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ASSENTAMENTO DE TIJOLO FACE À VISTA

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construção
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TIJOLO FACE Á VISTA

25-07-2010

João Neves

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TIJOLO FACE Á VISTA
TÉCNICAS DE ASSENTAMENTO E CONSENHOS PRÁTICOS

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João Neves

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TÉCNICAS DE EXECUÇÃO
Antes de iniciar o assentamento de tijolo numa parede, deve proceder á regularização da base (nivelamento do arranque), devendo para isso, obter o nível de trabalho, geralmente colocado na obra a 1 metro de altura, depois de efectuados os descontos necessário á camada prevista para o pavimento. Depois de executar estas verificações, deve marcar a implantação da parede de acordo com o projecto fornecido. As marcações devem ser efectuadas sobre um pequeno revestimento de argamassa da mesma da que vai assentar os tijolos e executadas com o bico da colher e o auxílio de uma régua.
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De seguida deve distribuir os tijolos na marcação de forma a que possa prever onde e com que medida terá que executar os cortes que eventualmente sejam necessários e a permitir um enquadramento estético aceitável. O assentamento começa-se por assentar um tijolo inteiro em cada extremo da parede, (caso esta não termine com cortes nos extremos) se isso acontecer assentam-se estes. Estas peças devem ser cuidadosamente assentes aprumadas alinhadas com as marcações e niveladas.

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De seguida fixa o fio de alinhamento e assenta todos os restantes tijolos que compõem a fiada, deixando sempre o espaço para a junta vertical, que deve ser obtida recorrendo a uma bitola de madeira de 1 centímetro de espessura. Depois preenche as juntas com argamassa da mesma da do assentamento. De seguida, assenta os tijolos correspondestes ao inicio da 2ª fiada, em cada um dos extremos devidamente aprumados e nivelados e verificados com uma bitola de madeira de que se deve munir e na qual deve marcar as alturas dos tijolos a assentar, contando com a espessura das juntas e dos tijolos. Deve esticar o fio de alinhamento, usando dois esticadores de fio, e proceder ao assentamento dos restantes tijolos e preenchimento das juntas.
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Para o assentamento da terceira fiada, repete o processo usado para a primeira fiada. Tendo sempre em atenção as juntas verticais para que estas concordem em todas as fiadas alternadas. Para o assentamento da 4ª fiada, repete o assentamento da 2ª fiada. Á medida que vai executando o assentamento, vai limpando os tijolos com um pincel de cerdas de nylon e bastante água limpa, para que as argamassas do assentamento e os escorrimentos não venham a manchar os tijolos da parede.

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Deve ir repetindo todo o processo tendo o cuidado de que as fiadas impares sejam concordantes com todas as impares e as pares com todas as pares. Controlando sempre as espessuras das juntas quer verticais quer horizontais, usando a bitola de marcação. Deve ainda ir afundando as juntas com o bico da colher para mais tarde as poder tratar, com argamassa de areia fina ao mesmo traço do usado no assentamento. Para o assentamento vai precisar de 52 tijolos 23x11x7 e de 22,7 litros de argamassa para assentamento por m2.

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RECOMENDAÇÕES DE UTILIZAÇÃO E APLICAÇÃO
 PALETES  A descarga das paletes, deve efectuar-se com cuidado para que não haja contacto entre elas e se possível, serem logo colocadas no local de consumo.  Se não forem utilizadas imediatamente, após a sua recepção, as paletes devem ser acondicionadas em local limpo e seco.  A palete deve desfazer-se por degraus para permitir a melhor mistura dos tijolos.  Se recolher os tijolos de várias paletes, obtém-se uma maior uniformidade das fachadas.
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 ARGAMASSAS O traço da argamassa não deve ser superior a 1. 5 (cimento Portland e areia).  Para evitar escorrimentos que sujem a fachada, deve utilizar a argamassa com o mais baixo teor possível de água, que deve ser potável. Nunca deve utilizar águas salinizadas. Aconselha-se o uso de cal hidráulica ou cal viva apagada, quando a relação em volume de cimento e areia for inferior a 1.4. deve proceder-se ao ensaio em obra, antes do início da aplicação da argamassa. Quando se utilizam aditivos (plastificantes, indutores de ar, corantes, hidrófugos) deve executar-se um murete de prova, para conhecer a interacção da argamassa aditivada com o tijolo face à vista.

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Juntas e aparelho
• O assentamento de tijolos, para qualquer espessura de parede, deve ser realizado de modo que as juntas verticais e horizontais (no caso de paredes com espessura superior a uma vez) fiquem desencontradas a pelo menos 1/3 do comprimento do tijolo (“matar a junta”).

• As juntas, com espessura final de cerca de 10 mm, devem ser realizadas com argamassas pouco consistentes, de modo a preencher completamente o intervalo entre os tijolos.

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Assentamento
 O assentamento de tijolos deve verificar as seguintes condições:  Cada tijolo deve ser assente sobre o leito de argamassa colocada na fia inferior (junta horizontal) levando no seu topo uma “chapada” de argamassa distribuída à colher (junta vertical).  O tijolo deve ser ligeiramente carregado, esfregado e percutido pelo maço (ou cabo da colher) de modo a que a argamassa possa refluir pelas juntas. Esta argamassa excedente é imediatamente retirada da face do tijolo (raspada com a colher) e aproveitada para o assentamento do tijolo seguinte.  Durante o assentamento, deve ser permanentemente controlado o acabamento das juntas na face oposta à face de trabalho do operário, de modo a recolher a argamassa em excesso que reflui das juntas, garantindo, deste modo, o desempeno dessa superfície.

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 O espalhamento da argamassa na junta horizontal, criando o leito de assentamento.  Pode abranger, de cada vez, o comprimento de um ou mais tijolos, dependendo do ritmo de aplicação e das condições climatéricas.  Com o tempo seco severo é preferível a aplicação da argamassa tijolo a tijolo, para evitar a sua dessecação precoce e a diminuição de trabalhabilidade. 􀀹 O fecho superior das paredes contra a laje ou viga deve ser feito alguns dias depois (como já referido). 􀀹 Após cada dia de trabalho as paredes devem ser protegidas com filme plástico para evitar uma secagem demasiado rápida ou para as resguardar da chuva.
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Processos de assentamento de tijolos maciços

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Assentamentos tradicionais e especiais de tijolos maciços

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Ajuste inglês ou gótico de tijolos maciços

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Ajuste francês de tijolos maciços

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Ajuste inglês ou gótico de tijolos maciços

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Ajuste em pilares para tijolos maciços

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Tipos de amarrações em tijolos
• Consideram-se alvenarias amarradas as que apresentam juntas verticais descontínuas. • A seguir, nas figuras, são mostrados os tipos de amarrações mais comuns para tijolos maciços ou perfurados. • Os esquemas também são válidos para outros tipos de tijolos cerâmicos ou blocos de cimento, Leca Ytong, etc..

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Correcção do posicionamento
• Qualquer erro no posicionamento inicial do tijolo que não possa ser corrigido com ligeira percussão, deve ser corrigido mediante o levantamento do tijolo, retirando completamente a argamassa das juntas e tornando a executar a operação com argamassa fresca. • A tentativa de bascular o tijolo em torno do seu eixo longitudinal, para obter a verticalidade, ou eventual percussão acidental depois do assentamento, conduzem com frequência ao abaulamento transversal da junta da argamassa, reduzindo o desempenho da junta (resistência, isolamento térmico e acústico, resistência à passagem da água, etc.).
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Medidas de segurança na execução de alvenarias.
• É necessário levar a cabo um conjunto de acções destinadas à prevenção e protecção dos trabalhadores, através da diminuição da probabilidade de ocorrência e da atenuação dos efeitos dos acidentes que possam vir a ocorrer. • As acções a em prender para a prevenção de riscos compreendem a preparação de um conjunto de planos a nível do empreendimento: o plano de prevenção de riscos, plano de inspecções e o plano de registo de acidentes e índices de sinistralidade. • Estes diversos planos devem fazer parte de um documento que reúne todas as informações e indicações relevantes em matéria de segurança e saúde (Plano de Segurança e Saúde do Empreendimento).
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Riscos e correspondentes acções de prevenção
• Após a realização da estrutura, deve proceder-se ao fecho vertical do edifício por intermédio das paredes – assentes sobre as lajes – que constituem a envolvente exterior. • A execução destas paredes aumenta as condições de comodidade e segurança e constitui, ela própria, uma medida de protecção colectiva contra os riscos de queda em altura e queda de objectos, dispensando a utilização de guarda corpos e rodapés. • São obrigatórios os equipamentos de protecção individual e devem ser utilizados em todas as circunstâncias.
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Riscos relativos às condições de trabalho

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