Brasília, 2008

DIRETORIA Jerson Kelman diretor-geral Edvaldo Alves de Santana Joísa Campanher Dutra Saraiva José Guilherme Silva de Menezes Senna Romeu Donizete Rufino diretores

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A 265a 3.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Brasil). Atlas de energia elétrica do Brasil / Agência Nacional de Energia Elétrica. ed. – Brasília : Aneel, 2008. 236 p. : il. ISBN: 978-85-87491-10-7 1. Energia elétrica. 2. Potencial energético. 3. Setor elétrico. 4. Atlas. 5. Brasil. I. Título. CDU: 621.31(81)(084.4)

Itaipu.SRD Breno de Souza França Rodrigo Abijaodi Lopes de Vasconcellos Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração – SFG Alessandro D´Afonseca Cantarino Superintendência de Gestão Técnica da Informação .SMA André Ruelli Secretaria Geral .SGE Jorge Luis Custodio Superintendência de Regulação Econômica . PETROBRAS. Furnas. .SCT Erison Honda Xavier / Marcelo Rodrigues Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira – SFF Rogério Ament Superintendência de Estudos Econômicos do Mercado . Eletronuclear. ELETROBRÁS.SRG Aymoré de Castro Alvim Filho Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade .br Diretor Marcos Rebouças Coordenação Geral Maria Angela Jabur Engenheiro Eletricista Mauro Moura Severino Produção de Textos Maria Angela Jabur Revisão de Textos e Apoio Editorial Ana Cristina da Conceição Direção de Arte e Projeto Gráfico João Campello Diagramação Bruna Pagy Ilustrações e Geoprocessamento Thiago dos Santos Ícones e Ilustração da Capa Victor Papalleo Digitalização e Tratamento de Originais Fernando Ely Fotografias Angra 2.SRE José Helder da Silva Lima Superintendência de Regulação da Comercialização da Eletricidade – SRC Juracy Rezende Castro Andrade Marcos Bragatto Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração .SPG Cícero Silva Teixeira Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética – SPE Máximo Luiz Pompermayer Sheyla Maria Damasceno Superintendência de Concessões e Autorização de Transmissão e Distribuição .SGI Adriana Lannes Souza Superintendência de Concessões e Autorizações de Geração – SCG Luciana de Oliveira Barcellos Ludimila Lima Superintendência de Planejamento da Gestão .tdabrasil.AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA • Aneel SUPERVISÃO Assessoria de Comunicação e Imprensa – ACI Salete Cangussu Assessora de Comunicação e Imprensa Patricia Barbosa Pinto Jornalista Joseanne Aguiar Analista Administrativa EQUIPE TÉCNICA Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição .SEM Patricia Trindade Dontal Superintendência de Mediação Administrativa Setorial . ELETRONORTE. STOCKExchange. TDA Comunicação.SFE José Assad Thomé Júnior Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão – SRT José Moisés Machado da Silva Giácomo Francisco Bassi Almeida Superintendência de Gestão e Estudos Hidroenergéticos – SGH Matheus Bittar PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA TDA COMUNICAÇÃO www.com.

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Stock Xchng .

Stock Xchng .

têm sido criados incentivos à produção de energia pela queima do lixo urbano e pela utilização do metano associado a dejetos de suínos. Para isso foi necessário licitar novas instalações de conexão à rede básica. a marca de 100 mil megawatts (MW) em potência instalada (75% de fonte hídrica e 25% de fonte térmica). ao unir a despoluição das cidades e dos rios à geração de energia elétrica. Projetos que são aprovados pela Aneel e já atingiram uma economia de redução anual na ordem de 5. Nesse sentido.597 GWh/ano no consumo de energia elétrica. é de grande relevância a busca da eficiência energética. Ambos projetos apontam o caminho da correta sustentabilidade ambiental. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) periodicamente atualiza esse Atlas que contém um importante acervo de informações sobre a infra-estrutura elétrica do país. energia gerada pela queima do bagaço de cana-de-açúcar. E muito ainda pode ser feito para expandir o parque hidroelétrico. É possível e desejável atuar também pelo lado da demanda. no ano de 2007.Mensagem da Diretoria Mensagem da Aneel O setor elétrico brasileiro está em permanente evolução. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 9 .93 bilhões. fruto tanto de mudanças legais e normativas quanto do avanço tecnológico. espalhados num território de dimensão continental. O equilíbrio entre oferta e demanda não é alcançado apenas aumentando a oferta. O Brasil superou. Numa escala ainda reduzida e experimental. Os projetos apresentados pelas distribuidoras de energia elétrica nessa área. totalizam investimentos de mais de R$ 1. desde o início do primeiro ciclo em 1998. É um desafio levar energia elétrica a mais de 61 milhões de consumidores. para escoamento da energia produzida pelas usinas de canade-açúcar localizadas na região Centro Oeste do Brasil. já que menos de 30% foi aproveitado! Persistimos em busca da geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis: em 2008 realizou-se o primeiro leilão de biomassa. Por essa razão.

além dos custos de produção e transporte de energia elétrica.Mensagem da Diretoria O setor finalizou o ano de 2008 com o leilão da maior Linha de Transmissão do mundo. Além de atualizar as informações das edições anteriores inova na apresentação do conteúdo. Boa leitura! Jerson Kelman Diretor-geral da ANEEL 10 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . O controle social dessa difícil tarefa ocorre por meio da transparência de procedimentos e de informações. na abordagem e no aperfeiçoamento da identidade visual de forma a contribuir ainda mais para ampliar o conhecimento da área de energia. todos definidos em leis. uma conexão elétrica de 2. Os bastidores da cadeia industrial que move a energia elétrica estão detalhadas e explicadas nessa publicação. O papel da Aneel é regular e fiscalizar a geração. a transmissão.400 km das usinas do Complexo do rio Madeira com o Sistema Interligado Nacional. ICMS (estadual) e federal (PIS/Cofins). mais de dez encargos setoriais (subsídios cruzados entre consumidores). A conta de luz embute. autorizadas e permissionárias. A terceira edição do Atlas é mais uma iniciativa de dar a visibilidade e legitimar as ações da Aneel que interferem no dia-a-dia do país. São centenas de empresas concessionárias. e também os impostos. a distribuição e a comercialização da energia elétrica.

Apresentação .

Acervo TDA .

Do ponto de vista econômico. durante quase uma década foi caracterizado pela volatilidade e tendência de alta das cotações (que superaram US$ 100. Em outras palavras: o desafio é reduzir o impacto ambiental e. com o aumento da geração de renda e da oferta de trabalho. que estava em pleno desenvolvimento durante o ano de 2008. observado principalmente nos países em desenvolvimento. carvão mineral e petróleo. sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. por meio das quais é possível obter o mesmo resultado utilizando menor quantidade de energia. ser capaz de suportar o crescimento econômico – que. em busca do desenvolvimento sustentável. da energia elétrica . portanto. Envolve tanto políticas de governos quanto investimentos realizados pelas empresas do setor em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). o que se revelou como um forte estímulo para as iniciativas de substituição por outras fontes. ao mesmo tempo. A atividade de produção de energia – e. proporciona a inclusão social de grandes contingentes da população. liberado em larga escala nos processos de combustão dos recursos fósseis para produção de calor. terá sobre os setores produtivos e. Entretanto. deu suporte ao crescimento e às transformações da economia mundial. vapor ou energia elétrica.00 por barril em 1980 e. eram incertos o ritmo e os avanços que esse processo registrará no curto e médio prazos. E deverá ser mantido e aperfeiçoado ao longo dos próximos anos. ocasião da conclusão desta edição.ingressou no século XXI. particularmente o dióxido de carbono (CO2). provocado pelo elevado volume de emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE). a oferta farta de energia. Desde o início dos anos 90. Um deles é o aquecimento global. Ao final de 2008. consumo consciente. A disponibilidade energética deveria se manter compatível com o acentuado aumento do consumo provocado por um novo ciclo de crescimento econômico. sobre o ritmo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 13 . É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual. mais recentemente. em consequência. por sinal. as fontes tradicionais teriam que ser substituídas por recursos menos agressivos ao meio ambiente. Além disso. As duas variáveis dependerão do impacto que a crise do sistema financeiro mundial. o cenário mudou ao ser colocado à prova por uma nova realidade: a necessidade do desenvolvimento sustentável. este último. estudiosos e cientistas alertavam para os efeitos da deterioração ambiental provocada pela ação humana. das reservas de recursos naturais mais utilizadas. que eclodiu no mês de setembro. entre outros desdobramentos. conceito que alia a expansão da oferta.Apresentação Apresentação Durante todo o século XX. Já nos primeiros anos do século atual. produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida. em 2008). obtida principalmente a partir dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão mineral. no médio prazo. particularmente. os consumidores seriam induzidos a substituir energéticos mais poluentes por outros de menor impacto ambiental e a aderir a práticas mais eficientes. Entre elas. é retratado na presente edição do Atlas de Energia Elétrica do Brasil. Esse processo. Outro é a possibilidade de esgotamento. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

o que se verifica são medidas que induzem o consumidor a utilizar as fontes ambientalmente mais “limpas”.o que acarretou a expansão do consumo do etanol. também foi inserida uma tabela comparativa entre as principais medidas utilizadas no mercado de energia. A relação detalhada poderá ser encontrada ao final de cada capítulo. como a produção de automóveis flex-fuel . maré e biomassa. pesquisa e texto). transmissão e distribuição. ao mesmo tempo em que tem o foco no mercado brasileiro. e composta por jornalistas especializados (encarregados da coordenação editorial.e a criação do mercado de “energia verde” em alguns países europeus. demonstra a importância da energia para as atividades humanas. sob a forma de Referências. que buscam conectar novos clientes . derivados de petróleo e carvão) e a energia nuclear. o foco é atingir a diversificação e. do qual o Brasil é o segundo maior produtor mundial . Como fontes de informação foram utilizadas trabalhos. Com isso. As medidas abrangem todas as formas de utilização de energia – calor. Esta estrutura é uma das inovações na produção da 3ª edição do Atlas de Energia Elétrica. Na ponta do consumo. acadêmicos (responsáveis pela coordenação e revisão técnica) e publicitários (diagramação. pela tradição. arte. Entre eles insere-se o Brasil que. sol. renováveis e ambientalmente “limpos”. Um deles. A segunda parte da edição concentra-se em fontes renováveis – energia hidráulica. A adoção do Glossário com os principais termos técnicos é uma forma de facilitar ainda mais o aprendizado sobre os temas abordados. particularmente a energia elétrica. Além disso. aborda a conjuntura e o cenário internacionais da energia. O segundo. Na ponta da produção. As iniciativas abrangem tanto soluções para o aumento da eficiência dos processos quanto a redução dos custos das fontes renováveis como vento. A versão aperfeiçoada da última edição. A terceira tem como destaque os combustíveis fósseis (gás natural. Razão pela qual o Atlas de Energia Elétrica. portanto. implantados junto aos consumidores tradicionais. Todos os capítulos seguem a mesma estrutura: partem das informações gerais a respeito do recurso. há os projetos de eficiência energética. são os recursos energéticos e a geração de energia elétrica. Também foram consultadas entidades autoras de estudos e estatísticas do mercado global e cujas informações estão presentes em praticamente todos os capítulos. produção e consumo no mundo e detalham o mercado brasileiro com foco na produção da eletricidade. também. se transforma-se em fonte de consulta para estudantes e interessados em obter maior conhecimento a respeito do assunto. entretanto. além de trabalhos e pesquisas produzidos por entidades setoriais foram utilizados estudos do mercado geral de energia. Ao final. lançada em 2005 foi possível devido a outra inovação: a estruturação de uma equipe multidisciplinar selecionada por meio de um processo transparente de concorrência. vapor e elétrica – e são adotadas por praticamente todos os países. e os programas de universalização do atendimento. o Atlas de Energia Elétrica do Brasil. 14 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .a sistemas elétricos. além de apresentar um panorama do mercado destinado a profissionais dos diversos segmentos do setor. Os mais adiantados nessa direção pertencem ao grupo das chamadas nações desenvolvidas (Japão. descreve a estrutura do setor de elétrico brasileiro e apresenta dos caminhos da energia do Brasil: geração.geralmente de baixa renda e habitantes de comunidades distantes dos grandes centros . abrangem disponibilidade. Mas as iniciativas também podem ser observadas nos países em desenvolvimento. Na primeira parte. a publicação é dividida em dois capítulos. ao mesmo tempo. entre outras. países da Europa e Estados Unidos) que. paginação e impressão). O foco principal do Atlas. Consumo. explicam as suas principais características. edição 2008. respeitabilidade e especialização no trato de dados sobre o mercado de energia. Características Gerais. são os mais dependentes dos combustíveis fósseis. Para obtenção de dados sobre o setor energético e elétrico brasileiro. embora seja bastante dependente do petróleo. de forma a torná-las comercialmente viáveis. a “limpeza” da matriz energética. em 2007 conseguiu transformar a biomassa na segunda maior fonte produtora de energia local e obtém a maior parte da energia elétrica consumida proveniente de recursos hídricos – e.Apresentação da atividade econômica e sobre os volumes de investimentos destinados a pesquisa e inovações tecnológicas por parte das companhias que integram a cadeia produtiva da energia. insere o comportamento do mercado consumidor local e mundial na conjuntura econômica verificada nos últimos anos. biomassa e o grupo chamado de Outras Fontes. pesquisas e estatísticas produzidos por entidades reconhecidas no Brasil e no exterior.

2 POTENCIAIS.Sumário PARTE I – Energia no Brasil e no mundo 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS 1.1 INFORMAÇÕES GERAIS 3.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS 4 BIOMASSA 4.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL 3.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO 1.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS 1.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 49 51 54 57 60 63 65 69 70 73 17 21 22 23 28 34 37 39 41 44 .3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL PARTE II – Fontes renováveis 3 ENERGIA HIDRÁULICA 3. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 3.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO 2.2 DISPONIBILIDADE.5 GERAÇÃO 2 CONSUMO 2.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 4.1 INFORMAÇÕES GERAIS 2.3 DISTRIBUIÇÃO 1.1 INFORMAÇÕES GERAIS 4.4 TRANSMISSÃO 1. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA 4.

5 GEOTÉRMICA 5.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 6.6 MAR PARTE III – Fontes não-renováveis 6 GÁS NATURAL 6.1 INFORMAÇÕES GERAIS 6. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 8.1 INFORMAÇÕES GERAIS 9.1 INFORMAÇÕES GERAIS 5.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 7. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 9.2 ENERGIA EÓLICA 5.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 9.2 RESERVAS.1 INFORMAÇÕES GERAIS 8.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 9 CARVÃO MINERAL 9.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 8 ENERGIA NUCLEAR 8.2 RESERVAS.1 INFORMAÇÕES GERAIS 7.3 ENERGIA SOLAR 5. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 6.2 RESERVAS.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 7 DERIVADOS DE PETRÓLEO 7.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 8.5 OUTRAS FONTES 5.2 RESERVAS.4 BIOGÁS 5. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 7.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS FATORES DE CONVERSÃO GLOSSÁRIO ÍNDICE ANEXO 75 77 79 82 86 87 88 91 93 96 100 104 105 107 110 112 115 117 119 122 124 127 129 131 134 137 140 143 145 155 159 .

Parte I Acervo TDA Energia no Brasil e no mundo Características Gerais 1 .

em 2004. Já o MAE. Sistema dos leilões e mercado livre Do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) participam. No mesmo ano. importadores. A segunda ocorreu em 2004. foram constituídas na década de 90 novas entidades para atuar no novo ambiente institucional: além 18 Atlas de Energia Elétrica do Brasil da Aneel. às companhias. com a implantação do Novo Modelo. O modelo implantado em 2004 restringiu. programa computacional que. o novo modelo instituiu dois ambientes para a celebração de contratos de compra e venda de energia: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR). de dezembro de 1996. que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e determinou que a exploração dos potenciais hidráulicos fosse concedida por meio concorrência ou leilão. a modicidade tarifária. Uma das principais alterações promovidas em 2004 foi a substituição do critério utilizado para concessão de novos empreendimentos de geração. em que o maior valor oferecido pela outorga (Uso do Bem Público) determinaria o vencedor.Capítulo 1 | Características Gerais Box 1 O novo modelo do setor elétrico O modelo institucional do setor de energia elétrica passou por duas grandes mudanças desde a década de 90. subordinado à Eletrobrás). a maioria das atividades era estritamente regulamentada e as companhias operadoras controladas pelo Estado (federal e estadual) e verticalizadas (atuavam em geração. transmissoras e distribuidoras. o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Mercado Atacadista de Energia (MAE). O ONS. exportadores e consumidores livres. e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). promover a modicidade tarifária. realiza estudos e projeções com base em dados históricos.427. com a introdução do Novo Modelo do Setor Elétrico. Além disso. o MME constituiu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A Aneel sucedeu o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). comercializadoras. As vendedoras da energia . transmissão e distribuição). foi substituído pela CCEE. Passou a vencer os leilões o investidor que oferecesse o menor preço para a venda da produção das futuras usinas. é responsável pela coordenação da operação das usinas e redes de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). exclusivo para geradoras e distribuidoras. apenas as distribuidoras. quando o setor passou por um movimento de liberalização. cuja constituição foi diretamente relacionada à criação do mercado livre. por meio da regulamentação e fiscalização. que teve como objetivos principais: garantir a segurança no suprimento. Até então. ao consumidor. entidade também autônoma que substituiu o GCOI (Grupo de Controle das Operações Integradas. Mas a produção das geradoras passou a ser negociada no mercado livre – ambiente no qual as partes compradora e vendedora acertam entre si as condições através de contratos bilaterais. com base em projeções. presentes e futuros da oferta de energia elétrica e do mercado consumidor. A primeira envolveu a privatização das companhias operadoras e teve início com a Lei no 9. depois de mais de 50 anos de controle estatal. em particular pelos programas de universalização (como o Luz para Todos). na parte compradora. A reforma exigiu a cisão das companhias em geradoras. em síntese tem por objetivo atuar de forma a garantir. Além disso. a obtenção de resultados sólidos ao longo do tempo e. o mercado livre – que em 2008 respondia por cerca de 30% da energia elétrica negociada no país. As atividades de distribuição e transmissão continuaram totalmente regulamentadas. do qual participam geradoras. Sua implantação marcou a retomada da responsabilidade do planejamento do setor de energia elétrica pelo Estado. elabora cenários para a oferta de energia elétrica. para as quais essa passou a ser a única forma de contratar grande volume de suprimento para o longo prazo. mas não extinguiu. O mesmo programa é utilizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para definir os preços a serem praticados nas operações de curto prazo do mercado livre. opera o Newave. A nova estrutura assenta-se sobre muitos dos pilares construídos nos anos 90. Além disso. Para decidir quais usinas devem ser despachadas. a operação de todos os agentes em um ambiente de equilíbrio que permita. manteve inalteradas – porém em permanente processo de aperfeiçoamento – as bases regulatórias da distribuição e transmissão. e promover a inserção social. uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). com a missão principal de desenvolver os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. Para tanto. Como agência reguladora.

o objeto de contratação é a produção de usinas que entrarão em operação apenas em caso de escassez da produção das usinas convencionais (basicamente hidrelétricas). junto às licitações para construção e operação de linhas de transmissão. Além de abrigar essas operações. Neste caso. Por meio de portaria. Nele foi ofertada a produção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e termelétricas movidas a bagaço de cana e a biomassa proveniente de criadouro avícola. receitas de vendas e custos de suprimento ao longo do tempo. foi exclusivo para fontes alternativas. nas duas pontas podem ocorrer diferenças entre o volume contratado e aquele efetivamente movimentado. A primeira corresponde à produção das usinas já em operação e os volumes contratados são entregues em um prazo menor (A-1). as distribuidoras complementam o volume necessário ao atendimento do mercado (visto que as compras de longo prazo são realizadas com base em projeções). esses leilões são. portanto. a CCEE também se responsabiliza pela sua liquidação financeira. A segunda. indicadores do cenário da oferta e da procura no médio e longo prazos. Esta é a sua função original. No mercado livre. Nos últimos anos. a prioridade é dada ao vendedor que pratica o menor preço. a CCEE organizou mais de 20 leilões por delegação e sob coordenação da Aneel. portanto. como preço. de acordo com a fonte da energia: térmica ou hídrica. três ou cinco anos após a data de realização do leilão (que são chamados. o mecanismo de colocação prioritária da energia ofertada pelo menor preço também garante a modicidade tarifária. fixa o preço teto para o MWh a ser ofertado. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 19 . há os leilões de ajuste e os leilões de reserva. O início da entrega é previsto para ocorrer um. Como as geradoras entram em “pool” (ou seja. que são realizados pela Aneel e pela CCEE. respectivamente. Os valores máximos devem ser iguais ou inferiores ao preço teto. Além deles. O comprador. Assim. nas projeções do volume que irá produzir – e que variam de acordo com as determinações do ONS. também constituídas na década de 90. O vendedor. Como são realizados com antecedência de vários anos. o prazo de entrega geralmente é de três ou cinco anos (A-3 e A-5). também. O primeiro. Dois deles.Características Gerais | Capítulo 1 elétrica são as geradoras. foi contratada exclusivamente a energia elétrica produzida a partir da biomassa. a cada mês. Os leilões dividem-se em duas modalidades principais: energia existente e energia nova. Da parte vendedora participam as geradoras enquadradas como PIE (produtores independentes de energia). Operações de curto prazo Os contratos têm prazos que podem chegar a vários anos. Nos leilões de reserva. fornecem variáveis necessárias à elaboração do planejamento. Segundo o governo. realizado em 2008 e caracterizado como o primeiro leilão de energia de reserva. O acerto dessa diferença é realizado por meio de operações de curto prazo no mercado “spot” abrigado pela CCEE que têm por objetivo fazer com que. ou ACL. e que têm por função favorecer o contato entre as duas pontas e dar liquidez a esse mercado. de acordo com a disponibilidade de energia elétrica. proporcionam maior segurança em cálculos como fluxo de caixa futuro. baseia-se em projeções de consumo. em 2007. desde que ele não supere 1% do volume total. Os preços são fornecidos pelo programa Newave e variam para cada uma das regiões que compõem o SIN. A-3 e A-5). vendedores e compradores negociam entre si as cláusulas dos contratos. são atribuição da Aneel. respectivamente. A maior parte das usinas participantes será movida a bagaço de cana (apenas uma é abastecida por capim elefante). Todas ainda estão por ser construídas e deverão entrar em operação em 2009 e 2010.5 MW (megawatt) que adquirem a energia elétrica para uso próprio. Nos primeiros. Para a EPE. à produção de empreendimentos em processo de leilão das concessões e de usinas que já foram outorgadas pela Aneel e estão em fase de planejamento ou construção. de A-1. Para os investidores em geração e para as distribuidoras. A parte compradora é constituída por consumidores com demanda superior a 0. prazo e condições de entrega. Entre 2004 e 2008. a entidade passou a abrigar a operacionalização de parte dos leilões de venda da energia que. foram significativos pela contribuição à diversificação e à simultânea “limpeza” (aumento da participação de fontes renováveis) da matriz nacional. as partes “zerem” as suas posições através da compra ou venda da energia elétrica. a oferta não é individualizada). pelo menos. As transações geralmente são intermediadas pelas empresas comercializadoras. No outro. O MME determina a data dos leilões. por permitir a visualização de.

Capítulo 5 | Outras fontes A estrutura institucional do setor elétrico brasileiro Em 2004. que abriga a negociação da energia no mercado livre. responsável por coordenar e supervisionar a operação centralizada do sistema interligado brasileiro. o Atlas de Energia Elétrica reproduz a atual estrutura institucional do setor elétrico brasileiro. Os instrumentos legais criaram novos agentes. Para acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território nacional. com a implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico. por meio do Ministério de Minas e Energia (MME) e com assessoramento do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Congresso Nacional. além de sugerir das ações necessárias. e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).848/2004. agência reguladora. o Governo Federal. foi instituído o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). vinculada ao MME e cuja função é realizar os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. Um deles é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).SEAE SNRH.847/2004 e no 10. Abaixo. O Novo Modelo do Setor Elétrico preservou a Aneel. ANA e CONAMA Agentes institucionais EPE Eletrobrás Concessionárias BNDES 20 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . manteve a formulação de políticas para o setor de energia elétrica como atribuição do Poder Executivo federal. Estrutura institucional do setor elétrico Políticas Congresso Nacional Presidência da República CNPE / MME Regulação e Fiscalização ANEEL Agências Estaduais ANP Mercado G CCEE T D C ONS Conselhos de consumidores Entidades de defesa do consumidor SDE / MJ CADE . Outro é a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). MMA. por meio das leis no 10. também ligado ao MME.

Na atualidade. Em um deles está o desenvolvimento tecnológico que visa atingir maior qualidade e eficiência tanto na produção quanto na aplicação dos recursos energéticos. que visa a aumentar o número de pessoas com acesso às fontes mais eficientes de energia – mesmo que por meio de instalações simples e de baixo custo. necessariamente. telecomunicações e energia.Características Gerais | Capítulo 1 Características Gerais 1. cujas atividades têm áreas de intersecção apenas quando se trata da geração de eletricidade. petróleo. No outro extremo. Esta iniciativa é observada principalmente com relação ao fornecimento de energia elétrica (que na iluminação substituiria. começa a ser crescentemente abastecido por etanol – enquanto. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 21 . 1 Isto significou que maior número de pessoas passou a ter acesso a produtos que. gás natural ou energia elétrica) quanto para aquelas multissetoriais – as chamadas multiutilities. Já a energia é o fator determinante para o desenvolvimento econômico e social ao fornecer apoio mecânico. petróleo e gás natural). ter origem local. Sua entrega às localidades menores do interior do País só foi possível pela abertura das grandes rodovias nos anos 70 do século XX – e que também foram consideradas um sinal de modernização do país. maré e células de hidrogênio. No Brasil dos anos 70. por exemplo. a vela e o querosene dos lampiões). à integração nacional. entre outras. Os dois seguintes. Esta característica faz com que o setor de energia conviva. há a ação horizontal. cozimento. no terreno dos projetos pilotos. Por isso. no geral. após passar décadas dependente da gasolina. ou é composta por estatais ou por companhias controladas pelo capital privado que atuam em um ambiente regulamentado pelos governos locais. gás liquefeito de petróleo) na cocção1 de alimentos. minerais. a indústria da energia é nitidamente dividida entre os setores de petróleo. E é válida tanto para operadoras de um único setor (por exemplo. além de mais eficientes do ponto de vista energético. 1Cocção: ato ou efeito de cozer. Essa indústria faz parte de uma cadeia econômica que tem início com a exploração de recursos naturais estratégicos (como água. No Brasil houve um ensaio para criação das multiutilities nos anos 90.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS Uma das variáveis para definir um país como desenvolvido é a facilidade de acesso da população aos serviços de infra-estrutura. Esta característica pode ser observada tanto no Brasil quanto no exterior. é detectada também em outros setores. O primeiro está diretamente relacionado à saúde pública. o primeiro caso inclui as pesquisas sobre novas fontes. Assim. Este capítulo abordará a estrutura do setor de energia elétrica. O GLP é obtido em refinarias e distribuído por meio de caminhões. térmico e elétrico às ações humanas. como geotermia. um exemplo é o automóvel que. por exemplo. Do segundo. foi avaliado como reflexo da modernização econômica e social a substituição da lenha pelos derivados de petróleo (GLP. mas a tendência não se consolidou. e que termina no fornecimento de um serviço público básico para a sociedade. como saneamento básico. de propriedade da União. em menor escala. gás natural e energia elétrica. das atividades intermediárias existentes entre eles – está a chamada indústria da energia. também. transportes. Na administração e operação desses dois extremos – e. se movimenta com o estímulo da energia elétrica. historicamente. mas. com dois extremos. não precisavam.

as que apresentam maior densidade demográfica. chamados de Sistemas Isolados. 22 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . mas parte integrou o Programa Luz para Todos.4). Além disso. como nível de atividade econômica. que se concentram principalmente na região Amazônica. por isso. De todos os segmentos da infra-estrutura. Destas. o impacto do Programa Luz para Todos. cerca de 85%. Elas são. Parte delas decorreu do crescimento vegetativo da população. Isto ocorre porque as características geográficas da região. Centro-Oeste e Norte historicamente concentram a maior parte da população sem acesso à rede. não-conectados ao SIN e. Estas últimas. Centro-Oeste. portanto. segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). foi observado principalmente na região rural. além de rios caudalosos e extensos. Sudeste. Para geração e transmissão de energia elétrica. outros fatores. Segundo dados divulgados no mês de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). baixa densidade demográfica (principalmente na região Centro-Oeste) e. em 2007. Para o atendimento ao consumidor. aliada às características geográficas.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO O Brasil é um país com quase 184 milhões de habitantes. linhas de transmissão e ativos de distribuição) principal: o Sistema Interligado Nacional (SIN). por exemplo. são as regiões mais desenvolvidas do país em termos econômicos e sociais. e o Luz para Todos. também.1 a seguir. Os dois fenômenos foram proporcionados pela implantação simultânea de dois programas do Governo Federal: o Bolsa Família. e se destaca como a quinta nação mais populosa do mundo. baixa densidade demográfica e pequena geração de renda.Capítulo 1 | Características Gerais 1. apenas nesse período a taxa de atendimento no Nordeste praticamente se igualou à média nacional. Sudeste. o país conta com mais de 61. mas também transformaram o Norte na região com maior potencial para aproveitamentos hidrelétricos do país (para detalhes. Segundo a empresa. Esta evolução foi favorecida. é residencial. embora em números absolutos a maior parte tenha sido instalada na região Sudeste. transmissão e distribuição adquiriram ao longo do tempo e ainda determinam a maior ou menor facilidade de acesso da população local à rede elétrica. o atendimento a novos consumidores pode ser realizado a partir de intervenções de pequeno porte para expansão da rede. cada uma das cinco regiões geográficas em que se divide o Brasil – Sul. para transferência de recursos públicos à população carente. as regiões que registram melhor relação entre número de habitantes e unidades consumidoras de energia elétrica. comprometeram a extensão das redes de transmissão e distribuição. o maior impacto – medido pelas variações percentuais – ocorreu nas regiões Norte e Nordeste. cerca de 95% da população tinha acesso à rede elétrica. energia elétrica é o serviço mais universalizado. em 2007 foram realizadas mais de 1.5 milhões de unidades consumidoras em 99% dos municípios brasileiros. Nordeste e Norte – tem características bastante peculiares e diferenciadas das demais. A relação entre as peculiaridades regionais e o acesso à rede elétrica fica clara nas análises que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ainda segundo a EPE. Sudeste e Sul. Já o Nordeste. o que confirma a baixa densidade demográfica. Afinal. capacidade de geração e circulação de renda e densidade demográfica (número de habitantes por quilômetro quadrado) são variáveis importantes. no caso da região Norte. há diversos sistemas de menor porte. Em 2008. Em conseqüência. composta por floresta densa e heterogêna. Nordeste e parte da região Norte (para detalhes. segundo a EPE. por exemplo. Essa imensa “rodovia elétrica” abrange a maior parte do território brasileiro e é constituída pelas conexões realizadas ao longo do tempo. segundo a EPE. fez do mercado de energia elétrica brasileiro em maio de 2008. por sinal. O atendimento foi comprometido por fatores como grande número de habitantes com baixo poder aquisitivo (no caso do Nordeste principalmente). No Norte. Centro-Oeste. dificultaram a construção de linhas de transmissão de grande extensão que permitissem a conexão ao SIN.8 milhão de ligações residenciais. ver Capítulo 3). ver tópico 1. A incidência e as dimensões dos nichos não atendidos estão diretamente relacionadas à sua localização – e às dificuldades físicas ou econômicas para extensão da rede elétrica. o país conta com um sistema (conjunto composto por usinas. Como mostra a Tabela 1. São. tanto pelo aumento de renda da população mais pobre quanto pelo incremento no número de ligações elétricas. no Norte do país. a grande maioria. que tem por objetivo estender a rede elétrica a 100% da população. estas unidades apresentaram aumento de 23% no consumo de eletricidade durante o período. de instalações inicialmente restritas ao atendimento exclusivo das regiões de origem: Sul. Estas particularidades determinaram os contornos que os sistemas de geração. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). No conjunto.

Em 2008.620 12.319 2007 2. a Aneel relaciona 53 dessas cooperativas que. 2006 2. por meio de um sistema composto por fios. espanhóis e portugueses.9 2. Nos grupos de controle de várias empresas privadas verifica-se a presença de investidores nacionais. visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão todo o suprimento destinado ao abastecimento no país.703 52.101 7. A relação entre os agentes operadores do setor elétrico e os consumidores pode ser observada na Figura 1. No primeiro caso. responsáveis pelo atendimento de mais de 61 milhões de unidades consumidoras. 500 kV) (13. a energia elétrica trafega em tensão que varia de 88 kV (quilovolts) a 750 kV.745 13. espalhadas por diversas regiões do país.1 – Relação entre agentes e consumidores. Além delas.8 kV) TUSD Geração TUST Transmissão TUST Distribuição (138 kV . após deixar a usina.403 24.319 3. Exceção a essa regra são algumas unidades industriais que operam com tensões mais elevadas (de 2.6 1. chega à unidade final em 127 volts ou 220 volts. Já o mercado de distribuição de energia elétrica.146 variação absoluta 125 674 702 201 125 1. 25 haviam assinado contratos de permissão com a Aneel.827 % 4. Ao chegar às subestações das distribuidoras. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 23 . 2008.3 DISTRIBUIÇÃO A conexão e atendimento ao consumidor.3 kV a 88 kV) em suas linhas de produção e recebem energia elétrica diretamente da subestação da distribuidora (pela chamada rede de subtransmissão). O controle acionário dessas companhias pode ser estatal ou privado. as cooperativas de eletrificação rural. qualquer que seja o seu porte são realizados pelas distribuidoras de energia elétrica.8 5.000 unidades) Região Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil Fonte: EPE. Consumidores livres (10 kV .5 3. Deste total. As distribuidoras são empresas de grande porte que funcionam como elo entre o setor de energia elétrica e a sociedade. Fonte: Aneel.076 25. atendem a pequenas comunidades. transmitem e distribuem energia elétrica exclusivamente para os associados. após a conclusão do processo de enquadramento na condição de permissionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica para cumprimento da lei no 9.579 50.074/1995 e da resolução Aneel no 012/2002.8 3. estaduais e/ou municipais.399 7.1 . 69 kV) Tarifa de distribuição Consumidores cativos TUST Consumidores livres Figura 1.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Nas redes de transmissão. os acionistas majoritários são o governo federal.1 abaixo. entidades de pequeno porte. a tensão é rebaixada e. é formado por 63 concessionárias.Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1.4 2.520 3. norte-americanos. postes e transformadores. 30kV) (345 kV .

Desta maneira. o total de recursos aplicados entre 1998 e 2007 em programas de P&D por todas as empresas do setor (o que inclui as transmissoras e geradoras) foi de R$ 1. respectivamente. Neste caso.68 vezes e. O valor final a ser pago pelo cliente corresponde à soma de três componentes: o resultado da multiplicação do volume consumido pela tarifa (valor do kWh. como mostra a Tabela1. O cumprimento dos Contratos de Concessão e as atividades desenvolvidas são estritamente reguladas e fiscalizadas pela Aneel. Já a parcela que fica com a distribuidora. em 1997 o DEC médio no país foi de 27. os encargos do setor elétrico e os tributos determinados por lei.57 18. Pela legislação vigente (Lei no 11. Entre esses programas estão o Baixa Renda (com tarifas diferenciadas para consumidores que atendem a determinadas especificidades de consumo e renda). Os tributos são destinados ao governo. O Mapa 1.72 27.Média anual Brasil DEC 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: Aneel. o pagamento de um valor justo e o acesso a um serviço contínuo e de qualidade e. 2008. FEC 21. são obrigadas a destinar um percentual mínimo de sua receita operacional líquida a essas atividades que. assegurar ao consumidor.81 16.83 16. como linhas de crédito e financiamento).33 16.3 bilhão. embutidos na tarifa – e. Quanto ao FEC. em 2007.12 12.19 minutos e. portanto. em 2007.12 12.Capítulo 1 | Características Gerais Os direitos e obrigações dessas companhias são estabelecidos no Contrato de Concessão celebrado com a União para a exploração do serviço público em sua área de concessão – território geográfico do qual cada uma delas detém o monopólio do fornecimento de energia elétrica. sendo que alguns deles.68 21.56 14. a tarifa praticada remunera não apenas as atividades de 24 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . transparentes ao consumidor – têm aplicação específica. Além de responder pelo atendimento ao cliente final.71 11. é utilizada para os investimentos em expansão e manutenção da rede.84 13. de outro.44 16. remuneração dos acionistas e cobertura de seus custos.66 15. para ser implementadas.85 17. Alguns dos principais estimulam a inclusão social da população mais pobre por meio do acesso formal à rede elétrica e da correspondente fatura mensal (que passa a funcionar como comprovante de residência ao permitir o acesso a instrumentos econômico-sociais.68 17. havia recuado para 16.2 . garantir à distribuidora o equilíbrio econômico-financeiro necessário ao cumprimento do Contrato de Concessão.2 abaixo.29 14. as distribuidoras desenvolvem programas especiais compulsórios com foco no consumidor.62 11.465/2007).72 vezes. Segundo informações da Aneel. de um lado. o Luz para Todos (universalização) e a regularização das ligações clandestinas (os chamados “gatos”. em 1997 foi de 21. até o final de 2010 esse percentual é de 0.19 24. As tarifas de energia elétrica Tabela 1. O objetivo da Agência é.Indicadores de qualidade .07 16. Entre estes últimos está a compra de suprimento.1 na página seguinte mostra que as 63 distribuidoras que operam em 2008 atuam em diferentes Estados do país.08 minutos. Entre as variáveis reguladas pela Agência estão as tarifas e a qualidade do serviço prestado – tanto do ponto de vista técnico quanto de atendimento ao consumidor.05 19. Os encargos do setor elétrico. dependem da aprovação da Aneel. expresso em reais). abrigam mais de uma dessas companhias. de 11. ou conexões irregulares que permitem o acesso ilegal à energia elétrica sem o pagamento da correspondente fatura e se configuram legalmente como crime). De acordo com a Aneel. Dois desses indicadores são o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) que medem.5% tanto para eficiência energética quanto para P&D. como São Paulo. a duração e a freqüência das interrupções no fornecimento.08 As faturas mensais emitidas pelas distribuidoras registram a quantidade de energia elétrica consumida no mês anterior e medida em kWh (quilowatt-hora). As distribuidoras também são responsáveis pela implementação de projetos de eficiência energética (ver Box do capítulo 2) e de P&D (pesquisa e desenvolvimento).59 15.

1 . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .35 a 389.08 a 317. 2008.08 R$ / MWh 199.59 a 365.62 R$ / MWh 398.Mapa das Concessionárias de Distribuição Residenciais por R$/MWh Atlas de Energia Elétrica do Brasil 25 .11 a 412.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.32 a 294.86 R$ / MWh 341.84 a 341.86 R$ / MWh 365.Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR BOA VISTA Guiana Francesa Guiana AP CEA CER O c e a n o A 0º S t l â n Equador t 0º S i c o MANAUS AM CEAM PA CELPA MA CEMAR CE COELCE RN COSERN SAELPA PI 10º S PB CELB CEPISA CELPE PE AL SE CEAL AC ELETROACRE TO RO CERON CELTINS ENERGIPE SULGIPE 10º S BA Peru MT COELBA CEMAT GO CHESP CEB-DIS DF Bolívia CELG-D MG 20º S CEMIG-D ELFSM ES 20º S MS ENERSUL ELEKTRO CNEE CPFL CLFM CPEE DMEPC CJE PIRAT EEB EBE ELPA LIGHT CFLCL AMPLA CENF ESCELSA Chile CAIUÁ-D Paraguai ZOOM 2 PR EDEVP CLFSC SP CSPE RJ ZOOM 1 ENERSUL Trópico de Capricórnio ZOOM 1 ZOOM 2 ELEKTRO COPEL-DIS CFLO FORCEL COCEL PR FORCEL CFLO COPEL-DIS COCEL MS ELEKTRO IENERGIA IENERGIA IENERGIA SC CELESC-DIS EFLUL COOPERALIANÇA CAIUÁ-D CPFL CNEE CLFM CPEE DMEPC ELEKTRO CEMIG-D MG SC CELESC-DIS HIDROPAN MUX DEMEIELETROCAR RGE 30º S HIDROPANELETROCAR DEMEI MUX RGE EFLUL EFLJC COOPERALIANÇA RS UHENPAL SP EDEVP CJE CLFSC ELEKTRO PIRAT PIRAT EEB ELEKTRO AES-SUL 30º S EBE ELEKTRO RS AES-SUL UHENPAL CEEE-D CEEE-D PR COPEL-DIS ELEKTRO CSPE EBE ELPA Uruguai PIRAT PIRAT Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Custo médio da tarifa residencial R$ / MWh 412.32 N O L S Fonte: SGI.59 R$ / MWh 294.84 R$ / MWh 270.86 a 436.05 a 270.35 R$ / MWh 317. Aneel.

Seus valores são estabelecidos por Resoluções ou Despachos da Aneel.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. a capacidade de pagamento do consumidor. Entretanto. para efeito de recolhimento pelas concessionárias dos montantes cobrados dos consumidores por meio das tarifas de energia elétrica. Fonte: Aneel. Como são contribuições definidas em leis aprovadas pelo Congresso Nacional. que garantia a remuneração das concessionárias.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. mas também de transmissão e geração de energia elétrica. como pode ser observado na Figura 1.4). por exemplo. a tarifa é única naquele estado. Cada encargo é justificável. as tarifas passaram a ser fixadas por empresa. Portanto. eles representaram cerca de R$ 11 bilhões. Fonte: Aneel. quilômetros de rede de transmissão e distribuição.Capítulo 1 | Características Gerais distribuição. pressionam a tarifa. tamanho do mercado (quantidade de unidades de consumo atendidas por uma determinada infraestrutura). Como pode ser observado na Figura 1. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1993 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Figura 1. Encargos e tributos Os encargos setoriais são custos inseridos sobre o valor da tarifa de energia elétrica. tarifas diferentes coexistem dentro do mesmo estado. entre outros. quando considerado o seu conjunto. Alguns encargos têm. conforme características específicas de cada área de concessão – por exemplo. Esse sistema não incentivava a busca pela eficiência por parte da distribuidora. existia uma tarifa única de energia elétrica no Brasil. custo da energia comprada e tributos estaduais. uma vez que a integralidade de seu custo era transferida ao consumidor. conseqüentemente. se essa área coincide com a de uma unidade federativa. número de consumidores. conforme mostra a Tabela 1. se avaliado individualmente. e. independentemente de seu nível de eficiência.631.2 a seguir. geração de energia + transmissão + distribuição transporte de energia até as casas ( o) + encargos e tributos Figura 1. abastecida por usinas a óleo diesel e não conectadas ao SIN (ver tópico 1. Até a década de 90.3 a seguir. são utilizados para determinados fins específicos. em 1993. Em 2007. como a região Norte. Outros contribuem para a universalização do acesso à energia elétrica e para reduzir o valor da conta mensal dos consumidores localizados em áreas remotas do País. com a edição da Lei no 8. Caso contrário. 26 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o objetivo de incentivar o uso fontes alternativas. como forma de subsídio.3 abaixo. para desenvolver e financiar programas do setor elétrico definidos pelo Governo Federal.

Já os tributos são pagamentos compulsórios devidos ao Poder Público.470 1. Prover recursos para o funcionamento da ANEEL Subsidiar a manutenção da confiabilidade e estabilidade do Sistema Elétrico Interligado Nacional Total 2007 .25 Transmissão Distribuição (parcela B) Compra de energia Encargos e tributos Gráfico 1.1 a seguir mostra a composição da conta mensal de energia elétrica. Fonte: Aneel. O Gráfico 1. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 27 . 2008.45 R$ 6. Promover pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas à eletricidade e ao uso sustentável dos recursos naturais. federal. municipal. Propiciar o desenvolvimento energético a partir das fontes alternativas.871 2.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Compensar financeiramente o uso da água e terras produtivas para fins de geração de energia elétrica.317 1. Sobre as contas mensais de energia elétrica incidem os seguintes tributos: Programas de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP). e que asseguram recursos para que o Governo desenvolva suas atividades. promover a universalização do serviço de energia.Os principais encargos inseridos nas tarifas Encargo CCC Conta de Consumo de Combustíveis CDE Conta de Desenvolvimento energético RGR Reserva Global de Reversão CFURH Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos P&D Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética PROINFA TFSEE Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica ESS Encargos de Serviços do Sistema Finalidade Subsidiar a geração térmica na região Norte do país (Sistemas Isolados). Subsidiar as fontes alternativas de energia.617 Fonte: Aneel.1 – Anatomia da conta de luz.3 .98 R$ 31. 40 35 30 25 R$ 20 15 10 5 0 R$ 28.244 667 635 327 86 9. e subsidiar as tarifas da subclasse residencial Baixa Renda.33 R$ 33.valores em milhões de R$ 2. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 2008. estadual. Indenizar ativos vinculados à concessão e fomentar a expansão do setor elétrico. a partir de determinação legal.

e os Sistemas Isolados. O Reajuste Tarifário restabelece o poder de compra da receita da concessionária. A grande extensão da rede de transmissão no Brasil é explicada pela configuração do segmento de geração. quando um evento imprevisível afetar o equilíbio econômico-financeiro da concessão.3 kV a 25 kV AS – tensão de fornecimento inferior a 2. Essas empresas. investimentos e receitas para fixar um novo patamar de tarifas adequado à estrutura da empresa e a seu mercado. exceto no ano em que ocorre o mecanismo de revisão tarifária. Cada classe tem uma estrutura tarifária distinta de acordo com as suas peculiaridades de consumo e de demanda de potência. iluminação pública. ou seja. Classificação das unidades consumidoras Para efeito de aplicação das tarifas de energia elétrica. constituído.2 na página seguinte. na maior parte. Já a Revisão Tarifária Extraordinária destina-se a atender casos muito especiais de desequilíbrio justificado. cooperativa de eletrificação rural e serviço público de irrigação B3 – demais classes B4 – Iluminação pública A unidade consumidora residencial pode ser classificada em monofásica. serviço público e consumo próprio. bifásica e trifásica. Pode ocorrer a qualquer tempo. industrial. • Baixa tensão B1 – residencial e residencial de baixa renda B2 – rural. comercial e serviços. instalados principalmente na região Norte. A Revisão Tarifária Periódica permite o reposicionamento da tarifa após completa análise dos custos eficientes e remuneração dos investimentos prudentes. que obtiveram as concessões ao participar de leilões públicos promovidos pela Aneel. dois condutores. A principal característica desse segmento é a sua divisão em dois grandes blocos: o Sistema Interligado Nacional (SIN). segundo uma fórmula prevista no Contrato de Concessão. são responsáveis pela implantação e operação da rede que liga as usinas (fontes de geração) às instalações das companhias distribuidoras localizadas junto aos centros consumidores (tecnicamente chamados de centros de carga). que abrange a quase totalidade do território brasileiro. poder público. Ele é concedido anualmente na data de aniversário do contrato.3 kV atendida a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturada na Grupo A excepcionalmente 28 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . em intervalos de quatro ou cinco anos. de usinas hidrelétricas instaladas em localidades distantes dos centros consumidores. 1. A monofásica está ligada à rede de eneriga elétrica por uma fase (onde transita energia elétrica) e um neutro (para fechar o circuito).Capítulo 1 | Características Gerais As atualizações tarifárias Os Contratos de Concessão prevêem três mecanismos de atualização tarifária: Reajuste Anual.4 TRANSMISSÃO O segmento de transmissão no Brasil é composto em 2008 por mais de 90 mil quilômetros de linhas e operado por 64 concessionárias. O número de fases aumenta de acordo com a carga (demanda e consumo) da unidade consumidora para garantir maior qualidade e segurança no fornecimento de energia. os consumidores são identificados por classes e subclasses de consumo: residencial. enquanto a trifásica é ligada por três fases e um neutro (quatro condutores). Esse mecanismo se diferencia dos reajustes anuais por ser mais amplo e levar em conta todos os custos. conforme relacionado abaixo. • Alta tensão A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV A3 – tensão de fornecimento de 69 kV A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV A4 – tensão de fornecimento de 2. rural. como mostra o Mapa 1. Revisão Tarifária e Revisão Tarifária Extraordinária. As concessões de transmissão são válidas por 30 anos e podem ser prorrogadas por igual período. A ligação bifásica é feita por duas fases e um neutro (três condutores).

2 .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá Belém Manaus O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o Fernando de Noronha São Luis PA MA Teresina PI Fortaleza CE AM RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho TO RO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Tipos de centrais elétricas Eólica PHC UHE UTE Solar Sistemas Elétricos Isolados ~ 45 % do território ~ ~ 3% da população ~ ~ 3 % do consumo nacional ~ ~ 4% do parque gerador do País ~ O N L S Fonte: Aneel 2008 ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Situação em outubro de 2003 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 29 .Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .

3.05 127. em 2008. caracterizado pela predominância de usinas hidrelétricas localizadas em regiões com regimes hidrológicos diferentes. mais barata e mais abundante no Brasil. permanentemente.6 mil km. quando o aumento do consumo aliado ao atraso no início do período chuvoso da região Sudeste apontou para a necessidade de uma ação preventiva para preservação dos reservatórios.65 125. O sistema interligado se caracteriza. em 2003. concentra aproximadamente 900 linhas de transmissão que somam 89. ampliando a possibilidade de troca de energia elétrica entre as regiões. também. Se. abriga 96.60 138. Centro-Oeste. realizada pelas companhias geradoras e transmissoras. o volume de produção igual ao de consumo. além das grandes linhas entre uma região e outra. o que permite tanto a conexão de novas grandes hidrelétricas quanto a integração de novas regiões.75 135.80 118. O Mapa 1. Além disso.6% de toda a capacidade de produção de energia elétrica do país – oriunda de fontes internas ou de importações.2 mil quilômetros de rede. de uma maneira geral. 345. mostra o horizonte da transmissão no período de 2007 a 2009. 500 400 R$ / MWh 491.75 Óleo diesel Óleo combustível Eólica Gás natural Nuclear Carvão nacional Carvão importado GNL* Hidrelétrica PCH Biomassa** Gráfico 1. em que os lagos estão mais vazios – permitindo. Como os períodos de estiagem de uma região podem corresponder ao período chuvoso de outra. na próxima página. 440. pelo processo permanente de expansão.55 101. são acionadas para dar reforço em momentos chamados como picos de demanda (em que o consumo sobe abruptamente) ou em períodos em que é necessário preservar o nível dos reservatórios – ou o “estoque de energia”. a preservação do “estoque de energia elétrica” represado sob a forma de água. com isso. (*) Gás natural liquefeito (**) Bagaço de cana Fonte: PSR. Em 2008. 30 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . é composta pelos ativos de conexão das usinas e aqueles necessários às interligações internacionais).61 330. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável pela coordenação e controle da operação do SIN.11 300 200 100 0 197. Nordeste e parte do Norte. sob a fiscalização e regulação da Aneel. Isto é particularmente importante em um país como o Brasil. é prioritária no abastecimento do mercado. o SIN é composto por 89.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil.Capítulo 1 | Características Gerais O Sistema Interligado Nacional (SIN) O SIN abrange as regiões Sul.40 116. Sudeste. Esta troca ocorre entre todas as regiões conectadas entre si. principalmente do Paraguai por conta do controle compartilhado da usina hidrelétrica de Itaipu. A expansão verificada a partir desse ano reforçou as interligações do sistema. transformam-se em variáveis avaliadas pelo ONS para determinar o despacho – definição de quais usinas devem operar e quais devem ficar de reserva de modo a manter.2 abaixo). 500 e 750 kV (também chamada rede básica que. Entre os benefícios desta integração e operação coordenada está a possibilidade de troca de energia elétrica entre regiões. a integração permite que a localidade em que os reservatórios estão mais cheios envie energia elétrica para a outra. Outra possibilidade aberta pela integração é a operação de usinas hidrelétricas e termelétricas em regime de complementaridade. As termelétricas.2 mil quilômetros nas tensões de 230. Como os custos da produção têm reflexo nas tarifas pagas pelo consumidor e variam de acordo com a fonte utilizada (ver Gráfico 1.95 140. Isto ocorreu no início de 2008. a extensão era de 77. por exemplo. 2008 (adaptado). A energia hidrelétrica.

ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Horizonte 2007-2009 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 31 .3 .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador 2 Belém t 0º S i c o 3 AM Manaus PA Tucuruí 4 São Luis 2 2 2 2 MA 2 2 2 Teresina PI CE Fortaleza Natal João Pessoa Recife Maceió 2 RN 2 PB 2 AC 10º S Rio Branco RO Porto Velho TO 2 2 2 PE 3 4 AL 2 3 2 2 E 2 3 2 2 Palmas BA 2 2 10º S SE Aracaju Peru 2 2 MT 2 Serra da Mesa 3 2 Salvador 3 Cuiabá 3 Bolívia Goiânia GO 3 MS Campo Grande 2 2 DF 3 Brasília D 3 2 MG 20º S A 2 C 2 SP 2 2 2 2 2 2 Belo Horizonte ES 2 2 2 Vitória 20º S Chile Paraguai Itaipu Yaciretá B 4 3 2 PR 3 4 São Paulo 2 2 2 RJ Trópico de Capricórnio 3 2 SC 3 2 2 Rio de Janeiro 2 Curitiba Blumenau Argentina 30º S Guarabi Uruguaiana 50 MW 2 2 RS 2 5 2 30º S Porto Alegre Livramento 70 MW Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Existente Futuro Complexo 138 kV 230 kV 345 kV 440 kV 500 kV 750 kV + 600 kV CC – A B C D E Paraná Paranapanema Grande Paranaíba Paulo Afonso Centro de carga N Número de circuitos existentes N O L S Fonte: ONS.Sistema de transmissão . 2008.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.

AM Porto Velho Abunã Rio Branco Samuel Ariquemes Jaru Ji . Segundo dados da Eletrobrás. 32 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . no Mato Grosso. Roraima. Macapá (AP).5 mil km de linhas em três anos. Acre.4% da energia elétrica produzida no país. A visão do ONS. as dificuldades de logística e de abastecimento dessas localidades pressionam o frete dos combustíveis (com destaque para o óleo diesel). Além disso. Essa conta é paga por todos os consumidores de energia elétrica do país. a exemplo do que tem ocorrido com as demais regiões do país. Integram esta projeção duas linhas que permitirão a conexão de outros sistemas isolados e cuja construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). constante do relatório de administração de 2007. São assim denominados por não estarem interligados ao SIN e por não permitirem o intercâmbio de energia elétrica com outras regiões. abastecidos pela Venezuela). Amapá e Rondônia. Outra. 2008. Uma delas interligará a usina hidrelétrica de Tucuruí (PA) a Macapá e Manaus. Manaus tem o maior deles. Para assegurar à população atendida por esses sistemas os benefícios usufruídos pelos consumidores do SIN. construção e operação de novas linhas de transmissão. Por ser predominantemente térmico. com 1.3 milhão de consumidores espalhados por 380 localidades.829 quilômetros de extensão a ser construída na Floresta Amazônica. o valor da CCC foi de R$ 3 bilhões A expansão da rede de transmissão A tendência é que ao longo do tempo os Sistemas Isolados gradualmente sejam integrados ao SIN. Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) e termelétricas movidas a biomassa. Estão localizados principalmente na região Norte: nos Estados de Amazonas. eles atendem a uma área de 45% do território brasileiro e a cerca de 3% da população nacional – aproximadamente 1. Os sistemas isolados de maior porte suprem as capitais Rio Branco (AC). é que o SIN registre uma nova expansão. Este movimento contribui para a redução dos custos da CCC e é proporcionado pela concessão. Em junho de 2008 a Aneel leiloou a concessão para construção da linha Tucuruí-Manaus-Macapá.4 . ligará Vilhena e Samuel (ambas em Rondônia) a Jauru. o Governo Federal criou a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC). O empreendimento permitirá o suprimento de energia elétrica a diversos municípios dos estados do Pará. Amapá e do Amazonas. do Governo Federal. com 50% do mercado total dos sistemas isolados. os Sistemas Isolados apresentam custos de geração superiores ao SIN. Em 2008.4 abaixo). Manaus (AM) e Porto Velho (RO) e o estado de Roraima (com exceção da capital Boa Vista e seus arredores. o que levará à conexão do sistema isolado Acre-Rondônia (Figura 1. em função das peculiaridades geográficas da região em que estão instalados. Em 2008.Paraná Pimenta Bueno Linhas leiloadas MT RO Vilhena Cidezal MT Bolívia Jauru Figura 1. respondem por 3. de 11. e possibilitará a interligação de diversas regiões isoladas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). no final de 2008. encargo setorial que subsidia a compra do óleo diesel e óleo combustível usado na geração de energia por usinas termelétricas que atendem às áreas isoladas. Fonte: ONS.Capítulo 1 | Características Gerais Os Sistemas Isolados Os Sistemas Isolados são predominantemente abastecidos por usinas térmicas movidas a óleo diesel e óleo combustível – embora também abriguem Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN.

4 2008 (ener) 1. que determina à Aneel a promoção e o acompanhamento dos processos de licitação das respectivas concessões.441. ver Box 1) e ainda controladas pelo Estado. 15. Em 2008.3 3.9 mil km. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 33 . Leilões de linha de transmissão Até 1999.1 2. Do total de linhas licitadas. A partir desse ano.998.7 995.512 524 3.7 km de linhas foram energizados. a Aneel iniciou o processo de expansão dessas instalações.0 Gráfico 1.077 0 2.216. a previsão é que.080 3. a rede de transmissão era operada exclusivamente pelas companhias verticalizadas (com ativos de geração.8 605.503.079.980 as 27 usinas (termelétricas movidas por bagaço de cana-deaçúcar e pequenas centrais hidrelétricas. Em 2008. entrem em operação.0 3.0 1999 0. no entanto. totalizando 7. 71 linhas transmissão.280 123 180 1998 0.0 387.0 3. até o final deste ano.0 861.5 2. transmissão e. As linhas de transmissão e subestações que compõem a interligação terão extensão aproximada de 2. Os empreendimentos definidos pelo Governo Federal são incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND).077. deste total.000 4. estão em construção.077.5 mil km de rede.079.1 1.000 0 Licitadas Autorizadas Total 861 0 861 0 3.4 123. É a perspectiva de construção destas linhas de transmissão.5 2007 817. ao SIN. em 2009. Neste total estão embutidas as linhas que conectam.8 4.5 2005 2.7 3.000 km por ano.9 2001 505. 5. o aumento da participação do bagaço de cana na matriz da energia elétrica nacional. O planejamento da expansão do sistema de transmissão do Brasil é realizado em conjunto pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo ONS. também permitirá a conexão do estado de Rondônia ao SIN.979. com destaque para 2003.9 2003 3.81 km estão em operação.000 1. leiloado em novembro de 2008.66 quilômetros (km). como mostra o Gráfico 1.1 3.7 2006 3. e “Plano de Ampliações e Reforços (PAR)”.438 1.9 2. a Aneel leiloou mais de 3. Fonte: Aneel.441 4.279.7 1.926 1.0 1.512. Em 2008. 1.897.1 2009* 4.0 2000 0.0 0.539 388 3. ano do racionamento de energia elétrica.000 5.503 4.037 1.0 861.077 2.232. Os documentos “Programa de Expansão da Transmissão (PET)”. a Aneel licitou e autorizou 34.45 km.000 Acréscimo Anual de Linhas (km) 6.7 177. 2.736. O vencedor seria o candidato que apresentasse a menor tarifa a ser praticada.227. com 4.0 2.158 1.217 3.158.3 abaixo.000 2.Expansão da rede básica de transmissão.926.973.080 1. do ponto de vista técnico e econômico.437.375 quilômetros (km).0 523. Excluindo-se 2001.150 505 645 2. PCHs) instaladas nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.000 3. inclusive.083 km de linhas de transmissão.0 644.6 259. em que a expansão foi significativamente reduzida.9 2.7 2008* 2. distribuição) ou pelas companhias resultantes de sua cisão para fins de privatização (para detalhes. Em novembro. 2008. com base em leilões para seleção do grupo empreendedor responsável pela construção e operação da rede. no geral. em alguns casos.974 259 3. nos demais períodos o acréscimo à rede básica foi superior a 2.7 2002 1. elaborado pela EPE.Características Gerais | Capítulo 1 O linhão das usinas do rio Madeira.538.9 2004 1.197.0 0. Desde 1998.6 4.036 2. que viabiliza. 4.037.149.407.074 818 178 995 1.898 605 0 0 3.074.198 2. elaborado pelo ONS.1 179. indicam as obras (linhas e subestações) necessárias para a adequada prestação dos serviços.6 2010* 0.2 km e.314 2. as usinas hidrelétricas a serem construídas no Rio Madeira (Santo Antonio e Jirau) e 7.035.233 2.730.313.3 .

óleo diesel e óleo combustível).4 a seguir.0 4. como mostra a Tabela 1.935. em novembro de 2008. ainda. Como pode ser observado na Tabela 1. A maior parte da potência. públicas e privadas. da Aneel. 320 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). na seqüência. autoprodutores e produtores independentes. O planejamento da expansão do setor elétrico.2 2.4 3.506. Há poucos anos.0 4. Um dos principais objetivos desta decisão é reduzir a relação de dependência existente entre volume produzido e condições hidrológicas (ou nível pluviométrico na cabeceira dos rios que abrigam estas usinas). 2008. que correspondem a uma capacidade instalada de 104. desde 1999.8 mil MW à capacidade instalada no país nos próximos anos. tanto instalada quanto prevista.638. a menor Receita Anual Permitida (RAP) para prestação do serviço público de transmissão.768 usinas em operação. biomassa. comercializadores. o Brasil conta. Este segmento conta com mais de 1. assim como fundos de investimentos em participação registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). deve ser precedida de um estudo de inventário – cuja realização depende de autorização da Aneel e cujos resultados também deverão ser aprovados pela entidade. Os deságios verificados resultam em benefícios ao consumidor. a autorização para construção configura-se como um ato administrativo e. De acordo com a atual sistemática. Detalhes a respeito da geração de energia elétrica no Brasil e no mundo são fornecidos nos capítulos de 3 a 9. é relativamente simples. A partir daí. historicamente concentrada na geração por meio de fonte hidráulica.Acréscimo anual da geração (em MW) 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 (*) Até 16/8/2008.425.5* 1.5 4.6 2.042 térmicas abastecidas por fontes diversas (gás natural. os leilões são realizados com inversão da ordem de fases. o aumento na capacidade instalada do país tem sido permanente – ao contrário do que ocorreu no final dos anos 80 e início da década de 90. em 2007. Já a construção das UHEs e PCHs. por envolver a exploração de um recurso natural que.264. 2. essa participação recuou para cerca de 74%. Essa diferença a menor também contribui para maior competitividade do setor produtivo nacional. portanto.100 agentes regulados entre concessionários de serviço público de geração. 130 empreendimentos em construção e mais 469 outorgados. O fenômeno foi resultado da construção de usinas baseadas em outras fontes (como termelétricas movidas a gás natural e a biomassa) em ritmo maior que aquele verificado nas hidrelétricas. Todas as etapas da vida de uma usina – dos estudos para desenvolvimento do projeto à operação – são autorizadas e/ou fiscalizadas pela Aneel. 159 são hidrelétricas.840.0 860. é considerado como bem da União. com 1.998.Capítulo 1 | Características Gerais Os editais de licitação permitem a participação de empresas nacionais e estrangeiras.4 . No caso das térmicas.5 GERAÇÃO De acordo com o Banco de Informações de Geração (BIG). provém de usinas hidrelétricas. estão as térmicas e. o que permitirá a inserção de mais 33. que consiste na habilitação jurídica. Fonte: Aneel.028. econômico-financeira e fiscal após a realização da sessão pública do leilão e apenas para as vencedoras do certame. 1. o processo regulamentar que dá origem à autorização para a construção das UHE é bem mais complexo do que o das PCHs. o conjunto de empreendimentos menores. quando os investimentos em expansão foram praticamente paralisados. vence quem oferecer a menor tarifa. 227 centrais geradoras hidrelétricas (pequenas usinas hidrelétricas) e uma solar. Do total de usinas. ou seja. 34 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . uma vez que a tarifa de uso dos sistemas de transmissão é um dos componentes de custo da tarifa praticada pelas distribuidoras. pela Constituição. Em 2008. duas nucleares. Nesses leilões.234.816 MW (megawatts) – número que exclui a participação paraguaia na usina de Itaipu.3 4.2 3. Em segundo lugar. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a diversificação da matriz da energia elétrica. As informações da Agência também demonstram que. que podem concorrer isoladamente ou em consórcio. O BIG relaciona. 4 mil MW foram agregados à capacidade instalada. as hidrelétricas representavam cerca de 90% da capacidade instalada no país. Tabela 1.5 na página seguinte. técnica.

Tanto em Santo Antônio quanto em Jirau.11 0.646 % 0. também no Rio Madeira.650 2.053. Para os empreendedores da usina de Jirau.01 6. Foi o que ocorreu no leilão da usina de Santo Antônio.330 1.189 50 2.528. O Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB) se dispôs a vender ao mercado cativo (distribuidoras) 70% da energia pelo preço de R$ 71. de R$ 91 por MWh.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1.431 % 0. Concluída esta etapa.070 4.500 1. a licença ambiental prévia (junto ao órgão ambiental estadual ou nacional.26 2.87 por MWh.08 9.00 por MWh.5 . Vencerá o proponente que se propuser a vender a produção às distribuidoras pelo menor preço por MWh (megawatt-hora). no Rio Madeira (RO): o consórcio Madeira Energia S/A vendeu 70% da produção às distribuidoras pelo preço de R$ 78. Definido o vencedor do leilão.20 24.37 por MWh. devem ser obtidas.898 7.007. o empreendimento está apto a ser licitado por meio de leilões de venda antecipada da energia a ser produzida (para detalhes ver Box 1).92 100 Empreendimentos em Construção Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Quantidade 1 22 67 21 19 130 Potência Outorgada (kW) 848 463.042 2 1.920 2. diante do preço máximo fixado pelo MME de R$ 122. 2008. valor que correspondeu a um deságio de 21.19 0 9.22 1. os restantes 30% poderão ser comercializados no mercado livre de energia (para conhecer o funcionamento desse mercado. Quantidade 74 1 50 166 15 163 469 Potência Outorgada (kW) 50.29 0 71.21 47.401.399. ver Box 1).201 26.26 14.317. pelo empreendedor que solicitar a autorização. construção e outorgados Empreendimentos em Operação Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Central Geradora Solar Fotovoltaica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Usina Termonuclear Total Quantidade 227 17 320 1 159 1.33 100 Para as UHEs.523 2. o processo foi o mesmo.66 100 Empreendimentos Outorgados entre 1998 e 2008 (não iniciaram sua construção) Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Undi-Elétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Fonte: Aneel. vem a etapa de desenvolvimento do Projeto Básico Técnico (PBT) – a ser aprovado pela Aneel – e do Projeto Básico Ambiental (PBA) – encaminhado Atlas de Energia Elétrica do Brasil 35 . de esfera estadual ou federal).34 20.383.Empreendimentos em operação.815.19 34.632.627 25.000 104.57% em relação ao preço teto estabelecido pelo MME.526.432.824 % 0.009 272.598 20 74. a etapa seguinte ao estudo de inventário é a realização.400. Simultaneamente. também.768 Potência Outorgada (kW) 120.568 9. do estudo de viabilidade. caso o aproveitamento esteja localizado em dois ou mais Estados) e a reserva de recursos hídricos (a ser promovida junto aos órgãos responsáveis pelos recursos hídricos.090.73 58.464.900 12.

mme. Total 106.br Power Systems Research (PSR) – disponível em www. é exatamente nesta região.728 12.1 <0. 2007.gov.2 1.1 100.437 4.2 7.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.9 5.Capítulo 1 | Características Gerais ao órgão ambiental responsável pela avaliação do empreendimento. Em 2008.ccee.psr-inc. Atlântico NE Or.gov.br Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. que se encontra o maior potencial hidrelétrico existente no país.2 23. Apenas após obter as aprovações a ambos.Situação em 2007 (MW) Bacia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Amazonas Paraná Tocantins/Araguaia São Francisco Atlântico Sudeste Uruguai Atlântico Sul Atlântico Leste Paraguai Parnaíba Atlântico NE Oc.035 17.6 1.gov. Como pode ser observado na Tabela 1.0 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. Total Fonte: EPE.org.044 376 158 251.757 14. a Aneel seleciona o empreendedor de acordo com critérios pré-definidos.4 0.149 57.2 0. avalia o projeto básico da usina e concede a autorização para a instalação.801 28.1 2. ons.br Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) – disponível em www. Tabela 1.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. a EPE ocupava-se da revisão dos inventários dos rios Araguaia e Tibagi e realizava novos estudos em bacias principalmente da região Norte.br Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – disponível em www.6 .org.6 abaixo. Já a construção de PCHs – com potência de até 30MW e reservatório não superior a 3 km2 não exige nem o estudo de viabilidade nem a licitação. Após a realização do estudo de inventário.com 36 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . na bacia Amazônica. o empreendedor poderá desenvolver o projeto executivo e dar início à construção da usina.102 1.816 5.eletrobras.490 % 42.gov. No Brasil.1 5.087 3. o último inventário global foi realizado em 1992 pela Eletrobrás.0 11.Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica . aneel.epe.

Parte I Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Energia no Brasil e no mundo Consumo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 37 2 .

25% de sua receita operacional líquida a programas e ações que se caracterizem pela eficiência energética. concedido anualmente para reconhecer a excelência energética do equipamento em relação aos demais disponíveis. No Brasil. Estas últimas chegam a registrar eficiência até 48% superior à das primeiras. segundo informações divulgadas em setembro de 2008 pela Aneel. As práticas para estimular o uso eficiente da eletricidade se dividem em dois grupos principais: ações educativas da população e investimentos em equipamentos e instalações. Uma ação que tem sido usual é a doação de lâmpadas eficientes e. a redução total do consumo obtida com esses programas desde 1998 será de 5. Finalmente. Uma outra vertente adotada pelas distribuidoras para a aplicação compulsória dos recursos é o desenvolvimento de ações específicas para clientes de maior porte. ou consumidores eletrointensivos. Uma das maneiras mais modernas e utilizadas no mundo para conter a expansão do consumo sem comprometer qualidade de vida e desenvolvimento econômico tem sido o estímulo ao uso eficiente. no que concerne à energia elétrica. coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia. tem aspectos negativos. por exemplo. constante do Plano Nacional de Energia 2030. o Procel também desenvolveu programa pedagógico junto às escolas do ensino fundamental e iniciou projetos e cursos técnicos.597 GWh por ano. em menor escala. Outro é o impacto ao meio ambiente produzido por essa atividade. caracterizada pela publicação e distribuição de manuais destinados a orientar os consumidores de diversos segmentos. essas companhias desenvolverem projetos de iluminação para clientes do poder público e comércio. Com isso. É comum. permitiriam a redução anual de 369 GWh. a substituição de geladeiras antigas por modelos mais novos junto à população de baixa renda durante programas de regularização das ligações clandestinas. Além disso. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 38 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . esses programas devem ser aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). esse estímulo tem sido aplicado de maneira sistemática desde 1985. de âmbito nacional e coordenado pela Eletrobrás. um terceiro são os elevados investimentos exigidos na pesquisa de novas fontes e construção de novas usinas. Um deles é a possibilidade do esgotamento dos recursos utilizados para a produção de energia (ver capítulos 3 a 9). O selo Procel ganhou expressividade a partir do racionamento de 2001. também desenvolvidas individualmente pelas distribuidoras. envolvendo investimentos de R$ 261 milhões.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 2 Eficiência energética A expansão acentuada do consumo de energia. Para serem implementados.25% da receita operacional líquida para esses programas educativos. Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). quando os consumidores foram obrigados a se adequar a quotas de consumo mensal. Além disso. com o objetivo de formar profissionais com competência específica em eficiência energética. a fim de reduzir o custo dos insumos). marcaram o início da atuação do Procel. então. As primeiras. Em 1993. apresentados por 61 distribuidoras e que. quando o Ministério de Minas e Energia (MME) criou o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). comércio. possuem projetos permanentes nesta área. em colaboração com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). indústria e setor público. Outra parte é utilizada na implantação de projetos de eficiência energética. embora possa refletir o aquecimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. como residências. a Aneel havia aprovado 279 deles. foi lançado o selo Procel. a legislação também determina que as distribuidoras de eletricidade destinem 0. Em abril de 2008. ou para aplicação na linha de produção no caso da indústria de porte médio (visto que os grandes consumidores. conforme registra o estudo Análise Retrospectiva. A eficiência energética transformou-se. As distribuidoras também destinam parte dos 0. em elemento de marketing da indústria de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Consumo | Capítulo 2

Consumo
2.1 INFORMAÇÕES GERAIS O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto a capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente mais avançados, como automóveis (que demandam combustíveis), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (que exigem acesso à rede elétrica e pressionam o consumo de energia elétrica). Essa inter-relação foi o principal motivo do acentuado crescimento no consumo mundial de energia verificado nos últimos anos.
6 5 4 3 2 1 0

2

Como mostra o Gráfico 2.1 abaixo, de 2003 a 2007 a economia mundial viveu um ciclo de vigorosa expansão, refletida pela variação crescente do PIB: 3,6% em 2003; 4,9% em 2004; 4,4% em 2005; 5% em 2006 e 4,9% em 2007, segundo série histórica produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No mesmo período, a variação acumulada do consumo de energia foi de 13%, passando de 9.828 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em 2003 para 11.099 milhões de tep em 2007, como pode ser observado no BP Statistical Review of World Energy, publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum, nova denominação da companhia British Petroleum). A edição de 2008 do Key World Energy Statistics,

1997

1998 Variação do PIB

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Variação do consumo de energia

Gráfico 2.1 - Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 - 2007).
Fonte: Ipea, BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

39

Capítulo 2 | Consumo

da International Energy Agency (IEA), compara os anos de 1973 e 2006. Nesses 33 anos, o consumo mundial aumentou 73% ao passar de 4.672 milhões de tep para 8.084 milhões de tep. Os números apresentados e os períodos abordados pela BP Global e pela IEA são bastante diferentes entre si. No entanto, as tendências que eles refletem são as mesmas: acentuada expansão, estimulada principalmente pelo crescimento econômico dos países em desenvolvimento, particularmente da Ásia e América Latina. Ao final de 2008, não está claro com que intensidade os setores produtivos irião se ressentir da crise que eclodiu no mercado financeiro durante o segundo semestre do ano. Assim, a dimensão dos problemas ainda não está suficientemente para permitir projeções mais específicas sobre o nível de atividade econômica e o comportamento do consumo de energia. Em outubro de 2008, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou uma aguda desaceleração da economia mundial, particularmente nas nações mais desenvolvidas, que teriam crescimento próximo a zero pelo menos até meados de 2009. Nas economias em desenvolvimento, como da América Latina, a variação ainda seria positiva, mas recuaria de algo próximo a 5% para a casa dos 3%. No mesmo mês, a IEA também reduziu suas estimativas a respeito do consumo do petróleo. Pelas novas projeções da entidade, na média de 2008 esse consumo seria de 86,5 milhões de barris diários (240 mil barris diários a menos que na última estimativa) e, em 2009, de 87,2 milhões de barris diários (440 mil barris diários a menos). Como ocorre historicamente, em 2007 e 2008 o petróleo respondia pela maior parte do consumo primário (fonte a ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica) de energia do mundo. Em 2007, segundo a BP Global, a aplicação do recurso correspondeu a 3.952 milhões de tep, imediatamente seguido por carvão (3.177 milhões de tep), gás natural

(2.637 milhões de tep), hidráulica (709,2 milhões de tep) e nuclear (622 milhões de tep), como mostra a Tabela 2.1 a seguir.

Tabela 2.1 - Consumo mundial de energia por combustível em 2007
Combustível
Petróleo Carvão Gás natural Hidráulica Nuclear Total
Fonte: BP, 2008.

Mtep
3.952,8 3.177,5 2.637,7 709,2 622,0 11.099,3

O setor de transportes continuava a responder pelo maior volume consumido de derivados de petróleo (60,5% do total em 2006, segundo as últimas estatísticas da IEA), enquanto a indústria demandava a maior parte da produção de carvão (78,8%). Já o gás natural era utilizado principalmente por residências, agricultura, comércio e serviço público, que em 2006, juntos responderam por 48,1% do consumo mundial total, diante de um consumo industrial de 35,2%. O conjunto desses setores também respondeu pela absorção do maior volume de energia elétrica no período (56,7%), imediatamente seguido pela indústria (41,6%). Quando considerado o volume total de energia fornecido, qualquer que seja a fonte, o grupo formado por residências, agricultura, comércio e serviço público se constitui no maior consumidor, responsável pela absorção de 2.937 milhões de tep em 2006. Na seqüência vêm transportes, com 2.226 milhões de tep, e indústria, com 2.180 milhões de tep, como mostra a Tabela 2.2 abaixo.

Tabela 2.2 - Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep)
Fontes e consumo
Indústria Transportes** Outros setores Usos não energéticos

Carvão Mineral
550,57 3,78 114,21 29,69

Petróleo
4,19 0,01 0,32 6,55

Derivados de Petróleo
325,35 2.104,85 471,39 568,72

Gás Natural
434,28 71,28 592,90 134,99

Energia Nuclear
-

Energia Hidrelétrica
-

Biomassa
187,83 23,71 828,57 -

Outras fontes*
678,24 22,80 930,22 -

Total
2.180,46 2.226,43 2.937,62 739,94

(*) Outras fontes incluem: Geotérmica, solar, eólica etc. (**) Inclui bunkers marítmos. Fonte: IEA, 2008.

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Consumo | Capítulo 2

2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO Os 30 países desenvolvidos que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)1 são, historicamente, os maiores consumidores mundiais de energia. Sua participação no total mundial, porém, tem recuado ao longo do tempo. Já nos países em desenvolvimento, a participação relativa, ainda que em alguns casos seja pouco expressiva, como na América Latina, registrou aumento acumulado superior a 100% nas últimas três décadas. A Figura 2.1 abaixo mostra os diferentes volumes de consumo de energia primária per capita nas diversas regiões do mundo.

consumo de energia elétrica per capita 2007 (tep) 0,0 a 1,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,5 4,5 a 6,0 > 6,0

Figura 2.1 - Consumo de energia elétrica per capita em 2007.
Fonte: BP, 2008.

Essa disparidade é explicada pela estrutura econômica e social de cada um dos dois grupos. Os países que compõem o primeiro são caracterizados por uma economia relativamente estável, em que não há espaço para aumentos acentuados na produção industrial ou no consumo de bens que pressionam a absorção de energia, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Em sociedades mais estruturadas e ricas, a maior parte da população conseguiu adquiri-los ao longo da segunda metade do século XX. Além disso, para a produção industrial, os países desenvolvidos tendem a utilizar, com maior freqüência, equipamentos energeticamente eficientes que, ao longo do tempo, passaram a

requerer menor volume de energia para se manter em operação. Finalmente, eles também deixam, aos países em desenvolvimento, a realização de atividades que consomem muita energia, como é o caso da siderurgia e produção de alumínio (ou a chamada indústria energointensiva). As variações do consumo de energia, portanto, são suaves, quando não decrescentes. Na França e Alemanha, por exemplo, o consumo total de energia primária recuou, respectivamente, 2,1% e 5,6% entre 2006 e 2007, segundo o estudo da BP Global. No mesmo período, o PIB desses países teve evolução de 1,9% e 2,5%. Também na comparação entre 2006 e 2007, o consumo nos Estados Unidos aumentou apenas 1,7%, enquanto a economia cresceu 2,2%.

1 Os países da OCDE relacionados pela IEA são: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, República Eslovaca, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

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Capítulo 2 | Consumo

Já os países em desenvolvimento estão mais sujeitos a bruscas reversões de tendências na economia – seja pela política econômica interna restritiva, seja pela grande dependência do capital internacional, dado o pequeno volume de poupança interna. A partir dos anos 90, houve, inclusive, uma sucessão de vigorosos ciclos de expansão em função do elevado volume recebido de investimentos externos, originários das nações desenvolvidas. Na América Latina, esse movimento foi muito perceptível no Brasil e Chile. No mundo, os destaques são os países asiáticos, como China e Rússia, favorecidos pela liberalização gradual dos regimes comunistas. Além disso, esses países costumam apresentar variações do consumo de energia bem mais acentuadas que o crescimento do PIB em função de fatores como a existência de grande número de indústrias energointensivas, demanda reprimida por eletrodomésticos, eletroeletrônicos e automóveis, e existência de uma forte economia informal (com atividades sem registro e, portanto, sem a correspondente arrecadação de impostos e tributos). Sobre o impacto que esses ciclos de expansão econômica têm sobre o consumo local de energia, o Brasil tem exemplos clássicos. O primeiro ocorreu no ano de 1994, quando o Plano Real, ao conter a inflação e estabilizar a moeda, permitiu o aumento abrupto de renda da população. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS, órgão que coordena a operação integrada da geração e transmissão de energia elétrica na maior parte do país), a expansão do consumo de energia elétrica deu um salto de 4,55 % em 1994 e de 6,41% no ano seguinte, em função do aumento de vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Além disso, em 2006 e 2007, o aquecimento econômico, com conseqüente geração de empregos, aliado à estratégia setorial de dilatação dos prazos de financiamento, beneficiou, entre outros, o setor automobilístico, que registrou volumes recordes de vendas de automóveis – o que também pressionou o consumo de combustíveis como gasolina e etanol.

por estes 30 países aumentou 35% (de 2.829 milhões de tep para 3.824 milhões de tep), enquanto a evolução do consumo mundial foi de 73%. A variação verificada na energia elétrica foi bem mais expressiva: 140%, passando de 323 milhões de tep para 776 milhões de tep. Os Estados Unidos continuaram a liderar o ranking dos maiores consumidores em 2007, ao responder por 21,3% do total mundial, conforme o estudo da BP Global. Considerando que a participação de Canadá e México (2,9% e 1,4%, respectivamente) é pouco representativa no contexto do consumo de energia mundial, é possível depreender, portanto, que Estados Unidos foram os principais responsáveis pela consolidação da América do Norte como uma das maiores consumidoras mundiais de energéticos. Em 2007, esta região, composta por três países, respondeu por 25,6% do total mundial. Essa participação foi superada pela Europa/Eurásia que, com mais de 30 países, respondeu por 26,9% do consumo global e pela Ásia Pacífica, com participação de 34,3%. Outra característica observada nos países desenvolvidos foi uma certa diversificação no tipo de energéticos. Mas este comportamento é resultado mais das políticas aplicadas individualmente pelos governos locais (para detalhes, ver capítulos 3 a 9) do que uma opção da população, para quem, na maior parte das vezes, a fonte utilizada para a produção de energia é pouco visível. Essas políticas, ainda em andamento, visam à diversificação da matriz e conseqüente redução da utilização dos combustíveis fósseis – grupo no qual os principais integrantes são petróleo e carvão – em função tanto da volatilidade e tendência de alta dos preços do petróleo quanto da necessidade de contenção do volume de emissões de gases causadores do efeito estufa a partir dos compromissos assumidos no protocolo de Kyoto, em 1992 e retificados no Tratado. Assim, entre 1973 e 2006, a participação do carvão nos países da OCDE recuou de 10,1% para 3,5% do total de energia consumida. No petróleo, a queda foi de 56,6% para 51,8%. Ao mesmo tempo, o consumo de energia elétrica quase dobrou (11,4% para 20,3%) enquanto a posição das fontes renováveis e do grupo “Outras Fontes” (eólica e solar, entre outras) também apresentou um salto significativo, embora sua posição no ranking total continuasse pouco expressiva. As fontes renováveis (lideradas pela biomassa) apresentaram variação de 2,9% para 3,8% no período e o grupo “Outras Fontes”, de 0,8% para 1,9%, como mostra o Gráfico 2.2 a seguir.

Países desenvolvidos Segundo estatísticas da IEA, em 1973 os membros da OCDE respondiam por 60,6% dos 4.672 milhões de tep da energia primária absorvida por todos os países pesquisados. Em 2006, essa participação recuou para 47,3% do total de 8.084 milhões de tep. Entre um ano e outro, portanto, o volume demandado

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A diferença é que.Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006.Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006).1%. aumentou de 6. descontando-se a China.Consumo | Capítulo 2 60 50 40 % 30 20 10 0 Petróleo 11. ver capítulo 3).2 .8 1.311 milhões de tep.7% para 5.3 1973 2006 15 7. segundo a IEA.6 51. a participação da Ásia. apresentando variação de 103%.5 11. Por regiões. ao investir na expansão das usinas hidrelétricas (para detalhes. como mostra o Gráfico 2. quando absorveu 917.8% para 5. o consumo mais que dobrou.9 4. a variação foi de 3. A África também registrou um expressivo aumento de participação.3%. ainda assim. outros países e regiões em desenvolvimento registraram comportamento semelhante ao longo dos últimos anos.2 18. 2008. a China registra uma tendência ininterrupta de aumento do consumo energético desde 1998.7 5. O país tem buscado a diversificação da matriz. Em 2007. O Brasil respondeu por 2% do consumo mundial. Países em desenvolvimento Em 2007. Nesse ano.4 20. ao passar de 1.6 47.8 OCDE China Ásia Rússia África América Latina Oriente Médio Bunkers marítimos Países europeus fora da OCDE Gráfico 2.9 56. portanto.3 1. o Equador. 2008.5 12. Segundo o estudo da BP Global. Fonte: IEA. mas.8 0.3 a seguir.3 18.1 0.5 8.5% para 11.8 1973 2006 Biomassa Outros Gráfico 2. por serem economias menores – e. registrou uma variação de 8% no consumo.7 10. Isto significa que.6%. em 10 anos.8 5. respondeu por apenas 0.5% de 1973 a 2006.3 2.5 Eletricidade Gás Natural Carvão 2.215 milhões de tep para 1. a participação da China no mercado mundial de energia aumentou 5. o país foi o segundo do ranking mundial.1% do total mundial. Fonte: IEA. 70 60 50 40 % 30 20 10 0 60.7% sobre o ano anterior).1 3.5 0.1 3.6 3. Mas. A maior fonte de energia é o carvão.863 milhões de tep (aumento de 7.3 . Embora a China seja o exemplo mais expressivo em termos de crescimento do consumo de energia.4 milhões de tep. por exemplo.9 3. o volume do carvão consumido apresentou variação de 7.9 6. absorverem um volume menor – as elevadas variações exercem menor pressão na oferta global. o que transforma a China em um dos grandes emissores mundiais de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa. entre 2006 e 2007. Na América Latina. só superado pelos Estados Unidos.6 2. ao absorver 1. de 3. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 43 .9%.

ao da energia elétrica que.395 7. ** Inclui lixívia.0% entre um ano e outro. os derivados de petróleo eram os principais energéticos utilizados no país em 2007 – um comportamento verificado ao longo dos últimos anos. Este país apresentou crescimento ininterrupto de consumo desde 2001. É interessante notar. acumulando. os grupos a registrar maior variação no período. ser atribuído principalmente ao desempenho da economia.433 42.536 milhões de tep.565 milhões de tep.3 abaixo e o Gráfico 2. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (para detalhes. gás de refinaria. A exemplo do que ocorre no mercado mundial. entre outros).310 14. Ainda assim. De 1990 a 2007. que em todo o período que vai de 1970 a 2007. uma variação de 9.72%.2% 10.Capítulo 2 | Consumo Dos chamados membros do BRIC (Brasil. segundo o Balanço Energético Nacional de 2008. mostra.6% em 2001.957 Variação % 5. Na Índia.2% 7. que enquanto gasolina automotiva registrou recuo de 1.536 32. com o consumo total passando de 127. de 6.887 2007 35.46%. aliás.7%. porém.414 13. Na China e na Índia. este comportamento foi beneficiado pela utilização de outros tipos de energia. a tendência do consumo de energia no período foi de crescimento: 13.4 a seguir.199 39. registrou aumento de 5. também neste caso o movimento pode. gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo). o que justifica a consolidação da cana-de-açúcar como segunda principal fonte primária para produção de energia no país. registrando variação média anual de 1. a produção de usinas hidrelétricas e derivados de petróleo. o consumo de etanol aumentou 34.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL Além do desenvolvimento econômico. até 2007.2%. acompanhando a taxa de crescimento do PIB nacional. o gás natural. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética. entre outros. de 1. No Brasil.443 34.949 milhões de tep para 172.208 16. ao atingir 35.612 7. o consumo atingiu 76. diante de um consumo total de 201.5% -0. conforme dados do Ipea.7% 3. 2.6%.1% -1. essa taxa teve uma tendência de queda relativa. gás natural. de 33.596 milhões de tep para 215.7% 6. visto que o consumo de energia elétrica registrou uma queda de 6. Tabela 2.Consumo final energético por fonte (103 tep) Fonte Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina* Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Outras fontes** 2006 33.14%). Nem mesmo em 2001. A série histórica constante do Balanço Energético Nacional de 2008. como mostram a Tabela 2. coque de carvão mineral e carvão vegetal.836 26.443 milhões de tep. portanto. energia elétrica. está diretamente relacionada à facilidade de acesso aos recursos primários em cada localidade.3 . Se somados óleo diesel.494 6. outra variável que determina o consumo de energia é o crescimento da população – indicador obtido tanto pela comparação entre as taxas de natalidade e mortalidade quanto pela medição de fluxos migratórios. Mas. de uma maneira geral a tendência tem sido de expansão do consumo global de energia (o que abrange derivados de petróleo. inclusive. Índia e China).342 8. 44 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o crescimento acumulado foi de 69%. o consumo global de energia registrou recuo: passou de 171. ver tópico 2. Quanto à modalidade de energético mais consumido.8%.731 14. entre 2000 e 2005.816 24. segundo a BP Global).3%. Etanol e bagaço de cana foram. Foi muito superior. No Brasil. O Produto Interno Bruto do país.745 16. 2008 (Adaptado do BEN 2008). No Brasil.612 milhões de tep.3).409 milhões de tep. Na Rússia.93%. óleo combustível. Rússia. registrou um crescimento acumulado de 14. do Ministério de Minas e Energia. portanto. a variação entre 2006 e 2007 foi de 6.7% * Inclui apenas gasolina A (automotiva). ano marcado pelo racionamento de energia elétrica.625 14.0% 34.395 milhões de tep para 8. em 2007. o energético mais consumido foi o carvão.7% ao passar de 6. De acordo com o BEN 2008. no mesmo período.6% 8. onde o consumo aumentou 55% em 10 anos.449 milhões de tep.186 milhões de tep (aumento de 0. segundo relata o estudo Análise Retrospectiva constante do Plano Nacional de Energia 2030. Fonte: MME. entre 2006 e 2007 apenas Rússia permaneceu com o volume consumido relativamente estável (0.7% em relação ao total de 2006.

6% no volume total e a um aumento de 5.Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. como utilização de lâmpadas econômicas no setor residencial –.5% em 2003.7 81. gasolina e GLP. O volume absorvido. Em função do racionamento de 2001 – e das correspondentes práticas de eficiência energética adotadas.4 a seguir. Só foi superado pelo setor energético (que agrega os centros de transformação e/ou processos de extração e transporte interno de produtos energéticos.9% em 2006 – o que provocou.0 8.6 21. conforme Tabela 2. preocupações com relação à capacidade de a oferta acompanhar esta evolução. como pode ser observado no Gráfico 2.8% e por transportes (8.7% sobre o ano anterior.1 22. na sua forma final).443 milhões de tep. 2008 (Adaptado do BEN 2008). considerando que os derivados de petróleo. A partir desse ano. este setor registrou um aumento de 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Industrial Transportes Residencial 22.Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. a tendência à expansão contínua e acentuada. Outras fontes Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Em 2007.4 3. com variação de 11. Com este desempenho.5 abaixo.8 53. inclusive. correspondeu a uma participação de 17.5 9. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 45 . imediatamente seguido por transportes e residências. em vez de somados. 5.4 . 35. de 321. Fonte: MME.2% em 2004. Energia elétrica A energia elétrica foi a modalidade mais consumida no país em 2007. são desmembrados em óleo diesel. em 2002 o consumo de energia elétrica verificado no país.551 GWh.7% no volume absorvido. estava em níveis próximos aos verificados entre 1999 e 2000.2%). como ocorre no BEN 2008. Fonte: MME. 4.9 2006 2007 57.Consumo | Capítulo 2 50 40 30 20 10 0 2006 2007 Gráfico 2. o setor industrial continuou a ser o maior consumidor. manteve-se inalterada. segundo série histórica constante do BEN 2008.3 18.9 3.5 . 76. ingressou em ritmo acelerado de crescimento – 6. Movido pelo incremento no nível de atividade econômica. iniciada em 2003.1 5.3 6.5 Energético Agropecuário Comercial Público Gráfico 2. porém. 2008 (Adaptado do BEN 2008).2% em 2005 e 3.6 5.

051 7.420 32.303 28.433 182.328 6.2 na página seguinte mostra o consumo de energia elétrica por região em 2007.144 4.836 6.996 0 2. Em maio de 2008.177 32.320 6.569 12.226 1998 4.815 2000 6. pela série histórica produzida pelo ONS.384 2.alcatrão Subtotal derivados de petróleo Óleo diesel Óleo combustível Gasolina Gás liquefeito de petróleo Nafta Querosene Gás canalizado Outras secundárias de petróleo Total Fonte: MME.869 30.885 7.495 2.986 6.726 32. 30.541 11.505 9.752 20.946 436 1.910 97 69.162 6.816 6.71%.202 3.715 156.622 2004 11.221 0 8.674 1.500 16.657 2001 7.294 15.834 7.919 16.401 0 9.619 8. embora a região Sudeste/Centro-Oeste. 12.161 26 8.218 19.469 13.706 32.609 5.455 GWh.247 8.536 6.126 14. 2008. 46 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .450 29.382 6. Assim.893 2.119 21.180 85 8.448 3. É possível constatar. 128. o volume de energia elétrica requerido pelas residências dessa região (que abriga 28% da população nacional) ultrapassou o da região Sul (15% da população nacional).626 4. pela primeira vez.638 7.327 26.731 3.208 3.814 5.202 111 5.963 37 71.333 4.642 4.500 13.Capítulo 2 | Consumo Tabela 2. Em 1990.199 0 2.101 12.280 1999 4.594 15. Já o caso do Nordeste é ilustrativo do impacto da geração de renda no consumo de energia elétrica. em função de dois fatos marcantes: a criação da Zona Franca de Manaus e a entrada em operação da usina hidrelétrica Tucuruí.273 3.519 16.342 7.687 2006 13.387 6.296 16.663 3.820 77 71.955 6.743 16.798 78 70.245 2007 14. a absorção de energia na região foi incrementada a partir dos anos 70.695 25.216 164.445 50 71.676 2.742 4 3.976 904 1. em fins de 1985.178 6. no Sul.259 6. A Figura 2. a EPE detectou que.342 907 1.182 0 2.918 29.369 0 8.841 13.544 13. mais industrializada e com atividade agropecuária bastante ativa.301 14.794 38 69.381 2.280 775 1.673 27.353 6.137 33.401 6.016 14.687 2. o que favoreceu a instalação de indústrias de alumínio na região.997 14.709 201. Na região Norte. 1997 4.246 641 1. Em 1970.625 3.084 13.049 30.335 4 3.530 2003 10.084 10.513 13.643 2002 9.043 As diferenças regionais.219 6.267 6.443 6.291 709 1.848 178.289 6.390 17.196 2. nas demais regiões a evolução do consumo tem sido bem mais acentuada.449 34.688 29. essa região consumiu 466 GWh (gigawatts-hora).409 5.402 4 3.248 6.670 188. porém.684 2.210 31.430 5.598 709 1.776 78 71.574 13.525 13.589 GWh. de 130.759 13.247 6.223 13.379 6. no Rio Tocantins.988 94 6.914 152. Segundo a EPE.506 28.664 158.342 6.279 155.498 14.828 7.657 6.085 6.144 874 1.844 4 3.79% e.494 7.699 15.069 460 1.931 108 4.509 4.632 0 10. a variação foi de 184.716 35.319 7.468 7.817 30.414 24. Em 2007.496 16.4 .157 27.829 27.538 26.627 13.116 4 2.783 58 71.612 56 76.310 26. continue a liderar o ranking dos consumidores.221 2005 12.121 0 2.147 3.215 7.433 0 2.552 2.355 2. provoca fluxos migratórios – e à disponibilidade da oferta de eletricidade também interferiram nos volumes de energia elétrica absorvidos no país.661 4 2.578 0 9. principalmente relacionadas ao ritmo de atividade econômica – que.432 5.014 157.842 761 1.745 3. em alguns casos.184 3.286 35 8.377 75 71.239 12.694 8.394 3.456 804 1. no Nordeste.305 2.53%.51%. que de 1988 a 2007 o volume absorvido pela região Sudeste/CentroOeste aumentou 83.607 7.395 48 72. O caso da região Norte ilustra como a oferta local é um elemento importante no impulso ao consumo.382 6.155 5.Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Identificação Gás natural Carvão mineral Lenha Bagaço de cana Lixívia Outras recuperações Gás de coqueria Coque de carvão mineral Eletricidade Carvão vegetal Álcool etílico Outras secundárias .562 169.

ele absorveu 90.718 Público 58. portanto. o industrial. ou investimentos realizados por consumidores de grande porte em usinas geradoras para suprimento próprio e venda do excedente em mercado. Nos 12 meses concluídos em maio de 2008. por 47.575 GWh.9% superior ao de 1995. volume 14.Consumo | Capítulo 2 evolução do número de domicílios atendidos.020 GWh.536 GWh.536 Agropecuário 33. o segundo maior do país. 2008.684. Conforme série histórica constante do BEN 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 47 . ano de constituição do mercado livre. atingia 20. a variação acumulada foi.718 GWh. Em 1998. Por setores.45 GWh 63. no público.544. Este setor se caracteriza. quando os investidores foram estimulados pela constituição do mercado livre de energia elétrica (ver capítulo 1). Em 2007. que começou a se configurar no final do ano de 2007. como mostra o Gráfico 2. ainda assim. mas não consumida. Fonte: ONS.Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007.881 GWh. Em 2007. No setor comercial o consumo foi de 58.58 GWh 270. está alicerçada tanto na expansão do consumo médio por domicílios. Nos últimos anos.43 GWh 71. volume 37.480.Consumo de energia elétrica por região em 2007. continuou a liderar o ranking dos maiores consumidores de energia elétrica. indica uma tendência consistente. embora pequena.535 GWh. 1. Em 15 anos. Fonte: BEN. enquanto na região Sul ficou em 15 mil GWh. por ser o principal abrigo de uma tendência que tem evoluído nos últimos anos: a autoprodução de energia. Em 1995. de 33.583 GWh. agropecuário. quantidade muito inferior à registrada pela indústria. A diferença.535 Comercial 90. e transportes. em função do aumento de renda e de programas sociais de transferência de recursos do Governo Federal (em especial o Bolsa Família) quanto na 450 400 350 300 TWh 412.203.138 GWh.616 Residencial Industrial Consumo final energético Gráfico 2. o setor também tem se caracterizado pela acentuada variação dos volumes consumidos. A linha divisória dessa expansão concentra-se nos últimos cinco anos da década de 90.616 GWh em 2007. mas. como ocorre tradicionalmente. Outro setor que se destaca pelo volume absorvido aliado ao acentuado crescimento é o residencial. 17.2 . de 262%. em 1992 essa atividade foi responsável pelo consumo de 13.269 Setor Energético 17.4 mil GWh.881 192.96 GWh Consumo total: 435.44 GWh Figura 2. a quantidade produzida foi de 14. também do Governo Federal. Segundo a EPE. em função do Programa Luz para Todos. no qual poderiam negociar os excedentes – ou eletricidade produzida. também.575 Transportes 17.130 250 200 150 100 50 0 1.923 GWh.6 . 30. 2008. com a aplicação de 192.6% superior ao de 1992.455. o consumo residencial de eletricidade no Nordeste atingiu 15.6 abaixo.

300 772.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.700 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. Em 2003.gov. quanto pelas novas ligações realizadas pelo Programa Luz para Todos.gov.740 GWh. segundo dados do Ministério de Minas e Energia.200 129.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.600. aneel.000 650.br Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – disponível em ipeadata.iea. Nos quatro anos de vigência.000 244. porém. No acumulado dos cinco anos que vão de 2002 a 2007.143 GWh. beneficiando 7. Também contribuíram para esse comportamento o aumento do número de unidades consumidoras formalmente ligadas à rede elétrica. desenvolvidos individualmente pelas distribuidoras. o que leva muitos analistas a interpretarem o fenômeno como o abandono gradual.6 milhão de ligações.Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos. das práticas de consumo eficiente de eletricidade. o consumo de energia elétrica pelo setor residencial aumentou 25%. portanto. Pessoas beneficiadas 1. 2004-2008 Regiões Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Total Fonte: MME. Este fenômeno foi proporcionado tanto pelos programas de regularização de ligações clandestinas. nas grandes regiões . Tabela 2.000 7.8 milhões de pessoas. Como pode ser observado na Tabela 2.500 108.200.613 GWh.gov.000 3.gov.5 . ons. a maior parte das ligações foi realizada na regiões Nordeste e Sudeste.Brasil.800.0% 1.bp.2% 6. 2008 (Valores acumulados até maio de 2008). atingindo 76.900 Número de ligações realizadas 15.br 48 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .9% 100. 73. deu um salto de 4.000 1. Em 2000.800 322.000 550. o programa realizou um total de 1. do Governo Federal.Capítulo 2 | Consumo Este comportamento foi mais visível a partir de 2003.5 abaixo.org. divulgados em maio de 2008 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). respectivamente. o consumo foi de 83.epe.br BP Global – disponível em www. Em 2001 e 2002 recuou para. adotadas durante o racionamento.0% 20.mme. coordenado pela Eletrobrás.5% 49.7%.577.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.800.770 GWh e 72. pela população em geral.4% 8.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Eletronorte Energia Hidráulica Atlas de Energia Elétrica do Brasil 49 3 .

basicamente. Essas usinas fio d’água reduzem as áreas de alagamento e não formam reservatórios para estocar a água ou seja. como as quedas d’água. Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão ou de chuva.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 3 O caminho da água na produção de eletricidade Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio. Fluxo de água Reservatório Casa de força Canal Gerador Linhas de transmissão de energia Duto Turbina Rio Perfil esquemático de usina hidrelétrica 50 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Kaplan. que funcionam em conjunto e de maneira integrada. Já a estrutura da usina é composta. Algumas usinas hidroelétricas são chamadas “a fio d’água”. Francis e Bulbo. a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga. Em períodos de chuva. casa de força e vertedouro. o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da usina. Os principais tipos de turbinas hidráulicas são: Pelton. É nesta instalação que estão as turbinas. há o vertedouro. Durante o seu movimento giratório. Depois de passar pela turbina. Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. as turbinas convertem a energia cinética (do movimento da água) em energia elétrica por meio dos geradores que produzirão a eletricidade. A turbina tipo Bulbo é usada nas usinas fio d’água por ser indicada para baixas quedas e altas vazões. próximas à superfície e utilizam turbinas que aproveitam a velocidade do rio para gerar energia. Os sistemas de captação e adução são formados por túneis. a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo. A barragem tem por objetivo interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório. Cada turbina é adaptada para funcionar em usinas com determinada faixa de altura de queda e vazão. por barragem. sistema de captação e adução de água. única maneira de poupar energia elétrica para os períodos de seca. a ausência de reservatório diminui a capacidade de armazenamento de água. Além de “estocar” a água. não exigindo grandes reservatórios. ou seja. Por último. sejam eles naturais. a captação da água em volume adequado e a regularização da vazão dos rios em períodos de chuva ou estiagem. ou criados artificialmente. canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força. formadas por uma série de pás ligadas a um eixo conectado ao gerador. Outra é a existência de água em quantidade maior que a necessária para o armazenamento ou a geração de energia. esses reservatórios têm outras funções: permitem a formação do desnível necessário para a configuração da energia hidráulica.

1 Hidráulica Outras renováveis Gráfico 3. a posição na matriz da energia elétrica sofreu recuo acentuado: de 21% para 16%. inferior à do carvão e à do gás natural.0 20. como o Guarani.5 34. entre 1973 e 2006 a participação da força das águas na produção total de energia passou.2 0.2% para apenas 1.Matriz energética nos anos de 1973 e 2006. E. ambos combustíveis fósseis não-renováveis. de líquido transforma-se em vapor que se condensa em nuvens.8%. calotas polares. No mesmo período. da International Energy Agency (IEA).1 3 1973 2006 Mesmo assim. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 51 . a participação da água na matriz energética mundial é pouco expressiva e.2 1. Fonte: IEA. conforme o Gráfico 3. decrescente.2. A água também é uma das poucas fontes para produção de energia que não contribui para o aquecimento global – o principal problema ambiental da atualidade.6 0. 2008.4 26.1 abaixo. na matriz da energia elétrica.0 10. pode ser encontrada em aquíferos subterrâneos. cuja combustão é caracterizada pela liberação de gases na atmosfera e 46. Segundo o último relatório Key World Energy Statistics. Além disso. no Sudeste brasileiro. que retornam à superfície terrestre sob a forma de chuva.36 bilhão de quilômetros cúbicos (km3) recobre 2/3 da superfície do planeta sob a forma de oceanos.2 10. rios e lagos.1 6. de 2. 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 Petróleo Carvão Gás natural Biomassa 24.1 .1 INFORMAÇÕES GERAIS A água é o recurso natural mais abundante na Terra: com um volume estimado de 1. como mostra a seguir o Gráfico 3. publicado em 2008.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Energia Hidráulica 3.8 0. ainda.9 Nuclear 2.5 16. é renovável: pelos efeitos da energia solar e da força da gravidade.

Japão.3 40. No Brasil o aproveitamento do potencial hidráulico é da ordem de 30%. quando for concluída em 2009.200 MW (megawatts).0 38. Vários elementos explicam esse aparente paradoxo. Além disso.3 0. Fonte: IEA. a expansão não ocorreu na velocidade prevista.Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. no rio Madeira (região Norte). Noruega. o que fez com que o volume produzido registrasse evolução inferior ao de outras fontes. no Brasil. apenas aquela que flui por aproveitamentos com acentuados desníveis e/ou grande vazão pode ser utilizada nas usinas hidrelétricas – características necessárias para a produção da energia mecânica que movimenta as turbinas das usinas. 2008. a oferta de energia hidrelétrica aumentou em apenas dois locais do mundo: Ásia. flora e fauna locais. Entre outros fatores. 52 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a quase totalidade está nos oceanos e.1 % 24. Nos últimos 30 anos. No Brasil. são notáveis as taxas de aproveitamento da França.6 12.6 3. Assim.1 14. a China mantém inalterado o cronograma da construção de Três Gargantas – que deverá ser a maior hidrelétrica do mundo. Alemanha. Ásia e América do Sul. De acordo com o estudo sobre hidreletricidade do Plano Nacional de Energia 2030. sujeitos a um possível esgotamento das reservas no médio e longo prazos. os países desenvolvidos já haviam explorado todos os seus potenciais. em função do Brasil. a força das marés não é utilizada em escala comercial para a produção de energia elétrica (para detalhamento. quase integralmente. em contraste com as baixas taxas observadas em países da África. Estados Unidos e Suécia. dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental e mudança no eixo da barragem podem provocar o atraso na construção de Jirau. Nesse mesmo período. a participação na produção total da energia final. o andamento de alguns empreendimentos foi afetado pela pressão de caráter ambiental contra as usinas hidrelétricas de grande porte.7 20. país em que a hidreletricidade responde pela maior parte da produção da energia elétrica. pela formação de grandes lagos ou reservatórios. que também inclui a energia mecânica e térmica. Do volume total. No entanto. Três Gargantas terá capacidade instalada de 18.3 1973 2006 Outras Gráfico 3. também de acordo com levantamentos da IEA. Já a redução da participação na matriz da energia elétrica tem a ver com o esgotamento das reservas. Apesar das pressões. como matéria-prima da eletricidade. elaborado pela EPE. as usinas de Jirau e Santo Antônio. Da água doce restante. por exemplo – no século XX passou a ser aplicada. são pilares da expansão da oferta de energia elétrica prevista para o período 2006-2015.8 21. embora pesquisas estejam sendo realizadas. e América Latina. como gás natural e as usinas nucleares. ver capítulo 5). embora desde a Antiguidade a energia hidráulica tenha sido usada para gerar energia mecânica – nas instalações de moagem de grãos. ao superar a binacional Itaipu.2 .0 16. Mesmo nessas últimas regiões. Um deles relaciona-se às características de distribuição da água na superfície terrestre. em particular na China.3 Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica 2. O principal argumento contrário à construção das hidrelétricas é o impacto provocado sobre o modo de vida da população.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Carvão 6. fica comprometida. aumento do nível dos rios ou alterações em seu curso após o represamento. com 14 mil MW.

o princípio básico de funcionamento para produção e transmissão da energia (para detalhes. capacidade ou potência instalada. Existem dois tipos de reservatórios: acumulação e fio d’água. com 0. A primeira hidrelétrica do mundo foi construída no final do século XIX – quando o carvão era o principal combustível e as pesquisas sobre petróleo ainda engatinhavam – junto às quedas d’água das Cataratas do Niágara. tipo de turbina empregada. ou seja. Pequenas Centrais Hidrelétricas (entre 1. com mais de 30 MW). da Universidade Federal de Itajubá – Unifei) considera baixa queda uma altura de até 15 metros e alta queda. atravessam o território de vários Estados. por sua vez. O que evoluiu foram as tecnologias que permitem a obtenção de maior eficiência e confiabilidade do sistema. utilizando as águas do Ribeirão do Inferno. como é o caso da binacional Itaipu.1 MW e 30 MW de potência instalada) e Usina Hidrelétrica de Energia (UHE. no geral. Pedro II. As unidades a fio d’água geram energia com o fluxo de água do rio. As principais variáveis utilizadas na classificação de uma usina hidrelétrica são: altura da queda d’água. baixa ou média altura. Fonte: Banco de imagens de Furnas. Assim. a altura da queda d’água e a vazão dependem do local de construção e determinarão qual será a capacidade instalada . o Brasil construiu a primeira hidrelétrica. pela vazão com mínimo ou nenhum acúmulo do recurso hídrico. Todos são fatores interdependentes. construída em parceria por Brasil e Paraguai e hoje a maior hidrelétrica em operação do mundo. exige a construção de grandes linhas de transmissão em tensões alta e extra-alta (de 230 quilovolts a 750 quilovolts) que. ver Box 3) se mantém inalterado. A potência instalada determina se a usina é de grande ou médio porte ou uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). a potência instalada das unidades aumentou significativamente – chegando a 14 mil MW. afluente do rio Jequitinhonha. vazão.Energia Hidráulica | Capítulo 3 O que é a energia hidrelétrica A energia hidrelétrica é gerada pelo aproveitamento do fluxo das águas em uma usina na qual as obras civis – que envolvem tanto a construção quanto o desvio do rio e a formação do reservatório – são tão ou mais importantes que os equipamentos instalados. Em pouco mais de 100 anos. barragem e reservatório. a energia hidráulica da região tinha sido utilizada apenas para a produção de energia mecânica. dado o seu grande porte permitem o acúmulo de grande quantidade de água e funcionam como estoques a serem utilizados em períodos de estiagem. é definida como de alta.5 MW (megawatt) de potência e linha de transmissão de dois quilômetros. tipo de barragem e reservatório. mais distante ela tende a estar dos grandes centros. muitas vezes. como estão localizados a montante das demais hidrelétricas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adota três classificações: Centrais Geradoras Hidrelétricas (com até 1 MW de potência instalada). Assim. permitir a operação integrada do conjunto de usinas. e ainda no reinado de D.que. Até então. no município de Diamantina. O Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétrica (Cerpch. geralmente localizados na cabeceira dos rios. determina o tipo de turbina. Os primeiros. em locais de altas quedas d’água. para a construção de uma hidrelétrica é imprescindível a contratação da chamada indústria da construção pesada. Já as PCHs e CGHs. regulam a vazão da água que irá fluir para elas. Quanto maior a usina. Mas não há consenso com relação a essas medidas. no geral abastecem Atlas de Energia Elétrica do Brasil 53 . instaladas junto a pequenas quedas d’águas. de forma a Usina hidrelétrica de Marimbondo. O porte da usina também determina as dimensões da rede de transmissão que será necessária para levar a energia até o centro de consumo (ver Capítulo 1). Na mesma época. superior a 150 metros. Por isso. Além disso. ao contrário do que ocorre com as usinas termelétricas (cujas instalações são mais simples). localização. Mas. A queda d’água.

como mostra a Tabela 3.399.8% superior ao do ano anterior e correspondente a 15. que congrega as nações mais desenvolvidas do mundo: 1. respondem.851.824 Potência fiscalizada (kW) 146. No Brasil.11 0. os dez países mais dependentes da hidreletricidade em 2006 eram. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Ser favorecido por recursos naturais que se transformam em fontes de produção de energia é estratégico para qualquer país.4% no ranking mundial).9 TWh. 320 PCHs (2.7% do consumo total.2 TWh sobre 2006).5 TWh. de 102.815. No caso dos potenciais hídricos.007. existem em operação 227 CGHs.632 mil MW. nova denominação da British Petroleum) o maior consumidor mundial de energia hidrelétrica em 2007 era a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED).150 2.5% sobre 2006 e 11. Em novembro de 2008. Entre outros fatores.009 272.831 22. Esta redução tem três razões. volume 10. aumenta a segurança quanto ao abastecimento de um serviço vital ao desenvolvimento econômico e social.26 2.768 Potência outorgada (kW) 120.920 2. Índia. aumento de 6. por exemplo) e o fato de a operação das usinas hidrelétricas não provocar a emissão de gases causadores do efeito estufa. corrobora essa relação.598 20 74.1 abaixo. Tabela 3. com potência total de 120 MW. a dificuldade em ofertar novos empreendimentos hidráulicos pela ausência da oferta de estudos e inventários. o parque hidrelétrico chegou a representar 90% da capacidade instalada. Japão e Estados Unidos.042 2 1.650 2. por 75.306 mil TWh.419 20 74. Venezuela. De acordo com o estudo Statistical Review of World Energy. a esses argumentos favoráveis. respondendo por 41. Quantidade 227 17 320 1 159 1.522 2. com dados de 2006. petróleo.4 mil MW de potência instalada) e 159 UHE com uma capacidade total instalada de 74. No passado. urânio e gás natural. eles também figuram na relação 54 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a IEA. o aumento de entraves jurídicos que protelam o licenciamento ambiental de usinas de fonte hídrica e provocam o aumento constante da contratação em leilões de energia de usinas de fonte térmica.864 % 0.29 0 71. somam-se outros dois: o baixo custo do suprimento na comparação com outras fontes (carvão. as usinas hidrelétricas. A energia hidrelétrica é classificada como limpa no mercado internacional. De certa forma.000 102.261.68% da potência total instalada no país. de acordo com o Banco de Informações da Geração (BIG) da Aneel. portanto.92 100. Como mostra a Tabela 3. porque reduz a dependência do suprimento externo e. em conseqüência.381.585. Primeira.1 .007.0 3.627 25. Canadá. em novembro de 2008.Capítulo 3 | Energia Hidráulica pequenos centros consumidores – inclusive unidades industriais e comerciais – e não necessitam de instalações tão sofisticadas para o transporte da energia. independentemente de seu porte.20 24.922 289.383.000 104. a necessidade da diversificação da matriz elétrica prevista no planejamento do setor elétrico de forma a aumentar a segurança do abastecimento. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum. os maiores consumidores mundiais foram China (482. pela ordem: Noruega.632.Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tipo CGH EOL PCH SOL UHE UTE UTN Total Fonte: Aneel.22 1. 2008. República Popular da China. Segundo a Agência.9% do total) e Canadá (368. Brasil (371. Com pequenas variações com relação à posição no ranking.262 mil MW. Segunda. Brasil. A terceira. Suécia. Rússia.2 POTENCIAIS.2 a seguir. por país. a maioria que queimam derivados de petróleo ou carvão.

2 Variação 10.9 83. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 55 .8 112. Brasil.5 368.9% 11.3% da produção total de energia hidrelétrica.7% 8.8 355. ao atingir 7.3 na página a seguir.3%- Participação 15. Na América Latina.4 82. Em 2006. Tabela 3.7 7. A inclusão. Índia e China decorre dos investimentos em hidreletricidade realizados nos últimos 30 anos com intensidade muito maior que no passado.9% 8.9% 1.3 16.0 58. essa participação quase dobrou.7% 2. como Brasil.4 Noruega Brasil Venezuela Canadá Suécia Rússia Índia China Japão o 2o 3o 4 o 5o 6o 7 o 8o 9o 10 Estados Unidos Outros países Mundo Hidrelétrica de Itaipu.6% -14.1 17. Fonte: Banco de imagens de Itaipu. a evolução foi de 2.2% 2.3% 3.9% para 14%. 2008. em 1973.9% -13.0% 5.2 119. Rússia.9 371.8 348.3 122. Fonte: IEA. Índia.121 TWh. de países em desenvolvimento. Canadá.7% 4. nessa relação. o comportamento se repete com maior intensidade: um salto de 7. estimulado principalmente pelos investimentos realizados no Brasil. Japão.1% China Brasil Canadá Estados Unidos Rússia Noruega Índia Venezuela Japão Suécia 4o 5o 6 o 7o 8o 9 o 10o Fonte: BP.4% 7. Estados Unidos.5 83.4 83.6 15.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Tabela 3.2 72.4 14.0 43.2 175. a Tabela 3. Venezuela e Suécia.7 2007 482.295 TWh (terawatts-hora) no ano. Na China.6 66.0 135.Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 País 1 o % 98.2% para 21%.2% 12.3 15.2 250. Ainda conforme a IEA.5 61.8 179. a Ásia (sem considerar a China) respondeu por 4.3 mostra a dependência dos países com relação à hidreletricidade.9% 2.Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh País 1o 2o 3 o 2006 435.2 8.5% 3. Abaixo.4 292. conforme o Gráfico 3.3 96.7% 2. Noruega.8% de um total de 3.4% 11. de 1.3 .2 . 2008.8% 6. Rússia. de maiores produtores: República Popular da China.

Canadá 7% EUA 4% Rússia 12% China 13% Índia 5% Congo 5% Brasil 10% Figura 3. Segundo informa o Plano Nacional de Energia 2030 com base em dados de 2004. para dobrar a capacidade instalada no país. Além de Três Gargantas.3 . a China é o país que mais investe em energia hidrelétrica. Índia e Brasil. Outras regiões com grandes potenciais são América do Norte. antiga União Soviética. um dos maiores potenciais tecnicamente aproveitáveis de energia hidráulica no mundo. também. naquele ano mantinha em construção um total de 50 mil MW de potência.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% OECD América Latina China Antiga União Soviética Ásia (sem China) África Países europeus fora da OECD Oriente Médio 1973 2006 Gráfico 3.Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo. com 28 mil MW planejados para o médio prazo. Como pode ser observado no Figura 3. 2008. Fonte: IEA. 2007.Participação relativa da hidreletricidade no mundo.1 .1 abaixo. Fonte: EPE. na Índia também há grande expansão das hidrelétricas: em 2004 estavam em construção 10 mil MW. a China tem. 56 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Ainda de acordo com o estudo.

também. Na oferta interna de energia elétrica. o potencial a aproveitar é de cerca de 126. 2008. como mostra a Tabela 3. o Brasil é o país com maior potencial hidrelétrico: um total de 260 mil MW. sendo superada por derivados da cana-de-açúcar (16. e Balbina. A bacia do rio Amazonas é a maior. portanto. com potência de 180 MW).Energia Hidráulica | Capítulo 3 3. a maioria das grandes centrais hidrelétricas brasileiras localiza-se nas bacias do São Francisco e. No Norte foram construídas Tucuruí. superior à potência já instalada no Brasil. quase integralmente explorados. pouco mais de 30% se transformaram em usinas construídas ou outorgadas. a energia de fonte hidráulica (ou hidreletricidade) respondeu por 14. Mas apenas nos anos 90 a região começou a ser explorada com maior intensidade. Nesse ano.7%). no Amazonas. apesar da existência de unidades importantes na região Norte. com um potencial de 106 mil MW.6%. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 57 . segundo o Plano 2015 da Eletrobrás. região e potência Nome Tucuruí I e II Itaipú (parte brasileira) Ilha Solteira Xingó Paulo Afonso IV Itumbiara São Simão Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia) Jupiá (Eng Souza Dias) o Potência (kW) 8370000 6300000 3444000 3162000 2462400 2082000 1710000 1676000 1551200 1540000 Região Norte Sul Sudeste Nordeste Nordeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Porto Primavera (Engo Sérgio Motta) Fonte: Aneel. Os potenciais da região Sul. no rio Tocantins. A concentração das duas regiões não se relaciona apenas com a topografia do país. Tem a ver. de longe. Assim.2 logo a seguir mostra as regiões do país classificadas de acordo com o nível de utilização de seus aproveitamentos.000 MW. em todo o mundo. no Pará.7% da matriz energética brasileira. A primeira hidrelétrica de maior porte começou a ser construída no Nordeste (Paulo Afonso I. de 102 mil MW. Sudeste e Nordeste já estão. que totalizou 482.4 abaixo. na maior produtora de eletricidade do país. O Mapa 3. com a forma como o parque hidrelétrico se desenvolveu. erguidas ao longo dos 60 anos seguintes. Samuel (RO).6 TWh (aumento de 4.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL Em 2007.9% em relação a 2006). a energia de fonte hidráulica produzida no país representou 85. Além disso. Grande e Iguaçu. mais de 70% estão nas bacias do Amazonas e do Tocantins/Araguaia. Sudeste e Nordeste (com o aproveitamento integral do rio São Francisco). elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética. constituindose. particularmente nas sub-bacias do Paranaíba. Francisco (Chesf. Curuá-Una (PA) e Guaporé (MT ).As dez maiores usinas em operação. Tabela 3. segundo os resultados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN). Destes. em 2008. em 2008. O estudo sobre energia hidrelétrica constante do PNE 2030 relaciona o potencial de aproveitamento ainda existente em cada uma das bacias hidrográficas do país. As demais. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030.4 . conforme mostra o Mapa 3. estatal constituída em 1948). do Paraná. pela Companhia Hidrelétrica do S. principalmente. Desse total. Coaracy Nunes (AP).0%) e petróleo e derivados (36. com a construção da Usina Serra da Mesa (GO). existem em operação nesta bacia apenas cinco Unidades Hidrelétricas de Energia (UHE): Balbina (AM).1 na página a seguir. concentraram-se nas regiões Sul. último inventário produzido no país em 1992.

58 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .200 1.000 acima de 18.001 a 18.000 Inventário N O L S Estimado Aproveitado Fonte: EPE. 3.inventário nesta tabela indica o nível mínimo de estudo do qual foi objeto o potencial.Foi retirado o potencial das usinas exclusivamente de ponta.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Guiana Guiana Francesa O c e a n o A 0º S t l â n t 0º S i c o Amazonas 27% 1% 72% Atlântico Nordeste Ocidental 85% 15% Atlântico Nordeste Oridental 15% 5% Parnaíba 78% 22% 80% 10º S Araguaia . 2008.Tocantins 16% 44% 10º S Peru 40% Atlântico Leste 25% 27% São Francisco 31% 11% 58% 48% Bolívia 57% Paraguai 16% 20º S 27% Paraná 19% 9% 72% Atlântico Sudeste 8% 28% 20º S Chile Paraguai 64% Uruguai Argentina 30º S 51% 9% 40% Atlântico Sul 38% 30% 30º S Uruguai 32% Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potencial total (MW) Até 1.valores consideram apenas 50% da potência de aproveitamentos binacionais.Potencial Hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .potencial aproveitado inclui usinas existentes em dezembro de 2005 e os aproveitamentos em construção ou com concessão outorgada.2008 Observações: 1.201 a 6.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.1 . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 6. 2. 4.

Potência Instalada por Estado em 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 59 .000 acima de 10.2 .000 acima de 4.000.Energia Hidráulica | Capítulo 3 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF ES Vitória 20º S 20º S MS Campo Grande SP MG Belo Horizonte Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio SC Argentina 30º S RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência Instalada por Estado (kW) 0 a 1.000 1.000.000 5.001 O N L S Fonte: Aneel.001 a 5.001 Potência (kW) Até 100.000.000 1. 2008.000.001 a 10.001 a 4.000.000 100. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000.000.000.000.001 a 1.000.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.

60 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . universidades e iniciativa privada. segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).087 MW de potência no rio Tocantins. os maiores. no rio Uruguai. além das PCHs e CGHs. em novembro de 2008. centros de pesquisa.no médio e longo prazo e. Uma dessas usinas é Santo Antônio. com 855 MW.Capítulo 3 | Energia Hidráulica A bacia do Tocantins/Araguaia possui potencial de 28. Destes. Fonte: Acervo TDA. porém. tanto as UHEs apenas outorgadas quanto aquelas já em construção deverão agregar 13.682 MW no próprio Tapajós.500 MW. considerados como iniciativas que proporcionam expansão da infra-estrutura – no caso. tecnológico e social. Além desses. Ambas são classificadas como projetos estruturantes. um estudo encaminhado pela Eletrobrás à Aneel prevê a construção de cinco usinas com capacidade total de 10.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS O setor elétrico brasileiro possui uma matriz energética bem mais “limpa”. sofrem alguma restrição ambiental. demonstram capacidade para estimular o desenvolvimento econômico. e Foz do Chapecó. que estão localizadas as principais usinas planejadas para os próximos anos e incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Entre eles destaca-se a usina de Estreito. Do potencial a ser aproveitado 90%. no rio Madeira. podem ser observados na região Norte. a oferta de energia elétrica . o BIG relaciona 21 empreendimentos. Outra é a bacia do rio Xingu. É na bacia do Amazonas. 3. licitada em 2007. Outra bacia importante é a Tapajós. deverá entrar em obras até o fim da década. mobilizam governo. No total.300 MW de potência. Ambas constam do Banco de Informações de Geração da Aneel que. para a qual está prevista a construção da Usina de Belo Monte. ao mesmo tempo. a Aneel estuda viabilidade de três aproveitamentos no rio Teles Pires – todos de caráter estruturante – que somam 3. com potência instalada de 5. Em fase de construção em novembro de 2008. com 1. Por isso. licitada em 2008. dos quais quase 12. mas cuja construção ainda não havia sido iniciada.200 MW já estão aproveitados pelas UHEs Serra da Mesa e Tucuruí. com capacidade instalada de 3. A outra é Jirau. registra 15 usinas hidrelétricas já outorgadas. região Sul do país.150 MW.000 MW. Em 2008. com 3. novamente.027 MW.Usina hidrelétrica de Corumbá. que.371 MW à potência instalada do país. com forte participação de fontes renováveis já que o parque instalado é concentrado em usinas hidrelétricas que Casa de força .

por interferirem no traçado natural e no volume de água dos rios. na flora e fauna locais. ao uso das terras indígenas para os aproveitamentos energéticos. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. Os opositores argumentam que as construções. ações e liminares. é crescente o número de empreendimentos que procura desenvolver uma relação mais integrada e de longo prazo com as comunidades afetadas. Mas. em elaboração no segundo semestre de 2008. uma dessas indefinições relacionava-se. Ao contrário do que aconteceu nos anos 50 e 70. Apenas como exemplo. diminuem a necessidade de novas usinas. Os maiores entraves à expansão hidrelétrica do país são de natureza ambiental e judicial.bp. que pretendia transformar. gov. Mais de 70% das emissões de GEE do país estão relacionadas ao desmatamento e às queimadas.epe. tanto de caráter ambiental quanto social. aneel.para produzir a energia suficiente para o crescimento econômico e ampliação da oferta de empregos. Desenvolver os projetos de maneira sustentável – buscando os resultados econômicos e. Entretanto. Por conta das dificuldades de aceitação existentes nas comunidades e da pressão de grupos organizados – particularmente Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientalistas – os empreendedores têm alocado recursos para projetos de mitigação do impacto.iea. não se caracterizam pela emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE).org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 61 . o entendimento entre as partes é dificultado também por indefinições de caráter legal.br BP Global – disponível em www. principalmente na região da Amazônia. 64% do território do país em área de preservação ambiental. no segundo semestre de 2008. ao tratamento a ser dado aos potenciais hidrelétricos e as respectivas linhas de transmissão frente à proposta do Plano Nacional de Áreas Protegidas. Tanto que a maior contribuição ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas tende a ser a intensificação de projetos de eficiência energética – que. ao proporcionar a redução do consumo. é necessário construir novas usinas -com impacto socioambiental mínimo . No final de 2007 e início de 2008 uma polêmica ocorreu entre os formadores de opinião quando veio a público que a maior parte das obras estava atrasada em função da dificuldade para obtenção do licenciamento ambiental provocada por questionamentos na justiça. por lei. provocam impacto na vida da população. Fonte: Eletronorte.gov.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. simultaneamente.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Usina hidrelétrica de Tucuruí. compensando os impactos socioambientais provocados pelas usinas – tem sido uma tendência na construção das hidrelétricas. Outra.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.

Capítulo 3 | Energia Hidráulica Acervo TDA 62 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Biomassa Atlas de Energia Elétrica do Brasil 63 4 .

As principais rotas tecnológicas são analisadas no estudo sobre biomassa constante do Plano Nacional de Energia 2030 e resumidas a seguir: Ciclo a vapor com turbinas de contrapressão: É empregado de forma integrada a processos produtivos por meio da co-geração. Ciclo combinado integrado à gaseificação da biomassa: A gaseificação é a conversão de qualquer combustível líquido ou sólido. inclusive aquelas de ciclo combinado. 64 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . todas as rotas tecnológicas. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. Nos últimos anos. produz um gás combustível que pode ser utilizado em usinas térmicas movidas a gás para a produção de energia elétrica. quando os derivados de petróleo passaram a ser utilizados em grande escala e adquiridos por preços competitivos. Ela ressurgiu nos anos 80 – quando começou a ficar evidente a necessidade de contenção no consumo de petróleo – mas. Esta energia a ser condensada. são aplicadas em processos de co-geração – produção de dois ou mais energéticos a partir de um único processo para geração de energia . A segunda proporciona aumento na eficiência global da geração de energia. adaptado às condições particulares do combustível e da operação. o que aumenta o rendimento das máquinas. com diversos produtores nacionais da maior parte dos equipamentos necessários. Nele. A tecnologia de gaseificação de combustíveis é conhecida desde o século XIX e foi bastante utilizada até os anos 30. também. como a biomassa. No entanto. a tecnologia de gaseificação aplicada em maior escala transforma a biomassa em importante fonte primária de centrais de geração termelétrica de elevada potência. em gás energético por meio da oxidação parcial em temperatura elevada. De uma maneira geral. é retirada em um ponto intermediário da expansão do vapor que irá movimentar as turbinas. quando inserida em um processo de co-geração. a biomassa é queimada diretamente em caldeiras e a energia térmica resultante é utilizada na produção do vapor. Este processo está maduro do ponto de vista comercial e é o mais disseminado atualmente. Assim. Além disso. ainda não é uma tecnologia competitiva do ponto de vista comercial. transformou-se também em um dos principais estímulos aos investimentos na produção de energia a partir da cana-de-açúcar por parte das usinas de açúcar e álcool. Ciclo a vapor com turbinas de condensação e extração: Consiste na condensação total ou parcial do vapor ao final da realização do trabalho na turbina para atendimento às atividades mecânicas ou térmicas do processo produtivo. O Brasil conta. Esta conversão. mas a obtenção de um equipamento capaz de produzir um gás de qualidade. Este sistema. permite a obtenção de maior volume de energia elétrica. inclusive. portanto. A diferença fundamental desta rota em relação à contrapressão é a existência de um condensador na exaustão da turbina e de níveis determinados para aquecimento da água que alimentará a caldeira. no caso da biomassa. o vapor que seria liberado na atmosfera após a realização desses processos pode ser encaminhado para o atendimento das necessidades térmicas do processo de produção. Essa máquina produzirá a energia mecânica que acionará o gerador de energia elétrica.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 4 A produção de energia elétrica a partir da biomassa Existem várias rotas tecnológicas para obtenção da energia elétrica a partir da biomassa. a maior dificuldade para a sua aplicação não é o processo básico de gaseificação.tradicionalmente utilizada por setores industriais. cuja produção é baseada na utilização do vapor e do gás. Todas prevêem a conversão da matéria-prima em um produto intermediário que será utilizado em uma máquina motriz. com confiabilidade e segurança. sua instalação exige investimentos muito superiores aos necessários para implantação do sistema simples de condensação. Este vapor pode acionar as turbinas usadas no trabalho mecânico requerido nas unidades de produção e as turbinas para geração de energia elétrica. A primeira característica proporciona maior flexibilidade da geração termelétrica (que deixa de ser condicionada ao consumo de vapor de processo). realizada em gaseificadores.

ela é considerada uma das principais alternativas para a diversificação da matriz energética e a conseqüente redução da dependência dos combustíveis fósseis. como mostra o Gráfico 4. não tem sido contabilizada com precisão. historicamente tem sido pouco expressiva na matriz energética mundial.Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006.1 INFORMAÇÕES GERAIS A biomassa é uma das fontes para produção de energia com maior potencial de crescimento nos próximos anos. Gráfico 4. As estimativas mais aceitas indicam que representa cerca de 13% do consumo mundial de energia primária. energia hidráulica ou petróleo. o Survey of Energy Resources 2007. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 65 . Dela é possível obter energia elétrica e biocombustíveis. como carvão. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. se atualmente a biomassa é uma alternativa energética de vanguarda.1 . Tanto no mercado internacional quanto no interno. cujo consumo é crescente em substituição a derivados de petróleo como o óleo diesel e a gasolina. Um dos mais recentes e detalhados estudos publicados a este respeito no mundo.Biomassa | Capítulo 4 Biomassa 4. como o biodiesel e o etanol. 2008.1 abaixo. 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Petróleo Gás Natural Carvão Biomassa Eletricidade Outros % 4 1973 2006 Mas. Fonte: IEA.

Desde 2004. Tabela 4.7% do total mundial. se parte dela é destinada ao suprimento interno. obtido a partir da cana-de-açúcar.002 m3 de 2006 conforme mostra a Tabela 4. ambos com 13. em 2007.921 Carvão vegetal 688 40 485 135 14 1 1. segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008. registra que a biomassa respondeu pela produção total de 183. em 2007 a produção brasileira alcançou 8. A produção de biodiesel também é crescente e. o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de etanol que. Um deles é a dispersão da matéria-prima – qualquer galho de árvore pode ser considerado biomassa.831 113 22.354 2.284 288 463 644 22 2. principalmente do subgrupo madeira – o mais tradicional – e dos resíduos agrícolas.3% na produção total. Lenha 5. Finalmente. dos quais 7.734 Total 6.378 7. no mercado internacional. que foi responsável pela produção de 77.7% da oferta.361 Licor negro 33 1. na geração de energia elétrica a partir da biomassa. Segundo a Agência Nacional do Petróleo. em 2005. Outro é a pulverização do consumo.173 90 17.154 metros cúbicos (m3) do combustível puro (B100). com 6. Além disso.150 8. um terceiro é a associação deste energético ao desflorestamento e à desertificação – um fato que ocorreu no passado mas que está bastante atenuado. visto que ela é muito utilizada em unidades de pequeno porte. a Ásia foi o maior consumidor mundial. Um PJ equivale a 1015 joules. ao extrair da biomassa de madeira 8. Ela ocupou a mesma posição entre as fontes de energia elétrica de origem interna. A pequena utilização e a imprecisão na quantificação são decorrências de uma série de fatores. o que representa um aumento de 34. que em 2005 produziu 56. O estudo do WEC mostra que.795 1. A segunda posição foi da África.1 . parte é exportada para países desenvolvidos. ao responder por 3. apresenta potencial energético similar e 1 Joule: unidade de energia.017 Ainda segundo o WEC. como os membros da União Européia. custos muito menores que o etanol de países como Estados Unidos e regiões como a União Européia. foi a segunda principal fonte de energia. Só foi superada pela hidreletricidade. respondendo por 30. trabalho ou quantidade de calor.395 mil tep em 2006. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). implantado em dezembro de 2003 pelo Governo Federal.354 PJ.4% da oferta total.393 1.4 TWh (terawatts-hora) em 2005. Algumas regiões obtêm grande parte da energia térmica e elétrica que consomem desta fonte. diante dos 69.633 852 2. Já a expansão do etanol provém tanto da crescente 66 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Na seqüência estão Alemanha e Brasil.633 PJ da lenha. em 2007 o país produziu 402. Segundo o BEN. como mostra a Tabela 4.612 mil tep (toneladas equivalentes de petróleo) em 2007 contra 6.176 3.795 PJ foram provenientes da lenha. dos quais 5. No Brasil. com participação de 31.2 a seguir.3 TWh (terawatts-hora).Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) País África América do Norte Países da América Latina e Caribe Ásia Europa Oceania Total Fonte: WEC. superada apenas por petróleo e derivados. o líder mundial foi os Estados Unidos.7%. que é definida como matéria orgânica de origem vegetal ou animal passível de ser transformada em energia térmica ou elétrica.4 TWh no ano e participação de 7. o que correspondeu a um pouco mais de 1% da energia elétrica produzida no mundo naquele ano. isoladas e distantes dos grandes centros.Capítulo 4 | Biomassa do World Energy Council (WEC).393 PJ (petajoules1). 2007. a biomassa.1 abaixo. A característica comum dessas regiões é a economia altamente dependente da agricultura.1% na matriz energética. a atividade é beneficiada pelo estímulo proveniente do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB).

200 175. Do processamento da madeira no processo de extração da celulose é possível. com o objetivo de estimular a substituição da gasolina pelo álcool em função da crise do petróleo.RJ Almeirim . principalmente). os processos para a obtenção de energia se caracterizam pela baixa eficiência – ou necessidade de grande volume de matéria-prima para produção de pequenas quantidades.002 402.000 12.3 bilhões na construção de mais de 100 usinas de etanol e biodiesel e outros R$ 4.600 92. por exemplo. extrair a lixívia negra (ou licor negro) usado como combustível em usinas de co-geração da própria indústria de celulose.BA Potência (kW) 210.3 .SC Belo Oriente .SC Vargem Bonita . 2008.PA Telêmaco Borba .ES Guaíba . 2008.3 abaixo mostra a relação das usinas de biomassa que utilizam licor negro no Brasil em novembro de 2008.745 25.RS Camaçari .BA Lages . de obras cujos investimentos superam R$ 17 bilhões.960 108.250 33. Outro fator de estímulo foi a inclusão.MS Eunápolis . segundo o PAC. Estágio Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Município Aracruz .500 4. como o lixo). mas que foi desativado anos depois. De acordo com a sua origem. O que é a biomassa Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica. pode ser: florestal (madeira. Os derivados obtidos dependem tanto da matéria-prima utilizada (cujo potencial energético varia de tipo para tipo) quanto da tecnologia de processamento para obtenção dos energéticos.1 bilhões na construção de dois alcooldutos: um entre Senador Canedo (GO) e São Sebastião (SP) e outro entre Cuiabá (MT) e Paranaguá (PR).900 100.832 atividade da agroindústria canavieira quanto da tecnologia e experiência adquiridas com o Pró-Álcool – programa federal lançado na década de 70. Além disso. no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). a biomassa mais utilizada é a de origem florestal. Nas regiões menos desenvolvidas.000 113.MG Rio de Janeiro .PR Otacílio Costa . agrícola (soja.Produção de biodiesel no Brasil (m3) 2005 2006 2007 2008 (*) Tipo B100 Fonte: ANP.SP Pindamonhangaba – SP Três Lagoas .000 440 55. térmica ou elétrica é classificada como biomassa.400 57. 736 69.700 3. No período que vai de 2007 a 2010.Usinas de licor negro no Brasil Nome Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Bahia Pulp (Ex-Bacell) Bahia Sul Celucat Celulose Irani Cenibra Centro Tecnológico Usinaverde Jari Celulose Klabin Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Lençóis Paulista Nobrecel VCP-MS Veracel Fonte: Aneel.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4. A Tabela 4. Tabela 4.BA Mucuri . arroz e cana-de-açúcar.SC Lençóis Paulista . Uma exceção a essa regra é a utilização da biomassa florestal em processos de co-geração industrial. lançado pelo Governo Federal em 2007. entre outras) e rejeitos urbanos e industriais (sólidos ou líquidos.600 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 67 .100 126.154 784. deverão ser investidos R$ 13.2 .

Cada uma dá origem a determinado derivado e está em um nível diferente do ponto de vista tecnológico. Na cana-de-açúcar. fornos (metalurgia) e caldeiras. como matéria-prima para energéticos. Este gás pode ser utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de eletricidade. Além disso. 2008. até a extração do material volátil. era tratada pela designação genérica de “Outras Fontes” (para detalhes. mas a pirólise também dá origem ao alcatrão e ao ácido piro-lenhoso. por exemplo. ver capítulo 5). O carvão vegetal tem densidade energética duas vezes superior à do material de origem e queima em temperaturas muito mais elevadas. Assim. a madeira tem sido.2 . sejam elas de soja. Há. em estatísticas e estudos. com poucas usinas de pequeno porte em operação no mundo. em função da diversidade e da aceitação de seus derivados pelos consumidores. Outra opção é a pirólise ou carbonização – o mais antigo e simples dos processos de conversão de um combustível sólido (normalmente lenha) em outro de melhor qualidade e conteúdo energético (carvão). Já para a biomassa de origem vegetal. metano. é possível transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono. (*) Previsão Fonte: Unica. é possível dele remover os componentes químicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde humana – o que transforma a gaseificação em um processo limpo. a combustão direta para obtenção do calor. Além disso. tratados como palha. hidrogênio. na “quase ausência” de ar.Capítulo 4 | Biomassa Já a produção em larga escala da energia elétrica e dos biocombustíveis está relacionada à biomassa agrícola e à utilização de tecnologias eficientes. A geração de energia a partir da biomassa animal encontravase. folha e palha. Na gaseificação. O principal produto final é o carvão vegetal. Este processo consiste no aquecimento do material original entre 300 oC e 500 oC. Por isso. 140 120 100 Bilhões de litros 80 60 40 20 0 Outros União Européia Brasil Estados Unidos 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008* 2009* 2010* 2011* 2012* Gráfico 4.Produção mundial de etanol. existem várias. A biomassa é obtida pelo processamento dos resíduos dessas culturas. 68 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A pré-condição para a sua produção é a existência de uma agroindústria forte e com grandes plantações. Da soja e arroz. a palha e o vinhoto. sabugo. os resíduos que permanecem no campo. em 2008. dióxido de carbono e nitrogênio). para a geração de vapor. ao longo dos anos. superando os 60 milhões de litros em 2007. Apenas nos automóveis tipo flex fuel (que utilizam tanto gasolina quanto etanol) o consumo de etanol mais que dobrou nos últimos sete anos. em fase quase experimental. colmo. arroz. uma tradicional e importante matériaprima para a produção de energia. o quadro era radicalmente diferente. respondeu por 12% do total da oferta interna de energia em 2007. por meio de reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio.2 abaixo. o bagaço. milho ou cana-de-açúcar. No Brasil. do milho é possível utilizar. como mostra o Gráfico 4. Ela ocorre em fogões (cocção de alimentos). Quanto às técnicas utilizadas para transformar matéria-prima em energético.

1 183. não existe um ranking mundial dos maiores produtores de biomassa. aponta para uma capacidade de geração de 11 mil TWh por ano no longo prazo – ou mais da metade do total de energia elétrica produzida em 2007. pela qual os açúcares de plantas como batata. O primeiro a partir do milho e do trigo. Se o primeiro é usado como combustível puro em motores de combustão interna. o segundo é misturado à gasolina (no Brasil. O produto final é o biogás.2 DISPONIBILIDADE. Nesse ano. como mostram a Tabela 4. a transesterificação é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de potássio). o continente africano e Austrália. Sudeste e Centro-Oeste) e mamona (semi-árido nordestino). nas transações entre países a comercialização dos biocombustíveis é crescente.4 9. em menor escala o álcool anidro (isto é. Este volume. apresenta solo e condições climáticas adequadas. portanto. o segundo maior produtor de etanol.5 8.3 13. se os Estados Unidos lideravam a produção de energia elétrica a partir da biomassa.7 4.1 4.4 13. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyhond Petroleum. No entanto. O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e.9 8. os maiores fornecedores potenciais da matéria-prima desses produtos são os países com agroindústria ativa e grandes dimensões de terras cultivadas ou cultiváveis.7 7. Assim. A segunda. entre outras matérias-primas de origem vegetal. de Câncer e o Trópico de Capricórnio. segundo o estudo da Estatistical Review of World Energy. O resíduo sólido do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. a melhor região do planeta para a produção da biomassa é a faixa tropical e subtropical. além da grande quantidade de terra agriculturável.Biomassa | Capítulo 4 Um processo bastante utilizado no tratamento de dejetos orgânicos é a digestão anaeróbica que consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre na ausência do ar. em 2005 Alemanha era a maior produtora de biodiesel e o Brasil. a produção brasileira já era superada pelos Estados Unidos. Ao contrário do que ocorre com outras fontes.6 4.89 mil TWh.3 5. a médio prazo. Conforme relata estudo sobre o tema inserido no Plano Nacional de Energia 2030. milho.9 4. que foi de 19. Ainda assim. Atualmente.5 7. como o Brasil. beterraba e cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras). Os derivados são a glicerina e o biodiesel.1 100. a biomassa não faz parte das pautas de exportação – embora alguns analistas projetem que. O Brasil. Estados Unidos e União Européia.0 4. são produtores de etanol. apenas estatísticas sobre os principais derivados. girassol e amendoim (regiões Sul.Produtores de bioenergia em 2005 País TWh 56. porém.4 8. com menos de 1% de água).4 . ambos no hemisfério norte.8 trilhão de toneladas.3 % 30. Além disso. na proporção de 20% a 22%). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 69 . Tabela 4. Dada a necessidade de escala na produção de resíduos agrícolas para a produção de biocombustíveis e energia elétrica.4 abaixo e as Tabelas 4. quando confrontado com o grau de eficiência das usinas em operação no mundo no ano de 2005. Estes últimos são caracterizados pela existência de áreas desérticas e. nova denominação da British Petroleum). da madeira e do switchgrass (variedade de grama).8 57.5 e 4. Finalmente.6 a seguir. o mais comum é a fermentação. entre o Trópico Estados Unidos Alemanha Brasil Japão Finlândia Reino Unido Canadá Espanha Outros países Total Fonte: WEC. a faixa tropical e subtropical do planeta abrange alguns países das Américas Central e do Sul. pouco propensas à produção agrícola. 2007.3 7. De qualquer maneira. ou comércio internacional de energia renovável. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA A quantidade estimada de biomassa existente na Terra é da ordem de 1. o biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte). surgirá e se consolidará um biotrade.3 31. com base principalmente na beterraba. soja. composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). Já na agroindústria.

principalmente por Estados Unidos e da União Européia.25 0.35 0.23 41.Produtores de etanol (hm3) País Brasil Estados Unidos China Índia França Rússia Alemanha África do Sul Espanha Reino Unido Tailândia Ucrânia Canadá Total Fonte: WEC.30 0. em novembro de 2008 existem 302 termelétricas movidas a biomassa no país.39 0.035 348 320 83 60 57 15 13 70 9 6 2.75 0. Tabela 4. Argentina.91 0. a biomassa só foi superada pela hidreletricidade. ela foi responsável pela oferta de 18 TWh (terawatts-hora).35 0. nos últimos anos. Quanto ao etanol. Indonésia e Malásia.681 775 857 600 826 203 150 134 89 224 81 445 430 7. uma vez que as atuais exportações para a União Européia atingem 900 milhões de toneladas por ano.00 16.7% da oferta total de energia elétrica. O Itamaraty considerou a proposta insuficiente.6 .35 0.016 2005 1. Apesar de a Alemanha ser o maior produtor mundial de biodiesel.65 1. 2004 1. Brasil e Estados Unidos também haviam iniciado conversações bilaterais para tentar regulamentar o comércio internacional do produto.23 37.30 0.39 0.58 45. 2007.4% (incluindo importação). obteve a segunda posição na matriz da eletricidade nacional. atingir as metas de expansão da oferta interna.75 0. como mostra o Gráfico 4.42 0.694 2006 2.27 0. Este volume foi 21% superior ao de 2006 e.77 0.25 0.3 na página seguinte.27 0.46 0.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL A utilização da biomassa como fonte de energia elétrica tem sido crescente no Brasil.669 492 396 260 250 133 100 85 78 73 71 51 36 3.95 4.Capítulo 4 | Biomassa Tabela 4. essa comercialização exige.28 0.40 3. a União Européia não tem conseguido.20 3. Do total de usinas relacionadas. que correspondem a um total de 5.Produtores de biodiesel (mil toneladas) País Alemanha França Itália Malásia Estados Unidos República Tcheca Polônia Áustria Eslováquia Espanha Dinamarca Reino Unido Outros países (União Européia) Total Fonte: WEC. apesar das tarifas de 45%. 2004 15.28 0.00 18. Para volumes superiores a este limite. a tarifa aumentaria para 35%.75 0. 27 por 70 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . como foco. a regulamentação e a análise das barreiras comerciais e tarifárias já impostas. Antes da Rodada de Doha. Na relação das fontes internas. Uma proposta feita ao Brasil para as exportações à União Européia até 2020 foi a quota de até 1.66 2006 17. também.90 0.7 mil MW (megawatts) instalados.5 . Em 2007. negociações bilaterais e multilaterais que têm.495 Por isso e por ser um fenômeno iniciado há poucos anos.80 1. ao corresponder a 3.95 0.83 0. 13 são abastecidas por licor negro (resíduo da celulose) com potência total de 944 MW. transformou-se em importadora do produto proveniente de países como Brasil.63 2005 16. foi um dos focos da negociação da última Rodada de Doha.40 0. 2007. Assim. com participação de 85.75 0.70 0. segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008.43 0.40 3. De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).3 milhão de toneladas por ano com tarifa de importação de 10%. principalmente em sistemas de cogeração (pela qual é possível obter energia térmica e elétrica) dos setores industrial e de serviços. em julho de 2008. da Organização Mundial do Comércio.85 1.10 13.

em 2020 a eletricidade produzida pelo setor poderá representar 15% da matriz brasileira.2 Gás natural 2. acordo fechado entre a Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo. o que abre espaço para a conexão principalmente das termelétricas localizadas em usinas de açúcar e álcool mais distantes dos centros de consumo. madeira (232 MW). a transmissora Isa Cteep. particularmente no Estado de São Paulo. Um deles é o volume já produzido e o potencial de aumento da produção da cana-de-açúcar. e é estimado em 609.6 Nuclear 1. A cana-de-açúcar é um recurso com grande potencial. A participação é importante não só para a diversificação da matriz elétrica. Vários fatores contribuem para o cenário de expansão. estimulada pelo consumo crescente de etanol.Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. De acordo com estimativas da Unica (União da Indústria de Canade-Açúcar de São Paulo). diante de uma produção total de 33 milhões de tep. A eletricidade fornecida neste período auxilia.7% em relação a 2006. o que favorece a instalação nas proximidades dos centros de consumo e suprimento (Mapa 4. a Unica e a Associação Paulista de Cogeração de Energia. novas condições de acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN) foram definidas pela Aneel. Além disso. considerando-se tanto o potencial energético da palha e do bagaço quanto a estimativa de produção da cana.4 Carvão mineral 0. três por biogás (45 MW).8 Derivados de petróleo 2. Fonte: MME. por meio da utilização do bagaço e da palha. Na seqüência estão Paraná (65. onde está concentrada a maior potência instalada em hidrelétricas do país.4 Gráfico 4. o maior potencial de produção de eletricidade encontra-se na região Sudeste.7 Biomassa 3. da legislação e dos programas oficiais também estimulam os empreendimentos.400 MW médios (ou produção média de MWh ao longo de um ano). a preservação dos níveis dos reservatórios das UHEs. um aumento de 14. para geração de eletricidade existente no país. estabelece condições que facilitam o acesso à rede de transmissão paulista e a obtenção do licenciamento ambiental estadual. Em 2007. e atingir 1 bilhão de toneladas. inclusive. dentre as fontes de biomassa. mas também porque a safra coincide com o período de estiagem na região Sudeste/Centro-Oeste.2 milhões de GJ anuais). os derivados da cana-de-açúcar responderam pela produção de 37. Em 2008. A iniciativa pode viabilizar a instalação de até 5 mil MW pelo setor sucro-alcooleiro.8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). conforme o Anexo.4 milhões de GJ anuais) e Minas Gerais ( 63. 2008.1 na página seguinte). portanto.7 a seguir. como o Mato Grosso. com a produção de 14. que deverá dobrar em relação a 2008. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 71 . A evolução da regulamentação.3 . quatro por casca de arroz (21 MW) e 252 por bagaço de cana (4 mil MW). Uma das características desses empreendimentos é o pequeno porte com potência instalada de até 60 MW.9 Gás industrial 85.4 milhões de gigajoules (GJ) por ano. foi a segunda principal fonte primária de energia do país: como mostra a Tabela 4.Biomassa | Capítulo 4 100 90 80 70 Participação % 60 50 40 30 20 10 0 Hidráulica e importação 3.

000 200.3ª EDIÇÃO MAPA 4.1 .726 Tipo de combustível Bagaço de Cana-de-açúcar Biogás Carvão Vegetal Casca de Arroz Licor Negro Resíduo de madeira Escala Gráfica: 0 250 500 km N O S L Fonte: Aneel.000 a 2. 2008.000 50.Capítulo 4 | Biomassa 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF MG 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo Argentina 30º S SC RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência por Estado (kW) Até 50.000 500.000 100. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 a 500.000 a 100.936.000 a 200. 72 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008.

0 1.0 15. Portanto.8 9. o que aumenta a capacidade do seqüestro de CO2. além de produzir a emissão de grandes volumes de CO2.0 100.2 6.6 45. Mas.6 3.4 9. o que elevaria o valor total do investimento previsto para US$ 35 bilhões. briquetes e licor negro para uso industrial. principal agente do efeito estufa). sua aplicação moderna e sustentável está diretamente relacionada ao desenvolvimento de tecnologias de produção da energia (ver tópico 4.6 6. Na utilização sustentável do bagaço da cana para a produção de eletricidade por meio Atlas de Energia Elétrica do Brasil 73 .8 7.537 3.3 6.880 33. sendo que quase metade (30) a cana-de-açúcar.6 14.356 3.7 . cinco são movidos a biomassa e.1 14. Assim. a liberação de oxigênio e a captura de dióxido de carbono (CO2.754 226.0 1. dos 19 empreendimentos termelétricos em construção relacionados no BIG da Aneel. que prescinde das queimadas. carvão vegetal.537 28. Existe.667 101. com investimentos de US$ 17 bilhões. por exemplo. A fotossíntese permite.309 109. 4. Neste caso. inclusive. A utilização da biomassa. inclusive. Se utilizada para produção de energia pelos meios tradicionais. florestas energéticas podem ser cultivadas exclusivamente com a finalidade de produzir lenha.7 5. várias usinas têm optado pela colheita mecânica. casca de arroz e biogás.1) e às técnicas de manejo da matéria-prima. também. contribui para a contenção do aquecimento global.0 2007 54. pela ocorrência de incêndios de grandes proporções nas áreas adjacentes. A Unica prevê que. Estrutura % 07/06 % 2007 129. carvão vegetal.0 124. 55 serão movidas a biomassa.656 35.847 7. etanol. Mas. O método tradicional é a colheita manual acompanhada da queima da palha (as conhecidas queimadas) que.1 -9. Essa energia é responsável pela fotossíntese. também.9 3. gases combustíveis e óleos vegetais combustíveis.999 6. destes.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4.199 14.505 28.1 37. As demais serão abastecidas por madeira.0 37.8 12. No caso das plantações de cana-de-açúcar. a biomassa se apresenta como fonte energética de baixa eficiência e alto potencial de emissão de gases.102 89. anunciados em 2006.676 238.Oferta interna de energia no Brasil mil tep Especificação 2006 Não-renovável Petróleo e derivados Gás natural Carvão mineral e derivados Urânio (U3O8) e derivados Renovável Hidráulica e eletricidade Lenha e carvão vegetal Derivados da cana-de-açúcar Outras renováveis Total Fonte: MME. 86 unidades sejam construídas.9 14.3 2. como Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).7 4.716 13. tradicionalmente é associada ao desmatamento.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO A biomassa pode ser considerada como uma forma indireta de energia solar.0 14. base dos processos biológicos que preservam a vida das plantas e produtora da energia química que se converterá em outras formas de energia ou em produtos energéticos como carvão vegetal. o uso dos resíduos para produção de eletricidade beneficia os aspectos ambientais da fase de colheita. entre outros.589 32. Projetos florestais de implantação e manejo podem ser caracterizados e formatados.344 Em novembro de 2008.5 2006 55. serem consumados. até 2012.6 5.758 3. licor negro.4 45. se constitui em fator de risco para a saúde humana – sendo responsável.2 100.628 37. um a bagaço de cana-de-açúcar.464 85. com construção ainda não iniciada.7 13. o manejo adequado da plantação – permitido pelo uso de técnicas da engenharia florestal – permite a retirada planejada de árvores adultas e respectiva reposição de mudas.9 0.9 12. como cocção e combustão.545 21. No entanto. com vistas ao aumento de produtividade. 2008. a possibilidade de outros 211 projetos.239 22. para as 163 unidades já outorgadas.

com. diretamente.com. a necessidade de crescimento de áreas plantadas. Estas variáveis têm sido contornadas por técnicas e processos que aumentam a produtividade da biomassa reduzindo. cerca de um milhão de pessoas. Nos Estados Unidos. gov. o balanço de emissões de CO2 é praticamente nulo. a geração de empregos diretos e indiretos tem sido reconhecida como um dos principais benefícios da biomassa.com.worldenergy. fortalecimento da indústria local.1 mil litros por hectare. caracterizado pelo aumento dos níveis de consumo e qualidade de vida. de usinas termelétricas. geração de novas atividades econômicas.gov.br Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen-SP) – disponível em www. Fonte: Petrobras. Apenas como exemplo. cata. inclusão social.Capítulo 4 | Biomassa Pesquisador na unidade piloto de biodiesel. segundo dados da Unica. portanto. Os principais aspectos negativos são a interferência no tipo natural do solo e a possibilidade da formação de monoculturas em grande extensão de terras – o que competiria com a produção de alimentos. aneel. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www.iea.mme.br World Energy Council (WEC) – disponível em www.gov.cogensp. aliás. dos quais 80% na área agrícola. Ainda segundo relata o Plano Nacional de Energia 2030.anp.bp.br Agência Nacional de Petróleo. por exemplo.epe. unica.br BP Global – disponível em www. ela promove um ciclo virtuoso nas regiões da produção agrícola.gov. no Brasil é possível produzir 6. A lenha.abiove. Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. é um recurso energético de grande importância social para algumas regiões do Brasil.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. pois as emissões resultantes da atividade são absorvidas e fixadas pela planta durante o seu crescimento. para obtenção do etanol a partir do milho. Embora a maior parte da mão-de-obra exigida não seja qualificada.br Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – disponível em www. o setor agroindustrial da cana-de-açúçar tem importância relevante na geração de empregos ao absorver.br União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) – disponível em www. como o Rio Grande do Norte. Do ponto de vista social.org.org 74 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. promoção do desenvolvimento regional e redução do êxodo rural. corte e coleta da lenha. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.8 mil litros de etanol por hectare plantado. A cana-de-açúcar é uma das culturas que mais gera emprego por área cultivada. a relação é 3. pelo grande número de pessoas diretamente envolvidas no processo de desbaste.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Outras Fontes Atlas de Energia Elétrica do Brasil 75 5 .

também chamado mercado verde. em outras palavras. utiliza como matéria-prima a biomassa em substituição aos combustíveis fósseis. Por convenção. Estados Unidos. o país abrigava cerca de 2. sem causar danos ambientais. Suíça e Reino Unido. e em operação desde 2004. Alemanha. e a negociação voluntária de certificados de energia renovável. com programas de eficiência e conservação de energia e projetos de reflorestamento. a participação da energia verde no mercado total de eletricidade é pouco significativa. entre 2006 e 2007. Os compradores dos certificados são as companhias situadas nos países desenvolvidos que podem utilizar os créditos adquiridos para diminuir os compromissos de redução das emissões. Construída pela iniciativa privada com parte da tecnologia desenvolvida pela Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). projetos desenvolvidos pelas companhias de energia e aquisição compulsória de parte da produção por órgãos públicos. ou MDL. uma tonelada de CO2 corresponde a um crédito de carbono. Canadá. O projeto piloto da Usina Verde. o chamado “mercado da energia verde” está em expansão em vários países europeus. os projetos implantados de “energia verde” podem participar como vendedores de certificados de crédito de carbono no mercado internacional de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). Segundo a Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21). no Rio de Janeiro. porém. É considerada “limpa” porque destrói termicamente os gases poluentes produzidos no processo. Um exemplo de mercado voluntário de créditos de carbono.7 MW. Nos países em desenvolvimento. a usina obtém eletricidade a partir da incineração do lixo urbano. ainda. A Usina Verde recebe diariamente 30 toneladas de resíduos sólidos pré-tratados provenientes de aterro sanitário. liberando na atmosfera. para a comercialização de um terço da produção. em 2007 havia mais de 4 milhões de consumidores da energia produzida por usinas verdes na Europa. A potência é de 0. A Holanda é o país que registra maior número destes consumidores. é o Chicago Climate Exchange (Bolsa do Clima de Chicago). programas oficiais de governo. Representa menos que 5% das vendas totais. O calor proporcionado pela incineração da matéria orgânica é aproveitado para a geração térmica de eletricidade. Nos países da União Européia. Na maioria dos países analisados pela REN21.3 milhões destes consumidores. reduzem as emissões – de dióxido de carbono (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera. a existência de um mercado livre (desregulamentado). caldeiras ou turbinas Sistema de geração Desvolatização Caldeira Gás reciclado Produtos líquidos Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do biogás 76 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Estimativas apontam que.Capítulo 5 | Outras fontes Box 5 A energia verde Constituído no final dos anos 90. Além disso. Suécia. Essa movimentação foi estimulada por uma combinação de fatores. que os três principais veículos para aquisição da energia verde são: programas especiais de precificação. a implementação de usinas abastecidas por fontes renováveis que permitem a “captura” – ou. localizada na Ilha do Fundão. Ele é resultado do compromisso para redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) assumidos pelas nações desenvolvidas na assinatura do Protocolo de Kyoto e ratificadas pelo Tratado em 2005. como o Brasil. Entre eles. O setor elétrico pode participar do mercado de MDL com usinas movimentadas por fontes renováveis e alternativas. como Finlândia. Favorece. mesmo em países em que o mercado é desregulamentado para os clientes atendidos em baixa tensão. apenas vapor de água e CO2. portanto. em parte em função dos altos impostos aplicados à eletricidade produzida a partir de fontes fósseis e em parte devido às isenções tarifárias especiais aplicadas à energia verde e divulgadas por meio de campanhas publicitárias. participação da iniciativa privada. as permissões para emissões por parte das diferentes indústrias podem ser livremente negociadas entre elas. Austrália e Japão. A entidade informa. é vendedor de créditos de carbono no mercado internacional. Estes certificados comprovam que o projeto foi desenvolvido de maneira sustentável e que permite a captura de CO2. Bobina a vapor Tarrafa Dejetos orgânicos Filtro de gás Água O gás é convertido para produtos líquidos ou usado como combustível alternativo em motores.

Em comum. aumentou em 500% a sua participação na matriz energética mundial. Além disso. como carvão e petróleo. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 77 . edição de 2008.1 INFORMAÇÕES GERAIS Em 2008. sol (energia solar). Mas.Outras fontes | Capítulo 5 Outras Fontes 5. ao reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. Assim. que a evolução do parque instalado tenha se concentrado na década de 90 e. nos primeiros anos do século XXI. No grupo chamado “Outras Fontes” estão abrigados o vento (energia eólica). em boa parte deles. as duas principais fontes – aproveitamentos hídricos e a biomassa – não apresentavam significativo potencial de expansão. entre outros. Não é coincidência. que registrou expansão de 589% no período.sxc. período em que se acentuaram as preocupações com a degeneração do meio ambiente.hu). cujos principais potenciais já foram quase integralmente aproveitados nos países desenvolvidos (ver capítulo 3). particularmente.XCHNG (www. cuja utilização é responsável pela emissão de grande parte dos gases que provocam o efeito estufa. Uma variação que só foi superada pelo parque nuclear. portanto. Permitem não só a diversificação. geotérmica (calor existente no interior da Terra). segundo a Key World Energy Statistics da International Energy Agency (IEA). de 1973 a 2006. iniciados já há alguns anos. termo que começa a cair em desuso) que. corretas do ponto de vista ambiental. lixo e dejetos animais. Fonte: Stock. muitos países – inclusive o Brasil – mantinham programas oficiais para expansão das chamadas fontes renováveis de energia. esgoto. com a volatilidade dos preços do petróleo e com o esgotamento 5 Placa coletora de energia solar. portanto. as pesquisas e aplicações acabaram por beneficiar o grupo chamado “Outras Fontes” (ou “fontes alternativas”. mas também a “limpeza” da matriz energética local. também podem operar como fontes complementares a grandes usinas hidrelétricas. elas têm o fato de serem renováveis e. mar.

Capítulo 5 | Outras fontes das reservas conhecidas dos combustíveis fósseis. produzido pela Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21).1% em 1973 passou a 0.1 100.04 648.80 41. 2008. Em 2006.12 6. Fonte: REN21.1 2.185. em colaboração com o Worldwatch Institute.761.94 1. TWh 1.4 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep).801.2 logo em seguida.7 bilhões de tep em 2006.39 18.0 20.30 100. como mostra a Tabela 5.930 TWh.0 .93 2.00 5.2 10.1 . extraído do estudo Renewables 2007 – Global Status Report. diante do total de 11.00 20.64 3. combustíveis renováveis e lixo produziu apenas 435 TWh (terawatts-hora) de uma oferta total de 18.6% em 2006 – ou 70. apesar do crescimento verificado. conforme a Tabela 5.2 0.406.028.038. a presença foi ainda menor: de 0.17 978. a capacidade instalada das principais fontes enquadradas na categoria “Outras” aumentou entre 20% e 60%. conforme o Gráfico 5.80 435. Se considerada a matriz energética total.Produção de energia elétrica no mundo em 2006 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Hidráulica Outras Fontes Renováveis Total Fonte: IEA. É importante observar que. PV Solar conectados à rede Biodiesel (produção anual) Energia eólica Calor geotérmico PV Solar desconectados da rede Aquecimento solar de água Etanol (produção anual) Pequenas hidrelétricas Grandes hidrelétricas Energia da biomassa Energia geotérmica Calor da biomassa 0 10 20 30 40 50 60 70 Gráfico 5.9 10.Oferta primária de energia em 1973 e 2006 1973 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Biomassa Hidráulica Outras Renováveis Total Fonte: IEA.40 55.90 3. Entre 2002 e 2006.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável.00 46.498.804.45 11.4 26. 78 Atlas de Energia Elétrica do Brasil % Tabela 5. geotérmica.6 1.30 70. Tabela 5.5 6.01 1. eólica.00 % 34.052. embora a biomassa seja considerada uma fonte primária importante no mundo (principalmente pelo uso da lenha em países subdesenvolvidos). o conjunto composto por solar.930 2006 Mtep 2.8 0.91 727.819.1 24. na produção de energia elétrica é classificada como “Outras Fontes”.07 6. 2008. essas fontes têm participação pouco expressiva na matriz elétrica mundial.30 3.741.6 100.00 2. Mas.5 16.2 .80 16.1 a seguir. 2008.0 0.94 7.0 Mtep 4.66 2.19 110. ainda segundo a IEA.097.1 abaixo.115.84 258.10 14.

que obtém parcela significativa da energia elétrica local a partir de usinas geotérmicas. implantou o Proinfa. do apoio governamental por meio de programas oficiais que abrangem variáveis como aquisição compulsória por parte das empresas de energia elétrica locais. definiram metas para a expansão da energia eólica.438.3 abaixo. O programa é gerenciado pela Eletrobrás. estão em operação comercial 34 PCHs. que teve início no final do século XIX. desoneração fiscal ou aporte direto de recursos. que se confirmou. portanto.5 7.164 39. previa-se a instalação de uma capacidade total de 3. da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Neste último caso enquadram-se. 320 PCHs.4 mil MW a 54 usinas eólicas e 685 MW a 27 usinas de pequeno porte à base de biomassa. tarifas especiais. cujos integrantes ainda não têm presença forte o suficiente para justificar a individualização em estatísticas de caráter mais geral. como mostra o Anexo. Para a segunda fase do programa.9 mil MW). tanto no Brasil quanto no mercado internacional.663 13.6 26. Além disso. O volume inferior ao inicialmente estimado fez com que o governo anunciasse. um empreendimento fotovoltaico e três usinas termelétricas abastecidas por biogás.849 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 79 . Segundo o Banco de Informações de Geração (BIG).5 mil para 93. países como Alemanha.693 59. subsídios. as Filipinas detinham a segunda maior participação mundial nesta modalidade energética e só eram superadas pelos Estados Unidos (2.7 31.6 1. Em outubro de 2008. a meta é que as três fontes eleitas tenham participação de 10% na matriz da energia elétrica nacional.8 mil MW. de abril de 2002. Para a primeira fase do programa. Nas próximas páginas. o ano de 2007 foi. era que a tendência se mantivesse em 2008. a expansão do grupo “Outras Fontes” é fruto. 2008. cuja matéria-prima é a biomassa obtida em aterros sanitários (lixões). maior programa nacional para estímulo à produção de energia elétrica por meio das fontes renováveis. o mais ativo da história da produção de energia elétrica a partir do movimento dos ventos. Tabela 5. segundo levantamento sobre fontes renováveis constante do estudo Statistical Review of World Energy publicado em junho de 2008 pela Beyond Petroleum (nova denominação da companhia British Petroleum). Em função do custo elevado de produção enquanto a tecnologia ainda não está consolidada. a ser iniciada logo após a conclusão da primeira e encerrada em 2022. as Filipinas. passando de 7.2 mil MW seriam correspondentes a 63 PCHs (pequenas centras hidrelétricas). A energia produzida pelo Proinfa tem garantia de contratação por 20 anos pela Eletrobrás.3 .3 mil MW.3 41. 19 usinas a biomassa e 7 eólicas.7 34.4 23. em grande parte.1 26.8 28.Outras fontes | Capítulo 5 A pequena produção é a terceira característica comum ao grupo “Outras Fontes”. A expectativa. no entanto.290 47.033 74.155% entre 1997 e 2007.475 9. este capítulo apresenta o estágio de implantação de cada uma das principais integrantes do grupo chamado “Outras Fontes”. em 2003.039 24. como registra a World Wind Energy Association (WWEA) na Tabela 5. por exemplo. 1. 1.696 18.8 25. revisão do programa de forma a estimular o aumento dos investimentos. das quais constavam condições especiais para a venda da energia produzida para as companhias de eletricidade. Com capacidade instalada de 2.155. projetos pilotos ou aplicações muito localizadas a partir de instalações de pequeno porte. Crescimento (%) 29. em 2008. Nos anos 90.2 ENERGIA EÓLICA A capacidade instalada mundial da energia eólica aumentou 1. empresa constituída pelo Governo Federal em 1962 para investir na expansão do sistema elétrico nacional.153 93.0 mil MW (megawatts) em 2007. Espanha e Dinamarca. O Brasil. com base na Lei no 10. em novembro de 2008. em fase de pesquisa. do total inicialmente previsto. como é o caso da matriz energética mundial.1 21. também.Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Potência (MW) 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Crescimento total Fonte: WWEA. estão em operação no país 17 usinas eólicas. por exemplo. Cada um dos integrantes do grupo “Outras Fontes” está.320 31. Do total de potência instalada. Este comportamento ocorre porque a tecnologia desenvolvida ainda não apresenta custos compatíveis com a implantação em escala comercial. 5.

juntos. Tabela 5.4 . juntos. possuem projetos de vigorosa expansão do parque eólico no médio prazo.Potência instalada em 2007 País 1o 2 3 o o Potência (MW) 22.7 17.10 93. O estudo da WWEA também aponta o conjunto de 10 países com maior expansão em 2007 e que. graças ao salto de 45% verificado entre 2006 e 2007 na capacidade instalada local.0 Alemanha Estados Unidos Espanha Índia China Dinamarca Itália França Reino Unido o o 4o 5o 6 7 8 o o o 9o 10 Portugal Brasil Total 25 Fonte: WWEA.145. para 2010. 2008. Apenas como exemplo.850.3 2. Na seqüência aparecem Índia.40 16.389. Estados Unidos e Espanha que. concentravam. além da renovabilidade. no Brasil.912. 80 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .8%). enquanto o custo da energia hidrelétrica estava em torno dos R$ 100.8%) e China (16. independência de importações e custo zero para obtenção de suprimento (ao contrário do que ocorre com as fontes fósseis). quase o dobro da atual. Na seqüência veio Espanha com 16.818.10 % em relação ao total 23. América do Norte e Ásia. grande disponibilidade.125.00 247. era de cerca de R$ 230.3 0.455.4% do total. Aerogeradores.6 2. Esse movimento faz com que a WWEA projete.3 3. imediatamente seguidos pela Espanha (17. correspondia a 23. Nesse ano.5 2.10 2. os maiores produtores foram Alemanha. com 26. Alemanha e França. considerando-se também os impostos embutidos.00 por MWh. Este ranking é liderado pelos Estados Unidos.4 abaixo. O segundo lugar ficou com Estados Unidos (18% de participação). As regiões que mais têm se destacado no setor são. Europa. como mostra a Tabela 5. Além disso.00 5. com capacidade total de 22 mil MW. cuja matriz é muito concentrada em combustíveis fósseis e com poucos aproveitamentos hídricos ainda inexplorados. que atingiu um total de 16. em 2007 houve a instalação de aproximadamente 20 mil MW de geração eólica em todo o mundo.3 100.9 16. pela ordem.726.00 por MWh.1% de participação.9 2.4 6.80 15. Fonte: Eletrobrás. agregaram mais 19 mil MW de potência instalada ao total mundial. quase 60% da capacidade instalada total. O principal argumento contrário é o custo que. embora seja decrescente.00 2.00 3.10 7. ainda é elevado na comparação com outras fontes. uma potência mundial instalada de 170 mil MW.849.7% do total mundial.00 2. perenidade.Capítulo 5 | Outras fontes Os grandes argumentos favoráveis à fonte eólica são.8 mil MW.130. em 2007. vários países. O maior parque estava na Alemanha que.1 8.00 2. em 2008.247. Segundo o estudo da WWEA.

que foi de 18. Finalmente. No entanto. A geração eólica ocorre pelo contato do vento com as pás do cata-vento.0 GW 144. Além disso a altura das torres. como a velocidade costuma ser maior em períodos de estiagem.1 – Potencial eólico brasileiro. de 5 mil kW. Sua operação permitiria.1 GW 5. estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico de 2001 (último estudo realizado a respeito) apontam para um potencial de geração de energia eólica de 143 mil MW no Brasil. De acordo com o BIG. basicamente. vegetação e interações térmicas entre a superfície da terra e a atmosfera.1 abaixo mostra que as regiões com maior potencial medido são Nordeste. o que acarretava uma potência média de 50 kW (quilowatts). e Sul (22. Não existem estudos precisos a este respeito. o vento é utilizado principalmente para produzir energia mecânica utilizada no bombeamento de água na irrigação. aquela obtida da energia cinética (do movimento) gerada pela migração das massas de ar provocada pelas diferenças de temperatura existentes na superfície do planeta. no país.3 TWh/ano 3. em uma única turbina. Ainda assim. a obtenção da energia eólica também pressupõe a existência de condições naturais específicas e favoráveis.9 mil TWh. o que dá maior previsibilidade ao volume a ser produzido. no Rio Grande do Sul.1 TWh/ano Figura 5. de 105 mil MW em novembro de 2008. embora.4 TWh/ano 75. por restrições socioambientais. Além disso. Em 1985. da Aneel. principalmente no litoral (75 GW). Assim. que se caracterizam por uma presença duas vezes superior à média mundial e pela volatilidade de 5% (oscilação da velocidade).8 GW 26. elementos integrantes da usina. por exemplo. Hoje. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 81 .7 GW 54. esses diâmetros chegam a superar 100 metros. a densidade do ar. volume superior à potência instalada total no país. Potencial e produção de energia eólica no Brasil O Brasil é favorecido em termos de ventos. de forma a preservar a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas. Ao girar. à área coberta pela rotação das pás e à velocidade do vento. mas estimativas apontam que o potencial eólico bruto no planeta seja da ordem de 500 mil TWh (terawatts-hora) por ano. que produz a eletricidade.7 GW). com 150 MW de potência. Não existem informações precisas sobre o período em que ela começou a ser aplicada. o de Osório. é possível operar as usinas eólicas em sistema complementar com as usinas hidrelétricas. o diâmetro das turbinas era de 20 metros. A avaliação destas condições – ou do potencial eólico de determinada região – requer trabalhos sistemáticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime dos ventos. o potencial de energia elétrica a ser produzida – está diretamente relacionada à densidade do ar.Outras fontes | Capítulo 5 O que é energia eólica A energia eólica é. visto que desde a Antigüidade dá origem à energia mecânica utilizada na movimentação dos barcos e em atividades econômicas básicas como bombeamento de água e moagem de grãos.8 GW 41. a intensidade. portanto. Sudeste. essas pás dão origem à energia mecânica que aciona o rotor do aerogerador. 50 mil TWh por ano correspondem a mais de 250% da produção mundial total de energia elétrica em 2007. inicialmente de 10 metros aproximadamente.4 TWh/ano 29. 12. particularmente no Vale do Jequitinhonha (29.9 TWh/ano 22. A quantidade de energia mecânica transferida – e. A evolução da tecnologia permitiu o desenvolvimento de equipamentos mais potentes. hoje supera os 50 metros. apenas 10% sejam tecnicamente aproveitáveis. Mas. Fonte: EPE. região em que está instalado o maior parque eólico do país.8 GW). portanto. como a hidráulica. a exemplo do que ocorre com outras fontes. direção e velocidade do vento relacionam-se a aspectos geográficos naturais como relevo. a “estocagem” da energia elétrica. A Figura 5. o que permite a obtenção. 2007.

todos de pequeno porte e experimentais. são 13 turbinas de 800 kW e potência de 10. em 1994. como mostra a Tabela 5. por permitir a contratação presente da energia que será produzida. Também no Ceará. Estados Unidos. o seu porte e. Este quadro é resultado tanto da forma como esses parques se desenvolveram quanto da adesão do país à tendência de expansão das eólicas. estavam registrados como outorgados.200 kW. por exemplo. Os projetos construídos anteriormente foram. possuem. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Outro caso é a Central Eólica Experimental no Morro do Carmelinho. Na Paraíba. em exceção. em 2007. a exigência do Proinfa para que os projetos inseridos no programa tivessem índice de nacionalização de 60%. nos projetos de expansão da fonte. Com capacidade nominal de 1 MW. não foi só o número de unidades que aumentou mas. o que significa que o crescimento verificado nos últimos cinco anos ocorreu a uma taxa média anual de 65%. Alemanha. as potências previstas por algumas centrais já eram bastante superiores àquelas verificadas nos parques construídos nos anos 90. Além disso. 84% da capacidade mundial. de outro. 25 turbinas com potência de 2 MW (o que totaliza a potência de 50 MW por parque). instalada na cidade de Gouveia (MG).9%. a participação da energia solar é pouco expressiva na matriz mundial. em construção no Ceará. de 22 MW. Logo a seguir. com 49% da potência total instalada. todos os projetos implementados foram de pequeno porte.Capítulo 5 | Outras fontes as 17 usinas eólicas em operação em novembro de 2008 apresentavam capacidade instalada de 273 MW. com potência total de 463 MW. nos últimos anos. em 2003. também. terá potência instalada de 104 MW. Eram centrais como estas que. conforme pode ser observado a partir das informações registradas no BIG da Aneel. a central é constituída por quatro turbinas de 250 kW. Em 2007. a oferta interna de energia eólica aumentou de 236 GWh para 559 GWh. de 14 mil MW. Para se ter uma idéia. 70 metros de diâmetro e 100 de altura. A primeira turbina eólica instalada no país . e Espanha concentraram.possuía gerador com potência de 75 kW. também na energia solar a Alemanha é a maior produtora. no entanto. À época. Além disso.em 1992. A de Redonda. a alta dependência das importações de equipamentos para montagem das unidades e. Sangradouro e dos Índios. Além disso. foi a maior 82 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Além deles. Todos são países com programas fortes de diversificação e simultânea “limpeza” da matriz energética local. No geral. em novembro de 2008.4 mil MW. Esse total era 11 vezes inferior aos 273 MW registrados em 2008. da IEA. ela aumentou mais de 2. De certa forma eles se constituem. em conseqüência. No entanto. a realização de leilões da energia a ser produzida pelos futuros empreendimentos eólicos – instrumento que funciona como sinalizador ao investidor. ela corresponde a pouco mais de 50% da capacidade instalada da usina hidrelétrica de Itaipu. no entanto. para 2009. Ainda assim.000% entre 1996 e 2006. ao mesmo tempo em que anunciava. Assim como ocorreu no segmento da energia eólica. Em 2007. tem sido crescente o interesse pelas usinas.5. juntos. tem rotor de 29 metros de diâmetro e torre de 30 metros de altura. tem potência prevista de 300 MW. compunham a potência eólica total instalada no país. entrou em operação a Central Solar Fotovoltaica de Serpa. uma variação de 136.8 mil MW. a Central Eólica de Prainha tem capacidade para 10 MW. Tanto em um quanto em outro grupo. em Portugal. que compõem o empreendimento de Osório. o BIG da Aneel registrava a existência de 22 projetos em construção a partir da energia eólica. O que funcionou como trava à expansão foi. Japão. também. situada no Alentejo. a potência. outros 50. de um lado. conforme estudo do Photovoltaic Power Systems Programme.2 na página seguinte mostra a evolução da potência solar instalada no mundo de 1992 a 2007 para produção de eletricidade. De qualquer maneira. porém sem que as obras tivessem sido iniciadas. A usina de Praia Formosa. por exemplo. com potência total de 2. também no Ceará. no segundo semestre de 2008 o Ministério de Minas e Energia anunciava a intenção de rever as regras do Proinfa para solucionar o impasse. Até a construção das três plantas de Osório. há a participação relativa dos países. no Arquipélago de Fernando de Noronha . 5. e apenas outorgada. a potência total instalada atingiu 7. Em 2007. O Gráfico 5. a partir da instalação de 20 turbinas de 500 kW. Os Parques Eólicos Osório. segundo os dados do Balanço Energético Nacional. este quadro esteja se alterando. individualmente. rotor de 17 metros de diâmetro e torre de 23 metros de altura. os projetos já implementados para produção de eletricidade a partir da energia solar ainda são restritos e destinados a abastecer localidades isoladas – embora.3 ENERGIA SOLAR Assim como ocorre com as demais participantes do grupo “Outras Fontes”.

000 8. também. Esta aplicação destinase a atender setores diversos. Potência (MW) 3. Em 2007. dependendo do clima.4 7.7 100 Alemanha Japão Estados Unidos Espanha Itália Outros países Total Fonte: IEA. a Espanha assumiu postura semelhante e passou a exigir níveis mínimos de energia solar tanto para o aquecimento de água quanto para a geração de eletricidade em novas construções como prédios residenciais. em processos que requerem temperaturas elevadas (por exemplo.000 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Gráfico 5. porém.0 1. deverá ser instalada. 2007. No deserto de Mojave.5 . da estação do ano e de condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do ar. Fonte: IEA. com capacidade instalada de 11 MW. No Brasil. também.0 120. em 2006. Coréia. Depende da latitude. por exemplo. nível de consumo e disponibilidade de outras fontes de energia.4 1. sua irradiação por ano na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo anual de energia do mundo. 2007.000 1.000 3.3 24.6 8. Segundo a REN21.862. a iniciativa foi acompanhada por países como Índia. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 83 . projeta a construção de uma central de 154 MW.Outras fontes | Capítulo 5 9. embora não haja nenhuma compulsoriedade.918. Os percentuais exigidos variam de 30% a 70%. durante muito tempo Israel foi o único país a exigir uma participação mínima de aquecimento de água a partir da energia solar.5 5. hotéis e hospitais.000 6. que vão da indústria. usina solar com potência de 500 MW.Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país País 1o 2o 3o 4o 5 o água.841.2 454.000 7. suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações. Outra tendência que se forma é a utilização da energia solar para a obtenção conjunta de calor e eletricidade. Mas. Essa radiação.9 830. estão previstas unidades bem maiores.0 % em relação ao total 49. China e Alemanha. O governo australiano.000 4.000 5. Tabela 5. secagem de grãos na agricultura) ao residencial. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética.000 2. para aquecimento de O que é a energia solar A energia solar chega à Terra nas formas térmica e luminosa. Para o futuro.5 10.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW). a tendência começa a se disseminar nos grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo. unidade do gênero do mundo.5 655. na Califórnia (Estados Unidos). não atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre. Segundo o estudo sobre Outras Fontes constante do Plano Nacional de Energia 2030. O que tradicionalmente é mais generalizado é o uso da energia solar para obtenção de energia térmica.

como ocorre no semi-árido brasileiro. o custo é menor.3 abaixo. e dá início ao fluxo de energia na forma de corrente contínua. na maioria das vezes. o resultado será a eletricidade.000 Megawatts 6. duas camadas de semicondutores: uma positivamente carregada e outra negativamente carregada. Quanto maior a intensidade de luz. transporte e armazenamento e. quando os empreendimentos eram destinados. os sistemas fotovoltaicos conectados à rede continuaram a ser. além de coletar. um fenômeno diferente do tradicional. pelo menos. boa parte das unidades construídas têm sido conectadas à rede de distribuição de eletricidade. O processo completo compreende quatro fases: coleta da irradiação. em 2006 e 2007. o que implica em pouca intensidade de nuvens e baixos índices pluviométricos. Este comportamento pode ser observado no Gráfico 5. São os equipamentos utilizados nessa captação que determinam qual será o tipo de energia a ser obtida. 12. é necessário adaptar um material semicondutor (geralmente o silício) para que. Para tanto.000 4. a transformação da radiação solar em eletricidade é direta. finalmente. permita o fluxo eletrônico (partículas positivas e negativas). Os equipamentos necessários à produção do calor são chamados de coletores e concentradores – pois. Para a produção de energia elétrica existem dois sistemas: o heliotérmico e o fotovoltaico. Se utilizadas células fotovoltaicas (painéis fotovoltaicos). à medida que sua aplicação é mais disseminada.4 na página seguinte. 1995-2007. 2007. conversão em eletricidade. o campo elétrico existente permite o estabelecimento do fluxo eletrônico. na medida em que é estimulado pela radiação.000 8. Segundo o Plano Nacional 2030. Já no sistema fotovoltaico. É possível captar essa luz e transformá-la em alguma forma de energia utilizada pelo homem: térmica ou elétrica. ao atendimento em regiões isoladas. Este é o princípio de muitos aquecedores solares de água. Conforme mostra o Gráfico 5. Para o aproveitamento da energia heliotérmica é necessário um local com alta incidência de irradiação solar direta. Finalmente. Segundo a REN21. às vezes é necessário concentrar a radiação em um só ponto.Capítulo 5 | Outras fontes Ao passar pela atmosfera terrestre.000 10. a maior parte da energia solar manifesta-se sob a forma de luz visível de raios infravermelhos e de raios ultravioleta. Fonte: REN21. No primeiro.000 2. Um sistema fotovoltaico não precisa do brilho do sol para operar. conversão em calor. maior o fluxo de energia elétrica. a tecnologia de geração com maior crescimento no mundo. 84 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. Quando a luz do sol atinge o semicondutor na região dessa junção. a irradiação solar é convertida em calor que é utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. Se for utilizada uma superfície escura para a captação. antes bloqueado.000 0 Total Conectados à rede Desconectados da rede 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 Gráfico 5. formando uma junção eletrônica. Ele também pode gerar eletricidade em dias nublados. a energia solar será transformada em calor. todas as células fotovoltaicas têm.

2 – Variação da radiação solar no Brasil. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 85 .16 MJ/m²/dia 16 .0 1. 14 . 2007.22 MJ/m²/dia Figura 5. no deserto do Sudão. consta apenas uma usina fotovoltaica – Araras. Um MJ equivale a 106 J. o Brasil é privilegiado em termos de radiação solar.0 3. Apesar deste potencial e de o uso de aquecedores solares estar bastante difundido em cidades do interior e na zona rural. a participação do sol na matriz energética nacional é bastante reduzida. Também no Banco de Informações de Geração (BIG). como a cidade de Dongola. onde está concentrada a maior parte da atividade econômica. O Plano Nacional de Energia 2030 reproduz dados do Atlas Solarimétrico do Brasil e registra que essa radiação varia de 8 a 22 MJ (megajoules)1 por metro quadrado (m2) durante o dia. Potencial e produção de energia solar no Brasil Assim como ocorre com os ventos. A Figura 6. edição de 2008.20 MJ/m²/dia 20 . Fonte: EPE.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W). não ocorre com outras localidades mais distantes da linha do Equador. da Aneel.18 MJ/m²/dia 18 .0 7. Fonte: IEA. Califórnia. O que.0 8. variando de 8 a 18 MJ/m2. Tanto que a energia solar não chega a ser citada na relação de fontes que integram o Balanço Energético Nacional. como as regiões Sul e Sudeste.2 ao lado ilustra esta variação. trabalho ou quantidade de calor.0 0 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Gráfico 5.0 2.0 6.0 4. e a região de Dagget. o Nordeste possui radiação comparável às melhores regiões do mundo nessa variável.0 5. Além disso. no município de Nova Mamoré. no Deserto de Mojave. 1 Joule: unidade de energia. complementa o estudo. sendo que as menores variações ocorrem nos meses de maio a julho.Outras fontes | Capítulo 5 9. 2008. porém.

geração mundial de eletricidade. que instalou 19 sistemas fotovoltaicos na comunidade de São Francisco de Aiuca. industriais e agropecuários) e em esgotos. a mais simples e disseminada. 13. como solar e dos oceanos. Isto porque o biogás é obtido da biomassa contida em dejetos (urbanos. instalou diversos sistemas fotovoltaicos no Estado da Bahia. Na produção de energia elétrica. 50. da Universidade de São Paulo (USP). hidrogênio (H2). Países desenvolvidos. A utilização do lixo para produção de energia permite o direcionamento e utilização deste gás e a redução do volume dos dejetos em estado sólido. da REN21. a emissão do biogás. Já o estudo Renewables 2007 Global Status Report.8 TWh. A expectativa é que a expansão do número de usinas solares ocorra exatamente na zona rural. uma vez que é composto por metano (CH4). cuja participação foi de 2. ele contempla o atendimento das demandas do meio rural através de três tipos de iniciativas: extensão da rede das distribuidoras. Na matriz da Aterro sanitário Bandeirantes. o biogás é incluído no grupo “Outras Fontes”. com potência instalada de 20. como integrante de projetos de universalização do atendimento focados em comunidades mais pobres e localizadas a grande distância das redes de distribuição. oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S). na cidade de São Paulo. o industrial a 428.645 TJ e o biogás a 520. no Amazonas.918 TJ. Estes volumes só não foram inferiores ao da energia produzida por outras novas fontes renováveis. 5.3% da produção total em 2006 (verificar Tabela 6.Capítulo 5 | Outras fontes no Estado de Rondônia. particularmente na China e Índia.4 BIOGÁS Das fontes para produção de energia. com produção de 13 kWh (quilowatts-hora) mensais. O que existe no país são pesquisas e implantação de projetos pilotos da tecnologia.1 deste capítulo). como Estados Unidos. existem três rotas tecnológicas para a utilização do lixo como energético. Fonte: Google Earth. é a combustão direta dos resíduos sólidos. dióxido de carbono (CO2). em conseqüência. localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamiruá. O Programa Luz para Todos. 86 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a participação de cada um deles foi de. Na verdade. em 2005 o lixo urbano deu origem a uma produção mundial de 870. apesar de pequena. o biogás é uma das mais favoráveis ao meio ambiente. Segundo o Key World Energy Statistics 2008 da IEA.1% da produção energética mundial em 2006. Sua aplicação permite a redução dos gases causadores do efeito estufa e contribui com o combate à poluição do solo e dos lençóis freáticos. o biogás também é lançado à atmosfera e passa a contribuir para o aquecimento global. respectivamente. Neste caso.48 kW.3 TWh e 21. De acordo com dados da IEA. Essa biomassa passa naturalmente do estado sólido para o gasoso por meio da ação de microorganismos que decompõem a matéria orgânica em um ambiente anaeróbico (sem ar). Um deles é o projeto Sistemas Fotovoltaicos Domiciliares. sistemas de geração descentralizada com redes isoladas e sistemas de geração individuais. Outra é a gaseificação por meio da termoquímica (produção de calor por meio de reações químicas). lançado em 2003 pelo Ministério de Minas e Energia. O BIG não registra qualquer outro empreendimento fotovoltaico em construção ou já outorgado.578 terajoules (TJ). Finalmente. informa que. a biomassa e o lixo (urbano e industrial) responderam por 10. nitrogênio (N2 ). Uma delas. Com o objetivo de levar energia elétrica a uma população superior a 10 milhões de pessoas que residem no interior do país. a terceira (mais utilizada para a produção do biogás) é a reprodução artificial do processo natural em que a ação de microorganismos em um ambiente anaeróbico produz a decomposição da matéria orgânica e. a aplicação comercial de usinas a biogás nos últimos anos tem apresentado significativo crescimento nos países em desenvolvimento.9 TWh. também têm utilizado o lixo urbano e industrial para a produção de energia.

Rio de Janeiro. biomassa (incluindo biogás). a capacidade mundial total instalada em 2007 era de 9. Quênia e Islândia procuraram expandir o parque geotérmico. a Aneel autorizou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) a implantar projeto-piloto para a compra da energia excedente produzida em pequenas propriedades rurais do Paraná a partir de dejetos de animais. em biogás. o calor existente no interior das rochas para o aquecimento da água. logo depois destruída por um acidente –. em localidades onde eles não estão presentes. Nos últimos anos. No Brasil. A potência instalada no campo de gêiseres da Califórnia é de 500 MW.ar. solar. Apenas na Islândia e Estados Unidos registrou índices de crescimento de. De acordo com os dados sobre energias renováveis constantes do BP Statistical Review of World Energy de 2008. combustível usado na produção de energia elétrica. havia mais sete empreendimentos outorgados. o parque instalado não passou por expansão significativa entre os anos de 2006 e 2007. respectivamente. da Aneel. a evolução deste segmento foi lenta e se caracterizou pela construção de pequeno número de unidades em poucos países.1 MW.500 2.7%. com 30 kW de potência. na cidade de São Paulo. Por decisão da Aneel.3 a seguir. evitando o seu lançamento em rios e em reservatórios como o da usina hidrelétrica de Itaipu. que equivale a 270 quilowatts (kW). A partir desta água aquecida é produzido o vapor utilizado em usinas termelétricas. totalizando 109 MW de potência nos Estados de São Paulo. também em aterro sanitário da cidade de São Paulo. como México. Neste caso. no esforço para diversificar a matriz. inaugurada em 2003. Esta última tecnologia é pouco aplicada.educ. por exemplo.Outras fontes | Capítulo 5 No Brasil. alguns países.250 Transmissão de calor Foco de calor ativo 3. além de um projeto piloto (ver Box 5) segundo o Banco de Informações de Geração (BIG).Reservatório geotérmico de alta temperatura. A maior parte desta potência concentrava-se nos Estados Unidos (2. Além dessas.5 GEOTÉRMICA A energia geotérmica é aquela obtida pelo calor que existe no interior da Terra. Japão.30 ºC 100 m Cobertura impermeável 1. com potência instalada de 24. 8. em novembro de 2008 existiam três usinas termelétricas de pequeno porte movidas a biogás em operação. e Energ Biog.3 . Fonte: Adaptado de www. juntos. Embora conhecida desde 1904 – ano da construção da primeira usina. dentro do aterro sanitário Bandeirantes. Nos Estados Unidos também há iniciativas neste sentido. a potência instalada máxima dos empreendimentos incluídos no programa será de 300 kVA (quilovolt-ampere).000 Figura 5. como eólica. A primeira delas.978 MW) e México (959 MW) que. Bahia. Filipinas (1.1% (atingindo 456 MW) e 3. Os resíduos serão transformados. Chamado Programa de Geração Distribuída com Saneamento Ambiental. os principais recursos são os gêiseres (fontes de vapor no interior da Terra que apresentam erupções periódicas) e. à época. nem sob a Sonda de exploração Central geotermoelétrica Eletricidade e centros de consumo Profundidade (m) 750 20 .936 MW). forma experimental. mas pode ser encontrada na Itália e no México. Em 2008. não há nenhuma unidade em operação. respondiam por 60% da capacidade instalada total. foi anunciada. região da Grande São Paulo. com capacidade instalada de 20 MW. na cidade de Barueri. como ilustrado pela Figura 5. ele permitirá a utilização do material orgânico resultante da criação de suínos. é significativo. como mostra a Tabela 5.7% para 0. As demais são: São João. O porte dos empreendimentos atuais. Ao contrário do que ocorreu com outras fontes renováveis. Na Austrália recuou 46.6 MW. Esta potência é suficiente para abastecer 60 unidades consumidoras residenciais com consumo mensal médio de 150 kW. Pernambuco e Santa Catarina. porém. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 87 . por meio de biodigestores. como a maior usina a biogás do mundo. Filipinas. Outra possibilidade é a utilização de vapor quente seco para movimentar as turbinas. 5.6 na página seguinte.720 MW.

2 20.5 4. Fonte: EPE.9 8.0 162.4 na página seguinte) ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa. dos quais 200 TWh seriam aproveitáveis.5 127. o trabalho informa que não haverá aplicação em escala das tecnologias marítimas para produção de energia no curto e médio prazos.5 1.6 MAR O potencial de geração de energia elétrica a partir do mar inclui o aproveitamento das marés. como mostra o Gráfico 5.7 1. com exceção do aproveitamento da energia potencial em usina maremotriz (contida no movimento das águas).720.0 5.0 537. Em 2008.0 204. que tem diversos projetos pilotos. correntes marítimas. a partir de 2025.5 810. produzido em 2008. 300.5 807. ondas.6 .Capítulo 5 | Outras fontes Tabela 5.5 2. apresenta custos competitivos frente às demais fontes.3 5.000 0 Solar PV Eólica na terra Eólica no mar Onda Maré Gráfico 5.5 abaixo. menos de 0. ou 0. Baseado em estimativas de organismos internacionais.0 434.0 959.Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) País Estados Unidos Filipinas México Itália Indonésia Japão Islândia Nova Zelândia El Salvador Costa Rica Quênia Total Fonte: BP.1 1.000 2002-2010 2011-2025 2026-2050 200.3 8. Segundo registra a EPE.3 456.936. 2008.3%. o total estimado para a energia potencial da maré é de 22 mil TWh por ano.0 9. energia térmica e gradientes de salinidade. A eletricidade pode ser obtida a partir da energia cinética (do movimento) produzida pelo movimento das águas (Figura 5. Potência (MW) 2. Um dos países que se destaca nestas pesquisas é Portugal.6 TWh. eram convertidos em energia elétrica. todas as tecnologias estão em fase de desenvolvimento. Nenhuma. Mas.978. segundo o estudo sobre Fontes Alternativas inserido no Plano Nacional de Energia 2030.3 9.000 100.4 % em relação ao total 30. 2007. portanto.3 100.7 4. a expansão poderá ocorrer de forma acentuada.5 – Projeção da capacidade instalada (MW). Ainda segundo o estudo. 88 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

fazendo a turbina se movimentar no sentido contrário Figura 5. a proposta é construir uma usina composta por 20 módulos. Reino Unido. Canadá.gov. disponível em www.gov.bp. Índia. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.br REN21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century). aneel. estudos realizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam para um potencial de 40 GW (gigawatts). No Brasil.epe. A Coppe. Austrália.com.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. Renewables 2007 – Global Status Report. por sinal.mme.windea. França e Rússia. Fonte: Adaptado de www. Estados Unidos e Rússia.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 89 .iea. com capacidade de geração de 500 kW (quilowatts).Outras fontes | Capítulo 5 Os principais locais para aproveitamento das marés são Argentina. Entre os países com projetos piloto para aproveitamento das marés ou das ondas estão Estados Unidos. México.gov.treehuger. está em fase de implantação de um projeto piloto para geração de energia a partir das ondas no litoral do Ceará.br BP Global – disponível em www. Realizado em parceria com o governo local e financiado pela Eletrobrás e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e O movimento das ondas pressiona o mar movendo a turbina As ondas retornam e sugam o ar. Tecnológico (CNPq). Coréia do Sul.ren21.4 – Geração de energia em usina maremotriz.net World Wind Energy Association (WWEA) – disponível em www. Canadá.

Capítulo 5 | Outras fontes Petrobras 90 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural Atlas de Energia Elétrica do Brasil 91 6 .

inclusive no Brasil. transforma-se em mecânica e. ainda em alta temperatura. a característica básica de termelétricas a ciclo combinado é a operação conjunta de turbinas movidas a gás e a vapor. seria liberado na atmosfera. também. No ciclo combinado. da disponibilidade de suprimento e das características do consumidor. A opção por um ou por outro depende. o calor e o vapor utilizados em processos industriais. um terceiro é a redução do volume de gases lançados na atmosfera. Em outras palavras: com a mesma quantidade de gás natural é possível obter maior produção de energia elétrica. óleos. Outro é a independência em relação ao suprimento fornecido por terceiros – no caso brasileiro. Nas usinas termelétricas. da qual se extrai. novamente provoca o seu movimento. biomassa e carvão. direcionado às turbinas. se não utilizado. energia térmica e vapor. A energia térmica. em que os consumidores estão cada vez mais exigentes com relação ao impacto ambiental provocado pelos produtos que adquirem. Entrada de ar Reservatório de óleo Compressor câmaras de combustão segundo análise sobre o gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030. a primeira etapa do processo consiste na mistura de ar comprimido com o gás natural a fim de se obter a combustão. Uma delas é a geração exclusiva da eletricidade. Este calor é recuperado antes da emissão dos gases e destinado à produção de vapor. que provocam o movimento das turbinas conectadas aos geradores de eletricidade. o grau de eficiência é de 38. O destino dado ao gás natural após esta aplicação determina se o ciclo da termelétrica será simples (ou aberto) ou combinado (fechado). os dois últimos são produzidos a partir do calor gerado na produção da eletricidade por usinas em ciclo simples e que. A co-geração pode ser realizada com todos os combustíveis usados em usinas termelétricas – por exemplo. Assim. o processo de co-geração permite a produção simultânea de energia elétrica. em seguida. os gases são transformados em vapor que. O resultado é a emissão de gases em alta temperatura. o que pode ser um fator de competitividade no momento atual. Exaustor Turbina Gerador Transformador Linha de Gás Natural Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do gás natural 92 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . além do gás natural. aumenta a eficiência do processo de geração. No primeiro caso – o mais tradicional – os gases são resfriados e liberados na atmosfera por meio de uma chaminé. Finalmente. em elétrica. No caso do gás natural. o grau de eficiência fica em torno de 50%. Outra é a co-geração. Na termelétrica a ciclo combinado.7%.Capítulo 6 | Gás Natural Box 6 A produção de energia elétrica e a co-geração A aplicação do gás natural na produção de energia elétrica pode ser dividida em duas modalidades. em última instância. Em síntese. A tecnologia do ciclo combinado é recente (década de 80) e passa por processo de expansão em todo o mundo. No ciclo simples. pelas distribuidoras ou comercializadoras de energia elétrica. Embora exija maiores investimentos que aqueles aplicados nas usinas de ciclo simples. Um dos argumentos favoráveis à co-geração é a possibilidade de utilização da energia que naturalmente se perde no processo de geração da eletricidade nas termelétricas. do ar quente ou da refrigeração. portanto.

ao passar de 1. era considerado um estorvo ao ser encontrado junto com o petróleo. Uma posição que detém até hoje e que deverá manter no médio prazo. nos Estados Unidos. Ainda assim.6% 34. saltou do quarto para o segundo lugar dentre as principais fontes produtoras da energia elétrica.227 bilhões de metros cúbicos (m3) para 3. sendo superado apenas pelo carvão (Gráficos 6. o consumo entrou em franca expansão e o gás natural transformou-se na fonte de energia de origem fóssil a registrar maior crescimento no mundo. a produção mundial mais que dobrou.Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural 6.8% Nuclear Carvão Petróleo Gráfico 6. No século XX. 6 41% 6.1% Hidrelétrica Gás Natural Outras 5. Gráfico 6.1% 0.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006. No século XIX.4% 16% 2. 2008.031 bilhões de m3.5% 2. segundo o estudo Key World Energy Statistics. publicado pela International Energy Agency (IEA) em 2008. No entanto.2% 20.1 INFORMAÇÕES GERAIS O gás natural transformou-se de sapo em príncipe na matriz energética mundial.8% 26% Biomassa Gás Natural Outras Nuclear Petróleo Hidráulica Carvão 20.3% 14. pois exigia uma série de procedimentos de segurança que encareciam e complicavam as atividades de prospecção. Fonte: IEA.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006.2 abaixo). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 93 . Fonte: IEA. o gás natural manteve a terceira posição na matriz energética mundial (abaixo de carvão e derivados de petróleo).1 e 6. a partir dos anos 80. Apenas como exemplo: entre 1973 e 2007.2% 10. 2008.

mais próximas dos centros consumidores elas se encontram. Ainda assim.8% 85.3%. particulamente entre os países em desenvolvimento. a participação é de 3.1 1. 2008 (adaptado).4 em seguida).0 14. 4.3 abaixo.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007. o gás natural fica atrás da hidráulica e biomassa (Gráfico 6.5 9.Capítulo 6 | Gás Natural No Brasil.3 6.3%. a evolução no mesmo período foi ainda mais expressiva: 5650%.1% 2. como mostra o Gráfico 6. Fonte: MME.3 bilhões de m3.2 3. conforme Figura 6. Fonte: MME.3% 2.5% Nuclear Carvão Petróleo Gás Natural Hidráulica Biomassa O interesse pelo gás natural está diretamente relacionado à busca de alternativas ao petróleo e de fontes menos agressivas ao meio ambiente.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. produtos da cana-de-açúcar e petróleo e derivados.5% 1. este é o maior entrave à disseminação do energético.7 12. O resultado foi não só o aumento do volume.7 16. Afinal. 94 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .6% 3. Neste caso. Historicamente. Este comportamento resultou na intensificação das atividades de prospecção e exploração. como América do Norte e antiga União Soviética. Gráfico 6. Até a década de 70. 2008.1 a seguir. tanto na construção de dutos especiais quanto no processo de produção do GNL (gás natural liquefeito). quanto mais pulverizadas as reservas.4 Urânio e derivados Petróleo e derivados Produtos da cana-de-açúcar Energia hidráulica e eletricidade Lenha e Carvão vegetal Gás natural Carvão mineral e derivados Outras renováveis Gráfico 6. 40 35 30 Participação % 25 20 15 10 5 0 Superado por lenha e carvão vegetal. essas reservas concentravam-se em poucas regiões. de 9. A nova distribuição geográfica também favoreceu o transporte. visto necessitar de elevados investimentos. ao passar de 0. como registra o estudo BP Statistical Review of World Energy 2008.2 bilhões de m3 para 11. energia hidráulica e eletricidade. 36. Na produção de energia elétrica. coloca o gás natural na quinta posição na matriz energética nacional. mas também a expansão geográfica das reservas provadas (são reservas cujos reservatórios estão em produção ou os fluídos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes). a participação atual.

em rochas porosas isoladas do meio ambiente por uma camada impermeável. De acordo com o BP Statistical Review of World Energy 2008. junto à Argentina e Venezuela. A região possui uma das maiores reservas mundiais. as reservas provadas mundiais no final de 2007 eram suficientes para o abastecimento mundial durante os próximos 60 anos. Assim. cuja expansão acelerada do consumo está diretamente relacionada às importações da Bolívia – que. 2008 (adaptado). Este energético pode ser utilizado tanto na geração de energia elétrica.01 a 8. a aplicação é possível em todos os setores da economia: indústria. Essa tecnologia.00 8. calor e vapor.Gás Natural | Capítulo 6 Reservas de gás natural em 2007 (trilhões de m³) 0. Outros elementos positivos são a capacidade de dispersão em casos de vazamento e a pequena emissão de poluentes em toda a cadeia produtiva se comparado aos demais combustíveis fósseis.09 a 1. mas encontra-se distante dos centros consumidores. que apontavam para 66 anos. Entre elas. Um exemplo é o próprio Brasil.01 a 45.Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3. Fonte: BP. Isto representa um decréscimo em relação às projeções com base na conjuntura de 2005. denominada gas-to-liquid (GTL). Europa e Ásia. apenas a partir do desenvolvimento da tecnologia do GNL passou a exportar para América do Norte.01 a 2. esta matéria orgânica de origem animal Atlas de Energia Elétrica do Brasil 95 . Em suas primeiras etapas de decomposição. serviços e residências.1 . Um caso de aumento da comercialização com base no GNL é o Oriente Médio. O gás natural é um hidrocarboneto resultante da decomposição da matéria orgânica durante milhões de anos. particularmente o Irã. Por isso.00 2. o comportamento do consumo e a expansão das fontes renováveis de energia. a continuidade das atividades de exploração. na produção de chamas (como substituto ao gás liquefeito de petróleo. porém menos agressivos ao meio ambiente. depende de inúmeras variáveis. comércio. desde os anos 80. está entre os países com maiores reservas da América Latina. É encontrado no subsolo. o que preserva a utilização dos combustíveis fósseis. tem custos elevados e é dominada por poucas companhias. Essa importação foi proporcionada pelo início de operação do gasoduto Bolívia/Brasil em 1999. A configuração deste cenário. quanto em motores de combustão do setor de transportes. é recente.0 Figura 6. transformando-se em um dos maiores fornecedores mundiais. porém. Este recurso natural também pode passar por um processo de transformação para dar origem a derivados similares aos do petróleo. O que é o gás natural A versatilidade é a principal característica do gás natural.00 1. GLP).

na qual se retiram as frações pesadas e se realiza a compressão do gás para a terra ou para a estação de tratamento. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO As reservas totais provadas no mundo eram. é comum a descoberta do gás natural tanto associado ao petróleo quanto em campos isolados (gás natural não associado).36 41. que liga o poço às instalações de distribuição. o que favorece o transporte por navios chamados “metaneiros”.50 100 96 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . é dimensionado para transporte de grandes volumes a elevada pressão.5% de participação. butano. Assim. mais pulverizados e. há a distribuição.15 4. válvulas. o gás passa por um processo de liquefação. Tabela 6. deve ser odorizado para que eventuais casos de vazamento sejam detectados. conforme registra o BP Statistical Review of World Energy 2008. Para o caso de grandes consumidores.Capítulo 6 | Gás Natural produz o petróleo. há uma estação intermediária chamada city gate. o país contava com uma malha total de 6.6 7. outra região tradicional entre as maiores do ranking. a composição básica do gás natural são as moléculas de hidrocarbonetos (átomos de hidrogênio e carbono) encontradas em estado volátil e de baixa densidade. processamento em campo (para separação do petróleo em caso de o gás ser associado) e o transporte até a base de armazenamento. que chegam ao consumidor final. etano. a única companhia a operar na exploração e transporte de gás natural é a Petrobras.2 RESERVAS. Em seu estado bruto. como processo de formação e condições de acumulação no reservatório. 6.57 177. A Tabela 6. que consiste na instalação da infra-estrutura necessária à operação do poço e nas atividades de perfuração. A quarta é o processamento. 2008. completação e recompletação de poços (colocação das cabeças de vedação. o gás natural não tem cheiro e é mais leve que o ar. O ramal principal. mas é comum em países de clima frio. A proporção de cada um na composição final depende de uma série de variáveis naturais. Por isso. propano. No Brasil. Os ramais secundários.40 4. No porto receptor.1 ao lado. No caso de não ser possível construir o gasoduto.98 5. ácido clorídrico e metanol. que hoje detém 33.00 3. em proporções variadas. mas também há.20 15. a região superou a tradicional Europa e antiga União Soviética. no qual atinge 160 graus abaixo de zero.1 abaixo mostra os países com maiores reservas de gás natural. que é a entrega do gás natural para o consumidor final.40 3.52 3. Trilhões m 44. A terceira é a produção. o país tem 27 empresas. também reduziu sua participação no período: de 9. O Oriente Médio liderava o ranking mundial. nitrogênio. Já para a distribuição. na qual o foco é a possibilidade de ocorrência ou não do gás natural.90 2. das quais a maioria conta com participação da Petrobras no capital acionário. Em seus últimos estágios de degradação.3 5. subterrâneos. A quinta é o transporte e armazenamento (esta última não existe no Brasil. O transporte do poço às unidades de consumo exige a construção de uma rede de gasodutos de capacidade e pressão variáveis. A América do Norte. E. sozinha ou em parceria com a iniciativa privada (como é o caso do gasoduto Bolívia/Brasil).65 27. A segunda é a explotação.17 6. Esse processo reduz o volume 600 vezes.8 25. finalmente.5%. de modo a formar um estoque regulador para o inverno).511 quilômetros de dutos conforme mostra o Mapa 6.3% do total. água. gás carbônico. diante dos 42. ao final de 2007.09 5. Beneficiado pelos recursos existentes no Irã e pela intensificação das atividades de exploração nos últimos 20 anos. De acordo com o balanço anual da Petrobras referente a 2007.2 trilhões de m3.2% de 1987.40 3. Essas empresas detêm o monopólio de atuação em suas regiões de concessão.36 trilhões de m3. comandos remotos e demais acessórios que permitirão a produção).50 1. no geral. o gás natural.5% para 4.17 0.70 14.Reservas de gás natural no mundo Paises 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 40 Rússia Irã Catar Arábia Saudita Emirados Árabes Estados Unidos Nigéria Venezuela Argélia Iraque Brasil Outros Total Fonte: BP. Assim como ocorre no petróleo.36 % 25. A cadeia produtiva do gás natural envolve seis etapas. de 177. correspondentes a 41.80 0.1 . são menores. esse material é encaminhado a plantas ou terminais de armazenamento e regaseificação para posterior distribuição.20 23. com 73.00 2. além de outros. O elemento predominante é o gás metano. A primeira é exploração.

2500 Reduc .Coari) Urucu .Itaporanga) Atalaia Catu Candeias Gaseb Bahia Cacimbas .Taubaté Gasbol Gasduc I e II Reduc .Carmópolis Pilar e Carmópolis .1 .Estrutura de produção e movimentação de gás natural .U .Rio (trecho: Taubaté . II e III Garsol (Urucu .Vitória 20º S 20º S MS Gasbol Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR UEG SP RPBC Gasvol Gasan Caraguatatuba .Rio (trecho Replan .Paracambi) Reduc .2007 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 97 .Catu Bolívia GO Campinas .Manaus PA Lubnor Gasfor MA CE RN PB Nordestão Guamaré I.2600 SC Argentina 30º S RS 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Fluxos (Operação) Fluxos (Planejamento) Gasodutos em Construção Gasodutos em Operação UPGN`s Fonte: ANP.Gás Natural | Capítulo 6 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o AM Urucu I.Carmópolis SE Carmópolis (trecho: Catu . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL . II e III PI AC 10º S RO TO Catu .Pilar) AL Gasalp 10º S Peru MT BA Catu . 2007.2500 Gaspal Gasbel RJ Cabiúnas .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km O S N L MAPA 6.U .Vitória Campinas .Taubaté) DF Cacimbas .U .Vitória Cabiúnas URL I e II Cabiúnas URGN Cabiúnas UPCGN I e II Cabiúnas UPGN MG Cacimbas Lagoa Parda UPGN Lagoa Parda DPP ES Lagoa Parda .Carmópolis PE (trechos: Itaporanga .

5% em 2007. de um lado.Consumo de gás natural em 2007 % 20.8 75.1 3. Trinidad & Tobago (39 bilhões de m3). países que.0 País Estados Unidos Rússia Irã Canadá Reino Unido Japão Alemanha Itália Arábia Saudita China Brasil Total Fonte: BP.3 . considerando o volume produzido (relação reserva/produção. os maiores produtores são Argentina (44. 2008. 2008.8 bilhões de m3 em 2007). enviou 9. suspende as exportações em benefício do consumo interno.2 3. erguida ao longo do século XX.9 bilhões de m3 em 2007) como importam parte do gás natural do Canadá e do México. por meio de uma rede de gasodutos.0 3.4 100 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9 o o o Bilhões de m3 607.2 82. é regional.2 .12 bilhão de m3 para o Brasil e.8 111.1 2. no entanto. portanto. comprometeram a operação de várias termelétricas abastecidas pelo combustível em um período de seca – quando. como tem ocorrido nos últimos anos. A Argentina. Em 2006. Nas Américas Central e do Sul. Tabela 6.6%).2 3.8 94.9 438. a Rússia também interrompeu o fornecimento à Ucrânia – totalmente dependente do energético e fornecedora da Europa – alegando a necessidade de aumento de preços.5 2.8 bilhões de m3 em 2007.9 183.0 2921.7% do total) e Estados Unidos (18.9 bilhões de m3 em 2007. exporta parte da produção – tanto para os países que compunham a antiga União Soviética quanto.9 89. Bolívia. Já a Rússia.4 2.6 6. em ocasiões de escassez no fornecimento de energia elétrica. ela favorece a expansão do consumo. A participação individual de cada um desses países na oferta mundial de gás natural é pouco expressiva: oscila em torno de 1%.5 bilhões de m3) e Bolívia (13.7 83. vendeu 1. Para a Argentina. se.7 2. que em 2007 produziu 607.8 2.3 15. portanto.9 67.6 2.3 0. Pela ordem.7 111. No entanto. como elemento favorável às atividades. era crucial preservar a água dos reservatórios. os Estados Unidos não apenas absorvem toda a produção interna (545. Ambas são também as maiores consumidoras mundiais e contam.4% do total mundial e se mantiveram praticamente inalteradas ao longo dos últimos 20 anos. os recursos existentes são suficientes para cerca de 50 anos. com a rede de gasodutos já existente. Bilhões de m3 652. Um exemplo é a relação Bolívia-Brasil-Argentina.Capítulo 6 | Gás Natural As duas regiões continuam. podem intercambiar o gás natural. Com consumo de 652. produz basicamente para o mercado interno. Para o Brasil. Em 2007.9 % 22. altamente dependente do gás natural.4 90. Mas.8 bilhões de m3. o que representou a quase totalidade do gás natural importado pelo Brasil. embora tenha reservas significativas.3 2940. para os mercados europeus (Tabelas 6.8 3.3 abaixo).2 e 6. beneficiadas pelas atividades da Rússia (20. A importância da produção. por meio deles.4 11.85 bilhão de m3.4 69. por exemplo. enviou apenas 0.3 0. cuja produção aumentou 6.4 545.0 91.8 2. de outro subordina-se à política externa do país fornecedor e às relações bilaterais entre fornecedor e comprador – o que causa uma certa insegurança com relação ao suprimento.9 72.3 67.3 22. Venezuela (28. A redução dos volumes de gás natural enviados ao Brasil por Bolívia e Argentina a partir de 2007.Produção de gás natural em 2007 País 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o 40o Rússia Estados Unidos Canadá Irã Noruega Argélia Arábia Saudita Reino Unido China Turcomenistão Brasil Total Fonte: BP.7 77.5 bilhões de m3). ou R/P) ao longo dos últimos anos.4 bilhões de m3 para um consumo de 438.0 75. a ser as maiores produtoras mundiais. 98 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .6 2.7 18. é a maior fornecedora para os dois países. Tabela 6.1 2.8 100 10 30 Uma característica do mercado do gás natural é o aquecido comércio internacional.8 3. as reservas não são significativas: respondem por apenas 4.

961 15.151 1.499 14.378 28.860 17.826 3.563 925 1.154 864 1.719 17.58 3.870 995 2.525 14.960 94.273 77.572 222.402 103.597 26 11 49.837 1. Tabela 6.881 68.047 3.751 12.385 23.453 5.756 231.477 244.379 2.057 14.515 4.636 2. No total.388 1.4 .643 306.018 9. na Bacia de Santos.774 3.18 980 901 1.978 11. menos de 0.543 74..070 61 44 49.496 800 5.206 8.131 6.397 825 1.083 2.381 347.595 3.522 568 206 52.45 2.244 2. principalmente.755 3.101 1.312 4.904 4.625 1.261 5.893 116.289 4. principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo.385 37. as perspectivas de maior oferta futura de gás natural no Brasil localizam-se no Espírito Santo.4.237 9.3 bilhões de m3.286 31.423 1.00 Localização Terra Reservas provadas de gás natural (milhões m3) 1998 1 1999 1 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 07/06 % .808 6.547 168.903 296.770 1. associado ao petróleo.132 19.786 4.875 76.286 18.268 16.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação. em 2007.181 17.758 225.049 78.470 -4.58 -26.221 4. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.066 2. 2.860 364.159 34 47.186 3. 4.233 142.139 3.32 -6. o gás natural é encontrado.917 47.731 168.477 43 44. em geral.897 104.11 4.28 -6.419 5.118 820 980 861 1.246 4.269 3.56 .171 1.842 8.126 2..774 167.558 825 2.165 22.465 145.705 4.272 789 1.08 -19.438 3.084 768 815 814 850 761 4.467 15.601 68 44.375.448 119.Gás Natural | Capítulo 6 No Brasil.766 17. 3.364 26.395 273..549 106. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 99 .716.525 16.474 2.942 -0.944 145.14 1.45 13.Reservas provadas1 de gás natural.520 7. . por localização (terra e mar).841 5.340 252.696 71. Petrobras/Serplan para os anos anteriores. como mostra abaixo a Tabela 6.337 3.3 anos considerando o volume produzido no período.339 3.86 .669 78.585 1.286 15.999 145. suficientes para abastecer o país durante 32.730 15 7 51.258 21. de acordo com a BP.930 5.183 2.991 8.809 8.752 9 7 53.510 4. as reservas nacionais corresponderam a 360 bilhões de m3.743 245.084 234.075 119.940 85.23 -8. 1. Segundo estudo sobre gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030.354 326.271 37.18 -66.664 98.836 59. Fontes: Adaptada de ANP/SDP.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.861 20.91 1.059 3.59 4. de 11.2% do total mundial e. 2.681 2.471 73. Tanto que a maior parte das reservas localiza-se no mar e não em terra.288 10.185 44. 2. Notas: .As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.232 164. Bacia de Campos e.918 1.508 76.594 1 0.503 38.929 15.198 829 1.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.Reservas em 31/12 dos anos de referência.462 3.Inclui condensado.257 3.477 9.140 85.554 2.08 24. segundo Unidades da Federação Unidades da Federação CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar Terra PR3 Mar SC4 AM MA RJ2 SP Mar Terra Terra Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 127.398 220.042 -16.77 -0.241 11.987 3.

825 0 -3.640 1. que são ligeiramente diferentes dos dados da BP. descoberto em 2007 também na Bacia de Santos. uma vez que o seu trajeto passa próximo a reservas indígenas. o país contou com a oferta total de 28. Assim. primeiro empreendimento da Petrobras de gás natural não associado ao petróleo. passando por cinco estados brasileiros (Mato Grosso do Sul.109 3.559 2.408 768 4. a maior parte destinada ao setor industrial (9. Com um total de 2.5 ao lado. cujas reservas são estimadas entre 176 bilhões e 256 bilhões de m3.013 bilhões de m3).348 Coari-Manaus. o Brasil.091 1. portanto. Santa Catarina e Rio Grande do Sul). o início de operação do gasoduto Bolívia/ Brasil. ainda que o consumo no setor residencial e de transporte rodoviário também tenha aumentado – com destaque a este último.379 33 264 718 2.5 .627 2.226 81 92 47 47 3. elas são estimadas em 52. Na bacia de Urucu. 6. como mostra a Tabela 6.33 bilhões de m3.573 22. que registrou uma variação de 10% em relação a 2006 e de 5. aumentou significativamente a oferta do gás natural no país.567 667 423 678 1.Produção de gás natural no Brasil Gás Natural Identificação Produção Importação Var. O grande salto das reservas ocorreu nos anos 80.409 4. Descoberto em 2003 na Bacia de Santos. rico em gás natural e localizado na camada pré-sal da Bacia de Santos.233 825 561 264 5. O movimento será estimulado.013 251 377 2. 2008.592 6. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional (BEN).9 bilhões de m3. como mostra o BEN. particularmente em regiões como Ásia e África.913 5. milhões m³ 1997 9. segundo a Petrobras. No local.334 -5. Fonte: MME.15 bilhões de m3 e as importações ficaram em 10. São Paulo. também. Paraná.085 168 81 162 116 525 2007 18.559 9. a produção atendeu apenas às indústrias do Recôncavo Baiano.Perdas e Ajustes (*) Consumo total Transformação Produção de derivados petróleo Geração elétrica Consumo final Consumo final não-energético Consumo final energético Setor energético Residencial Comercial/Público Transportes Rodoviário Industrial Cimento Ferro-gusa e aço Ferro-ligas Mineração e pelotização Não-ferrosos e outros meta Química Alimentos e bebidas Têxtil Papel e celulose Cerâmica Outros (*) Inclusive não-aproveitada e reinjeção.518 17. A produção local foi de 18. O Brasil também dispõe de importantes reservas no estado do Amazonas. que apontam para o seu alto impacto ambiental e social. A estimativa de reservas ainda está em fase de levantamento mas.196 28 1.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A IEA estima que a demanda por gás natural para produção de energia elétrica irá manter-se em expansão mundial até 2020. Em 2008. Inicialmente.196 bilhões de m3) e para usinas termelétricas (4. porém.Capítulo 6 | Gás Natural A exploração do recurso no país começou timidamente nos anos 40. o campo tem capacidade estimada para produzir 15 milhões de m3 por dia. que visa transportar gás natural para geração de energia elétrica em Manaus. em 1999. pela substituição de outros 100 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . ou 4% a mais que no ano anterior.152 10.Est. poderá lhe conferir. as dimensões do campo de Júpiter são similares ao campo de Tupi.286 877 16.8 bilhões de m3. atendida em 2008 por termelétricas movidas a óleo combustível e óleo diesel. principalmente. o campo de Mexilhão. com a descoberta na Bacia de Campos. Finalmente. Após alguns anos. O gasoduto. em 2007 o país consumiu 22. da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). no médio prazo. era dependente das importações da Bolívia. o gasoduto parte de Rio Grande (Bolívia) e chega a Porto Alegre (RS). a auto-suficiência.444% se comparado a 1997. Até 2010 deve entrar em operação. a Petrobras constrói o gasoduto Urucu- Tabela 6.486 bilhões de m3 (a diferença entre a oferta total e consumo corresponde às perdas do processo). enfrenta críticas principalmente de ambientalistas.194 37 804 0 175 41 1. com capacidade para transportar 30 milhões de m3 por dia. A descoberta do campo de Júpiter.593 quilômetros de extensão. a exploração e produção estenderam-se também às bacias de Sergipe e Alagoas. com descobertas de gás associado a petróleo na Bahia.

SP Rio de Janeiro . Tabela 6. No Brasil. Petróleo Brasileiro S/A.Gás Natural | Capítulo 6 combustíveis fósseis. Essas usinas operariam de maneira complementar às hidrelétricas.200 9.600 334 4.SE São Paulo . Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A. Termobahia S/A. Duas características se destacam neste conjunto. Companhia Hidro Elétrica do São Francisco Furnas Centrais Elétricas S/A. vários países menos desenvolvidos passaram a avaliar a aplicação do gás natural para a produção de energia elétrica.SP Proprietário Petrobrás Distribuidora S/A.300 11.Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Usina Aeroporto de Maceió Ahlstrom Alto do Rodrigues Araucária Asfor Atalaia Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Bayer Brahma Camaçari Camaçari Campos (Roberto Silveira) Carioca Shopping Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242 Celpav IV Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I) Central de Co-geração Shopping .Aracaju Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo Cenu Potência (kW) 790 1.RJ São Paulo . a participação das termelétricas movidas a gás natural deverá aumentar. Petróleo Brasileiro S/A.080 250. Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste PETROBRÁS Petróleo Brasileiro S/A.CE Aracaju .900 3. Companhia de Gás de São Paulo Condomínio Centro Empresarial Nações Unidas S/C Continua Atlas de Energia Elétrica do Brasil 101 . a matriz da energia elétrica é predominantemente hidráulica e esta característica não deverá se alterar no médio prazo. Bayer S/A. Após a crise do petróleo dos anos 70. as tecnologias de geração termelétrica avançaram. no curto e médio prazos. existem 85 usinas termelétricas abastecidas a gás natural em operação no país. embora as empresas de eletricidade ainda estivessem concentradas no carvão e na energia nuclear.PR Fortaleza .SP Jacareí .840 13.SP São Francisco do Conde .RN Araucária . Sociedade Fluminense de Energia Ltda.6 .SP Alto do Rodrigues . Condomínio do Shopping Center Jardins S/A.RJ Rio de Janeiro .150 3.BA Campos dos Goytacazes . nos períodos de estiagem. Simultaneamente. No entanto.BA Aracaju .800 484. Administradora Carioca de Shopping Centers S/C Ltda.600 226. como carvão e derivados de petróleo.6 abaixo.350 4. de 103 mil MW.400 346. onde é necessário preservar os reservatórios.RJ Camaçari .RJ São José dos Campos . como mostra a Tabela 6. A primeira é a concentração dos empreendimentos nas regiões em que já existem gasodutos em operação – o que favorece o acesso ao suprimento por parte dos operadores. seriam colocadas em operação em momentos de acentuado aumento de demanda ou redução da oferta hidráulica – por exemplo.150 3.000 385. Em outras palavras. comercial ou de serviços. Outra é que boa parte dessas usinas é propriedade de companhias representantes do setor industrial.000 138.SE Ibirité .SP São Paulo .MG Seropédica .803 114.000 Destino da Energia PIE COM APE PIE APE APE PIE PIE APE PIE PIE SP SP APE-COM PIE APE-COM PIE APE APE APE Municipio Maceió . Petróleo Brasileiro S/A. de acordo com o Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela EPE. Em novembro de 2008. com um total instalado de 11 mil MW (megawatts) – ou pouco mais de 10% da potência total instalada no país.BA Dias d’Ávila . segundo o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Energyworks do Brasil Ltda.AL Louveira . Braskem S/A. a exemplo do que ocorria com os países industrializados.680 185. Votorantim Celulose e Papel S/A. Iqara Energy Services Ltda.891 2.

BA Campo Grande .088 258.000 25.CE São Paulo . Millennium Inorganic Chemicals do Brasil S/A.RJ Rio de Janeiro . Central Geradora Termelétrica Fortaleza S/A.CE Balsa Nova . Energyworks do Brasil Ltda.750 1.MG São José dos Campos .825 7.119 30.SP Caucaia .100 3.080 346.630 1. Infoglobo Comunicações Ltda.RJ Dias d’Ávila .SP Marechal Deodoro .RJ São Paulo .MG Cabo de Santo Agostinho .048 5.063 5. Tractebel Energia S/A.RJ Salvador . Energyworks do Brasil Ltda.615 18. Condominio World Trade Center de São Paulo Magnesita S/A. Continua PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE APE-COM PIE APE APE APE APE COM PIE APE-COM PIE PIE PIE APE APE PIE PIE APE APE APE-COM APE APE Jacareí .794 2.925 3.AL São Paulo .Capítulo 6 | Gás Natural Continuação Cesar Park Business Hotel/Globenergy Cinal/Trikem Condominio World Trade Center Contagem Crylor CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cuiabá Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Eucatex Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Fortaleza GE Celma Ltda.RJ Santo André .SP Americana . Energyworks do Brasil Ltda.000 529.592 5.319 5.058.250 19.MS Macaíba .PE Juiz de Fora .CE Petrópolis .299 8.MT Inpar Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda.SP Salto . TermoRio S/A. Macaé Merchant) Metalurgia Caraíba Millennium Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Norte Fluminense Norte Shopping Operadora São Paulo Renaissance Pamesa Paraibuna Petroflex 2.300 8.775 9.Poliamida e Especialidades Ltda. Iqara Energy Services Ltda.800 386.552 9. Companhia Siderúrgica Nacional Rhodia . Indústria e Comércio Petróleo Brasileiro S/A.RJ 102 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Termomacaé Ltda. Usina Termelétrica Juiz de Fora S/A. Caraíba Metais S/A.000 8.SP Cabo de Santo Agostinho .600 4. Exportação e Indústria de Óleos Ltda.SP Juiz de Fora .RN Macaé .SP Araucária . Eucatex S/A. Indústria de Papéis Sudeste S/A.PR Guarulhos .MS Macaé .PE Três Lagoas . GE Celma Ltda.BA Fortaleza . Usina Terméletrica Norte Fluminense S/A.000 1. Globo Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza IGW/Service Energy Imcopa Inapel Juiz de Fora Latasa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Macaíba (Ex Termo Toalia) Mário Lago (Ex.5 5.RJ Duque de Caxias . Petroflex Indústria e Comércio S/A.RJ Duque de Caxias .BA Camaçari .200 8.SP Pacatuba . Rexam Beverage Can South América S/A.120 87.200 11. Importação.812 235.000 APE APE APE APE APE APE APE-COM APE Guarulhos . Empresa Produtora de Energia Energyworks do Brasil Ltda. Radicifibras Indústria e Comércio Ltda.PR Mogi Guaçu .187. Vicunha Textil S/A.SP Contagem .A.SP Cuiabá .781 206. Trikem S/A. Petróleo Brasileiro S/A. Condomínio Shopping Center Iguatemi Bahia Condomínio Civil Shopping Center Iguatemi Telecomunicações de São Paulo S/A.072 2.316 4.680 922.350 868. Coteminas S.000 4.MG Duque de Caxias .SP São Paulo .SP Volta Redonda .160 1. Condomínio Geral NorteShopping Fundação dos Economiários Federais Pamesa do Brasil S/A.

Termocabo Ltda.RJ Cabo Frio .ES Horizonte .600 2. Furnas Centrais Elétricas S/A.CE Ipojuca .950 12. Suzano Termo Norte II Termocabo Termoceará Termopernambuco UGPU (Messer) Unidade de Geração de Energia -Área II Uruguaiana Vitória Apart Hospital Vulcabrás Weatherford Total Fonte: Aneel. onde o gás natural foi gradualmente abandonado durante a primeira metade do século XX para.RO Cabo de Santo Agostinho .SP Limeira . a maior parte da capacidade instalada e o maior potencial de expansão. Companhia de Integração Portuária do Ceará TV Globo Ltda. Termoceará Ltda.RS Rio de Janeiro . Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Condomínio do Shopping Center Recife TDS Centro Comercial Ltda.098 138. Vitória Apart Hospital S/A.SP Cachoeirinha . Cooperativa dos produtores de Cana.SP Santo André .PE Caucaia .RJ Canoas . Weatherford Indústria e Comércio Ltda.000 639. Petróleo Brasileiro S/A. O estudo também afirma que o caso brasileiro reflete o modelo presente na maior parte dos países desenvolvidos.CE Rio de Janeiro .000 4.RJ São Gonçalo do Amarante . Stepie Ulb S/A. a Aneel registra um total de 30 usinas termelétricas em fase de construção ou outorga.473 1.530 97.900 426. considerando as usinas em construção e as outorgadas. Koblitz Energia Ltda. Vulcabrás do Nordeste S/A. Rhodia .000 5.RS Canoas . Em novembro de 2008.SP Porto Velho .Koblitz Energia Ltda. estão localizados na região Sudeste.100 4. FAFEN Energia S/A.315. Air Liquide Brasil Ltda.756 7.5 APE APE APE APE PIE SP PIE APE APE APE APE APE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE-COM APE Campos dos Goytacases . Termo Norte Energia Ltda.RJ Paulínia . passar a ser considerado como uma fonte de energia privilegiada e estratégica a ser desenvolvida e utilizada. Souza Cruz S/A.RS Serra .952 3.Poliamida e Especialidades Ltda.570.027 220.000 2.855 12. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 103 .300 4. CGDc.700 6. principalmente. Solvay Indupa do Brasil S/A.020 1.900 2.000 532. 2008.000 39.Gás Natural | Capítulo 6 Continuação Policam Ponta do Costa Porto do Pecém PROJAC Central Globo de Produção Rhodia Paulínia Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .RS Cabo de Santo Agostinho .CE Caxias do Sul . Isto permite depreender que são instaladas em regime de auto-produção (de forma a tornar o consumidor independente do fornecimento de terceiros) ou co-geração (gerando energia elétrica e calor para os processos industriais) como mostra o Box 6.BA Rio de Janeiro .RS Refinaria Nacional de Sal S/A.FAFEN Energia) Santa Cruz Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sesc Senac-Cass Shopping Recife Shopping Taboão Solvay Souza Cruz Cachoeirinha Stepie Ulb Suape. 4.600 6.000 563.980 334 11. Suape.PE Jundiaí . somente após a crise energética dos anos 70 e. Segundo o estudo sobre gás natural que integra o Plano Nacional de Energia 2030. ao longo dos anos 90.CGDe.RJ Recife .SP Uruguaiana .SP Camaçari . Termopernambuco S/A. Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S/A.000. Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda.250 4.PE Suzano .PE Taboão da Serra .

o que inclui tanto o acesso a reservas domésticas de gás quanto a importação desse energético.gasnet. comércio e serviços de transporte. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. Apenas como exemplo.bp. incremento das atividades de comércio e serviços. a disponibilidade de infra-estrutura física para escoamento da oferta (produção e/ ou importação) até os mercados consumidores. ao processo utilizado na geração de energia elétrica e remoção pós-combustão e às condições de dispersão dos poluentes.Capítulo 6 | Gás Natural produzido pela geração a partir do óleo combustível e entre 40% e 50% inferior aos casos de geração a partir de combustíveis sólidos. No entanto. há a geração de royalties para os municípios em que as usinas estão localizadas. as termelétricas.aneel. Construção do gasoduto Brasil-Bolívia. uma restrição feita a essas usinas é a necessidade de captação de água para o resfriamento do vapor. como o carvão.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O gás natural apresenta uma vantagem ambiental significativa em relação a outros combustíveis fósseis.br 104 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .anp. o estudo sobre gás natural do Plano Nacional de Energia 2030 registra que o volume de CO2 lançado na atmosfera pode ser entre 20% e 23% inferior àquele Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.com 6. Os principais poluentes atmosféricos emitidos pelas usinas termelétricas a gás natural são dióxido de carbono (CO2).com International Energy Agency (IEA) – disponível em www. relevo e meteorologia. e geração local de empregos. entre os impactos socioambientais positivos.com. o maior ou menor impacto ambiental da atividade está relacionado à composição do gás natural. Quantitativa e qualitativamente. monóxido de carbono e alguns hidrocarbonetos de baixo peso molecular. principalmente na fase de exploração e produção do gás natural e da construção da usina.br BP Global – disponível em www.org Petrobras – disponível em www. Isto elimina a necessidade de grandes linhas de transmissão para transporte da energia produzida às instalações de distribuição. nos setores industrial. inclusive metano.gov. Além disso. e o uso do gás natural em outras aplicações. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. em função da menor emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa.gov.br Gasnet – disponível em www.br Agência Nacional de Petróleo. Fonte: Petrobras. Na cadeia produtiva do gás natural. epe.iea. não exigem a escolha de um terreno específico e podem ser construídas nas proximidades de centros de consumo. característica que tem sido um dos entraves ao licenciamento ambiental. por se tratarem de unidades de pequeno porte. como altura da chaminé. em menor escala. óxidos de nitrogênio (NOX) e.petrobras. O estudo ainda enumera como condicionantes de suprimento de gás natural para geração termelétrica no Brasil a oferta total de gás disponível para atendimento do mercado brasileiro.gov.

Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Acervo TDA Derivados de Petróleo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 105 7 .

De forma bastante simplificada. por meio do sistema de bombas. posteriormente. Chaminé Aquecedor de água Transformadores Turbina Gerador Pré Aquecedor de ar Caldeira Disjuntores Ventilador de entrada Ventilador de saída Bomba de água de alimentação da caldeira Bomba de condensado Condensador Bomba de circulação Água de Resfriamento Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do petróleo 106 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Quanto maior a temperatura deste vapor. o vapor é direcionado ao condensador para retornar ao estado líquido. Quanto mais denso o combustível utilizado. Na caldeira. Este líquido. que circula dentro de serpentinas conectadas ao equipamento. maior a eficiência das turbinas. que repetirá o processo de produção da energia térmica que se transformará em mecânica para movimentar as turbinas. maior o potencial de emissões. o processo de queima ou remoção pós-combustão e. O gerador transforma a energia mecânica em energia elétrica. queimado em uma câmara de combustão. por sua vez. Por isso.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 7 O processo de produção de energia elétrica a partir de derivados do petróleo O processo de produção de energia elétrica é similar em todas as usinas que utilizam como matéria-prima os combustíveis fósseis em estado sólido ou líquido – o que inclui a maioria dos derivados de petróleo. relevo e meteorologia). estocado e. Após mover as turbinas. as condições de dispersão dos poluentes (altura da chaminé. uma turbina a vapor. é direcionado. que se transforma em vapor. As etapas de combustão e resfriamento (que também implica a remoção de gases incondensáveis do vapor) são aquelas em que os gases poluentes são liberados na atmosfera. Este vapor movimenta as turbinas que transformam a energia térmica em energia mecânica. os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados nos últimos anos e a instalação de equipamentos auxiliares tornaram possível aumentar o nível de eficiência da combustão e reduzir o volume de gases poluentes emitidos. um condensador e um sistema de bombas. esse material é transportado até a usina. A água. derivados de petróleo como os óleos combustível. novamente para a caldeira. que recebe o calor liberado pela combustão. O sistema convencional das termelétricas – o ciclo Rankine – consiste basicamente de uma caldeira. O volume e o tipo de gás emitido variam conforme a composição do combustível a ser queimado. ainda. No entanto. O calor obtido nesse processo é usado para aquecer e aumentar a pressão da água. é o fluido de resfriamento. a água passa do estado líquido para o gasoso (vapor) a uma pressão bem maior que a atmosférica. diesel e ultraviscoso são rejeitados por ambientalistas como fontes de geração de energia elétrica.

também.2 Petróleo Carvão Gás Natural Biomassa Nuclear Hidrelétrica 0. Isto porque o petróleo e seus derivados transformaram-se. controlada pelo Governo Federal. litoral brasileiro. de 12. Fonte: IEA. Descobertas como estas têm importância estratégica para qualquer país no mercado internacional. como mostra o Gráfico 7. não só na principal fonte primária da matriz energética mundial. Além disso. A exploração exigirá elevados investimentos.1 6.1 abaixo. as descobertas na camada pré-sal da Bacia de Santos colocam o Brasil. A expectativa é de que todo o pré-sal tenha mais de 30 bilhões de barris. a descoberta provocou forte impacto positivo na opinião pública.6 Outras Gráfico 7.4 26. que durante anos buscou a auto-suficiência no recurso.1 Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).5 10.1 INFORMAÇÕES GERAIS No primeiro semestre de 2008. 7 40% 30% 20% 10% 0 34. desenvolvimento tecnológico específico e não tem data marcada para ser iniciada. anunciou a descoberta de um campo de petróleo na camada pré-sal (abaixo da camada de sal) na Bacia de Santos. em insumo para praticamente todos os setores industriais. também na Bacia de Santos. pois tem potencial para fazer com que o país aumente significativamente o volume de suas reservas. com reservas estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris. 2008. Mesmo assim. A primeira foi o Poço de Tupi. ao longo do século XX.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Derivados de Petróleo 7. O campo de Júpiter foi a segunda grande descoberta anunciada pela empresa e a estimativa de suas reservas ainda está em fase de cálculo. mas. no mesmo nível dos grandes produtores mundiais. a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras).6 bilhões de barris.0 20.2 2. Tanto que o país foi convidado pelo Irã para integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 107 .

O real motivo ainda causa discussões. abalado desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. As duas crises provocaram problemas econômicos em vários países – inclusive um racionamento de derivados no Brasil – e sinalizaram para a necessidade de redução da dependência da substância. o que representava uma ameaça aos Estados Unidos. um dos maiores fornecedores mundiais do óleo. O crescimento exponencial de sua aplicação veio em 1930. aliás. uma das mais recentes foi a invasão do Iraque pelos Estados Unidos. enfrentaram a pressão das grandes companhias petrolíferas. fez com que o preço do barril novamente desse um salto e superasse US$ 40. o petróleo representava 46. reunidos na Opep. tecidos sintéticos. Das guerras. o que fez com que a substância rapidamente se transformasse na principal fonte da matriz energética mundial. Em 1973. gomas de mascar e batons. que deu origem à chamada II Revolução Industrial. Na produção de energia elétrica. passaram a ser aplicados como insumo industrial na fabricação de produtos bastante diversificados como materiais de construção. Um dos motivos é ambiental: a cadeia produtiva do petróleo e seus derivados é extremamente agressiva ao meio ambiente. e aumento da participação no comércio internacional. decidiram reduzir o volume produzido a fim de provocar uma alta do preço do barril (que passou de US$ 2. seja por meio da exportação direta do óleo e seus derivados. o petróleo começou a ser aplicado em maior escala. seja pelo custo e. Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. 1 Invasão do Iraque pelos EUA . farmacêuticos.00. como romanos. superada apenas pelo carvão.4%.20).Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Durante milhares de anos. refino e distribuição. os países produtores do Oriente Médio. após recuos graduais. como substituto do óleo de baleia na iluminação e do carvão mineral na produção do vapor. Em razão destes elementos. plásticos. chineses e incas. chegava a 34.O objetivo oficial era lutar contra o terrorismo. segundo a International Energy Agency (IEA). Nos últimos anos. em 2006.2. 2008. porém. entre as vantagens estratégicas do país que detém e controla as reservas de petróleo e a estrutura de refino estão: importância geopolítica. achar armas de destruição em massa que possivelmente o governo iraquiano teria em estoque. a deposição do xá do Irã. como na 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 7. Derivados como gasolina e óleo diesel passaram a ser usados como combustível para os meios de transporte. embalagens.70 para US$ 11. Em 1979. inclusive produzindo em várias etapas.1% da matriz energética mundial. Portanto. para atividades específicas. tintas. em 1973. Há uma corrente que defende a resposta aos citados atentados. transporte. segurança interna em setores vitais como transporte e produção de eletricidade. Em 2006. com a invenção do motor a explosão. portanto. outra sugere uma estratégia para se apoderar do petróleo da nação iraquiana. gás natural e nuclear) era a menos utilizada. a busca de fontes alternativas tornou-se mais premente. esse óleo inflamável que brota naturalmente das rochas em algumas regiões do planeta foi utilizado por diferentes povos. em 20031. Fonte: IEA. as mais representativas ocorreram na década de 70. Das crises.8% da matriz elétrica mundial. água. o petróleo era a segunda principal fonte. Com isso. respondendo por 5. ao mesmo tempo em que provocou acentuado desenvolvimento econômico e social. como a nafta. que dominavam as quatro fases da cadeia produtiva: extração.2 abaixo. fertilizantes. Outros derivados. dentre as principais fontes (carvão. Em 1973. A partir de meados do século XIX. 108 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . pela competitividade dos produtos industrializados. como mostra o Gráfico 7. nos Estados Unidos. a queda foi mais acentuada. Se. o petróleo também gerou sucessivas guerras e crises internacionais ao longo do século XX.

Nas refinarias. geralmente por caminhões-tanques). também. e encontrado apenas em terreno sedimentar. confrontada com dados de mercado – tais como condições da oferta. Outro motivo é a perspectiva de esgotamento. à qual podem se juntar átomos de oxigênio.85% Consumo de petróleo (mil barris/dia) 73. Apesar de as cotações terem recuado bruscamente em 2008 – de mais de US$ 140 para cerca US$ 70 por barril – é possível que a tendência de contenção nos volumes absorvidos se acentue a partir de 2008.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 geração de energia elétrica e no consumo de combustíveis.573 76. combustível marítimo. composta por carbono e hidrogênio. durante milhões de anos. outros poços são perfurados a fim de se avaliar a extensão da jazida.916 74.111 83. em função da exploração crescente. A sua utilização exige o processo de refino. Os derivados mais conhecidos são: gás liquefeito (GLP. óleo diesel. além de íons metálicos. do consumo e cotações presentes e previstas para o petróleo no mercado internacional – determina se é comercialmente viável produzir o petróleo descoberto. Para encontrar e dimensionar o volume de reservas existentes (medidas em quantidades de barris. 2008. É dessa época.326 81.659 81. não era incomum o petróleo jorrar naturalmente. parafinas e coque de petróleo. como mostra o Gráfico 7. vem a fase da perfuração. de matéria orgânica como plantas. 73. do qual se obtém os derivados que são distribuídos a um mercado consumidor pulverizado e diversificado. óleo combustível. Em caso positivo.340 76. as jazidas mais próximas do solo se esgotaram.296 82. Dessa época. Para produção de energia elétrica. respectivamente. Mesmo assim. gasolina. a IEA estimou que as reservas conhecidas seriam suficientes para o abastecimento mundial apenas por mais cerca de 40 anos. quanto maior a perspectiva de escassez. que data a constituição das maiores companhias petrolíferas multinacionais hoje em operação. asfalto.17% O que é o petróleo O petróleo é um óleo inflamável. emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. refino e distribuição (entrega dos derivados ao consumidor final. se mantidos o ritmo de produção e consumo da época: 74.230 85. formado a partir da decomposição.829 79. No final do século XIX. o óleo superviscoso.1 .031 80. na página seguinte.588 72. maiores os investimentos que podem ser aplicados na extração – a primeira fase da cadeia produtiva do petróleo. pressão do consumo e aumento das cotações. que tem início com a abertura de um poço mediante o uso de uma sonda para comprovar a existência do petróleo.478 77.1 abaixo. Esta tecnologia sofisticada foi desenvolvida principalmente ao longo do século XX quando. querosene de aviação e de iluminação.377 74. há histórias de fortunas feitas da noite para o dia por obra do acaso.939 75. Tabela 7. ou gás de cozinha).220 101. solventes.255 81. nafta. que utilizam tanto a geologia quanto a geofísica.847 74.916 milhões de barris por dia e 76. a cadeia produtiva compreende mais três etapas: transporte do óleo cru (geralmente por oleodutos ou navios). A base de sua composição é o hidrocarboneto. O petróleo cru não tem aplicação direta. das reservas hoje existentes. substância Atlas de Energia Elétrica do Brasil 109 . como mostra a Tabela 7.Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Produção de petróleo (mil barris/dia) 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Relação 2007/2006 (%) Fontes: BP. as indefinições quanto à disponibilidade futura do petróleo continuam relevantes. além da extração.076 milhões de barris por dia. Depois disso. Assim. Em relatório publicado em 2000. A alta e a volatilidade das cotações do petróleo – que chegaram a superar US$ 124 por barril – provocaram o arrefecimento na evolução do consumo a partir de 2006.533 99. principalmente de níquel e vanádio. lubrificante. nitrogênio e enxofre. utiliza-se o óleo diesel e o óleo combustível e. animais marinhos e vegetação típica das regiões alagadiças. a médio prazo.317 84. como ocorreu em algumas regiões do Estados Unidos. Esta última informação técnica. o petróleo é colocado em ebulição para fracionamento de seus componentes e conseqüente obtenção de derivados. são realizados estudos exploratórios. se a recessão mundial prevista de fato se configurar. em menor proporção. que correspondem a 159 litros).904 77. De uma maneira muito simplificada.3.

4 milhões de barris por dia. maior produtora mundial com 10.4 4. 7.2 3.309 2. no entanto. Gráfico 7. Venezuela.4% das reservas mundiais) e os Estados Unidos (6. Fonte: ANP.2 RESERVAS. médio ou pesado.915 2. Tabela 7. Tornaram-se produtores e exportadores países como a antiga União Soviética.6 3. também. para controle de toda a cadeia produtiva. transporte e refino até 1995. Uma delas é a tendência de controle.401 3. A valorização das cotações do barril de petróleo. o Oriente Médio lidera o ranking das maiores reservas (61% do total mundial) e dos maiores produtores. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Toda a atividade relacionada à cadeia produtiva do petróleo tem duas características básicas: o caráter estratégico em termos de segurança nacional e geopolítica e os investimentos intensivos exigidos desde a exploração até a distribuição. Por isso. dá origem a maior volume de gasolina. logo após a Arábia Saudita. Em muitos países.833 81. No Brasil.413 9. figuram a Rússia (9. Depois disso. ocorreu maior pulverização da oferta. a Petrobras é a sexta maior companhia petrolífera do mundo com base no valor de mercado. produzem mais óleos combustíveis e asfaltos. De acordo com a consultoria especializada PFC Energy.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 16% 4% 11% 35% 14% Não energéticos GLP Óleo diesel 20% Gasolina Óleo combustível Outros energéticos Outra característica é a presença de poucas e grandes companhias verticalizadas. foi uma resposta à ação das sete maiores – chamadas “Sete Irmãs” – que se uniram e dividiram o mundo em regiões de influência. O tipo de derivado obtido depende da qualidade do petróleo: leve. se controladas pelo capital privado. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).2 100 Arábia Saudita Rússia Estados Unidos Irã China México Canadá Emirados Árabes Unidos Kuwait Venezuela Brasil Total 10 16 Fonte: BP. como aquele produzido no Oriente Médio.3 4. 2008. GLP e naftas. as principais companhias petrolíferas são estatais ou.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007). apesar de ter apenas 6. a descoberta de petróleo na camada pré-sal deu origem a uma grande controvérsia sobre se o Estado deveria ser o operador ou o poder concedente das atividades no local. Por região. em 1960. As mais pesadas.978 6. Reino Unido. fez com que novos produtores ingressassem nesse mercado. ao mesmo tempo em que novos e importantes campos foram descobertos.879 4. de acordo com o tipo de solo do qual foi extraído e a composição química. inclusive do preço pago pelo barril de óleo cru.2 a seguir. foi permitido o ingresso da iniciativa privada em ambiente regulado pela Agência Nacional do Petróleo. México. As densidades médias produzem principalmente óleo diesel e querosene. atuam em área concedida pelo governo (por meio da assinatura de contratos de exploração). a indústria mundial do petróleo tem algumas peculiaridades. conforme mostra a Tabela 7.2 .2 8. 110 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .6 4. citada no relatório anual da Petrobras (exercício de 2007).743 3. O petróleo leve.613 1. A constituição da Opep pelos países árabes. Por isso é.2 2. Mesmo assim. Assim. Na divisão por países. 2008. características da Venezuela e Brasil. o Estado exerceu o monopólio da extração.8 12. elaborada com base na edição de 2008 do estudo BP Statistical Review of World Energy. detentoras de todo o processo produtivo e que dominam o mercado internacional.626 2. uma vez que os valores recebidos com a venda compensavam os investimentos necessários à exploração e prospecção.4 5.477 3.Os dez maiores produtores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 o o o o o o o o o o o mil barris por dia 10. o mais valorizado no mercado. principalmente a partir da crise dos anos 70.533 % 12. Noruega e Brasil.98 milhões de barris por dia. por parte do Estado. aliás. das atividades de exploração e prospecção. ao longo do tempo.9 milhões de barris por dia).1 3.

o Irã detinha a segunda maior reserva provada2 mundial.4 41.4 115. 2008.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Nem sempre a participação na produção global.2 2.9 1. 2008.9 7. mas as reservas locais.0 6.3 e a Figura 7.8 87.0 79. Já o Brasil detinha o 16º lugar por produção.4 bilhões de barris no final de 2007. correspondiam a pouco mais de 1% do total mundial e figuravam na 15a posição. de 12.2 12.3 11.237.1 abaixo.2 7.2 9.6 bilhões de barris.1 a 50 50. com reservas correspondentes a 138.1 a 50 20.0 100 Reservas de Petróleo em 2007 (bilhões de barris) menos que 4 4.4 3.6 1.1 a 300 Figura 7.3 3.9 % das reservas totais 21. que depende da disponibilidade para realização de investimentos.1 a 100 100.2 138. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 111 .1 Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas).0 101.2).8 36.As dez maiores reservas de petróleo (2007) País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 15 Arábia Saudita Irã Iraque Kuwait Emirados Árabes Venezuela Rússia Líbia Cazaquistão Nigéria Brasil Total Fonte: BP. Como mostra a Tabela 7. Tabela 7.3 . 2 Reservas provadas são aquelas cujos reservatórios estão em produção ou os fluidos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes. Fonte: BP. bilhões de barris 264.5 97. mas era o quarto colocado em termos de produção (Tabela 7.3 8. corresponde ao volume das reservas.5 39.

Reservas totais de petróleo.9 864.464.6 7.74 bilhões de barris (principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo).276.34 245.0 499. .3 799.77 -28.177.0 6. Notas: .804.6 5.8 12. 2.8 1.9 27.1 241.2 71.7 60.7 2004 100.9 208.532.8 70.6 11.4 67. 3.931.0 0. concentravam 11.3 7.205.9 32.5 263.8 886. por localização (terra e mar).9 6.06 65.8 12.243.1 1.4 7.6 216.4 220.09 3.7 11.00 Fontes: Adaptado de ANP/SDP.2 114.1 19.495.6 11.762.03 10.2 3.9 1.9 183.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.3 10.586.1 9.3 23.4 07/06 % 6.890.6 19.877.3 58.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.0 68.18 54.2 2003 110.854.7 7.375.6 2000 128.8 9.7 12.9 27.2 6.2 10.8 1.6 8.0 11.5 934.5 264.1 8.2 67.5 26.8 8.4 52.1 5.2 230.9 260.8 37.6 9.4 2.8 2.84 31.5 milhões de barris das reservas terrestres (nos estados do Amazonas.0 1.6 36.1 211.0 909.6 -17.0 259.3 36.7 8.277.8 54.9 90.0 609.6 5.7 1.3 1999 110.573. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.8 6.9 927.9 0.7 23.3 204.1 10.8 11.3 259.14 -10.623. Rio Grande do Norte.6 0.16 2.8 12.8 190.2 7.6 9.7 2.5 2007 102. 112 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .5 6.1 4.6 2001 131.8 8.6 38.8 -19.21 0. segundo Unidades da Federação .3 1.366.Inclui condensado.9 4.6 21.8 20.6 5.1 -9. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.357.4 10.5 8.2 64.0 23.181.1 114.1 8.0 65.0 783.3 70.6 223.5 60.7 190.4 69. No final de 2007.2 25.1998-2007 Unidades da Federação AM Reservas totais de petróleo (milhões barris) Localização 1998 Terra Terra CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar RJ2 SP PR3 SC4 Mar Mar Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 6.667.3 2006 96.0 2.5 12.63 0.174.Reservas em 31/12 dos anos de referência.6 3.4 abaixo.286.1 214.26 16.6 11.1 27.9 212.3 6.1 34.9 2.126.8 69.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 7.104.8 79.7 270.4 7.601.610.5 6. 1.6 2002 114.4 181.4 .8 2005 91.3 98.19 -23.362. diante dos 886.8 6.8 8.3 12.5 1.9 118.2 7.1 71.6 904.7 231.9 226.153.1 39.5 1.1 250.2 34.6 12.772. segundo a ANP.32 59.1 178.3 54.5 9. Tabela 7.7 5.9 27.737.1 995.7 8.3 4.7 283. As principais reservas provadas brasileiras encontram-se no mar.40 -2.3 3.7 8.378.7 854.2 6.7 12.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.8 228.61 127.7 174.4 10.3 21.1 260.2 6. a produção é crescente no Brasil.2 882. Sergipe e Bahia).9 14.4 9.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.2 23.9 10.4 210.7 37.9 80. 4.6 66.3 7.354.8 5.44 -10.6 11.8 2.3 68.0 234.73 4.4 4.37 2.5 -0.0 57.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO Como mostra a Tabela 7.

303 2. poderão vir a ser desativadas. principalmente as de menor porte ou de baixa eficiência. Segundo o mesmo documento. A maior parte das demais usinas opera com óleo combustível ou gás de refinaria e está distribuída por todo o território nacional. o país também contava com 69 novos empreendimentos já outorgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em fase de construção.698 7. abastecidas por óleo diesel. o óleo ultraviscoso. relata que o petróleo só tem papel relevante na geração de eletricidade em países que não dispõem de muitas outras alternativas.2 5. com menor freqüência. Dentre os países da União Européia. A China ocupou o segundo lugar. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). entre os líderes do ranking mundial.7 2. uma vez que os derivados apresentam maior valor agregado se utilizados em transportes ou geração distribuída (pequenas unidades próximas aos centros de consumo). deverá reduzir-se um pouco mais nos próximos anos.7 milhões de barris por dia. No médio prazo.3 9. o quinto. o país contava com um total de 626 unidades em operação. os países industrializados estão.0 Estados Unidos China Japão Índia Federação Russa Alemanha Coréia do Sul Canadá Brasil Arábia Saudita Total 8o 9o 10o Fonte: BP. Ou seja. e a Federação Russa.2 2.5 . A única exceção seria o Oriente Médio. como mostra a Tabela 7. em 2007. 2008.4 TWh (terawatts-hora) ou 2. tradicionalmente. então. gás de refinaria e.8% do total de energia elétrica produzida.2 3.6 2.5 100. Índia e China).192 2. em conseqüência. rede composta por linhas de transmissão e usinas que operam de forma integrada e que abrange a maior parte do território do país. Manaus e Macapá. eles representam 3. O Brasil ficou na 9ª posição. Essas termelétricas. com um total de 20. Rússia. os países em fase de crescimento econômico acelerado começaram a figurar em posição de destaque. como aconteceu no início de 2008. nos últimos anos.699 2. com ênfase para a região Sudeste.9 3. em decorrência dos investimentos realizados na utilização de outras fontes – menos agressivas ao meio ambiente e com preços menores e mais estáveis. Tabela 7. o quarto. Os derivados mais utilizados são óleo diesel. são colocadas em operação para garantir o atendimento em momentos de pico de demanda ou para complementar a oferta proveniente das hidrelétricas em períodos de estiagem. Itália.1 na página seguinte.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Com relação ao consumo. Os maiores são Acre-Rondônia. Logo abaixo. óleo combustível.8 2.Os dez maiores consumidores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 o o o o o o o mil barris por dia 20. Em novembro de 2008. Por isso. como mostra o Mapa 7.371 2.5 abaixo. A participação do petróleo na produção mundial de energia elétrica é pouco expressiva e tem recuado nos últimos anos. vieram países em desenvolvimento econômico acelerado. As usinas abastecidas por óleo diesel estão instaladas principalmente na região Norte para atender os Sistemas Isolados – que ainda não são conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).393 2. os derivados são utilizados principalmente em usinas termelétricas complementares (acionadas em horários de pico ou em quadros de interrupção no fornecimento) àquelas movidas por outras fontes.748 2.855 5. Todas são complementares ao sistema hidrelétrico. eles serão conectados ao SIN por meio da construção de linhas de transmissão.1 mil MW (megawatts) de potência instalada. Mas. os Estados Unidos mantiveram a liderança do ranking dos maiores consumidores.8 2. sua participação na matriz da energia elétrica é pequena. No Brasil.220 % 24.051 2. No total. as termelétricas movidas a derivados de petróleo têm função semelhante. Ou. Estudo sobre petróleo que integra o Plano Nacional de Energia 2030. óleo combustível ou gás de refinaria. Essas unidades responderam. como México. pela geração de 13. que fazem parte do chamado BRIC (Brasil. para fornecer energia a sistemas isolados ou em áreas remotas. Os custos do óleo utilizado são repassados a todos os consumidores de energia elétrica do país por meio do encargo Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) embutido na tarifa final. Em novembro de 2008.154 85. a Índia. cuja combustão produz o vapor necessário à movimentação das turbinas. Em 2007. projeções do Departamento de Energia norte-americano apontam que a sua participação Atlas de Energia Elétrica do Brasil 113 . Portugal e Japão.

764. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .160 a 112.941 Termelétricas Óleo ultra-viscoso Óleo combustível Gás de refinaria Óleo diesel Potência (kW) 5 a 1.041 a 302. 2008.1 .400 a 11.160 35.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Manaus c Belém São Luis Fortaleza CE Teresina PI o AM PA MA RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência total instalada por unidade da federação 170 a 35.764 302.041 197.Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada – novembro de 2008.500 11.000 N O L S Fonte: Aneel.500 a 131. 114 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .645 a 197.400 1.645 112.764 a 1.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 7.

que assinaram o protocolo. nos anos 90.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS A descoberta de um campo de petróleo tem poder para mudar as características socioeconômicas da região. No entanto. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. Pau Ferro I (Pernambuco. o volume de emissões. investimentos públicos municipais. movido a óleo combustível e com potência instalada de 355. ainda não é utilizado nos países que concentram 90% da capacidade mundial de produção de energia elétrica a partir de derivados.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 O maior é Suape II (PE).7 MW. Espanha. o que coloca em risco a fauna e a flora aquática. No Brasil. 140 MW). a economia do município aumentou 600%. Canadá e Alemanha. os grandes consumidores vêm sendo pressionados a reduzir a dependência do petróleo e.4 MW) e Termo Manaus (Amazonas. conforme registra o Plano Nacional de Energia 2030. Outro é o desenvolvimento de tecnologias específicas para redução das emissões.iea. um dos mais modernos e principais sistemas é o de dessulfurização (eliminação do enxofre) de gases. Estados Unidos. Reino Unido. dado o elevado custo de sua implantação. prospecção e produção podem provocar alterações e degradação do solo. Esses países são Japão.br BP Global – disponível em www. a população. Assim. seja para utilização nos motores – o maior fator de agressão é a emissão de gases poluentes.2 MW). Foi o resultado tanto do pagamento de royalties pelas petrolíferas quanto do aquecimento de atividades decorrentes da prospeção do petróleo – valorização imobiliária.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. países como Estados Unidos. tão acentuado quanto os efeitos socioeconômicos é o impacto ambiental. As quatro unidades em construção eram: Goiânia II (Goiás. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) pelo qual o volume de emissões é compensado pela aquisição de títulos de projetos ambientais realizados por terceiros. que se transformou em base da produção do petróleo em alto mar. aneel. De outro lado. Por isso. cuja construção ainda não foi iniciada. no litoral norte do Rio de Janeiro. de 60 mil habitantes em 1980. gov. No entanto. Potiguar III (Rio Grande do Norte. saltou para 170 mil habitantes em 2008 e a cidade transformou-se em pólo regional.anp. 102. desde a assinatura do Protocolo de Kyoto. em conseqüência. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www.br Atlas de Energia Elétrica do Brasil 115 . mas não ratificaram.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. há a possibilidade da ocorrência de vazamentos do óleo. Neste caso.epe. responsáveis pelo efeito estufa. Atualmente.com. 7. No entanto.bp.6 MW).org Petrobras – disponível em www. Itália. Em terra.gov. um dos casos mais evidentes é a cidade de Macaé.br Agência Nacional de Petróleo. Na etapa de combustão dos derivados – seja para a geração de energia elétrica. Nos últimos 10 anos.gov. a cadeia produtiva do petróleo tende a ser submetida a uma forte legislação ambiental. a exploração. Um dos mecanismos em fase de consolidação mundial é o mercado de crédito de carbono (ou MDL. 156.petrobras. entre outras. No mar. evitam se comprometer com metas mensuráveis. França. se constituem no impulso para o desenvolvimento de mecanismos e tecnologias que atenuem ou compensem o volume de emissões. aumento de vendas do comércio. essas questões ambientais estão entre os principais limitadores da expansão de usinas termelétricas movidas a derivados de petróleo. além da interferência no ambiente. 66.

Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Eletronuclear 116 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear Atlas de Energia Elétrica do Brasil 117 8 .

Vaso de contenção Torre de transmissão Reator Pressurizador Vapor Vapor de pressão Barras de controle Turbina Gerador Elemento combustível Gerador de vapor Condensador Bomba água Bomba principal de refrigeração do reator Bomba Bomba Circuito primário Circuito secundário Sistema de água de refrigeração Tanque de água de alimentação Perfil esquemático de uma usina nuclear 118 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . pode ser dividido em três etapas principais. primeiro elemento químico da natureza em que se descobriu a capacidade de radiação (ou emissão e propagação da energia de um ponto a outro). A primeira delas é a mineração e beneficiamento. como óxido misto (MOx). Há dois ciclos básicos: um aberto e um fechado. conhecido como yellowcake e cuja fórmula química é U3O8. A segunda etapa é a conversão. essa tecnologia não é usada em escala comercial. Os dois circuitos não têm comunicação entre si. o urânio residual e o plutônio produzidos voltam a ser utilizados na geração de energia.world-nuclear. a destinação do material utilizado. Pesquisadores buscam obter energia também a partir da fusão do núcleo de vários átomos. O urânio 235 é o combustível das usinas nucleares. Se é liberada rapidamente. O processo completo de utilização do urânio. manifesta-se como luz.inb. dos naturais 0. Esse circuito primário aquece uma outra corrente de água que passa pelo gerador (circuito secundário) e se transforma em vapor. A maior aplicação do átomo de urânio é em usinas térmicas para a geração de energia elétrica – as chamadas usinas termonucleares. na qual o minério é extraído da natureza e enviado a uma unidade de beneficiamento. Pelo contrário: passa por um processo bastante complexo de processamento que. em resumo. purificado e convertido para o estado gasoso (gás UF6). o yellowcake é dissolvido. Essa água. que contém a água de refrigeração do núcleo do reator (onde fica o combustível nuclear). Nela. Explicações detalhadas de todo o ciclo do urânio podem ser encontradas no site da World Nuclear Association (www. Até agora. como a medicina. Se bem utilizada. De uma maneira muito simplificada.org) ou no site da Indústrias Nucleares do Brasil (www. chamado de circuito primário. neste caso o núcleo do átomo é submetido a um processo de fissão (divisão) para gerar a energia. A terceira fase. Essa radiação. manifesta-se sob a forma de calor. O urânio extraído não chega à usina em estado puro. acionando a turbina para a geração de energia elétrica. pode provocar os acidentes nucleares. No segundo. Nas usinas termonucleares ela é liberada lentamente e aquece a água existente no interior dos reatores a fim de produzir o vapor que movimenta as turbinas. circula quente por um gerador de vapor. porém. altamente radioativa. de enriquecimento. Para obter um quilo de produto são necessários cerca de oito quilos de yellowcake. As usinas termonucleares são dotadas de uma estrutura chamada vaso de pressão. é aplicada em atividades importantes e até mesmo vitais. dando origem a uma espécie de sal de cor amarela. também chamado “ciclo do combustível nuclear”. Se a energia é liberada lentamente. em circuito fechado. ainda. abrange.gov. onde é purificado e concentrado. se descontrolada.br). caracteriza-se pelo aumento da concentração de átomos de urânio 235.7% para algo como 4%. O primeiro envolve a deposição final do combustível utilizado.Capítulo 8 | Energia Nuclear Box 8 O ciclo do combustível nuclear O valor do minério urânio está na característica do átomo que o compõe: o átomo de urânio (U).

Em 2006. Conhecida desde a década de 40. voltou à agenda internacional da produção de eletricidade como alternativa importante aos combustíveis fósseis. Além da característica ambiental.Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear 8. a energia nuclear ocupou o penúltimo lugar entre as principais formas para produção de energia elétrica do mundo. produzida a partir do átomo de urânio. 2008. nos últimos anos passou a ser considerada uma fonte limpa. pelo aquecimento global. foi superada por hidreletricidade. Fonte: IEA.1 INFORMAÇÕES GERAIS A energia nuclear. gás natural e carvão e superou apenas o petróleo.1 Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006). 8 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Gás Natural Hidrelétrica Nuclear Petróleo Outras Gráfico 8. garante a segurança no suprimento. principal responsável pelo efeito estufa e. segundo a International Energy Agency (IEA).1 abaixo. Como mostra o Gráfico 8. contribui para a tendência à expansão a existência de abundantes reservas de urânio no planeta – o que. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 119 . em conseqüência. uma vez que sua operação acarreta a emissão de baixos volumes de gás carbônico (CO2). a médio e longo prazos.

804.0 34. outro fator que motivou a oposição às nucleares foi o fato de que o processo de fissão do átomo de urânio é o mesmo que dá origem à bomba 120 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 40 Produção de energia elétrica Oferta de energia primária 30 % 20 10 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Gráfico 8.7 100.8 435.0 País % 26.930 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total % 41.038. 2008. Durante quase trinta anos. Tabela 8.028.2 2.30 1. De acordo com as últimas estatísticas da IEA.801.2% ou 727.761. o mercado das usinas nucleares viveu um vigoroso ciclo de crescimento.3 100. (*) Cada Mtep é aproximadamente igual a 12 terawatts-hora.00 (*) Um terawatt-hora equivale a um milhão de gigawatts-hora.097.2 .93 2.0 2. em 2006 responderam por 14.8% da produção total. A interrupção ocorreu em função de elementos negativos que coincidiram no tempo: a ocorrência de dois acidentes (Three Mille Island e Chernobyl) e os elevados investimentos necessários à instalação de uma central. principalmente por parte dos ambientalistas.2 10.3 1. sua participação no ranking global de fontes de energia primária (que também considera outros usos da energia) é menor: 6.66 4. 2008.94 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep).741.29 11.2 Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo. Entre este período e o final dos anos 70. 2008.0 5. conforme destacado na Tabela 8.052. segundo a IEA (Tabela 8.39 18. Considerando que o rendimento de uma usina térmica é da ordem de 30%.2 a seguir). Fonte: IEA.1 . Como a energia nuclear é usada quase que exclusivamente para a produção de energia elétrica.406.8 16. Além da ocorrência dos acidentes.2 e Gráfico 8.94 258.1 14.Capítulo 8 | Energia Nuclear Ainda assim.Energia elétrica no mundo (2006) País Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total Tabela 8.4 20.64 3.0 Mtep* 3. os novos investimentos foram praticamente paralisados e a produção de energia nuclear sofreu forte oposição.5 6.91 727. são necessárias três vezes mais combustível para produzir a mesma energia gerada por uma hidrelétrica. O urânio figura como fonte primária da matriz energética mundial desde meados dos anos 60.256.90 2.1 a seguir. Fonte: Adaptado de IEA. as usinas nucleares têm participação importante na matriz da energia elétrica. Fonte: Adaptado de IEA.94 3.Oferta de energia primária (2006) TWh* 7.8 20.

de forte recuperação. com 137 países-membros. o país que domina a tecnologia de processamento e transformação do minério pode utilizá-la tanto para a produção de energia elétrica quanto para fins bélicos.2 400.6 390. 570. O futuro da energia nuclear é difuso. investimentos em desenvolvimento tecnológico buscam aumentar a segurança das unidades.8 GW. recuaria para 296.2 300 395.1 414.0 500 449. a configuração de qualquer um desses cenários dependerá de vários fatores. Finalmente.1 339. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 121 .7 421. Entre eles: competitividade do custo de geração.8 411. Conforme registra o estudo sobre geração termonuclear.3 abaixo): referência. Além disso.0 441.8 450.2 GW (gigawatts) existentes no início dos anos 2000 para 570. Além disso. No nuclear fraco.3 Cenários IEA para energia nuclear no mundo. porém. Assim. Nos últimos anos. do Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Entre eles.1 498. forte recuperação. A IEA projeta quatro cenários até 2025 (Gráfico 8.1 GW. a disponibilidade de combustível (urânio) e a baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa – o que transforma a energia nuclear em energia limpa. Inicialmente se propunha a garantir o uso pacífico da energia nuclear e contribuir com as pesquisas científicas. Atualmente. a Agência Internacional de Energia 600 Atômica (AIEA. a potência instalada passaria dos 361. No mais otimista.7 296. segurança no fornecimento de outros combustíveis e aceitação pela sociedade da segurança das unidades nucleares.7 357.6 GW 400 361. fraca recuperação e Tratado de Kyoto.8 200 2000 2005 Forte recuperação 2010 Tratado de Kyoto 2015 2020 Referência 2025 2030 Nuclear fraco Gráfico 8. disponibilidade de urânio. o mais pessimista.1 360.Energia Nuclear | Capítulo 8 atômica. organização autônoma constituída em 1957 no âmbito das Nações Unidas) ampliou a sua esfera de atuação. passaram a ser enumerados os pontos favoráveis à instalação de novas centrais. comprometeramse formalmente a desativar os artefatos bélicos e a utilizar o urânio decorrente dessa iniciativa na produção de energia elétrica. países como a Rússia. 2006. essa oposição tornou-se mais moderada. passou a inspecionar e investigar suspeitas de violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear das Nações Unidas. embora ainda não exista uma solução definitiva para os rejeitos produzidos – o elemento mais perigoso do processo nuclear. após o final da Guerra Fria.6 394. Fonte: EPE. Lado a lado com os riscos. no âmbito da geopolítica internacional.

1 na página seguinte.596 282.2 5. Desse minério é extraído o átomo de urânio utilizado na geração nuclear.9%.9 140.627.3 92.000 340. tU 1.0 159.1 5.9 16.Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) País Estados Unidos França Japão Rússia Coréia do Sul Alemanha Canadá Ucrânia Suécia China TWh 848.3 abaixo.Reservas mundiais de urânio (2007)* País Austrália Cazaquistão Canadá Estados Unidos África do Sul Namíbia Brasil Nigéria Rússia Ubequistão Jordânia Índia Mongólia China Outros Países Total (*) tU: toneladas de urânio.7 mil toneladas em reservas conhecidas e correspondentes a cerca de 6% do volume total mundial.8 5.9 440. Existem também as fontes secundárias. em Caetité.3 .5 67.Capítulo 8 | Energia Nuclear 8.459 172. Como mostra a Tabela 8.4 62.4 . Em 2007. 2008. França e Japão. produtos derivados das três principais etapas de processamento do material bruto (ver Box 8). As jazidas estão localizadas principalmente na Bahia. conforme informações da Indústrias Nucleares do Brasil (INB).4 2. estoques civis e militares.4 abaixo e a Figura 8.4 3.6 milhões de toneladas distribuídas por 14 países. segundo a IEA. o urânio extraído das reservas respondeu por 54% da energia nuclear produzida no mundo. No Brasil. possui 100 mil toneladas. compostas por: material obtido com a desativação de artefatos bélicos. volume suficiente para abastecer o complexo nuclear de Angra I. eles foram também os maiores produtores. mas a disposição do país para investir na geração nuclear de energia elétrica. o U3O8). o país ocupa o 7o lugar do ranking. com destaque para a Austrália. os três maiores consumidores são Estados Unidos. Brasil Total Fonte: BP. respondem por mais de 50% do volume total. Ceará. Cazaquistão e Canadá que.5 2. em 2007 essas reservas totalizaram 4. gás UF6 e urânio 235 (sob a forma de barras). respectivamente.748.9 % 30. O urânio é comercializado sob a forma de yellowcake (espécie de sal amarelo.723 227.588 4.700 225.000 816.5 93. com participação de. Segundo a International Energy Agency. O restante veio de fontes secundárias. Ainda assim.4 100. Bahia. 122 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .1 3. 2008.0 10. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO A matéria-prima para a produção da energia nuclear é o minério de urânio.800 342. com 278.099 443. apenas 25% do território foi prospectado em busca do minério. Tabela 8. Paraná e Minas Gerais. encontrado em estado natural nas rochas da crosta terrestre.1% no ranking mundial.840 61. 30. 16% e 10.975 64.950 59. um metal pouco menos duro que o aço. juntos. como mostra a Tabela 8.836 78. Seu comércio é rigidamente controlado tanto pelos governos nacionais quanto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A principal delas. Fonte: WEC.359 278.327 A extração do urânio não é a única forma para obtenção do combustível utilizado nas centrais nucleares.4 279. uma vez que se trata de material radioativo.2 RESERVAS.143. Em 2006.4 2. A distribuição mundial do consumo. II e III por 100 anos. reprocessamento do urânio já utilizado e sobra do material usado no processo de enriquecimento.9 12. porém.0 Tabela 8.3 0. não acompanha a localização ou a capacidade das reservas.402 89.8 142.

1 a 100 100 a 850 Figura 8. O comportamento dos preços reflete a relação oferta/consumo. referente ao yellowcake. 2008. recuaram bruscamente na década de 80 e se mantiveram em baixa durante quase 20 anos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 123 .4 a seguir. Fonte: BP. Fonte: EPE. como demonstra o Gráfico 8. 1 Preço da libra (453.4 a 13.59237 gramas) de óxido de urânio em dólares. Os preços subiram de maneira acentuada durante a fase de expansão da construção de usinas nucleares.4 Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8).1 Consumo de energia nuclear no mundo em 2007. $120 $100 $80 $60 $40 $20 $0 US$ / lb U3O8 69 71 73 75 77 US$ Corrente 79 81 83 85 87 89 91 93 95 97 99 01 03 05 US$ 2005 Gráfico 8.2 13.Energia Nuclear | Capítulo 8 Consumo de energia nuclear 2007 (TWh) 2.0 27. para registrar ligeira recuperação após o ano 2000 – período em que se nota um aumento no número de unidades instaladas e de MWh (megawatts-hora) produzidos.3 a 27. 2006.

conforme mostram a Tabela 8. em seguida. Nesse ano.621 10. 2008. o que poderá implicar em aumento dos preços.222 9. o enriquecimento ainda é realizado em países como Holanda e Alemanha. No Brasil.260 47.007 372. o urânio 235 é enviado à Fábrica de Combustível Nuclear (FCN). a exploração de novas reservas ou o aumento da eficiência das usinas (produção de maior quantidade de energia com a mesma quantidade de combustível) proporcionada por investimentos em tecnologia realizados atualmente. segundo dados da AIEA reproduzidos no trabalho Panorama da Energia Nuclear da Eletronuclear. Em 2007.451 13.Capítulo 8 | Energia Nuclear Projeções da AIEA indicam que os estoques de urânio resultante da conversão de armas atômicas devem acabar entre 2020 e 2030. exercer o monopólio da mineração de elementos radioativos e da produção e comércio de materiais nucleares. uma autarquia federal subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e constituída para. como a configuração do cenário de fraca recuperação da IEA (ver Tópico 8. O projeto de expansão das linhas de enriquecimento de urânio da INB está em andamento e tem conclusão da primeira fase prevista para 2009.85% da energia total produzida. A companhia é vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). e. Tabela 8. às usinas nucleares Angra I e Angra II. apenas a Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) é autorizada pelo Governo Federal a extrair e processar o urânio e demais minerais radioativos.1). em Resende (RJ). a capacidade instalada da companhia deverá suprir 60% do combustível consumido em Angra I e II. Fonte: AIEA. Os Estados Unidos concentravam o maior número de unidades (104). No entanto. A INB também domina a tecnologia dos três principais ciclos de processamento do átomo de urânio. mas foi a França. poderá ser atenuada por outras variáveis. Além de novas unidades em construção. empresa de economia mista subsidiária da Eletrobrás e responsável pela construção de usinas e geração de energia nuclear no Brasil.014 2.Participação da energia nuclear na energia total produzida. Outro fator de alta poderá ser a entrada em operação de novos geradores.587 21. com licenciamento em curso nos Estados Unidos. em Angra dos Reis (RJ). que demonstrou maior dependência da produção nuclear: 76.5 . Ao chegar ao Brasil em contêineres. 124 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . no entanto. com 59 reatores. 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 8.743 20.5 .582 63. aumenta o número de países que buscam aderir a essa tecnologia ou expandir o parque já instalado.5 a seguir.5 e o Gráfico 8. um total de 439 reatores nucleares. A tendência.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A geração nuclear de energia elétrica vive um novo ciclo de expansão.Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 País 1o 2 2 4 o o o Unidades 104 59 55 31 17 20 15 18 19 10 2 439 MW 100.100 Estados Unidos França Japão Rússia Alemanha Coréia Ucrânia Canadá Reino Unido o o 5o 6 7 8 9 o o o o 10 Suécia Brasil Total 23 Fonte: AIEA (Adaptado). em nome da União.107 12. 2008.470 17. que expandirá o consumo. distribuídos por 31 países. Participação % França Lituânia Eslováquia Bélgica Ucrânia Suécia Armênia Eslovênia Suíça Hungria Coréia do Sul Japão Gráfico 8. estava em operação em todo o mundo.

paralisadas há vários anos.563 Esse fenômeno é resultado da conjunção de diversas variáveis.6 abaixo).600 2. Algumas são de ordem tecnológica. também. Fonte: Eletronuclear. de forma a atender ao consumo crescente de energia. Trata-se da necessidade de diversificação da matriz energética.220 1. as reservas de urânio existentes no planeta são abundantes. Unidades 1 2 6 1 1 6 1 2 4 1 7 2 2 1 37 MW 692 1.Energia Nuclear | Capítulo 8 No mesmo período. Além disso. poupar os combustíveis fósseis e enfrentar o aquecimento global. porém.910 915 2. Estes avanços reduzem o risco de acidentes nucleares e aumentam a viabilidade econômica do empreendimento.191 3. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 125 . Rússia.165 31. 2008. ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa é muito baixo em toda a cadeia produtiva da energia nuclear (da extração do urânio à geração de energia elétrica).840 300 4. de um lado. três usinas entraram em operação na Índia.600 1. França e China. Isto porque.906 5. A energia nuclear vem sendo apontada como uma alternativa para expansão e diversificação dessa matriz.724 2. como as pesquisas para aumentar a segurança das instalações. eficiência e vida útil das unidades (cujo padrão é de 30 anos). O principal fator de impulso à tendência tem. caráter ambiental. Os Estados Unidos reativaram outras duas unidades. Tabela 8. enquanto as obras de seis usinas tinham início na Coréia do Sul. porque o nível de emissão de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) Usina nuclear Angra II. De outro. um total de 37 reatores encontravam-se em construção em 14 países (Tabela 8.600 1. China e Romênia.Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) País Argentina Bulgária China Finlândia França Índia Irã Japão Coréia Paquistão Rússia Taiwan Ucrânia Estados Unidos Total Fonte: AIEA.6 .900 1.

entrou em operação comercial em 1985. com potência instalada de 657 MW.G. com potência instalada de 1. Brasil No Brasil.5% da produção total de energia elétrica no país. também com 1.357 GW) da capacidade instalada total. Em julho do mesmo ano. no entanto. anunciou a intenção do governo de construir uma usina nuclear por ano ao longo dos próximos 50 anos. 126 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .5% (3.3 terawatts-hora (TWh).007 GW) para 2. por uma série de razões foi paralisada durante muitos anos. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) expediu licença prévia autorizando a retomada das obras. considerando que esta última terá um crescimento anual de 4% passando de 103 GW (2008) para 130 GW em 2014. Angra I e Angra II responderam por 2. ao mesmo tempo.Central de operação. a expansão do parque nuclear faz parte do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015). A operação de Angra III está prevista para ter início em 2014. que foi de 12. A construção de Angra III. o o ministro de Minas e Energia. – KWU.350 MW. Em setembro de 2008. resolver um problema localizado: a necessidade de complementação térmica para o suprimento de eletricidade ao Rio de Janeiro.Capítulo 8 | Energia Nuclear Sala de controle . com tecnologia da norte-americana Westinghouse adquirida em sistema turn key (sem transferência tecnológica). Angra I.350 MW. ainda não é aplicada em escala comercial. Angra II. também alemã. A construção de Angra I teve início em 1972. a participação da capacidade nuclear instalada no Brasil deve passar de 1. subsidiária da Siemens. O contrato previa transferência parcial de tecnologia. o que resultaria em uma capacidade instalada total de 60 mil MW. em julho de 2008. Três anos depois. A construção foi inserida no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015) e. A instalação de usinas nucleares em território nacional foi decidida no final da década de 60. Com isto. o país assinou com a República Federal da Alemanha o Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico da Energia Nuclear. Fonte: Banco de imagens de Angra 2. Edison Lobão. O país apresenta duas vantagens competitivas nesse segmento: as boas reservas do mineral e o domínio da tecnologia de enriquecimento do urânio – que.98% (2. em 2000. Com elas. em 1975. adquiriu as usinas de Angra II e Angra III da empresa Kraftwerk Union A. o Governo Federal pretendia adquirir conhecimento sobre a nova tecnologia que se expandia rapidamente pelo mundo e. Em 2007.

ainda não se conseguiu encontrar uma solução definitiva para os dejetos radioativos que. atualmente. Fonte: Eletronuclear. Os Estados Unidos têm um projeto pioneiro nesta opção.Energia Nuclear | Capítulo 8 8. Uma das mais aceitas. Durante a fase de extração e processamento do minério e de operação da usina. média e alta atividade. Isto porque toda a cadeia produtiva do urânio – da extração à destinação dos dejetos derivados da operação da usina – é permeada pela radioatividade. também classificadas como de alta radioatividade.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Das formas de produção de eletricidade. Estes dejetos são classificados de baixa. é o armazenamento em uma estrutura geológica estável. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. os níveis de radioatividade são permanentemente monitorados e controlados. há o processamento e armazenagem. ganha espaço no mercado mundial a preferência pela adoção do ciclo aberto do urânio em detrimento do fechado que. se constituem nos elementos mais perigosos do processo de produção da energia nuclear. de forma a não superar os limites previstos pelos órgãos reguladores. a usina nuclear é uma das menos agressivas ao meio ambiente. No entanto. Além disso. Alternativas para depósito desses dejetos estão em estudo no exterior. A vitrificação facilita o transporte e a estocagem. Outra alternativa é um projeto inédito de armazenamento desses dejetos em cápsulas de aço. sugestão apresentada pela Eletronuclear quando obteve a licença prévia para a retomada Central nuclear. mas apenas diminui – não extingue – os impactos potenciais sobre o meio ambiente. temporariamente. a evolução tecnológica das máquinas também aponta para a redução no volume de dejetos de alta atividade produzido: seja porque embutem ganhos de eficiência (exigindo menor volume de combustível para a produção da mesma qualidade de energia). resultando em barras de vidro. a possibilidade de a unidade provocar grande impacto socioambiental é um dos aspectos mais controversos de sua construção e operação. seja porque conseguem reduzir o tempo de decaimento (redução da radioatividade) dos dejetos. estocados em piscinas de resfriamento cheias de água. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 127 . ao reprocessar o material. Ainda assim. lado a lado com o risco de acidentes nas usinas. produz novos dejetos radioativos. Para os dois primeiros. parte deles é misturada a outros materiais e solidificada. Depois. no Brasil os dejetos de alta atividade ficam. Finalmente.

Capítulo 8 | Energia Nuclear das obras de Angra III.org 128 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .bp.br Indústrias Nucleares do Brasil (INB) – disponível em www.iea. essas cápsulas garantiriam a segurança dos dejetos por 500 anos.inb.org World Energy Council (WEC)– disponível em www.worldenergy.epe. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. aneel. Segundo a Eletronuclear.com. gov.br BP Global – disponível em www.gov. O destino dos dejetos era uma das condicionantes do licenciamento ambiental.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. De qualquer maneira. o aumento da segurança dessas instalações é uma das principais vertentes das pesquisas tecnológicas realizadas nos últimos anos.com Eletronuclear – disponível em www.eletronuclear.gov.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. mas não acaba com os riscos de acidentes ambientais provocados pelas usinas nucleares. A tecnologia hoje existente apenas atenua.

Stock Xchng Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Carvão Mineral Atlas de Energia Elétrica do Brasil 129 9 .

o processo é similar. Considerando-se também a preparação e queima do carvão. cerâmicas e fabricação de vidros. este processo se dá.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 9 O processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral Atualmente. da seguinte maneira: o carvão é extraído do solo. em resumo. a principal aplicação do carvão mineral no mundo é a geração de energia elétrica por meio de usinas termelétricas.4). Vapor Carvão Mineral Esteira Turbina Gerador Transformador Boiler Rio / Reservatório Água p/ refrigeração Condensador Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral 130 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Em seguida. é transformado em pó. o que permitirá melhor aproveitamento térmico ao ser colocado para queima nas fornalhas de caldeiras. A energia térmica (ou calor) contida no vapor é transformada em energia mecânica (ou cinética). No entanto. também é extraído para ser utilizado no processo industrial. Pesquisas envolvendo processos tecnológicos que permitam um maior aproveitamento do poder calorífico do carvão (como a gaseificação) – e simultaneamente a preservação do meio ambiente – têm sido desenvolvidas no mercado internacional (ver Tópico 10. Em segundo lugar vem a aplicação industrial para a geração de calor (energia térmica) necessário aos processos de produção. Um desdobramento natural dessa atividade – e que também tem se expandido – é a co-geração ou utilização do vapor aplicado no processo industrial também para a produção de energia elétrica. tais como secagem de produtos. posteriormente. que movimentará a turbina do gerador de energia elétrica. O calor liberado por esta queima é transformado em vapor ao ser transferido para a água que circula nos tubos que envolvem a fornalha. continua sendo o mais utilizado. além de gerar energia elétrica. Este movimento dá origem à energia elétrica. ser transportado à usina. o método tradicional. de queima para produção do vapor. No caso da co-geração. fragmentado e armazenado em silos para. porém o vapor. onde novamente será armazenado.

do choque do petróleo. Sua aplicação na geração de vapor para movimentar as máquinas foi um dos pilares da Primeira Revolução Industrial. sobretudo.00 50. Ao longo do tempo.00 20.00 40. 2008.00 10. de origem fóssil. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 131 .Carvão Mineral | Capítulo 9 Carvão Mineral 9. foi uma das primeiras fontes de energia utilizadas em larga escala pelo homem. o comportamento dos preços é outra vantagem competitiva. Já no fim do século XIX. iniciada na Inglaterra no século XVIII.00 30. registraram movimentos suaves ao longo dos últimos dez anos.00 70. Fonte: BP. 80. Além da oferta farta e pulverizada.00 0.00 60. o carvão perdeu espaço na matriz energética mundial para o petróleo e o gás natural.1 Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos. o vapor foi aproveitado na produção de energia elétrica.00 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 9 O interesse reacendeu-se na década de 70. As cotações do petróleo e derivados têm se caracterizado pela tendência de alta e extrema volatilidade. contudo. em conseqüência. ingressando em um ciclo de baixa em 2005.1 a seguir. com o desenvolvimento dos motores a explosão. No caso da commodity carvão.1 INFORMAÇÕES GERAIS O carvão mineral. Gráfico 9. no entanto. conforme o Gráfico 9. e se mantém em alta até hoje.

como a pirita. No carvão vegetal. associados a outros elementos rochosos (como arenito. Projetos de mitigação e investimentos em tecnologia (clean coal technologies) estão sendo desenvolvidos para atenuar este quadro. o consumo do segundo está bastante aquecido. Sua participacão na produção global de energia primária. A IEA também projeta que o minério manterá posição semelhante nos próximos 30 anos. é favorecido pela incidência de carbono e prejudicado pela quantidade de impurezas (elementos rochosos e minerais). mas com a qualidade do carvão. 53% das reservas mundiais de carvão mineral são compostas por carvão com alto teor de carbono (hulha) e 47% com baixo teor de carbono.2 abaixo).Capítulo 9 | Carvão Mineral De acordo com dados da International Energy Agency (IEA). oxigênio. O primeiro. Este poder calorífico. A principal restrição à utilização do carvão é o forte impacto socioambiental provocado em todas as etapas do processo de produção e também no consumo. enxofre. A extração. A combustão é responsável por emissões de gás carbônico (CO2). medida pela capacidade de produção de calor – ou poder calorífico. O vegetal é obtido a partir da carbonização da lenha. 132 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o poder calorífico é baixo enquanto a participação de impurezas é elevada. de maior valor térmico. 2008. é de 26%. respondendo por 41% da produção total (Gráfico 9. Fonte: IEA. O segundo é utilizado na geração termelétrica local. folhelhos e diamictitos) e minerais. Como mostra a Figura 9. É composto por átomos de carbono. o carvão é a fonte mais utilizada para geração de energia elétrica no mundo.1 a seguir. por exemplo. sob determinadas condições de temperatura e pressão. o poder calorífico e a incidência de impurezas variam. Este movimento tem a ver não só com a disponibilidade de reservas. o que determina a subdivisão do minério nas categorias: baixa qualidade (linhito e sub-betuminoso) e alta qualidade (ou hulha. No carvão mineral. que considera outros usos além da produção de energia elétrica. por sua vez. expresso em kcal/kg (kilocaloria obtida por quilo do combustível). enquanto o primeiro é pouco utilizado – exceto no Brasil. O mineral é formado pela decomposição da matéria orgânica (como restos de árvores e plantas) durante milhões de anos. O que é o carvão Existem dois tipos básicos de carvão na natureza: vegetal e mineral. nitrogênio. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 9. subdividida nos tipos betuminoso e antracito). No entanto. A produção e o consumo mundial concentram-se nas categorias intermediárias: os carvões tipos betuminoso/sub-betuminoso e linhito. Tanto o carvão vegetal quanto o mineral podem ser usados na indústria (principalmente siderúrgica) e na produção de energia elétrica. é comercializado no mercado internacional. siltito. maior produtor mundial –. provoca a degradação das áreas de mineração.2 Geração de energia elétrica por tipo de combustível.

a opção é a mineração a céu aberto. Do ponto de vista econômico. A opção por uma ou outra modalidade depende. Extração e transporte A extração (ou mineração) do carvão pode ser subterrânea ou a céu aberto. Fonte: WCI. Para os trajetos mais longos. basicamente. de um local para outro. O carvão também pode ser misturado à água formando uma lama que é transportada por meio de dutos. pelo contrário. também são construídas as termelétricas abastecidas por esse combustível. 60% da oferta mundial de carvão mineral é extraída por meio da mineração subterrânea. utilizase caminhões. 2006. a maior parte é explorada a céu aberto. reservas e usos. em geral. É o que ocorre nas cinco usinas termelétricas movidas a carvão em operação no Brasil. No Brasil. o mineral está em camadas profundas ou se apresenta como veios de rocha. o método mais eficiente de transporte é a esteira. da profundidade e do tipo de solo sob o qual o minério se encontra. Além disso. também. em português –. A produtividade das minas a céu aberto é superior à das lavras subterrâneas. A título de exemplo. É o que ocorre. em importantes países exportadores. todas localizadas no sul do País. há a necessidade da construção de túneis. de acordo com o World Coal Institute (WCI) – ou Instituto Mundial do Carvão. geralmente só são transferidos.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carbono / Teor de Energia do Carvão Alto Teor de Umidade do Carvão Alto % das Reservas Mundias Carvão de baixa qualidade 47% Betuminoso 52% Linhito 17% Sub-Betuminoso 30% Térmico Carvão vapor Hulha 53% Antracito 1% Metalúrgico Coque Grande parte da energia elétrica Produção de energia elétrica / Usos industriais Produção de energia elétrica / Usos industriais Fabricação de ferro e aço Doméstico / industrial incluindo combustível Figura 9. Os demais são utilizados nas proximidades do local de mineração – onde. nas proximidades das áreas de mineração. Uso Atlas de Energia Elétrica do Brasil 133 . conforme está registrado no Plano Nacional de Energia 2030. trens e barcaças. No entanto.50 por tonelada. os tipos de carvão com baixo teor de impurezas. a lavra pode ser manual. Se. enquanto o custo do frete chegava a US$ 49. areia ou cascalho). em 2004 o preço CIF – que inclui frete e seguro – de uma tonelada de carvão metalúrgico no Japão era de US$ 61. como Austrália e Estados Unidos. é mais eficiente investir na construção de linhas de transmissão de eletricidade do que no transporte do carvão. O transporte é a atividade mais complexa e dispendiosa da cadeia produtiva do carvão. Se a camada que recobre o carvão é estreita ou o solo não é apropriado à perfuração de túneis (por exemplo. Para distâncias muito curtas. Neste último caso. semimecanizada ou mecanizada.1 Tipos de carvão.

Capítulo 9 | Carvão Mineral

9.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO O carvão é o combustível fóssil com a maior disponibilidade do mundo. As reservas totalizam 847,5 bilhões de toneladas, quantidade suficiente para atender a produção atual por 130 anos. Além disso, ao contrário do que ocorre com petróleo e gás natural, elas não estão concentradas em poucas regiões. Abaixo, como mostra a Figura 9.2, as reservas estão bem distribuídas pelos continentes, com ênfase maior no hemisfério norte. Na verdade, são encontradas em quantidades expressivas em 75 países, sendo que três deles – Estados Unidos (28,6%), Rússia (18,5%) e China (13,5%) – concentram mais de 60% do volume total.

Reservas de Carvão 2007 (milhões de toneladas) < 134 135 a 1.000 1.001 a 10.000 10.001 a 100.000 > 100.001

Figura 9.2 Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).
Fonte: BP, 2008.

O volume extraído e produzido, porém, não é diretamente proporcional à disponibilidade dos recursos naturais. Relaciona-se, também, a fatores estratégicos, como a existência de fontes primárias na região e, em conseqüência, à maior ou menor dependência da importação de combustíveis. Atualmente, o maior produtor mundial de carvão é a China que, também estimulada pelo ciclo de acentuado desenvolvimento econômico, tornou-se a maior consumidora do minério. Em 2007, a China produziu 1.289,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) enquanto consumiu 1.311,4 Mtep. A Figura 9.3 a seguir mostra a distribuição do consumo mundial de carvão mineral, medida em tonelada equivalente de petróleo (tep), utilizada na mensuração do poder calorífico.

Extração de carvão mineral
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

134

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

Consumo de Carvão 2007 (Mtep) <1 1,1 a 10 10,1 a 100 100,1 a 1.000 100,1 a 1.000

Figura 9.3 Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).
Fonte: BP, 2008.

No ranking dos maiores produtores de carvão, também figuram os seguintes países: Estados Unidos (587,2 Mtep), Índia (181,0 Mtep) e Austrália, maior exportador do minério do mundo, com 215,4 Mtep, conforme Tabela 9.1, a seguir.

A Rússia, o segundo maior em termos de reservas, ocupa apenas o 6o lugar no ranking da produção e do consumo (Tabela 9.2 abaixo). Este desempenho relaciona-se à utilização majoritária, neste país, do gás natural.

Tabela 9.1 - Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Tabela 9.2 - Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Mtep
1289,6 587,2 215,4 181,0 151,8 148,2 107,5 62,3 51,5 48,3 2,2 3135,6

%
41,1 18,7 6,9 5,8 4,8 4,7 3,4 2,0 1,6 1,5 0,1 100

Mtep
1311,4 573,7 208,0 125,3 97,7 94,5 86,0 59,7 57,1 53,1 13,6 3177,5

%
41,3 18,1 6,5 3,9 3,1 3,0 2,7 1,9 1,8 1,7 0,4 100

China Estados Unidos Austrália Índia África do Sul Rússia Indonésia Polônia Alemanha Cazaquistão Brasil Total

China Estados Unidos Índia Japão África do Sul Rússia Alemanha Coréia do Sul Polônia Austrália Brasil Total

2o 3o 4
o

2o 3o 4
o

5o 6o 7
o

5o 6o 7
o

8o 9o 10
o

8o 9o 10
o

26o

21o

Fonte: BP, 2008.

Fonte: BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

135

Capítulo 9 | Carvão Mineral

Seja pelo alto custo e pelas dificuldades de transporte, seja porque o carvão se constitui em fator estratégico para a segurança nacional (por ser a principal fonte geradora de energia em vários países), o comércio internacional do mineral é pequeno frente ao porte das reservas e produção. Apenas cinco países dominam este mercado: Austrália, Rússia, Indonésia, África do Sul e Colômbia.

A maioria das transações concentra-se na Ásia e na Oceania, onde estão os grandes exportadores e importadores. Assim, a maior parte do carvão exportado navega pelo Oceano Pacífico. Para o carvão que trafega pelo Oceano Atlântico – e que, por questões logísticas, atenderia ao Brasil –, os principais exportadores são África do Sul e Colômbia, enquanto os maiores importadores são Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Extração de carvão mineral na superfície.
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

No Brasil As reservas brasileiras são compostas pelo carvão dos tipos linhito e sub-betuminoso. As maiores jazidas situam-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As menores, no Paraná e São Paulo. As reservas brasileiras ocupam o 10o lugar no ranking mundial, mas totalizam 7 bilhões de toneladas, correspondendo a menos de 1% das reservas totais. A Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) calcula que as reservas conhecidas poderiam gerar hoje 17 mil megawatts (MW). Do volume de reservas, o Rio Grande do Sul responde por 89,25%; Santa Catarina, 10,41%; Paraná, 0,32% e São Paulo, 0,02%. Somente a Jazida de Candiota (RS) possui 38% de todo o carvão nacional. Mas o minério é pobre do ponto de vista energético e não admite beneficiamento nem transporte, em função do elevado teor de impurezas. Isto faz com que sua utilização seja feita sem beneficiamento e na boca da mina.

136

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO

O carvão responde pela maior parte da produção da eletricidade em vários países. Por exemplo, China e Estados Unidos que, segundo a IEA, em 2006 produziram mais da metade dos 7.775 terawatts-hora (TWh1) gerados no mundo. Além disso, países como Alemanha, Polônia, Austrália e África do Sul usam o carvão como base da geração de energia elétrica devido à segurança de suprimento e ao menor custo na comparação com outros combustíveis, como pode ser visto na Tabela 9.3 abaixo.

Tabela 9.3 - Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006
Carvão Mineral
China Estados Unidos Índia Alemanha Japão África do Sul Austrália Rússia Coréia do Sul Reino Unido Outros Países Mundo
Fonte: IEA, 2008.

TWh
2.301 2.128 508 302 299 236 199 179 153 152 1.298 7.755

Usina de carvão mineral Candiota - Rio Grande do Sul.
Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE).

No Brasil, o minério representa, no entanto, pouco mais de 1,5% da matriz da energia elétrica. Em 2007, ano em que 435,68 TWh foram produzidos no País, o carvão foi responsável pela geração de 7,9 TWh, a partir da operação de usinas termelétricas que estão localizadas na região Sul, nas proximidades das áreas de mineração (ver Tabela 9.4 abaixo).

Tabela 9.4 - Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil - situação em novembro de 2008
Usina
Charqueadas Figueira Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Jorge Lacerda IV Presidente Médici A, B e C São Jerônimo
Fonte: Aneel (2008).

Potência (kW)
72.000 160.250 232.000 262.000 363.000 796.000 20.000

Destino da Energia
PIE SP PIE PIE PIE SP SP

Município
Charqueadas - RS Figueira - PR Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Candiota - RS São Jerônimo - RS

Proprietário
Tractebel Energia S/A. Copel Geração S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica

1

Um terawatt-hora equivale a um milhão de megawatts-hora

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

137

No entanto. cada um com potência de 350 MW.148 MW. o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE 2006/2015 – MME/EPE.XCHNG (www. Extração do carvão mineral no Rio Grande do Sul. Dois empreendimentos já se encontram em construção e devem entrar em operação até 2010 na região Sul: Jacuí e Candiota III. Ao projetar a diversificação da matriz nacional. projetos de usinas localizadas nas proximidades de portos que já detêm estrutura para recepção e transporte do carvão destinado à indústria prevêem utilizar o combustível importado. em julho de 2008 outros cinco projetos. com 350 MW de potência.1 a seguir mostra a localização dos empreendimentos no Brasil e sua situação em novembro de 2008. A maioria utilizará carvão nacional.Capítulo 9 | Carvão Mineral Essa aplicação restrita é resultante de fatores como a vocação brasileira para utilização de fontes hídricas na produção de energia elétrica e a baixa qualidade da maior parte do carvão nacional. por exemplo) e entraves tecnológicos e econômicos que se refletem no custo da geração da eletricidade. 2006) prevê a expansão da utilização do carvão.sxc. Além disso. que devem entrar em operação até 2012: Pecém (com 700 MW de potência instalada na primeira fase e 360 MW na segunda) e Termomaranhão. É o caso das termelétricas previstas para o Ceará e Maranhão. Além disso. com potência total de 3. O Mapa 9. Tanto que o Governo Federal destinou R$ 58 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a essas usinas. Há 20 anos. se encontravam em fase de estudos de viabilização técnico-econômica e socioambiental. segundo registra o Plano Nacional de Energia 2030. as pesquisas na área do carvão no Brasil estão virtualmente paralisadas. Fonte: Stock.hu). 138 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o que impede o seu transporte por grandes distâncias e afeta o grau de rendimento da usina termelétrica – uma vez que a quantidade de energia produzida é inferior àquela obtida com carvões de alto poder calorífico. também há restrições de natureza geopolítica (dependência de importações.

Carvão Mineral | Capítulo 9 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Belém Manaus AM PA MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco PE Porto Velho RO TO Palmas SE AL São Luis Fortaleza CE c o RN PB Natal João Pessoa Recife Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG DF Bolívia 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba SC São Paulo Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Termelétricas a carvão Outorgadas Em operação Até 7.201 a 440.1 .Empreendimentos futuros e em operação – situação em novembro de 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 139 .000 N O L S 7.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 9.001 a 796. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 262.000 a 72.377.000 363.000 Fonte: ANEEL.001 s 1.001 a 363.001 a 262.300 440.301 a 542.000 542. 2008.200 Por classe de potência (kW) 20.000 72.

140 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . as rotas mais importantes de tecnologias limpas são a combustão pulverizada supercrítica. provocado pela combustão. interfere na vida da população. destinação de resíduos sólidos e negociações com a comunidade local.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O carvão é uma das formas de produção de energia mais agressivas ao meio ambiente. o que aumenta substancialmente a eficiência da combustão e conversão. o que dá origem a um gás combustível sintético de médio poder calorífico. é o volume de emissão de gases como o nitrogênio (N) e dióxido de carbono (CO2). na flora e fauna locais. diminuição de emissões das partículas com nitrogênio e enxofre (NOx e SOx) e redução da emissão de CO 2 por meio da captura e armazenamento de carbono. o carvão é queimado como partículas pulverizadas. focados na redução de impurezas. Estimativas apontam que o carvão é responsável por entre 30% e 35% do total de emissões de CO2. porém.sxc.XCHNG (www. O processo de combustão em leito fluidizado permite a redução de enxofre (até 90%) e de nitrogênio (70%-80%). segundo a IEA.Capítulo 9 | Carvão Mineral 9. Recuperação de área degradada com plantio de acácias. o processo de produção. Para a mineração. portanto. A ocupação do solo exigida pela exploração das jazidas. porém. poeira e erosão. Fonte: Stock. por exemplo. da extração até a combustão. as principais medidas adotadas referemse à recuperação do solo. Atualmente. provoca significativos impactos socioambientais. O transporte gera poluição sonora e afeta o trânsito. ao provocar barulho. Na combustão pulverizada supercrítica. O efeito mais severo. É com vistas à produção de energia elétrica.hu). também chamado de gás carbônico. Já a gaseificação integrada a ciclo combinado consiste na reação do carvão com vapor de alta temperatura e um oxidante (processo de gaseificação). Ainda que sua extração e posterior utilização na produção de energia gere benefícios econômicos (como empregos diretos e indiretos. que ocorrem os grandes investimentos em P&D (pesquisa e desenvolvimento). aumento da demanda por bens e serviços na região e aumento da arrecadação tributária). nos recursos hídricos. que o futuro da utilização do carvão está diretamente atrelado a investimentos em obras de mitigação e em desenvolvimento de tecnologias limpas (clean coal technologies. principal agente do efeito estufa. pelo emprego de partículas calcárias e de temperaturas inferiores ao processo convencional de pulverização. Considerando-se a atual pressão existente no mundo pela preservação ambiental – principalmente com relação ao efeito estufa e às mudanças climáticas – é possível dizer. a combustão em leito fluidizado e a gaseificação integrada a ciclo combinado. ou CCT).

segundo o Plano Nacional de Energia 2030. Outros dois projetos. total ou quase totalmente. Tanto que as usinas de Jacuí e Candiota III utilizam a combustão pulverizada. Projeções apontam que testes em escala comercial serão realizados em unidades de geração até 2015.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 141 . Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE). Em todas será possível utilizar.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. aneel.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. Esse gás pode ser queimado em turbinas a gás e recuperado por meio de uma turbina a vapor (ciclo combinado). Para a utilização do carvão nacional.gov. a primeira usina com emissão zero de CO2 entraria em operação em 2020. sem necessidade de beneficiamento.worldcoal.org World Coal Institute (WCI) – disponível em www.Rio Grande do Sul. o carvão bruto. o que possibilita a remoção de cerca de 95% do enxofre e a captura de 90% do nitrogênio. a combustão pulverizada e o leito fluidizado.iea. Neste caso. Já os efeitos das técnicas para seqüestro de carbono serão sensíveis apenas no médio e longo prazo.Carvão Mineral | Capítulo 9 Usina de carvão mineral Candiota . atualmente.worldenergy. respectivamente. utilizarão.br BP Global – disponível em www. a combustão em leito fluidizado circulante e a combustão pulverizada.org World Energy Council (WEC) – disponível em www.gov. no Rio Grande do Sul. as tecnologias que apresentam melhores perspectivas de aplicação comercial são.epe. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. a usina Sul Catarinense e a Seival.bp.

Capítulo 9 | Carvão Mineral 142 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Banco de imagens de Itaipú .

Watt-hora (Wh): Unidade de energia. Joule (J): Unidade de trabalho.Fatores de Conversão Fatores de Conversão MEDIDAS UTILIZADAS EM ENERGIA ELÉTRICA Definições British Thermal Unit (Btu): Unidade de energia. de 14. quando aplicada a um corpo de massa igual a 1 quilograma. Tonelada equivalente de petróleo (tep): Unidade de energia. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de uma libra (unidade inglesa de massa) de água em um grau Fahrenheit (1 ºF) sob pressão atmosférica normal.5 ºC. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de um grama de água em 1 ºC. Uma tep corresponde à energia que se pode obter a partir de uma tonelada de petróleo padrão. O newton é a força que. atribui-lhe a aceleração constante de 1 metro por segundo quadrado na direção da força. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 143 . A tep é utilizada na comparação do poder calorífero de diferentes formas de energia com o petróleo. a energia de 1 joule por segundo. O joule é o trabalho produzido por uma força de 1 newton que leva o ponto de aplicação dessa força a deslocarse por uma distância de 1 metro na direção da força.5 ºC a 15. Newton (N): Unidade de força. contínua e uniformemente. Caloria (cal): Unidade de energia. Watt (W): Unidade de potência. O watt é a potência de um sistema energético no qual é transferida. de energia e de quantidade de calor. sob pressão atmosférica normal. Energia transferida uniformemente por um sistema de potência igual a 1 watt durante uma hora.

0 907.6 x 106 41.546 159.289 0.2 0.388 x 10-11 2.52 x 10-8 10-10 8.0 0.0 Fatores de conversão para energia de »» para joule (J) British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) quilowatt-hora (kWh) tonelada equivalente de petróleo (tep) Exemplo de utilização: 1 J = 277.454 t 0.3 Multiplicar por gal (EUA) gal (RU) 264.201 42.001 1.229 bbl 6.159 0.785 4.000 Mcal Fatores de conversão para massa de »» para quilograma (kg) tonelada métrica (t) tonelada longa (tl) tonelada curta (tc) libra (lb) Exemplo de utilização: 1 kg = 2.0 3.0 Fatores de conversão para volume de »» para metro cúbico (m³) litro (L) galão (EUA) galão (RU) barril (bbl) pé cúbico (pé3) Exemplo de utilização: 1 bbl = 159.893 0.0 11.48 220.1868 3.204.0063 0.000454 Multiplicar por tl 0.22 0.0 1.2642 1.000.8 x 10-6 1.240.2 0.984 1.1337 0.001102 1.163 x 10-6 1.07 x 10-6 1.Fatores de Conversão Tabelas de conversão Múltiplos de unidades de energia x103 joule British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) tonelada equivalente de petróleo (tep) watt-hora (Wh) kJ kBtu kcal ktep kWh x106 MJ MBtu Mcal Mtep MWh x109 GJ GBtu Gcal Gtep GWh x1012 TJ TBtu Tcal Ttep TWh x1015 PJ PBtu Pcal Ptep PWh x1018 EJ EBtu Ecal Etep EWh Relações entre unidades Exponenciais (k) kilo = 10 3 Equivalências 1 m = 6.6 2.23884 252.6 x 10-5 1.0 0.0 1.000446 tc 0.0 7.0 1.412.0038 0.02381 0.872 t (em 1994) 3 (T) tera = 1012 15 (E) exa = 1018 1 tep = 10.000.0 0.016.8327 1.016 0.000984 0.0 0.28981 barris 3 Relações Práticas 1 tep ano = 7.0 39.14 tep ano 1 tep ano = 0.2046 lb kg 1.0 1.9072 0.120 1.0 0.0 1.02 bep dia 1 bep dia = 50 tep ano (M) mega = 106 (G) giga = 10 (P) peta = 10 9 1 barril = 0.0 1.055 x 103 4.97 6.0 1.0353 0.968 x 10-3 3.001 0.615 1.158987 m3 1 joule = 0.7 × 10–9 kWh J 1.2 bep ano 1 bep ano = 0.63 x 103 tep 2.1781 pé3 35.0 L m³ 1.0 860.0283 L 1.0 x 109 kWh 277.1023 1.000.0 x 103 10.0 28.0 34.0 3.7 x 10-9 293.02859 1.2046 2.1605 5.0045 0.0 1.3147 0.239 cal 1 Btu = 252 cal 1 m de petróleo = 0.68 x 106 Multiplicar por cal 0.0 2.87 x 109 Btu 947.0005 lb 2.0 144 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

que seja habilitado em documento específico para tal fim.Glossário Glossário O Atlas da Energia Elétrica relaciona. De distribuição: Titular de concessão ou permissão para distribuição de energia elétrica a consumidor final ou a Unidade Suprida. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. Esta categoria divide-se em prestadores de serviço. por sua conta e risco. concessão ou permissão para realização de operações de compra e venda de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). permissão ou autorização para fins de geração de energia elétrica. Vendedor: Agente de Geração. permissão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. exclusivamente de forma regulada. Produtor independente de energia elétrica: Pessoa jurídica ou consórcio de empresas titular de concessão. ou comunhão de fato ou de direito. De comercialização: Titular de autorização. os verbetes foram agrupados por tema. integrantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e sujeitos às obrigações e direitos previstos na Convenção. nas Regras e nos Procedimentos de Comercialização. que solicitar à concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas nas normas e regulamentos da ANEEL. AGENTES Autoprodutor: Pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebem concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo. os termos mais usuais do setor de energia elétrica brasileiro e as suas respectivas definições. Autorizada: Agente titular de autorização federal para prestar o serviço público de geração ou comercialização de energia elétrica. ] De geração: Titular de concessão. Consumidor: Pessoa física ou jurídica. Da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Concessionária ou permissionária de serviços e instalações de energia elétrica e consumidores livres. legalmente representada. produtores independentes de energia (PIE) e autoprodutores. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 145 . abaixo. Agente de Comercialização ou Agente de Importação. Para facilitar a consulta.

De Contratação Regulada (ACR): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica entre agentes vendedores e agentes de distribuição. definindo os montantes de energia elétrica a serem contratados para início de suprimento no ANO BASE “A”. prazos e montantes de suprimento em intervalos temporais determinados. em lotes. tia física.Glossário AMBIENTES DE NEGOCIAÇÃO De Contratação Livre (ACL): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica. quantidade de lotes. Minas e Energia (MME). tendo por objeto estabelecer preços. Contrato Bilateral: Instrumento jurídico que formaliza a compra e venda de energia elétrica entre Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). nas rodadas uniformes da etapa Outras Fontes e da etapa Hidro. de 26 de outubro de 2004 (Diário Oficial. AMBIENTE DE COMERCIALIZAÇÃO REGULADO (ACR) Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR): Também denominado de Contrato Bilateral. Lote (leilão): Montante de energia elétrica igual a 1. Lance: Ato praticado pelo proponente vendedor que consiste na oferta de: quantidade de lotes. na rodada discriminatória da etapa Hidro e receita fixa. proporcionando a realização de contratos e dando liquidez ao mercado livre.CCEE onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica Contratados e registrados pelos Agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos Agentes da CCEE. Mercado de Curto Prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica . no ambiente regulado. ressalvados os casos previstos em lei. na primeira fase. Lastro para venda: Montante de energia disponível. obedecendo à disciplina estabelecida em Portaria específica do Ministério de AMBIENTE DE NEGOCIAÇÃO LIVRE (ACL) Comercializador: Empresa que une as partes consumidoras e geradoras. instrumento celebrado entre cada concessionária ou autorizada de geração e todas as concessionárias ou permissionárias do serviço público de distribuição. para venda em leilão. constante dos contratos de compra de energia celebrados entre consumidores livres e produtores e livremente negociado entre as partes. Leilão: Único sistema pelo qual as distribuidoras podem contratar a energia elétrica de longo prazo para abastecer os seus respectivos mercado. Oferta de referência: Quantidade de lotes calculada pelo sistema para cada produto a partir do fator de referência a ser aplicado à quantidade demandada de cada um dos produtos. associado a um empreendimento que esteja habilitado. na rodada discriminatória da etapa Térmica.0 (um) MW médio cada. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. objeto de contratos bilaterais livremente negociados. podendo ser classificadas como Garantia Financeira ou Garantia da Proposta para efeito de habilitação e participação no Leilão. definindo as regras e condições para a comercialização de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes ou futuros. 2004. Declaração: Documento apresentado pelos Compradores. conforme legislação e regulamentos específicos. Garantias: Valores a serem depositados junto ao Agente Custodiante pelos compradores e proponentes vendedores. à energia habilitada e à garantia aportada. por opção destas. 109. Consumidor livre: Consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. de 29 out. Resolução Normativa ANEEL n. 146 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . que representa a menor parcela de um produto. 196) Regras do mercado: Conjunto de regras comerciais e suas formulações algébricas definidas pela Aneel e de cumprimento obrigatório pelos agentes participantes do mercado. inclusive aquelas com mercado próprio inferior a 500 GWh/ano. Preços de energia elétrica: Valor a ser pago pelo MWh (megawatthora). seção 1. As geradoras são as ofertantes. precedidas de licitação. limitado à garan- Contrato de uso e de conexão: Instrumento contratual em que o consumidor livre ajusta com a concessionária as características técnicas e as condições de utilização do sistema elétrico local. p. conforme regulamentação específica. preço. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos.

expresso em número de lotes. elétrica entre os Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Convenção de Comercialização de Energia Elétrica: Instituída pela ANEEL por intermédio da Resolução Normativa nº 109.Glossário Preço Corrente: Valor. expresso em reais por megawatt-hora (R$/ MWh). resultante das diferenças mensais apuradas entre o despacho efetivo da usina e sua garantia física. MERCADO DE CURTO PRAZO Mercado de curto prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados e registrados pelos agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes da CCEE. a situação de cada agente. Valor Esperado do Custo de Operação (COP): Valor. Corresponde ao valor esperado acumulado das liquidações do mercado de curto prazo. que determina em intervalos temporais definidos. correspondente ao Custo Variável Unitário multiplicado pela diferença entre a geração da usina de Outras Fontes de Geração. na qual será o preço de lance da primeira fase. sendo estes limitados ao Preço de Liquidação de Diferença (PLD) mínimo e máximo. expresso em reais por ano (R$/ano). Rodada: Período para submissão de lances pelos proponentes vendedores e para processamento pelo sistema. expresso em Reais por ano (R$/ano). calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). que corresponde: a) ao preço inicial de cada produto. entre Agentes de Distribuição participantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). para este efeito considerada totalmente contratada. pelo qual é valorada a energia comercializada no Mercado de Curto Prazo. inserido pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME). com periodicidade máxima semanal e com base no custo marginal de operação. como credor ou devedor na CCEE. individualizado por comprador. eventos e prazos relativos à comercialização de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). b) ao preço de lance da rodada anterior no período de rodadas uniformes. Liquidação financeira: Processo de pagamento e recebimento de valores apurados como débitos e créditos. requisitos. correspondente ao custo econômico no mercado de curto prazo. de 26 de outubro de 2004. determinado pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME) com base na quantidade declarada. expresso em número de lotes. Produto (leilão): Conjunto de lotes que serão objeto de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) com a mesma modalidade de contratação. resultantes da contabilização promovida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). funcionamento e atribuições da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). conforme valores vigentes estabelecidos pela ANEEL. calculado antecipadamente. respectivamente. vigente para cada Período de Apuração e para cada Submercado. multiplicado pelo número de horas do mês em questão. Valor Esperado do Custo Econômico de Curto Prazo (CEC): Valor. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 147 . estabelece as condições de comercialização de energia elétrica e as bases de organização. individualizado por comprador. nos termos das declarações. Contabilização: Processo de apuração da comercialização de energia Quantidade Declarada: Montante de energia elétrica. Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits . c) ao preço associado ao lance que completa o atendimento à totalidade da quantidade demandada de um produto na rodada discriminatória. limitado por preços mínimo e máximo. e a inflexibilidade mensal da usina de Outras Fontes de Geração. calculado pelo sistema. Preço de liquidação de diferenças (PLD): Preço a ser divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). exceto na primeira rodada da segunda fase. Procedimentos de comercialização: Conjunto de normas aprovadas pela Aneel que definem condições. Período de apuração: Intervalo de tempo em que as condições de oferta e demanda de energia levam à definição de um esquema de produção específico e à determinação do respectivo Preço de Liquidação de Diferenças. feitas com base no Custo Marginal de Operação (CMO). Preço Inicial: Preço máximo de aquisição para cada produto. para cada possível cenário.MCSD: Processo de realocação. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). de sobras e déficits de montantes de energia contratados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Quantidade Demandada: Montante de energia elétrica que se pretende adquirir.

sob a fiscalização e regulação Aneel. através desta rede. aproveitamento da energia hidráulica. sem fins lucrativos. bem como as condições técnicas e comerciais a serem observadas para o uso do sistema de distribuição. Faixa de ocupação: Espaço nos postes das redes aéreas de distribuição de energia elétrica. de Energia Elétrica. nas torres. A estrutura do Ministério foi regulamentada pelo decreto n° 5. e vado. a outras concessionárias ou permissionárias de distribuição.848. acrescida da energia entregue.184.683/2003 definiu como competências do MME as áreas de geologia. zelar pela qualidade do serviço. Mineração e Transformação Mineral. criada pelo Decreto no 5.° 9. A EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético. a Lei n° 10. restritas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). exigir investimentos. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Entidade de direito pri- ESTRUTURA INSTITUCIONAL Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Autarquia em regime especial. estabelecendo os termos e as condições gerais que irão regular a comercialização de energia elétrica disponibilizada pela supridora para atendimento ao mercado da suprida.Glossário Procedimentos do mercado: Conjunto de ações necessárias à operacionalização das Regras de Mercado.427 de 26 de Dezembro de 1996. e do Decreto no 5. Foi constituído pela lei n. e Geologia. garantir tarifas justas. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME . Tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração. Energia distribuída por uma empresa: É a energia entregue aos consumidores conectados à rede elétrica da empresa de distribuição. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. recursos minerais e energéticos. Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. estabelecendo as condições gerais do serviço a ser prestado. os montantes de uso contratados por ponto de conexão. de 9 de dezembro de 2004. atendendo reclamações de agentes e consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade. Sua criação foi autorizada nos termos do art. incluindo a nuclear. no ponto de acesso. mineração e metalurgia. combustível e energia elétrica. de Petróleo. bem como as condições técnicas e comerciais para a conexão à rede de distribuição. Processo de arbitragem: Conjunto de procedimentos extrajudiciais realizados pela Câmara de Arbitragem com vistas à solução de conflitos. Contrato de fornecimento: Instrumento contratual em que a concessionária e o consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “A” ajustam as características técnicas e as condições comerciais do fornecimento de energia elétrica. de 16 de agosto de 2004.177. com tarifa regulada. Conselho de Administração da CCEE . de 1997. de 12 de agosto de 2004. petróleo. a transmissão. responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. que atua sob autorização do Poder Concedente e regulação e fiscalização da Aneel. mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores. Gás Natural e Combustíveis Renováveis.478. Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): O CNPE é um órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas e diretrizes destinadas a promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do País. de 15 de março de 2004. em um período de 12 meses. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. nas galerias subterrâneas e nas faixas 148 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . criada em 26 de agosto de 1998. Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Empresa pública federal. que criou as secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Energético. 4o da Lei no 10. com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia elétrica entre os Agentes da CCEE. vinculada ao Ministério de Minas e Energia.267. Ministério de Minas e Energia: Em 2003.Câmara de Comercialização de Energia Elétrica: Colegiado composto por membros eleitos pela Assembléia-Geral. permitir e autorizar instalações e serviços de energia. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. criada pela Lei 9. Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Pessoa jurídica de direito privado. conceder. sem fins lucrativos. estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços. DISTRIBUIÇÃO Contrato de Compra de Energia (CCE): Contrato celebrado entre a permissionária e o atual agente supridor.

Central Nuclear: Instalação na qual a energia libertada a partir de combustível nuclear é convertida em energia elétrica. Mercado cativo: Montante de energia faturada para atendimento a consumidores cativos e para o suprimento de outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. consumidores livres. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. incluindo os consumidores que tenham optado por serem atendidos por outros fornecedores. autoprodutores. e) unidade operacional de serviço público de tratamento de lixo. sem represa.3 kV. b) unidade operacional de processamento de gás liqüefeito de petróleo e de combustíveis. f ) unidade operacional de serviço público de telecomunicações. em tensão inferior a 2. desenvolvido em unidade consumidora a seguir exemplificada: a) unidade operacional do serviço público de tratamento de água e esgotos. não considerando a quantidade de demanda faturada por ultrapassagem do valor contratado. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. com represa. Mercado da empresa: É a soma dos requisitos anuais de energia dos consumidores finais conectados à rede de distribuição da empresa. Serviço adequado: É o que satisfaz as condições de regularidade. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. autoprodutores. sólidos. g) centro de controle público de tráfego aéreo. Universalização: Atendimento a todos os pedidos de nova ligação Mercado de Referência de Energia: Composto pela quantidade de energia elétrica faturada para o atendimento a consumidores cativos. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. atualidade. Central Hidroelétrica: Instalação na qual a energia potencial e cinética da água é transformada em energia elétrica. segurança. GERAÇÃO Ramal de entrada: Conjunto de condutores e acessórios instalados pelo consumidor entre o ponto de conexão ao sistema da concessionária e o ponto de medição ou proteção da unidade consumidora. ainda que necessária a extensão de rede de tensão inferior ou igual a 138 kV. é convertida em energia elétrica. quando especificamente definidas pela ANEEL. Interrupção: Descontinuidade do fornecimento de energia elétrica a uma determinada unidade consumidora. sem ônus para o solicitante. eficiência. contida em combustíveis fósseis. não incluído o montante relativo às perdas elétricas dos sistemas de distribuição. sempre que o consumidor não cumprir com as suas obrigações definidas na Cláusula Quinta do Contrato de Prestação de Serviço Público de Energia Elétrica para Unidades Consumidoras Atendidas em Baixa Tensão. Suspensão de fornecimento: É o desligamento de energia elétrica da unidade consumidora. h) unidade operacional de distribuição de gás canalizado. Mercado de Referência de Demanda: Composto pela quantidade de demanda de potência faturada para o atendimento a consumidores cativos. verificados nos últimos doze meses.e i) unidade operacional de segurança pública. rodoferroviário e metroviário. bem como pela quantidade de energia relativa aos consumidores livres no que tange ao uso dos sistemas de distribuição. líquidos ou gasosos. generalidade. c) unidade hospitalar. Pode ser do tipo fio de água. com tensão inferior a 230 KV ou instalações em tensão igual ou superior. Rede de distribuição: Conjunto de instalações de distribuição de energia elétrica. Serviço essencial: Serviço ou atividade caracterizado como de fundamental importância para a sociedade.Glossário de servidão administrativa de redes de energia elétrica onde são definidos pelo detentor os pontos de fixação. fios e fibras ópticas. Ramal de ligação: Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega. os dutos subterrâneos e as faixas de terreno destinados ao compartilhamento com agentes do setor de telecomunicações de interesse coletivo e agentes do setor de petróleo para instalação de cabos. para fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras com carga instalada menor ou igual a 50 kW. Central Térmica: Instalação na qual a energia química. ou de regulação. continuidade. d) unidade operacional de transporte coletivo. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 149 . marítimo. observados os prazos fixados nas “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica”. geradores. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica.

Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora . Fonte de energia: Recursos naturais que são utilizados em uma usina para movimentar as turbinas e dar origem à energia elétrica.DMIC: Tempo máximo de interrupção contínua da energia elétrica em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. trimestral e anualmente nos períodos correspondentes ao ciclo de revisão das tarifas. no período de observação. Freqüência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (FIC): Número de interrupções ocorridas no período de observação. quantifica o desempenho agregado por empresa. no período de observação. Indicador de continuidade: Quantificação do desempenho de um sistema elétrico. Por exemplo: água. em média. em que a concessionária deve entregar a energia elétrica na unidade consumidora. segundo os critérios estabelecidos na Resolução Normativa ANEEL n. a partir da energia disponibilizada por uma fonte primária. Se for global. Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC): Número de interrupções ocorridas. de 7 de julho de 1995. descontado o consumo interno. Nível d’água mínimo normal de montante: Nível de água mínimo do reservatório para fins de operação normal da usina. de acordo com os valores estabelecidos pela ANEEL. Energia efetivamente gerada: A energia gerada pela central geradora de energia elétrica. INDICADORES Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (DIC): Intervalo de tempo em que. 5º da Lei nº 9. O padrão de continuidade é o valor máximo estabelecido para este indicador. carvão. expressos em Volts (V). em média. em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. (SIGFI) deve disponibilizar. no período de observação. Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC): Intervalo de tempo que. definido através dos estudos energéticos. vento e irradiação solar. esta geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica. gás natural.Glossário Cogeração: Processo operado numa instalação específica para fins da produção combinada das utilidades calor e energia mecânica. Eficiência Energética: Índice que demonstra o quanto da energia da fonte foi convertida em utilidade eletromecânica e utilidade calor. Potência mínima disponibilizada (SIGFI): Potência mínima que o Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente indicadores de continuidade. referida ao centro de gravidade do submercado em que o empreendimento estiver conectado. Nível d’água máximo normal de montante: Nível de água máximo no reservatório para fins de operação normal da usina. estado. definido através dos estudos energéticos. em cada unidade consumidora do conjunto considerado ocorreu descontinuidade da distribuição de energia elétrica. de 20 de setembro de 2004. Padrão de tensão: Níveis máximos e mínimos de tensão. a serem observados mensal.000 kW. utilizada para a mensuração da continuidade apurada e análise comparativa com os padrões estabelecidos. em cada unidade consumidora do conjunto considerado. para atender às instalações elétricas da unidade consumidora. sem considerar a influência da vazão vertida. com área total de reservatório igual ou inferior a 3. região ou país.0 km². derivados de petróleo. 150 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 083. correspondendo ao nível que limita a parte inferior do volume útil. Nível d’água normal de jusante: Nível d’água a jusante da casa de força para a vazão correspondente ao somatório dos engolimentos máximos de todas as turbinas. entre outros. Inventário hidrelétrico: Etapa de estudos de engenharia em que se define o potencial hidrelétrico de uma bacia hidrográfica. Metas de continuidade: Valores máximos estabelecidos para os Pequenas centrais hidrelétricas (PCHs): Empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1. mediante o estudo de divisão de quedas e a definição prévia do aproveitamento ótimo de que tratam os §§ 2º e 3º do art. biomassa.074. ocorreu descontinuidade na distribuição de energia elétrica.000 kW e igual ou inferior a 30. Potência Instalada de uma Central Geradora: Somatório das potências elétricas ativas nominais das unidades geradoras da central. no ponto de entrega. em cada unidade consumidora. Energia gerada: Soma da produção de energia elétrica referente a cada uma das unidades geradoras da central geradora de energia elétrica.

Demanda: Média das potências elétricas ativas ou reativas. Subclasse residencial baixa renda: Unidades consumidoras com consumo mensal entre 80 e 220 kWh. Consumidor Especial: Consumidor responsável por unidade consumidora ou conjunto de unidades consumidoras do Grupo “A”. ra produz energia objetivando atender suas próprias necessidades de ajustes de equipamentos e verificação de seu comportamento do ponto de vista sistêmico. de uma mesma área de concessão de distribuição. responsável por unidade consumidora ou por conjunto de unidades consumidoras reunidas por comunhão de fato ou de direito. ou.3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos definidos no art. única. expressa em quilowatts (kW). compra.3 kV. conforme legislação e regulamentos específicos. medida em quilowatt (kW). também. Grupo “B”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2. por unidade de tempo. e que. atendidas em tensão inferior a 2. Medidor: Instrumento registrador de energia elétrica e potência ativa ou reativa. legalmente representada. expressa em quilowatts (kW). durante um intervalo de tempo especificado. Consumidor Cativo: Consumidor que adquire energia de concessionária ou permissionária que detém o monopólio de atendimento na região em que está instalado e cujo contrato é totalmente regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Energia elétrica consumida: Total da energia elétrica utilizada pelos equipamentos elétricos. atendido em qualquer tensão. cuja carga seja maior ou igual a 500 kW. caracterizado pelo baixo índice pluviométrico. a despeito de cumprir as condições previstas nos artigos 15 e 16 da Lei nº 9. conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga. Potência instalada: Soma das potências nominais de equipamentos elétricos de mesma espécie instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em funcionamento. em condições de entrar em funcionamento. estejam localizadas em áreas contíguas. Geralmente Atlas de Energia Elétrica do Brasil 151 . 79 a 81. podendo atender aos compromissos mercantis do agente e/ou para o seu uso exclusivo. seja ou não utilizada durante o período de faturamento. caracterizado pela estruturação tarifária monômia e com subdivisões. reunidas por comunhão de interesses de fato ou de direito. OPERAÇÃO Custo Marginal de Operação: Custo por unidade de energia produzi- Consumidor Potencialmente livre: É aquele que. Consumidor Final: Pessoa física ou jurídica. solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora. Operação em teste: Situação operacional em que a unidade gerado- Demanda Contratada: Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária. possam ser atendidas por meio de um único ponto de entrega e cuja medição seja. 82. atendidas em tensão superior a 2.3 kV. continua a ser atendido de forma regulada. de maio a novembro. concomitantemente. Conjunto de unidades consumidoras: Qualquer agrupamento de unidades consumidoras. ou eletrodomésticos. de 7 de julho de 1995. Grupo “A”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2. pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. ainda.074. Potência elétrica: É a quantidade de energia elétrica que cada equipamento elétrico ou eletrodoméstico pode consumir. Consumidor Livre: É aquele que. da para atender a um acréscimo de carga no sistema.Glossário MERCADO CONSUMIDOR Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora.3 kV e faturadas neste Grupo nos termos definidos nos arts. Operação comercial: Situação operacional em que a energia produzida pela unidade geradora está disponibilizada ao sistema. definido pela concessionária ou permissionária e aprovado pela Aneel. no ponto de entrega. global ou parcial. caracterizado pela estruturação tarifária binômia e com subdivisões. integrante(s) do mesmo submercado no SIN (Sistema Interligado Nacional). Período seco (S): Período de sete meses consecutivos. ainda. ou. que sejam atendidas por circuito monofásico e que têm direito a pagar uma tarifa menor que a normal.

de potência superior a 1. Estão dispensados de concessão. destinado a uso exclusivo do autoprodutor. consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. devendo apenas ser comunicados ao Poder Concedente.000 kW e igual ou inferior a 10. A implantação de Usinas Termelétricas. REGIME JURÍDICO Estrutura tarifária: Conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de Concessão de serviço público de energia elétrica: É a delegação de prestação de serviços. Parcela A: Parcela que incorpora os custos não gerenciáveis da concessionária de distribuição.000 kW. Permissionária: Agente titular de permissão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia elétrica.000 kW. destinada a uso exclusivo do autoprodutor. e as responsabilidades do ONS e dos agentes. o aproveitamento de potenciais hidráulicos.000 kW. tais como compra de energia.2002. uso e operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). tais como custos operacionais. O aproveitamento de potências hidráulicas. TARIFAS Componentes da Tarifa de Energia (TE): Parcelas relativas ao custo da energia disponível para a venda. Poder concedente: A União ou entidade por ela designada. Objeto de autorização: São objetos de autorização: 1. feita pelo Poder Concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho por sua conta e risco. encargos setoriais e tributos que compõem as tarifas de energia. 152 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para o seu desempenho. que estabelecem os procedimentos e requisitos técnicos necessários ao planejamento.Glossário exige a adoção de medidas para preservar o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. Tarifa de energia (TE): Tarifa de energia elétrica calculada pela Aneel. transporte de energia e encargos setoriais resultantes de políticas de governo. ao término do prazo desta. custos de comercialização. A reversão se fará com a indenização das parcelas dos investimentos realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. Estrutura tarifária convencional: É caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano. na modalidade de concorrência. para fim de registro e estatística.11. da prestação de serviços públicos. Estrutura tarifária horo-sazonal: É caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. Reversão: É o retorno ao Poder Concedente dos bens vinculados à Período úmido (U): Período de cinco meses consecutivos. concessão. 4º da Resolução ANEEL nº 666 de 29. feita pelo Poder Concedente. por sua conta e por prazo determinado. permissão ou autorização. de potência superior a 5. bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia. Parcela B: Parcela que incorpora os custos gerenciáveis relacionados à atividade de distribuição de energia elétrica. referentes aos incisos do art. mediante licitação. a título precário. ainda não amortizados ou depreciados. entre dezembro de um ano a abril do ano seguinte. iguais ou inferiores a 1. aplicável no faturamento mensal referente a: Tarifa binômia: Conjunto de tarifas de fornecimento constituído por preços aplicáveis ao consumo de energia elétrica ativa e à demanda faturável.000 kW e a implantação de Usina Termelétrica de potência igual ou inferior a 5. Permissão de serviço público: Delegação. implantação. remuneração dos investimentos e quota de reintegração. 2. Procedimentos de Rede: Documentos elaborados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com a participação dos agentes e aprovados pela Aneel. mediante licitação. Tarifa azul: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. caracterizado pelo alto índice pluviométrico. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica.

Nordeste e parte do Norte. aplicável ao faturamento mensal referente ao suprimento à permissionária de distribuição pela atual supridora. no ponto de acesso. Submercados: Divisões do Sistema Interligado Nacional (SIN) para as quais são estabelecidos Preços de Liquidação de Diferenças (PLD) es- TRANSMISSÃO Contrato de Conexão ao Sistema de Transmissão (CCT): Contrato celebrado entre a permissionária e um concessionário detentor das instalações de transmissão. Sistema Interligado Nacional (SIN): Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica que abrange a maior parte do território nacional: as regiões Sul. b) parcela correspondente a energia elétrica da tarifa de fornecimento dos consumidores do Grupo “b”. definida segundo critérios estabelecidos na Resolução Normativa nº 67. ainda. Tarifas de conexão: Tarifas referentes aos contratos de conexão celebrados entre consumidores do Grupo “A” e concessionário de serviço público de geração. Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST): Contrato celebrado entre a permissionária e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Instalações de transmissão: Instalações para prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica. incluindo a prestação de serviços de transmissão. Subestação: Instalações das companhias transmissoras e distribuidoras. e c) suprimento a concessionária ou permissionária de distribuição com mercado inferior a 500 GWh/ano. pecíficos e cujas fronteiras são definidas em razão da presença e duração de restrições relevantes de transmissão aos fluxos de energia elétrica no SIN. destinadas a alterar a tensão da energia elétrica recebida. aquelas integrantes de concessões de serviço público de transmissão outorgadas desde 31 de maio de 2000 e. bem como de uma única tarifa de demanda de potência. sob supervisão do ONS. Ponto de conexão: Conjunto de equipamentos e materiais que se destinam a estabelecer a conexão elétrica entre dois sistemas.Glossário a) contrato de compra de energia celebrado entre consumidor do Grupo “A” e concessionária ou permissionária do serviço público de distribuição. pelo ONS. de 2000. as instalações de transmissão que tenham sido cedidas. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. assim como a de serviços de coordenação e controle da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). A coordenação da operação das usinas é feita pelo ONS. estabelecendo as condições técnicas e as obrigações relativas ao uso das instalações de transmissão. de propriedade de concessionárias de serviço público de transmissão. Sistemas Isolados: Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica não conectados ao SIN. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. No geral localizam-se na região Amazônica. Tarifa verde: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. Sudeste. acrescidas das instalações de transmissão autorizadas por resolução específica da Aneel. Centro-Oeste. vinculado ao Contrato de Compra de Energia (CCE). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 153 . homologada pela Aneel. bem como as condições comerciais. integrantes da Rede Básica. pela permissionária. abrangidas pelas Resoluções n° 166 e 167. doadas ou transferidas a concessionária de transmissão. correspondente aos valores relativos à tarifa de uso dos sistemas de distribuição e à tarifa de energia elétrica. Tarifa de fornecimento: Tarifa aplicável no faturamento mensal de energia elétrica dos consumidores cativos de concessionária ou permissionária de distribuição. de 8 de junho de 2004. Rede básica: Instalações de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). Tarifa de energia comprada: Composta pela tarifa de energia elétrica (TE) e tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD).

.

2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil. ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1. Gráfico 1. Figura 9.4 – Geração de energia em usina maremotriz.2 – Consumo de energia elétrica por região em 2007. Figura 1.Índice Índice ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1. Figura 5.1 – Relação entre agentes e consumidores. Gráfico 1.1 – Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo. Figura 5. 27 30 33 23 26 26 32 41 47 56 81 85 87 89 95 111 123 133 134 135 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 155 .1 – Consumo de energia nuclear no mundo em 2007. Figura 2. Figura 5.1 – Tipos de carvão.3 – Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).3 – Expansão da rede básica de transmissão. Figura 1. Figura 6. Figura 5.1 – Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3.1 – Anatomia da conta de luz.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. Figura 2. Figura 7.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. Figura 9. Figura 1.1 – Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas). Figura 9. reservas e usos. Figura 3.2 – Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).3 – Reservatório geotérmico de alta temperatura.1 – Potencial eólico brasileiro.1 – Consumo de energia elétrica per capita em 2007.2 – Variação da radiação solar no Brasil.4 – Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. Figura 8.

Gráfico 4. Gráfico 6. Gráfico 9.1 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006).3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. Gráfico 2.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW).2 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007).3 – Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006. Gráfico 8.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.3 – Cenários IEA para energia nuclear no mundo. Gráfico 7.2 – Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006).4 – Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. Gráfico 5. Gráfico 5.2 – Produção mundial de etanol. Gráfico 5.1 – Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos. Gráfico 4.Índice Gráfico 2. Gráfico 6. Gráfico 5. Gráfico 5.2 – Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W).4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007.3 – Participação relativa da hidreletricidade no mundo. Gráfico 8.5 – Projeção da capacidade instalada (MW). Gráfico 2. Gráfico 7.5 – Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.2 – Indicadores de qualidade – Média anual Brasil 23 24 39 43 43 45 45 47 51 52 56 65 68 71 78 83 84 85 88 93 93 94 94 107 108 111 119 120 121 123 124 131 132 156 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.1 – Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 – 2007). Gráfico 9.4 – Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8).1 – Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. Gráfico 8. Gráfico 3.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável.5 – Participação da energia nuclear na energia total produzida. Gráfico 2.1 – Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. Gráfico 8. Gráfico 2. Gráfico 7. ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1. Gráfico 8. Gráfico 6.000 unidades) Tabela 1. Gráfico 6.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006.6 – Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007.1– Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias). Gráfico 3. Gráfico 3. 1995–2007. Gráfico 2.1 – Matriz energética nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 4.3 – Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007.

2 – Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep) Tabela 2.4 – As dez maiores usinas em operação.4 – Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.3 – Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Tabela 5.4 – Reservas provadas1 de gás natural.4 – Acréscimo anual da geração (em MW) Tabela 1.6 – Produtores de etanol (hm3) Tabela 4.6 – Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Tabela 7.5 – Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país Tabela 5.2 – Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh Tabela 3.3 – Consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.3 – Usinas de licor negro no Brasil Tabela 4.1 – Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Tabela 7.5 – Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.5 – Produtores de biodiesel (mil toneladas) Tabela 4. construção e outorgados Tabela 1.5 – Empreendimentos em operação.1 – Consumo mundial de energia por combustível em 2007 Tabela 2.6 – Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica – situação em 2007 (MW) Tabela 2.Índice Tabela 1. por localização (terra e mar).1 – Produção de energia elétrica no mundo em 2006 Tabela 5. região e potência Tabela 4.7 – Oferta interna de energia no Brasil Tabela 5. nas grandes regiões – Brasil.3 – Consumo de gás natural em 2007 Tabela 6.6 – Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) Tabela 6.5 – Produção de gás natural no Brasil Tabela 6.1 – Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tabela 3.1 – Reservas de gás natural no mundo Tabela 6.2 – Produção de biodiesel no Brasil (m3) Tabela 4.2 – Os dez maiores produtores de petróleo Tabela 7.2 – Produção de gás natural em 2007 Tabela 6.3 – As dez maiores reservas de petróleo (2007) 27 34 35 36 40 40 44 46 48 54 55 55 57 66 67 67 69 70 70 73 78 78 79 80 83 88 96 98 98 99 100 101 109 110 111 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 157 .1 – Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) Tabela 4.4 – Produtores de bioenergia em 2005 Tabela 4.2 – Oferta primária de energia em 1973 e 2006 Tabela 5.3 – Os principais encargos inseridos nas tarifas Tabela 1.4 – Potência instalada em 2007 Tabela 5. segundo Unidades da Federação Tabela 6.3 – Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 Tabela 3. 2004–2008 Tabela 3.

2 – Potência instalada por estado Mapa 4.1 – Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada .4 – Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil – situação em novembro de 2008 LISTA DE MAPAS Mapa 1.Situação em outubro de 2003 Mapa 1.novembro de 2008 Mapa 9.3 – Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006 Tabela 9.1 – Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9.2008 Mapa 3.5 – Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 Tabela 8.2009 Mapa 3.2 – Oferta de energia primária (2006) Tabela 8.4 – Reservas totais1 de petróleo.6 – Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) Tabela 9.1 – Potencial hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .3 – Reservas mundiais de urânio (2007)* Tabela 8.1 – Energia elétrica no mundo (2006) Tabela 8.Horizonte 2007 .1 – Mapa das concessionárias de distribuição residenciais por R$/MWh Mapa 1. por localização (terra e mar).1 – Estrutura de produção e movimentação de gás natural .5 – Os dez maiores consumidores de petróleo Tabela 8.4 – Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) Tabela 8.2 – Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9. segundo Unidades da Federação – 1998-2007 Tabela 7.situação em novembro de 2008 25 29 31 58 59 72 97 114 139 112 113 120 120 122 122 124 125 135 135 137 137 158 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .2007 Mapa 7.2 – Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .Índice Tabela 7.1 – Empreendimentos futuros e em operação .1 – Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008 Mapa 6.3 – Sistema de transmissão .

aneel.br. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 159 . Eles foram extraídos do Banco de Informações da Geração (BIG). gov.Anexo Anexo Os dados constantes das páginas seguintes mostram o perfil do parque gerador de energia elétrica no Brasil em 11 de novembro de 2008. desenvolvido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disponível no site www.

RJ Construção São Paulo .SP APE Operação Belo Horizonte .Pampulha I Aeroporto de Belo Horizonte .Pampulha II Aeroporto de Belo Horizonte .RJ Maceió .MG Uberlândia .6 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.4 11200 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 4110 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.PR Macaé .SP APE Fóssil Operação Congonhas .SP Operação Belo Horizonte .GO APE Fóssil Óleo Diesel Operação São Gotardo .SBCP Aeroporto de Carlos Prates Aeroporto de Congonhas Aeroporto de Jacarepaguá Aeroporto de Joinville Aeroporto de Juiz de Fora Aeroporto de Londrina Aeroporto de Macaé Aeroporto de Maceió Aeroporto de Montes Claros .MG APE Operação Belo Horizonte .MG APE Outros Operação Porto Velho .MG APE 516 1106.SC Operação Rio de Janeiro .PI Uberaba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 6400 Operação Ribeirão Preto .MG APE Fóssil Operação Bagé .160 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada 14 de Julho UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Londrina .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Gás de Alto Forno Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Faxinal dos Guedes .Senador Petrônio Portella Aeroporto de Uberaba Aeroporto de Uberlândia Aeroporto de Urubupungá .Mário Ribeiro Aeroporto de Palmas Aeroporto de São José dos Campos Aeroporto de Tefé Aeroporto de Teresina .AL Montes Claros .MG Operação Campos dos Goytacazes .RS PIE 100000 3M Itapetininga 3M Ribeirão Preto 3M Sumaré Abaeté Abatedouro São Salvador Abílio Bornia Abrasa Atlas de Energia Elétrica do Brasil Abunã Açominas Adria Aeroporto de Bagé Aeroporto de Belo Horizonte .6 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 Operação Sumaré .MG Castilho .Pampulha III Aeroporto de Campo de Marte Aeroporto de Campos .SC APE Construção Inácio Martins .SP Tefé .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Belo Horizonte .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3840 3840 2700 6400 516 1106.PR PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itaberaí .TO São José dos Campos .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2700 Operação Itapetininga .RS APE Fóssil Operação Jaboticabal .AM Teresina .MG Palmas .SP Operação Juiz de Fora .MG Operação Joinville .RJ APE APE PIE APE APE APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação São Paulo .4 UHE Construção Bento Gonçalves .

DF APE Fóssil Operação Boa Vista .São Paulo Aeroporto Internacional de Corumbá Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul Aeroporto Internacional de Florianópolis .SC APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação Foz do Iguaçu .AM Campinas .Terminal de Passageiros (TPS-1) Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Aeroporto Internacional Salgado Filho Anexo Aeroporto Internacional Tancredo Neves 161 .AM Porto Velho .Ministro Victor Konder Aeroporto Internacional de Pelotas Aeroporto Internacional de Ponta Porã Aeroporto Internacional de Rio Branco Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-Central Elétrica de Emergência CEE Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 09 Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 27 Aeroporto Internacional de Tabatinga Aeroporto Internacional de Viracopos .AC APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Corumbá .SP Manaus .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .Campinas Aeroporto Internacional Eduardo Gomes Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira Aeroporto Internacional Marechal Rondon.SC APE Operação Cruzeiro do Sul .RR APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Parnamirim .Cataratas Aeroporto Internacional de Navegantes .RS Operação Navegantes .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto de Vitória UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Guarulhos .MT Fortaleza .SBFL Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu .RS Confins .SP APE Fóssil Operação Campo Grande .AC Operação Ponta Porã .MS Operação Pelotas .CE Bayeux .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .PR APE Fóssil Óleo Diesel 984 UTE Outorga Vitória .MG Operação Guarulhos .PB Porto Alegre .MS APE Fóssil Operação São Paulo .Cuiabá Aeroporto Internacional Pinto Martins .MS APE Fóssil Operação Brasília .RN APE Fóssil Óleo Diesel 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Operação São José dos Pinhais .RO Várzea Grande .SP Tabatinga .ES APE Fóssil Óleo Diesel 392 984 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Aeroporto Internacional Afonso Pena Aeroporto Internacional Augusto Severo (CUT) Aeroporto Internacional Augusto Severo (SCI) Aeroporto Internacional Augusto Severo (Sub-Estação Prédio Anexo Operacional) Aeroporto Internacional de Boa Vista Aeroporto Internacional de Brasília Aeroporto Internacional de Campo Grande Aeroporto Internacional de Congonhas .SP Operação Rio Branco .PR APE Operação Florianópolis .SP Guarulhos .

MG APE Operação São José dos Campos .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .TO PIE Operação Uiramutã .MT Operação Monte Aprazível .AL APE Fóssil Óleo Diesel 170 170 Aeroporto Santa Genoveva de Goiânia Aeroporto Santos Dumont Afasa Afuá Aga Te Agência de São José dos Campos .PR PIE APE PIE APE-COM PIE APE APE PIE APE PIE COM PIE PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natual Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Dianópolis .RS Agudos do Sul .MG Trindade do Sul .SP Aimorés .RS Mataraca .RR SP Outorga Jaciara .PR Agudos .SP Operação Novo São Joaquim .SC Louveira .SP APE Fóssil Óleo Diesel 288 Operação Rio de Janeiro .PB Sertãozinho .MG Aiuruoca .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1690 40 140 504 14040 14000 17000 10000 13050 4000 48 14000 23000 2760 13300 1600 1396200 1000 144 12500 4800 3568 1300 330000 16000 3000 4500 4000 4250 1300 330000 4800 1200 1396200 1000 144 2760 48 140 504 14683 14000 17000 Operação Ribeirão Preto .SP Nova Trento .SP Outorga Alto Piquiri .Banco do Brasil S.MT PIE Operação Tarumã .SP PIE Biomassa Operação Juazeiro .TO SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itabirito .SP Outorga São Simão .MT PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jaciara .SP APE-COM Fóssil Óleo Diesel Operação Afuá .RJ APE Fóssil Óleo Diesel 324 Operação Goiânia .A Agostinho Rodrigues Atlas de Energia Elétrica do Brasil Agro trafo Agrovale Água Bonita Água Branca Água Brava Água Clara Água Fria Água Limpa Água Limpa Multifase Água Limpa Água Prata Água Suja Água Vermelha (José Ermírio de Moraes) Águas Claras Águas Termais da Cascata Nazzari Agudos Agudos Ambev Aguti Ahlstrom Aimorés Aiuruoca Albano Machado Albatroz Albertina .BA PIE Biomassa Operação Dianópolis .SP Operação Indiaporã .GO APE Fóssil Óleo Diesel 448 448 324 288 1675 UTE Operação Maceió .MT PIE Outorga Jaciara .MT Outorga Jaciara .162 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE PCH PCH UHE CGH CGH UTE UTE PCH UTE UHE PCH PCH EOL UTE Outorga Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Operação Erechim .

AM Alto Araguaia .PA APE Fóssil Óleo Diesel 4850 4960 4000 7400 2400 1600 3900 72000 2056 66000 Alcidia Alcoazul Alcomira Alcon Alcoolvale Alecrim Alegre Alegrete Alegria I Alegria II Além Paraíba 184 5188 Alenquer Alhandra Aliança 1000 2726 Almeirim Alphaville Alta Floresta 5000 30000 Alta Mogiana Alterosa Alto Araguaia 800 2544 15000 Alto Benedito Novo Alto Benedito Novo I Alto Chopim Alto da Boa Vista 2086.PA Outorga Jataí .000 5000 1344 Alto do Rodrigues Alto Fêmeas I Alto Irani Alto Jatapu Atlas de Energia Elétrica do Brasil Alto Paraguai (Pedro Pedrossian) Alto Rio Grande Anexo Alto Sucuriú 29.4 11800 10649 21.000 163 .SC São João da Baliza .PA PIE Operação Além Paraíba .MS APE Biomassa Operação Conceição da Barra .MT Piedade do Rio Grande .SP Santo Antônio do Içá .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 7400 2400 20600 3900 72000 2056 66000 51000 100800 184 4225 5400 1000 2258 352 5000 60000 500 1200 2544 15000 20340 2086.RN PIE Operação Alegrete .MT Benedito Novo .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Araçatuba .SC Benedito Novo .MT Alto do Rodrigues .RO São Joaquim da Barra .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 UTE Operação Barcarena .SP Operação Almeirim .PB PIE Operação Alenquer .BA Arvoredo .RR Alto Paraguai .000 5000 1680 27900 29000 Operação Teodoro Sampaio .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Albrás UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UTE UTE EOL CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH PCH Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Alta Floresta D’Oeste .RN São Desidério .ES PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Mirandópolis .SP APE-COM Operação Aparecida do Taboado .MG Água Clara .RN PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guamaré .PR Apiacás .RS PIE Fóssil Operação Alegre .ES SP Óleo Combustível Operação Miracatu .MS Outorga Barueri .GO COM PIE APE SP PIE SP SP APE-COM / PIE PIE PIE SP APE SP PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Alhandra .SC Palmas .4 11800 10650 21.MG APE Fóssil Fóssil Outorga Guamaré .

SP Construção Alta Floresta D’Oeste .Corredeira do Encano) Ângelo Cassol Anhanguera Anil Anna Maria Anori Antas I (Pedro Affonso Junqueira) Antas II Antônio Brennand (Ex-Alto Jauru) Antônio Viel Aparecida (UTM I) Bloco 1 e 2 Apertadinho Apiacás Apiaí Aporé Aprovale Apucaraninha .MG Operação Santana do Jacaré .MS Lucas do Rio Verde .MA APE Fóssil Carvão Mineral 75200 40104 2238 4050 8000 1238 30000 Operação Altos .RO PIE 1100 1103 13120 CGH Operação Cerejeiras .SC PIE Construção Angélica .PR Operação Santos Dumont .RO COM 744 744 Altoé II Altos Alumar Alunorte Alvarães Alvorada Alvorada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Amaturá Americana Amparo Anajás Anamã Andorinhas Angélica Angelina (Ex-Portobello .MT Tamarana .PA APE-COM Fóssil Óleo Combustível 103854 2238 4050 12000 1238 30000 21400 1112 1698 512 96000 26270 3600 22680 2080 1560 2832 8780 16500 21960 340 251540 30000 3148 125 808 1280 10000 3148 125 808 1520 10000 2080 1560 2832 4595 16800 20020 340 251540 1112 1698 512 Construção São Luís .AM Poços de Caldas .164 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Altoé I PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UTE UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH PCH UTE PCH UHE PCH CGH UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Anori .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Guaranésia .SP Chapadão do Sul .SC Manaus .PI PIE Fóssil Óleo Diesel 13120 Operação Cerejeiras .MG Araputanga .MT Barra do Chapéu .MT Lacerdópolis .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Barcarena .PA SP Fóssil Outorga Água Doce .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Alvorada d’Oeste .RO PIE PIE SP PIE SP SP SP PIE APE SP PIE SP APE APE-COM APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Construção Angelina .MG Construção Guará .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Alvarães .MG Poços de Caldas .SP SP Operação Amaturá .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Americana .RO Apiacás .AM SP Fóssil Operação Anajás .AM Vilhena .MS PIE Operação Ijuí .RS COM Biomassa Bagaço de Cana de Açucar Operação Anamã .

SP APE Biomassa Operação Porto Alegre do Norte .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5350 5350 4200 Aquarius Aquibatã Araçá 32 11480 210400 47000 1200 4800 324 134 4000 20.CE PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Normandia .AM Mataraca . Antônio do Aracanguá .RJ Operação Araucária .MG Construção Dianópolis .SC PIE 30000 32 11480 210400 57960 1200 4800 324 134 4000 20.RO PIE Fóssil Operação Caapiranga .AM SP Fóssil Operação S.ES APE-COM Biomassa Licor Negro Operação Aracati .SC Fortaleza .MT PIE 4200 UTE Operação Apuí .MT APE Biomassa Operação Guaíba .MT Santa Rosa de Viterbo .SE Atalaia do Norte .CE Simões Filho .MG Nova Ubiratã .SP Arvoredo .RO PIE Operação Varjota .RO Araucária Areal Areal Areas & Castelani Areia Areia Branca Aripuanã 800 120 Armando de Abreu Rios ARS Artivinco (anteriormente UTE Rio Pardo) 4500 Arvoredo Asfor 3350 640 1494 1944 4600 940 Asperbras Assis Brasil Associação Pró-Ensino Novo Hanburgo Atalaia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Atalaia do Norte Atlântica Anexo Atlas 6212 165 .TO Operação Mambaí .PA Construção Caratinga .48 484150 18000 4440 544 Aracati Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Araguassu Aralco Arara Araras Araras Araras .RS Aracaju .AC Novo Hamburgo .GO Operação Santa Rita de Jacutinga .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Apuí PCH EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH SOL UTE UHE PCH CGH PCH PCH CGH CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE EOL UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Operação Operação Aripuanã .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Água Doce .PR PIE SP APE COM PIE PIE SP APE PIE APE PIE APE COM PIE APE APE SP PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Mamoré .MT Raul Soares .RS APE-COM Biomassa Licor Negro Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Aracruz .CE SP Energia Solar Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Operação Nova Mamoré .MG Operação Areal .PB Santana do Araguaia .BA Assis Brasil .48 484150 18000 4440 544 11400 19800 800 120 6660 4500 11070 3350 640 1179 1944 4600 940 4500 5310 Operação Itiquira .

SP Tapiraí .SP Operação Presidente Figueiredo .RS PIE 24.SP APE Fóssil Óleo Diesel 40 40 Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Aurora Autazes Autódromo Avante Aveiro Axinim Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ayapuá B BA 3 .TO SP Óleo Diesel Outorga Caetité .SC Água Preta .PR Operação Baía Formosa .BA PIE Construção Alpercata .MG PIE Fóssil Gás Natural 226000 226000 950 5266 UTE Operação São Paulo .RS SP Outorga Guaporé .PA Barcelos .MG APE Operação Beruri .PA SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ibiaçá .BA APE Operação Camaçari .MG PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Óleo Diesel Licor Negro Licor Negro Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bagre .000 1000 624 405 100 940 192100 480 1222 140000 31800 108600 92000 40240 320 250000 20000 1300 720 385900 600100 2482 143100 40400 140760 1540 432 22000 2.SC APE 950 Operação Ibirité .RJ Barcarena .RJ Operação São Paulo .PA Seropédica .PA SP Fóssil Operação Natividade .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Borba .BA APE PIE APE SP APE / PIE APE SP PIE PIE SP PIE APE-COM PIE PIE COM PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Camaçari .AM Operação Cantagalo . Bacell) Bahia Sul Baía Formosa Bainha Balbina Bandeirante Bangu Shopping Bannach Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Barcarena Barcelos Bariri (Alvaro de Souza Lima) Barra Barra Bonita Barra Clara Barra D Ouro Barra da Paciência .AM Boracéia .PE Açucena .RN Operação Mucuri .SP Barra Bonita .Camaçari Bahia Pulp (Ex.AM SP Fóssil Óleo Diesel 5266 Outorga Chapecó .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Aveiro .SP Angelina .166 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Auad Mingione UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE UTE CGH EOL CGH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UHE UHE PCH CGH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Bannach .460 143100 40400 140760 1540 432 720 379000 31800 13600 92000 8240 320 249750 20000 480 1222 1000 624 575 100 940 Operação Autazes .Caetité Bagagem Bagre Baguari Bahia I .BA PIE Operação Nova Lima .MG Outorga Rio de Janeiro .

SC Baturité .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Lençóis Paulista .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18000 1320 2850 960 52500 3900 308.SP Balsas .MT PIE Biomassa Outorga Bento Gonçalves .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .MG São Paulo .MG Cristalina .SP Pontal .MG Campo Novo do Parecis .SC PIE 15000 UHE Construção Laranjal .SP APE Biomassa Operação Candói .SP PIE Biomassa Operação Anita Garibaldi .MA Pilar do Sul .PA SP Operação Barreirinha .AM SP Operação Santana do Araguaia .MG Guaratinguetá .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Barra do Braúna PCH UHE PCH UHE UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH PCH PCH UTE CGH UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Liberdade .SC PIE Construção Cachoeira Alta .MG PIE 39000 Barra do Rio Chapéu Barra dos Coqueiros Barra Escondida Barra Grande 698250 62900 824 5200 15800 933.SP Rio Negrinho .GO PIE 90000 2250 690000 62900 824 5200 15800 933.MT Outorga Xanxerê .SC Operação Belo Horizonte .SP São Paulo .GO Batatais .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Construção Saudades .8 2704 3150 11480 425 110000 3840 10200 1310 Outorga Rio Fortuna .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18300 1320 2850 960 Barra Grande de Lençóis Barra Mansa Barra Barra Barracão Barralcool Barreira do Andirá Barreira do Campo Barreirinha Barreiro Barrinha Barro Preto Baruíto Barulho Basf Guaratinguetá Batalha Batalha Batatais 3900 308.AM SP Fóssil Fóssil Fóssil Outros Operação Barra do Bugres .RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás de Alto Forno Operação Barra Bonita .SP Paracatu .SP Operação Operação Nova Ponte .MG Rio Doce .8 2704 3150 11480 425 Batavo Batista Battistella Baturité Baú Baú I Bayer 3840 10200 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bazan Anexo BCP 1310 167 .CE Liberdade .MG PIE COM APE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE COM PIE APE APE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Barreirinha .

4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 65000 480 2000 237300 24.GO Boa Vista do Ramos .AM SP Operação Manhuaçu .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 Operação Tanabi .MG Operação Mariana .SP APE Biomassa Operação Araxá .PR PIE Operação Pontal .SC Angra dos Reis .MG PIE 16020 Bebidas Ipiranga Bebidas Poty Bechara Nassar Frange Bela Vista Bela Vista Belco Belém do Solimões Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bellão & Schiavon Belmonte (Emergencial) Belo Monte Bem Brasil Benálcool Benedito Alto Benjamim Mário Baptista (Nova Sinceridade) Benjamin Constant Beruri BG Norte Petróleo Bicas Big Mais Supermercados Big Mart Biopav Bituva Blue Tree Park Angra dos Reis Boa Esperança (Castelo Branco) Boa Fé Boa Sorte Boa Vista Boa Vista do Ramos Boa Vista I Boa Vista II Boa Vista .SP APE Biomassa Operação Tabatinga .SP APE Fóssil Óleo Diesel 369 Operação Ribeirão Preto .TO Quirinópolis .RJ Guadalupe .BA SP Fóssil Operação Santa Cruz das Palmeiras .SP Operação Governador Valadares .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Manuel .PR Turvo .RS Dianópolis .MG PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Benedito Novo .PI Nova Bassano .MG Operação Itaquaquecetuba .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São João .MG APE Biomassa Operação Canutama .SP Operação Beruri .000 16000 80000 2582 1192 8000 800 40000 2582 460 8000 800 480 2000 237300 360 504 650 1502.SP APE Fóssil Óleo Diesel 228 Operação Potirendaba .SP Operação Marília .AM Turvo .PR Sarutaiá .168 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Bebedouro UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UHE PCH PCH UTE UTE PCH PCH CGH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mafra .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3750 3750 369 228 9800 PCH Outorga Unaí .AM SP APE APE-COM APE APE PIE APE APE SP PIE PIE PIE SP APE APE COM Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Benjamin Constant .SP Outorga Brejo Alegre .SC COM Operação Bento de Abreu .AM SP Fóssil Operação Belmonte .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 9800 29000 360 360 650 1502.

MG SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Borba .SC Guarantã do Norte .SP APE APE APE APE SP SP SP PIE PIE APE APE PIE APE APE PIE PIE APE SP Biomassa Fóssil Biomassa Outros Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas .MT Cristal do Sul .SP Conceição do Pará .AC Barueri .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Bom Jesus do Araguaia .MG PIE Outorga Cornélio Procópio .RS Faxinal dos Guedes .AM SP Outorga Guarulhos .DF Operação Piracicaba .MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jardim da Serra .MT Guarantã do Norte .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Boca do Acre PCH UTE EOL UTE CGH UTE UTE PCH PCH EOL UTE UTE CGH UTE CGH UTE PCH UHE PCH PCH PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Schroeder .SP APE Fóssil Fóssil Construção Aracati .SP Brasília .MS Brasiléia .SP Operação Marília .RJ Adamantina .PR PIE Outorga Aracaju .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1380 30000 952 360 3600 368 9900 19000 50000 1267 5600 715 8000 12 324 1120 16500 9600 5300 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 18000 6502 1200 10000 Construção Brasnorte .SC PIE Outorga Boituva .MG Operação Pontal .MG Brasilândia .SC Rio de Janeiro .MT PIE 30000 UTE Operação Boca do Acre .CE PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Simão Pereira .MT Guarantã do Norte .SP APE Biomassa Operação Bom Jesus do Galho .AM SP Fóssil Óleo Diesel 7641 7641 Bocaiúva Boituva Bom Jardim Bom Jesus do Araguaia 952 360 3600 Bom Jesus do Galho Bom Retiro Bompreço Supermercado Jardins Bonanza Bonfante 19000 Bons Ventos Bonsucesso Borba 5600 720 8000 12 324 1120 15000 10752 5180 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 10000 6078 1200 Bortolan (José Togni) Bortolo Carolo Bosque dos Chalés Bovimex Boyes Bracinho Braço Norte II Braço Norte Braço Norte III Braço Norte IV Braga Bragagnolo Brahma Branco Peres Brasil Verde Brasilândia Brasiléia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Brasilgráfica Anexo Brasília 10000 169 .SE APE Fóssil Operação Capivari .MT Guarantã do Norte .SP Operação Sabará .

MG APE Operação Ponte Nova .PA APE-COM 640 Operação Breves .SP APE Fóssil Operação Taió .RS APE Operação Guará .MT Vilhena .4 3600 19200 23000 1750 1400 10000 30000 7.SP Operação Buritizal .2 5000 800 13271 10000 2000 40 400 3825 2031 1000 30000 2700 2800 2700 2800 2031 1000 2000 40 30000 7 5000 800 13271 Operação Novo Progresso .SP São Vicente .RS Caapiranga .RO Cruz Machado .SP APE Fóssil Operação Hortolândia .RO Comodoro .MG PIE 11000 8701 640 2900 680 12895 750 1600 800 1070.MG APE 12400 12400 Brejaúba Breves Brigadeiro Velloso III Brito Britos Brumado Bruno Heidrich Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bruno Heidrich Neto (Ex-Cachoeira do Rio do Rauen) BSH Continental Budai Buettner Bugres Bunge Araxá Bunge Guará Buricá Buriti Buriti Buriti Queimado Buriti Buritis Buritis / Fernandes Rivero Burro Branco Byk C & A Modas C&C Casa e Construção São Vicente CAAL Caapiranga Caa-Yari Cabeça de Boi Cabixi Cabixi II .SP APE Operação Araxá .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 5070 Outorga Conceição do Mato Dentro .SC APE Fóssil Operação Jandira .170 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Brecha PCH UTE CGH PCH CGH UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH Outorga Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Buritis .MG APE Outros Fóssil Operação Canela .MS Outorga Sapezal .SP São Paulo .RS SP Enxofre Óleo Diesel Operação Brusque .MG Operação Água Clara .MT APE PIE SP COM PIE APE APE Operação Buritizal .MG APE 2900 680 12895 750 1600 800 1070.AM Crissiumal .PR Jaguariúna .SC APE Operação Brumado .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Taió .BA APE Fóssil Óleo Diesel Operação Igaratinga .4 3600 11500 23000 1750 1360 UHE Operação Guaraciaba .RS Alta Floresta .MT PIE PIE APE APE SP PIE PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Casca de Arroz Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Independência .SP Alegrete .SP Operação Buritizeiro .

MG Cachoeira Dourada .SC Pará de Minas .GO Colatina .MG Canaã .MA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jequeri .PA Operação Cachoeira do Arari .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 Cachoeira do Fagundes Cachoeira do Feijó Cachoeira do Lavrinha (São Patrício) Cachoeira do Oito Cachoeira do Pinheirinho Cachoeira do Rosário (Usina Carioca) Cachoeira dos Macacos Cachoeira dos Prazeres Cachoeira Dourada Cachoeira Escura Cachoeira Formosa Cachoeira Grande Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeira Grande Anexo Cachoeira Grande 20000 171 .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ouro Preto .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 20700 12300 10000 4300 Outorga Cabo Verde .MG São Luís do Quitunde .MG PIE Operação São Gabriel da Palha .AL PIE Biomassa Operação Vilhena .ES Mafra .RO SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Nova Bassano .AL Rianápolis .PE APE-COM Fóssil Óleo Diesel 2000 2000 300 4160 679.MG Operação Santarém .MG Outorga Lima Duarte .MG Perdizes .MG APE 300 UTE Operação Cabo de Santo Agostinho .MA PIE Operação Jaciara .RS PIE Operação Parintins .MG Jequeri .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cabo de Santo Agostinho CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH PCH CGH PCH PCH UTE CGH PCH UHE PCH CGH PCH CGH CGH PCH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Antônio Carlos .6 Cabo Verde Caboclo Caburi Caçador Cachoeira 11120 7400 302 2560 Cachoeira Cachoeira Alta Cachoeira da Fumaça Cachoeira da Ilha Cachoeira da Lixa 14800 900 Cachoeira da Onça Cachoeira da Providência Cachoeira da Usina Cachoeira do Arari 1008 50 Cachoeira do Aruã Cachoeira do Brumado João Camilo Penna (Ex-Cachoeira do Emboque) 21600 1840 472.MG APE 4160 679.MG Nacip Raydan .MG Buritis .RO Antônio Dias .MG Operação Raul Soares .MG Ouro Preto .6 22500 11120 13400 302 2560 9000 14800 900 11700 12000 1050 50 2340 21600 1840 472.PA PIE APE PIE SP APE APE SP SP COM APE APE-COM APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Outorga Carolina .BA PIE Outorga Carolina .ES SP Operação Itamaraju .MG APE Operação Maceió .MT APE-COM Operação Manhumirim .

RS SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maceió .SC Operação Itaúna .172 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cachoeira Poço Preto PCH CGH CGH CGH PCH CGH UHE CGH UHE UHE UTE UTE UTE CGH CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Cubatão .SP Carmo do Cajuru .000 346803 19000 2000 250400 607 7200 408 7500 1296 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 657 80400 675 Outorga Matriz de Camaragibe .RJ Sete Lagoas .MG Operação Itaituba .RJ Operação Xanxerê .PR APE 1840 2920 696 945 160 PCH Operação Itararé .PR PIE Operação Tesouro .AL APE Operação São Miguel dos Campos .AL PIE Biomassa Operação São Paulo .PA APE APE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE PIE APE PIE PIE SP PIE PIE Outros Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás de Alto Forno Gás Natural Gás Natural Gás Natural Óleo Combustível Óleo Combustível Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Júlio de Castilhos .AP Barra Longa .BA Calçoene .SP APE-COM 4000 4000 Cachoeira Cachoeira Santo Antônio Cachoeira Serra D’Água Cachoeira Velonorte Cachoeirão Cachoeirinha Cachoeirinha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeirinha Caconde Caçu Cadam Caesar Park Hotel Guarulhos Caeté Caeté Cachoeira Cafundó Caima Caixão Caju Caju Cajuru Cajurú Calama Calçados Azaléia Calçoene Caldeirões Calheiros Calsete Camaçari Camaçari Ambev Camaçari Camaçari Muricy I Camaçari Pólo de Apoio I .MG Porto Velho .BA Dias d’Ávila .SC APE Outorga Clevelândia .MT APE Construção Alvarenga .MG APE 696 Operação Guarapuava .SP PIE Operação Faxinal dos Guedes .MG Bom Jesus do Itabapoana .GO PIE Óleo Combustível Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caconde .BA Camaçari .AL APE 945 Operação Barroso .BA Outorga Santa Maria Madalena .MG APE 160 27000 675 45000 657 80490 65000 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 10000 607 7200 408 7500 1296 15000 19000 2000 250400 5256 346803 148000 150.PA APE Fóssil Construção Caçu .BA Camaçari .RO Itapetinga .MG PIE Operação Cachoeira da Prata .SP APE Fóssil Operação Almeirim .BA Camaçari .MG Camaçari .

6 44800 24 350000 824 28000 57000 Operação Camargo .RS COM 200 CGH Operação Pedra do Indaiá .SC Operação Iracema .SC APE Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Honório Serpa .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Camarão CGH PCH UHE UTE PCH UTE UTE CGH CGH UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UHE UTE CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH EOL UHE Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Construção Mataraca .PI PIE PIE SP SP PIE PIE PIE PIE COM PIE SP SP SP PIE APE PIE PIE APE / PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Campo Florido .RR Candiota .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Itutinga .MG PIE Outorga Água Doce .RS Cantá .MG COM 910 910 200 4230 46000 Camargo Camargo Corrêa (Arrossensal) Camargos Camaruã Camburu Camen Cametá 429 50 494 Camifra I Camifra II Campina Grande Campinas 340 Campo Belo Campo Florido 30000 13120 1941 30000 360 880000 Campo Maior Campo Novo Campos (Roberto Silveira) Campos Novos Campos Novos Camurim Cana Brava 450.SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Tapauá .AM SP Fóssil Outorga Morrinhos .GO PIE Biomassa Outorga Caraguatatuba .6 42500 10 Canastra Canauanim Candiota III Candói 824 28000 Canoa Quebrada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Canoa Quebrada Anexo Canoas I 82500 82500 173 .AM SP Fóssil Outorga Campina Grande .RJ Operação Campo Novo de Rondônia .MT Aracati .CE Cândido Mota .MG SP Operação Nortelândia .080 340 9600 30000 13120 1941 114150 360 880000 4500 450000 30000 550 17000 1609.PB Cavalcante .MG Ariquemes .RO Operação Campo Maior .SC PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Manacapuru .GO Paraguaçu Paulista .RO Canabrava do Norte .MT PIE 4230 46000 100 30000 10000 429 50 494 169.PR APE Operação Barreirinha .MT Canela .RS Candói .PB PIE Fóssil Outorga Abelardo Luz .PR Lucas do Rio Verde .SP Operação Abdon Batista .000 30000 550 Canaã Canaã Canaã Canabrava do Norte 1609.RR Operação Campos dos Goytacazes .SP Carmo de Minas .

174 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Canoas II PCH UTE PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Americana - SP Rio de Janeiro - RJ Seberi - RS Campo Novo - RS Carneirinho - MG Caconde - SP São José do Rio Preto - SP Barcelos - AM Fernandópolis - SP São José dos Campos - SP SP APE PIE Operação Americana - SP Operação Careiro da Várzea - AM Construção Mataraca - PB Operação Carauari - AM Operação Carangola - MG Operação Coronel Xavier Chaves - MG APE PIE SP PIE SP SP PIE APE-COM APE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Outorga Campina das Missões - RS APE Operação Caracaraí - RR SP Outorga Urucará - AM SP Fóssil Fóssil Operação Piedade dos Gerais - MG COM Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André - SP PIE Fóssil Operação Cajueiro - AL APE-COM Biomassa Operação Capixaba - AC PIE Fóssil Construção São Bonifácio - SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Porecatu - PR PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Passo Fundo - RS SP 4470 240000 210000 640000 12000 946 2400 18020 950 120 6272 953 1842 15000 5456 4500 2068 36160 1111120 3200 800 9000 24000 21600 552 60 3920 9000 552 60 3920 9000 3200 800 9000 24.000 2068 36160 6272 953 1842 15000 5456 946 2400 18020 950 Operação São Carlos - SP SP 4300 Operação Canutama - AM SP Fóssil Óleo Diesel 2080 Outorga Laranjal - PR PIE 18000 2080 4300 3760 240000 210000 640000

UHE

Operação

Andirá - PR

APE / PIE

72000

72000

Cantu 2

Canutama

Capão Preto

Capigui

Amador Aguiar I (Ex - Capim Branco I)

Amador Aguiar II (Ex - Capim Branco II)

Capivara (Escola de Engenharia Mackenzie)

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Capivari

Capixaba

Capricho

Capuava

Caquende

Cará - Açú

Caracaraí

Caraguatá

Carandaí

Carangola

Carauari

Caravela

Careiro da Várzea

Carioba

Carioba II

Carioca Shopping

Carlos Bevilácqua

Carlos Gonzatto

Carneirinho

Carrapatos

Carrefour Rio Preto

Carvoeiro

Casa de Força

Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Casca II UHE PCH PCH CGH CGH EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UHE UTE PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Lages - SC Virmond - PR Manacapuru - AM Panambi - RS Santa Gertrudes - SP Rio dos Cedros - SC Rio de Janeiro - RJ Conceição da Barra - ES Luís Antônio - SP Jacareí - SP São Francisco do Conde - BA Faxinal dos Guedes - SC Outorga Ipojuca - PE Operação Caucaia - CE Operação Nova Friburgo - RJ Operação Piracicaba - SP Operação Ribeira - SP Operação Ariranha - SP PIE APE APE SP PIE APE SP SP SP APE APE SP APE-COM PIE APE APE-COM PIE SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Pádua - RS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Altamira - PA SP Operação Careiro - AM SP Fóssil Fóssil Operação Colorado do Oeste - RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Colorado do Oeste - RO APE-COM Operação Colorado do Oeste - RO APE Operação Cassilândia - MS SP Outorga Água Doce - SC PIE Operação Chiapetta - RS APE Outorga Novo Barreiro - RS APE Construção Chupinguaia - RO PIE Outorga Mairiporã - SP APE 3900 7000 280 680 4800 500 1500 750 1480 6000 3425 130000 30000 4000 11480 1940 14760 750 4290 1300 430 784 3567 7400 4984 36000 32600 138680 185891 5400 Operação Chapada dos Guimarães - MT SP 12420

PCH

Operação

Chapada dos Guimarães - MT

SP

3520

3520 12420

Casca III

Cascata

Cascata Chupinguaia

Cascata do Barreiro

280 680

Cascata do Buricá

Cascata

Cassilândia

500 1844 750 1480 6000 3425 130000 9000 4000 11480 1940 14760

Castaman I (Enganado)

Castaman II

Castaman III

Castanho

Castelo dos Sonhos

Castro Alves

Catanduva

Catas Altas I

Caterpillar

Catete

Caucaia

Caulim

Caveiras

3829 1260 430 760 3567 7280

Cavernoso

Caviana

Caxambu

Cedasa

Cedros (Rio dos Cedros)

CEG

Ceisa (Ex-Disa)

5500 32600 139424 185891

Celpav II

Celpav IV

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I)

Anexo

Celso Ramos

5600

175

176 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Celucat UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UHE PCH UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Catanduva - SP Potirendaba - SP Guarulhos - SP Patrocínio Paulista - SP São José dos Pinhais - PR Chapadinha - MA Chapecó - SC Charqueadas - RS Chavantes - SP Cantagalo - RJ Chaves - PA Outorga Frutal - MG Operação Piracicaba - SP Operação São Paulo - SP Outorga Rio de Janeiro - RJ Operação São Paulo - SP APE COM APE APE PIE PIE PIE APE APE-COM SP PIE APE PIE PIE SP SP Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Resíduos de Madeira Carvão Mineral Operação Iguatemi - MS APE Operação Campinas - SP APE Operação Santa Cecília - SC APE Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Licor Negro Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Cecília - SC APE Operação Encruzilhada do Sul - RS APE Biomassa Operação Primavera - PE COM Resíduos de Madeira Operação Camutanga - PE PIE Biomassa Operação Primavera - PE COM Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Aracaju - SE APE Fóssil Gás Natural Outorga Santo André - SP PIE Fóssil Gás Natural 271830 2600 47,30 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 440 4000 360 25000 75000 40200 2100 16000 18000 29920 4000 72000 414000 1600 584 72000 414000 680 584 75000 40200 2100 16000 18000 4000 360 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 2600 Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Gás Natural 3200 Operação Belo Oriente - MG APE-COM Biomassa Licor Negro 100000 Operação Vargem Bonita - SC APE Biomassa Licor Negro 4900 4900 100000

UTE

Operação

Lages - SC

APE

Biomassa

Licor Negro

12500

37822

Celulose Irani

Cenibra

CENPES-Petrobrás

Central de Cogeração Capuava

Central de Co-geração Shopping - Aracaju

Central de Vendas em Informática

Central Ilha do Sul

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Central Mariquita

Central Olho D’Água

Central Pé de Serra

Central Termelétrica de Geração (Forjasul)

Central Usina I

Central Usina II

Centro Alternativo Campinas

Centro Oeste Iguatemi

Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo

Centro Tecnológico Usinaverde

Cenu

Cerba

Cerradão

Cerradinho

Cerradinho Potirendaba

Cesar Park Business Hotel/Globenergy

Cevasa

Chaminé

Chapadinha

Chapecó

Charqueadas

Chavantes

Chave do Vaz

Chaves

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Chibarro PCH CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH EOL EOL Construção Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Construção Construção Operação Operação Operação Operação Niquelândia - GO Ferreira Gomes - AP Coari - AM Sonora - MS Antônio Dias - MG Paraguaçu Paulista - SP Narandiba - SP Maringá - PR Codajás - AM Coari - AM Nova Lima - MG Mataraca - PB Mataraca - PB Operação Pirassununga - SP Operação Clementina - SP Outorga Caldas - MG Operação Giruá - RS Operação Catanduva - SP APE APE PIE APE APE APE-COM SP SP APE-COM PIE PIE PIE PIE SP SP APE PIE PIE Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Matão - SP APE Outorga Bebedouro - SP APE Operação Limeira - SP APE Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Operação Canoinhas - SC PIE Biomassa Outorga Pará de Minas - MG APE Biomassa Operação Marechal Deodoro - AL APE Fóssil Construção Campos de Júlio - MT PIE Gás Natural Carvão Vegetal Resíduos de Madeira Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Manaus - AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Chupinguaia - RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Vilhena - RO PIE Operação Itapejara d’Oeste - PR SP Outorga Coqueiral - MG APE 61 1980 1260 2570 17600 17000 3187,5 2000 4000 2000 5000 7000 4824 350 4000 11200 40 36000 67982 19310 800 10000 28200 40000 13000 5200 80 1944 4500 Outorga Imbé de Minas - MG PIE 3543

PCH

Operação

Araraquara - SP

SP

2600

2600

Chica Valadares

Chiquinho Barbosa

61 2080 1260 2570 11.200

Chopim I

Chupinguaia

Chupinguaia

Cidade Nova

Cidezal

Cinal/Trikem

3187,5

Cisam

Cisframa

4000 2300

Citrosuco

Citrosuco Bebedouro (Ex.Cargill Bebedouro)

Citrosuco

7000 4824 350

Citrovita Catanduva

Claudino Fernando Picolli

Clayton Ferreira

Clealco

11200 40 36.000 76952 19310 800

Clínica Rubens Luís Costa

CNT

Coaracy Nunes

Coari

Cobel

Cocais Grande

Cocal

28200

Cocal II

Cocamar Maringá

Codajás

5200

Codajás Mirim

Codorna

1944

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Coelhos I

Anexo

Coelhos II

4500

177

MT Baependi .Frutesp Coinbra .PI Operação Diadema .RO SP Fóssil Operação Tapera .BA Salvador .PB PIE 4500 Coelhos IV Cofercatu Cogeração International Paper (Fases I e II) Cogeradora Biancogrês Coinbra .SP APE-COM Fóssil Óleo Combustível 138172 Operação Florestópolis .SP PIE Biomassa Operação Medeiros Neto .178 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Coelhos III EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Canoas .Cresciumal Coinbra .ES APE-COM Fóssil Gás Natural 4915 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 3820 4648.8 368.RJ São Paulo .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bebedouro .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Leme .PR APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 Construção Mataraca .MT Rio de Janeiro .MT SP APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE PIE SP PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Itaperuna .PR Confresa .SP Salvador .BA PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Medeiros Neto .SP APE Operação Guaíra .RJ PIE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natual Operação São Paulo .RO Outorga União .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Serra .GO Operação Comodoro .8 1620 8800 53 5000 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 20000 3902 1816 3902 1816 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 51 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 1600 4648.RS Cuiabá .SC Operação Porto Velho .SP PIE Biomassa Fóssil Operação Colorado do Oeste .MG Outorga Concórdia .8 1620 Operação Mogi Guaçu .BA São Paulo .RS SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ariranha .Frutesp Atlas de Energia Elétrica do Brasil Colino 1 Colino 2 Colombo Colorado Colorado do Oeste Colorado Combustol Comendador Venâncio Comodoro Complem I Component Comvap Conceição da Galera Concórdia Condomínio Canoas Shopping Center Condomínio Civit Pantanal Shopping Condomínio do Edifício Barão de Mauá II Condomínio E-Tower São Paulo Condomínio Shopping Center Lapa Condomínio Shopping Center Piedade Condominio World Trade Center Confluência Confresa Congonhal I .PB PIE 4500 4000 50500 EOL Construção Mataraca .8 368.BA PIE Operação Matão .SP Prudentópolis .SP Operação Morrinhos .

MG Guariba .60 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 18000 3600 1600 90 14800 74400 6000 3188 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1000 1723 340 520 10000 Operação Nerópolis .Supermercado Barretos Cooperfrigo Coopernavi Cooper-Rubi Cooperval Copa D’Or Copatana Copebrás Catalão 14800 74400 6000 Copesul Coprodia Coqueiral Coraci 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1007 2000 340 520 Coroado Corona Coronel Américo Teixeira Coronel Araújo Coronel Domiciano Coronel João de Cerqueira Lima Coronel Jove Soares Nogueira (Ex-Benfica) Corredeira do Capote Corredeira do Noronha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Córrego Azul Anexo Córrego Fundo 179 .GO PIE Operação Naviraí .MG Itaúna .RS Campo Novo do Parecis .MT Promissão .PR APE Operação Rubiataba .SC Muriaé .SC São Pedro do Turvo .SP APE Fóssil Operação Rondon .GO APE Fóssil Óleo Diesel 3688 CGH Operação Baependi .AM Operação Rio de Janeiro .SP Santana do Riacho .MT COM Operação Palmital .MT Operação Catalão .GO Outorga Jutaí .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Contagem .SP Paranatinga .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Outros Outros Biomassa Operação Barretos .SP Colorado .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Operação Pontes e Lacerda .MG COM 416 416 3688 440 800 Coniexpress Conquista Conrado Heitor de Queiroz Construtora F Rozental Contagem 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 2400 3600 1600 Contão Contestado Coocarol Coopercitrus .PR Operação Operação Triunfo .MS PIE Operação Promissão .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Efluente Gasoso Gás de Processo Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pacaraima .MG APE Fóssil Gás Natural Outorga Duque de Caxias .MG Itaúna .PR APE Biomassa Operação Água Doce .SP APE Fóssil Óleo Diesel 440 800 729.MG Ribeirão Branco .RJ APE SP APE PIE PIE PIE APE APE APE-COM APE PIE SP APE APE APE-COM APE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jandaia do Sul .MG Água Doce .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Congonhal II UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH CGH PCH CGH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Angelina .SP Caldas .

GO SP Operação Araguaína .MG PIE Biomassa Operação Campo Florido .700 16.GO PIE Operação Caldas Novas .MG PIE Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marabá .SP APE Outros Outros Operação Arceburgo .MS Crato .MG PIE Biomassa Operação Coruripe .SP Operação Costa Marques .MG PIE 14000 680 375000 Operação Amambaí .PR Crisólita .180 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Córrego Galheiros CGH CGH PCH CGH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE PCH PCH UTE UHE PCH PCH CGH UTE CGH CGH Outorga Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Construção Cotiporã .RO Outorga Anori .MT Alto Araguaia .RS Victor Graeff .TO SP 680 375000 93600 127000 1700 32000 30000 24000 1440 27000 14000 19000 230 4570 75000 16000 1000 1145 19500 3340 2282 150000 11500 5000 400 13120 80 800 400 13120 80 800 3340 2282 4570 9360 16000 1000 1145 127000 1.MS Operação Piracicaba .AM SP PIE APE PIE COM SP PIE APE SP PIE PIE PIE SP PIE APE COM Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Formoso .CE Boa Ventura de São Roque .MT Rio Casca .000 24000 1440 27000 10000 Outorga Açucena .AL PIE Biomassa Operação Rio Claro .Filial Campo Florido Coruripe Iturama Cory Cosipa Cosipar Costa Costa do Ambé Costa Marques Costa Pinto Costa Rica Cotia Cotijuba Cotiporã Cotovelo do Jacuí Cotriguaçu Couto Magalhães Covanca Covó Coxim (Vitor Brito) Crato Cris Crisólita .MT APE-COM 1000 1000 144 CGH Outorga Campo Verde .PA PIE Operação Cubatão .MS APE 144 Outorga Brasnorte .MT APE-COM 1000 1000 Córrego Santa Cruz Córrego São Luiz Corrente Grande Corujão Corumbá I Corumbá III Corumbá IV Atlas de Energia Elétrica do Brasil Corumbataí Coruripe Coruripe Energética .RS Cotriguaçu .MG Mangueirinha .MG APE Fóssil Operação Iturama .000 30.SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Operação Luziânia .PR Operação Costa Rica .PR Coxim .PA Outorga Antonina .GO PIE Construção Luziânia .MG Operação Belém .

SP Prata .PB Curralinho .MG Paracambi .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Operação Serra .SP Anápolis .AM PIE Fóssil Óleo Combustível 85380 PCH Operação Manoel Ribas .PR PIE 4000 4000 85380 Cristiano Rocha Cristina Cristo Rei 960 Criúva Cromex 32 Cruz Alta Cruzeiro do Sul 18998 4000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1794 3520 1442 1047 30300 1360 320 CRV Crylor CST CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cucaú Cucuí Cuiabá Cujubim Culuene Curemas Curralinho Curuá Curuá-Una D Da Cascata Da Fazenda Da Ilha 26000 Da Mata Da Prata Da Serra 1000 2700 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Dacal Anexo Daia 44300 181 .AC PIE Fóssil Outorga Água Doce .RJ APE-COM Operação Americana .GO PIE Biomassa Operação Cruzeiro do Sul .RJ Parapuã .GO Operação Paranatinga .SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Siderúrgico Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação São Paulo .PA Santarém .MT Operação Cujubim .ES APE Outros Operação São José dos Campos .RO Operação Cuiabá .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cristalino UTE PCH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE UTE CGH UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Coremas .SP APE Fóssil Operação Carmo do Rio Verde .RS PIE Operação Campo Mourão .PR APE Outorga Cristina .PA Curuá .SP APE Operação Volta Redonda .PA Nova Lima .RJ Nova Monte Verde .RS Valparaíso .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Caxias do Sul .AM Operação Rio Formoso .MG PIE 3500 1800 23949 32 30000 18998 20000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1790 3520 840 1172 30300 1360 320 19500 26000 40000 15000 1000 2700 44300 Operação Manaus .MT Operação São Gabriel da Cachoeira .PE PIE SP PIE PIE SP SP PIE PIE SP APE COM PIE PIE PIE APE COM APE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André .MT Antônio Prado .MG Paracambi .

PR APE Biomassa Operação Pitangueiras .SP APE Biomassa Operação Marapoama .SC APE 1440 1440 Dardanelos Dasa Davanti Decasa Della Coletta Delos Delta Atlas de Energia Elétrica do Brasil Demarcação Derivação do Rio Jordão Destil Destilaria Andrade Destilaria de Álcool Ibaiti Destilaria Guaricanga Destilaria Malosso Destilaria Melhoramentos Destilaria Paraguaçu Destilaria Porto Alegre Destivale Detofol DH&C Outsourccing S/A .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4200 Construção Aripuanã .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caiuá .PR APE Operação Itápolis .SP Operação Dianópolis .SP APE Biomassa Operação Reserva do Iguaçu .SP Avanhandava .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 37000 2873 5500 2500 999 9500 490000 14013 3600 3600 999 Operação Gália .RJ Padre Bernardo .GO Dois Córregos .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Delta .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Operação Ibaiti .Datacenter Dia Brasil Diacal II Diamante Diana Dianópolis Divigusa Divinópolis Divisa Do Atlântico Do Sal Dois Córregos .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bariri .MG Campos de Júlio .SP APE Operação Presidente Alves .SP Operação São Paulo .SP Outorga Palma Sola .MG Divinópolis .SC Operação Araçatuba .SP Dianópolis .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .TO Divinópolis .182 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dalapria UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE CGH PCH UTE PCH UTE Operação Outorga Outorga Outorga Construção Outorga Operação Operação Operação Jaú .MT Rio de Janeiro .AL Operação Paraguaçu Paulista .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Porto Velho .SP Operação Colônia Leopoldina .SP APE APE APE COM APE APE PIE PIE APE PIE APE COM PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jussara .SP APE Fóssil Óleo Diesel 144 Operação Serra dos Aimorés .TO Operação Guarulhos .MT PIE 261000 4200 144 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 7000 2873 5500 PCH Operação Passos Maia .

MG COM Operação Nuporanga .SP Cascalho Rico .MG APE Operação Marília .AM Rio Brilhante .MG Operação Nova Lima . Henrique Portugal Dr. Tito I Dr.RS PIE / SP 125000 990 632 2408 12000 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 448 1851.GO Espírito Santo do Pinhal .330 3300 2000 5800 12000 0 120000 8988 296 19000 1192000 E E Nova Eco Vida Cajuru Ecoluz Editora o Dia Egídio Eirunepé Eldorado Eldorado Unidade Nova Andradina Electron (TG) Elekeiroz Eletrocéu Eloy Chaves Atlas de Energia Elétrica do Brasil Emborcação Anexo Energ-Biog 30 183 .MS Nova Andradina .RJ Juruena .MS Manaus .SP Chapadão do Céu .MG Guarapuava .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dois Vizinhos UTE UHE CGH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UHE UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Sacramento .MG PIE Óleo Diesel Operação Santa Maria de Itabira .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira 3000 1980 Dom Pedrito Dona Francisca 125000 990 632 2408 Dona Maria Piana Dona Mirian Dona Rita Dores do Guanhães Dori Alimentos 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 Dorneles Dourados Dourados Doutor Augusto Gonçalves Dr.PR Rio de Janeiro .MG APE Outorga Abadia dos Dourados .MG COM Operação Santa Rita de Jacutinga . Tito II DTCEA-TRM Dulcini 1851 1400 2744 560 12.RS COM Operação Agudo .SP APE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .SP Operação Nova Lima .MT Eirunepé .MG COM APE APE APE APE COM PIE APE APE-COM SP PIE PIE SP APE APE-COM SP SP APE Biomassa Biogás Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Outros Resíduos de Madeira Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Enxofre Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Arceburgo .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 12500 UTE Operação Dois Vizinhos .MG Outorga Arceburgo .MG SP Operação Capão Bonito do Sul .2 1400 2744 560 12330 3300 2000 5800 12000 22000 121116 8988 296 19000 1192000 30 Outorga Dom Pedrito .AM Várzea Paulista .RS COM Operação Flores da Cunha .MG COM Operação Itaúna .SP SP Operação Passa Tempo .MG Operação Santo Antônio de Posse .MG Barueri .SP Outorga São Gonçalo do Abaeté .

CE PIE Fóssil Gás Natural Operação Jacareí .PR Biomassa Resíduos de Madeira 5000 Outorga Joaquim Nabuco .CE Gouveia .RS PIE Operação Pedreira .AM Operação Florianópolis .184 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Energética Santa Helena UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL Construção Operação Construção Construção Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Aracati .CE Bom Jardim da Serra .SP PIE Fóssil Gás Natural Operação Balsa Nova .CE Operação Água Doce .SC APE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE SP PIE PIE Operação São Gonçalo do Amarante .MG Palmas .Elétrica de Palmas Eólio-Elétrica São Gonçalo .AM PIE Fóssil Gás Natural Operação Mogi Guaçu .SC PIE Fóssil Outorga Salvador .CE Amontada .PR PIE Fóssil Gás Natural Operação Pacatuba .MT PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Blumenau .SP PIE Fóssil Gás Natural 8592 5552 9119 30775 168800 1000 17000 13000 24438 3000 23700 14760 744 3609 9000 16200 10500 600 225 10000 5.SC Operação Envira .SC Fernando de Noronha .SP APE-COM Outorga Silves .PE Paracuru .PE Aquiraz .PR São Gonçalo do Amarante .RS PIE Biogás Gás Natural Construção Júlio de Castilhos .RN Outorga Beberibe .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 38040 8040 UTE Operação Nova Andradina .BA PIE Biomassa Construção Júlio de Castilhos .CE São Gonçalo do Amarante .000 54000 225 23400 28800 1000 2500 60000 1000 2500 225 49300 600 225 10000 5000 23700 14760 744 3609 9000 1000 Operação Carambeí .PE PIE Biomassa Biogás 3775 0 5000 8592 5552 9199 30775 Outorga Joaquim Nabuco .CE Olinda .MS APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 3200 3200 Energia Ambiental Energia Ambiental 2 Energy Green Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Atlas de Energia Elétrica do Brasil Enersisa Engenheiro Bernardo Figueiredo Engenheiro Ernesto Jorge Dreher Engenheiro Henrique Kotzian Engevix .Salvador 1 Engevix-Blu 1 Engº José Gelásio da Rocha Enguia Pecém Entidade Religiosa Envira Eólica Água Doce Eólica Ariós Eólica Canoa Quebrada Eólica de Bom Jardim Eólica de Fernando de Noronha Eólica de Prainha Eólica de Taíba Eólica Icaraizinho Eólica Olinda Eólica Paracuru Eólica Praias de Parajuru Eólica-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho Eólio .CE Beberibe .CE PIE Operação Pedra Preta .

RJ Operação Atalaia do Norte .RJ São José do Rio Pardo .SP Outorga São Paulo .PR Salto .CE Areal .RR SP Fóssil Óleo Diesel 281 281 58400 80000 324 975 4800 6970 22200 5040 900 32010 Equipav Equipav II Ericsson Telecomunicações Erna Heidrich Ernestina Ervália Esmeralda Esmeril Espigão Espora Estação Ana Neri Estação Clube Atlético Ypiranga Estação Pedro II Estação Rua do Grito Estampotec 264 581 16400 555 17000 Ester Ester Estirão do Equador Estivas Estreito Estreito (Luiz Carlos Barreto de Carvalho) 1050000 1000 9800 1400 108800 Estrela Eucatex Euclidelândia Euclides da Cunha Euzébio Rocha (Ex Cubatão .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 58400 UTE Operação Rorainópolis .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Aporé .SC São Paulo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Equador UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH PCH CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UHE UHE CGH UTE PCH UHE UTE CGH UTE PCH EOL PCH Operação Operação Operação Construção Outorga Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Arês .SP Cubatão .SP APE APE APE APE SP PIE PIE SP APE PIE SP PIE PIE COM APE APE PIE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Paulo .GO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Espigão d´Oeste .SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Promissão .TO Rifaina .MG Caucaia .SP Passos Maia .SP Nova Lima .SP Palmas .AM Operação Cosmópolis .SP SP Operação Barracão .SC COM Operação São Paulo .Terminal Mercado Municipal F 3792 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fábrica da Wobben Windpower no Pecém Anexo Fagundes 4800 4800 185 .CCBS) Evangelista 998 Expresso Tiradentes .SP Operação Cosmópolis .RS SP Operação Taió .SP APE Outorga São Paulo .SP Cantagalo .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 80000 324 600 4960 6970 22200 5040 900 32000 67 67 67 62 264 581 46400 555 17000 1087000 1050000 1000 9800 1400 108890 249900 998 120 3972 600 Operação Promissão .MG SP Operação Ernestina .RN Aguiarnópolis .SP APE Outorga São Paulo .RS PIE Operação Ervália .SP Operação Guarulhos .RO COM Operação Patrocínio Paulista .

PA PIE Fóssil Óleo Diesel 700 Operação Santana de Parnaíba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 240 Outorga Abelardo Luz .RO APE Outorga Formosa do Rio Preto .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 39400 4000 10000 2788 12 60 40 200 770 64 100 7.5 450 16 180000 24 10.GO APE Operação Nova Lacerda .MG Operação Varginha .MG Operação São Desidério .MG Outorga Porto do Mangue .BA APE Operação Mateiros .RR São Paulo .BA não Ident Fóssil Operação Juiz de Fora .MG APE Óleo Diesel Operação Aripuanã .RN Operação Buritizeiro .MG Operação Buritizeiro .25 3600 94 9600 120 900 28 2584 284 600 386080 9200 120 900 28 2769 284 600 386080 9200 144 24 10 40 200 770 64 100 8 450 16 Operação Faro .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1200 1200 Fapar Farmalab Faro Fartura Faxinal dos Guedes Faxinal II Faxinal l Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fazenda Aquidauana Fazenda Cachoeira Fazenda Figueirão Fazenda Galera I Fazenda Galera IA Fazenda Jatobá Fazenda Jedai Fazenda Magna Mater Fazenda Maracanã Fazenda Nazaré Fazenda Nova Fazenda Pedra Negra Fazenda Riga Fazenda Santa Marta Fazenda Santa Sofia Fazenda Santana Fazenda São José Fazenda São Luiz Fazenda Tabua Feijó Feijoal Félix Pinto Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Ferradura .AC Benjamin Constant .TO APE Operação Rio Verde .MT APE Operação Aripuanã .MT PIE Operação Faxinal dos Guedes .MG Feijó .186 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Fany CGH UTE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH EOL CGH CGH UTE CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Áurea .BA APE APE PIE APE APE PIE APE PIE APE COM APE PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Resíduos de Madeira Operação Piatã .MT Duas Barras .SP Erval Seco .AM Cantá .RJ Buritizeiro .RS Outorga Grão Mogol .MT APE Operação Alta Floresta D’Oeste .MT APE Operação Nova Lacerda .RS Rio Claro .RJ Rosário Oeste .SC PIE Operação Mendonça .SC APE 900 900 240 954 39400 4000 10000 2788 12 UTE Operação Regente Feijó .

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Ferrari UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UHE PCH PCH PCH EOL UHE PCH UHE PCH UTE UTE Outorga Outorga Construção Construção Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Operação Pinhão - PR Águas de Chapecó - SC Cruzeiro do Iguaçu - PR Clevelândia - PR Coronel Domingos Soares - PR Beberibe - CE Caçu - GO Cruz Machado - PR Juquitiba - SP Bom Jesus do Itabapoana - RJ Guapiaçu - SP Taboão da Serra - SP Outorga Arapoti - PR Operação Uberaba - MG Outorga Guanhães - MG Operação Porto Velho - RO Operação Caucaia - CE Operação Maximiliano de Almeida - RS SP PIE PIE PIE APE PIE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE-COM SP APE APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Gás de Processo Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Operação Formoso - MG SP Outorga Aveiro - PA SP Operação Piraí - RJ SP Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Fonte Boa - AM SP Fóssil Operação Flórida Paulista - SP PIE Biomassa Outorga Grão Mogol - MG APE-COM Biomassa Operação Manaus - AM PIE Fóssil Operação Paragominas - PA APE Biomassa Operação Flor do Sertão - SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ponte Serrada - SC APE Construção Figueirópolis d’Oeste - MT PIE Outorga Alta Floresta d’Oeste PIE 1400 19.410 4800 16500 1250 14400 2520 55000 3550 131988 960 440 1118 346630 322 9000 24400 12000 1676000 855000 29072 29500 29800 25200 68400 8800 29500 4500 4944 400 Operação Figueira - PR SP Fóssil Carvão Mineral 160250

UTE

Operação

Pirassununga - SP

APE

Biomassa

Bagaço de Cana de Açúcar

41000

4000 20000 1400

Figueira

Figueira

Figueirópolis

Flor do Mato

4800 16500 1250 12.800

Flor do Sertão

Floraplac

Flores

Florevale

Flórida Paulista

15000 3550 130300

Fonte Boa

Fontes Nova

Fordlândia

Formoso

440 1000 346630 322

Forquilha

Fortaleza

Fortaleza do Abunã

Fortuna II

Fosfértil (Expansão do Complexo Industrial Uberaba)

24400

Foz da Anta

Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia)

1676000

Foz do Chapecó

Júlio de Mesquita Filho (Foz do Chopim)

29072

Foz do Curucaca

Foz do Estrela

Foz do Rio Choró

Foz do Rio Claro

Foz do Turvo

França

29520 4500 4944

Franca Amaral

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Frango Sertanejo

Anexo

Frascomar

187

188 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Frederico João Cerutti UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UHE PCH PCH UHE PCH UTE UHE UHE PCH PCH UHE UTE UHE PCH PCH PCH UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mariana - MG Nova Lima - MG Betim - MG Divinópolis - MG Ribeirão Preto - SP Caxias do Sul - RS Caxias do Sul - RS Paulínia - SP Assis - SP Confresa - MT Operação Jaguari - RS Operação Alpinópolis - MG Operação Santa Bárbara d’Oeste - SP Operação Itatiaia - RJ Operação Dores de Guanhães - MG Operação Ouro Preto - MG APE PIE SP APE SP PIE APE APE APE SP PIE COM PIE APE APE APE Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ubatã - BA SP Operação Lavras - MG PIE Operação São José do Rio Preto - SP APE Fóssil Operação Foz do Jordão - PR PIE Óleo Diesel Operação Foz do Jordão - PR PIE Operação Mariana - MG APE Construção Caiana - MG PIE Operação Ibiúna - SP APE-COM Operação Tangará - SC APE Operação Cachoeiro de Itapemirim - ES SP Outorga Frutal - MG Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Fronteira - MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2600 15000 8736 160 36400 4500 10000 180.500 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 57220 14000 9000 540 1500 11500 144 4032 11500 144 2032 10080 120168 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 9220 14000 9000 540 8736 160 36400 Outorga Pedras Grandes - SC APE Biomassa Biogás 42 2600 Operação Jundiaí - SP APE Fóssil Óleo Diesel 720 Outorga Barreirinha - AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 720

CGH

Operação

Seberi - RS

COM

1000

1000

Freguesia do Andirá

Frigor Hans

Frigorífico D talia

Fronteira

Frutal

Fruteiras

Fuganti

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Fumaça

Fumaça IV

Fumaça

Fundão

Fundão I

Funfarme

Funil

Funil

Funil

Funil

Funil

Furlan

Furnas

Furnas do Segredo

Furquim

G

Gabriel Passos

Gafanhoto

Galo Bravo

Galópolis

Galópolis

Galvani

Gama

Gameleira

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Garcia PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE EOL Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Construção Operação Construção Operação Muriaé - MG Goiandira - GO Goianésia - GO Aparecida de Goiânia - GO Goiatuba - GO Osasco - SP Duque de Caxias - RJ Itapecerica - MG São Paulo - SP Seara - SC Amparo - SP Gravatá - PE Gravatá - PE Operação Duque de Caxias - RJ Outorga Candeias - BA Outorga Candeias - BA Operação Rio Formoso - PE Operação São José da Laje - AL COM APE PIE PIE APE-COM APE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE APE APE APE PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Combustível Gás Natural Operação Pedras de Fogo - PB PIE Outorga Nova Lima - MG APE Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Fóssil Biomassa Operação General Salgado - SP APE Biomassa Outorga Alegrete - RS PIE Biomassa Operação Petrópolis - RJ APE Fóssil Operação Gavião Peixoto - SP SP Gás Natural Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Gaúcha do Norte - MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Manaus - AM APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação São Paulo - SP APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Andradina - SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Francisco de Itabapoana - RJ PIE 28050 44000 27 27 1970 4800 1063 5000 3800 6000 996 30000 160 4500 143840 148000 5160 13800 27000 10300 140000 46520 972 1058300 528 2720 11 184 480 4250 Operação Campo Novo do Parecis - MT PIE 29300

PCH

Operação

Angelina - SC

SP

8600

8920 29300

Garganta da Jararaca

Gargaú

Gasa

44000 27

Gaseifamaz I

Gaseifamaz II

Gaúcha do Norte

1970 4800 1063

Gavião Peixoto

GE Celma Ltda.

GEEA Alegrete

Generalco

3800

Geração Própria de Energia Elétrica - GPEE

Gerador de Emergência

Giasa II

30000 160 4500

Gibóia

Gindaí

Global I

Global II

Globo

5160 11360

Glória

Goiandira

Goianésia

10300

Goiânia II

Goiasa

46520 972 1058300 528 2720

Goodyear - Divisão Spiraflex

Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio)

Grafite

Grand Hyatt São Paulo

Granja Giombelli

Granja São José

184 480

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Gravatá

Anexo

Gravatá Fruitrade

189

190 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Grendene Fortaleza UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH UTE UHE UTE UTE CGH UTE CGH UHE UTE PCH CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Gurupá - PA Açailândia - MA Xanxerê - SC Palmital - SP Nova Friburgo - RJ Cubatão - SP Itacoatiara - AM Santa Maria do Herval - RS Capinzal - SC Jaci - SP Operação Operação Coruripe - AL Antônio Dias - MG Operação Santos Dumont - MG Operação Erval Seco - RS Operação Pontes Gestal - SP Operação Guaratuba - PR SP PIE SP PIE APE-COM APE PIE PIE APE-COM APE SP SP APE SP APE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Óleo Diesel Carvão Vegetal Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Colniza - MT SP Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Olímpia - SP PIE Operação Severínia - SP APE Biomassa Biomassa Operação Guaporé - RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pontes e Lacerda - MT APE-COM / PIE Operação Guajará - AM SP Fóssil Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Osasco - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Ribeirão Preto - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Prudente - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas - MG APE Fóssil Óleo Diesel 65 44 44 1296 464 1280 120000 667 9400 40.000 5800 1448 36000 12000 1760 5400 14312 140000 1690 10000 400 472 294 889000 7590 1520 387 900 1448 36000 12000 1760 4800 14312 140040 1603 10.000 400 472 294 889000 7590 1440 387 900 Operação Bauru - SP APE Fóssil Óleo Diesel 48 Operação Jaú - SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 768 Outorga Sobral - CE APE Fóssil Óleo Diesel 4500 768 48 65 44 44 1296 464 580 124200 667 9400 30000

UTE

Outorga

Fortaleza - CE

APE

Fóssil

Óleo Diesel

1500

Grendene Sobral

Grizzo

Grupamento de Navegação Aérea de Bauru

Grupamento de Navegação Aérea de Poços de Caldas

Grupamento de Navegação Aérea de Presidente Prudente

Grupamento de Navegação Aérea de Ribeirão Preto

Grupo Geradores Moore

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Guaianazes

Guajará

Guaporé

Guaporé

Guarani

Guarani - Cruz Alta

Guaraú

Guariba

Guaricana

Guariroba

Guarita

Guary

Guaxuma

Guilmam-Amorim

Gurupá

Gusa Nordeste

Hacker

Halotek

Hans

Henry Borden

Hermasa

Herval

Herval

Hevea-Tec

SP APE Fóssil Operação São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 134 1444 1666 208 648 1280 564 88 40 2000 8850 1000 1172 12000 1310 7952.RS Eugênio de Castro .SP APE Fóssil Fóssil Outorga Jiquiriça .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação São José do Rio Preto .SC Operação Santa Rosa de Viterbo .AM SP Operação Nova Odessa .SP APE Fóssil Operação São Paulo .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .5 21000 131490 30000 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1118 18700 Operação Cuiabá .SP Operação Nova Granada .SP APE Fóssil Óleo Diesel 252 252 1080 Hiperideal Honolulu Hospital Barra D’Or 1444 1666 208 648 1280 264 88 40 2000 8850 1000 1172 Hospital de Base Hospital Municipal Ipatinga Hospital São Francisco Hotel Hilton Morumbi Hotel Sofitel Hotel Tenda Hotel Vale do Jiquiriçá Hudtelfa I Humaitá Humaytá Hy-Line Iacanga Iauaretê 1310 7953 Ibirá Ibirama Ibitinga 131490 Ibituruna Ibrap 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1000 Igarapava Igarapé Iguatemi (Ex Santa Terezinha .SP Operação São Gabriel da Cachoeira .SP APE Fóssil Operação Ribeirão Preto .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Hidrossol UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Ibitinga .MG Juatuba .MG Urussanga .SP APE PIE SP APE PIE PIE PIE APE APE / SP SP APE APE APE PIE APE APE SP PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Ultraviscoso Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Bonito .SC Conquista .CE Iguatu .MT APE Fóssil Óleo Diesel 1080 UTE Operação Marília .MG Maringá .PR Salvador .PE COM Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Humaitá .CE São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio de Janeiro .RS Campos de Júlio .BA APE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Marília .MT Outorga Ibirama .SP Entre-Ijuís .Iguatemi) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza Iguatu IGW/Service Energy Ijuizinho Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ijuizinho Anexo Ilha Comprida 191 .SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Ipatinga .SP Bom Sucesso .AM Outorga Iacanga .BA Fortaleza .

AM Operação Ipixuna .RS APE Fóssil Outorga Inhapim .SP PIE Biomassa Operação Sorocaba .SP Iranduba .SP APE Fóssil Operação Candelária .MG APE 2560 Operação Ilha Solteira .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Operação Rio Claro .AM Operação Descalvado .640 9000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 9200 14000 6082 9800 360000 30.MG PIE 2332 7000 1120 28000 1000 1440 Operação Barbacena .SC COM Operação Indiavaí .SP APE Operação Ipatinga .RS Itacoatiara .SP APE APE-COM SP APE SP APE-COM APE SP APE PIE PIE SP APE PIE SP PIE Fóssil Biomassa Óleo Diesel Resíduos de Madeira Fóssil Óleo Diesel Operação Ipaussu .GO Monte do Carmo .SC Berilo .AM Itacoatiara .SP Operação Santo Antônio do Içá .000 29064 160 1450000 19890 9000 Outorga Imbé de Minas .PR APE Fóssil Gás Natural 7000 1120 28000 1000 1440 6000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 5000 14000 6082 10000 360000 30.SP SP 3444000 3444000 2560 UHE Operação Além Paraíba .000 27600 160 1450000 20.SP COM Fóssil Gás Natural Operação Araucária .SP Aratiba .MG PIE Operação Capela .SE PIE Biomassa Outros Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Operação Pereira Barreto .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Chapecó .AM Vargem Bonita .192 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Ilha dos Pombos UHE PCH PCH UTE UTE PCH CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UHE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Ipojuca .TO Itu .MG Rio Verde .MT PIE Operação Guarulhos .PE Iracemápolis .SP Operação Iperó .MG SP 187169 187169 Ilha Solteira Ilhéus Imbé I Imcopa Inapel Indiavaí Índio Condá Atlas de Energia Elétrica do Brasil Indústrial Cerâmicos Inhapim Inject Indústria de Injetados Inj-Tamp Interlagos Iolando Leite Ipatinga Ipaussu Iperó Ipiranga Ipiranga Ipiranga Filial Descalvado Ipixuna Ipojuca Iracema Iranduba Irani Irapé Irara Isamu Ikeda Isolet Itá Itacoatiara Itacoatiara .AM Operação Mococa .

SP APE Biomassa Operação Foz do Iguaçu .AM SP Fóssil Operação Glória .MT APE-COM Biomassa Operação Itamarati .4 3880 7000000 1200 2575 28000 Itaipava Itaipu (Parte Brasileira) Itaiquara Itamarati Itamarati Itaocara Itapagipe 6000 1479600 789 450000 Luiz Gonzaga (Itaparica) Itapeaçu Itapebi Itapebi Itapicuru 1440 2172 Itapiranga Itapissuma Itapocuzinho 480 Itapuru Itaquerê 512 72 112 4200 Itaquerê I Itaquerê II Itaqui Itararé Itatérmica Pernambuco Itatinga 15000 7300 512400 7300 6560 156060 Itaú Mooca Itaúba Itaúsa Itautinga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Itiquira (Casas de Forças I e II) Anexo Ituerê 4040 193 .4 3880 6300000 1200 2575 42501 195000 6000 1479600 789 450000 137600 1440 2172 4500 480 55 512 72 112 4200 9000 8700 15000 7300 512400 5475 6560 156000 4040 Outorga Boa Ventura de São Roque .RS Lages .AM Operação Codó .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa de Viterbo .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Tapiratiba .SP Manaus .SE APE Fóssil Óleo Diesel 4450.BA PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Urucurituba .BA PIE Operação Itapebi .MG Outorga Beruri .AM Operação Jaraguá do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itaenga PCH UTE PCH UHE UTE UTE UTE UHE UTE UHE UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH CGH CGH UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UHE PCH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Nova Europa .AM Itiquira .PE Bertioga .SC Goiana .MT Novo São Joaquim .SP Pinhal Grande .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 47000 47000 Itaguaçu Itaguassu Agro Industrial 4450.PR PIE 9000 UTE Operação Lagoa do Itaenga .MG PIE Biomassa Outorga Aperibé .BA SP Óleo Diesel Operação Itapagipe .SP Novo São Joaquim .RS São Paulo .PI Operação Itapiranga .SP São Paulo .MT Rio Pomba .MA APE SP APE COM SP APE APE APE PIE PIE APE SP APE SP APE APE APE-COM APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Biomassa Casca de Arroz Fóssil Óleo Diesel Outorga Itapebi .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olímpia .MT Itaqui .SP PIE Operação Nossa Senhora do Socorro .SC Outorga Fronteiras .

PA Construção Brotas .RR SP Fóssil Fóssil Operação Bauru . J.SP Operação Jacareacanga . Shayeb Jacamim Jacaré Jacaré Jacaré Pepira Jacareacanga Jacareí Jacarezinho Jaciara Jaci-Paraná Jacuí Jacuí Jacutinga Jaguara Jaguarari Jaguari Jaguari Jaguaricatu I Jaguaricatu II Jaguariúna .SP Operação Jaciara .MG SP 2082000 2280000 Itumirim Itupararanga Itutinga Ivaí Ivan Botelho I (Ex-Ponte) Ivan Botelho II (Ex-Palestina) Ivan Botelho III (Ex-Triunfo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ivo Silveira Izidrolândia J. L.SP APE-COM Biomassa Operação Dobrada .RS SP 768 24300 12400 24400 2500 280 1600 3800 600 10 440 10500 2600 1417 10500 4600 2800 2410 180000 350200 720 424000 101540 11800 27600 2200 2400 7902 720 424000 101540 11800 27600 1760 2400 4600 2800 2410 180000 1417 Operação Itutinga .AM SP Operação Bonfim .SP Sengés .SP PIE SP PIE APE APE-COM PIE SP PIE SP SP PIE SP SP APE APE PIE Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Carvão Mineral Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Dores de Guanhães .MG Rifaina . Pilon J.MT Operação Jacarezinho .PR Sengés .RS Charqueadas .SP APE-COM 55000 Outorga Aporé .MG SP 52000 Operação Votorantim .RO PIE Fóssil Operação Campos Novos .RO Salto do Jacuí .RS Jacutinga .SP Jaguarari .BA Pedreira .MG PIE Operação Guarani .MG PIE Operação Manacapuru .194 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itumbiara UHE UHE UHE CGH PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE CGH UHE UTE UHE UHE PCH PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .MG PIE Operação Júlio de Castilhos .SP APE Biomassa Operação Alta Floresta D’Oeste .MG PIE Operação Descoberto .PR Construção Jacareí .SC SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Astolfo Dutra .GO PIE 50000 56170 52000 700 24400 12480 24400 2600 280 1600 3800 600 10 440 UHE Operação Araporã .PR Jaguariúna .SP APE Fóssil Operação Cerquilho .SP Jacareí . G.

GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Almeirim .MG APE Operação Jataí .RS PIE Bagaço de Cana de Açúcar Licor Negro Operação Manaus .SC Bom Despacho .RN Outorga Campos de Júlio .AC Capivari de Baixo .PA PIE Biomassa Operação Jardinópolis .SP Campo Belo do Sul .PR APE Outorga Santa Maria Madalena .PB PIE Biomassa Outorga General Carneiro .SP Jordão .MT Operação Vitória de Santo Antão .MG Pilar do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jalles Machado PCH PCH CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Porto Velho .MT Outorga São Desidério .SC Capivari de Baixo .ES General Carneiro .SC Operação Alto do Rodrigues .AL São José do Rio Pardo .BA PIE APE-COM / PIE PIE PIE PIE SP PIE APE PIE APE-COM APE APE APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Carvão Mineral Carvão Mineral Outros Gás de Alto Forno Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Urucânia .SC Capivari de Baixo .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santa Rita .RJ PIE 17280 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.Vale do Açú) 367920 3300000 27400 3500 Jirau Jitituba Santo Antônio João Baptista de Lima Figueiredo João Borges João de Deus 1548 100 João Franco João Neiva Joaquim Fernandes Luiz 951 8400 1550 254 232000 262000 363000 Joasal Jorda Flor Jordão Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Anexo Jorge Lacerda IV 195 .RO São Luís do Quitunde .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação General Carneiro .MG Poço Fundo .PE Operação Indiavaí .RO PIE 20010 UTE Operação Goianésia .PR Juiz de Fora .MG João Neiva .000 3800 11000 121500 36200 22300 367920 3300000 27400 3500 19000 1548 100 3000 951 8400 1550 232 232000 262000 363000 Outorga Ariquemes .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 50000 50000 Jamari Jambo Jangada I 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.000 Jangada II Japungu Japurá Jaraqui Jararaca Jardest Jari Celulose Jataí Jatiboca Jatobá Jauru 121500 36200 JB Jesuíta Jesus Soares Pereira (Ex .AM PIE Fóssil Operação Japurá .SP APE Biomassa Operação Nova Roma do Sul .

PA Marília .ES SP Outorga Coari .SP Operação Juruena .AM Operação Castilho .PR Jutaí .MG Ibiúna .SP Operação Rorainópolis .SP Feira de Santana .BA COM Operação Juiz de Fora .82 97750 18000 7200 1690 432 3279 1600 1600 300 208 208 300 208 208 7200 1675 400 3279 1600 4840 2648 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.MT PIE Óleo Diesel Outorga Barra do Bugres .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 8000 UTE Operação Bauru .Feira de Santana Karapanã Kawakami Kawakami Tupã .AM SP Fóssil Outorga Barra do Bugres .MT APE Operação Barra do Bugres .82 97700 Operação Juazeiro do Norte .MT PIE Outorga Tangará da Serra .BA COM Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Igrapiúna .MT Operação Juruá .PA Inácio Martins .MT PIE Operação Barra do Bugres .6 4840 2650 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.SP Operação Igarapava .Araraquara Kaiser .CE PIE Fóssil Óleo Diesel 14760 Outorga Itaqui .SP Tupã .SE APE Outorga Igrapiúna .SP APE Fóssil Óleo Diesel 142 142 Josapar Josapar Itaqui Juazeiro do Norte Juba I Juba II Juba IV Jubinha II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jubinha III Juçara Jucu Juína Juiz de Fora Juliana I Juliana II Junco Novo Jundiá Junqueira Jupiá (Eng° Souza Dias) Juruá Juruena Jurumirim (Armando Avellanal Laydner) Jurumirim Jurupará Juruti Justus Jutaí Kaiser .MG PIE Fóssil Operação Juína .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 6000 14760 42000 42000 Outorga Pelotas .RR SP APE SP SP SP PIE PIE APE PIE APE SP APE APE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Capela .MT APE 42000 42000 7480 15980 4080 429.MT SP Gás Natural Operação Domingos Martins .196 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jornal da Cidade UTE UTE UTE UHE UHE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UHE PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Rio Casca .BA São Félix do Xingu .AM Araraquara .SP Operação Cerqueira César .SP Juruti .

AM SP Operação Ipameri .TO Monte Carmelo .SC PIE Biomassa Operação Coromandel .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Klabin UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL PCH CGH UHE PCH PCH CGH CGH UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação São José da Laje .SP Lavrinhas .AL PIE Biomassa Operação Lages .8 26 3230 25.MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Campo Grande .SC APE Biomassa Licor Negro 33745 UTE Operação Telêmaco Borba .PE Rio de Janeiro .SP Laranjal do Jari .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Piracicaba .Matrix Lago Azul Lago Azul Lago do Beruri Lago Grande 26 Lagoa do Mato Lagoa Grande 25.SP APE Fóssil Gás Natural 15045 242590 176000 480 6300 1800 680 28000 4950 3992 2000 64.AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Barueri .600 200 902500 2060 1600 848 720 8675 3240 3200 5088 4480 332 30000 1680 25700 Operação Otacílio Costa .600 200 902500 2070 Laje Luís Eduardo Magalhães (Lajeado) Lajes Lajinha Lamins Laranja Doce 720 8675 Laranjal do Jari Laranjinha Lasa 3200 5088 4480 332 Latasa Latasa Santa Cruz Lavrinha Lavrinhas Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lençóis 1680 Anexo Lençóis Paulista 21700 197 .TO Construção Aracati .SP Operação Dianópolis .PR Linhares .MG Passa Quatro .MG Martinópolis .TO Wanderlândia .RR SP PIE PIE COM PIE SP PIE COM SP SP PIE APE APE-COM APE SP PIE SP APE Biomassa Licor Negro Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Beruri .MG SP Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Operação Lajeado .GO COM Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação União dos Palmares .GO COM Operação Cristalina .SP Lençóis Paulista .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Corumbá .AL Miracema do Tocantins .PR PIE Biomassa Licor Negro 113250 113250 33745 Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Klabin Piracicaba Klotz Campo Grande II Klotz Corumbá Kopenhagen Lábrea 6300 1776 680 28000 4950 3992 2000 Lageado Lages Lages Laginha .TO SP Operação Lábrea .AP Nova Fátima .ES Cabo de Santo Agostinho .CE Operação Caracaraí .RJ São Miguel Arcanjo .SP Macatuba .

119 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 235800 1140000 1140000 948 30000 258319 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 720 15700 1000 50 2000 1380 612 650 Outorga Canaã .MS Operação Abelardo Luz .RS PIE Operação Ijuí .RN Macau .PR Operação Lucélia .MG Operação Três Lagoas .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 5000 Limoeiro (Armando Salles de Oliveira) Limoeiro Limoeiro Lindóia Linha 3 Leste Linha Emília Linha Granja Velha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lito Mendes Lobo Londra Lontras Lontras Louis Dreyfus Lagoa da Prata Louis Dreyfus Rio Brilhante Lourenço Lucélia Lúcia Cherobim Luciara Ludesa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Luiz Dias Luiz Queiroz Lwarcel M.SP Itajaí .SC APE-COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Clevelândia .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Teresópolis .SP PIE PIE SP PIE PIE SP PIE APE APE APE SP SP PIE APE PIE APE-COM / SP Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Calçoene .RJ Campinas .RS Operação Itajubá .RS APE Construção Dois Lajeados .SP Lençóis Paulista . Reis Mac Loren Máquinas para Agricultura Macabu Macaco Branco Macaíba (Ex Termo Toalia) Macau Maceió Machadinho .MS PIE Outorga Lagoa da Prata .AM SP Fóssil Óleo Diesel 1425 Operação São José do Rio Pardo .SP PIE 32000 32000 1425 220 320 13500 UTE Operação Limeira do Oeste .AP SP Outorga Rio Brilhante .SC Garça .198 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Limeira do Oeste UHE UTE CGH UTE PCH PCH CGH CGH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UHE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Piracicaba .SP APE Biomassa Operação Itirapina .MG PIE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Outorga Xanxerê .PR COM Operação Itaí .RS APE Operação Itacoatiara .SC Operação Luciára .MT Outorga Lapa .AM SP Fóssil Óleo Diesel 320 13500 19500 1000 50 2000 1380 612 650 60000 90000 720 35700 25500 948 30000 418.CE Maximiliano de Almeida .SP Trajano de Morais .SP Macaíba .RJ APE Operação Erval Seco .MG COM 220 Operação Japurá .RN Itapipoca .

AM Manaus .AM Manaquiri .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Amajari .RR Sítio D’Abadia .SP APE Fóssil Operação Porto Velho .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Machadinho do Oeste PCH PCH UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE EOL UTE Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Bonfim .8 24 6 320 320 24 352 Maloca Boca da Mata Maloca da Bala Maloca da Raposa Maloca do Araçá Maloca do Manoá Maloca Flexal Maloca Guariba Maloca Malacacheta Maloca Moscow Maloca Santa Rosa Maloca São Marcos Maloca Trairão Maloca Três Corações Maloca Vista Alegre Mambaí Mambaí II Manacapuru 15550 2100 85380 Manaquiri Manauara Atlas de Energia Elétrica do Brasil Mandacaru Anexo Mandu 25000 25000 199 .RR Operação Bonfim .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 8958 8958 Machadinho I Machado Mineiro 1720 120 2880 750 4000 36 320 Mactronic Eletrônica e Hidráulica Madame Denise (Cachoeira do Furado) Mãe Benta Mafrás Maici Mak de Jacareí Supermercado Malagone Maloca Araçá do Amajari 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.RR Boa Vista .RR Amajari .RR SP Operação Normandia .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacareí .RR SP Operação Pacaraima .AM Gravatá .RR SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE SP SP PIE PIE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Normandia .SP Operação Cantá .MG APE Operação Garça .GO Manacapuru .GO Sítio D’Abadia .RR Pacaraima .RR Operação Normandia .8 24 6 320 320 24 352 12000 15550 2100 85380 4250 Outorga Machadinho D’Oeste .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Niquelândia .RO PIE 10500 UTE Operação Machadinho D’Oeste .GO APE Operação Taquaraçu de Minas .RR Amajari .RR SP Fóssil Construção Uberlândia .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Águas Vermelhas .RR Operação Normandia .RO PIE Fóssil Operação Ibirama .MG PIE 1720 120 2880 750 4000 36 320 19000 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.PE Guaíra .RR Operação Amajari .RR Boa Vista .

MG Operação Curitibanos .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Normandia .MG Operação Uberlândia .MG SP Óleo Diesel Outorga Domingos Martins .8 UTE Operação Manicoré .RJ PIE Operação Fronteira .SC Operação Campos do Jordão .MG Aimorés .000 73712 13120 352 15580 26100 476000 673 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 2023 180500 2880 24000 352 4500 416 1200 416 478000 565 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 923 180500 2880 13120 Operação Maraã .SP Operação Juiz de Fora .200 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Manicoré UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UHE UTE UTE PCH CGH CGH CGH PCH UTE CGH PCH UHE PCH PCH UTE EOL CGH UTE Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Operação Barueri .AC PIE Fóssil Operação Ibiraci . Macaé Merchant) Marituba Marmelos Marmelos III Marombas Marombas Martins Martins Goodyear Martinuv Marzagão Mascarenhas Mata Cobra Mata Velha Matadouro e Frigorífico Paladar Mataraca Matipó Mat-Prima .PB Matipó .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 46820 56.AC PIE Fóssil Óleo Diesel 1086 1169 210900 2050 46820 56.RS Cabeceira Grande .SP APE Fóssil Operação Teresina .RO Sabará .SP Vilhena .MG SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marechal Thaumaturgo .MG Operação Igreja Nova .MG Divinópolis .SC Operação Curitibanos .MG Jaguaraçu .8 168.CE PIE Fóssil Óleo Combustível Outorga Maracanaú .MG Mataraca .ES PIE Outorga Braga .AL PIE SP APE APE APE SP APE COM APE SP SP PIE APE PIE APE APE Outros Gás de Alto Forno Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Macaé .MT PIE / SP 210000 Operação Manoel Urbano .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2050 Operação Chapada dos Guimarães .AM SP Fóssil Óleo Diesel 6450 6450 Manoel Urbano Manso Maraã Maracaí Maracanã Maracanaú Maracanaú II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Marambaia Marchiori Marco Baldo Marechal Floriano Marechal Mascarenhas de Moraes (Ex-Peixoto) Marechal Thaumaturgo Marimbondo Mário Lago (Ex.RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maracaí .MG Carazinho .RS PIE Outorga Amparo .PI PIE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga São Gonçalo do Amarante .

SP Campo Grande .PE Campo Grande .PA SP Fóssil Outorga Santana .AP PIE Fóssil Operação Morro Agudo .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Maués .MG APE Outros Gás de Alto Forno 1200 2350 Matupí Mauá Mauá (UTM-II) Blocos 1 a 4 552564 7350 1280 16400 Maués Maurício MB Meio do Mundo Melgaço 720 1000 8480 Melissa Mello Melo Viana Menu 3000 154 3750 1850 18000 360 96 192 Mercedes I e II Merck Mercocítrico Metalurgia Caraíba Metalúrgica Mococa Michelin Micro Central Hidrelétrica Major Microturgn Miguel Forte 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 Miguel Pereira Millennium Millennium Miranda MMCH Córrego da Cava Mocambo Moças Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Moema Anexo Mogi-Guaçu 7200 201 .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2350 UTE Outorga Divinópolis .BA Operação Santa Rosa de Viterbo .MG APE Operação Corbélia .MG PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Preto .MS União da Vitória .SP Operação Campinas .PB Indianópolis .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Manaus .PR Miraí .SP Operação Dias d’Ávila .MT APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Guararapes .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Ortigueira .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Mat-Prima II UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE CGH UTE EOL UHE CGH UTE CGH UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Ibaté .SP PIE PIE PIE Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .SP APE APE APE APE APE APE APE PIE APE APE PIE SP APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Biomassa Gás Natural Resíduos de Madeira Operação Tabaporã .PR SP Operação Melgaço .SP PIE Biomassa Operação Leopoldina .AM Jaqueira .MG Parintins .MG Camaçari .SP APE Outorga Raul Soares .MS Orindiúva .BA Mataraca .PR PIE 361000 552564 7350 1280 16400 153000 720 1000 10685 9660 3000 153.6 3750 1825 18000 360 96 192 80 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 7200 Operação Manicoré .MT Operação Mococa .SP Mogi Guaçu .MG Varginha .

RS PIE Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Bento Gonçalves .GO Operação São Paulo .PA PIE Fóssil Outorga Anta Gorda .MG Fortaleza .RS APE 270 270 Moinho Monções Monjolinho Monjolinho Monjolo Monte Alegre Monte Alegre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Monte Alto Monte Belo Monte Claro Monte Cuco Monte Dourado Monte Pascoal Monte Serrat Monteiros Moreno Morillo Morro do Cruzeiro Morumbi Shopping Mosquitão Mosquito Motorola SP Moura Mourão I Moxotó (Apolônio Sales) MPX MRN UG II Muaná Muçungo Mucuri Mucuripe .MG APE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Construção Simão Pereira .AM Campo Mourão .MG PIE Outorga Eunápolis .SC Operação Guarulhos .SP APE APE COM APE PIE SP APE SP SP SP PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Candeias .SP Operação Luís Antônio .GO Jaguariúna .SP Operação São Ludgero .RJ PIE Operação Monte Alegre .MG APE Outorga Areal .PR Delmiro Gouveia .AL Caucaia .202 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Moinho PCH UTE CGH UHE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH UTE UTE PCH CGH UTE UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH EOL Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Campos Belos .GO Carlos Chagas .RS PIE Operação Alta Floresta D’Oeste .RS PIE 13700 CGH Outorga Novo Tiradentes .MG PIE Construção Faxinalzinho .PA Muaná .SP SP 600 Outorga Monções .CE Operação Arenópolis .RS PIE 67000 15000 4225 18600 7360 4800 130000 30000 5475 137600 25000 680 5520 320 85 1450 30000 900 1342 240 8200 400000 700000 45800 1190 9990 22500 2400 2400 45800 1163 8200 400000 680 5520 320 85 1450 30000 340 1342 5475 7360 4800 130000 4563 Operação São Carlos .RO PIE Operação Passos .CE Oriximiná .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Conceição do Mato Dentro .SP Barcelos .BA PIE Fóssil Operação Almeirim .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 22000 600 Outorga Barracão .PA Água Fria de Goiás .

PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Platina .RO PIE Operação Vista Alegre do Alto .SP Paulínia .SP Macaé .MG SP PIE APE APE APE APE APE PIE SP PIE APE-COM APE COM SP APE APE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Outros Biomassa Enxofre Licor Negro Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Fóssil Gás de Processo Óleo Diesel Operação Teresina .SP São José do Rio Pardo .RJ Delfim Moreira .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Muniz Freire .SP Campinápolis .SP APE Fóssil Óleo Diesel 972 972 2000 504 8000 25000 200 Müller Destilaria Mumbuca Munguba Muniz Freire Murituba Murta Museu da Água 386 72 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 Mutum Mutum Paraná Napoleão Nardini Nazaré Nazária Neblina Negro de Fumo Neiva Nerinha Nestlé Nestlé Araraquara Nestlé SJ Rio Pardo Nhandu Nilo Peçanha 378420 Ninho da Águia Nitro Química 12000 3200 1000 1220 Nobrecel Noidore Normândia Noroeste Paulista Norte 3898 868925 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Norte Fluminense Anexo Norte Shopping 3750 203 .RJ Operação Araçatuba .PI PIE Operação Porto Velho .SP Operação Cubatão .MT Piraí .MT Normandia .SP Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Coronel Murta .RR Sebastianópolis do Sul .RR SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Operação Ji-Paraná .ES APE Operação Almeirim .RR SP Fóssil Operação Piracicaba .SP Operação Ipanema .RO PIE Fóssil Operação Uiramutã .SP Pindamonhangaba .SP Operação Campina do Simão .SP Novo Mundo .RJ Rio de Janeiro .MG São Paulo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Müller UTE UTE UTE UHE UTE UHE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Araraquara .PR Operação Botucatu .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 504 8000 25000 200 120000 386 65 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 13000 380030 13000 5000 3200 1000 1220 18000 3898 868925 3750 Operação Porto Ferreira .MG PIE Operação Codajás .SP PIE Operação Normandia .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2000 UTE Operação Pirassununga .

SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bonfim .TO PIE Operação Monte Aprazível .AM SP Outorga Nova Olinda .MT SP Fóssil Operação Jaguariaíva .AM Autazes .AM Bocaiúva do Sul .RS SP SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olinda do Norte .MT Sapucaí-Mirim .RS Óbidos .AM Novo Santo Antônio .PR PIE Óleo Diesel Operação Jandaia .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Porto Velho .SP APE Biomassa Fóssil Fóssil Operação Nova Monte Verde .PA Oeiras do Pará .SC PIE SP SP SP PIE SP SP SP APE SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araraquara .MG APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Nova Maringá .MG Porto Alegre .PA Itacoatiara .SP Operação Nova Ponte .MG APE 799 799 Nova América Nova Aurora Nova Avanhandava (Rui Barbosa) Nova Bandeirantes Nova Califórnia Nova Esperança Nova Fátima Atlas de Energia Elétrica do Brasil Nova Geração Nova Jaguariaíva Nova Maringá Nova Maurício Nova Monte Verde Nova Moreno Nova Olinda Nova Olinda do Norte Nova Palma Nova Ponte Nova Tamoio Nova Trento Novagerar Novo Airão Novo Aripuanã Novo Céu Novo Horizonte Novo Progresso Novo Remanso Novo Santo Antônio NR Nutepa Óbidos Oeiras do Pará .PR Novo Progresso .SP PIE 347400 Construção Goiandira .MG Operação Júlio de Castilhos .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Bandeirantes .AM Novo Aripuanã .MT SP Fóssil Operação Leopoldina .MT SP Fóssil Óleo Diesel 3597 1111 32 4100 31200 1219 2683 32000 2502 15504 165000 6164 306 510000 3600 1403 4000 2760 3358 650 15000 9125 2300 652 73 24000 4443 834 9125 2300 652 73 24000 6053 1008 2760 3358 650 6164 306 510000 3600 6200 1219 2683 27872 2502 15504 Operação Buritama .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 24000 24000 CGH Outorga Carvalhos .204 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Nossa Senhora de Lourdes UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Novo Airão .RJ Outorga Nova Trento .GO PIE 21000 347400 3597 1111 32 Operação Tarumã .GO PIE Biomassa Construção Santa Rosa de Lima .PA Outorga Nova Iguaçu .

AL PIE Óleo Diesel Outorga São Paulo .MG Bom Jesus .SP APE Operação Muriaé .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Oesp UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH UHE PCH UTE PCH UTE PCH PCH CGH PCH UHE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Matias Barbosa .SP APE Fóssil Óleo Diesel 4000 4000 8250 Oiapoque Olho D Água Olho D´agua 24 26000 1720 5474 5474 Ombreiras Operadora São Paulo Renaissance Optiglobe Rio Optiglobe São Paulo Organon Oriental 1250 8482 22700 4500 44000 Oriximiná Ormeo Junqueira Botelho (Ex-Cachoeira Encoberta) Orsa Ourinhos Ouro Pacaraima 2408 672 4080 2944 7800 1920 23000 Pacarana Paciência Pacífico Mascarenhas Padre Carlos (Ex.SP APE Fóssil Operação São Paulo .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Itajá .MG Sacramento .SP APE Fóssil Operação Rio de Janeiro .RS PIE SP PIE SP APE PIE PIE PIE PIE APE APE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacarezinho .MG Poços de Caldas .ES Frei Inocêncio .PR Itapemirim .GO PIE 33000 24 26000 1600 5475 5475 1150 1250 5070 22700 4500 44000 12000 2408 672 4080 3044 7800 1920 23000 292000 1200 3200 28000 4400 24165 27000 880 10300 Operação Oiapoque .GO Campo Erê .BA Rio dos Cedros .RO Operação Pacaraima .SC São Desidério .AL Caxias do Sul .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação São Paulo .PA PIE Fóssil Operação São José da Laje .SC Operação Espigão D’Oeste .MT PIE Operação Normandia .AP SP Fóssil Óleo Diesel 8250 UTE Operação São Paulo .MG Santana do Riacho .SP APE Fóssil Gás Natural Operação Araputanga .MG Passa-Vinte .RS Castro .MG Penedo .PCH Rolador) Paes Leme Pai Joaquim Pai Querê Paina II 1200 3200 Paineiras Paiol Paísa 4800 Palanquinho Palma Palma Sola 880 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Palmeiral Anexo Palmeiras 24400 24602 205 .MG PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Oriximiná .RS Mimoso de Goiás .PR PIE Operação Nova Campina .RR Construção Barracão .

AM Beberibe .PR APE 85 Outorga Guará .MT Operação Piraju .RS Operação Brasília .206 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Palmeiras UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE PCH PCH PCH UHE UTE EOL EOL Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Juara .MT Cândido Mota .PR Parintins .RR SP Fóssil Óleo Diesel Construção Barra do Bugres .SP Antonina .SP APE Biomassa Operação Januária .6 984 280 4280 15400 1344 260000 29550 25600 50000 1344 260000 26550 25600 50000 4280 29020 29700 997.MS PIE PIE SP PIE PIE SP COM SP SP SP PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Brotas .SP Outorga Cunha .AM SP Fóssil Óleo Diesel 424 424 Palmeiras de Goiás Palmeiras Palmital do Meio Pamesa Pampa Pampeana Panacarica Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pandeiros Panorâmica Pantanal Pará de Minas Paracambi Paraibuna Paraibuna Paraíso Paraíso I Paraitinga Paranapanema Paranatinga I Paranatinga II Paranoá Paranorte Paranorte Parauá Paraúna Parecis Pari Governador Parigot de Souza (Capivari/Cachoeira) Parintins Parque Eólico de Beberibe Parque Eólico de Osório .PA APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Cabo de Santo Agostinho .MT Outorga Campinápolis .MT Careiro da Várzea .MG APE Fóssil Operação Jaciara .MT PIE Operação Belém .DF Operação Campinápolis .MT APE-COM Biomassa Operação Itaí .CE Osório .SP SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Paracambi .SP Operação Costa Rica .SP APE Operação Juiz de Fora .PE APE-COM Fóssil Gás Natural 4072 550 28000 60 4200 3700 5000 200 30000 85000 2000 7700 21000 7000 31500 22300 29020 30000 997.MT Juara .MG Campos de Júlio .6 984 29840 85000 2000 7700 21600 60 4200 3700 5000 200 Operação União da Vitória .MG APE Operação Paraibuna .AM Gouveia .RJ PIE Operação Pará de Minas .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Caracaraí .GO PIE Fóssil Óleo Diesel 174300 UTE Operação Atalaia do Norte .SP PIE 16000 85 4072 400 Outorga Palmeiras de Goiás .

RS Operação Boa Vista .PE Pauini .AL Delmiro Gouveia .RS Passos Maia .MS PIE Outorga Capão da Canoa .MG Operação Entre Rios do Sul .MG Ibirarema .SC APE-COM 4800 EOL Outorga Palmares do Sul .RS Operação Bom Jesus .AL Rio Doce .RS PIE Construção Aracati .RS Operação São Francisco de Paula .RS PIE 7562 4800 Parque Eólico do Horizonte Parque Eólico do Vigia Parque Eólico dos Índios 50000 Parque Eólico Elebrás Cidreira 1 Parque Eólico Elebrás Santa Vitória do Palmar 1 Parque Eólico Enacel Parque Eólico Giruá Parque Eólico Pinhal Parque Eólico Ponta do Mel Parque Eólico Sangradouro 50000 Parque Eólico Tainhas I Parque Eólico Xangri-lá II Passa Tempo 10000 600 3400 1332 30000 226000 158000 Passarão Passo de Ajuricaba Passo do Inferno Passo do Meio Passo Fundo Passo Real Passo São João Passos Maia Pastifício Santa Amália 1864 4160 Pau D’Alho Pau Ferro I Pau Sangue 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 Pauini Paulo Afonso I Paulo Afonso II Paulo Afonso III Atlas de Energia Elétrica do Brasil Paulo Afonso IV Anexo Paulo Mascarenhas 1000 207 .RS PIE Outorga Giruá .SC PIE 30000 50000 70000 126000 31500 11050 9350 50400 50000 15000 6000 10000 600 6200 1490 30000 220000 158000 77000 22200 1864 4160 102.RS PIE Outorga Tramandaí .AL Delmiro Gouveia .RS PIE Operação Osório .600 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 1000 Operação Água Doce .CE PIE Outorga Santa Vitória do Palmar .RS PIE Outorga Areia Branca .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Parque Eólico de Palmares EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL UTE UTE PCH PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UHE UHE UHE UHE CGH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Construção Operação Salto do Jacuí .SP Cabo de Santo Agostinho .SC Machado .PE Gameleira .RS PIE Operação Osório .RS PIE Outorga Água Doce .RS PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga São Francisco de Paula .RR SP SP SP PIE PIE SP SP PIE APE APE PIE PIE SP SP SP SP SP APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Rio Brilhante .AM Delmiro Gouveia .AL Delmiro Gouveia .RN PIE Outorga Palmares do Sul .RS Operação Ijuí .RS Dezesseis de Novembro .

500 15.RJ PIE Operação Cachoeira .PR APE SP PIE SP APE APE PIE SP APE PIE COM SP SP APE / PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Piraí .SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Operação Lagoa do Itaenga .CE PIE 31200 2400 20007 162000 Operação Água Boa .PE APE Biomassa Operação Boa Ventura de São Roque .RJ Bom Jesus .208 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada PCT Barueri Biogás CGH EOL UTE UHE UHE PCH EOL UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH UHE UTE PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE CGH PCH CGH PCH UHE UHE CGH UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Petrolina .PI PIE Construção Campos dos Goytacazes .RP .PE Caracaraí .SE APE Fóssil Operação Peixe .PE Duque de Caxias .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Parnaíba .6 25 UTE Outorga Carapicuíba .BA PIE Operação Jequié .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2400 Outorga Caucaia .MT PIE Operação Neópolis .SC Operação Perobal .MG Juiz de Fora .BA SP 20007 160000 16500 17850 432 53 16200 2400 452000 1230 6000 99900 2400 4400 10960 9400 36.RO PIE Fóssil Operação Barreirinha .RJ Operação Operação Jaguariaíva .RS Ribeirão Preto .GO Areal .RR Petrópolis .RJ SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Jaciara .000 136200 80 1000 20000 288 9000 18012 50000 240 27800 288 9000 18012 50000 240 27800 99110 2400 4400 12440 9400 14500 25000 136200 80 1000 432 53 16200 2400 498750 1230 Operação Tietê .RS Ipameri .MG Operação Curitibanos .PR São Gonçalo do Rio Abaixo .TO PIE Óleo Diesel Operação Cortês .MG Dois Irmãos .PR PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Francisco do Guaporé .MT APE 24.SP APE Biomassa Biogás 2601 Pé de Serra Pecém Pederneiras Pedra Pedra do Cavalo Pedra do Garrafão Pedra do Sal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pedras Pedras Negras Pedrinho I Pedrosa Peixe Angical Peixoto Gonçalves Pequi Pereira Passos Perobálcool Pery Pesqueiro Peti Petribu Petroflex Petrolina Petrolina do Norte Petropolitana Pezzi PG2 Piabanha Piau Picada Picada 48 PIE .RJ Santos Dumont .

SC PIE Operação Monte Santo de Minas .MG Bom Jesus do Itabapoana .MG Operação Piraju .MG PIE 16000 CGH Operação Piedade .PE Bom Sucesso .SP Operação Piraí do Sul .SP Piratini .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Piedade PCH PCH PCH EOL UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH UTE UTE PCH PCH PCH UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH UTE UTE EOL CGH Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Piraju .SP APE Outorga São Ludgero .SP PIE 1300 2000 4500 13000 6800 10900 636 10000 350 230 42000 50000 20000 16000 1350 9000 70000 28400 528 18000 1444 25000 30000 15700 756 25024 10000 470000 4250 Construção Monte Alegre de Minas .SP SP Operação Pimenta Bueno .PE Vitória de Santo Antão .MG Piranhas .RS São Paulo .RS Pirapora do Bom Jesus .BA SP Operação Pilar do Sul .SP Baependi .RO SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Rio Grande .RS APE Operação Paulo Afonso .SP PIE Operação Sud Mennucci .GO Escada .MG SP Outorga Cruz Machado .PR PIE Operação Espírito Santo do Pinhal .PR Operação Joinville .SC COM Outorga Lages .SP Macaparana .MG PIE PIE SP PIE APE-COM APE COM PIE APE PIE PIE PIE COM PIE PIE SP PIE COM Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Combustível Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Resíduos de Madeira Outorga Ilha Solteira .RJ Roque Gonzales .SP APE 442 416 Piedade Pilar 1300 2000 Piloto Piloto de Rio Grande Pimenta Bueno 13000 6800 Pinhal Pinhalzinho Pinheirinho 636 Pinheiro Pinheiros I 350 230 42000 Pinheiros II Pioneiros Pioneiros II Pipoca Pira Piraí 780 9000 81000 Piraí Pirajú Piraju II Pirambeira 528 18000 1444 Piranhas Pirapama Pirapama Pirapetinga Pirapetinga Pirapó 756 Pirapora Piratini 10000 472000 Piratininga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pirauá Anexo Pissarrão 800 800 209 .PE Belo Horizonte .SC COM Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Orleans .SC Outorga Caratinga .SC Outorga Ipira .

MG APE 1400 Operação Ponta Grossa .GO PIE Operação General Carneiro .456 UTE Operação Pitangueiras .SC Operação Simões Filho .PA Operação São Bonifácio .BA Operação Itapuí .Usina 1 Ponte Queimada .MG Aporé .TO São Gabriel do Oeste .RJ Manaus .SP APE Fóssil Operação Pedreira .PR SP 870 870 1.SP APE Outorga Prata .SP APE Operação Campos dos Goytacazes .BA APE APE PIE APE PIE PIE PIE SP PIE PIE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Óleo Combustível Operação Simões Filho .MT Manhuaçu .MG PIE Outros Gás de Alto Forno 4000 24960 18 2000 Operação Conceição do Pará .SP Fóssil Operação Bauru .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 25000 Pitangui Pitangui (Cachoeira Bento Lopes) Pitangui Pitinga Pium Pizzatto Planalto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Plano Alto Plasnew Plasútil Pluritec Indústria e Comércio de Máquinas Poço Fundo Poções Polibrasil Globenergy Policam Polifrigor Poly Embalagens Poly II Poncho I Poncho II Ponta de Pedras Ponta do Costa Ponta Negra Pontal Pontal do Prata Ponte Alta Ponte Alta Ponte de Pedra Ponte do Silva Ponte Queimada .GO Ponte Alta do Bom Jesus .210 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Pitangueiras CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH PCH CGH PCH UHE CGH CGH CGH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Cabo Frio .MG SP Operação São Paulo .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Figueiredo .Usina 2 .AM APE 24960 18 2000 17000 16000 696 725 168 9160 576 23080 4000 1056 324 168 1000 883 1540 4000 85380 29000 12000 280 13000 176100 175 880 760 280 13000 176100 152 880 760 4000 1056 324 168 1000 883 1499 4000 85380 16000 696 725 168 9160 576 Outorga Pitangui .PR COM Biomassa Resíduos de Madeira Operação Bonfim .MG Urucânia .RJ Outorga Mauá .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Aporé .SC Operação São Bonifácio .MG Rio Casca .SP APE Fóssil Operação Faxinal dos Guedes .AM Ponte Nova .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Poço Fundo .MG Operação Ponta de Pedras .MS Itiquira .

MT Mataraca .RN Operação Macaíba .MS SP Operação Salto . B e C Anexo Prezzotto 1 211 .SP SP Operação Porto Alegre do Norte .MG APE-COM / PIE Operação São Gonçalo do Amarante .PB Correntina .400 352 1200 11960 3646 23400 28800 104400 840 163 1000 4500 8000 796000 300 Operação Portel .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 2535 PCH Operação Itambacuri .RJ Operação Porto Walter .SP Vila Velha .4 320000 14.CE APE Fóssil Outorga São Gonçalo do Amarante .MT SP Fóssil Óleo Diesel 2406.PI Acaraú .SP APE-COM Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Anaurilândia .015 2566 50 5250 112000 Portel Porto Alegre do Norte Porto Colômbia Porto das Pedras Porto de Moz Porto do Pecém Porto do Pecém Porto Estrela Porto Franco Porto Góes 24800 1540000 28400 45800 496 Porto Primavera (Eng° Sérgio Motta) Porto Raso Porto Trombetas Porto Walter Posse Potiguar 52800 Potiguar III Pouso Alegre 352 1200 11960 Poxoréo (José Fragelli) PQU Praia da Costa Praia do Arrombado Praia do Morgado Praia Formosa Prainha 1202 163 1000 Pratinha Preformax Presidente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Presidente Goulart 8000 446000 300 Presidente Médici A.MG Nova Lacerda .BA Candiota .PA Pratinha .CE Prainha .MT Santo André .RS Xanxerê .PA APE PIE PIE PIE PIE APE SP APE APE PIE PIE PIE PIE COM APE PIE SP SP APE Fóssil Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapiraí .ES Luís Correia .CE Camocim .AC Operação Oriximiná .MG SP 1408 1408 3350 2406.TO PIE Operação Açucena .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Água Clara .4 320000 28030 1050 50 5250 112000 30000 24800 1540000 28400 15300 448 15800 53.MG Construção Macaíba .CE APE Ondas do mar Gás Natural Operação Porto de Moz .120 66.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Poquim UTE UTE UHE PCH UTE CGU UTE UHE PCH UHE UHE UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE UTE EOL EOL EOL UTE CGH CGH EOL PCH UTE CGH Outorga Construção Construção Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Poxoréo .MS PIE Operação Guaíra .SP SP Construção Dianópolis .RN Outorga Petrópolis .SC Operação Formiga .

B. A.MG Icapuí .120 8120 Primavera do Rio Turvo Primavera Proceda Processamento de Fumo PROJAC Central Globo de Produção Promissão (Mário Lopes Leão) Pulador Atlas de Energia Elétrica do Brasil Púlpito Pumaty Qualifund Quatá Quatiara Quatro M Quebra Queixo Quebrada Funda Queimado Queluz Querência do Norte Quinquim Quintanilha Machado I Quirinópolis R.SP São Paulo .SP Operação Cristalina . Portuguesa de Beneficência Rádio e Televisão Bandeirante Rafard Rancho Grande Rancho Queimado I Rasgão Razzo Record Rede Elétrica Piquete .GO PIE PIE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jesus .SP APE Fóssil Operação Joaquim Nabuco .SP Coronel Domingos Soares .RO PIE 18200 Outorga Ipê .RS PIE 30000 18200 2494 900 4950 264000 PCH Operação Poxoréo .SP PIE Operação Rio de Janeiro .MT Conceição do Mato Dentro .SP Wenceslau Braz .CE Operação Quirinópolis .REPI Redonda .RS PIE Operação Ubarana .MT Pirapora do Bom Jesus .RJ APE Fóssil Gás Natural Operação Rio Negro .SC PIE Operação São Paulo .SP São Paulo .RJ Outorga Operação Querência .GO Outorga Arraial do Cabo .MT SP 8.SP APE Fóssil Operação Rancharia .RS PIE Operação Ipuaçu .212 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Primavera PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH EOL UTE UTE UTE PCH UTE UHE PCH UHE PCH UTE PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UTE PCH EOL Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga São Paulo .SP APE Biomassa Operação Itu .SP Rafard .SP SP Óleo Diesel Operação Quatá .PE APE Biomassa Outorga Bom Jardim da Serra .SP São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2494 Operação Pimenta Bueno .PR Santo Antônio do Leverger .PR APE Fóssil Óleo Diesel 900 4950 264000 6400 30000 8000 11 65000 2600 184 120000 16000 105000 30000 3626 14000 135000 80000 720 2040 50000 17700 5000 22000 725 3750 3340 300600 22000 725 3750 3340 2040 10200 135000 40000 3626 105000 8040 11 5000 2600 184 121500 Operação São Paulo .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Itapuca .MG Construção Lavrinhas .Itajubá .

BA APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Gás de Refinaria Óleo Combustível Óleo Diesel Operação São José dos Campos .MG PIE Construção Guará .MT Pirenópolis .SP APE Fóssil Operação Araucária .RS Itacoatiara .SP PIE Outorga Arenópolis .SP APE Fóssil Operação São Francisco do Conde .GO PIE Operação Manaus .AC Condor .400 9300 360 180 2344 500 800 1200 14400 1360 2288 7500 45497 760 8000 Operação Paulínia .AM APE Fóssil Operação Borborema .SP APE Fóssil Gás de Refinaria 60500 UTE Operação Canoas .GO Caratinga .PR APE Fóssil Operação Cubatão .SP APE Fóssil Gás de Refinaria Operação Araucária .REPLAN Refinaria Duque de caxias .GO Operação Bom Despacho .MG Ribeirão Cascalheira .MG PIE APE PIE PIE APE COM SP APE APE PIE PIE APE Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Casca de Arroz Resíduos de Madeira Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Construção Curvelo .RJ APE Fóssil Gás de Refinaria 40800 32000 76000 62500 24500 69000 1620 1000 6400 10998 16000 82000 990 18000 12098 13.MG Limeira .SP Vilhena .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada REFAP UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE PCH PCH UHE CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH UTE CGH CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação Aracaju .SP Construção Aporé .RPBC Refinaria Presidente Getúlio Vargas Reichhold do Brasil Reinaldo Gonçalves Reman Rênic Retiro Retiro Baixo Retiro do Indaiá 990 Retiro Velho Rhodia Paulínia 12098 10100 9300 360 180 2344 500 800 1200 6400 Riachão (Ex-Santa Edwiges I) Riacho Preto Riachuelo Ribeirão Ribeirão Cascalheira Ribeirão do Inferno Ribeirão do Lage Ribeirão do Pinhal Ribeirão Ribeirão Shopping Rical 2288 7500 45497 760 Rigesa Rio Acre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Alegre Anexo Rio Amazonas (Ex-Itacoatiara) 213 .SP Ribeirão .SC Rio Branco .AM APE SP SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Dianópolis .RS APE-COM Fóssil Óleo Combustível 71900 48720 60500 63300 32000 30000 62500 24500 32000 1620 1000 6400 Refinaria de Paulínea .PE Ribeirão Preto .RO Três Barras .TO Operação Buritinópolis .PR APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Operação Duque de Caxias .GO Operação Paulínia .SE Baependi .SP SP Óleo Combustível Operação Mogi das Cruzes .REDUC Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) Refinaria Henrique Lages (REVAP) Refinaria Landulpho Alves (RLAM) Refinaria Presidente Bernardes .

PR Operação São José do Rio Pardo .GO COM 600 625 6900 18657 32750 960 318 370 4800 9280 30000 720 350 18060 1720 880 6850 1000 900 900 119350 465 809 1280 740 1500 1380 9000 1000 900 900 83000 809 465 997 740 1500 1380 9000 720 990 18060 1720 880 9280 Operação Boa Ventura de S.PR APE 910 Operação Boa Ventura de S.RS Orleans .ES SP 16800 16800 Rio Bonito Rio Bonito I Rio Bonito I I Rio Bonito II Rio Bonito Rio Branco Rio Branco I Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Branco II Rio Chapéu Rio das Furnas Rio das Pedras Rio de Janeiro Refrescos Coca Cola Rio de Pedras Rio do Ouro Rio do Peixe Rio do Peixe .SC COM Operação Rio Branco .214 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Bonito CGH CGH CGH CGH CGH PCH UTE UTE CGH CGH CGH UTE PCH EOL CGH CGH UHE PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE CGH CGH PCH CGH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga São Gotardo .SP Panambi .SC PIE Operação Itabirito .SC Urussanga .SP Operação Joaçaba .Specht Rio do Peixe (Casa de Força I e II) Rio dos Patos Rio Fortaleza Rio Fortuna Rio Funchal Rio Itaiozinho Rio Itaiozinho Rio Madeira Rio Margarida Rio Mazutti Rio Novo Rio Palmeira Rio Palmeiras I Rio Palmeiras II Rio Piracicaba . Roque .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Branco .RJ APE Fóssil Operação Curitibanos .SC APE Gás Natural Outorga São Ludgero .RO Comodoro .SC SP Outorga Bom Jardim da Serra .SC Operação Erval Seco .MG SP APE APE SP SP PIE PIE APE Fóssil Óleo Diesel Construção Rio Fortuna .SC COM Outorga Caiapônia .SC Santa Terezinha .SC João Monlevade .PR APE 346 Operação Caiapônia .MT Comodoro .MG SP Outorga Rio de Janeiro .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Alta Floresta D’Oeste .GO COM 997 997 346 910 600 625 7140 18607 31800 960 318 370 UHE Operação Santa Maria de Jetibá .SC APE SP SP APE PIE APE APE-COM Operação Videira .RS Operação Prudentópolis .SC Porto Velho .MT Avaré .RO PIE Operação Tangará . Roque .SC COM Outorga Rio Fortuna .MG Santa Terezinha .

GO Operação Manhuaçu .MT APE-COM Operação Caxias do Sul .SC APE 75 PCH Operação Comodoro .SC Outorga Novo Mundo .SP Itapetininga .FAFEN Energia) Anexo Roncador 215 .SC S.SP Itararé .SP Iaras .GO COM Óleo Diesel Operação Irineópolis .SP Sarapuí .MT Operação Piracanjuba .BA Anchieta .SC PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Anápolis .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Prata CGH UTE CGH PCH CGH PCH PCH CGH UTE PCH UTE UHE EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Itatinga .RS PIE Operação Rio Negrinho .MG APE COM PIE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE-COM PIE PIE COM Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Gás Natural Operação Rio do Fogo .SC APE Operação Rio Preto da Eva .RN PIE Operação Rio Doce .SC PIE Outorga Santo Antônio do Leste .SP Taquarivaí .SC Operação Avaré .SP APE Outorga São Bento do Sul .SP Operação Quadra .Rio do Fogo Roça Grande Rochedo Rochedo Rodeio Bonito Rodovias Integradas do Oeste 1 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Rodovias Integradas do Oeste 10 Rodovias Integradas do Oeste 2 Rodovias Integradas do Oeste 3 Rodovias Integradas do Oeste 4 Rodovias Integradas do Oeste 5 Rodovias Integradas do Oeste 6 Rodovias Integradas do Oeste 7 Rodovias Integradas do Oeste 8 Rodovias Integradas do Oeste 9 Rohden Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rolim de Moura do Guaporé Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .SP Tatuí . Francisco do Guaporé .MT PIE 2135 2135 75 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 Rio Preto Rio Preto da Eva Rio Preto Rio São Marcos Rio Suspiro Rio Tigre Rio Timbó Rio Verdinho Rio Vermelho Rio Vermelho Ripasa 49630 140000 49300 768 4000 Risoleta Neves (Ex-Candonga) RN 15 .RO Camaçari .SP Salete .SP Capão Bonito .MG PIE Operação Limeira .SP Construção Arvoredo .SC APE Operação Guatambú .GO APE Fóssil Outorga Rio Verde .AM SP Fóssil Óleo Diesel 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 2320 49630 140000 49300 768 4000 9000 14000 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Operação Matos Costa .

RS Ouro Preto .RO COM Fóssil Operação São João da Baliza .2 800 4240 7.MG APE Operação Paraíso .MT Nova Alvorada do Sul .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Paranatinga . A.RR Operação Antônio Dias .PR PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás Natural Operação Bom Jesus do Itabapoana .GO Alta Floresta D’Oeste .2 800 4240 9900 78000 48 30000 2920 199 360 5280 Construção Pimenta Bueno .AL Galinhos .SC Valparaíso de Goiás .SP Fóssil Biomassa Outros Fóssil Operação Candeias do Jamari .MG Outorga São Leopoldo .RO Salesópolis .MS Operação Rorainópolis .RO COM Fóssil Operação Colorado do Oeste .MT PIE 13000 UTE Operação Rondolândia .SP Rio Largo .216 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rondolândia PCH UHE UTE PCH PCH UTE UHE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH PCH UTE EOL UTE CGH CGH PCH Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Operação Ponte Serrada .MG Operação Operação Brasnorte .RO PIE Biomassa Resíduos de Madeira 20000 26600 874 2600 55000 369200 4800 1632 4500 4.RN Cabo Frio .MT PIE 26600 1040 2600 55000 372000 4800 1632 4500 4340 1800 28000 1200 4600 78000 48 30000 2920 199 360 4800 2000 27000 9900 200000 3000 7.RS APE SP SP PIE APE APE SP PIE PIE PIE APE PIE APE-COM APE COM APE Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Prudente de Morais .MT APE Operação Rondonópolis .SP PIE Operação Campinas .340 1800 28000 Construção Pimenta Bueno .RJ SP Operação Rorainópolis .MG Muitos Capões . V.Unisinos Sá Carvalho Sacaí Sacre 2 Safi Sagrado Coração de Jesus Saia Velha Saldanha Salesópolis Salgueiro Sali Salina Diamante Branco Salinas Perynas Salitre Saltinho Salto .MT SP Fóssil Óleo Diesel 1598 1598 Rondon Rondon II Rondon II Rondonópolis Ronuro Rorainópolis Rosal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rosana Rovema Rovema Bandeirantes Rovema Colorado do Oeste Rovema-Triunfo Royal Palm Plaza Ruette RVR S.RO SP 73500 Construção Campos de Júlio .RJ Buritizeiro . .RO COM Fóssil Operação Porto Velho .RR PIE Fóssil Operação Diamante do Norte .SP Itu .

PR Operação Botucatu .PR Doutor Pedrinho .PR APE Operação Novo Progresso .PR Braúnas .PA PIE Operação Ponte Serrada .MG Xanxerê .PR Outorga Paraíso .PR PIE 4200 PCH Operação Blumenau .SP Operação Coronel Vivida .SC Operação Porto Vitória .SC PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE APE APE SP PIE APE PIE SP PIE SP APE Operação Itapeva .SP Operação Campos Novos .SC Putinga .PR SP Outorga Oiapoque .SP APE-COM Outorga Candói .SP Cambará .40 MW geração mecânica) Salto Curuá Salto Curucaca Salto Curucaca II Salto da Barra 2000 Salto das Flores Salto de Alemoa 828 36870 280 1344 1656 2460 1800 Salto do Iporanga Salto do Jardim Salto do Leão Salto do Lobo Salto do Paraopeba Salto do Passo Velho Salto do Rio Verdinho Salto do Taió 412 280 940 1880 6124 Salto do Timbó Salto do Vau Salto Donner I Salto Forqueta Salto Salto Grande 4550 70000 102000 160 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Grande (Lucas Nogueira Garcez) Salto Grande Anexo Salto Lili 217 .500 7342 Salto Claudelino Salto Corgão Salto Cristo Rei (0.GO Campinas .96 MW geração elétrica e 1.RS Caçu .PR Operação Juquiá .PA PIE Operação Novo São Joaquim .GO Taió .SC APE Operação Nova Lacerda .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto (Salto Weissbach) PCH PCH PCH PCH UHE PCH PCH CGH PCH PCH PCH PCH PCH CGH UHE CGH PCH PCH PCH PCH UHE CGH CGH CGH PCH PCH UHE PCH UHE UHE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Jeceaba .SC Cruz Machado .MG General Carneiro .SC SP 6280 6280 Salto Bandeirantes Salto Belo 3600 Salto Buriti Salto Cafesoca Governador José Richa (Salto Caxias) 1240000 2300 27000 960 22.MT COM Operação Clevelândia .AP PIE Construção Novo Progresso .SC Caçu .SC Timbó .PR APE Operação Capitão Leônidas Marques .MT SP 4000 10000 7500 1240000 2400 27000 960 30000 7342 29700 2000 6700 828 36870 280 1344 1616 2460 1800 93000 412 280 940 1907 6080 108000 4550 73760 102000 160 Outorga Santa Fé .PR PIE Operação Guarapuava .

SP Operação Rorainópolis .SC Jacareí .SP Santa Branca .SP São José do Rio Pardo .MG Operação Porto Velho .RO Operação São José dos Campos .SP Angelina .RO Miraí .PR APE Outorga Rancho Queimado .PA Operação São Bernardo do Campo .MT PIE 19000 Operação Ituiutaba .SP Boituva .SC PIE APE PIE SP APE SP APE-COM PIE COM SP PIE SP PIE PIE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Novo Progresso .PR APE Operação Chopinzinho .PR PIE 16000 1078000 182300 736 850 2400 1420000 1736 323 760 30000 15000 8200 800 2258 24 640 216000 3600 42000 1000 624 6304 56050 1112480 29000 53 424 29000 53 424 8200 800 2633 24 640 216750 3600 42000 1000 624 6304 56050 736 850 2400 1420000 1736 323 3472 Operação Indiavaí .MG SP 2394 Operação Ribas do Rio Pardo .SP Porto Velho .SC COM Operação Porto União .PR PIE Operação Campo Mourão .SP Bocaina .SP Jaboticabal .MS SP 29500 29500 2394 19000 15120 1078000 PCH Operação Telêmaco Borba .PR PIE Operação Imbituva .SC APE Operação Saudade do Iguaçu .PR APE Operação Água Doce .SC COM Construção Apiúna .SP Operação Xanxerê .PA PIE Outorga Água Doce .SC PIE Operação Pinhão .218 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto Mauá UHE PCH PCH PCH UHE UHE CGH CGH PCH UHE PCH CGH PCH EOL PCH PCH UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE CGH CGH PCH UHE UTE UTE UTE CGH Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Cerquilho .PR APE 23859 23859 Assis Chateaubrind (Salto Mimoso) Salto Morais Salto Salto Natal Salto Osório Salto Pilão Salto Pintado Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Quatis Salto Rio Branco Salto Santiago Salto Santo Antônio Salto São Luiz Salto São Pedro Salto Salto Três de Maio Salto Voltão Salvador Arena Salvaterra Samaúma Sams Club São José dos Campos Samuel San Juan Santa Adélia Santa Adélia Santa Alice Santa Ana Santa Branca Santa Branca Santa Cândida Santa Catarina Santa Cecília .SC PIE Operação Quedas do Iguaçu .RR Operação Salvaterra .

600 58000 4000 9400 29000 30000 24000 2240 4400 1200 1575 1087000 46000 1454 15000 5000 Operação Mucuri .PA SP Fóssil Outorga Monte Negro .RJ SP 34960 34960 60000 3600 120168 302 768 3970 36400 Santa Clara Santa Clara I Santa Clara Santa Clara Santa Cleonice Santa Cruz Santa Cruz AB (Ex-Ometto) Santa Cruz de Monte Negro Santa Cruz do Arari 720 1000.GO Operação Estância .SP Santa Helena de Goiás .Unidade II Santa Fé Santa Fé Santa Fé I 30000 Santa Gabriela Santa Helena 2240 4400 1200 Santa Helena Açúcar e Álcool Santa Hermínia Santa Inês Santa Isabel Santa Izabel 6000 1454 15000 5000 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Izabel do Rio Negro Santa Laura Anexo Santa Lúcia 219 .8 14000 1500 1000000 550 13000 11.SC Sapezal .SP Operação Sertãozinho .MT Votorantim .RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Américo Brasiliense .PR PIE Operação Candói .PR PIE 3600 120168 302 768 3970 61400 17010 720 1000.SP Santa Isabel do Rio Negro .MG PIE Operação São José do Xingu .8 Santa Cruz do Xingu Santa Cruz Santa Cruz 1400 766000 364 13000 Santa Cruz Santa Cruz Santa Edwiges II Santa Edwiges III Santa Elisa .BA PIE 60000 UHE Operação Barra do Piraí .RJ Itiquira .GO Ibirarema .SP Ananás .Unidade I 58000 4000 6400 Santa Elisa .MG APE Operação Jaboticabal .PR APE Fóssil Gás Natural Outorga Santa Maria do Suaçuí .RJ SP Operação Rio Branco do Sul .SP Operação Sertãozinho .AM Faxinal dos Guedes .BA APE Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guaranésia .GO Operação Buritinópolis .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Candói .TO Novo Horizonte .ES Comendador Levy Gasparian .MT SP Fóssil Operação Santa Cruz do Arari .SE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE APE APE APE PIE PIE APE SP PIE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio de Janeiro .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Cecília (Elevatória) UHE PCH UHE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH Construção Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Construção Alegre .MT Operação Nova Europa .SP PIE Biomassa Operação Barreiras .SP Construção Buritinópolis .SP São João da Boa Vista .

PR Borda da Mata .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6000 Operação Araras .GO PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Laguna .220 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Lúcia II UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH EOL PCH EOL PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Outorga Operação Operação Bom Jardim .SP Santa Terezinha .RJ Três de Maio .SC PIE 28500 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 4250 1000 46531 30000 6.MG SP Outorga Gravatá .400 640 252 17300 30000 1528 940 6500 2760 10200 588 1500 50500 1000 36500 2760 10200 588 1500 50500 1000 6500 30000 1400 940 5200 640 252 1000 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 Operação Centralina .MG Operação Santa Rosa do Purus .PR SP Fóssil Operação Lençóis Paulista .SC PIE Operação Francisco Sá .RS Abelardo Luz .SP APE-COM Operação Alta Floresta D’Oeste .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4400 4400 6000 704 PCH Operação Sapezal .PA SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guarapuava .SP Goiana .SP Outorga Cavalcante .RJ Operação Santa Rita do Passa Quatro .MG SP 704 Operação Motuca .MT PIE 7600 7600 Santa Lúcia Santa Luiza Santa Luzia Santa Luzia Alto Santa Luzia D’Oeste Santa Maria Santa Maria Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Maria das Barreiras Santa Maria de Lençóis Santa Maria do Boiaçú Santa Maria do Xeruini Santa Maria Santa Maria Santa Marta Santa Marta Santa Mônica Santa Rita Santa Rosa Santa Rosa do Purús Santa Rosa I Santa Rosa II Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Teresa Santa Tereza Santa Terezinha Santa Terezinha (Tapejara) Santa Terezinha Santa Terezinha Paranacity .AC Operação Valença .MT Tapejara .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itapeva .SC Boituva .ES SP Operação Caracaraí .MG Paranacity .PE Amparo .SP APE Biomassa Operação Santa Maria das Barreiras .RO APE Outorga Ipuaçu .PE PIE Operação Colatina .PR Outorga Belmiro Braga .RR SP Fóssil Operação Paranacity .SC Santa Rosa de Lima .

RS PIE Outorga Porto Velho .RO Jaboticabal .MT Bonfim .RS Operação Piranguçu .MT São Domingos .RJ PIE Operação Santo Antônio do Içá .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 11300 650 4320 32000 1160 21000 2182 8000 3150400 4500 1930 23000 622.MS Porto União .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santana UTE UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE PCH EOL UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE Construção Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Porto Velho .RR Caracaraí .RO Operação São Borja .PR São Francisco do Guaporé .MG PIE Biomassa Operação São Carlos .PA SP Fóssil Óleo Diesel 4500 UTE Operação Santana .GO Operação Sertãozinho .GO PIE Óleo Diesel Operação Piracicaba .GO Água Clara .MG Operação Catalão .GO Torixoréu .AP SP Fóssil Óleo Diesel 178100 178100 7345 Santana do Araguaia Santana do Uatumã Santana I Santana 500 4320 11500 1160 Santana Santo Ângelo Santo Antônio Santo Antônio do Caiapó Santo Antônio do Içá 2182 Santo Antônio Santo Antônio Santo Antônio 4500 Santo Antônio Santo Antônio 23000 622 6820 15000 12500 334 6800 14336 2400 São Bento São Bernardo São Bernardo São Borja São Carlos São Carlos São Domingos São Domingos (torixoréo) São Domingos II São Domingos São Domingos 180 12000 2102 320 10 São Domingos São Félix do Araguaia São Francisco São Francisco do Baixo Rio Branco Atlas de Energia Elétrica do Brasil São Francisco Anexo São Francisco 5926 5926 221 .SP São Félix do Araguaia .SP PIE APE SP PIE PIE PIE APE SP SP PIE PIE APE PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Casca de Arroz Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Bom Jardim da Serra .SP APE Biomassa Operação Pirajuba .RR Ouro Verde do Oeste .RO PIE Outorga Bom Jardim .MT PIE Outorga São Sebastião do Uatumã .4 6820 15000 12500 334 6800 12000 2400 24300 48000 180 12000 2102 320 10 12000 Operação Santana do Araguaia .MG APE Outorga Nortelândia .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .SP São Domingos .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jacuí .SC PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa .SC Catanduva .RS Operação Barracão .

SP Igarassu .SP SP PIE PIE SP PIE PIE PIE SP SP PIE PIE PIE SP APE APE-COM PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Honório Serpa .SP Novo Horizonte .MS SP Operação Castelo .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 28000 4200 5850 UTE Operação Sertãozinho . Operação São Jerônimo .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6738 6738 São Francisco São Gabriel da Cachoeira São Gonçalo (Ex-Santa Bárbara) São Jerônimo São Jerônimo São João São João Biogás Atlas de Energia Elétrica do Brasil São João da Baliza São João da Boa Vista São João São João I São João II São João São João São João São Joaquim São Joaquim São Joaquim São Jorge São José São José Colina São José da Estiva São José do Rio Claro São José do Xingu São José Macatuba São José São José São José São José São José São José .MS SP Operação Ponta Porã .PE Rolador .PR PIE Outorga Prudentópolis .000 25000 19500 7560 1752 24805 25520 8050 21000 12000 21560 1000 7000 25000 664 600 3200 Outorga São Gonçalo do Rio Abaixo .MT São José do Xingu .SP Operação Manaus .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guarapuava .RS SP Fóssil Carvão Mineral 20000 15000 12000 24640 1000 70000 25000 664 600 3200 21000 60000 8050 21000 3000 2300 41600 25000 19500 7560 1752 74805 25520 51000 788 2400 780 4000 788 2400 656 2344 32.SP São João da Boa Vista .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5850 Operação Elias Fausto .MG PIE 13000 20000 Operação São Gabriel da Cachoeira .PR PIE Brascan Energética S/A.MG APE Operação Ponta Porã .RR SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo .ES PIE Operação São João da Boa Vista .MT Macatuba .SP Rio das Pedras .PR PIE Operação Itaú de Minas .PR Construção São João da Boa Vista .222 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Francisco UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH CGH CGH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE CGH PCH Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Colina .SP Operação Alfredo Chaves .SP PIE Biomassa Operação São João da Baliza .SP PIE Biomassa Biogás Operação Araras .AM Operação Ponta Grossa .RS São Miguel Arcanjo .ES Operação Guará .SP Itapeva .SP São José do Rio Claro .

RJ Nova Trento .MG PIE 8000 8000 504 São Lourenço São Lourenço (Ex-Zé Fernando) São Luiz 1800 10000 4400 19000 São Luiz São Manoel São Martinho São Maurício São Miguel 115 São Paulo São Paulo de Olivença 3080 São Paulo do Pimenta Bueno São Pedro 1500 São Pedro São Salvador São Sebastião 98 1008 São Sebastião da Boa Vista São Sebastião do Alto São Sebastião do Uatumã 2334 680 São Sebastião São Sebastião São Sebastião São Simão 1710000 São Simão São Tadeu I São Tomé 4000 São Valentim São Valentim Sapezal 8130 680 Sapezal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sapezal Anexo Sargel 1296 1296 223 .MG Operação Outorga São Sebastião do Alto .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ponte Serrada .PA PIE Fóssil Construção Rio Fortuna .PA Operação Porto Velho .SC PIE Óleo Diesel Operação Pradópolis .SP PIE Biomassa Operação São Manuel .MT Sapezal .MT Mococa .SP Operação Arceburgo .SP Nova Trento .PR Santa Rita do Passa Quatro .ES PIE Operação Itu .SC Sapezal .RS PIE Óleo Diesel Operação Almeirim .AM SP Fóssil Outorga Guaporé .MT PIE 29100 1800 70400 4400 19000 2500 115 16.000 3080 14000 2160 30000 241000 98 1050 13200 2334 12000 17200 3230 1710000 27000 18000 4000 1450 2210 8130 680 16000 Operação Mafra .SC Santa Vitória .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Judas Tadeu CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE UTE UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH UTE Construção Construção Operação Construção Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Outorga Outorga Areal .SC APE Construção Juscimeira .MT São Tomé .AM Operação São Sebastião da Boa Vista .MT Campos de Júlio .TO PIE PIE PIE PIE SP SP PIE PIE SP PIE PIE APE PIE PIE SP COM PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Domingos Martins .ES Santo Antônio do Leverger .RO Construção Paranã .RO PIE Operação São Paulo de Olivença .SP PIE Outorga Pimenta Bueno .SP APE Biomassa Operação Pirassununga .MG Alegre .RJ São Sebastião do Uatumã .SC SP 504 UTE Outorga Jaíba .

MT PIE Operação Boa Vista . Antônio do Leverger .SP Operação Serra Nova Dourada .RS SP 500 500 688 1260000 CGH Outorga Urubici .SP Recife .AC PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Candiota .AP PIE APE-COM SP SP APE APE-COM APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Gás Natural Fóssil Gás Natural Construção Catalão .RJ PIE Fóssil Operação Canoas .RS PIE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .MT PIE 21100 542000 4730 85927 5940 9000 563473 1377000 9500 1275000 448 210000 21.600 17200 108 652 10700 24000 1600 18000 2500 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 21.SP Rio de Janeiro .600 17200 108 652 10700 24000 1600 9500 1275000 448 160573 4730 85927 6300 Operação Mangueirinha .GO APE / PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Enxofre Operação Catende .SP APE Fóssil Óleo Diesel 688 Operação Ijuí .PE COM Operação Cavalcante .MT Operação Cantá .RR Operação São José da Laje .RJ Belém .PR SP 1260000 Operação São Paulo .RJ Juscimeira .PE São João de Meriti .AL PIE Biomassa Outorga Itaguaí .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sena Madureira .PA Porto Alegre .RS PIE Fóssil Carvão Mineral Outorga Campos de Júlio .MG PIE Gás Natural Carvão Mineral Bagaço de Cana de Açúcar Operação S.224 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Scardoelli CGH UTE UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Juquiá .MT Nova Campina .SP Operação Cajati .PE Taboão da Serra .AL Operação Serra do Navio .SC COM 830 830 Sede Sede Central do CRC-SP Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) Segredo Seival Sena Madureira Senador Arnon Afonso Farias de Mello (Floresta) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Senador Jonas Pinheiro (Caeté) Senhora do Porto Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sepetiba Seresta Serra da Mesa Serra do Espelho Serra do Facão Serra do Navio Serra Grande Serra Grande II Serra Nova Dourada Serrana Serraria Sesc Senac-Cass Sete Quedas Alta Sguário Itapeva Shopping Center Caruaru Shopping Center Grande Rio Shopping Center Iguatemi Belém Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Shopping Interlagos Shopping Recife Shopping Taboão .RS São Paulo .GO SP Operação Teotônio Vilela .SP Caruaru .

AL PIE Biomassa Operação Campinas .RR Socorro .4 620 65 1000 196520 807.SP São Paulo .MG SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Resíduos de Madeira Gás de Refinaria Construção Além Paraíba .BA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Mauá .MG Taubaté .MG Operação Itiquira .MT COM Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .SP APE Construção São Desidério .BA Operação Espírito Santo do Turvo .SP São Paulo .Santo Amaro 1800 225 .SP APE APE SP SP APE APE PIE APE APE APE-COM Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Efluente Gasoso Operação Juazeiro .MG COM Outros Gás de Alto Forno 5000 UTE Operação Sete Lagoas .Penha Anexo Sonda .SP Operação Paracatu .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sidrolândia .SP Uiramutã .4 620 65 1000 196520 882 SM-01 SM-06 SMTE .MA PIE Biomassa Carvão Vegetal Operação Silves .Subestação Paracatu Sobar Sobradinho Sobrado Sobragi Sociedade Assistencial Bandeirante Sociedade Hospitalar Samaritano Sociedade Recreativa e de Esportes de Ribeirão Preto Socó Socorro Sol Soledade Solonorte Solvay 12600 691 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sonda .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 2704 8000 333700 1416 2000 18000 6000 8900 25000 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.MT Santo André .Subestação Araguari SMTE .SP APE Fóssil Operação Manhuaçu .SP São Paulo .TO Belmiro Braga .MG PIE Operação Açailândia .MG APE SP PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araguari .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Siderpa UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Taguatinga .MT APE Biomassa Operação Jequiá da Praia .5 800 12600 691 1800 Outorga Pitangui .MT COM Operação Itaquaquecetuba .RS Comodoro .ES Fontoura Xavier .SP Serra .SP APE Fóssil Operação Sinop .SP Ribeirão Preto .MG APE Outros Gás de Alto Forno 2400 2400 Siderpita Sidrolândia (Ex-Santa Olinda) 4600 2742 8000 Silves Simasa Simplício Sinceridade 1416 2000 18000 6000 8900 Síncrotron Sinimbu Sinop Sistema de Cogeração da RECAP Sítio Grande Siva 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.

K.RO Operação Marechal Deodoro . Sucundurí Sucupira Suíça Sul Catarinense Sul Gás Sumaúma Sumidouro Sumidouro Supercenter Tijuca Supermercado Guanabara Supermercado Shibata Taubaté Surpresa Surumú Suzano Sykué I System Marketing T.São Bernardo UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Bom Jesus do Galho .RS PIE Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Diesel Outorga Erval Velho .SP APE Fóssil Outorga Guaratinguetá .SP APE Fóssil Operação Canoas .SP APE Fóssil Óleo Diesel 740 3807 2952 2380 3300 352 2130 208 355680 4000 100 4500 31590 440300 410 4000 2120 13000 1408 728 445 188 332 39900 30000 65 1056 97 65 1056 97 188 332 38400 1408 728 410 4000 2120 4.PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .SP Fóssil Operação Cesário Lange .S.MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 928 980 740 3470 2952 UTE Operação São Bernardo do Campo .226 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Sonda .ES SP PIE APE APE-COM SP PIE APE APE APE PIE SP APE PIE APE APE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Carvão Mineral Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jaciara .MT PIE Outorga Apuí .SP São Desidério .RJ Taubaté .SP Guajará-Mirim .SP Machadinho D’Oeste .RJ Outorga Treviso .MG Rio de Janeiro .PE PIE Fóssil Fóssil Outorga Cabo de Santo Agostinho . CGDc. Koblitz Energia Ltda.RR Suzano .SC Operação Cachoeirinha .SC APE 980 Operação Tangará .SP São Paulo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2230 2160 Sonora Sopasta I Sopasta II Sorocaba Refrescos Soure Souza Cruz Cachoeirinha Spessato Atlas de Energia Elétrica do Brasil Stepie Ulb Stollberg STV Styroplast Espumas Industriais Suape II Suape.SC APE 928 Outorga Sonora . Tatuapé Tabajara .AM SP Operação Cabo de Santo Agostinho .MG Conceição do Mato Dentro .AL Operação Volta Redonda .PE PIE Fóssil Operação Cotia .500 30060 4000 1420 208 3300 Outorga Tangará .RJ Rio de Janeiro .RO Pacaraima .SC Operação Santa Leopoldina .RS APE Fóssil Gás Natural Operação Soure .BA Osasco .

PR Caucaia .MA São Bernardo do Campo .SC APE Construção São Gonçalo do Amarante .PE São Luís .AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Porto União .ES SP 464 UTE Operação Tabatinga .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Taguatinga .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .RN Corumbá .MT SP Fóssil Operação Uberaba .CE PIE Operação Alto Alegre .SP Operação Fortaleza .PB Ipojuca .AL Cabo de Santo Agostinho .AC PIE Operação Sandovalina .CE Cabo de Santo Agostinho .AM SP Operação Tarauacá .CE Operação Amajari .RO Messias .MG APE Óleo Diesel Operação Tapauá .4 83280 21996 3780 76 2281.PE São Carlos do Ivaí .SP Santa Cruz .RR Construção Campos de Júlio .GO PIE Óleo Diesel Operação Manaus .AM SP Fóssil Óleo Diesel 15020 15020 464 1750 500 Tabocas Taguatinga Taiano Taíba Albatroz Tamanduá 38 83280 Tambaqui Tamboril Tapauá 3780 76 2281.SP Outorga São Paulo .150 350200 4924 170760 241250 170760 Operação Santa Teresa .TO SP 1800 500 16500 38.MT PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Combustível Gás Natural Operação Tefé .6 554000 3944 16482 30000 65 216 248 64 68000 426530 143176 97027 8200 220000 156.PE Outorga São Paulo .MS Conde .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tabatinga CGH PCH UTE EOL CGH UTE PCH UTE CGH UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Construção Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .6 554000 3725 16482 Tapauirama Tapurah Taquaruçu (Escola Politécnica) Tarauacá Tefé Telegráfica Tepequem 65 216 Terminal de Aviação Geral (TAG) Terminal Sacomã Terminal Teotônio Termo Norte I 68000 349950 Termo Norte II Termoalagoas Termocabo 48000 8200 242000 Termocana Termoceará Termomanaus Termomaranhão Termomecânica 3824 Termonordeste Termopantanal (Ex-MPX Termo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Termoparaíba Anexo Termopernambuco 532756 532756 227 .SP PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapurah .RO Porto Velho .

228 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Termosergipe (Fases I e II) UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE CGH PCH UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UHE UHE CGH UTE UTE UTE PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Sirinhaém .SC Coroaci .SC COM APE PIE APE COM COM APE-COM APE SP SP SP PIE APE APE SP APE Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Tonantins .RR SP Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Careiro da Várzea .SE PIE Fóssil Gás Natural 135000 0 Terra Nova Terra Preta Terra Santa Terra Santa Terranova I TGN Theodoro Schlickmann Atlas de Energia Elétrica do Brasil Tigre Tilibra Toca Toca do Tigre Tocantinópolis Toledo Tombos Tonantins Tonet Torah Total Total Química Tozzo Tramontina Trapiche Três Capões Três Irmãos Três Marias Três Saltos Triálcool Triunfo Trombini Tronqueiras TRT .PR PIE Biomassa Outorga Tocantinópolis .RS SP Operação Bauru .SP APE Fóssil Outorga Mangueirinha .MG Boca da Mata .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio Negrinho .TO PIE Fóssil Outorga Braga .PR Pereira Barreto .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1400 Operação Caracaraí .MG Operação Salvador .RS PIE Óleo Combustível Resíduos de Madeira Operação São Francisco de Paula .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 50 24 1344 18266 3000 1200 371 UTE Outorga Carmópolis .SP Outorga Bambuí .SP Canápolis .SP Três Marias .RJ Operação Belém .SC APE Operação Cerqueira César .BA Operação Água Doce .PE Guarapuava .SC APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Barra do Bugres .MT PIE 27400 3000 1200 951.SC Operação Embu .AM SP Operação Tombos .PA Outorga Passos Maia .MG Torrinha .PR PIE Óleo Diesel Operação Braço do Norte .AL Fraiburgo .2 9000 1450 1000 12000 165000 3000 2880 2340 760 720 40000 648 1000 1500 26000 1268 1292000 396000 640 15000 14000 4870 8500 21000 648 1000 1500 26000 1268 807500 396000 640 15000 14000 4870 8500 3000 2880 2340 760 720 1450 1000 Operação Terra Santa .MG SP Fóssil Óleo Diesel Operação Toledo .MG Volta Redonda .

Francisco de Itabapoana .SP Outorga São João da Barra .RJ PIE PIE PIE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE-COM PIE PIE PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Poços de Caldas .SP Primavera .AM SP Fóssil Biomassa Operação Campo Novo .Agrenco .PE Unaí .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tubarão CGH UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH CGH CGH UTE UTE CGH EOL EOL EOL UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Turvolândia .MT COM 220 8370000 2400 680 424 696 15800 9000 800 70 2704 12000 800 49600 23800 26400 25200 7700 440 600 30000 324 1800 3000 21000 38000 4600 6000 34000 21600 UTE Operação Fernando de Noronha .MS Anexo Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bonsucesso 24 24 229 .SP SP Outorga Campo Belo .MG Guararapes .RS APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Miguel Arcanjo . Francisco de Itabapoana .PR Itaquaquecetuba .MG APE Operação Uarini .MG PIE Operação Abre Campo .SP APE Fóssil Óleo Diesel Construção Santa Maria Madalena .RJ Outorga S.MT Caarapó .SP Operação Presidente Prudente .SP Ulianópolis .MS Bom Sucesso de Itararé .RJ Outorga S.SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Manacapuru .RJ PIE Operação Tucuruí .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Bauru .SP Alto Araguaia .MG PIE Operação Amparo .PA SP Operação Sapezal .Agrenco .MT Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Geração de Energia Elétrica .MG SP Outorga Uberaba .PE Limeira .PA Tamandaré .RR Colorado .PE SP Fóssil Óleo Diesel 4095 4095 220 8370000 Tucunaré Tucuruí I e II Tudelândia Tudor 680 424 696 16200 Tuiué Tuiuti Túlio Cordeiro de Mello (Ex-Granada) Tuneco Alta Turvinho (Nova do Baixo Turvinho) 800 70 2704 Turvo Uarini Uberaba Ubirajara Machado Moraes 800 UEE Maravilha UEE Mundéus UEE Saco Danta UFA 25200 7700 440 240 30000 324 UGPU (Messer) UHEB II Uiramutã UJU Ulfer Ulianópolis Una Açúcar e Energia 3000 Unaí Baixo Unialco 3600 4600 6000 União e Indústria Unidade de Geração de Energia -Área II Unidade de Geração de Energia Elétrica .MG Uiramutã .SP Operação Jundiaí .

RO Operação Urucará .CE APE Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caucaia .RS Operação Urucurituba .6 24 17.SC APE-COM Biomassa Biomassa Biomassa Operação Valparaíso .RS APE-COM Operação Jaraguá do Sul .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 20000 4500 175 2370 639900 48600 16500 10000 18810 63155 3800 1000 59000 400 35000 15000 400 400 35000 15000 400 3800 1000 18810 4500 183 2370 639900 48600 Operação Santana de Parnaíba .SP Carandaí .Terra Rica Usimar Usiminas Usiminas 2 Usina Bertolo Açúcar e Álcool Usina Bom Jardim Usina Bonfim Usina da Estação Usina da Pedra Usina da Serra Usina do Brilhante .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 17.AL PIE Operação São Gabriel .SP APE Fóssil Operação Santo Inácio .AM Operação Pimenta Bueno .SC Serrana .MG Guariba .SP Ibaté .CE APE Fóssil Óleo Diesel Operação Varginha .SP Taió .SP Taió .USI Unipac Univalem Urbano Jaraguá Urbano São Gabriel Uruba Urubu Urucará Urucumacuã Urucurituba (Tabocal) Uruguaiana Usaciga Usaçúcar .PR Operação Uruguaiana .6 Operação Santos .SP APE Biomassa Operação Pompéia .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 12 12 Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Coxim Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Rede Serra-Mar Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Santana do Parnaíba Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Sorocaba Unidade de Navegação Aérea (UNA) do Rio Claro Unidade de Navegação Aérea (UNA) Varginha Unidade de Tráfego Aéreo Caucaia (UTA-PCI) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Tráfego Aéreo Uruburetama(UTA-URT) Unidade Santo Inácio .SP APE Fóssil Óleo Diesel 17.MS APE Fóssil Óleo Diesel 22 22 24 17.6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 UTE Operação Bragança Paulista .PR PIE Biomassa Operação Uruburetama .AM SP PIE SP PIE PIE APE PIE APE APE APE COM PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Chupinguaia .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Coxim .230 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bragança Paulista UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE CGH Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Marabá .PR Operação Cidade Gaúcha .MG Pirangi .RO PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Outros Outros Outros Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Operação Atalaia .PA Ipatinga .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Claro .SC Outorga Terra Rica .MG Ipatinga .

MS Eunápolis .MS Água Clara .MG Igrapiúna .MG Anitápolis .RS APE 125 125 160 780 990 Usina do Parque Usina do Posto Usina dos Moinhos Usina Eólica de Laguna Usina Eólica Elétrica UEE Coqueiro Usina Monte Alegre 2500 657000 1350000 16000 4400 120 Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .RS APE 780 990 3000 14400 2500 657000 1350000 16000 4400 120 29700 2368 18400 5000 93000 23400 4720 2000 300 7000 2000 7000 175100 126600 19000 28000 5000 8000 709 5400 Operação Nova Prata .MG Três Lagoas .Subestação Paracatu Vale da Esperança Vale do Anari 2368 18400 5000 93000 23400 Vale do Ivaí Vale do Paranaíba Vale do Rosário Vale do Verdão Vale do Verdão 2 Valinho 2000 300 Vargido Varginha Varginha Jelu 1000 Várzea Alegre VCP-MS Veracel 126600 Verde 4 Verde 4A Veríssimo 5000 8000 709 Vertente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vesuvius Anexo Vetorial 3500 231 .SC PIE Outorga São João del Rei .Unidade II Usina São Luiz Usina Vale UTE SMTE .BA Água Clara .SC Conceição de Ipanema .MG Fóssil Operação Onda Verde .GO Operação Turvelândia .MG APE Biomassa Outorga São João da Barra .Unidade I Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .GO Operação Morro Agudo .RJ SP Nuclear Operação Angra dos Reis .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Urânio Urânio Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Laguna .SP Operação Capinópolis .SP APE Biomassa Operação Ourinhos .PR PIE COM PIE PIE APE APE não ID PIE PIE PIE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE APE APE Biomassa Biomassa Fóssil Outros Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Licor Negro Licor Negro Operação Vale do Anari .BA Chalé .RJ SP Nuclear Operação Monte Belo .RS APE 160 CGH Operação Santo Antônio do Palma .MG Guaraci .MS Veríssimo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Usina do Maringá CGH CGH CGH EOL EOL UTE UTN UTN UTE UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE Outorga Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Divinópolis .MG APE Operação Ibiaçá .RJ Ribas do Rio Pardo .MG Operação São Pedro do Ivaí .SP APE Biomassa Operação Angra dos Reis .SP Rio de Janeiro .RN PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Operação Paracatu .RO PIE Outorga Touros .MS Outorga Itumbiara .

AM SP Fóssil Operação Caracaraí .AM Bonfim .RR SP Operação Cantá .SC APE Fóssil Óleo Diesel 2000 Operação Conceição do Castelo .RR Vilhena .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Parintins .RO Outorga Tailândia .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Operação Tefé .PA Normandia .RR Santana do Araguaia .RR Rorainópolis .PA Operação Rorainópolis .MA APE Biomassa Carvão Vegetal 7200 Operação Videira .RJ SP Operação São Mateus do Sul .RR Vila Rica .RR SP SP PIE SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE APE Operação Mucajaí .RR SP Fóssil Operação Vila Bittencourt .RR SP Operação Caracaraí .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Cantá .RR SP Fóssil Operação Amajari .AM Caracaraí .AM SP Fóssil Operação Urucurituba .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Piraí .RR Operação Porto Velho .Itapira .232 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Viana PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Rorainópolis .RO Pitangueiras .ES PIE 4500 4000 2000 7200 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 UTE Outorga Viana .SP Itapira .SP Operação Rorainópolis .4 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 2450 24 24 720 10 26 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 Operação Açailândia .PR Fóssil Óleo Diesel 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 200 2450 24 24 720 10 26.MT Manacapuru .ES PIE Fóssil Óleo Combustível 170760 Viçosa (Bicame) Videplast Viena Vier Indústria e Comércio do Mate Vigário (Elevatória) Vila Amazônia Vila Antônio Campos Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vila Augusto Monte Negro Vila Bittencourt Vila Brasil Vila Cachoeirinha Vila Caiambé Vila Caícubi Vila Central Vila da Penha Vila Dona Cota Vila dos Palmares Vila Extrema Vila Floresta Vila Itaquera Vila Mandi Vila Milagre Vila Remanso Vila Rica Vila Sacambu Vila São José Vila Urucurituba Vila Vilena Vilhena Viralcool Virgolino de Oliveira .RR Autazes .

PR Xanxerê .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 4250 2100 5280 42000 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 12000 334 600 11500 30000 2585 4250 53576 5280 1808 3162000 14.SC Xapuri .Goiânia Wal Mart Sams Vitória Wal Mart Supercenter Franca Wal Mart Vila Guilherme Wal-Mart Sorocaba Wasser Kraft WD Weatherford Wiggers Winimport Xanxerê Xapuri 2722 Xavante Xavantes Aruanã 53576 5280 1808 3162000 14.SP Operação São Paulo .AC Pombos .4 8000 Xavier Xicão Xingó Xumina Atlas de Energia Elétrica do Brasil Zanin Anexo Zé Açu 200 233 .GO APE Operação Unaí .4 8000 200 Operação Porto Velho .SP APE Gás Natural Operação Conceição das Alagoas .ES APE Fóssil Gás Natural Outorga Mataraca .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Horizonte .ES APE Operação Goiânia .CE APE-COM Fóssil Operação Votorantim .RS Santa Rosa de Lima .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Acaraú . Egido Wal Mart Combo .SP APE APE APE COM PIE APE COM PIE PIE PIE PIE PIE SP SP SP SP APE SP Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Biogás Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Vitória .SP Operação Franca .AM Operação João Pinheiro .MG Canindé de São Francisco .PR PIE Operação Serra .SP Parintins .SE Normandia .GO Nova Friburgo .SC Operação Sorocaba .PB PIE Operação Itapetininga .CE PIE Operação Itapejara d’Oeste .RJ Campanha .RR Araraquara .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 4225 UTE Operação Caracaraí .MG PIE Biomassa Operação Conceição das Alagoas .RR SP Fóssil Óleo Diesel 160 160 4225 1200 Vista Alegre do Abunã Vista Alegre Vitória Vitória Apart Hospital 2100 5280 Vitorino Volta do Rio Volta Grande 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 2000 334 600 11500 Volta Grande Votorantim Vulcabrás W.SC Imbituva .PE Goiânia .MG Outorga Palma Sola .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Vista Alegre UTE UTE EOL UTE PCH EOL UHE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE EOL UTE PCH PCH UHE UTE UTE UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Caxias do Sul .

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Produção editorial e gráfica .

Pesquisa e Desenvolvimento”. “Educação.br nos links “Informações Técnicas”.A versão digital do Atlas de Energia Elétrica do Brasil está disponível também na página eletrônica da Agência Nacional de Energia Elétrica www. . “Central de Notícias” e “Espaço do Empreendedor”.aneel.gov.

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