Brasília, 2008

DIRETORIA Jerson Kelman diretor-geral Edvaldo Alves de Santana Joísa Campanher Dutra Saraiva José Guilherme Silva de Menezes Senna Romeu Donizete Rufino diretores

© 2008 by titulares dos direitos da Aneel Direitos de edição da obra em língua portuguesa em todo o mundo adquiridos pela Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio, seja eletrônico, de fotocópia, gravação etc., sem a permissão do detentor do copyright.

Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel SGAN - Quadra 603 - Módulos “I” e “J” Brasília - DF - 70830-030 Tel: 55 (61) 2192 8600 Ouvidoria: 144 www.aneel.gov.br

Catalogação na Fonte Centro de Documentação - CEDOC

A 265a 3.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Brasil). Atlas de energia elétrica do Brasil / Agência Nacional de Energia Elétrica. ed. – Brasília : Aneel, 2008. 236 p. : il. ISBN: 978-85-87491-10-7 1. Energia elétrica. 2. Potencial energético. 3. Setor elétrico. 4. Atlas. 5. Brasil. I. Título. CDU: 621.31(81)(084.4)

SRG Aymoré de Castro Alvim Filho Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade . ELETRONORTE.SGI Adriana Lannes Souza Superintendência de Concessões e Autorizações de Geração – SCG Luciana de Oliveira Barcellos Ludimila Lima Superintendência de Planejamento da Gestão . .br Diretor Marcos Rebouças Coordenação Geral Maria Angela Jabur Engenheiro Eletricista Mauro Moura Severino Produção de Textos Maria Angela Jabur Revisão de Textos e Apoio Editorial Ana Cristina da Conceição Direção de Arte e Projeto Gráfico João Campello Diagramação Bruna Pagy Ilustrações e Geoprocessamento Thiago dos Santos Ícones e Ilustração da Capa Victor Papalleo Digitalização e Tratamento de Originais Fernando Ely Fotografias Angra 2. Eletronuclear.SFE José Assad Thomé Júnior Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão – SRT José Moisés Machado da Silva Giácomo Francisco Bassi Almeida Superintendência de Gestão e Estudos Hidroenergéticos – SGH Matheus Bittar PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA TDA COMUNICAÇÃO www.tdabrasil.SMA André Ruelli Secretaria Geral .com. ELETROBRÁS.SPG Cícero Silva Teixeira Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética – SPE Máximo Luiz Pompermayer Sheyla Maria Damasceno Superintendência de Concessões e Autorização de Transmissão e Distribuição . STOCKExchange. Itaipu. PETROBRAS.SEM Patricia Trindade Dontal Superintendência de Mediação Administrativa Setorial . TDA Comunicação.SGE Jorge Luis Custodio Superintendência de Regulação Econômica .SRE José Helder da Silva Lima Superintendência de Regulação da Comercialização da Eletricidade – SRC Juracy Rezende Castro Andrade Marcos Bragatto Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração .SCT Erison Honda Xavier / Marcelo Rodrigues Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira – SFF Rogério Ament Superintendência de Estudos Econômicos do Mercado .SRD Breno de Souza França Rodrigo Abijaodi Lopes de Vasconcellos Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração – SFG Alessandro D´Afonseca Cantarino Superintendência de Gestão Técnica da Informação . Furnas.AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA • Aneel SUPERVISÃO Assessoria de Comunicação e Imprensa – ACI Salete Cangussu Assessora de Comunicação e Imprensa Patricia Barbosa Pinto Jornalista Joseanne Aguiar Analista Administrativa EQUIPE TÉCNICA Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição .

.

Stock Xchng .

Stock Xchng .

a marca de 100 mil megawatts (MW) em potência instalada (75% de fonte hídrica e 25% de fonte térmica). Ambos projetos apontam o caminho da correta sustentabilidade ambiental. E muito ainda pode ser feito para expandir o parque hidroelétrico. Nesse sentido. totalizam investimentos de mais de R$ 1. ao unir a despoluição das cidades e dos rios à geração de energia elétrica. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) periodicamente atualiza esse Atlas que contém um importante acervo de informações sobre a infra-estrutura elétrica do país. Por essa razão. para escoamento da energia produzida pelas usinas de canade-açúcar localizadas na região Centro Oeste do Brasil. têm sido criados incentivos à produção de energia pela queima do lixo urbano e pela utilização do metano associado a dejetos de suínos. já que menos de 30% foi aproveitado! Persistimos em busca da geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis: em 2008 realizou-se o primeiro leilão de biomassa.Mensagem da Diretoria Mensagem da Aneel O setor elétrico brasileiro está em permanente evolução. desde o início do primeiro ciclo em 1998. espalhados num território de dimensão continental.93 bilhões. energia gerada pela queima do bagaço de cana-de-açúcar. É um desafio levar energia elétrica a mais de 61 milhões de consumidores. no ano de 2007. é de grande relevância a busca da eficiência energética. O equilíbrio entre oferta e demanda não é alcançado apenas aumentando a oferta. fruto tanto de mudanças legais e normativas quanto do avanço tecnológico.597 GWh/ano no consumo de energia elétrica. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 9 . O Brasil superou. Projetos que são aprovados pela Aneel e já atingiram uma economia de redução anual na ordem de 5. Os projetos apresentados pelas distribuidoras de energia elétrica nessa área. Para isso foi necessário licitar novas instalações de conexão à rede básica. É possível e desejável atuar também pelo lado da demanda. Numa escala ainda reduzida e experimental.

e também os impostos. São centenas de empresas concessionárias. na abordagem e no aperfeiçoamento da identidade visual de forma a contribuir ainda mais para ampliar o conhecimento da área de energia. a transmissão. além dos custos de produção e transporte de energia elétrica. Além de atualizar as informações das edições anteriores inova na apresentação do conteúdo. uma conexão elétrica de 2. mais de dez encargos setoriais (subsídios cruzados entre consumidores). a distribuição e a comercialização da energia elétrica. Boa leitura! Jerson Kelman Diretor-geral da ANEEL 10 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . autorizadas e permissionárias. todos definidos em leis. O controle social dessa difícil tarefa ocorre por meio da transparência de procedimentos e de informações. O papel da Aneel é regular e fiscalizar a geração.400 km das usinas do Complexo do rio Madeira com o Sistema Interligado Nacional. Os bastidores da cadeia industrial que move a energia elétrica estão detalhadas e explicadas nessa publicação. A terceira edição do Atlas é mais uma iniciativa de dar a visibilidade e legitimar as ações da Aneel que interferem no dia-a-dia do país.Mensagem da Diretoria O setor finalizou o ano de 2008 com o leilão da maior Linha de Transmissão do mundo. ICMS (estadual) e federal (PIS/Cofins). A conta de luz embute.

Apresentação .

Acervo TDA .

carvão mineral e petróleo. em consequência. A atividade de produção de energia – e. estudiosos e cientistas alertavam para os efeitos da deterioração ambiental provocada pela ação humana. As duas variáveis dependerão do impacto que a crise do sistema financeiro mundial. o cenário mudou ao ser colocado à prova por uma nova realidade: a necessidade do desenvolvimento sustentável. É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual. conceito que alia a expansão da oferta. particularmente o dióxido de carbono (CO2). Desde o início dos anos 90. Ao final de 2008. Entretanto. as fontes tradicionais teriam que ser substituídas por recursos menos agressivos ao meio ambiente. em 2008). ocasião da conclusão desta edição. Já nos primeiros anos do século atual. provocado pelo elevado volume de emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE). Além disso. sobre o ritmo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 13 . com o aumento da geração de renda e da oferta de trabalho. vapor ou energia elétrica. Em outras palavras: o desafio é reduzir o impacto ambiental e. que eclodiu no mês de setembro. que estava em pleno desenvolvimento durante o ano de 2008. produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). este último. Envolve tanto políticas de governos quanto investimentos realizados pelas empresas do setor em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D).Apresentação Apresentação Durante todo o século XX. consumo consciente. Outro é a possibilidade de esgotamento. particularmente. liberado em larga escala nos processos de combustão dos recursos fósseis para produção de calor.ingressou no século XXI. deu suporte ao crescimento e às transformações da economia mundial. ser capaz de suportar o crescimento econômico – que. o que se revelou como um forte estímulo para as iniciativas de substituição por outras fontes. observado principalmente nos países em desenvolvimento. por sinal. terá sobre os setores produtivos e. A disponibilidade energética deveria se manter compatível com o acentuado aumento do consumo provocado por um novo ciclo de crescimento econômico. os consumidores seriam induzidos a substituir energéticos mais poluentes por outros de menor impacto ambiental e a aderir a práticas mais eficientes. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. portanto. Um deles é o aquecimento global. Esse processo. no médio prazo. das reservas de recursos naturais mais utilizadas. eram incertos o ritmo e os avanços que esse processo registrará no curto e médio prazos. E deverá ser mantido e aperfeiçoado ao longo dos próximos anos. durante quase uma década foi caracterizado pela volatilidade e tendência de alta das cotações (que superaram US$ 100. obtida principalmente a partir dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão mineral. por meio das quais é possível obter o mesmo resultado utilizando menor quantidade de energia.00 por barril em 1980 e. em busca do desenvolvimento sustentável. entre outros desdobramentos. Entre elas. da energia elétrica . sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida. Do ponto de vista econômico. é retratado na presente edição do Atlas de Energia Elétrica do Brasil. ao mesmo tempo. proporciona a inclusão social de grandes contingentes da população. mais recentemente. a oferta farta de energia.

A relação detalhada poderá ser encontrada ao final de cada capítulo. Para obtenção de dados sobre o setor energético e elétrico brasileiro. As iniciativas abrangem tanto soluções para o aumento da eficiência dos processos quanto a redução dos custos das fontes renováveis como vento. ao mesmo tempo em que tem o foco no mercado brasileiro. A versão aperfeiçoada da última edição. que buscam conectar novos clientes .geralmente de baixa renda e habitantes de comunidades distantes dos grandes centros . pela tradição. As medidas abrangem todas as formas de utilização de energia – calor. Ao final. maré e biomassa. aborda a conjuntura e o cenário internacionais da energia. arte. Esta estrutura é uma das inovações na produção da 3ª edição do Atlas de Energia Elétrica. descreve a estrutura do setor de elétrico brasileiro e apresenta dos caminhos da energia do Brasil: geração. também. renováveis e ambientalmente “limpos”. Consumo. derivados de petróleo e carvão) e a energia nuclear. entre outras. Como fontes de informação foram utilizadas trabalhos. de forma a torná-las comercialmente viáveis. o foco é atingir a diversificação e. vapor e elétrica – e são adotadas por praticamente todos os países. do qual o Brasil é o segundo maior produtor mundial . também foi inserida uma tabela comparativa entre as principais medidas utilizadas no mercado de energia. países da Europa e Estados Unidos) que.a sistemas elétricos. Também foram consultadas entidades autoras de estudos e estatísticas do mercado global e cujas informações estão presentes em praticamente todos os capítulos. Na ponta do consumo. o que se verifica são medidas que induzem o consumidor a utilizar as fontes ambientalmente mais “limpas”. a “limpeza” da matriz energética. O foco principal do Atlas. produção e consumo no mundo e detalham o mercado brasileiro com foco na produção da eletricidade. pesquisa e texto). O segundo. Um deles. além de apresentar um panorama do mercado destinado a profissionais dos diversos segmentos do setor. e composta por jornalistas especializados (encarregados da coordenação editorial. como a produção de automóveis flex-fuel . biomassa e o grupo chamado de Outras Fontes. A adoção do Glossário com os principais termos técnicos é uma forma de facilitar ainda mais o aprendizado sobre os temas abordados. insere o comportamento do mercado consumidor local e mundial na conjuntura econômica verificada nos últimos anos. Além disso. Os mais adiantados nessa direção pertencem ao grupo das chamadas nações desenvolvidas (Japão. respeitabilidade e especialização no trato de dados sobre o mercado de energia. pesquisas e estatísticas produzidos por entidades reconhecidas no Brasil e no exterior. em 2007 conseguiu transformar a biomassa na segunda maior fonte produtora de energia local e obtém a maior parte da energia elétrica consumida proveniente de recursos hídricos – e. são os recursos energéticos e a geração de energia elétrica.e a criação do mercado de “energia verde” em alguns países europeus. 14 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . acadêmicos (responsáveis pela coordenação e revisão técnica) e publicitários (diagramação. Razão pela qual o Atlas de Energia Elétrica. lançada em 2005 foi possível devido a outra inovação: a estruturação de uma equipe multidisciplinar selecionada por meio de um processo transparente de concorrência. ao mesmo tempo. e os programas de universalização do atendimento. A terceira tem como destaque os combustíveis fósseis (gás natural. Na primeira parte. além de trabalhos e pesquisas produzidos por entidades setoriais foram utilizados estudos do mercado geral de energia. a publicação é dividida em dois capítulos. sol. o Atlas de Energia Elétrica do Brasil. são os mais dependentes dos combustíveis fósseis. Entre eles insere-se o Brasil que. abrangem disponibilidade. Características Gerais.o que acarretou a expansão do consumo do etanol. particularmente a energia elétrica. implantados junto aos consumidores tradicionais. portanto. Mas as iniciativas também podem ser observadas nos países em desenvolvimento. Todos os capítulos seguem a mesma estrutura: partem das informações gerais a respeito do recurso. se transforma-se em fonte de consulta para estudantes e interessados em obter maior conhecimento a respeito do assunto. demonstra a importância da energia para as atividades humanas. edição 2008. Na ponta da produção. Com isso. A segunda parte da edição concentra-se em fontes renováveis – energia hidráulica. explicam as suas principais características. embora seja bastante dependente do petróleo. entretanto. transmissão e distribuição. sob a forma de Referências. paginação e impressão). há os projetos de eficiência energética.Apresentação da atividade econômica e sobre os volumes de investimentos destinados a pesquisa e inovações tecnológicas por parte das companhias que integram a cadeia produtiva da energia.

4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS 4 BIOMASSA 4. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 3.2 DISPONIBILIDADE. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA 4.4 TRANSMISSÃO 1.1 INFORMAÇÕES GERAIS 2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO 2.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS 1.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 4.3 DISTRIBUIÇÃO 1.Sumário PARTE I – Energia no Brasil e no mundo 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS 1.1 INFORMAÇÕES GERAIS 4.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL 3.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO 1.1 INFORMAÇÕES GERAIS 3.2 POTENCIAIS.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL PARTE II – Fontes renováveis 3 ENERGIA HIDRÁULICA 3.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 49 51 54 57 60 63 65 69 70 73 17 21 22 23 28 34 37 39 41 44 .5 GERAÇÃO 2 CONSUMO 2.

2 ENERGIA EÓLICA 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS 5.2 RESERVAS. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 9.2 RESERVAS.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 6.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS FATORES DE CONVERSÃO GLOSSÁRIO ÍNDICE ANEXO 75 77 79 82 86 87 88 91 93 96 100 104 105 107 110 112 115 117 119 122 124 127 129 131 134 137 140 143 145 155 159 .4 BIOGÁS 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS 7.1 INFORMAÇÕES GERAIS 8.1 INFORMAÇÕES GERAIS 6.6 MAR PARTE III – Fontes não-renováveis 6 GÁS NATURAL 6.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 7.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 9 CARVÃO MINERAL 9.1 INFORMAÇÕES GERAIS 9.3 ENERGIA SOLAR 5.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 8 ENERGIA NUCLEAR 8.2 RESERVAS. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 6.2 RESERVAS. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 7.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 7 DERIVADOS DE PETRÓLEO 7.5 OUTRAS FONTES 5. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 8.5 GEOTÉRMICA 5.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 8.

Parte I Acervo TDA Energia no Brasil e no mundo Características Gerais 1 .

Sistema dos leilões e mercado livre Do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) participam. uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). As vendedoras da energia . para as quais essa passou a ser a única forma de contratar grande volume de suprimento para o longo prazo. importadores. Além disso. com base em projeções. O mesmo programa é utilizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para definir os preços a serem praticados nas operações de curto prazo do mercado livre. Passou a vencer os leilões o investidor que oferecesse o menor preço para a venda da produção das futuras usinas. Para tanto. Além disso. Mas a produção das geradoras passou a ser negociada no mercado livre – ambiente no qual as partes compradora e vendedora acertam entre si as condições através de contratos bilaterais.Capítulo 1 | Características Gerais Box 1 O novo modelo do setor elétrico O modelo institucional do setor de energia elétrica passou por duas grandes mudanças desde a década de 90. subordinado à Eletrobrás). que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e determinou que a exploração dos potenciais hidráulicos fosse concedida por meio concorrência ou leilão. elabora cenários para a oferta de energia elétrica. que teve como objetivos principais: garantir a segurança no suprimento. Para decidir quais usinas devem ser despachadas. o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Mercado Atacadista de Energia (MAE). Como agência reguladora. A Aneel sucedeu o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). A segunda ocorreu em 2004. As atividades de distribuição e transmissão continuaram totalmente regulamentadas. em síntese tem por objetivo atuar de forma a garantir. Além disso. programa computacional que. na parte compradora. é responsável pela coordenação da operação das usinas e redes de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). No mesmo ano. exportadores e consumidores livres. do qual participam geradoras. o mercado livre – que em 2008 respondia por cerca de 30% da energia elétrica negociada no país. comercializadoras. e promover a inserção social. em que o maior valor oferecido pela outorga (Uso do Bem Público) determinaria o vencedor. Até então. e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Sua implantação marcou a retomada da responsabilidade do planejamento do setor de energia elétrica pelo Estado. realiza estudos e projeções com base em dados históricos. foi substituído pela CCEE. depois de mais de 50 anos de controle estatal.427. em 2004. Uma das principais alterações promovidas em 2004 foi a substituição do critério utilizado para concessão de novos empreendimentos de geração. com a introdução do Novo Modelo do Setor Elétrico. O modelo implantado em 2004 restringiu. por meio da regulamentação e fiscalização. em particular pelos programas de universalização (como o Luz para Todos). quando o setor passou por um movimento de liberalização. promover a modicidade tarifária. foram constituídas na década de 90 novas entidades para atuar no novo ambiente institucional: além 18 Atlas de Energia Elétrica do Brasil da Aneel. O ONS. a obtenção de resultados sólidos ao longo do tempo e. apenas as distribuidoras. transmissoras e distribuidoras. presentes e futuros da oferta de energia elétrica e do mercado consumidor. a maioria das atividades era estritamente regulamentada e as companhias operadoras controladas pelo Estado (federal e estadual) e verticalizadas (atuavam em geração. cuja constituição foi diretamente relacionada à criação do mercado livre. ao consumidor. o novo modelo instituiu dois ambientes para a celebração de contratos de compra e venda de energia: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR). A primeira envolveu a privatização das companhias operadoras e teve início com a Lei no 9. Já o MAE. manteve inalteradas – porém em permanente processo de aperfeiçoamento – as bases regulatórias da distribuição e transmissão. a modicidade tarifária. o MME constituiu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). a operação de todos os agentes em um ambiente de equilíbrio que permita. com a implantação do Novo Modelo. opera o Newave. mas não extinguiu. A nova estrutura assenta-se sobre muitos dos pilares construídos nos anos 90. A reforma exigiu a cisão das companhias em geradoras. entidade também autônoma que substituiu o GCOI (Grupo de Controle das Operações Integradas. transmissão e distribuição). com a missão principal de desenvolver os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. de dezembro de 1996. às companhias. exclusivo para geradoras e distribuidoras.

No outro. e que têm por função favorecer o contato entre as duas pontas e dar liquidez a esse mercado. esses leilões são. as partes “zerem” as suas posições através da compra ou venda da energia elétrica. o prazo de entrega geralmente é de três ou cinco anos (A-3 e A-5). A segunda. Todas ainda estão por ser construídas e deverão entrar em operação em 2009 e 2010. por permitir a visualização de. nas projeções do volume que irá produzir – e que variam de acordo com as determinações do ONS. Os preços são fornecidos pelo programa Newave e variam para cada uma das regiões que compõem o SIN. A parte compradora é constituída por consumidores com demanda superior a 0. fixa o preço teto para o MWh a ser ofertado. a entidade passou a abrigar a operacionalização de parte dos leilões de venda da energia que. as distribuidoras complementam o volume necessário ao atendimento do mercado (visto que as compras de longo prazo são realizadas com base em projeções). Além deles. são atribuição da Aneel. a CCEE também se responsabiliza pela sua liquidação financeira. O primeiro. a prioridade é dada ao vendedor que pratica o menor preço. Os leilões dividem-se em duas modalidades principais: energia existente e energia nova. nas duas pontas podem ocorrer diferenças entre o volume contratado e aquele efetivamente movimentado. a oferta não é individualizada). foi exclusivo para fontes alternativas.Características Gerais | Capítulo 1 elétrica são as geradoras. Esta é a sua função original. O acerto dessa diferença é realizado por meio de operações de curto prazo no mercado “spot” abrigado pela CCEE que têm por objetivo fazer com que. A primeira corresponde à produção das usinas já em operação e os volumes contratados são entregues em um prazo menor (A-1). As transações geralmente são intermediadas pelas empresas comercializadoras. ou ACL. Por meio de portaria. Nos leilões de reserva. Segundo o governo. portanto. de acordo com a fonte da energia: térmica ou hídrica. portanto. foram significativos pela contribuição à diversificação e à simultânea “limpeza” (aumento da participação de fontes renováveis) da matriz nacional. proporcionam maior segurança em cálculos como fluxo de caixa futuro. Neste caso. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 19 . baseia-se em projeções de consumo. respectivamente. o mecanismo de colocação prioritária da energia ofertada pelo menor preço também garante a modicidade tarifária. Entre 2004 e 2008. A maior parte das usinas participantes será movida a bagaço de cana (apenas uma é abastecida por capim elefante). Assim. Nele foi ofertada a produção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e termelétricas movidas a bagaço de cana e a biomassa proveniente de criadouro avícola. A-3 e A-5). realizado em 2008 e caracterizado como o primeiro leilão de energia de reserva. prazo e condições de entrega. Da parte vendedora participam as geradoras enquadradas como PIE (produtores independentes de energia). Como são realizados com antecedência de vários anos. Nos primeiros. Além de abrigar essas operações. também constituídas na década de 90. há os leilões de ajuste e os leilões de reserva. Dois deles. Para a EPE. junto às licitações para construção e operação de linhas de transmissão. Como as geradoras entram em “pool” (ou seja. de acordo com a disponibilidade de energia elétrica. Os valores máximos devem ser iguais ou inferiores ao preço teto. Para os investidores em geração e para as distribuidoras. o objeto de contratação é a produção de usinas que entrarão em operação apenas em caso de escassez da produção das usinas convencionais (basicamente hidrelétricas). a cada mês. como preço. vendedores e compradores negociam entre si as cláusulas dos contratos. O MME determina a data dos leilões. Operações de curto prazo Os contratos têm prazos que podem chegar a vários anos. O comprador. O vendedor. respectivamente. Nos últimos anos. pelo menos. foi contratada exclusivamente a energia elétrica produzida a partir da biomassa. também. a CCEE organizou mais de 20 leilões por delegação e sob coordenação da Aneel. indicadores do cenário da oferta e da procura no médio e longo prazos. O início da entrega é previsto para ocorrer um. No mercado livre. receitas de vendas e custos de suprimento ao longo do tempo.5 MW (megawatt) que adquirem a energia elétrica para uso próprio. à produção de empreendimentos em processo de leilão das concessões e de usinas que já foram outorgadas pela Aneel e estão em fase de planejamento ou construção. de A-1. desde que ele não supere 1% do volume total. em 2007. fornecem variáveis necessárias à elaboração do planejamento. que são realizados pela Aneel e pela CCEE. três ou cinco anos após a data de realização do leilão (que são chamados.

o Atlas de Energia Elétrica reproduz a atual estrutura institucional do setor elétrico brasileiro. além de sugerir das ações necessárias. Abaixo. responsável por coordenar e supervisionar a operação centralizada do sistema interligado brasileiro. Outro é a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Um deles é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Estrutura institucional do setor elétrico Políticas Congresso Nacional Presidência da República CNPE / MME Regulação e Fiscalização ANEEL Agências Estaduais ANP Mercado G CCEE T D C ONS Conselhos de consumidores Entidades de defesa do consumidor SDE / MJ CADE . foi instituído o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). vinculada ao MME e cuja função é realizar os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. que abriga a negociação da energia no mercado livre. agência reguladora. por meio das leis no 10.848/2004.Capítulo 5 | Outras fontes A estrutura institucional do setor elétrico brasileiro Em 2004. manteve a formulação de políticas para o setor de energia elétrica como atribuição do Poder Executivo federal. o Governo Federal. com a implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico. Os instrumentos legais criaram novos agentes.847/2004 e no 10.SEAE SNRH. ANA e CONAMA Agentes institucionais EPE Eletrobrás Concessionárias BNDES 20 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . O Novo Modelo do Setor Elétrico preservou a Aneel. Para acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território nacional. por meio do Ministério de Minas e Energia (MME) e com assessoramento do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Congresso Nacional. também ligado ao MME. MMA.

Essa indústria faz parte de uma cadeia econômica que tem início com a exploração de recursos naturais estratégicos (como água. se movimenta com o estímulo da energia elétrica. No outro extremo. O primeiro está diretamente relacionado à saúde pública. Do segundo. entre outras. após passar décadas dependente da gasolina. de propriedade da União. começa a ser crescentemente abastecido por etanol – enquanto. mas. minerais. no geral. telecomunicações e energia. transportes. No Brasil houve um ensaio para criação das multiutilities nos anos 90. No Brasil dos anos 70. E é válida tanto para operadoras de um único setor (por exemplo. Esta característica pode ser observada tanto no Brasil quanto no exterior. 1Cocção: ato ou efeito de cozer. que visa a aumentar o número de pessoas com acesso às fontes mais eficientes de energia – mesmo que por meio de instalações simples e de baixo custo. historicamente. Esta iniciativa é observada principalmente com relação ao fornecimento de energia elétrica (que na iluminação substituiria. por exemplo. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 21 . e que termina no fornecimento de um serviço público básico para a sociedade. como geotermia. petróleo. ter origem local. Já a energia é o fator determinante para o desenvolvimento econômico e social ao fornecer apoio mecânico. gás natural e energia elétrica. também. Na administração e operação desses dois extremos – e. como saneamento básico. ou é composta por estatais ou por companhias controladas pelo capital privado que atuam em um ambiente regulamentado pelos governos locais. à integração nacional. Este capítulo abordará a estrutura do setor de energia elétrica. cujas atividades têm áreas de intersecção apenas quando se trata da geração de eletricidade. 1 Isto significou que maior número de pessoas passou a ter acesso a produtos que. Os dois seguintes. o primeiro caso inclui as pesquisas sobre novas fontes. necessariamente. com dois extremos. Esta característica faz com que o setor de energia conviva.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS Uma das variáveis para definir um país como desenvolvido é a facilidade de acesso da população aos serviços de infra-estrutura. Por isso. não precisavam. das atividades intermediárias existentes entre eles – está a chamada indústria da energia. mas a tendência não se consolidou. a vela e o querosene dos lampiões). é detectada também em outros setores. térmico e elétrico às ações humanas. gás liquefeito de petróleo) na cocção1 de alimentos.Características Gerais | Capítulo 1 Características Gerais 1. petróleo e gás natural). O GLP é obtido em refinarias e distribuído por meio de caminhões. cozimento. Sua entrega às localidades menores do interior do País só foi possível pela abertura das grandes rodovias nos anos 70 do século XX – e que também foram consideradas um sinal de modernização do país. no terreno dos projetos pilotos. por exemplo. além de mais eficientes do ponto de vista energético. Assim. maré e células de hidrogênio. Na atualidade. Em um deles está o desenvolvimento tecnológico que visa atingir maior qualidade e eficiência tanto na produção quanto na aplicação dos recursos energéticos. a indústria da energia é nitidamente dividida entre os setores de petróleo. um exemplo é o automóvel que. há a ação horizontal. gás natural ou energia elétrica) quanto para aquelas multissetoriais – as chamadas multiutilities. em menor escala. foi avaliado como reflexo da modernização econômica e social a substituição da lenha pelos derivados de petróleo (GLP.

tanto pelo aumento de renda da população mais pobre quanto pelo incremento no número de ligações elétricas. 22 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Em 2008. ver Capítulo 3). no caso da região Norte. são as regiões mais desenvolvidas do país em termos econômicos e sociais. há diversos sistemas de menor porte. e se destaca como a quinta nação mais populosa do mundo. Elas são. estas unidades apresentaram aumento de 23% no consumo de eletricidade durante o período. as que apresentam maior densidade demográfica. Além disso.5 milhões de unidades consumidoras em 99% dos municípios brasileiros. o que confirma a baixa densidade demográfica. o país conta com um sistema (conjunto composto por usinas. também. portanto. São. por isso. aliada às características geográficas. Parte delas decorreu do crescimento vegetativo da população. comprometeram a extensão das redes de transmissão e distribuição. composta por floresta densa e heterogêna. Segundo a empresa. além de rios caudalosos e extensos. Isto ocorre porque as características geográficas da região. Nordeste e Norte – tem características bastante peculiares e diferenciadas das demais. Sudeste.Capítulo 1 | Características Gerais 1. Afinal.1 a seguir. dificultaram a construção de linhas de transmissão de grande extensão que permitissem a conexão ao SIN. Sudeste e Sul. No conjunto. energia elétrica é o serviço mais universalizado. o impacto do Programa Luz para Todos. Esta evolução foi favorecida.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO O Brasil é um país com quase 184 milhões de habitantes. a grande maioria. capacidade de geração e circulação de renda e densidade demográfica (número de habitantes por quilômetro quadrado) são variáveis importantes. é residencial. Para o atendimento ao consumidor. mas parte integrou o Programa Luz para Todos. segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). as regiões que registram melhor relação entre número de habitantes e unidades consumidoras de energia elétrica. segundo a EPE. A relação entre as peculiaridades regionais e o acesso à rede elétrica fica clara nas análises que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). por exemplo. que tem por objetivo estender a rede elétrica a 100% da população. embora em números absolutos a maior parte tenha sido instalada na região Sudeste. por sinal. para transferência de recursos públicos à população carente. cada uma das cinco regiões geográficas em que se divide o Brasil – Sul. linhas de transmissão e ativos de distribuição) principal: o Sistema Interligado Nacional (SIN). ver tópico 1. A incidência e as dimensões dos nichos não atendidos estão diretamente relacionadas à sua localização – e às dificuldades físicas ou econômicas para extensão da rede elétrica. Estas últimas. No Norte. Centro-Oeste. Em conseqüência. mas também transformaram o Norte na região com maior potencial para aproveitamentos hidrelétricos do país (para detalhes. em 2007 foram realizadas mais de 1. fez do mercado de energia elétrica brasileiro em maio de 2008. Já o Nordeste. cerca de 85%. transmissão e distribuição adquiriram ao longo do tempo e ainda determinam a maior ou menor facilidade de acesso da população local à rede elétrica. segundo a EPE. baixa densidade demográfica (principalmente na região Centro-Oeste) e. não-conectados ao SIN e. o país conta com mais de 61. de instalações inicialmente restritas ao atendimento exclusivo das regiões de origem: Sul. Essa imensa “rodovia elétrica” abrange a maior parte do território brasileiro e é constituída pelas conexões realizadas ao longo do tempo. foi observado principalmente na região rural. baixa densidade demográfica e pequena geração de renda. o atendimento a novos consumidores pode ser realizado a partir de intervenções de pequeno porte para expansão da rede. no Norte do país. Destas. que se concentram principalmente na região Amazônica. Ainda segundo a EPE. e o Luz para Todos. Os dois fenômenos foram proporcionados pela implantação simultânea de dois programas do Governo Federal: o Bolsa Família. Sudeste. por exemplo. O atendimento foi comprometido por fatores como grande número de habitantes com baixo poder aquisitivo (no caso do Nordeste principalmente). cerca de 95% da população tinha acesso à rede elétrica. Segundo dados divulgados no mês de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). em 2007. apenas nesse período a taxa de atendimento no Nordeste praticamente se igualou à média nacional. Centro-Oeste e Norte historicamente concentram a maior parte da população sem acesso à rede. chamados de Sistemas Isolados.4). o maior impacto – medido pelas variações percentuais – ocorreu nas regiões Norte e Nordeste. Estas particularidades determinaram os contornos que os sistemas de geração. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). como nível de atividade econômica.8 milhão de ligações residenciais. outros fatores. Centro-Oeste. Como mostra a Tabela 1. De todos os segmentos da infra-estrutura. Para geração e transmissão de energia elétrica. Nordeste e parte da região Norte (para detalhes.

1 abaixo.1 .620 12.745 13.000 unidades) Região Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil Fonte: EPE. por meio de um sistema composto por fios. A relação entre os agentes operadores do setor elétrico e os consumidores pode ser observada na Figura 1. Nas redes de transmissão. O controle acionário dessas companhias pode ser estatal ou privado.9 2.3 kV a 88 kV) em suas linhas de produção e recebem energia elétrica diretamente da subestação da distribuidora (pela chamada rede de subtransmissão).827 % 4. as cooperativas de eletrificação rural.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Fonte: Aneel.146 variação absoluta 125 674 702 201 125 1. os acionistas majoritários são o governo federal. espalhadas por diversas regiões do país.Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. após deixar a usina.319 3.101 7. 25 haviam assinado contratos de permissão com a Aneel. visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão todo o suprimento destinado ao abastecimento no país. é formado por 63 concessionárias. No primeiro caso. Consumidores livres (10 kV . 30kV) (345 kV . Atlas de Energia Elétrica do Brasil 23 . após a conclusão do processo de enquadramento na condição de permissionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica para cumprimento da lei no 9.1 – Relação entre agentes e consumidores. 500 kV) (13. atendem a pequenas comunidades.4 2. a tensão é rebaixada e. Ao chegar às subestações das distribuidoras.8 5. Deste total.8 3.703 52. Já o mercado de distribuição de energia elétrica.399 7.319 2007 2.6 1. a energia elétrica trafega em tensão que varia de 88 kV (quilovolts) a 750 kV.8 kV) TUSD Geração TUST Transmissão TUST Distribuição (138 kV . Além delas. norte-americanos.3 DISTRIBUIÇÃO A conexão e atendimento ao consumidor. responsáveis pelo atendimento de mais de 61 milhões de unidades consumidoras. estaduais e/ou municipais. espanhóis e portugueses.403 24. a Aneel relaciona 53 dessas cooperativas que.074/1995 e da resolução Aneel no 012/2002. transmitem e distribuem energia elétrica exclusivamente para os associados. Em 2008. Exceção a essa regra são algumas unidades industriais que operam com tensões mais elevadas (de 2. Nos grupos de controle de várias empresas privadas verifica-se a presença de investidores nacionais.579 50. postes e transformadores. As distribuidoras são empresas de grande porte que funcionam como elo entre o setor de energia elétrica e a sociedade. 2006 2.520 3.076 25. qualquer que seja o seu porte são realizados pelas distribuidoras de energia elétrica. 2008. 69 kV) Tarifa de distribuição Consumidores cativos TUST Consumidores livres Figura 1.5 3. entidades de pequeno porte. chega à unidade final em 127 volts ou 220 volts.

68 21. a duração e a freqüência das interrupções no fornecimento. para ser implementadas.72 27.465/2007). O Mapa 1. remuneração dos acionistas e cobertura de seus custos. O cumprimento dos Contratos de Concessão e as atividades desenvolvidas são estritamente reguladas e fiscalizadas pela Aneel. Alguns dos principais estimulam a inclusão social da população mais pobre por meio do acesso formal à rede elétrica e da correspondente fatura mensal (que passa a funcionar como comprovante de residência ao permitir o acesso a instrumentos econômico-sociais.Indicadores de qualidade .68 vezes e. são obrigadas a destinar um percentual mínimo de sua receita operacional líquida a essas atividades que.71 11. De acordo com a Aneel. As distribuidoras também são responsáveis pela implementação de projetos de eficiência energética (ver Box do capítulo 2) e de P&D (pesquisa e desenvolvimento).05 19. em 2007.72 vezes.12 12.84 13.Média anual Brasil DEC 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: Aneel. Entre esses programas estão o Baixa Renda (com tarifas diferenciadas para consumidores que atendem a determinadas especificidades de consumo e renda). o pagamento de um valor justo e o acesso a um serviço contínuo e de qualidade e. FEC 21. assegurar ao consumidor. até o final de 2010 esse percentual é de 0. Já a parcela que fica com a distribuidora. Dois desses indicadores são o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) que medem. Pela legislação vigente (Lei no 11. de um lado. transparentes ao consumidor – têm aplicação específica.44 16. respectivamente. Neste caso.83 16.68 17. abrigam mais de uma dessas companhias. sendo que alguns deles.08 As faturas mensais emitidas pelas distribuidoras registram a quantidade de energia elétrica consumida no mês anterior e medida em kWh (quilowatt-hora). Entre estes últimos está a compra de suprimento.33 16. de outro.81 16.2 abaixo. Segundo informações da Aneel. Além de responder pelo atendimento ao cliente final.1 na página seguinte mostra que as 63 distribuidoras que operam em 2008 atuam em diferentes Estados do país. é utilizada para os investimentos em expansão e manutenção da rede. garantir à distribuidora o equilíbrio econômico-financeiro necessário ao cumprimento do Contrato de Concessão.3 bilhão. como mostra a Tabela1.56 14.29 14. em 2007. portanto. os encargos do setor elétrico e os tributos determinados por lei. havia recuado para 16. embutidos na tarifa – e.85 17.07 16. 2008.2 . Os encargos do setor elétrico. ou conexões irregulares que permitem o acesso ilegal à energia elétrica sem o pagamento da correspondente fatura e se configuram legalmente como crime).66 15. Quanto ao FEC. As tarifas de energia elétrica Tabela 1. Entre as variáveis reguladas pela Agência estão as tarifas e a qualidade do serviço prestado – tanto do ponto de vista técnico quanto de atendimento ao consumidor.62 11.19 minutos e.57 18. Desta maneira. expresso em reais).Capítulo 1 | Características Gerais Os direitos e obrigações dessas companhias são estabelecidos no Contrato de Concessão celebrado com a União para a exploração do serviço público em sua área de concessão – território geográfico do qual cada uma delas detém o monopólio do fornecimento de energia elétrica. a tarifa praticada remunera não apenas as atividades de 24 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o Luz para Todos (universalização) e a regularização das ligações clandestinas (os chamados “gatos”. Os tributos são destinados ao governo.19 24. em 1997 o DEC médio no país foi de 27. as distribuidoras desenvolvem programas especiais compulsórios com foco no consumidor. como São Paulo.08 minutos. o total de recursos aplicados entre 1998 e 2007 em programas de P&D por todas as empresas do setor (o que inclui as transmissoras e geradoras) foi de R$ 1. O valor final a ser pago pelo cliente corresponde à soma de três componentes: o resultado da multiplicação do volume consumido pela tarifa (valor do kWh. O objetivo da Agência é.59 15. em 1997 foi de 21.5% tanto para eficiência energética quanto para P&D. de 11. dependem da aprovação da Aneel.12 12. como linhas de crédito e financiamento).

08 a 317. 2008.32 N O L S Fonte: SGI.Mapa das Concessionárias de Distribuição Residenciais por R$/MWh Atlas de Energia Elétrica do Brasil 25 .59 R$ / MWh 294.35 R$ / MWh 317.86 R$ / MWh 341.86 R$ / MWh 365.84 R$ / MWh 270.62 R$ / MWh 398.86 a 436.1 .84 a 341.05 a 270.08 R$ / MWh 199.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR BOA VISTA Guiana Francesa Guiana AP CEA CER O c e a n o A 0º S t l â n Equador t 0º S i c o MANAUS AM CEAM PA CELPA MA CEMAR CE COELCE RN COSERN SAELPA PI 10º S PB CELB CEPISA CELPE PE AL SE CEAL AC ELETROACRE TO RO CERON CELTINS ENERGIPE SULGIPE 10º S BA Peru MT COELBA CEMAT GO CHESP CEB-DIS DF Bolívia CELG-D MG 20º S CEMIG-D ELFSM ES 20º S MS ENERSUL ELEKTRO CNEE CPFL CLFM CPEE DMEPC CJE PIRAT EEB EBE ELPA LIGHT CFLCL AMPLA CENF ESCELSA Chile CAIUÁ-D Paraguai ZOOM 2 PR EDEVP CLFSC SP CSPE RJ ZOOM 1 ENERSUL Trópico de Capricórnio ZOOM 1 ZOOM 2 ELEKTRO COPEL-DIS CFLO FORCEL COCEL PR FORCEL CFLO COPEL-DIS COCEL MS ELEKTRO IENERGIA IENERGIA IENERGIA SC CELESC-DIS EFLUL COOPERALIANÇA CAIUÁ-D CPFL CNEE CLFM CPEE DMEPC ELEKTRO CEMIG-D MG SC CELESC-DIS HIDROPAN MUX DEMEIELETROCAR RGE 30º S HIDROPANELETROCAR DEMEI MUX RGE EFLUL EFLJC COOPERALIANÇA RS UHENPAL SP EDEVP CJE CLFSC ELEKTRO PIRAT PIRAT EEB ELEKTRO AES-SUL 30º S EBE ELEKTRO RS AES-SUL UHENPAL CEEE-D CEEE-D PR COPEL-DIS ELEKTRO CSPE EBE ELPA Uruguai PIRAT PIRAT Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Custo médio da tarifa residencial R$ / MWh 412.11 a 412.35 a 389.59 a 365.32 a 294. Aneel.

a tarifa é única naquele estado. Esse sistema não incentivava a busca pela eficiência por parte da distribuidora. Entretanto. para desenvolver e financiar programas do setor elétrico definidos pelo Governo Federal. conforme mostra a Tabela 1. Até a década de 90. por exemplo.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. as tarifas passaram a ser fixadas por empresa.2 a seguir. conseqüentemente. existia uma tarifa única de energia elétrica no Brasil. tamanho do mercado (quantidade de unidades de consumo atendidas por uma determinada infraestrutura). geração de energia + transmissão + distribuição transporte de energia até as casas ( o) + encargos e tributos Figura 1. Outros contribuem para a universalização do acesso à energia elétrica e para reduzir o valor da conta mensal dos consumidores localizados em áreas remotas do País.Capítulo 1 | Características Gerais distribuição. Seus valores são estabelecidos por Resoluções ou Despachos da Aneel. a capacidade de pagamento do consumidor. pressionam a tarifa.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. Em 2007. Como são contribuições definidas em leis aprovadas pelo Congresso Nacional. como a região Norte. se essa área coincide com a de uma unidade federativa. número de consumidores. uma vez que a integralidade de seu custo era transferida ao consumidor. conforme características específicas de cada área de concessão – por exemplo. para efeito de recolhimento pelas concessionárias dos montantes cobrados dos consumidores por meio das tarifas de energia elétrica. 26 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . mas também de transmissão e geração de energia elétrica. em 1993. quilômetros de rede de transmissão e distribuição. abastecida por usinas a óleo diesel e não conectadas ao SIN (ver tópico 1. Encargos e tributos Os encargos setoriais são custos inseridos sobre o valor da tarifa de energia elétrica. como pode ser observado na Figura 1. eles representaram cerca de R$ 11 bilhões. quando considerado o seu conjunto. Fonte: Aneel. Cada encargo é justificável. e.3 a seguir. Como pode ser observado na Figura 1. Alguns encargos têm. o objetivo de incentivar o uso fontes alternativas. com a edição da Lei no 8. Fonte: Aneel. são utilizados para determinados fins específicos.631. tarifas diferentes coexistem dentro do mesmo estado. Portanto. custo da energia comprada e tributos estaduais.3 abaixo. independentemente de seu nível de eficiência. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1993 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Figura 1. que garantia a remuneração das concessionárias. como forma de subsídio. se avaliado individualmente. entre outros.4). Caso contrário.

1 – Anatomia da conta de luz. municipal. O Gráfico 1. e subsidiar as tarifas da subclasse residencial Baixa Renda.Os principais encargos inseridos nas tarifas Encargo CCC Conta de Consumo de Combustíveis CDE Conta de Desenvolvimento energético RGR Reserva Global de Reversão CFURH Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos P&D Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética PROINFA TFSEE Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica ESS Encargos de Serviços do Sistema Finalidade Subsidiar a geração térmica na região Norte do país (Sistemas Isolados). Fonte: Aneel. Sobre as contas mensais de energia elétrica incidem os seguintes tributos: Programas de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS).3 . a partir de determinação legal.valores em milhões de R$ 2.98 R$ 31. Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP).25 Transmissão Distribuição (parcela B) Compra de energia Encargos e tributos Gráfico 1.33 R$ 33.470 1.871 2.1 a seguir mostra a composição da conta mensal de energia elétrica. Promover pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas à eletricidade e ao uso sustentável dos recursos naturais. 2008.317 1. Prover recursos para o funcionamento da ANEEL Subsidiar a manutenção da confiabilidade e estabilidade do Sistema Elétrico Interligado Nacional Total 2007 . Compensar financeiramente o uso da água e terras produtivas para fins de geração de energia elétrica. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 27 .244 667 635 327 86 9. federal.45 R$ 6. promover a universalização do serviço de energia. e que asseguram recursos para que o Governo desenvolva suas atividades.617 Fonte: Aneel. Indenizar ativos vinculados à concessão e fomentar a expansão do setor elétrico. 2008. 40 35 30 25 R$ 20 15 10 5 0 R$ 28. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Já os tributos são pagamentos compulsórios devidos ao Poder Público.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Subsidiar as fontes alternativas de energia. Propiciar o desenvolvimento energético a partir das fontes alternativas. estadual.

Capítulo 1 | Características Gerais As atualizações tarifárias Os Contratos de Concessão prevêem três mecanismos de atualização tarifária: Reajuste Anual.2 na página seguinte. segundo uma fórmula prevista no Contrato de Concessão. Essas empresas. os consumidores são identificados por classes e subclasses de consumo: residencial. quando um evento imprevisível afetar o equilíbio econômico-financeiro da concessão.3 kV a 25 kV AS – tensão de fornecimento inferior a 2. Cada classe tem uma estrutura tarifária distinta de acordo com as suas peculiaridades de consumo e de demanda de potência. rural. 1. A principal característica desse segmento é a sua divisão em dois grandes blocos: o Sistema Interligado Nacional (SIN). • Baixa tensão B1 – residencial e residencial de baixa renda B2 – rural. Esse mecanismo se diferencia dos reajustes anuais por ser mais amplo e levar em conta todos os custos. serviço público e consumo próprio.4 TRANSMISSÃO O segmento de transmissão no Brasil é composto em 2008 por mais de 90 mil quilômetros de linhas e operado por 64 concessionárias. Pode ocorrer a qualquer tempo. • Alta tensão A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV A3 – tensão de fornecimento de 69 kV A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV A4 – tensão de fornecimento de 2. dois condutores. poder público.3 kV atendida a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturada na Grupo A excepcionalmente 28 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Classificação das unidades consumidoras Para efeito de aplicação das tarifas de energia elétrica. O Reajuste Tarifário restabelece o poder de compra da receita da concessionária. As concessões de transmissão são válidas por 30 anos e podem ser prorrogadas por igual período. ou seja. Já a Revisão Tarifária Extraordinária destina-se a atender casos muito especiais de desequilíbrio justificado. A monofásica está ligada à rede de eneriga elétrica por uma fase (onde transita energia elétrica) e um neutro (para fechar o circuito). O número de fases aumenta de acordo com a carga (demanda e consumo) da unidade consumidora para garantir maior qualidade e segurança no fornecimento de energia. em intervalos de quatro ou cinco anos. exceto no ano em que ocorre o mecanismo de revisão tarifária. constituído. comercial e serviços. Ele é concedido anualmente na data de aniversário do contrato. enquanto a trifásica é ligada por três fases e um neutro (quatro condutores). que obtiveram as concessões ao participar de leilões públicos promovidos pela Aneel. e os Sistemas Isolados. na maior parte. de usinas hidrelétricas instaladas em localidades distantes dos centros consumidores. Revisão Tarifária e Revisão Tarifária Extraordinária. A Revisão Tarifária Periódica permite o reposicionamento da tarifa após completa análise dos custos eficientes e remuneração dos investimentos prudentes. A grande extensão da rede de transmissão no Brasil é explicada pela configuração do segmento de geração. conforme relacionado abaixo. industrial. A ligação bifásica é feita por duas fases e um neutro (três condutores). investimentos e receitas para fixar um novo patamar de tarifas adequado à estrutura da empresa e a seu mercado. cooperativa de eletrificação rural e serviço público de irrigação B3 – demais classes B4 – Iluminação pública A unidade consumidora residencial pode ser classificada em monofásica. instalados principalmente na região Norte. são responsáveis pela implantação e operação da rede que liga as usinas (fontes de geração) às instalações das companhias distribuidoras localizadas junto aos centros consumidores (tecnicamente chamados de centros de carga). bifásica e trifásica. como mostra o Mapa 1. iluminação pública. que abrange a quase totalidade do território brasileiro.

3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá Belém Manaus O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o Fernando de Noronha São Luis PA MA Teresina PI Fortaleza CE AM RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho TO RO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Tipos de centrais elétricas Eólica PHC UHE UTE Solar Sistemas Elétricos Isolados ~ 45 % do território ~ ~ 3% da população ~ ~ 3 % do consumo nacional ~ ~ 4% do parque gerador do País ~ O N L S Fonte: Aneel 2008 ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .Situação em outubro de 2003 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 29 .2 .

55 101.75 Óleo diesel Óleo combustível Eólica Gás natural Nuclear Carvão nacional Carvão importado GNL* Hidrelétrica PCH Biomassa** Gráfico 1. o que permite tanto a conexão de novas grandes hidrelétricas quanto a integração de novas regiões. a extensão era de 77.61 330.2 mil quilômetros nas tensões de 230. A expansão verificada a partir desse ano reforçou as interligações do sistema. o SIN é composto por 89. Sudeste. permanentemente. Em 2008.6% de toda a capacidade de produção de energia elétrica do país – oriunda de fontes internas ou de importações. é composta pelos ativos de conexão das usinas e aqueles necessários às interligações internacionais).75 135. Como os custos da produção têm reflexo nas tarifas pagas pelo consumidor e variam de acordo com a fonte utilizada (ver Gráfico 1. o volume de produção igual ao de consumo. em 2003. concentra aproximadamente 900 linhas de transmissão que somam 89. 2008 (adaptado). O sistema interligado se caracteriza. na próxima página.95 140. principalmente do Paraguai por conta do controle compartilhado da usina hidrelétrica de Itaipu. Como os períodos de estiagem de uma região podem corresponder ao período chuvoso de outra. são acionadas para dar reforço em momentos chamados como picos de demanda (em que o consumo sobe abruptamente) ou em períodos em que é necessário preservar o nível dos reservatórios – ou o “estoque de energia”.80 118. ampliando a possibilidade de troca de energia elétrica entre as regiões.2 mil quilômetros de rede.40 116. 30 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . caracterizado pela predominância de usinas hidrelétricas localizadas em regiões com regimes hidrológicos diferentes. sob a fiscalização e regulação da Aneel. transformam-se em variáveis avaliadas pelo ONS para determinar o despacho – definição de quais usinas devem operar e quais devem ficar de reserva de modo a manter. Outra possibilidade aberta pela integração é a operação de usinas hidrelétricas e termelétricas em regime de complementaridade. realizada pelas companhias geradoras e transmissoras. As termelétricas.6 mil km. por exemplo.60 138. Centro-Oeste. Entre os benefícios desta integração e operação coordenada está a possibilidade de troca de energia elétrica entre regiões. em 2008. quando o aumento do consumo aliado ao atraso no início do período chuvoso da região Sudeste apontou para a necessidade de uma ação preventiva para preservação dos reservatórios. pelo processo permanente de expansão. 500 e 750 kV (também chamada rede básica que. Isto ocorreu no início de 2008. mostra o horizonte da transmissão no período de 2007 a 2009.Capítulo 1 | Características Gerais O Sistema Interligado Nacional (SIN) O SIN abrange as regiões Sul. com isso. O Mapa 1. a integração permite que a localidade em que os reservatórios estão mais cheios envie energia elétrica para a outra. abriga 96. além das grandes linhas entre uma região e outra. Esta troca ocorre entre todas as regiões conectadas entre si. em que os lagos estão mais vazios – permitindo. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável pela coordenação e controle da operação do SIN. a preservação do “estoque de energia elétrica” represado sob a forma de água. 500 400 R$ / MWh 491. também. Isto é particularmente importante em um país como o Brasil. Além disso. mais barata e mais abundante no Brasil.3. Nordeste e parte do Norte.05 127. A energia hidrelétrica.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil. 440. Se. de uma maneira geral.2 abaixo).65 125. (*) Gás natural liquefeito (**) Bagaço de cana Fonte: PSR. 345.11 300 200 100 0 197. é prioritária no abastecimento do mercado.

Horizonte 2007-2009 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 31 . 2008.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Sistema de transmissão . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador 2 Belém t 0º S i c o 3 AM Manaus PA Tucuruí 4 São Luis 2 2 2 2 MA 2 2 2 Teresina PI CE Fortaleza Natal João Pessoa Recife Maceió 2 RN 2 PB 2 AC 10º S Rio Branco RO Porto Velho TO 2 2 2 PE 3 4 AL 2 3 2 2 E 2 3 2 2 Palmas BA 2 2 10º S SE Aracaju Peru 2 2 MT 2 Serra da Mesa 3 2 Salvador 3 Cuiabá 3 Bolívia Goiânia GO 3 MS Campo Grande 2 2 DF 3 Brasília D 3 2 MG 20º S A 2 C 2 SP 2 2 2 2 2 2 Belo Horizonte ES 2 2 2 Vitória 20º S Chile Paraguai Itaipu Yaciretá B 4 3 2 PR 3 4 São Paulo 2 2 2 RJ Trópico de Capricórnio 3 2 SC 3 2 2 Rio de Janeiro 2 Curitiba Blumenau Argentina 30º S Guarabi Uruguaiana 50 MW 2 2 RS 2 5 2 30º S Porto Alegre Livramento 70 MW Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Existente Futuro Complexo 138 kV 230 kV 345 kV 440 kV 500 kV 750 kV + 600 kV CC – A B C D E Paraná Paranapanema Grande Paranaíba Paulo Afonso Centro de carga N Número de circuitos existentes N O L S Fonte: ONS.3 .

respondem por 3. ligará Vilhena e Samuel (ambas em Rondônia) a Jauru.3 milhão de consumidores espalhados por 380 localidades. em função das peculiaridades geográficas da região em que estão instalados.829 quilômetros de extensão a ser construída na Floresta Amazônica. é que o SIN registre uma nova expansão. os Sistemas Isolados apresentam custos de geração superiores ao SIN. as dificuldades de logística e de abastecimento dessas localidades pressionam o frete dos combustíveis (com destaque para o óleo diesel). 2008. no Mato Grosso.4 . Por ser predominantemente térmico. o valor da CCC foi de R$ 3 bilhões A expansão da rede de transmissão A tendência é que ao longo do tempo os Sistemas Isolados gradualmente sejam integrados ao SIN. Manaus tem o maior deles. de 11. Em junho de 2008 a Aneel leiloou a concessão para construção da linha Tucuruí-Manaus-Macapá.5 mil km de linhas em três anos. Roraima. Manaus (AM) e Porto Velho (RO) e o estado de Roraima (com exceção da capital Boa Vista e seus arredores. Acre. A visão do ONS.4 abaixo). Essa conta é paga por todos os consumidores de energia elétrica do país. Os sistemas isolados de maior porte suprem as capitais Rio Branco (AC).Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. com 1. O empreendimento permitirá o suprimento de energia elétrica a diversos municípios dos estados do Pará. eles atendem a uma área de 45% do território brasileiro e a cerca de 3% da população nacional – aproximadamente 1. Estão localizados principalmente na região Norte: nos Estados de Amazonas. abastecidos pela Venezuela). Amapá e do Amazonas.4% da energia elétrica produzida no país.Capítulo 1 | Características Gerais Os Sistemas Isolados Os Sistemas Isolados são predominantemente abastecidos por usinas térmicas movidas a óleo diesel e óleo combustível – embora também abriguem Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). com 50% do mercado total dos sistemas isolados. Fonte: ONS. Amapá e Rondônia. Este movimento contribui para a redução dos custos da CCC e é proporcionado pela concessão. e possibilitará a interligação de diversas regiões isoladas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). a exemplo do que tem ocorrido com as demais regiões do país. no final de 2008. Além disso. constante do relatório de administração de 2007. São assim denominados por não estarem interligados ao SIN e por não permitirem o intercâmbio de energia elétrica com outras regiões. o Governo Federal criou a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC). AM Porto Velho Abunã Rio Branco Samuel Ariquemes Jaru Ji .Paraná Pimenta Bueno Linhas leiloadas MT RO Vilhena Cidezal MT Bolívia Jauru Figura 1. Macapá (AP). Em 2008. o que levará à conexão do sistema isolado Acre-Rondônia (Figura 1. do Governo Federal. Segundo dados da Eletrobrás. Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) e termelétricas movidas a biomassa. Em 2008. Outra. Para assegurar à população atendida por esses sistemas os benefícios usufruídos pelos consumidores do SIN. encargo setorial que subsidia a compra do óleo diesel e óleo combustível usado na geração de energia por usinas termelétricas que atendem às áreas isoladas. 32 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Integram esta projeção duas linhas que permitirão a conexão de outros sistemas isolados e cuja construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Uma delas interligará a usina hidrelétrica de Tucuruí (PA) a Macapá e Manaus. construção e operação de novas linhas de transmissão.

15.7 3. distribuição) ou pelas companhias resultantes de sua cisão para fins de privatização (para detalhes.9 2.314 2.81 km estão em operação.7 177. com 4.9 mil km.45 km.217 3. a Aneel licitou e autorizou 34.158 1. O planejamento da expansão do sistema de transmissão do Brasil é realizado em conjunto pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo ONS.897. como mostra o Gráfico 1.503 4. Em novembro. ver Box 1) e ainda controladas pelo Estado.077 2. entrem em operação.438 1. nos demais períodos o acréscimo à rede básica foi superior a 2.512.0 644. elaborado pelo ONS. totalizando 7. 71 linhas transmissão. transmissão e. Do total de linhas licitadas.1 3.0 3. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 33 .074.538.7 km de linhas foram energizados. em 2009.7 2006 3.0 3. no geral.1 2009* 4. Em 2008.232.407.6 259. do ponto de vista técnico e econômico.077 0 2. a Aneel leiloou mais de 3.280 123 180 1998 0.227. elaborado pela EPE.Características Gerais | Capítulo 1 O linhão das usinas do rio Madeira.Expansão da rede básica de transmissão.9 2003 3.0 Gráfico 1. Em 2008.926 1. Desde 1998. o aumento da participação do bagaço de cana na matriz da energia elétrica nacional. em alguns casos.6 2010* 0. As linhas de transmissão e subestações que compõem a interligação terão extensão aproximada de 2.1 179.5 2.973.1 2.3 3.441. também permitirá a conexão do estado de Rondônia ao SIN.437. Os documentos “Programa de Expansão da Transmissão (PET)”.974 259 3.0 2.441 4.898 605 0 0 3.998.233 2.000 Acréscimo Anual de Linhas (km) 6.7 2008* 2. Em 2008.9 2001 505. A partir desse ano.0 2000 0.000 km por ano. Fonte: Aneel.080 1.980 as 27 usinas (termelétricas movidas por bagaço de cana-deaçúcar e pequenas centrais hidrelétricas. que determina à Aneel a promoção e o acompanhamento dos processos de licitação das respectivas concessões. É a perspectiva de construção destas linhas de transmissão.035. com destaque para 2003.5 mil km de rede.000 0 Licitadas Autorizadas Total 861 0 861 0 3.000 5.037 1.079. ano do racionamento de energia elétrica.150 505 645 2.66 quilômetros (km). 5.0 1999 0. 2008.1 1. Excluindo-se 2001.7 2002 1.080 3.503.000 1.079. PCHs) instaladas nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.158. Leilões de linha de transmissão Até 1999. indicam as obras (linhas e subestações) necessárias para a adequada prestação dos serviços.313.539 388 3. em que a expansão foi significativamente reduzida. a previsão é que. e “Plano de Ampliações e Reforços (PAR)”.9 2004 1. leiloado em novembro de 2008.198 2.7 1.0 0.0 523. ao SIN. deste total.4 123. Neste total estão embutidas as linhas que conectam.512 524 3.0 861. que viabiliza.7 995.074 818 178 995 1.0 0. a Aneel iniciou o processo de expansão dessas instalações.083 km de linhas de transmissão.6 4.8 4.0 1.000 2.279.926.5 2007 817.077. com base em leilões para seleção do grupo empreendedor responsável pela construção e operação da rede.000 4.979.3 abaixo. a rede de transmissão era operada exclusivamente pelas companhias verticalizadas (com ativos de geração. O vencedor seria o candidato que apresentasse a menor tarifa a ser praticada.8 605.077.9 2. no entanto. estão em construção. 1.000 3. até o final deste ano.375 quilômetros (km).0 861.216. inclusive.149.197. as usinas hidrelétricas a serem construídas no Rio Madeira (Santo Antonio e Jirau) e 7.0 387.036 2.3 .2 km e.5 2005 2.736. Os empreendimentos definidos pelo Governo Federal são incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND). 4.4 2008 (ener) 1.037. 2.730.

A maior parte da potência. 2. comercializadores. 159 são hidrelétricas.768 usinas em operação.0 860.3 4. óleo diesel e óleo combustível). 4 mil MW foram agregados à capacidade instalada.100 agentes regulados entre concessionários de serviço público de geração. é relativamente simples. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a diversificação da matriz da energia elétrica.638. o Brasil conta. O fenômeno foi resultado da construção de usinas baseadas em outras fontes (como termelétricas movidas a gás natural e a biomassa) em ritmo maior que aquele verificado nas hidrelétricas. 320 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Como pode ser observado na Tabela 1. No caso das térmicas.0 4.264. assim como fundos de investimentos em participação registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). como mostra a Tabela 1. econômico-financeira e fiscal após a realização da sessão pública do leilão e apenas para as vencedoras do certame. em 2007. as hidrelétricas representavam cerca de 90% da capacidade instalada no país. 130 empreendimentos em construção e mais 469 outorgados.Acréscimo anual da geração (em MW) 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 (*) Até 16/8/2008.5* 1. Detalhes a respeito da geração de energia elétrica no Brasil e no mundo são fornecidos nos capítulos de 3 a 9.6 2. Um dos principais objetivos desta decisão é reduzir a relação de dependência existente entre volume produzido e condições hidrológicas (ou nível pluviométrico na cabeceira dos rios que abrigam estas usinas).5 GERAÇÃO De acordo com o Banco de Informações de Geração (BIG). vence quem oferecer a menor tarifa.816 MW (megawatts) – número que exclui a participação paraguaia na usina de Itaipu. técnica. tanto instalada quanto prevista. A partir daí. na seqüência. historicamente concentrada na geração por meio de fonte hidráulica. públicas e privadas. uma vez que a tarifa de uso dos sistemas de transmissão é um dos componentes de custo da tarifa praticada pelas distribuidoras. Em 2008.2 2. O BIG relaciona.042 térmicas abastecidas por fontes diversas (gás natural. pela Constituição. a autorização para construção configura-se como um ato administrativo e.506. ou seja. Do total de usinas. Tabela 1. De acordo com a atual sistemática. autoprodutores e produtores independentes.8 mil MW à capacidade instalada no país nos próximos anos. 1.4 3. 227 centrais geradoras hidrelétricas (pequenas usinas hidrelétricas) e uma solar. a menor Receita Anual Permitida (RAP) para prestação do serviço público de transmissão. estão as térmicas e. desde 1999.840. portanto.0 4. Em segundo lugar.425. Já a construção das UHEs e PCHs.Capítulo 1 | Características Gerais Os editais de licitação permitem a participação de empresas nacionais e estrangeiras.935.5 4. da Aneel. 34 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . essa participação recuou para cerca de 74%. é considerado como bem da União.2 3. provém de usinas hidrelétricas. Este segmento conta com mais de 1. com 1. os leilões são realizados com inversão da ordem de fases.4 . Todas as etapas da vida de uma usina – dos estudos para desenvolvimento do projeto à operação – são autorizadas e/ou fiscalizadas pela Aneel. As informações da Agência também demonstram que.998. quando os investimentos em expansão foram praticamente paralisados. Os deságios verificados resultam em benefícios ao consumidor.028.5 na página seguinte. Essa diferença a menor também contribui para maior competitividade do setor produtivo nacional. o processo regulamentar que dá origem à autorização para a construção das UHE é bem mais complexo do que o das PCHs. em novembro de 2008. biomassa. O planejamento da expansão do setor elétrico. Há poucos anos.4 a seguir. Nesses leilões. ainda. o que permitirá a inserção de mais 33. Fonte: Aneel. o conjunto de empreendimentos menores. duas nucleares.234. que podem concorrer isoladamente ou em consórcio. o aumento na capacidade instalada do país tem sido permanente – ao contrário do que ocorreu no final dos anos 80 e início da década de 90. por envolver a exploração de um recurso natural que. deve ser precedida de um estudo de inventário – cuja realização depende de autorização da Aneel e cujos resultados também deverão ser aprovados pela entidade. que consiste na habilitação jurídica. 2008. que correspondem a uma capacidade instalada de 104.

627 25. a licença ambiental prévia (junto ao órgão ambiental estadual ou nacional.568 9. vem a etapa de desenvolvimento do Projeto Básico Técnico (PBT) – a ser aprovado pela Aneel – e do Projeto Básico Ambiental (PBA) – encaminhado Atlas de Energia Elétrica do Brasil 35 .73 58.08 9.000 104.650 2. pelo empreendedor que solicitar a autorização.87 por MWh.500 1.19 0 9.66 100 Empreendimentos Outorgados entre 1998 e 2008 (não iniciaram sua construção) Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Undi-Elétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Fonte: Aneel.57% em relação ao preço teto estabelecido pelo MME. valor que correspondeu a um deságio de 21.598 20 74.Empreendimentos em operação.00 por MWh.11 0.053.26 14. de R$ 91 por MWh.19 34.007.632.526. também no Rio Madeira. a etapa seguinte ao estudo de inventário é a realização.400. Simultaneamente. Quantidade 74 1 50 166 15 163 469 Potência Outorgada (kW) 50.900 12.042 2 1.22 1. Foi o que ocorreu no leilão da usina de Santo Antônio. construção e outorgados Empreendimentos em Operação Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Central Geradora Solar Fotovoltaica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Usina Termonuclear Total Quantidade 227 17 320 1 159 1.189 50 2.399.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Para os empreendedores da usina de Jirau.01 6. O Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB) se dispôs a vender ao mercado cativo (distribuidoras) 70% da energia pelo preço de R$ 71.383. Tanto em Santo Antônio quanto em Jirau. no Rio Madeira (RO): o consórcio Madeira Energia S/A vendeu 70% da produção às distribuidoras pelo preço de R$ 78. caso o aproveitamento esteja localizado em dois ou mais Estados) e a reserva de recursos hídricos (a ser promovida junto aos órgãos responsáveis pelos recursos hídricos.330 1. do estudo de viabilidade.090. de esfera estadual ou federal).523 2.920 2.37 por MWh. os restantes 30% poderão ser comercializados no mercado livre de energia (para conhecer o funcionamento desse mercado. Definido o vencedor do leilão. 2008. também.401.646 % 0.33 100 Para as UHEs.815.898 7. diante do preço máximo fixado pelo MME de R$ 122.29 0 71.824 % 0. devem ser obtidas.070 4.317. Vencerá o proponente que se propuser a vender a produção às distribuidoras pelo menor preço por MWh (megawatt-hora).009 272.528.34 20.92 100 Empreendimentos em Construção Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Quantidade 1 22 67 21 19 130 Potência Outorgada (kW) 848 463. Concluída esta etapa.431 % 0.20 24. o processo foi o mesmo.432.26 2. ver Box 1).201 26. o empreendimento está apto a ser licitado por meio de leilões de venda antecipada da energia a ser produzida (para detalhes ver Box 1).464.21 47.5 .768 Potência Outorgada (kW) 120.

Já a construção de PCHs – com potência de até 30MW e reservatório não superior a 3 km2 não exige nem o estudo de viabilidade nem a licitação. No Brasil.035 17. Atlântico NE Or.437 4.0 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.6 .1 <0.gov.490 % 42. a EPE ocupava-se da revisão dos inventários dos rios Araguaia e Tibagi e realizava novos estudos em bacias principalmente da região Norte.ccee.org.728 12. avalia o projeto básico da usina e concede a autorização para a instalação. a Aneel seleciona o empreendedor de acordo com critérios pré-definidos.816 5. Apenas após obter as aprovações a ambos.149 57.gov.6 abaixo.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. 2007. ons.gov.2 1.br Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.mme.2 0.1 2.br Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) – disponível em www.psr-inc.0 11. Após a realização do estudo de inventário.eletrobras.br Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – disponível em www. Total 106.Situação em 2007 (MW) Bacia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Amazonas Paraná Tocantins/Araguaia São Francisco Atlântico Sudeste Uruguai Atlântico Sul Atlântico Leste Paraguai Parnaíba Atlântico NE Oc.epe.org.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www. o último inventário global foi realizado em 1992 pela Eletrobrás.087 3.Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica .757 14.2 23. Tabela 1.gov.com 36 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .6 1.4 0. aneel.801 28.2 7. Como pode ser observado na Tabela 1. na bacia Amazônica.9 5. que se encontra o maior potencial hidrelétrico existente no país.102 1. é exatamente nesta região.044 376 158 251.1 5. o empreendedor poderá desenvolver o projeto executivo e dar início à construção da usina.1 100.Capítulo 1 | Características Gerais ao órgão ambiental responsável pela avaliação do empreendimento. Total Fonte: EPE. Em 2008.br Power Systems Research (PSR) – disponível em www.

Parte I Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Energia no Brasil e no mundo Consumo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 37 2 .

Com isso. quando o Ministério de Minas e Energia (MME) criou o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). concedido anualmente para reconhecer a excelência energética do equipamento em relação aos demais disponíveis. envolvendo investimentos de R$ 261 milhões. conforme registra o estudo Análise Retrospectiva. apresentados por 61 distribuidoras e que. As primeiras. Para serem implementados. a legislação também determina que as distribuidoras de eletricidade destinem 0. em elemento de marketing da indústria de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. segundo informações divulgadas em setembro de 2008 pela Aneel. esses programas devem ser aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). em colaboração com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). A eficiência energética transformou-se. permitiriam a redução anual de 369 GWh. caracterizada pela publicação e distribuição de manuais destinados a orientar os consumidores de diversos segmentos. com o objetivo de formar profissionais com competência específica em eficiência energética. um terceiro são os elevados investimentos exigidos na pesquisa de novas fontes e construção de novas usinas. por exemplo. embora possa refletir o aquecimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. Outro é o impacto ao meio ambiente produzido por essa atividade. de âmbito nacional e coordenado pela Eletrobrás. Uma das maneiras mais modernas e utilizadas no mundo para conter a expansão do consumo sem comprometer qualidade de vida e desenvolvimento econômico tem sido o estímulo ao uso eficiente. foi lançado o selo Procel. As práticas para estimular o uso eficiente da eletricidade se dividem em dois grupos principais: ações educativas da população e investimentos em equipamentos e instalações. Em 1993.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 2 Eficiência energética A expansão acentuada do consumo de energia. É comum. em menor escala. 38 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . essas companhias desenvolverem projetos de iluminação para clientes do poder público e comércio. a redução total do consumo obtida com esses programas desde 1998 será de 5. Em abril de 2008. a fim de reduzir o custo dos insumos). Além disso.597 GWh por ano. ou consumidores eletrointensivos. como residências. no que concerne à energia elétrica.25% da receita operacional líquida para esses programas educativos. possuem projetos permanentes nesta área. Além disso. Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Uma ação que tem sido usual é a doação de lâmpadas eficientes e. tem aspectos negativos.25% de sua receita operacional líquida a programas e ações que se caracterizem pela eficiência energética. ou para aplicação na linha de produção no caso da indústria de porte médio (visto que os grandes consumidores. esse estímulo tem sido aplicado de maneira sistemática desde 1985. Finalmente. comércio. As distribuidoras também destinam parte dos 0. marcaram o início da atuação do Procel. coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia. Outra parte é utilizada na implantação de projetos de eficiência energética. No Brasil. indústria e setor público. o Procel também desenvolveu programa pedagógico junto às escolas do ensino fundamental e iniciou projetos e cursos técnicos. então. quando os consumidores foram obrigados a se adequar a quotas de consumo mensal. a Aneel havia aprovado 279 deles. Um deles é a possibilidade do esgotamento dos recursos utilizados para a produção de energia (ver capítulos 3 a 9). a substituição de geladeiras antigas por modelos mais novos junto à população de baixa renda durante programas de regularização das ligações clandestinas. Estas últimas chegam a registrar eficiência até 48% superior à das primeiras. constante do Plano Nacional de Energia 2030. Uma outra vertente adotada pelas distribuidoras para a aplicação compulsória dos recursos é o desenvolvimento de ações específicas para clientes de maior porte. O selo Procel ganhou expressividade a partir do racionamento de 2001. também desenvolvidas individualmente pelas distribuidoras.

Consumo | Capítulo 2

Consumo
2.1 INFORMAÇÕES GERAIS O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto a capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente mais avançados, como automóveis (que demandam combustíveis), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (que exigem acesso à rede elétrica e pressionam o consumo de energia elétrica). Essa inter-relação foi o principal motivo do acentuado crescimento no consumo mundial de energia verificado nos últimos anos.
6 5 4 3 2 1 0

2

Como mostra o Gráfico 2.1 abaixo, de 2003 a 2007 a economia mundial viveu um ciclo de vigorosa expansão, refletida pela variação crescente do PIB: 3,6% em 2003; 4,9% em 2004; 4,4% em 2005; 5% em 2006 e 4,9% em 2007, segundo série histórica produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No mesmo período, a variação acumulada do consumo de energia foi de 13%, passando de 9.828 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em 2003 para 11.099 milhões de tep em 2007, como pode ser observado no BP Statistical Review of World Energy, publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum, nova denominação da companhia British Petroleum). A edição de 2008 do Key World Energy Statistics,

1997

1998 Variação do PIB

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Variação do consumo de energia

Gráfico 2.1 - Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 - 2007).
Fonte: Ipea, BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

39

Capítulo 2 | Consumo

da International Energy Agency (IEA), compara os anos de 1973 e 2006. Nesses 33 anos, o consumo mundial aumentou 73% ao passar de 4.672 milhões de tep para 8.084 milhões de tep. Os números apresentados e os períodos abordados pela BP Global e pela IEA são bastante diferentes entre si. No entanto, as tendências que eles refletem são as mesmas: acentuada expansão, estimulada principalmente pelo crescimento econômico dos países em desenvolvimento, particularmente da Ásia e América Latina. Ao final de 2008, não está claro com que intensidade os setores produtivos irião se ressentir da crise que eclodiu no mercado financeiro durante o segundo semestre do ano. Assim, a dimensão dos problemas ainda não está suficientemente para permitir projeções mais específicas sobre o nível de atividade econômica e o comportamento do consumo de energia. Em outubro de 2008, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou uma aguda desaceleração da economia mundial, particularmente nas nações mais desenvolvidas, que teriam crescimento próximo a zero pelo menos até meados de 2009. Nas economias em desenvolvimento, como da América Latina, a variação ainda seria positiva, mas recuaria de algo próximo a 5% para a casa dos 3%. No mesmo mês, a IEA também reduziu suas estimativas a respeito do consumo do petróleo. Pelas novas projeções da entidade, na média de 2008 esse consumo seria de 86,5 milhões de barris diários (240 mil barris diários a menos que na última estimativa) e, em 2009, de 87,2 milhões de barris diários (440 mil barris diários a menos). Como ocorre historicamente, em 2007 e 2008 o petróleo respondia pela maior parte do consumo primário (fonte a ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica) de energia do mundo. Em 2007, segundo a BP Global, a aplicação do recurso correspondeu a 3.952 milhões de tep, imediatamente seguido por carvão (3.177 milhões de tep), gás natural

(2.637 milhões de tep), hidráulica (709,2 milhões de tep) e nuclear (622 milhões de tep), como mostra a Tabela 2.1 a seguir.

Tabela 2.1 - Consumo mundial de energia por combustível em 2007
Combustível
Petróleo Carvão Gás natural Hidráulica Nuclear Total
Fonte: BP, 2008.

Mtep
3.952,8 3.177,5 2.637,7 709,2 622,0 11.099,3

O setor de transportes continuava a responder pelo maior volume consumido de derivados de petróleo (60,5% do total em 2006, segundo as últimas estatísticas da IEA), enquanto a indústria demandava a maior parte da produção de carvão (78,8%). Já o gás natural era utilizado principalmente por residências, agricultura, comércio e serviço público, que em 2006, juntos responderam por 48,1% do consumo mundial total, diante de um consumo industrial de 35,2%. O conjunto desses setores também respondeu pela absorção do maior volume de energia elétrica no período (56,7%), imediatamente seguido pela indústria (41,6%). Quando considerado o volume total de energia fornecido, qualquer que seja a fonte, o grupo formado por residências, agricultura, comércio e serviço público se constitui no maior consumidor, responsável pela absorção de 2.937 milhões de tep em 2006. Na seqüência vêm transportes, com 2.226 milhões de tep, e indústria, com 2.180 milhões de tep, como mostra a Tabela 2.2 abaixo.

Tabela 2.2 - Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep)
Fontes e consumo
Indústria Transportes** Outros setores Usos não energéticos

Carvão Mineral
550,57 3,78 114,21 29,69

Petróleo
4,19 0,01 0,32 6,55

Derivados de Petróleo
325,35 2.104,85 471,39 568,72

Gás Natural
434,28 71,28 592,90 134,99

Energia Nuclear
-

Energia Hidrelétrica
-

Biomassa
187,83 23,71 828,57 -

Outras fontes*
678,24 22,80 930,22 -

Total
2.180,46 2.226,43 2.937,62 739,94

(*) Outras fontes incluem: Geotérmica, solar, eólica etc. (**) Inclui bunkers marítmos. Fonte: IEA, 2008.

40

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Consumo | Capítulo 2

2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO Os 30 países desenvolvidos que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)1 são, historicamente, os maiores consumidores mundiais de energia. Sua participação no total mundial, porém, tem recuado ao longo do tempo. Já nos países em desenvolvimento, a participação relativa, ainda que em alguns casos seja pouco expressiva, como na América Latina, registrou aumento acumulado superior a 100% nas últimas três décadas. A Figura 2.1 abaixo mostra os diferentes volumes de consumo de energia primária per capita nas diversas regiões do mundo.

consumo de energia elétrica per capita 2007 (tep) 0,0 a 1,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,5 4,5 a 6,0 > 6,0

Figura 2.1 - Consumo de energia elétrica per capita em 2007.
Fonte: BP, 2008.

Essa disparidade é explicada pela estrutura econômica e social de cada um dos dois grupos. Os países que compõem o primeiro são caracterizados por uma economia relativamente estável, em que não há espaço para aumentos acentuados na produção industrial ou no consumo de bens que pressionam a absorção de energia, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Em sociedades mais estruturadas e ricas, a maior parte da população conseguiu adquiri-los ao longo da segunda metade do século XX. Além disso, para a produção industrial, os países desenvolvidos tendem a utilizar, com maior freqüência, equipamentos energeticamente eficientes que, ao longo do tempo, passaram a

requerer menor volume de energia para se manter em operação. Finalmente, eles também deixam, aos países em desenvolvimento, a realização de atividades que consomem muita energia, como é o caso da siderurgia e produção de alumínio (ou a chamada indústria energointensiva). As variações do consumo de energia, portanto, são suaves, quando não decrescentes. Na França e Alemanha, por exemplo, o consumo total de energia primária recuou, respectivamente, 2,1% e 5,6% entre 2006 e 2007, segundo o estudo da BP Global. No mesmo período, o PIB desses países teve evolução de 1,9% e 2,5%. Também na comparação entre 2006 e 2007, o consumo nos Estados Unidos aumentou apenas 1,7%, enquanto a economia cresceu 2,2%.

1 Os países da OCDE relacionados pela IEA são: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, República Eslovaca, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

41

Capítulo 2 | Consumo

Já os países em desenvolvimento estão mais sujeitos a bruscas reversões de tendências na economia – seja pela política econômica interna restritiva, seja pela grande dependência do capital internacional, dado o pequeno volume de poupança interna. A partir dos anos 90, houve, inclusive, uma sucessão de vigorosos ciclos de expansão em função do elevado volume recebido de investimentos externos, originários das nações desenvolvidas. Na América Latina, esse movimento foi muito perceptível no Brasil e Chile. No mundo, os destaques são os países asiáticos, como China e Rússia, favorecidos pela liberalização gradual dos regimes comunistas. Além disso, esses países costumam apresentar variações do consumo de energia bem mais acentuadas que o crescimento do PIB em função de fatores como a existência de grande número de indústrias energointensivas, demanda reprimida por eletrodomésticos, eletroeletrônicos e automóveis, e existência de uma forte economia informal (com atividades sem registro e, portanto, sem a correspondente arrecadação de impostos e tributos). Sobre o impacto que esses ciclos de expansão econômica têm sobre o consumo local de energia, o Brasil tem exemplos clássicos. O primeiro ocorreu no ano de 1994, quando o Plano Real, ao conter a inflação e estabilizar a moeda, permitiu o aumento abrupto de renda da população. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS, órgão que coordena a operação integrada da geração e transmissão de energia elétrica na maior parte do país), a expansão do consumo de energia elétrica deu um salto de 4,55 % em 1994 e de 6,41% no ano seguinte, em função do aumento de vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Além disso, em 2006 e 2007, o aquecimento econômico, com conseqüente geração de empregos, aliado à estratégia setorial de dilatação dos prazos de financiamento, beneficiou, entre outros, o setor automobilístico, que registrou volumes recordes de vendas de automóveis – o que também pressionou o consumo de combustíveis como gasolina e etanol.

por estes 30 países aumentou 35% (de 2.829 milhões de tep para 3.824 milhões de tep), enquanto a evolução do consumo mundial foi de 73%. A variação verificada na energia elétrica foi bem mais expressiva: 140%, passando de 323 milhões de tep para 776 milhões de tep. Os Estados Unidos continuaram a liderar o ranking dos maiores consumidores em 2007, ao responder por 21,3% do total mundial, conforme o estudo da BP Global. Considerando que a participação de Canadá e México (2,9% e 1,4%, respectivamente) é pouco representativa no contexto do consumo de energia mundial, é possível depreender, portanto, que Estados Unidos foram os principais responsáveis pela consolidação da América do Norte como uma das maiores consumidoras mundiais de energéticos. Em 2007, esta região, composta por três países, respondeu por 25,6% do total mundial. Essa participação foi superada pela Europa/Eurásia que, com mais de 30 países, respondeu por 26,9% do consumo global e pela Ásia Pacífica, com participação de 34,3%. Outra característica observada nos países desenvolvidos foi uma certa diversificação no tipo de energéticos. Mas este comportamento é resultado mais das políticas aplicadas individualmente pelos governos locais (para detalhes, ver capítulos 3 a 9) do que uma opção da população, para quem, na maior parte das vezes, a fonte utilizada para a produção de energia é pouco visível. Essas políticas, ainda em andamento, visam à diversificação da matriz e conseqüente redução da utilização dos combustíveis fósseis – grupo no qual os principais integrantes são petróleo e carvão – em função tanto da volatilidade e tendência de alta dos preços do petróleo quanto da necessidade de contenção do volume de emissões de gases causadores do efeito estufa a partir dos compromissos assumidos no protocolo de Kyoto, em 1992 e retificados no Tratado. Assim, entre 1973 e 2006, a participação do carvão nos países da OCDE recuou de 10,1% para 3,5% do total de energia consumida. No petróleo, a queda foi de 56,6% para 51,8%. Ao mesmo tempo, o consumo de energia elétrica quase dobrou (11,4% para 20,3%) enquanto a posição das fontes renováveis e do grupo “Outras Fontes” (eólica e solar, entre outras) também apresentou um salto significativo, embora sua posição no ranking total continuasse pouco expressiva. As fontes renováveis (lideradas pela biomassa) apresentaram variação de 2,9% para 3,8% no período e o grupo “Outras Fontes”, de 0,8% para 1,9%, como mostra o Gráfico 2.2 a seguir.

Países desenvolvidos Segundo estatísticas da IEA, em 1973 os membros da OCDE respondiam por 60,6% dos 4.672 milhões de tep da energia primária absorvida por todos os países pesquisados. Em 2006, essa participação recuou para 47,3% do total de 8.084 milhões de tep. Entre um ano e outro, portanto, o volume demandado

42

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

por exemplo. apresentando variação de 103%. como mostra o Gráfico 2.3 1. mas.215 milhões de tep para 1.863 milhões de tep (aumento de 7. O país tem buscado a diversificação da matriz. ao passar de 1.9%. Por regiões. o Equador. Segundo o estudo da BP Global.3 a seguir.1 3. ainda assim. portanto.5% de 1973 a 2006.6%.9 56. Embora a China seja o exemplo mais expressivo em termos de crescimento do consumo de energia.5 0. por serem economias menores – e.7% para 5. 2008. o país foi o segundo do ranking mundial.7 5.6 2. O Brasil respondeu por 2% do consumo mundial.8 5. Isto significa que.4 20.6 47.7 10. Fonte: IEA.8 1. de 3.8 0.5 Eletricidade Gás Natural Carvão 2.3 .8 OCDE China Ásia Rússia África América Latina Oriente Médio Bunkers marítimos Países europeus fora da OCDE Gráfico 2. aumentou de 6. o que transforma a China em um dos grandes emissores mundiais de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa. Na América Latina. só superado pelos Estados Unidos.2 18.9 3. A diferença é que.8% para 5.1 0.3 1973 2006 15 7. absorverem um volume menor – as elevadas variações exercem menor pressão na oferta global. Mas. o consumo mais que dobrou. Países em desenvolvimento Em 2007.311 milhões de tep.1%. 2008.7% sobre o ano anterior). ao absorver 1. A maior fonte de energia é o carvão.Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006.3%.1 3. 70 60 50 40 % 30 20 10 0 60.5 12. a participação da Ásia. ver capítulo 3).5 11.Consumo | Capítulo 2 60 50 40 % 30 20 10 0 Petróleo 11. quando absorveu 917. registrou uma variação de 8% no consumo.5 8.3 2. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 43 . em 10 anos. segundo a IEA. A África também registrou um expressivo aumento de participação. respondeu por apenas 0.4 milhões de tep.5% para 11. a participação da China no mercado mundial de energia aumentou 5.9 4.6 51.2 .9 6. ao investir na expansão das usinas hidrelétricas (para detalhes. Fonte: IEA. Em 2007. Nesse ano.6 3.8 1973 2006 Biomassa Outros Gráfico 2.3 18. outros países e regiões em desenvolvimento registraram comportamento semelhante ao longo dos últimos anos.1% do total mundial. o volume do carvão consumido apresentou variação de 7. descontando-se a China.Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006). entre 2006 e 2007. a China registra uma tendência ininterrupta de aumento do consumo energético desde 1998. a variação foi de 3.

de 33. conforme dados do Ipea. o que justifica a consolidação da cana-de-açúcar como segunda principal fonte primária para produção de energia no país. a tendência do consumo de energia no período foi de crescimento: 13.310 14. inclusive. até 2007. do Ministério de Minas e Energia. De 1990 a 2007. Fonte: MME.449 milhões de tep.565 milhões de tep.887 2007 35. com o consumo total passando de 127.72%.957 Variação % 5. De acordo com o BEN 2008. Tabela 2.0% 34. A série histórica constante do Balanço Energético Nacional de 2008. o consumo atingiu 76. Na Índia.949 milhões de tep para 172.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL Além do desenvolvimento econômico. acumulando.208 16. também neste caso o movimento pode.836 26.414 13. segundo o Balanço Energético Nacional de 2008.5% -0. 2. segundo a BP Global).4 a seguir. entre 2006 e 2007 apenas Rússia permaneceu com o volume consumido relativamente estável (0. este comportamento foi beneficiado pela utilização de outros tipos de energia. Quanto à modalidade de energético mais consumido. coque de carvão mineral e carvão vegetal. mostra.0% entre um ano e outro. portanto. visto que o consumo de energia elétrica registrou uma queda de 6. acompanhando a taxa de crescimento do PIB nacional. registrou um crescimento acumulado de 14. portanto.6%. ser atribuído principalmente ao desempenho da economia. a variação entre 2006 e 2007 foi de 6. o consumo de etanol aumentou 34. 44 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .7% 3.186 milhões de tep (aumento de 0. entre 2000 e 2005. Etanol e bagaço de cana foram. entre outros). Ainda assim.395 milhões de tep para 8.93%. Se somados óleo diesel. Índia e China). a produção de usinas hidrelétricas e derivados de petróleo.745 16. de uma maneira geral a tendência tem sido de expansão do consumo global de energia (o que abrange derivados de petróleo. o energético mais consumido foi o carvão.7% * Inclui apenas gasolina A (automotiva).433 42.Capítulo 2 | Consumo Dos chamados membros do BRIC (Brasil.3%. registrando variação média anual de 1.612 7.342 8. onde o consumo aumentou 55% em 10 anos. de 6. que enquanto gasolina automotiva registrou recuo de 1.443 34. ** Inclui lixívia.494 6. energia elétrica.3 .2% 10.8%.2%. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (para detalhes.6% 8. Rússia.2% 7. essa taxa teve uma tendência de queda relativa.7%. Mas.14%).199 39. uma variação de 9. Na China e na Índia. A exemplo do que ocorre no mercado mundial. o consumo global de energia registrou recuo: passou de 171. o gás natural. no mesmo período.3).536 milhões de tep. óleo combustível.409 milhões de tep. ao atingir 35. segundo relata o estudo Análise Retrospectiva constante do Plano Nacional de Energia 2030. gás natural. registrou aumento de 5. ano marcado pelo racionamento de energia elétrica.7% 6. O Produto Interno Bruto do país. 2008 (Adaptado do BEN 2008). como mostram a Tabela 2.816 24. No Brasil. ao da energia elétrica que.6% em 2001. entre outros.612 milhões de tep.731 14.596 milhões de tep para 215. Este país apresentou crescimento ininterrupto de consumo desde 2001.395 7. Na Rússia. os grupos a registrar maior variação no período. ver tópico 2. No Brasil.443 milhões de tep. Nem mesmo em 2001. de 1. diante de um consumo total de 201.7% ao passar de 6. aliás.Consumo final energético por fonte (103 tep) Fonte Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina* Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Outras fontes** 2006 33. gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo).536 32. que em todo o período que vai de 1970 a 2007.3 abaixo e o Gráfico 2.7% em relação ao total de 2006.46%. É interessante notar. o crescimento acumulado foi de 69%. outra variável que determina o consumo de energia é o crescimento da população – indicador obtido tanto pela comparação entre as taxas de natalidade e mortalidade quanto pela medição de fluxos migratórios. está diretamente relacionada à facilidade de acesso aos recursos primários em cada localidade.625 14. gás de refinaria. No Brasil. os derivados de petróleo eram os principais energéticos utilizados no país em 2007 – um comportamento verificado ao longo dos últimos anos. em 2007. porém. Foi muito superior. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética.1% -1.

o setor industrial continuou a ser o maior consumidor.2% em 2005 e 3. correspondeu a uma participação de 17. imediatamente seguido por transportes e residências.0 8. 35.7% no volume absorvido. em vez de somados. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 45 . 4.5 .5 abaixo. porém. em 2002 o consumo de energia elétrica verificado no país. considerando que os derivados de petróleo. ingressou em ritmo acelerado de crescimento – 6.551 GWh. A partir desse ano. O volume absorvido. de 321.6 21.8 53. Movido pelo incremento no nível de atividade econômica.Consumo | Capítulo 2 50 40 30 20 10 0 2006 2007 Gráfico 2. Outras fontes Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Em 2007.3 18. Fonte: MME. na sua forma final).9 2006 2007 57.5 Energético Agropecuário Comercial Público Gráfico 2.4 a seguir.3 6.7 81. 76.2%). conforme Tabela 2.5% em 2003. Só foi superado pelo setor energético (que agrega os centros de transformação e/ou processos de extração e transporte interno de produtos energéticos. Fonte: MME.9% em 2006 – o que provocou.8% e por transportes (8. segundo série histórica constante do BEN 2008. 2008 (Adaptado do BEN 2008).9 3.6 5. Em função do racionamento de 2001 – e das correspondentes práticas de eficiência energética adotadas. iniciada em 2003. com variação de 11. manteve-se inalterada. Com este desempenho. gasolina e GLP. Energia elétrica A energia elétrica foi a modalidade mais consumida no país em 2007.1 5. este setor registrou um aumento de 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Industrial Transportes Residencial 22. preocupações com relação à capacidade de a oferta acompanhar esta evolução.4 3. como pode ser observado no Gráfico 2. a tendência à expansão contínua e acentuada.1 22. 5.4 .443 milhões de tep.7% sobre o ano anterior. estava em níveis próximos aos verificados entre 1999 e 2000.2% em 2004. como utilização de lâmpadas econômicas no setor residencial –. 2008 (Adaptado do BEN 2008). são desmembrados em óleo diesel. como ocorre no BEN 2008. inclusive.Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.5 9.Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.6% no volume total e a um aumento de 5.

632 0 10.706 32.664 158. embora a região Sudeste/Centro-Oeste.218 19. 1997 4.144 874 1.279 155.2 na página seguinte mostra o consumo de energia elétrica por região em 2007. pela série histórica produzida pelo ONS.178 6.816 6.219 6. Em maio de 2008.377 75 71.296 16.432 5.294 15.177 32.342 7.538 26.509 4. Na região Norte.456 804 1.589 GWh.699 15. A Figura 2.594 15.71%.157 27.626 4.280 775 1.687 2.101 12.305 2. É possível constatar.598 709 1.794 38 69.519 16.379 6.726 32.Capítulo 2 | Consumo Tabela 2.500 16.382 6.342 907 1.743 16.607 7.79% e. em alguns casos.525 13.445 50 71.541 11.919 16.619 8.51%.674 1. mais industrializada e com atividade agropecuária bastante ativa.320 6.498 14.562 169.333 4.836 6.049 30.301 14.642 4.817 30.273 3.468 7.390 17.578 0 9.289 6.184 3. O caso da região Norte ilustra como a oferta local é um elemento importante no impulso ao consumo.996 0 2.387 6.248 6.885 7.495 2.552 2.259 6.612 56 76.119 21.116 4 2.401 0 9.627 13. o volume de energia elétrica requerido pelas residências dessa região (que abriga 28% da população nacional) ultrapassou o da região Sul (15% da população nacional).759 13.382 6.536 6.310 26.215 7.223 13.513 13.506 28.530 2003 10.625 3.355 2. nas demais regiões a evolução do consumo tem sido bem mais acentuada.4 .239 12. provoca fluxos migratórios – e à disponibilidade da oferta de eletricidade também interferiram nos volumes de energia elétrica absorvidos no país.221 0 8.783 58 71. Em 2007.210 31. Já o caso do Nordeste é ilustrativo do impacto da geração de renda no consumo de energia elétrica.53%.221 2005 12.673 27. a EPE detectou que.199 0 2.216 164.976 904 1.814 5.084 13.494 7.286 35 8.208 3.918 29.126 14.395 48 72.449 34.402 4 3. porém. principalmente relacionadas ao ritmo de atividade econômica – que.670 188.161 26 8. Segundo a EPE. a absorção de energia na região foi incrementada a partir dos anos 70.834 7.469 13. em fins de 1985.247 6.430 5.841 13. no Nordeste.353 6.893 2.622 2004 11.569 12.695 25.335 4 3.016 14.815 2000 6.443 6.180 85 8.245 2007 14.433 182.657 6.147 3.688 29.842 761 1. Assim.202 3.574 13. o que favoreceu a instalação de indústrias de alumínio na região.328 6.657 2001 7.Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Identificação Gás natural Carvão mineral Lenha Bagaço de cana Lixívia Outras recuperações Gás de coqueria Coque de carvão mineral Eletricidade Carvão vegetal Álcool etílico Outras secundárias .663 3.715 156.609 5.448 3.069 460 1.820 77 71.401 6. a variação foi de 184.709 201.914 152.643 2002 9.676 2.433 0 2. continue a liderar o ranking dos consumidores.450 29. pela primeira vez.910 97 69. 30.303 28.342 6.267 6.955 6.014 157.369 0 8.226 1998 4.144 4. 12.745 3.327 26.638 7.931 108 4.544 13.752 20.798 78 70.694 8. Em 1970.505 9.202 111 5.687 2006 13.963 37 71.182 0 2.196 2.137 33.291 709 1.085 6.084 10.162 6. 2008. que de 1988 a 2007 o volume absorvido pela região Sudeste/CentroOeste aumentou 83.684 2.988 94 6.986 6.051 7.776 78 71.661 4 2. 128. em função de dois fatos marcantes: a criação da Zona Franca de Manaus e a entrada em operação da usina hidrelétrica Tucuruí. Em 1990.246 641 1.731 3.121 0 2.829 27.394 3.alcatrão Subtotal derivados de petróleo Óleo diesel Óleo combustível Gasolina Gás liquefeito de petróleo Nafta Querosene Gás canalizado Outras secundárias de petróleo Total Fonte: MME.043 As diferenças regionais. no Sul.455 GWh.247 8.869 30. essa região consumiu 466 GWh (gigawatts-hora).997 14.409 5.828 7. 46 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .844 4 3. de 130.716 35.414 24. no Rio Tocantins.384 2.500 13.280 1999 4.155 5.319 7.946 436 1.742 4 3.496 16.420 32.381 2.848 178.

Consumo | Capítulo 2 evolução do número de domicílios atendidos. o setor também tem se caracterizado pela acentuada variação dos volumes consumidos. o consumo residencial de eletricidade no Nordeste atingiu 15. quantidade muito inferior à registrada pela indústria. por 47. está alicerçada tanto na expansão do consumo médio por domicílios. quando os investidores foram estimulados pela constituição do mercado livre de energia elétrica (ver capítulo 1). Em 1995. Em 1998.Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007.535 Comercial 90.455. em função do aumento de renda e de programas sociais de transferência de recursos do Governo Federal (em especial o Bolsa Família) quanto na 450 400 350 300 TWh 412. o industrial. 30. que começou a se configurar no final do ano de 2007. indica uma tendência consistente. em função do Programa Luz para Todos. Outro setor que se destaca pelo volume absorvido aliado ao acentuado crescimento é o residencial. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 47 . em 1992 essa atividade foi responsável pelo consumo de 13. Este setor se caracteriza. 1.44 GWh Figura 2. agropecuário.583 GWh. Por setores.9% superior ao de 1995.718 Público 58. portanto.6% superior ao de 1992.6 .138 GWh. Conforme série histórica constante do BEN 2008. ele absorveu 90. o segundo maior do país.203. a quantidade produzida foi de 14. 2008. com a aplicação de 192.684. também. No setor comercial o consumo foi de 58. volume 37.616 GWh em 2007. Em 2007. 2008. A linha divisória dessa expansão concentra-se nos últimos cinco anos da década de 90.536 Agropecuário 33.4 mil GWh. de 33. e transportes.881 192. enquanto na região Sul ficou em 15 mil GWh.Consumo de energia elétrica por região em 2007.923 GWh. Nos últimos anos. ano de constituição do mercado livre. também do Governo Federal. ou investimentos realizados por consumidores de grande porte em usinas geradoras para suprimento próprio e venda do excedente em mercado. como mostra o Gráfico 2. embora pequena. Fonte: ONS.6 abaixo.96 GWh Consumo total: 435. mas não consumida. continuou a liderar o ranking dos maiores consumidores de energia elétrica. ainda assim.58 GWh 270. Fonte: BEN.718 GWh.544.616 Residencial Industrial Consumo final energético Gráfico 2. a variação acumulada foi.535 GWh. Em 2007. Em 15 anos.575 GWh. mas. como ocorre tradicionalmente. de 262%.43 GWh 71.45 GWh 63.130 250 200 150 100 50 0 1. Segundo a EPE. Nos 12 meses concluídos em maio de 2008. A diferença.269 Setor Energético 17.2 . por ser o principal abrigo de uma tendência que tem evoluído nos últimos anos: a autoprodução de energia.480.881 GWh. volume 14. no qual poderiam negociar os excedentes – ou eletricidade produzida. 17.020 GWh.536 GWh. no público. atingia 20.575 Transportes 17.

000 3.Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.613 GWh. No acumulado dos cinco anos que vão de 2002 a 2007.bp. Pessoas beneficiadas 1. 2008 (Valores acumulados até maio de 2008).700 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. das práticas de consumo eficiente de eletricidade. quanto pelas novas ligações realizadas pelo Programa Luz para Todos.600.200 129.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. portanto.5% 49.800.900 Número de ligações realizadas 15. aneel.000 650. o programa realizou um total de 1.0% 20. atingindo 76. segundo dados do Ministério de Minas e Energia.5 .500 108.2% 6.epe. do Governo Federal.mme.000 244.gov. Como pode ser observado na Tabela 2. Em 2000.770 GWh e 72.org. respectivamente. 2004-2008 Regiões Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Total Fonte: MME.800.740 GWh. Em 2003. Nos quatro anos de vigência. coordenado pela Eletrobrás. divulgados em maio de 2008 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). o consumo foi de 83. a maior parte das ligações foi realizada na regiões Nordeste e Sudeste.Brasil. o consumo de energia elétrica pelo setor residencial aumentou 25%. ons. Tabela 2.gov.000 7.143 GWh.br BP Global – disponível em www.000 550. beneficiando 7.br 48 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Este fenômeno foi proporcionado tanto pelos programas de regularização de ligações clandestinas. nas grandes regiões . Também contribuíram para esse comportamento o aumento do número de unidades consumidoras formalmente ligadas à rede elétrica.8 milhões de pessoas.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.300 772.800 322. desenvolvidos individualmente pelas distribuidoras. o que leva muitos analistas a interpretarem o fenômeno como o abandono gradual. adotadas durante o racionamento.gov.577.9% 100.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. Em 2001 e 2002 recuou para.iea. deu um salto de 4.gov. 73.br Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – disponível em ipeadata.0% 1.000 1.Capítulo 2 | Consumo Este comportamento foi mais visível a partir de 2003. pela população em geral.200.6 milhão de ligações.5 abaixo. porém.7%.4% 8.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Eletronorte Energia Hidráulica Atlas de Energia Elétrica do Brasil 49 3 .

Os principais tipos de turbinas hidráulicas são: Pelton. Cada turbina é adaptada para funcionar em usinas com determinada faixa de altura de queda e vazão. A turbina tipo Bulbo é usada nas usinas fio d’água por ser indicada para baixas quedas e altas vazões. ou criados artificialmente. É nesta instalação que estão as turbinas. próximas à superfície e utilizam turbinas que aproveitam a velocidade do rio para gerar energia. Os sistemas de captação e adução são formados por túneis. Essas usinas fio d’água reduzem as áreas de alagamento e não formam reservatórios para estocar a água ou seja. A barragem tem por objetivo interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório. formadas por uma série de pás ligadas a um eixo conectado ao gerador. as turbinas convertem a energia cinética (do movimento da água) em energia elétrica por meio dos geradores que produzirão a eletricidade. que funcionam em conjunto e de maneira integrada. não exigindo grandes reservatórios.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 3 O caminho da água na produção de eletricidade Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio. o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da usina. casa de força e vertedouro. Kaplan. esses reservatórios têm outras funções: permitem a formação do desnível necessário para a configuração da energia hidráulica. sejam eles naturais. Francis e Bulbo. sistema de captação e adução de água. Depois de passar pela turbina. a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo. Durante o seu movimento giratório. Além de “estocar” a água. Outra é a existência de água em quantidade maior que a necessária para o armazenamento ou a geração de energia. Em períodos de chuva. há o vertedouro. como as quedas d’água. Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão ou de chuva. única maneira de poupar energia elétrica para os períodos de seca. canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força. a ausência de reservatório diminui a capacidade de armazenamento de água. Já a estrutura da usina é composta. Fluxo de água Reservatório Casa de força Canal Gerador Linhas de transmissão de energia Duto Turbina Rio Perfil esquemático de usina hidrelétrica 50 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . por barragem. Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. basicamente. Algumas usinas hidroelétricas são chamadas “a fio d’água”. ou seja. Por último. a captação da água em volume adequado e a regularização da vazão dos rios em períodos de chuva ou estiagem. a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga.

no Sudeste brasileiro. Além disso. da International Energy Agency (IEA).Energia Hidráulica | Capítulo 3 Energia Hidráulica 3.1 Hidráulica Outras renováveis Gráfico 3.2 0.1 3 1973 2006 Mesmo assim. No mesmo período. Segundo o último relatório Key World Energy Statistics. inferior à do carvão e à do gás natural.1 abaixo.8 0. decrescente. conforme o Gráfico 3. publicado em 2008.6 0.1 INFORMAÇÕES GERAIS A água é o recurso natural mais abundante na Terra: com um volume estimado de 1.2 1.2. como o Guarani. rios e lagos.0 20.36 bilhão de quilômetros cúbicos (km3) recobre 2/3 da superfície do planeta sob a forma de oceanos. Fonte: IEA. calotas polares. é renovável: pelos efeitos da energia solar e da força da gravidade.5 34.2% para apenas 1. entre 1973 e 2006 a participação da força das águas na produção total de energia passou.2 10. 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 51 .0 10.Matriz energética nos anos de 1973 e 2006. E. 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 Petróleo Carvão Gás natural Biomassa 24. A água também é uma das poucas fontes para produção de energia que não contribui para o aquecimento global – o principal problema ambiental da atualidade. de 2.1 6. ambos combustíveis fósseis não-renováveis.5 16. pode ser encontrada em aquíferos subterrâneos. ainda.9 Nuclear 2. a participação da água na matriz energética mundial é pouco expressiva e.1 . como mostra a seguir o Gráfico 3.4 26. na matriz da energia elétrica. de líquido transforma-se em vapor que se condensa em nuvens. que retornam à superfície terrestre sob a forma de chuva. a posição na matriz da energia elétrica sofreu recuo acentuado: de 21% para 16%. cuja combustão é caracterizada pela liberação de gases na atmosfera e 46.8%.

Entre outros fatores. e América Latina. Ásia e América do Sul. a quase totalidade está nos oceanos e. Nos últimos 30 anos. Japão. como matéria-prima da eletricidade. Três Gargantas terá capacidade instalada de 18. fica comprometida. a oferta de energia hidrelétrica aumentou em apenas dois locais do mundo: Ásia. embora pesquisas estejam sendo realizadas.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Carvão 6.2 .7 20. apenas aquela que flui por aproveitamentos com acentuados desníveis e/ou grande vazão pode ser utilizada nas usinas hidrelétricas – características necessárias para a produção da energia mecânica que movimenta as turbinas das usinas. dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental e mudança no eixo da barragem podem provocar o atraso na construção de Jirau. Mesmo nessas últimas regiões. Estados Unidos e Suécia. o que fez com que o volume produzido registrasse evolução inferior ao de outras fontes.3 40. no Brasil. ao superar a binacional Itaipu. Nesse mesmo período. flora e fauna locais.8 21. Além disso. embora desde a Antiguidade a energia hidráulica tenha sido usada para gerar energia mecânica – nas instalações de moagem de grãos. Do volume total.Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.0 16.200 MW (megawatts). De acordo com o estudo sobre hidreletricidade do Plano Nacional de Energia 2030. as usinas de Jirau e Santo Antônio. Um deles relaciona-se às características de distribuição da água na superfície terrestre. No Brasil o aproveitamento do potencial hidráulico é da ordem de 30%. Já a redução da participação na matriz da energia elétrica tem a ver com o esgotamento das reservas. os países desenvolvidos já haviam explorado todos os seus potenciais. em particular na China. aumento do nível dos rios ou alterações em seu curso após o represamento. também de acordo com levantamentos da IEA. No entanto. Noruega. Vários elementos explicam esse aparente paradoxo. 52 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . que também inclui a energia mecânica e térmica. são pilares da expansão da oferta de energia elétrica prevista para o período 2006-2015. por exemplo – no século XX passou a ser aplicada. O principal argumento contrário à construção das hidrelétricas é o impacto provocado sobre o modo de vida da população.1 14. país em que a hidreletricidade responde pela maior parte da produção da energia elétrica.3 1973 2006 Outras Gráfico 3.0 38.6 12. elaborado pela EPE.6 3. como gás natural e as usinas nucleares. No Brasil.3 Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica 2. em função do Brasil.1 % 24.3 0. são notáveis as taxas de aproveitamento da França. quase integralmente. a força das marés não é utilizada em escala comercial para a produção de energia elétrica (para detalhamento. em contraste com as baixas taxas observadas em países da África. Apesar das pressões. Alemanha. no rio Madeira (região Norte). pela formação de grandes lagos ou reservatórios. a participação na produção total da energia final. quando for concluída em 2009. sujeitos a um possível esgotamento das reservas no médio e longo prazos. o andamento de alguns empreendimentos foi afetado pela pressão de caráter ambiental contra as usinas hidrelétricas de grande porte. Assim. ver capítulo 5). a China mantém inalterado o cronograma da construção de Três Gargantas – que deverá ser a maior hidrelétrica do mundo. com 14 mil MW. Da água doce restante. 2008. a expansão não ocorreu na velocidade prevista. Fonte: IEA.

como é o caso da binacional Itaipu. o Brasil construiu a primeira hidrelétrica. Mas não há consenso com relação a essas medidas. Além disso. A queda d’água. superior a 150 metros. exige a construção de grandes linhas de transmissão em tensões alta e extra-alta (de 230 quilovolts a 750 quilovolts) que. Pequenas Centrais Hidrelétricas (entre 1. ao contrário do que ocorre com as usinas termelétricas (cujas instalações são mais simples). em locais de altas quedas d’água. no geral. Na mesma época. Mas. Já as PCHs e CGHs. permitir a operação integrada do conjunto de usinas. Até então. mais distante ela tende a estar dos grandes centros. regulam a vazão da água que irá fluir para elas. determina o tipo de turbina. Fonte: Banco de imagens de Furnas. ou seja. localização. ver Box 3) se mantém inalterado. afluente do rio Jequitinhonha.1 MW e 30 MW de potência instalada) e Usina Hidrelétrica de Energia (UHE. dado o seu grande porte permitem o acúmulo de grande quantidade de água e funcionam como estoques a serem utilizados em períodos de estiagem. Por isso. O Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétrica (Cerpch. muitas vezes. A potência instalada determina se a usina é de grande ou médio porte ou uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). construída em parceria por Brasil e Paraguai e hoje a maior hidrelétrica em operação do mundo. capacidade ou potência instalada. Existem dois tipos de reservatórios: acumulação e fio d’água. As unidades a fio d’água geram energia com o fluxo de água do rio. a energia hidráulica da região tinha sido utilizada apenas para a produção de energia mecânica. utilizando as águas do Ribeirão do Inferno. Quanto maior a usina. Em pouco mais de 100 anos. atravessam o território de vários Estados. tipo de barragem e reservatório. geralmente localizados na cabeceira dos rios. Pedro II. barragem e reservatório. é definida como de alta. no município de Diamantina. Todos são fatores interdependentes. As principais variáveis utilizadas na classificação de uma usina hidrelétrica são: altura da queda d’água. Os primeiros. no geral abastecem Atlas de Energia Elétrica do Brasil 53 . Assim. vazão. O porte da usina também determina as dimensões da rede de transmissão que será necessária para levar a energia até o centro de consumo (ver Capítulo 1). de forma a Usina hidrelétrica de Marimbondo. a potência instalada das unidades aumentou significativamente – chegando a 14 mil MW. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adota três classificações: Centrais Geradoras Hidrelétricas (com até 1 MW de potência instalada). para a construção de uma hidrelétrica é imprescindível a contratação da chamada indústria da construção pesada. o princípio básico de funcionamento para produção e transmissão da energia (para detalhes. tipo de turbina empregada. por sua vez. O que evoluiu foram as tecnologias que permitem a obtenção de maior eficiência e confiabilidade do sistema. com 0. e ainda no reinado de D. Assim. a altura da queda d’água e a vazão dependem do local de construção e determinarão qual será a capacidade instalada . baixa ou média altura.Energia Hidráulica | Capítulo 3 O que é a energia hidrelétrica A energia hidrelétrica é gerada pelo aproveitamento do fluxo das águas em uma usina na qual as obras civis – que envolvem tanto a construção quanto o desvio do rio e a formação do reservatório – são tão ou mais importantes que os equipamentos instalados. como estão localizados a montante das demais hidrelétricas. instaladas junto a pequenas quedas d’águas. A primeira hidrelétrica do mundo foi construída no final do século XIX – quando o carvão era o principal combustível e as pesquisas sobre petróleo ainda engatinhavam – junto às quedas d’água das Cataratas do Niágara.5 MW (megawatt) de potência e linha de transmissão de dois quilômetros. pela vazão com mínimo ou nenhum acúmulo do recurso hídrico. da Universidade Federal de Itajubá – Unifei) considera baixa queda uma altura de até 15 metros e alta queda.que. com mais de 30 MW).

República Popular da China.306 mil TWh.5 TWh.1 . Tabela 3. de 102.1 abaixo. os dez países mais dependentes da hidreletricidade em 2006 eram. No Brasil. com dados de 2006. 320 PCHs (2.261. Índia. aumento de 6.522 2. as usinas hidrelétricas. No passado. que congrega as nações mais desenvolvidas do mundo: 1. Entre outros fatores.22 1. urânio e gás natural. com potência total de 120 MW. Primeira.7% do consumo total. aumenta a segurança quanto ao abastecimento de um serviço vital ao desenvolvimento econômico e social. De acordo com o estudo Statistical Review of World Energy. Venezuela.650 2.000 104. Japão e Estados Unidos. como mostra a Tabela 3.851.824 Potência fiscalizada (kW) 146. a esses argumentos favoráveis. a dificuldade em ofertar novos empreendimentos hidráulicos pela ausência da oferta de estudos e inventários. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Ser favorecido por recursos naturais que se transformam em fontes de produção de energia é estratégico para qualquer país.262 mil MW. os maiores consumidores mundiais foram China (482. corrobora essa relação. nova denominação da British Petroleum) o maior consumidor mundial de energia hidrelétrica em 2007 era a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED). Em novembro de 2008.2 TWh sobre 2006).11 0. respondem. em conseqüência. por país. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum. Quantidade 227 17 320 1 159 1.007. No caso dos potenciais hídricos. petróleo.2 a seguir.399.4 mil MW de potência instalada) e 159 UHE com uma capacidade total instalada de 74.922 289.Capítulo 3 | Energia Hidráulica pequenos centros consumidores – inclusive unidades industriais e comerciais – e não necessitam de instalações tão sofisticadas para o transporte da energia. Como mostra a Tabela 3. portanto. Suécia.831 22. eles também figuram na relação 54 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Com pequenas variações com relação à posição no ranking. o parque hidrelétrico chegou a representar 90% da capacidade instalada. Segunda.0 3. respondendo por 41. 2008.92 100. independentemente de seu porte.26 2.000 102. em novembro de 2008.864 % 0.007. De certa forma.8% superior ao do ano anterior e correspondente a 15. a IEA.627 25.632 mil MW. somam-se outros dois: o baixo custo do suprimento na comparação com outras fontes (carvão.4% no ranking mundial).632. Brasil. por 75.598 20 74. pela ordem: Noruega.9% do total) e Canadá (368.768 Potência outorgada (kW) 120. A terceira. existem em operação 227 CGHs.20 24. o aumento de entraves jurídicos que protelam o licenciamento ambiental de usinas de fonte hídrica e provocam o aumento constante da contratação em leilões de energia de usinas de fonte térmica.383.419 20 74.009 272.Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tipo CGH EOL PCH SOL UHE UTE UTN Total Fonte: Aneel.381. volume 10. Brasil (371. Rússia. a necessidade da diversificação da matriz elétrica prevista no planejamento do setor elétrico de forma a aumentar a segurança do abastecimento. por exemplo) e o fato de a operação das usinas hidrelétricas não provocar a emissão de gases causadores do efeito estufa.68% da potência total instalada no país.5% sobre 2006 e 11.585. de acordo com o Banco de Informações da Geração (BIG) da Aneel. A energia hidrelétrica é classificada como limpa no mercado internacional. Esta redução tem três razões.150 2. porque reduz a dependência do suprimento externo e.2 POTENCIAIS.042 2 1. a maioria que queimam derivados de petróleo ou carvão.920 2.815. Canadá. Segundo a Agência.9 TWh.29 0 71.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil 55 .9 371. ao atingir 7. a evolução foi de 2. nessa relação.2 .5 368.2 8.8 355. Noruega.7% 8. Na América Latina. Fonte: Banco de imagens de Itaipu.6% -14.0 58.3 15. Rússia.7% 2.4 83.9 83.7 7.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Tabela 3.4 Noruega Brasil Venezuela Canadá Suécia Rússia Índia China Japão o 2o 3o 4 o 5o 6o 7 o 8o 9o 10 Estados Unidos Outros países Mundo Hidrelétrica de Itaipu.295 TWh (terawatts-hora) no ano.3 . a Tabela 3.9% -13.7% 2. Canadá. estimulado principalmente pelos investimentos realizados no Brasil.6 66.0 43. Índia.4 14.3 16.2 250.0 135.5% 3.2 Variação 10.2% 12.4% 11. Na China. 2008. 2008.4% 7.2% para 21%. Japão.5 61.121 TWh. Em 2006.4 82.2 72.9% 1. de países em desenvolvimento. Índia e China decorre dos investimentos em hidreletricidade realizados nos últimos 30 anos com intensidade muito maior que no passado.3% da produção total de energia hidrelétrica. Ainda conforme a IEA. de 1.9% 11. em 1973.3 mostra a dependência dos países com relação à hidreletricidade. conforme o Gráfico 3.7 2007 482.4 292.8 348.3 122. de maiores produtores: República Popular da China.7% 4.8 179. Venezuela e Suécia. Abaixo. como Brasil. Rússia.1% China Brasil Canadá Estados Unidos Rússia Noruega Índia Venezuela Japão Suécia 4o 5o 6 o 7o 8o 9 o 10o Fonte: BP.8% de um total de 3.5 83. a Ásia (sem considerar a China) respondeu por 4.Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 País 1 o % 98. A inclusão.8% 6.1 17.Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh País 1o 2o 3 o 2006 435.9% 2. Fonte: IEA. o comportamento se repete com maior intensidade: um salto de 7.0% 5. Tabela 3.9% para 14%. Estados Unidos.3% 3.6 15. Brasil.3%- Participação 15.8 112.3 na página a seguir.3 96.2 175.9% 8.2% 2. essa participação quase dobrou.2 119.

2007.3 . naquele ano mantinha em construção um total de 50 mil MW de potência. com 28 mil MW planejados para o médio prazo. Fonte: EPE. um dos maiores potenciais tecnicamente aproveitáveis de energia hidráulica no mundo.Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo. para dobrar a capacidade instalada no país. também.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% OECD América Latina China Antiga União Soviética Ásia (sem China) África Países europeus fora da OECD Oriente Médio 1973 2006 Gráfico 3. 2008.1 . antiga União Soviética. a China é o país que mais investe em energia hidrelétrica.1 abaixo. Ainda de acordo com o estudo. Fonte: IEA. Canadá 7% EUA 4% Rússia 12% China 13% Índia 5% Congo 5% Brasil 10% Figura 3. na Índia também há grande expansão das hidrelétricas: em 2004 estavam em construção 10 mil MW. Como pode ser observado no Figura 3.Participação relativa da hidreletricidade no mundo. 56 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Segundo informa o Plano Nacional de Energia 2030 com base em dados de 2004. Além de Três Gargantas. Índia e Brasil. a China tem. Outras regiões com grandes potenciais são América do Norte.

Coaracy Nunes (AP). Grande e Iguaçu. sendo superada por derivados da cana-de-açúcar (16. No Norte foram construídas Tucuruí. As demais. Curuá-Una (PA) e Guaporé (MT ).6%. do Paraná.As dez maiores usinas em operação. de 102 mil MW.000 MW. região e potência Nome Tucuruí I e II Itaipú (parte brasileira) Ilha Solteira Xingó Paulo Afonso IV Itumbiara São Simão Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia) Jupiá (Eng Souza Dias) o Potência (kW) 8370000 6300000 3444000 3162000 2462400 2082000 1710000 1676000 1551200 1540000 Região Norte Sul Sudeste Nordeste Nordeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Porto Primavera (Engo Sérgio Motta) Fonte: Aneel. Sudeste e Nordeste já estão.7% da matriz energética brasileira. Destes. também. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030. Samuel (RO). Nesse ano. O Mapa 3. com potência de 180 MW). segundo os resultados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN). Na oferta interna de energia elétrica. concentraram-se nas regiões Sul. estatal constituída em 1948). Francisco (Chesf. em 2008. em todo o mundo. segundo o Plano 2015 da Eletrobrás. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 57 . último inventário produzido no país em 1992. particularmente nas sub-bacias do Paranaíba. A concentração das duas regiões não se relaciona apenas com a topografia do país. superior à potência já instalada no Brasil. mais de 70% estão nas bacias do Amazonas e do Tocantins/Araguaia.Energia Hidráulica | Capítulo 3 3.9% em relação a 2006).2 logo a seguir mostra as regiões do país classificadas de acordo com o nível de utilização de seus aproveitamentos.1 na página a seguir. Tabela 3. pouco mais de 30% se transformaram em usinas construídas ou outorgadas. Os potenciais da região Sul. Tem a ver. A bacia do rio Amazonas é a maior. na maior produtora de eletricidade do país. a maioria das grandes centrais hidrelétricas brasileiras localiza-se nas bacias do São Francisco e. portanto. a energia de fonte hidráulica (ou hidreletricidade) respondeu por 14. Mas apenas nos anos 90 a região começou a ser explorada com maior intensidade. existem em operação nesta bacia apenas cinco Unidades Hidrelétricas de Energia (UHE): Balbina (AM). que totalizou 482. o potencial a aproveitar é de cerca de 126.4 . Além disso. no rio Tocantins.4 abaixo. quase integralmente explorados.6 TWh (aumento de 4. com a construção da Usina Serra da Mesa (GO). apesar da existência de unidades importantes na região Norte. O estudo sobre energia hidrelétrica constante do PNE 2030 relaciona o potencial de aproveitamento ainda existente em cada uma das bacias hidrográficas do país. erguidas ao longo dos 60 anos seguintes. no Amazonas. principalmente. com a forma como o parque hidrelétrico se desenvolveu. 2008. A primeira hidrelétrica de maior porte começou a ser construída no Nordeste (Paulo Afonso I. com um potencial de 106 mil MW.7%). a energia de fonte hidráulica produzida no país representou 85. conforme mostra o Mapa 3.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL Em 2007. o Brasil é o país com maior potencial hidrelétrico: um total de 260 mil MW. e Balbina. de longe. pela Companhia Hidrelétrica do S. no Pará. Assim. Sudeste e Nordeste (com o aproveitamento integral do rio São Francisco). Desse total. elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética. em 2008.0%) e petróleo e derivados (36. como mostra a Tabela 3. constituindose.

000 Inventário N O L S Estimado Aproveitado Fonte: EPE.inventário nesta tabela indica o nível mínimo de estudo do qual foi objeto o potencial.valores consideram apenas 50% da potência de aproveitamentos binacionais.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Guiana Guiana Francesa O c e a n o A 0º S t l â n t 0º S i c o Amazonas 27% 1% 72% Atlântico Nordeste Ocidental 85% 15% Atlântico Nordeste Oridental 15% 5% Parnaíba 78% 22% 80% 10º S Araguaia . 2008.Potencial Hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .200 1. 3.1 . 2.Tocantins 16% 44% 10º S Peru 40% Atlântico Leste 25% 27% São Francisco 31% 11% 58% 48% Bolívia 57% Paraguai 16% 20º S 27% Paraná 19% 9% 72% Atlântico Sudeste 8% 28% 20º S Chile Paraguai 64% Uruguai Argentina 30º S 51% 9% 40% Atlântico Sul 38% 30% 30º S Uruguai 32% Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potencial total (MW) Até 1.Foi retirado o potencial das usinas exclusivamente de ponta.201 a 6.2008 Observações: 1.001 a 18. 4. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .potencial aproveitado inclui usinas existentes em dezembro de 2005 e os aproveitamentos em construção ou com concessão outorgada.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3. 58 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .000 acima de 18.000 6.

Energia Hidráulica | Capítulo 3 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF ES Vitória 20º S 20º S MS Campo Grande SP MG Belo Horizonte Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio SC Argentina 30º S RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência Instalada por Estado (kW) 0 a 1.000.Potência Instalada por Estado em 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 59 .000.001 a 1.000.001 a 5.000.000 1.000.001 O N L S Fonte: Aneel. 2008.2 .001 Potência (kW) Até 100.000.000.000.001 a 4. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 acima de 4.000 1.000.001 a 10.000.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.000 100.000 acima de 10.000 5.

ao mesmo tempo. o BIG relaciona 21 empreendimentos. A outra é Jirau. com forte participação de fontes renováveis já que o parque instalado é concentrado em usinas hidrelétricas que Casa de força . Em 2008. Outra bacia importante é a Tapajós. com potência instalada de 5. a oferta de energia elétrica .Capítulo 3 | Energia Hidráulica A bacia do Tocantins/Araguaia possui potencial de 28. Fonte: Acervo TDA. Ambas são classificadas como projetos estruturantes. Além desses. em novembro de 2008. com capacidade instalada de 3. segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). tecnológico e social.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS O setor elétrico brasileiro possui uma matriz energética bem mais “limpa”. podem ser observados na região Norte. Por isso.150 MW. 3. que. universidades e iniciativa privada. deverá entrar em obras até o fim da década. Destes. porém. Uma dessas usinas é Santo Antônio. tanto as UHEs apenas outorgadas quanto aquelas já em construção deverão agregar 13. com 3.300 MW de potência. com 855 MW. com 1. a Aneel estuda viabilidade de três aproveitamentos no rio Teles Pires – todos de caráter estruturante – que somam 3. centros de pesquisa. registra 15 usinas hidrelétricas já outorgadas.000 MW. demonstram capacidade para estimular o desenvolvimento econômico.no médio e longo prazo e. que estão localizadas as principais usinas planejadas para os próximos anos e incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.087 MW de potência no rio Tocantins. mobilizam governo. Em fase de construção em novembro de 2008. novamente.Usina hidrelétrica de Corumbá. no rio Madeira. 60 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . licitada em 2007. os maiores. sofrem alguma restrição ambiental. e Foz do Chapecó. além das PCHs e CGHs. no rio Uruguai. Outra é a bacia do rio Xingu. Do potencial a ser aproveitado 90%. mas cuja construção ainda não havia sido iniciada. região Sul do país.500 MW.371 MW à potência instalada do país. para a qual está prevista a construção da Usina de Belo Monte.027 MW. um estudo encaminhado pela Eletrobrás à Aneel prevê a construção de cinco usinas com capacidade total de 10. dos quais quase 12. Ambas constam do Banco de Informações de Geração da Aneel que. licitada em 2008. No total.682 MW no próprio Tapajós. considerados como iniciativas que proporcionam expansão da infra-estrutura – no caso.200 MW já estão aproveitados pelas UHEs Serra da Mesa e Tucuruí. Entre eles destaca-se a usina de Estreito. É na bacia do Amazonas.

principalmente na região da Amazônia.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. diminuem a necessidade de novas usinas. No final de 2007 e início de 2008 uma polêmica ocorreu entre os formadores de opinião quando veio a público que a maior parte das obras estava atrasada em função da dificuldade para obtenção do licenciamento ambiental provocada por questionamentos na justiça. compensando os impactos socioambientais provocados pelas usinas – tem sido uma tendência na construção das hidrelétricas.gov. Mas. Apenas como exemplo.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 61 . Fonte: Eletronorte. tanto de caráter ambiental quanto social. Ao contrário do que aconteceu nos anos 50 e 70. Outra. por lei.para produzir a energia suficiente para o crescimento econômico e ampliação da oferta de empregos. Os opositores argumentam que as construções.br BP Global – disponível em www. Tanto que a maior contribuição ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas tende a ser a intensificação de projetos de eficiência energética – que. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. aneel. ações e liminares. gov. em elaboração no segundo semestre de 2008. na flora e fauna locais. Desenvolver os projetos de maneira sustentável – buscando os resultados econômicos e. ao uso das terras indígenas para os aproveitamentos energéticos.bp. provocam impacto na vida da população.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Usina hidrelétrica de Tucuruí. Os maiores entraves à expansão hidrelétrica do país são de natureza ambiental e judicial. o entendimento entre as partes é dificultado também por indefinições de caráter legal. não se caracterizam pela emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE). por interferirem no traçado natural e no volume de água dos rios. Entretanto. ao proporcionar a redução do consumo. no segundo semestre de 2008.iea. simultaneamente. é crescente o número de empreendimentos que procura desenvolver uma relação mais integrada e de longo prazo com as comunidades afetadas. uma dessas indefinições relacionava-se. é necessário construir novas usinas -com impacto socioambiental mínimo . ao tratamento a ser dado aos potenciais hidrelétricos e as respectivas linhas de transmissão frente à proposta do Plano Nacional de Áreas Protegidas. Mais de 70% das emissões de GEE do país estão relacionadas ao desmatamento e às queimadas. que pretendia transformar.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. Por conta das dificuldades de aceitação existentes nas comunidades e da pressão de grupos organizados – particularmente Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientalistas – os empreendedores têm alocado recursos para projetos de mitigação do impacto. 64% do território do país em área de preservação ambiental.epe.

Capítulo 3 | Energia Hidráulica Acervo TDA 62 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Biomassa Atlas de Energia Elétrica do Brasil 63 4 .

realizada em gaseificadores. o vapor que seria liberado na atmosfera após a realização desses processos pode ser encaminhado para o atendimento das necessidades térmicas do processo de produção. O Brasil conta. transformou-se também em um dos principais estímulos aos investimentos na produção de energia a partir da cana-de-açúcar por parte das usinas de açúcar e álcool. A primeira característica proporciona maior flexibilidade da geração termelétrica (que deixa de ser condicionada ao consumo de vapor de processo).tradicionalmente utilizada por setores industriais. A tecnologia de gaseificação de combustíveis é conhecida desde o século XIX e foi bastante utilizada até os anos 30. com confiabilidade e segurança. inclusive. Este processo está maduro do ponto de vista comercial e é o mais disseminado atualmente. produz um gás combustível que pode ser utilizado em usinas térmicas movidas a gás para a produção de energia elétrica. adaptado às condições particulares do combustível e da operação. Todas prevêem a conversão da matéria-prima em um produto intermediário que será utilizado em uma máquina motriz. a tecnologia de gaseificação aplicada em maior escala transforma a biomassa em importante fonte primária de centrais de geração termelétrica de elevada potência. Ciclo a vapor com turbinas de condensação e extração: Consiste na condensação total ou parcial do vapor ao final da realização do trabalho na turbina para atendimento às atividades mecânicas ou térmicas do processo produtivo. A diferença fundamental desta rota em relação à contrapressão é a existência de um condensador na exaustão da turbina e de níveis determinados para aquecimento da água que alimentará a caldeira. a biomassa é queimada diretamente em caldeiras e a energia térmica resultante é utilizada na produção do vapor. portanto. em gás energético por meio da oxidação parcial em temperatura elevada. Essa máquina produzirá a energia mecânica que acionará o gerador de energia elétrica. Assim. a maior dificuldade para a sua aplicação não é o processo básico de gaseificação.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 4 A produção de energia elétrica a partir da biomassa Existem várias rotas tecnológicas para obtenção da energia elétrica a partir da biomassa. Ciclo combinado integrado à gaseificação da biomassa: A gaseificação é a conversão de qualquer combustível líquido ou sólido. 64 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. com diversos produtores nacionais da maior parte dos equipamentos necessários. também. Além disso. mas a obtenção de um equipamento capaz de produzir um gás de qualidade. permite a obtenção de maior volume de energia elétrica. Este sistema. são aplicadas em processos de co-geração – produção de dois ou mais energéticos a partir de um único processo para geração de energia . o que aumenta o rendimento das máquinas. Este vapor pode acionar as turbinas usadas no trabalho mecânico requerido nas unidades de produção e as turbinas para geração de energia elétrica. Nele. como a biomassa. A segunda proporciona aumento na eficiência global da geração de energia. no caso da biomassa. Nos últimos anos. Esta energia a ser condensada. ainda não é uma tecnologia competitiva do ponto de vista comercial. inclusive aquelas de ciclo combinado. cuja produção é baseada na utilização do vapor e do gás. Esta conversão. todas as rotas tecnológicas. sua instalação exige investimentos muito superiores aos necessários para implantação do sistema simples de condensação. Ela ressurgiu nos anos 80 – quando começou a ficar evidente a necessidade de contenção no consumo de petróleo – mas. quando inserida em um processo de co-geração. é retirada em um ponto intermediário da expansão do vapor que irá movimentar as turbinas. No entanto. De uma maneira geral. quando os derivados de petróleo passaram a ser utilizados em grande escala e adquiridos por preços competitivos. As principais rotas tecnológicas são analisadas no estudo sobre biomassa constante do Plano Nacional de Energia 2030 e resumidas a seguir: Ciclo a vapor com turbinas de contrapressão: É empregado de forma integrada a processos produtivos por meio da co-geração.

Dela é possível obter energia elétrica e biocombustíveis.Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006.Biomassa | Capítulo 4 Biomassa 4. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. como mostra o Gráfico 4. não tem sido contabilizada com precisão.1 . como o biodiesel e o etanol. Um dos mais recentes e detalhados estudos publicados a este respeito no mundo. ela é considerada uma das principais alternativas para a diversificação da matriz energética e a conseqüente redução da dependência dos combustíveis fósseis. Fonte: IEA. As estimativas mais aceitas indicam que representa cerca de 13% do consumo mundial de energia primária. 2008. 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Petróleo Gás Natural Carvão Biomassa Eletricidade Outros % 4 1973 2006 Mas.1 INFORMAÇÕES GERAIS A biomassa é uma das fontes para produção de energia com maior potencial de crescimento nos próximos anos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 65 . o Survey of Energy Resources 2007. como carvão. Tanto no mercado internacional quanto no interno. historicamente tem sido pouco expressiva na matriz energética mundial. se atualmente a biomassa é uma alternativa energética de vanguarda. Gráfico 4. energia hidráulica ou petróleo. cujo consumo é crescente em substituição a derivados de petróleo como o óleo diesel e a gasolina.1 abaixo.

795 PJ foram provenientes da lenha.3 TWh (terawatts-hora).150 8. dos quais 5.2 a seguir. implantado em dezembro de 2003 pelo Governo Federal. Algumas regiões obtêm grande parte da energia térmica e elétrica que consomem desta fonte. ao responder por 3. que é definida como matéria orgânica de origem vegetal ou animal passível de ser transformada em energia térmica ou elétrica. obtido a partir da cana-de-açúcar. segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008. parte é exportada para países desenvolvidos. Um deles é a dispersão da matéria-prima – qualquer galho de árvore pode ser considerado biomassa. O estudo do WEC mostra que.393 1. diante dos 69.1 . no mercado internacional. custos muito menores que o etanol de países como Estados Unidos e regiões como a União Européia.795 1.393 PJ (petajoules1). o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de etanol que. Ela ocupou a mesma posição entre as fontes de energia elétrica de origem interna. um terceiro é a associação deste energético ao desflorestamento e à desertificação – um fato que ocorreu no passado mas que está bastante atenuado. Já a expansão do etanol provém tanto da crescente 66 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .4% da oferta total.7%.633 PJ da lenha. que em 2005 produziu 56.3% na produção total. principalmente do subgrupo madeira – o mais tradicional – e dos resíduos agrícolas. foi a segunda principal fonte de energia. o que representa um aumento de 34. na geração de energia elétrica a partir da biomassa. 2007.361 Licor negro 33 1. apresenta potencial energético similar e 1 Joule: unidade de energia. superada apenas por petróleo e derivados. Segundo a Agência Nacional do Petróleo.4 TWh no ano e participação de 7. com 6.633 852 2. visto que ela é muito utilizada em unidades de pequeno porte. a Ásia foi o maior consumidor mundial. o que correspondeu a um pouco mais de 1% da energia elétrica produzida no mundo naquele ano. a biomassa. isoladas e distantes dos grandes centros. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).017 Ainda segundo o WEC. com participação de 31.284 288 463 644 22 2. ambos com 13.7% da oferta. que foi responsável pela produção de 77. em 2005. Além disso. trabalho ou quantidade de calor.1% na matriz energética. se parte dela é destinada ao suprimento interno.4 TWh (terawatts-hora) em 2005. Na seqüência estão Alemanha e Brasil.Capítulo 4 | Biomassa do World Energy Council (WEC).Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) País África América do Norte Países da América Latina e Caribe Ásia Europa Oceania Total Fonte: WEC.734 Total 6.831 113 22. A produção de biodiesel também é crescente e. Desde 2004. A pequena utilização e a imprecisão na quantificação são decorrências de uma série de fatores.395 mil tep em 2006. em 2007. Finalmente.1 abaixo.354 PJ.7% do total mundial.176 3.154 metros cúbicos (m3) do combustível puro (B100). A característica comum dessas regiões é a economia altamente dependente da agricultura. Tabela 4. registra que a biomassa respondeu pela produção total de 183. em 2007 o país produziu 402.921 Carvão vegetal 688 40 485 135 14 1 1. respondendo por 30. Só foi superada pela hidreletricidade. Um PJ equivale a 1015 joules.354 2. a atividade é beneficiada pelo estímulo proveniente do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). dos quais 7. No Brasil.612 mil tep (toneladas equivalentes de petróleo) em 2007 contra 6. em 2007 a produção brasileira alcançou 8. como mostra a Tabela 4. o líder mundial foi os Estados Unidos.002 m3 de 2006 conforme mostra a Tabela 4.378 7. Outro é a pulverização do consumo. Segundo o BEN. A segunda posição foi da África. ao extrair da biomassa de madeira 8. como os membros da União Européia.173 90 17. Lenha 5.

segundo o PAC.2 .SC Belo Oriente .RS Camaçari . O que é a biomassa Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica.SP Pindamonhangaba – SP Três Lagoas .600 92.3 bilhões na construção de mais de 100 usinas de etanol e biodiesel e outros R$ 4.000 440 55.960 108. por exemplo.3 . com o objetivo de estimular a substituição da gasolina pelo álcool em função da crise do petróleo.700 3. Os derivados obtidos dependem tanto da matéria-prima utilizada (cujo potencial energético varia de tipo para tipo) quanto da tecnologia de processamento para obtenção dos energéticos.500 4. agrícola (soja.832 atividade da agroindústria canavieira quanto da tecnologia e experiência adquiridas com o Pró-Álcool – programa federal lançado na década de 70. 2008. pode ser: florestal (madeira. Estágio Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Município Aracruz .RJ Almeirim . Tabela 4.400 57.3 abaixo mostra a relação das usinas de biomassa que utilizam licor negro no Brasil em novembro de 2008. como o lixo). mas que foi desativado anos depois. térmica ou elétrica é classificada como biomassa.BA Potência (kW) 210.MS Eunápolis . Do processamento da madeira no processo de extração da celulose é possível. 2008.Produção de biodiesel no Brasil (m3) 2005 2006 2007 2008 (*) Tipo B100 Fonte: ANP. arroz e cana-de-açúcar.BA Mucuri . os processos para a obtenção de energia se caracterizam pela baixa eficiência – ou necessidade de grande volume de matéria-prima para produção de pequenas quantidades.000 12.200 175. de obras cujos investimentos superam R$ 17 bilhões.Usinas de licor negro no Brasil Nome Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Bahia Pulp (Ex-Bacell) Bahia Sul Celucat Celulose Irani Cenibra Centro Tecnológico Usinaverde Jari Celulose Klabin Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Lençóis Paulista Nobrecel VCP-MS Veracel Fonte: Aneel. No período que vai de 2007 a 2010.000 113. lançado pelo Governo Federal em 2007.250 33.SC Vargem Bonita . no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A Tabela 4.100 126. Uma exceção a essa regra é a utilização da biomassa florestal em processos de co-geração industrial.154 784.745 25.900 100.600 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 67 . Além disso. entre outras) e rejeitos urbanos e industriais (sólidos ou líquidos. De acordo com a sua origem.MG Rio de Janeiro .ES Guaíba . 736 69. a biomassa mais utilizada é a de origem florestal.PA Telêmaco Borba . Nas regiões menos desenvolvidas. Outro fator de estímulo foi a inclusão.BA Lages .002 402.1 bilhões na construção de dois alcooldutos: um entre Senador Canedo (GO) e São Sebastião (SP) e outro entre Cuiabá (MT) e Paranaguá (PR). principalmente).SC Lençóis Paulista . extrair a lixívia negra (ou licor negro) usado como combustível em usinas de co-geração da própria indústria de celulose. deverão ser investidos R$ 13.PR Otacílio Costa .Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4.

na “quase ausência” de ar. superando os 60 milhões de litros em 2007. Assim. para a geração de vapor. por exemplo. O carvão vegetal tem densidade energética duas vezes superior à do material de origem e queima em temperaturas muito mais elevadas. A pré-condição para a sua produção é a existência de uma agroindústria forte e com grandes plantações. O principal produto final é o carvão vegetal. Na cana-de-açúcar. sejam elas de soja. em estatísticas e estudos. Há.Produção mundial de etanol. hidrogênio. Já para a biomassa de origem vegetal. Outra opção é a pirólise ou carbonização – o mais antigo e simples dos processos de conversão de um combustível sólido (normalmente lenha) em outro de melhor qualidade e conteúdo energético (carvão). Este processo consiste no aquecimento do material original entre 300 oC e 500 oC. colmo. ao longo dos anos. a combustão direta para obtenção do calor. como matéria-prima para energéticos. até a extração do material volátil. como mostra o Gráfico 4. Apenas nos automóveis tipo flex fuel (que utilizam tanto gasolina quanto etanol) o consumo de etanol mais que dobrou nos últimos sete anos. 68 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . milho ou cana-de-açúcar. em 2008. do milho é possível utilizar. (*) Previsão Fonte: Unica. mas a pirólise também dá origem ao alcatrão e ao ácido piro-lenhoso. Além disso. existem várias.2 abaixo.Capítulo 4 | Biomassa Já a produção em larga escala da energia elétrica e dos biocombustíveis está relacionada à biomassa agrícola e à utilização de tecnologias eficientes. Cada uma dá origem a determinado derivado e está em um nível diferente do ponto de vista tecnológico. Por isso. metano.2 . 140 120 100 Bilhões de litros 80 60 40 20 0 Outros União Européia Brasil Estados Unidos 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008* 2009* 2010* 2011* 2012* Gráfico 4. a madeira tem sido. era tratada pela designação genérica de “Outras Fontes” (para detalhes. uma tradicional e importante matériaprima para a produção de energia. tratados como palha. Este gás pode ser utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de eletricidade. A biomassa é obtida pelo processamento dos resíduos dessas culturas. é possível dele remover os componentes químicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde humana – o que transforma a gaseificação em um processo limpo. a palha e o vinhoto. No Brasil. fornos (metalurgia) e caldeiras. o bagaço. Da soja e arroz. 2008. Quanto às técnicas utilizadas para transformar matéria-prima em energético. o quadro era radicalmente diferente. Além disso. folha e palha. Na gaseificação. sabugo. arroz. os resíduos que permanecem no campo. é possível transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono. dióxido de carbono e nitrogênio). ver capítulo 5). em fase quase experimental. em função da diversidade e da aceitação de seus derivados pelos consumidores. Ela ocorre em fogões (cocção de alimentos). com poucas usinas de pequeno porte em operação no mundo. respondeu por 12% do total da oferta interna de energia em 2007. por meio de reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio. A geração de energia a partir da biomassa animal encontravase.

não existe um ranking mundial dos maiores produtores de biomassa. o segundo é misturado à gasolina (no Brasil. pela qual os açúcares de plantas como batata.3 31. De qualquer maneira. com menos de 1% de água). Tabela 4. além da grande quantidade de terra agriculturável.9 8. são produtores de etanol. em 2005 Alemanha era a maior produtora de biodiesel e o Brasil.6 4. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyhond Petroleum. Nesse ano. Estados Unidos e União Européia. a faixa tropical e subtropical do planeta abrange alguns países das Américas Central e do Sul.0 4. aponta para uma capacidade de geração de 11 mil TWh por ano no longo prazo – ou mais da metade do total de energia elétrica produzida em 2007.4 13.Produtores de bioenergia em 2005 País TWh 56. se os Estados Unidos lideravam a produção de energia elétrica a partir da biomassa.4 9. apenas estatísticas sobre os principais derivados. o segundo maior produtor de etanol. apresenta solo e condições climáticas adequadas. Conforme relata estudo sobre o tema inserido no Plano Nacional de Energia 2030.1 100. Dada a necessidade de escala na produção de resíduos agrícolas para a produção de biocombustíveis e energia elétrica. nova denominação da British Petroleum). ambos no hemisfério norte. O produto final é o biogás. da madeira e do switchgrass (variedade de grama). que foi de 19.8 57.9 4. beterraba e cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras).4 abaixo e as Tabelas 4.1 183.2 DISPONIBILIDADE.3 7. o biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte). a melhor região do planeta para a produção da biomassa é a faixa tropical e subtropical. a transesterificação é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de potássio). Ao contrário do que ocorre com outras fontes. O primeiro a partir do milho e do trigo. pouco propensas à produção agrícola.5 8. os maiores fornecedores potenciais da matéria-prima desses produtos são os países com agroindústria ativa e grandes dimensões de terras cultivadas ou cultiváveis. portanto.7 7. Sudeste e Centro-Oeste) e mamona (semi-árido nordestino). quando confrontado com o grau de eficiência das usinas em operação no mundo no ano de 2005. o continente africano e Austrália.89 mil TWh.1 4. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 69 .4 8.7 4. Os derivados são a glicerina e o biodiesel. a biomassa não faz parte das pautas de exportação – embora alguns analistas projetem que. de Câncer e o Trópico de Capricórnio. Se o primeiro é usado como combustível puro em motores de combustão interna. Ainda assim. em menor escala o álcool anidro (isto é. girassol e amendoim (regiões Sul. entre o Trópico Estados Unidos Alemanha Brasil Japão Finlândia Reino Unido Canadá Espanha Outros países Total Fonte: WEC. com base principalmente na beterraba.4 . surgirá e se consolidará um biotrade. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA A quantidade estimada de biomassa existente na Terra é da ordem de 1. O resíduo sólido do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. Estes últimos são caracterizados pela existência de áreas desérticas e. segundo o estudo da Estatistical Review of World Energy. como mostram a Tabela 4. a médio prazo. Já na agroindústria. na proporção de 20% a 22%). soja.6 a seguir. Este volume.3 13. ou comércio internacional de energia renovável.8 trilhão de toneladas. Assim. milho. a produção brasileira já era superada pelos Estados Unidos. Atualmente. No entanto. Além disso. A segunda.5 7. Finalmente. O Brasil. entre outras matérias-primas de origem vegetal.3 5.3 % 30. nas transações entre países a comercialização dos biocombustíveis é crescente. composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). porém.Biomassa | Capítulo 4 Um processo bastante utilizado no tratamento de dejetos orgânicos é a digestão anaeróbica que consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre na ausência do ar. 2007.5 e 4. o mais comum é a fermentação. O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e. como o Brasil.

27 por 70 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .95 4. 2004 1.7% da oferta total de energia elétrica. De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).7 mil MW (megawatts) instalados.27 0.30 0.6 .80 1.70 0. como mostra o Gráfico 4. principalmente por Estados Unidos e da União Européia. Tabela 4.Produtores de biodiesel (mil toneladas) País Alemanha França Itália Malásia Estados Unidos República Tcheca Polônia Áustria Eslováquia Espanha Dinamarca Reino Unido Outros países (União Européia) Total Fonte: WEC.75 0.91 0.016 2005 1.39 0.66 2006 17. nos últimos anos.83 0. como foco.Produtores de etanol (hm3) País Brasil Estados Unidos China Índia França Rússia Alemanha África do Sul Espanha Reino Unido Tailândia Ucrânia Canadá Total Fonte: WEC.00 18.63 2005 16.23 41.77 0.43 0. O Itamaraty considerou a proposta insuficiente. da Organização Mundial do Comércio.669 492 396 260 250 133 100 85 78 73 71 51 36 3. a biomassa só foi superada pela hidreletricidade. Na relação das fontes internas.35 0. Quanto ao etanol.40 0.5 .3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL A utilização da biomassa como fonte de energia elétrica tem sido crescente no Brasil. 2007.20 3.65 1. foi um dos focos da negociação da última Rodada de Doha.35 0.25 0.39 0.694 2006 2. com participação de 85. a União Européia não tem conseguido. Assim. 13 são abastecidas por licor negro (resíduo da celulose) com potência total de 944 MW. que correspondem a um total de 5.28 0.10 13. Uma proposta feita ao Brasil para as exportações à União Européia até 2020 foi a quota de até 1. Argentina. apesar das tarifas de 45%. essa comercialização exige.30 0. 2004 15.85 1. ao corresponder a 3. também.42 0. atingir as metas de expansão da oferta interna. Este volume foi 21% superior ao de 2006 e.035 348 320 83 60 57 15 13 70 9 6 2. Brasil e Estados Unidos também haviam iniciado conversações bilaterais para tentar regulamentar o comércio internacional do produto. ela foi responsável pela oferta de 18 TWh (terawatts-hora). Antes da Rodada de Doha. Indonésia e Malásia. principalmente em sistemas de cogeração (pela qual é possível obter energia térmica e elétrica) dos setores industrial e de serviços. transformou-se em importadora do produto proveniente de países como Brasil.75 0. uma vez que as atuais exportações para a União Européia atingem 900 milhões de toneladas por ano. 2007. Do total de usinas relacionadas.40 3.00 16.4% (incluindo importação).23 37.75 0. negociações bilaterais e multilaterais que têm.495 Por isso e por ser um fenômeno iniciado há poucos anos.95 0.Capítulo 4 | Biomassa Tabela 4. obteve a segunda posição na matriz da eletricidade nacional.25 0.27 0. segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008.75 0.28 0.3 milhão de toneladas por ano com tarifa de importação de 10%. Em 2007.3 na página seguinte.40 3. a tarifa aumentaria para 35%. Apesar de a Alemanha ser o maior produtor mundial de biodiesel. a regulamentação e a análise das barreiras comerciais e tarifárias já impostas.46 0.58 45. em novembro de 2008 existem 302 termelétricas movidas a biomassa no país. Para volumes superiores a este limite.90 0. em julho de 2008.35 0.681 775 857 600 826 203 150 134 89 224 81 445 430 7.

Na seqüência estão Paraná (65. Um deles é o volume já produzido e o potencial de aumento da produção da cana-de-açúcar.400 MW médios (ou produção média de MWh ao longo de um ano). e atingir 1 bilhão de toneladas. A eletricidade fornecida neste período auxilia. um aumento de 14. que deverá dobrar em relação a 2008. A cana-de-açúcar é um recurso com grande potencial. três por biogás (45 MW).3 . para geração de eletricidade existente no país. Uma das características desses empreendimentos é o pequeno porte com potência instalada de até 60 MW. quatro por casca de arroz (21 MW) e 252 por bagaço de cana (4 mil MW). De acordo com estimativas da Unica (União da Indústria de Canade-Açúcar de São Paulo). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 71 . conforme o Anexo. da legislação e dos programas oficiais também estimulam os empreendimentos. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. novas condições de acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN) foram definidas pela Aneel.4 Gráfico 4.7 a seguir. madeira (232 MW). foi a segunda principal fonte primária de energia do país: como mostra a Tabela 4. estabelece condições que facilitam o acesso à rede de transmissão paulista e a obtenção do licenciamento ambiental estadual. acordo fechado entre a Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo.1 na página seguinte). a preservação dos níveis dos reservatórios das UHEs. inclusive. Em 2008. e é estimado em 609. diante de uma produção total de 33 milhões de tep. Fonte: MME. por meio da utilização do bagaço e da palha.8 Derivados de petróleo 2. particularmente no Estado de São Paulo.Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. portanto.7% em relação a 2006. 2008.4 milhões de GJ anuais) e Minas Gerais ( 63.9 Gás industrial 85.Biomassa | Capítulo 4 100 90 80 70 Participação % 60 50 40 30 20 10 0 Hidráulica e importação 3.4 Carvão mineral 0. com a produção de 14. os derivados da cana-de-açúcar responderam pela produção de 37. mas também porque a safra coincide com o período de estiagem na região Sudeste/Centro-Oeste. em 2020 a eletricidade produzida pelo setor poderá representar 15% da matriz brasileira. A evolução da regulamentação. como o Mato Grosso. o que favorece a instalação nas proximidades dos centros de consumo e suprimento (Mapa 4.7 Biomassa 3. Em 2007. a transmissora Isa Cteep. A iniciativa pode viabilizar a instalação de até 5 mil MW pelo setor sucro-alcooleiro.6 Nuclear 1.2 milhões de GJ anuais). considerando-se tanto o potencial energético da palha e do bagaço quanto a estimativa de produção da cana. Vários fatores contribuem para o cenário de expansão. dentre as fontes de biomassa.8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep).2 Gás natural 2. o que abre espaço para a conexão principalmente das termelétricas localizadas em usinas de açúcar e álcool mais distantes dos centros de consumo. o maior potencial de produção de eletricidade encontra-se na região Sudeste. Além disso.4 milhões de gigajoules (GJ) por ano. estimulada pelo consumo crescente de etanol. A participação é importante não só para a diversificação da matriz elétrica. a Unica e a Associação Paulista de Cogeração de Energia. onde está concentrada a maior potência instalada em hidrelétricas do país.

Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008.000 a 200. 72 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .000 a 2.000 100.000 50.1 .3ª EDIÇÃO MAPA 4.Capítulo 4 | Biomassa 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF MG 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo Argentina 30º S SC RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência por Estado (kW) Até 50. 2008.000 a 500.726 Tipo de combustível Bagaço de Cana-de-açúcar Biogás Carvão Vegetal Casca de Arroz Licor Negro Resíduo de madeira Escala Gráfica: 0 250 500 km N O S L Fonte: Aneel. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 500.000 a 100.936.000 200.

6 45.7 4. Projetos florestais de implantação e manejo podem ser caracterizados e formatados.7 13. sua aplicação moderna e sustentável está diretamente relacionada ao desenvolvimento de tecnologias de produção da energia (ver tópico 4.356 3.0 1.505 28. inclusive. o manejo adequado da plantação – permitido pelo uso de técnicas da engenharia florestal – permite a retirada planejada de árvores adultas e respectiva reposição de mudas.0 2007 54.758 3. dos 19 empreendimentos termelétricos em construção relacionados no BIG da Aneel. Se utilizada para produção de energia pelos meios tradicionais. até 2012. contribui para a contenção do aquecimento global.537 3. para as 163 unidades já outorgadas.8 7. como Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). várias usinas têm optado pela colheita mecânica.7 .6 6.0 124.716 13.847 7.3 2. tradicionalmente é associada ao desmatamento.5 2006 55. No entanto. um a bagaço de cana-de-açúcar. Assim.6 3. gases combustíveis e óleos vegetais combustíveis.6 14.344 Em novembro de 2008. Portanto. o que aumenta a capacidade do seqüestro de CO2. base dos processos biológicos que preservam a vida das plantas e produtora da energia química que se converterá em outras formas de energia ou em produtos energéticos como carvão vegetal. etanol. florestas energéticas podem ser cultivadas exclusivamente com a finalidade de produzir lenha. serem consumados. licor negro. com construção ainda não iniciada.754 226. A fotossíntese permite.999 6.6 5.2 100. destes.1 14. por exemplo. cinco são movidos a biomassa e.1 37.628 37. também.656 35.537 28.0 100.199 14. principal agente do efeito estufa). a possibilidade de outros 211 projetos. Existe. briquetes e licor negro para uso industrial.7 5.0 15. anunciados em 2006. o uso dos resíduos para produção de eletricidade beneficia os aspectos ambientais da fase de colheita.676 238. carvão vegetal.589 32.309 109.4 9. com vistas ao aumento de produtividade. Estrutura % 07/06 % 2007 129.9 14. carvão vegetal.8 12. com investimentos de US$ 17 bilhões. Na utilização sustentável do bagaço da cana para a produção de eletricidade por meio Atlas de Energia Elétrica do Brasil 73 .239 22. como cocção e combustão. Mas. Mas. a biomassa se apresenta como fonte energética de baixa eficiência e alto potencial de emissão de gases. inclusive.102 89. se constitui em fator de risco para a saúde humana – sendo responsável.2 6. casca de arroz e biogás. 55 serão movidas a biomassa. A Unica prevê que.3 6.1 -9.880 33.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4. que prescinde das queimadas. pela ocorrência de incêndios de grandes proporções nas áreas adjacentes.0 14. 2008. além de produzir a emissão de grandes volumes de CO2. sendo que quase metade (30) a cana-de-açúcar.9 12. Neste caso.Oferta interna de energia no Brasil mil tep Especificação 2006 Não-renovável Petróleo e derivados Gás natural Carvão mineral e derivados Urânio (U3O8) e derivados Renovável Hidráulica e eletricidade Lenha e carvão vegetal Derivados da cana-de-açúcar Outras renováveis Total Fonte: MME. A utilização da biomassa.1) e às técnicas de manejo da matéria-prima. o que elevaria o valor total do investimento previsto para US$ 35 bilhões.4 45. Essa energia é responsável pela fotossíntese.9 0. a liberação de oxigênio e a captura de dióxido de carbono (CO2. No caso das plantações de cana-de-açúcar.667 101.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO A biomassa pode ser considerada como uma forma indireta de energia solar. As demais serão abastecidas por madeira.8 9.0 37. O método tradicional é a colheita manual acompanhada da queima da palha (as conhecidas queimadas) que. 86 unidades sejam construídas.9 3.0 1.464 85. entre outros. também. 4.545 21.

1 mil litros por hectare. aneel.Capítulo 4 | Biomassa Pesquisador na unidade piloto de biodiesel. pelo grande número de pessoas diretamente envolvidas no processo de desbaste.br World Energy Council (WEC) – disponível em www.br União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) – disponível em www.gov. o setor agroindustrial da cana-de-açúçar tem importância relevante na geração de empregos ao absorver.com. unica.worldenergy. segundo dados da Unica. cata.abiove. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. de usinas termelétricas. diretamente. cerca de um milhão de pessoas. a necessidade de crescimento de áreas plantadas. pois as emissões resultantes da atividade são absorvidas e fixadas pela planta durante o seu crescimento.com. Nos Estados Unidos. Apenas como exemplo. a geração de empregos diretos e indiretos tem sido reconhecida como um dos principais benefícios da biomassa. gov.org 74 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . é um recurso energético de grande importância social para algumas regiões do Brasil.iea.br Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen-SP) – disponível em www. aliás.cogensp. Estas variáveis têm sido contornadas por técnicas e processos que aumentam a produtividade da biomassa reduzindo.mme.bp. dos quais 80% na área agrícola. por exemplo.gov. Ainda segundo relata o Plano Nacional de Energia 2030.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. Os principais aspectos negativos são a interferência no tipo natural do solo e a possibilidade da formação de monoculturas em grande extensão de terras – o que competiria com a produção de alimentos. no Brasil é possível produzir 6. a relação é 3.8 mil litros de etanol por hectare plantado. promoção do desenvolvimento regional e redução do êxodo rural. fortalecimento da indústria local. geração de novas atividades econômicas.epe. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. A lenha. Fonte: Petrobras.br BP Global – disponível em www.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. Do ponto de vista social. para obtenção do etanol a partir do milho. Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. ela promove um ciclo virtuoso nas regiões da produção agrícola. o balanço de emissões de CO2 é praticamente nulo.com. portanto. caracterizado pelo aumento dos níveis de consumo e qualidade de vida.anp. inclusão social.br Agência Nacional de Petróleo.org. Embora a maior parte da mão-de-obra exigida não seja qualificada. A cana-de-açúcar é uma das culturas que mais gera emprego por área cultivada. como o Rio Grande do Norte. corte e coleta da lenha.br Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – disponível em www.gov.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Outras Fontes Atlas de Energia Elétrica do Brasil 75 5 .

ainda. Suécia. Austrália e Japão. Os compradores dos certificados são as companhias situadas nos países desenvolvidos que podem utilizar os créditos adquiridos para diminuir os compromissos de redução das emissões. em parte em função dos altos impostos aplicados à eletricidade produzida a partir de fontes fósseis e em parte devido às isenções tarifárias especiais aplicadas à energia verde e divulgadas por meio de campanhas publicitárias. A entidade informa. Além disso. Estados Unidos. participação da iniciativa privada. projetos desenvolvidos pelas companhias de energia e aquisição compulsória de parte da produção por órgãos públicos. programas oficiais de governo. Na maioria dos países analisados pela REN21. sem causar danos ambientais.7 MW. Canadá. reduzem as emissões – de dióxido de carbono (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera. Um exemplo de mercado voluntário de créditos de carbono. é o Chicago Climate Exchange (Bolsa do Clima de Chicago). uma tonelada de CO2 corresponde a um crédito de carbono. portanto. utiliza como matéria-prima a biomassa em substituição aos combustíveis fósseis. e a negociação voluntária de certificados de energia renovável. A Usina Verde recebe diariamente 30 toneladas de resíduos sólidos pré-tratados provenientes de aterro sanitário. como o Brasil. caldeiras ou turbinas Sistema de geração Desvolatização Caldeira Gás reciclado Produtos líquidos Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do biogás 76 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . para a comercialização de um terço da produção. Por convenção. O setor elétrico pode participar do mercado de MDL com usinas movimentadas por fontes renováveis e alternativas. os projetos implantados de “energia verde” podem participar como vendedores de certificados de crédito de carbono no mercado internacional de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). em 2007 havia mais de 4 milhões de consumidores da energia produzida por usinas verdes na Europa. a existência de um mercado livre (desregulamentado). Estes certificados comprovam que o projeto foi desenvolvido de maneira sustentável e que permite a captura de CO2. Favorece. O projeto piloto da Usina Verde.Capítulo 5 | Outras fontes Box 5 A energia verde Constituído no final dos anos 90. Suíça e Reino Unido. localizada na Ilha do Fundão. Construída pela iniciativa privada com parte da tecnologia desenvolvida pela Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Alemanha. Nos países da União Européia. É considerada “limpa” porque destrói termicamente os gases poluentes produzidos no processo. Entre eles. em outras palavras. que os três principais veículos para aquisição da energia verde são: programas especiais de precificação. com programas de eficiência e conservação de energia e projetos de reflorestamento. ou MDL. Segundo a Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21). liberando na atmosfera. A Holanda é o país que registra maior número destes consumidores. e em operação desde 2004. porém. Estimativas apontam que.3 milhões destes consumidores. Essa movimentação foi estimulada por uma combinação de fatores. Representa menos que 5% das vendas totais. também chamado mercado verde. O calor proporcionado pela incineração da matéria orgânica é aproveitado para a geração térmica de eletricidade. a implementação de usinas abastecidas por fontes renováveis que permitem a “captura” – ou. como Finlândia. Bobina a vapor Tarrafa Dejetos orgânicos Filtro de gás Água O gás é convertido para produtos líquidos ou usado como combustível alternativo em motores. mesmo em países em que o mercado é desregulamentado para os clientes atendidos em baixa tensão. a participação da energia verde no mercado total de eletricidade é pouco significativa. A potência é de 0. entre 2006 e 2007. Nos países em desenvolvimento. apenas vapor de água e CO2. o chamado “mercado da energia verde” está em expansão em vários países europeus. Ele é resultado do compromisso para redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) assumidos pelas nações desenvolvidas na assinatura do Protocolo de Kyoto e ratificadas pelo Tratado em 2005. a usina obtém eletricidade a partir da incineração do lixo urbano. o país abrigava cerca de 2. as permissões para emissões por parte das diferentes indústrias podem ser livremente negociadas entre elas. é vendedor de créditos de carbono no mercado internacional. no Rio de Janeiro.

Mas.hu). termo que começa a cair em desuso) que.1 INFORMAÇÕES GERAIS Em 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 77 . nos primeiros anos do século XXI. lixo e dejetos animais. Além disso. geotérmica (calor existente no interior da Terra). Uma variação que só foi superada pelo parque nuclear. Fonte: Stock. em boa parte deles. também podem operar como fontes complementares a grandes usinas hidrelétricas. edição de 2008. período em que se acentuaram as preocupações com a degeneração do meio ambiente.Outras fontes | Capítulo 5 Outras Fontes 5. particularmente. sol (energia solar). Em comum. elas têm o fato de serem renováveis e. mar. corretas do ponto de vista ambiental.sxc. aumentou em 500% a sua participação na matriz energética mundial. mas também a “limpeza” da matriz energética local. entre outros. que registrou expansão de 589% no período. muitos países – inclusive o Brasil – mantinham programas oficiais para expansão das chamadas fontes renováveis de energia. de 1973 a 2006. cujos principais potenciais já foram quase integralmente aproveitados nos países desenvolvidos (ver capítulo 3). esgoto. como carvão e petróleo.XCHNG (www. Não é coincidência. com a volatilidade dos preços do petróleo e com o esgotamento 5 Placa coletora de energia solar. as duas principais fontes – aproveitamentos hídricos e a biomassa – não apresentavam significativo potencial de expansão. segundo a Key World Energy Statistics da International Energy Agency (IEA). que a evolução do parque instalado tenha se concentrado na década de 90 e. ao reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. portanto. as pesquisas e aplicações acabaram por beneficiar o grupo chamado “Outras Fontes” (ou “fontes alternativas”. Assim. Permitem não só a diversificação. portanto. cuja utilização é responsável pela emissão de grande parte dos gases que provocam o efeito estufa. No grupo chamado “Outras Fontes” estão abrigados o vento (energia eólica). iniciados já há alguns anos.

84 258. Entre 2002 e 2006.94 1.1 100. embora a biomassa seja considerada uma fonte primária importante no mundo (principalmente pelo uso da lenha em países subdesenvolvidos).80 435.1 2. Tabela 5. 2008. 2008. conforme a Tabela 5.04 648.00 20.00 % 34.741.7 bilhões de tep em 2006.40 55. TWh 1.185.0 .93 2.0 20.6% em 2006 – ou 70.07 6. Se considerada a matriz energética total.Produção de energia elétrica no mundo em 2006 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Hidráulica Outras Fontes Renováveis Total Fonte: IEA.2 .0 Mtep 4.Oferta primária de energia em 1973 e 2006 1973 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Biomassa Hidráulica Outras Renováveis Total Fonte: IEA.052.30 100. produzido pela Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21).19 110.9 10.00 5. Fonte: REN21.6 1.30 3.8 0.90 3.0 0.80 16.406.12 6.6 100.39 18.5 16.01 1. a presença foi ainda menor: de 0. ainda segundo a IEA.66 2.94 7.17 978. 2008.4 26. essas fontes têm participação pouco expressiva na matriz elétrica mundial. geotérmica. na produção de energia elétrica é classificada como “Outras Fontes”. Mas.028. Em 2006. extraído do estudo Renewables 2007 – Global Status Report.5 6.1 a seguir. a capacidade instalada das principais fontes enquadradas na categoria “Outras” aumentou entre 20% e 60%.1% em 1973 passou a 0.30 70.930 TWh.00 46.2 logo em seguida.115.930 2006 Mtep 2.1 abaixo.1 24.45 11.097.2 0. o conjunto composto por solar.819.4 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). conforme o Gráfico 5. É importante observar que. combustíveis renováveis e lixo produziu apenas 435 TWh (terawatts-hora) de uma oferta total de 18. diante do total de 11.10 14.1 .038. em colaboração com o Worldwatch Institute. apesar do crescimento verificado.498.761.64 3.91 727.801.804. eólica.80 41. como mostra a Tabela 5.00 2. 78 Atlas de Energia Elétrica do Brasil % Tabela 5.2 10.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável.Capítulo 5 | Outras fontes das reservas conhecidas dos combustíveis fósseis. PV Solar conectados à rede Biodiesel (produção anual) Energia eólica Calor geotérmico PV Solar desconectados da rede Aquecimento solar de água Etanol (produção anual) Pequenas hidrelétricas Grandes hidrelétricas Energia da biomassa Energia geotérmica Calor da biomassa 0 10 20 30 40 50 60 70 Gráfico 5.

definiram metas para a expansão da energia eólica.3 41. como registra a World Wind Energy Association (WWEA) na Tabela 5. Este comportamento ocorre porque a tecnologia desenvolvida ainda não apresenta custos compatíveis com a implantação em escala comercial.153 93.155. do apoio governamental por meio de programas oficiais que abrangem variáveis como aquisição compulsória por parte das empresas de energia elétrica locais. Espanha e Dinamarca.7 31. 5. em novembro de 2008. O volume inferior ao inicialmente estimado fez com que o governo anunciasse. no entanto. passando de 7. por exemplo. o ano de 2007 foi. Além disso. O programa é gerenciado pela Eletrobrás. a ser iniciada logo após a conclusão da primeira e encerrada em 2022.4 mil MW a 54 usinas eólicas e 685 MW a 27 usinas de pequeno porte à base de biomassa. que teve início no final do século XIX.3 mil MW. empresa constituída pelo Governo Federal em 1962 para investir na expansão do sistema elétrico nacional. previa-se a instalação de uma capacidade total de 3.663 13.7 34. países como Alemanha.290 47. como mostra o Anexo.849 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 79 . segundo levantamento sobre fontes renováveis constante do estudo Statistical Review of World Energy publicado em junho de 2008 pela Beyond Petroleum (nova denominação da companhia British Petroleum).033 74. maior programa nacional para estímulo à produção de energia elétrica por meio das fontes renováveis.8 mil MW. das quais constavam condições especiais para a venda da energia produzida para as companhias de eletricidade. cujos integrantes ainda não têm presença forte o suficiente para justificar a individualização em estatísticas de caráter mais geral. 320 PCHs. Do total de potência instalada. como é o caso da matriz energética mundial. implantou o Proinfa. em 2008.693 59.155% entre 1997 e 2007. 19 usinas a biomassa e 7 eólicas. tarifas especiais.2 ENERGIA EÓLICA A capacidade instalada mundial da energia eólica aumentou 1. a meta é que as três fontes eleitas tenham participação de 10% na matriz da energia elétrica nacional.8 28.5 7. da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). a expansão do grupo “Outras Fontes” é fruto. de abril de 2002. Cada um dos integrantes do grupo “Outras Fontes” está. por exemplo. em fase de pesquisa. portanto.320 31. as Filipinas.8 25. estão em operação no país 17 usinas eólicas. que se confirmou. revisão do programa de forma a estimular o aumento dos investimentos.475 9. as Filipinas detinham a segunda maior participação mundial nesta modalidade energética e só eram superadas pelos Estados Unidos (2. o mais ativo da história da produção de energia elétrica a partir do movimento dos ventos. 1.0 mil MW (megawatts) em 2007.1 21.438. Para a primeira fase do programa.6 26. em 2003.164 39.696 18. Nos anos 90. este capítulo apresenta o estágio de implantação de cada uma das principais integrantes do grupo chamado “Outras Fontes”. 1. 2008. estão em operação comercial 34 PCHs. Crescimento (%) 29.9 mil MW). desoneração fiscal ou aporte direto de recursos.2 mil MW seriam correspondentes a 63 PCHs (pequenas centras hidrelétricas).Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Potência (MW) 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Crescimento total Fonte: WWEA. Tabela 5. também.039 24.3 abaixo.6 1.4 23. subsídios. era que a tendência se mantivesse em 2008. um empreendimento fotovoltaico e três usinas termelétricas abastecidas por biogás. Com capacidade instalada de 2. cuja matéria-prima é a biomassa obtida em aterros sanitários (lixões). A expectativa. em grande parte. Em função do custo elevado de produção enquanto a tecnologia ainda não está consolidada. tanto no Brasil quanto no mercado internacional. Nas próximas páginas.5 mil para 93.Outras fontes | Capítulo 5 A pequena produção é a terceira característica comum ao grupo “Outras Fontes”. que obtém parcela significativa da energia elétrica local a partir de usinas geotérmicas. com base na Lei no 10. A energia produzida pelo Proinfa tem garantia de contratação por 20 anos pela Eletrobrás.1 26. Para a segunda fase do programa. do total inicialmente previsto. O Brasil. Em outubro de 2008. Segundo o Banco de Informações de Geração (BIG).3 . projetos pilotos ou aplicações muito localizadas a partir de instalações de pequeno porte. Neste último caso enquadram-se.

concentravam.00 247.455.726.00 2. Na seqüência aparecem Índia. quase 60% da capacidade instalada total.9 16.00 3.8%). Europa. no Brasil. graças ao salto de 45% verificado entre 2006 e 2007 na capacidade instalada local. Nesse ano.7 17.145. Fonte: Eletrobrás.00 por MWh. com 26.00 2.1 8. vários países. Aerogeradores. 80 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Capítulo 5 | Outras fontes Os grandes argumentos favoráveis à fonte eólica são. ainda é elevado na comparação com outras fontes. que atingiu um total de 16.9 2. O maior parque estava na Alemanha que. pela ordem. grande disponibilidade.4 . era de cerca de R$ 230. além da renovabilidade.80 15. quase o dobro da atual.4% do total.3 0. O principal argumento contrário é o custo que. independência de importações e custo zero para obtenção de suprimento (ao contrário do que ocorre com as fontes fósseis).00 2. Segundo o estudo da WWEA. possuem projetos de vigorosa expansão do parque eólico no médio prazo.850. Apenas como exemplo. juntos. perenidade.4 abaixo. enquanto o custo da energia hidrelétrica estava em torno dos R$ 100.8 mil MW. cuja matriz é muito concentrada em combustíveis fósseis e com poucos aproveitamentos hídricos ainda inexplorados. agregaram mais 19 mil MW de potência instalada ao total mundial. com capacidade total de 22 mil MW. embora seja decrescente.6 2. considerando-se também os impostos embutidos.3 100. O segundo lugar ficou com Estados Unidos (18% de participação).3 3. Alemanha e França. América do Norte e Ásia.00 5. Este ranking é liderado pelos Estados Unidos.3 2. Além disso.00 por MWh.7% do total mundial. 2008.0 Alemanha Estados Unidos Espanha Índia China Dinamarca Itália França Reino Unido o o 4o 5o 6 7 8 o o o 9o 10 Portugal Brasil Total 25 Fonte: WWEA.40 16. em 2008.5 2. em 2007.4 6. como mostra a Tabela 5. Estados Unidos e Espanha que. Esse movimento faz com que a WWEA projete.912.130. O estudo da WWEA também aponta o conjunto de 10 países com maior expansão em 2007 e que. Na seqüência veio Espanha com 16. os maiores produtores foram Alemanha. Tabela 5.10 7.1% de participação.125. para 2010.818. uma potência mundial instalada de 170 mil MW.Potência instalada em 2007 País 1o 2 3 o o Potência (MW) 22.389.8%) e China (16. As regiões que mais têm se destacado no setor são.10 % em relação ao total 23. imediatamente seguidos pela Espanha (17.10 93.849.10 2.247. correspondia a 23. em 2007 houve a instalação de aproximadamente 20 mil MW de geração eólica em todo o mundo. juntos.

1 abaixo mostra que as regiões com maior potencial medido são Nordeste.4 TWh/ano 29. Hoje. o que acarretava uma potência média de 50 kW (quilowatts).9 TWh/ano 22. da Aneel. A quantidade de energia mecânica transferida – e. Assim. o potencial de energia elétrica a ser produzida – está diretamente relacionada à densidade do ar. como a hidráulica. particularmente no Vale do Jequitinhonha (29.Outras fontes | Capítulo 5 O que é energia eólica A energia eólica é. estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico de 2001 (último estudo realizado a respeito) apontam para um potencial de geração de energia eólica de 143 mil MW no Brasil. Finalmente. volume superior à potência instalada total no país. aquela obtida da energia cinética (do movimento) gerada pela migração das massas de ar provocada pelas diferenças de temperatura existentes na superfície do planeta. de 5 mil kW. Sua operação permitiria. elementos integrantes da usina. Mas. no país.8 GW). Ainda assim.1 – Potencial eólico brasileiro.3 TWh/ano 3. em uma única turbina. mas estimativas apontam que o potencial eólico bruto no planeta seja da ordem de 500 mil TWh (terawatts-hora) por ano. Fonte: EPE. A evolução da tecnologia permitiu o desenvolvimento de equipamentos mais potentes. a exemplo do que ocorre com outras fontes. o que permite a obtenção.0 GW 144.1 TWh/ano Figura 5. basicamente. vegetação e interações térmicas entre a superfície da terra e a atmosfera. no Rio Grande do Sul. principalmente no litoral (75 GW). De acordo com o BIG.8 GW 26. como a velocidade costuma ser maior em períodos de estiagem. o de Osório. Não existem estudos precisos a este respeito. visto que desde a Antigüidade dá origem à energia mecânica utilizada na movimentação dos barcos e em atividades econômicas básicas como bombeamento de água e moagem de grãos.9 mil TWh. Em 1985.7 GW 54. o que dá maior previsibilidade ao volume a ser produzido.1 GW 5. a densidade do ar. A Figura 5. que se caracterizam por uma presença duas vezes superior à média mundial e pela volatilidade de 5% (oscilação da velocidade). que produz a eletricidade. é possível operar as usinas eólicas em sistema complementar com as usinas hidrelétricas. e Sul (22. por exemplo. No entanto. portanto. Além disso.8 GW 41. inicialmente de 10 metros aproximadamente. de 105 mil MW em novembro de 2008.7 GW). hoje supera os 50 metros. o diâmetro das turbinas era de 20 metros. 2007. a obtenção da energia eólica também pressupõe a existência de condições naturais específicas e favoráveis. 50 mil TWh por ano correspondem a mais de 250% da produção mundial total de energia elétrica em 2007. 12. Potencial e produção de energia eólica no Brasil O Brasil é favorecido em termos de ventos. à área coberta pela rotação das pás e à velocidade do vento. portanto. com 150 MW de potência. esses diâmetros chegam a superar 100 metros. a intensidade. A geração eólica ocorre pelo contato do vento com as pás do cata-vento. A avaliação destas condições – ou do potencial eólico de determinada região – requer trabalhos sistemáticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime dos ventos. a “estocagem” da energia elétrica. que foi de 18. Ao girar. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 81 . Não existem informações precisas sobre o período em que ela começou a ser aplicada. por restrições socioambientais. região em que está instalado o maior parque eólico do país. de forma a preservar a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas. Além disso a altura das torres. o vento é utilizado principalmente para produzir energia mecânica utilizada no bombeamento de água na irrigação. essas pás dão origem à energia mecânica que aciona o rotor do aerogerador. direção e velocidade do vento relacionam-se a aspectos geográficos naturais como relevo. Sudeste. embora.4 TWh/ano 75. apenas 10% sejam tecnicamente aproveitáveis.

Os projetos construídos anteriormente foram. e Espanha concentraram. ela corresponde a pouco mais de 50% da capacidade instalada da usina hidrelétrica de Itaipu. No entanto. Em 2007. individualmente. terá potência instalada de 104 MW. a oferta interna de energia eólica aumentou de 236 GWh para 559 GWh. também no Ceará.000% entre 1996 e 2006. por permitir a contratação presente da energia que será produzida. em 2007. Os Parques Eólicos Osório. de 14 mil MW. tem potência prevista de 300 MW. 84% da capacidade mundial. em Portugal. em construção no Ceará. todos os projetos implementados foram de pequeno porte. Em 2007. há a participação relativa dos países. Em 2007. por exemplo. a exigência do Proinfa para que os projetos inseridos no programa tivessem índice de nacionalização de 60%. por exemplo. no Arquipélago de Fernando de Noronha . uma variação de 136. outros 50. nos últimos anos. situada no Alentejo. que compõem o empreendimento de Osório. os projetos já implementados para produção de eletricidade a partir da energia solar ainda são restritos e destinados a abastecer localidades isoladas – embora. tem sido crescente o interesse pelas usinas. À época. 5.5. a realização de leilões da energia a ser produzida pelos futuros empreendimentos eólicos – instrumento que funciona como sinalizador ao investidor. como mostra a Tabela 5. a participação da energia solar é pouco expressiva na matriz mundial. ela aumentou mais de 2. instalada na cidade de Gouveia (MG). 25 turbinas com potência de 2 MW (o que totaliza a potência de 50 MW por parque). A usina de Praia Formosa. Na Paraíba. juntos.Capítulo 5 | Outras fontes as 17 usinas eólicas em operação em novembro de 2008 apresentavam capacidade instalada de 273 MW. segundo os dados do Balanço Energético Nacional. também na energia solar a Alemanha é a maior produtora.200 kW. o que significa que o crescimento verificado nos últimos cinco anos ocorreu a uma taxa média anual de 65%. O Gráfico 5. a Central Eólica de Prainha tem capacidade para 10 MW.4 mil MW. o seu porte e. a alta dependência das importações de equipamentos para montagem das unidades e. este quadro esteja se alterando. nos projetos de expansão da fonte. Logo a seguir. não foi só o número de unidades que aumentou mas. Além disso. Outro caso é a Central Eólica Experimental no Morro do Carmelinho. Eram centrais como estas que. A de Redonda. também. em exceção. com 49% da potência total instalada. para 2009. todos de pequeno porte e experimentais. porém sem que as obras tivessem sido iniciadas. Além disso. a central é constituída por quatro turbinas de 250 kW.2 na página seguinte mostra a evolução da potência solar instalada no mundo de 1992 a 2007 para produção de eletricidade. A primeira turbina eólica instalada no país . Alemanha. entrou em operação a Central Solar Fotovoltaica de Serpa. Sangradouro e dos Índios. a partir da instalação de 20 turbinas de 500 kW.possuía gerador com potência de 75 kW. Para se ter uma idéia. Também no Ceará. Além disso. No geral. em conseqüência. De qualquer maneira. foi a maior 82 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a potência. Assim como ocorreu no segmento da energia eólica. Até a construção das três plantas de Osório. em 2003. 70 metros de diâmetro e 100 de altura. Esse total era 11 vezes inferior aos 273 MW registrados em 2008. compunham a potência eólica total instalada no país. De certa forma eles se constituem. no entanto. Além deles. da IEA. de 22 MW. O que funcionou como trava à expansão foi. Estados Unidos.em 1992.9%. e apenas outorgada. são 13 turbinas de 800 kW e potência de 10. de um lado. conforme pode ser observado a partir das informações registradas no BIG da Aneel. de outro. com potência total de 2. em novembro de 2008. Todos são países com programas fortes de diversificação e simultânea “limpeza” da matriz energética local. o BIG da Aneel registrava a existência de 22 projetos em construção a partir da energia eólica. Ainda assim. no entanto. possuem.3 ENERGIA SOLAR Assim como ocorre com as demais participantes do grupo “Outras Fontes”. a potência total instalada atingiu 7. em 1994. Japão. no segundo semestre de 2008 o Ministério de Minas e Energia anunciava a intenção de rever as regras do Proinfa para solucionar o impasse. Com capacidade nominal de 1 MW. rotor de 17 metros de diâmetro e torre de 23 metros de altura. Este quadro é resultado tanto da forma como esses parques se desenvolveram quanto da adesão do país à tendência de expansão das eólicas. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). estavam registrados como outorgados. com potência total de 463 MW. conforme estudo do Photovoltaic Power Systems Programme. também. ao mesmo tempo em que anunciava. as potências previstas por algumas centrais já eram bastante superiores àquelas verificadas nos parques construídos nos anos 90. Tanto em um quanto em outro grupo. tem rotor de 29 metros de diâmetro e torre de 30 metros de altura.8 mil MW.

5 655. O governo australiano. 2007.6 8. não atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre. unidade do gênero do mundo. na Califórnia (Estados Unidos).9 830. China e Alemanha. durante muito tempo Israel foi o único país a exigir uma participação mínima de aquecimento de água a partir da energia solar. hotéis e hospitais. que vão da indústria. Esta aplicação destinase a atender setores diversos. Depende da latitude. da estação do ano e de condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do ar.918.Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país País 1o 2o 3o 4o 5 o água. O que tradicionalmente é mais generalizado é o uso da energia solar para obtenção de energia térmica. deverá ser instalada. porém. embora não haja nenhuma compulsoriedade. por exemplo. No deserto de Mojave. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética. Em 2007. também.0 1. Segundo a REN21.5 5. também.000 2.000 1.3 24.Outras fontes | Capítulo 5 9.000 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Gráfico 5. Segundo o estudo sobre Outras Fontes constante do Plano Nacional de Energia 2030. Os percentuais exigidos variam de 30% a 70%. projeta a construção de uma central de 154 MW. No Brasil.862.5 .0 % em relação ao total 49. 2007. Para o futuro. a Espanha assumiu postura semelhante e passou a exigir níveis mínimos de energia solar tanto para o aquecimento de água quanto para a geração de eletricidade em novas construções como prédios residenciais. suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações.000 3. em 2006. em processos que requerem temperaturas elevadas (por exemplo.000 6. secagem de grãos na agricultura) ao residencial.7 100 Alemanha Japão Estados Unidos Espanha Itália Outros países Total Fonte: IEA. nível de consumo e disponibilidade de outras fontes de energia. a iniciativa foi acompanhada por países como Índia. estão previstas unidades bem maiores.000 7.841. usina solar com potência de 500 MW. Mas. dependendo do clima.000 4. para aquecimento de O que é a energia solar A energia solar chega à Terra nas formas térmica e luminosa. Essa radiação.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW). sua irradiação por ano na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo anual de energia do mundo.4 1.2 454. Tabela 5. Fonte: IEA.000 5. a tendência começa a se disseminar nos grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo. Coréia. Outra tendência que se forma é a utilização da energia solar para a obtenção conjunta de calor e eletricidade.0 120. com capacidade instalada de 11 MW.5 10. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 83 . Potência (MW) 3.4 7.000 8.

1995-2007. formando uma junção eletrônica. a maior parte da energia solar manifesta-se sob a forma de luz visível de raios infravermelhos e de raios ultravioleta. Quando a luz do sol atinge o semicondutor na região dessa junção. à medida que sua aplicação é mais disseminada.000 8. 12. 2007. Quanto maior a intensidade de luz. na medida em que é estimulado pela radiação. um fenômeno diferente do tradicional. No primeiro.000 2.000 10.000 Megawatts 6. o custo é menor.000 0 Total Conectados à rede Desconectados da rede 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 Gráfico 5. a tecnologia de geração com maior crescimento no mundo. O processo completo compreende quatro fases: coleta da irradiação. a transformação da radiação solar em eletricidade é direta. Finalmente. é necessário adaptar um material semicondutor (geralmente o silício) para que. É possível captar essa luz e transformá-la em alguma forma de energia utilizada pelo homem: térmica ou elétrica. Para a produção de energia elétrica existem dois sistemas: o heliotérmico e o fotovoltaico.Capítulo 5 | Outras fontes Ao passar pela atmosfera terrestre. o campo elétrico existente permite o estabelecimento do fluxo eletrônico. transporte e armazenamento e. Já no sistema fotovoltaico. Para o aproveitamento da energia heliotérmica é necessário um local com alta incidência de irradiação solar direta. Fonte: REN21. na maioria das vezes. Um sistema fotovoltaico não precisa do brilho do sol para operar. os sistemas fotovoltaicos conectados à rede continuaram a ser. Para tanto. o resultado será a eletricidade. o que implica em pouca intensidade de nuvens e baixos índices pluviométricos. permita o fluxo eletrônico (partículas positivas e negativas).3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. como ocorre no semi-árido brasileiro. em 2006 e 2007. finalmente. a energia solar será transformada em calor. antes bloqueado. maior o fluxo de energia elétrica. conversão em calor. às vezes é necessário concentrar a radiação em um só ponto. 84 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .3 abaixo. pelo menos. conversão em eletricidade. Este é o princípio de muitos aquecedores solares de água. Se for utilizada uma superfície escura para a captação. além de coletar. boa parte das unidades construídas têm sido conectadas à rede de distribuição de eletricidade. São os equipamentos utilizados nessa captação que determinam qual será o tipo de energia a ser obtida. quando os empreendimentos eram destinados. Os equipamentos necessários à produção do calor são chamados de coletores e concentradores – pois. Este comportamento pode ser observado no Gráfico 5. Segundo o Plano Nacional 2030. duas camadas de semicondutores: uma positivamente carregada e outra negativamente carregada. e dá início ao fluxo de energia na forma de corrente contínua. ao atendimento em regiões isoladas. Segundo a REN21. Ele também pode gerar eletricidade em dias nublados.000 4.4 na página seguinte. Conforme mostra o Gráfico 5. Se utilizadas células fotovoltaicas (painéis fotovoltaicos). todas as células fotovoltaicas têm. a irradiação solar é convertida em calor que é utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade.

18 MJ/m²/dia 18 .0 2. Além disso.0 8. complementa o estudo.2 ao lado ilustra esta variação.0 3. Califórnia. sendo que as menores variações ocorrem nos meses de maio a julho. onde está concentrada a maior parte da atividade econômica. 14 . o Nordeste possui radiação comparável às melhores regiões do mundo nessa variável. no Deserto de Mojave. a participação do sol na matriz energética nacional é bastante reduzida.0 6.0 7. Fonte: IEA. 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 85 . Tanto que a energia solar não chega a ser citada na relação de fontes que integram o Balanço Energético Nacional. A Figura 6.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W).20 MJ/m²/dia 20 .2 – Variação da radiação solar no Brasil. no município de Nova Mamoré.0 5. 2007. 1 Joule: unidade de energia. porém. e a região de Dagget.22 MJ/m²/dia Figura 5. O que.16 MJ/m²/dia 16 . Um MJ equivale a 106 J.Outras fontes | Capítulo 5 9. Fonte: EPE.0 1. variando de 8 a 18 MJ/m2. O Plano Nacional de Energia 2030 reproduz dados do Atlas Solarimétrico do Brasil e registra que essa radiação varia de 8 a 22 MJ (megajoules)1 por metro quadrado (m2) durante o dia. Apesar deste potencial e de o uso de aquecedores solares estar bastante difundido em cidades do interior e na zona rural.0 0 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Gráfico 5. Potencial e produção de energia solar no Brasil Assim como ocorre com os ventos. consta apenas uma usina fotovoltaica – Araras. edição de 2008. trabalho ou quantidade de calor. Também no Banco de Informações de Geração (BIG). como a cidade de Dongola. da Aneel. no deserto do Sudão.0 4. como as regiões Sul e Sudeste. o Brasil é privilegiado em termos de radiação solar. não ocorre com outras localidades mais distantes da linha do Equador.

86 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . existem três rotas tecnológicas para a utilização do lixo como energético.3 TWh e 21. Uma delas. Outra é a gaseificação por meio da termoquímica (produção de calor por meio de reações químicas). lançado em 2003 pelo Ministério de Minas e Energia. O que existe no país são pesquisas e implantação de projetos pilotos da tecnologia. Na produção de energia elétrica. também têm utilizado o lixo urbano e industrial para a produção de energia. a aplicação comercial de usinas a biogás nos últimos anos tem apresentado significativo crescimento nos países em desenvolvimento. no Amazonas. Isto porque o biogás é obtido da biomassa contida em dejetos (urbanos. A utilização do lixo para produção de energia permite o direcionamento e utilização deste gás e a redução do volume dos dejetos em estado sólido. o biogás também é lançado à atmosfera e passa a contribuir para o aquecimento global.1 deste capítulo). Já o estudo Renewables 2007 Global Status Report. em conseqüência. respectivamente.48 kW. ele contempla o atendimento das demandas do meio rural através de três tipos de iniciativas: extensão da rede das distribuidoras. com potência instalada de 20. o biogás é incluído no grupo “Outras Fontes”. A expectativa é que a expansão do número de usinas solares ocorra exatamente na zona rural. apesar de pequena.9 TWh. informa que. O BIG não registra qualquer outro empreendimento fotovoltaico em construção ou já outorgado. particularmente na China e Índia. De acordo com dados da IEA.Capítulo 5 | Outras fontes no Estado de Rondônia. oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S). cuja participação foi de 2.645 TJ e o biogás a 520.8 TWh. Com o objetivo de levar energia elétrica a uma população superior a 10 milhões de pessoas que residem no interior do país. geração mundial de eletricidade. em 2005 o lixo urbano deu origem a uma produção mundial de 870. Neste caso. a mais simples e disseminada. Segundo o Key World Energy Statistics 2008 da IEA. a biomassa e o lixo (urbano e industrial) responderam por 10. da REN21. que instalou 19 sistemas fotovoltaicos na comunidade de São Francisco de Aiuca.3% da produção total em 2006 (verificar Tabela 6. a participação de cada um deles foi de. como integrante de projetos de universalização do atendimento focados em comunidades mais pobres e localizadas a grande distância das redes de distribuição. com produção de 13 kWh (quilowatts-hora) mensais. 50. o biogás é uma das mais favoráveis ao meio ambiente. Na verdade. sistemas de geração descentralizada com redes isoladas e sistemas de geração individuais. Essa biomassa passa naturalmente do estado sólido para o gasoso por meio da ação de microorganismos que decompõem a matéria orgânica em um ambiente anaeróbico (sem ar). uma vez que é composto por metano (CH4). 5. é a combustão direta dos resíduos sólidos.918 TJ. industriais e agropecuários) e em esgotos. a terceira (mais utilizada para a produção do biogás) é a reprodução artificial do processo natural em que a ação de microorganismos em um ambiente anaeróbico produz a decomposição da matéria orgânica e. Finalmente. a emissão do biogás. nitrogênio (N2 ).578 terajoules (TJ).1% da produção energética mundial em 2006. como Estados Unidos. Um deles é o projeto Sistemas Fotovoltaicos Domiciliares. na cidade de São Paulo. dióxido de carbono (CO2). 13. O Programa Luz para Todos. Estes volumes só não foram inferiores ao da energia produzida por outras novas fontes renováveis. Países desenvolvidos. localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamiruá. da Universidade de São Paulo (USP). Fonte: Google Earth. o industrial a 428. hidrogênio (H2). instalou diversos sistemas fotovoltaicos no Estado da Bahia. como solar e dos oceanos. Sua aplicação permite a redução dos gases causadores do efeito estufa e contribui com o combate à poluição do solo e dos lençóis freáticos.4 BIOGÁS Das fontes para produção de energia. Na matriz da Aterro sanitário Bandeirantes.

O porte dos empreendimentos atuais. De acordo com os dados sobre energias renováveis constantes do BP Statistical Review of World Energy de 2008. mas pode ser encontrada na Itália e no México. Fonte: Adaptado de www. a Aneel autorizou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) a implantar projeto-piloto para a compra da energia excedente produzida em pequenas propriedades rurais do Paraná a partir de dejetos de animais. região da Grande São Paulo. Apenas na Islândia e Estados Unidos registrou índices de crescimento de.30 ºC 100 m Cobertura impermeável 1.Outras fontes | Capítulo 5 No Brasil. a evolução deste segmento foi lenta e se caracterizou pela construção de pequeno número de unidades em poucos países. inaugurada em 2003. com 30 kW de potência. como eólica. Esta potência é suficiente para abastecer 60 unidades consumidoras residenciais com consumo mensal médio de 150 kW. havia mais sete empreendimentos outorgados. Filipinas (1. A primeira delas. a potência instalada máxima dos empreendimentos incluídos no programa será de 300 kVA (quilovolt-ampere). Ao contrário do que ocorreu com outras fontes renováveis. solar. Outra possibilidade é a utilização de vapor quente seco para movimentar as turbinas. Filipinas. totalizando 109 MW de potência nos Estados de São Paulo. não há nenhuma unidade em operação. Chamado Programa de Geração Distribuída com Saneamento Ambiental. forma experimental. Na Austrália recuou 46. combustível usado na produção de energia elétrica.1 MW. Por decisão da Aneel. alguns países. Embora conhecida desde 1904 – ano da construção da primeira usina. em novembro de 2008 existiam três usinas termelétricas de pequeno porte movidas a biogás em operação. como mostra a Tabela 5. porém. com capacidade instalada de 20 MW. juntos. como ilustrado pela Figura 5.5 GEOTÉRMICA A energia geotérmica é aquela obtida pelo calor que existe no interior da Terra.6 na página seguinte. Japão.7% para 0. além de um projeto piloto (ver Box 5) segundo o Banco de Informações de Geração (BIG). com potência instalada de 24.500 2. como México.ar. na cidade de São Paulo.7%. 8. em localidades onde eles não estão presentes. à época. também em aterro sanitário da cidade de São Paulo. evitando o seu lançamento em rios e em reservatórios como o da usina hidrelétrica de Itaipu.Reservatório geotérmico de alta temperatura.6 MW. o parque instalado não passou por expansão significativa entre os anos de 2006 e 2007. Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos também há iniciativas neste sentido. Esta última tecnologia é pouco aplicada. na cidade de Barueri. biomassa (incluindo biogás).936 MW). os principais recursos são os gêiseres (fontes de vapor no interior da Terra que apresentam erupções periódicas) e. foi anunciada. respectivamente. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 87 . Os resíduos serão transformados. e Energ Biog. é significativo. da Aneel. 5. o calor existente no interior das rochas para o aquecimento da água. A partir desta água aquecida é produzido o vapor utilizado em usinas termelétricas.1% (atingindo 456 MW) e 3. Quênia e Islândia procuraram expandir o parque geotérmico.educ. Neste caso. As demais são: São João.720 MW. dentro do aterro sanitário Bandeirantes. Pernambuco e Santa Catarina. respondiam por 60% da capacidade instalada total. A maior parte desta potência concentrava-se nos Estados Unidos (2. nem sob a Sonda de exploração Central geotermoelétrica Eletricidade e centros de consumo Profundidade (m) 750 20 . por exemplo.3 a seguir. por meio de biodigestores.000 Figura 5. que equivale a 270 quilowatts (kW). Nos últimos anos.3 . Além dessas.250 Transmissão de calor Foco de calor ativo 3.978 MW) e México (959 MW) que. Em 2008. A potência instalada no campo de gêiseres da Califórnia é de 500 MW. logo depois destruída por um acidente –. Bahia. No Brasil. a capacidade mundial total instalada em 2007 era de 9. em biogás. ele permitirá a utilização do material orgânico resultante da criação de suínos. no esforço para diversificar a matriz. como a maior usina a biogás do mundo.

Baseado em estimativas de organismos internacionais. o total estimado para a energia potencial da maré é de 22 mil TWh por ano.3 5. ondas.7 1.3 8. Ainda segundo o estudo.5 1.4 % em relação ao total 30.3 100.000 100. 2007.6 . menos de 0.6 MAR O potencial de geração de energia elétrica a partir do mar inclui o aproveitamento das marés. Em 2008. a expansão poderá ocorrer de forma acentuada.3%.4 na página seguinte) ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa.978.000 0 Solar PV Eólica na terra Eólica no mar Onda Maré Gráfico 5. apresenta custos competitivos frente às demais fontes.5 2.7 4. que tem diversos projetos pilotos.2 20. todas as tecnologias estão em fase de desenvolvimento.720. produzido em 2008. como mostra o Gráfico 5.Capítulo 5 | Outras fontes Tabela 5.Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) País Estados Unidos Filipinas México Itália Indonésia Japão Islândia Nova Zelândia El Salvador Costa Rica Quênia Total Fonte: BP.5 807.0 162. portanto.1 1.9 8. segundo o estudo sobre Fontes Alternativas inserido no Plano Nacional de Energia 2030. a partir de 2025.5 810. o trabalho informa que não haverá aplicação em escala das tecnologias marítimas para produção de energia no curto e médio prazos. A eletricidade pode ser obtida a partir da energia cinética (do movimento) produzida pelo movimento das águas (Figura 5. dos quais 200 TWh seriam aproveitáveis.6 TWh.0 9. correntes marítimas. ou 0.936.000 2002-2010 2011-2025 2026-2050 200. com exceção do aproveitamento da energia potencial em usina maremotriz (contida no movimento das águas).0 537. 300. Fonte: EPE. Segundo registra a EPE.0 204. 2008. Potência (MW) 2.5 – Projeção da capacidade instalada (MW). energia térmica e gradientes de salinidade.5 4. Um dos países que se destaca nestas pesquisas é Portugal. 88 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .5 abaixo.3 9.0 959. Mas.5 127.3 456. eram convertidos em energia elétrica. Nenhuma.0 5.0 434.

está em fase de implantação de um projeto piloto para geração de energia a partir das ondas no litoral do Ceará.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 89 .mme.gov. França e Rússia.bp. Reino Unido.windea. Coréia do Sul.4 – Geração de energia em usina maremotriz.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.epe. No Brasil. a proposta é construir uma usina composta por 20 módulos. Fonte: Adaptado de www.gov. Realizado em parceria com o governo local e financiado pela Eletrobrás e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e O movimento das ondas pressiona o mar movendo a turbina As ondas retornam e sugam o ar. Renewables 2007 – Global Status Report. com capacidade de geração de 500 kW (quilowatts). Estados Unidos e Rússia. por sinal. Austrália. Entre os países com projetos piloto para aproveitamento das marés ou das ondas estão Estados Unidos.br REN21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century). A Coppe. disponível em www. Canadá. Tecnológico (CNPq). aneel.br BP Global – disponível em www. estudos realizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam para um potencial de 40 GW (gigawatts).treehuger. Índia.net World Wind Energy Association (WWEA) – disponível em www.iea.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. Canadá. México. fazendo a turbina se movimentar no sentido contrário Figura 5.gov. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.com.ren21.Outras fontes | Capítulo 5 Os principais locais para aproveitamento das marés são Argentina.

Capítulo 5 | Outras fontes Petrobras 90 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural Atlas de Energia Elétrica do Brasil 91 6 .

da qual se extrai. além do gás natural. aumenta a eficiência do processo de geração. O destino dado ao gás natural após esta aplicação determina se o ciclo da termelétrica será simples (ou aberto) ou combinado (fechado). Em síntese. Este calor é recuperado antes da emissão dos gases e destinado à produção de vapor. óleos. Uma delas é a geração exclusiva da eletricidade.Capítulo 6 | Gás Natural Box 6 A produção de energia elétrica e a co-geração A aplicação do gás natural na produção de energia elétrica pode ser dividida em duas modalidades. Entrada de ar Reservatório de óleo Compressor câmaras de combustão segundo análise sobre o gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030. Outra é a co-geração. o que pode ser um fator de competitividade no momento atual. Em outras palavras: com a mesma quantidade de gás natural é possível obter maior produção de energia elétrica. portanto. novamente provoca o seu movimento. A co-geração pode ser realizada com todos os combustíveis usados em usinas termelétricas – por exemplo. em elétrica. energia térmica e vapor. seria liberado na atmosfera. inclusive no Brasil. No ciclo combinado. A tecnologia do ciclo combinado é recente (década de 80) e passa por processo de expansão em todo o mundo. A energia térmica. os dois últimos são produzidos a partir do calor gerado na produção da eletricidade por usinas em ciclo simples e que. um terceiro é a redução do volume de gases lançados na atmosfera. Nas usinas termelétricas. No ciclo simples. Na termelétrica a ciclo combinado. o grau de eficiência fica em torno de 50%. os gases são transformados em vapor que. No caso do gás natural. o grau de eficiência é de 38. Embora exija maiores investimentos que aqueles aplicados nas usinas de ciclo simples. o processo de co-geração permite a produção simultânea de energia elétrica. Um dos argumentos favoráveis à co-geração é a possibilidade de utilização da energia que naturalmente se perde no processo de geração da eletricidade nas termelétricas. Exaustor Turbina Gerador Transformador Linha de Gás Natural Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do gás natural 92 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . que provocam o movimento das turbinas conectadas aos geradores de eletricidade. da disponibilidade de suprimento e das características do consumidor. pelas distribuidoras ou comercializadoras de energia elétrica. a primeira etapa do processo consiste na mistura de ar comprimido com o gás natural a fim de se obter a combustão. em que os consumidores estão cada vez mais exigentes com relação ao impacto ambiental provocado pelos produtos que adquirem. se não utilizado. direcionado às turbinas. transforma-se em mecânica e. ainda em alta temperatura. biomassa e carvão. Assim. em seguida. Finalmente. Outro é a independência em relação ao suprimento fornecido por terceiros – no caso brasileiro. o calor e o vapor utilizados em processos industriais. também. A opção por um ou por outro depende. do ar quente ou da refrigeração. a característica básica de termelétricas a ciclo combinado é a operação conjunta de turbinas movidas a gás e a vapor. No primeiro caso – o mais tradicional – os gases são resfriados e liberados na atmosfera por meio de uma chaminé. em última instância.7%. O resultado é a emissão de gases em alta temperatura.

8% 26% Biomassa Gás Natural Outras Nuclear Petróleo Hidráulica Carvão 20.2% 20.1% Hidrelétrica Gás Natural Outras 5.8% Nuclear Carvão Petróleo Gráfico 6.031 bilhões de m3. era considerado um estorvo ao ser encontrado junto com o petróleo. sendo superado apenas pelo carvão (Gráficos 6.1% 0. a produção mundial mais que dobrou. saltou do quarto para o segundo lugar dentre as principais fontes produtoras da energia elétrica. pois exigia uma série de procedimentos de segurança que encareciam e complicavam as atividades de prospecção.2 abaixo). ao passar de 1. a partir dos anos 80. nos Estados Unidos. publicado pela International Energy Agency (IEA) em 2008.1 e 6.3% 14.5% 2. Ainda assim. 2008.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006. Uma posição que detém até hoje e que deverá manter no médio prazo. No entanto. o consumo entrou em franca expansão e o gás natural transformou-se na fonte de energia de origem fóssil a registrar maior crescimento no mundo. 2008. Fonte: IEA.1 INFORMAÇÕES GERAIS O gás natural transformou-se de sapo em príncipe na matriz energética mundial.2% 10. o gás natural manteve a terceira posição na matriz energética mundial (abaixo de carvão e derivados de petróleo). Apenas como exemplo: entre 1973 e 2007. Fonte: IEA. No século XIX.Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural 6.4% 16% 2.6% 34. segundo o estudo Key World Energy Statistics. 6 41% 6. Gráfico 6.227 bilhões de metros cúbicos (m3) para 3. No século XX. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 93 .

Historicamente.4 em seguida). particulamente entre os países em desenvolvimento. produtos da cana-de-açúcar e petróleo e derivados. A nova distribuição geográfica também favoreceu o transporte. mas também a expansão geográfica das reservas provadas (são reservas cujos reservatórios estão em produção ou os fluídos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes). Fonte: MME. o gás natural fica atrás da hidráulica e biomassa (Gráfico 6.3%. a evolução no mesmo período foi ainda mais expressiva: 5650%. ao passar de 0. tanto na construção de dutos especiais quanto no processo de produção do GNL (gás natural liquefeito). O resultado foi não só o aumento do volume.1 a seguir.0 14.7 16. 2008 (adaptado). este é o maior entrave à disseminação do energético. 40 35 30 Participação % 25 20 15 10 5 0 Superado por lenha e carvão vegetal. Gráfico 6. mais próximas dos centros consumidores elas se encontram. essas reservas concentravam-se em poucas regiões.3% 2. visto necessitar de elevados investimentos. Fonte: MME.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007.1 1.2 bilhões de m3 para 11. conforme Figura 6.5 9.5% Nuclear Carvão Petróleo Gás Natural Hidráulica Biomassa O interesse pelo gás natural está diretamente relacionado à busca de alternativas ao petróleo e de fontes menos agressivas ao meio ambiente. coloca o gás natural na quinta posição na matriz energética nacional. como América do Norte e antiga União Soviética. Até a década de 70. 2008. 36. a participação atual.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. energia hidráulica e eletricidade. quanto mais pulverizadas as reservas. Este comportamento resultou na intensificação das atividades de prospecção e exploração. de 9. Na produção de energia elétrica. como mostra o Gráfico 6.4 Urânio e derivados Petróleo e derivados Produtos da cana-de-açúcar Energia hidráulica e eletricidade Lenha e Carvão vegetal Gás natural Carvão mineral e derivados Outras renováveis Gráfico 6. 4.8% 85.3%. como registra o estudo BP Statistical Review of World Energy 2008.3 abaixo.6% 3. a participação é de 3.2 3.1% 2.7 12.3 6.Capítulo 6 | Gás Natural No Brasil.3 bilhões de m3. Ainda assim.5% 1. 94 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Neste caso. Afinal.

2008 (adaptado). Entre elas.1 . Essa tecnologia. na produção de chamas (como substituto ao gás liquefeito de petróleo.01 a 8. Este recurso natural também pode passar por um processo de transformação para dar origem a derivados similares aos do petróleo. porém. mas encontra-se distante dos centros consumidores. A configuração deste cenário. É encontrado no subsolo. Europa e Ásia. que apontavam para 66 anos.00 8. GLP). Essa importação foi proporcionada pelo início de operação do gasoduto Bolívia/Brasil em 1999. Este energético pode ser utilizado tanto na geração de energia elétrica. porém menos agressivos ao meio ambiente. esta matéria orgânica de origem animal Atlas de Energia Elétrica do Brasil 95 . O gás natural é um hidrocarboneto resultante da decomposição da matéria orgânica durante milhões de anos.00 1. em rochas porosas isoladas do meio ambiente por uma camada impermeável. está entre os países com maiores reservas da América Latina. é recente. tem custos elevados e é dominada por poucas companhias. a aplicação é possível em todos os setores da economia: indústria. Outros elementos positivos são a capacidade de dispersão em casos de vazamento e a pequena emissão de poluentes em toda a cadeia produtiva se comparado aos demais combustíveis fósseis.Gás Natural | Capítulo 6 Reservas de gás natural em 2007 (trilhões de m³) 0. Um caso de aumento da comercialização com base no GNL é o Oriente Médio. denominada gas-to-liquid (GTL). comércio. calor e vapor. transformando-se em um dos maiores fornecedores mundiais. Um exemplo é o próprio Brasil.00 2.0 Figura 6. A região possui uma das maiores reservas mundiais. Por isso. quanto em motores de combustão do setor de transportes. particularmente o Irã. Isto representa um decréscimo em relação às projeções com base na conjuntura de 2005. apenas a partir do desenvolvimento da tecnologia do GNL passou a exportar para América do Norte. cuja expansão acelerada do consumo está diretamente relacionada às importações da Bolívia – que. Assim. desde os anos 80. De acordo com o BP Statistical Review of World Energy 2008. junto à Argentina e Venezuela.09 a 1. Fonte: BP.01 a 45. o comportamento do consumo e a expansão das fontes renováveis de energia. depende de inúmeras variáveis. serviços e residências. Em suas primeiras etapas de decomposição. O que é o gás natural A versatilidade é a principal característica do gás natural.01 a 2. as reservas provadas mundiais no final de 2007 eram suficientes para o abastecimento mundial durante os próximos 60 anos. a continuidade das atividades de exploração. o que preserva a utilização dos combustíveis fósseis.Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3.

na qual o foco é a possibilidade de ocorrência ou não do gás natural. A quinta é o transporte e armazenamento (esta última não existe no Brasil. das quais a maioria conta com participação da Petrobras no capital acionário.98 5. o que favorece o transporte por navios chamados “metaneiros”. Já para a distribuição. propano.17 0.09 5. válvulas. No caso de não ser possível construir o gasoduto. Em seu estado bruto.70 14. com 73. diante dos 42. Essas empresas detêm o monopólio de atuação em suas regiões de concessão. Para o caso de grandes consumidores. ácido clorídrico e metanol.Reservas de gás natural no mundo Paises 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 40 Rússia Irã Catar Arábia Saudita Emirados Árabes Estados Unidos Nigéria Venezuela Argélia Iraque Brasil Outros Total Fonte: BP. no qual atinge 160 graus abaixo de zero.3% do total.50 100 96 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .2 RESERVAS. é dimensionado para transporte de grandes volumes a elevada pressão.3 5. o gás passa por um processo de liquefação. que chegam ao consumidor final. A primeira é exploração. Em seus últimos estágios de degradação. esse material é encaminhado a plantas ou terminais de armazenamento e regaseificação para posterior distribuição. A América do Norte. há a distribuição.90 2.2 trilhões de m3. que é a entrega do gás natural para o consumidor final. no geral.40 3. mas também há.Capítulo 6 | Gás Natural produz o petróleo. o gás natural.57 177. o país contava com uma malha total de 6.15 4.52 3.1 ao lado.20 23. gás carbônico. o país tem 27 empresas. No porto receptor. que consiste na instalação da infra-estrutura necessária à operação do poço e nas atividades de perfuração. a composição básica do gás natural são as moléculas de hidrocarbonetos (átomos de hidrogênio e carbono) encontradas em estado volátil e de baixa densidade.6 7.80 0. como processo de formação e condições de acumulação no reservatório.50 1. é comum a descoberta do gás natural tanto associado ao petróleo quanto em campos isolados (gás natural não associado).36 41.511 quilômetros de dutos conforme mostra o Mapa 6. subterrâneos. Assim como ocorre no petróleo. também reduziu sua participação no período: de 9. Assim. De acordo com o balanço anual da Petrobras referente a 2007.40 3. A Tabela 6.00 3. butano. que liga o poço às instalações de distribuição. água. O elemento predominante é o gás metano. E. na qual se retiram as frações pesadas e se realiza a compressão do gás para a terra ou para a estação de tratamento. deve ser odorizado para que eventuais casos de vazamento sejam detectados. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO As reservas totais provadas no mundo eram.00 2. conforme registra o BP Statistical Review of World Energy 2008.20 15.36 % 25. 6. A segunda é a explotação.65 27.2% de 1987. o gás natural não tem cheiro e é mais leve que o ar. comandos remotos e demais acessórios que permitirão a produção).17 6. O transporte do poço às unidades de consumo exige a construção de uma rede de gasodutos de capacidade e pressão variáveis. A quarta é o processamento. mais pulverizados e. etano.1 . que hoje detém 33. 2008. mas é comum em países de clima frio. A terceira é a produção.5% para 4. finalmente. A cadeia produtiva do gás natural envolve seis etapas. O Oriente Médio liderava o ranking mundial. em proporções variadas. processamento em campo (para separação do petróleo em caso de o gás ser associado) e o transporte até a base de armazenamento. Os ramais secundários. de 177. outra região tradicional entre as maiores do ranking.36 trilhões de m3.5%. além de outros. a única companhia a operar na exploração e transporte de gás natural é a Petrobras. Por isso. nitrogênio. de modo a formar um estoque regulador para o inverno). correspondentes a 41. ao final de 2007.5% de participação. Esse processo reduz o volume 600 vezes. Tabela 6.1 abaixo mostra os países com maiores reservas de gás natural. No Brasil. A proporção de cada um na composição final depende de uma série de variáveis naturais.8 25. sozinha ou em parceria com a iniciativa privada (como é o caso do gasoduto Bolívia/Brasil). são menores. a região superou a tradicional Europa e antiga União Soviética. Beneficiado pelos recursos existentes no Irã e pela intensificação das atividades de exploração nos últimos 20 anos. Trilhões m 44.40 4. O ramal principal. há uma estação intermediária chamada city gate. completação e recompletação de poços (colocação das cabeças de vedação.

Carmópolis Pilar e Carmópolis .Vitória Campinas .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km O S N L MAPA 6. II e III Garsol (Urucu .Rio (trecho Replan .Carmópolis PE (trechos: Itaporanga .Taubaté Gasbol Gasduc I e II Reduc . 2007.U .Coari) Urucu .2500 Reduc .Taubaté) DF Cacimbas .2600 SC Argentina 30º S RS 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Fluxos (Operação) Fluxos (Planejamento) Gasodutos em Construção Gasodutos em Operação UPGN`s Fonte: ANP.U .Gás Natural | Capítulo 6 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o AM Urucu I.2007 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 97 . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Estrutura de produção e movimentação de gás natural .1 . II e III PI AC 10º S RO TO Catu .Carmópolis SE Carmópolis (trecho: Catu .Catu Bolívia GO Campinas .Itaporanga) Atalaia Catu Candeias Gaseb Bahia Cacimbas .Manaus PA Lubnor Gasfor MA CE RN PB Nordestão Guamaré I.Rio (trecho: Taubaté .U .Vitória Cabiúnas URL I e II Cabiúnas URGN Cabiúnas UPCGN I e II Cabiúnas UPGN MG Cacimbas Lagoa Parda UPGN Lagoa Parda DPP ES Lagoa Parda .Pilar) AL Gasalp 10º S Peru MT BA Catu .Vitória 20º S 20º S MS Gasbol Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR UEG SP RPBC Gasvol Gasan Caraguatatuba .2500 Gaspal Gasbel RJ Cabiúnas .Paracambi) Reduc .

considerando o volume produzido (relação reserva/produção.8 75.8 bilhões de m3 em 2007).8 3. Para o Brasil.2 e 6. exporta parte da produção – tanto para os países que compunham a antiga União Soviética quanto. Já a Rússia.4 11.7 83.4% do total mundial e se mantiveram praticamente inalteradas ao longo dos últimos 20 anos. Nas Américas Central e do Sul.3 0.8 2. os Estados Unidos não apenas absorvem toda a produção interna (545.0 2921. com a rede de gasodutos já existente. por meio de uma rede de gasodutos. cuja produção aumentou 6.8 bilhões de m3. Tabela 6.1 2. enviou 9. Para a Argentina.9 % 22. no entanto.7% do total) e Estados Unidos (18.12 bilhão de m3 para o Brasil e.3 0. Ambas são também as maiores consumidoras mundiais e contam.9 72.4 bilhões de m3 para um consumo de 438.3 67. 98 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . embora tenha reservas significativas.9 89. Em 2006. ela favorece a expansão do consumo. produz basicamente para o mercado interno.6%).8 111.8 bilhões de m3 em 2007. enviou apenas 0. A Argentina. Mas.3 15. ou R/P) ao longo dos últimos anos.2 82. Bolívia.8 94. Tabela 6.1 3. comprometeram a operação de várias termelétricas abastecidas pelo combustível em um período de seca – quando.3 . 2008. de um lado.8 2.0 País Estados Unidos Rússia Irã Canadá Reino Unido Japão Alemanha Itália Arábia Saudita China Brasil Total Fonte: BP. é regional.2 3. Um exemplo é a relação Bolívia-Brasil-Argentina.4 100 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9 o o o Bilhões de m3 607.8 100 10 30 Uma característica do mercado do gás natural é o aquecido comércio internacional.3 22.3 2940. beneficiadas pelas atividades da Rússia (20. era crucial preservar a água dos reservatórios. que em 2007 produziu 607.7 111. se.4 90. Pela ordem.5 bilhões de m3).0 91.Capítulo 6 | Gás Natural As duas regiões continuam. o que representou a quase totalidade do gás natural importado pelo Brasil.9 438. os maiores produtores são Argentina (44. altamente dependente do gás natural.0 75. erguida ao longo do século XX.6 2. as reservas não são significativas: respondem por apenas 4. como tem ocorrido nos últimos anos. portanto.5% em 2007.5 2. de outro subordina-se à política externa do país fornecedor e às relações bilaterais entre fornecedor e comprador – o que causa uma certa insegurança com relação ao suprimento.3 abaixo). podem intercambiar o gás natural. a Rússia também interrompeu o fornecimento à Ucrânia – totalmente dependente do energético e fornecedora da Europa – alegando a necessidade de aumento de preços. suspende as exportações em benefício do consumo interno.4 2. Trinidad & Tobago (39 bilhões de m3). vendeu 1. como elemento favorável às atividades.6 6.4 545.7 2. portanto. por exemplo.2 3. Bilhões de m3 652.Produção de gás natural em 2007 País 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o 40o Rússia Estados Unidos Canadá Irã Noruega Argélia Arábia Saudita Reino Unido China Turcomenistão Brasil Total Fonte: BP. Venezuela (28.9 183. por meio deles.5 bilhões de m3) e Bolívia (13.9 bilhões de m3 em 2007. Em 2007.4 69. países que.9 67.85 bilhão de m3. a ser as maiores produtoras mundiais. A participação individual de cada um desses países na oferta mundial de gás natural é pouco expressiva: oscila em torno de 1%. Com consumo de 652.2 .8 3. A redução dos volumes de gás natural enviados ao Brasil por Bolívia e Argentina a partir de 2007.9 bilhões de m3 em 2007) como importam parte do gás natural do Canadá e do México. A importância da produção. é a maior fornecedora para os dois países.6 2. No entanto.7 77.1 2.0 3. os recursos existentes são suficientes para cerca de 50 anos. 2008.Consumo de gás natural em 2007 % 20. em ocasiões de escassez no fornecimento de energia elétrica. para os mercados europeus (Tabelas 6.7 18.

As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.45 2.940 85.139 3. 2.563 925 1.118 820 980 861 1.375.101 1.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.836 59.00 Localização Terra Reservas provadas de gás natural (milhões m3) 1998 1 1999 1 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 07/06 % .186 3. 1.18 -66.28 -6. 4.549 106.132 19.084 768 815 814 850 761 4.743 245. Fontes: Adaptada de ANP/SDP. No total.86 .244 2.08 -19.991 8.4 . Bacia de Campos e.154 864 1.261 5. principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo.. as reservas nacionais corresponderam a 360 bilhões de m3.286 18. as perspectivas de maior oferta futura de gás natural no Brasil localizam-se no Espírito Santo.809 8.860 364.165 22.960 94. 2.181 17.525 16.904 4. o gás natural é encontrado.918 1.774 167.385 37.59 4.774 3.066 2.510 4.018 9.861 20.337 3.042 -16.496 800 5.453 5.271 37.477 244.198 829 1.664 98.126 2.23 -8.340 252.558 825 2.3 anos considerando o volume produzido no período.961 15.978 11.756 231.944 145.751 12.288 10.462 3.11 4.397 825 1.716. Tanto que a maior parte das reservas localiza-se no mar e não em terra.597 26 11 49.467 15.508 76. em geral.594 1 0.770 1.378 28.438 3.730 15 7 51.159 34 47.289 4.808 6.08 24.269 3.841 5.185 44.273 77.398 220.56 ..388 1. suficientes para abastecer o país durante 32.084 234.669 78.477 9.470 -4.755 3.930 5.268 16.474 2.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.381 347.18 980 901 1.049 78.083 2.929 15.572 222.171 1.525 14.4.206 8. .354 326.257 3.423 1. menos de 0.395 273. segundo Unidades da Federação Unidades da Federação CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar Terra PR3 Mar SC4 AM MA RJ2 SP Mar Terra Terra Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 127.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.601 68 44. associado ao petróleo.58 -26. 3.047 3.554 2.752 9 7 53. Tabela 6.499 14.Reservas em 31/12 dos anos de referência.91 1.731 168. por localização (terra e mar). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 99 .77 -0.Inclui condensado.999 145.3 bilhões de m3.312 4. na Bacia de Santos.547 168.Gás Natural | Capítulo 6 No Brasil. de 11.286 15. 2.503 38.643 306.842 8. principalmente.233 142.837 1.826 3.987 3. como mostra abaixo a Tabela 6.758 225.070 61 44 49.140 85.14 1.870 995 2.339 3.515 4.543 74.286 31.465 145. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.419 5.585 1.45 13. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.258 21.681 2.636 2.786 4.477 43 44.402 103.881 68. Segundo estudo sobre gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030..232 164.379 2.183 2. Notas: .059 3.241 11.860 17. em 2007.Reservas provadas1 de gás natural.364 26.522 568 206 52.942 -0.705 4.246 4.719 17.448 119.151 1.766 17.075 119.237 9. de acordo com a BP.875 76.385 23.057 14.58 3.897 104.696 71.32 -6.221 4.903 296.893 116.625 1.131 6.520 7.471 73.2% do total mundial e.595 3.917 47.272 789 1.

o país contou com a oferta total de 28.Capítulo 6 | Gás Natural A exploração do recurso no país começou timidamente nos anos 40. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional (BEN). que visa transportar gás natural para geração de energia elétrica em Manaus.5 . a Petrobras constrói o gasoduto Urucu- Tabela 6. A produção local foi de 18.9 bilhões de m3. Após alguns anos.559 9. que registrou uma variação de 10% em relação a 2006 e de 5. no médio prazo. da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).627 2.109 3. São Paulo. O movimento será estimulado. como mostra a Tabela 6. ou 4% a mais que no ano anterior.348 Coari-Manaus. A descoberta do campo de Júpiter. Finalmente. Fonte: MME. com capacidade para transportar 30 milhões de m3 por dia. aumentou significativamente a oferta do gás natural no país.567 667 423 678 1. Paraná. portanto. primeiro empreendimento da Petrobras de gás natural não associado ao petróleo. a produção atendeu apenas às indústrias do Recôncavo Baiano.226 81 92 47 47 3. enfrenta críticas principalmente de ambientalistas. O Brasil também dispõe de importantes reservas no estado do Amazonas.334 -5. o Brasil. descoberto em 2007 também na Bacia de Santos.152 10. Até 2010 deve entrar em operação. milhões m³ 1997 9.486 bilhões de m3 (a diferença entre a oferta total e consumo corresponde às perdas do processo).33 bilhões de m3. cujas reservas são estimadas entre 176 bilhões e 256 bilhões de m3. que são ligeiramente diferentes dos dados da BP.573 22. atendida em 2008 por termelétricas movidas a óleo combustível e óleo diesel. 2008.379 33 264 718 2.Perdas e Ajustes (*) Consumo total Transformação Produção de derivados petróleo Geração elétrica Consumo final Consumo final não-energético Consumo final energético Setor energético Residencial Comercial/Público Transportes Rodoviário Industrial Cimento Ferro-gusa e aço Ferro-ligas Mineração e pelotização Não-ferrosos e outros meta Química Alimentos e bebidas Têxtil Papel e celulose Cerâmica Outros (*) Inclusive não-aproveitada e reinjeção. com descobertas de gás associado a petróleo na Bahia. rico em gás natural e localizado na camada pré-sal da Bacia de Santos.233 825 561 264 5.825 0 -3.408 768 4. a auto-suficiência.559 2.196 28 1.196 bilhões de m3) e para usinas termelétricas (4. Inicialmente.593 quilômetros de extensão. pela substituição de outros 100 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .15 bilhões de m3 e as importações ficaram em 10.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A IEA estima que a demanda por gás natural para produção de energia elétrica irá manter-se em expansão mundial até 2020. porém. Assim. em 1999.Produção de gás natural no Brasil Gás Natural Identificação Produção Importação Var. também. era dependente das importações da Bolívia.Est. com a descoberta na Bacia de Campos. o início de operação do gasoduto Bolívia/ Brasil.444% se comparado a 1997. ainda que o consumo no setor residencial e de transporte rodoviário também tenha aumentado – com destaque a este último. poderá lhe conferir. segundo a Petrobras.091 1. 6. No local. em 2007 o país consumiu 22. as dimensões do campo de Júpiter são similares ao campo de Tupi.640 1. como mostra o BEN.013 251 377 2. O grande salto das reservas ocorreu nos anos 80. a maior parte destinada ao setor industrial (9. passando por cinco estados brasileiros (Mato Grosso do Sul. O gasoduto. elas são estimadas em 52.518 17.5 ao lado. uma vez que o seu trajeto passa próximo a reservas indígenas. que apontam para o seu alto impacto ambiental e social.592 6.085 168 81 162 116 525 2007 18.286 877 16.8 bilhões de m3.013 bilhões de m3). A estimativa de reservas ainda está em fase de levantamento mas. Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Em 2008. particularmente em regiões como Ásia e África. principalmente. a exploração e produção estenderam-se também às bacias de Sergipe e Alagoas. Na bacia de Urucu.409 4. Com um total de 2. o campo tem capacidade estimada para produzir 15 milhões de m3 por dia. o gasoduto parte de Rio Grande (Bolívia) e chega a Porto Alegre (RS).913 5. Descoberto em 2003 na Bacia de Santos. o campo de Mexilhão.194 37 804 0 175 41 1.

Tabela 6. Energyworks do Brasil Ltda.SP Alto do Rodrigues .6 . Petróleo Brasileiro S/A.Gás Natural | Capítulo 6 combustíveis fósseis.840 13. No entanto.600 226.MG Seropédica . Em outras palavras. Simultaneamente. com um total instalado de 11 mil MW (megawatts) – ou pouco mais de 10% da potência total instalada no país.400 346. a matriz da energia elétrica é predominantemente hidráulica e esta característica não deverá se alterar no médio prazo.SE São Paulo . onde é necessário preservar os reservatórios. embora as empresas de eletricidade ainda estivessem concentradas no carvão e na energia nuclear. de 103 mil MW.150 3. Braskem S/A.891 2. nos períodos de estiagem.Aracaju Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo Cenu Potência (kW) 790 1.SP Rio de Janeiro . como mostra a Tabela 6. Condomínio do Shopping Center Jardins S/A.680 185. Companhia Hidro Elétrica do São Francisco Furnas Centrais Elétricas S/A.200 9.BA Dias d’Ávila . Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste PETROBRÁS Petróleo Brasileiro S/A.SP Jacareí . Duas características se destacam neste conjunto.BA Aracaju . como carvão e derivados de petróleo. Petróleo Brasileiro S/A. Iqara Energy Services Ltda.900 3.RJ São José dos Campos . Após a crise do petróleo dos anos 70.000 Destino da Energia PIE COM APE PIE APE APE PIE PIE APE PIE PIE SP SP APE-COM PIE APE-COM PIE APE APE APE Municipio Maceió .600 334 4. no curto e médio prazos. Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A.PR Fortaleza .803 114.SE Ibirité . segundo o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Administradora Carioca de Shopping Centers S/C Ltda. a exemplo do que ocorria com os países industrializados. Companhia de Gás de São Paulo Condomínio Centro Empresarial Nações Unidas S/C Continua Atlas de Energia Elétrica do Brasil 101 .BA Campos dos Goytacazes .RJ Rio de Janeiro . Bayer S/A.000 138.350 4.SP Proprietário Petrobrás Distribuidora S/A.RJ Camaçari .RJ São Paulo .300 11. existem 85 usinas termelétricas abastecidas a gás natural em operação no país.CE Aracaju . Petróleo Brasileiro S/A. Outra é que boa parte dessas usinas é propriedade de companhias representantes do setor industrial. A primeira é a concentração dos empreendimentos nas regiões em que já existem gasodutos em operação – o que favorece o acesso ao suprimento por parte dos operadores. Essas usinas operariam de maneira complementar às hidrelétricas.000 385. vários países menos desenvolvidos passaram a avaliar a aplicação do gás natural para a produção de energia elétrica.800 484. No Brasil. seriam colocadas em operação em momentos de acentuado aumento de demanda ou redução da oferta hidráulica – por exemplo.150 3. Sociedade Fluminense de Energia Ltda. Votorantim Celulose e Papel S/A. Em novembro de 2008.Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Usina Aeroporto de Maceió Ahlstrom Alto do Rodrigues Araucária Asfor Atalaia Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Bayer Brahma Camaçari Camaçari Campos (Roberto Silveira) Carioca Shopping Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242 Celpav IV Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I) Central de Co-geração Shopping .RN Araucária . as tecnologias de geração termelétrica avançaram. a participação das termelétricas movidas a gás natural deverá aumentar.080 250. Termobahia S/A. de acordo com o Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela EPE.AL Louveira .SP São Francisco do Conde . comercial ou de serviços.6 abaixo.SP São Paulo .

300 8. Central Geradora Termelétrica Fortaleza S/A. Globo Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza IGW/Service Energy Imcopa Inapel Juiz de Fora Latasa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Macaíba (Ex Termo Toalia) Mário Lago (Ex.063 5.CE Petrópolis .000 4.120 87. Importação. Trikem S/A. Condomínio Shopping Center Iguatemi Bahia Condomínio Civil Shopping Center Iguatemi Telecomunicações de São Paulo S/A.PR Mogi Guaçu .RJ Duque de Caxias .552 9.319 5.250 19.RJ 102 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .SP Cabo de Santo Agostinho .CE Balsa Nova . Petroflex Indústria e Comércio S/A.316 4.825 7.BA Camaçari .Poliamida e Especialidades Ltda.350 868.000 1.SP Pacatuba . Petróleo Brasileiro S/A. Energyworks do Brasil Ltda.072 2.A.630 1. Iqara Energy Services Ltda.RJ São Paulo .AL São Paulo .781 206. Vicunha Textil S/A.SP Americana .MS Macaé . Companhia Siderúrgica Nacional Rhodia .088 258.058.MG Cabo de Santo Agostinho .PE Três Lagoas .200 8.SP Caucaia . Infoglobo Comunicações Ltda.CE São Paulo .BA Fortaleza .MS Macaíba .SP São Paulo .RJ Salvador .794 2.187.5 5. Eucatex S/A.592 5.800 386.SP Volta Redonda . Energyworks do Brasil Ltda.MG São José dos Campos . Usina Terméletrica Norte Fluminense S/A.MG Duque de Caxias .Capítulo 6 | Gás Natural Continuação Cesar Park Business Hotel/Globenergy Cinal/Trikem Condominio World Trade Center Contagem Crylor CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cuiabá Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Eucatex Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Fortaleza GE Celma Ltda.SP Juiz de Fora .000 APE APE APE APE APE APE APE-COM APE Guarulhos .775 9.680 922. Condomínio Geral NorteShopping Fundação dos Economiários Federais Pamesa do Brasil S/A.RJ Rio de Janeiro .000 529.MT Inpar Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda.048 5. Coteminas S. Termomacaé Ltda.BA Campo Grande . Energyworks do Brasil Ltda. TermoRio S/A. Exportação e Indústria de Óleos Ltda.925 3.600 4.RJ Santo André . Radicifibras Indústria e Comércio Ltda. Macaé Merchant) Metalurgia Caraíba Millennium Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Norte Fluminense Norte Shopping Operadora São Paulo Renaissance Pamesa Paraibuna Petroflex 2.PE Juiz de Fora .615 18.100 3.080 346.200 11. Caraíba Metais S/A.RJ Duque de Caxias . Condominio World Trade Center de São Paulo Magnesita S/A.119 30. Millennium Inorganic Chemicals do Brasil S/A.RJ Dias d’Ávila .RN Macaé . GE Celma Ltda. Tractebel Energia S/A.SP Cuiabá .812 235. Indústria e Comércio Petróleo Brasileiro S/A.000 25. Continua PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE APE-COM PIE APE APE APE APE COM PIE APE-COM PIE PIE PIE APE APE PIE PIE APE APE APE-COM APE APE Jacareí .299 8. Usina Termelétrica Juiz de Fora S/A.SP Araucária .PR Guarulhos .SP Contagem . Indústria de Papéis Sudeste S/A.000 8.SP Marechal Deodoro .750 1.SP Salto .160 1. Empresa Produtora de Energia Energyworks do Brasil Ltda. Rexam Beverage Can South América S/A.

000. a Aneel registra um total de 30 usinas termelétricas em fase de construção ou outorga.SP Cachoeirinha . 4.PE Caucaia .CE Ipojuca . Termocabo Ltda. ao longo dos anos 90.SP Limeira . Koblitz Energia Ltda. Vulcabrás do Nordeste S/A.900 2.SP Camaçari .020 1.FAFEN Energia) Santa Cruz Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sesc Senac-Cass Shopping Recife Shopping Taboão Solvay Souza Cruz Cachoeirinha Stepie Ulb Suape.027 220.000 639.5 APE APE APE APE PIE SP PIE APE APE APE APE APE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE-COM APE Campos dos Goytacases .000 5. Companhia de Integração Portuária do Ceará TV Globo Ltda. Termo Norte Energia Ltda. O estudo também afirma que o caso brasileiro reflete o modelo presente na maior parte dos países desenvolvidos.Poliamida e Especialidades Ltda.RS Refinaria Nacional de Sal S/A. onde o gás natural foi gradualmente abandonado durante a primeira metade do século XX para.473 1. 2008.RJ Canoas . somente após a crise energética dos anos 70 e. Weatherford Indústria e Comércio Ltda.570. passar a ser considerado como uma fonte de energia privilegiada e estratégica a ser desenvolvida e utilizada. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 103 .950 12.952 3. Rhodia .600 2. a maior parte da capacidade instalada e o maior potencial de expansão.RJ Cabo Frio . Suzano Termo Norte II Termocabo Termoceará Termopernambuco UGPU (Messer) Unidade de Geração de Energia -Área II Uruguaiana Vitória Apart Hospital Vulcabrás Weatherford Total Fonte: Aneel.SP Uruguaiana .ES Horizonte .SP Porto Velho . Isto permite depreender que são instaladas em regime de auto-produção (de forma a tornar o consumidor independente do fornecimento de terceiros) ou co-geração (gerando energia elétrica e calor para os processos industriais) como mostra o Box 6. Cooperativa dos produtores de Cana. Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S/A. considerando as usinas em construção e as outorgadas.756 7.Koblitz Energia Ltda.250 4. Segundo o estudo sobre gás natural que integra o Plano Nacional de Energia 2030. Vitória Apart Hospital S/A. CGDc. Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda.700 6.315.BA Rio de Janeiro .300 4.Gás Natural | Capítulo 6 Continuação Policam Ponta do Costa Porto do Pecém PROJAC Central Globo de Produção Rhodia Paulínia Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .RO Cabo de Santo Agostinho .SP Santo André . Termoceará Ltda.855 12. Air Liquide Brasil Ltda.900 426.980 334 11.600 6.RJ São Gonçalo do Amarante .000 2. Solvay Indupa do Brasil S/A.CE Caxias do Sul .RS Rio de Janeiro . Furnas Centrais Elétricas S/A.000 4.CGDe. principalmente. Stepie Ulb S/A.PE Jundiaí . FAFEN Energia S/A. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Condomínio do Shopping Center Recife TDS Centro Comercial Ltda. estão localizados na região Sudeste.PE Taboão da Serra . Em novembro de 2008.RS Cabo de Santo Agostinho .000 532.100 4. Souza Cruz S/A.RS Canoas .530 97.098 138. Termopernambuco S/A.RS Serra . Suape. Petróleo Brasileiro S/A.RJ Recife .PE Suzano .CE Rio de Janeiro .000 563.000 39.RJ Paulínia .

com.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O gás natural apresenta uma vantagem ambiental significativa em relação a outros combustíveis fósseis. o estudo sobre gás natural do Plano Nacional de Energia 2030 registra que o volume de CO2 lançado na atmosfera pode ser entre 20% e 23% inferior àquele Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. principalmente na fase de exploração e produção do gás natural e da construção da usina. o maior ou menor impacto ambiental da atividade está relacionado à composição do gás natural.br 104 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Quantitativa e qualitativamente. em função da menor emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa.gov. nos setores industrial. há a geração de royalties para os municípios em que as usinas estão localizadas.gov.br Agência Nacional de Petróleo. por se tratarem de unidades de pequeno porte. o que inclui tanto o acesso a reservas domésticas de gás quanto a importação desse energético. relevo e meteorologia. comércio e serviços de transporte. entre os impactos socioambientais positivos.com 6. ao processo utilizado na geração de energia elétrica e remoção pós-combustão e às condições de dispersão dos poluentes. No entanto. a disponibilidade de infra-estrutura física para escoamento da oferta (produção e/ ou importação) até os mercados consumidores. como altura da chaminé. epe.aneel. Além disso. O estudo ainda enumera como condicionantes de suprimento de gás natural para geração termelétrica no Brasil a oferta total de gás disponível para atendimento do mercado brasileiro. e o uso do gás natural em outras aplicações.Capítulo 6 | Gás Natural produzido pela geração a partir do óleo combustível e entre 40% e 50% inferior aos casos de geração a partir de combustíveis sólidos.bp. Fonte: Petrobras. óxidos de nitrogênio (NOX) e.br BP Global – disponível em www. como o carvão. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. monóxido de carbono e alguns hidrocarbonetos de baixo peso molecular. uma restrição feita a essas usinas é a necessidade de captação de água para o resfriamento do vapor. incremento das atividades de comércio e serviços.com International Energy Agency (IEA) – disponível em www.anp. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. característica que tem sido um dos entraves ao licenciamento ambiental.iea. não exigem a escolha de um terreno específico e podem ser construídas nas proximidades de centros de consumo. as termelétricas.gov. Apenas como exemplo.org Petrobras – disponível em www.petrobras. Isto elimina a necessidade de grandes linhas de transmissão para transporte da energia produzida às instalações de distribuição. em menor escala. inclusive metano. e geração local de empregos.gasnet. Os principais poluentes atmosféricos emitidos pelas usinas termelétricas a gás natural são dióxido de carbono (CO2).br Gasnet – disponível em www. Na cadeia produtiva do gás natural. Construção do gasoduto Brasil-Bolívia.

Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Acervo TDA Derivados de Petróleo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 105 7 .

é direcionado. estocado e. novamente para a caldeira. Na caldeira. o processo de queima ou remoção pós-combustão e. Chaminé Aquecedor de água Transformadores Turbina Gerador Pré Aquecedor de ar Caldeira Disjuntores Ventilador de entrada Ventilador de saída Bomba de água de alimentação da caldeira Bomba de condensado Condensador Bomba de circulação Água de Resfriamento Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do petróleo 106 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . derivados de petróleo como os óleos combustível. uma turbina a vapor. os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados nos últimos anos e a instalação de equipamentos auxiliares tornaram possível aumentar o nível de eficiência da combustão e reduzir o volume de gases poluentes emitidos. relevo e meteorologia). que se transforma em vapor. O calor obtido nesse processo é usado para aquecer e aumentar a pressão da água. é o fluido de resfriamento. as condições de dispersão dos poluentes (altura da chaminé. O sistema convencional das termelétricas – o ciclo Rankine – consiste basicamente de uma caldeira. a água passa do estado líquido para o gasoso (vapor) a uma pressão bem maior que a atmosférica. As etapas de combustão e resfriamento (que também implica a remoção de gases incondensáveis do vapor) são aquelas em que os gases poluentes são liberados na atmosfera.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 7 O processo de produção de energia elétrica a partir de derivados do petróleo O processo de produção de energia elétrica é similar em todas as usinas que utilizam como matéria-prima os combustíveis fósseis em estado sólido ou líquido – o que inclui a maioria dos derivados de petróleo. maior a eficiência das turbinas. posteriormente. um condensador e um sistema de bombas. Após mover as turbinas. O gerador transforma a energia mecânica em energia elétrica. Este vapor movimenta as turbinas que transformam a energia térmica em energia mecânica. queimado em uma câmara de combustão. diesel e ultraviscoso são rejeitados por ambientalistas como fontes de geração de energia elétrica. por meio do sistema de bombas. Este líquido. esse material é transportado até a usina. por sua vez. o vapor é direcionado ao condensador para retornar ao estado líquido. ainda. Quanto maior a temperatura deste vapor. que repetirá o processo de produção da energia térmica que se transformará em mecânica para movimentar as turbinas. A água. que circula dentro de serpentinas conectadas ao equipamento. O volume e o tipo de gás emitido variam conforme a composição do combustível a ser queimado. Por isso. maior o potencial de emissões. que recebe o calor liberado pela combustão. De forma bastante simplificada. Quanto mais denso o combustível utilizado. No entanto.

Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Derivados de Petróleo 7. também. Fonte: IEA. em insumo para praticamente todos os setores industriais. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 107 . Isto porque o petróleo e seus derivados transformaram-se.6 bilhões de barris. Descobertas como estas têm importância estratégica para qualquer país no mercado internacional. as descobertas na camada pré-sal da Bacia de Santos colocam o Brasil. que durante anos buscou a auto-suficiência no recurso. 7 40% 30% 20% 10% 0 34.5 10. anunciou a descoberta de um campo de petróleo na camada pré-sal (abaixo da camada de sal) na Bacia de Santos.1 Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).1 INFORMAÇÕES GERAIS No primeiro semestre de 2008. com reservas estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris. A exploração exigirá elevados investimentos.6 Outras Gráfico 7. no mesmo nível dos grandes produtores mundiais. Tanto que o país foi convidado pelo Irã para integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). não só na principal fonte primária da matriz energética mundial. Mesmo assim.2 2. litoral brasileiro.1 abaixo. a descoberta provocou forte impacto positivo na opinião pública. pois tem potencial para fazer com que o país aumente significativamente o volume de suas reservas. também na Bacia de Santos. O campo de Júpiter foi a segunda grande descoberta anunciada pela empresa e a estimativa de suas reservas ainda está em fase de cálculo.1 6. controlada pelo Governo Federal. como mostra o Gráfico 7. ao longo do século XX. de 12. A expectativa é de que todo o pré-sal tenha mais de 30 bilhões de barris.4 26.2 Petróleo Carvão Gás Natural Biomassa Nuclear Hidrelétrica 0. desenvolvimento tecnológico específico e não tem data marcada para ser iniciada. a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras).0 20. 2008. mas. Além disso. A primeira foi o Poço de Tupi.

e aumento da participação no comércio internacional. o que fez com que a substância rapidamente se transformasse na principal fonte da matriz energética mundial.2. em 1973. entre as vantagens estratégicas do país que detém e controla as reservas de petróleo e a estrutura de refino estão: importância geopolítica. plásticos. chineses e incas. segurança interna em setores vitais como transporte e produção de eletricidade.8% da matriz elétrica mundial. Portanto. Em 2006. 2008. passaram a ser aplicados como insumo industrial na fabricação de produtos bastante diversificados como materiais de construção. que deu origem à chamada II Revolução Industrial. após recuos graduais. esse óleo inflamável que brota naturalmente das rochas em algumas regiões do planeta foi utilizado por diferentes povos. As duas crises provocaram problemas econômicos em vários países – inclusive um racionamento de derivados no Brasil – e sinalizaram para a necessidade de redução da dependência da substância. Das crises. o petróleo começou a ser aplicado em maior escala.O objetivo oficial era lutar contra o terrorismo. Das guerras. para atividades específicas. fertilizantes.4%. Em 1973. água. Há uma corrente que defende a resposta aos citados atentados. achar armas de destruição em massa que possivelmente o governo iraquiano teria em estoque. porém.1% da matriz energética mundial. A partir de meados do século XIX. em 20031. uma das mais recentes foi a invasão do Iraque pelos Estados Unidos.20). o petróleo representava 46. portanto. reunidos na Opep. segundo a International Energy Agency (IEA).00. nos Estados Unidos. Outros derivados. o petróleo também gerou sucessivas guerras e crises internacionais ao longo do século XX. que dominavam as quatro fases da cadeia produtiva: extração. como a nafta. como mostra o Gráfico 7. inclusive produzindo em várias etapas. fez com que o preço do barril novamente desse um salto e superasse US$ 40. as mais representativas ocorreram na década de 70. com a invenção do motor a explosão. Em 1973. Na produção de energia elétrica. o petróleo era a segunda principal fonte. transporte. 108 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . respondendo por 5. O real motivo ainda causa discussões. a queda foi mais acentuada. a busca de fontes alternativas tornou-se mais premente. enfrentaram a pressão das grandes companhias petrolíferas. Em razão destes elementos. Nos últimos anos. Se. Em 1979. Com isso. gomas de mascar e batons. decidiram reduzir o volume produzido a fim de provocar uma alta do preço do barril (que passou de US$ 2. em 2006. pela competitividade dos produtos industrializados. gás natural e nuclear) era a menos utilizada. o que representava uma ameaça aos Estados Unidos. embalagens. Um dos motivos é ambiental: a cadeia produtiva do petróleo e seus derivados é extremamente agressiva ao meio ambiente. superada apenas pelo carvão. abalado desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. a deposição do xá do Irã.70 para US$ 11. um dos maiores fornecedores mundiais do óleo. como romanos.2 abaixo. como substituto do óleo de baleia na iluminação e do carvão mineral na produção do vapor. Fonte: IEA. tintas. tecidos sintéticos. 1 Invasão do Iraque pelos EUA . seja por meio da exportação direta do óleo e seus derivados. outra sugere uma estratégia para se apoderar do petróleo da nação iraquiana.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Durante milhares de anos. como na 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 7. dentre as principais fontes (carvão. refino e distribuição. ao mesmo tempo em que provocou acentuado desenvolvimento econômico e social. O crescimento exponencial de sua aplicação veio em 1930. os países produtores do Oriente Médio. farmacêuticos. seja pelo custo e. Derivados como gasolina e óleo diesel passaram a ser usados como combustível para os meios de transporte. chegava a 34. aliás.

Outro motivo é a perspectiva de esgotamento. que tem início com a abertura de um poço mediante o uso de uma sonda para comprovar a existência do petróleo. como ocorreu em algumas regiões do Estados Unidos.326 81. 2008. são realizados estudos exploratórios. Depois disso. que correspondem a 159 litros). além de íons metálicos. Os derivados mais conhecidos são: gás liquefeito (GLP. composta por carbono e hidrogênio.588 72. a IEA estimou que as reservas conhecidas seriam suficientes para o abastecimento mundial apenas por mais cerca de 40 anos. No final do século XIX. a médio prazo. utiliza-se o óleo diesel e o óleo combustível e.317 84.255 81. como mostra o Gráfico 7. ou gás de cozinha).573 76. se a recessão mundial prevista de fato se configurar. respectivamente. nafta. 73.478 77. que data a constituição das maiores companhias petrolíferas multinacionais hoje em operação. Mesmo assim. vem a fase da perfuração.85% Consumo de petróleo (mil barris/dia) 73. em menor proporção. Para encontrar e dimensionar o volume de reservas existentes (medidas em quantidades de barris.17% O que é o petróleo O petróleo é um óleo inflamável. não era incomum o petróleo jorrar naturalmente. de matéria orgânica como plantas.220 101. Apesar de as cotações terem recuado bruscamente em 2008 – de mais de US$ 140 para cerca US$ 70 por barril – é possível que a tendência de contenção nos volumes absorvidos se acentue a partir de 2008.533 99.1 . A sua utilização exige o processo de refino.904 77. o óleo superviscoso. outros poços são perfurados a fim de se avaliar a extensão da jazida.031 80. animais marinhos e vegetação típica das regiões alagadiças. É dessa época.296 82. das reservas hoje existentes. do qual se obtém os derivados que são distribuídos a um mercado consumidor pulverizado e diversificado. nitrogênio e enxofre.Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Produção de petróleo (mil barris/dia) 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Relação 2007/2006 (%) Fontes: BP. Em caso positivo. maiores os investimentos que podem ser aplicados na extração – a primeira fase da cadeia produtiva do petróleo.377 74.1 abaixo. o petróleo é colocado em ebulição para fracionamento de seus componentes e conseqüente obtenção de derivados. durante milhões de anos. e encontrado apenas em terreno sedimentar. a cadeia produtiva compreende mais três etapas: transporte do óleo cru (geralmente por oleodutos ou navios).230 85. também.340 76. Assim. à qual podem se juntar átomos de oxigênio. as indefinições quanto à disponibilidade futura do petróleo continuam relevantes. Tabela 7. em função da exploração crescente. lubrificante. refino e distribuição (entrega dos derivados ao consumidor final. na página seguinte. além da extração.916 milhões de barris por dia e 76. se mantidos o ritmo de produção e consumo da época: 74.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 geração de energia elétrica e no consumo de combustíveis. como mostra a Tabela 7. querosene de aviação e de iluminação. O petróleo cru não tem aplicação direta. formado a partir da decomposição. Para produção de energia elétrica. que utilizam tanto a geologia quanto a geofísica.847 74. pressão do consumo e aumento das cotações. principalmente de níquel e vanádio. as jazidas mais próximas do solo se esgotaram. parafinas e coque de petróleo. asfalto.3. Em relatório publicado em 2000.916 74. Nas refinarias. óleo combustível. A alta e a volatilidade das cotações do petróleo – que chegaram a superar US$ 124 por barril – provocaram o arrefecimento na evolução do consumo a partir de 2006. geralmente por caminhões-tanques). Esta última informação técnica. do consumo e cotações presentes e previstas para o petróleo no mercado internacional – determina se é comercialmente viável produzir o petróleo descoberto.659 81. substância Atlas de Energia Elétrica do Brasil 109 . emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. solventes. De uma maneira muito simplificada. gasolina. confrontada com dados de mercado – tais como condições da oferta. A base de sua composição é o hidrocarboneto. quanto maior a perspectiva de escassez.829 79.111 83. Esta tecnologia sofisticada foi desenvolvida principalmente ao longo do século XX quando.076 milhões de barris por dia.939 75. Dessa época. óleo diesel. há histórias de fortunas feitas da noite para o dia por obra do acaso. combustível marítimo.

833 81.2 . como aquele produzido no Oriente Médio. o Estado exerceu o monopólio da extração. para controle de toda a cadeia produtiva. 2008. Fonte: ANP.626 2. ocorreu maior pulverização da oferta.4 5. Por região. Em muitos países.879 4. por parte do Estado.Os dez maiores produtores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 o o o o o o o o o o o mil barris por dia 10. De acordo com a consultoria especializada PFC Energy. figuram a Rússia (9. Na divisão por países. Por isso.9 milhões de barris por dia). Reino Unido.401 3.477 3. GLP e naftas.6 3. detentoras de todo o processo produtivo e que dominam o mercado internacional. 2008. 110 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . características da Venezuela e Brasil. as principais companhias petrolíferas são estatais ou.978 6. 7.4 4. Venezuela.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 16% 4% 11% 35% 14% Não energéticos GLP Óleo diesel 20% Gasolina Óleo combustível Outros energéticos Outra característica é a presença de poucas e grandes companhias verticalizadas. México. apesar de ter apenas 6. elaborada com base na edição de 2008 do estudo BP Statistical Review of World Energy. foi uma resposta à ação das sete maiores – chamadas “Sete Irmãs” – que se uniram e dividiram o mundo em regiões de influência.2 3. de acordo com o tipo de solo do qual foi extraído e a composição química. Mesmo assim.743 3.98 milhões de barris por dia. Assim.4% das reservas mundiais) e os Estados Unidos (6. ao mesmo tempo em que novos e importantes campos foram descobertos. maior produtora mundial com 10.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007).3 4.413 9. principalmente a partir da crise dos anos 70.309 2. aliás. Uma delas é a tendência de controle. inclusive do preço pago pelo barril de óleo cru. ao longo do tempo. no entanto. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). médio ou pesado. o mais valorizado no mercado. foi permitido o ingresso da iniciativa privada em ambiente regulado pela Agência Nacional do Petróleo.613 1. O tipo de derivado obtido depende da qualidade do petróleo: leve. Por isso é. As mais pesadas. A constituição da Opep pelos países árabes.1 3. Tornaram-se produtores e exportadores países como a antiga União Soviética. das atividades de exploração e prospecção.4 milhões de barris por dia.915 2. No Brasil. Tabela 7.2 RESERVAS. Gráfico 7. o Oriente Médio lidera o ranking das maiores reservas (61% do total mundial) e dos maiores produtores. a descoberta de petróleo na camada pré-sal deu origem a uma grande controvérsia sobre se o Estado deveria ser o operador ou o poder concedente das atividades no local. atuam em área concedida pelo governo (por meio da assinatura de contratos de exploração).533 % 12. Depois disso.2 100 Arábia Saudita Rússia Estados Unidos Irã China México Canadá Emirados Árabes Unidos Kuwait Venezuela Brasil Total 10 16 Fonte: BP. a Petrobras é a sexta maior companhia petrolífera do mundo com base no valor de mercado. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Toda a atividade relacionada à cadeia produtiva do petróleo tem duas características básicas: o caráter estratégico em termos de segurança nacional e geopolítica e os investimentos intensivos exigidos desde a exploração até a distribuição. transporte e refino até 1995. também. As densidades médias produzem principalmente óleo diesel e querosene. logo após a Arábia Saudita. Noruega e Brasil. uma vez que os valores recebidos com a venda compensavam os investimentos necessários à exploração e prospecção.2 8.6 4. em 1960. conforme mostra a Tabela 7. citada no relatório anual da Petrobras (exercício de 2007).8 12. a indústria mundial do petróleo tem algumas peculiaridades. dá origem a maior volume de gasolina. O petróleo leve. produzem mais óleos combustíveis e asfaltos.2 a seguir.2 2. fez com que novos produtores ingressassem nesse mercado. A valorização das cotações do barril de petróleo. se controladas pelo capital privado.

0 79.8 36.4 bilhões de barris no final de 2007.237. corresponde ao volume das reservas.3 8.1 a 100 100. 2008.3 .3 e a Figura 7.2 138. mas as reservas locais. 2 Reservas provadas são aquelas cujos reservatórios estão em produção ou os fluidos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes.1 abaixo. 2008.2).2 12.3 11.4 41. bilhões de barris 264. Já o Brasil detinha o 16º lugar por produção.1 a 50 20. Tabela 7. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 111 .5 97. Como mostra a Tabela 7.1 a 50 50.2 7.6 1.3 3.2 2.5 39.9 % das reservas totais 21.9 1. que depende da disponibilidade para realização de investimentos.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Nem sempre a participação na produção global. com reservas correspondentes a 138. Fonte: BP.0 6.0 100 Reservas de Petróleo em 2007 (bilhões de barris) menos que 4 4.1 Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas).4 115. mas era o quarto colocado em termos de produção (Tabela 7.1 a 300 Figura 7.0 101. de 12. o Irã detinha a segunda maior reserva provada2 mundial.6 bilhões de barris.As dez maiores reservas de petróleo (2007) País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 15 Arábia Saudita Irã Iraque Kuwait Emirados Árabes Venezuela Rússia Líbia Cazaquistão Nigéria Brasil Total Fonte: BP.4 3. correspondiam a pouco mais de 1% do total mundial e figuravam na 15a posição.9 7.2 9.8 87.

6 9.19 -23. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.3 6.890.7 2.9 208. 112 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .6 5.1 114.0 11.9 2.8 190.8 886.5 1.6 36.7 270.7 23.16 2.3 21.61 127. No final de 2007.4 220.495.9 27. 3.9 260.1 178.181.8 -19.7 8.3 1999 110.623.9 864.931.3 4.3 58.9 4.7 5.06 65.9 212.4 abaixo.7 2004 100.0 234.37 2.1 5.0 68.00 Fontes: Adaptado de ANP/SDP.9 80.4 210.9 226.6 7.8 11.2 6.2 64.6 -17.9 90.3 54.7 12.2 114.8 8.1 19.6 21.6 216.7 1.4 4.0 23.5 264.1 4.243.1 250.104.3 12.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.8 1.7 231.1 39.1 211.8 6.8 12.6 9.357.1 71.7 37.6 223. concentravam 11. As principais reservas provadas brasileiras encontram-se no mar.1 -9.1998-2007 Unidades da Federação AM Reservas totais de petróleo (milhões barris) Localização 1998 Terra Terra CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar RJ2 SP PR3 SC4 Mar Mar Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 6.4 07/06 % 6.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.3 23.0 499.1 27.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO Como mostra a Tabela 7. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.9 927.6 5.8 12.3 7. por localização (terra e mar).0 259.9 1.2 10.762.8 9. 1.8 37.1 34. Rio Grande do Norte.3 36.8 1.2 6.9 10.7 854.2 6.0 57.378.2 67.2 882.9 0.2 25.0 609.1 214.2 7.6 11.3 68.2 34.3 259. Notas: .6 11.84 31.21 0.6 2001 131.3 204.8 69.1 260.9 118.7 12. segundo a ANP.74 bilhões de barris (principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo).4 9.0 65.7 190.601.34 245. 4. segundo Unidades da Federação .1 10.667.375.2 7.2 23.5 6. .5 8.1 241.7 7.5 263.2 71.5 2007 102.9 14.8 228.737.3 1.14 -10.205.32 59.6 0.286.464.5 6.8 20.4 10.126.9 27.6 5.6 8.854.153.1 1.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.4 2.9 32.3 98.8 8. diante dos 886.7 8.8 2005 91.354.5 1.5 9.9 6.8 2.03 10.5 milhões de barris das reservas terrestres (nos estados do Amazonas.6 2000 128.Reservas totais de petróleo.3 2006 96.8 70.1 9.8 5.4 7.3 3.0 6.3 799.8 8.6 19.532. Sergipe e Bahia).Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 7.18 54.6 66.5 -0.5 60.7 60.8 79.7 8.8 54.8 2.4 10.366.09 3.4 52.277.3 10.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação. Tabela 7.6 11.7 283.4 181.6 38.610.1 8.4 67.63 0.2 230.0 1.6 11.5 12. 2.1 8.6 904.177.6 3.9 27.2 3.4 .4 7.2 2003 110.3 7.3 70.0 909.Inclui condensado.174.276.6 12.8 6.6 2002 114.5 26.4 69.8 12.772.7 174.5 934.573.9 183.77 -28. a produção é crescente no Brasil.362.Reservas em 31/12 dos anos de referência.26 16.0 0.0 2.586.7 11.877.1 995.73 4.0 783.40 -2.44 -10.804.

Os derivados mais utilizados são óleo diesel.748 2.8 2.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Com relação ao consumo. Ou. o país contava com um total de 626 unidades em operação. Essas unidades responderam.698 7. entre os líderes do ranking mundial. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).7 2. pela geração de 13. No médio prazo. com ênfase para a região Sudeste. como aconteceu no início de 2008. Em novembro de 2008. a Índia.1 na página seguinte. Logo abaixo. Os maiores são Acre-Rondônia. Manaus e Macapá. e a Federação Russa. que fazem parte do chamado BRIC (Brasil. óleo combustível ou gás de refinaria.4 TWh (terawatts-hora) ou 2. o país também contava com 69 novos empreendimentos já outorgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em fase de construção.051 2. em decorrência dos investimentos realizados na utilização de outras fontes – menos agressivas ao meio ambiente e com preços menores e mais estáveis.9 3.0 Estados Unidos China Japão Índia Federação Russa Alemanha Coréia do Sul Canadá Brasil Arábia Saudita Total 8o 9o 10o Fonte: BP. relata que o petróleo só tem papel relevante na geração de eletricidade em países que não dispõem de muitas outras alternativas. Índia e China).1 mil MW (megawatts) de potência instalada.855 5. as termelétricas movidas a derivados de petróleo têm função semelhante. O Brasil ficou na 9ª posição.699 2. Essas termelétricas. para fornecer energia a sistemas isolados ou em áreas remotas. o óleo ultraviscoso. o quarto.192 2. rede composta por linhas de transmissão e usinas que operam de forma integrada e que abrange a maior parte do território do país.5 100. Tabela 7. Todas são complementares ao sistema hidrelétrico. eles representam 3. As usinas abastecidas por óleo diesel estão instaladas principalmente na região Norte para atender os Sistemas Isolados – que ainda não são conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). No Brasil.2 3. poderão vir a ser desativadas. A maior parte das demais usinas opera com óleo combustível ou gás de refinaria e está distribuída por todo o território nacional.220 % 24.5 abaixo. Itália. projeções do Departamento de Energia norte-americano apontam que a sua participação Atlas de Energia Elétrica do Brasil 113 .5 . com um total de 20. eles serão conectados ao SIN por meio da construção de linhas de transmissão. os derivados são utilizados principalmente em usinas termelétricas complementares (acionadas em horários de pico ou em quadros de interrupção no fornecimento) àquelas movidas por outras fontes.Os dez maiores consumidores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 o o o o o o o mil barris por dia 20. nos últimos anos. Os custos do óleo utilizado são repassados a todos os consumidores de energia elétrica do país por meio do encargo Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) embutido na tarifa final. os países em fase de crescimento econômico acelerado começaram a figurar em posição de destaque. como mostra a Tabela 7. 2008. Ou seja. Dentre os países da União Européia. os Estados Unidos mantiveram a liderança do ranking dos maiores consumidores.303 2. em conseqüência. uma vez que os derivados apresentam maior valor agregado se utilizados em transportes ou geração distribuída (pequenas unidades próximas aos centros de consumo).371 2. principalmente as de menor porte ou de baixa eficiência.8% do total de energia elétrica produzida. Estudo sobre petróleo que integra o Plano Nacional de Energia 2030. Rússia. como México.393 2. Portugal e Japão. óleo combustível. Mas. os países industrializados estão. Em 2007. tradicionalmente. com menor freqüência. o quinto. deverá reduzir-se um pouco mais nos próximos anos.7 milhões de barris por dia. como mostra o Mapa 7.2 5. A China ocupou o segundo lugar. então. gás de refinaria e. vieram países em desenvolvimento econômico acelerado. cuja combustão produz o vapor necessário à movimentação das turbinas. sua participação na matriz da energia elétrica é pequena.154 85. Em novembro de 2008.2 2. A única exceção seria o Oriente Médio. são colocadas em operação para garantir o atendimento em momentos de pico de demanda ou para complementar a oferta proveniente das hidrelétricas em períodos de estiagem.3 9. abastecidas por óleo diesel.8 2. A participação do petróleo na produção mundial de energia elétrica é pouco expressiva e tem recuado nos últimos anos. em 2007. Segundo o mesmo documento. No total. Por isso.6 2.

941 Termelétricas Óleo ultra-viscoso Óleo combustível Gás de refinaria Óleo diesel Potência (kW) 5 a 1.400 a 11.645 112.764.160 a 112.400 1. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .1 .645 a 197.041 197.041 a 302.764 302.500 a 131.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Manaus c Belém São Luis Fortaleza CE Teresina PI o AM PA MA RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência total instalada por unidade da federação 170 a 35.764 a 1.Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada – novembro de 2008. 2008.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 7.500 11.160 35.000 N O L S Fonte: Aneel. 114 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

gov. evitam se comprometer com metas mensuráveis. que se transformou em base da produção do petróleo em alto mar. Na etapa de combustão dos derivados – seja para a geração de energia elétrica. há a possibilidade da ocorrência de vazamentos do óleo. um dos casos mais evidentes é a cidade de Macaé. de 60 mil habitantes em 1980. Atualmente. Esses países são Japão. um dos mais modernos e principais sistemas é o de dessulfurização (eliminação do enxofre) de gases. Por isso. Em terra. essas questões ambientais estão entre os principais limitadores da expansão de usinas termelétricas movidas a derivados de petróleo.com. países como Estados Unidos.br BP Global – disponível em www. desde a assinatura do Protocolo de Kyoto.bp. mas não ratificaram.gov. aumento de vendas do comércio. Outro é o desenvolvimento de tecnologias específicas para redução das emissões. 156. Nos últimos 10 anos. Espanha.2 MW). No entanto.epe. além da interferência no ambiente.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. No Brasil. França. dado o elevado custo de sua implantação. 102.petrobras. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) pelo qual o volume de emissões é compensado pela aquisição de títulos de projetos ambientais realizados por terceiros. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.iea. nos anos 90.br Agência Nacional de Petróleo.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS A descoberta de um campo de petróleo tem poder para mudar as características socioeconômicas da região.7 MW.gov. No entanto.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 O maior é Suape II (PE). entre outras. tão acentuado quanto os efeitos socioeconômicos é o impacto ambiental. Estados Unidos. seja para utilização nos motores – o maior fator de agressão é a emissão de gases poluentes.6 MW). a população. Potiguar III (Rio Grande do Norte. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. Assim. ainda não é utilizado nos países que concentram 90% da capacidade mundial de produção de energia elétrica a partir de derivados. responsáveis pelo efeito estufa. movido a óleo combustível e com potência instalada de 355. No mar. cuja construção ainda não foi iniciada. 7. Foi o resultado tanto do pagamento de royalties pelas petrolíferas quanto do aquecimento de atividades decorrentes da prospeção do petróleo – valorização imobiliária. os grandes consumidores vêm sendo pressionados a reduzir a dependência do petróleo e.br Atlas de Energia Elétrica do Brasil 115 . o que coloca em risco a fauna e a flora aquática. que assinaram o protocolo.anp. a cadeia produtiva do petróleo tende a ser submetida a uma forte legislação ambiental. a economia do município aumentou 600%. Reino Unido. conforme registra o Plano Nacional de Energia 2030. a exploração. saltou para 170 mil habitantes em 2008 e a cidade transformou-se em pólo regional. no litoral norte do Rio de Janeiro. Pau Ferro I (Pernambuco. aneel. se constituem no impulso para o desenvolvimento de mecanismos e tecnologias que atenuem ou compensem o volume de emissões. 140 MW).4 MW) e Termo Manaus (Amazonas. em conseqüência. investimentos públicos municipais. o volume de emissões.org Petrobras – disponível em www. De outro lado. 66. Itália. Um dos mecanismos em fase de consolidação mundial é o mercado de crédito de carbono (ou MDL. No entanto. prospecção e produção podem provocar alterações e degradação do solo. Neste caso. Canadá e Alemanha. As quatro unidades em construção eram: Goiânia II (Goiás.

Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Eletronuclear 116 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear Atlas de Energia Elétrica do Brasil 117 8 .

é aplicada em atividades importantes e até mesmo vitais. O urânio 235 é o combustível das usinas nucleares. A segunda etapa é a conversão. neste caso o núcleo do átomo é submetido a um processo de fissão (divisão) para gerar a energia. Há dois ciclos básicos: um aberto e um fechado.Capítulo 8 | Energia Nuclear Box 8 O ciclo do combustível nuclear O valor do minério urânio está na característica do átomo que o compõe: o átomo de urânio (U). altamente radioativa. As usinas termonucleares são dotadas de uma estrutura chamada vaso de pressão. O urânio extraído não chega à usina em estado puro. como óxido misto (MOx). O processo completo de utilização do urânio. A primeira delas é a mineração e beneficiamento. caracteriza-se pelo aumento da concentração de átomos de urânio 235. Pelo contrário: passa por um processo bastante complexo de processamento que. o urânio residual e o plutônio produzidos voltam a ser utilizados na geração de energia. abrange. onde é purificado e concentrado. ainda. Para obter um quilo de produto são necessários cerca de oito quilos de yellowcake. dando origem a uma espécie de sal de cor amarela. Pesquisadores buscam obter energia também a partir da fusão do núcleo de vários átomos. Essa água. Vaso de contenção Torre de transmissão Reator Pressurizador Vapor Vapor de pressão Barras de controle Turbina Gerador Elemento combustível Gerador de vapor Condensador Bomba água Bomba principal de refrigeração do reator Bomba Bomba Circuito primário Circuito secundário Sistema de água de refrigeração Tanque de água de alimentação Perfil esquemático de uma usina nuclear 118 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Se a energia é liberada lentamente. Se é liberada rapidamente. se descontrolada. purificado e convertido para o estado gasoso (gás UF6).org) ou no site da Indústrias Nucleares do Brasil (www. manifesta-se sob a forma de calor. pode provocar os acidentes nucleares. pode ser dividido em três etapas principais. Essa radiação. como a medicina. primeiro elemento químico da natureza em que se descobriu a capacidade de radiação (ou emissão e propagação da energia de um ponto a outro). Se bem utilizada. circula quente por um gerador de vapor. Explicações detalhadas de todo o ciclo do urânio podem ser encontradas no site da World Nuclear Association (www. em circuito fechado. porém. O primeiro envolve a deposição final do combustível utilizado. A terceira fase. o yellowcake é dissolvido. a destinação do material utilizado. na qual o minério é extraído da natureza e enviado a uma unidade de beneficiamento. Os dois circuitos não têm comunicação entre si.gov. acionando a turbina para a geração de energia elétrica. em resumo. Nela. que contém a água de refrigeração do núcleo do reator (onde fica o combustível nuclear). Nas usinas termonucleares ela é liberada lentamente e aquece a água existente no interior dos reatores a fim de produzir o vapor que movimenta as turbinas.br). De uma maneira muito simplificada.7% para algo como 4%. essa tecnologia não é usada em escala comercial. dos naturais 0. conhecido como yellowcake e cuja fórmula química é U3O8.inb. A maior aplicação do átomo de urânio é em usinas térmicas para a geração de energia elétrica – as chamadas usinas termonucleares. Esse circuito primário aquece uma outra corrente de água que passa pelo gerador (circuito secundário) e se transforma em vapor. também chamado “ciclo do combustível nuclear”. Até agora.world-nuclear. manifesta-se como luz. de enriquecimento. chamado de circuito primário. No segundo.

2008. principal responsável pelo efeito estufa e. Em 2006. Conhecida desde a década de 40. a médio e longo prazos. voltou à agenda internacional da produção de eletricidade como alternativa importante aos combustíveis fósseis. pelo aquecimento global. contribui para a tendência à expansão a existência de abundantes reservas de urânio no planeta – o que. Fonte: IEA. 8 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Gás Natural Hidrelétrica Nuclear Petróleo Outras Gráfico 8. produzida a partir do átomo de urânio.1 Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006). uma vez que sua operação acarreta a emissão de baixos volumes de gás carbônico (CO2). Além da característica ambiental.1 INFORMAÇÕES GERAIS A energia nuclear. nos últimos anos passou a ser considerada uma fonte limpa.Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear 8. Como mostra o Gráfico 8. garante a segurança no suprimento. em conseqüência. a energia nuclear ocupou o penúltimo lugar entre as principais formas para produção de energia elétrica do mundo. segundo a International Energy Agency (IEA). gás natural e carvão e superou apenas o petróleo.1 abaixo. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 119 . foi superada por hidreletricidade.

8 16. (*) Cada Mtep é aproximadamente igual a 12 terawatts-hora.052. Fonte: IEA.30 1. segundo a IEA (Tabela 8.3 1.91 727.Oferta de energia primária (2006) TWh* 7.2% ou 727.94 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep).8 435.930 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total % 41.1 a seguir.804.0 34.7 100.64 3.0 Mtep* 3. Entre este período e o final dos anos 70.028.8% da produção total.94 258.801. 2008.2 e Gráfico 8. em 2006 responderam por 14.256.038. Durante quase trinta anos. conforme destacado na Tabela 8. o mercado das usinas nucleares viveu um vigoroso ciclo de crescimento.761. 2008.94 3. são necessárias três vezes mais combustível para produzir a mesma energia gerada por uma hidrelétrica.3 100.097. principalmente por parte dos ambientalistas. as usinas nucleares têm participação importante na matriz da energia elétrica.00 (*) Um terawatt-hora equivale a um milhão de gigawatts-hora. Como a energia nuclear é usada quase que exclusivamente para a produção de energia elétrica.66 4.1 . Considerando que o rendimento de uma usina térmica é da ordem de 30%.Energia elétrica no mundo (2006) País Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total Tabela 8.Capítulo 8 | Energia Nuclear Ainda assim.2 . sua participação no ranking global de fontes de energia primária (que também considera outros usos da energia) é menor: 6. 2008.1 14.2 a seguir).741.29 11.4 20. outro fator que motivou a oposição às nucleares foi o fato de que o processo de fissão do átomo de urânio é o mesmo que dá origem à bomba 120 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .8 20. Fonte: Adaptado de IEA. A interrupção ocorreu em função de elementos negativos que coincidiram no tempo: a ocorrência de dois acidentes (Three Mille Island e Chernobyl) e os elevados investimentos necessários à instalação de uma central.2 2.2 10.2 Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo. De acordo com as últimas estatísticas da IEA. O urânio figura como fonte primária da matriz energética mundial desde meados dos anos 60.93 2.90 2. os novos investimentos foram praticamente paralisados e a produção de energia nuclear sofreu forte oposição.5 6. Além da ocorrência dos acidentes.39 18.0 5. 40 Produção de energia elétrica Oferta de energia primária 30 % 20 10 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Gráfico 8.0 2.0 País % 26. Tabela 8. Fonte: Adaptado de IEA.406.

países como a Rússia. Finalmente. Lado a lado com os riscos. passou a inspecionar e investigar suspeitas de violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear das Nações Unidas.3 abaixo): referência. Além disso. Assim. passaram a ser enumerados os pontos favoráveis à instalação de novas centrais. No mais otimista. após o final da Guerra Fria. comprometeramse formalmente a desativar os artefatos bélicos e a utilizar o urânio decorrente dessa iniciativa na produção de energia elétrica.2 400. Conforme registra o estudo sobre geração termonuclear. investimentos em desenvolvimento tecnológico buscam aumentar a segurança das unidades. organização autônoma constituída em 1957 no âmbito das Nações Unidas) ampliou a sua esfera de atuação. recuaria para 296.8 411. o mais pessimista. No nuclear fraco.1 360.2 300 395. embora ainda não exista uma solução definitiva para os rejeitos produzidos – o elemento mais perigoso do processo nuclear. Entre eles: competitividade do custo de geração.3 Cenários IEA para energia nuclear no mundo. no âmbito da geopolítica internacional. A IEA projeta quatro cenários até 2025 (Gráfico 8. 2006.Energia Nuclear | Capítulo 8 atômica. Além disso. do Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Fonte: EPE. essa oposição tornou-se mais moderada.7 357.8 GW.6 390.1 414. a disponibilidade de combustível (urânio) e a baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa – o que transforma a energia nuclear em energia limpa. porém. 570.2 GW (gigawatts) existentes no início dos anos 2000 para 570. Entre eles. Atualmente.7 296. de forte recuperação. disponibilidade de urânio. a potência instalada passaria dos 361.6 394. a Agência Internacional de Energia 600 Atômica (AIEA. o país que domina a tecnologia de processamento e transformação do minério pode utilizá-la tanto para a produção de energia elétrica quanto para fins bélicos. Inicialmente se propunha a garantir o uso pacífico da energia nuclear e contribuir com as pesquisas científicas. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 121 . a configuração de qualquer um desses cenários dependerá de vários fatores.8 450.1 339. Nos últimos anos.1 498. fraca recuperação e Tratado de Kyoto. forte recuperação.0 441.7 421.6 GW 400 361. com 137 países-membros.8 200 2000 2005 Forte recuperação 2010 Tratado de Kyoto 2015 2020 Referência 2025 2030 Nuclear fraco Gráfico 8.1 GW. O futuro da energia nuclear é difuso. segurança no fornecimento de outros combustíveis e aceitação pela sociedade da segurança das unidades nucleares.0 500 449.

o país ocupa o 7o lugar do ranking.402 89.4 62. A distribuição mundial do consumo. segundo a IEA. Ceará. 122 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .4 100. França e Japão.9%. Cazaquistão e Canadá que. As jazidas estão localizadas principalmente na Bahia. Brasil Total Fonte: BP. o urânio extraído das reservas respondeu por 54% da energia nuclear produzida no mundo. Tabela 8. juntos.Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) País Estados Unidos França Japão Rússia Coréia do Sul Alemanha Canadá Ucrânia Suécia China TWh 848. produtos derivados das três principais etapas de processamento do material bruto (ver Box 8). 2008. estoques civis e militares. como mostra a Tabela 8. tU 1. em 2007 essas reservas totalizaram 4. com destaque para a Austrália.836 78.7 mil toneladas em reservas conhecidas e correspondentes a cerca de 6% do volume total mundial. encontrado em estado natural nas rochas da crosta terrestre.8 5. Seu comércio é rigidamente controlado tanto pelos governos nacionais quanto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). No Brasil. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO A matéria-prima para a produção da energia nuclear é o minério de urânio. uma vez que se trata de material radioativo. II e III por 100 anos. 2008. porém. respectivamente.359 278.5 2.1 5.5 93. Bahia.596 282. compostas por: material obtido com a desativação de artefatos bélicos. um metal pouco menos duro que o aço.4 abaixo e a Figura 8. em Caetité.6 milhões de toneladas distribuídas por 14 países. Como mostra a Tabela 8. Ainda assim.4 279. os três maiores consumidores são Estados Unidos.2 5.723 227. conforme informações da Indústrias Nucleares do Brasil (INB).950 59.3 92.0 Tabela 8. Em 2007. volume suficiente para abastecer o complexo nuclear de Angra I.1 na página seguinte. O restante veio de fontes secundárias. respondem por mais de 50% do volume total.975 64. A principal delas.800 342.459 172.Reservas mundiais de urânio (2007)* País Austrália Cazaquistão Canadá Estados Unidos África do Sul Namíbia Brasil Nigéria Rússia Ubequistão Jordânia Índia Mongólia China Outros Países Total (*) tU: toneladas de urânio.4 2.1% no ranking mundial.748. Paraná e Minas Gerais.4 . O urânio é comercializado sob a forma de yellowcake (espécie de sal amarelo.2 RESERVAS. mas a disposição do país para investir na geração nuclear de energia elétrica. não acompanha a localização ou a capacidade das reservas.000 816. Segundo a International Energy Agency. apenas 25% do território foi prospectado em busca do minério.1 3.9 12. Fonte: WEC. 30. o U3O8). Em 2006.9 440.588 4.8 142. possui 100 mil toneladas. gás UF6 e urânio 235 (sob a forma de barras).840 61. com participação de.000 340.327 A extração do urânio não é a única forma para obtenção do combustível utilizado nas centrais nucleares.9 140.9 16. reprocessamento do urânio já utilizado e sobra do material usado no processo de enriquecimento.4 3.099 443. 16% e 10. Existem também as fontes secundárias.3 abaixo.4 2.3 0.5 67.143.3 .Capítulo 8 | Energia Nuclear 8. eles foram também os maiores produtores. Desse minério é extraído o átomo de urânio utilizado na geração nuclear. com 278.9 % 30.0 159.627.0 10.700 225.

4 a seguir. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 123 .1 a 100 100 a 850 Figura 8.59237 gramas) de óxido de urânio em dólares. 2006. para registrar ligeira recuperação após o ano 2000 – período em que se nota um aumento no número de unidades instaladas e de MWh (megawatts-hora) produzidos. O comportamento dos preços reflete a relação oferta/consumo.2 13. 2008. Fonte: EPE.0 27.Energia Nuclear | Capítulo 8 Consumo de energia nuclear 2007 (TWh) 2.1 Consumo de energia nuclear no mundo em 2007.4 Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8). Fonte: BP.4 a 13. recuaram bruscamente na década de 80 e se mantiveram em baixa durante quase 20 anos. como demonstra o Gráfico 8. referente ao yellowcake. 1 Preço da libra (453. Os preços subiram de maneira acentuada durante a fase de expansão da construção de usinas nucleares. $120 $100 $80 $60 $40 $20 $0 US$ / lb U3O8 69 71 73 75 77 US$ Corrente 79 81 83 85 87 89 91 93 95 97 99 01 03 05 US$ 2005 Gráfico 8.3 a 27.

no entanto.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A geração nuclear de energia elétrica vive um novo ciclo de expansão. conforme mostram a Tabela 8. o urânio 235 é enviado à Fábrica de Combustível Nuclear (FCN). Tabela 8.5 a seguir. empresa de economia mista subsidiária da Eletrobrás e responsável pela construção de usinas e geração de energia nuclear no Brasil. às usinas nucleares Angra I e Angra II.014 2. como a configuração do cenário de fraca recuperação da IEA (ver Tópico 8. No Brasil.222 9. com licenciamento em curso nos Estados Unidos.007 372. poderá ser atenuada por outras variáveis.743 20. em Resende (RJ).587 21. 2008. Além de novas unidades em construção. em nome da União. No entanto. aumenta o número de países que buscam aderir a essa tecnologia ou expandir o parque já instalado. distribuídos por 31 países. uma autarquia federal subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e constituída para. segundo dados da AIEA reproduzidos no trabalho Panorama da Energia Nuclear da Eletronuclear. O projeto de expansão das linhas de enriquecimento de urânio da INB está em andamento e tem conclusão da primeira fase prevista para 2009. Fonte: AIEA. 124 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 8.470 17.5 . 2008. que demonstrou maior dependência da produção nuclear: 76. a capacidade instalada da companhia deverá suprir 60% do combustível consumido em Angra I e II. Outro fator de alta poderá ser a entrada em operação de novos geradores. A INB também domina a tecnologia dos três principais ciclos de processamento do átomo de urânio. em seguida. o enriquecimento ainda é realizado em países como Holanda e Alemanha. A tendência.582 63.260 47. que expandirá o consumo.5 e o Gráfico 8.Capítulo 8 | Energia Nuclear Projeções da AIEA indicam que os estoques de urânio resultante da conversão de armas atômicas devem acabar entre 2020 e 2030. Em 2007. Os Estados Unidos concentravam o maior número de unidades (104). exercer o monopólio da mineração de elementos radioativos e da produção e comércio de materiais nucleares. um total de 439 reatores nucleares.Participação da energia nuclear na energia total produzida.Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 País 1o 2 2 4 o o o Unidades 104 59 55 31 17 20 15 18 19 10 2 439 MW 100. e. Nesse ano. com 59 reatores. em Angra dos Reis (RJ). A companhia é vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).85% da energia total produzida.621 10.100 Estados Unidos França Japão Rússia Alemanha Coréia Ucrânia Canadá Reino Unido o o 5o 6 7 8 9 o o o o 10 Suécia Brasil Total 23 Fonte: AIEA (Adaptado).107 12.451 13. estava em operação em todo o mundo. a exploração de novas reservas ou o aumento da eficiência das usinas (produção de maior quantidade de energia com a mesma quantidade de combustível) proporcionada por investimentos em tecnologia realizados atualmente. apenas a Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) é autorizada pelo Governo Federal a extrair e processar o urânio e demais minerais radioativos. mas foi a França.5 . Participação % França Lituânia Eslováquia Bélgica Ucrânia Suécia Armênia Eslovênia Suíça Hungria Coréia do Sul Japão Gráfico 8. o que poderá implicar em aumento dos preços.1). Ao chegar ao Brasil em contêineres.

6 . Atlas de Energia Elétrica do Brasil 125 .600 1. um total de 37 reatores encontravam-se em construção em 14 países (Tabela 8. eficiência e vida útil das unidades (cujo padrão é de 30 anos).191 3. De outro. Fonte: Eletronuclear.Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) País Argentina Bulgária China Finlândia França Índia Irã Japão Coréia Paquistão Rússia Taiwan Ucrânia Estados Unidos Total Fonte: AIEA. Estes avanços reduzem o risco de acidentes nucleares e aumentam a viabilidade econômica do empreendimento.840 300 4. como as pesquisas para aumentar a segurança das instalações.724 2.906 5. caráter ambiental. porque o nível de emissão de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) Usina nuclear Angra II. de um lado.Energia Nuclear | Capítulo 8 No mesmo período. Além disso. A energia nuclear vem sendo apontada como uma alternativa para expansão e diversificação dessa matriz. China e Romênia. paralisadas há vários anos.165 31.600 1.6 abaixo). Tabela 8. França e China. Unidades 1 2 6 1 1 6 1 2 4 1 7 2 2 1 37 MW 692 1. enquanto as obras de seis usinas tinham início na Coréia do Sul. de forma a atender ao consumo crescente de energia. 2008.900 1.910 915 2. porém.600 2. Trata-se da necessidade de diversificação da matriz energética. ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa é muito baixo em toda a cadeia produtiva da energia nuclear (da extração do urânio à geração de energia elétrica). Isto porque. três usinas entraram em operação na Índia.220 1. Algumas são de ordem tecnológica. também.563 Esse fenômeno é resultado da conjunção de diversas variáveis. Os Estados Unidos reativaram outras duas unidades. as reservas de urânio existentes no planeta são abundantes. poupar os combustíveis fósseis e enfrentar o aquecimento global. O principal fator de impulso à tendência tem. Rússia.

subsidiária da Siemens. A construção foi inserida no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015) e. a participação da capacidade nuclear instalada no Brasil deve passar de 1.G. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) expediu licença prévia autorizando a retomada das obras. com potência instalada de 657 MW. por uma série de razões foi paralisada durante muitos anos. Angra II. ao mesmo tempo.3 terawatts-hora (TWh). A construção de Angra III. 126 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . – KWU. Brasil No Brasil. Angra I. A instalação de usinas nucleares em território nacional foi decidida no final da década de 60. o Governo Federal pretendia adquirir conhecimento sobre a nova tecnologia que se expandia rapidamente pelo mundo e. Em julho do mesmo ano.5% (3. adquiriu as usinas de Angra II e Angra III da empresa Kraftwerk Union A. a expansão do parque nuclear faz parte do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015). em 1975. O país apresenta duas vantagens competitivas nesse segmento: as boas reservas do mineral e o domínio da tecnologia de enriquecimento do urânio – que. anunciou a intenção do governo de construir uma usina nuclear por ano ao longo dos próximos 50 anos.Central de operação.007 GW) para 2. Angra I e Angra II responderam por 2.350 MW. em julho de 2008. em 2000. com tecnologia da norte-americana Westinghouse adquirida em sistema turn key (sem transferência tecnológica). o que resultaria em uma capacidade instalada total de 60 mil MW. Com elas. o país assinou com a República Federal da Alemanha o Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico da Energia Nuclear. ainda não é aplicada em escala comercial.350 MW. Em setembro de 2008. o o ministro de Minas e Energia. no entanto.98% (2.Capítulo 8 | Energia Nuclear Sala de controle . Em 2007. com potência instalada de 1.357 GW) da capacidade instalada total. Edison Lobão. também alemã. Com isto.5% da produção total de energia elétrica no país. considerando que esta última terá um crescimento anual de 4% passando de 103 GW (2008) para 130 GW em 2014. Três anos depois. entrou em operação comercial em 1985. que foi de 12. A construção de Angra I teve início em 1972. resolver um problema localizado: a necessidade de complementação térmica para o suprimento de eletricidade ao Rio de Janeiro. A operação de Angra III está prevista para ter início em 2014. Fonte: Banco de imagens de Angra 2. O contrato previa transferência parcial de tecnologia. também com 1.

mas apenas diminui – não extingue – os impactos potenciais sobre o meio ambiente. também classificadas como de alta radioatividade. Isto porque toda a cadeia produtiva do urânio – da extração à destinação dos dejetos derivados da operação da usina – é permeada pela radioatividade. os níveis de radioatividade são permanentemente monitorados e controlados. Outra alternativa é um projeto inédito de armazenamento desses dejetos em cápsulas de aço. Ainda assim. lado a lado com o risco de acidentes nas usinas.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Das formas de produção de eletricidade. a evolução tecnológica das máquinas também aponta para a redução no volume de dejetos de alta atividade produzido: seja porque embutem ganhos de eficiência (exigindo menor volume de combustível para a produção da mesma qualidade de energia). resultando em barras de vidro. seja porque conseguem reduzir o tempo de decaimento (redução da radioatividade) dos dejetos. atualmente. No entanto. Além disso. a usina nuclear é uma das menos agressivas ao meio ambiente. no Brasil os dejetos de alta atividade ficam. parte deles é misturada a outros materiais e solidificada. de forma a não superar os limites previstos pelos órgãos reguladores. Para os dois primeiros. produz novos dejetos radioativos. há o processamento e armazenagem. Estes dejetos são classificados de baixa. Depois. Uma das mais aceitas. Fonte: Eletronuclear. se constituem nos elementos mais perigosos do processo de produção da energia nuclear. Durante a fase de extração e processamento do minério e de operação da usina. A vitrificação facilita o transporte e a estocagem. temporariamente. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. Os Estados Unidos têm um projeto pioneiro nesta opção. ao reprocessar o material. estocados em piscinas de resfriamento cheias de água. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 127 . é o armazenamento em uma estrutura geológica estável. ganha espaço no mercado mundial a preferência pela adoção do ciclo aberto do urânio em detrimento do fechado que. a possibilidade de a unidade provocar grande impacto socioambiental é um dos aspectos mais controversos de sua construção e operação. Finalmente.Energia Nuclear | Capítulo 8 8. Alternativas para depósito desses dejetos estão em estudo no exterior. sugestão apresentada pela Eletronuclear quando obteve a licença prévia para a retomada Central nuclear. ainda não se conseguiu encontrar uma solução definitiva para os dejetos radioativos que. média e alta atividade.

org 128 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. A tecnologia hoje existente apenas atenua. mas não acaba com os riscos de acidentes ambientais provocados pelas usinas nucleares.org World Energy Council (WEC)– disponível em www.gov. essas cápsulas garantiriam a segurança dos dejetos por 500 anos.br BP Global – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.iea. gov.eletronuclear.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.com Eletronuclear – disponível em www.gov.bp. o aumento da segurança dessas instalações é uma das principais vertentes das pesquisas tecnológicas realizadas nos últimos anos. O destino dos dejetos era uma das condicionantes do licenciamento ambiental. Segundo a Eletronuclear.com. aneel.worldenergy. De qualquer maneira.inb.br Indústrias Nucleares do Brasil (INB) – disponível em www.Capítulo 8 | Energia Nuclear das obras de Angra III.epe.

Stock Xchng Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Carvão Mineral Atlas de Energia Elétrica do Brasil 129 9 .

Em seguida. Vapor Carvão Mineral Esteira Turbina Gerador Transformador Boiler Rio / Reservatório Água p/ refrigeração Condensador Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral 130 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a principal aplicação do carvão mineral no mundo é a geração de energia elétrica por meio de usinas termelétricas. continua sendo o mais utilizado. No caso da co-geração.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 9 O processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral Atualmente. em resumo. cerâmicas e fabricação de vidros. o método tradicional. Este movimento dá origem à energia elétrica. da seguinte maneira: o carvão é extraído do solo. fragmentado e armazenado em silos para. tais como secagem de produtos. este processo se dá. A energia térmica (ou calor) contida no vapor é transformada em energia mecânica (ou cinética). posteriormente. também é extraído para ser utilizado no processo industrial. onde novamente será armazenado. é transformado em pó. Em segundo lugar vem a aplicação industrial para a geração de calor (energia térmica) necessário aos processos de produção. ser transportado à usina. o que permitirá melhor aproveitamento térmico ao ser colocado para queima nas fornalhas de caldeiras. de queima para produção do vapor. além de gerar energia elétrica. porém o vapor. que movimentará a turbina do gerador de energia elétrica.4). No entanto. Pesquisas envolvendo processos tecnológicos que permitam um maior aproveitamento do poder calorífico do carvão (como a gaseificação) – e simultaneamente a preservação do meio ambiente – têm sido desenvolvidas no mercado internacional (ver Tópico 10. Considerando-se também a preparação e queima do carvão. O calor liberado por esta queima é transformado em vapor ao ser transferido para a água que circula nos tubos que envolvem a fornalha. o processo é similar. Um desdobramento natural dessa atividade – e que também tem se expandido – é a co-geração ou utilização do vapor aplicado no processo industrial também para a produção de energia elétrica.

00 0. Além da oferta farta e pulverizada. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 131 . de origem fóssil. Sua aplicação na geração de vapor para movimentar as máquinas foi um dos pilares da Primeira Revolução Industrial. o comportamento dos preços é outra vantagem competitiva. conforme o Gráfico 9.1 Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos. registraram movimentos suaves ao longo dos últimos dez anos.00 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 9 O interesse reacendeu-se na década de 70. As cotações do petróleo e derivados têm se caracterizado pela tendência de alta e extrema volatilidade.1 a seguir. 80. Ao longo do tempo.00 10. o vapor foi aproveitado na produção de energia elétrica. e se mantém em alta até hoje. Já no fim do século XIX.1 INFORMAÇÕES GERAIS O carvão mineral.00 20. ingressando em um ciclo de baixa em 2005. em conseqüência. iniciada na Inglaterra no século XVIII. contudo. Gráfico 9.00 40.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carvão Mineral 9. No caso da commodity carvão. com o desenvolvimento dos motores a explosão. Fonte: BP.00 50.00 60. o carvão perdeu espaço na matriz energética mundial para o petróleo e o gás natural. do choque do petróleo. sobretudo.00 30.00 70. 2008. foi uma das primeiras fontes de energia utilizadas em larga escala pelo homem. no entanto.

É composto por átomos de carbono. maior produtor mundial –. o poder calorífico e a incidência de impurezas variam.Capítulo 9 | Carvão Mineral De acordo com dados da International Energy Agency (IEA). de maior valor térmico. que considera outros usos além da produção de energia elétrica. o que determina a subdivisão do minério nas categorias: baixa qualidade (linhito e sub-betuminoso) e alta qualidade (ou hulha. o consumo do segundo está bastante aquecido. Projetos de mitigação e investimentos em tecnologia (clean coal technologies) estão sendo desenvolvidos para atenuar este quadro. o carvão é a fonte mais utilizada para geração de energia elétrica no mundo. subdividida nos tipos betuminoso e antracito). oxigênio. A IEA também projeta que o minério manterá posição semelhante nos próximos 30 anos. O primeiro. O mineral é formado pela decomposição da matéria orgânica (como restos de árvores e plantas) durante milhões de anos. como a pirita. A combustão é responsável por emissões de gás carbônico (CO2). Fonte: IEA. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 9. associados a outros elementos rochosos (como arenito. enquanto o primeiro é pouco utilizado – exceto no Brasil. A extração. 132 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .2 Geração de energia elétrica por tipo de combustível. folhelhos e diamictitos) e minerais.1 a seguir. Sua participacão na produção global de energia primária. 2008. por exemplo. é favorecido pela incidência de carbono e prejudicado pela quantidade de impurezas (elementos rochosos e minerais). No carvão vegetal. mas com a qualidade do carvão. provoca a degradação das áreas de mineração. respondendo por 41% da produção total (Gráfico 9.2 abaixo). Como mostra a Figura 9. Este poder calorífico. O que é o carvão Existem dois tipos básicos de carvão na natureza: vegetal e mineral. siltito. enxofre. O segundo é utilizado na geração termelétrica local. 53% das reservas mundiais de carvão mineral são compostas por carvão com alto teor de carbono (hulha) e 47% com baixo teor de carbono. sob determinadas condições de temperatura e pressão. O vegetal é obtido a partir da carbonização da lenha. No carvão mineral. Este movimento tem a ver não só com a disponibilidade de reservas. por sua vez. A principal restrição à utilização do carvão é o forte impacto socioambiental provocado em todas as etapas do processo de produção e também no consumo. expresso em kcal/kg (kilocaloria obtida por quilo do combustível). nitrogênio. Tanto o carvão vegetal quanto o mineral podem ser usados na indústria (principalmente siderúrgica) e na produção de energia elétrica. medida pela capacidade de produção de calor – ou poder calorífico. é de 26%. é comercializado no mercado internacional. A produção e o consumo mundial concentram-se nas categorias intermediárias: os carvões tipos betuminoso/sub-betuminoso e linhito. No entanto. o poder calorífico é baixo enquanto a participação de impurezas é elevada.

em geral. a maior parte é explorada a céu aberto. A produtividade das minas a céu aberto é superior à das lavras subterrâneas. utilizase caminhões. basicamente. O transporte é a atividade mais complexa e dispendiosa da cadeia produtiva do carvão. como Austrália e Estados Unidos. É o que ocorre nas cinco usinas termelétricas movidas a carvão em operação no Brasil. Os demais são utilizados nas proximidades do local de mineração – onde. Extração e transporte A extração (ou mineração) do carvão pode ser subterrânea ou a céu aberto. Para distâncias muito curtas. nas proximidades das áreas de mineração. Uso Atlas de Energia Elétrica do Brasil 133 . A opção por uma ou outra modalidade depende. conforme está registrado no Plano Nacional de Energia 2030. o mineral está em camadas profundas ou se apresenta como veios de rocha. trens e barcaças. em 2004 o preço CIF – que inclui frete e seguro – de uma tonelada de carvão metalúrgico no Japão era de US$ 61. semimecanizada ou mecanizada. No Brasil. pelo contrário. No entanto. Se. Do ponto de vista econômico. há a necessidade da construção de túneis. todas localizadas no sul do País. os tipos de carvão com baixo teor de impurezas. a opção é a mineração a céu aberto.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carbono / Teor de Energia do Carvão Alto Teor de Umidade do Carvão Alto % das Reservas Mundias Carvão de baixa qualidade 47% Betuminoso 52% Linhito 17% Sub-Betuminoso 30% Térmico Carvão vapor Hulha 53% Antracito 1% Metalúrgico Coque Grande parte da energia elétrica Produção de energia elétrica / Usos industriais Produção de energia elétrica / Usos industriais Fabricação de ferro e aço Doméstico / industrial incluindo combustível Figura 9. 60% da oferta mundial de carvão mineral é extraída por meio da mineração subterrânea. em importantes países exportadores. o método mais eficiente de transporte é a esteira. É o que ocorre. A título de exemplo. Além disso.50 por tonelada. Fonte: WCI. enquanto o custo do frete chegava a US$ 49. Neste último caso. de acordo com o World Coal Institute (WCI) – ou Instituto Mundial do Carvão. também são construídas as termelétricas abastecidas por esse combustível. a lavra pode ser manual. reservas e usos. geralmente só são transferidos. em português –. é mais eficiente investir na construção de linhas de transmissão de eletricidade do que no transporte do carvão. O carvão também pode ser misturado à água formando uma lama que é transportada por meio de dutos. também. Para os trajetos mais longos. Se a camada que recobre o carvão é estreita ou o solo não é apropriado à perfuração de túneis (por exemplo. de um local para outro. 2006. areia ou cascalho). da profundidade e do tipo de solo sob o qual o minério se encontra.1 Tipos de carvão.

Capítulo 9 | Carvão Mineral

9.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO O carvão é o combustível fóssil com a maior disponibilidade do mundo. As reservas totalizam 847,5 bilhões de toneladas, quantidade suficiente para atender a produção atual por 130 anos. Além disso, ao contrário do que ocorre com petróleo e gás natural, elas não estão concentradas em poucas regiões. Abaixo, como mostra a Figura 9.2, as reservas estão bem distribuídas pelos continentes, com ênfase maior no hemisfério norte. Na verdade, são encontradas em quantidades expressivas em 75 países, sendo que três deles – Estados Unidos (28,6%), Rússia (18,5%) e China (13,5%) – concentram mais de 60% do volume total.

Reservas de Carvão 2007 (milhões de toneladas) < 134 135 a 1.000 1.001 a 10.000 10.001 a 100.000 > 100.001

Figura 9.2 Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).
Fonte: BP, 2008.

O volume extraído e produzido, porém, não é diretamente proporcional à disponibilidade dos recursos naturais. Relaciona-se, também, a fatores estratégicos, como a existência de fontes primárias na região e, em conseqüência, à maior ou menor dependência da importação de combustíveis. Atualmente, o maior produtor mundial de carvão é a China que, também estimulada pelo ciclo de acentuado desenvolvimento econômico, tornou-se a maior consumidora do minério. Em 2007, a China produziu 1.289,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) enquanto consumiu 1.311,4 Mtep. A Figura 9.3 a seguir mostra a distribuição do consumo mundial de carvão mineral, medida em tonelada equivalente de petróleo (tep), utilizada na mensuração do poder calorífico.

Extração de carvão mineral
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

134

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

Consumo de Carvão 2007 (Mtep) <1 1,1 a 10 10,1 a 100 100,1 a 1.000 100,1 a 1.000

Figura 9.3 Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).
Fonte: BP, 2008.

No ranking dos maiores produtores de carvão, também figuram os seguintes países: Estados Unidos (587,2 Mtep), Índia (181,0 Mtep) e Austrália, maior exportador do minério do mundo, com 215,4 Mtep, conforme Tabela 9.1, a seguir.

A Rússia, o segundo maior em termos de reservas, ocupa apenas o 6o lugar no ranking da produção e do consumo (Tabela 9.2 abaixo). Este desempenho relaciona-se à utilização majoritária, neste país, do gás natural.

Tabela 9.1 - Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Tabela 9.2 - Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Mtep
1289,6 587,2 215,4 181,0 151,8 148,2 107,5 62,3 51,5 48,3 2,2 3135,6

%
41,1 18,7 6,9 5,8 4,8 4,7 3,4 2,0 1,6 1,5 0,1 100

Mtep
1311,4 573,7 208,0 125,3 97,7 94,5 86,0 59,7 57,1 53,1 13,6 3177,5

%
41,3 18,1 6,5 3,9 3,1 3,0 2,7 1,9 1,8 1,7 0,4 100

China Estados Unidos Austrália Índia África do Sul Rússia Indonésia Polônia Alemanha Cazaquistão Brasil Total

China Estados Unidos Índia Japão África do Sul Rússia Alemanha Coréia do Sul Polônia Austrália Brasil Total

2o 3o 4
o

2o 3o 4
o

5o 6o 7
o

5o 6o 7
o

8o 9o 10
o

8o 9o 10
o

26o

21o

Fonte: BP, 2008.

Fonte: BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

135

Capítulo 9 | Carvão Mineral

Seja pelo alto custo e pelas dificuldades de transporte, seja porque o carvão se constitui em fator estratégico para a segurança nacional (por ser a principal fonte geradora de energia em vários países), o comércio internacional do mineral é pequeno frente ao porte das reservas e produção. Apenas cinco países dominam este mercado: Austrália, Rússia, Indonésia, África do Sul e Colômbia.

A maioria das transações concentra-se na Ásia e na Oceania, onde estão os grandes exportadores e importadores. Assim, a maior parte do carvão exportado navega pelo Oceano Pacífico. Para o carvão que trafega pelo Oceano Atlântico – e que, por questões logísticas, atenderia ao Brasil –, os principais exportadores são África do Sul e Colômbia, enquanto os maiores importadores são Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Extração de carvão mineral na superfície.
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

No Brasil As reservas brasileiras são compostas pelo carvão dos tipos linhito e sub-betuminoso. As maiores jazidas situam-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As menores, no Paraná e São Paulo. As reservas brasileiras ocupam o 10o lugar no ranking mundial, mas totalizam 7 bilhões de toneladas, correspondendo a menos de 1% das reservas totais. A Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) calcula que as reservas conhecidas poderiam gerar hoje 17 mil megawatts (MW). Do volume de reservas, o Rio Grande do Sul responde por 89,25%; Santa Catarina, 10,41%; Paraná, 0,32% e São Paulo, 0,02%. Somente a Jazida de Candiota (RS) possui 38% de todo o carvão nacional. Mas o minério é pobre do ponto de vista energético e não admite beneficiamento nem transporte, em função do elevado teor de impurezas. Isto faz com que sua utilização seja feita sem beneficiamento e na boca da mina.

136

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO

O carvão responde pela maior parte da produção da eletricidade em vários países. Por exemplo, China e Estados Unidos que, segundo a IEA, em 2006 produziram mais da metade dos 7.775 terawatts-hora (TWh1) gerados no mundo. Além disso, países como Alemanha, Polônia, Austrália e África do Sul usam o carvão como base da geração de energia elétrica devido à segurança de suprimento e ao menor custo na comparação com outros combustíveis, como pode ser visto na Tabela 9.3 abaixo.

Tabela 9.3 - Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006
Carvão Mineral
China Estados Unidos Índia Alemanha Japão África do Sul Austrália Rússia Coréia do Sul Reino Unido Outros Países Mundo
Fonte: IEA, 2008.

TWh
2.301 2.128 508 302 299 236 199 179 153 152 1.298 7.755

Usina de carvão mineral Candiota - Rio Grande do Sul.
Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE).

No Brasil, o minério representa, no entanto, pouco mais de 1,5% da matriz da energia elétrica. Em 2007, ano em que 435,68 TWh foram produzidos no País, o carvão foi responsável pela geração de 7,9 TWh, a partir da operação de usinas termelétricas que estão localizadas na região Sul, nas proximidades das áreas de mineração (ver Tabela 9.4 abaixo).

Tabela 9.4 - Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil - situação em novembro de 2008
Usina
Charqueadas Figueira Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Jorge Lacerda IV Presidente Médici A, B e C São Jerônimo
Fonte: Aneel (2008).

Potência (kW)
72.000 160.250 232.000 262.000 363.000 796.000 20.000

Destino da Energia
PIE SP PIE PIE PIE SP SP

Município
Charqueadas - RS Figueira - PR Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Candiota - RS São Jerônimo - RS

Proprietário
Tractebel Energia S/A. Copel Geração S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica

1

Um terawatt-hora equivale a um milhão de megawatts-hora

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

137

Ao projetar a diversificação da matriz nacional. projetos de usinas localizadas nas proximidades de portos que já detêm estrutura para recepção e transporte do carvão destinado à indústria prevêem utilizar o combustível importado. É o caso das termelétricas previstas para o Ceará e Maranhão. se encontravam em fase de estudos de viabilização técnico-econômica e socioambiental. as pesquisas na área do carvão no Brasil estão virtualmente paralisadas. segundo registra o Plano Nacional de Energia 2030. Dois empreendimentos já se encontram em construção e devem entrar em operação até 2010 na região Sul: Jacuí e Candiota III.XCHNG (www. que devem entrar em operação até 2012: Pecém (com 700 MW de potência instalada na primeira fase e 360 MW na segunda) e Termomaranhão. o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE 2006/2015 – MME/EPE. em julho de 2008 outros cinco projetos. o que impede o seu transporte por grandes distâncias e afeta o grau de rendimento da usina termelétrica – uma vez que a quantidade de energia produzida é inferior àquela obtida com carvões de alto poder calorífico. No entanto. Tanto que o Governo Federal destinou R$ 58 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a essas usinas.Capítulo 9 | Carvão Mineral Essa aplicação restrita é resultante de fatores como a vocação brasileira para utilização de fontes hídricas na produção de energia elétrica e a baixa qualidade da maior parte do carvão nacional. também há restrições de natureza geopolítica (dependência de importações. com potência total de 3. por exemplo) e entraves tecnológicos e econômicos que se refletem no custo da geração da eletricidade. 2006) prevê a expansão da utilização do carvão.hu).sxc. cada um com potência de 350 MW. Fonte: Stock. com 350 MW de potência. Além disso. A maioria utilizará carvão nacional. O Mapa 9.1 a seguir mostra a localização dos empreendimentos no Brasil e sua situação em novembro de 2008.148 MW. Além disso. Há 20 anos. Extração do carvão mineral no Rio Grande do Sul. 138 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

000 72. 2008.200 Por classe de potência (kW) 20.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 9.001 a 796.300 440.Empreendimentos futuros e em operação – situação em novembro de 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 139 .000 a 72.000 262.000 363.000 542.001 a 262.301 a 542. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Carvão Mineral | Capítulo 9 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Belém Manaus AM PA MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco PE Porto Velho RO TO Palmas SE AL São Luis Fortaleza CE c o RN PB Natal João Pessoa Recife Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG DF Bolívia 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba SC São Paulo Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Termelétricas a carvão Outorgadas Em operação Até 7.201 a 440.377.001 s 1.000 N O L S 7.001 a 363.1 .000 Fonte: ANEEL.

O transporte gera poluição sonora e afeta o trânsito. segundo a IEA. principal agente do efeito estufa. 140 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Estimativas apontam que o carvão é responsável por entre 30% e 35% do total de emissões de CO2. o carvão é queimado como partículas pulverizadas. Considerando-se a atual pressão existente no mundo pela preservação ambiental – principalmente com relação ao efeito estufa e às mudanças climáticas – é possível dizer. que ocorrem os grandes investimentos em P&D (pesquisa e desenvolvimento). Na combustão pulverizada supercrítica. as principais medidas adotadas referemse à recuperação do solo. da extração até a combustão. destinação de resíduos sólidos e negociações com a comunidade local. Recuperação de área degradada com plantio de acácias. O efeito mais severo. poeira e erosão. aumento da demanda por bens e serviços na região e aumento da arrecadação tributária). também chamado de gás carbônico.hu). ou CCT). provocado pela combustão. Atualmente. interfere na vida da população. portanto. na flora e fauna locais. as rotas mais importantes de tecnologias limpas são a combustão pulverizada supercrítica. é o volume de emissão de gases como o nitrogênio (N) e dióxido de carbono (CO2). focados na redução de impurezas. Já a gaseificação integrada a ciclo combinado consiste na reação do carvão com vapor de alta temperatura e um oxidante (processo de gaseificação). o que dá origem a um gás combustível sintético de médio poder calorífico.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O carvão é uma das formas de produção de energia mais agressivas ao meio ambiente. provoca significativos impactos socioambientais. diminuição de emissões das partículas com nitrogênio e enxofre (NOx e SOx) e redução da emissão de CO 2 por meio da captura e armazenamento de carbono. porém. O processo de combustão em leito fluidizado permite a redução de enxofre (até 90%) e de nitrogênio (70%-80%). ao provocar barulho. Para a mineração. porém. a combustão em leito fluidizado e a gaseificação integrada a ciclo combinado. Fonte: Stock. Ainda que sua extração e posterior utilização na produção de energia gere benefícios econômicos (como empregos diretos e indiretos. por exemplo. que o futuro da utilização do carvão está diretamente atrelado a investimentos em obras de mitigação e em desenvolvimento de tecnologias limpas (clean coal technologies. É com vistas à produção de energia elétrica. nos recursos hídricos. o que aumenta substancialmente a eficiência da combustão e conversão.sxc.Capítulo 9 | Carvão Mineral 9. o processo de produção. pelo emprego de partículas calcárias e de temperaturas inferiores ao processo convencional de pulverização.XCHNG (www. A ocupação do solo exigida pela exploração das jazidas.

as tecnologias que apresentam melhores perspectivas de aplicação comercial são.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 141 .org World Energy Council (WEC) – disponível em www.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. Esse gás pode ser queimado em turbinas a gás e recuperado por meio de uma turbina a vapor (ciclo combinado). no Rio Grande do Sul.br BP Global – disponível em www. a combustão em leito fluidizado circulante e a combustão pulverizada. sem necessidade de beneficiamento. Já os efeitos das técnicas para seqüestro de carbono serão sensíveis apenas no médio e longo prazo. Tanto que as usinas de Jacuí e Candiota III utilizam a combustão pulverizada. segundo o Plano Nacional de Energia 2030. total ou quase totalmente.Rio Grande do Sul.epe. a primeira usina com emissão zero de CO2 entraria em operação em 2020.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. a combustão pulverizada e o leito fluidizado.gov. Outros dois projetos.bp.gov.worldcoal. Neste caso. Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE). atualmente. aneel.worldenergy. o carvão bruto. Projeções apontam que testes em escala comercial serão realizados em unidades de geração até 2015.iea.org World Coal Institute (WCI) – disponível em www. o que possibilita a remoção de cerca de 95% do enxofre e a captura de 90% do nitrogênio. a usina Sul Catarinense e a Seival.Carvão Mineral | Capítulo 9 Usina de carvão mineral Candiota . utilizarão. Em todas será possível utilizar. respectivamente. Para a utilização do carvão nacional. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.

Capítulo 9 | Carvão Mineral 142 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Banco de imagens de Itaipú .

Fatores de Conversão Fatores de Conversão MEDIDAS UTILIZADAS EM ENERGIA ELÉTRICA Definições British Thermal Unit (Btu): Unidade de energia. O watt é a potência de um sistema energético no qual é transferida. quando aplicada a um corpo de massa igual a 1 quilograma. Joule (J): Unidade de trabalho. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 143 . Watt (W): Unidade de potência. de energia e de quantidade de calor.5 ºC a 15. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de uma libra (unidade inglesa de massa) de água em um grau Fahrenheit (1 ºF) sob pressão atmosférica normal. Tonelada equivalente de petróleo (tep): Unidade de energia. Newton (N): Unidade de força. atribui-lhe a aceleração constante de 1 metro por segundo quadrado na direção da força. O newton é a força que. Caloria (cal): Unidade de energia. A tep é utilizada na comparação do poder calorífero de diferentes formas de energia com o petróleo. Uma tep corresponde à energia que se pode obter a partir de uma tonelada de petróleo padrão. contínua e uniformemente. de 14. Watt-hora (Wh): Unidade de energia.5 ºC. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de um grama de água em 1 ºC. sob pressão atmosférica normal. O joule é o trabalho produzido por uma força de 1 newton que leva o ponto de aplicação dessa força a deslocarse por uma distância de 1 metro na direção da força. Energia transferida uniformemente por um sistema de potência igual a 1 watt durante uma hora. a energia de 1 joule por segundo.

0 1.001 1.289 0.240.0 907.8 x 10-6 1.001 0.97 6.0353 0.0 3.9072 0.229 bbl 6.016.1868 3.0038 0.388 x 10-11 2.204.1337 0.872 t (em 1994) 3 (T) tera = 1012 15 (E) exa = 1018 1 tep = 10.968 x 10-3 3.48 220.615 1.000 Mcal Fatores de conversão para massa de »» para quilograma (kg) tonelada métrica (t) tonelada longa (tl) tonelada curta (tc) libra (lb) Exemplo de utilização: 1 kg = 2.7 x 10-9 293.02 bep dia 1 bep dia = 50 tep ano (M) mega = 106 (G) giga = 10 (P) peta = 10 9 1 barril = 0.23884 252.0 11.14 tep ano 1 tep ano = 0.000454 Multiplicar por tl 0.0 1.0045 0.000984 0.239 cal 1 Btu = 252 cal 1 m de petróleo = 0.893 0.1605 5.785 4.120 1.02859 1.000.52 x 10-8 10-10 8.0 1.0 28.7 × 10–9 kWh J 1.000.0 34.158987 m3 1 joule = 0.454 t 0.001102 1.63 x 103 tep 2.Fatores de Conversão Tabelas de conversão Múltiplos de unidades de energia x103 joule British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) tonelada equivalente de petróleo (tep) watt-hora (Wh) kJ kBtu kcal ktep kWh x106 MJ MBtu Mcal Mtep MWh x109 GJ GBtu Gcal Gtep GWh x1012 TJ TBtu Tcal Ttep TWh x1015 PJ PBtu Pcal Ptep PWh x1018 EJ EBtu Ecal Etep EWh Relações entre unidades Exponenciais (k) kilo = 10 3 Equivalências 1 m = 6.0 7.0 Fatores de conversão para volume de »» para metro cúbico (m³) litro (L) galão (EUA) galão (RU) barril (bbl) pé cúbico (pé3) Exemplo de utilização: 1 bbl = 159.2046 lb kg 1.0 0.000446 tc 0.6 x 10-5 1.2642 1.163 x 10-6 1.0 L m³ 1.1781 pé3 35.2 bep ano 1 bep ano = 0.159 0.000.0 0.412.0 2.055 x 103 4.68 x 106 Multiplicar por cal 0.0 1.0 144 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .0063 0.28981 barris 3 Relações Práticas 1 tep ano = 7.02381 0.0 0.6 2.0283 L 1.016 0.0 1.87 x 109 Btu 947.0 x 103 10.546 159.2 0.0005 lb 2.201 42.0 Fatores de conversão para energia de »» para joule (J) British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) quilowatt-hora (kWh) tonelada equivalente de petróleo (tep) Exemplo de utilização: 1 J = 277.1023 1.0 1.22 0.0 1.0 860.2046 2.0 0.3147 0.6 x 106 41.0 0.0 3.0 1.07 x 10-6 1.8327 1.984 1.3 Multiplicar por gal (EUA) gal (RU) 264.2 0.0 39.0 x 109 kWh 277.

Agente de Comercialização ou Agente de Importação. legalmente representada. que solicitar à concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas nas normas e regulamentos da ANEEL. De comercialização: Titular de autorização. Da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Concessionária ou permissionária de serviços e instalações de energia elétrica e consumidores livres. concessão ou permissão para realização de operações de compra e venda de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). integrantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e sujeitos às obrigações e direitos previstos na Convenção. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 145 . AGENTES Autoprodutor: Pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebem concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo. permissão ou autorização para fins de geração de energia elétrica. Produtor independente de energia elétrica: Pessoa jurídica ou consórcio de empresas titular de concessão. que seja habilitado em documento específico para tal fim. Autorizada: Agente titular de autorização federal para prestar o serviço público de geração ou comercialização de energia elétrica. abaixo. nas Regras e nos Procedimentos de Comercialização. por sua conta e risco. exclusivamente de forma regulada. permissão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. produtores independentes de energia (PIE) e autoprodutores. Consumidor: Pessoa física ou jurídica. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. ou comunhão de fato ou de direito.Glossário Glossário O Atlas da Energia Elétrica relaciona. os verbetes foram agrupados por tema. ] De geração: Titular de concessão. Vendedor: Agente de Geração. Esta categoria divide-se em prestadores de serviço. Para facilitar a consulta. os termos mais usuais do setor de energia elétrica brasileiro e as suas respectivas definições. De distribuição: Titular de concessão ou permissão para distribuição de energia elétrica a consumidor final ou a Unidade Suprida.

obedecendo à disciplina estabelecida em Portaria específica do Ministério de AMBIENTE DE NEGOCIAÇÃO LIVRE (ACL) Comercializador: Empresa que une as partes consumidoras e geradoras. Mercado de Curto Prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica . Oferta de referência: Quantidade de lotes calculada pelo sistema para cada produto a partir do fator de referência a ser aplicado à quantidade demandada de cada um dos produtos. por opção destas.Glossário AMBIENTES DE NEGOCIAÇÃO De Contratação Livre (ACL): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica. tia física. objeto de contratos bilaterais livremente negociados. quantidade de lotes. conforme legislação e regulamentos específicos. Preços de energia elétrica: Valor a ser pago pelo MWh (megawatthora). na rodada discriminatória da etapa Hidro e receita fixa. Lote (leilão): Montante de energia elétrica igual a 1. definindo as regras e condições para a comercialização de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes ou futuros. p. De Contratação Regulada (ACR): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica entre agentes vendedores e agentes de distribuição. ressalvados os casos previstos em lei. proporcionando a realização de contratos e dando liquidez ao mercado livre. à energia habilitada e à garantia aportada. 2004. limitado à garan- Contrato de uso e de conexão: Instrumento contratual em que o consumidor livre ajusta com a concessionária as características técnicas e as condições de utilização do sistema elétrico local. definindo os montantes de energia elétrica a serem contratados para início de suprimento no ANO BASE “A”. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. Consumidor livre: Consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor.0 (um) MW médio cada. para venda em leilão. prazos e montantes de suprimento em intervalos temporais determinados. Contrato Bilateral: Instrumento jurídico que formaliza a compra e venda de energia elétrica entre Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). 196) Regras do mercado: Conjunto de regras comerciais e suas formulações algébricas definidas pela Aneel e de cumprimento obrigatório pelos agentes participantes do mercado. conforme regulamentação específica. instrumento celebrado entre cada concessionária ou autorizada de geração e todas as concessionárias ou permissionárias do serviço público de distribuição. que representa a menor parcela de um produto. constante dos contratos de compra de energia celebrados entre consumidores livres e produtores e livremente negociado entre as partes. na primeira fase. em lotes. inclusive aquelas com mercado próprio inferior a 500 GWh/ano. AMBIENTE DE COMERCIALIZAÇÃO REGULADO (ACR) Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR): Também denominado de Contrato Bilateral. As geradoras são as ofertantes. Resolução Normativa ANEEL n. Declaração: Documento apresentado pelos Compradores. Leilão: Único sistema pelo qual as distribuidoras podem contratar a energia elétrica de longo prazo para abastecer os seus respectivos mercado. precedidas de licitação. Lance: Ato praticado pelo proponente vendedor que consiste na oferta de: quantidade de lotes. associado a um empreendimento que esteja habilitado. Minas e Energia (MME). preço. na rodada discriminatória da etapa Térmica. podendo ser classificadas como Garantia Financeira ou Garantia da Proposta para efeito de habilitação e participação no Leilão. 146 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. nas rodadas uniformes da etapa Outras Fontes e da etapa Hidro. 109. tendo por objeto estabelecer preços. seção 1. Lastro para venda: Montante de energia disponível. de 29 out. no ambiente regulado. de 26 de outubro de 2004 (Diário Oficial.CCEE onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica Contratados e registrados pelos Agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos Agentes da CCEE. Garantias: Valores a serem depositados junto ao Agente Custodiante pelos compradores e proponentes vendedores.

funcionamento e atribuições da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). multiplicado pelo número de horas do mês em questão. Procedimentos de comercialização: Conjunto de normas aprovadas pela Aneel que definem condições. nos termos das declarações. resultantes da contabilização promovida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).Glossário Preço Corrente: Valor. e a inflexibilidade mensal da usina de Outras Fontes de Geração. Liquidação financeira: Processo de pagamento e recebimento de valores apurados como débitos e créditos. calculado pelo sistema. para este efeito considerada totalmente contratada. inserido pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME). expresso em Reais por ano (R$/ano). respectivamente. Período de apuração: Intervalo de tempo em que as condições de oferta e demanda de energia levam à definição de um esquema de produção específico e à determinação do respectivo Preço de Liquidação de Diferenças. resultante das diferenças mensais apuradas entre o despacho efetivo da usina e sua garantia física. feitas com base no Custo Marginal de Operação (CMO). calculado antecipadamente. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 147 . vigente para cada Período de Apuração e para cada Submercado. eventos e prazos relativos à comercialização de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). sendo estes limitados ao Preço de Liquidação de Diferença (PLD) mínimo e máximo. entre Agentes de Distribuição participantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). b) ao preço de lance da rodada anterior no período de rodadas uniformes. que determina em intervalos temporais definidos. Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits . calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). com periodicidade máxima semanal e com base no custo marginal de operação. individualizado por comprador. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). de sobras e déficits de montantes de energia contratados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). como credor ou devedor na CCEE. que corresponde: a) ao preço inicial de cada produto. expresso em reais por ano (R$/ano). individualizado por comprador. c) ao preço associado ao lance que completa o atendimento à totalidade da quantidade demandada de um produto na rodada discriminatória. conforme valores vigentes estabelecidos pela ANEEL. Valor Esperado do Custo de Operação (COP): Valor. correspondente ao custo econômico no mercado de curto prazo. requisitos. para cada possível cenário.MCSD: Processo de realocação. na qual será o preço de lance da primeira fase. Contabilização: Processo de apuração da comercialização de energia Quantidade Declarada: Montante de energia elétrica. Preço Inicial: Preço máximo de aquisição para cada produto. Produto (leilão): Conjunto de lotes que serão objeto de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) com a mesma modalidade de contratação. expresso em reais por megawatt-hora (R$/ MWh). pelo qual é valorada a energia comercializada no Mercado de Curto Prazo. limitado por preços mínimo e máximo. Corresponde ao valor esperado acumulado das liquidações do mercado de curto prazo. correspondente ao Custo Variável Unitário multiplicado pela diferença entre a geração da usina de Outras Fontes de Geração. MERCADO DE CURTO PRAZO Mercado de curto prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados e registrados pelos agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes da CCEE. Convenção de Comercialização de Energia Elétrica: Instituída pela ANEEL por intermédio da Resolução Normativa nº 109. a situação de cada agente. Rodada: Período para submissão de lances pelos proponentes vendedores e para processamento pelo sistema. Preço de liquidação de diferenças (PLD): Preço a ser divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Quantidade Demandada: Montante de energia elétrica que se pretende adquirir. elétrica entre os Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Valor Esperado do Custo Econômico de Curto Prazo (CEC): Valor. exceto na primeira rodada da segunda fase. determinado pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME) com base na quantidade declarada. estabelece as condições de comercialização de energia elétrica e as bases de organização. expresso em número de lotes. de 26 de outubro de 2004. expresso em número de lotes.

478. mineração e metalurgia. e vado. nas galerias subterrâneas e nas faixas 148 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . de 15 de março de 2004. de Energia Elétrica. e do Decreto no 5.Câmara de Comercialização de Energia Elétrica: Colegiado composto por membros eleitos pela Assembléia-Geral. restritas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). sem fins lucrativos.° 9. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME . com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia elétrica entre os Agentes da CCEE. DISTRIBUIÇÃO Contrato de Compra de Energia (CCE): Contrato celebrado entre a permissionária e o atual agente supridor. Contrato de fornecimento: Instrumento contratual em que a concessionária e o consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “A” ajustam as características técnicas e as condições comerciais do fornecimento de energia elétrica. Mineração e Transformação Mineral. Processo de arbitragem: Conjunto de procedimentos extrajudiciais realizados pela Câmara de Arbitragem com vistas à solução de conflitos. a transmissão. acrescida da energia entregue. criada pelo Decreto no 5. e Geologia. Tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração. Ministério de Minas e Energia: Em 2003.267. permitir e autorizar instalações e serviços de energia. zelar pela qualidade do serviço. garantir tarifas justas. Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Pessoa jurídica de direito privado. de 16 de agosto de 2004.Glossário Procedimentos do mercado: Conjunto de ações necessárias à operacionalização das Regras de Mercado. Foi constituído pela lei n. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Entidade de direito pri- ESTRUTURA INSTITUCIONAL Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Autarquia em regime especial. os montantes de uso contratados por ponto de conexão. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. Sua criação foi autorizada nos termos do art. de 12 de agosto de 2004. de 9 de dezembro de 2004.184. 4o da Lei no 10. Energia distribuída por uma empresa: É a energia entregue aos consumidores conectados à rede elétrica da empresa de distribuição.683/2003 definiu como competências do MME as áreas de geologia. sem fins lucrativos. através desta rede. estabelecendo as condições gerais do serviço a ser prestado. sob a fiscalização e regulação Aneel. estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. que atua sob autorização do Poder Concedente e regulação e fiscalização da Aneel. nas torres. de 1997. recursos minerais e energéticos. de Petróleo. em um período de 12 meses. Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. petróleo. exigir investimentos.427 de 26 de Dezembro de 1996. incluindo a nuclear. a Lei n° 10. Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Empresa pública federal. que criou as secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Energético.848. Gás Natural e Combustíveis Renováveis. A EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético.177. aproveitamento da energia hidráulica. responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). estabelecendo os termos e as condições gerais que irão regular a comercialização de energia elétrica disponibilizada pela supridora para atendimento ao mercado da suprida. A estrutura do Ministério foi regulamentada pelo decreto n° 5. Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. vinculada ao Ministério de Minas e Energia. combustível e energia elétrica. bem como as condições técnicas e comerciais a serem observadas para o uso do sistema de distribuição. mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores. conceder. bem como as condições técnicas e comerciais para a conexão à rede de distribuição. no ponto de acesso. Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): O CNPE é um órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas e diretrizes destinadas a promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do País. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. com tarifa regulada. criada em 26 de agosto de 1998. Conselho de Administração da CCEE . a outras concessionárias ou permissionárias de distribuição. atendendo reclamações de agentes e consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade. Faixa de ocupação: Espaço nos postes das redes aéreas de distribuição de energia elétrica. criada pela Lei 9.

sempre que o consumidor não cumprir com as suas obrigações definidas na Cláusula Quinta do Contrato de Prestação de Serviço Público de Energia Elétrica para Unidades Consumidoras Atendidas em Baixa Tensão. d) unidade operacional de transporte coletivo. continuidade. Pode ser do tipo fio de água. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. GERAÇÃO Ramal de entrada: Conjunto de condutores e acessórios instalados pelo consumidor entre o ponto de conexão ao sistema da concessionária e o ponto de medição ou proteção da unidade consumidora. não incluído o montante relativo às perdas elétricas dos sistemas de distribuição. com tensão inferior a 230 KV ou instalações em tensão igual ou superior. em tensão inferior a 2. Universalização: Atendimento a todos os pedidos de nova ligação Mercado de Referência de Energia: Composto pela quantidade de energia elétrica faturada para o atendimento a consumidores cativos. marítimo. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. Serviço essencial: Serviço ou atividade caracterizado como de fundamental importância para a sociedade. Interrupção: Descontinuidade do fornecimento de energia elétrica a uma determinada unidade consumidora.3 kV. observados os prazos fixados nas “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica”. quando especificamente definidas pela ANEEL. rodoferroviário e metroviário. sem ônus para o solicitante. fios e fibras ópticas. e) unidade operacional de serviço público de tratamento de lixo. sem represa. Rede de distribuição: Conjunto de instalações de distribuição de energia elétrica. Mercado cativo: Montante de energia faturada para atendimento a consumidores cativos e para o suprimento de outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. sólidos. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. contida em combustíveis fósseis. generalidade. com represa. Central Térmica: Instalação na qual a energia química. ainda que necessária a extensão de rede de tensão inferior ou igual a 138 kV. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. líquidos ou gasosos. Central Hidroelétrica: Instalação na qual a energia potencial e cinética da água é transformada em energia elétrica. verificados nos últimos doze meses. c) unidade hospitalar. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 149 . ou de regulação. Suspensão de fornecimento: É o desligamento de energia elétrica da unidade consumidora. Central Nuclear: Instalação na qual a energia libertada a partir de combustível nuclear é convertida em energia elétrica. os dutos subterrâneos e as faixas de terreno destinados ao compartilhamento com agentes do setor de telecomunicações de interesse coletivo e agentes do setor de petróleo para instalação de cabos. Mercado da empresa: É a soma dos requisitos anuais de energia dos consumidores finais conectados à rede de distribuição da empresa. Mercado de Referência de Demanda: Composto pela quantidade de demanda de potência faturada para o atendimento a consumidores cativos. incluindo os consumidores que tenham optado por serem atendidos por outros fornecedores. Serviço adequado: É o que satisfaz as condições de regularidade. desenvolvido em unidade consumidora a seguir exemplificada: a) unidade operacional do serviço público de tratamento de água e esgotos. para fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras com carga instalada menor ou igual a 50 kW. é convertida em energia elétrica. autoprodutores. b) unidade operacional de processamento de gás liqüefeito de petróleo e de combustíveis. consumidores livres. g) centro de controle público de tráfego aéreo. eficiência. atualidade. segurança.Glossário de servidão administrativa de redes de energia elétrica onde são definidos pelo detentor os pontos de fixação. bem como pela quantidade de energia relativa aos consumidores livres no que tange ao uso dos sistemas de distribuição.e i) unidade operacional de segurança pública. h) unidade operacional de distribuição de gás canalizado. f ) unidade operacional de serviço público de telecomunicações. não considerando a quantidade de demanda faturada por ultrapassagem do valor contratado. Ramal de ligação: Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega. autoprodutores. geradores.

(SIGFI) deve disponibilizar. biomassa. Nível d’água mínimo normal de montante: Nível de água mínimo do reservatório para fins de operação normal da usina. Nível d’água normal de jusante: Nível d’água a jusante da casa de força para a vazão correspondente ao somatório dos engolimentos máximos de todas as turbinas. 150 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . referida ao centro de gravidade do submercado em que o empreendimento estiver conectado. definido através dos estudos energéticos.000 kW e igual ou inferior a 30. Potência Instalada de uma Central Geradora: Somatório das potências elétricas ativas nominais das unidades geradoras da central. Por exemplo: água.Glossário Cogeração: Processo operado numa instalação específica para fins da produção combinada das utilidades calor e energia mecânica. carvão. a partir da energia disponibilizada por uma fonte primária.074. segundo os critérios estabelecidos na Resolução Normativa ANEEL n. entre outros. a serem observados mensal. trimestral e anualmente nos períodos correspondentes ao ciclo de revisão das tarifas. Metas de continuidade: Valores máximos estabelecidos para os Pequenas centrais hidrelétricas (PCHs): Empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1. 083. correspondendo ao nível que limita a parte inferior do volume útil. em cada unidade consumidora do conjunto considerado. em que a concessionária deve entregar a energia elétrica na unidade consumidora. Se for global. no período de observação. Fonte de energia: Recursos naturais que são utilizados em uma usina para movimentar as turbinas e dar origem à energia elétrica.0 km². Padrão de tensão: Níveis máximos e mínimos de tensão. mediante o estudo de divisão de quedas e a definição prévia do aproveitamento ótimo de que tratam os §§ 2º e 3º do art.000 kW. Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC): Número de interrupções ocorridas. definido através dos estudos energéticos. Indicador de continuidade: Quantificação do desempenho de um sistema elétrico. Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora . em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. Potência mínima disponibilizada (SIGFI): Potência mínima que o Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente indicadores de continuidade. Nível d’água máximo normal de montante: Nível de água máximo no reservatório para fins de operação normal da usina. região ou país. INDICADORES Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (DIC): Intervalo de tempo em que. com área total de reservatório igual ou inferior a 3. ocorreu descontinuidade na distribuição de energia elétrica. de 20 de setembro de 2004. Eficiência Energética: Índice que demonstra o quanto da energia da fonte foi convertida em utilidade eletromecânica e utilidade calor. em cada unidade consumidora do conjunto considerado ocorreu descontinuidade da distribuição de energia elétrica. em média. expressos em Volts (V). Inventário hidrelétrico: Etapa de estudos de engenharia em que se define o potencial hidrelétrico de uma bacia hidrográfica. para atender às instalações elétricas da unidade consumidora. O padrão de continuidade é o valor máximo estabelecido para este indicador. gás natural. esta geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica. Freqüência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (FIC): Número de interrupções ocorridas no período de observação. no período de observação. descontado o consumo interno. sem considerar a influência da vazão vertida. no ponto de entrega. Energia efetivamente gerada: A energia gerada pela central geradora de energia elétrica. 5º da Lei nº 9. de acordo com os valores estabelecidos pela ANEEL. utilizada para a mensuração da continuidade apurada e análise comparativa com os padrões estabelecidos. em média. Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC): Intervalo de tempo que. Energia gerada: Soma da produção de energia elétrica referente a cada uma das unidades geradoras da central geradora de energia elétrica. quantifica o desempenho agregado por empresa. de 7 de julho de 1995. derivados de petróleo. no período de observação. vento e irradiação solar. estado.DMIC: Tempo máximo de interrupção contínua da energia elétrica em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. em cada unidade consumidora.

Consumidor Cativo: Consumidor que adquire energia de concessionária ou permissionária que detém o monopólio de atendimento na região em que está instalado e cujo contrato é totalmente regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). ou eletrodomésticos. a despeito de cumprir as condições previstas nos artigos 15 e 16 da Lei nº 9. conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga. ra produz energia objetivando atender suas próprias necessidades de ajustes de equipamentos e verificação de seu comportamento do ponto de vista sistêmico. concomitantemente. OPERAÇÃO Custo Marginal de Operação: Custo por unidade de energia produzi- Consumidor Potencialmente livre: É aquele que. ou. estejam localizadas em áreas contíguas.3 kV e faturadas neste Grupo nos termos definidos nos arts. ainda. expressa em quilowatts (kW). pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. Grupo “A”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2. Geralmente Atlas de Energia Elétrica do Brasil 151 . integrante(s) do mesmo submercado no SIN (Sistema Interligado Nacional). medida em quilowatt (kW). Potência elétrica: É a quantidade de energia elétrica que cada equipamento elétrico ou eletrodoméstico pode consumir. de 7 de julho de 1995. de maio a novembro. durante um intervalo de tempo especificado. 82. em condições de entrar em funcionamento. da para atender a um acréscimo de carga no sistema.074. legalmente representada. que sejam atendidas por circuito monofásico e que têm direito a pagar uma tarifa menor que a normal. atendido em qualquer tensão. podendo atender aos compromissos mercantis do agente e/ou para o seu uso exclusivo. caracterizado pelo baixo índice pluviométrico. também. caracterizado pela estruturação tarifária monômia e com subdivisões. Conjunto de unidades consumidoras: Qualquer agrupamento de unidades consumidoras. Energia elétrica consumida: Total da energia elétrica utilizada pelos equipamentos elétricos.3 kV. continua a ser atendido de forma regulada. Potência instalada: Soma das potências nominais de equipamentos elétricos de mesma espécie instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em funcionamento. ou. Medidor: Instrumento registrador de energia elétrica e potência ativa ou reativa. Operação em teste: Situação operacional em que a unidade gerado- Demanda Contratada: Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária. Consumidor Livre: É aquele que. Consumidor Final: Pessoa física ou jurídica. por unidade de tempo.3 kV. conforme legislação e regulamentos específicos. global ou parcial. responsável por unidade consumidora ou por conjunto de unidades consumidoras reunidas por comunhão de fato ou de direito.3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos definidos no art. Subclasse residencial baixa renda: Unidades consumidoras com consumo mensal entre 80 e 220 kWh. cuja carga seja maior ou igual a 500 kW. reunidas por comunhão de interesses de fato ou de direito. Consumidor Especial: Consumidor responsável por unidade consumidora ou conjunto de unidades consumidoras do Grupo “A”. Período seco (S): Período de sete meses consecutivos. Grupo “B”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2. 79 a 81. definido pela concessionária ou permissionária e aprovado pela Aneel. atendidas em tensão superior a 2. atendidas em tensão inferior a 2. seja ou não utilizada durante o período de faturamento. de uma mesma área de concessão de distribuição. expressa em quilowatts (kW). no ponto de entrega. possam ser atendidas por meio de um único ponto de entrega e cuja medição seja. única. Operação comercial: Situação operacional em que a energia produzida pela unidade geradora está disponibilizada ao sistema. Demanda: Média das potências elétricas ativas ou reativas. e que.Glossário MERCADO CONSUMIDOR Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora. ainda. caracterizado pela estruturação tarifária binômia e com subdivisões. compra. solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora.

Objeto de autorização: São objetos de autorização: 1. bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia. de potência superior a 1.11. custos de comercialização. ainda não amortizados ou depreciados. TARIFAS Componentes da Tarifa de Energia (TE): Parcelas relativas ao custo da energia disponível para a venda. O aproveitamento de potências hidráulicas. remuneração dos investimentos e quota de reintegração. mediante licitação. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. da prestação de serviços públicos. encargos setoriais e tributos que compõem as tarifas de energia. Permissionária: Agente titular de permissão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia elétrica. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. feita pelo Poder Concedente. implantação.2002. uso e operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). devendo apenas ser comunicados ao Poder Concedente. REGIME JURÍDICO Estrutura tarifária: Conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de Concessão de serviço público de energia elétrica: É a delegação de prestação de serviços.000 kW e a implantação de Usina Termelétrica de potência igual ou inferior a 5. A reversão se fará com a indenização das parcelas dos investimentos realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. aplicável no faturamento mensal referente a: Tarifa binômia: Conjunto de tarifas de fornecimento constituído por preços aplicáveis ao consumo de energia elétrica ativa e à demanda faturável. Estrutura tarifária convencional: É caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano.000 kW e igual ou inferior a 10. ao término do prazo desta. tais como compra de energia. Tarifa azul: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. Estão dispensados de concessão. a título precário. na modalidade de concorrência. Estrutura tarifária horo-sazonal: É caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano. iguais ou inferiores a 1. 4º da Resolução ANEEL nº 666 de 29. concessão. que estabelecem os procedimentos e requisitos técnicos necessários ao planejamento. 2. destinada a uso exclusivo do autoprodutor. permissão ou autorização.Glossário exige a adoção de medidas para preservar o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. mediante licitação. destinado a uso exclusivo do autoprodutor. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para o seu desempenho. Reversão: É o retorno ao Poder Concedente dos bens vinculados à Período úmido (U): Período de cinco meses consecutivos. para fim de registro e estatística. A implantação de Usinas Termelétricas.000 kW. tais como custos operacionais.000 kW. e as responsabilidades do ONS e dos agentes. caracterizado pelo alto índice pluviométrico.000 kW. referentes aos incisos do art. Parcela A: Parcela que incorpora os custos não gerenciáveis da concessionária de distribuição. Poder concedente: A União ou entidade por ela designada. consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. Procedimentos de Rede: Documentos elaborados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com a participação dos agentes e aprovados pela Aneel. Permissão de serviço público: Delegação. Tarifa de energia (TE): Tarifa de energia elétrica calculada pela Aneel. 152 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . transporte de energia e encargos setoriais resultantes de políticas de governo. por sua conta e por prazo determinado. feita pelo Poder Concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho por sua conta e risco. entre dezembro de um ano a abril do ano seguinte. o aproveitamento de potenciais hidráulicos. Parcela B: Parcela que incorpora os custos gerenciáveis relacionados à atividade de distribuição de energia elétrica. de potência superior a 5.

Rede básica: Instalações de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. pecíficos e cujas fronteiras são definidas em razão da presença e duração de restrições relevantes de transmissão aos fluxos de energia elétrica no SIN. definida segundo critérios estabelecidos na Resolução Normativa nº 67. pela permissionária. Submercados: Divisões do Sistema Interligado Nacional (SIN) para as quais são estabelecidos Preços de Liquidação de Diferenças (PLD) es- TRANSMISSÃO Contrato de Conexão ao Sistema de Transmissão (CCT): Contrato celebrado entre a permissionária e um concessionário detentor das instalações de transmissão. A coordenação da operação das usinas é feita pelo ONS. Sistemas Isolados: Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica não conectados ao SIN.Glossário a) contrato de compra de energia celebrado entre consumidor do Grupo “A” e concessionária ou permissionária do serviço público de distribuição. Nordeste e parte do Norte. No geral localizam-se na região Amazônica. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 153 . estabelecendo as condições técnicas e as obrigações relativas ao uso das instalações de transmissão. integrantes da Rede Básica. bem como as condições comerciais. destinadas a alterar a tensão da energia elétrica recebida. Instalações de transmissão: Instalações para prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica. acrescidas das instalações de transmissão autorizadas por resolução específica da Aneel. as instalações de transmissão que tenham sido cedidas. e c) suprimento a concessionária ou permissionária de distribuição com mercado inferior a 500 GWh/ano. de propriedade de concessionárias de serviço público de transmissão. pelo ONS. b) parcela correspondente a energia elétrica da tarifa de fornecimento dos consumidores do Grupo “b”. Tarifa de fornecimento: Tarifa aplicável no faturamento mensal de energia elétrica dos consumidores cativos de concessionária ou permissionária de distribuição. vinculado ao Contrato de Compra de Energia (CCE). ainda. Centro-Oeste. assim como a de serviços de coordenação e controle da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). de 2000. Sudeste. no ponto de acesso. homologada pela Aneel. incluindo a prestação de serviços de transmissão. abrangidas pelas Resoluções n° 166 e 167. Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST): Contrato celebrado entre a permissionária e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Tarifas de conexão: Tarifas referentes aos contratos de conexão celebrados entre consumidores do Grupo “A” e concessionário de serviço público de geração. Sistema Interligado Nacional (SIN): Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica que abrange a maior parte do território nacional: as regiões Sul. Tarifa de energia comprada: Composta pela tarifa de energia elétrica (TE) e tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD). bem como de uma única tarifa de demanda de potência. de 8 de junho de 2004. correspondente aos valores relativos à tarifa de uso dos sistemas de distribuição e à tarifa de energia elétrica. doadas ou transferidas a concessionária de transmissão. sob supervisão do ONS. aplicável ao faturamento mensal referente ao suprimento à permissionária de distribuição pela atual supridora. aquelas integrantes de concessões de serviço público de transmissão outorgadas desde 31 de maio de 2000 e. Subestação: Instalações das companhias transmissoras e distribuidoras. Ponto de conexão: Conjunto de equipamentos e materiais que se destinam a estabelecer a conexão elétrica entre dois sistemas. Tarifa verde: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano.

.

Gráfico 1.1 – Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo.1 – Tipos de carvão. Figura 3.2 – Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).3 – Reservatório geotérmico de alta temperatura.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica.4 – Geração de energia em usina maremotriz.2 – Consumo de energia elétrica por região em 2007.1 – Consumo de energia elétrica per capita em 2007. Figura 5. 27 30 33 23 26 26 32 41 47 56 81 85 87 89 95 111 123 133 134 135 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 155 .1 – Relação entre agentes e consumidores. Figura 5. Figura 5.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. Figura 2.3 – Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep). Figura 7. Figura 1.1 – Consumo de energia nuclear no mundo em 2007.4 – Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. Figura 8. Figura 9. Figura 1. ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1. Figura 9. Figura 2.1 – Anatomia da conta de luz.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil. Figura 6. reservas e usos.Índice Índice ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1. Gráfico 1. Figura 5.1 – Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3. Figura 9.1 – Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas).2 – Variação da radiação solar no Brasil. Figura 1.1 – Potencial eólico brasileiro.3 – Expansão da rede básica de transmissão.

Gráfico 5.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006.2 – Indicadores de qualidade – Média anual Brasil 23 24 39 43 43 45 45 47 51 52 56 65 68 71 78 83 84 85 88 93 93 94 94 107 108 111 119 120 121 123 124 131 132 156 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Gráfico 2.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável.5 – Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. Gráfico 2. 1995–2007.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 4. Gráfico 4. Gráfico 7. Gráfico 2.3 – Cenários IEA para energia nuclear no mundo.000 unidades) Tabela 1.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 5.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. Gráfico 5.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007).3 – Participação relativa da hidreletricidade no mundo. Gráfico 8. Gráfico 8.2 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível. Gráfico 2.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW).2 – Produção mundial de etanol. Gráfico 3.2 – Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006).1 – Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 – 2007). Gráfico 6.4 – Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. Gráfico 6.6 – Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W). Gráfico 3.3 – Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006.Índice Gráfico 2.1 – Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 9. Gráfico 8.5 – Projeção da capacidade instalada (MW). Gráfico 6.4 – Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8). Gráfico 5. Gráfico 7. ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1.2 – Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo. Gráfico 8. Gráfico 3.5 – Participação da energia nuclear na energia total produzida. Gráfico 8. Gráfico 2.3 – Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. Gráfico 4. Gráfico 9. Gráfico 7.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006.1 – Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1.1 – Matriz energética nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 5.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007.1– Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).1 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006).1 – Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos. Gráfico 6.

3 – Usinas de licor negro no Brasil Tabela 4.2 – Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep) Tabela 2.3 – Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Tabela 5.6 – Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Tabela 7. por localização (terra e mar).2 – Produção de gás natural em 2007 Tabela 6.1 – Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) Tabela 4.6 – Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica – situação em 2007 (MW) Tabela 2. 2004–2008 Tabela 3.5 – Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país Tabela 5.6 – Produtores de etanol (hm3) Tabela 4.2 – Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh Tabela 3. construção e outorgados Tabela 1.5 – Produtores de biodiesel (mil toneladas) Tabela 4.3 – Os principais encargos inseridos nas tarifas Tabela 1.1 – Produção de energia elétrica no mundo em 2006 Tabela 5.3 – Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 Tabela 3.6 – Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) Tabela 6.4 – As dez maiores usinas em operação.7 – Oferta interna de energia no Brasil Tabela 5.2 – Produção de biodiesel no Brasil (m3) Tabela 4.4 – Acréscimo anual da geração (em MW) Tabela 1.4 – Potência instalada em 2007 Tabela 5.3 – Consumo de gás natural em 2007 Tabela 6.4 – Produtores de bioenergia em 2005 Tabela 4.4 – Reservas provadas1 de gás natural. região e potência Tabela 4.2 – Os dez maiores produtores de petróleo Tabela 7.4 – Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.5 – Produção de gás natural no Brasil Tabela 6.3 – As dez maiores reservas de petróleo (2007) 27 34 35 36 40 40 44 46 48 54 55 55 57 66 67 67 69 70 70 73 78 78 79 80 83 88 96 98 98 99 100 101 109 110 111 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 157 .2 – Oferta primária de energia em 1973 e 2006 Tabela 5.1 – Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tabela 3. nas grandes regiões – Brasil.1 – Reservas de gás natural no mundo Tabela 6.Índice Tabela 1.5 – Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.1 – Consumo mundial de energia por combustível em 2007 Tabela 2.1 – Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Tabela 7.3 – Consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2. segundo Unidades da Federação Tabela 6.5 – Empreendimentos em operação.

2009 Mapa 3.Horizonte 2007 .4 – Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil – situação em novembro de 2008 LISTA DE MAPAS Mapa 1.1 – Empreendimentos futuros e em operação .1 – Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada .situação em novembro de 2008 25 29 31 58 59 72 97 114 139 112 113 120 120 122 122 124 125 135 135 137 137 158 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .novembro de 2008 Mapa 9.5 – Os dez maiores consumidores de petróleo Tabela 8.3 – Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006 Tabela 9.1 – Estrutura de produção e movimentação de gás natural .1 – Energia elétrica no mundo (2006) Tabela 8.Situação em outubro de 2003 Mapa 1.2 – Potência instalada por estado Mapa 4.4 – Reservas totais1 de petróleo.2 – Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9.2007 Mapa 7.Índice Tabela 7.3 – Sistema de transmissão . segundo Unidades da Federação – 1998-2007 Tabela 7.1 – Mapa das concessionárias de distribuição residenciais por R$/MWh Mapa 1.4 – Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) Tabela 8.5 – Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 Tabela 8.2 – Oferta de energia primária (2006) Tabela 8.6 – Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) Tabela 9.2 – Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .3 – Reservas mundiais de urânio (2007)* Tabela 8.2008 Mapa 3.1 – Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9. por localização (terra e mar).1 – Potencial hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .1 – Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008 Mapa 6.

gov. Eles foram extraídos do Banco de Informações da Geração (BIG). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 159 .br.aneel. desenvolvido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disponível no site www.Anexo Anexo Os dados constantes das páginas seguintes mostram o perfil do parque gerador de energia elétrica no Brasil em 11 de novembro de 2008.

6 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.6 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 Operação Sumaré .4 UHE Construção Bento Gonçalves .SP Operação Juiz de Fora .160 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada 14 de Julho UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Londrina .MG APE Outros Operação Porto Velho .SC Operação Rio de Janeiro .PR PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itaberaí .SP APE Fóssil Óleo Diesel 6400 Operação Ribeirão Preto .AM Teresina .Pampulha I Aeroporto de Belo Horizonte .MG Castilho .SP Tefé .RJ Maceió .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2700 Operação Itapetininga .AL Montes Claros .SBCP Aeroporto de Carlos Prates Aeroporto de Congonhas Aeroporto de Jacarepaguá Aeroporto de Joinville Aeroporto de Juiz de Fora Aeroporto de Londrina Aeroporto de Macaé Aeroporto de Maceió Aeroporto de Montes Claros .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Gás de Alto Forno Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Faxinal dos Guedes .SP APE Operação Belo Horizonte .MG APE 516 1106.Pampulha II Aeroporto de Belo Horizonte .Pampulha III Aeroporto de Campo de Marte Aeroporto de Campos .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Belo Horizonte .GO APE Fóssil Óleo Diesel Operação São Gotardo .RJ Construção São Paulo .PI Uberaba .SC APE Construção Inácio Martins .RS APE Fóssil Operação Jaboticabal .MG APE Operação Belo Horizonte .SP Operação Belo Horizonte .RJ APE APE PIE APE APE APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação São Paulo .Mário Ribeiro Aeroporto de Palmas Aeroporto de São José dos Campos Aeroporto de Tefé Aeroporto de Teresina .RS PIE 100000 3M Itapetininga 3M Ribeirão Preto 3M Sumaré Abaeté Abatedouro São Salvador Abílio Bornia Abrasa Atlas de Energia Elétrica do Brasil Abunã Açominas Adria Aeroporto de Bagé Aeroporto de Belo Horizonte .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3840 3840 2700 6400 516 1106.MG Operação Joinville .PR Macaé .MG Palmas .MG Uberlândia .TO São José dos Campos .4 11200 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 4110 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.Senador Petrônio Portella Aeroporto de Uberaba Aeroporto de Uberlândia Aeroporto de Urubupungá .SP APE Fóssil Operação Congonhas .MG Operação Campos dos Goytacazes .MG APE Fóssil Operação Bagé .

Cataratas Aeroporto Internacional de Navegantes .AM Campinas .RO Várzea Grande .Ministro Victor Konder Aeroporto Internacional de Pelotas Aeroporto Internacional de Ponta Porã Aeroporto Internacional de Rio Branco Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-Central Elétrica de Emergência CEE Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 09 Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 27 Aeroporto Internacional de Tabatinga Aeroporto Internacional de Viracopos .PB Porto Alegre .AC Operação Ponta Porã .MS Operação Pelotas .PR APE Operação Florianópolis .SP Guarulhos .MS APE Fóssil Operação São Paulo .AC APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Corumbá .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .Campinas Aeroporto Internacional Eduardo Gomes Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira Aeroporto Internacional Marechal Rondon.RS Confins .SC APE Operação Cruzeiro do Sul .CE Bayeux .SP Operação Rio Branco .MS APE Fóssil Operação Brasília .Terminal de Passageiros (TPS-1) Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Aeroporto Internacional Salgado Filho Anexo Aeroporto Internacional Tancredo Neves 161 .RS Operação Navegantes .RR APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Parnamirim .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto de Vitória UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Guarulhos .SC APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação Foz do Iguaçu .RN APE Fóssil Óleo Diesel 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Operação São José dos Pinhais .DF APE Fóssil Operação Boa Vista .MT Fortaleza .PR APE Fóssil Óleo Diesel 984 UTE Outorga Vitória .SBFL Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu .AM Porto Velho .SP APE Fóssil Operação Campo Grande .MG Operação Guarulhos .ES APE Fóssil Óleo Diesel 392 984 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Aeroporto Internacional Afonso Pena Aeroporto Internacional Augusto Severo (CUT) Aeroporto Internacional Augusto Severo (SCI) Aeroporto Internacional Augusto Severo (Sub-Estação Prédio Anexo Operacional) Aeroporto Internacional de Boa Vista Aeroporto Internacional de Brasília Aeroporto Internacional de Campo Grande Aeroporto Internacional de Congonhas .SP Tabatinga .SP Manaus .São Paulo Aeroporto Internacional de Corumbá Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul Aeroporto Internacional de Florianópolis .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .Cuiabá Aeroporto Internacional Pinto Martins .

PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1690 40 140 504 14040 14000 17000 10000 13050 4000 48 14000 23000 2760 13300 1600 1396200 1000 144 12500 4800 3568 1300 330000 16000 3000 4500 4000 4250 1300 330000 4800 1200 1396200 1000 144 2760 48 140 504 14683 14000 17000 Operação Ribeirão Preto .SP Outorga Alto Piquiri .MT PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jaciara .SC Louveira .MG Trindade do Sul .BA PIE Biomassa Operação Dianópolis .PB Sertãozinho .162 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE PCH PCH UHE CGH CGH UTE UTE PCH UTE UHE PCH PCH EOL UTE Outorga Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Operação Erechim .MT PIE Outorga Jaciara .SP APE Fóssil Óleo Diesel 288 Operação Rio de Janeiro .AL APE Fóssil Óleo Diesel 170 170 Aeroporto Santa Genoveva de Goiânia Aeroporto Santos Dumont Afasa Afuá Aga Te Agência de São José dos Campos .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .SP Outorga São Simão .SP Operação Novo São Joaquim .MG APE Operação São José dos Campos .Banco do Brasil S.MT Operação Monte Aprazível .RR SP Outorga Jaciara .MG Aiuruoca .A Agostinho Rodrigues Atlas de Energia Elétrica do Brasil Agro trafo Agrovale Água Bonita Água Branca Água Brava Água Clara Água Fria Água Limpa Água Limpa Multifase Água Limpa Água Prata Água Suja Água Vermelha (José Ermírio de Moraes) Águas Claras Águas Termais da Cascata Nazzari Agudos Agudos Ambev Aguti Ahlstrom Aimorés Aiuruoca Albano Machado Albatroz Albertina .RS Mataraca .TO PIE Operação Uiramutã .RS Agudos do Sul .PR PIE APE PIE APE-COM PIE APE APE PIE APE PIE COM PIE PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natual Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Dianópolis .PR Agudos .MT PIE Operação Tarumã .GO APE Fóssil Óleo Diesel 448 448 324 288 1675 UTE Operação Maceió .SP Operação Indiaporã .TO SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itabirito .RJ APE Fóssil Óleo Diesel 324 Operação Goiânia .SP Nova Trento .SP Aimorés .MT Outorga Jaciara .SP PIE Biomassa Operação Juazeiro .SP APE-COM Fóssil Óleo Diesel Operação Afuá .

ES PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Mirandópolis .000 5000 1680 27900 29000 Operação Teodoro Sampaio .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Araçatuba .PA APE Fóssil Óleo Diesel 4850 4960 4000 7400 2400 1600 3900 72000 2056 66000 Alcidia Alcoazul Alcomira Alcon Alcoolvale Alecrim Alegre Alegrete Alegria I Alegria II Além Paraíba 184 5188 Alenquer Alhandra Aliança 1000 2726 Almeirim Alphaville Alta Floresta 5000 30000 Alta Mogiana Alterosa Alto Araguaia 800 2544 15000 Alto Benedito Novo Alto Benedito Novo I Alto Chopim Alto da Boa Vista 2086.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Albrás UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UTE UTE EOL CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH PCH Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Alta Floresta D’Oeste .SC São João da Baliza .MG Água Clara .MS APE Biomassa Operação Conceição da Barra .RO São Joaquim da Barra .PA PIE Operação Além Paraíba .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 UTE Operação Barcarena .4 11800 10650 21.MT Benedito Novo .MT Alto do Rodrigues .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 7400 2400 20600 3900 72000 2056 66000 51000 100800 184 4225 5400 1000 2258 352 5000 60000 500 1200 2544 15000 20340 2086.RN São Desidério .SP Operação Almeirim .SP APE-COM Operação Aparecida do Taboado .MS Outorga Barueri .ES SP Óleo Combustível Operação Miracatu .AM Alto Araguaia .SP Santo Antônio do Içá .RR Alto Paraguai .PA Outorga Jataí .RN PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guamaré .RN PIE Operação Alegrete .000 163 .SC Benedito Novo .SC Palmas .PB PIE Operação Alenquer .MT Piedade do Rio Grande .RS PIE Fóssil Operação Alegre .PR Apiacás .4 11800 10649 21.000 5000 1344 Alto do Rodrigues Alto Fêmeas I Alto Irani Alto Jatapu Atlas de Energia Elétrica do Brasil Alto Paraguai (Pedro Pedrossian) Alto Rio Grande Anexo Alto Sucuriú 29.GO COM PIE APE SP PIE SP SP APE-COM / PIE PIE PIE SP APE SP PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Alhandra .MG APE Fóssil Fóssil Outorga Guamaré .BA Arvoredo .

MT Barra do Chapéu .RO Apiacás .SP SP Operação Amaturá .SP Construção Alta Floresta D’Oeste .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Alvarães .SC Manaus .MG Poços de Caldas .PA APE-COM Fóssil Óleo Combustível 103854 2238 4050 12000 1238 30000 21400 1112 1698 512 96000 26270 3600 22680 2080 1560 2832 8780 16500 21960 340 251540 30000 3148 125 808 1280 10000 3148 125 808 1520 10000 2080 1560 2832 4595 16800 20020 340 251540 1112 1698 512 Construção São Luís .MG Construção Guará .SC PIE Construção Angélica .RO PIE PIE SP PIE SP SP SP PIE APE SP PIE SP APE APE-COM APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Construção Angelina .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Guaranésia .MT Tamarana .164 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Altoé I PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UTE UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH PCH UTE PCH UHE PCH CGH UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Anori .RO COM 744 744 Altoé II Altos Alumar Alunorte Alvarães Alvorada Alvorada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Amaturá Americana Amparo Anajás Anamã Andorinhas Angélica Angelina (Ex-Portobello .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Americana .PA SP Fóssil Outorga Água Doce .MG Operação Santana do Jacaré .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Barcarena .AM Poços de Caldas .PR Operação Santos Dumont .MT Lacerdópolis .SP Chapadão do Sul .MA APE Fóssil Carvão Mineral 75200 40104 2238 4050 8000 1238 30000 Operação Altos .AM SP Fóssil Operação Anajás .AM Vilhena .MS PIE Operação Ijuí .RS COM Biomassa Bagaço de Cana de Açucar Operação Anamã .PI PIE Fóssil Óleo Diesel 13120 Operação Cerejeiras .Corredeira do Encano) Ângelo Cassol Anhanguera Anil Anna Maria Anori Antas I (Pedro Affonso Junqueira) Antas II Antônio Brennand (Ex-Alto Jauru) Antônio Viel Aparecida (UTM I) Bloco 1 e 2 Apertadinho Apiacás Apiaí Aporé Aprovale Apucaraninha .RO PIE 1100 1103 13120 CGH Operação Cerejeiras .MS Lucas do Rio Verde .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Alvorada d’Oeste .MG Araputanga .

MG Construção Dianópolis .CE SP Energia Solar Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Operação Nova Mamoré .RO PIE Fóssil Operação Caapiranga .MT PIE 4200 UTE Operação Apuí .CE Simões Filho .RS Aracaju .ES APE-COM Biomassa Licor Negro Operação Aracati .PB Santana do Araguaia .PR PIE SP APE COM PIE PIE SP APE PIE APE PIE APE COM PIE APE APE SP PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Mamoré .48 484150 18000 4440 544 Aracati Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Araguassu Aralco Arara Araras Araras Araras .MG Nova Ubiratã .MT Raul Soares .AC Novo Hamburgo .RO PIE Operação Varjota .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Apuí PCH EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH SOL UTE UHE PCH CGH PCH PCH CGH CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE EOL UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Operação Operação Aripuanã .48 484150 18000 4440 544 11400 19800 800 120 6660 4500 11070 3350 640 1179 1944 4600 940 4500 5310 Operação Itiquira .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Água Doce .PA Construção Caratinga .BA Assis Brasil .SP APE Biomassa Operação Porto Alegre do Norte .TO Operação Mambaí .AM Mataraca .RS APE-COM Biomassa Licor Negro Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Aracruz .RO Araucária Areal Areal Areas & Castelani Areia Areia Branca Aripuanã 800 120 Armando de Abreu Rios ARS Artivinco (anteriormente UTE Rio Pardo) 4500 Arvoredo Asfor 3350 640 1494 1944 4600 940 Asperbras Assis Brasil Associação Pró-Ensino Novo Hanburgo Atalaia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Atalaia do Norte Atlântica Anexo Atlas 6212 165 .SE Atalaia do Norte .SC Fortaleza .MT Santa Rosa de Viterbo .SP Arvoredo .CE PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Normandia . Antônio do Aracanguá .MT APE Biomassa Operação Guaíba .RJ Operação Araucária .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5350 5350 4200 Aquarius Aquibatã Araçá 32 11480 210400 47000 1200 4800 324 134 4000 20.MG Operação Areal .SC PIE 30000 32 11480 210400 57960 1200 4800 324 134 4000 20.AM SP Fóssil Operação S.GO Operação Santa Rita de Jacutinga .

BA APE Operação Camaçari .TO SP Óleo Diesel Outorga Caetité .MG Outorga Rio de Janeiro .SP Operação Presidente Figueiredo .460 143100 40400 140760 1540 432 720 379000 31800 13600 92000 8240 320 249750 20000 480 1222 1000 624 575 100 940 Operação Autazes .PA Seropédica .AM Boracéia . Bacell) Bahia Sul Baía Formosa Bainha Balbina Bandeirante Bangu Shopping Bannach Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Barcarena Barcelos Bariri (Alvaro de Souza Lima) Barra Barra Bonita Barra Clara Barra D Ouro Barra da Paciência .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Aveiro .Caetité Bagagem Bagre Baguari Bahia I .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Borba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 40 40 Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Aurora Autazes Autódromo Avante Aveiro Axinim Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ayapuá B BA 3 .RS PIE 24.RS SP Outorga Guaporé .BA PIE Construção Alpercata .MG PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Óleo Diesel Licor Negro Licor Negro Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bagre .MG PIE Fóssil Gás Natural 226000 226000 950 5266 UTE Operação São Paulo .BA PIE Operação Nova Lima .SP Tapiraí .166 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Auad Mingione UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE UTE CGH EOL CGH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UHE UHE PCH CGH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Bannach .SP Angelina .RN Operação Mucuri .PR Operação Baía Formosa .RJ Operação São Paulo .PE Açucena .PA SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ibiaçá .SC APE 950 Operação Ibirité .BA APE PIE APE SP APE / PIE APE SP PIE PIE SP PIE APE-COM PIE PIE COM PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Camaçari .RJ Barcarena .AM Operação Cantagalo .000 1000 624 405 100 940 192100 480 1222 140000 31800 108600 92000 40240 320 250000 20000 1300 720 385900 600100 2482 143100 40400 140760 1540 432 22000 2.MG APE Operação Beruri .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5266 Outorga Chapecó .SP Barra Bonita .PA SP Fóssil Operação Natividade .Camaçari Bahia Pulp (Ex.PA Barcelos .SC Água Preta .

SP Pontal .SP PIE Biomassa Operação Anita Garibaldi .SP São Paulo .MG PIE 39000 Barra do Rio Chapéu Barra dos Coqueiros Barra Escondida Barra Grande 698250 62900 824 5200 15800 933.8 2704 3150 11480 425 110000 3840 10200 1310 Outorga Rio Fortuna .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Barra do Braúna PCH UHE PCH UHE UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH PCH PCH UTE CGH UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Liberdade .CE Liberdade .SP Rio Negrinho .MA Pilar do Sul .MT PIE Biomassa Outorga Bento Gonçalves .PA SP Operação Barreirinha .MG PIE COM APE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE COM PIE APE APE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Barreirinha .AM SP Fóssil Fóssil Fóssil Outros Operação Barra do Bugres .MG Rio Doce .MT Outorga Xanxerê .SP APE Biomassa Operação Candói .AM SP Operação Santana do Araguaia .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18300 1320 2850 960 Barra Grande de Lençóis Barra Mansa Barra Barra Barracão Barralcool Barreira do Andirá Barreira do Campo Barreirinha Barreiro Barrinha Barro Preto Baruíto Barulho Basf Guaratinguetá Batalha Batalha Batatais 3900 308.8 2704 3150 11480 425 Batavo Batista Battistella Baturité Baú Baú I Bayer 3840 10200 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bazan Anexo BCP 1310 167 .GO PIE 90000 2250 690000 62900 824 5200 15800 933.SC PIE 15000 UHE Construção Laranjal .RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás de Alto Forno Operação Barra Bonita .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18000 1320 2850 960 52500 3900 308.MG Cristalina .GO Batatais .MG São Paulo .SP Paracatu .SC PIE Construção Cachoeira Alta .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .SP Operação Operação Nova Ponte .MG Guaratinguetá .MG Campo Novo do Parecis .SC Operação Belo Horizonte .SC Baturité .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Construção Saudades .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Lençóis Paulista .SP Balsas .

168 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Bebedouro UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UHE PCH PCH UTE UTE PCH PCH CGH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mafra .SP APE Fóssil Óleo Diesel 228 Operação Potirendaba .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 Operação Tanabi .PR Turvo .SP Operação Governador Valadares .MG Operação Mariana .PR Sarutaiá .AM SP Operação Manhuaçu .PI Nova Bassano .000 16000 80000 2582 1192 8000 800 40000 2582 460 8000 800 480 2000 237300 360 504 650 1502.SP APE Biomassa Operação Araxá .SC COM Operação Bento de Abreu .AM Turvo .AM SP APE APE-COM APE APE PIE APE APE SP PIE PIE PIE SP APE APE COM Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Benjamin Constant .TO Quirinópolis .SP Outorga Brejo Alegre .PR PIE Operação Pontal .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Manuel .MG APE Biomassa Operação Canutama .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São João .SP Operação Marília .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 65000 480 2000 237300 24.SP Operação Beruri .RJ Guadalupe .GO Boa Vista do Ramos .SP APE Fóssil Óleo Diesel 369 Operação Ribeirão Preto .AM SP Fóssil Operação Belmonte .SP APE Biomassa Operação Tabatinga .MG PIE 16020 Bebidas Ipiranga Bebidas Poty Bechara Nassar Frange Bela Vista Bela Vista Belco Belém do Solimões Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bellão & Schiavon Belmonte (Emergencial) Belo Monte Bem Brasil Benálcool Benedito Alto Benjamim Mário Baptista (Nova Sinceridade) Benjamin Constant Beruri BG Norte Petróleo Bicas Big Mais Supermercados Big Mart Biopav Bituva Blue Tree Park Angra dos Reis Boa Esperança (Castelo Branco) Boa Fé Boa Sorte Boa Vista Boa Vista do Ramos Boa Vista I Boa Vista II Boa Vista .RS Dianópolis .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3750 3750 369 228 9800 PCH Outorga Unaí .MG Operação Itaquaquecetuba .MG PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Benedito Novo .BA SP Fóssil Operação Santa Cruz das Palmeiras .SC Angra dos Reis .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 9800 29000 360 360 650 1502.

SC PIE Outorga Boituva .MG Brasilândia .MS Brasiléia .MT Guarantã do Norte .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Bom Jesus do Araguaia .MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jardim da Serra .MT PIE 30000 UTE Operação Boca do Acre .RS Faxinal dos Guedes .SP APE Fóssil Fóssil Construção Aracati .CE PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Simão Pereira .SP APE Biomassa Operação Bom Jesus do Galho .AC Barueri .SP Operação Marília .MG PIE Outorga Cornélio Procópio .MT Guarantã do Norte .PR PIE Outorga Aracaju .AM SP Fóssil Óleo Diesel 7641 7641 Bocaiúva Boituva Bom Jardim Bom Jesus do Araguaia 952 360 3600 Bom Jesus do Galho Bom Retiro Bompreço Supermercado Jardins Bonanza Bonfante 19000 Bons Ventos Bonsucesso Borba 5600 720 8000 12 324 1120 15000 10752 5180 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 10000 6078 1200 Bortolan (José Togni) Bortolo Carolo Bosque dos Chalés Bovimex Boyes Bracinho Braço Norte II Braço Norte Braço Norte III Braço Norte IV Braga Bragagnolo Brahma Branco Peres Brasil Verde Brasilândia Brasiléia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Brasilgráfica Anexo Brasília 10000 169 .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1380 30000 952 360 3600 368 9900 19000 50000 1267 5600 715 8000 12 324 1120 16500 9600 5300 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 18000 6502 1200 10000 Construção Brasnorte .AM SP Outorga Guarulhos .RJ Adamantina .SP Operação Sabará .DF Operação Piracicaba .MT Guarantã do Norte .SP Conceição do Pará .SP Brasília .SC Guarantã do Norte .SE APE Fóssil Operação Capivari .MG SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Borba .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Boca do Acre PCH UTE EOL UTE CGH UTE UTE PCH PCH EOL UTE UTE CGH UTE CGH UTE PCH UHE PCH PCH PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Schroeder .SC Rio de Janeiro .SP APE APE APE APE SP SP SP PIE PIE APE APE PIE APE APE PIE PIE APE SP Biomassa Fóssil Biomassa Outros Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas .MG Operação Pontal .MT Cristal do Sul .

BA APE Fóssil Óleo Diesel Operação Igaratinga .2 5000 800 13271 10000 2000 40 400 3825 2031 1000 30000 2700 2800 2700 2800 2031 1000 2000 40 30000 7 5000 800 13271 Operação Novo Progresso .RO Comodoro .170 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Brecha PCH UTE CGH PCH CGH UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH Outorga Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Buritis .PR Jaguariúna .SP APE Fóssil Operação Taió .SC APE Operação Brumado .PA APE-COM 640 Operação Breves .SP São Paulo .MS Outorga Sapezal .4 3600 11500 23000 1750 1360 UHE Operação Guaraciaba .RS APE Operação Guará .RS Alta Floresta .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 5070 Outorga Conceição do Mato Dentro .MT APE PIE SP COM PIE APE APE Operação Buritizal .MG APE Outros Fóssil Operação Canela .MG PIE 11000 8701 640 2900 680 12895 750 1600 800 1070.SP Operação Buritizeiro .MT PIE PIE APE APE SP PIE PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Casca de Arroz Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Independência .MG APE 2900 680 12895 750 1600 800 1070.MG Operação Água Clara .MG APE Operação Ponte Nova .SP Operação Buritizal .SP APE Fóssil Operação Hortolândia .4 3600 19200 23000 1750 1400 10000 30000 7.MG APE 12400 12400 Brejaúba Breves Brigadeiro Velloso III Brito Britos Brumado Bruno Heidrich Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bruno Heidrich Neto (Ex-Cachoeira do Rio do Rauen) BSH Continental Budai Buettner Bugres Bunge Araxá Bunge Guará Buricá Buriti Buriti Buriti Queimado Buriti Buritis Buritis / Fernandes Rivero Burro Branco Byk C & A Modas C&C Casa e Construção São Vicente CAAL Caapiranga Caa-Yari Cabeça de Boi Cabixi Cabixi II .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Taió .SC APE Fóssil Operação Jandira .MT Vilhena .AM Crissiumal .SP Alegrete .RS Caapiranga .RO Cruz Machado .SP São Vicente .RS SP Enxofre Óleo Diesel Operação Brusque .SP APE Operação Araxá .

5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 Cachoeira do Fagundes Cachoeira do Feijó Cachoeira do Lavrinha (São Patrício) Cachoeira do Oito Cachoeira do Pinheirinho Cachoeira do Rosário (Usina Carioca) Cachoeira dos Macacos Cachoeira dos Prazeres Cachoeira Dourada Cachoeira Escura Cachoeira Formosa Cachoeira Grande Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeira Grande Anexo Cachoeira Grande 20000 171 .SC Pará de Minas .GO Colatina .MG Outorga Lima Duarte .ES SP Operação Itamaraju .MT APE-COM Operação Manhumirim .6 22500 11120 13400 302 2560 9000 14800 900 11700 12000 1050 50 2340 21600 1840 472.6 Cabo Verde Caboclo Caburi Caçador Cachoeira 11120 7400 302 2560 Cachoeira Cachoeira Alta Cachoeira da Fumaça Cachoeira da Ilha Cachoeira da Lixa 14800 900 Cachoeira da Onça Cachoeira da Providência Cachoeira da Usina Cachoeira do Arari 1008 50 Cachoeira do Aruã Cachoeira do Brumado João Camilo Penna (Ex-Cachoeira do Emboque) 21600 1840 472.PA PIE APE PIE SP APE APE SP SP COM APE APE-COM APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Outorga Carolina .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cabo de Santo Agostinho CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH PCH CGH PCH PCH UTE CGH PCH UHE PCH CGH PCH CGH CGH PCH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Antônio Carlos .MG PIE Operação São Gabriel da Palha .MG Operação Raul Soares .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ouro Preto .MG APE 4160 679.MA PIE Operação Jaciara .MG Nacip Raydan .MG APE 300 UTE Operação Cabo de Santo Agostinho .MG Jequeri .MG Buritis .MA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jequeri .RO Antônio Dias .MG Operação Santarém .AL PIE Biomassa Operação Vilhena .RO SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Nova Bassano .PA Operação Cachoeira do Arari .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 20700 12300 10000 4300 Outorga Cabo Verde .BA PIE Outorga Carolina .MG Perdizes .ES Mafra .RS PIE Operação Parintins .MG Ouro Preto .PE APE-COM Fóssil Óleo Diesel 2000 2000 300 4160 679.AL Rianápolis .MG São Luís do Quitunde .MG Cachoeira Dourada .MG APE Operação Maceió .MG Canaã .

MG Camaçari .RO Itapetinga .AL APE Operação São Miguel dos Campos .000 346803 19000 2000 250400 607 7200 408 7500 1296 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 657 80400 675 Outorga Matriz de Camaragibe .GO PIE Óleo Combustível Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caconde .MG Porto Velho .MG PIE Operação Cachoeira da Prata .SP Carmo do Cajuru .MG APE 160 27000 675 45000 657 80490 65000 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 10000 607 7200 408 7500 1296 15000 19000 2000 250400 5256 346803 148000 150.AP Barra Longa .PA APE APE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE PIE APE PIE PIE SP PIE PIE Outros Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás de Alto Forno Gás Natural Gás Natural Gás Natural Óleo Combustível Óleo Combustível Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Júlio de Castilhos .SC APE Outorga Clevelândia .MG Bom Jesus do Itabapoana .PR APE 1840 2920 696 945 160 PCH Operação Itararé .172 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cachoeira Poço Preto PCH CGH CGH CGH PCH CGH UHE CGH UHE UHE UTE UTE UTE CGH CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Cubatão .AL PIE Biomassa Operação São Paulo .BA Dias d’Ávila .RS SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maceió .MG APE 696 Operação Guarapuava .RJ Operação Xanxerê .AL APE 945 Operação Barroso .BA Calçoene .MT APE Construção Alvarenga .RJ Sete Lagoas .SC Operação Itaúna .MG Operação Itaituba .BA Camaçari .BA Outorga Santa Maria Madalena .PR PIE Operação Tesouro .BA Camaçari .PA APE Fóssil Construção Caçu .SP APE Fóssil Operação Almeirim .SP APE-COM 4000 4000 Cachoeira Cachoeira Santo Antônio Cachoeira Serra D’Água Cachoeira Velonorte Cachoeirão Cachoeirinha Cachoeirinha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeirinha Caconde Caçu Cadam Caesar Park Hotel Guarulhos Caeté Caeté Cachoeira Cafundó Caima Caixão Caju Caju Cajuru Cajurú Calama Calçados Azaléia Calçoene Caldeirões Calheiros Calsete Camaçari Camaçari Ambev Camaçari Camaçari Muricy I Camaçari Pólo de Apoio I .BA Camaçari .SP PIE Operação Faxinal dos Guedes .

RR Operação Campos dos Goytacazes .AM SP Fóssil Outorga Campina Grande .SP Carmo de Minas .MT Aracati .080 340 9600 30000 13120 1941 114150 360 880000 4500 450000 30000 550 17000 1609.MG COM 910 910 200 4230 46000 Camargo Camargo Corrêa (Arrossensal) Camargos Camaruã Camburu Camen Cametá 429 50 494 Camifra I Camifra II Campina Grande Campinas 340 Campo Belo Campo Florido 30000 13120 1941 30000 360 880000 Campo Maior Campo Novo Campos (Roberto Silveira) Campos Novos Campos Novos Camurim Cana Brava 450.SC Operação Iracema .RO Canabrava do Norte .PR Lucas do Rio Verde .RS Cantá .MG Ariquemes .GO Paraguaçu Paulista .PB Cavalcante .RO Operação Campo Maior .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Camarão CGH PCH UHE UTE PCH UTE UTE CGH CGH UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UHE UTE CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH EOL UHE Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Construção Mataraca .SP Operação Abdon Batista .RS Candói .MG PIE Outorga Água Doce .000 30000 550 Canaã Canaã Canaã Canabrava do Norte 1609.MT PIE 4230 46000 100 30000 10000 429 50 494 169.MT Canela .RR Candiota .PR APE Operação Barreirinha .PB PIE Fóssil Outorga Abelardo Luz .6 42500 10 Canastra Canauanim Candiota III Candói 824 28000 Canoa Quebrada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Canoa Quebrada Anexo Canoas I 82500 82500 173 .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Itutinga .MG SP Operação Nortelândia .GO PIE Biomassa Outorga Caraguatatuba .AM SP Fóssil Outorga Morrinhos .SC APE Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Honório Serpa .6 44800 24 350000 824 28000 57000 Operação Camargo .RJ Operação Campo Novo de Rondônia .SC PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Manacapuru .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Tapauá .RS COM 200 CGH Operação Pedra do Indaiá .CE Cândido Mota .PI PIE PIE SP SP PIE PIE PIE PIE COM PIE SP SP SP PIE APE PIE PIE APE / PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Campo Florido .

174 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Canoas II PCH UTE PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Americana - SP Rio de Janeiro - RJ Seberi - RS Campo Novo - RS Carneirinho - MG Caconde - SP São José do Rio Preto - SP Barcelos - AM Fernandópolis - SP São José dos Campos - SP SP APE PIE Operação Americana - SP Operação Careiro da Várzea - AM Construção Mataraca - PB Operação Carauari - AM Operação Carangola - MG Operação Coronel Xavier Chaves - MG APE PIE SP PIE SP SP PIE APE-COM APE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Outorga Campina das Missões - RS APE Operação Caracaraí - RR SP Outorga Urucará - AM SP Fóssil Fóssil Operação Piedade dos Gerais - MG COM Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André - SP PIE Fóssil Operação Cajueiro - AL APE-COM Biomassa Operação Capixaba - AC PIE Fóssil Construção São Bonifácio - SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Porecatu - PR PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Passo Fundo - RS SP 4470 240000 210000 640000 12000 946 2400 18020 950 120 6272 953 1842 15000 5456 4500 2068 36160 1111120 3200 800 9000 24000 21600 552 60 3920 9000 552 60 3920 9000 3200 800 9000 24.000 2068 36160 6272 953 1842 15000 5456 946 2400 18020 950 Operação São Carlos - SP SP 4300 Operação Canutama - AM SP Fóssil Óleo Diesel 2080 Outorga Laranjal - PR PIE 18000 2080 4300 3760 240000 210000 640000

UHE

Operação

Andirá - PR

APE / PIE

72000

72000

Cantu 2

Canutama

Capão Preto

Capigui

Amador Aguiar I (Ex - Capim Branco I)

Amador Aguiar II (Ex - Capim Branco II)

Capivara (Escola de Engenharia Mackenzie)

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Capivari

Capixaba

Capricho

Capuava

Caquende

Cará - Açú

Caracaraí

Caraguatá

Carandaí

Carangola

Carauari

Caravela

Careiro da Várzea

Carioba

Carioba II

Carioca Shopping

Carlos Bevilácqua

Carlos Gonzatto

Carneirinho

Carrapatos

Carrefour Rio Preto

Carvoeiro

Casa de Força

Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Casca II UHE PCH PCH CGH CGH EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UHE UTE PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Lages - SC Virmond - PR Manacapuru - AM Panambi - RS Santa Gertrudes - SP Rio dos Cedros - SC Rio de Janeiro - RJ Conceição da Barra - ES Luís Antônio - SP Jacareí - SP São Francisco do Conde - BA Faxinal dos Guedes - SC Outorga Ipojuca - PE Operação Caucaia - CE Operação Nova Friburgo - RJ Operação Piracicaba - SP Operação Ribeira - SP Operação Ariranha - SP PIE APE APE SP PIE APE SP SP SP APE APE SP APE-COM PIE APE APE-COM PIE SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Pádua - RS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Altamira - PA SP Operação Careiro - AM SP Fóssil Fóssil Operação Colorado do Oeste - RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Colorado do Oeste - RO APE-COM Operação Colorado do Oeste - RO APE Operação Cassilândia - MS SP Outorga Água Doce - SC PIE Operação Chiapetta - RS APE Outorga Novo Barreiro - RS APE Construção Chupinguaia - RO PIE Outorga Mairiporã - SP APE 3900 7000 280 680 4800 500 1500 750 1480 6000 3425 130000 30000 4000 11480 1940 14760 750 4290 1300 430 784 3567 7400 4984 36000 32600 138680 185891 5400 Operação Chapada dos Guimarães - MT SP 12420

PCH

Operação

Chapada dos Guimarães - MT

SP

3520

3520 12420

Casca III

Cascata

Cascata Chupinguaia

Cascata do Barreiro

280 680

Cascata do Buricá

Cascata

Cassilândia

500 1844 750 1480 6000 3425 130000 9000 4000 11480 1940 14760

Castaman I (Enganado)

Castaman II

Castaman III

Castanho

Castelo dos Sonhos

Castro Alves

Catanduva

Catas Altas I

Caterpillar

Catete

Caucaia

Caulim

Caveiras

3829 1260 430 760 3567 7280

Cavernoso

Caviana

Caxambu

Cedasa

Cedros (Rio dos Cedros)

CEG

Ceisa (Ex-Disa)

5500 32600 139424 185891

Celpav II

Celpav IV

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I)

Anexo

Celso Ramos

5600

175

176 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Celucat UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UHE PCH UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Catanduva - SP Potirendaba - SP Guarulhos - SP Patrocínio Paulista - SP São José dos Pinhais - PR Chapadinha - MA Chapecó - SC Charqueadas - RS Chavantes - SP Cantagalo - RJ Chaves - PA Outorga Frutal - MG Operação Piracicaba - SP Operação São Paulo - SP Outorga Rio de Janeiro - RJ Operação São Paulo - SP APE COM APE APE PIE PIE PIE APE APE-COM SP PIE APE PIE PIE SP SP Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Resíduos de Madeira Carvão Mineral Operação Iguatemi - MS APE Operação Campinas - SP APE Operação Santa Cecília - SC APE Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Licor Negro Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Cecília - SC APE Operação Encruzilhada do Sul - RS APE Biomassa Operação Primavera - PE COM Resíduos de Madeira Operação Camutanga - PE PIE Biomassa Operação Primavera - PE COM Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Aracaju - SE APE Fóssil Gás Natural Outorga Santo André - SP PIE Fóssil Gás Natural 271830 2600 47,30 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 440 4000 360 25000 75000 40200 2100 16000 18000 29920 4000 72000 414000 1600 584 72000 414000 680 584 75000 40200 2100 16000 18000 4000 360 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 2600 Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Gás Natural 3200 Operação Belo Oriente - MG APE-COM Biomassa Licor Negro 100000 Operação Vargem Bonita - SC APE Biomassa Licor Negro 4900 4900 100000

UTE

Operação

Lages - SC

APE

Biomassa

Licor Negro

12500

37822

Celulose Irani

Cenibra

CENPES-Petrobrás

Central de Cogeração Capuava

Central de Co-geração Shopping - Aracaju

Central de Vendas em Informática

Central Ilha do Sul

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Central Mariquita

Central Olho D’Água

Central Pé de Serra

Central Termelétrica de Geração (Forjasul)

Central Usina I

Central Usina II

Centro Alternativo Campinas

Centro Oeste Iguatemi

Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo

Centro Tecnológico Usinaverde

Cenu

Cerba

Cerradão

Cerradinho

Cerradinho Potirendaba

Cesar Park Business Hotel/Globenergy

Cevasa

Chaminé

Chapadinha

Chapecó

Charqueadas

Chavantes

Chave do Vaz

Chaves

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Chibarro PCH CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH EOL EOL Construção Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Construção Construção Operação Operação Operação Operação Niquelândia - GO Ferreira Gomes - AP Coari - AM Sonora - MS Antônio Dias - MG Paraguaçu Paulista - SP Narandiba - SP Maringá - PR Codajás - AM Coari - AM Nova Lima - MG Mataraca - PB Mataraca - PB Operação Pirassununga - SP Operação Clementina - SP Outorga Caldas - MG Operação Giruá - RS Operação Catanduva - SP APE APE PIE APE APE APE-COM SP SP APE-COM PIE PIE PIE PIE SP SP APE PIE PIE Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Matão - SP APE Outorga Bebedouro - SP APE Operação Limeira - SP APE Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Operação Canoinhas - SC PIE Biomassa Outorga Pará de Minas - MG APE Biomassa Operação Marechal Deodoro - AL APE Fóssil Construção Campos de Júlio - MT PIE Gás Natural Carvão Vegetal Resíduos de Madeira Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Manaus - AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Chupinguaia - RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Vilhena - RO PIE Operação Itapejara d’Oeste - PR SP Outorga Coqueiral - MG APE 61 1980 1260 2570 17600 17000 3187,5 2000 4000 2000 5000 7000 4824 350 4000 11200 40 36000 67982 19310 800 10000 28200 40000 13000 5200 80 1944 4500 Outorga Imbé de Minas - MG PIE 3543

PCH

Operação

Araraquara - SP

SP

2600

2600

Chica Valadares

Chiquinho Barbosa

61 2080 1260 2570 11.200

Chopim I

Chupinguaia

Chupinguaia

Cidade Nova

Cidezal

Cinal/Trikem

3187,5

Cisam

Cisframa

4000 2300

Citrosuco

Citrosuco Bebedouro (Ex.Cargill Bebedouro)

Citrosuco

7000 4824 350

Citrovita Catanduva

Claudino Fernando Picolli

Clayton Ferreira

Clealco

11200 40 36.000 76952 19310 800

Clínica Rubens Luís Costa

CNT

Coaracy Nunes

Coari

Cobel

Cocais Grande

Cocal

28200

Cocal II

Cocamar Maringá

Codajás

5200

Codajás Mirim

Codorna

1944

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Coelhos I

Anexo

Coelhos II

4500

177

RJ PIE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natual Operação São Paulo .178 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Coelhos III EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Canoas .BA PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Medeiros Neto .SP APE-COM Fóssil Óleo Combustível 138172 Operação Florestópolis .Cresciumal Coinbra .RS SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ariranha .RO Outorga União .SP PIE Biomassa Operação Medeiros Neto .8 1620 Operação Mogi Guaçu .RO SP Fóssil Operação Tapera .MT Rio de Janeiro .RJ São Paulo .BA São Paulo .SP Operação Morrinhos .SP PIE Biomassa Fóssil Operação Colorado do Oeste .MG Outorga Concórdia .GO Operação Comodoro .SP Prudentópolis .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bebedouro .PR APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 Construção Mataraca .PI Operação Diadema .Frutesp Atlas de Energia Elétrica do Brasil Colino 1 Colino 2 Colombo Colorado Colorado do Oeste Colorado Combustol Comendador Venâncio Comodoro Complem I Component Comvap Conceição da Galera Concórdia Condomínio Canoas Shopping Center Condomínio Civit Pantanal Shopping Condomínio do Edifício Barão de Mauá II Condomínio E-Tower São Paulo Condomínio Shopping Center Lapa Condomínio Shopping Center Piedade Condominio World Trade Center Confluência Confresa Congonhal I .SC Operação Porto Velho .PR Confresa .ES APE-COM Fóssil Gás Natural 4915 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 3820 4648.SP Salvador .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Serra .8 368.SP APE Operação Guaíra .PB PIE 4500 4000 50500 EOL Construção Mataraca .Frutesp Coinbra .MT SP APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE PIE SP PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Itaperuna .MT Baependi .8 1620 8800 53 5000 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 20000 3902 1816 3902 1816 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 51 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 1600 4648.BA Salvador .PB PIE 4500 Coelhos IV Cofercatu Cogeração International Paper (Fases I e II) Cogeradora Biancogrês Coinbra .RS Cuiabá .BA PIE Operação Matão .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Leme .8 368.

SP Paranatinga .PR Operação Operação Triunfo .RS Campo Novo do Parecis .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Operação Pontes e Lacerda .MT COM Operação Palmital .SP Caldas .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Efluente Gasoso Gás de Processo Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pacaraima .MG COM 416 416 3688 440 800 Coniexpress Conquista Conrado Heitor de Queiroz Construtora F Rozental Contagem 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 2400 3600 1600 Contão Contestado Coocarol Coopercitrus .SP APE Fóssil Óleo Diesel 440 800 729.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Congonhal II UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH CGH PCH CGH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Angelina .MG Itaúna .PR APE Operação Rubiataba .MG Itaúna .Supermercado Barretos Cooperfrigo Coopernavi Cooper-Rubi Cooperval Copa D’Or Copatana Copebrás Catalão 14800 74400 6000 Copesul Coprodia Coqueiral Coraci 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1007 2000 340 520 Coroado Corona Coronel Américo Teixeira Coronel Araújo Coronel Domiciano Coronel João de Cerqueira Lima Coronel Jove Soares Nogueira (Ex-Benfica) Corredeira do Capote Corredeira do Noronha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Córrego Azul Anexo Córrego Fundo 179 .MT Promissão .GO PIE Operação Naviraí .MT Operação Catalão .MG APE Fóssil Gás Natural Outorga Duque de Caxias .GO Outorga Jutaí .SP Colorado .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Outros Outros Biomassa Operação Barretos .GO APE Fóssil Óleo Diesel 3688 CGH Operação Baependi .SC Muriaé .SC São Pedro do Turvo .PR APE Biomassa Operação Água Doce .MG Guariba .AM Operação Rio de Janeiro .SP APE Fóssil Operação Rondon .MS PIE Operação Promissão .60 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 18000 3600 1600 90 14800 74400 6000 3188 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1000 1723 340 520 10000 Operação Nerópolis .MG Água Doce .RJ APE SP APE PIE PIE PIE APE APE APE-COM APE PIE SP APE APE APE-COM APE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jandaia do Sul .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Contagem .SP Santana do Riacho .MG Ribeirão Branco .

RO Outorga Anori .MG PIE Biomassa Operação Campo Florido .GO PIE Construção Luziânia .MG APE Fóssil Operação Iturama .MG PIE Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marabá .MT APE-COM 1000 1000 144 CGH Outorga Campo Verde .000 24000 1440 27000 10000 Outorga Açucena .MG PIE 14000 680 375000 Operação Amambaí .MG Mangueirinha .MG Operação Belém .SP Operação Costa Marques .MS APE 144 Outorga Brasnorte .AL PIE Biomassa Operação Rio Claro .180 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Córrego Galheiros CGH CGH PCH CGH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE PCH PCH UTE UHE PCH PCH CGH UTE CGH CGH Outorga Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Construção Cotiporã .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Operação Luziânia .MS Crato .MT APE-COM 1000 1000 Córrego Santa Cruz Córrego São Luiz Corrente Grande Corujão Corumbá I Corumbá III Corumbá IV Atlas de Energia Elétrica do Brasil Corumbataí Coruripe Coruripe Energética .TO SP 680 375000 93600 127000 1700 32000 30000 24000 1440 27000 14000 19000 230 4570 75000 16000 1000 1145 19500 3340 2282 150000 11500 5000 400 13120 80 800 400 13120 80 800 3340 2282 4570 9360 16000 1000 1145 127000 1.SP APE Outros Outros Operação Arceburgo .PA Outorga Antonina .700 16.MT Alto Araguaia .MT Rio Casca .000 30.AM SP PIE APE PIE COM SP PIE APE SP PIE PIE PIE SP PIE APE COM Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Formoso .GO SP Operação Araguaína .PA PIE Operação Cubatão .RS Victor Graeff .MS Operação Piracicaba .GO PIE Operação Caldas Novas .MG PIE Biomassa Operação Coruripe .Filial Campo Florido Coruripe Iturama Cory Cosipa Cosipar Costa Costa do Ambé Costa Marques Costa Pinto Costa Rica Cotia Cotijuba Cotiporã Cotovelo do Jacuí Cotriguaçu Couto Magalhães Covanca Covó Coxim (Vitor Brito) Crato Cris Crisólita .CE Boa Ventura de São Roque .RS Cotriguaçu .PR Coxim .PR Crisólita .PR Operação Costa Rica .

SP APE Operação Volta Redonda .RJ Nova Monte Verde .RJ Parapuã .SP Anápolis .MT Operação São Gabriel da Cachoeira .PR PIE 4000 4000 85380 Cristiano Rocha Cristina Cristo Rei 960 Criúva Cromex 32 Cruz Alta Cruzeiro do Sul 18998 4000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1794 3520 1442 1047 30300 1360 320 CRV Crylor CST CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cucaú Cucuí Cuiabá Cujubim Culuene Curemas Curralinho Curuá Curuá-Una D Da Cascata Da Fazenda Da Ilha 26000 Da Mata Da Prata Da Serra 1000 2700 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Dacal Anexo Daia 44300 181 .SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Siderúrgico Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação São Paulo .PB Curralinho .MT Operação Cujubim .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Operação Serra .MG Paracambi .AM Operação Rio Formoso .RS Valparaíso .MT Antônio Prado .AM PIE Fóssil Óleo Combustível 85380 PCH Operação Manoel Ribas .GO PIE Biomassa Operação Cruzeiro do Sul .AC PIE Fóssil Outorga Água Doce .RS PIE Operação Campo Mourão .PA Santarém .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Caxias do Sul .PE PIE SP PIE PIE SP SP PIE PIE SP APE COM PIE PIE PIE APE COM APE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André .RO Operação Cuiabá .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cristalino UTE PCH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE UTE CGH UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Coremas .PA Nova Lima .PA Curuá .SP Prata .RJ APE-COM Operação Americana .ES APE Outros Operação São José dos Campos .MG Paracambi .SP APE Fóssil Operação Carmo do Rio Verde .MG PIE 3500 1800 23949 32 30000 18998 20000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1790 3520 840 1172 30300 1360 320 19500 26000 40000 15000 1000 2700 44300 Operação Manaus .GO Operação Paranatinga .PR APE Outorga Cristina .

SP Dianópolis .PR APE Operação Itápolis .SP APE Operação Presidente Alves .MG Divinópolis .PR APE Biomassa Operação Pitangueiras .182 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dalapria UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE CGH PCH UTE PCH UTE Operação Outorga Outorga Outorga Construção Outorga Operação Operação Operação Jaú .SP APE Fóssil Óleo Diesel 144 Operação Serra dos Aimorés .SP APE Biomassa Operação Reserva do Iguaçu .MT PIE 261000 4200 144 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 7000 2873 5500 PCH Operação Passos Maia .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Delta .SP Operação Colônia Leopoldina .SP Outorga Palma Sola .SC Operação Araçatuba .SP APE Biomassa Operação Marapoama .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bariri .SP Operação Dianópolis .Datacenter Dia Brasil Diacal II Diamante Diana Dianópolis Divigusa Divinópolis Divisa Do Atlântico Do Sal Dois Córregos .TO Divinópolis .MT Rio de Janeiro .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4200 Construção Aripuanã .SP APE APE APE COM APE APE PIE PIE APE PIE APE COM PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jussara .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 37000 2873 5500 2500 999 9500 490000 14013 3600 3600 999 Operação Gália .SP Operação São Paulo .MG Campos de Júlio .RJ Padre Bernardo .AL Operação Paraguaçu Paulista .GO Dois Córregos .TO Operação Guarulhos .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Porto Velho .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Operação Ibaiti .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caiuá .SP Avanhandava .SC APE 1440 1440 Dardanelos Dasa Davanti Decasa Della Coletta Delos Delta Atlas de Energia Elétrica do Brasil Demarcação Derivação do Rio Jordão Destil Destilaria Andrade Destilaria de Álcool Ibaiti Destilaria Guaricanga Destilaria Malosso Destilaria Melhoramentos Destilaria Paraguaçu Destilaria Porto Alegre Destivale Detofol DH&C Outsourccing S/A .

MG Outorga Arceburgo .MS Nova Andradina .MG COM Operação Santa Rita de Jacutinga .SP Chapadão do Céu .MS Manaus .SP Operação Nova Lima .MG APE Outorga Abadia dos Dourados .MG PIE Óleo Diesel Operação Santa Maria de Itabira .RJ Juruena .AM Várzea Paulista .RS COM Operação Agudo . Tito I Dr.MG Operação Santo Antônio de Posse . Henrique Portugal Dr.SP Cascalho Rico .MG COM Operação Nuporanga .MG Barueri .MG Guarapuava .MG APE Operação Marília .MG COM APE APE APE APE COM PIE APE APE-COM SP PIE PIE SP APE APE-COM SP SP APE Biomassa Biogás Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Outros Resíduos de Madeira Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Enxofre Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Arceburgo .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira 3000 1980 Dom Pedrito Dona Francisca 125000 990 632 2408 Dona Maria Piana Dona Mirian Dona Rita Dores do Guanhães Dori Alimentos 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 Dorneles Dourados Dourados Doutor Augusto Gonçalves Dr.2 1400 2744 560 12330 3300 2000 5800 12000 22000 121116 8988 296 19000 1192000 30 Outorga Dom Pedrito .SP Outorga São Gonçalo do Abaeté .330 3300 2000 5800 12000 0 120000 8988 296 19000 1192000 E E Nova Eco Vida Cajuru Ecoluz Editora o Dia Egídio Eirunepé Eldorado Eldorado Unidade Nova Andradina Electron (TG) Elekeiroz Eletrocéu Eloy Chaves Atlas de Energia Elétrica do Brasil Emborcação Anexo Energ-Biog 30 183 .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dois Vizinhos UTE UHE CGH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UHE UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Sacramento .RS PIE / SP 125000 990 632 2408 12000 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 448 1851.MG Operação Nova Lima .SP APE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .PR Rio de Janeiro .GO Espírito Santo do Pinhal .MG SP Operação Capão Bonito do Sul .RS COM Operação Flores da Cunha .MG COM Operação Itaúna .AM Rio Brilhante .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 12500 UTE Operação Dois Vizinhos . Tito II DTCEA-TRM Dulcini 1851 1400 2744 560 12.SP SP Operação Passa Tempo .MT Eirunepé .

PR PIE Fóssil Gás Natural Operação Pacatuba .SC Fernando de Noronha .000 54000 225 23400 28800 1000 2500 60000 1000 2500 225 49300 600 225 10000 5000 23700 14760 744 3609 9000 1000 Operação Carambeí .RS PIE Biogás Gás Natural Construção Júlio de Castilhos .SC APE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE SP PIE PIE Operação São Gonçalo do Amarante .PR Biomassa Resíduos de Madeira 5000 Outorga Joaquim Nabuco .SP PIE Fóssil Gás Natural Operação Balsa Nova .SC Operação Envira .PE PIE Biomassa Biogás 3775 0 5000 8592 5552 9199 30775 Outorga Joaquim Nabuco .SP PIE Fóssil Gás Natural 8592 5552 9119 30775 168800 1000 17000 13000 24438 3000 23700 14760 744 3609 9000 16200 10500 600 225 10000 5.PE Aquiraz .AM Operação Florianópolis .CE Bom Jardim da Serra .SC PIE Fóssil Outorga Salvador .CE Gouveia .AM PIE Fóssil Gás Natural Operação Mogi Guaçu .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 38040 8040 UTE Operação Nova Andradina .CE Operação Água Doce .CE Amontada .CE Olinda .CE PIE Fóssil Gás Natural Operação Jacareí .Salvador 1 Engevix-Blu 1 Engº José Gelásio da Rocha Enguia Pecém Entidade Religiosa Envira Eólica Água Doce Eólica Ariós Eólica Canoa Quebrada Eólica de Bom Jardim Eólica de Fernando de Noronha Eólica de Prainha Eólica de Taíba Eólica Icaraizinho Eólica Olinda Eólica Paracuru Eólica Praias de Parajuru Eólica-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho Eólio .184 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Energética Santa Helena UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL Construção Operação Construção Construção Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Aracati .RN Outorga Beberibe .MG Palmas .PR São Gonçalo do Amarante .Elétrica de Palmas Eólio-Elétrica São Gonçalo .SP APE-COM Outorga Silves .BA PIE Biomassa Construção Júlio de Castilhos .RS PIE Operação Pedreira .CE Beberibe .CE PIE Operação Pedra Preta .CE São Gonçalo do Amarante .MT PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Blumenau .MS APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 3200 3200 Energia Ambiental Energia Ambiental 2 Energy Green Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Atlas de Energia Elétrica do Brasil Enersisa Engenheiro Bernardo Figueiredo Engenheiro Ernesto Jorge Dreher Engenheiro Henrique Kotzian Engevix .PE Paracuru .

RR SP Fóssil Óleo Diesel 281 281 58400 80000 324 975 4800 6970 22200 5040 900 32010 Equipav Equipav II Ericsson Telecomunicações Erna Heidrich Ernestina Ervália Esmeralda Esmeril Espigão Espora Estação Ana Neri Estação Clube Atlético Ypiranga Estação Pedro II Estação Rua do Grito Estampotec 264 581 16400 555 17000 Ester Ester Estirão do Equador Estivas Estreito Estreito (Luiz Carlos Barreto de Carvalho) 1050000 1000 9800 1400 108800 Estrela Eucatex Euclidelândia Euclides da Cunha Euzébio Rocha (Ex Cubatão .MG Caucaia .SP APE Outorga São Paulo .Terminal Mercado Municipal F 3792 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fábrica da Wobben Windpower no Pecém Anexo Fagundes 4800 4800 185 .SP Passos Maia .SP Nova Lima .RS PIE Operação Ervália .SP Cubatão .SP SP Operação Barracão .GO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Espigão d´Oeste .PR Salto .RN Aguiarnópolis .RJ Operação Atalaia do Norte .SP Cantagalo .SP APE APE APE APE SP PIE PIE SP APE PIE SP PIE PIE COM APE APE PIE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Paulo .CE Areal .AM Operação Cosmópolis .SP Operação Guarulhos .TO Rifaina .SP Outorga São Paulo .CCBS) Evangelista 998 Expresso Tiradentes .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 58400 UTE Operação Rorainópolis .SP APE Outorga São Paulo .SP Palmas .RJ São José do Rio Pardo .SC São Paulo .RO COM Operação Patrocínio Paulista .RS SP Operação Taió .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Equador UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH PCH CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UHE UHE CGH UTE PCH UHE UTE CGH UTE PCH EOL PCH Operação Operação Operação Construção Outorga Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Arês .SC COM Operação São Paulo .MG SP Operação Ernestina .SP Operação Cosmópolis .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Aporé .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 80000 324 600 4960 6970 22200 5040 900 32000 67 67 67 62 264 581 46400 555 17000 1087000 1050000 1000 9800 1400 108890 249900 998 120 3972 600 Operação Promissão .SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Promissão .

MG Operação São Desidério .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 39400 4000 10000 2788 12 60 40 200 770 64 100 7.MG Feijó .25 3600 94 9600 120 900 28 2584 284 600 386080 9200 120 900 28 2769 284 600 386080 9200 144 24 10 40 200 770 64 100 8 450 16 Operação Faro .SC APE 900 900 240 954 39400 4000 10000 2788 12 UTE Operação Regente Feijó .RJ Buritizeiro .MG Operação Varginha .MG Outorga Porto do Mangue .AM Cantá .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 700 Operação Santana de Parnaíba .MT APE Operação Nova Lacerda .BA não Ident Fóssil Operação Juiz de Fora .MT APE Operação Alta Floresta D’Oeste .RS Outorga Grão Mogol .5 450 16 180000 24 10.MT APE Operação Aripuanã .RS Rio Claro .SP Erval Seco .MT PIE Operação Faxinal dos Guedes .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1200 1200 Fapar Farmalab Faro Fartura Faxinal dos Guedes Faxinal II Faxinal l Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fazenda Aquidauana Fazenda Cachoeira Fazenda Figueirão Fazenda Galera I Fazenda Galera IA Fazenda Jatobá Fazenda Jedai Fazenda Magna Mater Fazenda Maracanã Fazenda Nazaré Fazenda Nova Fazenda Pedra Negra Fazenda Riga Fazenda Santa Marta Fazenda Santa Sofia Fazenda Santana Fazenda São José Fazenda São Luiz Fazenda Tabua Feijó Feijoal Félix Pinto Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Ferradura .MG APE Óleo Diesel Operação Aripuanã .GO APE Operação Nova Lacerda .RJ Rosário Oeste .RN Operação Buritizeiro .AC Benjamin Constant .SC PIE Operação Mendonça .RO APE Outorga Formosa do Rio Preto .BA APE APE PIE APE APE PIE APE PIE APE COM APE PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Resíduos de Madeira Operação Piatã .186 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Fany CGH UTE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH EOL CGH CGH UTE CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Áurea .TO APE Operação Rio Verde .MT Duas Barras .MG Operação Buritizeiro .RR São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 240 Outorga Abelardo Luz .BA APE Operação Mateiros .

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Ferrari UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UHE PCH PCH PCH EOL UHE PCH UHE PCH UTE UTE Outorga Outorga Construção Construção Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Operação Pinhão - PR Águas de Chapecó - SC Cruzeiro do Iguaçu - PR Clevelândia - PR Coronel Domingos Soares - PR Beberibe - CE Caçu - GO Cruz Machado - PR Juquitiba - SP Bom Jesus do Itabapoana - RJ Guapiaçu - SP Taboão da Serra - SP Outorga Arapoti - PR Operação Uberaba - MG Outorga Guanhães - MG Operação Porto Velho - RO Operação Caucaia - CE Operação Maximiliano de Almeida - RS SP PIE PIE PIE APE PIE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE-COM SP APE APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Gás de Processo Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Operação Formoso - MG SP Outorga Aveiro - PA SP Operação Piraí - RJ SP Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Fonte Boa - AM SP Fóssil Operação Flórida Paulista - SP PIE Biomassa Outorga Grão Mogol - MG APE-COM Biomassa Operação Manaus - AM PIE Fóssil Operação Paragominas - PA APE Biomassa Operação Flor do Sertão - SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ponte Serrada - SC APE Construção Figueirópolis d’Oeste - MT PIE Outorga Alta Floresta d’Oeste PIE 1400 19.410 4800 16500 1250 14400 2520 55000 3550 131988 960 440 1118 346630 322 9000 24400 12000 1676000 855000 29072 29500 29800 25200 68400 8800 29500 4500 4944 400 Operação Figueira - PR SP Fóssil Carvão Mineral 160250

UTE

Operação

Pirassununga - SP

APE

Biomassa

Bagaço de Cana de Açúcar

41000

4000 20000 1400

Figueira

Figueira

Figueirópolis

Flor do Mato

4800 16500 1250 12.800

Flor do Sertão

Floraplac

Flores

Florevale

Flórida Paulista

15000 3550 130300

Fonte Boa

Fontes Nova

Fordlândia

Formoso

440 1000 346630 322

Forquilha

Fortaleza

Fortaleza do Abunã

Fortuna II

Fosfértil (Expansão do Complexo Industrial Uberaba)

24400

Foz da Anta

Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia)

1676000

Foz do Chapecó

Júlio de Mesquita Filho (Foz do Chopim)

29072

Foz do Curucaca

Foz do Estrela

Foz do Rio Choró

Foz do Rio Claro

Foz do Turvo

França

29520 4500 4944

Franca Amaral

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Frango Sertanejo

Anexo

Frascomar

187

188 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Frederico João Cerutti UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UHE PCH PCH UHE PCH UTE UHE UHE PCH PCH UHE UTE UHE PCH PCH PCH UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mariana - MG Nova Lima - MG Betim - MG Divinópolis - MG Ribeirão Preto - SP Caxias do Sul - RS Caxias do Sul - RS Paulínia - SP Assis - SP Confresa - MT Operação Jaguari - RS Operação Alpinópolis - MG Operação Santa Bárbara d’Oeste - SP Operação Itatiaia - RJ Operação Dores de Guanhães - MG Operação Ouro Preto - MG APE PIE SP APE SP PIE APE APE APE SP PIE COM PIE APE APE APE Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ubatã - BA SP Operação Lavras - MG PIE Operação São José do Rio Preto - SP APE Fóssil Operação Foz do Jordão - PR PIE Óleo Diesel Operação Foz do Jordão - PR PIE Operação Mariana - MG APE Construção Caiana - MG PIE Operação Ibiúna - SP APE-COM Operação Tangará - SC APE Operação Cachoeiro de Itapemirim - ES SP Outorga Frutal - MG Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Fronteira - MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2600 15000 8736 160 36400 4500 10000 180.500 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 57220 14000 9000 540 1500 11500 144 4032 11500 144 2032 10080 120168 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 9220 14000 9000 540 8736 160 36400 Outorga Pedras Grandes - SC APE Biomassa Biogás 42 2600 Operação Jundiaí - SP APE Fóssil Óleo Diesel 720 Outorga Barreirinha - AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 720

CGH

Operação

Seberi - RS

COM

1000

1000

Freguesia do Andirá

Frigor Hans

Frigorífico D talia

Fronteira

Frutal

Fruteiras

Fuganti

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Fumaça

Fumaça IV

Fumaça

Fundão

Fundão I

Funfarme

Funil

Funil

Funil

Funil

Funil

Furlan

Furnas

Furnas do Segredo

Furquim

G

Gabriel Passos

Gafanhoto

Galo Bravo

Galópolis

Galópolis

Galvani

Gama

Gameleira

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Garcia PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE EOL Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Construção Operação Construção Operação Muriaé - MG Goiandira - GO Goianésia - GO Aparecida de Goiânia - GO Goiatuba - GO Osasco - SP Duque de Caxias - RJ Itapecerica - MG São Paulo - SP Seara - SC Amparo - SP Gravatá - PE Gravatá - PE Operação Duque de Caxias - RJ Outorga Candeias - BA Outorga Candeias - BA Operação Rio Formoso - PE Operação São José da Laje - AL COM APE PIE PIE APE-COM APE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE APE APE APE PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Combustível Gás Natural Operação Pedras de Fogo - PB PIE Outorga Nova Lima - MG APE Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Fóssil Biomassa Operação General Salgado - SP APE Biomassa Outorga Alegrete - RS PIE Biomassa Operação Petrópolis - RJ APE Fóssil Operação Gavião Peixoto - SP SP Gás Natural Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Gaúcha do Norte - MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Manaus - AM APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação São Paulo - SP APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Andradina - SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Francisco de Itabapoana - RJ PIE 28050 44000 27 27 1970 4800 1063 5000 3800 6000 996 30000 160 4500 143840 148000 5160 13800 27000 10300 140000 46520 972 1058300 528 2720 11 184 480 4250 Operação Campo Novo do Parecis - MT PIE 29300

PCH

Operação

Angelina - SC

SP

8600

8920 29300

Garganta da Jararaca

Gargaú

Gasa

44000 27

Gaseifamaz I

Gaseifamaz II

Gaúcha do Norte

1970 4800 1063

Gavião Peixoto

GE Celma Ltda.

GEEA Alegrete

Generalco

3800

Geração Própria de Energia Elétrica - GPEE

Gerador de Emergência

Giasa II

30000 160 4500

Gibóia

Gindaí

Global I

Global II

Globo

5160 11360

Glória

Goiandira

Goianésia

10300

Goiânia II

Goiasa

46520 972 1058300 528 2720

Goodyear - Divisão Spiraflex

Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio)

Grafite

Grand Hyatt São Paulo

Granja Giombelli

Granja São José

184 480

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Gravatá

Anexo

Gravatá Fruitrade

189

190 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Grendene Fortaleza UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH UTE UHE UTE UTE CGH UTE CGH UHE UTE PCH CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Gurupá - PA Açailândia - MA Xanxerê - SC Palmital - SP Nova Friburgo - RJ Cubatão - SP Itacoatiara - AM Santa Maria do Herval - RS Capinzal - SC Jaci - SP Operação Operação Coruripe - AL Antônio Dias - MG Operação Santos Dumont - MG Operação Erval Seco - RS Operação Pontes Gestal - SP Operação Guaratuba - PR SP PIE SP PIE APE-COM APE PIE PIE APE-COM APE SP SP APE SP APE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Óleo Diesel Carvão Vegetal Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Colniza - MT SP Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Olímpia - SP PIE Operação Severínia - SP APE Biomassa Biomassa Operação Guaporé - RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pontes e Lacerda - MT APE-COM / PIE Operação Guajará - AM SP Fóssil Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Osasco - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Ribeirão Preto - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Prudente - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas - MG APE Fóssil Óleo Diesel 65 44 44 1296 464 1280 120000 667 9400 40.000 5800 1448 36000 12000 1760 5400 14312 140000 1690 10000 400 472 294 889000 7590 1520 387 900 1448 36000 12000 1760 4800 14312 140040 1603 10.000 400 472 294 889000 7590 1440 387 900 Operação Bauru - SP APE Fóssil Óleo Diesel 48 Operação Jaú - SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 768 Outorga Sobral - CE APE Fóssil Óleo Diesel 4500 768 48 65 44 44 1296 464 580 124200 667 9400 30000

UTE

Outorga

Fortaleza - CE

APE

Fóssil

Óleo Diesel

1500

Grendene Sobral

Grizzo

Grupamento de Navegação Aérea de Bauru

Grupamento de Navegação Aérea de Poços de Caldas

Grupamento de Navegação Aérea de Presidente Prudente

Grupamento de Navegação Aérea de Ribeirão Preto

Grupo Geradores Moore

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Guaianazes

Guajará

Guaporé

Guaporé

Guarani

Guarani - Cruz Alta

Guaraú

Guariba

Guaricana

Guariroba

Guarita

Guary

Guaxuma

Guilmam-Amorim

Gurupá

Gusa Nordeste

Hacker

Halotek

Hans

Henry Borden

Hermasa

Herval

Herval

Hevea-Tec

MT APE Fóssil Óleo Diesel 1080 UTE Operação Marília .SC Conquista .CE São Paulo .SP APE Fóssil Operação Ribeirão Preto .RS Campos de Júlio .AM SP Operação Nova Odessa .BA Fortaleza .SP APE Fóssil Óleo Diesel 252 252 1080 Hiperideal Honolulu Hospital Barra D’Or 1444 1666 208 648 1280 264 88 40 2000 8850 1000 1172 Hospital de Base Hospital Municipal Ipatinga Hospital São Francisco Hotel Hilton Morumbi Hotel Sofitel Hotel Tenda Hotel Vale do Jiquiriçá Hudtelfa I Humaitá Humaytá Hy-Line Iacanga Iauaretê 1310 7953 Ibirá Ibirama Ibitinga 131490 Ibituruna Ibrap 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1000 Igarapava Igarapé Iguatemi (Ex Santa Terezinha .MT Outorga Ibirama .SP Bom Sucesso .MG Juatuba .BA APE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Marília .CE Iguatu .MG Maringá .PE COM Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Humaitá .RS Eugênio de Castro .SP Entre-Ijuís .SP APE Fóssil Óleo Diesel 134 1444 1666 208 648 1280 564 88 40 2000 8850 1000 1172 12000 1310 7952.SP Operação Nova Granada .SP APE PIE SP APE PIE PIE PIE APE APE / SP SP APE APE APE PIE APE APE SP PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Ultraviscoso Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Bonito .5 21000 131490 30000 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1118 18700 Operação Cuiabá .SP APE Fóssil Operação São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio de Janeiro .PR Salvador .SC Operação Santa Rosa de Viterbo .AM Outorga Iacanga .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação São José do Rio Preto .SP Operação São Gabriel da Cachoeira .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .MG Urussanga .Iguatemi) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza Iguatu IGW/Service Energy Ijuizinho Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ijuizinho Anexo Ilha Comprida 191 .SP APE Fóssil Operação São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Ipatinga .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Hidrossol UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Ibitinga .SP APE Fóssil Fóssil Outorga Jiquiriça .

SP Aratiba .MG Rio Verde .SE PIE Biomassa Outros Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Operação Pereira Barreto .SP APE Fóssil Operação Candelária .SC COM Operação Indiavaí .SC Berilo .SP Operação Iperó .TO Itu .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Operação Rio Claro .AM Operação Mococa .AM Operação Ipixuna .MG PIE Operação Capela .000 27600 160 1450000 20.000 29064 160 1450000 19890 9000 Outorga Imbé de Minas .640 9000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 9200 14000 6082 9800 360000 30.SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Chapecó .PE Iracemápolis .SP SP 3444000 3444000 2560 UHE Operação Além Paraíba .SP PIE Biomassa Operação Sorocaba .SP APE Operação Ipatinga .MG PIE 2332 7000 1120 28000 1000 1440 Operação Barbacena .RS Itacoatiara .192 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Ilha dos Pombos UHE PCH PCH UTE UTE PCH CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UHE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Ipojuca .AM Itacoatiara .RS APE Fóssil Outorga Inhapim .SP APE APE-COM SP APE SP APE-COM APE SP APE PIE PIE SP APE PIE SP PIE Fóssil Biomassa Óleo Diesel Resíduos de Madeira Fóssil Óleo Diesel Operação Ipaussu .SP Iranduba .SP Operação Santo Antônio do Içá .AM Operação Descalvado .PR APE Fóssil Gás Natural 7000 1120 28000 1000 1440 6000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 5000 14000 6082 10000 360000 30.MG APE 2560 Operação Ilha Solteira .MG SP 187169 187169 Ilha Solteira Ilhéus Imbé I Imcopa Inapel Indiavaí Índio Condá Atlas de Energia Elétrica do Brasil Indústrial Cerâmicos Inhapim Inject Indústria de Injetados Inj-Tamp Interlagos Iolando Leite Ipatinga Ipaussu Iperó Ipiranga Ipiranga Ipiranga Filial Descalvado Ipixuna Ipojuca Iracema Iranduba Irani Irapé Irara Isamu Ikeda Isolet Itá Itacoatiara Itacoatiara .MT PIE Operação Guarulhos .GO Monte do Carmo .SP COM Fóssil Gás Natural Operação Araucária .AM Vargem Bonita .

PI Operação Itapiranga .AM Operação Jaraguá do Sul .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Tapiratiba .AM SP Fóssil Operação Glória .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 47000 47000 Itaguaçu Itaguassu Agro Industrial 4450.MG PIE Biomassa Outorga Aperibé .RS São Paulo .SP Novo São Joaquim .SP APE Biomassa Operação Foz do Iguaçu .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olímpia .4 3880 6300000 1200 2575 42501 195000 6000 1479600 789 450000 137600 1440 2172 4500 480 55 512 72 112 4200 9000 8700 15000 7300 512400 5475 6560 156000 4040 Outorga Boa Ventura de São Roque .MT Novo São Joaquim .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa de Viterbo .AM Operação Codó .4 3880 7000000 1200 2575 28000 Itaipava Itaipu (Parte Brasileira) Itaiquara Itamarati Itamarati Itaocara Itapagipe 6000 1479600 789 450000 Luiz Gonzaga (Itaparica) Itapeaçu Itapebi Itapebi Itapicuru 1440 2172 Itapiranga Itapissuma Itapocuzinho 480 Itapuru Itaquerê 512 72 112 4200 Itaquerê I Itaquerê II Itaqui Itararé Itatérmica Pernambuco Itatinga 15000 7300 512400 7300 6560 156060 Itaú Mooca Itaúba Itaúsa Itautinga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Itiquira (Casas de Forças I e II) Anexo Ituerê 4040 193 .SP São Paulo .PE Bertioga .RS Lages .MT Rio Pomba .SC Goiana .BA PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Urucurituba .SP Pinhal Grande .PR PIE 9000 UTE Operação Lagoa do Itaenga .MT APE-COM Biomassa Operação Itamarati .MT Itaqui .BA PIE Operação Itapebi .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itaenga PCH UTE PCH UHE UTE UTE UTE UHE UTE UHE UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH CGH CGH UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UHE PCH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Nova Europa .SP Manaus .AM Itiquira .SE APE Fóssil Óleo Diesel 4450.SP PIE Operação Nossa Senhora do Socorro .MA APE SP APE COM SP APE APE APE PIE PIE APE SP APE SP APE APE APE-COM APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Biomassa Casca de Arroz Fóssil Óleo Diesel Outorga Itapebi .MG Outorga Beruri .BA SP Óleo Diesel Operação Itapagipe .SC Outorga Fronteiras .

PR Sengés .MG SP 2082000 2280000 Itumirim Itupararanga Itutinga Ivaí Ivan Botelho I (Ex-Ponte) Ivan Botelho II (Ex-Palestina) Ivan Botelho III (Ex-Triunfo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ivo Silveira Izidrolândia J.RS SP 768 24300 12400 24400 2500 280 1600 3800 600 10 440 10500 2600 1417 10500 4600 2800 2410 180000 350200 720 424000 101540 11800 27600 2200 2400 7902 720 424000 101540 11800 27600 1760 2400 4600 2800 2410 180000 1417 Operação Itutinga .RR SP Fóssil Fóssil Operação Bauru .SP Sengés .SP APE Biomassa Operação Alta Floresta D’Oeste .SP APE-COM Biomassa Operação Dobrada .SP Jacareí .SP Operação Jaciara .RO PIE Fóssil Operação Campos Novos . J. G.SP Jaguarari .AM SP Operação Bonfim .RS Jacutinga .RO Salto do Jacuí . Pilon J.MG SP 52000 Operação Votorantim .RS Charqueadas .PR Jaguariúna .SP PIE SP PIE APE APE-COM PIE SP PIE SP SP PIE SP SP APE APE PIE Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Carvão Mineral Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Dores de Guanhães .SC SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Astolfo Dutra .MT Operação Jacarezinho .SP APE-COM 55000 Outorga Aporé .PA Construção Brotas .MG PIE Operação Guarani .SP APE Fóssil Operação Cerquilho .194 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itumbiara UHE UHE UHE CGH PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE CGH UHE UTE UHE UHE PCH PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .MG PIE Operação Descoberto . L.MG Rifaina .MG PIE Operação Júlio de Castilhos .PR Construção Jacareí .GO PIE 50000 56170 52000 700 24400 12480 24400 2600 280 1600 3800 600 10 440 UHE Operação Araporã .BA Pedreira .SP Operação Jacareacanga . Shayeb Jacamim Jacaré Jacaré Jacaré Pepira Jacareacanga Jacareí Jacarezinho Jaciara Jaci-Paraná Jacuí Jacuí Jacutinga Jaguara Jaguarari Jaguari Jaguari Jaguaricatu I Jaguaricatu II Jaguariúna .MG PIE Operação Manacapuru .

RO São Luís do Quitunde .000 Jangada II Japungu Japurá Jaraqui Jararaca Jardest Jari Celulose Jataí Jatiboca Jatobá Jauru 121500 36200 JB Jesuíta Jesus Soares Pereira (Ex .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação General Carneiro .PE Operação Indiavaí .AM PIE Fóssil Operação Japurá .SC Capivari de Baixo .SC Capivari de Baixo .PR APE Outorga Santa Maria Madalena .MT Operação Vitória de Santo Antão .MT Outorga São Desidério .RO PIE 20010 UTE Operação Goianésia .000 3800 11000 121500 36200 22300 367920 3300000 27400 3500 19000 1548 100 3000 951 8400 1550 232 232000 262000 363000 Outorga Ariquemes .SC Bom Despacho .MG Poço Fundo .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Almeirim .SP Campo Belo do Sul .MG APE Operação Jataí .AL São José do Rio Pardo .SC Operação Alto do Rodrigues .RJ PIE 17280 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jalles Machado PCH PCH CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Porto Velho .AC Capivari de Baixo .SP APE Biomassa Operação Nova Roma do Sul .PR Juiz de Fora .PB PIE Biomassa Outorga General Carneiro .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santa Rita .BA PIE APE-COM / PIE PIE PIE PIE SP PIE APE PIE APE-COM APE APE APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Carvão Mineral Carvão Mineral Outros Gás de Alto Forno Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Urucânia .SP Jordão .PA PIE Biomassa Operação Jardinópolis .MG Pilar do Sul .MG João Neiva .RN Outorga Campos de Júlio .Vale do Açú) 367920 3300000 27400 3500 Jirau Jitituba Santo Antônio João Baptista de Lima Figueiredo João Borges João de Deus 1548 100 João Franco João Neiva Joaquim Fernandes Luiz 951 8400 1550 254 232000 262000 363000 Joasal Jorda Flor Jordão Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Anexo Jorge Lacerda IV 195 .RS PIE Bagaço de Cana de Açúcar Licor Negro Operação Manaus .ES General Carneiro .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 50000 50000 Jamari Jambo Jangada I 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.

MT APE Operação Barra do Bugres .BA COM Operação Juiz de Fora .SE APE Outorga Igrapiúna .SP Operação Rorainópolis .SP APE Fóssil Óleo Diesel 142 142 Josapar Josapar Itaqui Juazeiro do Norte Juba I Juba II Juba IV Jubinha II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jubinha III Juçara Jucu Juína Juiz de Fora Juliana I Juliana II Junco Novo Jundiá Junqueira Jupiá (Eng° Souza Dias) Juruá Juruena Jurumirim (Armando Avellanal Laydner) Jurumirim Jurupará Juruti Justus Jutaí Kaiser .Feira de Santana Karapanã Kawakami Kawakami Tupã .RR SP APE SP SP SP PIE PIE APE PIE APE SP APE APE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Capela .6 4840 2650 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.CE PIE Fóssil Óleo Diesel 14760 Outorga Itaqui .PR Jutaí .196 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jornal da Cidade UTE UTE UTE UHE UHE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UHE PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Rio Casca .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 8000 UTE Operação Bauru .MG PIE Fóssil Operação Juína .82 97750 18000 7200 1690 432 3279 1600 1600 300 208 208 300 208 208 7200 1675 400 3279 1600 4840 2648 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.MG Ibiúna .SP Operação Cerqueira César .AM Araraquara .SP Juruti .MT Operação Juruá .82 97700 Operação Juazeiro do Norte .Araraquara Kaiser .AM SP Fóssil Outorga Barra do Bugres .SP Operação Juruena .MT PIE Outorga Tangará da Serra .SP Feira de Santana .ES SP Outorga Coari .MT APE 42000 42000 7480 15980 4080 429.RS PIE Biomassa Casca de Arroz 6000 14760 42000 42000 Outorga Pelotas .MT SP Gás Natural Operação Domingos Martins .SP Tupã .MT PIE Operação Barra do Bugres .BA COM Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Igrapiúna .BA São Félix do Xingu .PA Marília .PA Inácio Martins .AM Operação Castilho .MT PIE Óleo Diesel Outorga Barra do Bugres .SP Operação Igarapava .

SP Lavrinhas .RR SP PIE PIE COM PIE SP PIE COM SP SP PIE APE APE-COM APE SP PIE SP APE Biomassa Licor Negro Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Beruri .TO Wanderlândia .MG Passa Quatro .PR PIE Biomassa Licor Negro 113250 113250 33745 Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Klabin Piracicaba Klotz Campo Grande II Klotz Corumbá Kopenhagen Lábrea 6300 1776 680 28000 4950 3992 2000 Lageado Lages Lages Laginha .PR Linhares .SP Macatuba .GO COM Operação Cristalina .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Piracicaba .PE Rio de Janeiro .AM SP Operação Ipameri .TO Construção Aracati .SP Laranjal do Jari .MG SP Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Operação Lajeado .8 26 3230 25.600 200 902500 2070 Laje Luís Eduardo Magalhães (Lajeado) Lajes Lajinha Lamins Laranja Doce 720 8675 Laranjal do Jari Laranjinha Lasa 3200 5088 4480 332 Latasa Latasa Santa Cruz Lavrinha Lavrinhas Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lençóis 1680 Anexo Lençóis Paulista 21700 197 .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Klabin UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL PCH CGH UHE PCH PCH CGH CGH UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação São José da Laje .TO Monte Carmelo .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Barueri .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Corumbá .CE Operação Caracaraí .ES Cabo de Santo Agostinho .SP Operação Dianópolis .AL Miracema do Tocantins .Matrix Lago Azul Lago Azul Lago do Beruri Lago Grande 26 Lagoa do Mato Lagoa Grande 25.RJ São Miguel Arcanjo .TO SP Operação Lábrea .AL PIE Biomassa Operação Lages .AP Nova Fátima .GO COM Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação União dos Palmares .SC APE Biomassa Licor Negro 33745 UTE Operação Telêmaco Borba .SP APE Fóssil Gás Natural 15045 242590 176000 480 6300 1800 680 28000 4950 3992 2000 64.600 200 902500 2060 1600 848 720 8675 3240 3200 5088 4480 332 30000 1680 25700 Operação Otacílio Costa .SP Lençóis Paulista .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Campo Grande .MG Martinópolis .SC PIE Biomassa Operação Coromandel .

PR COM Operação Itaí .RS APE Construção Dois Lajeados . Reis Mac Loren Máquinas para Agricultura Macabu Macaco Branco Macaíba (Ex Termo Toalia) Macau Maceió Machadinho .MS PIE Outorga Lagoa da Prata .AM SP Fóssil Óleo Diesel 1425 Operação São José do Rio Pardo .SP Itajaí .PR Operação Lucélia .SC Operação Luciára .RS PIE Operação Ijuí .SP PIE 32000 32000 1425 220 320 13500 UTE Operação Limeira do Oeste .SP Trajano de Morais .198 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Limeira do Oeste UHE UTE CGH UTE PCH PCH CGH CGH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UHE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Piracicaba .CE Maximiliano de Almeida .AM SP Fóssil Óleo Diesel 320 13500 19500 1000 50 2000 1380 612 650 60000 90000 720 35700 25500 948 30000 418.MG Operação Três Lagoas .MG COM 220 Operação Japurá .MG PIE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Outorga Xanxerê .SP Lençóis Paulista .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Teresópolis .119 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 235800 1140000 1140000 948 30000 258319 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 720 15700 1000 50 2000 1380 612 650 Outorga Canaã .SP Macaíba .RJ Campinas .RN Itapipoca .RS Operação Itajubá .AP SP Outorga Rio Brilhante .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 5000 Limoeiro (Armando Salles de Oliveira) Limoeiro Limoeiro Lindóia Linha 3 Leste Linha Emília Linha Granja Velha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lito Mendes Lobo Londra Lontras Lontras Louis Dreyfus Lagoa da Prata Louis Dreyfus Rio Brilhante Lourenço Lucélia Lúcia Cherobim Luciara Ludesa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Luiz Dias Luiz Queiroz Lwarcel M.SP PIE PIE SP PIE PIE SP PIE APE APE APE SP SP PIE APE PIE APE-COM / SP Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Calçoene .MT Outorga Lapa .SC Garça .SP APE Biomassa Operação Itirapina .RN Macau .MS Operação Abelardo Luz .RJ APE Operação Erval Seco .RS APE Operação Itacoatiara .SC APE-COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Clevelândia .

RO PIE Fóssil Óleo Diesel 8958 8958 Machadinho I Machado Mineiro 1720 120 2880 750 4000 36 320 Mactronic Eletrônica e Hidráulica Madame Denise (Cachoeira do Furado) Mãe Benta Mafrás Maici Mak de Jacareí Supermercado Malagone Maloca Araçá do Amajari 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Niquelândia .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacareí .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Amajari .PE Guaíra .AM Manaus .RR Operação Bonfim .SP APE Fóssil Operação Porto Velho .RR Operação Amajari .8 24 6 320 320 24 352 Maloca Boca da Mata Maloca da Bala Maloca da Raposa Maloca do Araçá Maloca do Manoá Maloca Flexal Maloca Guariba Maloca Malacacheta Maloca Moscow Maloca Santa Rosa Maloca São Marcos Maloca Trairão Maloca Três Corações Maloca Vista Alegre Mambaí Mambaí II Manacapuru 15550 2100 85380 Manaquiri Manauara Atlas de Energia Elétrica do Brasil Mandacaru Anexo Mandu 25000 25000 199 .RO PIE Fóssil Operação Ibirama .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Machadinho do Oeste PCH PCH UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE EOL UTE Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Bonfim .RR Amajari .RO PIE 10500 UTE Operação Machadinho D’Oeste .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Águas Vermelhas .RR Operação Normandia .GO Manacapuru .MG PIE 1720 120 2880 750 4000 36 320 19000 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.RR Boa Vista .GO Sítio D’Abadia .RR SP Operação Normandia .8 24 6 320 320 24 352 12000 15550 2100 85380 4250 Outorga Machadinho D’Oeste .AM Gravatá .RR SP Operação Pacaraima .SP Operação Cantá .RR Operação Normandia .RR Sítio D’Abadia .GO APE Operação Taquaraçu de Minas .AM Manaquiri .RR Pacaraima .MG APE Operação Garça .RR Boa Vista .RR SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE SP SP PIE PIE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Normandia .RR SP Fóssil Construção Uberlândia .RR Amajari .

MG Operação Uberlândia .RS Cabeceira Grande .MG Mataraca .000 73712 13120 352 15580 26100 476000 673 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 2023 180500 2880 24000 352 4500 416 1200 416 478000 565 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 923 180500 2880 13120 Operação Maraã . Macaé Merchant) Marituba Marmelos Marmelos III Marombas Marombas Martins Martins Goodyear Martinuv Marzagão Mascarenhas Mata Cobra Mata Velha Matadouro e Frigorífico Paladar Mataraca Matipó Mat-Prima .MT PIE / SP 210000 Operação Manoel Urbano .MG SP Óleo Diesel Outorga Domingos Martins .SP Vilhena .MG SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marechal Thaumaturgo .MG Jaguaraçu .MG Aimorés .AC PIE Fóssil Operação Ibiraci .AC PIE Fóssil Óleo Diesel 1086 1169 210900 2050 46820 56.MG Operação Igreja Nova .200 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Manicoré UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UHE UTE UTE PCH CGH CGH CGH PCH UTE CGH PCH UHE PCH PCH UTE EOL CGH UTE Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Operação Barueri .AL PIE SP APE APE APE SP APE COM APE SP SP PIE APE PIE APE APE Outros Gás de Alto Forno Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Macaé .SP Operação Juiz de Fora .RS PIE Outorga Amparo .PI PIE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga São Gonçalo do Amarante .SP APE Fóssil Operação Teresina .MG Carazinho .8 168.MG Operação Curitibanos .RJ PIE Operação Fronteira .PB Matipó .RO Sabará .SC Operação Curitibanos .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maracaí .8 UTE Operação Manicoré .ES PIE Outorga Braga .AM SP Fóssil Óleo Diesel 6450 6450 Manoel Urbano Manso Maraã Maracaí Maracanã Maracanaú Maracanaú II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Marambaia Marchiori Marco Baldo Marechal Floriano Marechal Mascarenhas de Moraes (Ex-Peixoto) Marechal Thaumaturgo Marimbondo Mário Lago (Ex.SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 46820 56.AM SP Fóssil Óleo Diesel 2050 Operação Chapada dos Guimarães .MG Divinópolis .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Outorga Maracanaú .SC Operação Campos do Jordão .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Normandia .

SP Operação Dias d’Ávila .PR Miraí .SP APE Outorga Raul Soares .AM Jaqueira .SP APE APE APE APE APE APE APE PIE APE APE PIE SP APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Biomassa Gás Natural Resíduos de Madeira Operação Tabaporã .MS União da Vitória .SP Campo Grande .MG Parintins .6 3750 1825 18000 360 96 192 80 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 7200 Operação Manicoré .MG APE Outros Gás de Alto Forno 1200 2350 Matupí Mauá Mauá (UTM-II) Blocos 1 a 4 552564 7350 1280 16400 Maués Maurício MB Meio do Mundo Melgaço 720 1000 8480 Melissa Mello Melo Viana Menu 3000 154 3750 1850 18000 360 96 192 Mercedes I e II Merck Mercocítrico Metalurgia Caraíba Metalúrgica Mococa Michelin Micro Central Hidrelétrica Major Microturgn Miguel Forte 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 Miguel Pereira Millennium Millennium Miranda MMCH Córrego da Cava Mocambo Moças Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Moema Anexo Mogi-Guaçu 7200 201 .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Mat-Prima II UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE CGH UTE EOL UHE CGH UTE CGH UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Ibaté .PE Campo Grande .MG APE Operação Corbélia .MT Operação Mococa .MS Orindiúva .SP PIE Biomassa Operação Leopoldina .SP Mogi Guaçu .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2350 UTE Outorga Divinópolis .PR SP Operação Melgaço .AP PIE Fóssil Operação Morro Agudo .SP PIE PIE PIE Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .SP Operação Campinas .MT APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Guararapes .PR PIE 361000 552564 7350 1280 16400 153000 720 1000 10685 9660 3000 153.PB Indianópolis .PA SP Fóssil Outorga Santana .BA Operação Santa Rosa de Viterbo .MG Camaçari .MG Varginha .BA Mataraca .MG PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Preto .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Manaus .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Maués .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Ortigueira .

RS PIE 67000 15000 4225 18600 7360 4800 130000 30000 5475 137600 25000 680 5520 320 85 1450 30000 900 1342 240 8200 400000 700000 45800 1190 9990 22500 2400 2400 45800 1163 8200 400000 680 5520 320 85 1450 30000 340 1342 5475 7360 4800 130000 4563 Operação São Carlos .202 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Moinho PCH UTE CGH UHE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH UTE UTE PCH CGH UTE UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH EOL Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Campos Belos .SP Operação Luís Antônio .BA PIE Fóssil Operação Almeirim .PA PIE Fóssil Outorga Anta Gorda .MG Fortaleza .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 22000 600 Outorga Barracão .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Conceição do Mato Dentro .PA Muaná .PR Delmiro Gouveia .SC Operação Guarulhos .CE Operação Arenópolis .PA Água Fria de Goiás .MG APE Outorga Areal .GO Operação São Paulo .RS APE 270 270 Moinho Monções Monjolinho Monjolinho Monjolo Monte Alegre Monte Alegre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Monte Alto Monte Belo Monte Claro Monte Cuco Monte Dourado Monte Pascoal Monte Serrat Monteiros Moreno Morillo Morro do Cruzeiro Morumbi Shopping Mosquitão Mosquito Motorola SP Moura Mourão I Moxotó (Apolônio Sales) MPX MRN UG II Muaná Muçungo Mucuri Mucuripe .RJ PIE Operação Monte Alegre .RS PIE Operação Alta Floresta D’Oeste .CE Oriximiná .MG APE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Construção Simão Pereira .GO Jaguariúna .AL Caucaia .SP SP 600 Outorga Monções .RS PIE 13700 CGH Outorga Novo Tiradentes .SP Operação São Ludgero .SP Barcelos .MG PIE Outorga Eunápolis .RO PIE Operação Passos .MG PIE Construção Faxinalzinho .RS PIE Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Bento Gonçalves .GO Carlos Chagas .AM Campo Mourão .SP APE APE COM APE PIE SP APE SP SP SP PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Candeias .

PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Platina .RO PIE Fóssil Operação Uiramutã .SP APE Fóssil Óleo Diesel 972 972 2000 504 8000 25000 200 Müller Destilaria Mumbuca Munguba Muniz Freire Murituba Murta Museu da Água 386 72 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 Mutum Mutum Paraná Napoleão Nardini Nazaré Nazária Neblina Negro de Fumo Neiva Nerinha Nestlé Nestlé Araraquara Nestlé SJ Rio Pardo Nhandu Nilo Peçanha 378420 Ninho da Águia Nitro Química 12000 3200 1000 1220 Nobrecel Noidore Normândia Noroeste Paulista Norte 3898 868925 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Norte Fluminense Anexo Norte Shopping 3750 203 .SP PIE Operação Normandia .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Muniz Freire .MG São Paulo .PI PIE Operação Porto Velho .RO PIE Operação Vista Alegre do Alto .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Müller UTE UTE UTE UHE UTE UHE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Araraquara .RJ Rio de Janeiro .SP Novo Mundo .ES APE Operação Almeirim .RR Sebastianópolis do Sul .SP Campinápolis .PR Operação Botucatu .RJ Operação Araçatuba .MG SP PIE APE APE APE APE APE PIE SP PIE APE-COM APE COM SP APE APE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Outros Biomassa Enxofre Licor Negro Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Fóssil Gás de Processo Óleo Diesel Operação Teresina .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2000 UTE Operação Pirassununga .SP Pindamonhangaba .SP Paulínia .SP Macaé .SP Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Coronel Murta .SP Operação Campina do Simão .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 504 8000 25000 200 120000 386 65 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 13000 380030 13000 5000 3200 1000 1220 18000 3898 868925 3750 Operação Porto Ferreira .SP Operação Cubatão .SP Operação Ipanema .MT Normandia .SP São José do Rio Pardo .MG PIE Operação Codajás .RR SP Fóssil Operação Piracicaba .MT Piraí .RR SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Operação Ji-Paraná .RJ Delfim Moreira .

SP PIE 347400 Construção Goiandira .MT SP Fóssil Operação Leopoldina .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bonfim .MT SP Fóssil Óleo Diesel 3597 1111 32 4100 31200 1219 2683 32000 2502 15504 165000 6164 306 510000 3600 1403 4000 2760 3358 650 15000 9125 2300 652 73 24000 4443 834 9125 2300 652 73 24000 6053 1008 2760 3358 650 6164 306 510000 3600 6200 1219 2683 27872 2502 15504 Operação Buritama .MG Operação Júlio de Castilhos .MG APE 799 799 Nova América Nova Aurora Nova Avanhandava (Rui Barbosa) Nova Bandeirantes Nova Califórnia Nova Esperança Nova Fátima Atlas de Energia Elétrica do Brasil Nova Geração Nova Jaguariaíva Nova Maringá Nova Maurício Nova Monte Verde Nova Moreno Nova Olinda Nova Olinda do Norte Nova Palma Nova Ponte Nova Tamoio Nova Trento Novagerar Novo Airão Novo Aripuanã Novo Céu Novo Horizonte Novo Progresso Novo Remanso Novo Santo Antônio NR Nutepa Óbidos Oeiras do Pará .MT Sapucaí-Mirim .MG APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Nova Maringá .PR PIE Óleo Diesel Operação Jandaia .TO PIE Operação Monte Aprazível .SP Operação Nova Ponte .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 24000 24000 CGH Outorga Carvalhos .PA Itacoatiara .AM Novo Aripuanã .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Bandeirantes .MT SP Fóssil Operação Jaguariaíva .AM Bocaiúva do Sul .PR Novo Progresso .AM SP Outorga Nova Olinda .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Porto Velho .SC PIE SP SP SP PIE SP SP SP APE SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araraquara .AM Autazes .MG Porto Alegre .RS Óbidos .RJ Outorga Nova Trento .SP APE Biomassa Fóssil Fóssil Operação Nova Monte Verde .AM Novo Santo Antônio .GO PIE Biomassa Construção Santa Rosa de Lima .PA Outorga Nova Iguaçu .PA Oeiras do Pará .GO PIE 21000 347400 3597 1111 32 Operação Tarumã .204 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Nossa Senhora de Lourdes UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Novo Airão .RS SP SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olinda do Norte .

SC São Desidério .BA Rio dos Cedros .SP APE Fóssil Gás Natural Operação Araputanga .MG Santana do Riacho .SC Operação Espigão D’Oeste .SP APE Operação Muriaé .MG Passa-Vinte .PR PIE Operação Nova Campina .MG Bom Jesus .AL PIE Óleo Diesel Outorga São Paulo .MT PIE Operação Normandia .SP APE Fóssil Operação São Paulo .RS Mimoso de Goiás .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Itajá .ES Frei Inocêncio .MG Poços de Caldas .GO Campo Erê .GO PIE 33000 24 26000 1600 5475 5475 1150 1250 5070 22700 4500 44000 12000 2408 672 4080 3044 7800 1920 23000 292000 1200 3200 28000 4400 24165 27000 880 10300 Operação Oiapoque .PA PIE Fóssil Operação São José da Laje .RS PIE SP PIE SP APE PIE PIE PIE PIE APE APE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacarezinho .RO Operação Pacaraima .AP SP Fóssil Óleo Diesel 8250 UTE Operação São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 4000 4000 8250 Oiapoque Olho D Água Olho D´agua 24 26000 1720 5474 5474 Ombreiras Operadora São Paulo Renaissance Optiglobe Rio Optiglobe São Paulo Organon Oriental 1250 8482 22700 4500 44000 Oriximiná Ormeo Junqueira Botelho (Ex-Cachoeira Encoberta) Orsa Ourinhos Ouro Pacaraima 2408 672 4080 2944 7800 1920 23000 Pacarana Paciência Pacífico Mascarenhas Padre Carlos (Ex.PCH Rolador) Paes Leme Pai Joaquim Pai Querê Paina II 1200 3200 Paineiras Paiol Paísa 4800 Palanquinho Palma Palma Sola 880 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Palmeiral Anexo Palmeiras 24400 24602 205 .RR Construção Barracão .MG Penedo .MG Sacramento .PR Itapemirim .MG PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Oriximiná .RS Castro .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Oesp UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH UHE PCH UTE PCH UTE PCH PCH CGH PCH UHE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Matias Barbosa .AL Caxias do Sul .SP APE Fóssil Operação Rio de Janeiro .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação São Paulo .

SP Antonina .PE APE-COM Fóssil Gás Natural 4072 550 28000 60 4200 3700 5000 200 30000 85000 2000 7700 21000 7000 31500 22300 29020 30000 997.206 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Palmeiras UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE PCH PCH PCH UHE UTE EOL EOL Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Juara .MT Juara .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Caracaraí .AM Gouveia .SP APE Biomassa Operação Januária .DF Operação Campinápolis .PA APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Cabo de Santo Agostinho .MT Outorga Campinápolis .PR APE 85 Outorga Guará .MT Careiro da Várzea .PR Parintins .AM Beberibe .RJ PIE Operação Pará de Minas .CE Osório .SP Outorga Cunha .MT Operação Piraju .MG APE Operação Paraibuna .MT APE-COM Biomassa Operação Itaí .MT Cândido Mota .SP SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Paracambi .GO PIE Fóssil Óleo Diesel 174300 UTE Operação Atalaia do Norte .RR SP Fóssil Óleo Diesel Construção Barra do Bugres .6 984 280 4280 15400 1344 260000 29550 25600 50000 1344 260000 26550 25600 50000 4280 29020 29700 997.SP Operação Costa Rica .MG Campos de Júlio .6 984 29840 85000 2000 7700 21600 60 4200 3700 5000 200 Operação União da Vitória .SP PIE 16000 85 4072 400 Outorga Palmeiras de Goiás .MS PIE PIE SP PIE PIE SP COM SP SP SP PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Brotas .MT PIE Operação Belém .AM SP Fóssil Óleo Diesel 424 424 Palmeiras de Goiás Palmeiras Palmital do Meio Pamesa Pampa Pampeana Panacarica Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pandeiros Panorâmica Pantanal Pará de Minas Paracambi Paraibuna Paraibuna Paraíso Paraíso I Paraitinga Paranapanema Paranatinga I Paranatinga II Paranoá Paranorte Paranorte Parauá Paraúna Parecis Pari Governador Parigot de Souza (Capivari/Cachoeira) Parintins Parque Eólico de Beberibe Parque Eólico de Osório .SP APE Operação Juiz de Fora .MG APE Fóssil Operação Jaciara .RS Operação Brasília .

AL Delmiro Gouveia .RS PIE 7562 4800 Parque Eólico do Horizonte Parque Eólico do Vigia Parque Eólico dos Índios 50000 Parque Eólico Elebrás Cidreira 1 Parque Eólico Elebrás Santa Vitória do Palmar 1 Parque Eólico Enacel Parque Eólico Giruá Parque Eólico Pinhal Parque Eólico Ponta do Mel Parque Eólico Sangradouro 50000 Parque Eólico Tainhas I Parque Eólico Xangri-lá II Passa Tempo 10000 600 3400 1332 30000 226000 158000 Passarão Passo de Ajuricaba Passo do Inferno Passo do Meio Passo Fundo Passo Real Passo São João Passos Maia Pastifício Santa Amália 1864 4160 Pau D’Alho Pau Ferro I Pau Sangue 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 Pauini Paulo Afonso I Paulo Afonso II Paulo Afonso III Atlas de Energia Elétrica do Brasil Paulo Afonso IV Anexo Paulo Mascarenhas 1000 207 .PE Pauini .RS Operação Bom Jesus .RN PIE Outorga Palmares do Sul .MG Operação Entre Rios do Sul .RS PIE Outorga Giruá .AM Delmiro Gouveia .RS Operação São Francisco de Paula .SC APE-COM 4800 EOL Outorga Palmares do Sul .RS PIE Outorga Tramandaí .RS PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga São Francisco de Paula .SC PIE 30000 50000 70000 126000 31500 11050 9350 50400 50000 15000 6000 10000 600 6200 1490 30000 220000 158000 77000 22200 1864 4160 102.MG Ibirarema .RS Dezesseis de Novembro .RS Operação Boa Vista .RR SP SP SP PIE PIE SP SP PIE APE APE PIE PIE SP SP SP SP SP APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Rio Brilhante .SC Machado .RS Passos Maia .AL Rio Doce .RS Operação Ijuí .RS PIE Outorga Água Doce .PE Gameleira .CE PIE Outorga Santa Vitória do Palmar .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Parque Eólico de Palmares EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL UTE UTE PCH PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UHE UHE UHE UHE CGH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Construção Operação Salto do Jacuí .SP Cabo de Santo Agostinho .RS PIE Construção Aracati .RS PIE Outorga Areia Branca .RS PIE Operação Osório .AL Delmiro Gouveia .600 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 1000 Operação Água Doce .AL Delmiro Gouveia .MS PIE Outorga Capão da Canoa .RS PIE Operação Osório .

RJ Santos Dumont .RO PIE Fóssil Operação Barreirinha .PR APE SP PIE SP APE APE PIE SP APE PIE COM SP SP APE / PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Piraí .RJ PIE Operação Cachoeira .SP APE Biomassa Biogás 2601 Pé de Serra Pecém Pederneiras Pedra Pedra do Cavalo Pedra do Garrafão Pedra do Sal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pedras Pedras Negras Pedrinho I Pedrosa Peixe Angical Peixoto Gonçalves Pequi Pereira Passos Perobálcool Pery Pesqueiro Peti Petribu Petroflex Petrolina Petrolina do Norte Petropolitana Pezzi PG2 Piabanha Piau Picada Picada 48 PIE .500 15.MT PIE Operação Neópolis .MT APE 24.SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2400 Outorga Caucaia .PR São Gonçalo do Rio Abaixo .6 25 UTE Outorga Carapicuíba .TO PIE Óleo Diesel Operação Cortês .PE Caracaraí .PE APE Biomassa Operação Boa Ventura de São Roque .BA PIE Operação Jequié .RS Ipameri .RJ Operação Operação Jaguariaíva .MG Operação Curitibanos .GO Areal .SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Operação Lagoa do Itaenga .RJ Bom Jesus .PR PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Francisco do Guaporé .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Parnaíba .MG Dois Irmãos .PI PIE Construção Campos dos Goytacazes .RS Ribeirão Preto .RP .000 136200 80 1000 20000 288 9000 18012 50000 240 27800 288 9000 18012 50000 240 27800 99110 2400 4400 12440 9400 14500 25000 136200 80 1000 432 53 16200 2400 498750 1230 Operação Tietê .CE PIE 31200 2400 20007 162000 Operação Água Boa .208 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada PCT Barueri Biogás CGH EOL UTE UHE UHE PCH EOL UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH UHE UTE PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE CGH PCH CGH PCH UHE UHE CGH UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Petrolina .RJ SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Jaciara .RR Petrópolis .PE Duque de Caxias .MG Juiz de Fora .SC Operação Perobal .BA SP 20007 160000 16500 17850 432 53 16200 2400 452000 1230 6000 99900 2400 4400 10960 9400 36.SE APE Fóssil Operação Peixe .

BA SP Operação Pilar do Sul .SP Operação Piraí do Sul .PE Bom Sucesso .PR Operação Joinville .RS APE Operação Paulo Afonso .MG Piranhas .SP SP Operação Pimenta Bueno .RO SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Rio Grande .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Piedade PCH PCH PCH EOL UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH UTE UTE PCH PCH PCH UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH UTE UTE EOL CGH Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Piraju .SP APE 442 416 Piedade Pilar 1300 2000 Piloto Piloto de Rio Grande Pimenta Bueno 13000 6800 Pinhal Pinhalzinho Pinheirinho 636 Pinheiro Pinheiros I 350 230 42000 Pinheiros II Pioneiros Pioneiros II Pipoca Pira Piraí 780 9000 81000 Piraí Pirajú Piraju II Pirambeira 528 18000 1444 Piranhas Pirapama Pirapama Pirapetinga Pirapetinga Pirapó 756 Pirapora Piratini 10000 472000 Piratininga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pirauá Anexo Pissarrão 800 800 209 .SC Outorga Caratinga .RJ Roque Gonzales .RS São Paulo .SC COM Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Orleans .PE Vitória de Santo Antão .MG PIE PIE SP PIE APE-COM APE COM PIE APE PIE PIE PIE COM PIE PIE SP PIE COM Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Combustível Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Resíduos de Madeira Outorga Ilha Solteira .SC PIE Operação Monte Santo de Minas .MG PIE 16000 CGH Operação Piedade .GO Escada .SP Macaparana .SP APE Outorga São Ludgero .MG SP Outorga Cruz Machado .PE Belo Horizonte .SP Baependi .RS Pirapora do Bom Jesus .SC COM Outorga Lages .SP PIE 1300 2000 4500 13000 6800 10900 636 10000 350 230 42000 50000 20000 16000 1350 9000 70000 28400 528 18000 1444 25000 30000 15700 756 25024 10000 470000 4250 Construção Monte Alegre de Minas .PR PIE Operação Espírito Santo do Pinhal .MG Operação Piraju .SC Outorga Ipira .SP PIE Operação Sud Mennucci .MG Bom Jesus do Itabapoana .SP Piratini .

210 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Pitangueiras CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH PCH CGH PCH UHE CGH CGH CGH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Cabo Frio .MG SP Operação São Paulo .Usina 1 Ponte Queimada .MG PIE Outros Gás de Alto Forno 4000 24960 18 2000 Operação Conceição do Pará .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Figueiredo .AM APE 24960 18 2000 17000 16000 696 725 168 9160 576 23080 4000 1056 324 168 1000 883 1540 4000 85380 29000 12000 280 13000 176100 175 880 760 280 13000 176100 152 880 760 4000 1056 324 168 1000 883 1499 4000 85380 16000 696 725 168 9160 576 Outorga Pitangui .RJ Outorga Mauá .SP APE Fóssil Operação Pedreira .MG Rio Casca .PR COM Biomassa Resíduos de Madeira Operação Bonfim .SP Fóssil Operação Bauru .SC Operação São Bonifácio .GO Ponte Alta do Bom Jesus .456 UTE Operação Pitangueiras .TO São Gabriel do Oeste .MT Manhuaçu .SP APE Fóssil Operação Faxinal dos Guedes .AM Ponte Nova .MG Urucânia .MG Operação Ponta de Pedras .BA Operação Itapuí .GO PIE Operação General Carneiro .MS Itiquira .RJ Manaus .PR SP 870 870 1.SP APE Outorga Prata .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Poço Fundo .MG Aporé .SP APE Operação Campos dos Goytacazes .BA APE APE PIE APE PIE PIE PIE SP PIE PIE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Óleo Combustível Operação Simões Filho .Usina 2 .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Aporé .PA Operação São Bonifácio .MG APE 1400 Operação Ponta Grossa .SC Operação Simões Filho .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 25000 Pitangui Pitangui (Cachoeira Bento Lopes) Pitangui Pitinga Pium Pizzatto Planalto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Plano Alto Plasnew Plasútil Pluritec Indústria e Comércio de Máquinas Poço Fundo Poções Polibrasil Globenergy Policam Polifrigor Poly Embalagens Poly II Poncho I Poncho II Ponta de Pedras Ponta do Costa Ponta Negra Pontal Pontal do Prata Ponte Alta Ponte Alta Ponte de Pedra Ponte do Silva Ponte Queimada .

ES Luís Correia .MG APE-COM / PIE Operação São Gonçalo do Amarante .CE APE Fóssil Outorga São Gonçalo do Amarante .SP SP Construção Dianópolis .PI Acaraú .TO PIE Operação Açucena .CE Prainha . B e C Anexo Prezzotto 1 211 .PB Correntina .MS SP Operação Salto .400 352 1200 11960 3646 23400 28800 104400 840 163 1000 4500 8000 796000 300 Operação Portel .120 66.CE Camocim .SP SP Operação Porto Alegre do Norte .RS Xanxerê .4 320000 28030 1050 50 5250 112000 30000 24800 1540000 28400 15300 448 15800 53.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Poquim UTE UTE UHE PCH UTE CGU UTE UHE PCH UHE UHE UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE UTE EOL EOL EOL UTE CGH CGH EOL PCH UTE CGH Outorga Construção Construção Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Poxoréo .MT Mataraca .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Água Clara .RJ Operação Porto Walter .RN Outorga Petrópolis .MG SP 1408 1408 3350 2406.PA APE PIE PIE PIE PIE APE SP APE APE PIE PIE PIE PIE COM APE PIE SP SP APE Fóssil Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapiraí .CE APE Ondas do mar Gás Natural Operação Porto de Moz .MT SP Fóssil Óleo Diesel 2406.MG Construção Macaíba .SP APE-COM Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Anaurilândia .MT Santo André .AC Operação Oriximiná .MS PIE Operação Guaíra .BA Candiota .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 2535 PCH Operação Itambacuri .MG Nova Lacerda .PA Pratinha .SC Operação Formiga .SP Vila Velha .4 320000 14.RN Operação Macaíba .015 2566 50 5250 112000 Portel Porto Alegre do Norte Porto Colômbia Porto das Pedras Porto de Moz Porto do Pecém Porto do Pecém Porto Estrela Porto Franco Porto Góes 24800 1540000 28400 45800 496 Porto Primavera (Eng° Sérgio Motta) Porto Raso Porto Trombetas Porto Walter Posse Potiguar 52800 Potiguar III Pouso Alegre 352 1200 11960 Poxoréo (José Fragelli) PQU Praia da Costa Praia do Arrombado Praia do Morgado Praia Formosa Prainha 1202 163 1000 Pratinha Preformax Presidente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Presidente Goulart 8000 446000 300 Presidente Médici A.

PR APE Fóssil Óleo Diesel 900 4950 264000 6400 30000 8000 11 65000 2600 184 120000 16000 105000 30000 3626 14000 135000 80000 720 2040 50000 17700 5000 22000 725 3750 3340 300600 22000 725 3750 3340 2040 10200 135000 40000 3626 105000 8040 11 5000 2600 184 121500 Operação São Paulo .SP APE Fóssil Operação Joaquim Nabuco .PR Santo Antônio do Leverger .SP Operação Cristalina .RS PIE Operação Ubarana .MG Icapuí .RO PIE 18200 Outorga Ipê .GO Outorga Arraial do Cabo .CE Operação Quirinópolis .SP APE Biomassa Operação Itu .RS PIE 30000 18200 2494 900 4950 264000 PCH Operação Poxoréo .RS PIE Operação Ipuaçu .SP Wenceslau Braz . Portuguesa de Beneficência Rádio e Televisão Bandeirante Rafard Rancho Grande Rancho Queimado I Rasgão Razzo Record Rede Elétrica Piquete .SP São Paulo .GO PIE PIE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jesus .212 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Primavera PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH EOL UTE UTE UTE PCH UTE UHE PCH UHE PCH UTE PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UTE PCH EOL Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga São Paulo .Itajubá .PE APE Biomassa Outorga Bom Jardim da Serra .RJ Outorga Operação Querência .SP Rafard .SP PIE Operação Rio de Janeiro .SP SP Óleo Diesel Operação Quatá . B.MG Construção Lavrinhas .MT Conceição do Mato Dentro .120 8120 Primavera do Rio Turvo Primavera Proceda Processamento de Fumo PROJAC Central Globo de Produção Promissão (Mário Lopes Leão) Pulador Atlas de Energia Elétrica do Brasil Púlpito Pumaty Qualifund Quatá Quatiara Quatro M Quebra Queixo Quebrada Funda Queimado Queluz Querência do Norte Quinquim Quintanilha Machado I Quirinópolis R. A.SP APE Fóssil Óleo Diesel 2494 Operação Pimenta Bueno .MT SP 8.SP São Paulo .SP Coronel Domingos Soares .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Itapuca .SC PIE Operação São Paulo .RJ APE Fóssil Gás Natural Operação Rio Negro .REPI Redonda .MT Pirapora do Bom Jesus .SP São Paulo .SP APE Fóssil Operação Rancharia .

BA APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Gás de Refinaria Óleo Combustível Óleo Diesel Operação São José dos Campos .SE Baependi .RPBC Refinaria Presidente Getúlio Vargas Reichhold do Brasil Reinaldo Gonçalves Reman Rênic Retiro Retiro Baixo Retiro do Indaiá 990 Retiro Velho Rhodia Paulínia 12098 10100 9300 360 180 2344 500 800 1200 6400 Riachão (Ex-Santa Edwiges I) Riacho Preto Riachuelo Ribeirão Ribeirão Cascalheira Ribeirão do Inferno Ribeirão do Lage Ribeirão do Pinhal Ribeirão Ribeirão Shopping Rical 2288 7500 45497 760 Rigesa Rio Acre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Alegre Anexo Rio Amazonas (Ex-Itacoatiara) 213 .MG Ribeirão Cascalheira .AC Condor .SP APE Fóssil Gás de Refinaria 60500 UTE Operação Canoas .PR APE Fóssil Operação Cubatão .RJ APE Fóssil Gás de Refinaria 40800 32000 76000 62500 24500 69000 1620 1000 6400 10998 16000 82000 990 18000 12098 13.SP APE Fóssil Operação Araucária .GO Operação Bom Despacho .SP PIE Outorga Arenópolis .SC Rio Branco .RO Três Barras .REPLAN Refinaria Duque de caxias .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada REFAP UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE PCH PCH UHE CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH UTE CGH CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação Aracaju .GO Caratinga .MG PIE Construção Guará .PE Ribeirão Preto .SP SP Óleo Combustível Operação Mogi das Cruzes .GO Operação Paulínia .MT Pirenópolis .SP Vilhena .RS Itacoatiara .SP APE Fóssil Gás de Refinaria Operação Araucária .AM APE Fóssil Operação Borborema .SP Ribeirão .400 9300 360 180 2344 500 800 1200 14400 1360 2288 7500 45497 760 8000 Operação Paulínia .TO Operação Buritinópolis .SP APE Fóssil Operação São Francisco do Conde .REDUC Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) Refinaria Henrique Lages (REVAP) Refinaria Landulpho Alves (RLAM) Refinaria Presidente Bernardes .SP Construção Aporé .MG Limeira .AM APE SP SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Dianópolis .RS APE-COM Fóssil Óleo Combustível 71900 48720 60500 63300 32000 30000 62500 24500 32000 1620 1000 6400 Refinaria de Paulínea .MG PIE APE PIE PIE APE COM SP APE APE PIE PIE APE Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Casca de Arroz Resíduos de Madeira Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Construção Curvelo .GO PIE Operação Manaus .PR APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Operação Duque de Caxias .

Roque .RS Orleans .RO Comodoro .MT Comodoro .MG SP Outorga Rio de Janeiro .SC Urussanga .SP Panambi .SC João Monlevade .SC SP Outorga Bom Jardim da Serra .SC Porto Velho .SC APE SP SP APE PIE APE APE-COM Operação Videira .SC Operação Erval Seco .SC COM Operação Rio Branco .MG SP APE APE SP SP PIE PIE APE Fóssil Óleo Diesel Construção Rio Fortuna .ES SP 16800 16800 Rio Bonito Rio Bonito I Rio Bonito I I Rio Bonito II Rio Bonito Rio Branco Rio Branco I Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Branco II Rio Chapéu Rio das Furnas Rio das Pedras Rio de Janeiro Refrescos Coca Cola Rio de Pedras Rio do Ouro Rio do Peixe Rio do Peixe .SC PIE Operação Itabirito .SP Operação Joaçaba .PR APE 910 Operação Boa Ventura de S.Specht Rio do Peixe (Casa de Força I e II) Rio dos Patos Rio Fortaleza Rio Fortuna Rio Funchal Rio Itaiozinho Rio Itaiozinho Rio Madeira Rio Margarida Rio Mazutti Rio Novo Rio Palmeira Rio Palmeiras I Rio Palmeiras II Rio Piracicaba .RO PIE Operação Tangará .PR APE 346 Operação Caiapônia .SC COM Outorga Caiapônia .SC APE Gás Natural Outorga São Ludgero .GO COM 997 997 346 910 600 625 7140 18607 31800 960 318 370 UHE Operação Santa Maria de Jetibá .PR Operação São José do Rio Pardo .RS Operação Prudentópolis .RJ APE Fóssil Operação Curitibanos .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Branco .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Alta Floresta D’Oeste .SC Santa Terezinha .214 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Bonito CGH CGH CGH CGH CGH PCH UTE UTE CGH CGH CGH UTE PCH EOL CGH CGH UHE PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE CGH CGH PCH CGH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga São Gotardo .MT Avaré .MG Santa Terezinha .SC COM Outorga Rio Fortuna .GO COM 600 625 6900 18657 32750 960 318 370 4800 9280 30000 720 350 18060 1720 880 6850 1000 900 900 119350 465 809 1280 740 1500 1380 9000 1000 900 900 83000 809 465 997 740 1500 1380 9000 720 990 18060 1720 880 9280 Operação Boa Ventura de S. Roque .

RS PIE Operação Rio Negrinho .SP Capão Bonito .FAFEN Energia) Anexo Roncador 215 .GO COM Óleo Diesel Operação Irineópolis .SP Itapetininga .MT Operação Piracanjuba . Francisco do Guaporé .SC PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Anápolis .SP Iaras .RO Camaçari .MT APE-COM Operação Caxias do Sul .SC Outorga Novo Mundo .SC S.SC APE 75 PCH Operação Comodoro .SC Operação Avaré .SP APE Outorga São Bento do Sul .GO APE Fóssil Outorga Rio Verde .BA Anchieta .SC APE Operação Guatambú .MT PIE 2135 2135 75 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 Rio Preto Rio Preto da Eva Rio Preto Rio São Marcos Rio Suspiro Rio Tigre Rio Timbó Rio Verdinho Rio Vermelho Rio Vermelho Ripasa 49630 140000 49300 768 4000 Risoleta Neves (Ex-Candonga) RN 15 .RN PIE Operação Rio Doce .MG APE COM PIE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE-COM PIE PIE COM Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Gás Natural Operação Rio do Fogo .SP Operação Quadra .SP Tatuí .SP Sarapuí .SC APE Operação Rio Preto da Eva .SP Taquarivaí .SP Salete .SC PIE Outorga Santo Antônio do Leste .SP Itararé .Rio do Fogo Roça Grande Rochedo Rochedo Rodeio Bonito Rodovias Integradas do Oeste 1 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Rodovias Integradas do Oeste 10 Rodovias Integradas do Oeste 2 Rodovias Integradas do Oeste 3 Rodovias Integradas do Oeste 4 Rodovias Integradas do Oeste 5 Rodovias Integradas do Oeste 6 Rodovias Integradas do Oeste 7 Rodovias Integradas do Oeste 8 Rodovias Integradas do Oeste 9 Rohden Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rolim de Moura do Guaporé Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .AM SP Fóssil Óleo Diesel 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 2320 49630 140000 49300 768 4000 9000 14000 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Operação Matos Costa .MG PIE Operação Limeira .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Prata CGH UTE CGH PCH CGH PCH PCH CGH UTE PCH UTE UHE EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Itatinga .SP Construção Arvoredo .GO Operação Manhuaçu .

216 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rondolândia PCH UHE UTE PCH PCH UTE UHE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH PCH UTE EOL UTE CGH CGH PCH Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Operação Ponte Serrada .SP Fóssil Biomassa Outros Fóssil Operação Candeias do Jamari .RR Operação Antônio Dias .RR PIE Fóssil Operação Diamante do Norte .RO COM Fóssil Operação Porto Velho .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Paranatinga .MT APE Operação Rondonópolis . .MT PIE 13000 UTE Operação Rondolândia .MS Operação Rorainópolis .RS Ouro Preto .RO Salesópolis .340 1800 28000 Construção Pimenta Bueno .PR PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás Natural Operação Bom Jesus do Itabapoana .SP Itu .SP PIE Operação Campinas .RS APE SP SP PIE APE APE SP PIE PIE PIE APE PIE APE-COM APE COM APE Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Prudente de Morais .MG Operação Operação Brasnorte .RJ Buritizeiro .AL Galinhos .RO PIE Biomassa Resíduos de Madeira 20000 26600 874 2600 55000 369200 4800 1632 4500 4.MG APE Operação Paraíso . A.RO COM Fóssil Operação Colorado do Oeste .RO COM Fóssil Operação São João da Baliza .RN Cabo Frio .SP Rio Largo .Unisinos Sá Carvalho Sacaí Sacre 2 Safi Sagrado Coração de Jesus Saia Velha Saldanha Salesópolis Salgueiro Sali Salina Diamante Branco Salinas Perynas Salitre Saltinho Salto .RJ SP Operação Rorainópolis .MT Nova Alvorada do Sul . V.MG Outorga São Leopoldo .SC Valparaíso de Goiás .MT SP Fóssil Óleo Diesel 1598 1598 Rondon Rondon II Rondon II Rondonópolis Ronuro Rorainópolis Rosal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rosana Rovema Rovema Bandeirantes Rovema Colorado do Oeste Rovema-Triunfo Royal Palm Plaza Ruette RVR S.GO Alta Floresta D’Oeste .2 800 4240 7.2 800 4240 9900 78000 48 30000 2920 199 360 5280 Construção Pimenta Bueno .MT PIE 26600 1040 2600 55000 372000 4800 1632 4500 4340 1800 28000 1200 4600 78000 48 30000 2920 199 360 4800 2000 27000 9900 200000 3000 7.RO SP 73500 Construção Campos de Júlio .MG Muitos Capões .

96 MW geração elétrica e 1.PR APE Operação Capitão Leônidas Marques .RS Caçu .SC PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE APE APE SP PIE APE PIE SP PIE SP APE Operação Itapeva .SC APE Operação Nova Lacerda .PR PIE Operação Guarapuava .PR Operação Juquiá .SC Caçu .MG Xanxerê .MT SP 4000 10000 7500 1240000 2400 27000 960 30000 7342 29700 2000 6700 828 36870 280 1344 1616 2460 1800 93000 412 280 940 1907 6080 108000 4550 73760 102000 160 Outorga Santa Fé .AP PIE Construção Novo Progresso .PR Braúnas .SC Timbó .PR SP Outorga Oiapoque .MT COM Operação Clevelândia .PR Outorga Paraíso .SC Operação Porto Vitória .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto (Salto Weissbach) PCH PCH PCH PCH UHE PCH PCH CGH PCH PCH PCH PCH PCH CGH UHE CGH PCH PCH PCH PCH UHE CGH CGH CGH PCH PCH UHE PCH UHE UHE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Jeceaba .PA PIE Operação Novo São Joaquim .SC SP 6280 6280 Salto Bandeirantes Salto Belo 3600 Salto Buriti Salto Cafesoca Governador José Richa (Salto Caxias) 1240000 2300 27000 960 22.MG General Carneiro .PR Doutor Pedrinho .SC Putinga .PR PIE 4200 PCH Operação Blumenau .PA PIE Operação Ponte Serrada .PR APE Operação Novo Progresso .500 7342 Salto Claudelino Salto Corgão Salto Cristo Rei (0.PR Operação Botucatu .SP APE-COM Outorga Candói .40 MW geração mecânica) Salto Curuá Salto Curucaca Salto Curucaca II Salto da Barra 2000 Salto das Flores Salto de Alemoa 828 36870 280 1344 1656 2460 1800 Salto do Iporanga Salto do Jardim Salto do Leão Salto do Lobo Salto do Paraopeba Salto do Passo Velho Salto do Rio Verdinho Salto do Taió 412 280 940 1880 6124 Salto do Timbó Salto do Vau Salto Donner I Salto Forqueta Salto Salto Grande 4550 70000 102000 160 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Grande (Lucas Nogueira Garcez) Salto Grande Anexo Salto Lili 217 .SP Cambará .GO Taió .SC Cruz Machado .SP Operação Campos Novos .SP Operação Coronel Vivida .GO Campinas .

PA Operação São Bernardo do Campo .RO Operação São José dos Campos .PR PIE 16000 1078000 182300 736 850 2400 1420000 1736 323 760 30000 15000 8200 800 2258 24 640 216000 3600 42000 1000 624 6304 56050 1112480 29000 53 424 29000 53 424 8200 800 2633 24 640 216750 3600 42000 1000 624 6304 56050 736 850 2400 1420000 1736 323 3472 Operação Indiavaí .SC APE Operação Saudade do Iguaçu .SC PIE Operação Pinhão .MG SP 2394 Operação Ribas do Rio Pardo .MT PIE 19000 Operação Ituiutaba .PR APE Operação Água Doce .SP Operação Rorainópolis .SP Bocaina .PR APE 23859 23859 Assis Chateaubrind (Salto Mimoso) Salto Morais Salto Salto Natal Salto Osório Salto Pilão Salto Pintado Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Quatis Salto Rio Branco Salto Santiago Salto Santo Antônio Salto São Luiz Salto São Pedro Salto Salto Três de Maio Salto Voltão Salvador Arena Salvaterra Samaúma Sams Club São José dos Campos Samuel San Juan Santa Adélia Santa Adélia Santa Alice Santa Ana Santa Branca Santa Branca Santa Cândida Santa Catarina Santa Cecília .SP São José do Rio Pardo .PA PIE Outorga Água Doce .MS SP 29500 29500 2394 19000 15120 1078000 PCH Operação Telêmaco Borba .PR PIE Operação Imbituva .SP Boituva .RR Operação Salvaterra .218 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto Mauá UHE PCH PCH PCH UHE UHE CGH CGH PCH UHE PCH CGH PCH EOL PCH PCH UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE CGH CGH PCH UHE UTE UTE UTE CGH Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Cerquilho .SP Operação Xanxerê .SP Angelina .RO Miraí .PR PIE Operação Campo Mourão .SC PIE APE PIE SP APE SP APE-COM PIE COM SP PIE SP PIE PIE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Novo Progresso .PR APE Operação Chopinzinho .SP Porto Velho .MG Operação Porto Velho .SC COM Operação Porto União .SC PIE Operação Quedas do Iguaçu .SC COM Construção Apiúna .SP Santa Branca .SC Jacareí .PR APE Outorga Rancho Queimado .SP Jaboticabal .

RJ Itiquira .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Cecília (Elevatória) UHE PCH UHE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH Construção Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Construção Alegre .RJ SP 34960 34960 60000 3600 120168 302 768 3970 36400 Santa Clara Santa Clara I Santa Clara Santa Clara Santa Cleonice Santa Cruz Santa Cruz AB (Ex-Ometto) Santa Cruz de Monte Negro Santa Cruz do Arari 720 1000.MT Votorantim .PA SP Fóssil Outorga Monte Negro .Unidade I 58000 4000 6400 Santa Elisa .8 14000 1500 1000000 550 13000 11.AM Faxinal dos Guedes .BA PIE 60000 UHE Operação Barra do Piraí .PR APE Fóssil Gás Natural Outorga Santa Maria do Suaçuí .RJ SP Operação Rio Branco do Sul .BA APE Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guaranésia .GO Operação Estância .PR PIE 3600 120168 302 768 3970 61400 17010 720 1000.SP Ananás .GO Ibirarema .PR PIE Operação Candói .SP Santa Helena de Goiás .MT Operação Nova Europa .SP Operação Sertãozinho .600 58000 4000 9400 29000 30000 24000 2240 4400 1200 1575 1087000 46000 1454 15000 5000 Operação Mucuri .SC Sapezal .SP Santa Isabel do Rio Negro .RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Américo Brasiliense .ES Comendador Levy Gasparian .SE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE APE APE APE PIE PIE APE SP PIE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio de Janeiro .SP Construção Buritinópolis .SP São João da Boa Vista .MT SP Fóssil Operação Santa Cruz do Arari .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Candói .MG PIE Operação São José do Xingu .SP PIE Biomassa Operação Barreiras .GO Operação Buritinópolis .8 Santa Cruz do Xingu Santa Cruz Santa Cruz 1400 766000 364 13000 Santa Cruz Santa Cruz Santa Edwiges II Santa Edwiges III Santa Elisa .Unidade II Santa Fé Santa Fé Santa Fé I 30000 Santa Gabriela Santa Helena 2240 4400 1200 Santa Helena Açúcar e Álcool Santa Hermínia Santa Inês Santa Isabel Santa Izabel 6000 1454 15000 5000 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Izabel do Rio Negro Santa Laura Anexo Santa Lúcia 219 .SP Operação Sertãozinho .TO Novo Horizonte .MG APE Operação Jaboticabal .

SP APE-COM Operação Alta Floresta D’Oeste .GO PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Laguna .AC Operação Valença .220 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Lúcia II UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH EOL PCH EOL PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Outorga Operação Operação Bom Jardim .RO APE Outorga Ipuaçu .RR SP Fóssil Operação Paranacity .RS Abelardo Luz .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4400 4400 6000 704 PCH Operação Sapezal .RJ Três de Maio .SC PIE Operação Francisco Sá .PR SP Fóssil Operação Lençóis Paulista .SP Outorga Cavalcante .SP Santa Terezinha .PA SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guarapuava .MG Operação Santa Rosa do Purus .400 640 252 17300 30000 1528 940 6500 2760 10200 588 1500 50500 1000 36500 2760 10200 588 1500 50500 1000 6500 30000 1400 940 5200 640 252 1000 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 Operação Centralina .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6000 Operação Araras .PE Amparo .RJ Operação Santa Rita do Passa Quatro .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itapeva .MG SP 704 Operação Motuca .PR Borda da Mata .MT PIE 7600 7600 Santa Lúcia Santa Luiza Santa Luzia Santa Luzia Alto Santa Luzia D’Oeste Santa Maria Santa Maria Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Maria das Barreiras Santa Maria de Lençóis Santa Maria do Boiaçú Santa Maria do Xeruini Santa Maria Santa Maria Santa Marta Santa Marta Santa Mônica Santa Rita Santa Rosa Santa Rosa do Purús Santa Rosa I Santa Rosa II Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Teresa Santa Tereza Santa Terezinha Santa Terezinha (Tapejara) Santa Terezinha Santa Terezinha Paranacity .MG SP Outorga Gravatá .SC Boituva .PE PIE Operação Colatina .PR Outorga Belmiro Braga .SC PIE 28500 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 4250 1000 46531 30000 6.SP Goiana .SC Santa Rosa de Lima .ES SP Operação Caracaraí .MG Paranacity .SP APE Biomassa Operação Santa Maria das Barreiras .MT Tapejara .

MT PIE Outorga São Sebastião do Uatumã .GO PIE Óleo Diesel Operação Piracicaba .GO Operação Sertãozinho .RR Ouro Verde do Oeste .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .GO Torixoréu .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santana UTE UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE PCH EOL UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE Construção Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Porto Velho .MT São Domingos .RS Operação Barracão .SP São Félix do Araguaia .SP São Domingos .4 6820 15000 12500 334 6800 12000 2400 24300 48000 180 12000 2102 320 10 12000 Operação Santana do Araguaia .MT Bonfim .RO Operação São Borja .RO Jaboticabal .MG PIE Biomassa Operação São Carlos .MG Operação Catalão .SP PIE APE SP PIE PIE PIE APE SP SP PIE PIE APE PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Casca de Arroz Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Bom Jardim da Serra .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 11300 650 4320 32000 1160 21000 2182 8000 3150400 4500 1930 23000 622.PA SP Fóssil Óleo Diesel 4500 UTE Operação Santana .SC PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa .RO PIE Outorga Bom Jardim .SC Catanduva .RS PIE Outorga Porto Velho .MG APE Outorga Nortelândia .GO Água Clara .RJ PIE Operação Santo Antônio do Içá .SP APE Biomassa Operação Pirajuba .AP SP Fóssil Óleo Diesel 178100 178100 7345 Santana do Araguaia Santana do Uatumã Santana I Santana 500 4320 11500 1160 Santana Santo Ângelo Santo Antônio Santo Antônio do Caiapó Santo Antônio do Içá 2182 Santo Antônio Santo Antônio Santo Antônio 4500 Santo Antônio Santo Antônio 23000 622 6820 15000 12500 334 6800 14336 2400 São Bento São Bernardo São Bernardo São Borja São Carlos São Carlos São Domingos São Domingos (torixoréo) São Domingos II São Domingos São Domingos 180 12000 2102 320 10 São Domingos São Félix do Araguaia São Francisco São Francisco do Baixo Rio Branco Atlas de Energia Elétrica do Brasil São Francisco Anexo São Francisco 5926 5926 221 .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jacuí .PR São Francisco do Guaporé .MS Porto União .RR Caracaraí .RS Operação Piranguçu .

SP SP PIE PIE SP PIE PIE PIE SP SP PIE PIE PIE SP APE APE-COM PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Honório Serpa .PR PIE Operação Itaú de Minas .222 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Francisco UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH CGH CGH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE CGH PCH Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Colina .SP PIE Biomassa Operação São João da Baliza .MG APE Operação Ponta Porã .ES Operação Guará .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6738 6738 São Francisco São Gabriel da Cachoeira São Gonçalo (Ex-Santa Bárbara) São Jerônimo São Jerônimo São João São João Biogás Atlas de Energia Elétrica do Brasil São João da Baliza São João da Boa Vista São João São João I São João II São João São João São João São Joaquim São Joaquim São Joaquim São Jorge São José São José Colina São José da Estiva São José do Rio Claro São José do Xingu São José Macatuba São José São José São José São José São José São José .AM Operação Ponta Grossa .RR SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo .MS SP Operação Ponta Porã .PE Rolador .SP Operação Manaus .MT São José do Xingu .SP Novo Horizonte .SP Igarassu . Operação São Jerônimo .PR PIE Outorga Prudentópolis .000 25000 19500 7560 1752 24805 25520 8050 21000 12000 21560 1000 7000 25000 664 600 3200 Outorga São Gonçalo do Rio Abaixo .SP Itapeva .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guarapuava .MT Macatuba .PR Construção São João da Boa Vista .SP São José do Rio Claro .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 28000 4200 5850 UTE Operação Sertãozinho .RS São Miguel Arcanjo .MG PIE 13000 20000 Operação São Gabriel da Cachoeira .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5850 Operação Elias Fausto .RS SP Fóssil Carvão Mineral 20000 15000 12000 24640 1000 70000 25000 664 600 3200 21000 60000 8050 21000 3000 2300 41600 25000 19500 7560 1752 74805 25520 51000 788 2400 780 4000 788 2400 656 2344 32.PR PIE Brascan Energética S/A.ES PIE Operação São João da Boa Vista .SP Operação Alfredo Chaves .SP Rio das Pedras .SP São João da Boa Vista .SP PIE Biomassa Biogás Operação Araras .MS SP Operação Castelo .

SP APE Biomassa Operação Pirassununga .MT Sapezal .SP PIE Biomassa Operação São Manuel .AM SP Fóssil Outorga Guaporé .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Judas Tadeu CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE UTE UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH UTE Construção Construção Operação Construção Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Outorga Outorga Areal .RO PIE Operação São Paulo de Olivença .MT Campos de Júlio .RJ Nova Trento .MT Mococa .TO PIE PIE PIE PIE SP SP PIE PIE SP PIE PIE APE PIE PIE SP COM PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Domingos Martins .SP Nova Trento .ES Santo Antônio do Leverger .ES PIE Operação Itu .RS PIE Óleo Diesel Operação Almeirim .AM Operação São Sebastião da Boa Vista .MT PIE 29100 1800 70400 4400 19000 2500 115 16.000 3080 14000 2160 30000 241000 98 1050 13200 2334 12000 17200 3230 1710000 27000 18000 4000 1450 2210 8130 680 16000 Operação Mafra .SC APE Construção Juscimeira .SC PIE Óleo Diesel Operação Pradópolis .MG Alegre .SC Santa Vitória .SP PIE Outorga Pimenta Bueno .MG PIE 8000 8000 504 São Lourenço São Lourenço (Ex-Zé Fernando) São Luiz 1800 10000 4400 19000 São Luiz São Manoel São Martinho São Maurício São Miguel 115 São Paulo São Paulo de Olivença 3080 São Paulo do Pimenta Bueno São Pedro 1500 São Pedro São Salvador São Sebastião 98 1008 São Sebastião da Boa Vista São Sebastião do Alto São Sebastião do Uatumã 2334 680 São Sebastião São Sebastião São Sebastião São Simão 1710000 São Simão São Tadeu I São Tomé 4000 São Valentim São Valentim Sapezal 8130 680 Sapezal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sapezal Anexo Sargel 1296 1296 223 .PA Operação Porto Velho .SP Operação Arceburgo .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ponte Serrada .PA PIE Fóssil Construção Rio Fortuna .SC SP 504 UTE Outorga Jaíba .RO Construção Paranã .MG Operação Outorga São Sebastião do Alto .PR Santa Rita do Passa Quatro .MT São Tomé .SC Sapezal .RJ São Sebastião do Uatumã .

RJ Juscimeira .RJ PIE Fóssil Operação Canoas .AL PIE Biomassa Outorga Itaguaí .600 17200 108 652 10700 24000 1600 18000 2500 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 21.RS PIE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .PA Porto Alegre .RJ Belém .GO SP Operação Teotônio Vilela .RR Operação São José da Laje .PE São João de Meriti .224 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Scardoelli CGH UTE UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Juquiá .RS São Paulo .MT PIE 21100 542000 4730 85927 5940 9000 563473 1377000 9500 1275000 448 210000 21.SC COM 830 830 Sede Sede Central do CRC-SP Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) Segredo Seival Sena Madureira Senador Arnon Afonso Farias de Mello (Floresta) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Senador Jonas Pinheiro (Caeté) Senhora do Porto Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sepetiba Seresta Serra da Mesa Serra do Espelho Serra do Facão Serra do Navio Serra Grande Serra Grande II Serra Nova Dourada Serrana Serraria Sesc Senac-Cass Sete Quedas Alta Sguário Itapeva Shopping Center Caruaru Shopping Center Grande Rio Shopping Center Iguatemi Belém Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Shopping Interlagos Shopping Recife Shopping Taboão .MT PIE Operação Boa Vista .MG PIE Gás Natural Carvão Mineral Bagaço de Cana de Açúcar Operação S.SP Operação Serra Nova Dourada .RS SP 500 500 688 1260000 CGH Outorga Urubici . Antônio do Leverger .SP Caruaru .MT Operação Cantá .PE COM Operação Cavalcante .SP Operação Cajati .SP APE Fóssil Óleo Diesel 688 Operação Ijuí .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sena Madureira .AC PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Candiota .AP PIE APE-COM SP SP APE APE-COM APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Gás Natural Fóssil Gás Natural Construção Catalão .RS PIE Fóssil Carvão Mineral Outorga Campos de Júlio .AL Operação Serra do Navio .PE Taboão da Serra .MT Nova Campina .GO APE / PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Enxofre Operação Catende .PR SP 1260000 Operação São Paulo .600 17200 108 652 10700 24000 1600 9500 1275000 448 160573 4730 85927 6300 Operação Mangueirinha .SP Recife .SP Rio de Janeiro .

RR Socorro .MG PIE Operação Açailândia .BA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Mauá .SP São Paulo .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 2704 8000 333700 1416 2000 18000 6000 8900 25000 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.SP Uiramutã .RS Comodoro .MG Operação Itiquira .SP Operação Paracatu .Penha Anexo Sonda .SP São Paulo .SP Ribeirão Preto .SP APE APE SP SP APE APE PIE APE APE APE-COM Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Efluente Gasoso Operação Juazeiro .MG APE SP PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araguari .4 620 65 1000 196520 882 SM-01 SM-06 SMTE .MT APE Biomassa Operação Jequiá da Praia .MG COM Outros Gás de Alto Forno 5000 UTE Operação Sete Lagoas .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Siderpa UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Taguatinga .Santo Amaro 1800 225 .SP São Paulo .4 620 65 1000 196520 807.MT COM Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sidrolândia .MT Santo André .Subestação Paracatu Sobar Sobradinho Sobrado Sobragi Sociedade Assistencial Bandeirante Sociedade Hospitalar Samaritano Sociedade Recreativa e de Esportes de Ribeirão Preto Socó Socorro Sol Soledade Solonorte Solvay 12600 691 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sonda .TO Belmiro Braga .MA PIE Biomassa Carvão Vegetal Operação Silves .SP APE Fóssil Operação Sinop .MG Taubaté .MG SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Resíduos de Madeira Gás de Refinaria Construção Além Paraíba .SP Serra .MT COM Operação Itaquaquecetuba .ES Fontoura Xavier .Subestação Araguari SMTE .BA Operação Espírito Santo do Turvo .AL PIE Biomassa Operação Campinas .SP APE Fóssil Operação Manhuaçu .MG APE Outros Gás de Alto Forno 2400 2400 Siderpita Sidrolândia (Ex-Santa Olinda) 4600 2742 8000 Silves Simasa Simplício Sinceridade 1416 2000 18000 6000 8900 Síncrotron Sinimbu Sinop Sistema de Cogeração da RECAP Sítio Grande Siva 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.5 800 12600 691 1800 Outorga Pitangui .SP APE Construção São Desidério .

MT PIE Outorga Apuí .PE PIE Fóssil Operação Cotia .SP APE Fóssil Óleo Diesel 740 3807 2952 2380 3300 352 2130 208 355680 4000 100 4500 31590 440300 410 4000 2120 13000 1408 728 445 188 332 39900 30000 65 1056 97 65 1056 97 188 332 38400 1408 728 410 4000 2120 4.SP Machadinho D’Oeste .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 928 980 740 3470 2952 UTE Operação São Bernardo do Campo .AL Operação Volta Redonda .SP Fóssil Operação Cesário Lange .MG Conceição do Mato Dentro .SP São Paulo .SC Operação Santa Leopoldina .K.AM SP Operação Cabo de Santo Agostinho .RR Suzano .RS APE Fóssil Gás Natural Operação Soure .SP APE Fóssil Outorga Guaratinguetá .SC APE 980 Operação Tangará .SP APE Fóssil Operação Canoas .RS PIE Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Diesel Outorga Erval Velho .ES SP PIE APE APE-COM SP PIE APE APE APE PIE SP APE PIE APE APE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Carvão Mineral Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jaciara .SC Operação Cachoeirinha . Sucundurí Sucupira Suíça Sul Catarinense Sul Gás Sumaúma Sumidouro Sumidouro Supercenter Tijuca Supermercado Guanabara Supermercado Shibata Taubaté Surpresa Surumú Suzano Sykué I System Marketing T.RJ Outorga Treviso .BA Osasco .RJ Taubaté .RO Operação Marechal Deodoro .SC APE 928 Outorga Sonora .PE PIE Fóssil Fóssil Outorga Cabo de Santo Agostinho .SP São Desidério .São Bernardo UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Bom Jesus do Galho .MG Rio de Janeiro . Koblitz Energia Ltda.RJ Rio de Janeiro . CGDc. Tatuapé Tabajara .S.SP Guajará-Mirim .226 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Sonda .500 30060 4000 1420 208 3300 Outorga Tangará .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2230 2160 Sonora Sopasta I Sopasta II Sorocaba Refrescos Soure Souza Cruz Cachoeirinha Spessato Atlas de Energia Elétrica do Brasil Stepie Ulb Stollberg STV Styroplast Espumas Industriais Suape II Suape.RO Pacaraima .

CE Operação Amajari .SP Operação Fortaleza .MG APE Óleo Diesel Operação Tapauá .TO SP 1800 500 16500 38.ES SP 464 UTE Operação Tabatinga .MS Conde .SC APE Construção São Gonçalo do Amarante .RO Porto Velho .PR Caucaia .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tabatinga CGH PCH UTE EOL CGH UTE PCH UTE CGH UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Construção Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Taguatinga .6 554000 3944 16482 30000 65 216 248 64 68000 426530 143176 97027 8200 220000 156.PE Outorga São Paulo .GO PIE Óleo Diesel Operação Manaus .PE São Luís .CE Cabo de Santo Agostinho .PB Ipojuca .150 350200 4924 170760 241250 170760 Operação Santa Teresa .RO Messias .AL Cabo de Santo Agostinho .MT PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Combustível Gás Natural Operação Tefé .AC PIE Operação Sandovalina .RR Construção Campos de Júlio .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .AM SP Fóssil Óleo Diesel 15020 15020 464 1750 500 Tabocas Taguatinga Taiano Taíba Albatroz Tamanduá 38 83280 Tambaqui Tamboril Tapauá 3780 76 2281.4 83280 21996 3780 76 2281.SP PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapurah .CE PIE Operação Alto Alegre .AM SP Operação Tarauacá .SP Outorga São Paulo .6 554000 3725 16482 Tapauirama Tapurah Taquaruçu (Escola Politécnica) Tarauacá Tefé Telegráfica Tepequem 65 216 Terminal de Aviação Geral (TAG) Terminal Sacomã Terminal Teotônio Termo Norte I 68000 349950 Termo Norte II Termoalagoas Termocabo 48000 8200 242000 Termocana Termoceará Termomanaus Termomaranhão Termomecânica 3824 Termonordeste Termopantanal (Ex-MPX Termo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Termoparaíba Anexo Termopernambuco 532756 532756 227 .PE São Carlos do Ivaí .SP Santa Cruz .MT SP Fóssil Operação Uberaba .MA São Bernardo do Campo .AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Porto União .RN Corumbá .

PR PIE Biomassa Outorga Tocantinópolis .PR Pereira Barreto .RS PIE Óleo Combustível Resíduos de Madeira Operação São Francisco de Paula .MG SP Fóssil Óleo Diesel Operação Toledo .228 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Termosergipe (Fases I e II) UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE CGH PCH UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UHE UHE CGH UTE UTE UTE PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Sirinhaém .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1400 Operação Caracaraí .MG Volta Redonda .SP Três Marias .SC COM APE PIE APE COM COM APE-COM APE SP SP SP PIE APE APE SP APE Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Tonantins .SC Coroaci .RR SP Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Careiro da Várzea .SP APE Fóssil Outorga Mangueirinha .BA Operação Água Doce .SC Operação Embu .MT PIE 27400 3000 1200 951.SP Canápolis .SP Outorga Bambuí .2 9000 1450 1000 12000 165000 3000 2880 2340 760 720 40000 648 1000 1500 26000 1268 1292000 396000 640 15000 14000 4870 8500 21000 648 1000 1500 26000 1268 807500 396000 640 15000 14000 4870 8500 3000 2880 2340 760 720 1450 1000 Operação Terra Santa .MG Boca da Mata .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 50 24 1344 18266 3000 1200 371 UTE Outorga Carmópolis .SE PIE Fóssil Gás Natural 135000 0 Terra Nova Terra Preta Terra Santa Terra Santa Terranova I TGN Theodoro Schlickmann Atlas de Energia Elétrica do Brasil Tigre Tilibra Toca Toca do Tigre Tocantinópolis Toledo Tombos Tonantins Tonet Torah Total Total Química Tozzo Tramontina Trapiche Três Capões Três Irmãos Três Marias Três Saltos Triálcool Triunfo Trombini Tronqueiras TRT .MG Operação Salvador .PE Guarapuava .MG Torrinha .PR PIE Óleo Diesel Operação Braço do Norte .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio Negrinho .RS SP Operação Bauru .SC APE Operação Cerqueira César .RJ Operação Belém .SC APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Barra do Bugres .PA Outorga Passos Maia .TO PIE Fóssil Outorga Braga .AM SP Operação Tombos .AL Fraiburgo .

PE Limeira .PR Itaquaquecetuba .MS Bom Sucesso de Itararé .AM SP Fóssil Biomassa Operação Campo Novo .MG APE Operação Uarini .SP Operação Presidente Prudente .MG Uiramutã .RJ Outorga S.Agrenco .MG PIE Operação Amparo .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Bauru .PE Unaí .SP Alto Araguaia .PE SP Fóssil Óleo Diesel 4095 4095 220 8370000 Tucunaré Tucuruí I e II Tudelândia Tudor 680 424 696 16200 Tuiué Tuiuti Túlio Cordeiro de Mello (Ex-Granada) Tuneco Alta Turvinho (Nova do Baixo Turvinho) 800 70 2704 Turvo Uarini Uberaba Ubirajara Machado Moraes 800 UEE Maravilha UEE Mundéus UEE Saco Danta UFA 25200 7700 440 240 30000 324 UGPU (Messer) UHEB II Uiramutã UJU Ulfer Ulianópolis Una Açúcar e Energia 3000 Unaí Baixo Unialco 3600 4600 6000 União e Indústria Unidade de Geração de Energia -Área II Unidade de Geração de Energia Elétrica .SP Operação Jundiaí .MG PIE Operação Abre Campo .SP SP Outorga Campo Belo . Francisco de Itabapoana .RJ Outorga S.Agrenco .RJ PIE Operação Tucuruí .SP APE Fóssil Óleo Diesel Construção Santa Maria Madalena .MG SP Outorga Uberaba .SP Ulianópolis .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Manacapuru .MT Caarapó .MG Guararapes .RR Colorado .SP Outorga São João da Barra .MT Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Geração de Energia Elétrica .RJ PIE PIE PIE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE-COM PIE PIE PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Poços de Caldas .MS Anexo Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bonsucesso 24 24 229 .MT COM 220 8370000 2400 680 424 696 15800 9000 800 70 2704 12000 800 49600 23800 26400 25200 7700 440 600 30000 324 1800 3000 21000 38000 4600 6000 34000 21600 UTE Operação Fernando de Noronha .PA Tamandaré .SP Primavera .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tubarão CGH UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH CGH CGH UTE UTE CGH EOL EOL EOL UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Turvolândia .PA SP Operação Sapezal . Francisco de Itabapoana .RS APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Miguel Arcanjo .

MS APE Fóssil Óleo Diesel 22 22 24 17.SP Carandaí .SP Ibaté .SC Outorga Terra Rica .PR PIE Biomassa Operação Uruburetama .6 Operação Santos .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Claro .6 24 17.SP APE Biomassa Operação Pompéia .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .AM SP PIE SP PIE PIE APE PIE APE APE APE COM PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Chupinguaia .RO Operação Urucará .AM Operação Pimenta Bueno .SC Serrana .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Coxim .USI Unipac Univalem Urbano Jaraguá Urbano São Gabriel Uruba Urubu Urucará Urucumacuã Urucurituba (Tabocal) Uruguaiana Usaciga Usaçúcar .SP APE Fóssil Operação Santo Inácio .RS APE-COM Operação Jaraguá do Sul .SP APE Fóssil Óleo Diesel 17.SC APE-COM Biomassa Biomassa Biomassa Operação Valparaíso .MG Guariba .RO PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Outros Outros Outros Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Operação Atalaia .AL PIE Operação São Gabriel .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 17.PA Ipatinga .CE APE Fóssil Óleo Diesel Operação Varginha .CE APE Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caucaia .SP Taió .SP Taió .230 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bragança Paulista UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE CGH Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Marabá .MG Pirangi .RS Operação Urucurituba .MG Ipatinga .PR Operação Uruguaiana .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 20000 4500 175 2370 639900 48600 16500 10000 18810 63155 3800 1000 59000 400 35000 15000 400 400 35000 15000 400 3800 1000 18810 4500 183 2370 639900 48600 Operação Santana de Parnaíba .Terra Rica Usimar Usiminas Usiminas 2 Usina Bertolo Açúcar e Álcool Usina Bom Jardim Usina Bonfim Usina da Estação Usina da Pedra Usina da Serra Usina do Brilhante .PR Operação Cidade Gaúcha .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 UTE Operação Bragança Paulista .SP APE Fóssil Óleo Diesel 12 12 Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Coxim Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Rede Serra-Mar Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Santana do Parnaíba Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Sorocaba Unidade de Navegação Aérea (UNA) do Rio Claro Unidade de Navegação Aérea (UNA) Varginha Unidade de Tráfego Aéreo Caucaia (UTA-PCI) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Tráfego Aéreo Uruburetama(UTA-URT) Unidade Santo Inácio .

SP APE Biomassa Operação Ourinhos .GO Operação Turvelândia .RS APE 780 990 3000 14400 2500 657000 1350000 16000 4400 120 29700 2368 18400 5000 93000 23400 4720 2000 300 7000 2000 7000 175100 126600 19000 28000 5000 8000 709 5400 Operação Nova Prata .MG APE Operação Ibiaçá .RS APE 160 CGH Operação Santo Antônio do Palma .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Urânio Urânio Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Laguna .SP Operação Capinópolis .PR PIE COM PIE PIE APE APE não ID PIE PIE PIE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE APE APE Biomassa Biomassa Fóssil Outros Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Licor Negro Licor Negro Operação Vale do Anari .SC PIE Outorga São João del Rei .RO PIE Outorga Touros .SP APE Biomassa Operação Angra dos Reis .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Usina do Maringá CGH CGH CGH EOL EOL UTE UTN UTN UTE UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE Outorga Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Divinópolis .MG Anitápolis .MS Veríssimo .Subestação Paracatu Vale da Esperança Vale do Anari 2368 18400 5000 93000 23400 Vale do Ivaí Vale do Paranaíba Vale do Rosário Vale do Verdão Vale do Verdão 2 Valinho 2000 300 Vargido Varginha Varginha Jelu 1000 Várzea Alegre VCP-MS Veracel 126600 Verde 4 Verde 4A Veríssimo 5000 8000 709 Vertente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vesuvius Anexo Vetorial 3500 231 .Unidade II Usina São Luiz Usina Vale UTE SMTE .MG Três Lagoas .MG Fóssil Operação Onda Verde .MG Guaraci .RJ SP Nuclear Operação Monte Belo .RJ Ribas do Rio Pardo .GO Operação Morro Agudo .Unidade I Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .SC Conceição de Ipanema .SP Rio de Janeiro .RN PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Operação Paracatu .MG Igrapiúna .BA Chalé .MG Operação São Pedro do Ivaí .MS Outorga Itumbiara .MG APE Biomassa Outorga São João da Barra .MS Eunápolis .RJ SP Nuclear Operação Angra dos Reis .RS APE 125 125 160 780 990 Usina do Parque Usina do Posto Usina dos Moinhos Usina Eólica de Laguna Usina Eólica Elétrica UEE Coqueiro Usina Monte Alegre 2500 657000 1350000 16000 4400 120 Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .MS Água Clara .BA Água Clara .

PR Fóssil Óleo Diesel 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 200 2450 24 24 720 10 26.AM SP Fóssil Operação Urucurituba .RR Vilhena .PA Operação Rorainópolis .RO Pitangueiras .AM Bonfim .SP Itapira .ES PIE 4500 4000 2000 7200 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 UTE Outorga Viana .MT Manacapuru .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Cantá .RO Outorga Tailândia .4 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 2450 24 24 720 10 26 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 Operação Açailândia .RR SP Operação Caracaraí .AM Caracaraí .RR SP Operação Cantá .RR Vila Rica .RR Operação Porto Velho .SP Operação Rorainópolis .RR Santana do Araguaia .RR Autazes .PA Normandia .232 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Viana PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Rorainópolis .RR SP Fóssil Operação Amajari .RR SP SP PIE SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE APE Operação Mucajaí .AM SP Fóssil Operação Caracaraí .RR Rorainópolis .SC APE Fóssil Óleo Diesel 2000 Operação Conceição do Castelo .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Operação Tefé .Itapira .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Parintins .ES PIE Fóssil Óleo Combustível 170760 Viçosa (Bicame) Videplast Viena Vier Indústria e Comércio do Mate Vigário (Elevatória) Vila Amazônia Vila Antônio Campos Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vila Augusto Monte Negro Vila Bittencourt Vila Brasil Vila Cachoeirinha Vila Caiambé Vila Caícubi Vila Central Vila da Penha Vila Dona Cota Vila dos Palmares Vila Extrema Vila Floresta Vila Itaquera Vila Mandi Vila Milagre Vila Remanso Vila Rica Vila Sacambu Vila São José Vila Urucurituba Vila Vilena Vilhena Viralcool Virgolino de Oliveira .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Piraí .MA APE Biomassa Carvão Vegetal 7200 Operação Videira .RJ SP Operação São Mateus do Sul .RR SP Fóssil Operação Vila Bittencourt .

RJ Campanha .GO Nova Friburgo .MG Outorga Palma Sola .AM Operação João Pinheiro .GO APE Operação Unaí .SP APE Gás Natural Operação Conceição das Alagoas .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Horizonte .PR PIE Operação Serra .ES APE Fóssil Gás Natural Outorga Mataraca .SP Operação Franca .PB PIE Operação Itapetininga .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 4250 2100 5280 42000 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 12000 334 600 11500 30000 2585 4250 53576 5280 1808 3162000 14.RS Santa Rosa de Lima .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Acaraú .AC Pombos .SP Operação São Paulo .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 4225 UTE Operação Caracaraí .CE PIE Operação Itapejara d’Oeste .PE Goiânia .CE APE-COM Fóssil Operação Votorantim .ES APE Operação Goiânia .RR SP Fóssil Óleo Diesel 160 160 4225 1200 Vista Alegre do Abunã Vista Alegre Vitória Vitória Apart Hospital 2100 5280 Vitorino Volta do Rio Volta Grande 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 2000 334 600 11500 Volta Grande Votorantim Vulcabrás W.SC Operação Sorocaba .SE Normandia .4 8000 Xavier Xicão Xingó Xumina Atlas de Energia Elétrica do Brasil Zanin Anexo Zé Açu 200 233 .MG Canindé de São Francisco .SC Imbituva .SC Xapuri .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Vista Alegre UTE UTE EOL UTE PCH EOL UHE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE EOL UTE PCH PCH UHE UTE UTE UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Caxias do Sul .Goiânia Wal Mart Sams Vitória Wal Mart Supercenter Franca Wal Mart Vila Guilherme Wal-Mart Sorocaba Wasser Kraft WD Weatherford Wiggers Winimport Xanxerê Xapuri 2722 Xavante Xavantes Aruanã 53576 5280 1808 3162000 14.RR Araraquara . Egido Wal Mart Combo .MG PIE Biomassa Operação Conceição das Alagoas .4 8000 200 Operação Porto Velho .SP Parintins .PR Xanxerê .SP APE APE APE COM PIE APE COM PIE PIE PIE PIE PIE SP SP SP SP APE SP Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Biogás Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Vitória .

.

Produção editorial e gráfica .

A versão digital do Atlas de Energia Elétrica do Brasil está disponível também na página eletrônica da Agência Nacional de Energia Elétrica www.gov. . Pesquisa e Desenvolvimento”. “Central de Notícias” e “Espaço do Empreendedor”. “Educação.aneel.br nos links “Informações Técnicas”.