Guia de Coleta de Sangue

Guia prático para coleta de sangue.

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Guia prático para coleta de sangue. .

. Guia prático para coleta de sangue.Guia prático para coleta de sangue. Anotações 26 AGRADECIMENTOS À equipe técnica da Vacuette do Brasil e a todos que participaram na elaboração deste projeto.

Anotações 25 .Guia prático para coleta de sangue.

Guia prático para coleta de sangue. ÍNDICE Coleta de sangue venoso I II III Introdução Recepção do paciente Coleta de sangue 07 08 08 15 17 17 IV Coleta de sangue infantil V Cuidados básicos com o paciente após a coleta VI Dificuldades na coleta Microcoleta de sangue capilar e venoso para neonatos e bebês I II 24 Introdução Utilização do método microcoleta 19 19 Bibliografia 23 Anotações 25 .

GMBH. R. Pa. 12. pp 374 . 1996. et all. Vol. VALERIE G. Chem.. ª 23 . Virtual Phlebotomy. Métodos de Laboratório Aplicados à Clínica. G. 08. Internet. Guanabara Koogan. II. BR. G. Nº 10. Atheneu. 07. University of Arizona. Clin. STANLEY S. Phlebotomists at Risk. and MARCIA S.Guia prático para coleta de sangue. 13. C. CANNON D. 2ª Ed. 1974. Minas Gerais. et all. Journal of Family. 1991. 1 Ed. São Paulo.. 02. 1974. BR.W. 1990. Clinical Chemistry: Principles and Techniques.. Complications occurring from diagnostic venipuncture. 582-584. LYNCH: Técnicas de Laboratório. Darmstadt. BIBLIOGRAFIA 01. USA. DAVIDSOHN I. Saunders. Manole. W. HENRY R. 03. SCHIFMAN. MATHIES T. MOURA R. Fundamentals of Clinical Chemistry. 04. USA. São Paulo. Philadelphia. Nº 20. et all.J. 1ª Ed. Git Verlag. Clinical Diagnosis of Laboratory Methods. 1980. J. 10. e FATTINI C. et all. 1996. 1982. USA.. Atheneu. Anatomia Básica dos Sistemas Orgânicos. TIETZ N. et all. 4 Ed. University of Maryland at Baltimore School of Nursing. New York. Harper. Rio de Janeiro. 1992. Procedure for the Collection of Diagnostic Blood Specimens by Venipuncture. Evaluation of a new device for rapidly separating serum or plasma from blood. 1970. 06. p.388. 4 Ed. p44. DANGELO J. 11.. Philadelphia. USA. Internet. 2ªEd. The current National Committee for Clinical Laboratory Standard (NCCLS) guideline. GALENA H. 1ª Ed. 05. 1990. A. LINDA M. Técnicas de Laboratório. 1998. AND WENKELMAN J. GUDER W. 1969 pp 487-493. O. 4ª Ed.Document H3-A3. Pa. Sample: From the Patient to the Laboratory. RON B. 06 ª ª 09. Saunders. USA. Practice. BR. LIMA A. A. A.

excreções. Este manual provê informações para todos os profissionais envolvidos com a coleta de sangue. geralmente são as veias na cabeça. 10 Embora não seja necessário conhecer todos os detalhes sobre os procedimentos analíticos dos testes. Antes de iniciar a punção: acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte. BIOQUÍMICA . Inverter os microtubos de 4-6 vezes. dando orientações que possam minimizar as dificuldades provenientes de uma venipunção.Introdução O conhecimento teórico das técnicas de coleta de sangue pode ser obtido em cursos teóricocientíficos. 5º. Porém. Para obtê-lo. para uma homogeneização perfeita. desde que profissionais com experiência prática forneçam orientações e detalhes sobre o procedimento mais adequado. . para soro. o procedimento é conhecido como punção venosa. Do ponto de vista da sua constituição. (Fig. 05. segundo a NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standard). através de experiências pessoais ou de informações 13 prestadas por outros profissionais. Este manual prático visa orientar quaisquer venipunção. COAGULAÇÃO . A "ordem de coleta" recomendada.utiliza-se sangue total com EDTA. Tubo contendo citrato. substância líquida (soro ou plasma) e elementos gasosos (O2 e CO2). 4º. Os técnicos da área de coleta de sangue sabem que as chamadas "veias difíceis" não constituirão problema.29 04. HEMOGRAMA e GRUPO SANGUÍNEO . A área escolhida para ser puncionada deve ser mantida imobilizada onde a visualização da veia pode ser melhorada aplicando um garroteamento por poucos segundos e/ou aquecendo ou friccionando a área. B) Técnica para microcoleta de sangue venoso ATENÇÃO! Os locais de punção em bebês e neonatos. Tubo contendo EDTA-K3. para glicemia. o conhecimento prático sobre coleta e as reações que poderão ocorrer durante este procedimento são adquiridos. dorso das mãos e dos pés.utiliza-se soro ou plasma. mesmo aquelas consideradas como "difíceis" com o sistema de coleta a vácuo. Tubo contendo heparina. secreções. retire o funil e descarte todo o material utilizado na coleta no descartador apropriado. descrevendo procedimentos. Introduzir o funil através da tampa de borracha. geralmente. 29). sendo o sangue o mais utilizado.utiliza-se plasma com citrato de sódio. GLICEMIA . 22 A amostra Considera-se material biológico (amostra). Tubo contendo fluoreto de sódio. para uma micro venipunção 11. I . para plasma. O manual O laboratório deverá fornecer um programa educacional. é a seguinte: 1º. é essencial conhecer o tipo de amostra necessária para cada teste. noções de biosegurança e o manuseio correto dos materiais de coleta. Tubo sem aditivo. para hematologia. 02.utiliza-se plasma com fluoreto. constituído de elementos sólidos (células sangüíneas).Guia prático para coleta de sangue. 03. Deixar que o sangue goteje para dentro do microtubo até completar o volume. 3º. um manual de fácil compreensão como recurso para o dia-a-dia. 2º. Puncionar a veia utilizando um butterfly ou cânula luer. fragmentos de tecido obtidos do corpo humano e que possam ser analisados. e do braço. o sangue é considerado como um sistema complexo e relativamente constante. para coagulação. Remova a cânula ou butterfly. 07 Figura . venipunção ou flebotomia. líquidos. 01.

Nos microtubos com anticoagulante. 28). basta verificar a pulsação do paciente. O garrote deve ser colocado no braço do paciente próximo ao local da punção (4 a 5 dedos ou 10 cm acima do local de punção). pois poderá causar inflamações. tornando-as proeminentes. Mesmo garroteado.01 21 9. 13 formulário médico. Profissionalismo é importante para que a paciente tenha uma boa primeira impressão. Desprezar a primeira gota. O paciente deve ser recebido de forma cortês e segura. o funil ou tubo-capilar deve ser removido e descartado. Colher a amostra a partir da segunda gota. Quando o microtubo estiver com o seu volume completo. mas minimiza o efeito de influência da coagulação nos resultados de análise).02 10. Deve-se sempre que for realizar uma venipunção. se a gota de sangue não fluir livremente.Coleta de Sangue A) Posicionamento do braço O braço do paciente deve ser posicionado em uma linha reta do ombro ao punho. B) Garroteamento O garrote é utilizado durante a coleta de sangue para facilitar a localização das veias. Deve-se retirar ou afrouxar o garrote logo após a venipunção. NOTA: Agitar vigorosamente pode causar espuma e hemólise. 02) Figura . 5 (Fig. O cotovelo 11 não deve estar dobrado e a palma da mão voltada para cima. 8. O garrote não deve ser deixado no braço do paciente por mais de um minuto. o tubo de EDTA sempre deve ser o primeiro e em seguida o de sorologia (Esta seqüência é oposta ao da coleta tradicional para sangue venoso. NEM sempre os neonatos sangram imediatamente. As características individuais de cada um poderão ser reconhecidas através de exame visual e/ou apalpação das veias. Figura . homogeneização inadequada pode resultar em agregação plaquetária e/ou microcoágulos. II . troque-o pelo subseqüente. 01) 08 ATENÇÃO: A punção deve ser feita perpendicularmente à superfície da pele e não de outra forma. 14. C) Seleção da região de punção A regra básica para uma punção bem sucedida é examinar cuidadosamente o braço do paciente. ATENÇÃO: ao coletar amostras com capilar. pois neste sentido encontram-se as veias de maior calibre e em locais menos sensíveis a dor. pois o garroteamento prolongado pode acarretar alterações nas análises (por exemplo: cálcio). pois pode ocorrer contaminação). facilitando o contato e o processo em si. seja amigável. na seqüência correta de coleta. . Falando com o paciente. pressionar o local da punção com gaze seca estéril até parar o sangramento. Para tal. a identidade deve ser conferida fazendo-lhe uma ou duas perguntas e confirmada através da ficha de entrada (no caso de laboratórios) ou no caso de pacientes hospitalizados a informação poderá ser checada pela pulseira de identificação ou pelo 4. (Fig. evitando a região central (Fig.Guia prático para coleta de sangue. por conter maior quantidade de fluidos celulares do que sangue. de maneira que as veias fiquem mais acessíveis e o paciente o mais confortável possível. 4. mas seja profissional. Após a coleta. efetuar uma massagem leve para se obter uma gota bem redonda (esta massagem no local da punção não deve ser firme e nem causar pressão. dedicando atenção e explicando os procedimentos de coleta que serão realizados. As gotas de sangue são captadas pelo funil ou tubo-capilar. Descartar todo o material utilizado na coleta nos descartadores apropriados. escolher as veias do braço para a mão.2) punção no calcanhar: Posicionar o calcanhar entre o polegar e o indicador e introduzir a lanceta de forma perpendicular na face lateral interna ou externa do calcanhar.Recepção do Paciente No momento em que o paciente é chamado. Figura . 13. o pulso deverá continuar palpável. Agora o microtubo pode ser gentilmente homogeneizado. 12. 11. Após a coleta do último microtubo. sendo que o fluxo arterial não poderá ser interrompido. Sorria. ele se sentirá mais seguro e confiante.28 III .

03) As veias mais usuais para a coleta de sangue são: Após o material estar preparado. Etiquetas para identificação do paciente. média) por um minuto. Fazer antissepsia do local com algodão embebido em álcool etílico a 70%. Antes de iniciar a punção: . . da periferia para o centro do sistema circulatório. Etiqueta para identificação do paciente. . • Não selecionar um local com múltiplas punções. Veia mediana cubital Veia basílica Veia mediana basílica Veia mediana cefálica Veia longitudinal (ou antebraquial) Veia do dorso da mão Veia marginal da mão 20 09 Figura . 7. Veia Cefálica As veias são tubos nos quais o sangue circula. A)Técnica para microcoleta de sangue capilar Antes de iniciar uma microcoleta.Introduzir o funil ou tubo capilar através da tampa de borracha. 02. As veias podem ser classificadas em: veias de grande.1) Punção digital: Posicionar o dedo e introduzir a lanceta de forma perpendicular na face lateral interna da falange (Fig. Tubos necessários à coleta. • Não selecionar um local no braço onde o paciente foi submetido a uma infusão intravenosa. Luvas. Calçar luvas. edema ou contusão.27 NUNCA aplicar tapinhas no local a ser puncionado.03 Escolher uma região de punção envolve algumas considerações: Selecionar uma veia que é facilmente palpável. 27). D) Técnica para coleta de sangue a vácuo Antes de iniciar uma venipunção. 8. certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 01. 5. 6. Selecionar a lanceta. Bandagem. Descartador de material pérfuro-cortante. 7. Lavar e secar as mãos. para evitar movimentos imprevistos. Microtubos necessários à coleta. 2. são nessas veias que se fazem normalmente à coleta de sangue. Verificar quais os exames a serem realizados. Aquecer a falange distal ou o calcanhar a ser puncionado usando uma bolsa de água-quente ou friccionando o local da punção para estimular a vascularização. 8. 5. iniciar a punção: 1. que é o coração.A. Lancetas. 2. TENTE ISTO. Segurar firmemente o neonato ou bebê. Secar o local da punção com uma gaze estéril. pois se forem portadores de ateroma poderá haver deslocamentos das placas acarretando sérias conseqüências. 3. certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 1.Acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte. colocar o paciente deitado com o braço acomodado ao lado do corpo e garrotear com o esfigmomanômetro (em P . (Fig. 4. principalmente em idosos. De 1 acordo com a sua localização. médio e pequeno calibre.Manter o microtubo conectado ao tubo carregador numa estante de sustentação. 6. esparadrapo. 8. sendo mais calibrosas nos membros. • Não selecionar um local com hematoma. Swabs de algodão embebida em álcool etílico a 70%.Guia prático para coleta de sangue. . Nos casos mais complicados. • Não selecionar um local no braço ao lado de uma mastectomia. se tiver dificuldade em localizar uma veia: • • Recomenda-se utilizar uma bolsa de água quente por mais ou menos cinco minutos sobre o local da punção e em seguida garrotear. Devido à sua situação subcutânea permitir visualização ou sensação 11. Gaze seca e estéril. as veias podem ser superficiais ou profundas. e vênulas. 4. As veias superficiais são subcutâneas e com freqüência visível por transparência da pele. Figura . 13 táctil. 3.

Conectá-la ao adaptador. Calçar luvas.Guia prático para coleta de sangue. 07. Dessa forma é possível coletar sangue capilar e venoso. Bandagem. Tubo para hemocultura (quando houver). Há uma relação linear entre o volume de sangue coletado e a profundidade da perfuração no Lanceta local da punção. A "ordem de coleta" recomendada. Fazer antissepsia do local da punção. Luvas. 02. contribuindo para que a coleta possa ser mais fácil. exceto com luvas estéreis. Verificar quais os exames a serem realizados. Swabs ou mecha de algodão embebida em álcool etílico a 70%. Adaptador para coleta a vácuo. MICROCOLETA DE SANGUE CAPILAR E VENOSO PARA NEONATOS E BEBÊS. 06. forçando uma vascularização local (Fig. 09. 26).05 .através de perfuração com lanceta na face lateral plantar do calcanhar.2. iniciar a venipunção: 01. 05. 08. 12 Em neonatos e bebês.. 05. • amostra venosa com cânula-Luer. 02. O sangue obtido de punção capilar é composto por uma mistura de sangue de arteríola e vênulas além de fluidos intercelular e intersticial. durante 11 uma mesma venipunção . O sistema de microcoleta facilita muito o trabalho. • amostra capilar com microtubos e tubo capilar. 10.através de perfuração com lanceta na face palmar interna da falange distal do dedo médio. 03.26 semi-automático com dispositivo de segurança (Fig.04/A Figura . Figura . Tubo com citrato (coagulação). de baixo para cima. Desde que o método tradicional para a coleta de sangue a vácuo não seja possível em neonatos e bebês deve-se recorrer ao sistema de microcoleta. necessitando um profissional experiente e capacitado. 04. e após.Introdução A microcoleta é um processo de escolha para obtenção de sangue venoso ou periférico. Gaze seca e estéril. esparadrapo. Lavar e secar as mãos. Remover a capa inferior da agulha múltipla. Garrote. 04. 03. de profundidade. Agulhas múltiplas. em sentido espiral (Fig. Descartador de agulhas.04/B II . 04. Remover a capa Figura . a lanceta. haverá a possibilidade de causar sérias Gordura Subcutânea lesões no osso calcâneo e falange. segundo a NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standard). caso contrário. segura e eficiente. Estar certo de que a agulha esteja firme para assegurar que não solte durante o uso (Fig. 06. quando há necessidade de se coletar várias amostras de um mesmo paciente. Tubo com fluoreto de sódio (glicemia). Primeiro. Isto pode ser evitado usando lancetas de aproximadamente 2 . O sangue capilar pode ser assim obtido: punção digital . 06/A). A microcoleta pode ser realizada de várias formas : • amostra capilar com microtubos e funil. Após o material estar preparado. especialmente em pacientes pediátricos. 03.4 mm. Tubo com EDTA-K3 (hematologia). • amostra venosa com escalpe (butterfly). Portanto. I . deverá ser selecionada de acordo com o local a ser puncionado e a quantidade de Epiderme sangue necessária. 06.25 mm. Capilar não devendo ultrapassar 2. 04/A). com disparo Figura . Punção de calcanhar . do centro do local de perfuração para fora. 4/B). a Derme profundidade da incisão é crítica. NUNCA toque o local da punção após antissepsia. é a seguinte: 01. 2 10 19 05.Utilização do Método Microcoleta A coleta de sangue em bebês e neonatos é freqüentemente problemática e difícil. quando o volume a ser coletado é menor que o obtido através de tubos a vácuo convencionais. Tubo sem aditivo (soro). Tubo com heparina (para plasma).

Colabamento da veia (Fig.06/A Figura . O sistema agulha-adaptador deve ser apoiado na palma da mão e seguro firmemente entre o indicador e o polegar (Fig. 07). com o indicador ou polegar de uma das mãos esticar a pele do paciente firmando a veia escolhida e com o sistema agulha-adaptador na outra mão. Figura . Aderência do bisel na parede interna da veia (Fig. O sistema agulha-adaptador deve estar Figura .24 Figura .08 09. 09). Figura . girar suavemente o adaptador. 04. Bisel voltado para baixo. puncionar a veia com precisão e rapidez (movimento único) (Fig. superior da agulha múltipla. 10. 24). Solução: desconectar o tubo. dificultando-a: • • • Agulha de calibre incompatível com a veia. 06/B). Solução: diminuir a pressão do garrote.09 em um ângulo de coleta de 15º em . 25). liberando o bisel e reiniciar a coleta. mantendo o bisel voltado para cima (Fig. Colocar o garrote (Fig. 08). Figura . No ato da punção. Figura .25 Outras situações podem ser criadas no momento da coleta.Guia prático para coleta de sangue. 03.06/B 07.07 18 11 08. Estase venosa devido a garroteamento prolongado.

Cuidados Básicos com o Paciente após a Coleta • • • • • Pacientes idosos ou em uso de anticoagulantes. Com o tubo de coleta dentro do adaptador. 12/A e B). Possíveis causas: 01. 23). Orientar para não massagear o local da punção enquanto pressiona o local. A agulha se localizou ao lado da veia.22 12. Observar se não está usando relógio. 11). Figura . sendo a mais freqüente a falta de fluxo sangüíneo para dentro do tubo. localizar sua trajetória e corrigir o posicionamento da agulha. deverá estar atento à maneira do paciente fazê-lo.12/B . Orientar para não carregar peso imediatamente após a coleta.12/A Figura . Solução: retrair a agulha. A compressão do local de punção é de responsabilidade do coletor. Se não puder executá-lo. Figura . sem atingir a luz do vaso (Fig.23 13. 10) V . Porém.11 Figura . relação ao braço do paciente (Fig. o garrote deve ser retirado. devem manter pressão sobre o local de punção por cerca de 3 minutos ou até parar o sangramento. pulseira ou mesmo vestimenta que possa estar garroteando o braço puncionado. 12 17 Figura . Tão logo o sangue flua para dentro do tubo coletor. com a outra pegar o tubo de coleta a ser utilizado e conectá-lo ao adaptador. aprofundando-a. A punção foi muito profunda e transfixou a veia (Fig. a mão que estiver puncionando deverá controlar o sistema.Dificuldades na Coleta Algumas dificuldades podem surgir pela inexperiência do uso do sistema a vácuo. Figura . pressione-o com o polegar. pois durante a coleta. NOTA: Sempre manter o tubo pressionado pelo polegar assegurando um ótimo preenchimento. Segurando firmemente o sistema agulhaadaptador com uma das mãos. 22). 02. 11. NOTA: Sempre que possível. até que a tampa tenha sido penetrada (Fig. Solução: apalpar a veia.10 VI . a mudança de mão poderá provocar alteração indevida na posição da agulha (Fig.Guia prático para coleta de sangue.

O auxiliar ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança próximo ao garrote e com a outra mão próximo ao pulso. Dessa forma. no colo do acompanhante. • Crianças maiores. o acompanhante desviará a atenção da criança para si segurando o rosto da mesma com uma das mãos. O auxiliar ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança próximo ao garrote e com a outra mão próximo ao pulso. remova-o do adaptador trocando-o pelo seguinte (Fig. se Figura . Quando o tubo estiver cheio e o fluxo sangüíneo cessar. Agitar vigorosamente pode causar espuma ou hemólise. Existem duas maneiras confortáveis de se posicionar uma criança. O braço da criança ficará estendido na direção do coletador sob o braço do acompanhante.13 15. 20). homogeneizá-los gentilmente por inversão (4 a 6 vezes) (Fig. ficando de lado para o coletador. homogeneização inadequada pode resultar em agregação plaquetária e/ou microcoágulos. Nos tubos com anticoagulante. 16 13 Figura . O acompanhante estará abraçado a criança e de costas ou de lado para o coletador. 14. Não homogeneizar ou homogeneizar insuficientemente os tubos de sorologia pode resultar em uma demora na coagulação. Figura .Guia prático para coleta de sangue. 9 Figura . O coletador de frente para a criança faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig.14/B 2) A outra. é colocar a criança no colo do acompanhante. colaboram para que possa fazer uma venipunção sentada. 13). 02. de frente para ele com as pernas abertas e entrelaçadas a seu corpo.21/B Figura . 03. Figura .15 . na altura da cintura. NOTA: 01. de forma geral. Um dos braços da criança ficará abraçando o acompanhante e o outro posicionado para o coletador. 14/A e B).21/A 16. O coletador de frente para a criança faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig. 15). sempre seguindo a seqüência correta de coleta (Fig.20 a veia for muito fina o garrote poderá ser mantido. 1) Uma delas é colocar a criança de lado. 21). À medida que forem preenchidos os tubos.14/A Figura . Acoplar o tubo subseqüente em ordem específica a cada um dos exames solicitados.

Com uma das mãos conter o braço da criança segurando-a próximo ao pulso e com a outra próximo ao garrote. No momento em que a criança é convocada para o procedimento de coleta. quando possível. cabendo ao coletador conseguir a confiança da criança. Tão logo termine a coleta do último tubo retirar à agulha (Fig.19 . A criança deve ser preparada psicologicamente para a coleta. B) Coleta em criança 18. de forma que a criança desvie a atenção da situação que a levou até lá.Guia prático para coleta de sangue. ou seja. deve-se orientar o acompanhante das situações que podem ocorrer: • A criança pode se debater e ter que ser contida. até parar de sangrar (Fig. Sempre que possível evitar que a criança assista a punção. Uma vez estancado o sangramento aplicar uma bandagem. é conveniente que a criança tenha um ambiente próprio de espera. • Em casos de crianças rebeldes e/ou de veias difíceis. 19). 18/A e B) Figura . pois o mesmo esta envolvido psicologicamente com a criança. Com uma mecha de algodão exercer pressão sobre o local da punção. para o coletador.18/A Figura . revistas. O posicionamento de coleta para crianças maiores do que um ano dependerá muito do nível de entendimento que elas possam ter.Coleta de Sangue Infantil A) Sala de espera Figura . Figura . Não é aconselhável que o acompanhante participe da coleta.17 14 19. sala de espera infantil. este deve ser mantido com ela sempre que possível. 17). apoiando o antebraço no peito ou ombro da criança. • A maioria das crianças choram muito.16 A sala de espera é um local próprio para que o paciente repouse. O auxiliar deve posicionar-se na cabeceira da maca no mesmo lado que o coletador. sem dobrar o braço. brinquedos) pode ser providenciado. e qual o nível de relacionamento com o acompanhante. 15 20. A agulha deve ser descartada em recipiente próprio para materiais infecto contaminantes. verificando se ela traz algum brinquedo ou livro de estórias. Caso a criança traga algum brinquedo. ficando um de frente para o outro. enquanto aguarda ser chamado para o procedimento de coleta. Como regra básica sugere-se: • Neonatos e bebês devem ser colocados deitados em maca própria. solicitando a ajuda de outro profissional para garantir que a coleta aconteça sem dificuldades. 16). mantendo sua fisiologia estável. (Fig. acompanhante e criança. Por essa razão. A coleta de sangue em criança e neonato é freqüentemente problemática e difícil. mas sem que haja comprometimento da coleta. O coletador de frente para o auxiliar faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig.18/B Figura . 17. Isto pode ser obtido observando o comportamento da criança na sala de espera. • Probabilidade do retorno para uma segunda coleta por necessidade técnica ou diagnóstica. IV . Um ambiente agradável com algum tipo de entretenimento (televisão. há probabilidade de se ter que fazer mais de uma punção.

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