Guia prático para coleta de sangue.

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Guia prático para coleta de sangue. .

Anotações 26 AGRADECIMENTOS À equipe técnica da Vacuette do Brasil e a todos que participaram na elaboração deste projeto.Guia prático para coleta de sangue. . Guia prático para coleta de sangue.

Anotações 25 .Guia prático para coleta de sangue.

Guia prático para coleta de sangue. ÍNDICE Coleta de sangue venoso I II III Introdução Recepção do paciente Coleta de sangue 07 08 08 15 17 17 IV Coleta de sangue infantil V Cuidados básicos com o paciente após a coleta VI Dificuldades na coleta Microcoleta de sangue capilar e venoso para neonatos e bebês I II 24 Introdução Utilização do método microcoleta 19 19 Bibliografia 23 Anotações 25 .

Phlebotomists at Risk. 1982. p. Atheneu. 4 Ed. Minas Gerais. 1969 pp 487-493. AND WENKELMAN J. II.. DAVIDSOHN I. Sample: From the Patient to the Laboratory. et all.Guia prático para coleta de sangue. USA. LIMA A. SCHIFMAN. 07. A. A. USA. Practice. USA. 1980. et all. 1992.W. 2ª Ed. A. Clin. GALENA H. MATHIES T. BR. Procedure for the Collection of Diagnostic Blood Specimens by Venipuncture. 05. 13. 08. CANNON D. 02. 1996. 11. 1991. Complications occurring from diagnostic venipuncture. R. 1974. et all. G. USA. Pa. C. University of Arizona. TIETZ N. Atheneu. et all. GUDER W.Document H3-A3. and MARCIA S. ª 23 .. Técnicas de Laboratório. GMBH. 06 ª ª 09.. 03. 1990. 10. Clinical Chemistry: Principles and Techniques. Guanabara Koogan. RON B. 1974. Git Verlag. HENRY R. Pa. Saunders. Darmstadt.. e FATTINI C. 1 Ed. 12. Chem. BIBLIOGRAFIA 01. BR. W. MOURA R. J. Internet. 1970. LYNCH: Técnicas de Laboratório. 1990. Philadelphia. Journal of Family. Saunders.388. Anatomia Básica dos Sistemas Orgânicos. New York. Virtual Phlebotomy. University of Maryland at Baltimore School of Nursing. LINDA M. pp 374 . USA. Nº 20. et all. Harper. 06. BR. 1998. 4ª Ed.J. Evaluation of a new device for rapidly separating serum or plasma from blood. Vol. 04. Nº 10. O. Internet. Philadelphia. Métodos de Laboratório Aplicados à Clínica. STANLEY S. 582-584. The current National Committee for Clinical Laboratory Standard (NCCLS) guideline. Fundamentals of Clinical Chemistry. São Paulo. São Paulo. VALERIE G.. 1ª Ed. p44. DANGELO J. 1996. Manole. Clinical Diagnosis of Laboratory Methods. 2ªEd. Rio de Janeiro. G. 4 Ed. 1ª Ed.

descrevendo procedimentos. BIOQUÍMICA . Deixar que o sangue goteje para dentro do microtubo até completar o volume. I . 29). 01. 5º. o conhecimento prático sobre coleta e as reações que poderão ocorrer durante este procedimento são adquiridos. Este manual prático visa orientar quaisquer venipunção. geralmente são as veias na cabeça. líquidos. geralmente. secreções. venipunção ou flebotomia. Tubo sem aditivo. A "ordem de coleta" recomendada. o procedimento é conhecido como punção venosa. O manual O laboratório deverá fornecer um programa educacional. Tubo contendo fluoreto de sódio. é a seguinte: 1º. substância líquida (soro ou plasma) e elementos gasosos (O2 e CO2).Introdução O conhecimento teórico das técnicas de coleta de sangue pode ser obtido em cursos teóricocientíficos. dando orientações que possam minimizar as dificuldades provenientes de uma venipunção. para coagulação. e do braço. 02. Os técnicos da área de coleta de sangue sabem que as chamadas "veias difíceis" não constituirão problema. Este manual provê informações para todos os profissionais envolvidos com a coleta de sangue. Antes de iniciar a punção: acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte. 05. dorso das mãos e dos pés. sendo o sangue o mais utilizado. para plasma. 10 Embora não seja necessário conhecer todos os detalhes sobre os procedimentos analíticos dos testes. através de experiências pessoais ou de informações 13 prestadas por outros profissionais. 03. um manual de fácil compreensão como recurso para o dia-a-dia. (Fig. 4º. 2º. segundo a NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standard).Guia prático para coleta de sangue. HEMOGRAMA e GRUPO SANGUÍNEO . COAGULAÇÃO . B) Técnica para microcoleta de sangue venoso ATENÇÃO! Os locais de punção em bebês e neonatos. excreções. constituído de elementos sólidos (células sangüíneas). para glicemia. GLICEMIA . para hematologia. o sangue é considerado como um sistema complexo e relativamente constante. Tubo contendo EDTA-K3. . desde que profissionais com experiência prática forneçam orientações e detalhes sobre o procedimento mais adequado. Porém. A área escolhida para ser puncionada deve ser mantida imobilizada onde a visualização da veia pode ser melhorada aplicando um garroteamento por poucos segundos e/ou aquecendo ou friccionando a área.29 04. é essencial conhecer o tipo de amostra necessária para cada teste. 07 Figura . Tubo contendo citrato. retire o funil e descarte todo o material utilizado na coleta no descartador apropriado. Remova a cânula ou butterfly.utiliza-se plasma com citrato de sódio. Para obtê-lo. Tubo contendo heparina. fragmentos de tecido obtidos do corpo humano e que possam ser analisados. Introduzir o funil através da tampa de borracha. para uma homogeneização perfeita. para soro. mesmo aquelas consideradas como "difíceis" com o sistema de coleta a vácuo. Do ponto de vista da sua constituição.utiliza-se soro ou plasma.utiliza-se plasma com fluoreto.utiliza-se sangue total com EDTA. 22 A amostra Considera-se material biológico (amostra). para uma micro venipunção 11. Inverter os microtubos de 4-6 vezes. 3º. noções de biosegurança e o manuseio correto dos materiais de coleta. Puncionar a veia utilizando um butterfly ou cânula luer.

ATENÇÃO: ao coletar amostras com capilar. pois poderá causar inflamações. 02) Figura . Desprezar a primeira gota. o tubo de EDTA sempre deve ser o primeiro e em seguida o de sorologia (Esta seqüência é oposta ao da coleta tradicional para sangue venoso. 11. Sorria. ele se sentirá mais seguro e confiante. o funil ou tubo-capilar deve ser removido e descartado. Para tal. Profissionalismo é importante para que a paciente tenha uma boa primeira impressão.Recepção do Paciente No momento em que o paciente é chamado.2) punção no calcanhar: Posicionar o calcanhar entre o polegar e o indicador e introduzir a lanceta de forma perpendicular na face lateral interna ou externa do calcanhar. 13. dedicando atenção e explicando os procedimentos de coleta que serão realizados. facilitando o contato e o processo em si. se a gota de sangue não fluir livremente. Figura . As gotas de sangue são captadas pelo funil ou tubo-capilar. efetuar uma massagem leve para se obter uma gota bem redonda (esta massagem no local da punção não deve ser firme e nem causar pressão. mas seja profissional. 8. mas minimiza o efeito de influência da coagulação nos resultados de análise).Coleta de Sangue A) Posicionamento do braço O braço do paciente deve ser posicionado em uma linha reta do ombro ao punho.28 III . Agora o microtubo pode ser gentilmente homogeneizado. O cotovelo 11 não deve estar dobrado e a palma da mão voltada para cima. II . Colher a amostra a partir da segunda gota. NEM sempre os neonatos sangram imediatamente. homogeneização inadequada pode resultar em agregação plaquetária e/ou microcoágulos. O garrote deve ser colocado no braço do paciente próximo ao local da punção (4 a 5 dedos ou 10 cm acima do local de punção). basta verificar a pulsação do paciente. Descartar todo o material utilizado na coleta nos descartadores apropriados.01 21 9. a identidade deve ser conferida fazendo-lhe uma ou duas perguntas e confirmada através da ficha de entrada (no caso de laboratórios) ou no caso de pacientes hospitalizados a informação poderá ser checada pela pulseira de identificação ou pelo 4.Guia prático para coleta de sangue. 4. 12. pois o garroteamento prolongado pode acarretar alterações nas análises (por exemplo: cálcio). pressionar o local da punção com gaze seca estéril até parar o sangramento. seja amigável. Após a coleta. O paciente deve ser recebido de forma cortês e segura. de maneira que as veias fiquem mais acessíveis e o paciente o mais confortável possível. evitando a região central (Fig. Deve-se retirar ou afrouxar o garrote logo após a venipunção. . Falando com o paciente. tornando-as proeminentes. Quando o microtubo estiver com o seu volume completo. 01) 08 ATENÇÃO: A punção deve ser feita perpendicularmente à superfície da pele e não de outra forma. 14. Após a coleta do último microtubo. O garrote não deve ser deixado no braço do paciente por mais de um minuto. (Fig. Nos microtubos com anticoagulante. na seqüência correta de coleta. 5 (Fig. sendo que o fluxo arterial não poderá ser interrompido. por conter maior quantidade de fluidos celulares do que sangue. B) Garroteamento O garrote é utilizado durante a coleta de sangue para facilitar a localização das veias.02 10. As características individuais de cada um poderão ser reconhecidas através de exame visual e/ou apalpação das veias. Mesmo garroteado. o pulso deverá continuar palpável. pois neste sentido encontram-se as veias de maior calibre e em locais menos sensíveis a dor. Deve-se sempre que for realizar uma venipunção. C) Seleção da região de punção A regra básica para uma punção bem sucedida é examinar cuidadosamente o braço do paciente. NOTA: Agitar vigorosamente pode causar espuma e hemólise. troque-o pelo subseqüente. Figura . pois pode ocorrer contaminação). 13 formulário médico. escolher as veias do braço para a mão. 28).

27 NUNCA aplicar tapinhas no local a ser puncionado. Lancetas.Guia prático para coleta de sangue. para evitar movimentos imprevistos. Gaze seca e estéril. Devido à sua situação subcutânea permitir visualização ou sensação 11. • Não selecionar um local com hematoma. iniciar a punção: 1.03 Escolher uma região de punção envolve algumas considerações: Selecionar uma veia que é facilmente palpável. Descartador de material pérfuro-cortante. As veias superficiais são subcutâneas e com freqüência visível por transparência da pele. são nessas veias que se fazem normalmente à coleta de sangue. • Não selecionar um local no braço ao lado de uma mastectomia. Verificar quais os exames a serem realizados. Antes de iniciar a punção: .Introduzir o funil ou tubo capilar através da tampa de borracha. 4. A)Técnica para microcoleta de sangue capilar Antes de iniciar uma microcoleta.Acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte. 3. 5. sendo mais calibrosas nos membros. Selecionar a lanceta. 27). . Veia Cefálica As veias são tubos nos quais o sangue circula. se tiver dificuldade em localizar uma veia: • • Recomenda-se utilizar uma bolsa de água quente por mais ou menos cinco minutos sobre o local da punção e em seguida garrotear. 5. (Fig. Aquecer a falange distal ou o calcanhar a ser puncionado usando uma bolsa de água-quente ou friccionando o local da punção para estimular a vascularização. Segurar firmemente o neonato ou bebê. . 7. 2. Etiquetas para identificação do paciente. que é o coração. 8. Bandagem. 6.1) Punção digital: Posicionar o dedo e introduzir a lanceta de forma perpendicular na face lateral interna da falange (Fig. médio e pequeno calibre. 7.A. Etiqueta para identificação do paciente. Lavar e secar as mãos. as veias podem ser superficiais ou profundas. 2. TENTE ISTO. Microtubos necessários à coleta. principalmente em idosos. D) Técnica para coleta de sangue a vácuo Antes de iniciar uma venipunção. 13 táctil. colocar o paciente deitado com o braço acomodado ao lado do corpo e garrotear com o esfigmomanômetro (em P . • Não selecionar um local com múltiplas punções. Secar o local da punção com uma gaze estéril. certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 01. 03) As veias mais usuais para a coleta de sangue são: Após o material estar preparado. e vênulas. esparadrapo. As veias podem ser classificadas em: veias de grande. 8. Luvas. Fazer antissepsia do local com algodão embebido em álcool etílico a 70%. De 1 acordo com a sua localização. média) por um minuto. 8. pois se forem portadores de ateroma poderá haver deslocamentos das placas acarretando sérias conseqüências. Tubos necessários à coleta. Calçar luvas. 6. Figura . da periferia para o centro do sistema circulatório. . • Não selecionar um local no braço onde o paciente foi submetido a uma infusão intravenosa. certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 1. Nos casos mais complicados.Manter o microtubo conectado ao tubo carregador numa estante de sustentação. 4. Veia mediana cubital Veia basílica Veia mediana basílica Veia mediana cefálica Veia longitudinal (ou antebraquial) Veia do dorso da mão Veia marginal da mão 20 09 Figura . Swabs de algodão embebida em álcool etílico a 70%. 02. 3. edema ou contusão.

2 10 19 05. exceto com luvas estéreis. deverá ser selecionada de acordo com o local a ser puncionado e a quantidade de Epiderme sangue necessária. A microcoleta pode ser realizada de várias formas : • amostra capilar com microtubos e funil. Há uma relação linear entre o volume de sangue coletado e a profundidade da perfuração no Lanceta local da punção. Tubo com EDTA-K3 (hematologia). 09. Remover a capa Figura . 06. • amostra venosa com cânula-Luer. Adaptador para coleta a vácuo. 03. Lavar e secar as mãos. esparadrapo.através de perfuração com lanceta na face palmar interna da falange distal do dedo médio. 06/A). Capilar não devendo ultrapassar 2. • amostra capilar com microtubos e tubo capilar. Primeiro.04/B II . durante 11 uma mesma venipunção . Tubo para hemocultura (quando houver).4 mm. Tubo sem aditivo (soro). segura e eficiente. 10. Verificar quais os exames a serem realizados. segundo a NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standard). necessitando um profissional experiente e capacitado. Gaze seca e estéril. e após. 04. Descartador de agulhas. com disparo Figura . O sangue capilar pode ser assim obtido: punção digital . Luvas. a Derme profundidade da incisão é crítica.Utilização do Método Microcoleta A coleta de sangue em bebês e neonatos é freqüentemente problemática e difícil. 06. 26).05 .2. Tubo com heparina (para plasma). Isto pode ser evitado usando lancetas de aproximadamente 2 . 03. NUNCA toque o local da punção após antissepsia. 05. forçando uma vascularização local (Fig. do centro do local de perfuração para fora. especialmente em pacientes pediátricos. Tubo com fluoreto de sódio (glicemia).Introdução A microcoleta é um processo de escolha para obtenção de sangue venoso ou periférico. 06.Guia prático para coleta de sangue. Fazer antissepsia do local da punção. A "ordem de coleta" recomendada. Portanto. 05. 04. contribuindo para que a coleta possa ser mais fácil. Dessa forma é possível coletar sangue capilar e venoso. Após o material estar preparado. Swabs ou mecha de algodão embebida em álcool etílico a 70%.26 semi-automático com dispositivo de segurança (Fig. Remover a capa inferior da agulha múltipla. haverá a possibilidade de causar sérias Gordura Subcutânea lesões no osso calcâneo e falange. Desde que o método tradicional para a coleta de sangue a vácuo não seja possível em neonatos e bebês deve-se recorrer ao sistema de microcoleta. Calçar luvas. quando o volume a ser coletado é menor que o obtido através de tubos a vácuo convencionais. I . O sistema de microcoleta facilita muito o trabalho. de profundidade. Tubo com citrato (coagulação). quando há necessidade de se coletar várias amostras de um mesmo paciente. Bandagem. 02. Garrote. Punção de calcanhar . 12 Em neonatos e bebês. 04/A). iniciar a venipunção: 01. 04.04/A Figura . 03. Figura . é a seguinte: 01. Agulhas múltiplas. O sangue obtido de punção capilar é composto por uma mistura de sangue de arteríola e vênulas além de fluidos intercelular e intersticial. a lanceta.através de perfuração com lanceta na face lateral plantar do calcanhar. 4/B).25 mm. 08. Estar certo de que a agulha esteja firme para assegurar que não solte durante o uso (Fig. de baixo para cima. caso contrário. MICROCOLETA DE SANGUE CAPILAR E VENOSO PARA NEONATOS E BEBÊS. • amostra venosa com escalpe (butterfly). 02.. em sentido espiral (Fig. 07. Conectá-la ao adaptador.

08 09.06/B 07. Figura . 04. 07). 08). Bisel voltado para baixo. Colocar o garrote (Fig.07 18 11 08.Guia prático para coleta de sangue. Estase venosa devido a garroteamento prolongado. mantendo o bisel voltado para cima (Fig. com o indicador ou polegar de uma das mãos esticar a pele do paciente firmando a veia escolhida e com o sistema agulha-adaptador na outra mão.06/A Figura . Colabamento da veia (Fig. 10. 06/B). 03. 09).24 Figura . 25). Figura . Figura . Solução: diminuir a pressão do garrote. O sistema agulha-adaptador deve estar Figura . No ato da punção.09 em um ângulo de coleta de 15º em . girar suavemente o adaptador. O sistema agulha-adaptador deve ser apoiado na palma da mão e seguro firmemente entre o indicador e o polegar (Fig. Figura . liberando o bisel e reiniciar a coleta. Aderência do bisel na parede interna da veia (Fig.25 Outras situações podem ser criadas no momento da coleta. puncionar a veia com precisão e rapidez (movimento único) (Fig. superior da agulha múltipla. 24). dificultando-a: • • • Agulha de calibre incompatível com a veia. Solução: desconectar o tubo.

Guia prático para coleta de sangue.23 13. a mão que estiver puncionando deverá controlar o sistema. NOTA: Sempre que possível. Se não puder executá-lo. NOTA: Sempre manter o tubo pressionado pelo polegar assegurando um ótimo preenchimento. 12/A e B). pressione-o com o polegar. Solução: apalpar a veia. 11. 10) V .22 12. Com o tubo de coleta dentro do adaptador. o garrote deve ser retirado. pulseira ou mesmo vestimenta que possa estar garroteando o braço puncionado. Orientar para não carregar peso imediatamente após a coleta. Solução: retrair a agulha. deverá estar atento à maneira do paciente fazê-lo. Porém. 12 17 Figura .Cuidados Básicos com o Paciente após a Coleta • • • • • Pacientes idosos ou em uso de anticoagulantes. sem atingir a luz do vaso (Fig. localizar sua trajetória e corrigir o posicionamento da agulha. aprofundando-a. Segurando firmemente o sistema agulhaadaptador com uma das mãos.Dificuldades na Coleta Algumas dificuldades podem surgir pela inexperiência do uso do sistema a vácuo. a mudança de mão poderá provocar alteração indevida na posição da agulha (Fig.11 Figura . Orientar para não massagear o local da punção enquanto pressiona o local. A agulha se localizou ao lado da veia.12/A Figura .10 VI .12/B . Possíveis causas: 01. Tão logo o sangue flua para dentro do tubo coletor. A punção foi muito profunda e transfixou a veia (Fig. 22). Figura . relação ao braço do paciente (Fig. pois durante a coleta. Figura . Observar se não está usando relógio. Figura . com a outra pegar o tubo de coleta a ser utilizado e conectá-lo ao adaptador. sendo a mais freqüente a falta de fluxo sangüíneo para dentro do tubo. 02. 23). até que a tampa tenha sido penetrada (Fig. devem manter pressão sobre o local de punção por cerca de 3 minutos ou até parar o sangramento. A compressão do local de punção é de responsabilidade do coletor. 11).

colaboram para que possa fazer uma venipunção sentada. 16 13 Figura .21/B Figura . o acompanhante desviará a atenção da criança para si segurando o rosto da mesma com uma das mãos. Existem duas maneiras confortáveis de se posicionar uma criança. Quando o tubo estiver cheio e o fluxo sangüíneo cessar. Figura .14/B 2) A outra. À medida que forem preenchidos os tubos. O coletador de frente para a criança faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig.21/A 16.15 . O acompanhante estará abraçado a criança e de costas ou de lado para o coletador. O auxiliar ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança próximo ao garrote e com a outra mão próximo ao pulso. se Figura . sempre seguindo a seqüência correta de coleta (Fig.14/A Figura . na altura da cintura. 02. O auxiliar ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança próximo ao garrote e com a outra mão próximo ao pulso. é colocar a criança no colo do acompanhante. 14/A e B). • Crianças maiores. no colo do acompanhante. O coletador de frente para a criança faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig. Figura . remova-o do adaptador trocando-o pelo seguinte (Fig. de forma geral. 14. 13). de frente para ele com as pernas abertas e entrelaçadas a seu corpo. 03. O braço da criança ficará estendido na direção do coletador sob o braço do acompanhante. 1) Uma delas é colocar a criança de lado.13 15. Acoplar o tubo subseqüente em ordem específica a cada um dos exames solicitados.Guia prático para coleta de sangue. homogeneizá-los gentilmente por inversão (4 a 6 vezes) (Fig. Não homogeneizar ou homogeneizar insuficientemente os tubos de sorologia pode resultar em uma demora na coagulação. 21). 20). NOTA: 01. homogeneização inadequada pode resultar em agregação plaquetária e/ou microcoágulos. Dessa forma. ficando de lado para o coletador. Um dos braços da criança ficará abraçando o acompanhante e o outro posicionado para o coletador. 15).20 a veia for muito fina o garrote poderá ser mantido. Agitar vigorosamente pode causar espuma ou hemólise. Nos tubos com anticoagulante. 9 Figura .

e qual o nível de relacionamento com o acompanhante.Coleta de Sangue Infantil A) Sala de espera Figura . O posicionamento de coleta para crianças maiores do que um ano dependerá muito do nível de entendimento que elas possam ter. 18/A e B) Figura . Uma vez estancado o sangramento aplicar uma bandagem. Como regra básica sugere-se: • Neonatos e bebês devem ser colocados deitados em maca própria. • A maioria das crianças choram muito. pois o mesmo esta envolvido psicologicamente com a criança. é conveniente que a criança tenha um ambiente próprio de espera. este deve ser mantido com ela sempre que possível.18/A Figura . quando possível. Isto pode ser obtido observando o comportamento da criança na sala de espera.17 14 19. solicitando a ajuda de outro profissional para garantir que a coleta aconteça sem dificuldades. sem dobrar o braço. revistas. • Probabilidade do retorno para uma segunda coleta por necessidade técnica ou diagnóstica. ou seja. Um ambiente agradável com algum tipo de entretenimento (televisão. • Em casos de crianças rebeldes e/ou de veias difíceis. O coletador de frente para o auxiliar faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig. A criança deve ser preparada psicologicamente para a coleta.16 A sala de espera é um local próprio para que o paciente repouse.Guia prático para coleta de sangue. mantendo sua fisiologia estável. 16). deve-se orientar o acompanhante das situações que podem ocorrer: • A criança pode se debater e ter que ser contida. O auxiliar deve posicionar-se na cabeceira da maca no mesmo lado que o coletador. há probabilidade de se ter que fazer mais de uma punção. Com uma das mãos conter o braço da criança segurando-a próximo ao pulso e com a outra próximo ao garrote. B) Coleta em criança 18. enquanto aguarda ser chamado para o procedimento de coleta. 19).18/B Figura . Caso a criança traga algum brinquedo. A agulha deve ser descartada em recipiente próprio para materiais infecto contaminantes. apoiando o antebraço no peito ou ombro da criança. IV . mas sem que haja comprometimento da coleta. Com uma mecha de algodão exercer pressão sobre o local da punção. sala de espera infantil. 15 20. brinquedos) pode ser providenciado. cabendo ao coletador conseguir a confiança da criança. para o coletador. acompanhante e criança. verificando se ela traz algum brinquedo ou livro de estórias. de forma que a criança desvie a atenção da situação que a levou até lá. 17). (Fig. Sempre que possível evitar que a criança assista a punção. até parar de sangrar (Fig. Figura . No momento em que a criança é convocada para o procedimento de coleta. Tão logo termine a coleta do último tubo retirar à agulha (Fig. Não é aconselhável que o acompanhante participe da coleta. 17.19 . ficando um de frente para o outro. Por essa razão. A coleta de sangue em criança e neonato é freqüentemente problemática e difícil.