Brasília, 2008

DIRETORIA Jerson Kelman diretor-geral Edvaldo Alves de Santana Joísa Campanher Dutra Saraiva José Guilherme Silva de Menezes Senna Romeu Donizete Rufino diretores

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A 265a 3.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Brasil). Atlas de energia elétrica do Brasil / Agência Nacional de Energia Elétrica. ed. – Brasília : Aneel, 2008. 236 p. : il. ISBN: 978-85-87491-10-7 1. Energia elétrica. 2. Potencial energético. 3. Setor elétrico. 4. Atlas. 5. Brasil. I. Título. CDU: 621.31(81)(084.4)

SCT Erison Honda Xavier / Marcelo Rodrigues Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira – SFF Rogério Ament Superintendência de Estudos Econômicos do Mercado . TDA Comunicação. PETROBRAS.com.SRD Breno de Souza França Rodrigo Abijaodi Lopes de Vasconcellos Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração – SFG Alessandro D´Afonseca Cantarino Superintendência de Gestão Técnica da Informação .tdabrasil. ELETROBRÁS.SMA André Ruelli Secretaria Geral . .br Diretor Marcos Rebouças Coordenação Geral Maria Angela Jabur Engenheiro Eletricista Mauro Moura Severino Produção de Textos Maria Angela Jabur Revisão de Textos e Apoio Editorial Ana Cristina da Conceição Direção de Arte e Projeto Gráfico João Campello Diagramação Bruna Pagy Ilustrações e Geoprocessamento Thiago dos Santos Ícones e Ilustração da Capa Victor Papalleo Digitalização e Tratamento de Originais Fernando Ely Fotografias Angra 2. ELETRONORTE.SFE José Assad Thomé Júnior Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão – SRT José Moisés Machado da Silva Giácomo Francisco Bassi Almeida Superintendência de Gestão e Estudos Hidroenergéticos – SGH Matheus Bittar PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA TDA COMUNICAÇÃO www.SRG Aymoré de Castro Alvim Filho Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade .SEM Patricia Trindade Dontal Superintendência de Mediação Administrativa Setorial .SGI Adriana Lannes Souza Superintendência de Concessões e Autorizações de Geração – SCG Luciana de Oliveira Barcellos Ludimila Lima Superintendência de Planejamento da Gestão .SRE José Helder da Silva Lima Superintendência de Regulação da Comercialização da Eletricidade – SRC Juracy Rezende Castro Andrade Marcos Bragatto Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração .SPG Cícero Silva Teixeira Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética – SPE Máximo Luiz Pompermayer Sheyla Maria Damasceno Superintendência de Concessões e Autorização de Transmissão e Distribuição . Furnas. STOCKExchange.SGE Jorge Luis Custodio Superintendência de Regulação Econômica . Eletronuclear.AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA • Aneel SUPERVISÃO Assessoria de Comunicação e Imprensa – ACI Salete Cangussu Assessora de Comunicação e Imprensa Patricia Barbosa Pinto Jornalista Joseanne Aguiar Analista Administrativa EQUIPE TÉCNICA Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição . Itaipu.

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Stock Xchng .

Stock Xchng .

a marca de 100 mil megawatts (MW) em potência instalada (75% de fonte hídrica e 25% de fonte térmica).597 GWh/ano no consumo de energia elétrica.93 bilhões. espalhados num território de dimensão continental. Os projetos apresentados pelas distribuidoras de energia elétrica nessa área. ao unir a despoluição das cidades e dos rios à geração de energia elétrica. Projetos que são aprovados pela Aneel e já atingiram uma economia de redução anual na ordem de 5. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 9 . É um desafio levar energia elétrica a mais de 61 milhões de consumidores. para escoamento da energia produzida pelas usinas de canade-açúcar localizadas na região Centro Oeste do Brasil. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) periodicamente atualiza esse Atlas que contém um importante acervo de informações sobre a infra-estrutura elétrica do país. Para isso foi necessário licitar novas instalações de conexão à rede básica. É possível e desejável atuar também pelo lado da demanda.Mensagem da Diretoria Mensagem da Aneel O setor elétrico brasileiro está em permanente evolução. têm sido criados incentivos à produção de energia pela queima do lixo urbano e pela utilização do metano associado a dejetos de suínos. desde o início do primeiro ciclo em 1998. já que menos de 30% foi aproveitado! Persistimos em busca da geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis: em 2008 realizou-se o primeiro leilão de biomassa. energia gerada pela queima do bagaço de cana-de-açúcar. Nesse sentido. Numa escala ainda reduzida e experimental. Por essa razão. O Brasil superou. Ambos projetos apontam o caminho da correta sustentabilidade ambiental. totalizam investimentos de mais de R$ 1. fruto tanto de mudanças legais e normativas quanto do avanço tecnológico. é de grande relevância a busca da eficiência energética. E muito ainda pode ser feito para expandir o parque hidroelétrico. O equilíbrio entre oferta e demanda não é alcançado apenas aumentando a oferta. no ano de 2007.

mais de dez encargos setoriais (subsídios cruzados entre consumidores). além dos custos de produção e transporte de energia elétrica. e também os impostos. A terceira edição do Atlas é mais uma iniciativa de dar a visibilidade e legitimar as ações da Aneel que interferem no dia-a-dia do país. a distribuição e a comercialização da energia elétrica.Mensagem da Diretoria O setor finalizou o ano de 2008 com o leilão da maior Linha de Transmissão do mundo. na abordagem e no aperfeiçoamento da identidade visual de forma a contribuir ainda mais para ampliar o conhecimento da área de energia. uma conexão elétrica de 2. A conta de luz embute. autorizadas e permissionárias. O papel da Aneel é regular e fiscalizar a geração.400 km das usinas do Complexo do rio Madeira com o Sistema Interligado Nacional. São centenas de empresas concessionárias. Boa leitura! Jerson Kelman Diretor-geral da ANEEL 10 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Além de atualizar as informações das edições anteriores inova na apresentação do conteúdo. O controle social dessa difícil tarefa ocorre por meio da transparência de procedimentos e de informações. a transmissão. ICMS (estadual) e federal (PIS/Cofins). todos definidos em leis. Os bastidores da cadeia industrial que move a energia elétrica estão detalhadas e explicadas nessa publicação.

Apresentação .

Acervo TDA .

produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além disso. A disponibilidade energética deveria se manter compatível com o acentuado aumento do consumo provocado por um novo ciclo de crescimento econômico. observado principalmente nos países em desenvolvimento. da energia elétrica . ser capaz de suportar o crescimento econômico – que. estudiosos e cientistas alertavam para os efeitos da deterioração ambiental provocada pela ação humana. Um deles é o aquecimento global. Entretanto. As duas variáveis dependerão do impacto que a crise do sistema financeiro mundial. vapor ou energia elétrica. Desde o início dos anos 90. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. particularmente. em consequência. sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.Apresentação Apresentação Durante todo o século XX. que estava em pleno desenvolvimento durante o ano de 2008. ocasião da conclusão desta edição. o que se revelou como um forte estímulo para as iniciativas de substituição por outras fontes. por sinal. o cenário mudou ao ser colocado à prova por uma nova realidade: a necessidade do desenvolvimento sustentável. entre outros desdobramentos.00 por barril em 1980 e. portanto. por meio das quais é possível obter o mesmo resultado utilizando menor quantidade de energia. sobre o ritmo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 13 .ingressou no século XXI. proporciona a inclusão social de grandes contingentes da população. consumo consciente. eram incertos o ritmo e os avanços que esse processo registrará no curto e médio prazos. A atividade de produção de energia – e. Esse processo. é retratado na presente edição do Atlas de Energia Elétrica do Brasil. em busca do desenvolvimento sustentável. obtida principalmente a partir dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão mineral. Em outras palavras: o desafio é reduzir o impacto ambiental e. com o aumento da geração de renda e da oferta de trabalho. este último. Entre elas. carvão mineral e petróleo. particularmente o dióxido de carbono (CO2). deu suporte ao crescimento e às transformações da economia mundial. provocado pelo elevado volume de emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE). que eclodiu no mês de setembro. Outro é a possibilidade de esgotamento. É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual. em 2008). as fontes tradicionais teriam que ser substituídas por recursos menos agressivos ao meio ambiente. os consumidores seriam induzidos a substituir energéticos mais poluentes por outros de menor impacto ambiental e a aderir a práticas mais eficientes. no médio prazo. E deverá ser mantido e aperfeiçoado ao longo dos próximos anos. liberado em larga escala nos processos de combustão dos recursos fósseis para produção de calor. das reservas de recursos naturais mais utilizadas. preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida. ao mesmo tempo. mais recentemente. Já nos primeiros anos do século atual. Envolve tanto políticas de governos quanto investimentos realizados pelas empresas do setor em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Do ponto de vista econômico. Ao final de 2008. durante quase uma década foi caracterizado pela volatilidade e tendência de alta das cotações (que superaram US$ 100. terá sobre os setores produtivos e. conceito que alia a expansão da oferta. a oferta farta de energia.

pesquisa e texto). arte. Razão pela qual o Atlas de Energia Elétrica. do qual o Brasil é o segundo maior produtor mundial . acadêmicos (responsáveis pela coordenação e revisão técnica) e publicitários (diagramação. A terceira tem como destaque os combustíveis fósseis (gás natural. O foco principal do Atlas. respeitabilidade e especialização no trato de dados sobre o mercado de energia. países da Europa e Estados Unidos) que. Na primeira parte. que buscam conectar novos clientes . são os recursos energéticos e a geração de energia elétrica. derivados de petróleo e carvão) e a energia nuclear. Além disso. descreve a estrutura do setor de elétrico brasileiro e apresenta dos caminhos da energia do Brasil: geração. Com isso. também. Também foram consultadas entidades autoras de estudos e estatísticas do mercado global e cujas informações estão presentes em praticamente todos os capítulos. de forma a torná-las comercialmente viáveis. aborda a conjuntura e o cenário internacionais da energia. e composta por jornalistas especializados (encarregados da coordenação editorial. abrangem disponibilidade. Todos os capítulos seguem a mesma estrutura: partem das informações gerais a respeito do recurso. Na ponta da produção. sol. Entre eles insere-se o Brasil que. A segunda parte da edição concentra-se em fontes renováveis – energia hidráulica. além de apresentar um panorama do mercado destinado a profissionais dos diversos segmentos do setor. pela tradição. lançada em 2005 foi possível devido a outra inovação: a estruturação de uma equipe multidisciplinar selecionada por meio de um processo transparente de concorrência. O segundo. embora seja bastante dependente do petróleo.o que acarretou a expansão do consumo do etanol. 14 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A relação detalhada poderá ser encontrada ao final de cada capítulo. como a produção de automóveis flex-fuel . Um deles. o Atlas de Energia Elétrica do Brasil. insere o comportamento do mercado consumidor local e mundial na conjuntura econômica verificada nos últimos anos.a sistemas elétricos. paginação e impressão). a publicação é dividida em dois capítulos. demonstra a importância da energia para as atividades humanas. também foi inserida uma tabela comparativa entre as principais medidas utilizadas no mercado de energia. A versão aperfeiçoada da última edição. pesquisas e estatísticas produzidos por entidades reconhecidas no Brasil e no exterior. entre outras. sob a forma de Referências. implantados junto aos consumidores tradicionais. Para obtenção de dados sobre o setor energético e elétrico brasileiro. Características Gerais. transmissão e distribuição. Consumo. Esta estrutura é uma das inovações na produção da 3ª edição do Atlas de Energia Elétrica. biomassa e o grupo chamado de Outras Fontes. além de trabalhos e pesquisas produzidos por entidades setoriais foram utilizados estudos do mercado geral de energia. Mas as iniciativas também podem ser observadas nos países em desenvolvimento. o foco é atingir a diversificação e. há os projetos de eficiência energética. o que se verifica são medidas que induzem o consumidor a utilizar as fontes ambientalmente mais “limpas”. Como fontes de informação foram utilizadas trabalhos. ao mesmo tempo. As iniciativas abrangem tanto soluções para o aumento da eficiência dos processos quanto a redução dos custos das fontes renováveis como vento. maré e biomassa. produção e consumo no mundo e detalham o mercado brasileiro com foco na produção da eletricidade. explicam as suas principais características. Na ponta do consumo. edição 2008. Os mais adiantados nessa direção pertencem ao grupo das chamadas nações desenvolvidas (Japão. a “limpeza” da matriz energética.Apresentação da atividade econômica e sobre os volumes de investimentos destinados a pesquisa e inovações tecnológicas por parte das companhias que integram a cadeia produtiva da energia. vapor e elétrica – e são adotadas por praticamente todos os países. são os mais dependentes dos combustíveis fósseis. A adoção do Glossário com os principais termos técnicos é uma forma de facilitar ainda mais o aprendizado sobre os temas abordados. particularmente a energia elétrica. ao mesmo tempo em que tem o foco no mercado brasileiro. e os programas de universalização do atendimento.e a criação do mercado de “energia verde” em alguns países europeus.geralmente de baixa renda e habitantes de comunidades distantes dos grandes centros . renováveis e ambientalmente “limpos”. em 2007 conseguiu transformar a biomassa na segunda maior fonte produtora de energia local e obtém a maior parte da energia elétrica consumida proveniente de recursos hídricos – e. Ao final. portanto. se transforma-se em fonte de consulta para estudantes e interessados em obter maior conhecimento a respeito do assunto. As medidas abrangem todas as formas de utilização de energia – calor. entretanto.

5 GERAÇÃO 2 CONSUMO 2.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS 4 BIOMASSA 4.1 INFORMAÇÕES GERAIS 2.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL PARTE II – Fontes renováveis 3 ENERGIA HIDRÁULICA 3.1 INFORMAÇÕES GERAIS 3.3 DISTRIBUIÇÃO 1.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO 2.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 49 51 54 57 60 63 65 69 70 73 17 21 22 23 28 34 37 39 41 44 .2 DISPONIBILIDADE.2 POTENCIAIS. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA 4.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL 3.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 4. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 3.4 TRANSMISSÃO 1.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO 1.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS 1.1 INFORMAÇÕES GERAIS 4.Sumário PARTE I – Energia no Brasil e no mundo 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS 1.

3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 7. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 6.1 INFORMAÇÕES GERAIS 9.2 RESERVAS.5 GEOTÉRMICA 5.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS FATORES DE CONVERSÃO GLOSSÁRIO ÍNDICE ANEXO 75 77 79 82 86 87 88 91 93 96 100 104 105 107 110 112 115 117 119 122 124 127 129 131 134 137 140 143 145 155 159 .1 INFORMAÇÕES GERAIS 8. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 8.6 MAR PARTE III – Fontes não-renováveis 6 GÁS NATURAL 6.3 ENERGIA SOLAR 5.4 BIOGÁS 5.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 8 ENERGIA NUCLEAR 8.1 INFORMAÇÕES GERAIS 7.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 8.2 RESERVAS.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 9.1 INFORMAÇÕES GERAIS 5.5 OUTRAS FONTES 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS 6. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 9.2 RESERVAS.2 RESERVAS.2 ENERGIA EÓLICA 5. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 7.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 9 CARVÃO MINERAL 9.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 7 DERIVADOS DE PETRÓLEO 7.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 6.

Parte I Acervo TDA Energia no Brasil e no mundo Características Gerais 1 .

o novo modelo instituiu dois ambientes para a celebração de contratos de compra e venda de energia: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR). que teve como objetivos principais: garantir a segurança no suprimento. com a implantação do Novo Modelo. presentes e futuros da oferta de energia elétrica e do mercado consumidor. em síntese tem por objetivo atuar de forma a garantir. Além disso. às companhias. com a introdução do Novo Modelo do Setor Elétrico. o MME constituiu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). para as quais essa passou a ser a única forma de contratar grande volume de suprimento para o longo prazo. a modicidade tarifária. opera o Newave. e promover a inserção social. A segunda ocorreu em 2004. Sistema dos leilões e mercado livre Do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) participam. depois de mais de 50 anos de controle estatal. O modelo implantado em 2004 restringiu. transmissão e distribuição). e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). foi substituído pela CCEE. em que o maior valor oferecido pela outorga (Uso do Bem Público) determinaria o vencedor. na parte compradora. Sua implantação marcou a retomada da responsabilidade do planejamento do setor de energia elétrica pelo Estado. Passou a vencer os leilões o investidor que oferecesse o menor preço para a venda da produção das futuras usinas. Para tanto. A nova estrutura assenta-se sobre muitos dos pilares construídos nos anos 90. em particular pelos programas de universalização (como o Luz para Todos). a operação de todos os agentes em um ambiente de equilíbrio que permita. Até então. de dezembro de 1996. O ONS. Além disso. As atividades de distribuição e transmissão continuaram totalmente regulamentadas. manteve inalteradas – porém em permanente processo de aperfeiçoamento – as bases regulatórias da distribuição e transmissão. mas não extinguiu. O mesmo programa é utilizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para definir os preços a serem praticados nas operações de curto prazo do mercado livre. Mas a produção das geradoras passou a ser negociada no mercado livre – ambiente no qual as partes compradora e vendedora acertam entre si as condições através de contratos bilaterais. Uma das principais alterações promovidas em 2004 foi a substituição do critério utilizado para concessão de novos empreendimentos de geração. com a missão principal de desenvolver os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. a obtenção de resultados sólidos ao longo do tempo e. No mesmo ano. cuja constituição foi diretamente relacionada à criação do mercado livre. entidade também autônoma que substituiu o GCOI (Grupo de Controle das Operações Integradas. programa computacional que. o mercado livre – que em 2008 respondia por cerca de 30% da energia elétrica negociada no país. em 2004. com base em projeções.427. o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Mercado Atacadista de Energia (MAE). quando o setor passou por um movimento de liberalização. importadores. por meio da regulamentação e fiscalização. A primeira envolveu a privatização das companhias operadoras e teve início com a Lei no 9. a maioria das atividades era estritamente regulamentada e as companhias operadoras controladas pelo Estado (federal e estadual) e verticalizadas (atuavam em geração. uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Como agência reguladora. exportadores e consumidores livres. apenas as distribuidoras. exclusivo para geradoras e distribuidoras. é responsável pela coordenação da operação das usinas e redes de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). Para decidir quais usinas devem ser despachadas. Além disso. do qual participam geradoras. elabora cenários para a oferta de energia elétrica. As vendedoras da energia . realiza estudos e projeções com base em dados históricos. subordinado à Eletrobrás). A Aneel sucedeu o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). transmissoras e distribuidoras. que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e determinou que a exploração dos potenciais hidráulicos fosse concedida por meio concorrência ou leilão. promover a modicidade tarifária. A reforma exigiu a cisão das companhias em geradoras. Já o MAE. comercializadoras. ao consumidor. foram constituídas na década de 90 novas entidades para atuar no novo ambiente institucional: além 18 Atlas de Energia Elétrica do Brasil da Aneel.Capítulo 1 | Características Gerais Box 1 O novo modelo do setor elétrico O modelo institucional do setor de energia elétrica passou por duas grandes mudanças desde a década de 90.

como preço. nas duas pontas podem ocorrer diferenças entre o volume contratado e aquele efetivamente movimentado. Operações de curto prazo Os contratos têm prazos que podem chegar a vários anos. proporcionam maior segurança em cálculos como fluxo de caixa futuro. à produção de empreendimentos em processo de leilão das concessões e de usinas que já foram outorgadas pela Aneel e estão em fase de planejamento ou construção. O comprador. Como são realizados com antecedência de vários anos. que são realizados pela Aneel e pela CCEE. vendedores e compradores negociam entre si as cláusulas dos contratos.5 MW (megawatt) que adquirem a energia elétrica para uso próprio. esses leilões são. pelo menos. A maior parte das usinas participantes será movida a bagaço de cana (apenas uma é abastecida por capim elefante). também constituídas na década de 90.Características Gerais | Capítulo 1 elétrica são as geradoras. foi exclusivo para fontes alternativas. em 2007. Nos últimos anos. O MME determina a data dos leilões. Os valores máximos devem ser iguais ou inferiores ao preço teto. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 19 . foi contratada exclusivamente a energia elétrica produzida a partir da biomassa. Por meio de portaria. Da parte vendedora participam as geradoras enquadradas como PIE (produtores independentes de energia). receitas de vendas e custos de suprimento ao longo do tempo. A segunda. e que têm por função favorecer o contato entre as duas pontas e dar liquidez a esse mercado. Todas ainda estão por ser construídas e deverão entrar em operação em 2009 e 2010. Como as geradoras entram em “pool” (ou seja. O primeiro. A-3 e A-5). Os leilões dividem-se em duas modalidades principais: energia existente e energia nova. Esta é a sua função original. portanto. foram significativos pela contribuição à diversificação e à simultânea “limpeza” (aumento da participação de fontes renováveis) da matriz nacional. há os leilões de ajuste e os leilões de reserva. Para a EPE. o mecanismo de colocação prioritária da energia ofertada pelo menor preço também garante a modicidade tarifária. realizado em 2008 e caracterizado como o primeiro leilão de energia de reserva. as partes “zerem” as suas posições através da compra ou venda da energia elétrica. prazo e condições de entrega. respectivamente. Entre 2004 e 2008. a entidade passou a abrigar a operacionalização de parte dos leilões de venda da energia que. portanto. O início da entrega é previsto para ocorrer um. Segundo o governo. Nos primeiros. respectivamente. três ou cinco anos após a data de realização do leilão (que são chamados. O vendedor. No outro. a CCEE também se responsabiliza pela sua liquidação financeira. fixa o preço teto para o MWh a ser ofertado. junto às licitações para construção e operação de linhas de transmissão. No mercado livre. de acordo com a fonte da energia: térmica ou hídrica. Neste caso. nas projeções do volume que irá produzir – e que variam de acordo com as determinações do ONS. Assim. a prioridade é dada ao vendedor que pratica o menor preço. Nele foi ofertada a produção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e termelétricas movidas a bagaço de cana e a biomassa proveniente de criadouro avícola. baseia-se em projeções de consumo. as distribuidoras complementam o volume necessário ao atendimento do mercado (visto que as compras de longo prazo são realizadas com base em projeções). também. de A-1. A primeira corresponde à produção das usinas já em operação e os volumes contratados são entregues em um prazo menor (A-1). de acordo com a disponibilidade de energia elétrica. Nos leilões de reserva. a cada mês. são atribuição da Aneel. o prazo de entrega geralmente é de três ou cinco anos (A-3 e A-5). fornecem variáveis necessárias à elaboração do planejamento. Além de abrigar essas operações. Para os investidores em geração e para as distribuidoras. desde que ele não supere 1% do volume total. a oferta não é individualizada). a CCEE organizou mais de 20 leilões por delegação e sob coordenação da Aneel. Além deles. Os preços são fornecidos pelo programa Newave e variam para cada uma das regiões que compõem o SIN. O acerto dessa diferença é realizado por meio de operações de curto prazo no mercado “spot” abrigado pela CCEE que têm por objetivo fazer com que. A parte compradora é constituída por consumidores com demanda superior a 0. por permitir a visualização de. o objeto de contratação é a produção de usinas que entrarão em operação apenas em caso de escassez da produção das usinas convencionais (basicamente hidrelétricas). indicadores do cenário da oferta e da procura no médio e longo prazos. Dois deles. ou ACL. As transações geralmente são intermediadas pelas empresas comercializadoras.

responsável por coordenar e supervisionar a operação centralizada do sistema interligado brasileiro.SEAE SNRH. agência reguladora.847/2004 e no 10. por meio do Ministério de Minas e Energia (MME) e com assessoramento do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Congresso Nacional. Os instrumentos legais criaram novos agentes. com a implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico. O Novo Modelo do Setor Elétrico preservou a Aneel. Estrutura institucional do setor elétrico Políticas Congresso Nacional Presidência da República CNPE / MME Regulação e Fiscalização ANEEL Agências Estaduais ANP Mercado G CCEE T D C ONS Conselhos de consumidores Entidades de defesa do consumidor SDE / MJ CADE . Abaixo. Um deles é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). que abriga a negociação da energia no mercado livre. MMA. além de sugerir das ações necessárias. manteve a formulação de políticas para o setor de energia elétrica como atribuição do Poder Executivo federal. por meio das leis no 10. ANA e CONAMA Agentes institucionais EPE Eletrobrás Concessionárias BNDES 20 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .848/2004. foi instituído o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).Capítulo 5 | Outras fontes A estrutura institucional do setor elétrico brasileiro Em 2004. Para acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território nacional. também ligado ao MME. o Atlas de Energia Elétrica reproduz a atual estrutura institucional do setor elétrico brasileiro. o Governo Federal. vinculada ao MME e cuja função é realizar os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. Outro é a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

há a ação horizontal. por exemplo. o primeiro caso inclui as pesquisas sobre novas fontes. começa a ser crescentemente abastecido por etanol – enquanto. foi avaliado como reflexo da modernização econômica e social a substituição da lenha pelos derivados de petróleo (GLP.Características Gerais | Capítulo 1 Características Gerais 1. no terreno dos projetos pilotos. como saneamento básico. além de mais eficientes do ponto de vista energético. de propriedade da União. Esta iniciativa é observada principalmente com relação ao fornecimento de energia elétrica (que na iluminação substituiria. No Brasil houve um ensaio para criação das multiutilities nos anos 90. mas. não precisavam. é detectada também em outros setores. em menor escala. maré e células de hidrogênio. como geotermia. Esta característica faz com que o setor de energia conviva. no geral. das atividades intermediárias existentes entre eles – está a chamada indústria da energia. Essa indústria faz parte de uma cadeia econômica que tem início com a exploração de recursos naturais estratégicos (como água. à integração nacional. Sua entrega às localidades menores do interior do País só foi possível pela abertura das grandes rodovias nos anos 70 do século XX – e que também foram consideradas um sinal de modernização do país. Na administração e operação desses dois extremos – e. mas a tendência não se consolidou. e que termina no fornecimento de um serviço público básico para a sociedade. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 21 . a indústria da energia é nitidamente dividida entre os setores de petróleo. gás natural e energia elétrica. ter origem local. ou é composta por estatais ou por companhias controladas pelo capital privado que atuam em um ambiente regulamentado pelos governos locais. Assim. por exemplo. cozimento. petróleo. se movimenta com o estímulo da energia elétrica. Na atualidade.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS Uma das variáveis para definir um país como desenvolvido é a facilidade de acesso da população aos serviços de infra-estrutura. O GLP é obtido em refinarias e distribuído por meio de caminhões. E é válida tanto para operadoras de um único setor (por exemplo. com dois extremos. necessariamente. cujas atividades têm áreas de intersecção apenas quando se trata da geração de eletricidade. telecomunicações e energia. historicamente. Já a energia é o fator determinante para o desenvolvimento econômico e social ao fornecer apoio mecânico. gás liquefeito de petróleo) na cocção1 de alimentos. que visa a aumentar o número de pessoas com acesso às fontes mais eficientes de energia – mesmo que por meio de instalações simples e de baixo custo. Este capítulo abordará a estrutura do setor de energia elétrica. um exemplo é o automóvel que. Os dois seguintes. O primeiro está diretamente relacionado à saúde pública. No Brasil dos anos 70. transportes. Do segundo. Esta característica pode ser observada tanto no Brasil quanto no exterior. 1 Isto significou que maior número de pessoas passou a ter acesso a produtos que. a vela e o querosene dos lampiões). 1Cocção: ato ou efeito de cozer. entre outras. No outro extremo. Em um deles está o desenvolvimento tecnológico que visa atingir maior qualidade e eficiência tanto na produção quanto na aplicação dos recursos energéticos. também. petróleo e gás natural). minerais. térmico e elétrico às ações humanas. Por isso. após passar décadas dependente da gasolina. gás natural ou energia elétrica) quanto para aquelas multissetoriais – as chamadas multiutilities.

cerca de 95% da população tinha acesso à rede elétrica. Elas são. A incidência e as dimensões dos nichos não atendidos estão diretamente relacionadas à sua localização – e às dificuldades físicas ou econômicas para extensão da rede elétrica.8 milhão de ligações residenciais. também. em 2007 foram realizadas mais de 1. em 2007. e o Luz para Todos. ver Capítulo 3). fez do mercado de energia elétrica brasileiro em maio de 2008.Capítulo 1 | Características Gerais 1. cerca de 85%. Já o Nordeste.5 milhões de unidades consumidoras em 99% dos municípios brasileiros. no caso da região Norte. além de rios caudalosos e extensos. Para geração e transmissão de energia elétrica. e se destaca como a quinta nação mais populosa do mundo. o país conta com mais de 61. Centro-Oeste. Centro-Oeste e Norte historicamente concentram a maior parte da população sem acesso à rede. Estas últimas. apenas nesse período a taxa de atendimento no Nordeste praticamente se igualou à média nacional. segundo a EPE. linhas de transmissão e ativos de distribuição) principal: o Sistema Interligado Nacional (SIN). De todos os segmentos da infra-estrutura. Em conseqüência. o que confirma a baixa densidade demográfica. Essa imensa “rodovia elétrica” abrange a maior parte do território brasileiro e é constituída pelas conexões realizadas ao longo do tempo. Sudeste e Sul. comprometeram a extensão das redes de transmissão e distribuição. chamados de Sistemas Isolados. não-conectados ao SIN e. composta por floresta densa e heterogêna. que se concentram principalmente na região Amazônica. tanto pelo aumento de renda da população mais pobre quanto pelo incremento no número de ligações elétricas. estas unidades apresentaram aumento de 23% no consumo de eletricidade durante o período. Segundo dados divulgados no mês de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A relação entre as peculiaridades regionais e o acesso à rede elétrica fica clara nas análises que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ainda segundo a EPE. Além disso. Segundo a empresa. capacidade de geração e circulação de renda e densidade demográfica (número de habitantes por quilômetro quadrado) são variáveis importantes. cada uma das cinco regiões geográficas em que se divide o Brasil – Sul. Como mostra a Tabela 1. No conjunto. para transferência de recursos públicos à população carente. as regiões que registram melhor relação entre número de habitantes e unidades consumidoras de energia elétrica. por exemplo.1 a seguir. que tem por objetivo estender a rede elétrica a 100% da população. o impacto do Programa Luz para Todos. energia elétrica é o serviço mais universalizado. Centro-Oeste. a grande maioria. baixa densidade demográfica (principalmente na região Centro-Oeste) e. Sudeste. são as regiões mais desenvolvidas do país em termos econômicos e sociais. dificultaram a construção de linhas de transmissão de grande extensão que permitissem a conexão ao SIN. Nordeste e Norte – tem características bastante peculiares e diferenciadas das demais. por exemplo. Nordeste e parte da região Norte (para detalhes. Afinal. No Norte. São. Esta evolução foi favorecida. aliada às características geográficas. 22 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Parte delas decorreu do crescimento vegetativo da população. outros fatores. Para o atendimento ao consumidor. o país conta com um sistema (conjunto composto por usinas. O atendimento foi comprometido por fatores como grande número de habitantes com baixo poder aquisitivo (no caso do Nordeste principalmente). embora em números absolutos a maior parte tenha sido instalada na região Sudeste. por sinal. as que apresentam maior densidade demográfica. segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). é residencial. Em 2008. no Norte do país. Destas. baixa densidade demográfica e pequena geração de renda. por isso. mas também transformaram o Norte na região com maior potencial para aproveitamentos hidrelétricos do país (para detalhes. foi observado principalmente na região rural. Isto ocorre porque as características geográficas da região. de instalações inicialmente restritas ao atendimento exclusivo das regiões de origem: Sul.4). segundo a EPE. Os dois fenômenos foram proporcionados pela implantação simultânea de dois programas do Governo Federal: o Bolsa Família. o atendimento a novos consumidores pode ser realizado a partir de intervenções de pequeno porte para expansão da rede. transmissão e distribuição adquiriram ao longo do tempo e ainda determinam a maior ou menor facilidade de acesso da população local à rede elétrica. há diversos sistemas de menor porte. mas parte integrou o Programa Luz para Todos. como nível de atividade econômica. Estas particularidades determinaram os contornos que os sistemas de geração. o maior impacto – medido pelas variações percentuais – ocorreu nas regiões Norte e Nordeste. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). ver tópico 1.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO O Brasil é um país com quase 184 milhões de habitantes. portanto. Sudeste.

A relação entre os agentes operadores do setor elétrico e os consumidores pode ser observada na Figura 1. 2008.Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. responsáveis pelo atendimento de mais de 61 milhões de unidades consumidoras. por meio de um sistema composto por fios. os acionistas majoritários são o governo federal. O controle acionário dessas companhias pode ser estatal ou privado.3 DISTRIBUIÇÃO A conexão e atendimento ao consumidor. 25 haviam assinado contratos de permissão com a Aneel.6 1. As distribuidoras são empresas de grande porte que funcionam como elo entre o setor de energia elétrica e a sociedade. Nas redes de transmissão. a energia elétrica trafega em tensão que varia de 88 kV (quilovolts) a 750 kV. chega à unidade final em 127 volts ou 220 volts. qualquer que seja o seu porte são realizados pelas distribuidoras de energia elétrica.8 5.101 7.5 3. transmitem e distribuem energia elétrica exclusivamente para os associados.620 12.8 3.3 kV a 88 kV) em suas linhas de produção e recebem energia elétrica diretamente da subestação da distribuidora (pela chamada rede de subtransmissão).4 2.403 24. atendem a pequenas comunidades.8 kV) TUSD Geração TUST Transmissão TUST Distribuição (138 kV . Nos grupos de controle de várias empresas privadas verifica-se a presença de investidores nacionais.076 25.827 % 4. espalhadas por diversas regiões do país.1 .520 3. após deixar a usina. é formado por 63 concessionárias.1 abaixo. Em 2008.146 variação absoluta 125 674 702 201 125 1. estaduais e/ou municipais. Ao chegar às subestações das distribuidoras.579 50. entidades de pequeno porte. visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão todo o suprimento destinado ao abastecimento no país. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 23 . Consumidores livres (10 kV .399 7. as cooperativas de eletrificação rural. 30kV) (345 kV .Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1.319 3.319 2007 2. a Aneel relaciona 53 dessas cooperativas que. Já o mercado de distribuição de energia elétrica.745 13. norte-americanos. Exceção a essa regra são algumas unidades industriais que operam com tensões mais elevadas (de 2. Além delas. 69 kV) Tarifa de distribuição Consumidores cativos TUST Consumidores livres Figura 1. No primeiro caso.000 unidades) Região Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil Fonte: EPE. após a conclusão do processo de enquadramento na condição de permissionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica para cumprimento da lei no 9. postes e transformadores. Deste total. a tensão é rebaixada e.074/1995 e da resolução Aneel no 012/2002.703 52. 500 kV) (13. espanhóis e portugueses.9 2. Fonte: Aneel. 2006 2.1 – Relação entre agentes e consumidores.

O objetivo da Agência é. as distribuidoras desenvolvem programas especiais compulsórios com foco no consumidor.66 15. Neste caso. o pagamento de um valor justo e o acesso a um serviço contínuo e de qualidade e. 2008.84 13. Entre as variáveis reguladas pela Agência estão as tarifas e a qualidade do serviço prestado – tanto do ponto de vista técnico quanto de atendimento ao consumidor.71 11. Entre esses programas estão o Baixa Renda (com tarifas diferenciadas para consumidores que atendem a determinadas especificidades de consumo e renda). O Mapa 1.83 16. Além de responder pelo atendimento ao cliente final.29 14.05 19.68 vezes e.68 21. em 1997 o DEC médio no país foi de 27.19 24. remuneração dos acionistas e cobertura de seus custos.Capítulo 1 | Características Gerais Os direitos e obrigações dessas companhias são estabelecidos no Contrato de Concessão celebrado com a União para a exploração do serviço público em sua área de concessão – território geográfico do qual cada uma delas detém o monopólio do fornecimento de energia elétrica. em 2007. para ser implementadas. como linhas de crédito e financiamento). expresso em reais). O valor final a ser pago pelo cliente corresponde à soma de três componentes: o resultado da multiplicação do volume consumido pela tarifa (valor do kWh. havia recuado para 16. a tarifa praticada remunera não apenas as atividades de 24 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . de 11.44 16.57 18. como São Paulo.33 16. Os encargos do setor elétrico.2 . Os tributos são destinados ao governo.3 bilhão.85 17.08 As faturas mensais emitidas pelas distribuidoras registram a quantidade de energia elétrica consumida no mês anterior e medida em kWh (quilowatt-hora). portanto.07 16. de um lado.Indicadores de qualidade .72 vezes.465/2007).12 12. a duração e a freqüência das interrupções no fornecimento. Já a parcela que fica com a distribuidora. As tarifas de energia elétrica Tabela 1.08 minutos. As distribuidoras também são responsáveis pela implementação de projetos de eficiência energética (ver Box do capítulo 2) e de P&D (pesquisa e desenvolvimento).68 17. o Luz para Todos (universalização) e a regularização das ligações clandestinas (os chamados “gatos”. Dois desses indicadores são o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) que medem. transparentes ao consumidor – têm aplicação específica. os encargos do setor elétrico e os tributos determinados por lei. abrigam mais de uma dessas companhias. Pela legislação vigente (Lei no 11. dependem da aprovação da Aneel. assegurar ao consumidor. em 1997 foi de 21.56 14.1 na página seguinte mostra que as 63 distribuidoras que operam em 2008 atuam em diferentes Estados do país. Alguns dos principais estimulam a inclusão social da população mais pobre por meio do acesso formal à rede elétrica e da correspondente fatura mensal (que passa a funcionar como comprovante de residência ao permitir o acesso a instrumentos econômico-sociais. de outro. Entre estes últimos está a compra de suprimento.81 16. Desta maneira.5% tanto para eficiência energética quanto para P&D. é utilizada para os investimentos em expansão e manutenção da rede. embutidos na tarifa – e. respectivamente. O cumprimento dos Contratos de Concessão e as atividades desenvolvidas são estritamente reguladas e fiscalizadas pela Aneel. em 2007.59 15.72 27. garantir à distribuidora o equilíbrio econômico-financeiro necessário ao cumprimento do Contrato de Concessão. De acordo com a Aneel. o total de recursos aplicados entre 1998 e 2007 em programas de P&D por todas as empresas do setor (o que inclui as transmissoras e geradoras) foi de R$ 1. sendo que alguns deles.Média anual Brasil DEC 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: Aneel. até o final de 2010 esse percentual é de 0. FEC 21. Quanto ao FEC. Segundo informações da Aneel. são obrigadas a destinar um percentual mínimo de sua receita operacional líquida a essas atividades que.62 11.12 12.19 minutos e.2 abaixo. ou conexões irregulares que permitem o acesso ilegal à energia elétrica sem o pagamento da correspondente fatura e se configuram legalmente como crime). como mostra a Tabela1.

Aneel.08 R$ / MWh 199.05 a 270.32 N O L S Fonte: SGI. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .1 .59 a 365. 2008.Mapa das Concessionárias de Distribuição Residenciais por R$/MWh Atlas de Energia Elétrica do Brasil 25 .35 R$ / MWh 317.86 R$ / MWh 365.86 R$ / MWh 341.84 a 341.35 a 389.11 a 412.Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR BOA VISTA Guiana Francesa Guiana AP CEA CER O c e a n o A 0º S t l â n Equador t 0º S i c o MANAUS AM CEAM PA CELPA MA CEMAR CE COELCE RN COSERN SAELPA PI 10º S PB CELB CEPISA CELPE PE AL SE CEAL AC ELETROACRE TO RO CERON CELTINS ENERGIPE SULGIPE 10º S BA Peru MT COELBA CEMAT GO CHESP CEB-DIS DF Bolívia CELG-D MG 20º S CEMIG-D ELFSM ES 20º S MS ENERSUL ELEKTRO CNEE CPFL CLFM CPEE DMEPC CJE PIRAT EEB EBE ELPA LIGHT CFLCL AMPLA CENF ESCELSA Chile CAIUÁ-D Paraguai ZOOM 2 PR EDEVP CLFSC SP CSPE RJ ZOOM 1 ENERSUL Trópico de Capricórnio ZOOM 1 ZOOM 2 ELEKTRO COPEL-DIS CFLO FORCEL COCEL PR FORCEL CFLO COPEL-DIS COCEL MS ELEKTRO IENERGIA IENERGIA IENERGIA SC CELESC-DIS EFLUL COOPERALIANÇA CAIUÁ-D CPFL CNEE CLFM CPEE DMEPC ELEKTRO CEMIG-D MG SC CELESC-DIS HIDROPAN MUX DEMEIELETROCAR RGE 30º S HIDROPANELETROCAR DEMEI MUX RGE EFLUL EFLJC COOPERALIANÇA RS UHENPAL SP EDEVP CJE CLFSC ELEKTRO PIRAT PIRAT EEB ELEKTRO AES-SUL 30º S EBE ELEKTRO RS AES-SUL UHENPAL CEEE-D CEEE-D PR COPEL-DIS ELEKTRO CSPE EBE ELPA Uruguai PIRAT PIRAT Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Custo médio da tarifa residencial R$ / MWh 412.32 a 294.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.59 R$ / MWh 294.84 R$ / MWh 270.86 a 436.62 R$ / MWh 398.08 a 317.

como a região Norte. número de consumidores. Fonte: Aneel. Portanto. conforme características específicas de cada área de concessão – por exemplo. Esse sistema não incentivava a busca pela eficiência por parte da distribuidora. Em 2007. se avaliado individualmente. Como são contribuições definidas em leis aprovadas pelo Congresso Nacional.3 a seguir. abastecida por usinas a óleo diesel e não conectadas ao SIN (ver tópico 1. a tarifa é única naquele estado. tarifas diferentes coexistem dentro do mesmo estado. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1993 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Figura 1.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. Alguns encargos têm. Entretanto. Como pode ser observado na Figura 1.4). pressionam a tarifa. entre outros.2 a seguir. o objetivo de incentivar o uso fontes alternativas. e.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. 26 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Caso contrário. Cada encargo é justificável. mas também de transmissão e geração de energia elétrica. como pode ser observado na Figura 1. geração de energia + transmissão + distribuição transporte de energia até as casas ( o) + encargos e tributos Figura 1. uma vez que a integralidade de seu custo era transferida ao consumidor. conforme mostra a Tabela 1. em 1993. as tarifas passaram a ser fixadas por empresa. para desenvolver e financiar programas do setor elétrico definidos pelo Governo Federal. por exemplo. tamanho do mercado (quantidade de unidades de consumo atendidas por uma determinada infraestrutura). Até a década de 90. eles representaram cerca de R$ 11 bilhões. existia uma tarifa única de energia elétrica no Brasil. são utilizados para determinados fins específicos. quando considerado o seu conjunto. com a edição da Lei no 8.Capítulo 1 | Características Gerais distribuição.3 abaixo. quilômetros de rede de transmissão e distribuição. Outros contribuem para a universalização do acesso à energia elétrica e para reduzir o valor da conta mensal dos consumidores localizados em áreas remotas do País. custo da energia comprada e tributos estaduais. como forma de subsídio. independentemente de seu nível de eficiência. Encargos e tributos Os encargos setoriais são custos inseridos sobre o valor da tarifa de energia elétrica. Fonte: Aneel. se essa área coincide com a de uma unidade federativa. Seus valores são estabelecidos por Resoluções ou Despachos da Aneel. a capacidade de pagamento do consumidor. para efeito de recolhimento pelas concessionárias dos montantes cobrados dos consumidores por meio das tarifas de energia elétrica. conseqüentemente. que garantia a remuneração das concessionárias.631.

Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Indenizar ativos vinculados à concessão e fomentar a expansão do setor elétrico. e subsidiar as tarifas da subclasse residencial Baixa Renda.1 – Anatomia da conta de luz.Os principais encargos inseridos nas tarifas Encargo CCC Conta de Consumo de Combustíveis CDE Conta de Desenvolvimento energético RGR Reserva Global de Reversão CFURH Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos P&D Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética PROINFA TFSEE Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica ESS Encargos de Serviços do Sistema Finalidade Subsidiar a geração térmica na região Norte do país (Sistemas Isolados).317 1.25 Transmissão Distribuição (parcela B) Compra de energia Encargos e tributos Gráfico 1.871 2. Prover recursos para o funcionamento da ANEEL Subsidiar a manutenção da confiabilidade e estabilidade do Sistema Elétrico Interligado Nacional Total 2007 . Já os tributos são pagamentos compulsórios devidos ao Poder Público. a partir de determinação legal.244 667 635 327 86 9. Sobre as contas mensais de energia elétrica incidem os seguintes tributos: Programas de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). 2008. Promover pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas à eletricidade e ao uso sustentável dos recursos naturais. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 27 . Propiciar o desenvolvimento energético a partir das fontes alternativas. Compensar financeiramente o uso da água e terras produtivas para fins de geração de energia elétrica. O Gráfico 1. e que asseguram recursos para que o Governo desenvolva suas atividades. Fonte: Aneel.valores em milhões de R$ 2. Subsidiar as fontes alternativas de energia.98 R$ 31. municipal. 2008.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP).3 .617 Fonte: Aneel. 40 35 30 25 R$ 20 15 10 5 0 R$ 28.1 a seguir mostra a composição da conta mensal de energia elétrica. federal. promover a universalização do serviço de energia.470 1.33 R$ 33. estadual.45 R$ 6.

Revisão Tarifária e Revisão Tarifária Extraordinária. ou seja. quando um evento imprevisível afetar o equilíbio econômico-financeiro da concessão. 1. dois condutores. serviço público e consumo próprio. As concessões de transmissão são válidas por 30 anos e podem ser prorrogadas por igual período. Já a Revisão Tarifária Extraordinária destina-se a atender casos muito especiais de desequilíbrio justificado.4 TRANSMISSÃO O segmento de transmissão no Brasil é composto em 2008 por mais de 90 mil quilômetros de linhas e operado por 64 concessionárias. • Baixa tensão B1 – residencial e residencial de baixa renda B2 – rural. instalados principalmente na região Norte. de usinas hidrelétricas instaladas em localidades distantes dos centros consumidores.Capítulo 1 | Características Gerais As atualizações tarifárias Os Contratos de Concessão prevêem três mecanismos de atualização tarifária: Reajuste Anual. Ele é concedido anualmente na data de aniversário do contrato. A grande extensão da rede de transmissão no Brasil é explicada pela configuração do segmento de geração. enquanto a trifásica é ligada por três fases e um neutro (quatro condutores). A ligação bifásica é feita por duas fases e um neutro (três condutores).2 na página seguinte. Essas empresas. segundo uma fórmula prevista no Contrato de Concessão. A monofásica está ligada à rede de eneriga elétrica por uma fase (onde transita energia elétrica) e um neutro (para fechar o circuito). os consumidores são identificados por classes e subclasses de consumo: residencial. investimentos e receitas para fixar um novo patamar de tarifas adequado à estrutura da empresa e a seu mercado. em intervalos de quatro ou cinco anos. O número de fases aumenta de acordo com a carga (demanda e consumo) da unidade consumidora para garantir maior qualidade e segurança no fornecimento de energia. A principal característica desse segmento é a sua divisão em dois grandes blocos: o Sistema Interligado Nacional (SIN). são responsáveis pela implantação e operação da rede que liga as usinas (fontes de geração) às instalações das companhias distribuidoras localizadas junto aos centros consumidores (tecnicamente chamados de centros de carga). Esse mecanismo se diferencia dos reajustes anuais por ser mais amplo e levar em conta todos os custos.3 kV atendida a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturada na Grupo A excepcionalmente 28 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . constituído. e os Sistemas Isolados. que abrange a quase totalidade do território brasileiro. que obtiveram as concessões ao participar de leilões públicos promovidos pela Aneel. industrial. poder público. na maior parte. comercial e serviços. exceto no ano em que ocorre o mecanismo de revisão tarifária. A Revisão Tarifária Periódica permite o reposicionamento da tarifa após completa análise dos custos eficientes e remuneração dos investimentos prudentes. cooperativa de eletrificação rural e serviço público de irrigação B3 – demais classes B4 – Iluminação pública A unidade consumidora residencial pode ser classificada em monofásica. Pode ocorrer a qualquer tempo. como mostra o Mapa 1. iluminação pública. • Alta tensão A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV A3 – tensão de fornecimento de 69 kV A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV A4 – tensão de fornecimento de 2. rural. Cada classe tem uma estrutura tarifária distinta de acordo com as suas peculiaridades de consumo e de demanda de potência.3 kV a 25 kV AS – tensão de fornecimento inferior a 2. O Reajuste Tarifário restabelece o poder de compra da receita da concessionária. bifásica e trifásica. conforme relacionado abaixo. Classificação das unidades consumidoras Para efeito de aplicação das tarifas de energia elétrica.

2 .Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá Belém Manaus O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o Fernando de Noronha São Luis PA MA Teresina PI Fortaleza CE AM RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho TO RO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Tipos de centrais elétricas Eólica PHC UHE UTE Solar Sistemas Elétricos Isolados ~ 45 % do território ~ ~ 3% da população ~ ~ 3 % do consumo nacional ~ ~ 4% do parque gerador do País ~ O N L S Fonte: Aneel 2008 ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Situação em outubro de 2003 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 29 .

em 2003. além das grandes linhas entre uma região e outra. 2008 (adaptado). por exemplo. com isso. Isto é particularmente importante em um país como o Brasil.2 mil quilômetros nas tensões de 230. abriga 96. caracterizado pela predominância de usinas hidrelétricas localizadas em regiões com regimes hidrológicos diferentes. 500 e 750 kV (também chamada rede básica que. sob a fiscalização e regulação da Aneel.80 118. Se.6 mil km. Além disso.Capítulo 1 | Características Gerais O Sistema Interligado Nacional (SIN) O SIN abrange as regiões Sul.55 101. Esta troca ocorre entre todas as regiões conectadas entre si. 345. a extensão era de 77. Nordeste e parte do Norte. de uma maneira geral. Sudeste.3. Como os custos da produção têm reflexo nas tarifas pagas pelo consumidor e variam de acordo com a fonte utilizada (ver Gráfico 1.2 mil quilômetros de rede. é prioritária no abastecimento do mercado. também. (*) Gás natural liquefeito (**) Bagaço de cana Fonte: PSR.6% de toda a capacidade de produção de energia elétrica do país – oriunda de fontes internas ou de importações. o volume de produção igual ao de consumo. A expansão verificada a partir desse ano reforçou as interligações do sistema. na próxima página. são acionadas para dar reforço em momentos chamados como picos de demanda (em que o consumo sobe abruptamente) ou em períodos em que é necessário preservar o nível dos reservatórios – ou o “estoque de energia”.61 330. 30 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 440. concentra aproximadamente 900 linhas de transmissão que somam 89. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável pela coordenação e controle da operação do SIN.11 300 200 100 0 197. O Mapa 1. realizada pelas companhias geradoras e transmissoras.65 125. permanentemente. Em 2008. Entre os benefícios desta integração e operação coordenada está a possibilidade de troca de energia elétrica entre regiões. é composta pelos ativos de conexão das usinas e aqueles necessários às interligações internacionais). pelo processo permanente de expansão. As termelétricas. Outra possibilidade aberta pela integração é a operação de usinas hidrelétricas e termelétricas em regime de complementaridade. a integração permite que a localidade em que os reservatórios estão mais cheios envie energia elétrica para a outra.05 127.75 135. Centro-Oeste. ampliando a possibilidade de troca de energia elétrica entre as regiões.95 140. O sistema interligado se caracteriza. Como os períodos de estiagem de uma região podem corresponder ao período chuvoso de outra.40 116.2 abaixo). Isto ocorreu no início de 2008. 500 400 R$ / MWh 491. em 2008.75 Óleo diesel Óleo combustível Eólica Gás natural Nuclear Carvão nacional Carvão importado GNL* Hidrelétrica PCH Biomassa** Gráfico 1.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil. o SIN é composto por 89. principalmente do Paraguai por conta do controle compartilhado da usina hidrelétrica de Itaipu. transformam-se em variáveis avaliadas pelo ONS para determinar o despacho – definição de quais usinas devem operar e quais devem ficar de reserva de modo a manter. o que permite tanto a conexão de novas grandes hidrelétricas quanto a integração de novas regiões. quando o aumento do consumo aliado ao atraso no início do período chuvoso da região Sudeste apontou para a necessidade de uma ação preventiva para preservação dos reservatórios. mais barata e mais abundante no Brasil. mostra o horizonte da transmissão no período de 2007 a 2009. em que os lagos estão mais vazios – permitindo. A energia hidrelétrica.60 138. a preservação do “estoque de energia elétrica” represado sob a forma de água.

3 .Horizonte 2007-2009 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 31 .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador 2 Belém t 0º S i c o 3 AM Manaus PA Tucuruí 4 São Luis 2 2 2 2 MA 2 2 2 Teresina PI CE Fortaleza Natal João Pessoa Recife Maceió 2 RN 2 PB 2 AC 10º S Rio Branco RO Porto Velho TO 2 2 2 PE 3 4 AL 2 3 2 2 E 2 3 2 2 Palmas BA 2 2 10º S SE Aracaju Peru 2 2 MT 2 Serra da Mesa 3 2 Salvador 3 Cuiabá 3 Bolívia Goiânia GO 3 MS Campo Grande 2 2 DF 3 Brasília D 3 2 MG 20º S A 2 C 2 SP 2 2 2 2 2 2 Belo Horizonte ES 2 2 2 Vitória 20º S Chile Paraguai Itaipu Yaciretá B 4 3 2 PR 3 4 São Paulo 2 2 2 RJ Trópico de Capricórnio 3 2 SC 3 2 2 Rio de Janeiro 2 Curitiba Blumenau Argentina 30º S Guarabi Uruguaiana 50 MW 2 2 RS 2 5 2 30º S Porto Alegre Livramento 70 MW Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Existente Futuro Complexo 138 kV 230 kV 345 kV 440 kV 500 kV 750 kV + 600 kV CC – A B C D E Paraná Paranapanema Grande Paranaíba Paulo Afonso Centro de carga N Número de circuitos existentes N O L S Fonte: ONS. 2008.Sistema de transmissão .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .

Essa conta é paga por todos os consumidores de energia elétrica do país. os Sistemas Isolados apresentam custos de geração superiores ao SIN. constante do relatório de administração de 2007. no Mato Grosso. São assim denominados por não estarem interligados ao SIN e por não permitirem o intercâmbio de energia elétrica com outras regiões. o valor da CCC foi de R$ 3 bilhões A expansão da rede de transmissão A tendência é que ao longo do tempo os Sistemas Isolados gradualmente sejam integrados ao SIN. AM Porto Velho Abunã Rio Branco Samuel Ariquemes Jaru Ji . Segundo dados da Eletrobrás.Capítulo 1 | Características Gerais Os Sistemas Isolados Os Sistemas Isolados são predominantemente abastecidos por usinas térmicas movidas a óleo diesel e óleo combustível – embora também abriguem Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). Este movimento contribui para a redução dos custos da CCC e é proporcionado pela concessão.Paraná Pimenta Bueno Linhas leiloadas MT RO Vilhena Cidezal MT Bolívia Jauru Figura 1. Amapá e do Amazonas. com 1. Em 2008. a exemplo do que tem ocorrido com as demais regiões do país. e possibilitará a interligação de diversas regiões isoladas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).3 milhão de consumidores espalhados por 380 localidades. eles atendem a uma área de 45% do território brasileiro e a cerca de 3% da população nacional – aproximadamente 1. o que levará à conexão do sistema isolado Acre-Rondônia (Figura 1. A visão do ONS. 2008. Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) e termelétricas movidas a biomassa. Os sistemas isolados de maior porte suprem as capitais Rio Branco (AC). Uma delas interligará a usina hidrelétrica de Tucuruí (PA) a Macapá e Manaus. Integram esta projeção duas linhas que permitirão a conexão de outros sistemas isolados e cuja construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).4 . Em 2008. Macapá (AP). Para assegurar à população atendida por esses sistemas os benefícios usufruídos pelos consumidores do SIN. é que o SIN registre uma nova expansão. Fonte: ONS. respondem por 3. com 50% do mercado total dos sistemas isolados. o Governo Federal criou a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC). no final de 2008. Manaus tem o maior deles. Outra. Acre. Manaus (AM) e Porto Velho (RO) e o estado de Roraima (com exceção da capital Boa Vista e seus arredores. as dificuldades de logística e de abastecimento dessas localidades pressionam o frete dos combustíveis (com destaque para o óleo diesel). abastecidos pela Venezuela). ligará Vilhena e Samuel (ambas em Rondônia) a Jauru. 32 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .829 quilômetros de extensão a ser construída na Floresta Amazônica.4 abaixo). Por ser predominantemente térmico. de 11. em função das peculiaridades geográficas da região em que estão instalados. Amapá e Rondônia. construção e operação de novas linhas de transmissão. Em junho de 2008 a Aneel leiloou a concessão para construção da linha Tucuruí-Manaus-Macapá. O empreendimento permitirá o suprimento de energia elétrica a diversos municípios dos estados do Pará. Roraima.Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN.4% da energia elétrica produzida no país. do Governo Federal. Estão localizados principalmente na região Norte: nos Estados de Amazonas. encargo setorial que subsidia a compra do óleo diesel e óleo combustível usado na geração de energia por usinas termelétricas que atendem às áreas isoladas.5 mil km de linhas em três anos. Além disso.

080 3.736. nos demais períodos o acréscimo à rede básica foi superior a 2.150 505 645 2.079.0 3.512 524 3.083 km de linhas de transmissão. distribuição) ou pelas companhias resultantes de sua cisão para fins de privatização (para detalhes.077.1 2009* 4.074. o aumento da participação do bagaço de cana na matriz da energia elétrica nacional. com destaque para 2003. com base em leilões para seleção do grupo empreendedor responsável pela construção e operação da rede.979. PCHs) instaladas nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul. Em 2008.6 4.0 861.7 1.9 2003 3. até o final deste ano.974 259 3.000 2.0 2000 0.9 2004 1.074 818 178 995 1. As linhas de transmissão e subestações que compõem a interligação terão extensão aproximada de 2.0 2. 5. em alguns casos. A partir desse ano.279.000 0 Licitadas Autorizadas Total 861 0 861 0 3. Em 2008.197.035. a Aneel iniciou o processo de expansão dessas instalações.158.232.280 123 180 1998 0. ano do racionamento de energia elétrica.149.3 abaixo.0 1999 0. O planejamento da expansão do sistema de transmissão do Brasil é realizado em conjunto pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo ONS.730.0 644.7 2006 3. leiloado em novembro de 2008.036 2. elaborado pelo ONS.1 179.3 3. entrem em operação.2 km e.6 259.6 2010* 0.8 605.314 2.Expansão da rede básica de transmissão. Em novembro.0 523.441. Neste total estão embutidas as linhas que conectam.000 Acréscimo Anual de Linhas (km) 6. com 4. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 33 . 4. ver Box 1) e ainda controladas pelo Estado. no entanto. Desde 1998. ao SIN.9 mil km. Leilões de linha de transmissão Até 1999. transmissão e. O vencedor seria o candidato que apresentasse a menor tarifa a ser praticada.080 1. a Aneel licitou e autorizou 34.926 1.077 2.539 388 3. em 2009.217 3. também permitirá a conexão do estado de Rondônia ao SIN.0 0.7 3. Os empreendimentos definidos pelo Governo Federal são incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND). do ponto de vista técnico e econômico.437. como mostra o Gráfico 1. Os documentos “Programa de Expansão da Transmissão (PET)”.5 2005 2.375 quilômetros (km).81 km estão em operação.926.000 5. 71 linhas transmissão.4 2008 (ener) 1.66 quilômetros (km).407.000 4.441 4.313.5 2007 817. a previsão é que.1 1.980 as 27 usinas (termelétricas movidas por bagaço de cana-deaçúcar e pequenas centrais hidrelétricas.897. e “Plano de Ampliações e Reforços (PAR)”.077. Fonte: Aneel.233 2.973. 2. que determina à Aneel a promoção e o acompanhamento dos processos de licitação das respectivas concessões.538.9 2001 505. a Aneel leiloou mais de 3. as usinas hidrelétricas a serem construídas no Rio Madeira (Santo Antonio e Jirau) e 7.45 km. 1.1 3.000 3.0 0.198 2.8 4. inclusive.158 1. indicam as obras (linhas e subestações) necessárias para a adequada prestação dos serviços.000 km por ano. Em 2008.0 1.4 123.0 3.1 2.077 0 2. É a perspectiva de construção destas linhas de transmissão.037 1.7 km de linhas foram energizados.503.227. em que a expansão foi significativamente reduzida.3 .000 1.0 861. Do total de linhas licitadas. Excluindo-se 2001.0 Gráfico 1.998. estão em construção.512.Características Gerais | Capítulo 1 O linhão das usinas do rio Madeira.438 1.216.7 2008* 2.079.5 mil km de rede.7 177.5 2.037. 2008. a rede de transmissão era operada exclusivamente pelas companhias verticalizadas (com ativos de geração. 15.503 4. elaborado pela EPE. deste total. no geral. que viabiliza.7 2002 1.898 605 0 0 3.9 2.9 2. totalizando 7.0 387.7 995.

pela Constituição. 1.935. o aumento na capacidade instalada do país tem sido permanente – ao contrário do que ocorreu no final dos anos 80 e início da década de 90.2 2. Há poucos anos. técnica.506. comercializadores. tanto instalada quanto prevista. portanto. Detalhes a respeito da geração de energia elétrica no Brasil e no mundo são fornecidos nos capítulos de 3 a 9. historicamente concentrada na geração por meio de fonte hidráulica. 2008. ainda. estão as térmicas e. em 2007. 320 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). 2.8 mil MW à capacidade instalada no país nos próximos anos. A maior parte da potência. 227 centrais geradoras hidrelétricas (pequenas usinas hidrelétricas) e uma solar. O fenômeno foi resultado da construção de usinas baseadas em outras fontes (como termelétricas movidas a gás natural e a biomassa) em ritmo maior que aquele verificado nas hidrelétricas.Acréscimo anual da geração (em MW) 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 (*) Até 16/8/2008. deve ser precedida de um estudo de inventário – cuja realização depende de autorização da Aneel e cujos resultados também deverão ser aprovados pela entidade.816 MW (megawatts) – número que exclui a participação paraguaia na usina de Itaipu. como mostra a Tabela 1.234.4 . Fonte: Aneel. Em segundo lugar. As informações da Agência também demonstram que. é relativamente simples.998. No caso das térmicas. desde 1999. por envolver a exploração de um recurso natural que.5 4.0 860. autoprodutores e produtores independentes. com 1. a menor Receita Anual Permitida (RAP) para prestação do serviço público de transmissão.5 na página seguinte.5 GERAÇÃO De acordo com o Banco de Informações de Geração (BIG).6 2. é considerado como bem da União. quando os investimentos em expansão foram praticamente paralisados. o processo regulamentar que dá origem à autorização para a construção das UHE é bem mais complexo do que o das PCHs. uma vez que a tarifa de uso dos sistemas de transmissão é um dos componentes de custo da tarifa praticada pelas distribuidoras.028.0 4. Do total de usinas. 34 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .0 4. o Brasil conta. na seqüência. Em 2008. Essa diferença a menor também contribui para maior competitividade do setor produtivo nacional. ou seja. que correspondem a uma capacidade instalada de 104. 159 são hidrelétricas. O planejamento da expansão do setor elétrico.4 a seguir. Os deságios verificados resultam em benefícios ao consumidor.638.5* 1.425. biomassa. o que permitirá a inserção de mais 33. óleo diesel e óleo combustível). Este segmento conta com mais de 1. 4 mil MW foram agregados à capacidade instalada. a autorização para construção configura-se como um ato administrativo e. Tabela 1. Já a construção das UHEs e PCHs.4 3.840. Um dos principais objetivos desta decisão é reduzir a relação de dependência existente entre volume produzido e condições hidrológicas (ou nível pluviométrico na cabeceira dos rios que abrigam estas usinas). essa participação recuou para cerca de 74%. os leilões são realizados com inversão da ordem de fases. 130 empreendimentos em construção e mais 469 outorgados.100 agentes regulados entre concessionários de serviço público de geração. vence quem oferecer a menor tarifa. que podem concorrer isoladamente ou em consórcio. públicas e privadas.042 térmicas abastecidas por fontes diversas (gás natural. O BIG relaciona. em novembro de 2008. Nesses leilões.264.768 usinas em operação.3 4. econômico-financeira e fiscal após a realização da sessão pública do leilão e apenas para as vencedoras do certame. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a diversificação da matriz da energia elétrica. Como pode ser observado na Tabela 1.2 3. que consiste na habilitação jurídica.Capítulo 1 | Características Gerais Os editais de licitação permitem a participação de empresas nacionais e estrangeiras. Todas as etapas da vida de uma usina – dos estudos para desenvolvimento do projeto à operação – são autorizadas e/ou fiscalizadas pela Aneel. duas nucleares. as hidrelétricas representavam cerca de 90% da capacidade instalada no país. A partir daí. da Aneel. o conjunto de empreendimentos menores. provém de usinas hidrelétricas. De acordo com a atual sistemática. assim como fundos de investimentos em participação registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

22 1.87 por MWh.815.464.66 100 Empreendimentos Outorgados entre 1998 e 2008 (não iniciaram sua construção) Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Undi-Elétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Fonte: Aneel. construção e outorgados Empreendimentos em Operação Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Central Geradora Solar Fotovoltaica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Usina Termonuclear Total Quantidade 227 17 320 1 159 1.57% em relação ao preço teto estabelecido pelo MME.399. de esfera estadual ou federal).824 % 0. também.317.768 Potência Outorgada (kW) 120.000 104.900 12.070 4. Simultaneamente. Vencerá o proponente que se propuser a vender a produção às distribuidoras pelo menor preço por MWh (megawatt-hora).431 % 0.432.627 25. pelo empreendedor que solicitar a autorização.00 por MWh.920 2.26 14. diante do preço máximo fixado pelo MME de R$ 122. valor que correspondeu a um deságio de 21.189 50 2. vem a etapa de desenvolvimento do Projeto Básico Técnico (PBT) – a ser aprovado pela Aneel – e do Projeto Básico Ambiental (PBA) – encaminhado Atlas de Energia Elétrica do Brasil 35 .34 20.33 100 Para as UHEs. devem ser obtidas. o processo foi o mesmo.383.401.090.21 47.19 34.500 1.20 24. ver Box 1).Empreendimentos em operação.528. 2008.400. O Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB) se dispôs a vender ao mercado cativo (distribuidoras) 70% da energia pelo preço de R$ 71.11 0. Quantidade 74 1 50 166 15 163 469 Potência Outorgada (kW) 50.92 100 Empreendimentos em Construção Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Quantidade 1 22 67 21 19 130 Potência Outorgada (kW) 848 463. também no Rio Madeira. a licença ambiental prévia (junto ao órgão ambiental estadual ou nacional. do estudo de viabilidade.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Foi o que ocorreu no leilão da usina de Santo Antônio.19 0 9. os restantes 30% poderão ser comercializados no mercado livre de energia (para conhecer o funcionamento desse mercado.201 26.042 2 1. Para os empreendedores da usina de Jirau.632.007. o empreendimento está apto a ser licitado por meio de leilões de venda antecipada da energia a ser produzida (para detalhes ver Box 1).523 2.526.568 9.330 1. Concluída esta etapa. caso o aproveitamento esteja localizado em dois ou mais Estados) e a reserva de recursos hídricos (a ser promovida junto aos órgãos responsáveis pelos recursos hídricos. Definido o vencedor do leilão.650 2.37 por MWh.646 % 0. de R$ 91 por MWh.73 58.009 272.898 7.01 6.598 20 74. no Rio Madeira (RO): o consórcio Madeira Energia S/A vendeu 70% da produção às distribuidoras pelo preço de R$ 78.29 0 71. Tanto em Santo Antônio quanto em Jirau.053.08 9.26 2. a etapa seguinte ao estudo de inventário é a realização.5 .

br Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.437 4.102 1.2 7. Total Fonte: EPE.490 % 42.149 57.gov.Situação em 2007 (MW) Bacia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Amazonas Paraná Tocantins/Araguaia São Francisco Atlântico Sudeste Uruguai Atlântico Sul Atlântico Leste Paraguai Parnaíba Atlântico NE Oc.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. Total 106. a EPE ocupava-se da revisão dos inventários dos rios Araguaia e Tibagi e realizava novos estudos em bacias principalmente da região Norte. Apenas após obter as aprovações a ambos.com 36 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . aneel.728 12.1 100. a Aneel seleciona o empreendedor de acordo com critérios pré-definidos.psr-inc.0 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.org. Após a realização do estudo de inventário.6 abaixo. o último inventário global foi realizado em 1992 pela Eletrobrás.eletrobras.6 .Capítulo 1 | Características Gerais ao órgão ambiental responsável pela avaliação do empreendimento.757 14.ccee. No Brasil.087 3.2 23.org. Já a construção de PCHs – com potência de até 30MW e reservatório não superior a 3 km2 não exige nem o estudo de viabilidade nem a licitação.gov.2 1. é exatamente nesta região. o empreendedor poderá desenvolver o projeto executivo e dar início à construção da usina.4 0.1 5. ons. 2007. Como pode ser observado na Tabela 1.2 0.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.br Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) – disponível em www.br Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – disponível em www.br Power Systems Research (PSR) – disponível em www.035 17.epe.1 2.816 5. Em 2008.044 376 158 251.Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica . na bacia Amazônica.mme.801 28.gov.6 1. Atlântico NE Or. avalia o projeto básico da usina e concede a autorização para a instalação. Tabela 1. que se encontra o maior potencial hidrelétrico existente no país.gov.1 <0.0 11.9 5.

Parte I Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Energia no Brasil e no mundo Consumo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 37 2 .

esse estímulo tem sido aplicado de maneira sistemática desde 1985. marcaram o início da atuação do Procel. embora possa refletir o aquecimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. indústria e setor público. Um deles é a possibilidade do esgotamento dos recursos utilizados para a produção de energia (ver capítulos 3 a 9). segundo informações divulgadas em setembro de 2008 pela Aneel. Uma outra vertente adotada pelas distribuidoras para a aplicação compulsória dos recursos é o desenvolvimento de ações específicas para clientes de maior porte. a fim de reduzir o custo dos insumos). Em 1993. A eficiência energética transformou-se. Em abril de 2008. As distribuidoras também destinam parte dos 0. Para serem implementados. em colaboração com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). ou consumidores eletrointensivos. comércio. coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia. a Aneel havia aprovado 279 deles. Além disso. Outra parte é utilizada na implantação de projetos de eficiência energética. também desenvolvidas individualmente pelas distribuidoras. a legislação também determina que as distribuidoras de eletricidade destinem 0. conforme registra o estudo Análise Retrospectiva.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 2 Eficiência energética A expansão acentuada do consumo de energia.597 GWh por ano. essas companhias desenvolverem projetos de iluminação para clientes do poder público e comércio. Além disso. foi lançado o selo Procel.25% de sua receita operacional líquida a programas e ações que se caracterizem pela eficiência energética. o Procel também desenvolveu programa pedagógico junto às escolas do ensino fundamental e iniciou projetos e cursos técnicos. caracterizada pela publicação e distribuição de manuais destinados a orientar os consumidores de diversos segmentos. então. no que concerne à energia elétrica. No Brasil. envolvendo investimentos de R$ 261 milhões. em menor escala. O selo Procel ganhou expressividade a partir do racionamento de 2001. Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). com o objetivo de formar profissionais com competência específica em eficiência energética. As práticas para estimular o uso eficiente da eletricidade se dividem em dois grupos principais: ações educativas da população e investimentos em equipamentos e instalações. esses programas devem ser aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 38 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Uma das maneiras mais modernas e utilizadas no mundo para conter a expansão do consumo sem comprometer qualidade de vida e desenvolvimento econômico tem sido o estímulo ao uso eficiente. tem aspectos negativos. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). constante do Plano Nacional de Energia 2030. a substituição de geladeiras antigas por modelos mais novos junto à população de baixa renda durante programas de regularização das ligações clandestinas. É comum. por exemplo. quando o Ministério de Minas e Energia (MME) criou o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). permitiriam a redução anual de 369 GWh. um terceiro são os elevados investimentos exigidos na pesquisa de novas fontes e construção de novas usinas. quando os consumidores foram obrigados a se adequar a quotas de consumo mensal. As primeiras. Com isso. possuem projetos permanentes nesta área. concedido anualmente para reconhecer a excelência energética do equipamento em relação aos demais disponíveis. Estas últimas chegam a registrar eficiência até 48% superior à das primeiras. como residências. a redução total do consumo obtida com esses programas desde 1998 será de 5. Outro é o impacto ao meio ambiente produzido por essa atividade. ou para aplicação na linha de produção no caso da indústria de porte médio (visto que os grandes consumidores. apresentados por 61 distribuidoras e que. em elemento de marketing da indústria de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.25% da receita operacional líquida para esses programas educativos. Uma ação que tem sido usual é a doação de lâmpadas eficientes e. de âmbito nacional e coordenado pela Eletrobrás. Finalmente.

Consumo | Capítulo 2

Consumo
2.1 INFORMAÇÕES GERAIS O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto a capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente mais avançados, como automóveis (que demandam combustíveis), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (que exigem acesso à rede elétrica e pressionam o consumo de energia elétrica). Essa inter-relação foi o principal motivo do acentuado crescimento no consumo mundial de energia verificado nos últimos anos.
6 5 4 3 2 1 0

2

Como mostra o Gráfico 2.1 abaixo, de 2003 a 2007 a economia mundial viveu um ciclo de vigorosa expansão, refletida pela variação crescente do PIB: 3,6% em 2003; 4,9% em 2004; 4,4% em 2005; 5% em 2006 e 4,9% em 2007, segundo série histórica produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No mesmo período, a variação acumulada do consumo de energia foi de 13%, passando de 9.828 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em 2003 para 11.099 milhões de tep em 2007, como pode ser observado no BP Statistical Review of World Energy, publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum, nova denominação da companhia British Petroleum). A edição de 2008 do Key World Energy Statistics,

1997

1998 Variação do PIB

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Variação do consumo de energia

Gráfico 2.1 - Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 - 2007).
Fonte: Ipea, BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

39

Capítulo 2 | Consumo

da International Energy Agency (IEA), compara os anos de 1973 e 2006. Nesses 33 anos, o consumo mundial aumentou 73% ao passar de 4.672 milhões de tep para 8.084 milhões de tep. Os números apresentados e os períodos abordados pela BP Global e pela IEA são bastante diferentes entre si. No entanto, as tendências que eles refletem são as mesmas: acentuada expansão, estimulada principalmente pelo crescimento econômico dos países em desenvolvimento, particularmente da Ásia e América Latina. Ao final de 2008, não está claro com que intensidade os setores produtivos irião se ressentir da crise que eclodiu no mercado financeiro durante o segundo semestre do ano. Assim, a dimensão dos problemas ainda não está suficientemente para permitir projeções mais específicas sobre o nível de atividade econômica e o comportamento do consumo de energia. Em outubro de 2008, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou uma aguda desaceleração da economia mundial, particularmente nas nações mais desenvolvidas, que teriam crescimento próximo a zero pelo menos até meados de 2009. Nas economias em desenvolvimento, como da América Latina, a variação ainda seria positiva, mas recuaria de algo próximo a 5% para a casa dos 3%. No mesmo mês, a IEA também reduziu suas estimativas a respeito do consumo do petróleo. Pelas novas projeções da entidade, na média de 2008 esse consumo seria de 86,5 milhões de barris diários (240 mil barris diários a menos que na última estimativa) e, em 2009, de 87,2 milhões de barris diários (440 mil barris diários a menos). Como ocorre historicamente, em 2007 e 2008 o petróleo respondia pela maior parte do consumo primário (fonte a ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica) de energia do mundo. Em 2007, segundo a BP Global, a aplicação do recurso correspondeu a 3.952 milhões de tep, imediatamente seguido por carvão (3.177 milhões de tep), gás natural

(2.637 milhões de tep), hidráulica (709,2 milhões de tep) e nuclear (622 milhões de tep), como mostra a Tabela 2.1 a seguir.

Tabela 2.1 - Consumo mundial de energia por combustível em 2007
Combustível
Petróleo Carvão Gás natural Hidráulica Nuclear Total
Fonte: BP, 2008.

Mtep
3.952,8 3.177,5 2.637,7 709,2 622,0 11.099,3

O setor de transportes continuava a responder pelo maior volume consumido de derivados de petróleo (60,5% do total em 2006, segundo as últimas estatísticas da IEA), enquanto a indústria demandava a maior parte da produção de carvão (78,8%). Já o gás natural era utilizado principalmente por residências, agricultura, comércio e serviço público, que em 2006, juntos responderam por 48,1% do consumo mundial total, diante de um consumo industrial de 35,2%. O conjunto desses setores também respondeu pela absorção do maior volume de energia elétrica no período (56,7%), imediatamente seguido pela indústria (41,6%). Quando considerado o volume total de energia fornecido, qualquer que seja a fonte, o grupo formado por residências, agricultura, comércio e serviço público se constitui no maior consumidor, responsável pela absorção de 2.937 milhões de tep em 2006. Na seqüência vêm transportes, com 2.226 milhões de tep, e indústria, com 2.180 milhões de tep, como mostra a Tabela 2.2 abaixo.

Tabela 2.2 - Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep)
Fontes e consumo
Indústria Transportes** Outros setores Usos não energéticos

Carvão Mineral
550,57 3,78 114,21 29,69

Petróleo
4,19 0,01 0,32 6,55

Derivados de Petróleo
325,35 2.104,85 471,39 568,72

Gás Natural
434,28 71,28 592,90 134,99

Energia Nuclear
-

Energia Hidrelétrica
-

Biomassa
187,83 23,71 828,57 -

Outras fontes*
678,24 22,80 930,22 -

Total
2.180,46 2.226,43 2.937,62 739,94

(*) Outras fontes incluem: Geotérmica, solar, eólica etc. (**) Inclui bunkers marítmos. Fonte: IEA, 2008.

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Consumo | Capítulo 2

2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO Os 30 países desenvolvidos que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)1 são, historicamente, os maiores consumidores mundiais de energia. Sua participação no total mundial, porém, tem recuado ao longo do tempo. Já nos países em desenvolvimento, a participação relativa, ainda que em alguns casos seja pouco expressiva, como na América Latina, registrou aumento acumulado superior a 100% nas últimas três décadas. A Figura 2.1 abaixo mostra os diferentes volumes de consumo de energia primária per capita nas diversas regiões do mundo.

consumo de energia elétrica per capita 2007 (tep) 0,0 a 1,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,5 4,5 a 6,0 > 6,0

Figura 2.1 - Consumo de energia elétrica per capita em 2007.
Fonte: BP, 2008.

Essa disparidade é explicada pela estrutura econômica e social de cada um dos dois grupos. Os países que compõem o primeiro são caracterizados por uma economia relativamente estável, em que não há espaço para aumentos acentuados na produção industrial ou no consumo de bens que pressionam a absorção de energia, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Em sociedades mais estruturadas e ricas, a maior parte da população conseguiu adquiri-los ao longo da segunda metade do século XX. Além disso, para a produção industrial, os países desenvolvidos tendem a utilizar, com maior freqüência, equipamentos energeticamente eficientes que, ao longo do tempo, passaram a

requerer menor volume de energia para se manter em operação. Finalmente, eles também deixam, aos países em desenvolvimento, a realização de atividades que consomem muita energia, como é o caso da siderurgia e produção de alumínio (ou a chamada indústria energointensiva). As variações do consumo de energia, portanto, são suaves, quando não decrescentes. Na França e Alemanha, por exemplo, o consumo total de energia primária recuou, respectivamente, 2,1% e 5,6% entre 2006 e 2007, segundo o estudo da BP Global. No mesmo período, o PIB desses países teve evolução de 1,9% e 2,5%. Também na comparação entre 2006 e 2007, o consumo nos Estados Unidos aumentou apenas 1,7%, enquanto a economia cresceu 2,2%.

1 Os países da OCDE relacionados pela IEA são: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, República Eslovaca, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

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Capítulo 2 | Consumo

Já os países em desenvolvimento estão mais sujeitos a bruscas reversões de tendências na economia – seja pela política econômica interna restritiva, seja pela grande dependência do capital internacional, dado o pequeno volume de poupança interna. A partir dos anos 90, houve, inclusive, uma sucessão de vigorosos ciclos de expansão em função do elevado volume recebido de investimentos externos, originários das nações desenvolvidas. Na América Latina, esse movimento foi muito perceptível no Brasil e Chile. No mundo, os destaques são os países asiáticos, como China e Rússia, favorecidos pela liberalização gradual dos regimes comunistas. Além disso, esses países costumam apresentar variações do consumo de energia bem mais acentuadas que o crescimento do PIB em função de fatores como a existência de grande número de indústrias energointensivas, demanda reprimida por eletrodomésticos, eletroeletrônicos e automóveis, e existência de uma forte economia informal (com atividades sem registro e, portanto, sem a correspondente arrecadação de impostos e tributos). Sobre o impacto que esses ciclos de expansão econômica têm sobre o consumo local de energia, o Brasil tem exemplos clássicos. O primeiro ocorreu no ano de 1994, quando o Plano Real, ao conter a inflação e estabilizar a moeda, permitiu o aumento abrupto de renda da população. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS, órgão que coordena a operação integrada da geração e transmissão de energia elétrica na maior parte do país), a expansão do consumo de energia elétrica deu um salto de 4,55 % em 1994 e de 6,41% no ano seguinte, em função do aumento de vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Além disso, em 2006 e 2007, o aquecimento econômico, com conseqüente geração de empregos, aliado à estratégia setorial de dilatação dos prazos de financiamento, beneficiou, entre outros, o setor automobilístico, que registrou volumes recordes de vendas de automóveis – o que também pressionou o consumo de combustíveis como gasolina e etanol.

por estes 30 países aumentou 35% (de 2.829 milhões de tep para 3.824 milhões de tep), enquanto a evolução do consumo mundial foi de 73%. A variação verificada na energia elétrica foi bem mais expressiva: 140%, passando de 323 milhões de tep para 776 milhões de tep. Os Estados Unidos continuaram a liderar o ranking dos maiores consumidores em 2007, ao responder por 21,3% do total mundial, conforme o estudo da BP Global. Considerando que a participação de Canadá e México (2,9% e 1,4%, respectivamente) é pouco representativa no contexto do consumo de energia mundial, é possível depreender, portanto, que Estados Unidos foram os principais responsáveis pela consolidação da América do Norte como uma das maiores consumidoras mundiais de energéticos. Em 2007, esta região, composta por três países, respondeu por 25,6% do total mundial. Essa participação foi superada pela Europa/Eurásia que, com mais de 30 países, respondeu por 26,9% do consumo global e pela Ásia Pacífica, com participação de 34,3%. Outra característica observada nos países desenvolvidos foi uma certa diversificação no tipo de energéticos. Mas este comportamento é resultado mais das políticas aplicadas individualmente pelos governos locais (para detalhes, ver capítulos 3 a 9) do que uma opção da população, para quem, na maior parte das vezes, a fonte utilizada para a produção de energia é pouco visível. Essas políticas, ainda em andamento, visam à diversificação da matriz e conseqüente redução da utilização dos combustíveis fósseis – grupo no qual os principais integrantes são petróleo e carvão – em função tanto da volatilidade e tendência de alta dos preços do petróleo quanto da necessidade de contenção do volume de emissões de gases causadores do efeito estufa a partir dos compromissos assumidos no protocolo de Kyoto, em 1992 e retificados no Tratado. Assim, entre 1973 e 2006, a participação do carvão nos países da OCDE recuou de 10,1% para 3,5% do total de energia consumida. No petróleo, a queda foi de 56,6% para 51,8%. Ao mesmo tempo, o consumo de energia elétrica quase dobrou (11,4% para 20,3%) enquanto a posição das fontes renováveis e do grupo “Outras Fontes” (eólica e solar, entre outras) também apresentou um salto significativo, embora sua posição no ranking total continuasse pouco expressiva. As fontes renováveis (lideradas pela biomassa) apresentaram variação de 2,9% para 3,8% no período e o grupo “Outras Fontes”, de 0,8% para 1,9%, como mostra o Gráfico 2.2 a seguir.

Países desenvolvidos Segundo estatísticas da IEA, em 1973 os membros da OCDE respondiam por 60,6% dos 4.672 milhões de tep da energia primária absorvida por todos os países pesquisados. Em 2006, essa participação recuou para 47,3% do total de 8.084 milhões de tep. Entre um ano e outro, portanto, o volume demandado

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A África também registrou um expressivo aumento de participação. o consumo mais que dobrou.8 1. o que transforma a China em um dos grandes emissores mundiais de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa.9 3.7 10.9%. a participação da China no mercado mundial de energia aumentou 5.2 .1% do total mundial.3 . ao investir na expansão das usinas hidrelétricas (para detalhes.215 milhões de tep para 1.8 OCDE China Ásia Rússia África América Latina Oriente Médio Bunkers marítimos Países europeus fora da OCDE Gráfico 2.2 18.5 8.311 milhões de tep. O país tem buscado a diversificação da matriz. Por regiões.8 1973 2006 Biomassa Outros Gráfico 2.3 2. Mas. respondeu por apenas 0.7% para 5. registrou uma variação de 8% no consumo.1 3.9 4. de 3. ver capítulo 3). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 43 .863 milhões de tep (aumento de 7. quando absorveu 917. A maior fonte de energia é o carvão. a China registra uma tendência ininterrupta de aumento do consumo energético desde 1998.6 47.3 1973 2006 15 7.5 Eletricidade Gás Natural Carvão 2. apresentando variação de 103%. a variação foi de 3.5 12.8 5. absorverem um volume menor – as elevadas variações exercem menor pressão na oferta global.9 6.7 5. Países em desenvolvimento Em 2007. ao passar de 1.9 56.1%. ao absorver 1.3 18.5% de 1973 a 2006. o volume do carvão consumido apresentou variação de 7. entre 2006 e 2007.Consumo | Capítulo 2 60 50 40 % 30 20 10 0 Petróleo 11. mas.6 2.5% para 11.4 20. 2008. Fonte: IEA. outros países e regiões em desenvolvimento registraram comportamento semelhante ao longo dos últimos anos.3 1. o Equador.8% para 5. como mostra o Gráfico 2. O Brasil respondeu por 2% do consumo mundial.5 11. Fonte: IEA. segundo a IEA. A diferença é que. Em 2007. Embora a China seja o exemplo mais expressivo em termos de crescimento do consumo de energia. por exemplo.1 0. Isto significa que. Segundo o estudo da BP Global.1 3.6 3.3 a seguir.Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006. o país foi o segundo do ranking mundial.Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006). por serem economias menores – e. portanto. ainda assim. a participação da Ásia.6%. Na América Latina. só superado pelos Estados Unidos. em 10 anos. aumentou de 6.3%.7% sobre o ano anterior).8 0.4 milhões de tep.6 51. descontando-se a China.5 0. 2008. 70 60 50 40 % 30 20 10 0 60. Nesse ano.

Tabela 2.7% 3.596 milhões de tep para 215. 2.8%.836 26. ano marcado pelo racionamento de energia elétrica. Fonte: MME. do Ministério de Minas e Energia. entre 2000 e 2005.6%. energia elétrica.494 6. o crescimento acumulado foi de 69%. até 2007. ao da energia elétrica que.3 . portanto.7% 6. inclusive.5% -0. Na China e na Índia. ao atingir 35.625 14.72%. No Brasil. acompanhando a taxa de crescimento do PIB nacional. o consumo de etanol aumentou 34. Mas. outra variável que determina o consumo de energia é o crescimento da população – indicador obtido tanto pela comparação entre as taxas de natalidade e mortalidade quanto pela medição de fluxos migratórios.6% em 2001. Na Índia. uma variação de 9.745 16. ** Inclui lixívia. Ainda assim. Índia e China). No Brasil. 44 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o que justifica a consolidação da cana-de-açúcar como segunda principal fonte primária para produção de energia no país. a tendência do consumo de energia no período foi de crescimento: 13.0% entre um ano e outro. acumulando. No Brasil. está diretamente relacionada à facilidade de acesso aos recursos primários em cada localidade. segundo a BP Global). o energético mais consumido foi o carvão.433 42.7% * Inclui apenas gasolina A (automotiva). segundo relata o estudo Análise Retrospectiva constante do Plano Nacional de Energia 2030. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (para detalhes. Foi muito superior.199 39. gás de refinaria. a variação entre 2006 e 2007 foi de 6.409 milhões de tep. essa taxa teve uma tendência de queda relativa. o consumo global de energia registrou recuo: passou de 171. registrando variação média anual de 1.3).310 14. registrou um crescimento acumulado de 14. como mostram a Tabela 2.3 abaixo e o Gráfico 2.7%.4 a seguir.Capítulo 2 | Consumo Dos chamados membros do BRIC (Brasil. O Produto Interno Bruto do país.208 16. no mesmo período.6% 8. registrou aumento de 5. portanto. porém.887 2007 35. que em todo o período que vai de 1970 a 2007. A série histórica constante do Balanço Energético Nacional de 2008. A exemplo do que ocorre no mercado mundial. gás natural. também neste caso o movimento pode. coque de carvão mineral e carvão vegetal.186 milhões de tep (aumento de 0.565 milhões de tep. segundo o Balanço Energético Nacional de 2008.443 milhões de tep. a produção de usinas hidrelétricas e derivados de petróleo. conforme dados do Ipea.395 milhões de tep para 8. com o consumo total passando de 127.1% -1.414 13. aliás. entre outros. gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo).0% 34. entre outros). de 33.2% 7. de 1. de uma maneira geral a tendência tem sido de expansão do consumo global de energia (o que abrange derivados de petróleo.3%. Na Rússia.731 14. entre 2006 e 2007 apenas Rússia permaneceu com o volume consumido relativamente estável (0.93%.443 34. De acordo com o BEN 2008. onde o consumo aumentou 55% em 10 anos. mostra.536 32. Se somados óleo diesel.957 Variação % 5. Rússia. este comportamento foi beneficiado pela utilização de outros tipos de energia.612 7. em 2007. diante de um consumo total de 201.46%. visto que o consumo de energia elétrica registrou uma queda de 6.342 8. Quanto à modalidade de energético mais consumido.536 milhões de tep. ver tópico 2.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL Além do desenvolvimento econômico.7% ao passar de 6. Este país apresentou crescimento ininterrupto de consumo desde 2001. o gás natural. Nem mesmo em 2001.949 milhões de tep para 172. que enquanto gasolina automotiva registrou recuo de 1. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética. o consumo atingiu 76.2% 10. os grupos a registrar maior variação no período. 2008 (Adaptado do BEN 2008). ser atribuído principalmente ao desempenho da economia. É interessante notar.612 milhões de tep. óleo combustível.7% em relação ao total de 2006.2%. os derivados de petróleo eram os principais energéticos utilizados no país em 2007 – um comportamento verificado ao longo dos últimos anos.395 7. Etanol e bagaço de cana foram.449 milhões de tep. De 1990 a 2007.Consumo final energético por fonte (103 tep) Fonte Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina* Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Outras fontes** 2006 33. de 6.14%).816 24.

estava em níveis próximos aos verificados entre 1999 e 2000. correspondeu a uma participação de 17. manteve-se inalterada. conforme Tabela 2. considerando que os derivados de petróleo.4 3.Consumo | Capítulo 2 50 40 30 20 10 0 2006 2007 Gráfico 2. 4.1 5. com variação de 11. 35. inclusive.2%).551 GWh.3 18.7% no volume absorvido. ingressou em ritmo acelerado de crescimento – 6. em vez de somados. a tendência à expansão contínua e acentuada. são desmembrados em óleo diesel.8 53.5% em 2003.9 3.Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. como ocorre no BEN 2008. A partir desse ano. Fonte: MME. em 2002 o consumo de energia elétrica verificado no país.5 .4 . Em função do racionamento de 2001 – e das correspondentes práticas de eficiência energética adotadas. Movido pelo incremento no nível de atividade econômica.0 8. este setor registrou um aumento de 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Industrial Transportes Residencial 22. Só foi superado pelo setor energético (que agrega os centros de transformação e/ou processos de extração e transporte interno de produtos energéticos.9% em 2006 – o que provocou.8% e por transportes (8.9 2006 2007 57. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 45 . gasolina e GLP. 76.Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.5 9.5 Energético Agropecuário Comercial Público Gráfico 2. O volume absorvido. 2008 (Adaptado do BEN 2008). Com este desempenho. como pode ser observado no Gráfico 2. de 321.2% em 2005 e 3.6 21.443 milhões de tep. na sua forma final).6 5.4 a seguir.1 22. Fonte: MME. Energia elétrica A energia elétrica foi a modalidade mais consumida no país em 2007.7 81. o setor industrial continuou a ser o maior consumidor.7% sobre o ano anterior. como utilização de lâmpadas econômicas no setor residencial –. preocupações com relação à capacidade de a oferta acompanhar esta evolução.3 6. imediatamente seguido por transportes e residências.2% em 2004. 2008 (Adaptado do BEN 2008).6% no volume total e a um aumento de 5.5 abaixo. porém. iniciada em 2003. Outras fontes Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Em 2007. segundo série histórica constante do BEN 2008. 5.

657 6.320 6.914 152. a absorção de energia na região foi incrementada a partir dos anos 70.051 7.609 5.622 2004 11.178 6.986 6.694 8.919 16.607 7. 1997 4.513 13.798 78 70.alcatrão Subtotal derivados de petróleo Óleo diesel Óleo combustível Gasolina Gás liquefeito de petróleo Nafta Querosene Gás canalizado Outras secundárias de petróleo Total Fonte: MME.541 11.759 13.997 14.525 13. o que favoreceu a instalação de indústrias de alumínio na região.246 641 1.390 17.643 2002 9.101 12.498 14.594 15.342 7.162 6.519 16.2 na página seguinte mostra o consumo de energia elétrica por região em 2007.815 2000 6.208 3.598 709 1.569 12.301 14.305 2.664 158. Em 2007.144 4.177 32.219 6.820 77 71.638 7.626 4.014 157.706 32. o volume de energia elétrica requerido pelas residências dessa região (que abriga 28% da população nacional) ultrapassou o da região Sul (15% da população nacional).538 26.247 8.084 13.303 28. 2008.673 27.688 29.126 14. Na região Norte.049 30.144 874 1.414 24. Segundo a EPE.328 6.731 3.221 2005 12.885 7. nas demais regiões a evolução do consumo tem sido bem mais acentuada.433 182.448 3.918 29.742 4 3. que de 1988 a 2007 o volume absorvido pela região Sudeste/CentroOeste aumentou 83.699 15.161 26 8.536 6.828 7. Assim.016 14.715 156.382 6.544 13.445 50 71.496 16.247 6.401 6.776 78 71.248 6. A Figura 2.147 3.199 0 2.443 6.433 0 2.121 0 2.79% e.377 75 71.401 0 9. É possível constatar.716 35.53%.180 85 8.836 6.752 20.382 6.495 2. de 130.494 7.589 GWh.394 3.218 19.319 7.814 5.310 26.155 5.931 108 4. pela série histórica produzida pelo ONS.137 33.726 32.381 2. a EPE detectou que. a variação foi de 184.848 178.841 13. porém.469 13.829 27.743 16.245 2007 14.71%.157 27. no Sul.4 .202 111 5. pela primeira vez.216 164.291 709 1.Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Identificação Gás natural Carvão mineral Lenha Bagaço de cana Lixívia Outras recuperações Gás de coqueria Coque de carvão mineral Eletricidade Carvão vegetal Álcool etílico Outras secundárias . provoca fluxos migratórios – e à disponibilidade da oferta de eletricidade também interferiram nos volumes de energia elétrica absorvidos no país.296 16.783 58 71.432 5.661 4 2.500 16.663 3.409 5.085 6. 30.505 9. no Nordeste.239 12.379 6. 46 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Em 1970.280 1999 4.988 94 6.709 201.910 97 69.215 7. continue a liderar o ranking dos consumidores.625 3.267 6.500 13.842 761 1.670 188.223 13.657 2001 7.420 32.794 38 69.955 6.456 804 1.402 4 3.530 2003 10.816 6.642 4.289 6.327 26.369 0 8.627 13.468 7.116 4 2.202 3. 12.455 GWh. essa região consumiu 466 GWh (gigawatts-hora).963 37 71.280 775 1. em função de dois fatos marcantes: a criação da Zona Franca de Manaus e a entrada em operação da usina hidrelétrica Tucuruí.893 2.946 436 1.578 0 9.687 2.869 30.084 10.695 25.684 2.196 2.976 904 1.619 8. no Rio Tocantins.574 13.226 1998 4.182 0 2.506 28.552 2. em alguns casos.430 5.294 15.676 2. em fins de 1985.384 2. principalmente relacionadas ao ritmo de atividade econômica – que.687 2006 13.Capítulo 2 | Consumo Tabela 2.259 6.674 1.509 4.745 3.449 34.273 3.834 7.335 4 3.395 48 72. Já o caso do Nordeste é ilustrativo do impacto da geração de renda no consumo de energia elétrica.632 0 10.210 31.221 0 8.612 56 76.353 6.119 21.279 155.342 907 1. Em 1990. Em maio de 2008.286 35 8.51%.817 30.184 3. O caso da região Norte ilustra como a oferta local é um elemento importante no impulso ao consumo.333 4.387 6.450 29.342 6. mais industrializada e com atividade agropecuária bastante ativa.355 2.069 460 1.562 169.043 As diferenças regionais. embora a região Sudeste/Centro-Oeste. 128.844 4 3.996 0 2.

Em 1998. Em 2007.Consumo de energia elétrica por região em 2007. No setor comercial o consumo foi de 58.96 GWh Consumo total: 435.Consumo | Capítulo 2 evolução do número de domicílios atendidos. agropecuário. Conforme série histórica constante do BEN 2008. a variação acumulada foi.536 GWh.6% superior ao de 1992.881 GWh. Em 2007. 2008. o segundo maior do país.881 192.616 GWh em 2007. embora pequena.269 Setor Energético 17.535 GWh.480. 1. mas não consumida. no público. de 33. Outro setor que se destaca pelo volume absorvido aliado ao acentuado crescimento é o residencial.535 Comercial 90. ele absorveu 90. em 1992 essa atividade foi responsável pelo consumo de 13. enquanto na região Sul ficou em 15 mil GWh. A diferença.2 . está alicerçada tanto na expansão do consumo médio por domicílios. 17. quando os investidores foram estimulados pela constituição do mercado livre de energia elétrica (ver capítulo 1).583 GWh. no qual poderiam negociar os excedentes – ou eletricidade produzida. como ocorre tradicionalmente.923 GWh. indica uma tendência consistente. continuou a liderar o ranking dos maiores consumidores de energia elétrica. Fonte: BEN. Em 1995. 30.6 abaixo. quantidade muito inferior à registrada pela indústria.575 Transportes 17.9% superior ao de 1995. Em 15 anos. como mostra o Gráfico 2. 2008. ano de constituição do mercado livre.203. em função do aumento de renda e de programas sociais de transferência de recursos do Governo Federal (em especial o Bolsa Família) quanto na 450 400 350 300 TWh 412.138 GWh. volume 14.455. o consumo residencial de eletricidade no Nordeste atingiu 15. Este setor se caracteriza. com a aplicação de 192. Segundo a EPE. Nos últimos anos.45 GWh 63.4 mil GWh. Por setores. por ser o principal abrigo de uma tendência que tem evoluído nos últimos anos: a autoprodução de energia.616 Residencial Industrial Consumo final energético Gráfico 2. também.684. A linha divisória dessa expansão concentra-se nos últimos cinco anos da década de 90.718 Público 58. o industrial. de 262%.43 GWh 71. por 47.536 Agropecuário 33. mas.130 250 200 150 100 50 0 1.718 GWh. também do Governo Federal. portanto. atingia 20.6 . a quantidade produzida foi de 14. volume 37. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 47 . Fonte: ONS.44 GWh Figura 2. que começou a se configurar no final do ano de 2007.Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007. Nos 12 meses concluídos em maio de 2008. e transportes. ainda assim.544. ou investimentos realizados por consumidores de grande porte em usinas geradoras para suprimento próprio e venda do excedente em mercado.58 GWh 270. o setor também tem se caracterizado pela acentuada variação dos volumes consumidos. em função do Programa Luz para Todos.020 GWh.575 GWh.

800 322.000 3.0% 20. atingindo 76.770 GWh e 72.8 milhões de pessoas.br BP Global – disponível em www.800.000 1.200. Pessoas beneficiadas 1.gov.5% 49. Este fenômeno foi proporcionado tanto pelos programas de regularização de ligações clandestinas. do Governo Federal. deu um salto de 4. portanto.000 244.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.9% 100. Tabela 2.500 108.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. Em 2003. 2008 (Valores acumulados até maio de 2008). No acumulado dos cinco anos que vão de 2002 a 2007. das práticas de consumo eficiente de eletricidade. desenvolvidos individualmente pelas distribuidoras. Também contribuíram para esse comportamento o aumento do número de unidades consumidoras formalmente ligadas à rede elétrica.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www. aneel.Brasil. respectivamente.800.6 milhão de ligações.7%. segundo dados do Ministério de Minas e Energia. Em 2000. coordenado pela Eletrobrás. ons. o que leva muitos analistas a interpretarem o fenômeno como o abandono gradual.br 48 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o consumo foi de 83. beneficiando 7.bp. 73.5 .Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.200 129. divulgados em maio de 2008 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).600.org.577. a maior parte das ligações foi realizada na regiões Nordeste e Sudeste.2% 6. nas grandes regiões .000 550.iea. pela população em geral. Em 2001 e 2002 recuou para.gov.5 abaixo. porém. o consumo de energia elétrica pelo setor residencial aumentou 25%.613 GWh.0% 1. adotadas durante o racionamento.mme.143 GWh. Como pode ser observado na Tabela 2.700 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.epe.gov.740 GWh.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.900 Número de ligações realizadas 15.000 7.Capítulo 2 | Consumo Este comportamento foi mais visível a partir de 2003. 2004-2008 Regiões Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Total Fonte: MME.br Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – disponível em ipeadata.300 772. quanto pelas novas ligações realizadas pelo Programa Luz para Todos.4% 8. o programa realizou um total de 1.000 650. Nos quatro anos de vigência.gov.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Eletronorte Energia Hidráulica Atlas de Energia Elétrica do Brasil 49 3 .

Fluxo de água Reservatório Casa de força Canal Gerador Linhas de transmissão de energia Duto Turbina Rio Perfil esquemático de usina hidrelétrica 50 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga. Outra é a existência de água em quantidade maior que a necessária para o armazenamento ou a geração de energia. Depois de passar pela turbina. casa de força e vertedouro. próximas à superfície e utilizam turbinas que aproveitam a velocidade do rio para gerar energia. Os principais tipos de turbinas hidráulicas são: Pelton. Por último. sejam eles naturais. formadas por uma série de pás ligadas a um eixo conectado ao gerador. o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da usina. a ausência de reservatório diminui a capacidade de armazenamento de água. esses reservatórios têm outras funções: permitem a formação do desnível necessário para a configuração da energia hidráulica. por barragem. É nesta instalação que estão as turbinas. sistema de captação e adução de água. como as quedas d’água. a captação da água em volume adequado e a regularização da vazão dos rios em períodos de chuva ou estiagem. Algumas usinas hidroelétricas são chamadas “a fio d’água”. Kaplan. Durante o seu movimento giratório. Além de “estocar” a água. A barragem tem por objetivo interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório. Já a estrutura da usina é composta. ou criados artificialmente. única maneira de poupar energia elétrica para os períodos de seca. a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo. Cada turbina é adaptada para funcionar em usinas com determinada faixa de altura de queda e vazão. basicamente.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 3 O caminho da água na produção de eletricidade Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio. ou seja. que funcionam em conjunto e de maneira integrada. as turbinas convertem a energia cinética (do movimento da água) em energia elétrica por meio dos geradores que produzirão a eletricidade. canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força. Os sistemas de captação e adução são formados por túneis. não exigindo grandes reservatórios. A turbina tipo Bulbo é usada nas usinas fio d’água por ser indicada para baixas quedas e altas vazões. Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão ou de chuva. Francis e Bulbo. Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. Em períodos de chuva. Essas usinas fio d’água reduzem as áreas de alagamento e não formam reservatórios para estocar a água ou seja. há o vertedouro.

4 26. na matriz da energia elétrica. que retornam à superfície terrestre sob a forma de chuva. No mesmo período.0 20. de líquido transforma-se em vapor que se condensa em nuvens. cuja combustão é caracterizada pela liberação de gases na atmosfera e 46.5 34.2 1.5 16.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Energia Hidráulica 3. Além disso. é renovável: pelos efeitos da energia solar e da força da gravidade.1 .36 bilhão de quilômetros cúbicos (km3) recobre 2/3 da superfície do planeta sob a forma de oceanos. de 2. no Sudeste brasileiro. Segundo o último relatório Key World Energy Statistics. a posição na matriz da energia elétrica sofreu recuo acentuado: de 21% para 16%.8 0. da International Energy Agency (IEA). ainda. pode ser encontrada em aquíferos subterrâneos.2 10.9 Nuclear 2. a participação da água na matriz energética mundial é pouco expressiva e. conforme o Gráfico 3. 2008.1 abaixo. como o Guarani.8%.Matriz energética nos anos de 1973 e 2006. ambos combustíveis fósseis não-renováveis.1 INFORMAÇÕES GERAIS A água é o recurso natural mais abundante na Terra: com um volume estimado de 1.6 0. Fonte: IEA.1 Hidráulica Outras renováveis Gráfico 3.2 0. E. rios e lagos. calotas polares. publicado em 2008.2% para apenas 1. inferior à do carvão e à do gás natural.2.1 6.0 10.1 3 1973 2006 Mesmo assim. decrescente. A água também é uma das poucas fontes para produção de energia que não contribui para o aquecimento global – o principal problema ambiental da atualidade. entre 1973 e 2006 a participação da força das águas na produção total de energia passou. como mostra a seguir o Gráfico 3. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 51 . 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 Petróleo Carvão Gás natural Biomassa 24.

flora e fauna locais.7 20. No Brasil. como gás natural e as usinas nucleares. em particular na China. aumento do nível dos rios ou alterações em seu curso após o represamento. que também inclui a energia mecânica e térmica. a força das marés não é utilizada em escala comercial para a produção de energia elétrica (para detalhamento. o que fez com que o volume produzido registrasse evolução inferior ao de outras fontes. pela formação de grandes lagos ou reservatórios. por exemplo – no século XX passou a ser aplicada. Entre outros fatores. quando for concluída em 2009. Assim. Nesse mesmo período. no rio Madeira (região Norte). dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental e mudança no eixo da barragem podem provocar o atraso na construção de Jirau. o andamento de alguns empreendimentos foi afetado pela pressão de caráter ambiental contra as usinas hidrelétricas de grande porte. 52 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .6 3. Um deles relaciona-se às características de distribuição da água na superfície terrestre.8 21. Estados Unidos e Suécia. Além disso. apenas aquela que flui por aproveitamentos com acentuados desníveis e/ou grande vazão pode ser utilizada nas usinas hidrelétricas – características necessárias para a produção da energia mecânica que movimenta as turbinas das usinas.200 MW (megawatts). embora desde a Antiguidade a energia hidráulica tenha sido usada para gerar energia mecânica – nas instalações de moagem de grãos. país em que a hidreletricidade responde pela maior parte da produção da energia elétrica. O principal argumento contrário à construção das hidrelétricas é o impacto provocado sobre o modo de vida da população. Ásia e América do Sul. De acordo com o estudo sobre hidreletricidade do Plano Nacional de Energia 2030. 2008. a China mantém inalterado o cronograma da construção de Três Gargantas – que deverá ser a maior hidrelétrica do mundo.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Carvão 6. no Brasil. Já a redução da participação na matriz da energia elétrica tem a ver com o esgotamento das reservas.2 . são pilares da expansão da oferta de energia elétrica prevista para o período 2006-2015. elaborado pela EPE. ver capítulo 5). a oferta de energia hidrelétrica aumentou em apenas dois locais do mundo: Ásia. Nos últimos 30 anos. No entanto. No Brasil o aproveitamento do potencial hidráulico é da ordem de 30%.Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.3 Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica 2. a expansão não ocorreu na velocidade prevista. Três Gargantas terá capacidade instalada de 18. são notáveis as taxas de aproveitamento da França. Apesar das pressões.3 1973 2006 Outras Gráfico 3. as usinas de Jirau e Santo Antônio. Alemanha.3 40. Fonte: IEA.6 12. Do volume total. Japão. em contraste com as baixas taxas observadas em países da África.0 16. Vários elementos explicam esse aparente paradoxo.3 0.1 % 24. também de acordo com levantamentos da IEA. sujeitos a um possível esgotamento das reservas no médio e longo prazos. fica comprometida.0 38. embora pesquisas estejam sendo realizadas. a participação na produção total da energia final. e América Latina. Da água doce restante. como matéria-prima da eletricidade. em função do Brasil.1 14. a quase totalidade está nos oceanos e. os países desenvolvidos já haviam explorado todos os seus potenciais. com 14 mil MW. Noruega. Mesmo nessas últimas regiões. ao superar a binacional Itaipu. quase integralmente.

1 MW e 30 MW de potência instalada) e Usina Hidrelétrica de Energia (UHE. regulam a vazão da água que irá fluir para elas. vazão. Existem dois tipos de reservatórios: acumulação e fio d’água. Por isso. a energia hidráulica da região tinha sido utilizada apenas para a produção de energia mecânica. utilizando as águas do Ribeirão do Inferno. tipo de turbina empregada. com 0. no geral. Assim. Assim. Na mesma época. como estão localizados a montante das demais hidrelétricas. Até então. A queda d’água. O porte da usina também determina as dimensões da rede de transmissão que será necessária para levar a energia até o centro de consumo (ver Capítulo 1). Quanto maior a usina. muitas vezes. geralmente localizados na cabeceira dos rios. mais distante ela tende a estar dos grandes centros. permitir a operação integrada do conjunto de usinas. instaladas junto a pequenas quedas d’águas. construída em parceria por Brasil e Paraguai e hoje a maior hidrelétrica em operação do mundo. como é o caso da binacional Itaipu. Mas não há consenso com relação a essas medidas. ver Box 3) se mantém inalterado. ou seja. o princípio básico de funcionamento para produção e transmissão da energia (para detalhes. Fonte: Banco de imagens de Furnas. com mais de 30 MW). Pequenas Centrais Hidrelétricas (entre 1. tipo de barragem e reservatório. Pedro II. a altura da queda d’água e a vazão dependem do local de construção e determinarão qual será a capacidade instalada . localização. As unidades a fio d’água geram energia com o fluxo de água do rio. e ainda no reinado de D. capacidade ou potência instalada. A primeira hidrelétrica do mundo foi construída no final do século XIX – quando o carvão era o principal combustível e as pesquisas sobre petróleo ainda engatinhavam – junto às quedas d’água das Cataratas do Niágara. da Universidade Federal de Itajubá – Unifei) considera baixa queda uma altura de até 15 metros e alta queda. Todos são fatores interdependentes. Mas. determina o tipo de turbina. baixa ou média altura. é definida como de alta. no município de Diamantina. Em pouco mais de 100 anos.Energia Hidráulica | Capítulo 3 O que é a energia hidrelétrica A energia hidrelétrica é gerada pelo aproveitamento do fluxo das águas em uma usina na qual as obras civis – que envolvem tanto a construção quanto o desvio do rio e a formação do reservatório – são tão ou mais importantes que os equipamentos instalados. Os primeiros. O que evoluiu foram as tecnologias que permitem a obtenção de maior eficiência e confiabilidade do sistema. dado o seu grande porte permitem o acúmulo de grande quantidade de água e funcionam como estoques a serem utilizados em períodos de estiagem. a potência instalada das unidades aumentou significativamente – chegando a 14 mil MW. afluente do rio Jequitinhonha. para a construção de uma hidrelétrica é imprescindível a contratação da chamada indústria da construção pesada. no geral abastecem Atlas de Energia Elétrica do Brasil 53 . Já as PCHs e CGHs. atravessam o território de vários Estados. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adota três classificações: Centrais Geradoras Hidrelétricas (com até 1 MW de potência instalada). por sua vez. Além disso. o Brasil construiu a primeira hidrelétrica.que. exige a construção de grandes linhas de transmissão em tensões alta e extra-alta (de 230 quilovolts a 750 quilovolts) que. A potência instalada determina se a usina é de grande ou médio porte ou uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). O Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétrica (Cerpch.5 MW (megawatt) de potência e linha de transmissão de dois quilômetros. pela vazão com mínimo ou nenhum acúmulo do recurso hídrico. superior a 150 metros. de forma a Usina hidrelétrica de Marimbondo. em locais de altas quedas d’água. As principais variáveis utilizadas na classificação de uma usina hidrelétrica são: altura da queda d’água. barragem e reservatório. ao contrário do que ocorre com as usinas termelétricas (cujas instalações são mais simples).

320 PCHs (2. No caso dos potenciais hídricos. por 75.0 3. de 102.007. No Brasil.2 a seguir. os maiores consumidores mundiais foram China (482.383. respondendo por 41. Tabela 3.11 0. pela ordem: Noruega. A energia hidrelétrica é classificada como limpa no mercado internacional.632 mil MW. aumenta a segurança quanto ao abastecimento de um serviço vital ao desenvolvimento econômico e social.26 2. De certa forma.815. com dados de 2006.5 TWh.632.585.851. como mostra a Tabela 3.381. portanto. as usinas hidrelétricas. Suécia.598 20 74.22 1. o parque hidrelétrico chegou a representar 90% da capacidade instalada. Esta redução tem três razões.20 24.007. porque reduz a dependência do suprimento externo e.150 2. Rússia.650 2. No passado.042 2 1. em novembro de 2008.920 2. por exemplo) e o fato de a operação das usinas hidrelétricas não provocar a emissão de gases causadores do efeito estufa. Quantidade 227 17 320 1 159 1. Com pequenas variações com relação à posição no ranking.522 2.4 mil MW de potência instalada) e 159 UHE com uma capacidade total instalada de 74.009 272.Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tipo CGH EOL PCH SOL UHE UTE UTN Total Fonte: Aneel. respondem. por país.1 abaixo. Primeira. Índia. corrobora essa relação.Capítulo 3 | Energia Hidráulica pequenos centros consumidores – inclusive unidades industriais e comerciais – e não necessitam de instalações tão sofisticadas para o transporte da energia. petróleo. 2008. Japão e Estados Unidos. a maioria que queimam derivados de petróleo ou carvão.399.1 .8% superior ao do ano anterior e correspondente a 15.9 TWh. o aumento de entraves jurídicos que protelam o licenciamento ambiental de usinas de fonte hídrica e provocam o aumento constante da contratação em leilões de energia de usinas de fonte térmica. a IEA. Como mostra a Tabela 3.7% do consumo total.2 TWh sobre 2006). República Popular da China. Venezuela.922 289. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum. em conseqüência. os dez países mais dependentes da hidreletricidade em 2006 eram. urânio e gás natural.92 100.864 % 0. existem em operação 227 CGHs. nova denominação da British Petroleum) o maior consumidor mundial de energia hidrelétrica em 2007 era a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED).9% do total) e Canadá (368. independentemente de seu porte. de acordo com o Banco de Informações da Geração (BIG) da Aneel.627 25.306 mil TWh. Brasil.29 0 71.68% da potência total instalada no país.768 Potência outorgada (kW) 120.2 POTENCIAIS. a necessidade da diversificação da matriz elétrica prevista no planejamento do setor elétrico de forma a aumentar a segurança do abastecimento. Segunda. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Ser favorecido por recursos naturais que se transformam em fontes de produção de energia é estratégico para qualquer país. De acordo com o estudo Statistical Review of World Energy.831 22.5% sobre 2006 e 11. somam-se outros dois: o baixo custo do suprimento na comparação com outras fontes (carvão. Entre outros fatores.4% no ranking mundial).000 102. eles também figuram na relação 54 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a esses argumentos favoráveis. A terceira. que congrega as nações mais desenvolvidas do mundo: 1. Em novembro de 2008.261. Brasil (371. aumento de 6.262 mil MW. Canadá.000 104. com potência total de 120 MW. Segundo a Agência. a dificuldade em ofertar novos empreendimentos hidráulicos pela ausência da oferta de estudos e inventários.419 20 74.824 Potência fiscalizada (kW) 146. volume 10.

9% -13.4 Noruega Brasil Venezuela Canadá Suécia Rússia Índia China Japão o 2o 3o 4 o 5o 6o 7 o 8o 9o 10 Estados Unidos Outros países Mundo Hidrelétrica de Itaipu.4% 7.1% China Brasil Canadá Estados Unidos Rússia Noruega Índia Venezuela Japão Suécia 4o 5o 6 o 7o 8o 9 o 10o Fonte: BP. Abaixo.2 250.3 na página a seguir. Índia e China decorre dos investimentos em hidreletricidade realizados nos últimos 30 anos com intensidade muito maior que no passado.3 16. ao atingir 7. como Brasil. a evolução foi de 2.8% de um total de 3.3 .4 82.7% 8.7 7. de 1. Em 2006. 2008.8% 6.2 8. Canadá. Japão.3 15. de países em desenvolvimento.9 83.0 135.7% 2.2% 12. Fonte: Banco de imagens de Itaipu. estimulado principalmente pelos investimentos realizados no Brasil.5% 3.9% 11.1 17.8 112.2% para 21%. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 55 . Estados Unidos.6 66.8 179. em 1973.5 368. Na China. Rússia. a Tabela 3.295 TWh (terawatts-hora) no ano.6 15. nessa relação.2 72. 2008. Índia.0 58.0% 5. Brasil.8 355. essa participação quase dobrou. Tabela 3.2 Variação 10.5 83.9% para 14%.3% 3.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Tabela 3.3 96. A inclusão.3 mostra a dependência dos países com relação à hidreletricidade. Ainda conforme a IEA. conforme o Gráfico 3.7% 4.7% 2.2 175.6% -14.4 14.3% da produção total de energia hidrelétrica.9% 2.2 . de maiores produtores: República Popular da China. o comportamento se repete com maior intensidade: um salto de 7.2 119.3 122.Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 País 1 o % 98.121 TWh.4 292. a Ásia (sem considerar a China) respondeu por 4.9% 8.9% 1.Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh País 1o 2o 3 o 2006 435. Na América Latina.0 43. Rússia. Venezuela e Suécia. Fonte: IEA. Noruega.9 371.4 83.4% 11.7 2007 482.8 348.3%- Participação 15.5 61.2% 2.

Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo.1 .Participação relativa da hidreletricidade no mundo.3 . 56 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 2008. para dobrar a capacidade instalada no país. Segundo informa o Plano Nacional de Energia 2030 com base em dados de 2004. a China é o país que mais investe em energia hidrelétrica. Além de Três Gargantas. Como pode ser observado no Figura 3. Canadá 7% EUA 4% Rússia 12% China 13% Índia 5% Congo 5% Brasil 10% Figura 3. Outras regiões com grandes potenciais são América do Norte. um dos maiores potenciais tecnicamente aproveitáveis de energia hidráulica no mundo. Ainda de acordo com o estudo. Fonte: EPE.1 abaixo. antiga União Soviética. 2007. Fonte: IEA. com 28 mil MW planejados para o médio prazo. na Índia também há grande expansão das hidrelétricas: em 2004 estavam em construção 10 mil MW. Índia e Brasil. naquele ano mantinha em construção um total de 50 mil MW de potência.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% OECD América Latina China Antiga União Soviética Ásia (sem China) África Países europeus fora da OECD Oriente Médio 1973 2006 Gráfico 3. também. a China tem.

com a forma como o parque hidrelétrico se desenvolveu. na maior produtora de eletricidade do país. no rio Tocantins. Desse total. também. a energia de fonte hidráulica produzida no país representou 85. portanto. Grande e Iguaçu. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 57 .4 abaixo. pouco mais de 30% se transformaram em usinas construídas ou outorgadas. com potência de 180 MW).7% da matriz energética brasileira. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030. elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética.Energia Hidráulica | Capítulo 3 3. erguidas ao longo dos 60 anos seguintes. a energia de fonte hidráulica (ou hidreletricidade) respondeu por 14. com a construção da Usina Serra da Mesa (GO). de longe. Tabela 3. Destes.4 .As dez maiores usinas em operação. em todo o mundo. a maioria das grandes centrais hidrelétricas brasileiras localiza-se nas bacias do São Francisco e. sendo superada por derivados da cana-de-açúcar (16. pela Companhia Hidrelétrica do S. o Brasil é o país com maior potencial hidrelétrico: um total de 260 mil MW. As demais.6%. segundo os resultados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN). Sudeste e Nordeste já estão. concentraram-se nas regiões Sul. Na oferta interna de energia elétrica. Coaracy Nunes (AP). no Pará. que totalizou 482. existem em operação nesta bacia apenas cinco Unidades Hidrelétricas de Energia (UHE): Balbina (AM). quase integralmente explorados. Nesse ano. particularmente nas sub-bacias do Paranaíba. A primeira hidrelétrica de maior porte começou a ser construída no Nordeste (Paulo Afonso I. principalmente. último inventário produzido no país em 1992. em 2008. Sudeste e Nordeste (com o aproveitamento integral do rio São Francisco). Mas apenas nos anos 90 a região começou a ser explorada com maior intensidade.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL Em 2007.7%). constituindose. A concentração das duas regiões não se relaciona apenas com a topografia do país. apesar da existência de unidades importantes na região Norte. Além disso. O estudo sobre energia hidrelétrica constante do PNE 2030 relaciona o potencial de aproveitamento ainda existente em cada uma das bacias hidrográficas do país. 2008. região e potência Nome Tucuruí I e II Itaipú (parte brasileira) Ilha Solteira Xingó Paulo Afonso IV Itumbiara São Simão Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia) Jupiá (Eng Souza Dias) o Potência (kW) 8370000 6300000 3444000 3162000 2462400 2082000 1710000 1676000 1551200 1540000 Região Norte Sul Sudeste Nordeste Nordeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Porto Primavera (Engo Sérgio Motta) Fonte: Aneel. Samuel (RO). Tem a ver. A bacia do rio Amazonas é a maior.6 TWh (aumento de 4. no Amazonas. em 2008. Francisco (Chesf. superior à potência já instalada no Brasil. do Paraná.9% em relação a 2006). mais de 70% estão nas bacias do Amazonas e do Tocantins/Araguaia. O Mapa 3. o potencial a aproveitar é de cerca de 126. No Norte foram construídas Tucuruí.2 logo a seguir mostra as regiões do país classificadas de acordo com o nível de utilização de seus aproveitamentos. conforme mostra o Mapa 3. e Balbina. com um potencial de 106 mil MW.0%) e petróleo e derivados (36. de 102 mil MW. como mostra a Tabela 3. Assim. Os potenciais da região Sul.000 MW. estatal constituída em 1948). segundo o Plano 2015 da Eletrobrás. Curuá-Una (PA) e Guaporé (MT ).1 na página a seguir.

200 1.inventário nesta tabela indica o nível mínimo de estudo do qual foi objeto o potencial.201 a 6.1 . 2.000 acima de 18. 2008. 4.001 a 18.2008 Observações: 1.Foi retirado o potencial das usinas exclusivamente de ponta.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Guiana Guiana Francesa O c e a n o A 0º S t l â n t 0º S i c o Amazonas 27% 1% 72% Atlântico Nordeste Ocidental 85% 15% Atlântico Nordeste Oridental 15% 5% Parnaíba 78% 22% 80% 10º S Araguaia . 3. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL . 58 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .potencial aproveitado inclui usinas existentes em dezembro de 2005 e os aproveitamentos em construção ou com concessão outorgada.000 Inventário N O L S Estimado Aproveitado Fonte: EPE.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.Potencial Hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .Tocantins 16% 44% 10º S Peru 40% Atlântico Leste 25% 27% São Francisco 31% 11% 58% 48% Bolívia 57% Paraguai 16% 20º S 27% Paraná 19% 9% 72% Atlântico Sudeste 8% 28% 20º S Chile Paraguai 64% Uruguai Argentina 30º S 51% 9% 40% Atlântico Sul 38% 30% 30º S Uruguai 32% Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potencial total (MW) Até 1.valores consideram apenas 50% da potência de aproveitamentos binacionais.000 6.

Energia Hidráulica | Capítulo 3 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF ES Vitória 20º S 20º S MS Campo Grande SP MG Belo Horizonte Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio SC Argentina 30º S RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência Instalada por Estado (kW) 0 a 1.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.001 a 4.000 1. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 1. 2008.000.001 a 5.000.000 acima de 4.2 .000.000.001 Potência (kW) Até 100.Potência Instalada por Estado em 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 59 .000.001 O N L S Fonte: Aneel.000.000 100.000.001 a 10.001 a 1.000.000.000.000 acima de 10.000 5.

027 MW.Capítulo 3 | Energia Hidráulica A bacia do Tocantins/Araguaia possui potencial de 28. dos quais quase 12. Outra é a bacia do rio Xingu.300 MW de potência. segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). É na bacia do Amazonas. tecnológico e social. para a qual está prevista a construção da Usina de Belo Monte. Além desses. e Foz do Chapecó. porém. sofrem alguma restrição ambiental.500 MW. com 855 MW. Destes. região Sul do país. Por isso. No total.000 MW. que estão localizadas as principais usinas planejadas para os próximos anos e incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. em novembro de 2008.682 MW no próprio Tapajós. universidades e iniciativa privada. considerados como iniciativas que proporcionam expansão da infra-estrutura – no caso.087 MW de potência no rio Tocantins.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS O setor elétrico brasileiro possui uma matriz energética bem mais “limpa”. com capacidade instalada de 3.371 MW à potência instalada do país. Entre eles destaca-se a usina de Estreito. com potência instalada de 5. no rio Madeira. demonstram capacidade para estimular o desenvolvimento econômico. no rio Uruguai. novamente. 60 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Em fase de construção em novembro de 2008. A outra é Jirau. um estudo encaminhado pela Eletrobrás à Aneel prevê a construção de cinco usinas com capacidade total de 10. com forte participação de fontes renováveis já que o parque instalado é concentrado em usinas hidrelétricas que Casa de força . o BIG relaciona 21 empreendimentos. mobilizam governo. com 1. a Aneel estuda viabilidade de três aproveitamentos no rio Teles Pires – todos de caráter estruturante – que somam 3. 3. ao mesmo tempo. Outra bacia importante é a Tapajós. centros de pesquisa.150 MW. além das PCHs e CGHs. Ambas constam do Banco de Informações de Geração da Aneel que. licitada em 2008. tanto as UHEs apenas outorgadas quanto aquelas já em construção deverão agregar 13. podem ser observados na região Norte. os maiores. com 3. Ambas são classificadas como projetos estruturantes. que. Em 2008. licitada em 2007. deverá entrar em obras até o fim da década. mas cuja construção ainda não havia sido iniciada.Usina hidrelétrica de Corumbá.200 MW já estão aproveitados pelas UHEs Serra da Mesa e Tucuruí. a oferta de energia elétrica . Do potencial a ser aproveitado 90%. Fonte: Acervo TDA.no médio e longo prazo e. Uma dessas usinas é Santo Antônio. registra 15 usinas hidrelétricas já outorgadas.

Fonte: Eletronorte. provocam impacto na vida da população. principalmente na região da Amazônia. Outra. na flora e fauna locais.br BP Global – disponível em www. compensando os impactos socioambientais provocados pelas usinas – tem sido uma tendência na construção das hidrelétricas. diminuem a necessidade de novas usinas. Os opositores argumentam que as construções. não se caracterizam pela emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE). Por conta das dificuldades de aceitação existentes nas comunidades e da pressão de grupos organizados – particularmente Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientalistas – os empreendedores têm alocado recursos para projetos de mitigação do impacto. aneel. Apenas como exemplo. Os maiores entraves à expansão hidrelétrica do país são de natureza ambiental e judicial. em elaboração no segundo semestre de 2008. gov. ao tratamento a ser dado aos potenciais hidrelétricos e as respectivas linhas de transmissão frente à proposta do Plano Nacional de Áreas Protegidas. é necessário construir novas usinas -com impacto socioambiental mínimo . o entendimento entre as partes é dificultado também por indefinições de caráter legal.bp. ações e liminares. Mais de 70% das emissões de GEE do país estão relacionadas ao desmatamento e às queimadas. no segundo semestre de 2008. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.iea. Desenvolver os projetos de maneira sustentável – buscando os resultados econômicos e. Mas. Entretanto.epe. Ao contrário do que aconteceu nos anos 50 e 70. Tanto que a maior contribuição ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas tende a ser a intensificação de projetos de eficiência energética – que. que pretendia transformar. é crescente o número de empreendimentos que procura desenvolver uma relação mais integrada e de longo prazo com as comunidades afetadas.para produzir a energia suficiente para o crescimento econômico e ampliação da oferta de empregos.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 61 . uma dessas indefinições relacionava-se. por interferirem no traçado natural e no volume de água dos rios. tanto de caráter ambiental quanto social. ao proporcionar a redução do consumo. 64% do território do país em área de preservação ambiental.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Usina hidrelétrica de Tucuruí. simultaneamente. ao uso das terras indígenas para os aproveitamentos energéticos. por lei. No final de 2007 e início de 2008 uma polêmica ocorreu entre os formadores de opinião quando veio a público que a maior parte das obras estava atrasada em função da dificuldade para obtenção do licenciamento ambiental provocada por questionamentos na justiça.gov.

Capítulo 3 | Energia Hidráulica Acervo TDA 62 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Biomassa Atlas de Energia Elétrica do Brasil 63 4 .

em gás energético por meio da oxidação parcial em temperatura elevada. Nos últimos anos. Todas prevêem a conversão da matéria-prima em um produto intermediário que será utilizado em uma máquina motriz. quando inserida em um processo de co-geração.tradicionalmente utilizada por setores industriais. no caso da biomassa. realizada em gaseificadores. portanto. mas a obtenção de um equipamento capaz de produzir um gás de qualidade. Além disso.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 4 A produção de energia elétrica a partir da biomassa Existem várias rotas tecnológicas para obtenção da energia elétrica a partir da biomassa. Este processo está maduro do ponto de vista comercial e é o mais disseminado atualmente. com confiabilidade e segurança. também. Nele. O Brasil conta. como a biomassa. Este sistema. cuja produção é baseada na utilização do vapor e do gás. 64 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . produz um gás combustível que pode ser utilizado em usinas térmicas movidas a gás para a produção de energia elétrica. quando os derivados de petróleo passaram a ser utilizados em grande escala e adquiridos por preços competitivos. adaptado às condições particulares do combustível e da operação. inclusive aquelas de ciclo combinado. inclusive. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. A primeira característica proporciona maior flexibilidade da geração termelétrica (que deixa de ser condicionada ao consumo de vapor de processo). a biomassa é queimada diretamente em caldeiras e a energia térmica resultante é utilizada na produção do vapor. o vapor que seria liberado na atmosfera após a realização desses processos pode ser encaminhado para o atendimento das necessidades térmicas do processo de produção. com diversos produtores nacionais da maior parte dos equipamentos necessários. Ciclo combinado integrado à gaseificação da biomassa: A gaseificação é a conversão de qualquer combustível líquido ou sólido. Assim. Ela ressurgiu nos anos 80 – quando começou a ficar evidente a necessidade de contenção no consumo de petróleo – mas. A diferença fundamental desta rota em relação à contrapressão é a existência de um condensador na exaustão da turbina e de níveis determinados para aquecimento da água que alimentará a caldeira. A segunda proporciona aumento na eficiência global da geração de energia. Este vapor pode acionar as turbinas usadas no trabalho mecânico requerido nas unidades de produção e as turbinas para geração de energia elétrica. Essa máquina produzirá a energia mecânica que acionará o gerador de energia elétrica. é retirada em um ponto intermediário da expansão do vapor que irá movimentar as turbinas. A tecnologia de gaseificação de combustíveis é conhecida desde o século XIX e foi bastante utilizada até os anos 30. Ciclo a vapor com turbinas de condensação e extração: Consiste na condensação total ou parcial do vapor ao final da realização do trabalho na turbina para atendimento às atividades mecânicas ou térmicas do processo produtivo. a maior dificuldade para a sua aplicação não é o processo básico de gaseificação. a tecnologia de gaseificação aplicada em maior escala transforma a biomassa em importante fonte primária de centrais de geração termelétrica de elevada potência. permite a obtenção de maior volume de energia elétrica. Esta energia a ser condensada. o que aumenta o rendimento das máquinas. No entanto. transformou-se também em um dos principais estímulos aos investimentos na produção de energia a partir da cana-de-açúcar por parte das usinas de açúcar e álcool. ainda não é uma tecnologia competitiva do ponto de vista comercial. são aplicadas em processos de co-geração – produção de dois ou mais energéticos a partir de um único processo para geração de energia . As principais rotas tecnológicas são analisadas no estudo sobre biomassa constante do Plano Nacional de Energia 2030 e resumidas a seguir: Ciclo a vapor com turbinas de contrapressão: É empregado de forma integrada a processos produtivos por meio da co-geração. sua instalação exige investimentos muito superiores aos necessários para implantação do sistema simples de condensação. Esta conversão. De uma maneira geral. todas as rotas tecnológicas.

Biomassa | Capítulo 4 Biomassa 4. não tem sido contabilizada com precisão. Um dos mais recentes e detalhados estudos publicados a este respeito no mundo. Gráfico 4. como o biodiesel e o etanol. energia hidráulica ou petróleo. Tanto no mercado internacional quanto no interno. Dela é possível obter energia elétrica e biocombustíveis. ela é considerada uma das principais alternativas para a diversificação da matriz energética e a conseqüente redução da dependência dos combustíveis fósseis.1 INFORMAÇÕES GERAIS A biomassa é uma das fontes para produção de energia com maior potencial de crescimento nos próximos anos.1 abaixo.1 . historicamente tem sido pouco expressiva na matriz energética mundial.Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006. As estimativas mais aceitas indicam que representa cerca de 13% do consumo mundial de energia primária. cujo consumo é crescente em substituição a derivados de petróleo como o óleo diesel e a gasolina. o Survey of Energy Resources 2007. se atualmente a biomassa é uma alternativa energética de vanguarda. como carvão. 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Petróleo Gás Natural Carvão Biomassa Eletricidade Outros % 4 1973 2006 Mas. 2008. Fonte: IEA. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. como mostra o Gráfico 4. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 65 .

dos quais 7. A pequena utilização e a imprecisão na quantificação são decorrências de uma série de fatores. Ela ocupou a mesma posição entre as fontes de energia elétrica de origem interna. a atividade é beneficiada pelo estímulo proveniente do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). a biomassa.734 Total 6.017 Ainda segundo o WEC. o que correspondeu a um pouco mais de 1% da energia elétrica produzida no mundo naquele ano.150 8. Um deles é a dispersão da matéria-prima – qualquer galho de árvore pode ser considerado biomassa. dos quais 5.173 90 17. Segundo o BEN. Algumas regiões obtêm grande parte da energia térmica e elétrica que consomem desta fonte.612 mil tep (toneladas equivalentes de petróleo) em 2007 contra 6.7%. obtido a partir da cana-de-açúcar.633 852 2.378 7. um terceiro é a associação deste energético ao desflorestamento e à desertificação – um fato que ocorreu no passado mas que está bastante atenuado. ao extrair da biomassa de madeira 8. 2007.154 metros cúbicos (m3) do combustível puro (B100). principalmente do subgrupo madeira – o mais tradicional – e dos resíduos agrícolas. se parte dela é destinada ao suprimento interno.2 a seguir. como os membros da União Européia.361 Licor negro 33 1. ambos com 13. respondendo por 30. Desde 2004.354 2. A produção de biodiesel também é crescente e. na geração de energia elétrica a partir da biomassa. no mercado internacional. A segunda posição foi da África. No Brasil.284 288 463 644 22 2. que foi responsável pela produção de 77. apresenta potencial energético similar e 1 Joule: unidade de energia.4 TWh no ano e participação de 7. o que representa um aumento de 34.393 1. A característica comum dessas regiões é a economia altamente dependente da agricultura.002 m3 de 2006 conforme mostra a Tabela 4.795 1. registra que a biomassa respondeu pela produção total de 183. com participação de 31. em 2005.Capítulo 4 | Biomassa do World Energy Council (WEC). com 6.176 3. isoladas e distantes dos grandes centros. segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008. em 2007. trabalho ou quantidade de calor. implantado em dezembro de 2003 pelo Governo Federal. Outro é a pulverização do consumo.1 abaixo.831 113 22.1 .4% da oferta total. Lenha 5. O estudo do WEC mostra que.393 PJ (petajoules1).7% da oferta. custos muito menores que o etanol de países como Estados Unidos e regiões como a União Européia. diante dos 69. visto que ela é muito utilizada em unidades de pequeno porte. Na seqüência estão Alemanha e Brasil. em 2007 a produção brasileira alcançou 8. parte é exportada para países desenvolvidos.633 PJ da lenha. superada apenas por petróleo e derivados.7% do total mundial. a Ásia foi o maior consumidor mundial.3% na produção total. Só foi superada pela hidreletricidade. que em 2005 produziu 56.Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) País África América do Norte Países da América Latina e Caribe Ásia Europa Oceania Total Fonte: WEC. Finalmente. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de etanol que. Um PJ equivale a 1015 joules.4 TWh (terawatts-hora) em 2005.1% na matriz energética. Segundo a Agência Nacional do Petróleo. em 2007 o país produziu 402.921 Carvão vegetal 688 40 485 135 14 1 1. Tabela 4. Além disso. foi a segunda principal fonte de energia.395 mil tep em 2006.354 PJ. Já a expansão do etanol provém tanto da crescente 66 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . como mostra a Tabela 4.3 TWh (terawatts-hora).795 PJ foram provenientes da lenha. ao responder por 3. que é definida como matéria orgânica de origem vegetal ou animal passível de ser transformada em energia térmica ou elétrica. o líder mundial foi os Estados Unidos.

no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). de obras cujos investimentos superam R$ 17 bilhões. De acordo com a sua origem.500 4.250 33.200 175.PA Telêmaco Borba .960 108. A Tabela 4.Usinas de licor negro no Brasil Nome Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Bahia Pulp (Ex-Bacell) Bahia Sul Celucat Celulose Irani Cenibra Centro Tecnológico Usinaverde Jari Celulose Klabin Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Lençóis Paulista Nobrecel VCP-MS Veracel Fonte: Aneel.BA Potência (kW) 210.832 atividade da agroindústria canavieira quanto da tecnologia e experiência adquiridas com o Pró-Álcool – programa federal lançado na década de 70.000 12.BA Mucuri . Nas regiões menos desenvolvidas.400 57. principalmente).154 784. Tabela 4.SC Lençóis Paulista . Outro fator de estímulo foi a inclusão. 736 69. pode ser: florestal (madeira.RS Camaçari . 2008. Estágio Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Município Aracruz .002 402. entre outras) e rejeitos urbanos e industriais (sólidos ou líquidos. lançado pelo Governo Federal em 2007. Os derivados obtidos dependem tanto da matéria-prima utilizada (cujo potencial energético varia de tipo para tipo) quanto da tecnologia de processamento para obtenção dos energéticos.3 . mas que foi desativado anos depois.745 25.900 100. arroz e cana-de-açúcar.3 abaixo mostra a relação das usinas de biomassa que utilizam licor negro no Brasil em novembro de 2008. 2008. extrair a lixívia negra (ou licor negro) usado como combustível em usinas de co-geração da própria indústria de celulose. O que é a biomassa Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica.SC Belo Oriente .700 3.PR Otacílio Costa . como o lixo). a biomassa mais utilizada é a de origem florestal.RJ Almeirim .100 126.Produção de biodiesel no Brasil (m3) 2005 2006 2007 2008 (*) Tipo B100 Fonte: ANP. segundo o PAC. Uma exceção a essa regra é a utilização da biomassa florestal em processos de co-geração industrial.600 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 67 . Além disso.1 bilhões na construção de dois alcooldutos: um entre Senador Canedo (GO) e São Sebastião (SP) e outro entre Cuiabá (MT) e Paranaguá (PR). por exemplo.BA Lages .SC Vargem Bonita . térmica ou elétrica é classificada como biomassa.ES Guaíba . os processos para a obtenção de energia se caracterizam pela baixa eficiência – ou necessidade de grande volume de matéria-prima para produção de pequenas quantidades. agrícola (soja. Do processamento da madeira no processo de extração da celulose é possível.600 92. No período que vai de 2007 a 2010.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4.000 440 55.000 113.MS Eunápolis .2 . deverão ser investidos R$ 13.3 bilhões na construção de mais de 100 usinas de etanol e biodiesel e outros R$ 4.MG Rio de Janeiro .SP Pindamonhangaba – SP Três Lagoas . com o objetivo de estimular a substituição da gasolina pelo álcool em função da crise do petróleo.

140 120 100 Bilhões de litros 80 60 40 20 0 Outros União Européia Brasil Estados Unidos 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008* 2009* 2010* 2011* 2012* Gráfico 4.2 . 2008. em estatísticas e estudos. Cada uma dá origem a determinado derivado e está em um nível diferente do ponto de vista tecnológico. Já para a biomassa de origem vegetal. No Brasil. A pré-condição para a sua produção é a existência de uma agroindústria forte e com grandes plantações. mas a pirólise também dá origem ao alcatrão e ao ácido piro-lenhoso. fornos (metalurgia) e caldeiras. Quanto às técnicas utilizadas para transformar matéria-prima em energético. tratados como palha. existem várias. em fase quase experimental. sabugo. Por isso. Ela ocorre em fogões (cocção de alimentos). respondeu por 12% do total da oferta interna de energia em 2007.Capítulo 4 | Biomassa Já a produção em larga escala da energia elétrica e dos biocombustíveis está relacionada à biomassa agrícola e à utilização de tecnologias eficientes. O carvão vegetal tem densidade energética duas vezes superior à do material de origem e queima em temperaturas muito mais elevadas. (*) Previsão Fonte: Unica. como matéria-prima para energéticos. sejam elas de soja. o quadro era radicalmente diferente. A biomassa é obtida pelo processamento dos resíduos dessas culturas. superando os 60 milhões de litros em 2007. é possível dele remover os componentes químicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde humana – o que transforma a gaseificação em um processo limpo. Da soja e arroz. com poucas usinas de pequeno porte em operação no mundo. dióxido de carbono e nitrogênio). Apenas nos automóveis tipo flex fuel (que utilizam tanto gasolina quanto etanol) o consumo de etanol mais que dobrou nos últimos sete anos. por meio de reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio. por exemplo. metano. para a geração de vapor. A geração de energia a partir da biomassa animal encontravase. Outra opção é a pirólise ou carbonização – o mais antigo e simples dos processos de conversão de um combustível sólido (normalmente lenha) em outro de melhor qualidade e conteúdo energético (carvão). o bagaço. até a extração do material volátil. como mostra o Gráfico 4. a combustão direta para obtenção do calor. do milho é possível utilizar. milho ou cana-de-açúcar. a palha e o vinhoto. Este processo consiste no aquecimento do material original entre 300 oC e 500 oC. é possível transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono. Na gaseificação. Além disso. hidrogênio. colmo. em função da diversidade e da aceitação de seus derivados pelos consumidores. Na cana-de-açúcar. uma tradicional e importante matériaprima para a produção de energia.Produção mundial de etanol. Há. a madeira tem sido. arroz. Assim. folha e palha. Além disso. Este gás pode ser utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de eletricidade. ao longo dos anos. 68 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . era tratada pela designação genérica de “Outras Fontes” (para detalhes. O principal produto final é o carvão vegetal. ver capítulo 5). na “quase ausência” de ar. os resíduos que permanecem no campo. em 2008.2 abaixo.

apresenta solo e condições climáticas adequadas. quando confrontado com o grau de eficiência das usinas em operação no mundo no ano de 2005. portanto.4 abaixo e as Tabelas 4.7 7. aponta para uma capacidade de geração de 11 mil TWh por ano no longo prazo – ou mais da metade do total de energia elétrica produzida em 2007. A segunda. entre outras matérias-primas de origem vegetal.1 100. a médio prazo.Biomassa | Capítulo 4 Um processo bastante utilizado no tratamento de dejetos orgânicos é a digestão anaeróbica que consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre na ausência do ar. em 2005 Alemanha era a maior produtora de biodiesel e o Brasil. Conforme relata estudo sobre o tema inserido no Plano Nacional de Energia 2030. com menos de 1% de água). da madeira e do switchgrass (variedade de grama). o continente africano e Austrália. soja.5 7. o segundo maior produtor de etanol. Nesse ano. O resíduo sólido do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. Finalmente. Sudeste e Centro-Oeste) e mamona (semi-árido nordestino). o segundo é misturado à gasolina (no Brasil. na proporção de 20% a 22%).4 8. a melhor região do planeta para a produção da biomassa é a faixa tropical e subtropical.6 a seguir. Já na agroindústria. O produto final é o biogás. ambos no hemisfério norte. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. Tabela 4. surgirá e se consolidará um biotrade. a faixa tropical e subtropical do planeta abrange alguns países das Américas Central e do Sul. a produção brasileira já era superada pelos Estados Unidos. que foi de 19. Atualmente. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 69 . Estados Unidos e União Européia. O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e. apenas estatísticas sobre os principais derivados.8 trilhão de toneladas. o biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte).5 8.Produtores de bioenergia em 2005 País TWh 56. os maiores fornecedores potenciais da matéria-prima desses produtos são os países com agroindústria ativa e grandes dimensões de terras cultivadas ou cultiváveis.3 31. a transesterificação é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de potássio). Este volume.89 mil TWh. O Brasil.3 % 30.8 57.3 5. Estes últimos são caracterizados pela existência de áreas desérticas e. Dada a necessidade de escala na produção de resíduos agrícolas para a produção de biocombustíveis e energia elétrica. o mais comum é a fermentação. Os derivados são a glicerina e o biodiesel. de Câncer e o Trópico de Capricórnio. entre o Trópico Estados Unidos Alemanha Brasil Japão Finlândia Reino Unido Canadá Espanha Outros países Total Fonte: WEC.4 13. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyhond Petroleum. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA A quantidade estimada de biomassa existente na Terra é da ordem de 1. composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2). em menor escala o álcool anidro (isto é.2 DISPONIBILIDADE. a biomassa não faz parte das pautas de exportação – embora alguns analistas projetem que.5 e 4.3 13. 2007. No entanto. beterraba e cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras).9 8. De qualquer maneira.4 .0 4. milho. com base principalmente na beterraba. como mostram a Tabela 4. ou comércio internacional de energia renovável.1 4. se os Estados Unidos lideravam a produção de energia elétrica a partir da biomassa. como o Brasil. além da grande quantidade de terra agriculturável.1 183.6 4.4 9.7 4. girassol e amendoim (regiões Sul. não existe um ranking mundial dos maiores produtores de biomassa.3 7. pela qual os açúcares de plantas como batata. são produtores de etanol. nova denominação da British Petroleum). Além disso. pouco propensas à produção agrícola. Assim. porém. Ainda assim. Se o primeiro é usado como combustível puro em motores de combustão interna.9 4. segundo o estudo da Estatistical Review of World Energy. nas transações entre países a comercialização dos biocombustíveis é crescente. O primeiro a partir do milho e do trigo.

20 3.3 na página seguinte. a tarifa aumentaria para 35%.90 0.70 0.40 0.25 0. Antes da Rodada de Doha. uma vez que as atuais exportações para a União Européia atingem 900 milhões de toneladas por ano.28 0. Indonésia e Malásia.39 0. Apesar de a Alemanha ser o maior produtor mundial de biodiesel. O Itamaraty considerou a proposta insuficiente.83 0.5 .95 0. apesar das tarifas de 45%.00 16. segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008.46 0.66 2006 17.00 18. De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).35 0.58 45.27 0.10 13. a biomassa só foi superada pela hidreletricidade.40 3.23 41. ela foi responsável pela oferta de 18 TWh (terawatts-hora). como foco.23 37.30 0.35 0.85 1. ao corresponder a 3.25 0. principalmente por Estados Unidos e da União Européia. Assim.95 4. nos últimos anos.28 0.63 2005 16.77 0.681 775 857 600 826 203 150 134 89 224 81 445 430 7.75 0. 2004 15. a regulamentação e a análise das barreiras comerciais e tarifárias já impostas. 27 por 70 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . obteve a segunda posição na matriz da eletricidade nacional.40 3. a União Européia não tem conseguido.495 Por isso e por ser um fenômeno iniciado há poucos anos.75 0.35 0. 2007. atingir as metas de expansão da oferta interna.80 1. em julho de 2008. Argentina. Na relação das fontes internas. Tabela 4.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL A utilização da biomassa como fonte de energia elétrica tem sido crescente no Brasil.39 0. negociações bilaterais e multilaterais que têm. Do total de usinas relacionadas.43 0.694 2006 2. da Organização Mundial do Comércio. essa comercialização exige.016 2005 1. 2004 1.65 1. Uma proposta feita ao Brasil para as exportações à União Européia até 2020 foi a quota de até 1.75 0.30 0.Capítulo 4 | Biomassa Tabela 4.Produtores de etanol (hm3) País Brasil Estados Unidos China Índia França Rússia Alemanha África do Sul Espanha Reino Unido Tailândia Ucrânia Canadá Total Fonte: WEC.27 0. que correspondem a um total de 5.91 0.4% (incluindo importação). Brasil e Estados Unidos também haviam iniciado conversações bilaterais para tentar regulamentar o comércio internacional do produto.3 milhão de toneladas por ano com tarifa de importação de 10%. em novembro de 2008 existem 302 termelétricas movidas a biomassa no país.7 mil MW (megawatts) instalados. 13 são abastecidas por licor negro (resíduo da celulose) com potência total de 944 MW.7% da oferta total de energia elétrica. Este volume foi 21% superior ao de 2006 e. com participação de 85. Quanto ao etanol. como mostra o Gráfico 4. foi um dos focos da negociação da última Rodada de Doha. principalmente em sistemas de cogeração (pela qual é possível obter energia térmica e elétrica) dos setores industrial e de serviços.669 492 396 260 250 133 100 85 78 73 71 51 36 3. Para volumes superiores a este limite.42 0.035 348 320 83 60 57 15 13 70 9 6 2.75 0. Em 2007.6 .Produtores de biodiesel (mil toneladas) País Alemanha França Itália Malásia Estados Unidos República Tcheca Polônia Áustria Eslováquia Espanha Dinamarca Reino Unido Outros países (União Européia) Total Fonte: WEC. também. 2007. transformou-se em importadora do produto proveniente de países como Brasil.

e é estimado em 609. foi a segunda principal fonte primária de energia do país: como mostra a Tabela 4. De acordo com estimativas da Unica (União da Indústria de Canade-Açúcar de São Paulo). estimulada pelo consumo crescente de etanol. diante de uma produção total de 33 milhões de tep. 2008. Na seqüência estão Paraná (65. um aumento de 14. mas também porque a safra coincide com o período de estiagem na região Sudeste/Centro-Oeste. madeira (232 MW). A evolução da regulamentação. da legislação e dos programas oficiais também estimulam os empreendimentos. três por biogás (45 MW).3 . inclusive. onde está concentrada a maior potência instalada em hidrelétricas do país. considerando-se tanto o potencial energético da palha e do bagaço quanto a estimativa de produção da cana. A eletricidade fornecida neste período auxilia. a preservação dos níveis dos reservatórios das UHEs.400 MW médios (ou produção média de MWh ao longo de um ano). A iniciativa pode viabilizar a instalação de até 5 mil MW pelo setor sucro-alcooleiro.Biomassa | Capítulo 4 100 90 80 70 Participação % 60 50 40 30 20 10 0 Hidráulica e importação 3. conforme o Anexo. em 2020 a eletricidade produzida pelo setor poderá representar 15% da matriz brasileira. como o Mato Grosso.8 Derivados de petróleo 2. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 71 . Em 2008. Fonte: MME. Vários fatores contribuem para o cenário de expansão. Em 2007. acordo fechado entre a Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo. A cana-de-açúcar é um recurso com grande potencial. a Unica e a Associação Paulista de Cogeração de Energia. o maior potencial de produção de eletricidade encontra-se na região Sudeste. dentre as fontes de biomassa. para geração de eletricidade existente no país.4 Carvão mineral 0.9 Gás industrial 85. por meio da utilização do bagaço e da palha. o que abre espaço para a conexão principalmente das termelétricas localizadas em usinas de açúcar e álcool mais distantes dos centros de consumo. quatro por casca de arroz (21 MW) e 252 por bagaço de cana (4 mil MW). Um deles é o volume já produzido e o potencial de aumento da produção da cana-de-açúcar.7 Biomassa 3. particularmente no Estado de São Paulo.4 milhões de GJ anuais) e Minas Gerais ( 63. A participação é importante não só para a diversificação da matriz elétrica. os derivados da cana-de-açúcar responderam pela produção de 37. Uma das características desses empreendimentos é o pequeno porte com potência instalada de até 60 MW. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030.8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep).4 milhões de gigajoules (GJ) por ano.2 Gás natural 2.2 milhões de GJ anuais). novas condições de acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN) foram definidas pela Aneel. portanto. e atingir 1 bilhão de toneladas. que deverá dobrar em relação a 2008. estabelece condições que facilitam o acesso à rede de transmissão paulista e a obtenção do licenciamento ambiental estadual.7% em relação a 2006. com a produção de 14. Além disso.Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007.1 na página seguinte).4 Gráfico 4. a transmissora Isa Cteep. o que favorece a instalação nas proximidades dos centros de consumo e suprimento (Mapa 4.7 a seguir.6 Nuclear 1.

000 50.000 a 500.000 a 100.Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008.726 Tipo de combustível Bagaço de Cana-de-açúcar Biogás Carvão Vegetal Casca de Arroz Licor Negro Resíduo de madeira Escala Gráfica: 0 250 500 km N O S L Fonte: Aneel. 72 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 2008.000 500.936.3ª EDIÇÃO MAPA 4.000 a 2.1 .Capítulo 4 | Biomassa 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF MG 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo Argentina 30º S SC RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência por Estado (kW) Até 50.000 100.000 a 200. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .000 200.

até 2012. a possibilidade de outros 211 projetos. com investimentos de US$ 17 bilhões.8 12. cinco são movidos a biomassa e. o uso dos resíduos para produção de eletricidade beneficia os aspectos ambientais da fase de colheita.628 37. Existe. pela ocorrência de incêndios de grandes proporções nas áreas adjacentes.6 14.537 28. A utilização da biomassa. O método tradicional é a colheita manual acompanhada da queima da palha (as conhecidas queimadas) que. briquetes e licor negro para uso industrial. florestas energéticas podem ser cultivadas exclusivamente com a finalidade de produzir lenha.199 14. serem consumados.102 89. casca de arroz e biogás.4 45.9 14. base dos processos biológicos que preservam a vida das plantas e produtora da energia química que se converterá em outras formas de energia ou em produtos energéticos como carvão vegetal. 4. também.344 Em novembro de 2008.9 12. 2008. Projetos florestais de implantação e manejo podem ser caracterizados e formatados.1) e às técnicas de manejo da matéria-prima.656 35. com construção ainda não iniciada. que prescinde das queimadas.667 101. Se utilizada para produção de energia pelos meios tradicionais.999 6.Oferta interna de energia no Brasil mil tep Especificação 2006 Não-renovável Petróleo e derivados Gás natural Carvão mineral e derivados Urânio (U3O8) e derivados Renovável Hidráulica e eletricidade Lenha e carvão vegetal Derivados da cana-de-açúcar Outras renováveis Total Fonte: MME. a biomassa se apresenta como fonte energética de baixa eficiência e alto potencial de emissão de gases.1 37.589 32. se constitui em fator de risco para a saúde humana – sendo responsável. etanol.7 5.0 1. por exemplo. principal agente do efeito estufa).545 21. Mas. carvão vegetal.9 0.8 7.0 1.7 13. As demais serão abastecidas por madeira. dos 19 empreendimentos termelétricos em construção relacionados no BIG da Aneel. Essa energia é responsável pela fotossíntese. sendo que quase metade (30) a cana-de-açúcar. várias usinas têm optado pela colheita mecânica.1 -9. No caso das plantações de cana-de-açúcar.2 100. Mas.309 109.0 2007 54.8 9. o manejo adequado da plantação – permitido pelo uso de técnicas da engenharia florestal – permite a retirada planejada de árvores adultas e respectiva reposição de mudas. gases combustíveis e óleos vegetais combustíveis.847 7.0 37.505 28. um a bagaço de cana-de-açúcar. inclusive.676 238.754 226.7 4. para as 163 unidades já outorgadas. inclusive. também. contribui para a contenção do aquecimento global. como Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). A Unica prevê que. Portanto.6 3. a liberação de oxigênio e a captura de dióxido de carbono (CO2.Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4. 55 serão movidas a biomassa. destes. com vistas ao aumento de produtividade. A fotossíntese permite.0 15. tradicionalmente é associada ao desmatamento. No entanto. 86 unidades sejam construídas.0 124.3 6. Assim.5 2006 55. Neste caso.9 3. sua aplicação moderna e sustentável está diretamente relacionada ao desenvolvimento de tecnologias de produção da energia (ver tópico 4. o que aumenta a capacidade do seqüestro de CO2.3 2.537 3.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO A biomassa pode ser considerada como uma forma indireta de energia solar. carvão vegetal.1 14. além de produzir a emissão de grandes volumes de CO2.6 45.6 5. anunciados em 2006.239 22.716 13. como cocção e combustão. Estrutura % 07/06 % 2007 129. licor negro. entre outros.0 100.880 33.758 3. Na utilização sustentável do bagaço da cana para a produção de eletricidade por meio Atlas de Energia Elétrica do Brasil 73 .2 6. o que elevaria o valor total do investimento previsto para US$ 35 bilhões.4 9.464 85.7 .356 3.0 14.6 6.

Do ponto de vista social. pois as emissões resultantes da atividade são absorvidas e fixadas pela planta durante o seu crescimento. cerca de um milhão de pessoas.bp.com. Embora a maior parte da mão-de-obra exigida não seja qualificada.8 mil litros de etanol por hectare plantado.com. a necessidade de crescimento de áreas plantadas. Estas variáveis têm sido contornadas por técnicas e processos que aumentam a produtividade da biomassa reduzindo.br BP Global – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.org. ela promove um ciclo virtuoso nas regiões da produção agrícola. Ainda segundo relata o Plano Nacional de Energia 2030.br Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – disponível em www. a geração de empregos diretos e indiretos tem sido reconhecida como um dos principais benefícios da biomassa.com.br Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen-SP) – disponível em www. A lenha. é um recurso energético de grande importância social para algumas regiões do Brasil.cogensp. geração de novas atividades econômicas. A cana-de-açúcar é uma das culturas que mais gera emprego por área cultivada. diretamente.abiove. aneel.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. inclusão social.Capítulo 4 | Biomassa Pesquisador na unidade piloto de biodiesel. o setor agroindustrial da cana-de-açúçar tem importância relevante na geração de empregos ao absorver.epe. portanto. de usinas termelétricas. corte e coleta da lenha. Os principais aspectos negativos são a interferência no tipo natural do solo e a possibilidade da formação de monoculturas em grande extensão de terras – o que competiria com a produção de alimentos.1 mil litros por hectare. Apenas como exemplo.iea.br Agência Nacional de Petróleo. promoção do desenvolvimento regional e redução do êxodo rural. gov. como o Rio Grande do Norte. dos quais 80% na área agrícola.gov. unica.anp. a relação é 3.gov. aliás.br World Energy Council (WEC) – disponível em www. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. por exemplo. o balanço de emissões de CO2 é praticamente nulo. segundo dados da Unica. Fonte: Petrobras.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.gov.org 74 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. cata. fortalecimento da indústria local. Nos Estados Unidos. pelo grande número de pessoas diretamente envolvidas no processo de desbaste.worldenergy.mme. no Brasil é possível produzir 6. caracterizado pelo aumento dos níveis de consumo e qualidade de vida.br União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) – disponível em www. para obtenção do etanol a partir do milho.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Outras Fontes Atlas de Energia Elétrica do Brasil 75 5 .

3 milhões destes consumidores. reduzem as emissões – de dióxido de carbono (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera. como Finlândia. Canadá. A entidade informa. participação da iniciativa privada. Entre eles. Favorece. Austrália e Japão. Além disso. Essa movimentação foi estimulada por uma combinação de fatores. É considerada “limpa” porque destrói termicamente os gases poluentes produzidos no processo. o país abrigava cerca de 2. Na maioria dos países analisados pela REN21. em outras palavras. Os compradores dos certificados são as companhias situadas nos países desenvolvidos que podem utilizar os créditos adquiridos para diminuir os compromissos de redução das emissões. Estes certificados comprovam que o projeto foi desenvolvido de maneira sustentável e que permite a captura de CO2. Representa menos que 5% das vendas totais. apenas vapor de água e CO2. é o Chicago Climate Exchange (Bolsa do Clima de Chicago). Bobina a vapor Tarrafa Dejetos orgânicos Filtro de gás Água O gás é convertido para produtos líquidos ou usado como combustível alternativo em motores. para a comercialização de um terço da produção. a participação da energia verde no mercado total de eletricidade é pouco significativa. utiliza como matéria-prima a biomassa em substituição aos combustíveis fósseis. Suécia. em parte em função dos altos impostos aplicados à eletricidade produzida a partir de fontes fósseis e em parte devido às isenções tarifárias especiais aplicadas à energia verde e divulgadas por meio de campanhas publicitárias. o chamado “mercado da energia verde” está em expansão em vários países europeus. a usina obtém eletricidade a partir da incineração do lixo urbano. O setor elétrico pode participar do mercado de MDL com usinas movimentadas por fontes renováveis e alternativas. porém. Suíça e Reino Unido. Estados Unidos. em 2007 havia mais de 4 milhões de consumidores da energia produzida por usinas verdes na Europa. liberando na atmosfera. A Holanda é o país que registra maior número destes consumidores. também chamado mercado verde. caldeiras ou turbinas Sistema de geração Desvolatização Caldeira Gás reciclado Produtos líquidos Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do biogás 76 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . os projetos implantados de “energia verde” podem participar como vendedores de certificados de crédito de carbono no mercado internacional de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). e a negociação voluntária de certificados de energia renovável. a implementação de usinas abastecidas por fontes renováveis que permitem a “captura” – ou. que os três principais veículos para aquisição da energia verde são: programas especiais de precificação. portanto. mesmo em países em que o mercado é desregulamentado para os clientes atendidos em baixa tensão. A potência é de 0. a existência de um mercado livre (desregulamentado). é vendedor de créditos de carbono no mercado internacional.Capítulo 5 | Outras fontes Box 5 A energia verde Constituído no final dos anos 90. entre 2006 e 2007. projetos desenvolvidos pelas companhias de energia e aquisição compulsória de parte da produção por órgãos públicos. com programas de eficiência e conservação de energia e projetos de reflorestamento.7 MW. e em operação desde 2004. localizada na Ilha do Fundão. A Usina Verde recebe diariamente 30 toneladas de resíduos sólidos pré-tratados provenientes de aterro sanitário. no Rio de Janeiro. uma tonelada de CO2 corresponde a um crédito de carbono. Estimativas apontam que. ainda. Um exemplo de mercado voluntário de créditos de carbono. O projeto piloto da Usina Verde. sem causar danos ambientais. Alemanha. Nos países em desenvolvimento. Construída pela iniciativa privada com parte da tecnologia desenvolvida pela Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). como o Brasil. as permissões para emissões por parte das diferentes indústrias podem ser livremente negociadas entre elas. programas oficiais de governo. Nos países da União Européia. O calor proporcionado pela incineração da matéria orgânica é aproveitado para a geração térmica de eletricidade. Segundo a Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21). Por convenção. ou MDL. Ele é resultado do compromisso para redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) assumidos pelas nações desenvolvidas na assinatura do Protocolo de Kyoto e ratificadas pelo Tratado em 2005.

também podem operar como fontes complementares a grandes usinas hidrelétricas. como carvão e petróleo. particularmente. segundo a Key World Energy Statistics da International Energy Agency (IEA). portanto. que registrou expansão de 589% no período. edição de 2008. portanto. período em que se acentuaram as preocupações com a degeneração do meio ambiente. geotérmica (calor existente no interior da Terra). de 1973 a 2006. ao reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. No grupo chamado “Outras Fontes” estão abrigados o vento (energia eólica). Além disso. corretas do ponto de vista ambiental.Outras fontes | Capítulo 5 Outras Fontes 5. termo que começa a cair em desuso) que. que a evolução do parque instalado tenha se concentrado na década de 90 e. cujos principais potenciais já foram quase integralmente aproveitados nos países desenvolvidos (ver capítulo 3). iniciados já há alguns anos. Não é coincidência. mar. aumentou em 500% a sua participação na matriz energética mundial. sol (energia solar).XCHNG (www.sxc. lixo e dejetos animais. cuja utilização é responsável pela emissão de grande parte dos gases que provocam o efeito estufa. mas também a “limpeza” da matriz energética local. Fonte: Stock.1 INFORMAÇÕES GERAIS Em 2008. nos primeiros anos do século XXI. Mas.hu). em boa parte deles. com a volatilidade dos preços do petróleo e com o esgotamento 5 Placa coletora de energia solar. esgoto. elas têm o fato de serem renováveis e. Permitem não só a diversificação. muitos países – inclusive o Brasil – mantinham programas oficiais para expansão das chamadas fontes renováveis de energia. Em comum. as pesquisas e aplicações acabaram por beneficiar o grupo chamado “Outras Fontes” (ou “fontes alternativas”. Uma variação que só foi superada pelo parque nuclear. entre outros. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 77 . Assim. as duas principais fontes – aproveitamentos hídricos e a biomassa – não apresentavam significativo potencial de expansão.

2008. como mostra a Tabela 5. embora a biomassa seja considerada uma fonte primária importante no mundo (principalmente pelo uso da lenha em países subdesenvolvidos). a presença foi ainda menor: de 0.Oferta primária de energia em 1973 e 2006 1973 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Biomassa Hidráulica Outras Renováveis Total Fonte: IEA. Entre 2002 e 2006. 2008.00 2.097.93 2. Em 2006. ainda segundo a IEA. conforme o Gráfico 5.30 70.0 Mtep 4.80 16.498.4 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). extraído do estudo Renewables 2007 – Global Status Report.01 1.801.1 2.0 . TWh 1.819.1 24. apesar do crescimento verificado.19 110.7 bilhões de tep em 2006.66 2.038.0 20. diante do total de 11.90 3.45 11. produzido pela Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21). o conjunto composto por solar. 78 Atlas de Energia Elétrica do Brasil % Tabela 5.12 6.741.9 10.30 3.028. a capacidade instalada das principais fontes enquadradas na categoria “Outras” aumentou entre 20% e 60%.6 100.115.80 435.052.804. na produção de energia elétrica é classificada como “Outras Fontes”.00 20.0 0. geotérmica. Mas. eólica.761. Fonte: REN21.00 46.94 7.2 10.00 % 34.1% em 1973 passou a 0. combustíveis renováveis e lixo produziu apenas 435 TWh (terawatts-hora) de uma oferta total de 18.1 a seguir.39 18.4 26.2 .94 1. conforme a Tabela 5. Tabela 5.6 1.80 41.04 648.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável.8 0. essas fontes têm participação pouco expressiva na matriz elétrica mundial.1 .5 6.10 14. em colaboração com o Worldwatch Institute.64 3.07 6.30 100.17 978.930 TWh.2 0.930 2006 Mtep 2.1 abaixo.91 727. PV Solar conectados à rede Biodiesel (produção anual) Energia eólica Calor geotérmico PV Solar desconectados da rede Aquecimento solar de água Etanol (produção anual) Pequenas hidrelétricas Grandes hidrelétricas Energia da biomassa Energia geotérmica Calor da biomassa 0 10 20 30 40 50 60 70 Gráfico 5. É importante observar que.1 100.00 5.406.185.6% em 2006 – ou 70. 2008.5 16.84 258.Capítulo 5 | Outras fontes das reservas conhecidas dos combustíveis fósseis. Se considerada a matriz energética total.40 55.Produção de energia elétrica no mundo em 2006 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Hidráulica Outras Fontes Renováveis Total Fonte: IEA.2 logo em seguida.

Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Potência (MW) 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Crescimento total Fonte: WWEA. também. Do total de potência instalada.438. das quais constavam condições especiais para a venda da energia produzida para as companhias de eletricidade. empresa constituída pelo Governo Federal em 1962 para investir na expansão do sistema elétrico nacional. definiram metas para a expansão da energia eólica.8 25.2 mil MW seriam correspondentes a 63 PCHs (pequenas centras hidrelétricas).4 23.7 31. O Brasil. Em outubro de 2008. Para a segunda fase do programa.290 47. o mais ativo da história da produção de energia elétrica a partir do movimento dos ventos. Neste último caso enquadram-se.3 abaixo. Com capacidade instalada de 2. tanto no Brasil quanto no mercado internacional. A energia produzida pelo Proinfa tem garantia de contratação por 20 anos pela Eletrobrás. as Filipinas detinham a segunda maior participação mundial nesta modalidade energética e só eram superadas pelos Estados Unidos (2.475 9.7 34.6 1.1 26. de abril de 2002.696 18.3 . como é o caso da matriz energética mundial.Outras fontes | Capítulo 5 A pequena produção é a terceira característica comum ao grupo “Outras Fontes”.033 74.3 mil MW.6 26. projetos pilotos ou aplicações muito localizadas a partir de instalações de pequeno porte. passando de 7. desoneração fiscal ou aporte direto de recursos. previa-se a instalação de uma capacidade total de 3. a meta é que as três fontes eleitas tenham participação de 10% na matriz da energia elétrica nacional.5 7.1 21. 19 usinas a biomassa e 7 eólicas. Segundo o Banco de Informações de Geração (BIG). A expectativa. em novembro de 2008.663 13.849 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 79 . como mostra o Anexo. que se confirmou. estão em operação no país 17 usinas eólicas. Tabela 5. com base na Lei no 10. da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). em 2008. 5. 320 PCHs. estão em operação comercial 34 PCHs. as Filipinas.320 31. segundo levantamento sobre fontes renováveis constante do estudo Statistical Review of World Energy publicado em junho de 2008 pela Beyond Petroleum (nova denominação da companhia British Petroleum). Crescimento (%) 29.8 mil MW. Para a primeira fase do programa.5 mil para 93. por exemplo. implantou o Proinfa.155% entre 1997 e 2007. O volume inferior ao inicialmente estimado fez com que o governo anunciasse. este capítulo apresenta o estágio de implantação de cada uma das principais integrantes do grupo chamado “Outras Fontes”. revisão do programa de forma a estimular o aumento dos investimentos.8 28. Este comportamento ocorre porque a tecnologia desenvolvida ainda não apresenta custos compatíveis com a implantação em escala comercial.693 59. países como Alemanha.2 ENERGIA EÓLICA A capacidade instalada mundial da energia eólica aumentou 1.153 93.9 mil MW). a ser iniciada logo após a conclusão da primeira e encerrada em 2022. a expansão do grupo “Outras Fontes” é fruto. cujos integrantes ainda não têm presença forte o suficiente para justificar a individualização em estatísticas de caráter mais geral. do apoio governamental por meio de programas oficiais que abrangem variáveis como aquisição compulsória por parte das empresas de energia elétrica locais.0 mil MW (megawatts) em 2007. Nos anos 90. como registra a World Wind Energy Association (WWEA) na Tabela 5. Cada um dos integrantes do grupo “Outras Fontes” está. subsídios.155. 1. 1. Além disso. em grande parte. Nas próximas páginas. no entanto. que obtém parcela significativa da energia elétrica local a partir de usinas geotérmicas. em 2003. o ano de 2007 foi.4 mil MW a 54 usinas eólicas e 685 MW a 27 usinas de pequeno porte à base de biomassa. 2008. maior programa nacional para estímulo à produção de energia elétrica por meio das fontes renováveis. do total inicialmente previsto. portanto.3 41. O programa é gerenciado pela Eletrobrás. Em função do custo elevado de produção enquanto a tecnologia ainda não está consolidada. cuja matéria-prima é a biomassa obtida em aterros sanitários (lixões). tarifas especiais. Espanha e Dinamarca. que teve início no final do século XIX. por exemplo.039 24.164 39. um empreendimento fotovoltaico e três usinas termelétricas abastecidas por biogás. era que a tendência se mantivesse em 2008. em fase de pesquisa.

3 3.Capítulo 5 | Outras fontes Os grandes argumentos favoráveis à fonte eólica são.3 0.00 por MWh.10 7. perenidade. Alemanha e França. 80 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .00 247. que atingiu um total de 16. Apenas como exemplo.125. era de cerca de R$ 230. Estados Unidos e Espanha que. com 26.818.4% do total. possuem projetos de vigorosa expansão do parque eólico no médio prazo.0 Alemanha Estados Unidos Espanha Índia China Dinamarca Itália França Reino Unido o o 4o 5o 6 7 8 o o o 9o 10 Portugal Brasil Total 25 Fonte: WWEA. juntos. Nesse ano.00 2. O segundo lugar ficou com Estados Unidos (18% de participação). Este ranking é liderado pelos Estados Unidos.912. graças ao salto de 45% verificado entre 2006 e 2007 na capacidade instalada local.455. com capacidade total de 22 mil MW. ainda é elevado na comparação com outras fontes.8%). concentravam.00 3.5 2. Europa. quase 60% da capacidade instalada total.9 2. O principal argumento contrário é o custo que.850.00 2.9 16. Na seqüência aparecem Índia.145.00 por MWh. pela ordem. além da renovabilidade. embora seja decrescente.726.00 5.8 mil MW. enquanto o custo da energia hidrelétrica estava em torno dos R$ 100.1 8.10 2. em 2008.40 16. O estudo da WWEA também aponta o conjunto de 10 países com maior expansão em 2007 e que.3 100. para 2010. em 2007 houve a instalação de aproximadamente 20 mil MW de geração eólica em todo o mundo.247.4 .849.3 2.4 abaixo. quase o dobro da atual. As regiões que mais têm se destacado no setor são. os maiores produtores foram Alemanha.Potência instalada em 2007 País 1o 2 3 o o Potência (MW) 22. O maior parque estava na Alemanha que. uma potência mundial instalada de 170 mil MW.7 17. no Brasil. como mostra a Tabela 5.7% do total mundial.10 93.389.1% de participação.10 % em relação ao total 23.6 2. em 2007.8%) e China (16. Além disso.4 6.80 15. 2008. grande disponibilidade. vários países. Esse movimento faz com que a WWEA projete. imediatamente seguidos pela Espanha (17. Tabela 5. independência de importações e custo zero para obtenção de suprimento (ao contrário do que ocorre com as fontes fósseis). juntos. Segundo o estudo da WWEA. correspondia a 23. considerando-se também os impostos embutidos. cuja matriz é muito concentrada em combustíveis fósseis e com poucos aproveitamentos hídricos ainda inexplorados. América do Norte e Ásia.00 2.130. Aerogeradores. Fonte: Eletrobrás. Na seqüência veio Espanha com 16. agregaram mais 19 mil MW de potência instalada ao total mundial.

Finalmente.8 GW 26. vegetação e interações térmicas entre a superfície da terra e a atmosfera.0 GW 144. direção e velocidade do vento relacionam-se a aspectos geográficos naturais como relevo. portanto. Ainda assim.9 TWh/ano 22. a obtenção da energia eólica também pressupõe a existência de condições naturais específicas e favoráveis. que produz a eletricidade. em uma única turbina. visto que desde a Antigüidade dá origem à energia mecânica utilizada na movimentação dos barcos e em atividades econômicas básicas como bombeamento de água e moagem de grãos. por restrições socioambientais. de 5 mil kW. e Sul (22. o de Osório. 12. é possível operar as usinas eólicas em sistema complementar com as usinas hidrelétricas. A geração eólica ocorre pelo contato do vento com as pás do cata-vento. estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico de 2001 (último estudo realizado a respeito) apontam para um potencial de geração de energia eólica de 143 mil MW no Brasil. a exemplo do que ocorre com outras fontes.1 GW 5. a densidade do ar. De acordo com o BIG. No entanto. Assim. Potencial e produção de energia eólica no Brasil O Brasil é favorecido em termos de ventos. o vento é utilizado principalmente para produzir energia mecânica utilizada no bombeamento de água na irrigação. de forma a preservar a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas. Sudeste. Além disso. embora. com 150 MW de potência.1 – Potencial eólico brasileiro.1 abaixo mostra que as regiões com maior potencial medido são Nordeste. o que acarretava uma potência média de 50 kW (quilowatts). Mas. A Figura 5. volume superior à potência instalada total no país. 50 mil TWh por ano correspondem a mais de 250% da produção mundial total de energia elétrica em 2007. particularmente no Vale do Jequitinhonha (29. mas estimativas apontam que o potencial eólico bruto no planeta seja da ordem de 500 mil TWh (terawatts-hora) por ano. essas pás dão origem à energia mecânica que aciona o rotor do aerogerador.8 GW).8 GW 41. basicamente. esses diâmetros chegam a superar 100 metros.7 GW). Em 1985. por exemplo. o potencial de energia elétrica a ser produzida – está diretamente relacionada à densidade do ar. que se caracterizam por uma presença duas vezes superior à média mundial e pela volatilidade de 5% (oscilação da velocidade). inicialmente de 10 metros aproximadamente. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 81 . Não existem informações precisas sobre o período em que ela começou a ser aplicada.4 TWh/ano 75. da Aneel. o que permite a obtenção. portanto. região em que está instalado o maior parque eólico do país. Sua operação permitiria. Ao girar. 2007. de 105 mil MW em novembro de 2008. Além disso a altura das torres. no Rio Grande do Sul. elementos integrantes da usina. Não existem estudos precisos a este respeito.9 mil TWh. como a hidráulica. aquela obtida da energia cinética (do movimento) gerada pela migração das massas de ar provocada pelas diferenças de temperatura existentes na superfície do planeta. à área coberta pela rotação das pás e à velocidade do vento.Outras fontes | Capítulo 5 O que é energia eólica A energia eólica é. a “estocagem” da energia elétrica. o diâmetro das turbinas era de 20 metros.7 GW 54. apenas 10% sejam tecnicamente aproveitáveis. Hoje. principalmente no litoral (75 GW). A evolução da tecnologia permitiu o desenvolvimento de equipamentos mais potentes. o que dá maior previsibilidade ao volume a ser produzido. Fonte: EPE. A quantidade de energia mecânica transferida – e. hoje supera os 50 metros.4 TWh/ano 29. a intensidade. como a velocidade costuma ser maior em períodos de estiagem.1 TWh/ano Figura 5. A avaliação destas condições – ou do potencial eólico de determinada região – requer trabalhos sistemáticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime dos ventos.3 TWh/ano 3. que foi de 18. no país.

por exemplo. Os projetos construídos anteriormente foram. ao mesmo tempo em que anunciava. A de Redonda. Em 2007. no segundo semestre de 2008 o Ministério de Minas e Energia anunciava a intenção de rever as regras do Proinfa para solucionar o impasse. a Central Eólica de Prainha tem capacidade para 10 MW. rotor de 17 metros de diâmetro e torre de 23 metros de altura. como mostra a Tabela 5. Para se ter uma idéia. Até a construção das três plantas de Osório. Na Paraíba. Este quadro é resultado tanto da forma como esses parques se desenvolveram quanto da adesão do país à tendência de expansão das eólicas. porém sem que as obras tivessem sido iniciadas. Eram centrais como estas que. no entanto. juntos. O que funcionou como trava à expansão foi. Em 2007.9%. em 2003. possuem. Em 2007.5. situada no Alentejo. Logo a seguir. Também no Ceará. individualmente. Alemanha. O Gráfico 5. Sangradouro e dos Índios. Assim como ocorreu no segmento da energia eólica. a central é constituída por quatro turbinas de 250 kW. as potências previstas por algumas centrais já eram bastante superiores àquelas verificadas nos parques construídos nos anos 90.000% entre 1996 e 2006. de 22 MW. em 2007. também. Todos são países com programas fortes de diversificação e simultânea “limpeza” da matriz energética local. Esse total era 11 vezes inferior aos 273 MW registrados em 2008. todos de pequeno porte e experimentais. tem potência prevista de 300 MW. segundo os dados do Balanço Energético Nacional.possuía gerador com potência de 75 kW.2 na página seguinte mostra a evolução da potência solar instalada no mundo de 1992 a 2007 para produção de eletricidade. a partir da instalação de 20 turbinas de 500 kW. a potência.em 1992. com 49% da potência total instalada. a realização de leilões da energia a ser produzida pelos futuros empreendimentos eólicos – instrumento que funciona como sinalizador ao investidor. também. Japão. Além deles. os projetos já implementados para produção de eletricidade a partir da energia solar ainda são restritos e destinados a abastecer localidades isoladas – embora. no Arquipélago de Fernando de Noronha . 70 metros de diâmetro e 100 de altura. outros 50. a oferta interna de energia eólica aumentou de 236 GWh para 559 GWh. a exigência do Proinfa para que os projetos inseridos no programa tivessem índice de nacionalização de 60%. ela corresponde a pouco mais de 50% da capacidade instalada da usina hidrelétrica de Itaipu. também no Ceará. em novembro de 2008. Os Parques Eólicos Osório. uma variação de 136. À época. da IEA. a potência total instalada atingiu 7. Com capacidade nominal de 1 MW. no entanto. há a participação relativa dos países. também na energia solar a Alemanha é a maior produtora. compunham a potência eólica total instalada no país. 5. são 13 turbinas de 800 kW e potência de 10. este quadro esteja se alterando. o que significa que o crescimento verificado nos últimos cinco anos ocorreu a uma taxa média anual de 65%. No geral. entrou em operação a Central Solar Fotovoltaica de Serpa. com potência total de 463 MW. ela aumentou mais de 2. todos os projetos implementados foram de pequeno porte. o BIG da Aneel registrava a existência de 22 projetos em construção a partir da energia eólica. por permitir a contratação presente da energia que será produzida. conforme estudo do Photovoltaic Power Systems Programme.8 mil MW. a alta dependência das importações de equipamentos para montagem das unidades e. em construção no Ceará.Capítulo 5 | Outras fontes as 17 usinas eólicas em operação em novembro de 2008 apresentavam capacidade instalada de 273 MW. que compõem o empreendimento de Osório. Além disso. 25 turbinas com potência de 2 MW (o que totaliza a potência de 50 MW por parque). Além disso. 84% da capacidade mundial. nos projetos de expansão da fonte.200 kW. tem sido crescente o interesse pelas usinas. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). e Espanha concentraram. Tanto em um quanto em outro grupo. em conseqüência. por exemplo. em Portugal. foi a maior 82 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Além disso. No entanto. em 1994.3 ENERGIA SOLAR Assim como ocorre com as demais participantes do grupo “Outras Fontes”.4 mil MW. De qualquer maneira. para 2009. terá potência instalada de 104 MW. estavam registrados como outorgados. de 14 mil MW. nos últimos anos. Outro caso é a Central Eólica Experimental no Morro do Carmelinho. A usina de Praia Formosa. Ainda assim. a participação da energia solar é pouco expressiva na matriz mundial. em exceção. com potência total de 2. A primeira turbina eólica instalada no país . tem rotor de 29 metros de diâmetro e torre de 30 metros de altura. e apenas outorgada. não foi só o número de unidades que aumentou mas. De certa forma eles se constituem. instalada na cidade de Gouveia (MG). de um lado. conforme pode ser observado a partir das informações registradas no BIG da Aneel. Estados Unidos. de outro. o seu porte e.

estão previstas unidades bem maiores. Depende da latitude. para aquecimento de O que é a energia solar A energia solar chega à Terra nas formas térmica e luminosa. não atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre. a iniciativa foi acompanhada por países como Índia.000 6.6 8. que vão da indústria. em processos que requerem temperaturas elevadas (por exemplo.000 3. também. Em 2007. projeta a construção de uma central de 154 MW. Outra tendência que se forma é a utilização da energia solar para a obtenção conjunta de calor e eletricidade. Potência (MW) 3. O governo australiano.918. sua irradiação por ano na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo anual de energia do mundo.Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país País 1o 2o 3o 4o 5 o água. Os percentuais exigidos variam de 30% a 70%. secagem de grãos na agricultura) ao residencial. suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações. Essa radiação. a Espanha assumiu postura semelhante e passou a exigir níveis mínimos de energia solar tanto para o aquecimento de água quanto para a geração de eletricidade em novas construções como prédios residenciais. 2007. Mas.5 10.9 830. hotéis e hospitais. também. deverá ser instalada.862.000 5.4 1.0 % em relação ao total 49.000 1. embora não haja nenhuma compulsoriedade. porém. Para o futuro. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética. Segundo o estudo sobre Outras Fontes constante do Plano Nacional de Energia 2030.000 8.4 7.0 120. 2007.000 2. na Califórnia (Estados Unidos). por exemplo.3 24.5 655.2 454. Tabela 5. China e Alemanha. O que tradicionalmente é mais generalizado é o uso da energia solar para obtenção de energia térmica.5 5.000 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Gráfico 5. Esta aplicação destinase a atender setores diversos.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW).7 100 Alemanha Japão Estados Unidos Espanha Itália Outros países Total Fonte: IEA. Coréia. a tendência começa a se disseminar nos grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo.Outras fontes | Capítulo 5 9. nível de consumo e disponibilidade de outras fontes de energia. da estação do ano e de condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do ar. com capacidade instalada de 11 MW. dependendo do clima. unidade do gênero do mundo.000 4.5 .841. em 2006. Segundo a REN21. Fonte: IEA.0 1. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 83 . No Brasil. durante muito tempo Israel foi o único país a exigir uma participação mínima de aquecimento de água a partir da energia solar.000 7. No deserto de Mojave. usina solar com potência de 500 MW.

a tecnologia de geração com maior crescimento no mundo. pelo menos. Finalmente.000 0 Total Conectados à rede Desconectados da rede 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 Gráfico 5. quando os empreendimentos eram destinados.3 abaixo. antes bloqueado. Os equipamentos necessários à produção do calor são chamados de coletores e concentradores – pois. boa parte das unidades construídas têm sido conectadas à rede de distribuição de eletricidade. o resultado será a eletricidade.000 Megawatts 6. Para tanto. transporte e armazenamento e. 84 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .000 2. 12. 2007. é necessário adaptar um material semicondutor (geralmente o silício) para que. ao atendimento em regiões isoladas. Fonte: REN21. o campo elétrico existente permite o estabelecimento do fluxo eletrônico. além de coletar. Se utilizadas células fotovoltaicas (painéis fotovoltaicos). Segundo a REN21. conversão em calor. a maior parte da energia solar manifesta-se sob a forma de luz visível de raios infravermelhos e de raios ultravioleta. à medida que sua aplicação é mais disseminada.4 na página seguinte. São os equipamentos utilizados nessa captação que determinam qual será o tipo de energia a ser obtida. a irradiação solar é convertida em calor que é utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. os sistemas fotovoltaicos conectados à rede continuaram a ser. Para a produção de energia elétrica existem dois sistemas: o heliotérmico e o fotovoltaico. na medida em que é estimulado pela radiação. maior o fluxo de energia elétrica.000 4. a energia solar será transformada em calor.000 10. Este é o princípio de muitos aquecedores solares de água. Para o aproveitamento da energia heliotérmica é necessário um local com alta incidência de irradiação solar direta. O processo completo compreende quatro fases: coleta da irradiação. o custo é menor. a transformação da radiação solar em eletricidade é direta. Este comportamento pode ser observado no Gráfico 5.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. na maioria das vezes. e dá início ao fluxo de energia na forma de corrente contínua. No primeiro. Segundo o Plano Nacional 2030. o que implica em pouca intensidade de nuvens e baixos índices pluviométricos. em 2006 e 2007. todas as células fotovoltaicas têm. Conforme mostra o Gráfico 5. finalmente. um fenômeno diferente do tradicional. Quando a luz do sol atinge o semicondutor na região dessa junção. Já no sistema fotovoltaico. É possível captar essa luz e transformá-la em alguma forma de energia utilizada pelo homem: térmica ou elétrica. permita o fluxo eletrônico (partículas positivas e negativas). como ocorre no semi-árido brasileiro. formando uma junção eletrônica. conversão em eletricidade.000 8. Se for utilizada uma superfície escura para a captação.Capítulo 5 | Outras fontes Ao passar pela atmosfera terrestre. Um sistema fotovoltaico não precisa do brilho do sol para operar. 1995-2007. Ele também pode gerar eletricidade em dias nublados. duas camadas de semicondutores: uma positivamente carregada e outra negativamente carregada. às vezes é necessário concentrar a radiação em um só ponto. Quanto maior a intensidade de luz.

complementa o estudo. o Nordeste possui radiação comparável às melhores regiões do mundo nessa variável. o Brasil é privilegiado em termos de radiação solar. como a cidade de Dongola. da Aneel. trabalho ou quantidade de calor.Outras fontes | Capítulo 5 9. como as regiões Sul e Sudeste.0 6.0 5.22 MJ/m²/dia Figura 5. Fonte: EPE. sendo que as menores variações ocorrem nos meses de maio a julho. não ocorre com outras localidades mais distantes da linha do Equador. no município de Nova Mamoré.0 1. consta apenas uma usina fotovoltaica – Araras. 1 Joule: unidade de energia.0 0 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Gráfico 5.2 ao lado ilustra esta variação. Um MJ equivale a 106 J. 2007. Fonte: IEA. porém. variando de 8 a 18 MJ/m2. onde está concentrada a maior parte da atividade econômica. no deserto do Sudão. O que. O Plano Nacional de Energia 2030 reproduz dados do Atlas Solarimétrico do Brasil e registra que essa radiação varia de 8 a 22 MJ (megajoules)1 por metro quadrado (m2) durante o dia. Tanto que a energia solar não chega a ser citada na relação de fontes que integram o Balanço Energético Nacional. Apesar deste potencial e de o uso de aquecedores solares estar bastante difundido em cidades do interior e na zona rural. Potencial e produção de energia solar no Brasil Assim como ocorre com os ventos.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W). a participação do sol na matriz energética nacional é bastante reduzida. 14 .0 2.0 3. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 85 .0 7.18 MJ/m²/dia 18 . A Figura 6. no Deserto de Mojave.2 – Variação da radiação solar no Brasil.0 4. edição de 2008. Califórnia. Também no Banco de Informações de Geração (BIG).0 8.16 MJ/m²/dia 16 . 2008. e a região de Dagget. Além disso.20 MJ/m²/dia 20 .

respectivamente. dióxido de carbono (CO2). da REN21. Já o estudo Renewables 2007 Global Status Report.645 TJ e o biogás a 520.3% da produção total em 2006 (verificar Tabela 6. geração mundial de eletricidade. nitrogênio (N2 ). a aplicação comercial de usinas a biogás nos últimos anos tem apresentado significativo crescimento nos países em desenvolvimento. que instalou 19 sistemas fotovoltaicos na comunidade de São Francisco de Aiuca. 50. a participação de cada um deles foi de. cuja participação foi de 2. lançado em 2003 pelo Ministério de Minas e Energia. como Estados Unidos. Uma delas. é a combustão direta dos resíduos sólidos.578 terajoules (TJ).Capítulo 5 | Outras fontes no Estado de Rondônia. existem três rotas tecnológicas para a utilização do lixo como energético. sistemas de geração descentralizada com redes isoladas e sistemas de geração individuais.9 TWh. em conseqüência. Na produção de energia elétrica. Neste caso. uma vez que é composto por metano (CH4).48 kW. instalou diversos sistemas fotovoltaicos no Estado da Bahia. Finalmente.1 deste capítulo). também têm utilizado o lixo urbano e industrial para a produção de energia.8 TWh. na cidade de São Paulo. O que existe no país são pesquisas e implantação de projetos pilotos da tecnologia. industriais e agropecuários) e em esgotos. a emissão do biogás. no Amazonas. o biogás também é lançado à atmosfera e passa a contribuir para o aquecimento global. como integrante de projetos de universalização do atendimento focados em comunidades mais pobres e localizadas a grande distância das redes de distribuição. Com o objetivo de levar energia elétrica a uma população superior a 10 milhões de pessoas que residem no interior do país. em 2005 o lixo urbano deu origem a uma produção mundial de 870.4 BIOGÁS Das fontes para produção de energia. o biogás é incluído no grupo “Outras Fontes”. localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamiruá. apesar de pequena. o biogás é uma das mais favoráveis ao meio ambiente. particularmente na China e Índia. Países desenvolvidos. Na matriz da Aterro sanitário Bandeirantes. 13. Segundo o Key World Energy Statistics 2008 da IEA. Um deles é o projeto Sistemas Fotovoltaicos Domiciliares. da Universidade de São Paulo (USP). O Programa Luz para Todos. De acordo com dados da IEA. com potência instalada de 20. Outra é a gaseificação por meio da termoquímica (produção de calor por meio de reações químicas). Na verdade.1% da produção energética mundial em 2006. a terceira (mais utilizada para a produção do biogás) é a reprodução artificial do processo natural em que a ação de microorganismos em um ambiente anaeróbico produz a decomposição da matéria orgânica e. Estes volumes só não foram inferiores ao da energia produzida por outras novas fontes renováveis. A utilização do lixo para produção de energia permite o direcionamento e utilização deste gás e a redução do volume dos dejetos em estado sólido. Fonte: Google Earth. informa que. o industrial a 428. ele contempla o atendimento das demandas do meio rural através de três tipos de iniciativas: extensão da rede das distribuidoras. A expectativa é que a expansão do número de usinas solares ocorra exatamente na zona rural. hidrogênio (H2). Isto porque o biogás é obtido da biomassa contida em dejetos (urbanos. 5. a biomassa e o lixo (urbano e industrial) responderam por 10. Essa biomassa passa naturalmente do estado sólido para o gasoso por meio da ação de microorganismos que decompõem a matéria orgânica em um ambiente anaeróbico (sem ar). O BIG não registra qualquer outro empreendimento fotovoltaico em construção ou já outorgado. com produção de 13 kWh (quilowatts-hora) mensais. Sua aplicação permite a redução dos gases causadores do efeito estufa e contribui com o combate à poluição do solo e dos lençóis freáticos. como solar e dos oceanos.918 TJ. oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S). 86 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .3 TWh e 21. a mais simples e disseminada.

região da Grande São Paulo.6 na página seguinte. Por decisão da Aneel.1% (atingindo 456 MW) e 3. solar. A partir desta água aquecida é produzido o vapor utilizado em usinas termelétricas. respondiam por 60% da capacidade instalada total. que equivale a 270 quilowatts (kW). no esforço para diversificar a matriz. A primeira delas. Esta potência é suficiente para abastecer 60 unidades consumidoras residenciais com consumo mensal médio de 150 kW. é significativo. combustível usado na produção de energia elétrica. por exemplo. Quênia e Islândia procuraram expandir o parque geotérmico. Japão. juntos. havia mais sete empreendimentos outorgados.978 MW) e México (959 MW) que. Outra possibilidade é a utilização de vapor quente seco para movimentar as turbinas. à época. o parque instalado não passou por expansão significativa entre os anos de 2006 e 2007. além de um projeto piloto (ver Box 5) segundo o Banco de Informações de Geração (BIG).6 MW. como eólica.7%. em biogás. Neste caso. com potência instalada de 24.educ. da Aneel. Além dessas.1 MW. com 30 kW de potência. Bahia. o calor existente no interior das rochas para o aquecimento da água. na cidade de São Paulo. Fonte: Adaptado de www. As demais são: São João. Embora conhecida desde 1904 – ano da construção da primeira usina. No Brasil.Reservatório geotérmico de alta temperatura. Filipinas (1. totalizando 109 MW de potência nos Estados de São Paulo. como ilustrado pela Figura 5.3 . mas pode ser encontrada na Itália e no México. a potência instalada máxima dos empreendimentos incluídos no programa será de 300 kVA (quilovolt-ampere). não há nenhuma unidade em operação. Na Austrália recuou 46.7% para 0. Em 2008.Outras fontes | Capítulo 5 No Brasil. forma experimental. biomassa (incluindo biogás). em localidades onde eles não estão presentes. De acordo com os dados sobre energias renováveis constantes do BP Statistical Review of World Energy de 2008. como a maior usina a biogás do mundo. Nos Estados Unidos também há iniciativas neste sentido. 8. em novembro de 2008 existiam três usinas termelétricas de pequeno porte movidas a biogás em operação. Rio de Janeiro.000 Figura 5. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 87 . e Energ Biog. inaugurada em 2003. Filipinas. Apenas na Islândia e Estados Unidos registrou índices de crescimento de. a capacidade mundial total instalada em 2007 era de 9. A potência instalada no campo de gêiseres da Califórnia é de 500 MW. Ao contrário do que ocorreu com outras fontes renováveis.720 MW. O porte dos empreendimentos atuais. porém.30 ºC 100 m Cobertura impermeável 1.ar. a Aneel autorizou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) a implantar projeto-piloto para a compra da energia excedente produzida em pequenas propriedades rurais do Paraná a partir de dejetos de animais. Nos últimos anos. respectivamente. foi anunciada. logo depois destruída por um acidente –. Pernambuco e Santa Catarina. ele permitirá a utilização do material orgânico resultante da criação de suínos. A maior parte desta potência concentrava-se nos Estados Unidos (2.936 MW). como México.500 2. também em aterro sanitário da cidade de São Paulo. evitando o seu lançamento em rios e em reservatórios como o da usina hidrelétrica de Itaipu. Os resíduos serão transformados. como mostra a Tabela 5.3 a seguir. dentro do aterro sanitário Bandeirantes. a evolução deste segmento foi lenta e se caracterizou pela construção de pequeno número de unidades em poucos países. Esta última tecnologia é pouco aplicada. Chamado Programa de Geração Distribuída com Saneamento Ambiental. com capacidade instalada de 20 MW. nem sob a Sonda de exploração Central geotermoelétrica Eletricidade e centros de consumo Profundidade (m) 750 20 . por meio de biodigestores.250 Transmissão de calor Foco de calor ativo 3. 5.5 GEOTÉRMICA A energia geotérmica é aquela obtida pelo calor que existe no interior da Terra. alguns países. na cidade de Barueri. os principais recursos são os gêiseres (fontes de vapor no interior da Terra que apresentam erupções periódicas) e.

720.0 959.000 0 Solar PV Eólica na terra Eólica no mar Onda Maré Gráfico 5.3 5.5 4.5 2. Baseado em estimativas de organismos internacionais.0 537.000 100.2 20. 300. Mas. 2007. 2008. apresenta custos competitivos frente às demais fontes.1 1.0 5.Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) País Estados Unidos Filipinas México Itália Indonésia Japão Islândia Nova Zelândia El Salvador Costa Rica Quênia Total Fonte: BP.5 127.3%.3 8. que tem diversos projetos pilotos. Fonte: EPE. produzido em 2008.0 162. o trabalho informa que não haverá aplicação em escala das tecnologias marítimas para produção de energia no curto e médio prazos.978. A eletricidade pode ser obtida a partir da energia cinética (do movimento) produzida pelo movimento das águas (Figura 5.6 TWh.6 .5 807.0 204.3 9. ondas.936.5 1. segundo o estudo sobre Fontes Alternativas inserido no Plano Nacional de Energia 2030. dos quais 200 TWh seriam aproveitáveis.6 MAR O potencial de geração de energia elétrica a partir do mar inclui o aproveitamento das marés. Um dos países que se destaca nestas pesquisas é Portugal.3 100. Potência (MW) 2. com exceção do aproveitamento da energia potencial em usina maremotriz (contida no movimento das águas).4 na página seguinte) ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa. todas as tecnologias estão em fase de desenvolvimento. a partir de 2025. o total estimado para a energia potencial da maré é de 22 mil TWh por ano.0 9.5 – Projeção da capacidade instalada (MW).7 1.0 434. Em 2008.4 % em relação ao total 30.5 810. a expansão poderá ocorrer de forma acentuada. menos de 0. Nenhuma. Ainda segundo o estudo.Capítulo 5 | Outras fontes Tabela 5. portanto.9 8.5 abaixo. ou 0. energia térmica e gradientes de salinidade.3 456.000 2002-2010 2011-2025 2026-2050 200. eram convertidos em energia elétrica. 88 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . como mostra o Gráfico 5.7 4. Segundo registra a EPE. correntes marítimas.

Canadá. Realizado em parceria com o governo local e financiado pela Eletrobrás e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e O movimento das ondas pressiona o mar movendo a turbina As ondas retornam e sugam o ar.com.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.net World Wind Energy Association (WWEA) – disponível em www. está em fase de implantação de um projeto piloto para geração de energia a partir das ondas no litoral do Ceará. com capacidade de geração de 500 kW (quilowatts). França e Rússia. A Coppe. Fonte: Adaptado de www.mme.gov. Renewables 2007 – Global Status Report. Austrália. Coréia do Sul. estudos realizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam para um potencial de 40 GW (gigawatts).gov. Tecnológico (CNPq). Entre os países com projetos piloto para aproveitamento das marés ou das ondas estão Estados Unidos. por sinal.Outras fontes | Capítulo 5 Os principais locais para aproveitamento das marés são Argentina.gov.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. a proposta é construir uma usina composta por 20 módulos.br REN21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century).treehuger. aneel.br BP Global – disponível em www.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 89 . No Brasil. Estados Unidos e Rússia.4 – Geração de energia em usina maremotriz.iea. Reino Unido. México.ren21. fazendo a turbina se movimentar no sentido contrário Figura 5.bp.epe. Canadá.windea. Índia.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.

Capítulo 5 | Outras fontes Petrobras 90 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural Atlas de Energia Elétrica do Brasil 91 6 .

Exaustor Turbina Gerador Transformador Linha de Gás Natural Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do gás natural 92 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . em elétrica. da disponibilidade de suprimento e das características do consumidor. o grau de eficiência é de 38. o processo de co-geração permite a produção simultânea de energia elétrica. direcionado às turbinas. pelas distribuidoras ou comercializadoras de energia elétrica. Em outras palavras: com a mesma quantidade de gás natural é possível obter maior produção de energia elétrica. A energia térmica. um terceiro é a redução do volume de gases lançados na atmosfera. portanto. inclusive no Brasil. A opção por um ou por outro depende. seria liberado na atmosfera.7%. Embora exija maiores investimentos que aqueles aplicados nas usinas de ciclo simples. transforma-se em mecânica e. No caso do gás natural. Outro é a independência em relação ao suprimento fornecido por terceiros – no caso brasileiro. O resultado é a emissão de gases em alta temperatura. em que os consumidores estão cada vez mais exigentes com relação ao impacto ambiental provocado pelos produtos que adquirem. Assim. A co-geração pode ser realizada com todos os combustíveis usados em usinas termelétricas – por exemplo. o grau de eficiência fica em torno de 50%. Na termelétrica a ciclo combinado. o que pode ser um fator de competitividade no momento atual. os gases são transformados em vapor que. em seguida. Em síntese. óleos. energia térmica e vapor. biomassa e carvão. No ciclo combinado. ainda em alta temperatura. do ar quente ou da refrigeração. No ciclo simples. aumenta a eficiência do processo de geração. O destino dado ao gás natural após esta aplicação determina se o ciclo da termelétrica será simples (ou aberto) ou combinado (fechado). novamente provoca o seu movimento. Finalmente.Capítulo 6 | Gás Natural Box 6 A produção de energia elétrica e a co-geração A aplicação do gás natural na produção de energia elétrica pode ser dividida em duas modalidades. os dois últimos são produzidos a partir do calor gerado na produção da eletricidade por usinas em ciclo simples e que. Nas usinas termelétricas. também. Uma delas é a geração exclusiva da eletricidade. Outra é a co-geração. o calor e o vapor utilizados em processos industriais. da qual se extrai. A tecnologia do ciclo combinado é recente (década de 80) e passa por processo de expansão em todo o mundo. Entrada de ar Reservatório de óleo Compressor câmaras de combustão segundo análise sobre o gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030. que provocam o movimento das turbinas conectadas aos geradores de eletricidade. Este calor é recuperado antes da emissão dos gases e destinado à produção de vapor. Um dos argumentos favoráveis à co-geração é a possibilidade de utilização da energia que naturalmente se perde no processo de geração da eletricidade nas termelétricas. em última instância. se não utilizado. a característica básica de termelétricas a ciclo combinado é a operação conjunta de turbinas movidas a gás e a vapor. além do gás natural. No primeiro caso – o mais tradicional – os gases são resfriados e liberados na atmosfera por meio de uma chaminé. a primeira etapa do processo consiste na mistura de ar comprimido com o gás natural a fim de se obter a combustão.

Apenas como exemplo: entre 1973 e 2007. a produção mundial mais que dobrou. publicado pela International Energy Agency (IEA) em 2008.5% 2.6% 34. Gráfico 6. a partir dos anos 80. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 93 . segundo o estudo Key World Energy Statistics. o consumo entrou em franca expansão e o gás natural transformou-se na fonte de energia de origem fóssil a registrar maior crescimento no mundo. No entanto. nos Estados Unidos.3% 14. pois exigia uma série de procedimentos de segurança que encareciam e complicavam as atividades de prospecção.2 abaixo).2% 10. Ainda assim. Fonte: IEA.1 e 6.1% 0. 6 41% 6. Uma posição que detém até hoje e que deverá manter no médio prazo.2% 20.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006. o gás natural manteve a terceira posição na matriz energética mundial (abaixo de carvão e derivados de petróleo).Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural 6.8% 26% Biomassa Gás Natural Outras Nuclear Petróleo Hidráulica Carvão 20.1 INFORMAÇÕES GERAIS O gás natural transformou-se de sapo em príncipe na matriz energética mundial. No século XX. 2008. sendo superado apenas pelo carvão (Gráficos 6. 2008. era considerado um estorvo ao ser encontrado junto com o petróleo.4% 16% 2. Fonte: IEA. saltou do quarto para o segundo lugar dentre as principais fontes produtoras da energia elétrica.8% Nuclear Carvão Petróleo Gráfico 6.227 bilhões de metros cúbicos (m3) para 3. No século XIX. ao passar de 1.031 bilhões de m3.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006.1% Hidrelétrica Gás Natural Outras 5.

a participação é de 3. Ainda assim. tanto na construção de dutos especiais quanto no processo de produção do GNL (gás natural liquefeito). visto necessitar de elevados investimentos. como mostra o Gráfico 6. 2008 (adaptado).1 a seguir.3 bilhões de m3.5% 1. Este comportamento resultou na intensificação das atividades de prospecção e exploração. 40 35 30 Participação % 25 20 15 10 5 0 Superado por lenha e carvão vegetal. Na produção de energia elétrica. produtos da cana-de-açúcar e petróleo e derivados. essas reservas concentravam-se em poucas regiões.0 14.1% 2.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007. 2008.4 em seguida). quanto mais pulverizadas as reservas. mais próximas dos centros consumidores elas se encontram. mas também a expansão geográfica das reservas provadas (são reservas cujos reservatórios estão em produção ou os fluídos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes). a evolução no mesmo período foi ainda mais expressiva: 5650%. conforme Figura 6.2 bilhões de m3 para 11.6% 3. coloca o gás natural na quinta posição na matriz energética nacional. Historicamente.3%.3 6. energia hidráulica e eletricidade. Até a década de 70.3 abaixo.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007.7 12. 94 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .5% Nuclear Carvão Petróleo Gás Natural Hidráulica Biomassa O interesse pelo gás natural está diretamente relacionado à busca de alternativas ao petróleo e de fontes menos agressivas ao meio ambiente. Fonte: MME. de 9. A nova distribuição geográfica também favoreceu o transporte.3% 2.7 16.5 9. Afinal.1 1. como América do Norte e antiga União Soviética. 4. 36.Capítulo 6 | Gás Natural No Brasil.8% 85. como registra o estudo BP Statistical Review of World Energy 2008. este é o maior entrave à disseminação do energético. Neste caso. particulamente entre os países em desenvolvimento.3%. a participação atual. ao passar de 0. o gás natural fica atrás da hidráulica e biomassa (Gráfico 6. Gráfico 6.2 3.4 Urânio e derivados Petróleo e derivados Produtos da cana-de-açúcar Energia hidráulica e eletricidade Lenha e Carvão vegetal Gás natural Carvão mineral e derivados Outras renováveis Gráfico 6. Fonte: MME. O resultado foi não só o aumento do volume.

Outros elementos positivos são a capacidade de dispersão em casos de vazamento e a pequena emissão de poluentes em toda a cadeia produtiva se comparado aos demais combustíveis fósseis. O que é o gás natural A versatilidade é a principal característica do gás natural. esta matéria orgânica de origem animal Atlas de Energia Elétrica do Brasil 95 . É encontrado no subsolo. que apontavam para 66 anos. a aplicação é possível em todos os setores da economia: indústria. em rochas porosas isoladas do meio ambiente por uma camada impermeável. porém menos agressivos ao meio ambiente.01 a 2.Gás Natural | Capítulo 6 Reservas de gás natural em 2007 (trilhões de m³) 0. serviços e residências. tem custos elevados e é dominada por poucas companhias.00 1. Entre elas. particularmente o Irã. Essa tecnologia. a continuidade das atividades de exploração. Por isso. A configuração deste cenário. Assim. Um caso de aumento da comercialização com base no GNL é o Oriente Médio. A região possui uma das maiores reservas mundiais.00 8.09 a 1. O gás natural é um hidrocarboneto resultante da decomposição da matéria orgânica durante milhões de anos. o que preserva a utilização dos combustíveis fósseis. comércio. porém. depende de inúmeras variáveis. transformando-se em um dos maiores fornecedores mundiais. quanto em motores de combustão do setor de transportes. Europa e Ásia. cuja expansão acelerada do consumo está diretamente relacionada às importações da Bolívia – que. é recente. Isto representa um decréscimo em relação às projeções com base na conjuntura de 2005. apenas a partir do desenvolvimento da tecnologia do GNL passou a exportar para América do Norte. Este recurso natural também pode passar por um processo de transformação para dar origem a derivados similares aos do petróleo. GLP). junto à Argentina e Venezuela. 2008 (adaptado). De acordo com o BP Statistical Review of World Energy 2008.1 . Este energético pode ser utilizado tanto na geração de energia elétrica. desde os anos 80. Fonte: BP.0 Figura 6.01 a 8. está entre os países com maiores reservas da América Latina. denominada gas-to-liquid (GTL). Um exemplo é o próprio Brasil.01 a 45. o comportamento do consumo e a expansão das fontes renováveis de energia. na produção de chamas (como substituto ao gás liquefeito de petróleo. Em suas primeiras etapas de decomposição. mas encontra-se distante dos centros consumidores.Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3. as reservas provadas mundiais no final de 2007 eram suficientes para o abastecimento mundial durante os próximos 60 anos.00 2. Essa importação foi proporcionada pelo início de operação do gasoduto Bolívia/Brasil em 1999. calor e vapor.

O transporte do poço às unidades de consumo exige a construção de uma rede de gasodutos de capacidade e pressão variáveis. butano.00 3.2 trilhões de m3. 6. mas também há.40 3. Para o caso de grandes consumidores.Capítulo 6 | Gás Natural produz o petróleo. o gás natural. Em seu estado bruto.52 3. o país tem 27 empresas. propano. subterrâneos.36 trilhões de m3. Essas empresas detêm o monopólio de atuação em suas regiões de concessão. Beneficiado pelos recursos existentes no Irã e pela intensificação das atividades de exploração nos últimos 20 anos.36 % 25. são menores. no geral.1 abaixo mostra os países com maiores reservas de gás natural.5% de participação. o gás natural não tem cheiro e é mais leve que o ar. a região superou a tradicional Europa e antiga União Soviética.1 . E. Assim.00 2. o país contava com uma malha total de 6.15 4. Assim como ocorre no petróleo. das quais a maioria conta com participação da Petrobras no capital acionário. No Brasil.2% de 1987. Tabela 6.65 27. O ramal principal.Reservas de gás natural no mundo Paises 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 40 Rússia Irã Catar Arábia Saudita Emirados Árabes Estados Unidos Nigéria Venezuela Argélia Iraque Brasil Outros Total Fonte: BP. A Tabela 6. como processo de formação e condições de acumulação no reservatório.8 25. há uma estação intermediária chamada city gate. a composição básica do gás natural são as moléculas de hidrocarbonetos (átomos de hidrogênio e carbono) encontradas em estado volátil e de baixa densidade.90 2. de 177. completação e recompletação de poços (colocação das cabeças de vedação. mas é comum em países de clima frio. A quinta é o transporte e armazenamento (esta última não existe no Brasil. No caso de não ser possível construir o gasoduto. é dimensionado para transporte de grandes volumes a elevada pressão.09 5. em proporções variadas. outra região tradicional entre as maiores do ranking. há a distribuição.3 5. nitrogênio. correspondentes a 41. Esse processo reduz o volume 600 vezes. a única companhia a operar na exploração e transporte de gás natural é a Petrobras.36 41.70 14. sozinha ou em parceria com a iniciativa privada (como é o caso do gasoduto Bolívia/Brasil).20 23. diante dos 42. que chegam ao consumidor final. mais pulverizados e. A primeira é exploração. é comum a descoberta do gás natural tanto associado ao petróleo quanto em campos isolados (gás natural não associado). comandos remotos e demais acessórios que permitirão a produção).2 RESERVAS. Já para a distribuição.6 7. No porto receptor.1 ao lado. válvulas.50 100 96 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A terceira é a produção.5% para 4.17 6. ácido clorídrico e metanol.57 177.40 3. na qual se retiram as frações pesadas e se realiza a compressão do gás para a terra ou para a estação de tratamento. O elemento predominante é o gás metano. etano. esse material é encaminhado a plantas ou terminais de armazenamento e regaseificação para posterior distribuição.20 15. Em seus últimos estágios de degradação.98 5.80 0.511 quilômetros de dutos conforme mostra o Mapa 6. A América do Norte. que hoje detém 33. A segunda é a explotação.40 4. na qual o foco é a possibilidade de ocorrência ou não do gás natural. De acordo com o balanço anual da Petrobras referente a 2007. que liga o poço às instalações de distribuição. deve ser odorizado para que eventuais casos de vazamento sejam detectados. com 73. conforme registra o BP Statistical Review of World Energy 2008. 2008. água.3% do total. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO As reservas totais provadas no mundo eram. A cadeia produtiva do gás natural envolve seis etapas. que consiste na instalação da infra-estrutura necessária à operação do poço e nas atividades de perfuração.50 1. ao final de 2007. A proporção de cada um na composição final depende de uma série de variáveis naturais.17 0. no qual atinge 160 graus abaixo de zero. também reduziu sua participação no período: de 9. gás carbônico. além de outros. finalmente. o gás passa por um processo de liquefação. Trilhões m 44. Os ramais secundários. que é a entrega do gás natural para o consumidor final. processamento em campo (para separação do petróleo em caso de o gás ser associado) e o transporte até a base de armazenamento. o que favorece o transporte por navios chamados “metaneiros”. Por isso.5%. de modo a formar um estoque regulador para o inverno). O Oriente Médio liderava o ranking mundial. A quarta é o processamento.

Rio (trecho Replan . ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Taubaté Gasbol Gasduc I e II Reduc .Coari) Urucu .Vitória 20º S 20º S MS Gasbol Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR UEG SP RPBC Gasvol Gasan Caraguatatuba .Vitória Cabiúnas URL I e II Cabiúnas URGN Cabiúnas UPCGN I e II Cabiúnas UPGN MG Cacimbas Lagoa Parda UPGN Lagoa Parda DPP ES Lagoa Parda .Itaporanga) Atalaia Catu Candeias Gaseb Bahia Cacimbas . 2007.Gás Natural | Capítulo 6 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o AM Urucu I.Paracambi) Reduc .Carmópolis PE (trechos: Itaporanga .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km O S N L MAPA 6.2007 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 97 .1 .Pilar) AL Gasalp 10º S Peru MT BA Catu .Estrutura de produção e movimentação de gás natural .Manaus PA Lubnor Gasfor MA CE RN PB Nordestão Guamaré I.2500 Reduc . II e III PI AC 10º S RO TO Catu . II e III Garsol (Urucu .U .U .Catu Bolívia GO Campinas .2600 SC Argentina 30º S RS 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Fluxos (Operação) Fluxos (Planejamento) Gasodutos em Construção Gasodutos em Operação UPGN`s Fonte: ANP.Rio (trecho: Taubaté .U .2500 Gaspal Gasbel RJ Cabiúnas .Taubaté) DF Cacimbas .Vitória Campinas .Carmópolis Pilar e Carmópolis .Carmópolis SE Carmópolis (trecho: Catu .

embora tenha reservas significativas.3 . enviou apenas 0. Já a Rússia.9 bilhões de m3 em 2007) como importam parte do gás natural do Canadá e do México. ela favorece a expansão do consumo. por exemplo. comprometeram a operação de várias termelétricas abastecidas pelo combustível em um período de seca – quando. de um lado.8 94. No entanto. cuja produção aumentou 6.1 2. produz basicamente para o mercado interno.4 11.8 bilhões de m3 em 2007.2 e 6.Produção de gás natural em 2007 País 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o 40o Rússia Estados Unidos Canadá Irã Noruega Argélia Arábia Saudita Reino Unido China Turcomenistão Brasil Total Fonte: BP. no entanto. portanto.Capítulo 6 | Gás Natural As duas regiões continuam. as reservas não são significativas: respondem por apenas 4.4 90. Um exemplo é a relação Bolívia-Brasil-Argentina. é regional.5 bilhões de m3) e Bolívia (13.2 82.8 3.9 89. Trinidad & Tobago (39 bilhões de m3). considerando o volume produzido (relação reserva/produção.8 bilhões de m3. Venezuela (28. a ser as maiores produtoras mundiais.0 75.4 2. Em 2006. se. para os mercados europeus (Tabelas 6. os recursos existentes são suficientes para cerca de 50 anos.1 3.3 2940. portanto.0 3.9 % 22.9 183.8 3.3 67.0 2921. o que representou a quase totalidade do gás natural importado pelo Brasil. Nas Américas Central e do Sul.2 .6 2.7 83. A Argentina.0 91.6 2. 2008.5% em 2007. a Rússia também interrompeu o fornecimento à Ucrânia – totalmente dependente do energético e fornecedora da Europa – alegando a necessidade de aumento de preços.7 77.8 75.7% do total) e Estados Unidos (18.0 País Estados Unidos Rússia Irã Canadá Reino Unido Japão Alemanha Itália Arábia Saudita China Brasil Total Fonte: BP. altamente dependente do gás natural.8 2.Consumo de gás natural em 2007 % 20. de outro subordina-se à política externa do país fornecedor e às relações bilaterais entre fornecedor e comprador – o que causa uma certa insegurança com relação ao suprimento. por meio deles.3 22.4 100 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9 o o o Bilhões de m3 607. Para a Argentina. é a maior fornecedora para os dois países. países que. Bilhões de m3 652.3 0.85 bilhão de m3.5 bilhões de m3). era crucial preservar a água dos reservatórios. Pela ordem. os maiores produtores são Argentina (44.8 2.2 3.8 100 10 30 Uma característica do mercado do gás natural é o aquecido comércio internacional. exporta parte da produção – tanto para os países que compunham a antiga União Soviética quanto. enviou 9. Em 2007.12 bilhão de m3 para o Brasil e. em ocasiões de escassez no fornecimento de energia elétrica. como elemento favorável às atividades.6 6.8 111. vendeu 1.7 18. Com consumo de 652. Tabela 6. que em 2007 produziu 607.3 0.4 69.9 72.3 15.4% do total mundial e se mantiveram praticamente inalteradas ao longo dos últimos 20 anos. Ambas são também as maiores consumidoras mundiais e contam.9 bilhões de m3 em 2007. 98 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . com a rede de gasodutos já existente.7 111. Bolívia. 2008.9 67.5 2.8 bilhões de m3 em 2007). como tem ocorrido nos últimos anos. suspende as exportações em benefício do consumo interno. A participação individual de cada um desses países na oferta mundial de gás natural é pouco expressiva: oscila em torno de 1%. podem intercambiar o gás natural. Para o Brasil. beneficiadas pelas atividades da Rússia (20.1 2. erguida ao longo do século XX.7 2. ou R/P) ao longo dos últimos anos. os Estados Unidos não apenas absorvem toda a produção interna (545.4 545. A redução dos volumes de gás natural enviados ao Brasil por Bolívia e Argentina a partir de 2007.9 438.3 abaixo).4 bilhões de m3 para um consumo de 438. por meio de uma rede de gasodutos. Tabela 6. Mas. A importância da produção.2 3.6%).

719 17. em geral.28 -6.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.601 68 44.837 1.86 .381 347.836 59.423 1.961 15.340 252.470 -4.232 164.273 77.597 26 11 49. .547 168.271 37.4 .45 13.525 14.070 61 44 49.58 -26.731 168.257 3.543 74.808 6.049 78.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.131 6.Gás Natural | Capítulo 6 No Brasil.758 225.268 16.826 3.595 3.241 11.14 1. na Bacia de Santos.165 22.047 3..893 116.Inclui condensado.258 21.705 4.991 8. segundo Unidades da Federação Unidades da Federação CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar Terra PR3 Mar SC4 AM MA RJ2 SP Mar Terra Terra Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 127.756 231. principalmente.572 222.625 1. 3.139 3.154 864 1. Tanto que a maior parte das reservas localiza-se no mar e não em terra.743 245.477 43 44. suficientes para abastecer o país durante 32. em 2007.378 28. 4.132 19.286 31.059 3.477 9.272 789 1.499 14.842 8.4. 2.636 2.286 18.58 3.042 -16. menos de 0.751 12.585 1.496 800 5.159 34 47.397 825 1. No total. Bacia de Campos e.960 94.554 2.870 995 2. Segundo estudo sobre gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030.774 167.558 825 2.774 3.181 17.563 925 1.503 38.171 1.364 26.522 568 206 52.696 71.987 3.508 76.385 37.084 768 815 814 850 761 4.477 244.91 1. as reservas nacionais corresponderam a 360 bilhões de m3.462 3.354 326.Reservas provadas1 de gás natural.23 -8.289 4.244 2.2% do total mundial e. como mostra abaixo a Tabela 6.716. por localização (terra e mar).057 14. 2.337 3.766 17.861 20.221 4.453 5.. as perspectivas de maior oferta futura de gás natural no Brasil localizam-se no Espírito Santo.77 -0.246 4.730 15 7 51.770 1.18 980 901 1.643 306.918 1.467 15.549 106.288 10.395 273.385 23.978 11.126 2.206 8.897 104.083 2. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.3 bilhões de m3.084 234.269 3. principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo.151 1.942 -0.515 4.Reservas em 31/12 dos anos de referência. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 99 .11 4.471 73.18 -66.944 145. Notas: .904 4.261 5.398 220.881 68.186 3.664 98.237 9.08 -19.185 44.448 119.520 7.075 119.474 2.3 anos considerando o volume produzido no período.681 2. Tabela 6.786 4.066 2.917 47. de acordo com a BP.388 1.101 1.018 9.08 24. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.465 145. de 11.669 78. 2.339 3.183 2.594 1 0.375.419 5.903 296.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.56 .00 Localização Terra Reservas provadas de gás natural (milhões m3) 1998 1 1999 1 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 07/06 % .286 15.929 15.999 145.875 76.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.860 17..438 3.752 9 7 53.45 2.755 3.312 4.32 -6.525 16.140 85.841 5.510 4.930 5. 1.379 2.860 364.59 4. o gás natural é encontrado. associado ao petróleo.233 142.118 820 980 861 1.402 103.940 85.809 8. Fontes: Adaptada de ANP/SDP.198 829 1.

233 825 561 264 5. como mostra o BEN. A produção local foi de 18.194 37 804 0 175 41 1. Fonte: MME.409 4.334 -5. elas são estimadas em 52. principalmente.627 2.091 1.085 168 81 162 116 525 2007 18.592 6. como mostra a Tabela 6. também.444% se comparado a 1997. o campo de Mexilhão. Até 2010 deve entrar em operação. a exploração e produção estenderam-se também às bacias de Sergipe e Alagoas. a Petrobras constrói o gasoduto Urucu- Tabela 6. milhões m³ 1997 9. em 1999. rico em gás natural e localizado na camada pré-sal da Bacia de Santos. com descobertas de gás associado a petróleo na Bahia.348 Coari-Manaus. passando por cinco estados brasileiros (Mato Grosso do Sul. da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). com a descoberta na Bacia de Campos. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional (BEN). Com um total de 2.593 quilômetros de extensão.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A IEA estima que a demanda por gás natural para produção de energia elétrica irá manter-se em expansão mundial até 2020.109 3.286 877 16. o início de operação do gasoduto Bolívia/ Brasil. a produção atendeu apenas às indústrias do Recôncavo Baiano.9 bilhões de m3. era dependente das importações da Bolívia.Est. Descoberto em 2003 na Bacia de Santos. que apontam para o seu alto impacto ambiental e social. poderá lhe conferir. portanto. Paraná.573 22. o país contou com a oferta total de 28.226 81 92 47 47 3. ainda que o consumo no setor residencial e de transporte rodoviário também tenha aumentado – com destaque a este último. as dimensões do campo de Júpiter são similares ao campo de Tupi. cujas reservas são estimadas entre 176 bilhões e 256 bilhões de m3.567 667 423 678 1.518 17.013 251 377 2. 2008.559 2.5 ao lado. segundo a Petrobras.196 bilhões de m3) e para usinas termelétricas (4. em 2007 o país consumiu 22. Santa Catarina e Rio Grande do Sul). 6. A descoberta do campo de Júpiter. O grande salto das reservas ocorreu nos anos 80. pela substituição de outros 100 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Na bacia de Urucu.Perdas e Ajustes (*) Consumo total Transformação Produção de derivados petróleo Geração elétrica Consumo final Consumo final não-energético Consumo final energético Setor energético Residencial Comercial/Público Transportes Rodoviário Industrial Cimento Ferro-gusa e aço Ferro-ligas Mineração e pelotização Não-ferrosos e outros meta Química Alimentos e bebidas Têxtil Papel e celulose Cerâmica Outros (*) Inclusive não-aproveitada e reinjeção.5 . aumentou significativamente a oferta do gás natural no país. Em 2008. São Paulo.196 28 1. que registrou uma variação de 10% em relação a 2006 e de 5. o campo tem capacidade estimada para produzir 15 milhões de m3 por dia.913 5. no médio prazo. uma vez que o seu trajeto passa próximo a reservas indígenas.33 bilhões de m3. O gasoduto. que visa transportar gás natural para geração de energia elétrica em Manaus. Após alguns anos. enfrenta críticas principalmente de ambientalistas. a auto-suficiência.486 bilhões de m3 (a diferença entre a oferta total e consumo corresponde às perdas do processo). Inicialmente. Assim. que são ligeiramente diferentes dos dados da BP.Produção de gás natural no Brasil Gás Natural Identificação Produção Importação Var. A estimativa de reservas ainda está em fase de levantamento mas.825 0 -3.640 1. atendida em 2008 por termelétricas movidas a óleo combustível e óleo diesel. particularmente em regiões como Ásia e África.013 bilhões de m3).15 bilhões de m3 e as importações ficaram em 10. primeiro empreendimento da Petrobras de gás natural não associado ao petróleo.152 10. porém. O movimento será estimulado. descoberto em 2007 também na Bacia de Santos.408 768 4. o Brasil. a maior parte destinada ao setor industrial (9.379 33 264 718 2.Capítulo 6 | Gás Natural A exploração do recurso no país começou timidamente nos anos 40. O Brasil também dispõe de importantes reservas no estado do Amazonas. com capacidade para transportar 30 milhões de m3 por dia.559 9. Finalmente. No local. o gasoduto parte de Rio Grande (Bolívia) e chega a Porto Alegre (RS). ou 4% a mais que no ano anterior.8 bilhões de m3.

RJ São José dos Campos . Simultaneamente. Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A.SP Rio de Janeiro . Tabela 6. no curto e médio prazos.150 3. Em novembro de 2008.RN Araucária . Petróleo Brasileiro S/A.000 Destino da Energia PIE COM APE PIE APE APE PIE PIE APE PIE PIE SP SP APE-COM PIE APE-COM PIE APE APE APE Municipio Maceió .RJ Rio de Janeiro .BA Dias d’Ávila .080 250.200 9.300 11.AL Louveira . Essas usinas operariam de maneira complementar às hidrelétricas. Companhia de Gás de São Paulo Condomínio Centro Empresarial Nações Unidas S/C Continua Atlas de Energia Elétrica do Brasil 101 . Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste PETROBRÁS Petróleo Brasileiro S/A. Bayer S/A. com um total instalado de 11 mil MW (megawatts) – ou pouco mais de 10% da potência total instalada no país.000 138.6 .SP Proprietário Petrobrás Distribuidora S/A.PR Fortaleza .BA Aracaju . Petróleo Brasileiro S/A. a exemplo do que ocorria com os países industrializados.600 334 4. Sociedade Fluminense de Energia Ltda. onde é necessário preservar os reservatórios.BA Campos dos Goytacazes . de acordo com o Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela EPE. Energyworks do Brasil Ltda.680 185. Outra é que boa parte dessas usinas é propriedade de companhias representantes do setor industrial. Administradora Carioca de Shopping Centers S/C Ltda.RJ Camaçari . como mostra a Tabela 6.Aracaju Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo Cenu Potência (kW) 790 1.900 3.MG Seropédica .SP Jacareí . A primeira é a concentração dos empreendimentos nas regiões em que já existem gasodutos em operação – o que favorece o acesso ao suprimento por parte dos operadores. Petróleo Brasileiro S/A.800 484.SE Ibirité . vários países menos desenvolvidos passaram a avaliar a aplicação do gás natural para a produção de energia elétrica. Companhia Hidro Elétrica do São Francisco Furnas Centrais Elétricas S/A.Gás Natural | Capítulo 6 combustíveis fósseis.000 385.840 13. Após a crise do petróleo dos anos 70. existem 85 usinas termelétricas abastecidas a gás natural em operação no país.SP São Francisco do Conde .RJ São Paulo . nos períodos de estiagem.SE São Paulo .803 114.150 3. a participação das termelétricas movidas a gás natural deverá aumentar. Votorantim Celulose e Papel S/A.400 346. a matriz da energia elétrica é predominantemente hidráulica e esta característica não deverá se alterar no médio prazo.6 abaixo. Termobahia S/A.350 4. No Brasil.SP Alto do Rodrigues . Iqara Energy Services Ltda. as tecnologias de geração termelétrica avançaram. Em outras palavras. Duas características se destacam neste conjunto. seriam colocadas em operação em momentos de acentuado aumento de demanda ou redução da oferta hidráulica – por exemplo.SP São Paulo . Condomínio do Shopping Center Jardins S/A. comercial ou de serviços. de 103 mil MW. embora as empresas de eletricidade ainda estivessem concentradas no carvão e na energia nuclear.891 2. segundo o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). como carvão e derivados de petróleo.Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Usina Aeroporto de Maceió Ahlstrom Alto do Rodrigues Araucária Asfor Atalaia Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Bayer Brahma Camaçari Camaçari Campos (Roberto Silveira) Carioca Shopping Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242 Celpav IV Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I) Central de Co-geração Shopping .600 226. Braskem S/A.CE Aracaju . No entanto.

781 206.PE Três Lagoas . Condomínio Shopping Center Iguatemi Bahia Condomínio Civil Shopping Center Iguatemi Telecomunicações de São Paulo S/A.316 4. Usina Terméletrica Norte Fluminense S/A.SP São Paulo .MG Duque de Caxias .SP Cabo de Santo Agostinho .200 11.630 1. Caraíba Metais S/A. GE Celma Ltda.794 2.RJ São Paulo .048 5. Continua PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE APE-COM PIE APE APE APE APE COM PIE APE-COM PIE PIE PIE APE APE PIE PIE APE APE APE-COM APE APE Jacareí .552 9. Condominio World Trade Center de São Paulo Magnesita S/A. Termomacaé Ltda.600 4. Radicifibras Indústria e Comércio Ltda. Iqara Energy Services Ltda.SP Caucaia .MT Inpar Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda.825 7.812 235.080 346.200 8. Coteminas S. Petroflex Indústria e Comércio S/A.000 1. Petróleo Brasileiro S/A. Indústria de Papéis Sudeste S/A. Condomínio Geral NorteShopping Fundação dos Economiários Federais Pamesa do Brasil S/A.775 9.SP Salto .058.088 258. Central Geradora Termelétrica Fortaleza S/A. Eucatex S/A.120 87.000 4.5 5.160 1.AL São Paulo .MG Cabo de Santo Agostinho .800 386.RJ Dias d’Ávila .592 5. Vicunha Textil S/A.PE Juiz de Fora .SP Contagem .063 5.BA Campo Grande . Usina Termelétrica Juiz de Fora S/A.MS Macaíba .RN Macaé .299 8.319 5.MG São José dos Campos . Tractebel Energia S/A.119 30.RJ 102 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Globo Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza IGW/Service Energy Imcopa Inapel Juiz de Fora Latasa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Macaíba (Ex Termo Toalia) Mário Lago (Ex.SP Cuiabá .925 3.RJ Duque de Caxias .187.A.RJ Rio de Janeiro .680 922. Rexam Beverage Can South América S/A. Macaé Merchant) Metalurgia Caraíba Millennium Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Norte Fluminense Norte Shopping Operadora São Paulo Renaissance Pamesa Paraibuna Petroflex 2.SP Volta Redonda .RJ Salvador .BA Fortaleza .RJ Duque de Caxias . Companhia Siderúrgica Nacional Rhodia .000 529.SP Marechal Deodoro .300 8.BA Camaçari .CE Balsa Nova . Energyworks do Brasil Ltda.SP Pacatuba .250 19.Capítulo 6 | Gás Natural Continuação Cesar Park Business Hotel/Globenergy Cinal/Trikem Condominio World Trade Center Contagem Crylor CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cuiabá Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Eucatex Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Fortaleza GE Celma Ltda. TermoRio S/A.SP Juiz de Fora .350 868. Trikem S/A.SP Americana .000 APE APE APE APE APE APE APE-COM APE Guarulhos .RJ Santo André .Poliamida e Especialidades Ltda.CE São Paulo . Millennium Inorganic Chemicals do Brasil S/A. Indústria e Comércio Petróleo Brasileiro S/A.CE Petrópolis .PR Guarulhos .SP Araucária . Energyworks do Brasil Ltda.100 3.000 25.072 2. Empresa Produtora de Energia Energyworks do Brasil Ltda. Importação. Infoglobo Comunicações Ltda. Exportação e Indústria de Óleos Ltda. Energyworks do Brasil Ltda.MS Macaé .615 18.750 1.000 8.PR Mogi Guaçu .

O estudo também afirma que o caso brasileiro reflete o modelo presente na maior parte dos países desenvolvidos.000 532. Segundo o estudo sobre gás natural que integra o Plano Nacional de Energia 2030.5 APE APE APE APE PIE SP PIE APE APE APE APE APE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE-COM APE Campos dos Goytacases .600 6.CE Caxias do Sul . Termopernambuco S/A.PE Jundiaí . considerando as usinas em construção e as outorgadas.756 7.CE Ipojuca . Furnas Centrais Elétricas S/A.950 12. passar a ser considerado como uma fonte de energia privilegiada e estratégica a ser desenvolvida e utilizada.CGDe. FAFEN Energia S/A. Companhia de Integração Portuária do Ceará TV Globo Ltda. onde o gás natural foi gradualmente abandonado durante a primeira metade do século XX para.473 1. Souza Cruz S/A.000. principalmente.RJ Paulínia .SP Porto Velho .570.SP Uruguaiana .RJ São Gonçalo do Amarante . Rhodia . Stepie Ulb S/A. a maior parte da capacidade instalada e o maior potencial de expansão.SP Limeira .000 5.250 4.ES Horizonte .SP Camaçari .000 563. Suape. Vulcabrás do Nordeste S/A.RJ Canoas .855 12. ao longo dos anos 90.SP Santo André .100 4.PE Caucaia .900 426.Poliamida e Especialidades Ltda.Gás Natural | Capítulo 6 Continuação Policam Ponta do Costa Porto do Pecém PROJAC Central Globo de Produção Rhodia Paulínia Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari . Solvay Indupa do Brasil S/A.RS Canoas .700 6. somente após a crise energética dos anos 70 e. Vitória Apart Hospital S/A. Weatherford Indústria e Comércio Ltda.098 138. Isto permite depreender que são instaladas em regime de auto-produção (de forma a tornar o consumidor independente do fornecimento de terceiros) ou co-geração (gerando energia elétrica e calor para os processos industriais) como mostra o Box 6.BA Rio de Janeiro .000 2. CGDc. estão localizados na região Sudeste. Air Liquide Brasil Ltda. Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S/A.000 39.530 97.000 639.952 3.RS Refinaria Nacional de Sal S/A.Koblitz Energia Ltda. 4. 2008. Termo Norte Energia Ltda.RS Rio de Janeiro .300 4. Termocabo Ltda. Koblitz Energia Ltda.RJ Cabo Frio .RS Cabo de Santo Agostinho . Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Condomínio do Shopping Center Recife TDS Centro Comercial Ltda.RS Serra . a Aneel registra um total de 30 usinas termelétricas em fase de construção ou outorga.000 4.315. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 103 .FAFEN Energia) Santa Cruz Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sesc Senac-Cass Shopping Recife Shopping Taboão Solvay Souza Cruz Cachoeirinha Stepie Ulb Suape. Cooperativa dos produtores de Cana.PE Suzano . Petróleo Brasileiro S/A.PE Taboão da Serra . Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda.980 334 11.CE Rio de Janeiro .RJ Recife .900 2.RO Cabo de Santo Agostinho .SP Cachoeirinha .020 1.600 2. Em novembro de 2008. Termoceará Ltda.027 220. Suzano Termo Norte II Termocabo Termoceará Termopernambuco UGPU (Messer) Unidade de Geração de Energia -Área II Uruguaiana Vitória Apart Hospital Vulcabrás Weatherford Total Fonte: Aneel.

Quantitativa e qualitativamente. característica que tem sido um dos entraves ao licenciamento ambiental.Capítulo 6 | Gás Natural produzido pela geração a partir do óleo combustível e entre 40% e 50% inferior aos casos de geração a partir de combustíveis sólidos.br 104 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . óxidos de nitrogênio (NOX) e.gov. Construção do gasoduto Brasil-Bolívia.gasnet. as termelétricas. No entanto. principalmente na fase de exploração e produção do gás natural e da construção da usina.gov. Na cadeia produtiva do gás natural. em função da menor emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa.bp.org Petrobras – disponível em www. incremento das atividades de comércio e serviços. inclusive metano.br Gasnet – disponível em www. entre os impactos socioambientais positivos. o que inclui tanto o acesso a reservas domésticas de gás quanto a importação desse energético. Isto elimina a necessidade de grandes linhas de transmissão para transporte da energia produzida às instalações de distribuição.gov.br BP Global – disponível em www.br Agência Nacional de Petróleo. Apenas como exemplo. e o uso do gás natural em outras aplicações. O estudo ainda enumera como condicionantes de suprimento de gás natural para geração termelétrica no Brasil a oferta total de gás disponível para atendimento do mercado brasileiro. a disponibilidade de infra-estrutura física para escoamento da oferta (produção e/ ou importação) até os mercados consumidores. como altura da chaminé. o estudo sobre gás natural do Plano Nacional de Energia 2030 registra que o volume de CO2 lançado na atmosfera pode ser entre 20% e 23% inferior àquele Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O gás natural apresenta uma vantagem ambiental significativa em relação a outros combustíveis fósseis. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. por se tratarem de unidades de pequeno porte. ao processo utilizado na geração de energia elétrica e remoção pós-combustão e às condições de dispersão dos poluentes.com 6. Além disso. nos setores industrial. comércio e serviços de transporte.com International Energy Agency (IEA) – disponível em www. epe. há a geração de royalties para os municípios em que as usinas estão localizadas. uma restrição feita a essas usinas é a necessidade de captação de água para o resfriamento do vapor.iea. não exigem a escolha de um terreno específico e podem ser construídas nas proximidades de centros de consumo.anp. Os principais poluentes atmosféricos emitidos pelas usinas termelétricas a gás natural são dióxido de carbono (CO2). Fonte: Petrobras. monóxido de carbono e alguns hidrocarbonetos de baixo peso molecular.com. como o carvão.petrobras. relevo e meteorologia. e geração local de empregos.aneel. em menor escala. o maior ou menor impacto ambiental da atividade está relacionado à composição do gás natural.

Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Acervo TDA Derivados de Petróleo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 105 7 .

o vapor é direcionado ao condensador para retornar ao estado líquido. é direcionado. posteriormente. O volume e o tipo de gás emitido variam conforme a composição do combustível a ser queimado. As etapas de combustão e resfriamento (que também implica a remoção de gases incondensáveis do vapor) são aquelas em que os gases poluentes são liberados na atmosfera. relevo e meteorologia). estocado e. por meio do sistema de bombas. Este vapor movimenta as turbinas que transformam a energia térmica em energia mecânica. Após mover as turbinas. maior o potencial de emissões. que repetirá o processo de produção da energia térmica que se transformará em mecânica para movimentar as turbinas. Chaminé Aquecedor de água Transformadores Turbina Gerador Pré Aquecedor de ar Caldeira Disjuntores Ventilador de entrada Ventilador de saída Bomba de água de alimentação da caldeira Bomba de condensado Condensador Bomba de circulação Água de Resfriamento Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do petróleo 106 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . uma turbina a vapor. ainda. esse material é transportado até a usina. O calor obtido nesse processo é usado para aquecer e aumentar a pressão da água. o processo de queima ou remoção pós-combustão e. que se transforma em vapor. derivados de petróleo como os óleos combustível. queimado em uma câmara de combustão. os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados nos últimos anos e a instalação de equipamentos auxiliares tornaram possível aumentar o nível de eficiência da combustão e reduzir o volume de gases poluentes emitidos. No entanto. De forma bastante simplificada. Na caldeira. Quanto mais denso o combustível utilizado. Por isso. que circula dentro de serpentinas conectadas ao equipamento. novamente para a caldeira. é o fluido de resfriamento. que recebe o calor liberado pela combustão. O sistema convencional das termelétricas – o ciclo Rankine – consiste basicamente de uma caldeira. um condensador e um sistema de bombas. A água.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 7 O processo de produção de energia elétrica a partir de derivados do petróleo O processo de produção de energia elétrica é similar em todas as usinas que utilizam como matéria-prima os combustíveis fósseis em estado sólido ou líquido – o que inclui a maioria dos derivados de petróleo. Este líquido. Quanto maior a temperatura deste vapor. maior a eficiência das turbinas. a água passa do estado líquido para o gasoso (vapor) a uma pressão bem maior que a atmosférica. as condições de dispersão dos poluentes (altura da chaminé. por sua vez. diesel e ultraviscoso são rejeitados por ambientalistas como fontes de geração de energia elétrica. O gerador transforma a energia mecânica em energia elétrica.

7 40% 30% 20% 10% 0 34. ao longo do século XX. em insumo para praticamente todos os setores industriais. a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras). Além disso. não só na principal fonte primária da matriz energética mundial. 2008. A primeira foi o Poço de Tupi. a descoberta provocou forte impacto positivo na opinião pública.0 20. de 12. Tanto que o país foi convidado pelo Irã para integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).6 Outras Gráfico 7.1 INFORMAÇÕES GERAIS No primeiro semestre de 2008. O campo de Júpiter foi a segunda grande descoberta anunciada pela empresa e a estimativa de suas reservas ainda está em fase de cálculo. também na Bacia de Santos. anunciou a descoberta de um campo de petróleo na camada pré-sal (abaixo da camada de sal) na Bacia de Santos.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Derivados de Petróleo 7.2 Petróleo Carvão Gás Natural Biomassa Nuclear Hidrelétrica 0. as descobertas na camada pré-sal da Bacia de Santos colocam o Brasil. mas. A exploração exigirá elevados investimentos.1 6. que durante anos buscou a auto-suficiência no recurso. A expectativa é de que todo o pré-sal tenha mais de 30 bilhões de barris.4 26.5 10. desenvolvimento tecnológico específico e não tem data marcada para ser iniciada. com reservas estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris. no mesmo nível dos grandes produtores mundiais. Descobertas como estas têm importância estratégica para qualquer país no mercado internacional. pois tem potencial para fazer com que o país aumente significativamente o volume de suas reservas. controlada pelo Governo Federal. também. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 107 . Fonte: IEA. Mesmo assim.6 bilhões de barris.1 Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).2 2. litoral brasileiro. como mostra o Gráfico 7.1 abaixo. Isto porque o petróleo e seus derivados transformaram-se.

Derivados como gasolina e óleo diesel passaram a ser usados como combustível para os meios de transporte. Em 1973. a deposição do xá do Irã. para atividades específicas. água. seja pelo custo e. passaram a ser aplicados como insumo industrial na fabricação de produtos bastante diversificados como materiais de construção. Nos últimos anos. esse óleo inflamável que brota naturalmente das rochas em algumas regiões do planeta foi utilizado por diferentes povos. superada apenas pelo carvão. como romanos. outra sugere uma estratégia para se apoderar do petróleo da nação iraquiana. porém. o petróleo também gerou sucessivas guerras e crises internacionais ao longo do século XX. seja por meio da exportação direta do óleo e seus derivados. Das crises.00. Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.70 para US$ 11. Em 2006. transporte. enfrentaram a pressão das grandes companhias petrolíferas. 1 Invasão do Iraque pelos EUA . Um dos motivos é ambiental: a cadeia produtiva do petróleo e seus derivados é extremamente agressiva ao meio ambiente.8% da matriz elétrica mundial. plásticos.2. reunidos na Opep. o petróleo começou a ser aplicado em maior escala. 108 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Em razão destes elementos. fez com que o preço do barril novamente desse um salto e superasse US$ 40. portanto. decidiram reduzir o volume produzido a fim de provocar uma alta do preço do barril (que passou de US$ 2. e aumento da participação no comércio internacional. como a nafta. gomas de mascar e batons. como substituto do óleo de baleia na iluminação e do carvão mineral na produção do vapor. as mais representativas ocorreram na década de 70. ao mesmo tempo em que provocou acentuado desenvolvimento econômico e social. segurança interna em setores vitais como transporte e produção de eletricidade. após recuos graduais. o petróleo representava 46. chegava a 34. uma das mais recentes foi a invasão do Iraque pelos Estados Unidos.2 abaixo. segundo a International Energy Agency (IEA). em 20031. respondendo por 5. Na produção de energia elétrica. As duas crises provocaram problemas econômicos em vários países – inclusive um racionamento de derivados no Brasil – e sinalizaram para a necessidade de redução da dependência da substância. inclusive produzindo em várias etapas. Das guerras. nos Estados Unidos. embalagens.O objetivo oficial era lutar contra o terrorismo. que dominavam as quatro fases da cadeia produtiva: extração. 2008. em 2006. a queda foi mais acentuada. refino e distribuição.20). pela competitividade dos produtos industrializados. achar armas de destruição em massa que possivelmente o governo iraquiano teria em estoque. um dos maiores fornecedores mundiais do óleo. aliás. Em 1979. Portanto. Se. A partir de meados do século XIX.1% da matriz energética mundial. Com isso. gás natural e nuclear) era a menos utilizada. dentre as principais fontes (carvão. com a invenção do motor a explosão. o que fez com que a substância rapidamente se transformasse na principal fonte da matriz energética mundial. em 1973. chineses e incas. Fonte: IEA. o petróleo era a segunda principal fonte. tecidos sintéticos. a busca de fontes alternativas tornou-se mais premente. como mostra o Gráfico 7. Há uma corrente que defende a resposta aos citados atentados.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Durante milhares de anos. Em 1973. que deu origem à chamada II Revolução Industrial. abalado desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. farmacêuticos. os países produtores do Oriente Médio. O real motivo ainda causa discussões.4%. tintas. fertilizantes. entre as vantagens estratégicas do país que detém e controla as reservas de petróleo e a estrutura de refino estão: importância geopolítica. Outros derivados. como na 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 7. O crescimento exponencial de sua aplicação veio em 1930. o que representava uma ameaça aos Estados Unidos.

Para encontrar e dimensionar o volume de reservas existentes (medidas em quantidades de barris. há histórias de fortunas feitas da noite para o dia por obra do acaso. de matéria orgânica como plantas.111 83. substância Atlas de Energia Elétrica do Brasil 109 . É dessa época. asfalto. maiores os investimentos que podem ser aplicados na extração – a primeira fase da cadeia produtiva do petróleo. confrontada com dados de mercado – tais como condições da oferta. quanto maior a perspectiva de escassez. animais marinhos e vegetação típica das regiões alagadiças. No final do século XIX. combustível marítimo. De uma maneira muito simplificada. Esta última informação técnica. Apesar de as cotações terem recuado bruscamente em 2008 – de mais de US$ 140 para cerca US$ 70 por barril – é possível que a tendência de contenção nos volumes absorvidos se acentue a partir de 2008. do qual se obtém os derivados que são distribuídos a um mercado consumidor pulverizado e diversificado. além de íons metálicos.3. do consumo e cotações presentes e previstas para o petróleo no mercado internacional – determina se é comercialmente viável produzir o petróleo descoberto.340 76. na página seguinte. lubrificante. são realizados estudos exploratórios.904 77. respectivamente. a IEA estimou que as reservas conhecidas seriam suficientes para o abastecimento mundial apenas por mais cerca de 40 anos. óleo diesel.17% O que é o petróleo O petróleo é um óleo inflamável. solventes.255 81. gasolina.939 75. Os derivados mais conhecidos são: gás liquefeito (GLP. 2008.Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Produção de petróleo (mil barris/dia) 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Relação 2007/2006 (%) Fontes: BP. a médio prazo. 73.230 85.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 geração de energia elétrica e no consumo de combustíveis. em função da exploração crescente.478 77. querosene de aviação e de iluminação. durante milhões de anos. Depois disso.317 84. O petróleo cru não tem aplicação direta. Em relatório publicado em 2000.85% Consumo de petróleo (mil barris/dia) 73. as indefinições quanto à disponibilidade futura do petróleo continuam relevantes. composta por carbono e hidrogênio. Para produção de energia elétrica. além da extração.533 99. o óleo superviscoso.659 81. A base de sua composição é o hidrocarboneto.916 milhões de barris por dia e 76. a cadeia produtiva compreende mais três etapas: transporte do óleo cru (geralmente por oleodutos ou navios). parafinas e coque de petróleo. das reservas hoje existentes. ou gás de cozinha). o petróleo é colocado em ebulição para fracionamento de seus componentes e conseqüente obtenção de derivados.573 76. à qual podem se juntar átomos de oxigênio.031 80. emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. nafta. pressão do consumo e aumento das cotações.326 81. refino e distribuição (entrega dos derivados ao consumidor final. utiliza-se o óleo diesel e o óleo combustível e. A sua utilização exige o processo de refino. nitrogênio e enxofre. geralmente por caminhões-tanques).377 74.916 74. Nas refinarias. as jazidas mais próximas do solo se esgotaram. Esta tecnologia sofisticada foi desenvolvida principalmente ao longo do século XX quando. em menor proporção. se a recessão mundial prevista de fato se configurar.588 72.296 82. Mesmo assim. Em caso positivo. que data a constituição das maiores companhias petrolíferas multinacionais hoje em operação. outros poços são perfurados a fim de se avaliar a extensão da jazida. como mostra a Tabela 7. como ocorreu em algumas regiões do Estados Unidos. que utilizam tanto a geologia quanto a geofísica. Assim. óleo combustível.076 milhões de barris por dia. não era incomum o petróleo jorrar naturalmente.847 74. que tem início com a abertura de um poço mediante o uso de uma sonda para comprovar a existência do petróleo. como mostra o Gráfico 7. também.829 79. que correspondem a 159 litros). Dessa época. se mantidos o ritmo de produção e consumo da época: 74.1 . formado a partir da decomposição. A alta e a volatilidade das cotações do petróleo – que chegaram a superar US$ 124 por barril – provocaram o arrefecimento na evolução do consumo a partir de 2006. Outro motivo é a perspectiva de esgotamento.220 101.1 abaixo. e encontrado apenas em terreno sedimentar. Tabela 7. vem a fase da perfuração. principalmente de níquel e vanádio.

2008. GLP e naftas. conforme mostra a Tabela 7. A constituição da Opep pelos países árabes. ao longo do tempo. Assim. Mesmo assim. as principais companhias petrolíferas são estatais ou.4 milhões de barris por dia. As mais pesadas. Depois disso.2 RESERVAS. Por região. foi uma resposta à ação das sete maiores – chamadas “Sete Irmãs” – que se uniram e dividiram o mundo em regiões de influência.2 8. logo após a Arábia Saudita. Tabela 7.9 milhões de barris por dia). Em muitos países. Fonte: ANP. Noruega e Brasil. fez com que novos produtores ingressassem nesse mercado. características da Venezuela e Brasil.6 3. uma vez que os valores recebidos com a venda compensavam os investimentos necessários à exploração e prospecção. atuam em área concedida pelo governo (por meio da assinatura de contratos de exploração). 110 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Reino Unido. aliás. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com a consultoria especializada PFC Energy. elaborada com base na edição de 2008 do estudo BP Statistical Review of World Energy.2 100 Arábia Saudita Rússia Estados Unidos Irã China México Canadá Emirados Árabes Unidos Kuwait Venezuela Brasil Total 10 16 Fonte: BP. ao mesmo tempo em que novos e importantes campos foram descobertos. figuram a Rússia (9. 2008. o mais valorizado no mercado.1 3. As densidades médias produzem principalmente óleo diesel e querosene. médio ou pesado. maior produtora mundial com 10.533 % 12.477 3. Uma delas é a tendência de controle.613 1.3 4.743 3. a indústria mundial do petróleo tem algumas peculiaridades. das atividades de exploração e prospecção. foi permitido o ingresso da iniciativa privada em ambiente regulado pela Agência Nacional do Petróleo. A valorização das cotações do barril de petróleo. ocorreu maior pulverização da oferta.4 5.626 2.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007). 7. também. Por isso é. transporte e refino até 1995.401 3. Gráfico 7. inclusive do preço pago pelo barril de óleo cru.2 3. no entanto.2 2. principalmente a partir da crise dos anos 70. o Oriente Médio lidera o ranking das maiores reservas (61% do total mundial) e dos maiores produtores. detentoras de todo o processo produtivo e que dominam o mercado internacional. a descoberta de petróleo na camada pré-sal deu origem a uma grande controvérsia sobre se o Estado deveria ser o operador ou o poder concedente das atividades no local.915 2. No Brasil.Os dez maiores produtores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 o o o o o o o o o o o mil barris por dia 10. Na divisão por países. dá origem a maior volume de gasolina.413 9.8 12.2 a seguir. México. por parte do Estado.833 81.98 milhões de barris por dia. em 1960.309 2.2 . Venezuela. se controladas pelo capital privado. Tornaram-se produtores e exportadores países como a antiga União Soviética. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Toda a atividade relacionada à cadeia produtiva do petróleo tem duas características básicas: o caráter estratégico em termos de segurança nacional e geopolítica e os investimentos intensivos exigidos desde a exploração até a distribuição. apesar de ter apenas 6. a Petrobras é a sexta maior companhia petrolífera do mundo com base no valor de mercado. O tipo de derivado obtido depende da qualidade do petróleo: leve. como aquele produzido no Oriente Médio.4 4.6 4. O petróleo leve. citada no relatório anual da Petrobras (exercício de 2007). Por isso. de acordo com o tipo de solo do qual foi extraído e a composição química. para controle de toda a cadeia produtiva.978 6.4% das reservas mundiais) e os Estados Unidos (6.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 16% 4% 11% 35% 14% Não energéticos GLP Óleo diesel 20% Gasolina Óleo combustível Outros energéticos Outra característica é a presença de poucas e grandes companhias verticalizadas. o Estado exerceu o monopólio da extração.879 4. produzem mais óleos combustíveis e asfaltos.

o Irã detinha a segunda maior reserva provada2 mundial.1 Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas). 2008.3 .1 abaixo.3 3. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 111 .9 7. Já o Brasil detinha o 16º lugar por produção.0 101.1 a 300 Figura 7.2 9. Fonte: BP.0 6. mas as reservas locais.4 bilhões de barris no final de 2007.4 3.5 97. Como mostra a Tabela 7. 2 Reservas provadas são aquelas cujos reservatórios estão em produção ou os fluidos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes. 2008.2 138. corresponde ao volume das reservas.9 % das reservas totais 21.8 36. com reservas correspondentes a 138.2 2.2).3 8. mas era o quarto colocado em termos de produção (Tabela 7.6 bilhões de barris.5 39. bilhões de barris 264.1 a 50 50. correspondiam a pouco mais de 1% do total mundial e figuravam na 15a posição. de 12.0 100 Reservas de Petróleo em 2007 (bilhões de barris) menos que 4 4.237.1 a 100 100.6 1. que depende da disponibilidade para realização de investimentos.8 87.4 115.9 1.0 79.2 12.2 7.3 11.1 a 50 20.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Nem sempre a participação na produção global.4 41. Tabela 7.3 e a Figura 7.As dez maiores reservas de petróleo (2007) País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 15 Arábia Saudita Irã Iraque Kuwait Emirados Árabes Venezuela Rússia Líbia Cazaquistão Nigéria Brasil Total Fonte: BP.

34 245.804.8 37.1 241.6 0.03 10.6 5.8 2.73 4.1 4.8 8.2 230.362.7 1.174.06 65.3 23.4 .9 32.1 995.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 7.0 6.3 1999 110.7 174.0 259.762.2 6.7 2004 100.7 12.74 bilhões de barris (principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo).8 6.9 208.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.1 178.6 12.5 12.9 0.44 -10.7 8. segundo a ANP.8 -19.6 216.8 2.7 7. Rio Grande do Norte.1998-2007 Unidades da Federação AM Reservas totais de petróleo (milhões barris) Localização 1998 Terra Terra CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar RJ2 SP PR3 SC4 Mar Mar Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 6.5 263.2 2003 110.1 27.7 231. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.6 3.9 2.9 90.8 79.573.Inclui condensado.7 23.3 7.1 250.4 07/06 % 6. por localização (terra e mar).9 14.1 5.3 70.366.586.6 5.5 934.2 114.6 36.1 114.2 6.9 27.4 220.1 8.6 9.4 181.5 6.9 212.6 11.4 10. As principais reservas provadas brasileiras encontram-se no mar.8 12.1 9.3 3.40 -2.3 259.6 21.6 7.6 2001 131. diante dos 886.0 2.1 -9.9 118.18 54.9 260.277.9 6.7 8. 1.1 214.21 0.09 3.7 2.2 7.1 34.3 12.357.931.1 211.877.354.6 2000 128.854.4 2.8 8.3 799.6 11.32 59.181. 4.1 39.3 98.00 Fontes: Adaptado de ANP/SDP.378.5 6.8 70.2 67.3 21.8 9.0 499.126.610.8 5.7 11.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação. Sergipe e Bahia).2 7.104. segundo Unidades da Federação .8 69.5 1.7 60.6 66.5 26. No final de 2007.243.19 -23.6 5.495.205.4 4.5 -0.4 69. concentravam 11.0 65.6 38.3 10.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO Como mostra a Tabela 7.9 27.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.8 20.37 2.0 0.63 0.9 226.4 abaixo.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.5 1.667.9 27.2 64.0 609.8 1. Notas: .3 54.4 9.5 9.4 10.7 8.8 190.0 909.532.7 5.16 2.26 16. 2.464.601.3 68.14 -10.0 783.375.0 1.8 6.3 7.61 127.8 54. a produção é crescente no Brasil.1 71.8 12.7 854.6 -17.8 886.3 4.6 9.7 283.3 204.6 19.8 1. 3.7 270.4 67.2 6.4 7.7 12.84 31.0 68.2 3.890.5 60.2 34.3 1. .0 11.276. Tabela 7.1 8.7 190.9 10.6 223.623.2 25.4 210.9 864.1 1.2 882.5 264.737.6 8.6 2002 114.1 260.772.5 8.8 8.9 80.8 228.0 234.Reservas em 31/12 dos anos de referência.2 23.3 58.0 57.5 2007 102.1 19.4 7.9 1.9 927.5 milhões de barris das reservas terrestres (nos estados do Amazonas. 112 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .6 11.7 37.9 4.6 11.Reservas totais de petróleo.286.1 10.77 -28.4 52.0 23.3 2006 96.6 904.8 2005 91.8 12. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.153.9 183.3 6.2 71.8 11.2 10.177.3 36.

para fornecer energia a sistemas isolados ou em áreas remotas. os países em fase de crescimento econômico acelerado começaram a figurar em posição de destaque. 2008. em 2007. gás de refinaria e. uma vez que os derivados apresentam maior valor agregado se utilizados em transportes ou geração distribuída (pequenas unidades próximas aos centros de consumo). o óleo ultraviscoso.748 2. são colocadas em operação para garantir o atendimento em momentos de pico de demanda ou para complementar a oferta proveniente das hidrelétricas em períodos de estiagem. com menor freqüência. o país contava com um total de 626 unidades em operação.2 2. como México. em conseqüência. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Em novembro de 2008. então.5 abaixo. Mas.5 .2 5. relata que o petróleo só tem papel relevante na geração de eletricidade em países que não dispõem de muitas outras alternativas. com ênfase para a região Sudeste.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Com relação ao consumo. principalmente as de menor porte ou de baixa eficiência. deverá reduzir-se um pouco mais nos próximos anos.855 5. Essas termelétricas.1 mil MW (megawatts) de potência instalada. A China ocupou o segundo lugar.303 2.9 3. No médio prazo. abastecidas por óleo diesel. Estudo sobre petróleo que integra o Plano Nacional de Energia 2030. sua participação na matriz da energia elétrica é pequena. Todas são complementares ao sistema hidrelétrico. com um total de 20. A maior parte das demais usinas opera com óleo combustível ou gás de refinaria e está distribuída por todo o território nacional.3 9.7 2.6 2.154 85. as termelétricas movidas a derivados de petróleo têm função semelhante. os países industrializados estão.5 100. óleo combustível ou gás de refinaria. pela geração de 13. eles serão conectados ao SIN por meio da construção de linhas de transmissão. tradicionalmente. Em 2007. Tabela 7. Em novembro de 2008. Logo abaixo.Os dez maiores consumidores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 o o o o o o o mil barris por dia 20. As usinas abastecidas por óleo diesel estão instaladas principalmente na região Norte para atender os Sistemas Isolados – que ainda não são conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). como aconteceu no início de 2008. rede composta por linhas de transmissão e usinas que operam de forma integrada e que abrange a maior parte do território do país. Os maiores são Acre-Rondônia. que fazem parte do chamado BRIC (Brasil. a Índia.8% do total de energia elétrica produzida. o quinto. Os derivados mais utilizados são óleo diesel. Dentre os países da União Européia. Os custos do óleo utilizado são repassados a todos os consumidores de energia elétrica do país por meio do encargo Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) embutido na tarifa final. No Brasil.8 2. Ou seja. como mostra a Tabela 7. A participação do petróleo na produção mundial de energia elétrica é pouco expressiva e tem recuado nos últimos anos. A única exceção seria o Oriente Médio. Ou. cuja combustão produz o vapor necessário à movimentação das turbinas. os Estados Unidos mantiveram a liderança do ranking dos maiores consumidores.7 milhões de barris por dia. Itália. vieram países em desenvolvimento econômico acelerado.4 TWh (terawatts-hora) ou 2. os derivados são utilizados principalmente em usinas termelétricas complementares (acionadas em horários de pico ou em quadros de interrupção no fornecimento) àquelas movidas por outras fontes.698 7. Portugal e Japão.0 Estados Unidos China Japão Índia Federação Russa Alemanha Coréia do Sul Canadá Brasil Arábia Saudita Total 8o 9o 10o Fonte: BP.220 % 24. Rússia.192 2.699 2. projeções do Departamento de Energia norte-americano apontam que a sua participação Atlas de Energia Elétrica do Brasil 113 .371 2.051 2. o quarto. No total. Índia e China).393 2. O Brasil ficou na 9ª posição. Essas unidades responderam.1 na página seguinte. óleo combustível. o país também contava com 69 novos empreendimentos já outorgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em fase de construção. entre os líderes do ranking mundial.8 2. Manaus e Macapá. e a Federação Russa. eles representam 3. Por isso. poderão vir a ser desativadas.2 3. em decorrência dos investimentos realizados na utilização de outras fontes – menos agressivas ao meio ambiente e com preços menores e mais estáveis. nos últimos anos. como mostra o Mapa 7. Segundo o mesmo documento.

114 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .041 197.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 7.500 11.041 a 302.160 35.160 a 112.000 N O L S Fonte: Aneel.764.400 a 11.941 Termelétricas Óleo ultra-viscoso Óleo combustível Gás de refinaria Óleo diesel Potência (kW) 5 a 1.400 1.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Manaus c Belém São Luis Fortaleza CE Teresina PI o AM PA MA RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência total instalada por unidade da federação 170 a 35.1 .764 a 1.Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada – novembro de 2008. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .645 112.500 a 131. 2008.645 a 197.764 302.

140 MW). em conseqüência. Atualmente. Assim. Estados Unidos. a população.org Petrobras – disponível em www. entre outras. No entanto.anp. movido a óleo combustível e com potência instalada de 355. Outro é o desenvolvimento de tecnologias específicas para redução das emissões. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) pelo qual o volume de emissões é compensado pela aquisição de títulos de projetos ambientais realizados por terceiros. seja para utilização nos motores – o maior fator de agressão é a emissão de gases poluentes. há a possibilidade da ocorrência de vazamentos do óleo. os grandes consumidores vêm sendo pressionados a reduzir a dependência do petróleo e. Nos últimos 10 anos.com.7 MW. aumento de vendas do comércio. Por isso. Pau Ferro I (Pernambuco.iea. evitam se comprometer com metas mensuráveis. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. gov. Foi o resultado tanto do pagamento de royalties pelas petrolíferas quanto do aquecimento de atividades decorrentes da prospeção do petróleo – valorização imobiliária. No mar. Esses países são Japão. conforme registra o Plano Nacional de Energia 2030. Um dos mecanismos em fase de consolidação mundial é o mercado de crédito de carbono (ou MDL. 156. ainda não é utilizado nos países que concentram 90% da capacidade mundial de produção de energia elétrica a partir de derivados. essas questões ambientais estão entre os principais limitadores da expansão de usinas termelétricas movidas a derivados de petróleo. França.6 MW). Canadá e Alemanha. Neste caso.gov.br Agência Nacional de Petróleo.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS A descoberta de um campo de petróleo tem poder para mudar as características socioeconômicas da região. países como Estados Unidos. tão acentuado quanto os efeitos socioeconômicos é o impacto ambiental. Reino Unido.br Atlas de Energia Elétrica do Brasil 115 . além da interferência no ambiente. nos anos 90. o volume de emissões. que se transformou em base da produção do petróleo em alto mar. a economia do município aumentou 600%.2 MW).Derivados de Petróleo | Capítulo 7 O maior é Suape II (PE). o que coloca em risco a fauna e a flora aquática. desde a assinatura do Protocolo de Kyoto.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. responsáveis pelo efeito estufa. 7. No Brasil. Na etapa de combustão dos derivados – seja para a geração de energia elétrica. investimentos públicos municipais.br BP Global – disponível em www. cuja construção ainda não foi iniciada. aneel. um dos casos mais evidentes é a cidade de Macaé. prospecção e produção podem provocar alterações e degradação do solo.4 MW) e Termo Manaus (Amazonas. saltou para 170 mil habitantes em 2008 e a cidade transformou-se em pólo regional. As quatro unidades em construção eram: Goiânia II (Goiás. se constituem no impulso para o desenvolvimento de mecanismos e tecnologias que atenuem ou compensem o volume de emissões. um dos mais modernos e principais sistemas é o de dessulfurização (eliminação do enxofre) de gases. 102. mas não ratificaram. De outro lado. No entanto. Em terra. no litoral norte do Rio de Janeiro. Itália. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. a cadeia produtiva do petróleo tende a ser submetida a uma forte legislação ambiental.gov. dado o elevado custo de sua implantação.bp. No entanto. a exploração. 66. Espanha.petrobras. que assinaram o protocolo. Potiguar III (Rio Grande do Norte. de 60 mil habitantes em 1980.epe.

Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Eletronuclear 116 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear Atlas de Energia Elétrica do Brasil 117 8 .

dos naturais 0. pode ser dividido em três etapas principais. manifesta-se sob a forma de calor. Há dois ciclos básicos: um aberto e um fechado.gov. na qual o minério é extraído da natureza e enviado a uma unidade de beneficiamento. o yellowcake é dissolvido. purificado e convertido para o estado gasoso (gás UF6). O processo completo de utilização do urânio. porém. Pesquisadores buscam obter energia também a partir da fusão do núcleo de vários átomos. Os dois circuitos não têm comunicação entre si. caracteriza-se pelo aumento da concentração de átomos de urânio 235. Pelo contrário: passa por um processo bastante complexo de processamento que. acionando a turbina para a geração de energia elétrica. A primeira delas é a mineração e beneficiamento. dando origem a uma espécie de sal de cor amarela. essa tecnologia não é usada em escala comercial. O primeiro envolve a deposição final do combustível utilizado. Se é liberada rapidamente. abrange. Essa radiação. em circuito fechado. conhecido como yellowcake e cuja fórmula química é U3O8. a destinação do material utilizado. Até agora. como a medicina. é aplicada em atividades importantes e até mesmo vitais.Capítulo 8 | Energia Nuclear Box 8 O ciclo do combustível nuclear O valor do minério urânio está na característica do átomo que o compõe: o átomo de urânio (U). manifesta-se como luz. primeiro elemento químico da natureza em que se descobriu a capacidade de radiação (ou emissão e propagação da energia de um ponto a outro). Vaso de contenção Torre de transmissão Reator Pressurizador Vapor Vapor de pressão Barras de controle Turbina Gerador Elemento combustível Gerador de vapor Condensador Bomba água Bomba principal de refrigeração do reator Bomba Bomba Circuito primário Circuito secundário Sistema de água de refrigeração Tanque de água de alimentação Perfil esquemático de uma usina nuclear 118 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . O urânio 235 é o combustível das usinas nucleares. o urânio residual e o plutônio produzidos voltam a ser utilizados na geração de energia.7% para algo como 4%. como óxido misto (MOx). de enriquecimento. Nas usinas termonucleares ela é liberada lentamente e aquece a água existente no interior dos reatores a fim de produzir o vapor que movimenta as turbinas.org) ou no site da Indústrias Nucleares do Brasil (www. Explicações detalhadas de todo o ciclo do urânio podem ser encontradas no site da World Nuclear Association (www. No segundo.world-nuclear. onde é purificado e concentrado. se descontrolada. As usinas termonucleares são dotadas de uma estrutura chamada vaso de pressão. chamado de circuito primário. que contém a água de refrigeração do núcleo do reator (onde fica o combustível nuclear). Se bem utilizada. Para obter um quilo de produto são necessários cerca de oito quilos de yellowcake.br). em resumo. ainda. Essa água. A terceira fase. altamente radioativa.inb. De uma maneira muito simplificada. pode provocar os acidentes nucleares. neste caso o núcleo do átomo é submetido a um processo de fissão (divisão) para gerar a energia. O urânio extraído não chega à usina em estado puro. A maior aplicação do átomo de urânio é em usinas térmicas para a geração de energia elétrica – as chamadas usinas termonucleares. também chamado “ciclo do combustível nuclear”. A segunda etapa é a conversão. Esse circuito primário aquece uma outra corrente de água que passa pelo gerador (circuito secundário) e se transforma em vapor. Nela. Se a energia é liberada lentamente. circula quente por um gerador de vapor.

Fonte: IEA. 2008. Conhecida desde a década de 40. Em 2006. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 119 . principal responsável pelo efeito estufa e. produzida a partir do átomo de urânio. pelo aquecimento global. garante a segurança no suprimento. uma vez que sua operação acarreta a emissão de baixos volumes de gás carbônico (CO2).1 Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006). a energia nuclear ocupou o penúltimo lugar entre as principais formas para produção de energia elétrica do mundo.1 INFORMAÇÕES GERAIS A energia nuclear. foi superada por hidreletricidade.1 abaixo. Além da característica ambiental. nos últimos anos passou a ser considerada uma fonte limpa. 8 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Gás Natural Hidrelétrica Nuclear Petróleo Outras Gráfico 8. voltou à agenda internacional da produção de eletricidade como alternativa importante aos combustíveis fósseis. a médio e longo prazos. Como mostra o Gráfico 8. contribui para a tendência à expansão a existência de abundantes reservas de urânio no planeta – o que. segundo a International Energy Agency (IEA). gás natural e carvão e superou apenas o petróleo. em conseqüência.Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear 8.

741.8 16.930 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total % 41. segundo a IEA (Tabela 8. Fonte: Adaptado de IEA.1 14.028.7 100. A interrupção ocorreu em função de elementos negativos que coincidiram no tempo: a ocorrência de dois acidentes (Three Mille Island e Chernobyl) e os elevados investimentos necessários à instalação de uma central.0 Mtep* 3. O urânio figura como fonte primária da matriz energética mundial desde meados dos anos 60.3 1.8% da produção total.804. De acordo com as últimas estatísticas da IEA.1 .8 435. conforme destacado na Tabela 8.0 5. Além da ocorrência dos acidentes. 2008.3 100.94 258. Fonte: Adaptado de IEA. em 2006 responderam por 14. Tabela 8.64 3.097. Fonte: IEA.66 4. Entre este período e o final dos anos 70. 2008. (*) Cada Mtep é aproximadamente igual a 12 terawatts-hora. são necessárias três vezes mais combustível para produzir a mesma energia gerada por uma hidrelétrica.94 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep). outro fator que motivou a oposição às nucleares foi o fato de que o processo de fissão do átomo de urânio é o mesmo que dá origem à bomba 120 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .90 2.2 10.30 1.00 (*) Um terawatt-hora equivale a um milhão de gigawatts-hora.94 3. Como a energia nuclear é usada quase que exclusivamente para a produção de energia elétrica.Capítulo 8 | Energia Nuclear Ainda assim.2 a seguir).93 2.29 11.761.256. sua participação no ranking global de fontes de energia primária (que também considera outros usos da energia) é menor: 6.91 727.0 País % 26.2 e Gráfico 8.038.2 . Considerando que o rendimento de uma usina térmica é da ordem de 30%.052. 2008.Energia elétrica no mundo (2006) País Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total Tabela 8.1 a seguir.0 34.0 2.39 18.8 20.801. o mercado das usinas nucleares viveu um vigoroso ciclo de crescimento. 40 Produção de energia elétrica Oferta de energia primária 30 % 20 10 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Gráfico 8.2% ou 727. as usinas nucleares têm participação importante na matriz da energia elétrica. principalmente por parte dos ambientalistas.2 2.4 20.406.5 6. Durante quase trinta anos.Oferta de energia primária (2006) TWh* 7. os novos investimentos foram praticamente paralisados e a produção de energia nuclear sofreu forte oposição.2 Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo.

2006.8 411.6 394. recuaria para 296.2 300 395. Finalmente. após o final da Guerra Fria.8 200 2000 2005 Forte recuperação 2010 Tratado de Kyoto 2015 2020 Referência 2025 2030 Nuclear fraco Gráfico 8. porém. com 137 países-membros. Entre eles. a Agência Internacional de Energia 600 Atômica (AIEA. a configuração de qualquer um desses cenários dependerá de vários fatores. comprometeramse formalmente a desativar os artefatos bélicos e a utilizar o urânio decorrente dessa iniciativa na produção de energia elétrica.7 421.1 GW. o mais pessimista. Assim.1 360.1 498. Inicialmente se propunha a garantir o uso pacífico da energia nuclear e contribuir com as pesquisas científicas. organização autônoma constituída em 1957 no âmbito das Nações Unidas) ampliou a sua esfera de atuação.0 500 449. fraca recuperação e Tratado de Kyoto. do Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).7 357. segurança no fornecimento de outros combustíveis e aceitação pela sociedade da segurança das unidades nucleares. Lado a lado com os riscos.3 abaixo): referência.6 390. a potência instalada passaria dos 361.7 296.1 414.1 339. No mais otimista. Nos últimos anos. essa oposição tornou-se mais moderada.8 450.2 GW (gigawatts) existentes no início dos anos 2000 para 570.6 GW 400 361.Energia Nuclear | Capítulo 8 atômica. Fonte: EPE. passaram a ser enumerados os pontos favoráveis à instalação de novas centrais. Entre eles: competitividade do custo de geração. Além disso. Atualmente. Além disso.2 400. passou a inspecionar e investigar suspeitas de violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear das Nações Unidas. A IEA projeta quatro cenários até 2025 (Gráfico 8. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 121 . embora ainda não exista uma solução definitiva para os rejeitos produzidos – o elemento mais perigoso do processo nuclear. No nuclear fraco. países como a Rússia. forte recuperação. disponibilidade de urânio. de forte recuperação. 570. investimentos em desenvolvimento tecnológico buscam aumentar a segurança das unidades.8 GW. O futuro da energia nuclear é difuso. o país que domina a tecnologia de processamento e transformação do minério pode utilizá-la tanto para a produção de energia elétrica quanto para fins bélicos.0 441. no âmbito da geopolítica internacional. a disponibilidade de combustível (urânio) e a baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa – o que transforma a energia nuclear em energia limpa. Conforme registra o estudo sobre geração termonuclear.3 Cenários IEA para energia nuclear no mundo.

Em 2007.0 Tabela 8.1 5.143. Desse minério é extraído o átomo de urânio utilizado na geração nuclear.327 A extração do urânio não é a única forma para obtenção do combustível utilizado nas centrais nucleares. os três maiores consumidores são Estados Unidos.7 mil toneladas em reservas conhecidas e correspondentes a cerca de 6% do volume total mundial.Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) País Estados Unidos França Japão Rússia Coréia do Sul Alemanha Canadá Ucrânia Suécia China TWh 848.9 % 30. juntos. tU 1. respectivamente. A principal delas.9 16.4 100. Seu comércio é rigidamente controlado tanto pelos governos nacionais quanto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).836 78.700 225. Como mostra a Tabela 8. Ainda assim.5 2. compostas por: material obtido com a desativação de artefatos bélicos. um metal pouco menos duro que o aço.1 na página seguinte. eles foram também os maiores produtores. 2008. Fonte: WEC. segundo a IEA. Segundo a International Energy Agency. Paraná e Minas Gerais.3 abaixo.9 440.4 abaixo e a Figura 8.402 89. em 2007 essas reservas totalizaram 4.4 279. 122 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .4 3. com participação de.596 282.9 140.Reservas mundiais de urânio (2007)* País Austrália Cazaquistão Canadá Estados Unidos África do Sul Namíbia Brasil Nigéria Rússia Ubequistão Jordânia Índia Mongólia China Outros Países Total (*) tU: toneladas de urânio. não acompanha a localização ou a capacidade das reservas.9 12. Bahia.459 172.000 340. encontrado em estado natural nas rochas da crosta terrestre.4 62.3 92. como mostra a Tabela 8. o país ocupa o 7o lugar do ranking.359 278. com 278.723 227. 30. As jazidas estão localizadas principalmente na Bahia. possui 100 mil toneladas.4 2.1 3. Existem também as fontes secundárias. volume suficiente para abastecer o complexo nuclear de Angra I. apenas 25% do território foi prospectado em busca do minério. estoques civis e militares. França e Japão.2 5. Brasil Total Fonte: BP.950 59. mas a disposição do país para investir na geração nuclear de energia elétrica. Ceará. o U3O8). Em 2006. conforme informações da Indústrias Nucleares do Brasil (INB).1% no ranking mundial. Cazaquistão e Canadá que.975 64.2 RESERVAS. produtos derivados das três principais etapas de processamento do material bruto (ver Box 8).800 342. O restante veio de fontes secundárias. respondem por mais de 50% do volume total.8 5. reprocessamento do urânio já utilizado e sobra do material usado no processo de enriquecimento. uma vez que se trata de material radioativo.3 0.4 2.5 93.000 816.9%.6 milhões de toneladas distribuídas por 14 países. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO A matéria-prima para a produção da energia nuclear é o minério de urânio. porém.8 142.627. gás UF6 e urânio 235 (sob a forma de barras). Tabela 8. com destaque para a Austrália.840 61.0 10. 2008. 16% e 10. em Caetité.099 443. o urânio extraído das reservas respondeu por 54% da energia nuclear produzida no mundo. A distribuição mundial do consumo.3 . O urânio é comercializado sob a forma de yellowcake (espécie de sal amarelo.588 4.5 67.4 .748. II e III por 100 anos.0 159.Capítulo 8 | Energia Nuclear 8. No Brasil.

referente ao yellowcake.0 27. Fonte: BP.4 a seguir.2 13. como demonstra o Gráfico 8. para registrar ligeira recuperação após o ano 2000 – período em que se nota um aumento no número de unidades instaladas e de MWh (megawatts-hora) produzidos.1 a 100 100 a 850 Figura 8.Energia Nuclear | Capítulo 8 Consumo de energia nuclear 2007 (TWh) 2.3 a 27.1 Consumo de energia nuclear no mundo em 2007. 2008. 1 Preço da libra (453. $120 $100 $80 $60 $40 $20 $0 US$ / lb U3O8 69 71 73 75 77 US$ Corrente 79 81 83 85 87 89 91 93 95 97 99 01 03 05 US$ 2005 Gráfico 8. 2006. Os preços subiram de maneira acentuada durante a fase de expansão da construção de usinas nucleares.4 Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8). O comportamento dos preços reflete a relação oferta/consumo. Fonte: EPE. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 123 .4 a 13. recuaram bruscamente na década de 80 e se mantiveram em baixa durante quase 20 anos.59237 gramas) de óxido de urânio em dólares.

aumenta o número de países que buscam aderir a essa tecnologia ou expandir o parque já instalado. Além de novas unidades em construção. empresa de economia mista subsidiária da Eletrobrás e responsável pela construção de usinas e geração de energia nuclear no Brasil. Participação % França Lituânia Eslováquia Bélgica Ucrânia Suécia Armênia Eslovênia Suíça Hungria Coréia do Sul Japão Gráfico 8.100 Estados Unidos França Japão Rússia Alemanha Coréia Ucrânia Canadá Reino Unido o o 5o 6 7 8 9 o o o o 10 Suécia Brasil Total 23 Fonte: AIEA (Adaptado). No entanto.743 20.621 10. a capacidade instalada da companhia deverá suprir 60% do combustível consumido em Angra I e II. distribuídos por 31 países.582 63.5 . e. No Brasil. 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 8. uma autarquia federal subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e constituída para. estava em operação em todo o mundo.587 21. um total de 439 reatores nucleares. A INB também domina a tecnologia dos três principais ciclos de processamento do átomo de urânio. o urânio 235 é enviado à Fábrica de Combustível Nuclear (FCN). no entanto. Outro fator de alta poderá ser a entrada em operação de novos geradores.85% da energia total produzida. 124 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .222 9. em nome da União.5 a seguir. poderá ser atenuada por outras variáveis.Capítulo 8 | Energia Nuclear Projeções da AIEA indicam que os estoques de urânio resultante da conversão de armas atômicas devem acabar entre 2020 e 2030.014 2. em Resende (RJ).451 13. 2008.260 47. Fonte: AIEA. mas foi a França.Participação da energia nuclear na energia total produzida. Em 2007. o enriquecimento ainda é realizado em países como Holanda e Alemanha.1). com licenciamento em curso nos Estados Unidos.5 .470 17. exercer o monopólio da mineração de elementos radioativos e da produção e comércio de materiais nucleares. Ao chegar ao Brasil em contêineres. 2008.107 12. em seguida. como a configuração do cenário de fraca recuperação da IEA (ver Tópico 8.Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 País 1o 2 2 4 o o o Unidades 104 59 55 31 17 20 15 18 19 10 2 439 MW 100.007 372. apenas a Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) é autorizada pelo Governo Federal a extrair e processar o urânio e demais minerais radioativos. que demonstrou maior dependência da produção nuclear: 76. em Angra dos Reis (RJ). a exploração de novas reservas ou o aumento da eficiência das usinas (produção de maior quantidade de energia com a mesma quantidade de combustível) proporcionada por investimentos em tecnologia realizados atualmente. conforme mostram a Tabela 8.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A geração nuclear de energia elétrica vive um novo ciclo de expansão. o que poderá implicar em aumento dos preços. às usinas nucleares Angra I e Angra II. segundo dados da AIEA reproduzidos no trabalho Panorama da Energia Nuclear da Eletronuclear. com 59 reatores. que expandirá o consumo. A companhia é vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Tabela 8. A tendência. O projeto de expansão das linhas de enriquecimento de urânio da INB está em andamento e tem conclusão da primeira fase prevista para 2009.5 e o Gráfico 8. Os Estados Unidos concentravam o maior número de unidades (104). Nesse ano.

três usinas entraram em operação na Índia.6 .6 abaixo). as reservas de urânio existentes no planeta são abundantes.906 5. paralisadas há vários anos. também. eficiência e vida útil das unidades (cujo padrão é de 30 anos). um total de 37 reatores encontravam-se em construção em 14 países (Tabela 8. Estes avanços reduzem o risco de acidentes nucleares e aumentam a viabilidade econômica do empreendimento. Além disso.Energia Nuclear | Capítulo 8 No mesmo período.165 31. Tabela 8. enquanto as obras de seis usinas tinham início na Coréia do Sul.563 Esse fenômeno é resultado da conjunção de diversas variáveis. França e China. Os Estados Unidos reativaram outras duas unidades. Algumas são de ordem tecnológica. O principal fator de impulso à tendência tem.Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) País Argentina Bulgária China Finlândia França Índia Irã Japão Coréia Paquistão Rússia Taiwan Ucrânia Estados Unidos Total Fonte: AIEA. Unidades 1 2 6 1 1 6 1 2 4 1 7 2 2 1 37 MW 692 1.900 1. de forma a atender ao consumo crescente de energia.724 2. De outro.600 2. Trata-se da necessidade de diversificação da matriz energética. Isto porque. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 125 .191 3.840 300 4. China e Romênia.910 915 2. de um lado. 2008. caráter ambiental. A energia nuclear vem sendo apontada como uma alternativa para expansão e diversificação dessa matriz.600 1. ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa é muito baixo em toda a cadeia produtiva da energia nuclear (da extração do urânio à geração de energia elétrica).600 1. Rússia. porém.220 1. poupar os combustíveis fósseis e enfrentar o aquecimento global. como as pesquisas para aumentar a segurança das instalações. porque o nível de emissão de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) Usina nuclear Angra II. Fonte: Eletronuclear.

5% (3. no entanto. entrou em operação comercial em 1985. ainda não é aplicada em escala comercial. em julho de 2008. também alemã. o Governo Federal pretendia adquirir conhecimento sobre a nova tecnologia que se expandia rapidamente pelo mundo e.Central de operação. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) expediu licença prévia autorizando a retomada das obras. que foi de 12. em 1975. o o ministro de Minas e Energia.007 GW) para 2. Fonte: Banco de imagens de Angra 2.Capítulo 8 | Energia Nuclear Sala de controle . O país apresenta duas vantagens competitivas nesse segmento: as boas reservas do mineral e o domínio da tecnologia de enriquecimento do urânio – que. 126 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Angra I. Em julho do mesmo ano. Angra II. a expansão do parque nuclear faz parte do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015). Em 2007. subsidiária da Siemens. o que resultaria em uma capacidade instalada total de 60 mil MW. A construção foi inserida no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015) e. a participação da capacidade nuclear instalada no Brasil deve passar de 1. Em setembro de 2008. Angra I e Angra II responderam por 2. Três anos depois. considerando que esta última terá um crescimento anual de 4% passando de 103 GW (2008) para 130 GW em 2014.G. com tecnologia da norte-americana Westinghouse adquirida em sistema turn key (sem transferência tecnológica). A instalação de usinas nucleares em território nacional foi decidida no final da década de 60. Com isto. em 2000.357 GW) da capacidade instalada total.350 MW. – KWU.5% da produção total de energia elétrica no país. resolver um problema localizado: a necessidade de complementação térmica para o suprimento de eletricidade ao Rio de Janeiro.350 MW. Brasil No Brasil. por uma série de razões foi paralisada durante muitos anos. com potência instalada de 1.98% (2. adquiriu as usinas de Angra II e Angra III da empresa Kraftwerk Union A. Edison Lobão. também com 1. anunciou a intenção do governo de construir uma usina nuclear por ano ao longo dos próximos 50 anos. Com elas.3 terawatts-hora (TWh). A construção de Angra I teve início em 1972. A construção de Angra III. ao mesmo tempo. A operação de Angra III está prevista para ter início em 2014. com potência instalada de 657 MW. O contrato previa transferência parcial de tecnologia. o país assinou com a República Federal da Alemanha o Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico da Energia Nuclear.

estocados em piscinas de resfriamento cheias de água. Depois. sugestão apresentada pela Eletronuclear quando obteve a licença prévia para a retomada Central nuclear. No entanto. lado a lado com o risco de acidentes nas usinas. Estes dejetos são classificados de baixa. Durante a fase de extração e processamento do minério e de operação da usina.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Das formas de produção de eletricidade. ainda não se conseguiu encontrar uma solução definitiva para os dejetos radioativos que. temporariamente. Finalmente.Energia Nuclear | Capítulo 8 8. Isto porque toda a cadeia produtiva do urânio – da extração à destinação dos dejetos derivados da operação da usina – é permeada pela radioatividade. a evolução tecnológica das máquinas também aponta para a redução no volume de dejetos de alta atividade produzido: seja porque embutem ganhos de eficiência (exigindo menor volume de combustível para a produção da mesma qualidade de energia). Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. Os Estados Unidos têm um projeto pioneiro nesta opção. Fonte: Eletronuclear. ganha espaço no mercado mundial a preferência pela adoção do ciclo aberto do urânio em detrimento do fechado que. de forma a não superar os limites previstos pelos órgãos reguladores. Outra alternativa é um projeto inédito de armazenamento desses dejetos em cápsulas de aço. Para os dois primeiros. Ainda assim. há o processamento e armazenagem. a possibilidade de a unidade provocar grande impacto socioambiental é um dos aspectos mais controversos de sua construção e operação. é o armazenamento em uma estrutura geológica estável. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 127 . média e alta atividade. seja porque conseguem reduzir o tempo de decaimento (redução da radioatividade) dos dejetos. A vitrificação facilita o transporte e a estocagem. produz novos dejetos radioativos. ao reprocessar o material. no Brasil os dejetos de alta atividade ficam. parte deles é misturada a outros materiais e solidificada. resultando em barras de vidro. também classificadas como de alta radioatividade. a usina nuclear é uma das menos agressivas ao meio ambiente. mas apenas diminui – não extingue – os impactos potenciais sobre o meio ambiente. os níveis de radioatividade são permanentemente monitorados e controlados. Alternativas para depósito desses dejetos estão em estudo no exterior. se constituem nos elementos mais perigosos do processo de produção da energia nuclear. atualmente. Uma das mais aceitas. Além disso.

Capítulo 8 | Energia Nuclear das obras de Angra III. De qualquer maneira.gov. mas não acaba com os riscos de acidentes ambientais provocados pelas usinas nucleares.eletronuclear. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.org World Energy Council (WEC)– disponível em www.iea.gov. Segundo a Eletronuclear. O destino dos dejetos era uma das condicionantes do licenciamento ambiental.com. essas cápsulas garantiriam a segurança dos dejetos por 500 anos. gov.com Eletronuclear – disponível em www.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. o aumento da segurança dessas instalações é uma das principais vertentes das pesquisas tecnológicas realizadas nos últimos anos.bp.org 128 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .inb.epe.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.br BP Global – disponível em www. aneel.br Indústrias Nucleares do Brasil (INB) – disponível em www. A tecnologia hoje existente apenas atenua.worldenergy.

Stock Xchng Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Carvão Mineral Atlas de Energia Elétrica do Brasil 129 9 .

Este movimento dá origem à energia elétrica. em resumo. Pesquisas envolvendo processos tecnológicos que permitam um maior aproveitamento do poder calorífico do carvão (como a gaseificação) – e simultaneamente a preservação do meio ambiente – têm sido desenvolvidas no mercado internacional (ver Tópico 10. Em segundo lugar vem a aplicação industrial para a geração de calor (energia térmica) necessário aos processos de produção. Vapor Carvão Mineral Esteira Turbina Gerador Transformador Boiler Rio / Reservatório Água p/ refrigeração Condensador Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral 130 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . No entanto. o processo é similar. fragmentado e armazenado em silos para. Um desdobramento natural dessa atividade – e que também tem se expandido – é a co-geração ou utilização do vapor aplicado no processo industrial também para a produção de energia elétrica. a principal aplicação do carvão mineral no mundo é a geração de energia elétrica por meio de usinas termelétricas. No caso da co-geração.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 9 O processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral Atualmente. porém o vapor. este processo se dá. posteriormente. cerâmicas e fabricação de vidros.4). o método tradicional. ser transportado à usina. Considerando-se também a preparação e queima do carvão. além de gerar energia elétrica. tais como secagem de produtos. continua sendo o mais utilizado. A energia térmica (ou calor) contida no vapor é transformada em energia mecânica (ou cinética). também é extraído para ser utilizado no processo industrial. de queima para produção do vapor. onde novamente será armazenado. da seguinte maneira: o carvão é extraído do solo. O calor liberado por esta queima é transformado em vapor ao ser transferido para a água que circula nos tubos que envolvem a fornalha. o que permitirá melhor aproveitamento térmico ao ser colocado para queima nas fornalhas de caldeiras. que movimentará a turbina do gerador de energia elétrica. Em seguida. é transformado em pó.

No caso da commodity carvão. conforme o Gráfico 9.1 a seguir.00 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 9 O interesse reacendeu-se na década de 70.00 30. iniciada na Inglaterra no século XVIII. o comportamento dos preços é outra vantagem competitiva. no entanto. 80.00 10. em conseqüência. Fonte: BP. com o desenvolvimento dos motores a explosão. registraram movimentos suaves ao longo dos últimos dez anos. As cotações do petróleo e derivados têm se caracterizado pela tendência de alta e extrema volatilidade. contudo. Gráfico 9.00 70. Além da oferta farta e pulverizada. o vapor foi aproveitado na produção de energia elétrica. ingressando em um ciclo de baixa em 2005. do choque do petróleo.1 INFORMAÇÕES GERAIS O carvão mineral. de origem fóssil.00 60. 2008. Ao longo do tempo. e se mantém em alta até hoje.1 Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos.00 50.00 0. o carvão perdeu espaço na matriz energética mundial para o petróleo e o gás natural. Já no fim do século XIX. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 131 . sobretudo. Sua aplicação na geração de vapor para movimentar as máquinas foi um dos pilares da Primeira Revolução Industrial. foi uma das primeiras fontes de energia utilizadas em larga escala pelo homem.00 40.00 20.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carvão Mineral 9.

A produção e o consumo mundial concentram-se nas categorias intermediárias: os carvões tipos betuminoso/sub-betuminoso e linhito. de maior valor térmico.2 abaixo). 53% das reservas mundiais de carvão mineral são compostas por carvão com alto teor de carbono (hulha) e 47% com baixo teor de carbono. Fonte: IEA. O que é o carvão Existem dois tipos básicos de carvão na natureza: vegetal e mineral. O mineral é formado pela decomposição da matéria orgânica (como restos de árvores e plantas) durante milhões de anos. respondendo por 41% da produção total (Gráfico 9. A IEA também projeta que o minério manterá posição semelhante nos próximos 30 anos. 132 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o carvão é a fonte mais utilizada para geração de energia elétrica no mundo. No entanto. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 9. O vegetal é obtido a partir da carbonização da lenha. folhelhos e diamictitos) e minerais. medida pela capacidade de produção de calor – ou poder calorífico. nitrogênio.Capítulo 9 | Carvão Mineral De acordo com dados da International Energy Agency (IEA). sob determinadas condições de temperatura e pressão. associados a outros elementos rochosos (como arenito. Tanto o carvão vegetal quanto o mineral podem ser usados na indústria (principalmente siderúrgica) e na produção de energia elétrica. Projetos de mitigação e investimentos em tecnologia (clean coal technologies) estão sendo desenvolvidos para atenuar este quadro. expresso em kcal/kg (kilocaloria obtida por quilo do combustível). é comercializado no mercado internacional. provoca a degradação das áreas de mineração. é de 26%. enxofre. Este movimento tem a ver não só com a disponibilidade de reservas. o poder calorífico e a incidência de impurezas variam. No carvão mineral. O segundo é utilizado na geração termelétrica local. siltito. A extração. subdividida nos tipos betuminoso e antracito). Sua participacão na produção global de energia primária. é favorecido pela incidência de carbono e prejudicado pela quantidade de impurezas (elementos rochosos e minerais). enquanto o primeiro é pouco utilizado – exceto no Brasil. O primeiro. Este poder calorífico. por sua vez. A principal restrição à utilização do carvão é o forte impacto socioambiental provocado em todas as etapas do processo de produção e também no consumo. como a pirita. o poder calorífico é baixo enquanto a participação de impurezas é elevada.2 Geração de energia elétrica por tipo de combustível. A combustão é responsável por emissões de gás carbônico (CO2). No carvão vegetal. 2008. por exemplo.1 a seguir. o consumo do segundo está bastante aquecido. que considera outros usos além da produção de energia elétrica. mas com a qualidade do carvão. maior produtor mundial –. o que determina a subdivisão do minério nas categorias: baixa qualidade (linhito e sub-betuminoso) e alta qualidade (ou hulha. Como mostra a Figura 9. É composto por átomos de carbono. oxigênio.

A título de exemplo. conforme está registrado no Plano Nacional de Energia 2030. também. No Brasil. da profundidade e do tipo de solo sob o qual o minério se encontra. Uso Atlas de Energia Elétrica do Brasil 133 . semimecanizada ou mecanizada. também são construídas as termelétricas abastecidas por esse combustível. Se a camada que recobre o carvão é estreita ou o solo não é apropriado à perfuração de túneis (por exemplo.1 Tipos de carvão. Além disso. geralmente só são transferidos. Neste último caso. os tipos de carvão com baixo teor de impurezas. o método mais eficiente de transporte é a esteira. nas proximidades das áreas de mineração. a lavra pode ser manual. A produtividade das minas a céu aberto é superior à das lavras subterrâneas. 2006. Fonte: WCI. a opção é a mineração a céu aberto. A opção por uma ou outra modalidade depende. em importantes países exportadores. Os demais são utilizados nas proximidades do local de mineração – onde. O transporte é a atividade mais complexa e dispendiosa da cadeia produtiva do carvão. enquanto o custo do frete chegava a US$ 49. Para os trajetos mais longos. É o que ocorre nas cinco usinas termelétricas movidas a carvão em operação no Brasil. utilizase caminhões. Do ponto de vista econômico. reservas e usos. é mais eficiente investir na construção de linhas de transmissão de eletricidade do que no transporte do carvão.50 por tonelada. a maior parte é explorada a céu aberto. Extração e transporte A extração (ou mineração) do carvão pode ser subterrânea ou a céu aberto. No entanto. todas localizadas no sul do País. Se. em 2004 o preço CIF – que inclui frete e seguro – de uma tonelada de carvão metalúrgico no Japão era de US$ 61. em geral. há a necessidade da construção de túneis. o mineral está em camadas profundas ou se apresenta como veios de rocha.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carbono / Teor de Energia do Carvão Alto Teor de Umidade do Carvão Alto % das Reservas Mundias Carvão de baixa qualidade 47% Betuminoso 52% Linhito 17% Sub-Betuminoso 30% Térmico Carvão vapor Hulha 53% Antracito 1% Metalúrgico Coque Grande parte da energia elétrica Produção de energia elétrica / Usos industriais Produção de energia elétrica / Usos industriais Fabricação de ferro e aço Doméstico / industrial incluindo combustível Figura 9. pelo contrário. em português –. basicamente. como Austrália e Estados Unidos. É o que ocorre. Para distâncias muito curtas. trens e barcaças. de acordo com o World Coal Institute (WCI) – ou Instituto Mundial do Carvão. de um local para outro. O carvão também pode ser misturado à água formando uma lama que é transportada por meio de dutos. areia ou cascalho). 60% da oferta mundial de carvão mineral é extraída por meio da mineração subterrânea.

Capítulo 9 | Carvão Mineral

9.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO O carvão é o combustível fóssil com a maior disponibilidade do mundo. As reservas totalizam 847,5 bilhões de toneladas, quantidade suficiente para atender a produção atual por 130 anos. Além disso, ao contrário do que ocorre com petróleo e gás natural, elas não estão concentradas em poucas regiões. Abaixo, como mostra a Figura 9.2, as reservas estão bem distribuídas pelos continentes, com ênfase maior no hemisfério norte. Na verdade, são encontradas em quantidades expressivas em 75 países, sendo que três deles – Estados Unidos (28,6%), Rússia (18,5%) e China (13,5%) – concentram mais de 60% do volume total.

Reservas de Carvão 2007 (milhões de toneladas) < 134 135 a 1.000 1.001 a 10.000 10.001 a 100.000 > 100.001

Figura 9.2 Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).
Fonte: BP, 2008.

O volume extraído e produzido, porém, não é diretamente proporcional à disponibilidade dos recursos naturais. Relaciona-se, também, a fatores estratégicos, como a existência de fontes primárias na região e, em conseqüência, à maior ou menor dependência da importação de combustíveis. Atualmente, o maior produtor mundial de carvão é a China que, também estimulada pelo ciclo de acentuado desenvolvimento econômico, tornou-se a maior consumidora do minério. Em 2007, a China produziu 1.289,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) enquanto consumiu 1.311,4 Mtep. A Figura 9.3 a seguir mostra a distribuição do consumo mundial de carvão mineral, medida em tonelada equivalente de petróleo (tep), utilizada na mensuração do poder calorífico.

Extração de carvão mineral
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

134

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

Consumo de Carvão 2007 (Mtep) <1 1,1 a 10 10,1 a 100 100,1 a 1.000 100,1 a 1.000

Figura 9.3 Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).
Fonte: BP, 2008.

No ranking dos maiores produtores de carvão, também figuram os seguintes países: Estados Unidos (587,2 Mtep), Índia (181,0 Mtep) e Austrália, maior exportador do minério do mundo, com 215,4 Mtep, conforme Tabela 9.1, a seguir.

A Rússia, o segundo maior em termos de reservas, ocupa apenas o 6o lugar no ranking da produção e do consumo (Tabela 9.2 abaixo). Este desempenho relaciona-se à utilização majoritária, neste país, do gás natural.

Tabela 9.1 - Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Tabela 9.2 - Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Mtep
1289,6 587,2 215,4 181,0 151,8 148,2 107,5 62,3 51,5 48,3 2,2 3135,6

%
41,1 18,7 6,9 5,8 4,8 4,7 3,4 2,0 1,6 1,5 0,1 100

Mtep
1311,4 573,7 208,0 125,3 97,7 94,5 86,0 59,7 57,1 53,1 13,6 3177,5

%
41,3 18,1 6,5 3,9 3,1 3,0 2,7 1,9 1,8 1,7 0,4 100

China Estados Unidos Austrália Índia África do Sul Rússia Indonésia Polônia Alemanha Cazaquistão Brasil Total

China Estados Unidos Índia Japão África do Sul Rússia Alemanha Coréia do Sul Polônia Austrália Brasil Total

2o 3o 4
o

2o 3o 4
o

5o 6o 7
o

5o 6o 7
o

8o 9o 10
o

8o 9o 10
o

26o

21o

Fonte: BP, 2008.

Fonte: BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

135

Capítulo 9 | Carvão Mineral

Seja pelo alto custo e pelas dificuldades de transporte, seja porque o carvão se constitui em fator estratégico para a segurança nacional (por ser a principal fonte geradora de energia em vários países), o comércio internacional do mineral é pequeno frente ao porte das reservas e produção. Apenas cinco países dominam este mercado: Austrália, Rússia, Indonésia, África do Sul e Colômbia.

A maioria das transações concentra-se na Ásia e na Oceania, onde estão os grandes exportadores e importadores. Assim, a maior parte do carvão exportado navega pelo Oceano Pacífico. Para o carvão que trafega pelo Oceano Atlântico – e que, por questões logísticas, atenderia ao Brasil –, os principais exportadores são África do Sul e Colômbia, enquanto os maiores importadores são Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Extração de carvão mineral na superfície.
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

No Brasil As reservas brasileiras são compostas pelo carvão dos tipos linhito e sub-betuminoso. As maiores jazidas situam-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As menores, no Paraná e São Paulo. As reservas brasileiras ocupam o 10o lugar no ranking mundial, mas totalizam 7 bilhões de toneladas, correspondendo a menos de 1% das reservas totais. A Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) calcula que as reservas conhecidas poderiam gerar hoje 17 mil megawatts (MW). Do volume de reservas, o Rio Grande do Sul responde por 89,25%; Santa Catarina, 10,41%; Paraná, 0,32% e São Paulo, 0,02%. Somente a Jazida de Candiota (RS) possui 38% de todo o carvão nacional. Mas o minério é pobre do ponto de vista energético e não admite beneficiamento nem transporte, em função do elevado teor de impurezas. Isto faz com que sua utilização seja feita sem beneficiamento e na boca da mina.

136

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO

O carvão responde pela maior parte da produção da eletricidade em vários países. Por exemplo, China e Estados Unidos que, segundo a IEA, em 2006 produziram mais da metade dos 7.775 terawatts-hora (TWh1) gerados no mundo. Além disso, países como Alemanha, Polônia, Austrália e África do Sul usam o carvão como base da geração de energia elétrica devido à segurança de suprimento e ao menor custo na comparação com outros combustíveis, como pode ser visto na Tabela 9.3 abaixo.

Tabela 9.3 - Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006
Carvão Mineral
China Estados Unidos Índia Alemanha Japão África do Sul Austrália Rússia Coréia do Sul Reino Unido Outros Países Mundo
Fonte: IEA, 2008.

TWh
2.301 2.128 508 302 299 236 199 179 153 152 1.298 7.755

Usina de carvão mineral Candiota - Rio Grande do Sul.
Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE).

No Brasil, o minério representa, no entanto, pouco mais de 1,5% da matriz da energia elétrica. Em 2007, ano em que 435,68 TWh foram produzidos no País, o carvão foi responsável pela geração de 7,9 TWh, a partir da operação de usinas termelétricas que estão localizadas na região Sul, nas proximidades das áreas de mineração (ver Tabela 9.4 abaixo).

Tabela 9.4 - Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil - situação em novembro de 2008
Usina
Charqueadas Figueira Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Jorge Lacerda IV Presidente Médici A, B e C São Jerônimo
Fonte: Aneel (2008).

Potência (kW)
72.000 160.250 232.000 262.000 363.000 796.000 20.000

Destino da Energia
PIE SP PIE PIE PIE SP SP

Município
Charqueadas - RS Figueira - PR Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Candiota - RS São Jerônimo - RS

Proprietário
Tractebel Energia S/A. Copel Geração S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica

1

Um terawatt-hora equivale a um milhão de megawatts-hora

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

137

Além disso. É o caso das termelétricas previstas para o Ceará e Maranhão. o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE 2006/2015 – MME/EPE. projetos de usinas localizadas nas proximidades de portos que já detêm estrutura para recepção e transporte do carvão destinado à indústria prevêem utilizar o combustível importado. 138 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . por exemplo) e entraves tecnológicos e econômicos que se refletem no custo da geração da eletricidade.sxc. Há 20 anos. Ao projetar a diversificação da matriz nacional.XCHNG (www. segundo registra o Plano Nacional de Energia 2030. No entanto. em julho de 2008 outros cinco projetos.1 a seguir mostra a localização dos empreendimentos no Brasil e sua situação em novembro de 2008. se encontravam em fase de estudos de viabilização técnico-econômica e socioambiental. o que impede o seu transporte por grandes distâncias e afeta o grau de rendimento da usina termelétrica – uma vez que a quantidade de energia produzida é inferior àquela obtida com carvões de alto poder calorífico. A maioria utilizará carvão nacional.hu).148 MW. O Mapa 9. cada um com potência de 350 MW. Fonte: Stock. Extração do carvão mineral no Rio Grande do Sul. com potência total de 3. com 350 MW de potência. 2006) prevê a expansão da utilização do carvão. Dois empreendimentos já se encontram em construção e devem entrar em operação até 2010 na região Sul: Jacuí e Candiota III. Tanto que o Governo Federal destinou R$ 58 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a essas usinas. as pesquisas na área do carvão no Brasil estão virtualmente paralisadas. que devem entrar em operação até 2012: Pecém (com 700 MW de potência instalada na primeira fase e 360 MW na segunda) e Termomaranhão. também há restrições de natureza geopolítica (dependência de importações.Capítulo 9 | Carvão Mineral Essa aplicação restrita é resultante de fatores como a vocação brasileira para utilização de fontes hídricas na produção de energia elétrica e a baixa qualidade da maior parte do carvão nacional. Além disso.

301 a 542. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .300 440.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 9. 2008.000 363.000 262.1 .Empreendimentos futuros e em operação – situação em novembro de 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 139 .000 542.377.001 s 1.200 Por classe de potência (kW) 20.001 a 796.000 Fonte: ANEEL.001 a 262.001 a 363.000 N O L S 7.201 a 440.000 72.000 a 72.Carvão Mineral | Capítulo 9 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Belém Manaus AM PA MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco PE Porto Velho RO TO Palmas SE AL São Luis Fortaleza CE c o RN PB Natal João Pessoa Recife Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG DF Bolívia 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba SC São Paulo Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Termelétricas a carvão Outorgadas Em operação Até 7.

também chamado de gás carbônico. por exemplo. na flora e fauna locais. 140 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A ocupação do solo exigida pela exploração das jazidas. as rotas mais importantes de tecnologias limpas são a combustão pulverizada supercrítica. Atualmente. provoca significativos impactos socioambientais. porém. a combustão em leito fluidizado e a gaseificação integrada a ciclo combinado. focados na redução de impurezas. que ocorrem os grandes investimentos em P&D (pesquisa e desenvolvimento). o que dá origem a um gás combustível sintético de médio poder calorífico.XCHNG (www. aumento da demanda por bens e serviços na região e aumento da arrecadação tributária). Ainda que sua extração e posterior utilização na produção de energia gere benefícios econômicos (como empregos diretos e indiretos. diminuição de emissões das partículas com nitrogênio e enxofre (NOx e SOx) e redução da emissão de CO 2 por meio da captura e armazenamento de carbono. Na combustão pulverizada supercrítica. O processo de combustão em leito fluidizado permite a redução de enxofre (até 90%) e de nitrogênio (70%-80%). ou CCT). Para a mineração. segundo a IEA. o processo de produção.hu). destinação de resíduos sólidos e negociações com a comunidade local. é o volume de emissão de gases como o nitrogênio (N) e dióxido de carbono (CO2). nos recursos hídricos. o carvão é queimado como partículas pulverizadas. Recuperação de área degradada com plantio de acácias.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O carvão é uma das formas de produção de energia mais agressivas ao meio ambiente. poeira e erosão. porém. principal agente do efeito estufa. O efeito mais severo. O transporte gera poluição sonora e afeta o trânsito. da extração até a combustão. Fonte: Stock. Já a gaseificação integrada a ciclo combinado consiste na reação do carvão com vapor de alta temperatura e um oxidante (processo de gaseificação). Considerando-se a atual pressão existente no mundo pela preservação ambiental – principalmente com relação ao efeito estufa e às mudanças climáticas – é possível dizer. as principais medidas adotadas referemse à recuperação do solo. portanto. que o futuro da utilização do carvão está diretamente atrelado a investimentos em obras de mitigação e em desenvolvimento de tecnologias limpas (clean coal technologies. o que aumenta substancialmente a eficiência da combustão e conversão.sxc. pelo emprego de partículas calcárias e de temperaturas inferiores ao processo convencional de pulverização. interfere na vida da população. ao provocar barulho. provocado pela combustão.Capítulo 9 | Carvão Mineral 9. Estimativas apontam que o carvão é responsável por entre 30% e 35% do total de emissões de CO2. É com vistas à produção de energia elétrica.

Para a utilização do carvão nacional. no Rio Grande do Sul. sem necessidade de beneficiamento. Já os efeitos das técnicas para seqüestro de carbono serão sensíveis apenas no médio e longo prazo.gov.Carvão Mineral | Capítulo 9 Usina de carvão mineral Candiota . segundo o Plano Nacional de Energia 2030. a usina Sul Catarinense e a Seival.worldenergy.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. a primeira usina com emissão zero de CO2 entraria em operação em 2020.org World Energy Council (WEC) – disponível em www.worldcoal.epe. Neste caso. utilizarão. total ou quase totalmente. as tecnologias que apresentam melhores perspectivas de aplicação comercial são. Esse gás pode ser queimado em turbinas a gás e recuperado por meio de uma turbina a vapor (ciclo combinado). a combustão em leito fluidizado circulante e a combustão pulverizada. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.org World Coal Institute (WCI) – disponível em www.iea.Rio Grande do Sul. o carvão bruto. Tanto que as usinas de Jacuí e Candiota III utilizam a combustão pulverizada. Projeções apontam que testes em escala comercial serão realizados em unidades de geração até 2015. a combustão pulverizada e o leito fluidizado.br BP Global – disponível em www.gov.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 141 . o que possibilita a remoção de cerca de 95% do enxofre e a captura de 90% do nitrogênio. Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE). Em todas será possível utilizar. aneel. Outros dois projetos. respectivamente.bp. atualmente.

Capítulo 9 | Carvão Mineral 142 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Banco de imagens de Itaipú .

A tep é utilizada na comparação do poder calorífero de diferentes formas de energia com o petróleo. Watt-hora (Wh): Unidade de energia. O newton é a força que. Newton (N): Unidade de força. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 143 . de 14. a energia de 1 joule por segundo. Tonelada equivalente de petróleo (tep): Unidade de energia. quando aplicada a um corpo de massa igual a 1 quilograma. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de uma libra (unidade inglesa de massa) de água em um grau Fahrenheit (1 ºF) sob pressão atmosférica normal. O joule é o trabalho produzido por uma força de 1 newton que leva o ponto de aplicação dessa força a deslocarse por uma distância de 1 metro na direção da força. O watt é a potência de um sistema energético no qual é transferida.5 ºC a 15. Joule (J): Unidade de trabalho. Caloria (cal): Unidade de energia. sob pressão atmosférica normal. de energia e de quantidade de calor. contínua e uniformemente.Fatores de Conversão Fatores de Conversão MEDIDAS UTILIZADAS EM ENERGIA ELÉTRICA Definições British Thermal Unit (Btu): Unidade de energia. atribui-lhe a aceleração constante de 1 metro por segundo quadrado na direção da força. Watt (W): Unidade de potência. Uma tep corresponde à energia que se pode obter a partir de uma tonelada de petróleo padrão. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de um grama de água em 1 ºC.5 ºC. Energia transferida uniformemente por um sistema de potência igual a 1 watt durante uma hora.

1337 0.0 1.1023 1.87 x 109 Btu 947.23884 252.0 1.6 2.68 x 106 Multiplicar por cal 0.984 1.0 1.48 220.6 x 106 41.0 x 109 kWh 277.120 1.016 0.000446 tc 0.163 x 10-6 1.454 t 0.07 x 10-6 1.8 x 10-6 1.Fatores de Conversão Tabelas de conversão Múltiplos de unidades de energia x103 joule British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) tonelada equivalente de petróleo (tep) watt-hora (Wh) kJ kBtu kcal ktep kWh x106 MJ MBtu Mcal Mtep MWh x109 GJ GBtu Gcal Gtep GWh x1012 TJ TBtu Tcal Ttep TWh x1015 PJ PBtu Pcal Ptep PWh x1018 EJ EBtu Ecal Etep EWh Relações entre unidades Exponenciais (k) kilo = 10 3 Equivalências 1 m = 6.001 1.0 0.0 Fatores de conversão para energia de »» para joule (J) British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) quilowatt-hora (kWh) tonelada equivalente de petróleo (tep) Exemplo de utilização: 1 J = 277.0 7.0 L m³ 1.0 2.0 1.7 x 10-9 293.0 34.1605 5.0 1.0 0.0005 lb 2.158987 m3 1 joule = 0.0045 0.000.001 0.22 0.0 144 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .615 1.7 × 10–9 kWh J 1.6 x 10-5 1.63 x 103 tep 2.0 0.14 tep ano 1 tep ano = 0.28981 barris 3 Relações Práticas 1 tep ano = 7.893 0.2046 2.3 Multiplicar por gal (EUA) gal (RU) 264.0 11.0 0.0283 L 1.0 860.0 1.1868 3.388 x 10-11 2.240.968 x 10-3 3.000984 0.000 Mcal Fatores de conversão para massa de »» para quilograma (kg) tonelada métrica (t) tonelada longa (tl) tonelada curta (tc) libra (lb) Exemplo de utilização: 1 kg = 2.0038 0.3147 0.0 3.0 1.2046 lb kg 1.0 3.02381 0.872 t (em 1994) 3 (T) tera = 1012 15 (E) exa = 1018 1 tep = 10.0 907.204.229 bbl 6.0 Fatores de conversão para volume de »» para metro cúbico (m³) litro (L) galão (EUA) galão (RU) barril (bbl) pé cúbico (pé3) Exemplo de utilização: 1 bbl = 159.2642 1.289 0.000.2 0.546 159.785 4.0 1.52 x 10-8 10-10 8.016.0353 0.02 bep dia 1 bep dia = 50 tep ano (M) mega = 106 (G) giga = 10 (P) peta = 10 9 1 barril = 0.2 bep ano 1 bep ano = 0.2 0.201 42.055 x 103 4.412.0 x 103 10.001102 1.0 28.000454 Multiplicar por tl 0.9072 0.02859 1.1781 pé3 35.0063 0.239 cal 1 Btu = 252 cal 1 m de petróleo = 0.0 0.97 6.000.159 0.8327 1.0 39.

Para facilitar a consulta. permissão ou autorização para fins de geração de energia elétrica. Agente de Comercialização ou Agente de Importação. abaixo. ou comunhão de fato ou de direito. os verbetes foram agrupados por tema. Autorizada: Agente titular de autorização federal para prestar o serviço público de geração ou comercialização de energia elétrica. os termos mais usuais do setor de energia elétrica brasileiro e as suas respectivas definições. permissão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. De comercialização: Titular de autorização. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. exclusivamente de forma regulada. Consumidor: Pessoa física ou jurídica. Esta categoria divide-se em prestadores de serviço. concessão ou permissão para realização de operações de compra e venda de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). nas Regras e nos Procedimentos de Comercialização. produtores independentes de energia (PIE) e autoprodutores. Vendedor: Agente de Geração.Glossário Glossário O Atlas da Energia Elétrica relaciona. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 145 . AGENTES Autoprodutor: Pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebem concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo. ] De geração: Titular de concessão. que solicitar à concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas nas normas e regulamentos da ANEEL. Da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Concessionária ou permissionária de serviços e instalações de energia elétrica e consumidores livres. Produtor independente de energia elétrica: Pessoa jurídica ou consórcio de empresas titular de concessão. De distribuição: Titular de concessão ou permissão para distribuição de energia elétrica a consumidor final ou a Unidade Suprida. legalmente representada. integrantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e sujeitos às obrigações e direitos previstos na Convenção. que seja habilitado em documento específico para tal fim. por sua conta e risco.

Garantias: Valores a serem depositados junto ao Agente Custodiante pelos compradores e proponentes vendedores. precedidas de licitação. na rodada discriminatória da etapa Térmica. inclusive aquelas com mercado próprio inferior a 500 GWh/ano. para venda em leilão. definindo os montantes de energia elétrica a serem contratados para início de suprimento no ANO BASE “A”. 196) Regras do mercado: Conjunto de regras comerciais e suas formulações algébricas definidas pela Aneel e de cumprimento obrigatório pelos agentes participantes do mercado. tendo por objeto estabelecer preços. Declaração: Documento apresentado pelos Compradores. Lastro para venda: Montante de energia disponível. Oferta de referência: Quantidade de lotes calculada pelo sistema para cada produto a partir do fator de referência a ser aplicado à quantidade demandada de cada um dos produtos. Mercado de Curto Prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica . De Contratação Regulada (ACR): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica entre agentes vendedores e agentes de distribuição. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. proporcionando a realização de contratos e dando liquidez ao mercado livre. quantidade de lotes. 2004. obedecendo à disciplina estabelecida em Portaria específica do Ministério de AMBIENTE DE NEGOCIAÇÃO LIVRE (ACL) Comercializador: Empresa que une as partes consumidoras e geradoras.0 (um) MW médio cada. preço. instrumento celebrado entre cada concessionária ou autorizada de geração e todas as concessionárias ou permissionárias do serviço público de distribuição. em lotes. objeto de contratos bilaterais livremente negociados. prazos e montantes de suprimento em intervalos temporais determinados. Minas e Energia (MME). Contrato Bilateral: Instrumento jurídico que formaliza a compra e venda de energia elétrica entre Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). associado a um empreendimento que esteja habilitado. conforme legislação e regulamentos específicos. que representa a menor parcela de um produto. tia física. por opção destas. na rodada discriminatória da etapa Hidro e receita fixa. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. Lote (leilão): Montante de energia elétrica igual a 1. no ambiente regulado. de 26 de outubro de 2004 (Diário Oficial. 109. Consumidor livre: Consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. podendo ser classificadas como Garantia Financeira ou Garantia da Proposta para efeito de habilitação e participação no Leilão. 146 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Resolução Normativa ANEEL n. nas rodadas uniformes da etapa Outras Fontes e da etapa Hidro. p. seção 1. de 29 out. na primeira fase. definindo as regras e condições para a comercialização de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes ou futuros. constante dos contratos de compra de energia celebrados entre consumidores livres e produtores e livremente negociado entre as partes. à energia habilitada e à garantia aportada. ressalvados os casos previstos em lei. Leilão: Único sistema pelo qual as distribuidoras podem contratar a energia elétrica de longo prazo para abastecer os seus respectivos mercado. limitado à garan- Contrato de uso e de conexão: Instrumento contratual em que o consumidor livre ajusta com a concessionária as características técnicas e as condições de utilização do sistema elétrico local.Glossário AMBIENTES DE NEGOCIAÇÃO De Contratação Livre (ACL): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica.CCEE onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica Contratados e registrados pelos Agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos Agentes da CCEE. Preços de energia elétrica: Valor a ser pago pelo MWh (megawatthora). conforme regulamentação específica. As geradoras são as ofertantes. AMBIENTE DE COMERCIALIZAÇÃO REGULADO (ACR) Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR): Também denominado de Contrato Bilateral. Lance: Ato praticado pelo proponente vendedor que consiste na oferta de: quantidade de lotes.

calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 147 . resultantes da contabilização promovida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Valor Esperado do Custo de Operação (COP): Valor. expresso em número de lotes. limitado por preços mínimo e máximo. Valor Esperado do Custo Econômico de Curto Prazo (CEC): Valor. requisitos. vigente para cada Período de Apuração e para cada Submercado. sendo estes limitados ao Preço de Liquidação de Diferença (PLD) mínimo e máximo. Preço Inicial: Preço máximo de aquisição para cada produto. estabelece as condições de comercialização de energia elétrica e as bases de organização.MCSD: Processo de realocação. feitas com base no Custo Marginal de Operação (CMO). de sobras e déficits de montantes de energia contratados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). expresso em reais por ano (R$/ano). Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits . expresso em Reais por ano (R$/ano). conforme valores vigentes estabelecidos pela ANEEL. Quantidade Demandada: Montante de energia elétrica que se pretende adquirir. Produto (leilão): Conjunto de lotes que serão objeto de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) com a mesma modalidade de contratação. determinado pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME) com base na quantidade declarada. Rodada: Período para submissão de lances pelos proponentes vendedores e para processamento pelo sistema. eventos e prazos relativos à comercialização de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). para cada possível cenário. c) ao preço associado ao lance que completa o atendimento à totalidade da quantidade demandada de um produto na rodada discriminatória. elétrica entre os Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). correspondente ao Custo Variável Unitário multiplicado pela diferença entre a geração da usina de Outras Fontes de Geração. calculado pelo sistema. exceto na primeira rodada da segunda fase. Corresponde ao valor esperado acumulado das liquidações do mercado de curto prazo. individualizado por comprador. b) ao preço de lance da rodada anterior no período de rodadas uniformes. com periodicidade máxima semanal e com base no custo marginal de operação. inserido pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME). expresso em reais por megawatt-hora (R$/ MWh). individualizado por comprador. e a inflexibilidade mensal da usina de Outras Fontes de Geração. Contabilização: Processo de apuração da comercialização de energia Quantidade Declarada: Montante de energia elétrica. a situação de cada agente.Glossário Preço Corrente: Valor. funcionamento e atribuições da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Convenção de Comercialização de Energia Elétrica: Instituída pela ANEEL por intermédio da Resolução Normativa nº 109. que corresponde: a) ao preço inicial de cada produto. Procedimentos de comercialização: Conjunto de normas aprovadas pela Aneel que definem condições. de 26 de outubro de 2004. Preço de liquidação de diferenças (PLD): Preço a ser divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). entre Agentes de Distribuição participantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). respectivamente. multiplicado pelo número de horas do mês em questão. para este efeito considerada totalmente contratada. MERCADO DE CURTO PRAZO Mercado de curto prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados e registrados pelos agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes da CCEE. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). que determina em intervalos temporais definidos. como credor ou devedor na CCEE. na qual será o preço de lance da primeira fase. Período de apuração: Intervalo de tempo em que as condições de oferta e demanda de energia levam à definição de um esquema de produção específico e à determinação do respectivo Preço de Liquidação de Diferenças. Liquidação financeira: Processo de pagamento e recebimento de valores apurados como débitos e créditos. resultante das diferenças mensais apuradas entre o despacho efetivo da usina e sua garantia física. expresso em número de lotes. calculado antecipadamente. nos termos das declarações. pelo qual é valorada a energia comercializada no Mercado de Curto Prazo. correspondente ao custo econômico no mercado de curto prazo.

478.427 de 26 de Dezembro de 1996. bem como as condições técnicas e comerciais a serem observadas para o uso do sistema de distribuição. atendendo reclamações de agentes e consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade. Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Empresa pública federal. criada pelo Decreto no 5. de 12 de agosto de 2004.177. os montantes de uso contratados por ponto de conexão. Contrato de fornecimento: Instrumento contratual em que a concessionária e o consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “A” ajustam as características técnicas e as condições comerciais do fornecimento de energia elétrica. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos.267. incluindo a nuclear. Conselho de Administração da CCEE . A estrutura do Ministério foi regulamentada pelo decreto n° 5. de 15 de março de 2004. estabelecendo os termos e as condições gerais que irão regular a comercialização de energia elétrica disponibilizada pela supridora para atendimento ao mercado da suprida. Faixa de ocupação: Espaço nos postes das redes aéreas de distribuição de energia elétrica. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME . estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços. a Lei n° 10. que atua sob autorização do Poder Concedente e regulação e fiscalização da Aneel. estabelecendo as condições gerais do serviço a ser prestado. acrescida da energia entregue. e vado. através desta rede. zelar pela qualidade do serviço. Processo de arbitragem: Conjunto de procedimentos extrajudiciais realizados pela Câmara de Arbitragem com vistas à solução de conflitos. restritas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). garantir tarifas justas.683/2003 definiu como competências do MME as áreas de geologia. conceder. de 1997. no ponto de acesso. Energia distribuída por uma empresa: É a energia entregue aos consumidores conectados à rede elétrica da empresa de distribuição. aproveitamento da energia hidráulica. recursos minerais e energéticos. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. combustível e energia elétrica.Câmara de Comercialização de Energia Elétrica: Colegiado composto por membros eleitos pela Assembléia-Geral. Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): O CNPE é um órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas e diretrizes destinadas a promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do País. permitir e autorizar instalações e serviços de energia. vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Foi constituído pela lei n. em um período de 12 meses. Sua criação foi autorizada nos termos do art. sem fins lucrativos. criada pela Lei 9. de 16 de agosto de 2004. Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Pessoa jurídica de direito privado. Gás Natural e Combustíveis Renováveis. nas torres. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Entidade de direito pri- ESTRUTURA INSTITUCIONAL Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Autarquia em regime especial. Mineração e Transformação Mineral. bem como as condições técnicas e comerciais para a conexão à rede de distribuição. Ministério de Minas e Energia: Em 2003.848. de 9 de dezembro de 2004. DISTRIBUIÇÃO Contrato de Compra de Energia (CCE): Contrato celebrado entre a permissionária e o atual agente supridor. mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores. Tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração. a transmissão. petróleo. exigir investimentos. 4o da Lei no 10. A EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético. mineração e metalurgia. e Geologia. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. nas galerias subterrâneas e nas faixas 148 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . de Petróleo.° 9. que criou as secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Energético. sem fins lucrativos. criada em 26 de agosto de 1998. com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia elétrica entre os Agentes da CCEE. Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora.Glossário Procedimentos do mercado: Conjunto de ações necessárias à operacionalização das Regras de Mercado. com tarifa regulada. a outras concessionárias ou permissionárias de distribuição. de Energia Elétrica. e do Decreto no 5. responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN).184. sob a fiscalização e regulação Aneel.

Serviço adequado: É o que satisfaz as condições de regularidade. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. desenvolvido em unidade consumidora a seguir exemplificada: a) unidade operacional do serviço público de tratamento de água e esgotos. autoprodutores. atualidade. f ) unidade operacional de serviço público de telecomunicações. incluindo os consumidores que tenham optado por serem atendidos por outros fornecedores. sem ônus para o solicitante. quando especificamente definidas pela ANEEL. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento.e i) unidade operacional de segurança pública. observados os prazos fixados nas “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica”. Suspensão de fornecimento: É o desligamento de energia elétrica da unidade consumidora. não incluído o montante relativo às perdas elétricas dos sistemas de distribuição. e) unidade operacional de serviço público de tratamento de lixo. Central Nuclear: Instalação na qual a energia libertada a partir de combustível nuclear é convertida em energia elétrica. verificados nos últimos doze meses. em tensão inferior a 2. Central Térmica: Instalação na qual a energia química. é convertida em energia elétrica. d) unidade operacional de transporte coletivo. fios e fibras ópticas. generalidade. b) unidade operacional de processamento de gás liqüefeito de petróleo e de combustíveis. Ramal de ligação: Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega. autoprodutores. para fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras com carga instalada menor ou igual a 50 kW. ou de regulação. ainda que necessária a extensão de rede de tensão inferior ou igual a 138 kV.3 kV. não considerando a quantidade de demanda faturada por ultrapassagem do valor contratado. contida em combustíveis fósseis. bem como pela quantidade de energia relativa aos consumidores livres no que tange ao uso dos sistemas de distribuição. consumidores livres.Glossário de servidão administrativa de redes de energia elétrica onde são definidos pelo detentor os pontos de fixação. g) centro de controle público de tráfego aéreo. h) unidade operacional de distribuição de gás canalizado. Universalização: Atendimento a todos os pedidos de nova ligação Mercado de Referência de Energia: Composto pela quantidade de energia elétrica faturada para o atendimento a consumidores cativos. sem represa. Mercado da empresa: É a soma dos requisitos anuais de energia dos consumidores finais conectados à rede de distribuição da empresa. continuidade. Central Hidroelétrica: Instalação na qual a energia potencial e cinética da água é transformada em energia elétrica. Serviço essencial: Serviço ou atividade caracterizado como de fundamental importância para a sociedade. segurança. c) unidade hospitalar. líquidos ou gasosos. com tensão inferior a 230 KV ou instalações em tensão igual ou superior. os dutos subterrâneos e as faixas de terreno destinados ao compartilhamento com agentes do setor de telecomunicações de interesse coletivo e agentes do setor de petróleo para instalação de cabos. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. sólidos. Mercado cativo: Montante de energia faturada para atendimento a consumidores cativos e para o suprimento de outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. Pode ser do tipo fio de água. Mercado de Referência de Demanda: Composto pela quantidade de demanda de potência faturada para o atendimento a consumidores cativos. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. rodoferroviário e metroviário. com represa. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 149 . outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. sempre que o consumidor não cumprir com as suas obrigações definidas na Cláusula Quinta do Contrato de Prestação de Serviço Público de Energia Elétrica para Unidades Consumidoras Atendidas em Baixa Tensão. geradores. Interrupção: Descontinuidade do fornecimento de energia elétrica a uma determinada unidade consumidora. eficiência. Rede de distribuição: Conjunto de instalações de distribuição de energia elétrica. GERAÇÃO Ramal de entrada: Conjunto de condutores e acessórios instalados pelo consumidor entre o ponto de conexão ao sistema da concessionária e o ponto de medição ou proteção da unidade consumidora. marítimo.

no período de observação. INDICADORES Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (DIC): Intervalo de tempo em que. definido através dos estudos energéticos. Metas de continuidade: Valores máximos estabelecidos para os Pequenas centrais hidrelétricas (PCHs): Empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1. Por exemplo: água. a partir da energia disponibilizada por uma fonte primária. referida ao centro de gravidade do submercado em que o empreendimento estiver conectado. Padrão de tensão: Níveis máximos e mínimos de tensão. no período de observação. Eficiência Energética: Índice que demonstra o quanto da energia da fonte foi convertida em utilidade eletromecânica e utilidade calor. expressos em Volts (V). correspondendo ao nível que limita a parte inferior do volume útil. Indicador de continuidade: Quantificação do desempenho de um sistema elétrico. esta geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica. região ou país. Potência Instalada de uma Central Geradora: Somatório das potências elétricas ativas nominais das unidades geradoras da central.074. sem considerar a influência da vazão vertida. gás natural. Nível d’água máximo normal de montante: Nível de água máximo no reservatório para fins de operação normal da usina. em que a concessionária deve entregar a energia elétrica na unidade consumidora. descontado o consumo interno.Glossário Cogeração: Processo operado numa instalação específica para fins da produção combinada das utilidades calor e energia mecânica. em cada unidade consumidora do conjunto considerado ocorreu descontinuidade da distribuição de energia elétrica. no período de observação.DMIC: Tempo máximo de interrupção contínua da energia elétrica em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. carvão. ocorreu descontinuidade na distribuição de energia elétrica. em uma unidade consumidora ou ponto de conexão.0 km². Energia efetivamente gerada: A energia gerada pela central geradora de energia elétrica. segundo os critérios estabelecidos na Resolução Normativa ANEEL n. a serem observados mensal. para atender às instalações elétricas da unidade consumidora. quantifica o desempenho agregado por empresa. Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC): Número de interrupções ocorridas. 150 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Energia gerada: Soma da produção de energia elétrica referente a cada uma das unidades geradoras da central geradora de energia elétrica. (SIGFI) deve disponibilizar. utilizada para a mensuração da continuidade apurada e análise comparativa com os padrões estabelecidos. Inventário hidrelétrico: Etapa de estudos de engenharia em que se define o potencial hidrelétrico de uma bacia hidrográfica. definido através dos estudos energéticos. de 7 de julho de 1995. Nível d’água normal de jusante: Nível d’água a jusante da casa de força para a vazão correspondente ao somatório dos engolimentos máximos de todas as turbinas. de 20 de setembro de 2004. estado. Se for global. Fonte de energia: Recursos naturais que são utilizados em uma usina para movimentar as turbinas e dar origem à energia elétrica. Nível d’água mínimo normal de montante: Nível de água mínimo do reservatório para fins de operação normal da usina. em cada unidade consumidora do conjunto considerado. O padrão de continuidade é o valor máximo estabelecido para este indicador. com área total de reservatório igual ou inferior a 3. trimestral e anualmente nos períodos correspondentes ao ciclo de revisão das tarifas. Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora . entre outros. 083. em cada unidade consumidora. Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC): Intervalo de tempo que. biomassa.000 kW. mediante o estudo de divisão de quedas e a definição prévia do aproveitamento ótimo de que tratam os §§ 2º e 3º do art. Freqüência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (FIC): Número de interrupções ocorridas no período de observação. Potência mínima disponibilizada (SIGFI): Potência mínima que o Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente indicadores de continuidade. 5º da Lei nº 9. vento e irradiação solar.000 kW e igual ou inferior a 30. no ponto de entrega. derivados de petróleo. de acordo com os valores estabelecidos pela ANEEL. em média. em média.

e que. que sejam atendidas por circuito monofásico e que têm direito a pagar uma tarifa menor que a normal. Potência instalada: Soma das potências nominais de equipamentos elétricos de mesma espécie instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em funcionamento. conforme legislação e regulamentos específicos. solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora.074. Operação comercial: Situação operacional em que a energia produzida pela unidade geradora está disponibilizada ao sistema. compra. Período seco (S): Período de sete meses consecutivos. caracterizado pela estruturação tarifária binômia e com subdivisões. expressa em quilowatts (kW). única. atendidas em tensão inferior a 2. Grupo “A”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2. de uma mesma área de concessão de distribuição. definido pela concessionária ou permissionária e aprovado pela Aneel. continua a ser atendido de forma regulada. legalmente representada. atendidas em tensão superior a 2. no ponto de entrega. durante um intervalo de tempo especificado. Consumidor Especial: Consumidor responsável por unidade consumidora ou conjunto de unidades consumidoras do Grupo “A”. 79 a 81. Energia elétrica consumida: Total da energia elétrica utilizada pelos equipamentos elétricos.3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos definidos no art. Grupo “B”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2. Medidor: Instrumento registrador de energia elétrica e potência ativa ou reativa. integrante(s) do mesmo submercado no SIN (Sistema Interligado Nacional). de maio a novembro. cuja carga seja maior ou igual a 500 kW. Demanda: Média das potências elétricas ativas ou reativas. ainda. conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga. Conjunto de unidades consumidoras: Qualquer agrupamento de unidades consumidoras. possam ser atendidas por meio de um único ponto de entrega e cuja medição seja. reunidas por comunhão de interesses de fato ou de direito. por unidade de tempo. a despeito de cumprir as condições previstas nos artigos 15 e 16 da Lei nº 9. atendido em qualquer tensão. ou eletrodomésticos. responsável por unidade consumidora ou por conjunto de unidades consumidoras reunidas por comunhão de fato ou de direito.Glossário MERCADO CONSUMIDOR Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora. global ou parcial.3 kV. concomitantemente. também. Geralmente Atlas de Energia Elétrica do Brasil 151 .3 kV. Consumidor Cativo: Consumidor que adquire energia de concessionária ou permissionária que detém o monopólio de atendimento na região em que está instalado e cujo contrato é totalmente regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. podendo atender aos compromissos mercantis do agente e/ou para o seu uso exclusivo. em condições de entrar em funcionamento. ainda. caracterizado pelo baixo índice pluviométrico. Operação em teste: Situação operacional em que a unidade gerado- Demanda Contratada: Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária. estejam localizadas em áreas contíguas. Subclasse residencial baixa renda: Unidades consumidoras com consumo mensal entre 80 e 220 kWh. ou. seja ou não utilizada durante o período de faturamento. Consumidor Final: Pessoa física ou jurídica. ra produz energia objetivando atender suas próprias necessidades de ajustes de equipamentos e verificação de seu comportamento do ponto de vista sistêmico. de 7 de julho de 1995.3 kV e faturadas neste Grupo nos termos definidos nos arts. ou. OPERAÇÃO Custo Marginal de Operação: Custo por unidade de energia produzi- Consumidor Potencialmente livre: É aquele que. caracterizado pela estruturação tarifária monômia e com subdivisões. medida em quilowatt (kW). da para atender a um acréscimo de carga no sistema. expressa em quilowatts (kW). Consumidor Livre: É aquele que. 82. Potência elétrica: É a quantidade de energia elétrica que cada equipamento elétrico ou eletrodoméstico pode consumir.

Estrutura tarifária horo-sazonal: É caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano. O aproveitamento de potências hidráulicas. feita pelo Poder Concedente. referentes aos incisos do art. Parcela B: Parcela que incorpora os custos gerenciáveis relacionados à atividade de distribuição de energia elétrica. tais como compra de energia.2002. feita pelo Poder Concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho por sua conta e risco.000 kW e igual ou inferior a 10. por sua conta e por prazo determinado. entre dezembro de um ano a abril do ano seguinte. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. uso e operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). destinada a uso exclusivo do autoprodutor. ainda não amortizados ou depreciados. A implantação de Usinas Termelétricas. Objeto de autorização: São objetos de autorização: 1.11. 152 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Tarifa azul: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. tais como custos operacionais.000 kW. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para o seu desempenho. de potência superior a 1. Parcela A: Parcela que incorpora os custos não gerenciáveis da concessionária de distribuição. transporte de energia e encargos setoriais resultantes de políticas de governo. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. 4º da Resolução ANEEL nº 666 de 29. permissão ou autorização. na modalidade de concorrência.000 kW. TARIFAS Componentes da Tarifa de Energia (TE): Parcelas relativas ao custo da energia disponível para a venda. mediante licitação. o aproveitamento de potenciais hidráulicos. de potência superior a 5. Permissão de serviço público: Delegação. remuneração dos investimentos e quota de reintegração. devendo apenas ser comunicados ao Poder Concedente. encargos setoriais e tributos que compõem as tarifas de energia. Permissionária: Agente titular de permissão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia elétrica. consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. que estabelecem os procedimentos e requisitos técnicos necessários ao planejamento. A reversão se fará com a indenização das parcelas dos investimentos realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido.000 kW. caracterizado pelo alto índice pluviométrico. bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia.000 kW e a implantação de Usina Termelétrica de potência igual ou inferior a 5. da prestação de serviços públicos. concessão. aplicável no faturamento mensal referente a: Tarifa binômia: Conjunto de tarifas de fornecimento constituído por preços aplicáveis ao consumo de energia elétrica ativa e à demanda faturável. implantação. para fim de registro e estatística. Estão dispensados de concessão.Glossário exige a adoção de medidas para preservar o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. Tarifa de energia (TE): Tarifa de energia elétrica calculada pela Aneel. Reversão: É o retorno ao Poder Concedente dos bens vinculados à Período úmido (U): Período de cinco meses consecutivos. 2. e as responsabilidades do ONS e dos agentes. Estrutura tarifária convencional: É caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano. Procedimentos de Rede: Documentos elaborados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com a participação dos agentes e aprovados pela Aneel. ao término do prazo desta. mediante licitação. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. destinado a uso exclusivo do autoprodutor. Poder concedente: A União ou entidade por ela designada. custos de comercialização. iguais ou inferiores a 1. REGIME JURÍDICO Estrutura tarifária: Conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de Concessão de serviço público de energia elétrica: É a delegação de prestação de serviços. a título precário.

bem como de uma única tarifa de demanda de potência. integrantes da Rede Básica. Rede básica: Instalações de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). abrangidas pelas Resoluções n° 166 e 167. pelo ONS. pela permissionária. correspondente aos valores relativos à tarifa de uso dos sistemas de distribuição e à tarifa de energia elétrica. estabelecendo as condições técnicas e as obrigações relativas ao uso das instalações de transmissão. de propriedade de concessionárias de serviço público de transmissão. Sistema Interligado Nacional (SIN): Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica que abrange a maior parte do território nacional: as regiões Sul. aquelas integrantes de concessões de serviço público de transmissão outorgadas desde 31 de maio de 2000 e. e c) suprimento a concessionária ou permissionária de distribuição com mercado inferior a 500 GWh/ano. Nordeste e parte do Norte. as instalações de transmissão que tenham sido cedidas. assim como a de serviços de coordenação e controle da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). Tarifa de energia comprada: Composta pela tarifa de energia elétrica (TE) e tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD). definida segundo critérios estabelecidos na Resolução Normativa nº 67. Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST): Contrato celebrado entre a permissionária e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Instalações de transmissão: Instalações para prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica. homologada pela Aneel.Glossário a) contrato de compra de energia celebrado entre consumidor do Grupo “A” e concessionária ou permissionária do serviço público de distribuição. acrescidas das instalações de transmissão autorizadas por resolução específica da Aneel. sob supervisão do ONS. bem como as condições comerciais. de 2000. No geral localizam-se na região Amazônica. Subestação: Instalações das companhias transmissoras e distribuidoras. destinadas a alterar a tensão da energia elétrica recebida. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 153 . aplicável ao faturamento mensal referente ao suprimento à permissionária de distribuição pela atual supridora. vinculado ao Contrato de Compra de Energia (CCE). Tarifas de conexão: Tarifas referentes aos contratos de conexão celebrados entre consumidores do Grupo “A” e concessionário de serviço público de geração. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. doadas ou transferidas a concessionária de transmissão. Submercados: Divisões do Sistema Interligado Nacional (SIN) para as quais são estabelecidos Preços de Liquidação de Diferenças (PLD) es- TRANSMISSÃO Contrato de Conexão ao Sistema de Transmissão (CCT): Contrato celebrado entre a permissionária e um concessionário detentor das instalações de transmissão. de 8 de junho de 2004. Sistemas Isolados: Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica não conectados ao SIN. Tarifa de fornecimento: Tarifa aplicável no faturamento mensal de energia elétrica dos consumidores cativos de concessionária ou permissionária de distribuição. Ponto de conexão: Conjunto de equipamentos e materiais que se destinam a estabelecer a conexão elétrica entre dois sistemas. incluindo a prestação de serviços de transmissão. ainda. pecíficos e cujas fronteiras são definidas em razão da presença e duração de restrições relevantes de transmissão aos fluxos de energia elétrica no SIN. b) parcela correspondente a energia elétrica da tarifa de fornecimento dos consumidores do Grupo “b”. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. no ponto de acesso. Centro-Oeste. A coordenação da operação das usinas é feita pelo ONS. Tarifa verde: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. Sudeste.

.

Figura 1. Figura 6.3 – Expansão da rede básica de transmissão.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil.Índice Índice ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1. Figura 5.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. Figura 9. Figura 7. Figura 8. Figura 1. reservas e usos. Figura 3.1 – Consumo de energia elétrica per capita em 2007. Figura 5.2 – Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. Gráfico 1. Gráfico 1.1 – Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas).4 – Geração de energia em usina maremotriz.3 – Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).1 – Consumo de energia nuclear no mundo em 2007.3 – Reservatório geotérmico de alta temperatura.1 – Anatomia da conta de luz. Figura 9. ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1.1 – Potencial eólico brasileiro. Figura 1.1 – Tipos de carvão. Figura 5. 27 30 33 23 26 26 32 41 47 56 81 85 87 89 95 111 123 133 134 135 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 155 .2 – Variação da radiação solar no Brasil. Figura 2.1 – Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3.1 – Relação entre agentes e consumidores.4 – Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. Figura 9. Figura 5. Figura 2.1 – Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo.2 – Consumo de energia elétrica por região em 2007.

1 – Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. Gráfico 2. Gráfico 5. Gráfico 8.5 – Participação da energia nuclear na energia total produzida. Gráfico 3.1 – Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 – 2007).Índice Gráfico 2. Gráfico 8.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W).5 – Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW).3 – Derivados de petróleo após o refino (2007).1 – Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006. Gráfico 5.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006. Gráfico 5.4 – Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8).3 – Participação relativa da hidreletricidade no mundo.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável. Gráfico 9. Gráfico 6. Gráfico 2. Gráfico 8. Gráfico 3. Gráfico 5. Gráfico 6.000 unidades) Tabela 1. Gráfico 2.2 – Indicadores de qualidade – Média anual Brasil 23 24 39 43 43 45 45 47 51 52 56 65 68 71 78 83 84 85 88 93 93 94 94 107 108 111 119 120 121 123 124 131 132 156 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Gráfico 2.2 – Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006).3 – Cenários IEA para energia nuclear no mundo.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007.2 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível. Gráfico 4. Gráfico 4. Gráfico 5.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. Gráfico 4. Gráfico 3.1 – Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos. Gráfico 2.5 – Projeção da capacidade instalada (MW). Gráfico 7.2 – Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo.2 – Produção mundial de etanol. Gráfico 8. Gráfico 6.1 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006).1 – Matriz energética nos anos de 1973 e 2006.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. 1995–2007. Gráfico 9.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar.3 – Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. Gráfico 7. Gráfico 6.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006. Gráfico 8. ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1.1– Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias).4 – Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.3 – Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006.6 – Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007. Gráfico 7.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.

3 – Usinas de licor negro no Brasil Tabela 4.4 – Potência instalada em 2007 Tabela 5. segundo Unidades da Federação Tabela 6.4 – As dez maiores usinas em operação.2 – Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep) Tabela 2.1 – Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Tabela 7.7 – Oferta interna de energia no Brasil Tabela 5. por localização (terra e mar).5 – Produtores de biodiesel (mil toneladas) Tabela 4.3 – Os principais encargos inseridos nas tarifas Tabela 1. construção e outorgados Tabela 1.5 – Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.2 – Produção de gás natural em 2007 Tabela 6.4 – Reservas provadas1 de gás natural.5 – Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país Tabela 5.2 – Oferta primária de energia em 1973 e 2006 Tabela 5.6 – Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) Tabela 6.4 – Produtores de bioenergia em 2005 Tabela 4.1 – Produção de energia elétrica no mundo em 2006 Tabela 5. nas grandes regiões – Brasil.5 – Empreendimentos em operação.3 – Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Tabela 5.1 – Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) Tabela 4.4 – Acréscimo anual da geração (em MW) Tabela 1.6 – Produtores de etanol (hm3) Tabela 4.1 – Reservas de gás natural no mundo Tabela 6.3 – Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 Tabela 3.5 – Produção de gás natural no Brasil Tabela 6.3 – Consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.3 – Consumo de gás natural em 2007 Tabela 6.3 – As dez maiores reservas de petróleo (2007) 27 34 35 36 40 40 44 46 48 54 55 55 57 66 67 67 69 70 70 73 78 78 79 80 83 88 96 98 98 99 100 101 109 110 111 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 157 .2 – Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh Tabela 3. região e potência Tabela 4.Índice Tabela 1.2 – Produção de biodiesel no Brasil (m3) Tabela 4.1 – Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tabela 3. 2004–2008 Tabela 3.2 – Os dez maiores produtores de petróleo Tabela 7.6 – Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica – situação em 2007 (MW) Tabela 2.1 – Consumo mundial de energia por combustível em 2007 Tabela 2.4 – Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.6 – Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Tabela 7.

4 – Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil – situação em novembro de 2008 LISTA DE MAPAS Mapa 1. segundo Unidades da Federação – 1998-2007 Tabela 7.1 – Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada .Índice Tabela 7.Situação em outubro de 2003 Mapa 1.1 – Estrutura de produção e movimentação de gás natural .novembro de 2008 Mapa 9.3 – Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006 Tabela 9.1 – Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9.2 – Oferta de energia primária (2006) Tabela 8.1 – Empreendimentos futuros e em operação .2 – Potência instalada por estado Mapa 4.5 – Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 Tabela 8.1 – Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008 Mapa 6.1 – Mapa das concessionárias de distribuição residenciais por R$/MWh Mapa 1.4 – Reservas totais1 de petróleo.1 – Potencial hidrelétrico por Bacia Hidrográfica . por localização (terra e mar).6 – Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) Tabela 9.4 – Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) Tabela 8.2 – Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9.1 – Energia elétrica no mundo (2006) Tabela 8.3 – Sistema de transmissão .2008 Mapa 3.5 – Os dez maiores consumidores de petróleo Tabela 8.2009 Mapa 3.situação em novembro de 2008 25 29 31 58 59 72 97 114 139 112 113 120 120 122 122 124 125 135 135 137 137 158 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .Horizonte 2007 .2007 Mapa 7.3 – Reservas mundiais de urânio (2007)* Tabela 8.2 – Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .

aneel.Anexo Anexo Os dados constantes das páginas seguintes mostram o perfil do parque gerador de energia elétrica no Brasil em 11 de novembro de 2008. gov.br. Eles foram extraídos do Banco de Informações da Geração (BIG). desenvolvido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disponível no site www. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 159 .

Mário Ribeiro Aeroporto de Palmas Aeroporto de São José dos Campos Aeroporto de Tefé Aeroporto de Teresina .SP Operação Belo Horizonte .MG APE Fóssil Operação Bagé .RJ APE APE PIE APE APE APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação São Paulo .GO APE Fóssil Óleo Diesel Operação São Gotardo .RJ Maceió .6 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.RS APE Fóssil Operação Jaboticabal .Pampulha III Aeroporto de Campo de Marte Aeroporto de Campos .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Gás de Alto Forno Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Faxinal dos Guedes .Pampulha II Aeroporto de Belo Horizonte .MG APE Outros Operação Porto Velho .PR PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itaberaí .SP APE Fóssil Óleo Diesel 6400 Operação Ribeirão Preto .MG Operação Joinville .MG APE 516 1106.4 11200 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 4110 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.SP APE Fóssil Operação Congonhas .PI Uberaba .MG Operação Campos dos Goytacazes .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Belo Horizonte .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3840 3840 2700 6400 516 1106.SBCP Aeroporto de Carlos Prates Aeroporto de Congonhas Aeroporto de Jacarepaguá Aeroporto de Joinville Aeroporto de Juiz de Fora Aeroporto de Londrina Aeroporto de Macaé Aeroporto de Maceió Aeroporto de Montes Claros .SC APE Construção Inácio Martins .Pampulha I Aeroporto de Belo Horizonte .AM Teresina .SC Operação Rio de Janeiro .AL Montes Claros .SP Tefé .MG Castilho .PR Macaé .6 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 Operação Sumaré .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2700 Operação Itapetininga .MG Palmas .TO São José dos Campos .SP APE Operação Belo Horizonte .160 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada 14 de Julho UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Londrina .MG APE Operação Belo Horizonte .MG Uberlândia .4 UHE Construção Bento Gonçalves .RS PIE 100000 3M Itapetininga 3M Ribeirão Preto 3M Sumaré Abaeté Abatedouro São Salvador Abílio Bornia Abrasa Atlas de Energia Elétrica do Brasil Abunã Açominas Adria Aeroporto de Bagé Aeroporto de Belo Horizonte .SP Operação Juiz de Fora .RJ Construção São Paulo .Senador Petrônio Portella Aeroporto de Uberaba Aeroporto de Uberlândia Aeroporto de Urubupungá .

Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto de Vitória UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Guarulhos .PB Porto Alegre .MS APE Fóssil Operação São Paulo .PR APE Operação Florianópolis .DF APE Fóssil Operação Boa Vista .MT Fortaleza .ES APE Fóssil Óleo Diesel 392 984 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Aeroporto Internacional Afonso Pena Aeroporto Internacional Augusto Severo (CUT) Aeroporto Internacional Augusto Severo (SCI) Aeroporto Internacional Augusto Severo (Sub-Estação Prédio Anexo Operacional) Aeroporto Internacional de Boa Vista Aeroporto Internacional de Brasília Aeroporto Internacional de Campo Grande Aeroporto Internacional de Congonhas .CE Bayeux .MG Operação Guarulhos .RN APE Fóssil Óleo Diesel 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Operação São José dos Pinhais .RS Confins .Terminal de Passageiros (TPS-1) Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Aeroporto Internacional Salgado Filho Anexo Aeroporto Internacional Tancredo Neves 161 .SP Operação Rio Branco .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .MS APE Fóssil Operação Brasília .SP Tabatinga .SP Guarulhos .SP Manaus .AC Operação Ponta Porã .Ministro Victor Konder Aeroporto Internacional de Pelotas Aeroporto Internacional de Ponta Porã Aeroporto Internacional de Rio Branco Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-Central Elétrica de Emergência CEE Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 09 Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 27 Aeroporto Internacional de Tabatinga Aeroporto Internacional de Viracopos .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .SP APE Fóssil Operação Campo Grande .RR APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Parnamirim .AM Campinas .Cataratas Aeroporto Internacional de Navegantes .AC APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Corumbá .São Paulo Aeroporto Internacional de Corumbá Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul Aeroporto Internacional de Florianópolis .Cuiabá Aeroporto Internacional Pinto Martins .PR APE Fóssil Óleo Diesel 984 UTE Outorga Vitória .AM Porto Velho .Campinas Aeroporto Internacional Eduardo Gomes Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira Aeroporto Internacional Marechal Rondon.RO Várzea Grande .SBFL Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu .SC APE Operação Cruzeiro do Sul .SC APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação Foz do Iguaçu .RS Operação Navegantes .MS Operação Pelotas .

MG Aiuruoca .SP Outorga Alto Piquiri .MT Operação Monte Aprazível .162 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE PCH PCH UHE CGH CGH UTE UTE PCH UTE UHE PCH PCH EOL UTE Outorga Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Operação Erechim .PR PIE APE PIE APE-COM PIE APE APE PIE APE PIE COM PIE PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natual Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Dianópolis .PB Sertãozinho .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .MT PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jaciara .MG APE Operação São José dos Campos .SP Nova Trento .AL APE Fóssil Óleo Diesel 170 170 Aeroporto Santa Genoveva de Goiânia Aeroporto Santos Dumont Afasa Afuá Aga Te Agência de São José dos Campos .Banco do Brasil S.RS Agudos do Sul .SP Outorga São Simão .MT PIE Operação Tarumã .RR SP Outorga Jaciara .SP Aimorés .MT PIE Outorga Jaciara .SP PIE Biomassa Operação Juazeiro .TO SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itabirito .RJ APE Fóssil Óleo Diesel 324 Operação Goiânia .BA PIE Biomassa Operação Dianópolis .SP Operação Indiaporã .RS Mataraca .GO APE Fóssil Óleo Diesel 448 448 324 288 1675 UTE Operação Maceió .SP APE-COM Fóssil Óleo Diesel Operação Afuá .MG Trindade do Sul .SP APE Fóssil Óleo Diesel 288 Operação Rio de Janeiro .TO PIE Operação Uiramutã .PR Agudos .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1690 40 140 504 14040 14000 17000 10000 13050 4000 48 14000 23000 2760 13300 1600 1396200 1000 144 12500 4800 3568 1300 330000 16000 3000 4500 4000 4250 1300 330000 4800 1200 1396200 1000 144 2760 48 140 504 14683 14000 17000 Operação Ribeirão Preto .A Agostinho Rodrigues Atlas de Energia Elétrica do Brasil Agro trafo Agrovale Água Bonita Água Branca Água Brava Água Clara Água Fria Água Limpa Água Limpa Multifase Água Limpa Água Prata Água Suja Água Vermelha (José Ermírio de Moraes) Águas Claras Águas Termais da Cascata Nazzari Agudos Agudos Ambev Aguti Ahlstrom Aimorés Aiuruoca Albano Machado Albatroz Albertina .SC Louveira .SP Operação Novo São Joaquim .MT Outorga Jaciara .

PR Apiacás .MS Outorga Barueri .MG APE Fóssil Fóssil Outorga Guamaré .PA PIE Operação Além Paraíba .RN PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guamaré .PA Outorga Jataí .000 163 .AM Alto Araguaia .PB PIE Operação Alenquer .MG Água Clara .4 11800 10649 21.RN PIE Operação Alegrete .SP Operação Almeirim .BA Arvoredo .MT Benedito Novo .RN São Desidério .ES SP Óleo Combustível Operação Miracatu .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 UTE Operação Barcarena .SC São João da Baliza .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Araçatuba .000 5000 1680 27900 29000 Operação Teodoro Sampaio .SP Santo Antônio do Içá .000 5000 1344 Alto do Rodrigues Alto Fêmeas I Alto Irani Alto Jatapu Atlas de Energia Elétrica do Brasil Alto Paraguai (Pedro Pedrossian) Alto Rio Grande Anexo Alto Sucuriú 29.RS PIE Fóssil Operação Alegre .SP APE-COM Operação Aparecida do Taboado .MT Piedade do Rio Grande .4 11800 10650 21.SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 7400 2400 20600 3900 72000 2056 66000 51000 100800 184 4225 5400 1000 2258 352 5000 60000 500 1200 2544 15000 20340 2086.RR Alto Paraguai .MS APE Biomassa Operação Conceição da Barra .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Albrás UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UTE UTE EOL CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH PCH Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Alta Floresta D’Oeste .ES PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Mirandópolis .SC Palmas .SC Benedito Novo .PA APE Fóssil Óleo Diesel 4850 4960 4000 7400 2400 1600 3900 72000 2056 66000 Alcidia Alcoazul Alcomira Alcon Alcoolvale Alecrim Alegre Alegrete Alegria I Alegria II Além Paraíba 184 5188 Alenquer Alhandra Aliança 1000 2726 Almeirim Alphaville Alta Floresta 5000 30000 Alta Mogiana Alterosa Alto Araguaia 800 2544 15000 Alto Benedito Novo Alto Benedito Novo I Alto Chopim Alto da Boa Vista 2086.GO COM PIE APE SP PIE SP SP APE-COM / PIE PIE PIE SP APE SP PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Alhandra .MT Alto do Rodrigues .RO São Joaquim da Barra .

PA SP Fóssil Outorga Água Doce .MG Operação Santana do Jacaré .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Barcarena .PI PIE Fóssil Óleo Diesel 13120 Operação Cerejeiras .SP Construção Alta Floresta D’Oeste .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Alvorada d’Oeste .SP Chapadão do Sul .AM Poços de Caldas .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Americana .MT Tamarana .MT Lacerdópolis .AM SP Fóssil Operação Anajás .MG Araputanga .MS PIE Operação Ijuí .SC PIE Construção Angélica .SP SP Operação Amaturá .164 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Altoé I PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UTE UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH PCH UTE PCH UHE PCH CGH UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Anori .PR Operação Santos Dumont .RO PIE 1100 1103 13120 CGH Operação Cerejeiras .RS COM Biomassa Bagaço de Cana de Açucar Operação Anamã .MG Construção Guará .MG Poços de Caldas .MA APE Fóssil Carvão Mineral 75200 40104 2238 4050 8000 1238 30000 Operação Altos .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Guaranésia .Corredeira do Encano) Ângelo Cassol Anhanguera Anil Anna Maria Anori Antas I (Pedro Affonso Junqueira) Antas II Antônio Brennand (Ex-Alto Jauru) Antônio Viel Aparecida (UTM I) Bloco 1 e 2 Apertadinho Apiacás Apiaí Aporé Aprovale Apucaraninha .MT Barra do Chapéu .AM Vilhena .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Alvarães .RO PIE PIE SP PIE SP SP SP PIE APE SP PIE SP APE APE-COM APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Construção Angelina .PA APE-COM Fóssil Óleo Combustível 103854 2238 4050 12000 1238 30000 21400 1112 1698 512 96000 26270 3600 22680 2080 1560 2832 8780 16500 21960 340 251540 30000 3148 125 808 1280 10000 3148 125 808 1520 10000 2080 1560 2832 4595 16800 20020 340 251540 1112 1698 512 Construção São Luís .RO COM 744 744 Altoé II Altos Alumar Alunorte Alvarães Alvorada Alvorada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Amaturá Americana Amparo Anajás Anamã Andorinhas Angélica Angelina (Ex-Portobello .RO Apiacás .SC Manaus .MS Lucas do Rio Verde .

MT APE Biomassa Operação Guaíba .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Apuí PCH EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH SOL UTE UHE PCH CGH PCH PCH CGH CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE EOL UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Operação Operação Aripuanã .CE Simões Filho .SE Atalaia do Norte .BA Assis Brasil .TO Operação Mambaí .ES APE-COM Biomassa Licor Negro Operação Aracati .AM SP Fóssil Operação S.48 484150 18000 4440 544 Aracati Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Araguassu Aralco Arara Araras Araras Araras .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Água Doce .PR PIE SP APE COM PIE PIE SP APE PIE APE PIE APE COM PIE APE APE SP PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Mamoré .MG Nova Ubiratã .RS Aracaju .CE SP Energia Solar Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Operação Nova Mamoré .RO PIE Operação Varjota .48 484150 18000 4440 544 11400 19800 800 120 6660 4500 11070 3350 640 1179 1944 4600 940 4500 5310 Operação Itiquira .MT Santa Rosa de Viterbo .MG Operação Areal .MT PIE 4200 UTE Operação Apuí .SC Fortaleza .RJ Operação Araucária .AC Novo Hamburgo .PB Santana do Araguaia .CE PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Normandia .RO PIE Fóssil Operação Caapiranga .SP Arvoredo .RS APE-COM Biomassa Licor Negro Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Aracruz .SC PIE 30000 32 11480 210400 57960 1200 4800 324 134 4000 20.AM SP Fóssil Óleo Diesel 5350 5350 4200 Aquarius Aquibatã Araçá 32 11480 210400 47000 1200 4800 324 134 4000 20.RO Araucária Areal Areal Areas & Castelani Areia Areia Branca Aripuanã 800 120 Armando de Abreu Rios ARS Artivinco (anteriormente UTE Rio Pardo) 4500 Arvoredo Asfor 3350 640 1494 1944 4600 940 Asperbras Assis Brasil Associação Pró-Ensino Novo Hanburgo Atalaia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Atalaia do Norte Atlântica Anexo Atlas 6212 165 .PA Construção Caratinga .AM Mataraca .MG Construção Dianópolis .GO Operação Santa Rita de Jacutinga . Antônio do Aracanguá .SP APE Biomassa Operação Porto Alegre do Norte .MT Raul Soares .

SP Operação Presidente Figueiredo .SP Angelina .BA PIE Operação Nova Lima .RS PIE 24.460 143100 40400 140760 1540 432 720 379000 31800 13600 92000 8240 320 249750 20000 480 1222 1000 624 575 100 940 Operação Autazes .MG APE Operação Beruri .Caetité Bagagem Bagre Baguari Bahia I .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Aveiro .SC Água Preta .RN Operação Mucuri .AM Boracéia .SP Barra Bonita .BA APE PIE APE SP APE / PIE APE SP PIE PIE SP PIE APE-COM PIE PIE COM PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Camaçari .PA SP Fóssil Operação Natividade .MG PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Óleo Diesel Licor Negro Licor Negro Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bagre .SP APE Fóssil Óleo Diesel 40 40 Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Aurora Autazes Autódromo Avante Aveiro Axinim Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ayapuá B BA 3 .RS SP Outorga Guaporé .SC APE 950 Operação Ibirité .166 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Auad Mingione UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE UTE CGH EOL CGH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UHE UHE PCH CGH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Bannach .PA Barcelos .MG Outorga Rio de Janeiro .RJ Operação São Paulo .AM Operação Cantagalo .PR Operação Baía Formosa .TO SP Óleo Diesel Outorga Caetité .BA PIE Construção Alpercata .MG PIE Fóssil Gás Natural 226000 226000 950 5266 UTE Operação São Paulo .PE Açucena .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5266 Outorga Chapecó .Camaçari Bahia Pulp (Ex.SP Tapiraí .000 1000 624 405 100 940 192100 480 1222 140000 31800 108600 92000 40240 320 250000 20000 1300 720 385900 600100 2482 143100 40400 140760 1540 432 22000 2.PA Seropédica . Bacell) Bahia Sul Baía Formosa Bainha Balbina Bandeirante Bangu Shopping Bannach Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Barcarena Barcelos Bariri (Alvaro de Souza Lima) Barra Barra Bonita Barra Clara Barra D Ouro Barra da Paciência .RJ Barcarena .PA SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ibiaçá .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Borba .BA APE Operação Camaçari .

SP Paracatu .MG Guaratinguetá .PA SP Operação Barreirinha .CE Liberdade .MG PIE COM APE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE COM PIE APE APE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Barreirinha .MG Rio Doce .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18300 1320 2850 960 Barra Grande de Lençóis Barra Mansa Barra Barra Barracão Barralcool Barreira do Andirá Barreira do Campo Barreirinha Barreiro Barrinha Barro Preto Baruíto Barulho Basf Guaratinguetá Batalha Batalha Batatais 3900 308.MG Campo Novo do Parecis .SP Pontal .GO PIE 90000 2250 690000 62900 824 5200 15800 933.MT Outorga Xanxerê .SP PIE Biomassa Operação Anita Garibaldi .RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás de Alto Forno Operação Barra Bonita .GO Batatais .SC Operação Belo Horizonte .SC Baturité .8 2704 3150 11480 425 110000 3840 10200 1310 Outorga Rio Fortuna .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Barra do Braúna PCH UHE PCH UHE UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH PCH PCH UTE CGH UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Liberdade .SP Rio Negrinho .SC PIE 15000 UHE Construção Laranjal .SP Operação Operação Nova Ponte .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Construção Saudades .AM SP Operação Santana do Araguaia .SP APE Biomassa Operação Candói .MG Cristalina .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Lençóis Paulista .MT PIE Biomassa Outorga Bento Gonçalves .SP Balsas .MG São Paulo .MG PIE 39000 Barra do Rio Chapéu Barra dos Coqueiros Barra Escondida Barra Grande 698250 62900 824 5200 15800 933.6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18000 1320 2850 960 52500 3900 308.SC PIE Construção Cachoeira Alta .8 2704 3150 11480 425 Batavo Batista Battistella Baturité Baú Baú I Bayer 3840 10200 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bazan Anexo BCP 1310 167 .MA Pilar do Sul .SP São Paulo .AM SP Fóssil Fóssil Fóssil Outros Operação Barra do Bugres .

SP APE Fóssil Óleo Diesel 228 Operação Potirendaba .SC Angra dos Reis .AM SP APE APE-COM APE APE PIE APE APE SP PIE PIE PIE SP APE APE COM Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Benjamin Constant .SP APE Biomassa Operação Araxá .168 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Bebedouro UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UHE PCH PCH UTE UTE PCH PCH CGH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mafra .RJ Guadalupe .SP APE Biomassa Operação Tabatinga .MG Operação Itaquaquecetuba .MG APE Biomassa Operação Canutama .SP Operação Governador Valadares .MG Operação Mariana .SP Operação Beruri .GO Boa Vista do Ramos .BA SP Fóssil Operação Santa Cruz das Palmeiras .AM SP Operação Manhuaçu .RS Dianópolis .TO Quirinópolis .AM Turvo .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Manuel .SP APE Fóssil Óleo Diesel 369 Operação Ribeirão Preto .MG PIE 16020 Bebidas Ipiranga Bebidas Poty Bechara Nassar Frange Bela Vista Bela Vista Belco Belém do Solimões Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bellão & Schiavon Belmonte (Emergencial) Belo Monte Bem Brasil Benálcool Benedito Alto Benjamim Mário Baptista (Nova Sinceridade) Benjamin Constant Beruri BG Norte Petróleo Bicas Big Mais Supermercados Big Mart Biopav Bituva Blue Tree Park Angra dos Reis Boa Esperança (Castelo Branco) Boa Fé Boa Sorte Boa Vista Boa Vista do Ramos Boa Vista I Boa Vista II Boa Vista .000 16000 80000 2582 1192 8000 800 40000 2582 460 8000 800 480 2000 237300 360 504 650 1502.PI Nova Bassano .MG PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Benedito Novo .SP Operação Marília .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3750 3750 369 228 9800 PCH Outorga Unaí .SC COM Operação Bento de Abreu .AM SP Fóssil Operação Belmonte .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 Operação Tanabi .PR PIE Operação Pontal .PR Sarutaiá .PR Turvo .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 65000 480 2000 237300 24.SP Outorga Brejo Alegre .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São João .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 9800 29000 360 360 650 1502.

MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jardim da Serra .AC Barueri .AM SP Outorga Guarulhos .MT Guarantã do Norte .SC PIE Outorga Boituva .SC Rio de Janeiro .SP Operação Marília .SC Guarantã do Norte .MG SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Borba .MG PIE Outorga Cornélio Procópio .CE PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Simão Pereira .SP Conceição do Pará .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Boca do Acre PCH UTE EOL UTE CGH UTE UTE PCH PCH EOL UTE UTE CGH UTE CGH UTE PCH UHE PCH PCH PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Schroeder .MT Guarantã do Norte .SP Operação Sabará .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Bom Jesus do Araguaia .AM SP Fóssil Óleo Diesel 7641 7641 Bocaiúva Boituva Bom Jardim Bom Jesus do Araguaia 952 360 3600 Bom Jesus do Galho Bom Retiro Bompreço Supermercado Jardins Bonanza Bonfante 19000 Bons Ventos Bonsucesso Borba 5600 720 8000 12 324 1120 15000 10752 5180 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 10000 6078 1200 Bortolan (José Togni) Bortolo Carolo Bosque dos Chalés Bovimex Boyes Bracinho Braço Norte II Braço Norte Braço Norte III Braço Norte IV Braga Bragagnolo Brahma Branco Peres Brasil Verde Brasilândia Brasiléia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Brasilgráfica Anexo Brasília 10000 169 .MT Guarantã do Norte .SP Brasília .MG Operação Pontal .MG Brasilândia .SE APE Fóssil Operação Capivari .SP APE Biomassa Operação Bom Jesus do Galho .PR PIE Outorga Aracaju .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1380 30000 952 360 3600 368 9900 19000 50000 1267 5600 715 8000 12 324 1120 16500 9600 5300 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 18000 6502 1200 10000 Construção Brasnorte .MT Cristal do Sul .MT PIE 30000 UTE Operação Boca do Acre .SP APE Fóssil Fóssil Construção Aracati .SP APE APE APE APE SP SP SP PIE PIE APE APE PIE APE APE PIE PIE APE SP Biomassa Fóssil Biomassa Outros Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas .MS Brasiléia .RJ Adamantina .DF Operação Piracicaba .RS Faxinal dos Guedes .

AM Crissiumal .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 5070 Outorga Conceição do Mato Dentro .RO Cruz Machado .170 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Brecha PCH UTE CGH PCH CGH UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH Outorga Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Buritis .SC APE Operação Brumado .MG APE Outros Fóssil Operação Canela .MG APE 2900 680 12895 750 1600 800 1070.MT PIE PIE APE APE SP PIE PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Casca de Arroz Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Independência .RS APE Operação Guará .4 3600 19200 23000 1750 1400 10000 30000 7.BA APE Fóssil Óleo Diesel Operação Igaratinga .RS SP Enxofre Óleo Diesel Operação Brusque .RO Comodoro .PA APE-COM 640 Operação Breves .SP Alegrete .RS Alta Floresta .SC APE Fóssil Operação Jandira .SP APE Fóssil Operação Taió .SP São Vicente .SP Operação Buritizal .SP APE Operação Araxá .MG Operação Água Clara .4 3600 11500 23000 1750 1360 UHE Operação Guaraciaba .2 5000 800 13271 10000 2000 40 400 3825 2031 1000 30000 2700 2800 2700 2800 2031 1000 2000 40 30000 7 5000 800 13271 Operação Novo Progresso .PR Jaguariúna .MG APE 12400 12400 Brejaúba Breves Brigadeiro Velloso III Brito Britos Brumado Bruno Heidrich Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bruno Heidrich Neto (Ex-Cachoeira do Rio do Rauen) BSH Continental Budai Buettner Bugres Bunge Araxá Bunge Guará Buricá Buriti Buriti Buriti Queimado Buriti Buritis Buritis / Fernandes Rivero Burro Branco Byk C & A Modas C&C Casa e Construção São Vicente CAAL Caapiranga Caa-Yari Cabeça de Boi Cabixi Cabixi II .MT APE PIE SP COM PIE APE APE Operação Buritizal .SP São Paulo .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Taió .MS Outorga Sapezal .MT Vilhena .MG PIE 11000 8701 640 2900 680 12895 750 1600 800 1070.RS Caapiranga .SP APE Fóssil Operação Hortolândia .MG APE Operação Ponte Nova .SP Operação Buritizeiro .

MG Jequeri .MA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jequeri .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cabo de Santo Agostinho CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH PCH CGH PCH PCH UTE CGH PCH UHE PCH CGH PCH CGH CGH PCH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Antônio Carlos .MG Cachoeira Dourada .PA Operação Cachoeira do Arari .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 20700 12300 10000 4300 Outorga Cabo Verde .BA PIE Outorga Carolina .MG Nacip Raydan .MA PIE Operação Jaciara .MG APE Operação Maceió .MG Outorga Lima Duarte .AL PIE Biomassa Operação Vilhena .PE APE-COM Fóssil Óleo Diesel 2000 2000 300 4160 679.MG Perdizes .MG PIE Operação São Gabriel da Palha .MG APE 300 UTE Operação Cabo de Santo Agostinho .MT APE-COM Operação Manhumirim .RS PIE Operação Parintins .RO SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Nova Bassano .GO Colatina .MG São Luís do Quitunde .6 Cabo Verde Caboclo Caburi Caçador Cachoeira 11120 7400 302 2560 Cachoeira Cachoeira Alta Cachoeira da Fumaça Cachoeira da Ilha Cachoeira da Lixa 14800 900 Cachoeira da Onça Cachoeira da Providência Cachoeira da Usina Cachoeira do Arari 1008 50 Cachoeira do Aruã Cachoeira do Brumado João Camilo Penna (Ex-Cachoeira do Emboque) 21600 1840 472.AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ouro Preto .MG Canaã .MG Operação Raul Soares .ES Mafra .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 Cachoeira do Fagundes Cachoeira do Feijó Cachoeira do Lavrinha (São Patrício) Cachoeira do Oito Cachoeira do Pinheirinho Cachoeira do Rosário (Usina Carioca) Cachoeira dos Macacos Cachoeira dos Prazeres Cachoeira Dourada Cachoeira Escura Cachoeira Formosa Cachoeira Grande Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeira Grande Anexo Cachoeira Grande 20000 171 .6 22500 11120 13400 302 2560 9000 14800 900 11700 12000 1050 50 2340 21600 1840 472.MG Buritis .ES SP Operação Itamaraju .RO Antônio Dias .MG Ouro Preto .PA PIE APE PIE SP APE APE SP SP COM APE APE-COM APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Outorga Carolina .SC Pará de Minas .MG APE 4160 679.MG Operação Santarém .AL Rianápolis .

PR APE 1840 2920 696 945 160 PCH Operação Itararé .BA Camaçari .RS SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maceió .BA Calçoene .172 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cachoeira Poço Preto PCH CGH CGH CGH PCH CGH UHE CGH UHE UHE UTE UTE UTE CGH CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Cubatão .BA Camaçari .GO PIE Óleo Combustível Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caconde .MG APE 160 27000 675 45000 657 80490 65000 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 10000 607 7200 408 7500 1296 15000 19000 2000 250400 5256 346803 148000 150.MG Porto Velho .MG Operação Itaituba .SP Carmo do Cajuru .BA Dias d’Ávila .AL APE Operação São Miguel dos Campos .RO Itapetinga .MG Bom Jesus do Itabapoana .MG APE 696 Operação Guarapuava .000 346803 19000 2000 250400 607 7200 408 7500 1296 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 657 80400 675 Outorga Matriz de Camaragibe .MG Camaçari .AL PIE Biomassa Operação São Paulo .BA Camaçari .SP PIE Operação Faxinal dos Guedes .PA APE Fóssil Construção Caçu .AL APE 945 Operação Barroso .SC Operação Itaúna .BA Outorga Santa Maria Madalena .AP Barra Longa .SC APE Outorga Clevelândia .MG PIE Operação Cachoeira da Prata .RJ Operação Xanxerê .MT APE Construção Alvarenga .PA APE APE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE PIE APE PIE PIE SP PIE PIE Outros Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás de Alto Forno Gás Natural Gás Natural Gás Natural Óleo Combustível Óleo Combustível Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Júlio de Castilhos .SP APE-COM 4000 4000 Cachoeira Cachoeira Santo Antônio Cachoeira Serra D’Água Cachoeira Velonorte Cachoeirão Cachoeirinha Cachoeirinha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeirinha Caconde Caçu Cadam Caesar Park Hotel Guarulhos Caeté Caeté Cachoeira Cafundó Caima Caixão Caju Caju Cajuru Cajurú Calama Calçados Azaléia Calçoene Caldeirões Calheiros Calsete Camaçari Camaçari Ambev Camaçari Camaçari Muricy I Camaçari Pólo de Apoio I .PR PIE Operação Tesouro .SP APE Fóssil Operação Almeirim .RJ Sete Lagoas .

AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Itutinga .RS Candói .RO Canabrava do Norte .MG PIE Outorga Água Doce .MT Canela .RS Cantá .SP Operação Abdon Batista .RJ Operação Campo Novo de Rondônia .SC PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Manacapuru .000 30000 550 Canaã Canaã Canaã Canabrava do Norte 1609.AM SP Fóssil Outorga Campina Grande .PI PIE PIE SP SP PIE PIE PIE PIE COM PIE SP SP SP PIE APE PIE PIE APE / PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Campo Florido .080 340 9600 30000 13120 1941 114150 360 880000 4500 450000 30000 550 17000 1609.GO Paraguaçu Paulista .PB PIE Fóssil Outorga Abelardo Luz .PB Cavalcante .RR Operação Campos dos Goytacazes .CE Cândido Mota .6 44800 24 350000 824 28000 57000 Operação Camargo .RR Candiota .MG COM 910 910 200 4230 46000 Camargo Camargo Corrêa (Arrossensal) Camargos Camaruã Camburu Camen Cametá 429 50 494 Camifra I Camifra II Campina Grande Campinas 340 Campo Belo Campo Florido 30000 13120 1941 30000 360 880000 Campo Maior Campo Novo Campos (Roberto Silveira) Campos Novos Campos Novos Camurim Cana Brava 450.PR Lucas do Rio Verde .SC APE Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Honório Serpa .SC Operação Iracema .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Tapauá .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Camarão CGH PCH UHE UTE PCH UTE UTE CGH CGH UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UHE UTE CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH EOL UHE Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Construção Mataraca .6 42500 10 Canastra Canauanim Candiota III Candói 824 28000 Canoa Quebrada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Canoa Quebrada Anexo Canoas I 82500 82500 173 .MG Ariquemes .PR APE Operação Barreirinha .GO PIE Biomassa Outorga Caraguatatuba .RO Operação Campo Maior .SP Carmo de Minas .MG SP Operação Nortelândia .AM SP Fóssil Outorga Morrinhos .MT Aracati .RS COM 200 CGH Operação Pedra do Indaiá .MT PIE 4230 46000 100 30000 10000 429 50 494 169.

174 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Canoas II PCH UTE PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Americana - SP Rio de Janeiro - RJ Seberi - RS Campo Novo - RS Carneirinho - MG Caconde - SP São José do Rio Preto - SP Barcelos - AM Fernandópolis - SP São José dos Campos - SP SP APE PIE Operação Americana - SP Operação Careiro da Várzea - AM Construção Mataraca - PB Operação Carauari - AM Operação Carangola - MG Operação Coronel Xavier Chaves - MG APE PIE SP PIE SP SP PIE APE-COM APE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Outorga Campina das Missões - RS APE Operação Caracaraí - RR SP Outorga Urucará - AM SP Fóssil Fóssil Operação Piedade dos Gerais - MG COM Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André - SP PIE Fóssil Operação Cajueiro - AL APE-COM Biomassa Operação Capixaba - AC PIE Fóssil Construção São Bonifácio - SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Porecatu - PR PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Passo Fundo - RS SP 4470 240000 210000 640000 12000 946 2400 18020 950 120 6272 953 1842 15000 5456 4500 2068 36160 1111120 3200 800 9000 24000 21600 552 60 3920 9000 552 60 3920 9000 3200 800 9000 24.000 2068 36160 6272 953 1842 15000 5456 946 2400 18020 950 Operação São Carlos - SP SP 4300 Operação Canutama - AM SP Fóssil Óleo Diesel 2080 Outorga Laranjal - PR PIE 18000 2080 4300 3760 240000 210000 640000

UHE

Operação

Andirá - PR

APE / PIE

72000

72000

Cantu 2

Canutama

Capão Preto

Capigui

Amador Aguiar I (Ex - Capim Branco I)

Amador Aguiar II (Ex - Capim Branco II)

Capivara (Escola de Engenharia Mackenzie)

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Capivari

Capixaba

Capricho

Capuava

Caquende

Cará - Açú

Caracaraí

Caraguatá

Carandaí

Carangola

Carauari

Caravela

Careiro da Várzea

Carioba

Carioba II

Carioca Shopping

Carlos Bevilácqua

Carlos Gonzatto

Carneirinho

Carrapatos

Carrefour Rio Preto

Carvoeiro

Casa de Força

Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Casca II UHE PCH PCH CGH CGH EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UHE UTE PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Lages - SC Virmond - PR Manacapuru - AM Panambi - RS Santa Gertrudes - SP Rio dos Cedros - SC Rio de Janeiro - RJ Conceição da Barra - ES Luís Antônio - SP Jacareí - SP São Francisco do Conde - BA Faxinal dos Guedes - SC Outorga Ipojuca - PE Operação Caucaia - CE Operação Nova Friburgo - RJ Operação Piracicaba - SP Operação Ribeira - SP Operação Ariranha - SP PIE APE APE SP PIE APE SP SP SP APE APE SP APE-COM PIE APE APE-COM PIE SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Pádua - RS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Altamira - PA SP Operação Careiro - AM SP Fóssil Fóssil Operação Colorado do Oeste - RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Colorado do Oeste - RO APE-COM Operação Colorado do Oeste - RO APE Operação Cassilândia - MS SP Outorga Água Doce - SC PIE Operação Chiapetta - RS APE Outorga Novo Barreiro - RS APE Construção Chupinguaia - RO PIE Outorga Mairiporã - SP APE 3900 7000 280 680 4800 500 1500 750 1480 6000 3425 130000 30000 4000 11480 1940 14760 750 4290 1300 430 784 3567 7400 4984 36000 32600 138680 185891 5400 Operação Chapada dos Guimarães - MT SP 12420

PCH

Operação

Chapada dos Guimarães - MT

SP

3520

3520 12420

Casca III

Cascata

Cascata Chupinguaia

Cascata do Barreiro

280 680

Cascata do Buricá

Cascata

Cassilândia

500 1844 750 1480 6000 3425 130000 9000 4000 11480 1940 14760

Castaman I (Enganado)

Castaman II

Castaman III

Castanho

Castelo dos Sonhos

Castro Alves

Catanduva

Catas Altas I

Caterpillar

Catete

Caucaia

Caulim

Caveiras

3829 1260 430 760 3567 7280

Cavernoso

Caviana

Caxambu

Cedasa

Cedros (Rio dos Cedros)

CEG

Ceisa (Ex-Disa)

5500 32600 139424 185891

Celpav II

Celpav IV

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I)

Anexo

Celso Ramos

5600

175

176 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Celucat UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UHE PCH UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Catanduva - SP Potirendaba - SP Guarulhos - SP Patrocínio Paulista - SP São José dos Pinhais - PR Chapadinha - MA Chapecó - SC Charqueadas - RS Chavantes - SP Cantagalo - RJ Chaves - PA Outorga Frutal - MG Operação Piracicaba - SP Operação São Paulo - SP Outorga Rio de Janeiro - RJ Operação São Paulo - SP APE COM APE APE PIE PIE PIE APE APE-COM SP PIE APE PIE PIE SP SP Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Resíduos de Madeira Carvão Mineral Operação Iguatemi - MS APE Operação Campinas - SP APE Operação Santa Cecília - SC APE Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Licor Negro Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Cecília - SC APE Operação Encruzilhada do Sul - RS APE Biomassa Operação Primavera - PE COM Resíduos de Madeira Operação Camutanga - PE PIE Biomassa Operação Primavera - PE COM Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Aracaju - SE APE Fóssil Gás Natural Outorga Santo André - SP PIE Fóssil Gás Natural 271830 2600 47,30 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 440 4000 360 25000 75000 40200 2100 16000 18000 29920 4000 72000 414000 1600 584 72000 414000 680 584 75000 40200 2100 16000 18000 4000 360 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 2600 Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Gás Natural 3200 Operação Belo Oriente - MG APE-COM Biomassa Licor Negro 100000 Operação Vargem Bonita - SC APE Biomassa Licor Negro 4900 4900 100000

UTE

Operação

Lages - SC

APE

Biomassa

Licor Negro

12500

37822

Celulose Irani

Cenibra

CENPES-Petrobrás

Central de Cogeração Capuava

Central de Co-geração Shopping - Aracaju

Central de Vendas em Informática

Central Ilha do Sul

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Central Mariquita

Central Olho D’Água

Central Pé de Serra

Central Termelétrica de Geração (Forjasul)

Central Usina I

Central Usina II

Centro Alternativo Campinas

Centro Oeste Iguatemi

Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo

Centro Tecnológico Usinaverde

Cenu

Cerba

Cerradão

Cerradinho

Cerradinho Potirendaba

Cesar Park Business Hotel/Globenergy

Cevasa

Chaminé

Chapadinha

Chapecó

Charqueadas

Chavantes

Chave do Vaz

Chaves

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Chibarro PCH CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH EOL EOL Construção Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Construção Construção Operação Operação Operação Operação Niquelândia - GO Ferreira Gomes - AP Coari - AM Sonora - MS Antônio Dias - MG Paraguaçu Paulista - SP Narandiba - SP Maringá - PR Codajás - AM Coari - AM Nova Lima - MG Mataraca - PB Mataraca - PB Operação Pirassununga - SP Operação Clementina - SP Outorga Caldas - MG Operação Giruá - RS Operação Catanduva - SP APE APE PIE APE APE APE-COM SP SP APE-COM PIE PIE PIE PIE SP SP APE PIE PIE Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Matão - SP APE Outorga Bebedouro - SP APE Operação Limeira - SP APE Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Operação Canoinhas - SC PIE Biomassa Outorga Pará de Minas - MG APE Biomassa Operação Marechal Deodoro - AL APE Fóssil Construção Campos de Júlio - MT PIE Gás Natural Carvão Vegetal Resíduos de Madeira Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Manaus - AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Chupinguaia - RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Vilhena - RO PIE Operação Itapejara d’Oeste - PR SP Outorga Coqueiral - MG APE 61 1980 1260 2570 17600 17000 3187,5 2000 4000 2000 5000 7000 4824 350 4000 11200 40 36000 67982 19310 800 10000 28200 40000 13000 5200 80 1944 4500 Outorga Imbé de Minas - MG PIE 3543

PCH

Operação

Araraquara - SP

SP

2600

2600

Chica Valadares

Chiquinho Barbosa

61 2080 1260 2570 11.200

Chopim I

Chupinguaia

Chupinguaia

Cidade Nova

Cidezal

Cinal/Trikem

3187,5

Cisam

Cisframa

4000 2300

Citrosuco

Citrosuco Bebedouro (Ex.Cargill Bebedouro)

Citrosuco

7000 4824 350

Citrovita Catanduva

Claudino Fernando Picolli

Clayton Ferreira

Clealco

11200 40 36.000 76952 19310 800

Clínica Rubens Luís Costa

CNT

Coaracy Nunes

Coari

Cobel

Cocais Grande

Cocal

28200

Cocal II

Cocamar Maringá

Codajás

5200

Codajás Mirim

Codorna

1944

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Coelhos I

Anexo

Coelhos II

4500

177

RJ São Paulo .8 368.SP APE Operação Guaíra .SP Salvador .SC Operação Porto Velho .PB PIE 4500 Coelhos IV Cofercatu Cogeração International Paper (Fases I e II) Cogeradora Biancogrês Coinbra .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Leme .SP Operação Morrinhos .SP PIE Biomassa Fóssil Operação Colorado do Oeste .ES APE-COM Fóssil Gás Natural 4915 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 3820 4648.RJ PIE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natual Operação São Paulo .BA Salvador .SP PIE Biomassa Operação Medeiros Neto .Frutesp Atlas de Energia Elétrica do Brasil Colino 1 Colino 2 Colombo Colorado Colorado do Oeste Colorado Combustol Comendador Venâncio Comodoro Complem I Component Comvap Conceição da Galera Concórdia Condomínio Canoas Shopping Center Condomínio Civit Pantanal Shopping Condomínio do Edifício Barão de Mauá II Condomínio E-Tower São Paulo Condomínio Shopping Center Lapa Condomínio Shopping Center Piedade Condominio World Trade Center Confluência Confresa Congonhal I .Cresciumal Coinbra .BA PIE Operação Matão .PR APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 Construção Mataraca .GO Operação Comodoro .BA PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Medeiros Neto .MT Rio de Janeiro .RO SP Fóssil Operação Tapera .BA São Paulo .PR Confresa .MT Baependi .MG Outorga Concórdia .SP Prudentópolis .8 1620 8800 53 5000 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 20000 3902 1816 3902 1816 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 51 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 1600 4648.RS SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ariranha .178 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Coelhos III EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Canoas .8 368.Frutesp Coinbra .PB PIE 4500 4000 50500 EOL Construção Mataraca .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Serra .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bebedouro .RS Cuiabá .MT SP APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE PIE SP PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Itaperuna .RO Outorga União .PI Operação Diadema .8 1620 Operação Mogi Guaçu .SP APE-COM Fóssil Óleo Combustível 138172 Operação Florestópolis .

MG Água Doce .MT COM Operação Palmital .MG Ribeirão Branco .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Efluente Gasoso Gás de Processo Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pacaraima .MG APE Fóssil Gás Natural Outorga Duque de Caxias .60 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 18000 3600 1600 90 14800 74400 6000 3188 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1000 1723 340 520 10000 Operação Nerópolis .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Outros Outros Biomassa Operação Barretos .MG Itaúna .MG Guariba .MS PIE Operação Promissão .Supermercado Barretos Cooperfrigo Coopernavi Cooper-Rubi Cooperval Copa D’Or Copatana Copebrás Catalão 14800 74400 6000 Copesul Coprodia Coqueiral Coraci 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1007 2000 340 520 Coroado Corona Coronel Américo Teixeira Coronel Araújo Coronel Domiciano Coronel João de Cerqueira Lima Coronel Jove Soares Nogueira (Ex-Benfica) Corredeira do Capote Corredeira do Noronha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Córrego Azul Anexo Córrego Fundo 179 .SP Colorado .MT Operação Catalão .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Contagem .SP Paranatinga .RS Campo Novo do Parecis .AM Operação Rio de Janeiro .SP APE Fóssil Operação Rondon .PR APE Biomassa Operação Água Doce .MG Itaúna .PR Operação Operação Triunfo .SP Caldas .RJ APE SP APE PIE PIE PIE APE APE APE-COM APE PIE SP APE APE APE-COM APE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jandaia do Sul .SC Muriaé .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Congonhal II UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH CGH PCH CGH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Angelina .PR APE Operação Rubiataba .MT Promissão .GO PIE Operação Naviraí .GO Outorga Jutaí .SP Santana do Riacho .SP APE Fóssil Óleo Diesel 440 800 729.GO APE Fóssil Óleo Diesel 3688 CGH Operação Baependi .SC São Pedro do Turvo .MG COM 416 416 3688 440 800 Coniexpress Conquista Conrado Heitor de Queiroz Construtora F Rozental Contagem 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 2400 3600 1600 Contão Contestado Coocarol Coopercitrus .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Operação Pontes e Lacerda .

MG Mangueirinha .MG Operação Belém .SP APE Outros Outros Operação Arceburgo .CE Boa Ventura de São Roque .PA Outorga Antonina .MG APE Fóssil Operação Iturama .MS APE 144 Outorga Brasnorte .RS Victor Graeff .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Operação Luziânia .GO SP Operação Araguaína .RS Cotriguaçu .000 30.PA PIE Operação Cubatão .700 16.180 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Córrego Galheiros CGH CGH PCH CGH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE PCH PCH UTE UHE PCH PCH CGH UTE CGH CGH Outorga Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Construção Cotiporã .GO PIE Operação Caldas Novas .MT Rio Casca .Filial Campo Florido Coruripe Iturama Cory Cosipa Cosipar Costa Costa do Ambé Costa Marques Costa Pinto Costa Rica Cotia Cotijuba Cotiporã Cotovelo do Jacuí Cotriguaçu Couto Magalhães Covanca Covó Coxim (Vitor Brito) Crato Cris Crisólita .TO SP 680 375000 93600 127000 1700 32000 30000 24000 1440 27000 14000 19000 230 4570 75000 16000 1000 1145 19500 3340 2282 150000 11500 5000 400 13120 80 800 400 13120 80 800 3340 2282 4570 9360 16000 1000 1145 127000 1.MT Alto Araguaia .PR Coxim .GO PIE Construção Luziânia .PR Crisólita .MG PIE Biomassa Operação Campo Florido .RO Outorga Anori .AL PIE Biomassa Operação Rio Claro .MG PIE 14000 680 375000 Operação Amambaí .000 24000 1440 27000 10000 Outorga Açucena .AM SP PIE APE PIE COM SP PIE APE SP PIE PIE PIE SP PIE APE COM Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Formoso .MT APE-COM 1000 1000 144 CGH Outorga Campo Verde .MT APE-COM 1000 1000 Córrego Santa Cruz Córrego São Luiz Corrente Grande Corujão Corumbá I Corumbá III Corumbá IV Atlas de Energia Elétrica do Brasil Corumbataí Coruripe Coruripe Energética .MG PIE Biomassa Operação Coruripe .SP Operação Costa Marques .PR Operação Costa Rica .MS Crato .MS Operação Piracicaba .MG PIE Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marabá .

PR PIE 4000 4000 85380 Cristiano Rocha Cristina Cristo Rei 960 Criúva Cromex 32 Cruz Alta Cruzeiro do Sul 18998 4000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1794 3520 1442 1047 30300 1360 320 CRV Crylor CST CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cucaú Cucuí Cuiabá Cujubim Culuene Curemas Curralinho Curuá Curuá-Una D Da Cascata Da Fazenda Da Ilha 26000 Da Mata Da Prata Da Serra 1000 2700 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Dacal Anexo Daia 44300 181 .MT Operação São Gabriel da Cachoeira .MG Paracambi .SP APE Fóssil Operação Carmo do Rio Verde .ES APE Outros Operação São José dos Campos .MT Operação Cujubim .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Operação Serra .SP Prata .GO Operação Paranatinga .RO Operação Cuiabá .AM PIE Fóssil Óleo Combustível 85380 PCH Operação Manoel Ribas .SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Siderúrgico Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação São Paulo .PA Nova Lima .PB Curralinho .PE PIE SP PIE PIE SP SP PIE PIE SP APE COM PIE PIE PIE APE COM APE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André .PR APE Outorga Cristina .RS Valparaíso .AM Operação Rio Formoso .AC PIE Fóssil Outorga Água Doce .MG Paracambi .RS PIE Operação Campo Mourão .RJ Nova Monte Verde .MT Antônio Prado .MG PIE 3500 1800 23949 32 30000 18998 20000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1790 3520 840 1172 30300 1360 320 19500 26000 40000 15000 1000 2700 44300 Operação Manaus .PA Santarém .RJ APE-COM Operação Americana .PA Curuá .SP Anápolis .RJ Parapuã .GO PIE Biomassa Operação Cruzeiro do Sul .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Caxias do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cristalino UTE PCH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE UTE CGH UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Coremas .SP APE Operação Volta Redonda .

SP Dianópolis .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Operação Ibaiti .MT Rio de Janeiro .Datacenter Dia Brasil Diacal II Diamante Diana Dianópolis Divigusa Divinópolis Divisa Do Atlântico Do Sal Dois Córregos .RJ Padre Bernardo .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Delta .GO Dois Córregos .MG Campos de Júlio .SP APE Fóssil Óleo Diesel 144 Operação Serra dos Aimorés .SP Avanhandava .182 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dalapria UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE CGH PCH UTE PCH UTE Operação Outorga Outorga Outorga Construção Outorga Operação Operação Operação Jaú .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caiuá .SP APE APE APE COM APE APE PIE PIE APE PIE APE COM PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jussara .TO Divinópolis .SC Operação Araçatuba .SP Outorga Palma Sola .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bariri .AL Operação Paraguaçu Paulista .SP Operação Colônia Leopoldina .SC APE 1440 1440 Dardanelos Dasa Davanti Decasa Della Coletta Delos Delta Atlas de Energia Elétrica do Brasil Demarcação Derivação do Rio Jordão Destil Destilaria Andrade Destilaria de Álcool Ibaiti Destilaria Guaricanga Destilaria Malosso Destilaria Melhoramentos Destilaria Paraguaçu Destilaria Porto Alegre Destivale Detofol DH&C Outsourccing S/A .MG Divinópolis .SP Operação São Paulo .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Porto Velho .TO Operação Guarulhos .MT PIE 261000 4200 144 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 7000 2873 5500 PCH Operação Passos Maia .SP APE Biomassa Operação Reserva do Iguaçu .SP APE Biomassa Operação Marapoama .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 37000 2873 5500 2500 999 9500 490000 14013 3600 3600 999 Operação Gália .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4200 Construção Aripuanã .SP Operação Dianópolis .SP APE Operação Presidente Alves .PR APE Operação Itápolis .PR APE Biomassa Operação Pitangueiras .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .

SP Outorga São Gonçalo do Abaeté .MG COM Operação Santa Rita de Jacutinga .AM Rio Brilhante .RS COM Operação Flores da Cunha .AM Várzea Paulista . Henrique Portugal Dr.MG COM Operação Itaúna .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dois Vizinhos UTE UHE CGH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UHE UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Sacramento .MG Outorga Arceburgo .MG Operação Santo Antônio de Posse .MG APE Operação Marília .RJ Juruena .MG Operação Nova Lima .MS Nova Andradina . Tito II DTCEA-TRM Dulcini 1851 1400 2744 560 12.MG Guarapuava .330 3300 2000 5800 12000 0 120000 8988 296 19000 1192000 E E Nova Eco Vida Cajuru Ecoluz Editora o Dia Egídio Eirunepé Eldorado Eldorado Unidade Nova Andradina Electron (TG) Elekeiroz Eletrocéu Eloy Chaves Atlas de Energia Elétrica do Brasil Emborcação Anexo Energ-Biog 30 183 .PR Rio de Janeiro .SP SP Operação Passa Tempo . Tito I Dr.RS PIE / SP 125000 990 632 2408 12000 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 448 1851.MG COM APE APE APE APE COM PIE APE APE-COM SP PIE PIE SP APE APE-COM SP SP APE Biomassa Biogás Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Outros Resíduos de Madeira Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Enxofre Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Arceburgo .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira 3000 1980 Dom Pedrito Dona Francisca 125000 990 632 2408 Dona Maria Piana Dona Mirian Dona Rita Dores do Guanhães Dori Alimentos 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 Dorneles Dourados Dourados Doutor Augusto Gonçalves Dr.MG COM Operação Nuporanga .SP APE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 12500 UTE Operação Dois Vizinhos .2 1400 2744 560 12330 3300 2000 5800 12000 22000 121116 8988 296 19000 1192000 30 Outorga Dom Pedrito .SP Cascalho Rico .GO Espírito Santo do Pinhal .MG PIE Óleo Diesel Operação Santa Maria de Itabira .RS COM Operação Agudo .MS Manaus .MT Eirunepé .MG SP Operação Capão Bonito do Sul .MG APE Outorga Abadia dos Dourados .SP Chapadão do Céu .MG Barueri .SP Operação Nova Lima .

PE PIE Biomassa Biogás 3775 0 5000 8592 5552 9199 30775 Outorga Joaquim Nabuco .000 54000 225 23400 28800 1000 2500 60000 1000 2500 225 49300 600 225 10000 5000 23700 14760 744 3609 9000 1000 Operação Carambeí .CE PIE Fóssil Gás Natural Operação Jacareí .CE Operação Água Doce .SP PIE Fóssil Gás Natural 8592 5552 9119 30775 168800 1000 17000 13000 24438 3000 23700 14760 744 3609 9000 16200 10500 600 225 10000 5.184 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Energética Santa Helena UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL Construção Operação Construção Construção Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Aracati .PR Biomassa Resíduos de Madeira 5000 Outorga Joaquim Nabuco .MT PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Blumenau .PE Paracuru .PR PIE Fóssil Gás Natural Operação Pacatuba .AM PIE Fóssil Gás Natural Operação Mogi Guaçu .CE São Gonçalo do Amarante .SC Fernando de Noronha .SC APE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE SP PIE PIE Operação São Gonçalo do Amarante .CE Beberibe .MS APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 3200 3200 Energia Ambiental Energia Ambiental 2 Energy Green Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Atlas de Energia Elétrica do Brasil Enersisa Engenheiro Bernardo Figueiredo Engenheiro Ernesto Jorge Dreher Engenheiro Henrique Kotzian Engevix .SP PIE Fóssil Gás Natural Operação Balsa Nova .PE Aquiraz .CE Amontada .SC PIE Fóssil Outorga Salvador .CE Gouveia .BA PIE Biomassa Construção Júlio de Castilhos .RS PIE Biogás Gás Natural Construção Júlio de Castilhos .CE PIE Operação Pedra Preta .Salvador 1 Engevix-Blu 1 Engº José Gelásio da Rocha Enguia Pecém Entidade Religiosa Envira Eólica Água Doce Eólica Ariós Eólica Canoa Quebrada Eólica de Bom Jardim Eólica de Fernando de Noronha Eólica de Prainha Eólica de Taíba Eólica Icaraizinho Eólica Olinda Eólica Paracuru Eólica Praias de Parajuru Eólica-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho Eólio .RS PIE Operação Pedreira .Elétrica de Palmas Eólio-Elétrica São Gonçalo .SC Operação Envira .CE Olinda .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 38040 8040 UTE Operação Nova Andradina .RN Outorga Beberibe .CE Bom Jardim da Serra .PR São Gonçalo do Amarante .SP APE-COM Outorga Silves .AM Operação Florianópolis .MG Palmas .

SP SP Operação Barracão .RR SP Fóssil Óleo Diesel 281 281 58400 80000 324 975 4800 6970 22200 5040 900 32010 Equipav Equipav II Ericsson Telecomunicações Erna Heidrich Ernestina Ervália Esmeralda Esmeril Espigão Espora Estação Ana Neri Estação Clube Atlético Ypiranga Estação Pedro II Estação Rua do Grito Estampotec 264 581 16400 555 17000 Ester Ester Estirão do Equador Estivas Estreito Estreito (Luiz Carlos Barreto de Carvalho) 1050000 1000 9800 1400 108800 Estrela Eucatex Euclidelândia Euclides da Cunha Euzébio Rocha (Ex Cubatão .SP Operação Cosmópolis .SP Palmas .SP Cantagalo .TO Rifaina .RJ Operação Atalaia do Norte .MG SP Operação Ernestina .RJ São José do Rio Pardo .CCBS) Evangelista 998 Expresso Tiradentes .SP APE Outorga São Paulo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Equador UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH PCH CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UHE UHE CGH UTE PCH UHE UTE CGH UTE PCH EOL PCH Operação Operação Operação Construção Outorga Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Arês .RO COM Operação Patrocínio Paulista .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 58400 UTE Operação Rorainópolis .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Aporé .Terminal Mercado Municipal F 3792 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fábrica da Wobben Windpower no Pecém Anexo Fagundes 4800 4800 185 .SP Operação Guarulhos .RS SP Operação Taió .CE Areal .MG Caucaia .SC São Paulo .SP Nova Lima .SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Promissão .PR Salto .SC COM Operação São Paulo .SP Cubatão .SP Outorga São Paulo .RS PIE Operação Ervália .SP APE APE APE APE SP PIE PIE SP APE PIE SP PIE PIE COM APE APE PIE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Paulo .SP Passos Maia .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 80000 324 600 4960 6970 22200 5040 900 32000 67 67 67 62 264 581 46400 555 17000 1087000 1050000 1000 9800 1400 108890 249900 998 120 3972 600 Operação Promissão .SP APE Outorga São Paulo .GO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Espigão d´Oeste .AM Operação Cosmópolis .RN Aguiarnópolis .

MG Outorga Porto do Mangue .5 450 16 180000 24 10.MG Feijó .AM Cantá .SP APE Fóssil Óleo Diesel 240 Outorga Abelardo Luz .RS Rio Claro .MG Operação São Desidério .MG Operação Buritizeiro .25 3600 94 9600 120 900 28 2584 284 600 386080 9200 120 900 28 2769 284 600 386080 9200 144 24 10 40 200 770 64 100 8 450 16 Operação Faro .AC Benjamin Constant .RN Operação Buritizeiro .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 39400 4000 10000 2788 12 60 40 200 770 64 100 7.186 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Fany CGH UTE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH EOL CGH CGH UTE CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Áurea .BA não Ident Fóssil Operação Juiz de Fora .GO APE Operação Nova Lacerda .BA APE APE PIE APE APE PIE APE PIE APE COM APE PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Resíduos de Madeira Operação Piatã .TO APE Operação Rio Verde .MG APE Óleo Diesel Operação Aripuanã .SP Erval Seco .RO APE Outorga Formosa do Rio Preto .RS Outorga Grão Mogol .MT APE Operação Nova Lacerda .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1200 1200 Fapar Farmalab Faro Fartura Faxinal dos Guedes Faxinal II Faxinal l Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fazenda Aquidauana Fazenda Cachoeira Fazenda Figueirão Fazenda Galera I Fazenda Galera IA Fazenda Jatobá Fazenda Jedai Fazenda Magna Mater Fazenda Maracanã Fazenda Nazaré Fazenda Nova Fazenda Pedra Negra Fazenda Riga Fazenda Santa Marta Fazenda Santa Sofia Fazenda Santana Fazenda São José Fazenda São Luiz Fazenda Tabua Feijó Feijoal Félix Pinto Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Ferradura .RR São Paulo .BA APE Operação Mateiros .MT APE Operação Aripuanã .SC APE 900 900 240 954 39400 4000 10000 2788 12 UTE Operação Regente Feijó .RJ Rosário Oeste .MT PIE Operação Faxinal dos Guedes .RJ Buritizeiro .SC PIE Operação Mendonça .MG Operação Varginha .MT Duas Barras .MT APE Operação Alta Floresta D’Oeste .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 700 Operação Santana de Parnaíba .

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Ferrari UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UHE PCH PCH PCH EOL UHE PCH UHE PCH UTE UTE Outorga Outorga Construção Construção Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Operação Pinhão - PR Águas de Chapecó - SC Cruzeiro do Iguaçu - PR Clevelândia - PR Coronel Domingos Soares - PR Beberibe - CE Caçu - GO Cruz Machado - PR Juquitiba - SP Bom Jesus do Itabapoana - RJ Guapiaçu - SP Taboão da Serra - SP Outorga Arapoti - PR Operação Uberaba - MG Outorga Guanhães - MG Operação Porto Velho - RO Operação Caucaia - CE Operação Maximiliano de Almeida - RS SP PIE PIE PIE APE PIE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE-COM SP APE APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Gás de Processo Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Operação Formoso - MG SP Outorga Aveiro - PA SP Operação Piraí - RJ SP Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Fonte Boa - AM SP Fóssil Operação Flórida Paulista - SP PIE Biomassa Outorga Grão Mogol - MG APE-COM Biomassa Operação Manaus - AM PIE Fóssil Operação Paragominas - PA APE Biomassa Operação Flor do Sertão - SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ponte Serrada - SC APE Construção Figueirópolis d’Oeste - MT PIE Outorga Alta Floresta d’Oeste PIE 1400 19.410 4800 16500 1250 14400 2520 55000 3550 131988 960 440 1118 346630 322 9000 24400 12000 1676000 855000 29072 29500 29800 25200 68400 8800 29500 4500 4944 400 Operação Figueira - PR SP Fóssil Carvão Mineral 160250

UTE

Operação

Pirassununga - SP

APE

Biomassa

Bagaço de Cana de Açúcar

41000

4000 20000 1400

Figueira

Figueira

Figueirópolis

Flor do Mato

4800 16500 1250 12.800

Flor do Sertão

Floraplac

Flores

Florevale

Flórida Paulista

15000 3550 130300

Fonte Boa

Fontes Nova

Fordlândia

Formoso

440 1000 346630 322

Forquilha

Fortaleza

Fortaleza do Abunã

Fortuna II

Fosfértil (Expansão do Complexo Industrial Uberaba)

24400

Foz da Anta

Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia)

1676000

Foz do Chapecó

Júlio de Mesquita Filho (Foz do Chopim)

29072

Foz do Curucaca

Foz do Estrela

Foz do Rio Choró

Foz do Rio Claro

Foz do Turvo

França

29520 4500 4944

Franca Amaral

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Frango Sertanejo

Anexo

Frascomar

187

188 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Frederico João Cerutti UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UHE PCH PCH UHE PCH UTE UHE UHE PCH PCH UHE UTE UHE PCH PCH PCH UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mariana - MG Nova Lima - MG Betim - MG Divinópolis - MG Ribeirão Preto - SP Caxias do Sul - RS Caxias do Sul - RS Paulínia - SP Assis - SP Confresa - MT Operação Jaguari - RS Operação Alpinópolis - MG Operação Santa Bárbara d’Oeste - SP Operação Itatiaia - RJ Operação Dores de Guanhães - MG Operação Ouro Preto - MG APE PIE SP APE SP PIE APE APE APE SP PIE COM PIE APE APE APE Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ubatã - BA SP Operação Lavras - MG PIE Operação São José do Rio Preto - SP APE Fóssil Operação Foz do Jordão - PR PIE Óleo Diesel Operação Foz do Jordão - PR PIE Operação Mariana - MG APE Construção Caiana - MG PIE Operação Ibiúna - SP APE-COM Operação Tangará - SC APE Operação Cachoeiro de Itapemirim - ES SP Outorga Frutal - MG Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Fronteira - MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2600 15000 8736 160 36400 4500 10000 180.500 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 57220 14000 9000 540 1500 11500 144 4032 11500 144 2032 10080 120168 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 9220 14000 9000 540 8736 160 36400 Outorga Pedras Grandes - SC APE Biomassa Biogás 42 2600 Operação Jundiaí - SP APE Fóssil Óleo Diesel 720 Outorga Barreirinha - AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 720

CGH

Operação

Seberi - RS

COM

1000

1000

Freguesia do Andirá

Frigor Hans

Frigorífico D talia

Fronteira

Frutal

Fruteiras

Fuganti

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Fumaça

Fumaça IV

Fumaça

Fundão

Fundão I

Funfarme

Funil

Funil

Funil

Funil

Funil

Furlan

Furnas

Furnas do Segredo

Furquim

G

Gabriel Passos

Gafanhoto

Galo Bravo

Galópolis

Galópolis

Galvani

Gama

Gameleira

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Garcia PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE EOL Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Construção Operação Construção Operação Muriaé - MG Goiandira - GO Goianésia - GO Aparecida de Goiânia - GO Goiatuba - GO Osasco - SP Duque de Caxias - RJ Itapecerica - MG São Paulo - SP Seara - SC Amparo - SP Gravatá - PE Gravatá - PE Operação Duque de Caxias - RJ Outorga Candeias - BA Outorga Candeias - BA Operação Rio Formoso - PE Operação São José da Laje - AL COM APE PIE PIE APE-COM APE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE APE APE APE PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Combustível Gás Natural Operação Pedras de Fogo - PB PIE Outorga Nova Lima - MG APE Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Fóssil Biomassa Operação General Salgado - SP APE Biomassa Outorga Alegrete - RS PIE Biomassa Operação Petrópolis - RJ APE Fóssil Operação Gavião Peixoto - SP SP Gás Natural Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Gaúcha do Norte - MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Manaus - AM APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação São Paulo - SP APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Andradina - SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Francisco de Itabapoana - RJ PIE 28050 44000 27 27 1970 4800 1063 5000 3800 6000 996 30000 160 4500 143840 148000 5160 13800 27000 10300 140000 46520 972 1058300 528 2720 11 184 480 4250 Operação Campo Novo do Parecis - MT PIE 29300

PCH

Operação

Angelina - SC

SP

8600

8920 29300

Garganta da Jararaca

Gargaú

Gasa

44000 27

Gaseifamaz I

Gaseifamaz II

Gaúcha do Norte

1970 4800 1063

Gavião Peixoto

GE Celma Ltda.

GEEA Alegrete

Generalco

3800

Geração Própria de Energia Elétrica - GPEE

Gerador de Emergência

Giasa II

30000 160 4500

Gibóia

Gindaí

Global I

Global II

Globo

5160 11360

Glória

Goiandira

Goianésia

10300

Goiânia II

Goiasa

46520 972 1058300 528 2720

Goodyear - Divisão Spiraflex

Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio)

Grafite

Grand Hyatt São Paulo

Granja Giombelli

Granja São José

184 480

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Gravatá

Anexo

Gravatá Fruitrade

189

190 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Grendene Fortaleza UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH UTE UHE UTE UTE CGH UTE CGH UHE UTE PCH CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Gurupá - PA Açailândia - MA Xanxerê - SC Palmital - SP Nova Friburgo - RJ Cubatão - SP Itacoatiara - AM Santa Maria do Herval - RS Capinzal - SC Jaci - SP Operação Operação Coruripe - AL Antônio Dias - MG Operação Santos Dumont - MG Operação Erval Seco - RS Operação Pontes Gestal - SP Operação Guaratuba - PR SP PIE SP PIE APE-COM APE PIE PIE APE-COM APE SP SP APE SP APE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Óleo Diesel Carvão Vegetal Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Colniza - MT SP Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Olímpia - SP PIE Operação Severínia - SP APE Biomassa Biomassa Operação Guaporé - RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pontes e Lacerda - MT APE-COM / PIE Operação Guajará - AM SP Fóssil Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Osasco - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Ribeirão Preto - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Prudente - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas - MG APE Fóssil Óleo Diesel 65 44 44 1296 464 1280 120000 667 9400 40.000 5800 1448 36000 12000 1760 5400 14312 140000 1690 10000 400 472 294 889000 7590 1520 387 900 1448 36000 12000 1760 4800 14312 140040 1603 10.000 400 472 294 889000 7590 1440 387 900 Operação Bauru - SP APE Fóssil Óleo Diesel 48 Operação Jaú - SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 768 Outorga Sobral - CE APE Fóssil Óleo Diesel 4500 768 48 65 44 44 1296 464 580 124200 667 9400 30000

UTE

Outorga

Fortaleza - CE

APE

Fóssil

Óleo Diesel

1500

Grendene Sobral

Grizzo

Grupamento de Navegação Aérea de Bauru

Grupamento de Navegação Aérea de Poços de Caldas

Grupamento de Navegação Aérea de Presidente Prudente

Grupamento de Navegação Aérea de Ribeirão Preto

Grupo Geradores Moore

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Guaianazes

Guajará

Guaporé

Guaporé

Guarani

Guarani - Cruz Alta

Guaraú

Guariba

Guaricana

Guariroba

Guarita

Guary

Guaxuma

Guilmam-Amorim

Gurupá

Gusa Nordeste

Hacker

Halotek

Hans

Henry Borden

Hermasa

Herval

Herval

Hevea-Tec

SP APE PIE SP APE PIE PIE PIE APE APE / SP SP APE APE APE PIE APE APE SP PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Ultraviscoso Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Bonito .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio de Janeiro .PE COM Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Humaitá .SP Entre-Ijuís .BA Fortaleza .SP APE Fóssil Fóssil Outorga Jiquiriça .RS Campos de Júlio .SP APE Fóssil Operação São Paulo .CE São Paulo .PR Salvador .MT APE Fóssil Óleo Diesel 1080 UTE Operação Marília .SP Bom Sucesso .Iguatemi) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza Iguatu IGW/Service Energy Ijuizinho Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ijuizinho Anexo Ilha Comprida 191 .SP Operação São Gabriel da Cachoeira .SP Operação Nova Granada .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação São José do Rio Preto .MT Outorga Ibirama .RS Eugênio de Castro .SC Conquista .SC Operação Santa Rosa de Viterbo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 252 252 1080 Hiperideal Honolulu Hospital Barra D’Or 1444 1666 208 648 1280 264 88 40 2000 8850 1000 1172 Hospital de Base Hospital Municipal Ipatinga Hospital São Francisco Hotel Hilton Morumbi Hotel Sofitel Hotel Tenda Hotel Vale do Jiquiriçá Hudtelfa I Humaitá Humaytá Hy-Line Iacanga Iauaretê 1310 7953 Ibirá Ibirama Ibitinga 131490 Ibituruna Ibrap 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1000 Igarapava Igarapé Iguatemi (Ex Santa Terezinha .SP APE Fóssil Operação São Paulo .MG Juatuba .MG Urussanga .SP APE Fóssil Óleo Diesel 134 1444 1666 208 648 1280 564 88 40 2000 8850 1000 1172 12000 1310 7952.5 21000 131490 30000 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1118 18700 Operação Cuiabá .MG Maringá .SP APE Fóssil Operação Ribeirão Preto .BA APE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Marília .SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Ipatinga .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Hidrossol UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Ibitinga .CE Iguatu .AM Outorga Iacanga .AM SP Operação Nova Odessa .

AM Operação Descalvado .640 9000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 9200 14000 6082 9800 360000 30.SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Chapecó .SP PIE Biomassa Operação Sorocaba .MT PIE Operação Guarulhos .AM Vargem Bonita .AM Itacoatiara .AM Operação Ipixuna .SP APE APE-COM SP APE SP APE-COM APE SP APE PIE PIE SP APE PIE SP PIE Fóssil Biomassa Óleo Diesel Resíduos de Madeira Fóssil Óleo Diesel Operação Ipaussu .SE PIE Biomassa Outros Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Operação Pereira Barreto .SP Aratiba .MG PIE 2332 7000 1120 28000 1000 1440 Operação Barbacena .SP SP 3444000 3444000 2560 UHE Operação Além Paraíba .SC Berilo .TO Itu .000 27600 160 1450000 20.PE Iracemápolis .000 29064 160 1450000 19890 9000 Outorga Imbé de Minas .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Operação Rio Claro .SP APE Fóssil Operação Candelária .SP Operação Santo Antônio do Içá .MG PIE Operação Capela .SP Iranduba .SP COM Fóssil Gás Natural Operação Araucária .SP Operação Iperó .SC COM Operação Indiavaí .RS APE Fóssil Outorga Inhapim .SP APE Operação Ipatinga .PR APE Fóssil Gás Natural 7000 1120 28000 1000 1440 6000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 5000 14000 6082 10000 360000 30.AM Operação Mococa .RS Itacoatiara .MG APE 2560 Operação Ilha Solteira .GO Monte do Carmo .MG Rio Verde .MG SP 187169 187169 Ilha Solteira Ilhéus Imbé I Imcopa Inapel Indiavaí Índio Condá Atlas de Energia Elétrica do Brasil Indústrial Cerâmicos Inhapim Inject Indústria de Injetados Inj-Tamp Interlagos Iolando Leite Ipatinga Ipaussu Iperó Ipiranga Ipiranga Ipiranga Filial Descalvado Ipixuna Ipojuca Iracema Iranduba Irani Irapé Irara Isamu Ikeda Isolet Itá Itacoatiara Itacoatiara .192 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Ilha dos Pombos UHE PCH PCH UTE UTE PCH CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UHE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Ipojuca .

SC Outorga Fronteiras .SP Novo São Joaquim .BA SP Óleo Diesel Operação Itapagipe .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 47000 47000 Itaguaçu Itaguassu Agro Industrial 4450.MG Outorga Beruri .AM SP Fóssil Operação Glória .MT Novo São Joaquim .SP Manaus .PI Operação Itapiranga .MT Itaqui .SC Goiana .PE Bertioga .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa de Viterbo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itaenga PCH UTE PCH UHE UTE UTE UTE UHE UTE UHE UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH CGH CGH UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UHE PCH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Nova Europa .SE APE Fóssil Óleo Diesel 4450.SP PIE Operação Nossa Senhora do Socorro .RS São Paulo .BA PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Urucurituba .AM Itiquira .PR PIE 9000 UTE Operação Lagoa do Itaenga .SP São Paulo .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olímpia .RS Lages .AM Operação Codó .SP Pinhal Grande .4 3880 7000000 1200 2575 28000 Itaipava Itaipu (Parte Brasileira) Itaiquara Itamarati Itamarati Itaocara Itapagipe 6000 1479600 789 450000 Luiz Gonzaga (Itaparica) Itapeaçu Itapebi Itapebi Itapicuru 1440 2172 Itapiranga Itapissuma Itapocuzinho 480 Itapuru Itaquerê 512 72 112 4200 Itaquerê I Itaquerê II Itaqui Itararé Itatérmica Pernambuco Itatinga 15000 7300 512400 7300 6560 156060 Itaú Mooca Itaúba Itaúsa Itautinga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Itiquira (Casas de Forças I e II) Anexo Ituerê 4040 193 .AM Operação Jaraguá do Sul .MT Rio Pomba .4 3880 6300000 1200 2575 42501 195000 6000 1479600 789 450000 137600 1440 2172 4500 480 55 512 72 112 4200 9000 8700 15000 7300 512400 5475 6560 156000 4040 Outorga Boa Ventura de São Roque .SP APE Biomassa Operação Foz do Iguaçu .MA APE SP APE COM SP APE APE APE PIE PIE APE SP APE SP APE APE APE-COM APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Biomassa Casca de Arroz Fóssil Óleo Diesel Outorga Itapebi .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Tapiratiba .MG PIE Biomassa Outorga Aperibé .MT APE-COM Biomassa Operação Itamarati .BA PIE Operação Itapebi .

Shayeb Jacamim Jacaré Jacaré Jacaré Pepira Jacareacanga Jacareí Jacarezinho Jaciara Jaci-Paraná Jacuí Jacuí Jacutinga Jaguara Jaguarari Jaguari Jaguari Jaguaricatu I Jaguaricatu II Jaguariúna .SP APE-COM Biomassa Operação Dobrada .SP APE Fóssil Operação Cerquilho .RO PIE Fóssil Operação Campos Novos . J.GO PIE 50000 56170 52000 700 24400 12480 24400 2600 280 1600 3800 600 10 440 UHE Operação Araporã . L.SP APE-COM 55000 Outorga Aporé .SP Jacareí .SC SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Astolfo Dutra .PR Sengés .MG SP 2082000 2280000 Itumirim Itupararanga Itutinga Ivaí Ivan Botelho I (Ex-Ponte) Ivan Botelho II (Ex-Palestina) Ivan Botelho III (Ex-Triunfo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ivo Silveira Izidrolândia J.RS Jacutinga .MG PIE Operação Descoberto .SP PIE SP PIE APE APE-COM PIE SP PIE SP SP PIE SP SP APE APE PIE Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Carvão Mineral Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Dores de Guanhães .SP APE Biomassa Operação Alta Floresta D’Oeste .RS SP 768 24300 12400 24400 2500 280 1600 3800 600 10 440 10500 2600 1417 10500 4600 2800 2410 180000 350200 720 424000 101540 11800 27600 2200 2400 7902 720 424000 101540 11800 27600 1760 2400 4600 2800 2410 180000 1417 Operação Itutinga .BA Pedreira .SP Jaguarari .MG PIE Operação Guarani .SP Operação Jaciara .MT Operação Jacarezinho .MG PIE Operação Manacapuru .194 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itumbiara UHE UHE UHE CGH PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE CGH UHE UTE UHE UHE PCH PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .RO Salto do Jacuí .MG PIE Operação Júlio de Castilhos .MG Rifaina .PR Jaguariúna . G.RR SP Fóssil Fóssil Operação Bauru .MG SP 52000 Operação Votorantim .AM SP Operação Bonfim .PR Construção Jacareí .PA Construção Brotas .SP Operação Jacareacanga .SP Sengés . Pilon J.RS Charqueadas .

AM PIE Fóssil Operação Japurá .SC Operação Alto do Rodrigues .PB PIE Biomassa Outorga General Carneiro .RN Outorga Campos de Júlio .RO São Luís do Quitunde .PR Juiz de Fora .AL São José do Rio Pardo .MT Outorga São Desidério .MG APE Operação Jataí .SC Bom Despacho .ES General Carneiro .MG Pilar do Sul .SP Campo Belo do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jalles Machado PCH PCH CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Porto Velho .PR APE Outorga Santa Maria Madalena .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 50000 50000 Jamari Jambo Jangada I 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.MG João Neiva .MT Operação Vitória de Santo Antão .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santa Rita .000 3800 11000 121500 36200 22300 367920 3300000 27400 3500 19000 1548 100 3000 951 8400 1550 232 232000 262000 363000 Outorga Ariquemes .Vale do Açú) 367920 3300000 27400 3500 Jirau Jitituba Santo Antônio João Baptista de Lima Figueiredo João Borges João de Deus 1548 100 João Franco João Neiva Joaquim Fernandes Luiz 951 8400 1550 254 232000 262000 363000 Joasal Jorda Flor Jordão Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Anexo Jorge Lacerda IV 195 .RJ PIE 17280 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.000 Jangada II Japungu Japurá Jaraqui Jararaca Jardest Jari Celulose Jataí Jatiboca Jatobá Jauru 121500 36200 JB Jesuíta Jesus Soares Pereira (Ex .MG Poço Fundo .SC Capivari de Baixo .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação General Carneiro .RS PIE Bagaço de Cana de Açúcar Licor Negro Operação Manaus .BA PIE APE-COM / PIE PIE PIE PIE SP PIE APE PIE APE-COM APE APE APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Carvão Mineral Carvão Mineral Outros Gás de Alto Forno Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Urucânia .PE Operação Indiavaí .AC Capivari de Baixo .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Almeirim .RO PIE 20010 UTE Operação Goianésia .SC Capivari de Baixo .PA PIE Biomassa Operação Jardinópolis .SP Jordão .SP APE Biomassa Operação Nova Roma do Sul .

SP Operação Juruena .MT PIE Óleo Diesel Outorga Barra do Bugres .PA Inácio Martins .AM Operação Castilho .SP Operação Igarapava .MT PIE Operação Barra do Bugres .MT Operação Juruá .AM SP Fóssil Outorga Barra do Bugres .SE APE Outorga Igrapiúna .MG PIE Fóssil Operação Juína .RR SP APE SP SP SP PIE PIE APE PIE APE SP APE APE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Capela .MT APE 42000 42000 7480 15980 4080 429.BA COM Operação Juiz de Fora .SP Juruti .196 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jornal da Cidade UTE UTE UTE UHE UHE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UHE PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Rio Casca .MT PIE Outorga Tangará da Serra .SP APE Fóssil Óleo Diesel 142 142 Josapar Josapar Itaqui Juazeiro do Norte Juba I Juba II Juba IV Jubinha II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jubinha III Juçara Jucu Juína Juiz de Fora Juliana I Juliana II Junco Novo Jundiá Junqueira Jupiá (Eng° Souza Dias) Juruá Juruena Jurumirim (Armando Avellanal Laydner) Jurumirim Jurupará Juruti Justus Jutaí Kaiser .AM Araraquara .BA COM Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Igrapiúna .BA São Félix do Xingu .PR Jutaí .82 97750 18000 7200 1690 432 3279 1600 1600 300 208 208 300 208 208 7200 1675 400 3279 1600 4840 2648 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.RS PIE Biomassa Casca de Arroz 8000 UTE Operação Bauru .Araraquara Kaiser .82 97700 Operação Juazeiro do Norte .SP Feira de Santana .SP Operação Rorainópolis .MG Ibiúna .MT SP Gás Natural Operação Domingos Martins .SP Tupã .6 4840 2650 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.ES SP Outorga Coari .PA Marília .SP Operação Cerqueira César .MT APE Operação Barra do Bugres .CE PIE Fóssil Óleo Diesel 14760 Outorga Itaqui .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 6000 14760 42000 42000 Outorga Pelotas .Feira de Santana Karapanã Kawakami Kawakami Tupã .

MG Martinópolis .MG Passa Quatro .AM SP Operação Ipameri .SP Lençóis Paulista .GO COM Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação União dos Palmares .MG SP Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Operação Lajeado .PR PIE Biomassa Licor Negro 113250 113250 33745 Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Klabin Piracicaba Klotz Campo Grande II Klotz Corumbá Kopenhagen Lábrea 6300 1776 680 28000 4950 3992 2000 Lageado Lages Lages Laginha .SP APE Fóssil Gás Natural 15045 242590 176000 480 6300 1800 680 28000 4950 3992 2000 64.TO SP Operação Lábrea .PE Rio de Janeiro .AP Nova Fátima .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Piracicaba .TO Monte Carmelo .CE Operação Caracaraí .RR SP PIE PIE COM PIE SP PIE COM SP SP PIE APE APE-COM APE SP PIE SP APE Biomassa Licor Negro Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Beruri .SC APE Biomassa Licor Negro 33745 UTE Operação Telêmaco Borba .SC PIE Biomassa Operação Coromandel .600 200 902500 2070 Laje Luís Eduardo Magalhães (Lajeado) Lajes Lajinha Lamins Laranja Doce 720 8675 Laranjal do Jari Laranjinha Lasa 3200 5088 4480 332 Latasa Latasa Santa Cruz Lavrinha Lavrinhas Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lençóis 1680 Anexo Lençóis Paulista 21700 197 .AL PIE Biomassa Operação Lages .TO Construção Aracati .AL Miracema do Tocantins .Matrix Lago Azul Lago Azul Lago do Beruri Lago Grande 26 Lagoa do Mato Lagoa Grande 25.600 200 902500 2060 1600 848 720 8675 3240 3200 5088 4480 332 30000 1680 25700 Operação Otacílio Costa .SP Operação Dianópolis .RJ São Miguel Arcanjo .SP Lavrinhas .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Klabin UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL PCH CGH UHE PCH PCH CGH CGH UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação São José da Laje .PR Linhares .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Corumbá .SP Laranjal do Jari .ES Cabo de Santo Agostinho .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Barueri .TO Wanderlândia .SP Macatuba .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Campo Grande .8 26 3230 25.GO COM Operação Cristalina .

MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 5000 Limoeiro (Armando Salles de Oliveira) Limoeiro Limoeiro Lindóia Linha 3 Leste Linha Emília Linha Granja Velha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lito Mendes Lobo Londra Lontras Lontras Louis Dreyfus Lagoa da Prata Louis Dreyfus Rio Brilhante Lourenço Lucélia Lúcia Cherobim Luciara Ludesa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Luiz Dias Luiz Queiroz Lwarcel M.RS APE Construção Dois Lajeados .RN Itapipoca .MS PIE Outorga Lagoa da Prata .MG Operação Três Lagoas .198 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Limeira do Oeste UHE UTE CGH UTE PCH PCH CGH CGH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UHE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Piracicaba .AM SP Fóssil Óleo Diesel 320 13500 19500 1000 50 2000 1380 612 650 60000 90000 720 35700 25500 948 30000 418.PR Operação Lucélia .SP APE Biomassa Operação Itirapina .MT Outorga Lapa .SP PIE PIE SP PIE PIE SP PIE APE APE APE SP SP PIE APE PIE APE-COM / SP Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Calçoene .RN Macau .MG PIE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Outorga Xanxerê .RS PIE Operação Ijuí .SP Trajano de Morais . Reis Mac Loren Máquinas para Agricultura Macabu Macaco Branco Macaíba (Ex Termo Toalia) Macau Maceió Machadinho .SC Garça .MG COM 220 Operação Japurá .RJ Campinas .AP SP Outorga Rio Brilhante .MS Operação Abelardo Luz .SP Macaíba .119 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 235800 1140000 1140000 948 30000 258319 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 720 15700 1000 50 2000 1380 612 650 Outorga Canaã .SP Lençóis Paulista .AM SP Fóssil Óleo Diesel 1425 Operação São José do Rio Pardo .RS Operação Itajubá .SC APE-COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Clevelândia .PR COM Operação Itaí .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Teresópolis .SP PIE 32000 32000 1425 220 320 13500 UTE Operação Limeira do Oeste .SC Operação Luciára .SP Itajaí .CE Maximiliano de Almeida .RS APE Operação Itacoatiara .RJ APE Operação Erval Seco .

PE Guaíra .RR SP Operação Pacaraima .MG APE Operação Garça .RO PIE Fóssil Operação Ibirama .GO Manacapuru .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Machadinho do Oeste PCH PCH UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE EOL UTE Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Bonfim .GO APE Operação Taquaraçu de Minas .RR Operação Amajari .RR Pacaraima .RR Amajari .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacareí .RR SP Fóssil Construção Uberlândia .RR Operação Bonfim .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 8958 8958 Machadinho I Machado Mineiro 1720 120 2880 750 4000 36 320 Mactronic Eletrônica e Hidráulica Madame Denise (Cachoeira do Furado) Mãe Benta Mafrás Maici Mak de Jacareí Supermercado Malagone Maloca Araçá do Amajari 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.8 24 6 320 320 24 352 Maloca Boca da Mata Maloca da Bala Maloca da Raposa Maloca do Araçá Maloca do Manoá Maloca Flexal Maloca Guariba Maloca Malacacheta Maloca Moscow Maloca Santa Rosa Maloca São Marcos Maloca Trairão Maloca Três Corações Maloca Vista Alegre Mambaí Mambaí II Manacapuru 15550 2100 85380 Manaquiri Manauara Atlas de Energia Elétrica do Brasil Mandacaru Anexo Mandu 25000 25000 199 .RR Operação Normandia .RO PIE 10500 UTE Operação Machadinho D’Oeste .AM Manaus .MG PIE 1720 120 2880 750 4000 36 320 19000 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.AM Manaquiri .RR Boa Vista .RR SP Operação Normandia .RR Boa Vista .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Niquelândia .AM Gravatá .8 24 6 320 320 24 352 12000 15550 2100 85380 4250 Outorga Machadinho D’Oeste .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Águas Vermelhas .RR SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE SP SP PIE PIE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Normandia .SP Operação Cantá .GO Sítio D’Abadia .RR Operação Normandia .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Amajari .RR Sítio D’Abadia .SP APE Fóssil Operação Porto Velho .RR Amajari .

MT PIE / SP 210000 Operação Manoel Urbano .MG Jaguaraçu .MG Divinópolis .AC PIE Fóssil Óleo Diesel 1086 1169 210900 2050 46820 56.RO Sabará .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Outorga Maracanaú .MG Mataraca .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 46820 56.ES PIE Outorga Braga .8 UTE Operação Manicoré .AC PIE Fóssil Operação Ibiraci .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maracaí .200 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Manicoré UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UHE UTE UTE PCH CGH CGH CGH PCH UTE CGH PCH UHE PCH PCH UTE EOL CGH UTE Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Operação Barueri .MG Operação Uberlândia . Macaé Merchant) Marituba Marmelos Marmelos III Marombas Marombas Martins Martins Goodyear Martinuv Marzagão Mascarenhas Mata Cobra Mata Velha Matadouro e Frigorífico Paladar Mataraca Matipó Mat-Prima .SC Operação Campos do Jordão .MG Operação Igreja Nova .AL PIE SP APE APE APE SP APE COM APE SP SP PIE APE PIE APE APE Outros Gás de Alto Forno Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Macaé .AM SP Fóssil Óleo Diesel 6450 6450 Manoel Urbano Manso Maraã Maracaí Maracanã Maracanaú Maracanaú II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Marambaia Marchiori Marco Baldo Marechal Floriano Marechal Mascarenhas de Moraes (Ex-Peixoto) Marechal Thaumaturgo Marimbondo Mário Lago (Ex.SP Vilhena .SP Operação Juiz de Fora .MG Operação Curitibanos .MG SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marechal Thaumaturgo .RJ PIE Operação Fronteira .MG Carazinho .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Normandia .PB Matipó .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2050 Operação Chapada dos Guimarães .000 73712 13120 352 15580 26100 476000 673 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 2023 180500 2880 24000 352 4500 416 1200 416 478000 565 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 923 180500 2880 13120 Operação Maraã .MG Aimorés .SC Operação Curitibanos .SP APE Fóssil Operação Teresina .MG SP Óleo Diesel Outorga Domingos Martins .RS Cabeceira Grande .RS PIE Outorga Amparo .PI PIE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga São Gonçalo do Amarante .8 168.

BA Operação Santa Rosa de Viterbo .SP Operação Campinas .MG Camaçari .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Mat-Prima II UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE CGH UTE EOL UHE CGH UTE CGH UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Ibaté .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2350 UTE Outorga Divinópolis .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Ortigueira .MG Parintins .SP Campo Grande .MG PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Preto .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Maués .AM Jaqueira .PA SP Fóssil Outorga Santana .MG Varginha .MG APE Outros Gás de Alto Forno 1200 2350 Matupí Mauá Mauá (UTM-II) Blocos 1 a 4 552564 7350 1280 16400 Maués Maurício MB Meio do Mundo Melgaço 720 1000 8480 Melissa Mello Melo Viana Menu 3000 154 3750 1850 18000 360 96 192 Mercedes I e II Merck Mercocítrico Metalurgia Caraíba Metalúrgica Mococa Michelin Micro Central Hidrelétrica Major Microturgn Miguel Forte 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 Miguel Pereira Millennium Millennium Miranda MMCH Córrego da Cava Mocambo Moças Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Moema Anexo Mogi-Guaçu 7200 201 .PR Miraí .MT Operação Mococa .AP PIE Fóssil Operação Morro Agudo .PR PIE 361000 552564 7350 1280 16400 153000 720 1000 10685 9660 3000 153.MS União da Vitória .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Manaus .PE Campo Grande .SP Operação Dias d’Ávila .MS Orindiúva .BA Mataraca .SP APE APE APE APE APE APE APE PIE APE APE PIE SP APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Biomassa Gás Natural Resíduos de Madeira Operação Tabaporã .SP PIE PIE PIE Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .SP PIE Biomassa Operação Leopoldina .MG APE Operação Corbélia .SP Mogi Guaçu .MT APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Guararapes .PR SP Operação Melgaço .PB Indianópolis .6 3750 1825 18000 360 96 192 80 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 7200 Operação Manicoré .SP APE Outorga Raul Soares .

GO Jaguariúna .MG APE Outorga Areal .GO Operação São Paulo .PA PIE Fóssil Outorga Anta Gorda .SP APE APE COM APE PIE SP APE SP SP SP PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Candeias .SP Operação Luís Antônio .PA Muaná .CE Oriximiná .RJ PIE Operação Monte Alegre .MG APE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Construção Simão Pereira .MG PIE Outorga Eunápolis .RS PIE Operação Alta Floresta D’Oeste .SP Operação São Ludgero .PR Delmiro Gouveia .RS PIE 13700 CGH Outorga Novo Tiradentes .RS PIE Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Bento Gonçalves .SP SP 600 Outorga Monções .AL Caucaia .CE Operação Arenópolis .RS APE 270 270 Moinho Monções Monjolinho Monjolinho Monjolo Monte Alegre Monte Alegre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Monte Alto Monte Belo Monte Claro Monte Cuco Monte Dourado Monte Pascoal Monte Serrat Monteiros Moreno Morillo Morro do Cruzeiro Morumbi Shopping Mosquitão Mosquito Motorola SP Moura Mourão I Moxotó (Apolônio Sales) MPX MRN UG II Muaná Muçungo Mucuri Mucuripe .GO Carlos Chagas .PA Água Fria de Goiás .SC Operação Guarulhos .RS PIE 67000 15000 4225 18600 7360 4800 130000 30000 5475 137600 25000 680 5520 320 85 1450 30000 900 1342 240 8200 400000 700000 45800 1190 9990 22500 2400 2400 45800 1163 8200 400000 680 5520 320 85 1450 30000 340 1342 5475 7360 4800 130000 4563 Operação São Carlos .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 22000 600 Outorga Barracão .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Conceição do Mato Dentro .MG Fortaleza .MG PIE Construção Faxinalzinho .RO PIE Operação Passos .BA PIE Fóssil Operação Almeirim .SP Barcelos .202 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Moinho PCH UTE CGH UHE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH UTE UTE PCH CGH UTE UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH EOL Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Campos Belos .AM Campo Mourão .

MG SP PIE APE APE APE APE APE PIE SP PIE APE-COM APE COM SP APE APE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Outros Biomassa Enxofre Licor Negro Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Fóssil Gás de Processo Óleo Diesel Operação Teresina .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Muniz Freire .SP Pindamonhangaba .RR Sebastianópolis do Sul .RR SP Fóssil Operação Piracicaba .SP Macaé .MT Piraí .RO PIE Operação Vista Alegre do Alto .SP Operação Campina do Simão .MG São Paulo .SP São José do Rio Pardo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 972 972 2000 504 8000 25000 200 Müller Destilaria Mumbuca Munguba Muniz Freire Murituba Murta Museu da Água 386 72 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 Mutum Mutum Paraná Napoleão Nardini Nazaré Nazária Neblina Negro de Fumo Neiva Nerinha Nestlé Nestlé Araraquara Nestlé SJ Rio Pardo Nhandu Nilo Peçanha 378420 Ninho da Águia Nitro Química 12000 3200 1000 1220 Nobrecel Noidore Normândia Noroeste Paulista Norte 3898 868925 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Norte Fluminense Anexo Norte Shopping 3750 203 .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Platina .RO PIE Fóssil Operação Uiramutã .PR Operação Botucatu .MT Normandia .RJ Delfim Moreira .SP Operação Ipanema .RJ Rio de Janeiro .SP Paulínia .SP Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Coronel Murta .PI PIE Operação Porto Velho .SP Operação Cubatão .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2000 UTE Operação Pirassununga .SP Campinápolis .RJ Operação Araçatuba .SP PIE Operação Normandia .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Müller UTE UTE UTE UHE UTE UHE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Araraquara .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 504 8000 25000 200 120000 386 65 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 13000 380030 13000 5000 3200 1000 1220 18000 3898 868925 3750 Operação Porto Ferreira .ES APE Operação Almeirim .SP Novo Mundo .RR SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Operação Ji-Paraná .MG PIE Operação Codajás .

SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 24000 24000 CGH Outorga Carvalhos .SP Operação Nova Ponte .PA Itacoatiara .MG Operação Júlio de Castilhos .204 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Nossa Senhora de Lourdes UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Novo Airão .AM Novo Aripuanã .MG Porto Alegre .PR Novo Progresso .MT SP Fóssil Óleo Diesel 3597 1111 32 4100 31200 1219 2683 32000 2502 15504 165000 6164 306 510000 3600 1403 4000 2760 3358 650 15000 9125 2300 652 73 24000 4443 834 9125 2300 652 73 24000 6053 1008 2760 3358 650 6164 306 510000 3600 6200 1219 2683 27872 2502 15504 Operação Buritama .SC PIE SP SP SP PIE SP SP SP APE SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araraquara .SP APE Biomassa Fóssil Fóssil Operação Nova Monte Verde .GO PIE 21000 347400 3597 1111 32 Operação Tarumã .GO PIE Biomassa Construção Santa Rosa de Lima .TO PIE Operação Monte Aprazível .MT Sapucaí-Mirim .AM Novo Santo Antônio .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bonfim .AM Bocaiúva do Sul .PA Oeiras do Pará .MG APE 799 799 Nova América Nova Aurora Nova Avanhandava (Rui Barbosa) Nova Bandeirantes Nova Califórnia Nova Esperança Nova Fátima Atlas de Energia Elétrica do Brasil Nova Geração Nova Jaguariaíva Nova Maringá Nova Maurício Nova Monte Verde Nova Moreno Nova Olinda Nova Olinda do Norte Nova Palma Nova Ponte Nova Tamoio Nova Trento Novagerar Novo Airão Novo Aripuanã Novo Céu Novo Horizonte Novo Progresso Novo Remanso Novo Santo Antônio NR Nutepa Óbidos Oeiras do Pará .RS SP SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olinda do Norte .MT SP Fóssil Operação Jaguariaíva .MT SP Fóssil Operação Leopoldina .RS Óbidos .PA Outorga Nova Iguaçu .RJ Outorga Nova Trento .AM SP Outorga Nova Olinda .PR PIE Óleo Diesel Operação Jandaia .AM Autazes .SP PIE 347400 Construção Goiandira .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Porto Velho .MG APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Nova Maringá .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Bandeirantes .

BA Rio dos Cedros .PR PIE Operação Nova Campina .AP SP Fóssil Óleo Diesel 8250 UTE Operação São Paulo .SP APE Fóssil Operação Rio de Janeiro .MG PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Oriximiná .MG Santana do Riacho .SP APE Fóssil Operação São Paulo .PCH Rolador) Paes Leme Pai Joaquim Pai Querê Paina II 1200 3200 Paineiras Paiol Paísa 4800 Palanquinho Palma Palma Sola 880 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Palmeiral Anexo Palmeiras 24400 24602 205 .SP APE Fóssil Gás Natural Operação Araputanga .AL PIE Óleo Diesel Outorga São Paulo .ES Frei Inocêncio .AL Caxias do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Oesp UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH UHE PCH UTE PCH UTE PCH PCH CGH PCH UHE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Matias Barbosa .MG Penedo .RS Mimoso de Goiás .RO Operação Pacaraima .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Itajá .RR Construção Barracão .PR Itapemirim .RS PIE SP PIE SP APE PIE PIE PIE PIE APE APE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacarezinho .MG Sacramento .SP APE Operação Muriaé .SP APE Fóssil Óleo Diesel 4000 4000 8250 Oiapoque Olho D Água Olho D´agua 24 26000 1720 5474 5474 Ombreiras Operadora São Paulo Renaissance Optiglobe Rio Optiglobe São Paulo Organon Oriental 1250 8482 22700 4500 44000 Oriximiná Ormeo Junqueira Botelho (Ex-Cachoeira Encoberta) Orsa Ourinhos Ouro Pacaraima 2408 672 4080 2944 7800 1920 23000 Pacarana Paciência Pacífico Mascarenhas Padre Carlos (Ex.MG Poços de Caldas .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação São Paulo .GO Campo Erê .GO PIE 33000 24 26000 1600 5475 5475 1150 1250 5070 22700 4500 44000 12000 2408 672 4080 3044 7800 1920 23000 292000 1200 3200 28000 4400 24165 27000 880 10300 Operação Oiapoque .MT PIE Operação Normandia .MG Passa-Vinte .SC Operação Espigão D’Oeste .RS Castro .SC São Desidério .MG Bom Jesus .PA PIE Fóssil Operação São José da Laje .

AM Gouveia .6 984 29840 85000 2000 7700 21600 60 4200 3700 5000 200 Operação União da Vitória .MT Careiro da Várzea .PA APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Cabo de Santo Agostinho .SP Operação Costa Rica .MT Cândido Mota .SP SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Paracambi .SP Antonina .MT Juara .PR Parintins .MS PIE PIE SP PIE PIE SP COM SP SP SP PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Brotas .MT APE-COM Biomassa Operação Itaí .SP APE Operação Juiz de Fora .MT PIE Operação Belém .MG APE Fóssil Operação Jaciara .PE APE-COM Fóssil Gás Natural 4072 550 28000 60 4200 3700 5000 200 30000 85000 2000 7700 21000 7000 31500 22300 29020 30000 997.MT Outorga Campinápolis .MT Operação Piraju .SP PIE 16000 85 4072 400 Outorga Palmeiras de Goiás .MG APE Operação Paraibuna .RR SP Fóssil Óleo Diesel Construção Barra do Bugres .CE Osório .206 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Palmeiras UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE PCH PCH PCH UHE UTE EOL EOL Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Juara .PR APE 85 Outorga Guará .RS Operação Brasília .AM Beberibe .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Caracaraí .SP Outorga Cunha .DF Operação Campinápolis .SP APE Biomassa Operação Januária .RJ PIE Operação Pará de Minas .GO PIE Fóssil Óleo Diesel 174300 UTE Operação Atalaia do Norte .6 984 280 4280 15400 1344 260000 29550 25600 50000 1344 260000 26550 25600 50000 4280 29020 29700 997.MG Campos de Júlio .AM SP Fóssil Óleo Diesel 424 424 Palmeiras de Goiás Palmeiras Palmital do Meio Pamesa Pampa Pampeana Panacarica Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pandeiros Panorâmica Pantanal Pará de Minas Paracambi Paraibuna Paraibuna Paraíso Paraíso I Paraitinga Paranapanema Paranatinga I Paranatinga II Paranoá Paranorte Paranorte Parauá Paraúna Parecis Pari Governador Parigot de Souza (Capivari/Cachoeira) Parintins Parque Eólico de Beberibe Parque Eólico de Osório .

RS PIE Operação Osório .MG Ibirarema .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Parque Eólico de Palmares EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL UTE UTE PCH PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UHE UHE UHE UHE CGH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Construção Operação Salto do Jacuí .RS PIE Operação Osório .SP Cabo de Santo Agostinho .600 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 1000 Operação Água Doce .RS Operação Boa Vista .RS PIE Outorga Areia Branca .CE PIE Outorga Santa Vitória do Palmar .PE Gameleira .RR SP SP SP PIE PIE SP SP PIE APE APE PIE PIE SP SP SP SP SP APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Rio Brilhante .RS PIE 7562 4800 Parque Eólico do Horizonte Parque Eólico do Vigia Parque Eólico dos Índios 50000 Parque Eólico Elebrás Cidreira 1 Parque Eólico Elebrás Santa Vitória do Palmar 1 Parque Eólico Enacel Parque Eólico Giruá Parque Eólico Pinhal Parque Eólico Ponta do Mel Parque Eólico Sangradouro 50000 Parque Eólico Tainhas I Parque Eólico Xangri-lá II Passa Tempo 10000 600 3400 1332 30000 226000 158000 Passarão Passo de Ajuricaba Passo do Inferno Passo do Meio Passo Fundo Passo Real Passo São João Passos Maia Pastifício Santa Amália 1864 4160 Pau D’Alho Pau Ferro I Pau Sangue 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 Pauini Paulo Afonso I Paulo Afonso II Paulo Afonso III Atlas de Energia Elétrica do Brasil Paulo Afonso IV Anexo Paulo Mascarenhas 1000 207 .SC APE-COM 4800 EOL Outorga Palmares do Sul .RS Passos Maia .SC PIE 30000 50000 70000 126000 31500 11050 9350 50400 50000 15000 6000 10000 600 6200 1490 30000 220000 158000 77000 22200 1864 4160 102.RS PIE Outorga Giruá .RS Operação Ijuí .RS PIE Outorga Tramandaí .PE Pauini .AL Delmiro Gouveia .AM Delmiro Gouveia .AL Rio Doce .RS Operação Bom Jesus .MS PIE Outorga Capão da Canoa .MG Operação Entre Rios do Sul .RS PIE Outorga Água Doce .SC Machado .AL Delmiro Gouveia .AL Delmiro Gouveia .RN PIE Outorga Palmares do Sul .RS Dezesseis de Novembro .RS PIE Construção Aracati .RS PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga São Francisco de Paula .RS Operação São Francisco de Paula .

MG Juiz de Fora .500 15.RJ Operação Operação Jaguariaíva .CE PIE 31200 2400 20007 162000 Operação Água Boa .BA PIE Operação Jequié .RS Ipameri .RP .SP APE Biomassa Biogás 2601 Pé de Serra Pecém Pederneiras Pedra Pedra do Cavalo Pedra do Garrafão Pedra do Sal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pedras Pedras Negras Pedrinho I Pedrosa Peixe Angical Peixoto Gonçalves Pequi Pereira Passos Perobálcool Pery Pesqueiro Peti Petribu Petroflex Petrolina Petrolina do Norte Petropolitana Pezzi PG2 Piabanha Piau Picada Picada 48 PIE .PR APE SP PIE SP APE APE PIE SP APE PIE COM SP SP APE / PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Piraí .PE Duque de Caxias .RO PIE Fóssil Operação Barreirinha .SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Operação Lagoa do Itaenga .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2400 Outorga Caucaia .PR São Gonçalo do Rio Abaixo .RJ Bom Jesus .6 25 UTE Outorga Carapicuíba .PR PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Francisco do Guaporé .PE APE Biomassa Operação Boa Ventura de São Roque .SC Operação Perobal .RS Ribeirão Preto .GO Areal .RR Petrópolis .MG Operação Curitibanos .MT APE 24.000 136200 80 1000 20000 288 9000 18012 50000 240 27800 288 9000 18012 50000 240 27800 99110 2400 4400 12440 9400 14500 25000 136200 80 1000 432 53 16200 2400 498750 1230 Operação Tietê .RJ Santos Dumont .RJ PIE Operação Cachoeira .RJ SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Jaciara .BA SP 20007 160000 16500 17850 432 53 16200 2400 452000 1230 6000 99900 2400 4400 10960 9400 36.MG Dois Irmãos .MT PIE Operação Neópolis .PI PIE Construção Campos dos Goytacazes .SE APE Fóssil Operação Peixe .208 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada PCT Barueri Biogás CGH EOL UTE UHE UHE PCH EOL UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH UHE UTE PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE CGH PCH CGH PCH UHE UHE CGH UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Petrolina .PE Caracaraí .TO PIE Óleo Diesel Operação Cortês .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Parnaíba .

RO SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Rio Grande .SP Macaparana .MG PIE PIE SP PIE APE-COM APE COM PIE APE PIE PIE PIE COM PIE PIE SP PIE COM Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Combustível Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Resíduos de Madeira Outorga Ilha Solteira .RS APE Operação Paulo Afonso .SP APE Outorga São Ludgero .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Piedade PCH PCH PCH EOL UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH UTE UTE PCH PCH PCH UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH UTE UTE EOL CGH Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Piraju .SC Outorga Caratinga .PE Vitória de Santo Antão .SP PIE Operação Sud Mennucci .MG Piranhas .SP Baependi .BA SP Operação Pilar do Sul .PE Bom Sucesso .MG PIE 16000 CGH Operação Piedade .SC COM Outorga Lages .SP Piratini .PE Belo Horizonte .MG SP Outorga Cruz Machado .SP SP Operação Pimenta Bueno .MG Bom Jesus do Itabapoana .PR Operação Joinville .RS Pirapora do Bom Jesus .SP APE 442 416 Piedade Pilar 1300 2000 Piloto Piloto de Rio Grande Pimenta Bueno 13000 6800 Pinhal Pinhalzinho Pinheirinho 636 Pinheiro Pinheiros I 350 230 42000 Pinheiros II Pioneiros Pioneiros II Pipoca Pira Piraí 780 9000 81000 Piraí Pirajú Piraju II Pirambeira 528 18000 1444 Piranhas Pirapama Pirapama Pirapetinga Pirapetinga Pirapó 756 Pirapora Piratini 10000 472000 Piratininga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pirauá Anexo Pissarrão 800 800 209 .SC PIE Operação Monte Santo de Minas .MG Operação Piraju .SP PIE 1300 2000 4500 13000 6800 10900 636 10000 350 230 42000 50000 20000 16000 1350 9000 70000 28400 528 18000 1444 25000 30000 15700 756 25024 10000 470000 4250 Construção Monte Alegre de Minas .GO Escada .PR PIE Operação Espírito Santo do Pinhal .RJ Roque Gonzales .SP Operação Piraí do Sul .RS São Paulo .SC Outorga Ipira .SC COM Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Orleans .

PA Operação São Bonifácio .GO PIE Operação General Carneiro .210 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Pitangueiras CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH PCH CGH PCH UHE CGH CGH CGH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Cabo Frio .SP APE Fóssil Operação Pedreira .GO Ponte Alta do Bom Jesus .MG Urucânia .Usina 2 .AM Ponte Nova .456 UTE Operação Pitangueiras .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Figueiredo .SP APE Fóssil Operação Faxinal dos Guedes .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 25000 Pitangui Pitangui (Cachoeira Bento Lopes) Pitangui Pitinga Pium Pizzatto Planalto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Plano Alto Plasnew Plasútil Pluritec Indústria e Comércio de Máquinas Poço Fundo Poções Polibrasil Globenergy Policam Polifrigor Poly Embalagens Poly II Poncho I Poncho II Ponta de Pedras Ponta do Costa Ponta Negra Pontal Pontal do Prata Ponte Alta Ponte Alta Ponte de Pedra Ponte do Silva Ponte Queimada .PR COM Biomassa Resíduos de Madeira Operação Bonfim .RJ Outorga Mauá .MG PIE Outros Gás de Alto Forno 4000 24960 18 2000 Operação Conceição do Pará .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Poço Fundo .MT Manhuaçu .SP Fóssil Operação Bauru .AM APE 24960 18 2000 17000 16000 696 725 168 9160 576 23080 4000 1056 324 168 1000 883 1540 4000 85380 29000 12000 280 13000 176100 175 880 760 280 13000 176100 152 880 760 4000 1056 324 168 1000 883 1499 4000 85380 16000 696 725 168 9160 576 Outorga Pitangui .MG Operação Ponta de Pedras .MG SP Operação São Paulo .MG Rio Casca .SP APE Outorga Prata .MG APE 1400 Operação Ponta Grossa .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Aporé .MG Aporé .MS Itiquira .BA Operação Itapuí .Usina 1 Ponte Queimada .PR SP 870 870 1.SC Operação São Bonifácio .TO São Gabriel do Oeste .SC Operação Simões Filho .BA APE APE PIE APE PIE PIE PIE SP PIE PIE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Óleo Combustível Operação Simões Filho .SP APE Operação Campos dos Goytacazes .RJ Manaus .

CE APE Fóssil Outorga São Gonçalo do Amarante .SP APE-COM Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Anaurilândia .4 320000 14.400 352 1200 11960 3646 23400 28800 104400 840 163 1000 4500 8000 796000 300 Operação Portel .RN Operação Macaíba .TO PIE Operação Açucena .RS Xanxerê .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Poquim UTE UTE UHE PCH UTE CGU UTE UHE PCH UHE UHE UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE UTE EOL EOL EOL UTE CGH CGH EOL PCH UTE CGH Outorga Construção Construção Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Poxoréo .BA Candiota .MT SP Fóssil Óleo Diesel 2406.4 320000 28030 1050 50 5250 112000 30000 24800 1540000 28400 15300 448 15800 53.RJ Operação Porto Walter .SC Operação Formiga .015 2566 50 5250 112000 Portel Porto Alegre do Norte Porto Colômbia Porto das Pedras Porto de Moz Porto do Pecém Porto do Pecém Porto Estrela Porto Franco Porto Góes 24800 1540000 28400 45800 496 Porto Primavera (Eng° Sérgio Motta) Porto Raso Porto Trombetas Porto Walter Posse Potiguar 52800 Potiguar III Pouso Alegre 352 1200 11960 Poxoréo (José Fragelli) PQU Praia da Costa Praia do Arrombado Praia do Morgado Praia Formosa Prainha 1202 163 1000 Pratinha Preformax Presidente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Presidente Goulart 8000 446000 300 Presidente Médici A.SP Vila Velha .MT Mataraca .CE Camocim .PB Correntina .MT Santo André .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Água Clara .ES Luís Correia .CE Prainha .120 66.AC Operação Oriximiná .SP SP Construção Dianópolis .MG Nova Lacerda .PA APE PIE PIE PIE PIE APE SP APE APE PIE PIE PIE PIE COM APE PIE SP SP APE Fóssil Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapiraí .SP SP Operação Porto Alegre do Norte .PA Pratinha .RN Outorga Petrópolis .MS SP Operação Salto .CE APE Ondas do mar Gás Natural Operação Porto de Moz .MS PIE Operação Guaíra .MG APE-COM / PIE Operação São Gonçalo do Amarante .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 2535 PCH Operação Itambacuri .MG Construção Macaíba . B e C Anexo Prezzotto 1 211 .MG SP 1408 1408 3350 2406.PI Acaraú .

MG Construção Lavrinhas .RO PIE 18200 Outorga Ipê .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2494 Operação Pimenta Bueno .GO Outorga Arraial do Cabo .RS PIE Operação Ubarana .RJ APE Fóssil Gás Natural Operação Rio Negro .SP Wenceslau Braz .RJ Outorga Operação Querência .MG Icapuí .GO PIE PIE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jesus .PR APE Fóssil Óleo Diesel 900 4950 264000 6400 30000 8000 11 65000 2600 184 120000 16000 105000 30000 3626 14000 135000 80000 720 2040 50000 17700 5000 22000 725 3750 3340 300600 22000 725 3750 3340 2040 10200 135000 40000 3626 105000 8040 11 5000 2600 184 121500 Operação São Paulo .CE Operação Quirinópolis .MT Pirapora do Bom Jesus .SP Rafard .Itajubá .SP APE Fóssil Operação Rancharia .SP SP Óleo Diesel Operação Quatá . B.SC PIE Operação São Paulo . A.120 8120 Primavera do Rio Turvo Primavera Proceda Processamento de Fumo PROJAC Central Globo de Produção Promissão (Mário Lopes Leão) Pulador Atlas de Energia Elétrica do Brasil Púlpito Pumaty Qualifund Quatá Quatiara Quatro M Quebra Queixo Quebrada Funda Queimado Queluz Querência do Norte Quinquim Quintanilha Machado I Quirinópolis R.212 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Primavera PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH EOL UTE UTE UTE PCH UTE UHE PCH UHE PCH UTE PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UTE PCH EOL Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga São Paulo .RS PIE Operação Ipuaçu .MT SP 8.PE APE Biomassa Outorga Bom Jardim da Serra .SP APE Biomassa Operação Itu .RS PIE 30000 18200 2494 900 4950 264000 PCH Operação Poxoréo .MT Conceição do Mato Dentro .SP São Paulo .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Itapuca . Portuguesa de Beneficência Rádio e Televisão Bandeirante Rafard Rancho Grande Rancho Queimado I Rasgão Razzo Record Rede Elétrica Piquete .SP PIE Operação Rio de Janeiro .PR Santo Antônio do Leverger .SP APE Fóssil Operação Joaquim Nabuco .SP Operação Cristalina .SP São Paulo .SP São Paulo .SP Coronel Domingos Soares .REPI Redonda .

Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada REFAP UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE PCH PCH UHE CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH UTE CGH CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação Aracaju .RPBC Refinaria Presidente Getúlio Vargas Reichhold do Brasil Reinaldo Gonçalves Reman Rênic Retiro Retiro Baixo Retiro do Indaiá 990 Retiro Velho Rhodia Paulínia 12098 10100 9300 360 180 2344 500 800 1200 6400 Riachão (Ex-Santa Edwiges I) Riacho Preto Riachuelo Ribeirão Ribeirão Cascalheira Ribeirão do Inferno Ribeirão do Lage Ribeirão do Pinhal Ribeirão Ribeirão Shopping Rical 2288 7500 45497 760 Rigesa Rio Acre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Alegre Anexo Rio Amazonas (Ex-Itacoatiara) 213 .SE Baependi .SP SP Óleo Combustível Operação Mogi das Cruzes .TO Operação Buritinópolis .SP APE Fóssil Operação Araucária .SC Rio Branco .RS APE-COM Fóssil Óleo Combustível 71900 48720 60500 63300 32000 30000 62500 24500 32000 1620 1000 6400 Refinaria de Paulínea .MG Limeira .PE Ribeirão Preto .PR APE Fóssil Operação Cubatão .GO Operação Paulínia .AC Condor .SP Vilhena .SP PIE Outorga Arenópolis .SP Construção Aporé .MG Ribeirão Cascalheira .MT Pirenópolis .REPLAN Refinaria Duque de caxias .SP APE Fóssil Gás de Refinaria Operação Araucária .RO Três Barras .GO PIE Operação Manaus .RJ APE Fóssil Gás de Refinaria 40800 32000 76000 62500 24500 69000 1620 1000 6400 10998 16000 82000 990 18000 12098 13.SP Ribeirão .REDUC Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) Refinaria Henrique Lages (REVAP) Refinaria Landulpho Alves (RLAM) Refinaria Presidente Bernardes .SP APE Fóssil Operação São Francisco do Conde .PR APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Operação Duque de Caxias .AM APE SP SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Dianópolis .GO Caratinga .GO Operação Bom Despacho .400 9300 360 180 2344 500 800 1200 14400 1360 2288 7500 45497 760 8000 Operação Paulínia .AM APE Fóssil Operação Borborema .MG PIE Construção Guará .BA APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Gás de Refinaria Óleo Combustível Óleo Diesel Operação São José dos Campos .SP APE Fóssil Gás de Refinaria 60500 UTE Operação Canoas .MG PIE APE PIE PIE APE COM SP APE APE PIE PIE APE Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Casca de Arroz Resíduos de Madeira Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Construção Curvelo .RS Itacoatiara .

MG SP APE APE SP SP PIE PIE APE Fóssil Óleo Diesel Construção Rio Fortuna .RS Orleans .SC APE SP SP APE PIE APE APE-COM Operação Videira .RJ APE Fóssil Operação Curitibanos .MG Santa Terezinha .PR APE 346 Operação Caiapônia .MG SP Outorga Rio de Janeiro .SC COM Operação Rio Branco .SC COM Outorga Caiapônia .GO COM 997 997 346 910 600 625 7140 18607 31800 960 318 370 UHE Operação Santa Maria de Jetibá . Roque .RO Comodoro .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Branco .GO COM 600 625 6900 18657 32750 960 318 370 4800 9280 30000 720 350 18060 1720 880 6850 1000 900 900 119350 465 809 1280 740 1500 1380 9000 1000 900 900 83000 809 465 997 740 1500 1380 9000 720 990 18060 1720 880 9280 Operação Boa Ventura de S.MT Avaré .MT Comodoro .Specht Rio do Peixe (Casa de Força I e II) Rio dos Patos Rio Fortaleza Rio Fortuna Rio Funchal Rio Itaiozinho Rio Itaiozinho Rio Madeira Rio Margarida Rio Mazutti Rio Novo Rio Palmeira Rio Palmeiras I Rio Palmeiras II Rio Piracicaba .SP Operação Joaçaba .SC APE Gás Natural Outorga São Ludgero .SC Porto Velho . Roque .ES SP 16800 16800 Rio Bonito Rio Bonito I Rio Bonito I I Rio Bonito II Rio Bonito Rio Branco Rio Branco I Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Branco II Rio Chapéu Rio das Furnas Rio das Pedras Rio de Janeiro Refrescos Coca Cola Rio de Pedras Rio do Ouro Rio do Peixe Rio do Peixe .SC João Monlevade .SC COM Outorga Rio Fortuna .SC Operação Erval Seco .RS Operação Prudentópolis .PR Operação São José do Rio Pardo .RO PIE Operação Tangará .SC Santa Terezinha .SP Panambi .PR APE 910 Operação Boa Ventura de S.214 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Bonito CGH CGH CGH CGH CGH PCH UTE UTE CGH CGH CGH UTE PCH EOL CGH CGH UHE PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE CGH CGH PCH CGH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga São Gotardo .SC Urussanga .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Alta Floresta D’Oeste .SC PIE Operação Itabirito .SC SP Outorga Bom Jardim da Serra .

SC APE Operação Rio Preto da Eva .SP APE Outorga São Bento do Sul .SP Capão Bonito .SP Itararé .FAFEN Energia) Anexo Roncador 215 .MT APE-COM Operação Caxias do Sul .SP Sarapuí .RS PIE Operação Rio Negrinho .SC S.SP Operação Quadra .BA Anchieta .Rio do Fogo Roça Grande Rochedo Rochedo Rodeio Bonito Rodovias Integradas do Oeste 1 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Rodovias Integradas do Oeste 10 Rodovias Integradas do Oeste 2 Rodovias Integradas do Oeste 3 Rodovias Integradas do Oeste 4 Rodovias Integradas do Oeste 5 Rodovias Integradas do Oeste 6 Rodovias Integradas do Oeste 7 Rodovias Integradas do Oeste 8 Rodovias Integradas do Oeste 9 Rohden Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rolim de Moura do Guaporé Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .SP Tatuí .SC APE Operação Guatambú .MT PIE 2135 2135 75 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 Rio Preto Rio Preto da Eva Rio Preto Rio São Marcos Rio Suspiro Rio Tigre Rio Timbó Rio Verdinho Rio Vermelho Rio Vermelho Ripasa 49630 140000 49300 768 4000 Risoleta Neves (Ex-Candonga) RN 15 .RO Camaçari .RN PIE Operação Rio Doce .SP Iaras .GO APE Fóssil Outorga Rio Verde .SC Outorga Novo Mundo .SP Construção Arvoredo .MG PIE Operação Limeira .SP Itapetininga .MG APE COM PIE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE-COM PIE PIE COM Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Gás Natural Operação Rio do Fogo .SC APE 75 PCH Operação Comodoro .AM SP Fóssil Óleo Diesel 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 2320 49630 140000 49300 768 4000 9000 14000 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Operação Matos Costa .SP Taquarivaí . Francisco do Guaporé .MT Operação Piracanjuba .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Prata CGH UTE CGH PCH CGH PCH PCH CGH UTE PCH UTE UHE EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Itatinga .SP Salete .SC PIE Outorga Santo Antônio do Leste .GO Operação Manhuaçu .SC PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Anápolis .GO COM Óleo Diesel Operação Irineópolis .SC Operação Avaré .

SC Valparaíso de Goiás .GO Alta Floresta D’Oeste .RR Operação Antônio Dias .MT PIE 26600 1040 2600 55000 372000 4800 1632 4500 4340 1800 28000 1200 4600 78000 48 30000 2920 199 360 4800 2000 27000 9900 200000 3000 7.MT PIE 13000 UTE Operação Rondolândia .RO SP 73500 Construção Campos de Júlio .RO PIE Biomassa Resíduos de Madeira 20000 26600 874 2600 55000 369200 4800 1632 4500 4.2 800 4240 7.RO Salesópolis .MG Outorga São Leopoldo .SP Rio Largo .RJ SP Operação Rorainópolis .MT APE Operação Rondonópolis .RR PIE Fóssil Operação Diamante do Norte .SP Fóssil Biomassa Outros Fóssil Operação Candeias do Jamari .MT SP Fóssil Óleo Diesel 1598 1598 Rondon Rondon II Rondon II Rondonópolis Ronuro Rorainópolis Rosal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rosana Rovema Rovema Bandeirantes Rovema Colorado do Oeste Rovema-Triunfo Royal Palm Plaza Ruette RVR S. A.RO COM Fóssil Operação São João da Baliza .340 1800 28000 Construção Pimenta Bueno .MG Operação Operação Brasnorte .MG APE Operação Paraíso .RO COM Fóssil Operação Colorado do Oeste . .RJ Buritizeiro .AL Galinhos .2 800 4240 9900 78000 48 30000 2920 199 360 5280 Construção Pimenta Bueno .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Paranatinga .SP PIE Operação Campinas .216 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rondolândia PCH UHE UTE PCH PCH UTE UHE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH PCH UTE EOL UTE CGH CGH PCH Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Operação Ponte Serrada . V.RO COM Fóssil Operação Porto Velho .RS Ouro Preto .Unisinos Sá Carvalho Sacaí Sacre 2 Safi Sagrado Coração de Jesus Saia Velha Saldanha Salesópolis Salgueiro Sali Salina Diamante Branco Salinas Perynas Salitre Saltinho Salto .MG Muitos Capões .SP Itu .MS Operação Rorainópolis .RN Cabo Frio .MT Nova Alvorada do Sul .PR PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás Natural Operação Bom Jesus do Itabapoana .RS APE SP SP PIE APE APE SP PIE PIE PIE APE PIE APE-COM APE COM APE Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Prudente de Morais .

PR PIE Operação Guarapuava .MG Xanxerê .SC APE Operação Nova Lacerda .SC Putinga .PR SP Outorga Oiapoque .MG General Carneiro .MT SP 4000 10000 7500 1240000 2400 27000 960 30000 7342 29700 2000 6700 828 36870 280 1344 1616 2460 1800 93000 412 280 940 1907 6080 108000 4550 73760 102000 160 Outorga Santa Fé .PR Operação Juquiá .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto (Salto Weissbach) PCH PCH PCH PCH UHE PCH PCH CGH PCH PCH PCH PCH PCH CGH UHE CGH PCH PCH PCH PCH UHE CGH CGH CGH PCH PCH UHE PCH UHE UHE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Jeceaba .PR Doutor Pedrinho .PA PIE Operação Novo São Joaquim .PR APE Operação Capitão Leônidas Marques .PR PIE 4200 PCH Operação Blumenau .PR Braúnas .PR Outorga Paraíso .SC Timbó .PA PIE Operação Ponte Serrada .SP Operação Campos Novos .RS Caçu .SC PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE APE APE SP PIE APE PIE SP PIE SP APE Operação Itapeva .SP Operação Coronel Vivida .SC Caçu .SP Cambará .96 MW geração elétrica e 1.SP APE-COM Outorga Candói .AP PIE Construção Novo Progresso .GO Campinas .SC SP 6280 6280 Salto Bandeirantes Salto Belo 3600 Salto Buriti Salto Cafesoca Governador José Richa (Salto Caxias) 1240000 2300 27000 960 22.GO Taió .40 MW geração mecânica) Salto Curuá Salto Curucaca Salto Curucaca II Salto da Barra 2000 Salto das Flores Salto de Alemoa 828 36870 280 1344 1656 2460 1800 Salto do Iporanga Salto do Jardim Salto do Leão Salto do Lobo Salto do Paraopeba Salto do Passo Velho Salto do Rio Verdinho Salto do Taió 412 280 940 1880 6124 Salto do Timbó Salto do Vau Salto Donner I Salto Forqueta Salto Salto Grande 4550 70000 102000 160 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Grande (Lucas Nogueira Garcez) Salto Grande Anexo Salto Lili 217 .500 7342 Salto Claudelino Salto Corgão Salto Cristo Rei (0.PR APE Operação Novo Progresso .MT COM Operação Clevelândia .PR Operação Botucatu .SC Cruz Machado .SC Operação Porto Vitória .

SP São José do Rio Pardo .SC COM Operação Porto União .SC COM Construção Apiúna .SP Porto Velho .PR PIE Operação Imbituva .RO Operação São José dos Campos .SC APE Operação Saudade do Iguaçu .PR APE 23859 23859 Assis Chateaubrind (Salto Mimoso) Salto Morais Salto Salto Natal Salto Osório Salto Pilão Salto Pintado Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Quatis Salto Rio Branco Salto Santiago Salto Santo Antônio Salto São Luiz Salto São Pedro Salto Salto Três de Maio Salto Voltão Salvador Arena Salvaterra Samaúma Sams Club São José dos Campos Samuel San Juan Santa Adélia Santa Adélia Santa Alice Santa Ana Santa Branca Santa Branca Santa Cândida Santa Catarina Santa Cecília .SC PIE APE PIE SP APE SP APE-COM PIE COM SP PIE SP PIE PIE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Novo Progresso .PR APE Operação Água Doce .RO Miraí .218 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto Mauá UHE PCH PCH PCH UHE UHE CGH CGH PCH UHE PCH CGH PCH EOL PCH PCH UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE CGH CGH PCH UHE UTE UTE UTE CGH Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Cerquilho .SP Boituva .MG Operação Porto Velho .PR APE Outorga Rancho Queimado .PR APE Operação Chopinzinho .SP Operação Xanxerê .SP Operação Rorainópolis .PR PIE Operação Campo Mourão .PA Operação São Bernardo do Campo .MG SP 2394 Operação Ribas do Rio Pardo .SP Angelina .SC PIE Operação Pinhão .RR Operação Salvaterra .SC Jacareí .PA PIE Outorga Água Doce .MS SP 29500 29500 2394 19000 15120 1078000 PCH Operação Telêmaco Borba .SP Santa Branca .SC PIE Operação Quedas do Iguaçu .SP Bocaina .PR PIE 16000 1078000 182300 736 850 2400 1420000 1736 323 760 30000 15000 8200 800 2258 24 640 216000 3600 42000 1000 624 6304 56050 1112480 29000 53 424 29000 53 424 8200 800 2633 24 640 216750 3600 42000 1000 624 6304 56050 736 850 2400 1420000 1736 323 3472 Operação Indiavaí .SP Jaboticabal .MT PIE 19000 Operação Ituiutaba .

8 14000 1500 1000000 550 13000 11.SP Operação Sertãozinho .GO Ibirarema .MT SP Fóssil Operação Santa Cruz do Arari .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Cecília (Elevatória) UHE PCH UHE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH Construção Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Construção Alegre .Unidade II Santa Fé Santa Fé Santa Fé I 30000 Santa Gabriela Santa Helena 2240 4400 1200 Santa Helena Açúcar e Álcool Santa Hermínia Santa Inês Santa Isabel Santa Izabel 6000 1454 15000 5000 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Izabel do Rio Negro Santa Laura Anexo Santa Lúcia 219 .Unidade I 58000 4000 6400 Santa Elisa .SP PIE Biomassa Operação Barreiras .RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Américo Brasiliense .RJ SP Operação Rio Branco do Sul .RJ SP 34960 34960 60000 3600 120168 302 768 3970 36400 Santa Clara Santa Clara I Santa Clara Santa Clara Santa Cleonice Santa Cruz Santa Cruz AB (Ex-Ometto) Santa Cruz de Monte Negro Santa Cruz do Arari 720 1000.SP Operação Sertãozinho .MG PIE Operação São José do Xingu .MG APE Operação Jaboticabal .SE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE APE APE APE PIE PIE APE SP PIE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio de Janeiro .PA SP Fóssil Outorga Monte Negro .BA PIE 60000 UHE Operação Barra do Piraí .BA APE Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guaranésia .AM Faxinal dos Guedes .SC Sapezal .TO Novo Horizonte .GO Operação Estância .SP Ananás .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Candói .MT Operação Nova Europa .SP São João da Boa Vista .ES Comendador Levy Gasparian .PR APE Fóssil Gás Natural Outorga Santa Maria do Suaçuí .SP Santa Helena de Goiás .SP Santa Isabel do Rio Negro .600 58000 4000 9400 29000 30000 24000 2240 4400 1200 1575 1087000 46000 1454 15000 5000 Operação Mucuri .MT Votorantim .PR PIE 3600 120168 302 768 3970 61400 17010 720 1000.PR PIE Operação Candói .GO Operação Buritinópolis .8 Santa Cruz do Xingu Santa Cruz Santa Cruz 1400 766000 364 13000 Santa Cruz Santa Cruz Santa Edwiges II Santa Edwiges III Santa Elisa .RJ Itiquira .SP Construção Buritinópolis .

400 640 252 17300 30000 1528 940 6500 2760 10200 588 1500 50500 1000 36500 2760 10200 588 1500 50500 1000 6500 30000 1400 940 5200 640 252 1000 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 Operação Centralina .SP APE-COM Operação Alta Floresta D’Oeste .GO PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Laguna .SC PIE 28500 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 4250 1000 46531 30000 6.SC Boituva .MG SP 704 Operação Motuca .PR Outorga Belmiro Braga .RR SP Fóssil Operação Paranacity .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4400 4400 6000 704 PCH Operação Sapezal .SP APE Biomassa Operação Santa Maria das Barreiras .SP Outorga Cavalcante .RO APE Outorga Ipuaçu .PR Borda da Mata .MT PIE 7600 7600 Santa Lúcia Santa Luiza Santa Luzia Santa Luzia Alto Santa Luzia D’Oeste Santa Maria Santa Maria Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Maria das Barreiras Santa Maria de Lençóis Santa Maria do Boiaçú Santa Maria do Xeruini Santa Maria Santa Maria Santa Marta Santa Marta Santa Mônica Santa Rita Santa Rosa Santa Rosa do Purús Santa Rosa I Santa Rosa II Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Teresa Santa Tereza Santa Terezinha Santa Terezinha (Tapejara) Santa Terezinha Santa Terezinha Paranacity .SC PIE Operação Francisco Sá .MG Operação Santa Rosa do Purus .MT Tapejara .220 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Lúcia II UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH EOL PCH EOL PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Outorga Operação Operação Bom Jardim .SP Goiana .PE PIE Operação Colatina .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6000 Operação Araras .PR SP Fóssil Operação Lençóis Paulista .PE Amparo .MG SP Outorga Gravatá .RJ Operação Santa Rita do Passa Quatro .SP Santa Terezinha .MG Paranacity .PA SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guarapuava .RS Abelardo Luz .SC Santa Rosa de Lima .ES SP Operação Caracaraí .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itapeva .AC Operação Valença .RJ Três de Maio .

RO Operação São Borja .SP São Félix do Araguaia .RR Ouro Verde do Oeste .SP São Domingos .MT PIE Outorga São Sebastião do Uatumã .AP SP Fóssil Óleo Diesel 178100 178100 7345 Santana do Araguaia Santana do Uatumã Santana I Santana 500 4320 11500 1160 Santana Santo Ângelo Santo Antônio Santo Antônio do Caiapó Santo Antônio do Içá 2182 Santo Antônio Santo Antônio Santo Antônio 4500 Santo Antônio Santo Antônio 23000 622 6820 15000 12500 334 6800 14336 2400 São Bento São Bernardo São Bernardo São Borja São Carlos São Carlos São Domingos São Domingos (torixoréo) São Domingos II São Domingos São Domingos 180 12000 2102 320 10 São Domingos São Félix do Araguaia São Francisco São Francisco do Baixo Rio Branco Atlas de Energia Elétrica do Brasil São Francisco Anexo São Francisco 5926 5926 221 .GO Operação Sertãozinho .GO Torixoréu .RS Operação Barracão .MT São Domingos .RO PIE Outorga Bom Jardim .RS Operação Piranguçu .RO Jaboticabal .4 6820 15000 12500 334 6800 12000 2400 24300 48000 180 12000 2102 320 10 12000 Operação Santana do Araguaia .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .RR Caracaraí .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 11300 650 4320 32000 1160 21000 2182 8000 3150400 4500 1930 23000 622.SP PIE APE SP PIE PIE PIE APE SP SP PIE PIE APE PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Casca de Arroz Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Bom Jardim da Serra .MG APE Outorga Nortelândia .SC PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa .RJ PIE Operação Santo Antônio do Içá .MT Bonfim .GO Água Clara .RS PIE Outorga Porto Velho .SC Catanduva .SP APE Biomassa Operação Pirajuba .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santana UTE UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE PCH EOL UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE Construção Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Porto Velho .MS Porto União .PR São Francisco do Guaporé .PA SP Fóssil Óleo Diesel 4500 UTE Operação Santana .GO PIE Óleo Diesel Operação Piracicaba .MG Operação Catalão .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jacuí .MG PIE Biomassa Operação São Carlos .

SP Novo Horizonte .SP São João da Boa Vista .PE Rolador .SP Igarassu .PR PIE Operação Itaú de Minas .222 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Francisco UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH CGH CGH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE CGH PCH Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Colina .SP Operação Alfredo Chaves .000 25000 19500 7560 1752 24805 25520 8050 21000 12000 21560 1000 7000 25000 664 600 3200 Outorga São Gonçalo do Rio Abaixo .PR PIE Outorga Prudentópolis . Operação São Jerônimo .RS São Miguel Arcanjo .SP Itapeva .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6738 6738 São Francisco São Gabriel da Cachoeira São Gonçalo (Ex-Santa Bárbara) São Jerônimo São Jerônimo São João São João Biogás Atlas de Energia Elétrica do Brasil São João da Baliza São João da Boa Vista São João São João I São João II São João São João São João São Joaquim São Joaquim São Joaquim São Jorge São José São José Colina São José da Estiva São José do Rio Claro São José do Xingu São José Macatuba São José São José São José São José São José São José .MS SP Operação Castelo .AM Operação Ponta Grossa .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5850 Operação Elias Fausto .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 28000 4200 5850 UTE Operação Sertãozinho .MG APE Operação Ponta Porã .SP São José do Rio Claro .PR Construção São João da Boa Vista .SP PIE Biomassa Biogás Operação Araras .MT São José do Xingu .ES PIE Operação São João da Boa Vista .MT Macatuba .SP PIE Biomassa Operação São João da Baliza .ES Operação Guará .SP Rio das Pedras .PR PIE Brascan Energética S/A.RR SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo .RS SP Fóssil Carvão Mineral 20000 15000 12000 24640 1000 70000 25000 664 600 3200 21000 60000 8050 21000 3000 2300 41600 25000 19500 7560 1752 74805 25520 51000 788 2400 780 4000 788 2400 656 2344 32.MG PIE 13000 20000 Operação São Gabriel da Cachoeira .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guarapuava .MS SP Operação Ponta Porã .SP SP PIE PIE SP PIE PIE PIE SP SP PIE PIE PIE SP APE APE-COM PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Honório Serpa .SP Operação Manaus .

MT Mococa .SC APE Construção Juscimeira .AM Operação São Sebastião da Boa Vista .AM SP Fóssil Outorga Guaporé .SC PIE Óleo Diesel Operação Pradópolis .ES PIE Operação Itu .MT São Tomé .RO PIE Operação São Paulo de Olivença .SC Santa Vitória .MT Campos de Júlio .000 3080 14000 2160 30000 241000 98 1050 13200 2334 12000 17200 3230 1710000 27000 18000 4000 1450 2210 8130 680 16000 Operação Mafra .SP APE Biomassa Operação Pirassununga .MT PIE 29100 1800 70400 4400 19000 2500 115 16.TO PIE PIE PIE PIE SP SP PIE PIE SP PIE PIE APE PIE PIE SP COM PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Domingos Martins .SC Sapezal .PA Operação Porto Velho .MG Operação Outorga São Sebastião do Alto .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ponte Serrada .RS PIE Óleo Diesel Operação Almeirim .PA PIE Fóssil Construção Rio Fortuna .MG PIE 8000 8000 504 São Lourenço São Lourenço (Ex-Zé Fernando) São Luiz 1800 10000 4400 19000 São Luiz São Manoel São Martinho São Maurício São Miguel 115 São Paulo São Paulo de Olivença 3080 São Paulo do Pimenta Bueno São Pedro 1500 São Pedro São Salvador São Sebastião 98 1008 São Sebastião da Boa Vista São Sebastião do Alto São Sebastião do Uatumã 2334 680 São Sebastião São Sebastião São Sebastião São Simão 1710000 São Simão São Tadeu I São Tomé 4000 São Valentim São Valentim Sapezal 8130 680 Sapezal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sapezal Anexo Sargel 1296 1296 223 .SP Nova Trento .RJ Nova Trento .ES Santo Antônio do Leverger .MT Sapezal .RJ São Sebastião do Uatumã .SP Operação Arceburgo .RO Construção Paranã .SP PIE Biomassa Operação São Manuel .SC SP 504 UTE Outorga Jaíba .PR Santa Rita do Passa Quatro .MG Alegre .SP PIE Outorga Pimenta Bueno .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Judas Tadeu CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE UTE UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH UTE Construção Construção Operação Construção Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Outorga Outorga Areal .

SP Operação Serra Nova Dourada .MT Operação Cantá .AP PIE APE-COM SP SP APE APE-COM APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Gás Natural Fóssil Gás Natural Construção Catalão .AL PIE Biomassa Outorga Itaguaí .600 17200 108 652 10700 24000 1600 18000 2500 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 21.AC PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Candiota .SP Caruaru .600 17200 108 652 10700 24000 1600 9500 1275000 448 160573 4730 85927 6300 Operação Mangueirinha .RS SP 500 500 688 1260000 CGH Outorga Urubici .RJ Belém .PR SP 1260000 Operação São Paulo .GO SP Operação Teotônio Vilela .PE Taboão da Serra .RR Operação São José da Laje .RJ Juscimeira .MT PIE Operação Boa Vista .AL Operação Serra do Navio .PE COM Operação Cavalcante .PE São João de Meriti .SC COM 830 830 Sede Sede Central do CRC-SP Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) Segredo Seival Sena Madureira Senador Arnon Afonso Farias de Mello (Floresta) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Senador Jonas Pinheiro (Caeté) Senhora do Porto Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sepetiba Seresta Serra da Mesa Serra do Espelho Serra do Facão Serra do Navio Serra Grande Serra Grande II Serra Nova Dourada Serrana Serraria Sesc Senac-Cass Sete Quedas Alta Sguário Itapeva Shopping Center Caruaru Shopping Center Grande Rio Shopping Center Iguatemi Belém Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Shopping Interlagos Shopping Recife Shopping Taboão . Antônio do Leverger .SP Recife .SP Operação Cajati .RS PIE Fóssil Carvão Mineral Outorga Campos de Júlio .GO APE / PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Enxofre Operação Catende .PA Porto Alegre .RS PIE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .SP APE Fóssil Óleo Diesel 688 Operação Ijuí .MT Nova Campina .MG PIE Gás Natural Carvão Mineral Bagaço de Cana de Açúcar Operação S.RS São Paulo .RJ PIE Fóssil Operação Canoas .224 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Scardoelli CGH UTE UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Juquiá .MT PIE 21100 542000 4730 85927 5940 9000 563473 1377000 9500 1275000 448 210000 21.SP Rio de Janeiro .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sena Madureira .

MG Operação Itiquira .BA Operação Espírito Santo do Turvo .RS Comodoro .MA PIE Biomassa Carvão Vegetal Operação Silves .4 620 65 1000 196520 807.Santo Amaro 1800 225 .SP APE APE SP SP APE APE PIE APE APE APE-COM Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Efluente Gasoso Operação Juazeiro .BA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Mauá .RR Socorro .SP Ribeirão Preto .SP São Paulo .4 620 65 1000 196520 882 SM-01 SM-06 SMTE .SP São Paulo .Penha Anexo Sonda .MG COM Outros Gás de Alto Forno 5000 UTE Operação Sete Lagoas .MG APE SP PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araguari .MT COM Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Siderpa UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Taguatinga .SP São Paulo .SP APE Fóssil Operação Manhuaçu .TO Belmiro Braga .MG Taubaté .MG SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Resíduos de Madeira Gás de Refinaria Construção Além Paraíba .SP APE Construção São Desidério .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sidrolândia .MT APE Biomassa Operação Jequiá da Praia .Subestação Araguari SMTE .SP Uiramutã .AL PIE Biomassa Operação Campinas .MG PIE Operação Açailândia .Subestação Paracatu Sobar Sobradinho Sobrado Sobragi Sociedade Assistencial Bandeirante Sociedade Hospitalar Samaritano Sociedade Recreativa e de Esportes de Ribeirão Preto Socó Socorro Sol Soledade Solonorte Solvay 12600 691 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sonda .ES Fontoura Xavier .SP Serra .SP APE Fóssil Operação Sinop .MG APE Outros Gás de Alto Forno 2400 2400 Siderpita Sidrolândia (Ex-Santa Olinda) 4600 2742 8000 Silves Simasa Simplício Sinceridade 1416 2000 18000 6000 8900 Síncrotron Sinimbu Sinop Sistema de Cogeração da RECAP Sítio Grande Siva 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.5 800 12600 691 1800 Outorga Pitangui .MT Santo André .SP Operação Paracatu .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 2704 8000 333700 1416 2000 18000 6000 8900 25000 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.MT COM Operação Itaquaquecetuba .

BA Osasco .SC Operação Santa Leopoldina .PE PIE Fóssil Operação Cotia .SP São Paulo .AM SP Operação Cabo de Santo Agostinho .RJ Outorga Treviso .SP APE Fóssil Outorga Guaratinguetá .SC APE 928 Outorga Sonora .RO Operação Marechal Deodoro . Tatuapé Tabajara .K.226 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Sonda .AL Operação Volta Redonda .SC APE 980 Operação Tangará .SP Machadinho D’Oeste .RS PIE Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Diesel Outorga Erval Velho .SP APE Fóssil Óleo Diesel 740 3807 2952 2380 3300 352 2130 208 355680 4000 100 4500 31590 440300 410 4000 2120 13000 1408 728 445 188 332 39900 30000 65 1056 97 65 1056 97 188 332 38400 1408 728 410 4000 2120 4.RS APE Fóssil Gás Natural Operação Soure .MG Rio de Janeiro .SP Guajará-Mirim .MG Conceição do Mato Dentro .SP São Desidério . Sucundurí Sucupira Suíça Sul Catarinense Sul Gás Sumaúma Sumidouro Sumidouro Supercenter Tijuca Supermercado Guanabara Supermercado Shibata Taubaté Surpresa Surumú Suzano Sykué I System Marketing T.SP APE Fóssil Operação Canoas .S. CGDc. Koblitz Energia Ltda.SC Operação Cachoeirinha .ES SP PIE APE APE-COM SP PIE APE APE APE PIE SP APE PIE APE APE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Carvão Mineral Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jaciara .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 928 980 740 3470 2952 UTE Operação São Bernardo do Campo .PE PIE Fóssil Fóssil Outorga Cabo de Santo Agostinho .RR Suzano .500 30060 4000 1420 208 3300 Outorga Tangará .São Bernardo UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Bom Jesus do Galho .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2230 2160 Sonora Sopasta I Sopasta II Sorocaba Refrescos Soure Souza Cruz Cachoeirinha Spessato Atlas de Energia Elétrica do Brasil Stepie Ulb Stollberg STV Styroplast Espumas Industriais Suape II Suape.RJ Taubaté .MT PIE Outorga Apuí .RJ Rio de Janeiro .RO Pacaraima .SP Fóssil Operação Cesário Lange .

SP Operação Fortaleza .CE PIE Operação Alto Alegre .PE São Carlos do Ivaí .AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Porto União .SC APE Construção São Gonçalo do Amarante .RR Construção Campos de Júlio .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .RO Messias .PR Caucaia .RO Porto Velho .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tabatinga CGH PCH UTE EOL CGH UTE PCH UTE CGH UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Construção Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .RN Corumbá .SP Outorga São Paulo .AL Cabo de Santo Agostinho .4 83280 21996 3780 76 2281.SP PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapurah .MG APE Óleo Diesel Operação Tapauá .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Taguatinga .AM SP Fóssil Óleo Diesel 15020 15020 464 1750 500 Tabocas Taguatinga Taiano Taíba Albatroz Tamanduá 38 83280 Tambaqui Tamboril Tapauá 3780 76 2281.ES SP 464 UTE Operação Tabatinga .CE Cabo de Santo Agostinho .6 554000 3725 16482 Tapauirama Tapurah Taquaruçu (Escola Politécnica) Tarauacá Tefé Telegráfica Tepequem 65 216 Terminal de Aviação Geral (TAG) Terminal Sacomã Terminal Teotônio Termo Norte I 68000 349950 Termo Norte II Termoalagoas Termocabo 48000 8200 242000 Termocana Termoceará Termomanaus Termomaranhão Termomecânica 3824 Termonordeste Termopantanal (Ex-MPX Termo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Termoparaíba Anexo Termopernambuco 532756 532756 227 .TO SP 1800 500 16500 38.PB Ipojuca .MT SP Fóssil Operação Uberaba .MS Conde .AM SP Operação Tarauacá .MA São Bernardo do Campo .AC PIE Operação Sandovalina .SP Santa Cruz .MT PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Combustível Gás Natural Operação Tefé .PE Outorga São Paulo .6 554000 3944 16482 30000 65 216 248 64 68000 426530 143176 97027 8200 220000 156.GO PIE Óleo Diesel Operação Manaus .150 350200 4924 170760 241250 170760 Operação Santa Teresa .PE São Luís .CE Operação Amajari .

RJ Operação Belém .PA Outorga Passos Maia .MG Torrinha .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1400 Operação Caracaraí .SC Operação Embu .SC COM APE PIE APE COM COM APE-COM APE SP SP SP PIE APE APE SP APE Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Tonantins .MG Operação Salvador .2 9000 1450 1000 12000 165000 3000 2880 2340 760 720 40000 648 1000 1500 26000 1268 1292000 396000 640 15000 14000 4870 8500 21000 648 1000 1500 26000 1268 807500 396000 640 15000 14000 4870 8500 3000 2880 2340 760 720 1450 1000 Operação Terra Santa .MT PIE 27400 3000 1200 951.MG Boca da Mata .SC APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Barra do Bugres .RR SP Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Careiro da Várzea .SP APE Fóssil Outorga Mangueirinha .PR PIE Biomassa Outorga Tocantinópolis .SP Três Marias .AL Fraiburgo .SP Outorga Bambuí .MG Volta Redonda .RS PIE Óleo Combustível Resíduos de Madeira Operação São Francisco de Paula .BA Operação Água Doce .PE Guarapuava .228 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Termosergipe (Fases I e II) UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE CGH PCH UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UHE UHE CGH UTE UTE UTE PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Sirinhaém .SP Canápolis .AM SP Operação Tombos .SC APE Operação Cerqueira César .MG SP Fóssil Óleo Diesel Operação Toledo .SE PIE Fóssil Gás Natural 135000 0 Terra Nova Terra Preta Terra Santa Terra Santa Terranova I TGN Theodoro Schlickmann Atlas de Energia Elétrica do Brasil Tigre Tilibra Toca Toca do Tigre Tocantinópolis Toledo Tombos Tonantins Tonet Torah Total Total Química Tozzo Tramontina Trapiche Três Capões Três Irmãos Três Marias Três Saltos Triálcool Triunfo Trombini Tronqueiras TRT .PR PIE Óleo Diesel Operação Braço do Norte .SC Coroaci .TO PIE Fóssil Outorga Braga .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 50 24 1344 18266 3000 1200 371 UTE Outorga Carmópolis .RS SP Operação Bauru .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio Negrinho .PR Pereira Barreto .

SP Primavera .Agrenco .RJ PIE Operação Tucuruí .MT COM 220 8370000 2400 680 424 696 15800 9000 800 70 2704 12000 800 49600 23800 26400 25200 7700 440 600 30000 324 1800 3000 21000 38000 4600 6000 34000 21600 UTE Operação Fernando de Noronha .PE Unaí .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tubarão CGH UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH CGH CGH UTE UTE CGH EOL EOL EOL UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Turvolândia .SP Operação Jundiaí .MS Anexo Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bonsucesso 24 24 229 .SP SP Outorga Campo Belo .PA SP Operação Sapezal .RR Colorado .MS Bom Sucesso de Itararé .PE Limeira .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Bauru .MG APE Operação Uarini .RJ PIE PIE PIE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE-COM PIE PIE PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Poços de Caldas . Francisco de Itabapoana .SP Alto Araguaia .SP APE Fóssil Óleo Diesel Construção Santa Maria Madalena .RS APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Miguel Arcanjo .RJ Outorga S.MG PIE Operação Abre Campo .MT Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Geração de Energia Elétrica .PR Itaquaquecetuba .MG Uiramutã .SP Operação Presidente Prudente .SP Outorga São João da Barra .MG Guararapes .SP Ulianópolis . Francisco de Itabapoana .PA Tamandaré .Agrenco .PE SP Fóssil Óleo Diesel 4095 4095 220 8370000 Tucunaré Tucuruí I e II Tudelândia Tudor 680 424 696 16200 Tuiué Tuiuti Túlio Cordeiro de Mello (Ex-Granada) Tuneco Alta Turvinho (Nova do Baixo Turvinho) 800 70 2704 Turvo Uarini Uberaba Ubirajara Machado Moraes 800 UEE Maravilha UEE Mundéus UEE Saco Danta UFA 25200 7700 440 240 30000 324 UGPU (Messer) UHEB II Uiramutã UJU Ulfer Ulianópolis Una Açúcar e Energia 3000 Unaí Baixo Unialco 3600 4600 6000 União e Indústria Unidade de Geração de Energia -Área II Unidade de Geração de Energia Elétrica .AM SP Fóssil Biomassa Operação Campo Novo .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Manacapuru .MG SP Outorga Uberaba .MG PIE Operação Amparo .RJ Outorga S.MT Caarapó .

RO PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Outros Outros Outros Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Operação Atalaia .PA Ipatinga .SC APE-COM Biomassa Biomassa Biomassa Operação Valparaíso .SP Taió .SC Outorga Terra Rica .USI Unipac Univalem Urbano Jaraguá Urbano São Gabriel Uruba Urubu Urucará Urucumacuã Urucurituba (Tabocal) Uruguaiana Usaciga Usaçúcar .CE APE Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caucaia .SP Carandaí .SP APE Biomassa Operação Pompéia .MG Pirangi .RS APE-COM Operação Jaraguá do Sul .SP Taió .SC Serrana .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Claro .PR Operação Uruguaiana .MG Guariba .SP Ibaté .AM SP PIE SP PIE PIE APE PIE APE APE APE COM PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Chupinguaia .RS Operação Urucurituba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Coxim .6 Operação Santos .MS APE Fóssil Óleo Diesel 22 22 24 17.CE APE Fóssil Óleo Diesel Operação Varginha .AM Operação Pimenta Bueno .SP APE Fóssil Óleo Diesel 12 12 Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Coxim Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Rede Serra-Mar Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Santana do Parnaíba Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Sorocaba Unidade de Navegação Aérea (UNA) do Rio Claro Unidade de Navegação Aérea (UNA) Varginha Unidade de Tráfego Aéreo Caucaia (UTA-PCI) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Tráfego Aéreo Uruburetama(UTA-URT) Unidade Santo Inácio .SP APE Fóssil Óleo Diesel 17.RO Operação Urucará .PR PIE Biomassa Operação Uruburetama .MG Ipatinga .Terra Rica Usimar Usiminas Usiminas 2 Usina Bertolo Açúcar e Álcool Usina Bom Jardim Usina Bonfim Usina da Estação Usina da Pedra Usina da Serra Usina do Brilhante .6 24 17.PR Operação Cidade Gaúcha .AL PIE Operação São Gabriel .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .SP APE Fóssil Operação Santo Inácio .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 17.6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 20000 4500 175 2370 639900 48600 16500 10000 18810 63155 3800 1000 59000 400 35000 15000 400 400 35000 15000 400 3800 1000 18810 4500 183 2370 639900 48600 Operação Santana de Parnaíba .230 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bragança Paulista UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE CGH Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Marabá .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 UTE Operação Bragança Paulista .

MG Igrapiúna .MG Guaraci .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Urânio Urânio Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Laguna .MS Veríssimo .RS APE 780 990 3000 14400 2500 657000 1350000 16000 4400 120 29700 2368 18400 5000 93000 23400 4720 2000 300 7000 2000 7000 175100 126600 19000 28000 5000 8000 709 5400 Operação Nova Prata .RJ SP Nuclear Operação Angra dos Reis .Unidade I Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .BA Água Clara .MS Outorga Itumbiara .SP APE Biomassa Operação Ourinhos .MG Operação São Pedro do Ivaí .MG Fóssil Operação Onda Verde .SC Conceição de Ipanema .SP Operação Capinópolis .MS Água Clara .Unidade II Usina São Luiz Usina Vale UTE SMTE .RJ Ribas do Rio Pardo .Subestação Paracatu Vale da Esperança Vale do Anari 2368 18400 5000 93000 23400 Vale do Ivaí Vale do Paranaíba Vale do Rosário Vale do Verdão Vale do Verdão 2 Valinho 2000 300 Vargido Varginha Varginha Jelu 1000 Várzea Alegre VCP-MS Veracel 126600 Verde 4 Verde 4A Veríssimo 5000 8000 709 Vertente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vesuvius Anexo Vetorial 3500 231 .MG APE Operação Ibiaçá .MS Eunápolis .SP APE Biomassa Operação Angra dos Reis .RO PIE Outorga Touros .RS APE 160 CGH Operação Santo Antônio do Palma .MG Três Lagoas .MG Anitápolis .RJ SP Nuclear Operação Monte Belo .BA Chalé .SC PIE Outorga São João del Rei .PR PIE COM PIE PIE APE APE não ID PIE PIE PIE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE APE APE Biomassa Biomassa Fóssil Outros Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Licor Negro Licor Negro Operação Vale do Anari .GO Operação Turvelândia .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Usina do Maringá CGH CGH CGH EOL EOL UTE UTN UTN UTE UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE Outorga Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Divinópolis .MG APE Biomassa Outorga São João da Barra .SP Rio de Janeiro .RS APE 125 125 160 780 990 Usina do Parque Usina do Posto Usina dos Moinhos Usina Eólica de Laguna Usina Eólica Elétrica UEE Coqueiro Usina Monte Alegre 2500 657000 1350000 16000 4400 120 Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .GO Operação Morro Agudo .RN PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Operação Paracatu .

RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Operação Tefé .RR SP SP PIE SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE APE Operação Mucajaí .AM Bonfim .RR SP Fóssil Operação Vila Bittencourt .RR SP Operação Cantá .RR SP Fóssil Operação Amajari .Itapira .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Cantá .4 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 2450 24 24 720 10 26 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 Operação Açailândia .AM Caracaraí .SC APE Fóssil Óleo Diesel 2000 Operação Conceição do Castelo .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Piraí .SP Operação Rorainópolis .RJ SP Operação São Mateus do Sul .MA APE Biomassa Carvão Vegetal 7200 Operação Videira .AM SP Fóssil Operação Urucurituba .RR Rorainópolis .PA Operação Rorainópolis .MT Manacapuru .232 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Viana PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Rorainópolis .SP Itapira .ES PIE 4500 4000 2000 7200 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 UTE Outorga Viana .RR Vilhena .PR Fóssil Óleo Diesel 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 200 2450 24 24 720 10 26.PA Normandia .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Parintins .RR Autazes .ES PIE Fóssil Óleo Combustível 170760 Viçosa (Bicame) Videplast Viena Vier Indústria e Comércio do Mate Vigário (Elevatória) Vila Amazônia Vila Antônio Campos Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vila Augusto Monte Negro Vila Bittencourt Vila Brasil Vila Cachoeirinha Vila Caiambé Vila Caícubi Vila Central Vila da Penha Vila Dona Cota Vila dos Palmares Vila Extrema Vila Floresta Vila Itaquera Vila Mandi Vila Milagre Vila Remanso Vila Rica Vila Sacambu Vila São José Vila Urucurituba Vila Vilena Vilhena Viralcool Virgolino de Oliveira .RO Outorga Tailândia .AM SP Fóssil Operação Caracaraí .RO Pitangueiras .RR SP Operação Caracaraí .RR Vila Rica .RR Santana do Araguaia .RR Operação Porto Velho .

MG Canindé de São Francisco .SP Operação Franca .CE PIE Operação Itapejara d’Oeste .RJ Campanha .PB PIE Operação Itapetininga .4 8000 Xavier Xicão Xingó Xumina Atlas de Energia Elétrica do Brasil Zanin Anexo Zé Açu 200 233 .AM Operação João Pinheiro .SP APE Gás Natural Operação Conceição das Alagoas .PR Xanxerê .SP APE APE APE COM PIE APE COM PIE PIE PIE PIE PIE SP SP SP SP APE SP Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Biogás Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Vitória .PR PIE Operação Serra .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 4225 UTE Operação Caracaraí .SE Normandia .SC Operação Sorocaba .PE Goiânia .CE APE-COM Fóssil Operação Votorantim .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Acaraú .SP Operação São Paulo .SP Parintins .GO Nova Friburgo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Vista Alegre UTE UTE EOL UTE PCH EOL UHE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE EOL UTE PCH PCH UHE UTE UTE UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Caxias do Sul . Egido Wal Mart Combo .RR SP Fóssil Óleo Diesel 160 160 4225 1200 Vista Alegre do Abunã Vista Alegre Vitória Vitória Apart Hospital 2100 5280 Vitorino Volta do Rio Volta Grande 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 2000 334 600 11500 Volta Grande Votorantim Vulcabrás W.SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 4250 2100 5280 42000 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 12000 334 600 11500 30000 2585 4250 53576 5280 1808 3162000 14.Goiânia Wal Mart Sams Vitória Wal Mart Supercenter Franca Wal Mart Vila Guilherme Wal-Mart Sorocaba Wasser Kraft WD Weatherford Wiggers Winimport Xanxerê Xapuri 2722 Xavante Xavantes Aruanã 53576 5280 1808 3162000 14.MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Horizonte .ES APE Operação Goiânia .MG Outorga Palma Sola .RR Araraquara .RS Santa Rosa de Lima .ES APE Fóssil Gás Natural Outorga Mataraca .SC Xapuri .SC Imbituva .4 8000 200 Operação Porto Velho .MG PIE Biomassa Operação Conceição das Alagoas .GO APE Operação Unaí .AC Pombos .

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Produção editorial e gráfica .

“Central de Notícias” e “Espaço do Empreendedor”.br nos links “Informações Técnicas”.gov.aneel.A versão digital do Atlas de Energia Elétrica do Brasil está disponível também na página eletrônica da Agência Nacional de Energia Elétrica www. Pesquisa e Desenvolvimento”. “Educação. .