Brasília, 2008

DIRETORIA Jerson Kelman diretor-geral Edvaldo Alves de Santana Joísa Campanher Dutra Saraiva José Guilherme Silva de Menezes Senna Romeu Donizete Rufino diretores

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A 265a 3.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Brasil). Atlas de energia elétrica do Brasil / Agência Nacional de Energia Elétrica. ed. – Brasília : Aneel, 2008. 236 p. : il. ISBN: 978-85-87491-10-7 1. Energia elétrica. 2. Potencial energético. 3. Setor elétrico. 4. Atlas. 5. Brasil. I. Título. CDU: 621.31(81)(084.4)

PETROBRAS.SGI Adriana Lannes Souza Superintendência de Concessões e Autorizações de Geração – SCG Luciana de Oliveira Barcellos Ludimila Lima Superintendência de Planejamento da Gestão . TDA Comunicação.SPG Cícero Silva Teixeira Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética – SPE Máximo Luiz Pompermayer Sheyla Maria Damasceno Superintendência de Concessões e Autorização de Transmissão e Distribuição . .SFE José Assad Thomé Júnior Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão – SRT José Moisés Machado da Silva Giácomo Francisco Bassi Almeida Superintendência de Gestão e Estudos Hidroenergéticos – SGH Matheus Bittar PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA TDA COMUNICAÇÃO www.SMA André Ruelli Secretaria Geral .SCT Erison Honda Xavier / Marcelo Rodrigues Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira – SFF Rogério Ament Superintendência de Estudos Econômicos do Mercado .com.SRG Aymoré de Castro Alvim Filho Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade . ELETROBRÁS. Itaipu.AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA • Aneel SUPERVISÃO Assessoria de Comunicação e Imprensa – ACI Salete Cangussu Assessora de Comunicação e Imprensa Patricia Barbosa Pinto Jornalista Joseanne Aguiar Analista Administrativa EQUIPE TÉCNICA Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição . Eletronuclear.SEM Patricia Trindade Dontal Superintendência de Mediação Administrativa Setorial .SRE José Helder da Silva Lima Superintendência de Regulação da Comercialização da Eletricidade – SRC Juracy Rezende Castro Andrade Marcos Bragatto Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração . ELETRONORTE.SGE Jorge Luis Custodio Superintendência de Regulação Econômica .br Diretor Marcos Rebouças Coordenação Geral Maria Angela Jabur Engenheiro Eletricista Mauro Moura Severino Produção de Textos Maria Angela Jabur Revisão de Textos e Apoio Editorial Ana Cristina da Conceição Direção de Arte e Projeto Gráfico João Campello Diagramação Bruna Pagy Ilustrações e Geoprocessamento Thiago dos Santos Ícones e Ilustração da Capa Victor Papalleo Digitalização e Tratamento de Originais Fernando Ely Fotografias Angra 2. Furnas. STOCKExchange.SRD Breno de Souza França Rodrigo Abijaodi Lopes de Vasconcellos Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração – SFG Alessandro D´Afonseca Cantarino Superintendência de Gestão Técnica da Informação .tdabrasil.

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Stock Xchng .

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597 GWh/ano no consumo de energia elétrica. Por essa razão. Os projetos apresentados pelas distribuidoras de energia elétrica nessa área. é de grande relevância a busca da eficiência energética. desde o início do primeiro ciclo em 1998. ao unir a despoluição das cidades e dos rios à geração de energia elétrica. Nesse sentido. no ano de 2007. Ambos projetos apontam o caminho da correta sustentabilidade ambiental. Numa escala ainda reduzida e experimental. Projetos que são aprovados pela Aneel e já atingiram uma economia de redução anual na ordem de 5. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 9 . energia gerada pela queima do bagaço de cana-de-açúcar. têm sido criados incentivos à produção de energia pela queima do lixo urbano e pela utilização do metano associado a dejetos de suínos. E muito ainda pode ser feito para expandir o parque hidroelétrico. O equilíbrio entre oferta e demanda não é alcançado apenas aumentando a oferta. fruto tanto de mudanças legais e normativas quanto do avanço tecnológico. totalizam investimentos de mais de R$ 1. a marca de 100 mil megawatts (MW) em potência instalada (75% de fonte hídrica e 25% de fonte térmica). já que menos de 30% foi aproveitado! Persistimos em busca da geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis: em 2008 realizou-se o primeiro leilão de biomassa. O Brasil superou. É possível e desejável atuar também pelo lado da demanda. É um desafio levar energia elétrica a mais de 61 milhões de consumidores.93 bilhões. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) periodicamente atualiza esse Atlas que contém um importante acervo de informações sobre a infra-estrutura elétrica do país.Mensagem da Diretoria Mensagem da Aneel O setor elétrico brasileiro está em permanente evolução. espalhados num território de dimensão continental. para escoamento da energia produzida pelas usinas de canade-açúcar localizadas na região Centro Oeste do Brasil. Para isso foi necessário licitar novas instalações de conexão à rede básica.

autorizadas e permissionárias. na abordagem e no aperfeiçoamento da identidade visual de forma a contribuir ainda mais para ampliar o conhecimento da área de energia. Além de atualizar as informações das edições anteriores inova na apresentação do conteúdo. São centenas de empresas concessionárias. a transmissão. A conta de luz embute. uma conexão elétrica de 2. O controle social dessa difícil tarefa ocorre por meio da transparência de procedimentos e de informações. Boa leitura! Jerson Kelman Diretor-geral da ANEEL 10 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a distribuição e a comercialização da energia elétrica. O papel da Aneel é regular e fiscalizar a geração. e também os impostos. além dos custos de produção e transporte de energia elétrica. A terceira edição do Atlas é mais uma iniciativa de dar a visibilidade e legitimar as ações da Aneel que interferem no dia-a-dia do país. mais de dez encargos setoriais (subsídios cruzados entre consumidores).400 km das usinas do Complexo do rio Madeira com o Sistema Interligado Nacional.Mensagem da Diretoria O setor finalizou o ano de 2008 com o leilão da maior Linha de Transmissão do mundo. Os bastidores da cadeia industrial que move a energia elétrica estão detalhadas e explicadas nessa publicação. ICMS (estadual) e federal (PIS/Cofins). todos definidos em leis.

Apresentação .

Acervo TDA .

com o aumento da geração de renda e da oferta de trabalho. em busca do desenvolvimento sustentável. o que se revelou como um forte estímulo para as iniciativas de substituição por outras fontes. por meio das quais é possível obter o mesmo resultado utilizando menor quantidade de energia. em consequência. A atividade de produção de energia – e. é retratado na presente edição do Atlas de Energia Elétrica do Brasil. sobre o ritmo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 13 . É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. observado principalmente nos países em desenvolvimento. particularmente o dióxido de carbono (CO2). proporciona a inclusão social de grandes contingentes da população. produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).Apresentação Apresentação Durante todo o século XX. Do ponto de vista econômico. Além disso. consumo consciente. que eclodiu no mês de setembro. este último. ocasião da conclusão desta edição. as fontes tradicionais teriam que ser substituídas por recursos menos agressivos ao meio ambiente. liberado em larga escala nos processos de combustão dos recursos fósseis para produção de calor. eram incertos o ritmo e os avanços que esse processo registrará no curto e médio prazos. ao mesmo tempo. Envolve tanto políticas de governos quanto investimentos realizados pelas empresas do setor em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). deu suporte ao crescimento e às transformações da economia mundial. por sinal. Entretanto. provocado pelo elevado volume de emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE). a oferta farta de energia. Entre elas. no médio prazo.ingressou no século XXI. Um deles é o aquecimento global. Ao final de 2008. terá sobre os setores produtivos e. da energia elétrica . E deverá ser mantido e aperfeiçoado ao longo dos próximos anos. em 2008). É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual. entre outros desdobramentos. o cenário mudou ao ser colocado à prova por uma nova realidade: a necessidade do desenvolvimento sustentável. obtida principalmente a partir dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão mineral. Outro é a possibilidade de esgotamento. das reservas de recursos naturais mais utilizadas. estudiosos e cientistas alertavam para os efeitos da deterioração ambiental provocada pela ação humana. que estava em pleno desenvolvimento durante o ano de 2008. A disponibilidade energética deveria se manter compatível com o acentuado aumento do consumo provocado por um novo ciclo de crescimento econômico. vapor ou energia elétrica. particularmente. preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida. conceito que alia a expansão da oferta. os consumidores seriam induzidos a substituir energéticos mais poluentes por outros de menor impacto ambiental e a aderir a práticas mais eficientes. carvão mineral e petróleo. sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Já nos primeiros anos do século atual. durante quase uma década foi caracterizado pela volatilidade e tendência de alta das cotações (que superaram US$ 100. Em outras palavras: o desafio é reduzir o impacto ambiental e. Desde o início dos anos 90. ser capaz de suportar o crescimento econômico – que.00 por barril em 1980 e. As duas variáveis dependerão do impacto que a crise do sistema financeiro mundial. mais recentemente. portanto. Esse processo.

renováveis e ambientalmente “limpos”. embora seja bastante dependente do petróleo. respeitabilidade e especialização no trato de dados sobre o mercado de energia. pesquisas e estatísticas produzidos por entidades reconhecidas no Brasil e no exterior. abrangem disponibilidade. Entre eles insere-se o Brasil que. de forma a torná-las comercialmente viáveis. descreve a estrutura do setor de elétrico brasileiro e apresenta dos caminhos da energia do Brasil: geração. do qual o Brasil é o segundo maior produtor mundial . como a produção de automóveis flex-fuel . Na primeira parte. transmissão e distribuição. Como fontes de informação foram utilizadas trabalhos. a “limpeza” da matriz energética. Mas as iniciativas também podem ser observadas nos países em desenvolvimento. explicam as suas principais características. Ao final. além de trabalhos e pesquisas produzidos por entidades setoriais foram utilizados estudos do mercado geral de energia.o que acarretou a expansão do consumo do etanol. O segundo. demonstra a importância da energia para as atividades humanas. arte. 14 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . há os projetos de eficiência energética. pela tradição. lançada em 2005 foi possível devido a outra inovação: a estruturação de uma equipe multidisciplinar selecionada por meio de um processo transparente de concorrência. Com isso. Na ponta do consumo. são os mais dependentes dos combustíveis fósseis. Na ponta da produção. A segunda parte da edição concentra-se em fontes renováveis – energia hidráulica. A terceira tem como destaque os combustíveis fósseis (gás natural. maré e biomassa. também foi inserida uma tabela comparativa entre as principais medidas utilizadas no mercado de energia. A versão aperfeiçoada da última edição. vapor e elétrica – e são adotadas por praticamente todos os países. se transforma-se em fonte de consulta para estudantes e interessados em obter maior conhecimento a respeito do assunto. paginação e impressão).e a criação do mercado de “energia verde” em alguns países europeus. implantados junto aos consumidores tradicionais. aborda a conjuntura e o cenário internacionais da energia. Razão pela qual o Atlas de Energia Elétrica.geralmente de baixa renda e habitantes de comunidades distantes dos grandes centros . e composta por jornalistas especializados (encarregados da coordenação editorial. o Atlas de Energia Elétrica do Brasil. Além disso. Consumo. As iniciativas abrangem tanto soluções para o aumento da eficiência dos processos quanto a redução dos custos das fontes renováveis como vento. Esta estrutura é uma das inovações na produção da 3ª edição do Atlas de Energia Elétrica. Um deles. ao mesmo tempo em que tem o foco no mercado brasileiro. A adoção do Glossário com os principais termos técnicos é uma forma de facilitar ainda mais o aprendizado sobre os temas abordados. e os programas de universalização do atendimento. sob a forma de Referências. portanto. o foco é atingir a diversificação e. acadêmicos (responsáveis pela coordenação e revisão técnica) e publicitários (diagramação. O foco principal do Atlas.a sistemas elétricos. Todos os capítulos seguem a mesma estrutura: partem das informações gerais a respeito do recurso. A relação detalhada poderá ser encontrada ao final de cada capítulo. também. particularmente a energia elétrica. a publicação é dividida em dois capítulos. sol. em 2007 conseguiu transformar a biomassa na segunda maior fonte produtora de energia local e obtém a maior parte da energia elétrica consumida proveniente de recursos hídricos – e. que buscam conectar novos clientes . Características Gerais. entretanto. Para obtenção de dados sobre o setor energético e elétrico brasileiro. países da Europa e Estados Unidos) que. insere o comportamento do mercado consumidor local e mundial na conjuntura econômica verificada nos últimos anos. pesquisa e texto). As medidas abrangem todas as formas de utilização de energia – calor. edição 2008. o que se verifica são medidas que induzem o consumidor a utilizar as fontes ambientalmente mais “limpas”. entre outras. produção e consumo no mundo e detalham o mercado brasileiro com foco na produção da eletricidade. são os recursos energéticos e a geração de energia elétrica. Os mais adiantados nessa direção pertencem ao grupo das chamadas nações desenvolvidas (Japão. ao mesmo tempo. biomassa e o grupo chamado de Outras Fontes. Também foram consultadas entidades autoras de estudos e estatísticas do mercado global e cujas informações estão presentes em praticamente todos os capítulos.Apresentação da atividade econômica e sobre os volumes de investimentos destinados a pesquisa e inovações tecnológicas por parte das companhias que integram a cadeia produtiva da energia. além de apresentar um panorama do mercado destinado a profissionais dos diversos segmentos do setor. derivados de petróleo e carvão) e a energia nuclear.

4 TRANSMISSÃO 1. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 3.Sumário PARTE I – Energia no Brasil e no mundo 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS 1. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA 4.5 GERAÇÃO 2 CONSUMO 2.3 DISTRIBUIÇÃO 1.2 DISPONIBILIDADE.1 INFORMAÇÕES GERAIS 3.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL 3.1 INFORMAÇÕES GERAIS 4.1 INFORMAÇÕES GERAIS 2.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL PARTE II – Fontes renováveis 3 ENERGIA HIDRÁULICA 3.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS 4 BIOMASSA 4.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO 1.2 POTENCIAIS.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 49 51 54 57 60 63 65 69 70 73 17 21 22 23 28 34 37 39 41 44 .2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO 2.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS 1.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 4.

5 GEOTÉRMICA 5.2 RESERVAS.2 ENERGIA EÓLICA 5.3 ENERGIA SOLAR 5.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 7 DERIVADOS DE PETRÓLEO 7.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 8.6 MAR PARTE III – Fontes não-renováveis 6 GÁS NATURAL 6. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 9.2 RESERVAS.2 RESERVAS.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 7.1 INFORMAÇÕES GERAIS 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS 7.1 INFORMAÇÕES GERAIS 6.2 RESERVAS.4 BIOGÁS 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS 8.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 9 CARVÃO MINERAL 9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 6.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS FATORES DE CONVERSÃO GLOSSÁRIO ÍNDICE ANEXO 75 77 79 82 86 87 88 91 93 96 100 104 105 107 110 112 115 117 119 122 124 127 129 131 134 137 140 143 145 155 159 . PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 8. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 7.5 OUTRAS FONTES 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS 9.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 8 ENERGIA NUCLEAR 8. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 6.

Parte I Acervo TDA Energia no Brasil e no mundo Características Gerais 1 .

o mercado livre – que em 2008 respondia por cerca de 30% da energia elétrica negociada no país. do qual participam geradoras. programa computacional que. mas não extinguiu. realiza estudos e projeções com base em dados históricos. A primeira envolveu a privatização das companhias operadoras e teve início com a Lei no 9. Para tanto. apenas as distribuidoras. elabora cenários para a oferta de energia elétrica. promover a modicidade tarifária. com a introdução do Novo Modelo do Setor Elétrico. o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Mercado Atacadista de Energia (MAE). às companhias.427.Capítulo 1 | Características Gerais Box 1 O novo modelo do setor elétrico O modelo institucional do setor de energia elétrica passou por duas grandes mudanças desde a década de 90. No mesmo ano. cuja constituição foi diretamente relacionada à criação do mercado livre. A nova estrutura assenta-se sobre muitos dos pilares construídos nos anos 90. a modicidade tarifária. ao consumidor. o novo modelo instituiu dois ambientes para a celebração de contratos de compra e venda de energia: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR). depois de mais de 50 anos de controle estatal. manteve inalteradas – porém em permanente processo de aperfeiçoamento – as bases regulatórias da distribuição e transmissão. O ONS. opera o Newave. A reforma exigiu a cisão das companhias em geradoras. entidade também autônoma que substituiu o GCOI (Grupo de Controle das Operações Integradas. Até então. que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e determinou que a exploração dos potenciais hidráulicos fosse concedida por meio concorrência ou leilão. uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). a obtenção de resultados sólidos ao longo do tempo e. importadores. e promover a inserção social. As atividades de distribuição e transmissão continuaram totalmente regulamentadas. em particular pelos programas de universalização (como o Luz para Todos). de dezembro de 1996. foi substituído pela CCEE. a operação de todos os agentes em um ambiente de equilíbrio que permita. transmissão e distribuição). é responsável pela coordenação da operação das usinas e redes de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). As vendedoras da energia . para as quais essa passou a ser a única forma de contratar grande volume de suprimento para o longo prazo. presentes e futuros da oferta de energia elétrica e do mercado consumidor. comercializadoras. com base em projeções. Além disso. em 2004. Mas a produção das geradoras passou a ser negociada no mercado livre – ambiente no qual as partes compradora e vendedora acertam entre si as condições através de contratos bilaterais. foram constituídas na década de 90 novas entidades para atuar no novo ambiente institucional: além 18 Atlas de Energia Elétrica do Brasil da Aneel. Além disso. na parte compradora. exportadores e consumidores livres. A Aneel sucedeu o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). Passou a vencer os leilões o investidor que oferecesse o menor preço para a venda da produção das futuras usinas. Sua implantação marcou a retomada da responsabilidade do planejamento do setor de energia elétrica pelo Estado. e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). exclusivo para geradoras e distribuidoras. Além disso. Como agência reguladora. Já o MAE. A segunda ocorreu em 2004. Para decidir quais usinas devem ser despachadas. com a missão principal de desenvolver os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. em síntese tem por objetivo atuar de forma a garantir. por meio da regulamentação e fiscalização. em que o maior valor oferecido pela outorga (Uso do Bem Público) determinaria o vencedor. o MME constituiu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). transmissoras e distribuidoras. com a implantação do Novo Modelo. subordinado à Eletrobrás). O modelo implantado em 2004 restringiu. Sistema dos leilões e mercado livre Do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) participam. quando o setor passou por um movimento de liberalização. que teve como objetivos principais: garantir a segurança no suprimento. a maioria das atividades era estritamente regulamentada e as companhias operadoras controladas pelo Estado (federal e estadual) e verticalizadas (atuavam em geração. O mesmo programa é utilizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para definir os preços a serem praticados nas operações de curto prazo do mercado livre. Uma das principais alterações promovidas em 2004 foi a substituição do critério utilizado para concessão de novos empreendimentos de geração.

prazo e condições de entrega. a prioridade é dada ao vendedor que pratica o menor preço. A maior parte das usinas participantes será movida a bagaço de cana (apenas uma é abastecida por capim elefante). O MME determina a data dos leilões. proporcionam maior segurança em cálculos como fluxo de caixa futuro. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 19 . foi exclusivo para fontes alternativas. à produção de empreendimentos em processo de leilão das concessões e de usinas que já foram outorgadas pela Aneel e estão em fase de planejamento ou construção. Da parte vendedora participam as geradoras enquadradas como PIE (produtores independentes de energia). também constituídas na década de 90. realizado em 2008 e caracterizado como o primeiro leilão de energia de reserva. nas projeções do volume que irá produzir – e que variam de acordo com as determinações do ONS. Operações de curto prazo Os contratos têm prazos que podem chegar a vários anos. como preço. que são realizados pela Aneel e pela CCEE. de acordo com a disponibilidade de energia elétrica. foram significativos pela contribuição à diversificação e à simultânea “limpeza” (aumento da participação de fontes renováveis) da matriz nacional. vendedores e compradores negociam entre si as cláusulas dos contratos. a oferta não é individualizada). Por meio de portaria. fornecem variáveis necessárias à elaboração do planejamento. são atribuição da Aneel. Os leilões dividem-se em duas modalidades principais: energia existente e energia nova. Para a EPE. junto às licitações para construção e operação de linhas de transmissão. Entre 2004 e 2008. indicadores do cenário da oferta e da procura no médio e longo prazos. respectivamente. Nos primeiros. nas duas pontas podem ocorrer diferenças entre o volume contratado e aquele efetivamente movimentado. também. O comprador. em 2007. esses leilões são. Nos últimos anos. de A-1. portanto. e que têm por função favorecer o contato entre as duas pontas e dar liquidez a esse mercado. ou ACL. Segundo o governo. baseia-se em projeções de consumo. No mercado livre. Para os investidores em geração e para as distribuidoras. Todas ainda estão por ser construídas e deverão entrar em operação em 2009 e 2010. A parte compradora é constituída por consumidores com demanda superior a 0. O primeiro. Dois deles. Os preços são fornecidos pelo programa Newave e variam para cada uma das regiões que compõem o SIN. Como são realizados com antecedência de vários anos. O início da entrega é previsto para ocorrer um. No outro. foi contratada exclusivamente a energia elétrica produzida a partir da biomassa. por permitir a visualização de. desde que ele não supere 1% do volume total. o prazo de entrega geralmente é de três ou cinco anos (A-3 e A-5). a CCEE também se responsabiliza pela sua liquidação financeira. o objeto de contratação é a produção de usinas que entrarão em operação apenas em caso de escassez da produção das usinas convencionais (basicamente hidrelétricas). A segunda. As transações geralmente são intermediadas pelas empresas comercializadoras. A primeira corresponde à produção das usinas já em operação e os volumes contratados são entregues em um prazo menor (A-1).Características Gerais | Capítulo 1 elétrica são as geradoras. receitas de vendas e custos de suprimento ao longo do tempo. portanto. Nele foi ofertada a produção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e termelétricas movidas a bagaço de cana e a biomassa proveniente de criadouro avícola. Além de abrigar essas operações. Os valores máximos devem ser iguais ou inferiores ao preço teto. três ou cinco anos após a data de realização do leilão (que são chamados. as partes “zerem” as suas posições através da compra ou venda da energia elétrica. Assim. Como as geradoras entram em “pool” (ou seja. A-3 e A-5). a CCEE organizou mais de 20 leilões por delegação e sob coordenação da Aneel. Esta é a sua função original. O vendedor. o mecanismo de colocação prioritária da energia ofertada pelo menor preço também garante a modicidade tarifária. a entidade passou a abrigar a operacionalização de parte dos leilões de venda da energia que.5 MW (megawatt) que adquirem a energia elétrica para uso próprio. de acordo com a fonte da energia: térmica ou hídrica. O acerto dessa diferença é realizado por meio de operações de curto prazo no mercado “spot” abrigado pela CCEE que têm por objetivo fazer com que. a cada mês. as distribuidoras complementam o volume necessário ao atendimento do mercado (visto que as compras de longo prazo são realizadas com base em projeções). Além deles. pelo menos. Nos leilões de reserva. há os leilões de ajuste e os leilões de reserva. respectivamente. Neste caso. fixa o preço teto para o MWh a ser ofertado.

vinculada ao MME e cuja função é realizar os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico.848/2004. e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). agência reguladora.Capítulo 5 | Outras fontes A estrutura institucional do setor elétrico brasileiro Em 2004.SEAE SNRH. MMA. também ligado ao MME. Abaixo. Estrutura institucional do setor elétrico Políticas Congresso Nacional Presidência da República CNPE / MME Regulação e Fiscalização ANEEL Agências Estaduais ANP Mercado G CCEE T D C ONS Conselhos de consumidores Entidades de defesa do consumidor SDE / MJ CADE . além de sugerir das ações necessárias. Um deles é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). por meio do Ministério de Minas e Energia (MME) e com assessoramento do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Congresso Nacional. Outro é a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). o Governo Federal. o Atlas de Energia Elétrica reproduz a atual estrutura institucional do setor elétrico brasileiro. Para acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território nacional. ANA e CONAMA Agentes institucionais EPE Eletrobrás Concessionárias BNDES 20 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . que abriga a negociação da energia no mercado livre. responsável por coordenar e supervisionar a operação centralizada do sistema interligado brasileiro.847/2004 e no 10. com a implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico. foi instituído o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). manteve a formulação de políticas para o setor de energia elétrica como atribuição do Poder Executivo federal. Os instrumentos legais criaram novos agentes. O Novo Modelo do Setor Elétrico preservou a Aneel. por meio das leis no 10.

Características Gerais | Capítulo 1 Características Gerais 1. em menor escala. 1Cocção: ato ou efeito de cozer. e que termina no fornecimento de um serviço público básico para a sociedade. Na atualidade. Em um deles está o desenvolvimento tecnológico que visa atingir maior qualidade e eficiência tanto na produção quanto na aplicação dos recursos energéticos. se movimenta com o estímulo da energia elétrica. Essa indústria faz parte de uma cadeia econômica que tem início com a exploração de recursos naturais estratégicos (como água. Esta iniciativa é observada principalmente com relação ao fornecimento de energia elétrica (que na iluminação substituiria. à integração nacional. No Brasil houve um ensaio para criação das multiutilities nos anos 90. a indústria da energia é nitidamente dividida entre os setores de petróleo. minerais. transportes. entre outras. um exemplo é o automóvel que. há a ação horizontal. O GLP é obtido em refinarias e distribuído por meio de caminhões. Assim.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS Uma das variáveis para definir um país como desenvolvido é a facilidade de acesso da população aos serviços de infra-estrutura. gás natural e energia elétrica. mas. por exemplo. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 21 . que visa a aumentar o número de pessoas com acesso às fontes mais eficientes de energia – mesmo que por meio de instalações simples e de baixo custo. no terreno dos projetos pilotos. Na administração e operação desses dois extremos – e. gás natural ou energia elétrica) quanto para aquelas multissetoriais – as chamadas multiutilities. Sua entrega às localidades menores do interior do País só foi possível pela abertura das grandes rodovias nos anos 70 do século XX – e que também foram consideradas um sinal de modernização do país. petróleo. Este capítulo abordará a estrutura do setor de energia elétrica. como geotermia. após passar décadas dependente da gasolina. cujas atividades têm áreas de intersecção apenas quando se trata da geração de eletricidade. Os dois seguintes. 1 Isto significou que maior número de pessoas passou a ter acesso a produtos que. necessariamente. com dois extremos. gás liquefeito de petróleo) na cocção1 de alimentos. foi avaliado como reflexo da modernização econômica e social a substituição da lenha pelos derivados de petróleo (GLP. a vela e o querosene dos lampiões). além de mais eficientes do ponto de vista energético. No outro extremo. Do segundo. no geral. Esta característica faz com que o setor de energia conviva. E é válida tanto para operadoras de um único setor (por exemplo. ter origem local. Já a energia é o fator determinante para o desenvolvimento econômico e social ao fornecer apoio mecânico. telecomunicações e energia. por exemplo. também. petróleo e gás natural). historicamente. Esta característica pode ser observada tanto no Brasil quanto no exterior. ou é composta por estatais ou por companhias controladas pelo capital privado que atuam em um ambiente regulamentado pelos governos locais. o primeiro caso inclui as pesquisas sobre novas fontes. como saneamento básico. das atividades intermediárias existentes entre eles – está a chamada indústria da energia. começa a ser crescentemente abastecido por etanol – enquanto. maré e células de hidrogênio. não precisavam. No Brasil dos anos 70. é detectada também em outros setores. térmico e elétrico às ações humanas. cozimento. O primeiro está diretamente relacionado à saúde pública. mas a tendência não se consolidou. de propriedade da União. Por isso.

1 a seguir. transmissão e distribuição adquiriram ao longo do tempo e ainda determinam a maior ou menor facilidade de acesso da população local à rede elétrica. São. em 2007 foram realizadas mais de 1.8 milhão de ligações residenciais. segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). baixa densidade demográfica (principalmente na região Centro-Oeste) e. Sudeste. Em conseqüência. cerca de 95% da população tinha acesso à rede elétrica. que tem por objetivo estender a rede elétrica a 100% da população. Ainda segundo a EPE. Como mostra a Tabela 1. 22 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . De todos os segmentos da infra-estrutura. há diversos sistemas de menor porte. além de rios caudalosos e extensos. fez do mercado de energia elétrica brasileiro em maio de 2008. Isto ocorre porque as características geográficas da região. que se concentram principalmente na região Amazônica. energia elétrica é o serviço mais universalizado. o país conta com mais de 61. são as regiões mais desenvolvidas do país em termos econômicos e sociais. segundo a EPE. Para o atendimento ao consumidor. A incidência e as dimensões dos nichos não atendidos estão diretamente relacionadas à sua localização – e às dificuldades físicas ou econômicas para extensão da rede elétrica. linhas de transmissão e ativos de distribuição) principal: o Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo dados divulgados no mês de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). foi observado principalmente na região rural. Estas particularidades determinaram os contornos que os sistemas de geração. Nordeste e parte da região Norte (para detalhes. Para geração e transmissão de energia elétrica. as regiões que registram melhor relação entre número de habitantes e unidades consumidoras de energia elétrica. não-conectados ao SIN e. também. Afinal. é residencial.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO O Brasil é um país com quase 184 milhões de habitantes. Já o Nordeste. Elas são. Sudeste e Sul. ver tópico 1. mas parte integrou o Programa Luz para Todos. Nordeste e Norte – tem características bastante peculiares e diferenciadas das demais. de instalações inicialmente restritas ao atendimento exclusivo das regiões de origem: Sul. Segundo a empresa. por exemplo. composta por floresta densa e heterogêna. e o Luz para Todos. por sinal. capacidade de geração e circulação de renda e densidade demográfica (número de habitantes por quilômetro quadrado) são variáveis importantes. No Norte. Centro-Oeste e Norte historicamente concentram a maior parte da população sem acesso à rede. portanto. ver Capítulo 3). apenas nesse período a taxa de atendimento no Nordeste praticamente se igualou à média nacional. Os dois fenômenos foram proporcionados pela implantação simultânea de dois programas do Governo Federal: o Bolsa Família. chamados de Sistemas Isolados. O atendimento foi comprometido por fatores como grande número de habitantes com baixo poder aquisitivo (no caso do Nordeste principalmente). Sudeste. como nível de atividade econômica. Destas. Parte delas decorreu do crescimento vegetativo da população. por exemplo. Estas últimas. no caso da região Norte. por isso. a grande maioria. em 2007. o que confirma a baixa densidade demográfica. cada uma das cinco regiões geográficas em que se divide o Brasil – Sul. o maior impacto – medido pelas variações percentuais – ocorreu nas regiões Norte e Nordeste.Capítulo 1 | Características Gerais 1. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). baixa densidade demográfica e pequena geração de renda. comprometeram a extensão das redes de transmissão e distribuição. A relação entre as peculiaridades regionais e o acesso à rede elétrica fica clara nas análises que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Esta evolução foi favorecida. segundo a EPE. dificultaram a construção de linhas de transmissão de grande extensão que permitissem a conexão ao SIN. cerca de 85%. mas também transformaram o Norte na região com maior potencial para aproveitamentos hidrelétricos do país (para detalhes. outros fatores. Em 2008. no Norte do país. o impacto do Programa Luz para Todos.5 milhões de unidades consumidoras em 99% dos municípios brasileiros.4). as que apresentam maior densidade demográfica. e se destaca como a quinta nação mais populosa do mundo. o país conta com um sistema (conjunto composto por usinas. Além disso. embora em números absolutos a maior parte tenha sido instalada na região Sudeste. estas unidades apresentaram aumento de 23% no consumo de eletricidade durante o período. para transferência de recursos públicos à população carente. Centro-Oeste. o atendimento a novos consumidores pode ser realizado a partir de intervenções de pequeno porte para expansão da rede. Essa imensa “rodovia elétrica” abrange a maior parte do território brasileiro e é constituída pelas conexões realizadas ao longo do tempo. Centro-Oeste. No conjunto. aliada às características geográficas. tanto pelo aumento de renda da população mais pobre quanto pelo incremento no número de ligações elétricas.

500 kV) (13.319 3. entidades de pequeno porte.3 kV a 88 kV) em suas linhas de produção e recebem energia elétrica diretamente da subestação da distribuidora (pela chamada rede de subtransmissão).4 2.8 3. responsáveis pelo atendimento de mais de 61 milhões de unidades consumidoras.745 13. 2006 2. As distribuidoras são empresas de grande porte que funcionam como elo entre o setor de energia elétrica e a sociedade. Nos grupos de controle de várias empresas privadas verifica-se a presença de investidores nacionais. Ao chegar às subestações das distribuidoras. as cooperativas de eletrificação rural. espalhadas por diversas regiões do país. qualquer que seja o seu porte são realizados pelas distribuidoras de energia elétrica. O controle acionário dessas companhias pode ser estatal ou privado.579 50.146 variação absoluta 125 674 702 201 125 1. a energia elétrica trafega em tensão que varia de 88 kV (quilovolts) a 750 kV. por meio de um sistema composto por fios. norte-americanos.520 3. No primeiro caso.6 1.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Deste total.1 abaixo.000 unidades) Região Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil Fonte: EPE. Fonte: Aneel.8 5.827 % 4. Exceção a essa regra são algumas unidades industriais que operam com tensões mais elevadas (de 2. é formado por 63 concessionárias. após a conclusão do processo de enquadramento na condição de permissionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica para cumprimento da lei no 9.3 DISTRIBUIÇÃO A conexão e atendimento ao consumidor. Nas redes de transmissão.1 – Relação entre agentes e consumidores.074/1995 e da resolução Aneel no 012/2002.9 2. 69 kV) Tarifa de distribuição Consumidores cativos TUST Consumidores livres Figura 1. estaduais e/ou municipais.703 52. os acionistas majoritários são o governo federal. 30kV) (345 kV . 2008.Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. postes e transformadores.319 2007 2. atendem a pequenas comunidades. espanhóis e portugueses. Além delas.399 7. Já o mercado de distribuição de energia elétrica. chega à unidade final em 127 volts ou 220 volts.8 kV) TUSD Geração TUST Transmissão TUST Distribuição (138 kV . a Aneel relaciona 53 dessas cooperativas que. após deixar a usina.403 24. 25 haviam assinado contratos de permissão com a Aneel. Consumidores livres (10 kV .076 25.101 7. a tensão é rebaixada e. A relação entre os agentes operadores do setor elétrico e os consumidores pode ser observada na Figura 1. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 23 .5 3.620 12. visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão todo o suprimento destinado ao abastecimento no país. transmitem e distribuem energia elétrica exclusivamente para os associados.1 . Em 2008.

71 11. abrigam mais de uma dessas companhias.08 minutos.57 18.66 15. os encargos do setor elétrico e os tributos determinados por lei.59 15. O cumprimento dos Contratos de Concessão e as atividades desenvolvidas são estritamente reguladas e fiscalizadas pela Aneel. Os encargos do setor elétrico.12 12.68 21.Média anual Brasil DEC 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: Aneel.07 16.1 na página seguinte mostra que as 63 distribuidoras que operam em 2008 atuam em diferentes Estados do país.33 16. Entre estes últimos está a compra de suprimento.68 17.2 .08 As faturas mensais emitidas pelas distribuidoras registram a quantidade de energia elétrica consumida no mês anterior e medida em kWh (quilowatt-hora).19 24. As tarifas de energia elétrica Tabela 1.19 minutos e. 2008.68 vezes e. a duração e a freqüência das interrupções no fornecimento. transparentes ao consumidor – têm aplicação específica.5% tanto para eficiência energética quanto para P&D.465/2007). Os tributos são destinados ao governo. sendo que alguns deles.05 19.12 12. o pagamento de um valor justo e o acesso a um serviço contínuo e de qualidade e. de outro. O Mapa 1. a tarifa praticada remunera não apenas as atividades de 24 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .83 16. Alguns dos principais estimulam a inclusão social da população mais pobre por meio do acesso formal à rede elétrica e da correspondente fatura mensal (que passa a funcionar como comprovante de residência ao permitir o acesso a instrumentos econômico-sociais. como mostra a Tabela1.44 16. O objetivo da Agência é. Segundo informações da Aneel. as distribuidoras desenvolvem programas especiais compulsórios com foco no consumidor. FEC 21. embutidos na tarifa – e. Além de responder pelo atendimento ao cliente final. Já a parcela que fica com a distribuidora.62 11. de 11.72 vezes. portanto. Neste caso. As distribuidoras também são responsáveis pela implementação de projetos de eficiência energética (ver Box do capítulo 2) e de P&D (pesquisa e desenvolvimento). assegurar ao consumidor. o Luz para Todos (universalização) e a regularização das ligações clandestinas (os chamados “gatos”. Entre as variáveis reguladas pela Agência estão as tarifas e a qualidade do serviço prestado – tanto do ponto de vista técnico quanto de atendimento ao consumidor. Entre esses programas estão o Baixa Renda (com tarifas diferenciadas para consumidores que atendem a determinadas especificidades de consumo e renda).56 14. De acordo com a Aneel. Quanto ao FEC.Capítulo 1 | Características Gerais Os direitos e obrigações dessas companhias são estabelecidos no Contrato de Concessão celebrado com a União para a exploração do serviço público em sua área de concessão – território geográfico do qual cada uma delas detém o monopólio do fornecimento de energia elétrica. ou conexões irregulares que permitem o acesso ilegal à energia elétrica sem o pagamento da correspondente fatura e se configuram legalmente como crime). dependem da aprovação da Aneel. Dois desses indicadores são o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) que medem. O valor final a ser pago pelo cliente corresponde à soma de três componentes: o resultado da multiplicação do volume consumido pela tarifa (valor do kWh. é utilizada para os investimentos em expansão e manutenção da rede. são obrigadas a destinar um percentual mínimo de sua receita operacional líquida a essas atividades que. em 1997 foi de 21. expresso em reais). remuneração dos acionistas e cobertura de seus custos. como linhas de crédito e financiamento). em 2007. respectivamente.72 27.3 bilhão. Pela legislação vigente (Lei no 11.84 13.2 abaixo. o total de recursos aplicados entre 1998 e 2007 em programas de P&D por todas as empresas do setor (o que inclui as transmissoras e geradoras) foi de R$ 1. de um lado. como São Paulo.81 16.Indicadores de qualidade . até o final de 2010 esse percentual é de 0. para ser implementadas. havia recuado para 16. garantir à distribuidora o equilíbrio econômico-financeiro necessário ao cumprimento do Contrato de Concessão. em 1997 o DEC médio no país foi de 27.29 14. em 2007. Desta maneira.85 17.

84 R$ / MWh 270.35 R$ / MWh 317.Mapa das Concessionárias de Distribuição Residenciais por R$/MWh Atlas de Energia Elétrica do Brasil 25 .84 a 341.86 R$ / MWh 341.32 a 294.35 a 389. Aneel.86 a 436.1 .11 a 412.Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR BOA VISTA Guiana Francesa Guiana AP CEA CER O c e a n o A 0º S t l â n Equador t 0º S i c o MANAUS AM CEAM PA CELPA MA CEMAR CE COELCE RN COSERN SAELPA PI 10º S PB CELB CEPISA CELPE PE AL SE CEAL AC ELETROACRE TO RO CERON CELTINS ENERGIPE SULGIPE 10º S BA Peru MT COELBA CEMAT GO CHESP CEB-DIS DF Bolívia CELG-D MG 20º S CEMIG-D ELFSM ES 20º S MS ENERSUL ELEKTRO CNEE CPFL CLFM CPEE DMEPC CJE PIRAT EEB EBE ELPA LIGHT CFLCL AMPLA CENF ESCELSA Chile CAIUÁ-D Paraguai ZOOM 2 PR EDEVP CLFSC SP CSPE RJ ZOOM 1 ENERSUL Trópico de Capricórnio ZOOM 1 ZOOM 2 ELEKTRO COPEL-DIS CFLO FORCEL COCEL PR FORCEL CFLO COPEL-DIS COCEL MS ELEKTRO IENERGIA IENERGIA IENERGIA SC CELESC-DIS EFLUL COOPERALIANÇA CAIUÁ-D CPFL CNEE CLFM CPEE DMEPC ELEKTRO CEMIG-D MG SC CELESC-DIS HIDROPAN MUX DEMEIELETROCAR RGE 30º S HIDROPANELETROCAR DEMEI MUX RGE EFLUL EFLJC COOPERALIANÇA RS UHENPAL SP EDEVP CJE CLFSC ELEKTRO PIRAT PIRAT EEB ELEKTRO AES-SUL 30º S EBE ELEKTRO RS AES-SUL UHENPAL CEEE-D CEEE-D PR COPEL-DIS ELEKTRO CSPE EBE ELPA Uruguai PIRAT PIRAT Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Custo médio da tarifa residencial R$ / MWh 412. 2008.62 R$ / MWh 398.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.08 a 317.08 R$ / MWh 199.05 a 270.86 R$ / MWh 365.32 N O L S Fonte: SGI. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .59 R$ / MWh 294.59 a 365.

4). com a edição da Lei no 8. Em 2007. Caso contrário. entre outros. tamanho do mercado (quantidade de unidades de consumo atendidas por uma determinada infraestrutura). Outros contribuem para a universalização do acesso à energia elétrica e para reduzir o valor da conta mensal dos consumidores localizados em áreas remotas do País.3 a seguir. eles representaram cerca de R$ 11 bilhões. número de consumidores. Cada encargo é justificável. e. em 1993. o objetivo de incentivar o uso fontes alternativas. Encargos e tributos Os encargos setoriais são custos inseridos sobre o valor da tarifa de energia elétrica. como forma de subsídio. pressionam a tarifa. para efeito de recolhimento pelas concessionárias dos montantes cobrados dos consumidores por meio das tarifas de energia elétrica. que garantia a remuneração das concessionárias. quando considerado o seu conjunto. como a região Norte.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. Portanto. são utilizados para determinados fins específicos. Fonte: Aneel. por exemplo. as tarifas passaram a ser fixadas por empresa. se essa área coincide com a de uma unidade federativa. Como são contribuições definidas em leis aprovadas pelo Congresso Nacional. mas também de transmissão e geração de energia elétrica.2 a seguir. conforme características específicas de cada área de concessão – por exemplo. a capacidade de pagamento do consumidor. Entretanto. custo da energia comprada e tributos estaduais. quilômetros de rede de transmissão e distribuição.Capítulo 1 | Características Gerais distribuição. abastecida por usinas a óleo diesel e não conectadas ao SIN (ver tópico 1. existia uma tarifa única de energia elétrica no Brasil.3 abaixo. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1993 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Figura 1. Alguns encargos têm. a tarifa é única naquele estado.631. geração de energia + transmissão + distribuição transporte de energia até as casas ( o) + encargos e tributos Figura 1. 26 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. uma vez que a integralidade de seu custo era transferida ao consumidor. para desenvolver e financiar programas do setor elétrico definidos pelo Governo Federal. independentemente de seu nível de eficiência. como pode ser observado na Figura 1. Fonte: Aneel. Seus valores são estabelecidos por Resoluções ou Despachos da Aneel. Esse sistema não incentivava a busca pela eficiência por parte da distribuidora. conseqüentemente. Até a década de 90. se avaliado individualmente. conforme mostra a Tabela 1. Como pode ser observado na Figura 1. tarifas diferentes coexistem dentro do mesmo estado.

valores em milhões de R$ 2. Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP). federal.3 . Promover pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas à eletricidade e ao uso sustentável dos recursos naturais. estadual.317 1. O Gráfico 1.25 Transmissão Distribuição (parcela B) Compra de energia Encargos e tributos Gráfico 1.Os principais encargos inseridos nas tarifas Encargo CCC Conta de Consumo de Combustíveis CDE Conta de Desenvolvimento energético RGR Reserva Global de Reversão CFURH Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos P&D Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética PROINFA TFSEE Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica ESS Encargos de Serviços do Sistema Finalidade Subsidiar a geração térmica na região Norte do país (Sistemas Isolados). 40 35 30 25 R$ 20 15 10 5 0 R$ 28.1 – Anatomia da conta de luz. e subsidiar as tarifas da subclasse residencial Baixa Renda. Sobre as contas mensais de energia elétrica incidem os seguintes tributos: Programas de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS).871 2.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. municipal.244 667 635 327 86 9. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 27 . Propiciar o desenvolvimento energético a partir das fontes alternativas.45 R$ 6. Já os tributos são pagamentos compulsórios devidos ao Poder Público. e que asseguram recursos para que o Governo desenvolva suas atividades. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).33 R$ 33. Indenizar ativos vinculados à concessão e fomentar a expansão do setor elétrico. Prover recursos para o funcionamento da ANEEL Subsidiar a manutenção da confiabilidade e estabilidade do Sistema Elétrico Interligado Nacional Total 2007 . Fonte: Aneel.98 R$ 31.470 1.1 a seguir mostra a composição da conta mensal de energia elétrica. promover a universalização do serviço de energia. 2008. Subsidiar as fontes alternativas de energia. Compensar financeiramente o uso da água e terras produtivas para fins de geração de energia elétrica. 2008. a partir de determinação legal.617 Fonte: Aneel.

em intervalos de quatro ou cinco anos. Ele é concedido anualmente na data de aniversário do contrato. industrial. ou seja. iluminação pública. Classificação das unidades consumidoras Para efeito de aplicação das tarifas de energia elétrica. Esse mecanismo se diferencia dos reajustes anuais por ser mais amplo e levar em conta todos os custos. O número de fases aumenta de acordo com a carga (demanda e consumo) da unidade consumidora para garantir maior qualidade e segurança no fornecimento de energia. de usinas hidrelétricas instaladas em localidades distantes dos centros consumidores. quando um evento imprevisível afetar o equilíbio econômico-financeiro da concessão. exceto no ano em que ocorre o mecanismo de revisão tarifária. e os Sistemas Isolados. serviço público e consumo próprio. A principal característica desse segmento é a sua divisão em dois grandes blocos: o Sistema Interligado Nacional (SIN). O Reajuste Tarifário restabelece o poder de compra da receita da concessionária.3 kV a 25 kV AS – tensão de fornecimento inferior a 2. • Alta tensão A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV A3 – tensão de fornecimento de 69 kV A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV A4 – tensão de fornecimento de 2. A monofásica está ligada à rede de eneriga elétrica por uma fase (onde transita energia elétrica) e um neutro (para fechar o circuito). Já a Revisão Tarifária Extraordinária destina-se a atender casos muito especiais de desequilíbrio justificado. segundo uma fórmula prevista no Contrato de Concessão. que abrange a quase totalidade do território brasileiro. poder público. Cada classe tem uma estrutura tarifária distinta de acordo com as suas peculiaridades de consumo e de demanda de potência. cooperativa de eletrificação rural e serviço público de irrigação B3 – demais classes B4 – Iluminação pública A unidade consumidora residencial pode ser classificada em monofásica. como mostra o Mapa 1. 1. instalados principalmente na região Norte. rural. são responsáveis pela implantação e operação da rede que liga as usinas (fontes de geração) às instalações das companhias distribuidoras localizadas junto aos centros consumidores (tecnicamente chamados de centros de carga). Pode ocorrer a qualquer tempo. A grande extensão da rede de transmissão no Brasil é explicada pela configuração do segmento de geração.Capítulo 1 | Características Gerais As atualizações tarifárias Os Contratos de Concessão prevêem três mecanismos de atualização tarifária: Reajuste Anual. conforme relacionado abaixo. na maior parte. Revisão Tarifária e Revisão Tarifária Extraordinária. • Baixa tensão B1 – residencial e residencial de baixa renda B2 – rural. Essas empresas. A Revisão Tarifária Periódica permite o reposicionamento da tarifa após completa análise dos custos eficientes e remuneração dos investimentos prudentes.4 TRANSMISSÃO O segmento de transmissão no Brasil é composto em 2008 por mais de 90 mil quilômetros de linhas e operado por 64 concessionárias.2 na página seguinte. enquanto a trifásica é ligada por três fases e um neutro (quatro condutores). dois condutores. bifásica e trifásica.3 kV atendida a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturada na Grupo A excepcionalmente 28 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . As concessões de transmissão são válidas por 30 anos e podem ser prorrogadas por igual período. A ligação bifásica é feita por duas fases e um neutro (três condutores). que obtiveram as concessões ao participar de leilões públicos promovidos pela Aneel. os consumidores são identificados por classes e subclasses de consumo: residencial. comercial e serviços. investimentos e receitas para fixar um novo patamar de tarifas adequado à estrutura da empresa e a seu mercado. constituído.

2 .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá Belém Manaus O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o Fernando de Noronha São Luis PA MA Teresina PI Fortaleza CE AM RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho TO RO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Tipos de centrais elétricas Eólica PHC UHE UTE Solar Sistemas Elétricos Isolados ~ 45 % do território ~ ~ 3% da população ~ ~ 3 % do consumo nacional ~ ~ 4% do parque gerador do País ~ O N L S Fonte: Aneel 2008 ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .Situação em outubro de 2003 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 29 .

além das grandes linhas entre uma região e outra. ampliando a possibilidade de troca de energia elétrica entre as regiões. é prioritária no abastecimento do mercado. o SIN é composto por 89.75 Óleo diesel Óleo combustível Eólica Gás natural Nuclear Carvão nacional Carvão importado GNL* Hidrelétrica PCH Biomassa** Gráfico 1. o volume de produção igual ao de consumo. de uma maneira geral. As termelétricas.3. pelo processo permanente de expansão. Se. sob a fiscalização e regulação da Aneel. Isto ocorreu no início de 2008.2 abaixo).6% de toda a capacidade de produção de energia elétrica do país – oriunda de fontes internas ou de importações. Sudeste. a integração permite que a localidade em que os reservatórios estão mais cheios envie energia elétrica para a outra. são acionadas para dar reforço em momentos chamados como picos de demanda (em que o consumo sobe abruptamente) ou em períodos em que é necessário preservar o nível dos reservatórios – ou o “estoque de energia”. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável pela coordenação e controle da operação do SIN. Entre os benefícios desta integração e operação coordenada está a possibilidade de troca de energia elétrica entre regiões. principalmente do Paraguai por conta do controle compartilhado da usina hidrelétrica de Itaipu.95 140. caracterizado pela predominância de usinas hidrelétricas localizadas em regiões com regimes hidrológicos diferentes. (*) Gás natural liquefeito (**) Bagaço de cana Fonte: PSR. por exemplo.05 127. na próxima página. o que permite tanto a conexão de novas grandes hidrelétricas quanto a integração de novas regiões.2 mil quilômetros de rede. Centro-Oeste.60 138. em 2003. O Mapa 1. é composta pelos ativos de conexão das usinas e aqueles necessários às interligações internacionais). transformam-se em variáveis avaliadas pelo ONS para determinar o despacho – definição de quais usinas devem operar e quais devem ficar de reserva de modo a manter. 345. Esta troca ocorre entre todas as regiões conectadas entre si.61 330. 500 400 R$ / MWh 491.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil. 2008 (adaptado). Isto é particularmente importante em um país como o Brasil.80 118. concentra aproximadamente 900 linhas de transmissão que somam 89. Além disso.6 mil km.55 101. A expansão verificada a partir desse ano reforçou as interligações do sistema. Como os períodos de estiagem de uma região podem corresponder ao período chuvoso de outra. com isso. em 2008. quando o aumento do consumo aliado ao atraso no início do período chuvoso da região Sudeste apontou para a necessidade de uma ação preventiva para preservação dos reservatórios. realizada pelas companhias geradoras e transmissoras.75 135. a preservação do “estoque de energia elétrica” represado sob a forma de água.Capítulo 1 | Características Gerais O Sistema Interligado Nacional (SIN) O SIN abrange as regiões Sul.65 125. em que os lagos estão mais vazios – permitindo. mostra o horizonte da transmissão no período de 2007 a 2009. Outra possibilidade aberta pela integração é a operação de usinas hidrelétricas e termelétricas em regime de complementaridade. O sistema interligado se caracteriza.40 116. mais barata e mais abundante no Brasil. 500 e 750 kV (também chamada rede básica que. A energia hidrelétrica.11 300 200 100 0 197. 30 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a extensão era de 77. Nordeste e parte do Norte. 440. abriga 96. também. Como os custos da produção têm reflexo nas tarifas pagas pelo consumidor e variam de acordo com a fonte utilizada (ver Gráfico 1. permanentemente.2 mil quilômetros nas tensões de 230. Em 2008.

Horizonte 2007-2009 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 31 . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador 2 Belém t 0º S i c o 3 AM Manaus PA Tucuruí 4 São Luis 2 2 2 2 MA 2 2 2 Teresina PI CE Fortaleza Natal João Pessoa Recife Maceió 2 RN 2 PB 2 AC 10º S Rio Branco RO Porto Velho TO 2 2 2 PE 3 4 AL 2 3 2 2 E 2 3 2 2 Palmas BA 2 2 10º S SE Aracaju Peru 2 2 MT 2 Serra da Mesa 3 2 Salvador 3 Cuiabá 3 Bolívia Goiânia GO 3 MS Campo Grande 2 2 DF 3 Brasília D 3 2 MG 20º S A 2 C 2 SP 2 2 2 2 2 2 Belo Horizonte ES 2 2 2 Vitória 20º S Chile Paraguai Itaipu Yaciretá B 4 3 2 PR 3 4 São Paulo 2 2 2 RJ Trópico de Capricórnio 3 2 SC 3 2 2 Rio de Janeiro 2 Curitiba Blumenau Argentina 30º S Guarabi Uruguaiana 50 MW 2 2 RS 2 5 2 30º S Porto Alegre Livramento 70 MW Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Existente Futuro Complexo 138 kV 230 kV 345 kV 440 kV 500 kV 750 kV + 600 kV CC – A B C D E Paraná Paranapanema Grande Paranaíba Paulo Afonso Centro de carga N Número de circuitos existentes N O L S Fonte: ONS. 2008.Sistema de transmissão .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.3 .

Para assegurar à população atendida por esses sistemas os benefícios usufruídos pelos consumidores do SIN.Capítulo 1 | Características Gerais Os Sistemas Isolados Os Sistemas Isolados são predominantemente abastecidos por usinas térmicas movidas a óleo diesel e óleo combustível – embora também abriguem Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). 2008. os Sistemas Isolados apresentam custos de geração superiores ao SIN.4 . encargo setorial que subsidia a compra do óleo diesel e óleo combustível usado na geração de energia por usinas termelétricas que atendem às áreas isoladas. Roraima. em função das peculiaridades geográficas da região em que estão instalados. Em 2008. Manaus (AM) e Porto Velho (RO) e o estado de Roraima (com exceção da capital Boa Vista e seus arredores. o valor da CCC foi de R$ 3 bilhões A expansão da rede de transmissão A tendência é que ao longo do tempo os Sistemas Isolados gradualmente sejam integrados ao SIN. Por ser predominantemente térmico.4 abaixo). construção e operação de novas linhas de transmissão. Em junho de 2008 a Aneel leiloou a concessão para construção da linha Tucuruí-Manaus-Macapá. Uma delas interligará a usina hidrelétrica de Tucuruí (PA) a Macapá e Manaus. as dificuldades de logística e de abastecimento dessas localidades pressionam o frete dos combustíveis (com destaque para o óleo diesel). ligará Vilhena e Samuel (ambas em Rondônia) a Jauru. Além disso.5 mil km de linhas em três anos.3 milhão de consumidores espalhados por 380 localidades. São assim denominados por não estarem interligados ao SIN e por não permitirem o intercâmbio de energia elétrica com outras regiões. Em 2008. Amapá e Rondônia. a exemplo do que tem ocorrido com as demais regiões do país. Integram esta projeção duas linhas que permitirão a conexão de outros sistemas isolados e cuja construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). com 1.Paraná Pimenta Bueno Linhas leiloadas MT RO Vilhena Cidezal MT Bolívia Jauru Figura 1. Macapá (AP).4% da energia elétrica produzida no país. Amapá e do Amazonas.829 quilômetros de extensão a ser construída na Floresta Amazônica. Segundo dados da Eletrobrás. AM Porto Velho Abunã Rio Branco Samuel Ariquemes Jaru Ji . Acre. é que o SIN registre uma nova expansão. Os sistemas isolados de maior porte suprem as capitais Rio Branco (AC). com 50% do mercado total dos sistemas isolados. abastecidos pela Venezuela). Outra. do Governo Federal. de 11. Fonte: ONS. eles atendem a uma área de 45% do território brasileiro e a cerca de 3% da população nacional – aproximadamente 1. o Governo Federal criou a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC). Estão localizados principalmente na região Norte: nos Estados de Amazonas. no final de 2008. Manaus tem o maior deles. constante do relatório de administração de 2007. Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) e termelétricas movidas a biomassa. o que levará à conexão do sistema isolado Acre-Rondônia (Figura 1. Este movimento contribui para a redução dos custos da CCC e é proporcionado pela concessão. Essa conta é paga por todos os consumidores de energia elétrica do país. respondem por 3. O empreendimento permitirá o suprimento de energia elétrica a diversos municípios dos estados do Pará.Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. no Mato Grosso. A visão do ONS. e possibilitará a interligação de diversas regiões isoladas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). 32 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

314 2.198 2. elaborado pela EPE.980 as 27 usinas (termelétricas movidas por bagaço de cana-deaçúcar e pequenas centrais hidrelétricas.037. Leilões de linha de transmissão Até 1999.8 605.503. Em 2008. Do total de linhas licitadas. 1.539 388 3.000 0 Licitadas Autorizadas Total 861 0 861 0 3.035. em alguns casos.974 259 3.000 Acréscimo Anual de Linhas (km) 6.000 5.0 2000 0. Fonte: Aneel.077 0 2.Expansão da rede básica de transmissão.074 818 178 995 1. inclusive.926.0 3.0 1.149.313.000 4.7 2006 3.0 523.217 3. em que a expansão foi significativamente reduzida. as usinas hidrelétricas a serem construídas no Rio Madeira (Santo Antonio e Jirau) e 7.080 3.077. 5. Desde 1998.1 179.6 259. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 33 . O planejamento da expansão do sistema de transmissão do Brasil é realizado em conjunto pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo ONS. Os documentos “Programa de Expansão da Transmissão (PET)”. com 4.279.1 1.6 4. que viabiliza. Em 2008.0 0.000 km por ano.158.898 605 0 0 3.036 2.077.6 2010* 0.926 1.730.216.280 123 180 1998 0.3 . leiloado em novembro de 2008.7 2008* 2.227.7 km de linhas foram energizados.5 2007 817. 2008.3 3. A partir desse ano.0 644.000 1. do ponto de vista técnico e econômico.736.9 2. Excluindo-se 2001.973. transmissão e. a Aneel iniciou o processo de expansão dessas instalações. ao SIN.512 524 3.1 2009* 4.538.441 4.158 1.66 quilômetros (km).0 Gráfico 1.441. Em 2008. como mostra o Gráfico 1.998.81 km estão em operação. a Aneel leiloou mais de 3.Características Gerais | Capítulo 1 O linhão das usinas do rio Madeira. 15. também permitirá a conexão do estado de Rondônia ao SIN.233 2.9 2.897.0 387. elaborado pelo ONS.000 2.375 quilômetros (km). PCHs) instaladas nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.8 4. nos demais períodos o acréscimo à rede básica foi superior a 2. 4.512. Neste total estão embutidas as linhas que conectam.5 2.9 2004 1.080 1. com base em leilões para seleção do grupo empreendedor responsável pela construção e operação da rede. no geral.7 3.0 861.232.150 505 645 2. 2.7 995.0 1999 0.9 2001 505.5 2005 2. a rede de transmissão era operada exclusivamente pelas companhias verticalizadas (com ativos de geração. que determina à Aneel a promoção e o acompanhamento dos processos de licitação das respectivas concessões. O vencedor seria o candidato que apresentasse a menor tarifa a ser praticada. deste total. com destaque para 2003. Os empreendimentos definidos pelo Governo Federal são incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND).7 177.438 1. ano do racionamento de energia elétrica. Em novembro. ver Box 1) e ainda controladas pelo Estado.0 0.1 2. a previsão é que. até o final deste ano.197.4 2008 (ener) 1. estão em construção.9 mil km.407.077 2.079.45 km.437. entrem em operação.5 mil km de rede. totalizando 7.083 km de linhas de transmissão.2 km e.037 1. indicam as obras (linhas e subestações) necessárias para a adequada prestação dos serviços. a Aneel licitou e autorizou 34. As linhas de transmissão e subestações que compõem a interligação terão extensão aproximada de 2.979.503 4.0 861.0 2. É a perspectiva de construção destas linhas de transmissão.7 2002 1.1 3. o aumento da participação do bagaço de cana na matriz da energia elétrica nacional. distribuição) ou pelas companhias resultantes de sua cisão para fins de privatização (para detalhes.079.000 3.4 123. e “Plano de Ampliações e Reforços (PAR)”.074. 71 linhas transmissão. no entanto.3 abaixo.0 3. em 2009.7 1.9 2003 3.

a menor Receita Anual Permitida (RAP) para prestação do serviço público de transmissão. o conjunto de empreendimentos menores. Tabela 1.2 3. biomassa. 1. 130 empreendimentos em construção e mais 469 outorgados. vence quem oferecer a menor tarifa. A maior parte da potência. como mostra a Tabela 1.0 4.3 4.0 4. duas nucleares. que consiste na habilitação jurídica. o aumento na capacidade instalada do país tem sido permanente – ao contrário do que ocorreu no final dos anos 80 e início da década de 90. autoprodutores e produtores independentes.5 GERAÇÃO De acordo com o Banco de Informações de Geração (BIG).5* 1. ainda. Detalhes a respeito da geração de energia elétrica no Brasil e no mundo são fornecidos nos capítulos de 3 a 9. técnica. o Brasil conta. 2.6 2. quando os investimentos em expansão foram praticamente paralisados. Fonte: Aneel. historicamente concentrada na geração por meio de fonte hidráulica.028. 2008.0 860.4 . O fenômeno foi resultado da construção de usinas baseadas em outras fontes (como termelétricas movidas a gás natural e a biomassa) em ritmo maior que aquele verificado nas hidrelétricas. comercializadores. públicas e privadas.264.998. Este segmento conta com mais de 1. Todas as etapas da vida de uma usina – dos estudos para desenvolvimento do projeto à operação – são autorizadas e/ou fiscalizadas pela Aneel.935. por envolver a exploração de um recurso natural que. deve ser precedida de um estudo de inventário – cuja realização depende de autorização da Aneel e cujos resultados também deverão ser aprovados pela entidade.8 mil MW à capacidade instalada no país nos próximos anos. Em segundo lugar.042 térmicas abastecidas por fontes diversas (gás natural.100 agentes regulados entre concessionários de serviço público de geração. No caso das térmicas. As informações da Agência também demonstram que. 4 mil MW foram agregados à capacidade instalada.768 usinas em operação. as hidrelétricas representavam cerca de 90% da capacidade instalada no país. Como pode ser observado na Tabela 1. 159 são hidrelétricas. o que permitirá a inserção de mais 33.4 a seguir. em novembro de 2008. é considerado como bem da União.Acréscimo anual da geração (em MW) 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 (*) Até 16/8/2008. em 2007. econômico-financeira e fiscal após a realização da sessão pública do leilão e apenas para as vencedoras do certame.4 3. O planejamento da expansão do setor elétrico. Já a construção das UHEs e PCHs. tanto instalada quanto prevista. A partir daí.425.506.816 MW (megawatts) – número que exclui a participação paraguaia na usina de Itaipu.2 2. uma vez que a tarifa de uso dos sistemas de transmissão é um dos componentes de custo da tarifa praticada pelas distribuidoras. essa participação recuou para cerca de 74%. 227 centrais geradoras hidrelétricas (pequenas usinas hidrelétricas) e uma solar.234.5 4. provém de usinas hidrelétricas. os leilões são realizados com inversão da ordem de fases. 34 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . com 1.5 na página seguinte. assim como fundos de investimentos em participação registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). o processo regulamentar que dá origem à autorização para a construção das UHE é bem mais complexo do que o das PCHs. pela Constituição. ou seja. óleo diesel e óleo combustível). Os deságios verificados resultam em benefícios ao consumidor. O BIG relaciona. Há poucos anos. Um dos principais objetivos desta decisão é reduzir a relação de dependência existente entre volume produzido e condições hidrológicas (ou nível pluviométrico na cabeceira dos rios que abrigam estas usinas). da Aneel. que podem concorrer isoladamente ou em consórcio. Essa diferença a menor também contribui para maior competitividade do setor produtivo nacional.638.Capítulo 1 | Características Gerais Os editais de licitação permitem a participação de empresas nacionais e estrangeiras. Nesses leilões. a autorização para construção configura-se como um ato administrativo e. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a diversificação da matriz da energia elétrica. desde 1999. Em 2008. estão as térmicas e. 320 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). De acordo com a atual sistemática. é relativamente simples.840. na seqüência. portanto. Do total de usinas. que correspondem a uma capacidade instalada de 104.

Vencerá o proponente que se propuser a vender a produção às distribuidoras pelo menor preço por MWh (megawatt-hora).627 25. vem a etapa de desenvolvimento do Projeto Básico Técnico (PBT) – a ser aprovado pela Aneel – e do Projeto Básico Ambiental (PBA) – encaminhado Atlas de Energia Elétrica do Brasil 35 .528.37 por MWh.432.815.92 100 Empreendimentos em Construção Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Quantidade 1 22 67 21 19 130 Potência Outorgada (kW) 848 463. construção e outorgados Empreendimentos em Operação Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Central Geradora Solar Fotovoltaica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Usina Termonuclear Total Quantidade 227 17 320 1 159 1.20 24.523 2.11 0. pelo empreendedor que solicitar a autorização.00 por MWh. Tanto em Santo Antônio quanto em Jirau.768 Potência Outorgada (kW) 120. no Rio Madeira (RO): o consórcio Madeira Energia S/A vendeu 70% da produção às distribuidoras pelo preço de R$ 78.29 0 71.900 12.500 1.042 2 1.383.57% em relação ao preço teto estabelecido pelo MME.34 20.19 34. devem ser obtidas. caso o aproveitamento esteja localizado em dois ou mais Estados) e a reserva de recursos hídricos (a ser promovida junto aos órgãos responsáveis pelos recursos hídricos.189 50 2. a licença ambiental prévia (junto ao órgão ambiental estadual ou nacional. Para os empreendedores da usina de Jirau.08 9. valor que correspondeu a um deságio de 21. também. Quantidade 74 1 50 166 15 163 469 Potência Outorgada (kW) 50.201 26. de esfera estadual ou federal).400.920 2. 2008. Definido o vencedor do leilão. diante do preço máximo fixado pelo MME de R$ 122.26 14. do estudo de viabilidade.87 por MWh. Concluída esta etapa.650 2.19 0 9.824 % 0.898 7.33 100 Para as UHEs.431 % 0. o processo foi o mesmo.598 20 74.009 272.Empreendimentos em operação.21 47.632. O Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB) se dispôs a vender ao mercado cativo (distribuidoras) 70% da energia pelo preço de R$ 71.053.568 9.007.000 104. ver Box 1).464. Foi o que ocorreu no leilão da usina de Santo Antônio.330 1.070 4.26 2.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1.646 % 0.01 6.401. a etapa seguinte ao estudo de inventário é a realização.66 100 Empreendimentos Outorgados entre 1998 e 2008 (não iniciaram sua construção) Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Undi-Elétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Fonte: Aneel.73 58. Simultaneamente.317.090.399. de R$ 91 por MWh. o empreendimento está apto a ser licitado por meio de leilões de venda antecipada da energia a ser produzida (para detalhes ver Box 1). os restantes 30% poderão ser comercializados no mercado livre de energia (para conhecer o funcionamento desse mercado.526.22 1.5 . também no Rio Madeira.

801 28. o último inventário global foi realizado em 1992 pela Eletrobrás.org.epe. na bacia Amazônica. Total Fonte: EPE.6 abaixo. Já a construção de PCHs – com potência de até 30MW e reservatório não superior a 3 km2 não exige nem o estudo de viabilidade nem a licitação.2 0. 2007.eletrobras. Atlântico NE Or.9 5. o empreendedor poderá desenvolver o projeto executivo e dar início à construção da usina.com 36 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Tabela 1.br Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) – disponível em www. Total 106.Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica .ccee.br Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – disponível em www.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.br Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.1 2.757 14. aneel. é exatamente nesta região.Capítulo 1 | Características Gerais ao órgão ambiental responsável pela avaliação do empreendimento.gov.816 5.728 12.2 23.psr-inc.0 11.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.044 376 158 251.035 17.490 % 42. que se encontra o maior potencial hidrelétrico existente no país.2 7.149 57.6 .1 <0. Em 2008. a EPE ocupava-se da revisão dos inventários dos rios Araguaia e Tibagi e realizava novos estudos em bacias principalmente da região Norte.mme. No Brasil. Após a realização do estudo de inventário.gov.org.087 3.Situação em 2007 (MW) Bacia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Amazonas Paraná Tocantins/Araguaia São Francisco Atlântico Sudeste Uruguai Atlântico Sul Atlântico Leste Paraguai Parnaíba Atlântico NE Oc. Apenas após obter as aprovações a ambos.1 5.0 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.437 4.1 100.gov.4 0.102 1.gov. a Aneel seleciona o empreendedor de acordo com critérios pré-definidos.2 1.6 1. avalia o projeto básico da usina e concede a autorização para a instalação.br Power Systems Research (PSR) – disponível em www. ons. Como pode ser observado na Tabela 1.

Parte I Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Energia no Brasil e no mundo Consumo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 37 2 .

de âmbito nacional e coordenado pela Eletrobrás. por exemplo. 38 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . com o objetivo de formar profissionais com competência específica em eficiência energética.597 GWh por ano. As práticas para estimular o uso eficiente da eletricidade se dividem em dois grupos principais: ações educativas da população e investimentos em equipamentos e instalações. Uma outra vertente adotada pelas distribuidoras para a aplicação compulsória dos recursos é o desenvolvimento de ações específicas para clientes de maior porte. coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia. É comum. no que concerne à energia elétrica. concedido anualmente para reconhecer a excelência energética do equipamento em relação aos demais disponíveis. Além disso. segundo informações divulgadas em setembro de 2008 pela Aneel. O selo Procel ganhou expressividade a partir do racionamento de 2001. a Aneel havia aprovado 279 deles. Além disso. Um deles é a possibilidade do esgotamento dos recursos utilizados para a produção de energia (ver capítulos 3 a 9). como residências. Uma das maneiras mais modernas e utilizadas no mundo para conter a expansão do consumo sem comprometer qualidade de vida e desenvolvimento econômico tem sido o estímulo ao uso eficiente. esse estímulo tem sido aplicado de maneira sistemática desde 1985. essas companhias desenvolverem projetos de iluminação para clientes do poder público e comércio. Outra parte é utilizada na implantação de projetos de eficiência energética. Outro é o impacto ao meio ambiente produzido por essa atividade. possuem projetos permanentes nesta área. então. a substituição de geladeiras antigas por modelos mais novos junto à população de baixa renda durante programas de regularização das ligações clandestinas. um terceiro são os elevados investimentos exigidos na pesquisa de novas fontes e construção de novas usinas. foi lançado o selo Procel. ou consumidores eletrointensivos. em elemento de marketing da indústria de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. indústria e setor público.25% da receita operacional líquida para esses programas educativos. Para serem implementados. Uma ação que tem sido usual é a doação de lâmpadas eficientes e. em menor escala. Estas últimas chegam a registrar eficiência até 48% superior à das primeiras. apresentados por 61 distribuidoras e que.25% de sua receita operacional líquida a programas e ações que se caracterizem pela eficiência energética. ou para aplicação na linha de produção no caso da indústria de porte médio (visto que os grandes consumidores. a redução total do consumo obtida com esses programas desde 1998 será de 5. também desenvolvidas individualmente pelas distribuidoras. marcaram o início da atuação do Procel. conforme registra o estudo Análise Retrospectiva. a fim de reduzir o custo dos insumos). esses programas devem ser aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). envolvendo investimentos de R$ 261 milhões. tem aspectos negativos. comércio. Em 1993.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 2 Eficiência energética A expansão acentuada do consumo de energia. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No Brasil. As primeiras. quando os consumidores foram obrigados a se adequar a quotas de consumo mensal. A eficiência energética transformou-se. constante do Plano Nacional de Energia 2030. quando o Ministério de Minas e Energia (MME) criou o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Finalmente. Em abril de 2008. Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). o Procel também desenvolveu programa pedagógico junto às escolas do ensino fundamental e iniciou projetos e cursos técnicos. em colaboração com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). Com isso. embora possa refletir o aquecimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. a legislação também determina que as distribuidoras de eletricidade destinem 0. As distribuidoras também destinam parte dos 0. permitiriam a redução anual de 369 GWh. caracterizada pela publicação e distribuição de manuais destinados a orientar os consumidores de diversos segmentos.

Consumo | Capítulo 2

Consumo
2.1 INFORMAÇÕES GERAIS O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto a capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente mais avançados, como automóveis (que demandam combustíveis), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (que exigem acesso à rede elétrica e pressionam o consumo de energia elétrica). Essa inter-relação foi o principal motivo do acentuado crescimento no consumo mundial de energia verificado nos últimos anos.
6 5 4 3 2 1 0

2

Como mostra o Gráfico 2.1 abaixo, de 2003 a 2007 a economia mundial viveu um ciclo de vigorosa expansão, refletida pela variação crescente do PIB: 3,6% em 2003; 4,9% em 2004; 4,4% em 2005; 5% em 2006 e 4,9% em 2007, segundo série histórica produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No mesmo período, a variação acumulada do consumo de energia foi de 13%, passando de 9.828 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em 2003 para 11.099 milhões de tep em 2007, como pode ser observado no BP Statistical Review of World Energy, publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum, nova denominação da companhia British Petroleum). A edição de 2008 do Key World Energy Statistics,

1997

1998 Variação do PIB

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Variação do consumo de energia

Gráfico 2.1 - Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 - 2007).
Fonte: Ipea, BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

39

Capítulo 2 | Consumo

da International Energy Agency (IEA), compara os anos de 1973 e 2006. Nesses 33 anos, o consumo mundial aumentou 73% ao passar de 4.672 milhões de tep para 8.084 milhões de tep. Os números apresentados e os períodos abordados pela BP Global e pela IEA são bastante diferentes entre si. No entanto, as tendências que eles refletem são as mesmas: acentuada expansão, estimulada principalmente pelo crescimento econômico dos países em desenvolvimento, particularmente da Ásia e América Latina. Ao final de 2008, não está claro com que intensidade os setores produtivos irião se ressentir da crise que eclodiu no mercado financeiro durante o segundo semestre do ano. Assim, a dimensão dos problemas ainda não está suficientemente para permitir projeções mais específicas sobre o nível de atividade econômica e o comportamento do consumo de energia. Em outubro de 2008, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou uma aguda desaceleração da economia mundial, particularmente nas nações mais desenvolvidas, que teriam crescimento próximo a zero pelo menos até meados de 2009. Nas economias em desenvolvimento, como da América Latina, a variação ainda seria positiva, mas recuaria de algo próximo a 5% para a casa dos 3%. No mesmo mês, a IEA também reduziu suas estimativas a respeito do consumo do petróleo. Pelas novas projeções da entidade, na média de 2008 esse consumo seria de 86,5 milhões de barris diários (240 mil barris diários a menos que na última estimativa) e, em 2009, de 87,2 milhões de barris diários (440 mil barris diários a menos). Como ocorre historicamente, em 2007 e 2008 o petróleo respondia pela maior parte do consumo primário (fonte a ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica) de energia do mundo. Em 2007, segundo a BP Global, a aplicação do recurso correspondeu a 3.952 milhões de tep, imediatamente seguido por carvão (3.177 milhões de tep), gás natural

(2.637 milhões de tep), hidráulica (709,2 milhões de tep) e nuclear (622 milhões de tep), como mostra a Tabela 2.1 a seguir.

Tabela 2.1 - Consumo mundial de energia por combustível em 2007
Combustível
Petróleo Carvão Gás natural Hidráulica Nuclear Total
Fonte: BP, 2008.

Mtep
3.952,8 3.177,5 2.637,7 709,2 622,0 11.099,3

O setor de transportes continuava a responder pelo maior volume consumido de derivados de petróleo (60,5% do total em 2006, segundo as últimas estatísticas da IEA), enquanto a indústria demandava a maior parte da produção de carvão (78,8%). Já o gás natural era utilizado principalmente por residências, agricultura, comércio e serviço público, que em 2006, juntos responderam por 48,1% do consumo mundial total, diante de um consumo industrial de 35,2%. O conjunto desses setores também respondeu pela absorção do maior volume de energia elétrica no período (56,7%), imediatamente seguido pela indústria (41,6%). Quando considerado o volume total de energia fornecido, qualquer que seja a fonte, o grupo formado por residências, agricultura, comércio e serviço público se constitui no maior consumidor, responsável pela absorção de 2.937 milhões de tep em 2006. Na seqüência vêm transportes, com 2.226 milhões de tep, e indústria, com 2.180 milhões de tep, como mostra a Tabela 2.2 abaixo.

Tabela 2.2 - Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep)
Fontes e consumo
Indústria Transportes** Outros setores Usos não energéticos

Carvão Mineral
550,57 3,78 114,21 29,69

Petróleo
4,19 0,01 0,32 6,55

Derivados de Petróleo
325,35 2.104,85 471,39 568,72

Gás Natural
434,28 71,28 592,90 134,99

Energia Nuclear
-

Energia Hidrelétrica
-

Biomassa
187,83 23,71 828,57 -

Outras fontes*
678,24 22,80 930,22 -

Total
2.180,46 2.226,43 2.937,62 739,94

(*) Outras fontes incluem: Geotérmica, solar, eólica etc. (**) Inclui bunkers marítmos. Fonte: IEA, 2008.

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Consumo | Capítulo 2

2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO Os 30 países desenvolvidos que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)1 são, historicamente, os maiores consumidores mundiais de energia. Sua participação no total mundial, porém, tem recuado ao longo do tempo. Já nos países em desenvolvimento, a participação relativa, ainda que em alguns casos seja pouco expressiva, como na América Latina, registrou aumento acumulado superior a 100% nas últimas três décadas. A Figura 2.1 abaixo mostra os diferentes volumes de consumo de energia primária per capita nas diversas regiões do mundo.

consumo de energia elétrica per capita 2007 (tep) 0,0 a 1,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,5 4,5 a 6,0 > 6,0

Figura 2.1 - Consumo de energia elétrica per capita em 2007.
Fonte: BP, 2008.

Essa disparidade é explicada pela estrutura econômica e social de cada um dos dois grupos. Os países que compõem o primeiro são caracterizados por uma economia relativamente estável, em que não há espaço para aumentos acentuados na produção industrial ou no consumo de bens que pressionam a absorção de energia, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Em sociedades mais estruturadas e ricas, a maior parte da população conseguiu adquiri-los ao longo da segunda metade do século XX. Além disso, para a produção industrial, os países desenvolvidos tendem a utilizar, com maior freqüência, equipamentos energeticamente eficientes que, ao longo do tempo, passaram a

requerer menor volume de energia para se manter em operação. Finalmente, eles também deixam, aos países em desenvolvimento, a realização de atividades que consomem muita energia, como é o caso da siderurgia e produção de alumínio (ou a chamada indústria energointensiva). As variações do consumo de energia, portanto, são suaves, quando não decrescentes. Na França e Alemanha, por exemplo, o consumo total de energia primária recuou, respectivamente, 2,1% e 5,6% entre 2006 e 2007, segundo o estudo da BP Global. No mesmo período, o PIB desses países teve evolução de 1,9% e 2,5%. Também na comparação entre 2006 e 2007, o consumo nos Estados Unidos aumentou apenas 1,7%, enquanto a economia cresceu 2,2%.

1 Os países da OCDE relacionados pela IEA são: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, República Eslovaca, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

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Capítulo 2 | Consumo

Já os países em desenvolvimento estão mais sujeitos a bruscas reversões de tendências na economia – seja pela política econômica interna restritiva, seja pela grande dependência do capital internacional, dado o pequeno volume de poupança interna. A partir dos anos 90, houve, inclusive, uma sucessão de vigorosos ciclos de expansão em função do elevado volume recebido de investimentos externos, originários das nações desenvolvidas. Na América Latina, esse movimento foi muito perceptível no Brasil e Chile. No mundo, os destaques são os países asiáticos, como China e Rússia, favorecidos pela liberalização gradual dos regimes comunistas. Além disso, esses países costumam apresentar variações do consumo de energia bem mais acentuadas que o crescimento do PIB em função de fatores como a existência de grande número de indústrias energointensivas, demanda reprimida por eletrodomésticos, eletroeletrônicos e automóveis, e existência de uma forte economia informal (com atividades sem registro e, portanto, sem a correspondente arrecadação de impostos e tributos). Sobre o impacto que esses ciclos de expansão econômica têm sobre o consumo local de energia, o Brasil tem exemplos clássicos. O primeiro ocorreu no ano de 1994, quando o Plano Real, ao conter a inflação e estabilizar a moeda, permitiu o aumento abrupto de renda da população. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS, órgão que coordena a operação integrada da geração e transmissão de energia elétrica na maior parte do país), a expansão do consumo de energia elétrica deu um salto de 4,55 % em 1994 e de 6,41% no ano seguinte, em função do aumento de vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Além disso, em 2006 e 2007, o aquecimento econômico, com conseqüente geração de empregos, aliado à estratégia setorial de dilatação dos prazos de financiamento, beneficiou, entre outros, o setor automobilístico, que registrou volumes recordes de vendas de automóveis – o que também pressionou o consumo de combustíveis como gasolina e etanol.

por estes 30 países aumentou 35% (de 2.829 milhões de tep para 3.824 milhões de tep), enquanto a evolução do consumo mundial foi de 73%. A variação verificada na energia elétrica foi bem mais expressiva: 140%, passando de 323 milhões de tep para 776 milhões de tep. Os Estados Unidos continuaram a liderar o ranking dos maiores consumidores em 2007, ao responder por 21,3% do total mundial, conforme o estudo da BP Global. Considerando que a participação de Canadá e México (2,9% e 1,4%, respectivamente) é pouco representativa no contexto do consumo de energia mundial, é possível depreender, portanto, que Estados Unidos foram os principais responsáveis pela consolidação da América do Norte como uma das maiores consumidoras mundiais de energéticos. Em 2007, esta região, composta por três países, respondeu por 25,6% do total mundial. Essa participação foi superada pela Europa/Eurásia que, com mais de 30 países, respondeu por 26,9% do consumo global e pela Ásia Pacífica, com participação de 34,3%. Outra característica observada nos países desenvolvidos foi uma certa diversificação no tipo de energéticos. Mas este comportamento é resultado mais das políticas aplicadas individualmente pelos governos locais (para detalhes, ver capítulos 3 a 9) do que uma opção da população, para quem, na maior parte das vezes, a fonte utilizada para a produção de energia é pouco visível. Essas políticas, ainda em andamento, visam à diversificação da matriz e conseqüente redução da utilização dos combustíveis fósseis – grupo no qual os principais integrantes são petróleo e carvão – em função tanto da volatilidade e tendência de alta dos preços do petróleo quanto da necessidade de contenção do volume de emissões de gases causadores do efeito estufa a partir dos compromissos assumidos no protocolo de Kyoto, em 1992 e retificados no Tratado. Assim, entre 1973 e 2006, a participação do carvão nos países da OCDE recuou de 10,1% para 3,5% do total de energia consumida. No petróleo, a queda foi de 56,6% para 51,8%. Ao mesmo tempo, o consumo de energia elétrica quase dobrou (11,4% para 20,3%) enquanto a posição das fontes renováveis e do grupo “Outras Fontes” (eólica e solar, entre outras) também apresentou um salto significativo, embora sua posição no ranking total continuasse pouco expressiva. As fontes renováveis (lideradas pela biomassa) apresentaram variação de 2,9% para 3,8% no período e o grupo “Outras Fontes”, de 0,8% para 1,9%, como mostra o Gráfico 2.2 a seguir.

Países desenvolvidos Segundo estatísticas da IEA, em 1973 os membros da OCDE respondiam por 60,6% dos 4.672 milhões de tep da energia primária absorvida por todos os países pesquisados. Em 2006, essa participação recuou para 47,3% do total de 8.084 milhões de tep. Entre um ano e outro, portanto, o volume demandado

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8 OCDE China Ásia Rússia África América Latina Oriente Médio Bunkers marítimos Países europeus fora da OCDE Gráfico 2. A diferença é que.6%. o volume do carvão consumido apresentou variação de 7. Mas. a participação da Ásia. respondeu por apenas 0.3 . Em 2007.8% para 5. 2008. o país foi o segundo do ranking mundial.1% do total mundial. ao passar de 1. o que transforma a China em um dos grandes emissores mundiais de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa.2 . Nesse ano.6 3. de 3. a participação da China no mercado mundial de energia aumentou 5.Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006. registrou uma variação de 8% no consumo.8 1. O Brasil respondeu por 2% do consumo mundial.863 milhões de tep (aumento de 7.3 18. ver capítulo 3). como mostra o Gráfico 2. A maior fonte de energia é o carvão. entre 2006 e 2007.2 18. por serem economias menores – e.6 2. o consumo mais que dobrou.1 3.4 milhões de tep.5 8. a variação foi de 3. Embora a China seja o exemplo mais expressivo em termos de crescimento do consumo de energia. Na América Latina.9 56. segundo a IEA.4 20.6 51.3%. quando absorveu 917.5 11. apresentando variação de 103%. aumentou de 6.1%.9%. Países em desenvolvimento Em 2007.Consumo | Capítulo 2 60 50 40 % 30 20 10 0 Petróleo 11. Fonte: IEA. absorverem um volume menor – as elevadas variações exercem menor pressão na oferta global. A África também registrou um expressivo aumento de participação. Fonte: IEA.3 1. em 10 anos. a China registra uma tendência ininterrupta de aumento do consumo energético desde 1998. ao investir na expansão das usinas hidrelétricas (para detalhes. Isto significa que. por exemplo. só superado pelos Estados Unidos. mas. O país tem buscado a diversificação da matriz.1 0.7 10. descontando-se a China. 2008.9 4. Segundo o estudo da BP Global.7% para 5.5% de 1973 a 2006.5% para 11.311 milhões de tep. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 43 .5 0. 70 60 50 40 % 30 20 10 0 60.8 0.8 1973 2006 Biomassa Outros Gráfico 2.7% sobre o ano anterior).7 5.1 3.3 2. outros países e regiões em desenvolvimento registraram comportamento semelhante ao longo dos últimos anos. portanto.3 1973 2006 15 7.6 47. ainda assim.215 milhões de tep para 1.8 5.5 Eletricidade Gás Natural Carvão 2. Por regiões. o Equador.3 a seguir.9 3.9 6.Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006). ao absorver 1.5 12.

836 26.596 milhões de tep para 215.6%. porém. ao atingir 35.93%. É interessante notar. essa taxa teve uma tendência de queda relativa. registrou aumento de 5. De 1990 a 2007. que em todo o período que vai de 1970 a 2007. a produção de usinas hidrelétricas e derivados de petróleo. registrando variação média anual de 1. A série histórica constante do Balanço Energético Nacional de 2008. o energético mais consumido foi o carvão. o consumo de etanol aumentou 34.3). Na China e na Índia.199 39.8%.186 milhões de tep (aumento de 0. visto que o consumo de energia elétrica registrou uma queda de 6.949 milhões de tep para 172. de uma maneira geral a tendência tem sido de expansão do consumo global de energia (o que abrange derivados de petróleo. Índia e China). Este país apresentou crescimento ininterrupto de consumo desde 2001.342 8.7% * Inclui apenas gasolina A (automotiva).0% entre um ano e outro. este comportamento foi beneficiado pela utilização de outros tipos de energia. Rússia.1% -1. A exemplo do que ocorre no mercado mundial. Se somados óleo diesel. De acordo com o BEN 2008.409 milhões de tep. Tabela 2.612 milhões de tep. outra variável que determina o consumo de energia é o crescimento da população – indicador obtido tanto pela comparação entre as taxas de natalidade e mortalidade quanto pela medição de fluxos migratórios. até 2007.Consumo final energético por fonte (103 tep) Fonte Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina* Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Outras fontes** 2006 33. Nem mesmo em 2001. segundo relata o estudo Análise Retrospectiva constante do Plano Nacional de Energia 2030.7% ao passar de 6. mostra. aliás. No Brasil.6% 8. No Brasil.494 6.4 a seguir.208 16. o gás natural.7% 6. 44 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .536 milhões de tep. ano marcado pelo racionamento de energia elétrica. gás de refinaria. portanto. ser atribuído principalmente ao desempenho da economia. uma variação de 9.6% em 2001. Fonte: MME. energia elétrica. entre 2006 e 2007 apenas Rússia permaneceu com o volume consumido relativamente estável (0. o consumo global de energia registrou recuo: passou de 171.433 42.957 Variação % 5.887 2007 35. inclusive. ver tópico 2. coque de carvão mineral e carvão vegetal. O Produto Interno Bruto do país. óleo combustível.395 milhões de tep para 8. conforme dados do Ipea.731 14.14%).625 14. entre outros. ** Inclui lixívia. diante de um consumo total de 201.565 milhões de tep. Ainda assim.Capítulo 2 | Consumo Dos chamados membros do BRIC (Brasil.2%. Mas. o consumo atingiu 76.3 abaixo e o Gráfico 2. a tendência do consumo de energia no período foi de crescimento: 13. segundo o Balanço Energético Nacional de 2008.7%.2% 10.3 . em 2007. Na Índia.414 13. também neste caso o movimento pode. os derivados de petróleo eram os principais energéticos utilizados no país em 2007 – um comportamento verificado ao longo dos últimos anos. portanto. acumulando.2% 7. de 6.0% 34. os grupos a registrar maior variação no período.7% 3. 2.310 14.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL Além do desenvolvimento econômico. acompanhando a taxa de crescimento do PIB nacional.612 7. do Ministério de Minas e Energia. a variação entre 2006 e 2007 foi de 6. o que justifica a consolidação da cana-de-açúcar como segunda principal fonte primária para produção de energia no país.3%. entre outros). Etanol e bagaço de cana foram. gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo). o crescimento acumulado foi de 69%.395 7.449 milhões de tep.7% em relação ao total de 2006. 2008 (Adaptado do BEN 2008).816 24.536 32.5% -0.443 milhões de tep. Na Rússia. de 1. Quanto à modalidade de energético mais consumido. no mesmo período. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética.443 34.745 16. Foi muito superior. entre 2000 e 2005.72%. onde o consumo aumentou 55% em 10 anos. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (para detalhes.46%. No Brasil. segundo a BP Global). ao da energia elétrica que. como mostram a Tabela 2. que enquanto gasolina automotiva registrou recuo de 1. com o consumo total passando de 127. gás natural. registrou um crescimento acumulado de 14. de 33. está diretamente relacionada à facilidade de acesso aos recursos primários em cada localidade.

5 9. estava em níveis próximos aos verificados entre 1999 e 2000. manteve-se inalterada. iniciada em 2003. Com este desempenho.9 3.2%). inclusive.2% em 2004. gasolina e GLP. 76.8% e por transportes (8. em vez de somados.7% no volume absorvido. considerando que os derivados de petróleo.7% sobre o ano anterior. o setor industrial continuou a ser o maior consumidor.5 abaixo. Fonte: MME. A partir desse ano. na sua forma final). Em função do racionamento de 2001 – e das correspondentes práticas de eficiência energética adotadas.0 8.9% em 2006 – o que provocou. O volume absorvido.6 21.6 5.8 53. ingressou em ritmo acelerado de crescimento – 6. 2008 (Adaptado do BEN 2008).443 milhões de tep.1 22.551 GWh. com variação de 11.Consumo | Capítulo 2 50 40 30 20 10 0 2006 2007 Gráfico 2. 35.5% em 2003.4 3. a tendência à expansão contínua e acentuada. são desmembrados em óleo diesel.4 a seguir.Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. Só foi superado pelo setor energético (que agrega os centros de transformação e/ou processos de extração e transporte interno de produtos energéticos. este setor registrou um aumento de 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Industrial Transportes Residencial 22. em 2002 o consumo de energia elétrica verificado no país. 2008 (Adaptado do BEN 2008). imediatamente seguido por transportes e residências. como pode ser observado no Gráfico 2.5 . correspondeu a uma participação de 17. segundo série histórica constante do BEN 2008.3 18. 5. conforme Tabela 2.Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. como utilização de lâmpadas econômicas no setor residencial –. como ocorre no BEN 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 45 .3 6. 4.9 2006 2007 57.2% em 2005 e 3. Energia elétrica A energia elétrica foi a modalidade mais consumida no país em 2007.6% no volume total e a um aumento de 5. preocupações com relação à capacidade de a oferta acompanhar esta evolução.4 . Outras fontes Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Em 2007. Movido pelo incremento no nível de atividade econômica. porém. de 321.1 5.5 Energético Agropecuário Comercial Público Gráfico 2.7 81. Fonte: MME.

12.144 874 1.226 1998 4. o volume de energia elétrica requerido pelas residências dessa região (que abriga 28% da população nacional) ultrapassou o da região Sul (15% da população nacional).931 108 4.71%. Em 2007.716 35.353 6.794 38 69. 1997 4.202 3.495 2.955 6.248 6.448 3. nas demais regiões a evolução do consumo tem sido bem mais acentuada.433 182. pela primeira vez.836 6.828 7.500 13.519 16.996 0 2.2 na página seguinte mostra o consumo de energia elétrica por região em 2007.552 2.433 0 2.643 2002 9.199 0 2.420 32. Em 1990.4 .177 32.842 761 1. Assim.450 29.455 GWh.294 15. 128.776 78 71.456 804 1.184 3.759 13. Segundo a EPE.79% e.541 11.319 7.598 709 1.498 14.144 4.726 32.432 5.468 7.538 26.430 5.014 157.684 2.642 4.414 24.342 907 1.296 16.663 3.402 4 3.401 6.798 78 70.182 0 2.844 4 3. que de 1988 a 2007 o volume absorvido pela região Sudeste/CentroOeste aumentou 83.893 2.246 641 1.335 4 3.525 13.280 775 1.530 2003 10.Capítulo 2 | Consumo Tabela 2.084 13.674 1.918 29.609 5.673 27.536 6.303 28.162 6.619 8.069 460 1.247 8.661 4 2.988 94 6.384 2.379 6.657 6.215 7.841 13.409 5. a absorção de energia na região foi incrementada a partir dos anos 70.320 6.328 6.394 3.449 34.267 6.688 29.715 156.279 155.53%.976 904 1.946 436 1.084 10.239 12.382 6.445 50 71.155 5.247 6.210 31.161 26 8.632 0 10.699 15.219 6.305 2.706 32. O caso da região Norte ilustra como a oferta local é um elemento importante no impulso ao consumo.657 2001 7. Na região Norte.382 6. em alguns casos.745 3. porém.286 35 8.342 7.387 6.815 2000 6.914 152.627 13.820 77 71.676 2.607 7.180 85 8.986 6.273 3.695 25.816 6.709 201. principalmente relacionadas ao ritmo de atividade econômica – que.202 111 5.390 17. embora a região Sudeste/Centro-Oeste. provoca fluxos migratórios – e à disponibilidade da oferta de eletricidade também interferiram nos volumes de energia elétrica absorvidos no país.049 30.752 20.157 27.817 30.885 7.218 19.814 5. no Nordeste.310 26.259 6. 30. 46 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .509 4.280 1999 4.742 4 3.829 27.043 As diferenças regionais.216 164.670 188.119 21.963 37 71.562 169.223 13.506 28.121 0 2.116 4 2.589 GWh.245 2007 14.997 14.137 33.178 6. mais industrializada e com atividade agropecuária bastante ativa. 2008. A Figura 2.496 16.Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Identificação Gás natural Carvão mineral Lenha Bagaço de cana Lixívia Outras recuperações Gás de coqueria Coque de carvão mineral Eletricidade Carvão vegetal Álcool etílico Outras secundárias .594 15.443 6.625 3.919 16.342 6.687 2.834 7.147 3. em fins de 1985. no Sul.544 13.869 30.377 75 71.626 4. É possível constatar. Já o caso do Nordeste é ilustrativo do impacto da geração de renda no consumo de energia elétrica.alcatrão Subtotal derivados de petróleo Óleo diesel Óleo combustível Gasolina Gás liquefeito de petróleo Nafta Querosene Gás canalizado Outras secundárias de petróleo Total Fonte: MME.291 709 1.578 0 9.694 8.687 2006 13.101 12.743 16.505 9.355 2.494 7.016 14.469 13.731 3.574 13.369 0 8.301 14.085 6. no Rio Tocantins. essa região consumiu 466 GWh (gigawatts-hora). a EPE detectou que.381 2.910 97 69. pela série histórica produzida pelo ONS. de 130. o que favoreceu a instalação de indústrias de alumínio na região.208 3.569 12. Em maio de 2008.333 4.327 26.622 2004 11.664 158.289 6.513 13.221 2005 12.395 48 72.196 2. Em 1970.500 16.848 178.051 7.401 0 9.783 58 71. a variação foi de 184.126 14.638 7. continue a liderar o ranking dos consumidores.51%.612 56 76. em função de dois fatos marcantes: a criação da Zona Franca de Manaus e a entrada em operação da usina hidrelétrica Tucuruí.221 0 8.

616 GWh em 2007. de 262%.684. ainda assim. Em 2007. Conforme série histórica constante do BEN 2008. ele absorveu 90. também do Governo Federal. com a aplicação de 192. atingia 20.58 GWh 270. a quantidade produzida foi de 14. está alicerçada tanto na expansão do consumo médio por domicílios.535 GWh. Por setores. de 33. Em 15 anos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 47 .536 Agropecuário 33. em função do aumento de renda e de programas sociais de transferência de recursos do Governo Federal (em especial o Bolsa Família) quanto na 450 400 350 300 TWh 412. no público. o industrial.718 Público 58.544.2 .96 GWh Consumo total: 435. ou investimentos realizados por consumidores de grande porte em usinas geradoras para suprimento próprio e venda do excedente em mercado.203.269 Setor Energético 17.130 250 200 150 100 50 0 1.Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007.Consumo de energia elétrica por região em 2007.535 Comercial 90. como mostra o Gráfico 2. em função do Programa Luz para Todos.455. portanto.Consumo | Capítulo 2 evolução do número de domicílios atendidos. 30. Em 1998. ano de constituição do mercado livre. mas. Segundo a EPE.923 GWh.43 GWh 71. Nos últimos anos. enquanto na região Sul ficou em 15 mil GWh. mas não consumida. em 1992 essa atividade foi responsável pelo consumo de 13.6 .536 GWh. como ocorre tradicionalmente.718 GWh. também. volume 37. A linha divisória dessa expansão concentra-se nos últimos cinco anos da década de 90.6% superior ao de 1992. por 47. o segundo maior do país. quando os investidores foram estimulados pela constituição do mercado livre de energia elétrica (ver capítulo 1).44 GWh Figura 2.4 mil GWh.6 abaixo.881 192.45 GWh 63.138 GWh. a variação acumulada foi. Fonte: ONS. agropecuário.020 GWh. 17. A diferença. Este setor se caracteriza.881 GWh. No setor comercial o consumo foi de 58. por ser o principal abrigo de uma tendência que tem evoluído nos últimos anos: a autoprodução de energia. 1.9% superior ao de 1995. continuou a liderar o ranking dos maiores consumidores de energia elétrica. Fonte: BEN. 2008. Em 2007.616 Residencial Industrial Consumo final energético Gráfico 2. no qual poderiam negociar os excedentes – ou eletricidade produzida. que começou a se configurar no final do ano de 2007. o setor também tem se caracterizado pela acentuada variação dos volumes consumidos. indica uma tendência consistente. o consumo residencial de eletricidade no Nordeste atingiu 15. quantidade muito inferior à registrada pela indústria.575 Transportes 17. embora pequena. 2008. Outro setor que se destaca pelo volume absorvido aliado ao acentuado crescimento é o residencial.480. Nos 12 meses concluídos em maio de 2008.575 GWh. volume 14. Em 1995. e transportes.583 GWh.

deu um salto de 4.6 milhão de ligações.Capítulo 2 | Consumo Este comportamento foi mais visível a partir de 2003. Em 2000.5 abaixo. o programa realizou um total de 1. 2004-2008 Regiões Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Total Fonte: MME.613 GWh.000 7.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.2% 6.epe. quanto pelas novas ligações realizadas pelo Programa Luz para Todos.gov.gov. No acumulado dos cinco anos que vão de 2002 a 2007. pela população em geral. aneel. Também contribuíram para esse comportamento o aumento do número de unidades consumidoras formalmente ligadas à rede elétrica. Pessoas beneficiadas 1. adotadas durante o racionamento.bp. segundo dados do Ministério de Minas e Energia.800. ons. Tabela 2. Este fenômeno foi proporcionado tanto pelos programas de regularização de ligações clandestinas.900 Número de ligações realizadas 15. atingindo 76. o consumo foi de 83. beneficiando 7.gov. 73.000 1. desenvolvidos individualmente pelas distribuidoras.200 129. o que leva muitos analistas a interpretarem o fenômeno como o abandono gradual.4% 8. porém.740 GWh.br Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – disponível em ipeadata.577.iea.000 650.9% 100. das práticas de consumo eficiente de eletricidade.br 48 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a maior parte das ligações foi realizada na regiões Nordeste e Sudeste. respectivamente.org.800. Em 2001 e 2002 recuou para.0% 20. Como pode ser observado na Tabela 2.Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.5% 49.143 GWh.800 322. Em 2003. nas grandes regiões .770 GWh e 72.600.gov.8 milhões de pessoas. coordenado pela Eletrobrás. do Governo Federal.7%.500 108. 2008 (Valores acumulados até maio de 2008).Brasil.mme.000 244.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.000 3.0% 1.700 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. divulgados em maio de 2008 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).000 550.5 .300 772. o consumo de energia elétrica pelo setor residencial aumentou 25%.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. Nos quatro anos de vigência. portanto.200.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.br BP Global – disponível em www.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Eletronorte Energia Hidráulica Atlas de Energia Elétrica do Brasil 49 3 .

Por último. Já a estrutura da usina é composta. as turbinas convertem a energia cinética (do movimento da água) em energia elétrica por meio dos geradores que produzirão a eletricidade. por barragem. não exigindo grandes reservatórios. Outra é a existência de água em quantidade maior que a necessária para o armazenamento ou a geração de energia. Algumas usinas hidroelétricas são chamadas “a fio d’água”.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 3 O caminho da água na produção de eletricidade Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio. Os sistemas de captação e adução são formados por túneis. Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão ou de chuva. esses reservatórios têm outras funções: permitem a formação do desnível necessário para a configuração da energia hidráulica. A turbina tipo Bulbo é usada nas usinas fio d’água por ser indicada para baixas quedas e altas vazões. o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da usina. Em períodos de chuva. a captação da água em volume adequado e a regularização da vazão dos rios em períodos de chuva ou estiagem. Francis e Bulbo. A barragem tem por objetivo interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório. casa de força e vertedouro. canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força. como as quedas d’água. Os principais tipos de turbinas hidráulicas são: Pelton. formadas por uma série de pás ligadas a um eixo conectado ao gerador. única maneira de poupar energia elétrica para os períodos de seca. Fluxo de água Reservatório Casa de força Canal Gerador Linhas de transmissão de energia Duto Turbina Rio Perfil esquemático de usina hidrelétrica 50 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a ausência de reservatório diminui a capacidade de armazenamento de água. há o vertedouro. Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. ou seja. próximas à superfície e utilizam turbinas que aproveitam a velocidade do rio para gerar energia. ou criados artificialmente. É nesta instalação que estão as turbinas. Durante o seu movimento giratório. que funcionam em conjunto e de maneira integrada. Kaplan. Essas usinas fio d’água reduzem as áreas de alagamento e não formam reservatórios para estocar a água ou seja. Além de “estocar” a água. a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga. Cada turbina é adaptada para funcionar em usinas com determinada faixa de altura de queda e vazão. Depois de passar pela turbina. sistema de captação e adução de água. sejam eles naturais. a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo. basicamente.

publicado em 2008. rios e lagos. como o Guarani. ambos combustíveis fósseis não-renováveis. E.6 0. a posição na matriz da energia elétrica sofreu recuo acentuado: de 21% para 16%. entre 1973 e 2006 a participação da força das águas na produção total de energia passou.1 .8%. cuja combustão é caracterizada pela liberação de gases na atmosfera e 46.36 bilhão de quilômetros cúbicos (km3) recobre 2/3 da superfície do planeta sob a forma de oceanos.1 Hidráulica Outras renováveis Gráfico 3.5 34.2 1.2% para apenas 1. da International Energy Agency (IEA).1 abaixo. pode ser encontrada em aquíferos subterrâneos.9 Nuclear 2. conforme o Gráfico 3. Fonte: IEA. 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 Petróleo Carvão Gás natural Biomassa 24.Matriz energética nos anos de 1973 e 2006. decrescente.5 16. 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 51 . calotas polares. como mostra a seguir o Gráfico 3.2 0.0 10.0 20. na matriz da energia elétrica.1 6.2 10. a participação da água na matriz energética mundial é pouco expressiva e. Segundo o último relatório Key World Energy Statistics.1 INFORMAÇÕES GERAIS A água é o recurso natural mais abundante na Terra: com um volume estimado de 1.4 26. é renovável: pelos efeitos da energia solar e da força da gravidade. que retornam à superfície terrestre sob a forma de chuva. ainda. de 2. de líquido transforma-se em vapor que se condensa em nuvens. no Sudeste brasileiro. Além disso.8 0.1 3 1973 2006 Mesmo assim. inferior à do carvão e à do gás natural.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Energia Hidráulica 3. A água também é uma das poucas fontes para produção de energia que não contribui para o aquecimento global – o principal problema ambiental da atualidade.2. No mesmo período.

em contraste com as baixas taxas observadas em países da África. por exemplo – no século XX passou a ser aplicada. Alemanha. dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental e mudança no eixo da barragem podem provocar o atraso na construção de Jirau.6 3. a China mantém inalterado o cronograma da construção de Três Gargantas – que deverá ser a maior hidrelétrica do mundo. No Brasil. apenas aquela que flui por aproveitamentos com acentuados desníveis e/ou grande vazão pode ser utilizada nas usinas hidrelétricas – características necessárias para a produção da energia mecânica que movimenta as turbinas das usinas.Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. os países desenvolvidos já haviam explorado todos os seus potenciais. Três Gargantas terá capacidade instalada de 18. ver capítulo 5). a expansão não ocorreu na velocidade prevista. No entanto. No Brasil o aproveitamento do potencial hidráulico é da ordem de 30%. elaborado pela EPE. a força das marés não é utilizada em escala comercial para a produção de energia elétrica (para detalhamento. a quase totalidade está nos oceanos e. De acordo com o estudo sobre hidreletricidade do Plano Nacional de Energia 2030. a oferta de energia hidrelétrica aumentou em apenas dois locais do mundo: Ásia. Já a redução da participação na matriz da energia elétrica tem a ver com o esgotamento das reservas. 2008. 52 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Mesmo nessas últimas regiões. quase integralmente. Nesse mesmo período. sujeitos a um possível esgotamento das reservas no médio e longo prazos. pela formação de grandes lagos ou reservatórios.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Carvão 6. com 14 mil MW. Noruega. o que fez com que o volume produzido registrasse evolução inferior ao de outras fontes.1 14. embora pesquisas estejam sendo realizadas.6 12. quando for concluída em 2009. como gás natural e as usinas nucleares. O principal argumento contrário à construção das hidrelétricas é o impacto provocado sobre o modo de vida da população. como matéria-prima da eletricidade. Além disso. fica comprometida. Entre outros fatores. Estados Unidos e Suécia.0 16. Apesar das pressões. Do volume total.2 . ao superar a binacional Itaipu. país em que a hidreletricidade responde pela maior parte da produção da energia elétrica. em particular na China.3 0.3 Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica 2. em função do Brasil. que também inclui a energia mecânica e térmica. Nos últimos 30 anos. a participação na produção total da energia final. aumento do nível dos rios ou alterações em seu curso após o represamento. Japão. são notáveis as taxas de aproveitamento da França. e América Latina.0 38. no rio Madeira (região Norte). o andamento de alguns empreendimentos foi afetado pela pressão de caráter ambiental contra as usinas hidrelétricas de grande porte. embora desde a Antiguidade a energia hidráulica tenha sido usada para gerar energia mecânica – nas instalações de moagem de grãos.7 20.8 21. Fonte: IEA. Vários elementos explicam esse aparente paradoxo. são pilares da expansão da oferta de energia elétrica prevista para o período 2006-2015. as usinas de Jirau e Santo Antônio. Um deles relaciona-se às características de distribuição da água na superfície terrestre. no Brasil.3 40. Assim. flora e fauna locais. também de acordo com levantamentos da IEA.3 1973 2006 Outras Gráfico 3. Ásia e América do Sul.1 % 24.200 MW (megawatts). Da água doce restante.

baixa ou média altura. O Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétrica (Cerpch.5 MW (megawatt) de potência e linha de transmissão de dois quilômetros. Pedro II. mais distante ela tende a estar dos grandes centros. dado o seu grande porte permitem o acúmulo de grande quantidade de água e funcionam como estoques a serem utilizados em períodos de estiagem. Já as PCHs e CGHs. vazão. Além disso. Mas não há consenso com relação a essas medidas. no município de Diamantina. Fonte: Banco de imagens de Furnas. muitas vezes. capacidade ou potência instalada. As principais variáveis utilizadas na classificação de uma usina hidrelétrica são: altura da queda d’água. Todos são fatores interdependentes. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adota três classificações: Centrais Geradoras Hidrelétricas (com até 1 MW de potência instalada). A potência instalada determina se a usina é de grande ou médio porte ou uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). pela vazão com mínimo ou nenhum acúmulo do recurso hídrico. atravessam o território de vários Estados. em locais de altas quedas d’água. As unidades a fio d’água geram energia com o fluxo de água do rio. Até então. O porte da usina também determina as dimensões da rede de transmissão que será necessária para levar a energia até o centro de consumo (ver Capítulo 1). Quanto maior a usina. a altura da queda d’água e a vazão dependem do local de construção e determinarão qual será a capacidade instalada . Na mesma época. localização. por sua vez. a potência instalada das unidades aumentou significativamente – chegando a 14 mil MW. ou seja. para a construção de uma hidrelétrica é imprescindível a contratação da chamada indústria da construção pesada. Assim. Por isso. O que evoluiu foram as tecnologias que permitem a obtenção de maior eficiência e confiabilidade do sistema. como estão localizados a montante das demais hidrelétricas. da Universidade Federal de Itajubá – Unifei) considera baixa queda uma altura de até 15 metros e alta queda. permitir a operação integrada do conjunto de usinas.que.Energia Hidráulica | Capítulo 3 O que é a energia hidrelétrica A energia hidrelétrica é gerada pelo aproveitamento do fluxo das águas em uma usina na qual as obras civis – que envolvem tanto a construção quanto o desvio do rio e a formação do reservatório – são tão ou mais importantes que os equipamentos instalados.1 MW e 30 MW de potência instalada) e Usina Hidrelétrica de Energia (UHE. tipo de turbina empregada. é definida como de alta. o princípio básico de funcionamento para produção e transmissão da energia (para detalhes. Mas. de forma a Usina hidrelétrica de Marimbondo. com mais de 30 MW). ver Box 3) se mantém inalterado. o Brasil construiu a primeira hidrelétrica. Os primeiros. e ainda no reinado de D. determina o tipo de turbina. A primeira hidrelétrica do mundo foi construída no final do século XIX – quando o carvão era o principal combustível e as pesquisas sobre petróleo ainda engatinhavam – junto às quedas d’água das Cataratas do Niágara. regulam a vazão da água que irá fluir para elas. utilizando as águas do Ribeirão do Inferno. ao contrário do que ocorre com as usinas termelétricas (cujas instalações são mais simples). geralmente localizados na cabeceira dos rios. construída em parceria por Brasil e Paraguai e hoje a maior hidrelétrica em operação do mundo. superior a 150 metros. A queda d’água. tipo de barragem e reservatório. Existem dois tipos de reservatórios: acumulação e fio d’água. exige a construção de grandes linhas de transmissão em tensões alta e extra-alta (de 230 quilovolts a 750 quilovolts) que. no geral abastecem Atlas de Energia Elétrica do Brasil 53 . no geral. instaladas junto a pequenas quedas d’águas. afluente do rio Jequitinhonha. Assim. Em pouco mais de 100 anos. a energia hidráulica da região tinha sido utilizada apenas para a produção de energia mecânica. com 0. barragem e reservatório. Pequenas Centrais Hidrelétricas (entre 1. como é o caso da binacional Itaipu.

864 % 0.29 0 71.522 2.20 24.Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tipo CGH EOL PCH SOL UHE UTE UTN Total Fonte: Aneel.22 1.262 mil MW. por 75. o parque hidrelétrico chegou a representar 90% da capacidade instalada. aumento de 6. com potência total de 120 MW. a esses argumentos favoráveis.768 Potência outorgada (kW) 120. corrobora essa relação.5 TWh. Primeira. independentemente de seu porte. a dificuldade em ofertar novos empreendimentos hidráulicos pela ausência da oferta de estudos e inventários. como mostra a Tabela 3. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum. No caso dos potenciais hídricos.920 2.585.009 272. De acordo com o estudo Statistical Review of World Energy. Venezuela. Entre outros fatores.2 TWh sobre 2006). os dez países mais dependentes da hidreletricidade em 2006 eram. existem em operação 227 CGHs. Esta redução tem três razões.9% do total) e Canadá (368.4 mil MW de potência instalada) e 159 UHE com uma capacidade total instalada de 74. 320 PCHs (2.1 abaixo.5% sobre 2006 e 11.150 2. volume 10. Tabela 3. porque reduz a dependência do suprimento externo e. 2008.419 20 74. Segunda.632.815. Japão e Estados Unidos. pela ordem: Noruega.399. eles também figuram na relação 54 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . somam-se outros dois: o baixo custo do suprimento na comparação com outras fontes (carvão.007. urânio e gás natural.650 2.0 3.306 mil TWh. petróleo. respondem.922 289. Canadá. Índia.2 POTENCIAIS.261. os maiores consumidores mundiais foram China (482. em novembro de 2008. Como mostra a Tabela 3. portanto. a maioria que queimam derivados de petróleo ou carvão.381.632 mil MW. respondendo por 41.92 100.824 Potência fiscalizada (kW) 146. República Popular da China.Capítulo 3 | Energia Hidráulica pequenos centros consumidores – inclusive unidades industriais e comerciais – e não necessitam de instalações tão sofisticadas para o transporte da energia. A terceira. A energia hidrelétrica é classificada como limpa no mercado internacional.2 a seguir.598 20 74.007. de 102.4% no ranking mundial).1 .11 0. Em novembro de 2008. Com pequenas variações com relação à posição no ranking.851. o aumento de entraves jurídicos que protelam o licenciamento ambiental de usinas de fonte hídrica e provocam o aumento constante da contratação em leilões de energia de usinas de fonte térmica. a necessidade da diversificação da matriz elétrica prevista no planejamento do setor elétrico de forma a aumentar a segurança do abastecimento. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Ser favorecido por recursos naturais que se transformam em fontes de produção de energia é estratégico para qualquer país. por país. a IEA. Quantidade 227 17 320 1 159 1. No Brasil. Brasil (371. Brasil. Rússia.627 25. Suécia. com dados de 2006. de acordo com o Banco de Informações da Geração (BIG) da Aneel.26 2. No passado.68% da potência total instalada no país.7% do consumo total.8% superior ao do ano anterior e correspondente a 15. em conseqüência. aumenta a segurança quanto ao abastecimento de um serviço vital ao desenvolvimento econômico e social. De certa forma.831 22.000 104. que congrega as nações mais desenvolvidas do mundo: 1.383.042 2 1.9 TWh.000 102. Segundo a Agência. nova denominação da British Petroleum) o maior consumidor mundial de energia hidrelétrica em 2007 era a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED). as usinas hidrelétricas. por exemplo) e o fato de a operação das usinas hidrelétricas não provocar a emissão de gases causadores do efeito estufa.

2% 2.4 82.0 58. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 55 .6 66.9 83.4 14.Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 País 1 o % 98.4 292.3 na página a seguir. estimulado principalmente pelos investimentos realizados no Brasil.7% 4.7% 2.9% 8. Abaixo. de maiores produtores: República Popular da China.3 15.9 371.2 250. Em 2006.4 83.2 175.121 TWh. Rússia.7 7.8% 6.295 TWh (terawatts-hora) no ano.9% 1.5 368.4% 11. Venezuela e Suécia. Estados Unidos. Fonte: Banco de imagens de Itaipu.8 348. Índia. Índia e China decorre dos investimentos em hidreletricidade realizados nos últimos 30 anos com intensidade muito maior que no passado. Canadá.3 16. Japão. de países em desenvolvimento. essa participação quase dobrou.3 122. ao atingir 7.6 15.7% 2. Rússia. Fonte: IEA.2 8. A inclusão.9% 2. a Ásia (sem considerar a China) respondeu por 4.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Tabela 3.2% para 21%.1 17.8 179. Tabela 3.8 112.8% de um total de 3. 2008.3%- Participação 15.3% da produção total de energia hidrelétrica.3 . Na China. o comportamento se repete com maior intensidade: um salto de 7.0% 5. conforme o Gráfico 3. Ainda conforme a IEA.3% 3.4% 7.7 2007 482.7% 8. de 1.2 119.2 Variação 10. como Brasil.3 96. Na América Latina.0 135. a evolução foi de 2. Noruega.0 43.5 61.3 mostra a dependência dos países com relação à hidreletricidade.5% 3. em 1973.2 . 2008.9% para 14%.8 355. nessa relação.9% -13.4 Noruega Brasil Venezuela Canadá Suécia Rússia Índia China Japão o 2o 3o 4 o 5o 6o 7 o 8o 9o 10 Estados Unidos Outros países Mundo Hidrelétrica de Itaipu.5 83.Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh País 1o 2o 3 o 2006 435. Brasil.2 72.6% -14.9% 11. a Tabela 3.2% 12.1% China Brasil Canadá Estados Unidos Rússia Noruega Índia Venezuela Japão Suécia 4o 5o 6 o 7o 8o 9 o 10o Fonte: BP.

também. Fonte: EPE.1 . Fonte: IEA. para dobrar a capacidade instalada no país.Participação relativa da hidreletricidade no mundo. a China é o país que mais investe em energia hidrelétrica. Segundo informa o Plano Nacional de Energia 2030 com base em dados de 2004. antiga União Soviética. um dos maiores potenciais tecnicamente aproveitáveis de energia hidráulica no mundo. Além de Três Gargantas. Outras regiões com grandes potenciais são América do Norte. Como pode ser observado no Figura 3. Canadá 7% EUA 4% Rússia 12% China 13% Índia 5% Congo 5% Brasil 10% Figura 3.3 . na Índia também há grande expansão das hidrelétricas: em 2004 estavam em construção 10 mil MW. 2008.1 abaixo.Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo. com 28 mil MW planejados para o médio prazo. Ainda de acordo com o estudo. a China tem. 56 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 2007. Índia e Brasil. naquele ano mantinha em construção um total de 50 mil MW de potência.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% OECD América Latina China Antiga União Soviética Ásia (sem China) África Países europeus fora da OECD Oriente Médio 1973 2006 Gráfico 3.

em 2008.0%) e petróleo e derivados (36. Grande e Iguaçu. A bacia do rio Amazonas é a maior. particularmente nas sub-bacias do Paranaíba. elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética.7% da matriz energética brasileira. As demais. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030. no rio Tocantins. Mas apenas nos anos 90 a região começou a ser explorada com maior intensidade. no Amazonas. Tabela 3.000 MW. Francisco (Chesf. em 2008. Samuel (RO). portanto.4 abaixo.9% em relação a 2006). pela Companhia Hidrelétrica do S. Nesse ano. Tem a ver. conforme mostra o Mapa 3. a maioria das grandes centrais hidrelétricas brasileiras localiza-se nas bacias do São Francisco e. O estudo sobre energia hidrelétrica constante do PNE 2030 relaciona o potencial de aproveitamento ainda existente em cada uma das bacias hidrográficas do país. A primeira hidrelétrica de maior porte começou a ser construída no Nordeste (Paulo Afonso I. também. de 102 mil MW. Além disso. 2008.2 logo a seguir mostra as regiões do país classificadas de acordo com o nível de utilização de seus aproveitamentos.Energia Hidráulica | Capítulo 3 3. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 57 . de longe. Curuá-Una (PA) e Guaporé (MT ). principalmente. como mostra a Tabela 3.1 na página a seguir. segundo os resultados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN). Os potenciais da região Sul. quase integralmente explorados. a energia de fonte hidráulica (ou hidreletricidade) respondeu por 14. segundo o Plano 2015 da Eletrobrás. erguidas ao longo dos 60 anos seguintes. com a forma como o parque hidrelétrico se desenvolveu. região e potência Nome Tucuruí I e II Itaipú (parte brasileira) Ilha Solteira Xingó Paulo Afonso IV Itumbiara São Simão Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia) Jupiá (Eng Souza Dias) o Potência (kW) 8370000 6300000 3444000 3162000 2462400 2082000 1710000 1676000 1551200 1540000 Região Norte Sul Sudeste Nordeste Nordeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Porto Primavera (Engo Sérgio Motta) Fonte: Aneel. O Mapa 3. Na oferta interna de energia elétrica. do Paraná. concentraram-se nas regiões Sul. em todo o mundo. com a construção da Usina Serra da Mesa (GO).7%). mais de 70% estão nas bacias do Amazonas e do Tocantins/Araguaia.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL Em 2007. A concentração das duas regiões não se relaciona apenas com a topografia do país. na maior produtora de eletricidade do país. superior à potência já instalada no Brasil. último inventário produzido no país em 1992. pouco mais de 30% se transformaram em usinas construídas ou outorgadas. Destes.6 TWh (aumento de 4. no Pará. o potencial a aproveitar é de cerca de 126. que totalizou 482. constituindose. Desse total. a energia de fonte hidráulica produzida no país representou 85. o Brasil é o país com maior potencial hidrelétrico: um total de 260 mil MW. Coaracy Nunes (AP). Sudeste e Nordeste (com o aproveitamento integral do rio São Francisco). existem em operação nesta bacia apenas cinco Unidades Hidrelétricas de Energia (UHE): Balbina (AM). Sudeste e Nordeste já estão. estatal constituída em 1948). sendo superada por derivados da cana-de-açúcar (16. No Norte foram construídas Tucuruí.As dez maiores usinas em operação. e Balbina. com um potencial de 106 mil MW. Assim. com potência de 180 MW).6%. apesar da existência de unidades importantes na região Norte.4 .

2008 Observações: 1.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.000 acima de 18. 58 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Foi retirado o potencial das usinas exclusivamente de ponta.000 Inventário N O L S Estimado Aproveitado Fonte: EPE.200 1. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL . 2008.inventário nesta tabela indica o nível mínimo de estudo do qual foi objeto o potencial.potencial aproveitado inclui usinas existentes em dezembro de 2005 e os aproveitamentos em construção ou com concessão outorgada.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Guiana Guiana Francesa O c e a n o A 0º S t l â n t 0º S i c o Amazonas 27% 1% 72% Atlântico Nordeste Ocidental 85% 15% Atlântico Nordeste Oridental 15% 5% Parnaíba 78% 22% 80% 10º S Araguaia .1 .000 6.Tocantins 16% 44% 10º S Peru 40% Atlântico Leste 25% 27% São Francisco 31% 11% 58% 48% Bolívia 57% Paraguai 16% 20º S 27% Paraná 19% 9% 72% Atlântico Sudeste 8% 28% 20º S Chile Paraguai 64% Uruguai Argentina 30º S 51% 9% 40% Atlântico Sul 38% 30% 30º S Uruguai 32% Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potencial total (MW) Até 1.valores consideram apenas 50% da potência de aproveitamentos binacionais. 3.001 a 18.201 a 6. 2. 4.Potencial Hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .

2 .000.000 100.000.Potência Instalada por Estado em 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 59 .001 a 5. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000.000 acima de 4.000.000.000 5.001 a 1.001 Potência (kW) Até 100.000 acima de 10.000.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.000.001 O N L S Fonte: Aneel.000.Energia Hidráulica | Capítulo 3 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF ES Vitória 20º S 20º S MS Campo Grande SP MG Belo Horizonte Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio SC Argentina 30º S RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência Instalada por Estado (kW) 0 a 1.000 1. 2008.000 1.000.000.001 a 10.001 a 4.

Outra é a bacia do rio Xingu. com capacidade instalada de 3. universidades e iniciativa privada. os maiores. licitada em 2007. segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).500 MW. centros de pesquisa. além das PCHs e CGHs.087 MW de potência no rio Tocantins. Ambas são classificadas como projetos estruturantes. e Foz do Chapecó. ao mesmo tempo.Capítulo 3 | Energia Hidráulica A bacia do Tocantins/Araguaia possui potencial de 28.no médio e longo prazo e. novamente.371 MW à potência instalada do país.150 MW.682 MW no próprio Tapajós. Entre eles destaca-se a usina de Estreito. A outra é Jirau. porém. deverá entrar em obras até o fim da década.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS O setor elétrico brasileiro possui uma matriz energética bem mais “limpa”. com potência instalada de 5.200 MW já estão aproveitados pelas UHEs Serra da Mesa e Tucuruí. Fonte: Acervo TDA. que estão localizadas as principais usinas planejadas para os próximos anos e incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. a Aneel estuda viabilidade de três aproveitamentos no rio Teles Pires – todos de caráter estruturante – que somam 3. dos quais quase 12. para a qual está prevista a construção da Usina de Belo Monte. demonstram capacidade para estimular o desenvolvimento econômico. com 3. com forte participação de fontes renováveis já que o parque instalado é concentrado em usinas hidrelétricas que Casa de força . Em 2008.300 MW de potência. Outra bacia importante é a Tapajós. o BIG relaciona 21 empreendimentos. Ambas constam do Banco de Informações de Geração da Aneel que.027 MW. mobilizam governo. podem ser observados na região Norte. tecnológico e social.000 MW. considerados como iniciativas que proporcionam expansão da infra-estrutura – no caso. região Sul do país. No total. É na bacia do Amazonas. em novembro de 2008. 3. Uma dessas usinas é Santo Antônio. registra 15 usinas hidrelétricas já outorgadas. no rio Uruguai. a oferta de energia elétrica . licitada em 2008. tanto as UHEs apenas outorgadas quanto aquelas já em construção deverão agregar 13. com 855 MW. um estudo encaminhado pela Eletrobrás à Aneel prevê a construção de cinco usinas com capacidade total de 10. Destes. Por isso. que. Em fase de construção em novembro de 2008. sofrem alguma restrição ambiental. 60 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . mas cuja construção ainda não havia sido iniciada. com 1. Além desses. Do potencial a ser aproveitado 90%. no rio Madeira.Usina hidrelétrica de Corumbá.

gov. compensando os impactos socioambientais provocados pelas usinas – tem sido uma tendência na construção das hidrelétricas. aneel. Desenvolver os projetos de maneira sustentável – buscando os resultados econômicos e. provocam impacto na vida da população. não se caracterizam pela emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE). Mas. No final de 2007 e início de 2008 uma polêmica ocorreu entre os formadores de opinião quando veio a público que a maior parte das obras estava atrasada em função da dificuldade para obtenção do licenciamento ambiental provocada por questionamentos na justiça.br BP Global – disponível em www. Entretanto. ações e liminares.bp. por interferirem no traçado natural e no volume de água dos rios.gov. o entendimento entre as partes é dificultado também por indefinições de caráter legal. Os maiores entraves à expansão hidrelétrica do país são de natureza ambiental e judicial. Por conta das dificuldades de aceitação existentes nas comunidades e da pressão de grupos organizados – particularmente Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientalistas – os empreendedores têm alocado recursos para projetos de mitigação do impacto. por lei. que pretendia transformar. tanto de caráter ambiental quanto social.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Usina hidrelétrica de Tucuruí.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. no segundo semestre de 2008.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.para produzir a energia suficiente para o crescimento econômico e ampliação da oferta de empregos. Fonte: Eletronorte. ao proporcionar a redução do consumo.iea. 64% do território do país em área de preservação ambiental. principalmente na região da Amazônia. na flora e fauna locais. Mais de 70% das emissões de GEE do país estão relacionadas ao desmatamento e às queimadas. é necessário construir novas usinas -com impacto socioambiental mínimo . Os opositores argumentam que as construções. Outra. ao tratamento a ser dado aos potenciais hidrelétricos e as respectivas linhas de transmissão frente à proposta do Plano Nacional de Áreas Protegidas. simultaneamente.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 61 . Apenas como exemplo. em elaboração no segundo semestre de 2008. Tanto que a maior contribuição ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas tende a ser a intensificação de projetos de eficiência energética – que. Ao contrário do que aconteceu nos anos 50 e 70. é crescente o número de empreendimentos que procura desenvolver uma relação mais integrada e de longo prazo com as comunidades afetadas.epe. uma dessas indefinições relacionava-se. ao uso das terras indígenas para os aproveitamentos energéticos. diminuem a necessidade de novas usinas.

Capítulo 3 | Energia Hidráulica Acervo TDA 62 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Biomassa Atlas de Energia Elétrica do Brasil 63 4 .

a maior dificuldade para a sua aplicação não é o processo básico de gaseificação. são aplicadas em processos de co-geração – produção de dois ou mais energéticos a partir de um único processo para geração de energia . Essa máquina produzirá a energia mecânica que acionará o gerador de energia elétrica. Este processo está maduro do ponto de vista comercial e é o mais disseminado atualmente. No entanto.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 4 A produção de energia elétrica a partir da biomassa Existem várias rotas tecnológicas para obtenção da energia elétrica a partir da biomassa. Esta conversão. portanto. sua instalação exige investimentos muito superiores aos necessários para implantação do sistema simples de condensação. Este vapor pode acionar as turbinas usadas no trabalho mecânico requerido nas unidades de produção e as turbinas para geração de energia elétrica. Além disso. Ela ressurgiu nos anos 80 – quando começou a ficar evidente a necessidade de contenção no consumo de petróleo – mas. é retirada em um ponto intermediário da expansão do vapor que irá movimentar as turbinas. como a biomassa. As principais rotas tecnológicas são analisadas no estudo sobre biomassa constante do Plano Nacional de Energia 2030 e resumidas a seguir: Ciclo a vapor com turbinas de contrapressão: É empregado de forma integrada a processos produtivos por meio da co-geração. no caso da biomassa. todas as rotas tecnológicas. A segunda proporciona aumento na eficiência global da geração de energia. 64 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . em gás energético por meio da oxidação parcial em temperatura elevada. com confiabilidade e segurança. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. A diferença fundamental desta rota em relação à contrapressão é a existência de um condensador na exaustão da turbina e de níveis determinados para aquecimento da água que alimentará a caldeira. A tecnologia de gaseificação de combustíveis é conhecida desde o século XIX e foi bastante utilizada até os anos 30. a tecnologia de gaseificação aplicada em maior escala transforma a biomassa em importante fonte primária de centrais de geração termelétrica de elevada potência. Esta energia a ser condensada. produz um gás combustível que pode ser utilizado em usinas térmicas movidas a gás para a produção de energia elétrica. inclusive aquelas de ciclo combinado. Nele. O Brasil conta. Este sistema. quando inserida em um processo de co-geração. De uma maneira geral. Ciclo combinado integrado à gaseificação da biomassa: A gaseificação é a conversão de qualquer combustível líquido ou sólido. o vapor que seria liberado na atmosfera após a realização desses processos pode ser encaminhado para o atendimento das necessidades térmicas do processo de produção. A primeira característica proporciona maior flexibilidade da geração termelétrica (que deixa de ser condicionada ao consumo de vapor de processo). também. Nos últimos anos. a biomassa é queimada diretamente em caldeiras e a energia térmica resultante é utilizada na produção do vapor. Ciclo a vapor com turbinas de condensação e extração: Consiste na condensação total ou parcial do vapor ao final da realização do trabalho na turbina para atendimento às atividades mecânicas ou térmicas do processo produtivo. ainda não é uma tecnologia competitiva do ponto de vista comercial. permite a obtenção de maior volume de energia elétrica. Todas prevêem a conversão da matéria-prima em um produto intermediário que será utilizado em uma máquina motriz.tradicionalmente utilizada por setores industriais. realizada em gaseificadores. transformou-se também em um dos principais estímulos aos investimentos na produção de energia a partir da cana-de-açúcar por parte das usinas de açúcar e álcool. Assim. adaptado às condições particulares do combustível e da operação. o que aumenta o rendimento das máquinas. cuja produção é baseada na utilização do vapor e do gás. com diversos produtores nacionais da maior parte dos equipamentos necessários. mas a obtenção de um equipamento capaz de produzir um gás de qualidade. quando os derivados de petróleo passaram a ser utilizados em grande escala e adquiridos por preços competitivos. inclusive.

1 INFORMAÇÕES GERAIS A biomassa é uma das fontes para produção de energia com maior potencial de crescimento nos próximos anos.1 abaixo. o Survey of Energy Resources 2007. energia hidráulica ou petróleo. Um dos mais recentes e detalhados estudos publicados a este respeito no mundo. Gráfico 4. ela é considerada uma das principais alternativas para a diversificação da matriz energética e a conseqüente redução da dependência dos combustíveis fósseis. As estimativas mais aceitas indicam que representa cerca de 13% do consumo mundial de energia primária. como mostra o Gráfico 4. não tem sido contabilizada com precisão. como o biodiesel e o etanol. Dela é possível obter energia elétrica e biocombustíveis. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. 2008. historicamente tem sido pouco expressiva na matriz energética mundial. Tanto no mercado internacional quanto no interno.Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006. como carvão. 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Petróleo Gás Natural Carvão Biomassa Eletricidade Outros % 4 1973 2006 Mas. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 65 . se atualmente a biomassa é uma alternativa energética de vanguarda. cujo consumo é crescente em substituição a derivados de petróleo como o óleo diesel e a gasolina.1 .Biomassa | Capítulo 4 Biomassa 4. Fonte: IEA.

831 113 22.154 metros cúbicos (m3) do combustível puro (B100). na geração de energia elétrica a partir da biomassa. em 2005. que em 2005 produziu 56. a atividade é beneficiada pelo estímulo proveniente do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). Segundo a Agência Nacional do Petróleo. Na seqüência estão Alemanha e Brasil.921 Carvão vegetal 688 40 485 135 14 1 1. no mercado internacional. segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008. 2007.378 7. Segundo o BEN.1 abaixo. diante dos 69. Já a expansão do etanol provém tanto da crescente 66 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . em 2007 a produção brasileira alcançou 8.017 Ainda segundo o WEC.393 PJ (petajoules1).795 1. ao responder por 3. em 2007.612 mil tep (toneladas equivalentes de petróleo) em 2007 contra 6. Além disso. como mostra a Tabela 4.7% da oferta. dos quais 5. custos muito menores que o etanol de países como Estados Unidos e regiões como a União Européia. Finalmente. Só foi superada pela hidreletricidade.2 a seguir.7%.734 Total 6. visto que ela é muito utilizada em unidades de pequeno porte. que foi responsável pela produção de 77. ambos com 13. respondendo por 30. Um deles é a dispersão da matéria-prima – qualquer galho de árvore pode ser considerado biomassa.173 90 17.3 TWh (terawatts-hora). Um PJ equivale a 1015 joules.1 . A pequena utilização e a imprecisão na quantificação são decorrências de uma série de fatores. parte é exportada para países desenvolvidos.4 TWh no ano e participação de 7.3% na produção total.1% na matriz energética. obtido a partir da cana-de-açúcar.361 Licor negro 33 1. A produção de biodiesel também é crescente e. em 2007 o país produziu 402. O estudo do WEC mostra que. Ela ocupou a mesma posição entre as fontes de energia elétrica de origem interna. o líder mundial foi os Estados Unidos. A característica comum dessas regiões é a economia altamente dependente da agricultura. com 6. apresenta potencial energético similar e 1 Joule: unidade de energia. foi a segunda principal fonte de energia. Outro é a pulverização do consumo.354 PJ.176 3.150 8. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). dos quais 7.633 852 2. implantado em dezembro de 2003 pelo Governo Federal. Lenha 5. Algumas regiões obtêm grande parte da energia térmica e elétrica que consomem desta fonte. Desde 2004. que é definida como matéria orgânica de origem vegetal ou animal passível de ser transformada em energia térmica ou elétrica. o que representa um aumento de 34.795 PJ foram provenientes da lenha. isoladas e distantes dos grandes centros.4 TWh (terawatts-hora) em 2005.354 2. se parte dela é destinada ao suprimento interno.395 mil tep em 2006. a biomassa. trabalho ou quantidade de calor. como os membros da União Européia.002 m3 de 2006 conforme mostra a Tabela 4.4% da oferta total.Capítulo 4 | Biomassa do World Energy Council (WEC). principalmente do subgrupo madeira – o mais tradicional – e dos resíduos agrícolas.284 288 463 644 22 2. superada apenas por petróleo e derivados. No Brasil. com participação de 31. registra que a biomassa respondeu pela produção total de 183.7% do total mundial. um terceiro é a associação deste energético ao desflorestamento e à desertificação – um fato que ocorreu no passado mas que está bastante atenuado.393 1. o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de etanol que. ao extrair da biomassa de madeira 8. a Ásia foi o maior consumidor mundial.Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) País África América do Norte Países da América Latina e Caribe Ásia Europa Oceania Total Fonte: WEC. o que correspondeu a um pouco mais de 1% da energia elétrica produzida no mundo naquele ano.633 PJ da lenha. Tabela 4. A segunda posição foi da África.

3 .600 92. O que é a biomassa Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica. com o objetivo de estimular a substituição da gasolina pelo álcool em função da crise do petróleo.BA Potência (kW) 210.PR Otacílio Costa .000 12. segundo o PAC. no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).002 402. Além disso.SC Vargem Bonita .3 abaixo mostra a relação das usinas de biomassa que utilizam licor negro no Brasil em novembro de 2008. deverão ser investidos R$ 13.3 bilhões na construção de mais de 100 usinas de etanol e biodiesel e outros R$ 4. Tabela 4. 736 69. mas que foi desativado anos depois. Uma exceção a essa regra é a utilização da biomassa florestal em processos de co-geração industrial. térmica ou elétrica é classificada como biomassa. 2008. Nas regiões menos desenvolvidas. de obras cujos investimentos superam R$ 17 bilhões.960 108.Produção de biodiesel no Brasil (m3) 2005 2006 2007 2008 (*) Tipo B100 Fonte: ANP. a biomassa mais utilizada é a de origem florestal.250 33.BA Lages .1 bilhões na construção de dois alcooldutos: um entre Senador Canedo (GO) e São Sebastião (SP) e outro entre Cuiabá (MT) e Paranaguá (PR).832 atividade da agroindústria canavieira quanto da tecnologia e experiência adquiridas com o Pró-Álcool – programa federal lançado na década de 70. entre outras) e rejeitos urbanos e industriais (sólidos ou líquidos.200 175.600 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 67 .000 113.RS Camaçari . agrícola (soja. como o lixo). pode ser: florestal (madeira. extrair a lixívia negra (ou licor negro) usado como combustível em usinas de co-geração da própria indústria de celulose.500 4. Outro fator de estímulo foi a inclusão.100 126. principalmente).Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4.RJ Almeirim . Estágio Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Município Aracruz .MS Eunápolis .SP Pindamonhangaba – SP Três Lagoas .700 3. De acordo com a sua origem. Os derivados obtidos dependem tanto da matéria-prima utilizada (cujo potencial energético varia de tipo para tipo) quanto da tecnologia de processamento para obtenção dos energéticos.745 25. Do processamento da madeira no processo de extração da celulose é possível.900 100.400 57.SC Belo Oriente . No período que vai de 2007 a 2010.PA Telêmaco Borba .ES Guaíba .154 784.BA Mucuri . os processos para a obtenção de energia se caracterizam pela baixa eficiência – ou necessidade de grande volume de matéria-prima para produção de pequenas quantidades.Usinas de licor negro no Brasil Nome Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Bahia Pulp (Ex-Bacell) Bahia Sul Celucat Celulose Irani Cenibra Centro Tecnológico Usinaverde Jari Celulose Klabin Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Lençóis Paulista Nobrecel VCP-MS Veracel Fonte: Aneel.2 . A Tabela 4.SC Lençóis Paulista .000 440 55. 2008. lançado pelo Governo Federal em 2007.MG Rio de Janeiro . por exemplo. arroz e cana-de-açúcar.

2 . Ela ocorre em fogões (cocção de alimentos). metano. A geração de energia a partir da biomassa animal encontravase.Produção mundial de etanol. a palha e o vinhoto. 140 120 100 Bilhões de litros 80 60 40 20 0 Outros União Européia Brasil Estados Unidos 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008* 2009* 2010* 2011* 2012* Gráfico 4. O carvão vegetal tem densidade energética duas vezes superior à do material de origem e queima em temperaturas muito mais elevadas. por meio de reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio. o bagaço. (*) Previsão Fonte: Unica. Além disso. folha e palha. era tratada pela designação genérica de “Outras Fontes” (para detalhes. superando os 60 milhões de litros em 2007. O principal produto final é o carvão vegetal. Há. colmo. uma tradicional e importante matériaprima para a produção de energia. milho ou cana-de-açúcar. em fase quase experimental. 2008. a combustão direta para obtenção do calor. existem várias. é possível transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono. em função da diversidade e da aceitação de seus derivados pelos consumidores. até a extração do material volátil. mas a pirólise também dá origem ao alcatrão e ao ácido piro-lenhoso. com poucas usinas de pequeno porte em operação no mundo. Já para a biomassa de origem vegetal. Este processo consiste no aquecimento do material original entre 300 oC e 500 oC. a madeira tem sido. para a geração de vapor. Este gás pode ser utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de eletricidade. Outra opção é a pirólise ou carbonização – o mais antigo e simples dos processos de conversão de um combustível sólido (normalmente lenha) em outro de melhor qualidade e conteúdo energético (carvão). do milho é possível utilizar. Quanto às técnicas utilizadas para transformar matéria-prima em energético. por exemplo. ao longo dos anos. os resíduos que permanecem no campo. hidrogênio. Da soja e arroz. Assim. em estatísticas e estudos. o quadro era radicalmente diferente. em 2008. ver capítulo 5). arroz.2 abaixo.Capítulo 4 | Biomassa Já a produção em larga escala da energia elétrica e dos biocombustíveis está relacionada à biomassa agrícola e à utilização de tecnologias eficientes. sejam elas de soja. Por isso. Cada uma dá origem a determinado derivado e está em um nível diferente do ponto de vista tecnológico. No Brasil. 68 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . sabugo. fornos (metalurgia) e caldeiras. é possível dele remover os componentes químicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde humana – o que transforma a gaseificação em um processo limpo. respondeu por 12% do total da oferta interna de energia em 2007. A pré-condição para a sua produção é a existência de uma agroindústria forte e com grandes plantações. Apenas nos automóveis tipo flex fuel (que utilizam tanto gasolina quanto etanol) o consumo de etanol mais que dobrou nos últimos sete anos. na “quase ausência” de ar. Na gaseificação. como matéria-prima para energéticos. dióxido de carbono e nitrogênio). como mostra o Gráfico 4. Na cana-de-açúcar. Além disso. tratados como palha. A biomassa é obtida pelo processamento dos resíduos dessas culturas.

2007.89 mil TWh.4 abaixo e as Tabelas 4. nova denominação da British Petroleum). Se o primeiro é usado como combustível puro em motores de combustão interna.9 4. milho. No entanto. nas transações entre países a comercialização dos biocombustíveis é crescente. Estes últimos são caracterizados pela existência de áreas desérticas e.4 9. de Câncer e o Trópico de Capricórnio.4 8.9 8. o segundo maior produtor de etanol.3 5. o segundo é misturado à gasolina (no Brasil. De qualquer maneira. surgirá e se consolidará um biotrade.1 4. portanto. Dada a necessidade de escala na produção de resíduos agrícolas para a produção de biocombustíveis e energia elétrica.5 7. ambos no hemisfério norte. segundo o estudo da Estatistical Review of World Energy.7 7.0 4. quando confrontado com o grau de eficiência das usinas em operação no mundo no ano de 2005. são produtores de etanol. beterraba e cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras). a biomassa não faz parte das pautas de exportação – embora alguns analistas projetem que. apenas estatísticas sobre os principais derivados. Atualmente. não existe um ranking mundial dos maiores produtores de biomassa. o biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte). a melhor região do planeta para a produção da biomassa é a faixa tropical e subtropical.3 7. o continente africano e Austrália. A segunda. como o Brasil. com base principalmente na beterraba. Além disso. O Brasil. Sudeste e Centro-Oeste) e mamona (semi-árido nordestino). a médio prazo. na proporção de 20% a 22%).5 e 4. Nesse ano. aponta para uma capacidade de geração de 11 mil TWh por ano no longo prazo – ou mais da metade do total de energia elétrica produzida em 2007.4 13. O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e.3 % 30. que foi de 19. composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). a faixa tropical e subtropical do planeta abrange alguns países das Américas Central e do Sul.8 trilhão de toneladas. O primeiro a partir do milho e do trigo.7 4. a produção brasileira já era superada pelos Estados Unidos.1 183.3 31. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA A quantidade estimada de biomassa existente na Terra é da ordem de 1.Produtores de bioenergia em 2005 País TWh 56.8 57. O produto final é o biogás. como mostram a Tabela 4. porém.1 100. Este volume. Tabela 4.2 DISPONIBILIDADE.3 13. pela qual os açúcares de plantas como batata. com menos de 1% de água).4 . Ao contrário do que ocorre com outras fontes. entre o Trópico Estados Unidos Alemanha Brasil Japão Finlândia Reino Unido Canadá Espanha Outros países Total Fonte: WEC. Estados Unidos e União Européia. da madeira e do switchgrass (variedade de grama).Biomassa | Capítulo 4 Um processo bastante utilizado no tratamento de dejetos orgânicos é a digestão anaeróbica que consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre na ausência do ar.6 a seguir. a transesterificação é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de potássio). apresenta solo e condições climáticas adequadas. em 2005 Alemanha era a maior produtora de biodiesel e o Brasil. se os Estados Unidos lideravam a produção de energia elétrica a partir da biomassa. Já na agroindústria. além da grande quantidade de terra agriculturável.5 8. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyhond Petroleum. em menor escala o álcool anidro (isto é. Os derivados são a glicerina e o biodiesel. o mais comum é a fermentação. ou comércio internacional de energia renovável. Conforme relata estudo sobre o tema inserido no Plano Nacional de Energia 2030. os maiores fornecedores potenciais da matéria-prima desses produtos são os países com agroindústria ativa e grandes dimensões de terras cultivadas ou cultiváveis. entre outras matérias-primas de origem vegetal. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 69 . pouco propensas à produção agrícola. soja. Assim.6 4. girassol e amendoim (regiões Sul. Ainda assim. Finalmente. O resíduo sólido do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade.

ela foi responsável pela oferta de 18 TWh (terawatts-hora).83 0.20 3.Produtores de etanol (hm3) País Brasil Estados Unidos China Índia França Rússia Alemanha África do Sul Espanha Reino Unido Tailândia Ucrânia Canadá Total Fonte: WEC. como mostra o Gráfico 4. Em 2007.77 0. O Itamaraty considerou a proposta insuficiente.40 0.40 3.95 0.25 0.28 0. 2007.27 0. nos últimos anos.35 0. Na relação das fontes internas. De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Quanto ao etanol.95 4.35 0.75 0. Assim.669 492 396 260 250 133 100 85 78 73 71 51 36 3.80 1.75 0.40 3. Do total de usinas relacionadas.75 0.681 775 857 600 826 203 150 134 89 224 81 445 430 7.42 0.25 0.016 2005 1. que correspondem a um total de 5. 2004 15.495 Por isso e por ser um fenômeno iniciado há poucos anos.65 1.39 0. Argentina.5 .43 0.85 1.30 0.70 0. principalmente em sistemas de cogeração (pela qual é possível obter energia térmica e elétrica) dos setores industrial e de serviços.035 348 320 83 60 57 15 13 70 9 6 2. Tabela 4. Apesar de a Alemanha ser o maior produtor mundial de biodiesel. a regulamentação e a análise das barreiras comerciais e tarifárias já impostas.694 2006 2.Produtores de biodiesel (mil toneladas) País Alemanha França Itália Malásia Estados Unidos República Tcheca Polônia Áustria Eslováquia Espanha Dinamarca Reino Unido Outros países (União Européia) Total Fonte: WEC. como foco. apesar das tarifas de 45%.66 2006 17. ao corresponder a 3. Antes da Rodada de Doha.91 0. da Organização Mundial do Comércio. 2007.75 0. 2004 1. em novembro de 2008 existem 302 termelétricas movidas a biomassa no país. a tarifa aumentaria para 35%. Brasil e Estados Unidos também haviam iniciado conversações bilaterais para tentar regulamentar o comércio internacional do produto.Capítulo 4 | Biomassa Tabela 4. principalmente por Estados Unidos e da União Européia. transformou-se em importadora do produto proveniente de países como Brasil.00 18.7 mil MW (megawatts) instalados. Uma proposta feita ao Brasil para as exportações à União Européia até 2020 foi a quota de até 1.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL A utilização da biomassa como fonte de energia elétrica tem sido crescente no Brasil.39 0.3 milhão de toneladas por ano com tarifa de importação de 10%.7% da oferta total de energia elétrica.23 37. em julho de 2008. Este volume foi 21% superior ao de 2006 e.27 0. também.35 0.28 0. essa comercialização exige. negociações bilaterais e multilaterais que têm.4% (incluindo importação). 13 são abastecidas por licor negro (resíduo da celulose) com potência total de 944 MW.3 na página seguinte.58 45.23 41. atingir as metas de expansão da oferta interna. com participação de 85. segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008.46 0. obteve a segunda posição na matriz da eletricidade nacional. Para volumes superiores a este limite.10 13. foi um dos focos da negociação da última Rodada de Doha. uma vez que as atuais exportações para a União Européia atingem 900 milhões de toneladas por ano.00 16.6 . a União Européia não tem conseguido. 27 por 70 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .30 0. a biomassa só foi superada pela hidreletricidade.63 2005 16. Indonésia e Malásia.90 0.

4 Gráfico 4.2 Gás natural 2. estimulada pelo consumo crescente de etanol. quatro por casca de arroz (21 MW) e 252 por bagaço de cana (4 mil MW). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 71 . A eletricidade fornecida neste período auxilia. e é estimado em 609.7 a seguir. A iniciativa pode viabilizar a instalação de até 5 mil MW pelo setor sucro-alcooleiro. mas também porque a safra coincide com o período de estiagem na região Sudeste/Centro-Oeste. madeira (232 MW). Além disso. Em 2008. particularmente no Estado de São Paulo. Uma das características desses empreendimentos é o pequeno porte com potência instalada de até 60 MW.4 Carvão mineral 0. conforme o Anexo. inclusive. o que favorece a instalação nas proximidades dos centros de consumo e suprimento (Mapa 4. por meio da utilização do bagaço e da palha.Biomassa | Capítulo 4 100 90 80 70 Participação % 60 50 40 30 20 10 0 Hidráulica e importação 3. a preservação dos níveis dos reservatórios das UHEs. e atingir 1 bilhão de toneladas. portanto. A participação é importante não só para a diversificação da matriz elétrica.Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. o maior potencial de produção de eletricidade encontra-se na região Sudeste.4 milhões de gigajoules (GJ) por ano.2 milhões de GJ anuais).6 Nuclear 1.7% em relação a 2006. Em 2007. onde está concentrada a maior potência instalada em hidrelétricas do país. Um deles é o volume já produzido e o potencial de aumento da produção da cana-de-açúcar. um aumento de 14.7 Biomassa 3. De acordo com estimativas da Unica (União da Indústria de Canade-Açúcar de São Paulo). que deverá dobrar em relação a 2008. A cana-de-açúcar é um recurso com grande potencial. estabelece condições que facilitam o acesso à rede de transmissão paulista e a obtenção do licenciamento ambiental estadual.3 . Fonte: MME.8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). considerando-se tanto o potencial energético da palha e do bagaço quanto a estimativa de produção da cana. da legislação e dos programas oficiais também estimulam os empreendimentos.8 Derivados de petróleo 2. foi a segunda principal fonte primária de energia do país: como mostra a Tabela 4. os derivados da cana-de-açúcar responderam pela produção de 37. 2008. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. em 2020 a eletricidade produzida pelo setor poderá representar 15% da matriz brasileira. com a produção de 14. diante de uma produção total de 33 milhões de tep. Vários fatores contribuem para o cenário de expansão. como o Mato Grosso.4 milhões de GJ anuais) e Minas Gerais ( 63. A evolução da regulamentação. acordo fechado entre a Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo. novas condições de acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN) foram definidas pela Aneel.9 Gás industrial 85.400 MW médios (ou produção média de MWh ao longo de um ano). dentre as fontes de biomassa. o que abre espaço para a conexão principalmente das termelétricas localizadas em usinas de açúcar e álcool mais distantes dos centros de consumo. a Unica e a Associação Paulista de Cogeração de Energia. a transmissora Isa Cteep.1 na página seguinte). para geração de eletricidade existente no país. três por biogás (45 MW). Na seqüência estão Paraná (65.

000 a 200.000 50.000 a 500.Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008.000 a 100.936. 2008. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 a 2.3ª EDIÇÃO MAPA 4.726 Tipo de combustível Bagaço de Cana-de-açúcar Biogás Carvão Vegetal Casca de Arroz Licor Negro Resíduo de madeira Escala Gráfica: 0 250 500 km N O S L Fonte: Aneel.1 .Capítulo 4 | Biomassa 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF MG 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo Argentina 30º S SC RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência por Estado (kW) Até 50.000 500.000 100. 72 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .000 200.

55 serão movidas a biomassa. serem consumados. cinco são movidos a biomassa e. também.6 3.4 45.6 5.1 14.Oferta interna de energia no Brasil mil tep Especificação 2006 Não-renovável Petróleo e derivados Gás natural Carvão mineral e derivados Urânio (U3O8) e derivados Renovável Hidráulica e eletricidade Lenha e carvão vegetal Derivados da cana-de-açúcar Outras renováveis Total Fonte: MME. etanol.7 13.7 4.589 32.0 100.3 2.537 28. Mas. principal agente do efeito estufa). o que elevaria o valor total do investimento previsto para US$ 35 bilhões.1 37.6 14. No caso das plantações de cana-de-açúcar.2 6.0 1.0 15.754 226. Essa energia é responsável pela fotossíntese. Existe. a liberação de oxigênio e a captura de dióxido de carbono (CO2. destes. 4.505 28.0 14.8 7. 2008.7 5.716 13. inclusive.676 238.7 .1) e às técnicas de manejo da matéria-prima.1 -9.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4. casca de arroz e biogás.9 3. sua aplicação moderna e sustentável está diretamente relacionada ao desenvolvimento de tecnologias de produção da energia (ver tópico 4. Mas. com vistas ao aumento de produtividade.0 1. licor negro.9 14. um a bagaço de cana-de-açúcar. O método tradicional é a colheita manual acompanhada da queima da palha (as conhecidas queimadas) que.2 100. a biomassa se apresenta como fonte energética de baixa eficiência e alto potencial de emissão de gases. Assim. Na utilização sustentável do bagaço da cana para a produção de eletricidade por meio Atlas de Energia Elétrica do Brasil 73 . com construção ainda não iniciada.545 21.9 12. também. A utilização da biomassa.758 3. anunciados em 2006. como Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).344 Em novembro de 2008. Portanto.0 37.4 9. A fotossíntese permite.464 85.6 45. para as 163 unidades já outorgadas. pela ocorrência de incêndios de grandes proporções nas áreas adjacentes. além de produzir a emissão de grandes volumes de CO2.880 33.309 109.0 2007 54. entre outros.8 12. A Unica prevê que.0 124.6 6. gases combustíveis e óleos vegetais combustíveis. Se utilizada para produção de energia pelos meios tradicionais. dos 19 empreendimentos termelétricos em construção relacionados no BIG da Aneel. por exemplo. se constitui em fator de risco para a saúde humana – sendo responsável. tradicionalmente é associada ao desmatamento. com investimentos de US$ 17 bilhões.239 22. carvão vegetal. até 2012. carvão vegetal.356 3.9 0. 86 unidades sejam construídas. florestas energéticas podem ser cultivadas exclusivamente com a finalidade de produzir lenha.537 3. base dos processos biológicos que preservam a vida das plantas e produtora da energia química que se converterá em outras formas de energia ou em produtos energéticos como carvão vegetal.102 89. As demais serão abastecidas por madeira. Estrutura % 07/06 % 2007 129. No entanto. o que aumenta a capacidade do seqüestro de CO2. sendo que quase metade (30) a cana-de-açúcar. a possibilidade de outros 211 projetos. várias usinas têm optado pela colheita mecânica. inclusive.667 101. o manejo adequado da plantação – permitido pelo uso de técnicas da engenharia florestal – permite a retirada planejada de árvores adultas e respectiva reposição de mudas.656 35.5 2006 55. Projetos florestais de implantação e manejo podem ser caracterizados e formatados.628 37.8 9. como cocção e combustão. briquetes e licor negro para uso industrial. contribui para a contenção do aquecimento global. o uso dos resíduos para produção de eletricidade beneficia os aspectos ambientais da fase de colheita. Neste caso.847 7.999 6.3 6.199 14.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO A biomassa pode ser considerada como uma forma indireta de energia solar. que prescinde das queimadas.

caracterizado pelo aumento dos níveis de consumo e qualidade de vida. aliás. Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. pois as emissões resultantes da atividade são absorvidas e fixadas pela planta durante o seu crescimento.iea.abiove.8 mil litros de etanol por hectare plantado.cogensp. de usinas termelétricas. A cana-de-açúcar é uma das culturas que mais gera emprego por área cultivada.com. inclusão social.com.gov. gov. cata. Fonte: Petrobras. diretamente.Capítulo 4 | Biomassa Pesquisador na unidade piloto de biodiesel.bp. ela promove um ciclo virtuoso nas regiões da produção agrícola. no Brasil é possível produzir 6.anp.br Agência Nacional de Petróleo. corte e coleta da lenha.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.mme. a geração de empregos diretos e indiretos tem sido reconhecida como um dos principais benefícios da biomassa.com. a relação é 3.org.br União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) – disponível em www.br BP Global – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.br Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen-SP) – disponível em www. o setor agroindustrial da cana-de-açúçar tem importância relevante na geração de empregos ao absorver.worldenergy. Do ponto de vista social. Estas variáveis têm sido contornadas por técnicas e processos que aumentam a produtividade da biomassa reduzindo.br World Energy Council (WEC) – disponível em www.gov. A lenha.gov. promoção do desenvolvimento regional e redução do êxodo rural. Apenas como exemplo. aneel. fortalecimento da indústria local. unica. Embora a maior parte da mão-de-obra exigida não seja qualificada.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. pelo grande número de pessoas diretamente envolvidas no processo de desbaste. dos quais 80% na área agrícola. cerca de um milhão de pessoas.br Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – disponível em www. geração de novas atividades econômicas. para obtenção do etanol a partir do milho. por exemplo. a necessidade de crescimento de áreas plantadas.epe. o balanço de emissões de CO2 é praticamente nulo.1 mil litros por hectare. Ainda segundo relata o Plano Nacional de Energia 2030. Os principais aspectos negativos são a interferência no tipo natural do solo e a possibilidade da formação de monoculturas em grande extensão de terras – o que competiria com a produção de alimentos. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. Nos Estados Unidos. segundo dados da Unica.org 74 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . como o Rio Grande do Norte. portanto. é um recurso energético de grande importância social para algumas regiões do Brasil.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Outras Fontes Atlas de Energia Elétrica do Brasil 75 5 .

ainda. O calor proporcionado pela incineração da matéria orgânica é aproveitado para a geração térmica de eletricidade. Um exemplo de mercado voluntário de créditos de carbono. A Usina Verde recebe diariamente 30 toneladas de resíduos sólidos pré-tratados provenientes de aterro sanitário. Suécia. como o Brasil.Capítulo 5 | Outras fontes Box 5 A energia verde Constituído no final dos anos 90. apenas vapor de água e CO2. Suíça e Reino Unido. Entre eles. utiliza como matéria-prima a biomassa em substituição aos combustíveis fósseis. Favorece. uma tonelada de CO2 corresponde a um crédito de carbono. a existência de um mercado livre (desregulamentado). Alemanha. Estimativas apontam que. é o Chicago Climate Exchange (Bolsa do Clima de Chicago). Por convenção. a implementação de usinas abastecidas por fontes renováveis que permitem a “captura” – ou. participação da iniciativa privada. Essa movimentação foi estimulada por uma combinação de fatores. Nos países da União Européia. A entidade informa. A potência é de 0. A Holanda é o país que registra maior número destes consumidores. Austrália e Japão. a usina obtém eletricidade a partir da incineração do lixo urbano. com programas de eficiência e conservação de energia e projetos de reflorestamento. em parte em função dos altos impostos aplicados à eletricidade produzida a partir de fontes fósseis e em parte devido às isenções tarifárias especiais aplicadas à energia verde e divulgadas por meio de campanhas publicitárias. mesmo em países em que o mercado é desregulamentado para os clientes atendidos em baixa tensão. ou MDL. Ele é resultado do compromisso para redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) assumidos pelas nações desenvolvidas na assinatura do Protocolo de Kyoto e ratificadas pelo Tratado em 2005. no Rio de Janeiro. O projeto piloto da Usina Verde. em 2007 havia mais de 4 milhões de consumidores da energia produzida por usinas verdes na Europa. porém.3 milhões destes consumidores. também chamado mercado verde. localizada na Ilha do Fundão. a participação da energia verde no mercado total de eletricidade é pouco significativa. como Finlândia. o país abrigava cerca de 2. que os três principais veículos para aquisição da energia verde são: programas especiais de precificação. Canadá. Além disso. O setor elétrico pode participar do mercado de MDL com usinas movimentadas por fontes renováveis e alternativas. Estes certificados comprovam que o projeto foi desenvolvido de maneira sustentável e que permite a captura de CO2. entre 2006 e 2007. Construída pela iniciativa privada com parte da tecnologia desenvolvida pela Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). portanto.7 MW. Segundo a Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21). Na maioria dos países analisados pela REN21. programas oficiais de governo. Representa menos que 5% das vendas totais. em outras palavras. caldeiras ou turbinas Sistema de geração Desvolatização Caldeira Gás reciclado Produtos líquidos Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do biogás 76 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . sem causar danos ambientais. e a negociação voluntária de certificados de energia renovável. para a comercialização de um terço da produção. os projetos implantados de “energia verde” podem participar como vendedores de certificados de crédito de carbono no mercado internacional de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). as permissões para emissões por parte das diferentes indústrias podem ser livremente negociadas entre elas. reduzem as emissões – de dióxido de carbono (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera. Os compradores dos certificados são as companhias situadas nos países desenvolvidos que podem utilizar os créditos adquiridos para diminuir os compromissos de redução das emissões. Nos países em desenvolvimento. Bobina a vapor Tarrafa Dejetos orgânicos Filtro de gás Água O gás é convertido para produtos líquidos ou usado como combustível alternativo em motores. é vendedor de créditos de carbono no mercado internacional. liberando na atmosfera. o chamado “mercado da energia verde” está em expansão em vários países europeus. projetos desenvolvidos pelas companhias de energia e aquisição compulsória de parte da produção por órgãos públicos. Estados Unidos. e em operação desde 2004. É considerada “limpa” porque destrói termicamente os gases poluentes produzidos no processo.

as pesquisas e aplicações acabaram por beneficiar o grupo chamado “Outras Fontes” (ou “fontes alternativas”.1 INFORMAÇÕES GERAIS Em 2008. No grupo chamado “Outras Fontes” estão abrigados o vento (energia eólica). mas também a “limpeza” da matriz energética local. portanto. Uma variação que só foi superada pelo parque nuclear.sxc. portanto. segundo a Key World Energy Statistics da International Energy Agency (IEA). também podem operar como fontes complementares a grandes usinas hidrelétricas. Mas. edição de 2008. Não é coincidência. entre outros. Além disso. aumentou em 500% a sua participação na matriz energética mundial. corretas do ponto de vista ambiental. que registrou expansão de 589% no período. as duas principais fontes – aproveitamentos hídricos e a biomassa – não apresentavam significativo potencial de expansão. lixo e dejetos animais.Outras fontes | Capítulo 5 Outras Fontes 5. cujos principais potenciais já foram quase integralmente aproveitados nos países desenvolvidos (ver capítulo 3). cuja utilização é responsável pela emissão de grande parte dos gases que provocam o efeito estufa. sol (energia solar). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 77 . ao reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. muitos países – inclusive o Brasil – mantinham programas oficiais para expansão das chamadas fontes renováveis de energia. geotérmica (calor existente no interior da Terra). Permitem não só a diversificação. Fonte: Stock. particularmente. mar. Em comum. com a volatilidade dos preços do petróleo e com o esgotamento 5 Placa coletora de energia solar. termo que começa a cair em desuso) que. esgoto. nos primeiros anos do século XXI. como carvão e petróleo. período em que se acentuaram as preocupações com a degeneração do meio ambiente. que a evolução do parque instalado tenha se concentrado na década de 90 e. de 1973 a 2006. elas têm o fato de serem renováveis e. iniciados já há alguns anos.hu). Assim.XCHNG (www. em boa parte deles.

2 0.Capítulo 5 | Outras fontes das reservas conhecidas dos combustíveis fósseis.90 3.1 abaixo.1 a seguir.5 16. conforme o Gráfico 5.1 2.1% em 1973 passou a 0. a presença foi ainda menor: de 0.19 110.8 0.93 2.5 6. 2008.6 1. 2008.1 . conforme a Tabela 5.930 TWh.028.80 41.0 0. PV Solar conectados à rede Biodiesel (produção anual) Energia eólica Calor geotérmico PV Solar desconectados da rede Aquecimento solar de água Etanol (produção anual) Pequenas hidrelétricas Grandes hidrelétricas Energia da biomassa Energia geotérmica Calor da biomassa 0 10 20 30 40 50 60 70 Gráfico 5.2 10.04 648. Tabela 5.00 20.40 55. ainda segundo a IEA.2 .1 100. É importante observar que.39 18. diante do total de 11.930 2006 Mtep 2. o conjunto composto por solar.2 logo em seguida. extraído do estudo Renewables 2007 – Global Status Report. na produção de energia elétrica é classificada como “Outras Fontes”.038.64 3.741.07 6. Entre 2002 e 2006. como mostra a Tabela 5.84 258.00 2.94 7.01 1.12 6. 2008.Oferta primária de energia em 1973 e 2006 1973 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Biomassa Hidráulica Outras Renováveis Total Fonte: IEA.10 14.804.45 11.80 16. em colaboração com o Worldwatch Institute.30 100.819.4 26.052. TWh 1.0 20.6 100.0 Mtep 4. essas fontes têm participação pouco expressiva na matriz elétrica mundial.406. geotérmica. combustíveis renováveis e lixo produziu apenas 435 TWh (terawatts-hora) de uma oferta total de 18.097. produzido pela Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21).00 46.66 2.185.7 bilhões de tep em 2006.4 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep).1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável.17 978.801.1 24.498.Produção de energia elétrica no mundo em 2006 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Hidráulica Outras Fontes Renováveis Total Fonte: IEA. a capacidade instalada das principais fontes enquadradas na categoria “Outras” aumentou entre 20% e 60%.9 10.94 1.30 70.91 727. Se considerada a matriz energética total.761.00 % 34.115. Fonte: REN21. eólica.0 . Em 2006.00 5. Mas.6% em 2006 – ou 70. apesar do crescimento verificado.80 435. embora a biomassa seja considerada uma fonte primária importante no mundo (principalmente pelo uso da lenha em países subdesenvolvidos).30 3. 78 Atlas de Energia Elétrica do Brasil % Tabela 5.

o ano de 2007 foi. das quais constavam condições especiais para a venda da energia produzida para as companhias de eletricidade. O Brasil.1 21. Neste último caso enquadram-se. previa-se a instalação de uma capacidade total de 3. era que a tendência se mantivesse em 2008. passando de 7. como registra a World Wind Energy Association (WWEA) na Tabela 5. Espanha e Dinamarca.8 28.1 26.5 mil para 93.033 74. Nas próximas páginas. implantou o Proinfa.4 23.693 59. Para a segunda fase do programa. desoneração fiscal ou aporte direto de recursos. Crescimento (%) 29. 320 PCHs. no entanto.155% entre 1997 e 2007. portanto.3 mil MW. maior programa nacional para estímulo à produção de energia elétrica por meio das fontes renováveis.9 mil MW). do total inicialmente previsto.696 18.039 24. a expansão do grupo “Outras Fontes” é fruto. estão em operação comercial 34 PCHs.3 abaixo.2 mil MW seriam correspondentes a 63 PCHs (pequenas centras hidrelétricas). 1.0 mil MW (megawatts) em 2007.475 9. subsídios. em novembro de 2008. cujos integrantes ainda não têm presença forte o suficiente para justificar a individualização em estatísticas de caráter mais geral.3 . 2008. de abril de 2002. como mostra o Anexo.2 ENERGIA EÓLICA A capacidade instalada mundial da energia eólica aumentou 1. como é o caso da matriz energética mundial.5 7. em fase de pesquisa. também. com base na Lei no 10. Tabela 5.320 31.6 1. por exemplo. as Filipinas. cuja matéria-prima é a biomassa obtida em aterros sanitários (lixões).4 mil MW a 54 usinas eólicas e 685 MW a 27 usinas de pequeno porte à base de biomassa.Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Potência (MW) 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Crescimento total Fonte: WWEA. revisão do programa de forma a estimular o aumento dos investimentos.Outras fontes | Capítulo 5 A pequena produção é a terceira característica comum ao grupo “Outras Fontes”. que teve início no final do século XIX.7 34. Além disso. um empreendimento fotovoltaico e três usinas termelétricas abastecidas por biogás. em 2008.438.8 mil MW. O volume inferior ao inicialmente estimado fez com que o governo anunciasse.7 31. Nos anos 90. Segundo o Banco de Informações de Geração (BIG). a ser iniciada logo após a conclusão da primeira e encerrada em 2022. projetos pilotos ou aplicações muito localizadas a partir de instalações de pequeno porte.3 41. Para a primeira fase do programa. em grande parte.8 25. da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). empresa constituída pelo Governo Federal em 1962 para investir na expansão do sistema elétrico nacional. Em função do custo elevado de produção enquanto a tecnologia ainda não está consolidada.849 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 79 . por exemplo. tanto no Brasil quanto no mercado internacional.290 47.164 39. definiram metas para a expansão da energia eólica. Cada um dos integrantes do grupo “Outras Fontes” está. A energia produzida pelo Proinfa tem garantia de contratação por 20 anos pela Eletrobrás. que se confirmou. países como Alemanha. estão em operação no país 17 usinas eólicas. Do total de potência instalada. do apoio governamental por meio de programas oficiais que abrangem variáveis como aquisição compulsória por parte das empresas de energia elétrica locais. o mais ativo da história da produção de energia elétrica a partir do movimento dos ventos.153 93. 1. tarifas especiais.155. Com capacidade instalada de 2. Este comportamento ocorre porque a tecnologia desenvolvida ainda não apresenta custos compatíveis com a implantação em escala comercial. em 2003. 5. as Filipinas detinham a segunda maior participação mundial nesta modalidade energética e só eram superadas pelos Estados Unidos (2.663 13.6 26. este capítulo apresenta o estágio de implantação de cada uma das principais integrantes do grupo chamado “Outras Fontes”. segundo levantamento sobre fontes renováveis constante do estudo Statistical Review of World Energy publicado em junho de 2008 pela Beyond Petroleum (nova denominação da companhia British Petroleum). O programa é gerenciado pela Eletrobrás. Em outubro de 2008. que obtém parcela significativa da energia elétrica local a partir de usinas geotérmicas. A expectativa. a meta é que as três fontes eleitas tenham participação de 10% na matriz da energia elétrica nacional. 19 usinas a biomassa e 7 eólicas.

Potência instalada em 2007 País 1o 2 3 o o Potência (MW) 22.1 8. América do Norte e Ásia.130.00 3. no Brasil. quase o dobro da atual. O maior parque estava na Alemanha que.00 2.4% do total.00 5.5 2. Alemanha e França.145.0 Alemanha Estados Unidos Espanha Índia China Dinamarca Itália França Reino Unido o o 4o 5o 6 7 8 o o o 9o 10 Portugal Brasil Total 25 Fonte: WWEA. em 2007.247.125. juntos. O estudo da WWEA também aponta o conjunto de 10 países com maior expansão em 2007 e que. Europa. 2008. graças ao salto de 45% verificado entre 2006 e 2007 na capacidade instalada local. embora seja decrescente. era de cerca de R$ 230.726. Estados Unidos e Espanha que.4 . independência de importações e custo zero para obtenção de suprimento (ao contrário do que ocorre com as fontes fósseis).00 por MWh.9 2. Este ranking é liderado pelos Estados Unidos. Tabela 5. perenidade.3 0. uma potência mundial instalada de 170 mil MW. quase 60% da capacidade instalada total. 80 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . em 2008.10 2. com 26. Apenas como exemplo.4 6.389. vários países. grande disponibilidade. além da renovabilidade. Segundo o estudo da WWEA.8%) e China (16. ainda é elevado na comparação com outras fontes.849.10 7. O segundo lugar ficou com Estados Unidos (18% de participação).9 16. cuja matriz é muito concentrada em combustíveis fósseis e com poucos aproveitamentos hídricos ainda inexplorados. Na seqüência aparecem Índia. os maiores produtores foram Alemanha. que atingiu um total de 16. O principal argumento contrário é o custo que.00 2.00 247.3 3.80 15. concentravam.455. juntos.4 abaixo.00 2. imediatamente seguidos pela Espanha (17. com capacidade total de 22 mil MW. pela ordem. As regiões que mais têm se destacado no setor são. em 2007 houve a instalação de aproximadamente 20 mil MW de geração eólica em todo o mundo.8 mil MW. como mostra a Tabela 5.850. agregaram mais 19 mil MW de potência instalada ao total mundial.10 % em relação ao total 23.00 por MWh. Aerogeradores. Além disso.3 100.7% do total mundial. Na seqüência veio Espanha com 16. considerando-se também os impostos embutidos.40 16. correspondia a 23.912.3 2.Capítulo 5 | Outras fontes Os grandes argumentos favoráveis à fonte eólica são.7 17.6 2.1% de participação. enquanto o custo da energia hidrelétrica estava em torno dos R$ 100. para 2010.10 93.818.8%). Esse movimento faz com que a WWEA projete. Nesse ano. possuem projetos de vigorosa expansão do parque eólico no médio prazo. Fonte: Eletrobrás.

particularmente no Vale do Jequitinhonha (29. essas pás dão origem à energia mecânica que aciona o rotor do aerogerador. a “estocagem” da energia elétrica. mas estimativas apontam que o potencial eólico bruto no planeta seja da ordem de 500 mil TWh (terawatts-hora) por ano. que foi de 18. Sudeste. estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico de 2001 (último estudo realizado a respeito) apontam para um potencial de geração de energia eólica de 143 mil MW no Brasil. região em que está instalado o maior parque eólico do país. Não existem informações precisas sobre o período em que ela começou a ser aplicada. no país. Não existem estudos precisos a este respeito. Mas. em uma única turbina. A quantidade de energia mecânica transferida – e. de 105 mil MW em novembro de 2008. aquela obtida da energia cinética (do movimento) gerada pela migração das massas de ar provocada pelas diferenças de temperatura existentes na superfície do planeta. Ao girar. A avaliação destas condições – ou do potencial eólico de determinada região – requer trabalhos sistemáticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime dos ventos. elementos integrantes da usina. com 150 MW de potência. vegetação e interações térmicas entre a superfície da terra e a atmosfera. Potencial e produção de energia eólica no Brasil O Brasil é favorecido em termos de ventos.1 abaixo mostra que as regiões com maior potencial medido são Nordeste. o que dá maior previsibilidade ao volume a ser produzido. o de Osório. como a hidráulica.1 – Potencial eólico brasileiro. Sua operação permitiria. Assim. A evolução da tecnologia permitiu o desenvolvimento de equipamentos mais potentes. Hoje.0 GW 144.9 mil TWh. visto que desde a Antigüidade dá origem à energia mecânica utilizada na movimentação dos barcos e em atividades econômicas básicas como bombeamento de água e moagem de grãos.4 TWh/ano 75. e Sul (22. o potencial de energia elétrica a ser produzida – está diretamente relacionada à densidade do ar. portanto. que se caracterizam por uma presença duas vezes superior à média mundial e pela volatilidade de 5% (oscilação da velocidade).8 GW). Além disso. por exemplo. Em 1985. a exemplo do que ocorre com outras fontes. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 81 . De acordo com o BIG. à área coberta pela rotação das pás e à velocidade do vento. volume superior à potência instalada total no país. da Aneel. principalmente no litoral (75 GW). inicialmente de 10 metros aproximadamente. o que permite a obtenção. No entanto.8 GW 26. 50 mil TWh por ano correspondem a mais de 250% da produção mundial total de energia elétrica em 2007.8 GW 41. A geração eólica ocorre pelo contato do vento com as pás do cata-vento. de forma a preservar a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas.1 GW 5. a densidade do ar. é possível operar as usinas eólicas em sistema complementar com as usinas hidrelétricas.3 TWh/ano 3.7 GW). hoje supera os 50 metros. Ainda assim. de 5 mil kW. esses diâmetros chegam a superar 100 metros. embora. o vento é utilizado principalmente para produzir energia mecânica utilizada no bombeamento de água na irrigação. Finalmente. no Rio Grande do Sul. a obtenção da energia eólica também pressupõe a existência de condições naturais específicas e favoráveis. apenas 10% sejam tecnicamente aproveitáveis. Fonte: EPE. por restrições socioambientais. a intensidade. A Figura 5. portanto.Outras fontes | Capítulo 5 O que é energia eólica A energia eólica é. que produz a eletricidade. o que acarretava uma potência média de 50 kW (quilowatts). 12.9 TWh/ano 22. 2007.4 TWh/ano 29.1 TWh/ano Figura 5. Além disso a altura das torres. o diâmetro das turbinas era de 20 metros. basicamente. direção e velocidade do vento relacionam-se a aspectos geográficos naturais como relevo. como a velocidade costuma ser maior em períodos de estiagem.7 GW 54.

Na Paraíba. Esse total era 11 vezes inferior aos 273 MW registrados em 2008. Assim como ocorreu no segmento da energia eólica. também. para 2009. no Arquipélago de Fernando de Noronha . a alta dependência das importações de equipamentos para montagem das unidades e. 70 metros de diâmetro e 100 de altura. em 1994. Sangradouro e dos Índios. também na energia solar a Alemanha é a maior produtora. conforme estudo do Photovoltaic Power Systems Programme. da IEA. Os projetos construídos anteriormente foram. com potência total de 2. tem rotor de 29 metros de diâmetro e torre de 30 metros de altura. Os Parques Eólicos Osório. No geral. O que funcionou como trava à expansão foi. com 49% da potência total instalada. Todos são países com programas fortes de diversificação e simultânea “limpeza” da matriz energética local. a central é constituída por quatro turbinas de 250 kW. e apenas outorgada. a partir da instalação de 20 turbinas de 500 kW. Eram centrais como estas que. 84% da capacidade mundial. instalada na cidade de Gouveia (MG). em conseqüência. com potência total de 463 MW. em construção no Ceará. Para se ter uma idéia. a exigência do Proinfa para que os projetos inseridos no programa tivessem índice de nacionalização de 60%. não foi só o número de unidades que aumentou mas. que compõem o empreendimento de Osório. ela corresponde a pouco mais de 50% da capacidade instalada da usina hidrelétrica de Itaipu.200 kW. conforme pode ser observado a partir das informações registradas no BIG da Aneel. Japão. o seu porte e. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). o que significa que o crescimento verificado nos últimos cinco anos ocorreu a uma taxa média anual de 65%. A de Redonda. a Central Eólica de Prainha tem capacidade para 10 MW. situada no Alentejo.3 ENERGIA SOLAR Assim como ocorre com as demais participantes do grupo “Outras Fontes”. Em 2007. À época. Também no Ceará. no entanto. juntos. A primeira turbina eólica instalada no país . as potências previstas por algumas centrais já eram bastante superiores àquelas verificadas nos parques construídos nos anos 90. este quadro esteja se alterando. tem sido crescente o interesse pelas usinas. A usina de Praia Formosa. como mostra a Tabela 5. Em 2007. individualmente. compunham a potência eólica total instalada no país. De qualquer maneira. de um lado. Este quadro é resultado tanto da forma como esses parques se desenvolveram quanto da adesão do país à tendência de expansão das eólicas.Capítulo 5 | Outras fontes as 17 usinas eólicas em operação em novembro de 2008 apresentavam capacidade instalada de 273 MW. segundo os dados do Balanço Energético Nacional.9%. ela aumentou mais de 2.possuía gerador com potência de 75 kW. de 14 mil MW. e Espanha concentraram.2 na página seguinte mostra a evolução da potência solar instalada no mundo de 1992 a 2007 para produção de eletricidade. 5. Além disso. no segundo semestre de 2008 o Ministério de Minas e Energia anunciava a intenção de rever as regras do Proinfa para solucionar o impasse. de outro. O Gráfico 5. rotor de 17 metros de diâmetro e torre de 23 metros de altura. outros 50. ao mesmo tempo em que anunciava. porém sem que as obras tivessem sido iniciadas. tem potência prevista de 300 MW. também. Em 2007. a realização de leilões da energia a ser produzida pelos futuros empreendimentos eólicos – instrumento que funciona como sinalizador ao investidor. Ainda assim.000% entre 1996 e 2006. também no Ceará. em 2003.8 mil MW. por exemplo. em exceção. estavam registrados como outorgados. Alemanha. a potência total instalada atingiu 7. de 22 MW. em novembro de 2008. uma variação de 136. entrou em operação a Central Solar Fotovoltaica de Serpa. Outro caso é a Central Eólica Experimental no Morro do Carmelinho. há a participação relativa dos países. terá potência instalada de 104 MW. no entanto. por permitir a contratação presente da energia que será produzida. em Portugal.em 1992.5. a oferta interna de energia eólica aumentou de 236 GWh para 559 GWh. por exemplo. 25 turbinas com potência de 2 MW (o que totaliza a potência de 50 MW por parque). são 13 turbinas de 800 kW e potência de 10. em 2007. possuem. Até a construção das três plantas de Osório. nos projetos de expansão da fonte. todos de pequeno porte e experimentais. a potência. Além disso. Tanto em um quanto em outro grupo. Estados Unidos. nos últimos anos.4 mil MW. os projetos já implementados para produção de eletricidade a partir da energia solar ainda são restritos e destinados a abastecer localidades isoladas – embora. Além deles. todos os projetos implementados foram de pequeno porte. Com capacidade nominal de 1 MW. foi a maior 82 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . No entanto. De certa forma eles se constituem. a participação da energia solar é pouco expressiva na matriz mundial. o BIG da Aneel registrava a existência de 22 projetos em construção a partir da energia eólica. Além disso. Logo a seguir.

projeta a construção de uma central de 154 MW. Mas. Tabela 5. 2007. 2007.5 10. usina solar com potência de 500 MW. Segundo o estudo sobre Outras Fontes constante do Plano Nacional de Energia 2030. Fonte: IEA. na Califórnia (Estados Unidos). Potência (MW) 3.4 1.9 830.7 100 Alemanha Japão Estados Unidos Espanha Itália Outros países Total Fonte: IEA.0 1. a Espanha assumiu postura semelhante e passou a exigir níveis mínimos de energia solar tanto para o aquecimento de água quanto para a geração de eletricidade em novas construções como prédios residenciais. China e Alemanha. Segundo a REN21.841. No Brasil.4 7.3 24.000 6. em processos que requerem temperaturas elevadas (por exemplo. unidade do gênero do mundo. embora não haja nenhuma compulsoriedade. dependendo do clima. não atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre. deverá ser instalada. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética. O que tradicionalmente é mais generalizado é o uso da energia solar para obtenção de energia térmica.Outras fontes | Capítulo 5 9. nível de consumo e disponibilidade de outras fontes de energia. por exemplo. Outra tendência que se forma é a utilização da energia solar para a obtenção conjunta de calor e eletricidade. No deserto de Mojave. secagem de grãos na agricultura) ao residencial.000 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Gráfico 5.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW). Esta aplicação destinase a atender setores diversos. Em 2007.000 1.000 8. sua irradiação por ano na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo anual de energia do mundo.000 4. para aquecimento de O que é a energia solar A energia solar chega à Terra nas formas térmica e luminosa.6 8. a iniciativa foi acompanhada por países como Índia.5 . da estação do ano e de condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do ar. Os percentuais exigidos variam de 30% a 70%.862.5 5. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 83 . Depende da latitude. que vão da indústria. durante muito tempo Israel foi o único país a exigir uma participação mínima de aquecimento de água a partir da energia solar.Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país País 1o 2o 3o 4o 5 o água. também. suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações. Para o futuro. com capacidade instalada de 11 MW. Coréia.5 655. porém. O governo australiano. em 2006. estão previstas unidades bem maiores.0 % em relação ao total 49.000 2.2 454.0 120.000 5. a tendência começa a se disseminar nos grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo.000 3. também. hotéis e hospitais.918.000 7. Essa radiação.

2007.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. em 2006 e 2007.4 na página seguinte. o que implica em pouca intensidade de nuvens e baixos índices pluviométricos. 84 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a energia solar será transformada em calor. Um sistema fotovoltaico não precisa do brilho do sol para operar. Ele também pode gerar eletricidade em dias nublados.Capítulo 5 | Outras fontes Ao passar pela atmosfera terrestre. à medida que sua aplicação é mais disseminada. antes bloqueado.000 4. a irradiação solar é convertida em calor que é utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. os sistemas fotovoltaicos conectados à rede continuaram a ser. é necessário adaptar um material semicondutor (geralmente o silício) para que. Para o aproveitamento da energia heliotérmica é necessário um local com alta incidência de irradiação solar direta. O processo completo compreende quatro fases: coleta da irradiação. na maioria das vezes. a tecnologia de geração com maior crescimento no mundo. No primeiro. formando uma junção eletrônica. Se utilizadas células fotovoltaicas (painéis fotovoltaicos). duas camadas de semicondutores: uma positivamente carregada e outra negativamente carregada. Quando a luz do sol atinge o semicondutor na região dessa junção. permita o fluxo eletrônico (partículas positivas e negativas). a maior parte da energia solar manifesta-se sob a forma de luz visível de raios infravermelhos e de raios ultravioleta. conversão em calor.000 8. Quanto maior a intensidade de luz. Se for utilizada uma superfície escura para a captação. maior o fluxo de energia elétrica. Este é o princípio de muitos aquecedores solares de água.000 Megawatts 6. e dá início ao fluxo de energia na forma de corrente contínua. Para a produção de energia elétrica existem dois sistemas: o heliotérmico e o fotovoltaico. quando os empreendimentos eram destinados. Segundo o Plano Nacional 2030. pelo menos. conversão em eletricidade. Já no sistema fotovoltaico. Este comportamento pode ser observado no Gráfico 5. ao atendimento em regiões isoladas. É possível captar essa luz e transformá-la em alguma forma de energia utilizada pelo homem: térmica ou elétrica. 12. São os equipamentos utilizados nessa captação que determinam qual será o tipo de energia a ser obtida. o custo é menor.000 10. Finalmente. todas as células fotovoltaicas têm. finalmente. a transformação da radiação solar em eletricidade é direta.000 0 Total Conectados à rede Desconectados da rede 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 Gráfico 5. como ocorre no semi-árido brasileiro. na medida em que é estimulado pela radiação.3 abaixo. Para tanto. o campo elétrico existente permite o estabelecimento do fluxo eletrônico. Conforme mostra o Gráfico 5. Os equipamentos necessários à produção do calor são chamados de coletores e concentradores – pois.000 2. um fenômeno diferente do tradicional. às vezes é necessário concentrar a radiação em um só ponto. 1995-2007. Fonte: REN21. Segundo a REN21. o resultado será a eletricidade. transporte e armazenamento e. boa parte das unidades construídas têm sido conectadas à rede de distribuição de eletricidade. além de coletar.

variando de 8 a 18 MJ/m2. consta apenas uma usina fotovoltaica – Araras.0 5. Potencial e produção de energia solar no Brasil Assim como ocorre com os ventos.Outras fontes | Capítulo 5 9.22 MJ/m²/dia Figura 5. como a cidade de Dongola. 2007.2 ao lado ilustra esta variação. edição de 2008.2 – Variação da radiação solar no Brasil.0 3.0 2.0 6. o Nordeste possui radiação comparável às melhores regiões do mundo nessa variável. como as regiões Sul e Sudeste.0 7. O que. Califórnia. Um MJ equivale a 106 J. 14 . e a região de Dagget. sendo que as menores variações ocorrem nos meses de maio a julho. no deserto do Sudão. a participação do sol na matriz energética nacional é bastante reduzida. porém. Tanto que a energia solar não chega a ser citada na relação de fontes que integram o Balanço Energético Nacional. complementa o estudo. Apesar deste potencial e de o uso de aquecedores solares estar bastante difundido em cidades do interior e na zona rural.18 MJ/m²/dia 18 . da Aneel.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W). 2008. Também no Banco de Informações de Geração (BIG). A Figura 6. no município de Nova Mamoré. Fonte: EPE. Fonte: IEA.0 1.16 MJ/m²/dia 16 . no Deserto de Mojave. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 85 . o Brasil é privilegiado em termos de radiação solar. não ocorre com outras localidades mais distantes da linha do Equador.0 0 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Gráfico 5. 1 Joule: unidade de energia.0 8. onde está concentrada a maior parte da atividade econômica. Além disso. O Plano Nacional de Energia 2030 reproduz dados do Atlas Solarimétrico do Brasil e registra que essa radiação varia de 8 a 22 MJ (megajoules)1 por metro quadrado (m2) durante o dia. trabalho ou quantidade de calor.20 MJ/m²/dia 20 .0 4.

com potência instalada de 20.1 deste capítulo). existem três rotas tecnológicas para a utilização do lixo como energético. com produção de 13 kWh (quilowatts-hora) mensais. 50. o biogás também é lançado à atmosfera e passa a contribuir para o aquecimento global. como solar e dos oceanos. Na verdade. é a combustão direta dos resíduos sólidos. Um deles é o projeto Sistemas Fotovoltaicos Domiciliares. Países desenvolvidos. sistemas de geração descentralizada com redes isoladas e sistemas de geração individuais. oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S). respectivamente. Já o estudo Renewables 2007 Global Status Report.3% da produção total em 2006 (verificar Tabela 6.3 TWh e 21.918 TJ. dióxido de carbono (CO2). Isto porque o biogás é obtido da biomassa contida em dejetos (urbanos. lançado em 2003 pelo Ministério de Minas e Energia.Capítulo 5 | Outras fontes no Estado de Rondônia. hidrogênio (H2). Finalmente. Sua aplicação permite a redução dos gases causadores do efeito estufa e contribui com o combate à poluição do solo e dos lençóis freáticos. apesar de pequena. 13. a participação de cada um deles foi de. cuja participação foi de 2. localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamiruá. o biogás é uma das mais favoráveis ao meio ambiente. instalou diversos sistemas fotovoltaicos no Estado da Bahia. como Estados Unidos. Fonte: Google Earth.1% da produção energética mundial em 2006. 5. da Universidade de São Paulo (USP).9 TWh. Na produção de energia elétrica. a terceira (mais utilizada para a produção do biogás) é a reprodução artificial do processo natural em que a ação de microorganismos em um ambiente anaeróbico produz a decomposição da matéria orgânica e.645 TJ e o biogás a 520. a emissão do biogás. Uma delas. Segundo o Key World Energy Statistics 2008 da IEA. em conseqüência. O Programa Luz para Todos. a aplicação comercial de usinas a biogás nos últimos anos tem apresentado significativo crescimento nos países em desenvolvimento. Outra é a gaseificação por meio da termoquímica (produção de calor por meio de reações químicas). da REN21. ele contempla o atendimento das demandas do meio rural através de três tipos de iniciativas: extensão da rede das distribuidoras. nitrogênio (N2 ). como integrante de projetos de universalização do atendimento focados em comunidades mais pobres e localizadas a grande distância das redes de distribuição. a mais simples e disseminada. Essa biomassa passa naturalmente do estado sólido para o gasoso por meio da ação de microorganismos que decompõem a matéria orgânica em um ambiente anaeróbico (sem ar). no Amazonas. a biomassa e o lixo (urbano e industrial) responderam por 10. Com o objetivo de levar energia elétrica a uma população superior a 10 milhões de pessoas que residem no interior do país.578 terajoules (TJ). industriais e agropecuários) e em esgotos. em 2005 o lixo urbano deu origem a uma produção mundial de 870.8 TWh.48 kW.4 BIOGÁS Das fontes para produção de energia. A expectativa é que a expansão do número de usinas solares ocorra exatamente na zona rural. uma vez que é composto por metano (CH4). De acordo com dados da IEA. particularmente na China e Índia. o industrial a 428. que instalou 19 sistemas fotovoltaicos na comunidade de São Francisco de Aiuca. 86 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Neste caso. na cidade de São Paulo. A utilização do lixo para produção de energia permite o direcionamento e utilização deste gás e a redução do volume dos dejetos em estado sólido. O BIG não registra qualquer outro empreendimento fotovoltaico em construção ou já outorgado. informa que. O que existe no país são pesquisas e implantação de projetos pilotos da tecnologia. Estes volumes só não foram inferiores ao da energia produzida por outras novas fontes renováveis. também têm utilizado o lixo urbano e industrial para a produção de energia. o biogás é incluído no grupo “Outras Fontes”. geração mundial de eletricidade. Na matriz da Aterro sanitário Bandeirantes.

Pernambuco e Santa Catarina. que equivale a 270 quilowatts (kW). como ilustrado pela Figura 5. foi anunciada. No Brasil. Rio de Janeiro. da Aneel. 8. Neste caso. O porte dos empreendimentos atuais.Reservatório geotérmico de alta temperatura. à época. como México. em biogás. Bahia.3 a seguir. e Energ Biog. a evolução deste segmento foi lenta e se caracterizou pela construção de pequeno número de unidades em poucos países. A partir desta água aquecida é produzido o vapor utilizado em usinas termelétricas. Por decisão da Aneel. ele permitirá a utilização do material orgânico resultante da criação de suínos.educ. região da Grande São Paulo. dentro do aterro sanitário Bandeirantes. respondiam por 60% da capacidade instalada total. Quênia e Islândia procuraram expandir o parque geotérmico. Filipinas (1. Além dessas. alguns países. não há nenhuma unidade em operação. o calor existente no interior das rochas para o aquecimento da água.6 na página seguinte.5 GEOTÉRMICA A energia geotérmica é aquela obtida pelo calor que existe no interior da Terra. na cidade de Barueri. por meio de biodigestores.7%. nem sob a Sonda de exploração Central geotermoelétrica Eletricidade e centros de consumo Profundidade (m) 750 20 . Esta última tecnologia é pouco aplicada.Outras fontes | Capítulo 5 No Brasil. respectivamente. inaugurada em 2003. Nos últimos anos. Na Austrália recuou 46. com capacidade instalada de 20 MW. 5.3 . As demais são: São João. A maior parte desta potência concentrava-se nos Estados Unidos (2. forma experimental.7% para 0. Japão. como mostra a Tabela 5. o parque instalado não passou por expansão significativa entre os anos de 2006 e 2007. evitando o seu lançamento em rios e em reservatórios como o da usina hidrelétrica de Itaipu. A potência instalada no campo de gêiseres da Califórnia é de 500 MW. mas pode ser encontrada na Itália e no México. Esta potência é suficiente para abastecer 60 unidades consumidoras residenciais com consumo mensal médio de 150 kW.30 ºC 100 m Cobertura impermeável 1. em novembro de 2008 existiam três usinas termelétricas de pequeno porte movidas a biogás em operação. De acordo com os dados sobre energias renováveis constantes do BP Statistical Review of World Energy de 2008. no esforço para diversificar a matriz. a potência instalada máxima dos empreendimentos incluídos no programa será de 300 kVA (quilovolt-ampere). os principais recursos são os gêiseres (fontes de vapor no interior da Terra que apresentam erupções periódicas) e. logo depois destruída por um acidente –. biomassa (incluindo biogás). havia mais sete empreendimentos outorgados. totalizando 109 MW de potência nos Estados de São Paulo. com 30 kW de potência. Nos Estados Unidos também há iniciativas neste sentido.1% (atingindo 456 MW) e 3.978 MW) e México (959 MW) que. como eólica.000 Figura 5. Chamado Programa de Geração Distribuída com Saneamento Ambiental. como a maior usina a biogás do mundo.720 MW. Filipinas.6 MW. por exemplo. porém. Apenas na Islândia e Estados Unidos registrou índices de crescimento de. além de um projeto piloto (ver Box 5) segundo o Banco de Informações de Geração (BIG). em localidades onde eles não estão presentes.250 Transmissão de calor Foco de calor ativo 3. combustível usado na produção de energia elétrica.500 2. A primeira delas. Em 2008.ar.1 MW.936 MW). Fonte: Adaptado de www. a Aneel autorizou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) a implantar projeto-piloto para a compra da energia excedente produzida em pequenas propriedades rurais do Paraná a partir de dejetos de animais. Os resíduos serão transformados. na cidade de São Paulo. solar. Ao contrário do que ocorreu com outras fontes renováveis. Outra possibilidade é a utilização de vapor quente seco para movimentar as turbinas. também em aterro sanitário da cidade de São Paulo. é significativo. Embora conhecida desde 1904 – ano da construção da primeira usina. juntos. com potência instalada de 24. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 87 . a capacidade mundial total instalada em 2007 era de 9.

2008. menos de 0.3 8.5 810. eram convertidos em energia elétrica. Potência (MW) 2. Um dos países que se destaca nestas pesquisas é Portugal.5 4.000 0 Solar PV Eólica na terra Eólica no mar Onda Maré Gráfico 5.0 162.0 959.4 % em relação ao total 30.6 TWh. 88 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .0 9.5 807. Baseado em estimativas de organismos internacionais.Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) País Estados Unidos Filipinas México Itália Indonésia Japão Islândia Nova Zelândia El Salvador Costa Rica Quênia Total Fonte: BP.3 100. que tem diversos projetos pilotos.000 100. 2007.3 456. correntes marítimas.Capítulo 5 | Outras fontes Tabela 5. produzido em 2008.000 2002-2010 2011-2025 2026-2050 200. Ainda segundo o estudo. ou 0. ondas. Em 2008. dos quais 200 TWh seriam aproveitáveis.1 1. apresenta custos competitivos frente às demais fontes.6 . A eletricidade pode ser obtida a partir da energia cinética (do movimento) produzida pelo movimento das águas (Figura 5.720. o trabalho informa que não haverá aplicação em escala das tecnologias marítimas para produção de energia no curto e médio prazos.5 2.3 9. todas as tecnologias estão em fase de desenvolvimento.936.0 5. Fonte: EPE.5 – Projeção da capacidade instalada (MW).2 20. como mostra o Gráfico 5.5 1.3%. Nenhuma. portanto.9 8.0 204.0 434. com exceção do aproveitamento da energia potencial em usina maremotriz (contida no movimento das águas).3 5. Segundo registra a EPE. segundo o estudo sobre Fontes Alternativas inserido no Plano Nacional de Energia 2030.7 4.7 1. a expansão poderá ocorrer de forma acentuada.6 MAR O potencial de geração de energia elétrica a partir do mar inclui o aproveitamento das marés. o total estimado para a energia potencial da maré é de 22 mil TWh por ano.0 537. a partir de 2025. Mas.978. energia térmica e gradientes de salinidade. 300.5 abaixo.5 127.4 na página seguinte) ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa.

mme. Canadá. A Coppe.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. França e Rússia.br BP Global – disponível em www.Outras fontes | Capítulo 5 Os principais locais para aproveitamento das marés são Argentina. Canadá.epe. com capacidade de geração de 500 kW (quilowatts). Coréia do Sul. está em fase de implantação de um projeto piloto para geração de energia a partir das ondas no litoral do Ceará. Estados Unidos e Rússia.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.ren21. México.gov.net World Wind Energy Association (WWEA) – disponível em www.iea.com. disponível em www.bp. estudos realizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam para um potencial de 40 GW (gigawatts). No Brasil.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 89 .windea. Realizado em parceria com o governo local e financiado pela Eletrobrás e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e O movimento das ondas pressiona o mar movendo a turbina As ondas retornam e sugam o ar. aneel. Entre os países com projetos piloto para aproveitamento das marés ou das ondas estão Estados Unidos. Reino Unido.4 – Geração de energia em usina maremotriz.treehuger. Tecnológico (CNPq). fazendo a turbina se movimentar no sentido contrário Figura 5.gov. Austrália.gov. Fonte: Adaptado de www.br REN21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century). por sinal. Índia. a proposta é construir uma usina composta por 20 módulos. Renewables 2007 – Global Status Report.

Capítulo 5 | Outras fontes Petrobras 90 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural Atlas de Energia Elétrica do Brasil 91 6 .

direcionado às turbinas. o processo de co-geração permite a produção simultânea de energia elétrica. da disponibilidade de suprimento e das características do consumidor. No ciclo simples. a primeira etapa do processo consiste na mistura de ar comprimido com o gás natural a fim de se obter a combustão. transforma-se em mecânica e.7%. Na termelétrica a ciclo combinado. da qual se extrai. seria liberado na atmosfera.Capítulo 6 | Gás Natural Box 6 A produção de energia elétrica e a co-geração A aplicação do gás natural na produção de energia elétrica pode ser dividida em duas modalidades. Outra é a co-geração. Assim. A tecnologia do ciclo combinado é recente (década de 80) e passa por processo de expansão em todo o mundo. No ciclo combinado. em seguida. Nas usinas termelétricas. Finalmente. pelas distribuidoras ou comercializadoras de energia elétrica. em que os consumidores estão cada vez mais exigentes com relação ao impacto ambiental provocado pelos produtos que adquirem. Este calor é recuperado antes da emissão dos gases e destinado à produção de vapor. inclusive no Brasil. Em outras palavras: com a mesma quantidade de gás natural é possível obter maior produção de energia elétrica. portanto. óleos. os gases são transformados em vapor que. do ar quente ou da refrigeração. se não utilizado. No primeiro caso – o mais tradicional – os gases são resfriados e liberados na atmosfera por meio de uma chaminé. novamente provoca o seu movimento. energia térmica e vapor. que provocam o movimento das turbinas conectadas aos geradores de eletricidade. em elétrica. aumenta a eficiência do processo de geração. o grau de eficiência fica em torno de 50%. o calor e o vapor utilizados em processos industriais. Exaustor Turbina Gerador Transformador Linha de Gás Natural Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do gás natural 92 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Em síntese. um terceiro é a redução do volume de gases lançados na atmosfera. Um dos argumentos favoráveis à co-geração é a possibilidade de utilização da energia que naturalmente se perde no processo de geração da eletricidade nas termelétricas. biomassa e carvão. A energia térmica. além do gás natural. ainda em alta temperatura. o que pode ser um fator de competitividade no momento atual. Entrada de ar Reservatório de óleo Compressor câmaras de combustão segundo análise sobre o gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030. Embora exija maiores investimentos que aqueles aplicados nas usinas de ciclo simples. a característica básica de termelétricas a ciclo combinado é a operação conjunta de turbinas movidas a gás e a vapor. também. em última instância. Uma delas é a geração exclusiva da eletricidade. O destino dado ao gás natural após esta aplicação determina se o ciclo da termelétrica será simples (ou aberto) ou combinado (fechado). O resultado é a emissão de gases em alta temperatura. o grau de eficiência é de 38. A opção por um ou por outro depende. A co-geração pode ser realizada com todos os combustíveis usados em usinas termelétricas – por exemplo. Outro é a independência em relação ao suprimento fornecido por terceiros – no caso brasileiro. No caso do gás natural. os dois últimos são produzidos a partir do calor gerado na produção da eletricidade por usinas em ciclo simples e que.

o gás natural manteve a terceira posição na matriz energética mundial (abaixo de carvão e derivados de petróleo). Apenas como exemplo: entre 1973 e 2007. era considerado um estorvo ao ser encontrado junto com o petróleo. saltou do quarto para o segundo lugar dentre as principais fontes produtoras da energia elétrica.227 bilhões de metros cúbicos (m3) para 3.1 e 6. Fonte: IEA.8% Nuclear Carvão Petróleo Gráfico 6. a produção mundial mais que dobrou. No século XX.6% 34.2% 10.4% 16% 2. Gráfico 6. sendo superado apenas pelo carvão (Gráficos 6. segundo o estudo Key World Energy Statistics.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006.5% 2.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006.031 bilhões de m3. ao passar de 1. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 93 .8% 26% Biomassa Gás Natural Outras Nuclear Petróleo Hidráulica Carvão 20. a partir dos anos 80.1% 0.3% 14.2 abaixo). publicado pela International Energy Agency (IEA) em 2008. 2008. pois exigia uma série de procedimentos de segurança que encareciam e complicavam as atividades de prospecção.Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural 6. nos Estados Unidos. o consumo entrou em franca expansão e o gás natural transformou-se na fonte de energia de origem fóssil a registrar maior crescimento no mundo. No século XIX. Ainda assim. No entanto. 6 41% 6. Uma posição que detém até hoje e que deverá manter no médio prazo.1 INFORMAÇÕES GERAIS O gás natural transformou-se de sapo em príncipe na matriz energética mundial. Fonte: IEA. 2008.2% 20.1% Hidrelétrica Gás Natural Outras 5.

Historicamente. mas também a expansão geográfica das reservas provadas (são reservas cujos reservatórios estão em produção ou os fluídos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes). o gás natural fica atrás da hidráulica e biomassa (Gráfico 6.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007. produtos da cana-de-açúcar e petróleo e derivados.3 bilhões de m3. Gráfico 6.2 3.5% Nuclear Carvão Petróleo Gás Natural Hidráulica Biomassa O interesse pelo gás natural está diretamente relacionado à busca de alternativas ao petróleo e de fontes menos agressivas ao meio ambiente.3 abaixo. 2008. 2008 (adaptado).3% 2.1 a seguir.3%. particulamente entre os países em desenvolvimento. como América do Norte e antiga União Soviética. Afinal.1 1. Ainda assim.7 12.0 14. 94 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Neste caso. O resultado foi não só o aumento do volume. a participação é de 3. tanto na construção de dutos especiais quanto no processo de produção do GNL (gás natural liquefeito).4 em seguida).8% 85.3%. essas reservas concentravam-se em poucas regiões. energia hidráulica e eletricidade. ao passar de 0. a evolução no mesmo período foi ainda mais expressiva: 5650%. conforme Figura 6. Fonte: MME. Até a década de 70. quanto mais pulverizadas as reservas.Capítulo 6 | Gás Natural No Brasil. a participação atual.7 16.5 9. A nova distribuição geográfica também favoreceu o transporte. 36.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007.2 bilhões de m3 para 11. Este comportamento resultou na intensificação das atividades de prospecção e exploração. de 9. como mostra o Gráfico 6. Na produção de energia elétrica. coloca o gás natural na quinta posição na matriz energética nacional.5% 1. Fonte: MME.3 6.1% 2.6% 3. visto necessitar de elevados investimentos.4 Urânio e derivados Petróleo e derivados Produtos da cana-de-açúcar Energia hidráulica e eletricidade Lenha e Carvão vegetal Gás natural Carvão mineral e derivados Outras renováveis Gráfico 6. este é o maior entrave à disseminação do energético. como registra o estudo BP Statistical Review of World Energy 2008. mais próximas dos centros consumidores elas se encontram. 40 35 30 Participação % 25 20 15 10 5 0 Superado por lenha e carvão vegetal. 4.

apenas a partir do desenvolvimento da tecnologia do GNL passou a exportar para América do Norte. Essa tecnologia. comércio.00 8. a aplicação é possível em todos os setores da economia: indústria.00 2.Gás Natural | Capítulo 6 Reservas de gás natural em 2007 (trilhões de m³) 0.1 . porém menos agressivos ao meio ambiente. depende de inúmeras variáveis. serviços e residências. calor e vapor. Outros elementos positivos são a capacidade de dispersão em casos de vazamento e a pequena emissão de poluentes em toda a cadeia produtiva se comparado aos demais combustíveis fósseis. porém. Este energético pode ser utilizado tanto na geração de energia elétrica.01 a 2. mas encontra-se distante dos centros consumidores. Assim. esta matéria orgânica de origem animal Atlas de Energia Elétrica do Brasil 95 . transformando-se em um dos maiores fornecedores mundiais. A configuração deste cenário.Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3. o comportamento do consumo e a expansão das fontes renováveis de energia. cuja expansão acelerada do consumo está diretamente relacionada às importações da Bolívia – que. O gás natural é um hidrocarboneto resultante da decomposição da matéria orgânica durante milhões de anos. Essa importação foi proporcionada pelo início de operação do gasoduto Bolívia/Brasil em 1999. em rochas porosas isoladas do meio ambiente por uma camada impermeável. Em suas primeiras etapas de decomposição. tem custos elevados e é dominada por poucas companhias. 2008 (adaptado). Europa e Ásia.01 a 8. na produção de chamas (como substituto ao gás liquefeito de petróleo. Fonte: BP. Este recurso natural também pode passar por um processo de transformação para dar origem a derivados similares aos do petróleo. é recente. que apontavam para 66 anos. A região possui uma das maiores reservas mundiais. junto à Argentina e Venezuela. O que é o gás natural A versatilidade é a principal característica do gás natural.01 a 45. particularmente o Irã. GLP). É encontrado no subsolo. De acordo com o BP Statistical Review of World Energy 2008. o que preserva a utilização dos combustíveis fósseis. as reservas provadas mundiais no final de 2007 eram suficientes para o abastecimento mundial durante os próximos 60 anos. a continuidade das atividades de exploração. denominada gas-to-liquid (GTL). Por isso.00 1.09 a 1. desde os anos 80. Isto representa um decréscimo em relação às projeções com base na conjuntura de 2005. Entre elas. Um caso de aumento da comercialização com base no GNL é o Oriente Médio. quanto em motores de combustão do setor de transportes.0 Figura 6. está entre os países com maiores reservas da América Latina. Um exemplo é o próprio Brasil.

E. A segunda é a explotação. propano. mas é comum em países de clima frio.17 6.8 25. como processo de formação e condições de acumulação no reservatório. o gás natural não tem cheiro e é mais leve que o ar. é dimensionado para transporte de grandes volumes a elevada pressão.Capítulo 6 | Gás Natural produz o petróleo.98 5. o que favorece o transporte por navios chamados “metaneiros”.50 100 96 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A terceira é a produção. subterrâneos.00 3.Reservas de gás natural no mundo Paises 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 40 Rússia Irã Catar Arábia Saudita Emirados Árabes Estados Unidos Nigéria Venezuela Argélia Iraque Brasil Outros Total Fonte: BP. Em seus últimos estágios de degradação. Assim como ocorre no petróleo.6 7. Beneficiado pelos recursos existentes no Irã e pela intensificação das atividades de exploração nos últimos 20 anos.36 % 25. No Brasil.52 3. completação e recompletação de poços (colocação das cabeças de vedação.80 0. 6.40 3. A proporção de cada um na composição final depende de uma série de variáveis naturais.2 RESERVAS. conforme registra o BP Statistical Review of World Energy 2008. A América do Norte.09 5. no qual atinge 160 graus abaixo de zero. O Oriente Médio liderava o ranking mundial.65 27. a região superou a tradicional Europa e antiga União Soviética. Essas empresas detêm o monopólio de atuação em suas regiões de concessão. ácido clorídrico e metanol. O transporte do poço às unidades de consumo exige a construção de uma rede de gasodutos de capacidade e pressão variáveis. além de outros. No caso de não ser possível construir o gasoduto. no geral. deve ser odorizado para que eventuais casos de vazamento sejam detectados.36 trilhões de m3. A quarta é o processamento.57 177. das quais a maioria conta com participação da Petrobras no capital acionário. é comum a descoberta do gás natural tanto associado ao petróleo quanto em campos isolados (gás natural não associado). processamento em campo (para separação do petróleo em caso de o gás ser associado) e o transporte até a base de armazenamento.36 41.20 23. A primeira é exploração. na qual se retiram as frações pesadas e se realiza a compressão do gás para a terra ou para a estação de tratamento. o país contava com uma malha total de 6. que chegam ao consumidor final.40 3.40 4. Para o caso de grandes consumidores. Já para a distribuição.2% de 1987.3 5.511 quilômetros de dutos conforme mostra o Mapa 6. De acordo com o balanço anual da Petrobras referente a 2007. Trilhões m 44. sozinha ou em parceria com a iniciativa privada (como é o caso do gasoduto Bolívia/Brasil). Assim. A quinta é o transporte e armazenamento (esta última não existe no Brasil. o gás passa por um processo de liquefação.50 1. O ramal principal. 2008. O elemento predominante é o gás metano.5% para 4. que consiste na instalação da infra-estrutura necessária à operação do poço e nas atividades de perfuração. de modo a formar um estoque regulador para o inverno). A Tabela 6. outra região tradicional entre as maiores do ranking.3% do total. Esse processo reduz o volume 600 vezes. esse material é encaminhado a plantas ou terminais de armazenamento e regaseificação para posterior distribuição. água. comandos remotos e demais acessórios que permitirão a produção). que liga o poço às instalações de distribuição.2 trilhões de m3. a composição básica do gás natural são as moléculas de hidrocarbonetos (átomos de hidrogênio e carbono) encontradas em estado volátil e de baixa densidade. correspondentes a 41. a única companhia a operar na exploração e transporte de gás natural é a Petrobras. na qual o foco é a possibilidade de ocorrência ou não do gás natural. finalmente. também reduziu sua participação no período: de 9.5%. o país tem 27 empresas. Os ramais secundários. mais pulverizados e. que é a entrega do gás natural para o consumidor final.20 15. mas também há. há a distribuição.90 2. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO As reservas totais provadas no mundo eram.17 0. Em seu estado bruto.1 abaixo mostra os países com maiores reservas de gás natural. são menores. ao final de 2007. diante dos 42. válvulas. há uma estação intermediária chamada city gate. A cadeia produtiva do gás natural envolve seis etapas. o gás natural. com 73. gás carbônico.1 . de 177.5% de participação.70 14. Tabela 6. etano. No porto receptor.1 ao lado. que hoje detém 33. Por isso.15 4. butano. em proporções variadas. nitrogênio.00 2.

ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Vitória Cabiúnas URL I e II Cabiúnas URGN Cabiúnas UPCGN I e II Cabiúnas UPGN MG Cacimbas Lagoa Parda UPGN Lagoa Parda DPP ES Lagoa Parda . 2007.1 .Itaporanga) Atalaia Catu Candeias Gaseb Bahia Cacimbas .2007 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 97 .Manaus PA Lubnor Gasfor MA CE RN PB Nordestão Guamaré I. II e III Garsol (Urucu .Carmópolis Pilar e Carmópolis .Estrutura de produção e movimentação de gás natural .Paracambi) Reduc .Gás Natural | Capítulo 6 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o AM Urucu I.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km O S N L MAPA 6.U . II e III PI AC 10º S RO TO Catu .Rio (trecho Replan .Pilar) AL Gasalp 10º S Peru MT BA Catu .U .2600 SC Argentina 30º S RS 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Fluxos (Operação) Fluxos (Planejamento) Gasodutos em Construção Gasodutos em Operação UPGN`s Fonte: ANP.Carmópolis SE Carmópolis (trecho: Catu .Vitória Campinas .Carmópolis PE (trechos: Itaporanga .2500 Reduc .2500 Gaspal Gasbel RJ Cabiúnas .Taubaté) DF Cacimbas .U .Coari) Urucu .Taubaté Gasbol Gasduc I e II Reduc .Catu Bolívia GO Campinas .Rio (trecho: Taubaté .Vitória 20º S 20º S MS Gasbol Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR UEG SP RPBC Gasvol Gasan Caraguatatuba .

2 3. a ser as maiores produtoras mundiais. A importância da produção. cuja produção aumentou 6.6 2.9 438. ou R/P) ao longo dos últimos anos.7 111. enviou 9.3 0. os recursos existentes são suficientes para cerca de 50 anos.4% do total mundial e se mantiveram praticamente inalteradas ao longo dos últimos 20 anos.4 bilhões de m3 para um consumo de 438. Em 2007.5 2.4 90.8 bilhões de m3.3 22.4 100 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9 o o o Bilhões de m3 607. Um exemplo é a relação Bolívia-Brasil-Argentina.9 bilhões de m3 em 2007. No entanto. portanto.7 77. com a rede de gasodutos já existente. ela favorece a expansão do consumo. para os mercados europeus (Tabelas 6. era crucial preservar a água dos reservatórios.6 6. exporta parte da produção – tanto para os países que compunham a antiga União Soviética quanto.Produção de gás natural em 2007 País 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o 40o Rússia Estados Unidos Canadá Irã Noruega Argélia Arábia Saudita Reino Unido China Turcomenistão Brasil Total Fonte: BP. a Rússia também interrompeu o fornecimento à Ucrânia – totalmente dependente do energético e fornecedora da Europa – alegando a necessidade de aumento de preços. por meio de uma rede de gasodutos. Bolívia. produz basicamente para o mercado interno.8 111. Ambas são também as maiores consumidoras mundiais e contam. 98 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 2008. Com consumo de 652.4 545.0 75.8 75.7 83. comprometeram a operação de várias termelétricas abastecidas pelo combustível em um período de seca – quando. Nas Américas Central e do Sul.8 3. os maiores produtores são Argentina (44. como elemento favorável às atividades. Para o Brasil. Para a Argentina. beneficiadas pelas atividades da Rússia (20.Capítulo 6 | Gás Natural As duas regiões continuam. por exemplo. vendeu 1.7 18.0 91. suspende as exportações em benefício do consumo interno.1 2. o que representou a quase totalidade do gás natural importado pelo Brasil. de um lado.3 15.8 bilhões de m3 em 2007).2 .7 2. Já a Rússia. erguida ao longo do século XX. Tabela 6.3 67.12 bilhão de m3 para o Brasil e.2 3.85 bilhão de m3. enviou apenas 0.3 .3 2940. Em 2006.8 bilhões de m3 em 2007.3 0. como tem ocorrido nos últimos anos. de outro subordina-se à política externa do país fornecedor e às relações bilaterais entre fornecedor e comprador – o que causa uma certa insegurança com relação ao suprimento.9 % 22.7% do total) e Estados Unidos (18.Consumo de gás natural em 2007 % 20.9 89.8 100 10 30 Uma característica do mercado do gás natural é o aquecido comércio internacional. em ocasiões de escassez no fornecimento de energia elétrica.0 3.0 País Estados Unidos Rússia Irã Canadá Reino Unido Japão Alemanha Itália Arábia Saudita China Brasil Total Fonte: BP. Pela ordem.6%). portanto. A participação individual de cada um desses países na oferta mundial de gás natural é pouco expressiva: oscila em torno de 1%. embora tenha reservas significativas. no entanto. Trinidad & Tobago (39 bilhões de m3). as reservas não são significativas: respondem por apenas 4. considerando o volume produzido (relação reserva/produção. Venezuela (28. Mas. podem intercambiar o gás natural.4 2.6 2. é a maior fornecedora para os dois países. é regional.9 72. que em 2007 produziu 607. os Estados Unidos não apenas absorvem toda a produção interna (545. se.2 e 6.9 183.5 bilhões de m3). Tabela 6. Bilhões de m3 652.1 2. países que.5 bilhões de m3) e Bolívia (13.9 bilhões de m3 em 2007) como importam parte do gás natural do Canadá e do México. por meio deles.8 2.8 94. 2008.3 abaixo).4 11.5% em 2007.1 3.4 69.2 82. A redução dos volumes de gás natural enviados ao Brasil por Bolívia e Argentina a partir de 2007. altamente dependente do gás natural. A Argentina.0 2921.9 67.8 2.8 3.

083 2. 2.837 1.232 164.398 220.766 17.272 789 1.423 1.730 15 7 51.59 4.2% do total mundial e.940 85.23 -8. Tabela 6.397 825 1.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.049 78.755 3.510 4.453 5.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.246 4.385 37.Inclui condensado.286 18.233 142.743 245.705 4.186 3.758 225.875 76.751 12.28 -6.154 864 1. as perspectivas de maior oferta futura de gás natural no Brasil localizam-se no Espírito Santo.904 4.731 168.477 244.08 -19.14 1.00 Localização Terra Reservas provadas de gás natural (milhões m3) 1998 1 1999 1 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 07/06 % . No total.554 2.237 9.987 3.944 145.477 9. Segundo estudo sobre gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030.438 3. de 11.465 145.388 1.719 17.381 347.520 7. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.206 8. suficientes para abastecer o país durante 32.271 37.999 145.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.378 28.496 800 5. na Bacia de Santos.241 11.151 1.991 8.165 22.508 76.499 14.870 995 2..716.042 -16.752 9 7 53.075 119.558 825 2. as reservas nacionais corresponderam a 360 bilhões de m3. 4.525 16.961 15.32 -6.572 222. em geral.594 1 0.395 273.18 980 901 1.286 15.860 17.139 3.Reservas em 31/12 dos anos de referência.354 326. 3.522 568 206 52.474 2.903 296.543 74.756 231.273 77.419 5.312 4.101 1.159 34 47.057 14.11 4.261 5.467 15.56 .244 2. associado ao petróleo.337 3.897 104. Bacia de Campos e.774 3.08 24.18 -66.448 119.585 1.185 44.470 -4.047 3.070 61 44 49.118 820 980 861 1.809 8.503 38. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 99 .664 98.525 14.515 4. menos de 0.140 85.288 10.643 306.58 -26. em 2007.696 71.131 6.066 2.45 13.563 925 1. como mostra abaixo a Tabela 6.059 3.978 11.86 .942 -0.960 94.860 364.669 78.402 103.4.841 5.181 17.861 20..018 9. Notas: .132 19.917 47.601 68 44.379 2. de acordo com a BP.549 106.375. 2.681 2. 2. o gás natural é encontrado.881 68.45 2. por localização (terra e mar). 1. .221 4.774 167.286 31..836 59.3 anos considerando o volume produzido no período.597 26 11 49.364 26.625 1.808 6.477 43 44.3 bilhões de m3.595 3. principalmente.339 3.198 829 1.930 5.91 1.Reservas provadas1 de gás natural.77 -0.289 4. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.893 116.4 .257 3.385 23.842 8.929 15.084 234.269 3.084 768 815 814 850 761 4.786 4. Tanto que a maior parte das reservas localiza-se no mar e não em terra.547 168.918 1.636 2.58 3.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.126 2. Fontes: Adaptada de ANP/SDP.340 252. principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo. segundo Unidades da Federação Unidades da Federação CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar Terra PR3 Mar SC4 AM MA RJ2 SP Mar Terra Terra Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 127.258 21.Gás Natural | Capítulo 6 No Brasil.268 16.770 1.462 3.471 73.183 2.171 1.826 3.

Est. Após alguns anos. o Brasil. ou 4% a mais que no ano anterior.196 bilhões de m3) e para usinas termelétricas (4.593 quilômetros de extensão. o campo tem capacidade estimada para produzir 15 milhões de m3 por dia. No local. a auto-suficiência.013 251 377 2.Perdas e Ajustes (*) Consumo total Transformação Produção de derivados petróleo Geração elétrica Consumo final Consumo final não-energético Consumo final energético Setor energético Residencial Comercial/Público Transportes Rodoviário Industrial Cimento Ferro-gusa e aço Ferro-ligas Mineração e pelotização Não-ferrosos e outros meta Química Alimentos e bebidas Têxtil Papel e celulose Cerâmica Outros (*) Inclusive não-aproveitada e reinjeção. da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). o gasoduto parte de Rio Grande (Bolívia) e chega a Porto Alegre (RS). como mostra a Tabela 6. 2008.085 168 81 162 116 525 2007 18.518 17.573 22.825 0 -3. Descoberto em 2003 na Bacia de Santos. particularmente em regiões como Ásia e África. as dimensões do campo de Júpiter são similares ao campo de Tupi. A descoberta do campo de Júpiter.Capítulo 6 | Gás Natural A exploração do recurso no país começou timidamente nos anos 40. a maior parte destinada ao setor industrial (9.8 bilhões de m3. ainda que o consumo no setor residencial e de transporte rodoviário também tenha aumentado – com destaque a este último.486 bilhões de m3 (a diferença entre a oferta total e consumo corresponde às perdas do processo). com descobertas de gás associado a petróleo na Bahia.194 37 804 0 175 41 1.913 5. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional (BEN). Finalmente.Produção de gás natural no Brasil Gás Natural Identificação Produção Importação Var. em 2007 o país consumiu 22.286 877 16. O gasoduto. com a descoberta na Bacia de Campos. uma vez que o seu trajeto passa próximo a reservas indígenas.226 81 92 47 47 3.379 33 264 718 2.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A IEA estima que a demanda por gás natural para produção de energia elétrica irá manter-se em expansão mundial até 2020. passando por cinco estados brasileiros (Mato Grosso do Sul.5 .196 28 1. a exploração e produção estenderam-se também às bacias de Sergipe e Alagoas. São Paulo. Inicialmente. segundo a Petrobras. Com um total de 2.15 bilhões de m3 e as importações ficaram em 10. A estimativa de reservas ainda está em fase de levantamento mas.334 -5.109 3. Até 2010 deve entrar em operação.559 2. o campo de Mexilhão. o país contou com a oferta total de 28. Em 2008.9 bilhões de m3. principalmente. em 1999. Fonte: MME. com capacidade para transportar 30 milhões de m3 por dia. O Brasil também dispõe de importantes reservas no estado do Amazonas. pela substituição de outros 100 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .559 9. no médio prazo.592 6.233 825 561 264 5. que registrou uma variação de 10% em relação a 2006 e de 5.5 ao lado.33 bilhões de m3. como mostra o BEN. poderá lhe conferir. Assim.152 10. primeiro empreendimento da Petrobras de gás natural não associado ao petróleo.091 1.408 768 4. elas são estimadas em 52. que apontam para o seu alto impacto ambiental e social. cujas reservas são estimadas entre 176 bilhões e 256 bilhões de m3. Paraná. que são ligeiramente diferentes dos dados da BP.640 1. a produção atendeu apenas às indústrias do Recôncavo Baiano. também. O grande salto das reservas ocorreu nos anos 80. Santa Catarina e Rio Grande do Sul). porém. o início de operação do gasoduto Bolívia/ Brasil.627 2.409 4. rico em gás natural e localizado na camada pré-sal da Bacia de Santos. 6. O movimento será estimulado. aumentou significativamente a oferta do gás natural no país. a Petrobras constrói o gasoduto Urucu- Tabela 6. Na bacia de Urucu.567 667 423 678 1.348 Coari-Manaus.013 bilhões de m3). portanto. milhões m³ 1997 9. era dependente das importações da Bolívia. enfrenta críticas principalmente de ambientalistas. A produção local foi de 18.444% se comparado a 1997. descoberto em 2007 também na Bacia de Santos. atendida em 2008 por termelétricas movidas a óleo combustível e óleo diesel. que visa transportar gás natural para geração de energia elétrica em Manaus.

RJ São Paulo .BA Dias d’Ávila . as tecnologias de geração termelétrica avançaram. Em novembro de 2008. Companhia Hidro Elétrica do São Francisco Furnas Centrais Elétricas S/A.Gás Natural | Capítulo 6 combustíveis fósseis. Essas usinas operariam de maneira complementar às hidrelétricas.PR Fortaleza .600 334 4.680 185. embora as empresas de eletricidade ainda estivessem concentradas no carvão e na energia nuclear.6 abaixo. Votorantim Celulose e Papel S/A.400 346. Petróleo Brasileiro S/A. comercial ou de serviços. Após a crise do petróleo dos anos 70.RJ Camaçari . nos períodos de estiagem. Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste PETROBRÁS Petróleo Brasileiro S/A.900 3. Simultaneamente. No Brasil.RJ Rio de Janeiro .RN Araucária . Em outras palavras.803 114. de acordo com o Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela EPE.350 4. existem 85 usinas termelétricas abastecidas a gás natural em operação no país. Duas características se destacam neste conjunto.Aracaju Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo Cenu Potência (kW) 790 1. Sociedade Fluminense de Energia Ltda.840 13. Termobahia S/A. no curto e médio prazos.SP São Francisco do Conde .CE Aracaju .SE São Paulo . de 103 mil MW. a exemplo do que ocorria com os países industrializados.6 . como carvão e derivados de petróleo.BA Aracaju . seriam colocadas em operação em momentos de acentuado aumento de demanda ou redução da oferta hidráulica – por exemplo. segundo o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).000 385. com um total instalado de 11 mil MW (megawatts) – ou pouco mais de 10% da potência total instalada no país.AL Louveira . a participação das termelétricas movidas a gás natural deverá aumentar. A primeira é a concentração dos empreendimentos nas regiões em que já existem gasodutos em operação – o que favorece o acesso ao suprimento por parte dos operadores. onde é necessário preservar os reservatórios. Companhia de Gás de São Paulo Condomínio Centro Empresarial Nações Unidas S/C Continua Atlas de Energia Elétrica do Brasil 101 . Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A.MG Seropédica .600 226.150 3.BA Campos dos Goytacazes . No entanto.SP Proprietário Petrobrás Distribuidora S/A. Braskem S/A.SP Rio de Janeiro . Petróleo Brasileiro S/A.080 250. Tabela 6.300 11.000 Destino da Energia PIE COM APE PIE APE APE PIE PIE APE PIE PIE SP SP APE-COM PIE APE-COM PIE APE APE APE Municipio Maceió . Condomínio do Shopping Center Jardins S/A. Outra é que boa parte dessas usinas é propriedade de companhias representantes do setor industrial. Iqara Energy Services Ltda.800 484. Bayer S/A.SE Ibirité .200 9. Administradora Carioca de Shopping Centers S/C Ltda. como mostra a Tabela 6.RJ São José dos Campos . Energyworks do Brasil Ltda.891 2. a matriz da energia elétrica é predominantemente hidráulica e esta característica não deverá se alterar no médio prazo.SP São Paulo . vários países menos desenvolvidos passaram a avaliar a aplicação do gás natural para a produção de energia elétrica.150 3.SP Alto do Rodrigues .Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Usina Aeroporto de Maceió Ahlstrom Alto do Rodrigues Araucária Asfor Atalaia Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Bayer Brahma Camaçari Camaçari Campos (Roberto Silveira) Carioca Shopping Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242 Celpav IV Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I) Central de Co-geração Shopping . Petróleo Brasileiro S/A.000 138.SP Jacareí .

SP Contagem . Termomacaé Ltda.RJ Santo André .MG Cabo de Santo Agostinho .RJ Duque de Caxias .SP Araucária .120 87. TermoRio S/A.RJ 102 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Importação.RN Macaé .PR Guarulhos .600 4.5 5.300 8.187.PR Mogi Guaçu .SP Salto .750 1. Iqara Energy Services Ltda. Petróleo Brasileiro S/A.552 9.RJ Salvador .200 11.299 8. Indústria e Comércio Petróleo Brasileiro S/A. Energyworks do Brasil Ltda.000 1. Radicifibras Indústria e Comércio Ltda.CE Petrópolis .MG São José dos Campos .SP Americana . Coteminas S.SP Marechal Deodoro .350 868.781 206.794 2.SP São Paulo .MS Macaé . Companhia Siderúrgica Nacional Rhodia .925 3.063 5. Condomínio Shopping Center Iguatemi Bahia Condomínio Civil Shopping Center Iguatemi Telecomunicações de São Paulo S/A. Caraíba Metais S/A. Usina Terméletrica Norte Fluminense S/A.058. Condominio World Trade Center de São Paulo Magnesita S/A. Energyworks do Brasil Ltda.CE São Paulo .319 5.800 386.SP Volta Redonda .048 5. Millennium Inorganic Chemicals do Brasil S/A.BA Camaçari .MG Duque de Caxias .000 APE APE APE APE APE APE APE-COM APE Guarulhos .SP Cuiabá . Indústria de Papéis Sudeste S/A.Poliamida e Especialidades Ltda.RJ Duque de Caxias .BA Campo Grande .250 19. Infoglobo Comunicações Ltda. Condomínio Geral NorteShopping Fundação dos Economiários Federais Pamesa do Brasil S/A. GE Celma Ltda.BA Fortaleza .SP Juiz de Fora . Petroflex Indústria e Comércio S/A.592 5.080 346.000 4.000 8.160 1. Trikem S/A.615 18.200 8. Central Geradora Termelétrica Fortaleza S/A.775 9.072 2.000 25.680 922.812 235.316 4.100 3. Empresa Produtora de Energia Energyworks do Brasil Ltda.CE Balsa Nova .RJ Dias d’Ávila .MS Macaíba .SP Caucaia . Eucatex S/A.A.825 7.SP Cabo de Santo Agostinho .630 1.SP Pacatuba .RJ Rio de Janeiro . Rexam Beverage Can South América S/A.088 258.000 529. Exportação e Indústria de Óleos Ltda.PE Juiz de Fora . Energyworks do Brasil Ltda.PE Três Lagoas .MT Inpar Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda.Capítulo 6 | Gás Natural Continuação Cesar Park Business Hotel/Globenergy Cinal/Trikem Condominio World Trade Center Contagem Crylor CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cuiabá Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Eucatex Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Fortaleza GE Celma Ltda.119 30. Vicunha Textil S/A. Globo Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza IGW/Service Energy Imcopa Inapel Juiz de Fora Latasa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Macaíba (Ex Termo Toalia) Mário Lago (Ex.RJ São Paulo .AL São Paulo . Continua PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE APE-COM PIE APE APE APE APE COM PIE APE-COM PIE PIE PIE APE APE PIE PIE APE APE APE-COM APE APE Jacareí . Usina Termelétrica Juiz de Fora S/A. Tractebel Energia S/A. Macaé Merchant) Metalurgia Caraíba Millennium Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Norte Fluminense Norte Shopping Operadora São Paulo Renaissance Pamesa Paraibuna Petroflex 2.

Isto permite depreender que são instaladas em regime de auto-produção (de forma a tornar o consumidor independente do fornecimento de terceiros) ou co-geração (gerando energia elétrica e calor para os processos industriais) como mostra o Box 6. Rhodia .CE Ipojuca .RS Serra . Companhia de Integração Portuária do Ceará TV Globo Ltda.RJ São Gonçalo do Amarante .ES Horizonte . CGDc.SP Limeira .980 334 11. Cooperativa dos produtores de Cana.RS Cabo de Santo Agostinho . Em novembro de 2008. a Aneel registra um total de 30 usinas termelétricas em fase de construção ou outorga.BA Rio de Janeiro .CE Rio de Janeiro . Suzano Termo Norte II Termocabo Termoceará Termopernambuco UGPU (Messer) Unidade de Geração de Energia -Área II Uruguaiana Vitória Apart Hospital Vulcabrás Weatherford Total Fonte: Aneel.CGDe.000 4.700 6.900 2. FAFEN Energia S/A.756 7. Furnas Centrais Elétricas S/A. considerando as usinas em construção e as outorgadas.020 1.Koblitz Energia Ltda. estão localizados na região Sudeste.300 4. Segundo o estudo sobre gás natural que integra o Plano Nacional de Energia 2030. Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda. ao longo dos anos 90.000 39. 2008.CE Caxias do Sul . Suape.000.SP Porto Velho . Vitória Apart Hospital S/A.000 532. Weatherford Indústria e Comércio Ltda.Poliamida e Especialidades Ltda.Gás Natural | Capítulo 6 Continuação Policam Ponta do Costa Porto do Pecém PROJAC Central Globo de Produção Rhodia Paulínia Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari . O estudo também afirma que o caso brasileiro reflete o modelo presente na maior parte dos países desenvolvidos.530 97.PE Taboão da Serra .027 220. Solvay Indupa do Brasil S/A.000 2.FAFEN Energia) Santa Cruz Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sesc Senac-Cass Shopping Recife Shopping Taboão Solvay Souza Cruz Cachoeirinha Stepie Ulb Suape. Termopernambuco S/A.473 1. onde o gás natural foi gradualmente abandonado durante a primeira metade do século XX para. Termocabo Ltda.RS Canoas . Petróleo Brasileiro S/A. somente após a crise energética dos anos 70 e.RJ Recife .SP Cachoeirinha . Atlas de Energia Elétrica do Brasil 103 .250 4.600 2.RJ Canoas . passar a ser considerado como uma fonte de energia privilegiada e estratégica a ser desenvolvida e utilizada.600 6. Termoceará Ltda. Vulcabrás do Nordeste S/A.SP Camaçari .100 4.5 APE APE APE APE PIE SP PIE APE APE APE APE APE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE-COM APE Campos dos Goytacases .SP Uruguaiana .PE Jundiaí .855 12.RJ Cabo Frio .952 3.000 5. Koblitz Energia Ltda. a maior parte da capacidade instalada e o maior potencial de expansão.RO Cabo de Santo Agostinho .RJ Paulínia .PE Caucaia .RS Rio de Janeiro .570. Termo Norte Energia Ltda. Stepie Ulb S/A.000 639.000 563. Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S/A.SP Santo André . Air Liquide Brasil Ltda.315.900 426. Souza Cruz S/A.098 138.PE Suzano .RS Refinaria Nacional de Sal S/A.950 12. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Condomínio do Shopping Center Recife TDS Centro Comercial Ltda. 4. principalmente.

o maior ou menor impacto ambiental da atividade está relacionado à composição do gás natural.com International Energy Agency (IEA) – disponível em www. o que inclui tanto o acesso a reservas domésticas de gás quanto a importação desse energético. óxidos de nitrogênio (NOX) e. característica que tem sido um dos entraves ao licenciamento ambiental.gov.com. não exigem a escolha de um terreno específico e podem ser construídas nas proximidades de centros de consumo.aneel.br 104 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . inclusive metano. como altura da chaminé.gov.anp. em função da menor emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. Apenas como exemplo. Construção do gasoduto Brasil-Bolívia. uma restrição feita a essas usinas é a necessidade de captação de água para o resfriamento do vapor. as termelétricas. o estudo sobre gás natural do Plano Nacional de Energia 2030 registra que o volume de CO2 lançado na atmosfera pode ser entre 20% e 23% inferior àquele Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.gov. como o carvão. a disponibilidade de infra-estrutura física para escoamento da oferta (produção e/ ou importação) até os mercados consumidores. Isto elimina a necessidade de grandes linhas de transmissão para transporte da energia produzida às instalações de distribuição. incremento das atividades de comércio e serviços. há a geração de royalties para os municípios em que as usinas estão localizadas. entre os impactos socioambientais positivos. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. principalmente na fase de exploração e produção do gás natural e da construção da usina.bp.Capítulo 6 | Gás Natural produzido pela geração a partir do óleo combustível e entre 40% e 50% inferior aos casos de geração a partir de combustíveis sólidos.br BP Global – disponível em www. nos setores industrial. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.br Gasnet – disponível em www. Além disso. relevo e meteorologia.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O gás natural apresenta uma vantagem ambiental significativa em relação a outros combustíveis fósseis. Na cadeia produtiva do gás natural.br Agência Nacional de Petróleo. Os principais poluentes atmosféricos emitidos pelas usinas termelétricas a gás natural são dióxido de carbono (CO2). ao processo utilizado na geração de energia elétrica e remoção pós-combustão e às condições de dispersão dos poluentes. comércio e serviços de transporte. em menor escala.petrobras.com 6. por se tratarem de unidades de pequeno porte. Quantitativa e qualitativamente.gasnet. monóxido de carbono e alguns hidrocarbonetos de baixo peso molecular. e geração local de empregos. O estudo ainda enumera como condicionantes de suprimento de gás natural para geração termelétrica no Brasil a oferta total de gás disponível para atendimento do mercado brasileiro. Fonte: Petrobras.iea.org Petrobras – disponível em www. epe. e o uso do gás natural em outras aplicações. No entanto.

Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Acervo TDA Derivados de Petróleo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 105 7 .

que repetirá o processo de produção da energia térmica que se transformará em mecânica para movimentar as turbinas. esse material é transportado até a usina. O calor obtido nesse processo é usado para aquecer e aumentar a pressão da água. os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados nos últimos anos e a instalação de equipamentos auxiliares tornaram possível aumentar o nível de eficiência da combustão e reduzir o volume de gases poluentes emitidos. derivados de petróleo como os óleos combustível. Este líquido. No entanto. Por isso. O gerador transforma a energia mecânica em energia elétrica. que se transforma em vapor. um condensador e um sistema de bombas. é direcionado. que circula dentro de serpentinas conectadas ao equipamento. Após mover as turbinas. queimado em uma câmara de combustão. as condições de dispersão dos poluentes (altura da chaminé. Chaminé Aquecedor de água Transformadores Turbina Gerador Pré Aquecedor de ar Caldeira Disjuntores Ventilador de entrada Ventilador de saída Bomba de água de alimentação da caldeira Bomba de condensado Condensador Bomba de circulação Água de Resfriamento Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do petróleo 106 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o vapor é direcionado ao condensador para retornar ao estado líquido. uma turbina a vapor. maior o potencial de emissões. diesel e ultraviscoso são rejeitados por ambientalistas como fontes de geração de energia elétrica. A água. a água passa do estado líquido para o gasoso (vapor) a uma pressão bem maior que a atmosférica. novamente para a caldeira. As etapas de combustão e resfriamento (que também implica a remoção de gases incondensáveis do vapor) são aquelas em que os gases poluentes são liberados na atmosfera. por sua vez. O sistema convencional das termelétricas – o ciclo Rankine – consiste basicamente de uma caldeira. ainda. o processo de queima ou remoção pós-combustão e. posteriormente. Na caldeira. Quanto mais denso o combustível utilizado.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 7 O processo de produção de energia elétrica a partir de derivados do petróleo O processo de produção de energia elétrica é similar em todas as usinas que utilizam como matéria-prima os combustíveis fósseis em estado sólido ou líquido – o que inclui a maioria dos derivados de petróleo. relevo e meteorologia). maior a eficiência das turbinas. é o fluido de resfriamento. por meio do sistema de bombas. De forma bastante simplificada. O volume e o tipo de gás emitido variam conforme a composição do combustível a ser queimado. que recebe o calor liberado pela combustão. estocado e. Quanto maior a temperatura deste vapor. Este vapor movimenta as turbinas que transformam a energia térmica em energia mecânica.

Descobertas como estas têm importância estratégica para qualquer país no mercado internacional. no mesmo nível dos grandes produtores mundiais.1 6. A exploração exigirá elevados investimentos. em insumo para praticamente todos os setores industriais. litoral brasileiro. anunciou a descoberta de um campo de petróleo na camada pré-sal (abaixo da camada de sal) na Bacia de Santos. mas.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Derivados de Petróleo 7.1 INFORMAÇÕES GERAIS No primeiro semestre de 2008. como mostra o Gráfico 7. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 107 .0 20. Mesmo assim.1 Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).2 Petróleo Carvão Gás Natural Biomassa Nuclear Hidrelétrica 0.5 10. 7 40% 30% 20% 10% 0 34. Além disso. também na Bacia de Santos. A primeira foi o Poço de Tupi. ao longo do século XX. de 12. com reservas estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris.2 2. pois tem potencial para fazer com que o país aumente significativamente o volume de suas reservas.4 26.6 Outras Gráfico 7. desenvolvimento tecnológico específico e não tem data marcada para ser iniciada. as descobertas na camada pré-sal da Bacia de Santos colocam o Brasil. 2008. Tanto que o país foi convidado pelo Irã para integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).1 abaixo. também.6 bilhões de barris. a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras). Fonte: IEA. Isto porque o petróleo e seus derivados transformaram-se. que durante anos buscou a auto-suficiência no recurso. controlada pelo Governo Federal. O campo de Júpiter foi a segunda grande descoberta anunciada pela empresa e a estimativa de suas reservas ainda está em fase de cálculo. a descoberta provocou forte impacto positivo na opinião pública. A expectativa é de que todo o pré-sal tenha mais de 30 bilhões de barris. não só na principal fonte primária da matriz energética mundial.

nos Estados Unidos. tintas. Das crises. embalagens. Se. ao mesmo tempo em que provocou acentuado desenvolvimento econômico e social. os países produtores do Oriente Médio. Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. decidiram reduzir o volume produzido a fim de provocar uma alta do preço do barril (que passou de US$ 2. após recuos graduais. Em 2006. como a nafta.00.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Durante milhares de anos. 1 Invasão do Iraque pelos EUA .70 para US$ 11. a deposição do xá do Irã. a queda foi mais acentuada. pela competitividade dos produtos industrializados.2 abaixo. A partir de meados do século XIX. água. seja pelo custo e. Das guerras. e aumento da participação no comércio internacional. uma das mais recentes foi a invasão do Iraque pelos Estados Unidos. em 1973. Em 1973. achar armas de destruição em massa que possivelmente o governo iraquiano teria em estoque. esse óleo inflamável que brota naturalmente das rochas em algumas regiões do planeta foi utilizado por diferentes povos. em 2006. que deu origem à chamada II Revolução Industrial. O real motivo ainda causa discussões. Em 1979. 2008. Fonte: IEA. em 20031. Em 1973. para atividades específicas. Derivados como gasolina e óleo diesel passaram a ser usados como combustível para os meios de transporte. dentre as principais fontes (carvão.20). Em razão destes elementos. o petróleo representava 46. Há uma corrente que defende a resposta aos citados atentados. O crescimento exponencial de sua aplicação veio em 1930. Um dos motivos é ambiental: a cadeia produtiva do petróleo e seus derivados é extremamente agressiva ao meio ambiente. entre as vantagens estratégicas do país que detém e controla as reservas de petróleo e a estrutura de refino estão: importância geopolítica. tecidos sintéticos. respondendo por 5. o petróleo também gerou sucessivas guerras e crises internacionais ao longo do século XX. Com isso. chineses e incas. a busca de fontes alternativas tornou-se mais premente. inclusive produzindo em várias etapas. como substituto do óleo de baleia na iluminação e do carvão mineral na produção do vapor.2. plásticos. porém. como mostra o Gráfico 7.1% da matriz energética mundial. gomas de mascar e batons. o petróleo era a segunda principal fonte. 108 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Nos últimos anos. enfrentaram a pressão das grandes companhias petrolíferas. abalado desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. segurança interna em setores vitais como transporte e produção de eletricidade. Na produção de energia elétrica. Outros derivados. outra sugere uma estratégia para se apoderar do petróleo da nação iraquiana. fertilizantes. que dominavam as quatro fases da cadeia produtiva: extração.4%. refino e distribuição. aliás. farmacêuticos. superada apenas pelo carvão. o que representava uma ameaça aos Estados Unidos. o petróleo começou a ser aplicado em maior escala. um dos maiores fornecedores mundiais do óleo. fez com que o preço do barril novamente desse um salto e superasse US$ 40. como romanos.O objetivo oficial era lutar contra o terrorismo. segundo a International Energy Agency (IEA). chegava a 34. transporte. como na 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 7. As duas crises provocaram problemas econômicos em vários países – inclusive um racionamento de derivados no Brasil – e sinalizaram para a necessidade de redução da dependência da substância. as mais representativas ocorreram na década de 70. Portanto. passaram a ser aplicados como insumo industrial na fabricação de produtos bastante diversificados como materiais de construção. reunidos na Opep. com a invenção do motor a explosão. portanto. seja por meio da exportação direta do óleo e seus derivados. gás natural e nuclear) era a menos utilizada. o que fez com que a substância rapidamente se transformasse na principal fonte da matriz energética mundial.8% da matriz elétrica mundial.

geralmente por caminhões-tanques). em menor proporção.031 80.85% Consumo de petróleo (mil barris/dia) 73. além de íons metálicos.1 .916 74. do qual se obtém os derivados que são distribuídos a um mercado consumidor pulverizado e diversificado. ou gás de cozinha).296 82.659 81. Os derivados mais conhecidos são: gás liquefeito (GLP. Mesmo assim. a cadeia produtiva compreende mais três etapas: transporte do óleo cru (geralmente por oleodutos ou navios). principalmente de níquel e vanádio. as indefinições quanto à disponibilidade futura do petróleo continuam relevantes.230 85. do consumo e cotações presentes e previstas para o petróleo no mercado internacional – determina se é comercialmente viável produzir o petróleo descoberto. quanto maior a perspectiva de escassez.847 74.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 geração de energia elétrica e no consumo de combustíveis.573 76. respectivamente. De uma maneira muito simplificada. solventes. A base de sua composição é o hidrocarboneto. e encontrado apenas em terreno sedimentar. são realizados estudos exploratórios. Outro motivo é a perspectiva de esgotamento. óleo combustível. o petróleo é colocado em ebulição para fracionamento de seus componentes e conseqüente obtenção de derivados.939 75. como mostra a Tabela 7. gasolina. utiliza-se o óleo diesel e o óleo combustível e. na página seguinte. Dessa época.478 77.533 99. se a recessão mundial prevista de fato se configurar.588 72. pressão do consumo e aumento das cotações. a médio prazo. composta por carbono e hidrogênio. 2008. se mantidos o ritmo de produção e consumo da época: 74. É dessa época. não era incomum o petróleo jorrar naturalmente. outros poços são perfurados a fim de se avaliar a extensão da jazida. O petróleo cru não tem aplicação direta. de matéria orgânica como plantas.111 83. A sua utilização exige o processo de refino.326 81.3. emissões de gases que contribuem para o efeito estufa.904 77.17% O que é o petróleo O petróleo é um óleo inflamável. A alta e a volatilidade das cotações do petróleo – que chegaram a superar US$ 124 por barril – provocaram o arrefecimento na evolução do consumo a partir de 2006. das reservas hoje existentes. Em caso positivo. também. vem a fase da perfuração. maiores os investimentos que podem ser aplicados na extração – a primeira fase da cadeia produtiva do petróleo. além da extração. em função da exploração crescente. Apesar de as cotações terem recuado bruscamente em 2008 – de mais de US$ 140 para cerca US$ 70 por barril – é possível que a tendência de contenção nos volumes absorvidos se acentue a partir de 2008. nitrogênio e enxofre. animais marinhos e vegetação típica das regiões alagadiças. a IEA estimou que as reservas conhecidas seriam suficientes para o abastecimento mundial apenas por mais cerca de 40 anos.1 abaixo. que data a constituição das maiores companhias petrolíferas multinacionais hoje em operação.255 81. Assim. asfalto. Para produção de energia elétrica.076 milhões de barris por dia.220 101. Esta tecnologia sofisticada foi desenvolvida principalmente ao longo do século XX quando. que tem início com a abertura de um poço mediante o uso de uma sonda para comprovar a existência do petróleo.829 79. óleo diesel. lubrificante. Esta última informação técnica. durante milhões de anos. que utilizam tanto a geologia quanto a geofísica.317 84. substância Atlas de Energia Elétrica do Brasil 109 .340 76. Para encontrar e dimensionar o volume de reservas existentes (medidas em quantidades de barris. Nas refinarias. Em relatório publicado em 2000. nafta. Depois disso. confrontada com dados de mercado – tais como condições da oferta. há histórias de fortunas feitas da noite para o dia por obra do acaso. que correspondem a 159 litros). 73. o óleo superviscoso. como ocorreu em algumas regiões do Estados Unidos.916 milhões de barris por dia e 76. parafinas e coque de petróleo. como mostra o Gráfico 7. as jazidas mais próximas do solo se esgotaram.Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Produção de petróleo (mil barris/dia) 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Relação 2007/2006 (%) Fontes: BP. Tabela 7. querosene de aviação e de iluminação. à qual podem se juntar átomos de oxigênio. formado a partir da decomposição. refino e distribuição (entrega dos derivados ao consumidor final. No final do século XIX.377 74. combustível marítimo.

Depois disso. Por região.4% das reservas mundiais) e os Estados Unidos (6. como aquele produzido no Oriente Médio.Os dez maiores produtores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 o o o o o o o o o o o mil barris por dia 10. se controladas pelo capital privado. logo após a Arábia Saudita. apesar de ter apenas 6. fez com que novos produtores ingressassem nesse mercado.4 4. foi uma resposta à ação das sete maiores – chamadas “Sete Irmãs” – que se uniram e dividiram o mundo em regiões de influência.4 milhões de barris por dia.533 % 12. para controle de toda a cadeia produtiva. também. das atividades de exploração e prospecção.626 2. Em muitos países. Fonte: ANP.2 a seguir. Gráfico 7.6 3. A constituição da Opep pelos países árabes.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007). principalmente a partir da crise dos anos 70. aliás. Mesmo assim. no entanto. 110 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Assim. características da Venezuela e Brasil. médio ou pesado.477 3. ao mesmo tempo em que novos e importantes campos foram descobertos. a Petrobras é a sexta maior companhia petrolífera do mundo com base no valor de mercado. Venezuela. o mais valorizado no mercado. As densidades médias produzem principalmente óleo diesel e querosene. de acordo com o tipo de solo do qual foi extraído e a composição química. produzem mais óleos combustíveis e asfaltos. citada no relatório anual da Petrobras (exercício de 2007).2 100 Arábia Saudita Rússia Estados Unidos Irã China México Canadá Emirados Árabes Unidos Kuwait Venezuela Brasil Total 10 16 Fonte: BP. Por isso é.833 81.879 4. maior produtora mundial com 10.98 milhões de barris por dia.915 2. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O petróleo leve.8 12. atuam em área concedida pelo governo (por meio da assinatura de contratos de exploração).2 . México.743 3. ao longo do tempo.2 3. conforme mostra a Tabela 7. Tabela 7. foi permitido o ingresso da iniciativa privada em ambiente regulado pela Agência Nacional do Petróleo. o Oriente Médio lidera o ranking das maiores reservas (61% do total mundial) e dos maiores produtores.6 4. uma vez que os valores recebidos com a venda compensavam os investimentos necessários à exploração e prospecção. A valorização das cotações do barril de petróleo. elaborada com base na edição de 2008 do estudo BP Statistical Review of World Energy. ocorreu maior pulverização da oferta. dá origem a maior volume de gasolina. o Estado exerceu o monopólio da extração.309 2. GLP e naftas.613 1. as principais companhias petrolíferas são estatais ou.4 5. em 1960.2 8.1 3. De acordo com a consultoria especializada PFC Energy.401 3. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Toda a atividade relacionada à cadeia produtiva do petróleo tem duas características básicas: o caráter estratégico em termos de segurança nacional e geopolítica e os investimentos intensivos exigidos desde a exploração até a distribuição.2 2. a descoberta de petróleo na camada pré-sal deu origem a uma grande controvérsia sobre se o Estado deveria ser o operador ou o poder concedente das atividades no local. 2008. 2008. inclusive do preço pago pelo barril de óleo cru. No Brasil. Noruega e Brasil. Por isso.2 RESERVAS.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 16% 4% 11% 35% 14% Não energéticos GLP Óleo diesel 20% Gasolina Óleo combustível Outros energéticos Outra característica é a presença de poucas e grandes companhias verticalizadas. por parte do Estado.9 milhões de barris por dia).3 4. Uma delas é a tendência de controle. Tornaram-se produtores e exportadores países como a antiga União Soviética. 7.413 9. O tipo de derivado obtido depende da qualidade do petróleo: leve. figuram a Rússia (9. As mais pesadas. Reino Unido. Na divisão por países. a indústria mundial do petróleo tem algumas peculiaridades. transporte e refino até 1995. detentoras de todo o processo produtivo e que dominam o mercado internacional.978 6.

2008. Como mostra a Tabela 7.1 Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas). correspondiam a pouco mais de 1% do total mundial e figuravam na 15a posição. bilhões de barris 264. corresponde ao volume das reservas.1 a 300 Figura 7.1 a 50 20.9 1.3 .237.3 8.0 79.9 % das reservas totais 21.2 12.0 101. o Irã detinha a segunda maior reserva provada2 mundial.1 a 100 100.As dez maiores reservas de petróleo (2007) País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 15 Arábia Saudita Irã Iraque Kuwait Emirados Árabes Venezuela Rússia Líbia Cazaquistão Nigéria Brasil Total Fonte: BP.2 138.8 87.6 1. de 12. mas era o quarto colocado em termos de produção (Tabela 7.8 36.4 3.2 7. que depende da disponibilidade para realização de investimentos.9 7. 2 Reservas provadas são aquelas cujos reservatórios estão em produção ou os fluidos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 111 . 2008.2).Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Nem sempre a participação na produção global. Já o Brasil detinha o 16º lugar por produção.3 e a Figura 7.1 abaixo.3 3. mas as reservas locais.6 bilhões de barris. Fonte: BP.4 bilhões de barris no final de 2007. com reservas correspondentes a 138.3 11. Tabela 7.0 100 Reservas de Petróleo em 2007 (bilhões de barris) menos que 4 4.0 6.2 9.1 a 50 50.2 2.4 41.4 115.5 97.5 39.

737.2 6.2 25.3 7.354.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 7.8 69.4 .5 263.7 12.6 5. As principais reservas provadas brasileiras encontram-se no mar.1 4.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO Como mostra a Tabela 7.1 5.0 499.1 995.0 2.9 2. No final de 2007.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.362.32 59.1 260.0 11.4 10.3 1999 110.1 241.6 0.18 54.7 23.5 2007 102.6 11.8 70.37 2.931.7 7.4 4.5 -0.366.276.0 234.877.0 0.77 -28.6 11.3 23.4 181. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.1 34.4 210.5 1. 2.3 98.9 260.586.1 27.06 65.375.3 10.7 12.5 264.610.9 226.762.5 milhões de barris das reservas terrestres (nos estados do Amazonas.7 190.7 283.3 21.2 882.5 60.0 259.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.2 2003 110.3 12.9 27.667.2 23.6 2001 131.9 927.7 60.1 178.74 bilhões de barris (principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo).2 114.2 64.1 9.6 11.6 9.2 7.1 214.73 4.9 32.0 65.8 228.7 8. 1.8 9. 112 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .1 71.2 230.6 66. Rio Grande do Norte.1 1.2 3.8 54.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação. .5 12.8 11.26 16.6 904.7 1.3 259.6 5.2 7.1998-2007 Unidades da Federação AM Reservas totais de petróleo (milhões barris) Localização 1998 Terra Terra CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar RJ2 SP PR3 SC4 Mar Mar Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 6. segundo Unidades da Federação .8 12.4 69.00 Fontes: Adaptado de ANP/SDP.2 71.153.601. Petrobras/Serplan para os anos anteriores. segundo a ANP.4 2. Tabela 7.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.3 6.6 7.6 21.532.16 2.3 1.9 118.21 0.Reservas totais de petróleo.5 934.7 8.8 12.8 5.854.3 70.0 57.9 80.1 250.9 10. concentravam 11.61 127.1 8.7 231.3 3.2 34.1 114.3 7.09 3.243.0 6.9 0.9 1.1 8.8 2.19 -23.6 9.2 67.5 26.3 36.8 12.9 212.3 68.Reservas em 31/12 dos anos de referência.0 783.1 19.6 5.177.804.7 174.14 -10.03 10.7 5.5 9.8 8.44 -10.7 37. Sergipe e Bahia).8 20.4 7.3 2006 96.205.40 -2.4 220.1 211.126. diante dos 886.7 854.0 609.5 6.6 8.7 2004 100.378.4 abaixo.8 37.5 8.573.7 11.0 1.4 10.2 6.3 799.6 223.9 6.9 27.9 90.174.8 8. 4.63 0.9 4.9 27.Inclui condensado.34 245.6 36.6 2000 128.6 11.464.6 3.8 2.286.2 10.2 6.6 19.8 1.3 204.9 864.0 23.1 39.4 7.0 909.3 54.8 79.8 886.1 10.8 6.8 190.181.104.9 14.9 183.9 208.4 52.8 6.6 2002 114.7 8.5 1.4 67.6 -17.8 -19.3 58.8 1.4 9.6 12.772.7 2.6 38.890.6 216.4 07/06 % 6.7 270.5 6. a produção é crescente no Brasil.1 -9.8 2005 91.357.495.0 68.8 8.84 31.3 4.623. por localização (terra e mar). Notas: .277. 3.

deverá reduzir-se um pouco mais nos próximos anos.5 abaixo. A participação do petróleo na produção mundial de energia elétrica é pouco expressiva e tem recuado nos últimos anos. vieram países em desenvolvimento econômico acelerado. as termelétricas movidas a derivados de petróleo têm função semelhante. então. são colocadas em operação para garantir o atendimento em momentos de pico de demanda ou para complementar a oferta proveniente das hidrelétricas em períodos de estiagem. poderão vir a ser desativadas. com um total de 20. o país também contava com 69 novos empreendimentos já outorgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em fase de construção. entre os líderes do ranking mundial. o quarto.855 5. Mas. No médio prazo. Ou. Essas termelétricas.698 7.1 na página seguinte. eles representam 3. que fazem parte do chamado BRIC (Brasil. As usinas abastecidas por óleo diesel estão instaladas principalmente na região Norte para atender os Sistemas Isolados – que ainda não são conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). pela geração de 13. como México.7 milhões de barris por dia.371 2. uma vez que os derivados apresentam maior valor agregado se utilizados em transportes ou geração distribuída (pequenas unidades próximas aos centros de consumo).051 2.0 Estados Unidos China Japão Índia Federação Russa Alemanha Coréia do Sul Canadá Brasil Arábia Saudita Total 8o 9o 10o Fonte: BP. No total. com ênfase para a região Sudeste. o país contava com um total de 626 unidades em operação.303 2. Estudo sobre petróleo que integra o Plano Nacional de Energia 2030. em conseqüência. principalmente as de menor porte ou de baixa eficiência. A maior parte das demais usinas opera com óleo combustível ou gás de refinaria e está distribuída por todo o território nacional. como mostra o Mapa 7.7 2. Índia e China).5 100. com menor freqüência.154 85. eles serão conectados ao SIN por meio da construção de linhas de transmissão.Os dez maiores consumidores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 o o o o o o o mil barris por dia 20. O Brasil ficou na 9ª posição.6 2.4 TWh (terawatts-hora) ou 2. óleo combustível ou gás de refinaria. Essas unidades responderam. Em novembro de 2008. em decorrência dos investimentos realizados na utilização de outras fontes – menos agressivas ao meio ambiente e com preços menores e mais estáveis.2 5. como mostra a Tabela 7. A China ocupou o segundo lugar. Itália. os derivados são utilizados principalmente em usinas termelétricas complementares (acionadas em horários de pico ou em quadros de interrupção no fornecimento) àquelas movidas por outras fontes. relata que o petróleo só tem papel relevante na geração de eletricidade em países que não dispõem de muitas outras alternativas. Em novembro de 2008. Todas são complementares ao sistema hidrelétrico. Os custos do óleo utilizado são repassados a todos os consumidores de energia elétrica do país por meio do encargo Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) embutido na tarifa final. nos últimos anos. 2008. gás de refinaria e. em 2007.1 mil MW (megawatts) de potência instalada. a Índia.192 2. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). os países em fase de crescimento econômico acelerado começaram a figurar em posição de destaque. Os maiores são Acre-Rondônia. projeções do Departamento de Energia norte-americano apontam que a sua participação Atlas de Energia Elétrica do Brasil 113 . o óleo ultraviscoso.393 2. Ou seja. Em 2007.9 3.5 . Por isso. o quinto. Os derivados mais utilizados são óleo diesel.8 2.699 2.220 % 24. Manaus e Macapá. abastecidas por óleo diesel. rede composta por linhas de transmissão e usinas que operam de forma integrada e que abrange a maior parte do território do país. tradicionalmente. sua participação na matriz da energia elétrica é pequena. os países industrializados estão.8 2. Portugal e Japão. cuja combustão produz o vapor necessário à movimentação das turbinas. Tabela 7. A única exceção seria o Oriente Médio. Rússia. para fornecer energia a sistemas isolados ou em áreas remotas. Dentre os países da União Européia.8% do total de energia elétrica produzida. e a Federação Russa. óleo combustível. os Estados Unidos mantiveram a liderança do ranking dos maiores consumidores.3 9. Segundo o mesmo documento.748 2.2 3.2 2.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Com relação ao consumo. No Brasil. como aconteceu no início de 2008. Logo abaixo.

160 35.000 N O L S Fonte: Aneel.764 a 1. 114 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .400 1.645 a 197. 2008.764.500 11.400 a 11.041 a 302.645 112. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .500 a 131.Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada – novembro de 2008.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 7.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Manaus c Belém São Luis Fortaleza CE Teresina PI o AM PA MA RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência total instalada por unidade da federação 170 a 35.1 .764 302.160 a 112.041 197.941 Termelétricas Óleo ultra-viscoso Óleo combustível Gás de refinaria Óleo diesel Potência (kW) 5 a 1.

que assinaram o protocolo.petrobras. países como Estados Unidos. prospecção e produção podem provocar alterações e degradação do solo. os grandes consumidores vêm sendo pressionados a reduzir a dependência do petróleo e.anp.gov. um dos casos mais evidentes é a cidade de Macaé. a exploração. seja para utilização nos motores – o maior fator de agressão é a emissão de gases poluentes. Pau Ferro I (Pernambuco. se constituem no impulso para o desenvolvimento de mecanismos e tecnologias que atenuem ou compensem o volume de emissões. No entanto. além da interferência no ambiente. aneel. que se transformou em base da produção do petróleo em alto mar. Estados Unidos. Reino Unido. conforme registra o Plano Nacional de Energia 2030. As quatro unidades em construção eram: Goiânia II (Goiás.bp. Nos últimos 10 anos. Neste caso.7 MW.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. 66. De outro lado.org Petrobras – disponível em www. no litoral norte do Rio de Janeiro. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) pelo qual o volume de emissões é compensado pela aquisição de títulos de projetos ambientais realizados por terceiros. em conseqüência.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 O maior é Suape II (PE).com. Um dos mecanismos em fase de consolidação mundial é o mercado de crédito de carbono (ou MDL. Itália. 7. No Brasil. desde a assinatura do Protocolo de Kyoto. a economia do município aumentou 600%.4 MW) e Termo Manaus (Amazonas.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS A descoberta de um campo de petróleo tem poder para mudar as características socioeconômicas da região. responsáveis pelo efeito estufa. Na etapa de combustão dos derivados – seja para a geração de energia elétrica. um dos mais modernos e principais sistemas é o de dessulfurização (eliminação do enxofre) de gases. França. investimentos públicos municipais.6 MW). cuja construção ainda não foi iniciada. Assim. 102. movido a óleo combustível e com potência instalada de 355.epe. a população. Em terra. tão acentuado quanto os efeitos socioeconômicos é o impacto ambiental. 140 MW). Espanha. 156. aumento de vendas do comércio. Foi o resultado tanto do pagamento de royalties pelas petrolíferas quanto do aquecimento de atividades decorrentes da prospeção do petróleo – valorização imobiliária. Outro é o desenvolvimento de tecnologias específicas para redução das emissões. a cadeia produtiva do petróleo tende a ser submetida a uma forte legislação ambiental. dado o elevado custo de sua implantação. Potiguar III (Rio Grande do Norte. entre outras. essas questões ambientais estão entre os principais limitadores da expansão de usinas termelétricas movidas a derivados de petróleo.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. de 60 mil habitantes em 1980. No mar. No entanto. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. Esses países são Japão. há a possibilidade da ocorrência de vazamentos do óleo. No entanto. Canadá e Alemanha. o que coloca em risco a fauna e a flora aquática.2 MW). gov. ainda não é utilizado nos países que concentram 90% da capacidade mundial de produção de energia elétrica a partir de derivados. Por isso.br Agência Nacional de Petróleo. Atualmente.br Atlas de Energia Elétrica do Brasil 115 .gov.iea. o volume de emissões. nos anos 90. saltou para 170 mil habitantes em 2008 e a cidade transformou-se em pólo regional. mas não ratificaram. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. evitam se comprometer com metas mensuráveis.br BP Global – disponível em www.

Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Eletronuclear 116 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear Atlas de Energia Elétrica do Brasil 117 8 .

O processo completo de utilização do urânio. O primeiro envolve a deposição final do combustível utilizado. essa tecnologia não é usada em escala comercial. a destinação do material utilizado. neste caso o núcleo do átomo é submetido a um processo de fissão (divisão) para gerar a energia. A primeira delas é a mineração e beneficiamento. em circuito fechado. Pelo contrário: passa por um processo bastante complexo de processamento que. Até agora. Se bem utilizada. também chamado “ciclo do combustível nuclear”. O urânio extraído não chega à usina em estado puro. Essa radiação.inb. onde é purificado e concentrado. Se a energia é liberada lentamente.Capítulo 8 | Energia Nuclear Box 8 O ciclo do combustível nuclear O valor do minério urânio está na característica do átomo que o compõe: o átomo de urânio (U).7% para algo como 4%. Os dois circuitos não têm comunicação entre si. primeiro elemento químico da natureza em que se descobriu a capacidade de radiação (ou emissão e propagação da energia de um ponto a outro). de enriquecimento. No segundo. é aplicada em atividades importantes e até mesmo vitais. altamente radioativa. circula quente por um gerador de vapor.org) ou no site da Indústrias Nucleares do Brasil (www. Há dois ciclos básicos: um aberto e um fechado. porém. como a medicina. A maior aplicação do átomo de urânio é em usinas térmicas para a geração de energia elétrica – as chamadas usinas termonucleares. como óxido misto (MOx). conhecido como yellowcake e cuja fórmula química é U3O8. Vaso de contenção Torre de transmissão Reator Pressurizador Vapor Vapor de pressão Barras de controle Turbina Gerador Elemento combustível Gerador de vapor Condensador Bomba água Bomba principal de refrigeração do reator Bomba Bomba Circuito primário Circuito secundário Sistema de água de refrigeração Tanque de água de alimentação Perfil esquemático de uma usina nuclear 118 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Para obter um quilo de produto são necessários cerca de oito quilos de yellowcake.world-nuclear. pode ser dividido em três etapas principais. A terceira fase. As usinas termonucleares são dotadas de uma estrutura chamada vaso de pressão. caracteriza-se pelo aumento da concentração de átomos de urânio 235. em resumo. abrange. manifesta-se sob a forma de calor. Esse circuito primário aquece uma outra corrente de água que passa pelo gerador (circuito secundário) e se transforma em vapor. purificado e convertido para o estado gasoso (gás UF6). dos naturais 0. Nas usinas termonucleares ela é liberada lentamente e aquece a água existente no interior dos reatores a fim de produzir o vapor que movimenta as turbinas. O urânio 235 é o combustível das usinas nucleares. Pesquisadores buscam obter energia também a partir da fusão do núcleo de vários átomos. Explicações detalhadas de todo o ciclo do urânio podem ser encontradas no site da World Nuclear Association (www. dando origem a uma espécie de sal de cor amarela. Essa água. o urânio residual e o plutônio produzidos voltam a ser utilizados na geração de energia. pode provocar os acidentes nucleares.br). De uma maneira muito simplificada.gov. chamado de circuito primário. manifesta-se como luz. acionando a turbina para a geração de energia elétrica. A segunda etapa é a conversão. ainda. se descontrolada. Se é liberada rapidamente. na qual o minério é extraído da natureza e enviado a uma unidade de beneficiamento. o yellowcake é dissolvido. Nela. que contém a água de refrigeração do núcleo do reator (onde fica o combustível nuclear).

gás natural e carvão e superou apenas o petróleo. 8 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Gás Natural Hidrelétrica Nuclear Petróleo Outras Gráfico 8. a médio e longo prazos. Em 2006. Como mostra o Gráfico 8. 2008.1 Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 119 .1 INFORMAÇÕES GERAIS A energia nuclear. a energia nuclear ocupou o penúltimo lugar entre as principais formas para produção de energia elétrica do mundo. uma vez que sua operação acarreta a emissão de baixos volumes de gás carbônico (CO2). garante a segurança no suprimento. principal responsável pelo efeito estufa e. Conhecida desde a década de 40. nos últimos anos passou a ser considerada uma fonte limpa. contribui para a tendência à expansão a existência de abundantes reservas de urânio no planeta – o que. Além da característica ambiental.1 abaixo. segundo a International Energy Agency (IEA). foi superada por hidreletricidade. produzida a partir do átomo de urânio. pelo aquecimento global. Fonte: IEA.Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear 8. voltou à agenda internacional da produção de eletricidade como alternativa importante aos combustíveis fósseis. em conseqüência.

91 727.2 a seguir). em 2006 responderam por 14.94 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep).028. conforme destacado na Tabela 8.7 100.0 2.00 (*) Um terawatt-hora equivale a um milhão de gigawatts-hora.30 1. A interrupção ocorreu em função de elementos negativos que coincidiram no tempo: a ocorrência de dois acidentes (Three Mille Island e Chernobyl) e os elevados investimentos necessários à instalação de uma central.2 2.94 258. 40 Produção de energia elétrica Oferta de energia primária 30 % 20 10 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Gráfico 8. o mercado das usinas nucleares viveu um vigoroso ciclo de crescimento.5 6.256.097.Oferta de energia primária (2006) TWh* 7. os novos investimentos foram praticamente paralisados e a produção de energia nuclear sofreu forte oposição.29 11.8 16. sua participação no ranking global de fontes de energia primária (que também considera outros usos da energia) é menor: 6. principalmente por parte dos ambientalistas.4 20. Fonte: Adaptado de IEA.0 5. Durante quase trinta anos.94 3.1 a seguir.930 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total % 41.66 4. Fonte: IEA.Capítulo 8 | Energia Nuclear Ainda assim.8 20.39 18. as usinas nucleares têm participação importante na matriz da energia elétrica. Entre este período e o final dos anos 70. O urânio figura como fonte primária da matriz energética mundial desde meados dos anos 60.761.8% da produção total. outro fator que motivou a oposição às nucleares foi o fato de que o processo de fissão do átomo de urânio é o mesmo que dá origem à bomba 120 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .0 País % 26.8 435. 2008.406. 2008.804.2 e Gráfico 8.3 100. Como a energia nuclear é usada quase que exclusivamente para a produção de energia elétrica.93 2.801. 2008.1 14. segundo a IEA (Tabela 8.0 Mtep* 3.64 3.90 2.2 10. Tabela 8.1 .741. Além da ocorrência dos acidentes.2% ou 727. são necessárias três vezes mais combustível para produzir a mesma energia gerada por uma hidrelétrica. De acordo com as últimas estatísticas da IEA. Considerando que o rendimento de uma usina térmica é da ordem de 30%. Fonte: Adaptado de IEA. (*) Cada Mtep é aproximadamente igual a 12 terawatts-hora.Energia elétrica no mundo (2006) País Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total Tabela 8.3 1.038.2 .052.2 Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo.0 34.

embora ainda não exista uma solução definitiva para os rejeitos produzidos – o elemento mais perigoso do processo nuclear. forte recuperação. passaram a ser enumerados os pontos favoráveis à instalação de novas centrais.6 394. disponibilidade de urânio. o mais pessimista. Finalmente.6 GW 400 361. No mais otimista.1 414. Lado a lado com os riscos.1 360. a configuração de qualquer um desses cenários dependerá de vários fatores.8 GW. após o final da Guerra Fria. Inicialmente se propunha a garantir o uso pacífico da energia nuclear e contribuir com as pesquisas científicas. de forte recuperação. Além disso. investimentos em desenvolvimento tecnológico buscam aumentar a segurança das unidades.8 450. comprometeramse formalmente a desativar os artefatos bélicos e a utilizar o urânio decorrente dessa iniciativa na produção de energia elétrica. Assim. Conforme registra o estudo sobre geração termonuclear.0 500 449. passou a inspecionar e investigar suspeitas de violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear das Nações Unidas. Nos últimos anos.1 GW.6 390. a potência instalada passaria dos 361.8 411. Entre eles: competitividade do custo de geração. porém. organização autônoma constituída em 1957 no âmbito das Nações Unidas) ampliou a sua esfera de atuação.7 421. fraca recuperação e Tratado de Kyoto.2 400. recuaria para 296.3 Cenários IEA para energia nuclear no mundo.Energia Nuclear | Capítulo 8 atômica. a disponibilidade de combustível (urânio) e a baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa – o que transforma a energia nuclear em energia limpa.2 300 395. a Agência Internacional de Energia 600 Atômica (AIEA. 2006.7 296. segurança no fornecimento de outros combustíveis e aceitação pela sociedade da segurança das unidades nucleares. Fonte: EPE. no âmbito da geopolítica internacional. essa oposição tornou-se mais moderada. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 121 . Além disso.1 339. O futuro da energia nuclear é difuso.0 441. A IEA projeta quatro cenários até 2025 (Gráfico 8. do Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 570.1 498.3 abaixo): referência.2 GW (gigawatts) existentes no início dos anos 2000 para 570.8 200 2000 2005 Forte recuperação 2010 Tratado de Kyoto 2015 2020 Referência 2025 2030 Nuclear fraco Gráfico 8. o país que domina a tecnologia de processamento e transformação do minério pode utilizá-la tanto para a produção de energia elétrica quanto para fins bélicos. No nuclear fraco. Entre eles.7 357. Atualmente. com 137 países-membros. países como a Rússia.

Cazaquistão e Canadá que.0 Tabela 8.840 61.1% no ranking mundial. Ceará. Fonte: WEC. com destaque para a Austrália.000 816. tU 1.3 92.Capítulo 8 | Energia Nuclear 8. em 2007 essas reservas totalizaram 4. como mostra a Tabela 8. Em 2006.596 282.4 . 2008.4 279. uma vez que se trata de material radioativo. com 278. possui 100 mil toneladas. volume suficiente para abastecer o complexo nuclear de Angra I.8 5. produtos derivados das três principais etapas de processamento do material bruto (ver Box 8).950 59. segundo a IEA.5 93. um metal pouco menos duro que o aço.099 443.9 16.9 440. 30.0 10.0 159.800 342. o U3O8).9%. A distribuição mundial do consumo. o país ocupa o 7o lugar do ranking. 2008. O urânio é comercializado sob a forma de yellowcake (espécie de sal amarelo.459 172. As jazidas estão localizadas principalmente na Bahia.7 mil toneladas em reservas conhecidas e correspondentes a cerca de 6% do volume total mundial.5 67.3 0. gás UF6 e urânio 235 (sob a forma de barras).Reservas mundiais de urânio (2007)* País Austrália Cazaquistão Canadá Estados Unidos África do Sul Namíbia Brasil Nigéria Rússia Ubequistão Jordânia Índia Mongólia China Outros Países Total (*) tU: toneladas de urânio.359 278.9 140. os três maiores consumidores são Estados Unidos. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO A matéria-prima para a produção da energia nuclear é o minério de urânio. compostas por: material obtido com a desativação de artefatos bélicos. Tabela 8. em Caetité.5 2.4 100.Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) País Estados Unidos França Japão Rússia Coréia do Sul Alemanha Canadá Ucrânia Suécia China TWh 848.588 4. estoques civis e militares.2 5.9 % 30. juntos. Bahia. No Brasil.723 227.2 RESERVAS. França e Japão. Paraná e Minas Gerais.3 . encontrado em estado natural nas rochas da crosta terrestre.4 62.975 64.327 A extração do urânio não é a única forma para obtenção do combustível utilizado nas centrais nucleares. não acompanha a localização ou a capacidade das reservas. Ainda assim. Segundo a International Energy Agency. Como mostra a Tabela 8.1 3. Desse minério é extraído o átomo de urânio utilizado na geração nuclear.4 3.143. eles foram também os maiores produtores.836 78.6 milhões de toneladas distribuídas por 14 países.1 na página seguinte.000 340. reprocessamento do urânio já utilizado e sobra do material usado no processo de enriquecimento. mas a disposição do país para investir na geração nuclear de energia elétrica. 122 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .8 142.402 89. respectivamente. porém.3 abaixo. respondem por mais de 50% do volume total. Existem também as fontes secundárias. 16% e 10. Seu comércio é rigidamente controlado tanto pelos governos nacionais quanto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).4 2. A principal delas.4 2. O restante veio de fontes secundárias. conforme informações da Indústrias Nucleares do Brasil (INB).627.1 5. Brasil Total Fonte: BP.9 12. II e III por 100 anos.4 abaixo e a Figura 8. o urânio extraído das reservas respondeu por 54% da energia nuclear produzida no mundo.700 225. apenas 25% do território foi prospectado em busca do minério. com participação de.748. Em 2007.

59237 gramas) de óxido de urânio em dólares. para registrar ligeira recuperação após o ano 2000 – período em que se nota um aumento no número de unidades instaladas e de MWh (megawatts-hora) produzidos.Energia Nuclear | Capítulo 8 Consumo de energia nuclear 2007 (TWh) 2. 1 Preço da libra (453. Os preços subiram de maneira acentuada durante a fase de expansão da construção de usinas nucleares.4 Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8).0 27. Fonte: BP. como demonstra o Gráfico 8. Fonte: EPE.3 a 27. 2008.1 Consumo de energia nuclear no mundo em 2007. referente ao yellowcake. O comportamento dos preços reflete a relação oferta/consumo.2 13. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 123 . 2006. $120 $100 $80 $60 $40 $20 $0 US$ / lb U3O8 69 71 73 75 77 US$ Corrente 79 81 83 85 87 89 91 93 95 97 99 01 03 05 US$ 2005 Gráfico 8.4 a seguir.1 a 100 100 a 850 Figura 8.4 a 13. recuaram bruscamente na década de 80 e se mantiveram em baixa durante quase 20 anos.

que demonstrou maior dependência da produção nuclear: 76. um total de 439 reatores nucleares.451 13.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A geração nuclear de energia elétrica vive um novo ciclo de expansão. com licenciamento em curso nos Estados Unidos. e. em Resende (RJ). Os Estados Unidos concentravam o maior número de unidades (104). em seguida.Capítulo 8 | Energia Nuclear Projeções da AIEA indicam que os estoques de urânio resultante da conversão de armas atômicas devem acabar entre 2020 e 2030.5 . aumenta o número de países que buscam aderir a essa tecnologia ou expandir o parque já instalado. com 59 reatores. mas foi a França. às usinas nucleares Angra I e Angra II.587 21. segundo dados da AIEA reproduzidos no trabalho Panorama da Energia Nuclear da Eletronuclear. como a configuração do cenário de fraca recuperação da IEA (ver Tópico 8. 2008. Participação % França Lituânia Eslováquia Bélgica Ucrânia Suécia Armênia Eslovênia Suíça Hungria Coréia do Sul Japão Gráfico 8. Nesse ano.1).Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 País 1o 2 2 4 o o o Unidades 104 59 55 31 17 20 15 18 19 10 2 439 MW 100. a exploração de novas reservas ou o aumento da eficiência das usinas (produção de maior quantidade de energia com a mesma quantidade de combustível) proporcionada por investimentos em tecnologia realizados atualmente. Ao chegar ao Brasil em contêineres. o enriquecimento ainda é realizado em países como Holanda e Alemanha. o urânio 235 é enviado à Fábrica de Combustível Nuclear (FCN).107 12. Tabela 8. conforme mostram a Tabela 8. A INB também domina a tecnologia dos três principais ciclos de processamento do átomo de urânio. A tendência.743 20.5 a seguir. poderá ser atenuada por outras variáveis. A companhia é vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).582 63. em nome da União. No Brasil.014 2. 124 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . estava em operação em todo o mundo. empresa de economia mista subsidiária da Eletrobrás e responsável pela construção de usinas e geração de energia nuclear no Brasil.5 e o Gráfico 8. apenas a Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) é autorizada pelo Governo Federal a extrair e processar o urânio e demais minerais radioativos. que expandirá o consumo. exercer o monopólio da mineração de elementos radioativos e da produção e comércio de materiais nucleares. a capacidade instalada da companhia deverá suprir 60% do combustível consumido em Angra I e II.100 Estados Unidos França Japão Rússia Alemanha Coréia Ucrânia Canadá Reino Unido o o 5o 6 7 8 9 o o o o 10 Suécia Brasil Total 23 Fonte: AIEA (Adaptado). no entanto.Participação da energia nuclear na energia total produzida. uma autarquia federal subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e constituída para.260 47. Fonte: AIEA. distribuídos por 31 países. em Angra dos Reis (RJ). O projeto de expansão das linhas de enriquecimento de urânio da INB está em andamento e tem conclusão da primeira fase prevista para 2009. No entanto. Outro fator de alta poderá ser a entrada em operação de novos geradores.621 10. Em 2007. 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 8.222 9.007 372.470 17. Além de novas unidades em construção. 2008.5 . o que poderá implicar em aumento dos preços.85% da energia total produzida.

2008. de forma a atender ao consumo crescente de energia. três usinas entraram em operação na Índia.906 5. Trata-se da necessidade de diversificação da matriz energética. Isto porque. poupar os combustíveis fósseis e enfrentar o aquecimento global. O principal fator de impulso à tendência tem. eficiência e vida útil das unidades (cujo padrão é de 30 anos). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 125 . Fonte: Eletronuclear. também. as reservas de urânio existentes no planeta são abundantes. Estes avanços reduzem o risco de acidentes nucleares e aumentam a viabilidade econômica do empreendimento.600 1. Os Estados Unidos reativaram outras duas unidades. como as pesquisas para aumentar a segurança das instalações. De outro. Unidades 1 2 6 1 1 6 1 2 4 1 7 2 2 1 37 MW 692 1.600 1. Algumas são de ordem tecnológica. caráter ambiental.6 abaixo).165 31.220 1. A energia nuclear vem sendo apontada como uma alternativa para expansão e diversificação dessa matriz. ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa é muito baixo em toda a cadeia produtiva da energia nuclear (da extração do urânio à geração de energia elétrica). paralisadas há vários anos.Energia Nuclear | Capítulo 8 No mesmo período.191 3. China e Romênia. Além disso.563 Esse fenômeno é resultado da conjunção de diversas variáveis.840 300 4. Tabela 8.Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) País Argentina Bulgária China Finlândia França Índia Irã Japão Coréia Paquistão Rússia Taiwan Ucrânia Estados Unidos Total Fonte: AIEA.600 2. enquanto as obras de seis usinas tinham início na Coréia do Sul.724 2.910 915 2. um total de 37 reatores encontravam-se em construção em 14 países (Tabela 8. de um lado.6 . França e China. porque o nível de emissão de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) Usina nuclear Angra II. Rússia.900 1. porém.

em julho de 2008.350 MW. Angra II. adquiriu as usinas de Angra II e Angra III da empresa Kraftwerk Union A. também com 1. Fonte: Banco de imagens de Angra 2. considerando que esta última terá um crescimento anual de 4% passando de 103 GW (2008) para 130 GW em 2014. Em setembro de 2008.Central de operação. também alemã. o o ministro de Minas e Energia.98% (2. Angra I e Angra II responderam por 2.3 terawatts-hora (TWh). a expansão do parque nuclear faz parte do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015).357 GW) da capacidade instalada total. subsidiária da Siemens. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) expediu licença prévia autorizando a retomada das obras. A instalação de usinas nucleares em território nacional foi decidida no final da década de 60. ainda não é aplicada em escala comercial. O contrato previa transferência parcial de tecnologia. o país assinou com a República Federal da Alemanha o Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico da Energia Nuclear. entrou em operação comercial em 1985. a participação da capacidade nuclear instalada no Brasil deve passar de 1. 126 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A construção de Angra I teve início em 1972. – KWU. Em 2007. o que resultaria em uma capacidade instalada total de 60 mil MW. anunciou a intenção do governo de construir uma usina nuclear por ano ao longo dos próximos 50 anos. com tecnologia da norte-americana Westinghouse adquirida em sistema turn key (sem transferência tecnológica). com potência instalada de 657 MW.350 MW.G. no entanto.5% (3. Angra I.5% da produção total de energia elétrica no país.007 GW) para 2. O país apresenta duas vantagens competitivas nesse segmento: as boas reservas do mineral e o domínio da tecnologia de enriquecimento do urânio – que. A operação de Angra III está prevista para ter início em 2014. em 2000. Brasil No Brasil. A construção foi inserida no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015) e. ao mesmo tempo. em 1975.Capítulo 8 | Energia Nuclear Sala de controle . Com elas. que foi de 12. o Governo Federal pretendia adquirir conhecimento sobre a nova tecnologia que se expandia rapidamente pelo mundo e. Edison Lobão. resolver um problema localizado: a necessidade de complementação térmica para o suprimento de eletricidade ao Rio de Janeiro. Com isto. por uma série de razões foi paralisada durante muitos anos. Em julho do mesmo ano. A construção de Angra III. Três anos depois. com potência instalada de 1.

Alternativas para depósito desses dejetos estão em estudo no exterior. Uma das mais aceitas. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 127 . estocados em piscinas de resfriamento cheias de água. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. há o processamento e armazenagem. Durante a fase de extração e processamento do minério e de operação da usina. sugestão apresentada pela Eletronuclear quando obteve a licença prévia para a retomada Central nuclear. a evolução tecnológica das máquinas também aponta para a redução no volume de dejetos de alta atividade produzido: seja porque embutem ganhos de eficiência (exigindo menor volume de combustível para a produção da mesma qualidade de energia). lado a lado com o risco de acidentes nas usinas. Estes dejetos são classificados de baixa. No entanto. média e alta atividade. resultando em barras de vidro. atualmente. a usina nuclear é uma das menos agressivas ao meio ambiente. Os Estados Unidos têm um projeto pioneiro nesta opção. ao reprocessar o material. temporariamente. Depois. de forma a não superar os limites previstos pelos órgãos reguladores. ainda não se conseguiu encontrar uma solução definitiva para os dejetos radioativos que. no Brasil os dejetos de alta atividade ficam.Energia Nuclear | Capítulo 8 8. A vitrificação facilita o transporte e a estocagem. seja porque conseguem reduzir o tempo de decaimento (redução da radioatividade) dos dejetos. Outra alternativa é um projeto inédito de armazenamento desses dejetos em cápsulas de aço. produz novos dejetos radioativos. a possibilidade de a unidade provocar grande impacto socioambiental é um dos aspectos mais controversos de sua construção e operação. Isto porque toda a cadeia produtiva do urânio – da extração à destinação dos dejetos derivados da operação da usina – é permeada pela radioatividade. Fonte: Eletronuclear. Ainda assim. ganha espaço no mercado mundial a preferência pela adoção do ciclo aberto do urânio em detrimento do fechado que. é o armazenamento em uma estrutura geológica estável. os níveis de radioatividade são permanentemente monitorados e controlados. também classificadas como de alta radioatividade. Além disso. Finalmente. mas apenas diminui – não extingue – os impactos potenciais sobre o meio ambiente. parte deles é misturada a outros materiais e solidificada. Para os dois primeiros. se constituem nos elementos mais perigosos do processo de produção da energia nuclear.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Das formas de produção de eletricidade.

worldenergy.br Indústrias Nucleares do Brasil (INB) – disponível em www.gov. O destino dos dejetos era uma das condicionantes do licenciamento ambiental.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.gov.com.iea. aneel. De qualquer maneira.Capítulo 8 | Energia Nuclear das obras de Angra III. o aumento da segurança dessas instalações é uma das principais vertentes das pesquisas tecnológicas realizadas nos últimos anos. gov.epe.br BP Global – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.inb.eletronuclear.com Eletronuclear – disponível em www.org 128 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .bp. Segundo a Eletronuclear. mas não acaba com os riscos de acidentes ambientais provocados pelas usinas nucleares.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. A tecnologia hoje existente apenas atenua.org World Energy Council (WEC)– disponível em www. essas cápsulas garantiriam a segurança dos dejetos por 500 anos.

Stock Xchng Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Carvão Mineral Atlas de Energia Elétrica do Brasil 129 9 .

onde novamente será armazenado. cerâmicas e fabricação de vidros. A energia térmica (ou calor) contida no vapor é transformada em energia mecânica (ou cinética). Um desdobramento natural dessa atividade – e que também tem se expandido – é a co-geração ou utilização do vapor aplicado no processo industrial também para a produção de energia elétrica. Em segundo lugar vem a aplicação industrial para a geração de calor (energia térmica) necessário aos processos de produção.4). Este movimento dá origem à energia elétrica. Vapor Carvão Mineral Esteira Turbina Gerador Transformador Boiler Rio / Reservatório Água p/ refrigeração Condensador Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral 130 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . que movimentará a turbina do gerador de energia elétrica. continua sendo o mais utilizado. O calor liberado por esta queima é transformado em vapor ao ser transferido para a água que circula nos tubos que envolvem a fornalha. a principal aplicação do carvão mineral no mundo é a geração de energia elétrica por meio de usinas termelétricas. o método tradicional. em resumo. porém o vapor. o que permitirá melhor aproveitamento térmico ao ser colocado para queima nas fornalhas de caldeiras. Pesquisas envolvendo processos tecnológicos que permitam um maior aproveitamento do poder calorífico do carvão (como a gaseificação) – e simultaneamente a preservação do meio ambiente – têm sido desenvolvidas no mercado internacional (ver Tópico 10. Considerando-se também a preparação e queima do carvão.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 9 O processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral Atualmente. fragmentado e armazenado em silos para. é transformado em pó. este processo se dá. No entanto. posteriormente. Em seguida. da seguinte maneira: o carvão é extraído do solo. além de gerar energia elétrica. tais como secagem de produtos. ser transportado à usina. de queima para produção do vapor. também é extraído para ser utilizado no processo industrial. No caso da co-geração. o processo é similar.

00 10. Fonte: BP. Além da oferta farta e pulverizada.00 30.1 INFORMAÇÕES GERAIS O carvão mineral. em conseqüência. de origem fóssil. iniciada na Inglaterra no século XVIII. Sua aplicação na geração de vapor para movimentar as máquinas foi um dos pilares da Primeira Revolução Industrial. e se mantém em alta até hoje. contudo. no entanto. Ao longo do tempo. do choque do petróleo. o comportamento dos preços é outra vantagem competitiva.00 0. No caso da commodity carvão. foi uma das primeiras fontes de energia utilizadas em larga escala pelo homem. Gráfico 9. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 131 . ingressando em um ciclo de baixa em 2005. Já no fim do século XIX.00 40. o vapor foi aproveitado na produção de energia elétrica. registraram movimentos suaves ao longo dos últimos dez anos.00 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 9 O interesse reacendeu-se na década de 70. o carvão perdeu espaço na matriz energética mundial para o petróleo e o gás natural.00 20. As cotações do petróleo e derivados têm se caracterizado pela tendência de alta e extrema volatilidade. com o desenvolvimento dos motores a explosão.00 60. 80.00 70. sobretudo.00 50.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carvão Mineral 9.1 Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos. 2008. conforme o Gráfico 9.1 a seguir.

Sua participacão na produção global de energia primária. 132 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Projetos de mitigação e investimentos em tecnologia (clean coal technologies) estão sendo desenvolvidos para atenuar este quadro. enquanto o primeiro é pouco utilizado – exceto no Brasil. siltito. respondendo por 41% da produção total (Gráfico 9. é favorecido pela incidência de carbono e prejudicado pela quantidade de impurezas (elementos rochosos e minerais). A combustão é responsável por emissões de gás carbônico (CO2). A produção e o consumo mundial concentram-se nas categorias intermediárias: os carvões tipos betuminoso/sub-betuminoso e linhito. A extração.2 abaixo). Este poder calorífico. é comercializado no mercado internacional. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 9. Fonte: IEA. de maior valor térmico. o poder calorífico é baixo enquanto a participação de impurezas é elevada. o consumo do segundo está bastante aquecido. É composto por átomos de carbono. por sua vez. é de 26%. o que determina a subdivisão do minério nas categorias: baixa qualidade (linhito e sub-betuminoso) e alta qualidade (ou hulha. 53% das reservas mundiais de carvão mineral são compostas por carvão com alto teor de carbono (hulha) e 47% com baixo teor de carbono. No carvão vegetal. sob determinadas condições de temperatura e pressão. Como mostra a Figura 9. subdividida nos tipos betuminoso e antracito). O mineral é formado pela decomposição da matéria orgânica (como restos de árvores e plantas) durante milhões de anos. associados a outros elementos rochosos (como arenito. A IEA também projeta que o minério manterá posição semelhante nos próximos 30 anos. Tanto o carvão vegetal quanto o mineral podem ser usados na indústria (principalmente siderúrgica) e na produção de energia elétrica. enxofre. 2008. maior produtor mundial –. Este movimento tem a ver não só com a disponibilidade de reservas. A principal restrição à utilização do carvão é o forte impacto socioambiental provocado em todas as etapas do processo de produção e também no consumo. por exemplo.1 a seguir. expresso em kcal/kg (kilocaloria obtida por quilo do combustível). O vegetal é obtido a partir da carbonização da lenha. como a pirita. O segundo é utilizado na geração termelétrica local. nitrogênio. oxigênio. que considera outros usos além da produção de energia elétrica. medida pela capacidade de produção de calor – ou poder calorífico. O que é o carvão Existem dois tipos básicos de carvão na natureza: vegetal e mineral. mas com a qualidade do carvão. No entanto. o carvão é a fonte mais utilizada para geração de energia elétrica no mundo.Capítulo 9 | Carvão Mineral De acordo com dados da International Energy Agency (IEA). folhelhos e diamictitos) e minerais. provoca a degradação das áreas de mineração. No carvão mineral. O primeiro.2 Geração de energia elétrica por tipo de combustível. o poder calorífico e a incidência de impurezas variam.

basicamente. há a necessidade da construção de túneis. trens e barcaças. Para distâncias muito curtas. A opção por uma ou outra modalidade depende. a lavra pode ser manual. Fonte: WCI. Uso Atlas de Energia Elétrica do Brasil 133 . Se a camada que recobre o carvão é estreita ou o solo não é apropriado à perfuração de túneis (por exemplo. É o que ocorre nas cinco usinas termelétricas movidas a carvão em operação no Brasil. areia ou cascalho). em geral. Extração e transporte A extração (ou mineração) do carvão pode ser subterrânea ou a céu aberto. Os demais são utilizados nas proximidades do local de mineração – onde. Se. A produtividade das minas a céu aberto é superior à das lavras subterrâneas. em importantes países exportadores. No Brasil. É o que ocorre. reservas e usos. pelo contrário. O carvão também pode ser misturado à água formando uma lama que é transportada por meio de dutos. nas proximidades das áreas de mineração. como Austrália e Estados Unidos. a maior parte é explorada a céu aberto. 2006. em português –. todas localizadas no sul do País. Para os trajetos mais longos. os tipos de carvão com baixo teor de impurezas.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carbono / Teor de Energia do Carvão Alto Teor de Umidade do Carvão Alto % das Reservas Mundias Carvão de baixa qualidade 47% Betuminoso 52% Linhito 17% Sub-Betuminoso 30% Térmico Carvão vapor Hulha 53% Antracito 1% Metalúrgico Coque Grande parte da energia elétrica Produção de energia elétrica / Usos industriais Produção de energia elétrica / Usos industriais Fabricação de ferro e aço Doméstico / industrial incluindo combustível Figura 9. em 2004 o preço CIF – que inclui frete e seguro – de uma tonelada de carvão metalúrgico no Japão era de US$ 61. utilizase caminhões. também são construídas as termelétricas abastecidas por esse combustível. da profundidade e do tipo de solo sob o qual o minério se encontra. Além disso. semimecanizada ou mecanizada. o método mais eficiente de transporte é a esteira.50 por tonelada. geralmente só são transferidos. O transporte é a atividade mais complexa e dispendiosa da cadeia produtiva do carvão. Do ponto de vista econômico. A título de exemplo. é mais eficiente investir na construção de linhas de transmissão de eletricidade do que no transporte do carvão. também. Neste último caso. o mineral está em camadas profundas ou se apresenta como veios de rocha. de acordo com o World Coal Institute (WCI) – ou Instituto Mundial do Carvão. 60% da oferta mundial de carvão mineral é extraída por meio da mineração subterrânea. No entanto. de um local para outro. conforme está registrado no Plano Nacional de Energia 2030. a opção é a mineração a céu aberto. enquanto o custo do frete chegava a US$ 49.1 Tipos de carvão.

Capítulo 9 | Carvão Mineral

9.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO O carvão é o combustível fóssil com a maior disponibilidade do mundo. As reservas totalizam 847,5 bilhões de toneladas, quantidade suficiente para atender a produção atual por 130 anos. Além disso, ao contrário do que ocorre com petróleo e gás natural, elas não estão concentradas em poucas regiões. Abaixo, como mostra a Figura 9.2, as reservas estão bem distribuídas pelos continentes, com ênfase maior no hemisfério norte. Na verdade, são encontradas em quantidades expressivas em 75 países, sendo que três deles – Estados Unidos (28,6%), Rússia (18,5%) e China (13,5%) – concentram mais de 60% do volume total.

Reservas de Carvão 2007 (milhões de toneladas) < 134 135 a 1.000 1.001 a 10.000 10.001 a 100.000 > 100.001

Figura 9.2 Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).
Fonte: BP, 2008.

O volume extraído e produzido, porém, não é diretamente proporcional à disponibilidade dos recursos naturais. Relaciona-se, também, a fatores estratégicos, como a existência de fontes primárias na região e, em conseqüência, à maior ou menor dependência da importação de combustíveis. Atualmente, o maior produtor mundial de carvão é a China que, também estimulada pelo ciclo de acentuado desenvolvimento econômico, tornou-se a maior consumidora do minério. Em 2007, a China produziu 1.289,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) enquanto consumiu 1.311,4 Mtep. A Figura 9.3 a seguir mostra a distribuição do consumo mundial de carvão mineral, medida em tonelada equivalente de petróleo (tep), utilizada na mensuração do poder calorífico.

Extração de carvão mineral
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

134

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

Consumo de Carvão 2007 (Mtep) <1 1,1 a 10 10,1 a 100 100,1 a 1.000 100,1 a 1.000

Figura 9.3 Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).
Fonte: BP, 2008.

No ranking dos maiores produtores de carvão, também figuram os seguintes países: Estados Unidos (587,2 Mtep), Índia (181,0 Mtep) e Austrália, maior exportador do minério do mundo, com 215,4 Mtep, conforme Tabela 9.1, a seguir.

A Rússia, o segundo maior em termos de reservas, ocupa apenas o 6o lugar no ranking da produção e do consumo (Tabela 9.2 abaixo). Este desempenho relaciona-se à utilização majoritária, neste país, do gás natural.

Tabela 9.1 - Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Tabela 9.2 - Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Mtep
1289,6 587,2 215,4 181,0 151,8 148,2 107,5 62,3 51,5 48,3 2,2 3135,6

%
41,1 18,7 6,9 5,8 4,8 4,7 3,4 2,0 1,6 1,5 0,1 100

Mtep
1311,4 573,7 208,0 125,3 97,7 94,5 86,0 59,7 57,1 53,1 13,6 3177,5

%
41,3 18,1 6,5 3,9 3,1 3,0 2,7 1,9 1,8 1,7 0,4 100

China Estados Unidos Austrália Índia África do Sul Rússia Indonésia Polônia Alemanha Cazaquistão Brasil Total

China Estados Unidos Índia Japão África do Sul Rússia Alemanha Coréia do Sul Polônia Austrália Brasil Total

2o 3o 4
o

2o 3o 4
o

5o 6o 7
o

5o 6o 7
o

8o 9o 10
o

8o 9o 10
o

26o

21o

Fonte: BP, 2008.

Fonte: BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

135

Capítulo 9 | Carvão Mineral

Seja pelo alto custo e pelas dificuldades de transporte, seja porque o carvão se constitui em fator estratégico para a segurança nacional (por ser a principal fonte geradora de energia em vários países), o comércio internacional do mineral é pequeno frente ao porte das reservas e produção. Apenas cinco países dominam este mercado: Austrália, Rússia, Indonésia, África do Sul e Colômbia.

A maioria das transações concentra-se na Ásia e na Oceania, onde estão os grandes exportadores e importadores. Assim, a maior parte do carvão exportado navega pelo Oceano Pacífico. Para o carvão que trafega pelo Oceano Atlântico – e que, por questões logísticas, atenderia ao Brasil –, os principais exportadores são África do Sul e Colômbia, enquanto os maiores importadores são Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Extração de carvão mineral na superfície.
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

No Brasil As reservas brasileiras são compostas pelo carvão dos tipos linhito e sub-betuminoso. As maiores jazidas situam-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As menores, no Paraná e São Paulo. As reservas brasileiras ocupam o 10o lugar no ranking mundial, mas totalizam 7 bilhões de toneladas, correspondendo a menos de 1% das reservas totais. A Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) calcula que as reservas conhecidas poderiam gerar hoje 17 mil megawatts (MW). Do volume de reservas, o Rio Grande do Sul responde por 89,25%; Santa Catarina, 10,41%; Paraná, 0,32% e São Paulo, 0,02%. Somente a Jazida de Candiota (RS) possui 38% de todo o carvão nacional. Mas o minério é pobre do ponto de vista energético e não admite beneficiamento nem transporte, em função do elevado teor de impurezas. Isto faz com que sua utilização seja feita sem beneficiamento e na boca da mina.

136

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO

O carvão responde pela maior parte da produção da eletricidade em vários países. Por exemplo, China e Estados Unidos que, segundo a IEA, em 2006 produziram mais da metade dos 7.775 terawatts-hora (TWh1) gerados no mundo. Além disso, países como Alemanha, Polônia, Austrália e África do Sul usam o carvão como base da geração de energia elétrica devido à segurança de suprimento e ao menor custo na comparação com outros combustíveis, como pode ser visto na Tabela 9.3 abaixo.

Tabela 9.3 - Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006
Carvão Mineral
China Estados Unidos Índia Alemanha Japão África do Sul Austrália Rússia Coréia do Sul Reino Unido Outros Países Mundo
Fonte: IEA, 2008.

TWh
2.301 2.128 508 302 299 236 199 179 153 152 1.298 7.755

Usina de carvão mineral Candiota - Rio Grande do Sul.
Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE).

No Brasil, o minério representa, no entanto, pouco mais de 1,5% da matriz da energia elétrica. Em 2007, ano em que 435,68 TWh foram produzidos no País, o carvão foi responsável pela geração de 7,9 TWh, a partir da operação de usinas termelétricas que estão localizadas na região Sul, nas proximidades das áreas de mineração (ver Tabela 9.4 abaixo).

Tabela 9.4 - Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil - situação em novembro de 2008
Usina
Charqueadas Figueira Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Jorge Lacerda IV Presidente Médici A, B e C São Jerônimo
Fonte: Aneel (2008).

Potência (kW)
72.000 160.250 232.000 262.000 363.000 796.000 20.000

Destino da Energia
PIE SP PIE PIE PIE SP SP

Município
Charqueadas - RS Figueira - PR Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Candiota - RS São Jerônimo - RS

Proprietário
Tractebel Energia S/A. Copel Geração S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica

1

Um terawatt-hora equivale a um milhão de megawatts-hora

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

137

1 a seguir mostra a localização dos empreendimentos no Brasil e sua situação em novembro de 2008. O Mapa 9. cada um com potência de 350 MW. com potência total de 3. o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE 2006/2015 – MME/EPE. Há 20 anos. as pesquisas na área do carvão no Brasil estão virtualmente paralisadas. É o caso das termelétricas previstas para o Ceará e Maranhão.hu). projetos de usinas localizadas nas proximidades de portos que já detêm estrutura para recepção e transporte do carvão destinado à indústria prevêem utilizar o combustível importado. que devem entrar em operação até 2012: Pecém (com 700 MW de potência instalada na primeira fase e 360 MW na segunda) e Termomaranhão.sxc. o que impede o seu transporte por grandes distâncias e afeta o grau de rendimento da usina termelétrica – uma vez que a quantidade de energia produzida é inferior àquela obtida com carvões de alto poder calorífico. Tanto que o Governo Federal destinou R$ 58 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a essas usinas. em julho de 2008 outros cinco projetos.Capítulo 9 | Carvão Mineral Essa aplicação restrita é resultante de fatores como a vocação brasileira para utilização de fontes hídricas na produção de energia elétrica e a baixa qualidade da maior parte do carvão nacional.XCHNG (www. Além disso. Ao projetar a diversificação da matriz nacional. Extração do carvão mineral no Rio Grande do Sul. 138 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . também há restrições de natureza geopolítica (dependência de importações. 2006) prevê a expansão da utilização do carvão. Dois empreendimentos já se encontram em construção e devem entrar em operação até 2010 na região Sul: Jacuí e Candiota III. por exemplo) e entraves tecnológicos e econômicos que se refletem no custo da geração da eletricidade. A maioria utilizará carvão nacional. se encontravam em fase de estudos de viabilização técnico-econômica e socioambiental. Além disso. com 350 MW de potência. Fonte: Stock. No entanto. segundo registra o Plano Nacional de Energia 2030.148 MW.

000 542.Empreendimentos futuros e em operação – situação em novembro de 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 139 .200 Por classe de potência (kW) 20.300 440.000 Fonte: ANEEL.001 s 1.000 262.301 a 542.000 363.001 a 796.Carvão Mineral | Capítulo 9 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Belém Manaus AM PA MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco PE Porto Velho RO TO Palmas SE AL São Luis Fortaleza CE c o RN PB Natal João Pessoa Recife Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG DF Bolívia 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba SC São Paulo Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Termelétricas a carvão Outorgadas Em operação Até 7.000 72. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .201 a 440.001 a 262.377.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 9.000 a 72.001 a 363.000 N O L S 7.1 . 2008.

da extração até a combustão. É com vistas à produção de energia elétrica. é o volume de emissão de gases como o nitrogênio (N) e dióxido de carbono (CO2). ao provocar barulho. Na combustão pulverizada supercrítica. ou CCT).hu). Já a gaseificação integrada a ciclo combinado consiste na reação do carvão com vapor de alta temperatura e um oxidante (processo de gaseificação). A ocupação do solo exigida pela exploração das jazidas. interfere na vida da população. diminuição de emissões das partículas com nitrogênio e enxofre (NOx e SOx) e redução da emissão de CO 2 por meio da captura e armazenamento de carbono.Capítulo 9 | Carvão Mineral 9. Para a mineração. O transporte gera poluição sonora e afeta o trânsito. O efeito mais severo. Fonte: Stock.sxc. principal agente do efeito estufa. Ainda que sua extração e posterior utilização na produção de energia gere benefícios econômicos (como empregos diretos e indiretos. também chamado de gás carbônico. porém. provocado pela combustão. poeira e erosão. por exemplo. as rotas mais importantes de tecnologias limpas são a combustão pulverizada supercrítica. portanto. as principais medidas adotadas referemse à recuperação do solo. focados na redução de impurezas. que ocorrem os grandes investimentos em P&D (pesquisa e desenvolvimento). provoca significativos impactos socioambientais.XCHNG (www. que o futuro da utilização do carvão está diretamente atrelado a investimentos em obras de mitigação e em desenvolvimento de tecnologias limpas (clean coal technologies. o processo de produção. Considerando-se a atual pressão existente no mundo pela preservação ambiental – principalmente com relação ao efeito estufa e às mudanças climáticas – é possível dizer.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O carvão é uma das formas de produção de energia mais agressivas ao meio ambiente. segundo a IEA. a combustão em leito fluidizado e a gaseificação integrada a ciclo combinado. pelo emprego de partículas calcárias e de temperaturas inferiores ao processo convencional de pulverização. nos recursos hídricos. 140 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . O processo de combustão em leito fluidizado permite a redução de enxofre (até 90%) e de nitrogênio (70%-80%). o carvão é queimado como partículas pulverizadas. Atualmente. destinação de resíduos sólidos e negociações com a comunidade local. Recuperação de área degradada com plantio de acácias. porém. na flora e fauna locais. o que aumenta substancialmente a eficiência da combustão e conversão. aumento da demanda por bens e serviços na região e aumento da arrecadação tributária). o que dá origem a um gás combustível sintético de médio poder calorífico. Estimativas apontam que o carvão é responsável por entre 30% e 35% do total de emissões de CO2.

respectivamente.bp. Esse gás pode ser queimado em turbinas a gás e recuperado por meio de uma turbina a vapor (ciclo combinado). atualmente. Outros dois projetos. aneel. utilizarão. a combustão pulverizada e o leito fluidizado. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 141 .gov. a primeira usina com emissão zero de CO2 entraria em operação em 2020. Para a utilização do carvão nacional.br BP Global – disponível em www.Rio Grande do Sul. sem necessidade de beneficiamento. Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE).org World Energy Council (WEC) – disponível em www. Projeções apontam que testes em escala comercial serão realizados em unidades de geração até 2015. total ou quase totalmente.iea. Tanto que as usinas de Jacuí e Candiota III utilizam a combustão pulverizada. o que possibilita a remoção de cerca de 95% do enxofre e a captura de 90% do nitrogênio. Neste caso. segundo o Plano Nacional de Energia 2030.gov. no Rio Grande do Sul. a combustão em leito fluidizado circulante e a combustão pulverizada.org World Coal Institute (WCI) – disponível em www. Já os efeitos das técnicas para seqüestro de carbono serão sensíveis apenas no médio e longo prazo. a usina Sul Catarinense e a Seival.worldenergy.worldcoal. as tecnologias que apresentam melhores perspectivas de aplicação comercial são.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. o carvão bruto. Em todas será possível utilizar.epe.Carvão Mineral | Capítulo 9 Usina de carvão mineral Candiota .br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.

Capítulo 9 | Carvão Mineral 142 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Banco de imagens de Itaipú .

Energia transferida uniformemente por um sistema de potência igual a 1 watt durante uma hora. Joule (J): Unidade de trabalho. Uma tep corresponde à energia que se pode obter a partir de uma tonelada de petróleo padrão. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de uma libra (unidade inglesa de massa) de água em um grau Fahrenheit (1 ºF) sob pressão atmosférica normal. sob pressão atmosférica normal.Fatores de Conversão Fatores de Conversão MEDIDAS UTILIZADAS EM ENERGIA ELÉTRICA Definições British Thermal Unit (Btu): Unidade de energia. O newton é a força que. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 143 . contínua e uniformemente.5 ºC a 15. atribui-lhe a aceleração constante de 1 metro por segundo quadrado na direção da força. Newton (N): Unidade de força. de energia e de quantidade de calor. Watt (W): Unidade de potência. Watt-hora (Wh): Unidade de energia. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de um grama de água em 1 ºC.5 ºC. a energia de 1 joule por segundo. Caloria (cal): Unidade de energia. de 14. Tonelada equivalente de petróleo (tep): Unidade de energia. O watt é a potência de um sistema energético no qual é transferida. O joule é o trabalho produzido por uma força de 1 newton que leva o ponto de aplicação dessa força a deslocarse por uma distância de 1 metro na direção da força. A tep é utilizada na comparação do poder calorífero de diferentes formas de energia com o petróleo. quando aplicada a um corpo de massa igual a 1 quilograma.

000 Mcal Fatores de conversão para massa de »» para quilograma (kg) tonelada métrica (t) tonelada longa (tl) tonelada curta (tc) libra (lb) Exemplo de utilização: 1 kg = 2.0 1.204.22 0.893 0.158987 m3 1 joule = 0.201 42.0 Fatores de conversão para energia de »» para joule (J) British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) quilowatt-hora (kWh) tonelada equivalente de petróleo (tep) Exemplo de utilização: 1 J = 277.000984 0.968 x 10-3 3.289 0.0 11.0283 L 1.0 0.28981 barris 3 Relações Práticas 1 tep ano = 7.016.0005 lb 2.0 1.1337 0.0038 0.1868 3.0 0.0 907.9072 0.159 0.000.1605 5.0 2.001 0.6 x 10-5 1.8327 1.000.163 x 10-6 1.984 1.7 × 10–9 kWh J 1.2046 2.785 4.2 0.0 1.1781 pé3 35.0 Fatores de conversão para volume de »» para metro cúbico (m³) litro (L) galão (EUA) galão (RU) barril (bbl) pé cúbico (pé3) Exemplo de utilização: 1 bbl = 159.97 6.02 bep dia 1 bep dia = 50 tep ano (M) mega = 106 (G) giga = 10 (P) peta = 10 9 1 barril = 0.3147 0.0 144 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Fatores de Conversão Tabelas de conversão Múltiplos de unidades de energia x103 joule British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) tonelada equivalente de petróleo (tep) watt-hora (Wh) kJ kBtu kcal ktep kWh x106 MJ MBtu Mcal Mtep MWh x109 GJ GBtu Gcal Gtep GWh x1012 TJ TBtu Tcal Ttep TWh x1015 PJ PBtu Pcal Ptep PWh x1018 EJ EBtu Ecal Etep EWh Relações entre unidades Exponenciais (k) kilo = 10 3 Equivalências 1 m = 6.000446 tc 0.02381 0.3 Multiplicar por gal (EUA) gal (RU) 264.001102 1.07 x 10-6 1.016 0.48 220.0 1.0 3.412.87 x 109 Btu 947.388 x 10-11 2.0 1.239 cal 1 Btu = 252 cal 1 m de petróleo = 0.000454 Multiplicar por tl 0.14 tep ano 1 tep ano = 0.0353 0.0 28.0 1.0045 0.0 39.0 0.2 bep ano 1 bep ano = 0.6 x 106 41.2 0.8 x 10-6 1.000.52 x 10-8 10-10 8.454 t 0.0 x 109 kWh 277.0 34.6 2.0 1.2642 1.546 159.0063 0.0 x 103 10.0 0.0 860.02859 1.0 1.0 0.001 1.1023 1.7 x 10-9 293.68 x 106 Multiplicar por cal 0.120 1.229 bbl 6.23884 252.63 x 103 tep 2.055 x 103 4.0 7.0 3.872 t (em 1994) 3 (T) tera = 1012 15 (E) exa = 1018 1 tep = 10.240.615 1.2046 lb kg 1.0 L m³ 1.

De comercialização: Titular de autorização. Autorizada: Agente titular de autorização federal para prestar o serviço público de geração ou comercialização de energia elétrica. AGENTES Autoprodutor: Pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebem concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo. que seja habilitado em documento específico para tal fim. permissão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. concessão ou permissão para realização de operações de compra e venda de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Vendedor: Agente de Geração. Para facilitar a consulta. por sua conta e risco. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 145 . abaixo. produtores independentes de energia (PIE) e autoprodutores. que solicitar à concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas nas normas e regulamentos da ANEEL. Esta categoria divide-se em prestadores de serviço. ou comunhão de fato ou de direito. os verbetes foram agrupados por tema. integrantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e sujeitos às obrigações e direitos previstos na Convenção. De distribuição: Titular de concessão ou permissão para distribuição de energia elétrica a consumidor final ou a Unidade Suprida. Consumidor: Pessoa física ou jurídica. Da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Concessionária ou permissionária de serviços e instalações de energia elétrica e consumidores livres. ] De geração: Titular de concessão. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica.Glossário Glossário O Atlas da Energia Elétrica relaciona. nas Regras e nos Procedimentos de Comercialização. permissão ou autorização para fins de geração de energia elétrica. legalmente representada. exclusivamente de forma regulada. Agente de Comercialização ou Agente de Importação. os termos mais usuais do setor de energia elétrica brasileiro e as suas respectivas definições. Produtor independente de energia elétrica: Pessoa jurídica ou consórcio de empresas titular de concessão.

Lance: Ato praticado pelo proponente vendedor que consiste na oferta de: quantidade de lotes. ressalvados os casos previstos em lei. quantidade de lotes. inclusive aquelas com mercado próprio inferior a 500 GWh/ano. constante dos contratos de compra de energia celebrados entre consumidores livres e produtores e livremente negociado entre as partes. no ambiente regulado. Mercado de Curto Prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica . nas rodadas uniformes da etapa Outras Fontes e da etapa Hidro. Minas e Energia (MME). Leilão: Único sistema pelo qual as distribuidoras podem contratar a energia elétrica de longo prazo para abastecer os seus respectivos mercado. obedecendo à disciplina estabelecida em Portaria específica do Ministério de AMBIENTE DE NEGOCIAÇÃO LIVRE (ACL) Comercializador: Empresa que une as partes consumidoras e geradoras. precedidas de licitação. seção 1. associado a um empreendimento que esteja habilitado.CCEE onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica Contratados e registrados pelos Agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos Agentes da CCEE. Consumidor livre: Consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. Oferta de referência: Quantidade de lotes calculada pelo sistema para cada produto a partir do fator de referência a ser aplicado à quantidade demandada de cada um dos produtos. na rodada discriminatória da etapa Hidro e receita fixa. tia física. à energia habilitada e à garantia aportada.Glossário AMBIENTES DE NEGOCIAÇÃO De Contratação Livre (ACL): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica. de 29 out. De Contratação Regulada (ACR): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica entre agentes vendedores e agentes de distribuição. Contrato Bilateral: Instrumento jurídico que formaliza a compra e venda de energia elétrica entre Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). definindo os montantes de energia elétrica a serem contratados para início de suprimento no ANO BASE “A”. podendo ser classificadas como Garantia Financeira ou Garantia da Proposta para efeito de habilitação e participação no Leilão. 109. AMBIENTE DE COMERCIALIZAÇÃO REGULADO (ACR) Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR): Também denominado de Contrato Bilateral. definindo as regras e condições para a comercialização de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes ou futuros. As geradoras são as ofertantes. tendo por objeto estabelecer preços. Resolução Normativa ANEEL n. 2004. instrumento celebrado entre cada concessionária ou autorizada de geração e todas as concessionárias ou permissionárias do serviço público de distribuição. Lastro para venda: Montante de energia disponível. 146 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Lote (leilão): Montante de energia elétrica igual a 1. Preços de energia elétrica: Valor a ser pago pelo MWh (megawatthora). de 26 de outubro de 2004 (Diário Oficial. por opção destas. na primeira fase. na rodada discriminatória da etapa Térmica. conforme regulamentação específica. objeto de contratos bilaterais livremente negociados. preço. em lotes.0 (um) MW médio cada. que representa a menor parcela de um produto. Garantias: Valores a serem depositados junto ao Agente Custodiante pelos compradores e proponentes vendedores. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. para venda em leilão. prazos e montantes de suprimento em intervalos temporais determinados. proporcionando a realização de contratos e dando liquidez ao mercado livre. 196) Regras do mercado: Conjunto de regras comerciais e suas formulações algébricas definidas pela Aneel e de cumprimento obrigatório pelos agentes participantes do mercado. limitado à garan- Contrato de uso e de conexão: Instrumento contratual em que o consumidor livre ajusta com a concessionária as características técnicas e as condições de utilização do sistema elétrico local. Declaração: Documento apresentado pelos Compradores. p. conforme legislação e regulamentos específicos.

individualizado por comprador. de sobras e déficits de montantes de energia contratados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). requisitos. determinado pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME) com base na quantidade declarada. resultantes da contabilização promovida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). sendo estes limitados ao Preço de Liquidação de Diferença (PLD) mínimo e máximo. calculado antecipadamente. como credor ou devedor na CCEE. e a inflexibilidade mensal da usina de Outras Fontes de Geração. Valor Esperado do Custo Econômico de Curto Prazo (CEC): Valor. Produto (leilão): Conjunto de lotes que serão objeto de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) com a mesma modalidade de contratação. Liquidação financeira: Processo de pagamento e recebimento de valores apurados como débitos e créditos. para cada possível cenário. Período de apuração: Intervalo de tempo em que as condições de oferta e demanda de energia levam à definição de um esquema de produção específico e à determinação do respectivo Preço de Liquidação de Diferenças. Quantidade Demandada: Montante de energia elétrica que se pretende adquirir. limitado por preços mínimo e máximo. expresso em número de lotes. expresso em número de lotes. eventos e prazos relativos à comercialização de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). conforme valores vigentes estabelecidos pela ANEEL. entre Agentes de Distribuição participantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). MERCADO DE CURTO PRAZO Mercado de curto prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados e registrados pelos agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes da CCEE. Preço de liquidação de diferenças (PLD): Preço a ser divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). funcionamento e atribuições da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). b) ao preço de lance da rodada anterior no período de rodadas uniformes. Convenção de Comercialização de Energia Elétrica: Instituída pela ANEEL por intermédio da Resolução Normativa nº 109. expresso em Reais por ano (R$/ano). feitas com base no Custo Marginal de Operação (CMO). Contabilização: Processo de apuração da comercialização de energia Quantidade Declarada: Montante de energia elétrica. estabelece as condições de comercialização de energia elétrica e as bases de organização. Rodada: Período para submissão de lances pelos proponentes vendedores e para processamento pelo sistema. Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits . elétrica entre os Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).MCSD: Processo de realocação. pelo qual é valorada a energia comercializada no Mercado de Curto Prazo. que determina em intervalos temporais definidos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 147 . na qual será o preço de lance da primeira fase. exceto na primeira rodada da segunda fase. c) ao preço associado ao lance que completa o atendimento à totalidade da quantidade demandada de um produto na rodada discriminatória. a situação de cada agente. para este efeito considerada totalmente contratada. vigente para cada Período de Apuração e para cada Submercado. calculado pelo sistema. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). nos termos das declarações. respectivamente. inserido pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME). que corresponde: a) ao preço inicial de cada produto. expresso em reais por megawatt-hora (R$/ MWh). individualizado por comprador. Preço Inicial: Preço máximo de aquisição para cada produto.Glossário Preço Corrente: Valor. expresso em reais por ano (R$/ano). Procedimentos de comercialização: Conjunto de normas aprovadas pela Aneel que definem condições. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). correspondente ao Custo Variável Unitário multiplicado pela diferença entre a geração da usina de Outras Fontes de Geração. de 26 de outubro de 2004. com periodicidade máxima semanal e com base no custo marginal de operação. multiplicado pelo número de horas do mês em questão. correspondente ao custo econômico no mercado de curto prazo. resultante das diferenças mensais apuradas entre o despacho efetivo da usina e sua garantia física. Valor Esperado do Custo de Operação (COP): Valor. Corresponde ao valor esperado acumulado das liquidações do mercado de curto prazo.

Faixa de ocupação: Espaço nos postes das redes aéreas de distribuição de energia elétrica. Foi constituído pela lei n. estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços.267. restritas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). de Energia Elétrica. Conselho de Administração da CCEE . e vado. responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). sem fins lucrativos. Mineração e Transformação Mineral. garantir tarifas justas. incluindo a nuclear. criada pela Lei 9. nas torres. em um período de 12 meses. vinculada ao Ministério de Minas e Energia. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. os montantes de uso contratados por ponto de conexão. bem como as condições técnicas e comerciais para a conexão à rede de distribuição. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Entidade de direito pri- ESTRUTURA INSTITUCIONAL Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Autarquia em regime especial.184. com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia elétrica entre os Agentes da CCEE. A estrutura do Ministério foi regulamentada pelo decreto n° 5.Glossário Procedimentos do mercado: Conjunto de ações necessárias à operacionalização das Regras de Mercado. no ponto de acesso. de 9 de dezembro de 2004. de 12 de agosto de 2004. combustível e energia elétrica.177. a outras concessionárias ou permissionárias de distribuição. A EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético. estabelecendo os termos e as condições gerais que irão regular a comercialização de energia elétrica disponibilizada pela supridora para atendimento ao mercado da suprida. a Lei n° 10. conceder.848. zelar pela qualidade do serviço.683/2003 definiu como competências do MME as áreas de geologia. de Petróleo. Processo de arbitragem: Conjunto de procedimentos extrajudiciais realizados pela Câmara de Arbitragem com vistas à solução de conflitos. bem como as condições técnicas e comerciais a serem observadas para o uso do sistema de distribuição. acrescida da energia entregue. e Geologia. Energia distribuída por uma empresa: É a energia entregue aos consumidores conectados à rede elétrica da empresa de distribuição. de 15 de março de 2004. Contrato de fornecimento: Instrumento contratual em que a concessionária e o consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “A” ajustam as características técnicas e as condições comerciais do fornecimento de energia elétrica. a transmissão. atendendo reclamações de agentes e consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade.Câmara de Comercialização de Energia Elétrica: Colegiado composto por membros eleitos pela Assembléia-Geral. Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Empresa pública federal. DISTRIBUIÇÃO Contrato de Compra de Energia (CCE): Contrato celebrado entre a permissionária e o atual agente supridor. Ministério de Minas e Energia: Em 2003. que criou as secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Energético. sob a fiscalização e regulação Aneel. nas galerias subterrâneas e nas faixas 148 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . com tarifa regulada. Gás Natural e Combustíveis Renováveis.° 9. e do Decreto no 5. permitir e autorizar instalações e serviços de energia. Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. criada em 26 de agosto de 1998. Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): O CNPE é um órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas e diretrizes destinadas a promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do País. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. aproveitamento da energia hidráulica. Sua criação foi autorizada nos termos do art. através desta rede. recursos minerais e energéticos. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME . mineração e metalurgia. estabelecendo as responsabilidades pela implantação.478. Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. petróleo. sem fins lucrativos. que atua sob autorização do Poder Concedente e regulação e fiscalização da Aneel. de 1997. mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores. 4o da Lei no 10. exigir investimentos. de 16 de agosto de 2004. Tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração. criada pelo Decreto no 5. estabelecendo as condições gerais do serviço a ser prestado.427 de 26 de Dezembro de 1996. Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Pessoa jurídica de direito privado.

atualidade. geradores. desenvolvido em unidade consumidora a seguir exemplificada: a) unidade operacional do serviço público de tratamento de água e esgotos. verificados nos últimos doze meses. Central Térmica: Instalação na qual a energia química. com tensão inferior a 230 KV ou instalações em tensão igual ou superior. f ) unidade operacional de serviço público de telecomunicações. Ramal de ligação: Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega. g) centro de controle público de tráfego aéreo. Rede de distribuição: Conjunto de instalações de distribuição de energia elétrica. bem como pela quantidade de energia relativa aos consumidores livres no que tange ao uso dos sistemas de distribuição. continuidade. autoprodutores. Pode ser do tipo fio de água. generalidade. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. sempre que o consumidor não cumprir com as suas obrigações definidas na Cláusula Quinta do Contrato de Prestação de Serviço Público de Energia Elétrica para Unidades Consumidoras Atendidas em Baixa Tensão. ainda que necessária a extensão de rede de tensão inferior ou igual a 138 kV. h) unidade operacional de distribuição de gás canalizado. Mercado cativo: Montante de energia faturada para atendimento a consumidores cativos e para o suprimento de outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. consumidores livres. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. Universalização: Atendimento a todos os pedidos de nova ligação Mercado de Referência de Energia: Composto pela quantidade de energia elétrica faturada para o atendimento a consumidores cativos. sólidos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 149 . líquidos ou gasosos. d) unidade operacional de transporte coletivo. Interrupção: Descontinuidade do fornecimento de energia elétrica a uma determinada unidade consumidora. contida em combustíveis fósseis. segurança. Mercado da empresa: É a soma dos requisitos anuais de energia dos consumidores finais conectados à rede de distribuição da empresa. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. rodoferroviário e metroviário. eficiência. é convertida em energia elétrica. em tensão inferior a 2. fios e fibras ópticas. Central Hidroelétrica: Instalação na qual a energia potencial e cinética da água é transformada em energia elétrica. observados os prazos fixados nas “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica”. incluindo os consumidores que tenham optado por serem atendidos por outros fornecedores.Glossário de servidão administrativa de redes de energia elétrica onde são definidos pelo detentor os pontos de fixação. não considerando a quantidade de demanda faturada por ultrapassagem do valor contratado. ou de regulação. quando especificamente definidas pela ANEEL. Serviço essencial: Serviço ou atividade caracterizado como de fundamental importância para a sociedade. sem ônus para o solicitante. com represa. não incluído o montante relativo às perdas elétricas dos sistemas de distribuição. Suspensão de fornecimento: É o desligamento de energia elétrica da unidade consumidora.3 kV. e) unidade operacional de serviço público de tratamento de lixo. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas.e i) unidade operacional de segurança pública. autoprodutores. marítimo. Mercado de Referência de Demanda: Composto pela quantidade de demanda de potência faturada para o atendimento a consumidores cativos. para fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras com carga instalada menor ou igual a 50 kW. Serviço adequado: É o que satisfaz as condições de regularidade. GERAÇÃO Ramal de entrada: Conjunto de condutores e acessórios instalados pelo consumidor entre o ponto de conexão ao sistema da concessionária e o ponto de medição ou proteção da unidade consumidora. c) unidade hospitalar. b) unidade operacional de processamento de gás liqüefeito de petróleo e de combustíveis. Central Nuclear: Instalação na qual a energia libertada a partir de combustível nuclear é convertida em energia elétrica. os dutos subterrâneos e as faixas de terreno destinados ao compartilhamento com agentes do setor de telecomunicações de interesse coletivo e agentes do setor de petróleo para instalação de cabos. sem represa.

em cada unidade consumidora. no período de observação. Por exemplo: água. em média. em cada unidade consumidora do conjunto considerado. de 7 de julho de 1995. correspondendo ao nível que limita a parte inferior do volume útil. Se for global. em média. a serem observados mensal. no período de observação. Nível d’água máximo normal de montante: Nível de água máximo no reservatório para fins de operação normal da usina. a partir da energia disponibilizada por uma fonte primária. Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora . Eficiência Energética: Índice que demonstra o quanto da energia da fonte foi convertida em utilidade eletromecânica e utilidade calor. esta geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica. de 20 de setembro de 2004. Potência mínima disponibilizada (SIGFI): Potência mínima que o Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente indicadores de continuidade. 150 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .000 kW e igual ou inferior a 30. 5º da Lei nº 9. no ponto de entrega. ocorreu descontinuidade na distribuição de energia elétrica. Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC): Intervalo de tempo que. em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. sem considerar a influência da vazão vertida. Indicador de continuidade: Quantificação do desempenho de um sistema elétrico. referida ao centro de gravidade do submercado em que o empreendimento estiver conectado. Potência Instalada de uma Central Geradora: Somatório das potências elétricas ativas nominais das unidades geradoras da central. entre outros. gás natural. quantifica o desempenho agregado por empresa. Freqüência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (FIC): Número de interrupções ocorridas no período de observação. Energia efetivamente gerada: A energia gerada pela central geradora de energia elétrica. estado. de acordo com os valores estabelecidos pela ANEEL. 083.0 km².DMIC: Tempo máximo de interrupção contínua da energia elétrica em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. biomassa. Nível d’água normal de jusante: Nível d’água a jusante da casa de força para a vazão correspondente ao somatório dos engolimentos máximos de todas as turbinas. com área total de reservatório igual ou inferior a 3. vento e irradiação solar. mediante o estudo de divisão de quedas e a definição prévia do aproveitamento ótimo de que tratam os §§ 2º e 3º do art. O padrão de continuidade é o valor máximo estabelecido para este indicador. INDICADORES Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (DIC): Intervalo de tempo em que.074. utilizada para a mensuração da continuidade apurada e análise comparativa com os padrões estabelecidos. para atender às instalações elétricas da unidade consumidora. em cada unidade consumidora do conjunto considerado ocorreu descontinuidade da distribuição de energia elétrica.000 kW. Metas de continuidade: Valores máximos estabelecidos para os Pequenas centrais hidrelétricas (PCHs): Empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1. Padrão de tensão: Níveis máximos e mínimos de tensão. derivados de petróleo. em que a concessionária deve entregar a energia elétrica na unidade consumidora. Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC): Número de interrupções ocorridas. definido através dos estudos energéticos. Inventário hidrelétrico: Etapa de estudos de engenharia em que se define o potencial hidrelétrico de uma bacia hidrográfica. descontado o consumo interno. (SIGFI) deve disponibilizar. trimestral e anualmente nos períodos correspondentes ao ciclo de revisão das tarifas. Fonte de energia: Recursos naturais que são utilizados em uma usina para movimentar as turbinas e dar origem à energia elétrica.Glossário Cogeração: Processo operado numa instalação específica para fins da produção combinada das utilidades calor e energia mecânica. definido através dos estudos energéticos. segundo os critérios estabelecidos na Resolução Normativa ANEEL n. Energia gerada: Soma da produção de energia elétrica referente a cada uma das unidades geradoras da central geradora de energia elétrica. no período de observação. expressos em Volts (V). Nível d’água mínimo normal de montante: Nível de água mínimo do reservatório para fins de operação normal da usina. região ou país. carvão.

podendo atender aos compromissos mercantis do agente e/ou para o seu uso exclusivo. também. expressa em quilowatts (kW). conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga. compra. ou eletrodomésticos. e que.3 kV.3 kV. medida em quilowatt (kW). em condições de entrar em funcionamento. Consumidor Cativo: Consumidor que adquire energia de concessionária ou permissionária que detém o monopólio de atendimento na região em que está instalado e cujo contrato é totalmente regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 82. Potência elétrica: É a quantidade de energia elétrica que cada equipamento elétrico ou eletrodoméstico pode consumir. da para atender a um acréscimo de carga no sistema. possam ser atendidas por meio de um único ponto de entrega e cuja medição seja. Operação comercial: Situação operacional em que a energia produzida pela unidade geradora está disponibilizada ao sistema. de uma mesma área de concessão de distribuição.3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos definidos no art. ou. Demanda: Média das potências elétricas ativas ou reativas. 79 a 81. conforme legislação e regulamentos específicos.3 kV e faturadas neste Grupo nos termos definidos nos arts. caracterizado pela estruturação tarifária binômia e com subdivisões. que sejam atendidas por circuito monofásico e que têm direito a pagar uma tarifa menor que a normal. Potência instalada: Soma das potências nominais de equipamentos elétricos de mesma espécie instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em funcionamento. responsável por unidade consumidora ou por conjunto de unidades consumidoras reunidas por comunhão de fato ou de direito. cuja carga seja maior ou igual a 500 kW. Período seco (S): Período de sete meses consecutivos. no ponto de entrega. ra produz energia objetivando atender suas próprias necessidades de ajustes de equipamentos e verificação de seu comportamento do ponto de vista sistêmico. de maio a novembro. Energia elétrica consumida: Total da energia elétrica utilizada pelos equipamentos elétricos. durante um intervalo de tempo especificado. caracterizado pela estruturação tarifária monômia e com subdivisões. solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora. seja ou não utilizada durante o período de faturamento. atendidas em tensão inferior a 2. legalmente representada. expressa em quilowatts (kW). de 7 de julho de 1995.Glossário MERCADO CONSUMIDOR Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora. concomitantemente. caracterizado pelo baixo índice pluviométrico. Grupo “A”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2. ou. Grupo “B”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2. reunidas por comunhão de interesses de fato ou de direito. única. a despeito de cumprir as condições previstas nos artigos 15 e 16 da Lei nº 9. integrante(s) do mesmo submercado no SIN (Sistema Interligado Nacional). OPERAÇÃO Custo Marginal de Operação: Custo por unidade de energia produzi- Consumidor Potencialmente livre: É aquele que. atendido em qualquer tensão. por unidade de tempo. continua a ser atendido de forma regulada.074. Conjunto de unidades consumidoras: Qualquer agrupamento de unidades consumidoras. global ou parcial. Subclasse residencial baixa renda: Unidades consumidoras com consumo mensal entre 80 e 220 kWh. pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. ainda. estejam localizadas em áreas contíguas. Operação em teste: Situação operacional em que a unidade gerado- Demanda Contratada: Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária. definido pela concessionária ou permissionária e aprovado pela Aneel. Consumidor Especial: Consumidor responsável por unidade consumidora ou conjunto de unidades consumidoras do Grupo “A”. atendidas em tensão superior a 2. Medidor: Instrumento registrador de energia elétrica e potência ativa ou reativa. Geralmente Atlas de Energia Elétrica do Brasil 151 . Consumidor Livre: É aquele que. Consumidor Final: Pessoa física ou jurídica. ainda.

e as responsabilidades do ONS e dos agentes. TARIFAS Componentes da Tarifa de Energia (TE): Parcelas relativas ao custo da energia disponível para a venda. que estabelecem os procedimentos e requisitos técnicos necessários ao planejamento. Estrutura tarifária convencional: É caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano.11. Tarifa de energia (TE): Tarifa de energia elétrica calculada pela Aneel. para fim de registro e estatística. 152 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . entre dezembro de um ano a abril do ano seguinte. Estrutura tarifária horo-sazonal: É caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano. encargos setoriais e tributos que compõem as tarifas de energia. Tarifa azul: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. de potência superior a 1. referentes aos incisos do art. concessão.000 kW e a implantação de Usina Termelétrica de potência igual ou inferior a 5. a título precário. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. remuneração dos investimentos e quota de reintegração. A implantação de Usinas Termelétricas. uso e operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). Reversão: É o retorno ao Poder Concedente dos bens vinculados à Período úmido (U): Período de cinco meses consecutivos. o aproveitamento de potenciais hidráulicos. 4º da Resolução ANEEL nº 666 de 29. A reversão se fará com a indenização das parcelas dos investimentos realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. caracterizado pelo alto índice pluviométrico. Parcela B: Parcela que incorpora os custos gerenciáveis relacionados à atividade de distribuição de energia elétrica. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. implantação. Estão dispensados de concessão. mediante licitação. feita pelo Poder Concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho por sua conta e risco. O aproveitamento de potências hidráulicas.Glossário exige a adoção de medidas para preservar o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. custos de comercialização. Permissão de serviço público: Delegação. consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. mediante licitação. iguais ou inferiores a 1. tais como custos operacionais. REGIME JURÍDICO Estrutura tarifária: Conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de Concessão de serviço público de energia elétrica: É a delegação de prestação de serviços. Poder concedente: A União ou entidade por ela designada. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para o seu desempenho.2002. Parcela A: Parcela que incorpora os custos não gerenciáveis da concessionária de distribuição. bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia. na modalidade de concorrência.000 kW. Procedimentos de Rede: Documentos elaborados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com a participação dos agentes e aprovados pela Aneel.000 kW e igual ou inferior a 10. por sua conta e por prazo determinado. 2. transporte de energia e encargos setoriais resultantes de políticas de governo. permissão ou autorização. destinada a uso exclusivo do autoprodutor. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. de potência superior a 5. tais como compra de energia. feita pelo Poder Concedente.000 kW. aplicável no faturamento mensal referente a: Tarifa binômia: Conjunto de tarifas de fornecimento constituído por preços aplicáveis ao consumo de energia elétrica ativa e à demanda faturável. Permissionária: Agente titular de permissão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia elétrica. Objeto de autorização: São objetos de autorização: 1. ainda não amortizados ou depreciados. ao término do prazo desta. da prestação de serviços públicos. devendo apenas ser comunicados ao Poder Concedente. destinado a uso exclusivo do autoprodutor.000 kW.

sob supervisão do ONS. Tarifa verde: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. Submercados: Divisões do Sistema Interligado Nacional (SIN) para as quais são estabelecidos Preços de Liquidação de Diferenças (PLD) es- TRANSMISSÃO Contrato de Conexão ao Sistema de Transmissão (CCT): Contrato celebrado entre a permissionária e um concessionário detentor das instalações de transmissão. Rede básica: Instalações de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). no ponto de acesso. abrangidas pelas Resoluções n° 166 e 167. destinadas a alterar a tensão da energia elétrica recebida. acrescidas das instalações de transmissão autorizadas por resolução específica da Aneel. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. homologada pela Aneel. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. pelo ONS. incluindo a prestação de serviços de transmissão. pela permissionária. correspondente aos valores relativos à tarifa de uso dos sistemas de distribuição e à tarifa de energia elétrica. Centro-Oeste. aplicável ao faturamento mensal referente ao suprimento à permissionária de distribuição pela atual supridora. assim como a de serviços de coordenação e controle da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).Glossário a) contrato de compra de energia celebrado entre consumidor do Grupo “A” e concessionária ou permissionária do serviço público de distribuição. Nordeste e parte do Norte. Sistemas Isolados: Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica não conectados ao SIN. No geral localizam-se na região Amazônica. Tarifa de fornecimento: Tarifa aplicável no faturamento mensal de energia elétrica dos consumidores cativos de concessionária ou permissionária de distribuição. de 8 de junho de 2004. Instalações de transmissão: Instalações para prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica. Sistema Interligado Nacional (SIN): Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica que abrange a maior parte do território nacional: as regiões Sul. Tarifas de conexão: Tarifas referentes aos contratos de conexão celebrados entre consumidores do Grupo “A” e concessionário de serviço público de geração. e c) suprimento a concessionária ou permissionária de distribuição com mercado inferior a 500 GWh/ano. integrantes da Rede Básica. as instalações de transmissão que tenham sido cedidas. vinculado ao Contrato de Compra de Energia (CCE). Tarifa de energia comprada: Composta pela tarifa de energia elétrica (TE) e tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD). definida segundo critérios estabelecidos na Resolução Normativa nº 67. aquelas integrantes de concessões de serviço público de transmissão outorgadas desde 31 de maio de 2000 e. doadas ou transferidas a concessionária de transmissão. pecíficos e cujas fronteiras são definidas em razão da presença e duração de restrições relevantes de transmissão aos fluxos de energia elétrica no SIN. Subestação: Instalações das companhias transmissoras e distribuidoras. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 153 . bem como as condições comerciais. A coordenação da operação das usinas é feita pelo ONS. Sudeste. de propriedade de concessionárias de serviço público de transmissão. de 2000. b) parcela correspondente a energia elétrica da tarifa de fornecimento dos consumidores do Grupo “b”. Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST): Contrato celebrado entre a permissionária e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). bem como de uma única tarifa de demanda de potência. Ponto de conexão: Conjunto de equipamentos e materiais que se destinam a estabelecer a conexão elétrica entre dois sistemas. estabelecendo as condições técnicas e as obrigações relativas ao uso das instalações de transmissão. ainda.

.

ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1.2 – Consumo de energia elétrica por região em 2007.1 – Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo.1 – Anatomia da conta de luz. Figura 2. Figura 6.1 – Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3. Figura 5. reservas e usos. Gráfico 1.Índice Índice ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1.1 – Potencial eólico brasileiro. Figura 2. Figura 9.3 – Reservatório geotérmico de alta temperatura.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. Figura 7.1 – Consumo de energia nuclear no mundo em 2007. Figura 5. Figura 1. Figura 9.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. Figura 1.1 – Consumo de energia elétrica per capita em 2007.3 – Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).1 – Relação entre agentes e consumidores. Figura 5. Gráfico 1. Figura 8. Figura 9.2 – Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).1 – Tipos de carvão. 27 30 33 23 26 26 32 41 47 56 81 85 87 89 95 111 123 133 134 135 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 155 . Figura 3.3 – Expansão da rede básica de transmissão.4 – Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil. Figura 5.1 – Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas). Figura 1.4 – Geração de energia em usina maremotriz.2 – Variação da radiação solar no Brasil.

1– Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW). Gráfico 8.4 – Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. Gráfico 2.3 – Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. Gráfico 2. Gráfico 7. Gráfico 2.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. Gráfico 6. Gráfico 2.2 – Indicadores de qualidade – Média anual Brasil 23 24 39 43 43 45 45 47 51 52 56 65 68 71 78 83 84 85 88 93 93 94 94 107 108 111 119 120 121 123 124 131 132 156 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Gráfico 5. 1995–2007. Gráfico 2. Gráfico 9. Gráfico 5. Gráfico 3. Gráfico 4.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 9.1 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006). Gráfico 8.5 – Projeção da capacidade instalada (MW).1 – Matriz energética nos anos de 1973 e 2006.Índice Gráfico 2. Gráfico 5. Gráfico 6. Gráfico 3.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006. Gráfico 7.2 – Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo.5 – Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. Gráfico 3. Gráfico 6.6 – Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007. Gráfico 4.1 – Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006.000 unidades) Tabela 1.2 – Produção mundial de etanol.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.3 – Cenários IEA para energia nuclear no mundo.1 – Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. Gráfico 8. ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1. Gráfico 8.5 – Participação da energia nuclear na energia total produzida.3 – Participação relativa da hidreletricidade no mundo.1 – Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos. Gráfico 5.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007). Gráfico 7.2 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível. Gráfico 8.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável. Gráfico 5.3 – Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006.2 – Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006). Gráfico 4.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W).1 – Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 – 2007).4 – Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8). Gráfico 6.

2 – Produção de gás natural em 2007 Tabela 6.3 – Os principais encargos inseridos nas tarifas Tabela 1.3 – Consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.1 – Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) Tabela 4.7 – Oferta interna de energia no Brasil Tabela 5.6 – Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Tabela 7.3 – As dez maiores reservas de petróleo (2007) 27 34 35 36 40 40 44 46 48 54 55 55 57 66 67 67 69 70 70 73 78 78 79 80 83 88 96 98 98 99 100 101 109 110 111 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 157 . região e potência Tabela 4.3 – Usinas de licor negro no Brasil Tabela 4.6 – Produtores de etanol (hm3) Tabela 4.1 – Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tabela 3.1 – Reservas de gás natural no mundo Tabela 6.4 – Produtores de bioenergia em 2005 Tabela 4.4 – Acréscimo anual da geração (em MW) Tabela 1.3 – Consumo de gás natural em 2007 Tabela 6. nas grandes regiões – Brasil.4 – Potência instalada em 2007 Tabela 5.2 – Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep) Tabela 2.1 – Consumo mundial de energia por combustível em 2007 Tabela 2.5 – Produção de gás natural no Brasil Tabela 6. 2004–2008 Tabela 3.2 – Produção de biodiesel no Brasil (m3) Tabela 4.5 – Empreendimentos em operação.Índice Tabela 1. por localização (terra e mar).1 – Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Tabela 7. segundo Unidades da Federação Tabela 6.5 – Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.3 – Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 Tabela 3.5 – Produtores de biodiesel (mil toneladas) Tabela 4.4 – Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.2 – Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh Tabela 3.2 – Oferta primária de energia em 1973 e 2006 Tabela 5. construção e outorgados Tabela 1.6 – Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) Tabela 6.4 – As dez maiores usinas em operação.3 – Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Tabela 5.2 – Os dez maiores produtores de petróleo Tabela 7.5 – Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país Tabela 5.6 – Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica – situação em 2007 (MW) Tabela 2.1 – Produção de energia elétrica no mundo em 2006 Tabela 5.4 – Reservas provadas1 de gás natural.

situação em novembro de 2008 25 29 31 58 59 72 97 114 139 112 113 120 120 122 122 124 125 135 135 137 137 158 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .2 – Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9. por localização (terra e mar).3 – Sistema de transmissão .2008 Mapa 3.5 – Os dez maiores consumidores de petróleo Tabela 8.1 – Estrutura de produção e movimentação de gás natural .2009 Mapa 3.2007 Mapa 7.4 – Reservas totais1 de petróleo.1 – Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008 Mapa 6.2 – Oferta de energia primária (2006) Tabela 8.2 – Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .3 – Reservas mundiais de urânio (2007)* Tabela 8.4 – Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) Tabela 8.Horizonte 2007 .6 – Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) Tabela 9.1 – Energia elétrica no mundo (2006) Tabela 8.Situação em outubro de 2003 Mapa 1.1 – Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9.3 – Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006 Tabela 9.1 – Potencial hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .2 – Potência instalada por estado Mapa 4. segundo Unidades da Federação – 1998-2007 Tabela 7.1 – Mapa das concessionárias de distribuição residenciais por R$/MWh Mapa 1.novembro de 2008 Mapa 9.1 – Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada .4 – Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil – situação em novembro de 2008 LISTA DE MAPAS Mapa 1.5 – Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 Tabela 8.1 – Empreendimentos futuros e em operação .Índice Tabela 7.

gov. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 159 .br.Anexo Anexo Os dados constantes das páginas seguintes mostram o perfil do parque gerador de energia elétrica no Brasil em 11 de novembro de 2008. Eles foram extraídos do Banco de Informações da Geração (BIG). desenvolvido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disponível no site www.aneel.

MG APE Fóssil Operação Bagé .GO APE Fóssil Óleo Diesel Operação São Gotardo .SP Operação Juiz de Fora .Pampulha I Aeroporto de Belo Horizonte .SC APE Construção Inácio Martins .SC Operação Rio de Janeiro .SP Tefé .SP APE Fóssil Operação Congonhas .PI Uberaba .SBCP Aeroporto de Carlos Prates Aeroporto de Congonhas Aeroporto de Jacarepaguá Aeroporto de Joinville Aeroporto de Juiz de Fora Aeroporto de Londrina Aeroporto de Macaé Aeroporto de Maceió Aeroporto de Montes Claros .Pampulha II Aeroporto de Belo Horizonte .MG Castilho .MG Uberlândia .Pampulha III Aeroporto de Campo de Marte Aeroporto de Campos .4 UHE Construção Bento Gonçalves .PR Macaé .RS APE Fóssil Operação Jaboticabal .RJ Construção São Paulo .Senador Petrônio Portella Aeroporto de Uberaba Aeroporto de Uberlândia Aeroporto de Urubupungá .6 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 Operação Sumaré .SP APE Fóssil Óleo Diesel 6400 Operação Ribeirão Preto .MG APE Outros Operação Porto Velho .SP APE Operação Belo Horizonte .RJ Maceió .RJ APE APE PIE APE APE APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2700 Operação Itapetininga .6 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.MG Operação Campos dos Goytacazes .MG APE 516 1106.MG Operação Joinville .MG APE Operação Belo Horizonte .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Gás de Alto Forno Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Faxinal dos Guedes .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3840 3840 2700 6400 516 1106.TO São José dos Campos .RS PIE 100000 3M Itapetininga 3M Ribeirão Preto 3M Sumaré Abaeté Abatedouro São Salvador Abílio Bornia Abrasa Atlas de Energia Elétrica do Brasil Abunã Açominas Adria Aeroporto de Bagé Aeroporto de Belo Horizonte .160 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada 14 de Julho UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Londrina .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Belo Horizonte .AM Teresina .SP Operação Belo Horizonte .PR PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itaberaí .4 11200 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 4110 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.MG Palmas .AL Montes Claros .Mário Ribeiro Aeroporto de Palmas Aeroporto de São José dos Campos Aeroporto de Tefé Aeroporto de Teresina .

SP Tabatinga .SP Guarulhos .São Paulo Aeroporto Internacional de Corumbá Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul Aeroporto Internacional de Florianópolis .SP Manaus .AM Porto Velho .Ministro Victor Konder Aeroporto Internacional de Pelotas Aeroporto Internacional de Ponta Porã Aeroporto Internacional de Rio Branco Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-Central Elétrica de Emergência CEE Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 09 Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 27 Aeroporto Internacional de Tabatinga Aeroporto Internacional de Viracopos .Campinas Aeroporto Internacional Eduardo Gomes Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira Aeroporto Internacional Marechal Rondon.AC Operação Ponta Porã .PR APE Fóssil Óleo Diesel 984 UTE Outorga Vitória .MS APE Fóssil Operação São Paulo .Cataratas Aeroporto Internacional de Navegantes .MT Fortaleza .RS Confins .PR APE Operação Florianópolis .SP APE Fóssil Operação Campo Grande .Cuiabá Aeroporto Internacional Pinto Martins .RN APE Fóssil Óleo Diesel 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Operação São José dos Pinhais .RR APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Parnamirim .RO Várzea Grande .SC APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação Foz do Iguaçu .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .RS Operação Navegantes .AM Campinas .MS Operação Pelotas .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto de Vitória UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Guarulhos .SC APE Operação Cruzeiro do Sul .MS APE Fóssil Operação Brasília .DF APE Fóssil Operação Boa Vista .MG Operação Guarulhos .SP Operação Rio Branco .Terminal de Passageiros (TPS-1) Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Aeroporto Internacional Salgado Filho Anexo Aeroporto Internacional Tancredo Neves 161 .PB Porto Alegre .ES APE Fóssil Óleo Diesel 392 984 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Aeroporto Internacional Afonso Pena Aeroporto Internacional Augusto Severo (CUT) Aeroporto Internacional Augusto Severo (SCI) Aeroporto Internacional Augusto Severo (Sub-Estação Prédio Anexo Operacional) Aeroporto Internacional de Boa Vista Aeroporto Internacional de Brasília Aeroporto Internacional de Campo Grande Aeroporto Internacional de Congonhas .AC APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Corumbá .CE Bayeux .SBFL Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu .

SP Aimorés .A Agostinho Rodrigues Atlas de Energia Elétrica do Brasil Agro trafo Agrovale Água Bonita Água Branca Água Brava Água Clara Água Fria Água Limpa Água Limpa Multifase Água Limpa Água Prata Água Suja Água Vermelha (José Ermírio de Moraes) Águas Claras Águas Termais da Cascata Nazzari Agudos Agudos Ambev Aguti Ahlstrom Aimorés Aiuruoca Albano Machado Albatroz Albertina .162 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE PCH PCH UHE CGH CGH UTE UTE PCH UTE UHE PCH PCH EOL UTE Outorga Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Operação Erechim .SP Operação Indiaporã .MT Outorga Jaciara .PR Agudos .MG Trindade do Sul .BA PIE Biomassa Operação Dianópolis .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1690 40 140 504 14040 14000 17000 10000 13050 4000 48 14000 23000 2760 13300 1600 1396200 1000 144 12500 4800 3568 1300 330000 16000 3000 4500 4000 4250 1300 330000 4800 1200 1396200 1000 144 2760 48 140 504 14683 14000 17000 Operação Ribeirão Preto .SC Louveira .RR SP Outorga Jaciara .SP APE-COM Fóssil Óleo Diesel Operação Afuá .MG APE Operação São José dos Campos .PB Sertãozinho .SP PIE Biomassa Operação Juazeiro .AL APE Fóssil Óleo Diesel 170 170 Aeroporto Santa Genoveva de Goiânia Aeroporto Santos Dumont Afasa Afuá Aga Te Agência de São José dos Campos .MT PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jaciara .RS Agudos do Sul .SP APE Fóssil Óleo Diesel 288 Operação Rio de Janeiro .PR PIE APE PIE APE-COM PIE APE APE PIE APE PIE COM PIE PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natual Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Dianópolis .Banco do Brasil S.SP Nova Trento .RJ APE Fóssil Óleo Diesel 324 Operação Goiânia .MG Aiuruoca .MT Operação Monte Aprazível .SP Outorga Alto Piquiri .TO PIE Operação Uiramutã .SP Outorga São Simão .MT PIE Outorga Jaciara .MT PIE Operação Tarumã .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .SP Operação Novo São Joaquim .GO APE Fóssil Óleo Diesel 448 448 324 288 1675 UTE Operação Maceió .RS Mataraca .TO SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itabirito .

BA Arvoredo .SC Palmas .000 5000 1344 Alto do Rodrigues Alto Fêmeas I Alto Irani Alto Jatapu Atlas de Energia Elétrica do Brasil Alto Paraguai (Pedro Pedrossian) Alto Rio Grande Anexo Alto Sucuriú 29.4 11800 10650 21.AM Alto Araguaia .RO São Joaquim da Barra .ES SP Óleo Combustível Operação Miracatu .MG APE Fóssil Fóssil Outorga Guamaré .RR Alto Paraguai .RS PIE Fóssil Operação Alegre .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Araçatuba .PA APE Fóssil Óleo Diesel 4850 4960 4000 7400 2400 1600 3900 72000 2056 66000 Alcidia Alcoazul Alcomira Alcon Alcoolvale Alecrim Alegre Alegrete Alegria I Alegria II Além Paraíba 184 5188 Alenquer Alhandra Aliança 1000 2726 Almeirim Alphaville Alta Floresta 5000 30000 Alta Mogiana Alterosa Alto Araguaia 800 2544 15000 Alto Benedito Novo Alto Benedito Novo I Alto Chopim Alto da Boa Vista 2086.ES PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Mirandópolis .000 163 .RN PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guamaré .PA Outorga Jataí .RN PIE Operação Alegrete .GO COM PIE APE SP PIE SP SP APE-COM / PIE PIE PIE SP APE SP PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Alhandra .MT Benedito Novo .RN São Desidério .MG Água Clara .PB PIE Operação Alenquer .PR Apiacás .MT Piedade do Rio Grande .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Albrás UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UTE UTE EOL CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH PCH Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Alta Floresta D’Oeste .PA PIE Operação Além Paraíba .SC São João da Baliza .000 5000 1680 27900 29000 Operação Teodoro Sampaio .MS Outorga Barueri .SP APE-COM Operação Aparecida do Taboado .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 7400 2400 20600 3900 72000 2056 66000 51000 100800 184 4225 5400 1000 2258 352 5000 60000 500 1200 2544 15000 20340 2086.4 11800 10649 21.SC Benedito Novo .MS APE Biomassa Operação Conceição da Barra .SP Santo Antônio do Içá .MT Alto do Rodrigues .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 UTE Operação Barcarena .SP Operação Almeirim .

MT Tamarana .RS COM Biomassa Bagaço de Cana de Açucar Operação Anamã .MG Poços de Caldas .PR Operação Santos Dumont .MG Araputanga .PA SP Fóssil Outorga Água Doce .AM Vilhena .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Alvarães .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Alvorada d’Oeste .Corredeira do Encano) Ângelo Cassol Anhanguera Anil Anna Maria Anori Antas I (Pedro Affonso Junqueira) Antas II Antônio Brennand (Ex-Alto Jauru) Antônio Viel Aparecida (UTM I) Bloco 1 e 2 Apertadinho Apiacás Apiaí Aporé Aprovale Apucaraninha .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Barcarena .SP Chapadão do Sul .RO COM 744 744 Altoé II Altos Alumar Alunorte Alvarães Alvorada Alvorada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Amaturá Americana Amparo Anajás Anamã Andorinhas Angélica Angelina (Ex-Portobello .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Americana .MA APE Fóssil Carvão Mineral 75200 40104 2238 4050 8000 1238 30000 Operação Altos .MG Operação Santana do Jacaré .SP Construção Alta Floresta D’Oeste .SP SP Operação Amaturá .RO PIE PIE SP PIE SP SP SP PIE APE SP PIE SP APE APE-COM APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Construção Angelina .164 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Altoé I PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UTE UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH PCH UTE PCH UHE PCH CGH UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Anori .MT Lacerdópolis .AM SP Fóssil Operação Anajás .MT Barra do Chapéu .RO Apiacás .SC Manaus .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Guaranésia .PI PIE Fóssil Óleo Diesel 13120 Operação Cerejeiras .AM Poços de Caldas .MG Construção Guará .MS Lucas do Rio Verde .PA APE-COM Fóssil Óleo Combustível 103854 2238 4050 12000 1238 30000 21400 1112 1698 512 96000 26270 3600 22680 2080 1560 2832 8780 16500 21960 340 251540 30000 3148 125 808 1280 10000 3148 125 808 1520 10000 2080 1560 2832 4595 16800 20020 340 251540 1112 1698 512 Construção São Luís .SC PIE Construção Angélica .MS PIE Operação Ijuí .RO PIE 1100 1103 13120 CGH Operação Cerejeiras .

RO PIE Fóssil Operação Caapiranga .SE Atalaia do Norte .ES APE-COM Biomassa Licor Negro Operação Aracati .AM SP Fóssil Operação S.TO Operação Mambaí .CE PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Normandia .RS APE-COM Biomassa Licor Negro Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Aracruz .CE SP Energia Solar Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Operação Nova Mamoré .SC PIE 30000 32 11480 210400 57960 1200 4800 324 134 4000 20.48 484150 18000 4440 544 11400 19800 800 120 6660 4500 11070 3350 640 1179 1944 4600 940 4500 5310 Operação Itiquira .SP APE Biomassa Operação Porto Alegre do Norte .MT Santa Rosa de Viterbo .MG Construção Dianópolis .MG Nova Ubiratã .MG Operação Areal . Antônio do Aracanguá .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5350 5350 4200 Aquarius Aquibatã Araçá 32 11480 210400 47000 1200 4800 324 134 4000 20.MT Raul Soares .PA Construção Caratinga .RJ Operação Araucária .BA Assis Brasil .RO PIE Operação Varjota .CE Simões Filho .MT APE Biomassa Operação Guaíba .GO Operação Santa Rita de Jacutinga .RO Araucária Areal Areal Areas & Castelani Areia Areia Branca Aripuanã 800 120 Armando de Abreu Rios ARS Artivinco (anteriormente UTE Rio Pardo) 4500 Arvoredo Asfor 3350 640 1494 1944 4600 940 Asperbras Assis Brasil Associação Pró-Ensino Novo Hanburgo Atalaia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Atalaia do Norte Atlântica Anexo Atlas 6212 165 .SP Arvoredo .PB Santana do Araguaia .RS Aracaju .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Apuí PCH EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH SOL UTE UHE PCH CGH PCH PCH CGH CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE EOL UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Operação Operação Aripuanã .AM Mataraca .PR PIE SP APE COM PIE PIE SP APE PIE APE PIE APE COM PIE APE APE SP PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Mamoré .SC Fortaleza .AC Novo Hamburgo .48 484150 18000 4440 544 Aracati Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Araguassu Aralco Arara Araras Araras Araras .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Água Doce .MT PIE 4200 UTE Operação Apuí .

166 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Auad Mingione UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE UTE CGH EOL CGH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UHE UHE PCH CGH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Bannach .MG APE Operação Beruri .RS PIE 24.SP Barra Bonita .Camaçari Bahia Pulp (Ex.SC APE 950 Operação Ibirité .RJ Barcarena .BA APE PIE APE SP APE / PIE APE SP PIE PIE SP PIE APE-COM PIE PIE COM PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Camaçari .PA Barcelos .SP APE Fóssil Óleo Diesel 40 40 Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Aurora Autazes Autódromo Avante Aveiro Axinim Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ayapuá B BA 3 . Bacell) Bahia Sul Baía Formosa Bainha Balbina Bandeirante Bangu Shopping Bannach Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Barcarena Barcelos Bariri (Alvaro de Souza Lima) Barra Barra Bonita Barra Clara Barra D Ouro Barra da Paciência .TO SP Óleo Diesel Outorga Caetité .000 1000 624 405 100 940 192100 480 1222 140000 31800 108600 92000 40240 320 250000 20000 1300 720 385900 600100 2482 143100 40400 140760 1540 432 22000 2.RS SP Outorga Guaporé .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Borba .PR Operação Baía Formosa .PA SP Fóssil Operação Natividade .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5266 Outorga Chapecó .SC Água Preta .SP Angelina .PA Seropédica .Caetité Bagagem Bagre Baguari Bahia I .RJ Operação São Paulo .PE Açucena .RN Operação Mucuri .AM Operação Cantagalo .BA PIE Operação Nova Lima .SP Tapiraí .460 143100 40400 140760 1540 432 720 379000 31800 13600 92000 8240 320 249750 20000 480 1222 1000 624 575 100 940 Operação Autazes .MG PIE Fóssil Gás Natural 226000 226000 950 5266 UTE Operação São Paulo .BA APE Operação Camaçari .MG Outorga Rio de Janeiro .SP Operação Presidente Figueiredo .BA PIE Construção Alpercata .MG PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Óleo Diesel Licor Negro Licor Negro Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bagre .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Aveiro .AM Boracéia .PA SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ibiaçá .

MG Rio Doce .MG PIE 39000 Barra do Rio Chapéu Barra dos Coqueiros Barra Escondida Barra Grande 698250 62900 824 5200 15800 933.MG São Paulo .MG Guaratinguetá .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Construção Saudades .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Barra do Braúna PCH UHE PCH UHE UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH PCH PCH UTE CGH UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Liberdade .PA SP Operação Barreirinha .SP Paracatu .SP PIE Biomassa Operação Anita Garibaldi .8 2704 3150 11480 425 110000 3840 10200 1310 Outorga Rio Fortuna .CE Liberdade .SC PIE Construção Cachoeira Alta .RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás de Alto Forno Operação Barra Bonita .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18000 1320 2850 960 52500 3900 308.SC Baturité .SP Balsas .MG PIE COM APE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE COM PIE APE APE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Barreirinha .GO PIE 90000 2250 690000 62900 824 5200 15800 933.SP APE Biomassa Operação Candói .AM SP Fóssil Fóssil Fóssil Outros Operação Barra do Bugres .AM SP Operação Santana do Araguaia .MT PIE Biomassa Outorga Bento Gonçalves .8 2704 3150 11480 425 Batavo Batista Battistella Baturité Baú Baú I Bayer 3840 10200 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bazan Anexo BCP 1310 167 .MG Cristalina .SP Operação Operação Nova Ponte .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .GO Batatais .SP Rio Negrinho .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Lençóis Paulista .MT Outorga Xanxerê .MG Campo Novo do Parecis .MA Pilar do Sul .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18300 1320 2850 960 Barra Grande de Lençóis Barra Mansa Barra Barra Barracão Barralcool Barreira do Andirá Barreira do Campo Barreirinha Barreiro Barrinha Barro Preto Baruíto Barulho Basf Guaratinguetá Batalha Batalha Batatais 3900 308.SP Pontal .SC Operação Belo Horizonte .SC PIE 15000 UHE Construção Laranjal .SP São Paulo .

AM Turvo .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 9800 29000 360 360 650 1502.4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 Operação Tanabi .SP APE Biomassa Operação Araxá .AM SP Fóssil Operação Belmonte .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 65000 480 2000 237300 24.PI Nova Bassano .RS Dianópolis .AM SP APE APE-COM APE APE PIE APE APE SP PIE PIE PIE SP APE APE COM Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Benjamin Constant .GO Boa Vista do Ramos .MG Operação Itaquaquecetuba .SP Operação Governador Valadares .BA SP Fóssil Operação Santa Cruz das Palmeiras .SP Outorga Brejo Alegre .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São João .TO Quirinópolis .SP Operação Marília .SP Operação Beruri .SP APE Fóssil Óleo Diesel 369 Operação Ribeirão Preto .RJ Guadalupe .168 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Bebedouro UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UHE PCH PCH UTE UTE PCH PCH CGH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mafra .MG PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Benedito Novo .MG APE Biomassa Operação Canutama .000 16000 80000 2582 1192 8000 800 40000 2582 460 8000 800 480 2000 237300 360 504 650 1502.SP APE Fóssil Óleo Diesel 228 Operação Potirendaba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3750 3750 369 228 9800 PCH Outorga Unaí .SP APE Biomassa Operação Tabatinga .PR Turvo .MG PIE 16020 Bebidas Ipiranga Bebidas Poty Bechara Nassar Frange Bela Vista Bela Vista Belco Belém do Solimões Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bellão & Schiavon Belmonte (Emergencial) Belo Monte Bem Brasil Benálcool Benedito Alto Benjamim Mário Baptista (Nova Sinceridade) Benjamin Constant Beruri BG Norte Petróleo Bicas Big Mais Supermercados Big Mart Biopav Bituva Blue Tree Park Angra dos Reis Boa Esperança (Castelo Branco) Boa Fé Boa Sorte Boa Vista Boa Vista do Ramos Boa Vista I Boa Vista II Boa Vista .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Manuel .SC COM Operação Bento de Abreu .PR PIE Operação Pontal .PR Sarutaiá .AM SP Operação Manhuaçu .MG Operação Mariana .SC Angra dos Reis .

MT PIE 30000 UTE Operação Boca do Acre .MT Cristal do Sul .MS Brasiléia .AM SP Outorga Guarulhos .MT Guarantã do Norte .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Bom Jesus do Araguaia .AC Barueri .RJ Adamantina .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1380 30000 952 360 3600 368 9900 19000 50000 1267 5600 715 8000 12 324 1120 16500 9600 5300 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 18000 6502 1200 10000 Construção Brasnorte .PR PIE Outorga Aracaju .MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jardim da Serra .SP APE Biomassa Operação Bom Jesus do Galho .DF Operação Piracicaba .MG SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Borba .SP Conceição do Pará .SE APE Fóssil Operação Capivari .RS Faxinal dos Guedes .MG Operação Pontal .SP Operação Marília .AM SP Fóssil Óleo Diesel 7641 7641 Bocaiúva Boituva Bom Jardim Bom Jesus do Araguaia 952 360 3600 Bom Jesus do Galho Bom Retiro Bompreço Supermercado Jardins Bonanza Bonfante 19000 Bons Ventos Bonsucesso Borba 5600 720 8000 12 324 1120 15000 10752 5180 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 10000 6078 1200 Bortolan (José Togni) Bortolo Carolo Bosque dos Chalés Bovimex Boyes Bracinho Braço Norte II Braço Norte Braço Norte III Braço Norte IV Braga Bragagnolo Brahma Branco Peres Brasil Verde Brasilândia Brasiléia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Brasilgráfica Anexo Brasília 10000 169 .SC Guarantã do Norte .SP Brasília .SP APE Fóssil Fóssil Construção Aracati .SP Operação Sabará .MT Guarantã do Norte .MG PIE Outorga Cornélio Procópio .SC PIE Outorga Boituva .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Boca do Acre PCH UTE EOL UTE CGH UTE UTE PCH PCH EOL UTE UTE CGH UTE CGH UTE PCH UHE PCH PCH PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Schroeder .SP APE APE APE APE SP SP SP PIE PIE APE APE PIE APE APE PIE PIE APE SP Biomassa Fóssil Biomassa Outros Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas .MG Brasilândia .SC Rio de Janeiro .CE PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Simão Pereira .MT Guarantã do Norte .

SP Operação Buritizeiro .RS SP Enxofre Óleo Diesel Operação Brusque .2 5000 800 13271 10000 2000 40 400 3825 2031 1000 30000 2700 2800 2700 2800 2031 1000 2000 40 30000 7 5000 800 13271 Operação Novo Progresso .MG PIE 11000 8701 640 2900 680 12895 750 1600 800 1070.SP APE Fóssil Operação Taió .MG APE 12400 12400 Brejaúba Breves Brigadeiro Velloso III Brito Britos Brumado Bruno Heidrich Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bruno Heidrich Neto (Ex-Cachoeira do Rio do Rauen) BSH Continental Budai Buettner Bugres Bunge Araxá Bunge Guará Buricá Buriti Buriti Buriti Queimado Buriti Buritis Buritis / Fernandes Rivero Burro Branco Byk C & A Modas C&C Casa e Construção São Vicente CAAL Caapiranga Caa-Yari Cabeça de Boi Cabixi Cabixi II .PR Jaguariúna .MT APE PIE SP COM PIE APE APE Operação Buritizal .SP Alegrete .SP Operação Buritizal .RS Alta Floresta .RO Comodoro .PA APE-COM 640 Operação Breves .SC APE Fóssil Operação Jandira .4 3600 19200 23000 1750 1400 10000 30000 7.SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Taió .SP São Paulo .SP APE Operação Araxá .MT Vilhena .RS Caapiranga .RO Cruz Machado .170 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Brecha PCH UTE CGH PCH CGH UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH Outorga Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Buritis .SP São Vicente .MG APE Operação Ponte Nova .SP APE Fóssil Operação Hortolândia .MG APE 2900 680 12895 750 1600 800 1070.PA PIE Fóssil Óleo Diesel 5070 Outorga Conceição do Mato Dentro .MT PIE PIE APE APE SP PIE PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Casca de Arroz Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Independência .MG Operação Água Clara .RS APE Operação Guará .MG APE Outros Fóssil Operação Canela .AM Crissiumal .BA APE Fóssil Óleo Diesel Operação Igaratinga .4 3600 11500 23000 1750 1360 UHE Operação Guaraciaba .SC APE Operação Brumado .MS Outorga Sapezal .

BA PIE Outorga Carolina .ES Mafra .MA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jequeri .PA PIE APE PIE SP APE APE SP SP COM APE APE-COM APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Outorga Carolina .MG Buritis .6 22500 11120 13400 302 2560 9000 14800 900 11700 12000 1050 50 2340 21600 1840 472.MG Operação Santarém .MA PIE Operação Jaciara .MG Nacip Raydan .RO SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Nova Bassano .MG Outorga Lima Duarte .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 20700 12300 10000 4300 Outorga Cabo Verde .GO Colatina .RS PIE Operação Parintins .MT APE-COM Operação Manhumirim .MG Cachoeira Dourada .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 Cachoeira do Fagundes Cachoeira do Feijó Cachoeira do Lavrinha (São Patrício) Cachoeira do Oito Cachoeira do Pinheirinho Cachoeira do Rosário (Usina Carioca) Cachoeira dos Macacos Cachoeira dos Prazeres Cachoeira Dourada Cachoeira Escura Cachoeira Formosa Cachoeira Grande Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeira Grande Anexo Cachoeira Grande 20000 171 .AL Rianápolis .ES SP Operação Itamaraju .MG Ouro Preto .MG PIE Operação São Gabriel da Palha .MG APE Operação Maceió .PA Operação Cachoeira do Arari .RO Antônio Dias .PE APE-COM Fóssil Óleo Diesel 2000 2000 300 4160 679.6 Cabo Verde Caboclo Caburi Caçador Cachoeira 11120 7400 302 2560 Cachoeira Cachoeira Alta Cachoeira da Fumaça Cachoeira da Ilha Cachoeira da Lixa 14800 900 Cachoeira da Onça Cachoeira da Providência Cachoeira da Usina Cachoeira do Arari 1008 50 Cachoeira do Aruã Cachoeira do Brumado João Camilo Penna (Ex-Cachoeira do Emboque) 21600 1840 472.MG Perdizes .MG Jequeri .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cabo de Santo Agostinho CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH PCH CGH PCH PCH UTE CGH PCH UHE PCH CGH PCH CGH CGH PCH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Antônio Carlos .AL PIE Biomassa Operação Vilhena .MG Operação Raul Soares .MG APE 4160 679.MG Canaã .SC Pará de Minas .MG APE 300 UTE Operação Cabo de Santo Agostinho .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ouro Preto .MG São Luís do Quitunde .

SP Carmo do Cajuru .RO Itapetinga .172 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cachoeira Poço Preto PCH CGH CGH CGH PCH CGH UHE CGH UHE UHE UTE UTE UTE CGH CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Cubatão .BA Calçoene .MG APE 696 Operação Guarapuava .MG APE 160 27000 675 45000 657 80490 65000 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 10000 607 7200 408 7500 1296 15000 19000 2000 250400 5256 346803 148000 150.AP Barra Longa .PR APE 1840 2920 696 945 160 PCH Operação Itararé .MG Operação Itaituba .GO PIE Óleo Combustível Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caconde .AL APE 945 Operação Barroso .PR PIE Operação Tesouro .BA Dias d’Ávila .RS SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maceió .SP PIE Operação Faxinal dos Guedes .MT APE Construção Alvarenga .000 346803 19000 2000 250400 607 7200 408 7500 1296 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 657 80400 675 Outorga Matriz de Camaragibe .RJ Operação Xanxerê .SP APE Fóssil Operação Almeirim .SC APE Outorga Clevelândia .SP APE-COM 4000 4000 Cachoeira Cachoeira Santo Antônio Cachoeira Serra D’Água Cachoeira Velonorte Cachoeirão Cachoeirinha Cachoeirinha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeirinha Caconde Caçu Cadam Caesar Park Hotel Guarulhos Caeté Caeté Cachoeira Cafundó Caima Caixão Caju Caju Cajuru Cajurú Calama Calçados Azaléia Calçoene Caldeirões Calheiros Calsete Camaçari Camaçari Ambev Camaçari Camaçari Muricy I Camaçari Pólo de Apoio I .BA Camaçari .PA APE APE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE PIE APE PIE PIE SP PIE PIE Outros Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás de Alto Forno Gás Natural Gás Natural Gás Natural Óleo Combustível Óleo Combustível Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Júlio de Castilhos .RJ Sete Lagoas .MG PIE Operação Cachoeira da Prata .SC Operação Itaúna .BA Camaçari .MG Camaçari .BA Camaçari .MG Porto Velho .PA APE Fóssil Construção Caçu .MG Bom Jesus do Itabapoana .AL APE Operação São Miguel dos Campos .AL PIE Biomassa Operação São Paulo .BA Outorga Santa Maria Madalena .

RO Canabrava do Norte .SC APE Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Honório Serpa .MG COM 910 910 200 4230 46000 Camargo Camargo Corrêa (Arrossensal) Camargos Camaruã Camburu Camen Cametá 429 50 494 Camifra I Camifra II Campina Grande Campinas 340 Campo Belo Campo Florido 30000 13120 1941 30000 360 880000 Campo Maior Campo Novo Campos (Roberto Silveira) Campos Novos Campos Novos Camurim Cana Brava 450.RO Operação Campo Maior .PB Cavalcante .SP Carmo de Minas .RS Cantá .MG Ariquemes .AM SP Fóssil Outorga Campina Grande .GO Paraguaçu Paulista .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Itutinga .080 340 9600 30000 13120 1941 114150 360 880000 4500 450000 30000 550 17000 1609.MG SP Operação Nortelândia .SC PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Manacapuru .AM SP Fóssil Outorga Morrinhos .6 44800 24 350000 824 28000 57000 Operação Camargo .RJ Operação Campo Novo de Rondônia .CE Cândido Mota .MG PIE Outorga Água Doce .RS Candói .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Camarão CGH PCH UHE UTE PCH UTE UTE CGH CGH UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UHE UTE CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH EOL UHE Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Construção Mataraca .PR APE Operação Barreirinha .MT Aracati .000 30000 550 Canaã Canaã Canaã Canabrava do Norte 1609.SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Tapauá .RR Candiota .PR Lucas do Rio Verde .PB PIE Fóssil Outorga Abelardo Luz .MT PIE 4230 46000 100 30000 10000 429 50 494 169.GO PIE Biomassa Outorga Caraguatatuba .RR Operação Campos dos Goytacazes .PI PIE PIE SP SP PIE PIE PIE PIE COM PIE SP SP SP PIE APE PIE PIE APE / PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Campo Florido .RS COM 200 CGH Operação Pedra do Indaiá .SP Operação Abdon Batista .MT Canela .SC Operação Iracema .6 42500 10 Canastra Canauanim Candiota III Candói 824 28000 Canoa Quebrada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Canoa Quebrada Anexo Canoas I 82500 82500 173 .

174 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Canoas II PCH UTE PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Americana - SP Rio de Janeiro - RJ Seberi - RS Campo Novo - RS Carneirinho - MG Caconde - SP São José do Rio Preto - SP Barcelos - AM Fernandópolis - SP São José dos Campos - SP SP APE PIE Operação Americana - SP Operação Careiro da Várzea - AM Construção Mataraca - PB Operação Carauari - AM Operação Carangola - MG Operação Coronel Xavier Chaves - MG APE PIE SP PIE SP SP PIE APE-COM APE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Outorga Campina das Missões - RS APE Operação Caracaraí - RR SP Outorga Urucará - AM SP Fóssil Fóssil Operação Piedade dos Gerais - MG COM Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André - SP PIE Fóssil Operação Cajueiro - AL APE-COM Biomassa Operação Capixaba - AC PIE Fóssil Construção São Bonifácio - SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Porecatu - PR PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Passo Fundo - RS SP 4470 240000 210000 640000 12000 946 2400 18020 950 120 6272 953 1842 15000 5456 4500 2068 36160 1111120 3200 800 9000 24000 21600 552 60 3920 9000 552 60 3920 9000 3200 800 9000 24.000 2068 36160 6272 953 1842 15000 5456 946 2400 18020 950 Operação São Carlos - SP SP 4300 Operação Canutama - AM SP Fóssil Óleo Diesel 2080 Outorga Laranjal - PR PIE 18000 2080 4300 3760 240000 210000 640000

UHE

Operação

Andirá - PR

APE / PIE

72000

72000

Cantu 2

Canutama

Capão Preto

Capigui

Amador Aguiar I (Ex - Capim Branco I)

Amador Aguiar II (Ex - Capim Branco II)

Capivara (Escola de Engenharia Mackenzie)

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Capivari

Capixaba

Capricho

Capuava

Caquende

Cará - Açú

Caracaraí

Caraguatá

Carandaí

Carangola

Carauari

Caravela

Careiro da Várzea

Carioba

Carioba II

Carioca Shopping

Carlos Bevilácqua

Carlos Gonzatto

Carneirinho

Carrapatos

Carrefour Rio Preto

Carvoeiro

Casa de Força

Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Casca II UHE PCH PCH CGH CGH EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UHE UTE PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Lages - SC Virmond - PR Manacapuru - AM Panambi - RS Santa Gertrudes - SP Rio dos Cedros - SC Rio de Janeiro - RJ Conceição da Barra - ES Luís Antônio - SP Jacareí - SP São Francisco do Conde - BA Faxinal dos Guedes - SC Outorga Ipojuca - PE Operação Caucaia - CE Operação Nova Friburgo - RJ Operação Piracicaba - SP Operação Ribeira - SP Operação Ariranha - SP PIE APE APE SP PIE APE SP SP SP APE APE SP APE-COM PIE APE APE-COM PIE SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Pádua - RS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Altamira - PA SP Operação Careiro - AM SP Fóssil Fóssil Operação Colorado do Oeste - RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Colorado do Oeste - RO APE-COM Operação Colorado do Oeste - RO APE Operação Cassilândia - MS SP Outorga Água Doce - SC PIE Operação Chiapetta - RS APE Outorga Novo Barreiro - RS APE Construção Chupinguaia - RO PIE Outorga Mairiporã - SP APE 3900 7000 280 680 4800 500 1500 750 1480 6000 3425 130000 30000 4000 11480 1940 14760 750 4290 1300 430 784 3567 7400 4984 36000 32600 138680 185891 5400 Operação Chapada dos Guimarães - MT SP 12420

PCH

Operação

Chapada dos Guimarães - MT

SP

3520

3520 12420

Casca III

Cascata

Cascata Chupinguaia

Cascata do Barreiro

280 680

Cascata do Buricá

Cascata

Cassilândia

500 1844 750 1480 6000 3425 130000 9000 4000 11480 1940 14760

Castaman I (Enganado)

Castaman II

Castaman III

Castanho

Castelo dos Sonhos

Castro Alves

Catanduva

Catas Altas I

Caterpillar

Catete

Caucaia

Caulim

Caveiras

3829 1260 430 760 3567 7280

Cavernoso

Caviana

Caxambu

Cedasa

Cedros (Rio dos Cedros)

CEG

Ceisa (Ex-Disa)

5500 32600 139424 185891

Celpav II

Celpav IV

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I)

Anexo

Celso Ramos

5600

175

176 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Celucat UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UHE PCH UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Catanduva - SP Potirendaba - SP Guarulhos - SP Patrocínio Paulista - SP São José dos Pinhais - PR Chapadinha - MA Chapecó - SC Charqueadas - RS Chavantes - SP Cantagalo - RJ Chaves - PA Outorga Frutal - MG Operação Piracicaba - SP Operação São Paulo - SP Outorga Rio de Janeiro - RJ Operação São Paulo - SP APE COM APE APE PIE PIE PIE APE APE-COM SP PIE APE PIE PIE SP SP Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Resíduos de Madeira Carvão Mineral Operação Iguatemi - MS APE Operação Campinas - SP APE Operação Santa Cecília - SC APE Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Licor Negro Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Cecília - SC APE Operação Encruzilhada do Sul - RS APE Biomassa Operação Primavera - PE COM Resíduos de Madeira Operação Camutanga - PE PIE Biomassa Operação Primavera - PE COM Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Aracaju - SE APE Fóssil Gás Natural Outorga Santo André - SP PIE Fóssil Gás Natural 271830 2600 47,30 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 440 4000 360 25000 75000 40200 2100 16000 18000 29920 4000 72000 414000 1600 584 72000 414000 680 584 75000 40200 2100 16000 18000 4000 360 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 2600 Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Gás Natural 3200 Operação Belo Oriente - MG APE-COM Biomassa Licor Negro 100000 Operação Vargem Bonita - SC APE Biomassa Licor Negro 4900 4900 100000

UTE

Operação

Lages - SC

APE

Biomassa

Licor Negro

12500

37822

Celulose Irani

Cenibra

CENPES-Petrobrás

Central de Cogeração Capuava

Central de Co-geração Shopping - Aracaju

Central de Vendas em Informática

Central Ilha do Sul

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Central Mariquita

Central Olho D’Água

Central Pé de Serra

Central Termelétrica de Geração (Forjasul)

Central Usina I

Central Usina II

Centro Alternativo Campinas

Centro Oeste Iguatemi

Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo

Centro Tecnológico Usinaverde

Cenu

Cerba

Cerradão

Cerradinho

Cerradinho Potirendaba

Cesar Park Business Hotel/Globenergy

Cevasa

Chaminé

Chapadinha

Chapecó

Charqueadas

Chavantes

Chave do Vaz

Chaves

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Chibarro PCH CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH EOL EOL Construção Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Construção Construção Operação Operação Operação Operação Niquelândia - GO Ferreira Gomes - AP Coari - AM Sonora - MS Antônio Dias - MG Paraguaçu Paulista - SP Narandiba - SP Maringá - PR Codajás - AM Coari - AM Nova Lima - MG Mataraca - PB Mataraca - PB Operação Pirassununga - SP Operação Clementina - SP Outorga Caldas - MG Operação Giruá - RS Operação Catanduva - SP APE APE PIE APE APE APE-COM SP SP APE-COM PIE PIE PIE PIE SP SP APE PIE PIE Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Matão - SP APE Outorga Bebedouro - SP APE Operação Limeira - SP APE Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Operação Canoinhas - SC PIE Biomassa Outorga Pará de Minas - MG APE Biomassa Operação Marechal Deodoro - AL APE Fóssil Construção Campos de Júlio - MT PIE Gás Natural Carvão Vegetal Resíduos de Madeira Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Manaus - AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Chupinguaia - RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Vilhena - RO PIE Operação Itapejara d’Oeste - PR SP Outorga Coqueiral - MG APE 61 1980 1260 2570 17600 17000 3187,5 2000 4000 2000 5000 7000 4824 350 4000 11200 40 36000 67982 19310 800 10000 28200 40000 13000 5200 80 1944 4500 Outorga Imbé de Minas - MG PIE 3543

PCH

Operação

Araraquara - SP

SP

2600

2600

Chica Valadares

Chiquinho Barbosa

61 2080 1260 2570 11.200

Chopim I

Chupinguaia

Chupinguaia

Cidade Nova

Cidezal

Cinal/Trikem

3187,5

Cisam

Cisframa

4000 2300

Citrosuco

Citrosuco Bebedouro (Ex.Cargill Bebedouro)

Citrosuco

7000 4824 350

Citrovita Catanduva

Claudino Fernando Picolli

Clayton Ferreira

Clealco

11200 40 36.000 76952 19310 800

Clínica Rubens Luís Costa

CNT

Coaracy Nunes

Coari

Cobel

Cocais Grande

Cocal

28200

Cocal II

Cocamar Maringá

Codajás

5200

Codajás Mirim

Codorna

1944

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Coelhos I

Anexo

Coelhos II

4500

177

BA Salvador .BA PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Medeiros Neto .MT SP APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE PIE SP PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Itaperuna .RS Cuiabá .RJ PIE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natual Operação São Paulo .8 1620 Operação Mogi Guaçu .SP Salvador .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Leme .8 368.RO Outorga União .SP APE Operação Guaíra .Frutesp Coinbra .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bebedouro .PR APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 Construção Mataraca .SP APE-COM Fóssil Óleo Combustível 138172 Operação Florestópolis .PR Confresa .MG Outorga Concórdia .8 368.SC Operação Porto Velho .SP PIE Biomassa Fóssil Operação Colorado do Oeste .Frutesp Atlas de Energia Elétrica do Brasil Colino 1 Colino 2 Colombo Colorado Colorado do Oeste Colorado Combustol Comendador Venâncio Comodoro Complem I Component Comvap Conceição da Galera Concórdia Condomínio Canoas Shopping Center Condomínio Civit Pantanal Shopping Condomínio do Edifício Barão de Mauá II Condomínio E-Tower São Paulo Condomínio Shopping Center Lapa Condomínio Shopping Center Piedade Condominio World Trade Center Confluência Confresa Congonhal I .ES APE-COM Fóssil Gás Natural 4915 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 3820 4648.MT Rio de Janeiro .PI Operação Diadema .PB PIE 4500 4000 50500 EOL Construção Mataraca .SP Prudentópolis .BA PIE Operação Matão .RO SP Fóssil Operação Tapera .SP Operação Morrinhos .GO Operação Comodoro .BA São Paulo .MT Baependi .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Serra .178 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Coelhos III EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Canoas .RJ São Paulo .RS SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ariranha .SP PIE Biomassa Operação Medeiros Neto .8 1620 8800 53 5000 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 20000 3902 1816 3902 1816 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 51 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 1600 4648.Cresciumal Coinbra .PB PIE 4500 Coelhos IV Cofercatu Cogeração International Paper (Fases I e II) Cogeradora Biancogrês Coinbra .

MG COM 416 416 3688 440 800 Coniexpress Conquista Conrado Heitor de Queiroz Construtora F Rozental Contagem 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 2400 3600 1600 Contão Contestado Coocarol Coopercitrus .RJ APE SP APE PIE PIE PIE APE APE APE-COM APE PIE SP APE APE APE-COM APE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jandaia do Sul .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Efluente Gasoso Gás de Processo Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pacaraima .GO APE Fóssil Óleo Diesel 3688 CGH Operação Baependi .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Outros Outros Biomassa Operação Barretos .PR Operação Operação Triunfo .MG Itaúna .SP Paranatinga .MS PIE Operação Promissão .PR APE Operação Rubiataba .MG Guariba .SP Caldas .MG Ribeirão Branco .Supermercado Barretos Cooperfrigo Coopernavi Cooper-Rubi Cooperval Copa D’Or Copatana Copebrás Catalão 14800 74400 6000 Copesul Coprodia Coqueiral Coraci 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1007 2000 340 520 Coroado Corona Coronel Américo Teixeira Coronel Araújo Coronel Domiciano Coronel João de Cerqueira Lima Coronel Jove Soares Nogueira (Ex-Benfica) Corredeira do Capote Corredeira do Noronha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Córrego Azul Anexo Córrego Fundo 179 .PR APE Biomassa Operação Água Doce .GO Outorga Jutaí .AM Operação Rio de Janeiro .SP Colorado .SC Muriaé .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Congonhal II UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH CGH PCH CGH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Angelina .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Contagem .60 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 18000 3600 1600 90 14800 74400 6000 3188 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1000 1723 340 520 10000 Operação Nerópolis .RS Campo Novo do Parecis .GO PIE Operação Naviraí .SP APE Fóssil Operação Rondon .MG Água Doce .SP Santana do Riacho .MT Operação Catalão .MT Promissão .MG APE Fóssil Gás Natural Outorga Duque de Caxias .SP APE Fóssil Óleo Diesel 440 800 729.SC São Pedro do Turvo .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Operação Pontes e Lacerda .MT COM Operação Palmital .MG Itaúna .

PR Operação Costa Rica .GO PIE Construção Luziânia .MS APE 144 Outorga Brasnorte .GO PIE Operação Caldas Novas .MT Rio Casca .RS Victor Graeff .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Operação Luziânia .AM SP PIE APE PIE COM SP PIE APE SP PIE PIE PIE SP PIE APE COM Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Formoso .MS Crato .TO SP 680 375000 93600 127000 1700 32000 30000 24000 1440 27000 14000 19000 230 4570 75000 16000 1000 1145 19500 3340 2282 150000 11500 5000 400 13120 80 800 400 13120 80 800 3340 2282 4570 9360 16000 1000 1145 127000 1.AL PIE Biomassa Operação Rio Claro .PR Coxim .MG PIE Biomassa Operação Campo Florido .MG Operação Belém .000 30.MG PIE Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marabá .180 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Córrego Galheiros CGH CGH PCH CGH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE PCH PCH UTE UHE PCH PCH CGH UTE CGH CGH Outorga Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Construção Cotiporã .GO SP Operação Araguaína .700 16.PR Crisólita .PA Outorga Antonina .CE Boa Ventura de São Roque .000 24000 1440 27000 10000 Outorga Açucena .RO Outorga Anori .SP Operação Costa Marques .MG PIE 14000 680 375000 Operação Amambaí .PA PIE Operação Cubatão .MG PIE Biomassa Operação Coruripe .MT APE-COM 1000 1000 Córrego Santa Cruz Córrego São Luiz Corrente Grande Corujão Corumbá I Corumbá III Corumbá IV Atlas de Energia Elétrica do Brasil Corumbataí Coruripe Coruripe Energética .MT APE-COM 1000 1000 144 CGH Outorga Campo Verde .RS Cotriguaçu .SP APE Outros Outros Operação Arceburgo .MT Alto Araguaia .Filial Campo Florido Coruripe Iturama Cory Cosipa Cosipar Costa Costa do Ambé Costa Marques Costa Pinto Costa Rica Cotia Cotijuba Cotiporã Cotovelo do Jacuí Cotriguaçu Couto Magalhães Covanca Covó Coxim (Vitor Brito) Crato Cris Crisólita .MS Operação Piracicaba .MG APE Fóssil Operação Iturama .MG Mangueirinha .

PA Nova Lima .AC PIE Fóssil Outorga Água Doce .PR APE Outorga Cristina .SP Prata .RO Operação Cuiabá .PA Santarém .RJ Parapuã .SP APE Operação Volta Redonda .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Caxias do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cristalino UTE PCH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE UTE CGH UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Coremas .PB Curralinho .AM PIE Fóssil Óleo Combustível 85380 PCH Operação Manoel Ribas .MG Paracambi .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Operação Serra .RJ Nova Monte Verde .MG Paracambi .SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Siderúrgico Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação São Paulo .MT Operação Cujubim .SP APE Fóssil Operação Carmo do Rio Verde .RS PIE Operação Campo Mourão .MG PIE 3500 1800 23949 32 30000 18998 20000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1790 3520 840 1172 30300 1360 320 19500 26000 40000 15000 1000 2700 44300 Operação Manaus .MT Operação São Gabriel da Cachoeira .PE PIE SP PIE PIE SP SP PIE PIE SP APE COM PIE PIE PIE APE COM APE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André .PR PIE 4000 4000 85380 Cristiano Rocha Cristina Cristo Rei 960 Criúva Cromex 32 Cruz Alta Cruzeiro do Sul 18998 4000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1794 3520 1442 1047 30300 1360 320 CRV Crylor CST CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cucaú Cucuí Cuiabá Cujubim Culuene Curemas Curralinho Curuá Curuá-Una D Da Cascata Da Fazenda Da Ilha 26000 Da Mata Da Prata Da Serra 1000 2700 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Dacal Anexo Daia 44300 181 .GO Operação Paranatinga .AM Operação Rio Formoso .PA Curuá .RS Valparaíso .ES APE Outros Operação São José dos Campos .RJ APE-COM Operação Americana .SP Anápolis .GO PIE Biomassa Operação Cruzeiro do Sul .MT Antônio Prado .

SP APE Fóssil Óleo Diesel 144 Operação Serra dos Aimorés .MT Rio de Janeiro .SP Operação Colônia Leopoldina .Datacenter Dia Brasil Diacal II Diamante Diana Dianópolis Divigusa Divinópolis Divisa Do Atlântico Do Sal Dois Córregos .MT PIE 261000 4200 144 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 7000 2873 5500 PCH Operação Passos Maia .SP APE Biomassa Operação Marapoama .SP Outorga Palma Sola .GO Dois Córregos .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 37000 2873 5500 2500 999 9500 490000 14013 3600 3600 999 Operação Gália .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .SC Operação Araçatuba .TO Operação Guarulhos .SP Dianópolis .TO Divinópolis .SP APE Operação Presidente Alves .SC APE 1440 1440 Dardanelos Dasa Davanti Decasa Della Coletta Delos Delta Atlas de Energia Elétrica do Brasil Demarcação Derivação do Rio Jordão Destil Destilaria Andrade Destilaria de Álcool Ibaiti Destilaria Guaricanga Destilaria Malosso Destilaria Melhoramentos Destilaria Paraguaçu Destilaria Porto Alegre Destivale Detofol DH&C Outsourccing S/A .PR APE Biomassa Operação Pitangueiras .182 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dalapria UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE CGH PCH UTE PCH UTE Operação Outorga Outorga Outorga Construção Outorga Operação Operação Operação Jaú .SP Avanhandava .RJ Padre Bernardo .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bariri .MG Divinópolis .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caiuá .AL Operação Paraguaçu Paulista .MG Campos de Júlio .SP Operação Dianópolis .SP APE Biomassa Operação Reserva do Iguaçu .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Operação Ibaiti .SP APE APE APE COM APE APE PIE PIE APE PIE APE COM PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jussara .PR APE Operação Itápolis .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Delta .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Porto Velho .SP Operação São Paulo .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4200 Construção Aripuanã .

GO Espírito Santo do Pinhal .MT Eirunepé .MG APE Operação Marília .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dois Vizinhos UTE UHE CGH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UHE UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Sacramento .MG Guarapuava .RS PIE / SP 125000 990 632 2408 12000 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 448 1851.MG COM Operação Santa Rita de Jacutinga .330 3300 2000 5800 12000 0 120000 8988 296 19000 1192000 E E Nova Eco Vida Cajuru Ecoluz Editora o Dia Egídio Eirunepé Eldorado Eldorado Unidade Nova Andradina Electron (TG) Elekeiroz Eletrocéu Eloy Chaves Atlas de Energia Elétrica do Brasil Emborcação Anexo Energ-Biog 30 183 .MG COM Operação Nuporanga . Tito II DTCEA-TRM Dulcini 1851 1400 2744 560 12.MG Outorga Arceburgo .MG Operação Nova Lima .SP Cascalho Rico .SP Operação Nova Lima .MG COM Operação Itaúna .SP APE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .2 1400 2744 560 12330 3300 2000 5800 12000 22000 121116 8988 296 19000 1192000 30 Outorga Dom Pedrito .AM Rio Brilhante .SP SP Operação Passa Tempo .PR Rio de Janeiro .MS Nova Andradina .MG Barueri .MG SP Operação Capão Bonito do Sul .MG Operação Santo Antônio de Posse . Tito I Dr.PR APE Biomassa Resíduos de Madeira 3000 1980 Dom Pedrito Dona Francisca 125000 990 632 2408 Dona Maria Piana Dona Mirian Dona Rita Dores do Guanhães Dori Alimentos 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 Dorneles Dourados Dourados Doutor Augusto Gonçalves Dr.SP Chapadão do Céu .SP Outorga São Gonçalo do Abaeté .RS COM Operação Agudo .RJ Juruena .RS COM Operação Flores da Cunha .MG COM APE APE APE APE COM PIE APE APE-COM SP PIE PIE SP APE APE-COM SP SP APE Biomassa Biogás Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Outros Resíduos de Madeira Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Enxofre Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Arceburgo .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 12500 UTE Operação Dois Vizinhos . Henrique Portugal Dr.MG PIE Óleo Diesel Operação Santa Maria de Itabira .MS Manaus .MG APE Outorga Abadia dos Dourados .AM Várzea Paulista .

SC PIE Fóssil Outorga Salvador .MS APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 3200 3200 Energia Ambiental Energia Ambiental 2 Energy Green Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Atlas de Energia Elétrica do Brasil Enersisa Engenheiro Bernardo Figueiredo Engenheiro Ernesto Jorge Dreher Engenheiro Henrique Kotzian Engevix .RN Outorga Beberibe .Salvador 1 Engevix-Blu 1 Engº José Gelásio da Rocha Enguia Pecém Entidade Religiosa Envira Eólica Água Doce Eólica Ariós Eólica Canoa Quebrada Eólica de Bom Jardim Eólica de Fernando de Noronha Eólica de Prainha Eólica de Taíba Eólica Icaraizinho Eólica Olinda Eólica Paracuru Eólica Praias de Parajuru Eólica-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho Eólio .SC APE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE SP PIE PIE Operação São Gonçalo do Amarante .AM PIE Fóssil Gás Natural Operação Mogi Guaçu .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 38040 8040 UTE Operação Nova Andradina .MG Palmas .PR PIE Fóssil Gás Natural Operação Pacatuba .SC Operação Envira .RS PIE Biogás Gás Natural Construção Júlio de Castilhos .184 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Energética Santa Helena UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL Construção Operação Construção Construção Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Aracati .PE PIE Biomassa Biogás 3775 0 5000 8592 5552 9199 30775 Outorga Joaquim Nabuco .AM Operação Florianópolis .000 54000 225 23400 28800 1000 2500 60000 1000 2500 225 49300 600 225 10000 5000 23700 14760 744 3609 9000 1000 Operação Carambeí .CE Beberibe .CE Bom Jardim da Serra .CE Amontada .CE Olinda .RS PIE Operação Pedreira .CE PIE Fóssil Gás Natural Operação Jacareí .PR Biomassa Resíduos de Madeira 5000 Outorga Joaquim Nabuco .CE Gouveia .SC Fernando de Noronha .BA PIE Biomassa Construção Júlio de Castilhos .PE Aquiraz .CE São Gonçalo do Amarante .CE PIE Operação Pedra Preta .SP PIE Fóssil Gás Natural 8592 5552 9119 30775 168800 1000 17000 13000 24438 3000 23700 14760 744 3609 9000 16200 10500 600 225 10000 5.SP APE-COM Outorga Silves .PR São Gonçalo do Amarante .CE Operação Água Doce .MT PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Blumenau .PE Paracuru .Elétrica de Palmas Eólio-Elétrica São Gonçalo .SP PIE Fóssil Gás Natural Operação Balsa Nova .

TO Rifaina .SP Outorga São Paulo .RJ Operação Atalaia do Norte .RS SP Operação Taió .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 80000 324 600 4960 6970 22200 5040 900 32000 67 67 67 62 264 581 46400 555 17000 1087000 1050000 1000 9800 1400 108890 249900 998 120 3972 600 Operação Promissão .SC COM Operação São Paulo .GO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Espigão d´Oeste .SP Operação Guarulhos .CE Areal .CCBS) Evangelista 998 Expresso Tiradentes .SP APE Outorga São Paulo .RO COM Operação Patrocínio Paulista .SP SP Operação Barracão .SP APE APE APE APE SP PIE PIE SP APE PIE SP PIE PIE COM APE APE PIE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Paulo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Equador UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH PCH CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UHE UHE CGH UTE PCH UHE UTE CGH UTE PCH EOL PCH Operação Operação Operação Construção Outorga Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Arês .SP Palmas .RN Aguiarnópolis .SP Operação Cosmópolis .SP Passos Maia .Terminal Mercado Municipal F 3792 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fábrica da Wobben Windpower no Pecém Anexo Fagundes 4800 4800 185 .SP Nova Lima .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 58400 UTE Operação Rorainópolis .SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Promissão .SP Cantagalo .PR Salto .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Aporé .SP Cubatão .MG SP Operação Ernestina .RS PIE Operação Ervália .SP APE Outorga São Paulo .RR SP Fóssil Óleo Diesel 281 281 58400 80000 324 975 4800 6970 22200 5040 900 32010 Equipav Equipav II Ericsson Telecomunicações Erna Heidrich Ernestina Ervália Esmeralda Esmeril Espigão Espora Estação Ana Neri Estação Clube Atlético Ypiranga Estação Pedro II Estação Rua do Grito Estampotec 264 581 16400 555 17000 Ester Ester Estirão do Equador Estivas Estreito Estreito (Luiz Carlos Barreto de Carvalho) 1050000 1000 9800 1400 108800 Estrela Eucatex Euclidelândia Euclides da Cunha Euzébio Rocha (Ex Cubatão .MG Caucaia .RJ São José do Rio Pardo .AM Operação Cosmópolis .SC São Paulo .

186 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Fany CGH UTE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH EOL CGH CGH UTE CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Áurea .RR São Paulo .BA APE Operação Mateiros .MT Duas Barras .MG APE Óleo Diesel Operação Aripuanã .MT APE Operação Nova Lacerda .GO APE Operação Nova Lacerda .RS Rio Claro .RJ Buritizeiro .RO APE Outorga Formosa do Rio Preto .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 39400 4000 10000 2788 12 60 40 200 770 64 100 7.MG Operação São Desidério .MT PIE Operação Faxinal dos Guedes .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 700 Operação Santana de Parnaíba .BA não Ident Fóssil Operação Juiz de Fora .SP Erval Seco .25 3600 94 9600 120 900 28 2584 284 600 386080 9200 120 900 28 2769 284 600 386080 9200 144 24 10 40 200 770 64 100 8 450 16 Operação Faro .TO APE Operação Rio Verde .SC PIE Operação Mendonça .SC APE 900 900 240 954 39400 4000 10000 2788 12 UTE Operação Regente Feijó .MG Feijó .AM Cantá .RN Operação Buritizeiro .MT APE Operação Alta Floresta D’Oeste .RJ Rosário Oeste .5 450 16 180000 24 10.SP APE Fóssil Óleo Diesel 240 Outorga Abelardo Luz .AC Benjamin Constant .BA APE APE PIE APE APE PIE APE PIE APE COM APE PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Resíduos de Madeira Operação Piatã .MG Operação Buritizeiro .MT APE Operação Aripuanã .RS Outorga Grão Mogol .MG Outorga Porto do Mangue .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1200 1200 Fapar Farmalab Faro Fartura Faxinal dos Guedes Faxinal II Faxinal l Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fazenda Aquidauana Fazenda Cachoeira Fazenda Figueirão Fazenda Galera I Fazenda Galera IA Fazenda Jatobá Fazenda Jedai Fazenda Magna Mater Fazenda Maracanã Fazenda Nazaré Fazenda Nova Fazenda Pedra Negra Fazenda Riga Fazenda Santa Marta Fazenda Santa Sofia Fazenda Santana Fazenda São José Fazenda São Luiz Fazenda Tabua Feijó Feijoal Félix Pinto Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Ferradura .MG Operação Varginha .

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Ferrari UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UHE PCH PCH PCH EOL UHE PCH UHE PCH UTE UTE Outorga Outorga Construção Construção Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Operação Pinhão - PR Águas de Chapecó - SC Cruzeiro do Iguaçu - PR Clevelândia - PR Coronel Domingos Soares - PR Beberibe - CE Caçu - GO Cruz Machado - PR Juquitiba - SP Bom Jesus do Itabapoana - RJ Guapiaçu - SP Taboão da Serra - SP Outorga Arapoti - PR Operação Uberaba - MG Outorga Guanhães - MG Operação Porto Velho - RO Operação Caucaia - CE Operação Maximiliano de Almeida - RS SP PIE PIE PIE APE PIE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE-COM SP APE APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Gás de Processo Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Operação Formoso - MG SP Outorga Aveiro - PA SP Operação Piraí - RJ SP Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Fonte Boa - AM SP Fóssil Operação Flórida Paulista - SP PIE Biomassa Outorga Grão Mogol - MG APE-COM Biomassa Operação Manaus - AM PIE Fóssil Operação Paragominas - PA APE Biomassa Operação Flor do Sertão - SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ponte Serrada - SC APE Construção Figueirópolis d’Oeste - MT PIE Outorga Alta Floresta d’Oeste PIE 1400 19.410 4800 16500 1250 14400 2520 55000 3550 131988 960 440 1118 346630 322 9000 24400 12000 1676000 855000 29072 29500 29800 25200 68400 8800 29500 4500 4944 400 Operação Figueira - PR SP Fóssil Carvão Mineral 160250

UTE

Operação

Pirassununga - SP

APE

Biomassa

Bagaço de Cana de Açúcar

41000

4000 20000 1400

Figueira

Figueira

Figueirópolis

Flor do Mato

4800 16500 1250 12.800

Flor do Sertão

Floraplac

Flores

Florevale

Flórida Paulista

15000 3550 130300

Fonte Boa

Fontes Nova

Fordlândia

Formoso

440 1000 346630 322

Forquilha

Fortaleza

Fortaleza do Abunã

Fortuna II

Fosfértil (Expansão do Complexo Industrial Uberaba)

24400

Foz da Anta

Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia)

1676000

Foz do Chapecó

Júlio de Mesquita Filho (Foz do Chopim)

29072

Foz do Curucaca

Foz do Estrela

Foz do Rio Choró

Foz do Rio Claro

Foz do Turvo

França

29520 4500 4944

Franca Amaral

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Frango Sertanejo

Anexo

Frascomar

187

188 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Frederico João Cerutti UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UHE PCH PCH UHE PCH UTE UHE UHE PCH PCH UHE UTE UHE PCH PCH PCH UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mariana - MG Nova Lima - MG Betim - MG Divinópolis - MG Ribeirão Preto - SP Caxias do Sul - RS Caxias do Sul - RS Paulínia - SP Assis - SP Confresa - MT Operação Jaguari - RS Operação Alpinópolis - MG Operação Santa Bárbara d’Oeste - SP Operação Itatiaia - RJ Operação Dores de Guanhães - MG Operação Ouro Preto - MG APE PIE SP APE SP PIE APE APE APE SP PIE COM PIE APE APE APE Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ubatã - BA SP Operação Lavras - MG PIE Operação São José do Rio Preto - SP APE Fóssil Operação Foz do Jordão - PR PIE Óleo Diesel Operação Foz do Jordão - PR PIE Operação Mariana - MG APE Construção Caiana - MG PIE Operação Ibiúna - SP APE-COM Operação Tangará - SC APE Operação Cachoeiro de Itapemirim - ES SP Outorga Frutal - MG Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Fronteira - MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2600 15000 8736 160 36400 4500 10000 180.500 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 57220 14000 9000 540 1500 11500 144 4032 11500 144 2032 10080 120168 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 9220 14000 9000 540 8736 160 36400 Outorga Pedras Grandes - SC APE Biomassa Biogás 42 2600 Operação Jundiaí - SP APE Fóssil Óleo Diesel 720 Outorga Barreirinha - AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 720

CGH

Operação

Seberi - RS

COM

1000

1000

Freguesia do Andirá

Frigor Hans

Frigorífico D talia

Fronteira

Frutal

Fruteiras

Fuganti

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Fumaça

Fumaça IV

Fumaça

Fundão

Fundão I

Funfarme

Funil

Funil

Funil

Funil

Funil

Furlan

Furnas

Furnas do Segredo

Furquim

G

Gabriel Passos

Gafanhoto

Galo Bravo

Galópolis

Galópolis

Galvani

Gama

Gameleira

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Garcia PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE EOL Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Construção Operação Construção Operação Muriaé - MG Goiandira - GO Goianésia - GO Aparecida de Goiânia - GO Goiatuba - GO Osasco - SP Duque de Caxias - RJ Itapecerica - MG São Paulo - SP Seara - SC Amparo - SP Gravatá - PE Gravatá - PE Operação Duque de Caxias - RJ Outorga Candeias - BA Outorga Candeias - BA Operação Rio Formoso - PE Operação São José da Laje - AL COM APE PIE PIE APE-COM APE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE APE APE APE PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Combustível Gás Natural Operação Pedras de Fogo - PB PIE Outorga Nova Lima - MG APE Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Fóssil Biomassa Operação General Salgado - SP APE Biomassa Outorga Alegrete - RS PIE Biomassa Operação Petrópolis - RJ APE Fóssil Operação Gavião Peixoto - SP SP Gás Natural Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Gaúcha do Norte - MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Manaus - AM APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação São Paulo - SP APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Andradina - SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Francisco de Itabapoana - RJ PIE 28050 44000 27 27 1970 4800 1063 5000 3800 6000 996 30000 160 4500 143840 148000 5160 13800 27000 10300 140000 46520 972 1058300 528 2720 11 184 480 4250 Operação Campo Novo do Parecis - MT PIE 29300

PCH

Operação

Angelina - SC

SP

8600

8920 29300

Garganta da Jararaca

Gargaú

Gasa

44000 27

Gaseifamaz I

Gaseifamaz II

Gaúcha do Norte

1970 4800 1063

Gavião Peixoto

GE Celma Ltda.

GEEA Alegrete

Generalco

3800

Geração Própria de Energia Elétrica - GPEE

Gerador de Emergência

Giasa II

30000 160 4500

Gibóia

Gindaí

Global I

Global II

Globo

5160 11360

Glória

Goiandira

Goianésia

10300

Goiânia II

Goiasa

46520 972 1058300 528 2720

Goodyear - Divisão Spiraflex

Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio)

Grafite

Grand Hyatt São Paulo

Granja Giombelli

Granja São José

184 480

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Gravatá

Anexo

Gravatá Fruitrade

189

190 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Grendene Fortaleza UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH UTE UHE UTE UTE CGH UTE CGH UHE UTE PCH CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Gurupá - PA Açailândia - MA Xanxerê - SC Palmital - SP Nova Friburgo - RJ Cubatão - SP Itacoatiara - AM Santa Maria do Herval - RS Capinzal - SC Jaci - SP Operação Operação Coruripe - AL Antônio Dias - MG Operação Santos Dumont - MG Operação Erval Seco - RS Operação Pontes Gestal - SP Operação Guaratuba - PR SP PIE SP PIE APE-COM APE PIE PIE APE-COM APE SP SP APE SP APE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Óleo Diesel Carvão Vegetal Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Colniza - MT SP Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Olímpia - SP PIE Operação Severínia - SP APE Biomassa Biomassa Operação Guaporé - RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pontes e Lacerda - MT APE-COM / PIE Operação Guajará - AM SP Fóssil Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Osasco - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Ribeirão Preto - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Prudente - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas - MG APE Fóssil Óleo Diesel 65 44 44 1296 464 1280 120000 667 9400 40.000 5800 1448 36000 12000 1760 5400 14312 140000 1690 10000 400 472 294 889000 7590 1520 387 900 1448 36000 12000 1760 4800 14312 140040 1603 10.000 400 472 294 889000 7590 1440 387 900 Operação Bauru - SP APE Fóssil Óleo Diesel 48 Operação Jaú - SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 768 Outorga Sobral - CE APE Fóssil Óleo Diesel 4500 768 48 65 44 44 1296 464 580 124200 667 9400 30000

UTE

Outorga

Fortaleza - CE

APE

Fóssil

Óleo Diesel

1500

Grendene Sobral

Grizzo

Grupamento de Navegação Aérea de Bauru

Grupamento de Navegação Aérea de Poços de Caldas

Grupamento de Navegação Aérea de Presidente Prudente

Grupamento de Navegação Aérea de Ribeirão Preto

Grupo Geradores Moore

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Guaianazes

Guajará

Guaporé

Guaporé

Guarani

Guarani - Cruz Alta

Guaraú

Guariba

Guaricana

Guariroba

Guarita

Guary

Guaxuma

Guilmam-Amorim

Gurupá

Gusa Nordeste

Hacker

Halotek

Hans

Henry Borden

Hermasa

Herval

Herval

Hevea-Tec

Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Hidrossol UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Ibitinga .MG Urussanga .RS Campos de Júlio .SP APE Fóssil Operação São Paulo .SC Conquista .SP Operação São Gabriel da Cachoeira .PR Salvador .SP APE Fóssil Óleo Diesel 252 252 1080 Hiperideal Honolulu Hospital Barra D’Or 1444 1666 208 648 1280 264 88 40 2000 8850 1000 1172 Hospital de Base Hospital Municipal Ipatinga Hospital São Francisco Hotel Hilton Morumbi Hotel Sofitel Hotel Tenda Hotel Vale do Jiquiriçá Hudtelfa I Humaitá Humaytá Hy-Line Iacanga Iauaretê 1310 7953 Ibirá Ibirama Ibitinga 131490 Ibituruna Ibrap 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1000 Igarapava Igarapé Iguatemi (Ex Santa Terezinha .SP APE Fóssil Operação Ribeirão Preto .5 21000 131490 30000 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1118 18700 Operação Cuiabá .SP APE Fóssil Fóssil Outorga Jiquiriça .RS Eugênio de Castro .SP Bom Sucesso .SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Ipatinga .AM Outorga Iacanga .SP APE Fóssil Óleo Diesel 134 1444 1666 208 648 1280 564 88 40 2000 8850 1000 1172 12000 1310 7952.BA APE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Marília .CE Iguatu .CE São Paulo .SP Entre-Ijuís .SP APE Fóssil Operação São Paulo .AM SP Operação Nova Odessa .SP Operação Nova Granada .SC Operação Santa Rosa de Viterbo .SP APE PIE SP APE PIE PIE PIE APE APE / SP SP APE APE APE PIE APE APE SP PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Ultraviscoso Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Bonito .MG Maringá .MT APE Fóssil Óleo Diesel 1080 UTE Operação Marília .BA Fortaleza .Iguatemi) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza Iguatu IGW/Service Energy Ijuizinho Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ijuizinho Anexo Ilha Comprida 191 .PE COM Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Humaitá .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio de Janeiro .MG Juatuba .MT Outorga Ibirama .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação São José do Rio Preto .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .

PE Iracemápolis .640 9000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 9200 14000 6082 9800 360000 30.MG APE 2560 Operação Ilha Solteira .SP Aratiba .192 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Ilha dos Pombos UHE PCH PCH UTE UTE PCH CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UHE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Ipojuca .000 29064 160 1450000 19890 9000 Outorga Imbé de Minas .SC Berilo .AM Itacoatiara .MG PIE 2332 7000 1120 28000 1000 1440 Operação Barbacena .MG SP 187169 187169 Ilha Solteira Ilhéus Imbé I Imcopa Inapel Indiavaí Índio Condá Atlas de Energia Elétrica do Brasil Indústrial Cerâmicos Inhapim Inject Indústria de Injetados Inj-Tamp Interlagos Iolando Leite Ipatinga Ipaussu Iperó Ipiranga Ipiranga Ipiranga Filial Descalvado Ipixuna Ipojuca Iracema Iranduba Irani Irapé Irara Isamu Ikeda Isolet Itá Itacoatiara Itacoatiara .RS APE Fóssil Outorga Inhapim .SE PIE Biomassa Outros Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Operação Pereira Barreto .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Chapecó .000 27600 160 1450000 20.SP APE Fóssil Operação Candelária .SP PIE Biomassa Operação Sorocaba .AM Operação Mococa .TO Itu .SP Operação Santo Antônio do Içá .AM Operação Descalvado .AM Vargem Bonita .SC COM Operação Indiavaí .MT PIE Operação Guarulhos .PR APE Fóssil Gás Natural 7000 1120 28000 1000 1440 6000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 5000 14000 6082 10000 360000 30.SP Operação Iperó .SP APE Operação Ipatinga .MG Rio Verde .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Operação Rio Claro .GO Monte do Carmo .MG PIE Operação Capela .SP COM Fóssil Gás Natural Operação Araucária .AM Operação Ipixuna .SP APE APE-COM SP APE SP APE-COM APE SP APE PIE PIE SP APE PIE SP PIE Fóssil Biomassa Óleo Diesel Resíduos de Madeira Fóssil Óleo Diesel Operação Ipaussu .SP SP 3444000 3444000 2560 UHE Operação Além Paraíba .RS Itacoatiara .SP Iranduba .

PI Operação Itapiranga .PE Bertioga .SP Pinhal Grande .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olímpia .SC Outorga Fronteiras .4 3880 6300000 1200 2575 42501 195000 6000 1479600 789 450000 137600 1440 2172 4500 480 55 512 72 112 4200 9000 8700 15000 7300 512400 5475 6560 156000 4040 Outorga Boa Ventura de São Roque .BA PIE Operação Itapebi .SP Manaus .SC Goiana .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa de Viterbo .SP São Paulo .SP Novo São Joaquim .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itaenga PCH UTE PCH UHE UTE UTE UTE UHE UTE UHE UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH CGH CGH UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UHE PCH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Nova Europa .4 3880 7000000 1200 2575 28000 Itaipava Itaipu (Parte Brasileira) Itaiquara Itamarati Itamarati Itaocara Itapagipe 6000 1479600 789 450000 Luiz Gonzaga (Itaparica) Itapeaçu Itapebi Itapebi Itapicuru 1440 2172 Itapiranga Itapissuma Itapocuzinho 480 Itapuru Itaquerê 512 72 112 4200 Itaquerê I Itaquerê II Itaqui Itararé Itatérmica Pernambuco Itatinga 15000 7300 512400 7300 6560 156060 Itaú Mooca Itaúba Itaúsa Itautinga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Itiquira (Casas de Forças I e II) Anexo Ituerê 4040 193 .BA SP Óleo Diesel Operação Itapagipe .SP APE Biomassa Operação Foz do Iguaçu .BA PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Urucurituba .MT APE-COM Biomassa Operação Itamarati .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Tapiratiba .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 47000 47000 Itaguaçu Itaguassu Agro Industrial 4450.SP PIE Operação Nossa Senhora do Socorro .PR PIE 9000 UTE Operação Lagoa do Itaenga .SE APE Fóssil Óleo Diesel 4450.AM Itiquira .MT Novo São Joaquim .RS São Paulo .MG PIE Biomassa Outorga Aperibé .MT Itaqui .MG Outorga Beruri .MT Rio Pomba .AM Operação Codó .MA APE SP APE COM SP APE APE APE PIE PIE APE SP APE SP APE APE APE-COM APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Biomassa Casca de Arroz Fóssil Óleo Diesel Outorga Itapebi .AM SP Fóssil Operação Glória .RS Lages .AM Operação Jaraguá do Sul .

194 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itumbiara UHE UHE UHE CGH PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE CGH UHE UTE UHE UHE PCH PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .SP Sengés .PR Jaguariúna .SP APE-COM 55000 Outorga Aporé . L.SP Jacareí .SC SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Astolfo Dutra .MG SP 52000 Operação Votorantim .PR Sengés .MG PIE Operação Guarani .BA Pedreira .SP PIE SP PIE APE APE-COM PIE SP PIE SP SP PIE SP SP APE APE PIE Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Carvão Mineral Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Dores de Guanhães . J.MT Operação Jacarezinho .MG Rifaina .MG SP 2082000 2280000 Itumirim Itupararanga Itutinga Ivaí Ivan Botelho I (Ex-Ponte) Ivan Botelho II (Ex-Palestina) Ivan Botelho III (Ex-Triunfo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ivo Silveira Izidrolândia J.SP APE-COM Biomassa Operação Dobrada .RO Salto do Jacuí .RS Jacutinga .RS SP 768 24300 12400 24400 2500 280 1600 3800 600 10 440 10500 2600 1417 10500 4600 2800 2410 180000 350200 720 424000 101540 11800 27600 2200 2400 7902 720 424000 101540 11800 27600 1760 2400 4600 2800 2410 180000 1417 Operação Itutinga .MG PIE Operação Manacapuru .SP APE Fóssil Operação Cerquilho .RO PIE Fóssil Operação Campos Novos .SP Operação Jacareacanga .MG PIE Operação Descoberto .PR Construção Jacareí . G.AM SP Operação Bonfim .SP Operação Jaciara . Pilon J.MG PIE Operação Júlio de Castilhos .SP Jaguarari .GO PIE 50000 56170 52000 700 24400 12480 24400 2600 280 1600 3800 600 10 440 UHE Operação Araporã .PA Construção Brotas .SP APE Biomassa Operação Alta Floresta D’Oeste .RR SP Fóssil Fóssil Operação Bauru . Shayeb Jacamim Jacaré Jacaré Jacaré Pepira Jacareacanga Jacareí Jacarezinho Jaciara Jaci-Paraná Jacuí Jacuí Jacutinga Jaguara Jaguarari Jaguari Jaguari Jaguaricatu I Jaguaricatu II Jaguariúna .RS Charqueadas .

RJ PIE 17280 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação General Carneiro .MG Poço Fundo .AC Capivari de Baixo .SC Capivari de Baixo .PB PIE Biomassa Outorga General Carneiro .SC Operação Alto do Rodrigues .RS PIE Bagaço de Cana de Açúcar Licor Negro Operação Manaus .RN Outorga Campos de Júlio .MG João Neiva .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santa Rita .AM PIE Fóssil Operação Japurá .PA PIE Biomassa Operação Jardinópolis .MG APE Operação Jataí .SP Jordão .RO PIE 20010 UTE Operação Goianésia .PR APE Outorga Santa Maria Madalena .AL São José do Rio Pardo .MT Operação Vitória de Santo Antão .BA PIE APE-COM / PIE PIE PIE PIE SP PIE APE PIE APE-COM APE APE APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Carvão Mineral Carvão Mineral Outros Gás de Alto Forno Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Urucânia .PE Operação Indiavaí .RO São Luís do Quitunde .PR Juiz de Fora .MT Outorga São Desidério .SC Capivari de Baixo .SC Bom Despacho .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Almeirim .000 3800 11000 121500 36200 22300 367920 3300000 27400 3500 19000 1548 100 3000 951 8400 1550 232 232000 262000 363000 Outorga Ariquemes .Vale do Açú) 367920 3300000 27400 3500 Jirau Jitituba Santo Antônio João Baptista de Lima Figueiredo João Borges João de Deus 1548 100 João Franco João Neiva Joaquim Fernandes Luiz 951 8400 1550 254 232000 262000 363000 Joasal Jorda Flor Jordão Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Anexo Jorge Lacerda IV 195 .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 50000 50000 Jamari Jambo Jangada I 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.SP APE Biomassa Operação Nova Roma do Sul .SP Campo Belo do Sul .MG Pilar do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jalles Machado PCH PCH CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Porto Velho .000 Jangada II Japungu Japurá Jaraqui Jararaca Jardest Jari Celulose Jataí Jatiboca Jatobá Jauru 121500 36200 JB Jesuíta Jesus Soares Pereira (Ex .ES General Carneiro .

82 97750 18000 7200 1690 432 3279 1600 1600 300 208 208 300 208 208 7200 1675 400 3279 1600 4840 2648 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.82 97700 Operação Juazeiro do Norte .CE PIE Fóssil Óleo Diesel 14760 Outorga Itaqui .MT PIE Operação Barra do Bugres .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 8000 UTE Operação Bauru .Feira de Santana Karapanã Kawakami Kawakami Tupã .SP Operação Cerqueira César .SP Tupã .MT APE Operação Barra do Bugres .SP Operação Rorainópolis .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 6000 14760 42000 42000 Outorga Pelotas .AM SP Fóssil Outorga Barra do Bugres .AM Operação Castilho .RR SP APE SP SP SP PIE PIE APE PIE APE SP APE APE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Capela .196 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jornal da Cidade UTE UTE UTE UHE UHE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UHE PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Rio Casca .SP Feira de Santana .SP APE Fóssil Óleo Diesel 142 142 Josapar Josapar Itaqui Juazeiro do Norte Juba I Juba II Juba IV Jubinha II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jubinha III Juçara Jucu Juína Juiz de Fora Juliana I Juliana II Junco Novo Jundiá Junqueira Jupiá (Eng° Souza Dias) Juruá Juruena Jurumirim (Armando Avellanal Laydner) Jurumirim Jurupará Juruti Justus Jutaí Kaiser .PA Inácio Martins .PA Marília .PR Jutaí .SE APE Outorga Igrapiúna .ES SP Outorga Coari .BA São Félix do Xingu .6 4840 2650 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.MG Ibiúna .MT SP Gás Natural Operação Domingos Martins .MT PIE Óleo Diesel Outorga Barra do Bugres .MT Operação Juruá .MG PIE Fóssil Operação Juína .MT PIE Outorga Tangará da Serra .SP Juruti .SP Operação Igarapava .SP Operação Juruena .Araraquara Kaiser .AM Araraquara .BA COM Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Igrapiúna .BA COM Operação Juiz de Fora .MT APE 42000 42000 7480 15980 4080 429.

TO Monte Carmelo .SC APE Biomassa Licor Negro 33745 UTE Operação Telêmaco Borba .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Klabin UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL PCH CGH UHE PCH PCH CGH CGH UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação São José da Laje .SP Laranjal do Jari .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Corumbá .600 200 902500 2070 Laje Luís Eduardo Magalhães (Lajeado) Lajes Lajinha Lamins Laranja Doce 720 8675 Laranjal do Jari Laranjinha Lasa 3200 5088 4480 332 Latasa Latasa Santa Cruz Lavrinha Lavrinhas Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lençóis 1680 Anexo Lençóis Paulista 21700 197 .GO COM Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação União dos Palmares .TO Construção Aracati .PR PIE Biomassa Licor Negro 113250 113250 33745 Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Klabin Piracicaba Klotz Campo Grande II Klotz Corumbá Kopenhagen Lábrea 6300 1776 680 28000 4950 3992 2000 Lageado Lages Lages Laginha .ES Cabo de Santo Agostinho .GO COM Operação Cristalina .8 26 3230 25.MG SP Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Operação Lajeado .TO SP Operação Lábrea .AP Nova Fátima .600 200 902500 2060 1600 848 720 8675 3240 3200 5088 4480 332 30000 1680 25700 Operação Otacílio Costa .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Barueri .SP Lavrinhas .RJ São Miguel Arcanjo .SP Operação Dianópolis .TO Wanderlândia .Matrix Lago Azul Lago Azul Lago do Beruri Lago Grande 26 Lagoa do Mato Lagoa Grande 25.MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Piracicaba .MG Martinópolis .RR SP PIE PIE COM PIE SP PIE COM SP SP PIE APE APE-COM APE SP PIE SP APE Biomassa Licor Negro Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Beruri .AL Miracema do Tocantins .SP APE Fóssil Gás Natural 15045 242590 176000 480 6300 1800 680 28000 4950 3992 2000 64.AM SP Operação Ipameri .PE Rio de Janeiro .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Campo Grande .SC PIE Biomassa Operação Coromandel .PR Linhares .AL PIE Biomassa Operação Lages .SP Macatuba .SP Lençóis Paulista .CE Operação Caracaraí .MG Passa Quatro .

SP APE Biomassa Operação Itirapina .SC Operação Luciára .SP Macaíba .RS Operação Itajubá .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Teresópolis .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 5000 Limoeiro (Armando Salles de Oliveira) Limoeiro Limoeiro Lindóia Linha 3 Leste Linha Emília Linha Granja Velha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lito Mendes Lobo Londra Lontras Lontras Louis Dreyfus Lagoa da Prata Louis Dreyfus Rio Brilhante Lourenço Lucélia Lúcia Cherobim Luciara Ludesa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Luiz Dias Luiz Queiroz Lwarcel M.MT Outorga Lapa .RS PIE Operação Ijuí .198 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Limeira do Oeste UHE UTE CGH UTE PCH PCH CGH CGH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UHE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Piracicaba .MS PIE Outorga Lagoa da Prata .MG COM 220 Operação Japurá .MS Operação Abelardo Luz .RS APE Operação Itacoatiara .SP Lençóis Paulista .RJ APE Operação Erval Seco .SP Trajano de Morais .MG Operação Três Lagoas .AM SP Fóssil Óleo Diesel 1425 Operação São José do Rio Pardo .AM SP Fóssil Óleo Diesel 320 13500 19500 1000 50 2000 1380 612 650 60000 90000 720 35700 25500 948 30000 418.SP PIE 32000 32000 1425 220 320 13500 UTE Operação Limeira do Oeste .RN Itapipoca .SC APE-COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Clevelândia .SC Garça .RS APE Construção Dois Lajeados .PR Operação Lucélia .119 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 235800 1140000 1140000 948 30000 258319 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 720 15700 1000 50 2000 1380 612 650 Outorga Canaã .RJ Campinas .MG PIE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Outorga Xanxerê .SP PIE PIE SP PIE PIE SP PIE APE APE APE SP SP PIE APE PIE APE-COM / SP Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Calçoene . Reis Mac Loren Máquinas para Agricultura Macabu Macaco Branco Macaíba (Ex Termo Toalia) Macau Maceió Machadinho .RN Macau .AP SP Outorga Rio Brilhante .SP Itajaí .PR COM Operação Itaí .CE Maximiliano de Almeida .

RR Amajari .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Niquelândia .8 24 6 320 320 24 352 Maloca Boca da Mata Maloca da Bala Maloca da Raposa Maloca do Araçá Maloca do Manoá Maloca Flexal Maloca Guariba Maloca Malacacheta Maloca Moscow Maloca Santa Rosa Maloca São Marcos Maloca Trairão Maloca Três Corações Maloca Vista Alegre Mambaí Mambaí II Manacapuru 15550 2100 85380 Manaquiri Manauara Atlas de Energia Elétrica do Brasil Mandacaru Anexo Mandu 25000 25000 199 .RO PIE 10500 UTE Operação Machadinho D’Oeste .RR Boa Vista .RR SP Fóssil Construção Uberlândia .RR Operação Amajari .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Machadinho do Oeste PCH PCH UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE EOL UTE Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Bonfim .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacareí .8 24 6 320 320 24 352 12000 15550 2100 85380 4250 Outorga Machadinho D’Oeste .GO Sítio D’Abadia .RR SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE SP SP PIE PIE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Normandia .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 8958 8958 Machadinho I Machado Mineiro 1720 120 2880 750 4000 36 320 Mactronic Eletrônica e Hidráulica Madame Denise (Cachoeira do Furado) Mãe Benta Mafrás Maici Mak de Jacareí Supermercado Malagone Maloca Araçá do Amajari 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.RR Operação Bonfim .SP APE Fóssil Operação Porto Velho .RR Operação Normandia .AM Gravatá .RO PIE Fóssil Operação Ibirama .MG PIE 1720 120 2880 750 4000 36 320 19000 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Amajari .RR Boa Vista .PE Guaíra .RR SP Operação Normandia .MG APE Operação Garça .AM Manaquiri .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Águas Vermelhas .SP Operação Cantá .GO APE Operação Taquaraçu de Minas .RR Pacaraima .RR Sítio D’Abadia .GO Manacapuru .RR Operação Normandia .RR Amajari .RR SP Operação Pacaraima .AM Manaus .

8 UTE Operação Manicoré .MG Carazinho .RJ PIE Operação Fronteira .RS Cabeceira Grande .MG SP Óleo Diesel Outorga Domingos Martins .MG Operação Igreja Nova .RO Sabará .AL PIE SP APE APE APE SP APE COM APE SP SP PIE APE PIE APE APE Outros Gás de Alto Forno Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Macaé .200 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Manicoré UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UHE UTE UTE PCH CGH CGH CGH PCH UTE CGH PCH UHE PCH PCH UTE EOL CGH UTE Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Operação Barueri .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 46820 56.MG Operação Uberlândia .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Outorga Maracanaú .SP Operação Juiz de Fora .SC Operação Campos do Jordão .MG SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marechal Thaumaturgo .MG Divinópolis .PI PIE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga São Gonçalo do Amarante .RS PIE Outorga Amparo .SP APE Fóssil Operação Teresina .MG Operação Curitibanos .PB Matipó . Macaé Merchant) Marituba Marmelos Marmelos III Marombas Marombas Martins Martins Goodyear Martinuv Marzagão Mascarenhas Mata Cobra Mata Velha Matadouro e Frigorífico Paladar Mataraca Matipó Mat-Prima .MG Jaguaraçu .MG Mataraca .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Normandia .SP Vilhena .000 73712 13120 352 15580 26100 476000 673 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 2023 180500 2880 24000 352 4500 416 1200 416 478000 565 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 923 180500 2880 13120 Operação Maraã .MG Aimorés .AM SP Fóssil Óleo Diesel 6450 6450 Manoel Urbano Manso Maraã Maracaí Maracanã Maracanaú Maracanaú II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Marambaia Marchiori Marco Baldo Marechal Floriano Marechal Mascarenhas de Moraes (Ex-Peixoto) Marechal Thaumaturgo Marimbondo Mário Lago (Ex.ES PIE Outorga Braga .MT PIE / SP 210000 Operação Manoel Urbano .SC Operação Curitibanos .AC PIE Fóssil Operação Ibiraci .8 168.AM SP Fóssil Óleo Diesel 2050 Operação Chapada dos Guimarães .AC PIE Fóssil Óleo Diesel 1086 1169 210900 2050 46820 56.RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maracaí .

SP Campo Grande .PB Indianópolis .PE Campo Grande .PA SP Fóssil Outorga Santana .SP APE APE APE APE APE APE APE PIE APE APE PIE SP APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Biomassa Gás Natural Resíduos de Madeira Operação Tabaporã .MT APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Guararapes .MS Orindiúva .AM Jaqueira .SP Operação Dias d’Ávila .PR Miraí .AP PIE Fóssil Operação Morro Agudo .MG APE Outros Gás de Alto Forno 1200 2350 Matupí Mauá Mauá (UTM-II) Blocos 1 a 4 552564 7350 1280 16400 Maués Maurício MB Meio do Mundo Melgaço 720 1000 8480 Melissa Mello Melo Viana Menu 3000 154 3750 1850 18000 360 96 192 Mercedes I e II Merck Mercocítrico Metalurgia Caraíba Metalúrgica Mococa Michelin Micro Central Hidrelétrica Major Microturgn Miguel Forte 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 Miguel Pereira Millennium Millennium Miranda MMCH Córrego da Cava Mocambo Moças Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Moema Anexo Mogi-Guaçu 7200 201 .BA Operação Santa Rosa de Viterbo .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2350 UTE Outorga Divinópolis .6 3750 1825 18000 360 96 192 80 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 7200 Operação Manicoré .MG Varginha .SP PIE Biomassa Operação Leopoldina .BA Mataraca .SP Operação Campinas .MS União da Vitória .SP Mogi Guaçu .MG APE Operação Corbélia .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Ortigueira .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Manaus .MG Camaçari .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Mat-Prima II UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE CGH UTE EOL UHE CGH UTE CGH UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Ibaté .SP PIE PIE PIE Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .PR PIE 361000 552564 7350 1280 16400 153000 720 1000 10685 9660 3000 153.MG PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Preto .MG Parintins .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Maués .MT Operação Mococa .PR SP Operação Melgaço .SP APE Outorga Raul Soares .

SP APE APE COM APE PIE SP APE SP SP SP PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Candeias .RJ PIE Operação Monte Alegre .SC Operação Guarulhos .GO Carlos Chagas .MG PIE Construção Faxinalzinho .CE Oriximiná .MG Fortaleza .PA Muaná .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Conceição do Mato Dentro .RS APE 270 270 Moinho Monções Monjolinho Monjolinho Monjolo Monte Alegre Monte Alegre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Monte Alto Monte Belo Monte Claro Monte Cuco Monte Dourado Monte Pascoal Monte Serrat Monteiros Moreno Morillo Morro do Cruzeiro Morumbi Shopping Mosquitão Mosquito Motorola SP Moura Mourão I Moxotó (Apolônio Sales) MPX MRN UG II Muaná Muçungo Mucuri Mucuripe .AL Caucaia .SP Operação São Ludgero .MG APE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Construção Simão Pereira .RS PIE Operação Alta Floresta D’Oeste .PR Delmiro Gouveia .SP SP 600 Outorga Monções .SP Barcelos .RS PIE 13700 CGH Outorga Novo Tiradentes .GO Jaguariúna .AM Campo Mourão .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 22000 600 Outorga Barracão .BA PIE Fóssil Operação Almeirim .CE Operação Arenópolis .GO Operação São Paulo .RS PIE Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Bento Gonçalves .202 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Moinho PCH UTE CGH UHE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH UTE UTE PCH CGH UTE UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH EOL Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Campos Belos .SP Operação Luís Antônio .PA PIE Fóssil Outorga Anta Gorda .RS PIE 67000 15000 4225 18600 7360 4800 130000 30000 5475 137600 25000 680 5520 320 85 1450 30000 900 1342 240 8200 400000 700000 45800 1190 9990 22500 2400 2400 45800 1163 8200 400000 680 5520 320 85 1450 30000 340 1342 5475 7360 4800 130000 4563 Operação São Carlos .PA Água Fria de Goiás .MG APE Outorga Areal .RO PIE Operação Passos .MG PIE Outorga Eunápolis .

RO PIE Operação Vista Alegre do Alto .SP Macaé .SP Paulínia .RJ Operação Araçatuba .SP Novo Mundo .MG São Paulo .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 504 8000 25000 200 120000 386 65 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 13000 380030 13000 5000 3200 1000 1220 18000 3898 868925 3750 Operação Porto Ferreira .SP São José do Rio Pardo .RR SP Fóssil Operação Piracicaba .RR Sebastianópolis do Sul .SP Operação Ipanema .MT Normandia .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Muniz Freire .MT Piraí .SP PIE Operação Normandia .SP Pindamonhangaba .ES APE Operação Almeirim .RJ Rio de Janeiro .MG SP PIE APE APE APE APE APE PIE SP PIE APE-COM APE COM SP APE APE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Outros Biomassa Enxofre Licor Negro Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Fóssil Gás de Processo Óleo Diesel Operação Teresina .RO PIE Fóssil Operação Uiramutã .PR Operação Botucatu .SP APE Fóssil Óleo Diesel 972 972 2000 504 8000 25000 200 Müller Destilaria Mumbuca Munguba Muniz Freire Murituba Murta Museu da Água 386 72 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 Mutum Mutum Paraná Napoleão Nardini Nazaré Nazária Neblina Negro de Fumo Neiva Nerinha Nestlé Nestlé Araraquara Nestlé SJ Rio Pardo Nhandu Nilo Peçanha 378420 Ninho da Águia Nitro Química 12000 3200 1000 1220 Nobrecel Noidore Normândia Noroeste Paulista Norte 3898 868925 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Norte Fluminense Anexo Norte Shopping 3750 203 .SP Campinápolis .RR SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Operação Ji-Paraná .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Müller UTE UTE UTE UHE UTE UHE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Araraquara .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2000 UTE Operação Pirassununga .RJ Delfim Moreira .PI PIE Operação Porto Velho .SP Operação Cubatão .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Platina .SP Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Coronel Murta .SP Operação Campina do Simão .MG PIE Operação Codajás .

PA Itacoatiara .RS Óbidos .MG APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Nova Maringá .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 24000 24000 CGH Outorga Carvalhos .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Bandeirantes .MG APE 799 799 Nova América Nova Aurora Nova Avanhandava (Rui Barbosa) Nova Bandeirantes Nova Califórnia Nova Esperança Nova Fátima Atlas de Energia Elétrica do Brasil Nova Geração Nova Jaguariaíva Nova Maringá Nova Maurício Nova Monte Verde Nova Moreno Nova Olinda Nova Olinda do Norte Nova Palma Nova Ponte Nova Tamoio Nova Trento Novagerar Novo Airão Novo Aripuanã Novo Céu Novo Horizonte Novo Progresso Novo Remanso Novo Santo Antônio NR Nutepa Óbidos Oeiras do Pará .GO PIE Biomassa Construção Santa Rosa de Lima .SC PIE SP SP SP PIE SP SP SP APE SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araraquara .PR PIE Óleo Diesel Operação Jandaia .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Porto Velho .TO PIE Operação Monte Aprazível .AM SP Outorga Nova Olinda .MT SP Fóssil Óleo Diesel 3597 1111 32 4100 31200 1219 2683 32000 2502 15504 165000 6164 306 510000 3600 1403 4000 2760 3358 650 15000 9125 2300 652 73 24000 4443 834 9125 2300 652 73 24000 6053 1008 2760 3358 650 6164 306 510000 3600 6200 1219 2683 27872 2502 15504 Operação Buritama .AM Novo Aripuanã .PR Novo Progresso .PA Oeiras do Pará .204 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Nossa Senhora de Lourdes UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Novo Airão .MG Porto Alegre .GO PIE 21000 347400 3597 1111 32 Operação Tarumã .PA Outorga Nova Iguaçu .SP APE Biomassa Fóssil Fóssil Operação Nova Monte Verde .AM Autazes .MG Operação Júlio de Castilhos .RJ Outorga Nova Trento .SP Operação Nova Ponte .RS SP SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olinda do Norte .MT Sapucaí-Mirim .SP PIE 347400 Construção Goiandira .MT SP Fóssil Operação Leopoldina .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bonfim .MT SP Fóssil Operação Jaguariaíva .AM Bocaiúva do Sul .AM Novo Santo Antônio .

SP APE Fóssil Operação São Paulo .MG Bom Jesus .MT PIE Operação Normandia .RO Operação Pacaraima .SP APE Fóssil Óleo Diesel 4000 4000 8250 Oiapoque Olho D Água Olho D´agua 24 26000 1720 5474 5474 Ombreiras Operadora São Paulo Renaissance Optiglobe Rio Optiglobe São Paulo Organon Oriental 1250 8482 22700 4500 44000 Oriximiná Ormeo Junqueira Botelho (Ex-Cachoeira Encoberta) Orsa Ourinhos Ouro Pacaraima 2408 672 4080 2944 7800 1920 23000 Pacarana Paciência Pacífico Mascarenhas Padre Carlos (Ex.GO PIE 33000 24 26000 1600 5475 5475 1150 1250 5070 22700 4500 44000 12000 2408 672 4080 3044 7800 1920 23000 292000 1200 3200 28000 4400 24165 27000 880 10300 Operação Oiapoque .MG Penedo .MG Poços de Caldas .PA PIE Fóssil Operação São José da Laje .PR Itapemirim .RS PIE SP PIE SP APE PIE PIE PIE PIE APE APE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacarezinho .MG PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Oriximiná .SP APE Fóssil Operação Rio de Janeiro .SC Operação Espigão D’Oeste .BA Rio dos Cedros .GO Campo Erê .PCH Rolador) Paes Leme Pai Joaquim Pai Querê Paina II 1200 3200 Paineiras Paiol Paísa 4800 Palanquinho Palma Palma Sola 880 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Palmeiral Anexo Palmeiras 24400 24602 205 .MG Sacramento .AL PIE Óleo Diesel Outorga São Paulo .RS Mimoso de Goiás .SP APE Fóssil Gás Natural Operação Araputanga .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Itajá .RR Construção Barracão .PR PIE Operação Nova Campina .MG Passa-Vinte .SP APE Operação Muriaé .RS Castro .ES Frei Inocêncio .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Oesp UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH UHE PCH UTE PCH UTE PCH PCH CGH PCH UHE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Matias Barbosa .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação São Paulo .AP SP Fóssil Óleo Diesel 8250 UTE Operação São Paulo .SC São Desidério .AL Caxias do Sul .MG Santana do Riacho .

6 984 280 4280 15400 1344 260000 29550 25600 50000 1344 260000 26550 25600 50000 4280 29020 29700 997.RJ PIE Operação Pará de Minas .PA APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Cabo de Santo Agostinho .SP Antonina .PR Parintins .MG APE Fóssil Operação Jaciara .MG Campos de Júlio .MT Outorga Campinápolis .MT Cândido Mota .MT APE-COM Biomassa Operação Itaí .AM SP Fóssil Óleo Diesel 424 424 Palmeiras de Goiás Palmeiras Palmital do Meio Pamesa Pampa Pampeana Panacarica Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pandeiros Panorâmica Pantanal Pará de Minas Paracambi Paraibuna Paraibuna Paraíso Paraíso I Paraitinga Paranapanema Paranatinga I Paranatinga II Paranoá Paranorte Paranorte Parauá Paraúna Parecis Pari Governador Parigot de Souza (Capivari/Cachoeira) Parintins Parque Eólico de Beberibe Parque Eólico de Osório .MS PIE PIE SP PIE PIE SP COM SP SP SP PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Brotas .AM Beberibe .SP APE Biomassa Operação Januária .SP SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Paracambi .SP Operação Costa Rica .MT Juara .RR SP Fóssil Óleo Diesel Construção Barra do Bugres .DF Operação Campinápolis .MG APE Operação Paraibuna .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Caracaraí .SP APE Operação Juiz de Fora .PE APE-COM Fóssil Gás Natural 4072 550 28000 60 4200 3700 5000 200 30000 85000 2000 7700 21000 7000 31500 22300 29020 30000 997.SP PIE 16000 85 4072 400 Outorga Palmeiras de Goiás .AM Gouveia .PR APE 85 Outorga Guará .6 984 29840 85000 2000 7700 21600 60 4200 3700 5000 200 Operação União da Vitória .MT PIE Operação Belém .CE Osório .206 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Palmeiras UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE PCH PCH PCH UHE UTE EOL EOL Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Juara .MT Operação Piraju .SP Outorga Cunha .MT Careiro da Várzea .GO PIE Fóssil Óleo Diesel 174300 UTE Operação Atalaia do Norte .RS Operação Brasília .

RS Operação Boa Vista .RS Passos Maia .RR SP SP SP PIE PIE SP SP PIE APE APE PIE PIE SP SP SP SP SP APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Rio Brilhante .PE Gameleira .MG Ibirarema .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Parque Eólico de Palmares EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL UTE UTE PCH PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UHE UHE UHE UHE CGH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Construção Operação Salto do Jacuí .RS PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga São Francisco de Paula .RS Dezesseis de Novembro .AL Delmiro Gouveia .MG Operação Entre Rios do Sul .SP Cabo de Santo Agostinho .RS PIE Operação Osório .SC APE-COM 4800 EOL Outorga Palmares do Sul .RS Operação São Francisco de Paula .AM Delmiro Gouveia .RS PIE Outorga Água Doce .AL Delmiro Gouveia .AL Delmiro Gouveia .RN PIE Outorga Palmares do Sul .CE PIE Outorga Santa Vitória do Palmar .600 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 1000 Operação Água Doce .RS PIE Construção Aracati .RS PIE Outorga Tramandaí .SC PIE 30000 50000 70000 126000 31500 11050 9350 50400 50000 15000 6000 10000 600 6200 1490 30000 220000 158000 77000 22200 1864 4160 102.RS PIE Operação Osório .PE Pauini .RS Operação Ijuí .RS Operação Bom Jesus .AL Rio Doce .RS PIE Outorga Giruá .SC Machado .MS PIE Outorga Capão da Canoa .RS PIE Outorga Areia Branca .RS PIE 7562 4800 Parque Eólico do Horizonte Parque Eólico do Vigia Parque Eólico dos Índios 50000 Parque Eólico Elebrás Cidreira 1 Parque Eólico Elebrás Santa Vitória do Palmar 1 Parque Eólico Enacel Parque Eólico Giruá Parque Eólico Pinhal Parque Eólico Ponta do Mel Parque Eólico Sangradouro 50000 Parque Eólico Tainhas I Parque Eólico Xangri-lá II Passa Tempo 10000 600 3400 1332 30000 226000 158000 Passarão Passo de Ajuricaba Passo do Inferno Passo do Meio Passo Fundo Passo Real Passo São João Passos Maia Pastifício Santa Amália 1864 4160 Pau D’Alho Pau Ferro I Pau Sangue 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 Pauini Paulo Afonso I Paulo Afonso II Paulo Afonso III Atlas de Energia Elétrica do Brasil Paulo Afonso IV Anexo Paulo Mascarenhas 1000 207 .

SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Operação Lagoa do Itaenga .MT APE 24.AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Parnaíba .PE Caracaraí .MG Operação Curitibanos .BA PIE Operação Jequié .PR São Gonçalo do Rio Abaixo .RJ Santos Dumont .BA SP 20007 160000 16500 17850 432 53 16200 2400 452000 1230 6000 99900 2400 4400 10960 9400 36.RR Petrópolis .SE APE Fóssil Operação Peixe .PE Duque de Caxias .RJ PIE Operação Cachoeira .000 136200 80 1000 20000 288 9000 18012 50000 240 27800 288 9000 18012 50000 240 27800 99110 2400 4400 12440 9400 14500 25000 136200 80 1000 432 53 16200 2400 498750 1230 Operação Tietê .RO PIE Fóssil Operação Barreirinha .MT PIE Operação Neópolis .RS Ribeirão Preto .TO PIE Óleo Diesel Operação Cortês .GO Areal .MG Juiz de Fora .RJ Bom Jesus .PI PIE Construção Campos dos Goytacazes .RS Ipameri .PR PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Francisco do Guaporé .PR APE SP PIE SP APE APE PIE SP APE PIE COM SP SP APE / PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Piraí .RP .SC Operação Perobal .208 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada PCT Barueri Biogás CGH EOL UTE UHE UHE PCH EOL UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH UHE UTE PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE CGH PCH CGH PCH UHE UHE CGH UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Petrolina .MG Dois Irmãos .RJ Operação Operação Jaguariaíva .RJ SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Jaciara .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2400 Outorga Caucaia .500 15.CE PIE 31200 2400 20007 162000 Operação Água Boa .PE APE Biomassa Operação Boa Ventura de São Roque .6 25 UTE Outorga Carapicuíba .SP APE Biomassa Biogás 2601 Pé de Serra Pecém Pederneiras Pedra Pedra do Cavalo Pedra do Garrafão Pedra do Sal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pedras Pedras Negras Pedrinho I Pedrosa Peixe Angical Peixoto Gonçalves Pequi Pereira Passos Perobálcool Pery Pesqueiro Peti Petribu Petroflex Petrolina Petrolina do Norte Petropolitana Pezzi PG2 Piabanha Piau Picada Picada 48 PIE .

SP Macaparana .PE Vitória de Santo Antão .MG Piranhas .GO Escada .RS São Paulo .SC COM Outorga Lages .SP Piratini .RO SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Rio Grande .RS APE Operação Paulo Afonso .SP APE Outorga São Ludgero .PE Bom Sucesso .MG PIE 16000 CGH Operação Piedade .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Piedade PCH PCH PCH EOL UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH UTE UTE PCH PCH PCH UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH UTE UTE EOL CGH Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Piraju .SP PIE Operação Sud Mennucci .SP SP Operação Pimenta Bueno .BA SP Operação Pilar do Sul .SC COM Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Orleans .SC Outorga Ipira .SP Baependi .RS Pirapora do Bom Jesus .MG Bom Jesus do Itabapoana .PR Operação Joinville .RJ Roque Gonzales .MG PIE PIE SP PIE APE-COM APE COM PIE APE PIE PIE PIE COM PIE PIE SP PIE COM Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Combustível Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Resíduos de Madeira Outorga Ilha Solteira .MG Operação Piraju .SP Operação Piraí do Sul .PR PIE Operação Espírito Santo do Pinhal .PE Belo Horizonte .SC PIE Operação Monte Santo de Minas .SC Outorga Caratinga .MG SP Outorga Cruz Machado .SP PIE 1300 2000 4500 13000 6800 10900 636 10000 350 230 42000 50000 20000 16000 1350 9000 70000 28400 528 18000 1444 25000 30000 15700 756 25024 10000 470000 4250 Construção Monte Alegre de Minas .SP APE 442 416 Piedade Pilar 1300 2000 Piloto Piloto de Rio Grande Pimenta Bueno 13000 6800 Pinhal Pinhalzinho Pinheirinho 636 Pinheiro Pinheiros I 350 230 42000 Pinheiros II Pioneiros Pioneiros II Pipoca Pira Piraí 780 9000 81000 Piraí Pirajú Piraju II Pirambeira 528 18000 1444 Piranhas Pirapama Pirapama Pirapetinga Pirapetinga Pirapó 756 Pirapora Piratini 10000 472000 Piratininga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pirauá Anexo Pissarrão 800 800 209 .

SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 25000 Pitangui Pitangui (Cachoeira Bento Lopes) Pitangui Pitinga Pium Pizzatto Planalto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Plano Alto Plasnew Plasútil Pluritec Indústria e Comércio de Máquinas Poço Fundo Poções Polibrasil Globenergy Policam Polifrigor Poly Embalagens Poly II Poncho I Poncho II Ponta de Pedras Ponta do Costa Ponta Negra Pontal Pontal do Prata Ponte Alta Ponte Alta Ponte de Pedra Ponte do Silva Ponte Queimada .456 UTE Operação Pitangueiras .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Aporé .BA Operação Itapuí .Usina 2 .MG Rio Casca .AM APE 24960 18 2000 17000 16000 696 725 168 9160 576 23080 4000 1056 324 168 1000 883 1540 4000 85380 29000 12000 280 13000 176100 175 880 760 280 13000 176100 152 880 760 4000 1056 324 168 1000 883 1499 4000 85380 16000 696 725 168 9160 576 Outorga Pitangui .SP Fóssil Operação Bauru .MG Operação Ponta de Pedras .SP APE Fóssil Operação Faxinal dos Guedes .SP APE Fóssil Operação Pedreira .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Figueiredo .PA Operação São Bonifácio .SP APE Outorga Prata .SP APE Operação Campos dos Goytacazes .GO Ponte Alta do Bom Jesus .MS Itiquira .MG SP Operação São Paulo .SC Operação Simões Filho .RJ Outorga Mauá .Usina 1 Ponte Queimada .TO São Gabriel do Oeste .GO PIE Operação General Carneiro .PR COM Biomassa Resíduos de Madeira Operação Bonfim .SC Operação São Bonifácio .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Poço Fundo .AM Ponte Nova .MG Urucânia .MT Manhuaçu .210 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Pitangueiras CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH PCH CGH PCH UHE CGH CGH CGH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Cabo Frio .BA APE APE PIE APE PIE PIE PIE SP PIE PIE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Óleo Combustível Operação Simões Filho .MG APE 1400 Operação Ponta Grossa .PR SP 870 870 1.MG Aporé .RJ Manaus .MG PIE Outros Gás de Alto Forno 4000 24960 18 2000 Operação Conceição do Pará .

400 352 1200 11960 3646 23400 28800 104400 840 163 1000 4500 8000 796000 300 Operação Portel .MG SP 1408 1408 3350 2406.SP SP Construção Dianópolis .120 66.CE APE Fóssil Outorga São Gonçalo do Amarante .MT SP Fóssil Óleo Diesel 2406.PI Acaraú .MS SP Operação Salto .4 320000 28030 1050 50 5250 112000 30000 24800 1540000 28400 15300 448 15800 53.AC Operação Oriximiná .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 2535 PCH Operação Itambacuri .MG Nova Lacerda .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Poquim UTE UTE UHE PCH UTE CGU UTE UHE PCH UHE UHE UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE UTE EOL EOL EOL UTE CGH CGH EOL PCH UTE CGH Outorga Construção Construção Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Poxoréo .PB Correntina .CE Prainha .MG Construção Macaíba .MT Santo André .015 2566 50 5250 112000 Portel Porto Alegre do Norte Porto Colômbia Porto das Pedras Porto de Moz Porto do Pecém Porto do Pecém Porto Estrela Porto Franco Porto Góes 24800 1540000 28400 45800 496 Porto Primavera (Eng° Sérgio Motta) Porto Raso Porto Trombetas Porto Walter Posse Potiguar 52800 Potiguar III Pouso Alegre 352 1200 11960 Poxoréo (José Fragelli) PQU Praia da Costa Praia do Arrombado Praia do Morgado Praia Formosa Prainha 1202 163 1000 Pratinha Preformax Presidente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Presidente Goulart 8000 446000 300 Presidente Médici A.PA Pratinha .CE APE Ondas do mar Gás Natural Operação Porto de Moz .MG APE-COM / PIE Operação São Gonçalo do Amarante .CE Camocim .RN Operação Macaíba .SP Vila Velha .SC Operação Formiga .RN Outorga Petrópolis .PA APE PIE PIE PIE PIE APE SP APE APE PIE PIE PIE PIE COM APE PIE SP SP APE Fóssil Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapiraí .RJ Operação Porto Walter .RS Xanxerê .TO PIE Operação Açucena .MT Mataraca .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Água Clara .SP APE-COM Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Anaurilândia .4 320000 14.ES Luís Correia . B e C Anexo Prezzotto 1 211 .BA Candiota .MS PIE Operação Guaíra .SP SP Operação Porto Alegre do Norte .

SP APE Fóssil Operação Rancharia . A.Itajubá .MG Icapuí .SP São Paulo .SP PIE Operação Rio de Janeiro .SP Rafard .PR APE Fóssil Óleo Diesel 900 4950 264000 6400 30000 8000 11 65000 2600 184 120000 16000 105000 30000 3626 14000 135000 80000 720 2040 50000 17700 5000 22000 725 3750 3340 300600 22000 725 3750 3340 2040 10200 135000 40000 3626 105000 8040 11 5000 2600 184 121500 Operação São Paulo .REPI Redonda .SP Operação Cristalina .PE APE Biomassa Outorga Bom Jardim da Serra .SP Coronel Domingos Soares .RS PIE Operação Ubarana .SP APE Fóssil Operação Joaquim Nabuco .SP São Paulo .SP APE Biomassa Operação Itu .MG Construção Lavrinhas .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2494 Operação Pimenta Bueno .RS PIE 30000 18200 2494 900 4950 264000 PCH Operação Poxoréo .RO PIE 18200 Outorga Ipê .RJ Outorga Operação Querência .SP SP Óleo Diesel Operação Quatá .PR Santo Antônio do Leverger .SP São Paulo .CE Operação Quirinópolis .212 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Primavera PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH EOL UTE UTE UTE PCH UTE UHE PCH UHE PCH UTE PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UTE PCH EOL Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga São Paulo . B.GO Outorga Arraial do Cabo .RJ APE Fóssil Gás Natural Operação Rio Negro .MT SP 8.SP Wenceslau Braz .MT Pirapora do Bom Jesus .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Itapuca .RS PIE Operação Ipuaçu . Portuguesa de Beneficência Rádio e Televisão Bandeirante Rafard Rancho Grande Rancho Queimado I Rasgão Razzo Record Rede Elétrica Piquete .MT Conceição do Mato Dentro .120 8120 Primavera do Rio Turvo Primavera Proceda Processamento de Fumo PROJAC Central Globo de Produção Promissão (Mário Lopes Leão) Pulador Atlas de Energia Elétrica do Brasil Púlpito Pumaty Qualifund Quatá Quatiara Quatro M Quebra Queixo Quebrada Funda Queimado Queluz Querência do Norte Quinquim Quintanilha Machado I Quirinópolis R.GO PIE PIE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jesus .SC PIE Operação São Paulo .

SP APE Fóssil Gás de Refinaria 60500 UTE Operação Canoas .BA APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Gás de Refinaria Óleo Combustível Óleo Diesel Operação São José dos Campos .RPBC Refinaria Presidente Getúlio Vargas Reichhold do Brasil Reinaldo Gonçalves Reman Rênic Retiro Retiro Baixo Retiro do Indaiá 990 Retiro Velho Rhodia Paulínia 12098 10100 9300 360 180 2344 500 800 1200 6400 Riachão (Ex-Santa Edwiges I) Riacho Preto Riachuelo Ribeirão Ribeirão Cascalheira Ribeirão do Inferno Ribeirão do Lage Ribeirão do Pinhal Ribeirão Ribeirão Shopping Rical 2288 7500 45497 760 Rigesa Rio Acre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Alegre Anexo Rio Amazonas (Ex-Itacoatiara) 213 .SC Rio Branco .RS Itacoatiara .TO Operação Buritinópolis .RJ APE Fóssil Gás de Refinaria 40800 32000 76000 62500 24500 69000 1620 1000 6400 10998 16000 82000 990 18000 12098 13.GO Caratinga .MG Ribeirão Cascalheira .MG Limeira .PR APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Operação Duque de Caxias .SP APE Fóssil Operação São Francisco do Conde .SP APE Fóssil Gás de Refinaria Operação Araucária .MG PIE APE PIE PIE APE COM SP APE APE PIE PIE APE Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Casca de Arroz Resíduos de Madeira Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Construção Curvelo .GO PIE Operação Manaus .SP Vilhena .RS APE-COM Fóssil Óleo Combustível 71900 48720 60500 63300 32000 30000 62500 24500 32000 1620 1000 6400 Refinaria de Paulínea .SP Construção Aporé .SP APE Fóssil Operação Araucária .AM APE SP SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Dianópolis .MG PIE Construção Guará .RO Três Barras .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada REFAP UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE PCH PCH UHE CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH UTE CGH CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação Aracaju .REDUC Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) Refinaria Henrique Lages (REVAP) Refinaria Landulpho Alves (RLAM) Refinaria Presidente Bernardes .SE Baependi .REPLAN Refinaria Duque de caxias .MT Pirenópolis .PE Ribeirão Preto .SP PIE Outorga Arenópolis .AC Condor .SP SP Óleo Combustível Operação Mogi das Cruzes .GO Operação Paulínia .400 9300 360 180 2344 500 800 1200 14400 1360 2288 7500 45497 760 8000 Operação Paulínia .SP Ribeirão .AM APE Fóssil Operação Borborema .GO Operação Bom Despacho .PR APE Fóssil Operação Cubatão .

GO COM 600 625 6900 18657 32750 960 318 370 4800 9280 30000 720 350 18060 1720 880 6850 1000 900 900 119350 465 809 1280 740 1500 1380 9000 1000 900 900 83000 809 465 997 740 1500 1380 9000 720 990 18060 1720 880 9280 Operação Boa Ventura de S.MG SP APE APE SP SP PIE PIE APE Fóssil Óleo Diesel Construção Rio Fortuna .RS Operação Prudentópolis .SC COM Outorga Caiapônia .RJ APE Fóssil Operação Curitibanos .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Alta Floresta D’Oeste .SC João Monlevade .SP Panambi .SP Operação Joaçaba .SC COM Operação Rio Branco .PR APE 346 Operação Caiapônia .SC Urussanga . Roque .SC Operação Erval Seco .SC APE Gás Natural Outorga São Ludgero .SC PIE Operação Itabirito .214 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Bonito CGH CGH CGH CGH CGH PCH UTE UTE CGH CGH CGH UTE PCH EOL CGH CGH UHE PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE CGH CGH PCH CGH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga São Gotardo .MT Comodoro .PR Operação São José do Rio Pardo .SC COM Outorga Rio Fortuna .GO COM 997 997 346 910 600 625 7140 18607 31800 960 318 370 UHE Operação Santa Maria de Jetibá .MG Santa Terezinha .MT Avaré .PR APE 910 Operação Boa Ventura de S.SC SP Outorga Bom Jardim da Serra .SC APE SP SP APE PIE APE APE-COM Operação Videira .RS Orleans . Roque .ES SP 16800 16800 Rio Bonito Rio Bonito I Rio Bonito I I Rio Bonito II Rio Bonito Rio Branco Rio Branco I Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Branco II Rio Chapéu Rio das Furnas Rio das Pedras Rio de Janeiro Refrescos Coca Cola Rio de Pedras Rio do Ouro Rio do Peixe Rio do Peixe .SC Santa Terezinha .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Branco .Specht Rio do Peixe (Casa de Força I e II) Rio dos Patos Rio Fortaleza Rio Fortuna Rio Funchal Rio Itaiozinho Rio Itaiozinho Rio Madeira Rio Margarida Rio Mazutti Rio Novo Rio Palmeira Rio Palmeiras I Rio Palmeiras II Rio Piracicaba .MG SP Outorga Rio de Janeiro .SC Porto Velho .RO PIE Operação Tangará .RO Comodoro .

RN PIE Operação Rio Doce .SP Sarapuí .SC APE 75 PCH Operação Comodoro .Rio do Fogo Roça Grande Rochedo Rochedo Rodeio Bonito Rodovias Integradas do Oeste 1 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Rodovias Integradas do Oeste 10 Rodovias Integradas do Oeste 2 Rodovias Integradas do Oeste 3 Rodovias Integradas do Oeste 4 Rodovias Integradas do Oeste 5 Rodovias Integradas do Oeste 6 Rodovias Integradas do Oeste 7 Rodovias Integradas do Oeste 8 Rodovias Integradas do Oeste 9 Rohden Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rolim de Moura do Guaporé Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .SC S.AM SP Fóssil Óleo Diesel 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 2320 49630 140000 49300 768 4000 9000 14000 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Operação Matos Costa .SC APE Operação Guatambú .SP Capão Bonito .SP Taquarivaí .SC APE Operação Rio Preto da Eva .BA Anchieta .SP Iaras .SC PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Anápolis .MG PIE Operação Limeira .SP Itararé .SP APE Outorga São Bento do Sul .MT Operação Piracanjuba .SC Operação Avaré .RO Camaçari .MG APE COM PIE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE-COM PIE PIE COM Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Gás Natural Operação Rio do Fogo .GO Operação Manhuaçu .MT PIE 2135 2135 75 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 Rio Preto Rio Preto da Eva Rio Preto Rio São Marcos Rio Suspiro Rio Tigre Rio Timbó Rio Verdinho Rio Vermelho Rio Vermelho Ripasa 49630 140000 49300 768 4000 Risoleta Neves (Ex-Candonga) RN 15 .SC Outorga Novo Mundo .RS PIE Operação Rio Negrinho .GO APE Fóssil Outorga Rio Verde . Francisco do Guaporé .MT APE-COM Operação Caxias do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Prata CGH UTE CGH PCH CGH PCH PCH CGH UTE PCH UTE UHE EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Itatinga .SP Operação Quadra .SP Tatuí .GO COM Óleo Diesel Operação Irineópolis .FAFEN Energia) Anexo Roncador 215 .SP Salete .SC PIE Outorga Santo Antônio do Leste .SP Construção Arvoredo .SP Itapetininga .

RO PIE Biomassa Resíduos de Madeira 20000 26600 874 2600 55000 369200 4800 1632 4500 4.RS APE SP SP PIE APE APE SP PIE PIE PIE APE PIE APE-COM APE COM APE Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Prudente de Morais .SP Fóssil Biomassa Outros Fóssil Operação Candeias do Jamari .RO SP 73500 Construção Campos de Júlio .RR Operação Antônio Dias .MT Nova Alvorada do Sul .SP PIE Operação Campinas .Unisinos Sá Carvalho Sacaí Sacre 2 Safi Sagrado Coração de Jesus Saia Velha Saldanha Salesópolis Salgueiro Sali Salina Diamante Branco Salinas Perynas Salitre Saltinho Salto .MS Operação Rorainópolis . V.SP Rio Largo .RO COM Fóssil Operação São João da Baliza .MT PIE 26600 1040 2600 55000 372000 4800 1632 4500 4340 1800 28000 1200 4600 78000 48 30000 2920 199 360 4800 2000 27000 9900 200000 3000 7.SP Itu .RO COM Fóssil Operação Colorado do Oeste . .MG APE Operação Paraíso .216 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rondolândia PCH UHE UTE PCH PCH UTE UHE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH PCH UTE EOL UTE CGH CGH PCH Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Operação Ponte Serrada .2 800 4240 7.RR PIE Fóssil Operação Diamante do Norte .RO Salesópolis .MG Operação Operação Brasnorte .RN Cabo Frio .MT PIE 13000 UTE Operação Rondolândia .PR PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás Natural Operação Bom Jesus do Itabapoana . A.RJ Buritizeiro .2 800 4240 9900 78000 48 30000 2920 199 360 5280 Construção Pimenta Bueno .MG Outorga São Leopoldo .MG Muitos Capões .RS Ouro Preto .GO Alta Floresta D’Oeste .SC Valparaíso de Goiás .MT APE Operação Rondonópolis .RJ SP Operação Rorainópolis .MT SP Fóssil Óleo Diesel 1598 1598 Rondon Rondon II Rondon II Rondonópolis Ronuro Rorainópolis Rosal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rosana Rovema Rovema Bandeirantes Rovema Colorado do Oeste Rovema-Triunfo Royal Palm Plaza Ruette RVR S.340 1800 28000 Construção Pimenta Bueno .AL Galinhos .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Paranatinga .RO COM Fóssil Operação Porto Velho .

PR PIE 4200 PCH Operação Blumenau .SC SP 6280 6280 Salto Bandeirantes Salto Belo 3600 Salto Buriti Salto Cafesoca Governador José Richa (Salto Caxias) 1240000 2300 27000 960 22.SC Cruz Machado .MG General Carneiro .SC Timbó .PR Operação Botucatu .GO Campinas .SC APE Operação Nova Lacerda .PR Outorga Paraíso .PR Doutor Pedrinho .SC Caçu .500 7342 Salto Claudelino Salto Corgão Salto Cristo Rei (0.GO Taió .PR Operação Juquiá .PR APE Operação Novo Progresso .PR PIE Operação Guarapuava .PA PIE Operação Ponte Serrada .PR APE Operação Capitão Leônidas Marques .MT COM Operação Clevelândia .RS Caçu .SP Cambará .MT SP 4000 10000 7500 1240000 2400 27000 960 30000 7342 29700 2000 6700 828 36870 280 1344 1616 2460 1800 93000 412 280 940 1907 6080 108000 4550 73760 102000 160 Outorga Santa Fé .SP Operação Campos Novos .SC Operação Porto Vitória .40 MW geração mecânica) Salto Curuá Salto Curucaca Salto Curucaca II Salto da Barra 2000 Salto das Flores Salto de Alemoa 828 36870 280 1344 1656 2460 1800 Salto do Iporanga Salto do Jardim Salto do Leão Salto do Lobo Salto do Paraopeba Salto do Passo Velho Salto do Rio Verdinho Salto do Taió 412 280 940 1880 6124 Salto do Timbó Salto do Vau Salto Donner I Salto Forqueta Salto Salto Grande 4550 70000 102000 160 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Grande (Lucas Nogueira Garcez) Salto Grande Anexo Salto Lili 217 .96 MW geração elétrica e 1.MG Xanxerê .SC Putinga .AP PIE Construção Novo Progresso .PA PIE Operação Novo São Joaquim .PR Braúnas .PR SP Outorga Oiapoque .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto (Salto Weissbach) PCH PCH PCH PCH UHE PCH PCH CGH PCH PCH PCH PCH PCH CGH UHE CGH PCH PCH PCH PCH UHE CGH CGH CGH PCH PCH UHE PCH UHE UHE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Jeceaba .SP Operação Coronel Vivida .SP APE-COM Outorga Candói .SC PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE APE APE SP PIE APE PIE SP PIE SP APE Operação Itapeva .

MS SP 29500 29500 2394 19000 15120 1078000 PCH Operação Telêmaco Borba .SC COM Operação Porto União .SP Angelina .SP Operação Rorainópolis .SP Santa Branca .SP Porto Velho .MG SP 2394 Operação Ribas do Rio Pardo .SP Operação Xanxerê .MT PIE 19000 Operação Ituiutaba .PA Operação São Bernardo do Campo .RO Miraí .SC PIE Operação Pinhão .PR PIE Operação Imbituva .SP Boituva .RO Operação São José dos Campos .SC COM Construção Apiúna .PR APE 23859 23859 Assis Chateaubrind (Salto Mimoso) Salto Morais Salto Salto Natal Salto Osório Salto Pilão Salto Pintado Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Quatis Salto Rio Branco Salto Santiago Salto Santo Antônio Salto São Luiz Salto São Pedro Salto Salto Três de Maio Salto Voltão Salvador Arena Salvaterra Samaúma Sams Club São José dos Campos Samuel San Juan Santa Adélia Santa Adélia Santa Alice Santa Ana Santa Branca Santa Branca Santa Cândida Santa Catarina Santa Cecília .PR PIE Operação Campo Mourão .MG Operação Porto Velho .218 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto Mauá UHE PCH PCH PCH UHE UHE CGH CGH PCH UHE PCH CGH PCH EOL PCH PCH UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE CGH CGH PCH UHE UTE UTE UTE CGH Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Cerquilho .SP Bocaina .PR APE Outorga Rancho Queimado .PR APE Operação Chopinzinho .PA PIE Outorga Água Doce .SC Jacareí .PR PIE 16000 1078000 182300 736 850 2400 1420000 1736 323 760 30000 15000 8200 800 2258 24 640 216000 3600 42000 1000 624 6304 56050 1112480 29000 53 424 29000 53 424 8200 800 2633 24 640 216750 3600 42000 1000 624 6304 56050 736 850 2400 1420000 1736 323 3472 Operação Indiavaí .SP São José do Rio Pardo .PR APE Operação Água Doce .SC PIE APE PIE SP APE SP APE-COM PIE COM SP PIE SP PIE PIE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Novo Progresso .SC PIE Operação Quedas do Iguaçu .SP Jaboticabal .SC APE Operação Saudade do Iguaçu .RR Operação Salvaterra .

BA APE Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guaranésia .GO Operação Estância .8 14000 1500 1000000 550 13000 11.GO Operação Buritinópolis .MT Operação Nova Europa .600 58000 4000 9400 29000 30000 24000 2240 4400 1200 1575 1087000 46000 1454 15000 5000 Operação Mucuri .8 Santa Cruz do Xingu Santa Cruz Santa Cruz 1400 766000 364 13000 Santa Cruz Santa Cruz Santa Edwiges II Santa Edwiges III Santa Elisa .RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Américo Brasiliense .TO Novo Horizonte .SP Construção Buritinópolis .RJ Itiquira .GO Ibirarema .BA PIE 60000 UHE Operação Barra do Piraí .MG PIE Operação São José do Xingu .SP Operação Sertãozinho .SP Santa Isabel do Rio Negro .SP PIE Biomassa Operação Barreiras .RJ SP Operação Rio Branco do Sul .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Candói .MG APE Operação Jaboticabal .Unidade II Santa Fé Santa Fé Santa Fé I 30000 Santa Gabriela Santa Helena 2240 4400 1200 Santa Helena Açúcar e Álcool Santa Hermínia Santa Inês Santa Isabel Santa Izabel 6000 1454 15000 5000 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Izabel do Rio Negro Santa Laura Anexo Santa Lúcia 219 .MT Votorantim .SC Sapezal .PR PIE Operação Candói .SE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE APE APE APE PIE PIE APE SP PIE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio de Janeiro .Unidade I 58000 4000 6400 Santa Elisa .PR PIE 3600 120168 302 768 3970 61400 17010 720 1000.SP Santa Helena de Goiás .SP Operação Sertãozinho .RJ SP 34960 34960 60000 3600 120168 302 768 3970 36400 Santa Clara Santa Clara I Santa Clara Santa Clara Santa Cleonice Santa Cruz Santa Cruz AB (Ex-Ometto) Santa Cruz de Monte Negro Santa Cruz do Arari 720 1000.PR APE Fóssil Gás Natural Outorga Santa Maria do Suaçuí .AM Faxinal dos Guedes .SP São João da Boa Vista .ES Comendador Levy Gasparian .MT SP Fóssil Operação Santa Cruz do Arari .PA SP Fóssil Outorga Monte Negro .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Cecília (Elevatória) UHE PCH UHE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH Construção Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Construção Alegre .SP Ananás .

SC PIE 28500 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 4250 1000 46531 30000 6.RJ Operação Santa Rita do Passa Quatro .PE Amparo .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itapeva .PR Borda da Mata .RJ Três de Maio .220 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Lúcia II UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH EOL PCH EOL PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Outorga Operação Operação Bom Jardim .PA SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guarapuava .SC PIE Operação Francisco Sá .MG Operação Santa Rosa do Purus .SP Goiana .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6000 Operação Araras .MG SP 704 Operação Motuca .MG SP Outorga Gravatá .SC Santa Rosa de Lima .GO PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Laguna .AC Operação Valença .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4400 4400 6000 704 PCH Operação Sapezal .RO APE Outorga Ipuaçu .RS Abelardo Luz .PR Outorga Belmiro Braga .ES SP Operação Caracaraí .SP Santa Terezinha .SC Boituva .PE PIE Operação Colatina .MT Tapejara .SP APE Biomassa Operação Santa Maria das Barreiras .RR SP Fóssil Operação Paranacity .SP APE-COM Operação Alta Floresta D’Oeste .MG Paranacity .MT PIE 7600 7600 Santa Lúcia Santa Luiza Santa Luzia Santa Luzia Alto Santa Luzia D’Oeste Santa Maria Santa Maria Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Maria das Barreiras Santa Maria de Lençóis Santa Maria do Boiaçú Santa Maria do Xeruini Santa Maria Santa Maria Santa Marta Santa Marta Santa Mônica Santa Rita Santa Rosa Santa Rosa do Purús Santa Rosa I Santa Rosa II Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Teresa Santa Tereza Santa Terezinha Santa Terezinha (Tapejara) Santa Terezinha Santa Terezinha Paranacity .SP Outorga Cavalcante .400 640 252 17300 30000 1528 940 6500 2760 10200 588 1500 50500 1000 36500 2760 10200 588 1500 50500 1000 6500 30000 1400 940 5200 640 252 1000 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 Operação Centralina .PR SP Fóssil Operação Lençóis Paulista .

AP SP Fóssil Óleo Diesel 178100 178100 7345 Santana do Araguaia Santana do Uatumã Santana I Santana 500 4320 11500 1160 Santana Santo Ângelo Santo Antônio Santo Antônio do Caiapó Santo Antônio do Içá 2182 Santo Antônio Santo Antônio Santo Antônio 4500 Santo Antônio Santo Antônio 23000 622 6820 15000 12500 334 6800 14336 2400 São Bento São Bernardo São Bernardo São Borja São Carlos São Carlos São Domingos São Domingos (torixoréo) São Domingos II São Domingos São Domingos 180 12000 2102 320 10 São Domingos São Félix do Araguaia São Francisco São Francisco do Baixo Rio Branco Atlas de Energia Elétrica do Brasil São Francisco Anexo São Francisco 5926 5926 221 .SP APE Biomassa Operação Pirajuba .RS Operação Piranguçu .RR Caracaraí .RR Ouro Verde do Oeste .RS PIE Outorga Porto Velho .SP São Domingos .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santana UTE UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE PCH EOL UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE Construção Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Porto Velho .PR São Francisco do Guaporé .SP São Félix do Araguaia .MG APE Outorga Nortelândia .GO Torixoréu .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jacuí .GO Operação Sertãozinho .RJ PIE Operação Santo Antônio do Içá .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .RO Jaboticabal .RS Operação Barracão .MG Operação Catalão .MS Porto União .PA SP Fóssil Óleo Diesel 4500 UTE Operação Santana .MT Bonfim .MT São Domingos .GO Água Clara .SC Catanduva .GO PIE Óleo Diesel Operação Piracicaba .RO PIE Outorga Bom Jardim .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 11300 650 4320 32000 1160 21000 2182 8000 3150400 4500 1930 23000 622.MT PIE Outorga São Sebastião do Uatumã .MG PIE Biomassa Operação São Carlos .SP PIE APE SP PIE PIE PIE APE SP SP PIE PIE APE PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Casca de Arroz Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Bom Jardim da Serra .4 6820 15000 12500 334 6800 12000 2400 24300 48000 180 12000 2102 320 10 12000 Operação Santana do Araguaia .SC PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa .RO Operação São Borja .

PR PIE Outorga Prudentópolis .RS São Miguel Arcanjo .ES PIE Operação São João da Boa Vista .SP SP PIE PIE SP PIE PIE PIE SP SP PIE PIE PIE SP APE APE-COM PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Honório Serpa .SP PIE Biomassa Operação São João da Baliza .SP Operação Manaus .SP PIE Biomassa Biogás Operação Araras .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 28000 4200 5850 UTE Operação Sertãozinho .PR Construção São João da Boa Vista .PR PIE Operação Itaú de Minas .SP Itapeva .MG PIE 13000 20000 Operação São Gabriel da Cachoeira .MT Macatuba .ES Operação Guará .MS SP Operação Ponta Porã .MG APE Operação Ponta Porã .SP Igarassu .RR SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo .PE Rolador .SP Novo Horizonte .RS SP Fóssil Carvão Mineral 20000 15000 12000 24640 1000 70000 25000 664 600 3200 21000 60000 8050 21000 3000 2300 41600 25000 19500 7560 1752 74805 25520 51000 788 2400 780 4000 788 2400 656 2344 32.AM Operação Ponta Grossa .MT São José do Xingu .MS SP Operação Castelo .SP Operação Alfredo Chaves .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5850 Operação Elias Fausto .SP Rio das Pedras .PR PIE Brascan Energética S/A.SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guarapuava .SP São José do Rio Claro . Operação São Jerônimo .SP São João da Boa Vista .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6738 6738 São Francisco São Gabriel da Cachoeira São Gonçalo (Ex-Santa Bárbara) São Jerônimo São Jerônimo São João São João Biogás Atlas de Energia Elétrica do Brasil São João da Baliza São João da Boa Vista São João São João I São João II São João São João São João São Joaquim São Joaquim São Joaquim São Jorge São José São José Colina São José da Estiva São José do Rio Claro São José do Xingu São José Macatuba São José São José São José São José São José São José .222 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Francisco UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH CGH CGH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE CGH PCH Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Colina .000 25000 19500 7560 1752 24805 25520 8050 21000 12000 21560 1000 7000 25000 664 600 3200 Outorga São Gonçalo do Rio Abaixo .

ES PIE Operação Itu .MG Alegre .MT São Tomé .MG PIE 8000 8000 504 São Lourenço São Lourenço (Ex-Zé Fernando) São Luiz 1800 10000 4400 19000 São Luiz São Manoel São Martinho São Maurício São Miguel 115 São Paulo São Paulo de Olivença 3080 São Paulo do Pimenta Bueno São Pedro 1500 São Pedro São Salvador São Sebastião 98 1008 São Sebastião da Boa Vista São Sebastião do Alto São Sebastião do Uatumã 2334 680 São Sebastião São Sebastião São Sebastião São Simão 1710000 São Simão São Tadeu I São Tomé 4000 São Valentim São Valentim Sapezal 8130 680 Sapezal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sapezal Anexo Sargel 1296 1296 223 .SC Santa Vitória .SP Nova Trento .MG Operação Outorga São Sebastião do Alto .MT Campos de Júlio .SP Operação Arceburgo .SC PIE Óleo Diesel Operação Pradópolis .MT PIE 29100 1800 70400 4400 19000 2500 115 16.RO PIE Operação São Paulo de Olivença .PR Santa Rita do Passa Quatro .SP PIE Outorga Pimenta Bueno .ES Santo Antônio do Leverger .SC Sapezal .RS PIE Óleo Diesel Operação Almeirim .000 3080 14000 2160 30000 241000 98 1050 13200 2334 12000 17200 3230 1710000 27000 18000 4000 1450 2210 8130 680 16000 Operação Mafra .MT Sapezal .SP APE Biomassa Operação Pirassununga .TO PIE PIE PIE PIE SP SP PIE PIE SP PIE PIE APE PIE PIE SP COM PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Domingos Martins .SP PIE Biomassa Operação São Manuel .SC APE Construção Juscimeira .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ponte Serrada .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Judas Tadeu CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE UTE UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH UTE Construção Construção Operação Construção Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Outorga Outorga Areal .SC SP 504 UTE Outorga Jaíba .RJ Nova Trento .AM Operação São Sebastião da Boa Vista .RJ São Sebastião do Uatumã .AM SP Fóssil Outorga Guaporé .MT Mococa .PA Operação Porto Velho .PA PIE Fóssil Construção Rio Fortuna .RO Construção Paranã .

RR Operação São José da Laje .AP PIE APE-COM SP SP APE APE-COM APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Gás Natural Fóssil Gás Natural Construção Catalão .RJ Belém .RS PIE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .AL PIE Biomassa Outorga Itaguaí .AL Operação Serra do Navio .PR SP 1260000 Operação São Paulo .600 17200 108 652 10700 24000 1600 9500 1275000 448 160573 4730 85927 6300 Operação Mangueirinha .PA Porto Alegre .MT Nova Campina .RS São Paulo .SC COM 830 830 Sede Sede Central do CRC-SP Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) Segredo Seival Sena Madureira Senador Arnon Afonso Farias de Mello (Floresta) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Senador Jonas Pinheiro (Caeté) Senhora do Porto Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sepetiba Seresta Serra da Mesa Serra do Espelho Serra do Facão Serra do Navio Serra Grande Serra Grande II Serra Nova Dourada Serrana Serraria Sesc Senac-Cass Sete Quedas Alta Sguário Itapeva Shopping Center Caruaru Shopping Center Grande Rio Shopping Center Iguatemi Belém Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Shopping Interlagos Shopping Recife Shopping Taboão .SP Recife .MT PIE Operação Boa Vista .PE Taboão da Serra .MT PIE 21100 542000 4730 85927 5940 9000 563473 1377000 9500 1275000 448 210000 21. Antônio do Leverger .224 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Scardoelli CGH UTE UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Juquiá .PE COM Operação Cavalcante .RJ Juscimeira .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sena Madureira .SP Rio de Janeiro .GO APE / PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Enxofre Operação Catende .MG PIE Gás Natural Carvão Mineral Bagaço de Cana de Açúcar Operação S.RJ PIE Fóssil Operação Canoas .SP Operação Cajati .SP APE Fóssil Óleo Diesel 688 Operação Ijuí .PE São João de Meriti .RS PIE Fóssil Carvão Mineral Outorga Campos de Júlio .600 17200 108 652 10700 24000 1600 18000 2500 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 21.SP Caruaru .GO SP Operação Teotônio Vilela .SP Operação Serra Nova Dourada .MT Operação Cantá .RS SP 500 500 688 1260000 CGH Outorga Urubici .AC PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Candiota .

Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Siderpa UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Taguatinga .ES Fontoura Xavier .Santo Amaro 1800 225 .RR Socorro .TO Belmiro Braga .MG COM Outros Gás de Alto Forno 5000 UTE Operação Sete Lagoas .Subestação Araguari SMTE .SP São Paulo .MG PIE Operação Açailândia .SP Operação Paracatu .MG APE Outros Gás de Alto Forno 2400 2400 Siderpita Sidrolândia (Ex-Santa Olinda) 4600 2742 8000 Silves Simasa Simplício Sinceridade 1416 2000 18000 6000 8900 Síncrotron Sinimbu Sinop Sistema de Cogeração da RECAP Sítio Grande Siva 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.MT APE Biomassa Operação Jequiá da Praia .MA PIE Biomassa Carvão Vegetal Operação Silves .4 620 65 1000 196520 882 SM-01 SM-06 SMTE .MG APE SP PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araguari .Penha Anexo Sonda .SP Uiramutã .MG Operação Itiquira .SP APE APE SP SP APE APE PIE APE APE APE-COM Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Efluente Gasoso Operação Juazeiro .SP São Paulo .Subestação Paracatu Sobar Sobradinho Sobrado Sobragi Sociedade Assistencial Bandeirante Sociedade Hospitalar Samaritano Sociedade Recreativa e de Esportes de Ribeirão Preto Socó Socorro Sol Soledade Solonorte Solvay 12600 691 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sonda .SP Ribeirão Preto .RS Comodoro .SP APE Construção São Desidério .MT COM Operação Itaquaquecetuba .4 620 65 1000 196520 807.MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 2704 8000 333700 1416 2000 18000 6000 8900 25000 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.SP APE Fóssil Operação Sinop .BA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Mauá .AL PIE Biomassa Operação Campinas .MT Santo André .SP APE Fóssil Operação Manhuaçu .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sidrolândia .SP São Paulo .MG SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Resíduos de Madeira Gás de Refinaria Construção Além Paraíba .MG Taubaté .SP Serra .5 800 12600 691 1800 Outorga Pitangui .BA Operação Espírito Santo do Turvo .MT COM Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .

RS PIE Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Diesel Outorga Erval Velho .SP APE Fóssil Operação Canoas .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .SP Machadinho D’Oeste .SC APE 928 Outorga Sonora .SP APE Fóssil Óleo Diesel 740 3807 2952 2380 3300 352 2130 208 355680 4000 100 4500 31590 440300 410 4000 2120 13000 1408 728 445 188 332 39900 30000 65 1056 97 65 1056 97 188 332 38400 1408 728 410 4000 2120 4. CGDc.SP São Desidério . Tatuapé Tabajara .BA Osasco . Sucundurí Sucupira Suíça Sul Catarinense Sul Gás Sumaúma Sumidouro Sumidouro Supercenter Tijuca Supermercado Guanabara Supermercado Shibata Taubaté Surpresa Surumú Suzano Sykué I System Marketing T.RO Pacaraima .S.RR Suzano .MG Conceição do Mato Dentro .SC Operação Santa Leopoldina .SP São Paulo .226 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Sonda .PE PIE Fóssil Fóssil Outorga Cabo de Santo Agostinho .500 30060 4000 1420 208 3300 Outorga Tangará .RJ Rio de Janeiro .RS APE Fóssil Gás Natural Operação Soure .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 928 980 740 3470 2952 UTE Operação São Bernardo do Campo .SP Fóssil Operação Cesário Lange .São Bernardo UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Bom Jesus do Galho . Koblitz Energia Ltda.SC APE 980 Operação Tangará .AM SP Operação Cabo de Santo Agostinho .AL Operação Volta Redonda .SC Operação Cachoeirinha .RJ Outorga Treviso .K.SP Guajará-Mirim .SP APE Fóssil Outorga Guaratinguetá .RJ Taubaté .MT PIE Outorga Apuí .ES SP PIE APE APE-COM SP PIE APE APE APE PIE SP APE PIE APE APE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Carvão Mineral Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jaciara .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2230 2160 Sonora Sopasta I Sopasta II Sorocaba Refrescos Soure Souza Cruz Cachoeirinha Spessato Atlas de Energia Elétrica do Brasil Stepie Ulb Stollberg STV Styroplast Espumas Industriais Suape II Suape.RO Operação Marechal Deodoro .MG Rio de Janeiro .PE PIE Fóssil Operação Cotia .

SP PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapurah .CE Operação Amajari .AM SP Operação Tarauacá .AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Porto União .PE São Carlos do Ivaí .RR Construção Campos de Júlio .SP Operação Fortaleza .PB Ipojuca .MA São Bernardo do Campo .MG APE Óleo Diesel Operação Tapauá .PR Caucaia .CE PIE Operação Alto Alegre .6 554000 3725 16482 Tapauirama Tapurah Taquaruçu (Escola Politécnica) Tarauacá Tefé Telegráfica Tepequem 65 216 Terminal de Aviação Geral (TAG) Terminal Sacomã Terminal Teotônio Termo Norte I 68000 349950 Termo Norte II Termoalagoas Termocabo 48000 8200 242000 Termocana Termoceará Termomanaus Termomaranhão Termomecânica 3824 Termonordeste Termopantanal (Ex-MPX Termo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Termoparaíba Anexo Termopernambuco 532756 532756 227 .SC APE Construção São Gonçalo do Amarante .RO Messias .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tabatinga CGH PCH UTE EOL CGH UTE PCH UTE CGH UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Construção Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .6 554000 3944 16482 30000 65 216 248 64 68000 426530 143176 97027 8200 220000 156.AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .PE Outorga São Paulo .CE Cabo de Santo Agostinho .AL Cabo de Santo Agostinho .ES SP 464 UTE Operação Tabatinga .SP Outorga São Paulo .4 83280 21996 3780 76 2281.150 350200 4924 170760 241250 170760 Operação Santa Teresa .TO SP 1800 500 16500 38.PE São Luís .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Taguatinga .AC PIE Operação Sandovalina .MT PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Combustível Gás Natural Operação Tefé .SP Santa Cruz .RN Corumbá .MS Conde .MT SP Fóssil Operação Uberaba .RO Porto Velho .AM SP Fóssil Óleo Diesel 15020 15020 464 1750 500 Tabocas Taguatinga Taiano Taíba Albatroz Tamanduá 38 83280 Tambaqui Tamboril Tapauá 3780 76 2281.GO PIE Óleo Diesel Operação Manaus .

SC APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Barra do Bugres .MG Volta Redonda .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio Negrinho .RS SP Operação Bauru .SP Canápolis .MT PIE 27400 3000 1200 951.RJ Operação Belém .SC APE Operação Cerqueira César .MG SP Fóssil Óleo Diesel Operação Toledo .SC COM APE PIE APE COM COM APE-COM APE SP SP SP PIE APE APE SP APE Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Tonantins .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1400 Operação Caracaraí .RS PIE Óleo Combustível Resíduos de Madeira Operação São Francisco de Paula .MG Torrinha .BA Operação Água Doce .PR Pereira Barreto .SC Operação Embu .AL Fraiburgo .TO PIE Fóssil Outorga Braga .SC Coroaci .PA Outorga Passos Maia .SE PIE Fóssil Gás Natural 135000 0 Terra Nova Terra Preta Terra Santa Terra Santa Terranova I TGN Theodoro Schlickmann Atlas de Energia Elétrica do Brasil Tigre Tilibra Toca Toca do Tigre Tocantinópolis Toledo Tombos Tonantins Tonet Torah Total Total Química Tozzo Tramontina Trapiche Três Capões Três Irmãos Três Marias Três Saltos Triálcool Triunfo Trombini Tronqueiras TRT .RR SP Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Careiro da Várzea .PE Guarapuava .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 50 24 1344 18266 3000 1200 371 UTE Outorga Carmópolis .2 9000 1450 1000 12000 165000 3000 2880 2340 760 720 40000 648 1000 1500 26000 1268 1292000 396000 640 15000 14000 4870 8500 21000 648 1000 1500 26000 1268 807500 396000 640 15000 14000 4870 8500 3000 2880 2340 760 720 1450 1000 Operação Terra Santa .SP Três Marias .228 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Termosergipe (Fases I e II) UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE CGH PCH UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UHE UHE CGH UTE UTE UTE PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Sirinhaém .SP APE Fóssil Outorga Mangueirinha .MG Operação Salvador .PR PIE Biomassa Outorga Tocantinópolis .AM SP Operação Tombos .SP Outorga Bambuí .MG Boca da Mata .PR PIE Óleo Diesel Operação Braço do Norte .

Agrenco . Francisco de Itabapoana .MG Guararapes .SP Operação Jundiaí .MG PIE Operação Amparo .SP Ulianópolis .MS Anexo Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bonsucesso 24 24 229 .RR Colorado .MG APE Operação Uarini .MT Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Geração de Energia Elétrica .SP APE Fóssil Óleo Diesel Construção Santa Maria Madalena .AM SP Fóssil Biomassa Operação Campo Novo .PA Tamandaré .RS APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Miguel Arcanjo .PA SP Operação Sapezal .PE Limeira .MG PIE Operação Abre Campo .RJ PIE Operação Tucuruí .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Manacapuru .MG SP Outorga Uberaba .SP Operação Presidente Prudente .MS Bom Sucesso de Itararé .MG Uiramutã .SP SP Outorga Campo Belo .SP Alto Araguaia .RJ PIE PIE PIE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE-COM PIE PIE PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Poços de Caldas .RJ Outorga S.PR Itaquaquecetuba .PE Unaí .SP Outorga São João da Barra .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tubarão CGH UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH CGH CGH UTE UTE CGH EOL EOL EOL UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Turvolândia .PE SP Fóssil Óleo Diesel 4095 4095 220 8370000 Tucunaré Tucuruí I e II Tudelândia Tudor 680 424 696 16200 Tuiué Tuiuti Túlio Cordeiro de Mello (Ex-Granada) Tuneco Alta Turvinho (Nova do Baixo Turvinho) 800 70 2704 Turvo Uarini Uberaba Ubirajara Machado Moraes 800 UEE Maravilha UEE Mundéus UEE Saco Danta UFA 25200 7700 440 240 30000 324 UGPU (Messer) UHEB II Uiramutã UJU Ulfer Ulianópolis Una Açúcar e Energia 3000 Unaí Baixo Unialco 3600 4600 6000 União e Indústria Unidade de Geração de Energia -Área II Unidade de Geração de Energia Elétrica .Agrenco . Francisco de Itabapoana .SP Primavera .RJ Outorga S.MT COM 220 8370000 2400 680 424 696 15800 9000 800 70 2704 12000 800 49600 23800 26400 25200 7700 440 600 30000 324 1800 3000 21000 38000 4600 6000 34000 21600 UTE Operação Fernando de Noronha .MT Caarapó .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Bauru .

SC Serrana .SP APE Fóssil Óleo Diesel 12 12 Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Coxim Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Rede Serra-Mar Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Santana do Parnaíba Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Sorocaba Unidade de Navegação Aérea (UNA) do Rio Claro Unidade de Navegação Aérea (UNA) Varginha Unidade de Tráfego Aéreo Caucaia (UTA-PCI) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Tráfego Aéreo Uruburetama(UTA-URT) Unidade Santo Inácio .Terra Rica Usimar Usiminas Usiminas 2 Usina Bertolo Açúcar e Álcool Usina Bom Jardim Usina Bonfim Usina da Estação Usina da Pedra Usina da Serra Usina do Brilhante .USI Unipac Univalem Urbano Jaraguá Urbano São Gabriel Uruba Urubu Urucará Urucumacuã Urucurituba (Tabocal) Uruguaiana Usaciga Usaçúcar .AL PIE Operação São Gabriel .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .SP APE Fóssil Operação Santo Inácio .SP APE Biomassa Operação Pompéia .MG Ipatinga .AM SP PIE SP PIE PIE APE PIE APE APE APE COM PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Chupinguaia .MG Guariba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Coxim .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Claro .SC APE-COM Biomassa Biomassa Biomassa Operação Valparaíso .CE APE Fóssil Óleo Diesel Operação Varginha .PR PIE Biomassa Operação Uruburetama .SP Taió .RS Operação Urucurituba .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 20000 4500 175 2370 639900 48600 16500 10000 18810 63155 3800 1000 59000 400 35000 15000 400 400 35000 15000 400 3800 1000 18810 4500 183 2370 639900 48600 Operação Santana de Parnaíba .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 UTE Operação Bragança Paulista .230 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bragança Paulista UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE CGH Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Marabá .MS APE Fóssil Óleo Diesel 22 22 24 17.PR Operação Uruguaiana .SP Ibaté .PA Ipatinga .RO Operação Urucará .PR Operação Cidade Gaúcha .SC Outorga Terra Rica .SP Taió .CE APE Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caucaia .SP Carandaí .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 17.MG Pirangi .SP APE Fóssil Óleo Diesel 17.AM Operação Pimenta Bueno .6 Operação Santos .RO PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Outros Outros Outros Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Operação Atalaia .RS APE-COM Operação Jaraguá do Sul .6 24 17.

SP Rio de Janeiro .GO Operação Turvelândia .Unidade I Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .MG Guaraci .PR PIE COM PIE PIE APE APE não ID PIE PIE PIE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE APE APE Biomassa Biomassa Fóssil Outros Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Licor Negro Licor Negro Operação Vale do Anari .Unidade II Usina São Luiz Usina Vale UTE SMTE .MS Eunápolis .SP APE Biomassa Operação Ourinhos .SC PIE Outorga São João del Rei .RN PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Operação Paracatu .Subestação Paracatu Vale da Esperança Vale do Anari 2368 18400 5000 93000 23400 Vale do Ivaí Vale do Paranaíba Vale do Rosário Vale do Verdão Vale do Verdão 2 Valinho 2000 300 Vargido Varginha Varginha Jelu 1000 Várzea Alegre VCP-MS Veracel 126600 Verde 4 Verde 4A Veríssimo 5000 8000 709 Vertente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vesuvius Anexo Vetorial 3500 231 .RJ SP Nuclear Operação Monte Belo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Usina do Maringá CGH CGH CGH EOL EOL UTE UTN UTN UTE UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE Outorga Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Divinópolis .MG Três Lagoas .MS Veríssimo .RS APE 125 125 160 780 990 Usina do Parque Usina do Posto Usina dos Moinhos Usina Eólica de Laguna Usina Eólica Elétrica UEE Coqueiro Usina Monte Alegre 2500 657000 1350000 16000 4400 120 Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .RS APE 780 990 3000 14400 2500 657000 1350000 16000 4400 120 29700 2368 18400 5000 93000 23400 4720 2000 300 7000 2000 7000 175100 126600 19000 28000 5000 8000 709 5400 Operação Nova Prata .MG APE Operação Ibiaçá .MG APE Biomassa Outorga São João da Barra .SC Conceição de Ipanema .RS APE 160 CGH Operação Santo Antônio do Palma .SP APE Biomassa Operação Angra dos Reis .RJ Ribas do Rio Pardo .BA Chalé .BA Água Clara .RJ SP Nuclear Operação Angra dos Reis .RO PIE Outorga Touros .MG Fóssil Operação Onda Verde .SP Operação Capinópolis .MG Operação São Pedro do Ivaí .MG Anitápolis .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Urânio Urânio Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Laguna .MS Água Clara .GO Operação Morro Agudo .MS Outorga Itumbiara .MG Igrapiúna .

RR Autazes .SP Operação Rorainópolis .RR SP SP PIE SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE APE Operação Mucajaí .ES PIE Fóssil Óleo Combustível 170760 Viçosa (Bicame) Videplast Viena Vier Indústria e Comércio do Mate Vigário (Elevatória) Vila Amazônia Vila Antônio Campos Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vila Augusto Monte Negro Vila Bittencourt Vila Brasil Vila Cachoeirinha Vila Caiambé Vila Caícubi Vila Central Vila da Penha Vila Dona Cota Vila dos Palmares Vila Extrema Vila Floresta Vila Itaquera Vila Mandi Vila Milagre Vila Remanso Vila Rica Vila Sacambu Vila São José Vila Urucurituba Vila Vilena Vilhena Viralcool Virgolino de Oliveira .PR Fóssil Óleo Diesel 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 200 2450 24 24 720 10 26.AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Piraí .RO Outorga Tailândia .AM SP Fóssil Operação Urucurituba .SP Itapira .PA Normandia .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Parintins .RR SP Fóssil Operação Vila Bittencourt .4 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 2450 24 24 720 10 26 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 Operação Açailândia .ES PIE 4500 4000 2000 7200 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 UTE Outorga Viana .SC APE Fóssil Óleo Diesel 2000 Operação Conceição do Castelo .RR Vilhena .RJ SP Operação São Mateus do Sul .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Cantá .RR SP Operação Caracaraí .RR Rorainópolis .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Operação Tefé .RR Vila Rica .AM Caracaraí .MT Manacapuru .RR SP Fóssil Operação Amajari .Itapira .AM SP Fóssil Operação Caracaraí .AM Bonfim .MA APE Biomassa Carvão Vegetal 7200 Operação Videira .RR Santana do Araguaia .RO Pitangueiras .232 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Viana PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Rorainópolis .RR SP Operação Cantá .PA Operação Rorainópolis .RR Operação Porto Velho .

PB PIE Operação Itapetininga .ES APE Fóssil Gás Natural Outorga Mataraca .SC Imbituva .SP Operação Franca .4 8000 200 Operação Porto Velho .RS Santa Rosa de Lima .SP Parintins .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Acaraú .SC Operação Sorocaba .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Vista Alegre UTE UTE EOL UTE PCH EOL UHE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE EOL UTE PCH PCH UHE UTE UTE UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Caxias do Sul .SP APE APE APE COM PIE APE COM PIE PIE PIE PIE PIE SP SP SP SP APE SP Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Biogás Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Vitória . Egido Wal Mart Combo .GO APE Operação Unaí .SC Xapuri .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Horizonte .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 4225 UTE Operação Caracaraí .CE APE-COM Fóssil Operação Votorantim .MG Outorga Palma Sola .MG Canindé de São Francisco .RR Araraquara .AM Operação João Pinheiro .CE PIE Operação Itapejara d’Oeste .SE Normandia .RR SP Fóssil Óleo Diesel 160 160 4225 1200 Vista Alegre do Abunã Vista Alegre Vitória Vitória Apart Hospital 2100 5280 Vitorino Volta do Rio Volta Grande 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 2000 334 600 11500 Volta Grande Votorantim Vulcabrás W.Goiânia Wal Mart Sams Vitória Wal Mart Supercenter Franca Wal Mart Vila Guilherme Wal-Mart Sorocaba Wasser Kraft WD Weatherford Wiggers Winimport Xanxerê Xapuri 2722 Xavante Xavantes Aruanã 53576 5280 1808 3162000 14.SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 4250 2100 5280 42000 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 12000 334 600 11500 30000 2585 4250 53576 5280 1808 3162000 14.RJ Campanha .PR PIE Operação Serra .ES APE Operação Goiânia .GO Nova Friburgo .SP APE Gás Natural Operação Conceição das Alagoas .4 8000 Xavier Xicão Xingó Xumina Atlas de Energia Elétrica do Brasil Zanin Anexo Zé Açu 200 233 .MG PIE Biomassa Operação Conceição das Alagoas .AC Pombos .SP Operação São Paulo .PR Xanxerê .PE Goiânia .

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Produção editorial e gráfica .

aneel. “Educação. “Central de Notícias” e “Espaço do Empreendedor”.br nos links “Informações Técnicas”. .A versão digital do Atlas de Energia Elétrica do Brasil está disponível também na página eletrônica da Agência Nacional de Energia Elétrica www. Pesquisa e Desenvolvimento”.gov.

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