Guia prático para coleta de sangue.

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.Guia prático para coleta de sangue.

. Anotações 26 AGRADECIMENTOS À equipe técnica da Vacuette do Brasil e a todos que participaram na elaboração deste projeto. Guia prático para coleta de sangue.Guia prático para coleta de sangue.

Guia prático para coleta de sangue. Anotações 25 .

Guia prático para coleta de sangue. ÍNDICE Coleta de sangue venoso I II III Introdução Recepção do paciente Coleta de sangue 07 08 08 15 17 17 IV Coleta de sangue infantil V Cuidados básicos com o paciente após a coleta VI Dificuldades na coleta Microcoleta de sangue capilar e venoso para neonatos e bebês I II 24 Introdução Utilização do método microcoleta 19 19 Bibliografia 23 Anotações 25 .

USA. Rio de Janeiro. Clinical Diagnosis of Laboratory Methods. 582-584. 1ª Ed. Sample: From the Patient to the Laboratory. 12. 1998. Guanabara Koogan.J. GALENA H.Document H3-A3. Pa. 08. Nº 20. 1990. Virtual Phlebotomy. ª 23 . BIBLIOGRAFIA 01. 1969 pp 487-493. 1982. 10.. R. 02. GMBH. 07. and MARCIA S. Manole. 04. BR. et all. HENRY R. 2ªEd. DAVIDSOHN I. Internet. W. 1 Ed. p44. A. 1974. USA. p. São Paulo. et all.. Anatomia Básica dos Sistemas Orgânicos. II.. Pa. LIMA A. The current National Committee for Clinical Laboratory Standard (NCCLS) guideline. Internet. A. Fundamentals of Clinical Chemistry. 4 Ed. Practice. SCHIFMAN. G. 05. University of Arizona. J. STANLEY S. 1974. 1996. USA. Harper. 4ª Ed. Atheneu. São Paulo. 06 ª ª 09. MATHIES T. Evaluation of a new device for rapidly separating serum or plasma from blood. Saunders.. New York. Journal of Family. A. 4 Ed.W. 1970. e FATTINI C. Atheneu. AND WENKELMAN J. Philadelphia. Darmstadt. 13. Chem. 1990. RON B. Métodos de Laboratório Aplicados à Clínica.. et all. C. Phlebotomists at Risk. VALERIE G. Saunders. DANGELO J. 1996. Vol. Git Verlag. Clinical Chemistry: Principles and Techniques. MOURA R. 03. pp 374 . Minas Gerais. Nº 10. Procedure for the Collection of Diagnostic Blood Specimens by Venipuncture. LINDA M. GUDER W. Técnicas de Laboratório. O.Guia prático para coleta de sangue. 1992. 1991. University of Maryland at Baltimore School of Nursing. USA. CANNON D. et all. et all. Complications occurring from diagnostic venipuncture. BR. Philadelphia. 1ª Ed. 11.388. Clin. LYNCH: Técnicas de Laboratório. TIETZ N. 06. G. USA. 2ª Ed. 1980. BR.

HEMOGRAMA e GRUPO SANGUÍNEO . 03. 5º. segundo a NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standard). 01. secreções. GLICEMIA . Tubo contendo citrato. . geralmente. 2º. substância líquida (soro ou plasma) e elementos gasosos (O2 e CO2).utiliza-se soro ou plasma. Remova a cânula ou butterfly.utiliza-se plasma com fluoreto. 4º.29 04. Este manual provê informações para todos os profissionais envolvidos com a coleta de sangue. para glicemia.utiliza-se plasma com citrato de sódio. um manual de fácil compreensão como recurso para o dia-a-dia. COAGULAÇÃO . dando orientações que possam minimizar as dificuldades provenientes de uma venipunção. Introduzir o funil através da tampa de borracha. para uma micro venipunção 11. o procedimento é conhecido como punção venosa. Os técnicos da área de coleta de sangue sabem que as chamadas "veias difíceis" não constituirão problema. excreções. para soro. para coagulação. o sangue é considerado como um sistema complexo e relativamente constante. para uma homogeneização perfeita. dorso das mãos e dos pés. Tubo contendo EDTA-K3. BIOQUÍMICA . constituído de elementos sólidos (células sangüíneas).utiliza-se sangue total com EDTA. 05. geralmente são as veias na cabeça. desde que profissionais com experiência prática forneçam orientações e detalhes sobre o procedimento mais adequado. 02. Deixar que o sangue goteje para dentro do microtubo até completar o volume. Antes de iniciar a punção: acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte. I . sendo o sangue o mais utilizado. fragmentos de tecido obtidos do corpo humano e que possam ser analisados.Introdução O conhecimento teórico das técnicas de coleta de sangue pode ser obtido em cursos teóricocientíficos. e do braço. líquidos. B) Técnica para microcoleta de sangue venoso ATENÇÃO! Os locais de punção em bebês e neonatos. para plasma. para hematologia. Tubo contendo fluoreto de sódio. é a seguinte: 1º. o conhecimento prático sobre coleta e as reações que poderão ocorrer durante este procedimento são adquiridos. 29). mesmo aquelas consideradas como "difíceis" com o sistema de coleta a vácuo. Puncionar a veia utilizando um butterfly ou cânula luer. descrevendo procedimentos. Tubo sem aditivo. é essencial conhecer o tipo de amostra necessária para cada teste. Para obtê-lo. Do ponto de vista da sua constituição. 22 A amostra Considera-se material biológico (amostra). Tubo contendo heparina. 3º. (Fig. O manual O laboratório deverá fornecer um programa educacional. Este manual prático visa orientar quaisquer venipunção. Inverter os microtubos de 4-6 vezes. noções de biosegurança e o manuseio correto dos materiais de coleta. através de experiências pessoais ou de informações 13 prestadas por outros profissionais. 10 Embora não seja necessário conhecer todos os detalhes sobre os procedimentos analíticos dos testes. A "ordem de coleta" recomendada. retire o funil e descarte todo o material utilizado na coleta no descartador apropriado. venipunção ou flebotomia.Guia prático para coleta de sangue. 07 Figura . A área escolhida para ser puncionada deve ser mantida imobilizada onde a visualização da veia pode ser melhorada aplicando um garroteamento por poucos segundos e/ou aquecendo ou friccionando a área. Porém.

Figura . 14. 8. Falando com o paciente. 12. NOTA: Agitar vigorosamente pode causar espuma e hemólise. evitando a região central (Fig. Colher a amostra a partir da segunda gota. dedicando atenção e explicando os procedimentos de coleta que serão realizados. pois pode ocorrer contaminação).28 III . 01) 08 ATENÇÃO: A punção deve ser feita perpendicularmente à superfície da pele e não de outra forma. (Fig. 13. 28). Quando o microtubo estiver com o seu volume completo. mas seja profissional.01 21 9. O garrote não deve ser deixado no braço do paciente por mais de um minuto. Após a coleta. Mesmo garroteado. B) Garroteamento O garrote é utilizado durante a coleta de sangue para facilitar a localização das veias. Profissionalismo é importante para que a paciente tenha uma boa primeira impressão. Deve-se sempre que for realizar uma venipunção. de maneira que as veias fiquem mais acessíveis e o paciente o mais confortável possível. pois neste sentido encontram-se as veias de maior calibre e em locais menos sensíveis a dor. ele se sentirá mais seguro e confiante. 13 formulário médico.Recepção do Paciente No momento em que o paciente é chamado. na seqüência correta de coleta. efetuar uma massagem leve para se obter uma gota bem redonda (esta massagem no local da punção não deve ser firme e nem causar pressão. Agora o microtubo pode ser gentilmente homogeneizado. troque-o pelo subseqüente. Após a coleta do último microtubo. Para tal. pois poderá causar inflamações. 02) Figura . basta verificar a pulsação do paciente. pressionar o local da punção com gaze seca estéril até parar o sangramento. Nos microtubos com anticoagulante. Figura . mas minimiza o efeito de influência da coagulação nos resultados de análise). ATENÇÃO: ao coletar amostras com capilar. homogeneização inadequada pode resultar em agregação plaquetária e/ou microcoágulos. C) Seleção da região de punção A regra básica para uma punção bem sucedida é examinar cuidadosamente o braço do paciente. Desprezar a primeira gota. As características individuais de cada um poderão ser reconhecidas através de exame visual e/ou apalpação das veias. 5 (Fig. sendo que o fluxo arterial não poderá ser interrompido. o funil ou tubo-capilar deve ser removido e descartado. 11. II . 4. . por conter maior quantidade de fluidos celulares do que sangue. Deve-se retirar ou afrouxar o garrote logo após a venipunção. o pulso deverá continuar palpável. se a gota de sangue não fluir livremente. NEM sempre os neonatos sangram imediatamente.Coleta de Sangue A) Posicionamento do braço O braço do paciente deve ser posicionado em uma linha reta do ombro ao punho.Guia prático para coleta de sangue. Descartar todo o material utilizado na coleta nos descartadores apropriados. O cotovelo 11 não deve estar dobrado e a palma da mão voltada para cima.02 10. As gotas de sangue são captadas pelo funil ou tubo-capilar. seja amigável. a identidade deve ser conferida fazendo-lhe uma ou duas perguntas e confirmada através da ficha de entrada (no caso de laboratórios) ou no caso de pacientes hospitalizados a informação poderá ser checada pela pulseira de identificação ou pelo 4. O garrote deve ser colocado no braço do paciente próximo ao local da punção (4 a 5 dedos ou 10 cm acima do local de punção).2) punção no calcanhar: Posicionar o calcanhar entre o polegar e o indicador e introduzir a lanceta de forma perpendicular na face lateral interna ou externa do calcanhar. o tubo de EDTA sempre deve ser o primeiro e em seguida o de sorologia (Esta seqüência é oposta ao da coleta tradicional para sangue venoso. O paciente deve ser recebido de forma cortês e segura. tornando-as proeminentes. pois o garroteamento prolongado pode acarretar alterações nas análises (por exemplo: cálcio). escolher as veias do braço para a mão. facilitando o contato e o processo em si. Sorria.

sendo mais calibrosas nos membros. pois se forem portadores de ateroma poderá haver deslocamentos das placas acarretando sérias conseqüências. • Não selecionar um local com hematoma. 02. 13 táctil. Devido à sua situação subcutânea permitir visualização ou sensação 11.A. se tiver dificuldade em localizar uma veia: • • Recomenda-se utilizar uma bolsa de água quente por mais ou menos cinco minutos sobre o local da punção e em seguida garrotear.03 Escolher uma região de punção envolve algumas considerações: Selecionar uma veia que é facilmente palpável. 7. principalmente em idosos. 3. (Fig. Microtubos necessários à coleta. que é o coração. colocar o paciente deitado com o braço acomodado ao lado do corpo e garrotear com o esfigmomanômetro (em P . certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 1. Swabs de algodão embebida em álcool etílico a 70%. Veia mediana cubital Veia basílica Veia mediana basílica Veia mediana cefálica Veia longitudinal (ou antebraquial) Veia do dorso da mão Veia marginal da mão 20 09 Figura . Etiqueta para identificação do paciente. são nessas veias que se fazem normalmente à coleta de sangue. Descartador de material pérfuro-cortante. 6.Acoplar o microtubo ao tubo carregador ou de transporte. • Não selecionar um local no braço ao lado de uma mastectomia. 4. Figura . Luvas. as veias podem ser superficiais ou profundas. esparadrapo. 27). 2. e vênulas. As veias podem ser classificadas em: veias de grande.Manter o microtubo conectado ao tubo carregador numa estante de sustentação. da periferia para o centro do sistema circulatório. Etiquetas para identificação do paciente.Guia prático para coleta de sangue. Antes de iniciar a punção: . 2. TENTE ISTO. Lavar e secar as mãos. . Selecionar a lanceta. 7. Calçar luvas. Tubos necessários à coleta. Verificar quais os exames a serem realizados. . 03) As veias mais usuais para a coleta de sangue são: Após o material estar preparado. Veia Cefálica As veias são tubos nos quais o sangue circula. 4. • Não selecionar um local com múltiplas punções. . • Não selecionar um local no braço onde o paciente foi submetido a uma infusão intravenosa. Gaze seca e estéril. Secar o local da punção com uma gaze estéril. iniciar a punção: 1. médio e pequeno calibre. As veias superficiais são subcutâneas e com freqüência visível por transparência da pele.1) Punção digital: Posicionar o dedo e introduzir a lanceta de forma perpendicular na face lateral interna da falange (Fig.Introduzir o funil ou tubo capilar através da tampa de borracha. 8. A)Técnica para microcoleta de sangue capilar Antes de iniciar uma microcoleta. Nos casos mais complicados. Fazer antissepsia do local com algodão embebido em álcool etílico a 70%. 5. 6. De 1 acordo com a sua localização. D) Técnica para coleta de sangue a vácuo Antes de iniciar uma venipunção. 5.27 NUNCA aplicar tapinhas no local a ser puncionado. Bandagem. Segurar firmemente o neonato ou bebê. certificar-se de que o material abaixo será de fácil acesso: 01. para evitar movimentos imprevistos. 8. Lancetas. edema ou contusão. média) por um minuto. 3. 8. Aquecer a falange distal ou o calcanhar a ser puncionado usando uma bolsa de água-quente ou friccionando o local da punção para estimular a vascularização.

Gaze seca e estéril. O sangue obtido de punção capilar é composto por uma mistura de sangue de arteríola e vênulas além de fluidos intercelular e intersticial. segura e eficiente.através de perfuração com lanceta na face palmar interna da falange distal do dedo médio. e após. Há uma relação linear entre o volume de sangue coletado e a profundidade da perfuração no Lanceta local da punção. MICROCOLETA DE SANGUE CAPILAR E VENOSO PARA NEONATOS E BEBÊS. Punção de calcanhar . Bandagem.04/B II .4 mm. haverá a possibilidade de causar sérias Gordura Subcutânea lesões no osso calcâneo e falange. Descartador de agulhas. 09. Tubo para hemocultura (quando houver). Calçar luvas.. Lavar e secar as mãos. durante 11 uma mesma venipunção .2. 06. Dessa forma é possível coletar sangue capilar e venoso. 03.04/A Figura . necessitando um profissional experiente e capacitado. exceto com luvas estéreis. Figura . 06. 10. Luvas. Após o material estar preparado.Introdução A microcoleta é um processo de escolha para obtenção de sangue venoso ou periférico. Tubo com citrato (coagulação). A "ordem de coleta" recomendada. caso contrário. 03. • amostra venosa com escalpe (butterfly). Isto pode ser evitado usando lancetas de aproximadamente 2 .através de perfuração com lanceta na face lateral plantar do calcanhar. • amostra capilar com microtubos e tubo capilar. 02. Desde que o método tradicional para a coleta de sangue a vácuo não seja possível em neonatos e bebês deve-se recorrer ao sistema de microcoleta. Remover a capa inferior da agulha múltipla. 08. a Derme profundidade da incisão é crítica. • amostra venosa com cânula-Luer. Tubo com fluoreto de sódio (glicemia). Fazer antissepsia do local da punção. 4/B). Primeiro. esparadrapo. 05. a lanceta. NUNCA toque o local da punção após antissepsia. Conectá-la ao adaptador. 06. de baixo para cima. O sistema de microcoleta facilita muito o trabalho. contribuindo para que a coleta possa ser mais fácil. especialmente em pacientes pediátricos. Tubo sem aditivo (soro). Tubo com EDTA-K3 (hematologia). Portanto. I . 04/A). 04. 04. Swabs ou mecha de algodão embebida em álcool etílico a 70%.05 . Verificar quais os exames a serem realizados. 2 10 19 05. Tubo com heparina (para plasma). quando o volume a ser coletado é menor que o obtido através de tubos a vácuo convencionais. deverá ser selecionada de acordo com o local a ser puncionado e a quantidade de Epiderme sangue necessária. A microcoleta pode ser realizada de várias formas : • amostra capilar com microtubos e funil. Remover a capa Figura .Guia prático para coleta de sangue. quando há necessidade de se coletar várias amostras de um mesmo paciente. de profundidade. 05. Adaptador para coleta a vácuo. 06/A). 07. com disparo Figura . Garrote.Utilização do Método Microcoleta A coleta de sangue em bebês e neonatos é freqüentemente problemática e difícil. é a seguinte: 01. em sentido espiral (Fig. do centro do local de perfuração para fora. Capilar não devendo ultrapassar 2.25 mm. segundo a NCCLS (National Committee for Clinical Laboratory Standard). forçando uma vascularização local (Fig. 02. O sangue capilar pode ser assim obtido: punção digital .26 semi-automático com dispositivo de segurança (Fig. 26). 04. 12 Em neonatos e bebês. 03. Estar certo de que a agulha esteja firme para assegurar que não solte durante o uso (Fig. iniciar a venipunção: 01. Agulhas múltiplas.

07 18 11 08. No ato da punção. 06/B).24 Figura . 10. O sistema agulha-adaptador deve estar Figura .25 Outras situações podem ser criadas no momento da coleta. 08). Figura . liberando o bisel e reiniciar a coleta. 03. mantendo o bisel voltado para cima (Fig. O sistema agulha-adaptador deve ser apoiado na palma da mão e seguro firmemente entre o indicador e o polegar (Fig. Figura . Figura . Solução: diminuir a pressão do garrote. girar suavemente o adaptador. com o indicador ou polegar de uma das mãos esticar a pele do paciente firmando a veia escolhida e com o sistema agulha-adaptador na outra mão. dificultando-a: • • • Agulha de calibre incompatível com a veia. superior da agulha múltipla. Aderência do bisel na parede interna da veia (Fig. Solução: desconectar o tubo.06/B 07. 24). Colocar o garrote (Fig. 07).09 em um ângulo de coleta de 15º em .06/A Figura . Estase venosa devido a garroteamento prolongado.Guia prático para coleta de sangue.08 09. Colabamento da veia (Fig. Bisel voltado para baixo. Figura . 25). 09). 04. puncionar a veia com precisão e rapidez (movimento único) (Fig.

relação ao braço do paciente (Fig. Figura . 11).12/A Figura . Orientar para não carregar peso imediatamente após a coleta. Figura .Dificuldades na Coleta Algumas dificuldades podem surgir pela inexperiência do uso do sistema a vácuo. 12 17 Figura .12/B . A punção foi muito profunda e transfixou a veia (Fig. 11. com a outra pegar o tubo de coleta a ser utilizado e conectá-lo ao adaptador. Solução: retrair a agulha.Cuidados Básicos com o Paciente após a Coleta • • • • • Pacientes idosos ou em uso de anticoagulantes.11 Figura . Porém.Guia prático para coleta de sangue. 22). pulseira ou mesmo vestimenta que possa estar garroteando o braço puncionado. Observar se não está usando relógio. Tão logo o sangue flua para dentro do tubo coletor.22 12. 10) V . 12/A e B). Figura . NOTA: Sempre manter o tubo pressionado pelo polegar assegurando um ótimo preenchimento. a mudança de mão poderá provocar alteração indevida na posição da agulha (Fig. pois durante a coleta. deverá estar atento à maneira do paciente fazê-lo.10 VI . o garrote deve ser retirado. sem atingir a luz do vaso (Fig. a mão que estiver puncionando deverá controlar o sistema. sendo a mais freqüente a falta de fluxo sangüíneo para dentro do tubo. devem manter pressão sobre o local de punção por cerca de 3 minutos ou até parar o sangramento. Com o tubo de coleta dentro do adaptador. Orientar para não massagear o local da punção enquanto pressiona o local. A agulha se localizou ao lado da veia. Segurando firmemente o sistema agulhaadaptador com uma das mãos. 23). Solução: apalpar a veia. aprofundando-a. pressione-o com o polegar. A compressão do local de punção é de responsabilidade do coletor. 02. NOTA: Sempre que possível. até que a tampa tenha sido penetrada (Fig.23 13. localizar sua trajetória e corrigir o posicionamento da agulha. Se não puder executá-lo. Possíveis causas: 01.

Um dos braços da criança ficará abraçando o acompanhante e o outro posicionado para o coletador. é colocar a criança no colo do acompanhante. homogeneizá-los gentilmente por inversão (4 a 6 vezes) (Fig. Existem duas maneiras confortáveis de se posicionar uma criança. O coletador de frente para a criança faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig.13 15. de frente para ele com as pernas abertas e entrelaçadas a seu corpo.Guia prático para coleta de sangue. 16 13 Figura . homogeneização inadequada pode resultar em agregação plaquetária e/ou microcoágulos. se Figura . O coletador de frente para a criança faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig. o acompanhante desviará a atenção da criança para si segurando o rosto da mesma com uma das mãos. 1) Uma delas é colocar a criança de lado.15 . sempre seguindo a seqüência correta de coleta (Fig. À medida que forem preenchidos os tubos.14/B 2) A outra. no colo do acompanhante.21/B Figura . O auxiliar ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança próximo ao garrote e com a outra mão próximo ao pulso. NOTA: 01. Quando o tubo estiver cheio e o fluxo sangüíneo cessar. Não homogeneizar ou homogeneizar insuficientemente os tubos de sorologia pode resultar em uma demora na coagulação. de forma geral. 9 Figura . colaboram para que possa fazer uma venipunção sentada.21/A 16. 15). Nos tubos com anticoagulante. na altura da cintura. O braço da criança ficará estendido na direção do coletador sob o braço do acompanhante. 20). 14/A e B).14/A Figura .20 a veia for muito fina o garrote poderá ser mantido. 13). Acoplar o tubo subseqüente em ordem específica a cada um dos exames solicitados. 02. Dessa forma. remova-o do adaptador trocando-o pelo seguinte (Fig. O auxiliar ficará posicionado ao lado do coletador onde com uma das mãos segurará o braço da criança próximo ao garrote e com a outra mão próximo ao pulso. • Crianças maiores. ficando de lado para o coletador. Agitar vigorosamente pode causar espuma ou hemólise. Figura . 21). Figura . O acompanhante estará abraçado a criança e de costas ou de lado para o coletador. 03. 14.

19). brinquedos) pode ser providenciado. 17. enquanto aguarda ser chamado para o procedimento de coleta. mas sem que haja comprometimento da coleta. Com uma mecha de algodão exercer pressão sobre o local da punção. este deve ser mantido com ela sempre que possível. Um ambiente agradável com algum tipo de entretenimento (televisão. No momento em que a criança é convocada para o procedimento de coleta. Como regra básica sugere-se: • Neonatos e bebês devem ser colocados deitados em maca própria. verificando se ela traz algum brinquedo ou livro de estórias. sem dobrar o braço. IV . 18/A e B) Figura .16 A sala de espera é um local próprio para que o paciente repouse. O coletador de frente para o auxiliar faz a venipunção seguindo os mesmos passos utilizados para a punção em adulto (Fig. acompanhante e criança. 15 20.18/A Figura .17 14 19. é conveniente que a criança tenha um ambiente próprio de espera. de forma que a criança desvie a atenção da situação que a levou até lá. 16). ou seja. O auxiliar deve posicionar-se na cabeceira da maca no mesmo lado que o coletador. há probabilidade de se ter que fazer mais de uma punção. cabendo ao coletador conseguir a confiança da criança. quando possível. • Em casos de crianças rebeldes e/ou de veias difíceis. 17). sala de espera infantil. Figura . Isto pode ser obtido observando o comportamento da criança na sala de espera. Não é aconselhável que o acompanhante participe da coleta. revistas. pois o mesmo esta envolvido psicologicamente com a criança. A coleta de sangue em criança e neonato é freqüentemente problemática e difícil.18/B Figura .Guia prático para coleta de sangue. Uma vez estancado o sangramento aplicar uma bandagem. O posicionamento de coleta para crianças maiores do que um ano dependerá muito do nível de entendimento que elas possam ter. Tão logo termine a coleta do último tubo retirar à agulha (Fig. Com uma das mãos conter o braço da criança segurando-a próximo ao pulso e com a outra próximo ao garrote. (Fig. • A maioria das crianças choram muito. ficando um de frente para o outro. apoiando o antebraço no peito ou ombro da criança. solicitando a ajuda de outro profissional para garantir que a coleta aconteça sem dificuldades. para o coletador. Sempre que possível evitar que a criança assista a punção.Coleta de Sangue Infantil A) Sala de espera Figura .19 . Caso a criança traga algum brinquedo. e qual o nível de relacionamento com o acompanhante. até parar de sangrar (Fig. A criança deve ser preparada psicologicamente para a coleta. B) Coleta em criança 18. • Probabilidade do retorno para uma segunda coleta por necessidade técnica ou diagnóstica. deve-se orientar o acompanhante das situações que podem ocorrer: • A criança pode se debater e ter que ser contida. Por essa razão. mantendo sua fisiologia estável. A agulha deve ser descartada em recipiente próprio para materiais infecto contaminantes.