UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA – RS Centro de Ciências da Saúde Departamento de Microbiologia e Parasitologia

Livro didático – 2ª edição - 2007

Dra. Sílvia Gonzalez Monteiro Professora de Parasitologia Veterinária

Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências da Saúde Departamento de Microbiologia e Parasitologia

Este livro didático tem a finalidade de auxiliar os alunos em Medicina Veterinária no estudo dos parasitas dos animais domésticos.

INDICE:

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Conteúdo Programático Conceitos em Parasitologia Tipos de Parasitos Tipos de Hospedeiros Tipos de Ciclo dos Parasitos Especificidade dos Parasitos Ação do Parasito sobre o Hospedeiro Períodos de Parasitismo Classificação dos Seres Vivos Regras Internacionais de Nomenclatura Zoológica Filo Arthropoda Classe Arachnida Ordem Acari (Acarina) Subordem Mesostigmata Família Dermanyssidae o Gênero Dermanyssus

13 17 17 18 18 18 18 19 19 20 22 23 24 24 24 24 25 26 26 26 27 27 28 28 29 29 30

Família Macronyssidae o Gênero Ornithonyssus

Família Laelapidae o Gênero Laelaps

Família Macrochelidae o Gênero Macrocheles

Família Varroidae o Gênero Varroa

Família Raillietidae o Gênero Raillietia

Subordem Metastigmata (Carrapatos)

• Família Ixodidae (carrapatos duros) o o o o Gênero Rhipicephalus Gênero Boophilus Gênero Amblyomma Gênero Anocentor 30 33 35 37 38 38 39 40 41 42 43 44 45 45 45 46 46 47 47 48 48 54 54 54 54 54 55 55 57 • Família Argasidae (carrapatos moles) o o o Gênero Argas Gênero Ornithodorus Gênero Otobius • • • • Pôster Carrapatos Subordem Astigmata (sarnas) Morfologia das Sarnas Família Sarcoptidae o o Gênero Sarcoptes Gênero Notoedres • Família Cnemidocoptidae o Gênero Cnemidocoptes • Família Psoroptidae o o o Gênero Psoroptes Gênero Otodectes Gênero Chorioptes • • Subordem Actinedida (Prostigmata) Família Cheyletidae o Gênero Cheyletiella • Família Myobiidae o Gênero Myobia • Família Demodecidae o Gênero Demodex • Família Trombiculidae .

o • • • • • • Gênero Trombicula.Sugadores) o o o o Gênero Pediculus Gênero Pthirus Gênero Haematopinus Gênero Linognathus • • Pôster Piolhos Ordem Hemiptera o Família Reduviidae (Barbeiros) • • • Gênero Panstrongylus Gênero Triatoma Gênero Rhodnius o Família Cimicidae (Percevejos) • Gênero Cimex . Eutrombicula 57 58 58 59 64 65 66 67 67 68 68 68 69 69 69 70 70 70 72 73 74 76 77 77 78 78 79 79 79 Subordem Cryptostigmata Família Oribatidae Classe Insecta Classificação dos insetos Ordem Phthiraptera (Piolhos) Subordem Amblycera (Antenas escondidas) o o o Gênero Menopon Gênero Menacanthus Gênero Heterodoxus • Subordem Ischnocera (Antenas livres) o o o o o Gênero Trichodectes Gênero Bovicola Gênero Felicola Gênero Goniodes Gênero Lipeurus • Subordem Anoplura (Picadores .

Classificação Subordem Nematocera (Mosquitos) o o o o o Gênero Anopheles Gênero Aedes Gênero Culex Gênero Culicoides Gênero Lutzomyia • • Gênero Simulium Subordem Brachycera Tabanomorpha (Mutucas) o o Gênero Chrysops Gênero Tabanus • Subordem Brachycera Cyclorrapha (Moscas) o o o o o o o o Gênero Musca Gênero Fannia Gênero Stomoxys Gênero Haematobia Gênero Cochliomyia Gênero Chrysomyia Gênero Phaenicia Gênero Sarcophaga .o • Gênero Ornithocoris 80 82 83 84 85 85 87 88 89 91 92 92 93 94 96 98 100 102 104 105 107 108 109 109 110 111 113 114 114 Ordem Siphonaptera (Pulgas) o o o o Gênero Tunga Gênero Ctenocephalides Gênero Pulex Gênero Xenopsylla • • • • • Pôster Pulgas Ordem Diptera Classificação dos Diptera Subordem Nematocera .

• • Gênero Oestrus Gênero Dermatobia o Gênero Gasterophilus 115 116 118 119 119 119 119 120 120 121 122 123 124 125 126 127 128 131 134 134 136 137 138 139 137 140 142 144 144 • • Seção Pupipara Família Hippoboscidae o o o o Gênero Hippobosca Gênero Pseudolinchia Gênero Lipoptena Gênero Melophagus • • • • Filo Protozoa – Chave de Classificação Filo Protozoa (Unicelulares) Subfilo Sarcomastigophora Classe Mastigophora – Locomoção por Flagelos o o o o o Gênero Tritrichomonas Gênero Giardia Gênero Histomonas Gênero Trypanosoma Gênero Leishmania • • Subfilo Apicomplexa Classe Sporoazida ou Coccidia o o o o o o o Gênero Eimeria Gênero Isospora Gênero Cryptosporidium Gênero Toxoplasma Gênero Cystoisospora Gênero Neospora Gênero Hepatozoon • Classe Piroplasmasida o Gênero Babesia .

• Ordem Rickettsias o o Gênero Ehrlichia Gênero Anaplasma 147 147 149 151 151 152 153 154 156 156 159 161 163 165 165 166 167 168 168 170 171 173 • • • Helmintologia (Metazoários) Filo Plathelmintos (Vermes Achatados) Classe Trematoda (Vermes em forma de folha) o o o o Gênero Fasciola Gênero Eurytrema Gênero Paramphistomum Gênero Schistosoma • Classe Cestoda (Vermes segmentados) o o o o o o o o o o Gênero Taenia Gênero Echinococcus Gênero Davainea Gênero Raillietina Gênero Dipylidium Gênero Amoebotaenia Gênero Anoplocephala Gênero Paranoplocephala Gênero Moniezia Gênero Thysanosoma • • • Filo Nemathelminto (Vermes redondos) – Chave de Classificação Classe Nematoda Ordem Rhabditida o Gênero Strongyloides 174 176 176 178 178 179 179 • Ordem Oxyurida o Gênero Oxyuris • Ordem Ascaridida o Gênero Heterakis .

o o o o o o • Gênero Ascaridia Gênero Ascaris Gênero Parascaris Gênero Neoascaris Gênero Toxocara Gênero Toxascaris 180 180 181 182 182 183 184 185 188 189 190 192 194 196 198 199 201 202 203 205 206 207 207 208 209 210 211 211 213 Ordem Strongylida o o o o o o o o o o o o o o Gênero Strongylus Gênero Triodontophorus Gênero Syngamus Gênero Stephanurus Gênero Oesophagostomum Gênero Ancylostoma Gênero Bunostomum Gênero Trichostrongylus Gênero Haemonchus Gênero Cooperia Gênero Ostertagia Gênero Hyostrongylus Gênero Dictyocaulus Gênero Nematodirus • Ordem Spirurida o o o o Gênero Habronema Gênero Draschia Gênero Dipetalonema Gênero Dirofilaria • Ordem Enoplida o o Gênero Trichuris Gênero Capillaria .

o • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Gênero Dioctophyma 213 215 215 217 220 221 222 222 223 224 225 225 227 227 228 228 230 232 238 246 251 257 261 271 TÉCNICAS Coleta e montagem de endoparasitas Pesquisa de ectoparasitas Pesquisa e coletade ácaros produtores de sarna Técnicas helmintológicas Técnica de Willis Técnica de Hoffman Técnica de Baermann Técnica de Sedimentação pelo acetato de etila Técnica de centrífugo-flutuação Técnica de Mac Master Exame direto de fezes Coprocultura Esfregaço direto de fezes Método da gota espessa Fórmulas Exame de fezes de cão e gato Exame de fezes de ruminantes Exame de fezes de suínos Exame de fezes de equinos Exame de fezes de aves Diagnóstico dos principias protozoários Principais artefatos encontrados em exame de fezes .

A etiqueta deve ser escrita em papel de seda à lápis e imersa dentro do vidro onde está o parasito. morfologia. ecológico. Os endoparasitos devem ser fixados em RaillietHenry (ácido acético+formol+água).1-CLASSE ARACHNIDA 1. UNIDADE II FILO ARTHROPODA COLEÇÃO: A coleção é composta por seis alunos. sinonímias. EMENTA: Estudo morfológico.1-Ordem Acarina Subordem Mesostigmata _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . fisiologia. -Ordem e Classes. Aplicação das técnicas de diagnóstico dos parasitos dos animais PROGRAMA DA DISCIPLINA: UNIDADE I INTRODUÇÃO A PARASITOLOGIA Conceito Definição de Parasito Tipos de parasito Tipos de Hospedeiro Tipos de ciclos do parasito Especificidade dos Parasitos Ação do parasito sobre o hospedeiro Períodos de Parasitismo parasitológico para identificação dos parasitas dos animais domésticos. apresentação de coleção de parasitas. escritas e/ou orais) e -Classificação das Espécies. MATERIAL PARA AULAS PRÁTICAS: Jaleco.1. nomenclatura. REGRAS INTERNACIONAIS DE NOMENCLATURA -Classificação dos seres vivos AVALIAÇÕES: Os alunos serão avaliados através de duas provas (práticas. 1. A etiqueta deve ser escrita em papel de seda a lápis e imersa dentro do vidro onde está o parasito. pinça. a epidemiologia e a importância econômica dos parasitos dos animais domésticos. OBJETIVOS: Oferecer aos estudantes do Curso de Medicina Veterinária: Conhecimentos sobre taxonomia. Estudo do controle e diagnóstico. localização e hospedeiros domésticos. data e local da coleta. Conhecimentos sobre o ciclo evolutivo.13 ______________________________________________________________________________________________ CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Os ectoparasitos devem ser entregues em álcool 70oC. Famílias. identificados com nome do espécime. Agulha histológica. data e local da coleta. biológico e sistemático dos principais parasitas dos animais domésticos. Gêneros. identificados com nome do Disciplina: Parasitologia Veterinária Curso: Medicina Veterinária Departamento: Microbiologia e Parasitologia Horas/aula: 90 Validade: a partir de 2002 espécime.

Família Pulicidae 1. – Ordem Hemiptera a.Família Cimicidae Sub-Ordem Metastigmata .Família Ixodidae .Sub-Ordem Anoplura .Família Pediculidae 1.Sub-Ordem Brachycera Tabanomorpha Sub-Ordem Cryptostigmata .Família Muscidae .Família Reduviidae .Família Trichodectidae .3. Trichomonadidae .4.Sub-Ordem Nematocera . –Ordem Diptera Sub-Ordem Prostigmata Famílias: .2.Família Philopteridae UNIDADE III Protozoários c.Família Haematopinidae Conceito.Família knemidocoptidae .Sub-Ordem Brachycera Cyclorrhapha 1.Família Psoroptidae b.Família Calliphoridae .Sub-Ordem Ischnocera .2.Myobiidae-CheyletidaeMyobia Cheyletiella a. – Ordem Siphonaptera a.Família Culicidae .2.Família Tabanidae _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Família Hystrichopsyllidae Sub-Ordem Astigmata .Sub-Ordem Gymnocerata .Família Argasidae 1.Família Sarcoptidae .Família Menoponidae .Família Hectopsyllidae .2.Demodecidae. – Ordem Phthiraptera a..1.Sub-Ordem Fracticipta .CLASSE INSECTA 1.Família Sarcophagidae .Família Boopidae .Demodex .2.Sub-Ordem Integricipta .Família Oribatidae c.14 ______________________________________________________________________________________________ -Família Dermanyssidae -Família Macronyssidae -Família Laelapidae -Família Macrochelidae -Família Varroidae -Família Raillietidae .Família Ceratopogonidae .Família Gasterophilidae b.Família Cuterebridae .Família Hippoboscidae .Trombicula b.Sub-Ordem Amblycera .Família Simulidae .2.Família Psychodidae -Trombiculidae.Família Oestridae . Morfologia Geral Endamoebidae.

1991. COSTA LIMA. Insetos de Interesse Médico-Veterinário. M.Morfologia de Cestódeos . Ascaropidae.15 ______________________________________________________________________________________________ - Hexamitidae. Insetos do Brasil – vols.Ixodida e Acaridida . Editorial Germinal.Técnicas de exame de fezes . . . CARRERA. Santiago do Chile.Brachycera e Muscidae . Filariidae. .Coleta e conservação de Helmintos .Stephanuridae. . Hymenolepidae . Ed. Thelazidae.Ascaridae.Diagnóstico de Hemoparasitos .Dilepididae. 2002. Simulidae Psychodidae e UNIDADE IV Trematoda Conceito.Trichostrongylidae. 2 e 4.Oxyuridae . . Editora UFPR.Identificação de larvas de Trichostrongylidae .Coleta e conservação de Artrópodes .Dipetalonematidae. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Morfologia Geral . Gasterophilidae . ENA/UFRRJ.Calliphoridae.Conceito. Subuluridae.Acari.Conceito.Protostrongylidae. O.Rhabditidae.Mallophaga e Anoplura . .Ceratopogonidae. A 1960.Davaineidae. BIBLIOGRAFIA BARRIGA. Oestridae.Physalopteridae.Ancylostomatidae. Strongyloididae . Dioctophymatidae. Anoplocephalidae. Cuterebridae.Trichuriidae AULAS PRÁTICAS . Syngamidae.Morfologia de ovos e oocistos UNIDADE V Cestoda . Heterakidae .Acuriidae. Gamasida e Oribatida . Morfologia Geral Fasciolidae. 247 p. . 1.Diptera . 1a edição 228 p. Theileridae Anaplasmataceae e Rickettsiaceae . Haemoproteidae.Morfologia de Protozoários UNIDADE VI Nematoda . O. Morfologia Geral . Mastigoamoebidae Trypanosomatidae Eimeridae Sarcocystidae Plasmodidae. . Hepatozoidae Babesiidae. Dicrocoelidae Paramphistomatidae Schistosomatidae Técnicas de exames de fezes .Taeniidae. Tetrameridae.Morfologia de Nematódeos .Morfologia de Trematódeos .Culicidae. Sarcophagidae. Las Enfermedades Parasitarias de los animales domésticos em la américa latina. 1a edição.Spiruridae.

1975. 1987. 2001. J. 156 p. Arthropods & Protozoa of Domestic Animals. Entomology in Human and Animal Health. Parasitologia clínica veterinária. 1980. Philadelphia. J. L. REY. 1998.com. P. Pimenta de Mello & Cia. W. 208 p. Veterinária. 535 p. & JAMES. Homepage: http://w3. Segunda edição. Parasitologia Médica – 10a edição Guanabara Koogan.br NEVES.M. Rio de Janeiro. O. 252 p. 1973. 1248p. L. Diagnóstico de Parasitismo Veterinário. R. FORTES. 851 p. SLOSS. Helminths. FORATINI. Entomologia Médica. DUNN. C. 380 p. Zooparasitos de Interesse Médico Veterinário. Editora Manole. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . S.ufsm.br/parasitologia E-mail laboratório:parasito@w3. 1977. Parasitologia Veterinária – Editora Sulina 453 p.R. JENNINGS.G. 3a ed. T. 60edição. 1938. Parasitologia veterinária. 375 p. Portuguesa. H. Manual de Acarologia Médica e Veterinária 6a edição UFMG. URQUART. 856 p. REY. E-mail: sgmonteiro@uol.. Bases da Parasitologia Médica.16 ______________________________________________________________________________________________ FLECHTMANN. E. Segunda Editora Guanabara koogan. Volume 1-4 1a edição Universidade de São Paulo. W. 1999. Diagnóstico e Tratamento das Doenças Infecciosas e Parasitárias. M. L. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan. Rio de Janeiro. M. 1978. M. F. Parasitologia. PINTO. 273 p. E. B. W. 6aed. 1979.. Editora Guanabara-Koogan. F.br HARDWOOD. Editora Nobel.ufsm. L. Editora Sulina.. 344p. M. Saunders. 2002. Rj. Guanabara Koogan. G. J. Lea & Febiger 824 p. FREITAS. et al – 1982. A. C. DUNCAN.. Elementos de Acarologia. ARMOUR. PESSOA. SOULSBY. 1983. edição. J. J. Parasitologia GEORGI. R. 548 p HOFFMANN. P. 1987.

Ex: Toxoplasma. bactérias.17 ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO I Conceitos e Classificação ____________________________________________________________________________________ I . Ex. 3) ACIDENTAL: Acidentalmente entra em contato com o hospedeiro porém não evolui nele.TIPOS DE PARASITOS: 1) OBRIGATÓRIO: Aquele que precisa de um hospedeiro para sobreviver.: Dipylidium. 1) PARASITO: Origem grega significa ser que se alimenta de outro (hospedeiro).Nematóides: têm uma dependência menor. pois possuem tubo digestivo e obtêm seu O2 no próprio habitat.hospedeiro é muito importante.Termo 4) TEMPORÁRIO: Procura o hospedeiro somente para se vai a outro lugar que não o ideal e fica por acaso. alimentar. por exemplo: Acantocéfalos e cestóides: têm uma II . Aquele que 4) INFECÇÃO: Invasão de um hospedeiro por organismos (vírus. putrefação. eclodem as larvas que se alimentam do tecido necrosado. . pulgas. para reproduzir e perpetuar a espécie. 2) FACULTATIVO: Aquele que pode ou não viver parasitando. restrito à presença de parasitas externos. Ex: helmintos e protozoários. pois necessitam deles para sua nutrição. Ex. Normalmente essas larvas são encontradas em animais em 3) ECTOPARASITOS: São aqueles que têm contato com a pele dos hospedeiros. 5) INFESTAÇÃO: É o estado ou condição de ser infestado. helmintos). Ex: artrópodes (ácaros e insetos) como berne. carrapatos. Indivíduo que necessita outro ser para ter abrigo. dependência de 100 % do hospedeiro. protozoários. seja têm fase de vida livre. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . alimento. Ex.Termo utilizado para ectoparasitos.: pulgas e mosquitos. ou 2) ENDOPARASITOS: São aqueles que têm contato profundo com tecidos e órgãos dos hospedeiros. A relação parasita .: Sarcophagidae (As moscas são atraídas pelo exsudato das lesões. botam ovos.CONCEITOS EM PARASITOLOGIA utilizado para endoparasitos (pode ocorrer infecção sem haver manifestação de doença).

Mecânico: Mero transportador. entra no ciclo por acidente. É quase indispensável. V .ESPECIFICIDADE DOS PARASITOS 1) ESTENOXENOS: 2) INTERMEDIÁRIO (HI): É aquele onde se encontra a forma imatura do parasito.TIPOS DE HOSPEDEIROS 2) HETEROXENO: Quando existe um ou mais HIs ou HDs . só aceitam aquele hospedeiro. Ex: Heterakis (no ciclo do Histomonas). Ex: Plasmodium . ele se encontra na fase assexuada.: sarnas. berne. tendo uma variedade de hospedeiros.Biológico: É como um HI. IV . berne ovipõe na mosca de estábulo e passa de ovo à larva. Ex: Anopheles (HI do 2) EURIXENOS: Quando são pouco específicos. 1) MONOXENO: Infesta ou infecta diretamente seu HD. Ex: Toxoplasma . sem necessitar de HI. Aquele que parasita por tempo determinado. miíase. B) Compressão: como a do cisto hidático.18 ______________________________________________________________________________________________ 5) PERMANENTE: Permanece no hospedeiro em todas suas fases. Ex: o ácaro Macrocheles usa o besouro para se transportar. bolos de vermes no intestino e o obstruem. III . pois vai haver um 2) AÇÃO ESPOLIADORA: Seqüestram nutrientes e fluidos do hospedeiro. Em protozoários. Podem ser: . Plasmodium). Fasciola.TIPO DE CICLO DO PARASITO 6) PERIÓDICO: Apenas em uma determinada fase de sua vida é parasito. Ex. Ex: Haemonchus. Ex: a mosca do _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ele se encontra na fase sexuada. É aquele que alberga o parasito. Ex: carrapato. Em protozoários. . 1) AÇÃO MECÂNICA: A) Obstrução: como a de Ascaris. Ciclo de Dipylidium. Ex: 1) DEFINITIVO (HD): É aquele onde o parasito é encontrado na sua forma adulta. que conforme vai crescendo vai comprimindo os orgãos. HOSPEDEIRO desenvolvimento do parasito. Ex: Haemonchus. formam 4) VETOR: Usado para Artrópodes. VI AÇÃO DO PARASITO SOBRE O Quando são muito específicos. 3) PARATÊNICO: Hospedeiro de transporte.

Desta forma procura-se esclarecer a história da evolução destes seres. dando origem assim a novos indivíduos igualmente semelhantes. Pode desaparecer ao modificar o meio em que vivem. Descendência comum: Graus de variação quase que imperceptíveis. Ex: Strongyloides papillosus. Ex: Carrapato transmitindo Babesia. é a fase de reprodução sexuada. São tão semelhantes entre si como os descendentes de um só indivíduo. constitui uma espécie. SUB-ESPÉCIE: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Este grupo ou grupos recebem o nome de variedade ou raça. até em indivíduos da mesma geração. e que se perpetuam na geração. Em protozoários. reproduzirem-se transmitem a sua descendência esses mesmos caracteres. porém podem possuir certo número de caracteres comuns com outros organismos que lhes são vizinhos. CLASSIFICAÇÃO ARTIFICIAL: Apoia-se em caracteres de certos órgãos estudados pelo especialista e por ele escolhidos 4) AÇÃO DE TRANSMISSÃO: Transmitem agentes patogênicos. VII . há grande CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS semelhança entre eles.é a reunião de indivíduos que possuem características semelhantes e que ao 1) PERÍODO PRÉ-PATENTE (PPP): Do momento da infecção até a maturidade sexual. DIVISÕES: arbitrariamente. próprios. tendo traços comuns a todos eles e que são denominados de caracteres específicos. A espécie distingue-se pelos seus caracteres 2) PERÍODO PATENTE (PP): Da fase adulta até a fase de fim da vida dos parasitos ou fim da infecção. ontogênicos (estudo desde da o origem nascimento e até VARIEDADE E RAÇA: Na mesma espécie podem ocorrer um ou mais grupos com uma ou várias pequenas diferenças da forma específica típica.19 ______________________________________________________________________________________________ 3) AÇÃO INFLAMATÓRIA/ IRRITANTE: Penetração ativa de larvas na pele. desenvolvimento adulto) e biogeografia procurando evidenciar as diferenças e as relações de parentesco entre os pontos extremos da árvore genealógica dos seres vivos e que representam as espécies atuais conhecidas. Cada grupo de indivíduos representante da unidade zoológica -NECESSIDADE: Distribuição dos seres em grupos formados segundo as afinidades mais ou menos íntimas e que pareçam evidentes para o especialista.PERÍODOS DE PARASITISMO ESPÉCIE . CLASSIFICAÇÃO NATURAL: Apoia-se em dados filogenéticos (estuda a evolução de um grupo ou espécie de plantas ou animais. estudo da evolução das espécies).

Desta forma. podemos Ter: FILO – subfilo. Duas palavras (binominal): . em diversos casos. A validade dos caracteres genéricos apoiados em poucos REGRAS INTERNACIONAIS DE NOMENCLATURA ZOOLÓGICA necessidade. Os diversos ramos ou filos pertencem ao Reino animal ou ao Reino vegetal. Uma só palavra (uninominal): O nome de um grupo superior à espécie. variedade. Ex: Felis catus domesticus. e a reunião desses grupos todos constituem um conjunto mais vasto que se denomina FAMÍLIA. recebendo cada grupo o nome de gênero (genus). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro científicos aplicados aos animais vivos ou fósseis. Conjunto de gêneros que mantêm entre si grandes afinidades. GÊNERO – sub-gênero – ESPÉCIE – subespécie – variedade. Nematoda Strongyloidea (Classe). CLASSE – sub-classe. oferecendo certo número de traços comuns. Ordem – Conjunto de Famílias.20 ______________________________________________________________________________________________ Formas intermediárias entre espécie e Ramo ou Filo – Conjunto de Classes. antepondo-se prefixos sub ou super conforme o grupamento situar-se respectivamente abaixo ou acima de um certo grupo. No caso da existência de famílias também com certo número de características comuns com outras famílias. caracteres podem carecer de base. de fazermos grupamentos intermediários entre os diversos grupos. Ex: Necator (gênero). Nomenclatura Zoológica é o sistema de nomes GRUPOS SUPERIORES AO GÊNERO: Família – Terminam sempre em idae. pois a descoberta de grupos intermediários de Código que visa impedir confusões dos na espécies nas quais estes aspectos apresentam grande gama de variação. levam o especialista a agrupar vários gêneros sob uma designação única. ORDEM – sub-ordem – super-família – FAMÍLIA – sub-família – Tribu. Ancylostomidae (família). Muitos gêneros. A nomenclatura zoológica é independente de outros sistemas. apresentam (em comum com outros gêneros) certo número de caracteres também semelhantes. além dos caracteres que lhes são peculiares. As diversas ORDENS do mesmo modo podem reunir-se formando uma CLASSE. designação científica animais uniformizando-a. Grupos de espécies consideradas próximas entre si pela comunidade de certos caracteres denominados genéricos. (superfamília). TERMOS INTERMEDIÁRIOS: Há GÊNERO: A reunião de espécies chama-se de GÊNERO. Tem como ponto de partida a classificação de Linnaeus 1758. Classe – Conjunto de Ordens. Grupo de indivíduos que apresenta dentro da espécie alguma característica particular que se transmite por herança. sua reunião vai se constituir numa ORDEM.

-O nome de uma sub-família é formado acrescentando-se inae.21 ______________________________________________________________________________________________ O nome de espécie. Trypanosoma vivax vienes. Ex: Oxyuris equi. Ex: Anophelini _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Um nome específico dedicado a uma mulher deve terminar em ae e se for para homem em i. O nome genérico (gênero) deve ser empregado como substantivo no nominativo singular e sempre escrito com a primeira letra maiúscula. Ex: cuvieri – ruthae. Oesophagostomum (Bovicola) radiatum. Ex: Culicinae -O nome de família é formado acrescentando-se idae. A nomenclatura deve ser em latim ou latinizada. Três palavras (trinominal): O nome de subespécie. Babesia caballi. Parênteses: O nome de um subgênero é escrito dentro de parênteses. Ex: Necator americanus. Ex: Eimeriidae -O nome de uma superfamília deve ter a terminação oidea. Ex: Hymenolepis nana fraterna. Ancylostoma caninum. entre o nome genérico e o nome específico. Ex: Strongyloidea -Tribo deve terminar em ini. Ex: Heterakis (Heterakis) gallinarum. se for uma combinação arbitrária de letras deve ser formado de modo a ser tratado como palavra latina. O nome específico (espécie) deve ser sempre escrito em letra minúscula.

abdômen Quelíceras. Díceros 3 pares patas indireto maxilas e lábio pulga.Reprodução sexuada. Corpo lanceolado mandíbulas. . . palpos Áceros 4 pares patas Direto. contém hemócitos e circula entre os órgãos). mosquito. Cefalotórax. . . diferenciados (insetos) ou fusionados (ácaros). exceto acarinos INSECTA escorpião. PENTASTOMIDA mosca.Respiração pulmões. abdômen Labro.Sistema circulatório aberto (a hemolinfa não está contida em vasos.22 ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO II Artrópodes ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA (ARTHRON= ARTICULAÇÃO. brânquias e/ou CLASSES DE IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRI A: Classes Exemplos Regiões do corpo Peças bucais N de Antenas Pares de patas Ciclo evolutivo o ARACHNIDA Aranha. geralmente tórax e segmentado abdômen (somitos.Apêndices articulados. por traquéias. E PODOS=PÉS) . carrapato e sarna. tórax.Simetria bilateral. . é transparente. Linguatul ídeos.Corpo . . Cabeça.Fazem mudas.Presença de órgãos de sentido como antenas. Piolho.Fecundação interna. Dois pares de ganchos Áceros Ápodes Indireto _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . . . metâmeros) e articulado exteriormente.Exoesqueleto endurecido (quitina). CARACTERÍSTICAS: . .Tubo digestivo completo. pêlos sensitivos.Cabeça.

Trombicula (só a larva é parasita.Ornythonissus LaelapidaeVarroidae- Argas Argasidae.Demodex Sarcoptidae Myobiidae- Notoedr es Sarcoptes Oribatuloidea Myobia Knemidocoptidae. com 3 pares de patas) Cheyletidae .Ornithodorus Otobius Demodecidae.______________________________________________________________________________________________ 23 CLASSE ARACHNIDA Ordem Acarina (Acari) MESOSTIGMATA (sem dentes no hipostômio) METASTIGMATA (Estigma entre o 3 e 4 par de patas ou atrás do 4 par de patas e hipostômio com dentes recurrentes) o o o PROSTIGMATA (estigma situado anteriormente) ASTIGMATA (sem estigma respiratório) ORIBATIDA Cryptostigmata (respiração cutânea) Dermanyssidae -Dermanyssus Macronyssidae.Cheyletiella Psoroptes Otodectes Chorioptes Macrochelidae .Rhipicephalus Varroa Boophilus Amblyomma Trombiculidae.Macrocheles Railletidae- Anocentor Railletia MyocoptidaeAnalgidaeAcaridae - Myocoptes Megninia Ácaros da poeira __________________________________________ ___________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Knemidocoptes Psoroptidae- Laelaps Ixodidae.

. preferem a região da cloaca. Quando no que terminam em quelas SUBORDEM MESOSTIGMATA (Gamasida) (meso . .Todas as patas com garras e carúnculas. provocar reações cutâneas e alguns podem causar anemia. .Presença de escudo dorsal.24 Ácaros .Quelíceras (bifurcação).deutoninfa adultos HOSPEDEIROS: Parasita de galinhas e outras aves (principalmente canários). . .Escudo dorsal redondo.Especificidade baixa e ciclo rápido (45 dias). .larva .Quelíceras modificadas e palpos curtos. Dermanyssus sp. .Passa a maior parte do tempo fora do hospedeiro.Corpo coberto por placas dorsais e ventrais.mediano. stigmata . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .espiráculo) hospedeiro.Ninfas e adultos com quatro pares de patas.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ PARTE I Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA GÊNERO: Dermanyssus ESPÉCIE: Dermanyssus gallinae ORDEM ACARI (ACARINA) CARACTERÍSTICAS: . . .Larvas com três pares de patas. CARACTERÍSTICAS: . . . .Escudos truncados posteriormente. . . CICLO: FAMÍLIA DERMANYSSIDAE Figura 1.Respiração cutânea ou traqueal. em frestas e gaiolas. aves e mamíferos.protoninfa . Visão dorsal do ácaro das aves.Chamado vulgarmente de piolhinho.Podem ser vetores de agentes patogênicos. CARACTERÍSTICAS: . ácaro vermelho das aves).Um par de estigmas respiratórios ao nível da coxa II e III abrindo-se em peritremas alongados.Hipostômio desprovido de dentes recurrentes. .Ácaros de pequeno porte.Podem ser de vida livre ou parasitas internos (vias respiratórias) ou externos de répteis.Ciclo: ovo . .Cefalotórax e abdômen fusionados. .

. . . . ninhos das galinhas ou de outras aves. Adultos podem sobreviver até 4 a 5 meses no ambiente sem alimentação. . influencia no ESPÉCIE: Ornithonyssus bacoti Galinhas e outras aves domésticas (perus. mas em grandes infestações é encontrado em todo o corpo da ave. O hábito alimentar é noturno. anemia. .Aplicação de acaricidas nas paredes e pisos das instalações.Geralmente passa todo o ciclo sobre a ave.Provoca diminuição da postura. perda de peso. O ciclo todo pode ser completado em 7 dias. Dermanyssus sp.Higiene e isolamento das aves parasitadas. 24 a 48 horas passam a deutoninfa (estas se alimentam) e em mais 24 a 48 horas passam a adultos. Ornithonyssus sylviarum hospedeiro.CONTROLE: . .Hematófago.Fora do hospedeiro pode sobreviver até dois meses sem alimentação.A anemia pode levar a morte dos animais.Pode atacar o homem causando dermatites. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Remoção dos ninhos das aves. De dia são encontrados galinheiros.25 Ácaros . irritação. montado em lâmina A fêmea desse ácaro inicia a postura 12 a 24 horas após se alimentar de sangue no FAMÍLIA MACRONYSSIDAE GÊNERO Ornithonyssus ESPÉCIES: Ornithonyssus bursa. eclosão das larvas (estas não se alimentam) e em 24 a 48 horas passam a protoninfa.Quelíceras finas e longas.Escudo dorsal pontiagudo.Aquisição de aves livres de ácaros. . . 48 a 72 horas após a postura há a CARACTERÍSTICAS: . bactérias).Limpeza dos galinheiros. sendo cada postura precedida de uma alimentação de sangue. pardais). Ovos são depositados em fendas ou detritos acumulados no galinheiro. . .Localização preferida é na cloaca que fica com aparência de suja (escura). As fêmeas fazem várias posturas sucessivas. patos) e silvestres (pombos.Podem ser vetores de agentes patogênicos (vírus.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ desenvolvimento das aves jovens. . . . Figura 2. nos ninhos e frestas dos HOSPEDEIROS: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: . gaiolas.Especificidade baixa e ciclo rápido.

Ornithonyssus adulto. podendo parasitar ratos brancos e camundongos. sendo grande o número de ovos nas plumas das aves . HOSPEDEIROS: Ratos Figura 3. CARACTERÍSTICAS: . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Mesmo do gênero Dermanyssus. . Ciclo pode ser completado em 7 dias.Parasita de ratos silvestres. Habitam os ninhos dos ratos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . CICLO: São ovovivíparos. .As larvas eclodem em cerca de três dias (não se alimentam) .em 3 a 8 dias passa a deutoninfa . pois podem entrar em laboratórios.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ animais devem ser tratados com acaricidas. A fêmea dá nascimento a larvas que não se alimentam após 10 a 12 horas da fecundação .Placa genito-ventral ou placa epiginial em forma de gota e escavada posteriormente.O 1o par de patas é em forma de S e projetase anteriormente. . Figura 4. FAMÍLIA LAELAPIDAE GÊNERO Laelaps ESPÉCIES: Laelaps nuttalli.e CONTROLE: Mesmo do gênero Dermanyssus.em 3 a 8 dias passam a protoninfa .em 17 horas passam a protoninfas que se alimentam mais 1 a 2 dias passam a deutoninfas . Ácaro Laelaps sp. porém os em mais 5 a 6 dias a adultos.26 Ácaros .Presença de cerdas no corpo. Echinolaelaps echidninus CICLO: As fêmeas fazem a postura sobre o hospedeiro ou nos ninhos.mais 1 a 2 dias à adultos.Placa dorsal não é dividida e cobre quase todo o dorso.

de larvas de moscas e Figura 5.27 Ácaros .Funciona como controle biológico dos outros. O rato ao ingerir o ácaro adquire a infecção. Aplicação de acaricida nos ratos. vapor.Escudo ventral e genital separados. . . .Alimentam-se nematóides. . mais longo e sem carúnculas e garras que os demais. pois os insetos carregam agentes patogênicos (bactérias). Ácaro Macrocheles sp. Ácaro Macrocheles parasitando Musca domestica. Em 6 a 11 horas mudam para protoninfas. O Echinolaelaps pode provocar dermatite no homem. Figura 6.Parasita outros artrópodes. Moscas (principalmente Musca domestica) e outros insetos. . O Echinolaelaps serve de hospedeiro definitivo de um protozoário (Hepatozoon muris) que se aloja no fígado dos ratos. Os ácaros adquirem o protozoário ao CICLO: As fêmeas deste ácaro utilizam-se das moscas e outros insetos para dispersão e efetuam a postura nos locais de criação de mosca (fezes). FAMÍLIA MACROCHELIDAE GÊNERO Macrocheles ESPÉCIE Macrocheles muscaedomesticae CARACTERÍSTICAS: . CONTROLE: Limpeza das gaiolas. eqüinos e aves de postura.Primeiro par de patas mais fino.Encontra-se em fezes de ruminantes.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ HOSPEDEIROS: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Tem importância em animais de laboratório. . esterilizá-las com calor. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . acaricidas. parasitarem ratos infestados.Placa dorsal única.Quelíceras queladas fortemente. . As larvas eclodem em 6 a 10 horas apresentam 3 pares de patas e não se alimentam. em 13 a 24 horas para deutoninfas e levam quase 24 horas da fase de deutoninfa à adultos.

consomem em média dez presas por dia.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ O ciclo é completado em 2 a 3 dias. Visão ventral (acima) e dorsal de Varroa jacobsoni. porém não fluído e não se alimentam de larvas de 2o e 3o ínstar.Por ser um problema em laboratórios. . CONTROLE: .A larva da abelha morre ou tem disfunção de alguma estrutura devido à alimentação do ácaro com hemolinfa. As fêmeas podem ficar ovipositando por até 24 dias e cada uma coloca um total de 90 ovos. não são muito longevos (a fêmea vive em média três semanas).Os adultos são predadores dos ovos e larvas de 1 o .Patas bem desenvolvidas com ventosas. Alguns estudos relatam a _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . HOSPEDEIROS: FAMÍLIA VARROIDAE Abelhas. ínstar de moscas. GÊNERO Varroa ESPÉCIE Varroa jacobsoni CICLO: Pouco conhecido. IMPORTÂNCIA: .É problemático em insetos criados em promovendo um controle laboratório. Enquanto a mosca completa 1 geração o ácaro completa 3 gerações. . Figura 7. já que estas podem estar dispersando os ácaros.28 Ácaros . . . CONTROLE BIOLÓGICO: É complicado por requerer ambiente úmido.Escudos quitinizados desenvolvidos (ex: escudo e bastante ou metapodal metapodossomal).Pulverizar as fezes para controlar as larvas (não é ideal porque mata também os predadores e passada a ação do inseticida há uma superpopulação de larvas) e pulverizar o ambiente (instalações). enquanto que as ninfas alimentam-se mais comumente de nematóides biológico. CARACTERÍSTICAS: .Corpo mais largo do que longo. recomenda-se o uso de telas nas janelas e portas para impedir o acesso de moscas.

. HOSPEDEIROS: Raillietia flecthmanni .Presença de placa anal. Os principalmente em regiões frias pelo estresse. produção e no caso de zangões há o perigo do ácaro alastrar-se para outras colméias Os prejuízos maiores são em colméias puras onde os insetos são mais sensíveis (Europa. GÊNERO Raillietia CARACTERÍSTICAS: . o ácaro parasita principalmente larvas e pupas. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Tem importância apenas como porta de entrada para bactérias e conseqüentemente otites bacterianas.Parasita o conduto auditivo externo. ESPÉCIES Raillietia flecthmanni. . o que causa má formação dos insetos ou morte.Mesostigmata ____________________________________________________________________________________ preferência desse ácaro por zangões. pois estes têm livre acesso a outras colméias.bovinos Raillietia caprae .caprinos (principal) e ovinos CICLO: As fêmeas. levando a dispersão do ácaro. as proto e deutoninfas no meio ambiente. machos e larvas localizam-se no _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Escudo dorsal sem forma. EUA). e a presença do ácaro no ouvido é comum nos animais (20-40 ácaros por ouvido). pois a presença do ácaro pode levar a otite. animal ao fixar-se (o pedicelo possui garras) o que leva a uma otite bacteriana subclínica (facilita a penetração das bactérias). CONTROLE: Limpeza e aplicação de acaricida no conduto FAMÍLIA RAILLIETIDAE auditivo. no Brasil com os cruzamentos das espécies melíferas. ouvido externo do animal. Esse ácaro provoca escarificação da pele do IMPORTÂNCIA: Ocorrem grandes prejuízos em apiários.búfalos e bovinos Raillietia auris . Raillietia caprae. Quando os insetos adultos são parasitados eles tem diminuição na sua zebuínos são mais sensíveis a esse ácaro do que o gado europeu. Raillietia auris. As fêmeas dão nascimento as larvas (ovovivíparas) que não se alimentam. estas adquirem maior resistência a esse ácaro.29 Ácaros .

. CICLO GERAL DOS IXODÍDEOS: As fêmeas após se destacarem dos hospedeiros procuram um abrigo próximo ao solo.larva . .ninfa – adultos. FAMÍLIA IXODIDAE . . . Figura 8.Hipostômio com dentes recurrentes. . O desenvolvimento do ovo até adulto depende CARACTERÍSTICAS: . As baixas temperaturas prolongam os estádios de desenvolvimento. .Respiração cutânea ou traqueal. Os ovos são castanhos.Carrapatos com escudo dorsal cobrindo toda a face dorsal no macho e somente 1/3 face dorsal da fêmea.espiráculo) .Dimorfismo sexual nítido. Escudo incompleto na fêmea e completo no macho de Ixodidae.Possuem um par de estigmas respiratórios ao nível da coxa IV abrindo-se em peritremas curtos. Teleógina de carrapato. ninfa e larva.Ácaros de pequeno porte.atrás.Cefalotórax e abdômen fusionados. . SUBORDEM METASTIGMATA (carrapatos) (meta .Podem ser vetores de agentes patogênicos. onde Escudo põem grande quantidade de ovos. stigmata .Ninfas e adultos com quatro pares de patas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro muito das condições de temperatura.Corpo coberto por placas dorsais e ventrais. provocarem reações cutâneas e causarem anemia. . Terminada a oviposição as fêmeas morrem.30 Carrapatos .Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ PARTE II Carrapatos ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA ORDEM ACARI (ACARINA) CARACTERÍSTICAS: . .Fêmeas com área porosa na base do capítulo. .Larvas com três pares de patas. esféricos e pequenos. .Quelíceras modificadas e palpos curtos. Figura 9. O período de ovipostura é de vários dias.Ciclo: ovo .

ninfa octópoda e adulto.31 Carrapatos . iniciam a ovipostura. Figura 10. Larvas eclodidas sobem pelas gramíneas e arbustos e esperam a passagem do hospedeiro para os quais se transferem. ninfa e adulto) se alimentam no mesmo hospedeiro. Após sugar o sangue dos hospedeiros durante CLASSIFICAÇÃO DO CICLO DE ACORDO COM O NÚMERO DE HOSPEDEIROS: 1.Monoxeno .Carrapato de um só hospedeiro – É quando todos os três estádios (larva. As fêmeas repletas de sangue se desprendem do hospedeiro e no solo após um período de descanso. A cópula usualmente ocorre sobre o hospedeiro. a larva sofre muda da cutícula e se transforma em ninfa.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ alguns dias. Esta que é octópoda espera alguns dias para o enrijecimento da cutícula. Postura de Ixodidae. Ciclo de Boophilus microplus. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ingurgita-se de sangue e muda novamente de cutícula para se transformar em adultos (macho ou fêmea). Figura 11. passam pelos estádios de larva hexápoda. Durante o desenvolvimento os ixodídeos Os machos permanecem mais tempo no hospedeiro.

todas as mudas são feitas fora do hospedeiro.Larva muda para ninfa no solo. Amblyomma (Trioxeno) 1. onde também é realizada a primeira ecdise. Ciclo de um carrapato trioxeno.Larvas se alimentam no animal e ingurgitam. 3. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . adulto procura um segundo Para cada estádio há um hospedeiro. 2.Ninfa se alimenta.Machos e fêmeas copulam e se alimentam no animal.32 Carrapatos . 4.Ninfa muda para macho ou fêmea 5. 3. 6.Dioxeno – Carrapato de dois hospedeiros – Os estádios de larva e ninfa são no mesmo hospedeiro. ingurgita e deixa o animal. Ciclo de um carrapato monoxeno. A segunda ecdise se realiza no solo e o ixodídeo hospedeiro. Figura 13.Trioxeno – Carrapato de três hospedeiros – 2.Fêmea vai ao solo fazer postura. Figura 12.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ onde também realizam as mudas.

Olhos ausentes Olhos presentes 3. coxa I Rhipicephalus com 2 espinhos longos. Machos. sulco anal posterior ao ânus.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ Chave para identificação dos gêneros da família Ixodidae encontrados no Brasil 1.Base do gnatossoma geralmente hexagonal. escudo completo e aparelho genital. .Palpos e rostro curtos.Com 11 festões e olhos presentes Com 7 festões e olhos presentes 5 6 Amblyomma Anocentor Festões presentes somente nos machos.Festões presentes Festões ausentes 5. Fêmeas – Possuem 4 pares de patas e aparelho genital. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . segundo artículo dos palpos angular Haemaphysalis lateralmente 4.Sulco pós-anal ausente nas fêmeas e pouco evidente nos machos. Ninfas – Possuem 4 pares de patas e escudo incompleto.33 Carrapatos . Coxa I com dois Boophilus espinhos curtos em ambos os sexos. Figura 15. com 4 placas adanais ventrais (2 pouco desenvolvidas) 6. escudo usualmente sem ornamentação. Base do capítulo hexagonal Placas adanais Figura 14. Macho de Rhipicephalus sanguineus. GÊNERO: Rhipicephalus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Possuem 4 pares de patas. Ninfa de Rhipicephalus sanguineus. com 4 placas adanais bem desenvolvidas OBS: Larvas – Possuem 3 pares de patas e escudo incompleto.Festões ausentes e sulco anal anterior ao ânus 2 4 3 4 Ixodes Festões presentes.Escudo sem ornamentação Escudo com ornamentação 2.

Machos com um par de placas adanais desenvolvidas e um par rudimentar. mas pode parasitar também gato e carnívoros silvestres. O carrapato pode atacar qualquer região do corpo.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ . pode também transmitir vírus e _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . porém é mais freqüente nos membros anteriores e nas orelhas. ESPÉCIE: Rhipicephalus sanguineus HOSPEDEIROS: .postura Incubação Sucção da larva Muda da larva Sucção da ninfa Muda da ninfa Sucção da fêmea DIAS 3 17-60 2-7 5-23 4-9 11-73 6-30 SOBREVIVÊNCIA As larvas não alimentadas podem sobreviver até oito meses e meio. . Altas infestações provocam desde leves irritações até anemia por ação espoliadora. Figura 16.34 Carrapatos . CICLO: É um carrapato que exige três hospedeiros para completar o ciclo (trioxeno). coxa I bífida. As fêmeas põem de 2000 a 3000 ovos em toda sua vida. olhos e festões presentes. Adultos até 19 meses.Escudo sem ornamentação. PARÂMETROS BIOLÓGICOS PERÍODO Pré. . pois todas as mudas são feitas fora dos hospedeiros. transmissão pode ser transovariana ou transestadial. As ninfas seis meses. a IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: Este carrapato é comum em cães. É considerado o principal transmissor da babesiose canina. Cão parasitado por Rhipicephalus sanguineus.Peritremas em forma de vírgula acentuados no macho e pouco acentuados na fêmea.Parasita de cães.

CICLO: O R. A oviposição pode durar vários dias. . pode ser encontrado em outros hospedeiros domésticos e silvestres. teto e piso das instalações.) microplus é um carrapato de um só hospedeiro (monoxeno). prolongamento caudal. -Aplicação de acaricidas nas paredes.Escudo sem ornamentação.(B. passando então a se chamar Rhipicephalus (Boophilus) microplus. .Machos com dois pares de placas adanais desenvolvidas e geralmente com Atualmente. Terminada a ovoposição a fêmea morre.Peritremas arredondados ou ovais. As Figura 17. Pode atacar o homem causando dermatites. As teleóginas realizam a postura de 3000 a 4000 ovos que permanecem aglutinados. . repetindo-se o tratamento duas ou três vezes com intervalos de 14 dias. após sequenciamento genético o gênero Boophilus passou a ser subgênero de Rhipicephalus.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ bactérias. Figura 18. apropriado para a ovipostura. -Higiene e isolamento dos cães.Base do gnatossoma hexagonal.Olhos presentes.35 Carrapatos . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . rugosos lateral e dorsalmente. -Limpeza dos canis. Gnatossoma de Rhipicephalus (Boophilus) microplus fêmeas e ingurgitadas prestes a (denominadas darem início a teleóginas) ovoposição desprendem-se naturalmente do hospedeiro e no solo procuram um lugar CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . . ESPÉCIE microplus Rhipicephalus (Boophilus) HOSPEDEIROS: Bovídeos.Rostro e palpos curtos. . achatados. CONTROLE: -Aplicação de banhos carrapaticidas nos cães.Festões ausentes. GÊNERO Rhipicephalus Boophilus ou . Macho de Boophilus microplus.

A pastagem deve permanecer em descanso por determinado tempo até que as larvas morram por falta de alimentação.36 Carrapatos . c)Queima das pastagens É um método bastante utilizado no Brasil. consideravelmente a quantidade de larvas na pastagem. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA: 1Dano direto causado pela picada do A limpeza. -Desvio de energia: Há um enorme esforço do animal para compensar os danos causados pelo carrapato o que representa um desvio de energia que seria convertida para produção. *CONTROLE NO HOSPEDEIRO a)Banho de Imersão É o método preferido há vários anos. pois o custo das instalações e gasto com produtos químicos é alto. -A pele irritada serve de via de acesso para infecções secundárias. -As picadas podem produzir uma paralisia que se inicia nos membros anteriores e em poucos dias atinge todos os órgãos. porém pouco eficaz. o que provoca anemia e perda na produtividade de carne e leite.Transmissão de doenças -Transmite a Babesia e o Anaplasma agentes causadores da tristeza parasitária bovina. -Desvalorização dos couros e diminuição na produção das vacas leiteiras. b)Aspersão ou spray CONTROLE: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . carrapato. calagem e gradagem do solo diminui C e 80% umidade as condições ideais para o desenvolvimento do ciclo. sendo 27 0 *NAS PASTAGENS: a)Limpeza das pastagens Mudança de vegetação através de drenagem. Utilizado para propriedades com grande número de animais. pois algumas larvas não morrem porque penetram no solo ou nas partes mais profundas da vegetação. -Pode transmitir também viroses e bactérias. 3. com irritação local e perda de sangue -A picada do carrapato provoca irritação e predispõe o animal a ataques de moscas – miíases. d)Tratamento carrapaticida das pastagens com Não compensa. b)Rotação das pastagens Consiste na mudança dos rebanhos para novas pastagens em épocas estratégicas.5 ml de sangue. 2.Inoculação de toxinas -Durante a sucção eles injetam substâncias tóxicas prejudiciais a saúde dos bovinos. com corte de pastos.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ A duração do ciclo não parasitário varia muito dependendo das condições climáticas. de acordo com a biologia do carrapato. -Cada fêmea suga em toda a sua vida 1. de arbustos (abrigos naturais das larvas) contribui para diminuição da infestação dos rebanhos. é uma operação difícil e onerosa. Não se tem notícia disso no Brasil.

. ESPÉCIE Amblyomma cajennense HOSPEDEIROS: .Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ É econômico e prático. RECOMENDAÇÕES BANHOS: NA APLICAÇÃO DOS . É mais seguro que o de imersão para animais novos e vacas gestantes. . .Enviar ao laboratório se preciso.Fazer a recarga do banheiro de acordo com as instruções do fabricante. . Os resultados dependem muito da habilidade e do cuidado do operador. amostras do banho para medir concentração do medicamento. . . ajustando o volume com adição de água ou de carrapaticida.Pode parasitar o homem.Peritremas em forma de vírgula ou triangular. . . e Figura 20.Parasita a maioria dos animais domésticos e alguns silvestres. CICLO: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Homogeneizar a emulsão ou suspensão. .37 Carrapatos .Olhos e festões presentes.Banhar os animais nas horas mais frescas do dia.Banhar os animais descansados e sem sede. Figura 19.Evitar exposição dos animais ao sol quente.Base do gnatossoma de formas variadas. . Deve-se seguir a risca as instruções dos fabricantes dos carrapaticidas. Peritrema de Amblyomma. . O jato de deve molhar o animal no sentido oposto a implantação do pelos.Palpos e hipostômio longos. utilizado em pequenas propriedades. revolvendo o sedimento antes de banhar o gado.Placas adanais ausentes no macho. GÊNERO Amblyomma CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . não deixar que entrem em açudes após o banho.Verificar o nível da suspensão ou emulsão no tanque carrapaticida. Carrapato Amblyomma sp. .Evitar banhar os animais em dias de chuva. .Geralmente ornamentado.

rickettsi causadora da febre CICLO: Monoxeno. A sua picada pode originar ferimentos na pele de cura demorada. agente da doença de Lyme e Rickettsia maculosa. .Com sete festões. ESPÉCIE Anocentor nitens CONTROLE: Mesmo do Rhipicephalus.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ É um carrapato que exige três hospedeiros para completar o ciclo (trioxeno).Sem placas adanais. A fêmea põe de 6000 a 8000 ovos em toda sua vida. Peritrema de Anocentor nitens anterior nas larvas. . A sua picada pode originar ferimentos na pele com até perda da orelha.Gnatossoma ventral nos adultos e nas ninfas e Figura 21. As larvas podem resistir até 71 dias sem se alimentar quando as condições são favoráveis. nitens FAMÍLIA ARGASIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Não possuem escudo. Figura 22. . Favorece miíases. GÊNERO Anocentor .Escudo sem ornamentação. IMPORTÂNCIA: Pode transmitir vários agentes patogênicos como Babesia. As fêmeas põem em média 3000 ovos no solo. LOCALIZAÇÃO: Principalmente no pavilhão IMPORTÂNCIA: Pode transmitir vários agentes patogênicos. . . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .38 Carrapatos . . HOSPEDEIROS: Eqüídeos. pois todas as mudas são feitas fora dos hospedeiros. Fêmea de A. como Borrelia.Rostro e palpos relativamente curtos. auricular.Peritremas circulares (parece um dial de telefone).Coxas IV muito maiores que as demais.

− Após a alimentação as ninfas e adultos voltam para os esconderijos e as fêmeas se preparam para postura. − A larva hexápoda ataca as aves. Figura 24. − Durante o dia os adultos permanecem escondidos em buracos e frestas. − À noite saem dos esconderijos e sobem nas aves para sucção que dura em média 30 minutos.Orifício genital entre as coxas I e II. . . Ornithodorus e Otobius. Carrapato comum em galinheiros. GÊNEROS DE IMPORTÂNCIA: Argas.Palpos livres.Peritrema entre o 3 e 4 par de coxas. fixando-se CICLO: geralmente na pele do peito e sob as asas onde _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . GÊNERO Argas CARACTERÍSTICAS MORFOLOGICAS: . − Figura 23. rugoso e granuloso. . . peru. ..Dimorfismo sexual pouco acentuado. pombo e outras aves. lugares protegidos da luz.Aparelho bucal na face ventral. sob cascas de árvores.Fêmeas sem áreas porosas na base do capítulo.Tegumento coriáceo.39 Carrapatos . .Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ .Achatado dorso-ventralmente. Carrapato Argas sp.Face dorsal separada da ventral por um bordo lateral nítido. A fêmea põe ao todo uns 600 ovos. Face dorsal e ventral de Argas sp. − HOSPEDEIROS: Galinha. . − Cada sucção corresponde a uma postura de 120 a 180 ovos. O período de incubação dos ovos é de três dependendo da temperatura e semanas umidade.

Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ − suga durante 5 a 10 dias. depois disso ela retorna ao esconderijo. ao redor de árvores. macho e fêmea. só mudam os hospedeiros e passam por duas ou mais fases de ninfa antes de chegarem a adultos.Formato de corpo retangular. HOSPEDEIROS: Homem e animais domésticos. -Serve como transmissor de microorganismos (Borreliose). em áreas sombreadas.No solo as N2 passam a adultos.Ninfas 1 caem e fazem ecdise para Ninfas 2 8. 1. Esta também procura o hospedeiro se alimenta e muda. 6. Esta procura o hospedeiro e alimenta-se por 30 a 60 min.Ninfas 2 sobem na ave e ingurgitam. -Há desenvolvimento retardado das aves novas. estas bicam a pele e conseqüentemente há diminuição da postura. 3. 7. DIAGNÓSTICO: Procurar os ácaros à noite. Muito parecido com o anterior. nos esconderijos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 25. Após a muda aparecem os adultos.Larvas fixam-se na ave. transformando-se na N1 (ninfa 1 ou protoninfa).Há lesões hemorrágicas na pele.Adultos ingurgitam sobre a ave.40 Carrapatos . 2. . 9. GÊNERO Ornithodorus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Argasidae sem limitação das faces dorsal e ventral. 4.Larvas caem e fazem ecdise. -Hipostômio bem desenvolvido nos adultos.Adultos sobem na ave e alimentam-se.Fêmea cai e faz postura dos ovos. e as fêmeas só realizam postura após o repasto sangüíneo. larvas a qualquer hora do dia principalmente embaixo das asas. -Os carrapatos irritam as aves. Regressa ao abrigo e muda para N2. 5. Ciclo biológico em condições favoráveis de temperatura e umidade se completa em 2 meses.Ninfas 1 fixam-se na ave e ingurgitam. principalmente as jovens. 10.Larvas ingurgitam. − Depois de ingurgitada muda ela a volta ao Os adultos copulam fora do hospedeiro. CICLO: Vivem em solo arenoso. . Ciclo do carrapato de aves Argas. esconderijo − − − − − onde cutícula IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: -Tem importância pela sua ação espoliadora levando à anemia e mortalidade de aves.

ESPÉCIE: Otobius megnini CARACTERÍSTICAS: . . vão até o hospedeiro (orelha) em 5 a 15 dias passam a ninfa1 – ninfa2 – podem ficar até seis meses na orelha CONTROLE: Destruição acaricidas. Figura 26. estádio adulto. . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA: -Transmissor da Borrelia causadora da doença de Lyme.Olhos ausentes. . . .Todas as mudas são realizadas no hospedeiro.Os adultos não são parasitos.Caninos. Vista dorsal e ventral de Ornithodorus sp. bovinos. .As larvas eclodem.Hipostômio bem desenvolvido na ninfa e vestigial nos adultos.Suínos.Os parasitos sugam sangue e causam irritação que resulta em inflamações.Argasidae com tegumento granuloso no DIAGNÓSTICO: Otoscopia para visualizar larvas e ninfas.Os adultos vivem em esconderijos como galhos de árvores onde ocorre a cópula e a postura (adultos não se alimentam). dos esconderijos.41 Carrapatos . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Ruminantes. . . .Homem.Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ HOSPEDEIROS: . ovinos e outras espécies. aplicação de – deixam o hospedeiro e vão para lugares altos e secos onde se transformam em adultos. . GÊNERO Otobius CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Eqüinos. .As larvas e ninfas localizam-se na orelha.Vive nos estádios larvais e ninfais nas orelhas de eqüídeos. . -São hematófagos e provocam grande irritação.

Metastigmata _____________________________________________________________________________________________ Laboratório de Parasitologia Veterinária da UFSM Responsável: Dra Silvia Gonzalez Monteiro Principais Carrapatos de Importância Médica Veterinária Amblyomma Amblyomma (peritrema) Anocentor Anocentor (peritrema) Boophilus Boophilus (peritrema) Rhipicephalus Rhipicephalus (Peritrema) _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .42 Carrapatos .

ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO: Ovos. N. scabiei var. Gato. Contato direto entre os animais e fômites. -Coxas fundidas a face ventral do corpo. -Tarsos com empódio unciforme ou em forma de ventosa. número de ácaros transferidos e local de transferência.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ PARTE III Sarnas ____________________________________________________________________________________ SUBORDEM: ASTIGMATA SARCOPTIFORMES OU um hospedeiro susceptível. Família Sarcoptidae (Ácaros escavadores) Gênero Sarcoptes Hospedeiro Vertebrado Homem Eqüinos Cães Suínos Bovinos Ovinos Caprinos Espécie Sarcoptes scabiei S. coelhos. Varia de 2 a 6 semanas. CICLO COMPLETO -Psoroptidae: 8 a 20 dias / -Sarcoptidae: 10 a TRANSMISSÃO: Ocorre quando os ácaros são transferidos para 20 dias. Chorioptes bovis. Chorioptes equi. -Quelíceras com quelas. -Corpo pouco quitinizado. muris Cnemidocoptes gallinae Cnemidocoptes mutans Cnemidocoptes pilae Psoroptes equi Psoroptes cuniculi Psoroptes ovis Psoroptes natalensis Psoroptes bovis Psoroptes caprae Psoroptes Psoroptidae (Ácaros superficiais) Ovinos Bovinos Chorioptes Ruminantes. suis S. CARACTERÍSTICAS: -Ácaros sem estigmas respiratórios (trocas gasosas pela pele).43 Sarnas . PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Varia com a espécie. N. e outros carnívoros Otodectes cynotis . scabiei var. susceptibilidade do hospedeiro. eqüinos e coelhos Chorioptes ovis. duas gerações de ninfas e adultos. scabiei var. ovis Notoedres Cnemidocoptidae (Ácaros escavadores) Cnemidocoptes (sarna podal das aves) Gatos.rato Galiformes Galiformes Periquito Eqüinos Coelhos Notoedres cati. scabiei var. Chorioptes cuniculi _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Otodectes Cão. canis S. -Olhos ausentes. cuniculi. scabiei var. larvas. bovis S. equi S.

Otodectes sp. Figura 30.44 Sarnas . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Chorioptes sp.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ MORFOLOGIA DAS SARNAS: Figura 27. Figura 32. Psoroptes sp Figura 28. Sarcoptes sp. Figura 31. Cnemidocoptes sp. Notoedres sp. Figura 29.

e IV.5 mm . .Escavam galerias na pele (intradérmicas) na qual penetram profundamente provocando um espessamento da pele. .Corpo estriado com áreas escamosas e espinhos curtos e grossos na face dorsal. .Fêmeas com ventosas nas patas 1 e 2. parcialmente no idiossoma (parte final do corpo). . . .Gnatossoma cônico. muris(rato) Figura 33.Pedicelo longo e simples .Sarna da cabeça do gato.Corpo globoso. canis.Patas posteriores encaixadas total ou CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . var. Figura 34. equi.45 Sarnas . Notoedres. Sarna do gênero Sarcoptes sp. Ânus dorsal Figura 35. suis.Ânus terminal. . 2 e 4.Corpo globoso. II. .0. var. GÊNERO: Sarcoptes ESPÉCIE: Sarcoptes scabiei: var.2 a 0.Corpo globoso.Patas curtas e grossas . GÊNERO: Notoedres ESPÉCIE: Notoedres cati (gato).Machos sem ventosas copuladoras adanais. tão longo quanto largo. sem formação de crostas.Ânus dorsal.0. Túneis escavados por Sarcoptes e Notoedres na epiderme. Presença de espinhos . Sarna do gênero Notoedres CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .25 mm.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ 1-FAMÍLIA SARCOPTIDAE: (ESCAVADORES) .Machos com ventosas nas patas 1. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Gêneros: Sarcoptes.Fêmeas com ventosas nas patas I e II.Rostro curto e largo. . .1 a 0. . .Machos com ventosas nas patas I. . .

A fêmea fertilizada escava galerias na epiderme. macho. a larvas hexápodes que passam para a superfície da pele onde procuram alimento.Fêmeas sem ventosas nas patas. A . larva. . . O trajeto das galerias pode ser reconhecido pelo aspecto irritativo e pelas excreções enegrecidas que a fêmea vai deixando.Machos com cerdas longas e ventosas em todas as patas. passa por nova ecdise resultando na fêmea adulta. vai efetuando a postura dos ovos. Ciclo biológico do gênero Cnemidocoptes As fêmeas não praticam galerias como fazem as do gênero Sarcoptes.Apresentam duas cerdas ao lado do ânus transformação da fêmea imatura em adulta ocorre após a fertilização. Passados alguns dias. ficando para trás os mais velhos. À medida que escava seu túnel.Gnatossoma mais largo do que longo. Sarna do gênero Cnemidocoptes 2.Não possuem espinhos na face dorsal.Corpo estriado. . duas fases de ninfa. surgem os machos e as fêmeas imaturas. Após nova muda de pele.Sarna podal dos galináceos. Esses vão surgindo com 2 a 3 dias de intervalo e se sucedem durante dois meses. . elas permanecem sedentárias e sua presença determina uma proliferação aumento da epidérmica acompanhada córnea. o primeiro procura essas últimas para a fertilização.Pedicelos não segmentados. onde se nutre de linfa. o ciclo se completa em 10 a 14 dias.Ânus terminal . fêmea imatura e fêmea adulta ou ovígera.Face dorsal com escamas rombas. A fêmea gasta cerca de meia hora para atravessar a camada córnea da pele.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ . CICLO BIOLÓGICO: GÊNERO Sarcoptes e Notoedres Em seu ciclo evolutivo passam pelas fases de ovo. que procura penetrar na pele recomeçando o ciclo.FAMÍLIA CNEMIDOCOPTIDAE GÊNERO Cnemidocoptes ESPÉCIE Cnemidocoptes mutans CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Assim. em cerca de cinco dias. octópodes.46 Sarnas . . . surgindo as ninfas. de Essa substância _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . abrigo e passam por uma ecdise. Os ovos dão nascimento. Gnatossoma mais largo que longo Figura 36. a fêmea imatura. já fertilizada. face dorsal com saliências mamelonadas.

e coelhos. por meio de um mecanismo semelhante ao brotamento. essas manifestações inflamatórias desaparecem e durante os estágios seguintes. . bovinos. abundante quantidade de substância córnea que vai recobrir totalmente em uma a depressão.Machos com ventosas (copuladoras) adanais. a uma bolsa secundária que acaba por se separar da bolsa mãe. esta consiste em uma necrose focal da parte da derme ou epiderme imediatamente subjacente ao ponto de penetração do ácaro.Parasitas de eqüídeos. . 3.0. . No estágio seguinte as células epidérmicas entram em proliferação. Ao mesmo tempo os bordos da depressão por onde penetrou reagem produzindo uma em que se desenvolve o tecido esponjoso. .Corpo ovóide. O ácaro invade ativamente a epiderme. 40 par de patas nos machos é menor que o terceiro.São ácaros superficiais. A repetição do mecanismo conduz finalmente à produção de um tecido esponjoso.Rostro longo e cônico.47 Sarnas . .Corpo ovóide. Observa-se também a presença de um exsudato inflamatório. Instala-se nas camadas superficiais da epiderme. Pouco a pouco a câmara vai se aprofundando na derme. englobando o ácaro. Logo que o ácaro se instala mais profundamente na epiderme. repletas de ácaros em todos os estágios do desenvolvimento. Otodectes. Apenas na fase inicial da invasão das camadas superficiais da epiderme pelo ácaro estabelecese uma reação inflamatória. No interior da câmara o ácaro permanece separado do estrato por germinativo da pele por uma fina camada de queratina. resultado de um tecido alveolar tomado de numerosas pequenas câmaras.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ proliferação é bem marcada nas excrescências das patas. . bolsa transformando-a pequena fechada. ovinos. Em certo momento a bolsa primitiva dará origem. não se nota mais qualquer sinal de inflamação. Sarna do gênero Psoroptes _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .8 mm. produzem formação de crostas espessas.Face dorsal sem espinhos. Parece que todo o desenvolvimento do ácaro se verifica no interior dessas bolsas. . danificando-a em direção à derme.Gêneros: Psoroptes.5 a 0.FAMÍLIA PSOROPTIDAE – ácaros não escavadores . Pedicelo triarticulado Figura 37. .Patas longas e espessas. Chorioptes. penetrando no folículo plumoso ou atravessando diretamente a camada córnea epidérmica. GÊNERO Psoroptes CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .

.Ventosas com pedicelos curtos e simples.O 4 0 . .Pedicelo curto e simples.Machos com 40 par de patas bem reduzido. II e IV.Patas grossas e longas terminando em longos pedicelos tri-segmentados . copulatórias ao lado do ânus .Fêmeas com ventosas nas patas I e II. . GÊNERO Chorioptes: CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Ácaro Chorioptes sp. III e IV. bovinos. .5 mm.Machos apresentam duas ventosas . caprinos e eqüinos.0. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Macho de Otodectes sp.3 a 0. Otodectes e Chorioptes As sarnas psorópticas são produzidas por ácaros dos gêneros Psoroptes. II e III. Figura 39.Machos com tubérculos abdominais.Fêmeas com ventosas nas patas I. sem segmentação. Caracterizam-se por serem sarnas não penetrantes.II e IV.Sarna de ovinos. Ciclo Ápódemas convergentes biológico dos gêneros Psoroptes.0. Pedicelo curto par de patas das fêmeas é muito Ápódemas divergentes pequeno.Gnatossoma mais longo que largo. II. . . em que o agente causal não pratica galerias dentro da Figura 38. . Otodectes e Chorioptes.Peças bucais arredondadas. . GÊNERO Otodectes CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .48 Sarnas .3 a 0.Machos com ventosas nas patas I.Machos com ventosas nas patas I. .Machos sem tubérculos abdominais. . . III e IV.Corpo ovóide.Machos com ventosas nas patas I.Ânus terminal. superficiais. . .Gnatossoma em forma de cone. sem segmentação. .Sarna auricular de cães e gatos. da família Psoroptidae dos ácaros Astigmata parasitos. .Astigmata _____________________________________________________________________________________________ .Gnatossoma tão longo quanto largo. .Fêmeas com ventosas nas patas I.6 mm. II.

O contágio é facilitado pela falta de higiene e promiscuidade.49 Sarnas . não praticam galerias no interior da pele. Uma das características principais dessa rapidamente em grupos de pessoas como em hospitais. Após ter sido infestado uma vez.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ pele do hospedeiro. O papel patogênico não reside somente na lesão produzida pelo ácaro mas também na contaminação secundária desta ou das escoriações provocadas pelo indivíduo ao se coçar. A lesão cutânea é típica: observam-se áreas eritematosas. A maioria dos sintomas cutâneos é devida a infecções secundárias. intermamário. sulco _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . cotovelos. causando sérios inconvenientes. A infecção alastra-se Pus. quando o indivíduo deita para dormir. axilas. escolas. predominantemente nos espaços interdigitais. das vesículas que se formam na parte terminal desses e a distribuição zonal das lesões A sua são elementos para é o erupção papular avermelhada. peças do vestuário e quase sempre é noturno. O parasitose é o prurido que vem sobretudo à noite.o paciente tornou-se agora sensível ao ácaro. sendo raro no rosto. DIAGNÓSTICO DAS SARNAS: Detecção dos ácaros nas galerias (extração mediante agulhas) ou em raspados de pele. Alastra-se de preferência nas regiões bem dotadas de pêlos do corpo do animal. pois não são facilmente transferidas de um hospedeiro para outro. e se desenvolve nas regiões lanosas ou bem dotadas de pêlos dos animais. diagnóstico. sob a camada córnea. escroto. A verificação dos túneis.. porém a de origem animal é muito menos grave do que a humana. Esses ácaros picam a pele causando irritação. no entanto. no entanto. podendo. Ácaros das sarnas sarcópticas dos animais domésticos podem infestar o homem. com prurido que desaparece em poucas semanas. alopecia. Há indicações de que a primeira infestação pelo ácaro não determina coceira imediata. prurido e engrossamento da pele. crostas e escamas. estender-se por todo o corpo. porque os ácaros não escavam a pele e não se multiplicam. regiões glúteas. mas representam subespécies de S. scabiei. Os ácaros que causam a sarna sarcóptica dos animais domésticos são estruturalmente semelhantes à espécie que causa a escabiose humana. Elas apresentam as mesmas fases evolutivas em seu ciclo que Sarcoptes scabiei. depois de cerca de um mês aparece o prurido e então se instala a coceira . Ocorre apenas uma descamação e exsudação de soro. pápulas foliculares e vesículas nas regiões afetadas. ao se contágio se realiza quando as fêmeas do ácaro passam do indivíduo atacado para o indivíduo sadio. SINTOMAS: Família Sarcoptidae: EPIDEMIOLOGIA DA SARNA SARCÓPTICA: A sarna sarcóptica humana é conhecida desde remota antigüidade. vivem e se multiplicam sob a descamação provocada e a sua contínua atividade provoca o agravamento da lesão. confirmação obtida fazendo um raspado do material cutâneo para a obtenção de exemplares do ácaro e observação microscópica. é favorecido pelo uso de roupas de cama ocupados anteriormente por pessoas infestadas. estabelecimentos comerciais etc. O ácaro localiza-se na epiderme.

enquanto que na pessoa não sensibilizada o parasita se desenvolve por cerca de um mês antes que o hospedeiro tome conhecimento. Caracteriza-se pela formação de crostas ocasionando lesões cutâneas.avermelhada às lesões. aparecendo vesículas em torno do ponto de penetração dos ácaros. sendo rompidas. Quando se desconfia que um cão está atacado por sarna sempre se deve examinar a parte inferior da margem posterior das orelhas. semelhantes a picadas de pulgas. no entanto. a pele inflama-se. a inflamação tem lugar em poucas horas. perda de pêlos e espessamento da pele. Do ato de coçar resulta injúria mecânica com a formação de grandes crostas firmemente aderentes aos tecidos subjacentes. Nessa região a sarna provoca um grande número de pequenas saliências no tamanho de grãos de areia de modo que. selas e outros também podem ser responsáveis pelo contágio. progressivamente e com o ato de coçar há exsudação de soro que. A intensa coceira obriga o animal a se esfregar fortemente contra objetos que o rodeiam. freqüentemente há infecção nos olhos que podem conduzir à perda da visão. . as primeiras .A sarna sarcóptica do carneiro e ovelhas se desenvolve nas partes não recobertas de lã. libertam o seu conteúdo que. Os pêlos caem lesões visíveis ocorrem na cernelha e em torno da cabeça. arreios. A sarna sarcóptica eqüina é geralmente transmitida por contato direto entre os animais. que se localizam inicialmente na cabeça. acompanhada de coceira. Com a movimentação do animal podem romper-se e o soro e sangue conferem uma coloração amarelo . podendo portanto. determinando o ato de coçar generalizar-se e invadir o corpo e membros. sobretudo no bordo posterior da orelha. As vesículas.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ reinfestar. A presença e a atividade dos ácaros causa intensa irritação. quando se aperta e se passa essa região entre os dedos. podendo também se iniciar pelo peito e pelos flancos.No cão a sarna sarcóptica manifesta-se no início por um prurido ou coceira que coincide com o aparecimento de pequenos pontos vermelhos na pele.Na sarna sarcóptica dos cavalos. ao redor dos olhos e principalmente na margem da orelha.Na cabra a sarna sarcóptica geralmente se inicia pela cabeça e orelhas. Nas áreas afetadas os pêlos mantêm-se eretos e muitos caem. origina crostas salientes que se iniciam. . se tem uma sensação de aspereza semelhante à uma superfície secando. Não sendo tratada. dá origem às crostas. Uma pessoa já sensibilizada começa a se coçar imediatamente e freqüentemente remove o ácaro. escamas semelhantes às da caspa. . secando. A parasitose pode ter curso rápido e ser até mortal. mais tarde as máculas são substituídas por vesículas (pequenas bolsas cheias de líquido). granulosa”.50 Sarnas . Provoca coceira intensa. focinho. na cabeça do animal. Nos cães novos as lesões se manifestam pelo desprendimento de pequenas _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . a sarna sarcóptica prejudica muito a saúde dos animais que passam por um período de desnutrição progressiva terminando com a morte do animal. terminando a infecção.

podendo estender-se às patas e região dos órgãos genitais. Sarna Psoróptica: . na face inferior do pescoço e na base da cauda. onde a sarna se instala de início na cabeça.Em coelhos ocorre prurido nos lábios e região nasal. Essa sarna é cefálica.51 Sarnas . As lesões iniciais de pequenos ferimentos a pele. de soro e primeiros sintomas são coceira intensa da pele na cernelha.No coelho a sarna sarcóptica manifesta-se no focinho. inflamação e exsudação de soro. Dessas regiões pode alastrar-se pelo dorso e flancos do animal. À medida que os ácaros se multiplicam. em seguida aparecem crostas cinzentas- . endurecem e se desenvolvem à custa de exsudações de sangue. cujos sobretudo em torno dos órgãos genitais. formação de pápulas. podendo estender-se para outras partes do corpo. seguidos de coceira. provocando a queda dos pelos. Os sintomas incluem coceira. de onde pode alastrar-se por todo o corpo. . 1857) é a causadora da sarna psoróptica em bovinos. amareladas. principalmente na borda das orelhas.dorsais do pescoço. . O soro que vem a superfície mistura-se com sujeira e solidifica-se formando escamas amarelo acinzentadas. orelhas e planta dos pés. prurido moderado. É acompanhada de intensa coceira e de formações crostosas. formação de crostas que se espessam.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ . scabiei. queixo. da pele.Psoroptes bovis (Gerlach. iniciando-se nas orelhas e depois descendo pela parte ventral do pescoço. sendo mais severa em leitões. má formação das patas. Manifesta-se por intensa coceira e pela formação de crostas. Sarna Cnemidocóptica: Aves andam com dificuldade. de onde pode alastrar-se para todo o corpo. geralmente se inicia na parte interna das coxas. principalmente nas orelhas e ao redor dos olhos. Figura 40.Também o porco é um animal sujeito ao ataque por S.No gado bovino a sarna sarcóptica é pouco freqüente. formando cadeias. infligem uma série extravasamento Eventualmente pode se transferir para o homem. patas com aspecto engrossado e descamação Sarna Notoédrica: . constituem-se de pequenas pápulas que vão freqüentemente mostrando também manchas de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . lábios. Lesão de sarna notoédrica em gato.Em gatos localiza-se principalmente nas orelhas e na cabeça do animal. atingindo eventualmente todo o corpo. Dissemina-se facilmente nas criações e quando não tratada é mortal. na base da cauda ou nas partes látero . base das unhas. deformando o contorno destas.

cera alterada e ácaros. pode afetar toda a superfície interna da orelha. Em virtude da intensa irritação provocada pelo ácaro. a sarna psoróptica em cavalos é semelhante àquela descrita para bovinos. Infecções bacterianas secundárias as vezes resultam em inflamações médio e mesmo das meninges. pescoço e mesmo as patas. parece haver tendência a se limitar às orelhas da cabra.5 cm de diâmetro. A irritação é severa e freqüentemente se observa os animais infestados coçarem-se e mesmo se morderem. do ouvido _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Freqüentemente afetados. Da porção média do conduto auditivo para o tímpano aparecem crostas. sendo as primeiras lesões observadas na cabeça. o canal vai acumulando produtos inflamatórios.52 Sarnas . em que provoca desmerecimento do couro e da lã. A presença de ácaros no ouvido médio resulta também em distúrbios nervosos. e assume tal aspecto de gravidade que chega a determinar a morte dos animais parasitados. tendo a parasitose desenvolvimento idêntico à observada na espécie bovina. próximo do tímpano. Sarna Otodécica: Essa espécie determina irritação no conduto .Psoroptes caprae causa a sarna psoróptica em cabras. a morte do animal. O ato de coçar muitas vezes conduz ao aparecimento de hematomas na orelha. Com o avançar da parasitose. em casos extremos. A pele espessa-se. freqüentemente se movendo em círculos ou . A invasão das lesões por bactérias pode levar à .Astigmata _____________________________________________________________________________________________ sangue. pode causar surdez. pode expandir-se infestando outras partes da cabeça. restringindose geralmente ao pavilhão da orelha (sarna auricular não penetrante). o tímpano pode mostrar-se hemorrágico. formação de ulcerações. perda de apetite e. Inicialmente as escamas têm cerca de 0. os animais assim atacados podendo aparecer em qualquer parte do corpo. mas alimenta-se de fluidos tissulares na profundidade do canal auditivo. não pratica galerias no tegumento. A complicação mais séria é a infecção piogênica do ouvido médio que pode se estender ao ouvido interno. ambos os ouvidos são Em casos de parasitoses intensas os animais mostram sinais de distúrbios nervosos. extensas áreas ficam desnudas e cobertas de crostas.Psoroptes cuniculi ataca coelhos. com o avançar da parasitose. infestação são indicadas por hiperemia (excesso de fluxo sangüíneo na superfície do corpo) e pela formação de crostas vermelho castanhas próximo da base do pavilhão auricular. a lesão gradativamente aumenta. As primeiras manifestações da sacudindo a cabeça. à medida que os ácaros vão passando para a pele sadia circunjacente. a coceira é intensa e o animal é constantemente irritado.Psoroptes equi. auditivo de cães e gatos. freqüentemente sacodem a cabeça e raspam com as unhas produzindo a base do pavilhão auditivo que ainda mais ferimentos intensificam as dores. determinando sarna auricular que embora rara. .Psoroptes ovis é a responsável pela sarna psoróptica de carneiros e ovelhas.

. Parece não atacar a cabeça e demais partes do corpo.Astigmata _____________________________________________________________________________________________ O. Geralmente restringese à cauda e aos boletos das patas anteriores e posteriores e via de regra não se alastra. esterilizar o material de uso nos animais (arreios. as lesões estão geralmente confinadas às partes inferiores das patas.Chorioptes equi determina uma parasitose semelhante àquela causada por Psoroptes.Chorioptes ovis. bastante porém localizada e menos séria. psoróptica. . PROFILAXIA: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . é bem menos séria. Ataca também os pés e os membros.Chorioptes bovis é responsável pela sarna chorióptica semelhante do a gado sarna bovino. Separação dos animais infestados. 1955). localizando-se principalmente nas satisfatórias. sendo por isso também denominada sarna das patas dos cavalos. cynotis também ataca o furão. condições de higiene do recinto Sarna Chorióptica: . causada Psoroptes. notadamente do boleto. As regiões parasitadas se recobrem de crostas e produzem prurido bastante intenso. parece ser a única espécie do gênero assinalada no Brasil (Freire. no entanto. alimentação adequada. causa a sarna chorióptica em carneiros e ovelhas. Por esse motivo foi também designada de sarna das partes baixas. subindo até a face interna das coxas. e que não invade as partes do corpo revestidas de lã comprida. coleiras) com acaricida sendo melhor não utilizá-los antes de 14 à 17 dias.53 Sarnas . rugas da bolsa escrotal dos carneiros.Chorioptes cuniculi determina em coelhos uma parasitose auricular quase não indistinguível da sarna por penetrante. mas. região escrotal dos carneiros e da mama das ovelhas.

Demodecidae e Trombiculidae.O grande número de ácaros brancos movendose sobre a superfície da pele é chamado de “caspa ambulante”. .54 Ácaros . por isso a infestação pode ser adquirida do ambiente (Ex: cama) ou por contato direto. CICLO: . Adulto de Cheyletiella GÊNERO Myobia _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . CARACTERÍSTICAS: .Provoca caspa.Famílias: Cheyletidae.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ PARTE IV Prostigmata ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA ESPÉCIES: -Cheyletiella yasguri – Comumente encontrada ORDEM ACARI (ACARINA) SUBORDEM ACTINEDIDA (PROSTIGMATA) CARACTERÍSTICAS: . PATOGENIA: . .O ciclo desses ácaros é em média de 21 a 35 dias sobre o hospedeiro. Myobiidae. dermatite descamante. . vivem sobre a superfície da pele e seus ovos ficam presos em fios do pêlo. situados anteriormente.No homem causa irritação na pele e coceira.Os ácaros são grandes (385 µm ). GÊNERO Cheyletiella HOSPEDEIROS: Coelhos. . FAMÍLIA MYOBIIDAE Figura 41.Estigmas respiratórios quando presentes. Todas as espécies podem ser transmitidas para outros animais e ao homem. -Cheyletiella blakei – Comumente encontrada em gatos. FAMÍLIA CHEYLETIDAE em cães. -Cheyletiella parasitovorax – Comumente encontrada em coelhos. mas adultos podem sobreviver fora do hospedeiro por 2-14 dias.Ovo –Larva – Protoninfa – Deutoninfa – Adultos. cães e gatos.

. o Figura 43. GÊNERO Demodex ESPÉCIES: Demodex phylloides(suino). cabeça.Patas curtas. glândulas sebáceas e sudoríparas por isso tem o corpo alongado. Ácaro Demodex humano (acima) e de cão (abaixo).Dois estádios ninfais. . ao redor dos olhos e na parte inferior da pata (projeções ósseas nas extremidades). D. Normalmente atinge filhotes de 3 a FAMÍLIA DEMODECIDAE 6 meses. . com coceira e perda de pêlo. . CONTROLE Higiene.Causa sarna em camundongos.Aparecem áreas circunscritas de alopecia na canis (cão). pholiculorum (homem) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . que vive no folículo piloso.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ CARACTERÍSTICAS: . ESPÉCIES: -Demodex canis (cão) -D. tratar o animal doente e evitar contato com outros animais e fômites.55 Ácaros . . pholiculorum (homem) CARACTERÍSTICAS: . Ácaro de roedores Myobia sp. fígado. phylloides (suino) Figura 42.1 par de patas modificado. .Sarna profunda. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . D.Cerdas na extremidade posterior.O estabelecimento da doença está relacionado à imunidade. -D. .Alargamento na lateral do corpo. manutenção adequada alimentar. Podem viver em linfonodos e outros órgãos internos como o rim.Corpo dividido numa parte anterior curta e uma posterior alongada e com estriações.

Atacam mais os animais jovens e de pêlo curto. pontos vermelhos. Animais sadios podem ter mesmo sem apresentar a doença. 3)Sarnas superficiais (Psoroptes. deve-se pesquisar a causa da imunodepressão (mudança de casa.A maioria dos casos é branda e a recuperação espontânea. Ocorre a eclosão das larvas dentro do folículo.Há formação de crostas. como Sarcoptes. que vão para a superfície da pele a fim de copularem (fase de contaminação). fígado) mas não há danos. ocorre a diferenciação para machos e fêmeas. stress) e evitar contato da mãe doente com a ninhada. estas passam para a fase e olhe no microscópio. Chorioptes e Otodectes). Notoedres e Demodex. ? Raspe as crostas soltas e guarde em pote bem fechado. 2)Cnemidocoptes. foliculorum e D. DIAGNÓSTICO CLÍNICO . queda acentuada de pêlos. quando tem pus (infecção secundária-imunodepressão). Não há evidência de prurido.Tipos: Úmido. Macere algumas crostas com óleo pele que produz doença em imunodeprimidos. . Geralmente inicial e passa para o estado úmido.é a sarna vermelha). Seco. . sendo que a primeira nos folículos pilosos do rosto e a segunda nas glândulas sebáceas do mesmo.56 Ácaros . Remova as crostas mais soltas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . CONTROLE: Como é uma sarna de ocorrência natural na Figura 44. ? Mergulhe a lâmina de bisturi em óleo mineral. na alimentação. * D. . Após a cópula as fêmeas ovígeras (já fecundadas) e os machos voltam para o folículo piloso.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ ninfal chamada protoninfa e após para deutoninfa. pegue uma prega de pele e raspe mantendo um ângulo reto com a pele até produzir um leve sangramento. mas em alguns casos pode levar até a morte (nesses casos os pêlos s tornam e esparsos sobre regiões cada vez maiores e a pele se torna áspera e seca . . macere CICLO: Ácaros dentro do folículo piloso. Pode ocorrer o rompimento do folículo e o ácaro mover -se para outros órgãos (ex. ? Amoleça as crostas com água morna e óleo mineral. com prurido intenso e crosta superficial. brevi atingem humanos. glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas (no cão principalmente no folículo piloso e glândulas sudoríparas). Lesões de sarna demodécica.Através da coleta de material: 1)Para ácaros que penetram profundamente.

ninfas e adultos vivem e alimentam-se em matéria orgânica. sendo que 1 a 5 gerações podem ser produzidas por ano. No solo as fêmeas põem os ovos em áreas abrigadas.57 Ácaros .Quelíceras pontiagudas CICLO BIOLÓGICO: São ácaros de vida livre. . A ninfa. coloque em uma lâmina e olhe no microscópio com objetiva de 10X. umidade.Escudo com cerdas ramificadas. requerer de dois meses a um ano. As larvas se alimentam-se de linfa.Prostigmata ____________________________________________________________________________________ mineral. fato esse que vai depender da temperatura.Hematófaga. Quando um animal ou homem se aproxima as larvas laranja-amarelada ou laranjaavermelhada rastejam na superfície de terra ativadas pelo CO2 da respiração. fixam-se.Cheio de cerdas nas patas. e localização. As ninfas e adultos alimentam de insetos pequenos ou outros organismos.Saliva tóxica – Causa prurido .Conhecida como micuim. . O ciclo de vida inteiro pode _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . como o ácaro adulto. As larvas ficam 15 dias no hospedeiro e caus am dermatite intensa. Os corpos são normalmente cabeludos. . -Transmitem Rickettsia a roedores silvestres que não desenvolvem a doença.Febre fluvial é transmitida pelos trombiculídeos. . em uma semana eclodem as larvas que possuem três pares de patas e é a fase parasitária. mas podem mais tarde transmitir ao homem. alimentam-se no animal e após vão ao solo onde mudam para ninfas e posteriormente para adultos. pois inoculam saliva tóxica que lesa as células . trombicula CARACTERÍSTICAS: . Adultos normalmente vivem em lugares protegidos e ficam mais ativos na primavera. tem oito patas. . FAMÍLIA TROMBICULIDAE GÊNERO Eutrombicula.

? Respiração por tubos traqueais que se abrem em estigmas respiratórios na base das patas. CRYPTOSTIGMATA OU cestóide que vai parasitar o bovino (eqüino). CICLO: Ovo . e tritoninfa) e adultos.Cryptostigmata ____________________________________________________________________________________ PARTE V Cryptostigmata ____________________________________________________________________________________ FILO ARTHROPODA CLASSE ARACHNIDA Vivendo no solo. HOSPEDEIROS: Não possuem. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRI A E SAÚDE PÚBLICA: É importante por agir como transporte de cestóides para os animais.58 Ácaros . CARACTERÍSTICAS: ? Os ácaros incluídos na subordem Oribatei ou Cryptostigmata constituem um dos mais numerosos grupos de artrópodes do solo. onde alimentam-se de fezes (coprófagos) podendo desse modo adquirir os ovos de cestóides.larva .3 fases ninfais (protoninfa. Ácaro Cryptostigmata. deutoninfa Habitam as camadas superficiais do solo. são ácaros de vida livre. tanto em número de espécies quanto em número de indivíduos. sobem pelas hastes do capim onde são ingeridos pelos animais. no trato digestivo dos animais ocorre a libertação do ORDEM ACARI (ACARINA) SUBORDEM ORIBATIDA SUPER FAMÍLIA GALUMNOIDEA FAMÍLIA GALUMNIDAE CONTROLE: SUPER FAMÍLIA ORIBATULOIDEA FAMÍLIA ORIBATIDAE Não se tem medidas adequadas para o controle no pasto. Figura 45. Eles têm um papel importante na decomposição de substâncias orgânicas no solo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .

sem apêndices e com cerdas. MORFOLOGIA EXTERNA: • Os insetos são artrópodes com o corpo dividido em três regiões bem distintas: cabeça. • Simetria bilateral. 1 labro dorsal.As asas são estruturas membranosas com escamas. que varia de tamanho com o tipo de aparelho bucal (mastigador: mandíbulas compostas por nervuras ou veias e suas características identificam famílias ou gêneros. • Com um par de antenas. É também • A pata se divide em coxa. ABDÔMEN Segmentos em anéis. com um ou dois pares de asas. • Dois a três ocelos. 1. fêmur. ASAS Os insetos podem ser ápteros (sem asas pulgas e piolhos) ou dípteros (com 1 ou 2 pares de asas). 1 par de maxilas (pode ter palpos maxilares). • Adultos geralmente. • Orifício genital situado na extremidade posteriores chamados de pulvilo. • Os tarsos são divididos em três a cinco segmentos e nesses estão as garras e CLASSE INSECTA estruturas membranosas chamadas empódio que podem ou não ter dois apêndices conhecida por classe hexápoda. Essa pode ser apical e fechada ou discal. É onde aparece a abertura genital. pedicelo e flagelo (1 a 10 segmentos). Visão bastante ampla para o inseto.59 ______________________________________________________________________________________________ • Cada par de patas é inserido em um segmento torácico. Nervura Subcosta (SC) 3. Apresenta na região pleural (lateral) os estigmas respiratórios ou espiráculos. Nervura Costa (C) . • Os olhos compostos (omátides) são formados por centenas de omatídeos.completa ou incompleta 2. cerdas ou espinhos. tíbia e tarsos.bifurcação da nervura Radial 5. trocanter. entre os olhos compostos. • Aparelho bucal com um par de mandíbulas. Nervura Anal (A) OBS: Cada área delimitada por nervuras chamase célula. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Nervura Radial (R) 4. Nervura Cubital (Cu) 6. Essa região é menos quitinizada para permitir a distensão abdominal. Pode ou não existir arista nos flagelos. 1 lábio ventral e 1 hipofaringe. São posterior do abdome. • Com três pares de pernas. As nervuras costa e subcosta não se ramificam. auxiliares na parte dorsal da cabeça. dois segmentos laterais (pleura) e um segmento ventral (esterno). • Na extremidade da probóscida existe um par de labelas. Os três últimos anéis não desenvolvidas ou picador: estiletes perfurantes) • O tórax é dividido em 3 segmentos: Protórax. Nervura Mediana (M) . tórax e abdômen. • Respiração traqueal. • As antenas são divididas em escapo (parte articulada na cabeça). Mesotórax e Metatórax e cada um desses é dividido em 4: um segmento dorsal (noto).

. 1. O íleo é tubular. Natureza da secreção salivar Varia muito nos vários grupos de insetos.Intestino médio ou mesêntero. . para formar o papo. Em alguns insetos há divertículos. As glândulas salivares variam nos diferentes insetos. sua porção posterior se dilata. Freqüentemente.O esôfago é um tubo simples que se prolonga até o tórax.Intestino anterior ou estomodeu. situada na extremidade anterior. em alguns insetos.chamadas papilas retais . vertebrados. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . Proctodeu. está dividido em três partes: . provoca nos hospedeiros uma reação cutânea Mesêntero: Varia de forma segundo o grupo dos insetos. . possui musculatura poderosa. colocadas simetricamente uma de cada lado do corpo do inseto. secreção salivar que contém uma substância anticoagulante.A faringe. MORFOLOGIA INTERNA DOS INSETOS denominados cecos gástricos. podendo ser simples ou lobadas. geralmente situados na parte anterior do estômago. Há insetos com Funções: Digestão e absorção dos alimentos. durante o ato de alimentação. De cada lado sai um duto salivar que se reúnem para formar um canal coletor único. as espécies que se alimentam de sangue de Função do estomodeu: É armazenar os alimentos e triturá-los. que se estende da boca.Sistema Digestivo – Nos insetos o canal alimentar consiste de um tubo quase reto. e funciona como uma bomba de sucção. espiráculos no tórax. nos insetos sugadores. até o ânus. Este possui número variável de papilas . freqüentemente produzem Ao nível da cavidade bucal abre-se o duto das glândulas salivares situadas no tórax ou se prolongam até o abdome. por onde se escoa a secreção salivar. o colo é dilatado e o reto globular ou piriforme. situado posteriormente.Intestino grosso ou cólon.60 ______________________________________________________________________________________________ apresentam espiráculos. Ao papo segue-se o proventrículo que se caracteriza pela forte musculatura das suas paredes e pela presença de dentes e espinhos. Este tubo é diferenciado em três regiões distintas: . .Intestino posterior ou proctodeu. esôfago. A inoculação da secreção salivar por insetos hematófagos. . papo e proventrículo. Glândulas salivares: Estomodeu: Inicia na boca ou cavidade bucal e está dividido nas seguintes porções: faringe.Reto. variável de intensidade. aí começa também a digestão. graças às enzimas de várias naturezas que variam de acordo com o tipo de alimentação do inseto.Intestino delgado ou íleo. de quase imperceptível até severa.e termina pelo ânus.

Antes de ser eliminada pelo ânus. Sistema Circulatório – Os insetos têm circulação aberta. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . onde é misturada com as fezes. localizados lateralmente nos denominadas hemócitos. 3. Regra geral existem 10 pares de estigmas. O sangue penetra pelos ostíolos. Os tubos de Malpighi. uma grande quantidade de água é reabsorvida pelas glândulas retais e retida no organismo do inseto. cujo número e tamanho variam de inseto para inseto. é a aorta dorsal. hemocele. principalmente. que serve de meio de trocas químicas necessárias ao funcionamento dos tecidos e órgãos. deslocando-se no sentido anteroposterior. e que se chama vaso dorsal. de função excretora. consistem de vários túbulos alongados fechados na Coração: É a porção dilatada do vaso dorsal. Sistema Excretor – Ao nível da junção do mesêntero com o proctodeu abrem-se os tubos de malpighi. Hemolinfa: É um líquido claro. . Este poder de retenção da água varia com o inseto e com seu estádio de desenvolvimento. nas formas típicas há um par no mesotórax.Os estigmas possuem estruturas destinadas a regularizar a entrada e saída do ar no corpo do inseto. situados na extremidade livre e que se abrem na luz intestinal pela outra extremidade. A porção mais delgada. situada anteriormente.As traquéias se abrem para o exterior através de orifícios. que é filtrada através das células que forram internamente os túbulos. . situada posteriormente. cai na luz destes túbulos e escoa para o intestino. 2. Sistema Respiratório – Os insetos possuem um sistema de tubos raramente vermelho. constituída de várias câmaras. segmentos torácicos e abdominais. Há apenas um vaso que se estende dorsalmente do tórax ao abdome. A urina. e daí pela contração do coração é impulsionado para a aorta dorsal. O sangue ou hemolinfa sai da aorta para banhar os vários órgãos internos. um na margem anterior do metatórax e um par em cada um dos primeiros sete ou oito segmentos do abdome. chamados estigmas ou espiráculos respiratórios. que funcionam corno se fossem rins. 4. pelos tubos de Malpighi. A hemolinfa contém numerosas células denominados sistema traqueal . acima do aparelho digestivo.61 ______________________________________________________________________________________________ Alguns insetos aquáticos possuem brânquias. esverdeado ou amarelado. A excreção nos insetos se realiza.

Na frente do cérebro há um gânglio que constitui Hemolinfa o sistema nervoso simpático e que inerva as vísceras do inseto. regra geral. O complexo das células sensoriais é Função da hemolinfa: Consiste no transporte do material nutritivo para os tecidos e recolher os produtos de excreção para os órgãos excretores. Sistema Reprodutor – Os insetos. Os gânglios se Há raros casos de hermafroditismo. Pata de carrapato seccionada mostrando a hemolinfa. Sistema Nervoso – Cérebro: Situado na região do esôfago encontra-se o gânglio supra-esofageano. da audição. possuem órgãos receptores da conhecido por "sensilia". da gustação. Do cérebro parte uma dupla cadeia de gânglios ventrais que se dirige para a extremidade posterior do corpo. algumas formas . Alguns fagocitam células estranhas ao a mesma dos leucócitos dos Percevejos e as pulgas . a. os hemócitos se congregam ao redor de corpos estranhos ou de larvas de filarídeos. Piolhos umidade. Os insetos possuem órgãos especiais dos sentidos da visão. são artrópodes de sexos separados. Pêlos do corpo dos insetos Funcionam como órgãos sensoriais que captam vários estímulos mecânicos e químicos. etc. Em algumas espécies a ocorrência de partenogênese é normal. Há várias células situadas em várias partes do corpo. Hemócitos: Funções: mamíferos. do olfato.possuem órgãos que detém pequenas alterações na temperatura. que estão associadas a pelos e cerdas. 6. onde se originam as células germinais. orientando-os para os seus hospedeiros. intercomunicam com o cérebro por meio de conexões longitudinais.são incapazes de se reproduzirem. organismo e são.62 ______________________________________________________________________________________________ gânglios. Nos insetos de vida social. Este conjunto constitui o sistema nervoso periférico. Figura 46 . 5. também chamado cérebro. Desse conjunto partem fibras que inervam as várias partes do corpo. especialmente ativos nos processos de mudas e metamorfoses. Usualmente para cada segmento abdominal corresponde um par de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Nos insetos os órgãos dos sentidos são muito desenvolvidos.as operárias . Aparelho Genital Feminino – É constituído de dois ovários que por sua vez são formados de vários ovaríolos. Às vezes. as formigas e os cupins. como as abelhas.

As formas jovens são semelhantes às formas adultas. diferindo apenas pela dimensão. está Estádio: É a forma dos insetos entre duas mudas. Antes de atingir a fase adulta. na sua extremidade Alguns ovos possuem espinhos ou outras estruturas características na casca. Ainda anexas à vagina estão as glândulas anexas. na maioria. antes de serem injetados na fêmea. estes vão constituir o oviduto comum. esféricos ou alongados. pela ruptura da cutícula do estádio anterior. Estes se reúnem para constituírem o duto ejaculatório que se abre para o exterior. Algumas espécies põem ovos isolados uns dos outros. A casca que envolve o ovo varia muito. forma e cor. um de cada ovário. o inseto muda várias vezes de cutícula. cuja parte posterior é a vagina. O crescimento do inseto somente se realiza na ocasião da muda. há uma câmara genital. A cutícula nova. que é a espermateca ou receptáculo seminal onde se armazenam os oferecem adequadas desenvolvimento das formas jovens. Geralmente os ovos são ovais. Os insetos são. Excepcionalmente existem algumas espécies vivíparas. coloração natural dos insetos. onde se alojam os espermatozóides. pela ação do ar. condições em lugares que ao posterior. em forma de saco. geralmente. Postura: É realizada. ovíparos. espermatozóides. um de cada lado do canal alimentar. vai aos poucos DESENVOLVIMENTO E METAMORFOSE adquirindo consistência e assumindo a Exsúvia: A cutícula eliminada é denominada exsúvia. que fornecem o material para o revestimento do ovo. enquanto outras põem os ovos aglomerados. da cutícula.63 ______________________________________________________________________________________________ Os ovaríolos se reúnem e formam os ovidutos. Cada duto eferente se dilata para formar uma vesícula seminal. Associada à vagina. Ametabolia: Quando os insetos se desenvolvem sem apresentarem transformações substanciais. Associadas ao aparelho genital masculino existem as glândulas acessórias que lançam no duto ejaculatório o fluido seminal destinado a acompanhar os espermatozóides. Aparelho Genital Masculino – O aparelho genital masculino é formado de dois testículos. dos quais originam-se os dutos eferentes. mas há fêmeas que põem ovos em forma de tonel ou de disco. Este tipo de desenvolvimento é chamado de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Durante o desenvolvimento do ovo até o estádio adulto o inseto nas sofre suas uma série de com cujo transformações eliminação e estruturas. O duto ejaculatório termina pelo edeago que a é o órgão copulador. Externamente genitália masculina relacionada com a copulação e transferência do esperma para os órgãos genitais femininos. em espessura. Mudas: b. renovação fenômeno é conhecido por metamorfose dos insetos.

Neste grupo Tipos fundamentais de formas imaturas: As ninfas e as larvas. Os insetos deste tipo são conhecidos por holometábolos ou holometabólicos. A pupa não se alimenta. tanto sob o ponto de vista morfológico como sob o ponto de vista de hábitos. das quais as seguintes incluem espécies de passagem do estádio de larva para adulto se dá através de um estádio intermediário que é a pupa. entretanto. Neste tipo de metamorfose os estádios jovens. As principais diferenças observadas entre as formas imaturas e os adultos são o tamanho e proporções do corpo. CLASSIFICAÇÃO A classe Insecta compreende 26 ordens. o tamanho das asas. O indivíduo recém eclodido é a larva e o estádio imediatamente anterior ao adulto é a pupa. Dois tipos fundamentais de metamorfose podem ocorrer no desenvolvimento dos insetos: (1) . Neste tipo os estádios jovens são muito diferentes dos adultos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . As larvas.holometabolia. que são ninfas. A incluem-se os insetos das ordens Diptera e Siphonaptera (Pulgas).hemimetabolia. formas das antenas e peças bucais. Metamorfose Completa . são muito diferentes dos adultos. Os insetos deste grupo são conhecidos por hemimetábolos ou hemimetabólicos. As ninfas diferem dos adultos pela ausência de órgãos genitais e pelos rudimentos de asas. tanto sob o aspecto morfológico como biológico. quando presentes. Inclui-se neste tipo de metamorfose os insetos das ordens Hemiptera e Phtiraptera.metamorfose incompleta ou hemimetabolia (2) . desenvolvimento dos ocelos.64 ______________________________________________________________________________________________ ametabolia e os insetos são chamados de ametábolos. são semelhantes aos adultos. (2).metamorfose completa ou holometabolia interesse na patologia médica e veterinária: • • • • Ordem Diptera (moscas e mosquitos) Ordem Hemiptera (barbeiros e percevejos) Ordem Siphonaptera (pulgas) Ordem Phtiraptera (piolhos) (1) Metamorfose incompleta .

Parasita de aves e mamíferos. fica irritado. Certa especificidade para cada espécie. Passam toda a vida no hospedeiro. não se alimenta bem. A fêmea produz nas uma suas substância glândulas cimentante Figura 47. ORDEM PHTHIRAPTERA coletéricas que permite que os ovos fiquem colados ao pelo ou penas.65 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ PARTE VI Piolhos ____________________________________________________________________________________ CLASSE INSECTA CARACTERÍSTICAS DOS PIOLHOS MASTIGADORES (MALÓFAGOS): Cerdas pelo corpo. mas o mesmo animal pode ser incompleta parasitado por várias espécies. Os piolhos sugadores possuem a cabeça mais estreita que o tórax. Ovo (lêndea) de piolho de aves fixado à pena. Metamorfose (hemimetábolos). -Anoplura – Piolhos sugadores. agarrados aos pêlos ou penas. Maior quantidade de piolhos no inverno (por causa da temperatura) pela aglomeração de indivíduos.VET DOS PIOLHOS: O animal se coça. Os piolhos mastigadores possuem a cabeça mais larga do que o tórax. IMP. MED. Ausência de asas. com má aparência e podem aparecer _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro (antena escondida)- Piolhos Figura 48. Características de um piolho anoplura (sugador). (antena livre). -Ischnocera mastigadores.- Piolhos . Três Subordens: -Amblycera mastigadores.

MALÓFAGOS (PIOLHOS MASTIGADORES): Ovo – ninfa 1 – ninfa 2 – ninfa 3 – adulto. principalmente. As espécies que infestam aves são mais daninhas mamíferos. 14 dias. onde põem os seus ovos. A ocorrência de malófagos é bastante comum. PERÍODO EMBRIONÁRIO . DISSEMINAÇÃO: Através de contato direto. Os malófagos passam toda a sua vida entre as penas e os pêlos de seus hospedeiros. (Um mesmo hospedeiro pode ser parasitado por várias espécies de malófagos. Tratar com inseticidas repetindo após 10 a DURAÇÃO DO CICLO: Mais ou menos 20 dias. coça-se muito. Algumas espécies ingerem sangue que aflora à superfície da pele. sempre colados ao substrato.Dura cerca de uma semana. mas dificilmente 1 sp. espoja-se na terra.66 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ infecções secundárias. em grandes massas. o que resulta em ferimentos agravados por invasão bacteriana. o que gera perda de peso e queda na produtividade. CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS Deve-se tratar com inseticidas duas vezes por semana durante três a quatro semanas. nos meses mais frios. escarificando a pele. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro LONGEVIDADE SOBRE O ANIMAL: 20 a 40 dias ESPECIFICIDADE: Possuem alta especificidade. o animal torna-se irritadiço. Ninfas são parecidas com os adultos. De tanto se coçarem acabam arrancando as penas ou os pêlos. Menacanthus stramineus (piolho de aves) irrita a pele provocando descamação epitelial e afloramento de sangue do qual se alimentam. adquire péssima que aquelas ectoparasitas de Os piolhos mastigadores se alimentam de bárbulas de penas e de células de descamação da pele. SUBORDEM AMBLYCERA ALIMENTAÇÃO: CARACTERÍSTICAS: Palpos maxilares presentes. não descansa. exceto pela ausência de edeago no macho e gonopódios nas fêmeas. . fora do hospedeiro morrem em três a sete dias. CONTROLE: Tratar e manter os animais isolados e em boas condições de higiene. A espécie Trichodectes canis pode servir como hospedeiro intermediário do Dipylidium caninum um cestódeo parasito do cão e ocasionalmente do homem (através da ingestão do piolho contendo a larva do cestódeo). aparência e pouco se reproduz. Quando a infestação é muito grande. de malófago adapta-se a outro hospedeiro que não o seu). As espécies que vivem rentes à pele das aves podem causar sérios prejuízos. São mais ou menos adaptados a determinadas regiões do corpo.

perus. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Duas fileiras de cerdas longas e curtas nos segmentos abdominais. Ápteros. Apresenta dois tufos de cerdas no quinto segmento abdominal. Menopon sp. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Possui a cabeça mais larga que o tórax. Parasita de galinhas. Tarso com duas garras. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Fossetas antenais (depressão para guardar as antenas). Figura 51. piolho mastigador de aves. Segmento abdominal de Menopon mostrando os tufos de cerdas Figura 52. Menacanthus sp. FAMÍLIA MENOPONIDAE GÊNERO: Menopon ESPÉCIE Menopon gallinae HOSPEDEIROS: Aves. faisões e excepcionalmente pombos. GÊNERO: Menacanthus ESPÉCIE Menacanthus stramineus HOSPEDEIROS: Aves. Menores que um centímetro. piolho mastigador das aves. Figura 49. Espinhos gástricos visíveis. Cabeça de um Amblycera. Piolhos mastigadores. Antena Palpo Abdômen com uma fileira de cerdas dorsal em cada segmento.67 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ Antenas com quatro segmentos. Fronte provida de processo espinhoso Tufos de cerdas Figura 50.

Não tem palpos. GÊNERO Heterodoxus ESPÉCIE Heterodoxus spiniger HOSPEDEIROS: Cão CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Dois espinhos na região dorsal da cabeça Cabeça subtriangular Têmporas estreitas. piolho mastigador de cães. Parte inferior da cabeça com 2 ganchos voltados para trás e implantados junto à base dos palpos maxilares Palpos maxilares com 4 artículos Protórax livre Uma fileira de cerdas longas no abdômen com tergitos e pleuritos bem quitinizados Duas garras nos tarsos Parasito de cães GENERO Trichodectes ESPÉCIE Trichodectes canis HOSPEDEIROS: Cão CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça hexagonal. Piolhos mastigadores.. Uma garra ligada ao hospedeiro. Antenas com três segmentos. Sem fossetas antenais (antenas livres). sp. FAMÍLIA BOOPIDAE FAMÍLIA TRICHODECTIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Três segmentos antenais. Antenas com quatro segmentos. piolho Placas pleurais SUBORDEM ISCHNOCERA CARACTERÍSTICAS Palpos maxilares ausentes. Estigmas respiratórios do segundo ao sétimo segmento (seis pares). Possuem palpos. Uma só garra. não salientes. Pleuritos Cerdas abdominais longas.68 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ recurvo para trás e para baixo. Figura 54. Têmporas sem lobos posteriores. Tergitos Figura 53. Trichodectes sp. Heterodoxus mastigador de cães. Edeago grande. Antenas filiformes (três a cinco segmentos). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Fronte arredondada. Todos segmentos abdominais com placas pleurais (pleuritos). Vetor de Dipylidium caninum para cães.

mastigador de felinos. HOSPEDEIROS: Ruminantes CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça arredondada com a “bochecha” repartida. FAMÍLIA PHILOPTERIDAE Tergitos Cinco segmentos antenais com 2 garras ligadas ao hospedeiros. Antenas sem dimorfismo sexual. mastigador de ruminantes. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . piolho CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça em forma de chapéu e com 2 cerdas longas nas extremidades laterais. Antenas com cinco segmentos imbricados nos dois sexos. o último segmento não Figura 56. Abdômen do macho com pequena saliência posterior formada pelo último segmento. Cabeça tão larga quanto longa CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça com aspecto pentagonal. GÊNERO Felicola ESPÉCIE Felicola subrostrata HOSPEDEIROS: Felinos Tarsos com duas garras. Três pares de estigmas respiratórios abdominais.. Goniodes sp. iguais e em filas transversais. piolho mastigador de aves. olhos atrás das antenas. Cerdas abdominais muito curtas. Felicola. Cerdas abdominais curtas. piolho Figura 57. Manchas nos tergitos. GÊNERO Goniodes ESPÉCIE Goniodes sp HOSPEDEIROS: Aves Figura 55..69 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ GÊNERO Bovicola ESPÉCIE Bovicola sp. Bovicola sp.

Ausência de asas. penetra nas feridas. cabeça ovóide. -Mancha mediana no tórax.70 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ clavado. Transmissores de Rickettsia prowasekii Olhos causador da febre das trincheiras em situações de guerra. piolho que se prende aos pêlos durante a ovipostura para o alinhamento dos ovos. Placas pleurais bem quitinizadas. Olhos de Pediculus sp. Cinco segmentos nas antenas. Garras grandes. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Olhos grandes. Tem apêndices recurvos em gancho na frente fica no piolho e através das fezes deste. Olhos simples. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Presença de um rostelo ou dentes préestomais para cortar a pele. Metamorfose incompleta (Hemimetábolos). Abdômen com sete segmentos. sp. Lipeurus mastigador de aves. Presença de gonopódios nas fêmeas (duas saliências côncavas internamente e situadas uma de cada lado do orifício genital) com Figura 58. GÊNERO Pediculus ESPÉCIE Pediculus humanus HOSPEDEIROS: Humanos LOCAL: Cabeça CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS -Corpo e cabeça alongados. Passam toda a vida agarrados aos pêlos do hospedeiro. FAMÍLIA PEDICULIDAE GÊNERO Lipeurus ESPÉCIE Lipeurus sp HOSPEDEIROS: Aves. -Fronte larga. arredondada no ápice. Corpo alongado. Tórax sem segmentos aparentes. SUBORDEM ANOPLURA CARACTERÍSTICAS Piolhos picadores-sugadores (hematófagos). microorganismo que Figura 59.

Período de incubação dos ovos . favoráveis de temperatura e piolhos morrem da infecção em poucos dias. A fixação no pêlo ou fio se dá por uma substância secretada por glândulas muita higiene. Há correlação entre o grau de infestação e o comprimento dos cabelos especiais (glândulas coletéricas).O nome surgiu porque a doença apareceu entre os soldados que escalão social. Longevidade dos adultos – 9 a 10 dias. Não é injuriosa aos piolhos (se multiplica no lúmem intestinal) Fonte de infecção é a picada ou fezes. São mais ativos à noite ou durante o descanso do paciente.) O ato de esmagar o piolho com os polegares possivelmente ocasiona a infecção. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Causado pela Rickettsia prowaseki . transmitida também por inalações. Pediculus humanus piolho sugador de humanos. porém é infectante por quase dois meses. O doente apresenta febre com dores generalizadas somente durante cinco dias. o (Mulheres são mais parasitadas que homens).ovo.os piolhos se infectam ao sugarem sangue de um indivíduo doente. A transmissão da infecção se dá pela contaminação de feridas da pele com as fezes dos piolhos ou pelo esmagamento do conteúdo intestinal em áreas em abrasão. Cada fêmea põe cerca de 7 a 10 ovos diariamente (Lêndeas). (invade os tecidos dos piolhos destruindo as células. IMPORTÂNCIA MÉDICA: São encontrados em indivíduos de baixo 2-Febre das trincheiras- Transmitida pela Rickettsia quintana. DOENÇAS QUE TRANSMITEM: 1-Tifo exantemático .8 a 9 dias em condições ideais de temperatura e umidade (33 a 40 C e 90% U. agravadas pela invasão de agentes secundários.71 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ BIOLOGIA: A fêmea põe ovos operculados nas bases dos pêlos ou nos fios das vestimentas (conforme subespécie). de modo que a infecção pode ser Figura 60. A rickettsia pode permanecer viva e virulenta nas fezes do piolho durante 66 dias. R. A transmissão não se dá pela picada do inseto. Desenvolvimento pós-embrionário: 8 a 9 dias. O sangue. Os CICLO TOTAL – Em média 18 dias (em condições umidade).). nem pela via transovariana. principalmente que não tem Placas pleurais combatiam nas trincheiras durante a primeira guerra mundial (mais de 1 milhão de casos).ninfa (três mudas) – adulto. Fezes secas conservam poder infectante durante muito tempo. por isso é denominada quintana. Picam o homem intermitentemente (picada dura 3 a 10 minutos ou mais). As picadas provocam prurido e erupções na pele. Hemimetabólicos.

cílios (regiões de bastante cabelo). Pernas robustas.. axilas.). CICLO TOTAL: 30 dias. PERÍODO DE INCUBAÇÃO: 7 a 8 dias. Primeiro par de patas é menos Tubérculos desenvolvido. LONGEVIDADE NO HOSPEDEIRO: 30 dias. 4 e 5 estão na mesma linha transversal. Tórax mais largo que o abdômen. LOCALIZAÇÃO: Púbis. GÊNERO Pthirus ESPÉCIE Pthirus pubis HOSPEDEIROS: Humanos. extremidades. Além da região pubiana pode ser encontrado em regiões densamente pilosas (cabeça. a fêmea põe ovos nos pêlos da região pubiana ou de outras. Abdômen com os cinco primeiros segmentos fusionados. sobrancelhas. Pthirus sp. O homem só se infecta pelo esmagamento do inseto e libertação do conteúdo da hemocele em qualquer ferimento da pele.72 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ 3-Febre recorrente-Transmitida pela Borrelia recurrentis (É uma espiroqueta que se BIOLOGIA: Não é de muita atividade. axilas. Ciclo de ± 16 dias (de ovo a ovo ± 30 dias). sobrancelhas. Os espiráculos 3. etc. quase sempre com as peças bucais presas na pele do hospedeiro. Precisam da temperatura corporal para sobreviver. conhecido por chato. desenvolve na hemocele do inseto). piolho sugador de humanos. DESENVOLVIMENTO: 13 a 16 dias. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Só suportam dois dias fora do hospedeiro. Após a cópula que se realiza no hospedeiro. Abdômen apresenta lateralmente quatro tubérculos salientes com cerdas nas Figura 61. permanecendo preso a dois pêlos durante vários dias. com 30 dias de vida adulta. CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS: É chamado de “chato” porque é achatado. Unhas do segundo e terceiro par de patas fortemente recurvadas. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Garras enormes. SOBREVIVÊNCIA FORA DO HOSPEDEIRO: Adultos e ninfas vivem dois a três dias.

(búfalos) -Podem parasitar bovinos.Não constitui problema de grande significação. limitando-se à orelha e locais onde os pêlos são mais longos. tuberculatus.Pescoço. Tórax largo. -Brasil .No inverno os animais ficam confinados no interior de estábulos ocorrendo aumento considerável da população de piolhos. Todas as patas iguais. suínos e eqüinos. -Fêmeas põem ovos quase que exclusivamente nos pêlos da cauda do animal. piolho sugador de ruminantes. Coxim tibial entre a base da tíbia e tarso. Figura 62. FAMÍLIA HAEMATOPINIDAE GÊNERO Haematopinus HOSPEDEIROS: Ruminantes. provavelmente devido ao fato CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Cabeça estreita e alongada. -Regiões corporais . assentos de privadas. OBS: Não se conhece transmissão de doenças. . Sem olhos.73 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ DISSEMINAÇÃO: Principalmente por via sexual. -Regiões mais freqüentes . bubalinos e eqüinos. Placas pleurais e parapleurais.(bovino) -Ocorre no Brasil (espécie mais prevalecente nos trópicos).Dobras do pescoço. animais -Muito comum no Brasil.os piolhos são raros. As picadas produzem manchas azuladas na pele devido a saliva das glândulas reniformes. -H. roupas. Antenas com 5 segmentos. -Verão . do pescoço e outras onde se tornam adultas. base das orelhas e entre as pernas. suínos. Machos possuem um pênis ou edeago. -Clima temperado . Abdômen alargado. de não resistirem aos raios solares diretos e a temperatura elevada do corpo do animal. -Haematopinus suis-(suínos) -Haematopinus eurysternus (bovino)-Ocorre adultos. -Haematopinus quadripertusus. mais freqüentemente em -H. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro -Piolho dos animais domésticos. nas infestações altas a parasitose se generaliza por todo o corpo. -Ninfas sobem para regiões da cabeça. etc. Haematopinus sp.(equídeos) -Base da crina e base da cauda. que incomoda o indivíduo.. Tubérculos pós-antenais. base da cauda e chifres. Também através de toalhas. mas sua presença causa prurido mais ou menos intenso. asini.

injuriados não se permanentemente pelos alimentam direito nem descansam. Fêmeas põem ovos nos pêlos dos A pele pode se tornar seca com aspecto de sarna. PERÍODO DE PRÉ-OVIPOSIÇÃO: É em média de três dias. com inoculação de saliva irritante. pedalis (ovinos) HOSPEDEIROS: Cães. o CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Sem placas quitinizadas. HOSPEDEIROS: . Primeiro par de patas é menor que o segundo e o terceiro. Número de ovos varia com a espécie (um a quatro por dia). PERÍODO DE INCUBAÇÃO É de 9 a 19 dias dependendo da espécie. provoca prurido.MED. o que origina queda de produção e prejuízo para os hospedeiros fixando-os com uma substância cimentante. cada estádio: três a quatro dias.VET: -Leva a perda de produtividade dos animais.. piolho sugador de cães e ruminantes. suis (mais ou menos 90 ovos. Cinco segmentos nas antenas. cerca de 3 a 6 por dia). vituli (bovinos) L. O ato de coçar pode provocar ferida que se agrava pela invasão de germes. -A picada do piolho. Fêmea põe em média 3 a 6 ovos/dia. Os animais parasitados. Abdômen membranoso. Ciclo de 9 a 19 dias. Adultos vivem 30 dias. ruminantes. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 63. a fêmea inicia postura que dura vários dias. BIOLOGIA: Ectoparasitos de animais domésticos com ciclo biológico parecido ao descrito dos piolhos humanos. Três estádios ninfais. H. Concentra-se em pêlos longos. obrigando o animal a se coçar e morder o local da picada para se livrar do inseto.74 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ com evidente prejuízo para saúde dos animais. Linognathus sp. CICLO TOTAL-20 a 40 dias dependendo da espécie e fatores ambientais. piolhos. das condições de temperatura e umidade e do meio em que são mantidos os animais (ovos não se desenvolvem em temperatura inferior a 25 ). Hemimetabólicos. fazendeiros. IMP. FAMÍLIA LINOGNATHIDAE GÊNERO Linognathus Linognathus setosus (cães) L.

. Repetir em 10 a 14 dias.ninfa. -Produtos pour-on. -Pente fino. espáduas. Encontrados no pescoço.mais comum em cães de pêlos longos do que de pelagem curta. No hospedeiro (Anoplura e Mallophaga): ovo. direcionar o Os anopluras são mais patogênicos do que os mastigadores. Completa-se em 25 a 35 dias. (penas que SAZONALIDADE: Mais freqüente no inverno. Há exceções: BIOLOGIA: Parecida com Haematopinus. etc. -Ivermectinas para sugadores. Hemimetábolos. barbelas. períneo. -Alguns Inseticidas não agem sobre lêndeas. então. pois provocam perda de sangue. quadripertusus (vassoura da cauda). -Limpeza e esterilização dos fômites. Fêmeas depositam ovos nos pêlos do hospedeiro. LOCALIZAÇÃO NO HOSPEDEIRO: Preferencialmente na parte superior do corpo.adulto (macho e fêmea). L.bovinos leiteiros e animais novos. IMPORTÂNCIA DOS PIOLHOS: ESPECIFICIDADE PARASITÁRIA: Identificação das espécies. abrem uma porta de entrada para infecções secundárias. CICLO GERAL: BIOLÓGICO DOS PIOLHOS EM CONTROLE DOS PIOLHOS: -Produtos químicos em banhos de imersão ou aspersão com pressão. Duração do ciclo 30 a 40 dias (depende da espécie). vituli . desde a cabeça até a cauda.Cães (novos e velhos). TRATAMENTO DOS PIOLHOS EM GERAL: -Medidas de higiene. H. há o enfraquecimento dos animais e irritações na pele. -Inseticida em pó nos ninhos. H. tem capacidade de transmitir agentes tratamento para a espécie afetada (hospedeiro). Deve-se tratar antes os animais. Três estádios ninfais. passam a adultos que se locomovem _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . setosus . O pêlo cresce e forma um micro-habitat. Menopon/Menacanthus cobrem o corpo). No RS há problemas nesta época do ano por causa do frio (animais ficam mais próximos uns dos outros ou são estabulados).75 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ L. suis (nas dobras da pele atrás da orelha e região púbica= início da infestação). Ovos (lêndeas) são colocados presos ao pêlo e em contato com a pele eclodem as ninfas. -Aplicação de inseticida. pelo corpo do animal (Mastigadores) ou permanecem presos ao pelo (Anoplura). recomenda-se uma segunda aplicação após 10 a 14 dias. patogênicos. Importante para o diagnóstico e medidas de controle.

76 Phthiraptera-Piolhos ______________________________________________________________________________________________ Principais Piolhos de Importância Médica Veterinária Trichodectes Heterodoxus Felicola Bovicola Haematopinus Linognathus Goniodes Lipeurus Struthiolipeurus Columbicola Pthirus Pediculus Chelopistes _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

A duração do ciclo depende da temperatura. a fêmea e o macho copulam. SUBORDEM GIMNOCERATA _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Depois escurecem e quando o embrião está formado ficam rosados. SUBORDEM CRYPTOCERATA – aquáticos. • Hemimetabólicos (metamorfose incompleta): ovo . • Corpo grande e achatado dorso ventralmente. asa com parte apical membranosa e parte basal coriácea (dura).77 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos PARTE VII Hemípteras ____________________________________________________________________________________ ORDEM HEMÍPTERA CONCEITOS BÁSICOS: • Dois pares de asas. Os ovos do gênero Triatoma e Panstrongylus são isolados. CICLO BIOLÓGICO: Depois da última muda para adultos.barbeiros SUBFAMÍLIA TRIATOMINAE Parte membranosa Figura 64. • Alimentação: podem ser hematófagos (rostro curto e reto com três segmentos). fêmeas e adultas). Após a postura os ovos são brancos e operculados. Adulto. O macho copula várias vezes. que serve para proteção das asas posteriores (membranosas. Período de incubação: 15 a 30 dias.ninfa (cinco fases) – adulto. A fêmea copula apenas uma vez e faz postura parcelada (1 a 40 ovos em cada postura) num total de quase duzentos ovos em toda a sua vida. FAMÍLIA REDUVIIDAE . predadores ou entomófagos (rostro curvo em forma de arco) e fitófagos (rostro (hipostômio + quelíceras) longo e com quatro segmentos). os do gênero Rhodnius são aderidos. destinadas ao vôo) quando em repouso. • Olhos bem grandes. ovos e ninfas de barbeiro. • Geralmente apresentam dois pares de asas um par anterior do tipo hemiélitro. Asa em hemiélitro. Não precisa alimentação prévia. Conexivo Parte coriácea NUTRIÇÃO: São hematófagos em todos os estágios de evolução (ninfas. ou seja. Figura 65. Após a alimentação defecam.

O Rhodnius possui o tubérculo inserido próximo ao rostro (aparelho bucal). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Cabeça de Panstrongylus sp. Figura 67. Em média de 180 a 300 dias. GÊNERO Panstrongylus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tamanho grande. O Triatoma possui o tubérculo na porção medial da cabeça. Figura 66 Inserção do tubérculo antenal dos triatomíneos de importância veterinária. • Tubérculo da antena entre o olho e a extremidade da cabeça. alimentação. Cabeça de Triatoma sp. frestas na casa) e possuem hábito noturno. amarelado. IMPORTÂNCIA: Os gêneros dessa família servem de hospedeiro intermediário para o agente causador da doença de chagas (Trypanosoma cruzi que é transmitido pelas fezes do barbeiro). • Cabeça curta e grossa. GÊNEROS: Temos três gêneros de importância nessa família: Rhodnius. • Tubérculo antenal bem próximo ao olho. copa de árvores. umidade relativa e espécie de barbeiro. Figura 68. GÊNERO Triatoma CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Conexivo (parte dorsal onde a asa não cobre) HABITAT: Habitam locais escondidos (toca de tatu. Triatoma e Panstrongylus. Eles são diferenciados principalmente pela inserção do tubérculo antenífero.78 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos O Panstrongylus possui o tubérculo inserido bem próximo aos olhos compostos (omatídeos) .

telas nas janelas. condições decentes de moradia humana e animal. Figura 71. • Asas atrofiadas. conhecido como percevejo. Barbeiro domiciliar . • Não transmitem doenças. Cimex sp. destruir ninhos dos barbeiros próximos as casas. • Cabeça muito longa e delgada. tamanho da colônia. • Antenas com quatro segmentos. cruzi. susceptibilidade ao T. CONTROLE: Uso de inseticidas. • Conexivo de cor amarelada com manchas oblongas negras. **Um bom transmissor é aquele que tem capacidade de domicialização. FAMÍLIA CIMICIDAE . mas não consegue ovopositar. GÊNERO Cimex HOSPEDEIROS: Morcego e homem. Figura 70. • Fazem seus ninhos próximo de onde a pessoa dorme e saem a noite para se alimentar.79 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos GÊNERO Rhodnius CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tubérculo antenal bem perto do ápice. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Pronoto bem pronunciado e largo no Pronoto Figura 69.chega perto.capacidade de colonizar a habitação humana (principalmente casas mal construídas). grau de antropofilia e outros. Cabeça de Rhodnius sp. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .percevejos da cama CARACTERÍSTICAS: • Corpo bem menor que o dos barbeiros. mais longa que o tórax. OBS: Barbeiro peridomiciliar . Lesão em homem provocada pelo percevejo Cimex.

Em algumas Figura 73. Cimex sp. Ornithocoris sp. Faz alimentações GÊNERO Ornithocoris HOSPEDEIROS: Aves. Pode haver três ou mais gerações por ano. Todas as fases são encontradas em uma população que está reproduzindo. Ela pode pôr um total de 200 ovos quando bem alimentada e em temperaturas superiores a 28° C. Espécie Ornithocoris toledoi HOSPEDEIROS: Galinhas. • Antenas com terceiro e quarto artículo mais delgados que os dois primeiros. • Parasita de aves. • Ápteros. visão ventral e dorsal. O hemíptera vive em média 10 meses com alimentação disponível. pode viver um ano ou mais sem comida. do sangue. Ele então retorna para o seu esconderijo para fazer a digestão repetidas. Ninfas recentemente eclodidas alimentam-se imediatamente quando há comida disponível. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Pronoto com a parte anterior mais estreita que Figura 72. • Rostro atingindo a coxa um. e um jovem (ninfa) em três a cinco minutos. • Um par de cerdas no ângulo posterior do protórax. Ovos chocam de seis a 17 dias. Elas mudam cinco vezes (trocam a pele externa ou exosqueleto para crescerem) antes de alcançarem a maturidade. • Muito peludos. vista dorsal e ventral. a posterior parecendo uma figura trapezoidal. condições. CICLO BIOLÓGICO: A fêmea põe um a cinco ovos por dia. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Um adulto ingurgita-se com sangue em aproximadamente 10 a 15 minutos.80 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos comprimento (quatro vezes mais largo que alto). Podem viver durante várias semanas sem alimentar-se se a temperatura está amena e durante vários meses se a temperatura está baixa. Os ovos são pegajosos quando recém postos e aderem ao objeto no qual eles são colocados. • Dois pares de cerdas nos ângulos posteriores do protórax. alimentando-se entre cada muda.

Cada estádio ninfal realiza cerca de 3 repastos sangüíneos antes de nova ecdise. Há também 5 estádios ninfais. após o qual. Em cada postura são postos em média até 50 ovos. O ciclo completo varia entre 40 a 90 dias. podendo os adultos viverem até 200 dias. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA DOS HEMÍPTERAS: Através da picada causam irritação e incomodam o homem e os animais perturbando a sua tranqüilidade.81 Hemípteras – Barbeiros e ______________________________________________________________________________________________percevejos CICLO BIOLÓGICO: Após a alimentação (hematófagos) que dura 5 minutos. a fêmea copula outra vez. Podem provocar anemia e os gêneros pertencentes à família Reduviidae são responsáveis pela transmissão do Trypanosoma cruzi. ocorre a cópula. Para cada postura a fêmea copula uma vez. Entre duas posturas há um intervalo de 7 a 10 dias. O período de prépostura é em média de 7 dias. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

pteros – asas . A primeira muda ocorre entre o terceiro ao sétimo dia e. o que facilita o andar pelos animais.Pernas longas. Os ovos das pulgas são brancos.ausência. desovam os adultos permanecem transitoriamente no corpo do hospedeiro para a sucção do sangue. Em condições favoráveis a larva passa para pupa em 9 a 15 dias. cuja localização. -Abdômen formado por 10 segmentos numero variável de ovos (entre três e 18) em cada postura. seco. adaptadas para o salto. grandes (0. dependendo da espécie.Ectoparasitos obrigatórios periódicos. O alimento das larvas é sangue digerido. a. quando os ovos são postos nos pêlos ou penas do hospedeiro estes não se fixam e caem ao solo. depois de um ou vários repastos sangüíneos. pulgas apresentam mesonoto _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .sifão. ápodas e possuem aparelho mastigador. Depois das mudas espiniformes.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ PARTE VIII Pulgas ____________________________________________________________________________________ ORDEM SIPHONAPTERA Siphon. O desenvolvimento depende das (urômeros) imbricados. número.Achatadas lateralmente. . mas no inverno ou na falta de alimento pode prolongar-se por até 200 dias.5 mm) e visíveis a olho nu sobre fundo escuro. Os segmentos dois a sete possuem de cada lado um estigma. somente CARACTERÍSTICAS: . . -Algumas rachado. eliminado com as dejeções das pulgas adultas.Antena com três segmentos (escapo. dispostas como dentes de um pente.Nome vulgar: Pulgas. . pedicelo e clava) e sulco antenal que divide a cabeça em fronte (parte anterior) e occipício (atrás do sulco antenal).Três segmentos torácicos e 10 abdominais. As fêmeas fecundadas. . forma e disposição são importantes na sistemática. deixando-o após o repasto. esbranquiçadas. O número total de ovos pode chegar a muitas centenas. escorregadia e cerdas voltadas para trás que auxiliam a pulga a deslizar entre as penas e pêlos dos hospedeiros não permitindo que voltem (dêem ré).Holometábolos (metamorfose completa): ovo – larva – pupa – imago ou adulto. . A postura ocorre quase sempre nos lugares onde habitam os hospedeiros. O nono metâmero apresenta em ambos os sexos uma placa sensorial chamada de sensila. principalmente as posteriores. mas no verão o ciclo se completa em 21 dias.82 Siphonaptera .Não apresentam asas. . -Corpo revestido de espessa quitina BIOLOGIA: As pulgas desenvolvem-se por metamorfose completa. após três a quatro dias realiza-se a segunda muda.Aparelho bucal picador-sugador: hematófago. tamanho. -Podem quitinosos) apresentar que são ctenídeos cerdas (dentes condições de temperatura e umidade. . As larvas são vermiformes. A larva sai do ovo por uma abertura na cápsula cefálica.

Não possuem ctenídeos. a larva tece um casulo pegajoso que se fixa em algum substrato e fica camuflado pela poeira.bicho de pé HOSPEDEIROS: Suínos. Figura 75.Não apresenta fratura no occipício.Menores pulgas que existem (1 mm). dando origem a pupa. Ovo de pulga. Duas mandíbulas (lacínias) retilíneas. A fase de pupa dura de 7 a 10 dias mas pode chegar a mais de um ano se a temperatura não for favorável. .83 Siphonaptera . são menores que 1 segmento abdominal. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . deixando livre.Quase não tem tórax (achatadas): Os três segmentos torácicos juntos. FAMÍLIA HECTOPSYLLIDAE GÊNERO Tunga . Figura 76. cães e homem (rural) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 74. serrilhadas e longas.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ SUBORDEM INTEGRICIPTA . .Palpos labiais com dois segmentos pouco quitinizados. As pulgas adultas permanecem no casulo até sentirem a presença do hospedeiro através da liberação de gás carbônico e vibrações. Macho adulto de Tunga penetrans. junto ao canto das unhas) do hospedeiro. BIOLOGIA: PERÍODOS DE SOBREVIVÊNCIA Sem alimento Pulga do homem – 125 dias Pulga do cão – 58 Pulga do rato – 38 dias Com alimento: 513 dias 234 dias 100 dias As fêmeas depois de fecundadas introduzem-se na pele (pode ser em qualquer lugar. mas a preferência são os dedos do pé. Realiza-se então a terceira e última muda. Larva de pulga presente no ambiente. em comunicação com o meio exterior apenas o Segmentos torácicos .

Apresentam olhos. FAMÍLIA PULICIDAE GÊNERO Ctenocephalides HOSPEDEIROS: cão e gato. que não são eliminados de imediato permanecendo no abdômen até a pulga ficar do tamanho de uma ervilha. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 77. Ciclo completo: Em torno de 30 dias. Usa-se uma agulha CICLO BIOLÓGICO: -A oviposição é feita tanto no hospedeiro como no ambiente e nesse eclodem as larvas que permanecem no ambiente se alimentando de detritos e fezes das pulgas adultas (as larvas não são hematófagas).Pulgas _____________________________________________________________________________________________ ápice do abdômen. SINTOMAS: No início da penetração ocorre um leve prurido. Fêmea de pulga penetrante pronta para postura. Os ovos levam 3-4 dias para eclodirem as larvas e 2 a 3 semanas após tornam-se adultos. Cabeça da pulga Figura 78. Instalada no hospedeiro começa a sugar sangue e inicia-se o saia inteiro. As larvas produzem uma esterilizada procurando alargar a abertura da cavidade onde está o inseto a fim de que ele _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Depois de todos os ovos serem postos a pulga murcha e cai ao solo ou é expelida pela ulceração que se forma no local da penetração. Somente quando a fêmea é copulada ela penetra na pele. . . desenvolvimento dos ovos (até 100).84 Siphonaptera . TRATAMENTO: A retirada do inseto deve ser realizada por meios mecânicos. no qual se encontra a abertura do ovipositor. Tunga penetrans íntegra.Apresentam ctenídeos pronotal e genal. mas com o intumescimento do abdômen do inseto surge a sensação dolorosa. a destruição no interior da pele pode causar infecção. retirada do interior da pele do hospedeiro. Machos e fêmeas não fertilizadas sugam intermitentemente seu hospedeiro. Após o período de incubação os ovos são expelidos e o resto do ciclo é como o da maioria das pulgas. O macho morre.

Utiliza estábulos para colonização. pupas e adultos (fêmeas e machos). -Possuem mesonoto rachado. . durando cerca de 30 a 50 dias sem se alimentar e têm preferências. As pulgas têm uma grande resistência à inanição. PULGAS EM GERAL: . Cerda anterior ao olho e occipital de Pulex. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . principalmente em condições deficientes de higiene. mais CICLO BIOLÓGICO: A fêmea fertilizada vai procurar o hospedeiro e suga o seu sangue.85 Siphonaptera .Possuem uma cerda anterior ao olho e uma cerda occipital. .Não apresentam ctenídeos genal e pronotal.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ substância gosmenta que formará o pupário e essa pupa é o processo de transição de larva para adulto. É hospedeiro intermediário de Dipylidium caninum. GÊNERO Pulex HOSPEDEIROS: Homem. mas não especificidade. mas também o ambiente. acelerado é o ciclo (pode ser de 21 a 150 dias). pode causar uma reação cutânea pela ação da saliva desse inseto.A presença de pulgas sobre o corpo do animal. . GÊNERO Xenopsylla Figura 79. A pupa não se alimenta. -Possuem fileira de cerdas no occipício.Mesopleura sem espessamento interno. Só fica no hospedeiro para se alimentar.A Tunga pode propagar o tétano (Clostridium tetani). Ctenídios de Ctenocephalides. ESPÉCIE Xenopsylla cheops HOSPEDEIROS: Ratos. Estes passam a larvas. Pronotal Genal Figura 80. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Quanto mais quente. em forma de V. CONTROLE: Deve-se tratar não só o animal. Dela emergem os adultos machos e fêmeas que são hematófagos. distendendo o seu abdômen (fica parecendo uma ervilha) e depois libera os ovos no ambiente. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Não possuem ctenídeos.

picando vários hospedeiros e transmitindo a bactéria. então quando a pulga se alimenta regurgita para o interior do corpo do animal sangue infectado com bacilos. as pulgas abandonam o cadáver e vão alimentar-se em outro animal ou no homem. -A morte de ratos dissemina pulgas (Xenopsylla) contaminadas com o bacilo Yersinia pestis. Quando os roedores adoecem da peste e morrem. que transmite a peste bubônica. Com o passar do tempo passa a bloqueada. As pulgas nessa condição não conseguem se alimentar direito e ficam num estado de fome permanente.86 Siphonaptera . O proventrículo parcialmente bloqueado faz com que haja refluxo de sangue contido no estômago.Pulgas _____________________________________________________________________________________________ -Algumas pulgas são hospedeiras intermediárias de cestódeos (Dipylidium – Ctenocephalides). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Mesonoto rachado Figura 81. A bactéria fica no proventrículo do estômago da pulga. Cerdas em “V” de Xenopsylla sp.é a mais importante porque a pulga consegue ingerir algum nutriente e por isso ela sobrevive mais tempo. onde se reproduzem ocasionando obstrução parcial ou total do tubo digestivo. impelindo-as a atacar os animais vorazmente. *Pulga semibloqueada . que morre logo. porém está sempre com fome.

87 Siphonaptera .Pulgas _____________________________________________________________________________________________ Principais Pulgas de Importância Médica Veterinária Ctenocephalides Ctenocephalides Cabeça de Tunga Tunga Pulex Cerdas na cabeça XenopsyllaCerdas em forma de V Pulex Xenopsylla _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

APARELHO BUCAL: Aparelho bucal ou picador lambedor (Ex. dando equilíbrio ao vôo. ANTENAS: . Aparelho bucal Figura 82. pedicelo e flagelo (esse pode ter de 1 a 16 segmentos). as duas estruturas são auxiliares das asas. Mutucas e Mosquitos) . moscas mosca . embaixo das unhas há os púlvilos e o empódio.Mesotórax mais desenvolvido que o pró e metatórax. ASAS: Asas Mesotorácicas com membranosas moderado e de transparentes. .Pupas livres. Nematocera as antenas têm cerdas. Fêmeas TÓRAX: apresentam poucas cerdas e machos apresentam muitas cerdas. um lábio.O par de asas é inserido no mesotórax. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . número nervuras longitudinais e poucas transversais. . 1 par de olhos compostos. As maxilas podem apresentar palpos maxilares (não confundir com antenas que estão entre os olhos). um par de maxilas para triturar. hematófagas) doméstica). Apresenta um par de mandíbulas cortantes. Olhos Antenas última pele larval.Pernas com cinco artículos tarsais.Larvas sem apêndices locomotores.As antenas possuem três segmentos: escapo. Cabeça de mosca. um labro e hipofaringe. . órgãos de equilíbrio) e também uma estrutura membranosa chamada calíptera ou alúla (situada no lado posterior da base da asa). com 1 par de antenas.No metatórax aparece o balancim ou halter (asas metatorácicas atrofiadas e transformadas em pequenas hastes. exceção é que na mutuca (sugador) as labelas são grandes e têm dentículos. . (Ex.Subordem Nematocera – Mosquitos – Antenas filiformes com no mais de seis Na artículos subordem semelhantes flagelo.88 ______________________________________________________________________________________________ ORDEM DIPTERA (Moscas. 1 a 3 ocelos e aparelho bucal. . móveis ou imóveis envolvidas pelo pupário resultante do endurecimento da desenvolvidas e apresentam canalículos (tipo esponjinha) e nos e sugadores são pouco A desenvolvidos apresentam dentículos. Essas características definem a subordem. pluriarticulado ou não.Tarsos terminam em duas garras. CABEÇA: .Cabeça articulada bem distinta do tórax. As labelas nos lambedores são muito PATAS: .

dorsalmente e pectinada antenas Antenas Figura 83. Na subordem Brachycera Cyclorrhapha.Nematocera – Mosquitos. mutucas. ocupam quase toda a cabeça e são constituídos por células denominadas omatídeos. ordem díptera esta dividida em três subordens: . bipectinada. Antena de tabanídeo. Antena de brachycera l h h OLHOS: -Os olhos compostos são grandes. -No caso das moscas não se vê escapo nem pedicelo. Fêmea de mosquito mostrando as antenas com poucas cerdas.89 ______________________________________________________________________________________________ Essa pode ser simples ou nua. Sem arista. vivem em ambiente diferente daquele onde se desenvolveram as larvas. Subordem Brachycera Tabanomorpha – Figura 85. . os olhos das fêmeas Antenas são dicópticos (olhos separados) e dos machos são holópticos (olhos juntos). pectinada ventralmente. um apêndice chamado arista. Tabanídeos ou mutucas – Antenas com três artículos sendo que o último é anelado.Brachycera Cyclorrhapha – Moscas em geral.Brachycera Tabanomorpha – Tabanídeos ou . CLASSIFICAÇÃO: A Figura 84. com arista. HABITAT: Forma adulta é terrestre. mas sim o flagelo. Encontram-se com freqüência em _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Subordem Brachycera Cyclorrhapha – Moscas em geral – Antenas com três artículos. -Ocelos entre os olhos compostos. . que é pendurado e há uma cerda.

seiva que escorre dos vegetais. REPRODUÇÃO: Metamorfose completa – Holometábolos. 4 ou mais ecdises. no interior de vegetais.Com cabeça reduzida e peças bucais rudimentares. ou como parasitas de animais. decomposição. As larvas são ápodes e podem ser de dois tipos: Eucéfalas – Com cabeça distinta e móvel. matéria orgânica em humana. causando as bicheiras ou miíases. armada de mandíbulas e maxilas com dentes quitinosos. exsudatos de úlceras cutâneas. desertos.Pupa – Adultos. folhagens. existem também muitas espécies predadoras que nutrem-se sugando os humores dos insetos que capturam. Acéfalas. Pode ser: Flores. Durante o estágio larvário os insetos sofrem 3.90 ______________________________________________________________________________________________ descampados. suor. IMPORTÂNCIA: Os dípteros são os mais importantes grupos de insetos de importância Médica veterinária e NUTRIÇÃO: Varia de acordo com a espécie. sangue de diversos animais. Há ainda dípteros cujas larvas se desenvolvem à custa de tecidos de vertebrados. matéria orgânica em decomposição . Ovo Larva . pois são responsáveis pela transmissão de inúmeros agentes patogênicos por meio da picada ou contaminando alimentos com germes patogênicos que carregam em suas pernas ou aparelho bucal. larvas são do tipo acéfalo e os adultos emergem da pupa através de uma fenda que circunda a parte anterior do pupário. florestas. internos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . As larvas de dípteros desenvolvem-se em água corrente ou estagnada. cerrados. cavernas. transformadas em ganchos Nas Subordens Brachycera Tabanomorpha e Nematocera as larvas são do tipo eucéfalo e o adulto que se forma no interior da pupa emerge através de uma fenda em forma de T situada no dorso da pupa. alguns se Na subordem Brachycera Cyclorrhapha as adaptaram a regiões inóspitas como mangues.

-Corpo dividido em tórax abdômen cabeça. Insecta -Díceros -3 pares de patas. -Probóscida desenvolvida Anophelinae Palpo fêmea=probóscida Anophelini Anopheles Culicini Culicinae Culex Aedes bem Palpo fêmea<probóscida de hemolinfa. e Díptera -Um asas -Holometábolos -Aparelho bucal picadorsugador lambedor ou par de Nematocera -Um par de antenas longas e articuladas -Fêmeas parasitas -Olhos compostos -Adulto emerge da pupa através de fenda dorsal em T Culicidae (Mosquitos) -Antenas nos machos é plumosa. Ceratopogonidae Simulidae Psychodidae Culicoides (pólvora) Simulium (borrachudo) Phlebotomus Lutzomyia (Palha) _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ 91 CLASSIFICAÇÃO DE NEMATOCERA FILO CLASSE ORDEM SUBORDEM FAMÍLIA SUBFAMILIA TRIBO GÊNERO Arthropoda -Tubo -Patas articuladas -Celoma repleto digestivo completo.Nematocera .

Pernas longas.Probóscida bem desenvolvida. . SUBFAMÍLIA ANOPHELINAE CARACTERÍSTICAS: .Ovos providos de flutuadores e postos isoladamente. dando aspecto de clava.Coxa posterior mais curta que a largura do mesoepímero.Veiculador da malária (esporozoítas do Plasmodium vivax na glândula salivar) .Antenas com 15-16 segmentos.Conhecido como mosquito. . . .Sem ocelos. . Fêmea de Anopheles Palpos TRIBO ANOPHELINI GÊNERO Anopheles CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . . .Olhos grandes. Figura 86.Palpos da Fêmea de comprimento igual ao da probóscida.Fêmeas colocam seus ovos em locais úmidos (plantas flutuantes) ou água.Fêmeas com palpos delgados e do mesmo comprimento da probóscida.Escuama com franja completa. . rios e represas.92 Nematocera . .Machos com últimos segmentos do palpo dilatados e pilosos. .Criadouros são lagoas.Machos alimentam-se de sucos vegetais. .Pupas com trompa respiratória de forma cônica curta e de abertura larga.Quando em repouso esses mosquitos formam um ângulo quase reto ao substrato.Antenas nos machos plumosas. . .Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ PARTE VI Mosquitos ____________________________________________________________________________________ ORDEM DIPTERA SUBORDEM NEMATOCERA FAMÍLIA CULICIDAE CARACTERÍSTICAS: . . .Larvas horizontais na superfície d’água . . . .Hábito crepuscular e noturno.Palpos retos. BIOLOGIA DE ANOPHELES . .Fêmeas hematófagas sugam sangue à noite.Adultos com escamas abundantes.Primeiro tergito abdominal sem escamas. SUBFAMÍLIA CULICINAE TRIBO CULICINI _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Larvas sem sifão respiratório. .

.Lobo pronotal menor que o meron. . As fêmeas virgens dificilmente sugam sangue.93 Nematocera .Pupa com trompa respiratória de forma tubulosa.A cópula se processa 12 a 24 horas após o nascimento do imago e estimula o desejo de sugar sangue.Ovos desprovidos de flutuadores e postos em jangada. mais ou menos cilíndrica alongada e de abertura estreita. .Longevidade: Em laboratório uma fêmea viveu até 154 dias. potes de cacos de garrafa. . Macho e fêmea de Culicinae. . Fêmea de Aedes _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro água ou na sua superfície) em águas limpas . se forem alimentadas com líquidos permanecendo com o corpo mergulhado.Machos com palpos longos.Hábito diurno gostam de temperatura elevada e picam raramente quando a temperatura fica abaixo de 23 graus.Escuamas com franjas. . Culex.Fêmeas com palpos curtos de comprimento menor que a tromba . As fêmeas após sugarem sangue fazem a postura dos ovos em poucos dias. .Postura preferencialmente (vizinhança da Figura 88. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .A fêmea após ter feito a postura de seus ovos morre rapidamente. barro. não há postura.O ciclo dura 11 a 18 dias em temperatura de 26 graus centígrados.Quando em repouso esses mosquitos ficam com o corpo paralelo a superfície.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ existentes em barris. e são maiores que a tromba. açucarados. GÊNERO Aedes: Espécie Aedes aegipty CARACTERÍSTICAS: .Larvas com sifão respiratório. completa com ou sem espiraculares . mas os últimos segmentos não são dilatados. . vasos. . . GÊNEROS: Aedes. via de regra. Em condições normais uma fêmea pode fazer 12 ou mais repastos sangüíneos em um mês o que é de grande importância na transmissão da febre amarela. .Ovos resistem a dessecação por vários meses.Depositam os ovos separadamente em vários lotes. . postos em intervalos de um ou mais dias. . Palpos Figura 87.Dispõem-se obliquamente perpendicularmente na superfície ou líquida .

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . GÊNERO Culex CARACTERÍSTICAS: .Esse mosquito é doméstico e nas horas de repouso (noite) se esconde atrás ou debaixo de móveis. Fêmea de Culex.Transmite a febre amarela e a dengue. . Larva de Culex sp.Cada fêmea pode pôr de 70 a 150 ovos.As larvas se alimentam de bactérias contidas na água e possuem sifão respiratório com um tufo de cerdas. .Fêmeas depositam seus ovos em água estagnada pura ou impura nas imediações dos domicílios.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ . Figura 92. . . postos verticalmente são aglutinados Palpos Figura 91. Figura 89..94 Nematocera . Tórax de Aedes aegipty Figura 90.Doméstico de hábito noturno. Sifão respiratório de larva de Aedes sp.Os ovos.

LARVAS: As larvas são encontradas na água. ..Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ formando uma jangada. . o macho fica sob a fêmea fixando-a por meio de duas pinças laterais. Os machos e fêmeas saem dos criadouros e em geral copulam no ar e essa cópula ocorre de duas maneiras: No Aedes aegypti. ficando em linha. móveis e roupas. Transmite Wuchereria bancrofti (filária. o ato dura 4 a 5 segundos. . Os ovos de Aedes são postos isoladamente. os machos alimentam-se de sucos de frutas e néctar de flores. Elefantíase). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . a fêmea quando está com seus ovos amadurecidos precisa fazer a postura. água com leve correnteza ou em água coletada de bromélias. no Anopheles.-Larvas possuem sifão respiratório com vários tufo de cerdas. Culex: Os ovos de Culex são colocados sempre em posição vertical formando jangadas capazes de flutuar.Após a desova a fêmea morre ou sobrevive poucos dias. etc. Evaporando-se a água os ovos aderem as paredes do vaso e resistem ali por vários CÓPULA: Nos mosquitos de hábitos crepusculares meses. ainda que possam sobreviver algum tempo em ambiente úmido. macho e fêmea se prendem pela extremidade posterior. (anofelinos) a cópula se dá momentos antes de se dirigirem para as casa. aí se efetuando a cópula. mas não possuem flutuadores. Um macho pode copular várias fêmeas e uma fêmea pode ser copulada por vários machos.Ciclo dura em média 10 a 11 dias. Isso explica a disseminação desses mosquitos para todos os lugares. sendo que possuem flutuadores laterais. quando cai a chuva há a eclosão das larvas. não BIOLOGIA DA FAMÍLIA CULICIDAE ALIMENTAÇÃO: Quando adultos as fêmeas alimentam-se em geral de sangue pois tem necessidade para que se processe a maturação dos ovos mas não para sua subsistência pois em laboratório sobrevivem apenas com água e açúcar. agüentam três dias em lugar seco.As fêmeas são antropófilas. Anopheles: Gostam de fazer a postura em grandes coleções de água parada. . latas. Aedes: Colocam seus ovos à beira das águas de pequenas coleções de vasos.. Os ovos de Anopheles não resistem a dessecação. e o lugar da postura varia de espécie para espécie.95 Nematocera . sobre o teto. POSTURA E OVOS: Uma vez alimentada.É encontrado principalmente nos dormitórios. . Os ovos de anofelinos são postos isoladamente na superfície da água. Há mesmo a chamada “dança nupcial” em que os mosquitos ficam voando em largos círculos.

96 Nematocera . porém não se alimenta O corpo das pupas de -Antenas longas com 14 segmentos com formato de contas de rosário. As pupas da família culicidae também se localizam na água. FAMÍLIA CERATOPOGONIDAE Figura 93. Larva de Anophelinae Sifão respiratório Sinonímia: Mosquito pólvora. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . durante a qual a larva expulsa quatro vezes a pele. com a forma de uma vírgula. É móvel. Larva de Culicinae.Bem pequeno. plumosas nos machos.Peças bucais curtas. Após a saída do mosquito adulto ele fica em cima da pele da pupa que acabou de deixar para que ocorra a quitinização (quitina em contato com o ar endurece). PUPAS: Após a quarta muda larvária emerge a pupa.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ O período larvário representa a fase de crescimento do inseto. tórax e abdômen. Anopheles não possui sifão respiratório. . . Figura 94. até 4 mm. O corpo da larva é constituído de cabeça. As larvas se alimentam de mosquitos é constituído de duas partes: cefalotórax e abdômen. As larvas são vermiformes e desprovidas de patas e asas. Os primeiros segmentos antenais parecem bolas. microorganismos. pungitivas e sugadoras nas fêmeas. Figura 95. GÊNERO Culicoides. A respiração é feita por um sifão respiratório na extremidade final do abdômen. maruins.Asas hialinas com manchas claras e escuras recobertas de curta pilosidade. são as mudas ou ecdises. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . Pupa de Nematocera.

zonas de marés. hematófagas e atacam vorazmente o homem. desenvolvem-se em meio aquático ou semi-aquático. SUBFAMÍLIA PSYCODINAE: Psychoda - mosca dos banheiros. Podem matar se atacarem em bandos.Gênero Lutzomyia (Encontrado nas Américas) – mosquito palha. GÊNERO Lutzomyia _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . habitat ideal é o mangue. Antenas SUBFAMÍLIA PHLEBOTOMINAE: PRINCIPAIS GÊNEROS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: Gênero Phlebotomus (Encontrado na Europa) .Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ BIOLOGIA Ovos: Os ovos são alongados e levemente encurvados. Se o macho após a cópula não fugir. Transmite filarias e vírus da língua azul para bovinos e ovinos. o período de incubação é de 2 a 7 dias dependendo das condições do ambiente. Sem importância em medicina veterinária. Seis estágios larvais. CARACTERÍSTICAS DO CULICOIDES: . a fêmea nutre-se dele. mas podem sugar à noite ou até de dia. com perda de pele. isto é em terrenos lodosos ou de muita umidade. a picada faz formações bolhosas na pele Adultos: São encontrados em mangues. não se afastam muito do lugar onde habitam.As fêmeas fazem a postura em pedras. Larvas: As larvas apresentam 12 segmentos abdominais.Ovos postos em água doce ou salgada. As larvas nadam com agilidade em busca de microorganismos para se nutrirem. . Causa dermatite em eqüinos. voam pouco. tanto pode ser de água doce como salgada. pedaços de pau. Tem hábito crepuscular. urticarianas.Vive nos mangues e terrenos pantanosos. só fêmeas são hematófagas. As fêmeas são FAMÍLIA PSYCHODIDAE que não raro se complicam com infecção secundária pelo ato de coçar. As fêmeas fixam-se ao corpo de outros insetos e sugam-lhes a hemolinfa. A picada produz lesões eczematosas . IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: A picada é semelhante a um fósforo aceso no braço. Machos e fêmeas reúnemse em grandes enxames onde ficam voando em turbilhão para a cópula. Cabeça de Culicoides.97 Nematocera . Figura 96. pois se desenvolvem em certo grau de salinidade.

As larvas nunca se criam em ambiente inteiramente aquático.Olhos compostos ocupando grande parte da cabeça. desenvolvimento larval se dá em 30 dias e depois de quatro mudas de pele passam a pupa. e com duas manchas escuras no lugar dos olhos. elemento essencial para maturação dos ovos.Palpos maiores que a probóscida com 3 a 5 artículos.Dípteros muito pequenos. mas em lugares de muita umidade. em matéria vegetal em decomposição. BIOLOGIA Ovos: Os ovos dos psicodídeos são alongados. 4mm no máximo. . eventualmente no interior de habitações humanas ou dos abrigos dos animais domésticos. com abundante matéria orgânica que lhes sirva de nutrição. O desenvolvimento larval ocorre na água. . As larvas são vermiformes. Adulto de Lutzomyia sp. O Larvas: Quatro estádios larvais. nas florestas as larvas se criam embaixo da camada de folhas mortas que reveste o solo.Antenas tão longas quanto o comprimento da cabeça e tórax com densa pilosidade. isoladamente ou em grupos. onde a luz raramente incide. pernas e asas unidas ao corpo.Asa com formato lanceolar e com nervuras longitudinais e paralelas. A grande maioria dos psicodídeos habitam as Asa em forma de lança florestas. nas tocas que servem de abrigo a animais silvestres.Abdômen com 10 segmentos. Algumas espécies podem Figura 97.Cerdas longas pelo corpo. sugar sangue de dia.Ocelos ausentes. do oitavo em diante os segmentos se modificam e formam as peças do aparelho genital. Adultos: Os adultos na conformação geral do corpo parecem um pequeno mosquito. depositados em ambientes Pupas: As pupas mostram cabeça distinta. São atraídos pela luz das lâmpadas. .98 Nematocera . em lugares sombrios próximos à pequenas porções de água. com a cabeça não retrátil aparelho bucal das fêmeas é adaptado para sugar sangue. A fase de pupa transcorre entre 10 e 15 dias. pardo-escuros.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . nos buracos de árvores e em cheios de folhas O apodrecidas excrementos. . . . Os machos nutrem-se de sucos vegetais. . nas frestas das rochas. ápodas. aquáticos ou semi-aquáticos. Habitações próximas a matas estão sujeitas a receber a visita desses mosquitos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Algumas espécies aparecem. escondendo-se em cantos escuros durante o dia e saindo à noite em busca de alimento.

_____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Transmitem também muitos vírus entre os quais o responsável pela febre dos três dias (febre papatasi) muito conhecida na Europa. a larva hiberna e sua evolução se interrompe.Antenas com 11 segmentos. a antena parece um chifre e possui os segmentos do flagelo achatados. sem diminuição da temperatura e alteração do teor de umidade. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: Os flebotomíneos são hospedeiros de agentes causadores de doenças que afetam o homem e animais domésticos. escura nas fêmeas e colorida nos macho. Antenas Longevidade dos adultos: 27 dias. sem cerdas e curtas (parece um chifre). .5 a 4 mm. . em baixa temperatura esse período pode prolongar-se em virtude de uma fase de hibernação que a larva sofre depois da terceira muda. cavalos e suínos. São transmissores da Leishmania.Olhos compostos. . doença séria em bovinos. lembram uma pequena mosca. comprimento). ao contrário das fêmeas que são sugadoras de sangue de vertebrados.O adulto apresenta asa com nervuras em apenas uma parte dela. Assim em uma postura podemos ter ovos que evoluem até fase adulta e outros que ficam em hipobiose por meses. separados nas fêmeas e juntos nos machos. . FAMÍLIA SIMULIDAE Mosquitos conhecidos como borrachudo ou pium BIOLOGIA Os machos vivem sugando flores. Aparelho bucal de Simulium sp Aparelho bucal destas condições. porém. robustos.Tórax giboso.Pernas curtas e fortes. Dípteros pequenos (1. que independente se verifique CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . ASTENOBIOSE OU DIAPAUSA: Normalmente a duração do período larval depende da temperatura e umidade. Podem veicular ainda o vírus da estomatite vesicular. de Figura 98. Não procuram alimento a mais de 200 metros de distância. causadora da Leishmaniose Visceral e/ou cutânea. tendo para isso uma probóscida GÊNERO Simulium pungitiva.99 Nematocera . .Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ Os mosquitos flebotomíneos têm pouca capacidade de vôo. Em certas espécies.Seu corpo é revestido de fina e curta pilosidade aveludada.

Ciclo se completa em quatro a oito semanas em condições ideais de temperatura e umidade. o borrachudo adulto vai insinuando-se para o seu interior. junto aos quais é eliminada uma substância gelatinosa que de ar. A larva fica vertical ao solo fixada ao substrato. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: A picada. geralmente ao entardecer para aguardar que alguma fêmea entre na dança. o pupário enche-se Leucocytozoon para aves. (borrachudo). escova oral (para captar nutrientes rapidamente). a fêmea já está no final do repasto sangüíneo. e põem em liberdade o borrachudo. Larvas e pupas ficam abaixo do nível das águas e as larvas apresentam ventosa posterior (para fixação). atacam em mantém os ovos aglomerados. No local da picada surge um pequeno ponto hemorrágico e uma leve sensação de dor que se transforma em prurido. Hábitos bandos. Após seis mudas elas tecem um casulo cônico (com a secreção das glândulas salivares) fixo na base e aberto em cima e passam a pupa. As pupas são em forma de cone com filamentos traqueais (para absorção de O2). diurnos (crepuscular). Adultos: Os machos costumam reunir-se em grandes enxames. a bolha se desprende do pupário e sobe a tona d’água. formando uma bolha. Ela nutre-se de microorganismos encontrados na água. Larvas: Possuem o corpo liso. geralmente a postura efetuase quando a fêmea voa rente a superfície da água ou pousa sobre ela. à medida que a bolha aumenta.Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ A desova dos simulídeos se dá na água de rios e riachos com bastante correnteza. parte posterior do corpo é dilatada e tem uma estrutura que serve para sua fixação. Habitam áreas de cachoeiras e rios. pois só se desenvolvem em águas correntes. logo um casal se afasta para a cópula. depositada sobre a vegetação marginal ou sobre rochas pouco submersas.100 Nematocera . Longevidade dos adultos: 2 a 3 semanas. pseudópodes (por isso é chamada de semifixa) e glândulas salivares que produzem um fio pegajoso do qual são tecidas as pupas. quando isso acontece. no início é imperceptível. onchocercose). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Cada fêmea pode depositar até 500 ovos. Figura 99. Depois de completo o desenvolvimento da pupa. cabeça bem diferenciada. quando sentimos. Transmite também o expansões filamentosas. A apreensão dos microorganismos é feita por penachos situados um em cada lado da cabeça. se desfaz. Depois de 5 a 7 dias de incubação surgem as larvas. Pupas: Apresentam em cada lado do tórax brânquias respiratórias constituídas de Transmitem doenças de filarídeos (elefantíase. Adulto de Simulium sp.

nesses nódulos a filária se reproduz originando as microfilárias que migram para a periferia do corpo onde o mosquito as ingere ao sugar sangue. Evitar a poluição dos rios que termina como os peixes. CONTROLE: Povoar lagos com peixes que se alimentam deles e controle biológico por Bacillus thuringiensis. Quando o mosquito vai sugar outra pessoa inocula as microfilárias que migram pelo corpo e muitas vezes se instalam no globo ocular causando cegueira. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Mosquitos _____________________________________________________________________________________________ A mais importante parasitose transmitida por esse mosquito é a Onchocerca volvulus que pode ocasionar cegueira.101 Nematocera . Os adultos dessa filária formam nódulos subcutâneos em várias partes do corpo humano.

Dípteros robustos.000 espécies conhecidas de Tabanídeos.O CO2 também atua como uma fonte de odor para atrair algumas espécies. . as fêmeas põem lotes de centenas de ovos. sobre o musgo que recobre as pedras marginais dos rios.Occipício com uma cavidade.larva. A coloração de olho varia entre espécie sendo unicoloridos ou horizontalmente coloridos em Tabanus. Ovo. manchados em Ovos: Os ovos dos tabanídeos são alongados com um a dois milímetros de comprimento. . Em climas quentes o ciclo dura em torno de quatro meses. . . mas em vegetação pendente. . .Os olhos são coloridos e usados para atrair o sexo oposto.pupa e imago (adultos). FAMÍLIA TABANIDAE CARACTERÍSTICAS GERAIS .Asa com terceira nervura longitudinal bifurcada (R4 +5).Mandíbulas nas fêmeas para cortar a pele. córregos e lagoas. escombros (sobre plantas aquáticas.Os três gêneros principais de importância são: o Chrysops.Antenas com três segmentos e o flagelo apresenta anelações que são projetadas para frente. Os ovos não são postos diretamente na água. .Mesonoto desenvolvido (meio do tórax). .Aparelho bucal lambedor e sugador (curto e grosso). pedras e Chrysops. Presença ou não de ocelos afuncionais. são postos em Bifurcação na ponta da asa Figura 100. holometabólico. Tabanus. O mecanismo principal para achar os CICLO BIOLÓGICO: É completo.Machos desprovidos de mandíbulas e não hematófagos.Olhos holópticos nos machos e dicópticos nas fêmeas (separados).Tamanho de 0.No momento há mais de 3. moscas do cavalo. .6 a 3 cm. Os ovos são de cor branca cremosa a cinzentos.102 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ PARTE VII Mutucas ____________________________________________________________________________________ SUBORDEM BRACHYCERA TABANOMORPHA . e Haematopota. Chamados vulgarmente de mutucas ou . e com faixas em zigue-zague em Haematopota. Com espinhos na nervura costal da asa.Cabeça semi-esférica ou semilunar. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . . troncos podres). hospedeiros é a visão e assim os olhos grandes servem bem esta função. A oviposição ocorre tanto em ambiente aquático como úmido (pântanos. Após o repasto. . Asa de Tabanidae. em troncos de árvores cheios de detritos vegetais).

porém procuram locais menos encharcados. A fase larval leva freqüentemente vários meses. A divisão é principalmente baseada no conteúdo de água do substrato no qual a larva onze semanas às temperaturas mais altas. a larva de Tabanus é carnívora equipada com mandíbulas. São achadas larvas de Chrysops em substrato com maior conteúdo de água e são assim hidrobiontes. Estas larvas são chamadas semi-hidrobiontes. O alimento da larva de Chrysops é material orgânico encontrado no substrato. As larvas carnívoras (aparelho bucal mastigador) na falta de alimento podem atacar animais e humanos. desenvolve. O local de desenvolvimento para a larva depende do gênero e pode ser dividido em habitats distintos. caracóis canibais. elas migram até Figura 101. O terceiro instar é negativamente fototático e escava abaixo do substrato. O número de ovos e período de incubação é variável (Período de incubação = 10 dias a oito meses). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . clima e quantidade de alimento. caem na água e completam o seu desenvolvimento no lodo do fundo d’água (se enterram). A pupação se Antenas Aparelho bucal dá no mesmo lugar das larvas.103 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ grandes massas que variam de 200-1000 ovos e a oviposição varia com gênero do díptero. As pupas são parecidas com a crisálida (pupário) das borboletas. Este segundo instar não se alimenta e em três a seis dias a terceira fase de instar é alcançada. Quando passam a pupas. As larvas alimentam-se de outras larvas de inseto. embora este tempo dependa da temperatura ambiente. para 42 semanas às mais baixas temperaturas. não encontrando alimentação suficiente tornam-se canibais. são carnívoras (Tabanus) alimentando-se de pequenos animais ou de larvas de outros insetos. Passam por 8 estágios larvares. A eclosão das larvas acontece quatro dias depois dos ovos serem postos. Aparelho bucal de Tabanidae. conseqüência disto é que estas larvas são achadas com baixa densidade populacional no substrato. próximo a superfície do lodo. e A nematódeos. sendo crustáceos. As larvas de Tabanus são encontradas em substratos um pouco mais secos e têm uma distribuição mais ampla. em função da espécie. Isto contrasta com as densidades larvais de Chrysops no substrato que pode ser muito densa. sendo que o desenvolvimento é bem variável. passa para o segundo instar larval que é positivamente fototático fazendo com que se mova pela superfície do substrato. também. Pupa O período pupal é curto. O primeiro instar larval eclode. de alguns dias ou semanas. A duração de desenvolvimento varia de dez a Larvas: As larvas ao eclodirem dos ovos.

As fêmeas também sobrevivem com néctar. O corte resultante é fundo e doloroso e flui sangue. Mutuca do gênero Chrysops sp. . Quando espantado o tabanídeo voa a uma distância pequena e então retorna.Presença de ocelos funcionais. Devido à natureza cortante da picada o díptero está freqüentemente sendo espantado e ainda querendo alimentar-se.Com esporão tibial na pata III.Probóscida alongada. As fêmeas localizam sua presa pela visão e suas picadas são profundas e dolorosas.104 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ A fase de pupa desenvolve-se em uma a três semanas CARACTERÍSTICAS . As maxilas e mandíbulas são usadas para cortar o couro ou esfolar com uma ação do tipo tesoura. O reconhecimento de fêmeas por machos é feito através da visão embora não é no momento conhecido se um ferormônio de agregação causa os enxames matutinos de machos 2-TRIBO SCIONINI GÊNERO Fidena . Habitat: São silvestres e raramente encontrados nos domicílios. 1-TRIBO CHRYSOPSINI GÊNERO Chrysops CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . . . As fêmeas muitas vezes não conseguem terminar o repasto sangüíneo já que o animal ou pessoa se sente bastante incomodado e a retira do local onde estava sugando. corpo coberto por curta pilosidade. o ato é terminado no solo e leva aproximadamente cinco minutos. porém precisam de sangue para a maturação dos ovos. Nutrição: Os machos nutrem-se de néctar de flores. São de hábito diurno e sua picada é bastante dolorida. superfície dos olhos recoberta de fina pubescência. Machos e fêmeas entram junto em enxames e a copula é iniciada no ar.Nunca maiores que 15 mm. Figura 102. probóscida estiletiforme.Terceiro artículo antenal com o primeiro anel tão longo quanto os quatro seguintes reunidos. . acontece durante as primeiras horas da manhã.Suas asas apresentam faixa transversal preta mediana . A próxima prioridade emergido para é o tabanidae Isto recentemente acasalar.Asa manchada e tamanho pequeno (tribo Chrysopsini).Raramente maiores que 10 mm . . sempre maior que a altura da cabeça. Surgem nos meses quentes. longas.Terceiro artículo das antenas formado de anéis justapostos sempre em número superior a cinco.Olhos pilosos e probóscida longa (tribo Scionini). SUBFAMÍLIA PANGONINAE _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . O labro ingere o sangue exposto.

CARACTERÍSTICAS DAS FÊMEAS QUE SÃO BOAS TRANSMISSORAS DE PATÓGENOS: 1. transmitindo a doença do primeiro.ataca qualquer um. Anatogenia . Agressividade .105 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ SUBFAMÍLIA TABANINAE 2-TRIBO DIACHLORINI 1-TRIBO TABANINI Basicostas densamente revestidas de setas e labelas densamente pilosas. 7. para outros hospedeiros. etc. Picada dolorosa Figura 104. Grande capacidade de vôo . -Labelas esclerosadas. . Mutuca do gênero Tabanus sp. -Presença de vestígios de ocelos.Ausência de ocelos funcionais. Telmofagia . GÊNEROS: Diachlorus. Alimentação interrompida .Probóscida raramente mais longa que altura da cabeça.procura vários hospedeiros para satisfazer a sua alimentação Pode voar até 20 km. 3. 6.Basicosta (projeção próxima à base da nervura costal) com cerdas (tribo TABANINI) ou sem cerdas (tribo DIACHLORINI). GÊNERO Tabanus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . nos ovários (hematofagia 2. -Basicostas de um modo geral sem setas. 5. Infecta-se tanto por um agente presente no sangue como na pele. sem especificidade nem hospedeiro. PRINCIPAL FORMA DE TRANSMISSÃO DOS AGENTES PATÓGENOS: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Geralmente curta e robusta. Cabeça de Tabanus sp.leva eventuais patógenos Figura 103. Grande repasto – aumenta o nível de transmissão. 4. Chlototabanus.sem repasto sangüíneo não há maturação fundamental).Sem esporão tibial na pata III. . .rasga a pele até atingir o vaso sangüíneo com extravasamento de sangue .

2) O controle químico deve ser feito utilizando inseticida de contato com efeito residual nos estábulos e nos animais. pois os adultos permanecem em regiões próximas ao desenvolvimento das larvas. 3) Fitas escuras adesivas colocadas nos estábulos funcionam como armadilhas para capturar esses insetos. porém nesse tempo não há desenvolvimento do patógeno no inseto. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . .Efeito da picada (dor). CONTROLE: 1)Deve-se eliminar o habitat de criação de larvas (como terrenos mal drenados). Mecânica (vetor mecânico) - aquele hospedeiro que leva ativamente o patógeno e inocula num outro.Transmissão de anemia infecciosa eqüina e peste suína. PATOGENIA DOS TABANÍDEOS .Transmissão de bacterioses.106 Brachycera Tabanomorpha Mutucas ______________________________________________________________________________________________ 1. suínos e cães. Transmissão de protozoários como o Trypanosoma evansi para eqüinos.

1. cicatriz de uma membrana que se rompe na hora de sair do pupário). Na sua extremidade anterior possui ganchos (para capturar 1. . 2 ou 3 aberturas.Presença de calíptera . DIVISÃO ASCHYSA FAMÍLIA SYRPHIDAE CARACTERÍSTICAS: .Com fissura ptilineal ou frontal Calíptera Figura 106. alimentos) e na posterior possui estigmas respiratórios com 1.Quatro faixas negras no mesonoto. de acordo com a fase larval (L1.Sem importância na Medicina Veterinária. DIVISÃO SCHYZOPHORA . L3).Aparelho bucal lambedor.Sem importância em Medicina veterinária. 2. Escutelo 2. SEÇÃO ACALIPTRATAE CARACTERÍSTICAS .Apresentam uma célula distal na asa.1 SEM CERDAS NA HIPOPLEURA . sendo que a larva é Figura 105. Fissura ptilineal. .Ex: Drosophila. SEÇÃO CALIPTRATAE CARACTERÍSTICAS _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Calíptera da asa de muscídeo.Três estágios larvares. 2. . II.Com ou sem cerdas na hipopleura (região entre a pata II e a pata III). . A) SUBFAMÍLIA MUSCINAE .Ausência de calíptera (estrutura que auxilia no vôo).Não têm sutura ptilineal (mancha entre os olhos.1 COM APARELHO BUCAL FUNCIONAL Fissura FAMÍLIA MUSCIDAE . L2.107 Moscas ______________________________________________________________________________________________ PARTE VIII Moscas ____________________________________________________________________________________ SUBORDEM BRACHYCERA MUSCOMORPHA I. vermiforme e esbranquiçada. .

A postura é feita em fezes e material orgânico em decomposição. .A temperatura é fator limitante para a mosca. pois o tempo de vida dos adultos varia de 30 dias no verão e mais do que isso no inverno.O período pupal é de 14 a 28 dias. A porção posterior é marrom escura e possui uma faixa longitudinal escura no meio do dorso.Aparelho bucal com palpos maxilares médios.A Musca é atraída por comida humana.Tamanho: ± 9 mm. . do substrato e temperatura _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . .Sob condições favoráveis as fêmeas tornam-se receptivas para cópula aproximadamente 36 horas após a emergência da pupa. também devido à temperatura. .Antena com arista plumosa (cerdas dos dois lados). . Adulto de Musca domestica.108 Moscas ______________________________________________________________________________________________ GÊNERO Musca ESPÉCIE Musca doméstica CARACTERÍSTICAS MORFOLÒGICAS: .Estigmas da larva têm abertura fora do centro. Peritrema de Musca sp. Figura 108. labela com pseudotraquéias (liquefaz o alimento sólido). sendo que em temperatura de 25 a 35oC o período de incubação é de 8 a 12 h e em 23 a 26oc .A postura é feita quatro dias após a cópula e são depositados 75 a 150 ovos por vez. Patógenos podem ser regurgitados na comida via gota de vômito. pois as larvas devem penetrar logo nas fezes se não morrem pela ação dos raios solares. 30oC o tempo de ovo a adulto é de 10 dias e a 16oC é de 46 dias. . . Além disso. . levando em torno de uma a três semanas para passar de L1 a L3 dependendo ambiente. mas no verão leva quatro a cinco dias.900.Durante o processo de cópula as asas dos machos promíscuos rapidamente se desgastam pela ação vigorosa das fêmeas resistindo ao galanteio. A incubação é em média de 24 h.Número de ovos por fêmea: 350 .Tórax é cinza com quatro listras longitudinais escuras e largas no dorso. . A Figura 107.3 a 4 dias. mas também é encontrada em excrementos e qualquer espécie de sujeira.O abdômen possui os lados de cor amarelada na metade basal. . .A umidade também é limitante. só 10% dos ovos chegam a adulto. BIOLOGIA: . .

Antena com arista nua.Aparelho bucal lambedor. B) SUBFAMÍLIA STOMOXYDINAE .Larva apresenta projeções com espinhos que SUBSTRATOS: Alimentos açucarados. IMPORTÂNCIA: Pode ser hospedeiro intermediário de Raillietina sp. Dipylidium e nematóides espirurídeos. . . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . É também veiculadora de D. Possui um abdômen mais largo Aristas _____________________________________________________________________________________________ Figura 109. ..Ocorre mais no meio rural. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . . disenteria. .Abdômen translúcido.M1 paralela e acentuada.Desenvolve-se em fezes de aves. meios fermentados. GÊNERO Fannia ESPÉCIE Fannia sp.transmissor de vermes espirurídeos e produz irritação nas aves. . HABITAT: Lixo. . fêmeas hematófagas). cólera e mastite bovina. . jardins resíduos que de recebem matérias adubação primas . hominis. estações de tratamento de efluentes. Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Antena com arista nua. carne.Lembra a mosca doméstica. .O período de ovo a ovo leva 30 dias. BIOLOGIA: IMPORTÂNCIA: 1) Transporte forético: de microorganismos que levam à febre tifóide.Aparelho bucal com palpos curtos e dentes pré-estomais na labela. halteres amarelos.. decomposição ou meios em fermentação. excrementos. .Aparelho bucal picador .Pernas pretas.sugador (machos e postura. de protozoários como Entamoeba. GÊNERO Stomoxys ESPÉCIE Stomoxys calcitrans – Mosca dos estábulos. provocando perda de peso e 2) Hospedeiro intermediário: de endoparasitos como Habronema em cavalos e Raillietina em aves. açucaradas.Ciclo médio de vida (ovo à adulto em dias): 10 dias em temperatura excelente. orgânica. porém possui uma probóscida preta que é usada para picar a pele e sugar o sangue.Parece uma pequena mosca doméstica. Antena com arista nua de Fannia. Giardia e helmintos como Taenia sp.Tamanho bem pequeno (4 à 5 mm).109 Moscas ______________________________________________________________________________________________ . matéria orgânica em funcionam como flutuadores que permitem sobreviver em meio semi-líquido.

O desenvolvimento do ciclo. . .110 Moscas ______________________________________________________________________________________________ que o da Musca e possui marcas xadrezes no dorso do abdômen. cães e humanos. é transmissor de anemia infecciosa eqüina e causa irritação no animal que não se alimenta direito e tem perda de peso.Depois de ingurgitados. Aparelho bucal de Stomoxys sp. . e o tempo de L1 a L3 é de aproximadamente 20 dias. de estábulos. evansi. . .Possui quatro listras longitudinais no tórax similares a da Musca.O período pupal é de 13 dias no verão e de Figura 110. parede de casas. partes baixas do animal como pernas e abdômen. três a quatro meses no inverno. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . . .Essas moscas têm hábito diurno e localizam o hospedeiro através do gás carbônico expelido pela respiração. de ovo a ovo é de 30 dias e a postura de 25 a 30 ovos por vez. porcos.Os lugares onde são mais comumente encontrados são: cercas. A incubação é de um a quatro dias.Tamanho de ± 6 mm.Aparelho bucal com palpos longos e labela sem dentes. faz transmissão mecânica do T. . geralmente voam e retornam ao mesmo local. sangüíneos e uma mosca alimenta-se da vários hospedeiros em um dia.Antena com arista pectinada (cerdas apenas de um lado). Adulto de Stomoxys sp. tanto macho quanto fêmea ficam lentos enquanto digerem o repasto sangüíneo.Larvas com dois estigmas contendo três aberturas em forma de s na L3. Durante o seu estágio adulto são feitos vários repastos IMPORTÂNCIA: Causa anemia nos animais e é a principal veiculadora de ovos de Dermatobia hominis. serve de hospedeiro intermediário do Habronema sp. BIOLOGIA: Têm preferência por eqüídeos. Probóscida Palpos Figura 111. elas preferem se alimentar nas CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .. mas alimenta-se numa grande variedade de animais como bovinos. Quando são perturbadas elas GÊNERO Haematobia ESPÉCIE Haematobia irritans (mosca do chifre).

GÊNERO Cochliomyia . fazendo esterqueiras. 2.Alimenta-se o tempo todo. pois são produtoras de miíases (bicheira). FAMILIA CALLIPHORIDAE CARACTERÍSTICAS Aparelho bucal lambedor (labelas com 2.Arista bipectinada. . hominis. CICLO BIOLÓGICO: As larvas eclodem em 24 horas e desenvolvemse durante três dias. . .2.Fica o tempo todo em cima do animal (no dorso) de cabeça para baixo e só desce para fazer postura nas fezes frescas.A maior importância dessas moscas é a fase larvar. mudam para pupas e após seis dias emergem os adultos (moscas) que ficam no corpo dos animais de cabeça para baixo e põem até 180 ovos cada.Ciclo curto de 16 dias (no verão completa o ciclo em oito a nove dias). espalhar _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 112. Os inseticidas não são muito eficientes porque além de algumas moscas serem resistentes. Todo o desenvolvimento é nas fezes (L1 até adulto). Palpos longos de Haematobia sp.A fêmea adulta apresenta basicosta clara. compactação de fezes.Apresentam ocelos.111 Moscas ______________________________________________________________________________________________ as fezes em camadas finas. IMPORTÂNCIA: Perda de 40 kg se o animal tiver 500 moscas nele (em torno de 30 dias).Três linhas negras longitudinais no tórax. matam Palpos Probóscida outros microorganismos úteis. . causando anemia. . No caso dos eqüídeos.2.Tórax verde a azul metálico.Palpos muito curtos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Chamadas vulgarmente de moscas varejeiras. as camas devem ser sempre trocadas (de 10 a 15 dias) para evitar proliferação de moscas. pois as larvas não sobrevivem aos raios solares. CONTROLE GERAL DAS MOSCAS: Deve-se ter um controle higiênico. . .1 COM APARELHO BUCAL FUNCIONAL canalículos). . . As moscas não depositam ovos em fezes fermentadas porque os gazes e ácido lático matam as larvas. Também é veiculadora de D. COM CERDAS NA HIPOPLEURA (em seqüência linear acima da coxa 3) BIOLOGIA: .Flagelos claros (tendem a amarelo).Prefere animais mais escuros. .Distingui-se o sexo pelos olhos (as fêmeas são dicópticas e machos são holópticos). .

sendo que 10 no hospedeiro. . mas pode temperatura. obrigatória ou primária é causada por moscas biontófagas. Posteriormente estão as aberturas estigmas c)Miíase específica. Faixas negras no tórax b)Cavitária . nariz. em certos períodos. pupa e adulto. c) Orgânica – internas. respiratórias alongados). b)Miíase semi-específica. Ex: Cochliomyia macellaria.Estigma da larva em forma de dedos separados. aparelho bucal com esqueleto cefálico. Etológica Figura 113. . . rasteiras e ulcerosas ou traumáticas. nas laterais. L1. Ex: Cochliomyia hominivorax. L2. onde faz postura em feridas.ouvido. que se alimentam de tecido em decomposição. 2. que se alimentam de tecido vivos.As larvas são vermiformes segmentadas e com parte posterior do corpo truncada. de suas substâncias corporais líquidas ou do alimento por ele ingerido. Adulto de Cochliomyia sp.Espinhos no final do corpo da larva com forma predominantemente em v.112 Moscas ______________________________________________________________________________________________ Podem ser: 1. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro variar com a . Clínica (localização anatômica) a)Cutânea .). Aparecem muito na primavera devido à temperatura e umidade CARACTERÍSTICAS: . Na parte anterior. L3.podem ser furunculosas (ex: berne). a)Pseudomiíase – acidental. . espinhos quitinizados em cada segmento do corpo.Ciclo de 20 dias. MIÍASES – É a infestação de vertebrados vivos com larvas de dípteros que.Larva com troncos traqueais pigmentados e alongados.No 5o tergito abdominal. é facultativas por ou secundárias causada moscas necrobiontófagas. (peritrema com ESPÉCIE Cochliomyia hominivorax CICLO BIOLÓGICO: Ovo (16 a 24 h. IMPORTÂNCIA: Além de serem causadoras de miíases. são veiculadoras de patógenos. se alimentam dos tecidos vivos ou mortos do hospedeiro. BIOLOGIA: . .A longevidade dos machos é de 25 dias e das fêmeas de 35. há uma pilosidade prateada (cerdas aveludadas) como manchas claras.

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Moscas ______________________________________________________________________________________________

curtos que de C. hominivorax.

BIOLOGIA: Ciclo de 10 a 12 dias e a longevidade é de 45 dias, mas pode variar com a temperatura.

GÊNERO Chrysomyia
Figura 114. Peritremas de Cochliomyia hominivorax. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tórax com brilho metálico verde à azul. - Brilho acobreado em algumas espécies. CONTROLE: -Esterilização de machos de C. hominivorax. Assim a fêmea não bota ovos, mas continua veiculando patógenos, logo não é muito eficaz. -Fazer tratamento de lesões na pele, com repelente e cicatrizante. - Dimorfismo sexual pelos olhos (fêmeas dicópticas e machos holópticos). - Olhos acinzentados. - Arista bipectinada. - Palpos achatados lateralmente e parte distal mais larga, cinzenta e com cerdas bem longas. - Aparelho bucal lambedor. ESPÉCIE Cochliomyia macellaria Não apresenta listas longitudinais no

mesotórax. CARACTERÍSTICAS MORFOLÒGICAS: - Estigma da larva em forma de dedos bem juntos. - Espinhos no final do corpo da larva são mais robustos e predominantemente em W. - Troncos traqueais da larva mais claros e mais BIOLOGIA - Provoca miíase secundária e preferem fezes de aves, lixo e carcaça de animais. - Aparecem muito na primavera devido a temperatura e umidade. - Remigium (tronco da asa que origina a nervura radial. Localiza-se logo abaixo da nervura costa, já que a subcosta está colada ao tronco) com cerdas.

ESPÉCIE Chrysomyia megacephala – Ciclo biológico de 10 dias e longevidade de 60 dias (até 120 em laboratório), mas pode variar com a temperatura. Figura 115. Peritrema da larva de Cochliomyia macellaria.

ESPÉCIE Chrysomyia albiceps –

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GÊNERO Phaenicia
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: - Corpo com brilho metálico verde, azul ou cor de cobre. - Com ocelos. - Não tem listas negras no mesonoto. - Arista bipectinada. - Aparelho bucal lambedor. - Frontália e parafrontália com cerdas prateadas. - Remigium nu (sem cerdas).

Figura 116. Adulto de Chrysomyia sp. Ciclo biológico de 11 dias e longevidade de 30 a 40 dias, mas pode variar com a temperatura.

ESPÉCIE Chrysomyia putoria – Ciclo biológico de 10 dias e longevidade de 30 a 40 dias, mas pode variar com a temperatura. Figura 117. Adulto de Phaenicia sp. CONTROLE: -As larvas fazem controle natural entre elas, pois são predadoras umas das outras, mas de qualquer maneira são veiculadoras de BIOLOGIA: Provocam miíase secundária, preferem fazer a postura em fezes de aves, lixo e carcaça de animais.

patógenos, por isso não adiantaria proliferá-las. Não deixar esterqueiras abertas, evitar acúmulo de lixo. -Microhimenópteros como as vespas furam as pupas vivas das moscas e enfiam o ovipositor para depositar ovos, o que impede a

ESPÉCIE Phaenicia eximia, P. cuprina e P. sericata Ciclo biológico de 12 dias e longevidade de 40 dias para os machos e 50 para as fêmeas, podendo variar com a temperatura.

continuação do ciclo da mosca. -O ideal é um controle integrado, biológico e químico.

FAMÍLIA SARCOPHAGIDAE

GÊNERO Sarcophaga
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Provocam miíases secundárias, pseudomiíases, CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: - Moscas de médio à grande porte - Coloração escura acinzentada (sem brilho metálico) - Possuem três listas negras no tórax e cerdas na hipopleura, não confundir com muscídeo. - Aparelho bucal funcional lambedor - Probóscida não quitinizada e maleável - Abdômen com manchas negras (parece xadrez) FAMÍLIA OESTRIDAE 2.2.2 MOSCAS COM APARELHO BUCAL AFUNCIONAL - Adultos não se alimentam. - Larvas causam miíases. as larvas são predadoras e ainda são

veiculadoras de patógenos.

GÊNERO Oestrus
HOSPEDEIROS: Ovinos e caprinos. LOCAL: Fossas nasais.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: - Adulto com olhos pequenos e bem separados e fronte com crateras. Flagelo com arista nua. - Larvas grandes com uma placa peritremática em forma de “D”. Os estigmas são porosos. A larva I mede 1-3 mm., é segmentada e apresenta filas transversais de espinhos e 2 ganchos bucais quitinosos fortes e curvos que Figura 118. Adulto de Sarcophagidae. BIOLOGIA - Larvas vivem em cadáveres e têm a parte posterior truncada, esqueleto cefálico formam o cefaloesqueleto. A larva II mede 1,512 mm., apresenta poucos espinhos no segundo segmento. A larva III mede uns 20 mm., é de cor branca quando lovem e amarela-parda quando madura. Possui dorsalmente bandas quitinosas largas em todos os segmentos, os quais estão desprovidos de espinhos com exceção do segundo que possui poucos. Posteriormente todas larvas apresentam peritremas, cuja forma e tamanho é importante para identificação.

quitinizado, cerdas no segmento do corpo (não são espinhos) e aberturas respiratórias internas na parte posterior que parecem dedinhos de luva. - Fêmeas são larvíparas (até 50 larvas por vez) o que é vantagem na competição por carcaças.

BIOLOGIA IMPORTÂNCIA: As moscas adultas são muito ativas durante os meses quentes, primavera-verão e início do outono. As horas de vôo coincidem com as de
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Moscas ______________________________________________________________________________________________

máxima luminosidade, momento em que os animais ficam na sombra, agrupados e se protegem entre si mantendo sua cabeça baixa e narinas próximas do solo. As fêmeas

As larvas III maduras, saem para o exterior, favorecendo sua saída pelos mecanismos

defensivos do animal. A metamorfose até adulto leva entre 25-30 dias em período quente, prolongando-se até 2-3 meses na estação fria, momento que aproveitam para entrar em diapausa pupal. O adulto emergente da pupa não se alimenta, pois suas peças bucais são rudimentares. A cópula ocorre no solo e os adultos freqüentam os lugares onde o

fecundadas depositam larvas I imersas em uma mucosidade nas imediações das fossas nasais. Estas migram e invadem cavidades, seios nasais, paranasais e frontais. Seu

desenvolvimento parece depender da geração a que pertence. Será mais rápido (15 dias) para larvas depositadas na primavera-verão, e mais tardio no final de verão, início de outono, podendo entrar em um período de letargia larvária de 7-9 meses. As mudas larvais L-II e LIII ocorrem em 25-35 dias, prolongando-se até 10-11 meses no caso de gerações de outono e condições climáticas adversas. As larvas, por meio de seus espinhos e céfaloesqueleto, exercem irritação das mucosas

hospedeiro está presente. A fêmea põe 30-50 larvas em cada postura, podendo chegar a 500 em todo o período de larviposição. O CO2 e o odor do hospedeiro atraem as moscas. O número médio de larvas por animal pode oscilar entre 5 a 30 exemplares.

IMPORTÂNCIA: Inflamação dos seios frontais e infecção, devido a presença de larvas (L2 e L3) que irritam e saem pelo espirro ou por livre vontade e que podem ficar de 2 semanas até 10 meses no animal. É chamada praga de verão porque as moscas irritam os animais que ficam indóceis e tentam esconder o focinho. Raramente é mortal.

sinusais, iniciando-se nos cornetos, cavidade e tabique nasal, podendo chegar aos seios frontais. Alimentam-se de sangue, tecidos da mucosa e muco que ela segrega.

CONTROLE: é muito difícil, pois o que deve ser feito é a prevenção na época em que mais ocorre, começando no meio da primavera e não deixando a larva se desenvolver.

FAMÍLIA CUTEREBRIDAE

GÊNERO
ROEDORES).

Cuterebra

(BERNE

DE

Figura 119. Larva de Oestrus sp.

GÊNERO Dermatobia

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ESPÉCIE Dermatobia hominis (sua larva é chamada de berne).

HOSPEDEIROS: Mamíferos (mais importante bovino e cão).

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Adulto com cabeça e tórax castanhos e abdômen azul metálico. • Larva com espinhos e ganchos só na parte mais larga. Estigmas respiratórios na parte mais estreita.

BIOLOGIA: • A atividade da larva é noturna e a L3 não é piriforme. • Adultos não se alimentam e vivem em matas (florestas, ilhas de matas, fazendas ou beira de rio).

Figura 121. Abdômen metálico de Dermatobia sp. como a musca doméstica), e esses levam os ovos até os animais. Em torno de sete dias (varia com temperatura e umidade) eclodem as larvas (por estímulo térmico a larva abre o opérculo), que penetram na pele (mesmo estando íntegra). Estas possuem espinhos

CICLO BIOLÓGICO: As moscas, que são duas a três vezes maiores que a mosca doméstica tem uma reprodução constante porque só possuem três dias de vida. Elas não vão aos animais, mas depositam uma massa de ovos (um ovo por segundo) no abdômen de vetores foréticos (insetos zoofílicos,

somente em metade do seu corpo para se fixarem na pele. As larvas não chegam a atingir os tecidos, ficam logo abaixo da pele. Depois de ± 40 dias, as larvas caem no chão e viram pupas que ficam sem se alimentar por 32 dias e só aí viram adultos (moscas).

Obs: Os animais de pêlo escuro são mais afetados que os de pêlo claro. Mas a preferência é do vetor e não da Dermatobia por causa da reflexão da onda luminosa (o preto atrai mais os insetos)

CONTROLE DOS VETORES: *QUÍMICO: Figura 120. Cabeça de Dermatobia sp. Inseticidas tópicos, injetáveis.

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Adulto de Gasterophilus sp. Beauveria). raças A oviposição é feita em vôos rápidos e os ovos aderem ao pêlo. nasalis. pássaros). Ovo de Gasterophilus preso ao pêlo. haemorroidalis HOSPEDEIROS: Eqüinos.118 Moscas ______________________________________________________________________________________________ Figura 122. Figura 123. fungos no caso de outras spp). (Metarhizium. As larvas são deglutidas por eqüídeos e quando chegam ao estômago e duodeno. CARACTERÍSTICAS MORFOLOGICAS: • Adulto possui o corpo recoberto por pêlos sedosos e amarelos (lembra abelha. • Larvas grandes com ganchos orais em forma de foice. espinhos (Uma fileira no caso de G. G. corpo segmentado coberto por Figura 124. G. intestinalis. • Adultos com um par de asas. predadores (formigas. mas essa têm dois pares de asas). ácaros. bactérias (Bacillus thurigiensis). estigmas com aberturas cheias de trabéculas. De 7 a 10 dias tem-se a eclosão da L1 que penetra na mucosa bucal FAMÍLIA GASTEROPHILIDAE onde fica migrando de 2 a 6 semanas (varia com a espécie). *BIOLÓGICO: Parasitóides (microhimenópteros). nasalis e 2 _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . LOCAL: Duodeno e estômago (larvas). CICLO BIOLÓGICO: MANEJO INTEGRADO: inseticida. vão à L2 e L3 e pelas fezes chegam resistentes (zebu) GÊNERO Gasterophilus ESPÉCIES G. Larva L3 de Dermatobia sp.

ventralmente • Apresentam um envoltório coriáceo (duro) • Dípteros anômalos (por não apresentarem asas ou terem asas rudimentares) • Todos hematófagos • Os palpos guardam as peças bucais (nos outros dípteros é o lábio) 3) Migração boca-estômago: Em G. mas se deve cortar o pêlo da ganacha no verão e escovar ou passar esponja com água morna. haemorroidalis realizam oviposição nos pêlos da região da ganacha (barba) enquanto que G. SEÇÃO PUPÍPARA • A pupa se encontra sempre no chão onde se enterra para fugir de predadores. CONTROLE: Figura 125. Podem causar cólicas. • As moscas são achatadas dorso- 2) Eclosão da larva: G. intestinalis.119 Moscas ______________________________________________________________________________________________ 5) Eliminação: G. nasalis e G. haemorroidalis e G. adultos. GÊNERO Pseudolinchia Espécie Pseudolinchia canariensis _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Ela se forma pelo endurecimento da larva três. intestinalis para abandonar o ovo a larva necessita um estímulo térmico de umidade e fricção. haemorroidalis antes de ser eliminado se fixa no plexo hemorroidário podendo levar a um prolapso retal e depois tétano. ao solo virando pupa e mais tarde. FAMÍLIA HIPPOBOSCIDAE GÊNERO Hippobosca 4) No estômago e intestino: Todos preferem o piloro e o duodeno e o período parasitário é de 9 a 11 meses. nasalis e G. já em G. intestinalis prefere pêlos dos membros anteriores. nasalis e G. já que as fezes dos eqüinos são ricas em Clostridium tetani pelo fato do cavalo cortar a gramínea bem rente ao solo. • A fêmea origina diretamente a pupa. PARTICULARIDADES DAS ESPÉCIES: 1) Oviposição: G. Larva de Gasterophilus sp. Em G. nasalis antes de ser deglutido a larva para na faringe (uma a duas semanas) podendo ocorrer asfixia. G. Depende da criação e do manejo. • As larvas se desenvolvem no pseudo-útero da fêmea. intestinalis saem direto nas fezes com o peristaltismo. vindo terra junto com esporos. as larvas vão direto ao estômago. haemorroidalis a larva penetra na mucosa assim que eclode. Os estímulos são dados pela lambida do cavalo. para soltar os ovos presos ao pelo e matar as larvas.

Melophagus. Hipoboscidae de pombos. HOSPEDEIROS: pombos. CARACTERÍSTICAS: • Asa reduzida à pequena calosidade • Ficam presos à lã por uma substância pegajosa na pupa IMPORTÂNCIA: Transmissor mellophagium Figura 126. • Ficam presos no pêlo por uma substância pegajosa na pupa. GÊNERO Melophagus protozoário HOSPEDEIROS: Ovinos IMPORTÂNCIA: transmissor do Haemoproteus columbae. Parte anterior de Melophagus Figura 127. do protozoário Trypanosoma GÊNERO Lipoptena HOSPEDEIROS: Cervídeos CARACTERÍSTICAS: Figura 128.120 Moscas ______________________________________________________________________________________________ • Asa desenvolvida e caduciforme. CARACTERÍSTICAS: Asa somente com veia r-m presente. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . parasito de ovinos.

Protozoários ______________________________________________________________________________________________ 121 SUBFILO SARCOMASTIGOPHORA CLASSE SARCODINA FILO PROTOZOA CLASSE MASTIGOPHORA SUBFILO CILIOPHORA ORDEM TRICHOSTOMORIDA ORDEM AMOEBINA ORDEM RHIZOMASTIGINA FAMÍLIA MASTIGAMOEBIDAE GÊNERO HISTOMONAS ORDEM TRICHOMONADIDA FAMÍLIA TRICHOMONADIDAE GÊNERO TRICHOMONAS ORDEM DIPLOMONADIDA FAMÍLIA HEXAMITIDAE GÊNERO GIARDIA GÊNERO TRYPANOSOMA ORDEM KINETOPLASTIDA FAMILIA BALANTIDIIDAE FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE GÊNERO LEISHMANIA GÊNERO BALANTIDIUM FAMÍLIA ENDAMOEBIDAE GÊNERO ENTAMOEBA CLASSE PIROPLASMASIDA SUBFILO APICOMPLEXA OU SPOROZOA ORDEM PIROPLASMORIDA CLASSE SPOROASIDA OU COCCIDIIA FAMILIA BABESIDAE ORDEM EUCOCCIDIORINA GÊNERO BABESIA FAMILIA EIMERIIDAE GÊNERO EIMERIA FAMILIA CRYPTOSPORIDAE FAMILIA PLASMODIIDAE GÊNERO PLASMODIUM FAMILIA HEPATOZOIDAE GÊNERO SARCOCYSTIS GÊNERO HAEMOPROTEUS GÊNERO HEPATOZOON FAMILIA SARCOCYSTIDAE GÊNERO ISOSPORA GÊNERO CRYPTOSPORIDIUM GÊNERO TOXOPLASMA GÊNERO HAMMONDIA GÊNERO BESNOITIA _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

a qual é bem maior no Figura 129.ASSEXUADA: CÉLULA MÃE ORIGINA CÉLULA FILHA 1. formando a membrana ondulante. Geralmente emitem apenas um e o corpo acompanha. O macho (microgameta) geralmente é menor que a fêmea Flagelo: Organela que se origina do (macrogameta). Pseudópodes: citoplasmáticos São encontrados prolongamentos em amebas.122 Protozoários ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO III Protozoários ____________________________________________________________________________________ FILO PROTOZOA MORFOLOGIA DOS PROTOZOÁRIOS atuam beneficamente compondo a flora intestinal de ruminantes.Núcleo se divide igualmente dando origem a duas células idênticas à mãe. . que pode ser fina ou grossa. Divisão binária . 3.União do macho com a fêmea.Cópula. a membrana cística.Conjugação.Brotamento de novas células dentro da célula mãe. Trypanosoma. Cílios: Dão pouco impulso ao parasito.fusão entre célula fêmea e macho dando origem à célula filha. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . sendo que o período que precede a divisão pode ter vários núcleos. REPRODUÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS I .Unicelulares.É o caso das amebas.Presença de organelas estáticas. Locomoção por flagelos. mas Ex: Trypanosoma e Amebas 2.Sexuada (Gametogonia ou Esporogonia): Ocorre troca de material genético 1. eucariontes (com membrana nuclear). Ele precisa de muita energia e aparece na classe dos II .Uninucleados. CARACTERÍSTICAS: . cílios e pseudópodes. Divisão binária sucessiva ou divisão múltipla . 2. como por exemplo.Membrana lipoprotéica para limitar as trocas (permeabilidade). . Brotação . mas as células filhas são todas iguais (isogametas). cinetoplasto (extremidade anterior) e ao se dirigir para a cauda carrega uma membrana. . início. .Com organelas adaptadas ao parasitismo como flagelo.

Esquizogonia Esquizonte (célula que I . Tritrichomonas.: Trypanosoma. b) Classe Sarcodina (locomoção por pseudópodes) – Amebas. Ex: Plasmodium. Tritrichomonas.SAPROZÓICAUtilizam dissolvida a matéria em orgânica São e inorgânica Toxoplasma.SubFilo Ciliophora: RESPIRAÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS I. . Plasmodium (utilizase de parte da hemoglobina para se nutrir). citoplasma) e só depois se rompe a membrana citoplasmática da mãe. sofrerá esquizogonia) se divide sucessivamente e ocorre formação de milhões de merozoítas (núcleo que vai originar um indivíduo) II.Monoxeno: Só um hospedeiro.123 Protozoários ______________________________________________________________________________________________ 4. Não tem importância veterinária. II.Heteroxeno: OBS: Os protozoários podem apresentar dois tipos de reprodução juntos. Sarcocystis. ingestão. Babesia.: Amebas. Ex. Trypanosoma. osmotróficos b)Classe Piroplasmasida . Histomonas. Precisa de mais de um hospedeiro para completar o ciclo. I-Subfilo classes: a) Classe Mastigophora (locomoção por Sarcomastigophora: Possui duas DIVISÃO DO FILO PROTOZOA TRÊS SUBFILOS: Protozoário tira a substância do hospedeiro.Trypanosoma.AeróbicaVivem em meio rico em oxigênio . III. Ex: Entamoeba. assimilação e eliminação das porções não digeridas.AnaeróbicaVivem em meio onde não há muito oxigênio. FILO PROTOZOA _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro a)Ciliados (sem muita importância). NUTRIÇÃO DOS PROTOZOÁRIOS I-HOLOZÓICANutrem-se de matéria orgânica já elaborada. Eimeria.Dentro da célula mãe ocorre a formação das células filhas (núcleo e II. TIPOS DE PARASITAS 5.: fitoflagelados. Giardia. digere e joga fora. Giardia. flagelos).HOLOFÍTICAProtozoários sintetizam seu material nutricional usando raios solares como fonte de energia. líquidos. Ocorre na maior parte dos protozoários. Leishmania. Cryptosporidium. Endodiogenia . II- SubFilo Apicomplexa ou Sporozoa: 2 classes: a)Classe Sporoasida ou Coccidia-Coccídeos: III. Ex. Envolve a captura.Babesia (absorvem substâncias digeridas da célula ou do tecido do hospedeiro) Ex.

Possuem organelas de locomoção como flagelos e pseudópodes.124 Protozoários ______________________________________________________________________________________________ I -SUBFILO SARCOMASTIGOPHORA Nesse Subfilo estão compreendidos os protozoários que possuem organelas para sua locomoção como: flagelos. pseudópodes ou ambos. . CARACTERÍSTICAS: .Normalmente não intracelulares. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

Presença de quatro flagelos. .Sem simetria bilateral. mas passa o parasito para outras vacas através do coito. O macho não apresenta sintomatologia. podendo dar origem a terneiros sãos por inseminação artificial (para não contaminar os touros). dar descanso sexual para as fêmeas (três a quatro meses. Cultura do material. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva ao aborto precoce nas vacas (pouco detectado devido ao pequeno tamanho do feto) ou absorção fetal.125 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ PARTE I Flagelados ____________________________________________________________________________________ CLASSE MASTIGOPHORA – Locomoção por flagelos.Possui um núcleo deslocado. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Esse protozoário pode ainda LOCAL: Prepúcio dos machos e vagina das fêmeas. sendo três curtos e um que vai à extremidade posterior oportunistas. Permite o aparecimento de infecções CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . invadir o útero atacando as membranas fetais e causando a Trichomonose genital das vacas. O macho uma vez infectado passa a ser o agente transmissor. . sua vez adquirem resistência com o tempo. sendo inviabilizado para reprodução (o tratamento no macho não é seguro).Trofozoíta com formato piriforme. pois a mudança de pH durante o cio mata o parasito) e utilizar touro negativo e sêmen de boa procedência. FAMÍLIA TRICHOMONADIDAE GÊNERO Tritrichomonas ESPÉCIE Tritrichomonas foetus. carregando parte da membrana plasmática e formando assim a membrana ondulante. . As vacas por I-ORDEM TRICHOMONADIDA Possuem quatro a seis flagelos (sendo um recorrente) unidos a uma membrana ondulante. Pode ocorrer contaminação por fômites e inseminação artificial. HOSPEDEIROS: Bovinos. DIAGNÓSTICO: Lavagem do trato reprodutivo com soro fisiológico e observação do conteúdo em microscópio. que é uma vesícula alongada por onde o parasito se alimenta.Possui um axóstilo no centro do corpo. PROFILAXIA: Retirar o touro do plantel. . principalmente se ocorrer retenção de placenta. pois não necessita de resistência no meio ambiente.Possui um citóstoma. CICLO BIOLÓGICO: A transmissão é puramente mecânica e se dá através do coito. . por isso esse protozoário não apresenta forma cística.

cão. ginecológicos periodicamente.Apresenta forma cística alongada com quatro núcleos. . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . pois o protozoário digere restos alimentares e bactérias. gengivalis . .Possui dois axóstilos.Há baixa patogenicidade no homem. Os cistos são viáveis por até duas semanas no ambiente. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . corados pelo lugol. GÊNERO Giardia ESPÉCIE Giardia lamblia = intestinalis HOSPEDEIROS: Homem. Fazer revisão periódica dos dentes. CICLO BIOLÓGICO: A contaminação se dá através da ingestão de TRANSMISSÃO: alimentos ou água contaminados com a forma Figura 131.126 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ OBS: T. Forma trofozoíta de Giardia sp. T.Possui dois núcleos. T. LOCAL: Intestino. Possui discos suctórios (ventosas) que mantém o parasito na mucosa para que ele se alimente.Trofozoíta com formato piriforme. . . Figura 130.Aparece nas mulheres. Cistos de Giardia sp. Aparece no esôfago de pombos. FORMAS EVOLUTIVAS: Cisto e trofozoíto. bovinos. II . Aumento de 400X. Fazer exames Ingestão de cistos contidos nos alimentos e água. intestinalis . . vaginalis . Ë favorecido pela baixa de pH (quando a mulher passa da puberdade).Com simetria bilateral. caprinos.Possui vários flagelos (seis a oito).Aparece em pessoas que têm muita cárie e tártaro.ORDEM DIPLOMONADIDA FAMÍLIA HEXAMITIDAE A forma trofozoíta apresenta simetria bilateral e seis a oito flagelos.

As aves ao se alimentarem podem III. pintos e faisão. TRANSMISSÃO: A ave contamina-se por Ingestão de ovos de Heterakis gallinarum (parasita dos cecos das aves) contendo o Histomonas no seu interior. CORTE FÍGADO): IMP. -Organismos amebóides e uninucleados. No intestino ocorre a liberação dos trofozoítos que se multiplicam por fissão binária. . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: ingerir ovos embrionados desse verme (Heterakis) e quando a sua larva eclode e se _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Presença de eosinófilos (rosa). Seu único flagelo nasce de um grânulo basal próximo ao núcleo. amadurecem e. Pode aparecer em codornas. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Galinhas e perus. .127 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ cística. se encistam. HOSPEDEIRO gallinarum. Desenvolvimento da Giardia no hospedeiro.Trofozoíta arredondado com núcleo basófilo (roxo) e citoplasma negativo (branco). após. ESPÉCIE Histomonas meleagridis. algumas formas se encistam na mucosa do intestino e evoluem até cisto que é eliminado com as fezes e que resistem às condições adversas do ambiente. os cistos são eliminados para a luz do intestino por onde vão ao meio exterior com as fezes. lavar bem os alimentos e só beber água filtrada. Os trofozoítos fixam-se nas células do intestino. PROFILAXIA: Limpeza do ambiente. EM HIGIENE E SAÚDE PÚBLICA: Leva a casos de cólica e diarréia. INTERMEDIÁRIO: Heterakis LOCAL: Mucosa de ceco e no fígado de perus. Quando é feita a postura de ovos de Heterakis para o meio ambiente. O cisto no duodeno após fissão binária dá origem a dois trofozoítos. MORFOLÓGICAS DE CECO (EM OU HISTOLÓGICO . ESTÁGIOS: Trofozoíto.Flagelo não visível. esses já possuem no seu interior os trofozoítos de Histomonas. CICLO BIOLÓGICO: O verme Heterakis gallinarum ao se alimentar da mucosa do ceco das aves se infecta com o protozoário. CARACTERÍSTICAS Figura 132.ORDEM RHIZOMASTIGINA FAMÍLIA MASTIGAMOEBIDAE GÊNERO Histomonas.

É uma doença principalmente de aves jovens.128 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ fixa no intestino. cinetoplasto e blefaroplasto (local exato onde o flagelo se forma). o cinetoplasto fica na extremidade anterior. Sempre em hospedeiro vertebrado. um núcleo central. na queda produtividade do plantel e até morte das aves. alongada. longe do núcleo e este é central. membrana ondulante. . Possui um núcleo central e um cinetoplasto em forma de bastão. onde o flagelo não forma membrana ondulante. . próximo ao núcleo e flagelo livre sem membrana ondulante.Forma esferomastigota: Estrutura arredondada que aparece dentro de células que possui um núcleo central e um cinetoplasto e ainda um pequeno flagelo. . Alguns trofozoítas migram para o fígado produzindo lesões características.Forma opistomastigota: Estrutura em forma de foice que apresenta cinetoplasto posterior REPRODUÇÃO: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . logo não apresenta flagelo. PROFILAXIA: Os perus devem ser criados em terrenos que não tenham sido utilizados por galinhas. .Forma promastigota: estrutura em forma de foice que aparece em cultura de células e em hospedeiro invertebrado. Apresenta flagelo livre na extremidade anterior.Forma tripomastigota: Estrutura em forma de foice que aparece sempre em esfregaço de sangue e em hospedeiro vertebrado. IV . pois as galinhas são os principais reservatórios da doença já que disseminam o parasito sem adoecer.Forma epimastigota: Estrutura em forma de foice onde o cinetoplasto é anterior e aparece próximo ao núcleo. Figura 133. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Pode levar a inflamação do ceco seguida de alterações patológicas acarretando no fígado de . Ë uma forma (enterohepatite). Forma tripomastigota do Trypanosoma cruzi.ORDEM KINETOPLASTIDA FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE GÊNERO Trypanosoma ESTÁGIOS DE VIDA DO TRYPANOSOMA . os parasitas (Histomonas) liberam-se e penetram na mucosa do intestino onde se reproduzem por fissão binária.Forma amastigota: Estrutura arredondada que aparece dentro das células e por isso não necessita de movimento.

tripomastigotas circulação. CRUZI: O barbeiro ingere ao as formas o circulantes hospedeiro Figura 134.Núcleo central grande (se cora em roxo). baço.Presença de membrana ondulante e flagelo. evoluem para a forma flagelada e voltam ao sangue periférico para recomeçar o ciclo. cardíaca). . .Núcleo não tão grande.129 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ Assexuada por divisão binária. (tripomastigotas) picar contaminado e no tubo digestivo o protozoário se multiplica. Nestes focos secundários. vai à circulação. . é a fase de CICLO BIOLÓGICO do T. esôfago. os amastigotas. (tripomastigota metacíclica). primatas. Um é grande destruído número na de VETORES: Hemípteras (barbeiros). fígado. Para infectar.Extremidades pontiagudas.Trypanosoma cruzi ferida.transmissão contaminativa). entretanto os que escapam vão se localizar em CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1.Cinetoplasto grande e próximo a extremidade posterior (se cora em roxo). Ciclo de Trypanosoma da seção Salivaria. . com novas invasões. ao se alimentar à noite no hospedeiro ele defeca próximo a picada (Trypanosoma da secção ESPÉCIES DE TRYPANOSOMA SEÇÂO STERCORARIA – transmitido através das fezes stercoraria .Forma de C. Forma tripomastigota (circulante): .Encontrada nos tecidos (principalmente na musculatura multiplicação. . após multiplicação. cães e gatos. No tecido retículo endotelial passa a forma amastigota onde sofre divisão binária e HOSPEDEIROS: Humanos.É a fase contaminativa para o hospedeiro. O inseto é infectado ao picar o homem para se alimentar. transformando-se em tripomastigota (permanece uns cinco dias na circulação). . 2. Há calor e inchaço no local da picada e o hospedeiro ao se coçar faz com que as fezes contaminadas com tripomastigotas penetrem na I . . Forma amastigota (tecidual): . se transforma em promastigota.Possui forma arredondada. depois passa a epimastigota e no final do trato digestivo forma-se a forma infectante TRANSMISSÃO: Inoculativa ou contaminativa. coração) onde se transformam em amastigotas constituindo os focos secundários e generalizados. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . diferentes órgãos e tecidos (musculaturas do cólon.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva a doença de caráter crônico onde.Trypanosoma vivax HOSPEDEIROS: Ruminantes. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1.Transmitido via picada II . .Núcleo grande e central (se cora em roxo). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1. o animal pode ou não estar PROFILAXIA: Deve-se evitar habitações precárias (pois é comum a presença de ninhos do barbeiro) e deve-se combater o hemíptera destruindo seus ninhos. HOSPEDEIROS: Eqüinos.130 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ IMPORTÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA: Promove a hiperfunção de órgãos como inocula as formas promastigotas (Trypanosoma da secção salivaria . lesões no sistema cardíaco e digestivo. Forma tripomastigota: CICLO BIOLÓGICO: O vetor pica o hospedeiro contaminado ingerindo a forma tripomastigota e na sua probóscida se transforma em promastigota.Forma de foice. Forma tripomastigota: . SEÇÂO SALIVARIA. No local onde ocorreu a picada forma-se um edema que é chamado de chagoma ou sinal de Romanã.Cinetoplasto pequeno e fraco(se cora em roxo).transmissão inoculativa) que penetram nas células retículo endoteliais virando amastigotas e passam à circulação sangüínea na forma tripomastigota. que se multiplica por divisões binárias sucessivas e quando o inseto pica novamente outro animal Figura 135. coração e cólon ocorrendo aumento no tamanho dessas estruturas e os sintomas à longo prazo são febre. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . III .Trypanosoma equinum= evansi VETORES: Stomoxys e tabanídeos. cruzi. VETORES: Stomoxys e tabanídeos. mas sem forma de C e bem menor que o T. esôfago.Extremidade posterior mais arredondada. evansi. Pode causar morte por hemorragia ou isquemia. . Na África ele utiliza como vetor a mosca Tsé tsé que causa a doença do sono. principalmente bovinos e bubalinos. contaminado. Forma tripomastigota de T. PROFILAXIA: Combate aos vetores. ao longo dos anos.

na qual os sintomas mais comuns são: secreção excessiva na mucosa genital e edema dessas partes. . . .Membrana ondulante bem visível. Não ocorre IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva a uma doença venérea chamada durina. Em casos severos pode ocorrer aborto.Grânulos no citoplasma. Como a picada do tabanídeo é dolorosa facilita a transmissão.Núcleo bem visível. Transmissão de tripomastigotas através do coito. IV . TRANSMISSÃO: Passam de hospedeiro vertebrado para outro hospedeiro vertebrado sem auxílio de insetos vetores.Trypanosoma equiperdum HOSPEDEIROS: Eqüinos e asininos.131 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ . . pois o animal sente logo e se coça.Núcleo bem visível.ORDEM KINETOPLASTIDA FAMÍLIA TRYPANOSOMATIDAE IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Essa espécie causa o Mal das cadeiras. desenvolvimento do Trypanosoma no inseto.Membrana ondulante bem visível. a transmissão é mecânica. Figura 137.Número maior de grânulos no citoplasma. ou seja. doença no qual os sintomas são: Paralisia progressiva dos membros posteriores. febre. via sexual. Forma tripomastigota: .Cinetoplasto praticamente invisível. GÊNERO Leishmania PROFILAXIA: Combate aos vetores. . IV . . Amastigotas de Leishmania sp. anemia e emaciação. CICLO BIOLÓGICO: CICLO BIOLÓGICO: Os vetores picam o hospedeiro contaminado e se alimentam da forma tripomastigota e essa forma é diretamente inoculada em outros animais (Trypanosoma da secção salivaria transmissão inoculativa). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 1. Figura 136.Cinetoplasto bem pequeno. É um Trypanosoma da secção Stercoraria e a transmissão é venérea. Promastigotas de Leishmania sp.

CARACTERÍSTICAS CORTE BAÇO): MORFOLÓGICAS DE FÍGADO (EM OU HISTOLÓGICO 1. Este. principalmente das células localizadas no baço. (agente da leishmaniose cutânea). . Forma Promastigota: . . .Leishmania donovani HOSPEDEIROS: Homem e cães. donovani é um parasito exclusivo do CICLO BIOLÓGICO: Na picada o vetor (Lutzomyia) se infecta com a forma amastigota (que está dentro de Sistema Fagocitário Mononuclear (antigo Sist.Flagelo livre na extremidade anterior do corpo. Há duas espécies de importância: Leishmania donovani (agente da leishmaniose visceral) e Leishmania braziliensis.Encontrada no inseto vetor.Núcleo central. PATOGENIA: A L. Leishmania para o homem. ao inocular saliva no hospedeiro definitivo manda aquele “bolo” de formas promastigotas que penetram nos macrófagos e se transformam em amastigotas. 2. . Ciclo biológico de Leishmania sp. onde se multiplicam e ganham a corrente sangüínea indo ao baço ou fígado.Ausência de flagelo. abdômen distendido e mortalidade que alcança 70 a 90% nos casos não tratados. Em casos avançados pode atingir o tubo digestivo causando diarréia. que acabam sendo destruídos. I .Corpo alongado. onde as formas promastigotas se proliferam nos macrófagos e LOCALIZAÇÃO: Os protozoários se multiplicam no interior de macrófagos. Forma amastigota: Estruturas arredondadas pequenas e aglomeradas. É uma zoonose onde os cães são excelentes reservatórios de invadem macrófagos vizinhos. Ret. que ao se multiplicarem podem até obstruir o canal alimentar do inseto.132 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ Protozoário da classe Mastigophora (flagelado) que é transmitido para o vertebrado pela picada de um inseto vetor.Encontrada nos vertebrados. No citoplasma das células os parasitas multiplicam- macrófagos) e essas se transformam em _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . promastigotas. . visceral ou calazar. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Provoca uma doença chamada leishmaniose VETORES: Phlebotomum e Lutzomyia. Figura 138. Endotelial). que os destroem. fígado e medula óssea. causando a liberação dos parasitos.

aglomeradas. para a função macrofágica. podendo invadir as mucosas produzindo erosão nos tecidos cartilaginosos. e não possui muita importância em Medicina veterinária.Núcleo central. são desviadas pelo parasitismo. A picar o hospedeiro definitivo inocula um “bolo” de formas promastigotas que penetram nas células retículo endoteliais e se transformam em amastigotas. . PROFILAXIA: Eliminar cães infectados e combater os vetores. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS (EM Se prevenir contra insetos principalmente nos bosques úmidos.Leishmania braziliensis HOSPEDEIROS: Homem e cães. Também é uma zoonose e os cães são ótimos II . . principalmente no focinho dos cães e na região nasal dos homens. mais especialmente leucopenia e anemia por IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Leva a séria lesão cutânea. VETORES: Phlebotomum e Lutzomyia. PROFILAXIA: Eliminação de cães infectados e combate aos vetores. distendendo as células até sua ruptura. hemorragia devido a baixa de plaquetas. aparecendo então a lesão inicial. Quadro hematológico com pancitopenia. São as amebas. promastigotas no canal alimentar do inseto. PATOGENIA: A infecção estabelece-se pela inoculação de promastigotas através da picada de flebotomíneos. que se multiplicam e ficam na pele do hospedeiro.Ausência de flagelo. Ao Conseqüências: Aumento dos órgãos ricos em macrófagos (hepato e esplenomegalia).133 Flagelados ______________________________________________________________________________________________ se. Os parasitas ficam incubados (em média de duas semanas a dois meses) nas células histiocitárias da pele onde se multiplicam sob a forma de amastigotas. Os parasitas liberados são fagocitados por novas células reticulares e este ciclo continua CICLO BIOLÓGICO: Na picada o vetor se infecta com a forma amastigota e essas se transformam em indefinidamente. reservatórios da doença para o homem. É a chamada leishmaniose cutânea ou úlcera de Bauru. medula óssea sofre atrofia uma vez que as células reticulares aí situadas. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Forma amastigota: Estruturas arredondadas pequenas e b) CLASSE Sarcodina – Locomoção por pseudópodes. CORTE HISTOLÓGICO DE PELE): 1.

SUBORDEM EIMERINA FAMÍLIA EIMERIIDAE 4. translúcida.Só os microgametas apresentam flagelos 3. Microgametócito . merozoítas (estruturas em forma de foice) no CARACTERÍSTICAS: .Os gêneros são diferenciados pelo número de esporocistos nos oocistos e o número de esporozoítas nos esporocistos. .134 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ PARTE II Coccídeos ____________________________________________________________________________________ SUBFILO APICOMPLEXA ou SPOROZOA 1. . FASES DE REPRODUÇÃO: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . 2. esverdeada. Merozoítas de 1ª geração .Coccídeo com ciclo evolutivo direto.Merogonia e gametogonia nas células do hospedeiro.Estrutura com formato irregular (meio oval) com milhares de grânulos pequenos espalhados no citoplasma que são os microgametas. arredondadas grandes.Microgametas com dois ou três flagelos. .Complexo apical (só é visto em microscopia eletrônica) na extremidade anterior que permite que o protozoário penetre dentro da célula a ser parasitada. Esquizonte ou meronte que Estruturas apresentam que apresenta uma membrana forte.Estrutura disforme a) CLASSE SPOROAZIDA OU COCCIDIA ORDEM EUCOCCIDIORINA I . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: 7.Estrutura ovóide.Esporogonia (meiose) geralmente fora do corpo do hospedeiro.Oocistos contendo esporocistos que possuem no seu interior esporozoítas.Parasitas intracelulares . No caso de Eimeria são quatro esporocistos com dois esporozoítas no seu interior e no caso de Isospora são dois esporocistos com quatro esporozoítas no seu interior.são pequenos (microzoítas) em Eimeria e grandes (macrozoítas) em Isospora. 5. seu interior. Macrogametócito . . 6. com parede dupla e contendo esporocistos e esporozoítas. .Estrutura arredondada repleta de grânulos grandes e periféricos e um CARACTERÍSTICAS: .são pequenos tanto em Eimeria quanto em Isospora. núcleo central que é o macrogameta. Oocisto imaturo ou zigoto . . GÊNEROS Eimeria e Isospora. Oocisto esporulado . Merozoítas de 2ª geração .

Esporogonia (esporos = oocisto): ocorre no meio ambiente. PROFILAXIA DAS COCCIDIOSES: 1. com as espécies E. microgametócitos formados mais macrogametócitos terceiro. sendo que tudo no intestino delgado. Coccidiose em coelhos: Deve ser feita a limpeza diária das gaiolas. E.135 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ 1. O esporozoíta vai ao fígado pela via porta e no endotélio do ducto biliar forma I . tenella (que ocorre em aves de corte). dão origem a um segundo meronte bem pequeno. coelheiras ou cercados e a manutenção dos comedouros e IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Nos ruminantes esses protozoários causam bebedouros limpos. zuerni em bovinos e E. E. Coccidiose aviária: Deve ser feito bom II. doenças típicas de filhotes com diarréia. temos Isospora suis.CICLO EVOLUTIVO PROPAGATIVO: É o que ocorre em aves. interfere na absorção intestinal. 100%. christenseni em caprinos. causa diarréia. é esse quem forma os macro e microgametócitos para chegar a oocisto.CICLO EVOLUTIVO PROLIFERATIVO: É o que ocorre em ruminantes. com espécies como E. gametas e oocisto. No caso de ruminantes. depois da fase trofozoíta é formado o primeiro meronte no intestino delgado e quando os merozoítas vão ao intestino grosso. stieda se encontra no TIPOS DE CICLO EVOLUTIVOS fígado. OBS 1: Em coelhos. pois 2. manejo e o emprego de coccidiostáticos na ração e na água. Isospora suis é limitante no caso de leitões. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . comedouros e bebedouros trocados diariamente e mantidos no alto (evita que os animais defequem neles) e camas secas. macro e microgametócitos. Nos suínos ocorre o mesmo. arloingi e E. acervulina e E. a mortalidade pode chegar a 3. 2. e depois vai à bile e sai nas fezes. O galpão deve ser bem ventilado para diminuir a umidade local e manter a cama sempre seca. macro e microgametócitos levando a 2ª geração.esquizogonia ou merogonia: ocorre no interior do hospedeiro. 3. Nesse ciclo. diminuição no desenvolvimento. macrogametócitos. Assexuada . Em aves. São que merontes I e II. Sexuada ou gametogonia: ocorre no interior do hospedeiro. microgametócitos porque esse último produz milhões de microgametas diferenciação que formará os merontes e depois. são formados três tipos de merozoítas: um outro e um que que formará formará os os sem OBS 2: Cada geração é mais patogênica que a outra porque produz mais oocistos. Em suínos. nos suínos. As criações devem ter pisos de tela de arame. bovis e E. e os animais não atingem os 90 kg ideais para abate. necatrix (ambas ocorrem em poedeiras). Coccidiose bovina: Deve ser feito um bom manejo.

No meio ambiente ocorre a esporulação dos oocistos. Os oocistos esporulados são infectantes e podem permanecer viáveis por dois a três meses. temperatura de 25 a 30 graus e umidade de 70 a 80%. Oocisto não esporulado de Eimeria sp. O hospedeiro se contamina ao ingerir esse oocisto. eficácia do coccidiostático. do GÊNERO Eimeria CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Eimeriidae cujos oocistos esporulados possuem quatro esporocistos e cada oocisto recém saído nas fezes e que não está esporulado. da idade da ave (quanto mais jovem mais susceptível). presença e severidade de outras doenças. estado nutricional das aves e nível de medicação na ração. Na moela ou estômago Figura 139. Esses esporozoítos penetram nas células da mucosa intestinal. Oocisto esporulado de Eimeria sp. para isso precisa de O2. peixes. o oocisto é destruído. CICLO: Os oocistos eliminados com as fezes do hospedeiro são imaturos (não esporulados). O tempo de esporulação nessas condições é de dois a três dias. número de oocistos ingeridos. aves. HOSPEDEIROS: Mamíferos. liberando os esporocistos. PATOGENIA Figura 141. répteis. Ciclo biológico de Eimeria _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .136 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ A patogenia depende da espécie de Eimeria. anfíbios. arredondam-se e originam os trofozoítos que passam a esquizontes iniciando assim a reprodução assexuada denominada de Figura 140. possui um núcleo. Depois pela ação da tripsina e da bile ocorre a liberação dos esporozoítos no intestino delgado.

HOSPEDEIROS INTERMEDIÁRIOS: No ciclo de Cystoisospora pode ocorrer o ciclo com ingestão de roedores parasitados. Alguns merozoítos da segunda geração penetram em novas células e dão início a terceira geração de esquizontes. Cada esquizonte (ou meronte) tem em seu interior um número variável de merozoítas (depende da espécie). perda de peso e predispõem a infecção bacteriana secundária. outros penetram em novas células e dão início a fase sexuada do ciclo. redução do peristaltismo intestinal. pois não estão Figura 142.137 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ esquizogonia ou merogonia. No ambiente em um a cinco dias esporulam e tornam-se infectantes. diminuição da HOSPEDEIROS: Aves e carnívoros. Esses merozoítas rompem a célula hospedeira atingem a luz do intestino e invadem novas células epiteliais. Os microgametas rompem a célula e vão até o macrogameta para a fertilização. esporulados. dando origem ao oocisto. conhecida como gametogonia. merozoítos transforma gametócitos femininos ou macrogametócitos que vão formar os macrogametas. acarreta uma baixa conversão alimentar. Outros se transformam em microgametas ou gametócitos masculinos que vão dar origem aos microgametócitos. arredondando-se e formando uma nova geração de esquizontes. Os oocistos rompem a célula e passam à luz intestinal saindo para o exterior com as fezes na forma não infectante. resistência orgânica. se A maioria em desses O gênero Isospora pertence à família Eimeriidae e o gênero Cystoisopora pertence à família Sarcocystidae. Dessa fertilização resulta o zigoto que desenvolve uma parede dupla em torno de si. Quando encontrado em aves o gênero é Isospora e quando encontrado em carnívoros é chamado de Cystoisospora. GÊNERO Isospora e Cystoisospora _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Acima oocisto não esporulado. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: Essa parasitose destrói as células do intestino causando diarréia sanguinolenta. abaixo oocisto esporulado de Isospora sp. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS • Oocistos possuem dois esporocistos contendo quatro esporozoítos cada quando esporulados.

suíno. porém é autolimitante. microgametócitos.138 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ Na esporogonia. Oocisto de Cryptosporidium sp. caprino. passando a serem chamados de trofozoítas. Produz diarréia em filhotes e diminuição no desenvolvimento. Figura 143. Ciclo biológico de Cystoisospora sp. FAMÍLIA CRYPTOSPORIDIIDAE PATOGENIA: Pouco patogênica. liberando os merozoítas que seguem dois caminhos: . . GÊNERO Cryptosporidium citoplasmas para formar os esquizontes (ou merontes) que contém os merozoítas. onde os merozoítas dão origem a macro e CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Penetram novamente nas células intestinais fazendo outra fase de reprodução assexuada que formará uma 2ª geração. oxigenação e umidade. A célula não suporta a pressão e se rompe. ESPÉCIES: Cystoisospora canis – Cão. No tubo digestivo do animal os esporozoítos saem do oocisto e penetram na célula epitelial do intestino onde se arredondam. o oocisto sofre divisão. contendo quatro esporozoítos em cada um. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 144. Cystoisospora ohioensis – Cão. formando dois esporocistos. sob condições ideais de temperatura alta. rato. eqüino. macaco.Continuam para a fase sexuada. Cystoisospora rivolta – Felinos. bovino. Esse sai nas fezes para fazer a esporogonia. Os microgametas que estão nos microgametócitos saem da célula parasitada e fecundam os macrogametas (e com isso perdem seus flagelos – ex-flagelação) formando o gameta ou oocisto imaturo. 400X . capim e água contaminados com o oocisto esporulado. felino.Oocisto medem em torno de 5 µm e contém quatro esporozoítas e sem apresentar esporocistos. CICLO BIOLÓGICO: A contaminação se dá através de alimentos como ração. Sucessivas mitoses vão formando vários núcleos e HOSPEDEIROS: Homem. ovino. Começa a reprodução assexuada. canino. Cystoisospora felis – Felinos.

Ciclo biológico de Cryptosporidium sp.139 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ CICLO: Característico de Coccídeo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Água limpa em bebedouro adequado. No trato digestivo há liberação de esporozoítos que pela via sangüínea vai ao fígado. . . Não aparece em corte histológico.Higiene dos estábulos. . Figura 145. FAMÍLIA SARCOCYSTIDAE Ciclos evolutivos semelhantes à família Eimeriidae. hospedeiro promovendo auto-infecção. Ocorre esquizogonia na superfície das células intestinais com duas gerações de esquizontes e outra de multiplicação sexuada (gametogonia) com formação de macro e microgametócitos. GÊNERO Toxoplasma ESPÉCIE Toxoplasma gondii HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Felídeos. Alguns oocistos rompem-se dentro do . com altura que impeça os animais nele defecarem. principalmente o gato. . A esquizogonia e a gametogonia ocorrem em microvilosidades intestinais.Ocorre predação. É monoxeno.Educação sanitária.estrutura arredondada com parede bem definida onde se encontram os bradizoítas.A esporogonia pode ocorrer dentro ou fora do hospedeiro. sem parede definida onde se encontram os taquizoítas.Zoíta . remoção e incineração das camas. . CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro intermediário ingere o oocisto ao pastorear ou ao ingerir alimentos mal lavados.estrutura alongada. CARACTERÍSTICAS CORTE MORFOLÓGICAS DE FÍGADO (EM OU HISTOLÓGICO CÉREBRO): . Esporulação dentro do hospedeiro.A reprodução assexuada ocorre no hospedeiro intermediário e a sexuada no definitivo.Cisto .Tratamento dos animais parasitados. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Diversos mamíferos e répteis. cérebro e .Pseudocisto .estrutura em forma de foice com um núcleo.Comedouros no alto para que não sejam infectados pela cama. . PROFILAXIA: . Os microgametas fecundam os macrogametas originando oocistos com quatro esporozoítos de parede espessa que são eliminados já infectantes. . onde o hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir restos do hospedeiro Intermediário.

remoção adequada de fezes. PROFILAXIA: Deve ser feita a limpeza diária de gatis. hidrocefalia fetal. e podem ser encontrados em diferentes células do corpo.140 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ No hospedeiro intermediário pode ocorrer má formação fetal. não dar carne crua aos gatos. podem ocorrer distúrbios pulmonares. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Bovinos. . assexuada (esquizogonia). caninos. O hospedeiro intermediário pode contaminar-se através da ingestão de carne mal cozida contendo cistos do parasito.Os taquizoítos possuem forma de lua e medem em torno de 6 X 2 µm de comprimento. cobrir as rações.Os taquizoítos e cistos são as formas encontradas intracelularmente no hospedeiro intermediário intermediário. bovinos e eqüinos. precauções higiênicas como lavar as mãos antes das refeições e uso de Figura 146. Ciclo de Toxoplasma gondii outros órgãos passando a se chamar trofozoítos. Esta fase é tão rápida que os trofozoítas são chamados de taquizoítas e é a fase aguda da doença. podem medir até 107 µm de diâmetro e são encontrados nas IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: células do sistema nervoso. caprinos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS . que formam uma parede cística como proteção aos anticorpos. Nestes ocorre a reprodução luvas na jardinagem.Os cistos possuem forma oval. O hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir restos de animais contaminados com os esquizontes (cistos). morte cerebral. . Ocorre a esporulação formando um conjunto de dois esporocistos contendo quatro esporozoítas e esses esporozoítas são as formas infectantes para o hospedeiro HOSPEDEIROS DEFINITIVOS: Cão. O organismo do animal reage e cria anticorpos e os taquizoítas então diminuem sua velocidade de reprodução passando a se chamar OBS: Hammondia e Frenkelia também são parasitas de cães e gatos e têm importância no diagnóstico diferencial de oocistos. aborto em ovinos. fortes dores musculares.Oocistos medem entre 10 à 12 µm. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . eqüinos e cervídeos. na mucosa intestinal ocorre a gametogonia e o oocisto formado vai ao meio ambiente com as fezes. . ovinos. OBS: Pode haver transmissão pré-natal. GÊNERO Neospora ESPÉCIES: Neospora caninum bradizoítas. cegueira e queda na produção.

que utiliza o feto inteiro. portanto. apesar de estarem em estado latente. reproduzse no intestino do cão e. seus oocistos (medindo 10-12 µm de diâmetro) são levados ao ambiente pelas fezes. Para confirmar se o aborto foi causado por N. cistos chamados de bradizoítos. natimortos. esquizogonia). A esporulação ocorre nas fezes. não significando que os mesmos estejam doentes. o parasito deve ser encontrado nos tecidos fetais. o nível de anticorpos cai drasticamente). PCR. sob reprodução sexuada. como imunofluorescência indireta (IFA) e o teste imunoenzimático (Elisa) que indicam exposição dos animais a Neospora.Abortamento no hospedeiro intermediário em qualquer época da gestação. imunoenzimático (ELISA). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . imunofluorescência indireta (IFI). contaminados.141 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ - Dentro dos cistos estão presentes os - Mumificação fetal. Nascimento de bezerros com sinais CICLO BIOLÓGICO: O parasito. Estes.Reabsorção fetal. é o mais eficiente e preferencial método para confirmar o intermediário. dentro de três dias. fetos autolisados. bezerros deformados . caninum. . ou pelo menos o cérebro e a medula. Após a ingestão dos oocistos esporulados. posteriormente. SINAIS CLÍNICOS: . Se uma vaca é positiva não significa que um aborto foi induzido por Neospora com base nos dados do exame sorológico. DIAGNÓSTICO: Os meios utilizados são histológicos ou imunohistológicos. bradizoítos medindo em torno de 7 x 1. não sendo. é possível realizar testes sorológicos. com quatro esporozoitos cada um. fetos podem morrer no útero. O teste de imunohistoquímica dos tecidos fetais. pelo hospedeiro intermediário. O isolamento e cultura do agente também confirmam a presença de Neospora no processo patológico.as amostras devem ser colhidas até 90 dias após o abortamento (depois deste prazo. MATERIAL UTILIZADO PARA EXAME: Soro bovino . ataxia motora (incoordenação motora) exoftalmia ou olhos de aparência simétrica. No cão esses bradizoítos penetram nas células intestinais onde fazem a reprodução sexuada eliminando oocistos não esporulados para o meio ambiente. . Os oocistos esporulados contêm dois esporocistos. quando ingeridos pelo cão são infecciosos. paralisias. Feto abortado . parasito forma principalmente no cérebro.deve ser encaminhado resfriado. Os oocistos são resistentes no ambiente e permanecem viáveis por longo período até serem consumidos por pelo meio de hospedeiro alimentos neurológicos: encefalomielite.A maioria dos bezerros com neosporose morrem nas quatro primeiras semanas de vida.Nascimento vivo seguido de morte. e uma os esporozoítos os tecidos sistêmica O desencistam-se desenvolvendo (reprodução invadem infecção assexuada. infecciosos em fezes frescas. diagnóstico. Atualmente.5 µm de comprimento.

Nesses locais ocorrem várias gerações de esquizontes. -Castrar cães que não são necessários à procriação. Figura 147. IMPORTÂNCIA MÉDICA VETERINÁRIA: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CICLO: ZOONOSE: Não há evidência do leite ou carne de animais infectados. O ciclo se completa quando o carrapato ingere sangue contaminado com os gametócitos. transmitirem Neospora ao homem. linfonodos.142 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ TRATAMENTO: O tratamento para neosporose é feito com sulfas e vacinas. OBS: O cão se infecta ao ingerir o carrapato.Isogametas que são estruturas alongadas no interior dos neutrófilos. músculos. para prevenir o consumo pelos cães. Ciclo biológico do Hepatozoon sp. LOCAL: Interior de leucócitos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . O cão infecta-se ao ingerir o carrapato que contém esporocistos na sua cavidade corporal. pulmões. SUBCLASSE GREGARINASINA FAMÍLIA HEPATOZOIIDAE GÊNERO Hepatozoon ESPÉCIE Hepatozoon canis HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Carrapato Rhipicephalus sanguineus. após os merozoítos penetram nos leucócitos circulantes e passam a gametócitos. Ocorre destruição dos esporocistos e liberação dos esporozoítas que penetram na parede intestinal e através da corrente sanguínea passam ao baço. 3) Todo feto abortado e restos placentários deverão obrigatoriamente ser enterrados. CONTROLE: 1) Evitar que os cães contaminados defequem nos depósitos de alimentos e bebedouros. fígado e medula onde fazem a esquizogonia. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Cães. -Orientar seus vizinhos que mantenham seus cães nas suas propriedades -Comunicar as autoridades locais (vigilância sanitária) sobre a presença de cães sem dono. Os gametócitos livres se unem em pares e formam os zigotos que ficam no interior do carrapato (hemocele) e passam a oocisto contendo 30 a 50 esporocistos com 16 esporozoítos em cada. -Use as vantagens de depósitos fechados cubra os silos com lonas plásticas após sua abertura. 2) Educar a população a castrar os cães nas fazendas e vizinhanças.

encontrada geralmente com outras parasitoses como Babesia e Ehrlichia.143 Coccídeos ______________________________________________________________________________________________ É uma parasitose assintomática. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

B. -Pequena Babesia. B. Babesia bigemina no interior da hemácia. 2.Equinos -Pequena Babesia. Babesia bovis (transmissão por larvas do carrapato) – Bovinos. provocando trombos nos vasos.144 Babesias ______________________________________________________________________________________________ PARTE III Babesias ____________________________________________________________________________________ CLASSE PIROPLASMASIDA ORDEM PIROPLASMORIDA FAMÍLIA BABESIDAE GÊNERO Babesia CARACTERÍSTICAS HOSPEDEIROS: 1. Babesia gibsoni. equi ou Nutallia equi ou mais recentemente Theileria equi . Babesia canis no interior da hemácia. -Parasitemia muito baixa. Babesia canis . -Aparece de um a dois trofozoítas dentro de cada hemácia. 3.Cães -Grande Babesia. -Aparece um a dois trofozoítas dentro de cada hemácia Figura 148 . Figura 150. bigemina (transmissão por ninfas e adultos do carrapato). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . MORFOLÓGICAS E 4. hemácia. -Aparece um a dois trofozoítas dentro da Figura149. 5. Babesia bovis no interior da hemácia -Pode aparecer nos capilares do cérebro. -Grande Babesia.Cães -Pequena Babesia.Bovinos. -Parasitemia muito alta.

Transovariana Ocorre nas babesioses transmitidas por carrapatos monoxenos.145 Babesias ______________________________________________________________________________________________ -Aparecem um. são em forma de cruz de malta. podendo chegar ou aos as ovários (transmissão salivares forma de transovariana) (transmissão glândulas na transestadial) trofozoítas. O baço filtra hemácias Figura 152 . através da hemolinfa. a larva infectada passa para ninfa com as formas infectantes e essa então transmite o parasita a outro animal. -Aparece um a dois trofozoítas dentro da hemácia. Por só CICLO BIOLÓGICO: O carrapato ao se alimentar do sangue do hospedeiro definitivo ingere os merozoítos que se diferenciam e fazem a reprodução sexuada ou gametogonia que vai dar origem a um zigoto chamado oocineto. observam-se lesões em outros órgãos irrigados pelo sangue contaminado. três ou quatro trofozoítas. dois. tubo digestivo do carrapato e nelas se multiplica por divisão binária ou múltipla até as células se romperem e liberarem os vermículos (organismos claviformes. B. sendo que quando aparecem quatro. -Animal permanece portador por toda a sua vida. Esses vermículos migram para os tecidos da fêmea do carrapato.Equinos -Grande Babesia. A célula se rompe e os merozoítas são liberados penetrando em novas hemácias. As larvas ou ninfas originadas animais. Por a muda ocorrer no solo. Babesia caballi no interior da hemácia. como Rhipicephalus sanguineus. caballi . TIPOS DE TRANSMISSÃO: Figura 151. móveis e alongados). O carrapato ao sugar o hospedeiro inocula as formas trofozoítas que penetram nas hemácias do animal e se dividem assexuadamente por divisão binária formando merozoítas. 6. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Além da destruição das hemácias gerando anemia. Ciclo de Babesia sp. desses irão contaminar outros Transestadial - ocorre nas babesioses transmitidas por carrapatos heteroxenos. Este penetra nas células do terem um hospedeiro na vida. a transmissão é da fêmea para seus ovos. como Boophilus microplus e Anocentor nitens. parasitadas (e incha causando esplenomegalia) e acaba por não identificá-las _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

Ainda. provocando uma estase circulatória. PROFILAXIA: Deve ser feito o controle dos vetores. a Babesia ativa a calicreína e leva ao aumento de permeabilidade dos vasos e vasodilatação. Em regiões endêmicas os animais já têm imunidade adquirida através do colostro que deve ser reforçada gradativamente com o desenvolvimento do animal. hiper excitabilidade e incoordenação. No quadro de babesiose cerebral bovina ocorre destruição dos capilares cerebrais e se observa aumento da coagulação intravascular. No rim as hemácias se rompem e no fígado ocorre hemoglobinúria por não ocorrer metabolização da hemoglobina. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .146 Babesias ______________________________________________________________________________________________ mais fagocitando também as hemácias sadias e com isso intensifica a anemia (anemia auto imune).

em cadeias ou isolados. possuem um sistema transportador de ATP que utiliza ATP do hospedeiro. quimicamente similar a dos Gram negativos e possuem invaginações intracitoplasmáticas. Neorickettsia) Anaplasma. causadora de tifo. Winters. A divisão em tribos. a São estruturalmente gram-negativas. não apresentam flagelos. O gênero Cowdria foi abolido e sua única espécie a Cowdria ruminantum foi reclassificada como pertencente ao gênero Ehrlichia. mas aquelas causadoras da febre maculosa retirada e os gêneros pertencentes a ela (Aegyptianella. Apesar de DEFINIÇÃO: As rickettsias são consideradas pertencentes a um grupo separado de bactérias por serem capazes de metabolismo próprio para seu desenvolvimento. foram inclusas Ehrlichia na e Família multiplicam-se no núcleo e saem para o citoplasma. A parede celular é Ehrlichiaceae. foi abandonada. uma parede celular rígida e uma externa com composição química típica de membrana e com aspecto trilaminar. Kuo e Searles. A família Anaplasmataceae foi novamente bactérias pequenas. O envelope típico consiste de 3 camadas. portanto. Os gêneros Eperythrozoon e Haemobartonella passam a família Mycoplasmataceae. e foi publicado em 2002. A maioria das espécies é encontrada somente no citoplasma das células hospedeiras. CLASSIFICAÇÃO: A mais recente se encontra na 10ª Edição do Bergey´s Manual of Sistematic Bacteriology. Uma membrana citoplasmática mais interna. classe das Alphaproteobacterias. 0. com diâmetro. Com exceção da Rickettsia prowazekii. A energia do parasito. Nesta classificação a Ordem das Rickettsiales está inclusa no Filo das Proteobacterias.147 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO IV Rickettsias ____________________________________________________________________________________ ORDEM RICKETTSIALES A multiplicação ocorre por divisão binária somente dentro da célula hospedeira. Podem estar agrupados em pares. As rickettsias são bactérias com parasitismo intracelular semelhantes extremamente aproximadamente obrigatório. que era comumente utilizada. O citoplasma possui ribossomos. é proveniente em grande parte de ATP do hospedeiro. apresentarem aspectos comuns entre elas e por serem disseminadas por artrópodos que servem de vetores. escrito por Garrity.25 mm de formando cocobacilos normalmente corados com Giemsa e fracamente corados por Gram. FAMÍLIA Ehrlichiaceae GÊNERO Ehrlichia _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

anorexia. mononuclear linfonodos). visto que CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: São bactérias intracelulares obrigatórias dos leucócitos (monócitos e polimorfonucleares) ou trombócitos. Em contra partida. hemorragia sub-retinal. O ciclo da Ehrlichia é constituído de três fases principais: (1) penetração dos corpos hifema. a transmissão transovariana provavelmente não ocorre. descolamento de retina e cegueira . Geralmente nesta fase o animal tem os mesmos elementares nos monócitos. e (3) HOSPEDEIROS: Cães e gatos (muito raro) formação das mórulas. perda de peso e astenia. LOCALIZAÇÃO: Organismos encontrados nos leucócitos. a E. vômitos. (2) multiplicação do agente. depressão. fagocítico (fígado. a transmissão transestadial. Na fase sub-clínica é geralmente assintomática. a infecção poderá ocorrer em qualquer estado do ciclo. ou ainda edema de membros. Após um proprietário. Essa fase pode passar desapercebida pelo inoculação de sangue proveniente de um cão contaminado para um cão sadio. Menos freqüentemente especificamente. importante de hemoparasitas no sangue. canis se multiplica nos hemócitos e nas células da glândula salivar. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A Ehrlichiose apresenta sinais inespecíficos CICLO BIOLÓGICO: O vetor de maior importância na transmissão da enfermidade é o carrapato. mais sendo que há 3 fases da doença que pode ser fatal se não tratada. propiciando. anorexia. Na fase aguda que ocorre após um período de incubação que varia entre 8 e 20 dias e perdura por 2 a 4 semanas o animal apresenta hipertermia (39. pelo intermédio do carrapato. edema de membros. A fase crônica da erliquiose assume as características de uma doença auto imune. No carrapato. sinais pulmonares e insuficiência hepato-renal. portanto. perda de apetite e palidez de mucosas Ocasionalmente.148 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ a 5 dias.5 oC). hemorragias. petéquias hemorrágicas. o agente se multiplica nos órgãos do sistema baço e complicações como depressão. onde permanecem em crescimento por aproximadamente 2 dias.5 . quando existe uma quantidade Rhipicephalus sanguineus.41. o Rhipicephalus sanguineus . O carrapato poderá permanecer infectante por um período de aproximadamente um ano. O cão é infectante apenas na fase aguda da doença. secreção nasal. hematúria. observa-se uveíte. A infecção do cão sadio se dá no momento do repasto do carrapato infectado. epistaxis. sendo estas constituídas por um conjunto de corpos elementares envoltos HOSPEDEIRO INVERTEBRADO: Carrapato por uma membrana. podendo ser encontradas algumas período de incubação de 8 a 20 dias. por um período de 3 _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . A transmissão entre animais se faz pela observam-se outros sinais inespecíficos como febre. com a formação do corpo inicial.

deverá ser tratado antes de ingressar na criação. Para tanto. Todo animal que entre em uma propriedade ou canil. A técnica de PCR (polymerase chain reaction). permite um diagnóstico rápido e com sensibilidade semelhante a outras técnicas. mas em áreas sabidamente endêmicas. recomenda-se tratar o animal com doxiciclina por um período de 1 mês. Devido a inexistência de vacina contra esta enfermidade. porém atenuados. imunofluorescência indireta. Nas áreas endêmicas. que se baseia na detecção de anticorpos IgG contra Erlichia canis no soro.149 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ sinais da fase aguda apático. É também útil no observação de E. Um outro teste bastante simples e disponível. -A. A trombocitopenia presente no quadro clínico não permite que se confirme o diagnóstico da doença. DIAGNÓSTICO: O diagnóstico laboratorial consiste na monitoramento níveis anticorpos. ou em decalques dos órgãos alvo. A confirmação do diagnóstico pode ser reforçada se for encontrado PROFILAXIA: A prevenção da doença tem um caráter de suma importância nos canis e no locais de grande concentração de animais. que constitui um método sensível e muito específico. GÊNERO Anaplasma ESPÉCIES: Figura 153. permitindo o diagnóstico preciso da erliquiose. o Ehrlichia. centrale _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . a erliquiose dever ser considerada como a primeira suspeita. canis em esfregaço sanguíneo. é o teste de Immunocomb. principalmente nas fases sub-clínica e crônica. Pode-se ainda realizar o diagnóstico por monitoramento dos níveis de anticorpos pós tratamento. Este teste dos é muito de útil no encontrando-se susceptibilidade secundárias. produtos acaricidas ambientais e de uso tópico são eficazes desde que seja realizado o manejo correto. e com que o torna uma peça útil para a elaboração do diagnóstico. Caso seja positivo para hipoalbuminemia e hiperglobulinemia associado a trombocitopenia. onde é muito difícil o encontro da E. o fluxo de cães deve ser mínimo e quando ocorrer. canis em esfregaços de sangue do cão infectado. Corpúsculo de Ehrlichia em neutrófilo segmentado. caquético a aumentada em infecções do conseqüência comprometimento imunológico. deve ser mantido em quarentena e tratado para carrapatos. a prevenção é realizada através do controle do vetor da doença: o carrapato.

HOSPEDEIRO INVERTEBRADO: Carrapato Não há hemoglobinúria. ou através de utilização entre os animais seringas de e/ou material material portadores. A doença HOSPEDEIROS: Bovinos aparece clinicamente após o dia 40 após o contato com o carrapato contaminado. Boophilus sanguineus. -Evitar que os animais adquiram carrapatos antes da premunição. No sangue. contaminado cirúrgico. Testes de fixação de complemento. por meio de seringas hipodérmicas ou instrumentos cirúrgicos contaminados.Os eritrócitos parasitados são ingeridos pelo carrapato e transmitidos para outros bovinos.escura no interior dos eritrócitos em esfregaço sanguíneo corado com Giemsa. -Combater o superparasitismo pelo emprego de banhos carrapaticidas. aglutinação e imunofluorescência indireta. Figura 154. LOCALIZAÇÃO: Organismos encontrados nos eritrócitos. de IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Produz uma reação febril aguda.150 Rickettsias ______________________________________________________________________________________________ -A. -Esterilizar os fômites. Corpúsculos Anaplasma nas hemácias. formando um corpúsculo de inclusão. marginale até 70% dos eritrócitos sanguíneos em uma semana após o período de incubação. forma um vacúolo e divide-se por divisão binária. Saem das hemácias e penetram em outras promovendo uma intensa anemia. -Premunição dos animais suscetíveis com sangue de animais portadores. acompanhada por grave anemia hemolítica que pode destruir _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . o organismo penetra no eritrócito. pois as hemácias são destruídas no baço e fígado e não na corrente sanguínea. PROFILAXIA: -Tratamento dos animais para que não fiquem CICLO BIOLÓGICO: A transmissão é feita por carrapatos ou mecânica. como PERÍODO DE INCUBAÇÃO: Quatro semanas DIAGNÓSTICO: Presença de organismos pequenos e redondos de cor vermelha .

mas sim parênquima. com parede do corpo chamada de cutícula.NEMATHELMINTOS: vermes redondos. **Monogenea: Helmintos ectoparasitas de peixes. . ou seja. . com subclasses Digenea e Monogenea**.São divididos em: -Classe Trematoda.Vermes achatados dorso-ventralmente. FILO PLATHELMINTOS (Platy = achatados) . mais especificamente de brânquias.Metazoários .ACANTOCEPHALA: Cabeça em forma de espinho. . -Classe Cestoda. .151 ______________________________________________________________________________________________ CAPÍTULO V Helmintos ____________________________________________________________________________________ HELMINTOLOGIA .Não possui cavidade corpórea. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . são monoxenos.Simetria bilateral. que dificultam a respiração.Tubo digestivo incompleto. Fazem ciclo direto.Hermafroditas.Não possuem esqueleto. . com parede do corpo chamada de tegumento. .PLATHELMINTOS: vermes achatados. .

Não são segmentados. que podem estar no segundo hospedeiro prostáticas. Quando de 2ª geração não há fase de rédia. Quando de 1ª geração forma-se a rédia (também no hospedeiro intermediário) a qual vai originar várias cercárias. Possui músculos sobre a lâmina basal que mantém a forma do parasito. poro genital e alças uterinas. . que geralmente é um molusco .Sistema reprodutor feminino com ovário. vesícula excretora e células excretoras (células flama). O primeiro HI é intermediário ou não).Revestimento externo (tegumento) resistente.Sistema excretor com tubos pronefridiais. . .Sistema reprodutor masculino com testículos. abrem o opérculo do ovo por onde sai o miracídio e passa para o meio aquático. produzem condições excretados pela boca).Presença de glândulas vitelínicas (produzem vitelo. canais eferentes. glândulas associadas substâncias ambientais. O esporocisto divide –se inúmeras vezes no hepatopâncreas do molusco originando milhares de formas infectantes. canal deferente e bolsa do cirro com vesícula seminal. . glândulas de mehlis. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . oótipo. que possuem cauda saem do molusco e se fixam na vegetação passando a serem chamadas de metacercárias . canal de laurer. (possuem uma proteção cística e são as formas infectantes) cercária sem a cauda. um peixe ou crustáceo. reservatório vitelínico.Ceco termina em fundo de saco.Possui ventosas oral. necessário para sua sobrevivência. ventral (ou acetábulo) e genital (ou gonotil) para fixação no hospedeiro e movimentação sobre o mesmo. que saem pelas partes moles e infectam o ambiente. perde os cílios e passa a ser chamado de esporocisto (o miracídio já apresenta cone cefálico e vive no BIOLOGIA: . Tubo digestivo sem ânus (metabólitos CICLO EVOLUTIVO GERAL DOS TREMATÓDEOS: Os ovos que saem nas fezes (em alguns casos podem sair via ciliados oral) geram indivíduos miracídios.aquático ou terrestre onde penetra nas partes moles. Ele nada até atingir o hospedeiro intermediário. o órgão peniano que é chamado de cirro e um poro genital.Formato semelhante a uma folha.Heteroxenos podendo apresentar até três hospedeiros intermediários. . matéria necessária para formação do ovo). . reservatório seminal. chamados que à possuem que.152 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ PARTE I Trematóides ____________________________________________________________________________________ CLASSE TREMATODA (trematoda = furos) sempre um molusco e o segundo. glândulas máximo 24 horas). (embriões) Estes. . . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . com cílios para filtração. * O esporocisto pode ter uma ou duas gerações.

-Tratar os animais CLASSE TREMATODA SUBCLASSE DIGENEA . CARACTERÍSTICAS: Adultos grandes e achatados dorso- ORDEM GASTEROSTOMATA .FAMÍLIA FASCIOLIDAE parasitar eqüídeos. .Lymnaea viatrix (região Sul) e Lymnaea columela (região Sudeste). que é uma projeção anterior do corpo onde fica a abertura da ventosa oral.Aparelho genital masculino e feminino no mesmo indivíduo. bubalinos e ESPÉCIE Fasciola hepatica humanos). .Bolsa do cirro bem desenvolvida. GÊNERO Fasciola CARACTERÍSTICAS: . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Necessitam de dois hospedeiros.153 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ CONTROLE: -Combater os moluscos. SUBORDEM DISTOMATA SUPERFAMÍLIA FASCILOIDEA . .Cone cefálico. ventralmente. Ovo de Fasciola hepatica. Figura 156.Boca que se abre dentro de uma ventosa oral (anterior). Adultos de Fasciola hepatica.Acetábulo bem desenvolvido (ventosa ventral).Presença ou ausência de bolsa do cirro e acetábulo terminal.Só se distingue ovário e testículos pela Figura 155. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: .Genitália ramificada.Corpo muito grande em relação aos outros trematódeos. localização. LOCAL: Ductos biliares. com espinhos no tegumento. . . HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Molusco aquático . HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos e ovinos (pode I .

Dirigem-se então para o talo submerso do capim da várzea onde se fixam. Cercaria de Fasciola. a lâmina dos rios desce e elas ficam expostas. o exame de fezes é negativo. É a fase aguda da doença. II . sendo que por isso. Se o meio for favorável ele vira logo cercária. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: .Observar a proveniência das verduras e outros alimentos porque é passível de parasitar EM HIGIENE E SAÚDE local migram até quatro meses. se alimentam de sangue e após oito semanas da infecção já eliminam ovos. que migram para a região pré-cordial e se IMPORTÂNCIA PÚBLICA: . No tubo digestivo desses animais as metacercárias perdem as carapaças de proteção e passam a ser formas jovens que penetram na mucosa humanos (zoonose).Glândulas vitelínicas medianas ao corpo do parasito. perdem a cauda e passam a metacercária que possui uma substância cimentante que evita a desidratação e aí sobrevive por anos. saindo pelas partes moles do molusco e caindo na água. pois ainda não há eliminação de ovos.Provoca perdas na produção animal e mortes muitas vezes pela migração das formas jovens. GÊNERO Eurytrema ESPÉCIE Eurytrema pancreaticum Figura 157. formando então os esporocistos. . e assim são ingeridas pelos hospedeiros definitivos ao pastorear. . mas se não. intestinal e caem na cavidade peritonial perfurando o peritônio visceral do fígado e neste CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes do hospedeiro definitivo e as chuvas os arrastam até os riachos onde são liberados os miracídios que migram e penetram ativamente na partes moles dos moluscos.FAMÍLIA DICROCOELIIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS . Quando há estiagem. Essas são semelhantes aos adultos e já apresentam cauda.Posição anterior do ovário e testículo em relação ao útero. depois vão aos ductos biliares onde ficam adultos.Ovos com 150 µm amarelados pela bile. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .154 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ .Ceco mediano retilíneo. o molusco se afunda na lama e só quando o meio se torna favorável é que seu metabolismo volta ao normal e a rédia se torna cercária. . PPP . .As formas jovens migram no parênquima hepático destruindo-o.3 a 4 meses transformam em rédia I. como no caso de uma estiagem prolongada.Os adultos provocam espoliação nos ductos biliares e na forma crônica da doença pode haver calcificação dos ductos biliares.

FAMÍLIA PARAMPHISTOMATIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . . . As cercárias atravessam o tubo digestivo e passam a metacercárias na cavidade celomática do gafanhoto. Eurytrema pancreaticum adultos. onde se tornam adultos.Testículos bem separados e na mesma zona (mesmo plano horizontal). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . digestiva. . HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: 1-Moluscos (caracol).Não são achatados e têm formato de pêra. SUBORDEM AMPHISTOMATA SUPERFAMÍLIA PARAMPHISTOMATOIDEA CARACTERÍSTICAS . Adulto de Eurytrema sp. .Ovário posterior aos testículos. Formam-se então as cercárias (que saem do molusco com um muco) e essas se aderem ao talo do capim. esporocisto II.Esôfago curto. Apesar da destruição dos ductos pancreáticos é questionada a sua ação tendo em vista que o animal não exterioriza a doença.155 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. . Na cavidade celomática forma-se esporocisto I e na . 2-Gafanhoto: Conocephalus sp.Acetábulo terminal ou subterminal.Ventosa oral grande. terrestres: Bradybaena similaris IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Cecos Testículos Ovários Útero LOCAL: Ductos pancreáticos.Corpo grande. CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes do hospedeiro definitivo e os moluscos ingerem esses ovos que liberam o miracídio no seu intestino. Figura 158.Acetábulo mediano.Cecos que não vão ao terço mediano do corpo. Figura 159. que é ingerido pelo gafanhoto. . que é ingerido acidentalmente pelo hospedeiro definitivo ao pastorear e as metacercárias passam do intestino e vão se localizar nos ductos pancreáticos.

fenda / soma. .GÊNERO Paramphistomum ESPÉCIE Paramphistomum cervi pastorear e a membrana cística da metacercária se rompe liberando formas jovens do trematoda que se fixam na porção inicial do intestino HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. São mais patogênicos no HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Molusco aquático: Lymnaidae e Planorbidae. \A O Figura 161. passa a esporocisto I. no GÊNERO Schistosoma ESPÉCIE Schistosoma mansoni Schisto. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Figura 160.156 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ . Adultos de Paramphistomum LOCAL: Rúmem. . O hospedeiro definitivo ingere as metacercárias ao 1 . SUBORDEM STREGEATA SUPERFAMÍLIA SCHISTOSOMATOIDEA FAMÍLIA SCHISTOSOMATIDAE CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes e liberam no meio ambiente o miracídio que vai à água penetrar no hospedeiro intermediário (molusco). intestino delgado que no rúmem.corpo hepatopâncreas deste.Porte médio à grande. Paramphistomum mostrando A – acetábulo ou ventosa ventral e O . delgado e rúmem. Após.Testículos na mesma zona. vegetação para se encistarem (quando em forma de cisto são chamadas metacercárias). Os parasitos produzem diarréias fétidas e escuras e o animal fica muito debilitado. surgem as rédias que originam cercárias e essas saem pelas partes moles do hospedeiro intermediário e na água procuram uma _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Não apresenta ventosa genital.Ventosa oral.

Fêmea filariforme fica dentro do canal jovem que se diferencia em macho e fêmea e pela circulação vai às veias mesentéricas e intra-hepáticas.Possui dimorfismo sexual. penetrarem na pele íntegra do hospedeiro definitivo. Molusco Biomphalaria sp. com ventosas oral e ventral (em torno de 1 cm de comprimento). . CICLO BIOLÓGICO Após a cópula a fêmea migra para ramos menores das mesentéricas e lá fazem a postura.157 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Molusco ambiente aquático migram ativamente até aquático Biomphalaria e Planorbis. Ovo de Schistosoma sp. Estas apresentam uma cauda bífida. ginecóforo do macho. bebendo água contaminada. Macho (maior) e fêmea de Schistosoma sp. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Figura 162. Os ovos possuem um espinho e uma substância irritante da mucosa e por isso ele consegue chegar ao tubo digestivo e assim sair nas fezes.Macho mais grosso. passa a adulto- CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . A furcocercária no tubo digestivo perde a cauda. . 100X _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . o miracídio penetra ativamente no hospedeiro intermediário (molusco) indo ao hepatopâncreas para formar esporocisto de 1ª geração e depois de 2ª geração e ainda cercárias IMPORTÂNCIA PÚBLICA: É importante o tratamento de fontes de água EM HIGIENE e SAÚDE (furcocercárias).5 a 3 meses. PERÍODO PRÉ-PATENTE: 2. Esse também pode se infectar LOCAL: Veias mesentéricas e hepáticas. Figura 163. Quando isso ocorre no ambiente aquático. saem do hospedeiro intermediário e no Figura 164. Algumas espécies ocorrem em roedores e bovinos e suspeita-se que eles atuem como hospedeiros alternativos mantendo parasitos.

PROFILAXIA: Identificar os meses de população máxima de caramujos pela temperatura. Furcocercária de Schistosoma sp.158 Trematóides ______________________________________________________________________________________________ natural. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Figura 165. não deixando que os bovinos fiquem expostos a extensões de água contaminada nessas ocasiões. os sintomas são: diarréia sanguinolenta e com muco. pois a água é o meio de infecção tanto para hospedeiro definitivo como para hospedeiro intermediário. No homem. sede anemia. anorexia.

As formas adultas localizam-se no trato digestivo. .Globoso.Com rostelo e ventosas sem ganchos. Colo Estróbilo Figura 166. .Tamanho de corpo varia com o gênero de cestóide (de mm a metros). O aparelho Escólex genital é constituído de ovários FORMAS DE PROGLOTES: 1-Jovem: Não se vê estruturas de reprodução. . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Obrigatoriamente parasitos de animais.Hermafroditas.Apresentam formato de fita. . . Figura 167. .Triangular. . colo e estróbilo (corpo que é dividido em proglotes).Com rostelo e ventosas com ganchos.159 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ PARTE II Cestóides ____________________________________________________________________________________ CLASSE CESTODA perfusão). CARACTERÍSTICAS GERAIS: .Afilado.Têm corpo segmentado dividido em escólex (para fixação). Divisão do corpo de um cestóide. canal deferente e o átrio genital. . bolsa do cirro. Cápsula ovígera contendo ovos com embrião no seu interior. o aparelho genital pode ser simples ou duplo e ainda pode haver três testículos ou mais no mesmo proglote. testículos espalhados na proglote. .Sistema digestivo ausente (alimenta-se por lobulados com um útero em forma de saco entre eles e glândulas vitelínicas abaixo.Necessitam pelo menos um hospedeiro 2-Maduro: Podem ser mais largos do que longos ou o contrário. FORMAS DE ESCÓLEX: . . intermediário para completar o ciclo biológico. .

cardíaca e esquelética Musc. larvar hospedeiro intermediário é invertebrado. serialis T.160 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ 3-Grávido: podem ser mais largos do que longos ou o contrário. intermediário é vertebrado. No seu envoltório há uma membrana composta de proteínas. multiceps Felinos Cão Cão Carnívoros Roedores Coelho Coelho Herbívoros Estrobilocercus Cysticercus fasciolaris Coenurus Cysticercus Coenurus Coenurus serialis Cysticercus pisiformis Coenurus cerebralis Fígado e cavid. cardíaca e esquelética Serosas T. 4-CYSTICERCÓIDE: escólex invaginado. pisiformis T. um pescoço longo e pseudo-segmentado.conjuntivo e serosas Serosas. Forma larval cysticercus no tecido. hydatigena HOSPEDEIRO DEFINITIVO Homem Homem Cão HI Suíno Bovino Ruminante. Nesse tipo larvar o hospedeiro intermediário é vertebrado. que está invaginado e que pode apresentar rostelo com ganchos ou não. ESPÉCIE T. 3-COENURUS: Vesícula que apresenta no seu interior vários escólex invaginantes. TIPO LARVAR Cysticercus Cysticercus Cysticercus NOME DA LARVA Cysticercus celullosae Cysticercus bovis Cysticercus tenuicollis LOCALIZAÇÃO Musc. Nesse tipo larvar o hospedeiro intermediário é vertebrado. um epitélio germinativo e uma camada de reação do hospedeiro à presença da forma larvar. SUBCLASSE EUCESTODA ORDEM CYCLOPHILIDEA CARACTERÍSTICAS -Quatro ventosas no escólex. cavidade peritonial cérebro _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . 1. Nesse caso o hospedeiro 2-ESTROBILOCERCUS: Vesícula semitranslúcida que apresenta um escólex evaginado. 5-CISTO HIDÁTICO: Vesícula maior que o Cysticercus que apresenta no seu interior vesículas filhas com escólex ou escólex soltos e a esse conjunto se dá o nome de areia hidática.5 cm Figura 168. abdominal Tec.Tamanho: 1 a 2 cm. solium T. taeniformis T. Vesícula Nesse rígida tipo com o -Fazem apólice (proglotes se desprendem e saem nas fezes). Cysticercus TIPOS LARVARES: 1-CYSTICERCUS: vesícula semitranslúcida que apresenta no seu interior um escólex. ou seja. Nesse tipo larvar o hospedeiro intermediário é vertebrado. saginata T. podem ter útero transversal com saculações horizontais ou útero horizontal com saculações transversais e ainda podem apresentar cápsulas ovígeras com ovos no seu interior contendo um embrião hexacantor. Suíno.

ESPÉCIE T. aves. -Testículos ocupando todo o parênquima interno * As formas adultas estão sempre no hospedeiro definitivo e as formas larvares sempre no hospedeiro intermediário. No meio ambiente ocorre a degradação das proglotes e liberação dos ovos que são dispersos pelo vento.161 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ SUPERFAMÍLIA TAINOIDEA FAMÍLIA TAENIIDAE saem nas fezes para o meio ambiente. -Proglotes grávidas mais altas do que largas. saginata parasita do intestino delgado de humanos. 1 . HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Suínos.Útero com até 14 ramificações. No tubo digestivo do hospedeiro definitivo ocorre a evaginação do escólex e se fixa a mucosa do intestino delgado. solium CICLO BIOLÓGICO GERAL: No intestino delgado do hospedeiro definitivo ocorre a fecundação das proglotes maduras gerando proglotes grávidas que se destacam e HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem. chuvas. O hospedeiro definitivo se contamina ingerindo carne crua ou mal cozida (ou vísceras) do hospedeiro intermediário. onde ocorre o desenvolvimento da forma larvar (cysticercus). se contamina ingerindo os ovos em alimentos contaminados e pela ação da bile libera o embrião hexacantor de dentro do ovo que vai pela corrente sanguínea até a musculatura esquelética ou cardíaca. Ciclo biológico da T. O hospedeiro intermediário GÊNERO Taenia CARACTERÍSTICAS GERAIS: -Número de proglotes variável. -Todas as espécies apresentam rostelo com ganchos exceto T. solium e T. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Aparelho genital simples. -Proglotes maduras mais largas do que altas. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: . saginata. Figura 169 . muitos deles grávidos.

Mede em torno de 8 metros e possui mais de 1000 proglotes. Cysticercus removido do tecido e corado. suínos. IMP.ESPÉCIE T.Cabeça sem rostelo de ganchos. pela circulação vai se IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A presença da forma larvar na musculatura do animal leva a liberação parcial da carcaça ou até seu descarte total. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro inaparentes. 3 . cérebro e tecido subcutâneo podendo levar a alterações patológicas como cegueira. ou seja.ESPÉCIE T. . hydatigena HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão. HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Bovinos. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: O homem pode se tornar o próprio hospedeiro intermediário se ingerir acidentalmente os ovos. -Sistema eficiente de esgotos. .HIGIENE E SAÚDE PÚBLICA: A defecação de seres humanos fora do vaso sanitário leva a disseminação dos ovos.Adulto mede em torno de 3 metros de comprimento com 800 a 1000 proglotes. Nos suínos infectados com cisticercos os sinais clínicos são CONTROLE: -Congelamento da carne a – 5 Co por 4 dias. saginata HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem. saginata um parasita do intestino delgado de humanos. Observar a coroa de ganchos e ventosas. .Útero com 15 a 35 ramificações. nódulos no olho. . transtornos neurológicos. têm importância econômica grande já que é significativo em certas regiões do Brasil. Figura 171. T. HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Ruminantes e 2 .Cabeça com rostelo de ganchos.162 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ Ventosa Coroa de ganchos Figura 170. -Cozimento da carne. . encaminhar para os olhos. . A forma larvar.

GÊNERO Echinococcus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão e canídeos selvagens. O ovino ingere com a IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Nos hospedeiros intermediários leva ao descarte de vísceras com as formas infectantes. ESPÉCIE Echinococcus granulosus IMP. HOSPEDEIRO INTERMEDIÀRIO: Roedores.ESPÉCIE Taenia multiceps círculos. paraplegias. O verme adulto de quase 100 cm é encontrado no cão onde coloca seus ovos que vão ao meio ambiente com as fezes.163 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ Figura 173. Este.ESPÉCIE T. Cysticercus tenuicollis. pastagem os ovos contendo a oncosfera que é liberada e transportada pelo sangue ao cérebro ou medula espinhal onde desenvolve o estágio larval chamado de Coenurus cerebralis. OBS: A forma larval é o Cysticercus tenuicollis. forma larval da T. VET: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .MED. Ovos de Taeniidae. defeitos visuais. é 4 . principalmente ovinos. PPP: 8 meses 5. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Ruminantes. hydatigena.VET: A forma larvar determina achados clínicos e patológicos no fígado de roedores. Figura 172. um grande cisto (5 cm) cheio de líquido que apresenta vários escólex na sua parede. MED. alterações na postura. vulgarmente conhecido como “bolha d'água”. E conforme vai desenvolvendo-se vão aparecendo os sintomas clínicos no ovino como andar em IMP. taeniformis HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Felinos.

Figura 176. -É quase invisível a olho nu pelo seu pequeno tamanho (5 mm).164 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ FORMA ADULTA: -Escólex e rostelo com ganchos. FORMA LARVAR: Cisto hidático. os ovos se disseminam e o hospedeiro intermediário ungulados e homem. pois Figura 175. E se o cisto hidático se romper no hospedeiro CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DA intermediário esse pode morrer de choque. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Animais grávidas cheias de ovos se destacam e vão ao meio ambiente com as fezes. larvas hexacantor que pelo sistema porta vão ao fígado ou pela circulação vão ao pulmão e cérebro. fígado e pulmão. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Apresenta no máximo cinco proglotes. distúrbios no fígado (cirrose). infecta-se ingerindo os ovos nas pastagens ou em alimentos contaminados que dão origem às LOCAL: Forma larvar no cérebro. Neste. As proglotes Figura 174. Adulto de Echinococcus granulosus 100X. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: VIABILIDADE DOS OVOS: 21 dias A forma larvar no hospedeiro intermediário pode levar a obstrução de canais respiratórios. Forma adulta no intestino de cães (permanece por 5 a 6 meses). Observar a parede do cisto com várias vesículas filhas. cérebro e pulmão. Cisto hidático em fígado de ruminante. CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo infecta-se ao ingerir vísceras do hospedeiro intermediário contendo o cisto hidático (forma larval). As larvas originam adultos no tubo digestivo do cão. Areia hidática retirada do interior do cisto hidático.

da forma larvar e o hospedeiro definitivo se infecta ingerindo o hospedeiro intermediário. No corpo desse molusco ocorre o desenvolvimento _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 178. No FAMÍLIA DAVAINEIDAE tubo digestivo do hospedeiro definitivo as formas larvares se fixam no intestino delgado e desenvolvem-se até adultos. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: HOSPEDEIRO terrestres. nas aves levando a queda de produção (ganho de peso) gerando sérios prejuízos econômicos. INTERMEDIÁRIO: Moluscos É um parasito bastante patogênico e as infecções podem levar a quadros de inflamação intestinal LOCAL: Forma adulta no duodeno. Ovo de Raillietina . Adulto de Davainea proglotina. formigas e moscas. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Galináceos. -Ventosas com ganchos no escólex. -Aparelho genital simples. -Poro genital alterna o lado nas proglotes. GÊNERO Raillietina CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: -Corpo com poucas proglotes. CICLO BIOLÓGICO: As proglotes grávidas vão ao meio ambiente com as fezes e o molusco ingere os ovos. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Moluscos MORFOLÓGICAS DA ESPÉCIE Railletina tetragona Railletina cisticillus Railletina echinobothrida terrestres. GÊNERO Davainea ESPÉCIE Davainea proglotina HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Galináceos. onde acabam o desenvolvimento do seu ciclo biológico. Figura 177.165 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ foram liberados vesículas filhas e escólex. -Cápsulas ovígeras com um ovo no seu interior. FORMA LARVAR: Cisticercóide. LOCAL: Forma adulta no duodeno. FORMA LARVAR: Cisticercóide.

-Proglotes grávidas com cápsulas ovígeras contendo ovos. -Não se vê genitália. No corpo desse molusco ocorre o desenvolvimento da forma larvar e o hospedeiro definitivo se infecta ingerindo o hospedeiro intermediário. quando acidentalmente ingere a pulga contendo Figura 179. LOCAL: Forma adulta no duodeno. No tubo digestivo do hospedeiro definitivo as formas larvares se fixam no intestino delgado e desenvolvem-se até adultos. canis) e piolho (Trichodectes canis). -Pode ou não apresentar rostelo. Cápsula ovigera de Dipilydium contendo ovos _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .Proglotes em formato de trapézio. -Presença de ventosas sem ganchos. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As infecções podem levar a menor produtividade do plantel. CICLO BIOLÓGICO: O cão infecta-se ao se coçar e lamber. menor ganho de peso e FORMA LARVAR: Cisticercóide. Adulto de Dipylidium caninum Figura 180. -Proglotes com laterais dilatadas. FAMÍLIA DILEPIDIDAE -Presença de rostelo retrátil com ganchos. -Cápsulas ovígeras contendo de 6 a 18 ovos. MORFOLÓGICAS DA conseqüentemente perdas econômicas.166 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: MORFOLÓGICAS DA -Corpo com muitas proglotes. CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: -Aparelho genital duplo. . ESPÉCIE Dipylidium caninum (Ctenocephalides felis e C. SUBFAMÍLIA DILEPIDINAE GÊNERO Dipylidium CICLO BIOLÓGICO: As proglotes grávidas vão ao meio ambiente com as fezes e o molusco ingere os ovos. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Pulgas HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cão.

MORFOLÓGICAS DA cisticercóide. Em casos de altas infecções pode ocorrer IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A importância é nas criações extensivas onde as aves ficam em contato direto com o chão e conseqüentemente com minhocas. verticais. Ciclo de Dipylidium caninum forma larvar. esse e há o hospedeiro liberação escólex intermediário da se forma larvar se CARACTERÍSTICAS FORMA ADULTA: -Corpo com poucas proglotes (máximo 13). Em infecções elevadíssimas leva a alterações como gastrenterite. queda no desenvolvimento das aves e da produção.167 Cestóides ______________________________________________________________________________________________ cisticercóide delgado digerido no seu interior. -Útero no plano horizontal com saculações LOCAL: Forma adulta no duodeno.cabeça) HOSPEDEIRO domésticos. -Sem rostelo. -Cápsulas ovígeras contendo ovos. inflamação intestinal. IMP. DEFINITIVO: Galináceos CARACTERÍSTICAS -Escólex globoso com ventosas bem visíveis e sem ganchos. No ambiente o hospedeiro intermediário ingere os ovos que originam a Figura 181. GÊNERO Amoebotaenia ESPÉCIE Amoebotaenia sphenoides FAMÍLIA ANOPLOCEPHALIDAE (Anoplo.VET: Há uma incidência grande em criações de cães.desarmado/ cephalidae. diarréia e cólica. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Minhoca. as proglotes grávidas que saem nas fezes. evagina.MED. -Aparelho genital simples. As proglotes ativas saem pelo ânus causando um prurido muito grande o que leva muitas vezes o cão a arrastar o traseiro no chão. O hospedeiro intermediário se infecta ingerindo as cápsulas ovígeras com os ovos ou com os ovos e na cavidade celomática a larva se desenvolve. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo se infecta ao ingerir o hospedeiro intermediário que contém a forma larvar. No intestino é FORMA LARVAR: Cisticercóide. No tubo digestivo do hospedeiro definitivo ela se fixa no intestino delgado e desenvolve-se eliminando mais tarde. desenvolvem as proglotes e mais tarde as proglotes grávidas saem nas fezes. -Proglotes mais largas do que altas. -Rostelo com ganchos e ventosas sem ganchos.

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Cestóides ______________________________________________________________________________________________

ESPËCIE Anoplocephala magna SUBFAMÍLIA ANOPLOCEPHALINAE

GÊNERO Anoplocephala
ESPËCIE Anoplocephala perfoliata

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos (ácaros cryptostigmata).

HOSPEDEIRO

INTERMEDIÁRIO:

Ácaros

LOCAL: forma adulta no intestino delgado e grosso.

oribatídeos = ácaros cryptostigmata).

LOCAL: Forma adulta no intestino delgado e grosso.

FORMA LARVAR: cisticercóide.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Estróbilo se destaca. -Corpo maior. -Não apresenta projeções digitiformes. -Ventosas que “olham” para cima. -Não se vê estruturas internas. -Proglotes empilhadas.

Projeções digitiformes

Figura 182. Porção anterior de A. perfoliata

FORMA LARVAR: Cisticercóide. Figura 183. Anoplocephala magna.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Estróbilo não se destaca. -Ventosas olham para as laterais. -Proglotes empilhadas. -Não se vêem estruturas internas. -2 pares de projeções digitiformes.

GÊNERO Paranoplocephala
ESPËCIE Paranoplocephala mamillana

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.

GÊNERO Anoplocephala
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Cestóides ______________________________________________________________________________________________

C A

B

Figura 184. Ciclo biológico de Anoplocephalidae de eqüinos.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos (ácaros cryptostigmata).

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Fendas nas ventosas. -Ovário de um lado e testículos do outro.

LOCAL: forma adulta no intestino delgado ou região pilórica do estômago.

-Tamanho do corpo menor que Anoplocephala.

CICLO BIOLÓGICO GERAL: FORMA LARVAR: cisticercóide. As proglotes grávidas se destacam e vão ao solo com as fezes (A) os ovos liberados são ingeridos por ácaros (B), no interior do ácaro se forma o cisticercóide. O ácaro é ingerido pelo eqüino há liberação do cisticercóide que fixa-se no intestino delgado tornando-se adulto (C). Um a dois meses após a ingestão de ácaros infectados com a forma larvar, os vermes adultos são encontrados no intestino dos eqüinos.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Figura 185. Ovo de Em infecções altas pode causar inflamação no

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Cestóides ______________________________________________________________________________________________

ponto de fixação do parasito (intestino delgado e grosso) causando obstrução intestinal e

FORMA LARVAR: cisticercóide.

raramente perfuração intestinal. Isso ocorre com mais intensidade em Anoplocephala perfoliata e quase não ocorre em Paranoplocephala

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Glândulas interproglotidianas espalhadas nas bordas das proglotes.

mamillana. ESPÉCIE Moniezia benedeni FAMÍLIA ANOPLOCEPHALIDAE HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.

GÊNERO Moniezia
HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Escólex com ventosas bem visíveis. -Pescoço fino e longo. -Aparelho genital duplo. -Atinge 4,5 a 6 metros. FORMA LARVAR: Cisticercóide. LOCAL: Forma adulta no intestino delgado. (ácaros cryptostigmata).

ESPÉCIE Moniezia expansa HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Glândulas interproglotidianas comprimidas no terço mediano das bordas das proglotes.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Oribatídeos (ácaros cryptostigmata). CICLO EVOLUTIVO GERAL: As proglotes grávidas ou ovos são eliminados LOCAL: Forma adulta no intestino delgado. nas fezes e no pasto são ingeridos por ácaros e nesses se desenvolvem as formas larvares. O hospedeiro definitivo se contamina ingerindo

Escólex

Figura 186. Moniezia, anoplocephalidae de ruminantes.

Figura 187. Ovos de Moniezia.

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Figura 188. Ciclo biológico de Anoplocephalidae de ruminantes.

acidentalmente os ácaros nas pastagens. As formas adultas se fixam no intestino delgado onde ocorre maturação e fecundação das proglotes.

LOCAL:

Forma

adulta

no

ducto

biliar

e

pancreático.

FORMA LARVAR: Cisticercóide.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Embora sejam pouco patogênicos, em grandes infecções de cordeiros jovens pode levar a redução do peso corporal reduzindo assim a qualidade da lã.

CARACTERÍSTICAS DA FORMA ADULTA: -Franjas na borda posterior de cada proglote. -Aparelho genital duplo.

SUBFAMÍLIA THYSANOSOMINAE

GÊNERO Thysanosoma
ESPÉCIE Thysanosoma actinioides

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.

HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Ácaros.

Figura 189. Proglotes franjados de Thysanosoma

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Cestóides ______________________________________________________________________________________________

CICLO BIOLÓGICO: As proglotes grávidas são eliminadas nas fezes onde ocorre a liberação dos ovos. No pasto são ingeridos por ácaros e nesses se desenvolvem as formas larvares (cisticercóides). O

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA: A infecção leva a obstrução do ducto biliar levando a icterícia e até colangite.

hospedeiro definitivo contamina-se ingerindo acidentalmente os ácaros nas pastagens. As formas larvares vão via corrente sanguínea ao ducto biliar e pancreático, onde ocorre o desenvolvimento, maturação e fecundação das proglotes.

Figura 190. Thysanosoma actinioides adulto.

Figura 191. Ovos de Thysanosoma sp. Fora da cápsula ovígera.

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 173 CLASSE NEMATODA FILO NEMATHELMINTHES ORDEM STRONGYLIDA FAMILIA STRONGYLIDAE Strongylus ORDEM OXYURIDA FAMÍLIA OXYURIDAE Oxyuris Passalurus Syphacia ORDEM ASCARIDIDA FAMÍLIA ASCARIDIIDAE Ascaridia ORDEM SPIRURIDA ORDEM ENOPLIDA ORDEM RHABDITIDA FAMILIA STRONGYLOIDIDAE Strongyloides FAMÍLIA PHYSALOPTERIDAE Physaloptera FAMÍLIA DIOCTOPHYMATIDAE Dioctophyma FAMILIA SYNGAMIDAE Stephanurus Syngamus FAMÍLIA ANCYLOSTOMATIDAE Ancylostoma Bunostomum FAMÍLIA CHABERTIDAE Chabertia Oesophagostomum FAMILIA TRICHOSTRONGYLIDAE Cooperia Ostertagia Teladorsagia Trichostrongylus Haemonchus FAMILIA DICTYOCAULIDAE Dictyocaulus Nematodirus FAMILIA ANGIOSTRONGYLIDAE Aelurostrongylus Angiostrongylus FAMILIA METASTRONGYLIDAE Metastrongylus FAMÍLIA HETERAKIDAE Heterakis FAMÍLIA THELAZIIDAE Thelazia Oxyspirura FAMÍLIA SPIROCERCIDAE Ascarops Physocephalus Spirocerca FAMÍLIA TRICHURIDAE Capillaria Trichuris FAMÍLIA ASCARIDIDAE Ascaris Parascaris Toxascaris Toxocara FAMÍLIA ACUARIIDAE Cheilospirura Dispharynx FAMÍLIA HABRONEMATIDAE Habronema FAMÍLIA SUBULURIDAE Subulura FAMÍLIA ONCHOCERCIDAE Dirofilaria Dipetalonema Onchocerca Setaria FAMILIA PROTOSTRONGYLIDAE Muellerius _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

intestino e ânus ou abertura anal). . SISTEMA GENITAL FEMININO: É composto por dois ovários. Alguns exemplos de esôfago de nematóides.Anfidelfas: útero dividido.Dupla camada de membranas. . -Oxiuriforme (com bulbo posterior). VESTÍBULOS ORAIS E LÁBIOS . 3. lábios.Dimorfismo sexual (embora existam fêmeas partenogenéticas). com lamelas ou com dentes. -Com abertura anal no final do corpo. uma vagina e uma vulva. . . espinhos ou asas (essas podem ser cefálicas. -Com dois bulbos. . dois ovidutos. útero.Vermes de corpo cilíndrico. TIPOS DE BOCAS. TIPOS DE INTESTINO _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 192. -Com abertura anal no meio do corpo. -Com divertículo. . . esôfago. sendo que os ovários ficam um para cada lado do corpo. 2.Sistema digestivo completo (boca. .Vestíbulo oral simples.Prodelfas: útero voltado para a parte anterior do corpo.Trilabiada. com coroa franjada ou ainda com espinhos ou dentes (para hematófagos).174 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ PARTE III Nematóides ____________________________________________________________________________________ FILO NEMATHELMINTOS CLASSE NEMATODA CARACTERÍSTICAS .Pode apresentar cristas.Simetria bilateral.Boca simples. faringe. cervicais ou lisos segmentados entre as caudais). -Rabditiforme (com istmo e bulbo). -Com bulbo anterior. um TIPOS DE ESÔFAGO -Simples ou filariforme. bilabiada ou com interlábios. Quanto ao tipo de útero podem ser: 1. vestíbulo oral.Músculos membranas.Opistodelfas: útero voltado para a parte posterior do corpo. .

Simples. Figura 194. Tipos de ovos de nematóide. 2. Figura 193. Tronco dorsal: três troncos para trás. Membrana lipoídica _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . É a parte mais interna. Essa é dividida em troncos (para abraçar a fêmea): 1.175 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 4. 2. TIPOS DE OVOS 1. Bioperculado. A casca apresenta três camadas: 1. 3. 3. dois canais deferentes. com ganchos ou ornamentados). 1 2 3 4 Figura 195. Estrutura de uma fêmea de nematóide. 2. Tronco lateral: três troncos para trás. dois espículos gubernáculo (que orienta os espículos durante a cópula) e 1 bolsa copuladora com raios bursais. um SISTEMA GENITAL MASCULINO: É composto por dois testículos.Mesodelfas: útero faz uma volta. Membrana de fertilização: responsável pela secreção da casca. FORMA INFECTANTE PARA O HOSPEDEIRO A maioria dos nematóides infecta por L3. um canal ejaculador. 4. Estrutura de um macho de nematóide. onde os ovários quase se tocam. (que são estruturas quitinizadas para condução do sêmen à abertura genital e que podem ser simples. Larvado. Operculado. Tronco ventral: dois troncos para cima.

S. que 1 cm). ransomi: Suínos.forma HOSPEDEIRO DEFINITIVO: S.Ovíparas: Postura de ovos no 1° estágio (sem segmentação). -Larvas com esôfago filariforme. S. TIPOS DE FÊMEAS 1. com boca trilabiada. S.Vivíparas: fêmeas fazem postura de larvas. Strongy. alguns se desenvolvem fixados à mucosa.Ovovivíparas: Postura de ovos com embrião ou larva formada (na hora da postura). ORDEM RHABDITIDA SUPERFAMÍLIA RHABDITOIDEA FAMÍLIA STRONGYLOIDIDAE Figura 196. Em cada muda ela perde a cutícula e ganha outra. e outros vão a circulação indo se desenvolver nos órgãos. cão e gato. -Ovo larvado com 50 a 60 micras. ocupando um terço do tamanho do corpo. Ovo larvado de Strongyloides. -Ingestão de ovos. LOCAL: Intestino delgado CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: OBS: A resistência da larva é devido a sua cutícula.redondo/ oides. sem cápsula bucal e com esôfago claviforme. a não ser na passagem de L2 para L3. urina e expectoração brônquica. -Infecção cutânea (penetração). pois aí a L3 retém a cutícula da L2 ficando com duas e se tornando assim mais resistente às condições do meio ambiente. -Fêmeas partenogenéticas. OBS: os ovos podem ser encontrados em fezes. -Ingestão de larvas.176 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 3. -Tamanho muito pequeno (♀ parasitas menores O desenvolvimento de L3 a adulto pode ser de várias formas: Alguns ficam no tubo digestivo e ali se desenvolvem. -Ingestão do HI. -Ovário e útero anfidelfos (alças p/ lados diferentes) e no 2° quarto do corpo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . westeri: Eqüinos. GÊNERO Strongyloides ESPÉCIE – Strongyloides sp. Membrana protéica: só aparece em alguns helmintos e esses ficam mais resistentes à condições ambientais ( ex: Ascarídeos). -Aparecem ovos por todo o corpo da fêmea. 3. 2. papillosus: Bovinos. FORMAS DE INFECÇÃO -Picada de mosquito. stercoralis: Homem.

L1. passa para a circulação e repete o ciclo. onde são deglutidas caem no tubo digestivo e passam a L5 (larvas jovens) desenvolvendo-se as fêmeas partenogenéticas.177 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ através da ingestão de alimentos contaminados aonde a L3 chega ao tubo digestivo e no intestino rompe a parede. O hospedeiro definitivo se contamina através da penetração das larvas L3 na pele e essas ganham as arteríolas. OBS: Só as fêmeas partenogenéticas são parasitas. A passagem pelo pulmão pode causar processos inflamatórios (pneumonia) e as formas adultas que estão nas vilosidades intestinais promovem a erosão destas CICLO BIOLÓGICO: 1 .Homogômico ou direto: Em condições ambientais favoráveis a L1 vai a L2 e L3 dentro ou fora do ovo. A penetração das larvas na pele causa irritação. PPP.Heterogômico ou indireto: Em condições ambientais ideais a L1 segue o caminho que dará origem a L3 (forma infectante) ou origina formas não infectantes. Período pré-patente. Esses possuem esôfago rabditiforme (ocupa ¼ do corpo). Também pode haver contaminação placentária. L4 e L5 que amadurecem. Em casos graves leva a morte do animal.15 à 25 dias IMP. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Ciclo biológico de Strongyloides sp. inflamação local e dermatite localizada (que pode ser purulenta). L2. que apresenta muito catarro e muco. coração. tudo depende do número de larvas e do local de penetração. Essas são triplóides e possuem esôfago filariforme. Outra forma de infecção é provocando infecção e levando a enterite catarral. L3. Machos são haplóides e fêmeas de vida livre são diplóides e produzem indivíduos triplóides.VET: Atingem Figura 197. traquéia.25 dias. laringe. exclusivamente animais jovens (primeiros meses de idade). podendo afetar fêmeas em lactação. 2 . pulmão e nos bronquíolos a L3 passa a L4 e vai aos brônquios. Pode gerar também aumento do peristaltismo intestinal provocando diarréia.MED. desidratação o que acarreta diminuição do desenvolvimento dos animais jovens. vão a adultos de vida livre e copulam gerando formas parasitárias (fêmeas partenogenéticas). ou seja. má absorção alimentar.15.

4 a 15 cm. Ovo de Oxyuris equi _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . westeri. ORDEM OXYURIDA SUPERFAMÍLIA OXYUROIDEA FAMÍLIA OXYURIDAE -Boca trilabiada. ransomi e S.Ovo com L3 é ingerido. Figura 199. D – passa a L4 e L5 (adultos). GÊNERO Oxyuris ESPÉCIE . E D B. papillosus. S. Ciclo biológico de Oxyuris equi. -Esôfago oxyuriforme ou rabditiforme.9 a 1. E . -Cauda terminando em forma de chicote.0. Adulto de Oxyuris. B.C – Larva liberada no intestino.Fêmea migra até o ânus onde deposita ovos na região perianal com uma substância cimentante.178 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ OBS: Utiliza-se para diagnóstico a técnica MACMASTER no caso de S. LOCAL: Intestino grosso CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ . -Fêmeas com muitos ovos por toda a extensão do corpo. -Esôfago oxyuriforme. PPP = Quatro a cinco meses. pois os ovos são postos num estágio mais avançado. CICLO BIOLÓGICO: A . Já para diagnosticar S.Oxyuris equi . com istmo longo. Figura 198. stercoralis utiliza-se a técnica de BAERMAN que procura larvas. ♂ . HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. ovais e amarelados. -Macho com um espículo e asa caudal. -Ovos operculados.C A Figura 200.2 cm).

mantém larvas L3 em seus tecidos. sem migração. Também apresenta papilas pré-cloacais. Uma parte das larvas H. Ocorre o desenvolvimento de L1 dentro do ovo (passa a L2 e L3) e o HD se infecta ingerindo os ovos com a forma infectante (L3). Adultos de Heterakis gallinarum _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ORDEM ASCARIDIDA -Apresentam papilas pré-cloacais.179 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ Obs: Larvas podem eclodir e voltar ao intestino grosso – retroinfecção. principalmente as L3 que penetram na mucosa levando à inflamações intestinais (enterite) seguidas de diarréia. uma ventosa pré-cloacal e asa caudal na extremidade posterior. PARATÊNICO (de transporte): Minhoca. penetra profundamente na mucosa cecal e outra fica nas criptas do epitélio cecal fazendo as mudas para L4 e L5 e depois passando a adultos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As formas jovens são mais patogênicas. a L3 é liberada e vai ao ceco. -Machos apresentam dois espículos de LOCAL: Cecos. que também pode ingerir minhocas que GÊNERO Heterakis ESPÉCIE . Figura 202. as fêmeas fazem a postura de ovos (com uma célula e casca espessa) e esses saem com as fezes SUPERFAMÍLIA ASCARIDOIDEA FAMÍLIA HETERAKIDAE para o meio ambiente. tamanhos diferentes. -Boca trilabiada. cloacais e póscloacais. No ceco. No tubo digestivo da ave. cloacais e pós-cloacais. A substância colocada com o ovo na região perianal provoca um prurido intenso e o animal se coça.Heterakis gallinarum HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Aves. CICLO BIOLÓGICO: Ciclo direto. se machucando e podendo perder pelo. -Esôfago bulbiforme. -Tamanho pequeno – 4 a 15 mm. Figura 201. Ovo de Heterakis sp.

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________

fêmea faz a postura dos ovos que são levados PPP = 4 semanas. ao meio ambiente com as fezes. No interior do ovo em condições de temperatura e umidade IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As larvas podem causar espessamento de mucosa cecal causando pequenas inflamações. As larvas ao se alimentarem da mucosa podem ingerir e depois transmitir um protozoário chamado Histomonas meleagridis (ou ele entra na formação do ovo). É patogênico para perus jovens por isso não se recomenda criar perus em terrenos já utilizados por galinhas. IMP.MED.VET: É um dos helmintos mais comuns de aves. Um grande número de parasitas pode obstruir o intestino e causar a morte da ave. Geralmente é grave em animais jovens (até três meses de idade). adequadas há a formação da L1, L2 e L3.

FAMÍLIA ASCARIDIIDAE

SUPERFAMÍLIA ASCARIDOIDEA FAMÍLIA ASCARIDIDAE SUBFAMÍLIA ASCARIDINAE

GÊNERO - Ascaridia
ESPÉCIE: Ascaridia galli

GÊNERO Ascaris
HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Aves. CARACTERÍSTICAS: LOCAL: Intestino delgado. - São parasitos de animais jovens porque interferem no crescimento e no ganho de peso. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ - 6 a 12 cm, ♂ -1 a 2 cm). -Esôfago claviforme. -Ovos semelhantes so de Heterakis. -Boca trilabiada. -Machos apresentam dois espículos de mesmo tamanho e uma ventosa pré-cloacal na - Os ovos têm casca muito espessa e isso os torna extremamente resistentes no solo. - O ovo não é atingido por desinfetantes. - A fêmea coloca até 20.000 ovos por dia.

ESPÉCIE Ascaris lumbricoides

extremidade

posterior.

Também

apresenta

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Homem.

papilas pré-cloacais, cloacais e pós-cloacais. -A cauda nos machos termina abruptamente.

LOCAL: Intestino delgado.

CICLO BIOLÓGICO: O ciclo evolutivo é direto (sem migração). A ave ingere o ovo com a L3 (estádio infectante). A L3 eclode no intestino delgado onde passam a L4 e adultos (Machos e fêmeas). Há a cópula e a

GÊNERO Ascaris
ESPÉCIE Ascaris suum

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos.

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________

LOCAL: intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho grande (♀ - 20 a 40 cm,♂ -15 a 25 cm). -Vagina no terço anterior. -Fêmeas terminam em cauda romba e machos possuem 2 espículos. -Boca trilabiada. Figura 204. Ciclo biológico de Ascaris suum. quando sai nas fezes não está larvado (B), mas para ser infectante precisa ocorrer a formação da L3 (Larva 3) no seu interior (C). PPP = 2 meses.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: As larvas podem causar pneumonia transitória (pulmão), anemia do leitão e manchas

esbranquiçadas que condenam o fígado e que representam inflamação. Os vermes adultos Figura 203. Ovo de Ascaris suum. CICLO BIOLÓGICO: Os suínos se infectam ao ingerirem (E) o ovo com membrana dupla contendo L3, ou ao ingerir hospedeiros paratênicos (minhocas ou podem levar a obstrução intestinal e icterícia, o que também pode levar a condenação da carcaça. Há importância em suínos jovens pois leva a diminuição no ganho de peso levando a um prolongamento no período de engorda.

besouros) contendo a L3 que é liberada no tubo digestivo (intestino principalmente ceco). A L3 penetra na mucosa (F), por via linfática vai aos linfonodos e pela veia porta vai ao fígado (G), coração e pulmão (H) via circulação. A muda para L4 ocorre nos alvéolos, a larva (L4) vai à glote (I) é redeglutida e no intestino delgado elas se alojam fazendo o resto das suas mudas (L5) e se tornando adultos. As fêmeas fazem a postura e os ovos saem nas fezes (A). O ovo

GÊNERO Parascaris
ESPÉCIE Parascaris equorum

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.

LOCAL: Intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS:

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-Tamanho grande – (♀ - 20 a 50 cm,♂ -15 a 28 cm). -Machos possuem asa caudal. -Boca trilabiada com interlábios. HOSPEDEIRO DEFINITIVO – Bovídeos.

GÊNERO Neoascaris (Toxocara)
ESPÉCIE - Neoascaris vitulorum

PPP: Um a três meses.

LOCAL – Intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho grande – (♀ - 22 a 30 cm,♂ -15 a 26 cm). -Cor esbranquiçada. -Cabeça mais estreita que o corpo. -Boca trilabiada. -Ovos com 60 a 100 µm.

CICLO – Semelhante ao do Ascaris. Figura 205. Adultos de Parascaris

SUBFAMÍLIA TOXOCARINAE

GÊNERO Toxocara
CICLO: Semelhante ao do Ascaris suum. ESPÉCIE - Toxocara canis

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Pode ocasionar cólica e obstrução no intestino delgado de potros.

HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães.

LOCAL: intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ - 9 a 18 cm,♂ - 4 a 10 cm). -Esôfago claviforme. -Boca trilabiada. -Asa cervical longa e estreita. -Apresentam ventrículo esofagiano. -Macho tem uma projeção digitiforme na cauda.

ESPÉCIE - Toxocara cati Figura 206. Boca trilabiada de
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HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Gatos. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Felinos e caninos. LOCAL: Intestino delgado. LOCAL: Intestino delgado.

CARACTERÍSTICAS: -Tamanho médio – (♀ - 2 a 10 cm,♂ - 2 a 7 cm). -Esôfago claviforme. -Boca trilabiada. -Asa cervical. -Não apresentam ventrículo esofagiano.

Figura 207. Ovo de Toxocara

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho médio (♀ - 4 a 12 cm,♂ - 3 a 7 cm). -Esôfago claviforme. -Boca trilabiada. -Asa cervical larga e curta. -Apresentam ventrículo esofagiano. Figura 209. Ovo de Toxascaris sp.

CICLO

BIOLÓGICO

GERAL

DE

TOXOCARINAE: As fêmeas fazem a postura dos ovos que saem nas fezes e forma-se a L1, L2 e L3 dentro do ovo. O HD se infecta de 4 maneiras:

1) Via oral - o hospedeiro definitivo ingere o ovo com a forma infectante, que é liberada no tubo digestivo e penetra na mucosa do intestino delgado e pela circulação porta vai ao fígado, Figura 208. Adultos de Toxocara canis. depois coração e alvéolos pulmonares, onde faz a muda para L4, chega a glote sendo deglutida

GÊNERO Toxascaris
ESPÉCIE - Toxascaris leonina

e indo novamente ao intestino, onde muda para L5 e torna-se adulta. Esse é o ciclo de Loss (ou

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Nematóides ______________________________________________________________________________________________

hepatotraqueal) que ocorre em cães jovens (até três meses), pois em cães adultos as larvas chegam ao pulmão como L3 e pegam a circulação de retorno para o coração e são bombeadas pela aorta para diferentes partes do corpo onde mantêm-se ativas por anos.

migração pulmonar no filhote por essa via.

4) Via hospedeiros paratênicos - Pode haver contaminação através da ingestão de roedores e aves (no caso de cães) e outros animais (no caso de gatos).

PPP = Quatro a cinco semanas.

IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: A ingestão do ovo com a L3, no caso de

2) Via transplacentária - Em fêmeas gestantes as larvas passam pelo sangue arterial podendo contaminar o feto. Se a cadela contaminar-se antes da gestação e possuir as larvas na musculatura, hormonais em elas função podem das ser alterações e

Toxocara, pelo homem faz com que essa larva passe pelo fígado e desencadeie reações de corpo estranho, podendo causar lesões

hepáticas conhecidas como larvas migrans visceral. Em cães a infecção pode levar à pneumonia, enterite mucóide e até oclusão parcial ou completa do intestino, e nos casos mais raros, perfuração com peritonite.

reativadas

contaminar o feto. É a forma de contaminação mais importante nos cães, mas em gatos não ocorre.

3) Via transmamária - As fêmeas passam as larvas aos filhotes através do leite. Não há

Figura 211. Cão com aparência típica de infecção por ascarídeo.

ORDEM STRONGYLIDA SUPERFAMÍLIA STRONGYLOIDEA -Macho com bolsa copuladora que se

movimenta para auxiliar o movimento da cópula. -Ovos de casca dupla e fina com várias células no seu interior (ovo morulado).

FAMÍLIA STRONGYLIDAE CARACTERÍSTICAS: Figura 210. Ciclo biológico de Toxocara canis.
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Figura 212. Figura 215.185 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Presença de cápsula bucal. com coroa franjada. • Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho médio. SUBFAMÍLIA STRONGYLINAE -Cápsula bucal com formato subglobular. Da Esquerda para direita: Cápsula bucal de Strongylus edentatus. Ciclo biológico de Strongylus. Figura 213. • Cápsula bucal grande. vulgaris.6 cm). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: • Tamanho de pequeno a médio (♀ .2 a 2. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. ♂ .1 a 1.5 cm. • Fêmeas terminando afiladamente. -Adultos hematófagos. S. Adultos de Strongylus. equinus Figura 214. GÊNERO Strongylus ESPÉCIE: Strongylus vulgaris LOCAL: Intestino grosso. • Adultos hematófagos. • Esôfago claviforme. equinus e S. apresentando dois dentes arredondados e um GRANDES STRONGYLÍDEOS: ducto da glândula esofagiana. -Presença de esôfago claviforme. Cápsula bucal de Strongylus vulgaris. S. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .

LOCAL: Intestino grosso. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho de pequeno à médio (♀ . fêmeas). Pode-se contar os blastômeros mesentérica anterior são responsáveis por tromboembolias que levam a cólicas. Cápsula bucal de Strongylus equinus. ESPÉCIE: Strongylus equinus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. Após a cópula as fêmeas colocam os ovos que saem nas fezes e se desenvolvem no meio ambiente.3. Quando a L5 se desprende.5 a 5. PPP = Seis a sete meses. o que pode até matar o animal por hemorragia interna pelo rompimento da artéria. L3 de Strongylus vulgaris obtida de coprocultura.186 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo ingere a L3 nas pastagens ou na água contaminada.5 Figura 216. atravessa a parede do ceco/cólon caindo na luz intestinal. No intestino delgado a larva perde a bainha de proteção e vai ao intestino grosso penetrar na mucosa (pode penetrar no delgado mesmo). IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: É a espécie mais patogênica para eqüinos. porque os nódulos formados na artéria Figura 218. Ovo de Strongylus sp. Nesse local ocorre a diferenciação sexual (machos e Figura 217. mesentérica anterior (cranial) fazendo aí as mudas para L4 e L5 e formando nódulos e lesões chamadas de arterite. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Vai então à íntima da artéria mesentérica e atravessa a art.

cavidade peritonial. Após ± 3 meses. CICLO BIOLÓGICO: O hospedeiro definitivo ingere a L3 nas pastagens ou na água contaminada. cólica devido a função hepática ou pancreática estar anormal.8 cm). -Esôfago claviforme.5 a 3. ♂ . ♂ . com coroa franjada. vai ao intestino grosso como L5 e aí amadurece virando adulto com 260 dias. Cápsula bucal de S. penetram na mucosa do ceco e cólon onde aparecem nódulos LOCAL: Intestino grosso.Strongylus edentatus ligamento hepático formando nódulos. -Cápsula bucal grande. No Figura 219.6 cm). um ducto da glândula esofagiana e sem apresentar dentes. -Adultos hematófagos. Atinge então a subserosa formando nódulos e após 11 dias atinge a cavidade peritonial (já como L4) e migra para o fígado onde provoca lesões. Vai assim pela circulação porta ao fígado (após 11 a 18 dias) e depois de 9 semanas migram pelo ESPÉCIE . dor. edentatus. com coroa franjada e apresentando três dentes pontiagudos (sendo um deles com ponta bífida) e um ducto da glândula esofagiana.2. Vão então à HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. -Ovos medindo 98 µm de comprimento.187 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ cm. CICLO BIOLÓGICO: O Hospedeiro definitivo ingere a L3 nas IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Dependendo da quantidade de L3 ingerida o animal pode apresentar emagrecimento.2. hemorrágicos e após 3 a 5 meses já estão no lúmem para que haja cópula. intestino delgado a larva perde a bainha de proteção e vai ao intestino grosso penetrar na mucosa (pode penetrar no delgado mesmo). Após a postura os ovos saem nas fezes e se desenvolvem em meio ambiente. No intestino delgado a larva perde a bainha de proteção e vai ao intestino grosso penetrar na mucosa (pode penetrar no delgado mesmo).3 a 4.3. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho de pequeno a médio (♀ . postura e liberação _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . pastagens ou na água contaminada. -Cápsula bucal grande. -Esôfago claviforme.4 cm. -Adultos hematófagos.3 a 2. PPP = 9 meses. nesse local fazem mudas para L4 e L5.

2.5 cm). ducto da glândula esofagiana e com lâminas serrilhadas no fundo da cápsula.Triodontophorus sp. Cápsula bucal de um pequeno estrôngilo. com coroa franjada. dor. LOCAL: Intestino grosso. ♂ 1. anormal e pelos nódulos no ceco/cólon. -Não são hematófagos. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho de pequeno a médio (♀ . cólica ocasionados pela função hepática Não migratório. Cápsula bucal de Triodontophorus sp. com coroa franjada dupla. os adultos também são hematófagos. SUBFAMÍLIA .8 cm). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . PEQUENOS STRONGYLÍDEOS: GÊNERO Triodontophorus ESPÉCIE . HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. CICLO BIOLÓGICO: IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Dependendo da quantidade de L3 ingerida o animal pode apresentar emagrecimento. -Cápsula bucal de formato retangular e com parede espessa. desenvolvimento desses no meio ambiente.188 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ dos ovos nas fezes com posterior -Cápsula bucal de tamanho médio. Figura 221. Não há muitas informações sobre o ciclo de desenvolvimento deste parasito. Figura 220. LOCAL: Intestino grosso. -Adultos hematófagos.5 cm.CYATHOSTOMINAE HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. -Tamanho pequeno (Menores que 1. PPP = Três a cinco meses.

FAMÍLIA SYNGAMIDAE penetram nas glândulas do intestino grosso (ceco e cólon) e migram dentro da mucosa. reinfectados as L4 permanecem nos nódulos por vários meses.6 a 4 cm. -Aparecem sempre em cópula. LOCAL: Traquéia. -Formato de taça. No ambiente as larvas passam a L1. CARACTERÍSTICAS: CICLO BIOLÓGICO: Após serem ingeridas.6 cm). -Cápsula bucal em forma de taça com coroa IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Esta infecção pode produzir diarréia. -Esôfago claviforme. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . -Esôfago claviforme e bem musculoso.Syngamus trachea inflamatórias ao redor das larvas. Em animais HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Aves HOSPEDEIRO moluscos. As larvas mudam para L4 dentro desses nódulos inflamatórios na segunda semana da infecção e emergem para o lúmem um a dois meses depois para amadurecerem (L5).2 a 0. O hospedeiro forma um foco de células SUBFAMÍLIA SYNGAMINAE GÊNERO Syngamus ESPÉCIE . as L3 infectantes -Parasitas que vivem em permanente cópula. com numerosas larvas dentro da mucosa. A patogenicidade é baixa. cólica e ocasionalmente morte.0. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .0.L3 em quatro a cinco dias (250C e 70% umidade).L2. Nódulos na mucosa do intestino grosso com pequenos estrôngilos.189 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ ducto da glândula esofagiana e com lâminas no fundo da cápsula. franjada e dentículos em sua base. Macho e fêmea de Syngamus trachea. Figura 223. Os ovos começam a aparecer nas fezes 6 a 14 semanas na primo infecção e 12 a 18 semanas na reinfecção. ♂ . Na necrópsia pode ser observada inflamação no ceco e cólon. sendo que o Fêmea Macho Figura 222. PARATÊNICO: Minhocas. o que é conhecido como hipobiose larval estimulada pela imunidade do animal.

2. O hospedeiro definitivo pode se infectar de três maneiras: (A) ingerindo o ovo com a L3. atravessam a parede intestinal (D). brônquios e traquéia (F) onde mudam para L4 e L5 (adultos). Pode ocorrer pneumonia. No ponto onde os vermes se fixam há formação de um nódulo cheio de pús que pode se infectado com a L3. bico aberto e pescoço espichado como se tentassem deglutir algo. Há o desenvolvimento da L1. Adultos de Syngamus trachea na traquéia de uma ave. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno à médio (♀ .5 cm. -A abertura vulvar é no meio do corpo. L2 e L3 no interior do ovo. para o Estes meio podem ambiente ser ou Figura 225. As aves apresentam-se com dispnéia.Stephanurus dentatus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos. . Ciclo biológico do Syngamus trachea. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . SUB FAMÍLIA STEPHANURINAE GÊNERO Stephanurus ESPÉCIE . coração e pulmões (E).2 a 3 cm). ♂ Figura 224. Nos pulmões perfuram os capilares dos alvéolos e vão aos bronquíolos. (B) ingerindo a L3 livre no ambiente. Há a eclosão da L3 para o meio ambiente. e pela circulação atingem o fígado. intranqüilidade. CICLO BIOLÓGICO: Adultos na traquéia copulam e a fêmea faz a postura dos ovos. Há formação de mucosidade que pode obstruir a traquéia e brônquios e matar por asfixia. expectorados deglutidos e então eliminados com as fezes do hospedeiro.190 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ macho apresenta bolsa copuladora forte e quitinizada com dois espículos de tamanho curto e a fêmea termina afiladamente. (C) ingerindo um hospedeiro paratênico IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Em aves jovens a infecção é mais grave. As L3 ingeridas pelo hospedeiro definitivo libertam-se de sua cutícula.8 a 4. transformar em abscesso causando obstrução da traquéia. LOCAL: Gordura peri-renal.

Da cápsula de Glisson elas vão ao tecido gorduroso perirenal (F) onde se tornam adultos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . com coroa franjada e dentículos em sua base. fígado (E) (leva 40 dias) onde migram por três a nove meses. Ciclo biológico de Stephanurus dentatus. CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem na urina e no solo eclodem em 24 a 48 horas. -Esôfago claviforme e bem musculoso. Os ovos vão ao meio ambiente com a urina (J). Adultos de Stephanurus dentatus em um ureter. PPP = 9 meses.191 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Cápsula bucal em forma retangular. A L3 se desenvolve em três a cinco dias e o hospedeiro definitivo se IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÁRIA: É uma doença de animais adultos. pois os leitões são abatidos com seis meses de idade. 2) PERCUTÂNEA .As larvas L3 penetram na pele escarificada (C) e fazem migração para os pulmões onde se tornam L4.Os ovos vão ao meio ambiente com a urina (J). contamina de 4 maneiras: 1) ORAL – O suíno ingere a L3 (A) no ambiente ou a minhoca (B) serve como hospedeiro de transporte para L3 e o suíno ao ingerir a minhoca se contamina. Figura 226. gorduroso ou em comunicação dos cistos com ureteres por canalículos. Da cápsula de Glisson elas vão ao tecido gorduroso perirenal (F) onde se em tornam cistos adultos. com duas projeções cuticulares anteriores. a fêmea termina afiladamente. que ficam acasalados em cistos no próprio tecido Figura 227. vão à aorta. 3) PRÉ-NATAL .Quando as larvas L5 caem na cavidade peritonial ocorre esse tipo de infecção. no que ficam tecido acasalados próprio gorduroso ou em comunicação dos cistos com ureteres por canalículos. -A abertura vulvar é no meio do corpo. Na parede do estômago (D) a larva faz sua muda para L4 e vai então ao fígado(E) (em três dias) onde fica migrando por 3 a 9 meses. após passam a L5. após passa a L4 e L5. -Os machos apresentam bolsa copuladora com raios curtos e atrofiados e dois espículos curtos.

2 cm. -Presença de vesícula cefálica. A. -Esôfago claviforme LOCAL: Intestino grosso.4 a 1.1.192 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ Além disso.6 a 2. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Recomenda-se abate dos animais infectados.2 a 1. ESPÉCIE . -Cápsula bucal muito pequena.Oesophagostomum radiatum HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. ♂ .Vesícula cefálica BVesícula cervical e C . com coroa franjada dupla e vesícula cefálica (ou colar cefálico). CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ .1. Pode ainda atingir outros órgãos como medula. GÊNERO Oesophagostomum ESPÉCIE .1.7 cm). -Presença de vesícula cervical bem desenvolvida e asa cervical pouco desenvolvida.Oesophagostomum columbianum LOCAL: Intestino grosso. ocorre mais em animais criados em piquetes. Apresentam papilas cervicais -Machos com bolsa copuladora contendo dois espículos de tamanho médio PROFILAXIA: Deve-se manter os animais em locais -Fêmeas terminando afiladamente cimentados. Figura 228.4 a 1. com coroa franjada dupla e vesícula cefálica. -Cápsula bucal muito pequena. limpos com comedouros mantidos no alto evitando dessa maneira que os animais urinem nesses locais. -Dilatações cuticulares. -Esôfago claviforme.Asa cervical de O. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Caprinos e ovinos. FAMÍLIA CHABERTIDAE SUBFAMÍLIA OESOPHAGOSTOMINAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Cápsula bucal retangular e pequena. ♂ .7 cm). A presença de cistos comprime os ureteres o que compromete o rim.8 cm. radiatum.1.

8 a 1 cm). -Apresentam papilas cervicais.Oesophagostomum dentatum HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos.4 cm. -Machos com bolsa copuladora contendo 2 espículos de tamanho médio. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ .0. vesícula cefálica e papilas cefálicas. ♂ . -Presença de vesícula e asa cervical pouco desenvolvida. As L4 emergem para a superfície da mucosa e migram para o cólon onde se desenvolvem até adultos. com coroa franjada dupla. LOCAL: Intestino grosso. A. Figura 230. columbianum PPP = 45 dias.193 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Presença de vesícula cervical pouco -Cápsula bucal muito pequena. CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS OESOPHAGOSTOMUM: O hospedeiro definitivo ingere as L3 e essas penetram na mucosa de qualquer parte do intestino delgado ou grosso e ficam envoltas em nódulos evidentes. Ovo ESPÉCIE . Figura 229. onde se dá a muda para L4. Os _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .1.1 a 1. -Machos com bolsa copuladora e dois espículos de tamanho médio e fêmeas terminando desenvolvida e asa cervical bem desenvolvida.Coroa franjada e C – Vesícula cervical de O.Cápsula bucal B. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Patologia mais ou menos acentuada. Apresentam papilas cervicais. -Esôfago claviforme. Ciclo biológico de Oesophagostomum sp. afiladamente. -Fêmeas terminando afiladamente.

L1: apresenta um bulbo posterior. contaminados por bactérias. pequenos estrongilideos e LOCAL: Intestino delgado. -Esôfago claviforme e bem musculoso. L3: o bulbo desaparece. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães. ESPÉCIE . GÊNERO Ancylostoma ESPÉCIE Ancylostoma caninum Figura 231. -Esôfago claviforme e musculoso. -Curvatura na extremidade anterior. Os ovos são eliminados nas fezes e no meio ambiente (de acordo com condições de umidade e temperatura) CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (1 a 2 cm) e se apresenta curvado dorsalmente.194 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ nódulos na parede do intestino são -Parasitos hematófagos e vorazes. -Cápsula bucal subglobular grande e que apresenta três pares de dentes no seu topo. SUPER FAMÍLIA ANCYLOSTOMATOIDEA FAMÍLIA ANCYLOSTOMIDAE Figura 232. No solo o ovo se rompe e a L1 em locais de alta umidade (solo úmido e vegetação densa) cresce e troca de cutícula passando à L2. Nódulos contendo larvas de Oesophagostomum sp. Essa L3 contamina as pastagens e águas próximas. no sentido dorsal. que cresce e ao fazer a muda para L3 retém a cutícula da L2 e forma outra. Cápsula bucal de Ancylostoma caninum.Ancylostoma braziliense _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . desenvolvem-se. CARACTERÍSTICAS -Presença de cápsula bucal na extremidade anterior. oesophagostominae). SUBFAMÍLIA ANCYLOSTOMINAE CARACTERÍSTICAS -Cápsula bucal subglobular e com dentes. possuindo assim uma cutícula dupla e mais rugosa. OBS: CICLO DE VIDA LIVRE (para grandes estrongilideos.

pulmão. elas vão ao coração. atingem os alvéolos (passam a L4) os perfuram voltando então à glote e sendo redeglutidas. Os ancilóstomos só chegam a maturidade quando o filhote nasce e após 10 a 12 dias já há ovos nas suas fezes. lamber-se e essa penetra nas glândulas gástricas e intestinais onde faz muda para L4 e CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno e se apresenta curvado dorsalmente -Cápsula bucal subglobular grande e que apresenta 2 pares de dentes. 1) ORAL – o hospedeiro definitivo ingere a L3 ao LOCAL: Intestino delgado. Figura 233. os ovos saem nas fezes e em condições ideais de desenvolvimento há liberação de L1.195 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ definitivo por quatro vias: HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . que se fixa na mucosa do intestino delgado. Quando chegam ao lúmem mudam para L5 e adultos. 3) TRANSPLACENTÁRIA – As larvas em fêmeas gestantes migram através da circulação e pela placenta contaminam os filhotes. alvéolos e são redeglutidas. L2 e L3. intestinais (passam a L5) e quando chegam ao lúmem passam à adultos ficando fixados na mucosa do intestino delgado. As fêmeas apresentam abertura vulvar no meio do corpo. Isso ocorre em 5 dias e a L3 vai ao hospedeiro PPP = Duas a três semanas.As larvas penetram na pele do hospedeiro definitivo e migram pelos vasos sanguíneos ou linfáticos indo ao coração e depois ao pulmão. que ficam fixados na mucosa do intestino delgado. -Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho médio e fêmeas terminando 2) PERCUTÂNEA . É o ciclo direto. PPP = Duas a três semanas. quando chega ao lúmem passa a adulto. sendo um grande e um pequeno . afiladamente. penetração nas glândulas gástricas ou PPP = ± 2 semanas. nesses. No tubo digestivo ocorre a CICLO BIOLÓGICO GERAL: Vermes Hematófagos. Ciclo biológico de Ancylostoma caninum. Fêmeas fazem postura. -Esôfago claviforme e bem musculoso. No tubo digestivo penetram em glândulas gástricas e intestinais onde fazem a muda para L4.

IMP.HIGIENE E SAÚDE PÚBLICA: A ancilostomose é uma zoonose pois LOCAL: Intestino delgado. fazendo com que as fezes fiquem diarréicas e mais escuras. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos.O sangue ingerido não é metabolizado e sim reabsorvido no duodeno.1 a coradas).2 cm). As larvas no tubo digestivo desses filhotes Figura 235 Larva migrans cutânea transmitida pelo Ancylostoma. -Presença de estruturas cortantes chamadas de lancetas. normalmente em as larvas podem penetrar pela pele íntegra e ficar migrando nesse local causando reação inflamatória. -Cápsula bucal semi-retangular grande com dois pares de placas quitinizadas no seu topo e 2 pares de lancetas na sua base. GÊNERO: Bunostomum ESPÉCIE: Bunostomum phlebotomum PPP = Duas a três semanas.9 cm. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Hematófagos. Quando vão ao lúmem passam a L5 e adultos que ficam fixados na mucosa do intestino delgado.As larvas nas fêmeas migram para os vasos sanguíneos e linfáticos e ao chegarem à irrigação das glândulas mamárias contaminam os filhotes pelo leite. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . -Esôfago claviforme e bem musculoso.6 a 1. É a chamada larva migrans cutânea. 1.196 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ SUBFAMÍLIA BUNOSTOMINAE CARACTERÍSTICAS -Cápsula bucal não tão subglobular (mais retangular). penetram nas glândulas gástricas ou intestinais e mudam para L4. Vermes adultos de Ancylostoma no intestino de cão. Figura 234. ♂ . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Os parasitos são hematófagos e podem causar a morte dos animais por anemia microcítica hipocrômica (hemácias menores e menos -Se apresentam curvados dorsalmente.1. Fonte: Daniel Roulim 4) TRANSMAMÁRIA .

faz muda para L4 e quando chega ao lúmem vai a adulto.Nematódeos delgados e pequenos. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Como são parasitos hematófagos causam anemia principalmente em animais jovens. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .o hospedeiro definitivo ingere a L3 e essa penetra nas glândulas gástricas e intestinais. CARACTERÍSTICAS: . -As fêmeas apresentam abertura vulvar anterior a metade do corpo. -Cápsula bucal semi-retangular grande com 2 pares de placas quitinizadas no seu topo e 1 par de lancetas na sua base.Bunostomum trigonocephalum ocorre a penetração nas glândulas gástricas ou intestinais (passam a L5) e quando chegam ao HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Caprinos e ovinos. -Se apresentam curvados dorsalmente. delgado. 1) ORAL .197 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Machos com bolsa copuladora e 2 espículos de tamanho levemente alados.9 a 2. PROFILAXIA CICLO BIOLÓGICO GERAL: Os ovos saem nas fezes e com condições ideais de desenvolvimento há liberação de L1. que se fixam na mucosa do intestino delgado. lúmem se transformam em adultos onde permanecem fixados na mucosa do intestino LOCAL: Intestino delgado.2 a 1. PPP = 2 meses. -Esôfago claviforme e bem musculoso. fazendo com que as fezes fiquem diarréicas e mais escuras. L2 e L3.1. É o ciclo direto. Isso ocorre em 5 dias e a L3 vai ao HD por 2 vias: SUPERFAMÍLIA TRICHOSTRONGYLOIDEA FAMÍLIA TRICHOSTRONGYLIDAE Manter os animais em locais limpos e separados por idade.7 cm). 2) PERCUTÂNEA . CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho pequeno (♀ . PPP = pouco menos de dois meses. ♂ .6 cm. No tubo digestivo ESPÉCIE . O sangue ingerido não é metabolizado e sim reabsorvido no duodeno. Após.1. Extremidade anterior de Bunostomum sp. atingem os alvéolos Figura 236.As larvas penetram na pele do hospedeiro definitivo e migram pelos vasos sanguíneos ou linfáticos indo ao coração e depois ao pulmão. (passam a L4) e os perfuram voltando então à glote e sendo redeglutidas.

Trichostrongylus colubriformis GÊNERO Trichostrongylus LOCAL: Intestino delgado CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Pequenos e delgados (0.0.4 a 0. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 238. -Extremidade anterior afilada sem cápsula bucal. ♂ - gubernáculo. -Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida e 2 espículos desiguais.Trichostrongylus axei HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. -Extremidade anterior afilada sem cápsula bucal. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . ESPÉCIE .2 a 0.Cápsula bucal pequena ou ausente.8 cm.198 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Tamanho muito pequeno – (♀ . -Sem papilas cervicais. Adultos de Bunostomum sp.Macho com bolsa copuladora bem forma e tamanhos diferentes. ♂ . -Sem cápsula bucal. ESPÉCIE . com Figura 237. LOCAL: Estômago (eqüinos).0.8 cm.0.15 a 23 dias. -Machos apresentam espículos fortes e 0. Um dos espículos é grosso e o outro fino. . HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ovinos. -Poro excretor situado normalmente em uma CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Tamanho muito pequeno (♀ .8 cm).5 a 0. .2 a 0. -Raio dorsal no meio da bolsa. -Poro excretor situado normalmente em uma fenda visível na extremidade anterior.Ciclo monoxeno. caprinos e bovinos. . .Espículos curtos e grossos. -Sem papilas cervicais. PPP . adultos.7 cm).Infecção passiva por L3. desenvolvida. Trichostrongylus sp.3 a 0. . -Presença de gubernáculo.6 cm). -Poro excretor situado normalmente em uma fenda visível na extremidade anterior.

Extremidade anterior de Haemonchus sp. Figura 240.2 cm e ♀.8 a 3.Haemonchus contortus – Ovina. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes LOCAL: Abomaso CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Extremidade anterior afilada e com pequena Figura 239. -Machos com lobo dorsal pequeno e -Machos com bolsa copuladora com raio dorsal em posição assimétrica e em forma de forquilha assimétrico.0. Figura 241. -Com duas papilas cervicais. -Sem papilas cervicais. placei – Bovinos. -Raio dorsal no meio da bolsa.0 cm.1. GÊNERO Haemonchus CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Maior que os outros da família – ♂ . Bolsa copuladora de Trichostrongylus sp. ESPÉCIE . cápsula bucal. -Cápsula bucal pequena com um fino dente ou lanceta. -Machos com e 2 bolsa copuladora de bem e Papilas cervicais desenvolvida espículos forma tamanhos iguais. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . H.26 a 28 dias.199 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ fenda visível na extremidade anterior. -Presença de duas papilas cervicais proeminentes e espiniformes.1 a 1. -Presença de gubernáculo. PPP . Adulto de Haemonchus sp.

-As fêmeas apresentam um apêndice na região vulvar. graves dependendo da capacidade eritropoiética _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . CARACTERÍSTICAS: -Presença de duas papilas cervicais. que pode ser linguiforme (grande e proeminente ou pequeno em forma de botão). mas há resposta eritropoiética da medula óssea. Bolsa copuladora de Haemonchus sp. 3) Haemoncose crônica: Muito comum e de importância econômica. -As fêmeas apresentam um apêndice na região Figura 242 .Haemonchus similis HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes. devida a uma aguda perda de sangue. A enfermidade se produz por uma infecção crônica com um número baixo de parasitos (100 .1000). Vulva de Haemonchus sp -Espículos de ponta fina e presença gubernáculo.200 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ (y). A anemia pode ocorrer rapidamente. fezes de cor escura e morte súbita. vulvar. que pode ser linguiforme ou em forma de de botão. 2) Haemoncose aguda: Ocorre principalmente em animais jovens susceptíveis com infecções intensas. ESPÉCIE . LOCAL: Abomaso. SINAIS CLÍNICOS: 1) Haemoncose hiperaguda: É pouco comum. A morbidade é de 100% mas a mortalidade é baixa. A anemia e hipoproteinemia podem ser Figura 243. -Espículos de ponta fina e presença de gubernáculo. mas pode ocorrer em animais susceptíveis expostos a infecção maciça repentina. A anemia vem acompanhada da hipoproteinemia e edema (papada) e produz a morte. A enorme quantidade de parasitos provoca anemia. Há uma gastrite hemorrágica intensa. -Machos com bolsa copuladora com raio dorsal em posição assimétrica e em forma de taça (arqueado).

Bolsa copuladora e espículos de macho de Cooperia sp. -Não apresentam gubernáculo.0. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno – (♀ . Alguns trichostrongilídeos são desenvolvida. -Aspecto de vírgula. dentes na asa. nutrição e também resistência.17 a 22 dias.0.8 a 1. ♂ .201 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ do animal e de suas reservas metabólicas nutricionais. assim como D. ♂ Espículos Dilatações cuticulares cefálicas Figura 244 . CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno – (♀ . filaria.Cooperia pectinata LOCAL: Intestino delgado. -Ausência de gubernáculo. Figura 245 Cooperia. ESPÉCIE -Cooperia punctata HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes.7 cm). ESPÉCIE . PPP.4 a 0. * OBS: Na necropsia o animal tem mucosas e pele pálidas. GÊNERO Cooperia CARACTERÍSTICAS: -Dilatações cuticulares cefálicas. -Extremidade anterior afilada. LOCAL: Intestino delgado. -Machos com bolsa copuladora bem OBS: A hipobiose é um fenômeno caracterizado pela inibição ou retenção do desenvolvimento e serve para sincronizar o desenvolvimento do parasito com as condições do hospedeiro e do ambiente.2 cm.5 a 1. Extremidade anterior de _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . com espículos apresentando capazes de fazer hipobiose. -Dilatações cuticulares cefálicas. Os principais fatores que estimulam esta hipobiose são temperatura. viviparus e D.2 cm.0. hidrotórax. ascite e caquexia. -Hematófagos.

-Extremidade anterior afilada. Adultos de Cooperia. -Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida contendo espículos iguais. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro Figura 248.9 cm). bovinos parasitam ovinos e caprinos.8 a 1. -A L4 invade a mucosa do abomaso fazendo hipobiose.9 cm). desenvolvida. OBS: Figura 246. com espículos sem dentes na asa. parasitam e as Teladorsagia espécies e as de de são muito Espículos Gubernáculo Ostertagia Teladorsagia Figura 247. -Extremidade anterior afilada. curtos.0. bifurcados ou trifurcados. -Machos com bolsa copuladora bem -Presença de gubernáculo. -Ausência de gubernáculo. -Vulva recoberta por uma expansão cuticular chamada de processo vulvar.0. GÊNERO Ostertagia GÊNERO Teladorsagia Ostertagia semelhantes. -Papilas cervicais presentes.2 cm. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Teladorsagia – Ovinos Ostertagia . mas com uma escavação.202 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ .6 a 0. -Dilatações cuticulares cefálicas. ♂ 0. Bolsa copuladora de Ostertagia sp. Adultos de Ostertagia sp. .Bovinos LOCAL: Abomaso CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno (♀ .6 a 0.

O. no abomaso temperatura Em e condições umidade as favoráveis larvas L1 de se desenvolvem. Adultos de Hyostrongylus.9 cm. 3. 2. CICLO BIOLÓGICO GERAL DOS TRICHOSTRONGILIDEOS: Os ovos saem nas fezes (B) e vão ao meio ambiente. Ciclo biológico de Ostertagia sp. A L1 liberada no conteúdo fecal se alimenta de organismos em decomposição e passa a L2 e L3 (formadas em 7 dias após a GÊNERO Hyostrongylus ESPÉCIE . curtos e gubernáculo em forma de agulha. que é a forma infectante. ostertagi. No rúmen (A) do animal as larvas perdem a bainha e se dirige ao HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Suínos.4 a 0. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho muito pequeno– (♀ . -Papilas pré-bursais. trifurcata os espículos terminam com uma ponta forte. Figura 250. As chuvas dispersam a L3. ostertagi tem os espículos terminando em três processos em forma de gancho. Figura 249.0. 1. local de ação (abomaso ou intestino delgado) (C) onde passam a L4 e L5 e se tornam adultos. -Extremidade anterior afilada. lyrata é muito semelhante à O. -Papilas cervicais.0. O.5 a 0. Lesão por Ostertagia sp. Figura 251.203 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ LOCAL: Estômago. -Machos com bolsa copuladora bem desenvolvida com espículos iguais.O. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . -Esôfago alongado.Hyostrongylus rubidus postura). Os hospedeiros definitivos se contaminam ao ingeri-las. ♂ .6 cm).

condições são desfavoráveis como épocas de muito calor. A L3 paralisa seu desenvolvimento OBS: Haemonchus e Ostertagia possuem uma fase histiotrófica. promovendo diarréia e em casos mais graves a diarréia pode vir a ser negra e fétida. Os animais jovens são mais susceptíveis pois os adultos adquirem uma certa imunidade. ocorrerem às infecções.quando a infecção é elevada eles podem alterar o pH do abomaso e como conseqüência aumentar o crescimento bacteriano.o hábito hematófago causa Figura 252. 2) Haemonchus . podendo em casos graves causar edema de barbela pela perda de albumina devido a lesões no abomaso. mas os raios ultravioletas e a falta de umidade podem matar as larvas e por isso nas horas mais quentes elas descem para se proteger. Ocorre no mínimo queda da qualidade da lã (fica OBS: As larvas migram verticalmente para a ponta do capim quando há umidade suficiente. 3) Ostertagia. que é quando a larva penetra no abomaso (A) (glândulas gástricas) após ela muda e retorna para a luz intestinal (C) fazendo a última muda (L4 . no inverno e no verão seu metabolismo fica defeituoso. Isso leva a diarréia e efeitos negativos na produção do animal.204 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ 1) Trichostrongylus . CONTROLE DA VERMINOSE: _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .os parasitos causam lesões no abomaso quando as quebradiça). aumentando o peristaltismo e prejudicando assim a absorção. maior a probabilidade de 4) Cooperia . elas ingerem 250 ml de sangue por dia. Se não tratados pode ocorrer desidratação e até morte. anemia principalmente em animais jovens. Bovinos e ovinos podem ter vários gêneros de parasitos ao mesmo tempo.L5) e se torna adulta. levando a impactos negativos na produção. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Quanto maior o número de animais por hectare de pastagem. A morte é freqüente em ovinos porque quando o número de parasitos é elevado PPP = 21 dias. Ciclo biológico da maioria dos trichostrongilídeos. não absorvendo o alimento. Teladorsagia . copulam e então a fêmea faz a postura. já que as larvas são formas imaturas e são elas que causam as lesões.o contato com as vilosidades intestinais causam irritação. O animal perde peso e pode chegar à morte mesmo com exames de fezes negativos. Fixam-se no local.

LOCAL: Brônquios e bronquíolos.Raio bursal da bolsa copuladora se bifurca no ápice (forma de y) ESPÉCIE .8 cm. tratamento animais entram nos meses de chuva com um baixíssimo índice de parasitismo. FAMÍLIA DICTYOCAULIDAE SUB FAMÍLIA DICTYOCAULINAE CARACTERÍSTICAS: -Raios bursais bem desenvolvidos com alguns raios fusionados. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . LOCAL: Brônquios e bronquíolos. -Raio bursal da bolsa copuladora em forma de v. -Extremidade anterior com papilas cefálicas. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno (♀ .Dictyocaulus viviparus HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Bovinos. Esse período ainda coincide com o maior número de parasitos dentro do hospedeiro e sem pasto para Com ele esse se equilibrar os . ♂ . -Esôfago filariforme. -Boca trilabiada. -Boca trilabiada. ESPÉCIE: Dictyocaulus filaria CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno (♀ .3 cm). LOCAL: Brônquios e bronquíolos.5 a 4. -Ciclo direto (ausência de hospedeiro intermediário).4. ♂ .4 cm). nutricionalmente.Dictyocaulus arnfield HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos.3 a 6.205 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ As vermifugações devem ser feitas nos meses de seca porque as larvas têm decréscimo de crescimento já que o capim está mais baixo e os raios atingem as larvas matando-as e também porque não há chuva suficiente para disseminar os ovos. GÊNERO Dictyocaulus ESPÉCIE . -Espículos curtos e reticulados (grossos e iguais). -Boca trilabiada. -Esôfago filariforme.2. Postura de um animal parasitado por Dictyocaulus viviparus. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ovinos e caprinos.6 a 8 cm. Figura 253.

e a mesma é liberada no estômago e penetra na mucosa (M) do intestino delgado circulação ganhando linfática. pescoço esticado para frente e boca aberta. Pode levar a morte. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Mais patogênico para ovinos do que bovinos. Figura 256.206 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Esôfago filariforme. -Raio bursal da bolsa copuladoraem forma de v. linfáticos ocorre a muda para L4 e essa vai para o coração e pulmão onde penetra no parênquima pulmonar passando a L5. Passa a L2 e depois L3. que sai nas fezes (A) e se alimenta de bactérias. A L5 vai aos brônquios e bronquíolos sofrer a maturação sexual e postura. gerando produção de muco e proliferação de bactérias. Causa brônquio bronquíolos que podem ser expelidos para o ambiente pela cavidade oral ou nasal. Fonte: Carlos Luiz de Oliveira SUBFAMÏLIA NEMATODIRINAE GÊNERO Nematodirus Figura 254. O animal fica em posição ortopnéica: membros anteriores Normalmente os ovos são deglutidos e no tubo digestivo ocorre a eclosão da L1. aumenta-se os movimentos abdominais). a CICLO BIOLÓGICO GERAL: A postura dos é ovos feita larvados nos (fêmeas e dictiocaulose é uma infecção respiratória devida a ação irritativa do parasita no epitélio ovovivíparas) brônquios respiratório. que não perde a cutícula de L2. preferencialmente Nos gânglios a afastados. PPP = 2 meses. Dictyocaulus sp. Figura 255. adultos em brônquio. pneumonia (a respiração se altera. O hospedeiro definitivo infecta-se ao ingerir a L3 nas pastagens. Adultos de Nematodirus. Ciclo biológico de Dictyocaulus viviparus.

LOCAL: Estômago. -Ovos grandes e ovais. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: eqüinos. Ovo de Nematodirus sp. GÊNERO: Habronema ESPÉCIE .Habronema microstoma HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. -Cápsula bucal bem desenvolvida e com 2 paredes curtas e retas. ORDEM SPIRURIDA LOCAL: Intestino delgado. HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: moscas (principalmente Musca domestica). _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro .0.207 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ desidratação. SUPERFAMÍLIA HABRONEMATOIDEA FAMÍLIA HABRONEMATIDAE CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Vermes finos de aproximadamente 2cm. Ciclo biológico de Nematodirus. Figura 257.1. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Boca bilabiada -Tamanho pequeno (♀ . HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Moscas (principalmente Stomoxys calcitrans). IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Provoca uma atrofia das vilosidades intestinais (não penetra na mucosa) ocasionando diarréia e -Machos têm cauda espiralada.2 cm. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Ruminantes. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: Figura 258.3 a 2. asa caudal. ESPÉCIE .8 a 1. LOCAL: Estômago.4 cm). papilas pedunculadas e um espículo cinco vezes maior que o outro. ♂ .Habronema muscae CICLO: Típico da família Trichostrongylidae.

Ovo de Habronema sp. Quando muito grave pode ocorrer LOCAL: Estômago (geralmente em nódulos na parede do estômago. -Ovos embrionados de casca fina. as outras estão livres no estômago.Draschia megastoma PPP = 2 meses. -Machos têm cauda espiralada. asa caudal.por isso ferida de verão) onde a mosca pousa em feridas na pele dos eqüinos e as L3 ficam migrando pela pele máximo gastrite catarral crônica com formação de muco. raramente livres). -Cápsula bucal bem desenvolvida e afunilada. -Machos têm cauda espiralada. o helminto também o faz e assim a pupa tem a L2 e o adulto a L3 em suas glândulas salivares. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Eqüinos. ** HABRONEMOSE CUTÂNEA: Evolução errática que ocorre muito nos trópicos (principalmente no verão . papilas pedunculadas e um espículo duas vezes maior que o outro. a larva pela probóscida da mosca ou o eqüino pode ingeri-la acidentalmente. onde fazem a muda para L5 e atingem a maturidade. o que prejudica a digestibilidade. GÊNERO Draschia ESPÉCIE . (principalmente Musca domestica). L4 e depois voltam à luz. No tubo digestivo do eqüino há a digestão da mosca e a L3 é liberada no estômago e penetra nas glândulas estomacais sofrendo a muda para Figura 259. papilas pedunculadas e um espículo duas vezes maior que o outro. As moscas vão ao lábio do eqüino se alimentar de resíduos alimentares. asa caudal. Enquanto esta espécie está em nódulos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Pode ocorrer das moscas caírem nos bebedouros. -Boca bilabiada.208 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ -Tamanho pequeno. só provocando irritação ou no CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno. -Cápsula bucal bem desenvolvida e com dois dentes atrás dela promovendo um afunilamento. septicemia e até morte. com duas reentrâncias (constrição cefálica). megastoma é a mais patogênica por ter preferência pela região glandular do estômago e HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO: Moscas isso induz à formação de tumores fibrosos na região fúndica (há eliminação de ovos dentro deles). CICLO BIOLÓGICO GERAL: Os ovos saem nas fezes já com as L1 e são ingeridos pelos hospedeiros intermediários que são as larvas das moscas. À medida que a mosca se desenvolve. D. -Boca bilabiada.

ESPÉCIE Dipetalonema reconditum aspecto tumoral podendo depreciar e até inutilizar o animal. Habronemose cutânea em eqüino. Ciclo biológico de Habronema sp. L2 e L3. macho e fêmea). perirenal do cão. CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS: -Esôfago fácil de distinguir regiões. Tratar sempre as feridas dos animais. CICLO: PROFILAXIA: A pulga ao se alimentar de um animal parasitado com microfilárias contamina-se. -Bem pequenos (2. DIAGNÓSTICO: Não é fácil.209 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ É importante o uso de esterqueiras para diminuição da população de moscas. Pode se encontrar larvas em lavado gástrico com sonda. -Fêmeas parecidas com as de Dirofilaria immitis. mas são bem mais raras.5 cm). Tem HOSPEDEIRO carrapatos. Figura 261. Após a cópula há a liberação de microfilárias na circulação. pois o tratamento é cirúrgico. causando hipersensibilização e com a resposta do hospedeiro. Quando a pulga pica o cão para sugar sangue há a inoculação das L3 que migram para o tecido subcutâneo onde passam a L4 e L5 (adultos. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . microfilárias na circulação. a ocorrência de formação de tecido conjuntivo causando prurido. INTERMEDIÁRIO: Pulgas e HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães. As L3 alojam-se nas peças bucais do artrópode . FAMÍLIA ONCHOCERCIDAE SUBFAMÍLIA ONCHOCERCINAE GÊNERO Dipetalonema Figura 260. porque os ovos e larvas eliminados não são facilmente encontrados nas fezes. OBS: Pode ocorrer ainda habronemose LOCAL: Adultos no tecido subcutâneo e pulmonar e até ocular. Essas microfilárias atingem a hemocele das pulgas e passam a L1.

-Macho com extremidade posterior espiralada. -Machos menores que as fêmeas. -Machos menores que as fêmeas. onde o mosquito a ingere ao fazer o repasto sanguíneo. ESPÉCIE . sofre muda para L4 e L5 e depois migra pela circulação periférica até o coração. -Espículos desiguais e de tamanhos diferentes. para L3. GÊNERO Dirofilaria OBS: É possível infecção transplacentária. Figura 262. -Fêmeas larvíparas (microfilárias no sangue). intermediário). -Esôfago com duas regiões: uma muscular e outra glandular. -Corpo alongado. No estômago do mosquito a larva penetra na mucosa estomacal e depois de 24hs vai aos túbulos de Malpighi. A L1 vai à circulação CARACTERÍSTICAS: -Importante para pequenos animais.Dirofilaria immitis IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Cães HOSPEDEIRO Culicidae. Dirofilaria immitis . aproveitando o repasto sanguíneo do mosquito para infectar o cão. Essa vai à cabeça do mosquito e se instala no aparelho bucal. -Extremidade posterior da fêmea simples.adultos no coração de cão. onde fica FAMÍLIA FILARIIDAE SUBFAMÍLIA DIROFILARINAE adulta (no ventrículo direito ou na artéria pulmonar). -Ciclo indireto (necessitam de hospedeiro periférica.210 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: É importante no diagnóstico diferencial de Dirofilaria immitis. CICLO BIOLÓGICO: SUPERFAMÍLIA FILARIOIDEA As fêmeas fazem a postura das microfilárias (L1) na circulação. mas é menos patogênico e na clínica os sintomas são diferentes. Depois de 5 dias ocorre a muda para L2 e depois de mais 10 dias. -Extremidade anterior simples. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . um espículo grande e outro pequeno e papilas pré e pós-cloacais. INTERMEDIÁRIO: Mosquitos LOCAL: Coração direito e artéria pulmonar CARACTERÍSTICAS: -Tamanho médio (macho – 12 a 16 cm e fêmea25 a 30 cm). A larva vai então ao tecido subcutâneo.

-T.211 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ Figura 263.cão Figura 264. Pesquisa de microfilárias na circulação através esfregaço sanguíneo. técnica de Knott e exames de imunodiagnóstico. -Ciclo direto. -Esôfago com duas porções (a primeira simples e a segunda formada por várias células). pneumonia. em altas infecções pode ocorrer obstrução do ventrículo direito e da artéria pulmonar levando a trombos sanguíneos nos vasos o que gera falta de oxigenação nos órgãos vitais. Ciclo biológico de Dirofilaria immitis. A patogenia é grande. OBS: Poucos casos em gatos. Ocorre perda gradativa de condição e intolerância a exercícios e o animal apresenta uma tosse crônica branda no final da doença. técnica da gota espessa. discolor. vulpis. suis. Microfilária em esfregaço sanguíneo.suíno -T. DIAGNOSTICO: ORDEM ENOPLIDA FAMÍLIA TRICHURIDAE SUBFAMÍLIA TRICHURIÍNAE GÊNERO Trichuris ESPÉCIE -Trichuris sp. Pode ocasionar ascite. Cão com ascite.bovino e bubalino _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Pode atingir ainda o pulmão causando deficiência respiratória e até de Figura 265. HOSPEDEIRO DEFINITIVO: -T. ORDEM ENOPLIDA SUPERFAMÍLIA DIOCTOPHYMATOIDEA -Extremidade anterior simples e mais afilada que a posterior.

-Machos têm apenas 1 espículo e este é envolvido por uma bainha dando aspecto de Os ovos saem nas fezes e no meio ambiente passam a ovos larvados (L1).2 a 4 cm).3 a 7 cm. -Fêmeas têm extremidade posterior simples e são ovíparas (ovos bioperculados e espalhados no ovário). trichuria. -Esôfago com 2 porções: a primeira simples e outra formando várias células. Adultos de Trichuris (verme chicote). Ovo de Trichuris sp.212 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ T. ♂ . ovis. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . LOCAL: Ceco.ovino -T. Ciclo biológico de Trichuris sp. -Extremidade anterior simples e mais afilada que a posterior. Figura 268.(ou pode penetrar nas vilosidades do intestino delgado) Quando adultos saem da Figura 269. CICLO BIOLÓGICO GERAL: Figura 266. Figura 267.homem prepúcio. Espículo de Trichuris sp. O ovo é ingerido diretamente pelo hospedeiro definitivo e a L1 é liberada no intestino delgado onde penetra na mucosa cecal. CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno à médio (♀ .

Rim e bexiga de cão e gato.pode ocorrer hospedeiros paratênicos (anelídeos). A lesão abre portas para infecção secundária (gastrenterite infecciosa) podendo ficar adulto e vai ao órgão alvo ou fica no intestino delgado. com parede reta e arrumados certinhos no ovário) -Machos têm apenas 1 espículo e é envolvido por uma bainha dando aspecto de prepúcio.Fígado de cão. SUPERFAMÍLIA DIOCTOPHYMOIDEA FAMÍLIA DIOCTOPHYMATIDAE SUBFAMÍLIA DIOCTOPHYMATINAE hepática. -Extremidade anterior simples e mais afilada que a posterior nesse caso é bem visível. OBS: C. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . Em C. A maioria das infecções é leve e assintomática. annulata . hepática . L3. humanos e roedores. pois eles ficam retidos no fígado e a conjugado problema infeccioso e parasitário.Capillaria sp.5 cm).213 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ mucosa e permanecem na luz intestinal indo se instalar no ceco. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Só em alto grau de infestação é que ocorrem reações inflamatórias por penetração da mucosa. OBS3: Para diagnóstico usa-se as técnicas de Willis e Hoffman. -Fêmeas têm extremidade posterior simples e são ovíparas (ovos bioperculados. L4 e IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: Em grandes infestações leva à lesão da mucosa cecal gerando gastroenterite nos cães. SUBFAMÍLIA CAPILLARINAE GÊNERO Capillaria ESPÉCIE . bovis . HOSPEDEIRO DEFINITIVO e LOCAL: -C. OBS2: C.Inglúvio de galinhas e perus. annulata. ingeridos pelo HD em alimentos contaminados e a L1 é liberada no tubo digestivo e penetra na mucosa fazendo as mudas para L2. gato. hepatica.Intestino delgado de bovinos -C. -C. GÊNERO Dioctophyma ESPÉCIE: Dioctophyma renale HOSPEDEIRO DEFINITIVO: Carnívoros (preferencialmente cães). -C. -Esôfago com duas porções: a primeira simples e outra formando várias células.os ovos não saem nas fezes. Os ovos são HOSPEDEIROS INTERMEDIÁRIOS: Anelídeos e peixes dulcícolas. contaminação se dá através do carnivorismo ou da morte do animal (que libera os ovos no ambiente). plica. CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem nas fezes morulados e no ambiente se tornam larvados (L1). hepatica pode ocorrer cirrose CARACTERÍSTICAS: -Tamanho pequeno (1 a 1.

Em casos de localização CARACTERÍSTICAS: -Pode ser encontrado solto na cavidade na cavidade abdominal provoca peritonite. O peixe ingere o anelídeo com a L2 e em sua cavidade digestiva faz mudas até L4. IMPORTÂNCIA EM MEDICINA VETERINÀRIA: O parasito destrói o parênquima renal. O homem ou hospedeiro definitivo também pode contaminar-se por ingestão do anelídeo. Figura 270. O Figura 272. -Fêmeas podem atingir até um metro. Ovos de Dioctophyma renale. O cão ingere o peixe com a L4 e no tubo digestivo ela penetra e migra para o rim. ureter. fígado e estômago). Dioctophyma renale em rim de cão. Ciclo biológico de Dioctophyma renale. próstata. uretra. bexiga. abdominal ou na cápsula renal (já foi encontrado na pleura. OBS: Material para diagnóstico: urina. Causa insuficiência renal quando localizado no rim podendo levar a óbito. tecido subcutâneo. cavidade abdominal são os mais comuns. -Machos apresentam uma pequena bolsa copuladora. o outro sofre hipertrofia para compensar a falta do destruído. -Maior incidência: rim direito.214 Nematóides ______________________________________________________________________________________________ LOCALIZAÇÂO DO VERME ADULTO: Rim e anelídeo aquático ingere o ovo e a L1 cai em sua cavidade celomática indo a L2. CICLO BIOLÓGICO: Os ovos saem na urina morulados e no ambiente a L1 se desenvolve dentro do ovo. _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria a Prof Silvia Gonzalez Monteiro . peritônio. Figura 271. Geralmente somente um rim é parasitado.

preferencialmente coletados vivos. o -Aquecer o fixador A.5 ml de formol . animais domésticos.A: . como as larvas. -Também podem estar na cavidade do corpo e nas serosas de vários órgãos. -Deixar o fixador esfriar na própria placa de Petri. crustáceos. dentre outros. na musculatura e encistados nas nadadeiras. 3-COMO FIXAR: -Os nematóides vivos são transferidos da solução salina fisiológica para uma placa de Petri funda com pouco líquido. devem ser coletados e mantidos em recipientes pequenos. assim como da superfície da cutícula. -Os cestóides e trematóides devem ser prensados entre lâminas e colocados em fixador (A. 2-COMO COLETAR: -Os endoparasitos são. agitar fortemente para a limpeza dos lábios e abertura bucal. -Os nematóides pequenos. Em vegetais ocorrem principalmente na raiz.F.3 ml de ácido acético Misturar tudo e colocar em frasco fechado.Técnicas ____________________________________________________________________________________________ 215 PARTE IV Técnicas ____________________________________________________________________________________ COLETA E MONTAGEM DE ENDOPARASITOS 1-ONDE COLETAR: -Os endoparasitos podem estar em vários órgãos de peixes.F. a 65 C e derramar rapidamente sobre os nematóides.93 ml solução fisiológica . -Ainda na solução fisiológica. -Com um pincel ou estilete são transferidos para solução salina fisiológica na concentração correta. insetos. Fórmula do A. moluscos. 4-COMO CONSERVAR: -Os endoparasitos devem ser conservados em etanol 70o GL. assim como no peritônio.A. A) frio por 48 horas. -Os nematóides mortos devem ser coletados diretamente para o fixador frio. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . -Deixar o nematóide no fixador por 48 horas.F. com ou sem 5-10% de glicerina.

2-Quando o etanol evaporar e. de tamanho proporcional ao tamanho do espécime e da lamínula que será usada para cobri-lo.Para montagem em gelatina de glicerina. na placa de Petri onde os nematóides estão em etanol glicerinado a 5% ou 10%. 1-Adicionar glicerina pura. em banho-maria. só restar a glicerina. poucas gotas a cada vez. O tempo requerido para as etapas 6 e 7 dependem da espessura do material. * Em gelatina de glicerina -Aquecer.Técnicas ____________________________________________________________________________________________ 216 5-COMO CLARIFICAR: -Existem dois processos para a clarificação de nematóides: Processo 1. -Cuidado para que a gota não se espalhe além da lamínula. em média no creosoto devem ficar 24 horas.Para montagem em bálsamo do Canadá. o recipiente que contém a gelatina de glicerina. 1 a 3 gotas por dia. praticamente. diferencia e dá brilho).Para montagem em bálsamo do Canadá. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Obs: Os nematóides muito grandes devem passar por fenol a 10% após o lactofenol. Processo 1. 1-Etanol 70 o GL (para remoção da glicerina) 2-Etanol 80 o GL 3-Etanol 90 GL 4-Etanol absoluto 1 5-Etanol absoluto 2 6-Lactofenol – Clarificador 7-Creosoto – Diafanizador (clarifica. Processo 2. -Colocar lamínula com muito cuidado e devagar para evitar formação de bolhas. 6-COMO MONTAR: * Em bálsamo do Canadá -Pingar aos poucos o bálsamo do Canadá. Processo 2.Para montagem em gelatina de glicerina. 3-Montar em gelatina de glicerina. até o creosoto evaporar e ficar só o bálsamo. -Colocar uma gota de bálsamo sobre a Lâmina (no centro). -Colocar. transferir um nematóide de cada vez para a glicerina pura. uma gota de gelatina líquida sobre a Lâmina. -Procurar ter certeza que a face ventral está voltada para cima e a extremidade anterior está voltada para o observado. o Tempo: 15 minutos em cada etapa. com bastão de vidro. Essas etapas são para fazer a desidratação do material.

iscas ou em frascos com ou sem aspiradores. As larvas são retiradas diretamente das lesões. Outras miíases. Hemípteros. cianeto. malófagos. COLETA • • • • • • • • Ácaros produtores de sarna. parafinando a tampa. retirando com pinça ou compressão digital. Clorofórmio. linguatulídeos. Éter. Larvas de Dermatobia hominis. Após a morte da larva. sendo após colocados em caixas entomológicas tratadas periodicamente com naftalina em pó. MODO DE MATAR OS ARTRÓPODES ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ Água quente. Tubos de vidro. fazer incisão no nódulo subcutâneo. Carrapatos . acetato de etila ou clorofórmio. colocando a ponta do alfinete na tampa de borracha. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . moscas e mosquitos. Álcool. piolhos. Através dos pêlos retirados da região mandibular e labial. Coleta direta do animal. Líquido de Faure (pequenos insetos. Larvas de Gasterophilus sp. Conservação de exemplares em preparações montadas (pequenos artrópodes) ♦ Montagem em lâminas de microscopia. armadilhas. larvas de dípteros e ovos de helmintos). Larvas de Oestrus ovis em secreções nasais.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 217 PESQUISA DE ECTOPARASITOS OBJETIVO Identificação dos artrópodes ectoparasitos. Formol 10%. Pulgas. éter. Rede.Removidos individualmente por cuidadosa tração. Raspagem profunda da pele ou serosidade do ouvido. CONSERVAÇÃO Conservação dos exemplares secos ♦ ♦ Alfinete entomológico (de aço inoxidável). Conservação de exemplares em meios líquidos • • • Álcool 70o. com auxílio de pincel umedecido ou pinças de pontas finas protegidas por algodão. Fumo de tabaco (meio rural). após a sua morte.

Montagem a seco Os alfinetes entomológicos empregados devem ser de níquel ou aço inoxidável e com comprimento e espessuras variáveis. indicação do líquido conservador. . 3. triatomídeos. Após a montagem o material deve ser guardado em gavetas. Colocar o alfinete no tórax ou escutelo. Utilizada para mosquitos ou outros insetos. Montagem em bálsamo entre lamina e lamínula A montagem em lâmina e lamínula é indicada para adultos de pequenas espécies. utilizando cola.Caixas de vidro. O artrópode é fixado por meio de bálsamo. região do corpo em que foi encontrados. escorpiões e carrapatos. A coloração é feita pela fucsina de Ziehl e a montagem entre lâmina e lamínula. Possui a propriedade de conservar. desidratar. procedência. cola ou esmalte na extremidade de pedaços triangulares de cartolina. quando colocadas dentro do vidro com o material e o líquido conservador. MONTAGEM A montagem deve ser realizada antes que o artrópode comece a secar. larvas e ninfas. para torná-los moles. Utilizada para dípteros. larvas e ninfas. Utilizado para aranhas. Deve ser escrito a lápis. Colocar o artrópode sem nenhum preparo prévio. sendo as mais usadas as três modalidades seguintes: 1. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Direta. caixas ou tubos com naftalina. Montagem em liquido conservador 0 •Formol 10% ou álcool 70 . a quente. clarear e servir de veículo de montagem de pequenos artrópodes.Indireta. . himenópteros. fixar.alguns minutos. . com água destilada . Técnica 1 • • Colocar o artrópode em vidro de relógio e clarificar em potassa a 10%. Transportar com tira de papel para outro vidro de relógio. 2. Existem várias técnicas de montagem. •Liquido de Faure. IDENTIFICAÇAO A identificação dos artrópodes é feita através do uso de chaves para classificação. nome do colecionador ou requisitante e nome vulgar e científico do artrópode.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 218 ETIQUETAGEM Colocar todas as informações na etiqueta como: nome do hospedeiro. Fixar o tórax do artrópode. Empregado somente para demonstrações. data. No caso de exemplares secos é necessário passarem em câmara úmida durante dois dias. matar.

Tempo variável. • Óleo de cravo: 10 minutos. de minutos até tempo indeterminado. sendo conveniente voltar novamente ao fenol e depois continuar a operação. até desprender vapores. Método de Costa Lima (coloração pela Fucsina) • Transferir o artrópode para a solução de potassa a 10%. colocando o artrópode sobre a mesma. • No caso de corar o material. para uma lâmina. • Corar pela fucsina de Ziehl aquecida ligeiramente. • Para uma melhor clarificação de pulgas é aconselhável mergulhar os indivíduos em água __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Este aquecimento é dispensável. Gotejar o creosoto de Faia em uma lâmina. diretamente no óleo de cravo. Desidratar em álcool a 60. • Observar ao estéreomicroscópio e com duas agulhas de ponta curva comprimi com cuidado. adicionando algumas gotas de fenol liquefeito. Aquecer em banho-maria. • Desprezar a fucsina e colocar algumas gotas de fenol-xilol. • Fenol puro: 10 a 15 minutos. o artrópode.Técnicas __________________________________________________________________________________________ 219 • • • • • • Colocar com tira de papel no ácido acético a 10% . Método de Costa Lima (com ou sem coloração peia Fucsina) • Potassa 10% quente (aquecida em banho-maria): 5 a 10 minutos. Creosoto de Faia.5 minutos em cada álcool. • Água oxigenada pura até a clarificação (este tempo depende do material). • Bálsamo. 95 . variando o tempo conforme a espessura do animal (10 a 15 ou mais minutos). duas a três vezes. para expelir a potassa e fazer penetrar o fenol. repetidas vezes. entre lamina e lamínula. Pingar sobre o artrópode uma gota de bálsamo e cobrir com uma lamínula. Em seguida montar em bálsamo de Canadá. • Montar em bálsamo de Canadá. • Se ao passar o exemplar pelo óleo de cravo o líquido ficar amarelado. pelo xilol puro. 80. • Desprezar o liquido e passar. 90. • Fenol-xilol: 10 minutos. • Transferir o artrópode por meio de uma tira de papel. Retirar o excesso de creosoto com papel filtro. de acordo com a peça.70. o artrópode pode ser colocado diretamente no creosoto até clarificar e. após. Técnica 3.5 a 10 minutos. • Escorrer o fenol-xilol e tratar com algumas gotas de xilol-fenol. que será continuada pelo óleo de cravo. passa-se do fenol para a fucsina fenicada de Ziehl e depois desidratase e diferencia-se pelo fenol sem prolongar a diferenciação. contida em cápsula de porcelana. entre lâmina e lamínula. Técnica 2. Observações • Do fenol puro. isso indica que o mesmo ainda se acha embebido da solução de potassa cáustica a 10%.

Coletar o parasito por meio de um estilete embebido em goma de Berlese ou óleo mineral e montar entre lâmina e lamínula. ou coletar a serosidade do ouvido externo com auxilio de um cotonete. Retirar o sobrenadante. Método simplificado para ácaros produtores de sarnas • Colocar o ácaro da sarna em álcool 950 • Transferir para o creosoto. Adicionar 15 ml de potassa 10% ao material coletado. Lamina e lamínula. • • • • • • Técnica da Potassa-éter Raspado das lesões com bisturi e glicerina. Goma de Berlese ou óleo mineral. Examinar o sedimento entre a lâmina e lamínula. Identificar ao microscópio. antes de executar a técnica. utilizando o bálsamo. Resultado: Positivo ou Negativo. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Técnicas __________________________________________________________________________________________ 220 oxigenada 10 vols. Técnica 4. Técnica • • • • • Raspar profundamente a pele na região da lesão com um bisturi. Identificar ao microscópio.. Raspado cutâneo ou serosidade do ouvido. Examinar o material ao estereomicroscópio. Agitar a mistura com auxilio de bastão de vidro. PESQUISA E COLETA DE ÁCAROS PRODUTORES DE SARNAS • • • • Placa de Petri. estilete. Exame positivo. durante aproximadamente 30 minutos. Deixar atuar por tempo indeterminado. cotonete. Juntar 15 ml de éter sulfúrico. Exame negativo. bisturi. • Montagem entre lamina e lamínula. Neste caso há duas alternativas a seguir: 1. colocando-o em placa de Petri. 2. Acrescentar solução de potassa 10% ao material coletado. quando ainda em movimento. Colocar o material numa placa de Petri. Examinar ao estereomicroscópio com aumento 40x.

-Neste procedimento não flutuam ovos de trematódeo e alguns ovos de vermes chatos -Distorce cisto de Giardia. -Areia.Amostras fixadas e para fezes com conteúdo de gordura alto ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . larvas. -Inadequado para amostras de fezes gordurosas. pássaros podem justaposição e é difícil de fazer o esfregaço. -Há pequenas sujeiras para obscurecer visão de parasitas. protozoários. pequenos e répteis (onde ovos de trematódeos são comuns). -Melhor Flutuação Sulfato de Zinco por método para cisto de alguns ovos de trematódeo. baratas. -Pode levar muito tempo para examinar tudo -Procedimento de flutuação dos ovos de helmintos mais comuns e oocistos -Soluções Sacarose saturada ou sal de são coccídios. fecal ou outro fazer -Única maneira para ver trofozoítos ao vivo (salina isotônica deve ser usado -Útil para como fezes de diluente). -Há mais sujeira na lâmina de preparação que em lâminas de flutuação então levará muito mais tempo para fazer a leitura.Técnicas 221 ______________________________________________________________________ TECNICAS HELMINTOLÓGICAS Técnica Vantagens Desvantagens -Rápida de preparar -Nenhuma distorção de parasitas se uma solução salina isotônica for usada Esfregaço direto como diluente. -ZnSO4 é caro e um densímetro deverá ser usado para fazer a solução. protozoário. e a maioria dos cistos de -É mais difícil executar que outras técnicas. Sedimentação Acetato de etila por -É a melhor técnica para materiais enviados na formalina . especialmente Giardia. -Pode não ver o parasita se a concentração de parasitos for muito baixa ou se há muito sedimento ou gordura presente. material sementes. -Procedimento recupera TODOS os tipos de ovos de helmintos. -Neste procedimento flutuam a -Procedimento não flutuará maioria dos ovos de helmintos. -Inadequado para amostras de fezes gordurosas. -Há pouca sujeira para obscurecer a visão do parasita. -Acetato de Etila é inflamável e caro. e alguns ovos de vermes chatos.

coar e encher um tubo de ensaio até formar um menisco. TÉCNICA DE HOFFMANN. Homogeneizar com um bastão. -Há pouca sujeira para obscurecer a visão do parasita. Colocar uma lâmina de vidro e deixar por 15 minutos. É uma técnica qualitativa ou seja. Acrescentar o restante da solução. Exame microscópico qualitativo direto. Retirar a lâmina e inverte-la bruscamente sem deixar cair a gota de solução. serve para ver se há ou não ovos ou oocistos de protozoários. Técnica: • • • • • • • Encher um tubo de ensaio com solução saturada (20ml). -Distorce cisto de Giardia. Desvantagens: -Neste procedimento não flutuam ovos de trematódeos e alguns ovos de vermes chatos. -Inadequado para amostras de fezes gordurosas. Vantagens: -Procedimento de flutuação dos ovos de helmintos mais comuns e oocistos de coccídeos.Técnicas 222 ______________________________________________________________________ SACAROSE SATURADA OU SAL TÉCNICA DE WILLIS Principio Em uma solução saturada de sal ou açúcar os ovos dos helmintos tendem a subir. após concentração de fezes. Acrescentar um pouco de solução hipersaturada nas fezes. PONS E JANER 1934 SEDIMENTAÇÃO SIMPLES Princípio: Sedimentação de ovos. aderindo-se a parte inferior de uma lamínula colocada na superfície do líquido. -Soluções são baratas. Pôr uma lamínula e levar ao microscópio usando objetiva de 10x. Usada principalmente em fezes de pequenos animais. Objetivo: Pesquisa de ovos de trematódeos e cestódeos Material: • 2 a 5 gramas de Fezes ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Pesar dois gramas de fezes e colocar em um copo.

as larvas de nematóides mais parasitas são as piores nadadoras. Se necessário. Deixar em repouso por mais 15 minutos Decantar o líquido sobrenadante Coletar com pipeta algumas gotas do sedimento Examinar ao microscópio entre lâmina e lamínula Se o primeiro resultado for negativo repetir o exame até três vezes TÉCNICA DE BAERMANN O método de Baermann é usado para a extração de fases larvais vivas de nematóides nas fezes. não aqueça acima de 37 a 40oClimite superior). para haver o amolecimento deixar em repouso por 10 a 20 minutos. Deixe na centrífuga durante 20 minutos Usando uma pipeta de Pasteur. a água morna ativa a larva (porém. Colocar água morna* no Becker até cobrir as fezes. remova uma gota de sedimento do fundo do tubo e coloque em uma lâmina de microscópio para exame. Tenha cuidado para não romper as fezes. Técnica • • • • • • • Coloque uma peneira em um Becker outro recipiente similar. Segundo. Tamisar a suspensão diretamente no cálice de sedimentação Deixar em repouso por 15 minutos Decantar o sobrenadante e adicionar ao sedimento 200 ml de solução fisiológica ou água. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Técnicas 223 ______________________________________________________________________ • • • • • • • Solução fisiológica ou água de torneira : 400 ml Lâmina e lamínula Bastão de vidro Coador Beaker com capacidade de 250 – 500 ml Cálice de sedimentaçãp (300-500 ml) Pipeta Técnica: • • • • • • • • • Diluir as fezes em 200 ml de solução fisiológica ou água no beaker. * Este procedimento faz uso de duas características de comportamento da larva do nematóide. Deixe descansar durante uma hora * * Retire a peneira Coloque o líquido em um tubo de centrífuga de 15 ml. Esparrame aproximadamente um grama de fezes em filtro de papel e coloque isto na peneira. Primeiro.

A formalina utilizada para fixar ovos e cistos pode fazer estes não flutuarem (eles podem ter uma gravidade específica agora maior que 1. * * Quanto mais tempo você esperar. Uma camada de água. mexa com uma vareta e então transfira com uma pipeta para a lâmina. coe e despeje essa solução em um tubo de centrífuga de 15ml. Uma camada de acetato de etila em cima. NOTA: Quando remover da centrífuga.Técnicas 224 ______________________________________________________________________ Então. o sedimento pode ser homogeneizado e uma gota transferida com uma pipeta para uma lâmina de microscopia. B. “retire” o anel de gordura que se formou entre a água e o acetato de etila (a tampa adere ao lado do tubo e deve ser separado antes do conteúdo líquido do tubo poder ser decantado). seu tubo terá claramente camadas definidas: A. mais larvas se acumularão no fundo do prato. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . • • Decante o sobrenadante cuidando para manter o sedimento do fundo do tubo intacto. O sedimento pode ser transferido de vários modos: 1)Se algum líquido permanecer. TÉCNICA DE SEDIMENTAÇÃO PELO ACETATO DE ETILA Método: • • • Misture uma porção de fezes (aproximadamente 5x5 mm) em 9 ml de água.2 ) então esta técnica é preferida quando temos amostras de fezes fixadas em formalina. D. os eventos seguintes acontecem quando a peneira é colocada na água: As larvas migrarão pelo papel filtro e cairão na água. 2)Adicione uma gota de iodo ao tubo. C. mas com o tempo a amostra fecal começa a desmanchar e atravessa o filtro de papel o que conduz a um acúmulo de sedimento junto com as larvas. As larvas que não conseguem nadar vão até o fundo do prato e acumulam-se lá. 3) Use uma vareta para remover algum sedimento. e tampa o tubo com uma rolha de borracha. e então centrifugue. Faça um esfregaço e cubra isto com uma lamínula como você faria em um esfregaço direto. Uma porção de sedimento ao fundo. Sacuda vigorosamente o tubo. Um anel de gordura dissolvida no meio. Transfira algum sedimento do fundo do tubo para uma lâmina e examine. Usando uma vareta. Adicione três ml de acetato de etila.

Vantagem: Ela é rápida e como os ovos flutuam livre de sujeiras fica fácil de contar os ovos. * ZnSO4 solução (1.Usando uma vareta ou alça de platina remova uma amostra da superfície da solução e coloque em uma lâmina de microscopia. A ZnSO4 solução deve ser armazenada em vidros bem fechados para prevenir evaporação (e conseqüente mudança na gravidade específica da solução).tem que ter o equivalente a uma gota grande na lâmina. misture a solução e coe. A mistura deve ser conferida com um hidrômetro e deve ser ajustada a uma gravidade específica de 1. e remover o material do topo do flutuador para examinar ovos. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . 6-Adicione uma gota de iodo (cora os cistos) e uma lamínula. 5.Técnicas 225 ______________________________________________________________________ NOTA: Se você quiser usar esta técnica somente para remover gordura.Pese as fezes (2 a 3 gramas . Nota 2: Pode-se colocar diretamente uma lamínula no tubo de centrífuga cheio da solução e após centrifugação remover a lamínula para uma lâmina.18 gravidade específica) * 2. Centrifugue como no passo 4. 3-Usando um funil. você. os ovos afundarão. mas a gordura permanecerá flutuante. TÉCNICA DE CENTRÍFUGO FLUTUAÇÃO EM SULFATO DE ZINCO Método: 1-Encha um tubo de centrífuga de 15 ml com solução de ZnSO4 (1. Ir ao microscópio fazer a leitura. verta a mistura de fezes + ZnSO4 para o tubo de centrífuga. Nota 1: Se a amostra contém uma quantia grande de gordura ou outro material que flutuam em água. Depois da centrifugação decante o sobrenadante e some solução de ZnSO4 .18. 4Centrifugue durante 2 minutos a velocidade alta (1500 2000 rpm).aproximadamente 1 cm em diâmetro). Você pode ter que fazer várias amostras com a vareta para adquirir bastante material para examinar .18 gravidade específica) é feito somando 386 gramas de ZnSO4 a 1 litro de água. pode lavar a amostra antes de fazer a flutuação. Examine na objetiva de 10X . centrifugar.Quando você centrifugar a mistura água (sem ZnSO4) -fezes. você pode homogeneizar o sedimento com uma solução de flutuação (hipersaturada). TÉCNICA DE MC MASTER A técnica de contagem de ovos de Mc Master é um método que determina o número de ovos de nematóides por grama de fezes para calcular a carga parasitária de lombrigas em um animal.misture bem.

Strongyloides: Ovo larvado.Moniezia: Ovo de cestóide. A matemática: O volume debaixo da área marcada de cada câmara é 0. fácil de reconhecer. fácil de reconhecer . . pois os ovos são muito parecidos. Espere 1 minuto e então conte o número total de ovos na lâmina.Trichuris: Ovo bioperculado.Família Trichostrongylidae: Difícil de classificar o gênero.> 500 = dosificar < 500 = não dosificar Bovinos e eqüinos . assim o volume examinado é 0. Estes é 1/200 de 60 ml. então multiplique por 100 (se utilizou 4 gramas multiplique por 50).> 300 = dosificar < 300 = não dosificar ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Ascarídeo: Ovos que contém 3 camadas. fáceis de reconhecer. . formato quadrangular. Repita o procedimento e encha a outra câmara.15 ml fundo). Multiplique o número total de ovos nas 2 câmaras por 100. . . o resultado final é o número de “ovos por grama de fezes”.3 ml.15 ml (a área marcada tem 1 cm X 1 cm e a câmara é 0.Técnicas 226 ______________________________________________________________________ Desvantagem: Você tem que usar uma câmara contadora especial. Se você utilizou 2 gramas de fezes. triangular. e este é os número de ovos por grama (OPG). retire o coador e com uma pipeta transfira uma amostra da mistura para um das câmaras de Mc Master. Significado: Ovino – 2 gramas de fezes 2 gramas 1 ovo X 100 = 100 OPG Bovino – 4 gramas de fezes 4 gramas 1 ovo X 50 = 50 OPG Ovos mais comuns: . Homogeneíze bem. Técnica • • • • • • Pese 2 gramas de fezes para ovinos e 4g para bovinos Misture 60 ml de ZnSO4 ou solução saturada de sal ou açúcar.Eimeria: Oocisto de protozoário Contagem: Ovinos . Se você utilizou 4 gramas multiplique por 50. Passe as fezes por um coador.

EXAME DIRETO DE FEZES Técnica • Coloque uma porção muito pequena de fezes em uma lâmina. Para verificar a eficiência do medicamento: fazer a coleta 7 dias após a dosificação para verificar se foram eliminados ovos.Coloque uma lamínula e leve para o microscópio. água ou solução fisiológica e mexa com uma vareta. fezes secas e esterilizadas) -Tubo de ensaio -Placas de Petri -Pipeta -Cordão -Estufa Preparo • • • • Coletar 20 a 30 gramas de fezes frescas coletadas diretamente do reto Misturar as fezes com a serragem (2 partes de serragem para uma de fezes) Molhar até ficar na consistência de barro Encher o vidro com ¾ de sua capacidade. ou solução fisiológica é separar a sujeira das fezes. água. coloque uma gota de iodo. COPROCULTURA Objetivo: Identificação de larvas (L3) de nematódeos gastrintestinais de ruminantes.coletar 9 amostras Ex: Ciclo do Haemonchus 21 = 7 dias = 28 dias Fazer a coleta a cada 28 dias. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Ex: Campo 1 – 800 ovelhas de cria fazer exame de 20 a 24 amostras.Técnicas 227 ______________________________________________________________________ Coleta: Coletar uma amostra de 3 a 5 % do rebanho separado por idade. Campo 2 – 500 borregas ( 2 a 4 dentes) – coletar 15 amostras Campo 3 – 300 ovelhas de cria . • • A proposta do iodo.30 dias. O material contido na lâmina deve estar fino o bastante para que você possa ler do princípio ao fim. Material: -Recipiente de vidro -Serragem lavada e esterilizada de pinho (só fezes. OBS: Para o controle do rebanho: fazer a coleta a cada 28.

ESFREGAÇO DIRETO DE FEZES Principio Confecção de um esfregaço de fezes com uma quantidade pequena de fezes. pouco equipamento requerido e facilidade de fazer. Levar a estufa e umedecer diariamente (se necessário) a mistura por 7 dias. Examine com objetiva de 10x para pesquisa de ovos e larvas e de 40x para pesquisa de protozoários MÉTODO DA GOTA ESPESSA ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . adicione mais água ou salina e cubra com a lamínula. Desvantagens: -Pequena quantidade de fezes examinada que pode não detectar o parasitismo -Debris na lâmina que podem confundir a identificação Material • • • • Lâminas e lamínulas Pazinha Lugol (opcional) Solução fisiológica Técnica • • • • • Coloque uma gota de água na lâmina e uma quantidade igual de fezes Misture com a pazinha Faça um esfregaço com as fezes Remova o excesso de fezes. Colocar com a pipeta 5 a 10 ml de água na placa de petri Após 3 a 4 horas coletar o conteúdo existente na Placa de petri com uma pipeta e pôr em tubo de ensaio Fazer a identificação ou guardar na geladeira (dura 4 meses).Rapidez. Vantagens .Técnicas 228 ______________________________________________________________________ • • Limpar os bordos do vidro e tampá-lo com a placa de petri colocando um cordão (ou papel enrolado) entre a placa e o vidro para que entre ar.Técnica utilizada em casos de suspeita de grande infecção por parasitas. Tampar o vidro com a placa de petri invertendo-o bruscamente para evitar que a água derrame. Coleta de larvas Encher o frasco com água até a borda.

Secar novamente e corar pelos métodos usuais.428 Haemonchus b) Número de fêmeas de Trichostrongylus – 400X 1000g = 2000 fêmeas 200 ovos/dia Número de machos de Trichostrongylus – 70% de 2000 = 1400 machos. deixando intactos os leucócitos e os hematozoários. a qual destrói os eritrócitos. Examinar em objetiva de imersão. os hematozoários contidos em determinado volume de sangue. Total.000g) OPG (Str.Técnicas 229 ______________________________________________________________________ Objetivo: Este método consiste em concentrar. Técnica: Coloca-se em lâmina uma a duas gotas de sangue. Deixar secar por exposição ao ar ou levar à estufa a 37oC. sobre superfície reduzida. a) Número de fêmeas Haemonchus – 1200 X1000g = 1200 = 240 fêmeas 5000 ovos/dia 5 Número de machos de Haemonchus= 70% fêmeas= 70% de 240 fêmeas = 188 machos Total. Espalha-se em forma circular com alça de platina.1000 g.)= 2000 Coprocultura Haemonchus – 60% Trichostrongylus. fezes dia Postura/fêmea/dia Cálculo do número de machos 70% do número de fêmeas Ex: Peso vivo do rebanho – 20 kg (20.400 ovos Cooperia – 400 ovos Defecação diária do rebanho – 5% do peso vivo Rebanho.20% Cooperia. hemolisar com água destilada. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . CÁLCULO DA CARGA PATOGÊNICA Cálculo do número de fêmeas: No fêmeas: OPG X quant.20% Haemonchus 1200 ovos Trichostrongylus. até conseguir uma camada uniforme. Em seguida.3400 Trichostrongylus adultos.

...100 ml SOLUÇÕES SATURADAS: ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .... = 2000 fêmeas 200 ovos/dia Número de machos de Cooperia.8 carga patogênica 1 carga patogênica 0..70% de 2000 = 1400 machos Total........04 gramas H2O . Nematodirus... Cooperia.............8 carga patogênica Carga patogênica total – 2...4 Dois (2) inicia doença......... Ovopostura diária estimada HaemonchusTrichostrongylus Cooperia Strongyloides Bunostomum Oesophagostomum Nematodirus Ostertagia Chabertia 5000 200 200 3000 1200 3000 50 200 3000 Equivalência patogênica 500 Haemonchus = 100 Oesophagostomum= 3000 Ostertagia = 4000 Trichostrongylus ......Técnicas 230 ______________________________________________________________________ c) Número de fêmeas de Cooperia – 400 X 1000g..06 gramas Iodeto de Potássio ..............8 carga patogênica 1 carga patogênica 0....... Strongyloides = 200 Bunostomum FÓRMULAS LUGOL Iodo....3400 Cooperia adultos Equivalência patogênica 500 Haemonchus428 Haemonchus – 4000 Trichostrongylus 3400 Trichostrongylus – 4000 Cooperia – 3400 Cooperia – 1 carga patogênica 0..

... filtrar.......................500 g Água destilada.. SULFATO DE ZINCO Densidade em 150 C – 1..(preservativo) Dissolver o açúcar na água destilada morna.......182 Sulfato de magnésio ............. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro ..19 Cloreto de sódio...12 Açúcar.........100 ml Adicionar água destilada quente no sulfato de zinco... Filtrar.........1000ml Dissolver o sal na água destilada morna......33 g Água destilada. AÇÚCAR Densidade em 150 C – 1.......................350 g Água destilada.320 ml Formol comercial........... 10 ml ou fenol 7 g... após a dissolução acrescentar o fenol ou formol..........Técnicas 231 ______________________________________________________________________ SAL Densidade em 200 C – 1.......

Dirofilaria immitis).Não Protuberantes Casca espessa com superfície granular (na urina) 2. Conteúdo não segmentado Casca lisa. pulmões (Capillaria aerophila. > 40 µm.1. ovos do tipo strongylidae ± 70 µm (cão) ± 65 µm (gato) (cão) Mesostephanus Apophallus Uncinaria Ancylostoma tuba Ancylostoma caninum ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .2. Aelurostrongylus abstrusus) ou coração e vasos sangüíneos (Angiostrongylus vasorum. Animais de estimação são infectados por vários gêneros de vermes – vários dos quais ocorrem em animais selvagens também. Espécies de Tenídeos podem ser diagnosticados por meio dos segmentos expelidos com as fezes.232 _____________________________________________________________________________ CÃES E GATOS INTRODUÇÃO O homem vive em contato direto com cães e gatos. Espécies de vermes podem habitar vários órgãos e tecidos de seus hospedeiros. indica a presença do verme pulmonar (Aelurostrongylus abstrusus). são fáceis de ser observados a olho nu nas fezes e envolta da região anal. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE CÃES E GATOS 1. urina e ocasionalmente sangue ou esputo. 65 µm (gato) 2.Com dois plugues polares 1. pelo íntimo contato com animais domésticos. Muitos ovos de vermes encontrados nas fezes são de nematódeos gastrintestinais e poucas espécies de cestódeos.1. Crianças em particular. Alguns parasitam a bexiga e rins (Capillaria sp.Com larva 2. O alimento natural desses animais que consiste em carne. Sem embrióforo.2. Capillaria felis cati e Dioctophyma renale. quando ocorre em fezes de cães indica a presença de Angiostrongylus vasorum. Embrião hexacanto a. marrom amarelado Aprox. 2. Infecções de cães e gatos por vermes são diagnosticadas através de exame de fezes. Os ovos de vermes de Trichuris. Com embrióforo. b. e Dioctophyma renale). fezes ou esputo) 1. Sem Plugues polares 2.1. pois algumas vezes pode ocorrer a contaminação de urina nas fezes e então podemos encontrar esses ovos em exame de fezes. Deve-se ter o cuidado com o material utilizado na prática. ovóide.2. A maioria ocorre no trato gastrintestinal. peixe e especialmente vísceras.Sem larva a. Esférico 2. Sem opérculo. transparente Casca áspera. ovos separados. Trichuris Capillaria Dioctophyma Toxascaris Toxocara canis Toxocara cati Dipylidium Taenia spp.Protuberantes Casca lisa (nas fezes) Casca granulada (na urina. Vermes de cães e gatos podem não ser somente patogênico para seus hospedeiros como podem também causar zoonoses. Echinococcus granulosus). Com opérculo > 120 µm. Algumas espécies de vermes são transferidas para o homem (como Toxocara canis. A presença de larvas de vermes em fezes de gato. Ascarídeos e Taenia são extremamente resistentes. assim representando um constante risco de reinfecção. Multiceps Echinococcus Strongyloides 2. Segmentos maduros ocorrem separadamente ou em cadeias.1. Na urina podemos encontrar o ovo de Capillaria plica. é a maior fonte de infecção. 75 µ (cão) Aprox. Em exame direto ou técnicas de concentração raramente se observa a presença de ovos de Taenia.1. a não ser que os segmentos maduros já tenham se desintegrado.2.Não esférico.2.2. são altamente susceptíveis. 1 a 30 ovos em cápsulas ovígeras b.1.

Capillaria spp. . e de ovos de Capillaria felis cati que ocorre somente em urina. com dois plugues polares. não segmentado.44 µ de largura Ovóide com plugues polares levemente protuberantes Cor castanha amarelado Casca espessa com superfície granulosa. Casca de cor amarelada Conteúdo não segmentado. Casca de cor marrom amarelada Conteúdo granular fino Dioctophyma renale . granular. felis cati (gato) – C. que são maiores e tem casca lisa. Plugues polares são transparentes. largos e aplainados. Ovos ocorrem na urina Deve ser diferenciado de ovos de Trichuris vulpis.Nematoda Cães e gatos • • • • • Ovos de tamanho médio: 64 .233 _____________________________________________________________________________ Trichuris vulpis .30 µm de largura Ovóide Alongado. Capillaria aerophila .40 µ de largura Ovóide Alongado.Nematoda Cães e gatos • • • • • Ovos de tamanho médio: 60 . Deve ser distinguido de ovos de Capillaria que são menores e tem casca granulosa.65 µm de comprimento por 29 . Ovos são somente encontrados na urina Deve ser diferenciado de ovos de Trichuris vulpis. ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .74 µm de comprimento por 35 .Nematoda Cães • • • • • • Ovos de tamanho médio: 70-90 µm de comprimento por 32 – 41 µm de largura Lados das paredes levemente em forma de barril Dois plugues polares transparentes nos pólos Parede espessa com superfície lisa Conteúdo granular.Nematoda C. com dois plugues polares. e de ovos de Capillaria aerophila que ocorre somente em fezes ou esputo. ovos não segmentados.68 µm de comprimento por 40 . que são maiores e tem casca lisa. plica (cão) • • • • • • • • Ovos de tamanho médio: 60 .

Quase esférico com membrana vitelina Ovo castanho a amarelado Contém embrião hexacanto no seu interior Deve ser distinguido de ovos de Toxascaris leonina. Quase esféricos ou levemente ovais Casca espessa.90 µm. Conteúdo granular marrom à preto. não segmentado e ocupando somente parte do ovo. granular. Deve ser distinguido de ovos de Toxascaris leonina. pálida e conteúdo marrom amarelado.Cestoda Gato • • • • Ovos de tamanho médio: 65 .Nematoda Cães e Gatos • • • • Ovos de tamanho médio: 75 . que tem casca áspera e conteúdo marrom ou preto. Conteúdo granular marrom a preto. não segmentado e normalmente ocupando todo o ovo. Toxocara canis .Nematoda Cães • • • • Ovos de tamanho médio: 75 . ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . não segmentado e normalmente ocupando todo o ovo. Toxocara cati . que tem casca lisa. áspera. lisa e pálida. Conteúdo granular marrom amarelado.Nematoda Dipylidium caninum .75 µm Quase esféricos ou levemente ovais Casca espessa.234 _____________________________________________________________________________ Toxascaris leonina . áspera. pálida e conteúdo marrom amarelado. Cães e gatos • • • • • Ovos dentro de uma cápsula ovígera (120 – 200 µm) em número de 1 a 30 Ovos pequenos 26-50 µm.85 µm. granular. Deve ser distinguido de ovos de Toxocara. Quase esféricos ou levemente ovais Casca espessa. que tem casca lisa.

porém menores. é mais oval. Ovóide. Physaloptera . com embrióforo ( estriado radialmente) Estes ovos são observados somente após desintegração da proglótide Uncinaria stenocephala .37 µm de largura.38 µm de largura. Taenia hydatigena (cão) 35 .Cestoda Cães e gatos • • • • • Ovo de tamanho pequeno: Taenia pisiformis (cão) 32 .36 µm de largura.36 µm de largura.Nematoda Cães e gatos • • Ovos alongados. porém. Echinococcus multiocularis (cão e raposa) 30 . Pólos diferentes Paredes tendem a ser paralelas Casca fina. Hydatigera taeniformis (gato) 31 .36 µm de largura. com superfície lisa.Cestoda Cães e Gatos • • Ovos semelhantes aos da Fasciola hepatica sendo amarelados e operculados. Esférico a elipsóide Contém embrião hexacanto Casca espessa. Multiceps serialis (cão) 27 .37 µm de largura.235 _____________________________________________________________________________ Ovos de Taenia . Multiceps multiceps (cão) 31 . 60.34 µm de largura.Nematoda Cães • • • • • • Ovos de tamanho médio: 63 – 80 µm de diâmetro por 32 . Diphyllobotrium . lisa.70 µ ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Blastômeros largos Deve ser distinguido de Ancylostoma caninum que é menor e tem a parede mais fina. Echinococcus granulosus (cão e gato) 30 .50µ de largura. Semelhante ao ovo de Spirocerca. espessados em um ou outro pólo encontrados em fezes ou vômito.

espessa com um espinho dorsal na cauda. Tamanho médio: 360-400µ de diâmetro por 15 . caninum 56 – 65µm de diâmetro por 37 – 43 de largura (Cães) A. mede 70 a 80µm por 50 75µm Larva curta. Cabeça cônica com esôfago característico de Strongyloides Com conteúdo granular Esporulado Não Esporulado Spirometra . .Protozoário Gatos • • • • Oocistos: 12 µ São encontrados nas fezes de gatos e não são esporulados em fezes frescas A esporulação ocorre em no mínimo 3 dias O oocisto esporulado contém dois esporocistos.Nematoda Cães e Gatos • • • • • • • • • Ovo de tamanho médio A. O ovo tem uma casca fina e embriona-se no pulmão. cada um com quatro esporozoítos.Nematoda Gato • • • • • • A larva L1 é encontrada nas fezes.20µ de largura. tubaeforme 55–76µm de diâmetro por 34– 45 de largura (Gatos) Ovóide Pólos similares e arredondados Lados das paredes com forma de barril Casca fina. 2 a 8 blastômeros grandes Deve ser distinguido de Uncinaria stenocephala que é levemente maior Aelurostrongylus abstrusus . lisa. ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Cestoda Cães e gatos • Ovos semelhantes ao do Diphyllobotrium Toxoplasma .236 _____________________________________________________________________________ Ancylostoma spp.

Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. Sarcocystis . I. • • Cryptosporidium . Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. estes são esporulados quando eliminados nas fezes e contêm dois esporocistos cada um com quatro esporozoítos.Protozoário Cães e Gatos • • • Oocistos minúsculos: 4 – 4.Protozoário Isospora . I. extremidade arredondada. canis. 14-15 µ • ____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . felis. 15 a 40 µ Cães e Gatos • Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. rivolta) Cães e Gatos • • Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes.5 µ. A forma trofozoíta é muito sensível. ohioensis.237 _____________________________________________________________________________ Trofozoíta Cistos Giardia.Protozoário (I. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. I.Protozoário Cães e Gatos • Ao contrário de Isospora.

2.Com dupla parede transparente > 130 µ ♦Ovos ovóides com grandes blastômeros escuros ♦Ovos elípticos com pólos não similares < 130 µ 4.Com opérculo # Pequenos ovos de cor escura elipsóides e assimétricos # Ovos grandes e elipsóides a. e mórulas com grande quantidade de pequenos blastômeros Dicrocoelium Fasciola Paramphistomum Toxocara Trichuris Capillaria Strongyloides Moniezia Nematodirus Marshallagia Bunostomum Trichostrongylus Cooperia Haemonchus Oesophagostomum Chabertia Ostertagia __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Se forem achados segmentos ou cadeias inteiras de segmentos maduros nas fezes um exame ao microscópio poderá confirmar uma infecção por Moniezia com típicos ovos irregulares.32) Pólos marcadamente distintos Pólos similares ou quase similares Com paredes paralelas Com paredes esféricas c.Sem opérculo a. então dão o diagnóstico de: presença de Estrongilideos ou Trichostrongilideos nas fezes.2Sem plugues polares protuberantes 2.238 ___________________________________________________________________________ OVINOS.Ovos triangulares ou piramidais com larva contendo seis ganchos 2.amarelo ouro a marrom (140 µ) b.Ovos ovais com grandes blastômeros Com pólos mais ou menos assimétricos Com pólos similares d. Ostertagia e Oesophagostomum. Estes são os ovos de vermes mais freqüentemente encontrados e eles tem dimensões muito parecidas.Com parede espessa e membrana albuminosa b. e então confirmado o diagnóstico. Os ovos de vermes redondos como Trichuris (com plugues polares). Haemonchus.1. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE RUMINANTES 1.Ovos ovais ou elipsóides com pequenos blastômeros Largo com pólos ligeiramente aplainados Pólos não muito largos.1Plugues polares protuberantes 1. CAPRINOS E BOVINOS INTRODUÇÃO Os ovos de vermes e larvas encontrados em fezes de bovinos são quase os mesmos encontrados em ovinos e caprinos. Um diagnóstico correto pode ser feito com uma boa experiência e comparando as características com precisão. A maioria dos laboratórios não consegue distinguir os ovos de Cooperia. Uma infecção com trematódeos como a Fasciola hepatica é facilmente identificada pelos ovos típicos (amarelos e grandes com um opérculo). Há um desenvolvimento embrionário em ovos de Trichostrongylideos gastrointestinais: De acordo com a espécie de verme. canis é mais larga que a de T.Sem plugues polares 2.2.Sem larva 2.Com plugues polares 1. Os ovos de Toxocara vitulorum são bastante similares aos ovos de T.8 blastômeros > 8 blastômeros (16.2.esverdeados a hialinos (160 µ) 2. parasito de cães. com larva de nematóide no interior . porém a camada externa da casca dos ovos de T. Se for preciso podem ser identificadas as larvas dos vários gêneros após coprocultura.2. em bovinos o único verme pulmonar encontrado é o Dictyocaulus viviparus.1. canis. Trichostrongylus.Casca fina. Strongyloides (com larva no interior) ou os muito grandes como Nematodirus são facilmente reconhecidos. Os grandes e pequenos vermes pulmonares de ovinos são diferenciados pelo exame microscópico das larvas. vitulorum. os ovos contém de 4 a 32 blastômeros.Com larva .

M. cor escura. que mais • tarde emerge do ovo. pálido. cinzenta. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .26 µ de largura • Ovo largo. Ovos de tamanho médio: o Moniezia expansa – ovinos formato mais ou menos triangular a piramidal : 50 .Nematoda Capillaria sp. não segmentado. longipes – C.25 µ de largura Com dois plugues polares pouco protuberantes e transparentes Lados das paredes são paralelos Conteúdo granular. • É embrionado: contém a larva L1. Strongyloides papillosus . forma de elipse • Pólos largos.Cestoda Ruminantes Ovos de tamanho médio: 47-65 µ de • comprimento por 25 . semelhantes e ligeiramente aplainados • Paredes laterais semelhantes • Casca fina.50 µ de comprimento por 22 . brevipes) Nematoda Ruminantes • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 45 . com superfície lisa. (C. Deve ser distinguido de Capillaria (< 60 µ de comprimento.239 ___________________________________________________________________________ Trichuris ovis . M.Nematoda Ruminantes • Moniezia . plugues polares aplainados).60 µ o Moniezia benedeni – bovinos – Formato mais ou menos quadrangular: 80 . Parede espessa com superfície enrugada Ruminantes • • • • Ovos de tamanho médio: 75 µ (70-80) de comprimento por 35 µ (30-42) de largura Com dois plugues polares protuberantes e transparentes Parede espessa Conteúdo granular.90 µ Contém um embrião cercado por um aparato piriforme Parede espessa com superfície lisa. sem blastômeros. às vezes até mesmo no mesmo dia.

nitidamente alveoladas. Deve ser distinguido de Fasciola (menor. Toxocara vitulorum . Pólo com tampa (opérculo) Nos estágios de início de segmentação ele contém 4 a 8 blastômeros cercados por aproximadamente 50 células. sem blastômeros. de cor esverdeada) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . • Deve ser distinguido de Paramphistomum cervi (é maior. Contém conteúdo granular.Trematoda Ruminantes Ovos de tamanho grande: (> 130 µ) 130 – 145 µ de comprimento por 70. Quase esféricos Paredes espessas.30 µ de largura • Marrom escuro • • Formato de elipse irregular • • Parede espessa • Contém o miracídio que preenche • completamente o ovo.45 µ de • comprimento por 22 . Elipse quase regular Pólos quase similares Paredes simétricas com forma de barril Paredes finas Ovos marrons amarelados.Trematoda Ruminantes • Fasciola hepatica . de cinzento a esverdeado. não segmentado e usualmente preenchendo só uma parte do ovo. marrom amarelado) Dicrocoelium lanceatum .90 µ de largura.Trematoda Ruminantes • • • • Ovos de tamanho grande: maior que 160 µ (125 – 180) de comprimento por 75 – 103 (90) µ de largura Cor pálida. é difícil de distinguir.240 ___________________________________________________________________________ Fasciol Paramphistom Paramphistomum cervi .Nematoda Ruminantes • • • • Ovos de tamanho médio: 69 – 95 µ de comprimento por 60 .77µ de largura. Pólo com tampa (um opérculo) Ovos de tamanho pequeno: 38 . granulares. • pois se observa vagamente o opérculo.

com 4 a 8 blastômeros. filicollis. spathiger). battus) • 2 a 8 grandes blastômeros Deve ser diferenciado de Marshallagia marshalli (pólos arredondados. o Bunostomum trigonocephalum (ovino) 88-104 µ de comprimento por 47 .Nematodirus helvetianus 212 µ (160 – 233)de comprimento por 97µ (87-121)de largura .Nematodirus battus 164 µ (152 – 182) de comprimento por 72µ (67-77) de largura • Formato de elipse mais ou menos regular • Paredes similares • Pólos similares • Casca fina. helvetianus) ou marrom (N. N.Nematoda Bunostomum .56µ de largura.Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho grande (>130 µ): . • • Deve ser diferenciado de Chabertia (lados paredes similares e mais blastômeros) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .56µ de largura.241 ___________________________________________________________________________ Nematodirus . De formato elíptico regular largo. Paredes com lados não similares. claro(N. 16032 blastômeros) Ruminantes • Ovos de tamanho médio: o Bunostomum phlebotomum (bovino) 88104 µ de comprimento por 47 .Nematodirus filicollis 150 µ (130 – 200) de comprimento por 75µ (70-90)de largura . pálido (N.Nematodirus spathiger 200 µ (175 – 260)de comprimento por 108µ (106-110)de largura . com um dos lados levemente aplainado.

com superfície lisa.108 µ de comprimento por 30 .Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: .242 ___________________________________________________________________________ Trichostrongylus .101 µ de comprimento por 38-50 µ de largura .60 .48 µ de largura . não muito largos.74 . quase similares. sendo um mais aplainado.Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: . difícil de distinguir.Cooperia oncophora – bovinos . Diferenciar de Ostertagia (paredes esféricas e pólos mais largos) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .95 µ por 36-44 µ . • Lados das paredes diferentes.Trichostrongylus axei 70 . um dos quais mais arredondado que o outro.125 µ de comprimento por 37-55 µ de largura • Elipse irregular • Pólos não semelhantes. • 16 a 32 blastômeros Cooperia .Cooperia curticei – ovinos .Cooperia punctata – bovinos – 69 .83 µ por 29-34 µ .88 µ por 3042 µ • Elipse pequena regular • Pólos pequenos. • Muitos blastômeros. 85 .Trichostrongylus colubriformis 79 . • Lados das paredes paralelos e aplainados • Casca fina com superfície lisa. • Casca fina.Trichostrongylus vitrinus>90 µ . o lado interno é coberto por uma fina membrana do ovo.

parecidos com um barril. Numerosos e quase não distinguíveis blastômeros. • • Pólos arredondados e similares • Lados das paredes quase similares. Diferenciar de Oesophagostomum (blastômeros • 16 a 32 blastômeros são facilmente distinguidos) Diferenciar de Haemonchus (blastômeros são mais difíceis de distinguir) __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .85 • 120 µ por 45-60 µ • Formato elíptico. Lados das paredes similares. amarelados com superfície lisa. largo e regular. o lado interno é coberto por uma fina membrana. parecendo um barril. • • Casca fina com superfície lisa. Casca fina. aplainados e muito similares. a parte de dentro é coberta por uma fina membrana. Oesophagostomum .243 ___________________________________________________________________________ Haemonchus .Nematoda Ruminantes • • Ovos de tamanho médio: Média de 74 µ (62-95) de comprimento por 44 µ (36-50) de largura Elipse larga regular Pólos largos.98 µ por 46-54 µ -Oesophagostomum columbianum– ovinos– 65 • 88 µ por 40-54 µ • -Oesophagostomum venulosum – ovinos .75 .Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: -Oesophagostomum radiatum – bovinos .

Nematoda Ruminantes • Ovos de tamanho médio: -Ostertagia ostertagi – bovinos . o lado interno • é coberto por uma fina membrana.75 . a parte de dentro é coberta por uma fina membrana . parecidos com • um barril • Casca fina com superfície lisa. parecendo um barril Casca fina.Nematoda Ruminantes • • • • • 390-450 µ de comprimento por 25µ de largura Cabeça arredondada (não tem uma protuberância protoplasmática (botão cefálico) como Dictyocaulus filaria) Esôfago simples do tipo estrongiloide.75 . com superfície lisa.244 ___________________________________________________________________________ Chabertia ovina . aplainados e muito similares Lados das paredes similares. 16 a 32 blastômeros.98 µ por 4654 µ • -Ostertagia circumcincta – ovinos . • Grande número de blastômeros difíceis de Diferenciar de Bunostomum (um lado da parede é distinguir e que preenchem quase todo ovo aplainado) Diferenciar de Haemonchus (redondo) e Cooperia (Paredes paralelas) Dictyocaulus viviparus – L1 . regular • • Pólos não muito largos e simétricos • Lados das paredes simétricos. Encontrado nas fezes Cauda termina em ponto cego Ruminantes • • • • 550 – 580 µ Cabeça contém uma protuberância protoplasmática (botão cefálico) Muitos grânulos intestinais acinzentados Cauda termina em ponto cego __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Nematoda Dictyocaulus filaria – L1 .98 µ por • 46-54 µ • Formato elíptico. Ostertagia .Nematoda Ovinos • • Ovos de tamanho médio: Média de 90 µ (77-105) de comprimento por 50 µ (45-59) de largura Formato elíptico. largo e regular Pólos ligeiramente largos.

E. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. E. 19 – 26 µ. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes.Cestoda Ruminantes • • Ovos muito pequenos. E. __________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . faurei. E. extremidade arredondada. bovis. A forma trofozoíta é muito sensível. ovinoidalis. cylindrica. E. Presença de corpos para-uterinos nos ovos • • Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. E. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas.Nematoda Eimeria . sem aparato piriforme. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito.Protozoário ( E. intricata) Ruminantes • • Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. E.245 ___________________________________________________________________________ Não esporul Esporul ado Muellerius capillaris. ahsata. ellipsoidallis.L1 – Larva . zuernii. ovina. E. 18 – 30 µ Ovinos • • • • 300 – 320 µ Cabeça sem uma protuberância protoplasmática (botão cefálico) Grânulos intestinais finos Cauda termina com um espinho dorsal e ondulada Trofozoít Giardia – Protozoário Ruminantes • Cist Thysanosoma . E. auburnensis. E. granulosa. crandallis. E.

então para identificação desse ovo devemos examinar fezes frescas. Em fezes velhas é difícil de identificar a larva de Strongyloides de outras larvas de vida livre que habitam o bolo fecal. e Metastrongylus sp.Superfície enrugada . Strongyloides sp. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE SUÍNOS 1. São fáceis de identificar.Após trichinoscopia Protozoários: Giardia Eimeria Balantidium Isospora Outros: Schistosoma Gongylonema Macracantorhynchus Trichinella ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . As diferenças entre os ovos de Oesophagostomum sp. O ovo de Metastrongylus também contém uma larva L1. recém expelidas. Trichuris suis. e Hyostrongylus rubidus. espessa Ovo pálido com casca lisa > 8 blastômeros < 8 blastômeros Ovo na urina Trichuris Strongyloides Metastrongylus Physocephalus Ascaris *Hyostrongilus e Oesophagostomum Globocephalus Stephanurus . Fezes de suíno também podem conter ovos de outros parasitas principalmente de ruminantes como: Trichostrongylus vitrinus e Trichostrongylus colubriformis e ovos de trematódeos de Fasciola hepatica e Dicrocoelium lanceatum. Os ovos de Strongyloides sp. ao contrário. As características destas larvas são específicas das espécies. o diagnóstico diferencial é possível somente após cultura das fezes (coprocultura) e exame microscópico da larva.Elíptico e alongado.Com plugues polares 2. são bastante difíceis de diferenciar.Parede lisa e fina .Sem Plugues polares 2. essa larva emerge muito cedo do ovo. e também por conter no seu interior uma larva (L1).2. são fáceis de reconhecer pela parede fina e lisa. Sem larva Parede marrom. porém a superfície do ovo é enrugada.246 ______________________________________________________________________ SUINOS INTRODUÇÃO Os ovos de Ascaris suum. parede espessa 2.1. Com larva .

Physocephalus sexalatus -Nematoda Suínos • • • • Ovos de tamanho pequeno: 31 .63 µ de comprimento por 33 . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Nematoda Suínos • • • • • Ovos de tamanho médio: 51 .26 µ de largura Ovo elíptico e alongado Casca espessa Contém uma larva Deve ser diferenciado de ovos de Strongyloides sp.55 µm de comprimento por 20 .247 ______________________________________________________________________ Trichuris suis -Nematoda Strongyloides (S. não segmentado.45 µ de comprimento por 12 .42 µ de largura Forma elíptica ou arredondada Casca espessa com superfície enrugada Contém uma larva L1 A casca do ovo de Metastrongylus possui debris fecais aderidos. mais lisos e mais elipsóides. ransomi) Nematoda Suínos • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 40 . que são menores. Metastrongylus elongates . Deve ser diferenciado de ovos de Metastrongylus que são mais largos e mais redondos. papillosus (=suis) – S.35 µm de largura Forma elíptica Casca de cor verde acinzentada Parede muito fina Contém uma larva L1 Suínos • • • • • Ovos de tamanho médio: 50-68 µm de comprimento por 21 – 31 µ de largura Lados das paredes levemente em forma de barril Dois plugues polares transparentes nos pólos Parede espessa com superfície lisa Conteúdo granular.

248 ______________________________________________________________________

Ascaris suum - Nematoda Suínos • • • • Ovos de tamanho médio: 50 – 70µm de comprimento por 40 - 60µm de largura Elípticos ou redondos Casca espessa, aberto pelo lado de dentro por uma membrana. Cor marrom dourado. não segmentadas,

Globocephalus urosubulatus - Nematoda Suínos • • • • Ovos de tamanho médio: 50 - 56 µm de comprimento por 26 - 35µm de largura Ovóide Casca fina, pálida com superfície lisa. Poucos blastômeros: 6 - 8

Conteúdo: células granulares.

Deve ser distinguido de ovos de Oesophagostomum e Hyostrongylus que tem mais blastômeros.

Adultos
Hyostrongylus rubidus - Nematoda Hyostrongylus rubidus L3 – Larva - Nematoda

Suínos • • • • Ovos de tamanho médio: 69 - 85 µ por 39 – 45 µ de largura Ovóides com pólos redondos similares Ovo de superfície lisa e parede fina. Em fezes frescas: mínimo de 32 blastômeros.

Suínos • • • Tamanho: Sem envoltura: 715 - 735 µ Com envoltura: 800 - 22 µ Cauda longa: 60 - 68 µ . A larva tem movimentos rápidos.

Deve ser distinguido de ovos de Oesophagostomum, para isso deve ser feita cultura das fezes e diferenciação pelas larvas.

Deve ser distinguido de larvas de Oesophagostomum, que são mais curtas e mais espessas, e se movem mais lentamente. Usar técnica de Baermann, após cultura das larvas.

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Oesophagostomum dentatum - Nematoda

Oesophagostomum dentatum L3 – Larva Nematoda Suínos • • • Tamanho: Sem envoltura: 515 - 532 µ Com envoltura: 660 - 720 µ X 30 µ Cauda curta: 45 - 53 µ . A larva tem movimentos lentos.

Suínos • • • • • • Ovos de tamanho médio: 66 - 80 µ por 38 - 47 µ Formato oval largo e regular Pólos arredondados e similares Lados das paredes quase similares, parecidos com um barril Casca fina com superfície lisa, o lado interno é coberto por uma fina membrana. Em fezes frescas: 8 a 16 blastômeros

Deve ser distinguido de larvas de Hyostrongylus, que é mais longa e mais fina, e se move rapidamente. Usar técnica de Baermann, após cultura das larvas.

Diferenciar de Hyostrongylus A diferenciação é feita por meio de cultura de fezes e exame microscópico das larvas

Stephanurus dentatus - Nematoda

Trichinella spiralis - Nematoda

Suínos • • • • •

Suínos, ratos, outros mamíferos e homem Tamanho: 30 µ - 800 - 1000 µ A larva infectante vive encapsulada no tecido muscular de vários mamíferos e são adquiridos através da alimentação. A larva encapsulada no tecido tem formato espiral

Ovos de tamanho médio: 90 - 114 µ por 53 • • - 70 µ Formato elíptico largo e irregular Casca fina e transparente • Muitos blastômeros: 32 - 64 O ovo é encontrado somente na urina

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Trofozoíta Giardia - Protozoário Suínos •

Cisto Isospora - Protozoário Suínos • • Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. 15 a 18 µ

• •

Forma trofozoíta piriforme e elipsóide, extremidade arredondada, simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. Forma cística de forma oval possuindo dois a quatro núcleos e fibrilas. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes, pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. A forma trofozoíta é muito sensível.

Não esporulado

Esporulado

Eimeria – Protozoário (E. spinosa, E. porci, E. Macracantorhynchus - Acantocephala neodebliecki, E. debliecki, E. scabra) Suínos • • Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. 18 – 23 µ Suínos • • Ovo oval com 110 µ Casca marrom escura e contém a larva acantor no seu interior.

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EQUINOS INTRODUÇÃO Em nossas regiões quase todos os eqüinos são infectados por nematóides. A maioria da população de vermes possui grande variedade de espécies, sendo as mais patogênicas as pertencentes às famílias Ascaridae e Strongylidae. O diagnóstico das helmintíases é determinado principalmente pelo exame microscópico dos ovos dos vermes. Os ovos de Oxyuris equi e Parascaris equorum são bastante característicos e fáceis de identificar. O ovo de Dictyocaulus arnfield, Strongyloides westeri e Habronema spp. sempre contém uma larva. A larva deixa o ovo cedo – algumas vezes dentro do hospedeiro de forma que ovos e larvas podem ser encontrados nas fezes. Os ovos de Trichostrongylus axei, Triodontophorus spp., Trichonema spp. e Strongylus spp. são muito similares, a diferenciação é possível mediante apurada medida e comparação de suas propriedades morfológicas. As larvas desses nematóides obtidas após cultura das fezes, são facilmente distinguíveis com a ajuda de um microscópio. Um número de gêneros que ocorrem com menor freqüência não foi incluído aqui, como: Oesophagodonthus, Craterostomum, Gyalocephalus, Posteriostomum. Os ovos dos cestódeos Anoplocephala perfoliata, A. magna e Paranoplocephala mamillana são expelidos com as fezes. Os ovos de Trematódeos de eqüinos são principalmente parasitas de ruminantes (Dicrocoelium lanceatum, Fasciola hepatica). Por causa de sua localização em certos órgãos e tecidos, ovos de várias espécies de Spiruroidea e Filarioidea são impossíveis de achar nas fezes. Thelazia lacrymalis ocorre nos olhos. Setaria equina vive na cavidade abdominal, enquanto as microfilárias estão no sangue. A oncocerchose habita os tendões e tecido conectivo. As larvas de espécies de Filarioidea são detectadas no sangue ou fluido tissular. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE EQUINOS 1.Com larva 1.1.Com um plugue polar, assimétrico Oxyuris 1.2.Sem plugue polar 1.2.1. Uma única casca Cilíndrica Habronema Strongyloides - Elipsóide, < 50µ Dictyocaulus 1.2.2. Dupla casca do ovo, elipsóide > 80 µ 1.2.3. Tripla casca do ovo, quase esférica Anoplocephala ♦Embrião hexacanto = 16 µ perfoliata Anoploc. magna ♦Embrião hexacanto = 8 µ Paranoplocephala ♦Aparato piriforme bem desenvolvido 2.Sem larva 2.1. Com opérculo a) Pequeno, escuro e assimétrico. b) Grande, marrom amarelado à marrom. 2.2.Sem opérculo a) Esféricos > 90µ, amarelo ouro, casca espessa b) Não esféricos, ovóides ou elipsóides b.1) Pólos não similares b.2) Pólos similares Eixo menor, < ½ do eixo maior > 130 µ, lados das paredes parecem barris < 110 µ , Lados das paredes paralelos Eixo menor > ½ do eixo maior

Dicrocoelium Fasciola

Parascaris Trichostrongylus

Triodontophorus Trichonema Strongylus

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Oxyuris equi - Nematoda Equinos • • • • • • Ovos de tamanho médio: 80-95 µ de comprimento por 40–45 µ de largura Ovóide, levemente assimétrico. Lados das paredes não são similares, um é mais aplainado. Plugue polar transparente em um pólo Parede espessa com superfície lisa Sempre contém um estágio tardio de mórula ou uma larva – L1 • • • • • •

Habronema sp - Nematoda Eqüinos Ovos de tamanho pequeno: 40 - 55 µ de comprimento por 8 - 16 µ de largura Cilíndrico ou baciliforme, fortemente comprimido. Paredes laterais em forma de barril Casca espessa Contém uma larva Nas fezes, ambos estágios de ovos ou larvas podem ser detectados.

Strongyloides westeri - Nematoda Equinos • • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 40 - 50 µ de comprimento por 30–40 µ de largura Ovóides Lados das paredes são simétricos Pólos largos e similares Parede fina com superfície lisa Contém uma larva pequena e espessa • • • • •

Dictyocaulus arnfield - Nematoda Eqüinos Ovos de tamanho médio: 80 - 100 µ de comprimento por 50 - 60 µ de largura Elipsóide Lados das paredes simétricos Casca fina Contém uma larva que emerge do ovo muito cedo

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Marrom escuro Elípticos irregulares Lados das paredes não são similares Assimétricos Casca espessa Contém um miracídio que preenche o ovo completamente sendo difícil de distinguir. Com opérculo ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . várias cascas finas Contém embrião hexacanto cercado por um aparato quitinoso piriforme (semelhante a uma pêra) Dicrocoelium lanceatum . .Trematoda Eqüinos Ovos de tamanho grande (> 130 µ ): 130 – 145 µ de diâmetro por 70 . sem blastômeros.253 ______________________________________________________________________ Dictyocaulus arnfield – L2 – Larva Nematoda Equinos • • • • Tamanho 290 .480 µ Espessura: 14 – 18 µ Larva bem desenvolvida. esôfago claramente visível.90µ de largura. Opérculo não visível • • • • • • • Fasciola hepatica .Trematoda Equinos • • • • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 38 . com grânulos. Superfície lisa. algumas vezes mais ou menos aplainados em um ou em vários lados. Elípticos quase regulares Pólos quase similares Lados das paredes com formato de barril e simétricas Casca fina Ovo marrom amarelado.80 µ diâmetro do embrião 16 µ Anoplocephala magna: 50 –60 µ diâmetro do embrião 8 µ Paranoplocephala magna: 50 –60 µ diâmetro Quase esféricos. Cauda termina puntiforme (forma de ponto) com projeção transparente • • • • • • • Anoplocephala sp.45 µ de comprimento por 22 – 30 µ de largura.Cestoda Eqüinos Ovos de tamanho médio: Anoplocephala perfoliata: 65 .

48µ de largura. e o eixo menor é maior que a metade do eixo maior) ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Casca fina. Quase esférico Marrom. • Pólos quase similares • Lados das paredes paralelos mais ou menos aplainados.Nematoda Equinos • • • • • • • Ovo de tamanho grande: 130 – 140µ de diâmetro por 55 . amarelado.Nematoda Eqüinos • • • • • • • Ovos de tamanho médio: 70 – 108µ de diâmetro por 30 . (tamanho menor e lados das paredes paralelos) e Strongylus sp.65µ de largura. • Ovóide alongado • O eixo menor é mais curto que metade do eixo maior.Nematoda Eqüinos O gênero Trichonema compreende uma grande variedade e espécies. Casca espessa. 16 a 32 blastômeros Deve ser distinguido de Triodontophorus.254 ______________________________________________________________________ Parascaris equorum . E é impossível diferenciar os ovos dos vermes. Triodontophorus sp . pois este tem os pólos claramente diferentes e o número de blastômeros é sempre 16 ou mais. (menor. recoberta no seu interior por uma membrana.45µ de largura. Ovóide O eixo menor é < que a ½ do eixo maior Pólos quase similares ou similares Lados das paredes com forma de barril Paredes lisas Contém uma mórula com blastômeros grandes e pretos Cyathostoma (= Trichonema) . • Contém uma mórula com um pequeno número de blastômeros Deve ser distinguido de Triodontophorus (maior) e Strongylus (eixo menor é maior que o eixo maior) • Deve ser distinguido de Trichonema sp. não são similares um é mais redondo que o outro. coberta com pontos finos Contém uma ou duas células Trichostrongylus axei . Lados das paredes não similares. com superfície lisa. Elipse irregular Pólos não muito largos. • Ovos de tamanho médio: 100-110µ de diâmetro por 40 .Nematoda Equinos • • • • • Ovo de tamanho médio: ± 100 µ de comprimento por ± 90 µ de largura. com superfície lisa. • Casca fina. Strongylus e Trichonema. um é mais aplainado.

Proporção entre corpo e cauda é de 2.Nematoda Equinos • • • • • Tamanho grande: 850µ A larva tem uma envoltura Sua cauda é longa e termina em forma de chicote (proporção entre corpo e cauda é de 1. Strongylus edentatus: 78-88µ de diâmetro por 48 52µ de largura. Proporção entre corpo e cauda é de 2/1 Tem 20 células intestinais Equinos • • • Tamanho: 800 – 1000µ de diâmetro por 40µ de largura.5/1) 8 células intestinais triangulares Deve ser distinguida de larvas de Strongylus ( 16 a 32 células intestinais) • • • • • • • • • • • Eqüinos Ovos de tamanho médio: Strongylus vulgaris: 83-93µ de diâmetro por 48 52µ de largura. Strongylus equinus: 75-92µ de diâmetro por 41 54µ de largura.. Contém uma mórula com um pequeno número de grandes blastômeros Deve ser distinguido de Trichonema e Triodontophorus (eixo menor é mais curto que metade do eixo maior). Strongylus vulgaris .L3 – Larva .5/1 Tem 28 a 32 células intestinais retangulares ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Ovóide Pólos similares ou quase similares Lados das paredes em forma de barril Eixo menor é maior que a metade do eixo maior. com superfície lisa. Casca fina.Nematoda Strongylus spp. . L3 – Larva Nematoda Eqüinos • • • Tamanho: 800 µ de diâmetro por 40µ de largura.255 ______________________________________________________________________ Cyathostoma (= Trichonema) L3 Larva.Nematoda Strongylus edentatus.

oocisto ovóide.8/1 • Tem 16 células intestinais retangulares Eimeria .L3 –Larva . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .256 ______________________________________________________________________ Não esporulado Esporulado Strongylus equinus .Protozoário Equinos Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada.Nematoda Equinos • • • Tamanho: 1000µ de diâmetro por 40µ de • largura. Proporção entre corpo e cauda é de 2. fácil de diagnosticar. A Eimeria de eqüinos é muito grande – 70-90 µ.

Com plugues polares 2. Um exato diagnóstico dos helmintos envolvidos vai. Esta lista é restrita às espécies de vermes mais importantes e é dividida em três grupos: Nematóides. peru.Conteúdo segmentado < 75 µ . com larva > 50 µ. Com opérculo Opérculos aparentemente visíveis. faisão. o diagnóstico fica simples. galinha.Sem embrião b. Quando a lista de vermes.2. com espinho Embrião hexacanto b. não segmentado < 75 µ .* Davainea sp. por esse motivo somente os ovos dos principais vermes de pombo.Sem plugues polares a. Conteúdo granular.Sem filamentos 2.2. ± paredes em forma de barril b. perdiz.2. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .* Syngamus Cyathostoma Heterakis Ascaridia Trichostrongylus Amidostomum * Cestóides são determinados mais precisamente por achado nas fezes do proglote do verme adulto. paredes em forma de barril Notocotylus Catatropis Capillaria Echinuria Ornithobilharzia Hymenolepis sp. elipsóides Opérculos difíceis de distinguir. CHAVE DE IDENTIFICAÇÃO DE OVOS ENCONTRADOS EM FEZES DE AVES 1. uma lista de vários parasitas por espécie de pássaro foi somada à clássica “chave de ovos de vermes". Para identificar todos os ovos de vermes de pássaros.1. cisne e periquito foram considerados.Com embrião < 40 µ. cestóides e trematóides.257 ______________________________________________________________________ AVES INTRODUÇÃO Discutir todas as espécies de vermes que acometem um número igualmente grande de espécies de aves é um trabalho de enciclopédia. ser possível somente após o isolamento e determinação da espécie de verme.2. as espécies de pássaros e esta tabela de diferenciação é consultada. Sem opérculo b.* Raillietina sp.1. ganso.1. foi feita uma tabela de diferenciação. Para facilitar a diferenciação e assim achar o diagnóstico certo. como regra.2. lados paredes paralelos > 85 µ . ± paredes lisas > 75 µ .Com dois filamentos 2. ovóides b.

perdiz. galinha. cisne.Nematoda Ganso.. obsignata: 50 .Cestoda Pombo. peru. caudinflata: 43 . Elípticos Casca lisa e espessa • Contém uma larva • • • • • • Hymenolepis . • • • • Ovos de tamanho pequeno: 25-50 µ Esféricos à elipsóides Paredes lisas e finas Contém um embrião hexacanto Os ovos são observados somente após desintegração do segmento maduro do cestóide ou da cápsula ovígera. marrom e espessa. ganso.258 ______________________________________________________________________ Echinuria uncinata . pato. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . cisne • • • • Capillaria sp .25 µ de largura Forma de limão .65 µ de comprimento por 22 28 µ de largura C. pato.65 µ de comprimento por 24 35 µ de largura C. contorta: 50 . periquito Ovos de tamanho médio C. anatis: 47 . Raillietina spp.Cestoda Cisne • • • • Ovos de tamanho médio: 50-80 µ Esféricos à elipsóides Paredes lisas e finas Contém um embrião hexacanto. peru. Conteúdo granular não segmentado Ovos de tamanho pequeno: 37µ de • • comprimento por 20 µ de largura.Nematoda Pombo. perdiz.60 µ de comprimento por 20 .plugues polares transparentes e protuberantes Paredes laterais em forma de barril e assimétricas Casca lisa.27 µ de largura C. faisão. galinha. faisão.62 µ de comprimento por 20 .

galli . pato. galinha. • Conteúdo não segmentado • Deve ser distinguido do ovo de Heterakis que é menor e tem os lados da parede retos. galinha. díspar .63-75 µ de comprimento por 36 -48µ de largura. lisas com três camadas. H. Heterakis sp.259 ______________________________________________________________________ Syngamus trachea. columbae. galinha. faisão. faisão.68-90 µ de comprimento por 4050µ de largura • Ovos elípticos.Nematoda Pombo. columbae) . longos. perdiz.isolonche . paredes laterais levemente em forma de barril • Paredes espessas. ganso. faisão. Elípticos Opérculos em ambos pólos Paredes laterais levemente em forma de barril Paredes lisas Mórulas contendo 8 a 16 blastômeros.59-62 µ de comprimento por 31. dispar) . ganso. • • • • • Ovos de tamanho médio: 65-75 µ de comprimento por 35-42µ de largura. Trichostrongylus .41µ de largura • Elípticos.Nematoda Pombo. cisne. • Ovos de tamanho médio: • A. • H.Nematoda Pombo. Ovóides. perdiz. ganso. • Ovos de tamanho médio: • H. peru.Nematoda Pombo. cisne. pato. pato. ( H. Paredes com lados paralelos Pólos não são similares Casca fina de paredes lisas ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .galli. Isolonche. periquito. com lados das paredes lisas. A camada do meio é a mais desenvolvida.50µ de largura.75-80 µ de comprimento por 45. cisne • • • • • • Ovos de tamanho médio: 78-100 µ de comprimento por 43-60µ de largura. • A. pato. gallinarum.70-75 µ de comprimento por 40. • Casca lisa e grossa • Conteúdo não segmentado Deve ser distinguido do ovo de Ascaridia que é maior e tem os lados em forma de barril. Ascaridia sp. peru. galinha. peru. faisão.46µ de largura • H. perdiz.(A. H. gallinarum . perdiz. ganso. A. cisne.

Oocisto ovóide. necatrix.260 ______________________________________________________________________ Amidostomum . E. brunetti. praecox) Aves • • • Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada.50 µ de comprimento por 30–40 µ de largura Ovóides Lados das paredes são simétricos Pólos largos e similares Parede fina com superfície lisa Contém uma larva pequena e espessa Não esporulado Esporulado Eimeria – Protozoário (E. mitis. largos Grande numero de blastômeros Casca fina de paredes lisas Strongyloides . E. máxima. acervulina. acervulina. tenella. fácil de diagnosticar.Nematoda Ganso. E. pato. E. Elípticos. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Nematoda Aves • • • • • • Ovos de tamanho pequeno: 40 . E. 14-41 µ. cisne • • • • Ovos de tamanho médio: 85-110 µ de comprimento por 50-82µ de largura. E. E.

canis. Trofozoíta Giardia .Coccideo (I.Coccideo Cães e Gatos Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. A forma trofozoíta é muito sensível.Flagelado Cistos Isospora . Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. Toxoplasma . muito similares aos de Hammondia heydorni do cão e Hammondia hammondi e Toxoplasma gondii do gato. I. Cães e Gatos Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. rivolta) = Cystoisospora. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. cada um com quatro esporozoítos. 15 a 40 µm. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito.Coccideo Gatos Oocistos: 12 µm São encontrados nas fezes de gatos e não são esporulados em fezes frescas A esporulação ocorre em no mínimo 3 dias O oocisto esporulado contém dois esporocistos.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 261 PRINCIPAIS PROTOZOÁRIOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS CÃES E GATOS Esporulado Não Esporulado Neospora caninum. ohioensis. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Coccideo Cães Oocistos não esporulados nas fezes. felis. com 10 a 11 µm de diâmetro. São esféricos. I. I. extremidade arredondada. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. Possui em torno de 10 a 20 µm. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes.

14-15 µm.Coccideo Gatos Oocisto com 10 a 12 µm. porém tem importância devido à semelhança do oocisto com o de Toxoplasma.5 a 5 µm de comprimento. Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Hematozoário Cães Corpos piriformes dentro da hemácia com 2. estes são esporulados quando eliminados nas fezes e contêm dois esporocistos cada um com quatro esporozoítos. Babesia canis .Coccideo Cães e Gatos Ao contrário de Isospora. Não é considerado um coccídeo patogênico. Esporulado Não Esporulado Hammondia hammondi .5 µm.Coccideo Cães e Gatos Oocistos minúsculos: 4 – 4.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 262 Cryptosporidium . Sarcocystis .

Protozoários _____________________________________________________________________________________ 263 Babesia gibsoni . Hepatozoon . Pode-se diagnosticar através esfregaço sanguíneo corado. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Rickettsia Cães e Gatos São encontrados nos leucócitos como inclusões intracitoplasmáticas.Rickettsia Gatos Apresentam-se como cocos ou bastonetes curtos na superfície do eritrócito.Hematozoário Cães Corpos piriformes dentro da hemácia com 1 a 2 µm de comprimento. Haemobartonella. Ehrlichia .Hematozoário Cães e gatos (raro) Gametócitos no interior de neutrófilos.

____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Possuem um grande cinetoplasto. Leishmania . medula ou baço também podemos encontrar essas formas no interior de macrófagos. Trypanosoma cruzi .Protozoários _____________________________________________________________________________________ 264 Trypanosoma evansi.Flagelado Cães e Gatos Formas tripomastigotas encontradas em sangue periférico corado com giemsa. Há um pequeno ou quase invisível cinetoplasto. Em aspirados de gânglios linfáticos. Trypanosoma cruzi .Flagelado Cães e Gatos Formas amastigotas encontradas em raspado ou biopsia de pele lesionada.Flagelado Cães e gatos Formas amastigotas encontradas em cortes histológicos.Flagelado Cães e gatos Formas tripomastigotas encontradas em sangue periférico corado com giemsa.

5 µm. ovinoidalis. Possui em torno de 10 a 20 µm. E. extremidade arredondada. E. bovis. granulosa. E. ahsata. ovina. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. Medem cerca de 20 µm Reconhece-se pelo movimento ou cora-se com giemsa para visualizar seus flagelos e núcleo. ellipsoidallis. cylindrica. E.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 265 RUMINANTES Não esporulado Tritrichomonas foetus. Ruminantes Oocistos minúsculos: 4 – 4. 18 – 30 µm Bovinos Formas trofozoítas encontradas em exame da secreção vaginal ou prepucial. E. Trofozoíta Giardia – Protozoário Cistos Cryptosporidium . E.Protozoário ( E. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. E. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . zuernii. intricata) -Coccideo Ruminantes Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. crandallis. E.Coccideo Ruminantes Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. auburnensis. Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. A forma trofozoíta é muito sensível.Flagelado Esporulado Eimeria . E. E. E. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito. faurei.

5 µm de comprimento. Anaplasma – Rickettsia -Hematozoário Bovinos Em esfregaços sanguíneos após coloração são encontrados pequenos pontos no interior das hemácias. Não confundir com corpúsculos de Howell Jolly ou corante.1 a 1µm de diâmetro.Flagelado Bovinos Formas tripomastigotas encontradas em sangue periférico corado com giemsa. 0. Babesia bovis .Hematozoário Bovinos Corpos piriformes dentro da hemácia com 4.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 266 Babesia bigemina . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .5 a 5 µm de comprimento.Hematozoário Bovinos Corpos piriformes dentro da hemácia com 2. Trypanosoma vivax e T. evansi. Há um pequeno ou quase invisível cinetoplasto.

Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. Forma cística de forma oval possuindo 2 a 4 núcleos e fibrilas. FlageladoTrypanosoma vivax.Flagelado Equinos Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. A Eimeria de eqüinos é muito grande – 70-90 µm.Coccideo Equinos Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. T. fácil de diagnosticar. Eimeria . evansiHematozoários Equinos Tripomastigotas encontrados em esfregaço sanguíneo corado com giemsa. Possui em torno de 10 a 20 µm.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 267 EQUINOS Cisto Trofozoito Não esporulado Esporulado Giardia. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. extremidade arredondada. Trypanosoma equiperdum.flagelado Equinos Tripomastigotas encontrados em secreções vaginais ou prepuciais. oocisto ovóide.

Hematozoário Equinos Possui 3 µm. encontrada em pares.7 µm encontrada sozinha. em pares ou tétrades. Chamada de grande babesia dos eqüinos.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 268 Babesia equi -Hematozoário Equinos Possui 1.5 µm Cada oocisto com 4 esporozoitos (não há esporocisto) Pode-se diagnosticar através de técnicas de flutuação ou esfregaço de fezes corados por Ziehl-Nielsen onde os esporozoítos aparecem como grânulos vermelho-brilhantes. Cryptosporidium . ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .Coccideo Equinos Oocistos minúsculos: 4 – 4. Também chamada de pequena babesia Babesia caballi.

Possui em torno de 10 a 20 µm. porci. pois soluções hipersaturadas de sal ou açúcar distorcem o parasito.Flagelado Suínos Cistos Isospora . neodebliecki. 18 – 23 µm ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . scabra) -Coccideo Suínos Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. E. Dois axóstilos e 8 flagelos distribuídos em 4 pares. Forma cística de forma oval possuindo dois a quatro núcleos e fibrilas. extremidade arredondada. 15 a 18 µm Forma trofozoíta piriforme e elipsóide. E.Coccideo Suínos Oocistos esporulados com dois esporocistos e cada um com quatro esporozoítos. Não esporulado Esporulado Eimeria – Protozoário (E. simétricos com face dorsal convexa e ventral côncava. E. debliecki. Métodos mais indicados: Flutuação com sulfato de zinco ou exame direto das fezes. A forma trofozoíta é muito sensível. E.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 269 SUINOS Trofozoíta Giardia . spinosa.

tenella. 14-41 µm. brunetti. ____________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro . Oocisto ovóide.Coccideo Aves Oocistos esporulados com quatro esporocistos contendo 2 esporozoítos em cada. E. E. E. acervulina. mitis. E.Protozoários _____________________________________________________________________________________ 270 AVES Não esporulado Esporulado Eimeria – Protozoário (E. E. acervulina. E. E. máxima. praecox). necatrix. fácil de diagnosticar.

_____________________________________________________________________________________ 271 PRINCIPAIS ARTEFATOS ENCONTRADOS EM EXAME DE FEZES Pólen Esporos de fungo Esporos de fungo Pólen Bolha de ar Esporo de planta Espinho de planta Ácaros e Ácaros e ovos de ácaro ovos de ácaro _____________________________________________________________________________________________ Livro didático de Parasitologia Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria Profa Silvia Gonzalez Monteiro .

272 .

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