffo Homóg a o

Alfabeto da Sinalização Homógrafa ( Homógrafo )

A1

B2

C3

D4

E5

F6

G7

H8

I9

J
alfa

K0

L

M

N

O

P

Q

R

S

T

U

V

W

X

Y

Z

numeral anulação

erro atenção

Fim de palavra

Código Internacional Morse
Alfabeto

Números

Pontuação

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Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as

Homógrraffo Homóg a o

Algumas abreviaturas
C – esta letra significa: «a sua repetição está certa». G – «acuse a recepção repetindo» R – «mensagem recebida» T – a letra "T" é usada para indicar a recepção de cada uma das palavras do texto. W – «estou impossibilitado de ler a sua transmissão em virtude de a luz não estar em condições ou mal apontada» EEEEEE etc. – sinal de anulação ou erro. TTTTTT etc. – sinal de reconhecimento. UD – sinal de repetição. Emprega-se para obter a repetição de parte ou a totalidade da mensagem. AR – fim de comunicação.

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Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as

Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as

Aplicações para a Vara do Escuteiro Mais aplicações para a vara... Ainda mais algumas aplicações... Como descer uma colina

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8.Serve de estendal para roupa a secar. podem 9.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as Aplicações para a Vara do Escuteiro 1. para sustentar uma bacia. ou arbusto. servem para fazer uma poço.Quando alguém se atada e agitando-se no ar serve magoa num tornozelo.Com uma peça de roupa 6. 4.Em tripé. 7. serve como muleta. longe. dão um bom lavatório de campo. sustentar uma panela ao colocada entre os ramos de uma árvore lume. cursos de água.Colocada aos ombros de dois escuteiros 5 .Usada como vara de escuteiros e conservadas saltos serve para atravessar alguém que caiu a um rio ou horizontalmente.Unidas entre si pelas mãos dos 3.Colocadas em forma de tripeça. 6 . barreira. para chamar a atenção ao dividindo o peso pelos dois.Pode servir para puxar 2. serve para transportar qualquer coisa. ou uma lanterna.

.Segura com as duas mãos em cima das nádegas e por baixo da mochila. 15. Mais aplicações para a vara. lagos ou tanques.Com um toldo formam um abrigo 12.Com várias se 17. forma um bom degrau para outro escuteiro escalar um muro.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as 10.Apenas com uma.Atando ramos numa 14. de emergência para a chuva. ajuda a aliviar o peso desta nas costas. 11.Colocada ao ombro ou segura serve para medir a profundidade rudimentar. constrói facilmente um serve como um óptimo apoio para mastro de bandeira.Passada entre as pernas. 16.Com a ajuda de espias. 18. de ribeiros. 7 .Ao atravessar um ribeiro a vau. pode-se improvisar uma escada.. nas mãos entre dois escuteiros. como uma vassoura 13. ou com extremidade pode ser usada várias ligadas umas às outras. manter o equilíbrio. serve temporariamente de «banco».

Com uma manta. 32. ou a andar lateralmente enlameado ou seco.Serve para testar o terreno à 19 . noites de campo.Pode-se usar para desenhar rapidamente sinais de pista no chão. acentuadas.Serve de apoio para nossa frente. serve para deixar uma boa pista para alguém que precise de fazer o mesmo trajecto. 31... dos locais de actividades.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as 20. 27.Fazendo dela alavanca.Á beira de um rio ou lago serve bem com cana de pesca. 25. ajuda a manter o longas caminhadas ou equilíbrio em descidas muito ervas e não temos a certeza de ser subidas íngremes. servem para improvisar uma maca de transporte de feridos ou material. etc. 22. servem para as aclamações entusiásticas. quando está coberto de 21. principalmente em zonas de silvas.Serve para abrir ou alargar trilhos.Se estiver graduada metricamente serve de régua. e na avaliação de alturas e distâncias. 23.Batida regularmente no chão.Como apoio.. espia ou roupas. em terrenos muito inclinados. 26. com o chapéu ou boina em cima. 30. durante uma caminhada. serve para remover grandes pesos. 8 .Na vertical ou na horizontal pode servir para se praticarem nós e amarrações. os escuteiros podem-se entreter com alguns jogos de varas. Ainda mais algumas aplicações. 24.Serve de registo da vida escutista do dono.Agitadas no ar. 29.Enquanto se espera um transporte. 28.

Com uma espia atada.Como defesa contra ataques de animais selvagens ou cães vadios. pelo que a melhor. vara nesta posição não serve de muito. que podes usar sempre que precisares de medir distâncias. podes trazer sempre um espia amarrada em falcaça. Como descer uma colina Qualquer Escuteiro deve saber usar a sua vara correctamente para descer uma colina. Quando caímos.Numa noite escura e em mato denso ajuda a «apalpar» o caminho. e a servir como pega. caso não tenhamos força quando escorregamos. 35. a vara nesta posição é o escorregamos. da vara no corpo. pode-se lançar por cima de um tronco de uma árvore para depois fazer passar a espia. Incorrecto! Correcto! A força maior é feita com o braço que Para além de ser necessário fazer muito mais segura mais atrás na vara. não nos aleijamos. é perigoso. 9 . pois podemos "espetar" a ponta para trás. caímos sempre para trás. No caso de cairmos força.Enrolada na vara.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as 33. Além disso. 34. e contra isso. é sempre para trás que suficiente para suportar o nosso peso. com um comprimento fixo de 1 ou 2 metros. 36.

CERTA BATALHA NAVA .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as CÓDIGO BRAILLE (Falso) DATA ALFABETO INVERTIDO TRANSPOSTO PICOS DE MORSE PASSA UM MELRO PASSA DOIS MELROS ALFABETO NUMERAL JORNAL FRASE-CHAVE-VERTICAL FRASE-CHAVE-HORIZONTAL ROMANO-ÁRABE METADES GRELHA VOGAIS por PONTOS CARANGUEJO NÓS DE MORSE FRASE CÓDIGO +3 CÓDIGO CHINÊS 1 CÓDIGO CHINÊS 2 ALGULAR ÚLTIMA LETRA FALSA HOMÓGRAFO-TRAÇOS BATALHA NAVA .INCERTA VERTICAL HORIZONTAL CARACOL PRIMEIRA LETRA FALSA CÓDIGO BRAILLE (verdadeiro) SINAIS TERRA-AR SINAIS COM BANDEIRAS (curta distância) SINAIS A LONGA DISTÂNCIA NO MAR 10 .

A mensagem codificada é escrita com os algarismo todos juntos. Cada letra é composta de dois algarismos: o 1º corresponde à linha e o 2º à coluna. na 2ª linha corresponde ao nº da linha onde está a letra nesse quadrado e na 3ª ao nº da coluna. Esta distribuição é necessária tanto para codificar como para descodificar mensagens. mas invertido. R = 98. em 3 linhas. Na 1ª linha o número de pontos corresponde ao nº do quadrado onde está a letra. As letras de baixo são a codificação das de cima. que neste exemplo é 1984). cada um dos quais com nove letras. A B C D E F G H I J K L M Z N Y O X P W Q V R U S T T S U R V Q W P X O Y N Z M L K J I H G F E D C B A Exemplo: ESCUTEIRO = VHXFGVRIL 11 . V = 82. CÓDIGO DATA O código Data é feito com uma tabela em que na coluna mais à esquerda se coloca uma data (a data chave do código. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 9 8 4 A K U 5 B L V 6 C M W 7 D N X 8 E O Y 9 F P Z G Q 0 H R 1 I S 2 J T 3 Exemplos: C = 13. Cada letra é representada por um conjunto de pontos. ALERTA = 119215989011 ALFABETO INVERTIDO Por baixo do alfabeto nomal.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as CÓDIGO BRAILLE FALSO O Código Braille Falso é feito do seguinte modo: distribuem-se as letras do alfabeto por 3 quadrados. em 3 linhas e 3 colunas. escreve-se o mesmo alfabeto.

A V N I B W O J C X P K D Y Q L E Z R M F A S N G B T O H C U P I D V Q J E W R K F X S L G Y T M H Z U Exemplo: ESCUTEIRO = ZNXPOZDMJ PICOS DE MORSE Usando o conhecido código morse.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as ALFABETO TRANSPOSTO Por baixo do alfabeto normal. é a letra V ( então A = V ). usa-se um sistema de equivalência para os traços e pontos: Assim. escreve-se mesmo alfabeto. os traços representam-se por picos mais altos e os pontos por picos mais baixos. mas começando na letra chave do código que. As letras de baixo são a codificação das de cima. Exemplos: PASSA UM MELRO O código «passa-um-melro» consiste em intercalar uma letra aleatória entre cada letra da mensagem que queremos codificar: Mensagem: CHAMAR O CHEFE PARA ACENDER O LUME Mensagem Codificada: CLHAAEMUARRA OS CIHRELFAEM ALCAESNUDUERRA OS LAUNMAEL PLARRIAM (CLHAAEMUARRA OS CIHRELFAEM PLARRIAM ALCAESNUDUERRA OS LAUNMAEL) 12 . neste exemplo. O espaçamento entre cada letra é igual á largura de cada «traço» ou «ponto».

Se. a chave do código for 12.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as PASSA DOIS MELROS Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as O código «passa-dois-melros» consiste em intercalar uma duas letras aleatórias entre cada letra da mensagem que queremos codificar: Mensagem: JANTAR AS FEBRAS Mensagem Codificada: JIMASUNAETIMASRRAS AMISSU FRIEMIBURRINATOSAS (JIMASUNAETIMASRRAS AMISSU FRIEMIBURRINATOSAS) Nota: podem ser usados outros códigos do género. ALFABETO NUMERAL Cada letra do alfabeto corresponde a um número. ou colocando simplesmente a(s) letras(s) aleatórias antes das letras da mensagem. ou mesmo um texto escrito à mão. por ordem. Para identificar o código é preciso dar a chave. Com um alfinete. podemos fazer uma tabela de conversão: A B C D E F G H I J K L M 12 N 25 13 O 26 14 P 27 15 Q 28 16 R 29 17 S 30 18 T 31 19 U 32 20 V 33 21 W 34 22 X 35 23 Y 36 24 Z 37 Exemplo: ALERTA = 12 23 16 29 31 12 JORNAL Usa-se o recorte de um jornal. por exemplo. como por exemplo «passa-três-melros». Texto Exemplo: JANTAR AS FEBRAS 13 . perfuram-se as letras correspondentes à mensagem. ou fotocópia de um livro.

Vamos imaginar que a frase chave é «sempre alerta». S E M P R A L T 14 . seguidas. de modo a caberem as 26 letras do alfabeto. respeitando as mesmas regras. Exemplo: ESCUTA LEAL = IHWTO QIOQ FRASE-CHAVE-HORIZONTAL Para este código é preciso uma tabela com 2 linhas e 13 colunas.. mas sem repetir nenhuma!!! Ficamos com a palavra «SEMPRALT».Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as FRASE-CHAVE-VERTICAL Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as Para este código é preciso uma tabela com 2 linhas e 13 colunas. seguidas. Ficamos assim com «SEMPRALTBCDFG». Começamos por escrever as letras da frase.. mas sem repetir nenhuma!!! Ficamos com a palavra «SEMPRALT». E=I . S E M P R A L T A seguir juntamos outras letras do alfabeto. Vamos imaginar que a frase chave é «sempre alerta». de modo a caberem as 26 letras do alfabeto. M=J . etc. ou seja: S=H . sem ficarem letras repetidas. por ordem alfabética (desde o inicio do alfabeto). S E M P R A L T B C D F G De seguida preenchemos a linha por baixo com as restantes letras do alfabeto. e até perfazerem um total de 13 letras (primeira linha completa). Começamos por escrever as letras da frase. No final ficamos com a tabela de codificação completa: S H E I M J P K R N A O L Q T U B V C W D X F Y G Z As letras de cima correspondem às letras de baixo e vice-versa.

Na segunda linha: N=H . por ordem alfabética (desde o inicio do alfabeto). e até perfazerem um total de 13 letras (primeira linha completa). da esquerda para a direita. Ficamos assim com «SEMPRALTBCDFG». D=P . B=E . e acaba ao fim da segunda linha: Na primeira linha: A=S . P=J .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as A seguir juntamos outras letras do alfabeto. No final ficamos com a tabela de codificação completa: S H E I M J P K R N A O L Q T U B V C W D X F Y G Z O abecedário começa pela primeira linha. etc. etc.. A I B 1 N 11 C 2 P 12 D 3 Q 13 F 4 R 14 G 5 I E I II H 6 S 15 I I V J 7 T 16 O I K 8 U V L 9 V 17 M 10 W 18 X 19 Y 20 Z 21 Exemplo: ALERTA = I 9 II 14 16 I 15 ... sem ficarem letras repetidas. O=I . Exemplo: ESCUTA =ROMUQS ROMANO-ÁRABE As vogais são numeradas de em romano. C=M .. S E M P R A L T B C D F G De seguida preenchemos a linha por baixo com as restantes letras do alfabeto. respeitando as mesmas regras. e as consoantes em árabe.

Vamos dar o exemplo da seguinte mensagem: CHAMAR O SOCORRISTA Construímos a tabela: C H A M A R O S O C O R R S T A Agora escrevemos a mensagem codificada lendo primeiro a primeira linha e depois a segunda linha: Mensagem codificada: CAAOOORSA HMRSCRIT GRELHA Mensagem: TRAZER A TENDA A mensagem para codificar é escrita num cartão quadriculado. marcando cruzes nas quadriculas correspondentes ao sítio das letras da mensagem: X X X X X X X X X X X X 16 . intercalando letras aleatórias entre as letras da mensagem: T U R A N I Z A T D R E M R I A M C E A Para decifrar a mensagem. igual. fazemos outro cartão quadriculado.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as METADES Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as As letras da mensagem são dispostas alternadamente numa tabela de duas colunas.

e os buracos abertos deixarão ver as letras da mensagem. CARANGUEJO As letras e as palavras são escritas ao contrário: Exemplo: BOA CAÇA E SEMPRE ALERTA = ATRELA ERPMES E AÇAC AOB MORSE .NÓS Uma das maneiras de usar o código morse é com nós numa espia. depois.MPR. Usa-se um nó simples para representar um ponto e um nó de oito para representar um traço. Exemplo: SEMPRE ALERTA = S. com um canivete. Assim.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as Este cartão de descodificação pode ser ainda feito da seguinte maneira: em vez de marcar com um X as quadriculas correspondentes. recortam-se essas quadriculas.L. Nó de Oito = Traço Exemplos:L Codificação etra A J L Nó Direito = Ponto 17 . basta fazer uma sequência correcta de nós simples e de oito para obter a nossa mensagem codificada.RT. é só sobrepôr os dois cartões. VOGAIS por PONTOS As vogais são todas substituídas por pontos. .

-3 . +5 . Podemos então fazer uma tabela: A D N B E O C F P D G Q E H R F I S G J T H K U I L V J M W K N X A L O Y B M P Z C Q R S T U V W X Y Z Assim. A cada traço vertical corresponde uma vogal. Para escrever uma consoante. Exemplo: ESCUTA =ERGAM SACOS COM UVAS TODAS AMARELAS CÓDIGO +3 Cada letra do alfabeto corresponde à letra que está 3 posições à frente no alfabeto. FRASE Cada letra da mensagem é utilizada para começar uma palavra de uma frase. e não uma mensagem codificada. ficando assim um cordão cheio de nós. A I I E I II I I III O I IIII U I As consoantes são indicadas por traços horizontais sobrepostos aos verticais.1 Esta cifra é escrita apenas com traços horizontais e verticais. etc.. Exemplo: ESCUTA = HVFXWD Este código pode ter inúmeras variações: +2 . B=E. etc.. -4 ..Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as As palavras são "escritas" deixando um pequeno espaço entre cada letra.. por cima dos traços 18 . A=D. de maneira a que a frase final (com a mensagem codificada) pareça uma frase com algum sentido. Este código requer um bocado de imaginação. começa-se pela vogal imediatamente anterior (no alfabeto) e. CÓDIGO CHINÊS . ou pelo menos que leve o descodificador a pensar que se trata de alguma espécie de enigma.

como entre o P e o O a distância é de uma letra. começamos pela vogal anterior que é o O (IIII). Por exemplo. Ora. A cada traço vertical corresponde uma vogal. Para escrever uma consoante. colocam-se tantos traços horizontais quanto o número de letras entre a vogal e a consoante. para a letra P. como entre o P e o O a distância é de uma letra.2 Esta cifra é escrita apenas com traços horizontais e verticais. ao lado dos traços verticais dessa vogal. apenas colocamos um traço horizontal ao lado dos 4 traços verticais da letra O. começa-se pela vogal imediatamente anterior (no alfabeto) e. colocam-se tantos traços horizontais quanto o número de letras entre a vogal e a consoante. A I I E I II I I III O I IIII U I As consoantes são indicadas por traços horizontais escritos ao lado dos verticais. começamos pela vogal anterior que é o O (IIII). Assim temos que: Exemplo: ESCUTA ESCUTA = CÓDIGO CHINÊS . Assim temos que: Exemplo: ESCUTA ESCUTA = 19 .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as verticais dessa vogal. Ora. Por exemplo. para a letra P. apenas colocamos um traço horizontal sobre os 4 traços verticais da letra O.

uma em relação à outra. com ou sem ponto.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as ANGULAR Este código usa simbolos angulares (90º) e pontos. Em vez das bandeirolas. O símbolo angular é representado pelas linhas que rodeiam a letra. que são suficientes para definir as posições. A ordem de disposição das letras é fixa e. Exemplo: ESCUTISMO = ÚLTIMA LETRA FALSA A última letra de cada palavra da mensagem codificada é falsa. por isso. retirados do esquema de codificação. usa-se apenas as hastes. este código usa as mesmas posições das bandeirolas.TRAÇOS Usando o conhecido homógrafo. Para dificultar ainda mais. para descodificar. a diferença entre a letra S e a letra W é que esta possui um ponto enquanto a outra não. começa em cima e segue o sentido dos ponteiros do relógio. Por exemplo. no caso das duas cruzes. Exemplo: AS TENDAS FICAM MONTADAS JUNTO AO RIO ASO TENDO ASO FIM CAME MONA TADASE JUL NTOU AOR RIOP (ASO TENDO ASO FIM CAME MONA TADASE JUL NTOU AOR RIOP) HOMÓGRAFO . Exemplo: ESCUTEIRO (consultar uma tabela de código Homógrafo) 20 . podem-se cortar as palavras ao meio. basta eliminar as últimas letras.

obrigatoriamente. Por exemplo. etc.. "K". essa letra não é escrita nem pode ser codificada. misturadas com outras letras que não têm nada a ver com a mensagem. A=B4 . A 1 2 3 4 5 Assim. E1 B4 D1 B4 BATALHA NAVAL . fazendo referência às quadrículas respectivas. ter uma tabela igual à que o codificador usou. se a letra-chave for "J".. T=E2 . C=D4 . então. com o mesmo número de linhas e de colunas. 5 linhas por 5 colunas. e começa-se a preencher a tabela com a letra seguinte.CERTA É feita uma tabela estilo Batalha Naval. Para descodificar é preciso. As letras são codificadas.INCERTA É feita uma tabela estilo Batalha Naval. A 1 2 3 4 5 6 A C N C R A B C H E I A L C E U L A T O D R N J N A Q E A G I V X U F M A O U U M Exemplo: CHAMAR A JOANA = B1 B2 E1 F6 E1 A5 E1 D3 C6 E1 A3 E1 21 . K P U Z E B L Q V A F C M R W B G D N S X C H E O T Y D I Exemplo: CHAMAR A JOANA = D4 D5 B4 C1 B4 C2 B4 . As letras usadas na mensagem são dispostas aleatoriamente na tabela. começando na letra a seguir à letra-chave. onde as letras do alfabeto são dispostas ordenadamente.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as BATALHA NAVAL . que fica ao critério da pessoa que codifica.

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as VERTICAL Para este código é preciso uma chave. sabendo qual é a chave. como por exemplo na palavra SABOREAR. vamos lendo na horizontal. em cada palavra. de modo a que. fica assim: A palavra codificada ficaria assim: BERARARSO 22 . No caso de as letras não preencherem a totalidade da tabela. de baixo para cima. ESCUTEIRO SEMPRE ALERTA = CEOSTREUI MEERSP EALTAR Para descodificar. dispomos as letras na horizontal. para codificar uma mensagem. fiquem 3 letras por cada coluna. e agrupando cada palavra. Vamos usar um exemplo de chave: Esta chave quer dizer que. normalmente. Exemplo: ESCUTEIRO SEMPRE ALERTA Para codificar. de cima para baixo. e com 3 letras cada coluna. temos de escrever as letras da mensagem em colunas (por ser código vertical).

como para descodificar. da direita para a esquerda. ESCUTEIRO SEMPRE ALERTA = UCSERIETOR PMESER RELAAT Para descodificar. para codificar uma mensagem. dispomos as letras na horizontal. mas sim com Caracol 5 (5x5=25) Mensagem: ACAMPAMENTO JUNTO AO RIO COM FOGUEIRA 23 . normalmente. temos de escrever as letras da mensagem em linhas (por ser código horizontal). Vamos usar um exemplo de chave: Esta chave quer dizer que. Vamos dar o exemplo de um Caracol 6. O número de letras da mensagem a codificar tem de ser sempre igual ou inferior ao quadrado da chave. e com 4 letras cada linha. neste caso. e agrupando cada palavra. uma mensagem que queremos codificar. em cada palavra. a mensagem tem de ter menos de 36 (6x6) letras. Exemplo: ESCUTEIRO SEMPRE ALERTA Para codificar. fiquem 4 letras por cada linha. Este número corresponde à altura (e largura) da tabela. sabendo qual é a chave.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as HORIZONTAL Para este código é preciso uma chave. de modo a que. vamos lendo na horizontal. tanto para codificar. Mas uma mensagem com 24 ou 25 letras não deveria ser escrita com Caracol 6. CARACOL O código caracol precisa de uma chave. e que é simplesmente um número. de cima para baixo.

dispomos as letras na tabela. A seguir. e achamos a raíz quadrada. Em vez de se começar pelo canto superior direito. basta eliminar as primeiras letras. e depois lemos em caracol. para sabermos quantas letras de largura tem a tabela. pode-se codificar começando por outro canto. por isso. podem-se cortar as palavras ao meio. no sentido contrário aos ponteiros do relógio. para descodificar. Exemplo: AS TENDAS FICAM MONTADAS JUNTO AO RIO LAS ATEN UDAS AFIC RAM SMON ATADAS AJU ONTO NAOR BIO (LAS ATEN UDAS AFIC RAM SMON ATADAS AJU ONTO NAOR BIO) 24 . Para dificultar ainda mais. PRIMEIRA LETRA FALSA A priemeira letra de cada palavra da mensagem codificada é falsa. contamos quantas letras têm a mensagem.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as As letras são dispostas em caracol. obtida lendo normalmente na horizontal: AIROAOCOARITACLJENMOKMUUPMFOGJAMENTO Para decifrar. Os espaços que sobram devem ser preenchidos com letras ao acaso. A mensagem codificada é. então.

ferimentos graves Necessidade de medicamentos Incapaz de prosseguir Necessidade de comida e água Necessidade de armas de fogo e munições 25 .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as CÓDIGO BRAILLE VERDADEIRO SINAIS TERRA-AR Necessidade de médico.

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as Necessidade de mapa e bússola Provavelmente é seguro aterrar aqui Avião seriamente danificado Tentarei deslocar Estou a seguir nesta direcção Indica a direcção para continuar Necessidade de lâmpada sinalizadora com pilhas e rádio Necessidade de combustível e óleo Está tudo bem Não Sim Não foi entendido Precisa-se de engenheiro 26 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as SINAIS COM BANDEIRAS (curtas distâncias) 27 .

preciso de socorros imediatos anular todo o sinal com falta de mantimentos. morrendo de fome tenho fogo a bordo estou encalhado sim não mande você o barco salva-vidas chegam os socorros o desembarque é impossível a entrada é perigosa 28 . por um galhardete com a extremidade atada à adriça Combinações de Sinais (ver imagen em cima) preparativo para comunicação. usa-se os seguintes sinais: Número Pode-se representar por: 1 2 3 4 um cone de vértice para cima ou por uma bandeira quadrangular um balão um cone de vértice para baixo ou por um galhardete um cilindro ou uma bandeira amarela amarrada ao meio ou. ainda.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as SINAIS A LONGAS DISTÂNCIAS NO MAR Para enviar curtas mensagens a longa distância no mar. reconhecimento de cada sinal 2 12 21 22 32 112 121 122 123 124 211 212 213 encalhado. preciso de socorros imediatos fogo a bordo ou água aberta.

quer você prestar-me auxílio para eu demandar o porto? preciso de um rebocador. posso obter um? repita você o sinal ou içe-o onde seja mais visível PISTAGEM Sinais de Pista Sinais com Objectos 29 .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as 214 223 234 Códiigos e Ciiffrras Cód gos e C as o meu navio está desmantelado.

os Águias vão pela esquerda e os Morcegos pela direita Caminho a seguir com transposição de obstáculo Amigo Inimigo Água Boa Água Potável Água Perigosa 30 . por aqui Caminho a Seguir com separação de elementos Exemplo de separação de uma Patrulha. 2 elementos pela esquerda e 3 pela direita Exemplo de separação.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Siinaiis de Piistta S na s de P s a SINAIS DE PISTA Início de Pista Voltar ao ponto de partida Fim de Pista Este sinal é usado também tradicionalmente como marca de luto. Voltar à Esquerda Caminho a evitar Voltar à Direita Caminho a seguir.

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Siinaiis de Piistta S na s de P s a Não é boa para beber. mas Pode estar contaminada ou ser pode ser usada para lavagens perigosa para tomar banho devido ou tomar banho a forte corrente Pode-se beber e cozinhar Indicação para Lenha Lenha boa ou têm autorização para apanhar Lenha má ou não têm autorização para apanhar Esperar Aqui Exemplo para esperar até aparecer alguém Exemplos para esparar durante 15 minutos Mensagem escondida Exemplos de mensagem escondida a 6 passos Voltar pelo mesmo caminho Capela Aqui é um local bom para acampar Local bom para acampar nesta direcção Acampamento nesta direcção 31 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Seguir a toda a velocidade Siinaiis de Piistta S na s de P s a Caminho no sentido inverso Acelerar o passo Cavar aqui Perigo Alguns sinais ideológicos para Acampamento Acampamento à beira de um rio ou lago Acampamento de 3 noites Acampamento de Patrulha Rio para atravessar Primeiros Socorros Vala para transpor Procurar qualquer coisa Também pode ser usada para latrinas Alguns Sinais Ideológicos para pessoas Chefe Guia de Grupo Guia de Patrulha Sub-Guia de Patrulha 32 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Siinaiis de Piistta S na s de P s a SINAIS DE PISTA COM OBJECTOS Perigo! Caminho a Seguir No sentido da pedra maior Por aqui No sentido da parte mais Por aqui alta No sentido do pau maior Voltar à Esquerda Voltar à Direita No sentido da pedra maior No sentido da pedra maior 33 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Siinaiis de Piistta S na s de P s a ORIENTAÇÃO ROSA-DOS-VENTOS ORIENTAÇÃO PELO SOL COM O RELÓGIO ORIENTAÇÃO PELO MÉTODO DA SOMBRA DA VARA ORIENTAÇÃO PELO MÉTODO DAS SOMBRAS IGUAIS ORIENTAÇÃO POR INDÍCIOS ORIENTAÇÃO POR INFORMAÇÕES ORIENTAÇÃO PELA LUA ORIENTAÇÃO PELAS ESTRELAS AZIMUTES 34 .

O primeiro passo para o domínio das técnicas de orientação é o conhecimento da Rosa-dosventos. A hora legal (dos relógios) está adiantada em relação à hora solar: no Inverno está adiantada cerca de 36 minutos. encontrando-se a Sul ao meio-dia solar. A Rosa-dos-ventos é constituída por 4 Pontos Cardeais. 35 . enquanto que no verão a diferença passa para cerca de 1h36m. 4 Pontos Colaterais e 8 Pontos Sub-Colaterais.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação A ROSA-DOS-VENTOS Todo o Escuteiro deve saber orientar-se no campo. O MOVIMENTO DO SOL O sol nasce aproximadamente a Este e põe-se a Oeste.

5º 67. ocidente.5º 157. também aparece como W ("West") Leste.5º 292.5º 247. 90º nascente Poente.5º 337. oriente. meio-dia AZIMUTE DESCRIÇÃO 0º 180º Ponto fundamental a que se referem normalmente as direcções Ao meio-dia solar o sol encontra-se a Sul do observador Direcção de onde nasce o sol Direcção onde o sol se põe. ocaso 270º PONTOS COLATERAIS NE SE SO NO Nordeste Sueste Sudoeste Noroeste 45º 135º 225º 315º PONTOS SUB-COLATERAIS NNE ENE ESE SSE SSO OSO ONO NNO Nor-Nordeste Lés-Nordeste Lés-Sueste Su-Sueste Su-Sudoeste Oés-Sudoeste Oés-Noroeste Nor-Noroeste 22. levante.5º 36 .5º 112.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação PONTOS CARDEAIS PONTO CARDEAL NORTE SUL ESTE OESTE OUTROS NOMES Setentrião Meridião.5º 202.

começando-se por desenhar primeiro o ponteiro das horas. neste caso. 37 . HORÁRIO DE VERÃO No caso do horário de verão..Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação ORIENTAÇÃO PELO SOL COM O RELÓGIO HEMISFÉRIO NORTE Para o Hemisfério Norte (onde se encontra Portugal) o método a usar é o seguinte: mantendo o relógio na horizontal. só que. Há dois processos: o primeiro consiste em desviar um pouco (alguns graus) a linha Norte-Sul para a direita. HEMISFÉRIO SUL No caso do Hemisfério Sul. com o mostrador para cima. com um ramo ou mesmo com a vara. em que o adiantamento do horário legal em relação ao horário solar é maior. A bissectriz do menor ângulo formado pelo ponteiro das horas e pela linha das 12h define a direcção Norte-Sul. No caso de o relógio ser digital. procura-se uma posição em que o ponteiro das horas esteja na direcção do sol. que é o que deve ficar apontado para o sol (no Hemisfério Norte). deve-se dar o devido desconto. fazendo-se depois do mesmo modo a bissectriz entre o ponteiro das horas e a linha das 12h. o problema resolve-se desenhando um relógio no chão. o segundo processo resume-se a "atrasar" a hora do relógio de modo a se aproximar mais da hora solar. o método é semelhante. é a linha das 12h que fica na direcção do sol.

o local onde está a ponta da sombra da vara. O tempo que demora a obter um deslocamento da sombra (bastam alguns centímetros) depende também do comprimento da vara. não é necessário que seja uma vara propriamente. começa-se por marcar no chão. devendo ser aplicado ou de manhã ou de tarde.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação ORIENTAÇÃO PELO MÉTODO DA SOMBRA DA VARA Este método não oferece uma precisão exacta. Para a vara. uma vara de 1m de comprimento leva cerca de 15 min a proporcionar um deslocamento da sombra suficiente para se aplicar este método. Se unirmos as duas marcas. a sombra moveu-se. direito ou torto. este método permite que seja usado qualquer ramo. Assim. 38 . uma estaca ou uma cruz. De facto. com uma pedra. obtemos uma linha que define a direcção Este-Oeste. Assim. Ao fim de algum tempo. e voltamos a marcar do mesmo modo a ponta da sombra da vara. uma vez que apenas interessa a sombra da ponta do objecto que estamos a usar. ou até mesmo usar a sombra de um ramo de uma árvore.

tal como se exige neste método. A hora ideal para o aplicar é por volta do meio-dia solar e a vara a usar deve ficar completamente vertical e proporcionar pelo menos 30cm de sombra. 39 . desenha-se um arco cujo centro é a vara e raio igual ao comprimento da sombra inicial marcada. obtém-se uma espécie de fio-deprumo que garante assim termos uma linha exactamente vertical. Marca-se então o local onde incide a ponta da sombra. com uma pedra ou uma estaca. obtemos uma linha que define a direcção Este-Oeste. Dependurando da ponta da vara um fio com uma pedra atada na ponta. Com uma espia atada a uma estaca e a outra ponta atada à vara. tal como na figura da esquerda. As pedras ajudam a segurar a vara. Com o passar do tempo. Começa-se por marcar. mas é mais exigente na sua execução. é fácil traçar então a linha da direcção Sul-Norte. a ponta da sombra da vara. Usando um ramo com ponta bifurcada. uma vara ou ramo e algumas pedras. a sombra vai-se encurtando e deslocando. Uma vez que a vara está exactamente à mesma distância entre as duas marcas. tal como na figura da esquerda. Unindo as duas marcas. monta-se um sistema como o da figura à esquerda. mas a partir de certa altura volta a aumentar o seu comprimento e acaba por chegar até ao arco que foi desenhado no chão.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação ORIENTAÇÃO PELO MÉTODO DAS SOMBRAS IGUAIS Este método é muito mais preciso do que o anterior.

MOINHOS – as portas dos moinhos portugueses ficam geralmente viradas para Sudoeste. abrigadas dos ventos frios do Norte. FOLHAS DE EUCALIPTO – torcem-se de modo a ficarem memos expostas ao sol. especialmente as entradas. CASCAS DAS ÁRVORES – a casca das árvores é mais rugosa e com mais fendas do lado que é batido pelas chuvas. em busca do sol. ou seja. o que já não acontece em todas as igrejas construídas recentemente. MUSGOS E COGUMELOS – desenvolvem-se mais facilmente em locais sombrios. 40 . INCLINAÇÃO DAS ÁRVORES – se soubermos qual a direcção do vento dominante numa região. GIRASSÓIS – voltam a sua flor para Sul. apresentando assim as «faces» viradas para Leste e Oeste. do lado Norte. o qual possui uma cruzeta indicando os Pontos Cardeais. CARACÓIS – encontram mais nos muros e paredes voltados para Leste e para Sul. ou seja. IGREJAS – as igrejas costumavam ser construídas com o Altar-Mor voltado para Este (nascente) e a porta principal para Oeste (Poente).Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação ORIENTAÇÃO POR INDÍCIOS O Escuteiro deve ainda saber orientar-se por indícios que pode encontrar no campo e nas aldeias. FORMIGAS – têm o formigueiro. do lado Norte. CAMPANÁRIOS E TORRES – normalmente possuem no cimo um cata-vento. através da inclinação das árvores conseguimos determinar os pontos cardeais.

Quadro com a direcção da Lua em função da sua Fase e da Hora HORA 12h 15h 18h 21h SE S SO O E SE S SO NE E SE S N NE E SE NO N NE E O NO N NE SO O NO N S SO O NO 41 .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação ORIENTAÇÃO POR INFORMAÇÕES Quando quiseres saber para que lados ficam os pontos cardeais. basta seguir o dizer popular de que «a Lua é mentirosa». ORIENTAÇÃO PELA LUA Tal como o sol. A Fase da Lua depende da posição do sol. se a face iluminada parecer um «D» (de decrescer) então está a crescer. Se parecer um «C» (de crescer) então está a decrescer ou (minguar). A parte da Lua que está iluminada indica a direcção onde se encontra o sol. só que a hora a que nasce depende da sua fase.. a Lua nasce a Leste. ou a minguar (a caminho da Lua Nova). Assim. Para saber se a face iluminada da Lua está a crescer (a caminho da Lua Cheia). podes sempre fazer algumas perguntas simples que qualquer pastor ou agricultor te saberá responder: De que lado nasce o sol? De que lado nasce a lua? Ao meio-dia de que lado da casa faz sombra? etc.. e onde haja pessoas (habitantes locais).

bois atrelados. e fundamental para a orientação. mas um bom observador consegue distingui-las a olho nú. ligeiramente mais pequena que a Ursa Maior. As constelações mais usadas pelos Escuteiros. embora alguns povos antigos a identificassem como uma caravana no horizonte. Tem forma de uma caçarola. bastante mais brilhante que as outras estrelas. Ursa Menor. A URSA MAIOR A Ursa Maior é uma das constelações que mais facilmente se identifica no céu. Orion e a Cassiopeia.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as 24h 3h 6h 9h NO N NE E O NO N NE SO O NO N S SO O NO SE S SO O E SE S SO NE E SE S Orriienttação O en ação N NE E SE ORIENTAÇÃO PELAS ESTRELAS A orientação pelas estrelas é um dos métodos naturais mais antigos. no Hemisfério Norte. Esta estrela tem este nome precisamente por indicar a direcção do Pólo Norte. principalmente com o céu ligeiramente nublado. a qual se mantém fixa. uma vez que as suas estrelas são menos brilhantes. A URSA MENOR A Ursa Menor. Na ponta da sua «cauda» fica a Estrela Polar. 42 . Curiosamente. são a Ursa Maior. O par de estrelas Merak e Dubhe formam as chamdas «Guardas». uma concha e mesmo um homem sem uma perna. As restantes constelações rodam aparentemente em torno da Estrela Polar. em todas as civilizações. A sua forma é idêntica à da Ursa Maior. muito úteis para se localizar a Estrela Polar. é também mais difícil de identificar. existem duas estrelas (Mizar e Alcor) que se confundem com uma apenas.

O terrível combate que travou com o Escorpião levou os deuses a separá-los. dispostas na vertical. se vangloriava de poder matar qualquer animal. dispostas obliquamente em relação ao horizonte. A constelação de Escorpião encontra-se realmente na região oposta da esfera celeste. A constelação de Orion parece. A ORIENTAÇÃO PELAS ESTRELAS 43 . do qual pende uma espada. assim. Prolongando uma linha imaginária que passe pela estrela central do Cinturão de Orion. pois a partir de Abril desaparece a Oeste. Ao meio aparecem 3 estrelas em linha recta. constituída por outras 3 estrelas. vamos encontrar a Estrela Polar. passando pelas 3 estrelas da «cabeça». Diz a mitologia que Orion. mas é muito facilmente identificável. Este trio forma o Cinturão de Orion. que se reconhecem imediatamente. sendo as estrelas Saiph e Rigel os pés. daí nunca se conseguirem encontrar estas duas constelações ao mesmo tempo acima do horizonte.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação ORION ou ORIONTE A constelação de Orion (ou Oriente) é apenas visível no Inverno. o Grande Caçador. um homem.

Para obter o Norte. iremos encontrar a constelação da Cassiopeia. a qual é facilmente identificável no céu. a qual se mantém fixa. e mostra também o sentido de rotação aparente das constelações em torno da Estrela Polar. Se prolongarmos uma linha imaginária passando pela primeira estrela da cauda da Ursa Maior (a estrela Megrez) e pela Estrela Polar. AZIIMUTES AZ MUTES A BÚSSOLA O QUE É UM AZIMUTE COMO DETERMINAR O AZIMUTE MAGNÉTICO DE UM ALVO 44 . é nessa direcção que fica o Norte. para nos orientarmos de noite. em forma de «M» ou «W». iremos encontrar a Estrela Polar. Se a «deixarmos cair» até ao horizonte. Assim. a Cassiopeia e a Ursa Maior estão sempre em simetria em relação à Estrela Polar.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação Se traçarmos uma linha imaginária que passe pelas duas «Guardas» da Ursa Maior. basta descobrir a Estrela Polar. numa distância igual. A figura ilustra este procedimento. e a prolongarmos 5 vezes a distância entre elas.

45 . O polegar deve estar correctamente encaixado na respectiva argola. suportando-a numa posição nivelada. com o indicador dobrado debaixo da bússola. Se fizeres leituras com a bússola inclinada estarás a cometer erros.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as O AZIMUTE INVERSO COMO MARCAR UM AZIMUTE NUMA CARTA Orriienttação O en ação MÉTODO DA TRIÂNGULAÇÃO – NOSSA LOCALIZAÇÃO NA CARTA MÉTODO DA TRIÂNGULAÇÃO – LOCALIZAÇÃO DE UM PONTO NA CARTA SEGUIR AZIMUTES EM LONGOS PERCURSOS A BÚSSOLA MODO DE SEGURAR NUMA BÚSSOLA Ao usares a bússola. deves sempre colocá-la o mais na horizontal possível.

variando de 0º a 360º. DISTÂNCIAS MÍNIMAS DE UTILIZAÇÃO DA BÚSSOLA OBJECTO Linhas de alta tensão Camião Fios telefónicos arame farpado carro machado tacho DISTÂNCIA 60 M 20 m 10 m 10 m 10 m 1.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as NOMENCLATURA DE UMA BÚSSOLA Orriienttação O en ação Nunca se devem fazer leituras com a bússola perto de objectos metálicos ou de circuitos eléctricos. tais como o milésimo e o grado.5 m 1m O QUE É UM AZIMUTE Um azimute é uma direcção definida em graus. mas o mais usado pelos Escuteiros é o Grau. A direcção de 0º graus corresponde ao Norte. podes ver no quadro abaixo exemplos de objectos e respectivas distâncias que deves respeitar quando quiseres fazer uma leitura da tua bússola. e aumenta no sentido directo dos ponteiros do relógio. Assim. Exemplo de um azimute de 60º 46 . Existem outros sistemas de medida de azimutes.

COMO DETERMINAR O AZIMUTE MAGNÉTICO DE UM ALVO Querendo-se determinar o azimute magnético de um alvo usando uma bússola há que. O polegar deve estar correctamente encaixado na respectiva argola. espreita-se pela ocular para o mostrador e lê-se a medida junto ao ponto de referência. suportando-a numa posição nivelada. 47 . Todo este processo deve ser feito sem deslocar a bússola. alinhar a fenda de pontaria com a linha de pontaria e com o alvo. Azimute Geográfico: quando medido a partir do Norte Geográfico (direcção do Polo Norte) Azimute Cartográfico: quando medido a partir do Norte Cartográfico (direcção das linhas verticais das quadrículas na carta). primeiro. porque assim alteraria a medida. com o indicador dobrado debaixo da bússola. Depois deste alinhamento.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação Há 3 tipos de azimutes a considerar: Azimute Magnético: quando medido a partir do Norte Magnético (indicado pela bússola).

o Azimute Inverso de 90º (Este) é o de 270º (Oeste). se deslocou para a frente do azimute e se colocou na sua direcção. Uma vez que o ponto de referência esteja no azimute. começa-se por rodar a bússola. consoante este é. por exemplo.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação COMO APONTAR UM AZIMUTE MAGNÉTICO Querendo apontar um azimute magnético no terreno. pode servir a vara de um Escuteiro que. de modo a que o ponto de referência coincida com o azimute pretendido. O AZIMUTE INVERSO O Azimute Inverso é o azimute de direcção oposta. Por exemplo. constantemente nivelada. entretanto. Para o calcular basta somar ou subtrair 180º ao azimute em causa. um ponto do terreno que possa servir de referência. Caso não haja um bom ponto de referência no terreno. menor ou maior do que 180º. 48 . fazendo coincidir as duas. e procura-se ao longe. respectivamente. espreita-se pela fenda de pontaria e pela linha de pontaria. para se seguir um percurso nessa direcção. Isto é feito mirando através da ocular para o mostrador.

basta usares um transferidor.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação EXEMPLO DOS CÁLCULOS PARA CALCULAR O AZIMUTE INVERSO DE 65º E DE 310º Azimute 65º 310º Operação como é inferior a 180º deve-se somar 180º como é superior a 180º deve-se subtrair 180º Azimute Inverso 65º + 180º = 245º 310º . Exemplo para marcar um azimute de 55º a partir de uma Igreja 49 .180º = 130º COMO MARCAR UM AZIMUTE NUMA CARTA Para marcar um azimute numa carta. De seguida faz-se uma marca na carta mesmo junto ao ponto de graduação do transferidor correspondente ao ângulo do azimute que pretendemos traçar. Coloca-se a base do transferidor (linha 0º .180º) paralela às linhas verticais das quadrículas da carta e o ponto de referência sobre o ponto a partir do qual pretendemos traçar o azimute. Por fim. traçamos uma linha a unir o nosso ponto de partida e a marca do azimute.

pretende marcar um azimute de da Igreja e passando pela marca e com o ponto de referência 55º correspondente aos 55º graus. MÉTODO DA TRIANGULAÇÃO PARA DETERMINAR A NOSSA POSIÇÃO NUMA CARTA Este método permite-nos localizar. a nossa posição numa carta. sobre a igreja. com bastante precisão. a partir da qual se O azimute de 55º traçado a partir linhas verticais das quadrículas. 50 .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação O transferidor alinhado com as A Igreja.

com a bússola determinam-se os azimutes dos dois pontos. Orriienttação O en ação Conhecidos os azimutes. pois ambos estão à vista do observador e são facilmente identificáveis na carta através dos seus símbolos. 340º e 30º. no terreno e na carta. Neste caso escolheu-se um marco geodésico e um cruzamento. Começa-se por identificar. e com o auxílio de um transferidor. De seguida. dois pontos à vista. passamos a calcular os azimutes inversos respectivos: 160º é o azimute inverso de 340º e 210º o de 30º. traçam-se os azimutes inversos a partir de cada um dos pontos (160º para o marco geodésico e 210º para o cruzamento). O ponto onde as linhas dos dois azimutes inversos se cruzam corresponde à nossa localização. Na carta. respectivamente para o marco geodésico e para o cruzamento. MÉTODO DA TRIANGULAÇÃO PARA IDENTIFICAR UM PONTO DO TERRENO NA CARTA 51 .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segue-se um exemplo de como utilizar este método.

Tal como na figura. Depois disso. A seguir. o escuteiro A. O escuteiro A avança até ao C e coloca-se também no lugar da vara. não é preciso calcular os azimutes inversos.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Orriienttação O en ação Este método permite-nos. SEGURANÇA COM FACA E MACHADO 52 . tentam alinhar as suas varas com o azimute. seguindo as ordens do escuteiro A de e maneira a se alinhar com o azimute. enquanto que os outros dois escuteiros. O escuteiro A tem de lhes dar as indicações necessárias (esquerda ou direita) para eles se moverem e ficarem alinhados. o escuteiro A caminha até ao B. passa pelo escuteiro C e vai-se colocando mais longe ainda. porque basta usar os mesmos azimutes para traçar as linhas na carta e obter os pontos (tal como na figura do exemplo anterior). mais curtas devem ser as distâncias entre os 3 escuteiros. O escuteiro B parte levando a sua vara. e coloca-se exactamente no sítio da vara. que possui a bússola. Quanto mais complicada for a natureza do terreno. até chegar ao fim do percurso. eis uma técnica simples para que mantenhas a direcção correcta ao avançares no terreno. O seguinte exemplo usa a mesma localização que o anterior. mais longe. É preciso que um escuteiro vá até aos dois pontos com uma bússola e meça os azimutes desses pontos para o Totem. Este processo repete-se sempre. como por exemplo uma mata de acácias. No caso de ser no meio de mato denso. começa por visualizar o azimute pretendido. sendo agora a vez do escuteiro C partir e ir-se colocar para lá do escuteiro B. com bastante precisão. Desta vez. torna-se necessário encurtar as distâncias para menos de 10 metros. identificar um determinado ponto do terreno à nossa frente na carta. SEGUIR AZIMUTES EM LONGOS PERCURSOS Quando pretendes seguir uma determinada direcção (azimute) durante um longo percurso. pretende-se localizar na carta o ponto onde está o Totem de Patrulha.

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as FACA DE MATO Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado A Faca de Mato do Escuteiro Como entregar a Faca de Mato a outra pessoa Como cortar um pau com a Faca de Mato Cuidados a ter com a Faca de Mato MACHADO UTILIZAÇÃO O Machado Utilização Desbastar um tronco Cortar um tronco na vertical (abater árvore) Rachar Lenha Fazer uma Estaca SEGURANÇA Segurança Como guardar o machado Fabrico de uma baínha para o machado Transporte do machado CONSERVAÇÃO Conservação Afiar a lâmina Reparar o cabo FACA DE MATO A Faca de Mato do Escuteiro Como entregar a Faca de Mato a outra pessoa Como cortar um pau com a Faca de Mato Cuidados a ter com a Faca de Mato 53 .

deves arranjar-lhe uma o mais depressa possível. O Escuteiro deve saber como entregar correctamente uma faca de mato. Normalmente as facas de mato já são vendidas com uma baínha. mesmo junto ao cabo. tenta precisamente equilibrar a faca em cima de um dedo. verifica se o cabo é resistente e se está bem equilibrada. Ao comprares a faca de mato. Como entregar a Faca de Mato a outra pessoa Alguns pata-tenras acabam sempre por se cortarem com facas de mato (e mesmo canivetes) ao receberem-nas de outra pessoa. colocando este no início da lâmina. Não há uma maneira única de entregar a faca de mato. Apenas é preciso ter cuidado para ninguém se cortar na lâmina.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as A Faca de Mato do Escuteiro Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado A faca de mato é uma ferramenta bastante útil para o Escuteiro e. por isso. Para verificares se a faca está bem equilibrada. 54 . deve ser bem comprada e bem cuidada. Se a tua não tiver. Podes sempre decorar a baínha da faca com motivos escutistas que te identifiquem. como uma espécie de marca pessoal. e também ter o devido cuidado ao recebê-la de outra pessoa.

4. seguindo os seguintes passos: 1. Os pata-tenras cometem os maiores erros nestas alturas. No fim dos acampamentos e actividades. ou então teres a faca tão suja que não a queiras guardar na baínha. 3. por causa da ferrugem.untar toda a lâmina (e outras partes metálicas) com óleo para a proteger da ferrugem. 55 . os movimentos da faca devem ser sempre feitos para fora do nosso corpo. 2. a lâmina desliza sobre os dedos de quem está a entregar. Como cortar um pau com a Faca de Mato Para evitar que se corte um dedo ou uma mão. como bons escuteiros. a pessoa que a recebe pode-se cortar. no sentido oposto à mão com que seguramos no pau ou ramo. para conservar o óleo.limpá-la cuidadosamente de todos os detritos. cortando-os de imediato. usando petróleo se for preciso. farás o correcto. 6.ao dar a faca com a lâmina para a frente.afiar bem a lâmina para ficar pronta para a próxima actividade. Enquanto estás no campo e te estás a servir da faca de mato. Por seu lado.embrulha-la num bocado de plástico. 5.guardá-la numa gaveta ou caixa onde ficará em segurança. porque os dedos estão fora do alcance da lâmina. deves sempre cuidá-la. mesmo que lhe vá pegar no cabo.a pessoa que entrega a faca de mato nunca se corta.quando a pessoa que recebe puxar a faca. Assim. Uma faca deve sempre ser entregue com o cabo livre para se lhe pegar. a lâmina da faca nunca vem contra nós por azar ! SIM NÃO Cuidados a ter com a Faca de Mato A faca deve andar sempre na baínha. a pessoa que a recebe. NÃO . tem o cabo completamente livre para lhe pegar. mas tu. podes precisar de a pousar e não teres a baínha perto. quando não estiver a ser usada. SIM .secar bem toda a faca.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado NÃO . ficando igualmente fora do alcance da lâmina.

Se transportares a tua faca de mato dentro da mochila. para além de acabar por torcer o bico da faca caso seja espetada de ponta. deves ter cuidado para não a enfiar à força no meio das coisas. pois o bico da faca pode furar a baínha e rasgar o material ou mesmo a mochila. Quando começas a usar a faca de mato. De qualquer maneira. e que o local não pode ser frequentado por outras pessoas. deves ter a preocupação de verificar se tens pessoas junto a ti. mas sim obliquamente.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado NUNCA deves espetar a faca numa árvore viva (lembra-te da Lei do Escuta) nem na terra. Para além disto. alguém descalço ou de chinelos pode passar e cortar-se. Um solavanco inesperado pode causar um acidente com a lâmina. No caso de uma travagem brusca. MACHADO UTILIZAÇÃO O Machado Utilização Desbastar um tronco Cortar um tronco na vertical (abater árvore) Rachar Lenha Fazer uma Estaca 56 . não cortes na vertical. há sempre prejuízo para o fio da lâmina. pois alguém se pode cortar ao passar com um pé ou uma mão. Deixar a lâmina no meio do chão é um dos erros mais comuns dos pata-tenras: para além de apanhar demasiada humidade e de alguém a poder pisar e parti-la. tal como com o machado. a faca pode vir mesmo a espetar-se no corpo (teu ou de outra pessoa). é apenas por alguns minutos ou segundos. NÃO deves usar a tua faca de mato (ou canivete) num veículo em movimento. Também espetar uma faca num cepo pode ser perigoso. Deves nunca esquecer que quando espetas uma faca num cepo. Ao cortares uma espia ou cabo. mesmo espetando em areia. Se espetares a lâmina na terra poderás encontrar uma pedra que te estrague o fio da lâmina. deves ainda ter o cuidado de deixar a faca de maneira a que ninguém se corte na lâmina. que poderiam vir a ser vítimas de algum deslize da lâmina. como por exemplo num comboio ou autocarro. senão alguém se pode cortar. e tal como no caso do machado.

Nomenclatura do Machado: Utilização do Machado O Escuteiro sabe usar o machado e a machada correctamente. O machado é grande e usa-se com as duas mãos. O Escuteiro costuma usar a machada. 57 .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado O Machado A diferença entre o machado e a machada (ou machadinha) está no tamanho. A machada é mais pequena e basta uma mão para a manobrar.

e não a meio do cabo. deve ser pegada pela «pega». e é preciso fazerse menos força. na ponta do cabo. e sem excesso de força. mergulhar o machado em água faz inchar a madeira e assim garantir melhor a fixação do cabo na lâmina. estragando o fio. SIM NÃO Sempre que se começa a usar um machado. Uma machada não se pega com as duas mãos desferindo fortíssimos golpes no alvo.se a cunha está bem fixa. Para cortar um ramo. De facto. apesar de ser pegado com 2 mãos.se não há ninguém à volta que possa ser atingida por um golpe. usa-se também pausadamente. 2. deve-se verificar o seguinte: 1. A machada. pois a lâmina acabará sempre por se enterrar no solo. Deve-se sempre apoiar o ramo em cima de um cepo mais grosso. os golpes com a machada são dados pausadamente. por poder ser usada apenas com uma mão. requer mais pontaria do que força. usada só com uma mão. sem força excessiva e apostando sempre na pontaria.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado A machada. pois o efeito será muito 58 . Tem-se melhor balanço. Este é um gesto típico dos pata-tenras. nunca o devemos fazer em cima da terra. calculando sempre o local do golpe. Nunca se deve desferir golpes com o machado sobre um ponto do ramo que esteja sem apoio. SIM NÃO O ponto onde vamos cortar deve estar bem apoiado e o mais fixo possível. O machado.

O machado nunca deve ser usado como martelo. SIM NÃO A inclinação do machado é importantíssima para os efeitos dos golpes. Nunca se devem dar os golpes com a lâmina num ângulo de 90º. ora inclinado para a esquerda ora para a direita. na vertical.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado pouco e o ramo ao vibrar pode fazer com que o machado salte e atinja o utilizador. pois não foi para isso que foi feito. Desbastar um Tronco 59 . Os golpes devem ser alternados. Deve-se inclinar sempre o machado para fazer aproximadamente um ângulo de 60º. ou seja.

Esta técnica aplica-se tanto para um ramo. No caso de uma árvore. acabará por rachar o tronco. Para cortar uma vara verde. seguras pela parte de cima para a vergar. como para uma árvore. no sentido de crescimento da árvore. e a segunda do lado oposto e mais em cima. esta cairá para o lado da primeira zona de golpe.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado Para limpar ou desbastar um ramo ou tronco. Se os golpes forem dados no sentido contrário. SIM NÃO Cortar um tronco na vertical (ou abater uma árvore) A técnica apenas precisa de duas zonas de golpe: a primeira de um lado. Os golpes devem ser dados com inclinação de 60º e não perpendicularmente à vara. SIM NÃO Rachar Lenha 60 . como para um tronco. Vergar a vara aumenta o efeito de corte do machado. começa-se pelo início (parte mais grossa) e vai-se avançando em direcção à ponta.

Aos poucos e poucos o machado vai-se enterrando cada vez mais no tronco. se desfaça. e golpeares com pontaria. rachando-o ao meio. para evitar que. vais batendo com o conjunto troncomachado em cima de um cepo. começas por cravar a lâmina no tronco (não precisa de ser com muita força).Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado Para rachar lenha. A cada golpe rodas um pouco a estaca. como na figura. Fazer uma Estaca Para afiar uma estaca. como na figura acima. De seguida. ao bater na nela. deves apoiá-la em cima de um cepo. Uma estaca deve ter a parte de trás ligeiramente desbastada. MACHADO 61 . junto a uma das extremidades.

assim como para pessoas que se encontrem por perto. de modo a que o machado nunca te atinja a perna. verifica se a mão não fica ao alcance de nenhum golpe desviado por acaso. o Escuteiro deve igualmente saber tomar todas as medidas de segurança relativamente a esta ferramenta. O mesmo cuidado deves ter com as pernas. o machado não deve ser deixado caído no meio do chão. Tal como a faca de mato ou outra qualquer ferramenta cortante. Deves ter todo o cuidado ao usares o machado para que este não te atinja uma perna ou um braço. mesmo no caso de um golpe mal dado e que se desvie. Se estiveres a segurar com a mão no tronco ou ramo que cortas.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as SEGURANÇA Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado Segurança Como guardar o machado Fabrico de uma baínha para o machado Transporte do machado Segurança Para além de saber manejar correctamente o machado. as quais deverás abrir conforme a posição em que estejas a cortar. Como guardar o machado 62 . encostado a uma árvore e muito menos ainda cravado no tronco vivo de uma árvore. O seu manejo deve observar regras de segurança para o utilizador.

Se não tiveres cabedal.tenras a desferirem grandes golpes sem grandes resultados. Para o reforçares podes fazer duas ou três camadas. deves saber fazer uma com facilidade. e colocares um botão. que não se rompam com facilidade. Depois. abres orifícios para passares o cinto e para enfiares o cabo do machado. e não com o fio todo. para que o teu machado ande sempre protegido e até o possas trazer à cintura. ou cravado num cepo ou num suporte próprio montado no campo. no caso de usares tecido. num cepo num suporte próprio Para cravar o machado num cepo é comum verem-se os pata. é só coseres com fio grosso. SIM NÃO NÃO Fabrico de uma Bainha Como a maior parte dos machados que se vendem não trazem baínha. para não se rasgarem. Num sapateiro encontras com facilidade um botão de mola de fácil uso e que não custa nada a montar. Depois de o cortares com o feitio que se indica na figura. devem ser costurados do mesmo modo que as casas dos botões nas camisas.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado O machado deve ficar guardado dentro da respectiva baínha. A técnica consiste unicamente em espetar a lâmina em bico. 63 . podes usar qualquer tecido grosso do tipo lona ou ganga. a lâmina deve ficar paralela ao cepo. Estes orifícios. O material ideal é o cabedal. Para além disso.

mas sempre com o fio da lâmina virado para fora. costumam andar a passear com ele segurando no cabo e balanceando-o «à índio». arriscando-se a bater com a lâmina nas pernas ou a atingir algum colega. SIM NÃO 64 .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado Transporte O transporte do machado é outro factor importante na segurança. quando pegam no machado pela primeira vez. Quando se passa o machado a outra pessoa. Quando o transportares na mão.tenras. Os pata. Se o machado for grande podes levá-lo ao ombro. e nunca pelo cabo. deves entregá-lo sempre segurando na lâmina. segura-o sempre pela lâmina. para que lhe possam pegar facilmente no cabo.

65 . mantendo o machado fixo. fixa-a (por exemplo num cepo) e imprime ao machado os movimentos circulares (observa a figura). para retirar ferrugem. para tirar toda a humidade. Se a pedra for grande. deves começar por as fazer desaparecer usando uma lima (de preferência triangular). e só depois usar a pedra de esmeril. anda com ela igualmente em movimentos circulares. com óleo. tem cuidado. Se a lâmina tiver bocas (ou lâmina romba). e envolve-a com plástico. a qual deves manter molhada com água ou. deslocando para a frente. pega nela com uma mão e. O fio da lâmina deve ficar com uma forma nem muito longa nem muito curta. para lhe retirar as bocas. unta a lâmina com óleo ou outra gordura. tendo cuidado para não te cortares.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as CONSERVAÇÃO Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado Conservação Afiar a lâmina Reparar o cabo Conservação Para evitar a ferrugem. Se a pedra for pequena. melhor ainda. uma lâmina com "bocas" Quando estiveres a desbastar a lâmina do machado. Afiar a Lâmina Para afiares a lâmina podes usar uma simples pedra de esmeril. deves ter em atenção alguns conselhos: quando regressas de uma actividade. Usa movimentos circulares. usa palha-de-aço. para conservar o machado sem ferrugem. limpa bem o machado. Observa a figura para veres qual é a melhor forma.

Depois de feito o cabo novo. de modo a queimar a madeira. Para testar o equilibro. Começas por cavar um pequeno buraco em terra húmida onde enterras ligeiramente a lâmina deixando o olhal de fora.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Segurrança com ffaca e Machado Segu ança com aca e Machado Reparação do Cabo Se por acidente. 66 . onde acaba o cabo e começa a lâmina. O machado deve ser bem equilibrado. Logo que acabes e possas retirar então facilmente os restos de madeira queimada de dentro do olhal. ou qualquer outro motivo. fazes uma pequena fogueira em pirâmide por cima. deve-se cortar essa mesma ponta. Se o machado se equilibrar é porque está em boas condições de equilíbrio. Num machado bem alinhado. colocas o machado sobre o dedo indicador. deves mergulhar a lâmina em água fria para que não destempere. Para evitar que o cabo rache ao bater com a ponta numa superfície dura. na zona do «pescoço». Depois. insere-o no olhal e fixa-o com uma cunha. o gume da lâmina deve estar em linha com a ponta do cabo. eis uma forma fácil de retirar os restos da madeira do cabo de dentro do olhal da lâmina. o cabo do machado se partir.

BP descreve alguns. o rosto deve ser completamente pintado. nunca olhes por cima da rocha. Para espreitares atrás de uma árvore. SIM NÃO Quando te quiseres esconder atrás de uma rocha e espreitar. deves pintar as partes mais salientes com pomada própria. CUIDADOS A TER 67 . Deve-se sempre tentar caminhar pela sombra. de um dos lados da rocha. o nariz e o queixo. Podes usar uma pomada que é normalmente aplicada em maquilhagem no teatro.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Técniicas de Camuffllagem Técn cas de Camu agem TÉCNICAS DE CAMUFLAGEM Uma das actividades e jogos que existem no Escutismo logo desde os seus primórdios. De noite. No "Escutismo para Rapazes". a testa. são os jogos de aproximação e camuflagem. pois ficamos menos visíveis. As partes mais salientes são as maçãs do rosto. Deves tentar encostar a cabeça ao chão. SIM NÃO CAMUFLAGEM DO ROSTO Para camuflares o rosto de dia. deves encostar a cara ao chão. Deixamos aqui algumas dicas para melhorares as tuas técnicas de camuflagem. pois fica-se um «alvo» facílimo de identificar. de preferência do lado da árvore que tiver maior vegetação rasteira. que ficas chamas muito a atenção. e qualquer bom livro de jogos para Escuteiros tem uma mão cheia de jogos deste tipo. Não caminhes em espaços abertos: chama muito a atenção.

move-te sempre lentamente. não passes pelo meio! Segue sempre entre as árvores. 2 ou 3 metros afastado da zona aberta. Se precisares de atravessar uma clareira. podes precisar de sair rapidamente e os ramos abanarão demasiado com os teus movimentos. rochedo em rochedo.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Técniicas de Camuffllagem Técn cas de Camu agem • NÃO faças movimentos bruscos. NÃO te metas em vegetação muito densa. • • • • CAMINHAR SOBRE RAMOS SECOS NO CHÃO Se precisares de caminhar sobre um terreno onde haja muitos ramos secos partidos caídos pelo chão. NÃO caminhes por onde haja ramos secos caídos no chão que possam fazer ruído debaixo dos teus pés. eis como deves fazer: avanças gatinhando devagar. os movimentos rápidos chamam muito a atenção de um observador. procura sempre manter-te fora de vista. caminha devagar. contornando-a. e vigia sempre a frente. olha para onde pões os pés. mesmo que com isso demores mais tempo a aproximares-te do objectivo. NÃO caminhes pelos cumes das elevações. retirando da tua frente todos os ramos que encontrares. DESLOCAMENTO EM LONGAS DISTÂNCIAS Para te deslocares no campo. 68 . NÃO tenhas pressa em avançar no terreno. chamando a atenção do adversário. os lados e a rectaguarda. caminha nas encostas. escondido por árvores. rochedos ou encostas. Move-te de árvore em árvores. evita sempre as áreas abertas e grandes espaços. de modo a que a tua figura não se deixe recortar no horizonte. Mesmo que tenhas de percorrer uma distância maior. calmamente.

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Monttanhiismo -.Rappell Mon anh smo Rappe MONTANHISMO RAPPEL • • • • • • • • • • O que é o rappel Nós normalmente usados em rappel Ataduras e Cadeirinhas Equipamento Rappel de Corpo (sem equipamento) Rappel com Mosquetão Rappel com Descensor "8" Segurança no Rappel Ancoragem Como enrolar um cabo 69 .

sem nenhum equipamento especial.) que custa sempre mais de 30.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Monttanhiismo -. Existe uma grande variedade de técnicas de rappel. uma vez que a sua elasticidade permite absorver um pouco a força de uma queda acidental. com um diâmetro de cerca de 10-11 mm. usando equipamento (descensores.Rappell Mon anh smo Rappe O QUE É O RAPPEL Fazer rappel é fazer uma descida de uma encosta através de uma corda. A «corda dinâmica» é usada para servir de segurança. até ao rappel mais sofisticado. Rappel Suspenso Rappel Vertical Rappel Inclinado 70 . etc. desde as mais simples. shunts. a qual está segura ao topo dessa encosta.000$00 Para fazer rappel usa-se «corda estática».

Rappell Mon anh smo Rappe NÓS NORMALMENTE USADOS EM RAPPEL Nó Coberto (serve para unir duas fitas tubulares) Nó Direito (serve para unir duas cordas ou cabos) Nó Cabeça de Cotovia (serve para unir duas cordas ou cabos com maior segurança) Nó de Oito ou Alemão (serve para fazer uma argola segura) Nó Meio Barqueiro (também conhecido por nó dinâmico. substituindo assim o descensor) 71 .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Monttanhiismo -. feito num mosquetão serve para fazer rappel.

Com fita tubular consegue-se fazer uma cadeirinha. ficando mais económico do que um bodrier comercial (cerca de 4-5 metros custa menos de 2000$00) e «corta» menos a carne do que a corda. As ataduras e cadeirinhas são ligadas às cordas através de mosquetões (ou de um nó alemão).Rappell Mon anh smo Rappe ATADURAS E CADEIRINHAS As ataduras e cadeirinhas são feitas em volta da cintura e/ou do peito. ou podem ser compradas em lojas da especialidade sob o nome de arneses. Podem ser feitas em corda dinâmica ou em fita tubular. CADEIRINHAS 72 . bodriers ou cadeirinhas (10-15 mil escudos no mínimo). tornando-se por isso mais confortável.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Monttanhiismo -.

No caso de fitas tubulares. A ponta do lado esquerdo passa abaixo do nó direito.Rappell Mon anh smo Rappe Cadeirinha Americana Cadeirinha Espanhola Cadeirinha Suiça Atadura individual de peito CADEIRINHA AMERICANA Dá-se à frente um nó direito. como indica a figura. contornando as coxas e voltando à frente. terminase antes com um nó coberto.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Monttanhiismo -. As pontas dão uma volta mordida na volta do corpo. passando depois as duas pontas entre as pernas. atrás. CADEIRINHA ESPANHOLA 73 . vindo a unir-se com outro nó direito do lado direito. de cada lado.

No fim pode ser preciso ajustar o nó de maneira a ajustar também a cadeirinha ao corpo. esta com um pouco mais de comprimento. e as duas pontas unem-se depois do lado esquerdo. Unem-se as duas pontas com um nó de cabeça de cotovia. Noutra versão da cadeirinha espanhola.Rappell Mon anh smo Rappe É a mais simples e rápida de fazer. CADEIRINHA SUIÇA Para fazer uma cadeirinha suíça basta seguir os desenhos. do lado direito da cintura.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Monttanhiismo -. 1 2 3 4 5 74 . ou com um nó coberto no caso de ser com fita tubular. . Fazendo passar atrás pela cintura e pelas coxas. e depois de as duas pontas se terem cruzado à frente. Esta cadeirinha é a melhor e mais confortável de todas. une-se à frente com um mosquetão. Um mosquetão ou um nó alemão abraçam a cadeirinha como mostra a figura do lado. com um nó coberto. são feitas duas «orelhas» as quais serão abraçadas pelo mosquetão. a ponta da direita dá uma laçada em volta da outra. No fim.

bastando unir ambos com mosquetões ou fita tubular. o mosquetão fica ligado a uma corda dinâmica. Se o laço ficar mais comprido.Rappell Mon anh smo Rappe ATADURA INDIVIDUAL DE PEITO Esta atadura serve para abraçar o peito e servir de segurança. pode-se fazer com esta atadura e com uma cadeirinha das anteriores um conjunto de corpo completo. No final. Esta atadura serve para segurar a pessoa em caso de queda. e um esticão com a atadura abaixo destas costelas pode provocar lesões graves. 2 1 4 3 Deve-se ter particular atenção e cuidado com esta atadura. de modo a que a parte de baixo da mesma não fique abaixo das costelas flutuantes (as costelas mais baixas). Usa-se como segurança para principiantes em rappel. Tal como na cadeirinha espanhola.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Monttanhiismo -. devem-se unir inicialmente as duas pontas com um nó de cabeça de cotovia ou nó coberto. 75 . etc. escalada. caso se use respectivamente corda ou fita.

Rappell Mon anh smo Rappe O material aqui apresentado é uma pequenina porção do que existe.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as EQUIPAMENTO Monttanhiismo -. Mosquetão de Segurança (com rosca) Mosquetão Ordinário (sem rosca) Descensor "Oito" 76 .

bem como para aumentar o efeito de fricção (travagem). consequentemente. basta levar a mão direita (nas figuras) junto do peito. pois este pequeno procedimento aumenta a área de corda em contacto com o corpo e.2 77 . Para a travagem.Rappell Mon anh smo Rappe Em qualquer das técnicas. usam-se duas cordas ao mesmo tempo. o corpo é usado como sistema de fricção e. Rappel em "X" Rappel em "S" . Para diminuir o efeito nocivo no corpo. a fricção. nas quais apenas se usa a corda.1 Rappel em "S" .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as RAPPEL DE CORPO (sem equipamento) Monttanhiismo -. por isso. de travagem.

pois continua a usar o corpo como meio de fricção (travagem). A parte inferior da corda. Executa-se uma volta. como mostra a figura. de modo a que a corda volte a passar pelo interior do mosquetão. basta levantar a mão direita. o qual permite fazer uma travagem eficaz. unida por um mosquetão. que passa pelo lado direito do corpo. RAPPEL AMERICANO Faz-se passar a corda pelo mosquetão da cadeirinha. 78 .Rappell Mon anh smo Rappe Depois de feita uma cadeirinha espanhola. A travagem é feita como nas técnicas de rappel de corpo. Para fazer a travagem.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as RAPPEL COM MOSQUETÃO RAPPEL ESPANHOL Monttanhiismo -. embora ambas funcionem bem. faz-se passar a corda pelo mesmo. é segura pela mão direita com a palma virada para baixo. tal como na figura. RAPPEL COM NÓ DINÂMICO É feito no mosquetão um nó dinâmico (meio barqueiro). TÉCNICA DE VOLTA A corda passa pelo mosquetão e travase com uma espécie de volta mordida. Esta é uma técnica mista. leva-se a mão direita atrás do corpo. Para travar. de modo a entrar pelo lado esquerdo e a sair pelo lado direito do corpo. ou puxá-la para trás do corpo. Para a travagem deve-se levar a mão direita (ver figura) que segura a corda atrás do corpo. A técnica da direita é melhor do que a da esquerda.

SEGURANÇA NO RAPPEL 79 .Rappell Mon anh smo Rappe RAPPEL COM DESCENSOR "OITO" Nesta técnica é usado um descensor «oito» para fazer a travagem. O mosquetão é depois colocado na argola menor do descensor «oito».Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Monttanhiismo -. A técnica da direita é melhor do que a da esquerda. Este é colocado na corda sem ser precisa qualquer uma das pontas da corda. basta puxar a mão direita para trás do corpo. embora ambas funcionem bem. Para fazer a travagem.

bem seguras.Rappell Mon anh smo Rappe Mão que controla a travagem Em termos de segurança. Sempre que haja a menor dúvida sobre a consistência de uma ancoragem. que segura a corda que cai. Outro aspecto a ter em conta é verificar se a corda não será cortada ou danificada por asperezas do terreno. O número de voltas fica ao critério de cada um. ou protecção com uma mesmo uma mangueira. Diz quem sabe que se deve ancorar sempre a 3 pontos. Troncos velhos. normalmente. No caso de acontecer alguma coisa a quem está a fazer rappel. Tal deve ser verificado e. protecção com um pano mangueira de plástico Um nó muito simples para a ancoragem de uma corda de rappel é o chamado Lais de Guia em Bobine. ou seja. rochas pequenas ou de xisto devem sempre levantar dúvidas. 1 2 3 4 80 . Para a segurança básica do rappel basta uma pessoa colocada na base da pista de rappel. Para tal. ANCORAGEM As cordas de rappel devem ser sempre muito bem ancoradas. segurando a corda (válido para técnicas com mosquetão e descensor) e observando atentamente quem faz a descida. cobertores. superior à distância entre o cotovelo e a ponta dos dedos. apenas com mais voltas. isto é. No caso de esta distância de segurança não ser mantida. deve-se usar mais do que um ponto de ancoragem para a mesma corda. deve manter-se afastada do descensor (ou do mosquetão no caso das técnicas anteriores com mosquetão) uma distância de segurança «d». na corda de rappel podem-se fazer vários nós alemães e a cada um deles ligar com um mosquetão a um ponto diferente de ancoragem.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Monttanhiismo -. corre-se o risco de os dedos serem «engolidos» e trilhados pelo descensor. travando assim imediatamente a descida. a qual costuma ter maior resistência do que uma corda. Basicamente trata-se de um lais de guia. Esta distância deve ser. no caso de não haver outro local melhor de ancoragem proteger a corda com panos de lona. Outras pessoas Nunca se deve praticar rappel sozinho. nomeadamente rochas aguçadas. A ancoragem pode ser ainda feita com fita tubular. a mão que controla travagem. o segurança apenas tem de puxar a corda para baixo. tal é a força usada neste sistema de travagem.

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Monttanhiismo -- Rappell Mon anh smo Rappe

COMO ENROLAR UM CABO

Os cabos (ou cordas), antes de serem enrolados, devem ser «batidos» de modo a acabar com entrelaçamentos ou torções indesejáveis. Devem ser estendidos a todo o comprimento no chão, antes de começarem a ser enrolados. Tal como se pode ver na figura, o cabo é enrolado colocando-o dobrado em cima de uma mão. No final obtém-se um rolo em forma de «U» invertido.

Para a acabar de enrolar e prender, usa-se uma espécie de falcaça, tal como se pode ver nas figuras. No fim, toda a meada de cabo pode ser segura apenas pela ponta final.

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Piioneiirriismo P one smo

Eis algum material que te poderá ajudar a aperfeiçoar em….

PÓRTICOS LAVABOS SALAS DE JANTAR MASTROS DE BANDEIRA COZINHAS HIPOPÓTAMOS (WC) ANIMAÇÃO DA FÉ ESTENDAL DA ROUPA MESAS ESCORREDORES DE LOIÇA TORRES DE VIGIA FOGUEIRAS DE COZINHA FOGÕES DE COZINHA ELEVADOS

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PÓRTICOS

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Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo 84 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as LAVABOS Piioneiirriismo P one smo 85 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as SALAS DE JANTAR Piioneiirriismo P one smo MASTROS DE BANDEIRA 86 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo COZINHAS HIPOPÓTAMOS (WC) 87 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo ANIMAÇÃO DA FÉ 88 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo ESTENDAL DE ROUPA MESAS 89 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo ESCORREDORES DE LOIÇA 90 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo TORRES DE VIGIA 91 .

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo FOGUEIRAS DE COZINHA 92 .

como também aquilo que nunca deves fazer. As feridas são ainda classificadas em superficiais (não requerem hospital) e profundas (necessitam de tratamento hospitalar). Só então deves prestar os primeiros socorros. depois é "só" prestar os primeiros socorros. fazes o exame do sinistrado. Depois destas situações estarem tratadas é que se pode passar a outros possíveis casos. 93 . pois. Depois. ACHE. seguido da Hemorragia e por último o Envenenamento. é que lhe podes tocar. No final é o levantamento do(s) sinistrado(s) e o seu transporte até ao Hospital. Ainda nas feridas profundas ou penetrantes.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo SOCORRISMO. mas é um bom colaborador deles. as feridas podem ter algumas complicações como Hemorragias. Por exemplo: se houve um choque eléctrico e a vítima estiver agarrada à tomada. toda a gente foi a correr para ver o que tinha acontecido. etc. Como ainda é cedo para falar de coisas complicadas. Pois. se possível. deve tratar-se 1º da asfixia. . Assim. 1º desligas o quadro da electricidade e só depois com matéria isolante (ex.borracha) que deve estar bem seca.. por vezes. podem ser atingidos os órgãos. veias ou artérias. todas as feridas devem merecer os mesmos cuidados ou seja o seu aspecto ou tamanho não definem a gravidade da ferida. é que acidentes acontecem a todos. Para um socorrista. faz uma inspecção no corpo sem lhe mexer) e verifica os principais sinais de gravidade ou urgência. O nome que se dá à pessoa que sofreu o acidente é vítima e ao contrário do que possas pensar o socorrista não cura ninguém. Há que tratar de forma prioritária os possíveis casos. fazê-las melhorar. Estado de Choque e Infecções. isto é. perguntas sobre o que aconteceu. É que mais vale.. ou então estes devem deslocar-se até às vitimas. depois o choque (ou estado de choque). ou seja uma prioridade ao que há a cuidar. vamos agora falar-te daquelas que acontecem com maior frequência – as feridas: Podemos dizer que há ferida sempre que há uma interrupção da continuidade dos tecidos da pele.AAAAAAUU !!! De repente.. e sendo o 1º Socorro um primeiro cuidado prestado às vítimas elas deverão ser sempre transportadas até junto dum médico ou enfermeiro. Mas. Primeiro que tudo. É bom que fiques esclarecido acerca do papel do socorrista porque ele não dispensa nunca um médico ou enfermeiro. não prestares qualquer primeiro socorro a prestá-lo de forma inadequada. Todo o socorrista tem um plano de acção. Ele auxilia a vítima de modo a impedir o agravamento das suas lesões e. O seu primeiro socorro obedece a conhecimentos sobre traumatismos. O socorrismo ensina-te não só a saber o que deves fazer em caso de acidente. (o que lhe dói. afastar o perigo.

Nunca uses produtos corados (mercurocromo. se o corpo estranho estiver alojado no olho. deves fazer uma lavagem. tintura de iodo). com água corrente. O álcool é um desinfectante instrumental. penso rápido ou improvisado com um pano limpo. 3º) Cobrir a ferida com um penso – penso individual. No entanto. do ângulo interno do olho para o ângulo externo. 94 . quando há corte de tendões e articulações. Também não se deve falar. . Ao tentares fazê-lo podes estar a metê-lo mais para dentro. FERIDAS ESPECIAIS Ou seja: com corpos estranhos. além do primeiro socorro deves imobilizá-las. provoca dor e pode levar a estado de Choque. 2º) Lavar a ferida – Lavar os bordos circundantes da ferida com um anti-séptico incolor ou só com água e sabão. chamejado e sem pelos.O primeiro penso nunca se deve tirar para evitar desfazer o coágulo. que encobrem o aspecto da ferida. se necessário rasgar a roupa. Nunca retires um corpo estranho de uma ferida. grandes queimaduras. tossir ou respirar sobre a ferida. 4º) Fazer cobertura (fixação do penso) – Cuidados: nunca aplicar álcool. nos olhos. para ver se o consegues desalojar. Quando estiveres perante esta situação. A lavagem deve ser feita do meio para o exterior.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo COMO DEVES ACTUAR PERANTE UMA FERIDA 1º) Expôr a ferida – Destapá-la.

Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as ESTADO DE CHOQUE Piioneiirriismo P one smo O QUÊ? É quando sofres um choque eléctrico? Não. arrefecem rapidamente.se não passa ar nenhum. as funções dos principais órgãos do sistema nervoso central. As causas podem ser várias.LEVA-LA PARA UM LOCAL FRESCO E AREJADO . pupilas dilatadas. tem suores frios. desde emoções fortes. comprometendo deste modo. tem o pulso pouco cheio e rápido. etc. nada disso. Como podes ver que uma pessoa está em estado de choque? Se a vitima está pálida. O estado de choque é uma situação que se caracteriza por uma insuficiência circulatória periférica. em especial. respiração superficial (total . fadiga. Qual deve ser a tua atitude perante esta situação? SE A VITÍMA ESTÁ CONSCIENTE . parcial . náuseas ou vómitos.se só passa pouco ar) e algumas indiferenças no que passa à volta. motivado pela dilatação das artérias. a perda abundante de líquidos orgânicos (em especial o sangue).DESPERTA-LA 95 .

SE ESTÁ INCONSCIENTE.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo . 96 .A CABEÇA DEVE FICAR DE LADO PARA EVITAR A ASFIXIA EM CASO DE VÓMITO.LEVÁ-LA PARA UM LOCAL FRESCO E AREJADO.MANTER-LHE A TEMPERATURA NORMAL. . .DEITA-LA DE COSTAS COM OS PÉS MAIS ALTOS QUE A CABEÇA .

São as prioridades que deves ter presente num acidente.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo .A.DEITA-LA NA POSIÇÃO LATERAL DE SEGURANÇA (P.S. . Socorrer.).AQUECÊ-LA.S. Agora que já tens alguma noções do que é o socorrismo e como agir em situação de feridas e estado de choque deves ter sempre presente aquele velho ditado " mais vale prevenir do que remediar".DEPOIS DISTO A VITÍMA DEVE SEMPRE FAZER UMA VISITA AO HOSPITAL. Prevenir.L.DESPERTA-LA.. 97 . É aí que entra a P. . Alertar. .

A FOGUEIRA Para cozinhares com a folha de alumínio deves ter uma fogueira onde existam muitas brasas e não exista chama. caso seja necessário. Podes fazê-la facilmente utilizando a folha de alumínio e um ramo verde arqueado ou um velho cabide de metal.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo Em primeiro. criar uma fogueira mista. Depois. Uma camada de 5 cm de brasas. As pessoas que o são. Vamos. carvalho ou eucalipto. como as brasas tendem a esfriar.. fogões. Por exemplo. tais como terra e folhas queimadas. e a sua utilização é aconselhável. O pinheiro embora não dê umas brasas muito duradouras. Só depois de fazeres tudo isto é que podes socorrer a vítima. tal como o freixo. Já os antigos pioneiros e exploradores usavam folhas e barro em vez de tachos e panelas para preparar toda a espécie de refeições: Poupavam na lavagem da loiça mas comiam muitos desperdícios. cortada aos pedaços com cerca de 30 cm e. O MATERIAL Podes adquirir a folha de papel de alumínio em qualquer supermercado. " COZINHA SELVAGEM". tachos. cozer e até preparar uma porção de refeições com a folha de alumínio. estão aptas a agir em qualquer situação. etc. é o necessário para cozinhar. Deves escolher a folha reforçada pois a sua resistência é muito maior. FRITAR A primeira necessidade é uma frigideira. torna-se necessário. COZINHA EM FOLHA DE ALUMÍNIO Damos o nome de cozinha selvagem à técnica que. panelas. Mas. num acidente rodoviário deves ter o cuidado de sinalizar o acidente com o triângulo além de outros cuidados. abordar uma das formas de cozinha selvagem que mais poderás utilizar nas tuas actividades. bem como os outros de um outro possível acidente desencadeado pelo anterior. para que a vítima seja removida o mais rapidamente possível para o hospital. de um lado se acende o fogo (no círculo mais largo) e de outro se colocam as brasas (extremidade menor). em ferradura (ver imagem direita) onde. sem utilizar os habituais utensílios de cozinha. é aquele que mais abunda no nosso país. Conforme se formam brasas no fogo que arde. tiraram um curso para o efeito. Deves também ter sempre presente que estas noções que te damos sobre socorrismo não significam que passes a exercer o cargo de socorrista. Pelo desenho junto verás como é fácil construir esta 98 . Essas sim. deves alertar as suas autoridades. ter o cuidado de te prevenires. Convém que utilizes lenha grossa. claro lenha apropriada para brasas duradouras. vão-se puxando para a zona menor. Tudo isto é agora mais fácil com a folha de papel de alumínio. agora. Vais aprender como fritar. de espessura. poder igualmente confeccionar deliciosas refeições.

podes facilmente inventar os teus próprios menus. legumes ou até mesmo um jantar completo. fruta. COZIDOS Com a folha de alumínio podes cozinhar carne. como aqueles que muitos Grupos organizam todos os anos pela altura do Natal exige uma preparação adequada. tigela. Não te esqueças de colocar um pouco de gordura (margarina) na frigideira. por exemplo. PREPARAR UM RAIDE DE INVERNO Participar num raid de Inverno.Mochila – Saco-cama – Roupa e calçado – Estojo de toilette – Uniforme completo – Bloco de apontamentos com esferográfica – Lanterna – Faca de mato ou canivete – Cantil – Prato.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo frigideira. pois. muito útil para. Acompanha. para evitar situações desagradáveis. estas indicações: EQUIPAMENTO INDIVIDUAL . Com este método. estrelar ovos. copo e talheres – Impermeável 99 . antes dos alimentos a fritar.

Estojo de primeiros socorros . Em caso de chuva intensa e do calçado não ser impermeável deves usar um saco de plástico por cima das meias. AGASALHO – Somente o necessário e de preferência o mais adaptado ao tipo de actividade. uma protecção para a cabeça CUIDADOS MÉDICOS 100 . sempre bem lavados e com as unhas bem cortadas. PROTECÇÃO DA CHUVA – O mais aconselhável é o ponche de plástico fino com roda larga que dê para cobrir o corpo e a mochila. usar um creme protector. Durante a caminhada o corpo aquece e não convém teres muita roupa para não ficar encharcada em suor. Para além disso. Quando parares é necessário um agasalho para o corpo não arrefecer rápidamente. CALÇADO – Ténis ou botas de sola ou borracha. pois pode ser necessário mais de um par por dia. canetas variadas e fita adesiva .Fogão .Rolo de folha de alumínio . Vai bem apetrechado de meias e sacos de plástico.Dossier do raid. em caso de necessidade. bem usadas e com solas grossas.Porta-cartas topográficas .Panela e Cafeteira .Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo EQUIPAMENTO DE PATRULHA .Instrumentos musicais PREVENÇÃO MOCHILA – Convém ajustar-se perfeitamente ao corpo. Meias de lã ou algodão. estar equilibrada e não ter nenhum objecto saliente do lado das costas. Deve levar o mínimo de peso possível. não balançar (correias bem justas). Deves polvilhar diáriamente com pó de talco e. Tem cuidado com os pés.Bússola . confortáveis.

ovos. uns pingos para o nariz. 101 . os princípios de gripe ou constipação devem ser atacados desde o seu mais leve indício com umas fricções Vick. fruta). desarranjos intestinais e bolhas nos pés. o que não deve impedir que. bem como uma bebida quente. Não esqueças que todo o bom escuteiro em actividade não necessita de ir comer a cafés ou restaurantes para ter boa alimentação. legumes. ALIMENTAÇÃO Para um Raid de Inverno é bastante difícil ter-se refeições cozinhadas. embora também seja necessário. um xarope para a tosse. café) e essencialmente comida com bastantes calorias (carne. sempre que possível e frequentemente. chá. Não baseies a tua alimentação em pão. peixe.Técniicas Escuttiisttas Técn cas Escu s as Piioneiirriismo P one smo Para além das doenças imprevistas. aquelas que são mais frequentes neste tipo de actividades são os princípios de gripe ou constipação. Se as bolhas podem ser evitadas tendo cuidado com o calçado e os desarranjos intestinais com uma alimentação cuidada. pelo menos sopa ou bebidas (leite. tenhas comida quente. que cada patrulha deve ter na caixa de primeiros socorros.

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