Brasília, 2008

DIRETORIA Jerson Kelman diretor-geral Edvaldo Alves de Santana Joísa Campanher Dutra Saraiva José Guilherme Silva de Menezes Senna Romeu Donizete Rufino diretores

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A 265a 3.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Brasil). Atlas de energia elétrica do Brasil / Agência Nacional de Energia Elétrica. ed. – Brasília : Aneel, 2008. 236 p. : il. ISBN: 978-85-87491-10-7 1. Energia elétrica. 2. Potencial energético. 3. Setor elétrico. 4. Atlas. 5. Brasil. I. Título. CDU: 621.31(81)(084.4)

tdabrasil. TDA Comunicação.SRD Breno de Souza França Rodrigo Abijaodi Lopes de Vasconcellos Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração – SFG Alessandro D´Afonseca Cantarino Superintendência de Gestão Técnica da Informação .SEM Patricia Trindade Dontal Superintendência de Mediação Administrativa Setorial .SFE José Assad Thomé Júnior Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão – SRT José Moisés Machado da Silva Giácomo Francisco Bassi Almeida Superintendência de Gestão e Estudos Hidroenergéticos – SGH Matheus Bittar PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA TDA COMUNICAÇÃO www.SGE Jorge Luis Custodio Superintendência de Regulação Econômica .SCT Erison Honda Xavier / Marcelo Rodrigues Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira – SFF Rogério Ament Superintendência de Estudos Econômicos do Mercado . Itaipu. STOCKExchange.SRG Aymoré de Castro Alvim Filho Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade .SPG Cícero Silva Teixeira Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética – SPE Máximo Luiz Pompermayer Sheyla Maria Damasceno Superintendência de Concessões e Autorização de Transmissão e Distribuição . Furnas. Eletronuclear.br Diretor Marcos Rebouças Coordenação Geral Maria Angela Jabur Engenheiro Eletricista Mauro Moura Severino Produção de Textos Maria Angela Jabur Revisão de Textos e Apoio Editorial Ana Cristina da Conceição Direção de Arte e Projeto Gráfico João Campello Diagramação Bruna Pagy Ilustrações e Geoprocessamento Thiago dos Santos Ícones e Ilustração da Capa Victor Papalleo Digitalização e Tratamento de Originais Fernando Ely Fotografias Angra 2.com.SMA André Ruelli Secretaria Geral .SGI Adriana Lannes Souza Superintendência de Concessões e Autorizações de Geração – SCG Luciana de Oliveira Barcellos Ludimila Lima Superintendência de Planejamento da Gestão .AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA • Aneel SUPERVISÃO Assessoria de Comunicação e Imprensa – ACI Salete Cangussu Assessora de Comunicação e Imprensa Patricia Barbosa Pinto Jornalista Joseanne Aguiar Analista Administrativa EQUIPE TÉCNICA Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição .SRE José Helder da Silva Lima Superintendência de Regulação da Comercialização da Eletricidade – SRC Juracy Rezende Castro Andrade Marcos Bragatto Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração . ELETROBRÁS. . ELETRONORTE. PETROBRAS.

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Stock Xchng .

Stock Xchng .

O equilíbrio entre oferta e demanda não é alcançado apenas aumentando a oferta.93 bilhões. espalhados num território de dimensão continental. já que menos de 30% foi aproveitado! Persistimos em busca da geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis: em 2008 realizou-se o primeiro leilão de biomassa. Os projetos apresentados pelas distribuidoras de energia elétrica nessa área. Nesse sentido. O Brasil superou. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 9 . Projetos que são aprovados pela Aneel e já atingiram uma economia de redução anual na ordem de 5. Para isso foi necessário licitar novas instalações de conexão à rede básica. ao unir a despoluição das cidades e dos rios à geração de energia elétrica. totalizam investimentos de mais de R$ 1. E muito ainda pode ser feito para expandir o parque hidroelétrico. fruto tanto de mudanças legais e normativas quanto do avanço tecnológico. no ano de 2007. a marca de 100 mil megawatts (MW) em potência instalada (75% de fonte hídrica e 25% de fonte térmica). para escoamento da energia produzida pelas usinas de canade-açúcar localizadas na região Centro Oeste do Brasil. Numa escala ainda reduzida e experimental. têm sido criados incentivos à produção de energia pela queima do lixo urbano e pela utilização do metano associado a dejetos de suínos. é de grande relevância a busca da eficiência energética.Mensagem da Diretoria Mensagem da Aneel O setor elétrico brasileiro está em permanente evolução. É possível e desejável atuar também pelo lado da demanda. Ambos projetos apontam o caminho da correta sustentabilidade ambiental. desde o início do primeiro ciclo em 1998. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) periodicamente atualiza esse Atlas que contém um importante acervo de informações sobre a infra-estrutura elétrica do país.597 GWh/ano no consumo de energia elétrica. É um desafio levar energia elétrica a mais de 61 milhões de consumidores. Por essa razão. energia gerada pela queima do bagaço de cana-de-açúcar.

400 km das usinas do Complexo do rio Madeira com o Sistema Interligado Nacional. Boa leitura! Jerson Kelman Diretor-geral da ANEEL 10 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a distribuição e a comercialização da energia elétrica. todos definidos em leis. O controle social dessa difícil tarefa ocorre por meio da transparência de procedimentos e de informações. uma conexão elétrica de 2. A conta de luz embute. mais de dez encargos setoriais (subsídios cruzados entre consumidores). na abordagem e no aperfeiçoamento da identidade visual de forma a contribuir ainda mais para ampliar o conhecimento da área de energia. São centenas de empresas concessionárias. O papel da Aneel é regular e fiscalizar a geração. a transmissão. Os bastidores da cadeia industrial que move a energia elétrica estão detalhadas e explicadas nessa publicação. e também os impostos. autorizadas e permissionárias. A terceira edição do Atlas é mais uma iniciativa de dar a visibilidade e legitimar as ações da Aneel que interferem no dia-a-dia do país.Mensagem da Diretoria O setor finalizou o ano de 2008 com o leilão da maior Linha de Transmissão do mundo. Além de atualizar as informações das edições anteriores inova na apresentação do conteúdo. além dos custos de produção e transporte de energia elétrica. ICMS (estadual) e federal (PIS/Cofins).

Apresentação .

Acervo TDA .

a oferta farta de energia. produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A atividade de produção de energia – e.ingressou no século XXI. portanto. que eclodiu no mês de setembro. Além disso. Ao final de 2008. É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual. entre outros desdobramentos. em 2008). por meio das quais é possível obter o mesmo resultado utilizando menor quantidade de energia. estudiosos e cientistas alertavam para os efeitos da deterioração ambiental provocada pela ação humana. o cenário mudou ao ser colocado à prova por uma nova realidade: a necessidade do desenvolvimento sustentável. Esse processo. das reservas de recursos naturais mais utilizadas. eram incertos o ritmo e os avanços que esse processo registrará no curto e médio prazos. os consumidores seriam induzidos a substituir energéticos mais poluentes por outros de menor impacto ambiental e a aderir a práticas mais eficientes. particularmente o dióxido de carbono (CO2). este último. durante quase uma década foi caracterizado pela volatilidade e tendência de alta das cotações (que superaram US$ 100. proporciona a inclusão social de grandes contingentes da população. por sinal. obtida principalmente a partir dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão mineral. conceito que alia a expansão da oferta. E deverá ser mantido e aperfeiçoado ao longo dos próximos anos. o que se revelou como um forte estímulo para as iniciativas de substituição por outras fontes. observado principalmente nos países em desenvolvimento. as fontes tradicionais teriam que ser substituídas por recursos menos agressivos ao meio ambiente.00 por barril em 1980 e. preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida. mais recentemente. ao mesmo tempo. que estava em pleno desenvolvimento durante o ano de 2008. Desde o início dos anos 90. Outro é a possibilidade de esgotamento. em consequência. A disponibilidade energética deveria se manter compatível com o acentuado aumento do consumo provocado por um novo ciclo de crescimento econômico. Entre elas. com o aumento da geração de renda e da oferta de trabalho. deu suporte ao crescimento e às transformações da economia mundial. ocasião da conclusão desta edição. liberado em larga escala nos processos de combustão dos recursos fósseis para produção de calor. vapor ou energia elétrica. provocado pelo elevado volume de emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE). da energia elétrica . consumo consciente. em busca do desenvolvimento sustentável. é retratado na presente edição do Atlas de Energia Elétrica do Brasil. As duas variáveis dependerão do impacto que a crise do sistema financeiro mundial. particularmente. Do ponto de vista econômico. Envolve tanto políticas de governos quanto investimentos realizados pelas empresas do setor em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Entretanto. ser capaz de suportar o crescimento econômico – que. no médio prazo. carvão mineral e petróleo. Um deles é o aquecimento global.Apresentação Apresentação Durante todo o século XX. Em outras palavras: o desafio é reduzir o impacto ambiental e. terá sobre os setores produtivos e. Já nos primeiros anos do século atual. sobre o ritmo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 13 . sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

sob a forma de Referências. Características Gerais. As medidas abrangem todas as formas de utilização de energia – calor. também. entretanto. em 2007 conseguiu transformar a biomassa na segunda maior fonte produtora de energia local e obtém a maior parte da energia elétrica consumida proveniente de recursos hídricos – e. maré e biomassa. acadêmicos (responsáveis pela coordenação e revisão técnica) e publicitários (diagramação. derivados de petróleo e carvão) e a energia nuclear. pesquisas e estatísticas produzidos por entidades reconhecidas no Brasil e no exterior. arte. renováveis e ambientalmente “limpos”. Para obtenção de dados sobre o setor energético e elétrico brasileiro. Na primeira parte. A adoção do Glossário com os principais termos técnicos é uma forma de facilitar ainda mais o aprendizado sobre os temas abordados. insere o comportamento do mercado consumidor local e mundial na conjuntura econômica verificada nos últimos anos. A segunda parte da edição concentra-se em fontes renováveis – energia hidráulica. se transforma-se em fonte de consulta para estudantes e interessados em obter maior conhecimento a respeito do assunto. embora seja bastante dependente do petróleo. A terceira tem como destaque os combustíveis fósseis (gás natural. Com isso. lançada em 2005 foi possível devido a outra inovação: a estruturação de uma equipe multidisciplinar selecionada por meio de um processo transparente de concorrência. de forma a torná-las comercialmente viáveis. aborda a conjuntura e o cenário internacionais da energia. demonstra a importância da energia para as atividades humanas. sol. descreve a estrutura do setor de elétrico brasileiro e apresenta dos caminhos da energia do Brasil: geração. Mas as iniciativas também podem ser observadas nos países em desenvolvimento. Além disso. Razão pela qual o Atlas de Energia Elétrica. do qual o Brasil é o segundo maior produtor mundial . há os projetos de eficiência energética. além de apresentar um panorama do mercado destinado a profissionais dos diversos segmentos do setor. paginação e impressão). respeitabilidade e especialização no trato de dados sobre o mercado de energia. transmissão e distribuição. Consumo. pesquisa e texto). e composta por jornalistas especializados (encarregados da coordenação editorial. Na ponta do consumo. ao mesmo tempo.a sistemas elétricos. são os recursos energéticos e a geração de energia elétrica. também foi inserida uma tabela comparativa entre as principais medidas utilizadas no mercado de energia. o foco é atingir a diversificação e. Também foram consultadas entidades autoras de estudos e estatísticas do mercado global e cujas informações estão presentes em praticamente todos os capítulos. países da Europa e Estados Unidos) que. particularmente a energia elétrica. pela tradição.e a criação do mercado de “energia verde” em alguns países europeus. Um deles. Como fontes de informação foram utilizadas trabalhos. abrangem disponibilidade. Na ponta da produção. que buscam conectar novos clientes .o que acarretou a expansão do consumo do etanol. e os programas de universalização do atendimento. vapor e elétrica – e são adotadas por praticamente todos os países. Esta estrutura é uma das inovações na produção da 3ª edição do Atlas de Energia Elétrica. portanto. biomassa e o grupo chamado de Outras Fontes. explicam as suas principais características. entre outras. a publicação é dividida em dois capítulos. produção e consumo no mundo e detalham o mercado brasileiro com foco na produção da eletricidade. A versão aperfeiçoada da última edição. Todos os capítulos seguem a mesma estrutura: partem das informações gerais a respeito do recurso. O foco principal do Atlas. como a produção de automóveis flex-fuel .geralmente de baixa renda e habitantes de comunidades distantes dos grandes centros . Os mais adiantados nessa direção pertencem ao grupo das chamadas nações desenvolvidas (Japão. edição 2008. implantados junto aos consumidores tradicionais. o Atlas de Energia Elétrica do Brasil. ao mesmo tempo em que tem o foco no mercado brasileiro. 14 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . além de trabalhos e pesquisas produzidos por entidades setoriais foram utilizados estudos do mercado geral de energia. a “limpeza” da matriz energética. o que se verifica são medidas que induzem o consumidor a utilizar as fontes ambientalmente mais “limpas”. são os mais dependentes dos combustíveis fósseis. O segundo. As iniciativas abrangem tanto soluções para o aumento da eficiência dos processos quanto a redução dos custos das fontes renováveis como vento.Apresentação da atividade econômica e sobre os volumes de investimentos destinados a pesquisa e inovações tecnológicas por parte das companhias que integram a cadeia produtiva da energia. Entre eles insere-se o Brasil que. Ao final. A relação detalhada poderá ser encontrada ao final de cada capítulo.

4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS 4 BIOMASSA 4.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 4.2 POTENCIAIS.Sumário PARTE I – Energia no Brasil e no mundo 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS 1.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO 1.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL 3.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 49 51 54 57 60 63 65 69 70 73 17 21 22 23 28 34 37 39 41 44 .4 TRANSMISSÃO 1.5 GERAÇÃO 2 CONSUMO 2.1 INFORMAÇÕES GERAIS 3.1 INFORMAÇÕES GERAIS 4.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO 2.3 DISTRIBUIÇÃO 1. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 3.2 DISPONIBILIDADE. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA 4.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL PARTE II – Fontes renováveis 3 ENERGIA HIDRÁULICA 3.1 INFORMAÇÕES GERAIS 2.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS 1.

2 RESERVAS.1 INFORMAÇÕES GERAIS 6. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 8. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 6.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 6.2 RESERVAS.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 9 CARVÃO MINERAL 9.6 MAR PARTE III – Fontes não-renováveis 6 GÁS NATURAL 6. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 7.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 8 ENERGIA NUCLEAR 8.1 INFORMAÇÕES GERAIS 8.2 ENERGIA EÓLICA 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS 7.4 BIOGÁS 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS 9.3 ENERGIA SOLAR 5.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 7.2 RESERVAS.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 8.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 9. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 9.1 INFORMAÇÕES GERAIS 5.5 GEOTÉRMICA 5.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 7 DERIVADOS DE PETRÓLEO 7.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS FATORES DE CONVERSÃO GLOSSÁRIO ÍNDICE ANEXO 75 77 79 82 86 87 88 91 93 96 100 104 105 107 110 112 115 117 119 122 124 127 129 131 134 137 140 143 145 155 159 .5 OUTRAS FONTES 5.2 RESERVAS.

Parte I Acervo TDA Energia no Brasil e no mundo Características Gerais 1 .

o novo modelo instituiu dois ambientes para a celebração de contratos de compra e venda de energia: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR). em 2004.Capítulo 1 | Características Gerais Box 1 O novo modelo do setor elétrico O modelo institucional do setor de energia elétrica passou por duas grandes mudanças desde a década de 90. opera o Newave. transmissão e distribuição). Como agência reguladora. ao consumidor. cuja constituição foi diretamente relacionada à criação do mercado livre. o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Mercado Atacadista de Energia (MAE). o mercado livre – que em 2008 respondia por cerca de 30% da energia elétrica negociada no país. As vendedoras da energia . a maioria das atividades era estritamente regulamentada e as companhias operadoras controladas pelo Estado (federal e estadual) e verticalizadas (atuavam em geração. promover a modicidade tarifária. Já o MAE. Mas a produção das geradoras passou a ser negociada no mercado livre – ambiente no qual as partes compradora e vendedora acertam entre si as condições através de contratos bilaterais. elabora cenários para a oferta de energia elétrica. Para tanto. em particular pelos programas de universalização (como o Luz para Todos). A primeira envolveu a privatização das companhias operadoras e teve início com a Lei no 9. Sistema dos leilões e mercado livre Do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) participam. A segunda ocorreu em 2004. do qual participam geradoras. apenas as distribuidoras. a obtenção de resultados sólidos ao longo do tempo e. que teve como objetivos principais: garantir a segurança no suprimento. a operação de todos os agentes em um ambiente de equilíbrio que permita. mas não extinguiu. subordinado à Eletrobrás). com base em projeções. comercializadoras. Uma das principais alterações promovidas em 2004 foi a substituição do critério utilizado para concessão de novos empreendimentos de geração. presentes e futuros da oferta de energia elétrica e do mercado consumidor. Para decidir quais usinas devem ser despachadas. e promover a inserção social. às companhias. em que o maior valor oferecido pela outorga (Uso do Bem Público) determinaria o vencedor. As atividades de distribuição e transmissão continuaram totalmente regulamentadas. e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). para as quais essa passou a ser a única forma de contratar grande volume de suprimento para o longo prazo. exclusivo para geradoras e distribuidoras. No mesmo ano. realiza estudos e projeções com base em dados históricos. O ONS. Até então. de dezembro de 1996. na parte compradora. que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e determinou que a exploração dos potenciais hidráulicos fosse concedida por meio concorrência ou leilão. A Aneel sucedeu o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). Além disso. A reforma exigiu a cisão das companhias em geradoras. importadores. é responsável pela coordenação da operação das usinas e redes de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). O modelo implantado em 2004 restringiu. com a introdução do Novo Modelo do Setor Elétrico. Além disso. entidade também autônoma que substituiu o GCOI (Grupo de Controle das Operações Integradas. Sua implantação marcou a retomada da responsabilidade do planejamento do setor de energia elétrica pelo Estado. em síntese tem por objetivo atuar de forma a garantir. manteve inalteradas – porém em permanente processo de aperfeiçoamento – as bases regulatórias da distribuição e transmissão. o MME constituiu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). quando o setor passou por um movimento de liberalização.427. com a implantação do Novo Modelo. Passou a vencer os leilões o investidor que oferecesse o menor preço para a venda da produção das futuras usinas. com a missão principal de desenvolver os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. A nova estrutura assenta-se sobre muitos dos pilares construídos nos anos 90. a modicidade tarifária. programa computacional que. exportadores e consumidores livres. uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). O mesmo programa é utilizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para definir os preços a serem praticados nas operações de curto prazo do mercado livre. por meio da regulamentação e fiscalização. foi substituído pela CCEE. Além disso. foram constituídas na década de 90 novas entidades para atuar no novo ambiente institucional: além 18 Atlas de Energia Elétrica do Brasil da Aneel. depois de mais de 50 anos de controle estatal. transmissoras e distribuidoras.

O início da entrega é previsto para ocorrer um. pelo menos. proporcionam maior segurança em cálculos como fluxo de caixa futuro. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 19 . de acordo com a fonte da energia: térmica ou hídrica. há os leilões de ajuste e os leilões de reserva. de A-1. Como as geradoras entram em “pool” (ou seja. Assim. Os preços são fornecidos pelo programa Newave e variam para cada uma das regiões que compõem o SIN. Neste caso. O MME determina a data dos leilões. como preço. Da parte vendedora participam as geradoras enquadradas como PIE (produtores independentes de energia). A parte compradora é constituída por consumidores com demanda superior a 0. por permitir a visualização de. nas projeções do volume que irá produzir – e que variam de acordo com as determinações do ONS.5 MW (megawatt) que adquirem a energia elétrica para uso próprio. a CCEE também se responsabiliza pela sua liquidação financeira. O vendedor. a CCEE organizou mais de 20 leilões por delegação e sob coordenação da Aneel. realizado em 2008 e caracterizado como o primeiro leilão de energia de reserva. receitas de vendas e custos de suprimento ao longo do tempo. No outro. Todas ainda estão por ser construídas e deverão entrar em operação em 2009 e 2010. a cada mês. Entre 2004 e 2008. também. Nos primeiros. a oferta não é individualizada). A primeira corresponde à produção das usinas já em operação e os volumes contratados são entregues em um prazo menor (A-1). são atribuição da Aneel. Para os investidores em geração e para as distribuidoras. Os valores máximos devem ser iguais ou inferiores ao preço teto. fixa o preço teto para o MWh a ser ofertado. o prazo de entrega geralmente é de três ou cinco anos (A-3 e A-5). Por meio de portaria.Características Gerais | Capítulo 1 elétrica são as geradoras. as partes “zerem” as suas posições através da compra ou venda da energia elétrica. vendedores e compradores negociam entre si as cláusulas dos contratos. Nos últimos anos. Os leilões dividem-se em duas modalidades principais: energia existente e energia nova. o mecanismo de colocação prioritária da energia ofertada pelo menor preço também garante a modicidade tarifária. desde que ele não supere 1% do volume total. O acerto dessa diferença é realizado por meio de operações de curto prazo no mercado “spot” abrigado pela CCEE que têm por objetivo fazer com que. Como são realizados com antecedência de vários anos. esses leilões são. também constituídas na década de 90. O comprador. portanto. baseia-se em projeções de consumo. e que têm por função favorecer o contato entre as duas pontas e dar liquidez a esse mercado. indicadores do cenário da oferta e da procura no médio e longo prazos. Esta é a sua função original. Para a EPE. prazo e condições de entrega. fornecem variáveis necessárias à elaboração do planejamento. a entidade passou a abrigar a operacionalização de parte dos leilões de venda da energia que. As transações geralmente são intermediadas pelas empresas comercializadoras. três ou cinco anos após a data de realização do leilão (que são chamados. A maior parte das usinas participantes será movida a bagaço de cana (apenas uma é abastecida por capim elefante). junto às licitações para construção e operação de linhas de transmissão. Além de abrigar essas operações. em 2007. foram significativos pela contribuição à diversificação e à simultânea “limpeza” (aumento da participação de fontes renováveis) da matriz nacional. O primeiro. a prioridade é dada ao vendedor que pratica o menor preço. respectivamente. ou ACL. A-3 e A-5). Dois deles. nas duas pontas podem ocorrer diferenças entre o volume contratado e aquele efetivamente movimentado. Nele foi ofertada a produção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e termelétricas movidas a bagaço de cana e a biomassa proveniente de criadouro avícola. A segunda. Segundo o governo. Operações de curto prazo Os contratos têm prazos que podem chegar a vários anos. foi contratada exclusivamente a energia elétrica produzida a partir da biomassa. Nos leilões de reserva. foi exclusivo para fontes alternativas. respectivamente. as distribuidoras complementam o volume necessário ao atendimento do mercado (visto que as compras de longo prazo são realizadas com base em projeções). à produção de empreendimentos em processo de leilão das concessões e de usinas que já foram outorgadas pela Aneel e estão em fase de planejamento ou construção. o objeto de contratação é a produção de usinas que entrarão em operação apenas em caso de escassez da produção das usinas convencionais (basicamente hidrelétricas). portanto. Além deles. que são realizados pela Aneel e pela CCEE. No mercado livre. de acordo com a disponibilidade de energia elétrica.

Outro é a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). MMA. Para acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território nacional. agência reguladora. o Governo Federal.SEAE SNRH. Um deles é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).847/2004 e no 10. manteve a formulação de políticas para o setor de energia elétrica como atribuição do Poder Executivo federal. responsável por coordenar e supervisionar a operação centralizada do sistema interligado brasileiro. Os instrumentos legais criaram novos agentes. por meio das leis no 10. e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). que abriga a negociação da energia no mercado livre. além de sugerir das ações necessárias. ANA e CONAMA Agentes institucionais EPE Eletrobrás Concessionárias BNDES 20 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .848/2004. com a implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico. O Novo Modelo do Setor Elétrico preservou a Aneel. vinculada ao MME e cuja função é realizar os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. Abaixo. o Atlas de Energia Elétrica reproduz a atual estrutura institucional do setor elétrico brasileiro.Capítulo 5 | Outras fontes A estrutura institucional do setor elétrico brasileiro Em 2004. foi instituído o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). por meio do Ministério de Minas e Energia (MME) e com assessoramento do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Congresso Nacional. também ligado ao MME. Estrutura institucional do setor elétrico Políticas Congresso Nacional Presidência da República CNPE / MME Regulação e Fiscalização ANEEL Agências Estaduais ANP Mercado G CCEE T D C ONS Conselhos de consumidores Entidades de defesa do consumidor SDE / MJ CADE .

gás natural ou energia elétrica) quanto para aquelas multissetoriais – as chamadas multiutilities. telecomunicações e energia. no terreno dos projetos pilotos. térmico e elétrico às ações humanas. transportes. Na atualidade. O GLP é obtido em refinarias e distribuído por meio de caminhões. Na administração e operação desses dois extremos – e. após passar décadas dependente da gasolina. mas. petróleo e gás natural). cozimento. Esta iniciativa é observada principalmente com relação ao fornecimento de energia elétrica (que na iluminação substituiria. Essa indústria faz parte de uma cadeia econômica que tem início com a exploração de recursos naturais estratégicos (como água. Por isso. Em um deles está o desenvolvimento tecnológico que visa atingir maior qualidade e eficiência tanto na produção quanto na aplicação dos recursos energéticos. gás natural e energia elétrica. há a ação horizontal. Sua entrega às localidades menores do interior do País só foi possível pela abertura das grandes rodovias nos anos 70 do século XX – e que também foram consideradas um sinal de modernização do país. como saneamento básico. entre outras. mas a tendência não se consolidou. se movimenta com o estímulo da energia elétrica. em menor escala. além de mais eficientes do ponto de vista energético. à integração nacional. como geotermia. 1Cocção: ato ou efeito de cozer. com dois extremos. também. começa a ser crescentemente abastecido por etanol – enquanto. historicamente. E é válida tanto para operadoras de um único setor (por exemplo. Esta característica pode ser observada tanto no Brasil quanto no exterior. Assim. a indústria da energia é nitidamente dividida entre os setores de petróleo. que visa a aumentar o número de pessoas com acesso às fontes mais eficientes de energia – mesmo que por meio de instalações simples e de baixo custo. e que termina no fornecimento de um serviço público básico para a sociedade. No Brasil houve um ensaio para criação das multiutilities nos anos 90. foi avaliado como reflexo da modernização econômica e social a substituição da lenha pelos derivados de petróleo (GLP. necessariamente. Os dois seguintes. o primeiro caso inclui as pesquisas sobre novas fontes. ter origem local. Este capítulo abordará a estrutura do setor de energia elétrica. minerais. é detectada também em outros setores. 1 Isto significou que maior número de pessoas passou a ter acesso a produtos que. petróleo. um exemplo é o automóvel que. a vela e o querosene dos lampiões). por exemplo. no geral. gás liquefeito de petróleo) na cocção1 de alimentos. cujas atividades têm áreas de intersecção apenas quando se trata da geração de eletricidade. Já a energia é o fator determinante para o desenvolvimento econômico e social ao fornecer apoio mecânico. O primeiro está diretamente relacionado à saúde pública. por exemplo. Do segundo. das atividades intermediárias existentes entre eles – está a chamada indústria da energia. de propriedade da União.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS Uma das variáveis para definir um país como desenvolvido é a facilidade de acesso da população aos serviços de infra-estrutura. ou é composta por estatais ou por companhias controladas pelo capital privado que atuam em um ambiente regulamentado pelos governos locais. No outro extremo. não precisavam. maré e células de hidrogênio. Esta característica faz com que o setor de energia conviva. No Brasil dos anos 70.Características Gerais | Capítulo 1 Características Gerais 1. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 21 .

De todos os segmentos da infra-estrutura. Estas últimas. Segundo dados divulgados no mês de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). o maior impacto – medido pelas variações percentuais – ocorreu nas regiões Norte e Nordeste. aliada às características geográficas. 22 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . mas também transformaram o Norte na região com maior potencial para aproveitamentos hidrelétricos do país (para detalhes. embora em números absolutos a maior parte tenha sido instalada na região Sudeste. chamados de Sistemas Isolados. como nível de atividade econômica. e se destaca como a quinta nação mais populosa do mundo. mas parte integrou o Programa Luz para Todos. transmissão e distribuição adquiriram ao longo do tempo e ainda determinam a maior ou menor facilidade de acesso da população local à rede elétrica. outros fatores. ver tópico 1. Em conseqüência. baixa densidade demográfica (principalmente na região Centro-Oeste) e. são as regiões mais desenvolvidas do país em termos econômicos e sociais. Ainda segundo a EPE. e o Luz para Todos. o impacto do Programa Luz para Todos. Em 2008. Estas particularidades determinaram os contornos que os sistemas de geração. para transferência de recursos públicos à população carente. segundo a EPE. tanto pelo aumento de renda da população mais pobre quanto pelo incremento no número de ligações elétricas. Destas.1 a seguir. que se concentram principalmente na região Amazônica. Já o Nordeste.4). Afinal. ver Capítulo 3). linhas de transmissão e ativos de distribuição) principal: o Sistema Interligado Nacional (SIN). por isso. em 2007. O atendimento foi comprometido por fatores como grande número de habitantes com baixo poder aquisitivo (no caso do Nordeste principalmente).5 milhões de unidades consumidoras em 99% dos municípios brasileiros. Esta evolução foi favorecida. Além disso.8 milhão de ligações residenciais. o que confirma a baixa densidade demográfica. estas unidades apresentaram aumento de 23% no consumo de eletricidade durante o período. segundo a EPE. Elas são. fez do mercado de energia elétrica brasileiro em maio de 2008. Os dois fenômenos foram proporcionados pela implantação simultânea de dois programas do Governo Federal: o Bolsa Família. Centro-Oeste. o país conta com mais de 61. Sudeste e Sul. A relação entre as peculiaridades regionais e o acesso à rede elétrica fica clara nas análises que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Como mostra a Tabela 1. as regiões que registram melhor relação entre número de habitantes e unidades consumidoras de energia elétrica. no caso da região Norte.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO O Brasil é um país com quase 184 milhões de habitantes. que tem por objetivo estender a rede elétrica a 100% da população. por sinal. composta por floresta densa e heterogêna. há diversos sistemas de menor porte. comprometeram a extensão das redes de transmissão e distribuição. Centro-Oeste. energia elétrica é o serviço mais universalizado. capacidade de geração e circulação de renda e densidade demográfica (número de habitantes por quilômetro quadrado) são variáveis importantes. Nordeste e parte da região Norte (para detalhes. cada uma das cinco regiões geográficas em que se divide o Brasil – Sul. em 2007 foram realizadas mais de 1. as que apresentam maior densidade demográfica. Para o atendimento ao consumidor. Nordeste e Norte – tem características bastante peculiares e diferenciadas das demais. portanto. por exemplo. o atendimento a novos consumidores pode ser realizado a partir de intervenções de pequeno porte para expansão da rede. a grande maioria. não-conectados ao SIN e. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Isto ocorre porque as características geográficas da região. No Norte. foi observado principalmente na região rural.Capítulo 1 | Características Gerais 1. apenas nesse período a taxa de atendimento no Nordeste praticamente se igualou à média nacional. Centro-Oeste e Norte historicamente concentram a maior parte da população sem acesso à rede. dificultaram a construção de linhas de transmissão de grande extensão que permitissem a conexão ao SIN. A incidência e as dimensões dos nichos não atendidos estão diretamente relacionadas à sua localização – e às dificuldades físicas ou econômicas para extensão da rede elétrica. Segundo a empresa. Sudeste. além de rios caudalosos e extensos. por exemplo. é residencial. também. No conjunto. no Norte do país. cerca de 85%. Sudeste. baixa densidade demográfica e pequena geração de renda. de instalações inicialmente restritas ao atendimento exclusivo das regiões de origem: Sul. Para geração e transmissão de energia elétrica. cerca de 95% da população tinha acesso à rede elétrica. segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São. o país conta com um sistema (conjunto composto por usinas. Essa imensa “rodovia elétrica” abrange a maior parte do território brasileiro e é constituída pelas conexões realizadas ao longo do tempo. Parte delas decorreu do crescimento vegetativo da população.

Consumidores livres (10 kV .101 7.319 3. postes e transformadores. visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão todo o suprimento destinado ao abastecimento no país. Fonte: Aneel.399 7.076 25. espalhadas por diversas regiões do país.579 50. norte-americanos. os acionistas majoritários são o governo federal.319 2007 2. transmitem e distribuem energia elétrica exclusivamente para os associados. A relação entre os agentes operadores do setor elétrico e os consumidores pode ser observada na Figura 1. 2006 2. espanhóis e portugueses.403 24.000 unidades) Região Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil Fonte: EPE. 500 kV) (13.1 abaixo. Exceção a essa regra são algumas unidades industriais que operam com tensões mais elevadas (de 2.8 3. a energia elétrica trafega em tensão que varia de 88 kV (quilovolts) a 750 kV. por meio de um sistema composto por fios.8 kV) TUSD Geração TUST Transmissão TUST Distribuição (138 kV . após a conclusão do processo de enquadramento na condição de permissionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica para cumprimento da lei no 9.4 2.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. as cooperativas de eletrificação rural. 69 kV) Tarifa de distribuição Consumidores cativos TUST Consumidores livres Figura 1. Além delas. qualquer que seja o seu porte são realizados pelas distribuidoras de energia elétrica.9 2. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 23 .Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. estaduais e/ou municipais.3 kV a 88 kV) em suas linhas de produção e recebem energia elétrica diretamente da subestação da distribuidora (pela chamada rede de subtransmissão).6 1. após deixar a usina.1 .8 5. responsáveis pelo atendimento de mais de 61 milhões de unidades consumidoras.074/1995 e da resolução Aneel no 012/2002. entidades de pequeno porte.5 3. a tensão é rebaixada e. 25 haviam assinado contratos de permissão com a Aneel. Já o mercado de distribuição de energia elétrica. O controle acionário dessas companhias pode ser estatal ou privado.3 DISTRIBUIÇÃO A conexão e atendimento ao consumidor. é formado por 63 concessionárias.703 52.1 – Relação entre agentes e consumidores. Nas redes de transmissão.745 13. 2008. atendem a pequenas comunidades.827 % 4. 30kV) (345 kV . Nos grupos de controle de várias empresas privadas verifica-se a presença de investidores nacionais. Deste total. a Aneel relaciona 53 dessas cooperativas que. Ao chegar às subestações das distribuidoras. Em 2008. chega à unidade final em 127 volts ou 220 volts.620 12.146 variação absoluta 125 674 702 201 125 1. No primeiro caso.520 3. As distribuidoras são empresas de grande porte que funcionam como elo entre o setor de energia elétrica e a sociedade.

72 vezes. Os tributos são destinados ao governo. O objetivo da Agência é. havia recuado para 16.29 14.465/2007). ou conexões irregulares que permitem o acesso ilegal à energia elétrica sem o pagamento da correspondente fatura e se configuram legalmente como crime). a duração e a freqüência das interrupções no fornecimento. FEC 21.2 .44 16.56 14. assegurar ao consumidor. Desta maneira. em 2007. em 2007.66 15. Dois desses indicadores são o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) que medem.Capítulo 1 | Características Gerais Os direitos e obrigações dessas companhias são estabelecidos no Contrato de Concessão celebrado com a União para a exploração do serviço público em sua área de concessão – território geográfico do qual cada uma delas detém o monopólio do fornecimento de energia elétrica. Entre as variáveis reguladas pela Agência estão as tarifas e a qualidade do serviço prestado – tanto do ponto de vista técnico quanto de atendimento ao consumidor. expresso em reais). os encargos do setor elétrico e os tributos determinados por lei. O valor final a ser pago pelo cliente corresponde à soma de três componentes: o resultado da multiplicação do volume consumido pela tarifa (valor do kWh. O Mapa 1.59 15.83 16. respectivamente.5% tanto para eficiência energética quanto para P&D. Já a parcela que fica com a distribuidora.19 minutos e. de 11. Alguns dos principais estimulam a inclusão social da população mais pobre por meio do acesso formal à rede elétrica e da correspondente fatura mensal (que passa a funcionar como comprovante de residência ao permitir o acesso a instrumentos econômico-sociais. até o final de 2010 esse percentual é de 0.05 19.68 21.71 11. 2008. são obrigadas a destinar um percentual mínimo de sua receita operacional líquida a essas atividades que.3 bilhão. de um lado. como São Paulo. O cumprimento dos Contratos de Concessão e as atividades desenvolvidas são estritamente reguladas e fiscalizadas pela Aneel. Quanto ao FEC. Pela legislação vigente (Lei no 11.07 16. para ser implementadas. portanto.57 18. Entre estes últimos está a compra de suprimento.2 abaixo. As distribuidoras também são responsáveis pela implementação de projetos de eficiência energética (ver Box do capítulo 2) e de P&D (pesquisa e desenvolvimento). Além de responder pelo atendimento ao cliente final.68 17. Entre esses programas estão o Baixa Renda (com tarifas diferenciadas para consumidores que atendem a determinadas especificidades de consumo e renda).62 11.Indicadores de qualidade .84 13. como mostra a Tabela1. de outro.12 12.Média anual Brasil DEC 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: Aneel. as distribuidoras desenvolvem programas especiais compulsórios com foco no consumidor. Os encargos do setor elétrico.33 16. o total de recursos aplicados entre 1998 e 2007 em programas de P&D por todas as empresas do setor (o que inclui as transmissoras e geradoras) foi de R$ 1. Neste caso.19 24. dependem da aprovação da Aneel. em 1997 o DEC médio no país foi de 27. em 1997 foi de 21. o pagamento de um valor justo e o acesso a um serviço contínuo e de qualidade e. sendo que alguns deles. a tarifa praticada remunera não apenas as atividades de 24 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . garantir à distribuidora o equilíbrio econômico-financeiro necessário ao cumprimento do Contrato de Concessão. abrigam mais de uma dessas companhias.81 16. De acordo com a Aneel.1 na página seguinte mostra que as 63 distribuidoras que operam em 2008 atuam em diferentes Estados do país. transparentes ao consumidor – têm aplicação específica.08 minutos. embutidos na tarifa – e. o Luz para Todos (universalização) e a regularização das ligações clandestinas (os chamados “gatos”. como linhas de crédito e financiamento). é utilizada para os investimentos em expansão e manutenção da rede. As tarifas de energia elétrica Tabela 1. Segundo informações da Aneel.08 As faturas mensais emitidas pelas distribuidoras registram a quantidade de energia elétrica consumida no mês anterior e medida em kWh (quilowatt-hora).68 vezes e.12 12. remuneração dos acionistas e cobertura de seus custos.72 27.85 17.

08 R$ / MWh 199.1 .86 R$ / MWh 365.86 R$ / MWh 341.08 a 317.05 a 270.32 a 294. Aneel.Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR BOA VISTA Guiana Francesa Guiana AP CEA CER O c e a n o A 0º S t l â n Equador t 0º S i c o MANAUS AM CEAM PA CELPA MA CEMAR CE COELCE RN COSERN SAELPA PI 10º S PB CELB CEPISA CELPE PE AL SE CEAL AC ELETROACRE TO RO CERON CELTINS ENERGIPE SULGIPE 10º S BA Peru MT COELBA CEMAT GO CHESP CEB-DIS DF Bolívia CELG-D MG 20º S CEMIG-D ELFSM ES 20º S MS ENERSUL ELEKTRO CNEE CPFL CLFM CPEE DMEPC CJE PIRAT EEB EBE ELPA LIGHT CFLCL AMPLA CENF ESCELSA Chile CAIUÁ-D Paraguai ZOOM 2 PR EDEVP CLFSC SP CSPE RJ ZOOM 1 ENERSUL Trópico de Capricórnio ZOOM 1 ZOOM 2 ELEKTRO COPEL-DIS CFLO FORCEL COCEL PR FORCEL CFLO COPEL-DIS COCEL MS ELEKTRO IENERGIA IENERGIA IENERGIA SC CELESC-DIS EFLUL COOPERALIANÇA CAIUÁ-D CPFL CNEE CLFM CPEE DMEPC ELEKTRO CEMIG-D MG SC CELESC-DIS HIDROPAN MUX DEMEIELETROCAR RGE 30º S HIDROPANELETROCAR DEMEI MUX RGE EFLUL EFLJC COOPERALIANÇA RS UHENPAL SP EDEVP CJE CLFSC ELEKTRO PIRAT PIRAT EEB ELEKTRO AES-SUL 30º S EBE ELEKTRO RS AES-SUL UHENPAL CEEE-D CEEE-D PR COPEL-DIS ELEKTRO CSPE EBE ELPA Uruguai PIRAT PIRAT Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Custo médio da tarifa residencial R$ / MWh 412.35 a 389.84 a 341.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Mapa das Concessionárias de Distribuição Residenciais por R$/MWh Atlas de Energia Elétrica do Brasil 25 . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .59 a 365.59 R$ / MWh 294. 2008.11 a 412.86 a 436.62 R$ / MWh 398.35 R$ / MWh 317.32 N O L S Fonte: SGI.84 R$ / MWh 270.

custo da energia comprada e tributos estaduais. geração de energia + transmissão + distribuição transporte de energia até as casas ( o) + encargos e tributos Figura 1. como pode ser observado na Figura 1. as tarifas passaram a ser fixadas por empresa. se essa área coincide com a de uma unidade federativa. Fonte: Aneel. entre outros. Seus valores são estabelecidos por Resoluções ou Despachos da Aneel. com a edição da Lei no 8. eles representaram cerca de R$ 11 bilhões. Alguns encargos têm. o objetivo de incentivar o uso fontes alternativas. quando considerado o seu conjunto. conforme mostra a Tabela 1. tamanho do mercado (quantidade de unidades de consumo atendidas por uma determinada infraestrutura). a tarifa é única naquele estado.3 a seguir. 26 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . para desenvolver e financiar programas do setor elétrico definidos pelo Governo Federal. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1993 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Figura 1. Como são contribuições definidas em leis aprovadas pelo Congresso Nacional. em 1993. uma vez que a integralidade de seu custo era transferida ao consumidor. Encargos e tributos Os encargos setoriais são custos inseridos sobre o valor da tarifa de energia elétrica. existia uma tarifa única de energia elétrica no Brasil.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. Fonte: Aneel. como forma de subsídio. por exemplo. conforme características específicas de cada área de concessão – por exemplo. conseqüentemente. Entretanto.Capítulo 1 | Características Gerais distribuição. para efeito de recolhimento pelas concessionárias dos montantes cobrados dos consumidores por meio das tarifas de energia elétrica. Cada encargo é justificável.2 a seguir. independentemente de seu nível de eficiência. são utilizados para determinados fins específicos. mas também de transmissão e geração de energia elétrica. Até a década de 90. Caso contrário.631. que garantia a remuneração das concessionárias. pressionam a tarifa.3 abaixo. se avaliado individualmente. e. Outros contribuem para a universalização do acesso à energia elétrica e para reduzir o valor da conta mensal dos consumidores localizados em áreas remotas do País. Em 2007. Esse sistema não incentivava a busca pela eficiência por parte da distribuidora. como a região Norte. número de consumidores. Como pode ser observado na Figura 1. Portanto.4). abastecida por usinas a óleo diesel e não conectadas ao SIN (ver tópico 1. a capacidade de pagamento do consumidor. tarifas diferentes coexistem dentro do mesmo estado. quilômetros de rede de transmissão e distribuição.

estadual.470 1. 2008. e que asseguram recursos para que o Governo desenvolva suas atividades. Fonte: Aneel. Já os tributos são pagamentos compulsórios devidos ao Poder Público.1 – Anatomia da conta de luz.1 a seguir mostra a composição da conta mensal de energia elétrica. a partir de determinação legal.244 667 635 327 86 9. Propiciar o desenvolvimento energético a partir das fontes alternativas.871 2.valores em milhões de R$ 2. municipal.3 .617 Fonte: Aneel.Os principais encargos inseridos nas tarifas Encargo CCC Conta de Consumo de Combustíveis CDE Conta de Desenvolvimento energético RGR Reserva Global de Reversão CFURH Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos P&D Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética PROINFA TFSEE Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica ESS Encargos de Serviços do Sistema Finalidade Subsidiar a geração térmica na região Norte do país (Sistemas Isolados). Sobre as contas mensais de energia elétrica incidem os seguintes tributos: Programas de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS).317 1. O Gráfico 1. promover a universalização do serviço de energia.25 Transmissão Distribuição (parcela B) Compra de energia Encargos e tributos Gráfico 1. Indenizar ativos vinculados à concessão e fomentar a expansão do setor elétrico. Prover recursos para o funcionamento da ANEEL Subsidiar a manutenção da confiabilidade e estabilidade do Sistema Elétrico Interligado Nacional Total 2007 . Promover pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas à eletricidade e ao uso sustentável dos recursos naturais.45 R$ 6.33 R$ 33. Subsidiar as fontes alternativas de energia. 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 27 . Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP). 40 35 30 25 R$ 20 15 10 5 0 R$ 28. federal. e subsidiar as tarifas da subclasse residencial Baixa Renda.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1.98 R$ 31. Compensar financeiramente o uso da água e terras produtivas para fins de geração de energia elétrica.

3 kV atendida a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturada na Grupo A excepcionalmente 28 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . dois condutores. industrial. A ligação bifásica é feita por duas fases e um neutro (três condutores). segundo uma fórmula prevista no Contrato de Concessão. de usinas hidrelétricas instaladas em localidades distantes dos centros consumidores. na maior parte. ou seja. Já a Revisão Tarifária Extraordinária destina-se a atender casos muito especiais de desequilíbrio justificado. 1. são responsáveis pela implantação e operação da rede que liga as usinas (fontes de geração) às instalações das companhias distribuidoras localizadas junto aos centros consumidores (tecnicamente chamados de centros de carga). e os Sistemas Isolados. quando um evento imprevisível afetar o equilíbio econômico-financeiro da concessão. conforme relacionado abaixo. Pode ocorrer a qualquer tempo. Essas empresas. cooperativa de eletrificação rural e serviço público de irrigação B3 – demais classes B4 – Iluminação pública A unidade consumidora residencial pode ser classificada em monofásica. O Reajuste Tarifário restabelece o poder de compra da receita da concessionária.Capítulo 1 | Características Gerais As atualizações tarifárias Os Contratos de Concessão prevêem três mecanismos de atualização tarifária: Reajuste Anual. serviço público e consumo próprio. em intervalos de quatro ou cinco anos. rural. iluminação pública. bifásica e trifásica.4 TRANSMISSÃO O segmento de transmissão no Brasil é composto em 2008 por mais de 90 mil quilômetros de linhas e operado por 64 concessionárias. A monofásica está ligada à rede de eneriga elétrica por uma fase (onde transita energia elétrica) e um neutro (para fechar o circuito). enquanto a trifásica é ligada por três fases e um neutro (quatro condutores). exceto no ano em que ocorre o mecanismo de revisão tarifária. os consumidores são identificados por classes e subclasses de consumo: residencial. investimentos e receitas para fixar um novo patamar de tarifas adequado à estrutura da empresa e a seu mercado. Classificação das unidades consumidoras Para efeito de aplicação das tarifas de energia elétrica. como mostra o Mapa 1. O número de fases aumenta de acordo com a carga (demanda e consumo) da unidade consumidora para garantir maior qualidade e segurança no fornecimento de energia. instalados principalmente na região Norte.2 na página seguinte. Ele é concedido anualmente na data de aniversário do contrato. Esse mecanismo se diferencia dos reajustes anuais por ser mais amplo e levar em conta todos os custos. A grande extensão da rede de transmissão no Brasil é explicada pela configuração do segmento de geração. A Revisão Tarifária Periódica permite o reposicionamento da tarifa após completa análise dos custos eficientes e remuneração dos investimentos prudentes. • Alta tensão A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV A3 – tensão de fornecimento de 69 kV A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV A4 – tensão de fornecimento de 2. • Baixa tensão B1 – residencial e residencial de baixa renda B2 – rural. que abrange a quase totalidade do território brasileiro. Revisão Tarifária e Revisão Tarifária Extraordinária. A principal característica desse segmento é a sua divisão em dois grandes blocos: o Sistema Interligado Nacional (SIN). Cada classe tem uma estrutura tarifária distinta de acordo com as suas peculiaridades de consumo e de demanda de potência.3 kV a 25 kV AS – tensão de fornecimento inferior a 2. constituído. poder público. comercial e serviços. que obtiveram as concessões ao participar de leilões públicos promovidos pela Aneel. As concessões de transmissão são válidas por 30 anos e podem ser prorrogadas por igual período.

Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá Belém Manaus O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o Fernando de Noronha São Luis PA MA Teresina PI Fortaleza CE AM RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho TO RO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Tipos de centrais elétricas Eólica PHC UHE UTE Solar Sistemas Elétricos Isolados ~ 45 % do território ~ ~ 3% da população ~ ~ 3 % do consumo nacional ~ ~ 4% do parque gerador do País ~ O N L S Fonte: Aneel 2008 ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Situação em outubro de 2003 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 29 .Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.2 .

(*) Gás natural liquefeito (**) Bagaço de cana Fonte: PSR. o SIN é composto por 89. na próxima página. 500 e 750 kV (também chamada rede básica que. Isto é particularmente importante em um país como o Brasil.2 abaixo).3.55 101. 500 400 R$ / MWh 491.6 mil km. O Mapa 1.6% de toda a capacidade de produção de energia elétrica do país – oriunda de fontes internas ou de importações.40 116.61 330. Como os custos da produção têm reflexo nas tarifas pagas pelo consumidor e variam de acordo com a fonte utilizada (ver Gráfico 1. o que permite tanto a conexão de novas grandes hidrelétricas quanto a integração de novas regiões. é composta pelos ativos de conexão das usinas e aqueles necessários às interligações internacionais).11 300 200 100 0 197.05 127. ampliando a possibilidade de troca de energia elétrica entre as regiões. de uma maneira geral. 440. principalmente do Paraguai por conta do controle compartilhado da usina hidrelétrica de Itaipu. Se. concentra aproximadamente 900 linhas de transmissão que somam 89.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil. o volume de produção igual ao de consumo. pelo processo permanente de expansão. em 2008. 30 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Além disso. por exemplo. quando o aumento do consumo aliado ao atraso no início do período chuvoso da região Sudeste apontou para a necessidade de uma ação preventiva para preservação dos reservatórios. a extensão era de 77. Esta troca ocorre entre todas as regiões conectadas entre si.2 mil quilômetros de rede. O sistema interligado se caracteriza.65 125.2 mil quilômetros nas tensões de 230. A energia hidrelétrica.Capítulo 1 | Características Gerais O Sistema Interligado Nacional (SIN) O SIN abrange as regiões Sul. permanentemente. além das grandes linhas entre uma região e outra.80 118. 345. Entre os benefícios desta integração e operação coordenada está a possibilidade de troca de energia elétrica entre regiões. em que os lagos estão mais vazios – permitindo. As termelétricas. Centro-Oeste. é prioritária no abastecimento do mercado. mostra o horizonte da transmissão no período de 2007 a 2009. a integração permite que a localidade em que os reservatórios estão mais cheios envie energia elétrica para a outra.95 140. abriga 96. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável pela coordenação e controle da operação do SIN. Isto ocorreu no início de 2008.60 138. com isso. Sudeste. também. 2008 (adaptado). são acionadas para dar reforço em momentos chamados como picos de demanda (em que o consumo sobe abruptamente) ou em períodos em que é necessário preservar o nível dos reservatórios – ou o “estoque de energia”. transformam-se em variáveis avaliadas pelo ONS para determinar o despacho – definição de quais usinas devem operar e quais devem ficar de reserva de modo a manter. Nordeste e parte do Norte. em 2003. caracterizado pela predominância de usinas hidrelétricas localizadas em regiões com regimes hidrológicos diferentes. a preservação do “estoque de energia elétrica” represado sob a forma de água. Em 2008. realizada pelas companhias geradoras e transmissoras.75 135. sob a fiscalização e regulação da Aneel. Outra possibilidade aberta pela integração é a operação de usinas hidrelétricas e termelétricas em regime de complementaridade.75 Óleo diesel Óleo combustível Eólica Gás natural Nuclear Carvão nacional Carvão importado GNL* Hidrelétrica PCH Biomassa** Gráfico 1. A expansão verificada a partir desse ano reforçou as interligações do sistema. mais barata e mais abundante no Brasil. Como os períodos de estiagem de uma região podem corresponder ao período chuvoso de outra.

Sistema de transmissão .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador 2 Belém t 0º S i c o 3 AM Manaus PA Tucuruí 4 São Luis 2 2 2 2 MA 2 2 2 Teresina PI CE Fortaleza Natal João Pessoa Recife Maceió 2 RN 2 PB 2 AC 10º S Rio Branco RO Porto Velho TO 2 2 2 PE 3 4 AL 2 3 2 2 E 2 3 2 2 Palmas BA 2 2 10º S SE Aracaju Peru 2 2 MT 2 Serra da Mesa 3 2 Salvador 3 Cuiabá 3 Bolívia Goiânia GO 3 MS Campo Grande 2 2 DF 3 Brasília D 3 2 MG 20º S A 2 C 2 SP 2 2 2 2 2 2 Belo Horizonte ES 2 2 2 Vitória 20º S Chile Paraguai Itaipu Yaciretá B 4 3 2 PR 3 4 São Paulo 2 2 2 RJ Trópico de Capricórnio 3 2 SC 3 2 2 Rio de Janeiro 2 Curitiba Blumenau Argentina 30º S Guarabi Uruguaiana 50 MW 2 2 RS 2 5 2 30º S Porto Alegre Livramento 70 MW Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Existente Futuro Complexo 138 kV 230 kV 345 kV 440 kV 500 kV 750 kV + 600 kV CC – A B C D E Paraná Paranapanema Grande Paranaíba Paulo Afonso Centro de carga N Número de circuitos existentes N O L S Fonte: ONS. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Horizonte 2007-2009 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 31 .3 . 2008.

o que levará à conexão do sistema isolado Acre-Rondônia (Figura 1. o Governo Federal criou a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC). Roraima.4% da energia elétrica produzida no país. no Mato Grosso. Por ser predominantemente térmico. AM Porto Velho Abunã Rio Branco Samuel Ariquemes Jaru Ji . Essa conta é paga por todos os consumidores de energia elétrica do país. Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) e termelétricas movidas a biomassa.5 mil km de linhas em três anos. Para assegurar à população atendida por esses sistemas os benefícios usufruídos pelos consumidores do SIN.4 . constante do relatório de administração de 2007. Outra.829 quilômetros de extensão a ser construída na Floresta Amazônica. A visão do ONS. as dificuldades de logística e de abastecimento dessas localidades pressionam o frete dos combustíveis (com destaque para o óleo diesel).3 milhão de consumidores espalhados por 380 localidades. Amapá e do Amazonas.4 abaixo). ligará Vilhena e Samuel (ambas em Rondônia) a Jauru. a exemplo do que tem ocorrido com as demais regiões do país. encargo setorial que subsidia a compra do óleo diesel e óleo combustível usado na geração de energia por usinas termelétricas que atendem às áreas isoladas. do Governo Federal. Amapá e Rondônia. no final de 2008. construção e operação de novas linhas de transmissão. 2008.Paraná Pimenta Bueno Linhas leiloadas MT RO Vilhena Cidezal MT Bolívia Jauru Figura 1. com 50% do mercado total dos sistemas isolados. Em 2008. de 11. Além disso. o valor da CCC foi de R$ 3 bilhões A expansão da rede de transmissão A tendência é que ao longo do tempo os Sistemas Isolados gradualmente sejam integrados ao SIN. eles atendem a uma área de 45% do território brasileiro e a cerca de 3% da população nacional – aproximadamente 1. Fonte: ONS. Segundo dados da Eletrobrás. Uma delas interligará a usina hidrelétrica de Tucuruí (PA) a Macapá e Manaus. Macapá (AP). Estão localizados principalmente na região Norte: nos Estados de Amazonas. os Sistemas Isolados apresentam custos de geração superiores ao SIN. com 1. Manaus (AM) e Porto Velho (RO) e o estado de Roraima (com exceção da capital Boa Vista e seus arredores. Acre. abastecidos pela Venezuela). em função das peculiaridades geográficas da região em que estão instalados. O empreendimento permitirá o suprimento de energia elétrica a diversos municípios dos estados do Pará. Em 2008. Este movimento contribui para a redução dos custos da CCC e é proporcionado pela concessão. São assim denominados por não estarem interligados ao SIN e por não permitirem o intercâmbio de energia elétrica com outras regiões. Integram esta projeção duas linhas que permitirão a conexão de outros sistemas isolados e cuja construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em junho de 2008 a Aneel leiloou a concessão para construção da linha Tucuruí-Manaus-Macapá. Manaus tem o maior deles. respondem por 3. e possibilitará a interligação de diversas regiões isoladas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). 32 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. é que o SIN registre uma nova expansão. Os sistemas isolados de maior porte suprem as capitais Rio Branco (AC).Capítulo 1 | Características Gerais Os Sistemas Isolados Os Sistemas Isolados são predominantemente abastecidos por usinas térmicas movidas a óleo diesel e óleo combustível – embora também abriguem Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).

227.7 2008* 2. Neste total estão embutidas as linhas que conectam. e “Plano de Ampliações e Reforços (PAR)”. as usinas hidrelétricas a serem construídas no Rio Madeira (Santo Antonio e Jirau) e 7.083 km de linhas de transmissão.503. que viabiliza.45 km. 71 linhas transmissão.441.000 km por ano. ano do racionamento de energia elétrica.232.037 1.0 644.9 2. distribuição) ou pelas companhias resultantes de sua cisão para fins de privatização (para detalhes. As linhas de transmissão e subestações que compõem a interligação terão extensão aproximada de 2.5 mil km de rede. inclusive.198 2. A partir desse ano.158.926. deste total. transmissão e.375 quilômetros (km).8 4.000 2.074 818 178 995 1.973.897. ver Box 1) e ainda controladas pelo Estado. também permitirá a conexão do estado de Rondônia ao SIN.539 388 3. com destaque para 2003. PCHs) instaladas nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.2 km e.279. no geral.980 as 27 usinas (termelétricas movidas por bagaço de cana-deaçúcar e pequenas centrais hidrelétricas.280 123 180 1998 0. 2. ao SIN.66 quilômetros (km).441 4. Do total de linhas licitadas.6 4.080 1.1 1.7 177.000 3. até o final deste ano.730. O vencedor seria o candidato que apresentasse a menor tarifa a ser praticada. no entanto. 15.1 2.5 2.1 179.077.898 605 0 0 3.8 605.437.407.216.7 2002 1.0 861.0 861.1 3. 5. em 2009.036 2. Excluindo-se 2001. em alguns casos.512. estão em construção.538.0 Gráfico 1.5 2005 2.0 3.037.077 0 2. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 33 .149.000 0 Licitadas Autorizadas Total 861 0 861 0 3.7 km de linhas foram energizados.0 1999 0.0 2000 0.035.9 2001 505. com 4. indicam as obras (linhas e subestações) necessárias para a adequada prestação dos serviços.000 Acréscimo Anual de Linhas (km) 6. como mostra o Gráfico 1.0 523.438 1.233 2. totalizando 7.074.512 524 3.6 2010* 0. Em 2008. a Aneel iniciou o processo de expansão dessas instalações. 2008.217 3. 1.4 123.000 1.3 3. Leilões de linha de transmissão Até 1999. Em 2008. a previsão é que. em que a expansão foi significativamente reduzida.000 5.7 1.998.3 .0 387.7 995.313. a Aneel licitou e autorizou 34.0 3.979. É a perspectiva de construção destas linhas de transmissão.9 2003 3.9 2.077.9 2004 1.000 4. elaborado pela EPE.0 0. Os documentos “Programa de Expansão da Transmissão (PET)”. do ponto de vista técnico e econômico.079.4 2008 (ener) 1.150 505 645 2.5 2007 817. Desde 1998. o aumento da participação do bagaço de cana na matriz da energia elétrica nacional.926 1.158 1.9 mil km. com base em leilões para seleção do grupo empreendedor responsável pela construção e operação da rede.7 3. Fonte: Aneel.974 259 3.0 1. a rede de transmissão era operada exclusivamente pelas companhias verticalizadas (com ativos de geração.079. entrem em operação.314 2. nos demais períodos o acréscimo à rede básica foi superior a 2. 4. O planejamento da expansão do sistema de transmissão do Brasil é realizado em conjunto pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo ONS.3 abaixo.6 259.1 2009* 4. leiloado em novembro de 2008.81 km estão em operação.Expansão da rede básica de transmissão.503 4.7 2006 3.736.Características Gerais | Capítulo 1 O linhão das usinas do rio Madeira. que determina à Aneel a promoção e o acompanhamento dos processos de licitação das respectivas concessões.0 0.197. Em 2008.077 2. a Aneel leiloou mais de 3. Em novembro. Os empreendimentos definidos pelo Governo Federal são incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND). elaborado pelo ONS.0 2.080 3.

é considerado como bem da União. comercializadores. econômico-financeira e fiscal após a realização da sessão pública do leilão e apenas para as vencedoras do certame.0 4. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a diversificação da matriz da energia elétrica. autoprodutores e produtores independentes.Acréscimo anual da geração (em MW) 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 (*) Até 16/8/2008. Um dos principais objetivos desta decisão é reduzir a relação de dependência existente entre volume produzido e condições hidrológicas (ou nível pluviométrico na cabeceira dos rios que abrigam estas usinas). da Aneel. pela Constituição. Detalhes a respeito da geração de energia elétrica no Brasil e no mundo são fornecidos nos capítulos de 3 a 9. técnica. portanto.998. em 2007. a menor Receita Anual Permitida (RAP) para prestação do serviço público de transmissão. deve ser precedida de um estudo de inventário – cuja realização depende de autorização da Aneel e cujos resultados também deverão ser aprovados pela entidade. Do total de usinas. quando os investimentos em expansão foram praticamente paralisados. O fenômeno foi resultado da construção de usinas baseadas em outras fontes (como termelétricas movidas a gás natural e a biomassa) em ritmo maior que aquele verificado nas hidrelétricas.0 860.6 2. que podem concorrer isoladamente ou em consórcio. provém de usinas hidrelétricas. vence quem oferecer a menor tarifa. As informações da Agência também demonstram que.264. o conjunto de empreendimentos menores.5* 1. 130 empreendimentos em construção e mais 469 outorgados.5 na página seguinte. o Brasil conta. Fonte: Aneel.234.425.768 usinas em operação.840. ou seja. 2008. Já a construção das UHEs e PCHs. 2. O planejamento da expansão do setor elétrico.2 3. 34 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .2 2. assim como fundos de investimentos em participação registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).4 .4 3.816 MW (megawatts) – número que exclui a participação paraguaia na usina de Itaipu.028.8 mil MW à capacidade instalada no país nos próximos anos. 227 centrais geradoras hidrelétricas (pequenas usinas hidrelétricas) e uma solar. que correspondem a uma capacidade instalada de 104.5 4. desde 1999. os leilões são realizados com inversão da ordem de fases.3 4.042 térmicas abastecidas por fontes diversas (gás natural. estão as térmicas e. ainda. 159 são hidrelétricas. Este segmento conta com mais de 1. Nesses leilões. Em segundo lugar. 1. óleo diesel e óleo combustível). com 1. Como pode ser observado na Tabela 1.935. públicas e privadas. Há poucos anos. é relativamente simples. o que permitirá a inserção de mais 33. A partir daí. historicamente concentrada na geração por meio de fonte hidráulica. Tabela 1. De acordo com a atual sistemática. 320 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). que consiste na habilitação jurídica. Essa diferença a menor também contribui para maior competitividade do setor produtivo nacional. na seqüência. uma vez que a tarifa de uso dos sistemas de transmissão é um dos componentes de custo da tarifa praticada pelas distribuidoras. O BIG relaciona. a autorização para construção configura-se como um ato administrativo e. Em 2008. como mostra a Tabela 1. essa participação recuou para cerca de 74%. tanto instalada quanto prevista. por envolver a exploração de um recurso natural que. o aumento na capacidade instalada do país tem sido permanente – ao contrário do que ocorreu no final dos anos 80 e início da década de 90.0 4. em novembro de 2008. No caso das térmicas.638. Todas as etapas da vida de uma usina – dos estudos para desenvolvimento do projeto à operação – são autorizadas e/ou fiscalizadas pela Aneel. duas nucleares. biomassa.5 GERAÇÃO De acordo com o Banco de Informações de Geração (BIG).506. o processo regulamentar que dá origem à autorização para a construção das UHE é bem mais complexo do que o das PCHs. Os deságios verificados resultam em benefícios ao consumidor.Capítulo 1 | Características Gerais Os editais de licitação permitem a participação de empresas nacionais e estrangeiras. 4 mil MW foram agregados à capacidade instalada. A maior parte da potência. as hidrelétricas representavam cerca de 90% da capacidade instalada no país.4 a seguir.100 agentes regulados entre concessionários de serviço público de geração.

19 34.26 14. de esfera estadual ou federal). Foi o que ocorreu no leilão da usina de Santo Antônio.22 1.464.189 50 2. devem ser obtidas.01 6.Empreendimentos em operação.29 0 71.400.627 25. o empreendimento está apto a ser licitado por meio de leilões de venda antecipada da energia a ser produzida (para detalhes ver Box 1). a etapa seguinte ao estudo de inventário é a realização.007. os restantes 30% poderão ser comercializados no mercado livre de energia (para conhecer o funcionamento desse mercado.26 2. construção e outorgados Empreendimentos em Operação Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Central Geradora Solar Fotovoltaica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Usina Termonuclear Total Quantidade 227 17 320 1 159 1.815.19 0 9.11 0.900 12. Definido o vencedor do leilão. valor que correspondeu a um deságio de 21. no Rio Madeira (RO): o consórcio Madeira Energia S/A vendeu 70% da produção às distribuidoras pelo preço de R$ 78. caso o aproveitamento esteja localizado em dois ou mais Estados) e a reserva de recursos hídricos (a ser promovida junto aos órgãos responsáveis pelos recursos hídricos.432.053. Para os empreendedores da usina de Jirau.08 9.568 9.317.632. também no Rio Madeira.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. pelo empreendedor que solicitar a autorização.523 2.090.201 26.33 100 Para as UHEs.399.401.21 47. Concluída esta etapa. Vencerá o proponente que se propuser a vender a produção às distribuidoras pelo menor preço por MWh (megawatt-hora).37 por MWh.00 por MWh.898 7.34 20.920 2.20 24. Simultaneamente.383.66 100 Empreendimentos Outorgados entre 1998 e 2008 (não iniciaram sua construção) Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Undi-Elétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Fonte: Aneel.431 % 0. do estudo de viabilidade.528.598 20 74.000 104.87 por MWh.500 1. o processo foi o mesmo. diante do preço máximo fixado pelo MME de R$ 122.824 % 0.73 58.330 1.650 2.646 % 0. ver Box 1).57% em relação ao preço teto estabelecido pelo MME.768 Potência Outorgada (kW) 120.5 .070 4.92 100 Empreendimentos em Construção Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Quantidade 1 22 67 21 19 130 Potência Outorgada (kW) 848 463. O Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB) se dispôs a vender ao mercado cativo (distribuidoras) 70% da energia pelo preço de R$ 71. Quantidade 74 1 50 166 15 163 469 Potência Outorgada (kW) 50. também. vem a etapa de desenvolvimento do Projeto Básico Técnico (PBT) – a ser aprovado pela Aneel – e do Projeto Básico Ambiental (PBA) – encaminhado Atlas de Energia Elétrica do Brasil 35 . de R$ 91 por MWh.009 272. Tanto em Santo Antônio quanto em Jirau.042 2 1. 2008. a licença ambiental prévia (junto ao órgão ambiental estadual ou nacional.526.

2007. aneel. Como pode ser observado na Tabela 1. Apenas após obter as aprovações a ambos.br Power Systems Research (PSR) – disponível em www.1 5.br Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.4 0. o último inventário global foi realizado em 1992 pela Eletrobrás.gov.035 17.437 4. a Aneel seleciona o empreendedor de acordo com critérios pré-definidos.Situação em 2007 (MW) Bacia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Amazonas Paraná Tocantins/Araguaia São Francisco Atlântico Sudeste Uruguai Atlântico Sul Atlântico Leste Paraguai Parnaíba Atlântico NE Oc.mme.816 5.epe.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.757 14.2 0.org.ccee.eletrobras.1 100. na bacia Amazônica.gov.com 36 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . ons. Após a realização do estudo de inventário.6 1.801 28.2 1.2 23.149 57.490 % 42.728 12.br Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) – disponível em www. Em 2008.psr-inc. é exatamente nesta região. avalia o projeto básico da usina e concede a autorização para a instalação.6 abaixo. o empreendedor poderá desenvolver o projeto executivo e dar início à construção da usina. Já a construção de PCHs – com potência de até 30MW e reservatório não superior a 3 km2 não exige nem o estudo de viabilidade nem a licitação.gov. a EPE ocupava-se da revisão dos inventários dos rios Araguaia e Tibagi e realizava novos estudos em bacias principalmente da região Norte. Total Fonte: EPE.044 376 158 251.2 7.gov.087 3. que se encontra o maior potencial hidrelétrico existente no país.102 1.br Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – disponível em www. No Brasil.1 2. Tabela 1.0 11.0 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. Atlântico NE Or.1 <0.Capítulo 1 | Características Gerais ao órgão ambiental responsável pela avaliação do empreendimento.6 . Total 106.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica .org.9 5.

Parte I Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Energia no Brasil e no mundo Consumo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 37 2 .

conforme registra o estudo Análise Retrospectiva. em elemento de marketing da indústria de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Uma das maneiras mais modernas e utilizadas no mundo para conter a expansão do consumo sem comprometer qualidade de vida e desenvolvimento econômico tem sido o estímulo ao uso eficiente. Em abril de 2008. No Brasil. esse estímulo tem sido aplicado de maneira sistemática desde 1985. tem aspectos negativos. em colaboração com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). como residências. Além disso. envolvendo investimentos de R$ 261 milhões. permitiriam a redução anual de 369 GWh. ou consumidores eletrointensivos. As práticas para estimular o uso eficiente da eletricidade se dividem em dois grupos principais: ações educativas da população e investimentos em equipamentos e instalações. quando os consumidores foram obrigados a se adequar a quotas de consumo mensal.25% da receita operacional líquida para esses programas educativos. Para serem implementados. Uma ação que tem sido usual é a doação de lâmpadas eficientes e. a redução total do consumo obtida com esses programas desde 1998 será de 5. a Aneel havia aprovado 279 deles. As primeiras.25% de sua receita operacional líquida a programas e ações que se caracterizem pela eficiência energética. Em 1993. As distribuidoras também destinam parte dos 0. em menor escala. de âmbito nacional e coordenado pela Eletrobrás. constante do Plano Nacional de Energia 2030. Finalmente. Estas últimas chegam a registrar eficiência até 48% superior à das primeiras. o Procel também desenvolveu programa pedagógico junto às escolas do ensino fundamental e iniciou projetos e cursos técnicos. então.597 GWh por ano. a fim de reduzir o custo dos insumos). Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia. ou para aplicação na linha de produção no caso da indústria de porte médio (visto que os grandes consumidores. embora possa refletir o aquecimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. com o objetivo de formar profissionais com competência específica em eficiência energética. também desenvolvidas individualmente pelas distribuidoras. marcaram o início da atuação do Procel. Um deles é a possibilidade do esgotamento dos recursos utilizados para a produção de energia (ver capítulos 3 a 9).Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 2 Eficiência energética A expansão acentuada do consumo de energia. apresentados por 61 distribuidoras e que. Com isso. A eficiência energética transformou-se. Outra parte é utilizada na implantação de projetos de eficiência energética. foi lançado o selo Procel. a legislação também determina que as distribuidoras de eletricidade destinem 0. no que concerne à energia elétrica. indústria e setor público. essas companhias desenvolverem projetos de iluminação para clientes do poder público e comércio. concedido anualmente para reconhecer a excelência energética do equipamento em relação aos demais disponíveis. Uma outra vertente adotada pelas distribuidoras para a aplicação compulsória dos recursos é o desenvolvimento de ações específicas para clientes de maior porte. caracterizada pela publicação e distribuição de manuais destinados a orientar os consumidores de diversos segmentos. esses programas devem ser aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). a substituição de geladeiras antigas por modelos mais novos junto à população de baixa renda durante programas de regularização das ligações clandestinas. É comum. Além disso. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O selo Procel ganhou expressividade a partir do racionamento de 2001. segundo informações divulgadas em setembro de 2008 pela Aneel. 38 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Outro é o impacto ao meio ambiente produzido por essa atividade. comércio. quando o Ministério de Minas e Energia (MME) criou o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). por exemplo. possuem projetos permanentes nesta área. um terceiro são os elevados investimentos exigidos na pesquisa de novas fontes e construção de novas usinas.

Consumo | Capítulo 2

Consumo
2.1 INFORMAÇÕES GERAIS O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto a capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente mais avançados, como automóveis (que demandam combustíveis), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (que exigem acesso à rede elétrica e pressionam o consumo de energia elétrica). Essa inter-relação foi o principal motivo do acentuado crescimento no consumo mundial de energia verificado nos últimos anos.
6 5 4 3 2 1 0

2

Como mostra o Gráfico 2.1 abaixo, de 2003 a 2007 a economia mundial viveu um ciclo de vigorosa expansão, refletida pela variação crescente do PIB: 3,6% em 2003; 4,9% em 2004; 4,4% em 2005; 5% em 2006 e 4,9% em 2007, segundo série histórica produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No mesmo período, a variação acumulada do consumo de energia foi de 13%, passando de 9.828 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em 2003 para 11.099 milhões de tep em 2007, como pode ser observado no BP Statistical Review of World Energy, publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum, nova denominação da companhia British Petroleum). A edição de 2008 do Key World Energy Statistics,

1997

1998 Variação do PIB

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Variação do consumo de energia

Gráfico 2.1 - Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 - 2007).
Fonte: Ipea, BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

39

Capítulo 2 | Consumo

da International Energy Agency (IEA), compara os anos de 1973 e 2006. Nesses 33 anos, o consumo mundial aumentou 73% ao passar de 4.672 milhões de tep para 8.084 milhões de tep. Os números apresentados e os períodos abordados pela BP Global e pela IEA são bastante diferentes entre si. No entanto, as tendências que eles refletem são as mesmas: acentuada expansão, estimulada principalmente pelo crescimento econômico dos países em desenvolvimento, particularmente da Ásia e América Latina. Ao final de 2008, não está claro com que intensidade os setores produtivos irião se ressentir da crise que eclodiu no mercado financeiro durante o segundo semestre do ano. Assim, a dimensão dos problemas ainda não está suficientemente para permitir projeções mais específicas sobre o nível de atividade econômica e o comportamento do consumo de energia. Em outubro de 2008, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou uma aguda desaceleração da economia mundial, particularmente nas nações mais desenvolvidas, que teriam crescimento próximo a zero pelo menos até meados de 2009. Nas economias em desenvolvimento, como da América Latina, a variação ainda seria positiva, mas recuaria de algo próximo a 5% para a casa dos 3%. No mesmo mês, a IEA também reduziu suas estimativas a respeito do consumo do petróleo. Pelas novas projeções da entidade, na média de 2008 esse consumo seria de 86,5 milhões de barris diários (240 mil barris diários a menos que na última estimativa) e, em 2009, de 87,2 milhões de barris diários (440 mil barris diários a menos). Como ocorre historicamente, em 2007 e 2008 o petróleo respondia pela maior parte do consumo primário (fonte a ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica) de energia do mundo. Em 2007, segundo a BP Global, a aplicação do recurso correspondeu a 3.952 milhões de tep, imediatamente seguido por carvão (3.177 milhões de tep), gás natural

(2.637 milhões de tep), hidráulica (709,2 milhões de tep) e nuclear (622 milhões de tep), como mostra a Tabela 2.1 a seguir.

Tabela 2.1 - Consumo mundial de energia por combustível em 2007
Combustível
Petróleo Carvão Gás natural Hidráulica Nuclear Total
Fonte: BP, 2008.

Mtep
3.952,8 3.177,5 2.637,7 709,2 622,0 11.099,3

O setor de transportes continuava a responder pelo maior volume consumido de derivados de petróleo (60,5% do total em 2006, segundo as últimas estatísticas da IEA), enquanto a indústria demandava a maior parte da produção de carvão (78,8%). Já o gás natural era utilizado principalmente por residências, agricultura, comércio e serviço público, que em 2006, juntos responderam por 48,1% do consumo mundial total, diante de um consumo industrial de 35,2%. O conjunto desses setores também respondeu pela absorção do maior volume de energia elétrica no período (56,7%), imediatamente seguido pela indústria (41,6%). Quando considerado o volume total de energia fornecido, qualquer que seja a fonte, o grupo formado por residências, agricultura, comércio e serviço público se constitui no maior consumidor, responsável pela absorção de 2.937 milhões de tep em 2006. Na seqüência vêm transportes, com 2.226 milhões de tep, e indústria, com 2.180 milhões de tep, como mostra a Tabela 2.2 abaixo.

Tabela 2.2 - Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep)
Fontes e consumo
Indústria Transportes** Outros setores Usos não energéticos

Carvão Mineral
550,57 3,78 114,21 29,69

Petróleo
4,19 0,01 0,32 6,55

Derivados de Petróleo
325,35 2.104,85 471,39 568,72

Gás Natural
434,28 71,28 592,90 134,99

Energia Nuclear
-

Energia Hidrelétrica
-

Biomassa
187,83 23,71 828,57 -

Outras fontes*
678,24 22,80 930,22 -

Total
2.180,46 2.226,43 2.937,62 739,94

(*) Outras fontes incluem: Geotérmica, solar, eólica etc. (**) Inclui bunkers marítmos. Fonte: IEA, 2008.

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Consumo | Capítulo 2

2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO Os 30 países desenvolvidos que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)1 são, historicamente, os maiores consumidores mundiais de energia. Sua participação no total mundial, porém, tem recuado ao longo do tempo. Já nos países em desenvolvimento, a participação relativa, ainda que em alguns casos seja pouco expressiva, como na América Latina, registrou aumento acumulado superior a 100% nas últimas três décadas. A Figura 2.1 abaixo mostra os diferentes volumes de consumo de energia primária per capita nas diversas regiões do mundo.

consumo de energia elétrica per capita 2007 (tep) 0,0 a 1,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,5 4,5 a 6,0 > 6,0

Figura 2.1 - Consumo de energia elétrica per capita em 2007.
Fonte: BP, 2008.

Essa disparidade é explicada pela estrutura econômica e social de cada um dos dois grupos. Os países que compõem o primeiro são caracterizados por uma economia relativamente estável, em que não há espaço para aumentos acentuados na produção industrial ou no consumo de bens que pressionam a absorção de energia, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Em sociedades mais estruturadas e ricas, a maior parte da população conseguiu adquiri-los ao longo da segunda metade do século XX. Além disso, para a produção industrial, os países desenvolvidos tendem a utilizar, com maior freqüência, equipamentos energeticamente eficientes que, ao longo do tempo, passaram a

requerer menor volume de energia para se manter em operação. Finalmente, eles também deixam, aos países em desenvolvimento, a realização de atividades que consomem muita energia, como é o caso da siderurgia e produção de alumínio (ou a chamada indústria energointensiva). As variações do consumo de energia, portanto, são suaves, quando não decrescentes. Na França e Alemanha, por exemplo, o consumo total de energia primária recuou, respectivamente, 2,1% e 5,6% entre 2006 e 2007, segundo o estudo da BP Global. No mesmo período, o PIB desses países teve evolução de 1,9% e 2,5%. Também na comparação entre 2006 e 2007, o consumo nos Estados Unidos aumentou apenas 1,7%, enquanto a economia cresceu 2,2%.

1 Os países da OCDE relacionados pela IEA são: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, República Eslovaca, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

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Capítulo 2 | Consumo

Já os países em desenvolvimento estão mais sujeitos a bruscas reversões de tendências na economia – seja pela política econômica interna restritiva, seja pela grande dependência do capital internacional, dado o pequeno volume de poupança interna. A partir dos anos 90, houve, inclusive, uma sucessão de vigorosos ciclos de expansão em função do elevado volume recebido de investimentos externos, originários das nações desenvolvidas. Na América Latina, esse movimento foi muito perceptível no Brasil e Chile. No mundo, os destaques são os países asiáticos, como China e Rússia, favorecidos pela liberalização gradual dos regimes comunistas. Além disso, esses países costumam apresentar variações do consumo de energia bem mais acentuadas que o crescimento do PIB em função de fatores como a existência de grande número de indústrias energointensivas, demanda reprimida por eletrodomésticos, eletroeletrônicos e automóveis, e existência de uma forte economia informal (com atividades sem registro e, portanto, sem a correspondente arrecadação de impostos e tributos). Sobre o impacto que esses ciclos de expansão econômica têm sobre o consumo local de energia, o Brasil tem exemplos clássicos. O primeiro ocorreu no ano de 1994, quando o Plano Real, ao conter a inflação e estabilizar a moeda, permitiu o aumento abrupto de renda da população. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS, órgão que coordena a operação integrada da geração e transmissão de energia elétrica na maior parte do país), a expansão do consumo de energia elétrica deu um salto de 4,55 % em 1994 e de 6,41% no ano seguinte, em função do aumento de vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Além disso, em 2006 e 2007, o aquecimento econômico, com conseqüente geração de empregos, aliado à estratégia setorial de dilatação dos prazos de financiamento, beneficiou, entre outros, o setor automobilístico, que registrou volumes recordes de vendas de automóveis – o que também pressionou o consumo de combustíveis como gasolina e etanol.

por estes 30 países aumentou 35% (de 2.829 milhões de tep para 3.824 milhões de tep), enquanto a evolução do consumo mundial foi de 73%. A variação verificada na energia elétrica foi bem mais expressiva: 140%, passando de 323 milhões de tep para 776 milhões de tep. Os Estados Unidos continuaram a liderar o ranking dos maiores consumidores em 2007, ao responder por 21,3% do total mundial, conforme o estudo da BP Global. Considerando que a participação de Canadá e México (2,9% e 1,4%, respectivamente) é pouco representativa no contexto do consumo de energia mundial, é possível depreender, portanto, que Estados Unidos foram os principais responsáveis pela consolidação da América do Norte como uma das maiores consumidoras mundiais de energéticos. Em 2007, esta região, composta por três países, respondeu por 25,6% do total mundial. Essa participação foi superada pela Europa/Eurásia que, com mais de 30 países, respondeu por 26,9% do consumo global e pela Ásia Pacífica, com participação de 34,3%. Outra característica observada nos países desenvolvidos foi uma certa diversificação no tipo de energéticos. Mas este comportamento é resultado mais das políticas aplicadas individualmente pelos governos locais (para detalhes, ver capítulos 3 a 9) do que uma opção da população, para quem, na maior parte das vezes, a fonte utilizada para a produção de energia é pouco visível. Essas políticas, ainda em andamento, visam à diversificação da matriz e conseqüente redução da utilização dos combustíveis fósseis – grupo no qual os principais integrantes são petróleo e carvão – em função tanto da volatilidade e tendência de alta dos preços do petróleo quanto da necessidade de contenção do volume de emissões de gases causadores do efeito estufa a partir dos compromissos assumidos no protocolo de Kyoto, em 1992 e retificados no Tratado. Assim, entre 1973 e 2006, a participação do carvão nos países da OCDE recuou de 10,1% para 3,5% do total de energia consumida. No petróleo, a queda foi de 56,6% para 51,8%. Ao mesmo tempo, o consumo de energia elétrica quase dobrou (11,4% para 20,3%) enquanto a posição das fontes renováveis e do grupo “Outras Fontes” (eólica e solar, entre outras) também apresentou um salto significativo, embora sua posição no ranking total continuasse pouco expressiva. As fontes renováveis (lideradas pela biomassa) apresentaram variação de 2,9% para 3,8% no período e o grupo “Outras Fontes”, de 0,8% para 1,9%, como mostra o Gráfico 2.2 a seguir.

Países desenvolvidos Segundo estatísticas da IEA, em 1973 os membros da OCDE respondiam por 60,6% dos 4.672 milhões de tep da energia primária absorvida por todos os países pesquisados. Em 2006, essa participação recuou para 47,3% do total de 8.084 milhões de tep. Entre um ano e outro, portanto, o volume demandado

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Nesse ano. 2008. A África também registrou um expressivo aumento de participação.7 5. portanto.6 51.6 3.1 3.1 3. descontando-se a China. Países em desenvolvimento Em 2007. A maior fonte de energia é o carvão. por serem economias menores – e. A diferença é que.215 milhões de tep para 1. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 43 . em 10 anos.5 0.5 8. ainda assim. Segundo o estudo da BP Global.8 OCDE China Ásia Rússia África América Latina Oriente Médio Bunkers marítimos Países europeus fora da OCDE Gráfico 2.9 6.6 2.2 18.8% para 5. o país foi o segundo do ranking mundial.4 milhões de tep.7% sobre o ano anterior). aumentou de 6.3 18. quando absorveu 917.5% de 1973 a 2006.5 11.8 5.3 2. ver capítulo 3). 70 60 50 40 % 30 20 10 0 60. a China registra uma tendência ininterrupta de aumento do consumo energético desde 1998.8 0. o volume do carvão consumido apresentou variação de 7.4 20.9 3. a variação foi de 3. o consumo mais que dobrou. Por regiões. Na América Latina. a participação da Ásia.Consumo | Capítulo 2 60 50 40 % 30 20 10 0 Petróleo 11.9 56. ao investir na expansão das usinas hidrelétricas (para detalhes.9 4. respondeu por apenas 0. registrou uma variação de 8% no consumo. absorverem um volume menor – as elevadas variações exercem menor pressão na oferta global. o Equador. O Brasil respondeu por 2% do consumo mundial.5% para 11.3%.Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006. Fonte: IEA. Fonte: IEA.6%. Isto significa que. O país tem buscado a diversificação da matriz. mas. como mostra o Gráfico 2.7 10. só superado pelos Estados Unidos. segundo a IEA.3 .7% para 5.3 1973 2006 15 7.5 Eletricidade Gás Natural Carvão 2.1 0. outros países e regiões em desenvolvimento registraram comportamento semelhante ao longo dos últimos anos.863 milhões de tep (aumento de 7.8 1. Embora a China seja o exemplo mais expressivo em termos de crescimento do consumo de energia. apresentando variação de 103%.3 1.1% do total mundial. a participação da China no mercado mundial de energia aumentou 5. o que transforma a China em um dos grandes emissores mundiais de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa. 2008.2 . Mas.311 milhões de tep. Em 2007. entre 2006 e 2007. de 3.5 12. ao passar de 1.3 a seguir.8 1973 2006 Biomassa Outros Gráfico 2. ao absorver 1.1%.Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006). por exemplo.9%.6 47.

443 milhões de tep. uma variação de 9.1% -1.6% em 2001.395 7.7%. Se somados óleo diesel.596 milhões de tep para 215. no mesmo período.93%.6% 8. 2008 (Adaptado do BEN 2008).409 milhões de tep. No Brasil. portanto.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL Além do desenvolvimento econômico. Na China e na Índia. gás natural. os derivados de petróleo eram os principais energéticos utilizados no país em 2007 – um comportamento verificado ao longo dos últimos anos. No Brasil. ao atingir 35. segundo o Balanço Energético Nacional de 2008.186 milhões de tep (aumento de 0. ** Inclui lixívia. entre 2006 e 2007 apenas Rússia permaneceu com o volume consumido relativamente estável (0. o consumo atingiu 76. ver tópico 2. essa taxa teve uma tendência de queda relativa.342 8.2% 7.836 26. É interessante notar.3 abaixo e o Gráfico 2. Na Índia. inclusive.5% -0. Mas.414 13. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (para detalhes. Rússia.494 6. entre 2000 e 2005.745 16. No Brasil.887 2007 35.14%).731 14.310 14. gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo).443 34.Capítulo 2 | Consumo Dos chamados membros do BRIC (Brasil. o que justifica a consolidação da cana-de-açúcar como segunda principal fonte primária para produção de energia no país. ser atribuído principalmente ao desempenho da economia.2%. registrando variação média anual de 1. como mostram a Tabela 2. a tendência do consumo de energia no período foi de crescimento: 13. de 6. de 1. 2. visto que o consumo de energia elétrica registrou uma queda de 6. porém. acompanhando a taxa de crescimento do PIB nacional. registrou aumento de 5. coque de carvão mineral e carvão vegetal. outra variável que determina o consumo de energia é o crescimento da população – indicador obtido tanto pela comparação entre as taxas de natalidade e mortalidade quanto pela medição de fluxos migratórios. que enquanto gasolina automotiva registrou recuo de 1. do Ministério de Minas e Energia. Quanto à modalidade de energético mais consumido.7% 6. De 1990 a 2007. até 2007. de 33. Ainda assim. a variação entre 2006 e 2007 foi de 6. os grupos a registrar maior variação no período. este comportamento foi beneficiado pela utilização de outros tipos de energia. está diretamente relacionada à facilidade de acesso aos recursos primários em cada localidade. o energético mais consumido foi o carvão. Na Rússia. o consumo de etanol aumentou 34. onde o consumo aumentou 55% em 10 anos.46%. óleo combustível.0% 34. de uma maneira geral a tendência tem sido de expansão do consumo global de energia (o que abrange derivados de petróleo.612 7. que em todo o período que vai de 1970 a 2007.3).395 milhões de tep para 8. o gás natural. mostra. em 2007.949 milhões de tep para 172. Fonte: MME. portanto.612 milhões de tep. entre outros. aliás. Etanol e bagaço de cana foram.72%. gás de refinaria.625 14. Tabela 2.7% ao passar de 6.3 . A série histórica constante do Balanço Energético Nacional de 2008. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética. o crescimento acumulado foi de 69%.Consumo final energético por fonte (103 tep) Fonte Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina* Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Outras fontes** 2006 33. 44 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . ao da energia elétrica que.199 39.7% em relação ao total de 2006. registrou um crescimento acumulado de 14.433 42.816 24. o consumo global de energia registrou recuo: passou de 171. Nem mesmo em 2001. De acordo com o BEN 2008.0% entre um ano e outro.7% 3. diante de um consumo total de 201. O Produto Interno Bruto do país. com o consumo total passando de 127. acumulando. A exemplo do que ocorre no mercado mundial.3%. também neste caso o movimento pode.565 milhões de tep.6%. Foi muito superior. conforme dados do Ipea.449 milhões de tep.536 milhões de tep. ano marcado pelo racionamento de energia elétrica.208 16. Índia e China). a produção de usinas hidrelétricas e derivados de petróleo.4 a seguir.7% * Inclui apenas gasolina A (automotiva). entre outros). Este país apresentou crescimento ininterrupto de consumo desde 2001.536 32.957 Variação % 5.8%. segundo relata o estudo Análise Retrospectiva constante do Plano Nacional de Energia 2030. energia elétrica.2% 10. segundo a BP Global).

9% em 2006 – o que provocou. 76.2% em 2005 e 3. 5. este setor registrou um aumento de 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Industrial Transportes Residencial 22. gasolina e GLP.6 5. como ocorre no BEN 2008. Fonte: MME.6% no volume total e a um aumento de 5.1 22. conforme Tabela 2. o setor industrial continuou a ser o maior consumidor. Fonte: MME. Outras fontes Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Em 2007. Movido pelo incremento no nível de atividade econômica.551 GWh. O volume absorvido.4 a seguir. A partir desse ano.0 8.5 Energético Agropecuário Comercial Público Gráfico 2.7% sobre o ano anterior. Em função do racionamento de 2001 – e das correspondentes práticas de eficiência energética adotadas.2% em 2004. considerando que os derivados de petróleo.Consumo | Capítulo 2 50 40 30 20 10 0 2006 2007 Gráfico 2.4 .8 53.5 abaixo. inclusive. Energia elétrica A energia elétrica foi a modalidade mais consumida no país em 2007. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 45 . porém. com variação de 11.5% em 2003.9 2006 2007 57.5 . imediatamente seguido por transportes e residências. a tendência à expansão contínua e acentuada.443 milhões de tep. em vez de somados.5 9. preocupações com relação à capacidade de a oferta acompanhar esta evolução. iniciada em 2003. manteve-se inalterada. como utilização de lâmpadas econômicas no setor residencial –.3 6. 4. como pode ser observado no Gráfico 2. Só foi superado pelo setor energético (que agrega os centros de transformação e/ou processos de extração e transporte interno de produtos energéticos. na sua forma final).Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. correspondeu a uma participação de 17.1 5. 2008 (Adaptado do BEN 2008). estava em níveis próximos aos verificados entre 1999 e 2000. Com este desempenho.3 18.7% no volume absorvido. segundo série histórica constante do BEN 2008. ingressou em ritmo acelerado de crescimento – 6.9 3.6 21.Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. são desmembrados em óleo diesel. em 2002 o consumo de energia elétrica verificado no país. 2008 (Adaptado do BEN 2008). de 321.2%).4 3. 35.8% e por transportes (8.7 81.

536 6. 12.574 13.121 0 2.657 6.544 13.305 2.247 6.119 21.178 6.829 27. essa região consumiu 466 GWh (gigawatts-hora). no Nordeste. nas demais regiões a evolução do consumo tem sido bem mais acentuada.910 97 69.184 3.450 29.500 16.976 904 1.506 28.448 3.101 12. Em 1990.409 5.627 13.498 14.333 4.202 3.387 6.395 48 72.420 32.469 13.414 24.625 3.147 3.844 4 3.694 8. no Rio Tocantins.390 17.716 35.456 804 1.495 2.996 0 2. 46 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .626 4.79% e.144 4.820 77 71.273 3.384 2.202 111 5.709 201.319 7.688 29.248 6.137 33. a absorção de energia na região foi incrementada a partir dos anos 70.496 16.726 32.216 164.049 30.208 3.433 182.794 38 69. de 130.369 0 8. É possível constatar. que de 1988 a 2007 o volume absorvido pela região Sudeste/CentroOeste aumentou 83.51%. a EPE detectou que.239 12.817 30.259 6. porém. em fins de 1985.294 15.247 8.215 7.342 7.661 4 2.296 16.828 7.245 2007 14.210 31.798 78 70.085 6.084 10.Capítulo 2 | Consumo Tabela 2.505 9. Em 2007. Na região Norte.320 6. O caso da região Norte ilustra como a oferta local é um elemento importante no impulso ao consumo.443 6.663 3.246 641 1.310 26.519 16.379 6.155 5.919 16.609 5.53%.509 4.342 907 1.687 2006 13.382 6.914 152. pela série histórica produzida pelo ONS.848 178. o volume de energia elétrica requerido pelas residências dessa região (que abriga 28% da população nacional) ultrapassou o da região Sul (15% da população nacional).377 75 71.382 6.279 155.997 14.alcatrão Subtotal derivados de petróleo Óleo diesel Óleo combustível Gasolina Gás liquefeito de petróleo Nafta Querosene Gás canalizado Outras secundárias de petróleo Total Fonte: MME. em função de dois fatos marcantes: a criação da Zona Franca de Manaus e a entrada em operação da usina hidrelétrica Tucuruí.598 709 1.530 2003 10.759 13.084 13.664 158.051 7.401 0 9.401 6.589 GWh.963 37 71.731 3.946 436 1. a variação foi de 184.286 35 8.218 19.430 5.267 6.069 460 1.328 6.303 28.280 1999 4.607 7. Segundo a EPE.289 6.752 20. o que favoreceu a instalação de indústrias de alumínio na região.4 .226 1998 4.745 3. em alguns casos.335 4 3.177 32.280 775 1.402 4 3.219 6.657 2001 7.743 16.673 27.016 14.182 0 2.199 0 2.301 14.834 7.841 13.918 29.955 6. 128.699 15. Já o caso do Nordeste é ilustrativo do impacto da geração de renda no consumo de energia elétrica. no Sul. Em 1970.552 2.116 4 2.043 As diferenças regionais.180 85 8.381 2.221 0 8. Em maio de 2008.525 13.162 6.455 GWh.670 188.161 26 8.541 11.715 156.126 14.445 50 71.538 26.014 157.674 1. continue a liderar o ranking dos consumidores.353 6.783 58 71.893 2. mais industrializada e com atividade agropecuária bastante ativa. provoca fluxos migratórios – e à disponibilidade da oferta de eletricidade também interferiram nos volumes de energia elétrica absorvidos no país.513 13.291 709 1.196 2.869 30.468 7.569 12.562 169.2 na página seguinte mostra o consumo de energia elétrica por região em 2007.144 874 1.632 0 10.986 6.578 0 9. 1997 4.157 27.676 2.642 4.355 2. A Figura 2.449 34.342 6.Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Identificação Gás natural Carvão mineral Lenha Bagaço de cana Lixívia Outras recuperações Gás de coqueria Coque de carvão mineral Eletricidade Carvão vegetal Álcool etílico Outras secundárias .500 13. 2008.814 5.327 26.594 15.742 4 3.619 8.71%.643 2002 9.394 3.684 2. principalmente relacionadas ao ritmo de atividade econômica – que.223 13.432 5. embora a região Sudeste/Centro-Oeste.931 108 4.622 2004 11.687 2.433 0 2.815 2000 6. 30.612 56 76.842 761 1.695 25.885 7.638 7.776 78 71.836 6.494 7.221 2005 12. Assim.706 32.816 6.988 94 6. pela primeira vez.

Consumo de energia elétrica por região em 2007. Nos 12 meses concluídos em maio de 2008. de 33. 2008.455.Consumo | Capítulo 2 evolução do número de domicílios atendidos.020 GWh. A linha divisória dessa expansão concentra-se nos últimos cinco anos da década de 90.575 Transportes 17. Nos últimos anos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 47 . 30. Conforme série histórica constante do BEN 2008. no qual poderiam negociar os excedentes – ou eletricidade produzida. agropecuário. em função do aumento de renda e de programas sociais de transferência de recursos do Governo Federal (em especial o Bolsa Família) quanto na 450 400 350 300 TWh 412. volume 37. no público. indica uma tendência consistente. o setor também tem se caracterizado pela acentuada variação dos volumes consumidos. a variação acumulada foi. Fonte: ONS.718 GWh.575 GWh. mas não consumida. Outro setor que se destaca pelo volume absorvido aliado ao acentuado crescimento é o residencial. 1. atingia 20.881 192. em função do Programa Luz para Todos. também do Governo Federal.269 Setor Energético 17.96 GWh Consumo total: 435. e transportes.923 GWh.43 GWh 71.535 GWh. ano de constituição do mercado livre. com a aplicação de 192. de 262%.718 Público 58.480. o consumo residencial de eletricidade no Nordeste atingiu 15. por 47. mas. enquanto na região Sul ficou em 15 mil GWh.6 abaixo. volume 14. Em 1998. Em 15 anos.583 GWh. que começou a se configurar no final do ano de 2007.6% superior ao de 1992. Fonte: BEN. o industrial. em 1992 essa atividade foi responsável pelo consumo de 13. embora pequena. a quantidade produzida foi de 14. ele absorveu 90. também.616 Residencial Industrial Consumo final energético Gráfico 2.881 GWh.2 . como ocorre tradicionalmente. Em 2007.45 GWh 63. Em 2007. No setor comercial o consumo foi de 58. está alicerçada tanto na expansão do consumo médio por domicílios. como mostra o Gráfico 2. 17.616 GWh em 2007.684. quantidade muito inferior à registrada pela indústria. continuou a liderar o ranking dos maiores consumidores de energia elétrica.130 250 200 150 100 50 0 1. ou investimentos realizados por consumidores de grande porte em usinas geradoras para suprimento próprio e venda do excedente em mercado.203.535 Comercial 90. Por setores.58 GWh 270. 2008. Segundo a EPE. portanto. ainda assim.Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007. Em 1995.44 GWh Figura 2. por ser o principal abrigo de uma tendência que tem evoluído nos últimos anos: a autoprodução de energia.6 .544. o segundo maior do país. quando os investidores foram estimulados pela constituição do mercado livre de energia elétrica (ver capítulo 1).4 mil GWh.536 Agropecuário 33.536 GWh.138 GWh. Este setor se caracteriza.9% superior ao de 1995. A diferença.

143 GWh. pela população em geral.740 GWh.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.0% 20. divulgados em maio de 2008 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).7%.000 7. do Governo Federal.gov. Também contribuíram para esse comportamento o aumento do número de unidades consumidoras formalmente ligadas à rede elétrica.000 244.0% 1. Tabela 2.200. o programa realizou um total de 1. 2004-2008 Regiões Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Total Fonte: MME.000 550. Como pode ser observado na Tabela 2. a maior parte das ligações foi realizada na regiões Nordeste e Sudeste. Em 2001 e 2002 recuou para. aneel.300 772.br BP Global – disponível em www.770 GWh e 72.613 GWh.org.600.Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos. Em 2003. Este fenômeno foi proporcionado tanto pelos programas de regularização de ligações clandestinas. Pessoas beneficiadas 1.900 Número de ligações realizadas 15.577.800 322.epe. o consumo foi de 83.000 3. 73.gov. adotadas durante o racionamento.9% 100. beneficiando 7.bp.2% 6. segundo dados do Ministério de Minas e Energia.800.5 abaixo.5 .700 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.800. No acumulado dos cinco anos que vão de 2002 a 2007.4% 8.Brasil. atingindo 76. deu um salto de 4. porém. quanto pelas novas ligações realizadas pelo Programa Luz para Todos.000 650.mme.8 milhões de pessoas.500 108.Capítulo 2 | Consumo Este comportamento foi mais visível a partir de 2003.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.br 48 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .gov.5% 49. respectivamente.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. Nos quatro anos de vigência. das práticas de consumo eficiente de eletricidade. coordenado pela Eletrobrás. o consumo de energia elétrica pelo setor residencial aumentou 25%. portanto.200 129. 2008 (Valores acumulados até maio de 2008).6 milhão de ligações. o que leva muitos analistas a interpretarem o fenômeno como o abandono gradual. Em 2000.gov. ons. desenvolvidos individualmente pelas distribuidoras.br Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – disponível em ipeadata.iea.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.000 1. nas grandes regiões .

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Eletronorte Energia Hidráulica Atlas de Energia Elétrica do Brasil 49 3 .

única maneira de poupar energia elétrica para os períodos de seca. o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da usina. Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. sejam eles naturais. Em períodos de chuva. Os sistemas de captação e adução são formados por túneis.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 3 O caminho da água na produção de eletricidade Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio. Francis e Bulbo. Durante o seu movimento giratório. Os principais tipos de turbinas hidráulicas são: Pelton. como as quedas d’água. há o vertedouro. sistema de captação e adução de água. ou seja. basicamente. as turbinas convertem a energia cinética (do movimento da água) em energia elétrica por meio dos geradores que produzirão a eletricidade. Já a estrutura da usina é composta. Fluxo de água Reservatório Casa de força Canal Gerador Linhas de transmissão de energia Duto Turbina Rio Perfil esquemático de usina hidrelétrica 50 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Algumas usinas hidroelétricas são chamadas “a fio d’água”. a ausência de reservatório diminui a capacidade de armazenamento de água. esses reservatórios têm outras funções: permitem a formação do desnível necessário para a configuração da energia hidráulica. Essas usinas fio d’água reduzem as áreas de alagamento e não formam reservatórios para estocar a água ou seja. Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão ou de chuva. A barragem tem por objetivo interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório. Além de “estocar” a água. canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força. que funcionam em conjunto e de maneira integrada. A turbina tipo Bulbo é usada nas usinas fio d’água por ser indicada para baixas quedas e altas vazões. Kaplan. a captação da água em volume adequado e a regularização da vazão dos rios em períodos de chuva ou estiagem. a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga. por barragem. casa de força e vertedouro. próximas à superfície e utilizam turbinas que aproveitam a velocidade do rio para gerar energia. a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo. formadas por uma série de pás ligadas a um eixo conectado ao gerador. ou criados artificialmente. Cada turbina é adaptada para funcionar em usinas com determinada faixa de altura de queda e vazão. Depois de passar pela turbina. Por último. não exigindo grandes reservatórios. Outra é a existência de água em quantidade maior que a necessária para o armazenamento ou a geração de energia. É nesta instalação que estão as turbinas.

Energia Hidráulica | Capítulo 3 Energia Hidráulica 3. Além disso. cuja combustão é caracterizada pela liberação de gases na atmosfera e 46.0 10.9 Nuclear 2. é renovável: pelos efeitos da energia solar e da força da gravidade.1 INFORMAÇÕES GERAIS A água é o recurso natural mais abundante na Terra: com um volume estimado de 1. 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 Petróleo Carvão Gás natural Biomassa 24. E. como mostra a seguir o Gráfico 3. inferior à do carvão e à do gás natural. rios e lagos.2 10.0 20. 2008.1 .4 26.2. Fonte: IEA. a posição na matriz da energia elétrica sofreu recuo acentuado: de 21% para 16%.1 Hidráulica Outras renováveis Gráfico 3. Segundo o último relatório Key World Energy Statistics.36 bilhão de quilômetros cúbicos (km3) recobre 2/3 da superfície do planeta sob a forma de oceanos. ambos combustíveis fósseis não-renováveis. como o Guarani. conforme o Gráfico 3. de 2. que retornam à superfície terrestre sob a forma de chuva.2% para apenas 1.1 6. no Sudeste brasileiro. A água também é uma das poucas fontes para produção de energia que não contribui para o aquecimento global – o principal problema ambiental da atualidade.1 abaixo.6 0.5 34. publicado em 2008. da International Energy Agency (IEA). No mesmo período. decrescente.1 3 1973 2006 Mesmo assim.2 0. ainda. calotas polares. de líquido transforma-se em vapor que se condensa em nuvens.8 0. entre 1973 e 2006 a participação da força das águas na produção total de energia passou.Matriz energética nos anos de 1973 e 2006.8%. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 51 . pode ser encontrada em aquíferos subterrâneos. a participação da água na matriz energética mundial é pouco expressiva e.2 1.5 16. na matriz da energia elétrica.

ver capítulo 5). embora desde a Antiguidade a energia hidráulica tenha sido usada para gerar energia mecânica – nas instalações de moagem de grãos. que também inclui a energia mecânica e térmica. Nos últimos 30 anos. quase integralmente. Alemanha. e América Latina. no Brasil. país em que a hidreletricidade responde pela maior parte da produção da energia elétrica. fica comprometida. Mesmo nessas últimas regiões. no rio Madeira (região Norte). a participação na produção total da energia final. Apesar das pressões. em particular na China. quando for concluída em 2009.3 0.2 . em contraste com as baixas taxas observadas em países da África. as usinas de Jirau e Santo Antônio. como matéria-prima da eletricidade. Japão. Da água doce restante. ao superar a binacional Itaipu. os países desenvolvidos já haviam explorado todos os seus potenciais. Nesse mesmo período. Do volume total. O principal argumento contrário à construção das hidrelétricas é o impacto provocado sobre o modo de vida da população. são notáveis as taxas de aproveitamento da França. 52 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . com 14 mil MW.3 Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica 2.7 20. em função do Brasil. apenas aquela que flui por aproveitamentos com acentuados desníveis e/ou grande vazão pode ser utilizada nas usinas hidrelétricas – características necessárias para a produção da energia mecânica que movimenta as turbinas das usinas.3 40. De acordo com o estudo sobre hidreletricidade do Plano Nacional de Energia 2030. a quase totalidade está nos oceanos e. Três Gargantas terá capacidade instalada de 18. por exemplo – no século XX passou a ser aplicada. pela formação de grandes lagos ou reservatórios. o andamento de alguns empreendimentos foi afetado pela pressão de caráter ambiental contra as usinas hidrelétricas de grande porte.0 38. No Brasil o aproveitamento do potencial hidráulico é da ordem de 30%. 2008. Entre outros fatores. Um deles relaciona-se às características de distribuição da água na superfície terrestre. Noruega. dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental e mudança no eixo da barragem podem provocar o atraso na construção de Jirau.1 14. como gás natural e as usinas nucleares. No Brasil. No entanto. Assim. embora pesquisas estejam sendo realizadas.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Carvão 6.6 3. a China mantém inalterado o cronograma da construção de Três Gargantas – que deverá ser a maior hidrelétrica do mundo. Fonte: IEA. Vários elementos explicam esse aparente paradoxo. são pilares da expansão da oferta de energia elétrica prevista para o período 2006-2015. elaborado pela EPE.6 12. o que fez com que o volume produzido registrasse evolução inferior ao de outras fontes. sujeitos a um possível esgotamento das reservas no médio e longo prazos. a oferta de energia hidrelétrica aumentou em apenas dois locais do mundo: Ásia. flora e fauna locais. Além disso. a expansão não ocorreu na velocidade prevista.8 21.3 1973 2006 Outras Gráfico 3. também de acordo com levantamentos da IEA. Estados Unidos e Suécia.Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. aumento do nível dos rios ou alterações em seu curso após o represamento.0 16.1 % 24. Já a redução da participação na matriz da energia elétrica tem a ver com o esgotamento das reservas.200 MW (megawatts). Ásia e América do Sul. a força das marés não é utilizada em escala comercial para a produção de energia elétrica (para detalhamento.

tipo de turbina empregada. em locais de altas quedas d’água. como é o caso da binacional Itaipu. Em pouco mais de 100 anos. a potência instalada das unidades aumentou significativamente – chegando a 14 mil MW. construída em parceria por Brasil e Paraguai e hoje a maior hidrelétrica em operação do mundo. com 0. e ainda no reinado de D. no município de Diamantina. Até então. As principais variáveis utilizadas na classificação de uma usina hidrelétrica são: altura da queda d’água.1 MW e 30 MW de potência instalada) e Usina Hidrelétrica de Energia (UHE. ao contrário do que ocorre com as usinas termelétricas (cujas instalações são mais simples). tipo de barragem e reservatório. Mas não há consenso com relação a essas medidas.que. Já as PCHs e CGHs. Pedro II. Quanto maior a usina. por sua vez. mais distante ela tende a estar dos grandes centros. ou seja. regulam a vazão da água que irá fluir para elas. exige a construção de grandes linhas de transmissão em tensões alta e extra-alta (de 230 quilovolts a 750 quilovolts) que. dado o seu grande porte permitem o acúmulo de grande quantidade de água e funcionam como estoques a serem utilizados em períodos de estiagem. O Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétrica (Cerpch. é definida como de alta. atravessam o território de vários Estados. vazão. Todos são fatores interdependentes. capacidade ou potência instalada. o Brasil construiu a primeira hidrelétrica. Na mesma época. Assim. O que evoluiu foram as tecnologias que permitem a obtenção de maior eficiência e confiabilidade do sistema. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adota três classificações: Centrais Geradoras Hidrelétricas (com até 1 MW de potência instalada). muitas vezes. As unidades a fio d’água geram energia com o fluxo de água do rio. pela vazão com mínimo ou nenhum acúmulo do recurso hídrico. ver Box 3) se mantém inalterado. da Universidade Federal de Itajubá – Unifei) considera baixa queda uma altura de até 15 metros e alta queda. com mais de 30 MW). barragem e reservatório. instaladas junto a pequenas quedas d’águas. A primeira hidrelétrica do mundo foi construída no final do século XIX – quando o carvão era o principal combustível e as pesquisas sobre petróleo ainda engatinhavam – junto às quedas d’água das Cataratas do Niágara. a altura da queda d’água e a vazão dependem do local de construção e determinarão qual será a capacidade instalada . de forma a Usina hidrelétrica de Marimbondo. localização. A queda d’água. Mas. a energia hidráulica da região tinha sido utilizada apenas para a produção de energia mecânica. Os primeiros. Além disso. o princípio básico de funcionamento para produção e transmissão da energia (para detalhes. baixa ou média altura. Fonte: Banco de imagens de Furnas. superior a 150 metros. determina o tipo de turbina. Assim. O porte da usina também determina as dimensões da rede de transmissão que será necessária para levar a energia até o centro de consumo (ver Capítulo 1).5 MW (megawatt) de potência e linha de transmissão de dois quilômetros. geralmente localizados na cabeceira dos rios. Por isso. Pequenas Centrais Hidrelétricas (entre 1. no geral. utilizando as águas do Ribeirão do Inferno. como estão localizados a montante das demais hidrelétricas.Energia Hidráulica | Capítulo 3 O que é a energia hidrelétrica A energia hidrelétrica é gerada pelo aproveitamento do fluxo das águas em uma usina na qual as obras civis – que envolvem tanto a construção quanto o desvio do rio e a formação do reservatório – são tão ou mais importantes que os equipamentos instalados. afluente do rio Jequitinhonha. A potência instalada determina se a usina é de grande ou médio porte ou uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). Existem dois tipos de reservatórios: acumulação e fio d’água. no geral abastecem Atlas de Energia Elétrica do Brasil 53 . para a construção de uma hidrelétrica é imprescindível a contratação da chamada indústria da construção pesada. permitir a operação integrada do conjunto de usinas.

22 1. a necessidade da diversificação da matriz elétrica prevista no planejamento do setor elétrico de forma a aumentar a segurança do abastecimento. Venezuela. República Popular da China. que congrega as nações mais desenvolvidas do mundo: 1. a IEA.5 TWh.0 3.2 a seguir. Segundo a Agência. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum. respondendo por 41. Índia. Primeira.383.4 mil MW de potência instalada) e 159 UHE com uma capacidade total instalada de 74.9% do total) e Canadá (368. os dez países mais dependentes da hidreletricidade em 2006 eram. o parque hidrelétrico chegou a representar 90% da capacidade instalada. respondem.007.4% no ranking mundial). independentemente de seu porte. corrobora essa relação.29 0 71.2 TWh sobre 2006). Canadá. petróleo.Capítulo 3 | Energia Hidráulica pequenos centros consumidores – inclusive unidades industriais e comerciais – e não necessitam de instalações tão sofisticadas para o transporte da energia. as usinas hidrelétricas.68% da potência total instalada no país. A energia hidrelétrica é classificada como limpa no mercado internacional. a dificuldade em ofertar novos empreendimentos hidráulicos pela ausência da oferta de estudos e inventários. aumento de 6. eles também figuram na relação 54 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . No passado. urânio e gás natural.522 2. Esta redução tem três razões.150 2. Brasil. somam-se outros dois: o baixo custo do suprimento na comparação com outras fontes (carvão.92 100. de 102.815.26 2.1 .Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tipo CGH EOL PCH SOL UHE UTE UTN Total Fonte: Aneel.261.598 20 74. De certa forma.920 2.632 mil MW.399. a maioria que queimam derivados de petróleo ou carvão.8% superior ao do ano anterior e correspondente a 15.007. com potência total de 120 MW. Em novembro de 2008. Brasil (371. Como mostra a Tabela 3. em conseqüência. 320 PCHs (2.419 20 74. Japão e Estados Unidos.306 mil TWh. Rússia. nova denominação da British Petroleum) o maior consumidor mundial de energia hidrelétrica em 2007 era a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED). volume 10.585.632.831 22. de acordo com o Banco de Informações da Geração (BIG) da Aneel.650 2. No caso dos potenciais hídricos. com dados de 2006.1 abaixo.381. portanto.851. a esses argumentos favoráveis. Com pequenas variações com relação à posição no ranking.009 272. existem em operação 227 CGHs. por 75. A terceira. No Brasil.000 104. aumenta a segurança quanto ao abastecimento de um serviço vital ao desenvolvimento econômico e social. o aumento de entraves jurídicos que protelam o licenciamento ambiental de usinas de fonte hídrica e provocam o aumento constante da contratação em leilões de energia de usinas de fonte térmica. Quantidade 227 17 320 1 159 1.11 0.9 TWh. os maiores consumidores mundiais foram China (482.824 Potência fiscalizada (kW) 146. pela ordem: Noruega. Segunda.7% do consumo total.20 24. Entre outros fatores. Suécia. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Ser favorecido por recursos naturais que se transformam em fontes de produção de energia é estratégico para qualquer país. por país.768 Potência outorgada (kW) 120. porque reduz a dependência do suprimento externo e. De acordo com o estudo Statistical Review of World Energy. como mostra a Tabela 3. 2008.922 289. em novembro de 2008.000 102.627 25.2 POTENCIAIS.864 % 0.5% sobre 2006 e 11.042 2 1. Tabela 3. por exemplo) e o fato de a operação das usinas hidrelétricas não provocar a emissão de gases causadores do efeito estufa.262 mil MW.

5 61.6 15.295 TWh (terawatts-hora) no ano. estimulado principalmente pelos investimentos realizados no Brasil.7% 8. Abaixo.3% 3.8 112.9% para 14%. Na China.9 83.4% 11.3 122. Na América Latina.9% -13. de maiores produtores: República Popular da China.9% 8.4 82. Brasil.2% 12. Venezuela e Suécia.6 66.7% 2.0% 5. de 1. conforme o Gráfico 3. Rússia.8% de um total de 3. ao atingir 7. Noruega.3 .4 292.9% 2.0 58. A inclusão.2 119. a Tabela 3. de países em desenvolvimento. Tabela 3.5% 3.8% 6.7 2007 482.6% -14.3 mostra a dependência dos países com relação à hidreletricidade. Ainda conforme a IEA. 2008. Índia e China decorre dos investimentos em hidreletricidade realizados nos últimos 30 anos com intensidade muito maior que no passado.Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 País 1 o % 98.7% 4.2 Variação 10. Índia.4 14. 2008. essa participação quase dobrou. em 1973.2 72. Fonte: Banco de imagens de Itaipu. Em 2006.2 .3% da produção total de energia hidrelétrica. a evolução foi de 2.3 na página a seguir.7% 2.9% 1.3 16. Japão. Fonte: IEA.2 8.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Tabela 3.7 7. Estados Unidos.4 Noruega Brasil Venezuela Canadá Suécia Rússia Índia China Japão o 2o 3o 4 o 5o 6o 7 o 8o 9o 10 Estados Unidos Outros países Mundo Hidrelétrica de Itaipu.0 135.8 355.4 83. o comportamento se repete com maior intensidade: um salto de 7.8 179.1 17.3 96. a Ásia (sem considerar a China) respondeu por 4.2 250.4% 7.121 TWh.Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh País 1o 2o 3 o 2006 435. Rússia.3 15.1% China Brasil Canadá Estados Unidos Rússia Noruega Índia Venezuela Japão Suécia 4o 5o 6 o 7o 8o 9 o 10o Fonte: BP. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 55 .2% 2.8 348.2 175.9% 11.9 371.5 83. como Brasil. Canadá. nessa relação.0 43.2% para 21%.5 368.3%- Participação 15.

2007.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% OECD América Latina China Antiga União Soviética Ásia (sem China) África Países europeus fora da OECD Oriente Médio 1973 2006 Gráfico 3.1 abaixo. a China é o país que mais investe em energia hidrelétrica. Outras regiões com grandes potenciais são América do Norte. na Índia também há grande expansão das hidrelétricas: em 2004 estavam em construção 10 mil MW. a China tem. Fonte: IEA. para dobrar a capacidade instalada no país. naquele ano mantinha em construção um total de 50 mil MW de potência. Ainda de acordo com o estudo. Fonte: EPE. um dos maiores potenciais tecnicamente aproveitáveis de energia hidráulica no mundo. 2008. 56 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .3 . Segundo informa o Plano Nacional de Energia 2030 com base em dados de 2004.1 . também. Além de Três Gargantas. Índia e Brasil. Como pode ser observado no Figura 3. Canadá 7% EUA 4% Rússia 12% China 13% Índia 5% Congo 5% Brasil 10% Figura 3. com 28 mil MW planejados para o médio prazo. antiga União Soviética.Participação relativa da hidreletricidade no mundo.Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo.

Energia Hidráulica | Capítulo 3 3. pela Companhia Hidrelétrica do S.6 TWh (aumento de 4. Grande e Iguaçu. e Balbina. elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL Em 2007. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030. no Pará. existem em operação nesta bacia apenas cinco Unidades Hidrelétricas de Energia (UHE): Balbina (AM). último inventário produzido no país em 1992. a energia de fonte hidráulica (ou hidreletricidade) respondeu por 14. quase integralmente explorados. o potencial a aproveitar é de cerca de 126. A bacia do rio Amazonas é a maior. O Mapa 3. com a forma como o parque hidrelétrico se desenvolveu.9% em relação a 2006). principalmente. em 2008. estatal constituída em 1948). A concentração das duas regiões não se relaciona apenas com a topografia do país. a maioria das grandes centrais hidrelétricas brasileiras localiza-se nas bacias do São Francisco e. Os potenciais da região Sul. pouco mais de 30% se transformaram em usinas construídas ou outorgadas. superior à potência já instalada no Brasil. do Paraná. região e potência Nome Tucuruí I e II Itaipú (parte brasileira) Ilha Solteira Xingó Paulo Afonso IV Itumbiara São Simão Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia) Jupiá (Eng Souza Dias) o Potência (kW) 8370000 6300000 3444000 3162000 2462400 2082000 1710000 1676000 1551200 1540000 Região Norte Sul Sudeste Nordeste Nordeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Porto Primavera (Engo Sérgio Motta) Fonte: Aneel. erguidas ao longo dos 60 anos seguintes.2 logo a seguir mostra as regiões do país classificadas de acordo com o nível de utilização de seus aproveitamentos. segundo os resultados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN). Curuá-Una (PA) e Guaporé (MT ). Nesse ano.1 na página a seguir. No Norte foram construídas Tucuruí. A primeira hidrelétrica de maior porte começou a ser construída no Nordeste (Paulo Afonso I. Sudeste e Nordeste (com o aproveitamento integral do rio São Francisco). Destes.4 . Francisco (Chesf. O estudo sobre energia hidrelétrica constante do PNE 2030 relaciona o potencial de aproveitamento ainda existente em cada uma das bacias hidrográficas do país.As dez maiores usinas em operação. como mostra a Tabela 3. com um potencial de 106 mil MW. Na oferta interna de energia elétrica.0%) e petróleo e derivados (36. que totalizou 482. Mas apenas nos anos 90 a região começou a ser explorada com maior intensidade.7% da matriz energética brasileira.000 MW. Desse total. de 102 mil MW. no Amazonas. de longe. As demais. com a construção da Usina Serra da Mesa (GO). Coaracy Nunes (AP). portanto. Assim. o Brasil é o país com maior potencial hidrelétrico: um total de 260 mil MW. com potência de 180 MW). também. sendo superada por derivados da cana-de-açúcar (16. Samuel (RO). Sudeste e Nordeste já estão. apesar da existência de unidades importantes na região Norte. no rio Tocantins. em todo o mundo. Além disso. conforme mostra o Mapa 3.7%).4 abaixo. 2008. em 2008. mais de 70% estão nas bacias do Amazonas e do Tocantins/Araguaia. a energia de fonte hidráulica produzida no país representou 85.6%. concentraram-se nas regiões Sul. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 57 . particularmente nas sub-bacias do Paranaíba. Tabela 3. Tem a ver. na maior produtora de eletricidade do país. constituindose. segundo o Plano 2015 da Eletrobrás.

000 Inventário N O L S Estimado Aproveitado Fonte: EPE.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Guiana Guiana Francesa O c e a n o A 0º S t l â n t 0º S i c o Amazonas 27% 1% 72% Atlântico Nordeste Ocidental 85% 15% Atlântico Nordeste Oridental 15% 5% Parnaíba 78% 22% 80% 10º S Araguaia .201 a 6.Foi retirado o potencial das usinas exclusivamente de ponta. 2008.001 a 18.2008 Observações: 1.potencial aproveitado inclui usinas existentes em dezembro de 2005 e os aproveitamentos em construção ou com concessão outorgada.1 . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL . 4. 3.valores consideram apenas 50% da potência de aproveitamentos binacionais.Potencial Hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .200 1.inventário nesta tabela indica o nível mínimo de estudo do qual foi objeto o potencial. 2.Tocantins 16% 44% 10º S Peru 40% Atlântico Leste 25% 27% São Francisco 31% 11% 58% 48% Bolívia 57% Paraguai 16% 20º S 27% Paraná 19% 9% 72% Atlântico Sudeste 8% 28% 20º S Chile Paraguai 64% Uruguai Argentina 30º S 51% 9% 40% Atlântico Sul 38% 30% 30º S Uruguai 32% Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potencial total (MW) Até 1.000 6. 58 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.000 acima de 18.

000 1.000.Potência Instalada por Estado em 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 59 .000.000 acima de 10.000 5.000.Energia Hidráulica | Capítulo 3 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF ES Vitória 20º S 20º S MS Campo Grande SP MG Belo Horizonte Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio SC Argentina 30º S RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência Instalada por Estado (kW) 0 a 1.001 a 10.000.000.001 a 1.000 acima de 4.000. 2008.000.001 a 5.000 100.000.001 Potência (kW) Até 100.001 a 4.001 O N L S Fonte: Aneel.000.000. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.2 .000 1.

com capacidade instalada de 3. a Aneel estuda viabilidade de três aproveitamentos no rio Teles Pires – todos de caráter estruturante – que somam 3. porém.682 MW no próprio Tapajós. sofrem alguma restrição ambiental. Além desses. registra 15 usinas hidrelétricas já outorgadas. tecnológico e social. os maiores.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS O setor elétrico brasileiro possui uma matriz energética bem mais “limpa”. licitada em 2007. a oferta de energia elétrica . deverá entrar em obras até o fim da década.027 MW. 3. no rio Madeira. com forte participação de fontes renováveis já que o parque instalado é concentrado em usinas hidrelétricas que Casa de força . podem ser observados na região Norte. e Foz do Chapecó. considerados como iniciativas que proporcionam expansão da infra-estrutura – no caso. demonstram capacidade para estimular o desenvolvimento econômico.500 MW. além das PCHs e CGHs. dos quais quase 12. região Sul do país. que. com 855 MW. com 1. licitada em 2008. Outra é a bacia do rio Xingu.150 MW. Em fase de construção em novembro de 2008. Entre eles destaca-se a usina de Estreito.000 MW. que estão localizadas as principais usinas planejadas para os próximos anos e incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Em 2008. em novembro de 2008.087 MW de potência no rio Tocantins. tanto as UHEs apenas outorgadas quanto aquelas já em construção deverão agregar 13.300 MW de potência. universidades e iniciativa privada. novamente. com potência instalada de 5. com 3. Ambas são classificadas como projetos estruturantes. No total.200 MW já estão aproveitados pelas UHEs Serra da Mesa e Tucuruí. no rio Uruguai. o BIG relaciona 21 empreendimentos. mobilizam governo.371 MW à potência instalada do país. É na bacia do Amazonas. Destes. um estudo encaminhado pela Eletrobrás à Aneel prevê a construção de cinco usinas com capacidade total de 10. Fonte: Acervo TDA. 60 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Ambas constam do Banco de Informações de Geração da Aneel que. centros de pesquisa. Uma dessas usinas é Santo Antônio. para a qual está prevista a construção da Usina de Belo Monte. Por isso. ao mesmo tempo. Do potencial a ser aproveitado 90%. segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).Capítulo 3 | Energia Hidráulica A bacia do Tocantins/Araguaia possui potencial de 28.Usina hidrelétrica de Corumbá. mas cuja construção ainda não havia sido iniciada.no médio e longo prazo e. A outra é Jirau. Outra bacia importante é a Tapajós.

aneel.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.br BP Global – disponível em www. diminuem a necessidade de novas usinas. Tanto que a maior contribuição ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas tende a ser a intensificação de projetos de eficiência energética – que. ao proporcionar a redução do consumo.bp.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 61 . ao uso das terras indígenas para os aproveitamentos energéticos. principalmente na região da Amazônia. Ao contrário do que aconteceu nos anos 50 e 70. Mais de 70% das emissões de GEE do país estão relacionadas ao desmatamento e às queimadas. Entretanto. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. gov. Apenas como exemplo. uma dessas indefinições relacionava-se. Os maiores entraves à expansão hidrelétrica do país são de natureza ambiental e judicial. Mas. por lei.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Usina hidrelétrica de Tucuruí. ações e liminares. que pretendia transformar. é necessário construir novas usinas -com impacto socioambiental mínimo . Outra. Fonte: Eletronorte. No final de 2007 e início de 2008 uma polêmica ocorreu entre os formadores de opinião quando veio a público que a maior parte das obras estava atrasada em função da dificuldade para obtenção do licenciamento ambiental provocada por questionamentos na justiça. é crescente o número de empreendimentos que procura desenvolver uma relação mais integrada e de longo prazo com as comunidades afetadas.para produzir a energia suficiente para o crescimento econômico e ampliação da oferta de empregos. simultaneamente. não se caracterizam pela emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE). no segundo semestre de 2008. por interferirem no traçado natural e no volume de água dos rios. na flora e fauna locais. compensando os impactos socioambientais provocados pelas usinas – tem sido uma tendência na construção das hidrelétricas. Por conta das dificuldades de aceitação existentes nas comunidades e da pressão de grupos organizados – particularmente Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientalistas – os empreendedores têm alocado recursos para projetos de mitigação do impacto. Os opositores argumentam que as construções. ao tratamento a ser dado aos potenciais hidrelétricos e as respectivas linhas de transmissão frente à proposta do Plano Nacional de Áreas Protegidas.gov.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.iea. o entendimento entre as partes é dificultado também por indefinições de caráter legal. 64% do território do país em área de preservação ambiental.epe. em elaboração no segundo semestre de 2008. provocam impacto na vida da população. Desenvolver os projetos de maneira sustentável – buscando os resultados econômicos e. tanto de caráter ambiental quanto social.

Capítulo 3 | Energia Hidráulica Acervo TDA 62 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Biomassa Atlas de Energia Elétrica do Brasil 63 4 .

a maior dificuldade para a sua aplicação não é o processo básico de gaseificação. como a biomassa. é retirada em um ponto intermediário da expansão do vapor que irá movimentar as turbinas. A segunda proporciona aumento na eficiência global da geração de energia. sua instalação exige investimentos muito superiores aos necessários para implantação do sistema simples de condensação. produz um gás combustível que pode ser utilizado em usinas térmicas movidas a gás para a produção de energia elétrica. a tecnologia de gaseificação aplicada em maior escala transforma a biomassa em importante fonte primária de centrais de geração termelétrica de elevada potência. inclusive aquelas de ciclo combinado. Ciclo a vapor com turbinas de condensação e extração: Consiste na condensação total ou parcial do vapor ao final da realização do trabalho na turbina para atendimento às atividades mecânicas ou térmicas do processo produtivo. em gás energético por meio da oxidação parcial em temperatura elevada. adaptado às condições particulares do combustível e da operação. inclusive. Nos últimos anos. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. quando inserida em um processo de co-geração. A primeira característica proporciona maior flexibilidade da geração termelétrica (que deixa de ser condicionada ao consumo de vapor de processo). As principais rotas tecnológicas são analisadas no estudo sobre biomassa constante do Plano Nacional de Energia 2030 e resumidas a seguir: Ciclo a vapor com turbinas de contrapressão: É empregado de forma integrada a processos produtivos por meio da co-geração. realizada em gaseificadores. quando os derivados de petróleo passaram a ser utilizados em grande escala e adquiridos por preços competitivos. Este processo está maduro do ponto de vista comercial e é o mais disseminado atualmente.tradicionalmente utilizada por setores industriais. O Brasil conta. Este vapor pode acionar as turbinas usadas no trabalho mecânico requerido nas unidades de produção e as turbinas para geração de energia elétrica. No entanto. Nele. todas as rotas tecnológicas. Ciclo combinado integrado à gaseificação da biomassa: A gaseificação é a conversão de qualquer combustível líquido ou sólido. Todas prevêem a conversão da matéria-prima em um produto intermediário que será utilizado em uma máquina motriz. transformou-se também em um dos principais estímulos aos investimentos na produção de energia a partir da cana-de-açúcar por parte das usinas de açúcar e álcool. com confiabilidade e segurança. 64 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . cuja produção é baseada na utilização do vapor e do gás. Ela ressurgiu nos anos 80 – quando começou a ficar evidente a necessidade de contenção no consumo de petróleo – mas. com diversos produtores nacionais da maior parte dos equipamentos necessários. no caso da biomassa. Essa máquina produzirá a energia mecânica que acionará o gerador de energia elétrica. o que aumenta o rendimento das máquinas. A diferença fundamental desta rota em relação à contrapressão é a existência de um condensador na exaustão da turbina e de níveis determinados para aquecimento da água que alimentará a caldeira. permite a obtenção de maior volume de energia elétrica. portanto. Este sistema. Assim. Esta conversão. mas a obtenção de um equipamento capaz de produzir um gás de qualidade. Além disso. a biomassa é queimada diretamente em caldeiras e a energia térmica resultante é utilizada na produção do vapor.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 4 A produção de energia elétrica a partir da biomassa Existem várias rotas tecnológicas para obtenção da energia elétrica a partir da biomassa. ainda não é uma tecnologia competitiva do ponto de vista comercial. A tecnologia de gaseificação de combustíveis é conhecida desde o século XIX e foi bastante utilizada até os anos 30. também. são aplicadas em processos de co-geração – produção de dois ou mais energéticos a partir de um único processo para geração de energia . De uma maneira geral. Esta energia a ser condensada. o vapor que seria liberado na atmosfera após a realização desses processos pode ser encaminhado para o atendimento das necessidades térmicas do processo de produção.

não tem sido contabilizada com precisão.Biomassa | Capítulo 4 Biomassa 4. Um dos mais recentes e detalhados estudos publicados a este respeito no mundo. como o biodiesel e o etanol. historicamente tem sido pouco expressiva na matriz energética mundial.1 abaixo.Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006. Dela é possível obter energia elétrica e biocombustíveis.1 . Ao contrário do que ocorre com outras fontes. cujo consumo é crescente em substituição a derivados de petróleo como o óleo diesel e a gasolina. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 65 . ela é considerada uma das principais alternativas para a diversificação da matriz energética e a conseqüente redução da dependência dos combustíveis fósseis. Fonte: IEA. se atualmente a biomassa é uma alternativa energética de vanguarda. como carvão. As estimativas mais aceitas indicam que representa cerca de 13% do consumo mundial de energia primária.1 INFORMAÇÕES GERAIS A biomassa é uma das fontes para produção de energia com maior potencial de crescimento nos próximos anos. Gráfico 4. o Survey of Energy Resources 2007. como mostra o Gráfico 4. 2008. Tanto no mercado internacional quanto no interno. 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Petróleo Gás Natural Carvão Biomassa Eletricidade Outros % 4 1973 2006 Mas. energia hidráulica ou petróleo.

795 PJ foram provenientes da lenha. apresenta potencial energético similar e 1 Joule: unidade de energia. A pequena utilização e a imprecisão na quantificação são decorrências de uma série de fatores. ao responder por 3.002 m3 de 2006 conforme mostra a Tabela 4. no mercado internacional.173 90 17. custos muito menores que o etanol de países como Estados Unidos e regiões como a União Européia.378 7.921 Carvão vegetal 688 40 485 135 14 1 1.2 a seguir. como os membros da União Européia.3% na produção total. Tabela 4. Algumas regiões obtêm grande parte da energia térmica e elétrica que consomem desta fonte.3 TWh (terawatts-hora).795 1.393 PJ (petajoules1). respondendo por 30. A produção de biodiesel também é crescente e.4 TWh no ano e participação de 7. com participação de 31. em 2007 a produção brasileira alcançou 8. a biomassa. Outro é a pulverização do consumo. na geração de energia elétrica a partir da biomassa. superada apenas por petróleo e derivados.354 2. Além disso. que em 2005 produziu 56. Já a expansão do etanol provém tanto da crescente 66 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Lenha 5. registra que a biomassa respondeu pela produção total de 183. se parte dela é destinada ao suprimento interno. visto que ela é muito utilizada em unidades de pequeno porte. um terceiro é a associação deste energético ao desflorestamento e à desertificação – um fato que ocorreu no passado mas que está bastante atenuado. Na seqüência estão Alemanha e Brasil.1 .393 1.4 TWh (terawatts-hora) em 2005. a atividade é beneficiada pelo estímulo proveniente do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). implantado em dezembro de 2003 pelo Governo Federal.734 Total 6. em 2007 o país produziu 402. como mostra a Tabela 4.154 metros cúbicos (m3) do combustível puro (B100).Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) País África América do Norte Países da América Latina e Caribe Ásia Europa Oceania Total Fonte: WEC. o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de etanol que. principalmente do subgrupo madeira – o mais tradicional – e dos resíduos agrícolas. isoladas e distantes dos grandes centros. trabalho ou quantidade de calor. com 6. foi a segunda principal fonte de energia. No Brasil.284 288 463 644 22 2. A segunda posição foi da África. obtido a partir da cana-de-açúcar. que foi responsável pela produção de 77. Ela ocupou a mesma posição entre as fontes de energia elétrica de origem interna.1 abaixo. Finalmente.361 Licor negro 33 1.017 Ainda segundo o WEC. o que correspondeu a um pouco mais de 1% da energia elétrica produzida no mundo naquele ano. em 2005. ao extrair da biomassa de madeira 8.4% da oferta total. ambos com 13. dos quais 7. segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008.Capítulo 4 | Biomassa do World Energy Council (WEC). A característica comum dessas regiões é a economia altamente dependente da agricultura.7% da oferta. Segundo a Agência Nacional do Petróleo. diante dos 69. dos quais 5. O estudo do WEC mostra que. que é definida como matéria orgânica de origem vegetal ou animal passível de ser transformada em energia térmica ou elétrica. o que representa um aumento de 34. Só foi superada pela hidreletricidade.7%. o líder mundial foi os Estados Unidos. a Ásia foi o maior consumidor mundial.612 mil tep (toneladas equivalentes de petróleo) em 2007 contra 6. Um deles é a dispersão da matéria-prima – qualquer galho de árvore pode ser considerado biomassa.395 mil tep em 2006.633 PJ da lenha.1% na matriz energética. 2007.354 PJ.150 8. em 2007. parte é exportada para países desenvolvidos. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).633 852 2.831 113 22.176 3. Um PJ equivale a 1015 joules. Desde 2004.7% do total mundial. Segundo o BEN.

2008.100 126. no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nas regiões menos desenvolvidas.BA Potência (kW) 210.RS Camaçari . lançado pelo Governo Federal em 2007.SC Lençóis Paulista .000 440 55.SP Pindamonhangaba – SP Três Lagoas . por exemplo.RJ Almeirim . os processos para a obtenção de energia se caracterizam pela baixa eficiência – ou necessidade de grande volume de matéria-prima para produção de pequenas quantidades.960 108. mas que foi desativado anos depois. A Tabela 4. de obras cujos investimentos superam R$ 17 bilhões.002 402.000 113.PA Telêmaco Borba . Além disso.SC Belo Oriente .000 12.900 100.700 3. No período que vai de 2007 a 2010.600 92.3 bilhões na construção de mais de 100 usinas de etanol e biodiesel e outros R$ 4.Produção de biodiesel no Brasil (m3) 2005 2006 2007 2008 (*) Tipo B100 Fonte: ANP. De acordo com a sua origem. entre outras) e rejeitos urbanos e industriais (sólidos ou líquidos. pode ser: florestal (madeira.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4.3 .2 .SC Vargem Bonita . Uma exceção a essa regra é a utilização da biomassa florestal em processos de co-geração industrial.154 784. 736 69.MG Rio de Janeiro .500 4.PR Otacílio Costa . deverão ser investidos R$ 13. Estágio Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Município Aracruz .BA Lages .250 33. Tabela 4.1 bilhões na construção de dois alcooldutos: um entre Senador Canedo (GO) e São Sebastião (SP) e outro entre Cuiabá (MT) e Paranaguá (PR). como o lixo).200 175. Do processamento da madeira no processo de extração da celulose é possível. térmica ou elétrica é classificada como biomassa. 2008.745 25. segundo o PAC.Usinas de licor negro no Brasil Nome Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Bahia Pulp (Ex-Bacell) Bahia Sul Celucat Celulose Irani Cenibra Centro Tecnológico Usinaverde Jari Celulose Klabin Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Lençóis Paulista Nobrecel VCP-MS Veracel Fonte: Aneel. com o objetivo de estimular a substituição da gasolina pelo álcool em função da crise do petróleo. Os derivados obtidos dependem tanto da matéria-prima utilizada (cujo potencial energético varia de tipo para tipo) quanto da tecnologia de processamento para obtenção dos energéticos. principalmente).BA Mucuri . O que é a biomassa Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica.600 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 67 .MS Eunápolis .400 57. extrair a lixívia negra (ou licor negro) usado como combustível em usinas de co-geração da própria indústria de celulose. a biomassa mais utilizada é a de origem florestal. agrícola (soja.3 abaixo mostra a relação das usinas de biomassa que utilizam licor negro no Brasil em novembro de 2008.ES Guaíba . Outro fator de estímulo foi a inclusão. arroz e cana-de-açúcar.832 atividade da agroindústria canavieira quanto da tecnologia e experiência adquiridas com o Pró-Álcool – programa federal lançado na década de 70.

Este gás pode ser utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de eletricidade. como matéria-prima para energéticos. O principal produto final é o carvão vegetal. No Brasil. Apenas nos automóveis tipo flex fuel (que utilizam tanto gasolina quanto etanol) o consumo de etanol mais que dobrou nos últimos sete anos. hidrogênio. (*) Previsão Fonte: Unica. é possível transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono. até a extração do material volátil. Este processo consiste no aquecimento do material original entre 300 oC e 500 oC. Além disso. mas a pirólise também dá origem ao alcatrão e ao ácido piro-lenhoso.Capítulo 4 | Biomassa Já a produção em larga escala da energia elétrica e dos biocombustíveis está relacionada à biomassa agrícola e à utilização de tecnologias eficientes. existem várias. com poucas usinas de pequeno porte em operação no mundo. em estatísticas e estudos. Quanto às técnicas utilizadas para transformar matéria-prima em energético. ao longo dos anos. ver capítulo 5). os resíduos que permanecem no campo.2 . do milho é possível utilizar. metano. em fase quase experimental. para a geração de vapor. uma tradicional e importante matériaprima para a produção de energia. Na cana-de-açúcar. a palha e o vinhoto. por exemplo. folha e palha.Produção mundial de etanol. 2008. Ela ocorre em fogões (cocção de alimentos). Cada uma dá origem a determinado derivado e está em um nível diferente do ponto de vista tecnológico. Da soja e arroz. tratados como palha. Por isso. por meio de reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio. em 2008. a combustão direta para obtenção do calor. Outra opção é a pirólise ou carbonização – o mais antigo e simples dos processos de conversão de um combustível sólido (normalmente lenha) em outro de melhor qualidade e conteúdo energético (carvão). milho ou cana-de-açúcar. A pré-condição para a sua produção é a existência de uma agroindústria forte e com grandes plantações. o quadro era radicalmente diferente. A geração de energia a partir da biomassa animal encontravase. Além disso.2 abaixo. em função da diversidade e da aceitação de seus derivados pelos consumidores. respondeu por 12% do total da oferta interna de energia em 2007. 68 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Na gaseificação. superando os 60 milhões de litros em 2007. 140 120 100 Bilhões de litros 80 60 40 20 0 Outros União Européia Brasil Estados Unidos 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008* 2009* 2010* 2011* 2012* Gráfico 4. sejam elas de soja. o bagaço. Assim. arroz. sabugo. colmo. era tratada pela designação genérica de “Outras Fontes” (para detalhes. na “quase ausência” de ar. como mostra o Gráfico 4. é possível dele remover os componentes químicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde humana – o que transforma a gaseificação em um processo limpo. Já para a biomassa de origem vegetal. dióxido de carbono e nitrogênio). a madeira tem sido. fornos (metalurgia) e caldeiras. Há. O carvão vegetal tem densidade energética duas vezes superior à do material de origem e queima em temperaturas muito mais elevadas. A biomassa é obtida pelo processamento dos resíduos dessas culturas.

entre outras matérias-primas de origem vegetal. O primeiro a partir do milho e do trigo. a faixa tropical e subtropical do planeta abrange alguns países das Américas Central e do Sul. O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e. além da grande quantidade de terra agriculturável.8 57.6 a seguir. em 2005 Alemanha era a maior produtora de biodiesel e o Brasil. a produção brasileira já era superada pelos Estados Unidos. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyhond Petroleum. O resíduo sólido do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade.7 7. na proporção de 20% a 22%). Dada a necessidade de escala na produção de resíduos agrícolas para a produção de biocombustíveis e energia elétrica.2 DISPONIBILIDADE.9 8. Assim.4 13.5 e 4. o segundo maior produtor de etanol. Conforme relata estudo sobre o tema inserido no Plano Nacional de Energia 2030.3 31. Tabela 4. Atualmente. O Brasil. a médio prazo.4 9. como mostram a Tabela 4.4 abaixo e as Tabelas 4.5 7. girassol e amendoim (regiões Sul. a melhor região do planeta para a produção da biomassa é a faixa tropical e subtropical. O produto final é o biogás. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. o mais comum é a fermentação. No entanto. aponta para uma capacidade de geração de 11 mil TWh por ano no longo prazo – ou mais da metade do total de energia elétrica produzida em 2007. Além disso. que foi de 19. soja. De qualquer maneira. porém. ou comércio internacional de energia renovável.1 4.5 8. se os Estados Unidos lideravam a produção de energia elétrica a partir da biomassa. ambos no hemisfério norte. Finalmente.0 4. apresenta solo e condições climáticas adequadas.3 13. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA A quantidade estimada de biomassa existente na Terra é da ordem de 1. Se o primeiro é usado como combustível puro em motores de combustão interna. o biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte).1 100.Produtores de bioenergia em 2005 País TWh 56. Sudeste e Centro-Oeste) e mamona (semi-árido nordestino). Este volume. 2007. nova denominação da British Petroleum). não existe um ranking mundial dos maiores produtores de biomassa.89 mil TWh. os maiores fornecedores potenciais da matéria-prima desses produtos são os países com agroindústria ativa e grandes dimensões de terras cultivadas ou cultiváveis. segundo o estudo da Estatistical Review of World Energy. o segundo é misturado à gasolina (no Brasil.3 7.8 trilhão de toneladas.1 183. apenas estatísticas sobre os principais derivados. em menor escala o álcool anidro (isto é. a biomassa não faz parte das pautas de exportação – embora alguns analistas projetem que.9 4. Estes últimos são caracterizados pela existência de áreas desérticas e. Estados Unidos e União Européia. quando confrontado com o grau de eficiência das usinas em operação no mundo no ano de 2005. de Câncer e o Trópico de Capricórnio. surgirá e se consolidará um biotrade. são produtores de etanol. o continente africano e Austrália.Biomassa | Capítulo 4 Um processo bastante utilizado no tratamento de dejetos orgânicos é a digestão anaeróbica que consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre na ausência do ar. com menos de 1% de água). com base principalmente na beterraba. beterraba e cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras). Os derivados são a glicerina e o biodiesel.3 5.6 4. pouco propensas à produção agrícola. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 69 .7 4. portanto. a transesterificação é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de potássio). entre o Trópico Estados Unidos Alemanha Brasil Japão Finlândia Reino Unido Canadá Espanha Outros países Total Fonte: WEC. milho. A segunda.4 8. como o Brasil. Nesse ano.4 . composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2).3 % 30. Já na agroindústria. Ainda assim. da madeira e do switchgrass (variedade de grama). pela qual os açúcares de plantas como batata. nas transações entre países a comercialização dos biocombustíveis é crescente.

91 0. Antes da Rodada de Doha.95 4.46 0. Brasil e Estados Unidos também haviam iniciado conversações bilaterais para tentar regulamentar o comércio internacional do produto. 2007.90 0.75 0.681 775 857 600 826 203 150 134 89 224 81 445 430 7.3 milhão de toneladas por ano com tarifa de importação de 10%. apesar das tarifas de 45%.30 0.Produtores de biodiesel (mil toneladas) País Alemanha França Itália Malásia Estados Unidos República Tcheca Polônia Áustria Eslováquia Espanha Dinamarca Reino Unido Outros países (União Européia) Total Fonte: WEC. Do total de usinas relacionadas.23 37. Este volume foi 21% superior ao de 2006 e. a União Européia não tem conseguido.7 mil MW (megawatts) instalados. ao corresponder a 3.63 2005 16. negociações bilaterais e multilaterais que têm.27 0. transformou-se em importadora do produto proveniente de países como Brasil.694 2006 2. principalmente em sistemas de cogeração (pela qual é possível obter energia térmica e elétrica) dos setores industrial e de serviços.65 1. em novembro de 2008 existem 302 termelétricas movidas a biomassa no país.23 41. O Itamaraty considerou a proposta insuficiente.77 0.7% da oferta total de energia elétrica.035 348 320 83 60 57 15 13 70 9 6 2. 2004 1. Assim.3 na página seguinte.39 0. De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). como mostra o Gráfico 4. essa comercialização exige. Uma proposta feita ao Brasil para as exportações à União Européia até 2020 foi a quota de até 1.016 2005 1. 27 por 70 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Capítulo 4 | Biomassa Tabela 4. Apesar de a Alemanha ser o maior produtor mundial de biodiesel. em julho de 2008. Quanto ao etanol.40 3.Produtores de etanol (hm3) País Brasil Estados Unidos China Índia França Rússia Alemanha África do Sul Espanha Reino Unido Tailândia Ucrânia Canadá Total Fonte: WEC. segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008. nos últimos anos. com participação de 85.42 0.95 0.27 0.80 1. Para volumes superiores a este limite.28 0. foi um dos focos da negociação da última Rodada de Doha.40 3.58 45.66 2006 17. Tabela 4.25 0. Argentina.85 1. da Organização Mundial do Comércio. como foco.20 3.75 0.00 18.35 0.30 0.5 . ela foi responsável pela oferta de 18 TWh (terawatts-hora). a regulamentação e a análise das barreiras comerciais e tarifárias já impostas.35 0. a biomassa só foi superada pela hidreletricidade.75 0.28 0.40 0.6 . atingir as metas de expansão da oferta interna.39 0. 2007.70 0.4% (incluindo importação).25 0.35 0.75 0. Indonésia e Malásia.669 492 396 260 250 133 100 85 78 73 71 51 36 3. a tarifa aumentaria para 35%.495 Por isso e por ser um fenômeno iniciado há poucos anos. uma vez que as atuais exportações para a União Européia atingem 900 milhões de toneladas por ano.00 16. Em 2007. obteve a segunda posição na matriz da eletricidade nacional.43 0. Na relação das fontes internas. principalmente por Estados Unidos e da União Européia.83 0. 13 são abastecidas por licor negro (resíduo da celulose) com potência total de 944 MW. 2004 15.10 13.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL A utilização da biomassa como fonte de energia elétrica tem sido crescente no Brasil. também. que correspondem a um total de 5.

2 Gás natural 2. em 2020 a eletricidade produzida pelo setor poderá representar 15% da matriz brasileira. Em 2007. com a produção de 14. onde está concentrada a maior potência instalada em hidrelétricas do país. considerando-se tanto o potencial energético da palha e do bagaço quanto a estimativa de produção da cana. Vários fatores contribuem para o cenário de expansão. Fonte: MME.2 milhões de GJ anuais). Em 2008.4 milhões de GJ anuais) e Minas Gerais ( 63.6 Nuclear 1. De acordo com estimativas da Unica (União da Indústria de Canade-Açúcar de São Paulo). a transmissora Isa Cteep.8 Derivados de petróleo 2. os derivados da cana-de-açúcar responderam pela produção de 37. três por biogás (45 MW).9 Gás industrial 85. o que favorece a instalação nas proximidades dos centros de consumo e suprimento (Mapa 4. novas condições de acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN) foram definidas pela Aneel. Uma das características desses empreendimentos é o pequeno porte com potência instalada de até 60 MW.Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. o que abre espaço para a conexão principalmente das termelétricas localizadas em usinas de açúcar e álcool mais distantes dos centros de consumo.7 Biomassa 3.7% em relação a 2006. e atingir 1 bilhão de toneladas. 2008. mas também porque a safra coincide com o período de estiagem na região Sudeste/Centro-Oeste.3 . Na seqüência estão Paraná (65. o maior potencial de produção de eletricidade encontra-se na região Sudeste. que deverá dobrar em relação a 2008. inclusive. a Unica e a Associação Paulista de Cogeração de Energia.4 Carvão mineral 0. foi a segunda principal fonte primária de energia do país: como mostra a Tabela 4. por meio da utilização do bagaço e da palha. como o Mato Grosso. e é estimado em 609. A participação é importante não só para a diversificação da matriz elétrica. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. diante de uma produção total de 33 milhões de tep. conforme o Anexo. A evolução da regulamentação. dentre as fontes de biomassa.7 a seguir.400 MW médios (ou produção média de MWh ao longo de um ano). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 71 .8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). Um deles é o volume já produzido e o potencial de aumento da produção da cana-de-açúcar.1 na página seguinte). a preservação dos níveis dos reservatórios das UHEs. A iniciativa pode viabilizar a instalação de até 5 mil MW pelo setor sucro-alcooleiro. quatro por casca de arroz (21 MW) e 252 por bagaço de cana (4 mil MW). para geração de eletricidade existente no país. estimulada pelo consumo crescente de etanol.4 Gráfico 4. Além disso. madeira (232 MW). portanto. particularmente no Estado de São Paulo. um aumento de 14. estabelece condições que facilitam o acesso à rede de transmissão paulista e a obtenção do licenciamento ambiental estadual. A eletricidade fornecida neste período auxilia.4 milhões de gigajoules (GJ) por ano. da legislação e dos programas oficiais também estimulam os empreendimentos.Biomassa | Capítulo 4 100 90 80 70 Participação % 60 50 40 30 20 10 0 Hidráulica e importação 3. acordo fechado entre a Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo. A cana-de-açúcar é um recurso com grande potencial.

72 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .000 a 2.000 50.000 a 500.000 a 100.000 a 200.3ª EDIÇÃO MAPA 4.726 Tipo de combustível Bagaço de Cana-de-açúcar Biogás Carvão Vegetal Casca de Arroz Licor Negro Resíduo de madeira Escala Gráfica: 0 250 500 km N O S L Fonte: Aneel.000 500.Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008.936. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Capítulo 4 | Biomassa 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF MG 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo Argentina 30º S SC RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência por Estado (kW) Até 50.000 100. 2008.1 .000 200.

Mas. carvão vegetal.9 0. o que aumenta a capacidade do seqüestro de CO2.4 9. base dos processos biológicos que preservam a vida das plantas e produtora da energia química que se converterá em outras formas de energia ou em produtos energéticos como carvão vegetal.1 14.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4.656 35.628 37. serem consumados. 4. Existe. que prescinde das queimadas. No entanto. Na utilização sustentável do bagaço da cana para a produção de eletricidade por meio Atlas de Energia Elétrica do Brasil 73 . etanol. 55 serão movidas a biomassa.8 12. sua aplicação moderna e sustentável está diretamente relacionada ao desenvolvimento de tecnologias de produção da energia (ver tópico 4.847 7. As demais serão abastecidas por madeira.0 2007 54. cinco são movidos a biomassa e.7 .4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO A biomassa pode ser considerada como uma forma indireta de energia solar.1 37.676 238.8 9.7 5. inclusive. até 2012. A fotossíntese permite. destes. Assim.6 45. No caso das plantações de cana-de-açúcar. Se utilizada para produção de energia pelos meios tradicionais. para as 163 unidades já outorgadas.716 13.505 28.0 124.0 15.6 5.537 28. Mas. se constitui em fator de risco para a saúde humana – sendo responsável. também.0 1.589 32.8 7. Projetos florestais de implantação e manejo podem ser caracterizados e formatados.4 45. briquetes e licor negro para uso industrial. como Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). licor negro.309 109. o uso dos resíduos para produção de eletricidade beneficia os aspectos ambientais da fase de colheita.0 1. Estrutura % 07/06 % 2007 129.9 12. com construção ainda não iniciada. inclusive.1) e às técnicas de manejo da matéria-prima. Neste caso.0 100.2 6. Portanto. 86 unidades sejam construídas. sendo que quase metade (30) a cana-de-açúcar.537 3. a possibilidade de outros 211 projetos.6 14. dos 19 empreendimentos termelétricos em construção relacionados no BIG da Aneel. como cocção e combustão.Oferta interna de energia no Brasil mil tep Especificação 2006 Não-renovável Petróleo e derivados Gás natural Carvão mineral e derivados Urânio (U3O8) e derivados Renovável Hidráulica e eletricidade Lenha e carvão vegetal Derivados da cana-de-açúcar Outras renováveis Total Fonte: MME. várias usinas têm optado pela colheita mecânica. O método tradicional é a colheita manual acompanhada da queima da palha (as conhecidas queimadas) que.344 Em novembro de 2008.464 85. com investimentos de US$ 17 bilhões. A utilização da biomassa.5 2006 55.9 3.9 14. com vistas ao aumento de produtividade. o manejo adequado da plantação – permitido pelo uso de técnicas da engenharia florestal – permite a retirada planejada de árvores adultas e respectiva reposição de mudas.667 101. pela ocorrência de incêndios de grandes proporções nas áreas adjacentes. além de produzir a emissão de grandes volumes de CO2. por exemplo.6 3. a liberação de oxigênio e a captura de dióxido de carbono (CO2. contribui para a contenção do aquecimento global. entre outros.754 226.102 89. 2008.2 100. tradicionalmente é associada ao desmatamento. A Unica prevê que. anunciados em 2006.1 -9.758 3.7 4. um a bagaço de cana-de-açúcar. casca de arroz e biogás.6 6. a biomassa se apresenta como fonte energética de baixa eficiência e alto potencial de emissão de gases. também.3 6. principal agente do efeito estufa).356 3. gases combustíveis e óleos vegetais combustíveis.0 14.880 33.239 22. carvão vegetal. Essa energia é responsável pela fotossíntese.999 6. o que elevaria o valor total do investimento previsto para US$ 35 bilhões.545 21.7 13.3 2.0 37.199 14. florestas energéticas podem ser cultivadas exclusivamente com a finalidade de produzir lenha.

Apenas como exemplo.bp. portanto.epe. a necessidade de crescimento de áreas plantadas. dos quais 80% na área agrícola.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.8 mil litros de etanol por hectare plantado.mme. Fonte: Petrobras. a relação é 3.1 mil litros por hectare.abiove. a geração de empregos diretos e indiretos tem sido reconhecida como um dos principais benefícios da biomassa. Nos Estados Unidos.br World Energy Council (WEC) – disponível em www. por exemplo. pelo grande número de pessoas diretamente envolvidas no processo de desbaste. o balanço de emissões de CO2 é praticamente nulo. Do ponto de vista social. Embora a maior parte da mão-de-obra exigida não seja qualificada.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.com. aliás. segundo dados da Unica.br Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – disponível em www. aneel. é um recurso energético de grande importância social para algumas regiões do Brasil. ela promove um ciclo virtuoso nas regiões da produção agrícola.Capítulo 4 | Biomassa Pesquisador na unidade piloto de biodiesel. unica. A lenha. Os principais aspectos negativos são a interferência no tipo natural do solo e a possibilidade da formação de monoculturas em grande extensão de terras – o que competiria com a produção de alimentos. Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.iea.br União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) – disponível em www.gov.org. cerca de um milhão de pessoas. Estas variáveis têm sido contornadas por técnicas e processos que aumentam a produtividade da biomassa reduzindo.br Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen-SP) – disponível em www. o setor agroindustrial da cana-de-açúçar tem importância relevante na geração de empregos ao absorver. promoção do desenvolvimento regional e redução do êxodo rural.gov.br Agência Nacional de Petróleo. diretamente. inclusão social. de usinas termelétricas. corte e coleta da lenha. no Brasil é possível produzir 6. caracterizado pelo aumento dos níveis de consumo e qualidade de vida. gov. cata. A cana-de-açúcar é uma das culturas que mais gera emprego por área cultivada. Ainda segundo relata o Plano Nacional de Energia 2030. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.br BP Global – disponível em www.org 74 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . como o Rio Grande do Norte. geração de novas atividades econômicas.worldenergy.anp.cogensp.gov.com. para obtenção do etanol a partir do milho. fortalecimento da indústria local.com. pois as emissões resultantes da atividade são absorvidas e fixadas pela planta durante o seu crescimento. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Outras Fontes Atlas de Energia Elétrica do Brasil 75 5 .

Estimativas apontam que. em 2007 havia mais de 4 milhões de consumidores da energia produzida por usinas verdes na Europa. Um exemplo de mercado voluntário de créditos de carbono. a usina obtém eletricidade a partir da incineração do lixo urbano. A potência é de 0. Canadá. localizada na Ilha do Fundão. porém. Estes certificados comprovam que o projeto foi desenvolvido de maneira sustentável e que permite a captura de CO2. liberando na atmosfera. A Usina Verde recebe diariamente 30 toneladas de resíduos sólidos pré-tratados provenientes de aterro sanitário. Bobina a vapor Tarrafa Dejetos orgânicos Filtro de gás Água O gás é convertido para produtos líquidos ou usado como combustível alternativo em motores. ou MDL. A entidade informa. entre 2006 e 2007. que os três principais veículos para aquisição da energia verde são: programas especiais de precificação. como o Brasil. A Holanda é o país que registra maior número destes consumidores. em parte em função dos altos impostos aplicados à eletricidade produzida a partir de fontes fósseis e em parte devido às isenções tarifárias especiais aplicadas à energia verde e divulgadas por meio de campanhas publicitárias. programas oficiais de governo. a participação da energia verde no mercado total de eletricidade é pouco significativa. Entre eles. Essa movimentação foi estimulada por uma combinação de fatores. as permissões para emissões por parte das diferentes indústrias podem ser livremente negociadas entre elas. sem causar danos ambientais. Nos países da União Européia. Por convenção. Favorece.3 milhões destes consumidores. os projetos implantados de “energia verde” podem participar como vendedores de certificados de crédito de carbono no mercado internacional de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). utiliza como matéria-prima a biomassa em substituição aos combustíveis fósseis. caldeiras ou turbinas Sistema de geração Desvolatização Caldeira Gás reciclado Produtos líquidos Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do biogás 76 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Suécia. ainda. Representa menos que 5% das vendas totais. também chamado mercado verde. Nos países em desenvolvimento. com programas de eficiência e conservação de energia e projetos de reflorestamento. Austrália e Japão. reduzem as emissões – de dióxido de carbono (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera. O setor elétrico pode participar do mercado de MDL com usinas movimentadas por fontes renováveis e alternativas.Capítulo 5 | Outras fontes Box 5 A energia verde Constituído no final dos anos 90. como Finlândia. no Rio de Janeiro. Segundo a Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21).7 MW. e a negociação voluntária de certificados de energia renovável. é vendedor de créditos de carbono no mercado internacional. Além disso. projetos desenvolvidos pelas companhias de energia e aquisição compulsória de parte da produção por órgãos públicos. para a comercialização de um terço da produção. em outras palavras. portanto. e em operação desde 2004. Estados Unidos. Suíça e Reino Unido. Os compradores dos certificados são as companhias situadas nos países desenvolvidos que podem utilizar os créditos adquiridos para diminuir os compromissos de redução das emissões. a implementação de usinas abastecidas por fontes renováveis que permitem a “captura” – ou. Construída pela iniciativa privada com parte da tecnologia desenvolvida pela Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). a existência de um mercado livre (desregulamentado). é o Chicago Climate Exchange (Bolsa do Clima de Chicago). apenas vapor de água e CO2. O calor proporcionado pela incineração da matéria orgânica é aproveitado para a geração térmica de eletricidade. uma tonelada de CO2 corresponde a um crédito de carbono. É considerada “limpa” porque destrói termicamente os gases poluentes produzidos no processo. o chamado “mercado da energia verde” está em expansão em vários países europeus. participação da iniciativa privada. o país abrigava cerca de 2. Alemanha. mesmo em países em que o mercado é desregulamentado para os clientes atendidos em baixa tensão. O projeto piloto da Usina Verde. Na maioria dos países analisados pela REN21. Ele é resultado do compromisso para redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) assumidos pelas nações desenvolvidas na assinatura do Protocolo de Kyoto e ratificadas pelo Tratado em 2005.

ao reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. mas também a “limpeza” da matriz energética local. período em que se acentuaram as preocupações com a degeneração do meio ambiente. as pesquisas e aplicações acabaram por beneficiar o grupo chamado “Outras Fontes” (ou “fontes alternativas”. cuja utilização é responsável pela emissão de grande parte dos gases que provocam o efeito estufa.hu). Em comum. nos primeiros anos do século XXI. com a volatilidade dos preços do petróleo e com o esgotamento 5 Placa coletora de energia solar. No grupo chamado “Outras Fontes” estão abrigados o vento (energia eólica). que a evolução do parque instalado tenha se concentrado na década de 90 e. portanto. segundo a Key World Energy Statistics da International Energy Agency (IEA). edição de 2008.XCHNG (www. lixo e dejetos animais. muitos países – inclusive o Brasil – mantinham programas oficiais para expansão das chamadas fontes renováveis de energia. Mas. esgoto. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 77 .Outras fontes | Capítulo 5 Outras Fontes 5. particularmente. iniciados já há alguns anos. entre outros. portanto. Além disso. de 1973 a 2006. que registrou expansão de 589% no período. mar. em boa parte deles.sxc. Fonte: Stock. Permitem não só a diversificação. Assim. elas têm o fato de serem renováveis e. Não é coincidência. Uma variação que só foi superada pelo parque nuclear. aumentou em 500% a sua participação na matriz energética mundial. corretas do ponto de vista ambiental. cujos principais potenciais já foram quase integralmente aproveitados nos países desenvolvidos (ver capítulo 3). sol (energia solar). geotérmica (calor existente no interior da Terra). termo que começa a cair em desuso) que. as duas principais fontes – aproveitamentos hídricos e a biomassa – não apresentavam significativo potencial de expansão. também podem operar como fontes complementares a grandes usinas hidrelétricas.1 INFORMAÇÕES GERAIS Em 2008. como carvão e petróleo.

a capacidade instalada das principais fontes enquadradas na categoria “Outras” aumentou entre 20% e 60%. produzido pela Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21).2 . TWh 1.91 727.8 0.1 a seguir.94 1.9 10. 2008.038.Capítulo 5 | Outras fontes das reservas conhecidas dos combustíveis fósseis.Produção de energia elétrica no mundo em 2006 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Hidráulica Outras Fontes Renováveis Total Fonte: IEA.0 .4 26.00 46.6 1.94 7. ainda segundo a IEA. É importante observar que.07 6. PV Solar conectados à rede Biodiesel (produção anual) Energia eólica Calor geotérmico PV Solar desconectados da rede Aquecimento solar de água Etanol (produção anual) Pequenas hidrelétricas Grandes hidrelétricas Energia da biomassa Energia geotérmica Calor da biomassa 0 10 20 30 40 50 60 70 Gráfico 5. como mostra a Tabela 5. Tabela 5. combustíveis renováveis e lixo produziu apenas 435 TWh (terawatts-hora) de uma oferta total de 18. 78 Atlas de Energia Elétrica do Brasil % Tabela 5. na produção de energia elétrica é classificada como “Outras Fontes”. Mas.2 logo em seguida.Oferta primária de energia em 1973 e 2006 1973 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Biomassa Hidráulica Outras Renováveis Total Fonte: IEA.1 24.1 . diante do total de 11.2 0.01 1.6 100.1 abaixo.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável. Se considerada a matriz energética total.6% em 2006 – ou 70.40 55.30 70. embora a biomassa seja considerada uma fonte primária importante no mundo (principalmente pelo uso da lenha em países subdesenvolvidos).930 2006 Mtep 2.5 6.00 2.028.5 16.84 258.80 41. Fonte: REN21.804.801.0 Mtep 4.10 14. conforme o Gráfico 5.1 100.45 11.4 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). geotérmica. Entre 2002 e 2006.30 3. 2008.0 0.052.00 % 34.115. em colaboração com o Worldwatch Institute.406.00 20. extraído do estudo Renewables 2007 – Global Status Report.66 2.17 978.90 3. conforme a Tabela 5.930 TWh.04 648.097.819.741. 2008. a presença foi ainda menor: de 0. o conjunto composto por solar.19 110. essas fontes têm participação pouco expressiva na matriz elétrica mundial.1 2.2 10.498.30 100.0 20.93 2. Em 2006.80 435. eólica.761.7 bilhões de tep em 2006.39 18.185.80 16.12 6.00 5.1% em 1973 passou a 0. apesar do crescimento verificado.64 3.

Além disso.7 31. as Filipinas detinham a segunda maior participação mundial nesta modalidade energética e só eram superadas pelos Estados Unidos (2. cuja matéria-prima é a biomassa obtida em aterros sanitários (lixões). que teve início no final do século XIX. portanto. estão em operação comercial 34 PCHs.3 41. Este comportamento ocorre porque a tecnologia desenvolvida ainda não apresenta custos compatíveis com a implantação em escala comercial. Em outubro de 2008. definiram metas para a expansão da energia eólica.Outras fontes | Capítulo 5 A pequena produção é a terceira característica comum ao grupo “Outras Fontes”.4 23.3 mil MW. Nas próximas páginas. de abril de 2002.3 . cujos integrantes ainda não têm presença forte o suficiente para justificar a individualização em estatísticas de caráter mais geral. projetos pilotos ou aplicações muito localizadas a partir de instalações de pequeno porte.153 93. por exemplo. que obtém parcela significativa da energia elétrica local a partir de usinas geotérmicas.290 47.Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Potência (MW) 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Crescimento total Fonte: WWEA.3 abaixo.8 mil MW. 5.2 mil MW seriam correspondentes a 63 PCHs (pequenas centras hidrelétricas).1 21. tarifas especiais. este capítulo apresenta o estágio de implantação de cada uma das principais integrantes do grupo chamado “Outras Fontes”. a ser iniciada logo após a conclusão da primeira e encerrada em 2022.0 mil MW (megawatts) em 2007. implantou o Proinfa. em 2008. empresa constituída pelo Governo Federal em 1962 para investir na expansão do sistema elétrico nacional. a meta é que as três fontes eleitas tenham participação de 10% na matriz da energia elétrica nacional.6 26. Para a primeira fase do programa. Tabela 5. Para a segunda fase do programa. O volume inferior ao inicialmente estimado fez com que o governo anunciasse. segundo levantamento sobre fontes renováveis constante do estudo Statistical Review of World Energy publicado em junho de 2008 pela Beyond Petroleum (nova denominação da companhia British Petroleum). Em função do custo elevado de produção enquanto a tecnologia ainda não está consolidada.6 1.8 25. Crescimento (%) 29. desoneração fiscal ou aporte direto de recursos. com base na Lei no 10. Com capacidade instalada de 2. era que a tendência se mantivesse em 2008. a expansão do grupo “Outras Fontes” é fruto. 1. como mostra o Anexo.693 59. Espanha e Dinamarca.4 mil MW a 54 usinas eólicas e 685 MW a 27 usinas de pequeno porte à base de biomassa. o ano de 2007 foi.155. como registra a World Wind Energy Association (WWEA) na Tabela 5. Segundo o Banco de Informações de Geração (BIG).663 13. A energia produzida pelo Proinfa tem garantia de contratação por 20 anos pela Eletrobrás. tanto no Brasil quanto no mercado internacional. previa-se a instalação de uma capacidade total de 3. como é o caso da matriz energética mundial. as Filipinas. também. em 2003.164 39.5 mil para 93.5 7. subsídios.8 28.475 9. maior programa nacional para estímulo à produção de energia elétrica por meio das fontes renováveis. passando de 7.7 34. o mais ativo da história da produção de energia elétrica a partir do movimento dos ventos.039 24. em novembro de 2008. em fase de pesquisa. do total inicialmente previsto. 19 usinas a biomassa e 7 eólicas. da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A expectativa. por exemplo. Nos anos 90. O Brasil.849 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 79 .033 74. países como Alemanha.9 mil MW). em grande parte.696 18.438. 1. Cada um dos integrantes do grupo “Outras Fontes” está. no entanto. que se confirmou. Neste último caso enquadram-se.2 ENERGIA EÓLICA A capacidade instalada mundial da energia eólica aumentou 1. 2008.155% entre 1997 e 2007. um empreendimento fotovoltaico e três usinas termelétricas abastecidas por biogás. estão em operação no país 17 usinas eólicas.1 26. 320 PCHs. revisão do programa de forma a estimular o aumento dos investimentos. das quais constavam condições especiais para a venda da energia produzida para as companhias de eletricidade. Do total de potência instalada.320 31. do apoio governamental por meio de programas oficiais que abrangem variáveis como aquisição compulsória por parte das empresas de energia elétrica locais. O programa é gerenciado pela Eletrobrás.

7% do total mundial.8%).818.1% de participação. uma potência mundial instalada de 170 mil MW.10 2. O maior parque estava na Alemanha que.3 2.912. Na seqüência aparecem Índia.Capítulo 5 | Outras fontes Os grandes argumentos favoráveis à fonte eólica são.850. em 2007.389.7 17.726.8%) e China (16. vários países. no Brasil. Tabela 5. Alemanha e França. grande disponibilidade.9 2. graças ao salto de 45% verificado entre 2006 e 2007 na capacidade instalada local. possuem projetos de vigorosa expansão do parque eólico no médio prazo.6 2. em 2008. era de cerca de R$ 230. O estudo da WWEA também aponta o conjunto de 10 países com maior expansão em 2007 e que. cuja matriz é muito concentrada em combustíveis fósseis e com poucos aproveitamentos hídricos ainda inexplorados. imediatamente seguidos pela Espanha (17. concentravam. Nesse ano. Este ranking é liderado pelos Estados Unidos.8 mil MW.00 247. em 2007 houve a instalação de aproximadamente 20 mil MW de geração eólica em todo o mundo.3 3. As regiões que mais têm se destacado no setor são. com capacidade total de 22 mil MW. enquanto o custo da energia hidrelétrica estava em torno dos R$ 100.4 . quase 60% da capacidade instalada total. correspondia a 23. juntos. perenidade. embora seja decrescente. com 26. O principal argumento contrário é o custo que. Esse movimento faz com que a WWEA projete. Fonte: Eletrobrás. Segundo o estudo da WWEA.1 8.00 2.Potência instalada em 2007 País 1o 2 3 o o Potência (MW) 22.4% do total.5 2. considerando-se também os impostos embutidos. América do Norte e Ásia.3 100. pela ordem.130. agregaram mais 19 mil MW de potência instalada ao total mundial.00 por MWh.00 3. como mostra a Tabela 5. Na seqüência veio Espanha com 16.10 % em relação ao total 23.9 16. independência de importações e custo zero para obtenção de suprimento (ao contrário do que ocorre com as fontes fósseis).145. que atingiu um total de 16.00 2.849. juntos. para 2010. além da renovabilidade.00 5.10 93. 2008.4 abaixo.00 por MWh. os maiores produtores foram Alemanha. Estados Unidos e Espanha que.80 15. O segundo lugar ficou com Estados Unidos (18% de participação).455. 80 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Além disso.0 Alemanha Estados Unidos Espanha Índia China Dinamarca Itália França Reino Unido o o 4o 5o 6 7 8 o o o 9o 10 Portugal Brasil Total 25 Fonte: WWEA.40 16.3 0. quase o dobro da atual.00 2. Aerogeradores.10 7.125. Apenas como exemplo. ainda é elevado na comparação com outras fontes. Europa.4 6.247.

como a velocidade costuma ser maior em períodos de estiagem. Além disso. inicialmente de 10 metros aproximadamente. vegetação e interações térmicas entre a superfície da terra e a atmosfera. a obtenção da energia eólica também pressupõe a existência de condições naturais específicas e favoráveis.9 TWh/ano 22. que se caracterizam por uma presença duas vezes superior à média mundial e pela volatilidade de 5% (oscilação da velocidade). portanto. 2007. No entanto. o diâmetro das turbinas era de 20 metros.4 TWh/ano 75. a intensidade. a “estocagem” da energia elétrica.3 TWh/ano 3. aquela obtida da energia cinética (do movimento) gerada pela migração das massas de ar provocada pelas diferenças de temperatura existentes na superfície do planeta. direção e velocidade do vento relacionam-se a aspectos geográficos naturais como relevo. De acordo com o BIG.8 GW 26. Hoje. como a hidráulica. Finalmente.4 TWh/ano 29. Sudeste. Fonte: EPE. principalmente no litoral (75 GW). região em que está instalado o maior parque eólico do país. Potencial e produção de energia eólica no Brasil O Brasil é favorecido em termos de ventos. esses diâmetros chegam a superar 100 metros. mas estimativas apontam que o potencial eólico bruto no planeta seja da ordem de 500 mil TWh (terawatts-hora) por ano. à área coberta pela rotação das pás e à velocidade do vento. volume superior à potência instalada total no país. o que acarretava uma potência média de 50 kW (quilowatts). Em 1985.0 GW 144. a exemplo do que ocorre com outras fontes. Além disso a altura das torres. A geração eólica ocorre pelo contato do vento com as pás do cata-vento. a densidade do ar. de 5 mil kW. Não existem estudos precisos a este respeito. por restrições socioambientais. que produz a eletricidade. 12. o potencial de energia elétrica a ser produzida – está diretamente relacionada à densidade do ar. A quantidade de energia mecânica transferida – e. que foi de 18. Ao girar. A evolução da tecnologia permitiu o desenvolvimento de equipamentos mais potentes. embora. 50 mil TWh por ano correspondem a mais de 250% da produção mundial total de energia elétrica em 2007. Não existem informações precisas sobre o período em que ela começou a ser aplicada.8 GW). o que permite a obtenção. com 150 MW de potência. particularmente no Vale do Jequitinhonha (29. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 81 . o de Osório. elementos integrantes da usina. de forma a preservar a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas. A Figura 5. de 105 mil MW em novembro de 2008.7 GW 54. A avaliação destas condições – ou do potencial eólico de determinada região – requer trabalhos sistemáticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime dos ventos. o vento é utilizado principalmente para produzir energia mecânica utilizada no bombeamento de água na irrigação. Mas. Sua operação permitiria. em uma única turbina. é possível operar as usinas eólicas em sistema complementar com as usinas hidrelétricas. o que dá maior previsibilidade ao volume a ser produzido. da Aneel. apenas 10% sejam tecnicamente aproveitáveis. Ainda assim.1 abaixo mostra que as regiões com maior potencial medido são Nordeste.Outras fontes | Capítulo 5 O que é energia eólica A energia eólica é.7 GW). no Rio Grande do Sul. essas pás dão origem à energia mecânica que aciona o rotor do aerogerador. por exemplo. Assim.9 mil TWh.8 GW 41. visto que desde a Antigüidade dá origem à energia mecânica utilizada na movimentação dos barcos e em atividades econômicas básicas como bombeamento de água e moagem de grãos. e Sul (22.1 GW 5. basicamente.1 TWh/ano Figura 5. hoje supera os 50 metros. estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico de 2001 (último estudo realizado a respeito) apontam para um potencial de geração de energia eólica de 143 mil MW no Brasil. portanto.1 – Potencial eólico brasileiro. no país.

200 kW. não foi só o número de unidades que aumentou mas. a partir da instalação de 20 turbinas de 500 kW. por exemplo. nos últimos anos. em exceção. por permitir a contratação presente da energia que será produzida. Esse total era 11 vezes inferior aos 273 MW registrados em 2008. também. Em 2007. em 1994.3 ENERGIA SOLAR Assim como ocorre com as demais participantes do grupo “Outras Fontes”. a oferta interna de energia eólica aumentou de 236 GWh para 559 GWh. nos projetos de expansão da fonte. as potências previstas por algumas centrais já eram bastante superiores àquelas verificadas nos parques construídos nos anos 90.4 mil MW. De certa forma eles se constituem. em novembro de 2008. Todos são países com programas fortes de diversificação e simultânea “limpeza” da matriz energética local. a central é constituída por quatro turbinas de 250 kW. A de Redonda. Em 2007. tem rotor de 29 metros de diâmetro e torre de 30 metros de altura. no entanto. Também no Ceará. a Central Eólica de Prainha tem capacidade para 10 MW. ela aumentou mais de 2. a realização de leilões da energia a ser produzida pelos futuros empreendimentos eólicos – instrumento que funciona como sinalizador ao investidor. porém sem que as obras tivessem sido iniciadas. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).9%. Eram centrais como estas que. No geral. 70 metros de diâmetro e 100 de altura. são 13 turbinas de 800 kW e potência de 10. No entanto. Na Paraíba. conforme estudo do Photovoltaic Power Systems Programme. este quadro esteja se alterando. individualmente. situada no Alentejo. Ainda assim. A usina de Praia Formosa. em Portugal.Capítulo 5 | Outras fontes as 17 usinas eólicas em operação em novembro de 2008 apresentavam capacidade instalada de 273 MW. compunham a potência eólica total instalada no país. no Arquipélago de Fernando de Noronha . de 14 mil MW. 5. em 2007. o que significa que o crescimento verificado nos últimos cinco anos ocorreu a uma taxa média anual de 65%. O que funcionou como trava à expansão foi. Além disso. Com capacidade nominal de 1 MW. os projetos já implementados para produção de eletricidade a partir da energia solar ainda são restritos e destinados a abastecer localidades isoladas – embora. com 49% da potência total instalada. a alta dependência das importações de equipamentos para montagem das unidades e. Logo a seguir. estavam registrados como outorgados. À época. Além deles. Outro caso é a Central Eólica Experimental no Morro do Carmelinho. todos os projetos implementados foram de pequeno porte. rotor de 17 metros de diâmetro e torre de 23 metros de altura. em conseqüência. com potência total de 463 MW. segundo os dados do Balanço Energético Nacional. A primeira turbina eólica instalada no país . Os projetos construídos anteriormente foram. de um lado. a potência total instalada atingiu 7.2 na página seguinte mostra a evolução da potência solar instalada no mundo de 1992 a 2007 para produção de eletricidade. tem potência prevista de 300 MW. Alemanha.8 mil MW. em 2003. De qualquer maneira. todos de pequeno porte e experimentais. 84% da capacidade mundial. no entanto. por exemplo. e Espanha concentraram. terá potência instalada de 104 MW. instalada na cidade de Gouveia (MG). Os Parques Eólicos Osório. Até a construção das três plantas de Osório. entrou em operação a Central Solar Fotovoltaica de Serpa. a participação da energia solar é pouco expressiva na matriz mundial. o BIG da Aneel registrava a existência de 22 projetos em construção a partir da energia eólica. Sangradouro e dos Índios. há a participação relativa dos países. Além disso. também na energia solar a Alemanha é a maior produtora. ela corresponde a pouco mais de 50% da capacidade instalada da usina hidrelétrica de Itaipu. tem sido crescente o interesse pelas usinas. também. juntos. Japão. ao mesmo tempo em que anunciava. a exigência do Proinfa para que os projetos inseridos no programa tivessem índice de nacionalização de 60%. Assim como ocorreu no segmento da energia eólica. em construção no Ceará. Além disso. O Gráfico 5. para 2009. de 22 MW. conforme pode ser observado a partir das informações registradas no BIG da Aneel. também no Ceará.5. que compõem o empreendimento de Osório. a potência. com potência total de 2.000% entre 1996 e 2006. Estados Unidos. uma variação de 136. possuem. no segundo semestre de 2008 o Ministério de Minas e Energia anunciava a intenção de rever as regras do Proinfa para solucionar o impasse. Tanto em um quanto em outro grupo. foi a maior 82 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o seu porte e. Em 2007. como mostra a Tabela 5. da IEA. e apenas outorgada. Para se ter uma idéia. de outro. Este quadro é resultado tanto da forma como esses parques se desenvolveram quanto da adesão do país à tendência de expansão das eólicas. outros 50. 25 turbinas com potência de 2 MW (o que totaliza a potência de 50 MW por parque).em 1992.possuía gerador com potência de 75 kW.

000 7. Para o futuro. Mas. por exemplo. durante muito tempo Israel foi o único país a exigir uma participação mínima de aquecimento de água a partir da energia solar. No Brasil.3 24. secagem de grãos na agricultura) ao residencial. em processos que requerem temperaturas elevadas (por exemplo. No deserto de Mojave. 2007.000 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Gráfico 5. deverá ser instalada. a iniciativa foi acompanhada por países como Índia. Essa radiação.6 8. Em 2007.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW). para aquecimento de O que é a energia solar A energia solar chega à Terra nas formas térmica e luminosa. dependendo do clima.4 7. O governo australiano. embora não haja nenhuma compulsoriedade. a tendência começa a se disseminar nos grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo.2 454. Fonte: IEA. usina solar com potência de 500 MW.000 1. Os percentuais exigidos variam de 30% a 70%.Outras fontes | Capítulo 5 9. Depende da latitude.000 8.4 1.5 655. Esta aplicação destinase a atender setores diversos. Segundo o estudo sobre Outras Fontes constante do Plano Nacional de Energia 2030. em 2006. 2007. suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações. porém.5 10. unidade do gênero do mundo.5 .0 % em relação ao total 49. O que tradicionalmente é mais generalizado é o uso da energia solar para obtenção de energia térmica. hotéis e hospitais.000 4. Outra tendência que se forma é a utilização da energia solar para a obtenção conjunta de calor e eletricidade. também.000 3. estão previstas unidades bem maiores. não atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre.9 830. que vão da indústria.000 2. na Califórnia (Estados Unidos).918.862.000 5. Segundo a REN21.000 6.Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país País 1o 2o 3o 4o 5 o água. Tabela 5. projeta a construção de uma central de 154 MW. também.0 1. nível de consumo e disponibilidade de outras fontes de energia. sua irradiação por ano na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo anual de energia do mundo. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética.5 5.7 100 Alemanha Japão Estados Unidos Espanha Itália Outros países Total Fonte: IEA. Potência (MW) 3. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 83 . a Espanha assumiu postura semelhante e passou a exigir níveis mínimos de energia solar tanto para o aquecimento de água quanto para a geração de eletricidade em novas construções como prédios residenciais. da estação do ano e de condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do ar. com capacidade instalada de 11 MW.841. China e Alemanha.0 120. Coréia.

a energia solar será transformada em calor. um fenômeno diferente do tradicional. Quando a luz do sol atinge o semicondutor na região dessa junção.000 10. Segundo o Plano Nacional 2030. o que implica em pouca intensidade de nuvens e baixos índices pluviométricos.4 na página seguinte.000 2. todas as células fotovoltaicas têm. Ele também pode gerar eletricidade em dias nublados. conversão em calor. Este comportamento pode ser observado no Gráfico 5. permita o fluxo eletrônico (partículas positivas e negativas). Para a produção de energia elétrica existem dois sistemas: o heliotérmico e o fotovoltaico. Este é o princípio de muitos aquecedores solares de água.000 8. antes bloqueado.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. Finalmente. às vezes é necessário concentrar a radiação em um só ponto. e dá início ao fluxo de energia na forma de corrente contínua. 12. Segundo a REN21. a irradiação solar é convertida em calor que é utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. 84 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 2007.Capítulo 5 | Outras fontes Ao passar pela atmosfera terrestre. pelo menos. formando uma junção eletrônica. ao atendimento em regiões isoladas. Conforme mostra o Gráfico 5. Se for utilizada uma superfície escura para a captação. à medida que sua aplicação é mais disseminada. Para o aproveitamento da energia heliotérmica é necessário um local com alta incidência de irradiação solar direta. 1995-2007. Já no sistema fotovoltaico. O processo completo compreende quatro fases: coleta da irradiação. a maior parte da energia solar manifesta-se sob a forma de luz visível de raios infravermelhos e de raios ultravioleta.000 0 Total Conectados à rede Desconectados da rede 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 Gráfico 5. em 2006 e 2007. São os equipamentos utilizados nessa captação que determinam qual será o tipo de energia a ser obtida. boa parte das unidades construídas têm sido conectadas à rede de distribuição de eletricidade. quando os empreendimentos eram destinados. Quanto maior a intensidade de luz. No primeiro. maior o fluxo de energia elétrica. É possível captar essa luz e transformá-la em alguma forma de energia utilizada pelo homem: térmica ou elétrica. transporte e armazenamento e. o custo é menor. como ocorre no semi-árido brasileiro. Se utilizadas células fotovoltaicas (painéis fotovoltaicos). a transformação da radiação solar em eletricidade é direta. além de coletar. Para tanto. duas camadas de semicondutores: uma positivamente carregada e outra negativamente carregada. na medida em que é estimulado pela radiação. é necessário adaptar um material semicondutor (geralmente o silício) para que. finalmente. o resultado será a eletricidade.3 abaixo. Fonte: REN21. Os equipamentos necessários à produção do calor são chamados de coletores e concentradores – pois. o campo elétrico existente permite o estabelecimento do fluxo eletrônico. conversão em eletricidade. na maioria das vezes. Um sistema fotovoltaico não precisa do brilho do sol para operar.000 Megawatts 6. os sistemas fotovoltaicos conectados à rede continuaram a ser.000 4. a tecnologia de geração com maior crescimento no mundo.

14 . no deserto do Sudão. trabalho ou quantidade de calor.0 4. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 85 .22 MJ/m²/dia Figura 5. no município de Nova Mamoré. e a região de Dagget.0 2. consta apenas uma usina fotovoltaica – Araras. complementa o estudo. porém. da Aneel.0 5.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W). sendo que as menores variações ocorrem nos meses de maio a julho. Além disso. a participação do sol na matriz energética nacional é bastante reduzida. 2007.0 0 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Gráfico 5. Califórnia. Tanto que a energia solar não chega a ser citada na relação de fontes que integram o Balanço Energético Nacional. Apesar deste potencial e de o uso de aquecedores solares estar bastante difundido em cidades do interior e na zona rural. 1 Joule: unidade de energia. O Plano Nacional de Energia 2030 reproduz dados do Atlas Solarimétrico do Brasil e registra que essa radiação varia de 8 a 22 MJ (megajoules)1 por metro quadrado (m2) durante o dia.2 ao lado ilustra esta variação. o Nordeste possui radiação comparável às melhores regiões do mundo nessa variável. variando de 8 a 18 MJ/m2. O que. como a cidade de Dongola.0 6. Potencial e produção de energia solar no Brasil Assim como ocorre com os ventos.Outras fontes | Capítulo 5 9. não ocorre com outras localidades mais distantes da linha do Equador.0 7. edição de 2008.0 1. onde está concentrada a maior parte da atividade econômica.0 8. no Deserto de Mojave. Fonte: IEA.18 MJ/m²/dia 18 . Fonte: EPE.2 – Variação da radiação solar no Brasil. 2008. o Brasil é privilegiado em termos de radiação solar. Um MJ equivale a 106 J.0 3. A Figura 6.16 MJ/m²/dia 16 .20 MJ/m²/dia 20 . Também no Banco de Informações de Geração (BIG). como as regiões Sul e Sudeste.

que instalou 19 sistemas fotovoltaicos na comunidade de São Francisco de Aiuca.1% da produção energética mundial em 2006. é a combustão direta dos resíduos sólidos. Isto porque o biogás é obtido da biomassa contida em dejetos (urbanos. geração mundial de eletricidade. A expectativa é que a expansão do número de usinas solares ocorra exatamente na zona rural. Segundo o Key World Energy Statistics 2008 da IEA. O BIG não registra qualquer outro empreendimento fotovoltaico em construção ou já outorgado. particularmente na China e Índia. localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamiruá. De acordo com dados da IEA. da Universidade de São Paulo (USP). com potência instalada de 20. Sua aplicação permite a redução dos gases causadores do efeito estufa e contribui com o combate à poluição do solo e dos lençóis freáticos. como integrante de projetos de universalização do atendimento focados em comunidades mais pobres e localizadas a grande distância das redes de distribuição. O Programa Luz para Todos. o biogás é incluído no grupo “Outras Fontes”. respectivamente. Com o objetivo de levar energia elétrica a uma população superior a 10 milhões de pessoas que residem no interior do país. Na matriz da Aterro sanitário Bandeirantes. lançado em 2003 pelo Ministério de Minas e Energia. ele contempla o atendimento das demandas do meio rural através de três tipos de iniciativas: extensão da rede das distribuidoras. Um deles é o projeto Sistemas Fotovoltaicos Domiciliares. A utilização do lixo para produção de energia permite o direcionamento e utilização deste gás e a redução do volume dos dejetos em estado sólido. da REN21. 50. o industrial a 428.1 deste capítulo).48 kW. Essa biomassa passa naturalmente do estado sólido para o gasoso por meio da ação de microorganismos que decompõem a matéria orgânica em um ambiente anaeróbico (sem ar). Outra é a gaseificação por meio da termoquímica (produção de calor por meio de reações químicas). dióxido de carbono (CO2). a mais simples e disseminada. Na produção de energia elétrica.4 BIOGÁS Das fontes para produção de energia. também têm utilizado o lixo urbano e industrial para a produção de energia. o biogás é uma das mais favoráveis ao meio ambiente. como solar e dos oceanos.578 terajoules (TJ). Neste caso. uma vez que é composto por metano (CH4). 5. Fonte: Google Earth. instalou diversos sistemas fotovoltaicos no Estado da Bahia. a terceira (mais utilizada para a produção do biogás) é a reprodução artificial do processo natural em que a ação de microorganismos em um ambiente anaeróbico produz a decomposição da matéria orgânica e. a participação de cada um deles foi de.918 TJ. a emissão do biogás. hidrogênio (H2). a biomassa e o lixo (urbano e industrial) responderam por 10. industriais e agropecuários) e em esgotos. Estes volumes só não foram inferiores ao da energia produzida por outras novas fontes renováveis. na cidade de São Paulo. Finalmente. no Amazonas. Uma delas.3 TWh e 21. apesar de pequena. a aplicação comercial de usinas a biogás nos últimos anos tem apresentado significativo crescimento nos países em desenvolvimento.9 TWh. Na verdade.3% da produção total em 2006 (verificar Tabela 6. o biogás também é lançado à atmosfera e passa a contribuir para o aquecimento global.645 TJ e o biogás a 520. existem três rotas tecnológicas para a utilização do lixo como energético. Já o estudo Renewables 2007 Global Status Report. Países desenvolvidos.Capítulo 5 | Outras fontes no Estado de Rondônia. nitrogênio (N2 ). 13. oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S). O que existe no país são pesquisas e implantação de projetos pilotos da tecnologia. cuja participação foi de 2. sistemas de geração descentralizada com redes isoladas e sistemas de geração individuais. com produção de 13 kWh (quilowatts-hora) mensais.8 TWh. como Estados Unidos. em 2005 o lixo urbano deu origem a uma produção mundial de 870. informa que. em conseqüência. 86 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

A partir desta água aquecida é produzido o vapor utilizado em usinas termelétricas. em localidades onde eles não estão presentes. Outra possibilidade é a utilização de vapor quente seco para movimentar as turbinas. a evolução deste segmento foi lenta e se caracterizou pela construção de pequeno número de unidades em poucos países. Japão. O porte dos empreendimentos atuais. 8.720 MW. evitando o seu lançamento em rios e em reservatórios como o da usina hidrelétrica de Itaipu. por exemplo. Fonte: Adaptado de www. à época. Ao contrário do que ocorreu com outras fontes renováveis.5 GEOTÉRMICA A energia geotérmica é aquela obtida pelo calor que existe no interior da Terra. Filipinas (1. em biogás. 5. o calor existente no interior das rochas para o aquecimento da água.30 ºC 100 m Cobertura impermeável 1. Pernambuco e Santa Catarina. Neste caso. com potência instalada de 24. Chamado Programa de Geração Distribuída com Saneamento Ambiental. Filipinas.3 . como eólica. solar. No Brasil. na cidade de Barueri. respectivamente.3 a seguir. a capacidade mundial total instalada em 2007 era de 9. mas pode ser encontrada na Itália e no México. forma experimental. com capacidade instalada de 20 MW.936 MW). que equivale a 270 quilowatts (kW). como México. Bahia. Embora conhecida desde 1904 – ano da construção da primeira usina.educ. combustível usado na produção de energia elétrica. logo depois destruída por um acidente –. Esta potência é suficiente para abastecer 60 unidades consumidoras residenciais com consumo mensal médio de 150 kW. Na Austrália recuou 46. também em aterro sanitário da cidade de São Paulo. os principais recursos são os gêiseres (fontes de vapor no interior da Terra que apresentam erupções periódicas) e. Em 2008. o parque instalado não passou por expansão significativa entre os anos de 2006 e 2007. As demais são: São João. a potência instalada máxima dos empreendimentos incluídos no programa será de 300 kVA (quilovolt-ampere). havia mais sete empreendimentos outorgados. ele permitirá a utilização do material orgânico resultante da criação de suínos.500 2. a Aneel autorizou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) a implantar projeto-piloto para a compra da energia excedente produzida em pequenas propriedades rurais do Paraná a partir de dejetos de animais.6 na página seguinte.Outras fontes | Capítulo 5 No Brasil. além de um projeto piloto (ver Box 5) segundo o Banco de Informações de Geração (BIG). não há nenhuma unidade em operação. respondiam por 60% da capacidade instalada total. A maior parte desta potência concentrava-se nos Estados Unidos (2. foi anunciada.ar. é significativo.978 MW) e México (959 MW) que. dentro do aterro sanitário Bandeirantes. com 30 kW de potência. Por decisão da Aneel. da Aneel. como ilustrado pela Figura 5. no esforço para diversificar a matriz. como mostra a Tabela 5. como a maior usina a biogás do mundo.250 Transmissão de calor Foco de calor ativo 3. nem sob a Sonda de exploração Central geotermoelétrica Eletricidade e centros de consumo Profundidade (m) 750 20 . por meio de biodigestores. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 87 . porém.7%. A primeira delas. Esta última tecnologia é pouco aplicada. Nos últimos anos.1% (atingindo 456 MW) e 3.000 Figura 5.7% para 0. alguns países.1 MW. Os resíduos serão transformados. Além dessas. De acordo com os dados sobre energias renováveis constantes do BP Statistical Review of World Energy de 2008. biomassa (incluindo biogás). região da Grande São Paulo. Rio de Janeiro. Quênia e Islândia procuraram expandir o parque geotérmico. na cidade de São Paulo. inaugurada em 2003. e Energ Biog. A potência instalada no campo de gêiseres da Califórnia é de 500 MW. Nos Estados Unidos também há iniciativas neste sentido.Reservatório geotérmico de alta temperatura.6 MW. totalizando 109 MW de potência nos Estados de São Paulo. juntos. Apenas na Islândia e Estados Unidos registrou índices de crescimento de. em novembro de 2008 existiam três usinas termelétricas de pequeno porte movidas a biogás em operação.

5 2.5 807.0 9.0 5.000 100.4 % em relação ao total 30.000 0 Solar PV Eólica na terra Eólica no mar Onda Maré Gráfico 5. portanto. Baseado em estimativas de organismos internacionais.936.1 1. correntes marítimas.3 9.5 1. o total estimado para a energia potencial da maré é de 22 mil TWh por ano.Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) País Estados Unidos Filipinas México Itália Indonésia Japão Islândia Nova Zelândia El Salvador Costa Rica Quênia Total Fonte: BP. Potência (MW) 2. Mas. o trabalho informa que não haverá aplicação em escala das tecnologias marítimas para produção de energia no curto e médio prazos. segundo o estudo sobre Fontes Alternativas inserido no Plano Nacional de Energia 2030. dos quais 200 TWh seriam aproveitáveis. como mostra o Gráfico 5.2 20. Um dos países que se destaca nestas pesquisas é Portugal.9 8.5 abaixo. Fonte: EPE.5 4.3 8. todas as tecnologias estão em fase de desenvolvimento.7 4. 88 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 2008.0 162.Capítulo 5 | Outras fontes Tabela 5. Em 2008. Ainda segundo o estudo. a expansão poderá ocorrer de forma acentuada. 2007. Segundo registra a EPE.5 – Projeção da capacidade instalada (MW). a partir de 2025.0 959.6 MAR O potencial de geração de energia elétrica a partir do mar inclui o aproveitamento das marés.720. A eletricidade pode ser obtida a partir da energia cinética (do movimento) produzida pelo movimento das águas (Figura 5. ou 0. energia térmica e gradientes de salinidade.5 810.0 434.0 204.0 537.3 100.6 TWh. menos de 0. produzido em 2008.4 na página seguinte) ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa. 300. que tem diversos projetos pilotos. com exceção do aproveitamento da energia potencial em usina maremotriz (contida no movimento das águas).3 5. eram convertidos em energia elétrica. Nenhuma.978.3%.7 1.6 .5 127. ondas. apresenta custos competitivos frente às demais fontes.000 2002-2010 2011-2025 2026-2050 200.3 456.

disponível em www. Canadá.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 89 . A Coppe. Fonte: Adaptado de www. No Brasil. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.net World Wind Energy Association (WWEA) – disponível em www.gov. estudos realizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam para um potencial de 40 GW (gigawatts). França e Rússia. Entre os países com projetos piloto para aproveitamento das marés ou das ondas estão Estados Unidos. com capacidade de geração de 500 kW (quilowatts). Reino Unido.com. por sinal. está em fase de implantação de um projeto piloto para geração de energia a partir das ondas no litoral do Ceará.bp. Tecnológico (CNPq).windea.4 – Geração de energia em usina maremotriz. Renewables 2007 – Global Status Report. aneel.Outras fontes | Capítulo 5 Os principais locais para aproveitamento das marés são Argentina.mme.epe. México. Canadá.gov.iea. Índia. Realizado em parceria com o governo local e financiado pela Eletrobrás e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e O movimento das ondas pressiona o mar movendo a turbina As ondas retornam e sugam o ar. Austrália. Coréia do Sul. Estados Unidos e Rússia.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.treehuger.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.br BP Global – disponível em www.ren21. fazendo a turbina se movimentar no sentido contrário Figura 5. a proposta é construir uma usina composta por 20 módulos.br REN21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century).org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.gov.

Capítulo 5 | Outras fontes Petrobras 90 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural Atlas de Energia Elétrica do Brasil 91 6 .

Entrada de ar Reservatório de óleo Compressor câmaras de combustão segundo análise sobre o gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030. transforma-se em mecânica e. em que os consumidores estão cada vez mais exigentes com relação ao impacto ambiental provocado pelos produtos que adquirem. seria liberado na atmosfera. o processo de co-geração permite a produção simultânea de energia elétrica. em última instância. aumenta a eficiência do processo de geração. também. se não utilizado. A opção por um ou por outro depende.7%. Na termelétrica a ciclo combinado. inclusive no Brasil. óleos. direcionado às turbinas. os gases são transformados em vapor que. a característica básica de termelétricas a ciclo combinado é a operação conjunta de turbinas movidas a gás e a vapor. que provocam o movimento das turbinas conectadas aos geradores de eletricidade. Finalmente. biomassa e carvão. Em síntese. Assim. Este calor é recuperado antes da emissão dos gases e destinado à produção de vapor.Capítulo 6 | Gás Natural Box 6 A produção de energia elétrica e a co-geração A aplicação do gás natural na produção de energia elétrica pode ser dividida em duas modalidades. No ciclo simples. do ar quente ou da refrigeração. No primeiro caso – o mais tradicional – os gases são resfriados e liberados na atmosfera por meio de uma chaminé. O resultado é a emissão de gases em alta temperatura. em seguida. Em outras palavras: com a mesma quantidade de gás natural é possível obter maior produção de energia elétrica. Nas usinas termelétricas. Um dos argumentos favoráveis à co-geração é a possibilidade de utilização da energia que naturalmente se perde no processo de geração da eletricidade nas termelétricas. o grau de eficiência fica em torno de 50%. energia térmica e vapor. Outra é a co-geração. Exaustor Turbina Gerador Transformador Linha de Gás Natural Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do gás natural 92 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . novamente provoca o seu movimento. portanto. No caso do gás natural. em elétrica. Outro é a independência em relação ao suprimento fornecido por terceiros – no caso brasileiro. Uma delas é a geração exclusiva da eletricidade. a primeira etapa do processo consiste na mistura de ar comprimido com o gás natural a fim de se obter a combustão. os dois últimos são produzidos a partir do calor gerado na produção da eletricidade por usinas em ciclo simples e que. O destino dado ao gás natural após esta aplicação determina se o ciclo da termelétrica será simples (ou aberto) ou combinado (fechado). Embora exija maiores investimentos que aqueles aplicados nas usinas de ciclo simples. A energia térmica. o que pode ser um fator de competitividade no momento atual. A tecnologia do ciclo combinado é recente (década de 80) e passa por processo de expansão em todo o mundo. A co-geração pode ser realizada com todos os combustíveis usados em usinas termelétricas – por exemplo. pelas distribuidoras ou comercializadoras de energia elétrica. um terceiro é a redução do volume de gases lançados na atmosfera. além do gás natural. No ciclo combinado. da disponibilidade de suprimento e das características do consumidor. da qual se extrai. o calor e o vapor utilizados em processos industriais. o grau de eficiência é de 38. ainda em alta temperatura.

sendo superado apenas pelo carvão (Gráficos 6.8% Nuclear Carvão Petróleo Gráfico 6. Fonte: IEA.1 e 6.6% 34. publicado pela International Energy Agency (IEA) em 2008. a produção mundial mais que dobrou.Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural 6.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 93 .031 bilhões de m3. No século XX. segundo o estudo Key World Energy Statistics. era considerado um estorvo ao ser encontrado junto com o petróleo. o consumo entrou em franca expansão e o gás natural transformou-se na fonte de energia de origem fóssil a registrar maior crescimento no mundo. o gás natural manteve a terceira posição na matriz energética mundial (abaixo de carvão e derivados de petróleo).227 bilhões de metros cúbicos (m3) para 3. ao passar de 1. nos Estados Unidos. 2008. a partir dos anos 80.2% 20.2 abaixo).8% 26% Biomassa Gás Natural Outras Nuclear Petróleo Hidráulica Carvão 20.2% 10.4% 16% 2.5% 2.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006. pois exigia uma série de procedimentos de segurança que encareciam e complicavam as atividades de prospecção.1 INFORMAÇÕES GERAIS O gás natural transformou-se de sapo em príncipe na matriz energética mundial. Ainda assim.1% 0. saltou do quarto para o segundo lugar dentre as principais fontes produtoras da energia elétrica. Fonte: IEA. Gráfico 6.1% Hidrelétrica Gás Natural Outras 5. No entanto. 6 41% 6. No século XIX. 2008.3% 14. Uma posição que detém até hoje e que deverá manter no médio prazo. Apenas como exemplo: entre 1973 e 2007.

6% 3. Fonte: MME.5% 1. 36.4 Urânio e derivados Petróleo e derivados Produtos da cana-de-açúcar Energia hidráulica e eletricidade Lenha e Carvão vegetal Gás natural Carvão mineral e derivados Outras renováveis Gráfico 6.7 12.7 16. como mostra o Gráfico 6.8% 85. O resultado foi não só o aumento do volume. 2008 (adaptado). Fonte: MME.Capítulo 6 | Gás Natural No Brasil. 4. 2008. conforme Figura 6. Gráfico 6.2 3.5 9.3 6. visto necessitar de elevados investimentos.5% Nuclear Carvão Petróleo Gás Natural Hidráulica Biomassa O interesse pelo gás natural está diretamente relacionado à busca de alternativas ao petróleo e de fontes menos agressivas ao meio ambiente. Neste caso.3%. particulamente entre os países em desenvolvimento.3 abaixo. A nova distribuição geográfica também favoreceu o transporte. a evolução no mesmo período foi ainda mais expressiva: 5650%. essas reservas concentravam-se em poucas regiões.1 1. tanto na construção de dutos especiais quanto no processo de produção do GNL (gás natural liquefeito). Este comportamento resultou na intensificação das atividades de prospecção e exploração. a participação é de 3.4 em seguida). 94 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . energia hidráulica e eletricidade. Na produção de energia elétrica. Afinal. a participação atual. de 9. 40 35 30 Participação % 25 20 15 10 5 0 Superado por lenha e carvão vegetal. mas também a expansão geográfica das reservas provadas (são reservas cujos reservatórios estão em produção ou os fluídos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes). como registra o estudo BP Statistical Review of World Energy 2008.3% 2.3 bilhões de m3. Até a década de 70.3%. quanto mais pulverizadas as reservas. o gás natural fica atrás da hidráulica e biomassa (Gráfico 6. ao passar de 0.1 a seguir. coloca o gás natural na quinta posição na matriz energética nacional.1% 2. como América do Norte e antiga União Soviética. Historicamente.0 14.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007. este é o maior entrave à disseminação do energético.2 bilhões de m3 para 11.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. Ainda assim. produtos da cana-de-açúcar e petróleo e derivados. mais próximas dos centros consumidores elas se encontram.

1 . Europa e Ásia. as reservas provadas mundiais no final de 2007 eram suficientes para o abastecimento mundial durante os próximos 60 anos. O gás natural é um hidrocarboneto resultante da decomposição da matéria orgânica durante milhões de anos.0 Figura 6. Em suas primeiras etapas de decomposição. o comportamento do consumo e a expansão das fontes renováveis de energia. Outros elementos positivos são a capacidade de dispersão em casos de vazamento e a pequena emissão de poluentes em toda a cadeia produtiva se comparado aos demais combustíveis fósseis. desde os anos 80. É encontrado no subsolo. esta matéria orgânica de origem animal Atlas de Energia Elétrica do Brasil 95 . apenas a partir do desenvolvimento da tecnologia do GNL passou a exportar para América do Norte. calor e vapor. junto à Argentina e Venezuela. porém. quanto em motores de combustão do setor de transportes.00 8. GLP). transformando-se em um dos maiores fornecedores mundiais. em rochas porosas isoladas do meio ambiente por uma camada impermeável. é recente. Este energético pode ser utilizado tanto na geração de energia elétrica. tem custos elevados e é dominada por poucas companhias. cuja expansão acelerada do consumo está diretamente relacionada às importações da Bolívia – que. porém menos agressivos ao meio ambiente. A região possui uma das maiores reservas mundiais. o que preserva a utilização dos combustíveis fósseis. 2008 (adaptado). depende de inúmeras variáveis. particularmente o Irã. que apontavam para 66 anos. De acordo com o BP Statistical Review of World Energy 2008. A configuração deste cenário. mas encontra-se distante dos centros consumidores.Gás Natural | Capítulo 6 Reservas de gás natural em 2007 (trilhões de m³) 0. Um caso de aumento da comercialização com base no GNL é o Oriente Médio.01 a 45. está entre os países com maiores reservas da América Latina. Fonte: BP. O que é o gás natural A versatilidade é a principal característica do gás natural. Por isso.00 2.01 a 2. Assim. comércio. a aplicação é possível em todos os setores da economia: indústria. Essa tecnologia.09 a 1. serviços e residências. Isto representa um decréscimo em relação às projeções com base na conjuntura de 2005. denominada gas-to-liquid (GTL). Essa importação foi proporcionada pelo início de operação do gasoduto Bolívia/Brasil em 1999. a continuidade das atividades de exploração. na produção de chamas (como substituto ao gás liquefeito de petróleo. Um exemplo é o próprio Brasil.00 1.Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3. Entre elas.01 a 8. Este recurso natural também pode passar por um processo de transformação para dar origem a derivados similares aos do petróleo.

correspondentes a 41. Por isso. Beneficiado pelos recursos existentes no Irã e pela intensificação das atividades de exploração nos últimos 20 anos. conforme registra o BP Statistical Review of World Energy 2008. no qual atinge 160 graus abaixo de zero. sozinha ou em parceria com a iniciativa privada (como é o caso do gasoduto Bolívia/Brasil).5% de participação.65 27. há a distribuição.Reservas de gás natural no mundo Paises 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 40 Rússia Irã Catar Arábia Saudita Emirados Árabes Estados Unidos Nigéria Venezuela Argélia Iraque Brasil Outros Total Fonte: BP. A Tabela 6. A segunda é a explotação.17 6.09 5. como processo de formação e condições de acumulação no reservatório. que liga o poço às instalações de distribuição.17 0. no geral. O Oriente Médio liderava o ranking mundial. também reduziu sua participação no período: de 9. A quinta é o transporte e armazenamento (esta última não existe no Brasil. processamento em campo (para separação do petróleo em caso de o gás ser associado) e o transporte até a base de armazenamento. o que favorece o transporte por navios chamados “metaneiros”. o país contava com uma malha total de 6. subterrâneos. a única companhia a operar na exploração e transporte de gás natural é a Petrobras. Já para a distribuição. a região superou a tradicional Europa e antiga União Soviética. propano. ao final de 2007. é comum a descoberta do gás natural tanto associado ao petróleo quanto em campos isolados (gás natural não associado). 2008.40 3. Para o caso de grandes consumidores.57 177. é dimensionado para transporte de grandes volumes a elevada pressão. nitrogênio.2 trilhões de m3.15 4. que consiste na instalação da infra-estrutura necessária à operação do poço e nas atividades de perfuração. Assim como ocorre no petróleo.70 14. mais pulverizados e. Assim.3 5.5% para 4.Capítulo 6 | Gás Natural produz o petróleo.36 trilhões de m3. E. finalmente. diante dos 42.98 5. No Brasil.20 15.50 1.3% do total. etano. há uma estação intermediária chamada city gate.36 41.00 2.90 2. deve ser odorizado para que eventuais casos de vazamento sejam detectados. outra região tradicional entre as maiores do ranking.8 25. em proporções variadas. mas também há.00 3. esse material é encaminhado a plantas ou terminais de armazenamento e regaseificação para posterior distribuição. completação e recompletação de poços (colocação das cabeças de vedação. das quais a maioria conta com participação da Petrobras no capital acionário. com 73. comandos remotos e demais acessórios que permitirão a produção). que hoje detém 33.80 0. No porto receptor. A proporção de cada um na composição final depende de uma série de variáveis naturais.2% de 1987. o país tem 27 empresas. No caso de não ser possível construir o gasoduto. Os ramais secundários.1 abaixo mostra os países com maiores reservas de gás natural. Em seus últimos estágios de degradação. água. 6.1 . O ramal principal.5%. Tabela 6.20 23.40 3. mas é comum em países de clima frio. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO As reservas totais provadas no mundo eram. de modo a formar um estoque regulador para o inverno). que é a entrega do gás natural para o consumidor final. Esse processo reduz o volume 600 vezes. gás carbônico. O transporte do poço às unidades de consumo exige a construção de uma rede de gasodutos de capacidade e pressão variáveis. na qual se retiram as frações pesadas e se realiza a compressão do gás para a terra ou para a estação de tratamento. A terceira é a produção.1 ao lado. A quarta é o processamento. que chegam ao consumidor final. na qual o foco é a possibilidade de ocorrência ou não do gás natural. a composição básica do gás natural são as moléculas de hidrocarbonetos (átomos de hidrogênio e carbono) encontradas em estado volátil e de baixa densidade.6 7. de 177. butano. De acordo com o balanço anual da Petrobras referente a 2007. O elemento predominante é o gás metano.2 RESERVAS.50 100 96 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .36 % 25. além de outros. o gás passa por um processo de liquefação.52 3. Em seu estado bruto.40 4. A cadeia produtiva do gás natural envolve seis etapas. o gás natural não tem cheiro e é mais leve que o ar. A primeira é exploração. ácido clorídrico e metanol. o gás natural. Trilhões m 44.511 quilômetros de dutos conforme mostra o Mapa 6. Essas empresas detêm o monopólio de atuação em suas regiões de concessão. A América do Norte. são menores. válvulas.

Paracambi) Reduc .Estrutura de produção e movimentação de gás natural . II e III Garsol (Urucu .Carmópolis PE (trechos: Itaporanga . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Coari) Urucu .Gás Natural | Capítulo 6 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o AM Urucu I.Vitória Cabiúnas URL I e II Cabiúnas URGN Cabiúnas UPCGN I e II Cabiúnas UPGN MG Cacimbas Lagoa Parda UPGN Lagoa Parda DPP ES Lagoa Parda .U .1 .Rio (trecho: Taubaté .2600 SC Argentina 30º S RS 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Fluxos (Operação) Fluxos (Planejamento) Gasodutos em Construção Gasodutos em Operação UPGN`s Fonte: ANP.2500 Reduc .Catu Bolívia GO Campinas .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km O S N L MAPA 6.Rio (trecho Replan .U .2007 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 97 .Pilar) AL Gasalp 10º S Peru MT BA Catu .Vitória 20º S 20º S MS Gasbol Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR UEG SP RPBC Gasvol Gasan Caraguatatuba .U .Itaporanga) Atalaia Catu Candeias Gaseb Bahia Cacimbas .Carmópolis Pilar e Carmópolis .Vitória Campinas .Manaus PA Lubnor Gasfor MA CE RN PB Nordestão Guamaré I.2500 Gaspal Gasbel RJ Cabiúnas .Carmópolis SE Carmópolis (trecho: Catu . II e III PI AC 10º S RO TO Catu .Taubaté) DF Cacimbas . 2007.Taubaté Gasbol Gasduc I e II Reduc .

Para o Brasil.Consumo de gás natural em 2007 % 20. os Estados Unidos não apenas absorvem toda a produção interna (545.6%). Tabela 6. comprometeram a operação de várias termelétricas abastecidas pelo combustível em um período de seca – quando.4 11. Trinidad & Tobago (39 bilhões de m3). era crucial preservar a água dos reservatórios. 2008. A redução dos volumes de gás natural enviados ao Brasil por Bolívia e Argentina a partir de 2007.4 100 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9 o o o Bilhões de m3 607. considerando o volume produzido (relação reserva/produção.4 90. os recursos existentes são suficientes para cerca de 50 anos. No entanto.7 77. Mas. de outro subordina-se à política externa do país fornecedor e às relações bilaterais entre fornecedor e comprador – o que causa uma certa insegurança com relação ao suprimento. A Argentina. de um lado.Produção de gás natural em 2007 País 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o 40o Rússia Estados Unidos Canadá Irã Noruega Argélia Arábia Saudita Reino Unido China Turcomenistão Brasil Total Fonte: BP.3 2940.4 69. 2008.9 % 22. as reservas não são significativas: respondem por apenas 4. portanto.0 País Estados Unidos Rússia Irã Canadá Reino Unido Japão Alemanha Itália Arábia Saudita China Brasil Total Fonte: BP.6 2. Em 2006.Capítulo 6 | Gás Natural As duas regiões continuam. podem intercambiar o gás natural.4 2. que em 2007 produziu 607. em ocasiões de escassez no fornecimento de energia elétrica. Ambas são também as maiores consumidoras mundiais e contam.7 111. vendeu 1.0 3.5 2. é regional.9 72.6 2. A participação individual de cada um desses países na oferta mundial de gás natural é pouco expressiva: oscila em torno de 1%. para os mercados europeus (Tabelas 6.85 bilhão de m3. ou R/P) ao longo dos últimos anos. como tem ocorrido nos últimos anos. Para a Argentina. A importância da produção.2 82.12 bilhão de m3 para o Brasil e.2 3. com a rede de gasodutos já existente. Nas Américas Central e do Sul. Bilhões de m3 652.4% do total mundial e se mantiveram praticamente inalteradas ao longo dos últimos 20 anos. a ser as maiores produtoras mundiais. cuja produção aumentou 6.3 0.7 2.8 111.9 89. Em 2007.1 2. por exemplo. no entanto. produz basicamente para o mercado interno. erguida ao longo do século XX.3 0.3 15.2 3. Tabela 6. Com consumo de 652. enviou 9. países que.1 2. Um exemplo é a relação Bolívia-Brasil-Argentina.1 3.9 183. a Rússia também interrompeu o fornecimento à Ucrânia – totalmente dependente do energético e fornecedora da Europa – alegando a necessidade de aumento de preços.8 94.5 bilhões de m3) e Bolívia (13.3 abaixo).8 bilhões de m3. os maiores produtores são Argentina (44.8 bilhões de m3 em 2007). Já a Rússia. Pela ordem. altamente dependente do gás natural.3 22.8 75.0 91.6 6.8 100 10 30 Uma característica do mercado do gás natural é o aquecido comércio internacional.7 83.9 67. é a maior fornecedora para os dois países.3 . por meio de uma rede de gasodutos.8 2.5 bilhões de m3).9 bilhões de m3 em 2007.2 .7% do total) e Estados Unidos (18.9 bilhões de m3 em 2007) como importam parte do gás natural do Canadá e do México. suspende as exportações em benefício do consumo interno.7 18. Venezuela (28. Bolívia.4 545. embora tenha reservas significativas. como elemento favorável às atividades. ela favorece a expansão do consumo. enviou apenas 0.9 438.3 67. se.8 2.5% em 2007. por meio deles. portanto.2 e 6. beneficiadas pelas atividades da Rússia (20. 98 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .8 3.4 bilhões de m3 para um consumo de 438. o que representou a quase totalidade do gás natural importado pelo Brasil.0 2921.8 3. exporta parte da produção – tanto para os países que compunham a antiga União Soviética quanto.8 bilhões de m3 em 2007.0 75.

572 222.258 21.057 14.018 9. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 99 . Segundo estudo sobre gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030.45 13.508 76.944 145.118 820 980 861 1.14 1.56 .186 3.354 326.960 94. em geral.774 167.554 2.525 14.743 245.893 116.084 234.643 306.756 231.875 76.241 11.Reservas provadas1 de gás natural.664 98.337 3.18 -66.339 3.286 15. suficientes para abastecer o país durante 32.375. Bacia de Campos e.594 1 0.77 -0. .23 -8.719 17.58 -26. em 2007..917 47.774 3.070 61 44 49. 2.395 273.11 4.4 .340 252.378 28.244 2.140 85.860 17.465 145.978 11.246 4.45 2.467 15.269 3.18 980 901 1.836 59. 1.398 220.826 3.751 12.91 1. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.86 .730 15 7 51.402 103.515 4. menos de 0. segundo Unidades da Federação Unidades da Federação CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar Terra PR3 Mar SC4 AM MA RJ2 SP Mar Terra Terra Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 127.453 5.286 31..448 119.597 26 11 49.752 9 7 53.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.171 1.183 2.961 15.132 19.233 142. as perspectivas de maior oferta futura de gás natural no Brasil localizam-se no Espírito Santo.139 3. 2.181 17. de acordo com a BP.870 995 2.897 104.419 5.268 16.770 1.496 800 5. principalmente.474 2.755 3.232 164.503 38. Tabela 6.221 4.Gás Natural | Capítulo 6 No Brasil.381 347.601 68 44. 2.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.397 825 1.047 3.669 78.860 364.126 2.084 768 815 814 850 761 4.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.08 24. No total.165 22.499 14.929 15.558 825 2.075 119.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.4.636 2.Inclui condensado.388 1.520 7.987 3.185 44.364 26. por localização (terra e mar).042 -16..00 Localização Terra Reservas provadas de gás natural (milhões m3) 1998 1 1999 1 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 07/06 % .595 3.2% do total mundial e.918 1.547 168.471 73.066 2.808 6. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.522 568 206 52. 3.705 4. na Bacia de Santos.271 37.842 8.904 4. associado ao petróleo.237 9.731 168. Notas: .385 23.625 1.289 4.385 37.696 71.881 68.841 5.766 17.261 5.286 18.809 8.786 4.257 3.049 78.08 -19. de 11. as reservas nacionais corresponderam a 360 bilhões de m3.861 20.563 925 1.Reservas em 31/12 dos anos de referência.549 106.585 1.477 43 44.131 6. como mostra abaixo a Tabela 6.525 16.32 -6. o gás natural é encontrado.059 3.930 5.477 9. Tanto que a maior parte das reservas localiza-se no mar e não em terra.999 145.206 8.940 85.288 10.758 225.273 77.510 4.903 296.3 bilhões de m3.083 2.438 3.28 -6. 4.991 8. principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo.312 4.198 829 1.272 789 1.477 244.101 1.837 1.59 4.423 1.942 -0.470 -4.379 2.3 anos considerando o volume produzido no período.681 2.543 74.462 3.58 3.716.151 1. Fontes: Adaptada de ANP/SDP.154 864 1.159 34 47.

Finalmente.Capítulo 6 | Gás Natural A exploração do recurso no país começou timidamente nos anos 40.593 quilômetros de extensão.5 ao lado. A produção local foi de 18.627 2. Na bacia de Urucu. ou 4% a mais que no ano anterior. pela substituição de outros 100 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a produção atendeu apenas às indústrias do Recôncavo Baiano. que apontam para o seu alto impacto ambiental e social. o gasoduto parte de Rio Grande (Bolívia) e chega a Porto Alegre (RS). a exploração e produção estenderam-se também às bacias de Sergipe e Alagoas.152 10. cujas reservas são estimadas entre 176 bilhões e 256 bilhões de m3. a maior parte destinada ao setor industrial (9. a auto-suficiência.085 168 81 162 116 525 2007 18.592 6.379 33 264 718 2.5 . O movimento será estimulado. O grande salto das reservas ocorreu nos anos 80.573 22. O gasoduto. também. enfrenta críticas principalmente de ambientalistas. O Brasil também dispõe de importantes reservas no estado do Amazonas. uma vez que o seu trajeto passa próximo a reservas indígenas. com descobertas de gás associado a petróleo na Bahia. Descoberto em 2003 na Bacia de Santos.33 bilhões de m3.226 81 92 47 47 3. Em 2008. o país contou com a oferta total de 28.233 825 561 264 5.196 28 1. Com um total de 2.559 2. o campo tem capacidade estimada para produzir 15 milhões de m3 por dia.9 bilhões de m3. as dimensões do campo de Júpiter são similares ao campo de Tupi. como mostra o BEN. aumentou significativamente a oferta do gás natural no país. da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). milhões m³ 1997 9.640 1. Assim.348 Coari-Manaus.091 1.196 bilhões de m3) e para usinas termelétricas (4. particularmente em regiões como Ásia e África. Santa Catarina e Rio Grande do Sul). rico em gás natural e localizado na camada pré-sal da Bacia de Santos. com capacidade para transportar 30 milhões de m3 por dia. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional (BEN). em 2007 o país consumiu 22. Paraná.109 3. Inicialmente.Est.013 251 377 2. ainda que o consumo no setor residencial e de transporte rodoviário também tenha aumentado – com destaque a este último. poderá lhe conferir.518 17.334 -5.Produção de gás natural no Brasil Gás Natural Identificação Produção Importação Var. o Brasil. no médio prazo.013 bilhões de m3).408 768 4.825 0 -3.Perdas e Ajustes (*) Consumo total Transformação Produção de derivados petróleo Geração elétrica Consumo final Consumo final não-energético Consumo final energético Setor energético Residencial Comercial/Público Transportes Rodoviário Industrial Cimento Ferro-gusa e aço Ferro-ligas Mineração e pelotização Não-ferrosos e outros meta Química Alimentos e bebidas Têxtil Papel e celulose Cerâmica Outros (*) Inclusive não-aproveitada e reinjeção. segundo a Petrobras. Após alguns anos. elas são estimadas em 52.194 37 804 0 175 41 1. com a descoberta na Bacia de Campos.15 bilhões de m3 e as importações ficaram em 10. porém. 2008. que são ligeiramente diferentes dos dados da BP. atendida em 2008 por termelétricas movidas a óleo combustível e óleo diesel. que registrou uma variação de 10% em relação a 2006 e de 5.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A IEA estima que a demanda por gás natural para produção de energia elétrica irá manter-se em expansão mundial até 2020. descoberto em 2007 também na Bacia de Santos. Fonte: MME. portanto. como mostra a Tabela 6. São Paulo.567 667 423 678 1.486 bilhões de m3 (a diferença entre a oferta total e consumo corresponde às perdas do processo). a Petrobras constrói o gasoduto Urucu- Tabela 6. principalmente. o início de operação do gasoduto Bolívia/ Brasil. que visa transportar gás natural para geração de energia elétrica em Manaus.913 5. primeiro empreendimento da Petrobras de gás natural não associado ao petróleo.559 9. A estimativa de reservas ainda está em fase de levantamento mas. em 1999. No local. o campo de Mexilhão.409 4.8 bilhões de m3.444% se comparado a 1997.286 877 16. Até 2010 deve entrar em operação. 6. era dependente das importações da Bolívia. A descoberta do campo de Júpiter. passando por cinco estados brasileiros (Mato Grosso do Sul.

RJ São José dos Campos . Condomínio do Shopping Center Jardins S/A. as tecnologias de geração termelétrica avançaram. Em outras palavras.SP São Paulo .400 346. Sociedade Fluminense de Energia Ltda. como mostra a Tabela 6. a participação das termelétricas movidas a gás natural deverá aumentar. Duas características se destacam neste conjunto. No Brasil. de 103 mil MW.RJ Camaçari .200 9. Votorantim Celulose e Papel S/A.000 Destino da Energia PIE COM APE PIE APE APE PIE PIE APE PIE PIE SP SP APE-COM PIE APE-COM PIE APE APE APE Municipio Maceió . No entanto. Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A.BA Dias d’Ávila .000 138. embora as empresas de eletricidade ainda estivessem concentradas no carvão e na energia nuclear.900 3. Energyworks do Brasil Ltda.600 226.800 484. Após a crise do petróleo dos anos 70. como carvão e derivados de petróleo. Tabela 6. A primeira é a concentração dos empreendimentos nas regiões em que já existem gasodutos em operação – o que favorece o acesso ao suprimento por parte dos operadores. Braskem S/A. nos períodos de estiagem. Termobahia S/A. onde é necessário preservar os reservatórios.RJ São Paulo .RJ Rio de Janeiro .Gás Natural | Capítulo 6 combustíveis fósseis.AL Louveira .RN Araucária . seriam colocadas em operação em momentos de acentuado aumento de demanda ou redução da oferta hidráulica – por exemplo. Essas usinas operariam de maneira complementar às hidrelétricas. no curto e médio prazos. Bayer S/A.Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Usina Aeroporto de Maceió Ahlstrom Alto do Rodrigues Araucária Asfor Atalaia Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Bayer Brahma Camaçari Camaçari Campos (Roberto Silveira) Carioca Shopping Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242 Celpav IV Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I) Central de Co-geração Shopping .SE São Paulo .CE Aracaju .150 3.000 385.680 185. Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste PETROBRÁS Petróleo Brasileiro S/A.SE Ibirité . a matriz da energia elétrica é predominantemente hidráulica e esta característica não deverá se alterar no médio prazo.600 334 4.BA Campos dos Goytacazes .MG Seropédica . Petróleo Brasileiro S/A.SP Alto do Rodrigues .350 4. Administradora Carioca de Shopping Centers S/C Ltda.SP São Francisco do Conde . vários países menos desenvolvidos passaram a avaliar a aplicação do gás natural para a produção de energia elétrica.6 abaixo.SP Jacareí .891 2.840 13. Companhia de Gás de São Paulo Condomínio Centro Empresarial Nações Unidas S/C Continua Atlas de Energia Elétrica do Brasil 101 . comercial ou de serviços.Aracaju Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo Cenu Potência (kW) 790 1. Simultaneamente. Outra é que boa parte dessas usinas é propriedade de companhias representantes do setor industrial.6 .150 3. Petróleo Brasileiro S/A.300 11. Petróleo Brasileiro S/A. Companhia Hidro Elétrica do São Francisco Furnas Centrais Elétricas S/A.080 250. Iqara Energy Services Ltda. com um total instalado de 11 mil MW (megawatts) – ou pouco mais de 10% da potência total instalada no país. a exemplo do que ocorria com os países industrializados. Em novembro de 2008.803 114. existem 85 usinas termelétricas abastecidas a gás natural em operação no país.BA Aracaju .PR Fortaleza . segundo o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).SP Rio de Janeiro .SP Proprietário Petrobrás Distribuidora S/A. de acordo com o Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela EPE.

Trikem S/A.RJ 102 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .RN Macaé .200 11.MG Cabo de Santo Agostinho . Indústria e Comércio Petróleo Brasileiro S/A.187.750 1. Usina Terméletrica Norte Fluminense S/A.PE Juiz de Fora .299 8.SP Araucária .SP Juiz de Fora .MT Inpar Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda.680 922.000 1.SP Cabo de Santo Agostinho .Poliamida e Especialidades Ltda.080 346.5 5. Termomacaé Ltda.063 5.000 529.CE São Paulo . Energyworks do Brasil Ltda.781 206.RJ Santo André .160 1. Continua PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE APE-COM PIE APE APE APE APE COM PIE APE-COM PIE PIE PIE APE APE PIE PIE APE APE APE-COM APE APE Jacareí .AL São Paulo .800 386.SP Americana .SP Salto . Companhia Siderúrgica Nacional Rhodia .BA Fortaleza .058.615 18.200 8.552 9. TermoRio S/A. Iqara Energy Services Ltda.119 30.SP Contagem .319 5.794 2. Energyworks do Brasil Ltda. Condominio World Trade Center de São Paulo Magnesita S/A.RJ Duque de Caxias .RJ Dias d’Ávila .SP São Paulo .000 4.300 8.A. Condomínio Geral NorteShopping Fundação dos Economiários Federais Pamesa do Brasil S/A.100 3.PR Mogi Guaçu .SP Caucaia .630 1.CE Balsa Nova .048 5. Energyworks do Brasil Ltda. Petróleo Brasileiro S/A.825 7.000 25. Condomínio Shopping Center Iguatemi Bahia Condomínio Civil Shopping Center Iguatemi Telecomunicações de São Paulo S/A.000 8.MS Macaé .RJ Salvador .088 258. GE Celma Ltda.316 4. Empresa Produtora de Energia Energyworks do Brasil Ltda.MG Duque de Caxias . Usina Termelétrica Juiz de Fora S/A.MG São José dos Campos .250 19. Caraíba Metais S/A.PR Guarulhos .BA Campo Grande .Capítulo 6 | Gás Natural Continuação Cesar Park Business Hotel/Globenergy Cinal/Trikem Condominio World Trade Center Contagem Crylor CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cuiabá Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Eucatex Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Fortaleza GE Celma Ltda.600 4.BA Camaçari . Tractebel Energia S/A.RJ Duque de Caxias .SP Marechal Deodoro .120 87.MS Macaíba .592 5. Millennium Inorganic Chemicals do Brasil S/A.812 235.RJ Rio de Janeiro . Exportação e Indústria de Óleos Ltda. Petroflex Indústria e Comércio S/A. Importação.CE Petrópolis .000 APE APE APE APE APE APE APE-COM APE Guarulhos .SP Volta Redonda .072 2. Rexam Beverage Can South América S/A. Vicunha Textil S/A. Infoglobo Comunicações Ltda.SP Cuiabá .RJ São Paulo . Eucatex S/A.PE Três Lagoas .SP Pacatuba . Indústria de Papéis Sudeste S/A. Globo Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza IGW/Service Energy Imcopa Inapel Juiz de Fora Latasa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Macaíba (Ex Termo Toalia) Mário Lago (Ex. Central Geradora Termelétrica Fortaleza S/A. Radicifibras Indústria e Comércio Ltda.775 9. Coteminas S.925 3.350 868. Macaé Merchant) Metalurgia Caraíba Millennium Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Norte Fluminense Norte Shopping Operadora São Paulo Renaissance Pamesa Paraibuna Petroflex 2.

estão localizados na região Sudeste.000 4.000 532.SP Uruguaiana . Petróleo Brasileiro S/A. a maior parte da capacidade instalada e o maior potencial de expansão. Termoceará Ltda. Weatherford Indústria e Comércio Ltda.900 426. Solvay Indupa do Brasil S/A.530 97.020 1.SP Limeira . passar a ser considerado como uma fonte de energia privilegiada e estratégica a ser desenvolvida e utilizada.CE Caxias do Sul .250 4.FAFEN Energia) Santa Cruz Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sesc Senac-Cass Shopping Recife Shopping Taboão Solvay Souza Cruz Cachoeirinha Stepie Ulb Suape. O estudo também afirma que o caso brasileiro reflete o modelo presente na maior parte dos países desenvolvidos. Air Liquide Brasil Ltda. 2008.700 6. Companhia de Integração Portuária do Ceará TV Globo Ltda. Segundo o estudo sobre gás natural que integra o Plano Nacional de Energia 2030.RO Cabo de Santo Agostinho .5 APE APE APE APE PIE SP PIE APE APE APE APE APE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE-COM APE Campos dos Goytacases . Termopernambuco S/A. Stepie Ulb S/A. Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S/A. 4. onde o gás natural foi gradualmente abandonado durante a primeira metade do século XX para.855 12.000 2.098 138.CE Ipojuca .PE Caucaia .RS Canoas . Souza Cruz S/A. a Aneel registra um total de 30 usinas termelétricas em fase de construção ou outorga. ao longo dos anos 90. considerando as usinas em construção e as outorgadas. Isto permite depreender que são instaladas em regime de auto-produção (de forma a tornar o consumidor independente do fornecimento de terceiros) ou co-geração (gerando energia elétrica e calor para os processos industriais) como mostra o Box 6.756 7.100 4. Cooperativa dos produtores de Cana. principalmente.Gás Natural | Capítulo 6 Continuação Policam Ponta do Costa Porto do Pecém PROJAC Central Globo de Produção Rhodia Paulínia Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .570.RJ Recife .952 3.000 5. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Condomínio do Shopping Center Recife TDS Centro Comercial Ltda. Vulcabrás do Nordeste S/A.PE Suzano .SP Porto Velho .PE Jundiaí .300 4.027 220.RJ Cabo Frio . Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda.Poliamida e Especialidades Ltda.SP Camaçari . Suape.000 39.RS Refinaria Nacional de Sal S/A.RJ Canoas .RS Rio de Janeiro . Suzano Termo Norte II Termocabo Termoceará Termopernambuco UGPU (Messer) Unidade de Geração de Energia -Área II Uruguaiana Vitória Apart Hospital Vulcabrás Weatherford Total Fonte: Aneel. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 103 .000 563.SP Santo André .RJ Paulínia . Furnas Centrais Elétricas S/A. FAFEN Energia S/A.950 12.PE Taboão da Serra . Koblitz Energia Ltda.SP Cachoeirinha .000.315.980 334 11. Termocabo Ltda.BA Rio de Janeiro .RJ São Gonçalo do Amarante .RS Serra . Vitória Apart Hospital S/A.ES Horizonte . somente após a crise energética dos anos 70 e.CE Rio de Janeiro .900 2.473 1.600 6.CGDe. Termo Norte Energia Ltda. Em novembro de 2008.Koblitz Energia Ltda.RS Cabo de Santo Agostinho . CGDc. Rhodia .600 2.000 639.

com. relevo e meteorologia. incremento das atividades de comércio e serviços. característica que tem sido um dos entraves ao licenciamento ambiental. o que inclui tanto o acesso a reservas domésticas de gás quanto a importação desse energético. como o carvão.petrobras. e geração local de empregos.br BP Global – disponível em www. Apenas como exemplo. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.com International Energy Agency (IEA) – disponível em www.anp.br Agência Nacional de Petróleo. Na cadeia produtiva do gás natural. Construção do gasoduto Brasil-Bolívia. em menor escala. o maior ou menor impacto ambiental da atividade está relacionado à composição do gás natural.aneel. uma restrição feita a essas usinas é a necessidade de captação de água para o resfriamento do vapor. O estudo ainda enumera como condicionantes de suprimento de gás natural para geração termelétrica no Brasil a oferta total de gás disponível para atendimento do mercado brasileiro. principalmente na fase de exploração e produção do gás natural e da construção da usina.gov. comércio e serviços de transporte.com 6.org Petrobras – disponível em www. o estudo sobre gás natural do Plano Nacional de Energia 2030 registra que o volume de CO2 lançado na atmosfera pode ser entre 20% e 23% inferior àquele Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.gasnet. a disponibilidade de infra-estrutura física para escoamento da oferta (produção e/ ou importação) até os mercados consumidores. por se tratarem de unidades de pequeno porte.Capítulo 6 | Gás Natural produzido pela geração a partir do óleo combustível e entre 40% e 50% inferior aos casos de geração a partir de combustíveis sólidos. há a geração de royalties para os municípios em que as usinas estão localizadas.br Gasnet – disponível em www. Os principais poluentes atmosféricos emitidos pelas usinas termelétricas a gás natural são dióxido de carbono (CO2). ao processo utilizado na geração de energia elétrica e remoção pós-combustão e às condições de dispersão dos poluentes. não exigem a escolha de um terreno específico e podem ser construídas nas proximidades de centros de consumo. Fonte: Petrobras.bp. as termelétricas. Além disso. como altura da chaminé. epe.gov.iea. e o uso do gás natural em outras aplicações. Quantitativa e qualitativamente. monóxido de carbono e alguns hidrocarbonetos de baixo peso molecular. em função da menor emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. nos setores industrial.gov.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O gás natural apresenta uma vantagem ambiental significativa em relação a outros combustíveis fósseis. Isto elimina a necessidade de grandes linhas de transmissão para transporte da energia produzida às instalações de distribuição.br 104 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . óxidos de nitrogênio (NOX) e. inclusive metano. No entanto. entre os impactos socioambientais positivos.

Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Acervo TDA Derivados de Petróleo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 105 7 .

As etapas de combustão e resfriamento (que também implica a remoção de gases incondensáveis do vapor) são aquelas em que os gases poluentes são liberados na atmosfera. estocado e. é direcionado. que recebe o calor liberado pela combustão. queimado em uma câmara de combustão. Quanto mais denso o combustível utilizado. O sistema convencional das termelétricas – o ciclo Rankine – consiste basicamente de uma caldeira. O volume e o tipo de gás emitido variam conforme a composição do combustível a ser queimado. ainda. Chaminé Aquecedor de água Transformadores Turbina Gerador Pré Aquecedor de ar Caldeira Disjuntores Ventilador de entrada Ventilador de saída Bomba de água de alimentação da caldeira Bomba de condensado Condensador Bomba de circulação Água de Resfriamento Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do petróleo 106 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . as condições de dispersão dos poluentes (altura da chaminé. uma turbina a vapor. Após mover as turbinas. os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados nos últimos anos e a instalação de equipamentos auxiliares tornaram possível aumentar o nível de eficiência da combustão e reduzir o volume de gases poluentes emitidos.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 7 O processo de produção de energia elétrica a partir de derivados do petróleo O processo de produção de energia elétrica é similar em todas as usinas que utilizam como matéria-prima os combustíveis fósseis em estado sólido ou líquido – o que inclui a maioria dos derivados de petróleo. Este líquido. que se transforma em vapor. De forma bastante simplificada. Este vapor movimenta as turbinas que transformam a energia térmica em energia mecânica. posteriormente. No entanto. por sua vez. derivados de petróleo como os óleos combustível. que circula dentro de serpentinas conectadas ao equipamento. A água. que repetirá o processo de produção da energia térmica que se transformará em mecânica para movimentar as turbinas. relevo e meteorologia). a água passa do estado líquido para o gasoso (vapor) a uma pressão bem maior que a atmosférica. por meio do sistema de bombas. um condensador e um sistema de bombas. diesel e ultraviscoso são rejeitados por ambientalistas como fontes de geração de energia elétrica. o processo de queima ou remoção pós-combustão e. Por isso. O calor obtido nesse processo é usado para aquecer e aumentar a pressão da água. é o fluido de resfriamento. esse material é transportado até a usina. Na caldeira. O gerador transforma a energia mecânica em energia elétrica. maior a eficiência das turbinas. maior o potencial de emissões. o vapor é direcionado ao condensador para retornar ao estado líquido. Quanto maior a temperatura deste vapor. novamente para a caldeira.

controlada pelo Governo Federal. mas. com reservas estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris.2 2. Mesmo assim. A primeira foi o Poço de Tupi.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Derivados de Petróleo 7. Fonte: IEA.1 INFORMAÇÕES GERAIS No primeiro semestre de 2008. desenvolvimento tecnológico específico e não tem data marcada para ser iniciada.0 20. as descobertas na camada pré-sal da Bacia de Santos colocam o Brasil. litoral brasileiro.1 Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias). Tanto que o país foi convidado pelo Irã para integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). também na Bacia de Santos. anunciou a descoberta de um campo de petróleo na camada pré-sal (abaixo da camada de sal) na Bacia de Santos. no mesmo nível dos grandes produtores mundiais.6 bilhões de barris. a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras).2 Petróleo Carvão Gás Natural Biomassa Nuclear Hidrelétrica 0. que durante anos buscou a auto-suficiência no recurso. Isto porque o petróleo e seus derivados transformaram-se.5 10. pois tem potencial para fazer com que o país aumente significativamente o volume de suas reservas. 7 40% 30% 20% 10% 0 34.4 26. A exploração exigirá elevados investimentos. de 12.1 6. Descobertas como estas têm importância estratégica para qualquer país no mercado internacional. em insumo para praticamente todos os setores industriais. 2008. não só na principal fonte primária da matriz energética mundial. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 107 . a descoberta provocou forte impacto positivo na opinião pública.6 Outras Gráfico 7. A expectativa é de que todo o pré-sal tenha mais de 30 bilhões de barris. Além disso. ao longo do século XX. também. como mostra o Gráfico 7.1 abaixo. O campo de Júpiter foi a segunda grande descoberta anunciada pela empresa e a estimativa de suas reservas ainda está em fase de cálculo.

Na produção de energia elétrica. dentre as principais fontes (carvão. entre as vantagens estratégicas do país que detém e controla as reservas de petróleo e a estrutura de refino estão: importância geopolítica. seja por meio da exportação direta do óleo e seus derivados. 1 Invasão do Iraque pelos EUA . que deu origem à chamada II Revolução Industrial. As duas crises provocaram problemas econômicos em vários países – inclusive um racionamento de derivados no Brasil – e sinalizaram para a necessidade de redução da dependência da substância. chineses e incas. para atividades específicas. passaram a ser aplicados como insumo industrial na fabricação de produtos bastante diversificados como materiais de construção. em 2006. farmacêuticos.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Durante milhares de anos. Portanto. aliás. portanto. 2008. segurança interna em setores vitais como transporte e produção de eletricidade. transporte. como mostra o Gráfico 7. o petróleo era a segunda principal fonte. seja pelo custo e. com a invenção do motor a explosão. o petróleo representava 46. que dominavam as quatro fases da cadeia produtiva: extração. esse óleo inflamável que brota naturalmente das rochas em algumas regiões do planeta foi utilizado por diferentes povos.4%. respondendo por 5. Um dos motivos é ambiental: a cadeia produtiva do petróleo e seus derivados é extremamente agressiva ao meio ambiente. plásticos. a queda foi mais acentuada. e aumento da participação no comércio internacional.8% da matriz elétrica mundial. Em 1973. Fonte: IEA. Outros derivados. embalagens. ao mesmo tempo em que provocou acentuado desenvolvimento econômico e social. gomas de mascar e batons. Em 1979. uma das mais recentes foi a invasão do Iraque pelos Estados Unidos. os países produtores do Oriente Médio. pela competitividade dos produtos industrializados. O crescimento exponencial de sua aplicação veio em 1930. outra sugere uma estratégia para se apoderar do petróleo da nação iraquiana.2.70 para US$ 11. 108 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . O real motivo ainda causa discussões. o petróleo também gerou sucessivas guerras e crises internacionais ao longo do século XX. segundo a International Energy Agency (IEA). gás natural e nuclear) era a menos utilizada. a busca de fontes alternativas tornou-se mais premente. Se. água. abalado desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001.00. um dos maiores fornecedores mundiais do óleo. Das guerras. inclusive produzindo em várias etapas. enfrentaram a pressão das grandes companhias petrolíferas. tecidos sintéticos. superada apenas pelo carvão. como na 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 7. como substituto do óleo de baleia na iluminação e do carvão mineral na produção do vapor. decidiram reduzir o volume produzido a fim de provocar uma alta do preço do barril (que passou de US$ 2. Há uma corrente que defende a resposta aos citados atentados. achar armas de destruição em massa que possivelmente o governo iraquiano teria em estoque. Em 2006. fez com que o preço do barril novamente desse um salto e superasse US$ 40.20). tintas. Das crises. como romanos. nos Estados Unidos. em 20031. Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. porém. Em razão destes elementos. chegava a 34. como a nafta. Com isso. reunidos na Opep. em 1973.1% da matriz energética mundial. a deposição do xá do Irã. após recuos graduais.O objetivo oficial era lutar contra o terrorismo. Derivados como gasolina e óleo diesel passaram a ser usados como combustível para os meios de transporte. A partir de meados do século XIX. as mais representativas ocorreram na década de 70. o que representava uma ameaça aos Estados Unidos. o petróleo começou a ser aplicado em maior escala. fertilizantes. o que fez com que a substância rapidamente se transformasse na principal fonte da matriz energética mundial. Em 1973.2 abaixo. refino e distribuição. Nos últimos anos.

em função da exploração crescente. Esta tecnologia sofisticada foi desenvolvida principalmente ao longo do século XX quando. a cadeia produtiva compreende mais três etapas: transporte do óleo cru (geralmente por oleodutos ou navios). óleo combustível. como mostra a Tabela 7. são realizados estudos exploratórios. Em relatório publicado em 2000.3. das reservas hoje existentes. pressão do consumo e aumento das cotações. ou gás de cozinha).659 81. além da extração. nitrogênio e enxofre. em menor proporção.17% O que é o petróleo O petróleo é um óleo inflamável. O petróleo cru não tem aplicação direta.1 abaixo. do consumo e cotações presentes e previstas para o petróleo no mercado internacional – determina se é comercialmente viável produzir o petróleo descoberto. geralmente por caminhões-tanques). a IEA estimou que as reservas conhecidas seriam suficientes para o abastecimento mundial apenas por mais cerca de 40 anos. as jazidas mais próximas do solo se esgotaram. Dessa época. que tem início com a abertura de um poço mediante o uso de uma sonda para comprovar a existência do petróleo. além de íons metálicos. Apesar de as cotações terem recuado bruscamente em 2008 – de mais de US$ 140 para cerca US$ 70 por barril – é possível que a tendência de contenção nos volumes absorvidos se acentue a partir de 2008. Mesmo assim. Esta última informação técnica. 73. de matéria orgânica como plantas. o petróleo é colocado em ebulição para fracionamento de seus componentes e conseqüente obtenção de derivados. como ocorreu em algumas regiões do Estados Unidos.1 . nafta. Depois disso. querosene de aviação e de iluminação. No final do século XIX. também. o óleo superviscoso.230 85. à qual podem se juntar átomos de oxigênio. confrontada com dados de mercado – tais como condições da oferta.939 75.573 76. lubrificante. quanto maior a perspectiva de escassez.031 80.255 81. Para produção de energia elétrica. Os derivados mais conhecidos são: gás liquefeito (GLP.85% Consumo de petróleo (mil barris/dia) 73.111 83.847 74. asfalto.588 72.377 74. 2008.Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Produção de petróleo (mil barris/dia) 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Relação 2007/2006 (%) Fontes: BP. É dessa época. Assim.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 geração de energia elétrica e no consumo de combustíveis. e encontrado apenas em terreno sedimentar.220 101.326 81. animais marinhos e vegetação típica das regiões alagadiças. do qual se obtém os derivados que são distribuídos a um mercado consumidor pulverizado e diversificado. emissões de gases que contribuem para o efeito estufa.076 milhões de barris por dia. utiliza-se o óleo diesel e o óleo combustível e. A sua utilização exige o processo de refino. refino e distribuição (entrega dos derivados ao consumidor final. durante milhões de anos. solventes. gasolina. há histórias de fortunas feitas da noite para o dia por obra do acaso. se a recessão mundial prevista de fato se configurar. a médio prazo.916 milhões de barris por dia e 76.916 74. que utilizam tanto a geologia quanto a geofísica. não era incomum o petróleo jorrar naturalmente. De uma maneira muito simplificada. que correspondem a 159 litros).296 82. composta por carbono e hidrogênio. que data a constituição das maiores companhias petrolíferas multinacionais hoje em operação. vem a fase da perfuração. Em caso positivo.904 77.829 79. óleo diesel. Para encontrar e dimensionar o volume de reservas existentes (medidas em quantidades de barris. substância Atlas de Energia Elétrica do Brasil 109 . A alta e a volatilidade das cotações do petróleo – que chegaram a superar US$ 124 por barril – provocaram o arrefecimento na evolução do consumo a partir de 2006. como mostra o Gráfico 7. as indefinições quanto à disponibilidade futura do petróleo continuam relevantes.533 99. principalmente de níquel e vanádio. parafinas e coque de petróleo. na página seguinte. combustível marítimo. formado a partir da decomposição.317 84. A base de sua composição é o hidrocarboneto. Outro motivo é a perspectiva de esgotamento.340 76. respectivamente. maiores os investimentos que podem ser aplicados na extração – a primeira fase da cadeia produtiva do petróleo.478 77. Tabela 7. Nas refinarias. se mantidos o ritmo de produção e consumo da época: 74. outros poços são perfurados a fim de se avaliar a extensão da jazida.

2 3. para controle de toda a cadeia produtiva. se controladas pelo capital privado. maior produtora mundial com 10. GLP e naftas. México. Uma delas é a tendência de controle.3 4.879 4.4% das reservas mundiais) e os Estados Unidos (6. 2008. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Toda a atividade relacionada à cadeia produtiva do petróleo tem duas características básicas: o caráter estratégico em termos de segurança nacional e geopolítica e os investimentos intensivos exigidos desde a exploração até a distribuição. a Petrobras é a sexta maior companhia petrolífera do mundo com base no valor de mercado. O tipo de derivado obtido depende da qualidade do petróleo: leve. inclusive do preço pago pelo barril de óleo cru. a indústria mundial do petróleo tem algumas peculiaridades. Tornaram-se produtores e exportadores países como a antiga União Soviética.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007). Mesmo assim. detentoras de todo o processo produtivo e que dominam o mercado internacional. atuam em área concedida pelo governo (por meio da assinatura de contratos de exploração). Por região.2 .1 3. médio ou pesado. uma vez que os valores recebidos com a venda compensavam os investimentos necessários à exploração e prospecção. Noruega e Brasil. o mais valorizado no mercado. A constituição da Opep pelos países árabes. ocorreu maior pulverização da oferta.4 5.978 6. principalmente a partir da crise dos anos 70.477 3. foi permitido o ingresso da iniciativa privada em ambiente regulado pela Agência Nacional do Petróleo. figuram a Rússia (9. 7. conforme mostra a Tabela 7. transporte e refino até 1995.626 2. Reino Unido.413 9.Os dez maiores produtores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 o o o o o o o o o o o mil barris por dia 10. apesar de ter apenas 6. fez com que novos produtores ingressassem nesse mercado. o Estado exerceu o monopólio da extração.401 3.309 2.533 % 12. As densidades médias produzem principalmente óleo diesel e querosene. também. elaborada com base na edição de 2008 do estudo BP Statistical Review of World Energy. de acordo com o tipo de solo do qual foi extraído e a composição química. No Brasil.98 milhões de barris por dia.8 12. no entanto.2 a seguir. Gráfico 7.833 81. a descoberta de petróleo na camada pré-sal deu origem a uma grande controvérsia sobre se o Estado deveria ser o operador ou o poder concedente das atividades no local. aliás. Tabela 7. ao mesmo tempo em que novos e importantes campos foram descobertos. 110 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Fonte: ANP.2 100 Arábia Saudita Rússia Estados Unidos Irã China México Canadá Emirados Árabes Unidos Kuwait Venezuela Brasil Total 10 16 Fonte: BP.4 milhões de barris por dia. o Oriente Médio lidera o ranking das maiores reservas (61% do total mundial) e dos maiores produtores.2 8. foi uma resposta à ação das sete maiores – chamadas “Sete Irmãs” – que se uniram e dividiram o mundo em regiões de influência. produzem mais óleos combustíveis e asfaltos. 2008. as principais companhias petrolíferas são estatais ou.4 4. como aquele produzido no Oriente Médio. Por isso. por parte do Estado.743 3.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 16% 4% 11% 35% 14% Não energéticos GLP Óleo diesel 20% Gasolina Óleo combustível Outros energéticos Outra característica é a presença de poucas e grandes companhias verticalizadas. As mais pesadas. citada no relatório anual da Petrobras (exercício de 2007). Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). dá origem a maior volume de gasolina.2 2.6 4. A valorização das cotações do barril de petróleo.2 RESERVAS. em 1960.613 1. das atividades de exploração e prospecção. Venezuela.915 2. Em muitos países.9 milhões de barris por dia). Por isso é. O petróleo leve. Depois disso. Assim.6 3. logo após a Arábia Saudita. Na divisão por países. De acordo com a consultoria especializada PFC Energy. ao longo do tempo. características da Venezuela e Brasil.

Fonte: BP.2 2. mas as reservas locais.1 abaixo.4 41.4 115.3 11.0 6.2 9. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 111 .237.3 8. corresponde ao volume das reservas.1 a 50 50.2 7. Como mostra a Tabela 7.9 7. 2008.3 3.0 101.0 100 Reservas de Petróleo em 2007 (bilhões de barris) menos que 4 4. Já o Brasil detinha o 16º lugar por produção.3 .1 a 100 100.3 e a Figura 7. 2008. mas era o quarto colocado em termos de produção (Tabela 7. bilhões de barris 264.1 a 50 20.4 bilhões de barris no final de 2007.8 36.8 87.5 97.6 1.2 12. 2 Reservas provadas são aquelas cujos reservatórios estão em produção ou os fluidos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Nem sempre a participação na produção global.2 138.0 79. correspondiam a pouco mais de 1% do total mundial e figuravam na 15a posição.4 3. que depende da disponibilidade para realização de investimentos. de 12.6 bilhões de barris.As dez maiores reservas de petróleo (2007) País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 15 Arábia Saudita Irã Iraque Kuwait Emirados Árabes Venezuela Rússia Líbia Cazaquistão Nigéria Brasil Total Fonte: BP.5 39.1 Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas). Tabela 7.9 1.2).9 % das reservas totais 21. o Irã detinha a segunda maior reserva provada2 mundial. com reservas correspondentes a 138.1 a 300 Figura 7.

4 67.06 65.1 9.8 1. 4. segundo a ANP.6 66.2 6.3 799.8 2.5 264.8 190. diante dos 886.6 5.737.03 10.8 8.3 204. .9 1.6 5.1 8.4 abaixo.9 226.1 5.8 79.2 114. Sergipe e Bahia).6 8.4 181.3 259.8 20. a produção é crescente no Brasil.1 4.09 3.8 69.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO Como mostra a Tabela 7.5 26.9 14.7 2.Reservas em 31/12 dos anos de referência.610.2 3.8 5.5 8.4 69. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.7 8.2 67.6 11.8 886. segundo Unidades da Federação .177.9 183.804.8 54. 1.7 270.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação. As principais reservas provadas brasileiras encontram-se no mar.532.0 68.573.6 2002 114.286.37 2.6 38.3 23.0 0.3 68.9 90. 2.9 27.7 231.357.362.277.2 34.877.7 12.5 1.6 2000 128.2 6.2 2003 110.3 1999 110.7 2004 100.16 2.4 10.7 190.34 245.7 23.5 1.1 27.5 2007 102.495. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.6 19.8 9.19 -23.3 10.2 7.Inclui condensado.2 230.00 Fontes: Adaptado de ANP/SDP.3 7.2 6.6 216.3 21.1998-2007 Unidades da Federação AM Reservas totais de petróleo (milhões barris) Localização 1998 Terra Terra CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar RJ2 SP PR3 SC4 Mar Mar Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 6. Rio Grande do Norte.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.0 609.8 37.174.6 11.14 -10.623.26 16.1 34.3 70.3 58. concentravam 11.8 2005 91.9 118.6 9.0 6.0 783.6 5. 112 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Tabela 7.2 882.3 1.63 0.9 0.1 1.9 2.2 10.2 25.104.Reservas totais de petróleo.1 10.6 223.1 260.181.7 8.0 234.4 2.1 -9.8 228.1 250.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.7 854.74 bilhões de barris (principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo).1 241.9 4.4 52.3 12. No final de 2007.21 0.854.7 37.4 10.0 57.40 -2.6 9.2 71.4 220.126.84 31.9 864.4 7.6 904.354.762.7 11.0 909.6 7.1 71.44 -10.6 36.6 11.5 12.7 8.3 3.2 7.3 98.9 208.8 12.5 6.1 995.8 70.464.9 927.61 127.0 259.6 3.8 12.2 64.3 36.5 263.73 4.4 9.5 60.0 1.0 499.1 214.8 11.9 260.4 4.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.6 2001 131.8 1.2 23.890.9 80.32 59.7 12.8 8.9 27.4 .Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 7.9 212.375.0 23.8 2.6 21.9 27.3 7.77 -28.5 6.3 54.5 milhões de barris das reservas terrestres (nos estados do Amazonas.4 7.4 07/06 % 6.3 2006 96.18 54.6 12.9 6.7 283. por localização (terra e mar).7 7.8 6.8 -19.276.8 12.1 8.0 11.8 6.6 11.378.9 32.6 -17.5 934.931.5 9.153.7 1.601. Notas: .5 -0.1 114.9 10.3 6.3 4.8 8.1 39.586.7 174.243.1 211.205.772.1 19.667.1 178.4 210. 3.7 5.0 2.0 65.366.6 0.7 60.

5 100.855 5.699 2. o país contava com um total de 626 unidades em operação. As usinas abastecidas por óleo diesel estão instaladas principalmente na região Norte para atender os Sistemas Isolados – que ainda não são conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).7 2. cuja combustão produz o vapor necessário à movimentação das turbinas. como aconteceu no início de 2008. o quinto.393 2. que fazem parte do chamado BRIC (Brasil.8 2. os derivados são utilizados principalmente em usinas termelétricas complementares (acionadas em horários de pico ou em quadros de interrupção no fornecimento) àquelas movidas por outras fontes. Rússia. Mas. os países industrializados estão. Os derivados mais utilizados são óleo diesel. No médio prazo.698 7.2 5. Por isso. os países em fase de crescimento econômico acelerado começaram a figurar em posição de destaque. No total. a Índia.Os dez maiores consumidores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 o o o o o o o mil barris por dia 20. uma vez que os derivados apresentam maior valor agregado se utilizados em transportes ou geração distribuída (pequenas unidades próximas aos centros de consumo).3 9. Todas são complementares ao sistema hidrelétrico. Tabela 7.4 TWh (terawatts-hora) ou 2. Em 2007. vieram países em desenvolvimento econômico acelerado. óleo combustível. o óleo ultraviscoso.220 % 24. nos últimos anos.6 2.154 85.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Com relação ao consumo. Segundo o mesmo documento.5 . Ou. Os maiores são Acre-Rondônia.1 na página seguinte. como mostra a Tabela 7. gás de refinaria e. A China ocupou o segundo lugar.5 abaixo. Estudo sobre petróleo que integra o Plano Nacional de Energia 2030. Em novembro de 2008. projeções do Departamento de Energia norte-americano apontam que a sua participação Atlas de Energia Elétrica do Brasil 113 .0 Estados Unidos China Japão Índia Federação Russa Alemanha Coréia do Sul Canadá Brasil Arábia Saudita Total 8o 9o 10o Fonte: BP. Em novembro de 2008. e a Federação Russa.8 2. são colocadas em operação para garantir o atendimento em momentos de pico de demanda ou para complementar a oferta proveniente das hidrelétricas em períodos de estiagem. com um total de 20. Os custos do óleo utilizado são repassados a todos os consumidores de energia elétrica do país por meio do encargo Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) embutido na tarifa final.8% do total de energia elétrica produzida. para fornecer energia a sistemas isolados ou em áreas remotas.051 2.748 2. eles representam 3.2 2.1 mil MW (megawatts) de potência instalada. então. Dentre os países da União Européia. como mostra o Mapa 7.192 2. relata que o petróleo só tem papel relevante na geração de eletricidade em países que não dispõem de muitas outras alternativas. O Brasil ficou na 9ª posição. 2008. No Brasil. Portugal e Japão. rede composta por linhas de transmissão e usinas que operam de forma integrada e que abrange a maior parte do território do país. Essas termelétricas. óleo combustível ou gás de refinaria. A participação do petróleo na produção mundial de energia elétrica é pouco expressiva e tem recuado nos últimos anos. entre os líderes do ranking mundial. o quarto. principalmente as de menor porte ou de baixa eficiência. em 2007. em conseqüência. o país também contava com 69 novos empreendimentos já outorgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em fase de construção. A maior parte das demais usinas opera com óleo combustível ou gás de refinaria e está distribuída por todo o território nacional. as termelétricas movidas a derivados de petróleo têm função semelhante.371 2. os Estados Unidos mantiveram a liderança do ranking dos maiores consumidores. sua participação na matriz da energia elétrica é pequena. em decorrência dos investimentos realizados na utilização de outras fontes – menos agressivas ao meio ambiente e com preços menores e mais estáveis.7 milhões de barris por dia.303 2. abastecidas por óleo diesel.2 3. eles serão conectados ao SIN por meio da construção de linhas de transmissão. A única exceção seria o Oriente Médio. Índia e China). Logo abaixo. com ênfase para a região Sudeste. deverá reduzir-se um pouco mais nos próximos anos. pela geração de 13. Ou seja. Manaus e Macapá. como México.9 3. Essas unidades responderam. tradicionalmente. Itália. com menor freqüência. poderão vir a ser desativadas.

ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL . 2008.500 a 131.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Manaus c Belém São Luis Fortaleza CE Teresina PI o AM PA MA RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência total instalada por unidade da federação 170 a 35.1 .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 7.764.400 1.400 a 11.160 35.645 112.Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada – novembro de 2008.041 a 302.764 a 1.645 a 197. 114 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .941 Termelétricas Óleo ultra-viscoso Óleo combustível Gás de refinaria Óleo diesel Potência (kW) 5 a 1.500 11.041 197.160 a 112.764 302.000 N O L S Fonte: Aneel.

br BP Global – disponível em www. países como Estados Unidos. mas não ratificaram. 7.7 MW. Atualmente.bp. de 60 mil habitantes em 1980.br Agência Nacional de Petróleo.4 MW) e Termo Manaus (Amazonas. No entanto. No entanto. As quatro unidades em construção eram: Goiânia II (Goiás.anp. o que coloca em risco a fauna e a flora aquática. responsáveis pelo efeito estufa. prospecção e produção podem provocar alterações e degradação do solo. 156. 102. França. Potiguar III (Rio Grande do Norte. dado o elevado custo de sua implantação. que se transformou em base da produção do petróleo em alto mar. Outro é o desenvolvimento de tecnologias específicas para redução das emissões. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) pelo qual o volume de emissões é compensado pela aquisição de títulos de projetos ambientais realizados por terceiros. um dos mais modernos e principais sistemas é o de dessulfurização (eliminação do enxofre) de gases.iea. nos anos 90. a cadeia produtiva do petróleo tende a ser submetida a uma forte legislação ambiental. Esses países são Japão. conforme registra o Plano Nacional de Energia 2030. a população. há a possibilidade da ocorrência de vazamentos do óleo. saltou para 170 mil habitantes em 2008 e a cidade transformou-se em pólo regional. No Brasil.gov. os grandes consumidores vêm sendo pressionados a reduzir a dependência do petróleo e. um dos casos mais evidentes é a cidade de Macaé. Nos últimos 10 anos. Foi o resultado tanto do pagamento de royalties pelas petrolíferas quanto do aquecimento de atividades decorrentes da prospeção do petróleo – valorização imobiliária. investimentos públicos municipais. tão acentuado quanto os efeitos socioeconômicos é o impacto ambiental. De outro lado. entre outras. cuja construção ainda não foi iniciada. No mar.epe. essas questões ambientais estão entre os principais limitadores da expansão de usinas termelétricas movidas a derivados de petróleo. a exploração. Por isso. aneel. evitam se comprometer com metas mensuráveis.br Atlas de Energia Elétrica do Brasil 115 . Neste caso. desde a assinatura do Protocolo de Kyoto.org Petrobras – disponível em www. que assinaram o protocolo. ainda não é utilizado nos países que concentram 90% da capacidade mundial de produção de energia elétrica a partir de derivados. No entanto. Pau Ferro I (Pernambuco.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. Em terra. além da interferência no ambiente.6 MW). em conseqüência.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.gov. Itália. Um dos mecanismos em fase de consolidação mundial é o mercado de crédito de carbono (ou MDL. Na etapa de combustão dos derivados – seja para a geração de energia elétrica. movido a óleo combustível e com potência instalada de 355. Estados Unidos. Assim. no litoral norte do Rio de Janeiro. Reino Unido. gov. 66. Canadá e Alemanha.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS A descoberta de um campo de petróleo tem poder para mudar as características socioeconômicas da região.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 O maior é Suape II (PE). 140 MW).com.petrobras.2 MW). Espanha. se constituem no impulso para o desenvolvimento de mecanismos e tecnologias que atenuem ou compensem o volume de emissões. a economia do município aumentou 600%. o volume de emissões. aumento de vendas do comércio. seja para utilização nos motores – o maior fator de agressão é a emissão de gases poluentes.

Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Eletronuclear 116 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear Atlas de Energia Elétrica do Brasil 117 8 .

br). abrange.gov. Se bem utilizada. Pelo contrário: passa por um processo bastante complexo de processamento que. dos naturais 0. em resumo. o urânio residual e o plutônio produzidos voltam a ser utilizados na geração de energia. porém. Se é liberada rapidamente. O primeiro envolve a deposição final do combustível utilizado. como óxido misto (MOx). pode ser dividido em três etapas principais. O urânio extraído não chega à usina em estado puro.world-nuclear. é aplicada em atividades importantes e até mesmo vitais. acionando a turbina para a geração de energia elétrica. circula quente por um gerador de vapor. Pesquisadores buscam obter energia também a partir da fusão do núcleo de vários átomos. Os dois circuitos não têm comunicação entre si. onde é purificado e concentrado. de enriquecimento. A terceira fase.Capítulo 8 | Energia Nuclear Box 8 O ciclo do combustível nuclear O valor do minério urânio está na característica do átomo que o compõe: o átomo de urânio (U). dando origem a uma espécie de sal de cor amarela. No segundo. O urânio 235 é o combustível das usinas nucleares. purificado e convertido para o estado gasoso (gás UF6). Explicações detalhadas de todo o ciclo do urânio podem ser encontradas no site da World Nuclear Association (www. também chamado “ciclo do combustível nuclear”. A maior aplicação do átomo de urânio é em usinas térmicas para a geração de energia elétrica – as chamadas usinas termonucleares. As usinas termonucleares são dotadas de uma estrutura chamada vaso de pressão. Vaso de contenção Torre de transmissão Reator Pressurizador Vapor Vapor de pressão Barras de controle Turbina Gerador Elemento combustível Gerador de vapor Condensador Bomba água Bomba principal de refrigeração do reator Bomba Bomba Circuito primário Circuito secundário Sistema de água de refrigeração Tanque de água de alimentação Perfil esquemático de uma usina nuclear 118 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . caracteriza-se pelo aumento da concentração de átomos de urânio 235. como a medicina. chamado de circuito primário. neste caso o núcleo do átomo é submetido a um processo de fissão (divisão) para gerar a energia. Se a energia é liberada lentamente. altamente radioativa. Nas usinas termonucleares ela é liberada lentamente e aquece a água existente no interior dos reatores a fim de produzir o vapor que movimenta as turbinas. O processo completo de utilização do urânio. essa tecnologia não é usada em escala comercial. Essa radiação. o yellowcake é dissolvido. a destinação do material utilizado. Para obter um quilo de produto são necessários cerca de oito quilos de yellowcake. em circuito fechado. De uma maneira muito simplificada. Há dois ciclos básicos: um aberto e um fechado. manifesta-se sob a forma de calor. Essa água. primeiro elemento químico da natureza em que se descobriu a capacidade de radiação (ou emissão e propagação da energia de um ponto a outro). A primeira delas é a mineração e beneficiamento. A segunda etapa é a conversão. Nela. pode provocar os acidentes nucleares. manifesta-se como luz.7% para algo como 4%. conhecido como yellowcake e cuja fórmula química é U3O8. na qual o minério é extraído da natureza e enviado a uma unidade de beneficiamento. ainda.inb. se descontrolada.org) ou no site da Indústrias Nucleares do Brasil (www. que contém a água de refrigeração do núcleo do reator (onde fica o combustível nuclear). Esse circuito primário aquece uma outra corrente de água que passa pelo gerador (circuito secundário) e se transforma em vapor. Até agora.

Além da característica ambiental. pelo aquecimento global. Conhecida desde a década de 40. produzida a partir do átomo de urânio. principal responsável pelo efeito estufa e. segundo a International Energy Agency (IEA). a médio e longo prazos. a energia nuclear ocupou o penúltimo lugar entre as principais formas para produção de energia elétrica do mundo. Fonte: IEA. em conseqüência. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 119 .1 Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006). uma vez que sua operação acarreta a emissão de baixos volumes de gás carbônico (CO2).1 INFORMAÇÕES GERAIS A energia nuclear. 8 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Gás Natural Hidrelétrica Nuclear Petróleo Outras Gráfico 8. foi superada por hidreletricidade. voltou à agenda internacional da produção de eletricidade como alternativa importante aos combustíveis fósseis. garante a segurança no suprimento.Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear 8. nos últimos anos passou a ser considerada uma fonte limpa. Como mostra o Gráfico 8. gás natural e carvão e superou apenas o petróleo. Em 2006. contribui para a tendência à expansão a existência de abundantes reservas de urânio no planeta – o que.1 abaixo. 2008.

097.761.930 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total % 41. De acordo com as últimas estatísticas da IEA. são necessárias três vezes mais combustível para produzir a mesma energia gerada por uma hidrelétrica.39 18.8 20.3 1.1 14. Fonte: IEA.8% da produção total.028. os novos investimentos foram praticamente paralisados e a produção de energia nuclear sofreu forte oposição. as usinas nucleares têm participação importante na matriz da energia elétrica. sua participação no ranking global de fontes de energia primária (que também considera outros usos da energia) é menor: 6.64 3. A interrupção ocorreu em função de elementos negativos que coincidiram no tempo: a ocorrência de dois acidentes (Three Mille Island e Chernobyl) e os elevados investimentos necessários à instalação de uma central.66 4. outro fator que motivou a oposição às nucleares foi o fato de que o processo de fissão do átomo de urânio é o mesmo que dá origem à bomba 120 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .7 100.0 34.4 20.91 727.94 3.5 6.406.1 a seguir.801.Energia elétrica no mundo (2006) País Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total Tabela 8.052.256.00 (*) Um terawatt-hora equivale a um milhão de gigawatts-hora.93 2.038.94 258.1 .Oferta de energia primária (2006) TWh* 7.0 Mtep* 3.2 2.30 1. Fonte: Adaptado de IEA. Tabela 8.804. 2008.8 16. Fonte: Adaptado de IEA.2 .0 2. Durante quase trinta anos. segundo a IEA (Tabela 8.0 5. Considerando que o rendimento de uma usina térmica é da ordem de 30%. principalmente por parte dos ambientalistas. o mercado das usinas nucleares viveu um vigoroso ciclo de crescimento.3 100.2 10. O urânio figura como fonte primária da matriz energética mundial desde meados dos anos 60. em 2006 responderam por 14. Além da ocorrência dos acidentes.741. conforme destacado na Tabela 8.2% ou 727. (*) Cada Mtep é aproximadamente igual a 12 terawatts-hora.94 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep).2 Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo. Entre este período e o final dos anos 70.90 2.2 a seguir).0 País % 26. 2008.8 435. Como a energia nuclear é usada quase que exclusivamente para a produção de energia elétrica.Capítulo 8 | Energia Nuclear Ainda assim.2 e Gráfico 8. 40 Produção de energia elétrica Oferta de energia primária 30 % 20 10 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Gráfico 8.29 11. 2008.

Energia Nuclear | Capítulo 8 atômica.7 421. Nos últimos anos. Inicialmente se propunha a garantir o uso pacífico da energia nuclear e contribuir com as pesquisas científicas. porém. Entre eles: competitividade do custo de geração. organização autônoma constituída em 1957 no âmbito das Nações Unidas) ampliou a sua esfera de atuação.1 414. do Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).1 339.1 360.2 GW (gigawatts) existentes no início dos anos 2000 para 570.8 GW. Fonte: EPE.8 450.1 GW.3 Cenários IEA para energia nuclear no mundo.7 357. investimentos em desenvolvimento tecnológico buscam aumentar a segurança das unidades. fraca recuperação e Tratado de Kyoto. passou a inspecionar e investigar suspeitas de violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear das Nações Unidas. passaram a ser enumerados os pontos favoráveis à instalação de novas centrais.0 500 449. A IEA projeta quatro cenários até 2025 (Gráfico 8.3 abaixo): referência.1 498.6 394. a disponibilidade de combustível (urânio) e a baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa – o que transforma a energia nuclear em energia limpa. Finalmente. Lado a lado com os riscos. Atualmente. segurança no fornecimento de outros combustíveis e aceitação pela sociedade da segurança das unidades nucleares. o país que domina a tecnologia de processamento e transformação do minério pode utilizá-la tanto para a produção de energia elétrica quanto para fins bélicos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 121 . a Agência Internacional de Energia 600 Atômica (AIEA. com 137 países-membros. essa oposição tornou-se mais moderada.8 411. Assim. de forte recuperação. países como a Rússia. recuaria para 296. Entre eles.2 400. comprometeramse formalmente a desativar os artefatos bélicos e a utilizar o urânio decorrente dessa iniciativa na produção de energia elétrica.7 296. após o final da Guerra Fria.6 GW 400 361. disponibilidade de urânio. o mais pessimista.0 441.8 200 2000 2005 Forte recuperação 2010 Tratado de Kyoto 2015 2020 Referência 2025 2030 Nuclear fraco Gráfico 8.6 390. O futuro da energia nuclear é difuso. No mais otimista. a configuração de qualquer um desses cenários dependerá de vários fatores. 2006. Conforme registra o estudo sobre geração termonuclear. a potência instalada passaria dos 361. No nuclear fraco. Além disso.2 300 395. embora ainda não exista uma solução definitiva para os rejeitos produzidos – o elemento mais perigoso do processo nuclear. forte recuperação. Além disso. no âmbito da geopolítica internacional. 570.

1 5. 30. em 2007 essas reservas totalizaram 4. em Caetité. um metal pouco menos duro que o aço.5 93. Brasil Total Fonte: BP. O restante veio de fontes secundárias. tU 1.2 RESERVAS. apenas 25% do território foi prospectado em busca do minério.9%. Seu comércio é rigidamente controlado tanto pelos governos nacionais quanto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Tabela 8. II e III por 100 anos.000 816. 2008.1% no ranking mundial. Fonte: WEC. uma vez que se trata de material radioativo. juntos. Ceará.588 4.8 5. França e Japão.4 2. segundo a IEA. A principal delas. mas a disposição do país para investir na geração nuclear de energia elétrica.836 78. respondem por mais de 50% do volume total.Reservas mundiais de urânio (2007)* País Austrália Cazaquistão Canadá Estados Unidos África do Sul Namíbia Brasil Nigéria Rússia Ubequistão Jordânia Índia Mongólia China Outros Países Total (*) tU: toneladas de urânio.840 61.8 142. conforme informações da Indústrias Nucleares do Brasil (INB). No Brasil. Em 2007. compostas por: material obtido com a desativação de artefatos bélicos.3 abaixo.800 342. O urânio é comercializado sob a forma de yellowcake (espécie de sal amarelo. Existem também as fontes secundárias.748.700 225.950 59.5 2.4 100.0 10.975 64. produtos derivados das três principais etapas de processamento do material bruto (ver Box 8). Cazaquistão e Canadá que. A distribuição mundial do consumo.459 172.3 0.2 5. como mostra a Tabela 8.3 .4 62. com destaque para a Austrália.402 89. Desse minério é extraído o átomo de urânio utilizado na geração nuclear. porém.9 16.1 3.627. encontrado em estado natural nas rochas da crosta terrestre. Paraná e Minas Gerais.1 na página seguinte. não acompanha a localização ou a capacidade das reservas. 2008. Ainda assim.4 2.3 92.Capítulo 8 | Energia Nuclear 8.9 12.4 3.327 A extração do urânio não é a única forma para obtenção do combustível utilizado nas centrais nucleares.0 Tabela 8. 16% e 10.143. estoques civis e militares. com participação de.4 . Bahia. o país ocupa o 7o lugar do ranking.596 282.0 159.9 140.000 340. o urânio extraído das reservas respondeu por 54% da energia nuclear produzida no mundo.359 278.4 279. 122 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .5 67.7 mil toneladas em reservas conhecidas e correspondentes a cerca de 6% do volume total mundial. possui 100 mil toneladas. volume suficiente para abastecer o complexo nuclear de Angra I. eles foram também os maiores produtores. Segundo a International Energy Agency.4 abaixo e a Figura 8. o U3O8).723 227. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO A matéria-prima para a produção da energia nuclear é o minério de urânio.099 443.Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) País Estados Unidos França Japão Rússia Coréia do Sul Alemanha Canadá Ucrânia Suécia China TWh 848.6 milhões de toneladas distribuídas por 14 países. Como mostra a Tabela 8. As jazidas estão localizadas principalmente na Bahia. respectivamente. os três maiores consumidores são Estados Unidos. reprocessamento do urânio já utilizado e sobra do material usado no processo de enriquecimento.9 440. Em 2006.9 % 30. gás UF6 e urânio 235 (sob a forma de barras). com 278.

2008.1 Consumo de energia nuclear no mundo em 2007.0 27. Os preços subiram de maneira acentuada durante a fase de expansão da construção de usinas nucleares.4 a 13. 2006.3 a 27.Energia Nuclear | Capítulo 8 Consumo de energia nuclear 2007 (TWh) 2.2 13. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 123 . recuaram bruscamente na década de 80 e se mantiveram em baixa durante quase 20 anos. $120 $100 $80 $60 $40 $20 $0 US$ / lb U3O8 69 71 73 75 77 US$ Corrente 79 81 83 85 87 89 91 93 95 97 99 01 03 05 US$ 2005 Gráfico 8.4 a seguir. Fonte: EPE. O comportamento dos preços reflete a relação oferta/consumo. Fonte: BP.1 a 100 100 a 850 Figura 8.59237 gramas) de óxido de urânio em dólares. referente ao yellowcake. para registrar ligeira recuperação após o ano 2000 – período em que se nota um aumento no número de unidades instaladas e de MWh (megawatts-hora) produzidos.4 Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8). como demonstra o Gráfico 8. 1 Preço da libra (453.

Participação da energia nuclear na energia total produzida.85% da energia total produzida. O projeto de expansão das linhas de enriquecimento de urânio da INB está em andamento e tem conclusão da primeira fase prevista para 2009. com 59 reatores.470 17. o enriquecimento ainda é realizado em países como Holanda e Alemanha.5 . em Angra dos Reis (RJ). a exploração de novas reservas ou o aumento da eficiência das usinas (produção de maior quantidade de energia com a mesma quantidade de combustível) proporcionada por investimentos em tecnologia realizados atualmente. estava em operação em todo o mundo. 2008.5 . um total de 439 reatores nucleares. Participação % França Lituânia Eslováquia Bélgica Ucrânia Suécia Armênia Eslovênia Suíça Hungria Coréia do Sul Japão Gráfico 8. 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 8. a capacidade instalada da companhia deverá suprir 60% do combustível consumido em Angra I e II.621 10. em nome da União. Além de novas unidades em construção. A tendência. em seguida. exercer o monopólio da mineração de elementos radioativos e da produção e comércio de materiais nucleares.1). A companhia é vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). e.222 9.007 372.014 2. 124 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o urânio 235 é enviado à Fábrica de Combustível Nuclear (FCN). o que poderá implicar em aumento dos preços.107 12. A INB também domina a tecnologia dos três principais ciclos de processamento do átomo de urânio. que expandirá o consumo. Ao chegar ao Brasil em contêineres. uma autarquia federal subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e constituída para. conforme mostram a Tabela 8.5 a seguir. Outro fator de alta poderá ser a entrada em operação de novos geradores. No Brasil.743 20. aumenta o número de países que buscam aderir a essa tecnologia ou expandir o parque já instalado. como a configuração do cenário de fraca recuperação da IEA (ver Tópico 8. Em 2007.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A geração nuclear de energia elétrica vive um novo ciclo de expansão.451 13. Fonte: AIEA. em Resende (RJ). Tabela 8. distribuídos por 31 países.Capítulo 8 | Energia Nuclear Projeções da AIEA indicam que os estoques de urânio resultante da conversão de armas atômicas devem acabar entre 2020 e 2030. às usinas nucleares Angra I e Angra II. que demonstrou maior dependência da produção nuclear: 76. com licenciamento em curso nos Estados Unidos. segundo dados da AIEA reproduzidos no trabalho Panorama da Energia Nuclear da Eletronuclear.582 63. No entanto.587 21. poderá ser atenuada por outras variáveis.100 Estados Unidos França Japão Rússia Alemanha Coréia Ucrânia Canadá Reino Unido o o 5o 6 7 8 9 o o o o 10 Suécia Brasil Total 23 Fonte: AIEA (Adaptado).260 47. mas foi a França. no entanto. 2008. empresa de economia mista subsidiária da Eletrobrás e responsável pela construção de usinas e geração de energia nuclear no Brasil.Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 País 1o 2 2 4 o o o Unidades 104 59 55 31 17 20 15 18 19 10 2 439 MW 100. Os Estados Unidos concentravam o maior número de unidades (104). apenas a Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) é autorizada pelo Governo Federal a extrair e processar o urânio e demais minerais radioativos. Nesse ano.5 e o Gráfico 8.

724 2. ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa é muito baixo em toda a cadeia produtiva da energia nuclear (da extração do urânio à geração de energia elétrica). enquanto as obras de seis usinas tinham início na Coréia do Sul.6 abaixo). De outro. porém. 2008. Trata-se da necessidade de diversificação da matriz energética. Isto porque.600 1. Rússia.910 915 2.600 1.840 300 4. três usinas entraram em operação na Índia. A energia nuclear vem sendo apontada como uma alternativa para expansão e diversificação dessa matriz.Energia Nuclear | Capítulo 8 No mesmo período. Os Estados Unidos reativaram outras duas unidades. as reservas de urânio existentes no planeta são abundantes. Além disso.600 2. um total de 37 reatores encontravam-se em construção em 14 países (Tabela 8.191 3.165 31. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 125 . Algumas são de ordem tecnológica. Fonte: Eletronuclear.900 1.6 .906 5. paralisadas há vários anos. Unidades 1 2 6 1 1 6 1 2 4 1 7 2 2 1 37 MW 692 1. porque o nível de emissão de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) Usina nuclear Angra II. caráter ambiental. como as pesquisas para aumentar a segurança das instalações. França e China. Tabela 8. China e Romênia. também. poupar os combustíveis fósseis e enfrentar o aquecimento global. eficiência e vida útil das unidades (cujo padrão é de 30 anos). Estes avanços reduzem o risco de acidentes nucleares e aumentam a viabilidade econômica do empreendimento.220 1.563 Esse fenômeno é resultado da conjunção de diversas variáveis. O principal fator de impulso à tendência tem.Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) País Argentina Bulgária China Finlândia França Índia Irã Japão Coréia Paquistão Rússia Taiwan Ucrânia Estados Unidos Total Fonte: AIEA. de um lado. de forma a atender ao consumo crescente de energia.

a participação da capacidade nuclear instalada no Brasil deve passar de 1. Angra I e Angra II responderam por 2. – KWU. em julho de 2008. em 1975. considerando que esta última terá um crescimento anual de 4% passando de 103 GW (2008) para 130 GW em 2014.3 terawatts-hora (TWh). 126 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . O contrato previa transferência parcial de tecnologia. a expansão do parque nuclear faz parte do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015). por uma série de razões foi paralisada durante muitos anos.Central de operação. com potência instalada de 657 MW. também com 1. com potência instalada de 1.357 GW) da capacidade instalada total.350 MW.Capítulo 8 | Energia Nuclear Sala de controle . O país apresenta duas vantagens competitivas nesse segmento: as boas reservas do mineral e o domínio da tecnologia de enriquecimento do urânio – que. subsidiária da Siemens. o país assinou com a República Federal da Alemanha o Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico da Energia Nuclear.350 MW. A construção de Angra I teve início em 1972. Com elas.5% da produção total de energia elétrica no país. com tecnologia da norte-americana Westinghouse adquirida em sistema turn key (sem transferência tecnológica). ao mesmo tempo. ainda não é aplicada em escala comercial. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) expediu licença prévia autorizando a retomada das obras. resolver um problema localizado: a necessidade de complementação térmica para o suprimento de eletricidade ao Rio de Janeiro.5% (3. o que resultaria em uma capacidade instalada total de 60 mil MW. que foi de 12. A instalação de usinas nucleares em território nacional foi decidida no final da década de 60. no entanto. A operação de Angra III está prevista para ter início em 2014. anunciou a intenção do governo de construir uma usina nuclear por ano ao longo dos próximos 50 anos. Angra II. o o ministro de Minas e Energia. Angra I.G. adquiriu as usinas de Angra II e Angra III da empresa Kraftwerk Union A. Em 2007. Brasil No Brasil.007 GW) para 2. Edison Lobão. Com isto. entrou em operação comercial em 1985.98% (2. A construção foi inserida no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015) e. o Governo Federal pretendia adquirir conhecimento sobre a nova tecnologia que se expandia rapidamente pelo mundo e. Três anos depois. Em julho do mesmo ano. em 2000. A construção de Angra III. Em setembro de 2008. Fonte: Banco de imagens de Angra 2. também alemã.

Estes dejetos são classificados de baixa. sugestão apresentada pela Eletronuclear quando obteve a licença prévia para a retomada Central nuclear. Fonte: Eletronuclear. estocados em piscinas de resfriamento cheias de água. atualmente. de forma a não superar os limites previstos pelos órgãos reguladores. é o armazenamento em uma estrutura geológica estável. resultando em barras de vidro.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Das formas de produção de eletricidade. média e alta atividade. Isto porque toda a cadeia produtiva do urânio – da extração à destinação dos dejetos derivados da operação da usina – é permeada pela radioatividade. mas apenas diminui – não extingue – os impactos potenciais sobre o meio ambiente. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. a possibilidade de a unidade provocar grande impacto socioambiental é um dos aspectos mais controversos de sua construção e operação. Depois. temporariamente. ainda não se conseguiu encontrar uma solução definitiva para os dejetos radioativos que. no Brasil os dejetos de alta atividade ficam. A vitrificação facilita o transporte e a estocagem.Energia Nuclear | Capítulo 8 8. a evolução tecnológica das máquinas também aponta para a redução no volume de dejetos de alta atividade produzido: seja porque embutem ganhos de eficiência (exigindo menor volume de combustível para a produção da mesma qualidade de energia). Além disso. parte deles é misturada a outros materiais e solidificada. Os Estados Unidos têm um projeto pioneiro nesta opção. Outra alternativa é um projeto inédito de armazenamento desses dejetos em cápsulas de aço. Ainda assim. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 127 . também classificadas como de alta radioatividade. Para os dois primeiros. seja porque conseguem reduzir o tempo de decaimento (redução da radioatividade) dos dejetos. há o processamento e armazenagem. ganha espaço no mercado mundial a preferência pela adoção do ciclo aberto do urânio em detrimento do fechado que. a usina nuclear é uma das menos agressivas ao meio ambiente. No entanto. se constituem nos elementos mais perigosos do processo de produção da energia nuclear. Uma das mais aceitas. Durante a fase de extração e processamento do minério e de operação da usina. ao reprocessar o material. os níveis de radioatividade são permanentemente monitorados e controlados. Finalmente. lado a lado com o risco de acidentes nas usinas. Alternativas para depósito desses dejetos estão em estudo no exterior. produz novos dejetos radioativos.

com.eletronuclear.org 128 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.br BP Global – disponível em www.epe. De qualquer maneira.org World Energy Council (WEC)– disponível em www. A tecnologia hoje existente apenas atenua. O destino dos dejetos era uma das condicionantes do licenciamento ambiental.com Eletronuclear – disponível em www.bp. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.gov. o aumento da segurança dessas instalações é uma das principais vertentes das pesquisas tecnológicas realizadas nos últimos anos.worldenergy. gov.inb.iea. Segundo a Eletronuclear.br Indústrias Nucleares do Brasil (INB) – disponível em www.gov. aneel.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. essas cápsulas garantiriam a segurança dos dejetos por 500 anos.Capítulo 8 | Energia Nuclear das obras de Angra III. mas não acaba com os riscos de acidentes ambientais provocados pelas usinas nucleares.

Stock Xchng Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Carvão Mineral Atlas de Energia Elétrica do Brasil 129 9 .

Este movimento dá origem à energia elétrica. este processo se dá. onde novamente será armazenado. a principal aplicação do carvão mineral no mundo é a geração de energia elétrica por meio de usinas termelétricas. No entanto. porém o vapor. continua sendo o mais utilizado. que movimentará a turbina do gerador de energia elétrica. é transformado em pó. Pesquisas envolvendo processos tecnológicos que permitam um maior aproveitamento do poder calorífico do carvão (como a gaseificação) – e simultaneamente a preservação do meio ambiente – têm sido desenvolvidas no mercado internacional (ver Tópico 10. fragmentado e armazenado em silos para.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 9 O processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral Atualmente. Em seguida. o que permitirá melhor aproveitamento térmico ao ser colocado para queima nas fornalhas de caldeiras. o método tradicional. o processo é similar. Um desdobramento natural dessa atividade – e que também tem se expandido – é a co-geração ou utilização do vapor aplicado no processo industrial também para a produção de energia elétrica. da seguinte maneira: o carvão é extraído do solo. Em segundo lugar vem a aplicação industrial para a geração de calor (energia térmica) necessário aos processos de produção. além de gerar energia elétrica. A energia térmica (ou calor) contida no vapor é transformada em energia mecânica (ou cinética).4). Vapor Carvão Mineral Esteira Turbina Gerador Transformador Boiler Rio / Reservatório Água p/ refrigeração Condensador Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral 130 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . cerâmicas e fabricação de vidros. de queima para produção do vapor. No caso da co-geração. tais como secagem de produtos. ser transportado à usina. também é extraído para ser utilizado no processo industrial. Considerando-se também a preparação e queima do carvão. em resumo. posteriormente. O calor liberado por esta queima é transformado em vapor ao ser transferido para a água que circula nos tubos que envolvem a fornalha.

do choque do petróleo.00 50. no entanto. o vapor foi aproveitado na produção de energia elétrica. e se mantém em alta até hoje.00 10. Sua aplicação na geração de vapor para movimentar as máquinas foi um dos pilares da Primeira Revolução Industrial. As cotações do petróleo e derivados têm se caracterizado pela tendência de alta e extrema volatilidade.1 INFORMAÇÕES GERAIS O carvão mineral. iniciada na Inglaterra no século XVIII. sobretudo.1 Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos.00 60. em conseqüência.00 70. Ao longo do tempo. de origem fóssil.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carvão Mineral 9. contudo. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 131 .1 a seguir.00 20. conforme o Gráfico 9.00 30. Já no fim do século XIX.00 0. Gráfico 9. registraram movimentos suaves ao longo dos últimos dez anos. Além da oferta farta e pulverizada. foi uma das primeiras fontes de energia utilizadas em larga escala pelo homem. ingressando em um ciclo de baixa em 2005.00 40. o comportamento dos preços é outra vantagem competitiva. No caso da commodity carvão. Fonte: BP. com o desenvolvimento dos motores a explosão. 80. 2008. o carvão perdeu espaço na matriz energética mundial para o petróleo e o gás natural.00 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 9 O interesse reacendeu-se na década de 70.

como a pirita. enxofre. folhelhos e diamictitos) e minerais. É composto por átomos de carbono. de maior valor térmico. 53% das reservas mundiais de carvão mineral são compostas por carvão com alto teor de carbono (hulha) e 47% com baixo teor de carbono. mas com a qualidade do carvão. que considera outros usos além da produção de energia elétrica. o consumo do segundo está bastante aquecido. O segundo é utilizado na geração termelétrica local. associados a outros elementos rochosos (como arenito. Tanto o carvão vegetal quanto o mineral podem ser usados na indústria (principalmente siderúrgica) e na produção de energia elétrica. No entanto. siltito. A combustão é responsável por emissões de gás carbônico (CO2). provoca a degradação das áreas de mineração. o poder calorífico é baixo enquanto a participação de impurezas é elevada. maior produtor mundial –.Capítulo 9 | Carvão Mineral De acordo com dados da International Energy Agency (IEA). enquanto o primeiro é pouco utilizado – exceto no Brasil. expresso em kcal/kg (kilocaloria obtida por quilo do combustível). A extração. sob determinadas condições de temperatura e pressão. O mineral é formado pela decomposição da matéria orgânica (como restos de árvores e plantas) durante milhões de anos. oxigênio. é comercializado no mercado internacional. Fonte: IEA. medida pela capacidade de produção de calor – ou poder calorífico. No carvão mineral. o que determina a subdivisão do minério nas categorias: baixa qualidade (linhito e sub-betuminoso) e alta qualidade (ou hulha. 2008. o carvão é a fonte mais utilizada para geração de energia elétrica no mundo. Este movimento tem a ver não só com a disponibilidade de reservas. é favorecido pela incidência de carbono e prejudicado pela quantidade de impurezas (elementos rochosos e minerais).1 a seguir. Projetos de mitigação e investimentos em tecnologia (clean coal technologies) estão sendo desenvolvidos para atenuar este quadro. por sua vez. é de 26%. No carvão vegetal.2 Geração de energia elétrica por tipo de combustível. 132 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A IEA também projeta que o minério manterá posição semelhante nos próximos 30 anos. por exemplo. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 9. A produção e o consumo mundial concentram-se nas categorias intermediárias: os carvões tipos betuminoso/sub-betuminoso e linhito. Sua participacão na produção global de energia primária. nitrogênio. O primeiro. A principal restrição à utilização do carvão é o forte impacto socioambiental provocado em todas as etapas do processo de produção e também no consumo. O que é o carvão Existem dois tipos básicos de carvão na natureza: vegetal e mineral.2 abaixo). o poder calorífico e a incidência de impurezas variam. respondendo por 41% da produção total (Gráfico 9. Este poder calorífico. Como mostra a Figura 9. subdividida nos tipos betuminoso e antracito). O vegetal é obtido a partir da carbonização da lenha.

Para os trajetos mais longos.50 por tonelada. em português –. basicamente. areia ou cascalho). como Austrália e Estados Unidos. os tipos de carvão com baixo teor de impurezas. trens e barcaças. semimecanizada ou mecanizada. nas proximidades das áreas de mineração. Se. 2006. Fonte: WCI. o mineral está em camadas profundas ou se apresenta como veios de rocha. também. em geral. Os demais são utilizados nas proximidades do local de mineração – onde.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carbono / Teor de Energia do Carvão Alto Teor de Umidade do Carvão Alto % das Reservas Mundias Carvão de baixa qualidade 47% Betuminoso 52% Linhito 17% Sub-Betuminoso 30% Térmico Carvão vapor Hulha 53% Antracito 1% Metalúrgico Coque Grande parte da energia elétrica Produção de energia elétrica / Usos industriais Produção de energia elétrica / Usos industriais Fabricação de ferro e aço Doméstico / industrial incluindo combustível Figura 9. A título de exemplo. a lavra pode ser manual. Uso Atlas de Energia Elétrica do Brasil 133 . enquanto o custo do frete chegava a US$ 49. a opção é a mineração a céu aberto. Extração e transporte A extração (ou mineração) do carvão pode ser subterrânea ou a céu aberto. O transporte é a atividade mais complexa e dispendiosa da cadeia produtiva do carvão. No entanto. a maior parte é explorada a céu aberto. É o que ocorre. o método mais eficiente de transporte é a esteira. pelo contrário. reservas e usos. em 2004 o preço CIF – que inclui frete e seguro – de uma tonelada de carvão metalúrgico no Japão era de US$ 61. da profundidade e do tipo de solo sob o qual o minério se encontra. Se a camada que recobre o carvão é estreita ou o solo não é apropriado à perfuração de túneis (por exemplo. No Brasil. geralmente só são transferidos. A opção por uma ou outra modalidade depende. 60% da oferta mundial de carvão mineral é extraída por meio da mineração subterrânea. há a necessidade da construção de túneis. de um local para outro. Para distâncias muito curtas. Do ponto de vista econômico. É o que ocorre nas cinco usinas termelétricas movidas a carvão em operação no Brasil. utilizase caminhões. A produtividade das minas a céu aberto é superior à das lavras subterrâneas.1 Tipos de carvão. Além disso. é mais eficiente investir na construção de linhas de transmissão de eletricidade do que no transporte do carvão. também são construídas as termelétricas abastecidas por esse combustível. todas localizadas no sul do País. em importantes países exportadores. O carvão também pode ser misturado à água formando uma lama que é transportada por meio de dutos. conforme está registrado no Plano Nacional de Energia 2030. Neste último caso. de acordo com o World Coal Institute (WCI) – ou Instituto Mundial do Carvão.

Capítulo 9 | Carvão Mineral

9.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO O carvão é o combustível fóssil com a maior disponibilidade do mundo. As reservas totalizam 847,5 bilhões de toneladas, quantidade suficiente para atender a produção atual por 130 anos. Além disso, ao contrário do que ocorre com petróleo e gás natural, elas não estão concentradas em poucas regiões. Abaixo, como mostra a Figura 9.2, as reservas estão bem distribuídas pelos continentes, com ênfase maior no hemisfério norte. Na verdade, são encontradas em quantidades expressivas em 75 países, sendo que três deles – Estados Unidos (28,6%), Rússia (18,5%) e China (13,5%) – concentram mais de 60% do volume total.

Reservas de Carvão 2007 (milhões de toneladas) < 134 135 a 1.000 1.001 a 10.000 10.001 a 100.000 > 100.001

Figura 9.2 Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).
Fonte: BP, 2008.

O volume extraído e produzido, porém, não é diretamente proporcional à disponibilidade dos recursos naturais. Relaciona-se, também, a fatores estratégicos, como a existência de fontes primárias na região e, em conseqüência, à maior ou menor dependência da importação de combustíveis. Atualmente, o maior produtor mundial de carvão é a China que, também estimulada pelo ciclo de acentuado desenvolvimento econômico, tornou-se a maior consumidora do minério. Em 2007, a China produziu 1.289,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) enquanto consumiu 1.311,4 Mtep. A Figura 9.3 a seguir mostra a distribuição do consumo mundial de carvão mineral, medida em tonelada equivalente de petróleo (tep), utilizada na mensuração do poder calorífico.

Extração de carvão mineral
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

134

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

Consumo de Carvão 2007 (Mtep) <1 1,1 a 10 10,1 a 100 100,1 a 1.000 100,1 a 1.000

Figura 9.3 Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).
Fonte: BP, 2008.

No ranking dos maiores produtores de carvão, também figuram os seguintes países: Estados Unidos (587,2 Mtep), Índia (181,0 Mtep) e Austrália, maior exportador do minério do mundo, com 215,4 Mtep, conforme Tabela 9.1, a seguir.

A Rússia, o segundo maior em termos de reservas, ocupa apenas o 6o lugar no ranking da produção e do consumo (Tabela 9.2 abaixo). Este desempenho relaciona-se à utilização majoritária, neste país, do gás natural.

Tabela 9.1 - Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Tabela 9.2 - Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Mtep
1289,6 587,2 215,4 181,0 151,8 148,2 107,5 62,3 51,5 48,3 2,2 3135,6

%
41,1 18,7 6,9 5,8 4,8 4,7 3,4 2,0 1,6 1,5 0,1 100

Mtep
1311,4 573,7 208,0 125,3 97,7 94,5 86,0 59,7 57,1 53,1 13,6 3177,5

%
41,3 18,1 6,5 3,9 3,1 3,0 2,7 1,9 1,8 1,7 0,4 100

China Estados Unidos Austrália Índia África do Sul Rússia Indonésia Polônia Alemanha Cazaquistão Brasil Total

China Estados Unidos Índia Japão África do Sul Rússia Alemanha Coréia do Sul Polônia Austrália Brasil Total

2o 3o 4
o

2o 3o 4
o

5o 6o 7
o

5o 6o 7
o

8o 9o 10
o

8o 9o 10
o

26o

21o

Fonte: BP, 2008.

Fonte: BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

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Capítulo 9 | Carvão Mineral

Seja pelo alto custo e pelas dificuldades de transporte, seja porque o carvão se constitui em fator estratégico para a segurança nacional (por ser a principal fonte geradora de energia em vários países), o comércio internacional do mineral é pequeno frente ao porte das reservas e produção. Apenas cinco países dominam este mercado: Austrália, Rússia, Indonésia, África do Sul e Colômbia.

A maioria das transações concentra-se na Ásia e na Oceania, onde estão os grandes exportadores e importadores. Assim, a maior parte do carvão exportado navega pelo Oceano Pacífico. Para o carvão que trafega pelo Oceano Atlântico – e que, por questões logísticas, atenderia ao Brasil –, os principais exportadores são África do Sul e Colômbia, enquanto os maiores importadores são Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Extração de carvão mineral na superfície.
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

No Brasil As reservas brasileiras são compostas pelo carvão dos tipos linhito e sub-betuminoso. As maiores jazidas situam-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As menores, no Paraná e São Paulo. As reservas brasileiras ocupam o 10o lugar no ranking mundial, mas totalizam 7 bilhões de toneladas, correspondendo a menos de 1% das reservas totais. A Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) calcula que as reservas conhecidas poderiam gerar hoje 17 mil megawatts (MW). Do volume de reservas, o Rio Grande do Sul responde por 89,25%; Santa Catarina, 10,41%; Paraná, 0,32% e São Paulo, 0,02%. Somente a Jazida de Candiota (RS) possui 38% de todo o carvão nacional. Mas o minério é pobre do ponto de vista energético e não admite beneficiamento nem transporte, em função do elevado teor de impurezas. Isto faz com que sua utilização seja feita sem beneficiamento e na boca da mina.

136

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO

O carvão responde pela maior parte da produção da eletricidade em vários países. Por exemplo, China e Estados Unidos que, segundo a IEA, em 2006 produziram mais da metade dos 7.775 terawatts-hora (TWh1) gerados no mundo. Além disso, países como Alemanha, Polônia, Austrália e África do Sul usam o carvão como base da geração de energia elétrica devido à segurança de suprimento e ao menor custo na comparação com outros combustíveis, como pode ser visto na Tabela 9.3 abaixo.

Tabela 9.3 - Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006
Carvão Mineral
China Estados Unidos Índia Alemanha Japão África do Sul Austrália Rússia Coréia do Sul Reino Unido Outros Países Mundo
Fonte: IEA, 2008.

TWh
2.301 2.128 508 302 299 236 199 179 153 152 1.298 7.755

Usina de carvão mineral Candiota - Rio Grande do Sul.
Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE).

No Brasil, o minério representa, no entanto, pouco mais de 1,5% da matriz da energia elétrica. Em 2007, ano em que 435,68 TWh foram produzidos no País, o carvão foi responsável pela geração de 7,9 TWh, a partir da operação de usinas termelétricas que estão localizadas na região Sul, nas proximidades das áreas de mineração (ver Tabela 9.4 abaixo).

Tabela 9.4 - Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil - situação em novembro de 2008
Usina
Charqueadas Figueira Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Jorge Lacerda IV Presidente Médici A, B e C São Jerônimo
Fonte: Aneel (2008).

Potência (kW)
72.000 160.250 232.000 262.000 363.000 796.000 20.000

Destino da Energia
PIE SP PIE PIE PIE SP SP

Município
Charqueadas - RS Figueira - PR Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Candiota - RS São Jerônimo - RS

Proprietário
Tractebel Energia S/A. Copel Geração S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica

1

Um terawatt-hora equivale a um milhão de megawatts-hora

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

137

A maioria utilizará carvão nacional. que devem entrar em operação até 2012: Pecém (com 700 MW de potência instalada na primeira fase e 360 MW na segunda) e Termomaranhão. o que impede o seu transporte por grandes distâncias e afeta o grau de rendimento da usina termelétrica – uma vez que a quantidade de energia produzida é inferior àquela obtida com carvões de alto poder calorífico.1 a seguir mostra a localização dos empreendimentos no Brasil e sua situação em novembro de 2008. Além disso. Tanto que o Governo Federal destinou R$ 58 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a essas usinas. o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE 2006/2015 – MME/EPE. Dois empreendimentos já se encontram em construção e devem entrar em operação até 2010 na região Sul: Jacuí e Candiota III. É o caso das termelétricas previstas para o Ceará e Maranhão. Extração do carvão mineral no Rio Grande do Sul. Fonte: Stock.Capítulo 9 | Carvão Mineral Essa aplicação restrita é resultante de fatores como a vocação brasileira para utilização de fontes hídricas na produção de energia elétrica e a baixa qualidade da maior parte do carvão nacional. projetos de usinas localizadas nas proximidades de portos que já detêm estrutura para recepção e transporte do carvão destinado à indústria prevêem utilizar o combustível importado. 2006) prevê a expansão da utilização do carvão.hu).sxc. por exemplo) e entraves tecnológicos e econômicos que se refletem no custo da geração da eletricidade.XCHNG (www. Além disso. cada um com potência de 350 MW. também há restrições de natureza geopolítica (dependência de importações. No entanto. com 350 MW de potência. 138 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . se encontravam em fase de estudos de viabilização técnico-econômica e socioambiental. segundo registra o Plano Nacional de Energia 2030. O Mapa 9.148 MW. Ao projetar a diversificação da matriz nacional. em julho de 2008 outros cinco projetos. Há 20 anos. as pesquisas na área do carvão no Brasil estão virtualmente paralisadas. com potência total de 3.

001 a 796.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 9.001 a 262.377. 2008.Empreendimentos futuros e em operação – situação em novembro de 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 139 .000 Fonte: ANEEL.000 262.000 72.200 Por classe de potência (kW) 20.201 a 440.300 440.001 a 363.001 s 1.000 363. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 a 72.1 .301 a 542.000 N O L S 7.000 542.Carvão Mineral | Capítulo 9 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Belém Manaus AM PA MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco PE Porto Velho RO TO Palmas SE AL São Luis Fortaleza CE c o RN PB Natal João Pessoa Recife Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG DF Bolívia 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba SC São Paulo Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Termelétricas a carvão Outorgadas Em operação Até 7.

poeira e erosão. na flora e fauna locais. a combustão em leito fluidizado e a gaseificação integrada a ciclo combinado.sxc. interfere na vida da população. provoca significativos impactos socioambientais. A ocupação do solo exigida pela exploração das jazidas. que ocorrem os grandes investimentos em P&D (pesquisa e desenvolvimento). porém. 140 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . pelo emprego de partículas calcárias e de temperaturas inferiores ao processo convencional de pulverização. o que aumenta substancialmente a eficiência da combustão e conversão. portanto. ou CCT). o que dá origem a um gás combustível sintético de médio poder calorífico. principal agente do efeito estufa. porém. as principais medidas adotadas referemse à recuperação do solo.Capítulo 9 | Carvão Mineral 9. por exemplo. focados na redução de impurezas. segundo a IEA.hu). Recuperação de área degradada com plantio de acácias. que o futuro da utilização do carvão está diretamente atrelado a investimentos em obras de mitigação e em desenvolvimento de tecnologias limpas (clean coal technologies.XCHNG (www. da extração até a combustão. Já a gaseificação integrada a ciclo combinado consiste na reação do carvão com vapor de alta temperatura e um oxidante (processo de gaseificação). as rotas mais importantes de tecnologias limpas são a combustão pulverizada supercrítica.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O carvão é uma das formas de produção de energia mais agressivas ao meio ambiente. Fonte: Stock. Estimativas apontam que o carvão é responsável por entre 30% e 35% do total de emissões de CO2. Considerando-se a atual pressão existente no mundo pela preservação ambiental – principalmente com relação ao efeito estufa e às mudanças climáticas – é possível dizer. É com vistas à produção de energia elétrica. Ainda que sua extração e posterior utilização na produção de energia gere benefícios econômicos (como empregos diretos e indiretos. O transporte gera poluição sonora e afeta o trânsito. provocado pela combustão. aumento da demanda por bens e serviços na região e aumento da arrecadação tributária). O processo de combustão em leito fluidizado permite a redução de enxofre (até 90%) e de nitrogênio (70%-80%). é o volume de emissão de gases como o nitrogênio (N) e dióxido de carbono (CO2). Na combustão pulverizada supercrítica. O efeito mais severo. diminuição de emissões das partículas com nitrogênio e enxofre (NOx e SOx) e redução da emissão de CO 2 por meio da captura e armazenamento de carbono. o processo de produção. destinação de resíduos sólidos e negociações com a comunidade local. Para a mineração. ao provocar barulho. o carvão é queimado como partículas pulverizadas. Atualmente. nos recursos hídricos. também chamado de gás carbônico.

Projeções apontam que testes em escala comercial serão realizados em unidades de geração até 2015.Rio Grande do Sul. aneel.epe.Carvão Mineral | Capítulo 9 Usina de carvão mineral Candiota . Para a utilização do carvão nacional. respectivamente.iea. Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE).gov.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. Esse gás pode ser queimado em turbinas a gás e recuperado por meio de uma turbina a vapor (ciclo combinado).worldenergy. Outros dois projetos.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 141 . utilizarão.br BP Global – disponível em www. Em todas será possível utilizar. o que possibilita a remoção de cerca de 95% do enxofre e a captura de 90% do nitrogênio.org World Coal Institute (WCI) – disponível em www.worldcoal. a combustão em leito fluidizado circulante e a combustão pulverizada.org World Energy Council (WEC) – disponível em www. a combustão pulverizada e o leito fluidizado.gov. no Rio Grande do Sul. a primeira usina com emissão zero de CO2 entraria em operação em 2020.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. segundo o Plano Nacional de Energia 2030. Tanto que as usinas de Jacuí e Candiota III utilizam a combustão pulverizada. Neste caso. a usina Sul Catarinense e a Seival. Já os efeitos das técnicas para seqüestro de carbono serão sensíveis apenas no médio e longo prazo. o carvão bruto.bp. total ou quase totalmente. as tecnologias que apresentam melhores perspectivas de aplicação comercial são. sem necessidade de beneficiamento. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. atualmente.

Capítulo 9 | Carvão Mineral 142 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Banco de imagens de Itaipú .

Uma tep corresponde à energia que se pode obter a partir de uma tonelada de petróleo padrão. quando aplicada a um corpo de massa igual a 1 quilograma. Energia transferida uniformemente por um sistema de potência igual a 1 watt durante uma hora. Tonelada equivalente de petróleo (tep): Unidade de energia. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 143 .5 ºC a 15. de energia e de quantidade de calor. contínua e uniformemente. Joule (J): Unidade de trabalho. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de um grama de água em 1 ºC.5 ºC.Fatores de Conversão Fatores de Conversão MEDIDAS UTILIZADAS EM ENERGIA ELÉTRICA Definições British Thermal Unit (Btu): Unidade de energia. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de uma libra (unidade inglesa de massa) de água em um grau Fahrenheit (1 ºF) sob pressão atmosférica normal. Watt (W): Unidade de potência. Watt-hora (Wh): Unidade de energia. O watt é a potência de um sistema energético no qual é transferida. atribui-lhe a aceleração constante de 1 metro por segundo quadrado na direção da força. O joule é o trabalho produzido por uma força de 1 newton que leva o ponto de aplicação dessa força a deslocarse por uma distância de 1 metro na direção da força. Caloria (cal): Unidade de energia. Newton (N): Unidade de força. de 14. A tep é utilizada na comparação do poder calorífero de diferentes formas de energia com o petróleo. O newton é a força que. sob pressão atmosférica normal. a energia de 1 joule por segundo.

239 cal 1 Btu = 252 cal 1 m de petróleo = 0.0 1.7 x 10-9 293.0 Fatores de conversão para volume de »» para metro cúbico (m³) litro (L) galão (EUA) galão (RU) barril (bbl) pé cúbico (pé3) Exemplo de utilização: 1 bbl = 159.0 0.9072 0.07 x 10-6 1.546 159.1023 1.0 x 109 kWh 277.0 1.201 42.159 0.68 x 106 Multiplicar por cal 0.0 2.6 x 10-5 1.02381 0.0 860.1605 5.0 1.0045 0.0038 0.001 1.1781 pé3 35.000446 tc 0.163 x 10-6 1.2046 lb kg 1.893 0.240.63 x 103 tep 2.6 2.0 x 103 10.001102 1.229 bbl 6.28981 barris 3 Relações Práticas 1 tep ano = 7.0 11.000.0 1.615 1.0 1.1868 3.3147 0.204.0 0.872 t (em 1994) 3 (T) tera = 1012 15 (E) exa = 1018 1 tep = 10.97 6.000.23884 252.0005 lb 2.0 0.1337 0.968 x 10-3 3.6 x 106 41.158987 m3 1 joule = 0.Fatores de Conversão Tabelas de conversão Múltiplos de unidades de energia x103 joule British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) tonelada equivalente de petróleo (tep) watt-hora (Wh) kJ kBtu kcal ktep kWh x106 MJ MBtu Mcal Mtep MWh x109 GJ GBtu Gcal Gtep GWh x1012 TJ TBtu Tcal Ttep TWh x1015 PJ PBtu Pcal Ptep PWh x1018 EJ EBtu Ecal Etep EWh Relações entre unidades Exponenciais (k) kilo = 10 3 Equivalências 1 m = 6.02859 1.87 x 109 Btu 947.2046 2.3 Multiplicar por gal (EUA) gal (RU) 264.8327 1.7 × 10–9 kWh J 1.0 0.0 1.02 bep dia 1 bep dia = 50 tep ano (M) mega = 106 (G) giga = 10 (P) peta = 10 9 1 barril = 0.016.0 3.000 Mcal Fatores de conversão para massa de »» para quilograma (kg) tonelada métrica (t) tonelada longa (tl) tonelada curta (tc) libra (lb) Exemplo de utilização: 1 kg = 2.454 t 0.0 3.0 0.52 x 10-8 10-10 8.14 tep ano 1 tep ano = 0.388 x 10-11 2.2 0.0283 L 1.2642 1.0 28.8 x 10-6 1.984 1.0 7.0 34.412.2 bep ano 1 bep ano = 0.0 39.001 0.0 144 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .0 L m³ 1.0 1.0 907.0 1.000454 Multiplicar por tl 0.0063 0.2 0.016 0.48 220.22 0.785 4.000.0 Fatores de conversão para energia de »» para joule (J) British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) quilowatt-hora (kWh) tonelada equivalente de petróleo (tep) Exemplo de utilização: 1 J = 277.000984 0.0353 0.120 1.289 0.055 x 103 4.

os termos mais usuais do setor de energia elétrica brasileiro e as suas respectivas definições. De distribuição: Titular de concessão ou permissão para distribuição de energia elétrica a consumidor final ou a Unidade Suprida. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 145 . Autorizada: Agente titular de autorização federal para prestar o serviço público de geração ou comercialização de energia elétrica. Esta categoria divide-se em prestadores de serviço.Glossário Glossário O Atlas da Energia Elétrica relaciona. ou comunhão de fato ou de direito. concessão ou permissão para realização de operações de compra e venda de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). permissão ou autorização para fins de geração de energia elétrica. permissão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. De comercialização: Titular de autorização. abaixo. ] De geração: Titular de concessão. produtores independentes de energia (PIE) e autoprodutores. AGENTES Autoprodutor: Pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebem concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo. Agente de Comercialização ou Agente de Importação. Para facilitar a consulta. integrantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e sujeitos às obrigações e direitos previstos na Convenção. Vendedor: Agente de Geração. exclusivamente de forma regulada. que solicitar à concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas nas normas e regulamentos da ANEEL. os verbetes foram agrupados por tema. nas Regras e nos Procedimentos de Comercialização. Produtor independente de energia elétrica: Pessoa jurídica ou consórcio de empresas titular de concessão. Da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Concessionária ou permissionária de serviços e instalações de energia elétrica e consumidores livres. que seja habilitado em documento específico para tal fim. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. Consumidor: Pessoa física ou jurídica. por sua conta e risco. legalmente representada.

prazos e montantes de suprimento em intervalos temporais determinados. Declaração: Documento apresentado pelos Compradores. Resolução Normativa ANEEL n. tia física.0 (um) MW médio cada. Contrato Bilateral: Instrumento jurídico que formaliza a compra e venda de energia elétrica entre Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). conforme regras e procedimentos de comercialização específicos.CCEE onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica Contratados e registrados pelos Agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos Agentes da CCEE. Garantias: Valores a serem depositados junto ao Agente Custodiante pelos compradores e proponentes vendedores. Consumidor livre: Consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. 196) Regras do mercado: Conjunto de regras comerciais e suas formulações algébricas definidas pela Aneel e de cumprimento obrigatório pelos agentes participantes do mercado. Lastro para venda: Montante de energia disponível. definindo as regras e condições para a comercialização de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes ou futuros. p. AMBIENTE DE COMERCIALIZAÇÃO REGULADO (ACR) Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR): Também denominado de Contrato Bilateral. ressalvados os casos previstos em lei. em lotes. instrumento celebrado entre cada concessionária ou autorizada de geração e todas as concessionárias ou permissionárias do serviço público de distribuição. na rodada discriminatória da etapa Térmica. nas rodadas uniformes da etapa Outras Fontes e da etapa Hidro. preço. Leilão: Único sistema pelo qual as distribuidoras podem contratar a energia elétrica de longo prazo para abastecer os seus respectivos mercado. no ambiente regulado. quantidade de lotes. precedidas de licitação. Lance: Ato praticado pelo proponente vendedor que consiste na oferta de: quantidade de lotes. na primeira fase. Preços de energia elétrica: Valor a ser pago pelo MWh (megawatthora). proporcionando a realização de contratos e dando liquidez ao mercado livre. As geradoras são as ofertantes. de 29 out. 2004. De Contratação Regulada (ACR): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica entre agentes vendedores e agentes de distribuição. seção 1. à energia habilitada e à garantia aportada. conforme legislação e regulamentos específicos. Lote (leilão): Montante de energia elétrica igual a 1. por opção destas. podendo ser classificadas como Garantia Financeira ou Garantia da Proposta para efeito de habilitação e participação no Leilão. limitado à garan- Contrato de uso e de conexão: Instrumento contratual em que o consumidor livre ajusta com a concessionária as características técnicas e as condições de utilização do sistema elétrico local. Oferta de referência: Quantidade de lotes calculada pelo sistema para cada produto a partir do fator de referência a ser aplicado à quantidade demandada de cada um dos produtos. definindo os montantes de energia elétrica a serem contratados para início de suprimento no ANO BASE “A”.Glossário AMBIENTES DE NEGOCIAÇÃO De Contratação Livre (ACL): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica. Mercado de Curto Prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica . que representa a menor parcela de um produto. associado a um empreendimento que esteja habilitado. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. obedecendo à disciplina estabelecida em Portaria específica do Ministério de AMBIENTE DE NEGOCIAÇÃO LIVRE (ACL) Comercializador: Empresa que une as partes consumidoras e geradoras. para venda em leilão. inclusive aquelas com mercado próprio inferior a 500 GWh/ano. tendo por objeto estabelecer preços. Minas e Energia (MME). constante dos contratos de compra de energia celebrados entre consumidores livres e produtores e livremente negociado entre as partes. na rodada discriminatória da etapa Hidro e receita fixa. conforme regulamentação específica. objeto de contratos bilaterais livremente negociados. 109. de 26 de outubro de 2004 (Diário Oficial. 146 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

e a inflexibilidade mensal da usina de Outras Fontes de Geração. Período de apuração: Intervalo de tempo em que as condições de oferta e demanda de energia levam à definição de um esquema de produção específico e à determinação do respectivo Preço de Liquidação de Diferenças. Contabilização: Processo de apuração da comercialização de energia Quantidade Declarada: Montante de energia elétrica. como credor ou devedor na CCEE. expresso em reais por megawatt-hora (R$/ MWh). que determina em intervalos temporais definidos. MERCADO DE CURTO PRAZO Mercado de curto prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados e registrados pelos agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes da CCEE. resultantes da contabilização promovida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). calculado antecipadamente. expresso em reais por ano (R$/ano). exceto na primeira rodada da segunda fase. a situação de cada agente. expresso em número de lotes. Liquidação financeira: Processo de pagamento e recebimento de valores apurados como débitos e créditos. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). funcionamento e atribuições da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). de sobras e déficits de montantes de energia contratados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). correspondente ao Custo Variável Unitário multiplicado pela diferença entre a geração da usina de Outras Fontes de Geração. Quantidade Demandada: Montante de energia elétrica que se pretende adquirir. vigente para cada Período de Apuração e para cada Submercado. conforme valores vigentes estabelecidos pela ANEEL. Procedimentos de comercialização: Conjunto de normas aprovadas pela Aneel que definem condições. Valor Esperado do Custo de Operação (COP): Valor. expresso em Reais por ano (R$/ano). que corresponde: a) ao preço inicial de cada produto. Corresponde ao valor esperado acumulado das liquidações do mercado de curto prazo. requisitos. c) ao preço associado ao lance que completa o atendimento à totalidade da quantidade demandada de um produto na rodada discriminatória. sendo estes limitados ao Preço de Liquidação de Diferença (PLD) mínimo e máximo. respectivamente. Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits . entre Agentes de Distribuição participantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Valor Esperado do Custo Econômico de Curto Prazo (CEC): Valor. correspondente ao custo econômico no mercado de curto prazo. determinado pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME) com base na quantidade declarada. de 26 de outubro de 2004. Convenção de Comercialização de Energia Elétrica: Instituída pela ANEEL por intermédio da Resolução Normativa nº 109. limitado por preços mínimo e máximo. multiplicado pelo número de horas do mês em questão. Preço Inicial: Preço máximo de aquisição para cada produto. individualizado por comprador. Rodada: Período para submissão de lances pelos proponentes vendedores e para processamento pelo sistema. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). para cada possível cenário. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 147 . nos termos das declarações.MCSD: Processo de realocação.Glossário Preço Corrente: Valor. elétrica entre os Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). individualizado por comprador. Preço de liquidação de diferenças (PLD): Preço a ser divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). eventos e prazos relativos à comercialização de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). na qual será o preço de lance da primeira fase. b) ao preço de lance da rodada anterior no período de rodadas uniformes. expresso em número de lotes. Produto (leilão): Conjunto de lotes que serão objeto de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) com a mesma modalidade de contratação. com periodicidade máxima semanal e com base no custo marginal de operação. inserido pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME). estabelece as condições de comercialização de energia elétrica e as bases de organização. calculado pelo sistema. resultante das diferenças mensais apuradas entre o despacho efetivo da usina e sua garantia física. pelo qual é valorada a energia comercializada no Mercado de Curto Prazo. feitas com base no Custo Marginal de Operação (CMO). para este efeito considerada totalmente contratada.

com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia elétrica entre os Agentes da CCEE. que atua sob autorização do Poder Concedente e regulação e fiscalização da Aneel. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. criada pela Lei 9. de 15 de março de 2004. nas galerias subterrâneas e nas faixas 148 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Energia distribuída por uma empresa: É a energia entregue aos consumidores conectados à rede elétrica da empresa de distribuição.177.427 de 26 de Dezembro de 1996. que criou as secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Energético. a Lei n° 10. A EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético. Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): O CNPE é um órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas e diretrizes destinadas a promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do País. Contrato de fornecimento: Instrumento contratual em que a concessionária e o consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “A” ajustam as características técnicas e as condições comerciais do fornecimento de energia elétrica. de 1997.848. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. acrescida da energia entregue. estabelecendo os termos e as condições gerais que irão regular a comercialização de energia elétrica disponibilizada pela supridora para atendimento ao mercado da suprida. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. petróleo. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME . Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Empresa pública federal. sem fins lucrativos. e do Decreto no 5. sem fins lucrativos. Mineração e Transformação Mineral. exigir investimentos. e vado. conceder. Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora.267. criada em 26 de agosto de 1998. e Geologia. recursos minerais e energéticos. Conselho de Administração da CCEE . combustível e energia elétrica. através desta rede. aproveitamento da energia hidráulica. bem como as condições técnicas e comerciais para a conexão à rede de distribuição. DISTRIBUIÇÃO Contrato de Compra de Energia (CCE): Contrato celebrado entre a permissionária e o atual agente supridor. Ministério de Minas e Energia: Em 2003.° 9.184. a transmissão. mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores. restritas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). de Petróleo. vinculada ao Ministério de Minas e Energia. zelar pela qualidade do serviço. Sua criação foi autorizada nos termos do art. Gás Natural e Combustíveis Renováveis. permitir e autorizar instalações e serviços de energia. atendendo reclamações de agentes e consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade. em um período de 12 meses. mineração e metalurgia. responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). nas torres.Câmara de Comercialização de Energia Elétrica: Colegiado composto por membros eleitos pela Assembléia-Geral. com tarifa regulada. Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Pessoa jurídica de direito privado.683/2003 definiu como competências do MME as áreas de geologia. estabelecendo as condições gerais do serviço a ser prestado. no ponto de acesso. Tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração. os montantes de uso contratados por ponto de conexão. Faixa de ocupação: Espaço nos postes das redes aéreas de distribuição de energia elétrica. de 12 de agosto de 2004. incluindo a nuclear.Glossário Procedimentos do mercado: Conjunto de ações necessárias à operacionalização das Regras de Mercado. Processo de arbitragem: Conjunto de procedimentos extrajudiciais realizados pela Câmara de Arbitragem com vistas à solução de conflitos. de 16 de agosto de 2004. Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. sob a fiscalização e regulação Aneel.478. 4o da Lei no 10. a outras concessionárias ou permissionárias de distribuição. de Energia Elétrica. bem como as condições técnicas e comerciais a serem observadas para o uso do sistema de distribuição. A estrutura do Ministério foi regulamentada pelo decreto n° 5. garantir tarifas justas. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Entidade de direito pri- ESTRUTURA INSTITUCIONAL Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Autarquia em regime especial. criada pelo Decreto no 5. Foi constituído pela lei n. estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços. de 9 de dezembro de 2004.

3 kV.Glossário de servidão administrativa de redes de energia elétrica onde são definidos pelo detentor os pontos de fixação. é convertida em energia elétrica. não incluído o montante relativo às perdas elétricas dos sistemas de distribuição. b) unidade operacional de processamento de gás liqüefeito de petróleo e de combustíveis. e) unidade operacional de serviço público de tratamento de lixo. Interrupção: Descontinuidade do fornecimento de energia elétrica a uma determinada unidade consumidora. sólidos. eficiência. Central Hidroelétrica: Instalação na qual a energia potencial e cinética da água é transformada em energia elétrica. Rede de distribuição: Conjunto de instalações de distribuição de energia elétrica. autoprodutores. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. consumidores livres. geradores. Serviço essencial: Serviço ou atividade caracterizado como de fundamental importância para a sociedade. autoprodutores. em tensão inferior a 2. sem ônus para o solicitante. Ramal de ligação: Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega. incluindo os consumidores que tenham optado por serem atendidos por outros fornecedores.e i) unidade operacional de segurança pública. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. com represa. sempre que o consumidor não cumprir com as suas obrigações definidas na Cláusula Quinta do Contrato de Prestação de Serviço Público de Energia Elétrica para Unidades Consumidoras Atendidas em Baixa Tensão. Pode ser do tipo fio de água. não considerando a quantidade de demanda faturada por ultrapassagem do valor contratado. d) unidade operacional de transporte coletivo. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. bem como pela quantidade de energia relativa aos consumidores livres no que tange ao uso dos sistemas de distribuição. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. desenvolvido em unidade consumidora a seguir exemplificada: a) unidade operacional do serviço público de tratamento de água e esgotos. quando especificamente definidas pela ANEEL. continuidade. Central Térmica: Instalação na qual a energia química. para fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras com carga instalada menor ou igual a 50 kW. rodoferroviário e metroviário. atualidade. Central Nuclear: Instalação na qual a energia libertada a partir de combustível nuclear é convertida em energia elétrica. segurança. c) unidade hospitalar. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. Serviço adequado: É o que satisfaz as condições de regularidade. líquidos ou gasosos. Mercado de Referência de Demanda: Composto pela quantidade de demanda de potência faturada para o atendimento a consumidores cativos. os dutos subterrâneos e as faixas de terreno destinados ao compartilhamento com agentes do setor de telecomunicações de interesse coletivo e agentes do setor de petróleo para instalação de cabos. generalidade. sem represa. Suspensão de fornecimento: É o desligamento de energia elétrica da unidade consumidora. GERAÇÃO Ramal de entrada: Conjunto de condutores e acessórios instalados pelo consumidor entre o ponto de conexão ao sistema da concessionária e o ponto de medição ou proteção da unidade consumidora. marítimo. Universalização: Atendimento a todos os pedidos de nova ligação Mercado de Referência de Energia: Composto pela quantidade de energia elétrica faturada para o atendimento a consumidores cativos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 149 . f ) unidade operacional de serviço público de telecomunicações. ainda que necessária a extensão de rede de tensão inferior ou igual a 138 kV. h) unidade operacional de distribuição de gás canalizado. Mercado cativo: Montante de energia faturada para atendimento a consumidores cativos e para o suprimento de outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. Mercado da empresa: É a soma dos requisitos anuais de energia dos consumidores finais conectados à rede de distribuição da empresa. fios e fibras ópticas. contida em combustíveis fósseis. verificados nos últimos doze meses. observados os prazos fixados nas “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica”. g) centro de controle público de tráfego aéreo. ou de regulação. com tensão inferior a 230 KV ou instalações em tensão igual ou superior.

Inventário hidrelétrico: Etapa de estudos de engenharia em que se define o potencial hidrelétrico de uma bacia hidrográfica. no período de observação. Fonte de energia: Recursos naturais que são utilizados em uma usina para movimentar as turbinas e dar origem à energia elétrica.074. de 7 de julho de 1995. definido através dos estudos energéticos. segundo os critérios estabelecidos na Resolução Normativa ANEEL n. para atender às instalações elétricas da unidade consumidora. Potência Instalada de uma Central Geradora: Somatório das potências elétricas ativas nominais das unidades geradoras da central. Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC): Número de interrupções ocorridas. (SIGFI) deve disponibilizar. O padrão de continuidade é o valor máximo estabelecido para este indicador. entre outros. referida ao centro de gravidade do submercado em que o empreendimento estiver conectado. descontado o consumo interno. sem considerar a influência da vazão vertida. expressos em Volts (V). em cada unidade consumidora do conjunto considerado. correspondendo ao nível que limita a parte inferior do volume útil.000 kW. esta geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica. Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC): Intervalo de tempo que. de 20 de setembro de 2004. de acordo com os valores estabelecidos pela ANEEL. Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora . no ponto de entrega. trimestral e anualmente nos períodos correspondentes ao ciclo de revisão das tarifas. em cada unidade consumidora. Nível d’água normal de jusante: Nível d’água a jusante da casa de força para a vazão correspondente ao somatório dos engolimentos máximos de todas as turbinas. mediante o estudo de divisão de quedas e a definição prévia do aproveitamento ótimo de que tratam os §§ 2º e 3º do art. no período de observação. em que a concessionária deve entregar a energia elétrica na unidade consumidora. ocorreu descontinuidade na distribuição de energia elétrica. Indicador de continuidade: Quantificação do desempenho de um sistema elétrico. Padrão de tensão: Níveis máximos e mínimos de tensão.DMIC: Tempo máximo de interrupção contínua da energia elétrica em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. a serem observados mensal. Potência mínima disponibilizada (SIGFI): Potência mínima que o Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente indicadores de continuidade. Freqüência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (FIC): Número de interrupções ocorridas no período de observação. 150 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . com área total de reservatório igual ou inferior a 3. Nível d’água mínimo normal de montante: Nível de água mínimo do reservatório para fins de operação normal da usina. quantifica o desempenho agregado por empresa.Glossário Cogeração: Processo operado numa instalação específica para fins da produção combinada das utilidades calor e energia mecânica. a partir da energia disponibilizada por uma fonte primária. biomassa. estado. no período de observação. Energia efetivamente gerada: A energia gerada pela central geradora de energia elétrica. INDICADORES Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (DIC): Intervalo de tempo em que. utilizada para a mensuração da continuidade apurada e análise comparativa com os padrões estabelecidos. vento e irradiação solar.000 kW e igual ou inferior a 30. em média. em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. Energia gerada: Soma da produção de energia elétrica referente a cada uma das unidades geradoras da central geradora de energia elétrica. derivados de petróleo. definido através dos estudos energéticos.0 km². Eficiência Energética: Índice que demonstra o quanto da energia da fonte foi convertida em utilidade eletromecânica e utilidade calor. Por exemplo: água. 083. Nível d’água máximo normal de montante: Nível de água máximo no reservatório para fins de operação normal da usina. em cada unidade consumidora do conjunto considerado ocorreu descontinuidade da distribuição de energia elétrica. em média. 5º da Lei nº 9. gás natural. carvão. Se for global. região ou país. Metas de continuidade: Valores máximos estabelecidos para os Pequenas centrais hidrelétricas (PCHs): Empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1.

também. que sejam atendidas por circuito monofásico e que têm direito a pagar uma tarifa menor que a normal. continua a ser atendido de forma regulada. da para atender a um acréscimo de carga no sistema. Subclasse residencial baixa renda: Unidades consumidoras com consumo mensal entre 80 e 220 kWh. caracterizado pela estruturação tarifária binômia e com subdivisões. única. Grupo “B”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2. responsável por unidade consumidora ou por conjunto de unidades consumidoras reunidas por comunhão de fato ou de direito. conforme legislação e regulamentos específicos. e que. estejam localizadas em áreas contíguas. 82. atendidas em tensão inferior a 2. caracterizado pelo baixo índice pluviométrico. cuja carga seja maior ou igual a 500 kW.3 kV e faturadas neste Grupo nos termos definidos nos arts. Energia elétrica consumida: Total da energia elétrica utilizada pelos equipamentos elétricos. Operação em teste: Situação operacional em que a unidade gerado- Demanda Contratada: Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária.Glossário MERCADO CONSUMIDOR Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora. reunidas por comunhão de interesses de fato ou de direito. Período seco (S): Período de sete meses consecutivos.3 kV. atendido em qualquer tensão. Demanda: Média das potências elétricas ativas ou reativas. conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga. Consumidor Especial: Consumidor responsável por unidade consumidora ou conjunto de unidades consumidoras do Grupo “A”. durante um intervalo de tempo especificado.3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos definidos no art. legalmente representada. Medidor: Instrumento registrador de energia elétrica e potência ativa ou reativa. OPERAÇÃO Custo Marginal de Operação: Custo por unidade de energia produzi- Consumidor Potencialmente livre: É aquele que. de uma mesma área de concessão de distribuição. de 7 de julho de 1995. ra produz energia objetivando atender suas próprias necessidades de ajustes de equipamentos e verificação de seu comportamento do ponto de vista sistêmico. integrante(s) do mesmo submercado no SIN (Sistema Interligado Nacional). expressa em quilowatts (kW). possam ser atendidas por meio de um único ponto de entrega e cuja medição seja. atendidas em tensão superior a 2. Consumidor Cativo: Consumidor que adquire energia de concessionária ou permissionária que detém o monopólio de atendimento na região em que está instalado e cujo contrato é totalmente regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). ainda. por unidade de tempo. solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora. definido pela concessionária ou permissionária e aprovado pela Aneel. medida em quilowatt (kW). expressa em quilowatts (kW).3 kV. Consumidor Final: Pessoa física ou jurídica. ou. Potência elétrica: É a quantidade de energia elétrica que cada equipamento elétrico ou eletrodoméstico pode consumir. podendo atender aos compromissos mercantis do agente e/ou para o seu uso exclusivo. Grupo “A”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2. Consumidor Livre: É aquele que. ainda. Potência instalada: Soma das potências nominais de equipamentos elétricos de mesma espécie instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em funcionamento. pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. a despeito de cumprir as condições previstas nos artigos 15 e 16 da Lei nº 9. ou. seja ou não utilizada durante o período de faturamento. Operação comercial: Situação operacional em que a energia produzida pela unidade geradora está disponibilizada ao sistema. ou eletrodomésticos. no ponto de entrega. global ou parcial. em condições de entrar em funcionamento. caracterizado pela estruturação tarifária monômia e com subdivisões. Conjunto de unidades consumidoras: Qualquer agrupamento de unidades consumidoras. concomitantemente. compra.074. Geralmente Atlas de Energia Elétrica do Brasil 151 . de maio a novembro. 79 a 81.

uso e operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). tais como custos operacionais.Glossário exige a adoção de medidas para preservar o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.000 kW e igual ou inferior a 10. Estão dispensados de concessão. de potência superior a 5. Estrutura tarifária convencional: É caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano. mediante licitação. referentes aos incisos do art. Permissão de serviço público: Delegação. feita pelo Poder Concedente. transporte de energia e encargos setoriais resultantes de políticas de governo. 2.000 kW. Tarifa azul: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. o aproveitamento de potenciais hidráulicos. na modalidade de concorrência.11. a título precário. para fim de registro e estatística. Procedimentos de Rede: Documentos elaborados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com a participação dos agentes e aprovados pela Aneel. mediante licitação. TARIFAS Componentes da Tarifa de Energia (TE): Parcelas relativas ao custo da energia disponível para a venda. da prestação de serviços públicos. custos de comercialização. Tarifa de energia (TE): Tarifa de energia elétrica calculada pela Aneel.2002. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. concessão. aplicável no faturamento mensal referente a: Tarifa binômia: Conjunto de tarifas de fornecimento constituído por preços aplicáveis ao consumo de energia elétrica ativa e à demanda faturável. Reversão: É o retorno ao Poder Concedente dos bens vinculados à Período úmido (U): Período de cinco meses consecutivos. e as responsabilidades do ONS e dos agentes. 152 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Objeto de autorização: São objetos de autorização: 1. de potência superior a 1. feita pelo Poder Concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho por sua conta e risco. destinado a uso exclusivo do autoprodutor. ao término do prazo desta. destinada a uso exclusivo do autoprodutor. remuneração dos investimentos e quota de reintegração. entre dezembro de um ano a abril do ano seguinte. A implantação de Usinas Termelétricas. Parcela A: Parcela que incorpora os custos não gerenciáveis da concessionária de distribuição. encargos setoriais e tributos que compõem as tarifas de energia. Parcela B: Parcela que incorpora os custos gerenciáveis relacionados à atividade de distribuição de energia elétrica. caracterizado pelo alto índice pluviométrico.000 kW e a implantação de Usina Termelétrica de potência igual ou inferior a 5. ainda não amortizados ou depreciados. Permissionária: Agente titular de permissão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia elétrica. permissão ou autorização. implantação. O aproveitamento de potências hidráulicas. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para o seu desempenho. por sua conta e por prazo determinado. consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. Estrutura tarifária horo-sazonal: É caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano. A reversão se fará com a indenização das parcelas dos investimentos realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. devendo apenas ser comunicados ao Poder Concedente. 4º da Resolução ANEEL nº 666 de 29. iguais ou inferiores a 1. Poder concedente: A União ou entidade por ela designada. que estabelecem os procedimentos e requisitos técnicos necessários ao planejamento. REGIME JURÍDICO Estrutura tarifária: Conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de Concessão de serviço público de energia elétrica: É a delegação de prestação de serviços.000 kW. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia.000 kW. tais como compra de energia.

sob supervisão do ONS. bem como de uma única tarifa de demanda de potência. Sistemas Isolados: Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica não conectados ao SIN. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 153 . b) parcela correspondente a energia elétrica da tarifa de fornecimento dos consumidores do Grupo “b”. Instalações de transmissão: Instalações para prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica. vinculado ao Contrato de Compra de Energia (CCE).Glossário a) contrato de compra de energia celebrado entre consumidor do Grupo “A” e concessionária ou permissionária do serviço público de distribuição. as instalações de transmissão que tenham sido cedidas. Ponto de conexão: Conjunto de equipamentos e materiais que se destinam a estabelecer a conexão elétrica entre dois sistemas. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. Rede básica: Instalações de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). aplicável ao faturamento mensal referente ao suprimento à permissionária de distribuição pela atual supridora. estabelecendo as condições técnicas e as obrigações relativas ao uso das instalações de transmissão. A coordenação da operação das usinas é feita pelo ONS. homologada pela Aneel. Submercados: Divisões do Sistema Interligado Nacional (SIN) para as quais são estabelecidos Preços de Liquidação de Diferenças (PLD) es- TRANSMISSÃO Contrato de Conexão ao Sistema de Transmissão (CCT): Contrato celebrado entre a permissionária e um concessionário detentor das instalações de transmissão. aquelas integrantes de concessões de serviço público de transmissão outorgadas desde 31 de maio de 2000 e. Tarifa de energia comprada: Composta pela tarifa de energia elétrica (TE) e tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD). ainda. Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST): Contrato celebrado entre a permissionária e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Sistema Interligado Nacional (SIN): Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica que abrange a maior parte do território nacional: as regiões Sul. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. pelo ONS. incluindo a prestação de serviços de transmissão. bem como as condições comerciais. Tarifas de conexão: Tarifas referentes aos contratos de conexão celebrados entre consumidores do Grupo “A” e concessionário de serviço público de geração. Tarifa de fornecimento: Tarifa aplicável no faturamento mensal de energia elétrica dos consumidores cativos de concessionária ou permissionária de distribuição. definida segundo critérios estabelecidos na Resolução Normativa nº 67. pela permissionária. Nordeste e parte do Norte. no ponto de acesso. acrescidas das instalações de transmissão autorizadas por resolução específica da Aneel. Centro-Oeste. e c) suprimento a concessionária ou permissionária de distribuição com mercado inferior a 500 GWh/ano. Tarifa verde: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. abrangidas pelas Resoluções n° 166 e 167. integrantes da Rede Básica. de 8 de junho de 2004. assim como a de serviços de coordenação e controle da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). No geral localizam-se na região Amazônica. de 2000. Sudeste. pecíficos e cujas fronteiras são definidas em razão da presença e duração de restrições relevantes de transmissão aos fluxos de energia elétrica no SIN. destinadas a alterar a tensão da energia elétrica recebida. correspondente aos valores relativos à tarifa de uso dos sistemas de distribuição e à tarifa de energia elétrica. Subestação: Instalações das companhias transmissoras e distribuidoras. doadas ou transferidas a concessionária de transmissão. de propriedade de concessionárias de serviço público de transmissão.

.

Figura 2.2 – Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas). Figura 9.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica.1 – Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo. Figura 9.1 – Anatomia da conta de luz.1 – Consumo de energia nuclear no mundo em 2007. reservas e usos.3 – Expansão da rede básica de transmissão.1 – Potencial eólico brasileiro. Figura 1. Figura 7. Figura 1.1 – Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas).1 – Relação entre agentes e consumidores.1 – Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3.2 – Variação da radiação solar no Brasil.2 – Consumo de energia elétrica por região em 2007. Gráfico 1.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. Figura 5. Figura 2.3 – Reservatório geotérmico de alta temperatura. Gráfico 1. Figura 5. Figura 6.4 – Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. Figura 5. 27 30 33 23 26 26 32 41 47 56 81 85 87 89 95 111 123 133 134 135 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 155 .Índice Índice ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1.1 – Consumo de energia elétrica per capita em 2007.3 – Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).1 – Tipos de carvão. Figura 3. Figura 1.4 – Geração de energia em usina maremotriz. Figura 5. Figura 8. ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1. Figura 9.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil.

Gráfico 7. Gráfico 2. Gráfico 5.2 – Indicadores de qualidade – Média anual Brasil 23 24 39 43 43 45 45 47 51 52 56 65 68 71 78 83 84 85 88 93 93 94 94 107 108 111 119 120 121 123 124 131 132 156 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Gráfico 6. Gráfico 2. 1995–2007.2 – Produção mundial de etanol. Gráfico 4. Gráfico 8.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007. Gráfico 6.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006. Gráfico 5.1 – Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 – 2007). Gráfico 8.5 – Projeção da capacidade instalada (MW).1 – Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006.5 – Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.1 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006).4 – Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8).1– Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).Índice Gráfico 2.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.5 – Participação da energia nuclear na energia total produzida. Gráfico 3.1 – Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007).2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW).2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006. Gráfico 9. Gráfico 4.3 – Participação relativa da hidreletricidade no mundo.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W).6 – Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007.2 – Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006). Gráfico 6.4 – Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. Gráfico 5. Gráfico 2. Gráfico 8.1 – Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. Gráfico 2. Gráfico 9.1 – Matriz energética nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 3. Gráfico 2. Gráfico 7. Gráfico 5. Gráfico 4.2 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. Gráfico 8.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável.2 – Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo. Gráfico 3.3 – Cenários IEA para energia nuclear no mundo. Gráfico 8.3 – Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006. Gráfico 5.3 – Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. Gráfico 6.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007.000 unidades) Tabela 1. ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1. Gráfico 7.

região e potência Tabela 4.2 – Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh Tabela 3.3 – Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Tabela 5.2 – Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep) Tabela 2. nas grandes regiões – Brasil.6 – Produtores de etanol (hm3) Tabela 4.1 – Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tabela 3.1 – Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Tabela 7.5 – Produção de gás natural no Brasil Tabela 6.2 – Produção de gás natural em 2007 Tabela 6.5 – Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país Tabela 5.2 – Oferta primária de energia em 1973 e 2006 Tabela 5.3 – Os principais encargos inseridos nas tarifas Tabela 1.4 – Potência instalada em 2007 Tabela 5.3 – Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 Tabela 3.4 – As dez maiores usinas em operação.2 – Produção de biodiesel no Brasil (m3) Tabela 4.1 – Produção de energia elétrica no mundo em 2006 Tabela 5. 2004–2008 Tabela 3.3 – Usinas de licor negro no Brasil Tabela 4.5 – Produtores de biodiesel (mil toneladas) Tabela 4.1 – Reservas de gás natural no mundo Tabela 6.4 – Acréscimo anual da geração (em MW) Tabela 1.7 – Oferta interna de energia no Brasil Tabela 5.4 – Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2. construção e outorgados Tabela 1.5 – Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.1 – Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) Tabela 4.5 – Empreendimentos em operação.6 – Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Tabela 7. por localização (terra e mar).6 – Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) Tabela 6.3 – As dez maiores reservas de petróleo (2007) 27 34 35 36 40 40 44 46 48 54 55 55 57 66 67 67 69 70 70 73 78 78 79 80 83 88 96 98 98 99 100 101 109 110 111 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 157 .2 – Os dez maiores produtores de petróleo Tabela 7.1 – Consumo mundial de energia por combustível em 2007 Tabela 2.6 – Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica – situação em 2007 (MW) Tabela 2.4 – Produtores de bioenergia em 2005 Tabela 4.Índice Tabela 1.3 – Consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2. segundo Unidades da Federação Tabela 6.4 – Reservas provadas1 de gás natural.3 – Consumo de gás natural em 2007 Tabela 6.

1 – Mapa das concessionárias de distribuição residenciais por R$/MWh Mapa 1.2 – Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .Horizonte 2007 .1 – Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada .2 – Potência instalada por estado Mapa 4.2009 Mapa 3.5 – Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 Tabela 8.novembro de 2008 Mapa 9.1 – Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008 Mapa 6.1 – Empreendimentos futuros e em operação .2007 Mapa 7.1 – Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9. por localização (terra e mar). segundo Unidades da Federação – 1998-2007 Tabela 7.2008 Mapa 3.3 – Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006 Tabela 9.1 – Estrutura de produção e movimentação de gás natural .5 – Os dez maiores consumidores de petróleo Tabela 8.4 – Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil – situação em novembro de 2008 LISTA DE MAPAS Mapa 1.2 – Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9.2 – Oferta de energia primária (2006) Tabela 8.4 – Reservas totais1 de petróleo.situação em novembro de 2008 25 29 31 58 59 72 97 114 139 112 113 120 120 122 122 124 125 135 135 137 137 158 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .3 – Sistema de transmissão .6 – Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) Tabela 9.3 – Reservas mundiais de urânio (2007)* Tabela 8.Índice Tabela 7.4 – Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) Tabela 8.Situação em outubro de 2003 Mapa 1.1 – Energia elétrica no mundo (2006) Tabela 8.1 – Potencial hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .

Atlas de Energia Elétrica do Brasil 159 . Eles foram extraídos do Banco de Informações da Geração (BIG).aneel.br. gov. desenvolvido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disponível no site www.Anexo Anexo Os dados constantes das páginas seguintes mostram o perfil do parque gerador de energia elétrica no Brasil em 11 de novembro de 2008.

SP APE Fóssil Óleo Diesel 3840 3840 2700 6400 516 1106.PR PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itaberaí .MG Palmas .MG APE 516 1106.SP APE Operação Belo Horizonte .Pampulha II Aeroporto de Belo Horizonte .MG Operação Joinville .RS APE Fóssil Operação Jaboticabal .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Gás de Alto Forno Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Faxinal dos Guedes .6 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.AL Montes Claros .6 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 Operação Sumaré .RJ Maceió .Mário Ribeiro Aeroporto de Palmas Aeroporto de São José dos Campos Aeroporto de Tefé Aeroporto de Teresina .MG APE Outros Operação Porto Velho .MG Uberlândia .MG APE Operação Belo Horizonte .PI Uberaba .SBCP Aeroporto de Carlos Prates Aeroporto de Congonhas Aeroporto de Jacarepaguá Aeroporto de Joinville Aeroporto de Juiz de Fora Aeroporto de Londrina Aeroporto de Macaé Aeroporto de Maceió Aeroporto de Montes Claros .Pampulha I Aeroporto de Belo Horizonte .SP Operação Belo Horizonte .MG APE Fóssil Operação Bagé .SP APE Fóssil Operação Congonhas .RJ APE APE PIE APE APE APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação São Paulo .PR Macaé .4 UHE Construção Bento Gonçalves .MG Operação Campos dos Goytacazes .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Belo Horizonte .SP APE Fóssil Óleo Diesel 6400 Operação Ribeirão Preto .TO São José dos Campos .RS PIE 100000 3M Itapetininga 3M Ribeirão Preto 3M Sumaré Abaeté Abatedouro São Salvador Abílio Bornia Abrasa Atlas de Energia Elétrica do Brasil Abunã Açominas Adria Aeroporto de Bagé Aeroporto de Belo Horizonte .SC APE Construção Inácio Martins .Pampulha III Aeroporto de Campo de Marte Aeroporto de Campos .Senador Petrônio Portella Aeroporto de Uberaba Aeroporto de Uberlândia Aeroporto de Urubupungá .SC Operação Rio de Janeiro .160 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada 14 de Julho UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Londrina .AM Teresina .4 11200 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 4110 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.GO APE Fóssil Óleo Diesel Operação São Gotardo .RJ Construção São Paulo .MG Castilho .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2700 Operação Itapetininga .SP Operação Juiz de Fora .SP Tefé .

MS Operação Pelotas .ES APE Fóssil Óleo Diesel 392 984 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Aeroporto Internacional Afonso Pena Aeroporto Internacional Augusto Severo (CUT) Aeroporto Internacional Augusto Severo (SCI) Aeroporto Internacional Augusto Severo (Sub-Estação Prédio Anexo Operacional) Aeroporto Internacional de Boa Vista Aeroporto Internacional de Brasília Aeroporto Internacional de Campo Grande Aeroporto Internacional de Congonhas .Cataratas Aeroporto Internacional de Navegantes .Ministro Victor Konder Aeroporto Internacional de Pelotas Aeroporto Internacional de Ponta Porã Aeroporto Internacional de Rio Branco Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-Central Elétrica de Emergência CEE Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 09 Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 27 Aeroporto Internacional de Tabatinga Aeroporto Internacional de Viracopos .Cuiabá Aeroporto Internacional Pinto Martins .RS Operação Navegantes .PB Porto Alegre .RN APE Fóssil Óleo Diesel 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Operação São José dos Pinhais .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto de Vitória UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Guarulhos .MT Fortaleza .MG Operação Guarulhos .SP Guarulhos .RR APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Parnamirim .Terminal de Passageiros (TPS-1) Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Aeroporto Internacional Salgado Filho Anexo Aeroporto Internacional Tancredo Neves 161 .MS APE Fóssil Operação São Paulo .SP APE Fóssil Operação Campo Grande .RS Confins .AC Operação Ponta Porã .SP Operação Rio Branco .SC APE Operação Cruzeiro do Sul .São Paulo Aeroporto Internacional de Corumbá Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul Aeroporto Internacional de Florianópolis .SP Manaus .AM Porto Velho .SC APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação Foz do Iguaçu .DF APE Fóssil Operação Boa Vista .PR APE Operação Florianópolis .SBFL Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu .AM Campinas .MS APE Fóssil Operação Brasília .Campinas Aeroporto Internacional Eduardo Gomes Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira Aeroporto Internacional Marechal Rondon.AC APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Corumbá .SP Tabatinga .CE Bayeux .PR APE Fóssil Óleo Diesel 984 UTE Outorga Vitória .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .RO Várzea Grande .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .

RS Mataraca .AL APE Fóssil Óleo Diesel 170 170 Aeroporto Santa Genoveva de Goiânia Aeroporto Santos Dumont Afasa Afuá Aga Te Agência de São José dos Campos .MT Outorga Jaciara .PR Agudos .MT PIE Operação Tarumã .SC Louveira .TO PIE Operação Uiramutã .MG APE Operação São José dos Campos .RJ APE Fóssil Óleo Diesel 324 Operação Goiânia .PB Sertãozinho .BA PIE Biomassa Operação Dianópolis .SP Nova Trento .SP Outorga São Simão .162 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE PCH PCH UHE CGH CGH UTE UTE PCH UTE UHE PCH PCH EOL UTE Outorga Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Operação Erechim .SP PIE Biomassa Operação Juazeiro .TO SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itabirito .SP APE Fóssil Óleo Diesel 288 Operação Rio de Janeiro .SP Operação Novo São Joaquim .RS Agudos do Sul .SP Operação Indiaporã .SP Outorga Alto Piquiri .A Agostinho Rodrigues Atlas de Energia Elétrica do Brasil Agro trafo Agrovale Água Bonita Água Branca Água Brava Água Clara Água Fria Água Limpa Água Limpa Multifase Água Limpa Água Prata Água Suja Água Vermelha (José Ermírio de Moraes) Águas Claras Águas Termais da Cascata Nazzari Agudos Agudos Ambev Aguti Ahlstrom Aimorés Aiuruoca Albano Machado Albatroz Albertina .MG Aiuruoca .PR PIE APE PIE APE-COM PIE APE APE PIE APE PIE COM PIE PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natual Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Dianópolis .GO APE Fóssil Óleo Diesel 448 448 324 288 1675 UTE Operação Maceió .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .MG Trindade do Sul .SP Aimorés .MT Operação Monte Aprazível .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1690 40 140 504 14040 14000 17000 10000 13050 4000 48 14000 23000 2760 13300 1600 1396200 1000 144 12500 4800 3568 1300 330000 16000 3000 4500 4000 4250 1300 330000 4800 1200 1396200 1000 144 2760 48 140 504 14683 14000 17000 Operação Ribeirão Preto .Banco do Brasil S.MT PIE Outorga Jaciara .RR SP Outorga Jaciara .SP APE-COM Fóssil Óleo Diesel Operação Afuá .MT PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jaciara .

Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Albrás UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UTE UTE EOL CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH PCH Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Alta Floresta D’Oeste .ES SP Óleo Combustível Operação Miracatu .RN São Desidério .PA APE Fóssil Óleo Diesel 4850 4960 4000 7400 2400 1600 3900 72000 2056 66000 Alcidia Alcoazul Alcomira Alcon Alcoolvale Alecrim Alegre Alegrete Alegria I Alegria II Além Paraíba 184 5188 Alenquer Alhandra Aliança 1000 2726 Almeirim Alphaville Alta Floresta 5000 30000 Alta Mogiana Alterosa Alto Araguaia 800 2544 15000 Alto Benedito Novo Alto Benedito Novo I Alto Chopim Alto da Boa Vista 2086.SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 7400 2400 20600 3900 72000 2056 66000 51000 100800 184 4225 5400 1000 2258 352 5000 60000 500 1200 2544 15000 20340 2086.000 163 .RN PIE Operação Alegrete .MT Alto do Rodrigues .SC Palmas .RO São Joaquim da Barra .PA PIE Operação Além Paraíba .PB PIE Operação Alenquer .SC São João da Baliza .MT Piedade do Rio Grande .MG Água Clara .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 UTE Operação Barcarena .000 5000 1680 27900 29000 Operação Teodoro Sampaio .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Araçatuba .RN PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guamaré .ES PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Mirandópolis .SP Santo Antônio do Içá .SC Benedito Novo .PA Outorga Jataí .PR Apiacás .RR Alto Paraguai .AM Alto Araguaia .RS PIE Fóssil Operação Alegre .4 11800 10649 21.000 5000 1344 Alto do Rodrigues Alto Fêmeas I Alto Irani Alto Jatapu Atlas de Energia Elétrica do Brasil Alto Paraguai (Pedro Pedrossian) Alto Rio Grande Anexo Alto Sucuriú 29.GO COM PIE APE SP PIE SP SP APE-COM / PIE PIE PIE SP APE SP PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Alhandra .SP APE-COM Operação Aparecida do Taboado .MT Benedito Novo .MS Outorga Barueri .MG APE Fóssil Fóssil Outorga Guamaré .MS APE Biomassa Operação Conceição da Barra .4 11800 10650 21.BA Arvoredo .SP Operação Almeirim .

PR Operação Santos Dumont .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Alvarães .RO PIE PIE SP PIE SP SP SP PIE APE SP PIE SP APE APE-COM APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Construção Angelina .PI PIE Fóssil Óleo Diesel 13120 Operação Cerejeiras .RS COM Biomassa Bagaço de Cana de Açucar Operação Anamã .PA SP Fóssil Outorga Água Doce .MT Tamarana .MT Lacerdópolis .SC Manaus .AM SP Fóssil Operação Anajás .MG Operação Santana do Jacaré .MG Poços de Caldas .SC PIE Construção Angélica .RO COM 744 744 Altoé II Altos Alumar Alunorte Alvarães Alvorada Alvorada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Amaturá Americana Amparo Anajás Anamã Andorinhas Angélica Angelina (Ex-Portobello .AM Poços de Caldas .MG Construção Guará .SP Chapadão do Sul .SP SP Operação Amaturá .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Americana .AM Vilhena .MS Lucas do Rio Verde .Corredeira do Encano) Ângelo Cassol Anhanguera Anil Anna Maria Anori Antas I (Pedro Affonso Junqueira) Antas II Antônio Brennand (Ex-Alto Jauru) Antônio Viel Aparecida (UTM I) Bloco 1 e 2 Apertadinho Apiacás Apiaí Aporé Aprovale Apucaraninha .SP Construção Alta Floresta D’Oeste .164 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Altoé I PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UTE UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH PCH UTE PCH UHE PCH CGH UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Anori .PA APE-COM Fóssil Óleo Combustível 103854 2238 4050 12000 1238 30000 21400 1112 1698 512 96000 26270 3600 22680 2080 1560 2832 8780 16500 21960 340 251540 30000 3148 125 808 1280 10000 3148 125 808 1520 10000 2080 1560 2832 4595 16800 20020 340 251540 1112 1698 512 Construção São Luís .RO PIE 1100 1103 13120 CGH Operação Cerejeiras .MS PIE Operação Ijuí .RO Apiacás .MG Araputanga .MT Barra do Chapéu .MA APE Fóssil Carvão Mineral 75200 40104 2238 4050 8000 1238 30000 Operação Altos .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Guaranésia .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Alvorada d’Oeste .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Barcarena .

CE SP Energia Solar Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Operação Nova Mamoré .BA Assis Brasil .MG Operação Areal .MG Construção Dianópolis .PR PIE SP APE COM PIE PIE SP APE PIE APE PIE APE COM PIE APE APE SP PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Mamoré .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Apuí PCH EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH SOL UTE UHE PCH CGH PCH PCH CGH CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE EOL UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Operação Operação Aripuanã .RO Araucária Areal Areal Areas & Castelani Areia Areia Branca Aripuanã 800 120 Armando de Abreu Rios ARS Artivinco (anteriormente UTE Rio Pardo) 4500 Arvoredo Asfor 3350 640 1494 1944 4600 940 Asperbras Assis Brasil Associação Pró-Ensino Novo Hanburgo Atalaia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Atalaia do Norte Atlântica Anexo Atlas 6212 165 .SP APE Biomassa Operação Porto Alegre do Norte .SE Atalaia do Norte .AM Mataraca .RO PIE Fóssil Operação Caapiranga .RS Aracaju .TO Operação Mambaí .48 484150 18000 4440 544 11400 19800 800 120 6660 4500 11070 3350 640 1179 1944 4600 940 4500 5310 Operação Itiquira .PB Santana do Araguaia .MG Nova Ubiratã .GO Operação Santa Rita de Jacutinga .AC Novo Hamburgo .AM SP Fóssil Operação S.AM SP Fóssil Óleo Diesel 5350 5350 4200 Aquarius Aquibatã Araçá 32 11480 210400 47000 1200 4800 324 134 4000 20.RO PIE Operação Varjota .MT APE Biomassa Operação Guaíba .PA Construção Caratinga .MT Raul Soares .MT Santa Rosa de Viterbo .SP Arvoredo .48 484150 18000 4440 544 Aracati Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Araguassu Aralco Arara Araras Araras Araras .RS APE-COM Biomassa Licor Negro Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Aracruz .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Água Doce .RJ Operação Araucária .SC PIE 30000 32 11480 210400 57960 1200 4800 324 134 4000 20.CE PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Normandia .ES APE-COM Biomassa Licor Negro Operação Aracati . Antônio do Aracanguá .CE Simões Filho .MT PIE 4200 UTE Operação Apuí .SC Fortaleza .

PR Operação Baía Formosa .TO SP Óleo Diesel Outorga Caetité .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Borba .AM Boracéia .PA Barcelos .BA APE PIE APE SP APE / PIE APE SP PIE PIE SP PIE APE-COM PIE PIE COM PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Camaçari .Caetité Bagagem Bagre Baguari Bahia I .SP Tapiraí .MG PIE Fóssil Gás Natural 226000 226000 950 5266 UTE Operação São Paulo .RJ Operação São Paulo .SP Angelina .PA Seropédica .Camaçari Bahia Pulp (Ex.SP APE Fóssil Óleo Diesel 40 40 Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Aurora Autazes Autódromo Avante Aveiro Axinim Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ayapuá B BA 3 .166 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Auad Mingione UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE UTE CGH EOL CGH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UHE UHE PCH CGH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Bannach .SC Água Preta .000 1000 624 405 100 940 192100 480 1222 140000 31800 108600 92000 40240 320 250000 20000 1300 720 385900 600100 2482 143100 40400 140760 1540 432 22000 2.PA SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ibiaçá .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Aveiro .AM Operação Cantagalo .460 143100 40400 140760 1540 432 720 379000 31800 13600 92000 8240 320 249750 20000 480 1222 1000 624 575 100 940 Operação Autazes .RS SP Outorga Guaporé .SC APE 950 Operação Ibirité . Bacell) Bahia Sul Baía Formosa Bainha Balbina Bandeirante Bangu Shopping Bannach Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Barcarena Barcelos Bariri (Alvaro de Souza Lima) Barra Barra Bonita Barra Clara Barra D Ouro Barra da Paciência .SP Barra Bonita .BA PIE Construção Alpercata .PE Açucena .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5266 Outorga Chapecó .MG APE Operação Beruri .BA APE Operação Camaçari .PA SP Fóssil Operação Natividade .SP Operação Presidente Figueiredo .BA PIE Operação Nova Lima .RJ Barcarena .RS PIE 24.MG Outorga Rio de Janeiro .MG PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Óleo Diesel Licor Negro Licor Negro Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bagre .RN Operação Mucuri .

SP Rio Negrinho .MA Pilar do Sul .GO PIE 90000 2250 690000 62900 824 5200 15800 933.MG Guaratinguetá .MG PIE COM APE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE COM PIE APE APE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Barreirinha .AM SP Operação Santana do Araguaia .SC Operação Belo Horizonte .MT PIE Biomassa Outorga Bento Gonçalves .PA SP Operação Barreirinha .8 2704 3150 11480 425 110000 3840 10200 1310 Outorga Rio Fortuna .MG Campo Novo do Parecis .RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás de Alto Forno Operação Barra Bonita .SC Baturité .CE Liberdade .SP APE Biomassa Operação Candói .MG Cristalina .SP Paracatu .MG PIE 39000 Barra do Rio Chapéu Barra dos Coqueiros Barra Escondida Barra Grande 698250 62900 824 5200 15800 933.SP São Paulo .MG Rio Doce .SP Balsas .GO Batatais .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18300 1320 2850 960 Barra Grande de Lençóis Barra Mansa Barra Barra Barracão Barralcool Barreira do Andirá Barreira do Campo Barreirinha Barreiro Barrinha Barro Preto Baruíto Barulho Basf Guaratinguetá Batalha Batalha Batatais 3900 308.SC PIE 15000 UHE Construção Laranjal .SC PIE Construção Cachoeira Alta .SP Operação Operação Nova Ponte .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Lençóis Paulista .SP PIE Biomassa Operação Anita Garibaldi .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18000 1320 2850 960 52500 3900 308.PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .MG São Paulo .MT Outorga Xanxerê .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Construção Saudades .AM SP Fóssil Fóssil Fóssil Outros Operação Barra do Bugres .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Barra do Braúna PCH UHE PCH UHE UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH PCH PCH UTE CGH UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Liberdade .SP Pontal .8 2704 3150 11480 425 Batavo Batista Battistella Baturité Baú Baú I Bayer 3840 10200 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bazan Anexo BCP 1310 167 .

SP Operação Governador Valadares .SP APE Fóssil Óleo Diesel 228 Operação Potirendaba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 369 Operação Ribeirão Preto .PR Turvo .BA SP Fóssil Operação Santa Cruz das Palmeiras .RS Dianópolis .SC COM Operação Bento de Abreu .000 16000 80000 2582 1192 8000 800 40000 2582 460 8000 800 480 2000 237300 360 504 650 1502.SC Angra dos Reis .PI Nova Bassano .AM SP Fóssil Operação Belmonte .AM Turvo .TO Quirinópolis .SP APE Biomassa Operação Tabatinga .MG APE Biomassa Operação Canutama .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Manuel .SP Operação Marília .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3750 3750 369 228 9800 PCH Outorga Unaí .MG Operação Mariana .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 65000 480 2000 237300 24.168 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Bebedouro UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UHE PCH PCH UTE UTE PCH PCH CGH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mafra .SP Outorga Brejo Alegre .SP APE Biomassa Operação Araxá .MG PIE 16020 Bebidas Ipiranga Bebidas Poty Bechara Nassar Frange Bela Vista Bela Vista Belco Belém do Solimões Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bellão & Schiavon Belmonte (Emergencial) Belo Monte Bem Brasil Benálcool Benedito Alto Benjamim Mário Baptista (Nova Sinceridade) Benjamin Constant Beruri BG Norte Petróleo Bicas Big Mais Supermercados Big Mart Biopav Bituva Blue Tree Park Angra dos Reis Boa Esperança (Castelo Branco) Boa Fé Boa Sorte Boa Vista Boa Vista do Ramos Boa Vista I Boa Vista II Boa Vista .MG Operação Itaquaquecetuba .RJ Guadalupe .GO Boa Vista do Ramos .PR Sarutaiá .MG PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Benedito Novo .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São João .AM SP APE APE-COM APE APE PIE APE APE SP PIE PIE PIE SP APE APE COM Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Benjamin Constant .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 Operação Tanabi .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 9800 29000 360 360 650 1502.AM SP Operação Manhuaçu .SP Operação Beruri .PR PIE Operação Pontal .

SP APE Biomassa Operação Bom Jesus do Galho .MS Brasiléia .SC PIE Outorga Boituva .SP Operação Marília .MT Cristal do Sul .RS Faxinal dos Guedes .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Boca do Acre PCH UTE EOL UTE CGH UTE UTE PCH PCH EOL UTE UTE CGH UTE CGH UTE PCH UHE PCH PCH PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Schroeder .SP Operação Sabará .SE APE Fóssil Operação Capivari .AM SP Fóssil Óleo Diesel 7641 7641 Bocaiúva Boituva Bom Jardim Bom Jesus do Araguaia 952 360 3600 Bom Jesus do Galho Bom Retiro Bompreço Supermercado Jardins Bonanza Bonfante 19000 Bons Ventos Bonsucesso Borba 5600 720 8000 12 324 1120 15000 10752 5180 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 10000 6078 1200 Bortolan (José Togni) Bortolo Carolo Bosque dos Chalés Bovimex Boyes Bracinho Braço Norte II Braço Norte Braço Norte III Braço Norte IV Braga Bragagnolo Brahma Branco Peres Brasil Verde Brasilândia Brasiléia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Brasilgráfica Anexo Brasília 10000 169 .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Bom Jesus do Araguaia .PR PIE Outorga Aracaju .SP Conceição do Pará .MT PIE 30000 UTE Operação Boca do Acre .SC Rio de Janeiro .MG Brasilândia .MT Guarantã do Norte .MG SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Borba .AC Barueri .DF Operação Piracicaba .SP APE Fóssil Fóssil Construção Aracati .SP APE APE APE APE SP SP SP PIE PIE APE APE PIE APE APE PIE PIE APE SP Biomassa Fóssil Biomassa Outros Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas .SC Guarantã do Norte .MT Guarantã do Norte .MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jardim da Serra .RJ Adamantina .MG PIE Outorga Cornélio Procópio .MT Guarantã do Norte .AM SP Outorga Guarulhos .MG Operação Pontal .CE PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Simão Pereira .SP Brasília .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1380 30000 952 360 3600 368 9900 19000 50000 1267 5600 715 8000 12 324 1120 16500 9600 5300 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 18000 6502 1200 10000 Construção Brasnorte .

PA APE-COM 640 Operação Breves .MG Operação Água Clara .SP São Paulo .MG APE Operação Ponte Nova .SP Alegrete .RS Alta Floresta .MG APE 12400 12400 Brejaúba Breves Brigadeiro Velloso III Brito Britos Brumado Bruno Heidrich Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bruno Heidrich Neto (Ex-Cachoeira do Rio do Rauen) BSH Continental Budai Buettner Bugres Bunge Araxá Bunge Guará Buricá Buriti Buriti Buriti Queimado Buriti Buritis Buritis / Fernandes Rivero Burro Branco Byk C & A Modas C&C Casa e Construção São Vicente CAAL Caapiranga Caa-Yari Cabeça de Boi Cabixi Cabixi II .SP APE Operação Araxá .MG APE 2900 680 12895 750 1600 800 1070.SP APE Fóssil Operação Taió .BA APE Fóssil Óleo Diesel Operação Igaratinga .4 3600 11500 23000 1750 1360 UHE Operação Guaraciaba .4 3600 19200 23000 1750 1400 10000 30000 7.MT Vilhena .SP Operação Buritizeiro .RS Caapiranga .2 5000 800 13271 10000 2000 40 400 3825 2031 1000 30000 2700 2800 2700 2800 2031 1000 2000 40 30000 7 5000 800 13271 Operação Novo Progresso .AM Crissiumal .MS Outorga Sapezal .SP São Vicente .SP Operação Buritizal .170 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Brecha PCH UTE CGH PCH CGH UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH Outorga Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Buritis .SC APE Operação Brumado .MT PIE PIE APE APE SP PIE PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Casca de Arroz Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Independência .SC APE Fóssil Operação Jandira .RS APE Operação Guará .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Taió .MT APE PIE SP COM PIE APE APE Operação Buritizal .PR Jaguariúna .RO Comodoro .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 5070 Outorga Conceição do Mato Dentro .MG PIE 11000 8701 640 2900 680 12895 750 1600 800 1070.SP APE Fóssil Operação Hortolândia .RO Cruz Machado .RS SP Enxofre Óleo Diesel Operação Brusque .MG APE Outros Fóssil Operação Canela .

MG APE 300 UTE Operação Cabo de Santo Agostinho .MG PIE Operação São Gabriel da Palha .MG APE Operação Maceió .MG Cachoeira Dourada .MG Buritis .MG São Luís do Quitunde .MG Operação Raul Soares .6 Cabo Verde Caboclo Caburi Caçador Cachoeira 11120 7400 302 2560 Cachoeira Cachoeira Alta Cachoeira da Fumaça Cachoeira da Ilha Cachoeira da Lixa 14800 900 Cachoeira da Onça Cachoeira da Providência Cachoeira da Usina Cachoeira do Arari 1008 50 Cachoeira do Aruã Cachoeira do Brumado João Camilo Penna (Ex-Cachoeira do Emboque) 21600 1840 472.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cabo de Santo Agostinho CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH PCH CGH PCH PCH UTE CGH PCH UHE PCH CGH PCH CGH CGH PCH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Antônio Carlos .MT APE-COM Operação Manhumirim .MG Operação Santarém .RO SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Nova Bassano .MA PIE Operação Jaciara .ES SP Operação Itamaraju .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 Cachoeira do Fagundes Cachoeira do Feijó Cachoeira do Lavrinha (São Patrício) Cachoeira do Oito Cachoeira do Pinheirinho Cachoeira do Rosário (Usina Carioca) Cachoeira dos Macacos Cachoeira dos Prazeres Cachoeira Dourada Cachoeira Escura Cachoeira Formosa Cachoeira Grande Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeira Grande Anexo Cachoeira Grande 20000 171 .BA PIE Outorga Carolina .ES Mafra .GO Colatina .PA PIE APE PIE SP APE APE SP SP COM APE APE-COM APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Outorga Carolina .RS PIE Operação Parintins .MG Nacip Raydan .AL PIE Biomassa Operação Vilhena .MA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jequeri .MG Outorga Lima Duarte .6 22500 11120 13400 302 2560 9000 14800 900 11700 12000 1050 50 2340 21600 1840 472.MG Canaã .MG Perdizes .RO Antônio Dias .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 20700 12300 10000 4300 Outorga Cabo Verde .AL Rianápolis .PA Operação Cachoeira do Arari .SC Pará de Minas .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ouro Preto .PE APE-COM Fóssil Óleo Diesel 2000 2000 300 4160 679.MG Ouro Preto .MG APE 4160 679.MG Jequeri .

SC Operação Itaúna .MG Porto Velho .MG Camaçari .000 346803 19000 2000 250400 607 7200 408 7500 1296 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 657 80400 675 Outorga Matriz de Camaragibe .BA Outorga Santa Maria Madalena .MG APE 696 Operação Guarapuava .AP Barra Longa .SP APE-COM 4000 4000 Cachoeira Cachoeira Santo Antônio Cachoeira Serra D’Água Cachoeira Velonorte Cachoeirão Cachoeirinha Cachoeirinha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeirinha Caconde Caçu Cadam Caesar Park Hotel Guarulhos Caeté Caeté Cachoeira Cafundó Caima Caixão Caju Caju Cajuru Cajurú Calama Calçados Azaléia Calçoene Caldeirões Calheiros Calsete Camaçari Camaçari Ambev Camaçari Camaçari Muricy I Camaçari Pólo de Apoio I .MG Bom Jesus do Itabapoana .AL PIE Biomassa Operação São Paulo .BA Dias d’Ávila .BA Camaçari .MG Operação Itaituba .BA Calçoene .PA APE APE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE PIE APE PIE PIE SP PIE PIE Outros Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás de Alto Forno Gás Natural Gás Natural Gás Natural Óleo Combustível Óleo Combustível Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Júlio de Castilhos .PR PIE Operação Tesouro .SC APE Outorga Clevelândia .GO PIE Óleo Combustível Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caconde .MT APE Construção Alvarenga .AL APE Operação São Miguel dos Campos .BA Camaçari .RO Itapetinga .SP Carmo do Cajuru .MG PIE Operação Cachoeira da Prata .RJ Operação Xanxerê .BA Camaçari .PR APE 1840 2920 696 945 160 PCH Operação Itararé .SP APE Fóssil Operação Almeirim .AL APE 945 Operação Barroso .PA APE Fóssil Construção Caçu .MG APE 160 27000 675 45000 657 80490 65000 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 10000 607 7200 408 7500 1296 15000 19000 2000 250400 5256 346803 148000 150.172 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cachoeira Poço Preto PCH CGH CGH CGH PCH CGH UHE CGH UHE UHE UTE UTE UTE CGH CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Cubatão .RS SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maceió .RJ Sete Lagoas .SP PIE Operação Faxinal dos Guedes .

RS Candói .PI PIE PIE SP SP PIE PIE PIE PIE COM PIE SP SP SP PIE APE PIE PIE APE / PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Campo Florido .SP Carmo de Minas .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Itutinga .PB PIE Fóssil Outorga Abelardo Luz .PB Cavalcante .000 30000 550 Canaã Canaã Canaã Canabrava do Norte 1609.MG SP Operação Nortelândia .RO Canabrava do Norte .GO Paraguaçu Paulista .GO PIE Biomassa Outorga Caraguatatuba .RS COM 200 CGH Operação Pedra do Indaiá .RR Candiota .AM SP Fóssil Outorga Morrinhos .MT Aracati .SC APE Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Honório Serpa .080 340 9600 30000 13120 1941 114150 360 880000 4500 450000 30000 550 17000 1609.RR Operação Campos dos Goytacazes .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Tapauá .PR Lucas do Rio Verde .AM SP Fóssil Outorga Campina Grande .MG PIE Outorga Água Doce .6 44800 24 350000 824 28000 57000 Operação Camargo .MT PIE 4230 46000 100 30000 10000 429 50 494 169.CE Cândido Mota .SC Operação Iracema .MG Ariquemes .PR APE Operação Barreirinha .RO Operação Campo Maior .RJ Operação Campo Novo de Rondônia .RS Cantá .MG COM 910 910 200 4230 46000 Camargo Camargo Corrêa (Arrossensal) Camargos Camaruã Camburu Camen Cametá 429 50 494 Camifra I Camifra II Campina Grande Campinas 340 Campo Belo Campo Florido 30000 13120 1941 30000 360 880000 Campo Maior Campo Novo Campos (Roberto Silveira) Campos Novos Campos Novos Camurim Cana Brava 450.SP Operação Abdon Batista .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Camarão CGH PCH UHE UTE PCH UTE UTE CGH CGH UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UHE UTE CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH EOL UHE Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Construção Mataraca .MT Canela .SC PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Manacapuru .6 42500 10 Canastra Canauanim Candiota III Candói 824 28000 Canoa Quebrada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Canoa Quebrada Anexo Canoas I 82500 82500 173 .

174 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Canoas II PCH UTE PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Americana - SP Rio de Janeiro - RJ Seberi - RS Campo Novo - RS Carneirinho - MG Caconde - SP São José do Rio Preto - SP Barcelos - AM Fernandópolis - SP São José dos Campos - SP SP APE PIE Operação Americana - SP Operação Careiro da Várzea - AM Construção Mataraca - PB Operação Carauari - AM Operação Carangola - MG Operação Coronel Xavier Chaves - MG APE PIE SP PIE SP SP PIE APE-COM APE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Outorga Campina das Missões - RS APE Operação Caracaraí - RR SP Outorga Urucará - AM SP Fóssil Fóssil Operação Piedade dos Gerais - MG COM Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André - SP PIE Fóssil Operação Cajueiro - AL APE-COM Biomassa Operação Capixaba - AC PIE Fóssil Construção São Bonifácio - SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Porecatu - PR PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Passo Fundo - RS SP 4470 240000 210000 640000 12000 946 2400 18020 950 120 6272 953 1842 15000 5456 4500 2068 36160 1111120 3200 800 9000 24000 21600 552 60 3920 9000 552 60 3920 9000 3200 800 9000 24.000 2068 36160 6272 953 1842 15000 5456 946 2400 18020 950 Operação São Carlos - SP SP 4300 Operação Canutama - AM SP Fóssil Óleo Diesel 2080 Outorga Laranjal - PR PIE 18000 2080 4300 3760 240000 210000 640000

UHE

Operação

Andirá - PR

APE / PIE

72000

72000

Cantu 2

Canutama

Capão Preto

Capigui

Amador Aguiar I (Ex - Capim Branco I)

Amador Aguiar II (Ex - Capim Branco II)

Capivara (Escola de Engenharia Mackenzie)

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Capivari

Capixaba

Capricho

Capuava

Caquende

Cará - Açú

Caracaraí

Caraguatá

Carandaí

Carangola

Carauari

Caravela

Careiro da Várzea

Carioba

Carioba II

Carioca Shopping

Carlos Bevilácqua

Carlos Gonzatto

Carneirinho

Carrapatos

Carrefour Rio Preto

Carvoeiro

Casa de Força

Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Casca II UHE PCH PCH CGH CGH EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UHE UTE PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Lages - SC Virmond - PR Manacapuru - AM Panambi - RS Santa Gertrudes - SP Rio dos Cedros - SC Rio de Janeiro - RJ Conceição da Barra - ES Luís Antônio - SP Jacareí - SP São Francisco do Conde - BA Faxinal dos Guedes - SC Outorga Ipojuca - PE Operação Caucaia - CE Operação Nova Friburgo - RJ Operação Piracicaba - SP Operação Ribeira - SP Operação Ariranha - SP PIE APE APE SP PIE APE SP SP SP APE APE SP APE-COM PIE APE APE-COM PIE SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Pádua - RS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Altamira - PA SP Operação Careiro - AM SP Fóssil Fóssil Operação Colorado do Oeste - RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Colorado do Oeste - RO APE-COM Operação Colorado do Oeste - RO APE Operação Cassilândia - MS SP Outorga Água Doce - SC PIE Operação Chiapetta - RS APE Outorga Novo Barreiro - RS APE Construção Chupinguaia - RO PIE Outorga Mairiporã - SP APE 3900 7000 280 680 4800 500 1500 750 1480 6000 3425 130000 30000 4000 11480 1940 14760 750 4290 1300 430 784 3567 7400 4984 36000 32600 138680 185891 5400 Operação Chapada dos Guimarães - MT SP 12420

PCH

Operação

Chapada dos Guimarães - MT

SP

3520

3520 12420

Casca III

Cascata

Cascata Chupinguaia

Cascata do Barreiro

280 680

Cascata do Buricá

Cascata

Cassilândia

500 1844 750 1480 6000 3425 130000 9000 4000 11480 1940 14760

Castaman I (Enganado)

Castaman II

Castaman III

Castanho

Castelo dos Sonhos

Castro Alves

Catanduva

Catas Altas I

Caterpillar

Catete

Caucaia

Caulim

Caveiras

3829 1260 430 760 3567 7280

Cavernoso

Caviana

Caxambu

Cedasa

Cedros (Rio dos Cedros)

CEG

Ceisa (Ex-Disa)

5500 32600 139424 185891

Celpav II

Celpav IV

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I)

Anexo

Celso Ramos

5600

175

176 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Celucat UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UHE PCH UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Catanduva - SP Potirendaba - SP Guarulhos - SP Patrocínio Paulista - SP São José dos Pinhais - PR Chapadinha - MA Chapecó - SC Charqueadas - RS Chavantes - SP Cantagalo - RJ Chaves - PA Outorga Frutal - MG Operação Piracicaba - SP Operação São Paulo - SP Outorga Rio de Janeiro - RJ Operação São Paulo - SP APE COM APE APE PIE PIE PIE APE APE-COM SP PIE APE PIE PIE SP SP Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Resíduos de Madeira Carvão Mineral Operação Iguatemi - MS APE Operação Campinas - SP APE Operação Santa Cecília - SC APE Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Licor Negro Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Cecília - SC APE Operação Encruzilhada do Sul - RS APE Biomassa Operação Primavera - PE COM Resíduos de Madeira Operação Camutanga - PE PIE Biomassa Operação Primavera - PE COM Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Aracaju - SE APE Fóssil Gás Natural Outorga Santo André - SP PIE Fóssil Gás Natural 271830 2600 47,30 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 440 4000 360 25000 75000 40200 2100 16000 18000 29920 4000 72000 414000 1600 584 72000 414000 680 584 75000 40200 2100 16000 18000 4000 360 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 2600 Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Gás Natural 3200 Operação Belo Oriente - MG APE-COM Biomassa Licor Negro 100000 Operação Vargem Bonita - SC APE Biomassa Licor Negro 4900 4900 100000

UTE

Operação

Lages - SC

APE

Biomassa

Licor Negro

12500

37822

Celulose Irani

Cenibra

CENPES-Petrobrás

Central de Cogeração Capuava

Central de Co-geração Shopping - Aracaju

Central de Vendas em Informática

Central Ilha do Sul

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Central Mariquita

Central Olho D’Água

Central Pé de Serra

Central Termelétrica de Geração (Forjasul)

Central Usina I

Central Usina II

Centro Alternativo Campinas

Centro Oeste Iguatemi

Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo

Centro Tecnológico Usinaverde

Cenu

Cerba

Cerradão

Cerradinho

Cerradinho Potirendaba

Cesar Park Business Hotel/Globenergy

Cevasa

Chaminé

Chapadinha

Chapecó

Charqueadas

Chavantes

Chave do Vaz

Chaves

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Chibarro PCH CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH EOL EOL Construção Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Construção Construção Operação Operação Operação Operação Niquelândia - GO Ferreira Gomes - AP Coari - AM Sonora - MS Antônio Dias - MG Paraguaçu Paulista - SP Narandiba - SP Maringá - PR Codajás - AM Coari - AM Nova Lima - MG Mataraca - PB Mataraca - PB Operação Pirassununga - SP Operação Clementina - SP Outorga Caldas - MG Operação Giruá - RS Operação Catanduva - SP APE APE PIE APE APE APE-COM SP SP APE-COM PIE PIE PIE PIE SP SP APE PIE PIE Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Matão - SP APE Outorga Bebedouro - SP APE Operação Limeira - SP APE Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Operação Canoinhas - SC PIE Biomassa Outorga Pará de Minas - MG APE Biomassa Operação Marechal Deodoro - AL APE Fóssil Construção Campos de Júlio - MT PIE Gás Natural Carvão Vegetal Resíduos de Madeira Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Manaus - AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Chupinguaia - RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Vilhena - RO PIE Operação Itapejara d’Oeste - PR SP Outorga Coqueiral - MG APE 61 1980 1260 2570 17600 17000 3187,5 2000 4000 2000 5000 7000 4824 350 4000 11200 40 36000 67982 19310 800 10000 28200 40000 13000 5200 80 1944 4500 Outorga Imbé de Minas - MG PIE 3543

PCH

Operação

Araraquara - SP

SP

2600

2600

Chica Valadares

Chiquinho Barbosa

61 2080 1260 2570 11.200

Chopim I

Chupinguaia

Chupinguaia

Cidade Nova

Cidezal

Cinal/Trikem

3187,5

Cisam

Cisframa

4000 2300

Citrosuco

Citrosuco Bebedouro (Ex.Cargill Bebedouro)

Citrosuco

7000 4824 350

Citrovita Catanduva

Claudino Fernando Picolli

Clayton Ferreira

Clealco

11200 40 36.000 76952 19310 800

Clínica Rubens Luís Costa

CNT

Coaracy Nunes

Coari

Cobel

Cocais Grande

Cocal

28200

Cocal II

Cocamar Maringá

Codajás

5200

Codajás Mirim

Codorna

1944

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Coelhos I

Anexo

Coelhos II

4500

177

Frutesp Coinbra .RS SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ariranha .8 368.SP APE Operação Guaíra .RO SP Fóssil Operação Tapera .ES APE-COM Fóssil Gás Natural 4915 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 3820 4648.Cresciumal Coinbra .SC Operação Porto Velho .RS Cuiabá .8 1620 Operação Mogi Guaçu .PB PIE 4500 Coelhos IV Cofercatu Cogeração International Paper (Fases I e II) Cogeradora Biancogrês Coinbra .RO Outorga União .PR Confresa .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Serra .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bebedouro .MT Rio de Janeiro .SP Salvador .MT Baependi .SP PIE Biomassa Fóssil Operação Colorado do Oeste .178 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Coelhos III EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Canoas .GO Operação Comodoro .SP PIE Biomassa Operação Medeiros Neto .BA PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Medeiros Neto .Frutesp Atlas de Energia Elétrica do Brasil Colino 1 Colino 2 Colombo Colorado Colorado do Oeste Colorado Combustol Comendador Venâncio Comodoro Complem I Component Comvap Conceição da Galera Concórdia Condomínio Canoas Shopping Center Condomínio Civit Pantanal Shopping Condomínio do Edifício Barão de Mauá II Condomínio E-Tower São Paulo Condomínio Shopping Center Lapa Condomínio Shopping Center Piedade Condominio World Trade Center Confluência Confresa Congonhal I .RJ São Paulo .8 1620 8800 53 5000 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 20000 3902 1816 3902 1816 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 51 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 1600 4648.BA PIE Operação Matão .RJ PIE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natual Operação São Paulo .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Leme .PB PIE 4500 4000 50500 EOL Construção Mataraca .PR APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 Construção Mataraca .SP APE-COM Fóssil Óleo Combustível 138172 Operação Florestópolis .BA Salvador .PI Operação Diadema .SP Prudentópolis .MT SP APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE PIE SP PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Itaperuna .SP Operação Morrinhos .BA São Paulo .8 368.MG Outorga Concórdia .

SC São Pedro do Turvo .MG COM 416 416 3688 440 800 Coniexpress Conquista Conrado Heitor de Queiroz Construtora F Rozental Contagem 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 2400 3600 1600 Contão Contestado Coocarol Coopercitrus .SC Muriaé .GO APE Fóssil Óleo Diesel 3688 CGH Operação Baependi .SP APE Fóssil Operação Rondon .MG Água Doce .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Contagem .AM Operação Rio de Janeiro .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Outros Outros Biomassa Operação Barretos .SP Santana do Riacho .MS PIE Operação Promissão .MG Itaúna .MT Operação Catalão .MG Ribeirão Branco .MT COM Operação Palmital .SP Colorado .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Efluente Gasoso Gás de Processo Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pacaraima .SP APE Fóssil Óleo Diesel 440 800 729.MG APE Fóssil Gás Natural Outorga Duque de Caxias .MT Promissão .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Congonhal II UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH CGH PCH CGH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Angelina .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Operação Pontes e Lacerda .RJ APE SP APE PIE PIE PIE APE APE APE-COM APE PIE SP APE APE APE-COM APE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jandaia do Sul .GO PIE Operação Naviraí .SP Paranatinga .PR APE Biomassa Operação Água Doce .GO Outorga Jutaí .60 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 18000 3600 1600 90 14800 74400 6000 3188 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1000 1723 340 520 10000 Operação Nerópolis .PR APE Operação Rubiataba .PR Operação Operação Triunfo .SP Caldas .MG Guariba .MG Itaúna .RS Campo Novo do Parecis .Supermercado Barretos Cooperfrigo Coopernavi Cooper-Rubi Cooperval Copa D’Or Copatana Copebrás Catalão 14800 74400 6000 Copesul Coprodia Coqueiral Coraci 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1007 2000 340 520 Coroado Corona Coronel Américo Teixeira Coronel Araújo Coronel Domiciano Coronel João de Cerqueira Lima Coronel Jove Soares Nogueira (Ex-Benfica) Corredeira do Capote Corredeira do Noronha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Córrego Azul Anexo Córrego Fundo 179 .

AL PIE Biomassa Operação Rio Claro .PR Coxim .GO PIE Operação Caldas Novas .MS Operação Piracicaba .SP Operação Costa Marques .PA PIE Operação Cubatão .MG Operação Belém .PR Crisólita .700 16.PA Outorga Antonina .MT Rio Casca .TO SP 680 375000 93600 127000 1700 32000 30000 24000 1440 27000 14000 19000 230 4570 75000 16000 1000 1145 19500 3340 2282 150000 11500 5000 400 13120 80 800 400 13120 80 800 3340 2282 4570 9360 16000 1000 1145 127000 1.AM SP PIE APE PIE COM SP PIE APE SP PIE PIE PIE SP PIE APE COM Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Formoso .RO Outorga Anori .RS Victor Graeff .CE Boa Ventura de São Roque .MG Mangueirinha .SP APE Outros Outros Operação Arceburgo .MT Alto Araguaia .MS Crato .GO SP Operação Araguaína .PR Operação Costa Rica .MS APE 144 Outorga Brasnorte .MG APE Fóssil Operação Iturama .Filial Campo Florido Coruripe Iturama Cory Cosipa Cosipar Costa Costa do Ambé Costa Marques Costa Pinto Costa Rica Cotia Cotijuba Cotiporã Cotovelo do Jacuí Cotriguaçu Couto Magalhães Covanca Covó Coxim (Vitor Brito) Crato Cris Crisólita .MG PIE Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marabá .180 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Córrego Galheiros CGH CGH PCH CGH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE PCH PCH UTE UHE PCH PCH CGH UTE CGH CGH Outorga Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Construção Cotiporã .MT APE-COM 1000 1000 Córrego Santa Cruz Córrego São Luiz Corrente Grande Corujão Corumbá I Corumbá III Corumbá IV Atlas de Energia Elétrica do Brasil Corumbataí Coruripe Coruripe Energética .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Operação Luziânia .MG PIE Biomassa Operação Campo Florido .MG PIE 14000 680 375000 Operação Amambaí .000 24000 1440 27000 10000 Outorga Açucena .GO PIE Construção Luziânia .000 30.MT APE-COM 1000 1000 144 CGH Outorga Campo Verde .RS Cotriguaçu .MG PIE Biomassa Operação Coruripe .

ES APE Outros Operação São José dos Campos .PB Curralinho .MT Antônio Prado .AM Operação Rio Formoso .MT Operação Cujubim .PA Nova Lima .SP Anápolis .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Caxias do Sul .PR APE Outorga Cristina .RJ Nova Monte Verde .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cristalino UTE PCH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE UTE CGH UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Coremas .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Operação Serra .RO Operação Cuiabá .SP Prata .RS Valparaíso .MG Paracambi .GO Operação Paranatinga .RJ Parapuã .PA Curuá .PA Santarém .GO PIE Biomassa Operação Cruzeiro do Sul .PR PIE 4000 4000 85380 Cristiano Rocha Cristina Cristo Rei 960 Criúva Cromex 32 Cruz Alta Cruzeiro do Sul 18998 4000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1794 3520 1442 1047 30300 1360 320 CRV Crylor CST CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cucaú Cucuí Cuiabá Cujubim Culuene Curemas Curralinho Curuá Curuá-Una D Da Cascata Da Fazenda Da Ilha 26000 Da Mata Da Prata Da Serra 1000 2700 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Dacal Anexo Daia 44300 181 .PE PIE SP PIE PIE SP SP PIE PIE SP APE COM PIE PIE PIE APE COM APE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André .SP APE Operação Volta Redonda .AM PIE Fóssil Óleo Combustível 85380 PCH Operação Manoel Ribas .MG PIE 3500 1800 23949 32 30000 18998 20000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1790 3520 840 1172 30300 1360 320 19500 26000 40000 15000 1000 2700 44300 Operação Manaus .RS PIE Operação Campo Mourão .SP APE Fóssil Operação Carmo do Rio Verde .SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Siderúrgico Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação São Paulo .MG Paracambi .AC PIE Fóssil Outorga Água Doce .RJ APE-COM Operação Americana .MT Operação São Gabriel da Cachoeira .

MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4200 Construção Aripuanã .TO Operação Guarulhos .RJ Padre Bernardo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 144 Operação Serra dos Aimorés .SC Operação Araçatuba .GO Dois Córregos .MT PIE 261000 4200 144 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 7000 2873 5500 PCH Operação Passos Maia .SP Avanhandava .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 37000 2873 5500 2500 999 9500 490000 14013 3600 3600 999 Operação Gália .182 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dalapria UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE CGH PCH UTE PCH UTE Operação Outorga Outorga Outorga Construção Outorga Operação Operação Operação Jaú .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caiuá .SP APE APE APE COM APE APE PIE PIE APE PIE APE COM PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jussara .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Porto Velho .MT Rio de Janeiro .MG Campos de Júlio .SP APE Biomassa Operação Reserva do Iguaçu .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Delta .SC APE 1440 1440 Dardanelos Dasa Davanti Decasa Della Coletta Delos Delta Atlas de Energia Elétrica do Brasil Demarcação Derivação do Rio Jordão Destil Destilaria Andrade Destilaria de Álcool Ibaiti Destilaria Guaricanga Destilaria Malosso Destilaria Melhoramentos Destilaria Paraguaçu Destilaria Porto Alegre Destivale Detofol DH&C Outsourccing S/A .SP Operação São Paulo .SP APE Operação Presidente Alves .SP Outorga Palma Sola .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Operação Ibaiti .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bariri .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .PR APE Operação Itápolis .AL Operação Paraguaçu Paulista .Datacenter Dia Brasil Diacal II Diamante Diana Dianópolis Divigusa Divinópolis Divisa Do Atlântico Do Sal Dois Córregos .SP Operação Dianópolis .SP Operação Colônia Leopoldina .PR APE Biomassa Operação Pitangueiras .TO Divinópolis .SP APE Biomassa Operação Marapoama .MG Divinópolis .SP Dianópolis .

MG COM Operação Santa Rita de Jacutinga .MG APE Operação Marília .SP Cascalho Rico .MG Operação Santo Antônio de Posse .MG Operação Nova Lima .PR Rio de Janeiro .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dois Vizinhos UTE UHE CGH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UHE UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Sacramento .MS Manaus .RS PIE / SP 125000 990 632 2408 12000 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 448 1851.RS COM Operação Agudo .SP Chapadão do Céu .SP SP Operação Passa Tempo .SP Outorga São Gonçalo do Abaeté .MG COM APE APE APE APE COM PIE APE APE-COM SP PIE PIE SP APE APE-COM SP SP APE Biomassa Biogás Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Outros Resíduos de Madeira Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Enxofre Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Arceburgo .MG SP Operação Capão Bonito do Sul . Henrique Portugal Dr. Tito I Dr.MG PIE Óleo Diesel Operação Santa Maria de Itabira .AM Várzea Paulista .MG Barueri .SP APE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .MG Guarapuava .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 12500 UTE Operação Dois Vizinhos .MT Eirunepé .330 3300 2000 5800 12000 0 120000 8988 296 19000 1192000 E E Nova Eco Vida Cajuru Ecoluz Editora o Dia Egídio Eirunepé Eldorado Eldorado Unidade Nova Andradina Electron (TG) Elekeiroz Eletrocéu Eloy Chaves Atlas de Energia Elétrica do Brasil Emborcação Anexo Energ-Biog 30 183 .2 1400 2744 560 12330 3300 2000 5800 12000 22000 121116 8988 296 19000 1192000 30 Outorga Dom Pedrito .SP Operação Nova Lima .MG COM Operação Itaúna .RS COM Operação Flores da Cunha .MG APE Outorga Abadia dos Dourados .AM Rio Brilhante .MG COM Operação Nuporanga .RJ Juruena .MS Nova Andradina .GO Espírito Santo do Pinhal .MG Outorga Arceburgo . Tito II DTCEA-TRM Dulcini 1851 1400 2744 560 12.PR APE Biomassa Resíduos de Madeira 3000 1980 Dom Pedrito Dona Francisca 125000 990 632 2408 Dona Maria Piana Dona Mirian Dona Rita Dores do Guanhães Dori Alimentos 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 Dorneles Dourados Dourados Doutor Augusto Gonçalves Dr.

SC Operação Envira .AM Operação Florianópolis .RN Outorga Beberibe .PE PIE Biomassa Biogás 3775 0 5000 8592 5552 9199 30775 Outorga Joaquim Nabuco .PR PIE Fóssil Gás Natural Operação Pacatuba .000 54000 225 23400 28800 1000 2500 60000 1000 2500 225 49300 600 225 10000 5000 23700 14760 744 3609 9000 1000 Operação Carambeí .SP PIE Fóssil Gás Natural Operação Balsa Nova .184 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Energética Santa Helena UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL Construção Operação Construção Construção Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Aracati .CE Bom Jardim da Serra .MG Palmas .AM PIE Fóssil Gás Natural Operação Mogi Guaçu .CE São Gonçalo do Amarante .SC PIE Fóssil Outorga Salvador .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 38040 8040 UTE Operação Nova Andradina .Elétrica de Palmas Eólio-Elétrica São Gonçalo .SC APE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE SP PIE PIE Operação São Gonçalo do Amarante .RS PIE Operação Pedreira .CE Operação Água Doce .CE Olinda .SP APE-COM Outorga Silves .SP PIE Fóssil Gás Natural 8592 5552 9119 30775 168800 1000 17000 13000 24438 3000 23700 14760 744 3609 9000 16200 10500 600 225 10000 5.CE Amontada .CE Gouveia .SC Fernando de Noronha .CE PIE Fóssil Gás Natural Operação Jacareí .PE Aquiraz .MS APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 3200 3200 Energia Ambiental Energia Ambiental 2 Energy Green Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Atlas de Energia Elétrica do Brasil Enersisa Engenheiro Bernardo Figueiredo Engenheiro Ernesto Jorge Dreher Engenheiro Henrique Kotzian Engevix .PE Paracuru .PR Biomassa Resíduos de Madeira 5000 Outorga Joaquim Nabuco .BA PIE Biomassa Construção Júlio de Castilhos .MT PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Blumenau .Salvador 1 Engevix-Blu 1 Engº José Gelásio da Rocha Enguia Pecém Entidade Religiosa Envira Eólica Água Doce Eólica Ariós Eólica Canoa Quebrada Eólica de Bom Jardim Eólica de Fernando de Noronha Eólica de Prainha Eólica de Taíba Eólica Icaraizinho Eólica Olinda Eólica Paracuru Eólica Praias de Parajuru Eólica-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho Eólio .CE PIE Operação Pedra Preta .CE Beberibe .PR São Gonçalo do Amarante .RS PIE Biogás Gás Natural Construção Júlio de Castilhos .

SP Palmas .SC São Paulo .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Aporé .MG Caucaia .MG SP Operação Ernestina .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Equador UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH PCH CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UHE UHE CGH UTE PCH UHE UTE CGH UTE PCH EOL PCH Operação Operação Operação Construção Outorga Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Arês .SP APE Outorga São Paulo .RR SP Fóssil Óleo Diesel 281 281 58400 80000 324 975 4800 6970 22200 5040 900 32010 Equipav Equipav II Ericsson Telecomunicações Erna Heidrich Ernestina Ervália Esmeralda Esmeril Espigão Espora Estação Ana Neri Estação Clube Atlético Ypiranga Estação Pedro II Estação Rua do Grito Estampotec 264 581 16400 555 17000 Ester Ester Estirão do Equador Estivas Estreito Estreito (Luiz Carlos Barreto de Carvalho) 1050000 1000 9800 1400 108800 Estrela Eucatex Euclidelândia Euclides da Cunha Euzébio Rocha (Ex Cubatão .SP Outorga São Paulo .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 58400 UTE Operação Rorainópolis .RS PIE Operação Ervália .SC COM Operação São Paulo .SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Promissão .RJ Operação Atalaia do Norte .SP SP Operação Barracão .SP APE Outorga São Paulo .SP APE APE APE APE SP PIE PIE SP APE PIE SP PIE PIE COM APE APE PIE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Paulo .Terminal Mercado Municipal F 3792 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fábrica da Wobben Windpower no Pecém Anexo Fagundes 4800 4800 185 .SP Passos Maia .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 80000 324 600 4960 6970 22200 5040 900 32000 67 67 67 62 264 581 46400 555 17000 1087000 1050000 1000 9800 1400 108890 249900 998 120 3972 600 Operação Promissão .SP Nova Lima .RS SP Operação Taió .SP Cantagalo .RO COM Operação Patrocínio Paulista .CE Areal .RJ São José do Rio Pardo .TO Rifaina .SP Operação Guarulhos .GO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Espigão d´Oeste .SP Operação Cosmópolis .SP Cubatão .PR Salto .AM Operação Cosmópolis .CCBS) Evangelista 998 Expresso Tiradentes .RN Aguiarnópolis .

186 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Fany CGH UTE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH EOL CGH CGH UTE CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Áurea .MG Operação Varginha .BA APE Operação Mateiros .5 450 16 180000 24 10.SC APE 900 900 240 954 39400 4000 10000 2788 12 UTE Operação Regente Feijó .RR São Paulo .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1200 1200 Fapar Farmalab Faro Fartura Faxinal dos Guedes Faxinal II Faxinal l Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fazenda Aquidauana Fazenda Cachoeira Fazenda Figueirão Fazenda Galera I Fazenda Galera IA Fazenda Jatobá Fazenda Jedai Fazenda Magna Mater Fazenda Maracanã Fazenda Nazaré Fazenda Nova Fazenda Pedra Negra Fazenda Riga Fazenda Santa Marta Fazenda Santa Sofia Fazenda Santana Fazenda São José Fazenda São Luiz Fazenda Tabua Feijó Feijoal Félix Pinto Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Ferradura .TO APE Operação Rio Verde .SP Erval Seco .RJ Buritizeiro .MG Operação São Desidério .MT PIE Operação Faxinal dos Guedes .MG Operação Buritizeiro .RO APE Outorga Formosa do Rio Preto .MT APE Operação Nova Lacerda .BA APE APE PIE APE APE PIE APE PIE APE COM APE PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Resíduos de Madeira Operação Piatã .RN Operação Buritizeiro .SC PIE Operação Mendonça .SP APE Fóssil Óleo Diesel 240 Outorga Abelardo Luz .25 3600 94 9600 120 900 28 2584 284 600 386080 9200 120 900 28 2769 284 600 386080 9200 144 24 10 40 200 770 64 100 8 450 16 Operação Faro .GO APE Operação Nova Lacerda .MT APE Operação Aripuanã .MT Duas Barras .MT APE Operação Alta Floresta D’Oeste .RS Outorga Grão Mogol .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 700 Operação Santana de Parnaíba .MG Feijó .MG APE Óleo Diesel Operação Aripuanã .RS Rio Claro .BA não Ident Fóssil Operação Juiz de Fora .RJ Rosário Oeste .AM Cantá .MG Outorga Porto do Mangue .AC Benjamin Constant .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 39400 4000 10000 2788 12 60 40 200 770 64 100 7.

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Ferrari UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UHE PCH PCH PCH EOL UHE PCH UHE PCH UTE UTE Outorga Outorga Construção Construção Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Operação Pinhão - PR Águas de Chapecó - SC Cruzeiro do Iguaçu - PR Clevelândia - PR Coronel Domingos Soares - PR Beberibe - CE Caçu - GO Cruz Machado - PR Juquitiba - SP Bom Jesus do Itabapoana - RJ Guapiaçu - SP Taboão da Serra - SP Outorga Arapoti - PR Operação Uberaba - MG Outorga Guanhães - MG Operação Porto Velho - RO Operação Caucaia - CE Operação Maximiliano de Almeida - RS SP PIE PIE PIE APE PIE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE-COM SP APE APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Gás de Processo Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Operação Formoso - MG SP Outorga Aveiro - PA SP Operação Piraí - RJ SP Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Fonte Boa - AM SP Fóssil Operação Flórida Paulista - SP PIE Biomassa Outorga Grão Mogol - MG APE-COM Biomassa Operação Manaus - AM PIE Fóssil Operação Paragominas - PA APE Biomassa Operação Flor do Sertão - SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ponte Serrada - SC APE Construção Figueirópolis d’Oeste - MT PIE Outorga Alta Floresta d’Oeste PIE 1400 19.410 4800 16500 1250 14400 2520 55000 3550 131988 960 440 1118 346630 322 9000 24400 12000 1676000 855000 29072 29500 29800 25200 68400 8800 29500 4500 4944 400 Operação Figueira - PR SP Fóssil Carvão Mineral 160250

UTE

Operação

Pirassununga - SP

APE

Biomassa

Bagaço de Cana de Açúcar

41000

4000 20000 1400

Figueira

Figueira

Figueirópolis

Flor do Mato

4800 16500 1250 12.800

Flor do Sertão

Floraplac

Flores

Florevale

Flórida Paulista

15000 3550 130300

Fonte Boa

Fontes Nova

Fordlândia

Formoso

440 1000 346630 322

Forquilha

Fortaleza

Fortaleza do Abunã

Fortuna II

Fosfértil (Expansão do Complexo Industrial Uberaba)

24400

Foz da Anta

Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia)

1676000

Foz do Chapecó

Júlio de Mesquita Filho (Foz do Chopim)

29072

Foz do Curucaca

Foz do Estrela

Foz do Rio Choró

Foz do Rio Claro

Foz do Turvo

França

29520 4500 4944

Franca Amaral

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Frango Sertanejo

Anexo

Frascomar

187

188 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Frederico João Cerutti UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UHE PCH PCH UHE PCH UTE UHE UHE PCH PCH UHE UTE UHE PCH PCH PCH UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mariana - MG Nova Lima - MG Betim - MG Divinópolis - MG Ribeirão Preto - SP Caxias do Sul - RS Caxias do Sul - RS Paulínia - SP Assis - SP Confresa - MT Operação Jaguari - RS Operação Alpinópolis - MG Operação Santa Bárbara d’Oeste - SP Operação Itatiaia - RJ Operação Dores de Guanhães - MG Operação Ouro Preto - MG APE PIE SP APE SP PIE APE APE APE SP PIE COM PIE APE APE APE Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ubatã - BA SP Operação Lavras - MG PIE Operação São José do Rio Preto - SP APE Fóssil Operação Foz do Jordão - PR PIE Óleo Diesel Operação Foz do Jordão - PR PIE Operação Mariana - MG APE Construção Caiana - MG PIE Operação Ibiúna - SP APE-COM Operação Tangará - SC APE Operação Cachoeiro de Itapemirim - ES SP Outorga Frutal - MG Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Fronteira - MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2600 15000 8736 160 36400 4500 10000 180.500 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 57220 14000 9000 540 1500 11500 144 4032 11500 144 2032 10080 120168 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 9220 14000 9000 540 8736 160 36400 Outorga Pedras Grandes - SC APE Biomassa Biogás 42 2600 Operação Jundiaí - SP APE Fóssil Óleo Diesel 720 Outorga Barreirinha - AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 720

CGH

Operação

Seberi - RS

COM

1000

1000

Freguesia do Andirá

Frigor Hans

Frigorífico D talia

Fronteira

Frutal

Fruteiras

Fuganti

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Fumaça

Fumaça IV

Fumaça

Fundão

Fundão I

Funfarme

Funil

Funil

Funil

Funil

Funil

Furlan

Furnas

Furnas do Segredo

Furquim

G

Gabriel Passos

Gafanhoto

Galo Bravo

Galópolis

Galópolis

Galvani

Gama

Gameleira

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Garcia PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE EOL Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Construção Operação Construção Operação Muriaé - MG Goiandira - GO Goianésia - GO Aparecida de Goiânia - GO Goiatuba - GO Osasco - SP Duque de Caxias - RJ Itapecerica - MG São Paulo - SP Seara - SC Amparo - SP Gravatá - PE Gravatá - PE Operação Duque de Caxias - RJ Outorga Candeias - BA Outorga Candeias - BA Operação Rio Formoso - PE Operação São José da Laje - AL COM APE PIE PIE APE-COM APE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE APE APE APE PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Combustível Gás Natural Operação Pedras de Fogo - PB PIE Outorga Nova Lima - MG APE Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Fóssil Biomassa Operação General Salgado - SP APE Biomassa Outorga Alegrete - RS PIE Biomassa Operação Petrópolis - RJ APE Fóssil Operação Gavião Peixoto - SP SP Gás Natural Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Gaúcha do Norte - MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Manaus - AM APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação São Paulo - SP APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Andradina - SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Francisco de Itabapoana - RJ PIE 28050 44000 27 27 1970 4800 1063 5000 3800 6000 996 30000 160 4500 143840 148000 5160 13800 27000 10300 140000 46520 972 1058300 528 2720 11 184 480 4250 Operação Campo Novo do Parecis - MT PIE 29300

PCH

Operação

Angelina - SC

SP

8600

8920 29300

Garganta da Jararaca

Gargaú

Gasa

44000 27

Gaseifamaz I

Gaseifamaz II

Gaúcha do Norte

1970 4800 1063

Gavião Peixoto

GE Celma Ltda.

GEEA Alegrete

Generalco

3800

Geração Própria de Energia Elétrica - GPEE

Gerador de Emergência

Giasa II

30000 160 4500

Gibóia

Gindaí

Global I

Global II

Globo

5160 11360

Glória

Goiandira

Goianésia

10300

Goiânia II

Goiasa

46520 972 1058300 528 2720

Goodyear - Divisão Spiraflex

Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio)

Grafite

Grand Hyatt São Paulo

Granja Giombelli

Granja São José

184 480

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Gravatá

Anexo

Gravatá Fruitrade

189

190 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Grendene Fortaleza UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH UTE UHE UTE UTE CGH UTE CGH UHE UTE PCH CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Gurupá - PA Açailândia - MA Xanxerê - SC Palmital - SP Nova Friburgo - RJ Cubatão - SP Itacoatiara - AM Santa Maria do Herval - RS Capinzal - SC Jaci - SP Operação Operação Coruripe - AL Antônio Dias - MG Operação Santos Dumont - MG Operação Erval Seco - RS Operação Pontes Gestal - SP Operação Guaratuba - PR SP PIE SP PIE APE-COM APE PIE PIE APE-COM APE SP SP APE SP APE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Óleo Diesel Carvão Vegetal Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Colniza - MT SP Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Olímpia - SP PIE Operação Severínia - SP APE Biomassa Biomassa Operação Guaporé - RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pontes e Lacerda - MT APE-COM / PIE Operação Guajará - AM SP Fóssil Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Osasco - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Ribeirão Preto - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Prudente - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas - MG APE Fóssil Óleo Diesel 65 44 44 1296 464 1280 120000 667 9400 40.000 5800 1448 36000 12000 1760 5400 14312 140000 1690 10000 400 472 294 889000 7590 1520 387 900 1448 36000 12000 1760 4800 14312 140040 1603 10.000 400 472 294 889000 7590 1440 387 900 Operação Bauru - SP APE Fóssil Óleo Diesel 48 Operação Jaú - SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 768 Outorga Sobral - CE APE Fóssil Óleo Diesel 4500 768 48 65 44 44 1296 464 580 124200 667 9400 30000

UTE

Outorga

Fortaleza - CE

APE

Fóssil

Óleo Diesel

1500

Grendene Sobral

Grizzo

Grupamento de Navegação Aérea de Bauru

Grupamento de Navegação Aérea de Poços de Caldas

Grupamento de Navegação Aérea de Presidente Prudente

Grupamento de Navegação Aérea de Ribeirão Preto

Grupo Geradores Moore

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Guaianazes

Guajará

Guaporé

Guaporé

Guarani

Guarani - Cruz Alta

Guaraú

Guariba

Guaricana

Guariroba

Guarita

Guary

Guaxuma

Guilmam-Amorim

Gurupá

Gusa Nordeste

Hacker

Halotek

Hans

Henry Borden

Hermasa

Herval

Herval

Hevea-Tec

SC Operação Santa Rosa de Viterbo .SP Bom Sucesso .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio de Janeiro .MT APE Fóssil Óleo Diesel 1080 UTE Operação Marília .SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Ipatinga .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação São José do Rio Preto .SP Entre-Ijuís .BA APE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Marília .MG Juatuba .MT Outorga Ibirama .SP APE Fóssil Operação São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 134 1444 1666 208 648 1280 564 88 40 2000 8850 1000 1172 12000 1310 7952.CE São Paulo .RS Campos de Júlio .SP Operação Nova Granada .BA Fortaleza .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .Iguatemi) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza Iguatu IGW/Service Energy Ijuizinho Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ijuizinho Anexo Ilha Comprida 191 .SP APE Fóssil Óleo Diesel 252 252 1080 Hiperideal Honolulu Hospital Barra D’Or 1444 1666 208 648 1280 264 88 40 2000 8850 1000 1172 Hospital de Base Hospital Municipal Ipatinga Hospital São Francisco Hotel Hilton Morumbi Hotel Sofitel Hotel Tenda Hotel Vale do Jiquiriçá Hudtelfa I Humaitá Humaytá Hy-Line Iacanga Iauaretê 1310 7953 Ibirá Ibirama Ibitinga 131490 Ibituruna Ibrap 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1000 Igarapava Igarapé Iguatemi (Ex Santa Terezinha .AM SP Operação Nova Odessa .RS Eugênio de Castro .5 21000 131490 30000 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1118 18700 Operação Cuiabá .CE Iguatu .MG Maringá .SC Conquista .SP APE Fóssil Fóssil Outorga Jiquiriça .AM Outorga Iacanga .PE COM Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Humaitá .PR Salvador .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Hidrossol UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Ibitinga .MG Urussanga .SP APE Fóssil Operação Ribeirão Preto .SP APE PIE SP APE PIE PIE PIE APE APE / SP SP APE APE APE PIE APE APE SP PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Ultraviscoso Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Bonito .SP APE Fóssil Operação São Paulo .SP Operação São Gabriel da Cachoeira .

SE PIE Biomassa Outros Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Operação Pereira Barreto .RS APE Fóssil Outorga Inhapim .MT PIE Operação Guarulhos .SP Operação Iperó .TO Itu .SP SP 3444000 3444000 2560 UHE Operação Além Paraíba .000 27600 160 1450000 20.MG PIE 2332 7000 1120 28000 1000 1440 Operação Barbacena .SP Aratiba .SP APE Fóssil Operação Candelária .AM Operação Ipixuna .SP PIE Biomassa Operação Sorocaba .MG Rio Verde .SP Iranduba .SP APE APE-COM SP APE SP APE-COM APE SP APE PIE PIE SP APE PIE SP PIE Fóssil Biomassa Óleo Diesel Resíduos de Madeira Fóssil Óleo Diesel Operação Ipaussu .MG PIE Operação Capela .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Chapecó .SC Berilo .000 29064 160 1450000 19890 9000 Outorga Imbé de Minas .AM Itacoatiara .640 9000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 9200 14000 6082 9800 360000 30.AM Operação Descalvado .PE Iracemápolis .RS Itacoatiara .AM Vargem Bonita .SC COM Operação Indiavaí .192 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Ilha dos Pombos UHE PCH PCH UTE UTE PCH CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UHE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Ipojuca .SP COM Fóssil Gás Natural Operação Araucária .GO Monte do Carmo .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Operação Rio Claro .MG SP 187169 187169 Ilha Solteira Ilhéus Imbé I Imcopa Inapel Indiavaí Índio Condá Atlas de Energia Elétrica do Brasil Indústrial Cerâmicos Inhapim Inject Indústria de Injetados Inj-Tamp Interlagos Iolando Leite Ipatinga Ipaussu Iperó Ipiranga Ipiranga Ipiranga Filial Descalvado Ipixuna Ipojuca Iracema Iranduba Irani Irapé Irara Isamu Ikeda Isolet Itá Itacoatiara Itacoatiara .SP Operação Santo Antônio do Içá .SP APE Operação Ipatinga .MG APE 2560 Operação Ilha Solteira .AM Operação Mococa .PR APE Fóssil Gás Natural 7000 1120 28000 1000 1440 6000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 5000 14000 6082 10000 360000 30.

SC Outorga Fronteiras .SP São Paulo .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Tapiratiba .PR PIE 9000 UTE Operação Lagoa do Itaenga .MT APE-COM Biomassa Operação Itamarati .BA SP Óleo Diesel Operação Itapagipe .SC Goiana .MT Novo São Joaquim .RS São Paulo .AM Operação Codó .MG PIE Biomassa Outorga Aperibé .SP Novo São Joaquim .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa de Viterbo .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olímpia .MA APE SP APE COM SP APE APE APE PIE PIE APE SP APE SP APE APE APE-COM APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Biomassa Casca de Arroz Fóssil Óleo Diesel Outorga Itapebi .AM Operação Jaraguá do Sul .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 47000 47000 Itaguaçu Itaguassu Agro Industrial 4450.SP APE Biomassa Operação Foz do Iguaçu .RS Lages .SP PIE Operação Nossa Senhora do Socorro .MG Outorga Beruri .4 3880 6300000 1200 2575 42501 195000 6000 1479600 789 450000 137600 1440 2172 4500 480 55 512 72 112 4200 9000 8700 15000 7300 512400 5475 6560 156000 4040 Outorga Boa Ventura de São Roque .SE APE Fóssil Óleo Diesel 4450.SP Pinhal Grande .AM Itiquira .SP Manaus .MT Itaqui .PE Bertioga .4 3880 7000000 1200 2575 28000 Itaipava Itaipu (Parte Brasileira) Itaiquara Itamarati Itamarati Itaocara Itapagipe 6000 1479600 789 450000 Luiz Gonzaga (Itaparica) Itapeaçu Itapebi Itapebi Itapicuru 1440 2172 Itapiranga Itapissuma Itapocuzinho 480 Itapuru Itaquerê 512 72 112 4200 Itaquerê I Itaquerê II Itaqui Itararé Itatérmica Pernambuco Itatinga 15000 7300 512400 7300 6560 156060 Itaú Mooca Itaúba Itaúsa Itautinga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Itiquira (Casas de Forças I e II) Anexo Ituerê 4040 193 .MT Rio Pomba .BA PIE Operação Itapebi .BA PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Urucurituba .AM SP Fóssil Operação Glória .PI Operação Itapiranga .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itaenga PCH UTE PCH UHE UTE UTE UTE UHE UTE UHE UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH CGH CGH UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UHE PCH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Nova Europa .

SP Jacareí .SP Operação Jaciara .RR SP Fóssil Fóssil Operação Bauru .RO Salto do Jacuí .SP APE-COM Biomassa Operação Dobrada .PR Sengés .GO PIE 50000 56170 52000 700 24400 12480 24400 2600 280 1600 3800 600 10 440 UHE Operação Araporã . L.SP APE-COM 55000 Outorga Aporé .RS SP 768 24300 12400 24400 2500 280 1600 3800 600 10 440 10500 2600 1417 10500 4600 2800 2410 180000 350200 720 424000 101540 11800 27600 2200 2400 7902 720 424000 101540 11800 27600 1760 2400 4600 2800 2410 180000 1417 Operação Itutinga .SP APE Fóssil Operação Cerquilho . Pilon J.MG PIE Operação Descoberto .SP Sengés .MG SP 2082000 2280000 Itumirim Itupararanga Itutinga Ivaí Ivan Botelho I (Ex-Ponte) Ivan Botelho II (Ex-Palestina) Ivan Botelho III (Ex-Triunfo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ivo Silveira Izidrolândia J.RS Charqueadas .BA Pedreira .194 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itumbiara UHE UHE UHE CGH PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE CGH UHE UTE UHE UHE PCH PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .MT Operação Jacarezinho .AM SP Operação Bonfim . J.PA Construção Brotas .MG PIE Operação Júlio de Castilhos .MG Rifaina .SP PIE SP PIE APE APE-COM PIE SP PIE SP SP PIE SP SP APE APE PIE Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Carvão Mineral Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Dores de Guanhães .PR Construção Jacareí .SC SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Astolfo Dutra .MG PIE Operação Manacapuru .MG PIE Operação Guarani .RS Jacutinga . Shayeb Jacamim Jacaré Jacaré Jacaré Pepira Jacareacanga Jacareí Jacarezinho Jaciara Jaci-Paraná Jacuí Jacuí Jacutinga Jaguara Jaguarari Jaguari Jaguari Jaguaricatu I Jaguaricatu II Jaguariúna .PR Jaguariúna .RO PIE Fóssil Operação Campos Novos .SP APE Biomassa Operação Alta Floresta D’Oeste .SP Operação Jacareacanga .MG SP 52000 Operação Votorantim .SP Jaguarari . G.

GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 50000 50000 Jamari Jambo Jangada I 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação General Carneiro .Vale do Açú) 367920 3300000 27400 3500 Jirau Jitituba Santo Antônio João Baptista de Lima Figueiredo João Borges João de Deus 1548 100 João Franco João Neiva Joaquim Fernandes Luiz 951 8400 1550 254 232000 262000 363000 Joasal Jorda Flor Jordão Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Anexo Jorge Lacerda IV 195 .MT Outorga São Desidério .MG APE Operação Jataí .AC Capivari de Baixo .PB PIE Biomassa Outorga General Carneiro .MG Pilar do Sul .MG Poço Fundo .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Almeirim .PE Operação Indiavaí .BA PIE APE-COM / PIE PIE PIE PIE SP PIE APE PIE APE-COM APE APE APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Carvão Mineral Carvão Mineral Outros Gás de Alto Forno Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Urucânia .AL São José do Rio Pardo .RO São Luís do Quitunde .SP Jordão .SC Bom Despacho .MT Operação Vitória de Santo Antão .PR APE Outorga Santa Maria Madalena .PA PIE Biomassa Operação Jardinópolis .RS PIE Bagaço de Cana de Açúcar Licor Negro Operação Manaus .SP APE Biomassa Operação Nova Roma do Sul .000 Jangada II Japungu Japurá Jaraqui Jararaca Jardest Jari Celulose Jataí Jatiboca Jatobá Jauru 121500 36200 JB Jesuíta Jesus Soares Pereira (Ex .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santa Rita .ES General Carneiro .SP Campo Belo do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jalles Machado PCH PCH CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Porto Velho .MG João Neiva .RJ PIE 17280 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.AM PIE Fóssil Operação Japurá .SC Operação Alto do Rodrigues .RO PIE 20010 UTE Operação Goianésia .SC Capivari de Baixo .SC Capivari de Baixo .RN Outorga Campos de Júlio .PR Juiz de Fora .000 3800 11000 121500 36200 22300 367920 3300000 27400 3500 19000 1548 100 3000 951 8400 1550 232 232000 262000 363000 Outorga Ariquemes .

SP APE Fóssil Óleo Diesel 142 142 Josapar Josapar Itaqui Juazeiro do Norte Juba I Juba II Juba IV Jubinha II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jubinha III Juçara Jucu Juína Juiz de Fora Juliana I Juliana II Junco Novo Jundiá Junqueira Jupiá (Eng° Souza Dias) Juruá Juruena Jurumirim (Armando Avellanal Laydner) Jurumirim Jurupará Juruti Justus Jutaí Kaiser .BA São Félix do Xingu .82 97750 18000 7200 1690 432 3279 1600 1600 300 208 208 300 208 208 7200 1675 400 3279 1600 4840 2648 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.MT PIE Outorga Tangará da Serra .BA COM Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Igrapiúna .BA COM Operação Juiz de Fora .RR SP APE SP SP SP PIE PIE APE PIE APE SP APE APE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Capela .CE PIE Fóssil Óleo Diesel 14760 Outorga Itaqui .MT PIE Operação Barra do Bugres .AM Araraquara .SE APE Outorga Igrapiúna .PR Jutaí .PA Marília .6 4840 2650 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.MG Ibiúna .MT PIE Óleo Diesel Outorga Barra do Bugres .82 97700 Operação Juazeiro do Norte .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 8000 UTE Operação Bauru .MG PIE Fóssil Operação Juína .MT SP Gás Natural Operação Domingos Martins .SP Feira de Santana .SP Juruti .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 6000 14760 42000 42000 Outorga Pelotas .MT APE 42000 42000 7480 15980 4080 429.SP Tupã .ES SP Outorga Coari .SP Operação Cerqueira César .MT APE Operação Barra do Bugres .Feira de Santana Karapanã Kawakami Kawakami Tupã .MT Operação Juruá .AM Operação Castilho .196 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jornal da Cidade UTE UTE UTE UHE UHE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UHE PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Rio Casca .PA Inácio Martins .Araraquara Kaiser .AM SP Fóssil Outorga Barra do Bugres .SP Operação Rorainópolis .SP Operação Juruena .SP Operação Igarapava .

MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Piracicaba .PR Linhares .AM SP Operação Ipameri .8 26 3230 25.SP Macatuba .600 200 902500 2060 1600 848 720 8675 3240 3200 5088 4480 332 30000 1680 25700 Operação Otacílio Costa .SP Laranjal do Jari .ES Cabo de Santo Agostinho .RJ São Miguel Arcanjo .AP Nova Fátima .TO Wanderlândia .Matrix Lago Azul Lago Azul Lago do Beruri Lago Grande 26 Lagoa do Mato Lagoa Grande 25.SC PIE Biomassa Operação Coromandel .PE Rio de Janeiro .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Klabin UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL PCH CGH UHE PCH PCH CGH CGH UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação São José da Laje .GO COM Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação União dos Palmares .600 200 902500 2070 Laje Luís Eduardo Magalhães (Lajeado) Lajes Lajinha Lamins Laranja Doce 720 8675 Laranjal do Jari Laranjinha Lasa 3200 5088 4480 332 Latasa Latasa Santa Cruz Lavrinha Lavrinhas Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lençóis 1680 Anexo Lençóis Paulista 21700 197 .SP APE Fóssil Gás Natural 15045 242590 176000 480 6300 1800 680 28000 4950 3992 2000 64.SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Corumbá .TO Monte Carmelo .AL Miracema do Tocantins .TO SP Operação Lábrea .MG Passa Quatro .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Barueri .AL PIE Biomassa Operação Lages .SC APE Biomassa Licor Negro 33745 UTE Operação Telêmaco Borba .TO Construção Aracati .MG Martinópolis .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Campo Grande .RR SP PIE PIE COM PIE SP PIE COM SP SP PIE APE APE-COM APE SP PIE SP APE Biomassa Licor Negro Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Beruri .GO COM Operação Cristalina .PR PIE Biomassa Licor Negro 113250 113250 33745 Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Klabin Piracicaba Klotz Campo Grande II Klotz Corumbá Kopenhagen Lábrea 6300 1776 680 28000 4950 3992 2000 Lageado Lages Lages Laginha .SP Lavrinhas .CE Operação Caracaraí .SP Lençóis Paulista .MG SP Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Operação Lajeado .SP Operação Dianópolis .

MG PIE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Outorga Xanxerê .RN Macau .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 5000 Limoeiro (Armando Salles de Oliveira) Limoeiro Limoeiro Lindóia Linha 3 Leste Linha Emília Linha Granja Velha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lito Mendes Lobo Londra Lontras Lontras Louis Dreyfus Lagoa da Prata Louis Dreyfus Rio Brilhante Lourenço Lucélia Lúcia Cherobim Luciara Ludesa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Luiz Dias Luiz Queiroz Lwarcel M.RJ APE Operação Erval Seco .RS APE Construção Dois Lajeados .RJ Campinas .MT Outorga Lapa .MG Operação Três Lagoas .SP Trajano de Morais .SP Lençóis Paulista .SP PIE 32000 32000 1425 220 320 13500 UTE Operação Limeira do Oeste .PR Operação Lucélia .SP Macaíba .RS APE Operação Itacoatiara .SP APE Biomassa Operação Itirapina .AM SP Fóssil Óleo Diesel 1425 Operação São José do Rio Pardo .SC APE-COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Clevelândia .198 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Limeira do Oeste UHE UTE CGH UTE PCH PCH CGH CGH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UHE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Piracicaba .SC Garça .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Teresópolis .MG COM 220 Operação Japurá .RS Operação Itajubá .CE Maximiliano de Almeida .AM SP Fóssil Óleo Diesel 320 13500 19500 1000 50 2000 1380 612 650 60000 90000 720 35700 25500 948 30000 418.MS Operação Abelardo Luz .SP Itajaí . Reis Mac Loren Máquinas para Agricultura Macabu Macaco Branco Macaíba (Ex Termo Toalia) Macau Maceió Machadinho .AP SP Outorga Rio Brilhante .119 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 235800 1140000 1140000 948 30000 258319 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 720 15700 1000 50 2000 1380 612 650 Outorga Canaã .PR COM Operação Itaí .SC Operação Luciára .RN Itapipoca .MS PIE Outorga Lagoa da Prata .SP PIE PIE SP PIE PIE SP PIE APE APE APE SP SP PIE APE PIE APE-COM / SP Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Calçoene .RS PIE Operação Ijuí .

RR Amajari .RR Operação Normandia .RR Boa Vista .RR SP Fóssil Construção Uberlândia .RO PIE Fóssil Operação Ibirama .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Águas Vermelhas .PE Guaíra .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 8958 8958 Machadinho I Machado Mineiro 1720 120 2880 750 4000 36 320 Mactronic Eletrônica e Hidráulica Madame Denise (Cachoeira do Furado) Mãe Benta Mafrás Maici Mak de Jacareí Supermercado Malagone Maloca Araçá do Amajari 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.AM Manaus .SP APE Fóssil Operação Porto Velho .MG PIE 1720 120 2880 750 4000 36 320 19000 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.RR Operação Amajari .RR SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE SP SP PIE PIE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Normandia .RR Operação Bonfim .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Niquelândia .RR Pacaraima .RR Operação Normandia .GO APE Operação Taquaraçu de Minas .AM Manaquiri .GO Sítio D’Abadia .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacareí .RR SP Operação Normandia .RR Amajari .RR Sítio D’Abadia .8 24 6 320 320 24 352 Maloca Boca da Mata Maloca da Bala Maloca da Raposa Maloca do Araçá Maloca do Manoá Maloca Flexal Maloca Guariba Maloca Malacacheta Maloca Moscow Maloca Santa Rosa Maloca São Marcos Maloca Trairão Maloca Três Corações Maloca Vista Alegre Mambaí Mambaí II Manacapuru 15550 2100 85380 Manaquiri Manauara Atlas de Energia Elétrica do Brasil Mandacaru Anexo Mandu 25000 25000 199 .SP Operação Cantá .GO Manacapuru .AM Gravatá .RO PIE 10500 UTE Operação Machadinho D’Oeste .MG APE Operação Garça .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Machadinho do Oeste PCH PCH UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE EOL UTE Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Bonfim .8 24 6 320 320 24 352 12000 15550 2100 85380 4250 Outorga Machadinho D’Oeste .RR Boa Vista .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Amajari .RR SP Operação Pacaraima .

SC Operação Curitibanos .MG Mataraca .MG SP Óleo Diesel Outorga Domingos Martins .ES PIE Outorga Braga .AC PIE Fóssil Operação Ibiraci .AM SP Fóssil Óleo Diesel 6450 6450 Manoel Urbano Manso Maraã Maracaí Maracanã Maracanaú Maracanaú II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Marambaia Marchiori Marco Baldo Marechal Floriano Marechal Mascarenhas de Moraes (Ex-Peixoto) Marechal Thaumaturgo Marimbondo Mário Lago (Ex.000 73712 13120 352 15580 26100 476000 673 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 2023 180500 2880 24000 352 4500 416 1200 416 478000 565 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 923 180500 2880 13120 Operação Maraã .RJ PIE Operação Fronteira .MG Operação Uberlândia . Macaé Merchant) Marituba Marmelos Marmelos III Marombas Marombas Martins Martins Goodyear Martinuv Marzagão Mascarenhas Mata Cobra Mata Velha Matadouro e Frigorífico Paladar Mataraca Matipó Mat-Prima .RS PIE Outorga Amparo .MG Aimorés .PB Matipó .MG Jaguaraçu .MG Operação Igreja Nova .MG Carazinho .MG Operação Curitibanos .SP Operação Juiz de Fora .SP APE Fóssil Operação Teresina .SP Vilhena .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maracaí .MG SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marechal Thaumaturgo .RO Sabará .PI PIE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga São Gonçalo do Amarante .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Outorga Maracanaú .AL PIE SP APE APE APE SP APE COM APE SP SP PIE APE PIE APE APE Outros Gás de Alto Forno Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Macaé .200 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Manicoré UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UHE UTE UTE PCH CGH CGH CGH PCH UTE CGH PCH UHE PCH PCH UTE EOL CGH UTE Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Operação Barueri .8 168.MG Divinópolis .8 UTE Operação Manicoré .MT PIE / SP 210000 Operação Manoel Urbano .AC PIE Fóssil Óleo Diesel 1086 1169 210900 2050 46820 56.SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 46820 56.SC Operação Campos do Jordão .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Normandia .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2050 Operação Chapada dos Guimarães .RS Cabeceira Grande .

MG Parintins .SP Operação Dias d’Ávila .MT APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Guararapes .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Manaus .BA Mataraca .SP Campo Grande .MG APE Operação Corbélia .PR SP Operação Melgaço .MS Orindiúva .PR PIE 361000 552564 7350 1280 16400 153000 720 1000 10685 9660 3000 153.SP Mogi Guaçu .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2350 UTE Outorga Divinópolis .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Mat-Prima II UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE CGH UTE EOL UHE CGH UTE CGH UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Ibaté .SP PIE PIE PIE Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .SP Operação Campinas .SP PIE Biomassa Operação Leopoldina .MG PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Preto .AM Jaqueira .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Ortigueira .MT Operação Mococa .MG Camaçari .MG APE Outros Gás de Alto Forno 1200 2350 Matupí Mauá Mauá (UTM-II) Blocos 1 a 4 552564 7350 1280 16400 Maués Maurício MB Meio do Mundo Melgaço 720 1000 8480 Melissa Mello Melo Viana Menu 3000 154 3750 1850 18000 360 96 192 Mercedes I e II Merck Mercocítrico Metalurgia Caraíba Metalúrgica Mococa Michelin Micro Central Hidrelétrica Major Microturgn Miguel Forte 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 Miguel Pereira Millennium Millennium Miranda MMCH Córrego da Cava Mocambo Moças Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Moema Anexo Mogi-Guaçu 7200 201 .AP PIE Fóssil Operação Morro Agudo .PB Indianópolis .MG Varginha .6 3750 1825 18000 360 96 192 80 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 7200 Operação Manicoré .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Maués .PR Miraí .BA Operação Santa Rosa de Viterbo .PA SP Fóssil Outorga Santana .MS União da Vitória .SP APE Outorga Raul Soares .SP APE APE APE APE APE APE APE PIE APE APE PIE SP APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Biomassa Gás Natural Resíduos de Madeira Operação Tabaporã .PE Campo Grande .

SP Operação Luís Antônio .CE Operação Arenópolis .MG APE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Construção Simão Pereira .AM Campo Mourão .CE Oriximiná .RO PIE Operação Passos .MG Fortaleza .RS PIE 13700 CGH Outorga Novo Tiradentes .MG APE Outorga Areal .RS PIE Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Bento Gonçalves .RS APE 270 270 Moinho Monções Monjolinho Monjolinho Monjolo Monte Alegre Monte Alegre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Monte Alto Monte Belo Monte Claro Monte Cuco Monte Dourado Monte Pascoal Monte Serrat Monteiros Moreno Morillo Morro do Cruzeiro Morumbi Shopping Mosquitão Mosquito Motorola SP Moura Mourão I Moxotó (Apolônio Sales) MPX MRN UG II Muaná Muçungo Mucuri Mucuripe .SP SP 600 Outorga Monções .PA Muaná .PR Delmiro Gouveia .SP APE APE COM APE PIE SP APE SP SP SP PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Candeias .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Conceição do Mato Dentro .GO Operação São Paulo .MG PIE Construção Faxinalzinho .SP Barcelos .GO Jaguariúna .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 22000 600 Outorga Barracão .RJ PIE Operação Monte Alegre .PA Água Fria de Goiás .RS PIE Operação Alta Floresta D’Oeste .SC Operação Guarulhos .MG PIE Outorga Eunápolis .GO Carlos Chagas .AL Caucaia .RS PIE 67000 15000 4225 18600 7360 4800 130000 30000 5475 137600 25000 680 5520 320 85 1450 30000 900 1342 240 8200 400000 700000 45800 1190 9990 22500 2400 2400 45800 1163 8200 400000 680 5520 320 85 1450 30000 340 1342 5475 7360 4800 130000 4563 Operação São Carlos .SP Operação São Ludgero .BA PIE Fóssil Operação Almeirim .PA PIE Fóssil Outorga Anta Gorda .202 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Moinho PCH UTE CGH UHE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH UTE UTE PCH CGH UTE UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH EOL Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Campos Belos .

PR Operação Botucatu .RO PIE Operação Vista Alegre do Alto .RJ Operação Araçatuba .MG PIE Operação Codajás .MT Piraí .SP Macaé .PI PIE Operação Porto Velho .RR SP Fóssil Operação Piracicaba .MG SP PIE APE APE APE APE APE PIE SP PIE APE-COM APE COM SP APE APE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Outros Biomassa Enxofre Licor Negro Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Fóssil Gás de Processo Óleo Diesel Operação Teresina .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Müller UTE UTE UTE UHE UTE UHE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Araraquara .RR SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Operação Ji-Paraná .RJ Rio de Janeiro .SP São José do Rio Pardo .SP Campinápolis .SP Operação Campina do Simão .RJ Delfim Moreira .SP Paulínia .RR Sebastianópolis do Sul .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 504 8000 25000 200 120000 386 65 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 13000 380030 13000 5000 3200 1000 1220 18000 3898 868925 3750 Operação Porto Ferreira .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Muniz Freire .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2000 UTE Operação Pirassununga .ES APE Operação Almeirim .MT Normandia .SP Operação Cubatão .MG São Paulo .SP Novo Mundo .RO PIE Fóssil Operação Uiramutã .SP Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Coronel Murta .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Platina .SP PIE Operação Normandia .SP Operação Ipanema .SP Pindamonhangaba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 972 972 2000 504 8000 25000 200 Müller Destilaria Mumbuca Munguba Muniz Freire Murituba Murta Museu da Água 386 72 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 Mutum Mutum Paraná Napoleão Nardini Nazaré Nazária Neblina Negro de Fumo Neiva Nerinha Nestlé Nestlé Araraquara Nestlé SJ Rio Pardo Nhandu Nilo Peçanha 378420 Ninho da Águia Nitro Química 12000 3200 1000 1220 Nobrecel Noidore Normândia Noroeste Paulista Norte 3898 868925 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Norte Fluminense Anexo Norte Shopping 3750 203 .

RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Bandeirantes .PA Outorga Nova Iguaçu .SP PIE 347400 Construção Goiandira .MT Sapucaí-Mirim .GO PIE 21000 347400 3597 1111 32 Operação Tarumã .MG Porto Alegre .AM Novo Aripuanã .MG Operação Júlio de Castilhos .RS SP SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olinda do Norte .MG APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Nova Maringá .MT SP Fóssil Óleo Diesel 3597 1111 32 4100 31200 1219 2683 32000 2502 15504 165000 6164 306 510000 3600 1403 4000 2760 3358 650 15000 9125 2300 652 73 24000 4443 834 9125 2300 652 73 24000 6053 1008 2760 3358 650 6164 306 510000 3600 6200 1219 2683 27872 2502 15504 Operação Buritama .SC PIE SP SP SP PIE SP SP SP APE SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araraquara .204 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Nossa Senhora de Lourdes UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Novo Airão .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bonfim .AM Novo Santo Antônio .MG APE 799 799 Nova América Nova Aurora Nova Avanhandava (Rui Barbosa) Nova Bandeirantes Nova Califórnia Nova Esperança Nova Fátima Atlas de Energia Elétrica do Brasil Nova Geração Nova Jaguariaíva Nova Maringá Nova Maurício Nova Monte Verde Nova Moreno Nova Olinda Nova Olinda do Norte Nova Palma Nova Ponte Nova Tamoio Nova Trento Novagerar Novo Airão Novo Aripuanã Novo Céu Novo Horizonte Novo Progresso Novo Remanso Novo Santo Antônio NR Nutepa Óbidos Oeiras do Pará .SP Operação Nova Ponte .SP APE Biomassa Fóssil Fóssil Operação Nova Monte Verde .RS Óbidos .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Porto Velho .RJ Outorga Nova Trento .PA Oeiras do Pará .AM Autazes .GO PIE Biomassa Construção Santa Rosa de Lima .MT SP Fóssil Operação Jaguariaíva .AM Bocaiúva do Sul .PR Novo Progresso .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 24000 24000 CGH Outorga Carvalhos .AM SP Outorga Nova Olinda .MT SP Fóssil Operação Leopoldina .PR PIE Óleo Diesel Operação Jandaia .PA Itacoatiara .TO PIE Operação Monte Aprazível .

AP SP Fóssil Óleo Diesel 8250 UTE Operação São Paulo .MG Bom Jesus .SP APE Fóssil Operação São Paulo .BA Rio dos Cedros .RS PIE SP PIE SP APE PIE PIE PIE PIE APE APE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacarezinho .RR Construção Barracão .RO Operação Pacaraima .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Oesp UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH UHE PCH UTE PCH UTE PCH PCH CGH PCH UHE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Matias Barbosa .PR Itapemirim .SP APE Fóssil Operação Rio de Janeiro .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação São Paulo .PR PIE Operação Nova Campina .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Itajá .SP APE Operação Muriaé .SC São Desidério .MG Santana do Riacho .RS Castro .PCH Rolador) Paes Leme Pai Joaquim Pai Querê Paina II 1200 3200 Paineiras Paiol Paísa 4800 Palanquinho Palma Palma Sola 880 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Palmeiral Anexo Palmeiras 24400 24602 205 .MG PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Oriximiná .SP APE Fóssil Gás Natural Operação Araputanga .SP APE Fóssil Óleo Diesel 4000 4000 8250 Oiapoque Olho D Água Olho D´agua 24 26000 1720 5474 5474 Ombreiras Operadora São Paulo Renaissance Optiglobe Rio Optiglobe São Paulo Organon Oriental 1250 8482 22700 4500 44000 Oriximiná Ormeo Junqueira Botelho (Ex-Cachoeira Encoberta) Orsa Ourinhos Ouro Pacaraima 2408 672 4080 2944 7800 1920 23000 Pacarana Paciência Pacífico Mascarenhas Padre Carlos (Ex.MT PIE Operação Normandia .SC Operação Espigão D’Oeste .AL Caxias do Sul .MG Passa-Vinte .GO Campo Erê .MG Poços de Caldas .PA PIE Fóssil Operação São José da Laje .GO PIE 33000 24 26000 1600 5475 5475 1150 1250 5070 22700 4500 44000 12000 2408 672 4080 3044 7800 1920 23000 292000 1200 3200 28000 4400 24165 27000 880 10300 Operação Oiapoque .ES Frei Inocêncio .MG Penedo .AL PIE Óleo Diesel Outorga São Paulo .MG Sacramento .RS Mimoso de Goiás .

MT Careiro da Várzea .RJ PIE Operação Pará de Minas .RR SP Fóssil Óleo Diesel Construção Barra do Bugres .CE Osório .MT Cândido Mota .SP Antonina .206 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Palmeiras UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE PCH PCH PCH UHE UTE EOL EOL Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Juara .MG Campos de Júlio .MT APE-COM Biomassa Operação Itaí .PE APE-COM Fóssil Gás Natural 4072 550 28000 60 4200 3700 5000 200 30000 85000 2000 7700 21000 7000 31500 22300 29020 30000 997.SP PIE 16000 85 4072 400 Outorga Palmeiras de Goiás .PA APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Cabo de Santo Agostinho .PR APE 85 Outorga Guará .MG APE Operação Paraibuna .RS Operação Brasília .AM Gouveia .6 984 29840 85000 2000 7700 21600 60 4200 3700 5000 200 Operação União da Vitória .MG APE Fóssil Operação Jaciara .MT Outorga Campinápolis .DF Operação Campinápolis .GO PIE Fóssil Óleo Diesel 174300 UTE Operação Atalaia do Norte .MT Operação Piraju .AM SP Fóssil Óleo Diesel 424 424 Palmeiras de Goiás Palmeiras Palmital do Meio Pamesa Pampa Pampeana Panacarica Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pandeiros Panorâmica Pantanal Pará de Minas Paracambi Paraibuna Paraibuna Paraíso Paraíso I Paraitinga Paranapanema Paranatinga I Paranatinga II Paranoá Paranorte Paranorte Parauá Paraúna Parecis Pari Governador Parigot de Souza (Capivari/Cachoeira) Parintins Parque Eólico de Beberibe Parque Eólico de Osório .MT Juara .6 984 280 4280 15400 1344 260000 29550 25600 50000 1344 260000 26550 25600 50000 4280 29020 29700 997.SP Outorga Cunha .SP APE Operação Juiz de Fora .MT PIE Operação Belém .PR Parintins .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Caracaraí .AM Beberibe .SP SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Paracambi .SP APE Biomassa Operação Januária .MS PIE PIE SP PIE PIE SP COM SP SP SP PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Brotas .SP Operação Costa Rica .

PE Gameleira .RS PIE Outorga Tramandaí .RS PIE 7562 4800 Parque Eólico do Horizonte Parque Eólico do Vigia Parque Eólico dos Índios 50000 Parque Eólico Elebrás Cidreira 1 Parque Eólico Elebrás Santa Vitória do Palmar 1 Parque Eólico Enacel Parque Eólico Giruá Parque Eólico Pinhal Parque Eólico Ponta do Mel Parque Eólico Sangradouro 50000 Parque Eólico Tainhas I Parque Eólico Xangri-lá II Passa Tempo 10000 600 3400 1332 30000 226000 158000 Passarão Passo de Ajuricaba Passo do Inferno Passo do Meio Passo Fundo Passo Real Passo São João Passos Maia Pastifício Santa Amália 1864 4160 Pau D’Alho Pau Ferro I Pau Sangue 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 Pauini Paulo Afonso I Paulo Afonso II Paulo Afonso III Atlas de Energia Elétrica do Brasil Paulo Afonso IV Anexo Paulo Mascarenhas 1000 207 .RS Operação Bom Jesus .MS PIE Outorga Capão da Canoa .MG Ibirarema .RS Operação Ijuí .MG Operação Entre Rios do Sul .RS PIE Operação Osório .RS PIE Outorga Água Doce .SC PIE 30000 50000 70000 126000 31500 11050 9350 50400 50000 15000 6000 10000 600 6200 1490 30000 220000 158000 77000 22200 1864 4160 102.RR SP SP SP PIE PIE SP SP PIE APE APE PIE PIE SP SP SP SP SP APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Rio Brilhante .SC APE-COM 4800 EOL Outorga Palmares do Sul .AL Delmiro Gouveia .RS Passos Maia .SP Cabo de Santo Agostinho .RS PIE Operação Osório .RS PIE Outorga Areia Branca .600 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 1000 Operação Água Doce .RS Operação Boa Vista .CE PIE Outorga Santa Vitória do Palmar .SC Machado .RN PIE Outorga Palmares do Sul .AM Delmiro Gouveia .PE Pauini .RS PIE Outorga Giruá .RS Dezesseis de Novembro .RS PIE Construção Aracati .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Parque Eólico de Palmares EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL UTE UTE PCH PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UHE UHE UHE UHE CGH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Construção Operação Salto do Jacuí .AL Delmiro Gouveia .AL Rio Doce .AL Delmiro Gouveia .RS Operação São Francisco de Paula .RS PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga São Francisco de Paula .

BA SP 20007 160000 16500 17850 432 53 16200 2400 452000 1230 6000 99900 2400 4400 10960 9400 36.RJ PIE Operação Cachoeira .PE Duque de Caxias .PE APE Biomassa Operação Boa Ventura de São Roque .RJ SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Jaciara .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2400 Outorga Caucaia .PI PIE Construção Campos dos Goytacazes .MT APE 24.BA PIE Operação Jequié .MT PIE Operação Neópolis .RR Petrópolis .RO PIE Fóssil Operação Barreirinha .208 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada PCT Barueri Biogás CGH EOL UTE UHE UHE PCH EOL UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH UHE UTE PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE CGH PCH CGH PCH UHE UHE CGH UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Petrolina .SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Operação Lagoa do Itaenga .PR PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Francisco do Guaporé .GO Areal .RJ Bom Jesus .PR São Gonçalo do Rio Abaixo .PE Caracaraí .RS Ipameri .CE PIE 31200 2400 20007 162000 Operação Água Boa .MG Operação Curitibanos .SP APE Biomassa Biogás 2601 Pé de Serra Pecém Pederneiras Pedra Pedra do Cavalo Pedra do Garrafão Pedra do Sal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pedras Pedras Negras Pedrinho I Pedrosa Peixe Angical Peixoto Gonçalves Pequi Pereira Passos Perobálcool Pery Pesqueiro Peti Petribu Petroflex Petrolina Petrolina do Norte Petropolitana Pezzi PG2 Piabanha Piau Picada Picada 48 PIE .RP .RJ Santos Dumont .TO PIE Óleo Diesel Operação Cortês .SE APE Fóssil Operação Peixe .MG Juiz de Fora .6 25 UTE Outorga Carapicuíba .RJ Operação Operação Jaguariaíva .500 15.PR APE SP PIE SP APE APE PIE SP APE PIE COM SP SP APE / PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Piraí .RS Ribeirão Preto .SC Operação Perobal .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Parnaíba .MG Dois Irmãos .000 136200 80 1000 20000 288 9000 18012 50000 240 27800 288 9000 18012 50000 240 27800 99110 2400 4400 12440 9400 14500 25000 136200 80 1000 432 53 16200 2400 498750 1230 Operação Tietê .

RO SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Rio Grande .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Piedade PCH PCH PCH EOL UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH UTE UTE PCH PCH PCH UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH UTE UTE EOL CGH Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Piraju .SC COM Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Orleans .SP APE 442 416 Piedade Pilar 1300 2000 Piloto Piloto de Rio Grande Pimenta Bueno 13000 6800 Pinhal Pinhalzinho Pinheirinho 636 Pinheiro Pinheiros I 350 230 42000 Pinheiros II Pioneiros Pioneiros II Pipoca Pira Piraí 780 9000 81000 Piraí Pirajú Piraju II Pirambeira 528 18000 1444 Piranhas Pirapama Pirapama Pirapetinga Pirapetinga Pirapó 756 Pirapora Piratini 10000 472000 Piratininga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pirauá Anexo Pissarrão 800 800 209 .SP APE Outorga São Ludgero .MG PIE PIE SP PIE APE-COM APE COM PIE APE PIE PIE PIE COM PIE PIE SP PIE COM Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Combustível Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Resíduos de Madeira Outorga Ilha Solteira .BA SP Operação Pilar do Sul .MG Piranhas .RS Pirapora do Bom Jesus .SP SP Operação Pimenta Bueno .MG PIE 16000 CGH Operação Piedade .PR PIE Operação Espírito Santo do Pinhal .MG SP Outorga Cruz Machado .SC Outorga Caratinga .PR Operação Joinville .SP Piratini .MG Bom Jesus do Itabapoana .SC COM Outorga Lages .GO Escada .SC PIE Operação Monte Santo de Minas .PE Vitória de Santo Antão .PE Bom Sucesso .RJ Roque Gonzales .SP PIE 1300 2000 4500 13000 6800 10900 636 10000 350 230 42000 50000 20000 16000 1350 9000 70000 28400 528 18000 1444 25000 30000 15700 756 25024 10000 470000 4250 Construção Monte Alegre de Minas .RS APE Operação Paulo Afonso .SP PIE Operação Sud Mennucci .SP Operação Piraí do Sul .SC Outorga Ipira .MG Operação Piraju .SP Baependi .PE Belo Horizonte .RS São Paulo .SP Macaparana .

MG Operação Ponta de Pedras .AM APE 24960 18 2000 17000 16000 696 725 168 9160 576 23080 4000 1056 324 168 1000 883 1540 4000 85380 29000 12000 280 13000 176100 175 880 760 280 13000 176100 152 880 760 4000 1056 324 168 1000 883 1499 4000 85380 16000 696 725 168 9160 576 Outorga Pitangui .456 UTE Operação Pitangueiras .AM Ponte Nova .RJ Manaus .PR COM Biomassa Resíduos de Madeira Operação Bonfim .PR SP 870 870 1.Usina 1 Ponte Queimada .SP APE Fóssil Operação Faxinal dos Guedes .Usina 2 .MG PIE Outros Gás de Alto Forno 4000 24960 18 2000 Operação Conceição do Pará .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 25000 Pitangui Pitangui (Cachoeira Bento Lopes) Pitangui Pitinga Pium Pizzatto Planalto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Plano Alto Plasnew Plasútil Pluritec Indústria e Comércio de Máquinas Poço Fundo Poções Polibrasil Globenergy Policam Polifrigor Poly Embalagens Poly II Poncho I Poncho II Ponta de Pedras Ponta do Costa Ponta Negra Pontal Pontal do Prata Ponte Alta Ponte Alta Ponte de Pedra Ponte do Silva Ponte Queimada .210 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Pitangueiras CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH PCH CGH PCH UHE CGH CGH CGH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Cabo Frio .SP APE Fóssil Operação Pedreira .MG Urucânia .SP APE Outorga Prata .SP Fóssil Operação Bauru .SC Operação Simões Filho .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Figueiredo .MS Itiquira .PA Operação São Bonifácio .TO São Gabriel do Oeste .BA APE APE PIE APE PIE PIE PIE SP PIE PIE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Óleo Combustível Operação Simões Filho .GO Ponte Alta do Bom Jesus .MT Manhuaçu .RJ Outorga Mauá .SP APE Operação Campos dos Goytacazes .MG Rio Casca .BA Operação Itapuí .MG APE 1400 Operação Ponta Grossa .SC Operação São Bonifácio .MG SP Operação São Paulo .MG Aporé .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Aporé .GO PIE Operação General Carneiro .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Poço Fundo .

SC Operação Formiga .RS Xanxerê .SP SP Construção Dianópolis .PB Correntina .MT Mataraca .BA Candiota .MG Construção Macaíba .400 352 1200 11960 3646 23400 28800 104400 840 163 1000 4500 8000 796000 300 Operação Portel .CE APE Fóssil Outorga São Gonçalo do Amarante .4 320000 28030 1050 50 5250 112000 30000 24800 1540000 28400 15300 448 15800 53.MG Nova Lacerda .SP Vila Velha .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Poquim UTE UTE UHE PCH UTE CGU UTE UHE PCH UHE UHE UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE UTE EOL EOL EOL UTE CGH CGH EOL PCH UTE CGH Outorga Construção Construção Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Poxoréo .MG APE-COM / PIE Operação São Gonçalo do Amarante .RN Operação Macaíba .TO PIE Operação Açucena .RN Outorga Petrópolis .PI Acaraú .MG SP 1408 1408 3350 2406.120 66.RJ Operação Porto Walter . B e C Anexo Prezzotto 1 211 .SP SP Operação Porto Alegre do Norte .MS SP Operação Salto .MT Santo André .015 2566 50 5250 112000 Portel Porto Alegre do Norte Porto Colômbia Porto das Pedras Porto de Moz Porto do Pecém Porto do Pecém Porto Estrela Porto Franco Porto Góes 24800 1540000 28400 45800 496 Porto Primavera (Eng° Sérgio Motta) Porto Raso Porto Trombetas Porto Walter Posse Potiguar 52800 Potiguar III Pouso Alegre 352 1200 11960 Poxoréo (José Fragelli) PQU Praia da Costa Praia do Arrombado Praia do Morgado Praia Formosa Prainha 1202 163 1000 Pratinha Preformax Presidente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Presidente Goulart 8000 446000 300 Presidente Médici A.PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Água Clara .4 320000 14.AC Operação Oriximiná .PA APE PIE PIE PIE PIE APE SP APE APE PIE PIE PIE PIE COM APE PIE SP SP APE Fóssil Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapiraí .MS PIE Operação Guaíra .MT SP Fóssil Óleo Diesel 2406.SP APE-COM Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Anaurilândia .ES Luís Correia .PA Pratinha .CE Prainha .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 2535 PCH Operação Itambacuri .CE APE Ondas do mar Gás Natural Operação Porto de Moz .CE Camocim .

RS PIE Operação Ipuaçu .SP São Paulo . A.SP São Paulo .RJ APE Fóssil Gás Natural Operação Rio Negro .RS PIE 30000 18200 2494 900 4950 264000 PCH Operação Poxoréo .GO Outorga Arraial do Cabo .PE APE Biomassa Outorga Bom Jardim da Serra .CE Operação Quirinópolis .MT Pirapora do Bom Jesus .SP Wenceslau Braz .MG Icapuí .SC PIE Operação São Paulo .Itajubá .RJ Outorga Operação Querência .MT Conceição do Mato Dentro . Portuguesa de Beneficência Rádio e Televisão Bandeirante Rafard Rancho Grande Rancho Queimado I Rasgão Razzo Record Rede Elétrica Piquete .RO PIE 18200 Outorga Ipê .PR Santo Antônio do Leverger .PR APE Fóssil Óleo Diesel 900 4950 264000 6400 30000 8000 11 65000 2600 184 120000 16000 105000 30000 3626 14000 135000 80000 720 2040 50000 17700 5000 22000 725 3750 3340 300600 22000 725 3750 3340 2040 10200 135000 40000 3626 105000 8040 11 5000 2600 184 121500 Operação São Paulo .SP PIE Operação Rio de Janeiro .SP São Paulo .SP APE Biomassa Operação Itu .SP Rafard .SP Operação Cristalina .RS PIE Operação Ubarana .GO PIE PIE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jesus .SP APE Fóssil Operação Rancharia .MG Construção Lavrinhas .SP SP Óleo Diesel Operação Quatá .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2494 Operação Pimenta Bueno .SP Coronel Domingos Soares . B.REPI Redonda .212 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Primavera PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH EOL UTE UTE UTE PCH UTE UHE PCH UHE PCH UTE PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UTE PCH EOL Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga São Paulo .MT SP 8.120 8120 Primavera do Rio Turvo Primavera Proceda Processamento de Fumo PROJAC Central Globo de Produção Promissão (Mário Lopes Leão) Pulador Atlas de Energia Elétrica do Brasil Púlpito Pumaty Qualifund Quatá Quatiara Quatro M Quebra Queixo Quebrada Funda Queimado Queluz Querência do Norte Quinquim Quintanilha Machado I Quirinópolis R.SP APE Fóssil Operação Joaquim Nabuco .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Itapuca .

AM APE Fóssil Operação Borborema .RS Itacoatiara .PE Ribeirão Preto .MG PIE APE PIE PIE APE COM SP APE APE PIE PIE APE Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Casca de Arroz Resíduos de Madeira Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Construção Curvelo .MG PIE Construção Guará .SC Rio Branco .SE Baependi .GO Operação Bom Despacho .REDUC Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) Refinaria Henrique Lages (REVAP) Refinaria Landulpho Alves (RLAM) Refinaria Presidente Bernardes .SP APE Fóssil Gás de Refinaria Operação Araucária .GO PIE Operação Manaus .MG Ribeirão Cascalheira .SP APE Fóssil Operação São Francisco do Conde .MT Pirenópolis .SP APE Fóssil Gás de Refinaria 60500 UTE Operação Canoas .AM APE SP SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Dianópolis .RPBC Refinaria Presidente Getúlio Vargas Reichhold do Brasil Reinaldo Gonçalves Reman Rênic Retiro Retiro Baixo Retiro do Indaiá 990 Retiro Velho Rhodia Paulínia 12098 10100 9300 360 180 2344 500 800 1200 6400 Riachão (Ex-Santa Edwiges I) Riacho Preto Riachuelo Ribeirão Ribeirão Cascalheira Ribeirão do Inferno Ribeirão do Lage Ribeirão do Pinhal Ribeirão Ribeirão Shopping Rical 2288 7500 45497 760 Rigesa Rio Acre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Alegre Anexo Rio Amazonas (Ex-Itacoatiara) 213 .SP APE Fóssil Operação Araucária .SP PIE Outorga Arenópolis .SP Vilhena .AC Condor .SP Construção Aporé .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada REFAP UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE PCH PCH UHE CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH UTE CGH CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação Aracaju .SP Ribeirão .400 9300 360 180 2344 500 800 1200 14400 1360 2288 7500 45497 760 8000 Operação Paulínia .MG Limeira .PR APE Fóssil Operação Cubatão .SP SP Óleo Combustível Operação Mogi das Cruzes .BA APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Gás de Refinaria Óleo Combustível Óleo Diesel Operação São José dos Campos .RJ APE Fóssil Gás de Refinaria 40800 32000 76000 62500 24500 69000 1620 1000 6400 10998 16000 82000 990 18000 12098 13.RO Três Barras .PR APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Operação Duque de Caxias .TO Operação Buritinópolis .GO Caratinga .REPLAN Refinaria Duque de caxias .GO Operação Paulínia .RS APE-COM Fóssil Óleo Combustível 71900 48720 60500 63300 32000 30000 62500 24500 32000 1620 1000 6400 Refinaria de Paulínea .

Specht Rio do Peixe (Casa de Força I e II) Rio dos Patos Rio Fortaleza Rio Fortuna Rio Funchal Rio Itaiozinho Rio Itaiozinho Rio Madeira Rio Margarida Rio Mazutti Rio Novo Rio Palmeira Rio Palmeiras I Rio Palmeiras II Rio Piracicaba .SC SP Outorga Bom Jardim da Serra .SP Panambi .GO COM 600 625 6900 18657 32750 960 318 370 4800 9280 30000 720 350 18060 1720 880 6850 1000 900 900 119350 465 809 1280 740 1500 1380 9000 1000 900 900 83000 809 465 997 740 1500 1380 9000 720 990 18060 1720 880 9280 Operação Boa Ventura de S.RS Orleans .RS Operação Prudentópolis .PR APE 346 Operação Caiapônia .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Alta Floresta D’Oeste .MT Avaré .214 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Bonito CGH CGH CGH CGH CGH PCH UTE UTE CGH CGH CGH UTE PCH EOL CGH CGH UHE PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE CGH CGH PCH CGH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga São Gotardo .SC APE SP SP APE PIE APE APE-COM Operação Videira .SC João Monlevade .SC Urussanga .SC COM Outorga Caiapônia .SC COM Operação Rio Branco .PR Operação São José do Rio Pardo .RO Comodoro .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Branco .RO PIE Operação Tangará .ES SP 16800 16800 Rio Bonito Rio Bonito I Rio Bonito I I Rio Bonito II Rio Bonito Rio Branco Rio Branco I Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Branco II Rio Chapéu Rio das Furnas Rio das Pedras Rio de Janeiro Refrescos Coca Cola Rio de Pedras Rio do Ouro Rio do Peixe Rio do Peixe .MG Santa Terezinha .SC APE Gás Natural Outorga São Ludgero .PR APE 910 Operação Boa Ventura de S.SC Operação Erval Seco .MG SP Outorga Rio de Janeiro .RJ APE Fóssil Operação Curitibanos .SC Porto Velho .SC Santa Terezinha . Roque .GO COM 997 997 346 910 600 625 7140 18607 31800 960 318 370 UHE Operação Santa Maria de Jetibá .SC PIE Operação Itabirito .SP Operação Joaçaba .MT Comodoro .MG SP APE APE SP SP PIE PIE APE Fóssil Óleo Diesel Construção Rio Fortuna . Roque .SC COM Outorga Rio Fortuna .

SP Capão Bonito .FAFEN Energia) Anexo Roncador 215 .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Prata CGH UTE CGH PCH CGH PCH PCH CGH UTE PCH UTE UHE EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Itatinga .RO Camaçari .SP Itapetininga .SP Iaras .SP Itararé .SP Salete .GO Operação Manhuaçu .BA Anchieta .SC APE Operação Guatambú .SP Construção Arvoredo .SC Operação Avaré .SP APE Outorga São Bento do Sul .SC PIE Outorga Santo Antônio do Leste .AM SP Fóssil Óleo Diesel 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 2320 49630 140000 49300 768 4000 9000 14000 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Operação Matos Costa .GO APE Fóssil Outorga Rio Verde .MG PIE Operação Limeira .SC Outorga Novo Mundo .GO COM Óleo Diesel Operação Irineópolis .SC S.RN PIE Operação Rio Doce . Francisco do Guaporé .Rio do Fogo Roça Grande Rochedo Rochedo Rodeio Bonito Rodovias Integradas do Oeste 1 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Rodovias Integradas do Oeste 10 Rodovias Integradas do Oeste 2 Rodovias Integradas do Oeste 3 Rodovias Integradas do Oeste 4 Rodovias Integradas do Oeste 5 Rodovias Integradas do Oeste 6 Rodovias Integradas do Oeste 7 Rodovias Integradas do Oeste 8 Rodovias Integradas do Oeste 9 Rohden Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rolim de Moura do Guaporé Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .SP Taquarivaí .SC APE 75 PCH Operação Comodoro .SP Operação Quadra .SP Sarapuí .SC APE Operação Rio Preto da Eva .RS PIE Operação Rio Negrinho .MG APE COM PIE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE-COM PIE PIE COM Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Gás Natural Operação Rio do Fogo .SC PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Anápolis .MT PIE 2135 2135 75 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 Rio Preto Rio Preto da Eva Rio Preto Rio São Marcos Rio Suspiro Rio Tigre Rio Timbó Rio Verdinho Rio Vermelho Rio Vermelho Ripasa 49630 140000 49300 768 4000 Risoleta Neves (Ex-Candonga) RN 15 .MT Operação Piracanjuba .SP Tatuí .MT APE-COM Operação Caxias do Sul .

SP Itu .MT SP Fóssil Óleo Diesel 1598 1598 Rondon Rondon II Rondon II Rondonópolis Ronuro Rorainópolis Rosal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rosana Rovema Rovema Bandeirantes Rovema Colorado do Oeste Rovema-Triunfo Royal Palm Plaza Ruette RVR S.MS Operação Rorainópolis .RS APE SP SP PIE APE APE SP PIE PIE PIE APE PIE APE-COM APE COM APE Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Prudente de Morais .RO COM Fóssil Operação São João da Baliza .MT PIE 26600 1040 2600 55000 372000 4800 1632 4500 4340 1800 28000 1200 4600 78000 48 30000 2920 199 360 4800 2000 27000 9900 200000 3000 7.RN Cabo Frio .PR PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás Natural Operação Bom Jesus do Itabapoana .Unisinos Sá Carvalho Sacaí Sacre 2 Safi Sagrado Coração de Jesus Saia Velha Saldanha Salesópolis Salgueiro Sali Salina Diamante Branco Salinas Perynas Salitre Saltinho Salto .RO PIE Biomassa Resíduos de Madeira 20000 26600 874 2600 55000 369200 4800 1632 4500 4.MG Operação Operação Brasnorte .MT Nova Alvorada do Sul .RS Ouro Preto .MG Muitos Capões .RO COM Fóssil Operação Colorado do Oeste . A.2 800 4240 9900 78000 48 30000 2920 199 360 5280 Construção Pimenta Bueno .MG APE Operação Paraíso .SP Fóssil Biomassa Outros Fóssil Operação Candeias do Jamari .RJ SP Operação Rorainópolis .RJ Buritizeiro .2 800 4240 7.SP PIE Operação Campinas .MT APE Operação Rondonópolis . .RO Salesópolis .SP Rio Largo . V.RO SP 73500 Construção Campos de Júlio .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Paranatinga .MT PIE 13000 UTE Operação Rondolândia .GO Alta Floresta D’Oeste .340 1800 28000 Construção Pimenta Bueno .AL Galinhos .RO COM Fóssil Operação Porto Velho .MG Outorga São Leopoldo .SC Valparaíso de Goiás .RR PIE Fóssil Operação Diamante do Norte .RR Operação Antônio Dias .216 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rondolândia PCH UHE UTE PCH PCH UTE UHE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH PCH UTE EOL UTE CGH CGH PCH Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Operação Ponte Serrada .

96 MW geração elétrica e 1.MT COM Operação Clevelândia .PR APE Operação Capitão Leônidas Marques .GO Campinas .40 MW geração mecânica) Salto Curuá Salto Curucaca Salto Curucaca II Salto da Barra 2000 Salto das Flores Salto de Alemoa 828 36870 280 1344 1656 2460 1800 Salto do Iporanga Salto do Jardim Salto do Leão Salto do Lobo Salto do Paraopeba Salto do Passo Velho Salto do Rio Verdinho Salto do Taió 412 280 940 1880 6124 Salto do Timbó Salto do Vau Salto Donner I Salto Forqueta Salto Salto Grande 4550 70000 102000 160 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Grande (Lucas Nogueira Garcez) Salto Grande Anexo Salto Lili 217 .MG General Carneiro .SC Caçu .RS Caçu .500 7342 Salto Claudelino Salto Corgão Salto Cristo Rei (0.MG Xanxerê .PR SP Outorga Oiapoque .SP Operação Coronel Vivida .SC Putinga .SC SP 6280 6280 Salto Bandeirantes Salto Belo 3600 Salto Buriti Salto Cafesoca Governador José Richa (Salto Caxias) 1240000 2300 27000 960 22.SC PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE APE APE SP PIE APE PIE SP PIE SP APE Operação Itapeva .SC Operação Porto Vitória .SP APE-COM Outorga Candói .SC Cruz Machado .PR Operação Botucatu .MT SP 4000 10000 7500 1240000 2400 27000 960 30000 7342 29700 2000 6700 828 36870 280 1344 1616 2460 1800 93000 412 280 940 1907 6080 108000 4550 73760 102000 160 Outorga Santa Fé .GO Taió .PR APE Operação Novo Progresso .PR PIE 4200 PCH Operação Blumenau .SC APE Operação Nova Lacerda .PR PIE Operação Guarapuava .PA PIE Operação Ponte Serrada .AP PIE Construção Novo Progresso .SP Cambará .SP Operação Campos Novos .PR Doutor Pedrinho .SC Timbó .PR Braúnas .PR Outorga Paraíso .PA PIE Operação Novo São Joaquim .PR Operação Juquiá .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto (Salto Weissbach) PCH PCH PCH PCH UHE PCH PCH CGH PCH PCH PCH PCH PCH CGH UHE CGH PCH PCH PCH PCH UHE CGH CGH CGH PCH PCH UHE PCH UHE UHE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Jeceaba .

RO Operação São José dos Campos .SP Santa Branca .PR PIE Operação Imbituva .SP Angelina .PR PIE Operação Campo Mourão .SP Operação Rorainópolis .PR APE Outorga Rancho Queimado .SP Porto Velho .PR APE 23859 23859 Assis Chateaubrind (Salto Mimoso) Salto Morais Salto Salto Natal Salto Osório Salto Pilão Salto Pintado Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Quatis Salto Rio Branco Salto Santiago Salto Santo Antônio Salto São Luiz Salto São Pedro Salto Salto Três de Maio Salto Voltão Salvador Arena Salvaterra Samaúma Sams Club São José dos Campos Samuel San Juan Santa Adélia Santa Adélia Santa Alice Santa Ana Santa Branca Santa Branca Santa Cândida Santa Catarina Santa Cecília .MG SP 2394 Operação Ribas do Rio Pardo .RR Operação Salvaterra .MS SP 29500 29500 2394 19000 15120 1078000 PCH Operação Telêmaco Borba .SP Jaboticabal .PA Operação São Bernardo do Campo .SC COM Construção Apiúna .PA PIE Outorga Água Doce .SP Operação Xanxerê .SC Jacareí .SP São José do Rio Pardo .SC PIE Operação Quedas do Iguaçu .PR APE Operação Chopinzinho .SP Boituva .SC PIE Operação Pinhão .RO Miraí .SC PIE APE PIE SP APE SP APE-COM PIE COM SP PIE SP PIE PIE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Novo Progresso .SC COM Operação Porto União .SC APE Operação Saudade do Iguaçu .MT PIE 19000 Operação Ituiutaba .SP Bocaina .PR APE Operação Água Doce .MG Operação Porto Velho .218 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto Mauá UHE PCH PCH PCH UHE UHE CGH CGH PCH UHE PCH CGH PCH EOL PCH PCH UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE CGH CGH PCH UHE UTE UTE UTE CGH Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Cerquilho .PR PIE 16000 1078000 182300 736 850 2400 1420000 1736 323 760 30000 15000 8200 800 2258 24 640 216000 3600 42000 1000 624 6304 56050 1112480 29000 53 424 29000 53 424 8200 800 2633 24 640 216750 3600 42000 1000 624 6304 56050 736 850 2400 1420000 1736 323 3472 Operação Indiavaí .

8 Santa Cruz do Xingu Santa Cruz Santa Cruz 1400 766000 364 13000 Santa Cruz Santa Cruz Santa Edwiges II Santa Edwiges III Santa Elisa .BA PIE 60000 UHE Operação Barra do Piraí .GO Ibirarema .MT Votorantim .RJ SP 34960 34960 60000 3600 120168 302 768 3970 36400 Santa Clara Santa Clara I Santa Clara Santa Clara Santa Cleonice Santa Cruz Santa Cruz AB (Ex-Ometto) Santa Cruz de Monte Negro Santa Cruz do Arari 720 1000.PR PIE 3600 120168 302 768 3970 61400 17010 720 1000.SP São João da Boa Vista .SE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE APE APE APE PIE PIE APE SP PIE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio de Janeiro .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Candói .TO Novo Horizonte .SP PIE Biomassa Operação Barreiras .SP Construção Buritinópolis .SP Operação Sertãozinho .PR PIE Operação Candói .GO Operação Buritinópolis .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Cecília (Elevatória) UHE PCH UHE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH Construção Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Construção Alegre .PR APE Fóssil Gás Natural Outorga Santa Maria do Suaçuí .SP Operação Sertãozinho .SP Santa Helena de Goiás .Unidade II Santa Fé Santa Fé Santa Fé I 30000 Santa Gabriela Santa Helena 2240 4400 1200 Santa Helena Açúcar e Álcool Santa Hermínia Santa Inês Santa Isabel Santa Izabel 6000 1454 15000 5000 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Izabel do Rio Negro Santa Laura Anexo Santa Lúcia 219 .BA APE Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guaranésia .AM Faxinal dos Guedes .RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Américo Brasiliense .RJ SP Operação Rio Branco do Sul .SC Sapezal .MT SP Fóssil Operação Santa Cruz do Arari .ES Comendador Levy Gasparian .MG APE Operação Jaboticabal .8 14000 1500 1000000 550 13000 11.600 58000 4000 9400 29000 30000 24000 2240 4400 1200 1575 1087000 46000 1454 15000 5000 Operação Mucuri .GO Operação Estância .MT Operação Nova Europa .SP Ananás .RJ Itiquira .Unidade I 58000 4000 6400 Santa Elisa .MG PIE Operação São José do Xingu .PA SP Fóssil Outorga Monte Negro .SP Santa Isabel do Rio Negro .

PR Borda da Mata .MG Operação Santa Rosa do Purus .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4400 4400 6000 704 PCH Operação Sapezal .220 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Lúcia II UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH EOL PCH EOL PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Outorga Operação Operação Bom Jardim .PA SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guarapuava .SC Santa Rosa de Lima .PE PIE Operação Colatina .SC PIE 28500 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 4250 1000 46531 30000 6.PR Outorga Belmiro Braga .ES SP Operação Caracaraí .RJ Três de Maio .RO APE Outorga Ipuaçu .RJ Operação Santa Rita do Passa Quatro .SC PIE Operação Francisco Sá .PE Amparo .MT Tapejara .MG SP 704 Operação Motuca .SP Outorga Cavalcante .SP APE-COM Operação Alta Floresta D’Oeste .400 640 252 17300 30000 1528 940 6500 2760 10200 588 1500 50500 1000 36500 2760 10200 588 1500 50500 1000 6500 30000 1400 940 5200 640 252 1000 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 Operação Centralina .AC Operação Valença .RS Abelardo Luz .MG Paranacity .SP APE Biomassa Operação Santa Maria das Barreiras .SC Boituva .PR SP Fóssil Operação Lençóis Paulista .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itapeva .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6000 Operação Araras .MG SP Outorga Gravatá .MT PIE 7600 7600 Santa Lúcia Santa Luiza Santa Luzia Santa Luzia Alto Santa Luzia D’Oeste Santa Maria Santa Maria Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Maria das Barreiras Santa Maria de Lençóis Santa Maria do Boiaçú Santa Maria do Xeruini Santa Maria Santa Maria Santa Marta Santa Marta Santa Mônica Santa Rita Santa Rosa Santa Rosa do Purús Santa Rosa I Santa Rosa II Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Teresa Santa Tereza Santa Terezinha Santa Terezinha (Tapejara) Santa Terezinha Santa Terezinha Paranacity .SP Santa Terezinha .SP Goiana .GO PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Laguna .RR SP Fóssil Operação Paranacity .

PR São Francisco do Guaporé .GO Torixoréu .SP APE Biomassa Operação Pirajuba .MT São Domingos .RJ PIE Operação Santo Antônio do Içá .MG PIE Biomassa Operação São Carlos .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 11300 650 4320 32000 1160 21000 2182 8000 3150400 4500 1930 23000 622.AP SP Fóssil Óleo Diesel 178100 178100 7345 Santana do Araguaia Santana do Uatumã Santana I Santana 500 4320 11500 1160 Santana Santo Ângelo Santo Antônio Santo Antônio do Caiapó Santo Antônio do Içá 2182 Santo Antônio Santo Antônio Santo Antônio 4500 Santo Antônio Santo Antônio 23000 622 6820 15000 12500 334 6800 14336 2400 São Bento São Bernardo São Bernardo São Borja São Carlos São Carlos São Domingos São Domingos (torixoréo) São Domingos II São Domingos São Domingos 180 12000 2102 320 10 São Domingos São Félix do Araguaia São Francisco São Francisco do Baixo Rio Branco Atlas de Energia Elétrica do Brasil São Francisco Anexo São Francisco 5926 5926 221 .MT Bonfim .RR Caracaraí .GO Água Clara .RR Ouro Verde do Oeste .SP São Félix do Araguaia .RO Jaboticabal .4 6820 15000 12500 334 6800 12000 2400 24300 48000 180 12000 2102 320 10 12000 Operação Santana do Araguaia .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santana UTE UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE PCH EOL UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE Construção Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Porto Velho .SP São Domingos .GO PIE Óleo Diesel Operação Piracicaba .SC Catanduva .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .MG Operação Catalão .RO Operação São Borja .RS Operação Barracão .RS PIE Outorga Porto Velho .GO Operação Sertãozinho .MT PIE Outorga São Sebastião do Uatumã .MS Porto União .RS Operação Piranguçu .RO PIE Outorga Bom Jardim .SC PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jacuí .PA SP Fóssil Óleo Diesel 4500 UTE Operação Santana .SP PIE APE SP PIE PIE PIE APE SP SP PIE PIE APE PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Casca de Arroz Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Bom Jardim da Serra .MG APE Outorga Nortelândia .

SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 28000 4200 5850 UTE Operação Sertãozinho .AM Operação Ponta Grossa .SP Itapeva .MG PIE 13000 20000 Operação São Gabriel da Cachoeira .MT São José do Xingu .000 25000 19500 7560 1752 24805 25520 8050 21000 12000 21560 1000 7000 25000 664 600 3200 Outorga São Gonçalo do Rio Abaixo .SP São José do Rio Claro .SP SP PIE PIE SP PIE PIE PIE SP SP PIE PIE PIE SP APE APE-COM PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Honório Serpa .MG APE Operação Ponta Porã .222 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Francisco UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH CGH CGH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE CGH PCH Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Colina .RS SP Fóssil Carvão Mineral 20000 15000 12000 24640 1000 70000 25000 664 600 3200 21000 60000 8050 21000 3000 2300 41600 25000 19500 7560 1752 74805 25520 51000 788 2400 780 4000 788 2400 656 2344 32.MS SP Operação Ponta Porã .PR PIE Operação Itaú de Minas .SP PIE Biomassa Operação São João da Baliza .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5850 Operação Elias Fausto .RS São Miguel Arcanjo .SP Rio das Pedras .PR Construção São João da Boa Vista .SP Operação Manaus .SP Igarassu .SP São João da Boa Vista .MT Macatuba .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guarapuava . Operação São Jerônimo .PE Rolador .SP Operação Alfredo Chaves .ES PIE Operação São João da Boa Vista .PR PIE Outorga Prudentópolis .ES Operação Guará .RR SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6738 6738 São Francisco São Gabriel da Cachoeira São Gonçalo (Ex-Santa Bárbara) São Jerônimo São Jerônimo São João São João Biogás Atlas de Energia Elétrica do Brasil São João da Baliza São João da Boa Vista São João São João I São João II São João São João São João São Joaquim São Joaquim São Joaquim São Jorge São José São José Colina São José da Estiva São José do Rio Claro São José do Xingu São José Macatuba São José São José São José São José São José São José .SP Novo Horizonte .SP PIE Biomassa Biogás Operação Araras .PR PIE Brascan Energética S/A.MS SP Operação Castelo .

AM SP Fóssil Outorga Guaporé .SP APE Biomassa Operação Pirassununga .RO PIE Operação São Paulo de Olivença .SC PIE Óleo Diesel Operação Pradópolis .ES Santo Antônio do Leverger .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ponte Serrada .MT São Tomé .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Judas Tadeu CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE UTE UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH UTE Construção Construção Operação Construção Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Outorga Outorga Areal .SP Operação Arceburgo .MG PIE 8000 8000 504 São Lourenço São Lourenço (Ex-Zé Fernando) São Luiz 1800 10000 4400 19000 São Luiz São Manoel São Martinho São Maurício São Miguel 115 São Paulo São Paulo de Olivença 3080 São Paulo do Pimenta Bueno São Pedro 1500 São Pedro São Salvador São Sebastião 98 1008 São Sebastião da Boa Vista São Sebastião do Alto São Sebastião do Uatumã 2334 680 São Sebastião São Sebastião São Sebastião São Simão 1710000 São Simão São Tadeu I São Tomé 4000 São Valentim São Valentim Sapezal 8130 680 Sapezal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sapezal Anexo Sargel 1296 1296 223 .MT Mococa .RO Construção Paranã .SP PIE Biomassa Operação São Manuel .PR Santa Rita do Passa Quatro .ES PIE Operação Itu .000 3080 14000 2160 30000 241000 98 1050 13200 2334 12000 17200 3230 1710000 27000 18000 4000 1450 2210 8130 680 16000 Operação Mafra .SP PIE Outorga Pimenta Bueno .MT Sapezal .MG Operação Outorga São Sebastião do Alto .SC Santa Vitória .SP Nova Trento .PA Operação Porto Velho .MT Campos de Júlio .PA PIE Fóssil Construção Rio Fortuna .MT PIE 29100 1800 70400 4400 19000 2500 115 16.RJ São Sebastião do Uatumã .SC APE Construção Juscimeira .RS PIE Óleo Diesel Operação Almeirim .SC Sapezal .MG Alegre .RJ Nova Trento .SC SP 504 UTE Outorga Jaíba .TO PIE PIE PIE PIE SP SP PIE PIE SP PIE PIE APE PIE PIE SP COM PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Domingos Martins .AM Operação São Sebastião da Boa Vista .

SC COM 830 830 Sede Sede Central do CRC-SP Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) Segredo Seival Sena Madureira Senador Arnon Afonso Farias de Mello (Floresta) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Senador Jonas Pinheiro (Caeté) Senhora do Porto Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sepetiba Seresta Serra da Mesa Serra do Espelho Serra do Facão Serra do Navio Serra Grande Serra Grande II Serra Nova Dourada Serrana Serraria Sesc Senac-Cass Sete Quedas Alta Sguário Itapeva Shopping Center Caruaru Shopping Center Grande Rio Shopping Center Iguatemi Belém Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Shopping Interlagos Shopping Recife Shopping Taboão .RS PIE Fóssil Carvão Mineral Outorga Campos de Júlio .224 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Scardoelli CGH UTE UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Juquiá .MT PIE Operação Boa Vista .MT Operação Cantá .AL PIE Biomassa Outorga Itaguaí .RS PIE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .600 17200 108 652 10700 24000 1600 9500 1275000 448 160573 4730 85927 6300 Operação Mangueirinha .SP APE Fóssil Óleo Diesel 688 Operação Ijuí .SP Operação Serra Nova Dourada .SP Operação Cajati .RR Operação São José da Laje .SP Caruaru .RS São Paulo .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sena Madureira .AC PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Candiota . Antônio do Leverger .600 17200 108 652 10700 24000 1600 18000 2500 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 21.AP PIE APE-COM SP SP APE APE-COM APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Gás Natural Fóssil Gás Natural Construção Catalão .MG PIE Gás Natural Carvão Mineral Bagaço de Cana de Açúcar Operação S.RJ Belém .RJ PIE Fóssil Operação Canoas .AL Operação Serra do Navio .GO SP Operação Teotônio Vilela .PE São João de Meriti .SP Recife .MT Nova Campina .MT PIE 21100 542000 4730 85927 5940 9000 563473 1377000 9500 1275000 448 210000 21.GO APE / PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Enxofre Operação Catende .PA Porto Alegre .PR SP 1260000 Operação São Paulo .RJ Juscimeira .RS SP 500 500 688 1260000 CGH Outorga Urubici .PE COM Operação Cavalcante .PE Taboão da Serra .SP Rio de Janeiro .

SP Operação Paracatu .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Siderpa UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Taguatinga .MT COM Operação Itaquaquecetuba .Penha Anexo Sonda .AL PIE Biomassa Operação Campinas .MG SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Resíduos de Madeira Gás de Refinaria Construção Além Paraíba .RS Comodoro .BA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Mauá .SP APE Fóssil Operação Sinop .SP São Paulo .Santo Amaro 1800 225 .SP São Paulo .MT Santo André .MA PIE Biomassa Carvão Vegetal Operação Silves .MG Operação Itiquira .RR Socorro .MT APE Biomassa Operação Jequiá da Praia .SP Uiramutã .MG COM Outros Gás de Alto Forno 5000 UTE Operação Sete Lagoas .SP Ribeirão Preto .SP São Paulo .SP APE APE SP SP APE APE PIE APE APE APE-COM Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Efluente Gasoso Operação Juazeiro .MG PIE Operação Açailândia .BA Operação Espírito Santo do Turvo .MG APE SP PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araguari .MG Taubaté .SP APE Construção São Desidério .SP Serra .MT COM Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .ES Fontoura Xavier .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 2704 8000 333700 1416 2000 18000 6000 8900 25000 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.4 620 65 1000 196520 807.MG APE Outros Gás de Alto Forno 2400 2400 Siderpita Sidrolândia (Ex-Santa Olinda) 4600 2742 8000 Silves Simasa Simplício Sinceridade 1416 2000 18000 6000 8900 Síncrotron Sinimbu Sinop Sistema de Cogeração da RECAP Sítio Grande Siva 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.5 800 12600 691 1800 Outorga Pitangui .Subestação Paracatu Sobar Sobradinho Sobrado Sobragi Sociedade Assistencial Bandeirante Sociedade Hospitalar Samaritano Sociedade Recreativa e de Esportes de Ribeirão Preto Socó Socorro Sol Soledade Solonorte Solvay 12600 691 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sonda .Subestação Araguari SMTE .4 620 65 1000 196520 882 SM-01 SM-06 SMTE .TO Belmiro Braga .SP APE Fóssil Operação Manhuaçu .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sidrolândia .

SP APE Fóssil Operação Canoas .RO Operação Marechal Deodoro .AM SP Operação Cabo de Santo Agostinho .SP APE Fóssil Óleo Diesel 740 3807 2952 2380 3300 352 2130 208 355680 4000 100 4500 31590 440300 410 4000 2120 13000 1408 728 445 188 332 39900 30000 65 1056 97 65 1056 97 188 332 38400 1408 728 410 4000 2120 4.RJ Outorga Treviso . Tatuapé Tabajara .SC Operação Cachoeirinha .SP Guajará-Mirim .SP São Paulo .AL Operação Volta Redonda .226 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Sonda .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .S.RJ Taubaté .São Bernardo UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Bom Jesus do Galho .SC Operação Santa Leopoldina . Koblitz Energia Ltda.PE PIE Fóssil Operação Cotia .SP Fóssil Operação Cesário Lange .RJ Rio de Janeiro .SP APE Fóssil Outorga Guaratinguetá . Sucundurí Sucupira Suíça Sul Catarinense Sul Gás Sumaúma Sumidouro Sumidouro Supercenter Tijuca Supermercado Guanabara Supermercado Shibata Taubaté Surpresa Surumú Suzano Sykué I System Marketing T.SP Machadinho D’Oeste .MG Rio de Janeiro .K.MT PIE Outorga Apuí .RS APE Fóssil Gás Natural Operação Soure .SP São Desidério .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 928 980 740 3470 2952 UTE Operação São Bernardo do Campo .SC APE 980 Operação Tangará .MG Conceição do Mato Dentro .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2230 2160 Sonora Sopasta I Sopasta II Sorocaba Refrescos Soure Souza Cruz Cachoeirinha Spessato Atlas de Energia Elétrica do Brasil Stepie Ulb Stollberg STV Styroplast Espumas Industriais Suape II Suape.RO Pacaraima .PE PIE Fóssil Fóssil Outorga Cabo de Santo Agostinho . CGDc.BA Osasco .RR Suzano .SC APE 928 Outorga Sonora .ES SP PIE APE APE-COM SP PIE APE APE APE PIE SP APE PIE APE APE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Carvão Mineral Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jaciara .RS PIE Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Diesel Outorga Erval Velho .500 30060 4000 1420 208 3300 Outorga Tangará .

GO PIE Óleo Diesel Operação Manaus .RR Construção Campos de Júlio .MT SP Fóssil Operação Uberaba .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Taguatinga .SP Outorga São Paulo .RO Porto Velho .CE PIE Operação Alto Alegre .150 350200 4924 170760 241250 170760 Operação Santa Teresa .AC PIE Operação Sandovalina .SP PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapurah .PE São Luís .AM SP Operação Tarauacá .PE São Carlos do Ivaí .CE Cabo de Santo Agostinho .SP Operação Fortaleza .MS Conde .AM SP Fóssil Óleo Diesel 15020 15020 464 1750 500 Tabocas Taguatinga Taiano Taíba Albatroz Tamanduá 38 83280 Tambaqui Tamboril Tapauá 3780 76 2281.SC APE Construção São Gonçalo do Amarante .PR Caucaia .AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Porto União .6 554000 3944 16482 30000 65 216 248 64 68000 426530 143176 97027 8200 220000 156.SP Santa Cruz .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tabatinga CGH PCH UTE EOL CGH UTE PCH UTE CGH UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Construção Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .CE Operação Amajari .RN Corumbá .MA São Bernardo do Campo .4 83280 21996 3780 76 2281.AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .ES SP 464 UTE Operação Tabatinga .PE Outorga São Paulo .RO Messias .6 554000 3725 16482 Tapauirama Tapurah Taquaruçu (Escola Politécnica) Tarauacá Tefé Telegráfica Tepequem 65 216 Terminal de Aviação Geral (TAG) Terminal Sacomã Terminal Teotônio Termo Norte I 68000 349950 Termo Norte II Termoalagoas Termocabo 48000 8200 242000 Termocana Termoceará Termomanaus Termomaranhão Termomecânica 3824 Termonordeste Termopantanal (Ex-MPX Termo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Termoparaíba Anexo Termopernambuco 532756 532756 227 .AL Cabo de Santo Agostinho .MT PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Combustível Gás Natural Operação Tefé .PB Ipojuca .TO SP 1800 500 16500 38.MG APE Óleo Diesel Operação Tapauá .

SP Canápolis .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1400 Operação Caracaraí .SE PIE Fóssil Gás Natural 135000 0 Terra Nova Terra Preta Terra Santa Terra Santa Terranova I TGN Theodoro Schlickmann Atlas de Energia Elétrica do Brasil Tigre Tilibra Toca Toca do Tigre Tocantinópolis Toledo Tombos Tonantins Tonet Torah Total Total Química Tozzo Tramontina Trapiche Três Capões Três Irmãos Três Marias Três Saltos Triálcool Triunfo Trombini Tronqueiras TRT .PE Guarapuava .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 50 24 1344 18266 3000 1200 371 UTE Outorga Carmópolis .RJ Operação Belém .MG Volta Redonda .RR SP Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Careiro da Várzea .TO PIE Fóssil Outorga Braga .BA Operação Água Doce .SP APE Fóssil Outorga Mangueirinha .MG Torrinha .PR Pereira Barreto .MG Boca da Mata .MT PIE 27400 3000 1200 951.PR PIE Biomassa Outorga Tocantinópolis .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio Negrinho .PA Outorga Passos Maia .SP Outorga Bambuí .SP Três Marias .SC APE Operação Cerqueira César .MG SP Fóssil Óleo Diesel Operação Toledo .228 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Termosergipe (Fases I e II) UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE CGH PCH UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UHE UHE CGH UTE UTE UTE PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Sirinhaém .AM SP Operação Tombos .SC Operação Embu .AL Fraiburgo .PR PIE Óleo Diesel Operação Braço do Norte .MG Operação Salvador .2 9000 1450 1000 12000 165000 3000 2880 2340 760 720 40000 648 1000 1500 26000 1268 1292000 396000 640 15000 14000 4870 8500 21000 648 1000 1500 26000 1268 807500 396000 640 15000 14000 4870 8500 3000 2880 2340 760 720 1450 1000 Operação Terra Santa .SC Coroaci .SC COM APE PIE APE COM COM APE-COM APE SP SP SP PIE APE APE SP APE Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Tonantins .RS PIE Óleo Combustível Resíduos de Madeira Operação São Francisco de Paula .RS SP Operação Bauru .SC APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Barra do Bugres .

PE SP Fóssil Óleo Diesel 4095 4095 220 8370000 Tucunaré Tucuruí I e II Tudelândia Tudor 680 424 696 16200 Tuiué Tuiuti Túlio Cordeiro de Mello (Ex-Granada) Tuneco Alta Turvinho (Nova do Baixo Turvinho) 800 70 2704 Turvo Uarini Uberaba Ubirajara Machado Moraes 800 UEE Maravilha UEE Mundéus UEE Saco Danta UFA 25200 7700 440 240 30000 324 UGPU (Messer) UHEB II Uiramutã UJU Ulfer Ulianópolis Una Açúcar e Energia 3000 Unaí Baixo Unialco 3600 4600 6000 União e Indústria Unidade de Geração de Energia -Área II Unidade de Geração de Energia Elétrica . Francisco de Itabapoana .SP Operação Jundiaí .PA Tamandaré .AM SP Fóssil Biomassa Operação Campo Novo .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Bauru .RJ Outorga S.SP Ulianópolis .MS Bom Sucesso de Itararé .MG Uiramutã .MG PIE Operação Abre Campo .RR Colorado .MT Caarapó .MG SP Outorga Uberaba .Agrenco .RS APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Miguel Arcanjo .SP Alto Araguaia .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Manacapuru .MG PIE Operação Amparo .SP SP Outorga Campo Belo .SP Outorga São João da Barra .MG Guararapes .SP Primavera .SP Operação Presidente Prudente .PA SP Operação Sapezal .PE Unaí .RJ PIE PIE PIE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE-COM PIE PIE PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Poços de Caldas .RJ PIE Operação Tucuruí .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tubarão CGH UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH CGH CGH UTE UTE CGH EOL EOL EOL UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Turvolândia .MG APE Operação Uarini .PR Itaquaquecetuba . Francisco de Itabapoana .MT Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Geração de Energia Elétrica .RJ Outorga S.Agrenco .PE Limeira .SP APE Fóssil Óleo Diesel Construção Santa Maria Madalena .MS Anexo Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bonsucesso 24 24 229 .MT COM 220 8370000 2400 680 424 696 15800 9000 800 70 2704 12000 800 49600 23800 26400 25200 7700 440 600 30000 324 1800 3000 21000 38000 4600 6000 34000 21600 UTE Operação Fernando de Noronha .

RS APE-COM Operação Jaraguá do Sul .SP APE Fóssil Óleo Diesel 12 12 Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Coxim Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Rede Serra-Mar Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Santana do Parnaíba Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Sorocaba Unidade de Navegação Aérea (UNA) do Rio Claro Unidade de Navegação Aérea (UNA) Varginha Unidade de Tráfego Aéreo Caucaia (UTA-PCI) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Tráfego Aéreo Uruburetama(UTA-URT) Unidade Santo Inácio .USI Unipac Univalem Urbano Jaraguá Urbano São Gabriel Uruba Urubu Urucará Urucumacuã Urucurituba (Tabocal) Uruguaiana Usaciga Usaçúcar .MS APE Fóssil Óleo Diesel 22 22 24 17.PR Operação Cidade Gaúcha .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Coxim .RS Operação Urucurituba .CE APE Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caucaia .SP APE Fóssil Óleo Diesel 17.6 Operação Santos .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .SP Ibaté .SP Carandaí .PR PIE Biomassa Operação Uruburetama .CE APE Fóssil Óleo Diesel Operação Varginha .230 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bragança Paulista UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE CGH Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Marabá .RO PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Outros Outros Outros Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Operação Atalaia .SP APE Biomassa Operação Pompéia .SP Taió .6 24 17.AM Operação Pimenta Bueno .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 20000 4500 175 2370 639900 48600 16500 10000 18810 63155 3800 1000 59000 400 35000 15000 400 400 35000 15000 400 3800 1000 18810 4500 183 2370 639900 48600 Operação Santana de Parnaíba .SP Taió .MG Pirangi .AL PIE Operação São Gabriel .MG Ipatinga .RO Operação Urucará .SC Outorga Terra Rica .MG Guariba .SC APE-COM Biomassa Biomassa Biomassa Operação Valparaíso .PA Ipatinga .AM SP PIE SP PIE PIE APE PIE APE APE APE COM PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Chupinguaia .SP APE Fóssil Operação Santo Inácio .Terra Rica Usimar Usiminas Usiminas 2 Usina Bertolo Açúcar e Álcool Usina Bom Jardim Usina Bonfim Usina da Estação Usina da Pedra Usina da Serra Usina do Brilhante .SC Serrana .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Claro .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 UTE Operação Bragança Paulista .PR Operação Uruguaiana .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 17.

RS APE 125 125 160 780 990 Usina do Parque Usina do Posto Usina dos Moinhos Usina Eólica de Laguna Usina Eólica Elétrica UEE Coqueiro Usina Monte Alegre 2500 657000 1350000 16000 4400 120 Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .MS Outorga Itumbiara .MG Anitápolis .PR PIE COM PIE PIE APE APE não ID PIE PIE PIE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE APE APE Biomassa Biomassa Fóssil Outros Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Licor Negro Licor Negro Operação Vale do Anari .MS Veríssimo .MG Três Lagoas .GO Operação Morro Agudo .GO Operação Turvelândia .BA Chalé .MG Fóssil Operação Onda Verde .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Usina do Maringá CGH CGH CGH EOL EOL UTE UTN UTN UTE UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE Outorga Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Divinópolis .BA Água Clara .SP APE Biomassa Operação Angra dos Reis .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Urânio Urânio Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Laguna .RJ SP Nuclear Operação Angra dos Reis .RS APE 160 CGH Operação Santo Antônio do Palma .Unidade I Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .SP Operação Capinópolis .MG APE Biomassa Outorga São João da Barra .MG APE Operação Ibiaçá .MS Eunápolis .SC PIE Outorga São João del Rei .RJ Ribas do Rio Pardo .MG Operação São Pedro do Ivaí .SC Conceição de Ipanema .RN PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Operação Paracatu .Unidade II Usina São Luiz Usina Vale UTE SMTE .MG Guaraci .MG Igrapiúna .RJ SP Nuclear Operação Monte Belo .RO PIE Outorga Touros .RS APE 780 990 3000 14400 2500 657000 1350000 16000 4400 120 29700 2368 18400 5000 93000 23400 4720 2000 300 7000 2000 7000 175100 126600 19000 28000 5000 8000 709 5400 Operação Nova Prata .SP APE Biomassa Operação Ourinhos .SP Rio de Janeiro .MS Água Clara .Subestação Paracatu Vale da Esperança Vale do Anari 2368 18400 5000 93000 23400 Vale do Ivaí Vale do Paranaíba Vale do Rosário Vale do Verdão Vale do Verdão 2 Valinho 2000 300 Vargido Varginha Varginha Jelu 1000 Várzea Alegre VCP-MS Veracel 126600 Verde 4 Verde 4A Veríssimo 5000 8000 709 Vertente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vesuvius Anexo Vetorial 3500 231 .

RR Autazes .RR SP Fóssil Operação Amajari .RR Rorainópolis .RR SP Fóssil Operação Vila Bittencourt .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Operação Tefé .RO Pitangueiras .4 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 2450 24 24 720 10 26 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 Operação Açailândia .RR SP Operação Cantá .RR Vila Rica .SP Operação Rorainópolis .SP Itapira .SC APE Fóssil Óleo Diesel 2000 Operação Conceição do Castelo .Itapira .ES PIE Fóssil Óleo Combustível 170760 Viçosa (Bicame) Videplast Viena Vier Indústria e Comércio do Mate Vigário (Elevatória) Vila Amazônia Vila Antônio Campos Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vila Augusto Monte Negro Vila Bittencourt Vila Brasil Vila Cachoeirinha Vila Caiambé Vila Caícubi Vila Central Vila da Penha Vila Dona Cota Vila dos Palmares Vila Extrema Vila Floresta Vila Itaquera Vila Mandi Vila Milagre Vila Remanso Vila Rica Vila Sacambu Vila São José Vila Urucurituba Vila Vilena Vilhena Viralcool Virgolino de Oliveira .RR Santana do Araguaia .PA Operação Rorainópolis .RO Outorga Tailândia .RJ SP Operação São Mateus do Sul .AM SP Fóssil Operação Urucurituba .PA Normandia .RR Vilhena .ES PIE 4500 4000 2000 7200 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 UTE Outorga Viana .232 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Viana PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Rorainópolis .AM SP Fóssil Operação Caracaraí .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Piraí .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Cantá .MA APE Biomassa Carvão Vegetal 7200 Operação Videira .RR Operação Porto Velho .RR SP SP PIE SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE APE Operação Mucajaí .AM Bonfim .AM Caracaraí .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Parintins .PR Fóssil Óleo Diesel 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 200 2450 24 24 720 10 26.MT Manacapuru .RR SP Operação Caracaraí .

ES APE Fóssil Gás Natural Outorga Mataraca .PR PIE Operação Serra .SP APE APE APE COM PIE APE COM PIE PIE PIE PIE PIE SP SP SP SP APE SP Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Biogás Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Vitória . Egido Wal Mart Combo .Goiânia Wal Mart Sams Vitória Wal Mart Supercenter Franca Wal Mart Vila Guilherme Wal-Mart Sorocaba Wasser Kraft WD Weatherford Wiggers Winimport Xanxerê Xapuri 2722 Xavante Xavantes Aruanã 53576 5280 1808 3162000 14.GO APE Operação Unaí .CE PIE Operação Itapejara d’Oeste .SE Normandia .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Horizonte .PE Goiânia .GO Nova Friburgo .CE APE-COM Fóssil Operação Votorantim .SP Operação Franca .PB PIE Operação Itapetininga .4 8000 Xavier Xicão Xingó Xumina Atlas de Energia Elétrica do Brasil Zanin Anexo Zé Açu 200 233 .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Acaraú .RR Araraquara .SC Operação Sorocaba .ES APE Operação Goiânia .SC Xapuri .RS Santa Rosa de Lima .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 4225 UTE Operação Caracaraí .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Vista Alegre UTE UTE EOL UTE PCH EOL UHE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE EOL UTE PCH PCH UHE UTE UTE UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Caxias do Sul .SP APE Gás Natural Operação Conceição das Alagoas .AC Pombos .PR Xanxerê .RR SP Fóssil Óleo Diesel 160 160 4225 1200 Vista Alegre do Abunã Vista Alegre Vitória Vitória Apart Hospital 2100 5280 Vitorino Volta do Rio Volta Grande 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 2000 334 600 11500 Volta Grande Votorantim Vulcabrás W.4 8000 200 Operação Porto Velho .SP Operação São Paulo .SC Imbituva .MG Outorga Palma Sola .AM Operação João Pinheiro .MG Canindé de São Francisco .MG PIE Biomassa Operação Conceição das Alagoas .RJ Campanha .SP Parintins .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 4250 2100 5280 42000 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 12000 334 600 11500 30000 2585 4250 53576 5280 1808 3162000 14.

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Produção editorial e gráfica .

“Educação. . Pesquisa e Desenvolvimento”.aneel.br nos links “Informações Técnicas”. “Central de Notícias” e “Espaço do Empreendedor”.A versão digital do Atlas de Energia Elétrica do Brasil está disponível também na página eletrônica da Agência Nacional de Energia Elétrica www.gov.

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