Guia prático para coleta de sangue.

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Guia prático para coleta de sangue. .

.Guia prático para coleta de sangue. Guia prático para coleta de sangue. Anotações 26 AGRADECIMENTOS À equipe técnica da Vacuette do Brasil e a todos que participaram na elaboração deste projeto.

Guia prático para coleta de sangue. Anotações 25 .

ÍNDICE Coleta de sangue venoso I II III Introdução Recepção do paciente Coleta de sangue 07 08 08 15 17 17 IV Coleta de sangue infantil V Cuidados básicos com o paciente após a coleta VI Dificuldades na coleta Microcoleta de sangue capilar e venoso para neonatos e bebês I II 24 Introdução Utilização do método microcoleta 19 19 Bibliografia 23 Anotações 25 .Guia prático para coleta de sangue.

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geralmente. 5º.Introdução O conhecimento teórico das técnicas de coleta de sangue pode ser obtido em cursos teóricocientíficos. A "ordem de coleta" recomendada. Tubo sem aditivo.Guia prático para coleta de sangue. é essencial conhecer o tipo de amostra necessária para cada teste. para soro.utiliza-se sangue total com EDTA. B) Técnica para microcoleta de sangue venoso ATENÇÃO! Os locais de punção em bebês e neonatos. Deixar que o sangue goteje para dentro do microtubo até completar o volume. desde que profissionais com experiência prática forneçam orientações e detalhes sobre o procedimento mais adequado. secreções. 10 Embora não seja necessário conhecer todos os detalhes sobre os procedimentos analíticos dos testes.utiliza-se plasma com fluoreto. o conhecimento prático sobre coleta e as reações que poderão ocorrer durante este procedimento são adquiridos. para plasma. 29).utiliza-se plasma com citrato de sódio. (Fig. retire o funil e descarte todo o material utilizado na coleta no descartador apropriado. Os técnicos da área de coleta de sangue sabem que as chamadas "veias difíceis" não constituirão problema. para uma micro venipunção 11. para glicemia. Puncionar a veia utilizando um butterfly ou cânula luer. BIOQUÍMICA . GLICEMIA . Inverter os microtubos de 4-6 vezes. 03. noções de biosegurança e o manuseio correto dos materiais de coleta. mesmo aquelas consideradas como "difíceis" com o sistema de coleta a vácuo. Este manual provê informações para todos os profissionais envolvidos com a coleta de sangue. COAGULAÇÃO . 07 Figura . Introduzir o funil através da tampa de borracha. o procedimento é conhecido como punção venosa. Este manual prático visa orientar quaisquer venipunção. . O manual O laboratório deverá fornecer um programa educacional. 2º. para coagulação. Do ponto de vista da sua constituição. para uma homogeneização perfeita. Para obtê-lo. Remova a cânula ou butterfly. dorso das mãos e dos pés. 4º. 3º. através de experiências pessoais ou de informações 13 prestadas por outros profissionais. 22 A amostra Considera-se material biológico (amostra). sendo o sangue o mais utilizado. Porém. descrevendo procedimentos. geralmente são as veias na cabeça. I . é a seguinte: 1º. Tubo contendo fluoreto de sódio. 01. venipunção ou flebotomia. Tubo contendo EDTA-K3. 05. dando orientações que possam minimizar as dificuldades provenientes de uma venipunção. um manual de fácil compreensão como recurso para o dia-a-dia.29 04. para hematologia. fragmentos de tecido obtidos do corpo humano e que possam ser analisados. Antes de iniciar a punção: acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte. Tubo contendo heparina. HEMOGRAMA e GRUPO SANGUÍNEO .utiliza-se soro ou plasma. o sangue é considerado como um sistema complexo e relativamente constante. substância líquida (soro ou plasma) e elementos gasosos (O2 e CO2). Tubo contendo citrato. 02. líquidos. constituído de elementos sólidos (células sangüíneas). segundo a NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standard). excreções. A área escolhida para ser puncionada deve ser mantida imobilizada onde a visualização da veia pode ser melhorada aplicando um garroteamento por poucos segundos e/ou aquecendo ou friccionando a área. e do braço.

na seqüência correta de coleta. . C) Seleção da região de punção A regra básica para uma punção bem sucedida é examinar cuidadosamente o braço do paciente. basta verificar a pulsação do paciente. NOTA: Agitar vigorosamente pode causar espuma e hemólise. pois neste sentido encontram-se as veias de maior calibre e em locais menos sensíveis a dor. evitando a região central (Fig. se a gota de sangue não fluir livremente. seja amigável. pois poderá causar inflamações. Colher a amostra a partir da segunda gota. 01) 08 ATENÇÃO: A punção deve ser feita perpendicularmente à superfície da pele e não de outra forma. As características individuais de cada um poderão ser reconhecidas através de exame visual e/ou apalpação das veias. pois o garroteamento prolongado pode acarretar alterações nas análises (por exemplo: cálcio). 8. mas minimiza o efeito de influência da coagulação nos resultados de análise).Guia prático para coleta de sangue. por conter maior quantidade de fluidos celulares do que sangue. 12. Após a coleta do último microtubo. escolher as veias do braço para a mão. (Fig. Após a coleta. As gotas de sangue são captadas pelo funil ou tubo-capilar. Descartar todo o material utilizado na coleta nos descartadores apropriados. B) Garroteamento O garrote é utilizado durante a coleta de sangue para facilitar a localização das veias. Para tal. Quando o microtubo estiver com o seu volume completo. Falando com o paciente.Coleta de Sangue A) Posicionamento do braço O braço do paciente deve ser posicionado em uma linha reta do ombro ao punho.02 10. NEM sempre os neonatos sangram imediatamente. Nos microtubos com anticoagulante. de maneira que as veias fiquem mais acessíveis e o paciente o mais confortável possível. 4. Figura . a identidade deve ser conferida fazendo-lhe uma ou duas perguntas e confirmada através da ficha de entrada (no caso de laboratórios) ou no caso de pacientes hospitalizados a informação poderá ser checada pela pulseira de identificação ou pelo 4. sendo que o fluxo arterial não poderá ser interrompido. pois pode ocorrer contaminação). o pulso deverá continuar palpável. pressionar o local da punção com gaze seca estéril até parar o sangramento. dedicando atenção e explicando os procedimentos de coleta que serão realizados. 13 formulário médico. ATENÇÃO: ao coletar amostras com capilar. Desprezar a primeira gota. efetuar uma massagem leve para se obter uma gota bem redonda (esta massagem no local da punção não deve ser firme e nem causar pressão. 11. 13. Agora o microtubo pode ser gentilmente homogeneizado. o tubo de EDTA sempre deve ser o primeiro e em seguida o de sorologia (Esta seqüência é oposta ao da coleta tradicional para sangue venoso. o funil ou tubo-capilar deve ser removido e descartado.2) punção no calcanhar: Posicionar o calcanhar entre o polegar e o indicador e introduzir a lanceta de forma perpendicular na face lateral interna ou externa do calcanhar. facilitando o contato e o processo em si. Deve-se sempre que for realizar uma venipunção. mas seja profissional. Figura . 02) Figura . 28). troque-o pelo subseqüente.01 21 9. 14. 5 (Fig. homogeneização inadequada pode resultar em agregação plaquetária e/ou microcoágulos. Deve-se retirar ou afrouxar o garrote logo após a venipunção. II . Sorria. ele se sentirá mais seguro e confiante. O paciente deve ser recebido de forma cortês e segura. tornando-as proeminentes.Recepção do Paciente No momento em que o paciente é chamado.28 III . O garrote deve ser colocado no braço do paciente próximo ao local da punção (4 a 5 dedos ou 10 cm acima do local de punção). O cotovelo 11 não deve estar dobrado e a palma da mão voltada para cima. Profissionalismo é importante para que a paciente tenha uma boa primeira impressão. Mesmo garroteado. O garrote não deve ser deixado no braço do paciente por mais de um minuto.

8. 6. Nos casos mais complicados. Antes de iniciar a punção: .1) Punção digital: Posicionar o dedo e introduzir a lanceta de forma perpendicular na face lateral interna da falange (Fig. Tubos necessários à coleta. A)Técnica para microcoleta de sangue capilar Antes de iniciar uma microcoleta. 13 táctil.Acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte. Etiqueta para identificação do paciente. as veias podem ser superficiais ou profundas. 2. 7. Veia Cefálica As veias são tubos nos quais o sangue circula. As veias podem ser classificadas em: veias de grande. Secar o local da punção com uma gaze estéril. 4. sendo mais calibrosas nos membros. Bandagem. são nessas veias que se fazem normalmente à coleta de sangue. que é o coração. Veia mediana cubital Veia basílica Veia mediana basílica Veia mediana cefálica Veia longitudinal (ou antebraquial) Veia do dorso da mão Veia marginal da mão 20 09 Figura . Devido à sua situação subcutânea permitir visualização ou sensação 11. certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 1.Manter o microtubo conectado ao tubo carregador numa estante de sustentação. Calçar luvas. esparadrapo. Verificar quais os exames a serem realizados. . principalmente em idosos. (Fig. Fazer antissepsia do local com algodão embebido em álcool etílico a 70%. e vênulas. iniciar a punção: 1. Swabs de algodão embebida em álcool etílico a 70%. da periferia para o centro do sistema circulatório. para evitar movimentos imprevistos. . 5. edema ou contusão. 4.03 Escolher uma região de punção envolve algumas considerações: Selecionar uma veia que é facilmente palpável. 8. Etiquetas para identificação do paciente. 2. 3. colocar o paciente deitado com o braço acomodado ao lado do corpo e garrotear com o esfigmomanômetro (em P . Lavar e secar as mãos. Gaze seca e estéril. • Não selecionar um local no braço ao lado de uma mastectomia. Aquecer a falange distal ou o calcanhar a ser puncionado usando uma bolsa de água-quente ou friccionando o local da punção para estimular a vascularização. Selecionar a lanceta. Figura . se tiver dificuldade em localizar uma veia: • • Recomenda-se utilizar uma bolsa de água quente por mais ou menos cinco minutos sobre o local da punção e em seguida garrotear. D) Técnica para coleta de sangue a vácuo Antes de iniciar uma venipunção. As veias superficiais são subcutâneas e com freqüência visível por transparência da pele. Lancetas. TENTE ISTO. De 1 acordo com a sua localização. certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 01.27 NUNCA aplicar tapinhas no local a ser puncionado.A. Microtubos necessários à coleta. Descartador de material pérfuro-cortante. . pois se forem portadores de ateroma poderá haver deslocamentos das placas acarretando sérias conseqüências. 8. média) por um minuto. Luvas. 03) As veias mais usuais para a coleta de sangue são: Após o material estar preparado. Segurar firmemente o neonato ou bebê. 6. • Não selecionar um local com múltiplas punções. • Não selecionar um local no braço onde o paciente foi submetido a uma infusão intravenosa. 27). 5.Guia prático para coleta de sangue. 3.Introduzir o funil ou tubo capilar através da tampa de borracha. 02. 7. • Não selecionar um local com hematoma. médio e pequeno calibre.

contribuindo para que a coleta possa ser mais fácil. 03. 03. Punção de calcanhar .Guia prático para coleta de sangue. Lavar e secar as mãos. 04/A). NUNCA toque o local da punção após antissepsia. é a seguinte: 01.através de perfuração com lanceta na face palmar interna da falange distal do dedo médio. Swabs ou mecha de algodão embebida em álcool etílico a 70%. 04. O sangue obtido de punção capilar é composto por uma mistura de sangue de arteríola e vênulas além de fluidos intercelular e intersticial. 12 Em neonatos e bebês. e após. 08. quando o volume a ser coletado é menor que o obtido através de tubos a vácuo convencionais. exceto com luvas estéreis. forçando uma vascularização local (Fig. Portanto.05 . necessitando um profissional experiente e capacitado. do centro do local de perfuração para fora. • amostra venosa com escalpe (butterfly). Desde que o método tradicional para a coleta de sangue a vácuo não seja possível em neonatos e bebês deve-se recorrer ao sistema de microcoleta. de profundidade. A microcoleta pode ser realizada de várias formas : • amostra capilar com microtubos e funil.2. Luvas. 2 10 19 05. Primeiro. 06. A "ordem de coleta" recomendada. MICROCOLETA DE SANGUE CAPILAR E VENOSO PARA NEONATOS E BEBÊS. Garrote. 26). Após o material estar preparado. Isto pode ser evitado usando lancetas de aproximadamente 2 . O sangue capilar pode ser assim obtido: punção digital .25 mm. 05. haverá a possibilidade de causar sérias Gordura Subcutânea lesões no osso calcâneo e falange. quando há necessidade de se coletar várias amostras de um mesmo paciente. 04. de baixo para cima. iniciar a venipunção: 01.4 mm.através de perfuração com lanceta na face lateral plantar do calcanhar. 09. 06. a lanceta. 06. O sistema de microcoleta facilita muito o trabalho. 05. Tubo com heparina (para plasma).. 06/A). Conectá-la ao adaptador. Remover a capa Figura . 10. Fazer antissepsia do local da punção. Dessa forma é possível coletar sangue capilar e venoso. Tubo para hemocultura (quando houver). Remover a capa inferior da agulha múltipla. Verificar quais os exames a serem realizados. Tubo com citrato (coagulação). Descartador de agulhas. Estar certo de que a agulha esteja firme para assegurar que não solte durante o uso (Fig. com disparo Figura . Tubo com EDTA-K3 (hematologia). 07. Calçar luvas. Bandagem. em sentido espiral (Fig. segura e eficiente. caso contrário.04/B II . segundo a NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standard). I .Introdução A microcoleta é um processo de escolha para obtenção de sangue venoso ou periférico.Utilização do Método Microcoleta A coleta de sangue em bebês e neonatos é freqüentemente problemática e difícil. especialmente em pacientes pediátricos. 02. Figura . 04. Tubo sem aditivo (soro). 02. Há uma relação linear entre o volume de sangue coletado e a profundidade da perfuração no Lanceta local da punção. Adaptador para coleta a vácuo. 4/B). 03. • amostra venosa com cânula-Luer. Agulhas múltiplas. deverá ser selecionada de acordo com o local a ser puncionado e a quantidade de Epiderme sangue necessária.26 semi-automático com dispositivo de segurança (Fig. Gaze seca e estéril.04/A Figura . esparadrapo. a Derme profundidade da incisão é crítica. durante 11 uma mesma venipunção . Tubo com fluoreto de sódio (glicemia). • amostra capilar com microtubos e tubo capilar. Capilar não devendo ultrapassar 2.

O sistema agulha-adaptador deve ser apoiado na palma da mão e seguro firmemente entre o indicador e o polegar (Fig.06/A Figura . 03. superior da agulha múltipla. Colabamento da veia (Fig. mantendo o bisel voltado para cima (Fig. 10. Colocar o garrote (Fig. 04. Solução: desconectar o tubo.25 Outras situações podem ser criadas no momento da coleta.06/B 07.Guia prático para coleta de sangue. No ato da punção. Figura . com o indicador ou polegar de uma das mãos esticar a pele do paciente firmando a veia escolhida e com o sistema agulha-adaptador na outra mão. dificultando-a: • • • Agulha de calibre incompatível com a veia. girar suavemente o adaptador. Estase venosa devido a garroteamento prolongado.08 09.07 18 11 08. Bisel voltado para baixo. O sistema agulha-adaptador deve estar Figura . Solução: diminuir a pressão do garrote. Figura . Figura . liberando o bisel e reiniciar a coleta. puncionar a veia com precisão e rapidez (movimento único) (Fig.09 em um ângulo de coleta de 15º em . 07). Figura . 25). 24).24 Figura . 06/B). 08). Aderência do bisel na parede interna da veia (Fig. 09).

Com o tubo de coleta dentro do adaptador. localizar sua trajetória e corrigir o posicionamento da agulha. A compressão do local de punção é de responsabilidade do coletor. a mão que estiver puncionando deverá controlar o sistema. Se não puder executá-lo. pois durante a coleta. Figura . NOTA: Sempre que possível. pressione-o com o polegar. sendo a mais freqüente a falta de fluxo sangüíneo para dentro do tubo.22 12. 11. 23). Observar se não está usando relógio. com a outra pegar o tubo de coleta a ser utilizado e conectá-lo ao adaptador. Solução: retrair a agulha. aprofundando-a. Orientar para não massagear o local da punção enquanto pressiona o local. sem atingir a luz do vaso (Fig. Tão logo o sangue flua para dentro do tubo coletor. Possíveis causas: 01. a mudança de mão poderá provocar alteração indevida na posição da agulha (Fig. Solução: apalpar a veia. relação ao braço do paciente (Fig. Segurando firmemente o sistema agulhaadaptador com uma das mãos.Dificuldades na Coleta Algumas dificuldades podem surgir pela inexperiência do uso do sistema a vácuo. 12 17 Figura . Orientar para não carregar peso imediatamente após a coleta. 11). 22).Guia prático para coleta de sangue. NOTA: Sempre manter o tubo pressionado pelo polegar assegurando um ótimo preenchimento. o garrote deve ser retirado. pulseira ou mesmo vestimenta que possa estar garroteando o braço puncionado. Figura . deverá estar atento à maneira do paciente fazê-lo. Porém. até que a tampa tenha sido penetrada (Fig. A punção foi muito profunda e transfixou a veia (Fig. A agulha se localizou ao lado da veia. devem manter pressão sobre o local de punção por cerca de 3 minutos ou até parar o sangramento.12/B . 02. Figura . 10) V .10 VI . 12/A e B).11 Figura .12/A Figura .Cuidados Básicos com o Paciente após a Coleta • • • • • Pacientes idosos ou em uso de anticoagulantes.23 13.

O coletador de frente para a criança faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig. homogeneizá-los gentilmente por inversão (4 a 6 vezes) (Fig. 03.13 15. Não homogeneizar ou homogeneizar insuficientemente os tubos de sorologia pode resultar em uma demora na coagulação. Acoplar o tubo subseqüente em ordem específica a cada um dos exames solicitados. 13). de forma geral. O auxiliar ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança próximo ao garrote e com a outra mão próximo ao pulso. 20). NOTA: 01. o acompanhante desviará a atenção da criança para si segurando o rosto da mesma com uma das mãos. O braço da criança ficará estendido na direção do coletador sob o braço do acompanhante. homogeneização inadequada pode resultar em agregação plaquetária e/ou microcoágulos.Guia prático para coleta de sangue. no colo do acompanhante. 02. de frente para ele com as pernas abertas e entrelaçadas a seu corpo. na altura da cintura. Figura . se Figura . Dessa forma. 1) Uma delas é colocar a criança de lado. Quando o tubo estiver cheio e o fluxo sangüíneo cessar.21/B Figura . • Crianças maiores. O acompanhante estará abraçado a criança e de costas ou de lado para o coletador. 14. colaboram para que possa fazer uma venipunção sentada. O coletador de frente para a criança faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig.20 a veia for muito fina o garrote poderá ser mantido. Nos tubos com anticoagulante. 9 Figura .14/A Figura . 16 13 Figura . 21). é colocar a criança no colo do acompanhante. remova-o do adaptador trocando-o pelo seguinte (Fig.21/A 16.14/B 2) A outra. 14/A e B). sempre seguindo a seqüência correta de coleta (Fig. 15). ficando de lado para o coletador. Um dos braços da criança ficará abraçando o acompanhante e o outro posicionado para o coletador.15 . À medida que forem preenchidos os tubos. O auxiliar ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança próximo ao garrote e com a outra mão próximo ao pulso. Figura . Existem duas maneiras confortáveis de se posicionar uma criança. Agitar vigorosamente pode causar espuma ou hemólise.

• Probabilidade do retorno para uma segunda coleta por necessidade técnica ou diagnóstica. Com uma mecha de algodão exercer pressão sobre o local da punção. 16). 18/A e B) Figura . verificando se ela traz algum brinquedo ou livro de estórias.Guia prático para coleta de sangue. é conveniente que a criança tenha um ambiente próprio de espera. (Fig. há probabilidade de se ter que fazer mais de uma punção. Uma vez estancado o sangramento aplicar uma bandagem. de forma que a criança desvie a atenção da situação que a levou até lá. Por essa razão. 15 20.18/B Figura . e qual o nível de relacionamento com o acompanhante. Um ambiente agradável com algum tipo de entretenimento (televisão. acompanhante e criança. brinquedos) pode ser providenciado. Figura . Tão logo termine a coleta do último tubo retirar à agulha (Fig. A criança deve ser preparada psicologicamente para a coleta. Caso a criança traga algum brinquedo. O coletador de frente para o auxiliar faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig. mas sem que haja comprometimento da coleta. 17). até parar de sangrar (Fig. Isto pode ser obtido observando o comportamento da criança na sala de espera. enquanto aguarda ser chamado para o procedimento de coleta. quando possível. No momento em que a criança é convocada para o procedimento de coleta. ou seja.19 . A agulha deve ser descartada em recipiente próprio para materiais infecto contaminantes. Não é aconselhável que o acompanhante participe da coleta. B) Coleta em criança 18. apoiando o antebraço no peito ou ombro da criança. revistas. ficando um de frente para o outro. O posicionamento de coleta para crianças maiores do que um ano dependerá muito do nível de entendimento que elas possam ter.17 14 19. deve-se orientar o acompanhante das situações que podem ocorrer: • A criança pode se debater e ter que ser contida. sala de espera infantil. O auxiliar deve posicionar-se na cabeceira da maca no mesmo lado que o coletador. solicitando a ajuda de outro profissional para garantir que a coleta aconteça sem dificuldades. mantendo sua fisiologia estável. cabendo ao coletador conseguir a confiança da criança. Sempre que possível evitar que a criança assista a punção. • Em casos de crianças rebeldes e/ou de veias difíceis. A coleta de sangue em criança e neonato é freqüentemente problemática e difícil. este deve ser mantido com ela sempre que possível.Coleta de Sangue Infantil A) Sala de espera Figura . para o coletador. Com uma das mãos conter o braço da criança segurando-a próximo ao pulso e com a outra próximo ao garrote. 17. Como regra básica sugere-se: • Neonatos e bebês devem ser colocados deitados em maca própria.16 A sala de espera é um local próprio para que o paciente repouse. IV . sem dobrar o braço. pois o mesmo esta envolvido psicologicamente com a criança.18/A Figura . • A maioria das crianças choram muito. 19).

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