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compendio reprodução animal

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Blanchard et al. (1990) apresentaram um trabalho sobre o mane-
jo da distocia em éguas, onde também se menciona a retenção
de placenta. As éguas geralmente eliminam a placenta de 30
minutos a três horas após o parto. Quando esse período é ultra-
passado, há risco de desenvolvimento de metrite tóxica, septi-
cemia, toxemia, laminite e até mesmo morte. Os riscos associa-
dos a essas complicações aumentam com o tempo e dependem
muito dos cuidados que se tem com a égua. Em um estudo com
3500 éguas de raças de trote bem manejadas, observou-se que
10,6% delas tiveram retenção de placenta, mas nenhuma desen-
volveu metrite tóxica ou laminite. A retenção de placenta pode
acarretar atraso na involução uterina, prejudicando a fertilidade
da égua no cio do potro.
O tratamento da retenção de placenta consiste geralmente na
administração de ocitocina (Orastina®), isolada ou associada a
outros medicamentos. A ocitocina pode ser administrada pela
via subcutânea ou intramuscular à dose de 20 UI, e pode ser
repetida poucas horas mais tarde. A placenta é normalmente
eliminada 1 a 2 horas após a administração da droga (Blanchard
e Varner 1993). Doses maiores de ocitocina podem estimular
contrações espasmódicas intensas, causando sofrimento à
égua. Uma infusão intravenosa de 60 UI de ocitocina em 1 a 2
litros de solução fisiológica leva à expulsão da placenta em 75%
dos casos.
Adicionalmente, pode ser feita uma pequena tração da placenta,
com cuidado para não rasgá-la, para não prejudicar o útero ou
provocar um prolapso. A lavagem uterina resulta em uma sepa-
ração mais completa das vilosidades coriônicas e remove peque-
nos pedaços de placenta e resíduos que podem estar presentes
no útero. Ela pode ser combinada à administração de ocitocina.
A antibioticoterapia sistêmica e intra-uterina pode prevenir o
desenvolvimento de septicemia. Em caso de sinais de toxemia,
indica-se a administração de antiinflamatórios não esteroidais
(AINEs) (Blanchard e Varner 1993).

Reprodução de Eqüinos 3

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