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Atlas de energia elétrica no Brasil

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  • Características Gerais
  • 1.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS
  • 1.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO
  • 1.3 DISTRIBUIÇÃO
  • 1.4 TRANSMISSÃO
  • 1.5 GERAÇÃO
  • 2.1 INFORMAÇÕES GERAIS
  • 2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO
  • 2.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL
  • 3.1 INFORMAÇÕES GERAIS
  • 3.2 POTENCIAIS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO
  • 3.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL
  • 3.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS
  • 4.1 INFORMAÇÕES GERAIS
  • 4.2 DISPONIBILIDADE, PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA
  • 4.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL
  • 4.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO
  • 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS
  • 5.2 ENERGIA EÓLICA
  • 5.3 ENERGIA SOLAR
  • 5.4 BIOGÁS
  • 5.5 GEOTÉRMICA
  • 5.6 MAR
  • 6.1 INFORMAÇÕES GERAIS
  • 6.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO
  • 6.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO
  • 6.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS
  • 7.1 INFORMAÇÕES GERAIS
  • 7.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO
  • 7.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO
  • 7.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS
  • 8.1 INFORMAÇÕES GERAIS
  • 8.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO
  • 8.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO
  • 8.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO
  • 9.1 INFORMAÇÕES GERAIS
  • 9.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO
  • 9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO
  • 9.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS
  • Fatores de Conversão
  • Índice
  • Anexo

Brasília, 2008

DIRETORIA Jerson Kelman diretor-geral Edvaldo Alves de Santana Joísa Campanher Dutra Saraiva José Guilherme Silva de Menezes Senna Romeu Donizete Rufino diretores

© 2008 by titulares dos direitos da Aneel Direitos de edição da obra em língua portuguesa em todo o mundo adquiridos pela Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio, seja eletrônico, de fotocópia, gravação etc., sem a permissão do detentor do copyright.

Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel SGAN - Quadra 603 - Módulos “I” e “J” Brasília - DF - 70830-030 Tel: 55 (61) 2192 8600 Ouvidoria: 144 www.aneel.gov.br

Catalogação na Fonte Centro de Documentação - CEDOC

A 265a 3.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Brasil). Atlas de energia elétrica do Brasil / Agência Nacional de Energia Elétrica. ed. – Brasília : Aneel, 2008. 236 p. : il. ISBN: 978-85-87491-10-7 1. Energia elétrica. 2. Potencial energético. 3. Setor elétrico. 4. Atlas. 5. Brasil. I. Título. CDU: 621.31(81)(084.4)

SRD Breno de Souza França Rodrigo Abijaodi Lopes de Vasconcellos Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração – SFG Alessandro D´Afonseca Cantarino Superintendência de Gestão Técnica da Informação . Itaipu. ELETRONORTE.SMA André Ruelli Secretaria Geral .tdabrasil. Eletronuclear.SEM Patricia Trindade Dontal Superintendência de Mediação Administrativa Setorial .SFE José Assad Thomé Júnior Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão – SRT José Moisés Machado da Silva Giácomo Francisco Bassi Almeida Superintendência de Gestão e Estudos Hidroenergéticos – SGH Matheus Bittar PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA TDA COMUNICAÇÃO www. .SPG Cícero Silva Teixeira Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética – SPE Máximo Luiz Pompermayer Sheyla Maria Damasceno Superintendência de Concessões e Autorização de Transmissão e Distribuição . PETROBRAS.SRG Aymoré de Castro Alvim Filho Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade .AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA • Aneel SUPERVISÃO Assessoria de Comunicação e Imprensa – ACI Salete Cangussu Assessora de Comunicação e Imprensa Patricia Barbosa Pinto Jornalista Joseanne Aguiar Analista Administrativa EQUIPE TÉCNICA Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição .SRE José Helder da Silva Lima Superintendência de Regulação da Comercialização da Eletricidade – SRC Juracy Rezende Castro Andrade Marcos Bragatto Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração . Furnas.SGE Jorge Luis Custodio Superintendência de Regulação Econômica . ELETROBRÁS. TDA Comunicação.SCT Erison Honda Xavier / Marcelo Rodrigues Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira – SFF Rogério Ament Superintendência de Estudos Econômicos do Mercado . STOCKExchange.br Diretor Marcos Rebouças Coordenação Geral Maria Angela Jabur Engenheiro Eletricista Mauro Moura Severino Produção de Textos Maria Angela Jabur Revisão de Textos e Apoio Editorial Ana Cristina da Conceição Direção de Arte e Projeto Gráfico João Campello Diagramação Bruna Pagy Ilustrações e Geoprocessamento Thiago dos Santos Ícones e Ilustração da Capa Victor Papalleo Digitalização e Tratamento de Originais Fernando Ely Fotografias Angra 2.SGI Adriana Lannes Souza Superintendência de Concessões e Autorizações de Geração – SCG Luciana de Oliveira Barcellos Ludimila Lima Superintendência de Planejamento da Gestão .com.

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Stock Xchng .

Stock Xchng .

espalhados num território de dimensão continental. totalizam investimentos de mais de R$ 1. É um desafio levar energia elétrica a mais de 61 milhões de consumidores. Para isso foi necessário licitar novas instalações de conexão à rede básica. já que menos de 30% foi aproveitado! Persistimos em busca da geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis: em 2008 realizou-se o primeiro leilão de biomassa. Numa escala ainda reduzida e experimental. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 9 . Projetos que são aprovados pela Aneel e já atingiram uma economia de redução anual na ordem de 5. para escoamento da energia produzida pelas usinas de canade-açúcar localizadas na região Centro Oeste do Brasil. a marca de 100 mil megawatts (MW) em potência instalada (75% de fonte hídrica e 25% de fonte térmica).93 bilhões. é de grande relevância a busca da eficiência energética. Os projetos apresentados pelas distribuidoras de energia elétrica nessa área. O equilíbrio entre oferta e demanda não é alcançado apenas aumentando a oferta. E muito ainda pode ser feito para expandir o parque hidroelétrico. energia gerada pela queima do bagaço de cana-de-açúcar.597 GWh/ano no consumo de energia elétrica. no ano de 2007. ao unir a despoluição das cidades e dos rios à geração de energia elétrica. É possível e desejável atuar também pelo lado da demanda. têm sido criados incentivos à produção de energia pela queima do lixo urbano e pela utilização do metano associado a dejetos de suínos. O Brasil superou. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) periodicamente atualiza esse Atlas que contém um importante acervo de informações sobre a infra-estrutura elétrica do país. fruto tanto de mudanças legais e normativas quanto do avanço tecnológico. Por essa razão. desde o início do primeiro ciclo em 1998. Nesse sentido. Ambos projetos apontam o caminho da correta sustentabilidade ambiental.Mensagem da Diretoria Mensagem da Aneel O setor elétrico brasileiro está em permanente evolução.

e também os impostos.Mensagem da Diretoria O setor finalizou o ano de 2008 com o leilão da maior Linha de Transmissão do mundo. O papel da Aneel é regular e fiscalizar a geração. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. O controle social dessa difícil tarefa ocorre por meio da transparência de procedimentos e de informações. A terceira edição do Atlas é mais uma iniciativa de dar a visibilidade e legitimar as ações da Aneel que interferem no dia-a-dia do país. na abordagem e no aperfeiçoamento da identidade visual de forma a contribuir ainda mais para ampliar o conhecimento da área de energia. autorizadas e permissionárias. ICMS (estadual) e federal (PIS/Cofins). A conta de luz embute. todos definidos em leis. Boa leitura! Jerson Kelman Diretor-geral da ANEEL 10 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Os bastidores da cadeia industrial que move a energia elétrica estão detalhadas e explicadas nessa publicação. além dos custos de produção e transporte de energia elétrica. a transmissão.400 km das usinas do Complexo do rio Madeira com o Sistema Interligado Nacional. uma conexão elétrica de 2. mais de dez encargos setoriais (subsídios cruzados entre consumidores). São centenas de empresas concessionárias. Além de atualizar as informações das edições anteriores inova na apresentação do conteúdo.

Apresentação .

Acervo TDA .

É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual. provocado pelo elevado volume de emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE).ingressou no século XXI. que eclodiu no mês de setembro. produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). durante quase uma década foi caracterizado pela volatilidade e tendência de alta das cotações (que superaram US$ 100. por sinal. liberado em larga escala nos processos de combustão dos recursos fósseis para produção de calor. consumo consciente. entre outros desdobramentos. da energia elétrica . o que se revelou como um forte estímulo para as iniciativas de substituição por outras fontes. em busca do desenvolvimento sustentável. terá sobre os setores produtivos e. sobre o ritmo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 13 . ser capaz de suportar o crescimento econômico – que. vapor ou energia elétrica. As duas variáveis dependerão do impacto que a crise do sistema financeiro mundial. em 2008). em consequência. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. deu suporte ao crescimento e às transformações da economia mundial. preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida. Em outras palavras: o desafio é reduzir o impacto ambiental e. estudiosos e cientistas alertavam para os efeitos da deterioração ambiental provocada pela ação humana. sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Desde o início dos anos 90. portanto. Do ponto de vista econômico. carvão mineral e petróleo. particularmente o dióxido de carbono (CO2). A atividade de produção de energia – e. o cenário mudou ao ser colocado à prova por uma nova realidade: a necessidade do desenvolvimento sustentável. os consumidores seriam induzidos a substituir energéticos mais poluentes por outros de menor impacto ambiental e a aderir a práticas mais eficientes.Apresentação Apresentação Durante todo o século XX. particularmente. que estava em pleno desenvolvimento durante o ano de 2008. por meio das quais é possível obter o mesmo resultado utilizando menor quantidade de energia. Ao final de 2008. Um deles é o aquecimento global. Entretanto. A disponibilidade energética deveria se manter compatível com o acentuado aumento do consumo provocado por um novo ciclo de crescimento econômico. Outro é a possibilidade de esgotamento. Envolve tanto políticas de governos quanto investimentos realizados pelas empresas do setor em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). mais recentemente. a oferta farta de energia. eram incertos o ritmo e os avanços que esse processo registrará no curto e médio prazos. Esse processo. Já nos primeiros anos do século atual. das reservas de recursos naturais mais utilizadas. as fontes tradicionais teriam que ser substituídas por recursos menos agressivos ao meio ambiente. observado principalmente nos países em desenvolvimento. proporciona a inclusão social de grandes contingentes da população.00 por barril em 1980 e. Entre elas. Além disso. este último. no médio prazo. ocasião da conclusão desta edição. com o aumento da geração de renda e da oferta de trabalho. ao mesmo tempo. conceito que alia a expansão da oferta. é retratado na presente edição do Atlas de Energia Elétrica do Brasil. E deverá ser mantido e aperfeiçoado ao longo dos próximos anos. obtida principalmente a partir dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão mineral.

Além disso. vapor e elétrica – e são adotadas por praticamente todos os países. arte.geralmente de baixa renda e habitantes de comunidades distantes dos grandes centros . transmissão e distribuição. há os projetos de eficiência energética. ao mesmo tempo em que tem o foco no mercado brasileiro. Entre eles insere-se o Brasil que. Também foram consultadas entidades autoras de estudos e estatísticas do mercado global e cujas informações estão presentes em praticamente todos os capítulos. o Atlas de Energia Elétrica do Brasil. são os mais dependentes dos combustíveis fósseis. Os mais adiantados nessa direção pertencem ao grupo das chamadas nações desenvolvidas (Japão. biomassa e o grupo chamado de Outras Fontes. do qual o Brasil é o segundo maior produtor mundial . A relação detalhada poderá ser encontrada ao final de cada capítulo. ao mesmo tempo. países da Europa e Estados Unidos) que. renováveis e ambientalmente “limpos”. Como fontes de informação foram utilizadas trabalhos. A segunda parte da edição concentra-se em fontes renováveis – energia hidráulica. de forma a torná-las comercialmente viáveis. também foi inserida uma tabela comparativa entre as principais medidas utilizadas no mercado de energia. em 2007 conseguiu transformar a biomassa na segunda maior fonte produtora de energia local e obtém a maior parte da energia elétrica consumida proveniente de recursos hídricos – e. o foco é atingir a diversificação e. A adoção do Glossário com os principais termos técnicos é uma forma de facilitar ainda mais o aprendizado sobre os temas abordados. entre outras. lançada em 2005 foi possível devido a outra inovação: a estruturação de uma equipe multidisciplinar selecionada por meio de um processo transparente de concorrência. Para obtenção de dados sobre o setor energético e elétrico brasileiro. demonstra a importância da energia para as atividades humanas. além de trabalhos e pesquisas produzidos por entidades setoriais foram utilizados estudos do mercado geral de energia. Características Gerais. que buscam conectar novos clientes . 14 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a “limpeza” da matriz energética. paginação e impressão). além de apresentar um panorama do mercado destinado a profissionais dos diversos segmentos do setor. pesquisa e texto). implantados junto aos consumidores tradicionais.a sistemas elétricos. particularmente a energia elétrica. o que se verifica são medidas que induzem o consumidor a utilizar as fontes ambientalmente mais “limpas”. também. derivados de petróleo e carvão) e a energia nuclear.o que acarretou a expansão do consumo do etanol. e os programas de universalização do atendimento.e a criação do mercado de “energia verde” em alguns países europeus. A versão aperfeiçoada da última edição. As iniciativas abrangem tanto soluções para o aumento da eficiência dos processos quanto a redução dos custos das fontes renováveis como vento.Apresentação da atividade econômica e sobre os volumes de investimentos destinados a pesquisa e inovações tecnológicas por parte das companhias que integram a cadeia produtiva da energia. embora seja bastante dependente do petróleo. maré e biomassa. se transforma-se em fonte de consulta para estudantes e interessados em obter maior conhecimento a respeito do assunto. acadêmicos (responsáveis pela coordenação e revisão técnica) e publicitários (diagramação. O foco principal do Atlas. sol. Mas as iniciativas também podem ser observadas nos países em desenvolvimento. Um deles. As medidas abrangem todas as formas de utilização de energia – calor. e composta por jornalistas especializados (encarregados da coordenação editorial. Com isso. insere o comportamento do mercado consumidor local e mundial na conjuntura econômica verificada nos últimos anos. sob a forma de Referências. Todos os capítulos seguem a mesma estrutura: partem das informações gerais a respeito do recurso. Esta estrutura é uma das inovações na produção da 3ª edição do Atlas de Energia Elétrica. respeitabilidade e especialização no trato de dados sobre o mercado de energia. aborda a conjuntura e o cenário internacionais da energia. pela tradição. Ao final. Razão pela qual o Atlas de Energia Elétrica. pesquisas e estatísticas produzidos por entidades reconhecidas no Brasil e no exterior. abrangem disponibilidade. Na ponta do consumo. produção e consumo no mundo e detalham o mercado brasileiro com foco na produção da eletricidade. como a produção de automóveis flex-fuel . são os recursos energéticos e a geração de energia elétrica. descreve a estrutura do setor de elétrico brasileiro e apresenta dos caminhos da energia do Brasil: geração. A terceira tem como destaque os combustíveis fósseis (gás natural. Consumo. O segundo. entretanto. edição 2008. Na primeira parte. explicam as suas principais características. Na ponta da produção. portanto. a publicação é dividida em dois capítulos.

2 POTENCIAIS. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 3.1 INFORMAÇÕES GERAIS 4.4 TRANSMISSÃO 1.1 INFORMAÇÕES GERAIS 3.2 DISPONIBILIDADE.1 INFORMAÇÕES GERAIS 2.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL 3.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL PARTE II – Fontes renováveis 3 ENERGIA HIDRÁULICA 3.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS 4 BIOMASSA 4.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO 1.3 DISTRIBUIÇÃO 1.5 GERAÇÃO 2 CONSUMO 2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO 2.Sumário PARTE I – Energia no Brasil e no mundo 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS 1.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 49 51 54 57 60 63 65 69 70 73 17 21 22 23 28 34 37 39 41 44 .1 INFORMAÇÕES BÁSICAS 1. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA 4.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 4.

1 INFORMAÇÕES GERAIS 5.2 RESERVAS.1 INFORMAÇÕES GERAIS 7.1 INFORMAÇÕES GERAIS 8.1 INFORMAÇÕES GERAIS 9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 9.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 9 CARVÃO MINERAL 9.3 ENERGIA SOLAR 5.5 GEOTÉRMICA 5.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 8 ENERGIA NUCLEAR 8. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 6. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 8. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 9.2 RESERVAS.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 6.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS FATORES DE CONVERSÃO GLOSSÁRIO ÍNDICE ANEXO 75 77 79 82 86 87 88 91 93 96 100 104 105 107 110 112 115 117 119 122 124 127 129 131 134 137 140 143 145 155 159 .3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 8.4 BIOGÁS 5.2 RESERVAS.1 INFORMAÇÕES GERAIS 6.6 MAR PARTE III – Fontes não-renováveis 6 GÁS NATURAL 6.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 7. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 7.2 RESERVAS.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 7 DERIVADOS DE PETRÓLEO 7.2 ENERGIA EÓLICA 5.5 OUTRAS FONTES 5.

Parte I Acervo TDA Energia no Brasil e no mundo Características Gerais 1 .

em 2004. As atividades de distribuição e transmissão continuaram totalmente regulamentadas. opera o Newave. com a introdução do Novo Modelo do Setor Elétrico. entidade também autônoma que substituiu o GCOI (Grupo de Controle das Operações Integradas. exclusivo para geradoras e distribuidoras. comercializadoras. O ONS.427.Capítulo 1 | Características Gerais Box 1 O novo modelo do setor elétrico O modelo institucional do setor de energia elétrica passou por duas grandes mudanças desde a década de 90. foi substituído pela CCEE. importadores. e promover a inserção social. foram constituídas na década de 90 novas entidades para atuar no novo ambiente institucional: além 18 Atlas de Energia Elétrica do Brasil da Aneel. Passou a vencer os leilões o investidor que oferecesse o menor preço para a venda da produção das futuras usinas. com a missão principal de desenvolver os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. Como agência reguladora. Para tanto. A reforma exigiu a cisão das companhias em geradoras. Uma das principais alterações promovidas em 2004 foi a substituição do critério utilizado para concessão de novos empreendimentos de geração. que teve como objetivos principais: garantir a segurança no suprimento. o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Mercado Atacadista de Energia (MAE). ao consumidor. para as quais essa passou a ser a única forma de contratar grande volume de suprimento para o longo prazo. exportadores e consumidores livres. elabora cenários para a oferta de energia elétrica. A nova estrutura assenta-se sobre muitos dos pilares construídos nos anos 90. a modicidade tarifária. do qual participam geradoras. de dezembro de 1996. e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Já o MAE. programa computacional que. na parte compradora. cuja constituição foi diretamente relacionada à criação do mercado livre. apenas as distribuidoras. transmissoras e distribuidoras. que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e determinou que a exploração dos potenciais hidráulicos fosse concedida por meio concorrência ou leilão. As vendedoras da energia . por meio da regulamentação e fiscalização. No mesmo ano. uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). é responsável pela coordenação da operação das usinas e redes de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). realiza estudos e projeções com base em dados históricos. a operação de todos os agentes em um ambiente de equilíbrio que permita. manteve inalteradas – porém em permanente processo de aperfeiçoamento – as bases regulatórias da distribuição e transmissão. Além disso. em que o maior valor oferecido pela outorga (Uso do Bem Público) determinaria o vencedor. o mercado livre – que em 2008 respondia por cerca de 30% da energia elétrica negociada no país. o novo modelo instituiu dois ambientes para a celebração de contratos de compra e venda de energia: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR). promover a modicidade tarifária. depois de mais de 50 anos de controle estatal. mas não extinguiu. às companhias. Sistema dos leilões e mercado livre Do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) participam. em particular pelos programas de universalização (como o Luz para Todos). em síntese tem por objetivo atuar de forma a garantir. presentes e futuros da oferta de energia elétrica e do mercado consumidor. Sua implantação marcou a retomada da responsabilidade do planejamento do setor de energia elétrica pelo Estado. Mas a produção das geradoras passou a ser negociada no mercado livre – ambiente no qual as partes compradora e vendedora acertam entre si as condições através de contratos bilaterais. Até então. a maioria das atividades era estritamente regulamentada e as companhias operadoras controladas pelo Estado (federal e estadual) e verticalizadas (atuavam em geração. com a implantação do Novo Modelo. A Aneel sucedeu o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). Além disso. subordinado à Eletrobrás). A primeira envolveu a privatização das companhias operadoras e teve início com a Lei no 9. Além disso. A segunda ocorreu em 2004. o MME constituiu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). com base em projeções. O mesmo programa é utilizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para definir os preços a serem praticados nas operações de curto prazo do mercado livre. transmissão e distribuição). O modelo implantado em 2004 restringiu. a obtenção de resultados sólidos ao longo do tempo e. quando o setor passou por um movimento de liberalização. Para decidir quais usinas devem ser despachadas.

o objeto de contratação é a produção de usinas que entrarão em operação apenas em caso de escassez da produção das usinas convencionais (basicamente hidrelétricas). desde que ele não supere 1% do volume total. indicadores do cenário da oferta e da procura no médio e longo prazos. receitas de vendas e custos de suprimento ao longo do tempo. ou ACL. Por meio de portaria. respectivamente. a prioridade é dada ao vendedor que pratica o menor preço. por permitir a visualização de. A parte compradora é constituída por consumidores com demanda superior a 0. de acordo com a disponibilidade de energia elétrica. As transações geralmente são intermediadas pelas empresas comercializadoras. as distribuidoras complementam o volume necessário ao atendimento do mercado (visto que as compras de longo prazo são realizadas com base em projeções). a entidade passou a abrigar a operacionalização de parte dos leilões de venda da energia que. Para os investidores em geração e para as distribuidoras. que são realizados pela Aneel e pela CCEE. Segundo o governo. e que têm por função favorecer o contato entre as duas pontas e dar liquidez a esse mercado. No mercado livre. realizado em 2008 e caracterizado como o primeiro leilão de energia de reserva. A primeira corresponde à produção das usinas já em operação e os volumes contratados são entregues em um prazo menor (A-1). O início da entrega é previsto para ocorrer um. Assim. Como as geradoras entram em “pool” (ou seja. de A-1. Neste caso. Todas ainda estão por ser construídas e deverão entrar em operação em 2009 e 2010. a CCEE organizou mais de 20 leilões por delegação e sob coordenação da Aneel. a oferta não é individualizada). Os valores máximos devem ser iguais ou inferiores ao preço teto. foi exclusivo para fontes alternativas. nas duas pontas podem ocorrer diferenças entre o volume contratado e aquele efetivamente movimentado. portanto. respectivamente. Os leilões dividem-se em duas modalidades principais: energia existente e energia nova. portanto. vendedores e compradores negociam entre si as cláusulas dos contratos. de acordo com a fonte da energia: térmica ou hídrica. esses leilões são. Nele foi ofertada a produção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e termelétricas movidas a bagaço de cana e a biomassa proveniente de criadouro avícola. há os leilões de ajuste e os leilões de reserva. a cada mês. as partes “zerem” as suas posições através da compra ou venda da energia elétrica.5 MW (megawatt) que adquirem a energia elétrica para uso próprio. junto às licitações para construção e operação de linhas de transmissão. O vendedor. Além de abrigar essas operações. O acerto dessa diferença é realizado por meio de operações de curto prazo no mercado “spot” abrigado pela CCEE que têm por objetivo fazer com que. A-3 e A-5). Esta é a sua função original. foram significativos pela contribuição à diversificação e à simultânea “limpeza” (aumento da participação de fontes renováveis) da matriz nacional. fornecem variáveis necessárias à elaboração do planejamento. proporcionam maior segurança em cálculos como fluxo de caixa futuro. O MME determina a data dos leilões. Como são realizados com antecedência de vários anos. o prazo de entrega geralmente é de três ou cinco anos (A-3 e A-5). O comprador. três ou cinco anos após a data de realização do leilão (que são chamados. baseia-se em projeções de consumo. foi contratada exclusivamente a energia elétrica produzida a partir da biomassa. são atribuição da Aneel. nas projeções do volume que irá produzir – e que variam de acordo com as determinações do ONS. Para a EPE. a CCEE também se responsabiliza pela sua liquidação financeira. Nos leilões de reserva. Operações de curto prazo Os contratos têm prazos que podem chegar a vários anos. o mecanismo de colocação prioritária da energia ofertada pelo menor preço também garante a modicidade tarifária. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 19 .Características Gerais | Capítulo 1 elétrica são as geradoras. O primeiro. também constituídas na década de 90. Nos primeiros. como preço. prazo e condições de entrega. Além deles. em 2007. pelo menos. Nos últimos anos. fixa o preço teto para o MWh a ser ofertado. Os preços são fornecidos pelo programa Newave e variam para cada uma das regiões que compõem o SIN. Entre 2004 e 2008. Da parte vendedora participam as geradoras enquadradas como PIE (produtores independentes de energia). Dois deles. A segunda. também. A maior parte das usinas participantes será movida a bagaço de cana (apenas uma é abastecida por capim elefante). No outro. à produção de empreendimentos em processo de leilão das concessões e de usinas que já foram outorgadas pela Aneel e estão em fase de planejamento ou construção.

SEAE SNRH. Os instrumentos legais criaram novos agentes. MMA. com a implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico. manteve a formulação de políticas para o setor de energia elétrica como atribuição do Poder Executivo federal.848/2004. e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O Novo Modelo do Setor Elétrico preservou a Aneel.Capítulo 5 | Outras fontes A estrutura institucional do setor elétrico brasileiro Em 2004.847/2004 e no 10. o Governo Federal. Abaixo. ANA e CONAMA Agentes institucionais EPE Eletrobrás Concessionárias BNDES 20 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . vinculada ao MME e cuja função é realizar os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. Um deles é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território nacional. por meio das leis no 10. por meio do Ministério de Minas e Energia (MME) e com assessoramento do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Congresso Nacional. o Atlas de Energia Elétrica reproduz a atual estrutura institucional do setor elétrico brasileiro. também ligado ao MME. Estrutura institucional do setor elétrico Políticas Congresso Nacional Presidência da República CNPE / MME Regulação e Fiscalização ANEEL Agências Estaduais ANP Mercado G CCEE T D C ONS Conselhos de consumidores Entidades de defesa do consumidor SDE / MJ CADE . além de sugerir das ações necessárias. foi instituído o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). que abriga a negociação da energia no mercado livre. Outro é a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). agência reguladora. responsável por coordenar e supervisionar a operação centralizada do sistema interligado brasileiro.

1 INFORMAÇÕES BÁSICAS Uma das variáveis para definir um país como desenvolvido é a facilidade de acesso da população aos serviços de infra-estrutura.Características Gerais | Capítulo 1 Características Gerais 1. cujas atividades têm áreas de intersecção apenas quando se trata da geração de eletricidade. começa a ser crescentemente abastecido por etanol – enquanto. Essa indústria faz parte de uma cadeia econômica que tem início com a exploração de recursos naturais estratégicos (como água. O GLP é obtido em refinarias e distribuído por meio de caminhões. 1 Isto significou que maior número de pessoas passou a ter acesso a produtos que. como geotermia. foi avaliado como reflexo da modernização econômica e social a substituição da lenha pelos derivados de petróleo (GLP. a vela e o querosene dos lampiões). no terreno dos projetos pilotos. há a ação horizontal. Em um deles está o desenvolvimento tecnológico que visa atingir maior qualidade e eficiência tanto na produção quanto na aplicação dos recursos energéticos. transportes. O primeiro está diretamente relacionado à saúde pública. ou é composta por estatais ou por companhias controladas pelo capital privado que atuam em um ambiente regulamentado pelos governos locais. a indústria da energia é nitidamente dividida entre os setores de petróleo. que visa a aumentar o número de pessoas com acesso às fontes mais eficientes de energia – mesmo que por meio de instalações simples e de baixo custo. petróleo. de propriedade da União. No outro extremo. 1Cocção: ato ou efeito de cozer. No Brasil dos anos 70. como saneamento básico. das atividades intermediárias existentes entre eles – está a chamada indústria da energia. no geral. com dois extremos. e que termina no fornecimento de um serviço público básico para a sociedade. maré e células de hidrogênio. Esta característica pode ser observada tanto no Brasil quanto no exterior. por exemplo. Esta característica faz com que o setor de energia conviva. gás liquefeito de petróleo) na cocção1 de alimentos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 21 . além de mais eficientes do ponto de vista energético. entre outras. Já a energia é o fator determinante para o desenvolvimento econômico e social ao fornecer apoio mecânico. Na administração e operação desses dois extremos – e. Por isso. petróleo e gás natural). Este capítulo abordará a estrutura do setor de energia elétrica. é detectada também em outros setores. Esta iniciativa é observada principalmente com relação ao fornecimento de energia elétrica (que na iluminação substituiria. minerais. por exemplo. mas a tendência não se consolidou. gás natural ou energia elétrica) quanto para aquelas multissetoriais – as chamadas multiutilities. cozimento. Do segundo. se movimenta com o estímulo da energia elétrica. ter origem local. após passar décadas dependente da gasolina. mas. necessariamente. térmico e elétrico às ações humanas. o primeiro caso inclui as pesquisas sobre novas fontes. um exemplo é o automóvel que. Na atualidade. à integração nacional. historicamente. No Brasil houve um ensaio para criação das multiutilities nos anos 90. Sua entrega às localidades menores do interior do País só foi possível pela abertura das grandes rodovias nos anos 70 do século XX – e que também foram consideradas um sinal de modernização do país. também. E é válida tanto para operadoras de um único setor (por exemplo. gás natural e energia elétrica. Os dois seguintes. telecomunicações e energia. Assim. não precisavam. em menor escala.

capacidade de geração e circulação de renda e densidade demográfica (número de habitantes por quilômetro quadrado) são variáveis importantes. o maior impacto – medido pelas variações percentuais – ocorreu nas regiões Norte e Nordeste. A incidência e as dimensões dos nichos não atendidos estão diretamente relacionadas à sua localização – e às dificuldades físicas ou econômicas para extensão da rede elétrica. segundo a EPE. energia elétrica é o serviço mais universalizado. De todos os segmentos da infra-estrutura. portanto. Os dois fenômenos foram proporcionados pela implantação simultânea de dois programas do Governo Federal: o Bolsa Família. Centro-Oeste. apenas nesse período a taxa de atendimento no Nordeste praticamente se igualou à média nacional. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). fez do mercado de energia elétrica brasileiro em maio de 2008. e o Luz para Todos.Capítulo 1 | Características Gerais 1. composta por floresta densa e heterogêna. para transferência de recursos públicos à população carente. Centro-Oeste. Estas últimas. mas também transformaram o Norte na região com maior potencial para aproveitamentos hidrelétricos do país (para detalhes. No Norte. ver Capítulo 3).8 milhão de ligações residenciais. além de rios caudalosos e extensos. O atendimento foi comprometido por fatores como grande número de habitantes com baixo poder aquisitivo (no caso do Nordeste principalmente). Esta evolução foi favorecida. baixa densidade demográfica (principalmente na região Centro-Oeste) e. que se concentram principalmente na região Amazônica. cerca de 85%. Sudeste. o país conta com mais de 61. Centro-Oeste e Norte historicamente concentram a maior parte da população sem acesso à rede. de instalações inicialmente restritas ao atendimento exclusivo das regiões de origem: Sul. é residencial. Essa imensa “rodovia elétrica” abrange a maior parte do território brasileiro e é constituída pelas conexões realizadas ao longo do tempo. Em 2008. o que confirma a baixa densidade demográfica. Sudeste. também. Além disso. não-conectados ao SIN e. embora em números absolutos a maior parte tenha sido instalada na região Sudeste. foi observado principalmente na região rural.1 a seguir. cada uma das cinco regiões geográficas em que se divide o Brasil – Sul. Nordeste e Norte – tem características bastante peculiares e diferenciadas das demais. em 2007. A relação entre as peculiaridades regionais e o acesso à rede elétrica fica clara nas análises que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). aliada às características geográficas. estas unidades apresentaram aumento de 23% no consumo de eletricidade durante o período. há diversos sistemas de menor porte. chamados de Sistemas Isolados. outros fatores. são as regiões mais desenvolvidas do país em termos econômicos e sociais. Destas. Já o Nordeste. o impacto do Programa Luz para Todos. por exemplo. o país conta com um sistema (conjunto composto por usinas. cerca de 95% da população tinha acesso à rede elétrica. No conjunto.5 milhões de unidades consumidoras em 99% dos municípios brasileiros. Para o atendimento ao consumidor. Para geração e transmissão de energia elétrica. mas parte integrou o Programa Luz para Todos. transmissão e distribuição adquiriram ao longo do tempo e ainda determinam a maior ou menor facilidade de acesso da população local à rede elétrica. no caso da região Norte. em 2007 foram realizadas mais de 1. Ainda segundo a EPE. Parte delas decorreu do crescimento vegetativo da população. Como mostra a Tabela 1. Elas são.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO O Brasil é um país com quase 184 milhões de habitantes. como nível de atividade econômica. tanto pelo aumento de renda da população mais pobre quanto pelo incremento no número de ligações elétricas. segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). as regiões que registram melhor relação entre número de habitantes e unidades consumidoras de energia elétrica. por sinal. as que apresentam maior densidade demográfica. por isso. e se destaca como a quinta nação mais populosa do mundo. dificultaram a construção de linhas de transmissão de grande extensão que permitissem a conexão ao SIN. Segundo dados divulgados no mês de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Estas particularidades determinaram os contornos que os sistemas de geração. São. segundo a EPE. comprometeram a extensão das redes de transmissão e distribuição. linhas de transmissão e ativos de distribuição) principal: o Sistema Interligado Nacional (SIN).4). ver tópico 1. Isto ocorre porque as características geográficas da região. 22 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a grande maioria. Afinal. Nordeste e parte da região Norte (para detalhes. Segundo a empresa. Em conseqüência. baixa densidade demográfica e pequena geração de renda. que tem por objetivo estender a rede elétrica a 100% da população. no Norte do país. o atendimento a novos consumidores pode ser realizado a partir de intervenções de pequeno porte para expansão da rede. por exemplo. Sudeste e Sul.

norte-americanos.1 – Relação entre agentes e consumidores. a energia elétrica trafega em tensão que varia de 88 kV (quilovolts) a 750 kV. Fonte: Aneel. transmitem e distribuem energia elétrica exclusivamente para os associados. entidades de pequeno porte. Além delas.9 2. por meio de um sistema composto por fios. a Aneel relaciona 53 dessas cooperativas que.Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1.4 2. Nas redes de transmissão. postes e transformadores. Consumidores livres (10 kV . Nos grupos de controle de várias empresas privadas verifica-se a presença de investidores nacionais. espanhóis e portugueses.146 variação absoluta 125 674 702 201 125 1.745 13. Ao chegar às subestações das distribuidoras.403 24.3 DISTRIBUIÇÃO A conexão e atendimento ao consumidor.620 12. Deste total. responsáveis pelo atendimento de mais de 61 milhões de unidades consumidoras. 69 kV) Tarifa de distribuição Consumidores cativos TUST Consumidores livres Figura 1.1 .520 3. 500 kV) (13.319 2007 2. é formado por 63 concessionárias. após a conclusão do processo de enquadramento na condição de permissionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica para cumprimento da lei no 9.6 1. Exceção a essa regra são algumas unidades industriais que operam com tensões mais elevadas (de 2.399 7. 2006 2.579 50. estaduais e/ou municipais. qualquer que seja o seu porte são realizados pelas distribuidoras de energia elétrica. os acionistas majoritários são o governo federal.8 5. Em 2008.827 % 4. No primeiro caso.319 3.703 52. 30kV) (345 kV .5 3.000 unidades) Região Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil Fonte: EPE.3 kV a 88 kV) em suas linhas de produção e recebem energia elétrica diretamente da subestação da distribuidora (pela chamada rede de subtransmissão). O controle acionário dessas companhias pode ser estatal ou privado. após deixar a usina. A relação entre os agentes operadores do setor elétrico e os consumidores pode ser observada na Figura 1. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 23 .076 25. 2008. As distribuidoras são empresas de grande porte que funcionam como elo entre o setor de energia elétrica e a sociedade.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1.074/1995 e da resolução Aneel no 012/2002. espalhadas por diversas regiões do país. visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão todo o suprimento destinado ao abastecimento no país. a tensão é rebaixada e.1 abaixo.101 7. 25 haviam assinado contratos de permissão com a Aneel. atendem a pequenas comunidades. as cooperativas de eletrificação rural.8 3.8 kV) TUSD Geração TUST Transmissão TUST Distribuição (138 kV . Já o mercado de distribuição de energia elétrica. chega à unidade final em 127 volts ou 220 volts.

19 24. Entre estes últimos está a compra de suprimento.44 16. O cumprimento dos Contratos de Concessão e as atividades desenvolvidas são estritamente reguladas e fiscalizadas pela Aneel. O Mapa 1. FEC 21.05 19.465/2007).83 16. a tarifa praticada remunera não apenas as atividades de 24 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .68 vezes e. o total de recursos aplicados entre 1998 e 2007 em programas de P&D por todas as empresas do setor (o que inclui as transmissoras e geradoras) foi de R$ 1. O valor final a ser pago pelo cliente corresponde à soma de três componentes: o resultado da multiplicação do volume consumido pela tarifa (valor do kWh. havia recuado para 16. Alguns dos principais estimulam a inclusão social da população mais pobre por meio do acesso formal à rede elétrica e da correspondente fatura mensal (que passa a funcionar como comprovante de residência ao permitir o acesso a instrumentos econômico-sociais.3 bilhão. como mostra a Tabela1.68 21. o Luz para Todos (universalização) e a regularização das ligações clandestinas (os chamados “gatos”. como São Paulo. portanto.33 16.81 16.66 15. 2008. As distribuidoras também são responsáveis pela implementação de projetos de eficiência energética (ver Box do capítulo 2) e de P&D (pesquisa e desenvolvimento). em 2007.85 17. embutidos na tarifa – e. Dois desses indicadores são o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) que medem. abrigam mais de uma dessas companhias. expresso em reais).Indicadores de qualidade . sendo que alguns deles. o pagamento de um valor justo e o acesso a um serviço contínuo e de qualidade e.Média anual Brasil DEC 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: Aneel. Os encargos do setor elétrico.08 minutos. para ser implementadas. de um lado.56 14. as distribuidoras desenvolvem programas especiais compulsórios com foco no consumidor.57 18. Desta maneira. ou conexões irregulares que permitem o acesso ilegal à energia elétrica sem o pagamento da correspondente fatura e se configuram legalmente como crime). Pela legislação vigente (Lei no 11. dependem da aprovação da Aneel. garantir à distribuidora o equilíbrio econômico-financeiro necessário ao cumprimento do Contrato de Concessão. em 1997 foi de 21. a duração e a freqüência das interrupções no fornecimento.29 14. transparentes ao consumidor – têm aplicação específica.5% tanto para eficiência energética quanto para P&D. respectivamente. Quanto ao FEC.1 na página seguinte mostra que as 63 distribuidoras que operam em 2008 atuam em diferentes Estados do país.2 abaixo. As tarifas de energia elétrica Tabela 1. Entre as variáveis reguladas pela Agência estão as tarifas e a qualidade do serviço prestado – tanto do ponto de vista técnico quanto de atendimento ao consumidor. O objetivo da Agência é.72 vezes. em 1997 o DEC médio no país foi de 27.59 15.68 17.71 11. são obrigadas a destinar um percentual mínimo de sua receita operacional líquida a essas atividades que. de outro. de 11.Capítulo 1 | Características Gerais Os direitos e obrigações dessas companhias são estabelecidos no Contrato de Concessão celebrado com a União para a exploração do serviço público em sua área de concessão – território geográfico do qual cada uma delas detém o monopólio do fornecimento de energia elétrica. Já a parcela que fica com a distribuidora.84 13. como linhas de crédito e financiamento). é utilizada para os investimentos em expansão e manutenção da rede.2 . Neste caso. em 2007. De acordo com a Aneel.12 12.07 16. Além de responder pelo atendimento ao cliente final.19 minutos e.12 12.72 27. remuneração dos acionistas e cobertura de seus custos. assegurar ao consumidor. Segundo informações da Aneel. Entre esses programas estão o Baixa Renda (com tarifas diferenciadas para consumidores que atendem a determinadas especificidades de consumo e renda).62 11. até o final de 2010 esse percentual é de 0. Os tributos são destinados ao governo.08 As faturas mensais emitidas pelas distribuidoras registram a quantidade de energia elétrica consumida no mês anterior e medida em kWh (quilowatt-hora). os encargos do setor elétrico e os tributos determinados por lei.

05 a 270.32 a 294. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR BOA VISTA Guiana Francesa Guiana AP CEA CER O c e a n o A 0º S t l â n Equador t 0º S i c o MANAUS AM CEAM PA CELPA MA CEMAR CE COELCE RN COSERN SAELPA PI 10º S PB CELB CEPISA CELPE PE AL SE CEAL AC ELETROACRE TO RO CERON CELTINS ENERGIPE SULGIPE 10º S BA Peru MT COELBA CEMAT GO CHESP CEB-DIS DF Bolívia CELG-D MG 20º S CEMIG-D ELFSM ES 20º S MS ENERSUL ELEKTRO CNEE CPFL CLFM CPEE DMEPC CJE PIRAT EEB EBE ELPA LIGHT CFLCL AMPLA CENF ESCELSA Chile CAIUÁ-D Paraguai ZOOM 2 PR EDEVP CLFSC SP CSPE RJ ZOOM 1 ENERSUL Trópico de Capricórnio ZOOM 1 ZOOM 2 ELEKTRO COPEL-DIS CFLO FORCEL COCEL PR FORCEL CFLO COPEL-DIS COCEL MS ELEKTRO IENERGIA IENERGIA IENERGIA SC CELESC-DIS EFLUL COOPERALIANÇA CAIUÁ-D CPFL CNEE CLFM CPEE DMEPC ELEKTRO CEMIG-D MG SC CELESC-DIS HIDROPAN MUX DEMEIELETROCAR RGE 30º S HIDROPANELETROCAR DEMEI MUX RGE EFLUL EFLJC COOPERALIANÇA RS UHENPAL SP EDEVP CJE CLFSC ELEKTRO PIRAT PIRAT EEB ELEKTRO AES-SUL 30º S EBE ELEKTRO RS AES-SUL UHENPAL CEEE-D CEEE-D PR COPEL-DIS ELEKTRO CSPE EBE ELPA Uruguai PIRAT PIRAT Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Custo médio da tarifa residencial R$ / MWh 412.32 N O L S Fonte: SGI.84 R$ / MWh 270.84 a 341.35 a 389.Mapa das Concessionárias de Distribuição Residenciais por R$/MWh Atlas de Energia Elétrica do Brasil 25 .1 .08 R$ / MWh 199.86 R$ / MWh 365.11 a 412.86 R$ / MWh 341. 2008.86 a 436.59 a 365. Aneel.59 R$ / MWh 294.62 R$ / MWh 398.08 a 317.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.35 R$ / MWh 317.

independentemente de seu nível de eficiência. custo da energia comprada e tributos estaduais.4). Outros contribuem para a universalização do acesso à energia elétrica e para reduzir o valor da conta mensal dos consumidores localizados em áreas remotas do País. para desenvolver e financiar programas do setor elétrico definidos pelo Governo Federal. tarifas diferentes coexistem dentro do mesmo estado. as tarifas passaram a ser fixadas por empresa.Capítulo 1 | Características Gerais distribuição. mas também de transmissão e geração de energia elétrica. que garantia a remuneração das concessionárias. Fonte: Aneel. número de consumidores. Alguns encargos têm. entre outros. Portanto. eles representaram cerca de R$ 11 bilhões. Em 2007. Encargos e tributos Os encargos setoriais são custos inseridos sobre o valor da tarifa de energia elétrica. quilômetros de rede de transmissão e distribuição. Caso contrário. pressionam a tarifa.2 a seguir. conforme características específicas de cada área de concessão – por exemplo. como a região Norte. a tarifa é única naquele estado. Cada encargo é justificável. Esse sistema não incentivava a busca pela eficiência por parte da distribuidora. Fonte: Aneel.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. Até a década de 90. a capacidade de pagamento do consumidor. Como pode ser observado na Figura 1. existia uma tarifa única de energia elétrica no Brasil. Entretanto. e. Como são contribuições definidas em leis aprovadas pelo Congresso Nacional. quando considerado o seu conjunto. são utilizados para determinados fins específicos.631. se essa área coincide com a de uma unidade federativa. se avaliado individualmente. geração de energia + transmissão + distribuição transporte de energia até as casas ( o) + encargos e tributos Figura 1. uma vez que a integralidade de seu custo era transferida ao consumidor. tamanho do mercado (quantidade de unidades de consumo atendidas por uma determinada infraestrutura). conseqüentemente. por exemplo. o objetivo de incentivar o uso fontes alternativas. com a edição da Lei no 8. Seus valores são estabelecidos por Resoluções ou Despachos da Aneel.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. em 1993.3 a seguir. como forma de subsídio. conforme mostra a Tabela 1.3 abaixo. abastecida por usinas a óleo diesel e não conectadas ao SIN (ver tópico 1. para efeito de recolhimento pelas concessionárias dos montantes cobrados dos consumidores por meio das tarifas de energia elétrica. como pode ser observado na Figura 1. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1993 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Figura 1. 26 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

1 – Anatomia da conta de luz.1 a seguir mostra a composição da conta mensal de energia elétrica.33 R$ 33. O Gráfico 1. Propiciar o desenvolvimento energético a partir das fontes alternativas. 40 35 30 25 R$ 20 15 10 5 0 R$ 28. municipal. Compensar financeiramente o uso da água e terras produtivas para fins de geração de energia elétrica.valores em milhões de R$ 2. Fonte: Aneel.871 2. Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP). 2008.317 1. 2008. e subsidiar as tarifas da subclasse residencial Baixa Renda.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. federal. estadual.3 .244 667 635 327 86 9.Os principais encargos inseridos nas tarifas Encargo CCC Conta de Consumo de Combustíveis CDE Conta de Desenvolvimento energético RGR Reserva Global de Reversão CFURH Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos P&D Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética PROINFA TFSEE Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica ESS Encargos de Serviços do Sistema Finalidade Subsidiar a geração térmica na região Norte do país (Sistemas Isolados). Indenizar ativos vinculados à concessão e fomentar a expansão do setor elétrico. Sobre as contas mensais de energia elétrica incidem os seguintes tributos: Programas de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 27 . Já os tributos são pagamentos compulsórios devidos ao Poder Público. e que asseguram recursos para que o Governo desenvolva suas atividades. promover a universalização do serviço de energia.25 Transmissão Distribuição (parcela B) Compra de energia Encargos e tributos Gráfico 1.45 R$ 6.617 Fonte: Aneel. Subsidiar as fontes alternativas de energia.470 1. a partir de determinação legal. Promover pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas à eletricidade e ao uso sustentável dos recursos naturais. Prover recursos para o funcionamento da ANEEL Subsidiar a manutenção da confiabilidade e estabilidade do Sistema Elétrico Interligado Nacional Total 2007 .98 R$ 31. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

enquanto a trifásica é ligada por três fases e um neutro (quatro condutores). rural.2 na página seguinte. • Alta tensão A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV A3 – tensão de fornecimento de 69 kV A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV A4 – tensão de fornecimento de 2. conforme relacionado abaixo.4 TRANSMISSÃO O segmento de transmissão no Brasil é composto em 2008 por mais de 90 mil quilômetros de linhas e operado por 64 concessionárias. comercial e serviços. 1. Já a Revisão Tarifária Extraordinária destina-se a atender casos muito especiais de desequilíbrio justificado. Essas empresas. industrial. ou seja.3 kV atendida a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturada na Grupo A excepcionalmente 28 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Pode ocorrer a qualquer tempo. instalados principalmente na região Norte. A ligação bifásica é feita por duas fases e um neutro (três condutores). como mostra o Mapa 1. • Baixa tensão B1 – residencial e residencial de baixa renda B2 – rural. em intervalos de quatro ou cinco anos. Ele é concedido anualmente na data de aniversário do contrato. são responsáveis pela implantação e operação da rede que liga as usinas (fontes de geração) às instalações das companhias distribuidoras localizadas junto aos centros consumidores (tecnicamente chamados de centros de carga). de usinas hidrelétricas instaladas em localidades distantes dos centros consumidores. O Reajuste Tarifário restabelece o poder de compra da receita da concessionária. Revisão Tarifária e Revisão Tarifária Extraordinária. os consumidores são identificados por classes e subclasses de consumo: residencial. na maior parte. serviço público e consumo próprio. e os Sistemas Isolados. quando um evento imprevisível afetar o equilíbio econômico-financeiro da concessão.Capítulo 1 | Características Gerais As atualizações tarifárias Os Contratos de Concessão prevêem três mecanismos de atualização tarifária: Reajuste Anual. Classificação das unidades consumidoras Para efeito de aplicação das tarifas de energia elétrica. iluminação pública. As concessões de transmissão são válidas por 30 anos e podem ser prorrogadas por igual período. A grande extensão da rede de transmissão no Brasil é explicada pela configuração do segmento de geração. dois condutores. cooperativa de eletrificação rural e serviço público de irrigação B3 – demais classes B4 – Iluminação pública A unidade consumidora residencial pode ser classificada em monofásica. investimentos e receitas para fixar um novo patamar de tarifas adequado à estrutura da empresa e a seu mercado. A Revisão Tarifária Periódica permite o reposicionamento da tarifa após completa análise dos custos eficientes e remuneração dos investimentos prudentes. que abrange a quase totalidade do território brasileiro. que obtiveram as concessões ao participar de leilões públicos promovidos pela Aneel. constituído. A principal característica desse segmento é a sua divisão em dois grandes blocos: o Sistema Interligado Nacional (SIN). A monofásica está ligada à rede de eneriga elétrica por uma fase (onde transita energia elétrica) e um neutro (para fechar o circuito). Esse mecanismo se diferencia dos reajustes anuais por ser mais amplo e levar em conta todos os custos. segundo uma fórmula prevista no Contrato de Concessão. exceto no ano em que ocorre o mecanismo de revisão tarifária. poder público. bifásica e trifásica.3 kV a 25 kV AS – tensão de fornecimento inferior a 2. Cada classe tem uma estrutura tarifária distinta de acordo com as suas peculiaridades de consumo e de demanda de potência. O número de fases aumenta de acordo com a carga (demanda e consumo) da unidade consumidora para garantir maior qualidade e segurança no fornecimento de energia.

Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá Belém Manaus O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o Fernando de Noronha São Luis PA MA Teresina PI Fortaleza CE AM RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho TO RO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Tipos de centrais elétricas Eólica PHC UHE UTE Solar Sistemas Elétricos Isolados ~ 45 % do território ~ ~ 3% da população ~ ~ 3 % do consumo nacional ~ ~ 4% do parque gerador do País ~ O N L S Fonte: Aneel 2008 ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Situação em outubro de 2003 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 29 .2 .

345. Em 2008. A energia hidrelétrica. permanentemente. em que os lagos estão mais vazios – permitindo.2 mil quilômetros nas tensões de 230.6% de toda a capacidade de produção de energia elétrica do país – oriunda de fontes internas ou de importações. Centro-Oeste.65 125. também. Esta troca ocorre entre todas as regiões conectadas entre si. quando o aumento do consumo aliado ao atraso no início do período chuvoso da região Sudeste apontou para a necessidade de uma ação preventiva para preservação dos reservatórios. 2008 (adaptado). mostra o horizonte da transmissão no período de 2007 a 2009. 30 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . na próxima página. transformam-se em variáveis avaliadas pelo ONS para determinar o despacho – definição de quais usinas devem operar e quais devem ficar de reserva de modo a manter. caracterizado pela predominância de usinas hidrelétricas localizadas em regiões com regimes hidrológicos diferentes. Isto ocorreu no início de 2008. por exemplo.95 140.2 mil quilômetros de rede. mais barata e mais abundante no Brasil. o que permite tanto a conexão de novas grandes hidrelétricas quanto a integração de novas regiões. Nordeste e parte do Norte. (*) Gás natural liquefeito (**) Bagaço de cana Fonte: PSR. é prioritária no abastecimento do mercado. Sudeste. O Mapa 1. principalmente do Paraguai por conta do controle compartilhado da usina hidrelétrica de Itaipu. Outra possibilidade aberta pela integração é a operação de usinas hidrelétricas e termelétricas em regime de complementaridade.05 127. a integração permite que a localidade em que os reservatórios estão mais cheios envie energia elétrica para a outra. de uma maneira geral.6 mil km.2 abaixo). Como os períodos de estiagem de uma região podem corresponder ao período chuvoso de outra. Se. Como os custos da produção têm reflexo nas tarifas pagas pelo consumidor e variam de acordo com a fonte utilizada (ver Gráfico 1.60 138. o volume de produção igual ao de consumo. Entre os benefícios desta integração e operação coordenada está a possibilidade de troca de energia elétrica entre regiões. Além disso.75 135. além das grandes linhas entre uma região e outra. pelo processo permanente de expansão. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável pela coordenação e controle da operação do SIN. são acionadas para dar reforço em momentos chamados como picos de demanda (em que o consumo sobe abruptamente) ou em períodos em que é necessário preservar o nível dos reservatórios – ou o “estoque de energia”. abriga 96. em 2008.11 300 200 100 0 197. é composta pelos ativos de conexão das usinas e aqueles necessários às interligações internacionais). ampliando a possibilidade de troca de energia elétrica entre as regiões.80 118. Isto é particularmente importante em um país como o Brasil. em 2003. realizada pelas companhias geradoras e transmissoras. 440.55 101.75 Óleo diesel Óleo combustível Eólica Gás natural Nuclear Carvão nacional Carvão importado GNL* Hidrelétrica PCH Biomassa** Gráfico 1. A expansão verificada a partir desse ano reforçou as interligações do sistema. 500 400 R$ / MWh 491.Capítulo 1 | Características Gerais O Sistema Interligado Nacional (SIN) O SIN abrange as regiões Sul.3. 500 e 750 kV (também chamada rede básica que. concentra aproximadamente 900 linhas de transmissão que somam 89. a extensão era de 77. com isso. a preservação do “estoque de energia elétrica” represado sob a forma de água.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil. As termelétricas. O sistema interligado se caracteriza. o SIN é composto por 89.40 116. sob a fiscalização e regulação da Aneel.61 330.

Horizonte 2007-2009 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 31 .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador 2 Belém t 0º S i c o 3 AM Manaus PA Tucuruí 4 São Luis 2 2 2 2 MA 2 2 2 Teresina PI CE Fortaleza Natal João Pessoa Recife Maceió 2 RN 2 PB 2 AC 10º S Rio Branco RO Porto Velho TO 2 2 2 PE 3 4 AL 2 3 2 2 E 2 3 2 2 Palmas BA 2 2 10º S SE Aracaju Peru 2 2 MT 2 Serra da Mesa 3 2 Salvador 3 Cuiabá 3 Bolívia Goiânia GO 3 MS Campo Grande 2 2 DF 3 Brasília D 3 2 MG 20º S A 2 C 2 SP 2 2 2 2 2 2 Belo Horizonte ES 2 2 2 Vitória 20º S Chile Paraguai Itaipu Yaciretá B 4 3 2 PR 3 4 São Paulo 2 2 2 RJ Trópico de Capricórnio 3 2 SC 3 2 2 Rio de Janeiro 2 Curitiba Blumenau Argentina 30º S Guarabi Uruguaiana 50 MW 2 2 RS 2 5 2 30º S Porto Alegre Livramento 70 MW Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Existente Futuro Complexo 138 kV 230 kV 345 kV 440 kV 500 kV 750 kV + 600 kV CC – A B C D E Paraná Paranapanema Grande Paranaíba Paulo Afonso Centro de carga N Número de circuitos existentes N O L S Fonte: ONS.Sistema de transmissão .3 .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL . 2008.

Paraná Pimenta Bueno Linhas leiloadas MT RO Vilhena Cidezal MT Bolívia Jauru Figura 1. Integram esta projeção duas linhas que permitirão a conexão de outros sistemas isolados e cuja construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Macapá (AP).829 quilômetros de extensão a ser construída na Floresta Amazônica. Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) e termelétricas movidas a biomassa. os Sistemas Isolados apresentam custos de geração superiores ao SIN. Fonte: ONS. Segundo dados da Eletrobrás. Além disso. com 50% do mercado total dos sistemas isolados. a exemplo do que tem ocorrido com as demais regiões do país.4 abaixo). Manaus tem o maior deles. o que levará à conexão do sistema isolado Acre-Rondônia (Figura 1. e possibilitará a interligação de diversas regiões isoladas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). o Governo Federal criou a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC). Em 2008. 32 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Uma delas interligará a usina hidrelétrica de Tucuruí (PA) a Macapá e Manaus. Este movimento contribui para a redução dos custos da CCC e é proporcionado pela concessão. eles atendem a uma área de 45% do território brasileiro e a cerca de 3% da população nacional – aproximadamente 1. Em junho de 2008 a Aneel leiloou a concessão para construção da linha Tucuruí-Manaus-Macapá. Amapá e Rondônia. o valor da CCC foi de R$ 3 bilhões A expansão da rede de transmissão A tendência é que ao longo do tempo os Sistemas Isolados gradualmente sejam integrados ao SIN. Para assegurar à população atendida por esses sistemas os benefícios usufruídos pelos consumidores do SIN. abastecidos pela Venezuela). Amapá e do Amazonas. as dificuldades de logística e de abastecimento dessas localidades pressionam o frete dos combustíveis (com destaque para o óleo diesel). é que o SIN registre uma nova expansão.4 .5 mil km de linhas em três anos.Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. respondem por 3.Capítulo 1 | Características Gerais Os Sistemas Isolados Os Sistemas Isolados são predominantemente abastecidos por usinas térmicas movidas a óleo diesel e óleo combustível – embora também abriguem Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). A visão do ONS. 2008. de 11. Manaus (AM) e Porto Velho (RO) e o estado de Roraima (com exceção da capital Boa Vista e seus arredores. constante do relatório de administração de 2007. Os sistemas isolados de maior porte suprem as capitais Rio Branco (AC). em função das peculiaridades geográficas da região em que estão instalados. AM Porto Velho Abunã Rio Branco Samuel Ariquemes Jaru Ji . Outra. Por ser predominantemente térmico. construção e operação de novas linhas de transmissão. do Governo Federal. Acre. no Mato Grosso. Essa conta é paga por todos os consumidores de energia elétrica do país. Roraima. encargo setorial que subsidia a compra do óleo diesel e óleo combustível usado na geração de energia por usinas termelétricas que atendem às áreas isoladas. O empreendimento permitirá o suprimento de energia elétrica a diversos municípios dos estados do Pará. Em 2008. no final de 2008.4% da energia elétrica produzida no país. com 1. São assim denominados por não estarem interligados ao SIN e por não permitirem o intercâmbio de energia elétrica com outras regiões. ligará Vilhena e Samuel (ambas em Rondônia) a Jauru. Estão localizados principalmente na região Norte: nos Estados de Amazonas.3 milhão de consumidores espalhados por 380 localidades.

077 0 2.5 mil km de rede.074.0 644. a Aneel iniciou o processo de expansão dessas instalações.926 1.232. A partir desse ano.Expansão da rede básica de transmissão. ano do racionamento de energia elétrica.736. Os empreendimentos definidos pelo Governo Federal são incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND).036 2.158 1. Excluindo-se 2001. leiloado em novembro de 2008. elaborado pelo ONS. em alguns casos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 33 .926.037.000 Acréscimo Anual de Linhas (km) 6. Desde 1998.035.233 2.9 2003 3.8 605.9 2001 505. até o final deste ano.5 2. Leilões de linha de transmissão Até 1999.973.000 4.998. com base em leilões para seleção do grupo empreendedor responsável pela construção e operação da rede.0 2.216.150 505 645 2.407.980 as 27 usinas (termelétricas movidas por bagaço de cana-deaçúcar e pequenas centrais hidrelétricas.074 818 178 995 1. Em 2008. deste total.45 km.314 2.5 2007 817.7 2002 1. transmissão e. 1.000 km por ano. PCHs) instaladas nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.077 2. 2.1 2009* 4. em que a expansão foi significativamente reduzida.077.897.079. Neste total estão embutidas as linhas que conectam.6 259.6 2010* 0.279. no geral.037 1. 15.0 3.Características Gerais | Capítulo 1 O linhão das usinas do rio Madeira.0 861. ver Box 1) e ainda controladas pelo Estado. as usinas hidrelétricas a serem construídas no Rio Madeira (Santo Antonio e Jirau) e 7.9 2.9 2004 1. Fonte: Aneel.198 2.000 5.197. e “Plano de Ampliações e Reforços (PAR)”.0 2000 0.077.539 388 3. 71 linhas transmissão. Do total de linhas licitadas. As linhas de transmissão e subestações que compõem a interligação terão extensão aproximada de 2.5 2005 2.083 km de linhas de transmissão. que determina à Aneel a promoção e o acompanhamento dos processos de licitação das respectivas concessões.7 2008* 2.0 0. Em novembro. em 2009.66 quilômetros (km).9 2. do ponto de vista técnico e econômico. ao SIN.7 995.3 abaixo.000 0 Licitadas Autorizadas Total 861 0 861 0 3.079. no entanto.974 259 3.1 2.7 1.512 524 3.7 2006 3.0 1999 0.7 3.9 mil km. nos demais períodos o acréscimo à rede básica foi superior a 2. Em 2008.2 km e. a Aneel leiloou mais de 3. O vencedor seria o candidato que apresentasse a menor tarifa a ser praticada.0 1.1 3. 4. a Aneel licitou e autorizou 34. 5.441.158. O planejamento da expansão do sistema de transmissão do Brasil é realizado em conjunto pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo ONS.313.438 1.1 179. elaborado pela EPE.538. o aumento da participação do bagaço de cana na matriz da energia elétrica nacional.080 1.6 4. a rede de transmissão era operada exclusivamente pelas companhias verticalizadas (com ativos de geração. como mostra o Gráfico 1.4 2008 (ener) 1.000 1.730.3 3. que viabiliza. com destaque para 2003.080 3. com 4. indicam as obras (linhas e subestações) necessárias para a adequada prestação dos serviços. estão em construção.503 4.512.898 605 0 0 3. 2008. distribuição) ou pelas companhias resultantes de sua cisão para fins de privatização (para detalhes.000 2.3 . entrem em operação.8 4. também permitirá a conexão do estado de Rondônia ao SIN. totalizando 7.441 4.0 387.4 123. Os documentos “Programa de Expansão da Transmissão (PET)”.0 861.7 177.0 523.7 km de linhas foram energizados.437.280 123 180 1998 0.0 3.227. Em 2008.979.217 3.1 1.503.0 Gráfico 1. É a perspectiva de construção destas linhas de transmissão. inclusive.0 0.000 3.81 km estão em operação. a previsão é que.149.375 quilômetros (km).

o Brasil conta. portanto. Um dos principais objetivos desta decisão é reduzir a relação de dependência existente entre volume produzido e condições hidrológicas (ou nível pluviométrico na cabeceira dos rios que abrigam estas usinas).2 3. 34 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . ou seja.264. públicas e privadas. 130 empreendimentos em construção e mais 469 outorgados.4 3. No caso das térmicas.0 4.Capítulo 1 | Características Gerais Os editais de licitação permitem a participação de empresas nacionais e estrangeiras. Os deságios verificados resultam em benefícios ao consumidor. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a diversificação da matriz da energia elétrica. Nesses leilões. da Aneel. Em segundo lugar. estão as térmicas e.042 térmicas abastecidas por fontes diversas (gás natural. as hidrelétricas representavam cerca de 90% da capacidade instalada no país. pela Constituição.100 agentes regulados entre concessionários de serviço público de geração.8 mil MW à capacidade instalada no país nos próximos anos. 1. 2008.4 a seguir.5* 1. vence quem oferecer a menor tarifa.816 MW (megawatts) – número que exclui a participação paraguaia na usina de Itaipu. 4 mil MW foram agregados à capacidade instalada. deve ser precedida de um estudo de inventário – cuja realização depende de autorização da Aneel e cujos resultados também deverão ser aprovados pela entidade. A partir daí.2 2. O BIG relaciona. a menor Receita Anual Permitida (RAP) para prestação do serviço público de transmissão.028. técnica.506. os leilões são realizados com inversão da ordem de fases.0 4.0 860. duas nucleares. A maior parte da potência. uma vez que a tarifa de uso dos sistemas de transmissão é um dos componentes de custo da tarifa praticada pelas distribuidoras.5 na página seguinte. comercializadores. econômico-financeira e fiscal após a realização da sessão pública do leilão e apenas para as vencedoras do certame. em 2007. tanto instalada quanto prevista. De acordo com a atual sistemática.425. biomassa. Detalhes a respeito da geração de energia elétrica no Brasil e no mundo são fornecidos nos capítulos de 3 a 9.4 .3 4. Todas as etapas da vida de uma usina – dos estudos para desenvolvimento do projeto à operação – são autorizadas e/ou fiscalizadas pela Aneel. O fenômeno foi resultado da construção de usinas baseadas em outras fontes (como termelétricas movidas a gás natural e a biomassa) em ritmo maior que aquele verificado nas hidrelétricas. Fonte: Aneel. historicamente concentrada na geração por meio de fonte hidráulica. em novembro de 2008. o conjunto de empreendimentos menores.935. com 1.5 GERAÇÃO De acordo com o Banco de Informações de Geração (BIG). Como pode ser observado na Tabela 1. Do total de usinas.998.6 2. As informações da Agência também demonstram que.5 4. ainda. Essa diferença a menor também contribui para maior competitividade do setor produtivo nacional. assim como fundos de investimentos em participação registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). o processo regulamentar que dá origem à autorização para a construção das UHE é bem mais complexo do que o das PCHs. que correspondem a uma capacidade instalada de 104.840. autoprodutores e produtores independentes. 320 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).768 usinas em operação.Acréscimo anual da geração (em MW) 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 (*) Até 16/8/2008. como mostra a Tabela 1. que podem concorrer isoladamente ou em consórcio. desde 1999. Já a construção das UHEs e PCHs. 159 são hidrelétricas. 227 centrais geradoras hidrelétricas (pequenas usinas hidrelétricas) e uma solar. é relativamente simples. é considerado como bem da União. na seqüência. quando os investimentos em expansão foram praticamente paralisados. o aumento na capacidade instalada do país tem sido permanente – ao contrário do que ocorreu no final dos anos 80 e início da década de 90. Há poucos anos. provém de usinas hidrelétricas. a autorização para construção configura-se como um ato administrativo e.234. Este segmento conta com mais de 1.638. óleo diesel e óleo combustível). O planejamento da expansão do setor elétrico. que consiste na habilitação jurídica. 2. Tabela 1. o que permitirá a inserção de mais 33. por envolver a exploração de um recurso natural que. Em 2008. essa participação recuou para cerca de 74%.

devem ser obtidas. a licença ambiental prévia (junto ao órgão ambiental estadual ou nacional.090.523 2.Empreendimentos em operação. o processo foi o mesmo.33 100 Para as UHEs. Para os empreendedores da usina de Jirau.650 2.627 25. a etapa seguinte ao estudo de inventário é a realização.317.632.26 2.824 % 0.26 14. Tanto em Santo Antônio quanto em Jirau. Definido o vencedor do leilão. Quantidade 74 1 50 166 15 163 469 Potência Outorgada (kW) 50.37 por MWh. caso o aproveitamento esteja localizado em dois ou mais Estados) e a reserva de recursos hídricos (a ser promovida junto aos órgãos responsáveis pelos recursos hídricos. também no Rio Madeira.5 .20 24.399.431 % 0. construção e outorgados Empreendimentos em Operação Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Central Geradora Solar Fotovoltaica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Usina Termonuclear Total Quantidade 227 17 320 1 159 1.815. também. valor que correspondeu a um deságio de 21.19 0 9. de esfera estadual ou federal).528. Simultaneamente. o empreendimento está apto a ser licitado por meio de leilões de venda antecipada da energia a ser produzida (para detalhes ver Box 1).500 1.201 26.920 2.00 por MWh.007.383.400. no Rio Madeira (RO): o consórcio Madeira Energia S/A vendeu 70% da produção às distribuidoras pelo preço de R$ 78. do estudo de viabilidade.34 20.92 100 Empreendimentos em Construção Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Quantidade 1 22 67 21 19 130 Potência Outorgada (kW) 848 463. pelo empreendedor que solicitar a autorização.009 272.568 9.898 7.768 Potência Outorgada (kW) 120.042 2 1. Vencerá o proponente que se propuser a vender a produção às distribuidoras pelo menor preço por MWh (megawatt-hora).189 50 2.73 58.900 12.053.000 104.11 0.22 1. 2008. diante do preço máximo fixado pelo MME de R$ 122.432.526.57% em relação ao preço teto estabelecido pelo MME.401. vem a etapa de desenvolvimento do Projeto Básico Técnico (PBT) – a ser aprovado pela Aneel – e do Projeto Básico Ambiental (PBA) – encaminhado Atlas de Energia Elétrica do Brasil 35 . Concluída esta etapa.29 0 71. de R$ 91 por MWh. ver Box 1).66 100 Empreendimentos Outorgados entre 1998 e 2008 (não iniciaram sua construção) Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Undi-Elétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Fonte: Aneel.21 47.646 % 0.330 1.070 4. Foi o que ocorreu no leilão da usina de Santo Antônio.01 6. O Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB) se dispôs a vender ao mercado cativo (distribuidoras) 70% da energia pelo preço de R$ 71.464.19 34.87 por MWh.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1.598 20 74. os restantes 30% poderão ser comercializados no mercado livre de energia (para conhecer o funcionamento desse mercado.08 9.

2 23.102 1. avalia o projeto básico da usina e concede a autorização para a instalação. que se encontra o maior potencial hidrelétrico existente no país.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.org.728 12.Situação em 2007 (MW) Bacia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Amazonas Paraná Tocantins/Araguaia São Francisco Atlântico Sudeste Uruguai Atlântico Sul Atlântico Leste Paraguai Parnaíba Atlântico NE Oc.gov.epe. No Brasil. Tabela 1.1 100.com 36 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .087 3.2 0. Total Fonte: EPE.2 1. ons.br Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.Capítulo 1 | Características Gerais ao órgão ambiental responsável pela avaliação do empreendimento. na bacia Amazônica.490 % 42.044 376 158 251.816 5.br Power Systems Research (PSR) – disponível em www. o último inventário global foi realizado em 1992 pela Eletrobrás.035 17.eletrobras.org.gov.gov. Em 2008. Já a construção de PCHs – com potência de até 30MW e reservatório não superior a 3 km2 não exige nem o estudo de viabilidade nem a licitação. Atlântico NE Or.9 5.437 4. 2007.1 5.br Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) – disponível em www. é exatamente nesta região.757 14. Total 106.149 57.801 28.1 <0.1 2. a EPE ocupava-se da revisão dos inventários dos rios Araguaia e Tibagi e realizava novos estudos em bacias principalmente da região Norte.psr-inc. a Aneel seleciona o empreendedor de acordo com critérios pré-definidos.6 abaixo. Após a realização do estudo de inventário. o empreendedor poderá desenvolver o projeto executivo e dar início à construção da usina.Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica .0 11. aneel.4 0.6 1.ccee.2 7.6 .br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.gov.0 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. Como pode ser observado na Tabela 1.br Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – disponível em www.mme. Apenas após obter as aprovações a ambos.

Parte I Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Energia no Brasil e no mundo Consumo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 37 2 .

ou para aplicação na linha de produção no caso da indústria de porte médio (visto que os grandes consumidores. Em 1993. segundo informações divulgadas em setembro de 2008 pela Aneel. As práticas para estimular o uso eficiente da eletricidade se dividem em dois grupos principais: ações educativas da população e investimentos em equipamentos e instalações. coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia. Com isso. As primeiras. no que concerne à energia elétrica. por exemplo. Além disso. O selo Procel ganhou expressividade a partir do racionamento de 2001. tem aspectos negativos. em elemento de marketing da indústria de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A eficiência energética transformou-se. a legislação também determina que as distribuidoras de eletricidade destinem 0. Uma outra vertente adotada pelas distribuidoras para a aplicação compulsória dos recursos é o desenvolvimento de ações específicas para clientes de maior porte. Além disso. a Aneel havia aprovado 279 deles. embora possa refletir o aquecimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. caracterizada pela publicação e distribuição de manuais destinados a orientar os consumidores de diversos segmentos. Outra parte é utilizada na implantação de projetos de eficiência energética. apresentados por 61 distribuidoras e que. Outro é o impacto ao meio ambiente produzido por essa atividade. a redução total do consumo obtida com esses programas desde 1998 será de 5. em menor escala. foi lançado o selo Procel. É comum. Um deles é a possibilidade do esgotamento dos recursos utilizados para a produção de energia (ver capítulos 3 a 9). ou consumidores eletrointensivos. possuem projetos permanentes nesta área. No Brasil. constante do Plano Nacional de Energia 2030. marcaram o início da atuação do Procel. Para serem implementados. Finalmente. quando os consumidores foram obrigados a se adequar a quotas de consumo mensal. envolvendo investimentos de R$ 261 milhões. Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). também desenvolvidas individualmente pelas distribuidoras.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 2 Eficiência energética A expansão acentuada do consumo de energia.597 GWh por ano. concedido anualmente para reconhecer a excelência energética do equipamento em relação aos demais disponíveis. como residências. Uma das maneiras mais modernas e utilizadas no mundo para conter a expansão do consumo sem comprometer qualidade de vida e desenvolvimento econômico tem sido o estímulo ao uso eficiente. Uma ação que tem sido usual é a doação de lâmpadas eficientes e. um terceiro são os elevados investimentos exigidos na pesquisa de novas fontes e construção de novas usinas. de âmbito nacional e coordenado pela Eletrobrás. quando o Ministério de Minas e Energia (MME) criou o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). esse estímulo tem sido aplicado de maneira sistemática desde 1985. conforme registra o estudo Análise Retrospectiva. então. comércio. com o objetivo de formar profissionais com competência específica em eficiência energética. em colaboração com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).25% de sua receita operacional líquida a programas e ações que se caracterizem pela eficiência energética. esses programas devem ser aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). o Procel também desenvolveu programa pedagógico junto às escolas do ensino fundamental e iniciou projetos e cursos técnicos. indústria e setor público. 38 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Em abril de 2008. As distribuidoras também destinam parte dos 0.25% da receita operacional líquida para esses programas educativos. essas companhias desenvolverem projetos de iluminação para clientes do poder público e comércio. a substituição de geladeiras antigas por modelos mais novos junto à população de baixa renda durante programas de regularização das ligações clandestinas. a fim de reduzir o custo dos insumos). permitiriam a redução anual de 369 GWh. Estas últimas chegam a registrar eficiência até 48% superior à das primeiras. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Consumo | Capítulo 2

Consumo
2.1 INFORMAÇÕES GERAIS O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto a capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente mais avançados, como automóveis (que demandam combustíveis), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (que exigem acesso à rede elétrica e pressionam o consumo de energia elétrica). Essa inter-relação foi o principal motivo do acentuado crescimento no consumo mundial de energia verificado nos últimos anos.
6 5 4 3 2 1 0

2

Como mostra o Gráfico 2.1 abaixo, de 2003 a 2007 a economia mundial viveu um ciclo de vigorosa expansão, refletida pela variação crescente do PIB: 3,6% em 2003; 4,9% em 2004; 4,4% em 2005; 5% em 2006 e 4,9% em 2007, segundo série histórica produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No mesmo período, a variação acumulada do consumo de energia foi de 13%, passando de 9.828 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em 2003 para 11.099 milhões de tep em 2007, como pode ser observado no BP Statistical Review of World Energy, publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum, nova denominação da companhia British Petroleum). A edição de 2008 do Key World Energy Statistics,

1997

1998 Variação do PIB

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Variação do consumo de energia

Gráfico 2.1 - Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 - 2007).
Fonte: Ipea, BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

39

Capítulo 2 | Consumo

da International Energy Agency (IEA), compara os anos de 1973 e 2006. Nesses 33 anos, o consumo mundial aumentou 73% ao passar de 4.672 milhões de tep para 8.084 milhões de tep. Os números apresentados e os períodos abordados pela BP Global e pela IEA são bastante diferentes entre si. No entanto, as tendências que eles refletem são as mesmas: acentuada expansão, estimulada principalmente pelo crescimento econômico dos países em desenvolvimento, particularmente da Ásia e América Latina. Ao final de 2008, não está claro com que intensidade os setores produtivos irião se ressentir da crise que eclodiu no mercado financeiro durante o segundo semestre do ano. Assim, a dimensão dos problemas ainda não está suficientemente para permitir projeções mais específicas sobre o nível de atividade econômica e o comportamento do consumo de energia. Em outubro de 2008, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou uma aguda desaceleração da economia mundial, particularmente nas nações mais desenvolvidas, que teriam crescimento próximo a zero pelo menos até meados de 2009. Nas economias em desenvolvimento, como da América Latina, a variação ainda seria positiva, mas recuaria de algo próximo a 5% para a casa dos 3%. No mesmo mês, a IEA também reduziu suas estimativas a respeito do consumo do petróleo. Pelas novas projeções da entidade, na média de 2008 esse consumo seria de 86,5 milhões de barris diários (240 mil barris diários a menos que na última estimativa) e, em 2009, de 87,2 milhões de barris diários (440 mil barris diários a menos). Como ocorre historicamente, em 2007 e 2008 o petróleo respondia pela maior parte do consumo primário (fonte a ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica) de energia do mundo. Em 2007, segundo a BP Global, a aplicação do recurso correspondeu a 3.952 milhões de tep, imediatamente seguido por carvão (3.177 milhões de tep), gás natural

(2.637 milhões de tep), hidráulica (709,2 milhões de tep) e nuclear (622 milhões de tep), como mostra a Tabela 2.1 a seguir.

Tabela 2.1 - Consumo mundial de energia por combustível em 2007
Combustível
Petróleo Carvão Gás natural Hidráulica Nuclear Total
Fonte: BP, 2008.

Mtep
3.952,8 3.177,5 2.637,7 709,2 622,0 11.099,3

O setor de transportes continuava a responder pelo maior volume consumido de derivados de petróleo (60,5% do total em 2006, segundo as últimas estatísticas da IEA), enquanto a indústria demandava a maior parte da produção de carvão (78,8%). Já o gás natural era utilizado principalmente por residências, agricultura, comércio e serviço público, que em 2006, juntos responderam por 48,1% do consumo mundial total, diante de um consumo industrial de 35,2%. O conjunto desses setores também respondeu pela absorção do maior volume de energia elétrica no período (56,7%), imediatamente seguido pela indústria (41,6%). Quando considerado o volume total de energia fornecido, qualquer que seja a fonte, o grupo formado por residências, agricultura, comércio e serviço público se constitui no maior consumidor, responsável pela absorção de 2.937 milhões de tep em 2006. Na seqüência vêm transportes, com 2.226 milhões de tep, e indústria, com 2.180 milhões de tep, como mostra a Tabela 2.2 abaixo.

Tabela 2.2 - Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep)
Fontes e consumo
Indústria Transportes** Outros setores Usos não energéticos

Carvão Mineral
550,57 3,78 114,21 29,69

Petróleo
4,19 0,01 0,32 6,55

Derivados de Petróleo
325,35 2.104,85 471,39 568,72

Gás Natural
434,28 71,28 592,90 134,99

Energia Nuclear
-

Energia Hidrelétrica
-

Biomassa
187,83 23,71 828,57 -

Outras fontes*
678,24 22,80 930,22 -

Total
2.180,46 2.226,43 2.937,62 739,94

(*) Outras fontes incluem: Geotérmica, solar, eólica etc. (**) Inclui bunkers marítmos. Fonte: IEA, 2008.

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Consumo | Capítulo 2

2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO Os 30 países desenvolvidos que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)1 são, historicamente, os maiores consumidores mundiais de energia. Sua participação no total mundial, porém, tem recuado ao longo do tempo. Já nos países em desenvolvimento, a participação relativa, ainda que em alguns casos seja pouco expressiva, como na América Latina, registrou aumento acumulado superior a 100% nas últimas três décadas. A Figura 2.1 abaixo mostra os diferentes volumes de consumo de energia primária per capita nas diversas regiões do mundo.

consumo de energia elétrica per capita 2007 (tep) 0,0 a 1,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,5 4,5 a 6,0 > 6,0

Figura 2.1 - Consumo de energia elétrica per capita em 2007.
Fonte: BP, 2008.

Essa disparidade é explicada pela estrutura econômica e social de cada um dos dois grupos. Os países que compõem o primeiro são caracterizados por uma economia relativamente estável, em que não há espaço para aumentos acentuados na produção industrial ou no consumo de bens que pressionam a absorção de energia, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Em sociedades mais estruturadas e ricas, a maior parte da população conseguiu adquiri-los ao longo da segunda metade do século XX. Além disso, para a produção industrial, os países desenvolvidos tendem a utilizar, com maior freqüência, equipamentos energeticamente eficientes que, ao longo do tempo, passaram a

requerer menor volume de energia para se manter em operação. Finalmente, eles também deixam, aos países em desenvolvimento, a realização de atividades que consomem muita energia, como é o caso da siderurgia e produção de alumínio (ou a chamada indústria energointensiva). As variações do consumo de energia, portanto, são suaves, quando não decrescentes. Na França e Alemanha, por exemplo, o consumo total de energia primária recuou, respectivamente, 2,1% e 5,6% entre 2006 e 2007, segundo o estudo da BP Global. No mesmo período, o PIB desses países teve evolução de 1,9% e 2,5%. Também na comparação entre 2006 e 2007, o consumo nos Estados Unidos aumentou apenas 1,7%, enquanto a economia cresceu 2,2%.

1 Os países da OCDE relacionados pela IEA são: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, República Eslovaca, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

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Capítulo 2 | Consumo

Já os países em desenvolvimento estão mais sujeitos a bruscas reversões de tendências na economia – seja pela política econômica interna restritiva, seja pela grande dependência do capital internacional, dado o pequeno volume de poupança interna. A partir dos anos 90, houve, inclusive, uma sucessão de vigorosos ciclos de expansão em função do elevado volume recebido de investimentos externos, originários das nações desenvolvidas. Na América Latina, esse movimento foi muito perceptível no Brasil e Chile. No mundo, os destaques são os países asiáticos, como China e Rússia, favorecidos pela liberalização gradual dos regimes comunistas. Além disso, esses países costumam apresentar variações do consumo de energia bem mais acentuadas que o crescimento do PIB em função de fatores como a existência de grande número de indústrias energointensivas, demanda reprimida por eletrodomésticos, eletroeletrônicos e automóveis, e existência de uma forte economia informal (com atividades sem registro e, portanto, sem a correspondente arrecadação de impostos e tributos). Sobre o impacto que esses ciclos de expansão econômica têm sobre o consumo local de energia, o Brasil tem exemplos clássicos. O primeiro ocorreu no ano de 1994, quando o Plano Real, ao conter a inflação e estabilizar a moeda, permitiu o aumento abrupto de renda da população. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS, órgão que coordena a operação integrada da geração e transmissão de energia elétrica na maior parte do país), a expansão do consumo de energia elétrica deu um salto de 4,55 % em 1994 e de 6,41% no ano seguinte, em função do aumento de vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Além disso, em 2006 e 2007, o aquecimento econômico, com conseqüente geração de empregos, aliado à estratégia setorial de dilatação dos prazos de financiamento, beneficiou, entre outros, o setor automobilístico, que registrou volumes recordes de vendas de automóveis – o que também pressionou o consumo de combustíveis como gasolina e etanol.

por estes 30 países aumentou 35% (de 2.829 milhões de tep para 3.824 milhões de tep), enquanto a evolução do consumo mundial foi de 73%. A variação verificada na energia elétrica foi bem mais expressiva: 140%, passando de 323 milhões de tep para 776 milhões de tep. Os Estados Unidos continuaram a liderar o ranking dos maiores consumidores em 2007, ao responder por 21,3% do total mundial, conforme o estudo da BP Global. Considerando que a participação de Canadá e México (2,9% e 1,4%, respectivamente) é pouco representativa no contexto do consumo de energia mundial, é possível depreender, portanto, que Estados Unidos foram os principais responsáveis pela consolidação da América do Norte como uma das maiores consumidoras mundiais de energéticos. Em 2007, esta região, composta por três países, respondeu por 25,6% do total mundial. Essa participação foi superada pela Europa/Eurásia que, com mais de 30 países, respondeu por 26,9% do consumo global e pela Ásia Pacífica, com participação de 34,3%. Outra característica observada nos países desenvolvidos foi uma certa diversificação no tipo de energéticos. Mas este comportamento é resultado mais das políticas aplicadas individualmente pelos governos locais (para detalhes, ver capítulos 3 a 9) do que uma opção da população, para quem, na maior parte das vezes, a fonte utilizada para a produção de energia é pouco visível. Essas políticas, ainda em andamento, visam à diversificação da matriz e conseqüente redução da utilização dos combustíveis fósseis – grupo no qual os principais integrantes são petróleo e carvão – em função tanto da volatilidade e tendência de alta dos preços do petróleo quanto da necessidade de contenção do volume de emissões de gases causadores do efeito estufa a partir dos compromissos assumidos no protocolo de Kyoto, em 1992 e retificados no Tratado. Assim, entre 1973 e 2006, a participação do carvão nos países da OCDE recuou de 10,1% para 3,5% do total de energia consumida. No petróleo, a queda foi de 56,6% para 51,8%. Ao mesmo tempo, o consumo de energia elétrica quase dobrou (11,4% para 20,3%) enquanto a posição das fontes renováveis e do grupo “Outras Fontes” (eólica e solar, entre outras) também apresentou um salto significativo, embora sua posição no ranking total continuasse pouco expressiva. As fontes renováveis (lideradas pela biomassa) apresentaram variação de 2,9% para 3,8% no período e o grupo “Outras Fontes”, de 0,8% para 1,9%, como mostra o Gráfico 2.2 a seguir.

Países desenvolvidos Segundo estatísticas da IEA, em 1973 os membros da OCDE respondiam por 60,6% dos 4.672 milhões de tep da energia primária absorvida por todos os países pesquisados. Em 2006, essa participação recuou para 47,3% do total de 8.084 milhões de tep. Entre um ano e outro, portanto, o volume demandado

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3 a seguir.3 1973 2006 15 7. ainda assim.5 12. o Equador. Nesse ano.9 56. absorverem um volume menor – as elevadas variações exercem menor pressão na oferta global. 70 60 50 40 % 30 20 10 0 60.3 . Em 2007. mas. ao passar de 1.5 8. ao absorver 1.6 2. descontando-se a China.8 0. o país foi o segundo do ranking mundial. A África também registrou um expressivo aumento de participação.3 1.4 milhões de tep.Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006. apresentando variação de 103%.8% para 5.9 3. 2008.8 1. portanto. a participação da China no mercado mundial de energia aumentou 5. o volume do carvão consumido apresentou variação de 7.8 5. respondeu por apenas 0.8 OCDE China Ásia Rússia África América Latina Oriente Médio Bunkers marítimos Países europeus fora da OCDE Gráfico 2. em 10 anos.5 Eletricidade Gás Natural Carvão 2. A diferença é que. o consumo mais que dobrou.2 18.3%. como mostra o Gráfico 2. O Brasil respondeu por 2% do consumo mundial. ao investir na expansão das usinas hidrelétricas (para detalhes.215 milhões de tep para 1.6 47.6 51.1 3. ver capítulo 3). por exemplo.5 11.3 2. 2008. aumentou de 6. segundo a IEA. a participação da Ásia. Fonte: IEA. Embora a China seja o exemplo mais expressivo em termos de crescimento do consumo de energia.9%.7% sobre o ano anterior).4 20.8 1973 2006 Biomassa Outros Gráfico 2. registrou uma variação de 8% no consumo. a variação foi de 3.1 3. Segundo o estudo da BP Global.1%.Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006). por serem economias menores – e. a China registra uma tendência ininterrupta de aumento do consumo energético desde 1998.7 5.7 10.1% do total mundial.7% para 5. só superado pelos Estados Unidos.5% de 1973 a 2006.9 6.5 0.3 18. de 3. A maior fonte de energia é o carvão. Isto significa que.311 milhões de tep.9 4. Mas. o que transforma a China em um dos grandes emissores mundiais de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa.2 .863 milhões de tep (aumento de 7. outros países e regiões em desenvolvimento registraram comportamento semelhante ao longo dos últimos anos.6%.1 0. Na América Latina. Países em desenvolvimento Em 2007.Consumo | Capítulo 2 60 50 40 % 30 20 10 0 Petróleo 11. Fonte: IEA. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 43 . Por regiões.5% para 11. O país tem buscado a diversificação da matriz.6 3. entre 2006 e 2007. quando absorveu 917.

o energético mais consumido foi o carvão. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (para detalhes. entre 2000 e 2005. No Brasil. também neste caso o movimento pode. No Brasil. segundo relata o estudo Análise Retrospectiva constante do Plano Nacional de Energia 2030.7%. Ainda assim. De acordo com o BEN 2008. gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo).443 34. essa taxa teve uma tendência de queda relativa. os derivados de petróleo eram os principais energéticos utilizados no país em 2007 – um comportamento verificado ao longo dos últimos anos. No Brasil.3%.494 6. Mas. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética. diante de um consumo total de 201. a tendência do consumo de energia no período foi de crescimento: 13. ser atribuído principalmente ao desempenho da economia. o consumo de etanol aumentou 34.Capítulo 2 | Consumo Dos chamados membros do BRIC (Brasil. É interessante notar.565 milhões de tep.395 milhões de tep para 8. mostra. Quanto à modalidade de energético mais consumido.2%. o consumo global de energia registrou recuo: passou de 171.957 Variação % 5. A exemplo do que ocorre no mercado mundial.7% em relação ao total de 2006. visto que o consumo de energia elétrica registrou uma queda de 6.836 26.6%. que enquanto gasolina automotiva registrou recuo de 1. portanto.612 milhões de tep.2% 10.949 milhões de tep para 172.7% ao passar de 6. Rússia. o consumo atingiu 76.414 13.1% -1. onde o consumo aumentou 55% em 10 anos. a produção de usinas hidrelétricas e derivados de petróleo. em 2007.745 16.0% 34.536 milhões de tep. coque de carvão mineral e carvão vegetal. Na Índia. com o consumo total passando de 127. que em todo o período que vai de 1970 a 2007. Nem mesmo em 2001. os grupos a registrar maior variação no período.3 abaixo e o Gráfico 2. Na Rússia. o crescimento acumulado foi de 69%. uma variação de 9.395 7. Fonte: MME.596 milhões de tep para 215. de 33.46%. o gás natural. no mesmo período.731 14. inclusive.409 milhões de tep.7% 6.4 a seguir. acumulando.0% entre um ano e outro. conforme dados do Ipea. Foi muito superior.536 32. o que justifica a consolidação da cana-de-açúcar como segunda principal fonte primária para produção de energia no país. gás natural.199 39. até 2007. Índia e China). energia elétrica.7% * Inclui apenas gasolina A (automotiva). Se somados óleo diesel.14%). este comportamento foi beneficiado pela utilização de outros tipos de energia. entre outros. de 6. entre 2006 e 2007 apenas Rússia permaneceu com o volume consumido relativamente estável (0.443 milhões de tep.6% 8. entre outros). de 1. portanto. segundo a BP Global).Consumo final energético por fonte (103 tep) Fonte Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina* Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Outras fontes** 2006 33. a variação entre 2006 e 2007 foi de 6. ao da energia elétrica que.3 . registrou aumento de 5.6% em 2001.3). registrando variação média anual de 1.7% 3.625 14. ano marcado pelo racionamento de energia elétrica. Etanol e bagaço de cana foram.342 8.433 42.612 7.887 2007 35. porém.72%.5% -0. Este país apresentou crescimento ininterrupto de consumo desde 2001.310 14. está diretamente relacionada à facilidade de acesso aos recursos primários em cada localidade. ** Inclui lixívia. Tabela 2. de uma maneira geral a tendência tem sido de expansão do consumo global de energia (o que abrange derivados de petróleo.8%. ver tópico 2. De 1990 a 2007. O Produto Interno Bruto do país. 2008 (Adaptado do BEN 2008). registrou um crescimento acumulado de 14. do Ministério de Minas e Energia. ao atingir 35. A série histórica constante do Balanço Energético Nacional de 2008. aliás.186 milhões de tep (aumento de 0.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL Além do desenvolvimento econômico. outra variável que determina o consumo de energia é o crescimento da população – indicador obtido tanto pela comparação entre as taxas de natalidade e mortalidade quanto pela medição de fluxos migratórios. acompanhando a taxa de crescimento do PIB nacional. gás de refinaria. 2.816 24. 44 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .93%.449 milhões de tep.208 16. como mostram a Tabela 2. óleo combustível.2% 7. Na China e na Índia. segundo o Balanço Energético Nacional de 2008.

0 8.6 21.2% em 2004. como ocorre no BEN 2008. em vez de somados. este setor registrou um aumento de 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Industrial Transportes Residencial 22. Fonte: MME. segundo série histórica constante do BEN 2008. como pode ser observado no Gráfico 2. como utilização de lâmpadas econômicas no setor residencial –.6 5.1 5. são desmembrados em óleo diesel.7% sobre o ano anterior.1 22. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 45 .2%). Só foi superado pelo setor energético (que agrega os centros de transformação e/ou processos de extração e transporte interno de produtos energéticos. a tendência à expansão contínua e acentuada.5 9.5 Energético Agropecuário Comercial Público Gráfico 2.3 18. inclusive. 76.443 milhões de tep. em 2002 o consumo de energia elétrica verificado no país. Movido pelo incremento no nível de atividade econômica. com variação de 11. imediatamente seguido por transportes e residências. 5.5 . Outras fontes Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Em 2007. 4.4 3. A partir desse ano.Consumo | Capítulo 2 50 40 30 20 10 0 2006 2007 Gráfico 2.4 . na sua forma final). iniciada em 2003. 35.8% e por transportes (8.6% no volume total e a um aumento de 5.8 53.Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. 2008 (Adaptado do BEN 2008). considerando que os derivados de petróleo.5% em 2003. porém. ingressou em ritmo acelerado de crescimento – 6.5 abaixo.9 3. Energia elétrica A energia elétrica foi a modalidade mais consumida no país em 2007. estava em níveis próximos aos verificados entre 1999 e 2000. Fonte: MME.9% em 2006 – o que provocou. preocupações com relação à capacidade de a oferta acompanhar esta evolução. correspondeu a uma participação de 17. conforme Tabela 2.7 81.551 GWh.2% em 2005 e 3. de 321.4 a seguir. O volume absorvido. Com este desempenho.7% no volume absorvido. manteve-se inalterada. 2008 (Adaptado do BEN 2008). o setor industrial continuou a ser o maior consumidor.9 2006 2007 57. gasolina e GLP. Em função do racionamento de 2001 – e das correspondentes práticas de eficiência energética adotadas.Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.3 6.

794 38 69. 12.379 6.688 29.699 15. mais industrializada e com atividade agropecuária bastante ativa.498 14.706 32. em fins de 1985.409 5.387 6.607 7.286 35 8.657 2001 7.844 4 3.673 27. no Sul.390 17.986 6. em função de dois fatos marcantes: a criação da Zona Franca de Manaus e a entrada em operação da usina hidrelétrica Tucuruí.963 37 71.279 155. continue a liderar o ranking dos consumidores.202 3. de 130. porém.468 7.245 2007 14.162 6.509 4.716 35.155 5.184 3.267 6. 30.310 26. A Figura 2.369 0 8.494 7.469 13.335 4 3.333 4.664 158. provoca fluxos migratórios – e à disponibilidade da oferta de eletricidade também interferiram nos volumes de energia elétrica absorvidos no país.180 85 8. principalmente relacionadas ao ritmo de atividade econômica – que.513 13.657 6.670 188. 46 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . que de 1988 a 2007 o volume absorvido pela região Sudeste/CentroOeste aumentou 83.525 13.828 7. Assim. pela série histórica produzida pelo ONS.420 32.116 4 2.178 6.221 2005 12.931 108 4.342 907 1.119 21.395 48 72.157 27.402 4 3.914 152.918 29.538 26.836 6.674 1.Capítulo 2 | Consumo Tabela 2.248 6.342 7.069 460 1.alcatrão Subtotal derivados de petróleo Óleo diesel Óleo combustível Gasolina Gás liquefeito de petróleo Nafta Querosene Gás canalizado Outras secundárias de petróleo Total Fonte: MME.448 3.433 0 2.541 11.752 20.829 27.084 10.303 28.305 2.247 8. o que favoreceu a instalação de indústrias de alumínio na região.626 4.506 28.842 761 1.569 12. Em 1990. Na região Norte. nas demais regiões a evolução do consumo tem sido bem mais acentuada.759 13.218 19.638 7.893 2.445 50 71. Segundo a EPE.016 14.085 6.519 16.456 804 1.869 30.589 GWh.815 2000 6.377 75 71.455 GWh.496 16.384 2.147 3.694 8.208 3.619 8.79% e.814 5.202 111 5. 1997 4.51%.382 6.177 32.296 16. no Nordeste.226 1998 4.2 na página seguinte mostra o consumo de energia elétrica por região em 2007.051 7.355 2.574 13.382 6.530 2003 10.817 30.401 6.084 13.841 13.687 2.910 97 69.562 169.301 14.280 775 1.121 0 2.221 0 8.798 78 70.997 14.144 4.643 2002 9.885 7.834 7.663 3.642 4. a absorção de energia na região foi incrementada a partir dos anos 70.182 0 2.280 1999 4.955 6.443 6. embora a região Sudeste/Centro-Oeste.144 874 1. essa região consumiu 466 GWh (gigawatts-hora).210 31. 128.294 15.259 6.715 156.342 6.848 178.291 709 1.612 56 76.273 3.695 25.433 182.816 6.328 6.500 13.223 13.976 904 1.661 4 2.414 24.495 2.043 As diferenças regionais.544 13.161 26 8. Em maio de 2008.598 709 1.783 58 71.320 6. É possível constatar.776 78 71.820 77 71.289 6.743 16.622 2004 11.684 2.996 0 2.239 12.137 33.627 13. o volume de energia elétrica requerido pelas residências dessa região (que abriga 28% da população nacional) ultrapassou o da região Sul (15% da população nacional).578 0 9. O caso da região Norte ilustra como a oferta local é um elemento importante no impulso ao consumo.450 29.709 201.126 14. Já o caso do Nordeste é ilustrativo do impacto da geração de renda no consumo de energia elétrica.215 7.216 164.71%.676 2.726 32.552 2.742 4 3.919 16.594 15.394 3.319 7.500 16. no Rio Tocantins. em alguns casos.219 6.687 2006 13. Em 1970.745 3.353 6.430 5.401 0 9.432 5.246 641 1. a EPE detectou que.988 94 6.4 .53%.632 0 10.Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Identificação Gás natural Carvão mineral Lenha Bagaço de cana Lixívia Outras recuperações Gás de coqueria Coque de carvão mineral Eletricidade Carvão vegetal Álcool etílico Outras secundárias .505 9.049 30.449 34. 2008.731 3.536 6.381 2.327 26.014 157.196 2.101 12.199 0 2. Em 2007.609 5.625 3.247 6. pela primeira vez. a variação foi de 184.946 436 1.

como ocorre tradicionalmente. Outro setor que se destaca pelo volume absorvido aliado ao acentuado crescimento é o residencial.480. Em 15 anos.96 GWh Consumo total: 435. por 47. no público.575 GWh.130 250 200 150 100 50 0 1.43 GWh 71.583 GWh. atingia 20. Fonte: ONS.44 GWh Figura 2. Em 2007. continuou a liderar o ranking dos maiores consumidores de energia elétrica. enquanto na região Sul ficou em 15 mil GWh.9% superior ao de 1995. ou investimentos realizados por consumidores de grande porte em usinas geradoras para suprimento próprio e venda do excedente em mercado. de 262%. em função do Programa Luz para Todos. Fonte: BEN. a variação acumulada foi. com a aplicação de 192. volume 37.45 GWh 63. por ser o principal abrigo de uma tendência que tem evoluído nos últimos anos: a autoprodução de energia. 2008. Segundo a EPE.575 Transportes 17.6 . também do Governo Federal.881 GWh.4 mil GWh. A diferença. Em 2007. no qual poderiam negociar os excedentes – ou eletricidade produzida.616 GWh em 2007. a quantidade produzida foi de 14.2 .Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007.536 GWh.718 GWh. mas não consumida. Em 1995. que começou a se configurar no final do ano de 2007. Nos 12 meses concluídos em maio de 2008. portanto. Nos últimos anos.Consumo | Capítulo 2 evolução do número de domicílios atendidos.536 Agropecuário 33.269 Setor Energético 17.138 GWh. o industrial. quando os investidores foram estimulados pela constituição do mercado livre de energia elétrica (ver capítulo 1). agropecuário. também. Conforme série histórica constante do BEN 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 47 .455. Em 1998. o segundo maior do país. 30. e transportes.203. como mostra o Gráfico 2.684. quantidade muito inferior à registrada pela indústria. 1.58 GWh 270. A linha divisória dessa expansão concentra-se nos últimos cinco anos da década de 90. em 1992 essa atividade foi responsável pelo consumo de 13.Consumo de energia elétrica por região em 2007. o setor também tem se caracterizado pela acentuada variação dos volumes consumidos.020 GWh. Por setores.616 Residencial Industrial Consumo final energético Gráfico 2. embora pequena.535 GWh.6% superior ao de 1992. volume 14.881 192. ainda assim. de 33.544. está alicerçada tanto na expansão do consumo médio por domicílios. No setor comercial o consumo foi de 58.923 GWh.718 Público 58. 17. o consumo residencial de eletricidade no Nordeste atingiu 15.6 abaixo. ano de constituição do mercado livre. mas. Este setor se caracteriza. 2008. indica uma tendência consistente. ele absorveu 90.535 Comercial 90. em função do aumento de renda e de programas sociais de transferência de recursos do Governo Federal (em especial o Bolsa Família) quanto na 450 400 350 300 TWh 412.

Em 2001 e 2002 recuou para. pela população em geral.200 129. aneel.bp. Tabela 2. o consumo de energia elétrica pelo setor residencial aumentou 25%.7%.br 48 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .613 GWh. 73.0% 20. beneficiando 7.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.5 abaixo. Também contribuíram para esse comportamento o aumento do número de unidades consumidoras formalmente ligadas à rede elétrica.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.600.500 108.4% 8.iea.143 GWh.mme.org. a maior parte das ligações foi realizada na regiões Nordeste e Sudeste.800. adotadas durante o racionamento. Como pode ser observado na Tabela 2. nas grandes regiões .000 550. divulgados em maio de 2008 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).5% 49.gov. Pessoas beneficiadas 1.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.000 3. desenvolvidos individualmente pelas distribuidoras. 2004-2008 Regiões Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Total Fonte: MME. segundo dados do Ministério de Minas e Energia.900 Número de ligações realizadas 15. das práticas de consumo eficiente de eletricidade. No acumulado dos cinco anos que vão de 2002 a 2007.gov.800. coordenado pela Eletrobrás.770 GWh e 72. atingindo 76. portanto.000 244.gov. Em 2003. do Governo Federal.Capítulo 2 | Consumo Este comportamento foi mais visível a partir de 2003.Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.br BP Global – disponível em www. 2008 (Valores acumulados até maio de 2008).0% 1. respectivamente.5 .740 GWh.000 1. Em 2000.epe. Nos quatro anos de vigência.800 322.000 650. deu um salto de 4.577.200. quanto pelas novas ligações realizadas pelo Programa Luz para Todos.Brasil. o consumo foi de 83.9% 100.300 772.6 milhão de ligações.2% 6.gov. o que leva muitos analistas a interpretarem o fenômeno como o abandono gradual. o programa realizou um total de 1. porém.700 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.8 milhões de pessoas. ons.br Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – disponível em ipeadata. Este fenômeno foi proporcionado tanto pelos programas de regularização de ligações clandestinas.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.000 7.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Eletronorte Energia Hidráulica Atlas de Energia Elétrica do Brasil 49 3 .

a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga. Kaplan. ou seja. a captação da água em volume adequado e a regularização da vazão dos rios em períodos de chuva ou estiagem. A barragem tem por objetivo interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório. não exigindo grandes reservatórios. ou criados artificialmente. Outra é a existência de água em quantidade maior que a necessária para o armazenamento ou a geração de energia. sejam eles naturais. Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. por barragem. a ausência de reservatório diminui a capacidade de armazenamento de água. Já a estrutura da usina é composta. próximas à superfície e utilizam turbinas que aproveitam a velocidade do rio para gerar energia. casa de força e vertedouro. como as quedas d’água. Além de “estocar” a água. formadas por uma série de pás ligadas a um eixo conectado ao gerador. o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da usina. Cada turbina é adaptada para funcionar em usinas com determinada faixa de altura de queda e vazão. Em períodos de chuva. esses reservatórios têm outras funções: permitem a formação do desnível necessário para a configuração da energia hidráulica. A turbina tipo Bulbo é usada nas usinas fio d’água por ser indicada para baixas quedas e altas vazões. É nesta instalação que estão as turbinas. as turbinas convertem a energia cinética (do movimento da água) em energia elétrica por meio dos geradores que produzirão a eletricidade. Por último. Essas usinas fio d’água reduzem as áreas de alagamento e não formam reservatórios para estocar a água ou seja. Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão ou de chuva. sistema de captação e adução de água. Os sistemas de captação e adução são formados por túneis. Os principais tipos de turbinas hidráulicas são: Pelton. Fluxo de água Reservatório Casa de força Canal Gerador Linhas de transmissão de energia Duto Turbina Rio Perfil esquemático de usina hidrelétrica 50 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 3 O caminho da água na produção de eletricidade Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio. Algumas usinas hidroelétricas são chamadas “a fio d’água”. basicamente. a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo. Francis e Bulbo. que funcionam em conjunto e de maneira integrada. Depois de passar pela turbina. há o vertedouro. Durante o seu movimento giratório. canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força. única maneira de poupar energia elétrica para os períodos de seca.

de líquido transforma-se em vapor que se condensa em nuvens.2 0.1 6.5 34. na matriz da energia elétrica. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 51 . como mostra a seguir o Gráfico 3. A água também é uma das poucas fontes para produção de energia que não contribui para o aquecimento global – o principal problema ambiental da atualidade. da International Energy Agency (IEA). inferior à do carvão e à do gás natural.1 3 1973 2006 Mesmo assim.Matriz energética nos anos de 1973 e 2006. E. publicado em 2008.2% para apenas 1. ainda.36 bilhão de quilômetros cúbicos (km3) recobre 2/3 da superfície do planeta sob a forma de oceanos. que retornam à superfície terrestre sob a forma de chuva.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Energia Hidráulica 3.9 Nuclear 2.2 10.2.0 10.8 0. de 2.2 1.0 20. Segundo o último relatório Key World Energy Statistics. decrescente. é renovável: pelos efeitos da energia solar e da força da gravidade.8%. a participação da água na matriz energética mundial é pouco expressiva e.1 INFORMAÇÕES GERAIS A água é o recurso natural mais abundante na Terra: com um volume estimado de 1. ambos combustíveis fósseis não-renováveis. no Sudeste brasileiro. cuja combustão é caracterizada pela liberação de gases na atmosfera e 46. entre 1973 e 2006 a participação da força das águas na produção total de energia passou. calotas polares. 2008.1 . pode ser encontrada em aquíferos subterrâneos. conforme o Gráfico 3. No mesmo período. 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 Petróleo Carvão Gás natural Biomassa 24.5 16. rios e lagos.4 26.1 abaixo. como o Guarani. Além disso.6 0. Fonte: IEA. a posição na matriz da energia elétrica sofreu recuo acentuado: de 21% para 16%.1 Hidráulica Outras renováveis Gráfico 3.

flora e fauna locais. os países desenvolvidos já haviam explorado todos os seus potenciais.200 MW (megawatts). No Brasil o aproveitamento do potencial hidráulico é da ordem de 30%. Alemanha. Estados Unidos e Suécia. Já a redução da participação na matriz da energia elétrica tem a ver com o esgotamento das reservas. 2008. Um deles relaciona-se às características de distribuição da água na superfície terrestre.2 . dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental e mudança no eixo da barragem podem provocar o atraso na construção de Jirau. Nesse mesmo período. Apesar das pressões. Ásia e América do Sul. Três Gargantas terá capacidade instalada de 18. o que fez com que o volume produzido registrasse evolução inferior ao de outras fontes.6 12. Nos últimos 30 anos. Assim. que também inclui a energia mecânica e térmica. elaborado pela EPE. ver capítulo 5). 52 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . país em que a hidreletricidade responde pela maior parte da produção da energia elétrica. Fonte: IEA. No Brasil.7 20. em contraste com as baixas taxas observadas em países da África. com 14 mil MW. quando for concluída em 2009.8 21. fica comprometida. a quase totalidade está nos oceanos e. em particular na China. a oferta de energia hidrelétrica aumentou em apenas dois locais do mundo: Ásia. sujeitos a um possível esgotamento das reservas no médio e longo prazos. Além disso. o andamento de alguns empreendimentos foi afetado pela pressão de caráter ambiental contra as usinas hidrelétricas de grande porte. Noruega. apenas aquela que flui por aproveitamentos com acentuados desníveis e/ou grande vazão pode ser utilizada nas usinas hidrelétricas – características necessárias para a produção da energia mecânica que movimenta as turbinas das usinas. pela formação de grandes lagos ou reservatórios. No entanto. embora pesquisas estejam sendo realizadas.3 Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica 2. em função do Brasil. a China mantém inalterado o cronograma da construção de Três Gargantas – que deverá ser a maior hidrelétrica do mundo. ao superar a binacional Itaipu. O principal argumento contrário à construção das hidrelétricas é o impacto provocado sobre o modo de vida da população. são pilares da expansão da oferta de energia elétrica prevista para o período 2006-2015. aumento do nível dos rios ou alterações em seu curso após o represamento.3 0. embora desde a Antiguidade a energia hidráulica tenha sido usada para gerar energia mecânica – nas instalações de moagem de grãos. a participação na produção total da energia final. as usinas de Jirau e Santo Antônio.0 38. no rio Madeira (região Norte). Vários elementos explicam esse aparente paradoxo. Da água doce restante. são notáveis as taxas de aproveitamento da França. a expansão não ocorreu na velocidade prevista. De acordo com o estudo sobre hidreletricidade do Plano Nacional de Energia 2030. no Brasil.0 16.1 14. como gás natural e as usinas nucleares.Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Carvão 6. e América Latina.3 1973 2006 Outras Gráfico 3. a força das marés não é utilizada em escala comercial para a produção de energia elétrica (para detalhamento. Entre outros fatores.1 % 24. Japão.6 3. também de acordo com levantamentos da IEA. por exemplo – no século XX passou a ser aplicada. quase integralmente. Do volume total. Mesmo nessas últimas regiões. como matéria-prima da eletricidade.3 40.

Todos são fatores interdependentes. Mas não há consenso com relação a essas medidas. baixa ou média altura. Assim. capacidade ou potência instalada. afluente do rio Jequitinhonha. vazão.5 MW (megawatt) de potência e linha de transmissão de dois quilômetros. como estão localizados a montante das demais hidrelétricas. como é o caso da binacional Itaipu. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adota três classificações: Centrais Geradoras Hidrelétricas (com até 1 MW de potência instalada). Pedro II. em locais de altas quedas d’água. a potência instalada das unidades aumentou significativamente – chegando a 14 mil MW. permitir a operação integrada do conjunto de usinas. Assim.Energia Hidráulica | Capítulo 3 O que é a energia hidrelétrica A energia hidrelétrica é gerada pelo aproveitamento do fluxo das águas em uma usina na qual as obras civis – que envolvem tanto a construção quanto o desvio do rio e a formação do reservatório – são tão ou mais importantes que os equipamentos instalados. Os primeiros. Existem dois tipos de reservatórios: acumulação e fio d’água. ao contrário do que ocorre com as usinas termelétricas (cujas instalações são mais simples). dado o seu grande porte permitem o acúmulo de grande quantidade de água e funcionam como estoques a serem utilizados em períodos de estiagem. A queda d’água. Por isso. exige a construção de grandes linhas de transmissão em tensões alta e extra-alta (de 230 quilovolts a 750 quilovolts) que. da Universidade Federal de Itajubá – Unifei) considera baixa queda uma altura de até 15 metros e alta queda. por sua vez. geralmente localizados na cabeceira dos rios. utilizando as águas do Ribeirão do Inferno. de forma a Usina hidrelétrica de Marimbondo.1 MW e 30 MW de potência instalada) e Usina Hidrelétrica de Energia (UHE. Mas. o Brasil construiu a primeira hidrelétrica. superior a 150 metros. barragem e reservatório. tipo de barragem e reservatório.que. com mais de 30 MW). é definida como de alta. mais distante ela tende a estar dos grandes centros. localização. muitas vezes. O porte da usina também determina as dimensões da rede de transmissão que será necessária para levar a energia até o centro de consumo (ver Capítulo 1). construída em parceria por Brasil e Paraguai e hoje a maior hidrelétrica em operação do mundo. Já as PCHs e CGHs. O que evoluiu foram as tecnologias que permitem a obtenção de maior eficiência e confiabilidade do sistema. atravessam o território de vários Estados. Em pouco mais de 100 anos. ver Box 3) se mantém inalterado. no geral. para a construção de uma hidrelétrica é imprescindível a contratação da chamada indústria da construção pesada. Além disso. Até então. pela vazão com mínimo ou nenhum acúmulo do recurso hídrico. A primeira hidrelétrica do mundo foi construída no final do século XIX – quando o carvão era o principal combustível e as pesquisas sobre petróleo ainda engatinhavam – junto às quedas d’água das Cataratas do Niágara. ou seja. tipo de turbina empregada. o princípio básico de funcionamento para produção e transmissão da energia (para detalhes. As principais variáveis utilizadas na classificação de uma usina hidrelétrica são: altura da queda d’água. regulam a vazão da água que irá fluir para elas. Fonte: Banco de imagens de Furnas. instaladas junto a pequenas quedas d’águas. com 0. O Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétrica (Cerpch. a energia hidráulica da região tinha sido utilizada apenas para a produção de energia mecânica. no município de Diamantina. e ainda no reinado de D. As unidades a fio d’água geram energia com o fluxo de água do rio. Quanto maior a usina. A potência instalada determina se a usina é de grande ou médio porte ou uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). Na mesma época. Pequenas Centrais Hidrelétricas (entre 1. a altura da queda d’água e a vazão dependem do local de construção e determinarão qual será a capacidade instalada . determina o tipo de turbina. no geral abastecem Atlas de Energia Elétrica do Brasil 53 .

632.7% do consumo total.4% no ranking mundial).627 25. Brasil (371.4 mil MW de potência instalada) e 159 UHE com uma capacidade total instalada de 74.851. pela ordem: Noruega. urânio e gás natural.261. em novembro de 2008.20 24.000 104. Entre outros fatores. No caso dos potenciais hídricos. 320 PCHs (2.632 mil MW. por exemplo) e o fato de a operação das usinas hidrelétricas não provocar a emissão de gases causadores do efeito estufa. Com pequenas variações com relação à posição no ranking. respondem.Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tipo CGH EOL PCH SOL UHE UTE UTN Total Fonte: Aneel.042 2 1. Tabela 3. Em novembro de 2008.0 3.922 289.26 2. as usinas hidrelétricas.650 2.815.000 102. eles também figuram na relação 54 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . independentemente de seu porte. A terceira. 2008.399. o aumento de entraves jurídicos que protelam o licenciamento ambiental de usinas de fonte hídrica e provocam o aumento constante da contratação em leilões de energia de usinas de fonte térmica.381.11 0.1 . aumenta a segurança quanto ao abastecimento de um serviço vital ao desenvolvimento econômico e social.8% superior ao do ano anterior e correspondente a 15.920 2. que congrega as nações mais desenvolvidas do mundo: 1. Japão e Estados Unidos.831 22. o parque hidrelétrico chegou a representar 90% da capacidade instalada. a necessidade da diversificação da matriz elétrica prevista no planejamento do setor elétrico de forma a aumentar a segurança do abastecimento. a dificuldade em ofertar novos empreendimentos hidráulicos pela ausência da oferta de estudos e inventários. De certa forma. com potência total de 120 MW.68% da potência total instalada no país. Canadá. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum.419 20 74.522 2.598 20 74. por país. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Ser favorecido por recursos naturais que se transformam em fontes de produção de energia é estratégico para qualquer país. de acordo com o Banco de Informações da Geração (BIG) da Aneel. a IEA. portanto.009 272.306 mil TWh. República Popular da China. Como mostra a Tabela 3. a maioria que queimam derivados de petróleo ou carvão. corrobora essa relação. em conseqüência.824 Potência fiscalizada (kW) 146. aumento de 6. os maiores consumidores mundiais foram China (482.92 100.2 POTENCIAIS.007.9% do total) e Canadá (368. os dez países mais dependentes da hidreletricidade em 2006 eram.1 abaixo. respondendo por 41.22 1. existem em operação 227 CGHs.383. No Brasil. petróleo.5 TWh.864 % 0.007. Venezuela. porque reduz a dependência do suprimento externo e. a esses argumentos favoráveis. nova denominação da British Petroleum) o maior consumidor mundial de energia hidrelétrica em 2007 era a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED). Índia. Segunda.768 Potência outorgada (kW) 120. Segundo a Agência. Suécia. Primeira. com dados de 2006.2 TWh sobre 2006). volume 10. somam-se outros dois: o baixo custo do suprimento na comparação com outras fontes (carvão. Rússia.2 a seguir. Esta redução tem três razões. Quantidade 227 17 320 1 159 1. A energia hidrelétrica é classificada como limpa no mercado internacional.9 TWh. por 75. Brasil. como mostra a Tabela 3.585. de 102.5% sobre 2006 e 11.29 0 71.262 mil MW.150 2. No passado. De acordo com o estudo Statistical Review of World Energy.Capítulo 3 | Energia Hidráulica pequenos centros consumidores – inclusive unidades industriais e comerciais – e não necessitam de instalações tão sofisticadas para o transporte da energia.

4 83.9% -13. Em 2006.7 2007 482.9% 8.2 Variação 10.5% 3. ao atingir 7. Japão. Fonte: IEA.8 348. a Tabela 3. estimulado principalmente pelos investimentos realizados no Brasil.3 16. A inclusão.Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh País 1o 2o 3 o 2006 435.7% 2.9 371.3 122.6% -14.9% 2. Abaixo. como Brasil. Estados Unidos. Tabela 3.3 na página a seguir. Rússia. Venezuela e Suécia.0 43.0 58.9% 1.4% 11. de países em desenvolvimento.7% 4. Noruega.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Tabela 3.3% da produção total de energia hidrelétrica. essa participação quase dobrou.3 .6 66.2 250. nessa relação. de 1. Índia e China decorre dos investimentos em hidreletricidade realizados nos últimos 30 anos com intensidade muito maior que no passado.2% 2. de maiores produtores: República Popular da China. Na América Latina.7% 2. Na China. 2008.9 83.1% China Brasil Canadá Estados Unidos Rússia Noruega Índia Venezuela Japão Suécia 4o 5o 6 o 7o 8o 9 o 10o Fonte: BP.4 292.Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 País 1 o % 98.5 83.121 TWh.2 8. Rússia.8 112.3 15.8% 6.8 355.2 72.3%- Participação 15.4 Noruega Brasil Venezuela Canadá Suécia Rússia Índia China Japão o 2o 3o 4 o 5o 6o 7 o 8o 9o 10 Estados Unidos Outros países Mundo Hidrelétrica de Itaipu. Índia.2 175. Brasil. Canadá.3 96.9% para 14%.3 mostra a dependência dos países com relação à hidreletricidade.7% 8.8% de um total de 3.6 15. a Ásia (sem considerar a China) respondeu por 4.0 135.7 7.3% 3. em 1973.2 .4 14. Ainda conforme a IEA.1 17.295 TWh (terawatts-hora) no ano.5 368.4% 7.2 119.9% 11.4 82. a evolução foi de 2.8 179.0% 5.2% para 21%. 2008. Fonte: Banco de imagens de Itaipu. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 55 .2% 12.5 61. conforme o Gráfico 3. o comportamento se repete com maior intensidade: um salto de 7.

Canadá 7% EUA 4% Rússia 12% China 13% Índia 5% Congo 5% Brasil 10% Figura 3. Como pode ser observado no Figura 3. 2007. Ainda de acordo com o estudo. 2008.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% OECD América Latina China Antiga União Soviética Ásia (sem China) África Países europeus fora da OECD Oriente Médio 1973 2006 Gráfico 3. Além de Três Gargantas. 56 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . na Índia também há grande expansão das hidrelétricas: em 2004 estavam em construção 10 mil MW. Índia e Brasil.Participação relativa da hidreletricidade no mundo.3 . Segundo informa o Plano Nacional de Energia 2030 com base em dados de 2004. Fonte: IEA.1 abaixo. com 28 mil MW planejados para o médio prazo. também. Outras regiões com grandes potenciais são América do Norte. para dobrar a capacidade instalada no país. naquele ano mantinha em construção um total de 50 mil MW de potência. a China é o país que mais investe em energia hidrelétrica.1 . um dos maiores potenciais tecnicamente aproveitáveis de energia hidráulica no mundo. a China tem.Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo. Fonte: EPE. antiga União Soviética.

superior à potência já instalada no Brasil. Nesse ano. quase integralmente explorados. e Balbina. com a construção da Usina Serra da Mesa (GO).3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL Em 2007. Tem a ver. mais de 70% estão nas bacias do Amazonas e do Tocantins/Araguaia. que totalizou 482. pela Companhia Hidrelétrica do S.4 . apesar da existência de unidades importantes na região Norte. estatal constituída em 1948).Energia Hidráulica | Capítulo 3 3.As dez maiores usinas em operação.4 abaixo. elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética. Francisco (Chesf.6 TWh (aumento de 4. Sudeste e Nordeste (com o aproveitamento integral do rio São Francisco). Mas apenas nos anos 90 a região começou a ser explorada com maior intensidade.0%) e petróleo e derivados (36. também. último inventário produzido no país em 1992. com potência de 180 MW). em 2008. Além disso. Destes. Curuá-Una (PA) e Guaporé (MT ). com um potencial de 106 mil MW. segundo os resultados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN). no rio Tocantins.7%). Os potenciais da região Sul. em 2008. No Norte foram construídas Tucuruí. Sudeste e Nordeste já estão. A concentração das duas regiões não se relaciona apenas com a topografia do país. na maior produtora de eletricidade do país. A primeira hidrelétrica de maior porte começou a ser construída no Nordeste (Paulo Afonso I. do Paraná.000 MW. a energia de fonte hidráulica (ou hidreletricidade) respondeu por 14. concentraram-se nas regiões Sul. Samuel (RO).9% em relação a 2006). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 57 . a energia de fonte hidráulica produzida no país representou 85. principalmente. A bacia do rio Amazonas é a maior. sendo superada por derivados da cana-de-açúcar (16. Assim. no Amazonas.1 na página a seguir. Na oferta interna de energia elétrica. de longe. com a forma como o parque hidrelétrico se desenvolveu.2 logo a seguir mostra as regiões do país classificadas de acordo com o nível de utilização de seus aproveitamentos. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030. Desse total. o Brasil é o país com maior potencial hidrelétrico: um total de 260 mil MW. constituindose. a maioria das grandes centrais hidrelétricas brasileiras localiza-se nas bacias do São Francisco e. Coaracy Nunes (AP). O Mapa 3. O estudo sobre energia hidrelétrica constante do PNE 2030 relaciona o potencial de aproveitamento ainda existente em cada uma das bacias hidrográficas do país. portanto. conforme mostra o Mapa 3.7% da matriz energética brasileira. de 102 mil MW. erguidas ao longo dos 60 anos seguintes.6%. existem em operação nesta bacia apenas cinco Unidades Hidrelétricas de Energia (UHE): Balbina (AM). pouco mais de 30% se transformaram em usinas construídas ou outorgadas. em todo o mundo. região e potência Nome Tucuruí I e II Itaipú (parte brasileira) Ilha Solteira Xingó Paulo Afonso IV Itumbiara São Simão Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia) Jupiá (Eng Souza Dias) o Potência (kW) 8370000 6300000 3444000 3162000 2462400 2082000 1710000 1676000 1551200 1540000 Região Norte Sul Sudeste Nordeste Nordeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Porto Primavera (Engo Sérgio Motta) Fonte: Aneel. Grande e Iguaçu. particularmente nas sub-bacias do Paranaíba. como mostra a Tabela 3. As demais. Tabela 3. segundo o Plano 2015 da Eletrobrás. 2008. o potencial a aproveitar é de cerca de 126. no Pará.

000 Inventário N O L S Estimado Aproveitado Fonte: EPE.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Guiana Guiana Francesa O c e a n o A 0º S t l â n t 0º S i c o Amazonas 27% 1% 72% Atlântico Nordeste Ocidental 85% 15% Atlântico Nordeste Oridental 15% 5% Parnaíba 78% 22% 80% 10º S Araguaia .200 1. 58 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .201 a 6.Potencial Hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .inventário nesta tabela indica o nível mínimo de estudo do qual foi objeto o potencial.000 acima de 18.potencial aproveitado inclui usinas existentes em dezembro de 2005 e os aproveitamentos em construção ou com concessão outorgada.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3. 2.valores consideram apenas 50% da potência de aproveitamentos binacionais. 2008.Foi retirado o potencial das usinas exclusivamente de ponta.000 6.001 a 18. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL . 4.2008 Observações: 1.1 .Tocantins 16% 44% 10º S Peru 40% Atlântico Leste 25% 27% São Francisco 31% 11% 58% 48% Bolívia 57% Paraguai 16% 20º S 27% Paraná 19% 9% 72% Atlântico Sudeste 8% 28% 20º S Chile Paraguai 64% Uruguai Argentina 30º S 51% 9% 40% Atlântico Sul 38% 30% 30º S Uruguai 32% Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potencial total (MW) Até 1. 3.

001 a 1.001 a 10.000.000.001 Potência (kW) Até 100.000 1.001 a 5.000.000 acima de 4.000.000.000.000 acima de 10.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.000 100.000.Energia Hidráulica | Capítulo 3 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF ES Vitória 20º S 20º S MS Campo Grande SP MG Belo Horizonte Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio SC Argentina 30º S RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência Instalada por Estado (kW) 0 a 1.000. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Potência Instalada por Estado em 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 59 .000.2 .000 1.001 O N L S Fonte: Aneel. 2008.000 5.001 a 4.000.

No total.371 MW à potência instalada do país. os maiores. A outra é Jirau.500 MW. com potência instalada de 5. Outra é a bacia do rio Xingu.Usina hidrelétrica de Corumbá. porém. deverá entrar em obras até o fim da década.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS O setor elétrico brasileiro possui uma matriz energética bem mais “limpa”. tanto as UHEs apenas outorgadas quanto aquelas já em construção deverão agregar 13. região Sul do país.200 MW já estão aproveitados pelas UHEs Serra da Mesa e Tucuruí. Além desses. registra 15 usinas hidrelétricas já outorgadas. Fonte: Acervo TDA. que estão localizadas as principais usinas planejadas para os próximos anos e incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. licitada em 2008. Outra bacia importante é a Tapajós. Entre eles destaca-se a usina de Estreito. Uma dessas usinas é Santo Antônio.000 MW. a Aneel estuda viabilidade de três aproveitamentos no rio Teles Pires – todos de caráter estruturante – que somam 3. Em 2008.Capítulo 3 | Energia Hidráulica A bacia do Tocantins/Araguaia possui potencial de 28. a oferta de energia elétrica . no rio Madeira.087 MW de potência no rio Tocantins. novamente. com 855 MW. 3. em novembro de 2008. É na bacia do Amazonas. ao mesmo tempo. podem ser observados na região Norte.300 MW de potência.150 MW. com capacidade instalada de 3. Em fase de construção em novembro de 2008. no rio Uruguai. segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ambas são classificadas como projetos estruturantes. Por isso. Do potencial a ser aproveitado 90%. para a qual está prevista a construção da Usina de Belo Monte. considerados como iniciativas que proporcionam expansão da infra-estrutura – no caso. um estudo encaminhado pela Eletrobrás à Aneel prevê a construção de cinco usinas com capacidade total de 10.682 MW no próprio Tapajós. Ambas constam do Banco de Informações de Geração da Aneel que. mas cuja construção ainda não havia sido iniciada. universidades e iniciativa privada. demonstram capacidade para estimular o desenvolvimento econômico. e Foz do Chapecó. sofrem alguma restrição ambiental. com 3. com 1. centros de pesquisa.027 MW.no médio e longo prazo e. mobilizam governo. o BIG relaciona 21 empreendimentos. além das PCHs e CGHs. tecnológico e social. Destes. 60 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . que. licitada em 2007. dos quais quase 12. com forte participação de fontes renováveis já que o parque instalado é concentrado em usinas hidrelétricas que Casa de força .

REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. diminuem a necessidade de novas usinas. Outra.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Usina hidrelétrica de Tucuruí. Os opositores argumentam que as construções. Entretanto. Por conta das dificuldades de aceitação existentes nas comunidades e da pressão de grupos organizados – particularmente Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientalistas – os empreendedores têm alocado recursos para projetos de mitigação do impacto. provocam impacto na vida da população.br BP Global – disponível em www.para produzir a energia suficiente para o crescimento econômico e ampliação da oferta de empregos. é necessário construir novas usinas -com impacto socioambiental mínimo .iea. Fonte: Eletronorte.epe. é crescente o número de empreendimentos que procura desenvolver uma relação mais integrada e de longo prazo com as comunidades afetadas.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. ações e liminares. tanto de caráter ambiental quanto social. compensando os impactos socioambientais provocados pelas usinas – tem sido uma tendência na construção das hidrelétricas. Tanto que a maior contribuição ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas tende a ser a intensificação de projetos de eficiência energética – que. 64% do território do país em área de preservação ambiental.bp. principalmente na região da Amazônia. Mais de 70% das emissões de GEE do país estão relacionadas ao desmatamento e às queimadas. aneel. por interferirem no traçado natural e no volume de água dos rios.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 61 . Desenvolver os projetos de maneira sustentável – buscando os resultados econômicos e.gov. no segundo semestre de 2008. ao proporcionar a redução do consumo. o entendimento entre as partes é dificultado também por indefinições de caráter legal. ao tratamento a ser dado aos potenciais hidrelétricos e as respectivas linhas de transmissão frente à proposta do Plano Nacional de Áreas Protegidas. Ao contrário do que aconteceu nos anos 50 e 70. que pretendia transformar. não se caracterizam pela emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE). em elaboração no segundo semestre de 2008. uma dessas indefinições relacionava-se. Os maiores entraves à expansão hidrelétrica do país são de natureza ambiental e judicial. simultaneamente. Apenas como exemplo. por lei. Mas.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. ao uso das terras indígenas para os aproveitamentos energéticos. na flora e fauna locais. gov. No final de 2007 e início de 2008 uma polêmica ocorreu entre os formadores de opinião quando veio a público que a maior parte das obras estava atrasada em função da dificuldade para obtenção do licenciamento ambiental provocada por questionamentos na justiça.

Capítulo 3 | Energia Hidráulica Acervo TDA 62 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Biomassa Atlas de Energia Elétrica do Brasil 63 4 .

Este sistema. O Brasil conta. Assim. o que aumenta o rendimento das máquinas. No entanto. permite a obtenção de maior volume de energia elétrica. no caso da biomassa. A primeira característica proporciona maior flexibilidade da geração termelétrica (que deixa de ser condicionada ao consumo de vapor de processo). com confiabilidade e segurança. produz um gás combustível que pode ser utilizado em usinas térmicas movidas a gás para a produção de energia elétrica. cuja produção é baseada na utilização do vapor e do gás. Ela ressurgiu nos anos 80 – quando começou a ficar evidente a necessidade de contenção no consumo de petróleo – mas. A diferença fundamental desta rota em relação à contrapressão é a existência de um condensador na exaustão da turbina e de níveis determinados para aquecimento da água que alimentará a caldeira.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 4 A produção de energia elétrica a partir da biomassa Existem várias rotas tecnológicas para obtenção da energia elétrica a partir da biomassa. também. inclusive. Nos últimos anos. Todas prevêem a conversão da matéria-prima em um produto intermediário que será utilizado em uma máquina motriz. transformou-se também em um dos principais estímulos aos investimentos na produção de energia a partir da cana-de-açúcar por parte das usinas de açúcar e álcool. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. a maior dificuldade para a sua aplicação não é o processo básico de gaseificação. mas a obtenção de um equipamento capaz de produzir um gás de qualidade. como a biomassa. As principais rotas tecnológicas são analisadas no estudo sobre biomassa constante do Plano Nacional de Energia 2030 e resumidas a seguir: Ciclo a vapor com turbinas de contrapressão: É empregado de forma integrada a processos produtivos por meio da co-geração. A segunda proporciona aumento na eficiência global da geração de energia. é retirada em um ponto intermediário da expansão do vapor que irá movimentar as turbinas. A tecnologia de gaseificação de combustíveis é conhecida desde o século XIX e foi bastante utilizada até os anos 30. a tecnologia de gaseificação aplicada em maior escala transforma a biomassa em importante fonte primária de centrais de geração termelétrica de elevada potência. a biomassa é queimada diretamente em caldeiras e a energia térmica resultante é utilizada na produção do vapor. De uma maneira geral. 64 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Ciclo a vapor com turbinas de condensação e extração: Consiste na condensação total ou parcial do vapor ao final da realização do trabalho na turbina para atendimento às atividades mecânicas ou térmicas do processo produtivo. são aplicadas em processos de co-geração – produção de dois ou mais energéticos a partir de um único processo para geração de energia . Essa máquina produzirá a energia mecânica que acionará o gerador de energia elétrica. ainda não é uma tecnologia competitiva do ponto de vista comercial. Além disso. o vapor que seria liberado na atmosfera após a realização desses processos pode ser encaminhado para o atendimento das necessidades térmicas do processo de produção. Esta conversão. adaptado às condições particulares do combustível e da operação.tradicionalmente utilizada por setores industriais. todas as rotas tecnológicas. portanto. com diversos produtores nacionais da maior parte dos equipamentos necessários. quando inserida em um processo de co-geração. inclusive aquelas de ciclo combinado. Ciclo combinado integrado à gaseificação da biomassa: A gaseificação é a conversão de qualquer combustível líquido ou sólido. Este processo está maduro do ponto de vista comercial e é o mais disseminado atualmente. realizada em gaseificadores. Nele. Este vapor pode acionar as turbinas usadas no trabalho mecânico requerido nas unidades de produção e as turbinas para geração de energia elétrica. quando os derivados de petróleo passaram a ser utilizados em grande escala e adquiridos por preços competitivos. sua instalação exige investimentos muito superiores aos necessários para implantação do sistema simples de condensação. em gás energético por meio da oxidação parcial em temperatura elevada. Esta energia a ser condensada.

como carvão. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. Gráfico 4. 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Petróleo Gás Natural Carvão Biomassa Eletricidade Outros % 4 1973 2006 Mas. se atualmente a biomassa é uma alternativa energética de vanguarda. energia hidráulica ou petróleo. como o biodiesel e o etanol.1 abaixo. 2008. historicamente tem sido pouco expressiva na matriz energética mundial.Biomassa | Capítulo 4 Biomassa 4. Um dos mais recentes e detalhados estudos publicados a este respeito no mundo. cujo consumo é crescente em substituição a derivados de petróleo como o óleo diesel e a gasolina. Dela é possível obter energia elétrica e biocombustíveis.1 INFORMAÇÕES GERAIS A biomassa é uma das fontes para produção de energia com maior potencial de crescimento nos próximos anos.1 . não tem sido contabilizada com precisão.Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006. As estimativas mais aceitas indicam que representa cerca de 13% do consumo mundial de energia primária. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 65 . como mostra o Gráfico 4. Fonte: IEA. o Survey of Energy Resources 2007. ela é considerada uma das principais alternativas para a diversificação da matriz energética e a conseqüente redução da dependência dos combustíveis fósseis. Tanto no mercado internacional quanto no interno.

831 113 22. Um PJ equivale a 1015 joules. ao extrair da biomassa de madeira 8.795 1. respondendo por 30. Segundo o BEN. em 2005. Finalmente. Tabela 4. que é definida como matéria orgânica de origem vegetal ou animal passível de ser transformada em energia térmica ou elétrica.150 8.7% do total mundial.1 abaixo.7% da oferta.393 PJ (petajoules1).633 852 2.378 7.154 metros cúbicos (m3) do combustível puro (B100). A característica comum dessas regiões é a economia altamente dependente da agricultura. Um deles é a dispersão da matéria-prima – qualquer galho de árvore pode ser considerado biomassa. Além disso. o que representa um aumento de 34. o líder mundial foi os Estados Unidos. que em 2005 produziu 56.361 Licor negro 33 1.395 mil tep em 2006.354 PJ.002 m3 de 2006 conforme mostra a Tabela 4. foi a segunda principal fonte de energia. A pequena utilização e a imprecisão na quantificação são decorrências de uma série de fatores. a Ásia foi o maior consumidor mundial.Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) País África América do Norte Países da América Latina e Caribe Ásia Europa Oceania Total Fonte: WEC. com participação de 31. como os membros da União Européia.1% na matriz energética. apresenta potencial energético similar e 1 Joule: unidade de energia.Capítulo 4 | Biomassa do World Energy Council (WEC). A produção de biodiesel também é crescente e. O estudo do WEC mostra que. 2007. com 6. No Brasil.3% na produção total. ambos com 13. o que correspondeu a um pouco mais de 1% da energia elétrica produzida no mundo naquele ano. superada apenas por petróleo e derivados.795 PJ foram provenientes da lenha.4 TWh no ano e participação de 7.4% da oferta total. Na seqüência estão Alemanha e Brasil.612 mil tep (toneladas equivalentes de petróleo) em 2007 contra 6.284 288 463 644 22 2. ao responder por 3. Lenha 5. a atividade é beneficiada pelo estímulo proveniente do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB).633 PJ da lenha.354 2. trabalho ou quantidade de calor. Desde 2004.4 TWh (terawatts-hora) em 2005. visto que ela é muito utilizada em unidades de pequeno porte. isoladas e distantes dos grandes centros.3 TWh (terawatts-hora). na geração de energia elétrica a partir da biomassa. a biomassa. principalmente do subgrupo madeira – o mais tradicional – e dos resíduos agrícolas. registra que a biomassa respondeu pela produção total de 183. obtido a partir da cana-de-açúcar. segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008.2 a seguir. A segunda posição foi da África. dos quais 5. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). custos muito menores que o etanol de países como Estados Unidos e regiões como a União Européia. Ela ocupou a mesma posição entre as fontes de energia elétrica de origem interna. em 2007 a produção brasileira alcançou 8. Algumas regiões obtêm grande parte da energia térmica e elétrica que consomem desta fonte. Outro é a pulverização do consumo.173 90 17. em 2007 o país produziu 402.734 Total 6.017 Ainda segundo o WEC. no mercado internacional. Já a expansão do etanol provém tanto da crescente 66 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . diante dos 69. o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de etanol que. parte é exportada para países desenvolvidos.176 3.393 1. um terceiro é a associação deste energético ao desflorestamento e à desertificação – um fato que ocorreu no passado mas que está bastante atenuado. Segundo a Agência Nacional do Petróleo. como mostra a Tabela 4. que foi responsável pela produção de 77. em 2007. dos quais 7.921 Carvão vegetal 688 40 485 135 14 1 1.7%. Só foi superada pela hidreletricidade. se parte dela é destinada ao suprimento interno.1 . implantado em dezembro de 2003 pelo Governo Federal.

1 bilhões na construção de dois alcooldutos: um entre Senador Canedo (GO) e São Sebastião (SP) e outro entre Cuiabá (MT) e Paranaguá (PR). pode ser: florestal (madeira. mas que foi desativado anos depois.MS Eunápolis .400 57.SC Lençóis Paulista . arroz e cana-de-açúcar.Produção de biodiesel no Brasil (m3) 2005 2006 2007 2008 (*) Tipo B100 Fonte: ANP.PR Otacílio Costa . extrair a lixívia negra (ou licor negro) usado como combustível em usinas de co-geração da própria indústria de celulose.000 113. deverão ser investidos R$ 13.002 402. No período que vai de 2007 a 2010.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4. Do processamento da madeira no processo de extração da celulose é possível. a biomassa mais utilizada é a de origem florestal.000 12. principalmente).2 . 736 69.600 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 67 . Os derivados obtidos dependem tanto da matéria-prima utilizada (cujo potencial energético varia de tipo para tipo) quanto da tecnologia de processamento para obtenção dos energéticos.500 4.154 784. com o objetivo de estimular a substituição da gasolina pelo álcool em função da crise do petróleo.960 108.MG Rio de Janeiro .SC Vargem Bonita .BA Lages . os processos para a obtenção de energia se caracterizam pela baixa eficiência – ou necessidade de grande volume de matéria-prima para produção de pequenas quantidades. Além disso.Usinas de licor negro no Brasil Nome Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Bahia Pulp (Ex-Bacell) Bahia Sul Celucat Celulose Irani Cenibra Centro Tecnológico Usinaverde Jari Celulose Klabin Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Lençóis Paulista Nobrecel VCP-MS Veracel Fonte: Aneel. De acordo com a sua origem.832 atividade da agroindústria canavieira quanto da tecnologia e experiência adquiridas com o Pró-Álcool – programa federal lançado na década de 70.BA Mucuri .BA Potência (kW) 210. Tabela 4. 2008. segundo o PAC.250 33.745 25. de obras cujos investimentos superam R$ 17 bilhões. lançado pelo Governo Federal em 2007. por exemplo. 2008. O que é a biomassa Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica. no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).PA Telêmaco Borba . como o lixo).ES Guaíba .900 100.RJ Almeirim .000 440 55.SP Pindamonhangaba – SP Três Lagoas . Nas regiões menos desenvolvidas.3 bilhões na construção de mais de 100 usinas de etanol e biodiesel e outros R$ 4. entre outras) e rejeitos urbanos e industriais (sólidos ou líquidos. agrícola (soja.SC Belo Oriente . Estágio Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Município Aracruz . A Tabela 4.3 .RS Camaçari .100 126.700 3. Uma exceção a essa regra é a utilização da biomassa florestal em processos de co-geração industrial. Outro fator de estímulo foi a inclusão. térmica ou elétrica é classificada como biomassa.200 175.600 92.3 abaixo mostra a relação das usinas de biomassa que utilizam licor negro no Brasil em novembro de 2008.

ver capítulo 5). em função da diversidade e da aceitação de seus derivados pelos consumidores. A biomassa é obtida pelo processamento dos resíduos dessas culturas. Quanto às técnicas utilizadas para transformar matéria-prima em energético. Outra opção é a pirólise ou carbonização – o mais antigo e simples dos processos de conversão de um combustível sólido (normalmente lenha) em outro de melhor qualidade e conteúdo energético (carvão). colmo. Assim. Já para a biomassa de origem vegetal.2 abaixo. Este processo consiste no aquecimento do material original entre 300 oC e 500 oC. como matéria-prima para energéticos. 68 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .2 . por exemplo. folha e palha. Ela ocorre em fogões (cocção de alimentos). respondeu por 12% do total da oferta interna de energia em 2007. 2008. No Brasil. superando os 60 milhões de litros em 2007. Além disso. existem várias. é possível dele remover os componentes químicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde humana – o que transforma a gaseificação em um processo limpo.Produção mundial de etanol. arroz. fornos (metalurgia) e caldeiras. por meio de reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio. Há. na “quase ausência” de ar. Na cana-de-açúcar. Apenas nos automóveis tipo flex fuel (que utilizam tanto gasolina quanto etanol) o consumo de etanol mais que dobrou nos últimos sete anos. metano. tratados como palha.Capítulo 4 | Biomassa Já a produção em larga escala da energia elétrica e dos biocombustíveis está relacionada à biomassa agrícola e à utilização de tecnologias eficientes. Além disso. em estatísticas e estudos. do milho é possível utilizar. uma tradicional e importante matériaprima para a produção de energia. Na gaseificação. o quadro era radicalmente diferente. é possível transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono. milho ou cana-de-açúcar. com poucas usinas de pequeno porte em operação no mundo. como mostra o Gráfico 4. para a geração de vapor. O carvão vegetal tem densidade energética duas vezes superior à do material de origem e queima em temperaturas muito mais elevadas. em 2008. A pré-condição para a sua produção é a existência de uma agroindústria forte e com grandes plantações. a combustão direta para obtenção do calor. O principal produto final é o carvão vegetal. A geração de energia a partir da biomassa animal encontravase. até a extração do material volátil. dióxido de carbono e nitrogênio). Cada uma dá origem a determinado derivado e está em um nível diferente do ponto de vista tecnológico. a palha e o vinhoto. Este gás pode ser utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de eletricidade. o bagaço. 140 120 100 Bilhões de litros 80 60 40 20 0 Outros União Européia Brasil Estados Unidos 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008* 2009* 2010* 2011* 2012* Gráfico 4. (*) Previsão Fonte: Unica. os resíduos que permanecem no campo. em fase quase experimental. Da soja e arroz. sejam elas de soja. Por isso. ao longo dos anos. a madeira tem sido. hidrogênio. mas a pirólise também dá origem ao alcatrão e ao ácido piro-lenhoso. sabugo. era tratada pela designação genérica de “Outras Fontes” (para detalhes.

composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). entre o Trópico Estados Unidos Alemanha Brasil Japão Finlândia Reino Unido Canadá Espanha Outros países Total Fonte: WEC. ambos no hemisfério norte. 2007. em menor escala o álcool anidro (isto é.3 31. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyhond Petroleum.4 9. Ainda assim. pela qual os açúcares de plantas como batata.89 mil TWh. Estes últimos são caracterizados pela existência de áreas desérticas e. a médio prazo. a biomassa não faz parte das pautas de exportação – embora alguns analistas projetem que.7 7.4 13. Assim. em 2005 Alemanha era a maior produtora de biodiesel e o Brasil. Atualmente. nova denominação da British Petroleum).6 a seguir. de Câncer e o Trópico de Capricórnio. surgirá e se consolidará um biotrade. como mostram a Tabela 4. a melhor região do planeta para a produção da biomassa é a faixa tropical e subtropical.5 8. o continente africano e Austrália. que foi de 19. apenas estatísticas sobre os principais derivados. ou comércio internacional de energia renovável. com base principalmente na beterraba. além da grande quantidade de terra agriculturável.4 8.7 4. Estados Unidos e União Européia. De qualquer maneira. o biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte). são produtores de etanol. a faixa tropical e subtropical do planeta abrange alguns países das Américas Central e do Sul. Nesse ano. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA A quantidade estimada de biomassa existente na Terra é da ordem de 1.1 4.0 4. Além disso. não existe um ranking mundial dos maiores produtores de biomassa. entre outras matérias-primas de origem vegetal.8 trilhão de toneladas. nas transações entre países a comercialização dos biocombustíveis é crescente. pouco propensas à produção agrícola.6 4. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 69 . girassol e amendoim (regiões Sul. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e.9 4. O Brasil. se os Estados Unidos lideravam a produção de energia elétrica a partir da biomassa. da madeira e do switchgrass (variedade de grama).Biomassa | Capítulo 4 Um processo bastante utilizado no tratamento de dejetos orgânicos é a digestão anaeróbica que consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre na ausência do ar.1 183. O produto final é o biogás. o mais comum é a fermentação.4 abaixo e as Tabelas 4.3 % 30.2 DISPONIBILIDADE. Sudeste e Centro-Oeste) e mamona (semi-árido nordestino). milho. O resíduo sólido do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. como o Brasil. soja. na proporção de 20% a 22%).9 8. Os derivados são a glicerina e o biodiesel. Finalmente. apresenta solo e condições climáticas adequadas. A segunda. beterraba e cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras). No entanto.5 7. portanto.4 . o segundo é misturado à gasolina (no Brasil. segundo o estudo da Estatistical Review of World Energy. porém.1 100.3 5. Este volume. quando confrontado com o grau de eficiência das usinas em operação no mundo no ano de 2005. Já na agroindústria. o segundo maior produtor de etanol. aponta para uma capacidade de geração de 11 mil TWh por ano no longo prazo – ou mais da metade do total de energia elétrica produzida em 2007.3 13. Tabela 4.5 e 4.Produtores de bioenergia em 2005 País TWh 56. a transesterificação é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de potássio). com menos de 1% de água). Conforme relata estudo sobre o tema inserido no Plano Nacional de Energia 2030. O primeiro a partir do milho e do trigo. Se o primeiro é usado como combustível puro em motores de combustão interna.8 57.3 7. Dada a necessidade de escala na produção de resíduos agrícolas para a produção de biocombustíveis e energia elétrica. a produção brasileira já era superada pelos Estados Unidos. os maiores fornecedores potenciais da matéria-prima desses produtos são os países com agroindústria ativa e grandes dimensões de terras cultivadas ou cultiváveis.

Antes da Rodada de Doha.5 . que correspondem a um total de 5.75 0. Este volume foi 21% superior ao de 2006 e. 2007. Em 2007.Produtores de biodiesel (mil toneladas) País Alemanha França Itália Malásia Estados Unidos República Tcheca Polônia Áustria Eslováquia Espanha Dinamarca Reino Unido Outros países (União Européia) Total Fonte: WEC. a regulamentação e a análise das barreiras comerciais e tarifárias já impostas. transformou-se em importadora do produto proveniente de países como Brasil. Apesar de a Alemanha ser o maior produtor mundial de biodiesel. como foco.80 1.42 0. Quanto ao etanol. em julho de 2008.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL A utilização da biomassa como fonte de energia elétrica tem sido crescente no Brasil.75 0.23 41.75 0.035 348 320 83 60 57 15 13 70 9 6 2.75 0.016 2005 1.23 37.70 0. em novembro de 2008 existem 302 termelétricas movidas a biomassa no país. Para volumes superiores a este limite. 13 são abastecidas por licor negro (resíduo da celulose) com potência total de 944 MW. ao corresponder a 3.25 0. ela foi responsável pela oferta de 18 TWh (terawatts-hora).3 milhão de toneladas por ano com tarifa de importação de 10%. Na relação das fontes internas. Do total de usinas relacionadas.63 2005 16.40 3.10 13. também.39 0. 2007. com participação de 85.20 3.495 Por isso e por ser um fenômeno iniciado há poucos anos. a União Européia não tem conseguido.Produtores de etanol (hm3) País Brasil Estados Unidos China Índia França Rússia Alemanha África do Sul Espanha Reino Unido Tailândia Ucrânia Canadá Total Fonte: WEC.65 1.30 0.46 0. nos últimos anos.85 1.95 4. da Organização Mundial do Comércio.7% da oferta total de energia elétrica. Uma proposta feita ao Brasil para as exportações à União Européia até 2020 foi a quota de até 1.669 492 396 260 250 133 100 85 78 73 71 51 36 3. Indonésia e Malásia.7 mil MW (megawatts) instalados.3 na página seguinte. De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 27 por 70 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .4% (incluindo importação).90 0. 2004 1. Argentina. Tabela 4. a tarifa aumentaria para 35%.694 2006 2.28 0.00 18.27 0. atingir as metas de expansão da oferta interna.25 0.91 0.27 0.30 0.40 0. Brasil e Estados Unidos também haviam iniciado conversações bilaterais para tentar regulamentar o comércio internacional do produto. foi um dos focos da negociação da última Rodada de Doha.39 0. apesar das tarifas de 45%. a biomassa só foi superada pela hidreletricidade.58 45.35 0. negociações bilaterais e multilaterais que têm.95 0. O Itamaraty considerou a proposta insuficiente. Assim.43 0.35 0.681 775 857 600 826 203 150 134 89 224 81 445 430 7. segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008. como mostra o Gráfico 4.77 0.Capítulo 4 | Biomassa Tabela 4.40 3.83 0.28 0. uma vez que as atuais exportações para a União Européia atingem 900 milhões de toneladas por ano. 2004 15.00 16.6 . principalmente por Estados Unidos e da União Européia.66 2006 17. essa comercialização exige. principalmente em sistemas de cogeração (pela qual é possível obter energia térmica e elétrica) dos setores industrial e de serviços. obteve a segunda posição na matriz da eletricidade nacional.35 0.

7 a seguir. foi a segunda principal fonte primária de energia do país: como mostra a Tabela 4.6 Nuclear 1.4 milhões de GJ anuais) e Minas Gerais ( 63. novas condições de acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN) foram definidas pela Aneel. como o Mato Grosso. A cana-de-açúcar é um recurso com grande potencial. diante de uma produção total de 33 milhões de tep.2 milhões de GJ anuais). considerando-se tanto o potencial energético da palha e do bagaço quanto a estimativa de produção da cana. a preservação dos níveis dos reservatórios das UHEs. quatro por casca de arroz (21 MW) e 252 por bagaço de cana (4 mil MW). Em 2007. Em 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 71 . acordo fechado entre a Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo.Biomassa | Capítulo 4 100 90 80 70 Participação % 60 50 40 30 20 10 0 Hidráulica e importação 3. Na seqüência estão Paraná (65. onde está concentrada a maior potência instalada em hidrelétricas do país. particularmente no Estado de São Paulo. madeira (232 MW). Fonte: MME. para geração de eletricidade existente no país. 2008. A evolução da regulamentação.3 . da legislação e dos programas oficiais também estimulam os empreendimentos. mas também porque a safra coincide com o período de estiagem na região Sudeste/Centro-Oeste. a transmissora Isa Cteep. Vários fatores contribuem para o cenário de expansão. Uma das características desses empreendimentos é o pequeno porte com potência instalada de até 60 MW. estimulada pelo consumo crescente de etanol. e atingir 1 bilhão de toneladas. Além disso. os derivados da cana-de-açúcar responderam pela produção de 37.1 na página seguinte).Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. Um deles é o volume já produzido e o potencial de aumento da produção da cana-de-açúcar.7 Biomassa 3. A iniciativa pode viabilizar a instalação de até 5 mil MW pelo setor sucro-alcooleiro. portanto. conforme o Anexo.2 Gás natural 2. estabelece condições que facilitam o acesso à rede de transmissão paulista e a obtenção do licenciamento ambiental estadual. em 2020 a eletricidade produzida pelo setor poderá representar 15% da matriz brasileira. por meio da utilização do bagaço e da palha. De acordo com estimativas da Unica (União da Indústria de Canade-Açúcar de São Paulo). e é estimado em 609. inclusive. o maior potencial de produção de eletricidade encontra-se na região Sudeste.8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep).8 Derivados de petróleo 2.9 Gás industrial 85.4 Gráfico 4. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. um aumento de 14. que deverá dobrar em relação a 2008. A participação é importante não só para a diversificação da matriz elétrica.4 milhões de gigajoules (GJ) por ano. dentre as fontes de biomassa. A eletricidade fornecida neste período auxilia.4 Carvão mineral 0. o que abre espaço para a conexão principalmente das termelétricas localizadas em usinas de açúcar e álcool mais distantes dos centros de consumo. o que favorece a instalação nas proximidades dos centros de consumo e suprimento (Mapa 4. com a produção de 14.7% em relação a 2006.400 MW médios (ou produção média de MWh ao longo de um ano). a Unica e a Associação Paulista de Cogeração de Energia. três por biogás (45 MW).

726 Tipo de combustível Bagaço de Cana-de-açúcar Biogás Carvão Vegetal Casca de Arroz Licor Negro Resíduo de madeira Escala Gráfica: 0 250 500 km N O S L Fonte: Aneel.000 a 500. 2008.1 .936.000 100. 72 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .000 a 100.000 200.000 500.3ª EDIÇÃO MAPA 4.Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008.Capítulo 4 | Biomassa 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF MG 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo Argentina 30º S SC RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência por Estado (kW) Até 50.000 50.000 a 2. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 a 200.

base dos processos biológicos que preservam a vida das plantas e produtora da energia química que se converterá em outras formas de energia ou em produtos energéticos como carvão vegetal. Projetos florestais de implantação e manejo podem ser caracterizados e formatados.999 6. Existe. 2008.0 15. carvão vegetal.847 7. também.0 37.1 -9. 55 serão movidas a biomassa.309 109.9 3.Oferta interna de energia no Brasil mil tep Especificação 2006 Não-renovável Petróleo e derivados Gás natural Carvão mineral e derivados Urânio (U3O8) e derivados Renovável Hidráulica e eletricidade Lenha e carvão vegetal Derivados da cana-de-açúcar Outras renováveis Total Fonte: MME. As demais serão abastecidas por madeira.0 2007 54.9 12.6 5. com construção ainda não iniciada.199 14.6 6.4 9.0 1. anunciados em 2006. com vistas ao aumento de produtividade.239 22.716 13. Portanto. além de produzir a emissão de grandes volumes de CO2. com investimentos de US$ 17 bilhões. Na utilização sustentável do bagaço da cana para a produção de eletricidade por meio Atlas de Energia Elétrica do Brasil 73 . contribui para a contenção do aquecimento global.880 33. Mas.8 12. 86 unidades sejam construídas.1 37. briquetes e licor negro para uso industrial. que prescinde das queimadas.628 37.4 45.1 14. por exemplo. sendo que quase metade (30) a cana-de-açúcar.0 100. como Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).0 124. pela ocorrência de incêndios de grandes proporções nas áreas adjacentes. Neste caso. A Unica prevê que.505 28. A fotossíntese permite.7 4.2 100.6 45. gases combustíveis e óleos vegetais combustíveis.3 2. a biomassa se apresenta como fonte energética de baixa eficiência e alto potencial de emissão de gases.545 21.3 6. a liberação de oxigênio e a captura de dióxido de carbono (CO2. entre outros. No caso das plantações de cana-de-açúcar.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO A biomassa pode ser considerada como uma forma indireta de energia solar. serem consumados.9 0. licor negro.754 226.5 2006 55. destes.667 101.758 3.1) e às técnicas de manejo da matéria-prima. Estrutura % 07/06 % 2007 129.7 5. também. o manejo adequado da plantação – permitido pelo uso de técnicas da engenharia florestal – permite a retirada planejada de árvores adultas e respectiva reposição de mudas. Essa energia é responsável pela fotossíntese.589 32. etanol. inclusive.344 Em novembro de 2008. O método tradicional é a colheita manual acompanhada da queima da palha (as conhecidas queimadas) que.0 14.0 1. Mas. para as 163 unidades já outorgadas. 4. No entanto. principal agente do efeito estufa). inclusive. como cocção e combustão. várias usinas têm optado pela colheita mecânica.537 3. o que elevaria o valor total do investimento previsto para US$ 35 bilhões.8 9.6 14.2 6. o que aumenta a capacidade do seqüestro de CO2. carvão vegetal.676 238.102 89. Assim. se constitui em fator de risco para a saúde humana – sendo responsável. a possibilidade de outros 211 projetos.7 13. dos 19 empreendimentos termelétricos em construção relacionados no BIG da Aneel.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4. Se utilizada para produção de energia pelos meios tradicionais.656 35. cinco são movidos a biomassa e. casca de arroz e biogás. sua aplicação moderna e sustentável está diretamente relacionada ao desenvolvimento de tecnologias de produção da energia (ver tópico 4. o uso dos resíduos para produção de eletricidade beneficia os aspectos ambientais da fase de colheita. tradicionalmente é associada ao desmatamento. A utilização da biomassa.8 7.7 .9 14.356 3.464 85.6 3. um a bagaço de cana-de-açúcar. florestas energéticas podem ser cultivadas exclusivamente com a finalidade de produzir lenha.537 28. até 2012.

corte e coleta da lenha.worldenergy.br União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) – disponível em www. por exemplo. o balanço de emissões de CO2 é praticamente nulo.com.com. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.anp. cerca de um milhão de pessoas. caracterizado pelo aumento dos níveis de consumo e qualidade de vida.Capítulo 4 | Biomassa Pesquisador na unidade piloto de biodiesel.epe. a geração de empregos diretos e indiretos tem sido reconhecida como um dos principais benefícios da biomassa. portanto. segundo dados da Unica.br Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen-SP) – disponível em www. é um recurso energético de grande importância social para algumas regiões do Brasil.org. como o Rio Grande do Norte.br World Energy Council (WEC) – disponível em www.org 74 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .abiove.gov. inclusão social.cogensp. Apenas como exemplo.br Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – disponível em www. Do ponto de vista social. gov. unica. Estas variáveis têm sido contornadas por técnicas e processos que aumentam a produtividade da biomassa reduzindo.iea. cata.br Agência Nacional de Petróleo.com.gov. de usinas termelétricas.br BP Global – disponível em www. ela promove um ciclo virtuoso nas regiões da produção agrícola.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.gov.1 mil litros por hectare. promoção do desenvolvimento regional e redução do êxodo rural. Fonte: Petrobras. A cana-de-açúcar é uma das culturas que mais gera emprego por área cultivada.mme. Nos Estados Unidos. aneel. aliás. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. para obtenção do etanol a partir do milho. diretamente.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. geração de novas atividades econômicas. a necessidade de crescimento de áreas plantadas. Embora a maior parte da mão-de-obra exigida não seja qualificada. o setor agroindustrial da cana-de-açúçar tem importância relevante na geração de empregos ao absorver.8 mil litros de etanol por hectare plantado. A lenha. pois as emissões resultantes da atividade são absorvidas e fixadas pela planta durante o seu crescimento. fortalecimento da indústria local. pelo grande número de pessoas diretamente envolvidas no processo de desbaste. dos quais 80% na área agrícola. no Brasil é possível produzir 6. Ainda segundo relata o Plano Nacional de Energia 2030.bp. a relação é 3. Os principais aspectos negativos são a interferência no tipo natural do solo e a possibilidade da formação de monoculturas em grande extensão de terras – o que competiria com a produção de alimentos.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Outras Fontes Atlas de Energia Elétrica do Brasil 75 5 .

projetos desenvolvidos pelas companhias de energia e aquisição compulsória de parte da produção por órgãos públicos. a participação da energia verde no mercado total de eletricidade é pouco significativa. utiliza como matéria-prima a biomassa em substituição aos combustíveis fósseis. Estados Unidos. ainda. para a comercialização de um terço da produção. Por convenção. É considerada “limpa” porque destrói termicamente os gases poluentes produzidos no processo. programas oficiais de governo. Estes certificados comprovam que o projeto foi desenvolvido de maneira sustentável e que permite a captura de CO2. Representa menos que 5% das vendas totais. os projetos implantados de “energia verde” podem participar como vendedores de certificados de crédito de carbono no mercado internacional de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). Suécia.3 milhões destes consumidores. localizada na Ilha do Fundão. como Finlândia. é vendedor de créditos de carbono no mercado internacional. caldeiras ou turbinas Sistema de geração Desvolatização Caldeira Gás reciclado Produtos líquidos Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do biogás 76 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Estimativas apontam que. Suíça e Reino Unido. A Usina Verde recebe diariamente 30 toneladas de resíduos sólidos pré-tratados provenientes de aterro sanitário. Canadá.Capítulo 5 | Outras fontes Box 5 A energia verde Constituído no final dos anos 90. Nos países da União Européia. o país abrigava cerca de 2. O projeto piloto da Usina Verde. liberando na atmosfera. Além disso. Segundo a Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21). Na maioria dos países analisados pela REN21. Alemanha. Um exemplo de mercado voluntário de créditos de carbono. Essa movimentação foi estimulada por uma combinação de fatores. Ele é resultado do compromisso para redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) assumidos pelas nações desenvolvidas na assinatura do Protocolo de Kyoto e ratificadas pelo Tratado em 2005. Favorece. como o Brasil. A entidade informa. portanto. as permissões para emissões por parte das diferentes indústrias podem ser livremente negociadas entre elas. apenas vapor de água e CO2. em outras palavras. e a negociação voluntária de certificados de energia renovável. Construída pela iniciativa privada com parte da tecnologia desenvolvida pela Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). o chamado “mercado da energia verde” está em expansão em vários países europeus.7 MW. no Rio de Janeiro. porém. Nos países em desenvolvimento. com programas de eficiência e conservação de energia e projetos de reflorestamento. uma tonelada de CO2 corresponde a um crédito de carbono. em parte em função dos altos impostos aplicados à eletricidade produzida a partir de fontes fósseis e em parte devido às isenções tarifárias especiais aplicadas à energia verde e divulgadas por meio de campanhas publicitárias. em 2007 havia mais de 4 milhões de consumidores da energia produzida por usinas verdes na Europa. mesmo em países em que o mercado é desregulamentado para os clientes atendidos em baixa tensão. O setor elétrico pode participar do mercado de MDL com usinas movimentadas por fontes renováveis e alternativas. sem causar danos ambientais. a existência de um mercado livre (desregulamentado). que os três principais veículos para aquisição da energia verde são: programas especiais de precificação. O calor proporcionado pela incineração da matéria orgânica é aproveitado para a geração térmica de eletricidade. Os compradores dos certificados são as companhias situadas nos países desenvolvidos que podem utilizar os créditos adquiridos para diminuir os compromissos de redução das emissões. entre 2006 e 2007. também chamado mercado verde. A potência é de 0. a usina obtém eletricidade a partir da incineração do lixo urbano. reduzem as emissões – de dióxido de carbono (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera. é o Chicago Climate Exchange (Bolsa do Clima de Chicago). e em operação desde 2004. ou MDL. a implementação de usinas abastecidas por fontes renováveis que permitem a “captura” – ou. Entre eles. A Holanda é o país que registra maior número destes consumidores. participação da iniciativa privada. Bobina a vapor Tarrafa Dejetos orgânicos Filtro de gás Água O gás é convertido para produtos líquidos ou usado como combustível alternativo em motores. Austrália e Japão.

Permitem não só a diversificação. elas têm o fato de serem renováveis e. de 1973 a 2006. as pesquisas e aplicações acabaram por beneficiar o grupo chamado “Outras Fontes” (ou “fontes alternativas”. corretas do ponto de vista ambiental. ao reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.1 INFORMAÇÕES GERAIS Em 2008. termo que começa a cair em desuso) que. que a evolução do parque instalado tenha se concentrado na década de 90 e. cuja utilização é responsável pela emissão de grande parte dos gases que provocam o efeito estufa. cujos principais potenciais já foram quase integralmente aproveitados nos países desenvolvidos (ver capítulo 3). Uma variação que só foi superada pelo parque nuclear. edição de 2008. mas também a “limpeza” da matriz energética local. Mas.hu). portanto. em boa parte deles. como carvão e petróleo. aumentou em 500% a sua participação na matriz energética mundial. No grupo chamado “Outras Fontes” estão abrigados o vento (energia eólica). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 77 . Fonte: Stock. Além disso. sol (energia solar).Outras fontes | Capítulo 5 Outras Fontes 5. segundo a Key World Energy Statistics da International Energy Agency (IEA). Não é coincidência. portanto. esgoto.XCHNG (www. iniciados já há alguns anos. entre outros. período em que se acentuaram as preocupações com a degeneração do meio ambiente.sxc. particularmente. mar. lixo e dejetos animais. Assim. geotérmica (calor existente no interior da Terra). também podem operar como fontes complementares a grandes usinas hidrelétricas. Em comum. que registrou expansão de 589% no período. muitos países – inclusive o Brasil – mantinham programas oficiais para expansão das chamadas fontes renováveis de energia. nos primeiros anos do século XXI. as duas principais fontes – aproveitamentos hídricos e a biomassa – não apresentavam significativo potencial de expansão. com a volatilidade dos preços do petróleo e com o esgotamento 5 Placa coletora de energia solar.

052.80 16.185.90 3.1 abaixo.819.00 5.30 100. É importante observar que.00 46.80 41.1 a seguir.9 10.930 2006 Mtep 2.30 70.39 18.94 7. Fonte: REN21.1% em 1973 passou a 0.498.930 TWh.04 648.028.804. 2008. Mas.801. 2008.4 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep).91 727.5 6. TWh 1.17 978. eólica.8 0.0 .761.2 10. Em 2006.2 0.80 435. geotérmica. Se considerada a matriz energética total. Tabela 5.30 3.12 6.6 100. diante do total de 11.Oferta primária de energia em 1973 e 2006 1973 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Biomassa Hidráulica Outras Renováveis Total Fonte: IEA. produzido pela Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21).40 55.406. essas fontes têm participação pouco expressiva na matriz elétrica mundial.6% em 2006 – ou 70.1 100.00 20. a presença foi ainda menor: de 0. conforme a Tabela 5.2 logo em seguida. como mostra a Tabela 5.94 1.Produção de energia elétrica no mundo em 2006 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Hidráulica Outras Fontes Renováveis Total Fonte: IEA. a capacidade instalada das principais fontes enquadradas na categoria “Outras” aumentou entre 20% e 60%.5 16.10 14. apesar do crescimento verificado.1 24.0 0.64 3.01 1. embora a biomassa seja considerada uma fonte primária importante no mundo (principalmente pelo uso da lenha em países subdesenvolvidos). PV Solar conectados à rede Biodiesel (produção anual) Energia eólica Calor geotérmico PV Solar desconectados da rede Aquecimento solar de água Etanol (produção anual) Pequenas hidrelétricas Grandes hidrelétricas Energia da biomassa Energia geotérmica Calor da biomassa 0 10 20 30 40 50 60 70 Gráfico 5.097. 2008.84 258.038.0 Mtep 4. em colaboração com o Worldwatch Institute. extraído do estudo Renewables 2007 – Global Status Report.1 2.00 2.45 11.115.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável.Capítulo 5 | Outras fontes das reservas conhecidas dos combustíveis fósseis.00 % 34.66 2. combustíveis renováveis e lixo produziu apenas 435 TWh (terawatts-hora) de uma oferta total de 18.07 6. ainda segundo a IEA.7 bilhões de tep em 2006.4 26.1 .6 1. 78 Atlas de Energia Elétrica do Brasil % Tabela 5. na produção de energia elétrica é classificada como “Outras Fontes”. conforme o Gráfico 5.93 2.0 20. Entre 2002 e 2006.19 110.741. o conjunto composto por solar.2 .

Para a segunda fase do programa.5 7. tanto no Brasil quanto no mercado internacional. implantou o Proinfa. A expectativa. em novembro de 2008. O programa é gerenciado pela Eletrobrás.8 mil MW.039 24. O volume inferior ao inicialmente estimado fez com que o governo anunciasse.696 18. Neste último caso enquadram-se.155. cuja matéria-prima é a biomassa obtida em aterros sanitários (lixões). como mostra o Anexo. Do total de potência instalada.290 47. em grande parte.Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Potência (MW) 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Crescimento total Fonte: WWEA. 1. Tabela 5.3 .320 31. 320 PCHs. a expansão do grupo “Outras Fontes” é fruto. no entanto.153 93. as Filipinas.5 mil para 93.033 74. por exemplo. 2008. segundo levantamento sobre fontes renováveis constante do estudo Statistical Review of World Energy publicado em junho de 2008 pela Beyond Petroleum (nova denominação da companhia British Petroleum).6 1. estão em operação comercial 34 PCHs. Em outubro de 2008. como é o caso da matriz energética mundial. como registra a World Wind Energy Association (WWEA) na Tabela 5. desoneração fiscal ou aporte direto de recursos.2 ENERGIA EÓLICA A capacidade instalada mundial da energia eólica aumentou 1.9 mil MW).1 26. Além disso.7 34.7 31. estão em operação no país 17 usinas eólicas. países como Alemanha. subsídios. Crescimento (%) 29. definiram metas para a expansão da energia eólica. projetos pilotos ou aplicações muito localizadas a partir de instalações de pequeno porte.164 39. A energia produzida pelo Proinfa tem garantia de contratação por 20 anos pela Eletrobrás. as Filipinas detinham a segunda maior participação mundial nesta modalidade energética e só eram superadas pelos Estados Unidos (2. revisão do programa de forma a estimular o aumento dos investimentos. Em função do custo elevado de produção enquanto a tecnologia ainda não está consolidada. cujos integrantes ainda não têm presença forte o suficiente para justificar a individualização em estatísticas de caráter mais geral.4 23.4 mil MW a 54 usinas eólicas e 685 MW a 27 usinas de pequeno porte à base de biomassa. empresa constituída pelo Governo Federal em 1962 para investir na expansão do sistema elétrico nacional.3 41. em fase de pesquisa. por exemplo. o mais ativo da história da produção de energia elétrica a partir do movimento dos ventos. que teve início no final do século XIX.693 59. a ser iniciada logo após a conclusão da primeira e encerrada em 2022. 5. também. com base na Lei no 10.8 28. passando de 7. das quais constavam condições especiais para a venda da energia produzida para as companhias de eletricidade. do apoio governamental por meio de programas oficiais que abrangem variáveis como aquisição compulsória por parte das empresas de energia elétrica locais. o ano de 2007 foi.475 9. a meta é que as três fontes eleitas tenham participação de 10% na matriz da energia elétrica nacional. Espanha e Dinamarca. que obtém parcela significativa da energia elétrica local a partir de usinas geotérmicas. Nos anos 90. um empreendimento fotovoltaico e três usinas termelétricas abastecidas por biogás. Segundo o Banco de Informações de Geração (BIG). maior programa nacional para estímulo à produção de energia elétrica por meio das fontes renováveis. portanto.663 13. Com capacidade instalada de 2. que se confirmou.849 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 79 . este capítulo apresenta o estágio de implantação de cada uma das principais integrantes do grupo chamado “Outras Fontes”. previa-se a instalação de uma capacidade total de 3.2 mil MW seriam correspondentes a 63 PCHs (pequenas centras hidrelétricas).Outras fontes | Capítulo 5 A pequena produção é a terceira característica comum ao grupo “Outras Fontes”.1 21. 1. era que a tendência se mantivesse em 2008. Nas próximas páginas. em 2003.155% entre 1997 e 2007.3 abaixo. 19 usinas a biomassa e 7 eólicas. O Brasil.438. Cada um dos integrantes do grupo “Outras Fontes” está. em 2008.6 26.0 mil MW (megawatts) em 2007. Este comportamento ocorre porque a tecnologia desenvolvida ainda não apresenta custos compatíveis com a implantação em escala comercial.8 25. da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para a primeira fase do programa. de abril de 2002. do total inicialmente previsto. tarifas especiais.3 mil MW.

Alemanha e França.0 Alemanha Estados Unidos Espanha Índia China Dinamarca Itália França Reino Unido o o 4o 5o 6 7 8 o o o 9o 10 Portugal Brasil Total 25 Fonte: WWEA.Capítulo 5 | Outras fontes Os grandes argumentos favoráveis à fonte eólica são. Tabela 5. para 2010.1 8. Estados Unidos e Espanha que.10 % em relação ao total 23. 80 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Europa. quase 60% da capacidade instalada total. em 2007 houve a instalação de aproximadamente 20 mil MW de geração eólica em todo o mundo. O maior parque estava na Alemanha que.00 247. graças ao salto de 45% verificado entre 2006 e 2007 na capacidade instalada local. em 2008. Esse movimento faz com que a WWEA projete. O segundo lugar ficou com Estados Unidos (18% de participação). quase o dobro da atual. As regiões que mais têm se destacado no setor são.4 6. com capacidade total de 22 mil MW. 2008. grande disponibilidade. uma potência mundial instalada de 170 mil MW.7 17. Nesse ano. possuem projetos de vigorosa expansão do parque eólico no médio prazo.3 3. em 2007. O principal argumento contrário é o custo que.145.7% do total mundial.4% do total.247.3 0. Aerogeradores.3 2. os maiores produtores foram Alemanha. Na seqüência aparecem Índia.389. Apenas como exemplo. ainda é elevado na comparação com outras fontes. cuja matriz é muito concentrada em combustíveis fósseis e com poucos aproveitamentos hídricos ainda inexplorados.850. independência de importações e custo zero para obtenção de suprimento (ao contrário do que ocorre com as fontes fósseis).818. Segundo o estudo da WWEA. Este ranking é liderado pelos Estados Unidos. além da renovabilidade. vários países.8%) e China (16. considerando-se também os impostos embutidos. embora seja decrescente. correspondia a 23. no Brasil.10 2. juntos. Na seqüência veio Espanha com 16.3 100.4 .4 abaixo. era de cerca de R$ 230. juntos.8 mil MW.5 2.6 2.455.125. enquanto o custo da energia hidrelétrica estava em torno dos R$ 100. O estudo da WWEA também aponta o conjunto de 10 países com maior expansão em 2007 e que.8%).00 3. Além disso. com 26. perenidade. como mostra a Tabela 5.1% de participação.849.00 5.9 16.10 7. concentravam. que atingiu um total de 16.00 por MWh.80 15.130.Potência instalada em 2007 País 1o 2 3 o o Potência (MW) 22. América do Norte e Ásia.9 2.40 16.912. Fonte: Eletrobrás. pela ordem.10 93.726. agregaram mais 19 mil MW de potência instalada ao total mundial. imediatamente seguidos pela Espanha (17.00 por MWh.00 2.00 2.00 2.

de 5 mil kW.1 TWh/ano Figura 5. A avaliação destas condições – ou do potencial eólico de determinada região – requer trabalhos sistemáticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime dos ventos. visto que desde a Antigüidade dá origem à energia mecânica utilizada na movimentação dos barcos e em atividades econômicas básicas como bombeamento de água e moagem de grãos. Ainda assim. Hoje. estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico de 2001 (último estudo realizado a respeito) apontam para um potencial de geração de energia eólica de 143 mil MW no Brasil. o de Osório.1 – Potencial eólico brasileiro. a obtenção da energia eólica também pressupõe a existência de condições naturais específicas e favoráveis. Sua operação permitiria.Outras fontes | Capítulo 5 O que é energia eólica A energia eólica é. direção e velocidade do vento relacionam-se a aspectos geográficos naturais como relevo. Mas. inicialmente de 10 metros aproximadamente.4 TWh/ano 29. De acordo com o BIG. o potencial de energia elétrica a ser produzida – está diretamente relacionada à densidade do ar. A Figura 5. Fonte: EPE. o que dá maior previsibilidade ao volume a ser produzido. a “estocagem” da energia elétrica. é possível operar as usinas eólicas em sistema complementar com as usinas hidrelétricas. região em que está instalado o maior parque eólico do país. A geração eólica ocorre pelo contato do vento com as pás do cata-vento. Além disso. como a hidráulica. o vento é utilizado principalmente para produzir energia mecânica utilizada no bombeamento de água na irrigação. 2007. no Rio Grande do Sul. portanto. e Sul (22. aquela obtida da energia cinética (do movimento) gerada pela migração das massas de ar provocada pelas diferenças de temperatura existentes na superfície do planeta. essas pás dão origem à energia mecânica que aciona o rotor do aerogerador.8 GW). portanto. o que permite a obtenção. Finalmente. com 150 MW de potência. apenas 10% sejam tecnicamente aproveitáveis. o que acarretava uma potência média de 50 kW (quilowatts). a densidade do ar. embora.8 GW 41.1 GW 5. 12.4 TWh/ano 75. Assim. que foi de 18. Ao girar. volume superior à potência instalada total no país. mas estimativas apontam que o potencial eólico bruto no planeta seja da ordem de 500 mil TWh (terawatts-hora) por ano. particularmente no Vale do Jequitinhonha (29. Além disso a altura das torres.7 GW 54. por exemplo. elementos integrantes da usina.9 TWh/ano 22. No entanto.3 TWh/ano 3. Potencial e produção de energia eólica no Brasil O Brasil é favorecido em termos de ventos. hoje supera os 50 metros. no país.1 abaixo mostra que as regiões com maior potencial medido são Nordeste. de 105 mil MW em novembro de 2008. principalmente no litoral (75 GW).0 GW 144.8 GW 26. 50 mil TWh por ano correspondem a mais de 250% da produção mundial total de energia elétrica em 2007. em uma única turbina. que se caracterizam por uma presença duas vezes superior à média mundial e pela volatilidade de 5% (oscilação da velocidade). A evolução da tecnologia permitiu o desenvolvimento de equipamentos mais potentes.9 mil TWh. o diâmetro das turbinas era de 20 metros. de forma a preservar a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 81 . Não existem estudos precisos a este respeito. basicamente. por restrições socioambientais. A quantidade de energia mecânica transferida – e. Não existem informações precisas sobre o período em que ela começou a ser aplicada. a intensidade. esses diâmetros chegam a superar 100 metros. a exemplo do que ocorre com outras fontes. como a velocidade costuma ser maior em períodos de estiagem. Sudeste. Em 1985. da Aneel. vegetação e interações térmicas entre a superfície da terra e a atmosfera. à área coberta pela rotação das pás e à velocidade do vento.7 GW). que produz a eletricidade.

por exemplo. no Arquipélago de Fernando de Noronha . A usina de Praia Formosa. as potências previstas por algumas centrais já eram bastante superiores àquelas verificadas nos parques construídos nos anos 90. não foi só o número de unidades que aumentou mas. Eram centrais como estas que. também no Ceará.3 ENERGIA SOLAR Assim como ocorre com as demais participantes do grupo “Outras Fontes”. estavam registrados como outorgados. Para se ter uma idéia. individualmente. a alta dependência das importações de equipamentos para montagem das unidades e. Os Parques Eólicos Osório. em conseqüência. de outro. No geral. os projetos já implementados para produção de eletricidade a partir da energia solar ainda são restritos e destinados a abastecer localidades isoladas – embora. a potência. são 13 turbinas de 800 kW e potência de 10. nos últimos anos. O Gráfico 5. segundo os dados do Balanço Energético Nacional. Tanto em um quanto em outro grupo. todos os projetos implementados foram de pequeno porte. entrou em operação a Central Solar Fotovoltaica de Serpa. tem sido crescente o interesse pelas usinas. ao mesmo tempo em que anunciava. Sangradouro e dos Índios. 5. no entanto. De certa forma eles se constituem. O que funcionou como trava à expansão foi. possuem. todos de pequeno porte e experimentais. Estados Unidos. por permitir a contratação presente da energia que será produzida.000% entre 1996 e 2006. o BIG da Aneel registrava a existência de 22 projetos em construção a partir da energia eólica. Logo a seguir. 84% da capacidade mundial. Outro caso é a Central Eólica Experimental no Morro do Carmelinho. De qualquer maneira.9%. Assim como ocorreu no segmento da energia eólica. 25 turbinas com potência de 2 MW (o que totaliza a potência de 50 MW por parque). conforme pode ser observado a partir das informações registradas no BIG da Aneel. também na energia solar a Alemanha é a maior produtora. A primeira turbina eólica instalada no país . Todos são países com programas fortes de diversificação e simultânea “limpeza” da matriz energética local. instalada na cidade de Gouveia (MG). uma variação de 136.200 kW. de 14 mil MW.4 mil MW. compunham a potência eólica total instalada no país. a Central Eólica de Prainha tem capacidade para 10 MW. em construção no Ceará. a participação da energia solar é pouco expressiva na matriz mundial. Além disso.Capítulo 5 | Outras fontes as 17 usinas eólicas em operação em novembro de 2008 apresentavam capacidade instalada de 273 MW. Além disso.8 mil MW.em 1992. de um lado. em exceção. Este quadro é resultado tanto da forma como esses parques se desenvolveram quanto da adesão do país à tendência de expansão das eólicas. juntos. a potência total instalada atingiu 7. com 49% da potência total instalada. também. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). de 22 MW. da IEA. Esse total era 11 vezes inferior aos 273 MW registrados em 2008. terá potência instalada de 104 MW. com potência total de 463 MW. a exigência do Proinfa para que os projetos inseridos no programa tivessem índice de nacionalização de 60%. também. Até a construção das três plantas de Osório. Em 2007. e Espanha concentraram. outros 50. Japão.possuía gerador com potência de 75 kW. foi a maior 82 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . com potência total de 2. este quadro esteja se alterando.2 na página seguinte mostra a evolução da potência solar instalada no mundo de 1992 a 2007 para produção de eletricidade. conforme estudo do Photovoltaic Power Systems Programme. em 2003. a realização de leilões da energia a ser produzida pelos futuros empreendimentos eólicos – instrumento que funciona como sinalizador ao investidor. situada no Alentejo. por exemplo. e apenas outorgada. Em 2007. À época. tem potência prevista de 300 MW. Alemanha. que compõem o empreendimento de Osório. a central é constituída por quatro turbinas de 250 kW. tem rotor de 29 metros de diâmetro e torre de 30 metros de altura. para 2009. ela aumentou mais de 2. como mostra a Tabela 5. o que significa que o crescimento verificado nos últimos cinco anos ocorreu a uma taxa média anual de 65%. Em 2007. Na Paraíba. porém sem que as obras tivessem sido iniciadas. no segundo semestre de 2008 o Ministério de Minas e Energia anunciava a intenção de rever as regras do Proinfa para solucionar o impasse. Também no Ceará. há a participação relativa dos países. nos projetos de expansão da fonte. em Portugal. o seu porte e. em novembro de 2008. em 1994. a oferta interna de energia eólica aumentou de 236 GWh para 559 GWh. ela corresponde a pouco mais de 50% da capacidade instalada da usina hidrelétrica de Itaipu. a partir da instalação de 20 turbinas de 500 kW. Além deles. A de Redonda. Com capacidade nominal de 1 MW.5. No entanto. Os projetos construídos anteriormente foram. em 2007. 70 metros de diâmetro e 100 de altura. rotor de 17 metros de diâmetro e torre de 23 metros de altura. no entanto. Ainda assim. Além disso.

usina solar com potência de 500 MW. Mas. estão previstas unidades bem maiores. Em 2007. por exemplo.Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país País 1o 2o 3o 4o 5 o água. também.Outras fontes | Capítulo 5 9. Para o futuro. deverá ser instalada. para aquecimento de O que é a energia solar A energia solar chega à Terra nas formas térmica e luminosa.0 % em relação ao total 49. 2007. Segundo o estudo sobre Outras Fontes constante do Plano Nacional de Energia 2030.0 1. Os percentuais exigidos variam de 30% a 70%. Esta aplicação destinase a atender setores diversos. sua irradiação por ano na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo anual de energia do mundo. porém. O governo australiano.7 100 Alemanha Japão Estados Unidos Espanha Itália Outros países Total Fonte: IEA. Depende da latitude.000 3. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética. projeta a construção de uma central de 154 MW. a iniciativa foi acompanhada por países como Índia. da estação do ano e de condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do ar. Fonte: IEA. China e Alemanha.5 .000 6. O que tradicionalmente é mais generalizado é o uso da energia solar para obtenção de energia térmica.2 454.862. não atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre.000 1. durante muito tempo Israel foi o único país a exigir uma participação mínima de aquecimento de água a partir da energia solar. Potência (MW) 3. com capacidade instalada de 11 MW.3 24. secagem de grãos na agricultura) ao residencial.5 5. unidade do gênero do mundo. embora não haja nenhuma compulsoriedade.000 2. Segundo a REN21. dependendo do clima. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 83 . que vão da indústria.000 4. hotéis e hospitais. No Brasil.6 8.000 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Gráfico 5. No deserto de Mojave. a tendência começa a se disseminar nos grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo.841. nível de consumo e disponibilidade de outras fontes de energia. Essa radiação.5 655. na Califórnia (Estados Unidos). também.000 8.0 120. em processos que requerem temperaturas elevadas (por exemplo. Coréia.4 7. 2007.9 830. Tabela 5.4 1.918.000 7.5 10. suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações. em 2006.000 5. a Espanha assumiu postura semelhante e passou a exigir níveis mínimos de energia solar tanto para o aquecimento de água quanto para a geração de eletricidade em novas construções como prédios residenciais. Outra tendência que se forma é a utilização da energia solar para a obtenção conjunta de calor e eletricidade.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW).

na maioria das vezes. a energia solar será transformada em calor.000 8. 2007. finalmente. Este comportamento pode ser observado no Gráfico 5. a transformação da radiação solar em eletricidade é direta. na medida em que é estimulado pela radiação. antes bloqueado. além de coletar. boa parte das unidades construídas têm sido conectadas à rede de distribuição de eletricidade. 1995-2007. conversão em calor. Para tanto. Quando a luz do sol atinge o semicondutor na região dessa junção. Quanto maior a intensidade de luz. Conforme mostra o Gráfico 5. conversão em eletricidade. transporte e armazenamento e. Segundo a REN21.3 abaixo.000 0 Total Conectados à rede Desconectados da rede 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 Gráfico 5.Capítulo 5 | Outras fontes Ao passar pela atmosfera terrestre. O processo completo compreende quatro fases: coleta da irradiação. o campo elétrico existente permite o estabelecimento do fluxo eletrônico. Fonte: REN21. É possível captar essa luz e transformá-la em alguma forma de energia utilizada pelo homem: térmica ou elétrica. Este é o princípio de muitos aquecedores solares de água. a irradiação solar é convertida em calor que é utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. 84 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . é necessário adaptar um material semicondutor (geralmente o silício) para que.000 4. a maior parte da energia solar manifesta-se sob a forma de luz visível de raios infravermelhos e de raios ultravioleta. Se utilizadas células fotovoltaicas (painéis fotovoltaicos). o resultado será a eletricidade. Já no sistema fotovoltaico.000 10. Para a produção de energia elétrica existem dois sistemas: o heliotérmico e o fotovoltaico. Segundo o Plano Nacional 2030. os sistemas fotovoltaicos conectados à rede continuaram a ser. São os equipamentos utilizados nessa captação que determinam qual será o tipo de energia a ser obtida. em 2006 e 2007. formando uma junção eletrônica. permita o fluxo eletrônico (partículas positivas e negativas). e dá início ao fluxo de energia na forma de corrente contínua. ao atendimento em regiões isoladas. a tecnologia de geração com maior crescimento no mundo. um fenômeno diferente do tradicional. Os equipamentos necessários à produção do calor são chamados de coletores e concentradores – pois. No primeiro. todas as células fotovoltaicas têm. Finalmente. pelo menos. Ele também pode gerar eletricidade em dias nublados.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. à medida que sua aplicação é mais disseminada. às vezes é necessário concentrar a radiação em um só ponto. como ocorre no semi-árido brasileiro. maior o fluxo de energia elétrica.000 2. o custo é menor. 12. quando os empreendimentos eram destinados. Para o aproveitamento da energia heliotérmica é necessário um local com alta incidência de irradiação solar direta. Se for utilizada uma superfície escura para a captação.4 na página seguinte. Um sistema fotovoltaico não precisa do brilho do sol para operar. duas camadas de semicondutores: uma positivamente carregada e outra negativamente carregada.000 Megawatts 6. o que implica em pouca intensidade de nuvens e baixos índices pluviométricos.

a participação do sol na matriz energética nacional é bastante reduzida.0 6. Potencial e produção de energia solar no Brasil Assim como ocorre com os ventos. variando de 8 a 18 MJ/m2. e a região de Dagget.22 MJ/m²/dia Figura 5. O Plano Nacional de Energia 2030 reproduz dados do Atlas Solarimétrico do Brasil e registra que essa radiação varia de 8 a 22 MJ (megajoules)1 por metro quadrado (m2) durante o dia.0 0 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Gráfico 5. 2008.0 3. não ocorre com outras localidades mais distantes da linha do Equador.0 4. o Brasil é privilegiado em termos de radiação solar. Tanto que a energia solar não chega a ser citada na relação de fontes que integram o Balanço Energético Nacional. Fonte: IEA. o Nordeste possui radiação comparável às melhores regiões do mundo nessa variável. como as regiões Sul e Sudeste. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 85 .0 8. sendo que as menores variações ocorrem nos meses de maio a julho.2 ao lado ilustra esta variação.16 MJ/m²/dia 16 . da Aneel. 14 . no deserto do Sudão.0 2. 1 Joule: unidade de energia. Fonte: EPE. complementa o estudo.20 MJ/m²/dia 20 . Apesar deste potencial e de o uso de aquecedores solares estar bastante difundido em cidades do interior e na zona rural.18 MJ/m²/dia 18 .0 7. Além disso. A Figura 6.2 – Variação da radiação solar no Brasil.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W). no Deserto de Mojave. porém.0 5. trabalho ou quantidade de calor.Outras fontes | Capítulo 5 9. O que. Também no Banco de Informações de Geração (BIG). no município de Nova Mamoré. 2007. Um MJ equivale a 106 J. consta apenas uma usina fotovoltaica – Araras. Califórnia. onde está concentrada a maior parte da atividade econômica.0 1. como a cidade de Dongola. edição de 2008.

645 TJ e o biogás a 520. o biogás também é lançado à atmosfera e passa a contribuir para o aquecimento global. a participação de cada um deles foi de. Essa biomassa passa naturalmente do estado sólido para o gasoso por meio da ação de microorganismos que decompõem a matéria orgânica em um ambiente anaeróbico (sem ar).4 BIOGÁS Das fontes para produção de energia. no Amazonas. em 2005 o lixo urbano deu origem a uma produção mundial de 870. 13. dióxido de carbono (CO2). Neste caso. lançado em 2003 pelo Ministério de Minas e Energia. ele contempla o atendimento das demandas do meio rural através de três tipos de iniciativas: extensão da rede das distribuidoras. Segundo o Key World Energy Statistics 2008 da IEA.8 TWh. nitrogênio (N2 ). O que existe no país são pesquisas e implantação de projetos pilotos da tecnologia. Estes volumes só não foram inferiores ao da energia produzida por outras novas fontes renováveis. uma vez que é composto por metano (CH4). O BIG não registra qualquer outro empreendimento fotovoltaico em construção ou já outorgado. também têm utilizado o lixo urbano e industrial para a produção de energia. existem três rotas tecnológicas para a utilização do lixo como energético. apesar de pequena. como Estados Unidos.918 TJ. Um deles é o projeto Sistemas Fotovoltaicos Domiciliares. o biogás é uma das mais favoráveis ao meio ambiente. é a combustão direta dos resíduos sólidos.3 TWh e 21. Países desenvolvidos. geração mundial de eletricidade. em conseqüência.9 TWh. particularmente na China e Índia. a terceira (mais utilizada para a produção do biogás) é a reprodução artificial do processo natural em que a ação de microorganismos em um ambiente anaeróbico produz a decomposição da matéria orgânica e. a biomassa e o lixo (urbano e industrial) responderam por 10. com potência instalada de 20. da REN21. instalou diversos sistemas fotovoltaicos no Estado da Bahia. Finalmente.1 deste capítulo). A expectativa é que a expansão do número de usinas solares ocorra exatamente na zona rural. Na produção de energia elétrica. o biogás é incluído no grupo “Outras Fontes”. informa que.Capítulo 5 | Outras fontes no Estado de Rondônia. Na matriz da Aterro sanitário Bandeirantes. a emissão do biogás. Isto porque o biogás é obtido da biomassa contida em dejetos (urbanos. localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamiruá.48 kW. da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com dados da IEA. Sua aplicação permite a redução dos gases causadores do efeito estufa e contribui com o combate à poluição do solo e dos lençóis freáticos.578 terajoules (TJ). 50. respectivamente. Já o estudo Renewables 2007 Global Status Report. Fonte: Google Earth. a aplicação comercial de usinas a biogás nos últimos anos tem apresentado significativo crescimento nos países em desenvolvimento.1% da produção energética mundial em 2006. hidrogênio (H2). industriais e agropecuários) e em esgotos. Na verdade. O Programa Luz para Todos. 5. Com o objetivo de levar energia elétrica a uma população superior a 10 milhões de pessoas que residem no interior do país. na cidade de São Paulo.3% da produção total em 2006 (verificar Tabela 6. com produção de 13 kWh (quilowatts-hora) mensais. A utilização do lixo para produção de energia permite o direcionamento e utilização deste gás e a redução do volume dos dejetos em estado sólido. a mais simples e disseminada. sistemas de geração descentralizada com redes isoladas e sistemas de geração individuais. Outra é a gaseificação por meio da termoquímica (produção de calor por meio de reações químicas). 86 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . como integrante de projetos de universalização do atendimento focados em comunidades mais pobres e localizadas a grande distância das redes de distribuição. que instalou 19 sistemas fotovoltaicos na comunidade de São Francisco de Aiuca. Uma delas. como solar e dos oceanos. oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S). o industrial a 428. cuja participação foi de 2.

solar.250 Transmissão de calor Foco de calor ativo 3. juntos. De acordo com os dados sobre energias renováveis constantes do BP Statistical Review of World Energy de 2008. não há nenhuma unidade em operação. a potência instalada máxima dos empreendimentos incluídos no programa será de 300 kVA (quilovolt-ampere). a capacidade mundial total instalada em 2007 era de 9. Rio de Janeiro.7%.1 MW. Chamado Programa de Geração Distribuída com Saneamento Ambiental. A partir desta água aquecida é produzido o vapor utilizado em usinas termelétricas. alguns países. foi anunciada.720 MW. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 87 . Filipinas. logo depois destruída por um acidente –. na cidade de São Paulo. havia mais sete empreendimentos outorgados. os principais recursos são os gêiseres (fontes de vapor no interior da Terra que apresentam erupções periódicas) e.Reservatório geotérmico de alta temperatura. 5.Outras fontes | Capítulo 5 No Brasil.5 GEOTÉRMICA A energia geotérmica é aquela obtida pelo calor que existe no interior da Terra. como mostra a Tabela 5. biomassa (incluindo biogás). Em 2008. além de um projeto piloto (ver Box 5) segundo o Banco de Informações de Geração (BIG). Por decisão da Aneel. que equivale a 270 quilowatts (kW). A primeira delas.6 MW. O porte dos empreendimentos atuais. em novembro de 2008 existiam três usinas termelétricas de pequeno porte movidas a biogás em operação. A maior parte desta potência concentrava-se nos Estados Unidos (2.3 a seguir. em localidades onde eles não estão presentes. mas pode ser encontrada na Itália e no México. com potência instalada de 24. em biogás. região da Grande São Paulo. dentro do aterro sanitário Bandeirantes. Na Austrália recuou 46.1% (atingindo 456 MW) e 3. Japão.6 na página seguinte. no esforço para diversificar a matriz. à época. como México.500 2. nem sob a Sonda de exploração Central geotermoelétrica Eletricidade e centros de consumo Profundidade (m) 750 20 . Bahia.000 Figura 5. A potência instalada no campo de gêiseres da Califórnia é de 500 MW.ar. como ilustrado pela Figura 5. Ao contrário do que ocorreu com outras fontes renováveis. a evolução deste segmento foi lenta e se caracterizou pela construção de pequeno número de unidades em poucos países. como a maior usina a biogás do mundo. Os resíduos serão transformados. Outra possibilidade é a utilização de vapor quente seco para movimentar as turbinas. combustível usado na produção de energia elétrica. Embora conhecida desde 1904 – ano da construção da primeira usina. As demais são: São João. também em aterro sanitário da cidade de São Paulo. a Aneel autorizou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) a implantar projeto-piloto para a compra da energia excedente produzida em pequenas propriedades rurais do Paraná a partir de dejetos de animais. Apenas na Islândia e Estados Unidos registrou índices de crescimento de. Esta última tecnologia é pouco aplicada. Fonte: Adaptado de www. é significativo. com 30 kW de potência. No Brasil. Nos Estados Unidos também há iniciativas neste sentido.978 MW) e México (959 MW) que. totalizando 109 MW de potência nos Estados de São Paulo.7% para 0. como eólica.30 ºC 100 m Cobertura impermeável 1.936 MW). Quênia e Islândia procuraram expandir o parque geotérmico. evitando o seu lançamento em rios e em reservatórios como o da usina hidrelétrica de Itaipu. ele permitirá a utilização do material orgânico resultante da criação de suínos. Filipinas (1. o calor existente no interior das rochas para o aquecimento da água. e Energ Biog. inaugurada em 2003. Neste caso. respectivamente. porém. Nos últimos anos. por meio de biodigestores. na cidade de Barueri. com capacidade instalada de 20 MW. o parque instalado não passou por expansão significativa entre os anos de 2006 e 2007. respondiam por 60% da capacidade instalada total. por exemplo.3 . da Aneel. Pernambuco e Santa Catarina. forma experimental. Além dessas.educ. 8. Esta potência é suficiente para abastecer 60 unidades consumidoras residenciais com consumo mensal médio de 150 kW.

Um dos países que se destaca nestas pesquisas é Portugal. A eletricidade pode ser obtida a partir da energia cinética (do movimento) produzida pelo movimento das águas (Figura 5. Fonte: EPE.1 1.6 .3 5.5 abaixo.9 8. a partir de 2025.3 100. o trabalho informa que não haverá aplicação em escala das tecnologias marítimas para produção de energia no curto e médio prazos. Potência (MW) 2. eram convertidos em energia elétrica.936.6 TWh. ou 0. como mostra o Gráfico 5.0 537.3%. portanto. Ainda segundo o estudo.5 810. dos quais 200 TWh seriam aproveitáveis.5 4.3 8. segundo o estudo sobre Fontes Alternativas inserido no Plano Nacional de Energia 2030.5 1.7 1.7 4. menos de 0. Mas.000 100.5 127. Em 2008. produzido em 2008. Baseado em estimativas de organismos internacionais.0 204. com exceção do aproveitamento da energia potencial em usina maremotriz (contida no movimento das águas). Nenhuma.6 MAR O potencial de geração de energia elétrica a partir do mar inclui o aproveitamento das marés.0 162.4 % em relação ao total 30.2 20.5 – Projeção da capacidade instalada (MW).0 434. apresenta custos competitivos frente às demais fontes. correntes marítimas. 2008. 300.Capítulo 5 | Outras fontes Tabela 5.4 na página seguinte) ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa. energia térmica e gradientes de salinidade. todas as tecnologias estão em fase de desenvolvimento.5 807.720.0 5.3 456.000 2002-2010 2011-2025 2026-2050 200.5 2. ondas. 88 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .0 959.0 9.978.000 0 Solar PV Eólica na terra Eólica no mar Onda Maré Gráfico 5.Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) País Estados Unidos Filipinas México Itália Indonésia Japão Islândia Nova Zelândia El Salvador Costa Rica Quênia Total Fonte: BP. 2007. a expansão poderá ocorrer de forma acentuada. o total estimado para a energia potencial da maré é de 22 mil TWh por ano.3 9. que tem diversos projetos pilotos. Segundo registra a EPE.

net World Wind Energy Association (WWEA) – disponível em www. No Brasil.epe. França e Rússia. Índia. por sinal. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.4 – Geração de energia em usina maremotriz. México.com. estudos realizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam para um potencial de 40 GW (gigawatts).gov. Coréia do Sul.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.br REN21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century).gov.treehuger. Canadá.ren21. fazendo a turbina se movimentar no sentido contrário Figura 5.windea. Estados Unidos e Rússia. a proposta é construir uma usina composta por 20 módulos. com capacidade de geração de 500 kW (quilowatts). Tecnológico (CNPq).bp.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.mme.gov. A Coppe.iea.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. Austrália. Fonte: Adaptado de www. aneel.br BP Global – disponível em www. Reino Unido. Entre os países com projetos piloto para aproveitamento das marés ou das ondas estão Estados Unidos.Outras fontes | Capítulo 5 Os principais locais para aproveitamento das marés são Argentina. Renewables 2007 – Global Status Report. Realizado em parceria com o governo local e financiado pela Eletrobrás e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e O movimento das ondas pressiona o mar movendo a turbina As ondas retornam e sugam o ar. está em fase de implantação de um projeto piloto para geração de energia a partir das ondas no litoral do Ceará. disponível em www.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 89 . Canadá.

Capítulo 5 | Outras fontes Petrobras 90 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural Atlas de Energia Elétrica do Brasil 91 6 .

O destino dado ao gás natural após esta aplicação determina se o ciclo da termelétrica será simples (ou aberto) ou combinado (fechado). Na termelétrica a ciclo combinado. em elétrica. o calor e o vapor utilizados em processos industriais. ainda em alta temperatura. o que pode ser um fator de competitividade no momento atual. direcionado às turbinas.Capítulo 6 | Gás Natural Box 6 A produção de energia elétrica e a co-geração A aplicação do gás natural na produção de energia elétrica pode ser dividida em duas modalidades. além do gás natural. No primeiro caso – o mais tradicional – os gases são resfriados e liberados na atmosfera por meio de uma chaminé. se não utilizado. O resultado é a emissão de gases em alta temperatura. Outra é a co-geração.7%. Um dos argumentos favoráveis à co-geração é a possibilidade de utilização da energia que naturalmente se perde no processo de geração da eletricidade nas termelétricas. um terceiro é a redução do volume de gases lançados na atmosfera. em seguida. do ar quente ou da refrigeração. que provocam o movimento das turbinas conectadas aos geradores de eletricidade. No ciclo simples. inclusive no Brasil. Entrada de ar Reservatório de óleo Compressor câmaras de combustão segundo análise sobre o gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030. Outro é a independência em relação ao suprimento fornecido por terceiros – no caso brasileiro. transforma-se em mecânica e. seria liberado na atmosfera. também. Finalmente. os dois últimos são produzidos a partir do calor gerado na produção da eletricidade por usinas em ciclo simples e que. Exaustor Turbina Gerador Transformador Linha de Gás Natural Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do gás natural 92 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A opção por um ou por outro depende. A co-geração pode ser realizada com todos os combustíveis usados em usinas termelétricas – por exemplo. Assim. o grau de eficiência é de 38. óleos. novamente provoca o seu movimento. da disponibilidade de suprimento e das características do consumidor. Em síntese. portanto. Uma delas é a geração exclusiva da eletricidade. biomassa e carvão. em que os consumidores estão cada vez mais exigentes com relação ao impacto ambiental provocado pelos produtos que adquirem. A tecnologia do ciclo combinado é recente (década de 80) e passa por processo de expansão em todo o mundo. a primeira etapa do processo consiste na mistura de ar comprimido com o gás natural a fim de se obter a combustão. No ciclo combinado. Embora exija maiores investimentos que aqueles aplicados nas usinas de ciclo simples. Nas usinas termelétricas. os gases são transformados em vapor que. da qual se extrai. Em outras palavras: com a mesma quantidade de gás natural é possível obter maior produção de energia elétrica. energia térmica e vapor. A energia térmica. a característica básica de termelétricas a ciclo combinado é a operação conjunta de turbinas movidas a gás e a vapor. o processo de co-geração permite a produção simultânea de energia elétrica. o grau de eficiência fica em torno de 50%. No caso do gás natural. pelas distribuidoras ou comercializadoras de energia elétrica. em última instância. Este calor é recuperado antes da emissão dos gases e destinado à produção de vapor. aumenta a eficiência do processo de geração.

o gás natural manteve a terceira posição na matriz energética mundial (abaixo de carvão e derivados de petróleo). era considerado um estorvo ao ser encontrado junto com o petróleo. No século XIX. No entanto. Gráfico 6.227 bilhões de metros cúbicos (m3) para 3. Ainda assim. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 93 . Uma posição que detém até hoje e que deverá manter no médio prazo.6% 34. ao passar de 1.4% 16% 2. 2008.1 e 6. 6 41% 6. Fonte: IEA.8% Nuclear Carvão Petróleo Gráfico 6. a produção mundial mais que dobrou.2% 20. nos Estados Unidos.2% 10.3% 14.2 abaixo).1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006. No século XX.8% 26% Biomassa Gás Natural Outras Nuclear Petróleo Hidráulica Carvão 20. sendo superado apenas pelo carvão (Gráficos 6. o consumo entrou em franca expansão e o gás natural transformou-se na fonte de energia de origem fóssil a registrar maior crescimento no mundo. Fonte: IEA. publicado pela International Energy Agency (IEA) em 2008.5% 2. pois exigia uma série de procedimentos de segurança que encareciam e complicavam as atividades de prospecção.1 INFORMAÇÕES GERAIS O gás natural transformou-se de sapo em príncipe na matriz energética mundial. 2008.1% 0. segundo o estudo Key World Energy Statistics.1% Hidrelétrica Gás Natural Outras 5.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006.Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural 6. a partir dos anos 80.031 bilhões de m3. Apenas como exemplo: entre 1973 e 2007. saltou do quarto para o segundo lugar dentre as principais fontes produtoras da energia elétrica.

como registra o estudo BP Statistical Review of World Energy 2008. energia hidráulica e eletricidade.4 em seguida). Neste caso.3% 2.2 3.3 6. Este comportamento resultou na intensificação das atividades de prospecção e exploração.1% 2. quanto mais pulverizadas as reservas. O resultado foi não só o aumento do volume. este é o maior entrave à disseminação do energético. a participação atual.1 1. mais próximas dos centros consumidores elas se encontram. a participação é de 3. de 9. coloca o gás natural na quinta posição na matriz energética nacional.3%. a evolução no mesmo período foi ainda mais expressiva: 5650%. Gráfico 6. Historicamente. produtos da cana-de-açúcar e petróleo e derivados. Fonte: MME. A nova distribuição geográfica também favoreceu o transporte.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. mas também a expansão geográfica das reservas provadas (são reservas cujos reservatórios estão em produção ou os fluídos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes). 2008 (adaptado). Afinal. ao passar de 0.3 abaixo. como América do Norte e antiga União Soviética. particulamente entre os países em desenvolvimento.2 bilhões de m3 para 11. 40 35 30 Participação % 25 20 15 10 5 0 Superado por lenha e carvão vegetal.3 bilhões de m3.0 14.5 9. visto necessitar de elevados investimentos. 2008.Capítulo 6 | Gás Natural No Brasil. Ainda assim. essas reservas concentravam-se em poucas regiões. Fonte: MME.5% Nuclear Carvão Petróleo Gás Natural Hidráulica Biomassa O interesse pelo gás natural está diretamente relacionado à busca de alternativas ao petróleo e de fontes menos agressivas ao meio ambiente. o gás natural fica atrás da hidráulica e biomassa (Gráfico 6. como mostra o Gráfico 6. 36. tanto na construção de dutos especiais quanto no processo de produção do GNL (gás natural liquefeito).4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007. Na produção de energia elétrica. 94 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .1 a seguir.3%.8% 85.7 16. 4.7 12. conforme Figura 6.5% 1.6% 3. Até a década de 70.4 Urânio e derivados Petróleo e derivados Produtos da cana-de-açúcar Energia hidráulica e eletricidade Lenha e Carvão vegetal Gás natural Carvão mineral e derivados Outras renováveis Gráfico 6.

é recente. Essa tecnologia.00 1. tem custos elevados e é dominada por poucas companhias. Este recurso natural também pode passar por um processo de transformação para dar origem a derivados similares aos do petróleo. desde os anos 80. Fonte: BP. Este energético pode ser utilizado tanto na geração de energia elétrica. as reservas provadas mundiais no final de 2007 eram suficientes para o abastecimento mundial durante os próximos 60 anos. depende de inúmeras variáveis.01 a 8. está entre os países com maiores reservas da América Latina. mas encontra-se distante dos centros consumidores. GLP). Essa importação foi proporcionada pelo início de operação do gasoduto Bolívia/Brasil em 1999.00 2. transformando-se em um dos maiores fornecedores mundiais.0 Figura 6. denominada gas-to-liquid (GTL). Um exemplo é o próprio Brasil. o comportamento do consumo e a expansão das fontes renováveis de energia.09 a 1. Assim. cuja expansão acelerada do consumo está diretamente relacionada às importações da Bolívia – que. a aplicação é possível em todos os setores da economia: indústria. Outros elementos positivos são a capacidade de dispersão em casos de vazamento e a pequena emissão de poluentes em toda a cadeia produtiva se comparado aos demais combustíveis fósseis. É encontrado no subsolo.01 a 2. O gás natural é um hidrocarboneto resultante da decomposição da matéria orgânica durante milhões de anos. a continuidade das atividades de exploração. Um caso de aumento da comercialização com base no GNL é o Oriente Médio. Entre elas. Isto representa um decréscimo em relação às projeções com base na conjuntura de 2005. particularmente o Irã.01 a 45.Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3. esta matéria orgânica de origem animal Atlas de Energia Elétrica do Brasil 95 . Por isso. Em suas primeiras etapas de decomposição. Europa e Ásia. serviços e residências. junto à Argentina e Venezuela. comércio. O que é o gás natural A versatilidade é a principal característica do gás natural.Gás Natural | Capítulo 6 Reservas de gás natural em 2007 (trilhões de m³) 0. porém. quanto em motores de combustão do setor de transportes. calor e vapor.00 8. o que preserva a utilização dos combustíveis fósseis. De acordo com o BP Statistical Review of World Energy 2008.1 . porém menos agressivos ao meio ambiente. apenas a partir do desenvolvimento da tecnologia do GNL passou a exportar para América do Norte. A região possui uma das maiores reservas mundiais. que apontavam para 66 anos. 2008 (adaptado). A configuração deste cenário. na produção de chamas (como substituto ao gás liquefeito de petróleo. em rochas porosas isoladas do meio ambiente por uma camada impermeável.

1 ao lado. A cadeia produtiva do gás natural envolve seis etapas. De acordo com o balanço anual da Petrobras referente a 2007. também reduziu sua participação no período: de 9. etano.36 41. ácido clorídrico e metanol. comandos remotos e demais acessórios que permitirão a produção).5%.2% de 1987. 6.Reservas de gás natural no mundo Paises 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 40 Rússia Irã Catar Arábia Saudita Emirados Árabes Estados Unidos Nigéria Venezuela Argélia Iraque Brasil Outros Total Fonte: BP. das quais a maioria conta com participação da Petrobras no capital acionário.00 3. que consiste na instalação da infra-estrutura necessária à operação do poço e nas atividades de perfuração. o país tem 27 empresas. que hoje detém 33. A quinta é o transporte e armazenamento (esta última não existe no Brasil.2 RESERVAS. A primeira é exploração. mais pulverizados e. a única companhia a operar na exploração e transporte de gás natural é a Petrobras. com 73. o que favorece o transporte por navios chamados “metaneiros”.1 abaixo mostra os países com maiores reservas de gás natural. Os ramais secundários.20 15. que liga o poço às instalações de distribuição. de 177.40 3.Capítulo 6 | Gás Natural produz o petróleo. processamento em campo (para separação do petróleo em caso de o gás ser associado) e o transporte até a base de armazenamento. Tabela 6. Beneficiado pelos recursos existentes no Irã e pela intensificação das atividades de exploração nos últimos 20 anos.50 1. Trilhões m 44. esse material é encaminhado a plantas ou terminais de armazenamento e regaseificação para posterior distribuição. No porto receptor. A Tabela 6.15 4. Por isso. Essas empresas detêm o monopólio de atuação em suas regiões de concessão. em proporções variadas.36 trilhões de m3.17 0. Assim como ocorre no petróleo. válvulas.52 3. propano. na qual o foco é a possibilidade de ocorrência ou não do gás natural. finalmente. No Brasil.50 100 96 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . no geral. Esse processo reduz o volume 600 vezes. são menores. butano. No caso de não ser possível construir o gasoduto. mas também há. de modo a formar um estoque regulador para o inverno). no qual atinge 160 graus abaixo de zero. há a distribuição.6 7.3 5. O Oriente Médio liderava o ranking mundial. O elemento predominante é o gás metano. 2008.5% de participação.17 6.70 14. Já para a distribuição. O ramal principal.98 5. gás carbônico. A quarta é o processamento. como processo de formação e condições de acumulação no reservatório.1 . diante dos 42. O transporte do poço às unidades de consumo exige a construção de uma rede de gasodutos de capacidade e pressão variáveis. A terceira é a produção.2 trilhões de m3. A proporção de cada um na composição final depende de uma série de variáveis naturais. na qual se retiram as frações pesadas e se realiza a compressão do gás para a terra ou para a estação de tratamento.5% para 4. o gás passa por um processo de liquefação. A segunda é a explotação. completação e recompletação de poços (colocação das cabeças de vedação.57 177.40 4. que chegam ao consumidor final. é dimensionado para transporte de grandes volumes a elevada pressão. conforme registra o BP Statistical Review of World Energy 2008. deve ser odorizado para que eventuais casos de vazamento sejam detectados. é comum a descoberta do gás natural tanto associado ao petróleo quanto em campos isolados (gás natural não associado).00 2.36 % 25. nitrogênio. o país contava com uma malha total de 6. subterrâneos.40 3.09 5. E. além de outros. que é a entrega do gás natural para o consumidor final.20 23.8 25. sozinha ou em parceria com a iniciativa privada (como é o caso do gasoduto Bolívia/Brasil). o gás natural não tem cheiro e é mais leve que o ar.511 quilômetros de dutos conforme mostra o Mapa 6.3% do total. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO As reservas totais provadas no mundo eram. correspondentes a 41. a região superou a tradicional Europa e antiga União Soviética. o gás natural. a composição básica do gás natural são as moléculas de hidrocarbonetos (átomos de hidrogênio e carbono) encontradas em estado volátil e de baixa densidade. Assim. água. Para o caso de grandes consumidores. há uma estação intermediária chamada city gate. ao final de 2007. mas é comum em países de clima frio. Em seu estado bruto.65 27. outra região tradicional entre as maiores do ranking.90 2. A América do Norte. Em seus últimos estágios de degradação.80 0.

U .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km O S N L MAPA 6.2007 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 97 .Coari) Urucu .Vitória Campinas .Carmópolis SE Carmópolis (trecho: Catu .Vitória 20º S 20º S MS Gasbol Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR UEG SP RPBC Gasvol Gasan Caraguatatuba .2600 SC Argentina 30º S RS 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Fluxos (Operação) Fluxos (Planejamento) Gasodutos em Construção Gasodutos em Operação UPGN`s Fonte: ANP.Taubaté) DF Cacimbas .Estrutura de produção e movimentação de gás natural .Rio (trecho Replan .U .2500 Gaspal Gasbel RJ Cabiúnas . 2007.1 .2500 Reduc .Itaporanga) Atalaia Catu Candeias Gaseb Bahia Cacimbas . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .U .Vitória Cabiúnas URL I e II Cabiúnas URGN Cabiúnas UPCGN I e II Cabiúnas UPGN MG Cacimbas Lagoa Parda UPGN Lagoa Parda DPP ES Lagoa Parda .Carmópolis Pilar e Carmópolis .Catu Bolívia GO Campinas .Paracambi) Reduc .Taubaté Gasbol Gasduc I e II Reduc .Rio (trecho: Taubaté .Pilar) AL Gasalp 10º S Peru MT BA Catu .Manaus PA Lubnor Gasfor MA CE RN PB Nordestão Guamaré I. II e III PI AC 10º S RO TO Catu .Gás Natural | Capítulo 6 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o AM Urucu I. II e III Garsol (Urucu .Carmópolis PE (trechos: Itaporanga .

por exemplo.8 3.0 91. 98 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Bilhões de m3 652.3 .4 69. era crucial preservar a água dos reservatórios. é a maior fornecedora para os dois países.5 bilhões de m3). Tabela 6. por meio de uma rede de gasodutos.6 2. enviou apenas 0.8 bilhões de m3. comprometeram a operação de várias termelétricas abastecidas pelo combustível em um período de seca – quando.3 2940.7 2. Para a Argentina.8 bilhões de m3 em 2007). ela favorece a expansão do consumo.5 2.7% do total) e Estados Unidos (18.1 2. como tem ocorrido nos últimos anos. Nas Américas Central e do Sul.1 2. países que. Para o Brasil. em ocasiões de escassez no fornecimento de energia elétrica. as reservas não são significativas: respondem por apenas 4.7 77. é regional. para os mercados europeus (Tabelas 6.9 183. a ser as maiores produtoras mundiais. Trinidad & Tobago (39 bilhões de m3).3 22. No entanto.8 3. Bolívia. se.85 bilhão de m3.8 2. beneficiadas pelas atividades da Rússia (20. como elemento favorável às atividades. suspende as exportações em benefício do consumo interno.8 111. altamente dependente do gás natural.9 67.3 67.2 .3 0.Produção de gás natural em 2007 País 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o 40o Rússia Estados Unidos Canadá Irã Noruega Argélia Arábia Saudita Reino Unido China Turcomenistão Brasil Total Fonte: BP.0 País Estados Unidos Rússia Irã Canadá Reino Unido Japão Alemanha Itália Arábia Saudita China Brasil Total Fonte: BP. considerando o volume produzido (relação reserva/produção.6 2. de um lado. Com consumo de 652. Em 2006.3 15.4% do total mundial e se mantiveram praticamente inalteradas ao longo dos últimos 20 anos. por meio deles. Mas.9 438.2 3. produz basicamente para o mercado interno.0 75. Ambas são também as maiores consumidoras mundiais e contam. que em 2007 produziu 607.2 3.9 89.5 bilhões de m3) e Bolívia (13. Em 2007. A Argentina.4 2. A importância da produção. ou R/P) ao longo dos últimos anos. Venezuela (28. no entanto. enviou 9.9 % 22.6 6. A participação individual de cada um desses países na oferta mundial de gás natural é pouco expressiva: oscila em torno de 1%. de outro subordina-se à política externa do país fornecedor e às relações bilaterais entre fornecedor e comprador – o que causa uma certa insegurança com relação ao suprimento.4 100 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9 o o o Bilhões de m3 607.8 bilhões de m3 em 2007.8 2.6%). os Estados Unidos não apenas absorvem toda a produção interna (545. Já a Rússia.9 72.0 3. portanto. exporta parte da produção – tanto para os países que compunham a antiga União Soviética quanto.8 100 10 30 Uma característica do mercado do gás natural é o aquecido comércio internacional. embora tenha reservas significativas. Um exemplo é a relação Bolívia-Brasil-Argentina. podem intercambiar o gás natural.7 83.3 abaixo). a Rússia também interrompeu o fornecimento à Ucrânia – totalmente dependente do energético e fornecedora da Europa – alegando a necessidade de aumento de preços.8 75. erguida ao longo do século XX.7 18.2 82.Consumo de gás natural em 2007 % 20. Pela ordem. o que representou a quase totalidade do gás natural importado pelo Brasil. os recursos existentes são suficientes para cerca de 50 anos. os maiores produtores são Argentina (44.3 0. 2008. vendeu 1.5% em 2007.9 bilhões de m3 em 2007) como importam parte do gás natural do Canadá e do México. 2008.1 3. portanto.4 bilhões de m3 para um consumo de 438. com a rede de gasodutos já existente. Tabela 6. A redução dos volumes de gás natural enviados ao Brasil por Bolívia e Argentina a partir de 2007. cuja produção aumentou 6.Capítulo 6 | Gás Natural As duas regiões continuam.4 90.2 e 6.0 2921.7 111.4 11.12 bilhão de m3 para o Brasil e.4 545.8 94.9 bilhões de m3 em 2007.

705 4.477 9.77 -0.786 4..841 5. por localização (terra e mar). principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo.842 8.402 103.08 24.084 234.903 296.340 252.364 26.Reservas provadas1 de gás natural.870 995 2.268 16.836 59. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.991 8.585 1.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.286 18.477 43 44.595 3. como mostra abaixo a Tabela 6.258 21.730 15 7 51.337 3. 2.59 4.503 38. 1.471 73.625 1.510 4.375.378 28.470 -4. No total.636 2.465 145.11 4.066 2.059 3.042 -16.221 4.543 74. o gás natural é encontrado.987 3.755 3.271 37.462 3.2% do total mundial e. as reservas nacionais corresponderam a 360 bilhões de m3.826 3.86 .057 14.558 825 2. 3. 2.3 bilhões de m3. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.18 980 901 1. Fontes: Adaptada de ANP/SDP.286 31.554 2.423 1.861 20.084 768 815 814 850 761 4.770 1. menos de 0.159 34 47.241 11.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.448 119.101 1.272 789 1.960 94.774 167.929 15.32 -6.28 -6.261 5. as perspectivas de maior oferta futura de gás natural no Brasil localizam-se no Espírito Santo.547 168.897 104. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 99 .419 5.601 68 44.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.681 2.508 76.860 364.398 220.930 5.549 106.139 3. na Bacia de Santos.388 1.181 17.999 145.Inclui condensado. suficientes para abastecer o país durante 32.808 6.385 37.940 85.047 3.91 1.3 anos considerando o volume produzido no período.185 44. principalmente.257 3.244 2.944 145. em 2007.467 15.246 4.171 1.289 4.18 -66.978 11.918 1.14 1.00 Localização Terra Reservas provadas de gás natural (milhões m3) 1998 1 1999 1 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 07/06 % . Tanto que a maior parte das reservas localiza-se no mar e não em terra.917 47.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.758 225.45 2..875 76. associado ao petróleo.58 3..525 16.018 9.049 78.183 2.56 .070 61 44 49.4.756 231.Gás Natural | Capítulo 6 No Brasil.766 17. segundo Unidades da Federação Unidades da Federação CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar Terra PR3 Mar SC4 AM MA RJ2 SP Mar Terra Terra Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 127.206 8.165 22. 4.154 864 1. . Notas: .477 244.731 168.126 2.515 4. Bacia de Campos e.669 78.563 925 1.397 825 1.752 9 7 53.522 568 206 52.075 119.499 14.131 6. Segundo estudo sobre gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030. Tabela 6.809 8.354 326.288 10.525 14.232 164. de acordo com a BP.132 19.719 17.395 273.339 3. 2.474 2.23 -8.381 347.083 2.45 13.269 3.743 245. de 11.643 306.597 26 11 49.860 17.118 820 980 861 1.572 222.312 4.696 71.379 2.453 5.08 -19.961 15.273 77.438 3.881 68.385 23.942 -0.496 800 5. em geral.286 15.237 9.594 1 0.233 142.837 1.904 4.774 3.751 12.58 -26.Reservas em 31/12 dos anos de referência.893 116.198 829 1.186 3.520 7.4 .140 85.664 98.716.151 1.

o país contou com a oferta total de 28. com descobertas de gás associado a petróleo na Bahia.196 28 1.9 bilhões de m3. ainda que o consumo no setor residencial e de transporte rodoviário também tenha aumentado – com destaque a este último.15 bilhões de m3 e as importações ficaram em 10.913 5.408 768 4. em 1999.518 17. poderá lhe conferir. a Petrobras constrói o gasoduto Urucu- Tabela 6.233 825 561 264 5. o campo de Mexilhão. era dependente das importações da Bolívia.091 1.5 ao lado. atendida em 2008 por termelétricas movidas a óleo combustível e óleo diesel. O Brasil também dispõe de importantes reservas no estado do Amazonas. ou 4% a mais que no ano anterior. passando por cinco estados brasileiros (Mato Grosso do Sul. Na bacia de Urucu.152 10. as dimensões do campo de Júpiter são similares ao campo de Tupi. em 2007 o país consumiu 22. Com um total de 2. porém.444% se comparado a 1997.194 37 804 0 175 41 1. A produção local foi de 18.085 168 81 162 116 525 2007 18.348 Coari-Manaus. segundo a Petrobras. milhões m³ 1997 9. a exploração e produção estenderam-se também às bacias de Sergipe e Alagoas. descoberto em 2007 também na Bacia de Santos.640 1. também.Perdas e Ajustes (*) Consumo total Transformação Produção de derivados petróleo Geração elétrica Consumo final Consumo final não-energético Consumo final energético Setor energético Residencial Comercial/Público Transportes Rodoviário Industrial Cimento Ferro-gusa e aço Ferro-ligas Mineração e pelotização Não-ferrosos e outros meta Química Alimentos e bebidas Têxtil Papel e celulose Cerâmica Outros (*) Inclusive não-aproveitada e reinjeção.286 877 16.573 22.627 2. enfrenta críticas principalmente de ambientalistas. o início de operação do gasoduto Bolívia/ Brasil.592 6. cujas reservas são estimadas entre 176 bilhões e 256 bilhões de m3.Capítulo 6 | Gás Natural A exploração do recurso no país começou timidamente nos anos 40.013 bilhões de m3).Produção de gás natural no Brasil Gás Natural Identificação Produção Importação Var. a maior parte destinada ao setor industrial (9. com a descoberta na Bacia de Campos. Fonte: MME. no médio prazo. que registrou uma variação de 10% em relação a 2006 e de 5. 2008.226 81 92 47 47 3. como mostra o BEN.334 -5.825 0 -3. Descoberto em 2003 na Bacia de Santos. O movimento será estimulado. principalmente.013 251 377 2.379 33 264 718 2.567 667 423 678 1. que visa transportar gás natural para geração de energia elétrica em Manaus. o gasoduto parte de Rio Grande (Bolívia) e chega a Porto Alegre (RS).33 bilhões de m3. o campo tem capacidade estimada para produzir 15 milhões de m3 por dia. 6. rico em gás natural e localizado na camada pré-sal da Bacia de Santos. O grande salto das reservas ocorreu nos anos 80. Santa Catarina e Rio Grande do Sul). que são ligeiramente diferentes dos dados da BP.Est. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional (BEN).486 bilhões de m3 (a diferença entre a oferta total e consumo corresponde às perdas do processo). aumentou significativamente a oferta do gás natural no país. Assim. da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). primeiro empreendimento da Petrobras de gás natural não associado ao petróleo. a produção atendeu apenas às indústrias do Recôncavo Baiano. A estimativa de reservas ainda está em fase de levantamento mas.559 2.8 bilhões de m3. portanto. o Brasil. Até 2010 deve entrar em operação.109 3. O gasoduto.593 quilômetros de extensão. elas são estimadas em 52. a auto-suficiência. Paraná. uma vez que o seu trajeto passa próximo a reservas indígenas. com capacidade para transportar 30 milhões de m3 por dia. A descoberta do campo de Júpiter. Em 2008.5 . Inicialmente.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A IEA estima que a demanda por gás natural para produção de energia elétrica irá manter-se em expansão mundial até 2020. Finalmente. que apontam para o seu alto impacto ambiental e social. particularmente em regiões como Ásia e África. São Paulo.196 bilhões de m3) e para usinas termelétricas (4.559 9. No local. pela substituição de outros 100 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . como mostra a Tabela 6.409 4. Após alguns anos.

No Brasil. de 103 mil MW.803 114.MG Seropédica .150 3.080 250.RN Araucária . Em novembro de 2008. Braskem S/A. Administradora Carioca de Shopping Centers S/C Ltda. existem 85 usinas termelétricas abastecidas a gás natural em operação no país.BA Dias d’Ávila . Petróleo Brasileiro S/A.SE São Paulo . a participação das termelétricas movidas a gás natural deverá aumentar.600 334 4. Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste PETROBRÁS Petróleo Brasileiro S/A. Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A.Gás Natural | Capítulo 6 combustíveis fósseis. Bayer S/A. como mostra a Tabela 6. Sociedade Fluminense de Energia Ltda.200 9.SP Alto do Rodrigues .CE Aracaju . a matriz da energia elétrica é predominantemente hidráulica e esta característica não deverá se alterar no médio prazo. Tabela 6. Termobahia S/A. vários países menos desenvolvidos passaram a avaliar a aplicação do gás natural para a produção de energia elétrica. a exemplo do que ocorria com os países industrializados. Duas características se destacam neste conjunto. comercial ou de serviços.6 abaixo. Petróleo Brasileiro S/A.SE Ibirité . com um total instalado de 11 mil MW (megawatts) – ou pouco mais de 10% da potência total instalada no país. A primeira é a concentração dos empreendimentos nas regiões em que já existem gasodutos em operação – o que favorece o acesso ao suprimento por parte dos operadores. No entanto.SP Jacareí . Votorantim Celulose e Papel S/A. de acordo com o Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela EPE. Companhia de Gás de São Paulo Condomínio Centro Empresarial Nações Unidas S/C Continua Atlas de Energia Elétrica do Brasil 101 .RJ Rio de Janeiro .6 .BA Aracaju . Condomínio do Shopping Center Jardins S/A. Energyworks do Brasil Ltda. Petróleo Brasileiro S/A.000 385. Essas usinas operariam de maneira complementar às hidrelétricas. onde é necessário preservar os reservatórios. como carvão e derivados de petróleo. seriam colocadas em operação em momentos de acentuado aumento de demanda ou redução da oferta hidráulica – por exemplo. as tecnologias de geração termelétrica avançaram.800 484.RJ Camaçari . Após a crise do petróleo dos anos 70.SP Proprietário Petrobrás Distribuidora S/A.900 3.BA Campos dos Goytacazes .SP São Francisco do Conde .600 226. nos períodos de estiagem.891 2. Companhia Hidro Elétrica do São Francisco Furnas Centrais Elétricas S/A. Simultaneamente. Outra é que boa parte dessas usinas é propriedade de companhias representantes do setor industrial. segundo o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).SP São Paulo .000 138. Em outras palavras. no curto e médio prazos.150 3.840 13.350 4.000 Destino da Energia PIE COM APE PIE APE APE PIE PIE APE PIE PIE SP SP APE-COM PIE APE-COM PIE APE APE APE Municipio Maceió .AL Louveira .PR Fortaleza . embora as empresas de eletricidade ainda estivessem concentradas no carvão e na energia nuclear.RJ São José dos Campos .Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Usina Aeroporto de Maceió Ahlstrom Alto do Rodrigues Araucária Asfor Atalaia Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Bayer Brahma Camaçari Camaçari Campos (Roberto Silveira) Carioca Shopping Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242 Celpav IV Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I) Central de Co-geração Shopping .300 11.RJ São Paulo .Aracaju Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo Cenu Potência (kW) 790 1.400 346.680 185. Iqara Energy Services Ltda.SP Rio de Janeiro .

000 8.000 1.615 18.MG Cabo de Santo Agostinho .CE Balsa Nova .299 8.775 9. Rexam Beverage Can South América S/A. Tractebel Energia S/A.RJ Rio de Janeiro .187.592 5.000 25. Iqara Energy Services Ltda.SP Americana .SP Marechal Deodoro . Coteminas S.250 19.120 87.000 4.300 8.PE Juiz de Fora . Caraíba Metais S/A. Termomacaé Ltda. Continua PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE APE-COM PIE APE APE APE APE COM PIE APE-COM PIE PIE PIE APE APE PIE PIE APE APE APE-COM APE APE Jacareí .RJ Duque de Caxias . Indústria de Papéis Sudeste S/A. Millennium Inorganic Chemicals do Brasil S/A.600 4. GE Celma Ltda.5 5. Exportação e Indústria de Óleos Ltda.PR Mogi Guaçu .063 5.160 1.AL São Paulo .000 529.088 258.552 9.316 4.PR Guarulhos .200 8. Condominio World Trade Center de São Paulo Magnesita S/A. Macaé Merchant) Metalurgia Caraíba Millennium Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Norte Fluminense Norte Shopping Operadora São Paulo Renaissance Pamesa Paraibuna Petroflex 2.825 7.RJ 102 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .080 346.781 206. Condomínio Geral NorteShopping Fundação dos Economiários Federais Pamesa do Brasil S/A.RJ Salvador .SP Juiz de Fora .MT Inpar Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda. Usina Terméletrica Norte Fluminense S/A. Radicifibras Indústria e Comércio Ltda.SP Araucária .Poliamida e Especialidades Ltda.MS Macaíba .RJ Duque de Caxias .SP Volta Redonda .Capítulo 6 | Gás Natural Continuação Cesar Park Business Hotel/Globenergy Cinal/Trikem Condominio World Trade Center Contagem Crylor CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cuiabá Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Eucatex Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Fortaleza GE Celma Ltda.680 922.CE São Paulo .319 5.058.000 APE APE APE APE APE APE APE-COM APE Guarulhos . Energyworks do Brasil Ltda.812 235.072 2. Trikem S/A. TermoRio S/A.350 868.SP Cuiabá .048 5. Eucatex S/A.BA Camaçari . Condomínio Shopping Center Iguatemi Bahia Condomínio Civil Shopping Center Iguatemi Telecomunicações de São Paulo S/A.MG São José dos Campos .750 1.MG Duque de Caxias .SP Salto .800 386. Importação.100 3. Companhia Siderúrgica Nacional Rhodia .RJ Dias d’Ávila .RJ Santo André .794 2.PE Três Lagoas . Petroflex Indústria e Comércio S/A.630 1.SP Caucaia .A.925 3. Usina Termelétrica Juiz de Fora S/A.MS Macaé .119 30.RN Macaé .200 11. Globo Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza IGW/Service Energy Imcopa Inapel Juiz de Fora Latasa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Macaíba (Ex Termo Toalia) Mário Lago (Ex. Petróleo Brasileiro S/A.BA Fortaleza . Indústria e Comércio Petróleo Brasileiro S/A.BA Campo Grande . Empresa Produtora de Energia Energyworks do Brasil Ltda.SP Contagem . Vicunha Textil S/A.RJ São Paulo .SP Pacatuba . Energyworks do Brasil Ltda.CE Petrópolis . Infoglobo Comunicações Ltda.SP São Paulo . Central Geradora Termelétrica Fortaleza S/A. Energyworks do Brasil Ltda.SP Cabo de Santo Agostinho .

Koblitz Energia Ltda.RS Canoas . estão localizados na região Sudeste.CE Caxias do Sul . passar a ser considerado como uma fonte de energia privilegiada e estratégica a ser desenvolvida e utilizada. Suzano Termo Norte II Termocabo Termoceará Termopernambuco UGPU (Messer) Unidade de Geração de Energia -Área II Uruguaiana Vitória Apart Hospital Vulcabrás Weatherford Total Fonte: Aneel.PE Caucaia .PE Jundiaí . considerando as usinas em construção e as outorgadas.RJ Cabo Frio .RJ São Gonçalo do Amarante . ao longo dos anos 90. a maior parte da capacidade instalada e o maior potencial de expansão.SP Santo André .098 138.570.000 563. CGDc.SP Porto Velho .000 5. Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S/A. Air Liquide Brasil Ltda.473 1. Koblitz Energia Ltda.600 2.855 12. Cooperativa dos produtores de Cana.027 220.PE Taboão da Serra .RS Serra .952 3. Solvay Indupa do Brasil S/A. Stepie Ulb S/A.315. 4. Petróleo Brasileiro S/A.RS Cabo de Santo Agostinho .FAFEN Energia) Santa Cruz Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sesc Senac-Cass Shopping Recife Shopping Taboão Solvay Souza Cruz Cachoeirinha Stepie Ulb Suape. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Condomínio do Shopping Center Recife TDS Centro Comercial Ltda. Companhia de Integração Portuária do Ceará TV Globo Ltda.5 APE APE APE APE PIE SP PIE APE APE APE APE APE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE-COM APE Campos dos Goytacases .SP Uruguaiana .PE Suzano . Vitória Apart Hospital S/A. Vulcabrás do Nordeste S/A. Weatherford Indústria e Comércio Ltda. Rhodia .700 6.600 6. Em novembro de 2008.Poliamida e Especialidades Ltda.250 4. Termo Norte Energia Ltda.300 4.900 2.980 334 11. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 103 .000 2.CGDe.SP Camaçari . O estudo também afirma que o caso brasileiro reflete o modelo presente na maior parte dos países desenvolvidos.ES Horizonte .Gás Natural | Capítulo 6 Continuação Policam Ponta do Costa Porto do Pecém PROJAC Central Globo de Produção Rhodia Paulínia Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .000 4.530 97. Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda.RJ Recife .SP Limeira . Furnas Centrais Elétricas S/A. 2008.000.RS Rio de Janeiro .756 7.950 12. Segundo o estudo sobre gás natural que integra o Plano Nacional de Energia 2030.000 639.RS Refinaria Nacional de Sal S/A.000 39.100 4. a Aneel registra um total de 30 usinas termelétricas em fase de construção ou outorga. somente após a crise energética dos anos 70 e. FAFEN Energia S/A.020 1.900 426.CE Ipojuca . Termocabo Ltda.SP Cachoeirinha . Termopernambuco S/A.000 532. Termoceará Ltda.BA Rio de Janeiro . Souza Cruz S/A.CE Rio de Janeiro . principalmente.RO Cabo de Santo Agostinho . onde o gás natural foi gradualmente abandonado durante a primeira metade do século XX para.RJ Canoas . Suape. Isto permite depreender que são instaladas em regime de auto-produção (de forma a tornar o consumidor independente do fornecimento de terceiros) ou co-geração (gerando energia elétrica e calor para os processos industriais) como mostra o Box 6.RJ Paulínia .

com International Energy Agency (IEA) – disponível em www. epe. O estudo ainda enumera como condicionantes de suprimento de gás natural para geração termelétrica no Brasil a oferta total de gás disponível para atendimento do mercado brasileiro. entre os impactos socioambientais positivos. e geração local de empregos.org Petrobras – disponível em www. inclusive metano.com 6. incremento das atividades de comércio e serviços. comércio e serviços de transporte. Fonte: Petrobras. óxidos de nitrogênio (NOX) e.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O gás natural apresenta uma vantagem ambiental significativa em relação a outros combustíveis fósseis. como o carvão. a disponibilidade de infra-estrutura física para escoamento da oferta (produção e/ ou importação) até os mercados consumidores. Além disso. como altura da chaminé. No entanto.anp.petrobras. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. o estudo sobre gás natural do Plano Nacional de Energia 2030 registra que o volume de CO2 lançado na atmosfera pode ser entre 20% e 23% inferior àquele Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.gasnet. monóxido de carbono e alguns hidrocarbonetos de baixo peso molecular. o maior ou menor impacto ambiental da atividade está relacionado à composição do gás natural. relevo e meteorologia. Na cadeia produtiva do gás natural. não exigem a escolha de um terreno específico e podem ser construídas nas proximidades de centros de consumo. nos setores industrial. Os principais poluentes atmosféricos emitidos pelas usinas termelétricas a gás natural são dióxido de carbono (CO2). ao processo utilizado na geração de energia elétrica e remoção pós-combustão e às condições de dispersão dos poluentes. em menor escala. característica que tem sido um dos entraves ao licenciamento ambiental.br BP Global – disponível em www.gov.bp. Construção do gasoduto Brasil-Bolívia.br 104 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . principalmente na fase de exploração e produção do gás natural e da construção da usina.Capítulo 6 | Gás Natural produzido pela geração a partir do óleo combustível e entre 40% e 50% inferior aos casos de geração a partir de combustíveis sólidos. e o uso do gás natural em outras aplicações. Apenas como exemplo. Quantitativa e qualitativamente.br Gasnet – disponível em www. em função da menor emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa.com. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. há a geração de royalties para os municípios em que as usinas estão localizadas.aneel. as termelétricas.iea.gov. por se tratarem de unidades de pequeno porte. o que inclui tanto o acesso a reservas domésticas de gás quanto a importação desse energético.br Agência Nacional de Petróleo. Isto elimina a necessidade de grandes linhas de transmissão para transporte da energia produzida às instalações de distribuição. uma restrição feita a essas usinas é a necessidade de captação de água para o resfriamento do vapor.gov.

Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Acervo TDA Derivados de Petróleo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 105 7 .

as condições de dispersão dos poluentes (altura da chaminé. novamente para a caldeira. um condensador e um sistema de bombas. maior o potencial de emissões. por meio do sistema de bombas. O sistema convencional das termelétricas – o ciclo Rankine – consiste basicamente de uma caldeira. Após mover as turbinas. O gerador transforma a energia mecânica em energia elétrica. queimado em uma câmara de combustão. Este líquido. que se transforma em vapor. é o fluido de resfriamento. Quanto mais denso o combustível utilizado. De forma bastante simplificada. o processo de queima ou remoção pós-combustão e. que repetirá o processo de produção da energia térmica que se transformará em mecânica para movimentar as turbinas. Na caldeira. O volume e o tipo de gás emitido variam conforme a composição do combustível a ser queimado. Quanto maior a temperatura deste vapor. Por isso. que circula dentro de serpentinas conectadas ao equipamento. diesel e ultraviscoso são rejeitados por ambientalistas como fontes de geração de energia elétrica. O calor obtido nesse processo é usado para aquecer e aumentar a pressão da água.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 7 O processo de produção de energia elétrica a partir de derivados do petróleo O processo de produção de energia elétrica é similar em todas as usinas que utilizam como matéria-prima os combustíveis fósseis em estado sólido ou líquido – o que inclui a maioria dos derivados de petróleo. derivados de petróleo como os óleos combustível. No entanto. Chaminé Aquecedor de água Transformadores Turbina Gerador Pré Aquecedor de ar Caldeira Disjuntores Ventilador de entrada Ventilador de saída Bomba de água de alimentação da caldeira Bomba de condensado Condensador Bomba de circulação Água de Resfriamento Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do petróleo 106 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . As etapas de combustão e resfriamento (que também implica a remoção de gases incondensáveis do vapor) são aquelas em que os gases poluentes são liberados na atmosfera. uma turbina a vapor. esse material é transportado até a usina. ainda. posteriormente. os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados nos últimos anos e a instalação de equipamentos auxiliares tornaram possível aumentar o nível de eficiência da combustão e reduzir o volume de gases poluentes emitidos. relevo e meteorologia). A água. maior a eficiência das turbinas. é direcionado. que recebe o calor liberado pela combustão. o vapor é direcionado ao condensador para retornar ao estado líquido. por sua vez. Este vapor movimenta as turbinas que transformam a energia térmica em energia mecânica. a água passa do estado líquido para o gasoso (vapor) a uma pressão bem maior que a atmosférica. estocado e.

controlada pelo Governo Federal. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 107 . Isto porque o petróleo e seus derivados transformaram-se. com reservas estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris. A primeira foi o Poço de Tupi. anunciou a descoberta de um campo de petróleo na camada pré-sal (abaixo da camada de sal) na Bacia de Santos. a descoberta provocou forte impacto positivo na opinião pública. Fonte: IEA. Além disso. também. não só na principal fonte primária da matriz energética mundial.1 6. Mesmo assim. em insumo para praticamente todos os setores industriais.1 Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).5 10.2 Petróleo Carvão Gás Natural Biomassa Nuclear Hidrelétrica 0.6 Outras Gráfico 7.2 2. que durante anos buscou a auto-suficiência no recurso.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Derivados de Petróleo 7.6 bilhões de barris. desenvolvimento tecnológico específico e não tem data marcada para ser iniciada. pois tem potencial para fazer com que o país aumente significativamente o volume de suas reservas. a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras). O campo de Júpiter foi a segunda grande descoberta anunciada pela empresa e a estimativa de suas reservas ainda está em fase de cálculo. no mesmo nível dos grandes produtores mundiais. ao longo do século XX. as descobertas na camada pré-sal da Bacia de Santos colocam o Brasil. mas. de 12. Descobertas como estas têm importância estratégica para qualquer país no mercado internacional. 7 40% 30% 20% 10% 0 34. litoral brasileiro. A exploração exigirá elevados investimentos. como mostra o Gráfico 7.4 26. Tanto que o país foi convidado pelo Irã para integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). também na Bacia de Santos.1 INFORMAÇÕES GERAIS No primeiro semestre de 2008. A expectativa é de que todo o pré-sal tenha mais de 30 bilhões de barris.1 abaixo. 2008.0 20.

Nos últimos anos. para atividades específicas.O objetivo oficial era lutar contra o terrorismo. seja pelo custo e. as mais representativas ocorreram na década de 70. As duas crises provocaram problemas econômicos em vários países – inclusive um racionamento de derivados no Brasil – e sinalizaram para a necessidade de redução da dependência da substância. a queda foi mais acentuada. a deposição do xá do Irã.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Durante milhares de anos.2. que deu origem à chamada II Revolução Industrial. O crescimento exponencial de sua aplicação veio em 1930. a busca de fontes alternativas tornou-se mais premente. um dos maiores fornecedores mundiais do óleo. o petróleo começou a ser aplicado em maior escala. como na 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 7. outra sugere uma estratégia para se apoderar do petróleo da nação iraquiana.70 para US$ 11. e aumento da participação no comércio internacional. o petróleo era a segunda principal fonte. o que fez com que a substância rapidamente se transformasse na principal fonte da matriz energética mundial. Em razão destes elementos. ao mesmo tempo em que provocou acentuado desenvolvimento econômico e social. Com isso. Das guerras. fertilizantes. como a nafta. chineses e incas. portanto. tintas. transporte.2 abaixo. passaram a ser aplicados como insumo industrial na fabricação de produtos bastante diversificados como materiais de construção. segundo a International Energy Agency (IEA). Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. superada apenas pelo carvão.00. Em 1973. achar armas de destruição em massa que possivelmente o governo iraquiano teria em estoque. Em 1979. o petróleo também gerou sucessivas guerras e crises internacionais ao longo do século XX. que dominavam as quatro fases da cadeia produtiva: extração. aliás. gás natural e nuclear) era a menos utilizada. esse óleo inflamável que brota naturalmente das rochas em algumas regiões do planeta foi utilizado por diferentes povos. Das crises. com a invenção do motor a explosão. em 1973. o petróleo representava 46. Se. Portanto. inclusive produzindo em várias etapas. dentre as principais fontes (carvão. seja por meio da exportação direta do óleo e seus derivados. A partir de meados do século XIX. 1 Invasão do Iraque pelos EUA . porém. água.20). respondendo por 5. entre as vantagens estratégicas do país que detém e controla as reservas de petróleo e a estrutura de refino estão: importância geopolítica. Derivados como gasolina e óleo diesel passaram a ser usados como combustível para os meios de transporte. tecidos sintéticos. 2008. O real motivo ainda causa discussões. o que representava uma ameaça aos Estados Unidos. chegava a 34. Há uma corrente que defende a resposta aos citados atentados. pela competitividade dos produtos industrializados. em 20031. farmacêuticos. 108 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . reunidos na Opep. Em 2006. Na produção de energia elétrica.1% da matriz energética mundial. decidiram reduzir o volume produzido a fim de provocar uma alta do preço do barril (que passou de US$ 2. abalado desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001.4%. segurança interna em setores vitais como transporte e produção de eletricidade. em 2006. como mostra o Gráfico 7. após recuos graduais. fez com que o preço do barril novamente desse um salto e superasse US$ 40. embalagens. Fonte: IEA. Um dos motivos é ambiental: a cadeia produtiva do petróleo e seus derivados é extremamente agressiva ao meio ambiente. gomas de mascar e batons. os países produtores do Oriente Médio. como substituto do óleo de baleia na iluminação e do carvão mineral na produção do vapor. enfrentaram a pressão das grandes companhias petrolíferas. refino e distribuição. nos Estados Unidos. Em 1973. Outros derivados. uma das mais recentes foi a invasão do Iraque pelos Estados Unidos. plásticos. como romanos.8% da matriz elétrica mundial.

Esta última informação técnica. emissões de gases que contribuem para o efeito estufa.659 81.533 99. à qual podem se juntar átomos de oxigênio. Apesar de as cotações terem recuado bruscamente em 2008 – de mais de US$ 140 para cerca US$ 70 por barril – é possível que a tendência de contenção nos volumes absorvidos se acentue a partir de 2008. também. animais marinhos e vegetação típica das regiões alagadiças. Depois disso. na página seguinte. 73. que utilizam tanto a geologia quanto a geofísica.220 101. Assim. nafta.230 85. além da extração. não era incomum o petróleo jorrar naturalmente. Em relatório publicado em 2000.076 milhões de barris por dia.916 milhões de barris por dia e 76. que data a constituição das maiores companhias petrolíferas multinacionais hoje em operação.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 geração de energia elétrica e no consumo de combustíveis.255 81. ou gás de cozinha). combustível marítimo. óleo combustível. em menor proporção. Outro motivo é a perspectiva de esgotamento. composta por carbono e hidrogênio. as jazidas mais próximas do solo se esgotaram. lubrificante. nitrogênio e enxofre. geralmente por caminhões-tanques). como mostra a Tabela 7. formado a partir da decomposição. a médio prazo. confrontada com dados de mercado – tais como condições da oferta.340 76. substância Atlas de Energia Elétrica do Brasil 109 . do consumo e cotações presentes e previstas para o petróleo no mercado internacional – determina se é comercialmente viável produzir o petróleo descoberto. e encontrado apenas em terreno sedimentar. Para produção de energia elétrica. óleo diesel.847 74. como mostra o Gráfico 7. Nas refinarias. 2008. respectivamente. que tem início com a abertura de um poço mediante o uso de uma sonda para comprovar a existência do petróleo. o petróleo é colocado em ebulição para fracionamento de seus componentes e conseqüente obtenção de derivados.377 74. A alta e a volatilidade das cotações do petróleo – que chegaram a superar US$ 124 por barril – provocaram o arrefecimento na evolução do consumo a partir de 2006. refino e distribuição (entrega dos derivados ao consumidor final.Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Produção de petróleo (mil barris/dia) 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Relação 2007/2006 (%) Fontes: BP. se mantidos o ritmo de produção e consumo da época: 74.031 80. No final do século XIX. o óleo superviscoso.829 79. das reservas hoje existentes.573 76. utiliza-se o óleo diesel e o óleo combustível e. querosene de aviação e de iluminação. durante milhões de anos.296 82.17% O que é o petróleo O petróleo é um óleo inflamável. outros poços são perfurados a fim de se avaliar a extensão da jazida. há histórias de fortunas feitas da noite para o dia por obra do acaso. De uma maneira muito simplificada. que correspondem a 159 litros). a cadeia produtiva compreende mais três etapas: transporte do óleo cru (geralmente por oleodutos ou navios). parafinas e coque de petróleo.939 75.904 77. pressão do consumo e aumento das cotações. É dessa época. a IEA estimou que as reservas conhecidas seriam suficientes para o abastecimento mundial apenas por mais cerca de 40 anos.588 72. quanto maior a perspectiva de escassez.317 84. A sua utilização exige o processo de refino. além de íons metálicos. do qual se obtém os derivados que são distribuídos a um mercado consumidor pulverizado e diversificado. de matéria orgânica como plantas.478 77.916 74. Tabela 7. se a recessão mundial prevista de fato se configurar. maiores os investimentos que podem ser aplicados na extração – a primeira fase da cadeia produtiva do petróleo. Dessa época. Esta tecnologia sofisticada foi desenvolvida principalmente ao longo do século XX quando. solventes.3. Mesmo assim. como ocorreu em algumas regiões do Estados Unidos. em função da exploração crescente.111 83. Para encontrar e dimensionar o volume de reservas existentes (medidas em quantidades de barris.326 81. asfalto. principalmente de níquel e vanádio. gasolina. Em caso positivo. Os derivados mais conhecidos são: gás liquefeito (GLP. O petróleo cru não tem aplicação direta.1 abaixo.1 . as indefinições quanto à disponibilidade futura do petróleo continuam relevantes. A base de sua composição é o hidrocarboneto.85% Consumo de petróleo (mil barris/dia) 73. são realizados estudos exploratórios. vem a fase da perfuração.

elaborada com base na edição de 2008 do estudo BP Statistical Review of World Energy. Por isso. Depois disso. Mesmo assim.4% das reservas mundiais) e os Estados Unidos (6.2 . o mais valorizado no mercado. em 1960. Reino Unido.2 2. Em muitos países.978 6.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 16% 4% 11% 35% 14% Não energéticos GLP Óleo diesel 20% Gasolina Óleo combustível Outros energéticos Outra característica é a presença de poucas e grandes companhias verticalizadas. a indústria mundial do petróleo tem algumas peculiaridades.626 2. Tornaram-se produtores e exportadores países como a antiga União Soviética.833 81. uma vez que os valores recebidos com a venda compensavam os investimentos necessários à exploração e prospecção. Noruega e Brasil. produzem mais óleos combustíveis e asfaltos.1 3.401 3. O petróleo leve.2 RESERVAS.879 4. ocorreu maior pulverização da oferta.4 milhões de barris por dia. ao mesmo tempo em que novos e importantes campos foram descobertos. Na divisão por países. o Oriente Médio lidera o ranking das maiores reservas (61% do total mundial) e dos maiores produtores. detentoras de todo o processo produtivo e que dominam o mercado internacional. A valorização das cotações do barril de petróleo. As densidades médias produzem principalmente óleo diesel e querosene.9 milhões de barris por dia). México. Tabela 7.4 5. A constituição da Opep pelos países árabes. se controladas pelo capital privado. logo após a Arábia Saudita. 7. fez com que novos produtores ingressassem nesse mercado.2 100 Arábia Saudita Rússia Estados Unidos Irã China México Canadá Emirados Árabes Unidos Kuwait Venezuela Brasil Total 10 16 Fonte: BP. De acordo com a consultoria especializada PFC Energy. Fonte: ANP. ao longo do tempo.8 12. a descoberta de petróleo na camada pré-sal deu origem a uma grande controvérsia sobre se o Estado deveria ser o operador ou o poder concedente das atividades no local. inclusive do preço pago pelo barril de óleo cru.413 9. aliás. médio ou pesado.Os dez maiores produtores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 o o o o o o o o o o o mil barris por dia 10. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Toda a atividade relacionada à cadeia produtiva do petróleo tem duas características básicas: o caráter estratégico em termos de segurança nacional e geopolítica e os investimentos intensivos exigidos desde a exploração até a distribuição.309 2. 110 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Uma delas é a tendência de controle.915 2.533 % 12.4 4.6 3. GLP e naftas.2 8. dá origem a maior volume de gasolina. o Estado exerceu o monopólio da extração. 2008. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). as principais companhias petrolíferas são estatais ou. No Brasil. As mais pesadas. de acordo com o tipo de solo do qual foi extraído e a composição química. no entanto. atuam em área concedida pelo governo (por meio da assinatura de contratos de exploração).2 3. Por isso é.98 milhões de barris por dia.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007). citada no relatório anual da Petrobras (exercício de 2007). a Petrobras é a sexta maior companhia petrolífera do mundo com base no valor de mercado.3 4. características da Venezuela e Brasil.613 1. Venezuela. maior produtora mundial com 10. 2008.477 3. também.743 3. por parte do Estado.6 4. O tipo de derivado obtido depende da qualidade do petróleo: leve. apesar de ter apenas 6. foi permitido o ingresso da iniciativa privada em ambiente regulado pela Agência Nacional do Petróleo. Assim. como aquele produzido no Oriente Médio. principalmente a partir da crise dos anos 70. conforme mostra a Tabela 7. Gráfico 7. para controle de toda a cadeia produtiva. foi uma resposta à ação das sete maiores – chamadas “Sete Irmãs” – que se uniram e dividiram o mundo em regiões de influência. transporte e refino até 1995. figuram a Rússia (9. Por região. das atividades de exploração e prospecção.2 a seguir.

Fonte: BP.8 36.3 8.5 39.9 7. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 111 .3 e a Figura 7.3 11. com reservas correspondentes a 138.237.1 abaixo. de 12.1 a 300 Figura 7. Já o Brasil detinha o 16º lugar por produção.2 7.6 1. que depende da disponibilidade para realização de investimentos.4 bilhões de barris no final de 2007.3 3. mas as reservas locais.2 2.2 12.1 Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas).1 a 100 100. mas era o quarto colocado em termos de produção (Tabela 7. 2008. o Irã detinha a segunda maior reserva provada2 mundial. Tabela 7.0 79.2 138.6 bilhões de barris.5 97.As dez maiores reservas de petróleo (2007) País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 15 Arábia Saudita Irã Iraque Kuwait Emirados Árabes Venezuela Rússia Líbia Cazaquistão Nigéria Brasil Total Fonte: BP.0 100 Reservas de Petróleo em 2007 (bilhões de barris) menos que 4 4.4 41. 2 Reservas provadas são aquelas cujos reservatórios estão em produção ou os fluidos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes. correspondiam a pouco mais de 1% do total mundial e figuravam na 15a posição.1 a 50 50. corresponde ao volume das reservas. bilhões de barris 264.4 115.0 101.9 1.2).0 6.4 3. 2008.3 .8 87.1 a 50 20.9 % das reservas totais 21.2 9.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Nem sempre a participação na produção global. Como mostra a Tabela 7.

Reservas em 31/12 dos anos de referência.177.2 114.40 -2.00 Fontes: Adaptado de ANP/SDP.623.19 -23.4 52.362.6 36.366.4 9.5 8.7 2.762.174.601.4 181.9 927.8 1.0 234.6 5.667.243.37 2.0 23.7 2004 100.4 4.84 31.7 8.7 174.21 0.1 8.8 6.181.7 8.7 11.2 67.9 226. No final de 2007. concentravam 11.7 283.0 909. Sergipe e Bahia).3 12.2 6.6 9.4 10.1 10.378.4 67.737.6 216. 112 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . As principais reservas provadas brasileiras encontram-se no mar.8 70.8 20.1 241.9 27.8 2.77 -28.4 abaixo.3 58.5 6.1998-2007 Unidades da Federação AM Reservas totais de petróleo (milhões barris) Localização 1998 Terra Terra CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar RJ2 SP PR3 SC4 Mar Mar Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 6.6 -17.586.9 6.1 5. por localização (terra e mar).354.0 65.3 2006 96.4 . segundo Unidades da Federação .4 7.1 260. Tabela 7.9 183.6 19.3 23.2 10.8 8.5 26.8 54.277.6 9.9 27.6 2002 114.5 934.6 5.7 12.2 25.7 190.5 milhões de barris das reservas terrestres (nos estados do Amazonas.890.1 1.09 3.5 9.3 54.44 -10.6 0.9 208.1 9.3 799.6 5.5 1.06 65.8 12.772.0 57.8 -19. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.3 7.9 212.2 7.4 220.5 6.3 7. 1.8 8.18 54.8 12.2 230. segundo a ANP.4 7.7 23.8 79.Inclui condensado.3 70.2 882.8 11. diante dos 886.6 904.464.3 6.9 4.0 2.1 211.32 59. 4.7 37.8 886.03 10.2 6.8 8.375.1 214.931.6 11.9 2.495.61 127.34 245.Reservas totais de petróleo.6 11.3 10.286.26 16.0 609.6 11.6 2001 131.7 231.153.8 1.2 23.3 259.0 499.2 71.5 263.1 71.9 0.1 34. 2.5 2007 102.1 39.8 69. Rio Grande do Norte.4 07/06 % 6.16 2.5 -0.6 3.357.1 -9.205.1 4.7 270.7 5.2 7.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO Como mostra a Tabela 7. 3.8 37.8 2.14 -10.0 68.854.8 2005 91.0 11.6 7.1 178.0 1.3 204.63 0.3 68.1 995.5 12.73 4.276.1 19.9 80.6 8.3 4.6 2000 128.8 9.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 7.7 854.6 66.610.4 69.6 11.9 90.3 98.0 783. a produção é crescente no Brasil.2 2003 110.804. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.4 10.9 260.9 10.9 27.6 223.126.7 60.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.8 5.104.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.877.8 190.7 8.5 60.8 228.9 14.9 1.3 1.9 118.7 12.74 bilhões de barris (principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo).6 21.573.4 210.9 32.3 21.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.1 8.7 1.2 3.1 27.2 6.8 12.8 6.6 38.0 6. Notas: .1 114.3 3. .532.9 864.2 64.3 1999 110.0 259.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.5 1.6 12.7 7.3 36.5 264.1 250.4 2.0 0.2 34.

As usinas abastecidas por óleo diesel estão instaladas principalmente na região Norte para atender os Sistemas Isolados – que ainda não são conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Em novembro de 2008. com menor freqüência.0 Estados Unidos China Japão Índia Federação Russa Alemanha Coréia do Sul Canadá Brasil Arábia Saudita Total 8o 9o 10o Fonte: BP.855 5. Manaus e Macapá.698 7. Em novembro de 2008. os derivados são utilizados principalmente em usinas termelétricas complementares (acionadas em horários de pico ou em quadros de interrupção no fornecimento) àquelas movidas por outras fontes.2 2. Por isso. No total.8% do total de energia elétrica produzida. A participação do petróleo na produção mundial de energia elétrica é pouco expressiva e tem recuado nos últimos anos. projeções do Departamento de Energia norte-americano apontam que a sua participação Atlas de Energia Elétrica do Brasil 113 . gás de refinaria e. poderão vir a ser desativadas. então. o país contava com um total de 626 unidades em operação. Estudo sobre petróleo que integra o Plano Nacional de Energia 2030. rede composta por linhas de transmissão e usinas que operam de forma integrada e que abrange a maior parte do território do país. Todas são complementares ao sistema hidrelétrico.154 85.699 2.7 2.Os dez maiores consumidores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 o o o o o o o mil barris por dia 20. que fazem parte do chamado BRIC (Brasil. principalmente as de menor porte ou de baixa eficiência. eles serão conectados ao SIN por meio da construção de linhas de transmissão. em conseqüência. o quarto. nos últimos anos. a Índia. são colocadas em operação para garantir o atendimento em momentos de pico de demanda ou para complementar a oferta proveniente das hidrelétricas em períodos de estiagem. Tabela 7. Ou. sua participação na matriz da energia elétrica é pequena. o óleo ultraviscoso. pela geração de 13. Essas termelétricas. relata que o petróleo só tem papel relevante na geração de eletricidade em países que não dispõem de muitas outras alternativas. Os custos do óleo utilizado são repassados a todos os consumidores de energia elétrica do país por meio do encargo Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) embutido na tarifa final.2 5.220 % 24. No médio prazo. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).7 milhões de barris por dia. Essas unidades responderam. Segundo o mesmo documento. e a Federação Russa. Os maiores são Acre-Rondônia.5 abaixo.1 mil MW (megawatts) de potência instalada.393 2. abastecidas por óleo diesel. os países em fase de crescimento econômico acelerado começaram a figurar em posição de destaque. uma vez que os derivados apresentam maior valor agregado se utilizados em transportes ou geração distribuída (pequenas unidades próximas aos centros de consumo). A China ocupou o segundo lugar. O Brasil ficou na 9ª posição. A única exceção seria o Oriente Médio. Os derivados mais utilizados são óleo diesel. com ênfase para a região Sudeste. como mostra o Mapa 7. os países industrializados estão. Em 2007. A maior parte das demais usinas opera com óleo combustível ou gás de refinaria e está distribuída por todo o território nacional.051 2. No Brasil. o quinto. tradicionalmente. óleo combustível ou gás de refinaria. como mostra a Tabela 7. Rússia. em decorrência dos investimentos realizados na utilização de outras fontes – menos agressivas ao meio ambiente e com preços menores e mais estáveis. Mas.4 TWh (terawatts-hora) ou 2.192 2. Dentre os países da União Européia. vieram países em desenvolvimento econômico acelerado.5 . Portugal e Japão. em 2007.8 2.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Com relação ao consumo.303 2. os Estados Unidos mantiveram a liderança do ranking dos maiores consumidores.748 2. óleo combustível. entre os líderes do ranking mundial. para fornecer energia a sistemas isolados ou em áreas remotas. Ou seja. o país também contava com 69 novos empreendimentos já outorgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em fase de construção. como México. deverá reduzir-se um pouco mais nos próximos anos. como aconteceu no início de 2008.9 3. Itália. 2008.1 na página seguinte.5 100. cuja combustão produz o vapor necessário à movimentação das turbinas. Logo abaixo.2 3. com um total de 20.6 2. Índia e China).371 2. as termelétricas movidas a derivados de petróleo têm função semelhante.3 9. eles representam 3.8 2.

3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 7.645 112.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Manaus c Belém São Luis Fortaleza CE Teresina PI o AM PA MA RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência total instalada por unidade da federação 170 a 35.Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada – novembro de 2008.041 197.500 11.764 302.764.041 a 302.500 a 131. 2008.000 N O L S Fonte: Aneel.160 35.941 Termelétricas Óleo ultra-viscoso Óleo combustível Gás de refinaria Óleo diesel Potência (kW) 5 a 1. 114 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .400 a 11.400 1.160 a 112.1 .764 a 1. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .645 a 197.

além da interferência no ambiente. 7. os grandes consumidores vêm sendo pressionados a reduzir a dependência do petróleo e. o que coloca em risco a fauna e a flora aquática. 66. investimentos públicos municipais. Assim. se constituem no impulso para o desenvolvimento de mecanismos e tecnologias que atenuem ou compensem o volume de emissões. Canadá e Alemanha. 102.anp. evitam se comprometer com metas mensuráveis. um dos mais modernos e principais sistemas é o de dessulfurização (eliminação do enxofre) de gases. No entanto. Atualmente. de 60 mil habitantes em 1980. a população. No mar. 156.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. um dos casos mais evidentes é a cidade de Macaé. 140 MW). Esses países são Japão. saltou para 170 mil habitantes em 2008 e a cidade transformou-se em pólo regional. ainda não é utilizado nos países que concentram 90% da capacidade mundial de produção de energia elétrica a partir de derivados. Potiguar III (Rio Grande do Norte. Foi o resultado tanto do pagamento de royalties pelas petrolíferas quanto do aquecimento de atividades decorrentes da prospeção do petróleo – valorização imobiliária. prospecção e produção podem provocar alterações e degradação do solo. países como Estados Unidos. No Brasil. França. As quatro unidades em construção eram: Goiânia II (Goiás.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 O maior é Suape II (PE). a cadeia produtiva do petróleo tende a ser submetida a uma forte legislação ambiental. Reino Unido. Estados Unidos. em conseqüência. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.7 MW. movido a óleo combustível e com potência instalada de 355. responsáveis pelo efeito estufa.2 MW). dado o elevado custo de sua implantação. há a possibilidade da ocorrência de vazamentos do óleo. essas questões ambientais estão entre os principais limitadores da expansão de usinas termelétricas movidas a derivados de petróleo. que se transformou em base da produção do petróleo em alto mar. tão acentuado quanto os efeitos socioeconômicos é o impacto ambiental. Na etapa de combustão dos derivados – seja para a geração de energia elétrica.com. De outro lado. Outro é o desenvolvimento de tecnologias específicas para redução das emissões. desde a assinatura do Protocolo de Kyoto. que assinaram o protocolo. gov.br Agência Nacional de Petróleo. aumento de vendas do comércio. Neste caso. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) pelo qual o volume de emissões é compensado pela aquisição de títulos de projetos ambientais realizados por terceiros. a exploração. Um dos mecanismos em fase de consolidação mundial é o mercado de crédito de carbono (ou MDL. nos anos 90. Em terra. Nos últimos 10 anos. mas não ratificaram.gov. Espanha. seja para utilização nos motores – o maior fator de agressão é a emissão de gases poluentes. no litoral norte do Rio de Janeiro. a economia do município aumentou 600%.4 MW) e Termo Manaus (Amazonas.6 MW). No entanto. o volume de emissões. Pau Ferro I (Pernambuco.br Atlas de Energia Elétrica do Brasil 115 . conforme registra o Plano Nacional de Energia 2030.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS A descoberta de um campo de petróleo tem poder para mudar as características socioeconômicas da região.bp. Itália.epe.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.iea.petrobras. No entanto. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. Por isso.br BP Global – disponível em www. cuja construção ainda não foi iniciada.org Petrobras – disponível em www.gov. entre outras. aneel.

Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Eletronuclear 116 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear Atlas de Energia Elétrica do Brasil 117 8 .

org) ou no site da Indústrias Nucleares do Brasil (www. em resumo. Se é liberada rapidamente.7% para algo como 4%. Explicações detalhadas de todo o ciclo do urânio podem ser encontradas no site da World Nuclear Association (www. como óxido misto (MOx). A terceira fase. onde é purificado e concentrado. acionando a turbina para a geração de energia elétrica. A maior aplicação do átomo de urânio é em usinas térmicas para a geração de energia elétrica – as chamadas usinas termonucleares. O urânio extraído não chega à usina em estado puro. Até agora. o yellowcake é dissolvido. a destinação do material utilizado. A segunda etapa é a conversão. o urânio residual e o plutônio produzidos voltam a ser utilizados na geração de energia. essa tecnologia não é usada em escala comercial. Pelo contrário: passa por um processo bastante complexo de processamento que. ainda. em circuito fechado. de enriquecimento. é aplicada em atividades importantes e até mesmo vitais. Os dois circuitos não têm comunicação entre si. Essa água. A primeira delas é a mineração e beneficiamento. pode ser dividido em três etapas principais. altamente radioativa.Capítulo 8 | Energia Nuclear Box 8 O ciclo do combustível nuclear O valor do minério urânio está na característica do átomo que o compõe: o átomo de urânio (U). Vaso de contenção Torre de transmissão Reator Pressurizador Vapor Vapor de pressão Barras de controle Turbina Gerador Elemento combustível Gerador de vapor Condensador Bomba água Bomba principal de refrigeração do reator Bomba Bomba Circuito primário Circuito secundário Sistema de água de refrigeração Tanque de água de alimentação Perfil esquemático de uma usina nuclear 118 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . O urânio 235 é o combustível das usinas nucleares. circula quente por um gerador de vapor. Nas usinas termonucleares ela é liberada lentamente e aquece a água existente no interior dos reatores a fim de produzir o vapor que movimenta as turbinas. conhecido como yellowcake e cuja fórmula química é U3O8. O primeiro envolve a deposição final do combustível utilizado. As usinas termonucleares são dotadas de uma estrutura chamada vaso de pressão. Se bem utilizada. Para obter um quilo de produto são necessários cerca de oito quilos de yellowcake. O processo completo de utilização do urânio. também chamado “ciclo do combustível nuclear”. Há dois ciclos básicos: um aberto e um fechado. neste caso o núcleo do átomo é submetido a um processo de fissão (divisão) para gerar a energia. Pesquisadores buscam obter energia também a partir da fusão do núcleo de vários átomos. No segundo. Se a energia é liberada lentamente. manifesta-se como luz. se descontrolada. como a medicina. dando origem a uma espécie de sal de cor amarela. purificado e convertido para o estado gasoso (gás UF6).inb. primeiro elemento químico da natureza em que se descobriu a capacidade de radiação (ou emissão e propagação da energia de um ponto a outro). caracteriza-se pelo aumento da concentração de átomos de urânio 235. que contém a água de refrigeração do núcleo do reator (onde fica o combustível nuclear). manifesta-se sob a forma de calor. porém. na qual o minério é extraído da natureza e enviado a uma unidade de beneficiamento. De uma maneira muito simplificada. pode provocar os acidentes nucleares. Essa radiação.br). abrange.gov.world-nuclear. Esse circuito primário aquece uma outra corrente de água que passa pelo gerador (circuito secundário) e se transforma em vapor. Nela. chamado de circuito primário. dos naturais 0.

garante a segurança no suprimento. Conhecida desde a década de 40. pelo aquecimento global. a energia nuclear ocupou o penúltimo lugar entre as principais formas para produção de energia elétrica do mundo. Além da característica ambiental.1 Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006). contribui para a tendência à expansão a existência de abundantes reservas de urânio no planeta – o que. uma vez que sua operação acarreta a emissão de baixos volumes de gás carbônico (CO2). Em 2006. foi superada por hidreletricidade.1 abaixo. nos últimos anos passou a ser considerada uma fonte limpa. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 119 . Fonte: IEA. Como mostra o Gráfico 8. gás natural e carvão e superou apenas o petróleo. 8 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Gás Natural Hidrelétrica Nuclear Petróleo Outras Gráfico 8.1 INFORMAÇÕES GERAIS A energia nuclear. segundo a International Energy Agency (IEA). produzida a partir do átomo de urânio. principal responsável pelo efeito estufa e. em conseqüência. a médio e longo prazos.Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear 8. voltou à agenda internacional da produção de eletricidade como alternativa importante aos combustíveis fósseis. 2008.

64 3.2 .801. Fonte: IEA.2% ou 727.8 20. 2008.3 100. Considerando que o rendimento de uma usina térmica é da ordem de 30%.256.804.8 435.94 3.66 4.2 a seguir).94 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep).93 2. 2008.2 Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo.741. sua participação no ranking global de fontes de energia primária (que também considera outros usos da energia) é menor: 6.0 5. O urânio figura como fonte primária da matriz energética mundial desde meados dos anos 60.0 34.7 100. Fonte: Adaptado de IEA. Além da ocorrência dos acidentes. o mercado das usinas nucleares viveu um vigoroso ciclo de crescimento. Tabela 8. 40 Produção de energia elétrica Oferta de energia primária 30 % 20 10 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Gráfico 8. De acordo com as últimas estatísticas da IEA.761.038.5 6.930 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total % 41.097.8 16. segundo a IEA (Tabela 8.90 2. outro fator que motivou a oposição às nucleares foi o fato de que o processo de fissão do átomo de urânio é o mesmo que dá origem à bomba 120 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .0 2.8% da produção total.2 e Gráfico 8. (*) Cada Mtep é aproximadamente igual a 12 terawatts-hora. principalmente por parte dos ambientalistas. Entre este período e o final dos anos 70.Capítulo 8 | Energia Nuclear Ainda assim.052.0 Mtep* 3. as usinas nucleares têm participação importante na matriz da energia elétrica.4 20.Oferta de energia primária (2006) TWh* 7.29 11.406. são necessárias três vezes mais combustível para produzir a mesma energia gerada por uma hidrelétrica.00 (*) Um terawatt-hora equivale a um milhão de gigawatts-hora. em 2006 responderam por 14. conforme destacado na Tabela 8.2 10.3 1. Como a energia nuclear é usada quase que exclusivamente para a produção de energia elétrica.1 a seguir. 2008.028. Fonte: Adaptado de IEA.39 18.Energia elétrica no mundo (2006) País Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total Tabela 8.30 1.2 2. A interrupção ocorreu em função de elementos negativos que coincidiram no tempo: a ocorrência de dois acidentes (Three Mille Island e Chernobyl) e os elevados investimentos necessários à instalação de uma central.94 258.1 . os novos investimentos foram praticamente paralisados e a produção de energia nuclear sofreu forte oposição.0 País % 26. Durante quase trinta anos.91 727.1 14.

0 500 449. porém.1 339. No mais otimista.7 296. do Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). a Agência Internacional de Energia 600 Atômica (AIEA. disponibilidade de urânio. a disponibilidade de combustível (urânio) e a baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa – o que transforma a energia nuclear em energia limpa. Além disso.0 441.6 GW 400 361.8 450. investimentos em desenvolvimento tecnológico buscam aumentar a segurança das unidades.7 421. No nuclear fraco.2 400. após o final da Guerra Fria.1 GW. forte recuperação.1 498.Energia Nuclear | Capítulo 8 atômica. o mais pessimista. Fonte: EPE.1 414. segurança no fornecimento de outros combustíveis e aceitação pela sociedade da segurança das unidades nucleares. o país que domina a tecnologia de processamento e transformação do minério pode utilizá-la tanto para a produção de energia elétrica quanto para fins bélicos. Inicialmente se propunha a garantir o uso pacífico da energia nuclear e contribuir com as pesquisas científicas. Entre eles. Conforme registra o estudo sobre geração termonuclear. no âmbito da geopolítica internacional.2 GW (gigawatts) existentes no início dos anos 2000 para 570. organização autônoma constituída em 1957 no âmbito das Nações Unidas) ampliou a sua esfera de atuação. A IEA projeta quatro cenários até 2025 (Gráfico 8. a configuração de qualquer um desses cenários dependerá de vários fatores. Finalmente. fraca recuperação e Tratado de Kyoto. recuaria para 296.7 357. 570. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 121 .8 200 2000 2005 Forte recuperação 2010 Tratado de Kyoto 2015 2020 Referência 2025 2030 Nuclear fraco Gráfico 8. Atualmente.2 300 395. comprometeramse formalmente a desativar os artefatos bélicos e a utilizar o urânio decorrente dessa iniciativa na produção de energia elétrica. essa oposição tornou-se mais moderada. passaram a ser enumerados os pontos favoráveis à instalação de novas centrais. 2006. de forte recuperação. com 137 países-membros. países como a Rússia. Assim. O futuro da energia nuclear é difuso.6 394.8 GW.6 390. passou a inspecionar e investigar suspeitas de violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear das Nações Unidas.3 abaixo): referência.8 411. Entre eles: competitividade do custo de geração.3 Cenários IEA para energia nuclear no mundo. embora ainda não exista uma solução definitiva para os rejeitos produzidos – o elemento mais perigoso do processo nuclear. Lado a lado com os riscos.1 360. a potência instalada passaria dos 361. Além disso. Nos últimos anos.

conforme informações da Indústrias Nucleares do Brasil (INB). 30.5 67.5 2. estoques civis e militares. Segundo a International Energy Agency.3 92.588 4. volume suficiente para abastecer o complexo nuclear de Angra I.143.9%.975 64.4 279. 122 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .950 59. mas a disposição do país para investir na geração nuclear de energia elétrica. em 2007 essas reservas totalizaram 4. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO A matéria-prima para a produção da energia nuclear é o minério de urânio.Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) País Estados Unidos França Japão Rússia Coréia do Sul Alemanha Canadá Ucrânia Suécia China TWh 848. 16% e 10.2 5.Capítulo 8 | Energia Nuclear 8.4 100. O restante veio de fontes secundárias.000 340.4 62. Seu comércio é rigidamente controlado tanto pelos governos nacionais quanto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).3 .2 RESERVAS. As jazidas estão localizadas principalmente na Bahia. tU 1.9 440. respondem por mais de 50% do volume total. porém.359 278.840 61. Existem também as fontes secundárias. 2008. A distribuição mundial do consumo. os três maiores consumidores são Estados Unidos. reprocessamento do urânio já utilizado e sobra do material usado no processo de enriquecimento. Paraná e Minas Gerais. encontrado em estado natural nas rochas da crosta terrestre. respectivamente.402 89. segundo a IEA.4 2. juntos.1 5.327 A extração do urânio não é a única forma para obtenção do combustível utilizado nas centrais nucleares. o urânio extraído das reservas respondeu por 54% da energia nuclear produzida no mundo.800 342.9 % 30.836 78. Como mostra a Tabela 8.0 Tabela 8.9 12. Ainda assim.1% no ranking mundial. No Brasil.7 mil toneladas em reservas conhecidas e correspondentes a cerca de 6% do volume total mundial.1 na página seguinte.6 milhões de toneladas distribuídas por 14 países. Tabela 8.4 abaixo e a Figura 8. produtos derivados das três principais etapas de processamento do material bruto (ver Box 8). Em 2006.000 816.0 10. gás UF6 e urânio 235 (sob a forma de barras).9 16.1 3.8 142. o U3O8). apenas 25% do território foi prospectado em busca do minério. Em 2007. possui 100 mil toneladas.9 140.723 227. 2008.748. Cazaquistão e Canadá que.627. Bahia.3 abaixo. Fonte: WEC. não acompanha a localização ou a capacidade das reservas.459 172.Reservas mundiais de urânio (2007)* País Austrália Cazaquistão Canadá Estados Unidos África do Sul Namíbia Brasil Nigéria Rússia Ubequistão Jordânia Índia Mongólia China Outros Países Total (*) tU: toneladas de urânio. A principal delas. um metal pouco menos duro que o aço. compostas por: material obtido com a desativação de artefatos bélicos. II e III por 100 anos. uma vez que se trata de material radioativo. O urânio é comercializado sob a forma de yellowcake (espécie de sal amarelo. Desse minério é extraído o átomo de urânio utilizado na geração nuclear. com 278. França e Japão. Brasil Total Fonte: BP.700 225.596 282.0 159.4 3.4 . em Caetité.5 93. o país ocupa o 7o lugar do ranking. eles foram também os maiores produtores. com participação de.099 443. Ceará.4 2.3 0. como mostra a Tabela 8. com destaque para a Austrália.8 5.

O comportamento dos preços reflete a relação oferta/consumo.3 a 27. para registrar ligeira recuperação após o ano 2000 – período em que se nota um aumento no número de unidades instaladas e de MWh (megawatts-hora) produzidos.4 a 13.4 a seguir.1 Consumo de energia nuclear no mundo em 2007.0 27. Os preços subiram de maneira acentuada durante a fase de expansão da construção de usinas nucleares. Fonte: BP. $120 $100 $80 $60 $40 $20 $0 US$ / lb U3O8 69 71 73 75 77 US$ Corrente 79 81 83 85 87 89 91 93 95 97 99 01 03 05 US$ 2005 Gráfico 8.2 13.4 Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8). 2006.1 a 100 100 a 850 Figura 8. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 123 . 1 Preço da libra (453. Fonte: EPE. 2008. referente ao yellowcake. como demonstra o Gráfico 8.59237 gramas) de óxido de urânio em dólares. recuaram bruscamente na década de 80 e se mantiveram em baixa durante quase 20 anos.Energia Nuclear | Capítulo 8 Consumo de energia nuclear 2007 (TWh) 2.

582 63. estava em operação em todo o mundo.260 47. com licenciamento em curso nos Estados Unidos.Participação da energia nuclear na energia total produzida. 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 8. O projeto de expansão das linhas de enriquecimento de urânio da INB está em andamento e tem conclusão da primeira fase prevista para 2009. empresa de economia mista subsidiária da Eletrobrás e responsável pela construção de usinas e geração de energia nuclear no Brasil.743 20.Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 País 1o 2 2 4 o o o Unidades 104 59 55 31 17 20 15 18 19 10 2 439 MW 100. o que poderá implicar em aumento dos preços.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A geração nuclear de energia elétrica vive um novo ciclo de expansão. Além de novas unidades em construção. às usinas nucleares Angra I e Angra II. Em 2007. Nesse ano.621 10. A companhia é vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).470 17.007 372.5 .5 a seguir. conforme mostram a Tabela 8. distribuídos por 31 países. e. A tendência. Ao chegar ao Brasil em contêineres. Outro fator de alta poderá ser a entrada em operação de novos geradores. segundo dados da AIEA reproduzidos no trabalho Panorama da Energia Nuclear da Eletronuclear.Capítulo 8 | Energia Nuclear Projeções da AIEA indicam que os estoques de urânio resultante da conversão de armas atômicas devem acabar entre 2020 e 2030. poderá ser atenuada por outras variáveis. Tabela 8.014 2. aumenta o número de países que buscam aderir a essa tecnologia ou expandir o parque já instalado. a exploração de novas reservas ou o aumento da eficiência das usinas (produção de maior quantidade de energia com a mesma quantidade de combustível) proporcionada por investimentos em tecnologia realizados atualmente.85% da energia total produzida. um total de 439 reatores nucleares. Participação % França Lituânia Eslováquia Bélgica Ucrânia Suécia Armênia Eslovênia Suíça Hungria Coréia do Sul Japão Gráfico 8. o urânio 235 é enviado à Fábrica de Combustível Nuclear (FCN). que expandirá o consumo. 2008. em seguida. apenas a Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) é autorizada pelo Governo Federal a extrair e processar o urânio e demais minerais radioativos.100 Estados Unidos França Japão Rússia Alemanha Coréia Ucrânia Canadá Reino Unido o o 5o 6 7 8 9 o o o o 10 Suécia Brasil Total 23 Fonte: AIEA (Adaptado).451 13.1). A INB também domina a tecnologia dos três principais ciclos de processamento do átomo de urânio. com 59 reatores. exercer o monopólio da mineração de elementos radioativos e da produção e comércio de materiais nucleares. que demonstrou maior dependência da produção nuclear: 76. a capacidade instalada da companhia deverá suprir 60% do combustível consumido em Angra I e II. em nome da União. Os Estados Unidos concentravam o maior número de unidades (104).5 e o Gráfico 8. 124 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o enriquecimento ainda é realizado em países como Holanda e Alemanha.587 21. Fonte: AIEA.222 9. no entanto. mas foi a França. No Brasil. em Resende (RJ). uma autarquia federal subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e constituída para. como a configuração do cenário de fraca recuperação da IEA (ver Tópico 8. em Angra dos Reis (RJ). 2008. No entanto.5 .107 12.

Algumas são de ordem tecnológica. poupar os combustíveis fósseis e enfrentar o aquecimento global.724 2.Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) País Argentina Bulgária China Finlândia França Índia Irã Japão Coréia Paquistão Rússia Taiwan Ucrânia Estados Unidos Total Fonte: AIEA. de um lado. Trata-se da necessidade de diversificação da matriz energética.840 300 4. Rússia. caráter ambiental. ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa é muito baixo em toda a cadeia produtiva da energia nuclear (da extração do urânio à geração de energia elétrica). eficiência e vida útil das unidades (cujo padrão é de 30 anos). Fonte: Eletronuclear. as reservas de urânio existentes no planeta são abundantes. enquanto as obras de seis usinas tinham início na Coréia do Sul. China e Romênia.6 abaixo). O principal fator de impulso à tendência tem. Estes avanços reduzem o risco de acidentes nucleares e aumentam a viabilidade econômica do empreendimento.563 Esse fenômeno é resultado da conjunção de diversas variáveis. paralisadas há vários anos. 2008. Isto porque.6 .906 5. A energia nuclear vem sendo apontada como uma alternativa para expansão e diversificação dessa matriz. como as pesquisas para aumentar a segurança das instalações. três usinas entraram em operação na Índia. Os Estados Unidos reativaram outras duas unidades.600 2. Além disso.191 3. porém. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 125 .220 1.Energia Nuclear | Capítulo 8 No mesmo período. Tabela 8.910 915 2.165 31. de forma a atender ao consumo crescente de energia. um total de 37 reatores encontravam-se em construção em 14 países (Tabela 8. Unidades 1 2 6 1 1 6 1 2 4 1 7 2 2 1 37 MW 692 1. França e China.600 1. porque o nível de emissão de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) Usina nuclear Angra II. De outro.900 1.600 1. também.

Angra I. Brasil No Brasil. Com isto. em 2000. também alemã. Angra I e Angra II responderam por 2. ao mesmo tempo. o o ministro de Minas e Energia. – KWU. Em setembro de 2008.007 GW) para 2. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) expediu licença prévia autorizando a retomada das obras. que foi de 12. com potência instalada de 1. Em julho do mesmo ano. A construção de Angra III. por uma série de razões foi paralisada durante muitos anos. a participação da capacidade nuclear instalada no Brasil deve passar de 1. Fonte: Banco de imagens de Angra 2. Com elas. com tecnologia da norte-americana Westinghouse adquirida em sistema turn key (sem transferência tecnológica).5% da produção total de energia elétrica no país. 126 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Três anos depois.357 GW) da capacidade instalada total. subsidiária da Siemens. no entanto.350 MW. Edison Lobão. Angra II. o que resultaria em uma capacidade instalada total de 60 mil MW. O país apresenta duas vantagens competitivas nesse segmento: as boas reservas do mineral e o domínio da tecnologia de enriquecimento do urânio – que. considerando que esta última terá um crescimento anual de 4% passando de 103 GW (2008) para 130 GW em 2014. em 1975. adquiriu as usinas de Angra II e Angra III da empresa Kraftwerk Union A. A instalação de usinas nucleares em território nacional foi decidida no final da década de 60. o Governo Federal pretendia adquirir conhecimento sobre a nova tecnologia que se expandia rapidamente pelo mundo e. também com 1.98% (2. O contrato previa transferência parcial de tecnologia. o país assinou com a República Federal da Alemanha o Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico da Energia Nuclear.G.350 MW. Em 2007. A operação de Angra III está prevista para ter início em 2014. resolver um problema localizado: a necessidade de complementação térmica para o suprimento de eletricidade ao Rio de Janeiro. A construção foi inserida no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015) e. com potência instalada de 657 MW. entrou em operação comercial em 1985. ainda não é aplicada em escala comercial. A construção de Angra I teve início em 1972.5% (3.Central de operação.Capítulo 8 | Energia Nuclear Sala de controle . anunciou a intenção do governo de construir uma usina nuclear por ano ao longo dos próximos 50 anos. em julho de 2008.3 terawatts-hora (TWh). a expansão do parque nuclear faz parte do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015).

resultando em barras de vidro. Estes dejetos são classificados de baixa. produz novos dejetos radioativos. média e alta atividade. Para os dois primeiros. Os Estados Unidos têm um projeto pioneiro nesta opção. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 127 . Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. Durante a fase de extração e processamento do minério e de operação da usina. ainda não se conseguiu encontrar uma solução definitiva para os dejetos radioativos que. parte deles é misturada a outros materiais e solidificada. de forma a não superar os limites previstos pelos órgãos reguladores. Ainda assim. a possibilidade de a unidade provocar grande impacto socioambiental é um dos aspectos mais controversos de sua construção e operação. temporariamente. Fonte: Eletronuclear. a evolução tecnológica das máquinas também aponta para a redução no volume de dejetos de alta atividade produzido: seja porque embutem ganhos de eficiência (exigindo menor volume de combustível para a produção da mesma qualidade de energia). Finalmente. é o armazenamento em uma estrutura geológica estável. os níveis de radioatividade são permanentemente monitorados e controlados. estocados em piscinas de resfriamento cheias de água. No entanto.Energia Nuclear | Capítulo 8 8. Alternativas para depósito desses dejetos estão em estudo no exterior. a usina nuclear é uma das menos agressivas ao meio ambiente. Depois. no Brasil os dejetos de alta atividade ficam. também classificadas como de alta radioatividade. seja porque conseguem reduzir o tempo de decaimento (redução da radioatividade) dos dejetos. Uma das mais aceitas. mas apenas diminui – não extingue – os impactos potenciais sobre o meio ambiente. ao reprocessar o material. se constituem nos elementos mais perigosos do processo de produção da energia nuclear. Outra alternativa é um projeto inédito de armazenamento desses dejetos em cápsulas de aço. há o processamento e armazenagem. Além disso. sugestão apresentada pela Eletronuclear quando obteve a licença prévia para a retomada Central nuclear.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Das formas de produção de eletricidade. lado a lado com o risco de acidentes nas usinas. atualmente. A vitrificação facilita o transporte e a estocagem. ganha espaço no mercado mundial a preferência pela adoção do ciclo aberto do urânio em detrimento do fechado que. Isto porque toda a cadeia produtiva do urânio – da extração à destinação dos dejetos derivados da operação da usina – é permeada pela radioatividade.

org 128 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Capítulo 8 | Energia Nuclear das obras de Angra III. aneel.com. Segundo a Eletronuclear.org World Energy Council (WEC)– disponível em www. gov.com Eletronuclear – disponível em www.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.worldenergy. essas cápsulas garantiriam a segurança dos dejetos por 500 anos.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.br Indústrias Nucleares do Brasil (INB) – disponível em www.gov. De qualquer maneira. mas não acaba com os riscos de acidentes ambientais provocados pelas usinas nucleares. A tecnologia hoje existente apenas atenua.eletronuclear.epe.bp.br BP Global – disponível em www. O destino dos dejetos era uma das condicionantes do licenciamento ambiental. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.iea.gov.inb. o aumento da segurança dessas instalações é uma das principais vertentes das pesquisas tecnológicas realizadas nos últimos anos.

Stock Xchng Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Carvão Mineral Atlas de Energia Elétrica do Brasil 129 9 .

tais como secagem de produtos. é transformado em pó. Considerando-se também a preparação e queima do carvão. A energia térmica (ou calor) contida no vapor é transformada em energia mecânica (ou cinética). o que permitirá melhor aproveitamento térmico ao ser colocado para queima nas fornalhas de caldeiras. de queima para produção do vapor. fragmentado e armazenado em silos para. o processo é similar. Em seguida. da seguinte maneira: o carvão é extraído do solo. No entanto.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 9 O processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral Atualmente. continua sendo o mais utilizado. Este movimento dá origem à energia elétrica. o método tradicional. Um desdobramento natural dessa atividade – e que também tem se expandido – é a co-geração ou utilização do vapor aplicado no processo industrial também para a produção de energia elétrica. posteriormente. que movimentará a turbina do gerador de energia elétrica. Em segundo lugar vem a aplicação industrial para a geração de calor (energia térmica) necessário aos processos de produção. a principal aplicação do carvão mineral no mundo é a geração de energia elétrica por meio de usinas termelétricas.4). cerâmicas e fabricação de vidros. onde novamente será armazenado. porém o vapor. este processo se dá. Vapor Carvão Mineral Esteira Turbina Gerador Transformador Boiler Rio / Reservatório Água p/ refrigeração Condensador Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral 130 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . além de gerar energia elétrica. ser transportado à usina. Pesquisas envolvendo processos tecnológicos que permitam um maior aproveitamento do poder calorífico do carvão (como a gaseificação) – e simultaneamente a preservação do meio ambiente – têm sido desenvolvidas no mercado internacional (ver Tópico 10. O calor liberado por esta queima é transformado em vapor ao ser transferido para a água que circula nos tubos que envolvem a fornalha. No caso da co-geração. também é extraído para ser utilizado no processo industrial. em resumo.

o comportamento dos preços é outra vantagem competitiva. No caso da commodity carvão. iniciada na Inglaterra no século XVIII. Além da oferta farta e pulverizada.1 a seguir. sobretudo. Fonte: BP. o carvão perdeu espaço na matriz energética mundial para o petróleo e o gás natural.1 Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos.00 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 9 O interesse reacendeu-se na década de 70.00 30. Gráfico 9.00 10. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 131 . conforme o Gráfico 9. As cotações do petróleo e derivados têm se caracterizado pela tendência de alta e extrema volatilidade.00 0. 80.00 70. de origem fóssil.00 60.00 50.00 40.1 INFORMAÇÕES GERAIS O carvão mineral. Ao longo do tempo.00 20. Sua aplicação na geração de vapor para movimentar as máquinas foi um dos pilares da Primeira Revolução Industrial. no entanto. com o desenvolvimento dos motores a explosão. do choque do petróleo.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carvão Mineral 9. ingressando em um ciclo de baixa em 2005. contudo. Já no fim do século XIX. o vapor foi aproveitado na produção de energia elétrica. 2008. em conseqüência. e se mantém em alta até hoje. foi uma das primeiras fontes de energia utilizadas em larga escala pelo homem. registraram movimentos suaves ao longo dos últimos dez anos.

oxigênio. medida pela capacidade de produção de calor – ou poder calorífico. expresso em kcal/kg (kilocaloria obtida por quilo do combustível). 2008. o poder calorífico é baixo enquanto a participação de impurezas é elevada. Este poder calorífico. 132 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Capítulo 9 | Carvão Mineral De acordo com dados da International Energy Agency (IEA). Fonte: IEA. o que determina a subdivisão do minério nas categorias: baixa qualidade (linhito e sub-betuminoso) e alta qualidade (ou hulha. é favorecido pela incidência de carbono e prejudicado pela quantidade de impurezas (elementos rochosos e minerais).2 Geração de energia elétrica por tipo de combustível. como a pirita. siltito. folhelhos e diamictitos) e minerais. No entanto. A principal restrição à utilização do carvão é o forte impacto socioambiental provocado em todas as etapas do processo de produção e também no consumo. mas com a qualidade do carvão. O primeiro. Como mostra a Figura 9. sob determinadas condições de temperatura e pressão. O segundo é utilizado na geração termelétrica local. o carvão é a fonte mais utilizada para geração de energia elétrica no mundo. O que é o carvão Existem dois tipos básicos de carvão na natureza: vegetal e mineral. No carvão mineral. enxofre. associados a outros elementos rochosos (como arenito. A produção e o consumo mundial concentram-se nas categorias intermediárias: os carvões tipos betuminoso/sub-betuminoso e linhito. Projetos de mitigação e investimentos em tecnologia (clean coal technologies) estão sendo desenvolvidos para atenuar este quadro. de maior valor térmico. No carvão vegetal. A combustão é responsável por emissões de gás carbônico (CO2).2 abaixo). Sua participacão na produção global de energia primária. por sua vez. que considera outros usos além da produção de energia elétrica. subdividida nos tipos betuminoso e antracito). O mineral é formado pela decomposição da matéria orgânica (como restos de árvores e plantas) durante milhões de anos. O vegetal é obtido a partir da carbonização da lenha. maior produtor mundial –. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 9. provoca a degradação das áreas de mineração. nitrogênio. é de 26%. É composto por átomos de carbono. A IEA também projeta que o minério manterá posição semelhante nos próximos 30 anos. por exemplo. Este movimento tem a ver não só com a disponibilidade de reservas. enquanto o primeiro é pouco utilizado – exceto no Brasil. respondendo por 41% da produção total (Gráfico 9. o consumo do segundo está bastante aquecido. Tanto o carvão vegetal quanto o mineral podem ser usados na indústria (principalmente siderúrgica) e na produção de energia elétrica. 53% das reservas mundiais de carvão mineral são compostas por carvão com alto teor de carbono (hulha) e 47% com baixo teor de carbono.1 a seguir. A extração. é comercializado no mercado internacional. o poder calorífico e a incidência de impurezas variam.

geralmente só são transferidos. Uso Atlas de Energia Elétrica do Brasil 133 . também. utilizase caminhões. conforme está registrado no Plano Nacional de Energia 2030. É o que ocorre. a opção é a mineração a céu aberto. de um local para outro. No Brasil. O carvão também pode ser misturado à água formando uma lama que é transportada por meio de dutos. Do ponto de vista econômico. também são construídas as termelétricas abastecidas por esse combustível. Para distâncias muito curtas. o mineral está em camadas profundas ou se apresenta como veios de rocha. em 2004 o preço CIF – que inclui frete e seguro – de uma tonelada de carvão metalúrgico no Japão era de US$ 61. semimecanizada ou mecanizada. Para os trajetos mais longos. pelo contrário. Fonte: WCI. areia ou cascalho). Além disso. É o que ocorre nas cinco usinas termelétricas movidas a carvão em operação no Brasil. o método mais eficiente de transporte é a esteira. A produtividade das minas a céu aberto é superior à das lavras subterrâneas. há a necessidade da construção de túneis. a maior parte é explorada a céu aberto. a lavra pode ser manual. Neste último caso.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carbono / Teor de Energia do Carvão Alto Teor de Umidade do Carvão Alto % das Reservas Mundias Carvão de baixa qualidade 47% Betuminoso 52% Linhito 17% Sub-Betuminoso 30% Térmico Carvão vapor Hulha 53% Antracito 1% Metalúrgico Coque Grande parte da energia elétrica Produção de energia elétrica / Usos industriais Produção de energia elétrica / Usos industriais Fabricação de ferro e aço Doméstico / industrial incluindo combustível Figura 9. 60% da oferta mundial de carvão mineral é extraída por meio da mineração subterrânea. em importantes países exportadores. Extração e transporte A extração (ou mineração) do carvão pode ser subterrânea ou a céu aberto. Os demais são utilizados nas proximidades do local de mineração – onde. todas localizadas no sul do País. reservas e usos. em geral. 2006. é mais eficiente investir na construção de linhas de transmissão de eletricidade do que no transporte do carvão. A opção por uma ou outra modalidade depende. O transporte é a atividade mais complexa e dispendiosa da cadeia produtiva do carvão. trens e barcaças. Se a camada que recobre o carvão é estreita ou o solo não é apropriado à perfuração de túneis (por exemplo.1 Tipos de carvão. de acordo com o World Coal Institute (WCI) – ou Instituto Mundial do Carvão. A título de exemplo. os tipos de carvão com baixo teor de impurezas. nas proximidades das áreas de mineração. basicamente. enquanto o custo do frete chegava a US$ 49. em português –. No entanto.50 por tonelada. Se. como Austrália e Estados Unidos. da profundidade e do tipo de solo sob o qual o minério se encontra.

Capítulo 9 | Carvão Mineral

9.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO O carvão é o combustível fóssil com a maior disponibilidade do mundo. As reservas totalizam 847,5 bilhões de toneladas, quantidade suficiente para atender a produção atual por 130 anos. Além disso, ao contrário do que ocorre com petróleo e gás natural, elas não estão concentradas em poucas regiões. Abaixo, como mostra a Figura 9.2, as reservas estão bem distribuídas pelos continentes, com ênfase maior no hemisfério norte. Na verdade, são encontradas em quantidades expressivas em 75 países, sendo que três deles – Estados Unidos (28,6%), Rússia (18,5%) e China (13,5%) – concentram mais de 60% do volume total.

Reservas de Carvão 2007 (milhões de toneladas) < 134 135 a 1.000 1.001 a 10.000 10.001 a 100.000 > 100.001

Figura 9.2 Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).
Fonte: BP, 2008.

O volume extraído e produzido, porém, não é diretamente proporcional à disponibilidade dos recursos naturais. Relaciona-se, também, a fatores estratégicos, como a existência de fontes primárias na região e, em conseqüência, à maior ou menor dependência da importação de combustíveis. Atualmente, o maior produtor mundial de carvão é a China que, também estimulada pelo ciclo de acentuado desenvolvimento econômico, tornou-se a maior consumidora do minério. Em 2007, a China produziu 1.289,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) enquanto consumiu 1.311,4 Mtep. A Figura 9.3 a seguir mostra a distribuição do consumo mundial de carvão mineral, medida em tonelada equivalente de petróleo (tep), utilizada na mensuração do poder calorífico.

Extração de carvão mineral
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

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Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

Consumo de Carvão 2007 (Mtep) <1 1,1 a 10 10,1 a 100 100,1 a 1.000 100,1 a 1.000

Figura 9.3 Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).
Fonte: BP, 2008.

No ranking dos maiores produtores de carvão, também figuram os seguintes países: Estados Unidos (587,2 Mtep), Índia (181,0 Mtep) e Austrália, maior exportador do minério do mundo, com 215,4 Mtep, conforme Tabela 9.1, a seguir.

A Rússia, o segundo maior em termos de reservas, ocupa apenas o 6o lugar no ranking da produção e do consumo (Tabela 9.2 abaixo). Este desempenho relaciona-se à utilização majoritária, neste país, do gás natural.

Tabela 9.1 - Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Tabela 9.2 - Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Mtep
1289,6 587,2 215,4 181,0 151,8 148,2 107,5 62,3 51,5 48,3 2,2 3135,6

%
41,1 18,7 6,9 5,8 4,8 4,7 3,4 2,0 1,6 1,5 0,1 100

Mtep
1311,4 573,7 208,0 125,3 97,7 94,5 86,0 59,7 57,1 53,1 13,6 3177,5

%
41,3 18,1 6,5 3,9 3,1 3,0 2,7 1,9 1,8 1,7 0,4 100

China Estados Unidos Austrália Índia África do Sul Rússia Indonésia Polônia Alemanha Cazaquistão Brasil Total

China Estados Unidos Índia Japão África do Sul Rússia Alemanha Coréia do Sul Polônia Austrália Brasil Total

2o 3o 4
o

2o 3o 4
o

5o 6o 7
o

5o 6o 7
o

8o 9o 10
o

8o 9o 10
o

26o

21o

Fonte: BP, 2008.

Fonte: BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

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Capítulo 9 | Carvão Mineral

Seja pelo alto custo e pelas dificuldades de transporte, seja porque o carvão se constitui em fator estratégico para a segurança nacional (por ser a principal fonte geradora de energia em vários países), o comércio internacional do mineral é pequeno frente ao porte das reservas e produção. Apenas cinco países dominam este mercado: Austrália, Rússia, Indonésia, África do Sul e Colômbia.

A maioria das transações concentra-se na Ásia e na Oceania, onde estão os grandes exportadores e importadores. Assim, a maior parte do carvão exportado navega pelo Oceano Pacífico. Para o carvão que trafega pelo Oceano Atlântico – e que, por questões logísticas, atenderia ao Brasil –, os principais exportadores são África do Sul e Colômbia, enquanto os maiores importadores são Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Extração de carvão mineral na superfície.
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

No Brasil As reservas brasileiras são compostas pelo carvão dos tipos linhito e sub-betuminoso. As maiores jazidas situam-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As menores, no Paraná e São Paulo. As reservas brasileiras ocupam o 10o lugar no ranking mundial, mas totalizam 7 bilhões de toneladas, correspondendo a menos de 1% das reservas totais. A Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) calcula que as reservas conhecidas poderiam gerar hoje 17 mil megawatts (MW). Do volume de reservas, o Rio Grande do Sul responde por 89,25%; Santa Catarina, 10,41%; Paraná, 0,32% e São Paulo, 0,02%. Somente a Jazida de Candiota (RS) possui 38% de todo o carvão nacional. Mas o minério é pobre do ponto de vista energético e não admite beneficiamento nem transporte, em função do elevado teor de impurezas. Isto faz com que sua utilização seja feita sem beneficiamento e na boca da mina.

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Carvão Mineral | Capítulo 9

9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO

O carvão responde pela maior parte da produção da eletricidade em vários países. Por exemplo, China e Estados Unidos que, segundo a IEA, em 2006 produziram mais da metade dos 7.775 terawatts-hora (TWh1) gerados no mundo. Além disso, países como Alemanha, Polônia, Austrália e África do Sul usam o carvão como base da geração de energia elétrica devido à segurança de suprimento e ao menor custo na comparação com outros combustíveis, como pode ser visto na Tabela 9.3 abaixo.

Tabela 9.3 - Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006
Carvão Mineral
China Estados Unidos Índia Alemanha Japão África do Sul Austrália Rússia Coréia do Sul Reino Unido Outros Países Mundo
Fonte: IEA, 2008.

TWh
2.301 2.128 508 302 299 236 199 179 153 152 1.298 7.755

Usina de carvão mineral Candiota - Rio Grande do Sul.
Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE).

No Brasil, o minério representa, no entanto, pouco mais de 1,5% da matriz da energia elétrica. Em 2007, ano em que 435,68 TWh foram produzidos no País, o carvão foi responsável pela geração de 7,9 TWh, a partir da operação de usinas termelétricas que estão localizadas na região Sul, nas proximidades das áreas de mineração (ver Tabela 9.4 abaixo).

Tabela 9.4 - Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil - situação em novembro de 2008
Usina
Charqueadas Figueira Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Jorge Lacerda IV Presidente Médici A, B e C São Jerônimo
Fonte: Aneel (2008).

Potência (kW)
72.000 160.250 232.000 262.000 363.000 796.000 20.000

Destino da Energia
PIE SP PIE PIE PIE SP SP

Município
Charqueadas - RS Figueira - PR Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Candiota - RS São Jerônimo - RS

Proprietário
Tractebel Energia S/A. Copel Geração S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica

1

Um terawatt-hora equivale a um milhão de megawatts-hora

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

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Além disso. No entanto. O Mapa 9. 2006) prevê a expansão da utilização do carvão. Há 20 anos. A maioria utilizará carvão nacional. que devem entrar em operação até 2012: Pecém (com 700 MW de potência instalada na primeira fase e 360 MW na segunda) e Termomaranhão. segundo registra o Plano Nacional de Energia 2030. se encontravam em fase de estudos de viabilização técnico-econômica e socioambiental. Extração do carvão mineral no Rio Grande do Sul. cada um com potência de 350 MW. por exemplo) e entraves tecnológicos e econômicos que se refletem no custo da geração da eletricidade. Além disso. É o caso das termelétricas previstas para o Ceará e Maranhão. projetos de usinas localizadas nas proximidades de portos que já detêm estrutura para recepção e transporte do carvão destinado à indústria prevêem utilizar o combustível importado. o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE 2006/2015 – MME/EPE.sxc.hu).Capítulo 9 | Carvão Mineral Essa aplicação restrita é resultante de fatores como a vocação brasileira para utilização de fontes hídricas na produção de energia elétrica e a baixa qualidade da maior parte do carvão nacional. o que impede o seu transporte por grandes distâncias e afeta o grau de rendimento da usina termelétrica – uma vez que a quantidade de energia produzida é inferior àquela obtida com carvões de alto poder calorífico. também há restrições de natureza geopolítica (dependência de importações. as pesquisas na área do carvão no Brasil estão virtualmente paralisadas.148 MW. com 350 MW de potência.XCHNG (www. com potência total de 3. 138 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Tanto que o Governo Federal destinou R$ 58 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a essas usinas. em julho de 2008 outros cinco projetos. Fonte: Stock. Ao projetar a diversificação da matriz nacional.1 a seguir mostra a localização dos empreendimentos no Brasil e sua situação em novembro de 2008. Dois empreendimentos já se encontram em construção e devem entrar em operação até 2010 na região Sul: Jacuí e Candiota III.

Carvão Mineral | Capítulo 9 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Belém Manaus AM PA MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco PE Porto Velho RO TO Palmas SE AL São Luis Fortaleza CE c o RN PB Natal João Pessoa Recife Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG DF Bolívia 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba SC São Paulo Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Termelétricas a carvão Outorgadas Em operação Até 7. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .201 a 440.000 Fonte: ANEEL.Empreendimentos futuros e em operação – situação em novembro de 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 139 .200 Por classe de potência (kW) 20.001 s 1.000 72.000 a 72.001 a 363. 2008.301 a 542.377.001 a 796.000 262.300 440.001 a 262.1 .000 542.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 9.000 N O L S 7.000 363.

Considerando-se a atual pressão existente no mundo pela preservação ambiental – principalmente com relação ao efeito estufa e às mudanças climáticas – é possível dizer. Estimativas apontam que o carvão é responsável por entre 30% e 35% do total de emissões de CO2. que o futuro da utilização do carvão está diretamente atrelado a investimentos em obras de mitigação e em desenvolvimento de tecnologias limpas (clean coal technologies. poeira e erosão. o processo de produção. 140 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . destinação de resíduos sólidos e negociações com a comunidade local. diminuição de emissões das partículas com nitrogênio e enxofre (NOx e SOx) e redução da emissão de CO 2 por meio da captura e armazenamento de carbono. A ocupação do solo exigida pela exploração das jazidas.sxc. nos recursos hídricos. portanto. Fonte: Stock.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O carvão é uma das formas de produção de energia mais agressivas ao meio ambiente. o que aumenta substancialmente a eficiência da combustão e conversão. segundo a IEA. Ainda que sua extração e posterior utilização na produção de energia gere benefícios econômicos (como empregos diretos e indiretos. que ocorrem os grandes investimentos em P&D (pesquisa e desenvolvimento). provoca significativos impactos socioambientais. O processo de combustão em leito fluidizado permite a redução de enxofre (até 90%) e de nitrogênio (70%-80%). também chamado de gás carbônico. provocado pela combustão. O transporte gera poluição sonora e afeta o trânsito. ao provocar barulho.XCHNG (www. aumento da demanda por bens e serviços na região e aumento da arrecadação tributária). Já a gaseificação integrada a ciclo combinado consiste na reação do carvão com vapor de alta temperatura e um oxidante (processo de gaseificação).Capítulo 9 | Carvão Mineral 9. as rotas mais importantes de tecnologias limpas são a combustão pulverizada supercrítica. a combustão em leito fluidizado e a gaseificação integrada a ciclo combinado. da extração até a combustão. porém. Na combustão pulverizada supercrítica. Atualmente. interfere na vida da população. É com vistas à produção de energia elétrica. ou CCT). por exemplo.hu). o carvão é queimado como partículas pulverizadas. principal agente do efeito estufa. Recuperação de área degradada com plantio de acácias. as principais medidas adotadas referemse à recuperação do solo. porém. é o volume de emissão de gases como o nitrogênio (N) e dióxido de carbono (CO2). O efeito mais severo. o que dá origem a um gás combustível sintético de médio poder calorífico. pelo emprego de partículas calcárias e de temperaturas inferiores ao processo convencional de pulverização. focados na redução de impurezas. na flora e fauna locais. Para a mineração.

o que possibilita a remoção de cerca de 95% do enxofre e a captura de 90% do nitrogênio. Em todas será possível utilizar.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. respectivamente.epe.br BP Global – disponível em www.Rio Grande do Sul. Esse gás pode ser queimado em turbinas a gás e recuperado por meio de uma turbina a vapor (ciclo combinado). aneel. segundo o Plano Nacional de Energia 2030.gov.iea. a combustão pulverizada e o leito fluidizado.org World Energy Council (WEC) – disponível em www. total ou quase totalmente. Neste caso.worldcoal.gov. as tecnologias que apresentam melhores perspectivas de aplicação comercial são. Projeções apontam que testes em escala comercial serão realizados em unidades de geração até 2015. a combustão em leito fluidizado circulante e a combustão pulverizada. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.worldenergy. sem necessidade de beneficiamento.org World Coal Institute (WCI) – disponível em www.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 141 . Outros dois projetos. a primeira usina com emissão zero de CO2 entraria em operação em 2020. Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE). a usina Sul Catarinense e a Seival. Para a utilização do carvão nacional. o carvão bruto. Tanto que as usinas de Jacuí e Candiota III utilizam a combustão pulverizada. Já os efeitos das técnicas para seqüestro de carbono serão sensíveis apenas no médio e longo prazo. no Rio Grande do Sul.Carvão Mineral | Capítulo 9 Usina de carvão mineral Candiota . utilizarão. atualmente.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.bp.

Capítulo 9 | Carvão Mineral 142 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Banco de imagens de Itaipú .

5 ºC. Joule (J): Unidade de trabalho. O watt é a potência de um sistema energético no qual é transferida. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de um grama de água em 1 ºC. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 143 . contínua e uniformemente. Uma tep corresponde à energia que se pode obter a partir de uma tonelada de petróleo padrão. Watt-hora (Wh): Unidade de energia.Fatores de Conversão Fatores de Conversão MEDIDAS UTILIZADAS EM ENERGIA ELÉTRICA Definições British Thermal Unit (Btu): Unidade de energia. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de uma libra (unidade inglesa de massa) de água em um grau Fahrenheit (1 ºF) sob pressão atmosférica normal. a energia de 1 joule por segundo. O newton é a força que. Energia transferida uniformemente por um sistema de potência igual a 1 watt durante uma hora. O joule é o trabalho produzido por uma força de 1 newton que leva o ponto de aplicação dessa força a deslocarse por uma distância de 1 metro na direção da força. de 14. Caloria (cal): Unidade de energia. Newton (N): Unidade de força.5 ºC a 15. Tonelada equivalente de petróleo (tep): Unidade de energia. sob pressão atmosférica normal. quando aplicada a um corpo de massa igual a 1 quilograma. Watt (W): Unidade de potência. atribui-lhe a aceleração constante de 1 metro por segundo quadrado na direção da força. A tep é utilizada na comparação do poder calorífero de diferentes formas de energia com o petróleo. de energia e de quantidade de calor.

0 0.120 1.289 0.000.1023 1.0 11.0 0.2 0.68 x 106 Multiplicar por cal 0.02381 0.23884 252.02859 1.159 0.0 28.2 bep ano 1 bep ano = 0.9072 0.163 x 10-6 1.0 34.968 x 10-3 3.1781 pé3 35.1868 3.0 x 109 kWh 277.2642 1.0 1.22 0.615 1.785 4.0 3.28981 barris 3 Relações Práticas 1 tep ano = 7.000446 tc 0.7 × 10–9 kWh J 1.0 0.0038 0.0 3.0 144 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .000.3147 0.0 1.0 860.204.001102 1.2046 2.14 tep ano 1 tep ano = 0.0 1.0 0.000984 0.1605 5.0063 0.000454 Multiplicar por tl 0.893 0.872 t (em 1994) 3 (T) tera = 1012 15 (E) exa = 1018 1 tep = 10.000 Mcal Fatores de conversão para massa de »» para quilograma (kg) tonelada métrica (t) tonelada longa (tl) tonelada curta (tc) libra (lb) Exemplo de utilização: 1 kg = 2.Fatores de Conversão Tabelas de conversão Múltiplos de unidades de energia x103 joule British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) tonelada equivalente de petróleo (tep) watt-hora (Wh) kJ kBtu kcal ktep kWh x106 MJ MBtu Mcal Mtep MWh x109 GJ GBtu Gcal Gtep GWh x1012 TJ TBtu Tcal Ttep TWh x1015 PJ PBtu Pcal Ptep PWh x1018 EJ EBtu Ecal Etep EWh Relações entre unidades Exponenciais (k) kilo = 10 3 Equivalências 1 m = 6.97 6.388 x 10-11 2.0 907.001 0.0 1.0 Fatores de conversão para volume de »» para metro cúbico (m³) litro (L) galão (EUA) galão (RU) barril (bbl) pé cúbico (pé3) Exemplo de utilização: 1 bbl = 159.0 1.48 220.0 1.984 1.201 42.0 7.0 39.0353 0.055 x 103 4.0 Fatores de conversão para energia de »» para joule (J) British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) quilowatt-hora (kWh) tonelada equivalente de petróleo (tep) Exemplo de utilização: 1 J = 277.239 cal 1 Btu = 252 cal 1 m de petróleo = 0.454 t 0.0 2.8 x 10-6 1.0005 lb 2.0283 L 1.7 x 10-9 293.000.6 2.07 x 10-6 1.0 x 103 10.87 x 109 Btu 947.412.2046 lb kg 1.1337 0.0 1.158987 m3 1 joule = 0.2 0.0 0.3 Multiplicar por gal (EUA) gal (RU) 264.229 bbl 6.6 x 106 41.546 159.0045 0.6 x 10-5 1.240.0 L m³ 1.8327 1.52 x 10-8 10-10 8.0 1.016.63 x 103 tep 2.001 1.02 bep dia 1 bep dia = 50 tep ano (M) mega = 106 (G) giga = 10 (P) peta = 10 9 1 barril = 0.016 0.

que seja habilitado em documento específico para tal fim. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. Para facilitar a consulta. os termos mais usuais do setor de energia elétrica brasileiro e as suas respectivas definições.Glossário Glossário O Atlas da Energia Elétrica relaciona. legalmente representada. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 145 . AGENTES Autoprodutor: Pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebem concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo. Vendedor: Agente de Geração. ou comunhão de fato ou de direito. De distribuição: Titular de concessão ou permissão para distribuição de energia elétrica a consumidor final ou a Unidade Suprida. Produtor independente de energia elétrica: Pessoa jurídica ou consórcio de empresas titular de concessão. Autorizada: Agente titular de autorização federal para prestar o serviço público de geração ou comercialização de energia elétrica. os verbetes foram agrupados por tema. exclusivamente de forma regulada. permissão ou autorização para fins de geração de energia elétrica. nas Regras e nos Procedimentos de Comercialização. permissão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. Da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Concessionária ou permissionária de serviços e instalações de energia elétrica e consumidores livres. Agente de Comercialização ou Agente de Importação. produtores independentes de energia (PIE) e autoprodutores. Consumidor: Pessoa física ou jurídica. ] De geração: Titular de concessão. por sua conta e risco. De comercialização: Titular de autorização. concessão ou permissão para realização de operações de compra e venda de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). abaixo. Esta categoria divide-se em prestadores de serviço. que solicitar à concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas nas normas e regulamentos da ANEEL. integrantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e sujeitos às obrigações e direitos previstos na Convenção.

ressalvados os casos previstos em lei. definindo os montantes de energia elétrica a serem contratados para início de suprimento no ANO BASE “A”. de 26 de outubro de 2004 (Diário Oficial. inclusive aquelas com mercado próprio inferior a 500 GWh/ano. preço. 146 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . objeto de contratos bilaterais livremente negociados. conforme regulamentação específica. Lote (leilão): Montante de energia elétrica igual a 1. obedecendo à disciplina estabelecida em Portaria específica do Ministério de AMBIENTE DE NEGOCIAÇÃO LIVRE (ACL) Comercializador: Empresa que une as partes consumidoras e geradoras. podendo ser classificadas como Garantia Financeira ou Garantia da Proposta para efeito de habilitação e participação no Leilão. 109. de 29 out. que representa a menor parcela de um produto.Glossário AMBIENTES DE NEGOCIAÇÃO De Contratação Livre (ACL): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica. em lotes. instrumento celebrado entre cada concessionária ou autorizada de geração e todas as concessionárias ou permissionárias do serviço público de distribuição. definindo as regras e condições para a comercialização de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes ou futuros. Minas e Energia (MME). Leilão: Único sistema pelo qual as distribuidoras podem contratar a energia elétrica de longo prazo para abastecer os seus respectivos mercado. na rodada discriminatória da etapa Hidro e receita fixa. precedidas de licitação. prazos e montantes de suprimento em intervalos temporais determinados.CCEE onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica Contratados e registrados pelos Agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos Agentes da CCEE. Declaração: Documento apresentado pelos Compradores. seção 1. nas rodadas uniformes da etapa Outras Fontes e da etapa Hidro. proporcionando a realização de contratos e dando liquidez ao mercado livre. Mercado de Curto Prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica . limitado à garan- Contrato de uso e de conexão: Instrumento contratual em que o consumidor livre ajusta com a concessionária as características técnicas e as condições de utilização do sistema elétrico local. tia física. Preços de energia elétrica: Valor a ser pago pelo MWh (megawatthora). Resolução Normativa ANEEL n. 2004. Garantias: Valores a serem depositados junto ao Agente Custodiante pelos compradores e proponentes vendedores. As geradoras são as ofertantes. tendo por objeto estabelecer preços. Lastro para venda: Montante de energia disponível. para venda em leilão. p. na primeira fase. Contrato Bilateral: Instrumento jurídico que formaliza a compra e venda de energia elétrica entre Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).0 (um) MW médio cada. no ambiente regulado. associado a um empreendimento que esteja habilitado. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. à energia habilitada e à garantia aportada. Lance: Ato praticado pelo proponente vendedor que consiste na oferta de: quantidade de lotes. na rodada discriminatória da etapa Térmica. Consumidor livre: Consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. AMBIENTE DE COMERCIALIZAÇÃO REGULADO (ACR) Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR): Também denominado de Contrato Bilateral. 196) Regras do mercado: Conjunto de regras comerciais e suas formulações algébricas definidas pela Aneel e de cumprimento obrigatório pelos agentes participantes do mercado. constante dos contratos de compra de energia celebrados entre consumidores livres e produtores e livremente negociado entre as partes. quantidade de lotes. De Contratação Regulada (ACR): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica entre agentes vendedores e agentes de distribuição. conforme legislação e regulamentos específicos. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. Oferta de referência: Quantidade de lotes calculada pelo sistema para cada produto a partir do fator de referência a ser aplicado à quantidade demandada de cada um dos produtos. por opção destas.

limitado por preços mínimo e máximo. correspondente ao custo econômico no mercado de curto prazo. resultantes da contabilização promovida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Procedimentos de comercialização: Conjunto de normas aprovadas pela Aneel que definem condições. respectivamente. correspondente ao Custo Variável Unitário multiplicado pela diferença entre a geração da usina de Outras Fontes de Geração. feitas com base no Custo Marginal de Operação (CMO). exceto na primeira rodada da segunda fase. funcionamento e atribuições da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Preço Inicial: Preço máximo de aquisição para cada produto. expresso em número de lotes.Glossário Preço Corrente: Valor. Preço de liquidação de diferenças (PLD): Preço a ser divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Produto (leilão): Conjunto de lotes que serão objeto de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) com a mesma modalidade de contratação. que corresponde: a) ao preço inicial de cada produto. Quantidade Demandada: Montante de energia elétrica que se pretende adquirir. com periodicidade máxima semanal e com base no custo marginal de operação. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). expresso em Reais por ano (R$/ano). na qual será o preço de lance da primeira fase. estabelece as condições de comercialização de energia elétrica e as bases de organização. Convenção de Comercialização de Energia Elétrica: Instituída pela ANEEL por intermédio da Resolução Normativa nº 109. determinado pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME) com base na quantidade declarada. inserido pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME). expresso em reais por megawatt-hora (R$/ MWh). b) ao preço de lance da rodada anterior no período de rodadas uniformes. de 26 de outubro de 2004. entre Agentes de Distribuição participantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). elétrica entre os Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). individualizado por comprador. calculado antecipadamente. como credor ou devedor na CCEE. e a inflexibilidade mensal da usina de Outras Fontes de Geração. Contabilização: Processo de apuração da comercialização de energia Quantidade Declarada: Montante de energia elétrica. Período de apuração: Intervalo de tempo em que as condições de oferta e demanda de energia levam à definição de um esquema de produção específico e à determinação do respectivo Preço de Liquidação de Diferenças. para este efeito considerada totalmente contratada. eventos e prazos relativos à comercialização de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). a situação de cada agente. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 147 . requisitos. individualizado por comprador. de sobras e déficits de montantes de energia contratados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Valor Esperado do Custo de Operação (COP): Valor. Corresponde ao valor esperado acumulado das liquidações do mercado de curto prazo. conforme valores vigentes estabelecidos pela ANEEL. expresso em número de lotes. resultante das diferenças mensais apuradas entre o despacho efetivo da usina e sua garantia física.MCSD: Processo de realocação. vigente para cada Período de Apuração e para cada Submercado. calculado pelo sistema. pelo qual é valorada a energia comercializada no Mercado de Curto Prazo. que determina em intervalos temporais definidos. Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits . Liquidação financeira: Processo de pagamento e recebimento de valores apurados como débitos e créditos. nos termos das declarações. Rodada: Período para submissão de lances pelos proponentes vendedores e para processamento pelo sistema. MERCADO DE CURTO PRAZO Mercado de curto prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados e registrados pelos agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes da CCEE. c) ao preço associado ao lance que completa o atendimento à totalidade da quantidade demandada de um produto na rodada discriminatória. para cada possível cenário. multiplicado pelo número de horas do mês em questão. Valor Esperado do Custo Econômico de Curto Prazo (CEC): Valor. sendo estes limitados ao Preço de Liquidação de Diferença (PLD) mínimo e máximo. expresso em reais por ano (R$/ano).

nas galerias subterrâneas e nas faixas 148 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . recursos minerais e energéticos. Contrato de fornecimento: Instrumento contratual em que a concessionária e o consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “A” ajustam as características técnicas e as condições comerciais do fornecimento de energia elétrica. vinculada ao Ministério de Minas e Energia. criada pelo Decreto no 5. e do Decreto no 5. Tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração. Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): O CNPE é um órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas e diretrizes destinadas a promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do País. em um período de 12 meses. zelar pela qualidade do serviço. Ministério de Minas e Energia: Em 2003. 4o da Lei no 10. Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Pessoa jurídica de direito privado. com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia elétrica entre os Agentes da CCEE.° 9. de 16 de agosto de 2004.177.427 de 26 de Dezembro de 1996.184. estabelecendo as condições gerais do serviço a ser prestado. os montantes de uso contratados por ponto de conexão. de Petróleo. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME . responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN).683/2003 definiu como competências do MME as áreas de geologia. sob a fiscalização e regulação Aneel. com tarifa regulada. a outras concessionárias ou permissionárias de distribuição. Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. através desta rede. criada em 26 de agosto de 1998. bem como as condições técnicas e comerciais a serem observadas para o uso do sistema de distribuição. atendendo reclamações de agentes e consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade. A estrutura do Ministério foi regulamentada pelo decreto n° 5. bem como as condições técnicas e comerciais para a conexão à rede de distribuição. Energia distribuída por uma empresa: É a energia entregue aos consumidores conectados à rede elétrica da empresa de distribuição. estabelecendo os termos e as condições gerais que irão regular a comercialização de energia elétrica disponibilizada pela supridora para atendimento ao mercado da suprida.848. petróleo. e Geologia. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. A EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético. no ponto de acesso. Mineração e Transformação Mineral. sem fins lucrativos. Faixa de ocupação: Espaço nos postes das redes aéreas de distribuição de energia elétrica. acrescida da energia entregue.267. a Lei n° 10. combustível e energia elétrica. aproveitamento da energia hidráulica. de 9 de dezembro de 2004. mineração e metalurgia. que atua sob autorização do Poder Concedente e regulação e fiscalização da Aneel. de 15 de março de 2004. Conselho de Administração da CCEE . Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Entidade de direito pri- ESTRUTURA INSTITUCIONAL Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Autarquia em regime especial. Sua criação foi autorizada nos termos do art. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. restritas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Foi constituído pela lei n. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. de 1997. DISTRIBUIÇÃO Contrato de Compra de Energia (CCE): Contrato celebrado entre a permissionária e o atual agente supridor. criada pela Lei 9.478. permitir e autorizar instalações e serviços de energia. e vado. Gás Natural e Combustíveis Renováveis. de 12 de agosto de 2004. que criou as secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Energético. Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Empresa pública federal. incluindo a nuclear. sem fins lucrativos. conceder. Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. a transmissão. de Energia Elétrica. garantir tarifas justas. exigir investimentos.Câmara de Comercialização de Energia Elétrica: Colegiado composto por membros eleitos pela Assembléia-Geral. estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços. mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores.Glossário Procedimentos do mercado: Conjunto de ações necessárias à operacionalização das Regras de Mercado. Processo de arbitragem: Conjunto de procedimentos extrajudiciais realizados pela Câmara de Arbitragem com vistas à solução de conflitos. nas torres.

bem como pela quantidade de energia relativa aos consumidores livres no que tange ao uso dos sistemas de distribuição. Mercado de Referência de Demanda: Composto pela quantidade de demanda de potência faturada para o atendimento a consumidores cativos. continuidade. ainda que necessária a extensão de rede de tensão inferior ou igual a 138 kV. com represa. Rede de distribuição: Conjunto de instalações de distribuição de energia elétrica. sem ônus para o solicitante. não considerando a quantidade de demanda faturada por ultrapassagem do valor contratado. segurança. atualidade. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. verificados nos últimos doze meses. f ) unidade operacional de serviço público de telecomunicações. Mercado cativo: Montante de energia faturada para atendimento a consumidores cativos e para o suprimento de outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica.3 kV. g) centro de controle público de tráfego aéreo. Central Hidroelétrica: Instalação na qual a energia potencial e cinética da água é transformada em energia elétrica. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. Universalização: Atendimento a todos os pedidos de nova ligação Mercado de Referência de Energia: Composto pela quantidade de energia elétrica faturada para o atendimento a consumidores cativos. Suspensão de fornecimento: É o desligamento de energia elétrica da unidade consumidora. Serviço adequado: É o que satisfaz as condições de regularidade. Central Nuclear: Instalação na qual a energia libertada a partir de combustível nuclear é convertida em energia elétrica. Ramal de ligação: Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega. desenvolvido em unidade consumidora a seguir exemplificada: a) unidade operacional do serviço público de tratamento de água e esgotos. b) unidade operacional de processamento de gás liqüefeito de petróleo e de combustíveis. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. em tensão inferior a 2. Mercado da empresa: É a soma dos requisitos anuais de energia dos consumidores finais conectados à rede de distribuição da empresa. autoprodutores. c) unidade hospitalar. marítimo. generalidade. Interrupção: Descontinuidade do fornecimento de energia elétrica a uma determinada unidade consumidora.e i) unidade operacional de segurança pública. GERAÇÃO Ramal de entrada: Conjunto de condutores e acessórios instalados pelo consumidor entre o ponto de conexão ao sistema da concessionária e o ponto de medição ou proteção da unidade consumidora. h) unidade operacional de distribuição de gás canalizado. sólidos. fios e fibras ópticas. contida em combustíveis fósseis. consumidores livres. Central Térmica: Instalação na qual a energia química. e) unidade operacional de serviço público de tratamento de lixo.Glossário de servidão administrativa de redes de energia elétrica onde são definidos pelo detentor os pontos de fixação. observados os prazos fixados nas “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica”. Pode ser do tipo fio de água. não incluído o montante relativo às perdas elétricas dos sistemas de distribuição. Serviço essencial: Serviço ou atividade caracterizado como de fundamental importância para a sociedade. para fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras com carga instalada menor ou igual a 50 kW. d) unidade operacional de transporte coletivo. autoprodutores. líquidos ou gasosos. rodoferroviário e metroviário. com tensão inferior a 230 KV ou instalações em tensão igual ou superior. eficiência. geradores. é convertida em energia elétrica. incluindo os consumidores que tenham optado por serem atendidos por outros fornecedores. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. sem represa. quando especificamente definidas pela ANEEL. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 149 . ou de regulação. sempre que o consumidor não cumprir com as suas obrigações definidas na Cláusula Quinta do Contrato de Prestação de Serviço Público de Energia Elétrica para Unidades Consumidoras Atendidas em Baixa Tensão. os dutos subterrâneos e as faixas de terreno destinados ao compartilhamento com agentes do setor de telecomunicações de interesse coletivo e agentes do setor de petróleo para instalação de cabos.

carvão.000 kW e igual ou inferior a 30. a serem observados mensal. Freqüência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (FIC): Número de interrupções ocorridas no período de observação. com área total de reservatório igual ou inferior a 3. Se for global. Inventário hidrelétrico: Etapa de estudos de engenharia em que se define o potencial hidrelétrico de uma bacia hidrográfica. descontado o consumo interno. 083. Nível d’água normal de jusante: Nível d’água a jusante da casa de força para a vazão correspondente ao somatório dos engolimentos máximos de todas as turbinas. Eficiência Energética: Índice que demonstra o quanto da energia da fonte foi convertida em utilidade eletromecânica e utilidade calor. O padrão de continuidade é o valor máximo estabelecido para este indicador. região ou país. definido através dos estudos energéticos.Glossário Cogeração: Processo operado numa instalação específica para fins da produção combinada das utilidades calor e energia mecânica. correspondendo ao nível que limita a parte inferior do volume útil. de acordo com os valores estabelecidos pela ANEEL. entre outros. Energia efetivamente gerada: A energia gerada pela central geradora de energia elétrica. para atender às instalações elétricas da unidade consumidora. em cada unidade consumidora do conjunto considerado. em que a concessionária deve entregar a energia elétrica na unidade consumidora. a partir da energia disponibilizada por uma fonte primária. definido através dos estudos energéticos. Potência mínima disponibilizada (SIGFI): Potência mínima que o Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente indicadores de continuidade. de 20 de setembro de 2004. derivados de petróleo. no período de observação. Por exemplo: água. Nível d’água máximo normal de montante: Nível de água máximo no reservatório para fins de operação normal da usina. Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC): Número de interrupções ocorridas. expressos em Volts (V). em média. (SIGFI) deve disponibilizar. no período de observação. em cada unidade consumidora. utilizada para a mensuração da continuidade apurada e análise comparativa com os padrões estabelecidos. referida ao centro de gravidade do submercado em que o empreendimento estiver conectado. Nível d’água mínimo normal de montante: Nível de água mínimo do reservatório para fins de operação normal da usina. no ponto de entrega. 150 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . vento e irradiação solar. quantifica o desempenho agregado por empresa. Energia gerada: Soma da produção de energia elétrica referente a cada uma das unidades geradoras da central geradora de energia elétrica.000 kW. estado. gás natural. sem considerar a influência da vazão vertida. Indicador de continuidade: Quantificação do desempenho de um sistema elétrico. no período de observação.074. trimestral e anualmente nos períodos correspondentes ao ciclo de revisão das tarifas. Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC): Intervalo de tempo que. em cada unidade consumidora do conjunto considerado ocorreu descontinuidade da distribuição de energia elétrica. biomassa. esta geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica. Padrão de tensão: Níveis máximos e mínimos de tensão. Fonte de energia: Recursos naturais que são utilizados em uma usina para movimentar as turbinas e dar origem à energia elétrica. Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora . INDICADORES Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (DIC): Intervalo de tempo em que. de 7 de julho de 1995. Metas de continuidade: Valores máximos estabelecidos para os Pequenas centrais hidrelétricas (PCHs): Empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1. mediante o estudo de divisão de quedas e a definição prévia do aproveitamento ótimo de que tratam os §§ 2º e 3º do art. segundo os critérios estabelecidos na Resolução Normativa ANEEL n. ocorreu descontinuidade na distribuição de energia elétrica. em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. 5º da Lei nº 9.0 km².DMIC: Tempo máximo de interrupção contínua da energia elétrica em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. Potência Instalada de uma Central Geradora: Somatório das potências elétricas ativas nominais das unidades geradoras da central. em média.

pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. Grupo “B”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2. continua a ser atendido de forma regulada. que sejam atendidas por circuito monofásico e que têm direito a pagar uma tarifa menor que a normal. integrante(s) do mesmo submercado no SIN (Sistema Interligado Nacional). Operação comercial: Situação operacional em que a energia produzida pela unidade geradora está disponibilizada ao sistema. por unidade de tempo. a despeito de cumprir as condições previstas nos artigos 15 e 16 da Lei nº 9. expressa em quilowatts (kW). global ou parcial. atendido em qualquer tensão. estejam localizadas em áreas contíguas. única. Consumidor Cativo: Consumidor que adquire energia de concessionária ou permissionária que detém o monopólio de atendimento na região em que está instalado e cujo contrato é totalmente regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). ainda.3 kV e faturadas neste Grupo nos termos definidos nos arts. ra produz energia objetivando atender suas próprias necessidades de ajustes de equipamentos e verificação de seu comportamento do ponto de vista sistêmico. OPERAÇÃO Custo Marginal de Operação: Custo por unidade de energia produzi- Consumidor Potencialmente livre: É aquele que. expressa em quilowatts (kW). Subclasse residencial baixa renda: Unidades consumidoras com consumo mensal entre 80 e 220 kWh. Consumidor Livre: É aquele que. de maio a novembro. Grupo “A”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2. ou. medida em quilowatt (kW). conforme legislação e regulamentos específicos.3 kV. conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga. caracterizado pela estruturação tarifária monômia e com subdivisões. responsável por unidade consumidora ou por conjunto de unidades consumidoras reunidas por comunhão de fato ou de direito. Medidor: Instrumento registrador de energia elétrica e potência ativa ou reativa. ou eletrodomésticos. reunidas por comunhão de interesses de fato ou de direito. legalmente representada. Período seco (S): Período de sete meses consecutivos. Geralmente Atlas de Energia Elétrica do Brasil 151 . concomitantemente. Energia elétrica consumida: Total da energia elétrica utilizada pelos equipamentos elétricos. ou. seja ou não utilizada durante o período de faturamento. solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora. também. Potência elétrica: É a quantidade de energia elétrica que cada equipamento elétrico ou eletrodoméstico pode consumir. podendo atender aos compromissos mercantis do agente e/ou para o seu uso exclusivo. durante um intervalo de tempo especificado. no ponto de entrega.3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos definidos no art. 79 a 81. caracterizado pela estruturação tarifária binômia e com subdivisões. Demanda: Média das potências elétricas ativas ou reativas. da para atender a um acréscimo de carga no sistema. compra. Operação em teste: Situação operacional em que a unidade gerado- Demanda Contratada: Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária. atendidas em tensão inferior a 2. atendidas em tensão superior a 2.074. 82. Potência instalada: Soma das potências nominais de equipamentos elétricos de mesma espécie instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em funcionamento. ainda. cuja carga seja maior ou igual a 500 kW. de 7 de julho de 1995.3 kV. de uma mesma área de concessão de distribuição.Glossário MERCADO CONSUMIDOR Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora. Consumidor Especial: Consumidor responsável por unidade consumidora ou conjunto de unidades consumidoras do Grupo “A”. e que. Conjunto de unidades consumidoras: Qualquer agrupamento de unidades consumidoras. caracterizado pelo baixo índice pluviométrico. Consumidor Final: Pessoa física ou jurídica. em condições de entrar em funcionamento. definido pela concessionária ou permissionária e aprovado pela Aneel. possam ser atendidas por meio de um único ponto de entrega e cuja medição seja.

Poder concedente: A União ou entidade por ela designada. tais como custos operacionais. concessão. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. Permissionária: Agente titular de permissão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia elétrica. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. destinado a uso exclusivo do autoprodutor. A implantação de Usinas Termelétricas. ainda não amortizados ou depreciados. transporte de energia e encargos setoriais resultantes de políticas de governo. implantação. a título precário.000 kW e a implantação de Usina Termelétrica de potência igual ou inferior a 5. Estão dispensados de concessão. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. caracterizado pelo alto índice pluviométrico. Parcela A: Parcela que incorpora os custos não gerenciáveis da concessionária de distribuição. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para o seu desempenho. tais como compra de energia. referentes aos incisos do art. entre dezembro de um ano a abril do ano seguinte. Objeto de autorização: São objetos de autorização: 1. Procedimentos de Rede: Documentos elaborados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com a participação dos agentes e aprovados pela Aneel. 4º da Resolução ANEEL nº 666 de 29.11. de potência superior a 1. Estrutura tarifária convencional: É caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano. na modalidade de concorrência. REGIME JURÍDICO Estrutura tarifária: Conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de Concessão de serviço público de energia elétrica: É a delegação de prestação de serviços. feita pelo Poder Concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho por sua conta e risco.000 kW e igual ou inferior a 10. o aproveitamento de potenciais hidráulicos. Reversão: É o retorno ao Poder Concedente dos bens vinculados à Período úmido (U): Período de cinco meses consecutivos. consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento.000 kW. Parcela B: Parcela que incorpora os custos gerenciáveis relacionados à atividade de distribuição de energia elétrica. custos de comercialização. remuneração dos investimentos e quota de reintegração. O aproveitamento de potências hidráulicas. que estabelecem os procedimentos e requisitos técnicos necessários ao planejamento. bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia. permissão ou autorização. de potência superior a 5. Permissão de serviço público: Delegação. Tarifa azul: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. para fim de registro e estatística. destinada a uso exclusivo do autoprodutor. da prestação de serviços públicos. encargos setoriais e tributos que compõem as tarifas de energia. Tarifa de energia (TE): Tarifa de energia elétrica calculada pela Aneel.000 kW. devendo apenas ser comunicados ao Poder Concedente.2002. Estrutura tarifária horo-sazonal: É caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano. TARIFAS Componentes da Tarifa de Energia (TE): Parcelas relativas ao custo da energia disponível para a venda. A reversão se fará com a indenização das parcelas dos investimentos realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. 2. ao término do prazo desta. mediante licitação. uso e operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). iguais ou inferiores a 1. 152 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . por sua conta e por prazo determinado. aplicável no faturamento mensal referente a: Tarifa binômia: Conjunto de tarifas de fornecimento constituído por preços aplicáveis ao consumo de energia elétrica ativa e à demanda faturável.000 kW.Glossário exige a adoção de medidas para preservar o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. e as responsabilidades do ONS e dos agentes. mediante licitação. feita pelo Poder Concedente.

acrescidas das instalações de transmissão autorizadas por resolução específica da Aneel. as instalações de transmissão que tenham sido cedidas. b) parcela correspondente a energia elétrica da tarifa de fornecimento dos consumidores do Grupo “b”. assim como a de serviços de coordenação e controle da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). No geral localizam-se na região Amazônica. destinadas a alterar a tensão da energia elétrica recebida. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. incluindo a prestação de serviços de transmissão. Tarifas de conexão: Tarifas referentes aos contratos de conexão celebrados entre consumidores do Grupo “A” e concessionário de serviço público de geração. Submercados: Divisões do Sistema Interligado Nacional (SIN) para as quais são estabelecidos Preços de Liquidação de Diferenças (PLD) es- TRANSMISSÃO Contrato de Conexão ao Sistema de Transmissão (CCT): Contrato celebrado entre a permissionária e um concessionário detentor das instalações de transmissão. e c) suprimento a concessionária ou permissionária de distribuição com mercado inferior a 500 GWh/ano. A coordenação da operação das usinas é feita pelo ONS. de 8 de junho de 2004. Sistema Interligado Nacional (SIN): Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica que abrange a maior parte do território nacional: as regiões Sul. Sistemas Isolados: Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica não conectados ao SIN. sob supervisão do ONS. Rede básica: Instalações de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). Centro-Oeste. correspondente aos valores relativos à tarifa de uso dos sistemas de distribuição e à tarifa de energia elétrica. Nordeste e parte do Norte. doadas ou transferidas a concessionária de transmissão. de 2000. Tarifa de fornecimento: Tarifa aplicável no faturamento mensal de energia elétrica dos consumidores cativos de concessionária ou permissionária de distribuição. abrangidas pelas Resoluções n° 166 e 167. no ponto de acesso. Tarifa de energia comprada: Composta pela tarifa de energia elétrica (TE) e tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD). integrantes da Rede Básica. Sudeste. Ponto de conexão: Conjunto de equipamentos e materiais que se destinam a estabelecer a conexão elétrica entre dois sistemas. homologada pela Aneel. pelo ONS. definida segundo critérios estabelecidos na Resolução Normativa nº 67. bem como de uma única tarifa de demanda de potência. ainda. Tarifa verde: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. Subestação: Instalações das companhias transmissoras e distribuidoras. aquelas integrantes de concessões de serviço público de transmissão outorgadas desde 31 de maio de 2000 e. estabelecendo as condições técnicas e as obrigações relativas ao uso das instalações de transmissão. Instalações de transmissão: Instalações para prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 153 . pela permissionária. aplicável ao faturamento mensal referente ao suprimento à permissionária de distribuição pela atual supridora. bem como as condições comerciais. Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST): Contrato celebrado entre a permissionária e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). de propriedade de concessionárias de serviço público de transmissão. vinculado ao Contrato de Compra de Energia (CCE). pecíficos e cujas fronteiras são definidas em razão da presença e duração de restrições relevantes de transmissão aos fluxos de energia elétrica no SIN.Glossário a) contrato de compra de energia celebrado entre consumidor do Grupo “A” e concessionária ou permissionária do serviço público de distribuição.

.

Figura 2.1 – Potencial eólico brasileiro. Figura 9. Figura 5. Figura 2.1 – Tipos de carvão.1 – Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas).1 – Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3.2 – Variação da radiação solar no Brasil.2 – Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas). 27 30 33 23 26 26 32 41 47 56 81 85 87 89 95 111 123 133 134 135 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 155 . Figura 1. Figura 3.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. Figura 5. Figura 1.1 – Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo.4 – Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. Figura 8. Gráfico 1.3 – Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep). Figura 9.1 – Anatomia da conta de luz.1 – Consumo de energia elétrica per capita em 2007. Figura 1.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil.3 – Expansão da rede básica de transmissão.4 – Geração de energia em usina maremotriz.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993.1 – Relação entre agentes e consumidores.3 – Reservatório geotérmico de alta temperatura. Figura 5. Figura 6. Figura 7. Gráfico 1. ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1. Figura 5.1 – Consumo de energia nuclear no mundo em 2007. Figura 9. reservas e usos.Índice Índice ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1.2 – Consumo de energia elétrica por região em 2007.

ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1.2 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível. Gráfico 6. Gráfico 5.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. Gráfico 3.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006.1 – Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 2.3 – Cenários IEA para energia nuclear no mundo. Gráfico 5.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W). Gráfico 8. Gráfico 3.2 – Indicadores de qualidade – Média anual Brasil 23 24 39 43 43 45 45 47 51 52 56 65 68 71 78 83 84 85 88 93 93 94 94 107 108 111 119 120 121 123 124 131 132 156 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW).5 – Projeção da capacidade instalada (MW). Gráfico 6.1 – Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 – 2007).4 – Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.2 – Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo. Gráfico 6. Gráfico 2.3 – Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. Gráfico 8.2 – Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006).1– Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).4 – Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8). Gráfico 9.1 – Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos. 1995–2007.3 – Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006. Gráfico 5. Gráfico 6.3 – Participação relativa da hidreletricidade no mundo. Gráfico 7.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007). Gráfico 5.000 unidades) Tabela 1.1 – Matriz energética nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 7.Índice Gráfico 2. Gráfico 4.2 – Produção mundial de etanol.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar.1 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006). Gráfico 4.6 – Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007. Gráfico 2.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 5. Gráfico 4. Gráfico 3.1 – Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007. Gráfico 8.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006. Gráfico 8.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 8. Gráfico 2. Gráfico 9.5 – Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável. Gráfico 2.5 – Participação da energia nuclear na energia total produzida. Gráfico 7.

5 – Produção de gás natural no Brasil Tabela 6.7 – Oferta interna de energia no Brasil Tabela 5.2 – Produção de biodiesel no Brasil (m3) Tabela 4.5 – Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.4 – As dez maiores usinas em operação.2 – Produção de gás natural em 2007 Tabela 6.3 – Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Tabela 5.3 – Os principais encargos inseridos nas tarifas Tabela 1.6 – Produtores de etanol (hm3) Tabela 4.4 – Acréscimo anual da geração (em MW) Tabela 1.2 – Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh Tabela 3. 2004–2008 Tabela 3.2 – Oferta primária de energia em 1973 e 2006 Tabela 5. construção e outorgados Tabela 1.1 – Reservas de gás natural no mundo Tabela 6.4 – Potência instalada em 2007 Tabela 5.3 – Consumo de gás natural em 2007 Tabela 6.Índice Tabela 1.5 – Produtores de biodiesel (mil toneladas) Tabela 4.3 – Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 Tabela 3.4 – Produtores de bioenergia em 2005 Tabela 4. segundo Unidades da Federação Tabela 6.2 – Os dez maiores produtores de petróleo Tabela 7.1 – Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tabela 3.3 – Usinas de licor negro no Brasil Tabela 4.1 – Consumo mundial de energia por combustível em 2007 Tabela 2. por localização (terra e mar).5 – Empreendimentos em operação.4 – Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.6 – Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) Tabela 6.3 – As dez maiores reservas de petróleo (2007) 27 34 35 36 40 40 44 46 48 54 55 55 57 66 67 67 69 70 70 73 78 78 79 80 83 88 96 98 98 99 100 101 109 110 111 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 157 .1 – Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) Tabela 4.1 – Produção de energia elétrica no mundo em 2006 Tabela 5. região e potência Tabela 4.4 – Reservas provadas1 de gás natural.2 – Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep) Tabela 2.6 – Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Tabela 7.1 – Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Tabela 7. nas grandes regiões – Brasil.5 – Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país Tabela 5.3 – Consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.6 – Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica – situação em 2007 (MW) Tabela 2.

5 – Os dez maiores consumidores de petróleo Tabela 8.2 – Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .situação em novembro de 2008 25 29 31 58 59 72 97 114 139 112 113 120 120 122 122 124 125 135 135 137 137 158 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . segundo Unidades da Federação – 1998-2007 Tabela 7.1 – Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008 Mapa 6.2 – Potência instalada por estado Mapa 4.6 – Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) Tabela 9. por localização (terra e mar).2 – Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9.3 – Reservas mundiais de urânio (2007)* Tabela 8.1 – Potencial hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .3 – Sistema de transmissão .2008 Mapa 3.4 – Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) Tabela 8.2 – Oferta de energia primária (2006) Tabela 8.1 – Estrutura de produção e movimentação de gás natural .2007 Mapa 7.3 – Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006 Tabela 9.2009 Mapa 3.5 – Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 Tabela 8.novembro de 2008 Mapa 9.1 – Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9.1 – Mapa das concessionárias de distribuição residenciais por R$/MWh Mapa 1.4 – Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil – situação em novembro de 2008 LISTA DE MAPAS Mapa 1.Situação em outubro de 2003 Mapa 1.1 – Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada .1 – Energia elétrica no mundo (2006) Tabela 8.Índice Tabela 7.1 – Empreendimentos futuros e em operação .4 – Reservas totais1 de petróleo.Horizonte 2007 .

aneel.Anexo Anexo Os dados constantes das páginas seguintes mostram o perfil do parque gerador de energia elétrica no Brasil em 11 de novembro de 2008. gov. desenvolvido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disponível no site www. Eles foram extraídos do Banco de Informações da Geração (BIG). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 159 .br.

RS PIE 100000 3M Itapetininga 3M Ribeirão Preto 3M Sumaré Abaeté Abatedouro São Salvador Abílio Bornia Abrasa Atlas de Energia Elétrica do Brasil Abunã Açominas Adria Aeroporto de Bagé Aeroporto de Belo Horizonte .PR PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itaberaí .MG Uberlândia .Mário Ribeiro Aeroporto de Palmas Aeroporto de São José dos Campos Aeroporto de Tefé Aeroporto de Teresina .Pampulha I Aeroporto de Belo Horizonte .PI Uberaba .SP Tefé .SP Operação Juiz de Fora .MG Castilho .SBCP Aeroporto de Carlos Prates Aeroporto de Congonhas Aeroporto de Jacarepaguá Aeroporto de Joinville Aeroporto de Juiz de Fora Aeroporto de Londrina Aeroporto de Macaé Aeroporto de Maceió Aeroporto de Montes Claros .SC APE Construção Inácio Martins .AL Montes Claros .TO São José dos Campos .MG Palmas .RS APE Fóssil Operação Jaboticabal .MG APE Outros Operação Porto Velho .MG APE Operação Belo Horizonte .Pampulha III Aeroporto de Campo de Marte Aeroporto de Campos .160 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada 14 de Julho UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Londrina .GO APE Fóssil Óleo Diesel Operação São Gotardo .RJ Construção São Paulo .MG APE 516 1106.4 11200 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 4110 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.Senador Petrônio Portella Aeroporto de Uberaba Aeroporto de Uberlândia Aeroporto de Urubupungá .AM Teresina .Pampulha II Aeroporto de Belo Horizonte .MG Operação Joinville .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2700 Operação Itapetininga .RJ Maceió .6 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.RO PIE Fóssil Óleo Diesel Gás de Alto Forno Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Faxinal dos Guedes .SP Operação Belo Horizonte .MG APE Fóssil Operação Bagé .MG Operação Campos dos Goytacazes .PR Macaé .4 UHE Construção Bento Gonçalves .SP APE Operação Belo Horizonte .SP APE Fóssil Óleo Diesel 6400 Operação Ribeirão Preto .RJ APE APE PIE APE APE APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação São Paulo .6 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 Operação Sumaré .SP APE Fóssil Operação Congonhas .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3840 3840 2700 6400 516 1106.MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Belo Horizonte .SC Operação Rio de Janeiro .

AC Operação Ponta Porã .Campinas Aeroporto Internacional Eduardo Gomes Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira Aeroporto Internacional Marechal Rondon.SP APE Fóssil Operação Campo Grande .Cuiabá Aeroporto Internacional Pinto Martins .AM Porto Velho .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .PR APE Fóssil Óleo Diesel 984 UTE Outorga Vitória .MS Operação Pelotas .São Paulo Aeroporto Internacional de Corumbá Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul Aeroporto Internacional de Florianópolis .RR APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Parnamirim .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .Cataratas Aeroporto Internacional de Navegantes .SC APE Operação Cruzeiro do Sul .MT Fortaleza .PB Porto Alegre .RS Operação Navegantes .PR APE Operação Florianópolis .SP Guarulhos .MS APE Fóssil Operação Brasília .SP Tabatinga .CE Bayeux .DF APE Fóssil Operação Boa Vista .AC APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Corumbá .Ministro Victor Konder Aeroporto Internacional de Pelotas Aeroporto Internacional de Ponta Porã Aeroporto Internacional de Rio Branco Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-Central Elétrica de Emergência CEE Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 09 Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 27 Aeroporto Internacional de Tabatinga Aeroporto Internacional de Viracopos .SP Operação Rio Branco .SBFL Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu .MS APE Fóssil Operação São Paulo .RS Confins .RO Várzea Grande .SC APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação Foz do Iguaçu .RN APE Fóssil Óleo Diesel 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Operação São José dos Pinhais .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto de Vitória UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Guarulhos .AM Campinas .Terminal de Passageiros (TPS-1) Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Aeroporto Internacional Salgado Filho Anexo Aeroporto Internacional Tancredo Neves 161 .MG Operação Guarulhos .ES APE Fóssil Óleo Diesel 392 984 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Aeroporto Internacional Afonso Pena Aeroporto Internacional Augusto Severo (CUT) Aeroporto Internacional Augusto Severo (SCI) Aeroporto Internacional Augusto Severo (Sub-Estação Prédio Anexo Operacional) Aeroporto Internacional de Boa Vista Aeroporto Internacional de Brasília Aeroporto Internacional de Campo Grande Aeroporto Internacional de Congonhas .SP Manaus .

SP Outorga São Simão .BA PIE Biomassa Operação Dianópolis .RS Mataraca .TO SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itabirito .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .MT Outorga Jaciara .SP Operação Indiaporã .RS Agudos do Sul .MG Trindade do Sul .MT PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jaciara .RJ APE Fóssil Óleo Diesel 324 Operação Goiânia .SC Louveira .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1690 40 140 504 14040 14000 17000 10000 13050 4000 48 14000 23000 2760 13300 1600 1396200 1000 144 12500 4800 3568 1300 330000 16000 3000 4500 4000 4250 1300 330000 4800 1200 1396200 1000 144 2760 48 140 504 14683 14000 17000 Operação Ribeirão Preto .PR PIE APE PIE APE-COM PIE APE APE PIE APE PIE COM PIE PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natual Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Dianópolis .Banco do Brasil S.162 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE PCH PCH UHE CGH CGH UTE UTE PCH UTE UHE PCH PCH EOL UTE Outorga Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Operação Erechim .PB Sertãozinho .A Agostinho Rodrigues Atlas de Energia Elétrica do Brasil Agro trafo Agrovale Água Bonita Água Branca Água Brava Água Clara Água Fria Água Limpa Água Limpa Multifase Água Limpa Água Prata Água Suja Água Vermelha (José Ermírio de Moraes) Águas Claras Águas Termais da Cascata Nazzari Agudos Agudos Ambev Aguti Ahlstrom Aimorés Aiuruoca Albano Machado Albatroz Albertina .SP Operação Novo São Joaquim .TO PIE Operação Uiramutã .GO APE Fóssil Óleo Diesel 448 448 324 288 1675 UTE Operação Maceió .MG APE Operação São José dos Campos .MG Aiuruoca .PR Agudos .SP Outorga Alto Piquiri .SP PIE Biomassa Operação Juazeiro .RR SP Outorga Jaciara .SP Nova Trento .SP Aimorés .MT PIE Outorga Jaciara .SP APE Fóssil Óleo Diesel 288 Operação Rio de Janeiro .AL APE Fóssil Óleo Diesel 170 170 Aeroporto Santa Genoveva de Goiânia Aeroporto Santos Dumont Afasa Afuá Aga Te Agência de São José dos Campos .MT PIE Operação Tarumã .SP APE-COM Fóssil Óleo Diesel Operação Afuá .MT Operação Monte Aprazível .

SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 7400 2400 20600 3900 72000 2056 66000 51000 100800 184 4225 5400 1000 2258 352 5000 60000 500 1200 2544 15000 20340 2086.SP Santo Antônio do Içá .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 UTE Operação Barcarena .PB PIE Operação Alenquer .4 11800 10649 21.MS APE Biomassa Operação Conceição da Barra .SC São João da Baliza .ES PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Mirandópolis .SP Operação Almeirim .MT Benedito Novo .RN São Desidério .RO São Joaquim da Barra .RS PIE Fóssil Operação Alegre .AM Alto Araguaia .RN PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guamaré .000 5000 1344 Alto do Rodrigues Alto Fêmeas I Alto Irani Alto Jatapu Atlas de Energia Elétrica do Brasil Alto Paraguai (Pedro Pedrossian) Alto Rio Grande Anexo Alto Sucuriú 29.SC Benedito Novo .MT Piedade do Rio Grande .BA Arvoredo .PA PIE Operação Além Paraíba .SC Palmas .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Albrás UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UTE UTE EOL CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH PCH Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Alta Floresta D’Oeste .MT Alto do Rodrigues .MS Outorga Barueri .000 5000 1680 27900 29000 Operação Teodoro Sampaio .PA APE Fóssil Óleo Diesel 4850 4960 4000 7400 2400 1600 3900 72000 2056 66000 Alcidia Alcoazul Alcomira Alcon Alcoolvale Alecrim Alegre Alegrete Alegria I Alegria II Além Paraíba 184 5188 Alenquer Alhandra Aliança 1000 2726 Almeirim Alphaville Alta Floresta 5000 30000 Alta Mogiana Alterosa Alto Araguaia 800 2544 15000 Alto Benedito Novo Alto Benedito Novo I Alto Chopim Alto da Boa Vista 2086.MG APE Fóssil Fóssil Outorga Guamaré .4 11800 10650 21.SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Araçatuba .PA Outorga Jataí .PR Apiacás .ES SP Óleo Combustível Operação Miracatu .RN PIE Operação Alegrete .MG Água Clara .000 163 .SP APE-COM Operação Aparecida do Taboado .GO COM PIE APE SP PIE SP SP APE-COM / PIE PIE PIE SP APE SP PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Alhandra .RR Alto Paraguai .

MT Barra do Chapéu .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Barcarena .MG Operação Santana do Jacaré .SC Manaus .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Americana .SP Construção Alta Floresta D’Oeste .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Alvorada d’Oeste .MT Lacerdópolis .SP SP Operação Amaturá .RO COM 744 744 Altoé II Altos Alumar Alunorte Alvarães Alvorada Alvorada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Amaturá Americana Amparo Anajás Anamã Andorinhas Angélica Angelina (Ex-Portobello .MS Lucas do Rio Verde .RO PIE PIE SP PIE SP SP SP PIE APE SP PIE SP APE APE-COM APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Construção Angelina .AM SP Fóssil Operação Anajás .RO PIE 1100 1103 13120 CGH Operação Cerejeiras .SP Chapadão do Sul .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Alvarães .SC PIE Construção Angélica .MT Tamarana .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Guaranésia .MA APE Fóssil Carvão Mineral 75200 40104 2238 4050 8000 1238 30000 Operação Altos .AM Poços de Caldas .PI PIE Fóssil Óleo Diesel 13120 Operação Cerejeiras .AM Vilhena .164 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Altoé I PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UTE UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH PCH UTE PCH UHE PCH CGH UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Anori .PA APE-COM Fóssil Óleo Combustível 103854 2238 4050 12000 1238 30000 21400 1112 1698 512 96000 26270 3600 22680 2080 1560 2832 8780 16500 21960 340 251540 30000 3148 125 808 1280 10000 3148 125 808 1520 10000 2080 1560 2832 4595 16800 20020 340 251540 1112 1698 512 Construção São Luís .MG Poços de Caldas .Corredeira do Encano) Ângelo Cassol Anhanguera Anil Anna Maria Anori Antas I (Pedro Affonso Junqueira) Antas II Antônio Brennand (Ex-Alto Jauru) Antônio Viel Aparecida (UTM I) Bloco 1 e 2 Apertadinho Apiacás Apiaí Aporé Aprovale Apucaraninha .RS COM Biomassa Bagaço de Cana de Açucar Operação Anamã .RO Apiacás .MG Construção Guará .MG Araputanga .PR Operação Santos Dumont .MS PIE Operação Ijuí .PA SP Fóssil Outorga Água Doce .

MG Operação Areal .48 484150 18000 4440 544 11400 19800 800 120 6660 4500 11070 3350 640 1179 1944 4600 940 4500 5310 Operação Itiquira .RO Araucária Areal Areal Areas & Castelani Areia Areia Branca Aripuanã 800 120 Armando de Abreu Rios ARS Artivinco (anteriormente UTE Rio Pardo) 4500 Arvoredo Asfor 3350 640 1494 1944 4600 940 Asperbras Assis Brasil Associação Pró-Ensino Novo Hanburgo Atalaia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Atalaia do Norte Atlântica Anexo Atlas 6212 165 .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Água Doce .CE PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Normandia .CE SP Energia Solar Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Operação Nova Mamoré .MT PIE 4200 UTE Operação Apuí .PB Santana do Araguaia .ES APE-COM Biomassa Licor Negro Operação Aracati .PA Construção Caratinga .MT APE Biomassa Operação Guaíba .GO Operação Santa Rita de Jacutinga .RO PIE Fóssil Operação Caapiranga .CE Simões Filho . Antônio do Aracanguá .PR PIE SP APE COM PIE PIE SP APE PIE APE PIE APE COM PIE APE APE SP PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Mamoré .RO PIE Operação Varjota .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Apuí PCH EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH SOL UTE UHE PCH CGH PCH PCH CGH CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE EOL UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Operação Operação Aripuanã .RJ Operação Araucária .48 484150 18000 4440 544 Aracati Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Araguassu Aralco Arara Araras Araras Araras .BA Assis Brasil .MG Nova Ubiratã .TO Operação Mambaí .SP APE Biomassa Operação Porto Alegre do Norte .AM Mataraca .SP Arvoredo .MG Construção Dianópolis .MT Santa Rosa de Viterbo .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5350 5350 4200 Aquarius Aquibatã Araçá 32 11480 210400 47000 1200 4800 324 134 4000 20.RS APE-COM Biomassa Licor Negro Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Aracruz .SC Fortaleza .AC Novo Hamburgo .SE Atalaia do Norte .SC PIE 30000 32 11480 210400 57960 1200 4800 324 134 4000 20.RS Aracaju .AM SP Fóssil Operação S.MT Raul Soares .

RS PIE 24.PA SP Fóssil Operação Natividade .AM Boracéia .RJ Barcarena .PA SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ibiaçá . Bacell) Bahia Sul Baía Formosa Bainha Balbina Bandeirante Bangu Shopping Bannach Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Barcarena Barcelos Bariri (Alvaro de Souza Lima) Barra Barra Bonita Barra Clara Barra D Ouro Barra da Paciência .SP APE Fóssil Óleo Diesel 40 40 Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Aurora Autazes Autódromo Avante Aveiro Axinim Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ayapuá B BA 3 .SC APE 950 Operação Ibirité .MG Outorga Rio de Janeiro .SP Angelina .RN Operação Mucuri .BA APE Operação Camaçari .SP Barra Bonita .Caetité Bagagem Bagre Baguari Bahia I .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Borba .Camaçari Bahia Pulp (Ex.460 143100 40400 140760 1540 432 720 379000 31800 13600 92000 8240 320 249750 20000 480 1222 1000 624 575 100 940 Operação Autazes .BA PIE Operação Nova Lima .SP Operação Presidente Figueiredo .MG PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Óleo Diesel Licor Negro Licor Negro Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bagre .SC Água Preta .TO SP Óleo Diesel Outorga Caetité .MG PIE Fóssil Gás Natural 226000 226000 950 5266 UTE Operação São Paulo .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5266 Outorga Chapecó .PA Barcelos .RS SP Outorga Guaporé .BA PIE Construção Alpercata .AM Operação Cantagalo .SP Tapiraí .PE Açucena .PA Seropédica .000 1000 624 405 100 940 192100 480 1222 140000 31800 108600 92000 40240 320 250000 20000 1300 720 385900 600100 2482 143100 40400 140760 1540 432 22000 2.PR Operação Baía Formosa .BA APE PIE APE SP APE / PIE APE SP PIE PIE SP PIE APE-COM PIE PIE COM PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Camaçari .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Aveiro .166 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Auad Mingione UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE UTE CGH EOL CGH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UHE UHE PCH CGH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Bannach .MG APE Operação Beruri .RJ Operação São Paulo .

MA Pilar do Sul .SP Pontal .SP APE Biomassa Operação Candói .SP Paracatu .SP Balsas .SP PIE Biomassa Operação Anita Garibaldi .8 2704 3150 11480 425 110000 3840 10200 1310 Outorga Rio Fortuna .MG Rio Doce .MG Cristalina .SC PIE 15000 UHE Construção Laranjal .RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás de Alto Forno Operação Barra Bonita .MG São Paulo .CE Liberdade .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Construção Saudades .SC Operação Belo Horizonte .8 2704 3150 11480 425 Batavo Batista Battistella Baturité Baú Baú I Bayer 3840 10200 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bazan Anexo BCP 1310 167 .GO Batatais .SC PIE Construção Cachoeira Alta .SP São Paulo .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18300 1320 2850 960 Barra Grande de Lençóis Barra Mansa Barra Barra Barracão Barralcool Barreira do Andirá Barreira do Campo Barreirinha Barreiro Barrinha Barro Preto Baruíto Barulho Basf Guaratinguetá Batalha Batalha Batatais 3900 308.PA SP Operação Barreirinha .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Lençóis Paulista .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .AM SP Fóssil Fóssil Fóssil Outros Operação Barra do Bugres .GO PIE 90000 2250 690000 62900 824 5200 15800 933.6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18000 1320 2850 960 52500 3900 308.MG Campo Novo do Parecis .SC Baturité .MT Outorga Xanxerê .SP Operação Operação Nova Ponte .MT PIE Biomassa Outorga Bento Gonçalves .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Barra do Braúna PCH UHE PCH UHE UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH PCH PCH UTE CGH UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Liberdade .AM SP Operação Santana do Araguaia .MG PIE 39000 Barra do Rio Chapéu Barra dos Coqueiros Barra Escondida Barra Grande 698250 62900 824 5200 15800 933.MG PIE COM APE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE COM PIE APE APE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Barreirinha .SP Rio Negrinho .MG Guaratinguetá .

4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 65000 480 2000 237300 24.MG APE Biomassa Operação Canutama .RS Dianópolis .PR Sarutaiá .168 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Bebedouro UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UHE PCH PCH UTE UTE PCH PCH CGH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mafra .SP APE Fóssil Óleo Diesel 369 Operação Ribeirão Preto .SP Operação Beruri .000 16000 80000 2582 1192 8000 800 40000 2582 460 8000 800 480 2000 237300 360 504 650 1502.AM SP Fóssil Operação Belmonte .AM SP Operação Manhuaçu .AM Turvo .MG PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Benedito Novo .AM SP APE APE-COM APE APE PIE APE APE SP PIE PIE PIE SP APE APE COM Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Benjamin Constant .SP APE Biomassa Operação Araxá .SP Operação Governador Valadares .MG Operação Itaquaquecetuba .SC Angra dos Reis .SC COM Operação Bento de Abreu .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Manuel .MG PIE 16020 Bebidas Ipiranga Bebidas Poty Bechara Nassar Frange Bela Vista Bela Vista Belco Belém do Solimões Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bellão & Schiavon Belmonte (Emergencial) Belo Monte Bem Brasil Benálcool Benedito Alto Benjamim Mário Baptista (Nova Sinceridade) Benjamin Constant Beruri BG Norte Petróleo Bicas Big Mais Supermercados Big Mart Biopav Bituva Blue Tree Park Angra dos Reis Boa Esperança (Castelo Branco) Boa Fé Boa Sorte Boa Vista Boa Vista do Ramos Boa Vista I Boa Vista II Boa Vista .SP APE Fóssil Óleo Diesel 228 Operação Potirendaba .GO Boa Vista do Ramos .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 Operação Tanabi .BA SP Fóssil Operação Santa Cruz das Palmeiras .SP APE Biomassa Operação Tabatinga .SP Operação Marília .PR Turvo .RJ Guadalupe .MG Operação Mariana .SP Outorga Brejo Alegre .TO Quirinópolis .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 9800 29000 360 360 650 1502.SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São João .PI Nova Bassano .PR PIE Operação Pontal .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3750 3750 369 228 9800 PCH Outorga Unaí .

SP APE Biomassa Operação Bom Jesus do Galho .SP Conceição do Pará .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1380 30000 952 360 3600 368 9900 19000 50000 1267 5600 715 8000 12 324 1120 16500 9600 5300 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 18000 6502 1200 10000 Construção Brasnorte .MG Operação Pontal .SP Operação Marília .AM SP Fóssil Óleo Diesel 7641 7641 Bocaiúva Boituva Bom Jardim Bom Jesus do Araguaia 952 360 3600 Bom Jesus do Galho Bom Retiro Bompreço Supermercado Jardins Bonanza Bonfante 19000 Bons Ventos Bonsucesso Borba 5600 720 8000 12 324 1120 15000 10752 5180 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 10000 6078 1200 Bortolan (José Togni) Bortolo Carolo Bosque dos Chalés Bovimex Boyes Bracinho Braço Norte II Braço Norte Braço Norte III Braço Norte IV Braga Bragagnolo Brahma Branco Peres Brasil Verde Brasilândia Brasiléia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Brasilgráfica Anexo Brasília 10000 169 .PR PIE Outorga Aracaju .AC Barueri .MG PIE Outorga Cornélio Procópio .RS Faxinal dos Guedes .CE PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Simão Pereira .DF Operação Piracicaba .SE APE Fóssil Operação Capivari .MT Guarantã do Norte .MS Brasiléia .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Bom Jesus do Araguaia .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Boca do Acre PCH UTE EOL UTE CGH UTE UTE PCH PCH EOL UTE UTE CGH UTE CGH UTE PCH UHE PCH PCH PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Schroeder .MT PIE 30000 UTE Operação Boca do Acre .SC Guarantã do Norte .SP APE APE APE APE SP SP SP PIE PIE APE APE PIE APE APE PIE PIE APE SP Biomassa Fóssil Biomassa Outros Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas .SP Brasília .MT Guarantã do Norte .MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jardim da Serra .MG SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Borba .MG Brasilândia .SC PIE Outorga Boituva .SP APE Fóssil Fóssil Construção Aracati .MT Cristal do Sul .SC Rio de Janeiro .RJ Adamantina .AM SP Outorga Guarulhos .SP Operação Sabará .MT Guarantã do Norte .

MT Vilhena .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Taió .BA APE Fóssil Óleo Diesel Operação Igaratinga .4 3600 19200 23000 1750 1400 10000 30000 7.MG APE 2900 680 12895 750 1600 800 1070.SP APE Fóssil Operação Hortolândia .SP APE Fóssil Operação Taió .SP Operação Buritizal .SP São Vicente .RS SP Enxofre Óleo Diesel Operação Brusque .SP Operação Buritizeiro .170 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Brecha PCH UTE CGH PCH CGH UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH Outorga Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Buritis .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 5070 Outorga Conceição do Mato Dentro .RS Caapiranga .PA APE-COM 640 Operação Breves .MT APE PIE SP COM PIE APE APE Operação Buritizal .RO Cruz Machado .SP APE Operação Araxá .MG APE Outros Fóssil Operação Canela .AM Crissiumal .MG APE 12400 12400 Brejaúba Breves Brigadeiro Velloso III Brito Britos Brumado Bruno Heidrich Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bruno Heidrich Neto (Ex-Cachoeira do Rio do Rauen) BSH Continental Budai Buettner Bugres Bunge Araxá Bunge Guará Buricá Buriti Buriti Buriti Queimado Buriti Buritis Buritis / Fernandes Rivero Burro Branco Byk C & A Modas C&C Casa e Construção São Vicente CAAL Caapiranga Caa-Yari Cabeça de Boi Cabixi Cabixi II .SP Alegrete .SC APE Operação Brumado .MG APE Operação Ponte Nova .MT PIE PIE APE APE SP PIE PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Casca de Arroz Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Independência .RS Alta Floresta .PR Jaguariúna .2 5000 800 13271 10000 2000 40 400 3825 2031 1000 30000 2700 2800 2700 2800 2031 1000 2000 40 30000 7 5000 800 13271 Operação Novo Progresso .SP São Paulo .SC APE Fóssil Operação Jandira .4 3600 11500 23000 1750 1360 UHE Operação Guaraciaba .MG PIE 11000 8701 640 2900 680 12895 750 1600 800 1070.MG Operação Água Clara .RO Comodoro .RS APE Operação Guará .MS Outorga Sapezal .

ES Mafra .MG PIE Operação São Gabriel da Palha .MG Cachoeira Dourada .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cabo de Santo Agostinho CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH PCH CGH PCH PCH UTE CGH PCH UHE PCH CGH PCH CGH CGH PCH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Antônio Carlos .MG Operação Raul Soares .BA PIE Outorga Carolina .PE APE-COM Fóssil Óleo Diesel 2000 2000 300 4160 679.MA PIE Operação Jaciara .SC Pará de Minas .RS PIE Operação Parintins .PA PIE APE PIE SP APE APE SP SP COM APE APE-COM APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Outorga Carolina .AL Rianápolis .MT APE-COM Operação Manhumirim .MG Perdizes .RO SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Nova Bassano .MG APE 300 UTE Operação Cabo de Santo Agostinho .MG Ouro Preto .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 20700 12300 10000 4300 Outorga Cabo Verde .MG Operação Santarém .ES SP Operação Itamaraju .6 22500 11120 13400 302 2560 9000 14800 900 11700 12000 1050 50 2340 21600 1840 472.MG APE 4160 679.MG APE Operação Maceió .MG São Luís do Quitunde .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ouro Preto .6 Cabo Verde Caboclo Caburi Caçador Cachoeira 11120 7400 302 2560 Cachoeira Cachoeira Alta Cachoeira da Fumaça Cachoeira da Ilha Cachoeira da Lixa 14800 900 Cachoeira da Onça Cachoeira da Providência Cachoeira da Usina Cachoeira do Arari 1008 50 Cachoeira do Aruã Cachoeira do Brumado João Camilo Penna (Ex-Cachoeira do Emboque) 21600 1840 472.RO Antônio Dias .PA Operação Cachoeira do Arari .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 Cachoeira do Fagundes Cachoeira do Feijó Cachoeira do Lavrinha (São Patrício) Cachoeira do Oito Cachoeira do Pinheirinho Cachoeira do Rosário (Usina Carioca) Cachoeira dos Macacos Cachoeira dos Prazeres Cachoeira Dourada Cachoeira Escura Cachoeira Formosa Cachoeira Grande Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeira Grande Anexo Cachoeira Grande 20000 171 .MG Nacip Raydan .MG Outorga Lima Duarte .MG Jequeri .MG Canaã .GO Colatina .MG Buritis .MA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jequeri .AL PIE Biomassa Operação Vilhena .

SC APE Outorga Clevelândia .BA Dias d’Ávila .SC Operação Itaúna .000 346803 19000 2000 250400 607 7200 408 7500 1296 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 657 80400 675 Outorga Matriz de Camaragibe .PR APE 1840 2920 696 945 160 PCH Operação Itararé .MG Bom Jesus do Itabapoana .GO PIE Óleo Combustível Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caconde .MG Camaçari .172 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cachoeira Poço Preto PCH CGH CGH CGH PCH CGH UHE CGH UHE UHE UTE UTE UTE CGH CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Cubatão .BA Outorga Santa Maria Madalena .MG Operação Itaituba .MG APE 160 27000 675 45000 657 80490 65000 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 10000 607 7200 408 7500 1296 15000 19000 2000 250400 5256 346803 148000 150.PA APE Fóssil Construção Caçu .RO Itapetinga .PA APE APE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE PIE APE PIE PIE SP PIE PIE Outros Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás de Alto Forno Gás Natural Gás Natural Gás Natural Óleo Combustível Óleo Combustível Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Júlio de Castilhos .AL APE 945 Operação Barroso .BA Camaçari .MG PIE Operação Cachoeira da Prata .SP APE Fóssil Operação Almeirim .SP PIE Operação Faxinal dos Guedes .BA Calçoene .MT APE Construção Alvarenga .RJ Operação Xanxerê .PR PIE Operação Tesouro .AL APE Operação São Miguel dos Campos .BA Camaçari .MG APE 696 Operação Guarapuava .RJ Sete Lagoas .SP Carmo do Cajuru .AL PIE Biomassa Operação São Paulo .SP APE-COM 4000 4000 Cachoeira Cachoeira Santo Antônio Cachoeira Serra D’Água Cachoeira Velonorte Cachoeirão Cachoeirinha Cachoeirinha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeirinha Caconde Caçu Cadam Caesar Park Hotel Guarulhos Caeté Caeté Cachoeira Cafundó Caima Caixão Caju Caju Cajuru Cajurú Calama Calçados Azaléia Calçoene Caldeirões Calheiros Calsete Camaçari Camaçari Ambev Camaçari Camaçari Muricy I Camaçari Pólo de Apoio I .MG Porto Velho .AP Barra Longa .RS SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maceió .BA Camaçari .

AM SP Fóssil Outorga Campina Grande .SP Carmo de Minas .PI PIE PIE SP SP PIE PIE PIE PIE COM PIE SP SP SP PIE APE PIE PIE APE / PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Campo Florido .MT Canela .MG SP Operação Nortelândia .6 44800 24 350000 824 28000 57000 Operação Camargo .PR Lucas do Rio Verde .RS Candói .RS COM 200 CGH Operação Pedra do Indaiá .RO Canabrava do Norte .SC PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Manacapuru .6 42500 10 Canastra Canauanim Candiota III Candói 824 28000 Canoa Quebrada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Canoa Quebrada Anexo Canoas I 82500 82500 173 .SC APE Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Honório Serpa .PB PIE Fóssil Outorga Abelardo Luz .PR APE Operação Barreirinha .SC Operação Iracema .MG Ariquemes .RS Cantá .AM SP Fóssil Outorga Morrinhos .080 340 9600 30000 13120 1941 114150 360 880000 4500 450000 30000 550 17000 1609.MT Aracati .PB Cavalcante .MG COM 910 910 200 4230 46000 Camargo Camargo Corrêa (Arrossensal) Camargos Camaruã Camburu Camen Cametá 429 50 494 Camifra I Camifra II Campina Grande Campinas 340 Campo Belo Campo Florido 30000 13120 1941 30000 360 880000 Campo Maior Campo Novo Campos (Roberto Silveira) Campos Novos Campos Novos Camurim Cana Brava 450.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Camarão CGH PCH UHE UTE PCH UTE UTE CGH CGH UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UHE UTE CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH EOL UHE Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Construção Mataraca .000 30000 550 Canaã Canaã Canaã Canabrava do Norte 1609.RO Operação Campo Maior .RR Operação Campos dos Goytacazes .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Itutinga .SP Operação Abdon Batista .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Tapauá .MT PIE 4230 46000 100 30000 10000 429 50 494 169.CE Cândido Mota .RR Candiota .MG PIE Outorga Água Doce .GO Paraguaçu Paulista .RJ Operação Campo Novo de Rondônia .GO PIE Biomassa Outorga Caraguatatuba .

174 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Canoas II PCH UTE PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Americana - SP Rio de Janeiro - RJ Seberi - RS Campo Novo - RS Carneirinho - MG Caconde - SP São José do Rio Preto - SP Barcelos - AM Fernandópolis - SP São José dos Campos - SP SP APE PIE Operação Americana - SP Operação Careiro da Várzea - AM Construção Mataraca - PB Operação Carauari - AM Operação Carangola - MG Operação Coronel Xavier Chaves - MG APE PIE SP PIE SP SP PIE APE-COM APE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Outorga Campina das Missões - RS APE Operação Caracaraí - RR SP Outorga Urucará - AM SP Fóssil Fóssil Operação Piedade dos Gerais - MG COM Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André - SP PIE Fóssil Operação Cajueiro - AL APE-COM Biomassa Operação Capixaba - AC PIE Fóssil Construção São Bonifácio - SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Porecatu - PR PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Passo Fundo - RS SP 4470 240000 210000 640000 12000 946 2400 18020 950 120 6272 953 1842 15000 5456 4500 2068 36160 1111120 3200 800 9000 24000 21600 552 60 3920 9000 552 60 3920 9000 3200 800 9000 24.000 2068 36160 6272 953 1842 15000 5456 946 2400 18020 950 Operação São Carlos - SP SP 4300 Operação Canutama - AM SP Fóssil Óleo Diesel 2080 Outorga Laranjal - PR PIE 18000 2080 4300 3760 240000 210000 640000

UHE

Operação

Andirá - PR

APE / PIE

72000

72000

Cantu 2

Canutama

Capão Preto

Capigui

Amador Aguiar I (Ex - Capim Branco I)

Amador Aguiar II (Ex - Capim Branco II)

Capivara (Escola de Engenharia Mackenzie)

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Capivari

Capixaba

Capricho

Capuava

Caquende

Cará - Açú

Caracaraí

Caraguatá

Carandaí

Carangola

Carauari

Caravela

Careiro da Várzea

Carioba

Carioba II

Carioca Shopping

Carlos Bevilácqua

Carlos Gonzatto

Carneirinho

Carrapatos

Carrefour Rio Preto

Carvoeiro

Casa de Força

Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Casca II UHE PCH PCH CGH CGH EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UHE UTE PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Lages - SC Virmond - PR Manacapuru - AM Panambi - RS Santa Gertrudes - SP Rio dos Cedros - SC Rio de Janeiro - RJ Conceição da Barra - ES Luís Antônio - SP Jacareí - SP São Francisco do Conde - BA Faxinal dos Guedes - SC Outorga Ipojuca - PE Operação Caucaia - CE Operação Nova Friburgo - RJ Operação Piracicaba - SP Operação Ribeira - SP Operação Ariranha - SP PIE APE APE SP PIE APE SP SP SP APE APE SP APE-COM PIE APE APE-COM PIE SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Pádua - RS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Altamira - PA SP Operação Careiro - AM SP Fóssil Fóssil Operação Colorado do Oeste - RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Colorado do Oeste - RO APE-COM Operação Colorado do Oeste - RO APE Operação Cassilândia - MS SP Outorga Água Doce - SC PIE Operação Chiapetta - RS APE Outorga Novo Barreiro - RS APE Construção Chupinguaia - RO PIE Outorga Mairiporã - SP APE 3900 7000 280 680 4800 500 1500 750 1480 6000 3425 130000 30000 4000 11480 1940 14760 750 4290 1300 430 784 3567 7400 4984 36000 32600 138680 185891 5400 Operação Chapada dos Guimarães - MT SP 12420

PCH

Operação

Chapada dos Guimarães - MT

SP

3520

3520 12420

Casca III

Cascata

Cascata Chupinguaia

Cascata do Barreiro

280 680

Cascata do Buricá

Cascata

Cassilândia

500 1844 750 1480 6000 3425 130000 9000 4000 11480 1940 14760

Castaman I (Enganado)

Castaman II

Castaman III

Castanho

Castelo dos Sonhos

Castro Alves

Catanduva

Catas Altas I

Caterpillar

Catete

Caucaia

Caulim

Caveiras

3829 1260 430 760 3567 7280

Cavernoso

Caviana

Caxambu

Cedasa

Cedros (Rio dos Cedros)

CEG

Ceisa (Ex-Disa)

5500 32600 139424 185891

Celpav II

Celpav IV

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I)

Anexo

Celso Ramos

5600

175

176 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Celucat UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UHE PCH UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Catanduva - SP Potirendaba - SP Guarulhos - SP Patrocínio Paulista - SP São José dos Pinhais - PR Chapadinha - MA Chapecó - SC Charqueadas - RS Chavantes - SP Cantagalo - RJ Chaves - PA Outorga Frutal - MG Operação Piracicaba - SP Operação São Paulo - SP Outorga Rio de Janeiro - RJ Operação São Paulo - SP APE COM APE APE PIE PIE PIE APE APE-COM SP PIE APE PIE PIE SP SP Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Resíduos de Madeira Carvão Mineral Operação Iguatemi - MS APE Operação Campinas - SP APE Operação Santa Cecília - SC APE Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Licor Negro Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Cecília - SC APE Operação Encruzilhada do Sul - RS APE Biomassa Operação Primavera - PE COM Resíduos de Madeira Operação Camutanga - PE PIE Biomassa Operação Primavera - PE COM Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Aracaju - SE APE Fóssil Gás Natural Outorga Santo André - SP PIE Fóssil Gás Natural 271830 2600 47,30 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 440 4000 360 25000 75000 40200 2100 16000 18000 29920 4000 72000 414000 1600 584 72000 414000 680 584 75000 40200 2100 16000 18000 4000 360 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 2600 Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Gás Natural 3200 Operação Belo Oriente - MG APE-COM Biomassa Licor Negro 100000 Operação Vargem Bonita - SC APE Biomassa Licor Negro 4900 4900 100000

UTE

Operação

Lages - SC

APE

Biomassa

Licor Negro

12500

37822

Celulose Irani

Cenibra

CENPES-Petrobrás

Central de Cogeração Capuava

Central de Co-geração Shopping - Aracaju

Central de Vendas em Informática

Central Ilha do Sul

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Central Mariquita

Central Olho D’Água

Central Pé de Serra

Central Termelétrica de Geração (Forjasul)

Central Usina I

Central Usina II

Centro Alternativo Campinas

Centro Oeste Iguatemi

Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo

Centro Tecnológico Usinaverde

Cenu

Cerba

Cerradão

Cerradinho

Cerradinho Potirendaba

Cesar Park Business Hotel/Globenergy

Cevasa

Chaminé

Chapadinha

Chapecó

Charqueadas

Chavantes

Chave do Vaz

Chaves

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Chibarro PCH CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH EOL EOL Construção Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Construção Construção Operação Operação Operação Operação Niquelândia - GO Ferreira Gomes - AP Coari - AM Sonora - MS Antônio Dias - MG Paraguaçu Paulista - SP Narandiba - SP Maringá - PR Codajás - AM Coari - AM Nova Lima - MG Mataraca - PB Mataraca - PB Operação Pirassununga - SP Operação Clementina - SP Outorga Caldas - MG Operação Giruá - RS Operação Catanduva - SP APE APE PIE APE APE APE-COM SP SP APE-COM PIE PIE PIE PIE SP SP APE PIE PIE Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Matão - SP APE Outorga Bebedouro - SP APE Operação Limeira - SP APE Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Operação Canoinhas - SC PIE Biomassa Outorga Pará de Minas - MG APE Biomassa Operação Marechal Deodoro - AL APE Fóssil Construção Campos de Júlio - MT PIE Gás Natural Carvão Vegetal Resíduos de Madeira Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Manaus - AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Chupinguaia - RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Vilhena - RO PIE Operação Itapejara d’Oeste - PR SP Outorga Coqueiral - MG APE 61 1980 1260 2570 17600 17000 3187,5 2000 4000 2000 5000 7000 4824 350 4000 11200 40 36000 67982 19310 800 10000 28200 40000 13000 5200 80 1944 4500 Outorga Imbé de Minas - MG PIE 3543

PCH

Operação

Araraquara - SP

SP

2600

2600

Chica Valadares

Chiquinho Barbosa

61 2080 1260 2570 11.200

Chopim I

Chupinguaia

Chupinguaia

Cidade Nova

Cidezal

Cinal/Trikem

3187,5

Cisam

Cisframa

4000 2300

Citrosuco

Citrosuco Bebedouro (Ex.Cargill Bebedouro)

Citrosuco

7000 4824 350

Citrovita Catanduva

Claudino Fernando Picolli

Clayton Ferreira

Clealco

11200 40 36.000 76952 19310 800

Clínica Rubens Luís Costa

CNT

Coaracy Nunes

Coari

Cobel

Cocais Grande

Cocal

28200

Cocal II

Cocamar Maringá

Codajás

5200

Codajás Mirim

Codorna

1944

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Coelhos I

Anexo

Coelhos II

4500

177

SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Serra .SC Operação Porto Velho .SP PIE Biomassa Fóssil Operação Colorado do Oeste .GO Operação Comodoro .BA Salvador .MG Outorga Concórdia .178 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Coelhos III EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Canoas .MT Rio de Janeiro .SP APE Operação Guaíra .8 368.PR APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 Construção Mataraca .RJ PIE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natual Operação São Paulo .BA PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Medeiros Neto .RS Cuiabá .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Leme .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bebedouro .8 1620 8800 53 5000 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 20000 3902 1816 3902 1816 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 51 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 1600 4648.RO SP Fóssil Operação Tapera .8 1620 Operação Mogi Guaçu .Frutesp Atlas de Energia Elétrica do Brasil Colino 1 Colino 2 Colombo Colorado Colorado do Oeste Colorado Combustol Comendador Venâncio Comodoro Complem I Component Comvap Conceição da Galera Concórdia Condomínio Canoas Shopping Center Condomínio Civit Pantanal Shopping Condomínio do Edifício Barão de Mauá II Condomínio E-Tower São Paulo Condomínio Shopping Center Lapa Condomínio Shopping Center Piedade Condominio World Trade Center Confluência Confresa Congonhal I .SP Operação Morrinhos .RS SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ariranha .PR Confresa .RJ São Paulo .PI Operação Diadema .SP PIE Biomassa Operação Medeiros Neto .PB PIE 4500 Coelhos IV Cofercatu Cogeração International Paper (Fases I e II) Cogeradora Biancogrês Coinbra .Frutesp Coinbra .SP Salvador .BA São Paulo .SP Prudentópolis .Cresciumal Coinbra .8 368.RO Outorga União .MT Baependi .BA PIE Operação Matão .ES APE-COM Fóssil Gás Natural 4915 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 3820 4648.MT SP APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE PIE SP PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Itaperuna .SP APE-COM Fóssil Óleo Combustível 138172 Operação Florestópolis .PB PIE 4500 4000 50500 EOL Construção Mataraca .

MS PIE Operação Promissão .MG Guariba .SP APE Fóssil Operação Rondon .SP Caldas .MG COM 416 416 3688 440 800 Coniexpress Conquista Conrado Heitor de Queiroz Construtora F Rozental Contagem 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 2400 3600 1600 Contão Contestado Coocarol Coopercitrus .GO APE Fóssil Óleo Diesel 3688 CGH Operação Baependi .MG APE Fóssil Gás Natural Outorga Duque de Caxias .MT COM Operação Palmital .SP APE Fóssil Óleo Diesel 440 800 729.MG Itaúna .SC Muriaé .GO PIE Operação Naviraí .PR Operação Operação Triunfo .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Efluente Gasoso Gás de Processo Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pacaraima .MG Itaúna .RJ APE SP APE PIE PIE PIE APE APE APE-COM APE PIE SP APE APE APE-COM APE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jandaia do Sul .SP Colorado .MT Operação Catalão .AM Operação Rio de Janeiro .PR APE Biomassa Operação Água Doce .SP Santana do Riacho .SC São Pedro do Turvo .Supermercado Barretos Cooperfrigo Coopernavi Cooper-Rubi Cooperval Copa D’Or Copatana Copebrás Catalão 14800 74400 6000 Copesul Coprodia Coqueiral Coraci 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1007 2000 340 520 Coroado Corona Coronel Américo Teixeira Coronel Araújo Coronel Domiciano Coronel João de Cerqueira Lima Coronel Jove Soares Nogueira (Ex-Benfica) Corredeira do Capote Corredeira do Noronha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Córrego Azul Anexo Córrego Fundo 179 .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Operação Pontes e Lacerda .GO Outorga Jutaí .60 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 18000 3600 1600 90 14800 74400 6000 3188 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1000 1723 340 520 10000 Operação Nerópolis .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Outros Outros Biomassa Operação Barretos .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Contagem .RS Campo Novo do Parecis .PR APE Operação Rubiataba .MG Água Doce .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Congonhal II UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH CGH PCH CGH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Angelina .SP Paranatinga .MT Promissão .MG Ribeirão Branco .

PR Coxim .TO SP 680 375000 93600 127000 1700 32000 30000 24000 1440 27000 14000 19000 230 4570 75000 16000 1000 1145 19500 3340 2282 150000 11500 5000 400 13120 80 800 400 13120 80 800 3340 2282 4570 9360 16000 1000 1145 127000 1.MT APE-COM 1000 1000 144 CGH Outorga Campo Verde .AL PIE Biomassa Operação Rio Claro .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Operação Luziânia .700 16.MG PIE 14000 680 375000 Operação Amambaí .180 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Córrego Galheiros CGH CGH PCH CGH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE PCH PCH UTE UHE PCH PCH CGH UTE CGH CGH Outorga Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Construção Cotiporã .MT Alto Araguaia .MT Rio Casca .RS Cotriguaçu .RS Victor Graeff .MG Operação Belém .MG PIE Biomassa Operação Coruripe .SP APE Outros Outros Operação Arceburgo .MT APE-COM 1000 1000 Córrego Santa Cruz Córrego São Luiz Corrente Grande Corujão Corumbá I Corumbá III Corumbá IV Atlas de Energia Elétrica do Brasil Corumbataí Coruripe Coruripe Energética .CE Boa Ventura de São Roque .MG Mangueirinha .PA PIE Operação Cubatão .Filial Campo Florido Coruripe Iturama Cory Cosipa Cosipar Costa Costa do Ambé Costa Marques Costa Pinto Costa Rica Cotia Cotijuba Cotiporã Cotovelo do Jacuí Cotriguaçu Couto Magalhães Covanca Covó Coxim (Vitor Brito) Crato Cris Crisólita .SP Operação Costa Marques .PA Outorga Antonina .MS APE 144 Outorga Brasnorte .GO PIE Operação Caldas Novas .RO Outorga Anori .MG PIE Biomassa Operação Campo Florido .AM SP PIE APE PIE COM SP PIE APE SP PIE PIE PIE SP PIE APE COM Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Formoso .MG APE Fóssil Operação Iturama .000 24000 1440 27000 10000 Outorga Açucena .MS Crato .GO SP Operação Araguaína .MG PIE Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marabá .MS Operação Piracicaba .PR Crisólita .000 30.GO PIE Construção Luziânia .PR Operação Costa Rica .

PA Nova Lima .PA Santarém .RJ Parapuã .SP Anápolis .SP APE Fóssil Operação Carmo do Rio Verde .AM Operação Rio Formoso .MG Paracambi .RS PIE Operação Campo Mourão .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Caxias do Sul .GO Operação Paranatinga .RJ Nova Monte Verde .MT Operação São Gabriel da Cachoeira .PR PIE 4000 4000 85380 Cristiano Rocha Cristina Cristo Rei 960 Criúva Cromex 32 Cruz Alta Cruzeiro do Sul 18998 4000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1794 3520 1442 1047 30300 1360 320 CRV Crylor CST CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cucaú Cucuí Cuiabá Cujubim Culuene Curemas Curralinho Curuá Curuá-Una D Da Cascata Da Fazenda Da Ilha 26000 Da Mata Da Prata Da Serra 1000 2700 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Dacal Anexo Daia 44300 181 .PE PIE SP PIE PIE SP SP PIE PIE SP APE COM PIE PIE PIE APE COM APE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André .AM PIE Fóssil Óleo Combustível 85380 PCH Operação Manoel Ribas .AC PIE Fóssil Outorga Água Doce .GO PIE Biomassa Operação Cruzeiro do Sul .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Operação Serra .SP APE Operação Volta Redonda .MT Operação Cujubim .PR APE Outorga Cristina .RJ APE-COM Operação Americana .SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Siderúrgico Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação São Paulo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cristalino UTE PCH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE UTE CGH UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Coremas .RS Valparaíso .ES APE Outros Operação São José dos Campos .RO Operação Cuiabá .SP Prata .MG PIE 3500 1800 23949 32 30000 18998 20000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1790 3520 840 1172 30300 1360 320 19500 26000 40000 15000 1000 2700 44300 Operação Manaus .MT Antônio Prado .PB Curralinho .PA Curuá .MG Paracambi .

182 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dalapria UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE CGH PCH UTE PCH UTE Operação Outorga Outorga Outorga Construção Outorga Operação Operação Operação Jaú .SP Outorga Palma Sola .MG Campos de Júlio .SP Operação Colônia Leopoldina .MT PIE 261000 4200 144 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 7000 2873 5500 PCH Operação Passos Maia .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Operação Ibaiti .SP Avanhandava .MT Rio de Janeiro .TO Operação Guarulhos .SP Dianópolis .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4200 Construção Aripuanã .SP Operação Dianópolis .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Delta .RJ Padre Bernardo .TO Divinópolis .MG Divinópolis .SC APE 1440 1440 Dardanelos Dasa Davanti Decasa Della Coletta Delos Delta Atlas de Energia Elétrica do Brasil Demarcação Derivação do Rio Jordão Destil Destilaria Andrade Destilaria de Álcool Ibaiti Destilaria Guaricanga Destilaria Malosso Destilaria Melhoramentos Destilaria Paraguaçu Destilaria Porto Alegre Destivale Detofol DH&C Outsourccing S/A .PR APE Operação Itápolis .PR APE Biomassa Operação Pitangueiras .AL Operação Paraguaçu Paulista .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Porto Velho .Datacenter Dia Brasil Diacal II Diamante Diana Dianópolis Divigusa Divinópolis Divisa Do Atlântico Do Sal Dois Córregos .SP APE Fóssil Óleo Diesel 144 Operação Serra dos Aimorés .SP APE APE APE COM APE APE PIE PIE APE PIE APE COM PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jussara .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bariri .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 37000 2873 5500 2500 999 9500 490000 14013 3600 3600 999 Operação Gália .SP Operação São Paulo .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caiuá .SP APE Operação Presidente Alves .GO Dois Córregos .SP APE Biomassa Operação Reserva do Iguaçu .SC Operação Araçatuba .SP APE Biomassa Operação Marapoama .

MG COM APE APE APE APE COM PIE APE APE-COM SP PIE PIE SP APE APE-COM SP SP APE Biomassa Biogás Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Outros Resíduos de Madeira Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Enxofre Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Arceburgo .MG PIE Óleo Diesel Operação Santa Maria de Itabira .MS Manaus . Tito I Dr.RS PIE / SP 125000 990 632 2408 12000 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 448 1851.PR Rio de Janeiro .RS COM Operação Agudo . Tito II DTCEA-TRM Dulcini 1851 1400 2744 560 12.MG APE Operação Marília .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 12500 UTE Operação Dois Vizinhos .SP Cascalho Rico .MG Operação Nova Lima .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira 3000 1980 Dom Pedrito Dona Francisca 125000 990 632 2408 Dona Maria Piana Dona Mirian Dona Rita Dores do Guanhães Dori Alimentos 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 Dorneles Dourados Dourados Doutor Augusto Gonçalves Dr.SP Chapadão do Céu .MG COM Operação Santa Rita de Jacutinga .MG Barueri .SP Operação Nova Lima .MG Outorga Arceburgo .RJ Juruena .SP APE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dois Vizinhos UTE UHE CGH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UHE UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Sacramento .MG APE Outorga Abadia dos Dourados .AM Rio Brilhante .GO Espírito Santo do Pinhal .MG COM Operação Itaúna .AM Várzea Paulista . Henrique Portugal Dr.MG COM Operação Nuporanga .RS COM Operação Flores da Cunha .SP Outorga São Gonçalo do Abaeté .2 1400 2744 560 12330 3300 2000 5800 12000 22000 121116 8988 296 19000 1192000 30 Outorga Dom Pedrito .MG Operação Santo Antônio de Posse .SP SP Operação Passa Tempo .MS Nova Andradina .MT Eirunepé .330 3300 2000 5800 12000 0 120000 8988 296 19000 1192000 E E Nova Eco Vida Cajuru Ecoluz Editora o Dia Egídio Eirunepé Eldorado Eldorado Unidade Nova Andradina Electron (TG) Elekeiroz Eletrocéu Eloy Chaves Atlas de Energia Elétrica do Brasil Emborcação Anexo Energ-Biog 30 183 .MG Guarapuava .MG SP Operação Capão Bonito do Sul .

RN Outorga Beberibe .SP PIE Fóssil Gás Natural Operação Balsa Nova .CE São Gonçalo do Amarante .SC APE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE SP PIE PIE Operação São Gonçalo do Amarante .CE Amontada .SC PIE Fóssil Outorga Salvador .MT PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Blumenau .SP PIE Fóssil Gás Natural 8592 5552 9119 30775 168800 1000 17000 13000 24438 3000 23700 14760 744 3609 9000 16200 10500 600 225 10000 5.CE Operação Água Doce .MS APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 3200 3200 Energia Ambiental Energia Ambiental 2 Energy Green Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Atlas de Energia Elétrica do Brasil Enersisa Engenheiro Bernardo Figueiredo Engenheiro Ernesto Jorge Dreher Engenheiro Henrique Kotzian Engevix .CE Gouveia .SP APE-COM Outorga Silves .SC Operação Envira .AM Operação Florianópolis .CE Olinda .BA PIE Biomassa Construção Júlio de Castilhos .CE Bom Jardim da Serra .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 38040 8040 UTE Operação Nova Andradina .PR Biomassa Resíduos de Madeira 5000 Outorga Joaquim Nabuco .PR São Gonçalo do Amarante .000 54000 225 23400 28800 1000 2500 60000 1000 2500 225 49300 600 225 10000 5000 23700 14760 744 3609 9000 1000 Operação Carambeí .PE Aquiraz .PE Paracuru .CE PIE Operação Pedra Preta .Salvador 1 Engevix-Blu 1 Engº José Gelásio da Rocha Enguia Pecém Entidade Religiosa Envira Eólica Água Doce Eólica Ariós Eólica Canoa Quebrada Eólica de Bom Jardim Eólica de Fernando de Noronha Eólica de Prainha Eólica de Taíba Eólica Icaraizinho Eólica Olinda Eólica Paracuru Eólica Praias de Parajuru Eólica-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho Eólio .PR PIE Fóssil Gás Natural Operação Pacatuba .RS PIE Biogás Gás Natural Construção Júlio de Castilhos .SC Fernando de Noronha .CE Beberibe .PE PIE Biomassa Biogás 3775 0 5000 8592 5552 9199 30775 Outorga Joaquim Nabuco .CE PIE Fóssil Gás Natural Operação Jacareí .RS PIE Operação Pedreira .MG Palmas .184 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Energética Santa Helena UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL Construção Operação Construção Construção Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Aracati .Elétrica de Palmas Eólio-Elétrica São Gonçalo .AM PIE Fóssil Gás Natural Operação Mogi Guaçu .

SP Operação Guarulhos .SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Promissão .MG SP Operação Ernestina .SP Cubatão .SC COM Operação São Paulo .SC São Paulo .SP Cantagalo .GO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Espigão d´Oeste .SP APE APE APE APE SP PIE PIE SP APE PIE SP PIE PIE COM APE APE PIE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Paulo .MG Caucaia .SP APE Outorga São Paulo .RS PIE Operação Ervália .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Equador UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH PCH CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UHE UHE CGH UTE PCH UHE UTE CGH UTE PCH EOL PCH Operação Operação Operação Construção Outorga Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Arês .SP Operação Cosmópolis .AM Operação Cosmópolis .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Aporé .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 80000 324 600 4960 6970 22200 5040 900 32000 67 67 67 62 264 581 46400 555 17000 1087000 1050000 1000 9800 1400 108890 249900 998 120 3972 600 Operação Promissão .RJ Operação Atalaia do Norte .PR Salto .CE Areal .SP Palmas .RO COM Operação Patrocínio Paulista .Terminal Mercado Municipal F 3792 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fábrica da Wobben Windpower no Pecém Anexo Fagundes 4800 4800 185 .CCBS) Evangelista 998 Expresso Tiradentes .TO Rifaina .SP Nova Lima .RS SP Operação Taió .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 58400 UTE Operação Rorainópolis .RN Aguiarnópolis .SP SP Operação Barracão .RR SP Fóssil Óleo Diesel 281 281 58400 80000 324 975 4800 6970 22200 5040 900 32010 Equipav Equipav II Ericsson Telecomunicações Erna Heidrich Ernestina Ervália Esmeralda Esmeril Espigão Espora Estação Ana Neri Estação Clube Atlético Ypiranga Estação Pedro II Estação Rua do Grito Estampotec 264 581 16400 555 17000 Ester Ester Estirão do Equador Estivas Estreito Estreito (Luiz Carlos Barreto de Carvalho) 1050000 1000 9800 1400 108800 Estrela Eucatex Euclidelândia Euclides da Cunha Euzébio Rocha (Ex Cubatão .SP Outorga São Paulo .SP APE Outorga São Paulo .SP Passos Maia .RJ São José do Rio Pardo .

PA PIE Fóssil Óleo Diesel 700 Operação Santana de Parnaíba .MG Outorga Porto do Mangue .MT Duas Barras .RS Outorga Grão Mogol .SC APE 900 900 240 954 39400 4000 10000 2788 12 UTE Operação Regente Feijó .AM Cantá .RN Operação Buritizeiro .RR São Paulo .5 450 16 180000 24 10.SP APE Fóssil Óleo Diesel 240 Outorga Abelardo Luz .186 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Fany CGH UTE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH EOL CGH CGH UTE CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Áurea .BA não Ident Fóssil Operação Juiz de Fora .GO APE Operação Nova Lacerda .MT APE Operação Aripuanã .AC Benjamin Constant .RS Rio Claro .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 39400 4000 10000 2788 12 60 40 200 770 64 100 7.MT APE Operação Nova Lacerda .MG Operação Buritizeiro .MG Operação São Desidério .MT APE Operação Alta Floresta D’Oeste .BA APE Operação Mateiros .BA APE APE PIE APE APE PIE APE PIE APE COM APE PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Resíduos de Madeira Operação Piatã .TO APE Operação Rio Verde .MG Operação Varginha .RJ Buritizeiro .MG Feijó .SC PIE Operação Mendonça .RO APE Outorga Formosa do Rio Preto .MT PIE Operação Faxinal dos Guedes .25 3600 94 9600 120 900 28 2584 284 600 386080 9200 120 900 28 2769 284 600 386080 9200 144 24 10 40 200 770 64 100 8 450 16 Operação Faro .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1200 1200 Fapar Farmalab Faro Fartura Faxinal dos Guedes Faxinal II Faxinal l Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fazenda Aquidauana Fazenda Cachoeira Fazenda Figueirão Fazenda Galera I Fazenda Galera IA Fazenda Jatobá Fazenda Jedai Fazenda Magna Mater Fazenda Maracanã Fazenda Nazaré Fazenda Nova Fazenda Pedra Negra Fazenda Riga Fazenda Santa Marta Fazenda Santa Sofia Fazenda Santana Fazenda São José Fazenda São Luiz Fazenda Tabua Feijó Feijoal Félix Pinto Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Ferradura .MG APE Óleo Diesel Operação Aripuanã .RJ Rosário Oeste .SP Erval Seco .

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Ferrari UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UHE PCH PCH PCH EOL UHE PCH UHE PCH UTE UTE Outorga Outorga Construção Construção Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Operação Pinhão - PR Águas de Chapecó - SC Cruzeiro do Iguaçu - PR Clevelândia - PR Coronel Domingos Soares - PR Beberibe - CE Caçu - GO Cruz Machado - PR Juquitiba - SP Bom Jesus do Itabapoana - RJ Guapiaçu - SP Taboão da Serra - SP Outorga Arapoti - PR Operação Uberaba - MG Outorga Guanhães - MG Operação Porto Velho - RO Operação Caucaia - CE Operação Maximiliano de Almeida - RS SP PIE PIE PIE APE PIE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE-COM SP APE APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Gás de Processo Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Operação Formoso - MG SP Outorga Aveiro - PA SP Operação Piraí - RJ SP Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Fonte Boa - AM SP Fóssil Operação Flórida Paulista - SP PIE Biomassa Outorga Grão Mogol - MG APE-COM Biomassa Operação Manaus - AM PIE Fóssil Operação Paragominas - PA APE Biomassa Operação Flor do Sertão - SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ponte Serrada - SC APE Construção Figueirópolis d’Oeste - MT PIE Outorga Alta Floresta d’Oeste PIE 1400 19.410 4800 16500 1250 14400 2520 55000 3550 131988 960 440 1118 346630 322 9000 24400 12000 1676000 855000 29072 29500 29800 25200 68400 8800 29500 4500 4944 400 Operação Figueira - PR SP Fóssil Carvão Mineral 160250

UTE

Operação

Pirassununga - SP

APE

Biomassa

Bagaço de Cana de Açúcar

41000

4000 20000 1400

Figueira

Figueira

Figueirópolis

Flor do Mato

4800 16500 1250 12.800

Flor do Sertão

Floraplac

Flores

Florevale

Flórida Paulista

15000 3550 130300

Fonte Boa

Fontes Nova

Fordlândia

Formoso

440 1000 346630 322

Forquilha

Fortaleza

Fortaleza do Abunã

Fortuna II

Fosfértil (Expansão do Complexo Industrial Uberaba)

24400

Foz da Anta

Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia)

1676000

Foz do Chapecó

Júlio de Mesquita Filho (Foz do Chopim)

29072

Foz do Curucaca

Foz do Estrela

Foz do Rio Choró

Foz do Rio Claro

Foz do Turvo

França

29520 4500 4944

Franca Amaral

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Frango Sertanejo

Anexo

Frascomar

187

188 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Frederico João Cerutti UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UHE PCH PCH UHE PCH UTE UHE UHE PCH PCH UHE UTE UHE PCH PCH PCH UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mariana - MG Nova Lima - MG Betim - MG Divinópolis - MG Ribeirão Preto - SP Caxias do Sul - RS Caxias do Sul - RS Paulínia - SP Assis - SP Confresa - MT Operação Jaguari - RS Operação Alpinópolis - MG Operação Santa Bárbara d’Oeste - SP Operação Itatiaia - RJ Operação Dores de Guanhães - MG Operação Ouro Preto - MG APE PIE SP APE SP PIE APE APE APE SP PIE COM PIE APE APE APE Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ubatã - BA SP Operação Lavras - MG PIE Operação São José do Rio Preto - SP APE Fóssil Operação Foz do Jordão - PR PIE Óleo Diesel Operação Foz do Jordão - PR PIE Operação Mariana - MG APE Construção Caiana - MG PIE Operação Ibiúna - SP APE-COM Operação Tangará - SC APE Operação Cachoeiro de Itapemirim - ES SP Outorga Frutal - MG Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Fronteira - MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2600 15000 8736 160 36400 4500 10000 180.500 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 57220 14000 9000 540 1500 11500 144 4032 11500 144 2032 10080 120168 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 9220 14000 9000 540 8736 160 36400 Outorga Pedras Grandes - SC APE Biomassa Biogás 42 2600 Operação Jundiaí - SP APE Fóssil Óleo Diesel 720 Outorga Barreirinha - AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 720

CGH

Operação

Seberi - RS

COM

1000

1000

Freguesia do Andirá

Frigor Hans

Frigorífico D talia

Fronteira

Frutal

Fruteiras

Fuganti

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Fumaça

Fumaça IV

Fumaça

Fundão

Fundão I

Funfarme

Funil

Funil

Funil

Funil

Funil

Furlan

Furnas

Furnas do Segredo

Furquim

G

Gabriel Passos

Gafanhoto

Galo Bravo

Galópolis

Galópolis

Galvani

Gama

Gameleira

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Garcia PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE EOL Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Construção Operação Construção Operação Muriaé - MG Goiandira - GO Goianésia - GO Aparecida de Goiânia - GO Goiatuba - GO Osasco - SP Duque de Caxias - RJ Itapecerica - MG São Paulo - SP Seara - SC Amparo - SP Gravatá - PE Gravatá - PE Operação Duque de Caxias - RJ Outorga Candeias - BA Outorga Candeias - BA Operação Rio Formoso - PE Operação São José da Laje - AL COM APE PIE PIE APE-COM APE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE APE APE APE PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Combustível Gás Natural Operação Pedras de Fogo - PB PIE Outorga Nova Lima - MG APE Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Fóssil Biomassa Operação General Salgado - SP APE Biomassa Outorga Alegrete - RS PIE Biomassa Operação Petrópolis - RJ APE Fóssil Operação Gavião Peixoto - SP SP Gás Natural Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Gaúcha do Norte - MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Manaus - AM APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação São Paulo - SP APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Andradina - SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Francisco de Itabapoana - RJ PIE 28050 44000 27 27 1970 4800 1063 5000 3800 6000 996 30000 160 4500 143840 148000 5160 13800 27000 10300 140000 46520 972 1058300 528 2720 11 184 480 4250 Operação Campo Novo do Parecis - MT PIE 29300

PCH

Operação

Angelina - SC

SP

8600

8920 29300

Garganta da Jararaca

Gargaú

Gasa

44000 27

Gaseifamaz I

Gaseifamaz II

Gaúcha do Norte

1970 4800 1063

Gavião Peixoto

GE Celma Ltda.

GEEA Alegrete

Generalco

3800

Geração Própria de Energia Elétrica - GPEE

Gerador de Emergência

Giasa II

30000 160 4500

Gibóia

Gindaí

Global I

Global II

Globo

5160 11360

Glória

Goiandira

Goianésia

10300

Goiânia II

Goiasa

46520 972 1058300 528 2720

Goodyear - Divisão Spiraflex

Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio)

Grafite

Grand Hyatt São Paulo

Granja Giombelli

Granja São José

184 480

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Gravatá

Anexo

Gravatá Fruitrade

189

190 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Grendene Fortaleza UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH UTE UHE UTE UTE CGH UTE CGH UHE UTE PCH CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Gurupá - PA Açailândia - MA Xanxerê - SC Palmital - SP Nova Friburgo - RJ Cubatão - SP Itacoatiara - AM Santa Maria do Herval - RS Capinzal - SC Jaci - SP Operação Operação Coruripe - AL Antônio Dias - MG Operação Santos Dumont - MG Operação Erval Seco - RS Operação Pontes Gestal - SP Operação Guaratuba - PR SP PIE SP PIE APE-COM APE PIE PIE APE-COM APE SP SP APE SP APE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Óleo Diesel Carvão Vegetal Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Colniza - MT SP Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Olímpia - SP PIE Operação Severínia - SP APE Biomassa Biomassa Operação Guaporé - RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pontes e Lacerda - MT APE-COM / PIE Operação Guajará - AM SP Fóssil Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Osasco - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Ribeirão Preto - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Prudente - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas - MG APE Fóssil Óleo Diesel 65 44 44 1296 464 1280 120000 667 9400 40.000 5800 1448 36000 12000 1760 5400 14312 140000 1690 10000 400 472 294 889000 7590 1520 387 900 1448 36000 12000 1760 4800 14312 140040 1603 10.000 400 472 294 889000 7590 1440 387 900 Operação Bauru - SP APE Fóssil Óleo Diesel 48 Operação Jaú - SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 768 Outorga Sobral - CE APE Fóssil Óleo Diesel 4500 768 48 65 44 44 1296 464 580 124200 667 9400 30000

UTE

Outorga

Fortaleza - CE

APE

Fóssil

Óleo Diesel

1500

Grendene Sobral

Grizzo

Grupamento de Navegação Aérea de Bauru

Grupamento de Navegação Aérea de Poços de Caldas

Grupamento de Navegação Aérea de Presidente Prudente

Grupamento de Navegação Aérea de Ribeirão Preto

Grupo Geradores Moore

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Guaianazes

Guajará

Guaporé

Guaporé

Guarani

Guarani - Cruz Alta

Guaraú

Guariba

Guaricana

Guariroba

Guarita

Guary

Guaxuma

Guilmam-Amorim

Gurupá

Gusa Nordeste

Hacker

Halotek

Hans

Henry Borden

Hermasa

Herval

Herval

Hevea-Tec

SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Ipatinga .Iguatemi) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza Iguatu IGW/Service Energy Ijuizinho Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ijuizinho Anexo Ilha Comprida 191 .AM SP Operação Nova Odessa .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio de Janeiro .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Hidrossol UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Ibitinga .MT Outorga Ibirama .CE São Paulo .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .5 21000 131490 30000 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1118 18700 Operação Cuiabá .BA APE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Marília .SP APE Fóssil Óleo Diesel 134 1444 1666 208 648 1280 564 88 40 2000 8850 1000 1172 12000 1310 7952.SP APE PIE SP APE PIE PIE PIE APE APE / SP SP APE APE APE PIE APE APE SP PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Ultraviscoso Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Bonito .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação São José do Rio Preto .MG Maringá .MT APE Fóssil Óleo Diesel 1080 UTE Operação Marília .CE Iguatu .SP APE Fóssil Operação Ribeirão Preto .SP Operação São Gabriel da Cachoeira .BA Fortaleza .SC Conquista .MG Juatuba .SP Bom Sucesso .SP APE Fóssil Fóssil Outorga Jiquiriça .SC Operação Santa Rosa de Viterbo .MG Urussanga .RS Eugênio de Castro .RS Campos de Júlio .SP APE Fóssil Operação São Paulo .PR Salvador .SP Entre-Ijuís .AM Outorga Iacanga .PE COM Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Humaitá .SP APE Fóssil Operação São Paulo .SP Operação Nova Granada .SP APE Fóssil Óleo Diesel 252 252 1080 Hiperideal Honolulu Hospital Barra D’Or 1444 1666 208 648 1280 264 88 40 2000 8850 1000 1172 Hospital de Base Hospital Municipal Ipatinga Hospital São Francisco Hotel Hilton Morumbi Hotel Sofitel Hotel Tenda Hotel Vale do Jiquiriçá Hudtelfa I Humaitá Humaytá Hy-Line Iacanga Iauaretê 1310 7953 Ibirá Ibirama Ibitinga 131490 Ibituruna Ibrap 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1000 Igarapava Igarapé Iguatemi (Ex Santa Terezinha .

SP SP 3444000 3444000 2560 UHE Operação Além Paraíba .TO Itu .192 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Ilha dos Pombos UHE PCH PCH UTE UTE PCH CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UHE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Ipojuca .PE Iracemápolis .000 27600 160 1450000 20.SC Berilo .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Chapecó .SP COM Fóssil Gás Natural Operação Araucária .SP Operação Iperó .MG PIE Operação Capela .SE PIE Biomassa Outros Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Operação Pereira Barreto .RS APE Fóssil Outorga Inhapim .SP Aratiba .MT PIE Operação Guarulhos .MG PIE 2332 7000 1120 28000 1000 1440 Operação Barbacena .MG Rio Verde .SP APE Fóssil Operação Candelária .MG SP 187169 187169 Ilha Solteira Ilhéus Imbé I Imcopa Inapel Indiavaí Índio Condá Atlas de Energia Elétrica do Brasil Indústrial Cerâmicos Inhapim Inject Indústria de Injetados Inj-Tamp Interlagos Iolando Leite Ipatinga Ipaussu Iperó Ipiranga Ipiranga Ipiranga Filial Descalvado Ipixuna Ipojuca Iracema Iranduba Irani Irapé Irara Isamu Ikeda Isolet Itá Itacoatiara Itacoatiara .640 9000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 9200 14000 6082 9800 360000 30.PR APE Fóssil Gás Natural 7000 1120 28000 1000 1440 6000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 5000 14000 6082 10000 360000 30.SP APE APE-COM SP APE SP APE-COM APE SP APE PIE PIE SP APE PIE SP PIE Fóssil Biomassa Óleo Diesel Resíduos de Madeira Fóssil Óleo Diesel Operação Ipaussu .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Operação Rio Claro .AM Vargem Bonita .RS Itacoatiara .MG APE 2560 Operação Ilha Solteira .000 29064 160 1450000 19890 9000 Outorga Imbé de Minas .SP PIE Biomassa Operação Sorocaba .AM Operação Ipixuna .GO Monte do Carmo .SP APE Operação Ipatinga .SP Operação Santo Antônio do Içá .AM Operação Descalvado .AM Operação Mococa .AM Itacoatiara .SC COM Operação Indiavaí .SP Iranduba .

RS São Paulo .AM Operação Jaraguá do Sul .MT Novo São Joaquim .SP PIE Operação Nossa Senhora do Socorro .SP São Paulo .SP Novo São Joaquim .4 3880 7000000 1200 2575 28000 Itaipava Itaipu (Parte Brasileira) Itaiquara Itamarati Itamarati Itaocara Itapagipe 6000 1479600 789 450000 Luiz Gonzaga (Itaparica) Itapeaçu Itapebi Itapebi Itapicuru 1440 2172 Itapiranga Itapissuma Itapocuzinho 480 Itapuru Itaquerê 512 72 112 4200 Itaquerê I Itaquerê II Itaqui Itararé Itatérmica Pernambuco Itatinga 15000 7300 512400 7300 6560 156060 Itaú Mooca Itaúba Itaúsa Itautinga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Itiquira (Casas de Forças I e II) Anexo Ituerê 4040 193 .MT Rio Pomba .BA PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Urucurituba .4 3880 6300000 1200 2575 42501 195000 6000 1479600 789 450000 137600 1440 2172 4500 480 55 512 72 112 4200 9000 8700 15000 7300 512400 5475 6560 156000 4040 Outorga Boa Ventura de São Roque .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Tapiratiba .RS Lages .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 47000 47000 Itaguaçu Itaguassu Agro Industrial 4450.MG PIE Biomassa Outorga Aperibé .SC Goiana .SE APE Fóssil Óleo Diesel 4450.PR PIE 9000 UTE Operação Lagoa do Itaenga .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa de Viterbo .SP APE Biomassa Operação Foz do Iguaçu .SP Pinhal Grande .AM SP Fóssil Operação Glória .MA APE SP APE COM SP APE APE APE PIE PIE APE SP APE SP APE APE APE-COM APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Biomassa Casca de Arroz Fóssil Óleo Diesel Outorga Itapebi .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olímpia .PI Operação Itapiranga .MT APE-COM Biomassa Operação Itamarati .BA SP Óleo Diesel Operação Itapagipe .AM Operação Codó .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itaenga PCH UTE PCH UHE UTE UTE UTE UHE UTE UHE UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH CGH CGH UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UHE PCH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Nova Europa .BA PIE Operação Itapebi .MG Outorga Beruri .SC Outorga Fronteiras .PE Bertioga .MT Itaqui .AM Itiquira .SP Manaus .

MG SP 2082000 2280000 Itumirim Itupararanga Itutinga Ivaí Ivan Botelho I (Ex-Ponte) Ivan Botelho II (Ex-Palestina) Ivan Botelho III (Ex-Triunfo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ivo Silveira Izidrolândia J. G.SP APE-COM 55000 Outorga Aporé .SP APE Biomassa Operação Alta Floresta D’Oeste .PA Construção Brotas .PR Jaguariúna .RO PIE Fóssil Operação Campos Novos .SP APE Fóssil Operação Cerquilho .SP Jaguarari . Pilon J.BA Pedreira .SP Operação Jaciara .MG SP 52000 Operação Votorantim .AM SP Operação Bonfim .RS Jacutinga .MT Operação Jacarezinho .MG Rifaina .GO PIE 50000 56170 52000 700 24400 12480 24400 2600 280 1600 3800 600 10 440 UHE Operação Araporã .RS Charqueadas .MG PIE Operação Júlio de Castilhos .SP APE-COM Biomassa Operação Dobrada .MG PIE Operação Guarani .SP PIE SP PIE APE APE-COM PIE SP PIE SP SP PIE SP SP APE APE PIE Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Carvão Mineral Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Dores de Guanhães .PR Construção Jacareí . L.SP Jacareí .RS SP 768 24300 12400 24400 2500 280 1600 3800 600 10 440 10500 2600 1417 10500 4600 2800 2410 180000 350200 720 424000 101540 11800 27600 2200 2400 7902 720 424000 101540 11800 27600 1760 2400 4600 2800 2410 180000 1417 Operação Itutinga . J. Shayeb Jacamim Jacaré Jacaré Jacaré Pepira Jacareacanga Jacareí Jacarezinho Jaciara Jaci-Paraná Jacuí Jacuí Jacutinga Jaguara Jaguarari Jaguari Jaguari Jaguaricatu I Jaguaricatu II Jaguariúna .PR Sengés .MG PIE Operação Manacapuru .SP Operação Jacareacanga .SP Sengés .194 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itumbiara UHE UHE UHE CGH PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE CGH UHE UTE UHE UHE PCH PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .SC SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Astolfo Dutra .RR SP Fóssil Fóssil Operação Bauru .RO Salto do Jacuí .MG PIE Operação Descoberto .

SC Bom Despacho .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santa Rita .SP Campo Belo do Sul .SP Jordão .PB PIE Biomassa Outorga General Carneiro .SC Capivari de Baixo .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação General Carneiro .MG APE Operação Jataí .MG Pilar do Sul .BA PIE APE-COM / PIE PIE PIE PIE SP PIE APE PIE APE-COM APE APE APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Carvão Mineral Carvão Mineral Outros Gás de Alto Forno Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Urucânia .PR APE Outorga Santa Maria Madalena .Vale do Açú) 367920 3300000 27400 3500 Jirau Jitituba Santo Antônio João Baptista de Lima Figueiredo João Borges João de Deus 1548 100 João Franco João Neiva Joaquim Fernandes Luiz 951 8400 1550 254 232000 262000 363000 Joasal Jorda Flor Jordão Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Anexo Jorge Lacerda IV 195 .AC Capivari de Baixo .RN Outorga Campos de Júlio .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Almeirim .RS PIE Bagaço de Cana de Açúcar Licor Negro Operação Manaus .ES General Carneiro .MG João Neiva .PA PIE Biomassa Operação Jardinópolis .SC Operação Alto do Rodrigues .PR Juiz de Fora .RO PIE 20010 UTE Operação Goianésia .SC Capivari de Baixo .MG Poço Fundo .RJ PIE 17280 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.MT Operação Vitória de Santo Antão .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 50000 50000 Jamari Jambo Jangada I 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.MT Outorga São Desidério .AL São José do Rio Pardo .SP APE Biomassa Operação Nova Roma do Sul .RO São Luís do Quitunde .PE Operação Indiavaí .000 3800 11000 121500 36200 22300 367920 3300000 27400 3500 19000 1548 100 3000 951 8400 1550 232 232000 262000 363000 Outorga Ariquemes .AM PIE Fóssil Operação Japurá .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jalles Machado PCH PCH CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Porto Velho .000 Jangada II Japungu Japurá Jaraqui Jararaca Jardest Jari Celulose Jataí Jatiboca Jatobá Jauru 121500 36200 JB Jesuíta Jesus Soares Pereira (Ex .

MG PIE Fóssil Operação Juína .AM Araraquara .6 4840 2650 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.SP Operação Cerqueira César .SP Feira de Santana .CE PIE Fóssil Óleo Diesel 14760 Outorga Itaqui .BA São Félix do Xingu .82 97750 18000 7200 1690 432 3279 1600 1600 300 208 208 300 208 208 7200 1675 400 3279 1600 4840 2648 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.PA Inácio Martins .SP Juruti .ES SP Outorga Coari .Feira de Santana Karapanã Kawakami Kawakami Tupã .PA Marília .82 97700 Operação Juazeiro do Norte .AM SP Fóssil Outorga Barra do Bugres .BA COM Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Igrapiúna .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 8000 UTE Operação Bauru .SE APE Outorga Igrapiúna .MT Operação Juruá .SP Operação Juruena .MT PIE Operação Barra do Bugres .MT APE 42000 42000 7480 15980 4080 429.PR Jutaí .MT PIE Óleo Diesel Outorga Barra do Bugres .RR SP APE SP SP SP PIE PIE APE PIE APE SP APE APE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Capela .196 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jornal da Cidade UTE UTE UTE UHE UHE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UHE PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Rio Casca .MT PIE Outorga Tangará da Serra .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 6000 14760 42000 42000 Outorga Pelotas .MT APE Operação Barra do Bugres .SP Operação Rorainópolis .SP Tupã .Araraquara Kaiser .BA COM Operação Juiz de Fora .MG Ibiúna .MT SP Gás Natural Operação Domingos Martins .AM Operação Castilho .SP Operação Igarapava .SP APE Fóssil Óleo Diesel 142 142 Josapar Josapar Itaqui Juazeiro do Norte Juba I Juba II Juba IV Jubinha II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jubinha III Juçara Jucu Juína Juiz de Fora Juliana I Juliana II Junco Novo Jundiá Junqueira Jupiá (Eng° Souza Dias) Juruá Juruena Jurumirim (Armando Avellanal Laydner) Jurumirim Jurupará Juruti Justus Jutaí Kaiser .

CE Operação Caracaraí .AL PIE Biomassa Operação Lages .TO Construção Aracati .SP Macatuba .SP Lençóis Paulista .TO Wanderlândia .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Piracicaba .MG Passa Quatro .SC APE Biomassa Licor Negro 33745 UTE Operação Telêmaco Borba .PR Linhares .PR PIE Biomassa Licor Negro 113250 113250 33745 Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Klabin Piracicaba Klotz Campo Grande II Klotz Corumbá Kopenhagen Lábrea 6300 1776 680 28000 4950 3992 2000 Lageado Lages Lages Laginha .MG SP Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Operação Lajeado .SP Operação Dianópolis .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Corumbá .8 26 3230 25.SP Lavrinhas .TO SP Operação Lábrea .AL Miracema do Tocantins .AM SP Operação Ipameri .SC PIE Biomassa Operação Coromandel .PE Rio de Janeiro .SP APE Fóssil Gás Natural 15045 242590 176000 480 6300 1800 680 28000 4950 3992 2000 64.600 200 902500 2070 Laje Luís Eduardo Magalhães (Lajeado) Lajes Lajinha Lamins Laranja Doce 720 8675 Laranjal do Jari Laranjinha Lasa 3200 5088 4480 332 Latasa Latasa Santa Cruz Lavrinha Lavrinhas Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lençóis 1680 Anexo Lençóis Paulista 21700 197 .SP Laranjal do Jari .TO Monte Carmelo .MG Martinópolis .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Barueri .600 200 902500 2060 1600 848 720 8675 3240 3200 5088 4480 332 30000 1680 25700 Operação Otacílio Costa .GO COM Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação União dos Palmares .RJ São Miguel Arcanjo .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Campo Grande .AP Nova Fátima .RR SP PIE PIE COM PIE SP PIE COM SP SP PIE APE APE-COM APE SP PIE SP APE Biomassa Licor Negro Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Beruri .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Klabin UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL PCH CGH UHE PCH PCH CGH CGH UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação São José da Laje .GO COM Operação Cristalina .ES Cabo de Santo Agostinho .Matrix Lago Azul Lago Azul Lago do Beruri Lago Grande 26 Lagoa do Mato Lagoa Grande 25.

Reis Mac Loren Máquinas para Agricultura Macabu Macaco Branco Macaíba (Ex Termo Toalia) Macau Maceió Machadinho .SP Lençóis Paulista .SC Operação Luciára .SP PIE PIE SP PIE PIE SP PIE APE APE APE SP SP PIE APE PIE APE-COM / SP Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Calçoene .SC Garça .RN Macau .SP APE Biomassa Operação Itirapina .SP Itajaí .198 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Limeira do Oeste UHE UTE CGH UTE PCH PCH CGH CGH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UHE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Piracicaba .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Teresópolis .RS APE Operação Itacoatiara .RS APE Construção Dois Lajeados .RS Operação Itajubá .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 5000 Limoeiro (Armando Salles de Oliveira) Limoeiro Limoeiro Lindóia Linha 3 Leste Linha Emília Linha Granja Velha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lito Mendes Lobo Londra Lontras Lontras Louis Dreyfus Lagoa da Prata Louis Dreyfus Rio Brilhante Lourenço Lucélia Lúcia Cherobim Luciara Ludesa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Luiz Dias Luiz Queiroz Lwarcel M.MS Operação Abelardo Luz .MG Operação Três Lagoas .MG COM 220 Operação Japurá .RS PIE Operação Ijuí .SP Macaíba .AP SP Outorga Rio Brilhante .AM SP Fóssil Óleo Diesel 1425 Operação São José do Rio Pardo .MS PIE Outorga Lagoa da Prata .AM SP Fóssil Óleo Diesel 320 13500 19500 1000 50 2000 1380 612 650 60000 90000 720 35700 25500 948 30000 418.MG PIE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Outorga Xanxerê .SP PIE 32000 32000 1425 220 320 13500 UTE Operação Limeira do Oeste .SP Trajano de Morais .PR Operação Lucélia .RJ Campinas .PR COM Operação Itaí .CE Maximiliano de Almeida .MT Outorga Lapa .RN Itapipoca .RJ APE Operação Erval Seco .119 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 235800 1140000 1140000 948 30000 258319 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 720 15700 1000 50 2000 1380 612 650 Outorga Canaã .SC APE-COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Clevelândia .

MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacareí .MG APE Operação Garça .AM Manaquiri .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Águas Vermelhas .SP Operação Cantá .GO Manacapuru .RR Amajari .AM Manaus .RR Operação Normandia .MG PIE 1720 120 2880 750 4000 36 320 19000 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.RR SP Operação Normandia .PE Guaíra .RR Amajari .RR Operação Normandia .SP APE Fóssil Operação Porto Velho .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Amajari .GO APE Operação Taquaraçu de Minas .RR Boa Vista .8 24 6 320 320 24 352 12000 15550 2100 85380 4250 Outorga Machadinho D’Oeste .RR Operação Amajari .RR Operação Bonfim .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Machadinho do Oeste PCH PCH UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE EOL UTE Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Bonfim .RO PIE Fóssil Operação Ibirama .RR SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE SP SP PIE PIE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Normandia .RR Pacaraima .RR Boa Vista .RO PIE 10500 UTE Operação Machadinho D’Oeste .RR SP Operação Pacaraima .AM Gravatá .RR SP Fóssil Construção Uberlândia .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Niquelândia .RR Sítio D’Abadia .8 24 6 320 320 24 352 Maloca Boca da Mata Maloca da Bala Maloca da Raposa Maloca do Araçá Maloca do Manoá Maloca Flexal Maloca Guariba Maloca Malacacheta Maloca Moscow Maloca Santa Rosa Maloca São Marcos Maloca Trairão Maloca Três Corações Maloca Vista Alegre Mambaí Mambaí II Manacapuru 15550 2100 85380 Manaquiri Manauara Atlas de Energia Elétrica do Brasil Mandacaru Anexo Mandu 25000 25000 199 .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 8958 8958 Machadinho I Machado Mineiro 1720 120 2880 750 4000 36 320 Mactronic Eletrônica e Hidráulica Madame Denise (Cachoeira do Furado) Mãe Benta Mafrás Maici Mak de Jacareí Supermercado Malagone Maloca Araçá do Amajari 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.GO Sítio D’Abadia .

AC PIE Fóssil Óleo Diesel 1086 1169 210900 2050 46820 56.RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maracaí .MG SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marechal Thaumaturgo .RO Sabará .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 46820 56.SP APE Fóssil Operação Teresina .8 UTE Operação Manicoré .8 168.AC PIE Fóssil Operação Ibiraci .MG Jaguaraçu .RS PIE Outorga Amparo .ES PIE Outorga Braga .000 73712 13120 352 15580 26100 476000 673 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 2023 180500 2880 24000 352 4500 416 1200 416 478000 565 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 923 180500 2880 13120 Operação Maraã .MG Operação Igreja Nova .SC Operação Campos do Jordão .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Normandia . Macaé Merchant) Marituba Marmelos Marmelos III Marombas Marombas Martins Martins Goodyear Martinuv Marzagão Mascarenhas Mata Cobra Mata Velha Matadouro e Frigorífico Paladar Mataraca Matipó Mat-Prima .RJ PIE Operação Fronteira .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Outorga Maracanaú .SC Operação Curitibanos .PB Matipó .MT PIE / SP 210000 Operação Manoel Urbano .MG Operação Uberlândia .MG Divinópolis .200 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Manicoré UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UHE UTE UTE PCH CGH CGH CGH PCH UTE CGH PCH UHE PCH PCH UTE EOL CGH UTE Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Operação Barueri .AL PIE SP APE APE APE SP APE COM APE SP SP PIE APE PIE APE APE Outros Gás de Alto Forno Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Macaé .MG Operação Curitibanos .MG Carazinho .PI PIE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga São Gonçalo do Amarante .AM SP Fóssil Óleo Diesel 6450 6450 Manoel Urbano Manso Maraã Maracaí Maracanã Maracanaú Maracanaú II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Marambaia Marchiori Marco Baldo Marechal Floriano Marechal Mascarenhas de Moraes (Ex-Peixoto) Marechal Thaumaturgo Marimbondo Mário Lago (Ex.RS Cabeceira Grande .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2050 Operação Chapada dos Guimarães .MG Aimorés .SP Operação Juiz de Fora .MG Mataraca .SP Vilhena .MG SP Óleo Diesel Outorga Domingos Martins .

PA SP Fóssil Outorga Santana .SP Mogi Guaçu .BA Operação Santa Rosa de Viterbo .6 3750 1825 18000 360 96 192 80 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 7200 Operação Manicoré .MG APE Outros Gás de Alto Forno 1200 2350 Matupí Mauá Mauá (UTM-II) Blocos 1 a 4 552564 7350 1280 16400 Maués Maurício MB Meio do Mundo Melgaço 720 1000 8480 Melissa Mello Melo Viana Menu 3000 154 3750 1850 18000 360 96 192 Mercedes I e II Merck Mercocítrico Metalurgia Caraíba Metalúrgica Mococa Michelin Micro Central Hidrelétrica Major Microturgn Miguel Forte 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 Miguel Pereira Millennium Millennium Miranda MMCH Córrego da Cava Mocambo Moças Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Moema Anexo Mogi-Guaçu 7200 201 .MG APE Operação Corbélia .SP APE APE APE APE APE APE APE PIE APE APE PIE SP APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Biomassa Gás Natural Resíduos de Madeira Operação Tabaporã .MS União da Vitória .PR Miraí .SP Operação Campinas .MG PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Preto .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Manaus .SP Operação Dias d’Ávila .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Mat-Prima II UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE CGH UTE EOL UHE CGH UTE CGH UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Ibaté .AM Jaqueira .PR PIE 361000 552564 7350 1280 16400 153000 720 1000 10685 9660 3000 153.SP PIE PIE PIE Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .AP PIE Fóssil Operação Morro Agudo .SP PIE Biomassa Operação Leopoldina .MT Operação Mococa .MG Camaçari .MS Orindiúva .SP APE Outorga Raul Soares .PB Indianópolis .MG Varginha .SP Campo Grande .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2350 UTE Outorga Divinópolis .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Ortigueira .PR SP Operação Melgaço .MT APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Guararapes .BA Mataraca .PE Campo Grande .MG Parintins .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Maués .

RJ PIE Operação Monte Alegre .AM Campo Mourão .202 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Moinho PCH UTE CGH UHE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH UTE UTE PCH CGH UTE UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH EOL Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Campos Belos .CE Operação Arenópolis .GO Carlos Chagas .PA Água Fria de Goiás .GO Operação São Paulo .AL Caucaia .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Conceição do Mato Dentro .SC Operação Guarulhos .BA PIE Fóssil Operação Almeirim .MG APE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Construção Simão Pereira .GO Jaguariúna .CE Oriximiná .SP Operação Luís Antônio .SP APE APE COM APE PIE SP APE SP SP SP PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Candeias .RS PIE Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Bento Gonçalves .RS APE 270 270 Moinho Monções Monjolinho Monjolinho Monjolo Monte Alegre Monte Alegre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Monte Alto Monte Belo Monte Claro Monte Cuco Monte Dourado Monte Pascoal Monte Serrat Monteiros Moreno Morillo Morro do Cruzeiro Morumbi Shopping Mosquitão Mosquito Motorola SP Moura Mourão I Moxotó (Apolônio Sales) MPX MRN UG II Muaná Muçungo Mucuri Mucuripe .MG APE Outorga Areal .SP Barcelos .MG Fortaleza .RS PIE 13700 CGH Outorga Novo Tiradentes .MG PIE Outorga Eunápolis .PA Muaná .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 22000 600 Outorga Barracão .SP SP 600 Outorga Monções .PR Delmiro Gouveia .SP Operação São Ludgero .RS PIE 67000 15000 4225 18600 7360 4800 130000 30000 5475 137600 25000 680 5520 320 85 1450 30000 900 1342 240 8200 400000 700000 45800 1190 9990 22500 2400 2400 45800 1163 8200 400000 680 5520 320 85 1450 30000 340 1342 5475 7360 4800 130000 4563 Operação São Carlos .RS PIE Operação Alta Floresta D’Oeste .PA PIE Fóssil Outorga Anta Gorda .RO PIE Operação Passos .MG PIE Construção Faxinalzinho .

PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Platina .SP Operação Ipanema .RO PIE Fóssil Operação Uiramutã .RO PIE Operação Vista Alegre do Alto .SP Paulínia .MG PIE Operação Codajás .SP APE Fóssil Óleo Diesel 972 972 2000 504 8000 25000 200 Müller Destilaria Mumbuca Munguba Muniz Freire Murituba Murta Museu da Água 386 72 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 Mutum Mutum Paraná Napoleão Nardini Nazaré Nazária Neblina Negro de Fumo Neiva Nerinha Nestlé Nestlé Araraquara Nestlé SJ Rio Pardo Nhandu Nilo Peçanha 378420 Ninho da Águia Nitro Química 12000 3200 1000 1220 Nobrecel Noidore Normândia Noroeste Paulista Norte 3898 868925 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Norte Fluminense Anexo Norte Shopping 3750 203 .SP Macaé .RJ Delfim Moreira .PR Operação Botucatu .MG SP PIE APE APE APE APE APE PIE SP PIE APE-COM APE COM SP APE APE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Outros Biomassa Enxofre Licor Negro Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Fóssil Gás de Processo Óleo Diesel Operação Teresina .PI PIE Operação Porto Velho .SP Operação Cubatão .RR Sebastianópolis do Sul .SP Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Coronel Murta .SP Novo Mundo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Müller UTE UTE UTE UHE UTE UHE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Araraquara .MG São Paulo .RJ Rio de Janeiro .ES APE Operação Almeirim .SP Campinápolis .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2000 UTE Operação Pirassununga .SP Pindamonhangaba .MT Normandia .SP São José do Rio Pardo .MT Piraí .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Muniz Freire .RJ Operação Araçatuba .RR SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Operação Ji-Paraná .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 504 8000 25000 200 120000 386 65 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 13000 380030 13000 5000 3200 1000 1220 18000 3898 868925 3750 Operação Porto Ferreira .SP Operação Campina do Simão .SP PIE Operação Normandia .RR SP Fóssil Operação Piracicaba .

MG Operação Júlio de Castilhos .RS Óbidos .RS SP SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olinda do Norte .SC PIE SP SP SP PIE SP SP SP APE SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araraquara .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Bandeirantes .PA Oeiras do Pará .AM Bocaiúva do Sul .204 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Nossa Senhora de Lourdes UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Novo Airão .SP APE Biomassa Fóssil Fóssil Operação Nova Monte Verde .AM SP Outorga Nova Olinda .MT SP Fóssil Operação Jaguariaíva .GO PIE Biomassa Construção Santa Rosa de Lima .PA Outorga Nova Iguaçu .PR Novo Progresso .SP Operação Nova Ponte .SP PIE 347400 Construção Goiandira .TO PIE Operação Monte Aprazível .MT SP Fóssil Operação Leopoldina .MG APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Nova Maringá .PA Itacoatiara .AM Novo Santo Antônio .MG Porto Alegre .PR PIE Óleo Diesel Operação Jandaia .RJ Outorga Nova Trento .MT Sapucaí-Mirim .MT SP Fóssil Óleo Diesel 3597 1111 32 4100 31200 1219 2683 32000 2502 15504 165000 6164 306 510000 3600 1403 4000 2760 3358 650 15000 9125 2300 652 73 24000 4443 834 9125 2300 652 73 24000 6053 1008 2760 3358 650 6164 306 510000 3600 6200 1219 2683 27872 2502 15504 Operação Buritama .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 24000 24000 CGH Outorga Carvalhos .AM Autazes .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Porto Velho .MG APE 799 799 Nova América Nova Aurora Nova Avanhandava (Rui Barbosa) Nova Bandeirantes Nova Califórnia Nova Esperança Nova Fátima Atlas de Energia Elétrica do Brasil Nova Geração Nova Jaguariaíva Nova Maringá Nova Maurício Nova Monte Verde Nova Moreno Nova Olinda Nova Olinda do Norte Nova Palma Nova Ponte Nova Tamoio Nova Trento Novagerar Novo Airão Novo Aripuanã Novo Céu Novo Horizonte Novo Progresso Novo Remanso Novo Santo Antônio NR Nutepa Óbidos Oeiras do Pará .AM Novo Aripuanã .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bonfim .GO PIE 21000 347400 3597 1111 32 Operação Tarumã .

SP APE Fóssil Gás Natural Operação Araputanga .PA PIE Fóssil Operação São José da Laje .SP APE Fóssil Operação Rio de Janeiro .GO PIE 33000 24 26000 1600 5475 5475 1150 1250 5070 22700 4500 44000 12000 2408 672 4080 3044 7800 1920 23000 292000 1200 3200 28000 4400 24165 27000 880 10300 Operação Oiapoque .SP APE Fóssil Óleo Diesel 4000 4000 8250 Oiapoque Olho D Água Olho D´agua 24 26000 1720 5474 5474 Ombreiras Operadora São Paulo Renaissance Optiglobe Rio Optiglobe São Paulo Organon Oriental 1250 8482 22700 4500 44000 Oriximiná Ormeo Junqueira Botelho (Ex-Cachoeira Encoberta) Orsa Ourinhos Ouro Pacaraima 2408 672 4080 2944 7800 1920 23000 Pacarana Paciência Pacífico Mascarenhas Padre Carlos (Ex.MG Bom Jesus .SP APE Operação Muriaé .MT PIE Operação Normandia .SC São Desidério .BA Rio dos Cedros .AL Caxias do Sul .SP APE Fóssil Operação São Paulo .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Itajá .AP SP Fóssil Óleo Diesel 8250 UTE Operação São Paulo .ES Frei Inocêncio .MG PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Oriximiná .SC Operação Espigão D’Oeste .MG Poços de Caldas .PR Itapemirim .MG Passa-Vinte .MG Penedo .GO Campo Erê .RS Mimoso de Goiás .RO Operação Pacaraima .RS PIE SP PIE SP APE PIE PIE PIE PIE APE APE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacarezinho .RR Construção Barracão .PR PIE Operação Nova Campina .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação São Paulo .RS Castro .MG Santana do Riacho .AL PIE Óleo Diesel Outorga São Paulo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Oesp UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH UHE PCH UTE PCH UTE PCH PCH CGH PCH UHE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Matias Barbosa .PCH Rolador) Paes Leme Pai Joaquim Pai Querê Paina II 1200 3200 Paineiras Paiol Paísa 4800 Palanquinho Palma Palma Sola 880 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Palmeiral Anexo Palmeiras 24400 24602 205 .MG Sacramento .

206 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Palmeiras UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE PCH PCH PCH UHE UTE EOL EOL Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Juara .RJ PIE Operação Pará de Minas .6 984 280 4280 15400 1344 260000 29550 25600 50000 1344 260000 26550 25600 50000 4280 29020 29700 997.PE APE-COM Fóssil Gás Natural 4072 550 28000 60 4200 3700 5000 200 30000 85000 2000 7700 21000 7000 31500 22300 29020 30000 997.MG Campos de Júlio .SP Outorga Cunha .PR Parintins .SP Antonina .SP PIE 16000 85 4072 400 Outorga Palmeiras de Goiás .MG APE Operação Paraibuna .MT Juara .MT Cândido Mota .RR SP Fóssil Óleo Diesel Construção Barra do Bugres .AM Beberibe .PA APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Cabo de Santo Agostinho .MT Outorga Campinápolis .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Caracaraí .GO PIE Fóssil Óleo Diesel 174300 UTE Operação Atalaia do Norte .SP APE Operação Juiz de Fora .MT Operação Piraju .MT APE-COM Biomassa Operação Itaí .SP Operação Costa Rica .PR APE 85 Outorga Guará .MT PIE Operação Belém .MT Careiro da Várzea .SP SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Paracambi .MG APE Fóssil Operação Jaciara .AM SP Fóssil Óleo Diesel 424 424 Palmeiras de Goiás Palmeiras Palmital do Meio Pamesa Pampa Pampeana Panacarica Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pandeiros Panorâmica Pantanal Pará de Minas Paracambi Paraibuna Paraibuna Paraíso Paraíso I Paraitinga Paranapanema Paranatinga I Paranatinga II Paranoá Paranorte Paranorte Parauá Paraúna Parecis Pari Governador Parigot de Souza (Capivari/Cachoeira) Parintins Parque Eólico de Beberibe Parque Eólico de Osório .SP APE Biomassa Operação Januária .RS Operação Brasília .DF Operação Campinápolis .AM Gouveia .6 984 29840 85000 2000 7700 21600 60 4200 3700 5000 200 Operação União da Vitória .CE Osório .MS PIE PIE SP PIE PIE SP COM SP SP SP PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Brotas .

RS PIE Operação Osório .CE PIE Outorga Santa Vitória do Palmar .RS PIE Operação Osório .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Parque Eólico de Palmares EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL UTE UTE PCH PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UHE UHE UHE UHE CGH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Construção Operação Salto do Jacuí .MS PIE Outorga Capão da Canoa .AL Delmiro Gouveia .RS PIE Outorga Areia Branca .RS PIE 7562 4800 Parque Eólico do Horizonte Parque Eólico do Vigia Parque Eólico dos Índios 50000 Parque Eólico Elebrás Cidreira 1 Parque Eólico Elebrás Santa Vitória do Palmar 1 Parque Eólico Enacel Parque Eólico Giruá Parque Eólico Pinhal Parque Eólico Ponta do Mel Parque Eólico Sangradouro 50000 Parque Eólico Tainhas I Parque Eólico Xangri-lá II Passa Tempo 10000 600 3400 1332 30000 226000 158000 Passarão Passo de Ajuricaba Passo do Inferno Passo do Meio Passo Fundo Passo Real Passo São João Passos Maia Pastifício Santa Amália 1864 4160 Pau D’Alho Pau Ferro I Pau Sangue 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 Pauini Paulo Afonso I Paulo Afonso II Paulo Afonso III Atlas de Energia Elétrica do Brasil Paulo Afonso IV Anexo Paulo Mascarenhas 1000 207 .AL Delmiro Gouveia .RS Operação São Francisco de Paula .AM Delmiro Gouveia .RS PIE Outorga Giruá .RR SP SP SP PIE PIE SP SP PIE APE APE PIE PIE SP SP SP SP SP APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Rio Brilhante .RS PIE Outorga Água Doce .AL Delmiro Gouveia .RS Operação Bom Jesus .AL Rio Doce .RS PIE Construção Aracati .RS PIE Outorga Tramandaí .SC PIE 30000 50000 70000 126000 31500 11050 9350 50400 50000 15000 6000 10000 600 6200 1490 30000 220000 158000 77000 22200 1864 4160 102.MG Ibirarema .RS Dezesseis de Novembro .SP Cabo de Santo Agostinho .PE Gameleira .RS PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga São Francisco de Paula .MG Operação Entre Rios do Sul .PE Pauini .SC Machado .RN PIE Outorga Palmares do Sul .RS Passos Maia .RS Operação Ijuí .600 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 1000 Operação Água Doce .SC APE-COM 4800 EOL Outorga Palmares do Sul .RS Operação Boa Vista .

RJ SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Jaciara .RS Ribeirão Preto .MT APE 24.RR Petrópolis .PE Duque de Caxias .MG Dois Irmãos .PR APE SP PIE SP APE APE PIE SP APE PIE COM SP SP APE / PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Piraí .208 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada PCT Barueri Biogás CGH EOL UTE UHE UHE PCH EOL UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH UHE UTE PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE CGH PCH CGH PCH UHE UHE CGH UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Petrolina .SP APE Biomassa Biogás 2601 Pé de Serra Pecém Pederneiras Pedra Pedra do Cavalo Pedra do Garrafão Pedra do Sal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pedras Pedras Negras Pedrinho I Pedrosa Peixe Angical Peixoto Gonçalves Pequi Pereira Passos Perobálcool Pery Pesqueiro Peti Petribu Petroflex Petrolina Petrolina do Norte Petropolitana Pezzi PG2 Piabanha Piau Picada Picada 48 PIE .RJ Bom Jesus .SC Operação Perobal .MG Operação Curitibanos .RP .CE PIE 31200 2400 20007 162000 Operação Água Boa .MT PIE Operação Neópolis .6 25 UTE Outorga Carapicuíba .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Parnaíba .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2400 Outorga Caucaia .MG Juiz de Fora .SE APE Fóssil Operação Peixe .500 15.PE Caracaraí .PR PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Francisco do Guaporé .000 136200 80 1000 20000 288 9000 18012 50000 240 27800 288 9000 18012 50000 240 27800 99110 2400 4400 12440 9400 14500 25000 136200 80 1000 432 53 16200 2400 498750 1230 Operação Tietê .RJ Operação Operação Jaguariaíva .RS Ipameri .BA SP 20007 160000 16500 17850 432 53 16200 2400 452000 1230 6000 99900 2400 4400 10960 9400 36.RJ Santos Dumont .PE APE Biomassa Operação Boa Ventura de São Roque .PI PIE Construção Campos dos Goytacazes .GO Areal .SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Operação Lagoa do Itaenga .BA PIE Operação Jequié .RO PIE Fóssil Operação Barreirinha .RJ PIE Operação Cachoeira .TO PIE Óleo Diesel Operação Cortês .PR São Gonçalo do Rio Abaixo .

MG SP Outorga Cruz Machado .BA SP Operação Pilar do Sul .SC Outorga Caratinga .RO SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Rio Grande .MG PIE 16000 CGH Operação Piedade .MG Piranhas .SP Operação Piraí do Sul .SP PIE 1300 2000 4500 13000 6800 10900 636 10000 350 230 42000 50000 20000 16000 1350 9000 70000 28400 528 18000 1444 25000 30000 15700 756 25024 10000 470000 4250 Construção Monte Alegre de Minas .SP Macaparana .PR PIE Operação Espírito Santo do Pinhal .PE Vitória de Santo Antão .SP Piratini .PE Belo Horizonte .SP Baependi .SC PIE Operação Monte Santo de Minas .SC Outorga Ipira .RS APE Operação Paulo Afonso .SC COM Outorga Lages .MG Operação Piraju .RJ Roque Gonzales .SP APE 442 416 Piedade Pilar 1300 2000 Piloto Piloto de Rio Grande Pimenta Bueno 13000 6800 Pinhal Pinhalzinho Pinheirinho 636 Pinheiro Pinheiros I 350 230 42000 Pinheiros II Pioneiros Pioneiros II Pipoca Pira Piraí 780 9000 81000 Piraí Pirajú Piraju II Pirambeira 528 18000 1444 Piranhas Pirapama Pirapama Pirapetinga Pirapetinga Pirapó 756 Pirapora Piratini 10000 472000 Piratininga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pirauá Anexo Pissarrão 800 800 209 .SP SP Operação Pimenta Bueno .SP APE Outorga São Ludgero .GO Escada .SC COM Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Orleans .MG Bom Jesus do Itabapoana .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Piedade PCH PCH PCH EOL UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH UTE UTE PCH PCH PCH UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH UTE UTE EOL CGH Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Piraju .SP PIE Operação Sud Mennucci .PR Operação Joinville .MG PIE PIE SP PIE APE-COM APE COM PIE APE PIE PIE PIE COM PIE PIE SP PIE COM Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Combustível Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Resíduos de Madeira Outorga Ilha Solteira .RS Pirapora do Bom Jesus .PE Bom Sucesso .RS São Paulo .

MS Itiquira .MG SP Operação São Paulo .MT Manhuaçu .MG Urucânia .SP APE Outorga Prata .AM Ponte Nova .GO PIE Operação General Carneiro .SC Operação Simões Filho .GO Ponte Alta do Bom Jesus .SP APE Operação Campos dos Goytacazes .SP APE Fóssil Operação Pedreira .SP Fóssil Operação Bauru .MG Aporé .PR SP 870 870 1.MG Operação Ponta de Pedras .RJ Outorga Mauá .456 UTE Operação Pitangueiras .BA Operação Itapuí .RJ Manaus .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 25000 Pitangui Pitangui (Cachoeira Bento Lopes) Pitangui Pitinga Pium Pizzatto Planalto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Plano Alto Plasnew Plasútil Pluritec Indústria e Comércio de Máquinas Poço Fundo Poções Polibrasil Globenergy Policam Polifrigor Poly Embalagens Poly II Poncho I Poncho II Ponta de Pedras Ponta do Costa Ponta Negra Pontal Pontal do Prata Ponte Alta Ponte Alta Ponte de Pedra Ponte do Silva Ponte Queimada .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Aporé .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Figueiredo .SP APE Fóssil Operação Faxinal dos Guedes .PA Operação São Bonifácio .AM APE 24960 18 2000 17000 16000 696 725 168 9160 576 23080 4000 1056 324 168 1000 883 1540 4000 85380 29000 12000 280 13000 176100 175 880 760 280 13000 176100 152 880 760 4000 1056 324 168 1000 883 1499 4000 85380 16000 696 725 168 9160 576 Outorga Pitangui .PR COM Biomassa Resíduos de Madeira Operação Bonfim .Usina 1 Ponte Queimada .MG PIE Outros Gás de Alto Forno 4000 24960 18 2000 Operação Conceição do Pará .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Poço Fundo .TO São Gabriel do Oeste .MG APE 1400 Operação Ponta Grossa .MG Rio Casca .BA APE APE PIE APE PIE PIE PIE SP PIE PIE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Óleo Combustível Operação Simões Filho .SC Operação São Bonifácio .210 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Pitangueiras CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH PCH CGH PCH UHE CGH CGH CGH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Cabo Frio .Usina 2 .

MG Construção Macaíba .PI Acaraú .MT Santo André .MS SP Operação Salto . B e C Anexo Prezzotto 1 211 .BA Candiota .RJ Operação Porto Walter .RN Outorga Petrópolis .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Água Clara .4 320000 14.CE Prainha .MT Mataraca .SP APE-COM Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Anaurilândia .TO PIE Operação Açucena .RN Operação Macaíba .MG Nova Lacerda .PB Correntina .MG APE-COM / PIE Operação São Gonçalo do Amarante .4 320000 28030 1050 50 5250 112000 30000 24800 1540000 28400 15300 448 15800 53.SP Vila Velha .ES Luís Correia .SP SP Construção Dianópolis .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 2535 PCH Operação Itambacuri .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Poquim UTE UTE UHE PCH UTE CGU UTE UHE PCH UHE UHE UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE UTE EOL EOL EOL UTE CGH CGH EOL PCH UTE CGH Outorga Construção Construção Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Poxoréo .SP SP Operação Porto Alegre do Norte .AC Operação Oriximiná .MS PIE Operação Guaíra .CE Camocim .CE APE Ondas do mar Gás Natural Operação Porto de Moz .120 66.015 2566 50 5250 112000 Portel Porto Alegre do Norte Porto Colômbia Porto das Pedras Porto de Moz Porto do Pecém Porto do Pecém Porto Estrela Porto Franco Porto Góes 24800 1540000 28400 45800 496 Porto Primavera (Eng° Sérgio Motta) Porto Raso Porto Trombetas Porto Walter Posse Potiguar 52800 Potiguar III Pouso Alegre 352 1200 11960 Poxoréo (José Fragelli) PQU Praia da Costa Praia do Arrombado Praia do Morgado Praia Formosa Prainha 1202 163 1000 Pratinha Preformax Presidente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Presidente Goulart 8000 446000 300 Presidente Médici A.400 352 1200 11960 3646 23400 28800 104400 840 163 1000 4500 8000 796000 300 Operação Portel .MG SP 1408 1408 3350 2406.MT SP Fóssil Óleo Diesel 2406.PA APE PIE PIE PIE PIE APE SP APE APE PIE PIE PIE PIE COM APE PIE SP SP APE Fóssil Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapiraí .CE APE Fóssil Outorga São Gonçalo do Amarante .PA Pratinha .SC Operação Formiga .RS Xanxerê .

RS PIE Operação Ipuaçu .212 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Primavera PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH EOL UTE UTE UTE PCH UTE UHE PCH UHE PCH UTE PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UTE PCH EOL Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga São Paulo . A.SP APE Biomassa Operação Itu .SP Operação Cristalina .PE APE Biomassa Outorga Bom Jardim da Serra .RS PIE 30000 18200 2494 900 4950 264000 PCH Operação Poxoréo .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Itapuca .SP SP Óleo Diesel Operação Quatá .SP São Paulo .SP Coronel Domingos Soares .CE Operação Quirinópolis .RS PIE Operação Ubarana .MG Construção Lavrinhas .SP APE Fóssil Operação Joaquim Nabuco .MT Conceição do Mato Dentro . Portuguesa de Beneficência Rádio e Televisão Bandeirante Rafard Rancho Grande Rancho Queimado I Rasgão Razzo Record Rede Elétrica Piquete .GO PIE PIE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jesus .SP São Paulo .PR Santo Antônio do Leverger .SP Wenceslau Braz .SP São Paulo .REPI Redonda .RO PIE 18200 Outorga Ipê .MT SP 8.MG Icapuí .GO Outorga Arraial do Cabo .SC PIE Operação São Paulo . B.SP APE Fóssil Operação Rancharia .RJ APE Fóssil Gás Natural Operação Rio Negro .MT Pirapora do Bom Jesus .PR APE Fóssil Óleo Diesel 900 4950 264000 6400 30000 8000 11 65000 2600 184 120000 16000 105000 30000 3626 14000 135000 80000 720 2040 50000 17700 5000 22000 725 3750 3340 300600 22000 725 3750 3340 2040 10200 135000 40000 3626 105000 8040 11 5000 2600 184 121500 Operação São Paulo .SP Rafard .120 8120 Primavera do Rio Turvo Primavera Proceda Processamento de Fumo PROJAC Central Globo de Produção Promissão (Mário Lopes Leão) Pulador Atlas de Energia Elétrica do Brasil Púlpito Pumaty Qualifund Quatá Quatiara Quatro M Quebra Queixo Quebrada Funda Queimado Queluz Querência do Norte Quinquim Quintanilha Machado I Quirinópolis R.Itajubá .RJ Outorga Operação Querência .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2494 Operação Pimenta Bueno .SP PIE Operação Rio de Janeiro .

AM APE SP SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Dianópolis .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada REFAP UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE PCH PCH UHE CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH UTE CGH CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação Aracaju .MG Limeira .PR APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Operação Duque de Caxias .PR APE Fóssil Operação Cubatão .RPBC Refinaria Presidente Getúlio Vargas Reichhold do Brasil Reinaldo Gonçalves Reman Rênic Retiro Retiro Baixo Retiro do Indaiá 990 Retiro Velho Rhodia Paulínia 12098 10100 9300 360 180 2344 500 800 1200 6400 Riachão (Ex-Santa Edwiges I) Riacho Preto Riachuelo Ribeirão Ribeirão Cascalheira Ribeirão do Inferno Ribeirão do Lage Ribeirão do Pinhal Ribeirão Ribeirão Shopping Rical 2288 7500 45497 760 Rigesa Rio Acre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Alegre Anexo Rio Amazonas (Ex-Itacoatiara) 213 .SP PIE Outorga Arenópolis .SC Rio Branco .MG Ribeirão Cascalheira .GO Caratinga .GO Operação Paulínia .RS APE-COM Fóssil Óleo Combustível 71900 48720 60500 63300 32000 30000 62500 24500 32000 1620 1000 6400 Refinaria de Paulínea .SP APE Fóssil Gás de Refinaria 60500 UTE Operação Canoas .RO Três Barras .SP APE Fóssil Gás de Refinaria Operação Araucária .BA APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Gás de Refinaria Óleo Combustível Óleo Diesel Operação São José dos Campos .SE Baependi .SP Vilhena .MG PIE APE PIE PIE APE COM SP APE APE PIE PIE APE Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Casca de Arroz Resíduos de Madeira Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Construção Curvelo .SP APE Fóssil Operação Araucária .REDUC Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) Refinaria Henrique Lages (REVAP) Refinaria Landulpho Alves (RLAM) Refinaria Presidente Bernardes .MT Pirenópolis .SP Construção Aporé .AM APE Fóssil Operação Borborema .TO Operação Buritinópolis .RS Itacoatiara .PE Ribeirão Preto .400 9300 360 180 2344 500 800 1200 14400 1360 2288 7500 45497 760 8000 Operação Paulínia .GO PIE Operação Manaus .AC Condor .GO Operação Bom Despacho .REPLAN Refinaria Duque de caxias .SP APE Fóssil Operação São Francisco do Conde .MG PIE Construção Guará .RJ APE Fóssil Gás de Refinaria 40800 32000 76000 62500 24500 69000 1620 1000 6400 10998 16000 82000 990 18000 12098 13.SP Ribeirão .SP SP Óleo Combustível Operação Mogi das Cruzes .

SC COM Outorga Rio Fortuna .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Alta Floresta D’Oeste .SC João Monlevade .PR Operação São José do Rio Pardo .PR APE 910 Operação Boa Ventura de S.RO PIE Operação Tangará .RO Comodoro . Roque . Roque .SC COM Operação Rio Branco .MT Comodoro .214 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Bonito CGH CGH CGH CGH CGH PCH UTE UTE CGH CGH CGH UTE PCH EOL CGH CGH UHE PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE CGH CGH PCH CGH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga São Gotardo .GO COM 600 625 6900 18657 32750 960 318 370 4800 9280 30000 720 350 18060 1720 880 6850 1000 900 900 119350 465 809 1280 740 1500 1380 9000 1000 900 900 83000 809 465 997 740 1500 1380 9000 720 990 18060 1720 880 9280 Operação Boa Ventura de S.SP Panambi .SC SP Outorga Bom Jardim da Serra .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Branco .SC Operação Erval Seco .MT Avaré .SP Operação Joaçaba .PR APE 346 Operação Caiapônia .RJ APE Fóssil Operação Curitibanos .SC Urussanga .ES SP 16800 16800 Rio Bonito Rio Bonito I Rio Bonito I I Rio Bonito II Rio Bonito Rio Branco Rio Branco I Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Branco II Rio Chapéu Rio das Furnas Rio das Pedras Rio de Janeiro Refrescos Coca Cola Rio de Pedras Rio do Ouro Rio do Peixe Rio do Peixe .SC COM Outorga Caiapônia .MG SP Outorga Rio de Janeiro .SC Porto Velho .GO COM 997 997 346 910 600 625 7140 18607 31800 960 318 370 UHE Operação Santa Maria de Jetibá .RS Orleans .MG Santa Terezinha .SC Santa Terezinha .SC PIE Operação Itabirito .SC APE SP SP APE PIE APE APE-COM Operação Videira .Specht Rio do Peixe (Casa de Força I e II) Rio dos Patos Rio Fortaleza Rio Fortuna Rio Funchal Rio Itaiozinho Rio Itaiozinho Rio Madeira Rio Margarida Rio Mazutti Rio Novo Rio Palmeira Rio Palmeiras I Rio Palmeiras II Rio Piracicaba .SC APE Gás Natural Outorga São Ludgero .RS Operação Prudentópolis .MG SP APE APE SP SP PIE PIE APE Fóssil Óleo Diesel Construção Rio Fortuna .

GO Operação Manhuaçu .MT PIE 2135 2135 75 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 Rio Preto Rio Preto da Eva Rio Preto Rio São Marcos Rio Suspiro Rio Tigre Rio Timbó Rio Verdinho Rio Vermelho Rio Vermelho Ripasa 49630 140000 49300 768 4000 Risoleta Neves (Ex-Candonga) RN 15 .MT APE-COM Operação Caxias do Sul .Rio do Fogo Roça Grande Rochedo Rochedo Rodeio Bonito Rodovias Integradas do Oeste 1 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Rodovias Integradas do Oeste 10 Rodovias Integradas do Oeste 2 Rodovias Integradas do Oeste 3 Rodovias Integradas do Oeste 4 Rodovias Integradas do Oeste 5 Rodovias Integradas do Oeste 6 Rodovias Integradas do Oeste 7 Rodovias Integradas do Oeste 8 Rodovias Integradas do Oeste 9 Rohden Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rolim de Moura do Guaporé Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .FAFEN Energia) Anexo Roncador 215 .RN PIE Operação Rio Doce .SP Sarapuí .AM SP Fóssil Óleo Diesel 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 2320 49630 140000 49300 768 4000 9000 14000 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Operação Matos Costa .SP Taquarivaí .SP Operação Quadra .BA Anchieta .MG PIE Operação Limeira .SP Construção Arvoredo .SP Itararé .GO COM Óleo Diesel Operação Irineópolis .GO APE Fóssil Outorga Rio Verde .SP Itapetininga . Francisco do Guaporé .MG APE COM PIE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE-COM PIE PIE COM Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Gás Natural Operação Rio do Fogo .SP APE Outorga São Bento do Sul .SC Outorga Novo Mundo .SC PIE Outorga Santo Antônio do Leste .SP Tatuí .SP Salete .SC APE 75 PCH Operação Comodoro .SC Operação Avaré .SP Capão Bonito .RO Camaçari .SC APE Operação Rio Preto da Eva .SC APE Operação Guatambú .SP Iaras .RS PIE Operação Rio Negrinho .MT Operação Piracanjuba .SC S.SC PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Anápolis .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Prata CGH UTE CGH PCH CGH PCH PCH CGH UTE PCH UTE UHE EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Itatinga .

SP Itu .SP PIE Operação Campinas .MT Nova Alvorada do Sul .MT APE Operação Rondonópolis . .SP Fóssil Biomassa Outros Fóssil Operação Candeias do Jamari .MT PIE 26600 1040 2600 55000 372000 4800 1632 4500 4340 1800 28000 1200 4600 78000 48 30000 2920 199 360 4800 2000 27000 9900 200000 3000 7. A.RS Ouro Preto .340 1800 28000 Construção Pimenta Bueno .RN Cabo Frio .GO Alta Floresta D’Oeste .SP Rio Largo .RO SP 73500 Construção Campos de Júlio .RJ Buritizeiro .RO COM Fóssil Operação Porto Velho .MG Operação Operação Brasnorte .RO PIE Biomassa Resíduos de Madeira 20000 26600 874 2600 55000 369200 4800 1632 4500 4. V.PR PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás Natural Operação Bom Jesus do Itabapoana .2 800 4240 7.MG Muitos Capões .Unisinos Sá Carvalho Sacaí Sacre 2 Safi Sagrado Coração de Jesus Saia Velha Saldanha Salesópolis Salgueiro Sali Salina Diamante Branco Salinas Perynas Salitre Saltinho Salto .SC Valparaíso de Goiás .RR Operação Antônio Dias .MT SP Fóssil Óleo Diesel 1598 1598 Rondon Rondon II Rondon II Rondonópolis Ronuro Rorainópolis Rosal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rosana Rovema Rovema Bandeirantes Rovema Colorado do Oeste Rovema-Triunfo Royal Palm Plaza Ruette RVR S.MT PIE 13000 UTE Operação Rondolândia .MG APE Operação Paraíso .RS APE SP SP PIE APE APE SP PIE PIE PIE APE PIE APE-COM APE COM APE Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Prudente de Morais .RJ SP Operação Rorainópolis .RO Salesópolis .RO COM Fóssil Operação São João da Baliza .MS Operação Rorainópolis .AL Galinhos .RO COM Fóssil Operação Colorado do Oeste .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Paranatinga .2 800 4240 9900 78000 48 30000 2920 199 360 5280 Construção Pimenta Bueno .216 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rondolândia PCH UHE UTE PCH PCH UTE UHE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH PCH UTE EOL UTE CGH CGH PCH Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Operação Ponte Serrada .RR PIE Fóssil Operação Diamante do Norte .MG Outorga São Leopoldo .

SC Cruz Machado .96 MW geração elétrica e 1.SC Timbó .PR Operação Botucatu .SP APE-COM Outorga Candói .SP Cambará .MT COM Operação Clevelândia .PR APE Operação Novo Progresso .PA PIE Operação Novo São Joaquim .MT SP 4000 10000 7500 1240000 2400 27000 960 30000 7342 29700 2000 6700 828 36870 280 1344 1616 2460 1800 93000 412 280 940 1907 6080 108000 4550 73760 102000 160 Outorga Santa Fé .SC APE Operação Nova Lacerda .PR Doutor Pedrinho .PR Operação Juquiá .SC PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE APE APE SP PIE APE PIE SP PIE SP APE Operação Itapeva .PR APE Operação Capitão Leônidas Marques .PR Outorga Paraíso .PR PIE Operação Guarapuava .GO Campinas .AP PIE Construção Novo Progresso .500 7342 Salto Claudelino Salto Corgão Salto Cristo Rei (0.SC Putinga .MG Xanxerê .SC SP 6280 6280 Salto Bandeirantes Salto Belo 3600 Salto Buriti Salto Cafesoca Governador José Richa (Salto Caxias) 1240000 2300 27000 960 22.PA PIE Operação Ponte Serrada .SP Operação Campos Novos .PR SP Outorga Oiapoque .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto (Salto Weissbach) PCH PCH PCH PCH UHE PCH PCH CGH PCH PCH PCH PCH PCH CGH UHE CGH PCH PCH PCH PCH UHE CGH CGH CGH PCH PCH UHE PCH UHE UHE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Jeceaba .RS Caçu .SC Operação Porto Vitória .40 MW geração mecânica) Salto Curuá Salto Curucaca Salto Curucaca II Salto da Barra 2000 Salto das Flores Salto de Alemoa 828 36870 280 1344 1656 2460 1800 Salto do Iporanga Salto do Jardim Salto do Leão Salto do Lobo Salto do Paraopeba Salto do Passo Velho Salto do Rio Verdinho Salto do Taió 412 280 940 1880 6124 Salto do Timbó Salto do Vau Salto Donner I Salto Forqueta Salto Salto Grande 4550 70000 102000 160 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Grande (Lucas Nogueira Garcez) Salto Grande Anexo Salto Lili 217 .MG General Carneiro .PR Braúnas .GO Taió .SP Operação Coronel Vivida .SC Caçu .PR PIE 4200 PCH Operação Blumenau .

SC APE Operação Saudade do Iguaçu .SC Jacareí .PR APE Operação Chopinzinho .SP Porto Velho .SC PIE Operação Quedas do Iguaçu .MG SP 2394 Operação Ribas do Rio Pardo .PR APE Outorga Rancho Queimado .SP Operação Xanxerê .PR PIE 16000 1078000 182300 736 850 2400 1420000 1736 323 760 30000 15000 8200 800 2258 24 640 216000 3600 42000 1000 624 6304 56050 1112480 29000 53 424 29000 53 424 8200 800 2633 24 640 216750 3600 42000 1000 624 6304 56050 736 850 2400 1420000 1736 323 3472 Operação Indiavaí .PR APE Operação Água Doce .SP Bocaina .PR PIE Operação Campo Mourão .RR Operação Salvaterra .SP Angelina .SP Boituva .SC PIE Operação Pinhão .SP Jaboticabal .SP São José do Rio Pardo .MG Operação Porto Velho .SC PIE APE PIE SP APE SP APE-COM PIE COM SP PIE SP PIE PIE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Novo Progresso .218 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto Mauá UHE PCH PCH PCH UHE UHE CGH CGH PCH UHE PCH CGH PCH EOL PCH PCH UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE CGH CGH PCH UHE UTE UTE UTE CGH Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Cerquilho .RO Miraí .SC COM Operação Porto União .SP Santa Branca .PR PIE Operação Imbituva .PA PIE Outorga Água Doce .PA Operação São Bernardo do Campo .PR APE 23859 23859 Assis Chateaubrind (Salto Mimoso) Salto Morais Salto Salto Natal Salto Osório Salto Pilão Salto Pintado Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Quatis Salto Rio Branco Salto Santiago Salto Santo Antônio Salto São Luiz Salto São Pedro Salto Salto Três de Maio Salto Voltão Salvador Arena Salvaterra Samaúma Sams Club São José dos Campos Samuel San Juan Santa Adélia Santa Adélia Santa Alice Santa Ana Santa Branca Santa Branca Santa Cândida Santa Catarina Santa Cecília .MT PIE 19000 Operação Ituiutaba .SC COM Construção Apiúna .SP Operação Rorainópolis .MS SP 29500 29500 2394 19000 15120 1078000 PCH Operação Telêmaco Borba .RO Operação São José dos Campos .

SP Operação Sertãozinho .PR PIE Operação Candói .TO Novo Horizonte .600 58000 4000 9400 29000 30000 24000 2240 4400 1200 1575 1087000 46000 1454 15000 5000 Operação Mucuri .Unidade II Santa Fé Santa Fé Santa Fé I 30000 Santa Gabriela Santa Helena 2240 4400 1200 Santa Helena Açúcar e Álcool Santa Hermínia Santa Inês Santa Isabel Santa Izabel 6000 1454 15000 5000 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Izabel do Rio Negro Santa Laura Anexo Santa Lúcia 219 .RJ SP 34960 34960 60000 3600 120168 302 768 3970 36400 Santa Clara Santa Clara I Santa Clara Santa Clara Santa Cleonice Santa Cruz Santa Cruz AB (Ex-Ometto) Santa Cruz de Monte Negro Santa Cruz do Arari 720 1000.SP São João da Boa Vista .SP PIE Biomassa Operação Barreiras .SC Sapezal .PA SP Fóssil Outorga Monte Negro .GO Ibirarema .8 14000 1500 1000000 550 13000 11.SP Operação Sertãozinho .RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Américo Brasiliense .GO Operação Buritinópolis .MT Operação Nova Europa .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Candói .MT SP Fóssil Operação Santa Cruz do Arari .MT Votorantim .MG PIE Operação São José do Xingu .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Cecília (Elevatória) UHE PCH UHE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH Construção Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Construção Alegre .SP Construção Buritinópolis .SP Santa Helena de Goiás .BA PIE 60000 UHE Operação Barra do Piraí .AM Faxinal dos Guedes .8 Santa Cruz do Xingu Santa Cruz Santa Cruz 1400 766000 364 13000 Santa Cruz Santa Cruz Santa Edwiges II Santa Edwiges III Santa Elisa .BA APE Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guaranésia .PR PIE 3600 120168 302 768 3970 61400 17010 720 1000.RJ Itiquira .SP Ananás .ES Comendador Levy Gasparian .SP Santa Isabel do Rio Negro .SE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE APE APE APE PIE PIE APE SP PIE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio de Janeiro .MG APE Operação Jaboticabal .PR APE Fóssil Gás Natural Outorga Santa Maria do Suaçuí .GO Operação Estância .RJ SP Operação Rio Branco do Sul .Unidade I 58000 4000 6400 Santa Elisa .

SC PIE Operação Francisco Sá .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itapeva .MT PIE 7600 7600 Santa Lúcia Santa Luiza Santa Luzia Santa Luzia Alto Santa Luzia D’Oeste Santa Maria Santa Maria Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Maria das Barreiras Santa Maria de Lençóis Santa Maria do Boiaçú Santa Maria do Xeruini Santa Maria Santa Maria Santa Marta Santa Marta Santa Mônica Santa Rita Santa Rosa Santa Rosa do Purús Santa Rosa I Santa Rosa II Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Teresa Santa Tereza Santa Terezinha Santa Terezinha (Tapejara) Santa Terezinha Santa Terezinha Paranacity .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6000 Operação Araras .MG SP Outorga Gravatá .PA SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guarapuava .PE PIE Operação Colatina .SP APE-COM Operação Alta Floresta D’Oeste .RS Abelardo Luz .MG Operação Santa Rosa do Purus .MT Tapejara .SP Outorga Cavalcante .RO APE Outorga Ipuaçu .400 640 252 17300 30000 1528 940 6500 2760 10200 588 1500 50500 1000 36500 2760 10200 588 1500 50500 1000 6500 30000 1400 940 5200 640 252 1000 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 Operação Centralina .GO PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Laguna .SC PIE 28500 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 4250 1000 46531 30000 6.MG Paranacity .220 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Lúcia II UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH EOL PCH EOL PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Outorga Operação Operação Bom Jardim .SC Santa Rosa de Lima .RR SP Fóssil Operação Paranacity .RJ Três de Maio .PR Outorga Belmiro Braga .PR SP Fóssil Operação Lençóis Paulista .ES SP Operação Caracaraí .PR Borda da Mata .PE Amparo .SP APE Biomassa Operação Santa Maria das Barreiras .SC Boituva .SP Santa Terezinha .AC Operação Valença .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4400 4400 6000 704 PCH Operação Sapezal .SP Goiana .MG SP 704 Operação Motuca .RJ Operação Santa Rita do Passa Quatro .

PA SP Fóssil Óleo Diesel 4500 UTE Operação Santana .MG Operação Catalão .MT PIE Outorga São Sebastião do Uatumã .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jacuí .GO PIE Óleo Diesel Operação Piracicaba .RO Operação São Borja .GO Operação Sertãozinho .SP São Domingos .MT Bonfim .RS Operação Barracão .MG APE Outorga Nortelândia .RR Caracaraí .MG PIE Biomassa Operação São Carlos .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .RJ PIE Operação Santo Antônio do Içá .GO Torixoréu .PR São Francisco do Guaporé .RS PIE Outorga Porto Velho .RO Jaboticabal .MT São Domingos .SC PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa .SP PIE APE SP PIE PIE PIE APE SP SP PIE PIE APE PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Casca de Arroz Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Bom Jardim da Serra .RR Ouro Verde do Oeste .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santana UTE UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE PCH EOL UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE Construção Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Porto Velho .AP SP Fóssil Óleo Diesel 178100 178100 7345 Santana do Araguaia Santana do Uatumã Santana I Santana 500 4320 11500 1160 Santana Santo Ângelo Santo Antônio Santo Antônio do Caiapó Santo Antônio do Içá 2182 Santo Antônio Santo Antônio Santo Antônio 4500 Santo Antônio Santo Antônio 23000 622 6820 15000 12500 334 6800 14336 2400 São Bento São Bernardo São Bernardo São Borja São Carlos São Carlos São Domingos São Domingos (torixoréo) São Domingos II São Domingos São Domingos 180 12000 2102 320 10 São Domingos São Félix do Araguaia São Francisco São Francisco do Baixo Rio Branco Atlas de Energia Elétrica do Brasil São Francisco Anexo São Francisco 5926 5926 221 .MS Porto União .RO PIE Outorga Bom Jardim .4 6820 15000 12500 334 6800 12000 2400 24300 48000 180 12000 2102 320 10 12000 Operação Santana do Araguaia .GO Água Clara .SC Catanduva .SP APE Biomassa Operação Pirajuba .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 11300 650 4320 32000 1160 21000 2182 8000 3150400 4500 1930 23000 622.RS Operação Piranguçu .SP São Félix do Araguaia .

RS SP Fóssil Carvão Mineral 20000 15000 12000 24640 1000 70000 25000 664 600 3200 21000 60000 8050 21000 3000 2300 41600 25000 19500 7560 1752 74805 25520 51000 788 2400 780 4000 788 2400 656 2344 32.SP Itapeva .RR SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo .PR PIE Operação Itaú de Minas .SP Operação Manaus .SP Igarassu .SP Operação Alfredo Chaves .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5850 Operação Elias Fausto .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6738 6738 São Francisco São Gabriel da Cachoeira São Gonçalo (Ex-Santa Bárbara) São Jerônimo São Jerônimo São João São João Biogás Atlas de Energia Elétrica do Brasil São João da Baliza São João da Boa Vista São João São João I São João II São João São João São João São Joaquim São Joaquim São Joaquim São Jorge São José São José Colina São José da Estiva São José do Rio Claro São José do Xingu São José Macatuba São José São José São José São José São José São José .ES PIE Operação São João da Boa Vista .PR PIE Outorga Prudentópolis .MT São José do Xingu .000 25000 19500 7560 1752 24805 25520 8050 21000 12000 21560 1000 7000 25000 664 600 3200 Outorga São Gonçalo do Rio Abaixo .PE Rolador .MS SP Operação Castelo .MG PIE 13000 20000 Operação São Gabriel da Cachoeira .SP São João da Boa Vista .PR PIE Brascan Energética S/A.MS SP Operação Ponta Porã .SP PIE Biomassa Biogás Operação Araras . Operação São Jerônimo .ES Operação Guará .PR Construção São João da Boa Vista .RS São Miguel Arcanjo .SP Rio das Pedras .MT Macatuba .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guarapuava .MG APE Operação Ponta Porã .AM Operação Ponta Grossa .SP São José do Rio Claro .SP Novo Horizonte .SP SP PIE PIE SP PIE PIE PIE SP SP PIE PIE PIE SP APE APE-COM PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Honório Serpa .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 28000 4200 5850 UTE Operação Sertãozinho .SP PIE Biomassa Operação São João da Baliza .222 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Francisco UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH CGH CGH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE CGH PCH Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Colina .

SC SP 504 UTE Outorga Jaíba .MG Operação Outorga São Sebastião do Alto .MG Alegre .ES PIE Operação Itu .SP Nova Trento .ES Santo Antônio do Leverger .RO PIE Operação São Paulo de Olivença .TO PIE PIE PIE PIE SP SP PIE PIE SP PIE PIE APE PIE PIE SP COM PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Domingos Martins .SC APE Construção Juscimeira .AM SP Fóssil Outorga Guaporé .MT Sapezal .SP APE Biomassa Operação Pirassununga .000 3080 14000 2160 30000 241000 98 1050 13200 2334 12000 17200 3230 1710000 27000 18000 4000 1450 2210 8130 680 16000 Operação Mafra .PA Operação Porto Velho .RS PIE Óleo Diesel Operação Almeirim .SC Santa Vitória .MT São Tomé .RJ Nova Trento .PA PIE Fóssil Construção Rio Fortuna .PR Santa Rita do Passa Quatro .MT Mococa .MG PIE 8000 8000 504 São Lourenço São Lourenço (Ex-Zé Fernando) São Luiz 1800 10000 4400 19000 São Luiz São Manoel São Martinho São Maurício São Miguel 115 São Paulo São Paulo de Olivença 3080 São Paulo do Pimenta Bueno São Pedro 1500 São Pedro São Salvador São Sebastião 98 1008 São Sebastião da Boa Vista São Sebastião do Alto São Sebastião do Uatumã 2334 680 São Sebastião São Sebastião São Sebastião São Simão 1710000 São Simão São Tadeu I São Tomé 4000 São Valentim São Valentim Sapezal 8130 680 Sapezal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sapezal Anexo Sargel 1296 1296 223 .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ponte Serrada .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Judas Tadeu CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE UTE UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH UTE Construção Construção Operação Construção Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Outorga Outorga Areal .SP Operação Arceburgo .RJ São Sebastião do Uatumã .SC PIE Óleo Diesel Operação Pradópolis .RO Construção Paranã .MT PIE 29100 1800 70400 4400 19000 2500 115 16.MT Campos de Júlio .AM Operação São Sebastião da Boa Vista .SC Sapezal .SP PIE Biomassa Operação São Manuel .SP PIE Outorga Pimenta Bueno .

600 17200 108 652 10700 24000 1600 18000 2500 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 21.AP PIE APE-COM SP SP APE APE-COM APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Gás Natural Fóssil Gás Natural Construção Catalão .RJ PIE Fóssil Operação Canoas .MT Operação Cantá .224 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Scardoelli CGH UTE UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Juquiá .600 17200 108 652 10700 24000 1600 9500 1275000 448 160573 4730 85927 6300 Operação Mangueirinha .PA Porto Alegre .SP Rio de Janeiro .SP Operação Serra Nova Dourada .RS PIE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .AL PIE Biomassa Outorga Itaguaí .RS PIE Fóssil Carvão Mineral Outorga Campos de Júlio .RR Operação São José da Laje .SC COM 830 830 Sede Sede Central do CRC-SP Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) Segredo Seival Sena Madureira Senador Arnon Afonso Farias de Mello (Floresta) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Senador Jonas Pinheiro (Caeté) Senhora do Porto Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sepetiba Seresta Serra da Mesa Serra do Espelho Serra do Facão Serra do Navio Serra Grande Serra Grande II Serra Nova Dourada Serrana Serraria Sesc Senac-Cass Sete Quedas Alta Sguário Itapeva Shopping Center Caruaru Shopping Center Grande Rio Shopping Center Iguatemi Belém Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Shopping Interlagos Shopping Recife Shopping Taboão .RJ Juscimeira .AC PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Candiota .MT PIE 21100 542000 4730 85927 5940 9000 563473 1377000 9500 1275000 448 210000 21.MT PIE Operação Boa Vista .SP Caruaru .SP APE Fóssil Óleo Diesel 688 Operação Ijuí .GO SP Operação Teotônio Vilela .PE COM Operação Cavalcante .PE Taboão da Serra .PR SP 1260000 Operação São Paulo .PE São João de Meriti .RS São Paulo . Antônio do Leverger .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sena Madureira .RJ Belém .MG PIE Gás Natural Carvão Mineral Bagaço de Cana de Açúcar Operação S.MT Nova Campina .RS SP 500 500 688 1260000 CGH Outorga Urubici .SP Operação Cajati .GO APE / PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Enxofre Operação Catende .SP Recife .AL Operação Serra do Navio .

RR Socorro .SP APE APE SP SP APE APE PIE APE APE APE-COM Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Efluente Gasoso Operação Juazeiro .MT Santo André .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sidrolândia .Penha Anexo Sonda .SP APE Construção São Desidério .Santo Amaro 1800 225 .5 800 12600 691 1800 Outorga Pitangui .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 2704 8000 333700 1416 2000 18000 6000 8900 25000 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.SP Uiramutã .SP APE Fóssil Operação Manhuaçu .MG APE Outros Gás de Alto Forno 2400 2400 Siderpita Sidrolândia (Ex-Santa Olinda) 4600 2742 8000 Silves Simasa Simplício Sinceridade 1416 2000 18000 6000 8900 Síncrotron Sinimbu Sinop Sistema de Cogeração da RECAP Sítio Grande Siva 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.SP Serra .MT COM Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .SP São Paulo .Subestação Paracatu Sobar Sobradinho Sobrado Sobragi Sociedade Assistencial Bandeirante Sociedade Hospitalar Samaritano Sociedade Recreativa e de Esportes de Ribeirão Preto Socó Socorro Sol Soledade Solonorte Solvay 12600 691 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sonda .4 620 65 1000 196520 882 SM-01 SM-06 SMTE .RS Comodoro .ES Fontoura Xavier .MT COM Operação Itaquaquecetuba .BA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Mauá .MG SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Resíduos de Madeira Gás de Refinaria Construção Além Paraíba .AL PIE Biomassa Operação Campinas .BA Operação Espírito Santo do Turvo .SP São Paulo .Subestação Araguari SMTE .4 620 65 1000 196520 807.SP São Paulo .SP Operação Paracatu .MG Taubaté .SP Ribeirão Preto .MA PIE Biomassa Carvão Vegetal Operação Silves .MG Operação Itiquira .MG COM Outros Gás de Alto Forno 5000 UTE Operação Sete Lagoas .MT APE Biomassa Operação Jequiá da Praia .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Siderpa UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Taguatinga .MG APE SP PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araguari .SP APE Fóssil Operação Sinop .TO Belmiro Braga .MG PIE Operação Açailândia .

RR Suzano .SP Machadinho D’Oeste .S.K.RO Pacaraima .SC Operação Cachoeirinha .SP APE Fóssil Outorga Guaratinguetá .BA Osasco .SP APE Fóssil Operação Canoas .RS APE Fóssil Gás Natural Operação Soure .SP São Desidério .226 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Sonda .SP Guajará-Mirim .RJ Taubaté .PE PIE Fóssil Operação Cotia .RJ Outorga Treviso .SP Fóssil Operação Cesário Lange .500 30060 4000 1420 208 3300 Outorga Tangará .ES SP PIE APE APE-COM SP PIE APE APE APE PIE SP APE PIE APE APE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Carvão Mineral Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jaciara .RS PIE Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Diesel Outorga Erval Velho .AL Operação Volta Redonda .RO Operação Marechal Deodoro . Sucundurí Sucupira Suíça Sul Catarinense Sul Gás Sumaúma Sumidouro Sumidouro Supercenter Tijuca Supermercado Guanabara Supermercado Shibata Taubaté Surpresa Surumú Suzano Sykué I System Marketing T.MT PIE Outorga Apuí .SC APE 980 Operação Tangará .SP APE Fóssil Óleo Diesel 740 3807 2952 2380 3300 352 2130 208 355680 4000 100 4500 31590 440300 410 4000 2120 13000 1408 728 445 188 332 39900 30000 65 1056 97 65 1056 97 188 332 38400 1408 728 410 4000 2120 4.MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 928 980 740 3470 2952 UTE Operação São Bernardo do Campo .MG Rio de Janeiro .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .RJ Rio de Janeiro . Tatuapé Tabajara .AM SP Operação Cabo de Santo Agostinho .SC APE 928 Outorga Sonora .SP São Paulo . CGDc.São Bernardo UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Bom Jesus do Galho .PE PIE Fóssil Fóssil Outorga Cabo de Santo Agostinho .MG Conceição do Mato Dentro . Koblitz Energia Ltda.SC Operação Santa Leopoldina .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2230 2160 Sonora Sopasta I Sopasta II Sorocaba Refrescos Soure Souza Cruz Cachoeirinha Spessato Atlas de Energia Elétrica do Brasil Stepie Ulb Stollberg STV Styroplast Espumas Industriais Suape II Suape.

SP Santa Cruz .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .RO Messias .AL Cabo de Santo Agostinho .PR Caucaia .CE PIE Operação Alto Alegre .PE Outorga São Paulo .SC APE Construção São Gonçalo do Amarante .AC PIE Operação Sandovalina .SP Outorga São Paulo .RN Corumbá .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Taguatinga .MA São Bernardo do Campo .ES SP 464 UTE Operação Tabatinga .MG APE Óleo Diesel Operação Tapauá .4 83280 21996 3780 76 2281.150 350200 4924 170760 241250 170760 Operação Santa Teresa .AM SP Fóssil Óleo Diesel 15020 15020 464 1750 500 Tabocas Taguatinga Taiano Taíba Albatroz Tamanduá 38 83280 Tambaqui Tamboril Tapauá 3780 76 2281.RO Porto Velho .6 554000 3725 16482 Tapauirama Tapurah Taquaruçu (Escola Politécnica) Tarauacá Tefé Telegráfica Tepequem 65 216 Terminal de Aviação Geral (TAG) Terminal Sacomã Terminal Teotônio Termo Norte I 68000 349950 Termo Norte II Termoalagoas Termocabo 48000 8200 242000 Termocana Termoceará Termomanaus Termomaranhão Termomecânica 3824 Termonordeste Termopantanal (Ex-MPX Termo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Termoparaíba Anexo Termopernambuco 532756 532756 227 .SP Operação Fortaleza .6 554000 3944 16482 30000 65 216 248 64 68000 426530 143176 97027 8200 220000 156.PE São Carlos do Ivaí .GO PIE Óleo Diesel Operação Manaus .MS Conde .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tabatinga CGH PCH UTE EOL CGH UTE PCH UTE CGH UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Construção Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .AM SP Operação Tarauacá .MT PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Combustível Gás Natural Operação Tefé .MT SP Fóssil Operação Uberaba .RR Construção Campos de Júlio .TO SP 1800 500 16500 38.PB Ipojuca .AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Porto União .SP PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapurah .CE Operação Amajari .PE São Luís .CE Cabo de Santo Agostinho .

SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio Negrinho .PA Outorga Passos Maia .SP APE Fóssil Outorga Mangueirinha .PR PIE Biomassa Outorga Tocantinópolis .RR SP Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Careiro da Várzea .SE PIE Fóssil Gás Natural 135000 0 Terra Nova Terra Preta Terra Santa Terra Santa Terranova I TGN Theodoro Schlickmann Atlas de Energia Elétrica do Brasil Tigre Tilibra Toca Toca do Tigre Tocantinópolis Toledo Tombos Tonantins Tonet Torah Total Total Química Tozzo Tramontina Trapiche Três Capões Três Irmãos Três Marias Três Saltos Triálcool Triunfo Trombini Tronqueiras TRT .PR Pereira Barreto .SC Coroaci .BA Operação Água Doce .SP Outorga Bambuí .RS SP Operação Bauru .SC COM APE PIE APE COM COM APE-COM APE SP SP SP PIE APE APE SP APE Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Tonantins .RS PIE Óleo Combustível Resíduos de Madeira Operação São Francisco de Paula .RJ Operação Belém .SC APE Operação Cerqueira César .AM SP Operação Tombos .TO PIE Fóssil Outorga Braga .MT PIE 27400 3000 1200 951.MG Operação Salvador .SC Operação Embu .MG Torrinha .MG Boca da Mata .MG SP Fóssil Óleo Diesel Operação Toledo .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 50 24 1344 18266 3000 1200 371 UTE Outorga Carmópolis .SP Canápolis .228 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Termosergipe (Fases I e II) UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE CGH PCH UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UHE UHE CGH UTE UTE UTE PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Sirinhaém .SP Três Marias .PE Guarapuava .MG Volta Redonda .PR PIE Óleo Diesel Operação Braço do Norte .SC APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Barra do Bugres .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1400 Operação Caracaraí .AL Fraiburgo .2 9000 1450 1000 12000 165000 3000 2880 2340 760 720 40000 648 1000 1500 26000 1268 1292000 396000 640 15000 14000 4870 8500 21000 648 1000 1500 26000 1268 807500 396000 640 15000 14000 4870 8500 3000 2880 2340 760 720 1450 1000 Operação Terra Santa .

PA SP Operação Sapezal .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Manacapuru .MG SP Outorga Uberaba .SP APE Fóssil Óleo Diesel Construção Santa Maria Madalena .SP Primavera .RJ PIE PIE PIE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE-COM PIE PIE PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Poços de Caldas .Agrenco .PE Unaí . Francisco de Itabapoana .RJ Outorga S.PR Itaquaquecetuba .SP Alto Araguaia .AM SP Fóssil Biomassa Operação Campo Novo .SP Outorga São João da Barra .RS APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Miguel Arcanjo .SP Operação Jundiaí .MT COM 220 8370000 2400 680 424 696 15800 9000 800 70 2704 12000 800 49600 23800 26400 25200 7700 440 600 30000 324 1800 3000 21000 38000 4600 6000 34000 21600 UTE Operação Fernando de Noronha .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Bauru .RJ PIE Operação Tucuruí .MT Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Geração de Energia Elétrica .RR Colorado .MG Guararapes .MS Anexo Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bonsucesso 24 24 229 .RJ Outorga S.Agrenco .MG PIE Operação Abre Campo . Francisco de Itabapoana .MT Caarapó .PE SP Fóssil Óleo Diesel 4095 4095 220 8370000 Tucunaré Tucuruí I e II Tudelândia Tudor 680 424 696 16200 Tuiué Tuiuti Túlio Cordeiro de Mello (Ex-Granada) Tuneco Alta Turvinho (Nova do Baixo Turvinho) 800 70 2704 Turvo Uarini Uberaba Ubirajara Machado Moraes 800 UEE Maravilha UEE Mundéus UEE Saco Danta UFA 25200 7700 440 240 30000 324 UGPU (Messer) UHEB II Uiramutã UJU Ulfer Ulianópolis Una Açúcar e Energia 3000 Unaí Baixo Unialco 3600 4600 6000 União e Indústria Unidade de Geração de Energia -Área II Unidade de Geração de Energia Elétrica .PE Limeira .PA Tamandaré .SP Ulianópolis .MG Uiramutã .MS Bom Sucesso de Itararé .MG PIE Operação Amparo .SP Operação Presidente Prudente .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tubarão CGH UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH CGH CGH UTE UTE CGH EOL EOL EOL UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Turvolândia .MG APE Operação Uarini .SP SP Outorga Campo Belo .

AM SP PIE SP PIE PIE APE PIE APE APE APE COM PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Chupinguaia .PA Ipatinga .RO PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Outros Outros Outros Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Operação Atalaia .PR Operação Cidade Gaúcha .SP APE Fóssil Óleo Diesel 12 12 Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Coxim Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Rede Serra-Mar Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Santana do Parnaíba Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Sorocaba Unidade de Navegação Aérea (UNA) do Rio Claro Unidade de Navegação Aérea (UNA) Varginha Unidade de Tráfego Aéreo Caucaia (UTA-PCI) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Tráfego Aéreo Uruburetama(UTA-URT) Unidade Santo Inácio .AM Operação Pimenta Bueno .SC APE-COM Biomassa Biomassa Biomassa Operação Valparaíso .Terra Rica Usimar Usiminas Usiminas 2 Usina Bertolo Açúcar e Álcool Usina Bom Jardim Usina Bonfim Usina da Estação Usina da Pedra Usina da Serra Usina do Brilhante .SP APE Fóssil Operação Santo Inácio .SP APE Fóssil Óleo Diesel 17.6 24 17.SP Taió .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .RO Operação Urucará .SC Outorga Terra Rica .CE APE Fóssil Óleo Diesel Operação Varginha .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 20000 4500 175 2370 639900 48600 16500 10000 18810 63155 3800 1000 59000 400 35000 15000 400 400 35000 15000 400 3800 1000 18810 4500 183 2370 639900 48600 Operação Santana de Parnaíba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 17.SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Coxim .CE APE Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caucaia .MG Ipatinga .PR Operação Uruguaiana .MG Guariba .AL PIE Operação São Gabriel .MS APE Fóssil Óleo Diesel 22 22 24 17.230 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bragança Paulista UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE CGH Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Marabá .6 Operação Santos .SC Serrana .SP Ibaté .PR PIE Biomassa Operação Uruburetama .RS APE-COM Operação Jaraguá do Sul .SP APE Biomassa Operação Pompéia .RS Operação Urucurituba .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 UTE Operação Bragança Paulista .SP Carandaí .USI Unipac Univalem Urbano Jaraguá Urbano São Gabriel Uruba Urubu Urucará Urucumacuã Urucurituba (Tabocal) Uruguaiana Usaciga Usaçúcar .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Claro .SP Taió .MG Pirangi .

BA Água Clara .Subestação Paracatu Vale da Esperança Vale do Anari 2368 18400 5000 93000 23400 Vale do Ivaí Vale do Paranaíba Vale do Rosário Vale do Verdão Vale do Verdão 2 Valinho 2000 300 Vargido Varginha Varginha Jelu 1000 Várzea Alegre VCP-MS Veracel 126600 Verde 4 Verde 4A Veríssimo 5000 8000 709 Vertente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vesuvius Anexo Vetorial 3500 231 .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Usina do Maringá CGH CGH CGH EOL EOL UTE UTN UTN UTE UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE Outorga Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Divinópolis .MG APE Biomassa Outorga São João da Barra .MS Água Clara .MG Guaraci .RJ SP Nuclear Operação Angra dos Reis .RS APE 780 990 3000 14400 2500 657000 1350000 16000 4400 120 29700 2368 18400 5000 93000 23400 4720 2000 300 7000 2000 7000 175100 126600 19000 28000 5000 8000 709 5400 Operação Nova Prata .RJ Ribas do Rio Pardo .PR PIE COM PIE PIE APE APE não ID PIE PIE PIE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE APE APE Biomassa Biomassa Fóssil Outros Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Licor Negro Licor Negro Operação Vale do Anari .SC PIE Outorga São João del Rei .GO Operação Morro Agudo .MG Fóssil Operação Onda Verde .RO PIE Outorga Touros .Unidade II Usina São Luiz Usina Vale UTE SMTE .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Urânio Urânio Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Laguna .Unidade I Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .RN PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Operação Paracatu .RS APE 125 125 160 780 990 Usina do Parque Usina do Posto Usina dos Moinhos Usina Eólica de Laguna Usina Eólica Elétrica UEE Coqueiro Usina Monte Alegre 2500 657000 1350000 16000 4400 120 Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .RJ SP Nuclear Operação Monte Belo .MS Veríssimo .MG Três Lagoas .MG Igrapiúna .BA Chalé .SP Rio de Janeiro .MG APE Operação Ibiaçá .SP Operação Capinópolis .MG Anitápolis .MS Outorga Itumbiara .MS Eunápolis .MG Operação São Pedro do Ivaí .SP APE Biomassa Operação Ourinhos .RS APE 160 CGH Operação Santo Antônio do Palma .SP APE Biomassa Operação Angra dos Reis .GO Operação Turvelândia .SC Conceição de Ipanema .

RR Rorainópolis .PA Operação Rorainópolis .Itapira .SP Operação Rorainópolis .RR Operação Porto Velho .AM Bonfim .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Piraí .RR SP Fóssil Operação Amajari .ES PIE 4500 4000 2000 7200 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 UTE Outorga Viana .SP Itapira .PR Fóssil Óleo Diesel 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 200 2450 24 24 720 10 26.RR Santana do Araguaia .RO Outorga Tailândia .RR Autazes .PA Normandia .RJ SP Operação São Mateus do Sul .ES PIE Fóssil Óleo Combustível 170760 Viçosa (Bicame) Videplast Viena Vier Indústria e Comércio do Mate Vigário (Elevatória) Vila Amazônia Vila Antônio Campos Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vila Augusto Monte Negro Vila Bittencourt Vila Brasil Vila Cachoeirinha Vila Caiambé Vila Caícubi Vila Central Vila da Penha Vila Dona Cota Vila dos Palmares Vila Extrema Vila Floresta Vila Itaquera Vila Mandi Vila Milagre Vila Remanso Vila Rica Vila Sacambu Vila São José Vila Urucurituba Vila Vilena Vilhena Viralcool Virgolino de Oliveira .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Cantá .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Parintins .RR Vilhena .AM Caracaraí .4 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 2450 24 24 720 10 26 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 Operação Açailândia .SC APE Fóssil Óleo Diesel 2000 Operação Conceição do Castelo .232 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Viana PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Rorainópolis .RO Pitangueiras .RR Vila Rica .RR SP Operação Cantá .MT Manacapuru .RR SP Fóssil Operação Vila Bittencourt .AM SP Fóssil Operação Caracaraí .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Operação Tefé .AM SP Fóssil Operação Urucurituba .MA APE Biomassa Carvão Vegetal 7200 Operação Videira .RR SP Operação Caracaraí .RR SP SP PIE SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE APE Operação Mucajaí .

SP APE APE APE COM PIE APE COM PIE PIE PIE PIE PIE SP SP SP SP APE SP Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Biogás Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Vitória .ES APE Fóssil Gás Natural Outorga Mataraca .PR PIE Operação Serra .SP APE Gás Natural Operação Conceição das Alagoas .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 4225 UTE Operação Caracaraí .PB PIE Operação Itapetininga .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Horizonte .AC Pombos .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Vista Alegre UTE UTE EOL UTE PCH EOL UHE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE EOL UTE PCH PCH UHE UTE UTE UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Caxias do Sul .GO Nova Friburgo .SP Parintins .MG Outorga Palma Sola .SE Normandia .MG Canindé de São Francisco .PE Goiânia .4 8000 200 Operação Porto Velho .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 4250 2100 5280 42000 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 12000 334 600 11500 30000 2585 4250 53576 5280 1808 3162000 14.SC Xapuri .CE PIE Operação Itapejara d’Oeste . Egido Wal Mart Combo .SP Operação Franca .SC Operação Sorocaba .RR SP Fóssil Óleo Diesel 160 160 4225 1200 Vista Alegre do Abunã Vista Alegre Vitória Vitória Apart Hospital 2100 5280 Vitorino Volta do Rio Volta Grande 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 2000 334 600 11500 Volta Grande Votorantim Vulcabrás W.PR Xanxerê .Goiânia Wal Mart Sams Vitória Wal Mart Supercenter Franca Wal Mart Vila Guilherme Wal-Mart Sorocaba Wasser Kraft WD Weatherford Wiggers Winimport Xanxerê Xapuri 2722 Xavante Xavantes Aruanã 53576 5280 1808 3162000 14.4 8000 Xavier Xicão Xingó Xumina Atlas de Energia Elétrica do Brasil Zanin Anexo Zé Açu 200 233 .SC Imbituva .GO APE Operação Unaí .ES APE Operação Goiânia .SP Operação São Paulo .MG PIE Biomassa Operação Conceição das Alagoas .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Acaraú .RR Araraquara .AM Operação João Pinheiro .RS Santa Rosa de Lima .CE APE-COM Fóssil Operação Votorantim .RJ Campanha .

.

Produção editorial e gráfica .

aneel.A versão digital do Atlas de Energia Elétrica do Brasil está disponível também na página eletrônica da Agência Nacional de Energia Elétrica www. “Educação.br nos links “Informações Técnicas”. “Central de Notícias” e “Espaço do Empreendedor”. .gov. Pesquisa e Desenvolvimento”.

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