Brasília, 2008

DIRETORIA Jerson Kelman diretor-geral Edvaldo Alves de Santana Joísa Campanher Dutra Saraiva José Guilherme Silva de Menezes Senna Romeu Donizete Rufino diretores

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Catalogação na Fonte Centro de Documentação - CEDOC

A 265a 3.

Agência Nacional de Energia Elétrica (Brasil). Atlas de energia elétrica do Brasil / Agência Nacional de Energia Elétrica. ed. – Brasília : Aneel, 2008. 236 p. : il. ISBN: 978-85-87491-10-7 1. Energia elétrica. 2. Potencial energético. 3. Setor elétrico. 4. Atlas. 5. Brasil. I. Título. CDU: 621.31(81)(084.4)

tdabrasil.SCT Erison Honda Xavier / Marcelo Rodrigues Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira – SFF Rogério Ament Superintendência de Estudos Econômicos do Mercado .SMA André Ruelli Secretaria Geral .AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA • Aneel SUPERVISÃO Assessoria de Comunicação e Imprensa – ACI Salete Cangussu Assessora de Comunicação e Imprensa Patricia Barbosa Pinto Jornalista Joseanne Aguiar Analista Administrativa EQUIPE TÉCNICA Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição . ELETRONORTE.SRD Breno de Souza França Rodrigo Abijaodi Lopes de Vasconcellos Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Geração – SFG Alessandro D´Afonseca Cantarino Superintendência de Gestão Técnica da Informação .SGI Adriana Lannes Souza Superintendência de Concessões e Autorizações de Geração – SCG Luciana de Oliveira Barcellos Ludimila Lima Superintendência de Planejamento da Gestão . ELETROBRÁS. PETROBRAS. Furnas.SGE Jorge Luis Custodio Superintendência de Regulação Econômica . TDA Comunicação.br Diretor Marcos Rebouças Coordenação Geral Maria Angela Jabur Engenheiro Eletricista Mauro Moura Severino Produção de Textos Maria Angela Jabur Revisão de Textos e Apoio Editorial Ana Cristina da Conceição Direção de Arte e Projeto Gráfico João Campello Diagramação Bruna Pagy Ilustrações e Geoprocessamento Thiago dos Santos Ícones e Ilustração da Capa Victor Papalleo Digitalização e Tratamento de Originais Fernando Ely Fotografias Angra 2.SEM Patricia Trindade Dontal Superintendência de Mediação Administrativa Setorial . STOCKExchange.com.SRE José Helder da Silva Lima Superintendência de Regulação da Comercialização da Eletricidade – SRC Juracy Rezende Castro Andrade Marcos Bragatto Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração .SPG Cícero Silva Teixeira Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética – SPE Máximo Luiz Pompermayer Sheyla Maria Damasceno Superintendência de Concessões e Autorização de Transmissão e Distribuição . . Itaipu.SFE José Assad Thomé Júnior Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão – SRT José Moisés Machado da Silva Giácomo Francisco Bassi Almeida Superintendência de Gestão e Estudos Hidroenergéticos – SGH Matheus Bittar PRODUÇÃO EDITORIAL E GRÁFICA TDA COMUNICAÇÃO www.SRG Aymoré de Castro Alvim Filho Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade . Eletronuclear.

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Stock Xchng .

Stock Xchng .

fruto tanto de mudanças legais e normativas quanto do avanço tecnológico. energia gerada pela queima do bagaço de cana-de-açúcar. O Brasil superou. para escoamento da energia produzida pelas usinas de canade-açúcar localizadas na região Centro Oeste do Brasil. Ambos projetos apontam o caminho da correta sustentabilidade ambiental. é de grande relevância a busca da eficiência energética. Para isso foi necessário licitar novas instalações de conexão à rede básica. espalhados num território de dimensão continental. têm sido criados incentivos à produção de energia pela queima do lixo urbano e pela utilização do metano associado a dejetos de suínos. já que menos de 30% foi aproveitado! Persistimos em busca da geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis: em 2008 realizou-se o primeiro leilão de biomassa.93 bilhões. Por essa razão. totalizam investimentos de mais de R$ 1.Mensagem da Diretoria Mensagem da Aneel O setor elétrico brasileiro está em permanente evolução. Projetos que são aprovados pela Aneel e já atingiram uma economia de redução anual na ordem de 5. Os projetos apresentados pelas distribuidoras de energia elétrica nessa área. no ano de 2007.597 GWh/ano no consumo de energia elétrica. É possível e desejável atuar também pelo lado da demanda. E muito ainda pode ser feito para expandir o parque hidroelétrico. ao unir a despoluição das cidades e dos rios à geração de energia elétrica. O equilíbrio entre oferta e demanda não é alcançado apenas aumentando a oferta. a marca de 100 mil megawatts (MW) em potência instalada (75% de fonte hídrica e 25% de fonte térmica). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 9 . Nesse sentido. a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) periodicamente atualiza esse Atlas que contém um importante acervo de informações sobre a infra-estrutura elétrica do país. desde o início do primeiro ciclo em 1998. É um desafio levar energia elétrica a mais de 61 milhões de consumidores. Numa escala ainda reduzida e experimental.

a transmissão. O papel da Aneel é regular e fiscalizar a geração. Os bastidores da cadeia industrial que move a energia elétrica estão detalhadas e explicadas nessa publicação. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. O controle social dessa difícil tarefa ocorre por meio da transparência de procedimentos e de informações. e também os impostos. A terceira edição do Atlas é mais uma iniciativa de dar a visibilidade e legitimar as ações da Aneel que interferem no dia-a-dia do país. autorizadas e permissionárias. além dos custos de produção e transporte de energia elétrica. Além de atualizar as informações das edições anteriores inova na apresentação do conteúdo. Boa leitura! Jerson Kelman Diretor-geral da ANEEL 10 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . São centenas de empresas concessionárias. na abordagem e no aperfeiçoamento da identidade visual de forma a contribuir ainda mais para ampliar o conhecimento da área de energia. A conta de luz embute. mais de dez encargos setoriais (subsídios cruzados entre consumidores). ICMS (estadual) e federal (PIS/Cofins). uma conexão elétrica de 2.400 km das usinas do Complexo do rio Madeira com o Sistema Interligado Nacional. todos definidos em leis.Mensagem da Diretoria O setor finalizou o ano de 2008 com o leilão da maior Linha de Transmissão do mundo.

Apresentação .

Acervo TDA .

por meio das quais é possível obter o mesmo resultado utilizando menor quantidade de energia. Um deles é o aquecimento global. obtida principalmente a partir dos combustíveis fósseis como petróleo e carvão mineral. Do ponto de vista econômico. o que se revelou como um forte estímulo para as iniciativas de substituição por outras fontes.Apresentação Apresentação Durante todo o século XX. Entretanto. Além disso.ingressou no século XXI. Entre elas. por sinal. ocasião da conclusão desta edição. sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. conceito que alia a expansão da oferta. este último. entre outros desdobramentos. produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). ao mesmo tempo. é retratado na presente edição do Atlas de Energia Elétrica do Brasil. em busca do desenvolvimento sustentável. mais recentemente. consumo consciente. É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual. Outro é a possibilidade de esgotamento. eram incertos o ritmo e os avanços que esse processo registrará no curto e médio prazos. durante quase uma década foi caracterizado pela volatilidade e tendência de alta das cotações (que superaram US$ 100. Envolve tanto políticas de governos quanto investimentos realizados pelas empresas do setor em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D).00 por barril em 1980 e. E deverá ser mantido e aperfeiçoado ao longo dos próximos anos. deu suporte ao crescimento e às transformações da economia mundial. os consumidores seriam induzidos a substituir energéticos mais poluentes por outros de menor impacto ambiental e a aderir a práticas mais eficientes. provocado pelo elevado volume de emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE). das reservas de recursos naturais mais utilizadas. portanto. particularmente o dióxido de carbono (CO2). A atividade de produção de energia – e. observado principalmente nos países em desenvolvimento. da energia elétrica . as fontes tradicionais teriam que ser substituídas por recursos menos agressivos ao meio ambiente. em consequência. o cenário mudou ao ser colocado à prova por uma nova realidade: a necessidade do desenvolvimento sustentável. preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida. Em outras palavras: o desafio é reduzir o impacto ambiental e. a oferta farta de energia. estudiosos e cientistas alertavam para os efeitos da deterioração ambiental provocada pela ação humana. que estava em pleno desenvolvimento durante o ano de 2008. sobre o ritmo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 13 . no médio prazo. As duas variáveis dependerão do impacto que a crise do sistema financeiro mundial. Já nos primeiros anos do século atual. ser capaz de suportar o crescimento econômico – que. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. terá sobre os setores produtivos e. liberado em larga escala nos processos de combustão dos recursos fósseis para produção de calor. que eclodiu no mês de setembro. A disponibilidade energética deveria se manter compatível com o acentuado aumento do consumo provocado por um novo ciclo de crescimento econômico. vapor ou energia elétrica. com o aumento da geração de renda e da oferta de trabalho. em 2008). Desde o início dos anos 90. Ao final de 2008. particularmente. Esse processo. proporciona a inclusão social de grandes contingentes da população. carvão mineral e petróleo.

aborda a conjuntura e o cenário internacionais da energia.e a criação do mercado de “energia verde” em alguns países europeus. A versão aperfeiçoada da última edição. pesquisas e estatísticas produzidos por entidades reconhecidas no Brasil e no exterior. sob a forma de Referências. em 2007 conseguiu transformar a biomassa na segunda maior fonte produtora de energia local e obtém a maior parte da energia elétrica consumida proveniente de recursos hídricos – e. do qual o Brasil é o segundo maior produtor mundial . são os recursos energéticos e a geração de energia elétrica. Na ponta da produção. Características Gerais. insere o comportamento do mercado consumidor local e mundial na conjuntura econômica verificada nos últimos anos. a publicação é dividida em dois capítulos. explicam as suas principais características. paginação e impressão). A segunda parte da edição concentra-se em fontes renováveis – energia hidráulica. As medidas abrangem todas as formas de utilização de energia – calor. Com isso. também. O segundo. abrangem disponibilidade. de forma a torná-las comercialmente viáveis. edição 2008.Apresentação da atividade econômica e sobre os volumes de investimentos destinados a pesquisa e inovações tecnológicas por parte das companhias que integram a cadeia produtiva da energia. Consumo. respeitabilidade e especialização no trato de dados sobre o mercado de energia. A adoção do Glossário com os principais termos técnicos é uma forma de facilitar ainda mais o aprendizado sobre os temas abordados. ao mesmo tempo em que tem o foco no mercado brasileiro. e os programas de universalização do atendimento. 14 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Na primeira parte. renováveis e ambientalmente “limpos”. Ao final. além de apresentar um panorama do mercado destinado a profissionais dos diversos segmentos do setor. biomassa e o grupo chamado de Outras Fontes. lançada em 2005 foi possível devido a outra inovação: a estruturação de uma equipe multidisciplinar selecionada por meio de um processo transparente de concorrência. arte. portanto. e composta por jornalistas especializados (encarregados da coordenação editorial. Todos os capítulos seguem a mesma estrutura: partem das informações gerais a respeito do recurso. ao mesmo tempo. o Atlas de Energia Elétrica do Brasil. pesquisa e texto). como a produção de automóveis flex-fuel . países da Europa e Estados Unidos) que. Para obtenção de dados sobre o setor energético e elétrico brasileiro. produção e consumo no mundo e detalham o mercado brasileiro com foco na produção da eletricidade. Entre eles insere-se o Brasil que. Na ponta do consumo.o que acarretou a expansão do consumo do etanol.a sistemas elétricos. descreve a estrutura do setor de elétrico brasileiro e apresenta dos caminhos da energia do Brasil: geração. vapor e elétrica – e são adotadas por praticamente todos os países. se transforma-se em fonte de consulta para estudantes e interessados em obter maior conhecimento a respeito do assunto. acadêmicos (responsáveis pela coordenação e revisão técnica) e publicitários (diagramação. embora seja bastante dependente do petróleo. derivados de petróleo e carvão) e a energia nuclear. Os mais adiantados nessa direção pertencem ao grupo das chamadas nações desenvolvidas (Japão. particularmente a energia elétrica. entre outras. Além disso. pela tradição. implantados junto aos consumidores tradicionais. que buscam conectar novos clientes . maré e biomassa. o que se verifica são medidas que induzem o consumidor a utilizar as fontes ambientalmente mais “limpas”. O foco principal do Atlas. Razão pela qual o Atlas de Energia Elétrica. Como fontes de informação foram utilizadas trabalhos. há os projetos de eficiência energética. também foi inserida uma tabela comparativa entre as principais medidas utilizadas no mercado de energia. o foco é atingir a diversificação e. Esta estrutura é uma das inovações na produção da 3ª edição do Atlas de Energia Elétrica. sol. entretanto. A relação detalhada poderá ser encontrada ao final de cada capítulo. a “limpeza” da matriz energética. transmissão e distribuição.geralmente de baixa renda e habitantes de comunidades distantes dos grandes centros . além de trabalhos e pesquisas produzidos por entidades setoriais foram utilizados estudos do mercado geral de energia. Também foram consultadas entidades autoras de estudos e estatísticas do mercado global e cujas informações estão presentes em praticamente todos os capítulos. As iniciativas abrangem tanto soluções para o aumento da eficiência dos processos quanto a redução dos custos das fontes renováveis como vento. Um deles. Mas as iniciativas também podem ser observadas nos países em desenvolvimento. A terceira tem como destaque os combustíveis fósseis (gás natural. são os mais dependentes dos combustíveis fósseis. demonstra a importância da energia para as atividades humanas.

3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 4.4 TRANSMISSÃO 1. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 3.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO 2.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS 1.2 POTENCIAIS. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA 4.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 49 51 54 57 60 63 65 69 70 73 17 21 22 23 28 34 37 39 41 44 .2 DISPONIBILIDADE.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL PARTE II – Fontes renováveis 3 ENERGIA HIDRÁULICA 3.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL 3.1 INFORMAÇÕES GERAIS 2.1 INFORMAÇÕES GERAIS 4.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO 1.1 INFORMAÇÕES GERAIS 3.Sumário PARTE I – Energia no Brasil e no mundo 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS 1.5 GERAÇÃO 2 CONSUMO 2.3 DISTRIBUIÇÃO 1.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS 4 BIOMASSA 4.

2 RESERVAS.1 INFORMAÇÕES GERAIS 8.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS FATORES DE CONVERSÃO GLOSSÁRIO ÍNDICE ANEXO 75 77 79 82 86 87 88 91 93 96 100 104 105 107 110 112 115 117 119 122 124 127 129 131 134 137 140 143 145 155 159 . PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 8.2 RESERVAS.2 ENERGIA EÓLICA 5.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 6.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 7 DERIVADOS DE PETRÓLEO 7.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 8.6 MAR PARTE III – Fontes não-renováveis 6 GÁS NATURAL 6. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 7.1 INFORMAÇÕES GERAIS 5.4 BIOGÁS 5.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 9.2 RESERVAS.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS 8 ENERGIA NUCLEAR 8. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 6.1 INFORMAÇÕES GERAIS 7.5 OUTRAS FONTES 5.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO 7.3 ENERGIA SOLAR 5. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO 9.5 GEOTÉRMICA 5.1 INFORMAÇÕES GERAIS 9.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO 9 CARVÃO MINERAL 9.1 INFORMAÇÕES GERAIS 6.2 RESERVAS.

Parte I Acervo TDA Energia no Brasil e no mundo Características Gerais 1 .

programa computacional que. O ONS. a operação de todos os agentes em um ambiente de equilíbrio que permita. mas não extinguiu. exclusivo para geradoras e distribuidoras. com a implantação do Novo Modelo. A segunda ocorreu em 2004. Até então. opera o Newave. a maioria das atividades era estritamente regulamentada e as companhias operadoras controladas pelo Estado (federal e estadual) e verticalizadas (atuavam em geração. depois de mais de 50 anos de controle estatal. As atividades de distribuição e transmissão continuaram totalmente regulamentadas. ao consumidor. A primeira envolveu a privatização das companhias operadoras e teve início com a Lei no 9. Passou a vencer os leilões o investidor que oferecesse o menor preço para a venda da produção das futuras usinas. Além disso. A nova estrutura assenta-se sobre muitos dos pilares construídos nos anos 90. em particular pelos programas de universalização (como o Luz para Todos). quando o setor passou por um movimento de liberalização. No mesmo ano. comercializadoras. subordinado à Eletrobrás). exportadores e consumidores livres. a obtenção de resultados sólidos ao longo do tempo e. com a missão principal de desenvolver os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. Sua implantação marcou a retomada da responsabilidade do planejamento do setor de energia elétrica pelo Estado. o MME constituiu a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Uma das principais alterações promovidas em 2004 foi a substituição do critério utilizado para concessão de novos empreendimentos de geração. promover a modicidade tarifária. o mercado livre – que em 2008 respondia por cerca de 30% da energia elétrica negociada no país. de dezembro de 1996.427. o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Mercado Atacadista de Energia (MAE). em síntese tem por objetivo atuar de forma a garantir. manteve inalteradas – porém em permanente processo de aperfeiçoamento – as bases regulatórias da distribuição e transmissão. que instituiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e determinou que a exploração dos potenciais hidráulicos fosse concedida por meio concorrência ou leilão. entidade também autônoma que substituiu o GCOI (Grupo de Controle das Operações Integradas. O modelo implantado em 2004 restringiu. uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Como agência reguladora. transmissoras e distribuidoras. foram constituídas na década de 90 novas entidades para atuar no novo ambiente institucional: além 18 Atlas de Energia Elétrica do Brasil da Aneel. Para tanto. apenas as distribuidoras. elabora cenários para a oferta de energia elétrica. Já o MAE. Para decidir quais usinas devem ser despachadas. para as quais essa passou a ser a única forma de contratar grande volume de suprimento para o longo prazo. em 2004. Além disso. As vendedoras da energia . Sistema dos leilões e mercado livre Do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) participam. em que o maior valor oferecido pela outorga (Uso do Bem Público) determinaria o vencedor. com a introdução do Novo Modelo do Setor Elétrico. realiza estudos e projeções com base em dados históricos. o novo modelo instituiu dois ambientes para a celebração de contratos de compra e venda de energia: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR). presentes e futuros da oferta de energia elétrica e do mercado consumidor. importadores. Mas a produção das geradoras passou a ser negociada no mercado livre – ambiente no qual as partes compradora e vendedora acertam entre si as condições através de contratos bilaterais. às companhias. e promover a inserção social. cuja constituição foi diretamente relacionada à criação do mercado livre. na parte compradora. por meio da regulamentação e fiscalização. transmissão e distribuição). é responsável pela coordenação da operação das usinas e redes de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). O mesmo programa é utilizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para definir os preços a serem praticados nas operações de curto prazo do mercado livre. e o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Além disso. do qual participam geradoras. A Aneel sucedeu o Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE). A reforma exigiu a cisão das companhias em geradoras. foi substituído pela CCEE.Capítulo 1 | Características Gerais Box 1 O novo modelo do setor elétrico O modelo institucional do setor de energia elétrica passou por duas grandes mudanças desde a década de 90. que teve como objetivos principais: garantir a segurança no suprimento. com base em projeções. a modicidade tarifária.

respectivamente. há os leilões de ajuste e os leilões de reserva. As transações geralmente são intermediadas pelas empresas comercializadoras. Os preços são fornecidos pelo programa Newave e variam para cada uma das regiões que compõem o SIN. Nos últimos anos. A-3 e A-5). nas projeções do volume que irá produzir – e que variam de acordo com as determinações do ONS. portanto. A primeira corresponde à produção das usinas já em operação e os volumes contratados são entregues em um prazo menor (A-1). a prioridade é dada ao vendedor que pratica o menor preço. de A-1. baseia-se em projeções de consumo. também constituídas na década de 90. e que têm por função favorecer o contato entre as duas pontas e dar liquidez a esse mercado. Nos primeiros. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 19 . o prazo de entrega geralmente é de três ou cinco anos (A-3 e A-5).Características Gerais | Capítulo 1 elétrica são as geradoras. por permitir a visualização de. receitas de vendas e custos de suprimento ao longo do tempo. três ou cinco anos após a data de realização do leilão (que são chamados. Nos leilões de reserva. A parte compradora é constituída por consumidores com demanda superior a 0. esses leilões são. O comprador. junto às licitações para construção e operação de linhas de transmissão. foi contratada exclusivamente a energia elétrica produzida a partir da biomassa. à produção de empreendimentos em processo de leilão das concessões e de usinas que já foram outorgadas pela Aneel e estão em fase de planejamento ou construção.5 MW (megawatt) que adquirem a energia elétrica para uso próprio. fornecem variáveis necessárias à elaboração do planejamento. Os leilões dividem-se em duas modalidades principais: energia existente e energia nova. Da parte vendedora participam as geradoras enquadradas como PIE (produtores independentes de energia). de acordo com a disponibilidade de energia elétrica. O primeiro. de acordo com a fonte da energia: térmica ou hídrica. o mecanismo de colocação prioritária da energia ofertada pelo menor preço também garante a modicidade tarifária. O acerto dessa diferença é realizado por meio de operações de curto prazo no mercado “spot” abrigado pela CCEE que têm por objetivo fazer com que. as distribuidoras complementam o volume necessário ao atendimento do mercado (visto que as compras de longo prazo são realizadas com base em projeções). Para a EPE. Por meio de portaria. Nele foi ofertada a produção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e termelétricas movidas a bagaço de cana e a biomassa proveniente de criadouro avícola. No outro. Esta é a sua função original. Além deles. Como as geradoras entram em “pool” (ou seja. a CCEE também se responsabiliza pela sua liquidação financeira. que são realizados pela Aneel e pela CCEE. A maior parte das usinas participantes será movida a bagaço de cana (apenas uma é abastecida por capim elefante). como preço. Assim. ou ACL. a cada mês. portanto. O início da entrega é previsto para ocorrer um. são atribuição da Aneel. Segundo o governo. Neste caso. indicadores do cenário da oferta e da procura no médio e longo prazos. também. respectivamente. A segunda. Além de abrigar essas operações. foi exclusivo para fontes alternativas. em 2007. vendedores e compradores negociam entre si as cláusulas dos contratos. realizado em 2008 e caracterizado como o primeiro leilão de energia de reserva. fixa o preço teto para o MWh a ser ofertado. prazo e condições de entrega. Os valores máximos devem ser iguais ou inferiores ao preço teto. as partes “zerem” as suas posições através da compra ou venda da energia elétrica. a CCEE organizou mais de 20 leilões por delegação e sob coordenação da Aneel. Entre 2004 e 2008. Para os investidores em geração e para as distribuidoras. a entidade passou a abrigar a operacionalização de parte dos leilões de venda da energia que. a oferta não é individualizada). Todas ainda estão por ser construídas e deverão entrar em operação em 2009 e 2010. o objeto de contratação é a produção de usinas que entrarão em operação apenas em caso de escassez da produção das usinas convencionais (basicamente hidrelétricas). proporcionam maior segurança em cálculos como fluxo de caixa futuro. Operações de curto prazo Os contratos têm prazos que podem chegar a vários anos. pelo menos. No mercado livre. desde que ele não supere 1% do volume total. foram significativos pela contribuição à diversificação e à simultânea “limpeza” (aumento da participação de fontes renováveis) da matriz nacional. O vendedor. O MME determina a data dos leilões. Dois deles. nas duas pontas podem ocorrer diferenças entre o volume contratado e aquele efetivamente movimentado. Como são realizados com antecedência de vários anos.

responsável por coordenar e supervisionar a operação centralizada do sistema interligado brasileiro. foi instituído o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).848/2004. Um deles é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Outro é a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). por meio do Ministério de Minas e Energia (MME) e com assessoramento do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Congresso Nacional. Para acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território nacional.SEAE SNRH. agência reguladora. O Novo Modelo do Setor Elétrico preservou a Aneel. vinculada ao MME e cuja função é realizar os estudos necessários ao planejamento da expansão do sistema elétrico. MMA. o Governo Federal. e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). com a implantação do Novo Modelo do Setor Elétrico. ANA e CONAMA Agentes institucionais EPE Eletrobrás Concessionárias BNDES 20 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . que abriga a negociação da energia no mercado livre. também ligado ao MME.Capítulo 5 | Outras fontes A estrutura institucional do setor elétrico brasileiro Em 2004. Estrutura institucional do setor elétrico Políticas Congresso Nacional Presidência da República CNPE / MME Regulação e Fiscalização ANEEL Agências Estaduais ANP Mercado G CCEE T D C ONS Conselhos de consumidores Entidades de defesa do consumidor SDE / MJ CADE . Os instrumentos legais criaram novos agentes. além de sugerir das ações necessárias. por meio das leis no 10. o Atlas de Energia Elétrica reproduz a atual estrutura institucional do setor elétrico brasileiro. Abaixo. manteve a formulação de políticas para o setor de energia elétrica como atribuição do Poder Executivo federal.847/2004 e no 10.

foi avaliado como reflexo da modernização econômica e social a substituição da lenha pelos derivados de petróleo (GLP. mas a tendência não se consolidou. Esta característica faz com que o setor de energia conviva. por exemplo. também. no geral. petróleo. gás natural e energia elétrica. Esta característica pode ser observada tanto no Brasil quanto no exterior. Esta iniciativa é observada principalmente com relação ao fornecimento de energia elétrica (que na iluminação substituiria. há a ação horizontal. E é válida tanto para operadoras de um único setor (por exemplo. ou é composta por estatais ou por companhias controladas pelo capital privado que atuam em um ambiente regulamentado pelos governos locais. entre outras. térmico e elétrico às ações humanas. o primeiro caso inclui as pesquisas sobre novas fontes. é detectada também em outros setores. em menor escala. O GLP é obtido em refinarias e distribuído por meio de caminhões. historicamente. Sua entrega às localidades menores do interior do País só foi possível pela abertura das grandes rodovias nos anos 70 do século XX – e que também foram consideradas um sinal de modernização do país. após passar décadas dependente da gasolina. 1Cocção: ato ou efeito de cozer. cozimento. transportes. Por isso. por exemplo. cujas atividades têm áreas de intersecção apenas quando se trata da geração de eletricidade. além de mais eficientes do ponto de vista energético. das atividades intermediárias existentes entre eles – está a chamada indústria da energia. um exemplo é o automóvel que. não precisavam. petróleo e gás natural). a vela e o querosene dos lampiões). Este capítulo abordará a estrutura do setor de energia elétrica.Características Gerais | Capítulo 1 Características Gerais 1. de propriedade da União. com dois extremos. que visa a aumentar o número de pessoas com acesso às fontes mais eficientes de energia – mesmo que por meio de instalações simples e de baixo custo. gás liquefeito de petróleo) na cocção1 de alimentos. como geotermia. Na administração e operação desses dois extremos – e. Assim. mas. ter origem local. começa a ser crescentemente abastecido por etanol – enquanto. Na atualidade. Essa indústria faz parte de uma cadeia econômica que tem início com a exploração de recursos naturais estratégicos (como água. se movimenta com o estímulo da energia elétrica.1 INFORMAÇÕES BÁSICAS Uma das variáveis para definir um país como desenvolvido é a facilidade de acesso da população aos serviços de infra-estrutura. No outro extremo. necessariamente. No Brasil houve um ensaio para criação das multiutilities nos anos 90. telecomunicações e energia. a indústria da energia é nitidamente dividida entre os setores de petróleo. 1 Isto significou que maior número de pessoas passou a ter acesso a produtos que. minerais. e que termina no fornecimento de um serviço público básico para a sociedade. como saneamento básico. gás natural ou energia elétrica) quanto para aquelas multissetoriais – as chamadas multiutilities. Do segundo. No Brasil dos anos 70. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 21 . maré e células de hidrogênio. Em um deles está o desenvolvimento tecnológico que visa atingir maior qualidade e eficiência tanto na produção quanto na aplicação dos recursos energéticos. no terreno dos projetos pilotos. O primeiro está diretamente relacionado à saúde pública. à integração nacional. Os dois seguintes. Já a energia é o fator determinante para o desenvolvimento econômico e social ao fornecer apoio mecânico.

para transferência de recursos públicos à população carente. Segundo dados divulgados no mês de setembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). em 2007. De todos os segmentos da infra-estrutura. ver Capítulo 3). a grande maioria. O atendimento foi comprometido por fatores como grande número de habitantes com baixo poder aquisitivo (no caso do Nordeste principalmente). o que confirma a baixa densidade demográfica. segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta evolução foi favorecida. composta por floresta densa e heterogêna. que tem por objetivo estender a rede elétrica a 100% da população. chamados de Sistemas Isolados. cerca de 95% da população tinha acesso à rede elétrica. as regiões que registram melhor relação entre número de habitantes e unidades consumidoras de energia elétrica. Elas são. A relação entre as peculiaridades regionais e o acesso à rede elétrica fica clara nas análises que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). que se concentram principalmente na região Amazônica. energia elétrica é o serviço mais universalizado. baixa densidade demográfica e pequena geração de renda. ver tópico 1. foi observado principalmente na região rural. Nordeste e Norte – tem características bastante peculiares e diferenciadas das demais. baixa densidade demográfica (principalmente na região Centro-Oeste) e. o impacto do Programa Luz para Todos. Para o atendimento ao consumidor. Os dois fenômenos foram proporcionados pela implantação simultânea de dois programas do Governo Federal: o Bolsa Família. comprometeram a extensão das redes de transmissão e distribuição. mas parte integrou o Programa Luz para Todos. capacidade de geração e circulação de renda e densidade demográfica (número de habitantes por quilômetro quadrado) são variáveis importantes. Já o Nordeste. estas unidades apresentaram aumento de 23% no consumo de eletricidade durante o período. transmissão e distribuição adquiriram ao longo do tempo e ainda determinam a maior ou menor facilidade de acesso da população local à rede elétrica. portanto. Segundo a empresa. Ainda segundo a EPE. Centro-Oeste e Norte historicamente concentram a maior parte da população sem acesso à rede. Essa imensa “rodovia elétrica” abrange a maior parte do território brasileiro e é constituída pelas conexões realizadas ao longo do tempo. Centro-Oeste.2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO O Brasil é um país com quase 184 milhões de habitantes. mas também transformaram o Norte na região com maior potencial para aproveitamentos hidrelétricos do país (para detalhes. Além disso. de instalações inicialmente restritas ao atendimento exclusivo das regiões de origem: Sul. o país conta com mais de 61. Sudeste e Sul. 22 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . linhas de transmissão e ativos de distribuição) principal: o Sistema Interligado Nacional (SIN). cada uma das cinco regiões geográficas em que se divide o Brasil – Sul. Centro-Oeste. além de rios caudalosos e extensos. Parte delas decorreu do crescimento vegetativo da população. Isto ocorre porque as características geográficas da região. Destas. no caso da região Norte. cerca de 85%. Como mostra a Tabela 1. outros fatores. Em 2008.5 milhões de unidades consumidoras em 99% dos municípios brasileiros. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). por isso. Em conseqüência. no Norte do país. são as regiões mais desenvolvidas do país em termos econômicos e sociais. A incidência e as dimensões dos nichos não atendidos estão diretamente relacionadas à sua localização – e às dificuldades físicas ou econômicas para extensão da rede elétrica. o maior impacto – medido pelas variações percentuais – ocorreu nas regiões Norte e Nordeste. tanto pelo aumento de renda da população mais pobre quanto pelo incremento no número de ligações elétricas. é residencial. aliada às características geográficas. São.Capítulo 1 | Características Gerais 1. não-conectados ao SIN e.1 a seguir. fez do mercado de energia elétrica brasileiro em maio de 2008. e se destaca como a quinta nação mais populosa do mundo. também. Estas últimas. por exemplo. Para geração e transmissão de energia elétrica. em 2007 foram realizadas mais de 1. as que apresentam maior densidade demográfica. o país conta com um sistema (conjunto composto por usinas. Nordeste e parte da região Norte (para detalhes. como nível de atividade econômica. por exemplo. segundo a EPE. há diversos sistemas de menor porte. Sudeste. dificultaram a construção de linhas de transmissão de grande extensão que permitissem a conexão ao SIN. e o Luz para Todos. embora em números absolutos a maior parte tenha sido instalada na região Sudeste. No conjunto. o atendimento a novos consumidores pode ser realizado a partir de intervenções de pequeno porte para expansão da rede. Afinal. No Norte. segundo a EPE. Estas particularidades determinaram os contornos que os sistemas de geração. Sudeste. por sinal. apenas nesse período a taxa de atendimento no Nordeste praticamente se igualou à média nacional.4).8 milhão de ligações residenciais.

074/1995 e da resolução Aneel no 012/2002. por meio de um sistema composto por fios. responsáveis pelo atendimento de mais de 61 milhões de unidades consumidoras. chega à unidade final em 127 volts ou 220 volts. após deixar a usina. 69 kV) Tarifa de distribuição Consumidores cativos TUST Consumidores livres Figura 1.000 unidades) Região Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Brasil Fonte: EPE.399 7. 500 kV) (13.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Em 2008.827 % 4. Fonte: Aneel.403 24. Exceção a essa regra são algumas unidades industriais que operam com tensões mais elevadas (de 2. No primeiro caso. 25 haviam assinado contratos de permissão com a Aneel.8 5. Deste total. atendem a pequenas comunidades. Já o mercado de distribuição de energia elétrica. O controle acionário dessas companhias pode ser estatal ou privado. As distribuidoras são empresas de grande porte que funcionam como elo entre o setor de energia elétrica e a sociedade.4 2. transmitem e distribuem energia elétrica exclusivamente para os associados. espalhadas por diversas regiões do país. após a conclusão do processo de enquadramento na condição de permissionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica para cumprimento da lei no 9.6 1. norte-americanos.1 – Relação entre agentes e consumidores. 30kV) (345 kV .076 25.Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. Ao chegar às subestações das distribuidoras. a Aneel relaciona 53 dessas cooperativas que.5 3. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 23 . Nas redes de transmissão.579 50.1 abaixo.520 3.745 13. Além delas. Nos grupos de controle de várias empresas privadas verifica-se a presença de investidores nacionais. postes e transformadores.703 52. Consumidores livres (10 kV .620 12. as cooperativas de eletrificação rural. qualquer que seja o seu porte são realizados pelas distribuidoras de energia elétrica.8 3. 2006 2.8 kV) TUSD Geração TUST Transmissão TUST Distribuição (138 kV . os acionistas majoritários são o governo federal. estaduais e/ou municipais. espanhóis e portugueses.3 DISTRIBUIÇÃO A conexão e atendimento ao consumidor. é formado por 63 concessionárias. entidades de pequeno porte.319 3.9 2. A relação entre os agentes operadores do setor elétrico e os consumidores pode ser observada na Figura 1.319 2007 2. a tensão é rebaixada e.3 kV a 88 kV) em suas linhas de produção e recebem energia elétrica diretamente da subestação da distribuidora (pela chamada rede de subtransmissão).101 7. 2008. a energia elétrica trafega em tensão que varia de 88 kV (quilovolts) a 750 kV.1 . visto que suas instalações recebem das companhias de transmissão todo o suprimento destinado ao abastecimento no país.146 variação absoluta 125 674 702 201 125 1.

59 15.19 minutos e.Capítulo 1 | Características Gerais Os direitos e obrigações dessas companhias são estabelecidos no Contrato de Concessão celebrado com a União para a exploração do serviço público em sua área de concessão – território geográfico do qual cada uma delas detém o monopólio do fornecimento de energia elétrica. As distribuidoras também são responsáveis pela implementação de projetos de eficiência energética (ver Box do capítulo 2) e de P&D (pesquisa e desenvolvimento). a tarifa praticada remunera não apenas as atividades de 24 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 2008.68 21. Alguns dos principais estimulam a inclusão social da população mais pobre por meio do acesso formal à rede elétrica e da correspondente fatura mensal (que passa a funcionar como comprovante de residência ao permitir o acesso a instrumentos econômico-sociais. como mostra a Tabela1. FEC 21. O Mapa 1.56 14. são obrigadas a destinar um percentual mínimo de sua receita operacional líquida a essas atividades que.05 19.72 vezes. remuneração dos acionistas e cobertura de seus custos. de outro.57 18.83 16. ou conexões irregulares que permitem o acesso ilegal à energia elétrica sem o pagamento da correspondente fatura e se configuram legalmente como crime).29 14.2 abaixo. O objetivo da Agência é.71 11.12 12. respectivamente. o total de recursos aplicados entre 1998 e 2007 em programas de P&D por todas as empresas do setor (o que inclui as transmissoras e geradoras) foi de R$ 1.72 27. em 2007. como linhas de crédito e financiamento). de 11.Indicadores de qualidade . assegurar ao consumidor. em 1997 o DEC médio no país foi de 27. Dois desses indicadores são o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e o FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) que medem. até o final de 2010 esse percentual é de 0.84 13. O cumprimento dos Contratos de Concessão e as atividades desenvolvidas são estritamente reguladas e fiscalizadas pela Aneel. Quanto ao FEC. Pela legislação vigente (Lei no 11.68 vezes e. As tarifas de energia elétrica Tabela 1.465/2007). Entre as variáveis reguladas pela Agência estão as tarifas e a qualidade do serviço prestado – tanto do ponto de vista técnico quanto de atendimento ao consumidor.2 . em 2007.3 bilhão. Além de responder pelo atendimento ao cliente final.Média anual Brasil DEC 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: Aneel. é utilizada para os investimentos em expansão e manutenção da rede. a duração e a freqüência das interrupções no fornecimento. Entre esses programas estão o Baixa Renda (com tarifas diferenciadas para consumidores que atendem a determinadas especificidades de consumo e renda). abrigam mais de uma dessas companhias. em 1997 foi de 21.07 16. Segundo informações da Aneel.33 16. Os tributos são destinados ao governo. portanto.85 17.44 16. Desta maneira. garantir à distribuidora o equilíbrio econômico-financeiro necessário ao cumprimento do Contrato de Concessão. Neste caso.68 17.08 minutos. Já a parcela que fica com a distribuidora. como São Paulo.19 24.12 12. embutidos na tarifa – e.81 16.5% tanto para eficiência energética quanto para P&D.1 na página seguinte mostra que as 63 distribuidoras que operam em 2008 atuam em diferentes Estados do país. De acordo com a Aneel. para ser implementadas.66 15. dependem da aprovação da Aneel. Entre estes últimos está a compra de suprimento. as distribuidoras desenvolvem programas especiais compulsórios com foco no consumidor.62 11.08 As faturas mensais emitidas pelas distribuidoras registram a quantidade de energia elétrica consumida no mês anterior e medida em kWh (quilowatt-hora). expresso em reais). o Luz para Todos (universalização) e a regularização das ligações clandestinas (os chamados “gatos”. os encargos do setor elétrico e os tributos determinados por lei. O valor final a ser pago pelo cliente corresponde à soma de três componentes: o resultado da multiplicação do volume consumido pela tarifa (valor do kWh. o pagamento de um valor justo e o acesso a um serviço contínuo e de qualidade e. transparentes ao consumidor – têm aplicação específica. de um lado. havia recuado para 16. Os encargos do setor elétrico. sendo que alguns deles.

08 R$ / MWh 199.Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR BOA VISTA Guiana Francesa Guiana AP CEA CER O c e a n o A 0º S t l â n Equador t 0º S i c o MANAUS AM CEAM PA CELPA MA CEMAR CE COELCE RN COSERN SAELPA PI 10º S PB CELB CEPISA CELPE PE AL SE CEAL AC ELETROACRE TO RO CERON CELTINS ENERGIPE SULGIPE 10º S BA Peru MT COELBA CEMAT GO CHESP CEB-DIS DF Bolívia CELG-D MG 20º S CEMIG-D ELFSM ES 20º S MS ENERSUL ELEKTRO CNEE CPFL CLFM CPEE DMEPC CJE PIRAT EEB EBE ELPA LIGHT CFLCL AMPLA CENF ESCELSA Chile CAIUÁ-D Paraguai ZOOM 2 PR EDEVP CLFSC SP CSPE RJ ZOOM 1 ENERSUL Trópico de Capricórnio ZOOM 1 ZOOM 2 ELEKTRO COPEL-DIS CFLO FORCEL COCEL PR FORCEL CFLO COPEL-DIS COCEL MS ELEKTRO IENERGIA IENERGIA IENERGIA SC CELESC-DIS EFLUL COOPERALIANÇA CAIUÁ-D CPFL CNEE CLFM CPEE DMEPC ELEKTRO CEMIG-D MG SC CELESC-DIS HIDROPAN MUX DEMEIELETROCAR RGE 30º S HIDROPANELETROCAR DEMEI MUX RGE EFLUL EFLJC COOPERALIANÇA RS UHENPAL SP EDEVP CJE CLFSC ELEKTRO PIRAT PIRAT EEB ELEKTRO AES-SUL 30º S EBE ELEKTRO RS AES-SUL UHENPAL CEEE-D CEEE-D PR COPEL-DIS ELEKTRO CSPE EBE ELPA Uruguai PIRAT PIRAT Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Custo médio da tarifa residencial R$ / MWh 412.84 R$ / MWh 270.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.86 R$ / MWh 341.Mapa das Concessionárias de Distribuição Residenciais por R$/MWh Atlas de Energia Elétrica do Brasil 25 .35 a 389.32 a 294.32 N O L S Fonte: SGI.84 a 341.86 a 436. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .08 a 317.59 a 365.86 R$ / MWh 365.35 R$ / MWh 317.05 a 270.62 R$ / MWh 398.59 R$ / MWh 294. Aneel.11 a 412.1 . 2008.

Capítulo 1 | Características Gerais distribuição. 26 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . mas também de transmissão e geração de energia elétrica. Alguns encargos têm. Fonte: Aneel. uma vez que a integralidade de seu custo era transferida ao consumidor. abastecida por usinas a óleo diesel e não conectadas ao SIN (ver tópico 1. geração de energia + transmissão + distribuição transporte de energia até as casas ( o) + encargos e tributos Figura 1. entre outros. custo da energia comprada e tributos estaduais. existia uma tarifa única de energia elétrica no Brasil. e. como forma de subsídio. pressionam a tarifa. quilômetros de rede de transmissão e distribuição. para efeito de recolhimento pelas concessionárias dos montantes cobrados dos consumidores por meio das tarifas de energia elétrica.2 a seguir.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. por exemplo. com a edição da Lei no 8. são utilizados para determinados fins específicos. Em 2007. para desenvolver e financiar programas do setor elétrico definidos pelo Governo Federal. a tarifa é única naquele estado. tamanho do mercado (quantidade de unidades de consumo atendidas por uma determinada infraestrutura). Outros contribuem para a universalização do acesso à energia elétrica e para reduzir o valor da conta mensal dos consumidores localizados em áreas remotas do País. eles representaram cerca de R$ 11 bilhões. como a região Norte. Fonte: Aneel. que garantia a remuneração das concessionárias. conforme características específicas de cada área de concessão – por exemplo. R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1993 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Figura 1. a capacidade de pagamento do consumidor. Cada encargo é justificável. Esse sistema não incentivava a busca pela eficiência por parte da distribuidora.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. em 1993. Seus valores são estabelecidos por Resoluções ou Despachos da Aneel. Como são contribuições definidas em leis aprovadas pelo Congresso Nacional.631. conseqüentemente. Entretanto. se avaliado individualmente. independentemente de seu nível de eficiência. se essa área coincide com a de uma unidade federativa. Portanto.4). Até a década de 90. quando considerado o seu conjunto.3 abaixo. Como pode ser observado na Figura 1. conforme mostra a Tabela 1. como pode ser observado na Figura 1. o objetivo de incentivar o uso fontes alternativas.3 a seguir. Encargos e tributos Os encargos setoriais são custos inseridos sobre o valor da tarifa de energia elétrica. tarifas diferentes coexistem dentro do mesmo estado. número de consumidores. as tarifas passaram a ser fixadas por empresa. Caso contrário.

federal. Prover recursos para o funcionamento da ANEEL Subsidiar a manutenção da confiabilidade e estabilidade do Sistema Elétrico Interligado Nacional Total 2007 . e subsidiar as tarifas da subclasse residencial Baixa Renda. Fonte: Aneel.33 R$ 33.valores em milhões de R$ 2. Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP).25 Transmissão Distribuição (parcela B) Compra de energia Encargos e tributos Gráfico 1. Já os tributos são pagamentos compulsórios devidos ao Poder Público. Propiciar o desenvolvimento energético a partir das fontes alternativas. a partir de determinação legal.244 667 635 327 86 9.1 – Anatomia da conta de luz.1 a seguir mostra a composição da conta mensal de energia elétrica. e que asseguram recursos para que o Governo desenvolva suas atividades.617 Fonte: Aneel.317 1. Sobre as contas mensais de energia elétrica incidem os seguintes tributos: Programas de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS).45 R$ 6.871 2. O Gráfico 1. Indenizar ativos vinculados à concessão e fomentar a expansão do setor elétrico. Promover pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas à eletricidade e ao uso sustentável dos recursos naturais.3 .98 R$ 31.470 1. promover a universalização do serviço de energia.Os principais encargos inseridos nas tarifas Encargo CCC Conta de Consumo de Combustíveis CDE Conta de Desenvolvimento energético RGR Reserva Global de Reversão CFURH Compensação financeira pela utilização de recursos hídricos P&D Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética PROINFA TFSEE Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica ESS Encargos de Serviços do Sistema Finalidade Subsidiar a geração térmica na região Norte do país (Sistemas Isolados). Compensar financeiramente o uso da água e terras produtivas para fins de geração de energia elétrica.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. estadual. 2008. 40 35 30 25 R$ 20 15 10 5 0 R$ 28. Subsidiar as fontes alternativas de energia. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 27 . 2008. Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). municipal.

A principal característica desse segmento é a sua divisão em dois grandes blocos: o Sistema Interligado Nacional (SIN). exceto no ano em que ocorre o mecanismo de revisão tarifária. como mostra o Mapa 1. dois condutores. conforme relacionado abaixo. investimentos e receitas para fixar um novo patamar de tarifas adequado à estrutura da empresa e a seu mercado. 1. Revisão Tarifária e Revisão Tarifária Extraordinária. iluminação pública. os consumidores são identificados por classes e subclasses de consumo: residencial. Já a Revisão Tarifária Extraordinária destina-se a atender casos muito especiais de desequilíbrio justificado. comercial e serviços. na maior parte. A ligação bifásica é feita por duas fases e um neutro (três condutores). poder público. são responsáveis pela implantação e operação da rede que liga as usinas (fontes de geração) às instalações das companhias distribuidoras localizadas junto aos centros consumidores (tecnicamente chamados de centros de carga). bifásica e trifásica. de usinas hidrelétricas instaladas em localidades distantes dos centros consumidores.4 TRANSMISSÃO O segmento de transmissão no Brasil é composto em 2008 por mais de 90 mil quilômetros de linhas e operado por 64 concessionárias. quando um evento imprevisível afetar o equilíbio econômico-financeiro da concessão. A grande extensão da rede de transmissão no Brasil é explicada pela configuração do segmento de geração. ou seja. O número de fases aumenta de acordo com a carga (demanda e consumo) da unidade consumidora para garantir maior qualidade e segurança no fornecimento de energia. instalados principalmente na região Norte. Essas empresas. enquanto a trifásica é ligada por três fases e um neutro (quatro condutores). Ele é concedido anualmente na data de aniversário do contrato. • Alta tensão A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV A3 – tensão de fornecimento de 69 kV A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV A4 – tensão de fornecimento de 2. Pode ocorrer a qualquer tempo. As concessões de transmissão são válidas por 30 anos e podem ser prorrogadas por igual período. Classificação das unidades consumidoras Para efeito de aplicação das tarifas de energia elétrica.2 na página seguinte.3 kV a 25 kV AS – tensão de fornecimento inferior a 2. segundo uma fórmula prevista no Contrato de Concessão. constituído. A monofásica está ligada à rede de eneriga elétrica por uma fase (onde transita energia elétrica) e um neutro (para fechar o circuito). que obtiveram as concessões ao participar de leilões públicos promovidos pela Aneel. em intervalos de quatro ou cinco anos.3 kV atendida a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturada na Grupo A excepcionalmente 28 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . industrial. cooperativa de eletrificação rural e serviço público de irrigação B3 – demais classes B4 – Iluminação pública A unidade consumidora residencial pode ser classificada em monofásica. O Reajuste Tarifário restabelece o poder de compra da receita da concessionária. e os Sistemas Isolados. que abrange a quase totalidade do território brasileiro. rural.Capítulo 1 | Características Gerais As atualizações tarifárias Os Contratos de Concessão prevêem três mecanismos de atualização tarifária: Reajuste Anual. serviço público e consumo próprio. Esse mecanismo se diferencia dos reajustes anuais por ser mais amplo e levar em conta todos os custos. • Baixa tensão B1 – residencial e residencial de baixa renda B2 – rural. Cada classe tem uma estrutura tarifária distinta de acordo com as suas peculiaridades de consumo e de demanda de potência. A Revisão Tarifária Periódica permite o reposicionamento da tarifa após completa análise dos custos eficientes e remuneração dos investimentos prudentes.

2 .Situação em outubro de 2003 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 29 .Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá Belém Manaus O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o Fernando de Noronha São Luis PA MA Teresina PI Fortaleza CE AM RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho TO RO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Tipos de centrais elétricas Eólica PHC UHE UTE Solar Sistemas Elétricos Isolados ~ 45 % do território ~ ~ 3% da população ~ ~ 3 % do consumo nacional ~ ~ 4% do parque gerador do País ~ O N L S Fonte: Aneel 2008 ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .

Além disso.3.6 mil km. mais barata e mais abundante no Brasil. 345. é composta pelos ativos de conexão das usinas e aqueles necessários às interligações internacionais).80 118. com isso.55 101. 30 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Nordeste e parte do Norte. são acionadas para dar reforço em momentos chamados como picos de demanda (em que o consumo sobe abruptamente) ou em períodos em que é necessário preservar o nível dos reservatórios – ou o “estoque de energia”. Isto ocorreu no início de 2008. principalmente do Paraguai por conta do controle compartilhado da usina hidrelétrica de Itaipu. em 2003.6% de toda a capacidade de produção de energia elétrica do país – oriunda de fontes internas ou de importações.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil.75 Óleo diesel Óleo combustível Eólica Gás natural Nuclear Carvão nacional Carvão importado GNL* Hidrelétrica PCH Biomassa** Gráfico 1.75 135. Como os períodos de estiagem de uma região podem corresponder ao período chuvoso de outra. As termelétricas. (*) Gás natural liquefeito (**) Bagaço de cana Fonte: PSR. mostra o horizonte da transmissão no período de 2007 a 2009. o volume de produção igual ao de consumo. abriga 96. Esta troca ocorre entre todas as regiões conectadas entre si. Isto é particularmente importante em um país como o Brasil. ampliando a possibilidade de troca de energia elétrica entre as regiões.61 330. O Mapa 1. além das grandes linhas entre uma região e outra.95 140.2 mil quilômetros nas tensões de 230. por exemplo. a integração permite que a localidade em que os reservatórios estão mais cheios envie energia elétrica para a outra. Centro-Oeste. concentra aproximadamente 900 linhas de transmissão que somam 89. Se. realizada pelas companhias geradoras e transmissoras. pelo processo permanente de expansão. também. Entre os benefícios desta integração e operação coordenada está a possibilidade de troca de energia elétrica entre regiões. caracterizado pela predominância de usinas hidrelétricas localizadas em regiões com regimes hidrológicos diferentes. 2008 (adaptado). O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é responsável pela coordenação e controle da operação do SIN.05 127. o SIN é composto por 89. quando o aumento do consumo aliado ao atraso no início do período chuvoso da região Sudeste apontou para a necessidade de uma ação preventiva para preservação dos reservatórios. na próxima página. Outra possibilidade aberta pela integração é a operação de usinas hidrelétricas e termelétricas em regime de complementaridade. sob a fiscalização e regulação da Aneel. transformam-se em variáveis avaliadas pelo ONS para determinar o despacho – definição de quais usinas devem operar e quais devem ficar de reserva de modo a manter. a extensão era de 77.2 abaixo). é prioritária no abastecimento do mercado. o que permite tanto a conexão de novas grandes hidrelétricas quanto a integração de novas regiões. em que os lagos estão mais vazios – permitindo. 440.11 300 200 100 0 197. Como os custos da produção têm reflexo nas tarifas pagas pelo consumidor e variam de acordo com a fonte utilizada (ver Gráfico 1. de uma maneira geral. A expansão verificada a partir desse ano reforçou as interligações do sistema. permanentemente. a preservação do “estoque de energia elétrica” represado sob a forma de água. em 2008.65 125.Capítulo 1 | Características Gerais O Sistema Interligado Nacional (SIN) O SIN abrange as regiões Sul. 500 e 750 kV (também chamada rede básica que. Sudeste. O sistema interligado se caracteriza.40 116.2 mil quilômetros de rede. A energia hidrelétrica.60 138. 500 400 R$ / MWh 491. Em 2008.

Características Gerais | Capítulo 1 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador 2 Belém t 0º S i c o 3 AM Manaus PA Tucuruí 4 São Luis 2 2 2 2 MA 2 2 2 Teresina PI CE Fortaleza Natal João Pessoa Recife Maceió 2 RN 2 PB 2 AC 10º S Rio Branco RO Porto Velho TO 2 2 2 PE 3 4 AL 2 3 2 2 E 2 3 2 2 Palmas BA 2 2 10º S SE Aracaju Peru 2 2 MT 2 Serra da Mesa 3 2 Salvador 3 Cuiabá 3 Bolívia Goiânia GO 3 MS Campo Grande 2 2 DF 3 Brasília D 3 2 MG 20º S A 2 C 2 SP 2 2 2 2 2 2 Belo Horizonte ES 2 2 2 Vitória 20º S Chile Paraguai Itaipu Yaciretá B 4 3 2 PR 3 4 São Paulo 2 2 2 RJ Trópico de Capricórnio 3 2 SC 3 2 2 Rio de Janeiro 2 Curitiba Blumenau Argentina 30º S Guarabi Uruguaiana 50 MW 2 2 RS 2 5 2 30º S Porto Alegre Livramento 70 MW Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Existente Futuro Complexo 138 kV 230 kV 345 kV 440 kV 500 kV 750 kV + 600 kV CC – A B C D E Paraná Paranapanema Grande Paranaíba Paulo Afonso Centro de carga N Número de circuitos existentes N O L S Fonte: ONS.Sistema de transmissão .3 . 2008. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 1.Horizonte 2007-2009 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 31 .

O empreendimento permitirá o suprimento de energia elétrica a diversos municípios dos estados do Pará. a exemplo do que tem ocorrido com as demais regiões do país.4 .Capítulo 1 | Características Gerais Os Sistemas Isolados Os Sistemas Isolados são predominantemente abastecidos por usinas térmicas movidas a óleo diesel e óleo combustível – embora também abriguem Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). Por ser predominantemente térmico.3 milhão de consumidores espalhados por 380 localidades. o Governo Federal criou a Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC). os Sistemas Isolados apresentam custos de geração superiores ao SIN. com 50% do mercado total dos sistemas isolados. 32 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Este movimento contribui para a redução dos custos da CCC e é proporcionado pela concessão.829 quilômetros de extensão a ser construída na Floresta Amazônica. Em junho de 2008 a Aneel leiloou a concessão para construção da linha Tucuruí-Manaus-Macapá.Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. A visão do ONS. o que levará à conexão do sistema isolado Acre-Rondônia (Figura 1. Roraima. Estão localizados principalmente na região Norte: nos Estados de Amazonas. Fonte: ONS. eles atendem a uma área de 45% do território brasileiro e a cerca de 3% da população nacional – aproximadamente 1. Integram esta projeção duas linhas que permitirão a conexão de outros sistemas isolados e cuja construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) e termelétricas movidas a biomassa. de 11. no Mato Grosso. em função das peculiaridades geográficas da região em que estão instalados. com 1. Amapá e do Amazonas. ligará Vilhena e Samuel (ambas em Rondônia) a Jauru. Amapá e Rondônia. encargo setorial que subsidia a compra do óleo diesel e óleo combustível usado na geração de energia por usinas termelétricas que atendem às áreas isoladas. o valor da CCC foi de R$ 3 bilhões A expansão da rede de transmissão A tendência é que ao longo do tempo os Sistemas Isolados gradualmente sejam integrados ao SIN. e possibilitará a interligação de diversas regiões isoladas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Macapá (AP). AM Porto Velho Abunã Rio Branco Samuel Ariquemes Jaru Ji . Segundo dados da Eletrobrás. São assim denominados por não estarem interligados ao SIN e por não permitirem o intercâmbio de energia elétrica com outras regiões. 2008. as dificuldades de logística e de abastecimento dessas localidades pressionam o frete dos combustíveis (com destaque para o óleo diesel). é que o SIN registre uma nova expansão.4% da energia elétrica produzida no país. Essa conta é paga por todos os consumidores de energia elétrica do país.4 abaixo). Em 2008. Em 2008. Manaus (AM) e Porto Velho (RO) e o estado de Roraima (com exceção da capital Boa Vista e seus arredores. Para assegurar à população atendida por esses sistemas os benefícios usufruídos pelos consumidores do SIN. constante do relatório de administração de 2007. abastecidos pela Venezuela). Acre. Outra. Além disso. Uma delas interligará a usina hidrelétrica de Tucuruí (PA) a Macapá e Manaus. Manaus tem o maior deles. no final de 2008. construção e operação de novas linhas de transmissão.Paraná Pimenta Bueno Linhas leiloadas MT RO Vilhena Cidezal MT Bolívia Jauru Figura 1. do Governo Federal. respondem por 3. Os sistemas isolados de maior porte suprem as capitais Rio Branco (AC).5 mil km de linhas em três anos.

0 861.077.407.1 179.000 2.5 2005 2.079.158.5 mil km de rede. totalizando 7.973.926. ano do racionamento de energia elétrica. do ponto de vista técnico e econômico. estão em construção.998. A partir desse ano.9 2. em que a expansão foi significativamente reduzida. Fonte: Aneel.080 3. Leilões de linha de transmissão Até 1999. Excluindo-se 2001. Desde 1998. no geral.980 as 27 usinas (termelétricas movidas por bagaço de cana-deaçúcar e pequenas centrais hidrelétricas.000 5. 71 linhas transmissão.0 387. leiloado em novembro de 2008. Os documentos “Programa de Expansão da Transmissão (PET)”.0 3.375 quilômetros (km).3 abaixo.217 3.503.1 2. 2008.000 1. 2. com 4. 5.000 4. que determina à Aneel a promoção e o acompanhamento dos processos de licitação das respectivas concessões.4 123. distribuição) ou pelas companhias resultantes de sua cisão para fins de privatização (para detalhes.0 2. indicam as obras (linhas e subestações) necessárias para a adequada prestação dos serviços.1 1.037 1. Em 2008. As linhas de transmissão e subestações que compõem a interligação terão extensão aproximada de 2. as usinas hidrelétricas a serem construídas no Rio Madeira (Santo Antonio e Jirau) e 7. Do total de linhas licitadas.7 2008* 2.158 1.5 2.216. PCHs) instaladas nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul. com destaque para 2003.926 1.66 quilômetros (km).441.150 505 645 2.036 2.313. nos demais períodos o acréscimo à rede básica foi superior a 2.000 km por ano. É a perspectiva de construção destas linhas de transmissão.6 4.079.0 2000 0.035.Expansão da rede básica de transmissão. entrem em operação.0 1999 0. 15.438 1.0 1.080 1. ver Box 1) e ainda controladas pelo Estado.227. a rede de transmissão era operada exclusivamente pelas companhias verticalizadas (com ativos de geração. Os empreendimentos definidos pelo Governo Federal são incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND). em 2009. transmissão e.9 2003 3.512.197.9 2004 1.9 mil km.0 0. inclusive.441 4.7 1.1 2009* 4. em alguns casos.077.3 3. Neste total estão embutidas as linhas que conectam.730.9 2001 505.0 Gráfico 1.077 0 2. também permitirá a conexão do estado de Rondônia ao SIN.8 605.3 .0 0.538.7 2006 3. com base em leilões para seleção do grupo empreendedor responsável pela construção e operação da rede.9 2.897.0 3.0 523.81 km estão em operação.232. que viabiliza.1 3. Em 2008. Em 2008.974 259 3.083 km de linhas de transmissão. elaborado pela EPE. 4.7 3.0 644.233 2.979.503 4. no entanto.512 524 3.280 123 180 1998 0. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 33 . a Aneel licitou e autorizou 34.6 2010* 0.6 259.7 2002 1. Em novembro. como mostra o Gráfico 1. a Aneel iniciou o processo de expansão dessas instalações.539 388 3.0 861. a previsão é que. a Aneel leiloou mais de 3.037.074 818 178 995 1.7 177.5 2007 817.077 2.198 2.437.149.7 km de linhas foram energizados.000 Acréscimo Anual de Linhas (km) 6.8 4. deste total. ao SIN. até o final deste ano.45 km.074.736.279. e “Plano de Ampliações e Reforços (PAR)”. O planejamento da expansão do sistema de transmissão do Brasil é realizado em conjunto pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo ONS.314 2.000 3.000 0 Licitadas Autorizadas Total 861 0 861 0 3. elaborado pelo ONS.7 995.2 km e. 1.4 2008 (ener) 1. o aumento da participação do bagaço de cana na matriz da energia elétrica nacional.Características Gerais | Capítulo 1 O linhão das usinas do rio Madeira.898 605 0 0 3. O vencedor seria o candidato que apresentasse a menor tarifa a ser praticada.

Acréscimo anual da geração (em MW) 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 (*) Até 16/8/2008. 4 mil MW foram agregados à capacidade instalada.5 4. 2. historicamente concentrada na geração por meio de fonte hidráulica. 227 centrais geradoras hidrelétricas (pequenas usinas hidrelétricas) e uma solar. da Aneel. econômico-financeira e fiscal após a realização da sessão pública do leilão e apenas para as vencedoras do certame. O fenômeno foi resultado da construção de usinas baseadas em outras fontes (como termelétricas movidas a gás natural e a biomassa) em ritmo maior que aquele verificado nas hidrelétricas. comercializadores. o Brasil conta. por envolver a exploração de um recurso natural que. pela Constituição. Todas as etapas da vida de uma usina – dos estudos para desenvolvimento do projeto à operação – são autorizadas e/ou fiscalizadas pela Aneel.100 agentes regulados entre concessionários de serviço público de geração.2 2. Em segundo lugar.935.0 860.2 3. quando os investimentos em expansão foram praticamente paralisados. ainda.5 na página seguinte.0 4. Fonte: Aneel. que correspondem a uma capacidade instalada de 104. Há poucos anos. Tabela 1. com 1. portanto. em novembro de 2008.4 a seguir. O planejamento da expansão do setor elétrico. desde 1999. as hidrelétricas representavam cerca de 90% da capacidade instalada no país. provém de usinas hidrelétricas.8 mil MW à capacidade instalada no país nos próximos anos. Detalhes a respeito da geração de energia elétrica no Brasil e no mundo são fornecidos nos capítulos de 3 a 9. Os deságios verificados resultam em benefícios ao consumidor. Um dos principais objetivos desta decisão é reduzir a relação de dependência existente entre volume produzido e condições hidrológicas (ou nível pluviométrico na cabeceira dos rios que abrigam estas usinas). ou seja.840. duas nucleares. óleo diesel e óleo combustível). a autorização para construção configura-se como um ato administrativo e. Nesses leilões. No caso das térmicas. biomassa. 130 empreendimentos em construção e mais 469 outorgados.998.768 usinas em operação.5 GERAÇÃO De acordo com o Banco de Informações de Geração (BIG).5* 1. os leilões são realizados com inversão da ordem de fases. Este segmento conta com mais de 1. 34 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o conjunto de empreendimentos menores. Em 2008.028. deve ser precedida de um estudo de inventário – cuja realização depende de autorização da Aneel e cujos resultados também deverão ser aprovados pela entidade. o aumento na capacidade instalada do país tem sido permanente – ao contrário do que ocorreu no final dos anos 80 e início da década de 90. Do total de usinas.425. Já a construção das UHEs e PCHs. como mostra a Tabela 1.638. estão as térmicas e. 320 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).4 3. essa participação recuou para cerca de 74%. que podem concorrer isoladamente ou em consórcio. é considerado como bem da União.6 2.Capítulo 1 | Características Gerais Os editais de licitação permitem a participação de empresas nacionais e estrangeiras. O BIG relaciona.3 4.816 MW (megawatts) – número que exclui a participação paraguaia na usina de Itaipu. 1. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a diversificação da matriz da energia elétrica. vence quem oferecer a menor tarifa. As informações da Agência também demonstram que. uma vez que a tarifa de uso dos sistemas de transmissão é um dos componentes de custo da tarifa praticada pelas distribuidoras. tanto instalada quanto prevista.234. que consiste na habilitação jurídica. 159 são hidrelétricas. Como pode ser observado na Tabela 1. a menor Receita Anual Permitida (RAP) para prestação do serviço público de transmissão.0 4. é relativamente simples.4 .264. 2008. na seqüência. técnica. assim como fundos de investimentos em participação registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essa diferença a menor também contribui para maior competitividade do setor produtivo nacional. De acordo com a atual sistemática. autoprodutores e produtores independentes.506.042 térmicas abastecidas por fontes diversas (gás natural. o processo regulamentar que dá origem à autorização para a construção das UHE é bem mais complexo do que o das PCHs. A partir daí. em 2007. o que permitirá a inserção de mais 33. A maior parte da potência. públicas e privadas.

92 100 Empreendimentos em Construção Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Quantidade 1 22 67 21 19 130 Potência Outorgada (kW) 848 463. o empreendimento está apto a ser licitado por meio de leilões de venda antecipada da energia a ser produzida (para detalhes ver Box 1).900 12.009 272.20 24.568 9.26 14. também.Características Gerais | Capítulo 1 Tabela 1. Foi o que ocorreu no leilão da usina de Santo Antônio.08 9. construção e outorgados Empreendimentos em Operação Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Central Geradora Solar Fotovoltaica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Usina Termonuclear Total Quantidade 227 17 320 1 159 1.042 2 1.824 % 0.432. a licença ambiental prévia (junto ao órgão ambiental estadual ou nacional. no Rio Madeira (RO): o consórcio Madeira Energia S/A vendeu 70% da produção às distribuidoras pelo preço de R$ 78. O Consórcio Energia Sustentável do Brasil (CESB) se dispôs a vender ao mercado cativo (distribuidoras) 70% da energia pelo preço de R$ 71.00 por MWh.528. Quantidade 74 1 50 166 15 163 469 Potência Outorgada (kW) 50. Simultaneamente.330 1. Concluída esta etapa.399.57% em relação ao preço teto estabelecido pelo MME.19 34.090.66 100 Empreendimentos Outorgados entre 1998 e 2008 (não iniciaram sua construção) Tipo Central Geradora Hidrelétrica Central Geradora Undi-Elétrica Central Geradora Eolielétrica Pequena Central Hidrelétrica Usina Hidrelétrica de Energia Usina Termelétrica de Energia Total Fonte: Aneel.523 2. vem a etapa de desenvolvimento do Projeto Básico Técnico (PBT) – a ser aprovado pela Aneel – e do Projeto Básico Ambiental (PBA) – encaminhado Atlas de Energia Elétrica do Brasil 35 .34 20.400.070 4. diante do preço máximo fixado pelo MME de R$ 122. ver Box 1). pelo empreendedor que solicitar a autorização.26 2.920 2.317.815. 2008.053.768 Potência Outorgada (kW) 120. Para os empreendedores da usina de Jirau.Empreendimentos em operação.898 7. Vencerá o proponente que se propuser a vender a produção às distribuidoras pelo menor preço por MWh (megawatt-hora).73 58.189 50 2.33 100 Para as UHEs.87 por MWh.37 por MWh. de R$ 91 por MWh. a etapa seguinte ao estudo de inventário é a realização.201 26. valor que correspondeu a um deságio de 21.007.5 . os restantes 30% poderão ser comercializados no mercado livre de energia (para conhecer o funcionamento desse mercado.22 1.19 0 9. do estudo de viabilidade.646 % 0.11 0. o processo foi o mesmo.464.383.01 6. caso o aproveitamento esteja localizado em dois ou mais Estados) e a reserva de recursos hídricos (a ser promovida junto aos órgãos responsáveis pelos recursos hídricos.632. Definido o vencedor do leilão.627 25.500 1.401. Tanto em Santo Antônio quanto em Jirau.526. devem ser obtidas.650 2. de esfera estadual ou federal).598 20 74.21 47.431 % 0. também no Rio Madeira.29 0 71.000 104.

br Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) – disponível em www. é exatamente nesta região.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.816 5.gov.Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica .149 57. Atlântico NE Or.6 1. Como pode ser observado na Tabela 1.br Power Systems Research (PSR) – disponível em www.4 0. a EPE ocupava-se da revisão dos inventários dos rios Araguaia e Tibagi e realizava novos estudos em bacias principalmente da região Norte. o último inventário global foi realizado em 1992 pela Eletrobrás.1 5.6 . Em 2008.psr-inc. Apenas após obter as aprovações a ambos.1 <0.br Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) – disponível em www.801 28.br Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.mme.gov. No Brasil.2 1.2 7. Tabela 1.757 14.com 36 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .9 5. que se encontra o maior potencial hidrelétrico existente no país.728 12. ons.0 11.035 17. 2007. avalia o projeto básico da usina e concede a autorização para a instalação.Situação em 2007 (MW) Bacia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Amazonas Paraná Tocantins/Araguaia São Francisco Atlântico Sudeste Uruguai Atlântico Sul Atlântico Leste Paraguai Parnaíba Atlântico NE Oc.490 % 42.102 1.org.gov. Total Fonte: EPE.2 23.org.eletrobras. na bacia Amazônica.gov.6 abaixo. Total 106. aneel. o empreendedor poderá desenvolver o projeto executivo e dar início à construção da usina.044 376 158 251.437 4.1 100.epe.2 0.1 2.ccee. Já a construção de PCHs – com potência de até 30MW e reservatório não superior a 3 km2 não exige nem o estudo de viabilidade nem a licitação. a Aneel seleciona o empreendedor de acordo com critérios pré-definidos.0 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.Capítulo 1 | Características Gerais ao órgão ambiental responsável pela avaliação do empreendimento.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www.087 3. Após a realização do estudo de inventário.

Parte I Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Energia no Brasil e no mundo Consumo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 37 2 .

em colaboração com o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). Outro é o impacto ao meio ambiente produzido por essa atividade.597 GWh por ano. como residências. O selo Procel ganhou expressividade a partir do racionamento de 2001. essas companhias desenvolverem projetos de iluminação para clientes do poder público e comércio. quando o Ministério de Minas e Energia (MME) criou o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). constante do Plano Nacional de Energia 2030. Uma outra vertente adotada pelas distribuidoras para a aplicação compulsória dos recursos é o desenvolvimento de ações específicas para clientes de maior porte. Estas últimas chegam a registrar eficiência até 48% superior à das primeiras. 38 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . tem aspectos negativos. As distribuidoras também destinam parte dos 0. Outra parte é utilizada na implantação de projetos de eficiência energética.25% da receita operacional líquida para esses programas educativos. no que concerne à energia elétrica. As práticas para estimular o uso eficiente da eletricidade se dividem em dois grupos principais: ações educativas da população e investimentos em equipamentos e instalações. Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). em menor escala. a Aneel havia aprovado 279 deles. Uma das maneiras mais modernas e utilizadas no mundo para conter a expansão do consumo sem comprometer qualidade de vida e desenvolvimento econômico tem sido o estímulo ao uso eficiente. em elemento de marketing da indústria de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. marcaram o início da atuação do Procel. As primeiras. possuem projetos permanentes nesta área. embora possa refletir o aquecimento econômico e a melhoria da qualidade de vida. conforme registra o estudo Análise Retrospectiva. por exemplo. ou para aplicação na linha de produção no caso da indústria de porte médio (visto que os grandes consumidores. comércio. permitiriam a redução anual de 369 GWh. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). a legislação também determina que as distribuidoras de eletricidade destinem 0. caracterizada pela publicação e distribuição de manuais destinados a orientar os consumidores de diversos segmentos. a substituição de geladeiras antigas por modelos mais novos junto à população de baixa renda durante programas de regularização das ligações clandestinas.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 2 Eficiência energética A expansão acentuada do consumo de energia. também desenvolvidas individualmente pelas distribuidoras. envolvendo investimentos de R$ 261 milhões. A eficiência energética transformou-se. esse estímulo tem sido aplicado de maneira sistemática desde 1985. foi lançado o selo Procel. a redução total do consumo obtida com esses programas desde 1998 será de 5. segundo informações divulgadas em setembro de 2008 pela Aneel. um terceiro são os elevados investimentos exigidos na pesquisa de novas fontes e construção de novas usinas. Em 1993. o Procel também desenvolveu programa pedagógico junto às escolas do ensino fundamental e iniciou projetos e cursos técnicos. então. esses programas devem ser aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). quando os consumidores foram obrigados a se adequar a quotas de consumo mensal. coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia. de âmbito nacional e coordenado pela Eletrobrás. No Brasil. Uma ação que tem sido usual é a doação de lâmpadas eficientes e. Além disso. com o objetivo de formar profissionais com competência específica em eficiência energética. ou consumidores eletrointensivos. apresentados por 61 distribuidoras e que. Em abril de 2008. Finalmente. a fim de reduzir o custo dos insumos). É comum. concedido anualmente para reconhecer a excelência energética do equipamento em relação aos demais disponíveis. Um deles é a possibilidade do esgotamento dos recursos utilizados para a produção de energia (ver capítulos 3 a 9). Além disso. indústria e setor público. Com isso. Para serem implementados.25% de sua receita operacional líquida a programas e ações que se caracterizem pela eficiência energética.

Consumo | Capítulo 2

Consumo
2.1 INFORMAÇÕES GERAIS O consumo de energia é um dos principais indicadores do desenvolvimento econômico e do nível de qualidade de vida de qualquer sociedade. Ele reflete tanto o ritmo de atividade dos setores industrial, comercial e de serviços, quanto a capacidade da população para adquirir bens e serviços tecnologicamente mais avançados, como automóveis (que demandam combustíveis), eletrodomésticos e eletroeletrônicos (que exigem acesso à rede elétrica e pressionam o consumo de energia elétrica). Essa inter-relação foi o principal motivo do acentuado crescimento no consumo mundial de energia verificado nos últimos anos.
6 5 4 3 2 1 0

2

Como mostra o Gráfico 2.1 abaixo, de 2003 a 2007 a economia mundial viveu um ciclo de vigorosa expansão, refletida pela variação crescente do PIB: 3,6% em 2003; 4,9% em 2004; 4,4% em 2005; 5% em 2006 e 4,9% em 2007, segundo série histórica produzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No mesmo período, a variação acumulada do consumo de energia foi de 13%, passando de 9.828 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em 2003 para 11.099 milhões de tep em 2007, como pode ser observado no BP Statistical Review of World Energy, publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum, nova denominação da companhia British Petroleum). A edição de 2008 do Key World Energy Statistics,

1997

1998 Variação do PIB

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

Variação do consumo de energia

Gráfico 2.1 - Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 - 2007).
Fonte: Ipea, BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

39

Capítulo 2 | Consumo

da International Energy Agency (IEA), compara os anos de 1973 e 2006. Nesses 33 anos, o consumo mundial aumentou 73% ao passar de 4.672 milhões de tep para 8.084 milhões de tep. Os números apresentados e os períodos abordados pela BP Global e pela IEA são bastante diferentes entre si. No entanto, as tendências que eles refletem são as mesmas: acentuada expansão, estimulada principalmente pelo crescimento econômico dos países em desenvolvimento, particularmente da Ásia e América Latina. Ao final de 2008, não está claro com que intensidade os setores produtivos irião se ressentir da crise que eclodiu no mercado financeiro durante o segundo semestre do ano. Assim, a dimensão dos problemas ainda não está suficientemente para permitir projeções mais específicas sobre o nível de atividade econômica e o comportamento do consumo de energia. Em outubro de 2008, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou uma aguda desaceleração da economia mundial, particularmente nas nações mais desenvolvidas, que teriam crescimento próximo a zero pelo menos até meados de 2009. Nas economias em desenvolvimento, como da América Latina, a variação ainda seria positiva, mas recuaria de algo próximo a 5% para a casa dos 3%. No mesmo mês, a IEA também reduziu suas estimativas a respeito do consumo do petróleo. Pelas novas projeções da entidade, na média de 2008 esse consumo seria de 86,5 milhões de barris diários (240 mil barris diários a menos que na última estimativa) e, em 2009, de 87,2 milhões de barris diários (440 mil barris diários a menos). Como ocorre historicamente, em 2007 e 2008 o petróleo respondia pela maior parte do consumo primário (fonte a ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica) de energia do mundo. Em 2007, segundo a BP Global, a aplicação do recurso correspondeu a 3.952 milhões de tep, imediatamente seguido por carvão (3.177 milhões de tep), gás natural

(2.637 milhões de tep), hidráulica (709,2 milhões de tep) e nuclear (622 milhões de tep), como mostra a Tabela 2.1 a seguir.

Tabela 2.1 - Consumo mundial de energia por combustível em 2007
Combustível
Petróleo Carvão Gás natural Hidráulica Nuclear Total
Fonte: BP, 2008.

Mtep
3.952,8 3.177,5 2.637,7 709,2 622,0 11.099,3

O setor de transportes continuava a responder pelo maior volume consumido de derivados de petróleo (60,5% do total em 2006, segundo as últimas estatísticas da IEA), enquanto a indústria demandava a maior parte da produção de carvão (78,8%). Já o gás natural era utilizado principalmente por residências, agricultura, comércio e serviço público, que em 2006, juntos responderam por 48,1% do consumo mundial total, diante de um consumo industrial de 35,2%. O conjunto desses setores também respondeu pela absorção do maior volume de energia elétrica no período (56,7%), imediatamente seguido pela indústria (41,6%). Quando considerado o volume total de energia fornecido, qualquer que seja a fonte, o grupo formado por residências, agricultura, comércio e serviço público se constitui no maior consumidor, responsável pela absorção de 2.937 milhões de tep em 2006. Na seqüência vêm transportes, com 2.226 milhões de tep, e indústria, com 2.180 milhões de tep, como mostra a Tabela 2.2 abaixo.

Tabela 2.2 - Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep)
Fontes e consumo
Indústria Transportes** Outros setores Usos não energéticos

Carvão Mineral
550,57 3,78 114,21 29,69

Petróleo
4,19 0,01 0,32 6,55

Derivados de Petróleo
325,35 2.104,85 471,39 568,72

Gás Natural
434,28 71,28 592,90 134,99

Energia Nuclear
-

Energia Hidrelétrica
-

Biomassa
187,83 23,71 828,57 -

Outras fontes*
678,24 22,80 930,22 -

Total
2.180,46 2.226,43 2.937,62 739,94

(*) Outras fontes incluem: Geotérmica, solar, eólica etc. (**) Inclui bunkers marítmos. Fonte: IEA, 2008.

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Consumo | Capítulo 2

2.2 CONSUMO DE ENERGIA NO MUNDO Os 30 países desenvolvidos que compõem a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)1 são, historicamente, os maiores consumidores mundiais de energia. Sua participação no total mundial, porém, tem recuado ao longo do tempo. Já nos países em desenvolvimento, a participação relativa, ainda que em alguns casos seja pouco expressiva, como na América Latina, registrou aumento acumulado superior a 100% nas últimas três décadas. A Figura 2.1 abaixo mostra os diferentes volumes de consumo de energia primária per capita nas diversas regiões do mundo.

consumo de energia elétrica per capita 2007 (tep) 0,0 a 1,5 1,5 a 3,0 3,0 a 4,5 4,5 a 6,0 > 6,0

Figura 2.1 - Consumo de energia elétrica per capita em 2007.
Fonte: BP, 2008.

Essa disparidade é explicada pela estrutura econômica e social de cada um dos dois grupos. Os países que compõem o primeiro são caracterizados por uma economia relativamente estável, em que não há espaço para aumentos acentuados na produção industrial ou no consumo de bens que pressionam a absorção de energia, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Em sociedades mais estruturadas e ricas, a maior parte da população conseguiu adquiri-los ao longo da segunda metade do século XX. Além disso, para a produção industrial, os países desenvolvidos tendem a utilizar, com maior freqüência, equipamentos energeticamente eficientes que, ao longo do tempo, passaram a

requerer menor volume de energia para se manter em operação. Finalmente, eles também deixam, aos países em desenvolvimento, a realização de atividades que consomem muita energia, como é o caso da siderurgia e produção de alumínio (ou a chamada indústria energointensiva). As variações do consumo de energia, portanto, são suaves, quando não decrescentes. Na França e Alemanha, por exemplo, o consumo total de energia primária recuou, respectivamente, 2,1% e 5,6% entre 2006 e 2007, segundo o estudo da BP Global. No mesmo período, o PIB desses países teve evolução de 1,9% e 2,5%. Também na comparação entre 2006 e 2007, o consumo nos Estados Unidos aumentou apenas 1,7%, enquanto a economia cresceu 2,2%.

1 Os países da OCDE relacionados pela IEA são: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coréia, Luxemburgo, México, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, República Eslovaca, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

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Capítulo 2 | Consumo

Já os países em desenvolvimento estão mais sujeitos a bruscas reversões de tendências na economia – seja pela política econômica interna restritiva, seja pela grande dependência do capital internacional, dado o pequeno volume de poupança interna. A partir dos anos 90, houve, inclusive, uma sucessão de vigorosos ciclos de expansão em função do elevado volume recebido de investimentos externos, originários das nações desenvolvidas. Na América Latina, esse movimento foi muito perceptível no Brasil e Chile. No mundo, os destaques são os países asiáticos, como China e Rússia, favorecidos pela liberalização gradual dos regimes comunistas. Além disso, esses países costumam apresentar variações do consumo de energia bem mais acentuadas que o crescimento do PIB em função de fatores como a existência de grande número de indústrias energointensivas, demanda reprimida por eletrodomésticos, eletroeletrônicos e automóveis, e existência de uma forte economia informal (com atividades sem registro e, portanto, sem a correspondente arrecadação de impostos e tributos). Sobre o impacto que esses ciclos de expansão econômica têm sobre o consumo local de energia, o Brasil tem exemplos clássicos. O primeiro ocorreu no ano de 1994, quando o Plano Real, ao conter a inflação e estabilizar a moeda, permitiu o aumento abrupto de renda da população. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS, órgão que coordena a operação integrada da geração e transmissão de energia elétrica na maior parte do país), a expansão do consumo de energia elétrica deu um salto de 4,55 % em 1994 e de 6,41% no ano seguinte, em função do aumento de vendas de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Além disso, em 2006 e 2007, o aquecimento econômico, com conseqüente geração de empregos, aliado à estratégia setorial de dilatação dos prazos de financiamento, beneficiou, entre outros, o setor automobilístico, que registrou volumes recordes de vendas de automóveis – o que também pressionou o consumo de combustíveis como gasolina e etanol.

por estes 30 países aumentou 35% (de 2.829 milhões de tep para 3.824 milhões de tep), enquanto a evolução do consumo mundial foi de 73%. A variação verificada na energia elétrica foi bem mais expressiva: 140%, passando de 323 milhões de tep para 776 milhões de tep. Os Estados Unidos continuaram a liderar o ranking dos maiores consumidores em 2007, ao responder por 21,3% do total mundial, conforme o estudo da BP Global. Considerando que a participação de Canadá e México (2,9% e 1,4%, respectivamente) é pouco representativa no contexto do consumo de energia mundial, é possível depreender, portanto, que Estados Unidos foram os principais responsáveis pela consolidação da América do Norte como uma das maiores consumidoras mundiais de energéticos. Em 2007, esta região, composta por três países, respondeu por 25,6% do total mundial. Essa participação foi superada pela Europa/Eurásia que, com mais de 30 países, respondeu por 26,9% do consumo global e pela Ásia Pacífica, com participação de 34,3%. Outra característica observada nos países desenvolvidos foi uma certa diversificação no tipo de energéticos. Mas este comportamento é resultado mais das políticas aplicadas individualmente pelos governos locais (para detalhes, ver capítulos 3 a 9) do que uma opção da população, para quem, na maior parte das vezes, a fonte utilizada para a produção de energia é pouco visível. Essas políticas, ainda em andamento, visam à diversificação da matriz e conseqüente redução da utilização dos combustíveis fósseis – grupo no qual os principais integrantes são petróleo e carvão – em função tanto da volatilidade e tendência de alta dos preços do petróleo quanto da necessidade de contenção do volume de emissões de gases causadores do efeito estufa a partir dos compromissos assumidos no protocolo de Kyoto, em 1992 e retificados no Tratado. Assim, entre 1973 e 2006, a participação do carvão nos países da OCDE recuou de 10,1% para 3,5% do total de energia consumida. No petróleo, a queda foi de 56,6% para 51,8%. Ao mesmo tempo, o consumo de energia elétrica quase dobrou (11,4% para 20,3%) enquanto a posição das fontes renováveis e do grupo “Outras Fontes” (eólica e solar, entre outras) também apresentou um salto significativo, embora sua posição no ranking total continuasse pouco expressiva. As fontes renováveis (lideradas pela biomassa) apresentaram variação de 2,9% para 3,8% no período e o grupo “Outras Fontes”, de 0,8% para 1,9%, como mostra o Gráfico 2.2 a seguir.

Países desenvolvidos Segundo estatísticas da IEA, em 1973 os membros da OCDE respondiam por 60,6% dos 4.672 milhões de tep da energia primária absorvida por todos os países pesquisados. Em 2006, essa participação recuou para 47,3% do total de 8.084 milhões de tep. Entre um ano e outro, portanto, o volume demandado

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2 18.3 2. a participação da China no mercado mundial de energia aumentou 5. Isto significa que. a China registra uma tendência ininterrupta de aumento do consumo energético desde 1998. Na América Latina.4 20.1% do total mundial. A diferença é que. Em 2007. quando absorveu 917.6%.9 6. o volume do carvão consumido apresentou variação de 7. Mas. apresentando variação de 103%. absorverem um volume menor – as elevadas variações exercem menor pressão na oferta global.9%. entre 2006 e 2007.7% para 5.Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006).2 .7% sobre o ano anterior).863 milhões de tep (aumento de 7. o país foi o segundo do ranking mundial. 2008. ao investir na expansão das usinas hidrelétricas (para detalhes. por exemplo. descontando-se a China.3 . por serem economias menores – e. ainda assim. 2008.Consumo | Capítulo 2 60 50 40 % 30 20 10 0 Petróleo 11.5 12. portanto. Países em desenvolvimento Em 2007. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 43 .4 milhões de tep. ao passar de 1.311 milhões de tep. A maior fonte de energia é o carvão.6 51. A África também registrou um expressivo aumento de participação.9 56.Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006.8% para 5. outros países e regiões em desenvolvimento registraram comportamento semelhante ao longo dos últimos anos. respondeu por apenas 0.5 0. ao absorver 1. Por regiões.1 3. o consumo mais que dobrou. ver capítulo 3).1 3. a participação da Ásia. registrou uma variação de 8% no consumo. como mostra o Gráfico 2. em 10 anos. aumentou de 6.215 milhões de tep para 1.5 8.3%.6 2. Embora a China seja o exemplo mais expressivo em termos de crescimento do consumo de energia.1%. Nesse ano.3 a seguir. o Equador.8 1. Fonte: IEA.7 10.8 OCDE China Ásia Rússia África América Latina Oriente Médio Bunkers marítimos Países europeus fora da OCDE Gráfico 2. só superado pelos Estados Unidos.3 18. mas.1 0. a variação foi de 3.3 1973 2006 15 7.3 1.9 3.5% de 1973 a 2006. Segundo o estudo da BP Global. o que transforma a China em um dos grandes emissores mundiais de CO2 e outros gases causadores do efeito estufa. segundo a IEA. 70 60 50 40 % 30 20 10 0 60.5 Eletricidade Gás Natural Carvão 2.8 0.6 3.6 47.8 5. Fonte: IEA.7 5.5% para 11. O país tem buscado a diversificação da matriz. de 3. O Brasil respondeu por 2% do consumo mundial.5 11.9 4.8 1973 2006 Biomassa Outros Gráfico 2.

0% entre um ano e outro.745 16.395 milhões de tep para 8.565 milhões de tep.612 milhões de tep. Quanto à modalidade de energético mais consumido. a produção de usinas hidrelétricas e derivados de petróleo.7% em relação ao total de 2006. Rússia. conforme dados do Ipea. o gás natural. os grupos a registrar maior variação no período. acompanhando a taxa de crescimento do PIB nacional.3 . entre outros. ao atingir 35.414 13. De acordo com o BEN 2008.6% em 2001.342 8.199 39. de 33. A exemplo do que ocorre no mercado mundial. segundo o Balanço Energético Nacional de 2008.72%. Ainda assim. segundo a BP Global).7% 3. registrou um crescimento acumulado de 14. segundo relata o estudo Análise Retrospectiva constante do Plano Nacional de Energia 2030. Mas. uma variação de 9. Na Rússia. essa taxa teve uma tendência de queda relativa.8%. inclusive. portanto.Capítulo 2 | Consumo Dos chamados membros do BRIC (Brasil.6%. No Brasil. o consumo de etanol aumentou 34.7% * Inclui apenas gasolina A (automotiva).1% -1.536 milhões de tep.310 14. mostra. ser atribuído principalmente ao desempenho da economia.443 34.625 14. ** Inclui lixívia. como mostram a Tabela 2. este comportamento foi beneficiado pela utilização de outros tipos de energia.449 milhões de tep. Nem mesmo em 2001.208 16.5% -0. o energético mais consumido foi o carvão. ano marcado pelo racionamento de energia elétrica. de uma maneira geral a tendência tem sido de expansão do consumo global de energia (o que abrange derivados de petróleo.3 CONSUMO DE ENERGIA NO BRASIL Além do desenvolvimento econômico. ver tópico 2. a tendência do consumo de energia no período foi de crescimento: 13. outra variável que determina o consumo de energia é o crescimento da população – indicador obtido tanto pela comparação entre as taxas de natalidade e mortalidade quanto pela medição de fluxos migratórios.2% 7. os derivados de petróleo eram os principais energéticos utilizados no país em 2007 – um comportamento verificado ao longo dos últimos anos. visto que o consumo de energia elétrica registrou uma queda de 6.395 7. que enquanto gasolina automotiva registrou recuo de 1. Etanol e bagaço de cana foram. É interessante notar.7%. registrando variação média anual de 1.186 milhões de tep (aumento de 0.3%. energia elétrica. De 1990 a 2007. portanto.14%). gás de refinaria.3 abaixo e o Gráfico 2.2%. o que justifica a consolidação da cana-de-açúcar como segunda principal fonte primária para produção de energia no país.Consumo final energético por fonte (103 tep) Fonte Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina* Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Outras fontes** 2006 33. Na Índia.816 24. Na China e na Índia. 2.443 milhões de tep. Tabela 2.4 a seguir. 2008 (Adaptado do BEN 2008). do Ministério de Minas e Energia. diante de um consumo total de 201.0% 34. Fonte: MME. entre outros). está diretamente relacionada à facilidade de acesso aos recursos primários em cada localidade. a variação entre 2006 e 2007 foi de 6. 44 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .836 26. no mesmo período. coque de carvão mineral e carvão vegetal. No Brasil. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (para detalhes. também neste caso o movimento pode. que em todo o período que vai de 1970 a 2007. Índia e China).7% ao passar de 6.494 6. Foi muito superior. o consumo global de energia registrou recuo: passou de 171. entre 2000 e 2005. ao da energia elétrica que. A série histórica constante do Balanço Energético Nacional de 2008. gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo). O Produto Interno Bruto do país.6% 8. acumulando. aliás.46%. onde o consumo aumentou 55% em 10 anos.433 42. gás natural.7% 6. o consumo atingiu 76. porém. entre 2006 e 2007 apenas Rússia permaneceu com o volume consumido relativamente estável (0. de 6. No Brasil.731 14.596 milhões de tep para 215.409 milhões de tep.2% 10.536 32. o crescimento acumulado foi de 69%.949 milhões de tep para 172. com o consumo total passando de 127.612 7.3).887 2007 35. até 2007. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética.93%. Este país apresentou crescimento ininterrupto de consumo desde 2001. Se somados óleo diesel. em 2007. de 1. óleo combustível.957 Variação % 5. registrou aumento de 5.

Energia elétrica A energia elétrica foi a modalidade mais consumida no país em 2007. Outras fontes Eletricidade Óleo diesel Bagaço de cana Lenha Gás natural Gasolina Álcool etílico Gás liquefeito de petróleo Em 2007. considerando que os derivados de petróleo.5% em 2003. segundo série histórica constante do BEN 2008. 76. como utilização de lâmpadas econômicas no setor residencial –.Consumo | Capítulo 2 50 40 30 20 10 0 2006 2007 Gráfico 2. 35. iniciada em 2003. com variação de 11. o setor industrial continuou a ser o maior consumidor. 2008 (Adaptado do BEN 2008). como pode ser observado no Gráfico 2.2% em 2004.Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. estava em níveis próximos aos verificados entre 1999 e 2000.3 6. este setor registrou um aumento de 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Industrial Transportes Residencial 22. gasolina e GLP. como ocorre no BEN 2008.7% sobre o ano anterior.4 3.8% e por transportes (8.2% em 2005 e 3.4 . A partir desse ano.3 18. correspondeu a uma participação de 17. Movido pelo incremento no nível de atividade econômica. Fonte: MME. manteve-se inalterada.5 .1 5.5 Energético Agropecuário Comercial Público Gráfico 2. 4. Fonte: MME.8 53. ingressou em ritmo acelerado de crescimento – 6.0 8. Com este desempenho.6 21.6 5. 2008 (Adaptado do BEN 2008). inclusive. 5.6% no volume total e a um aumento de 5.443 milhões de tep. na sua forma final).1 22.551 GWh.5 9. em vez de somados.7 81. Só foi superado pelo setor energético (que agrega os centros de transformação e/ou processos de extração e transporte interno de produtos energéticos. de 321.7% no volume absorvido. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 45 . imediatamente seguido por transportes e residências.4 a seguir. a tendência à expansão contínua e acentuada.5 abaixo.9 3. porém. Em função do racionamento de 2001 – e das correspondentes práticas de eficiência energética adotadas.2%).9% em 2006 – o que provocou. preocupações com relação à capacidade de a oferta acompanhar esta evolução. são desmembrados em óleo diesel.Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007. em 2002 o consumo de energia elétrica verificado no país. O volume absorvido.9 2006 2007 57. conforme Tabela 2.

814 5.202 111 5.893 2.841 13.687 2.676 2.544 13.552 2.71%.657 2001 7.530 2003 10.301 14.382 6.716 35. de 130.506 28. Segundo a EPE.842 761 1.196 2.273 3. Na região Norte.430 5.997 14.817 30.294 15.673 27.625 3.248 6.694 8.657 6.519 16.051 7.53%.069 460 1.743 16.221 0 8.420 32.594 15.988 94 6.664 158.355 2.51%.333 4.798 78 70.Capítulo 2 | Consumo Tabela 2.632 0 10.116 4 2. Em 1990.157 27. a absorção de energia na região foi incrementada a partir dos anos 70.182 0 2. Em maio de 2008.836 6. Em 1970.914 152.215 7. pela primeira vez.137 33.456 804 1.495 2.121 0 2.049 30.327 26.500 13.869 30.155 5.619 8. 128.2 na página seguinte mostra o consumo de energia elétrica por região em 2007.445 50 71.101 12.674 1.589 GWh. É possível constatar.525 13.221 2005 12.642 4.305 2.448 3.996 0 2.291 709 1.663 3.280 1999 4. continue a liderar o ranking dos consumidores.715 156.147 3.280 775 1.574 13.119 21.353 6.016 14.178 6.184 3.661 4 2.084 13. em fins de 1985.79% e.963 37 71. A Figura 2.433 182.919 16.695 25.433 0 2.627 13.946 436 1.643 2002 9. no Nordeste.390 17.816 6.177 32. em função de dois fatos marcantes: a criação da Zona Franca de Manaus e a entrada em operação da usina hidrelétrica Tucuruí. 46 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .513 13.455 GWh.379 6.505 9.468 7. 30.303 28.218 19.247 6.500 16.443 6.401 0 9.202 3. a variação foi de 184.684 2.607 7.401 6.342 7.815 2000 6.342 907 1.848 178.509 4.382 6. porém.402 4 3.538 26.395 48 72.245 2007 14.369 0 8. que de 1988 a 2007 o volume absorvido pela região Sudeste/CentroOeste aumentou 83.161 26 8.498 14.219 6.377 75 71.328 6. mais industrializada e com atividade agropecuária bastante ativa. Assim.387 6.670 188.578 0 9.759 13.319 7.449 34.216 164.541 11.955 6.687 2006 13.706 32.626 4.622 2004 11.612 56 76.536 6.752 20.085 6.828 7.776 78 71.745 3.638 7. o que favoreceu a instalação de indústrias de alumínio na região.267 6.494 7. Já o caso do Nordeste é ilustrativo do impacto da geração de renda no consumo de energia elétrica.569 12.162 6.342 6.562 169.310 26.496 16.699 15. 12.450 29. essa região consumiu 466 GWh (gigawatts-hora).381 2.469 13.126 14.279 155.986 6. nas demais regiões a evolução do consumo tem sido bem mais acentuada.834 7. Em 2007.335 4 3.394 3.910 97 69. pela série histórica produzida pelo ONS.alcatrão Subtotal derivados de petróleo Óleo diesel Óleo combustível Gasolina Gás liquefeito de petróleo Nafta Querosene Gás canalizado Outras secundárias de petróleo Total Fonte: MME.409 5. 2008.918 29. no Rio Tocantins.208 3.014 157.084 10.609 5.144 874 1.829 27. embora a região Sudeste/Centro-Oeste.226 1998 4.844 4 3.820 77 71. provoca fluxos migratórios – e à disponibilidade da oferta de eletricidade também interferiram nos volumes de energia elétrica absorvidos no país.731 3.976 904 1.223 13.144 4.688 29.289 6.246 641 1. o volume de energia elétrica requerido pelas residências dessa região (que abriga 28% da população nacional) ultrapassou o da região Sul (15% da população nacional).742 4 3. a EPE detectou que.Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Identificação Gás natural Carvão mineral Lenha Bagaço de cana Lixívia Outras recuperações Gás de coqueria Coque de carvão mineral Eletricidade Carvão vegetal Álcool etílico Outras secundárias .709 201.432 5.4 . O caso da região Norte ilustra como a oferta local é um elemento importante no impulso ao consumo.794 38 69.598 709 1.239 12.726 32.384 2.180 85 8. no Sul.043 As diferenças regionais. principalmente relacionadas ao ritmo de atividade econômica – que.783 58 71.320 6.210 31. em alguns casos.414 24.885 7.931 108 4. 1997 4.259 6.296 16.199 0 2.286 35 8.247 8.

Em 1998. volume 37.9% superior ao de 1995. ainda assim.020 GWh.718 GWh.535 Comercial 90. ou investimentos realizados por consumidores de grande porte em usinas geradoras para suprimento próprio e venda do excedente em mercado. o consumo residencial de eletricidade no Nordeste atingiu 15.881 192. Nos 12 meses concluídos em maio de 2008. A linha divisória dessa expansão concentra-se nos últimos cinco anos da década de 90.138 GWh. o segundo maior do país.43 GWh 71.2 .44 GWh Figura 2. no qual poderiam negociar os excedentes – ou eletricidade produzida. está alicerçada tanto na expansão do consumo médio por domicílios. 17. no público. Este setor se caracteriza. Por setores. 1.480.269 Setor Energético 17.203. Em 1995. e transportes. A diferença. ano de constituição do mercado livre.455. agropecuário.6 abaixo.616 GWh em 2007. volume 14. a quantidade produzida foi de 14. também.881 GWh. que começou a se configurar no final do ano de 2007. 2008.718 Público 58. Fonte: ONS. com a aplicação de 192.Consumo | Capítulo 2 evolução do número de domicílios atendidos. enquanto na região Sul ficou em 15 mil GWh.96 GWh Consumo total: 435. por ser o principal abrigo de uma tendência que tem evoluído nos últimos anos: a autoprodução de energia. a variação acumulada foi.684. mas não consumida. também do Governo Federal. No setor comercial o consumo foi de 58. portanto. como ocorre tradicionalmente.583 GWh.6 .6% superior ao de 1992. continuou a liderar o ranking dos maiores consumidores de energia elétrica.535 GWh. Em 15 anos. Segundo a EPE. 2008.575 Transportes 17. embora pequena. em 1992 essa atividade foi responsável pelo consumo de 13. ele absorveu 90. Fonte: BEN. como mostra o Gráfico 2.536 GWh. mas.45 GWh 63. Conforme série histórica constante do BEN 2008.Consumo de energia elétrica por região em 2007. em função do Programa Luz para Todos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 47 .923 GWh.Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007.616 Residencial Industrial Consumo final energético Gráfico 2.130 250 200 150 100 50 0 1.544. de 33.575 GWh. 30. o industrial. o setor também tem se caracterizado pela acentuada variação dos volumes consumidos. em função do aumento de renda e de programas sociais de transferência de recursos do Governo Federal (em especial o Bolsa Família) quanto na 450 400 350 300 TWh 412. Outro setor que se destaca pelo volume absorvido aliado ao acentuado crescimento é o residencial. atingia 20. Nos últimos anos.4 mil GWh. indica uma tendência consistente. de 262%. por 47.536 Agropecuário 33.58 GWh 270. quando os investidores foram estimulados pela constituição do mercado livre de energia elétrica (ver capítulo 1). quantidade muito inferior à registrada pela indústria. Em 2007. Em 2007.

o programa realizou um total de 1.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. o que leva muitos analistas a interpretarem o fenômeno como o abandono gradual.000 244. divulgados em maio de 2008 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).2% 6. 2004-2008 Regiões Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Total Fonte: MME.org.4% 8.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www.mme.800.gov.7%.6 milhão de ligações.700 REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. pela população em geral. nas grandes regiões . beneficiando 7. do Governo Federal.200 129. adotadas durante o racionamento. aneel.300 772.iea.5 .9% 100. deu um salto de 4.740 GWh. o consumo de energia elétrica pelo setor residencial aumentou 25%. Nos quatro anos de vigência. Em 2000. No acumulado dos cinco anos que vão de 2002 a 2007.900 Número de ligações realizadas 15.br 48 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .8 milhões de pessoas.000 7.br Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) – disponível em www. ons. 2008 (Valores acumulados até maio de 2008). Como pode ser observado na Tabela 2. a maior parte das ligações foi realizada na regiões Nordeste e Sudeste. Tabela 2. Em 2003. quanto pelas novas ligações realizadas pelo Programa Luz para Todos.143 GWh. Este fenômeno foi proporcionado tanto pelos programas de regularização de ligações clandestinas.800.613 GWh. porém.epe.200. coordenado pela Eletrobrás. segundo dados do Ministério de Minas e Energia. portanto.5 abaixo.000 650.500 108. atingindo 76.br Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – disponível em ipeadata.600.000 550.gov. Em 2001 e 2002 recuou para. 73. Também contribuíram para esse comportamento o aumento do número de unidades consumidoras formalmente ligadas à rede elétrica.0% 1.bp.br BP Global – disponível em www.577. o consumo foi de 83.Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.0% 20.gov.gov. das práticas de consumo eficiente de eletricidade.000 1.800 322. respectivamente.Brasil. desenvolvidos individualmente pelas distribuidoras. Pessoas beneficiadas 1.5% 49.770 GWh e 72.Capítulo 2 | Consumo Este comportamento foi mais visível a partir de 2003.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.000 3.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Eletronorte Energia Hidráulica Atlas de Energia Elétrica do Brasil 49 3 .

canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força. como as quedas d’água. Por último. sejam eles naturais. Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. Kaplan. basicamente. É nesta instalação que estão as turbinas. ou seja. a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo. por barragem. Cada turbina é adaptada para funcionar em usinas com determinada faixa de altura de queda e vazão. a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga. Em períodos de chuva. Depois de passar pela turbina. Além de “estocar” a água. Essas usinas fio d’água reduzem as áreas de alagamento e não formam reservatórios para estocar a água ou seja. Durante o seu movimento giratório. Francis e Bulbo. sistema de captação e adução de água. esses reservatórios têm outras funções: permitem a formação do desnível necessário para a configuração da energia hidráulica. que funcionam em conjunto e de maneira integrada. Outra é a existência de água em quantidade maior que a necessária para o armazenamento ou a geração de energia. a captação da água em volume adequado e a regularização da vazão dos rios em períodos de chuva ou estiagem. há o vertedouro. as turbinas convertem a energia cinética (do movimento da água) em energia elétrica por meio dos geradores que produzirão a eletricidade. ou criados artificialmente. Já a estrutura da usina é composta. única maneira de poupar energia elétrica para os períodos de seca. não exigindo grandes reservatórios. Algumas usinas hidroelétricas são chamadas “a fio d’água”. Fluxo de água Reservatório Casa de força Canal Gerador Linhas de transmissão de energia Duto Turbina Rio Perfil esquemático de usina hidrelétrica 50 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A turbina tipo Bulbo é usada nas usinas fio d’água por ser indicada para baixas quedas e altas vazões. Os principais tipos de turbinas hidráulicas são: Pelton. casa de força e vertedouro.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 3 O caminho da água na produção de eletricidade Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio. formadas por uma série de pás ligadas a um eixo conectado ao gerador. a ausência de reservatório diminui a capacidade de armazenamento de água. A barragem tem por objetivo interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório. próximas à superfície e utilizam turbinas que aproveitam a velocidade do rio para gerar energia. Uma das razões para a sua abertura é o excesso de vazão ou de chuva. o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da usina. Os sistemas de captação e adução são formados por túneis.

ambos combustíveis fósseis não-renováveis. no Sudeste brasileiro. ainda.1 abaixo.9 Nuclear 2.1 .2 0.5 34. calotas polares.8%. Segundo o último relatório Key World Energy Statistics.8 0. rios e lagos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 51 . é renovável: pelos efeitos da energia solar e da força da gravidade. que retornam à superfície terrestre sob a forma de chuva. Além disso.6 0. Fonte: IEA. como mostra a seguir o Gráfico 3. conforme o Gráfico 3.5 16. inferior à do carvão e à do gás natural.2 10.0 10. decrescente.2 1. de líquido transforma-se em vapor que se condensa em nuvens.1 6.4 26. A água também é uma das poucas fontes para produção de energia que não contribui para o aquecimento global – o principal problema ambiental da atualidade. publicado em 2008. entre 1973 e 2006 a participação da força das águas na produção total de energia passou.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Energia Hidráulica 3.Matriz energética nos anos de 1973 e 2006.1 3 1973 2006 Mesmo assim. 2008. cuja combustão é caracterizada pela liberação de gases na atmosfera e 46.0 20. a posição na matriz da energia elétrica sofreu recuo acentuado: de 21% para 16%. E.36 bilhão de quilômetros cúbicos (km3) recobre 2/3 da superfície do planeta sob a forma de oceanos. da International Energy Agency (IEA). pode ser encontrada em aquíferos subterrâneos. como o Guarani. na matriz da energia elétrica.1 INFORMAÇÕES GERAIS A água é o recurso natural mais abundante na Terra: com um volume estimado de 1. 50 45 40 35 30 % 25 20 15 10 5 0 Petróleo Carvão Gás natural Biomassa 24. No mesmo período.2% para apenas 1.1 Hidráulica Outras renováveis Gráfico 3.2. a participação da água na matriz energética mundial é pouco expressiva e. de 2.

0 16. ver capítulo 5). Ásia e América do Sul. no Brasil. Entre outros fatores. Do volume total. como gás natural e as usinas nucleares. quando for concluída em 2009. De acordo com o estudo sobre hidreletricidade do Plano Nacional de Energia 2030.3 Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica 2. país em que a hidreletricidade responde pela maior parte da produção da energia elétrica. flora e fauna locais.1 14. pela formação de grandes lagos ou reservatórios. Um deles relaciona-se às características de distribuição da água na superfície terrestre. O principal argumento contrário à construção das hidrelétricas é o impacto provocado sobre o modo de vida da população.1 % 24. elaborado pela EPE. a oferta de energia hidrelétrica aumentou em apenas dois locais do mundo: Ásia.0 38. Nesse mesmo período.6 3. 52 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . sujeitos a um possível esgotamento das reservas no médio e longo prazos. Nos últimos 30 anos. Estados Unidos e Suécia. são pilares da expansão da oferta de energia elétrica prevista para o período 2006-2015. quase integralmente. as usinas de Jirau e Santo Antônio. em função do Brasil. a força das marés não é utilizada em escala comercial para a produção de energia elétrica (para detalhamento.6 12. apenas aquela que flui por aproveitamentos com acentuados desníveis e/ou grande vazão pode ser utilizada nas usinas hidrelétricas – características necessárias para a produção da energia mecânica que movimenta as turbinas das usinas. fica comprometida. a quase totalidade está nos oceanos e. Alemanha. 2008. dificuldades na obtenção do licenciamento ambiental e mudança no eixo da barragem podem provocar o atraso na construção de Jirau. aumento do nível dos rios ou alterações em seu curso após o represamento. os países desenvolvidos já haviam explorado todos os seus potenciais. No Brasil o aproveitamento do potencial hidráulico é da ordem de 30%. No entanto.7 20. Japão. com 14 mil MW. o que fez com que o volume produzido registrasse evolução inferior ao de outras fontes.Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. em contraste com as baixas taxas observadas em países da África. ao superar a binacional Itaipu. como matéria-prima da eletricidade. Fonte: IEA. por exemplo – no século XX passou a ser aplicada. Já a redução da participação na matriz da energia elétrica tem a ver com o esgotamento das reservas.200 MW (megawatts).Capítulo 3 | Energia Hidráulica 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Carvão 6. embora pesquisas estejam sendo realizadas. Além disso. No Brasil. que também inclui a energia mecânica e térmica.8 21.2 . são notáveis as taxas de aproveitamento da França. a participação na produção total da energia final. Apesar das pressões. embora desde a Antiguidade a energia hidráulica tenha sido usada para gerar energia mecânica – nas instalações de moagem de grãos. no rio Madeira (região Norte). e América Latina. Mesmo nessas últimas regiões. Vários elementos explicam esse aparente paradoxo. Da água doce restante. a expansão não ocorreu na velocidade prevista. Noruega. Três Gargantas terá capacidade instalada de 18.3 40. Assim.3 0. também de acordo com levantamentos da IEA. o andamento de alguns empreendimentos foi afetado pela pressão de caráter ambiental contra as usinas hidrelétricas de grande porte.3 1973 2006 Outras Gráfico 3. em particular na China. a China mantém inalterado o cronograma da construção de Três Gargantas – que deverá ser a maior hidrelétrica do mundo.

As principais variáveis utilizadas na classificação de uma usina hidrelétrica são: altura da queda d’água. vazão. pela vazão com mínimo ou nenhum acúmulo do recurso hídrico. para a construção de uma hidrelétrica é imprescindível a contratação da chamada indústria da construção pesada. Mas não há consenso com relação a essas medidas. Até então. regulam a vazão da água que irá fluir para elas. como é o caso da binacional Itaipu. Todos são fatores interdependentes. por sua vez. da Universidade Federal de Itajubá – Unifei) considera baixa queda uma altura de até 15 metros e alta queda. A potência instalada determina se a usina é de grande ou médio porte ou uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH). com 0. o Brasil construiu a primeira hidrelétrica. a altura da queda d’água e a vazão dependem do local de construção e determinarão qual será a capacidade instalada . Mas. As unidades a fio d’água geram energia com o fluxo de água do rio. o princípio básico de funcionamento para produção e transmissão da energia (para detalhes. ver Box 3) se mantém inalterado. como estão localizados a montante das demais hidrelétricas. O porte da usina também determina as dimensões da rede de transmissão que será necessária para levar a energia até o centro de consumo (ver Capítulo 1).1 MW e 30 MW de potência instalada) e Usina Hidrelétrica de Energia (UHE. Pequenas Centrais Hidrelétricas (entre 1. muitas vezes. no geral. em locais de altas quedas d’água. Pedro II. A primeira hidrelétrica do mundo foi construída no final do século XIX – quando o carvão era o principal combustível e as pesquisas sobre petróleo ainda engatinhavam – junto às quedas d’água das Cataratas do Niágara. tipo de barragem e reservatório. Na mesma época. localização. com mais de 30 MW). no município de Diamantina. Já as PCHs e CGHs.que. a energia hidráulica da região tinha sido utilizada apenas para a produção de energia mecânica. Por isso. mais distante ela tende a estar dos grandes centros. Quanto maior a usina. Em pouco mais de 100 anos. ou seja. a potência instalada das unidades aumentou significativamente – chegando a 14 mil MW. afluente do rio Jequitinhonha.5 MW (megawatt) de potência e linha de transmissão de dois quilômetros. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adota três classificações: Centrais Geradoras Hidrelétricas (com até 1 MW de potência instalada). permitir a operação integrada do conjunto de usinas. baixa ou média altura. construída em parceria por Brasil e Paraguai e hoje a maior hidrelétrica em operação do mundo. dado o seu grande porte permitem o acúmulo de grande quantidade de água e funcionam como estoques a serem utilizados em períodos de estiagem. O Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétrica (Cerpch. capacidade ou potência instalada. Além disso. de forma a Usina hidrelétrica de Marimbondo. Existem dois tipos de reservatórios: acumulação e fio d’água. Fonte: Banco de imagens de Furnas. Os primeiros. exige a construção de grandes linhas de transmissão em tensões alta e extra-alta (de 230 quilovolts a 750 quilovolts) que. no geral abastecem Atlas de Energia Elétrica do Brasil 53 . Assim. O que evoluiu foram as tecnologias que permitem a obtenção de maior eficiência e confiabilidade do sistema. barragem e reservatório. geralmente localizados na cabeceira dos rios. instaladas junto a pequenas quedas d’águas. ao contrário do que ocorre com as usinas termelétricas (cujas instalações são mais simples). utilizando as águas do Ribeirão do Inferno. atravessam o território de vários Estados. determina o tipo de turbina.Energia Hidráulica | Capítulo 3 O que é a energia hidrelétrica A energia hidrelétrica é gerada pelo aproveitamento do fluxo das águas em uma usina na qual as obras civis – que envolvem tanto a construção quanto o desvio do rio e a formação do reservatório – são tão ou mais importantes que os equipamentos instalados. e ainda no reinado de D. tipo de turbina empregada. Assim. superior a 150 metros. é definida como de alta. A queda d’água.

7% do consumo total. respondendo por 41.5% sobre 2006 e 11.92 100. Segundo a Agência. em conseqüência.9% do total) e Canadá (368. Entre outros fatores.381. Segunda. Japão e Estados Unidos.831 22. Com pequenas variações com relação à posição no ranking. somam-se outros dois: o baixo custo do suprimento na comparação com outras fontes (carvão. A energia hidrelétrica é classificada como limpa no mercado internacional. Venezuela. Rússia.650 2.0 3.4 mil MW de potência instalada) e 159 UHE com uma capacidade total instalada de 74. Quantidade 227 17 320 1 159 1.26 2. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Ser favorecido por recursos naturais que se transformam em fontes de produção de energia é estratégico para qualquer país. Suécia. 2008. aumento de 6.2 a seguir.585. a esses argumentos favoráveis.042 2 1. Esta redução tem três razões.Capítulo 3 | Energia Hidráulica pequenos centros consumidores – inclusive unidades industriais e comerciais – e não necessitam de instalações tão sofisticadas para o transporte da energia. De acordo com o estudo Statistical Review of World Energy. os dez países mais dependentes da hidreletricidade em 2006 eram. petróleo. pela ordem: Noruega. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyond Petroleum.632. por país. por 75.Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tipo CGH EOL PCH SOL UHE UTE UTN Total Fonte: Aneel. aumenta a segurança quanto ao abastecimento de um serviço vital ao desenvolvimento econômico e social. Brasil. com potência total de 120 MW. 320 PCHs (2.815. a IEA.11 0. Índia. de acordo com o Banco de Informações da Geração (BIG) da Aneel. No Brasil.261.1 . corrobora essa relação. por exemplo) e o fato de a operação das usinas hidrelétricas não provocar a emissão de gases causadores do efeito estufa.632 mil MW.9 TWh. como mostra a Tabela 3. De certa forma. que congrega as nações mais desenvolvidas do mundo: 1. Canadá. o parque hidrelétrico chegou a representar 90% da capacidade instalada.627 25. o aumento de entraves jurídicos que protelam o licenciamento ambiental de usinas de fonte hídrica e provocam o aumento constante da contratação em leilões de energia de usinas de fonte térmica. Em novembro de 2008.007.768 Potência outorgada (kW) 120.824 Potência fiscalizada (kW) 146. respondem. nova denominação da British Petroleum) o maior consumidor mundial de energia hidrelétrica em 2007 era a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED).5 TWh.419 20 74. Tabela 3. República Popular da China.009 272. Primeira. a dificuldade em ofertar novos empreendimentos hidráulicos pela ausência da oferta de estudos e inventários. eles também figuram na relação 54 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .1 abaixo.522 2.922 289.000 102.598 20 74. urânio e gás natural. existem em operação 227 CGHs.000 104.68% da potência total instalada no país.150 2.2 TWh sobre 2006). Como mostra a Tabela 3. com dados de 2006.399.2 POTENCIAIS.864 % 0.851.007.8% superior ao do ano anterior e correspondente a 15. A terceira. No caso dos potenciais hídricos.262 mil MW.383. independentemente de seu porte.22 1. as usinas hidrelétricas. em novembro de 2008. porque reduz a dependência do suprimento externo e.4% no ranking mundial). os maiores consumidores mundiais foram China (482. de 102. a maioria que queimam derivados de petróleo ou carvão.920 2.20 24. Brasil (371. No passado.306 mil TWh. portanto.29 0 71. a necessidade da diversificação da matriz elétrica prevista no planejamento do setor elétrico de forma a aumentar a segurança do abastecimento. volume 10.

3 15. de 1. Tabela 3.4% 11.4 14.8 179.4 83.8% de um total de 3. a evolução foi de 2.1 17.Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh País 1o 2o 3 o 2006 435.6 66. de maiores produtores: República Popular da China.8 112.7% 4.6 15.0 135.9% 1. Em 2006.3 16.8 355. Fonte: Banco de imagens de Itaipu.9% 2.3 . Rússia. Estados Unidos.3 na página a seguir. estimulado principalmente pelos investimentos realizados no Brasil. Brasil.2 .3 96.9% -13.8% 6. Ainda conforme a IEA. Índia e China decorre dos investimentos em hidreletricidade realizados nos últimos 30 anos com intensidade muito maior que no passado. 2008.3%- Participação 15.3% da produção total de energia hidrelétrica.5 368. Venezuela e Suécia.9% para 14%. Canadá.4 Noruega Brasil Venezuela Canadá Suécia Rússia Índia China Japão o 2o 3o 4 o 5o 6o 7 o 8o 9o 10 Estados Unidos Outros países Mundo Hidrelétrica de Itaipu.9 83. Índia.7 7.7% 2.3 mostra a dependência dos países com relação à hidreletricidade.7% 2. conforme o Gráfico 3.9% 8. Noruega.295 TWh (terawatts-hora) no ano.1% China Brasil Canadá Estados Unidos Rússia Noruega Índia Venezuela Japão Suécia 4o 5o 6 o 7o 8o 9 o 10o Fonte: BP.2% 12. a Ásia (sem considerar a China) respondeu por 4.4 82.2 72.7 2007 482.8 348. Rússia.9 371. como Brasil.3% 3.Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 País 1 o % 98. a Tabela 3. de países em desenvolvimento.2 Variação 10. Japão.121 TWh.2% 2.2 8. A inclusão. essa participação quase dobrou.4 292. ao atingir 7. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 55 . Fonte: IEA.4% 7. em 1973.0 58.7% 8.9% 11.2 119.5% 3.3 122.2 175. Na América Latina.5 61.0% 5.0 43. 2008. o comportamento se repete com maior intensidade: um salto de 7.2 250.2% para 21%.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Tabela 3. Abaixo.5 83. nessa relação. Na China.6% -14.

3 . um dos maiores potenciais tecnicamente aproveitáveis de energia hidráulica no mundo. também. Fonte: IEA.Capítulo 3 | Energia Hidráulica 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% OECD América Latina China Antiga União Soviética Ásia (sem China) África Países europeus fora da OECD Oriente Médio 1973 2006 Gráfico 3. Outras regiões com grandes potenciais são América do Norte. Canadá 7% EUA 4% Rússia 12% China 13% Índia 5% Congo 5% Brasil 10% Figura 3. na Índia também há grande expansão das hidrelétricas: em 2004 estavam em construção 10 mil MW. a China tem. Segundo informa o Plano Nacional de Energia 2030 com base em dados de 2004. 2008. Ainda de acordo com o estudo. Além de Três Gargantas.1 . a China é o país que mais investe em energia hidrelétrica.Participação relativa da hidreletricidade no mundo. com 28 mil MW planejados para o médio prazo.Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo. naquele ano mantinha em construção um total de 50 mil MW de potência. 2007. para dobrar a capacidade instalada no país. Índia e Brasil. 56 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .1 abaixo. Como pode ser observado no Figura 3. antiga União Soviética. Fonte: EPE.

o potencial a aproveitar é de cerca de 126. erguidas ao longo dos 60 anos seguintes. Os potenciais da região Sul. Destes. em 2008. O estudo sobre energia hidrelétrica constante do PNE 2030 relaciona o potencial de aproveitamento ainda existente em cada uma das bacias hidrográficas do país. último inventário produzido no país em 1992. O Mapa 3. como mostra a Tabela 3. superior à potência já instalada no Brasil. A primeira hidrelétrica de maior porte começou a ser construída no Nordeste (Paulo Afonso I. Coaracy Nunes (AP). no rio Tocantins. apesar da existência de unidades importantes na região Norte. com a forma como o parque hidrelétrico se desenvolveu. conforme mostra o Mapa 3. A bacia do rio Amazonas é a maior.3 POTENCIAIS E GERAÇÃO HIDRELÉTRICA NO BRASIL Em 2007. particularmente nas sub-bacias do Paranaíba. Nesse ano. Sudeste e Nordeste já estão. e Balbina. Mas apenas nos anos 90 a região começou a ser explorada com maior intensidade. estatal constituída em 1948). com potência de 180 MW). constituindose.7% da matriz energética brasileira.0%) e petróleo e derivados (36. Francisco (Chesf.2 logo a seguir mostra as regiões do país classificadas de acordo com o nível de utilização de seus aproveitamentos. Tem a ver. de longe.7%). o Brasil é o país com maior potencial hidrelétrico: um total de 260 mil MW. Sudeste e Nordeste (com o aproveitamento integral do rio São Francisco).Energia Hidráulica | Capítulo 3 3. no Amazonas. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 57 .As dez maiores usinas em operação. Assim. com a construção da Usina Serra da Mesa (GO). de 102 mil MW. em 2008. No Norte foram construídas Tucuruí. As demais. Tabela 3. mais de 70% estão nas bacias do Amazonas e do Tocantins/Araguaia. Grande e Iguaçu. no Pará. que totalizou 482. 2008. região e potência Nome Tucuruí I e II Itaipú (parte brasileira) Ilha Solteira Xingó Paulo Afonso IV Itumbiara São Simão Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia) Jupiá (Eng Souza Dias) o Potência (kW) 8370000 6300000 3444000 3162000 2462400 2082000 1710000 1676000 1551200 1540000 Região Norte Sul Sudeste Nordeste Nordeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Sudeste Porto Primavera (Engo Sérgio Motta) Fonte: Aneel. Desse total. pouco mais de 30% se transformaram em usinas construídas ou outorgadas. Curuá-Una (PA) e Guaporé (MT ). a maioria das grandes centrais hidrelétricas brasileiras localiza-se nas bacias do São Francisco e. elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética.6 TWh (aumento de 4. quase integralmente explorados. na maior produtora de eletricidade do país. Na oferta interna de energia elétrica.1 na página a seguir. segundo os resultados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN). sendo superada por derivados da cana-de-açúcar (16. também. concentraram-se nas regiões Sul. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030. existem em operação nesta bacia apenas cinco Unidades Hidrelétricas de Energia (UHE): Balbina (AM). do Paraná. Além disso. com um potencial de 106 mil MW. portanto. a energia de fonte hidráulica (ou hidreletricidade) respondeu por 14. a energia de fonte hidráulica produzida no país representou 85.9% em relação a 2006).4 abaixo. Samuel (RO). principalmente.000 MW. segundo o Plano 2015 da Eletrobrás.4 . em todo o mundo.6%. pela Companhia Hidrelétrica do S. A concentração das duas regiões não se relaciona apenas com a topografia do país.

2.200 1.000 acima de 18.000 Inventário N O L S Estimado Aproveitado Fonte: EPE.valores consideram apenas 50% da potência de aproveitamentos binacionais.potencial aproveitado inclui usinas existentes em dezembro de 2005 e os aproveitamentos em construção ou com concessão outorgada.Potencial Hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .000 6.2008 Observações: 1. 2008. 3. 4.inventário nesta tabela indica o nível mínimo de estudo do qual foi objeto o potencial.1 .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.201 a 6. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Capítulo 3 | Energia Hidráulica 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Guiana Guiana Francesa O c e a n o A 0º S t l â n t 0º S i c o Amazonas 27% 1% 72% Atlântico Nordeste Ocidental 85% 15% Atlântico Nordeste Oridental 15% 5% Parnaíba 78% 22% 80% 10º S Araguaia .Tocantins 16% 44% 10º S Peru 40% Atlântico Leste 25% 27% São Francisco 31% 11% 58% 48% Bolívia 57% Paraguai 16% 20º S 27% Paraná 19% 9% 72% Atlântico Sudeste 8% 28% 20º S Chile Paraguai 64% Uruguai Argentina 30º S 51% 9% 40% Atlântico Sul 38% 30% 30º S Uruguai 32% Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potencial total (MW) Até 1. 58 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .001 a 18.Foi retirado o potencial das usinas exclusivamente de ponta.

000 5.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 3.001 O N L S Fonte: Aneel.000.000.000 1.Energia Hidráulica | Capítulo 3 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF ES Vitória 20º S 20º S MS Campo Grande SP MG Belo Horizonte Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio SC Argentina 30º S RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência Instalada por Estado (kW) 0 a 1.001 a 1.000.000.001 a 5.000 acima de 4.000.000.001 a 10. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .Potência Instalada por Estado em 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 59 .000 1.000. 2008.000.000.000 100.000.2 .000 acima de 10.001 a 4.001 Potência (kW) Até 100.

Ambas são classificadas como projetos estruturantes. 60 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a oferta de energia elétrica . considerados como iniciativas que proporcionam expansão da infra-estrutura – no caso. região Sul do país. com 855 MW.682 MW no próprio Tapajós. Destes. universidades e iniciativa privada. demonstram capacidade para estimular o desenvolvimento econômico. Fonte: Acervo TDA. mobilizam governo. licitada em 2007. Entre eles destaca-se a usina de Estreito. Outra bacia importante é a Tapajós.4 SUSTENTABILIDADE E INVESTIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS O setor elétrico brasileiro possui uma matriz energética bem mais “limpa”. No total. tecnológico e social. tanto as UHEs apenas outorgadas quanto aquelas já em construção deverão agregar 13. centros de pesquisa. Uma dessas usinas é Santo Antônio. o BIG relaciona 21 empreendimentos. a Aneel estuda viabilidade de três aproveitamentos no rio Teles Pires – todos de caráter estruturante – que somam 3. 3. que. sofrem alguma restrição ambiental. os maiores. para a qual está prevista a construção da Usina de Belo Monte.027 MW. com 1. um estudo encaminhado pela Eletrobrás à Aneel prevê a construção de cinco usinas com capacidade total de 10. com 3. com capacidade instalada de 3.Capítulo 3 | Energia Hidráulica A bacia do Tocantins/Araguaia possui potencial de 28. dos quais quase 12. A outra é Jirau. além das PCHs e CGHs.300 MW de potência.000 MW. Em fase de construção em novembro de 2008. no rio Uruguai.Usina hidrelétrica de Corumbá. Ambas constam do Banco de Informações de Geração da Aneel que. podem ser observados na região Norte. segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). mas cuja construção ainda não havia sido iniciada. com forte participação de fontes renováveis já que o parque instalado é concentrado em usinas hidrelétricas que Casa de força . com potência instalada de 5. em novembro de 2008. registra 15 usinas hidrelétricas já outorgadas.500 MW. no rio Madeira.371 MW à potência instalada do país.087 MW de potência no rio Tocantins. Em 2008.200 MW já estão aproveitados pelas UHEs Serra da Mesa e Tucuruí.150 MW. Outra é a bacia do rio Xingu. Por isso. licitada em 2008. Do potencial a ser aproveitado 90%.no médio e longo prazo e. e Foz do Chapecó. novamente. deverá entrar em obras até o fim da década. porém. É na bacia do Amazonas. Além desses. que estão localizadas as principais usinas planejadas para os próximos anos e incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. ao mesmo tempo.

gov. Entretanto. não se caracterizam pela emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE).gov. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. Fonte: Eletronorte.epe.org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 61 . uma dessas indefinições relacionava-se. 64% do território do país em área de preservação ambiental. é necessário construir novas usinas -com impacto socioambiental mínimo . Ao contrário do que aconteceu nos anos 50 e 70. No final de 2007 e início de 2008 uma polêmica ocorreu entre os formadores de opinião quando veio a público que a maior parte das obras estava atrasada em função da dificuldade para obtenção do licenciamento ambiental provocada por questionamentos na justiça.br BP Global – disponível em www. o entendimento entre as partes é dificultado também por indefinições de caráter legal. em elaboração no segundo semestre de 2008. por lei. Apenas como exemplo. na flora e fauna locais.bp. ao uso das terras indígenas para os aproveitamentos energéticos. Por conta das dificuldades de aceitação existentes nas comunidades e da pressão de grupos organizados – particularmente Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientalistas – os empreendedores têm alocado recursos para projetos de mitigação do impacto. Os opositores argumentam que as construções. por interferirem no traçado natural e no volume de água dos rios. ao proporcionar a redução do consumo. é crescente o número de empreendimentos que procura desenvolver uma relação mais integrada e de longo prazo com as comunidades afetadas. compensando os impactos socioambientais provocados pelas usinas – tem sido uma tendência na construção das hidrelétricas.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. Tanto que a maior contribuição ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas tende a ser a intensificação de projetos de eficiência energética – que.iea. aneel. principalmente na região da Amazônia. tanto de caráter ambiental quanto social. ao tratamento a ser dado aos potenciais hidrelétricos e as respectivas linhas de transmissão frente à proposta do Plano Nacional de Áreas Protegidas. Mais de 70% das emissões de GEE do país estão relacionadas ao desmatamento e às queimadas. simultaneamente. Outra. ações e liminares. diminuem a necessidade de novas usinas. Os maiores entraves à expansão hidrelétrica do país são de natureza ambiental e judicial. provocam impacto na vida da população. Mas. que pretendia transformar.Energia Hidráulica | Capítulo 3 Usina hidrelétrica de Tucuruí. Desenvolver os projetos de maneira sustentável – buscando os resultados econômicos e.para produzir a energia suficiente para o crescimento econômico e ampliação da oferta de empregos. no segundo semestre de 2008.

Capítulo 3 | Energia Hidráulica Acervo TDA 62 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Biomassa Atlas de Energia Elétrica do Brasil 63 4 .

adaptado às condições particulares do combustível e da operação. Nos últimos anos. permite a obtenção de maior volume de energia elétrica. também. a tecnologia de gaseificação aplicada em maior escala transforma a biomassa em importante fonte primária de centrais de geração termelétrica de elevada potência. A segunda proporciona aumento na eficiência global da geração de energia. transformou-se também em um dos principais estímulos aos investimentos na produção de energia a partir da cana-de-açúcar por parte das usinas de açúcar e álcool.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 4 A produção de energia elétrica a partir da biomassa Existem várias rotas tecnológicas para obtenção da energia elétrica a partir da biomassa. portanto. ainda não é uma tecnologia competitiva do ponto de vista comercial. Ciclo combinado integrado à gaseificação da biomassa: A gaseificação é a conversão de qualquer combustível líquido ou sólido. inclusive aquelas de ciclo combinado. produz um gás combustível que pode ser utilizado em usinas térmicas movidas a gás para a produção de energia elétrica. As principais rotas tecnológicas são analisadas no estudo sobre biomassa constante do Plano Nacional de Energia 2030 e resumidas a seguir: Ciclo a vapor com turbinas de contrapressão: É empregado de forma integrada a processos produtivos por meio da co-geração. são aplicadas em processos de co-geração – produção de dois ou mais energéticos a partir de um único processo para geração de energia . Este vapor pode acionar as turbinas usadas no trabalho mecânico requerido nas unidades de produção e as turbinas para geração de energia elétrica. No entanto. Assim. Além disso. em gás energético por meio da oxidação parcial em temperatura elevada. Esta conversão. Este sistema. Essa máquina produzirá a energia mecânica que acionará o gerador de energia elétrica. Ela ressurgiu nos anos 80 – quando começou a ficar evidente a necessidade de contenção no consumo de petróleo – mas. 64 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . todas as rotas tecnológicas. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. é retirada em um ponto intermediário da expansão do vapor que irá movimentar as turbinas. A diferença fundamental desta rota em relação à contrapressão é a existência de um condensador na exaustão da turbina e de níveis determinados para aquecimento da água que alimentará a caldeira. quando inserida em um processo de co-geração. Este processo está maduro do ponto de vista comercial e é o mais disseminado atualmente. no caso da biomassa. como a biomassa. o vapor que seria liberado na atmosfera após a realização desses processos pode ser encaminhado para o atendimento das necessidades térmicas do processo de produção. cuja produção é baseada na utilização do vapor e do gás. com diversos produtores nacionais da maior parte dos equipamentos necessários. Nele. o que aumenta o rendimento das máquinas. Esta energia a ser condensada. O Brasil conta. a biomassa é queimada diretamente em caldeiras e a energia térmica resultante é utilizada na produção do vapor.tradicionalmente utilizada por setores industriais. Todas prevêem a conversão da matéria-prima em um produto intermediário que será utilizado em uma máquina motriz. Ciclo a vapor com turbinas de condensação e extração: Consiste na condensação total ou parcial do vapor ao final da realização do trabalho na turbina para atendimento às atividades mecânicas ou térmicas do processo produtivo. a maior dificuldade para a sua aplicação não é o processo básico de gaseificação. De uma maneira geral. A tecnologia de gaseificação de combustíveis é conhecida desde o século XIX e foi bastante utilizada até os anos 30. com confiabilidade e segurança. mas a obtenção de um equipamento capaz de produzir um gás de qualidade. inclusive. A primeira característica proporciona maior flexibilidade da geração termelétrica (que deixa de ser condicionada ao consumo de vapor de processo). quando os derivados de petróleo passaram a ser utilizados em grande escala e adquiridos por preços competitivos. realizada em gaseificadores. sua instalação exige investimentos muito superiores aos necessários para implantação do sistema simples de condensação.

o Survey of Energy Resources 2007.Biomassa | Capítulo 4 Biomassa 4. historicamente tem sido pouco expressiva na matriz energética mundial.1 . ela é considerada uma das principais alternativas para a diversificação da matriz energética e a conseqüente redução da dependência dos combustíveis fósseis. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. 50 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Petróleo Gás Natural Carvão Biomassa Eletricidade Outros % 4 1973 2006 Mas. Fonte: IEA. Tanto no mercado internacional quanto no interno.Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006. energia hidráulica ou petróleo. se atualmente a biomassa é uma alternativa energética de vanguarda. como mostra o Gráfico 4. não tem sido contabilizada com precisão. como carvão. Um dos mais recentes e detalhados estudos publicados a este respeito no mundo. Dela é possível obter energia elétrica e biocombustíveis. Gráfico 4. cujo consumo é crescente em substituição a derivados de petróleo como o óleo diesel e a gasolina. As estimativas mais aceitas indicam que representa cerca de 13% do consumo mundial de energia primária. 2008. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 65 . como o biodiesel e o etanol.1 INFORMAÇÕES GERAIS A biomassa é uma das fontes para produção de energia com maior potencial de crescimento nos próximos anos.1 abaixo.

respondendo por 30.921 Carvão vegetal 688 40 485 135 14 1 1.831 113 22. Na seqüência estão Alemanha e Brasil. O estudo do WEC mostra que. em 2007. parte é exportada para países desenvolvidos. Já a expansão do etanol provém tanto da crescente 66 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .734 Total 6. custos muito menores que o etanol de países como Estados Unidos e regiões como a União Européia.633 852 2.795 PJ foram provenientes da lenha. 2007. registra que a biomassa respondeu pela produção total de 183. ao extrair da biomassa de madeira 8. a atividade é beneficiada pelo estímulo proveniente do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB). que foi responsável pela produção de 77. o que correspondeu a um pouco mais de 1% da energia elétrica produzida no mundo naquele ano.7% da oferta.361 Licor negro 33 1. o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de etanol que. obtido a partir da cana-de-açúcar.150 8. diante dos 69. ambos com 13. em 2007 a produção brasileira alcançou 8. que em 2005 produziu 56.378 7.017 Ainda segundo o WEC. se parte dela é destinada ao suprimento interno. o líder mundial foi os Estados Unidos. em 2007 o país produziu 402. Segundo o BEN. na geração de energia elétrica a partir da biomassa. principalmente do subgrupo madeira – o mais tradicional – e dos resíduos agrícolas. Finalmente.1% na matriz energética.795 1.1 abaixo. foi a segunda principal fonte de energia. Segundo a Agência Nacional do Petróleo. A segunda posição foi da África. Além disso. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). a biomassa.7% do total mundial.354 PJ. como os membros da União Européia.1 . Um PJ equivale a 1015 joules.284 288 463 644 22 2. em 2005. um terceiro é a associação deste energético ao desflorestamento e à desertificação – um fato que ocorreu no passado mas que está bastante atenuado.3% na produção total.393 PJ (petajoules1).393 1. que é definida como matéria orgânica de origem vegetal ou animal passível de ser transformada em energia térmica ou elétrica.2 a seguir.Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) País África América do Norte Países da América Latina e Caribe Ásia Europa Oceania Total Fonte: WEC. A produção de biodiesel também é crescente e. com 6. trabalho ou quantidade de calor.173 90 17.612 mil tep (toneladas equivalentes de petróleo) em 2007 contra 6. A pequena utilização e a imprecisão na quantificação são decorrências de uma série de fatores.4 TWh no ano e participação de 7.002 m3 de 2006 conforme mostra a Tabela 4. dos quais 7. Desde 2004.633 PJ da lenha. apresenta potencial energético similar e 1 Joule: unidade de energia. como mostra a Tabela 4.176 3. Lenha 5. a Ásia foi o maior consumidor mundial. ao responder por 3. Um deles é a dispersão da matéria-prima – qualquer galho de árvore pode ser considerado biomassa.7%.395 mil tep em 2006. superada apenas por petróleo e derivados. no mercado internacional.4 TWh (terawatts-hora) em 2005.Capítulo 4 | Biomassa do World Energy Council (WEC). A característica comum dessas regiões é a economia altamente dependente da agricultura.3 TWh (terawatts-hora). o que representa um aumento de 34. Tabela 4. segundo dados do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008. dos quais 5. Outro é a pulverização do consumo. Ela ocupou a mesma posição entre as fontes de energia elétrica de origem interna. implantado em dezembro de 2003 pelo Governo Federal. Algumas regiões obtêm grande parte da energia térmica e elétrica que consomem desta fonte. No Brasil.354 2.154 metros cúbicos (m3) do combustível puro (B100). visto que ela é muito utilizada em unidades de pequeno porte. com participação de 31.4% da oferta total. isoladas e distantes dos grandes centros. Só foi superada pela hidreletricidade.

SC Belo Oriente .MS Eunápolis . lançado pelo Governo Federal em 2007.SC Vargem Bonita .RS Camaçari .3 .Usinas de licor negro no Brasil Nome Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Bahia Pulp (Ex-Bacell) Bahia Sul Celucat Celulose Irani Cenibra Centro Tecnológico Usinaverde Jari Celulose Klabin Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Lençóis Paulista Nobrecel VCP-MS Veracel Fonte: Aneel. Além disso. Do processamento da madeira no processo de extração da celulose é possível.BA Lages . principalmente). arroz e cana-de-açúcar.000 440 55. Uma exceção a essa regra é a utilização da biomassa florestal em processos de co-geração industrial.154 784. Estágio Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Município Aracruz . pode ser: florestal (madeira. extrair a lixívia negra (ou licor negro) usado como combustível em usinas de co-geração da própria indústria de celulose. térmica ou elétrica é classificada como biomassa.745 25. 736 69. como o lixo).900 100.250 33.600 92.Produção de biodiesel no Brasil (m3) 2005 2006 2007 2008 (*) Tipo B100 Fonte: ANP. Os derivados obtidos dependem tanto da matéria-prima utilizada (cujo potencial energético varia de tipo para tipo) quanto da tecnologia de processamento para obtenção dos energéticos.SP Pindamonhangaba – SP Três Lagoas . de obras cujos investimentos superam R$ 17 bilhões.000 113. Nas regiões menos desenvolvidas.RJ Almeirim . O que é a biomassa Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica. Outro fator de estímulo foi a inclusão.200 175. A Tabela 4. por exemplo.BA Potência (kW) 210. agrícola (soja. Tabela 4. a biomassa mais utilizada é a de origem florestal.BA Mucuri .100 126.3 abaixo mostra a relação das usinas de biomassa que utilizam licor negro no Brasil em novembro de 2008.MG Rio de Janeiro .PA Telêmaco Borba .ES Guaíba .Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4. No período que vai de 2007 a 2010. os processos para a obtenção de energia se caracterizam pela baixa eficiência – ou necessidade de grande volume de matéria-prima para produção de pequenas quantidades.2 .500 4.SC Lençóis Paulista .700 3. deverão ser investidos R$ 13. entre outras) e rejeitos urbanos e industriais (sólidos ou líquidos. De acordo com a sua origem.3 bilhões na construção de mais de 100 usinas de etanol e biodiesel e outros R$ 4.832 atividade da agroindústria canavieira quanto da tecnologia e experiência adquiridas com o Pró-Álcool – programa federal lançado na década de 70. segundo o PAC.1 bilhões na construção de dois alcooldutos: um entre Senador Canedo (GO) e São Sebastião (SP) e outro entre Cuiabá (MT) e Paranaguá (PR). mas que foi desativado anos depois.960 108. no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).PR Otacílio Costa . com o objetivo de estimular a substituição da gasolina pelo álcool em função da crise do petróleo.600 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 67 .400 57. 2008. 2008.002 402.000 12.

uma tradicional e importante matériaprima para a produção de energia. mas a pirólise também dá origem ao alcatrão e ao ácido piro-lenhoso. O carvão vegetal tem densidade energética duas vezes superior à do material de origem e queima em temperaturas muito mais elevadas. o bagaço. (*) Previsão Fonte: Unica. Assim. Apenas nos automóveis tipo flex fuel (que utilizam tanto gasolina quanto etanol) o consumo de etanol mais que dobrou nos últimos sete anos. a combustão direta para obtenção do calor.2 . em função da diversidade e da aceitação de seus derivados pelos consumidores. ao longo dos anos. A pré-condição para a sua produção é a existência de uma agroindústria forte e com grandes plantações. milho ou cana-de-açúcar. hidrogênio. os resíduos que permanecem no campo. Na cana-de-açúcar. como matéria-prima para energéticos. é possível dele remover os componentes químicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde humana – o que transforma a gaseificação em um processo limpo. 2008. com poucas usinas de pequeno porte em operação no mundo. Além disso. Por isso. arroz. a madeira tem sido. por exemplo. sejam elas de soja. metano. Este processo consiste no aquecimento do material original entre 300 oC e 500 oC. Este gás pode ser utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de eletricidade. sabugo. colmo. por meio de reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio. na “quase ausência” de ar.Capítulo 4 | Biomassa Já a produção em larga escala da energia elétrica e dos biocombustíveis está relacionada à biomassa agrícola e à utilização de tecnologias eficientes. o quadro era radicalmente diferente. dióxido de carbono e nitrogênio). 140 120 100 Bilhões de litros 80 60 40 20 0 Outros União Européia Brasil Estados Unidos 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008* 2009* 2010* 2011* 2012* Gráfico 4. até a extração do material volátil. fornos (metalurgia) e caldeiras. do milho é possível utilizar. Ela ocorre em fogões (cocção de alimentos). a palha e o vinhoto. 68 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . era tratada pela designação genérica de “Outras Fontes” (para detalhes. Na gaseificação. tratados como palha. existem várias. folha e palha. Quanto às técnicas utilizadas para transformar matéria-prima em energético. Além disso. A geração de energia a partir da biomassa animal encontravase. Da soja e arroz. Outra opção é a pirólise ou carbonização – o mais antigo e simples dos processos de conversão de um combustível sólido (normalmente lenha) em outro de melhor qualidade e conteúdo energético (carvão). ver capítulo 5). como mostra o Gráfico 4. Há. Cada uma dá origem a determinado derivado e está em um nível diferente do ponto de vista tecnológico.Produção mundial de etanol. para a geração de vapor. Já para a biomassa de origem vegetal. é possível transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono. em 2008. respondeu por 12% do total da oferta interna de energia em 2007. em fase quase experimental. No Brasil. A biomassa é obtida pelo processamento dos resíduos dessas culturas.2 abaixo. superando os 60 milhões de litros em 2007. em estatísticas e estudos. O principal produto final é o carvão vegetal.

Os derivados são a glicerina e o biodiesel. o segundo é misturado à gasolina (no Brasil. Nesse ano. O resíduo sólido do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade.9 8.6 4.5 7. surgirá e se consolidará um biotrade.3 % 30. Atualmente. A segunda. girassol e amendoim (regiões Sul. além da grande quantidade de terra agriculturável. O primeiro a partir do milho e do trigo.3 31. em menor escala o álcool anidro (isto é. Ao contrário do que ocorre com outras fontes. a médio prazo. milho.4 9.3 5. O produto final é o biogás.3 13. em 2005 Alemanha era a maior produtora de biodiesel e o Brasil. nas transações entre países a comercialização dos biocombustíveis é crescente. Conforme relata estudo sobre o tema inserido no Plano Nacional de Energia 2030.1 100. a biomassa não faz parte das pautas de exportação – embora alguns analistas projetem que. com menos de 1% de água). soja. ambos no hemisfério norte. o continente africano e Austrália. composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2).5 e 4. O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e. pouco propensas à produção agrícola. nova denominação da British Petroleum). aponta para uma capacidade de geração de 11 mil TWh por ano no longo prazo – ou mais da metade do total de energia elétrica produzida em 2007. Estes últimos são caracterizados pela existência de áreas desérticas e. portanto.4 abaixo e as Tabelas 4. ou comércio internacional de energia renovável.89 mil TWh.4 .1 4. a melhor região do planeta para a produção da biomassa é a faixa tropical e subtropical. o mais comum é a fermentação.1 183. publicado em junho de 2008 pela BP Global (Beyhond Petroleum. entre outras matérias-primas de origem vegetal.7 4.8 trilhão de toneladas.0 4. como o Brasil.8 57. a faixa tropical e subtropical do planeta abrange alguns países das Américas Central e do Sul. Este volume. a produção brasileira já era superada pelos Estados Unidos. apresenta solo e condições climáticas adequadas. Tabela 4. quando confrontado com o grau de eficiência das usinas em operação no mundo no ano de 2005. com base principalmente na beterraba. O Brasil.2 DISPONIBILIDADE. pela qual os açúcares de plantas como batata. No entanto. beterraba e cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras). como mostram a Tabela 4. a transesterificação é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de potássio). Sudeste e Centro-Oeste) e mamona (semi-árido nordestino). Assim. Estados Unidos e União Européia.4 8.9 4.3 7. entre o Trópico Estados Unidos Alemanha Brasil Japão Finlândia Reino Unido Canadá Espanha Outros países Total Fonte: WEC. Já na agroindústria. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 69 .Biomassa | Capítulo 4 Um processo bastante utilizado no tratamento de dejetos orgânicos é a digestão anaeróbica que consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre na ausência do ar. são produtores de etanol. PRODUÇÃO E CONSUMO DE BIOMASSA A quantidade estimada de biomassa existente na Terra é da ordem de 1. na proporção de 20% a 22%). porém.Produtores de bioenergia em 2005 País TWh 56. os maiores fornecedores potenciais da matéria-prima desses produtos são os países com agroindústria ativa e grandes dimensões de terras cultivadas ou cultiváveis. Além disso. da madeira e do switchgrass (variedade de grama). Dada a necessidade de escala na produção de resíduos agrícolas para a produção de biocombustíveis e energia elétrica. o segundo maior produtor de etanol. De qualquer maneira.6 a seguir. de Câncer e o Trópico de Capricórnio. Se o primeiro é usado como combustível puro em motores de combustão interna. não existe um ranking mundial dos maiores produtores de biomassa. o biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte). 2007.5 8.7 7. que foi de 19. apenas estatísticas sobre os principais derivados. segundo o estudo da Estatistical Review of World Energy. Finalmente.4 13. se os Estados Unidos lideravam a produção de energia elétrica a partir da biomassa. Ainda assim.

como foco. a regulamentação e a análise das barreiras comerciais e tarifárias já impostas.75 0.669 492 396 260 250 133 100 85 78 73 71 51 36 3.Capítulo 4 | Biomassa Tabela 4.70 0. Brasil e Estados Unidos também haviam iniciado conversações bilaterais para tentar regulamentar o comércio internacional do produto.65 1.28 0.91 0. Tabela 4.42 0.95 4.75 0.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL A utilização da biomassa como fonte de energia elétrica tem sido crescente no Brasil. Na relação das fontes internas.40 3.39 0.58 45.43 0. ela foi responsável pela oferta de 18 TWh (terawatts-hora). em novembro de 2008 existem 302 termelétricas movidas a biomassa no país.95 0. com participação de 85.83 0. uma vez que as atuais exportações para a União Européia atingem 900 milhões de toneladas por ano. Argentina. Assim. Do total de usinas relacionadas. Indonésia e Malásia. Este volume foi 21% superior ao de 2006 e.Produtores de etanol (hm3) País Brasil Estados Unidos China Índia França Rússia Alemanha África do Sul Espanha Reino Unido Tailândia Ucrânia Canadá Total Fonte: WEC. 2004 1. principalmente por Estados Unidos e da União Européia. 13 são abastecidas por licor negro (resíduo da celulose) com potência total de 944 MW.35 0. principalmente em sistemas de cogeração (pela qual é possível obter energia térmica e elétrica) dos setores industrial e de serviços.10 13. obteve a segunda posição na matriz da eletricidade nacional.40 3. 27 por 70 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .00 16.23 37. Em 2007. Para volumes superiores a este limite. atingir as metas de expansão da oferta interna.681 775 857 600 826 203 150 134 89 224 81 445 430 7.694 2006 2. 2007. Apesar de a Alemanha ser o maior produtor mundial de biodiesel. apesar das tarifas de 45%. transformou-se em importadora do produto proveniente de países como Brasil.27 0.80 1.4% (incluindo importação). a tarifa aumentaria para 35%.00 18. da Organização Mundial do Comércio. nos últimos anos. em julho de 2008. a União Européia não tem conseguido. O Itamaraty considerou a proposta insuficiente. também.035 348 320 83 60 57 15 13 70 9 6 2.46 0.39 0.27 0.5 . Uma proposta feita ao Brasil para as exportações à União Européia até 2020 foi a quota de até 1.35 0.20 3. que correspondem a um total de 5. foi um dos focos da negociação da última Rodada de Doha.3 milhão de toneladas por ano com tarifa de importação de 10%. De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Antes da Rodada de Doha.75 0.3 na página seguinte.25 0. Quanto ao etanol. a biomassa só foi superada pela hidreletricidade.016 2005 1.7% da oferta total de energia elétrica. 2004 15. ao corresponder a 3.77 0. segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2008.40 0.25 0. 2007.28 0.35 0.30 0. essa comercialização exige. negociações bilaterais e multilaterais que têm.75 0.495 Por isso e por ser um fenômeno iniciado há poucos anos.85 1.66 2006 17.23 41.6 . como mostra o Gráfico 4.63 2005 16.30 0.Produtores de biodiesel (mil toneladas) País Alemanha França Itália Malásia Estados Unidos República Tcheca Polônia Áustria Eslováquia Espanha Dinamarca Reino Unido Outros países (União Européia) Total Fonte: WEC.90 0.7 mil MW (megawatts) instalados.

mas também porque a safra coincide com o período de estiagem na região Sudeste/Centro-Oeste. por meio da utilização do bagaço e da palha. particularmente no Estado de São Paulo.7 Biomassa 3. o que favorece a instalação nas proximidades dos centros de consumo e suprimento (Mapa 4.2 Gás natural 2. dentre as fontes de biomassa. Em 2007. Vários fatores contribuem para o cenário de expansão.1 na página seguinte).Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007. A iniciativa pode viabilizar a instalação de até 5 mil MW pelo setor sucro-alcooleiro. diante de uma produção total de 33 milhões de tep. considerando-se tanto o potencial energético da palha e do bagaço quanto a estimativa de produção da cana. onde está concentrada a maior potência instalada em hidrelétricas do país. e é estimado em 609. os derivados da cana-de-açúcar responderam pela produção de 37. estimulada pelo consumo crescente de etanol. estabelece condições que facilitam o acesso à rede de transmissão paulista e a obtenção do licenciamento ambiental estadual. com a produção de 14.7% em relação a 2006. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 71 . como o Mato Grosso. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. Em 2008.4 milhões de GJ anuais) e Minas Gerais ( 63. A evolução da regulamentação. 2008. um aumento de 14. A participação é importante não só para a diversificação da matriz elétrica. o que abre espaço para a conexão principalmente das termelétricas localizadas em usinas de açúcar e álcool mais distantes dos centros de consumo. a preservação dos níveis dos reservatórios das UHEs. Um deles é o volume já produzido e o potencial de aumento da produção da cana-de-açúcar.7 a seguir.6 Nuclear 1. De acordo com estimativas da Unica (União da Indústria de Canade-Açúcar de São Paulo). conforme o Anexo. que deverá dobrar em relação a 2008.8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). para geração de eletricidade existente no país. foi a segunda principal fonte primária de energia do país: como mostra a Tabela 4.400 MW médios (ou produção média de MWh ao longo de um ano). Além disso. Fonte: MME. Na seqüência estão Paraná (65.8 Derivados de petróleo 2.2 milhões de GJ anuais).9 Gás industrial 85.3 .4 Carvão mineral 0. portanto. novas condições de acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN) foram definidas pela Aneel.Biomassa | Capítulo 4 100 90 80 70 Participação % 60 50 40 30 20 10 0 Hidráulica e importação 3. acordo fechado entre a Secretaria de Saneamento e Energia de São Paulo.4 milhões de gigajoules (GJ) por ano. a Unica e a Associação Paulista de Cogeração de Energia. da legislação e dos programas oficiais também estimulam os empreendimentos. A eletricidade fornecida neste período auxilia. três por biogás (45 MW).4 Gráfico 4. Uma das características desses empreendimentos é o pequeno porte com potência instalada de até 60 MW. madeira (232 MW). em 2020 a eletricidade produzida pelo setor poderá representar 15% da matriz brasileira. inclusive. a transmissora Isa Cteep. o maior potencial de produção de eletricidade encontra-se na região Sudeste. quatro por casca de arroz (21 MW) e 252 por bagaço de cana (4 mil MW). e atingir 1 bilhão de toneladas. A cana-de-açúcar é um recurso com grande potencial.

000 a 100.000 a 500.Capítulo 4 | Biomassa 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador Belém Manaus AM PA São Luis MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE PE t 0º S i c o Fortaleza CE Natal João Pessoa Recife AL Maceió RN PB 10º S Aracaju Peru MT GO BA Salvador Brasília Cuiabá Bolívia Goiânia DF MG 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba São Paulo Argentina 30º S SC RS Porto Alegre Florianópolis 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência por Estado (kW) Até 50. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL . 72 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 2008.000 50.000 200.3ª EDIÇÃO MAPA 4.000 100.Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008.000 500.726 Tipo de combustível Bagaço de Cana-de-açúcar Biogás Carvão Vegetal Casca de Arroz Licor Negro Resíduo de madeira Escala Gráfica: 0 250 500 km N O S L Fonte: Aneel.000 a 200.000 a 2.1 .936.

com investimentos de US$ 17 bilhões.356 3. florestas energéticas podem ser cultivadas exclusivamente com a finalidade de produzir lenha.8 7. No entanto.239 22.309 109. gases combustíveis e óleos vegetais combustíveis. anunciados em 2006.4 SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO A biomassa pode ser considerada como uma forma indireta de energia solar. A utilização da biomassa. Neste caso.8 9.6 3. sua aplicação moderna e sustentável está diretamente relacionada ao desenvolvimento de tecnologias de produção da energia (ver tópico 4. o manejo adequado da plantação – permitido pelo uso de técnicas da engenharia florestal – permite a retirada planejada de árvores adultas e respectiva reposição de mudas.1 37. carvão vegetal. a biomassa se apresenta como fonte energética de baixa eficiência e alto potencial de emissão de gases.7 13. dos 19 empreendimentos termelétricos em construção relacionados no BIG da Aneel.9 14. cinco são movidos a biomassa e. Mas. com construção ainda não iniciada.464 85.8 12.656 35. Assim.628 37.9 3. Existe. como cocção e combustão. No caso das plantações de cana-de-açúcar. A Unica prevê que.0 37. base dos processos biológicos que preservam a vida das plantas e produtora da energia química que se converterá em outras formas de energia ou em produtos energéticos como carvão vegetal.880 33. entre outros.505 28. a liberação de oxigênio e a captura de dióxido de carbono (CO2. o que aumenta a capacidade do seqüestro de CO2. serem consumados. As demais serão abastecidas por madeira.1 14. por exemplo. inclusive.7 5.545 21. com vistas ao aumento de produtividade.7 . destes.6 5.716 13. contribui para a contenção do aquecimento global.7 4. Portanto.6 14.2 6. se constitui em fator de risco para a saúde humana – sendo responsável.3 6.0 14. Na utilização sustentável do bagaço da cana para a produção de eletricidade por meio Atlas de Energia Elétrica do Brasil 73 . Projetos florestais de implantação e manejo podem ser caracterizados e formatados. carvão vegetal. o uso dos resíduos para produção de eletricidade beneficia os aspectos ambientais da fase de colheita. Essa energia é responsável pela fotossíntese.0 1. sendo que quase metade (30) a cana-de-açúcar.4 45. briquetes e licor negro para uso industrial. O método tradicional é a colheita manual acompanhada da queima da palha (as conhecidas queimadas) que.199 14. até 2012.847 7. 4. pela ocorrência de incêndios de grandes proporções nas áreas adjacentes. que prescinde das queimadas.6 45. Se utilizada para produção de energia pelos meios tradicionais. Estrutura % 07/06 % 2007 129.0 100. também.537 28.0 1.667 101.344 Em novembro de 2008.102 89. a possibilidade de outros 211 projetos.9 12. para as 163 unidades já outorgadas.0 124.537 3.758 3. um a bagaço de cana-de-açúcar.3 2. inclusive.9 0. tradicionalmente é associada ao desmatamento. 2008. principal agente do efeito estufa).Biomassa | Capítulo 4 Tabela 4. como Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). casca de arroz e biogás. além de produzir a emissão de grandes volumes de CO2. Mas.1 -9.4 9.1) e às técnicas de manejo da matéria-prima. etanol. várias usinas têm optado pela colheita mecânica.Oferta interna de energia no Brasil mil tep Especificação 2006 Não-renovável Petróleo e derivados Gás natural Carvão mineral e derivados Urânio (U3O8) e derivados Renovável Hidráulica e eletricidade Lenha e carvão vegetal Derivados da cana-de-açúcar Outras renováveis Total Fonte: MME.6 6.5 2006 55. 55 serão movidas a biomassa. licor negro.754 226. 86 unidades sejam construídas.0 15.2 100. também.676 238.999 6. A fotossíntese permite.589 32. o que elevaria o valor total do investimento previsto para US$ 35 bilhões.0 2007 54.

dos quais 80% na área agrícola. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.1 mil litros por hectare. por exemplo. gov. é um recurso energético de grande importância social para algumas regiões do Brasil.gov. cerca de um milhão de pessoas. pelo grande número de pessoas diretamente envolvidas no processo de desbaste. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. de usinas termelétricas. Estas variáveis têm sido contornadas por técnicas e processos que aumentam a produtividade da biomassa reduzindo. A cana-de-açúcar é uma das culturas que mais gera emprego por área cultivada. para obtenção do etanol a partir do milho.Capítulo 4 | Biomassa Pesquisador na unidade piloto de biodiesel.org.br Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) – disponível em www. unica. Apenas como exemplo. portanto.cogensp. o setor agroindustrial da cana-de-açúçar tem importância relevante na geração de empregos ao absorver. cata. corte e coleta da lenha.iea.mme. A lenha. Embora a maior parte da mão-de-obra exigida não seja qualificada. Os principais aspectos negativos são a interferência no tipo natural do solo e a possibilidade da formação de monoculturas em grande extensão de terras – o que competiria com a produção de alimentos. caracterizado pelo aumento dos níveis de consumo e qualidade de vida. aneel. a necessidade de crescimento de áreas plantadas. Fonte: Petrobras. inclusão social. a geração de empregos diretos e indiretos tem sido reconhecida como um dos principais benefícios da biomassa. ela promove um ciclo virtuoso nas regiões da produção agrícola.com. aliás.com.br World Energy Council (WEC) – disponível em www.gov. Ainda segundo relata o Plano Nacional de Energia 2030. Nos Estados Unidos.br BP Global – disponível em www. segundo dados da Unica.epe.8 mil litros de etanol por hectare plantado.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.br Agência Nacional de Petróleo.br Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen-SP) – disponível em www.br União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) – disponível em www. promoção do desenvolvimento regional e redução do êxodo rural. Do ponto de vista social. a relação é 3. diretamente.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. o balanço de emissões de CO2 é praticamente nulo. Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.com.gov.anp.worldenergy. como o Rio Grande do Norte. geração de novas atividades econômicas. fortalecimento da indústria local. no Brasil é possível produzir 6.bp. pois as emissões resultantes da atividade são absorvidas e fixadas pela planta durante o seu crescimento.org 74 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .abiove.

Parte II Fontes renováveis Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Stock Xchng Outras Fontes Atlas de Energia Elétrica do Brasil 75 5 .

Estes certificados comprovam que o projeto foi desenvolvido de maneira sustentável e que permite a captura de CO2. Canadá. também chamado mercado verde. utiliza como matéria-prima a biomassa em substituição aos combustíveis fósseis. programas oficiais de governo. para a comercialização de um terço da produção. Bobina a vapor Tarrafa Dejetos orgânicos Filtro de gás Água O gás é convertido para produtos líquidos ou usado como combustível alternativo em motores. no Rio de Janeiro. Um exemplo de mercado voluntário de créditos de carbono. Na maioria dos países analisados pela REN21. as permissões para emissões por parte das diferentes indústrias podem ser livremente negociadas entre elas. e em operação desde 2004. localizada na Ilha do Fundão.3 milhões destes consumidores. Favorece. entre 2006 e 2007. em 2007 havia mais de 4 milhões de consumidores da energia produzida por usinas verdes na Europa. O calor proporcionado pela incineração da matéria orgânica é aproveitado para a geração térmica de eletricidade. A Usina Verde recebe diariamente 30 toneladas de resíduos sólidos pré-tratados provenientes de aterro sanitário. os projetos implantados de “energia verde” podem participar como vendedores de certificados de crédito de carbono no mercado internacional de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). ainda. A Holanda é o país que registra maior número destes consumidores. Segundo a Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21). reduzem as emissões – de dióxido de carbono (CO2) e outros gases causadores do efeito estufa na atmosfera. é o Chicago Climate Exchange (Bolsa do Clima de Chicago). em parte em função dos altos impostos aplicados à eletricidade produzida a partir de fontes fósseis e em parte devido às isenções tarifárias especiais aplicadas à energia verde e divulgadas por meio de campanhas publicitárias. Estados Unidos. é vendedor de créditos de carbono no mercado internacional. Estimativas apontam que. A potência é de 0. o chamado “mercado da energia verde” está em expansão em vários países europeus. Austrália e Japão. Ele é resultado do compromisso para redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) assumidos pelas nações desenvolvidas na assinatura do Protocolo de Kyoto e ratificadas pelo Tratado em 2005. projetos desenvolvidos pelas companhias de energia e aquisição compulsória de parte da produção por órgãos públicos.Capítulo 5 | Outras fontes Box 5 A energia verde Constituído no final dos anos 90. a implementação de usinas abastecidas por fontes renováveis que permitem a “captura” – ou. Entre eles. o país abrigava cerca de 2. caldeiras ou turbinas Sistema de geração Desvolatização Caldeira Gás reciclado Produtos líquidos Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do biogás 76 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . mesmo em países em que o mercado é desregulamentado para os clientes atendidos em baixa tensão. Essa movimentação foi estimulada por uma combinação de fatores. participação da iniciativa privada. apenas vapor de água e CO2. Suíça e Reino Unido. portanto. A entidade informa. com programas de eficiência e conservação de energia e projetos de reflorestamento. É considerada “limpa” porque destrói termicamente os gases poluentes produzidos no processo. que os três principais veículos para aquisição da energia verde são: programas especiais de precificação. Alemanha. Além disso. Nos países da União Européia. sem causar danos ambientais. como o Brasil. Nos países em desenvolvimento. e a negociação voluntária de certificados de energia renovável.7 MW. a existência de um mercado livre (desregulamentado). liberando na atmosfera. em outras palavras. ou MDL. uma tonelada de CO2 corresponde a um crédito de carbono. porém. Por convenção. Os compradores dos certificados são as companhias situadas nos países desenvolvidos que podem utilizar os créditos adquiridos para diminuir os compromissos de redução das emissões. Suécia. Construída pela iniciativa privada com parte da tecnologia desenvolvida pela Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Representa menos que 5% das vendas totais. a participação da energia verde no mercado total de eletricidade é pouco significativa. a usina obtém eletricidade a partir da incineração do lixo urbano. O projeto piloto da Usina Verde. como Finlândia. O setor elétrico pode participar do mercado de MDL com usinas movimentadas por fontes renováveis e alternativas.

cuja utilização é responsável pela emissão de grande parte dos gases que provocam o efeito estufa. aumentou em 500% a sua participação na matriz energética mundial. nos primeiros anos do século XXI. cujos principais potenciais já foram quase integralmente aproveitados nos países desenvolvidos (ver capítulo 3). ao reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. segundo a Key World Energy Statistics da International Energy Agency (IEA). Além disso. muitos países – inclusive o Brasil – mantinham programas oficiais para expansão das chamadas fontes renováveis de energia.Outras fontes | Capítulo 5 Outras Fontes 5. com a volatilidade dos preços do petróleo e com o esgotamento 5 Placa coletora de energia solar. em boa parte deles. sol (energia solar).XCHNG (www. Permitem não só a diversificação. Não é coincidência. mas também a “limpeza” da matriz energética local.sxc. geotérmica (calor existente no interior da Terra). iniciados já há alguns anos. que registrou expansão de 589% no período. edição de 2008. as pesquisas e aplicações acabaram por beneficiar o grupo chamado “Outras Fontes” (ou “fontes alternativas”. corretas do ponto de vista ambiental. que a evolução do parque instalado tenha se concentrado na década de 90 e. esgoto. elas têm o fato de serem renováveis e. Mas. Assim. também podem operar como fontes complementares a grandes usinas hidrelétricas. Em comum. Fonte: Stock.1 INFORMAÇÕES GERAIS Em 2008. mar. entre outros. portanto. como carvão e petróleo. período em que se acentuaram as preocupações com a degeneração do meio ambiente. as duas principais fontes – aproveitamentos hídricos e a biomassa – não apresentavam significativo potencial de expansão. No grupo chamado “Outras Fontes” estão abrigados o vento (energia eólica). lixo e dejetos animais. particularmente. Uma variação que só foi superada pelo parque nuclear.hu). Atlas de Energia Elétrica do Brasil 77 . termo que começa a cair em desuso) que. de 1973 a 2006. portanto.

40 55.94 7. a capacidade instalada das principais fontes enquadradas na categoria “Outras” aumentou entre 20% e 60%. Mas.19 110. a presença foi ainda menor: de 0.12 6.1 2.4 26. Tabela 5. na produção de energia elétrica é classificada como “Outras Fontes”.761. Entre 2002 e 2006.30 3.90 3.819. conforme o Gráfico 5.66 2. ainda segundo a IEA.00 % 34.115.801.0 Mtep 4.45 11. É importante observar que.498.10 14.00 20. extraído do estudo Renewables 2007 – Global Status Report. embora a biomassa seja considerada uma fonte primária importante no mundo (principalmente pelo uso da lenha em países subdesenvolvidos).64 3. essas fontes têm participação pouco expressiva na matriz elétrica mundial.1% em 1973 passou a 0.9 10. 78 Atlas de Energia Elétrica do Brasil % Tabela 5. 2008.6 100.2 logo em seguida.930 2006 Mtep 2.6 1. PV Solar conectados à rede Biodiesel (produção anual) Energia eólica Calor geotérmico PV Solar desconectados da rede Aquecimento solar de água Etanol (produção anual) Pequenas hidrelétricas Grandes hidrelétricas Energia da biomassa Energia geotérmica Calor da biomassa 0 10 20 30 40 50 60 70 Gráfico 5.30 70.2 10.07 6.04 648.0 20.406.00 2.00 46.94 1.93 2.930 TWh.00 5. Fonte: REN21.2 . conforme a Tabela 5.1 abaixo.91 727.80 435.1 100.80 16. eólica.0 .1 a seguir.038. 2008. 2008. como mostra a Tabela 5. geotérmica. apesar do crescimento verificado.028.Oferta primária de energia em 1973 e 2006 1973 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Biomassa Hidráulica Outras Renováveis Total Fonte: IEA.1 24.Produção de energia elétrica no mundo em 2006 % Petróleo Carvão Gás Natural Nuclear Hidráulica Outras Fontes Renováveis Total Fonte: IEA.8 0.097. TWh 1. Se considerada a matriz energética total.01 1.4 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep). em colaboração com o Worldwatch Institute.80 41.39 18.804.84 258.185. combustíveis renováveis e lixo produziu apenas 435 TWh (terawatts-hora) de uma oferta total de 18.5 16.Capítulo 5 | Outras fontes das reservas conhecidas dos combustíveis fósseis.741. produzido pela Rede de Energias Renováveis para o Século XXI (REN21).0 0.052.5 6.17 978.30 100. o conjunto composto por solar.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável. Em 2006. diante do total de 11.6% em 2006 – ou 70.2 0.1 .7 bilhões de tep em 2006.

O Brasil. O volume inferior ao inicialmente estimado fez com que o governo anunciasse.1 26. passando de 7. em fase de pesquisa. A energia produzida pelo Proinfa tem garantia de contratação por 20 anos pela Eletrobrás. Tabela 5. cuja matéria-prima é a biomassa obtida em aterros sanitários (lixões). segundo levantamento sobre fontes renováveis constante do estudo Statistical Review of World Energy publicado em junho de 2008 pela Beyond Petroleum (nova denominação da companhia British Petroleum). a expansão do grupo “Outras Fontes” é fruto. Espanha e Dinamarca.155% entre 1997 e 2007. que teve início no final do século XIX. cujos integrantes ainda não têm presença forte o suficiente para justificar a individualização em estatísticas de caráter mais geral. como registra a World Wind Energy Association (WWEA) na Tabela 5. Além disso. por exemplo.153 93.290 47. estão em operação no país 17 usinas eólicas. em 2008.4 23. em 2003. Segundo o Banco de Informações de Geração (BIG). em grande parte. portanto. o mais ativo da história da produção de energia elétrica a partir do movimento dos ventos. de abril de 2002. Em outubro de 2008. do total inicialmente previsto. 1. 19 usinas a biomassa e 7 eólicas.5 mil para 93.155.8 mil MW. 2008.663 13. revisão do programa de forma a estimular o aumento dos investimentos. 1. Neste último caso enquadram-se.0 mil MW (megawatts) em 2007.3 41.8 28. com base na Lei no 10.9 mil MW). Com capacidade instalada de 2.4 mil MW a 54 usinas eólicas e 685 MW a 27 usinas de pequeno porte à base de biomassa.Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Potência (MW) 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Crescimento total Fonte: WWEA. Do total de potência instalada.320 31.2 mil MW seriam correspondentes a 63 PCHs (pequenas centras hidrelétricas).696 18. Para a primeira fase do programa. 5.438. projetos pilotos ou aplicações muito localizadas a partir de instalações de pequeno porte.6 1.6 26. tarifas especiais.164 39.693 59.3 mil MW. Cada um dos integrantes do grupo “Outras Fontes” está. a ser iniciada logo após a conclusão da primeira e encerrada em 2022. países como Alemanha. O programa é gerenciado pela Eletrobrás. Nas próximas páginas. das quais constavam condições especiais para a venda da energia produzida para as companhias de eletricidade. um empreendimento fotovoltaico e três usinas termelétricas abastecidas por biogás. da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).3 .7 31. Crescimento (%) 29.033 74. estão em operação comercial 34 PCHs.5 7.849 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 79 . as Filipinas. Em função do custo elevado de produção enquanto a tecnologia ainda não está consolidada. por exemplo. empresa constituída pelo Governo Federal em 1962 para investir na expansão do sistema elétrico nacional.2 ENERGIA EÓLICA A capacidade instalada mundial da energia eólica aumentou 1. desoneração fiscal ou aporte direto de recursos. que obtém parcela significativa da energia elétrica local a partir de usinas geotérmicas. o ano de 2007 foi. 320 PCHs. maior programa nacional para estímulo à produção de energia elétrica por meio das fontes renováveis.7 34. como é o caso da matriz energética mundial. A expectativa. definiram metas para a expansão da energia eólica. a meta é que as três fontes eleitas tenham participação de 10% na matriz da energia elétrica nacional.8 25. do apoio governamental por meio de programas oficiais que abrangem variáveis como aquisição compulsória por parte das empresas de energia elétrica locais. que se confirmou.Outras fontes | Capítulo 5 A pequena produção é a terceira característica comum ao grupo “Outras Fontes”. este capítulo apresenta o estágio de implantação de cada uma das principais integrantes do grupo chamado “Outras Fontes”. Este comportamento ocorre porque a tecnologia desenvolvida ainda não apresenta custos compatíveis com a implantação em escala comercial. implantou o Proinfa. as Filipinas detinham a segunda maior participação mundial nesta modalidade energética e só eram superadas pelos Estados Unidos (2. previa-se a instalação de uma capacidade total de 3. Para a segunda fase do programa. era que a tendência se mantivesse em 2008. Nos anos 90. como mostra o Anexo. também.475 9.3 abaixo. em novembro de 2008. tanto no Brasil quanto no mercado internacional.1 21. no entanto.039 24. subsídios.

O maior parque estava na Alemanha que. os maiores produtores foram Alemanha.4% do total.145.8 mil MW. O estudo da WWEA também aponta o conjunto de 10 países com maior expansão em 2007 e que. O segundo lugar ficou com Estados Unidos (18% de participação). cuja matriz é muito concentrada em combustíveis fósseis e com poucos aproveitamentos hídricos ainda inexplorados. O principal argumento contrário é o custo que.10 93. Estados Unidos e Espanha que. para 2010.9 16.00 2. Na seqüência veio Espanha com 16.10 % em relação ao total 23. vários países. quase o dobro da atual. em 2007.8%).6 2. Este ranking é liderado pelos Estados Unidos. Apenas como exemplo.726.455. no Brasil. graças ao salto de 45% verificado entre 2006 e 2007 na capacidade instalada local. enquanto o custo da energia hidrelétrica estava em torno dos R$ 100. América do Norte e Ásia.389. Segundo o estudo da WWEA.8%) e China (16. 2008.0 Alemanha Estados Unidos Espanha Índia China Dinamarca Itália França Reino Unido o o 4o 5o 6 7 8 o o o 9o 10 Portugal Brasil Total 25 Fonte: WWEA.850.130.4 . 80 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .3 3.7% do total mundial. pela ordem. independência de importações e custo zero para obtenção de suprimento (ao contrário do que ocorre com as fontes fósseis).1% de participação. quase 60% da capacidade instalada total.00 3. correspondia a 23.4 abaixo. era de cerca de R$ 230.00 2. As regiões que mais têm se destacado no setor são. Na seqüência aparecem Índia. agregaram mais 19 mil MW de potência instalada ao total mundial.849.912. possuem projetos de vigorosa expansão do parque eólico no médio prazo. Fonte: Eletrobrás.818.00 por MWh. em 2008. considerando-se também os impostos embutidos. Tabela 5.10 2.00 5. Além disso.00 247. juntos. em 2007 houve a instalação de aproximadamente 20 mil MW de geração eólica em todo o mundo.125.7 17. concentravam.247. Alemanha e França. juntos.00 2.4 6.Capítulo 5 | Outras fontes Os grandes argumentos favoráveis à fonte eólica são. além da renovabilidade.3 0.00 por MWh. grande disponibilidade.9 2. uma potência mundial instalada de 170 mil MW. ainda é elevado na comparação com outras fontes. perenidade.5 2. imediatamente seguidos pela Espanha (17.1 8.3 100. com capacidade total de 22 mil MW. que atingiu um total de 16.40 16.10 7. como mostra a Tabela 5.80 15. embora seja decrescente.Potência instalada em 2007 País 1o 2 3 o o Potência (MW) 22.3 2. Aerogeradores. Nesse ano. Esse movimento faz com que a WWEA projete. Europa. com 26.

Não existem informações precisas sobre o período em que ela começou a ser aplicada.9 TWh/ano 22. é possível operar as usinas eólicas em sistema complementar com as usinas hidrelétricas. visto que desde a Antigüidade dá origem à energia mecânica utilizada na movimentação dos barcos e em atividades econômicas básicas como bombeamento de água e moagem de grãos.1 GW 5. o de Osório. De acordo com o BIG. a obtenção da energia eólica também pressupõe a existência de condições naturais específicas e favoráveis. embora. Potencial e produção de energia eólica no Brasil O Brasil é favorecido em termos de ventos. 2007.1 abaixo mostra que as regiões com maior potencial medido são Nordeste.4 TWh/ano 75. A quantidade de energia mecânica transferida – e.8 GW).8 GW 26. mas estimativas apontam que o potencial eólico bruto no planeta seja da ordem de 500 mil TWh (terawatts-hora) por ano. com 150 MW de potência. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 81 . região em que está instalado o maior parque eólico do país. de 5 mil kW. o diâmetro das turbinas era de 20 metros.0 GW 144. por exemplo. como a hidráulica. inicialmente de 10 metros aproximadamente. Finalmente. que produz a eletricidade. apenas 10% sejam tecnicamente aproveitáveis. de forma a preservar a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas. o que permite a obtenção. estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico de 2001 (último estudo realizado a respeito) apontam para um potencial de geração de energia eólica de 143 mil MW no Brasil. como a velocidade costuma ser maior em períodos de estiagem. essas pás dão origem à energia mecânica que aciona o rotor do aerogerador. que se caracterizam por uma presença duas vezes superior à média mundial e pela volatilidade de 5% (oscilação da velocidade). Ainda assim. o que acarretava uma potência média de 50 kW (quilowatts). de 105 mil MW em novembro de 2008. elementos integrantes da usina. direção e velocidade do vento relacionam-se a aspectos geográficos naturais como relevo. volume superior à potência instalada total no país. Ao girar. o que dá maior previsibilidade ao volume a ser produzido. por restrições socioambientais. 50 mil TWh por ano correspondem a mais de 250% da produção mundial total de energia elétrica em 2007.3 TWh/ano 3. Sua operação permitiria. que foi de 18. principalmente no litoral (75 GW).7 GW 54. a intensidade. A avaliação destas condições – ou do potencial eólico de determinada região – requer trabalhos sistemáticos de coleta e análise de dados sobre a velocidade e o regime dos ventos. Em 1985. da Aneel. portanto. portanto. e Sul (22. 12. A geração eólica ocorre pelo contato do vento com as pás do cata-vento. hoje supera os 50 metros. Hoje. A evolução da tecnologia permitiu o desenvolvimento de equipamentos mais potentes. a “estocagem” da energia elétrica. A Figura 5. Além disso. a exemplo do que ocorre com outras fontes. à área coberta pela rotação das pás e à velocidade do vento. Além disso a altura das torres. no país.7 GW). o vento é utilizado principalmente para produzir energia mecânica utilizada no bombeamento de água na irrigação. Fonte: EPE. a densidade do ar.9 mil TWh. vegetação e interações térmicas entre a superfície da terra e a atmosfera.4 TWh/ano 29. Mas. aquela obtida da energia cinética (do movimento) gerada pela migração das massas de ar provocada pelas diferenças de temperatura existentes na superfície do planeta. no Rio Grande do Sul. particularmente no Vale do Jequitinhonha (29. em uma única turbina. Sudeste.1 – Potencial eólico brasileiro. Não existem estudos precisos a este respeito. o potencial de energia elétrica a ser produzida – está diretamente relacionada à densidade do ar. Assim. esses diâmetros chegam a superar 100 metros.Outras fontes | Capítulo 5 O que é energia eólica A energia eólica é.8 GW 41.1 TWh/ano Figura 5. No entanto. basicamente.

em 2007.9%. conforme pode ser observado a partir das informações registradas no BIG da Aneel. e apenas outorgada. em construção no Ceará. Assim como ocorreu no segmento da energia eólica. rotor de 17 metros de diâmetro e torre de 23 metros de altura. que compõem o empreendimento de Osório. individualmente. 70 metros de diâmetro e 100 de altura. de 22 MW. situada no Alentejo. a exigência do Proinfa para que os projetos inseridos no programa tivessem índice de nacionalização de 60%. Ainda assim. No geral. a oferta interna de energia eólica aumentou de 236 GWh para 559 GWh. Em 2007. Eram centrais como estas que. Sangradouro e dos Índios. juntos. com 49% da potência total instalada. para 2009. e Espanha concentraram. A primeira turbina eólica instalada no país . a central é constituída por quatro turbinas de 250 kW. o seu porte e. todos os projetos implementados foram de pequeno porte. Também no Ceará. Além disso. o BIG da Aneel registrava a existência de 22 projetos em construção a partir da energia eólica. 25 turbinas com potência de 2 MW (o que totaliza a potência de 50 MW por parque). Os projetos construídos anteriormente foram. Esse total era 11 vezes inferior aos 273 MW registrados em 2008. não foi só o número de unidades que aumentou mas. a potência. a Central Eólica de Prainha tem capacidade para 10 MW. ela aumentou mais de 2. estavam registrados como outorgados. entrou em operação a Central Solar Fotovoltaica de Serpa. em Portugal. uma variação de 136. de 14 mil MW. por exemplo. Além disso. porém sem que as obras tivessem sido iniciadas. por exemplo. Todos são países com programas fortes de diversificação e simultânea “limpeza” da matriz energética local. em exceção.200 kW. ela corresponde a pouco mais de 50% da capacidade instalada da usina hidrelétrica de Itaipu. A de Redonda. a alta dependência das importações de equipamentos para montagem das unidades e. a partir da instalação de 20 turbinas de 500 kW. em conseqüência.5.possuía gerador com potência de 75 kW. ao mesmo tempo em que anunciava. terá potência instalada de 104 MW. Além deles. no entanto. conforme estudo do Photovoltaic Power Systems Programme. no entanto.4 mil MW. este quadro esteja se alterando. O que funcionou como trava à expansão foi. no Arquipélago de Fernando de Noronha .8 mil MW. em novembro de 2008. as potências previstas por algumas centrais já eram bastante superiores àquelas verificadas nos parques construídos nos anos 90. compunham a potência eólica total instalada no país. em 1994. foi a maior 82 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a realização de leilões da energia a ser produzida pelos futuros empreendimentos eólicos – instrumento que funciona como sinalizador ao investidor. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). com potência total de 2. Japão. nos projetos de expansão da fonte. Tanto em um quanto em outro grupo. de um lado. instalada na cidade de Gouveia (MG). também. outros 50. também na energia solar a Alemanha é a maior produtora. de outro. o que significa que o crescimento verificado nos últimos cinco anos ocorreu a uma taxa média anual de 65%. há a participação relativa dos países. Na Paraíba. De certa forma eles se constituem. 5. com potência total de 463 MW. Os Parques Eólicos Osório.Capítulo 5 | Outras fontes as 17 usinas eólicas em operação em novembro de 2008 apresentavam capacidade instalada de 273 MW. são 13 turbinas de 800 kW e potência de 10. Além disso. Em 2007. A usina de Praia Formosa. Estados Unidos. no segundo semestre de 2008 o Ministério de Minas e Energia anunciava a intenção de rever as regras do Proinfa para solucionar o impasse. De qualquer maneira. os projetos já implementados para produção de eletricidade a partir da energia solar ainda são restritos e destinados a abastecer localidades isoladas – embora. Logo a seguir. por permitir a contratação presente da energia que será produzida. nos últimos anos. como mostra a Tabela 5. também no Ceará. todos de pequeno porte e experimentais. Outro caso é a Central Eólica Experimental no Morro do Carmelinho. À época.3 ENERGIA SOLAR Assim como ocorre com as demais participantes do grupo “Outras Fontes”.2 na página seguinte mostra a evolução da potência solar instalada no mundo de 1992 a 2007 para produção de eletricidade. Alemanha. em 2003. a participação da energia solar é pouco expressiva na matriz mundial. Até a construção das três plantas de Osório. segundo os dados do Balanço Energético Nacional. tem potência prevista de 300 MW.em 1992. Em 2007. Este quadro é resultado tanto da forma como esses parques se desenvolveram quanto da adesão do país à tendência de expansão das eólicas. possuem. O Gráfico 5. também. tem rotor de 29 metros de diâmetro e torre de 30 metros de altura. tem sido crescente o interesse pelas usinas. Com capacidade nominal de 1 MW. da IEA. a potência total instalada atingiu 7. No entanto. 84% da capacidade mundial. Para se ter uma idéia.000% entre 1996 e 2006.

Potência (MW) 3.000 5.000 7. Depende da latitude.862. por exemplo. Em 2007. suficiente para abastecer cerca de oito mil habitações. Os percentuais exigidos variam de 30% a 70%. Mas. durante muito tempo Israel foi o único país a exigir uma participação mínima de aquecimento de água a partir da energia solar. China e Alemanha. usina solar com potência de 500 MW.4 1.4 7.000 6.2 454. O que tradicionalmente é mais generalizado é o uso da energia solar para obtenção de energia térmica. Esta aplicação destinase a atender setores diversos.5 5. 2007. não atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre.000 3.0 % em relação ao total 49. Outra tendência que se forma é a utilização da energia solar para a obtenção conjunta de calor e eletricidade. que vão da indústria.918.2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW). também.0 120. também. em processos que requerem temperaturas elevadas (por exemplo.000 1.6 8. porém. Para o futuro.5 .3 24. da estação do ano e de condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do ar.5 10. a tendência começa a se disseminar nos grandes centros urbanos como a cidade de São Paulo. Segundo o estudo sobre Outras Fontes constante do Plano Nacional de Energia 2030. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 83 . em 2006. deverá ser instalada. 2007. projeta a construção de uma central de 154 MW. a Espanha assumiu postura semelhante e passou a exigir níveis mínimos de energia solar tanto para o aquecimento de água quanto para a geração de eletricidade em novas construções como prédios residenciais. para aquecimento de O que é a energia solar A energia solar chega à Terra nas formas térmica e luminosa.841. estão previstas unidades bem maiores. O governo australiano.000 2.Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país País 1o 2o 3o 4o 5 o água.7 100 Alemanha Japão Estados Unidos Espanha Itália Outros países Total Fonte: IEA. Essa radiação.000 0 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Gráfico 5. embora não haja nenhuma compulsoriedade.0 1. No deserto de Mojave. Coréia. Fonte: IEA. Tabela 5. unidade do gênero do mundo.5 655. com capacidade instalada de 11 MW. hotéis e hospitais. No Brasil. dependendo do clima.000 4. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética. na Califórnia (Estados Unidos). a iniciativa foi acompanhada por países como Índia.000 8. Segundo a REN21. secagem de grãos na agricultura) ao residencial.Outras fontes | Capítulo 5 9. nível de consumo e disponibilidade de outras fontes de energia.9 830. sua irradiação por ano na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo anual de energia do mundo.

Um sistema fotovoltaico não precisa do brilho do sol para operar. antes bloqueado. 84 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . transporte e armazenamento e. Ele também pode gerar eletricidade em dias nublados. 2007. São os equipamentos utilizados nessa captação que determinam qual será o tipo de energia a ser obtida. É possível captar essa luz e transformá-la em alguma forma de energia utilizada pelo homem: térmica ou elétrica. Este comportamento pode ser observado no Gráfico 5.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. Quando a luz do sol atinge o semicondutor na região dessa junção. duas camadas de semicondutores: uma positivamente carregada e outra negativamente carregada.Capítulo 5 | Outras fontes Ao passar pela atmosfera terrestre. os sistemas fotovoltaicos conectados à rede continuaram a ser. maior o fluxo de energia elétrica. 12.000 8. conversão em eletricidade. Se for utilizada uma superfície escura para a captação. o campo elétrico existente permite o estabelecimento do fluxo eletrônico. permita o fluxo eletrônico (partículas positivas e negativas). à medida que sua aplicação é mais disseminada. o custo é menor. na medida em que é estimulado pela radiação. pelo menos. Quanto maior a intensidade de luz. O processo completo compreende quatro fases: coleta da irradiação. Finalmente. o resultado será a eletricidade. Conforme mostra o Gráfico 5. Para o aproveitamento da energia heliotérmica é necessário um local com alta incidência de irradiação solar direta. é necessário adaptar um material semicondutor (geralmente o silício) para que. 1995-2007.4 na página seguinte. às vezes é necessário concentrar a radiação em um só ponto. Este é o princípio de muitos aquecedores solares de água. o que implica em pouca intensidade de nuvens e baixos índices pluviométricos. em 2006 e 2007.000 0 Total Conectados à rede Desconectados da rede 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 Gráfico 5. todas as células fotovoltaicas têm. Segundo o Plano Nacional 2030. um fenômeno diferente do tradicional. Fonte: REN21. a maior parte da energia solar manifesta-se sob a forma de luz visível de raios infravermelhos e de raios ultravioleta. Se utilizadas células fotovoltaicas (painéis fotovoltaicos). como ocorre no semi-árido brasileiro. formando uma junção eletrônica. a transformação da radiação solar em eletricidade é direta. Já no sistema fotovoltaico. e dá início ao fluxo de energia na forma de corrente contínua. No primeiro.000 4. além de coletar. finalmente. na maioria das vezes. a irradiação solar é convertida em calor que é utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade. conversão em calor.000 10. Para a produção de energia elétrica existem dois sistemas: o heliotérmico e o fotovoltaico.000 Megawatts 6. a energia solar será transformada em calor. ao atendimento em regiões isoladas. boa parte das unidades construídas têm sido conectadas à rede de distribuição de eletricidade. Para tanto. quando os empreendimentos eram destinados.3 abaixo. a tecnologia de geração com maior crescimento no mundo. Segundo a REN21.000 2. Os equipamentos necessários à produção do calor são chamados de coletores e concentradores – pois.

complementa o estudo. a participação do sol na matriz energética nacional é bastante reduzida. o Brasil é privilegiado em termos de radiação solar. e a região de Dagget.0 1. Além disso.16 MJ/m²/dia 16 . O que. no Deserto de Mojave. como a cidade de Dongola. O Plano Nacional de Energia 2030 reproduz dados do Atlas Solarimétrico do Brasil e registra que essa radiação varia de 8 a 22 MJ (megajoules)1 por metro quadrado (m2) durante o dia. edição de 2008. A Figura 6. Apesar deste potencial e de o uso de aquecedores solares estar bastante difundido em cidades do interior e na zona rural.0 4.2 – Variação da radiação solar no Brasil.0 8. onde está concentrada a maior parte da atividade econômica. não ocorre com outras localidades mais distantes da linha do Equador. da Aneel.Outras fontes | Capítulo 5 9.0 0 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Gráfico 5. 1 Joule: unidade de energia. consta apenas uma usina fotovoltaica – Araras.22 MJ/m²/dia Figura 5.18 MJ/m²/dia 18 . porém. 2007.2 ao lado ilustra esta variação.0 7.0 5. trabalho ou quantidade de calor. 14 . Potencial e produção de energia solar no Brasil Assim como ocorre com os ventos. Fonte: IEA.0 2.0 3. Também no Banco de Informações de Geração (BIG). Califórnia. no deserto do Sudão. sendo que as menores variações ocorrem nos meses de maio a julho. Fonte: EPE.0 6. no município de Nova Mamoré. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 85 . Um MJ equivale a 106 J. variando de 8 a 18 MJ/m2.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W). 2008. Tanto que a energia solar não chega a ser citada na relação de fontes que integram o Balanço Energético Nacional. o Nordeste possui radiação comparável às melhores regiões do mundo nessa variável. como as regiões Sul e Sudeste.20 MJ/m²/dia 20 .

Países desenvolvidos. hidrogênio (H2). uma vez que é composto por metano (CH4).918 TJ. com potência instalada de 20. geração mundial de eletricidade.3% da produção total em 2006 (verificar Tabela 6. Neste caso.48 kW. a mais simples e disseminada. Um deles é o projeto Sistemas Fotovoltaicos Domiciliares. Finalmente. também têm utilizado o lixo urbano e industrial para a produção de energia.3 TWh e 21. Na produção de energia elétrica. particularmente na China e Índia. nitrogênio (N2 ).Capítulo 5 | Outras fontes no Estado de Rondônia. o biogás é incluído no grupo “Outras Fontes”. da REN21. a terceira (mais utilizada para a produção do biogás) é a reprodução artificial do processo natural em que a ação de microorganismos em um ambiente anaeróbico produz a decomposição da matéria orgânica e. existem três rotas tecnológicas para a utilização do lixo como energético. com produção de 13 kWh (quilowatts-hora) mensais. como Estados Unidos. A utilização do lixo para produção de energia permite o direcionamento e utilização deste gás e a redução do volume dos dejetos em estado sólido. Com o objetivo de levar energia elétrica a uma população superior a 10 milhões de pessoas que residem no interior do país. respectivamente. Já o estudo Renewables 2007 Global Status Report. localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamiruá. industriais e agropecuários) e em esgotos. apesar de pequena. Na verdade. 50. dióxido de carbono (CO2). no Amazonas. De acordo com dados da IEA. é a combustão direta dos resíduos sólidos. na cidade de São Paulo. ele contempla o atendimento das demandas do meio rural através de três tipos de iniciativas: extensão da rede das distribuidoras. oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S). 13. O Programa Luz para Todos.4 BIOGÁS Das fontes para produção de energia.578 terajoules (TJ). como integrante de projetos de universalização do atendimento focados em comunidades mais pobres e localizadas a grande distância das redes de distribuição. 5. lançado em 2003 pelo Ministério de Minas e Energia. Fonte: Google Earth. Estes volumes só não foram inferiores ao da energia produzida por outras novas fontes renováveis. O BIG não registra qualquer outro empreendimento fotovoltaico em construção ou já outorgado. o industrial a 428. Segundo o Key World Energy Statistics 2008 da IEA. como solar e dos oceanos. a biomassa e o lixo (urbano e industrial) responderam por 10. a participação de cada um deles foi de. que instalou 19 sistemas fotovoltaicos na comunidade de São Francisco de Aiuca.1 deste capítulo). a aplicação comercial de usinas a biogás nos últimos anos tem apresentado significativo crescimento nos países em desenvolvimento. O que existe no país são pesquisas e implantação de projetos pilotos da tecnologia.1% da produção energética mundial em 2006. Sua aplicação permite a redução dos gases causadores do efeito estufa e contribui com o combate à poluição do solo e dos lençóis freáticos. 86 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . instalou diversos sistemas fotovoltaicos no Estado da Bahia.9 TWh. Essa biomassa passa naturalmente do estado sólido para o gasoso por meio da ação de microorganismos que decompõem a matéria orgânica em um ambiente anaeróbico (sem ar). cuja participação foi de 2. Uma delas. a emissão do biogás. o biogás é uma das mais favoráveis ao meio ambiente. Na matriz da Aterro sanitário Bandeirantes. Outra é a gaseificação por meio da termoquímica (produção de calor por meio de reações químicas). em 2005 o lixo urbano deu origem a uma produção mundial de 870. A expectativa é que a expansão do número de usinas solares ocorra exatamente na zona rural. Isto porque o biogás é obtido da biomassa contida em dejetos (urbanos.8 TWh.645 TJ e o biogás a 520. informa que. o biogás também é lançado à atmosfera e passa a contribuir para o aquecimento global. sistemas de geração descentralizada com redes isoladas e sistemas de geração individuais. da Universidade de São Paulo (USP). em conseqüência.

forma experimental. região da Grande São Paulo. respondiam por 60% da capacidade instalada total.936 MW). Neste caso. biomassa (incluindo biogás).720 MW. em biogás.7% para 0. Nos últimos anos.Reservatório geotérmico de alta temperatura. A partir desta água aquecida é produzido o vapor utilizado em usinas termelétricas. porém. Filipinas.ar. Japão. Nos Estados Unidos também há iniciativas neste sentido. logo depois destruída por um acidente –.978 MW) e México (959 MW) que.1% (atingindo 456 MW) e 3. como mostra a Tabela 5. que equivale a 270 quilowatts (kW). Chamado Programa de Geração Distribuída com Saneamento Ambiental. alguns países. foi anunciada. A potência instalada no campo de gêiseres da Califórnia é de 500 MW. Apenas na Islândia e Estados Unidos registrou índices de crescimento de. o parque instalado não passou por expansão significativa entre os anos de 2006 e 2007. Embora conhecida desde 1904 – ano da construção da primeira usina. Além dessas. a capacidade mundial total instalada em 2007 era de 9. a potência instalada máxima dos empreendimentos incluídos no programa será de 300 kVA (quilovolt-ampere). combustível usado na produção de energia elétrica. Outra possibilidade é a utilização de vapor quente seco para movimentar as turbinas. como a maior usina a biogás do mundo. As demais são: São João. Os resíduos serão transformados. com capacidade instalada de 20 MW. em localidades onde eles não estão presentes. além de um projeto piloto (ver Box 5) segundo o Banco de Informações de Geração (BIG).7%. Rio de Janeiro. evitando o seu lançamento em rios e em reservatórios como o da usina hidrelétrica de Itaipu. na cidade de Barueri. os principais recursos são os gêiseres (fontes de vapor no interior da Terra que apresentam erupções periódicas) e.3 . Fonte: Adaptado de www. é significativo. totalizando 109 MW de potência nos Estados de São Paulo.30 ºC 100 m Cobertura impermeável 1. ele permitirá a utilização do material orgânico resultante da criação de suínos.6 na página seguinte.1 MW. Quênia e Islândia procuraram expandir o parque geotérmico. A primeira delas. juntos.000 Figura 5. Bahia. A maior parte desta potência concentrava-se nos Estados Unidos (2. o calor existente no interior das rochas para o aquecimento da água. 5. dentro do aterro sanitário Bandeirantes.500 2.250 Transmissão de calor Foco de calor ativo 3.6 MW. em novembro de 2008 existiam três usinas termelétricas de pequeno porte movidas a biogás em operação. Esta última tecnologia é pouco aplicada. como México. na cidade de São Paulo. solar. a evolução deste segmento foi lenta e se caracterizou pela construção de pequeno número de unidades em poucos países. nem sob a Sonda de exploração Central geotermoelétrica Eletricidade e centros de consumo Profundidade (m) 750 20 . mas pode ser encontrada na Itália e no México. não há nenhuma unidade em operação.Outras fontes | Capítulo 5 No Brasil. da Aneel. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 87 .educ. como ilustrado pela Figura 5. inaugurada em 2003. Pernambuco e Santa Catarina.3 a seguir.5 GEOTÉRMICA A energia geotérmica é aquela obtida pelo calor que existe no interior da Terra. Por decisão da Aneel. como eólica. à época. com potência instalada de 24. O porte dos empreendimentos atuais. No Brasil. De acordo com os dados sobre energias renováveis constantes do BP Statistical Review of World Energy de 2008. Ao contrário do que ocorreu com outras fontes renováveis. por meio de biodigestores. no esforço para diversificar a matriz. Na Austrália recuou 46. a Aneel autorizou a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) a implantar projeto-piloto para a compra da energia excedente produzida em pequenas propriedades rurais do Paraná a partir de dejetos de animais. respectivamente. também em aterro sanitário da cidade de São Paulo. Filipinas (1. e Energ Biog. por exemplo. Em 2008. 8. havia mais sete empreendimentos outorgados. Esta potência é suficiente para abastecer 60 unidades consumidoras residenciais com consumo mensal médio de 150 kW. com 30 kW de potência.

7 1.3 100. Fonte: EPE.000 2002-2010 2011-2025 2026-2050 200. A eletricidade pode ser obtida a partir da energia cinética (do movimento) produzida pelo movimento das águas (Figura 5. ou 0.936.4 na página seguinte) ou pela energia derivada da diferença do nível do mar entre as marés alta e baixa. segundo o estudo sobre Fontes Alternativas inserido no Plano Nacional de Energia 2030.6 . Mas.0 434.Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) País Estados Unidos Filipinas México Itália Indonésia Japão Islândia Nova Zelândia El Salvador Costa Rica Quênia Total Fonte: BP. como mostra o Gráfico 5. Baseado em estimativas de organismos internacionais. todas as tecnologias estão em fase de desenvolvimento.000 0 Solar PV Eólica na terra Eólica no mar Onda Maré Gráfico 5.Capítulo 5 | Outras fontes Tabela 5.0 9. 2008.1 1. energia térmica e gradientes de salinidade. menos de 0.0 5. correntes marítimas. dos quais 200 TWh seriam aproveitáveis.3 8.3 9. o total estimado para a energia potencial da maré é de 22 mil TWh por ano.0 162. Ainda segundo o estudo. Potência (MW) 2.5 – Projeção da capacidade instalada (MW). Nenhuma.0 959.2 20. ondas.3 5. com exceção do aproveitamento da energia potencial em usina maremotriz (contida no movimento das águas).5 2.3 456.5 abaixo.6 TWh.0 204. 2007.9 8. 300. portanto.7 4. apresenta custos competitivos frente às demais fontes.5 807.720.4 % em relação ao total 30. Segundo registra a EPE.5 810. Um dos países que se destaca nestas pesquisas é Portugal.0 537.000 100.6 MAR O potencial de geração de energia elétrica a partir do mar inclui o aproveitamento das marés. a expansão poderá ocorrer de forma acentuada.5 1. 88 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . a partir de 2025. o trabalho informa que não haverá aplicação em escala das tecnologias marítimas para produção de energia no curto e médio prazos.978. Em 2008.3%.5 4. eram convertidos em energia elétrica. produzido em 2008.5 127. que tem diversos projetos pilotos.

bp. Canadá.treehuger.windea.4 – Geração de energia em usina maremotriz. México. com capacidade de geração de 500 kW (quilowatts).Outras fontes | Capítulo 5 Os principais locais para aproveitamento das marés são Argentina. Austrália. França e Rússia.gov. fazendo a turbina se movimentar no sentido contrário Figura 5.epe.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. Índia. Coréia do Sul. aneel. a proposta é construir uma usina composta por 20 módulos.gov.mme. disponível em www.br BP Global – disponível em www.gov. Fonte: Adaptado de www. Realizado em parceria com o governo local e financiado pela Eletrobrás e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e O movimento das ondas pressiona o mar movendo a turbina As ondas retornam e sugam o ar. A Coppe. No Brasil. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. Entre os países com projetos piloto para aproveitamento das marés ou das ondas estão Estados Unidos. por sinal.iea.ren21. Tecnológico (CNPq).com.org Ministério de Minas e Energia (MME) – disponível em www. Reino Unido. estudos realizados pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontam para um potencial de 40 GW (gigawatts). Estados Unidos e Rússia.net World Wind Energy Association (WWEA) – disponível em www. Canadá.br REN21 (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century).org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 89 .com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. está em fase de implantação de um projeto piloto para geração de energia a partir das ondas no litoral do Ceará. Renewables 2007 – Global Status Report.

Capítulo 5 | Outras fontes Petrobras 90 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural Atlas de Energia Elétrica do Brasil 91 6 .

No primeiro caso – o mais tradicional – os gases são resfriados e liberados na atmosfera por meio de uma chaminé. o grau de eficiência é de 38. A co-geração pode ser realizada com todos os combustíveis usados em usinas termelétricas – por exemplo. em que os consumidores estão cada vez mais exigentes com relação ao impacto ambiental provocado pelos produtos que adquirem. Na termelétrica a ciclo combinado. Outro é a independência em relação ao suprimento fornecido por terceiros – no caso brasileiro. novamente provoca o seu movimento. Uma delas é a geração exclusiva da eletricidade. Um dos argumentos favoráveis à co-geração é a possibilidade de utilização da energia que naturalmente se perde no processo de geração da eletricidade nas termelétricas. Entrada de ar Reservatório de óleo Compressor câmaras de combustão segundo análise sobre o gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030. No ciclo combinado. em seguida. A tecnologia do ciclo combinado é recente (década de 80) e passa por processo de expansão em todo o mundo. pelas distribuidoras ou comercializadoras de energia elétrica. ainda em alta temperatura. Nas usinas termelétricas. um terceiro é a redução do volume de gases lançados na atmosfera. No ciclo simples. transforma-se em mecânica e. em elétrica. além do gás natural. da qual se extrai. Este calor é recuperado antes da emissão dos gases e destinado à produção de vapor. Finalmente. portanto. A energia térmica. os gases são transformados em vapor que. que provocam o movimento das turbinas conectadas aos geradores de eletricidade. Exaustor Turbina Gerador Transformador Linha de Gás Natural Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do gás natural 92 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o processo de co-geração permite a produção simultânea de energia elétrica. Embora exija maiores investimentos que aqueles aplicados nas usinas de ciclo simples. óleos. do ar quente ou da refrigeração. Em outras palavras: com a mesma quantidade de gás natural é possível obter maior produção de energia elétrica. os dois últimos são produzidos a partir do calor gerado na produção da eletricidade por usinas em ciclo simples e que.7%. Outra é a co-geração.Capítulo 6 | Gás Natural Box 6 A produção de energia elétrica e a co-geração A aplicação do gás natural na produção de energia elétrica pode ser dividida em duas modalidades. biomassa e carvão. aumenta a eficiência do processo de geração. da disponibilidade de suprimento e das características do consumidor. em última instância. O destino dado ao gás natural após esta aplicação determina se o ciclo da termelétrica será simples (ou aberto) ou combinado (fechado). inclusive no Brasil. Em síntese. energia térmica e vapor. se não utilizado. o grau de eficiência fica em torno de 50%. o que pode ser um fator de competitividade no momento atual. seria liberado na atmosfera. direcionado às turbinas. a característica básica de termelétricas a ciclo combinado é a operação conjunta de turbinas movidas a gás e a vapor. No caso do gás natural. a primeira etapa do processo consiste na mistura de ar comprimido com o gás natural a fim de se obter a combustão. o calor e o vapor utilizados em processos industriais. A opção por um ou por outro depende. Assim. O resultado é a emissão de gases em alta temperatura. também.

1 INFORMAÇÕES GERAIS O gás natural transformou-se de sapo em príncipe na matriz energética mundial. publicado pela International Energy Agency (IEA) em 2008. o gás natural manteve a terceira posição na matriz energética mundial (abaixo de carvão e derivados de petróleo).4% 16% 2.1 e 6. Apenas como exemplo: entre 1973 e 2007. ao passar de 1. Fonte: IEA.2% 10. a partir dos anos 80.8% 26% Biomassa Gás Natural Outras Nuclear Petróleo Hidráulica Carvão 20.8% Nuclear Carvão Petróleo Gráfico 6.031 bilhões de m3.1% Hidrelétrica Gás Natural Outras 5. 2008. sendo superado apenas pelo carvão (Gráficos 6.1% 0.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006. Uma posição que detém até hoje e que deverá manter no médio prazo.Gás Natural | Capítulo 6 Gás Natural 6.3% 14.2 abaixo). Ainda assim. saltou do quarto para o segundo lugar dentre as principais fontes produtoras da energia elétrica. Gráfico 6. pois exigia uma série de procedimentos de segurança que encareciam e complicavam as atividades de prospecção. segundo o estudo Key World Energy Statistics.6% 34. No século XX. Fonte: IEA. nos Estados Unidos. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 93 . a produção mundial mais que dobrou.227 bilhões de metros cúbicos (m3) para 3. 6 41% 6.2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006. No século XIX. 2008.2% 20.5% 2. o consumo entrou em franca expansão e o gás natural transformou-se na fonte de energia de origem fóssil a registrar maior crescimento no mundo. No entanto. era considerado um estorvo ao ser encontrado junto com o petróleo.

Neste caso. 2008. Fonte: MME.8% 85. como América do Norte e antiga União Soviética. energia hidráulica e eletricidade. essas reservas concentravam-se em poucas regiões. Afinal.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007. este é o maior entrave à disseminação do energético. o gás natural fica atrás da hidráulica e biomassa (Gráfico 6. 4. conforme Figura 6. 94 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 36.7 12.3%. coloca o gás natural na quinta posição na matriz energética nacional. a evolução no mesmo período foi ainda mais expressiva: 5650%.5 9. 40 35 30 Participação % 25 20 15 10 5 0 Superado por lenha e carvão vegetal.3 abaixo. Até a década de 70.4 Urânio e derivados Petróleo e derivados Produtos da cana-de-açúcar Energia hidráulica e eletricidade Lenha e Carvão vegetal Gás natural Carvão mineral e derivados Outras renováveis Gráfico 6.2 bilhões de m3 para 11. Fonte: MME. a participação atual. mas também a expansão geográfica das reservas provadas (são reservas cujos reservatórios estão em produção ou os fluídos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes).3%.3 bilhões de m3. Este comportamento resultou na intensificação das atividades de prospecção e exploração. quanto mais pulverizadas as reservas. a participação é de 3. Na produção de energia elétrica. Ainda assim. produtos da cana-de-açúcar e petróleo e derivados. O resultado foi não só o aumento do volume. como mostra o Gráfico 6. 2008 (adaptado).3 6. ao passar de 0.0 14. mais próximas dos centros consumidores elas se encontram. de 9.3% 2.5% Nuclear Carvão Petróleo Gás Natural Hidráulica Biomassa O interesse pelo gás natural está diretamente relacionado à busca de alternativas ao petróleo e de fontes menos agressivas ao meio ambiente.2 3.5% 1. visto necessitar de elevados investimentos.4 em seguida). particulamente entre os países em desenvolvimento. tanto na construção de dutos especiais quanto no processo de produção do GNL (gás natural liquefeito).1% 2.1 1. como registra o estudo BP Statistical Review of World Energy 2008.1 a seguir.7 16.6% 3.Capítulo 6 | Gás Natural No Brasil. Gráfico 6.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. A nova distribuição geográfica também favoreceu o transporte. Historicamente.

Fonte: BP. particularmente o Irã. Um exemplo é o próprio Brasil. calor e vapor. mas encontra-se distante dos centros consumidores. Por isso. denominada gas-to-liquid (GTL). depende de inúmeras variáveis. transformando-se em um dos maiores fornecedores mundiais.00 1. De acordo com o BP Statistical Review of World Energy 2008.Gás Natural | Capítulo 6 Reservas de gás natural em 2007 (trilhões de m³) 0. na produção de chamas (como substituto ao gás liquefeito de petróleo. desde os anos 80. Este recurso natural também pode passar por um processo de transformação para dar origem a derivados similares aos do petróleo.1 . serviços e residências. cuja expansão acelerada do consumo está diretamente relacionada às importações da Bolívia – que. comércio. O gás natural é um hidrocarboneto resultante da decomposição da matéria orgânica durante milhões de anos. Este energético pode ser utilizado tanto na geração de energia elétrica. em rochas porosas isoladas do meio ambiente por uma camada impermeável. Essa tecnologia. Em suas primeiras etapas de decomposição. junto à Argentina e Venezuela. O que é o gás natural A versatilidade é a principal característica do gás natural. porém. tem custos elevados e é dominada por poucas companhias. A configuração deste cenário.01 a 2. Assim.00 8.09 a 1. a aplicação é possível em todos os setores da economia: indústria. GLP). as reservas provadas mundiais no final de 2007 eram suficientes para o abastecimento mundial durante os próximos 60 anos.00 2. Um caso de aumento da comercialização com base no GNL é o Oriente Médio. Essa importação foi proporcionada pelo início de operação do gasoduto Bolívia/Brasil em 1999.Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3. Isto representa um decréscimo em relação às projeções com base na conjuntura de 2005. esta matéria orgânica de origem animal Atlas de Energia Elétrica do Brasil 95 . apenas a partir do desenvolvimento da tecnologia do GNL passou a exportar para América do Norte. É encontrado no subsolo. Entre elas. que apontavam para 66 anos. o que preserva a utilização dos combustíveis fósseis. quanto em motores de combustão do setor de transportes. a continuidade das atividades de exploração. Europa e Ásia.01 a 45. o comportamento do consumo e a expansão das fontes renováveis de energia.0 Figura 6.01 a 8. A região possui uma das maiores reservas mundiais. Outros elementos positivos são a capacidade de dispersão em casos de vazamento e a pequena emissão de poluentes em toda a cadeia produtiva se comparado aos demais combustíveis fósseis. porém menos agressivos ao meio ambiente. está entre os países com maiores reservas da América Latina. 2008 (adaptado). é recente.

A proporção de cada um na composição final depende de uma série de variáveis naturais.50 100 96 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 6.17 0. A segunda é a explotação. O transporte do poço às unidades de consumo exige a construção de uma rede de gasodutos de capacidade e pressão variáveis.40 4.1 ao lado.80 0. A terceira é a produção. a composição básica do gás natural são as moléculas de hidrocarbonetos (átomos de hidrogênio e carbono) encontradas em estado volátil e de baixa densidade. o gás passa por um processo de liquefação. é dimensionado para transporte de grandes volumes a elevada pressão. há a distribuição. esse material é encaminhado a plantas ou terminais de armazenamento e regaseificação para posterior distribuição. o gás natural não tem cheiro e é mais leve que o ar. O elemento predominante é o gás metano.36 41.52 3. no geral. E.6 7. Assim. na qual o foco é a possibilidade de ocorrência ou não do gás natural.Reservas de gás natural no mundo Paises 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 40 Rússia Irã Catar Arábia Saudita Emirados Árabes Estados Unidos Nigéria Venezuela Argélia Iraque Brasil Outros Total Fonte: BP. são menores.2 RESERVAS. a única companhia a operar na exploração e transporte de gás natural é a Petrobras. outra região tradicional entre as maiores do ranking. diante dos 42.98 5. O Oriente Médio liderava o ranking mundial. Os ramais secundários. que é a entrega do gás natural para o consumidor final. A cadeia produtiva do gás natural envolve seis etapas.Capítulo 6 | Gás Natural produz o petróleo.5% de participação.20 23. De acordo com o balanço anual da Petrobras referente a 2007. mas é comum em países de clima frio. é comum a descoberta do gás natural tanto associado ao petróleo quanto em campos isolados (gás natural não associado).2% de 1987. o país tem 27 empresas. o gás natural.3 5. sozinha ou em parceria com a iniciativa privada (como é o caso do gasoduto Bolívia/Brasil).15 4.09 5. mas também há.40 3.36 % 25. além de outros. mais pulverizados e. válvulas. completação e recompletação de poços (colocação das cabeças de vedação. correspondentes a 41.8 25. há uma estação intermediária chamada city gate. nitrogênio. No caso de não ser possível construir o gasoduto. No porto receptor. Trilhões m 44. Esse processo reduz o volume 600 vezes.65 27. na qual se retiram as frações pesadas e se realiza a compressão do gás para a terra ou para a estação de tratamento. Em seus últimos estágios de degradação. A América do Norte. a região superou a tradicional Europa e antiga União Soviética. de modo a formar um estoque regulador para o inverno).2 trilhões de m3. ácido clorídrico e metanol.00 3.1 . subterrâneos. Essas empresas detêm o monopólio de atuação em suas regiões de concessão. ao final de 2007. A quinta é o transporte e armazenamento (esta última não existe no Brasil. No Brasil. também reduziu sua participação no período: de 9. conforme registra o BP Statistical Review of World Energy 2008. que hoje detém 33. etano. A Tabela 6. das quais a maioria conta com participação da Petrobras no capital acionário. Já para a distribuição. propano.511 quilômetros de dutos conforme mostra o Mapa 6. com 73. comandos remotos e demais acessórios que permitirão a produção). Assim como ocorre no petróleo. o país contava com uma malha total de 6. gás carbônico. que consiste na instalação da infra-estrutura necessária à operação do poço e nas atividades de perfuração. A primeira é exploração. butano. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO As reservas totais provadas no mundo eram.57 177.00 2. Por isso.90 2. como processo de formação e condições de acumulação no reservatório.1 abaixo mostra os países com maiores reservas de gás natural. A quarta é o processamento.50 1. que chegam ao consumidor final. Tabela 6. água. em proporções variadas. O ramal principal. no qual atinge 160 graus abaixo de zero.70 14. finalmente. o que favorece o transporte por navios chamados “metaneiros”. Beneficiado pelos recursos existentes no Irã e pela intensificação das atividades de exploração nos últimos 20 anos. deve ser odorizado para que eventuais casos de vazamento sejam detectados. que liga o poço às instalações de distribuição. Em seu estado bruto. processamento em campo (para separação do petróleo em caso de o gás ser associado) e o transporte até a base de armazenamento. de 177. 2008.5% para 4.36 trilhões de m3.20 15.5%.40 3. Para o caso de grandes consumidores.17 6.3% do total.

Vitória 20º S 20º S MS Gasbol Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR UEG SP RPBC Gasvol Gasan Caraguatatuba .Coari) Urucu . 2007.2500 Gaspal Gasbel RJ Cabiúnas .Estrutura de produção e movimentação de gás natural .Catu Bolívia GO Campinas .U .Manaus PA Lubnor Gasfor MA CE RN PB Nordestão Guamaré I.Taubaté Gasbol Gasduc I e II Reduc .U .2600 SC Argentina 30º S RS 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Fluxos (Operação) Fluxos (Planejamento) Gasodutos em Construção Gasodutos em Operação UPGN`s Fonte: ANP.2007 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 97 .Itaporanga) Atalaia Catu Candeias Gaseb Bahia Cacimbas .Rio (trecho: Taubaté .3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km O S N L MAPA 6.Carmópolis PE (trechos: Itaporanga .Vitória Cabiúnas URL I e II Cabiúnas URGN Cabiúnas UPCGN I e II Cabiúnas UPGN MG Cacimbas Lagoa Parda UPGN Lagoa Parda DPP ES Lagoa Parda .Carmópolis SE Carmópolis (trecho: Catu .U .Taubaté) DF Cacimbas .Rio (trecho Replan . II e III Garsol (Urucu .Gás Natural | Capítulo 6 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i c o AM Urucu I. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL . II e III PI AC 10º S RO TO Catu .Carmópolis Pilar e Carmópolis .Pilar) AL Gasalp 10º S Peru MT BA Catu .Paracambi) Reduc .Vitória Campinas .2500 Reduc .1 .

3 22.3 . 2008. suspende as exportações em benefício do consumo interno. os maiores produtores são Argentina (44. por meio deles. a Rússia também interrompeu o fornecimento à Ucrânia – totalmente dependente do energético e fornecedora da Europa – alegando a necessidade de aumento de preços. é a maior fornecedora para os dois países.2 3. Em 2006. para os mercados europeus (Tabelas 6.5 bilhões de m3) e Bolívia (13. Já a Rússia. enviou 9.0 3. Mas.Produção de gás natural em 2007 País 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o 40o Rússia Estados Unidos Canadá Irã Noruega Argélia Arábia Saudita Reino Unido China Turcomenistão Brasil Total Fonte: BP.85 bilhão de m3.0 País Estados Unidos Rússia Irã Canadá Reino Unido Japão Alemanha Itália Arábia Saudita China Brasil Total Fonte: BP. as reservas não são significativas: respondem por apenas 4.8 75.5% em 2007. no entanto.3 2940.6 2.0 91. que em 2007 produziu 607. Pela ordem. Tabela 6. vendeu 1. podem intercambiar o gás natural.9 % 22. Trinidad & Tobago (39 bilhões de m3).3 15.9 67. é regional. países que.4 2.4 69.3 0.7% do total) e Estados Unidos (18. comprometeram a operação de várias termelétricas abastecidas pelo combustível em um período de seca – quando.7 18.8 3.3 abaixo). portanto. Tabela 6.8 2. 2008.8 bilhões de m3 em 2007).8 bilhões de m3.7 2. ela favorece a expansão do consumo. Bolívia. com a rede de gasodutos já existente. exporta parte da produção – tanto para os países que compunham a antiga União Soviética quanto. Um exemplo é a relação Bolívia-Brasil-Argentina. 98 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A Argentina.Capítulo 6 | Gás Natural As duas regiões continuam. embora tenha reservas significativas.9 438. No entanto.3 0.1 3. Para a Argentina.8 3. Com consumo de 652.9 bilhões de m3 em 2007) como importam parte do gás natural do Canadá e do México. enviou apenas 0.2 e 6.2 3.8 bilhões de m3 em 2007. beneficiadas pelas atividades da Rússia (20. por exemplo.9 72.4 bilhões de m3 para um consumo de 438.6 6.7 77.4 100 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9 o o o Bilhões de m3 607. produz basicamente para o mercado interno.3 67. Ambas são também as maiores consumidoras mundiais e contam. Bilhões de m3 652.7 111.8 94. A importância da produção.2 82. de um lado.9 183. altamente dependente do gás natural. os Estados Unidos não apenas absorvem toda a produção interna (545. erguida ao longo do século XX.8 100 10 30 Uma característica do mercado do gás natural é o aquecido comércio internacional. portanto. Venezuela (28.8 111.9 bilhões de m3 em 2007. Nas Américas Central e do Sul. considerando o volume produzido (relação reserva/produção.4 90.0 75.4 11.4% do total mundial e se mantiveram praticamente inalteradas ao longo dos últimos 20 anos.5 2.1 2. por meio de uma rede de gasodutos.12 bilhão de m3 para o Brasil e. a ser as maiores produtoras mundiais. A redução dos volumes de gás natural enviados ao Brasil por Bolívia e Argentina a partir de 2007. como elemento favorável às atividades. era crucial preservar a água dos reservatórios.6 2.7 83. como tem ocorrido nos últimos anos.8 2.9 89. de outro subordina-se à política externa do país fornecedor e às relações bilaterais entre fornecedor e comprador – o que causa uma certa insegurança com relação ao suprimento. o que representou a quase totalidade do gás natural importado pelo Brasil.Consumo de gás natural em 2007 % 20.6%). se.2 .0 2921. ou R/P) ao longo dos últimos anos. Para o Brasil. em ocasiões de escassez no fornecimento de energia elétrica. os recursos existentes são suficientes para cerca de 50 anos.5 bilhões de m3). cuja produção aumentou 6. Em 2007.4 545. A participação individual de cada um desses países na oferta mundial de gás natural é pouco expressiva: oscila em torno de 1%.1 2.

940 85. Fontes: Adaptada de ANP/SDP.241 11. 4.385 23. No total.755 3. de acordo com a BP. Bacia de Campos e.397 825 1.339 3.572 222.14 1.059 3.183 2.18 -66.2% do total mundial e.987 3.597 26 11 49.206 8.477 244.00 Localização Terra Reservas provadas de gás natural (milhões m3) 1998 1 1999 1 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 07/06 % . por localização (terra e mar).751 12.139 3.269 3. suficientes para abastecer o país durante 32.917 47.388 1.3 anos considerando o volume produzido no período.525 16.774 3.786 4.86 .826 3.696 71. 2.232 164. Tabela 6.286 31.881 68.860 364.601 68 44.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.58 -26.132 19.719 17.101 1.520 7.159 34 47. as perspectivas de maior oferta futura de gás natural no Brasil localizam-se no Espírito Santo. em 2007.467 15.237 9.730 15 7 51.118 820 980 861 1.3 bilhões de m3.563 925 1.766 17.438 3.643 306.918 1.595 3.066 2.470 -4.56 . as reservas nacionais corresponderam a 360 bilhões de m3. o gás natural é encontrado.999 145.547 168.875 76.221 4.543 74.047 3. 3.837 1.558 825 2.808 6. menos de 0.419 5..496 800 5.181 17.272 789 1.669 78.364 26.042 -16. segundo Unidades da Federação Unidades da Federação CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar Terra PR3 Mar SC4 AM MA RJ2 SP Mar Terra Terra Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 127.716.59 4. em geral.11 4.049 78.171 1.070 61 44 49.340 252. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.705 4.186 3.395 273.08 24.378 28.554 2.515 4.842 8..978 11.057 14. 2.126 2.286 15.893 116.084 234.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.930 5.585 1.244 2.273 77.354 326.58 3.Gás Natural | Capítulo 6 No Brasil.261 5.774 167.929 15.681 2.731 168..198 829 1. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 99 .961 15.758 225.385 37.477 43 44. principalmente.503 38.185 44. Notas: .453 5.08 -19.379 2.257 3.465 145.499 14.770 1.233 142.Reservas provadas1 de gás natural. na Bacia de Santos.861 20.860 17.756 231.636 2.903 296.508 76.337 3.991 8.752 9 7 53.45 2.942 -0.836 59.Inclui condensado.471 73.165 22.870 995 2.960 94.312 4. 2.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.743 245.151 1. associado ao petróleo.549 106.841 5.4.23 -8.91 1.664 98.423 1.45 13. principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo.154 864 1. .28 -6.288 10.271 37.246 4.084 768 815 814 850 761 4.402 103.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.809 8.32 -6. Segundo estudo sobre gás natural constante do Plano Nacional de Energia 2030.462 3.77 -0.477 9.4 .258 21.448 119. de 11.140 85.075 119.897 104. como mostra abaixo a Tabela 6.525 14.625 1.522 568 206 52.289 4.381 347. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.375.474 2.286 18.18 980 901 1.083 2.398 220.944 145.510 4.018 9.131 6.268 16. 1.904 4.Reservas em 31/12 dos anos de referência. Tanto que a maior parte das reservas localiza-se no mar e não em terra.594 1 0.

5 . Descoberto em 2003 na Bacia de Santos.379 33 264 718 2.196 28 1. as dimensões do campo de Júpiter são similares ao campo de Tupi. Santa Catarina e Rio Grande do Sul). que apontam para o seu alto impacto ambiental e social.567 667 423 678 1. Em 2008. A estimativa de reservas ainda está em fase de levantamento mas. O gasoduto. passando por cinco estados brasileiros (Mato Grosso do Sul. aumentou significativamente a oferta do gás natural no país. em 1999. o início de operação do gasoduto Bolívia/ Brasil.9 bilhões de m3. em 2007 o país consumiu 22. como mostra a Tabela 6. A produção local foi de 18. com capacidade para transportar 30 milhões de m3 por dia. São Paulo. com descobertas de gás associado a petróleo na Bahia. o campo tem capacidade estimada para produzir 15 milhões de m3 por dia.825 0 -3. primeiro empreendimento da Petrobras de gás natural não associado ao petróleo.33 bilhões de m3. 6. segundo a Petrobras.233 825 561 264 5. a Petrobras constrói o gasoduto Urucu- Tabela 6. O grande salto das reservas ocorreu nos anos 80.Capítulo 6 | Gás Natural A exploração do recurso no país começou timidamente nos anos 40. o campo de Mexilhão. porém. Assim. ou 4% a mais que no ano anterior. pela substituição de outros 100 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Inicialmente.091 1.408 768 4. 2008.444% se comparado a 1997. cujas reservas são estimadas entre 176 bilhões e 256 bilhões de m3.013 bilhões de m3). Após alguns anos. era dependente das importações da Bolívia. o país contou com a oferta total de 28. O Brasil também dispõe de importantes reservas no estado do Amazonas.913 5. atendida em 2008 por termelétricas movidas a óleo combustível e óleo diesel.196 bilhões de m3) e para usinas termelétricas (4. que registrou uma variação de 10% em relação a 2006 e de 5.Produção de gás natural no Brasil Gás Natural Identificação Produção Importação Var. principalmente. que visa transportar gás natural para geração de energia elétrica em Manaus.15 bilhões de m3 e as importações ficaram em 10. O movimento será estimulado.8 bilhões de m3. Finalmente.334 -5. enfrenta críticas principalmente de ambientalistas. portanto. Na bacia de Urucu. da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). também.Est. a produção atendeu apenas às indústrias do Recôncavo Baiano. a exploração e produção estenderam-se também às bacias de Sergipe e Alagoas.194 37 804 0 175 41 1. a maior parte destinada ao setor industrial (9. Com um total de 2. que são ligeiramente diferentes dos dados da BP.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A IEA estima que a demanda por gás natural para produção de energia elétrica irá manter-se em expansão mundial até 2020. Até 2010 deve entrar em operação.348 Coari-Manaus.409 4.486 bilhões de m3 (a diferença entre a oferta total e consumo corresponde às perdas do processo). descoberto em 2007 também na Bacia de Santos.559 9. No local.573 22. particularmente em regiões como Ásia e África. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional (BEN). o Brasil. poderá lhe conferir.109 3.559 2.Perdas e Ajustes (*) Consumo total Transformação Produção de derivados petróleo Geração elétrica Consumo final Consumo final não-energético Consumo final energético Setor energético Residencial Comercial/Público Transportes Rodoviário Industrial Cimento Ferro-gusa e aço Ferro-ligas Mineração e pelotização Não-ferrosos e outros meta Química Alimentos e bebidas Têxtil Papel e celulose Cerâmica Outros (*) Inclusive não-aproveitada e reinjeção.593 quilômetros de extensão. com a descoberta na Bacia de Campos. milhões m³ 1997 9. uma vez que o seu trajeto passa próximo a reservas indígenas. Fonte: MME. no médio prazo.592 6. Paraná.640 1.085 168 81 162 116 525 2007 18. como mostra o BEN.627 2.5 ao lado.286 877 16. ainda que o consumo no setor residencial e de transporte rodoviário também tenha aumentado – com destaque a este último. rico em gás natural e localizado na camada pré-sal da Bacia de Santos. a auto-suficiência.518 17. A descoberta do campo de Júpiter.226 81 92 47 47 3.152 10. o gasoduto parte de Rio Grande (Bolívia) e chega a Porto Alegre (RS). elas são estimadas em 52.013 251 377 2.

SE Ibirité . Braskem S/A.000 Destino da Energia PIE COM APE PIE APE APE PIE PIE APE PIE PIE SP SP APE-COM PIE APE-COM PIE APE APE APE Municipio Maceió . Petróleo Brasileiro S/A. Duas características se destacam neste conjunto.SP Rio de Janeiro .BA Dias d’Ávila .600 334 4.SP Jacareí .891 2.Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Usina Aeroporto de Maceió Ahlstrom Alto do Rodrigues Araucária Asfor Atalaia Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Bayer Brahma Camaçari Camaçari Campos (Roberto Silveira) Carioca Shopping Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242 Celpav IV Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I) Central de Co-geração Shopping . Petróleo Brasileiro S/A. com um total instalado de 11 mil MW (megawatts) – ou pouco mais de 10% da potência total instalada no país.6 .SP São Francisco do Conde .CE Aracaju .803 114. no curto e médio prazos.RJ São José dos Campos . seriam colocadas em operação em momentos de acentuado aumento de demanda ou redução da oferta hidráulica – por exemplo. vários países menos desenvolvidos passaram a avaliar a aplicação do gás natural para a produção de energia elétrica. de 103 mil MW. No entanto.SP Alto do Rodrigues . Após a crise do petróleo dos anos 70. Companhia de Gás de São Paulo Condomínio Centro Empresarial Nações Unidas S/C Continua Atlas de Energia Elétrica do Brasil 101 . Simultaneamente. Tabela 6.400 346.800 484.MG Seropédica .300 11.350 4.BA Campos dos Goytacazes .BA Aracaju . Administradora Carioca de Shopping Centers S/C Ltda.AL Louveira .SP São Paulo .6 abaixo. Bayer S/A.Aracaju Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo Cenu Potência (kW) 790 1. No Brasil. Energyworks do Brasil Ltda.600 226. como mostra a Tabela 6.000 385.RN Araucária .150 3. Sociedade Fluminense de Energia Ltda.840 13.680 185. embora as empresas de eletricidade ainda estivessem concentradas no carvão e na energia nuclear. Votorantim Celulose e Papel S/A. comercial ou de serviços. Termobahia S/A. como carvão e derivados de petróleo. a matriz da energia elétrica é predominantemente hidráulica e esta característica não deverá se alterar no médio prazo.RJ Camaçari . onde é necessário preservar os reservatórios. Iqara Energy Services Ltda.080 250.RJ Rio de Janeiro . nos períodos de estiagem. existem 85 usinas termelétricas abastecidas a gás natural em operação no país.000 138. Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste PETROBRÁS Petróleo Brasileiro S/A. Em outras palavras. Condomínio do Shopping Center Jardins S/A.200 9.SE São Paulo .Gás Natural | Capítulo 6 combustíveis fósseis.150 3. Petróleo Brasileiro S/A.SP Proprietário Petrobrás Distribuidora S/A. Outra é que boa parte dessas usinas é propriedade de companhias representantes do setor industrial. a participação das termelétricas movidas a gás natural deverá aumentar.900 3. segundo o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). as tecnologias de geração termelétrica avançaram. Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A.RJ São Paulo .PR Fortaleza . de acordo com o Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela EPE. A primeira é a concentração dos empreendimentos nas regiões em que já existem gasodutos em operação – o que favorece o acesso ao suprimento por parte dos operadores. Em novembro de 2008. Companhia Hidro Elétrica do São Francisco Furnas Centrais Elétricas S/A. a exemplo do que ocorria com os países industrializados. Essas usinas operariam de maneira complementar às hidrelétricas.

Energyworks do Brasil Ltda. Exportação e Indústria de Óleos Ltda. Indústria e Comércio Petróleo Brasileiro S/A.000 25.000 8.350 868. Coteminas S.PE Três Lagoas .187.SP Pacatuba . Usina Termelétrica Juiz de Fora S/A. Condominio World Trade Center de São Paulo Magnesita S/A.SP Salto .000 APE APE APE APE APE APE APE-COM APE Guarulhos .MG São José dos Campos . Petroflex Indústria e Comércio S/A.000 529.750 1. Continua PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE APE-COM PIE APE APE APE APE COM PIE APE-COM PIE PIE PIE APE APE PIE PIE APE APE APE-COM APE APE Jacareí . Vicunha Textil S/A.RJ 102 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Energyworks do Brasil Ltda.775 9.AL São Paulo .RJ Dias d’Ávila . Millennium Inorganic Chemicals do Brasil S/A.MT Inpar Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda.RJ Santo André .000 4.Poliamida e Especialidades Ltda.BA Fortaleza .800 386.RJ Duque de Caxias .SP Americana . Condomínio Shopping Center Iguatemi Bahia Condomínio Civil Shopping Center Iguatemi Telecomunicações de São Paulo S/A.SP Marechal Deodoro .Capítulo 6 | Gás Natural Continuação Cesar Park Business Hotel/Globenergy Cinal/Trikem Condominio World Trade Center Contagem Crylor CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cuiabá Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Eucatex Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Fortaleza GE Celma Ltda.200 8.680 922.SP Cabo de Santo Agostinho .RJ São Paulo . Globo Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza IGW/Service Energy Imcopa Inapel Juiz de Fora Latasa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Macaíba (Ex Termo Toalia) Mário Lago (Ex.300 8.SP Cuiabá . GE Celma Ltda.080 346.063 5.SP Contagem . Eucatex S/A.MS Macaíba .048 5.RJ Salvador .5 5.SP Caucaia .316 4.RJ Duque de Caxias .BA Campo Grande . Indústria de Papéis Sudeste S/A.PR Guarulhos .120 87.RN Macaé . Rexam Beverage Can South América S/A. Iqara Energy Services Ltda. Tractebel Energia S/A.160 1.925 3.319 5. Termomacaé Ltda. Macaé Merchant) Metalurgia Caraíba Millennium Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Norte Fluminense Norte Shopping Operadora São Paulo Renaissance Pamesa Paraibuna Petroflex 2.PR Mogi Guaçu . Infoglobo Comunicações Ltda.100 3. Caraíba Metais S/A.MG Cabo de Santo Agostinho . Importação.058. Radicifibras Indústria e Comércio Ltda.SP Araucária .PE Juiz de Fora .CE São Paulo .825 7.200 11.630 1.250 19.000 1. Empresa Produtora de Energia Energyworks do Brasil Ltda. TermoRio S/A.072 2.119 30. Trikem S/A.SP São Paulo .552 9.A.088 258.BA Camaçari .CE Balsa Nova .592 5.MG Duque de Caxias . Usina Terméletrica Norte Fluminense S/A.SP Volta Redonda . Energyworks do Brasil Ltda.RJ Rio de Janeiro . Central Geradora Termelétrica Fortaleza S/A.781 206.SP Juiz de Fora .299 8.794 2.812 235.600 4. Petróleo Brasileiro S/A.CE Petrópolis .MS Macaé . Condomínio Geral NorteShopping Fundação dos Economiários Federais Pamesa do Brasil S/A.615 18. Companhia Siderúrgica Nacional Rhodia .

000 4. Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda.SP Camaçari . Rhodia .RS Cabo de Santo Agostinho .PE Jundiaí . somente após a crise energética dos anos 70 e. Termo Norte Energia Ltda. Em novembro de 2008.CE Caxias do Sul .Koblitz Energia Ltda.PE Caucaia .RJ Paulínia .250 4. considerando as usinas em construção e as outorgadas.952 3. Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S/A.RS Canoas . Isto permite depreender que são instaladas em regime de auto-produção (de forma a tornar o consumidor independente do fornecimento de terceiros) ou co-geração (gerando energia elétrica e calor para os processos industriais) como mostra o Box 6.SP Cachoeirinha . estão localizados na região Sudeste. Stepie Ulb S/A.CE Ipojuca .000 532.SP Porto Velho .CGDe.000 639. Solvay Indupa do Brasil S/A.RJ São Gonçalo do Amarante .900 426.000 5. Termocabo Ltda. Suape.600 6.RS Refinaria Nacional de Sal S/A. Souza Cruz S/A.RO Cabo de Santo Agostinho . principalmente. Furnas Centrais Elétricas S/A. FAFEN Energia S/A.RJ Canoas . Weatherford Indústria e Comércio Ltda.SP Uruguaiana . a maior parte da capacidade instalada e o maior potencial de expansão.600 2.756 7.000 39.FAFEN Energia) Santa Cruz Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sesc Senac-Cass Shopping Recife Shopping Taboão Solvay Souza Cruz Cachoeirinha Stepie Ulb Suape. Air Liquide Brasil Ltda.700 6.RJ Recife .855 12. 4. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 103 .CE Rio de Janeiro .SP Limeira . Cooperativa dos produtores de Cana.Poliamida e Especialidades Ltda. passar a ser considerado como uma fonte de energia privilegiada e estratégica a ser desenvolvida e utilizada.950 12. Segundo o estudo sobre gás natural que integra o Plano Nacional de Energia 2030.980 334 11.Gás Natural | Capítulo 6 Continuação Policam Ponta do Costa Porto do Pecém PROJAC Central Globo de Produção Rhodia Paulínia Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .RS Rio de Janeiro .530 97. onde o gás natural foi gradualmente abandonado durante a primeira metade do século XX para.098 138. Termoceará Ltda.RJ Cabo Frio .100 4. CGDc. 2008.020 1. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Condomínio do Shopping Center Recife TDS Centro Comercial Ltda.900 2. Petróleo Brasileiro S/A.570.000.RS Serra . Suzano Termo Norte II Termocabo Termoceará Termopernambuco UGPU (Messer) Unidade de Geração de Energia -Área II Uruguaiana Vitória Apart Hospital Vulcabrás Weatherford Total Fonte: Aneel.300 4.PE Suzano . Vitória Apart Hospital S/A. Koblitz Energia Ltda.000 2. O estudo também afirma que o caso brasileiro reflete o modelo presente na maior parte dos países desenvolvidos. Vulcabrás do Nordeste S/A.315.ES Horizonte .027 220.000 563. Termopernambuco S/A.473 1.5 APE APE APE APE PIE SP PIE APE APE APE APE APE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE-COM APE Campos dos Goytacases .PE Taboão da Serra . ao longo dos anos 90.BA Rio de Janeiro . a Aneel registra um total de 30 usinas termelétricas em fase de construção ou outorga.SP Santo André . Companhia de Integração Portuária do Ceará TV Globo Ltda.

Fonte: Petrobras.anp. não exigem a escolha de um terreno específico e podem ser construídas nas proximidades de centros de consumo. Isto elimina a necessidade de grandes linhas de transmissão para transporte da energia produzida às instalações de distribuição. Apenas como exemplo.gov.aneel.gasnet. No entanto.petrobras. relevo e meteorologia. epe. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www. entre os impactos socioambientais positivos. óxidos de nitrogênio (NOX) e. inclusive metano.com. Os principais poluentes atmosféricos emitidos pelas usinas termelétricas a gás natural são dióxido de carbono (CO2).br Gasnet – disponível em www. e geração local de empregos. comércio e serviços de transporte. ao processo utilizado na geração de energia elétrica e remoção pós-combustão e às condições de dispersão dos poluentes. como o carvão.com International Energy Agency (IEA) – disponível em www.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O gás natural apresenta uma vantagem ambiental significativa em relação a outros combustíveis fósseis. Além disso.Capítulo 6 | Gás Natural produzido pela geração a partir do óleo combustível e entre 40% e 50% inferior aos casos de geração a partir de combustíveis sólidos. O estudo ainda enumera como condicionantes de suprimento de gás natural para geração termelétrica no Brasil a oferta total de gás disponível para atendimento do mercado brasileiro.gov. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. as termelétricas.org Petrobras – disponível em www. por se tratarem de unidades de pequeno porte. principalmente na fase de exploração e produção do gás natural e da construção da usina. Quantitativa e qualitativamente. o estudo sobre gás natural do Plano Nacional de Energia 2030 registra que o volume de CO2 lançado na atmosfera pode ser entre 20% e 23% inferior àquele Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www.br BP Global – disponível em www.br 104 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o maior ou menor impacto ambiental da atividade está relacionado à composição do gás natural. em menor escala. uma restrição feita a essas usinas é a necessidade de captação de água para o resfriamento do vapor.br Agência Nacional de Petróleo. como altura da chaminé. em função da menor emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. a disponibilidade de infra-estrutura física para escoamento da oferta (produção e/ ou importação) até os mercados consumidores. incremento das atividades de comércio e serviços. monóxido de carbono e alguns hidrocarbonetos de baixo peso molecular.com 6. Na cadeia produtiva do gás natural. característica que tem sido um dos entraves ao licenciamento ambiental. nos setores industrial.bp. e o uso do gás natural em outras aplicações. o que inclui tanto o acesso a reservas domésticas de gás quanto a importação desse energético. há a geração de royalties para os municípios em que as usinas estão localizadas.iea. Construção do gasoduto Brasil-Bolívia.gov.

Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Acervo TDA Derivados de Petróleo Atlas de Energia Elétrica do Brasil 105 7 .

esse material é transportado até a usina. diesel e ultraviscoso são rejeitados por ambientalistas como fontes de geração de energia elétrica. as condições de dispersão dos poluentes (altura da chaminé. Chaminé Aquecedor de água Transformadores Turbina Gerador Pré Aquecedor de ar Caldeira Disjuntores Ventilador de entrada Ventilador de saída Bomba de água de alimentação da caldeira Bomba de condensado Condensador Bomba de circulação Água de Resfriamento Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do petróleo 106 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o vapor é direcionado ao condensador para retornar ao estado líquido. maior a eficiência das turbinas. ainda. O gerador transforma a energia mecânica em energia elétrica. De forma bastante simplificada. um condensador e um sistema de bombas. derivados de petróleo como os óleos combustível. maior o potencial de emissões. que repetirá o processo de produção da energia térmica que se transformará em mecânica para movimentar as turbinas. Por isso. que se transforma em vapor. por meio do sistema de bombas. Este líquido. Este vapor movimenta as turbinas que transformam a energia térmica em energia mecânica. os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados nos últimos anos e a instalação de equipamentos auxiliares tornaram possível aumentar o nível de eficiência da combustão e reduzir o volume de gases poluentes emitidos. que circula dentro de serpentinas conectadas ao equipamento. Na caldeira. As etapas de combustão e resfriamento (que também implica a remoção de gases incondensáveis do vapor) são aquelas em que os gases poluentes são liberados na atmosfera. relevo e meteorologia). Após mover as turbinas. é direcionado. O calor obtido nesse processo é usado para aquecer e aumentar a pressão da água. é o fluido de resfriamento. posteriormente. O sistema convencional das termelétricas – o ciclo Rankine – consiste basicamente de uma caldeira. que recebe o calor liberado pela combustão. a água passa do estado líquido para o gasoso (vapor) a uma pressão bem maior que a atmosférica.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 7 O processo de produção de energia elétrica a partir de derivados do petróleo O processo de produção de energia elétrica é similar em todas as usinas que utilizam como matéria-prima os combustíveis fósseis em estado sólido ou líquido – o que inclui a maioria dos derivados de petróleo. O volume e o tipo de gás emitido variam conforme a composição do combustível a ser queimado. Quanto mais denso o combustível utilizado. estocado e. No entanto. novamente para a caldeira. A água. queimado em uma câmara de combustão. o processo de queima ou remoção pós-combustão e. uma turbina a vapor. por sua vez. Quanto maior a temperatura deste vapor.

mas. como mostra o Gráfico 7.1 Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias). Além disso.6 Outras Gráfico 7. no mesmo nível dos grandes produtores mundiais. O campo de Júpiter foi a segunda grande descoberta anunciada pela empresa e a estimativa de suas reservas ainda está em fase de cálculo. desenvolvimento tecnológico específico e não tem data marcada para ser iniciada. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 107 . ao longo do século XX. A exploração exigirá elevados investimentos. controlada pelo Governo Federal. também.4 26.0 20.1 INFORMAÇÕES GERAIS No primeiro semestre de 2008. 2008.6 bilhões de barris.2 Petróleo Carvão Gás Natural Biomassa Nuclear Hidrelétrica 0.5 10. Tanto que o país foi convidado pelo Irã para integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Isto porque o petróleo e seus derivados transformaram-se. a descoberta provocou forte impacto positivo na opinião pública. litoral brasileiro. não só na principal fonte primária da matriz energética mundial. com reservas estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris. 7 40% 30% 20% 10% 0 34. Mesmo assim. anunciou a descoberta de um campo de petróleo na camada pré-sal (abaixo da camada de sal) na Bacia de Santos. também na Bacia de Santos.2 2.1 6. que durante anos buscou a auto-suficiência no recurso. a Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras). em insumo para praticamente todos os setores industriais. pois tem potencial para fazer com que o país aumente significativamente o volume de suas reservas. A primeira foi o Poço de Tupi. A expectativa é de que todo o pré-sal tenha mais de 30 bilhões de barris. de 12. Descobertas como estas têm importância estratégica para qualquer país no mercado internacional. Fonte: IEA. as descobertas na camada pré-sal da Bacia de Santos colocam o Brasil.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Derivados de Petróleo 7.1 abaixo.

a queda foi mais acentuada. reunidos na Opep. Em razão destes elementos. e aumento da participação no comércio internacional. ao mesmo tempo em que provocou acentuado desenvolvimento econômico e social. um dos maiores fornecedores mundiais do óleo. Fonte: IEA. Nos últimos anos. enfrentaram a pressão das grandes companhias petrolíferas. abalado desde o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. tintas. o que fez com que a substância rapidamente se transformasse na principal fonte da matriz energética mundial.4%. farmacêuticos. Outros derivados. seja por meio da exportação direta do óleo e seus derivados. água.20). Portanto. em 20031. 1 Invasão do Iraque pelos EUA . As duas crises provocaram problemas econômicos em vários países – inclusive um racionamento de derivados no Brasil – e sinalizaram para a necessidade de redução da dependência da substância. Em 1973. Em 2006. Há uma corrente que defende a resposta aos citados atentados. que deu origem à chamada II Revolução Industrial. 2008. porém. superada apenas pelo carvão.O objetivo oficial era lutar contra o terrorismo. achar armas de destruição em massa que possivelmente o governo iraquiano teria em estoque. Na produção de energia elétrica. como substituto do óleo de baleia na iluminação e do carvão mineral na produção do vapor. outra sugere uma estratégia para se apoderar do petróleo da nação iraquiana. segurança interna em setores vitais como transporte e produção de eletricidade. passaram a ser aplicados como insumo industrial na fabricação de produtos bastante diversificados como materiais de construção. as mais representativas ocorreram na década de 70.70 para US$ 11.1% da matriz energética mundial. gás natural e nuclear) era a menos utilizada. como na 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 7. a deposição do xá do Irã. entre as vantagens estratégicas do país que detém e controla as reservas de petróleo e a estrutura de refino estão: importância geopolítica. portanto. Das crises. tecidos sintéticos. segundo a International Energy Agency (IEA). Em 1973. em 1973. Em 1979. transporte. em 2006. após recuos graduais. Das guerras. Se. A partir de meados do século XIX. plásticos. decidiram reduzir o volume produzido a fim de provocar uma alta do preço do barril (que passou de US$ 2. uma das mais recentes foi a invasão do Iraque pelos Estados Unidos. Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006. chineses e incas. a busca de fontes alternativas tornou-se mais premente. como mostra o Gráfico 7. o petróleo era a segunda principal fonte. o petróleo começou a ser aplicado em maior escala. Derivados como gasolina e óleo diesel passaram a ser usados como combustível para os meios de transporte.2. como romanos. seja pelo custo e. esse óleo inflamável que brota naturalmente das rochas em algumas regiões do planeta foi utilizado por diferentes povos. Com isso. gomas de mascar e batons. como a nafta. pela competitividade dos produtos industrializados. fertilizantes. o petróleo representava 46. dentre as principais fontes (carvão. fez com que o preço do barril novamente desse um salto e superasse US$ 40. aliás.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Durante milhares de anos.2 abaixo.8% da matriz elétrica mundial. o que representava uma ameaça aos Estados Unidos.00. os países produtores do Oriente Médio. respondendo por 5. O real motivo ainda causa discussões. o petróleo também gerou sucessivas guerras e crises internacionais ao longo do século XX. para atividades específicas. embalagens. refino e distribuição. com a invenção do motor a explosão. 108 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . nos Estados Unidos. O crescimento exponencial de sua aplicação veio em 1930. que dominavam as quatro fases da cadeia produtiva: extração. chegava a 34. inclusive produzindo em várias etapas. Um dos motivos é ambiental: a cadeia produtiva do petróleo e seus derivados é extremamente agressiva ao meio ambiente.

além da extração. óleo combustível. Para encontrar e dimensionar o volume de reservas existentes (medidas em quantidades de barris. nitrogênio e enxofre. como ocorreu em algumas regiões do Estados Unidos. animais marinhos e vegetação típica das regiões alagadiças. De uma maneira muito simplificada. que data a constituição das maiores companhias petrolíferas multinacionais hoje em operação. também. a cadeia produtiva compreende mais três etapas: transporte do óleo cru (geralmente por oleodutos ou navios). vem a fase da perfuração. em menor proporção. durante milhões de anos.85% Consumo de petróleo (mil barris/dia) 73.340 76. Para produção de energia elétrica. do qual se obtém os derivados que são distribuídos a um mercado consumidor pulverizado e diversificado.533 99. lubrificante.230 85. Os derivados mais conhecidos são: gás liquefeito (GLP.659 81. asfalto.326 81. são realizados estudos exploratórios. as jazidas mais próximas do solo se esgotaram. que utilizam tanto a geologia quanto a geofísica.939 75. 73. a médio prazo. quanto maior a perspectiva de escassez. combustível marítimo. A alta e a volatilidade das cotações do petróleo – que chegaram a superar US$ 124 por barril – provocaram o arrefecimento na evolução do consumo a partir de 2006. em função da exploração crescente. Apesar de as cotações terem recuado bruscamente em 2008 – de mais de US$ 140 para cerca US$ 70 por barril – é possível que a tendência de contenção nos volumes absorvidos se acentue a partir de 2008.296 82. do consumo e cotações presentes e previstas para o petróleo no mercado internacional – determina se é comercialmente viável produzir o petróleo descoberto.377 74. a IEA estimou que as reservas conhecidas seriam suficientes para o abastecimento mundial apenas por mais cerca de 40 anos. se a recessão mundial prevista de fato se configurar.220 101. confrontada com dados de mercado – tais como condições da oferta.904 77. A base de sua composição é o hidrocarboneto. há histórias de fortunas feitas da noite para o dia por obra do acaso. na página seguinte. das reservas hoje existentes.916 74. o óleo superviscoso. composta por carbono e hidrogênio. geralmente por caminhões-tanques). não era incomum o petróleo jorrar naturalmente.255 81. e encontrado apenas em terreno sedimentar. maiores os investimentos que podem ser aplicados na extração – a primeira fase da cadeia produtiva do petróleo. Esta tecnologia sofisticada foi desenvolvida principalmente ao longo do século XX quando. Em caso positivo. como mostra o Gráfico 7. solventes. utiliza-se o óleo diesel e o óleo combustível e.847 74. Depois disso. Mesmo assim.17% O que é o petróleo O petróleo é um óleo inflamável. gasolina. No final do século XIX. Esta última informação técnica.3. ou gás de cozinha). nafta. parafinas e coque de petróleo. A sua utilização exige o processo de refino.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 geração de energia elétrica e no consumo de combustíveis.031 80. refino e distribuição (entrega dos derivados ao consumidor final. outros poços são perfurados a fim de se avaliar a extensão da jazida. as indefinições quanto à disponibilidade futura do petróleo continuam relevantes. como mostra a Tabela 7.1 abaixo. Em relatório publicado em 2000.916 milhões de barris por dia e 76. Dessa época.478 77. Tabela 7. É dessa época. que correspondem a 159 litros).829 79. Nas refinarias. respectivamente. 2008. O petróleo cru não tem aplicação direta. emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. pressão do consumo e aumento das cotações.Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Produção de petróleo (mil barris/dia) 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Relação 2007/2006 (%) Fontes: BP. Assim. principalmente de níquel e vanádio. querosene de aviação e de iluminação.588 72.573 76. à qual podem se juntar átomos de oxigênio. se mantidos o ritmo de produção e consumo da época: 74. óleo diesel. substância Atlas de Energia Elétrica do Brasil 109 . o petróleo é colocado em ebulição para fracionamento de seus componentes e conseqüente obtenção de derivados. formado a partir da decomposição.317 84. Outro motivo é a perspectiva de esgotamento. de matéria orgânica como plantas. que tem início com a abertura de um poço mediante o uso de uma sonda para comprovar a existência do petróleo.076 milhões de barris por dia. além de íons metálicos.111 83.1 .

o Estado exerceu o monopólio da extração. logo após a Arábia Saudita. dá origem a maior volume de gasolina.2 RESERVAS. apesar de ter apenas 6.743 3.2 a seguir. ocorreu maior pulverização da oferta. De acordo com a consultoria especializada PFC Energy. conforme mostra a Tabela 7. 2008.Os dez maiores produtores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 o o o o o o o o o o o mil barris por dia 10. 110 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . ao mesmo tempo em que novos e importantes campos foram descobertos.4 milhões de barris por dia.4 4. inclusive do preço pago pelo barril de óleo cru.4 5.915 2. As mais pesadas.1 3. fez com que novos produtores ingressassem nesse mercado. foi permitido o ingresso da iniciativa privada em ambiente regulado pela Agência Nacional do Petróleo.309 2. aliás.3 4.2 8.4% das reservas mundiais) e os Estados Unidos (6. o mais valorizado no mercado.626 2. médio ou pesado. Na divisão por países. Por isso é. Gráfico 7.2 3. produzem mais óleos combustíveis e asfaltos. A constituição da Opep pelos países árabes. como aquele produzido no Oriente Médio. foi uma resposta à ação das sete maiores – chamadas “Sete Irmãs” – que se uniram e dividiram o mundo em regiões de influência.477 3. 7. citada no relatório anual da Petrobras (exercício de 2007). a Petrobras é a sexta maior companhia petrolífera do mundo com base no valor de mercado. O tipo de derivado obtido depende da qualidade do petróleo: leve. a indústria mundial do petróleo tem algumas peculiaridades. 2008. das atividades de exploração e prospecção. As densidades médias produzem principalmente óleo diesel e querosene.98 milhões de barris por dia. principalmente a partir da crise dos anos 70.6 3. para controle de toda a cadeia produtiva. Tabela 7. Uma delas é a tendência de controle. a descoberta de petróleo na camada pré-sal deu origem a uma grande controvérsia sobre se o Estado deveria ser o operador ou o poder concedente das atividades no local. elaborada com base na edição de 2008 do estudo BP Statistical Review of World Energy.978 6. Assim. Em muitos países.413 9.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 16% 4% 11% 35% 14% Não energéticos GLP Óleo diesel 20% Gasolina Óleo combustível Outros energéticos Outra característica é a presença de poucas e grandes companhias verticalizadas. México. GLP e naftas.2 2. Venezuela. No Brasil. características da Venezuela e Brasil.2 100 Arábia Saudita Rússia Estados Unidos Irã China México Canadá Emirados Árabes Unidos Kuwait Venezuela Brasil Total 10 16 Fonte: BP. Por isso. de acordo com o tipo de solo do qual foi extraído e a composição química. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO Toda a atividade relacionada à cadeia produtiva do petróleo tem duas características básicas: o caráter estratégico em termos de segurança nacional e geopolítica e os investimentos intensivos exigidos desde a exploração até a distribuição. atuam em área concedida pelo governo (por meio da assinatura de contratos de exploração). Fonte: ANP. as principais companhias petrolíferas são estatais ou. maior produtora mundial com 10. no entanto.401 3.533 % 12. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).879 4. uma vez que os valores recebidos com a venda compensavam os investimentos necessários à exploração e prospecção. O petróleo leve. detentoras de todo o processo produtivo e que dominam o mercado internacional.2 .613 1. Tornaram-se produtores e exportadores países como a antiga União Soviética.9 milhões de barris por dia). Por região. por parte do Estado. transporte e refino até 1995.6 4. Mesmo assim. o Oriente Médio lidera o ranking das maiores reservas (61% do total mundial) e dos maiores produtores. Reino Unido. ao longo do tempo. em 1960. Noruega e Brasil.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007).8 12. se controladas pelo capital privado.833 81. A valorização das cotações do barril de petróleo. também. Depois disso. figuram a Rússia (9.

9 % das reservas totais 21. Já o Brasil detinha o 16º lugar por produção.4 115.8 36. que depende da disponibilidade para realização de investimentos. o Irã detinha a segunda maior reserva provada2 mundial.0 101.3 e a Figura 7.2 2. mas as reservas locais. Tabela 7.5 97.6 1. de 12. Como mostra a Tabela 7.1 abaixo.5 39.4 bilhões de barris no final de 2007.2 12. mas era o quarto colocado em termos de produção (Tabela 7.237.4 3.As dez maiores reservas de petróleo (2007) País 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 15 Arábia Saudita Irã Iraque Kuwait Emirados Árabes Venezuela Rússia Líbia Cazaquistão Nigéria Brasil Total Fonte: BP.2).9 1. 2008.9 7.4 41.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Nem sempre a participação na produção global. Fonte: BP. bilhões de barris 264.0 79. com reservas correspondentes a 138.3 .2 7.8 87.1 a 50 20. 2 Reservas provadas são aquelas cujos reservatórios estão em produção ou os fluidos nele contidos têm sua existência e capacidade de produzir comprovadas por testes.0 6.1 a 50 50.2 9. 2008.0 100 Reservas de Petróleo em 2007 (bilhões de barris) menos que 4 4. correspondiam a pouco mais de 1% do total mundial e figuravam na 15a posição. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 111 .3 8.2 138.1 a 300 Figura 7.1 a 100 100. corresponde ao volume das reservas.6 bilhões de barris.3 3.3 11.1 Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas).

3 799.77 -28. Tabela 7.6 21. segundo Unidades da Federação .63 0.6 2000 128.174.354.5 6.3 10.7 8. Rio Grande do Norte.0 57.601.8 5.2 3.44 -10.4 .Reservas totais de petróleo.378.5 264. a produção é crescente no Brasil.9 0.1 10.5 9.18 54.4 abaixo.8 886.5 2007 102.0 499.7 2.6 216.7 231.804.3 58.34 245.8 8.6 904.772.8 6.277.8 190.126.3 70.181.1 34.61 127.1 1.0 234.4 7.1 241.06 65.177. 1.1 178.5 -0.As reservas do campo de Tubarão estão apropriadas totalmente no estado de Santa Catarina por simplificação.6 11.9 212.7 8.6 2001 131.7 270.3 259.9 32.1 211.3 54.6 12.9 14.8 54.623.667.Inclui condensado.286. conforme a Portaria ANP n° 9/2000 a partir de 1999.2 34.6 223.854.7 12.495.7 174.3 7.2 2003 110.7 8.6 3.7 11.2 10.104.3 2006 96.762.7 283.1 995.5 934.5 263.931.9 2.9 1.2 230.3 21.1 250.32 59.40 -2.3 68.2 7.6 0.8 70.6 11.9 27.8 69.9 260.0 68.5 26.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 7.0 11.8 2005 91. As principais reservas provadas brasileiras encontram-se no mar.0 65.6 7.153.2 6.2 64.6 9.3 23.4 210.As reservas do campo de Roncador e Frade estão apropriadas totalmente no estado do Rio de Janeiro por simplificação.21 0.1 9.6 -17. por localização (terra e mar).2 6.8 8.09 3.6 5.8 1.610. segundo a ANP.4 07/06 % 6.9 118.84 31.4 9.7 5.3 1999 110.3 36. 3.6 19.1 4.1998-2007 Unidades da Federação AM Reservas totais de petróleo (milhões barris) Localização 1998 Terra Terra CE Mar Terra RN Mar Terra AL Mar Terra SE Mar Terra BA Mar Terra ES Mar RJ2 SP PR3 SC4 Mar Mar Mar Mar Terra Subtotal Mar Total 6.9 183.9 27.6 11.26 16.0 1.7 2004 100.03 10.8 2.8 11.9 927.877.8 9.5 8.362.2 6.4 181.3 3.74 bilhões de barris (principalmente no litoral do Rio de Janeiro e Espírito Santo).1 71.890.2 7.8 20.366.7 60.9 90.6 11.7 23.6 36.4 10.573.73 4.As reservas do campo de Caravela estão apropriadas totalmente no estado do Paraná por simplificação.3 98. .5 milhões de barris das reservas terrestres (nos estados do Amazonas.586.14 -10.5 1.0 609.7 7.0 909.2 25.4 10.4 2.6 2002 114.8 37.9 6.8 228.19 -23.9 864. Notas: .2 67.2 71.7 12.4 4.357.5 6. diante dos 886.0 2. Petrobras/Serplan para os anos anteriores.1 260.375.0 259.Incluindo as reservas dos campos cujos Planos de Desenvolvimento estão em análise.3 6.4 52.7 1.4 67.1 39.1 8.1 214.276.6 5.0 0.737.5 12.8 12.9 208.2 882.9 4.7 37.9 226.5 1.243.8 8.0 783.4 220.464.8 79. Sergipe e Bahia).0 23.6 9.9 27.6 66.16 2.205.8 12.3 7.2 114.8 2. 112 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 4. No final de 2007.3 12.0 6.3 204.6 38.532.1 27.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO Como mostra a Tabela 7.37 2.9 10.4 7.1 8.9 80.7 190.3 4.6 5.1 -9. concentravam 11.8 6. 2.00 Fontes: Adaptado de ANP/SDP.3 1.2 23.8 1.8 12.4 69.5 60.1 114.1 5.Reservas em 31/12 dos anos de referência.6 8.8 -19.1 19.7 854.

Ou. cuja combustão produz o vapor necessário à movimentação das turbinas.393 2.154 85. No médio prazo.6 2. Itália. os Estados Unidos mantiveram a liderança do ranking dos maiores consumidores. abastecidas por óleo diesel. o óleo ultraviscoso. em 2007. Índia e China). nos últimos anos. projeções do Departamento de Energia norte-americano apontam que a sua participação Atlas de Energia Elétrica do Brasil 113 .192 2. pela geração de 13. em conseqüência. As usinas abastecidas por óleo diesel estão instaladas principalmente na região Norte para atender os Sistemas Isolados – que ainda não são conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).2 3.Os dez maiores consumidores de petróleo País 1 2 3 4 5 6 7 o o o o o o o mil barris por dia 20. Ou seja. a Índia. como México.051 2. Segundo o mesmo documento.5 100.8 2. relata que o petróleo só tem papel relevante na geração de eletricidade em países que não dispõem de muitas outras alternativas. óleo combustível ou gás de refinaria. Manaus e Macapá.748 2. gás de refinaria e. Em 2007. Estudo sobre petróleo que integra o Plano Nacional de Energia 2030. eles representam 3. para fornecer energia a sistemas isolados ou em áreas remotas.2 2. o quinto.8% do total de energia elétrica produzida. A participação do petróleo na produção mundial de energia elétrica é pouco expressiva e tem recuado nos últimos anos. Rússia.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Com relação ao consumo. que fazem parte do chamado BRIC (Brasil.371 2. e a Federação Russa. eles serão conectados ao SIN por meio da construção de linhas de transmissão. A China ocupou o segundo lugar. deverá reduzir-se um pouco mais nos próximos anos.855 5. rede composta por linhas de transmissão e usinas que operam de forma integrada e que abrange a maior parte do território do país. Em novembro de 2008. como mostra a Tabela 7.9 3. A maior parte das demais usinas opera com óleo combustível ou gás de refinaria e está distribuída por todo o território nacional.7 2. produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). uma vez que os derivados apresentam maior valor agregado se utilizados em transportes ou geração distribuída (pequenas unidades próximas aos centros de consumo). principalmente as de menor porte ou de baixa eficiência. os derivados são utilizados principalmente em usinas termelétricas complementares (acionadas em horários de pico ou em quadros de interrupção no fornecimento) àquelas movidas por outras fontes. Essas termelétricas. Essas unidades responderam.5 . como aconteceu no início de 2008. A única exceção seria o Oriente Médio.8 2.303 2.4 TWh (terawatts-hora) ou 2. Mas. Os maiores são Acre-Rondônia. com ênfase para a região Sudeste. Os derivados mais utilizados são óleo diesel.699 2. óleo combustível. sua participação na matriz da energia elétrica é pequena. Portugal e Japão. as termelétricas movidas a derivados de petróleo têm função semelhante.5 abaixo. vieram países em desenvolvimento econômico acelerado. em decorrência dos investimentos realizados na utilização de outras fontes – menos agressivas ao meio ambiente e com preços menores e mais estáveis. Todas são complementares ao sistema hidrelétrico. os países industrializados estão. Os custos do óleo utilizado são repassados a todos os consumidores de energia elétrica do país por meio do encargo Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) embutido na tarifa final.3 9. o país contava com um total de 626 unidades em operação. Tabela 7. são colocadas em operação para garantir o atendimento em momentos de pico de demanda ou para complementar a oferta proveniente das hidrelétricas em períodos de estiagem.1 mil MW (megawatts) de potência instalada. com um total de 20.2 5. poderão vir a ser desativadas. com menor freqüência. tradicionalmente. Logo abaixo. O Brasil ficou na 9ª posição. Por isso.1 na página seguinte. No total.698 7. os países em fase de crescimento econômico acelerado começaram a figurar em posição de destaque. Em novembro de 2008. o país também contava com 69 novos empreendimentos já outorgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em fase de construção. 2008.220 % 24. então. o quarto. No Brasil. Dentre os países da União Européia. entre os líderes do ranking mundial.7 milhões de barris por dia. como mostra o Mapa 7.0 Estados Unidos China Japão Índia Federação Russa Alemanha Coréia do Sul Canadá Brasil Arábia Saudita Total 8o 9o 10o Fonte: BP.

645 112.400 a 11.400 1.500 a 131.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Manaus c Belém São Luis Fortaleza CE Teresina PI o AM PA MA RN PB PE Natal João Pessoa Recife AC 10º S Rio Branco Porto Velho RO TO Palmas SE AL Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG ES Belo Horizonte SP RJ Rio de Janeiro PR Curitiba SC São Paulo Vitória 20º S DF Bolívia 20º S MS Campo Grande Chile Paraguai Trópico de Capricórnio Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Potência total instalada por unidade da federação 170 a 35. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .500 11.041 a 302.160 a 112.645 a 197.160 35. 114 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .000 N O L S Fonte: Aneel.041 197. 2008.764.764 302.941 Termelétricas Óleo ultra-viscoso Óleo combustível Gás de refinaria Óleo diesel Potência (kW) 5 a 1.764 a 1.1 .Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada – novembro de 2008.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 7.

evitam se comprometer com metas mensuráveis. cuja construção ainda não foi iniciada.bp. há a possibilidade da ocorrência de vazamentos do óleo.2 MW). os grandes consumidores vêm sendo pressionados a reduzir a dependência do petróleo e. Itália. prospecção e produção podem provocar alterações e degradação do solo. 66. nos anos 90.gov. a exploração. Nos últimos 10 anos. De outro lado. essas questões ambientais estão entre os principais limitadores da expansão de usinas termelétricas movidas a derivados de petróleo. No entanto. seja para utilização nos motores – o maior fator de agressão é a emissão de gases poluentes.iea. que se transformou em base da produção do petróleo em alto mar.br Agência Nacional de Petróleo. No entanto. Atualmente. mas não ratificaram. o volume de emissões. No mar. As quatro unidades em construção eram: Goiânia II (Goiás. França. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) – disponível em www.org Petrobras – disponível em www. o que coloca em risco a fauna e a flora aquática.epe. a economia do município aumentou 600%. se constituem no impulso para o desenvolvimento de mecanismos e tecnologias que atenuem ou compensem o volume de emissões. Canadá e Alemanha. Potiguar III (Rio Grande do Norte. Em terra. 7. Outro é o desenvolvimento de tecnologias específicas para redução das emissões.br Atlas de Energia Elétrica do Brasil 115 . a cadeia produtiva do petróleo tende a ser submetida a uma forte legislação ambiental. Por isso. Um dos mecanismos em fase de consolidação mundial é o mercado de crédito de carbono (ou MDL. um dos mais modernos e principais sistemas é o de dessulfurização (eliminação do enxofre) de gases. aumento de vendas do comércio. No entanto. investimentos públicos municipais. Reino Unido. Espanha. Foi o resultado tanto do pagamento de royalties pelas petrolíferas quanto do aquecimento de atividades decorrentes da prospeção do petróleo – valorização imobiliária. Pau Ferro I (Pernambuco. tão acentuado quanto os efeitos socioeconômicos é o impacto ambiental.4 MW) e Termo Manaus (Amazonas. Esses países são Japão.gov. Assim. no litoral norte do Rio de Janeiro. Estados Unidos. 140 MW). aneel. responsáveis pelo efeito estufa. países como Estados Unidos. além da interferência no ambiente. desde a assinatura do Protocolo de Kyoto.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS A descoberta de um campo de petróleo tem poder para mudar as características socioeconômicas da região.anp.7 MW.com. a população.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. que assinaram o protocolo.Derivados de Petróleo | Capítulo 7 O maior é Suape II (PE). Na etapa de combustão dos derivados – seja para a geração de energia elétrica.petrobras. movido a óleo combustível e com potência instalada de 355. gov. Neste caso. dado o elevado custo de sua implantação. saltou para 170 mil habitantes em 2008 e a cidade transformou-se em pólo regional. de 60 mil habitantes em 1980.6 MW). em conseqüência.br BP Global – disponível em www. No Brasil. entre outras. ainda não é utilizado nos países que concentram 90% da capacidade mundial de produção de energia elétrica a partir de derivados. conforme registra o Plano Nacional de Energia 2030. um dos casos mais evidentes é a cidade de Macaé. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) pelo qual o volume de emissões é compensado pela aquisição de títulos de projetos ambientais realizados por terceiros.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. 156. 102.

Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Eletronuclear 116 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .

Fontes não-renováveis Parte III Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear Atlas de Energia Elétrica do Brasil 117 8 .

ainda. o yellowcake é dissolvido. que contém a água de refrigeração do núcleo do reator (onde fica o combustível nuclear). como a medicina. A primeira delas é a mineração e beneficiamento. dos naturais 0.Capítulo 8 | Energia Nuclear Box 8 O ciclo do combustível nuclear O valor do minério urânio está na característica do átomo que o compõe: o átomo de urânio (U). na qual o minério é extraído da natureza e enviado a uma unidade de beneficiamento. primeiro elemento químico da natureza em que se descobriu a capacidade de radiação (ou emissão e propagação da energia de um ponto a outro). Até agora. De uma maneira muito simplificada. O processo completo de utilização do urânio. A terceira fase. manifesta-se como luz. Pelo contrário: passa por um processo bastante complexo de processamento que. A segunda etapa é a conversão. acionando a turbina para a geração de energia elétrica. se descontrolada. Para obter um quilo de produto são necessários cerca de oito quilos de yellowcake. Nas usinas termonucleares ela é liberada lentamente e aquece a água existente no interior dos reatores a fim de produzir o vapor que movimenta as turbinas. Os dois circuitos não têm comunicação entre si. em circuito fechado. conhecido como yellowcake e cuja fórmula química é U3O8.7% para algo como 4%. é aplicada em atividades importantes e até mesmo vitais. O urânio extraído não chega à usina em estado puro. altamente radioativa. porém. como óxido misto (MOx).inb. purificado e convertido para o estado gasoso (gás UF6). Se bem utilizada. Pesquisadores buscam obter energia também a partir da fusão do núcleo de vários átomos. circula quente por um gerador de vapor.br). A maior aplicação do átomo de urânio é em usinas térmicas para a geração de energia elétrica – as chamadas usinas termonucleares. pode provocar os acidentes nucleares. caracteriza-se pelo aumento da concentração de átomos de urânio 235. O primeiro envolve a deposição final do combustível utilizado. neste caso o núcleo do átomo é submetido a um processo de fissão (divisão) para gerar a energia. onde é purificado e concentrado. essa tecnologia não é usada em escala comercial. Vaso de contenção Torre de transmissão Reator Pressurizador Vapor Vapor de pressão Barras de controle Turbina Gerador Elemento combustível Gerador de vapor Condensador Bomba água Bomba principal de refrigeração do reator Bomba Bomba Circuito primário Circuito secundário Sistema de água de refrigeração Tanque de água de alimentação Perfil esquemático de uma usina nuclear 118 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . também chamado “ciclo do combustível nuclear”. Essa radiação. abrange. Essa água. Explicações detalhadas de todo o ciclo do urânio podem ser encontradas no site da World Nuclear Association (www.org) ou no site da Indústrias Nucleares do Brasil (www. manifesta-se sob a forma de calor. Se é liberada rapidamente. Nela. em resumo. chamado de circuito primário.world-nuclear. dando origem a uma espécie de sal de cor amarela. o urânio residual e o plutônio produzidos voltam a ser utilizados na geração de energia.gov. Esse circuito primário aquece uma outra corrente de água que passa pelo gerador (circuito secundário) e se transforma em vapor. As usinas termonucleares são dotadas de uma estrutura chamada vaso de pressão. de enriquecimento. Se a energia é liberada lentamente. a destinação do material utilizado. Há dois ciclos básicos: um aberto e um fechado. No segundo. O urânio 235 é o combustível das usinas nucleares. pode ser dividido em três etapas principais.

em conseqüência. a energia nuclear ocupou o penúltimo lugar entre as principais formas para produção de energia elétrica do mundo. 2008. garante a segurança no suprimento. Como mostra o Gráfico 8. Conhecida desde a década de 40. uma vez que sua operação acarreta a emissão de baixos volumes de gás carbônico (CO2). Em 2006. pelo aquecimento global. a médio e longo prazos. contribui para a tendência à expansão a existência de abundantes reservas de urânio no planeta – o que. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 119 . segundo a International Energy Agency (IEA). foi superada por hidreletricidade. Além da característica ambiental.1 abaixo.1 Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006).1 INFORMAÇÕES GERAIS A energia nuclear. produzida a partir do átomo de urânio. voltou à agenda internacional da produção de eletricidade como alternativa importante aos combustíveis fósseis. nos últimos anos passou a ser considerada uma fonte limpa. principal responsável pelo efeito estufa e. Fonte: IEA. gás natural e carvão e superou apenas o petróleo.Energia Nuclear | Capítulo 8 Energia Nuclear 8. 8 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Gás Natural Hidrelétrica Nuclear Petróleo Outras Gráfico 8.

038.93 2.8 20.804.0 País % 26.Energia elétrica no mundo (2006) País Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total Tabela 8. Fonte: Adaptado de IEA. outro fator que motivou a oposição às nucleares foi o fato de que o processo de fissão do átomo de urânio é o mesmo que dá origem à bomba 120 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .5 6.Capítulo 8 | Energia Nuclear Ainda assim.2 .94 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep).3 100.2 a seguir). as usinas nucleares têm participação importante na matriz da energia elétrica.94 258.930 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Total % 41.30 1.64 3. sua participação no ranking global de fontes de energia primária (que também considera outros usos da energia) é menor: 6. o mercado das usinas nucleares viveu um vigoroso ciclo de crescimento. são necessárias três vezes mais combustível para produzir a mesma energia gerada por uma hidrelétrica. 2008.66 4.Oferta de energia primária (2006) TWh* 7. Entre este período e o final dos anos 70.0 2.7 100. segundo a IEA (Tabela 8.741.406.39 18. 40 Produção de energia elétrica Oferta de energia primária 30 % 20 10 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidrelétrica Outras Gráfico 8.94 3.8% da produção total.2 2.29 11.028.90 2.1 a seguir. principalmente por parte dos ambientalistas. A interrupção ocorreu em função de elementos negativos que coincidiram no tempo: a ocorrência de dois acidentes (Three Mille Island e Chernobyl) e os elevados investimentos necessários à instalação de uma central.097.801. De acordo com as últimas estatísticas da IEA.3 1. (*) Cada Mtep é aproximadamente igual a 12 terawatts-hora.91 727.0 34. conforme destacado na Tabela 8.2 e Gráfico 8.1 .2% ou 727.4 20. os novos investimentos foram praticamente paralisados e a produção de energia nuclear sofreu forte oposição. O urânio figura como fonte primária da matriz energética mundial desde meados dos anos 60.0 Mtep* 3. 2008.00 (*) Um terawatt-hora equivale a um milhão de gigawatts-hora.1 14.052.8 16.761. Durante quase trinta anos.2 Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo.0 5. em 2006 responderam por 14.8 435. Considerando que o rendimento de uma usina térmica é da ordem de 30%. Fonte: IEA. Como a energia nuclear é usada quase que exclusivamente para a produção de energia elétrica. Tabela 8. Fonte: Adaptado de IEA.2 10. Além da ocorrência dos acidentes. 2008.256.

Assim. Nos últimos anos. a Agência Internacional de Energia 600 Atômica (AIEA.1 414.7 296. passaram a ser enumerados os pontos favoráveis à instalação de novas centrais.8 200 2000 2005 Forte recuperação 2010 Tratado de Kyoto 2015 2020 Referência 2025 2030 Nuclear fraco Gráfico 8. de forte recuperação.8 411. comprometeramse formalmente a desativar os artefatos bélicos e a utilizar o urânio decorrente dessa iniciativa na produção de energia elétrica. a configuração de qualquer um desses cenários dependerá de vários fatores. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 121 .6 GW 400 361. do Plano Nacional de Energia 2030 produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).7 421. A IEA projeta quatro cenários até 2025 (Gráfico 8. com 137 países-membros. Além disso. forte recuperação. Entre eles: competitividade do custo de geração. no âmbito da geopolítica internacional. investimentos em desenvolvimento tecnológico buscam aumentar a segurança das unidades. O futuro da energia nuclear é difuso.0 441. o mais pessimista. disponibilidade de urânio.2 400. Finalmente.6 394.3 Cenários IEA para energia nuclear no mundo. a potência instalada passaria dos 361. Lado a lado com os riscos. fraca recuperação e Tratado de Kyoto.2 GW (gigawatts) existentes no início dos anos 2000 para 570.8 450. Inicialmente se propunha a garantir o uso pacífico da energia nuclear e contribuir com as pesquisas científicas.1 339. recuaria para 296. o país que domina a tecnologia de processamento e transformação do minério pode utilizá-la tanto para a produção de energia elétrica quanto para fins bélicos. a disponibilidade de combustível (urânio) e a baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa – o que transforma a energia nuclear em energia limpa. Fonte: EPE. Além disso.8 GW. organização autônoma constituída em 1957 no âmbito das Nações Unidas) ampliou a sua esfera de atuação. Entre eles. essa oposição tornou-se mais moderada.1 498.7 357. embora ainda não exista uma solução definitiva para os rejeitos produzidos – o elemento mais perigoso do processo nuclear. porém. países como a Rússia.3 abaixo): referência.Energia Nuclear | Capítulo 8 atômica. No nuclear fraco.1 GW. segurança no fornecimento de outros combustíveis e aceitação pela sociedade da segurança das unidades nucleares.0 500 449. 2006. Atualmente. No mais otimista. passou a inspecionar e investigar suspeitas de violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear das Nações Unidas. Conforme registra o estudo sobre geração termonuclear. após o final da Guerra Fria.2 300 395. 570.1 360.6 390.

Fonte: WEC. possui 100 mil toneladas. uma vez que se trata de material radioativo. Ceará. compostas por: material obtido com a desativação de artefatos bélicos. juntos. PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO A matéria-prima para a produção da energia nuclear é o minério de urânio.3 .588 4. França e Japão. A distribuição mundial do consumo. um metal pouco menos duro que o aço.6 milhões de toneladas distribuídas por 14 países.4 .4 abaixo e a Figura 8. como mostra a Tabela 8. O restante veio de fontes secundárias.627.2 RESERVAS.5 2.0 Tabela 8. O urânio é comercializado sob a forma de yellowcake (espécie de sal amarelo. Desse minério é extraído o átomo de urânio utilizado na geração nuclear. 122 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . 2008. Cazaquistão e Canadá que.4 279.723 227. conforme informações da Indústrias Nucleares do Brasil (INB). produtos derivados das três principais etapas de processamento do material bruto (ver Box 8).9 12. Em 2007.950 59. 2008.3 92.Capítulo 8 | Energia Nuclear 8.5 67. o país ocupa o 7o lugar do ranking.000 816.3 abaixo. volume suficiente para abastecer o complexo nuclear de Angra I. não acompanha a localização ou a capacidade das reservas.1% no ranking mundial. Seu comércio é rigidamente controlado tanto pelos governos nacionais quanto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Bahia. Ainda assim. Tabela 8.9 16.5 93. o U3O8).4 2. em 2007 essas reservas totalizaram 4.748. os três maiores consumidores são Estados Unidos.1 5.4 62. eles foram também os maiores produtores. porém. Paraná e Minas Gerais.359 278.099 443.836 78.9%.9 % 30.0 10.9 440. A principal delas. mas a disposição do país para investir na geração nuclear de energia elétrica. segundo a IEA.975 64.1 3.3 0. respectivamente.4 2.1 na página seguinte.4 3.4 100. apenas 25% do território foi prospectado em busca do minério. respondem por mais de 50% do volume total.143.Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) País Estados Unidos França Japão Rússia Coréia do Sul Alemanha Canadá Ucrânia Suécia China TWh 848.8 5.402 89. tU 1. Em 2006.9 140.700 225. estoques civis e militares. encontrado em estado natural nas rochas da crosta terrestre.327 A extração do urânio não é a única forma para obtenção do combustível utilizado nas centrais nucleares. Existem também as fontes secundárias. com destaque para a Austrália.0 159.840 61.Reservas mundiais de urânio (2007)* País Austrália Cazaquistão Canadá Estados Unidos África do Sul Namíbia Brasil Nigéria Rússia Ubequistão Jordânia Índia Mongólia China Outros Países Total (*) tU: toneladas de urânio. No Brasil. gás UF6 e urânio 235 (sob a forma de barras). com 278. com participação de. II e III por 100 anos.800 342.2 5. em Caetité. o urânio extraído das reservas respondeu por 54% da energia nuclear produzida no mundo. As jazidas estão localizadas principalmente na Bahia.7 mil toneladas em reservas conhecidas e correspondentes a cerca de 6% do volume total mundial. 16% e 10.596 282. Brasil Total Fonte: BP.8 142. 30.459 172. Segundo a International Energy Agency. reprocessamento do urânio já utilizado e sobra do material usado no processo de enriquecimento.000 340. Como mostra a Tabela 8.

1 Consumo de energia nuclear no mundo em 2007.4 a 13. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 123 . 2006. Fonte: EPE. referente ao yellowcake.59237 gramas) de óxido de urânio em dólares. para registrar ligeira recuperação após o ano 2000 – período em que se nota um aumento no número de unidades instaladas e de MWh (megawatts-hora) produzidos. O comportamento dos preços reflete a relação oferta/consumo. 2008.Energia Nuclear | Capítulo 8 Consumo de energia nuclear 2007 (TWh) 2.1 a 100 100 a 850 Figura 8. como demonstra o Gráfico 8. Os preços subiram de maneira acentuada durante a fase de expansão da construção de usinas nucleares. $120 $100 $80 $60 $40 $20 $0 US$ / lb U3O8 69 71 73 75 77 US$ Corrente 79 81 83 85 87 89 91 93 95 97 99 01 03 05 US$ 2005 Gráfico 8.0 27.4 Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8). 1 Preço da libra (453.2 13.4 a seguir. recuaram bruscamente na década de 80 e se mantiveram em baixa durante quase 20 anos.3 a 27. Fonte: BP.

mas foi a França. uma autarquia federal subordinada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e constituída para. e. em Angra dos Reis (RJ).582 63. em nome da União.100 Estados Unidos França Japão Rússia Alemanha Coréia Ucrânia Canadá Reino Unido o o 5o 6 7 8 9 o o o o 10 Suécia Brasil Total 23 Fonte: AIEA (Adaptado).222 9.014 2.260 47.107 12. 2008.5 a seguir.470 17. que demonstrou maior dependência da produção nuclear: 76. o que poderá implicar em aumento dos preços. O projeto de expansão das linhas de enriquecimento de urânio da INB está em andamento e tem conclusão da primeira fase prevista para 2009. A tendência. conforme mostram a Tabela 8. Outro fator de alta poderá ser a entrada em operação de novos geradores. um total de 439 reatores nucleares.587 21. Fonte: AIEA. 2008.Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 País 1o 2 2 4 o o o Unidades 104 59 55 31 17 20 15 18 19 10 2 439 MW 100. 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 8.Capítulo 8 | Energia Nuclear Projeções da AIEA indicam que os estoques de urânio resultante da conversão de armas atômicas devem acabar entre 2020 e 2030.451 13. Além de novas unidades em construção. estava em operação em todo o mundo. o enriquecimento ainda é realizado em países como Holanda e Alemanha. aumenta o número de países que buscam aderir a essa tecnologia ou expandir o parque já instalado. Nesse ano.743 20. A INB também domina a tecnologia dos três principais ciclos de processamento do átomo de urânio. a exploração de novas reservas ou o aumento da eficiência das usinas (produção de maior quantidade de energia com a mesma quantidade de combustível) proporcionada por investimentos em tecnologia realizados atualmente. segundo dados da AIEA reproduzidos no trabalho Panorama da Energia Nuclear da Eletronuclear. o urânio 235 é enviado à Fábrica de Combustível Nuclear (FCN). A companhia é vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). No Brasil. com 59 reatores. com licenciamento em curso nos Estados Unidos.621 10. 124 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Participação % França Lituânia Eslováquia Bélgica Ucrânia Suécia Armênia Eslovênia Suíça Hungria Coréia do Sul Japão Gráfico 8. empresa de economia mista subsidiária da Eletrobrás e responsável pela construção de usinas e geração de energia nuclear no Brasil. No entanto.Participação da energia nuclear na energia total produzida. a capacidade instalada da companhia deverá suprir 60% do combustível consumido em Angra I e II. distribuídos por 31 países. como a configuração do cenário de fraca recuperação da IEA (ver Tópico 8. Ao chegar ao Brasil em contêineres.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO A geração nuclear de energia elétrica vive um novo ciclo de expansão. no entanto. Em 2007.5 . em seguida. que expandirá o consumo.007 372.85% da energia total produzida.5 . em Resende (RJ). às usinas nucleares Angra I e Angra II. Os Estados Unidos concentravam o maior número de unidades (104).5 e o Gráfico 8. poderá ser atenuada por outras variáveis. apenas a Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) é autorizada pelo Governo Federal a extrair e processar o urânio e demais minerais radioativos.1). Tabela 8. exercer o monopólio da mineração de elementos radioativos e da produção e comércio de materiais nucleares.

724 2. Isto porque.563 Esse fenômeno é resultado da conjunção de diversas variáveis. Tabela 8. O principal fator de impulso à tendência tem.910 915 2. também. enquanto as obras de seis usinas tinham início na Coréia do Sul. de forma a atender ao consumo crescente de energia.6 abaixo). eficiência e vida útil das unidades (cujo padrão é de 30 anos). de um lado.600 2. China e Romênia.600 1.165 31.Energia Nuclear | Capítulo 8 No mesmo período. um total de 37 reatores encontravam-se em construção em 14 países (Tabela 8. Trata-se da necessidade de diversificação da matriz energética. Os Estados Unidos reativaram outras duas unidades. Além disso. caráter ambiental. porém.6 . porque o nível de emissão de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) Usina nuclear Angra II.600 1.Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) País Argentina Bulgária China Finlândia França Índia Irã Japão Coréia Paquistão Rússia Taiwan Ucrânia Estados Unidos Total Fonte: AIEA. A energia nuclear vem sendo apontada como uma alternativa para expansão e diversificação dessa matriz. Estes avanços reduzem o risco de acidentes nucleares e aumentam a viabilidade econômica do empreendimento.191 3. ou qualquer outro gás que contribua para o efeito estufa é muito baixo em toda a cadeia produtiva da energia nuclear (da extração do urânio à geração de energia elétrica).906 5. Algumas são de ordem tecnológica. paralisadas há vários anos. as reservas de urânio existentes no planeta são abundantes. França e China. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 125 . De outro. Unidades 1 2 6 1 1 6 1 2 4 1 7 2 2 1 37 MW 692 1. Fonte: Eletronuclear. poupar os combustíveis fósseis e enfrentar o aquecimento global. três usinas entraram em operação na Índia.840 300 4.900 1. 2008. Rússia.220 1. como as pesquisas para aumentar a segurança das instalações.

o o ministro de Minas e Energia. a expansão do parque nuclear faz parte do Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015). Brasil No Brasil.G. anunciou a intenção do governo de construir uma usina nuclear por ano ao longo dos próximos 50 anos. A operação de Angra III está prevista para ter início em 2014. O contrato previa transferência parcial de tecnologia. com tecnologia da norte-americana Westinghouse adquirida em sistema turn key (sem transferência tecnológica).5% (3. Em 2007. Angra II. 126 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .350 MW.5% da produção total de energia elétrica no país. adquiriu as usinas de Angra II e Angra III da empresa Kraftwerk Union A. – KWU. Com elas. o país assinou com a República Federal da Alemanha o Acordo de Cooperação para o Uso Pacífico da Energia Nuclear. com potência instalada de 657 MW. entrou em operação comercial em 1985.007 GW) para 2. Fonte: Banco de imagens de Angra 2. o Governo Federal pretendia adquirir conhecimento sobre a nova tecnologia que se expandia rapidamente pelo mundo e.350 MW.357 GW) da capacidade instalada total. o que resultaria em uma capacidade instalada total de 60 mil MW. Angra I. no entanto.Central de operação. por uma série de razões foi paralisada durante muitos anos. A instalação de usinas nucleares em território nacional foi decidida no final da década de 60. também alemã. resolver um problema localizado: a necessidade de complementação térmica para o suprimento de eletricidade ao Rio de Janeiro. Três anos depois. Com isto. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) expediu licença prévia autorizando a retomada das obras.Capítulo 8 | Energia Nuclear Sala de controle . subsidiária da Siemens. Edison Lobão. em 2000. Em julho do mesmo ano. em julho de 2008. Angra I e Angra II responderam por 2. ainda não é aplicada em escala comercial. com potência instalada de 1.98% (2. A construção de Angra I teve início em 1972. O país apresenta duas vantagens competitivas nesse segmento: as boas reservas do mineral e o domínio da tecnologia de enriquecimento do urânio – que. considerando que esta última terá um crescimento anual de 4% passando de 103 GW (2008) para 130 GW em 2014.3 terawatts-hora (TWh). também com 1. em 1975. a participação da capacidade nuclear instalada no Brasil deve passar de 1. que foi de 12. A construção de Angra III. Em setembro de 2008. ao mesmo tempo. A construção foi inserida no Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (2006/2015) e.

estocados em piscinas de resfriamento cheias de água. a usina nuclear é uma das menos agressivas ao meio ambiente. a possibilidade de a unidade provocar grande impacto socioambiental é um dos aspectos mais controversos de sua construção e operação. Para os dois primeiros. no Brasil os dejetos de alta atividade ficam. ganha espaço no mercado mundial a preferência pela adoção do ciclo aberto do urânio em detrimento do fechado que. média e alta atividade. Os Estados Unidos têm um projeto pioneiro nesta opção. ainda não se conseguiu encontrar uma solução definitiva para os dejetos radioativos que. há o processamento e armazenagem. ao reprocessar o material. de forma a não superar os limites previstos pelos órgãos reguladores. parte deles é misturada a outros materiais e solidificada. se constituem nos elementos mais perigosos do processo de produção da energia nuclear. Ainda assim. lado a lado com o risco de acidentes nas usinas. é o armazenamento em uma estrutura geológica estável. Fonte: Eletronuclear.Energia Nuclear | Capítulo 8 8. atualmente. Finalmente. Durante a fase de extração e processamento do minério e de operação da usina. também classificadas como de alta radioatividade. Além disso. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030. resultando em barras de vidro. sugestão apresentada pela Eletronuclear quando obteve a licença prévia para a retomada Central nuclear. os níveis de radioatividade são permanentemente monitorados e controlados. No entanto. Outra alternativa é um projeto inédito de armazenamento desses dejetos em cápsulas de aço. Depois. seja porque conseguem reduzir o tempo de decaimento (redução da radioatividade) dos dejetos. a evolução tecnológica das máquinas também aponta para a redução no volume de dejetos de alta atividade produzido: seja porque embutem ganhos de eficiência (exigindo menor volume de combustível para a produção da mesma qualidade de energia). temporariamente.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO Das formas de produção de eletricidade. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 127 . Estes dejetos são classificados de baixa. Alternativas para depósito desses dejetos estão em estudo no exterior. mas apenas diminui – não extingue – os impactos potenciais sobre o meio ambiente. Isto porque toda a cadeia produtiva do urânio – da extração à destinação dos dejetos derivados da operação da usina – é permeada pela radioatividade. produz novos dejetos radioativos. A vitrificação facilita o transporte e a estocagem. Uma das mais aceitas.

epe.org 128 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o aumento da segurança dessas instalações é uma das principais vertentes das pesquisas tecnológicas realizadas nos últimos anos.com Eletronuclear – disponível em www.worldenergy. Segundo a Eletronuclear. De qualquer maneira.gov. essas cápsulas garantiriam a segurança dos dejetos por 500 anos.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www.com.eletronuclear.br BP Global – disponível em www.inb.Capítulo 8 | Energia Nuclear das obras de Angra III.gov. aneel.br Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. O destino dos dejetos era uma das condicionantes do licenciamento ambiental.iea.bp.br Indústrias Nucleares do Brasil (INB) – disponível em www. A tecnologia hoje existente apenas atenua. gov.org World Energy Council (WEC)– disponível em www. mas não acaba com os riscos de acidentes ambientais provocados pelas usinas nucleares. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www.

Stock Xchng Fontes não-renováveis Parte III Derivados de Petróleo | Capítulo 7 Carvão Mineral Atlas de Energia Elétrica do Brasil 129 9 .

O calor liberado por esta queima é transformado em vapor ao ser transferido para a água que circula nos tubos que envolvem a fornalha. Em seguida. A energia térmica (ou calor) contida no vapor é transformada em energia mecânica (ou cinética). fragmentado e armazenado em silos para. o método tradicional. tais como secagem de produtos. este processo se dá. é transformado em pó.4). posteriormente. de queima para produção do vapor. além de gerar energia elétrica. continua sendo o mais utilizado. Pesquisas envolvendo processos tecnológicos que permitam um maior aproveitamento do poder calorífico do carvão (como a gaseificação) – e simultaneamente a preservação do meio ambiente – têm sido desenvolvidas no mercado internacional (ver Tópico 10. Considerando-se também a preparação e queima do carvão. da seguinte maneira: o carvão é extraído do solo. o processo é similar. No entanto. onde novamente será armazenado. em resumo. o que permitirá melhor aproveitamento térmico ao ser colocado para queima nas fornalhas de caldeiras. ser transportado à usina. Em segundo lugar vem a aplicação industrial para a geração de calor (energia térmica) necessário aos processos de produção. Vapor Carvão Mineral Esteira Turbina Gerador Transformador Boiler Rio / Reservatório Água p/ refrigeração Condensador Perfil esquemático do processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral 130 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . que movimentará a turbina do gerador de energia elétrica. Um desdobramento natural dessa atividade – e que também tem se expandido – é a co-geração ou utilização do vapor aplicado no processo industrial também para a produção de energia elétrica. também é extraído para ser utilizado no processo industrial. No caso da co-geração. porém o vapor. a principal aplicação do carvão mineral no mundo é a geração de energia elétrica por meio de usinas termelétricas. Este movimento dá origem à energia elétrica. cerâmicas e fabricação de vidros.Capítulo 7 | Derivados de Petróleo Box 9 O processo de produção de energia elétrica a partir do carvão mineral Atualmente.

sobretudo. As cotações do petróleo e derivados têm se caracterizado pela tendência de alta e extrema volatilidade.00 70.00 0. no entanto. Sua aplicação na geração de vapor para movimentar as máquinas foi um dos pilares da Primeira Revolução Industrial. com o desenvolvimento dos motores a explosão. e se mantém em alta até hoje. o comportamento dos preços é outra vantagem competitiva. 80.00 30.1 a seguir. o vapor foi aproveitado na produção de energia elétrica.00 60.00 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 9 O interesse reacendeu-se na década de 70.00 50.00 40. de origem fóssil. conforme o Gráfico 9. Fonte: BP. contudo. Além da oferta farta e pulverizada. Já no fim do século XIX. o carvão perdeu espaço na matriz energética mundial para o petróleo e o gás natural. do choque do petróleo. ingressando em um ciclo de baixa em 2005.00 20.00 10.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carvão Mineral 9. em conseqüência. 2008. registraram movimentos suaves ao longo dos últimos dez anos. No caso da commodity carvão.1 Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos.1 INFORMAÇÕES GERAIS O carvão mineral. Gráfico 9. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 131 . Ao longo do tempo. foi uma das primeiras fontes de energia utilizadas em larga escala pelo homem. iniciada na Inglaterra no século XVIII.

associados a outros elementos rochosos (como arenito. por sua vez. respondendo por 41% da produção total (Gráfico 9. por exemplo. No carvão mineral. maior produtor mundial –. sob determinadas condições de temperatura e pressão.1 a seguir. 132 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . o consumo do segundo está bastante aquecido. é favorecido pela incidência de carbono e prejudicado pela quantidade de impurezas (elementos rochosos e minerais). O segundo é utilizado na geração termelétrica local. O que é o carvão Existem dois tipos básicos de carvão na natureza: vegetal e mineral. oxigênio. como a pirita. 2008. A extração. Projetos de mitigação e investimentos em tecnologia (clean coal technologies) estão sendo desenvolvidos para atenuar este quadro. subdividida nos tipos betuminoso e antracito).Capítulo 9 | Carvão Mineral De acordo com dados da International Energy Agency (IEA). de maior valor térmico. Fonte: IEA. mas com a qualidade do carvão. A principal restrição à utilização do carvão é o forte impacto socioambiental provocado em todas as etapas do processo de produção e também no consumo. é comercializado no mercado internacional. o poder calorífico é baixo enquanto a participação de impurezas é elevada. No carvão vegetal. medida pela capacidade de produção de calor – ou poder calorífico. O primeiro. o poder calorífico e a incidência de impurezas variam. provoca a degradação das áreas de mineração. que considera outros usos além da produção de energia elétrica. No entanto. Como mostra a Figura 9. o carvão é a fonte mais utilizada para geração de energia elétrica no mundo. folhelhos e diamictitos) e minerais. Este movimento tem a ver não só com a disponibilidade de reservas. é de 26%.2 abaixo). siltito. Tanto o carvão vegetal quanto o mineral podem ser usados na indústria (principalmente siderúrgica) e na produção de energia elétrica. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0 Carvão Petróleo Gás Natural Nuclear Hidroelétrica Outras 1973 2006 Gráfico 9.2 Geração de energia elétrica por tipo de combustível. enxofre. o que determina a subdivisão do minério nas categorias: baixa qualidade (linhito e sub-betuminoso) e alta qualidade (ou hulha. É composto por átomos de carbono. O vegetal é obtido a partir da carbonização da lenha. 53% das reservas mundiais de carvão mineral são compostas por carvão com alto teor de carbono (hulha) e 47% com baixo teor de carbono. expresso em kcal/kg (kilocaloria obtida por quilo do combustível). Este poder calorífico. O mineral é formado pela decomposição da matéria orgânica (como restos de árvores e plantas) durante milhões de anos. A IEA também projeta que o minério manterá posição semelhante nos próximos 30 anos. enquanto o primeiro é pouco utilizado – exceto no Brasil. Sua participacão na produção global de energia primária. A combustão é responsável por emissões de gás carbônico (CO2). A produção e o consumo mundial concentram-se nas categorias intermediárias: os carvões tipos betuminoso/sub-betuminoso e linhito. nitrogênio.

O transporte é a atividade mais complexa e dispendiosa da cadeia produtiva do carvão. trens e barcaças.50 por tonelada. também são construídas as termelétricas abastecidas por esse combustível. os tipos de carvão com baixo teor de impurezas. também. reservas e usos. todas localizadas no sul do País. Os demais são utilizados nas proximidades do local de mineração – onde. 60% da oferta mundial de carvão mineral é extraída por meio da mineração subterrânea. em 2004 o preço CIF – que inclui frete e seguro – de uma tonelada de carvão metalúrgico no Japão era de US$ 61. O carvão também pode ser misturado à água formando uma lama que é transportada por meio de dutos. como Austrália e Estados Unidos. de acordo com o World Coal Institute (WCI) – ou Instituto Mundial do Carvão. Neste último caso. Para os trajetos mais longos. 2006. conforme está registrado no Plano Nacional de Energia 2030.Carvão Mineral | Capítulo 9 Carbono / Teor de Energia do Carvão Alto Teor de Umidade do Carvão Alto % das Reservas Mundias Carvão de baixa qualidade 47% Betuminoso 52% Linhito 17% Sub-Betuminoso 30% Térmico Carvão vapor Hulha 53% Antracito 1% Metalúrgico Coque Grande parte da energia elétrica Produção de energia elétrica / Usos industriais Produção de energia elétrica / Usos industriais Fabricação de ferro e aço Doméstico / industrial incluindo combustível Figura 9. a lavra pode ser manual. em geral. nas proximidades das áreas de mineração. geralmente só são transferidos. Uso Atlas de Energia Elétrica do Brasil 133 . No Brasil. da profundidade e do tipo de solo sob o qual o minério se encontra. em importantes países exportadores. enquanto o custo do frete chegava a US$ 49. a maior parte é explorada a céu aberto. É o que ocorre nas cinco usinas termelétricas movidas a carvão em operação no Brasil. utilizase caminhões. É o que ocorre.1 Tipos de carvão. semimecanizada ou mecanizada. em português –. A título de exemplo. é mais eficiente investir na construção de linhas de transmissão de eletricidade do que no transporte do carvão. o método mais eficiente de transporte é a esteira. A opção por uma ou outra modalidade depende. há a necessidade da construção de túneis. basicamente. Extração e transporte A extração (ou mineração) do carvão pode ser subterrânea ou a céu aberto. A produtividade das minas a céu aberto é superior à das lavras subterrâneas. o mineral está em camadas profundas ou se apresenta como veios de rocha. Fonte: WCI. Se a camada que recobre o carvão é estreita ou o solo não é apropriado à perfuração de túneis (por exemplo. No entanto. a opção é a mineração a céu aberto. Além disso. Para distâncias muito curtas. pelo contrário. de um local para outro. Do ponto de vista econômico. Se. areia ou cascalho).

Capítulo 9 | Carvão Mineral

9.2 RESERVAS, PRODUÇÃO E CONSUMO NO MUNDO O carvão é o combustível fóssil com a maior disponibilidade do mundo. As reservas totalizam 847,5 bilhões de toneladas, quantidade suficiente para atender a produção atual por 130 anos. Além disso, ao contrário do que ocorre com petróleo e gás natural, elas não estão concentradas em poucas regiões. Abaixo, como mostra a Figura 9.2, as reservas estão bem distribuídas pelos continentes, com ênfase maior no hemisfério norte. Na verdade, são encontradas em quantidades expressivas em 75 países, sendo que três deles – Estados Unidos (28,6%), Rússia (18,5%) e China (13,5%) – concentram mais de 60% do volume total.

Reservas de Carvão 2007 (milhões de toneladas) < 134 135 a 1.000 1.001 a 10.000 10.001 a 100.000 > 100.001

Figura 9.2 Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).
Fonte: BP, 2008.

O volume extraído e produzido, porém, não é diretamente proporcional à disponibilidade dos recursos naturais. Relaciona-se, também, a fatores estratégicos, como a existência de fontes primárias na região e, em conseqüência, à maior ou menor dependência da importação de combustíveis. Atualmente, o maior produtor mundial de carvão é a China que, também estimulada pelo ciclo de acentuado desenvolvimento econômico, tornou-se a maior consumidora do minério. Em 2007, a China produziu 1.289,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) enquanto consumiu 1.311,4 Mtep. A Figura 9.3 a seguir mostra a distribuição do consumo mundial de carvão mineral, medida em tonelada equivalente de petróleo (tep), utilizada na mensuração do poder calorífico.

Extração de carvão mineral
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

134

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

Consumo de Carvão 2007 (Mtep) <1 1,1 a 10 10,1 a 100 100,1 a 1.000 100,1 a 1.000

Figura 9.3 Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).
Fonte: BP, 2008.

No ranking dos maiores produtores de carvão, também figuram os seguintes países: Estados Unidos (587,2 Mtep), Índia (181,0 Mtep) e Austrália, maior exportador do minério do mundo, com 215,4 Mtep, conforme Tabela 9.1, a seguir.

A Rússia, o segundo maior em termos de reservas, ocupa apenas o 6o lugar no ranking da produção e do consumo (Tabela 9.2 abaixo). Este desempenho relaciona-se à utilização majoritária, neste país, do gás natural.

Tabela 9.1 - Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Tabela 9.2 - Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep)
País
1
o

Mtep
1289,6 587,2 215,4 181,0 151,8 148,2 107,5 62,3 51,5 48,3 2,2 3135,6

%
41,1 18,7 6,9 5,8 4,8 4,7 3,4 2,0 1,6 1,5 0,1 100

Mtep
1311,4 573,7 208,0 125,3 97,7 94,5 86,0 59,7 57,1 53,1 13,6 3177,5

%
41,3 18,1 6,5 3,9 3,1 3,0 2,7 1,9 1,8 1,7 0,4 100

China Estados Unidos Austrália Índia África do Sul Rússia Indonésia Polônia Alemanha Cazaquistão Brasil Total

China Estados Unidos Índia Japão África do Sul Rússia Alemanha Coréia do Sul Polônia Austrália Brasil Total

2o 3o 4
o

2o 3o 4
o

5o 6o 7
o

5o 6o 7
o

8o 9o 10
o

8o 9o 10
o

26o

21o

Fonte: BP, 2008.

Fonte: BP, 2008.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

135

Capítulo 9 | Carvão Mineral

Seja pelo alto custo e pelas dificuldades de transporte, seja porque o carvão se constitui em fator estratégico para a segurança nacional (por ser a principal fonte geradora de energia em vários países), o comércio internacional do mineral é pequeno frente ao porte das reservas e produção. Apenas cinco países dominam este mercado: Austrália, Rússia, Indonésia, África do Sul e Colômbia.

A maioria das transações concentra-se na Ásia e na Oceania, onde estão os grandes exportadores e importadores. Assim, a maior parte do carvão exportado navega pelo Oceano Pacífico. Para o carvão que trafega pelo Oceano Atlântico – e que, por questões logísticas, atenderia ao Brasil –, os principais exportadores são África do Sul e Colômbia, enquanto os maiores importadores são Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.

Extração de carvão mineral na superfície.
Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

No Brasil As reservas brasileiras são compostas pelo carvão dos tipos linhito e sub-betuminoso. As maiores jazidas situam-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As menores, no Paraná e São Paulo. As reservas brasileiras ocupam o 10o lugar no ranking mundial, mas totalizam 7 bilhões de toneladas, correspondendo a menos de 1% das reservas totais. A Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) calcula que as reservas conhecidas poderiam gerar hoje 17 mil megawatts (MW). Do volume de reservas, o Rio Grande do Sul responde por 89,25%; Santa Catarina, 10,41%; Paraná, 0,32% e São Paulo, 0,02%. Somente a Jazida de Candiota (RS) possui 38% de todo o carvão nacional. Mas o minério é pobre do ponto de vista energético e não admite beneficiamento nem transporte, em função do elevado teor de impurezas. Isto faz com que sua utilização seja feita sem beneficiamento e na boca da mina.

136

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Carvão Mineral | Capítulo 9

9.3 GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL E NO MUNDO

O carvão responde pela maior parte da produção da eletricidade em vários países. Por exemplo, China e Estados Unidos que, segundo a IEA, em 2006 produziram mais da metade dos 7.775 terawatts-hora (TWh1) gerados no mundo. Além disso, países como Alemanha, Polônia, Austrália e África do Sul usam o carvão como base da geração de energia elétrica devido à segurança de suprimento e ao menor custo na comparação com outros combustíveis, como pode ser visto na Tabela 9.3 abaixo.

Tabela 9.3 - Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006
Carvão Mineral
China Estados Unidos Índia Alemanha Japão África do Sul Austrália Rússia Coréia do Sul Reino Unido Outros Países Mundo
Fonte: IEA, 2008.

TWh
2.301 2.128 508 302 299 236 199 179 153 152 1.298 7.755

Usina de carvão mineral Candiota - Rio Grande do Sul.
Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE).

No Brasil, o minério representa, no entanto, pouco mais de 1,5% da matriz da energia elétrica. Em 2007, ano em que 435,68 TWh foram produzidos no País, o carvão foi responsável pela geração de 7,9 TWh, a partir da operação de usinas termelétricas que estão localizadas na região Sul, nas proximidades das áreas de mineração (ver Tabela 9.4 abaixo).

Tabela 9.4 - Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil - situação em novembro de 2008
Usina
Charqueadas Figueira Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Jorge Lacerda IV Presidente Médici A, B e C São Jerônimo
Fonte: Aneel (2008).

Potência (kW)
72.000 160.250 232.000 262.000 363.000 796.000 20.000

Destino da Energia
PIE SP PIE PIE PIE SP SP

Município
Charqueadas - RS Figueira - PR Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Capivari de Baixo - SC Candiota - RS São Jerônimo - RS

Proprietário
Tractebel Energia S/A. Copel Geração S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Tractebel Energia S/A. Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica

1

Um terawatt-hora equivale a um milhão de megawatts-hora

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

137

Ao projetar a diversificação da matriz nacional. o Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica (PDEE 2006/2015 – MME/EPE. se encontravam em fase de estudos de viabilização técnico-econômica e socioambiental. No entanto. O Mapa 9. com 350 MW de potência.Capítulo 9 | Carvão Mineral Essa aplicação restrita é resultante de fatores como a vocação brasileira para utilização de fontes hídricas na produção de energia elétrica e a baixa qualidade da maior parte do carvão nacional. o que impede o seu transporte por grandes distâncias e afeta o grau de rendimento da usina termelétrica – uma vez que a quantidade de energia produzida é inferior àquela obtida com carvões de alto poder calorífico. também há restrições de natureza geopolítica (dependência de importações. por exemplo) e entraves tecnológicos e econômicos que se refletem no custo da geração da eletricidade.XCHNG (www. segundo registra o Plano Nacional de Energia 2030. Há 20 anos.sxc. 138 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . em julho de 2008 outros cinco projetos. com potência total de 3. as pesquisas na área do carvão no Brasil estão virtualmente paralisadas. 2006) prevê a expansão da utilização do carvão. A maioria utilizará carvão nacional.1 a seguir mostra a localização dos empreendimentos no Brasil e sua situação em novembro de 2008. Além disso. Dois empreendimentos já se encontram em construção e devem entrar em operação até 2010 na região Sul: Jacuí e Candiota III. Fonte: Stock.148 MW. É o caso das termelétricas previstas para o Ceará e Maranhão. Além disso.hu). Extração do carvão mineral no Rio Grande do Sul. que devem entrar em operação até 2012: Pecém (com 700 MW de potência instalada na primeira fase e 360 MW na segunda) e Termomaranhão. Tanto que o Governo Federal destinou R$ 58 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a essas usinas. projetos de usinas localizadas nas proximidades de portos que já detêm estrutura para recepção e transporte do carvão destinado à indústria prevêem utilizar o combustível importado. cada um com potência de 350 MW.

000 a 72.001 a 262.000 542.200 Por classe de potência (kW) 20. 2008. ATLAS DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL .201 a 440.3ª EDIÇÃO Escala Gráfica: 0 250 500 km MAPA 9.001 a 363.300 440.Carvão Mineral | Capítulo 9 70º W 60º W 50º W 40º W Suriname Colômbia Venezuela Boa Vista RR 0º S Guiana Francesa Guiana AP Macapá O c e a n o A t l â n Equador t 0º S i Belém Manaus AM PA MA Teresina PI AC 10º S Rio Branco PE Porto Velho RO TO Palmas SE AL São Luis Fortaleza CE c o RN PB Natal João Pessoa Recife Maceió 10º S Aracaju Peru MT BA Salvador Cuiabá Brasília GO Goiânia MG DF Bolívia 20º S MS Campo Grande SP Belo Horizonte ES Vitória 20º S RJ Rio de Janeiro Trópico de Capricórnio Chile Paraguai PR Curitiba SC São Paulo Argentina 30º S Florianópolis RS Porto Alegre 30º S Uruguai Convenções Cartográficas Capital Federal Capitais Divisão Estadual Termelétricas a carvão Outorgadas Em operação Até 7.000 Fonte: ANEEL.Empreendimentos futuros e em operação – situação em novembro de 2008 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 139 .001 s 1.301 a 542.1 .000 363.000 72.000 262.001 a 796.000 N O L S 7.377.

o que dá origem a um gás combustível sintético de médio poder calorífico. na flora e fauna locais. o que aumenta substancialmente a eficiência da combustão e conversão. ao provocar barulho. principal agente do efeito estufa. as rotas mais importantes de tecnologias limpas são a combustão pulverizada supercrítica. É com vistas à produção de energia elétrica. ou CCT). por exemplo. é o volume de emissão de gases como o nitrogênio (N) e dióxido de carbono (CO2). Já a gaseificação integrada a ciclo combinado consiste na reação do carvão com vapor de alta temperatura e um oxidante (processo de gaseificação). porém. 140 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . portanto. Para a mineração. O processo de combustão em leito fluidizado permite a redução de enxofre (até 90%) e de nitrogênio (70%-80%).Capítulo 9 | Carvão Mineral 9. Ainda que sua extração e posterior utilização na produção de energia gere benefícios econômicos (como empregos diretos e indiretos. que ocorrem os grandes investimentos em P&D (pesquisa e desenvolvimento). poeira e erosão. que o futuro da utilização do carvão está diretamente atrelado a investimentos em obras de mitigação e em desenvolvimento de tecnologias limpas (clean coal technologies.4 IMPACTOS AMBIENTAIS E TECNOLOGIAS LIMPAS O carvão é uma das formas de produção de energia mais agressivas ao meio ambiente. aumento da demanda por bens e serviços na região e aumento da arrecadação tributária). interfere na vida da população. o processo de produção. focados na redução de impurezas. O transporte gera poluição sonora e afeta o trânsito. Estimativas apontam que o carvão é responsável por entre 30% e 35% do total de emissões de CO2. A ocupação do solo exigida pela exploração das jazidas.XCHNG (www.hu). a combustão em leito fluidizado e a gaseificação integrada a ciclo combinado.sxc. as principais medidas adotadas referemse à recuperação do solo. pelo emprego de partículas calcárias e de temperaturas inferiores ao processo convencional de pulverização. O efeito mais severo. destinação de resíduos sólidos e negociações com a comunidade local. também chamado de gás carbônico. Atualmente. segundo a IEA. Na combustão pulverizada supercrítica. da extração até a combustão. Recuperação de área degradada com plantio de acácias. provoca significativos impactos socioambientais. o carvão é queimado como partículas pulverizadas. provocado pela combustão. Fonte: Stock. porém. nos recursos hídricos. diminuição de emissões das partículas com nitrogênio e enxofre (NOx e SOx) e redução da emissão de CO 2 por meio da captura e armazenamento de carbono. Considerando-se a atual pressão existente no mundo pela preservação ambiental – principalmente com relação ao efeito estufa e às mudanças climáticas – é possível dizer.

Esse gás pode ser queimado em turbinas a gás e recuperado por meio de uma turbina a vapor (ciclo combinado).org Atlas de Energia Elétrica do Brasil 141 .epe.gov. Em todas será possível utilizar. utilizarão.org World Coal Institute (WCI) – disponível em www. REFERÊNCIAS Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – disponível em www. sem necessidade de beneficiamento.com Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – disponível em www. atualmente.gov. Já os efeitos das técnicas para seqüestro de carbono serão sensíveis apenas no médio e longo prazo. o que possibilita a remoção de cerca de 95% do enxofre e a captura de 90% do nitrogênio. aneel. total ou quase totalmente.br BP Global – disponível em www.Carvão Mineral | Capítulo 9 Usina de carvão mineral Candiota . Projeções apontam que testes em escala comercial serão realizados em unidades de geração até 2015. Outros dois projetos. respectivamente. Para a utilização do carvão nacional. as tecnologias que apresentam melhores perspectivas de aplicação comercial são. segundo o Plano Nacional de Energia 2030. a usina Sul Catarinense e a Seival.worldenergy.bp. a combustão em leito fluidizado circulante e a combustão pulverizada. o carvão bruto.worldcoal.org World Energy Council (WEC) – disponível em www. a primeira usina com emissão zero de CO2 entraria em operação em 2020. Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Geração Técnica de Energia Elétrica (CGTEE). Tanto que as usinas de Jacuí e Candiota III utilizam a combustão pulverizada. Neste caso.iea. no Rio Grande do Sul.Rio Grande do Sul.br International Energy Agency (IEA) – disponível em www. a combustão pulverizada e o leito fluidizado.

Capítulo 9 | Carvão Mineral 142 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Banco de imagens de Itaipú .

5 ºC a 15.Fatores de Conversão Fatores de Conversão MEDIDAS UTILIZADAS EM ENERGIA ELÉTRICA Definições British Thermal Unit (Btu): Unidade de energia. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 143 . Watt-hora (Wh): Unidade de energia. quando aplicada a um corpo de massa igual a 1 quilograma. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de uma libra (unidade inglesa de massa) de água em um grau Fahrenheit (1 ºF) sob pressão atmosférica normal. Newton (N): Unidade de força. de energia e de quantidade de calor. Watt (W): Unidade de potência. Quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de um grama de água em 1 ºC. O watt é a potência de um sistema energético no qual é transferida. Tonelada equivalente de petróleo (tep): Unidade de energia. O newton é a força que. a energia de 1 joule por segundo. Joule (J): Unidade de trabalho.5 ºC. O joule é o trabalho produzido por uma força de 1 newton que leva o ponto de aplicação dessa força a deslocarse por uma distância de 1 metro na direção da força. atribui-lhe a aceleração constante de 1 metro por segundo quadrado na direção da força. Uma tep corresponde à energia que se pode obter a partir de uma tonelada de petróleo padrão. A tep é utilizada na comparação do poder calorífero de diferentes formas de energia com o petróleo. Caloria (cal): Unidade de energia. contínua e uniformemente. Energia transferida uniformemente por um sistema de potência igual a 1 watt durante uma hora. de 14. sob pressão atmosférica normal.

204.0 39.2046 2.22 0.240.0 1.0 3.0 1.0353 0.785 4.001 1.984 1.0 0.615 1.0 Fatores de conversão para volume de »» para metro cúbico (m³) litro (L) galão (EUA) galão (RU) barril (bbl) pé cúbico (pé3) Exemplo de utilização: 1 bbl = 159.63 x 103 tep 2.7 × 10–9 kWh J 1.0 0.0 1.001 0.02859 1.07 x 10-6 1.158987 m3 1 joule = 0.8327 1.0038 0.0 11.000.2642 1.0063 0.0 7.52 x 10-8 10-10 8.016.0 0.28981 barris 3 Relações Práticas 1 tep ano = 7.14 tep ano 1 tep ano = 0.0 Fatores de conversão para energia de »» para joule (J) British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) quilowatt-hora (kWh) tonelada equivalente de petróleo (tep) Exemplo de utilização: 1 J = 277.0 28.163 x 10-6 1.0 907.000 Mcal Fatores de conversão para massa de »» para quilograma (kg) tonelada métrica (t) tonelada longa (tl) tonelada curta (tc) libra (lb) Exemplo de utilização: 1 kg = 2.68 x 106 Multiplicar por cal 0.893 0.2 0.0 x 109 kWh 277.016 0.0283 L 1.6 2.0 144 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .9072 0.1781 pé3 35.0005 lb 2.000454 Multiplicar por tl 0.159 0.388 x 10-11 2.0 1.229 bbl 6.2 bep ano 1 bep ano = 0.0 860.872 t (em 1994) 3 (T) tera = 1012 15 (E) exa = 1018 1 tep = 10.412.0 0.1605 5.3147 0.3 Multiplicar por gal (EUA) gal (RU) 264.1868 3.201 42.0 L m³ 1.000446 tc 0.0 1.239 cal 1 Btu = 252 cal 1 m de petróleo = 0.0 1.02381 0.97 6.6 x 106 41.0 0.0045 0.6 x 10-5 1.000.48 220.120 1.8 x 10-6 1.0 34.2 0.1023 1.Fatores de Conversão Tabelas de conversão Múltiplos de unidades de energia x103 joule British Thermal Unit (Btu) caloria (cal) tonelada equivalente de petróleo (tep) watt-hora (Wh) kJ kBtu kcal ktep kWh x106 MJ MBtu Mcal Mtep MWh x109 GJ GBtu Gcal Gtep GWh x1012 TJ TBtu Tcal Ttep TWh x1015 PJ PBtu Pcal Ptep PWh x1018 EJ EBtu Ecal Etep EWh Relações entre unidades Exponenciais (k) kilo = 10 3 Equivalências 1 m = 6.546 159.0 1.23884 252.0 x 103 10.7 x 10-9 293.2046 lb kg 1.0 1.055 x 103 4.02 bep dia 1 bep dia = 50 tep ano (M) mega = 106 (G) giga = 10 (P) peta = 10 9 1 barril = 0.000.0 2.001102 1.0 3.87 x 109 Btu 947.454 t 0.968 x 10-3 3.000984 0.1337 0.289 0.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil 145 . produtores independentes de energia (PIE) e autoprodutores. que seja habilitado em documento específico para tal fim. Vendedor: Agente de Geração. por sua conta e risco. Consumidor: Pessoa física ou jurídica. AGENTES Autoprodutor: Pessoa física ou jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebem concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao seu uso exclusivo. os verbetes foram agrupados por tema. legalmente representada. De comercialização: Titular de autorização. permissão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. abaixo. ou comunhão de fato ou de direito. nas Regras e nos Procedimentos de Comercialização. que solicitar à concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas nas normas e regulamentos da ANEEL. integrantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e sujeitos às obrigações e direitos previstos na Convenção. Produtor independente de energia elétrica: Pessoa jurídica ou consórcio de empresas titular de concessão. De distribuição: Titular de concessão ou permissão para distribuição de energia elétrica a consumidor final ou a Unidade Suprida. Autorizada: Agente titular de autorização federal para prestar o serviço público de geração ou comercialização de energia elétrica. Da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Concessionária ou permissionária de serviços e instalações de energia elétrica e consumidores livres. ] De geração: Titular de concessão. exclusivamente de forma regulada. Para facilitar a consulta.Glossário Glossário O Atlas da Energia Elétrica relaciona. permissão ou autorização para fins de geração de energia elétrica. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica. os termos mais usuais do setor de energia elétrica brasileiro e as suas respectivas definições. Agente de Comercialização ou Agente de Importação. concessão ou permissão para realização de operações de compra e venda de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esta categoria divide-se em prestadores de serviço.

objeto de contratos bilaterais livremente negociados. Lote (leilão): Montante de energia elétrica igual a 1. quantidade de lotes. Mercado de Curto Prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica . podendo ser classificadas como Garantia Financeira ou Garantia da Proposta para efeito de habilitação e participação no Leilão. Leilão: Único sistema pelo qual as distribuidoras podem contratar a energia elétrica de longo prazo para abastecer os seus respectivos mercado. proporcionando a realização de contratos e dando liquidez ao mercado livre. de 29 out. precedidas de licitação. ressalvados os casos previstos em lei. 2004. Lance: Ato praticado pelo proponente vendedor que consiste na oferta de: quantidade de lotes. instrumento celebrado entre cada concessionária ou autorizada de geração e todas as concessionárias ou permissionárias do serviço público de distribuição. AMBIENTE DE COMERCIALIZAÇÃO REGULADO (ACR) Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR): Também denominado de Contrato Bilateral. p. Garantias: Valores a serem depositados junto ao Agente Custodiante pelos compradores e proponentes vendedores.0 (um) MW médio cada. obedecendo à disciplina estabelecida em Portaria específica do Ministério de AMBIENTE DE NEGOCIAÇÃO LIVRE (ACL) Comercializador: Empresa que une as partes consumidoras e geradoras. 196) Regras do mercado: Conjunto de regras comerciais e suas formulações algébricas definidas pela Aneel e de cumprimento obrigatório pelos agentes participantes do mercado. na primeira fase. na rodada discriminatória da etapa Hidro e receita fixa. que representa a menor parcela de um produto. As geradoras são as ofertantes. de 26 de outubro de 2004 (Diário Oficial. Minas e Energia (MME). Oferta de referência: Quantidade de lotes calculada pelo sistema para cada produto a partir do fator de referência a ser aplicado à quantidade demandada de cada um dos produtos. conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. em lotes. constante dos contratos de compra de energia celebrados entre consumidores livres e produtores e livremente negociado entre as partes.Glossário AMBIENTES DE NEGOCIAÇÃO De Contratação Livre (ACL): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica. Preços de energia elétrica: Valor a ser pago pelo MWh (megawatthora). definindo as regras e condições para a comercialização de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes ou futuros.CCEE onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica Contratados e registrados pelos Agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos Agentes da CCEE. conforme regulamentação específica. por opção destas. Declaração: Documento apresentado pelos Compradores. na rodada discriminatória da etapa Térmica. tendo por objeto estabelecer preços. tia física. Resolução Normativa ANEEL n. nas rodadas uniformes da etapa Outras Fontes e da etapa Hidro. Consumidor livre: Consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. 146 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . inclusive aquelas com mercado próprio inferior a 500 GWh/ano. preço. 109. Contrato Bilateral: Instrumento jurídico que formaliza a compra e venda de energia elétrica entre Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). conforme regras e procedimentos de comercialização específicos. Lastro para venda: Montante de energia disponível. no ambiente regulado. definindo os montantes de energia elétrica a serem contratados para início de suprimento no ANO BASE “A”. seção 1. limitado à garan- Contrato de uso e de conexão: Instrumento contratual em que o consumidor livre ajusta com a concessionária as características técnicas e as condições de utilização do sistema elétrico local. De Contratação Regulada (ACR): Segmento do mercado no qual se realizam as operações de compra e venda de energia elétrica entre agentes vendedores e agentes de distribuição. prazos e montantes de suprimento em intervalos temporais determinados. associado a um empreendimento que esteja habilitado. conforme legislação e regulamentos específicos. para venda em leilão. à energia habilitada e à garantia aportada.

limitado por preços mínimo e máximo. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). calculado pelo sistema. para este efeito considerada totalmente contratada. Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits . respectivamente.Glossário Preço Corrente: Valor. de sobras e déficits de montantes de energia contratados no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Contabilização: Processo de apuração da comercialização de energia Quantidade Declarada: Montante de energia elétrica. com periodicidade máxima semanal e com base no custo marginal de operação. para cada possível cenário. expresso em número de lotes. Liquidação financeira: Processo de pagamento e recebimento de valores apurados como débitos e créditos. determinado pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME) com base na quantidade declarada. multiplicado pelo número de horas do mês em questão. calculado antecipadamente. entre Agentes de Distribuição participantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). inserido pelo representante do Ministério de Minas e Energia (MME). Preço de liquidação de diferenças (PLD): Preço a ser divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).MCSD: Processo de realocação. Preço Inicial: Preço máximo de aquisição para cada produto. que determina em intervalos temporais definidos. vigente para cada Período de Apuração e para cada Submercado. Convenção de Comercialização de Energia Elétrica: Instituída pela ANEEL por intermédio da Resolução Normativa nº 109. sendo estes limitados ao Preço de Liquidação de Diferença (PLD) mínimo e máximo. Produto (leilão): Conjunto de lotes que serão objeto de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) com a mesma modalidade de contratação. eventos e prazos relativos à comercialização de energia elétrica na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). a situação de cada agente. exceto na primeira rodada da segunda fase. requisitos. expresso em reais por ano (R$/ano). pelo qual é valorada a energia comercializada no Mercado de Curto Prazo. que corresponde: a) ao preço inicial de cada produto. conforme valores vigentes estabelecidos pela ANEEL. correspondente ao custo econômico no mercado de curto prazo. e a inflexibilidade mensal da usina de Outras Fontes de Geração. resultantes da contabilização promovida pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). elétrica entre os Agentes da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). c) ao preço associado ao lance que completa o atendimento à totalidade da quantidade demandada de um produto na rodada discriminatória. Período de apuração: Intervalo de tempo em que as condições de oferta e demanda de energia levam à definição de um esquema de produção específico e à determinação do respectivo Preço de Liquidação de Diferenças. individualizado por comprador. de 26 de outubro de 2004. MERCADO DE CURTO PRAZO Mercado de curto prazo: Segmento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) onde são comercializadas as diferenças entre os montantes de energia elétrica contratados e registrados pelos agentes da CCEE e os montantes de geração ou consumo efetivamente verificados e atribuídos aos respectivos agentes da CCEE. Procedimentos de comercialização: Conjunto de normas aprovadas pela Aneel que definem condições. Valor Esperado do Custo de Operação (COP): Valor. expresso em número de lotes. calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Valor Esperado do Custo Econômico de Curto Prazo (CEC): Valor. funcionamento e atribuições da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). b) ao preço de lance da rodada anterior no período de rodadas uniformes. Corresponde ao valor esperado acumulado das liquidações do mercado de curto prazo. como credor ou devedor na CCEE. resultante das diferenças mensais apuradas entre o despacho efetivo da usina e sua garantia física. na qual será o preço de lance da primeira fase. feitas com base no Custo Marginal de Operação (CMO). estabelece as condições de comercialização de energia elétrica e as bases de organização. individualizado por comprador. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 147 . nos termos das declarações. expresso em reais por megawatt-hora (R$/ MWh). expresso em Reais por ano (R$/ano). Quantidade Demandada: Montante de energia elétrica que se pretende adquirir. correspondente ao Custo Variável Unitário multiplicado pela diferença entre a geração da usina de Outras Fontes de Geração. Rodada: Período para submissão de lances pelos proponentes vendedores e para processamento pelo sistema.

exigir investimentos. criada em 26 de agosto de 1998. 4o da Lei no 10.177. Processo de arbitragem: Conjunto de procedimentos extrajudiciais realizados pela Câmara de Arbitragem com vistas à solução de conflitos. aproveitamento da energia hidráulica. nas torres. Tem como atribuições: regular e fiscalizar a geração.427 de 26 de Dezembro de 1996. acrescida da energia entregue. atendendo reclamações de agentes e consumidores com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade. estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços. petróleo. Conselho de Administração da CCEE . que atua sob autorização do Poder Concedente e regulação e fiscalização da Aneel.Câmara de Comercialização de Energia Elétrica: Colegiado composto por membros eleitos pela Assembléia-Geral. criada pelo Decreto no 5. através desta rede. de Energia Elétrica. Contrato de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora. Empresa de Pesquisa Energética (EPE): Empresa pública federal. Sua criação foi autorizada nos termos do art.848. no ponto de acesso. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS): Entidade de direito pri- ESTRUTURA INSTITUCIONAL Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Autarquia em regime especial. Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Pessoa jurídica de direito privado. DISTRIBUIÇÃO Contrato de Compra de Energia (CCE): Contrato celebrado entre a permissionária e o atual agente supridor. Faixa de ocupação: Espaço nos postes das redes aéreas de distribuição de energia elétrica. recursos minerais e energéticos. Energia distribuída por uma empresa: É a energia entregue aos consumidores conectados à rede elétrica da empresa de distribuição. a transmissão. e Geologia. de 16 de agosto de 2004. vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME . de Petróleo. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. e vado. sem fins lucrativos. estabelecendo os termos e as condições gerais que irão regular a comercialização de energia elétrica disponibilizada pela supridora para atendimento ao mercado da suprida. bem como as condições técnicas e comerciais a serem observadas para o uso do sistema de distribuição. que criou as secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Energético. garantir tarifas justas. Mineração e Transformação Mineral. de 12 de agosto de 2004. estabelecendo as condições gerais do serviço a ser prestado. a Lei n° 10. em um período de 12 meses. Ministério de Minas e Energia: Em 2003.683/2003 definiu como competências do MME as áreas de geologia. com tarifa regulada.184. vinculada ao Ministério de Minas e Energia. a distribuição e a comercialização da energia elétrica. Gás Natural e Combustíveis Renováveis.478. nas galerias subterrâneas e nas faixas 148 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . A EPE tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético. a outras concessionárias ou permissionárias de distribuição.° 9. sob a fiscalização e regulação Aneel. criada pela Lei 9. Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): O CNPE é um órgão de assessoramento do Presidente da República para formulação de políticas e diretrizes destinadas a promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do País. combustível e energia elétrica.267. incluindo a nuclear. Contrato de fornecimento: Instrumento contratual em que a concessionária e o consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “A” ajustam as características técnicas e as condições comerciais do fornecimento de energia elétrica. conceder. de 15 de março de 2004. bem como as condições técnicas e comerciais para a conexão à rede de distribuição. de 9 de dezembro de 2004. mineração e metalurgia. os montantes de uso contratados por ponto de conexão. de 1997. A estrutura do Ministério foi regulamentada pelo decreto n° 5. Foi constituído pela lei n. sem fins lucrativos. permitir e autorizar instalações e serviços de energia. com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia elétrica entre os Agentes da CCEE. responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). estabelecendo as responsabilidades pela implantação. e do Decreto no 5. mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores. Contrato de Conexão ao Sistema de Distribuição (CCD): Contrato celebrado entre a permissionária e um usuário ou entre aquela e sua supridora.Glossário Procedimentos do mercado: Conjunto de ações necessárias à operacionalização das Regras de Mercado. restritas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). zelar pela qualidade do serviço.

Mercado cativo: Montante de energia faturada para atendimento a consumidores cativos e para o suprimento de outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. consumidores livres. Mercado de Referência de Demanda: Composto pela quantidade de demanda de potência faturada para o atendimento a consumidores cativos. e) unidade operacional de serviço público de tratamento de lixo. segurança. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. h) unidade operacional de distribuição de gás canalizado. Serviço adequado: É o que satisfaz as condições de regularidade. ou de regulação. g) centro de controle público de tráfego aéreo. em tensão inferior a 2. Central Térmica: Instalação na qual a energia química. para fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras com carga instalada menor ou igual a 50 kW. f ) unidade operacional de serviço público de telecomunicações. Central Nuclear: Instalação na qual a energia libertada a partir de combustível nuclear é convertida em energia elétrica. contida em combustíveis fósseis. Central Hidroelétrica: Instalação na qual a energia potencial e cinética da água é transformada em energia elétrica. incluindo os consumidores que tenham optado por serem atendidos por outros fornecedores. observados os prazos fixados nas “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica”. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. outras concessionárias ou permissionárias de distribuição de energia elétrica. Serviço essencial: Serviço ou atividade caracterizado como de fundamental importância para a sociedade. quando especificamente definidas pela ANEEL.3 kV. Pode ser do tipo fio de água. Suspensão de fornecimento: É o desligamento de energia elétrica da unidade consumidora. autoprodutores. GERAÇÃO Ramal de entrada: Conjunto de condutores e acessórios instalados pelo consumidor entre o ponto de conexão ao sistema da concessionária e o ponto de medição ou proteção da unidade consumidora. desenvolvido em unidade consumidora a seguir exemplificada: a) unidade operacional do serviço público de tratamento de água e esgotos. autoprodutores. b) unidade operacional de processamento de gás liqüefeito de petróleo e de combustíveis. sempre que o consumidor não cumprir com as suas obrigações definidas na Cláusula Quinta do Contrato de Prestação de Serviço Público de Energia Elétrica para Unidades Consumidoras Atendidas em Baixa Tensão. verificados nos últimos doze meses.e i) unidade operacional de segurança pública. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 149 . não incluído o montante relativo às perdas elétricas dos sistemas de distribuição. d) unidade operacional de transporte coletivo. ainda que necessária a extensão de rede de tensão inferior ou igual a 138 kV. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. Universalização: Atendimento a todos os pedidos de nova ligação Mercado de Referência de Energia: Composto pela quantidade de energia elétrica faturada para o atendimento a consumidores cativos. sem represa. os dutos subterrâneos e as faixas de terreno destinados ao compartilhamento com agentes do setor de telecomunicações de interesse coletivo e agentes do setor de petróleo para instalação de cabos. líquidos ou gasosos.Glossário de servidão administrativa de redes de energia elétrica onde são definidos pelo detentor os pontos de fixação. é convertida em energia elétrica. geradores. marítimo. continuidade. com represa. com tensão inferior a 230 KV ou instalações em tensão igual ou superior. bem como pela quantidade de energia relativa aos consumidores livres no que tange ao uso dos sistemas de distribuição. não considerando a quantidade de demanda faturada por ultrapassagem do valor contratado. Rede de distribuição: Conjunto de instalações de distribuição de energia elétrica. fios e fibras ópticas. sólidos. nos 12 (doze) meses que antecedem a data do reajuste em processamento. Mercado da empresa: É a soma dos requisitos anuais de energia dos consumidores finais conectados à rede de distribuição da empresa. Ramal de ligação: Conjunto de condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da rede da concessionária e o ponto de entrega. generalidade. c) unidade hospitalar. eficiência. sem ônus para o solicitante. atualidade. Interrupção: Descontinuidade do fornecimento de energia elétrica a uma determinada unidade consumidora. rodoferroviário e metroviário.

em média. Energia efetivamente gerada: A energia gerada pela central geradora de energia elétrica. Por exemplo: água.Glossário Cogeração: Processo operado numa instalação específica para fins da produção combinada das utilidades calor e energia mecânica. em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. Eficiência Energética: Índice que demonstra o quanto da energia da fonte foi convertida em utilidade eletromecânica e utilidade calor. Metas de continuidade: Valores máximos estabelecidos para os Pequenas centrais hidrelétricas (PCHs): Empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1. segundo os critérios estabelecidos na Resolução Normativa ANEEL n. descontado o consumo interno. ocorreu descontinuidade na distribuição de energia elétrica. Nível d’água normal de jusante: Nível d’água a jusante da casa de força para a vazão correspondente ao somatório dos engolimentos máximos de todas as turbinas.000 kW e igual ou inferior a 30.000 kW. Nível d’água máximo normal de montante: Nível de água máximo no reservatório para fins de operação normal da usina. Freqüência de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (FIC): Número de interrupções ocorridas no período de observação. carvão. no ponto de entrega. no período de observação. em média. 083.074. correspondendo ao nível que limita a parte inferior do volume útil. Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC): Número de interrupções ocorridas. entre outros. de 7 de julho de 1995. esta geralmente convertida total ou parcialmente em energia elétrica. de acordo com os valores estabelecidos pela ANEEL. Potência Instalada de uma Central Geradora: Somatório das potências elétricas ativas nominais das unidades geradoras da central. biomassa. a partir da energia disponibilizada por uma fonte primária. Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC): Intervalo de tempo que. estado. (SIGFI) deve disponibilizar. região ou país. referida ao centro de gravidade do submercado em que o empreendimento estiver conectado. com área total de reservatório igual ou inferior a 3. Fonte de energia: Recursos naturais que são utilizados em uma usina para movimentar as turbinas e dar origem à energia elétrica. a serem observados mensal. mediante o estudo de divisão de quedas e a definição prévia do aproveitamento ótimo de que tratam os §§ 2º e 3º do art. vento e irradiação solar. definido através dos estudos energéticos. para atender às instalações elétricas da unidade consumidora. derivados de petróleo. em que a concessionária deve entregar a energia elétrica na unidade consumidora. em cada unidade consumidora do conjunto considerado. 5º da Lei nº 9. no período de observação. no período de observação. trimestral e anualmente nos períodos correspondentes ao ciclo de revisão das tarifas.0 km². definido através dos estudos energéticos. expressos em Volts (V). gás natural. Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora . de 20 de setembro de 2004. O padrão de continuidade é o valor máximo estabelecido para este indicador. Inventário hidrelétrico: Etapa de estudos de engenharia em que se define o potencial hidrelétrico de uma bacia hidrográfica. 150 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . Nível d’água mínimo normal de montante: Nível de água mínimo do reservatório para fins de operação normal da usina. Indicador de continuidade: Quantificação do desempenho de um sistema elétrico. em cada unidade consumidora. Padrão de tensão: Níveis máximos e mínimos de tensão.DMIC: Tempo máximo de interrupção contínua da energia elétrica em uma unidade consumidora ou ponto de conexão. utilizada para a mensuração da continuidade apurada e análise comparativa com os padrões estabelecidos. em cada unidade consumidora do conjunto considerado ocorreu descontinuidade da distribuição de energia elétrica. Se for global. INDICADORES Duração de Interrupção Individual por Unidade Consumidora (DIC): Intervalo de tempo em que. sem considerar a influência da vazão vertida. Energia gerada: Soma da produção de energia elétrica referente a cada uma das unidades geradoras da central geradora de energia elétrica. quantifica o desempenho agregado por empresa. Potência mínima disponibilizada (SIGFI): Potência mínima que o Sistema Individual de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente indicadores de continuidade.

ou. 79 a 81. por unidade de tempo. solicitadas ao sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na unidade consumidora. atendidas em tensão inferior a 2. Operação comercial: Situação operacional em que a energia produzida pela unidade geradora está disponibilizada ao sistema. pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. Consumidor Cativo: Consumidor que adquire energia de concessionária ou permissionária que detém o monopólio de atendimento na região em que está instalado e cujo contrato é totalmente regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). expressa em quilowatts (kW). Potência elétrica: É a quantidade de energia elétrica que cada equipamento elétrico ou eletrodoméstico pode consumir. Consumidor Final: Pessoa física ou jurídica. conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga. ainda. no ponto de entrega. de 7 de julho de 1995.Glossário MERCADO CONSUMIDOR Carga Instalada: Soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora. que sejam atendidas por circuito monofásico e que têm direito a pagar uma tarifa menor que a normal. medida em quilowatt (kW). Consumidor Especial: Consumidor responsável por unidade consumidora ou conjunto de unidades consumidoras do Grupo “A”. Conjunto de unidades consumidoras: Qualquer agrupamento de unidades consumidoras. ainda.3 kV.3 kV. ou eletrodomésticos. Demanda: Média das potências elétricas ativas ou reativas.074. integrante(s) do mesmo submercado no SIN (Sistema Interligado Nacional). Período seco (S): Período de sete meses consecutivos. legalmente representada. 82. Grupo “B”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2. Grupo “A”: Grupamento composto de unidades consumidoras com fornecimento em tensão igual ou superior a 2. seja ou não utilizada durante o período de faturamento. caracterizado pela estruturação tarifária monômia e com subdivisões. continua a ser atendido de forma regulada. ra produz energia objetivando atender suas próprias necessidades de ajustes de equipamentos e verificação de seu comportamento do ponto de vista sistêmico. Consumidor Livre: É aquele que. durante um intervalo de tempo especificado.3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos definidos no art. única. definido pela concessionária ou permissionária e aprovado pela Aneel. possam ser atendidas por meio de um único ponto de entrega e cuja medição seja. atendido em qualquer tensão. ou. atendidas em tensão superior a 2. cuja carga seja maior ou igual a 500 kW. e que. de uma mesma área de concessão de distribuição. estejam localizadas em áreas contíguas. responsável por unidade consumidora ou por conjunto de unidades consumidoras reunidas por comunhão de fato ou de direito. da para atender a um acréscimo de carga no sistema. também. Geralmente Atlas de Energia Elétrica do Brasil 151 . concomitantemente. Subclasse residencial baixa renda: Unidades consumidoras com consumo mensal entre 80 e 220 kWh. Energia elétrica consumida: Total da energia elétrica utilizada pelos equipamentos elétricos. Operação em teste: Situação operacional em que a unidade gerado- Demanda Contratada: Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária. Medidor: Instrumento registrador de energia elétrica e potência ativa ou reativa. em condições de entrar em funcionamento. global ou parcial. OPERAÇÃO Custo Marginal de Operação: Custo por unidade de energia produzi- Consumidor Potencialmente livre: É aquele que. caracterizado pela estruturação tarifária binômia e com subdivisões. a despeito de cumprir as condições previstas nos artigos 15 e 16 da Lei nº 9. compra. Potência instalada: Soma das potências nominais de equipamentos elétricos de mesma espécie instalados na unidade consumidora e em condições de entrar em funcionamento. reunidas por comunhão de interesses de fato ou de direito. expressa em quilowatts (kW). conforme legislação e regulamentos específicos. de maio a novembro.3 kV e faturadas neste Grupo nos termos definidos nos arts. caracterizado pelo baixo índice pluviométrico. podendo atender aos compromissos mercantis do agente e/ou para o seu uso exclusivo.

caracterizado pelo alto índice pluviométrico. destinado a uso exclusivo do autoprodutor. ainda não amortizados ou depreciados. Procedimentos de Rede: Documentos elaborados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com a participação dos agentes e aprovados pela Aneel. bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia. permissão ou autorização. da prestação de serviços públicos. Estão dispensados de concessão. devendo apenas ser comunicados ao Poder Concedente. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. Parcela B: Parcela que incorpora os custos gerenciáveis relacionados à atividade de distribuição de energia elétrica.000 kW e igual ou inferior a 10. custos de comercialização.Glossário exige a adoção de medidas para preservar o volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas. transporte de energia e encargos setoriais resultantes de políticas de governo. O aproveitamento de potências hidráulicas. A reversão se fará com a indenização das parcelas dos investimentos realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. de potência superior a 5. Estrutura tarifária horo-sazonal: É caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano.2002. e as responsabilidades do ONS e dos agentes. referentes aos incisos do art. mediante licitação. Parcela A: Parcela que incorpora os custos não gerenciáveis da concessionária de distribuição. a título precário. que estabelecem os procedimentos e requisitos técnicos necessários ao planejamento. destinada a uso exclusivo do autoprodutor.000 kW e a implantação de Usina Termelétrica de potência igual ou inferior a 5. de potência superior a 1. concessão. As obrigações e direitos são formalizadas por meio de um contrato. Poder concedente: A União ou entidade por ela designada. ao término do prazo desta. para fim de registro e estatística. Objeto de autorização: São objetos de autorização: 1. o aproveitamento de potenciais hidráulicos. 152 Atlas de Energia Elétrica do Brasil . implantação. remuneração dos investimentos e quota de reintegração. por sua conta e por prazo determinado. feita pelo Poder Concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para o seu desempenho por sua conta e risco. encargos setoriais e tributos que compõem as tarifas de energia. Reversão: É o retorno ao Poder Concedente dos bens vinculados à Período úmido (U): Período de cinco meses consecutivos. consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência ativas de acordo com a modalidade de fornecimento. Concessionária: Agente titular de concessão federal para prestar o serviço público de distribuição ou transmissão ou geração de energia elétrica.000 kW. Tarifa de energia (TE): Tarifa de energia elétrica calculada pela Aneel. 4º da Resolução ANEEL nº 666 de 29. entre dezembro de um ano a abril do ano seguinte. na modalidade de concorrência. Permissão de serviço público: Delegação. Tarifa azul: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. REGIME JURÍDICO Estrutura tarifária: Conjunto de tarifas aplicáveis às componentes de Concessão de serviço público de energia elétrica: É a delegação de prestação de serviços. aplicável no faturamento mensal referente a: Tarifa binômia: Conjunto de tarifas de fornecimento constituído por preços aplicáveis ao consumo de energia elétrica ativa e à demanda faturável. A implantação de Usinas Termelétricas. Estrutura tarifária convencional: É caracterizada pela aplicação de tarifas de consumo de energia elétrica e/ou demanda de potência independentemente das horas de utilização do dia e dos períodos do ano. mediante licitação. TARIFAS Componentes da Tarifa de Energia (TE): Parcelas relativas ao custo da energia disponível para a venda. Permissionária: Agente titular de permissão federal para prestar o serviço público de distribuição de energia elétrica. tais como compra de energia. feita pelo Poder Concedente.11. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para o seu desempenho. iguais ou inferiores a 1. 2.000 kW. uso e operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). tais como custos operacionais.000 kW.

Atlas de Energia Elétrica do Brasil 153 . pecíficos e cujas fronteiras são definidas em razão da presença e duração de restrições relevantes de transmissão aos fluxos de energia elétrica no SIN. Sudeste. A coordenação da operação das usinas é feita pelo ONS. aplicável ao faturamento mensal referente ao suprimento à permissionária de distribuição pela atual supridora. bem como as condições comerciais. correspondente aos valores relativos à tarifa de uso dos sistemas de distribuição e à tarifa de energia elétrica. e c) suprimento a concessionária ou permissionária de distribuição com mercado inferior a 500 GWh/ano. Rede básica: Instalações de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). pelo ONS. assim como a de serviços de coordenação e controle da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). Tarifa de energia comprada: Composta pela tarifa de energia elétrica (TE) e tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD). de propriedade de concessionárias de serviço público de transmissão. Tarifas de conexão: Tarifas referentes aos contratos de conexão celebrados entre consumidores do Grupo “A” e concessionário de serviço público de geração. doadas ou transferidas a concessionária de transmissão. ainda. Sistemas Isolados: Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica não conectados ao SIN. incluindo a prestação de serviços de transmissão. estabelecendo as condições técnicas e as obrigações relativas ao uso das instalações de transmissão. Nordeste e parte do Norte. vinculado ao Contrato de Compra de Energia (CCE). No geral localizam-se na região Amazônica. Submercados: Divisões do Sistema Interligado Nacional (SIN) para as quais são estabelecidos Preços de Liquidação de Diferenças (PLD) es- TRANSMISSÃO Contrato de Conexão ao Sistema de Transmissão (CCT): Contrato celebrado entre a permissionária e um concessionário detentor das instalações de transmissão. homologada pela Aneel. no ponto de acesso. Sistema Interligado Nacional (SIN): Conjunto de instalações para geração e transmissão de energia elétrica que abrange a maior parte do território nacional: as regiões Sul. b) parcela correspondente a energia elétrica da tarifa de fornecimento dos consumidores do Grupo “b”. operação e manutenção das instalações de conexão e respectivos encargos. bem como de uma única tarifa de demanda de potência. acrescidas das instalações de transmissão autorizadas por resolução específica da Aneel.Glossário a) contrato de compra de energia celebrado entre consumidor do Grupo “A” e concessionária ou permissionária do serviço público de distribuição. Tarifa de fornecimento: Tarifa aplicável no faturamento mensal de energia elétrica dos consumidores cativos de concessionária ou permissionária de distribuição. as instalações de transmissão que tenham sido cedidas. Tarifa verde: Modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. integrantes da Rede Básica. de 2000. sob supervisão do ONS. definida segundo critérios estabelecidos na Resolução Normativa nº 67. destinadas a alterar a tensão da energia elétrica recebida. Ponto de conexão: Conjunto de equipamentos e materiais que se destinam a estabelecer a conexão elétrica entre dois sistemas. pela permissionária. de 8 de junho de 2004. Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST): Contrato celebrado entre a permissionária e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Instalações de transmissão: Instalações para prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica. abrangidas pelas Resoluções n° 166 e 167. Subestação: Instalações das companhias transmissoras e distribuidoras. estabelecendo as responsabilidades pela implantação. Centro-Oeste. aquelas integrantes de concessões de serviço público de transmissão outorgadas desde 31 de maio de 2000 e.

.

27 30 33 23 26 26 32 41 47 56 81 85 87 89 95 111 123 133 134 135 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 155 . Figura 1.1 – Potencial eólico brasileiro.4 – Conexão do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN. Figura 2. reservas e usos. Figura 5.1 – Principais potenciais hidrelétricos tecnicamente aproveitáveis no mundo.1 – Consumo de energia nuclear no mundo em 2007. Figura 1.Índice Índice ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1. Figura 5.2 – Os componentes das faturas de energia elétrica. ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1. Figura 5.3 – Consumo mundial de carvão mineral – 2007 (em Mtep).1 – Reservas provadas de petróleo em 2007 (milhões de toneladas).2 – Consumo de energia elétrica por região em 2007.1 – Tipos de carvão. Figura 5.3 – Expansão da rede básica de transmissão.1 – Relação entre agentes e consumidores.3 – Tarifas por empresa a partir de 1993. Figura 9.2 – Reservas mundiais de carvão mineral – 2007 (em milhões de toneladas).1 – Consumo de energia elétrica per capita em 2007.1 – Anatomia da conta de luz. Figura 8. Figura 3.2 – Variação da radiação solar no Brasil. Figura 9.4 – Geração de energia em usina maremotriz.1 – Reservas de gás natural no mundo em trilhões de m3. Figura 6. Gráfico 1. Figura 2. Figura 7.2 – Custos de produção de energia elétrica no Brasil. Figura 1. Figura 9. Gráfico 1.3 – Reservatório geotérmico de alta temperatura.

Gráfico 7.3 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no Brasil em 2007. Gráfico 5. Gráfico 4. Gráfico 5. Gráfico 2.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.Índice Gráfico 2.2 – Participação das diversas fontes de energia no consumo (1973 e 2006). Gráfico 7.1 – Matriz de consumo final de energia nos anos de 1973 e 2006.4 – Evolução histórica do preço1 do óxido de urânio (U3O8).2 – Potência instalada de células fotovoltaicas no mundo (MW).2 – Participação do gás natural na produção mundial de energia elétrica em 2006. Gráfico 5.5 – Consumo final energético por setor (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.3 – Derivados de petróleo após o refino (2007). Gráfico 2.1 – Unidades consumidoras – variação de 2006 para 2007 por região geográfica (em 1. Gráfico 5.1 – Preço da tonelada de carvão nos Estados Unidos em US$ nos últimos anos. Gráfico 6. Gráfico 6.1– Participação do petróleo na matriz energética mundial em 2006 (fontes primárias). Gráfico 8.4 – Preço dos painéis solares no Japão (em US$/W).2 – Produção de energia elétrica e oferta de energia primária no mundo.4 – Participação do gás natural na produção de energia elétrica no Brasil em 2007.5 – Participação da energia nuclear na energia total produzida. Gráfico 3.2 – Geração de energia elétrica no mundo por tipo de combustível nos anos de 1973 e 2006.1 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível (2006).2 – Indicadores de qualidade – Média anual Brasil 23 24 39 43 43 45 45 47 51 52 56 65 68 71 78 83 84 85 88 93 93 94 94 107 108 111 119 120 121 123 124 131 132 156 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .5 – Projeção da capacidade instalada (MW). Gráfico 3. Gráfico 6.3 – Cenários IEA para energia nuclear no mundo. Gráfico 4. Gráfico 9.6 – Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2007. ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1. Gráfico 2. Gráfico 2.1 – Matriz energética nos anos de 1973 e 2006.000 unidades) Tabela 1. Gráfico 2. Gráfico 3. Gráfico 4. Gráfico 8.3 – Participação das diversas regiões do mundo no consumo de energia em 1973 e 2006.3 – Participação relativa da hidreletricidade no mundo.2 – Geração de energia elétrica por tipo de combustível. Gráfico 9. Gráfico 5.1 – Taxas médias de crescimento anual da capacidade de energia renovável.1 – Participação do gás natural na oferta primária de energia no mundo em 2006.3 – Capacidade mundial existente de PV Solar. Gráfico 8. Gráfico 6. 1995–2007. Gráfico 8. Gráfico 8. Gráfico 7.3 – Matriz de oferta de energia elétrica no Brasil em 2007.2 – Produção mundial de etanol.4 – Consumo final energético por fonte (Mtep) nos anos de 2006 e 2007.1 – Variação do PIB e variação do consumo de energia (1998 – 2007).

3 – Participação da hidreletricidade na produção total de energia elétrica em 2006 Tabela 3.1 – Empreendimentos em operação em novembro de 2008 Tabela 3.Índice Tabela 1.5 – Maiores potências instaladas em células fotovoltaicas por país Tabela 5.6 – Capacidade geotérmica mundial instalada (2007) Tabela 6.2 – Os dez maiores produtores de petróleo Tabela 7.1 – Produção e consumo de petróleo de 1998 a 2007 Tabela 7.1 – Consumo de combustíveis à base de madeira em 2005 (PJ) Tabela 4.2 – Produção de biodiesel no Brasil (m3) Tabela 4.4 – Reservas provadas1 de gás natural. 2004–2008 Tabela 3.5 – Produção de gás natural no Brasil Tabela 6.2 – Maiores consumidores de energia hidrelétrica (2006 e 2007) em TWh Tabela 3.2 – Consumo mundial de energia por setor em 2006 (Mtep) Tabela 2.6 – Centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil em novembro de 2008 Tabela 7.6 – Potencial hidrelétrico por bacia hidrográfica – situação em 2007 (MW) Tabela 2.1 – Consumo mundial de energia por combustível em 2007 Tabela 2. região e potência Tabela 4. construção e outorgados Tabela 1.7 – Oferta interna de energia no Brasil Tabela 5.5 – Produtores de biodiesel (mil toneladas) Tabela 4.1 – Produção de energia elétrica no mundo em 2006 Tabela 5. nas grandes regiões – Brasil.2 – Oferta primária de energia em 1973 e 2006 Tabela 5.3 – Usinas de licor negro no Brasil Tabela 4.4 – Evolução do consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.3 – Consumo de gás natural em 2007 Tabela 6. por localização (terra e mar).4 – As dez maiores usinas em operação.3 – As dez maiores reservas de petróleo (2007) 27 34 35 36 40 40 44 46 48 54 55 55 57 66 67 67 69 70 70 73 78 78 79 80 83 88 96 98 98 99 100 101 109 110 111 Atlas de Energia Elétrica do Brasil 157 .3 – Os principais encargos inseridos nas tarifas Tabela 1.6 – Produtores de etanol (hm3) Tabela 4.5 – Empreendimentos em operação.4 – Potência instalada em 2007 Tabela 5. segundo Unidades da Federação Tabela 6.1 – Reservas de gás natural no mundo Tabela 6.3 – Potência instalada nos últimos dez anos (MW) Tabela 5.5 – Estimativa do número de novos consumidores ligados à rede elétrica pelo Programa Luz Para Todos.4 – Acréscimo anual da geração (em MW) Tabela 1.2 – Produção de gás natural em 2007 Tabela 6.3 – Consumo final energético por fonte (103 tep) Tabela 2.4 – Produtores de bioenergia em 2005 Tabela 4.

1 – Energia elétrica no mundo (2006) Tabela 8.5 – Os dez maiores consumidores de petróleo Tabela 8.3 – Geração de energia elétrica a partir do carvão no mundo em 2006 Tabela 9.4 – Centrais termelétricas a carvão mineral em operação no Brasil – situação em novembro de 2008 LISTA DE MAPAS Mapa 1.2 – Centrais elétricas que compõem os Sistemas Isolados .2 – Potência instalada por estado Mapa 4.situação em novembro de 2008 25 29 31 58 59 72 97 114 139 112 113 120 120 122 122 124 125 135 135 137 137 158 Atlas de Energia Elétrica do Brasil .5 – Os dez países com maior número de centrais nucleares e potência instalada em 2007 Tabela 8.1 – Os dez maiores produtores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9.2008 Mapa 3.Horizonte 2007 .4 – Reservas totais1 de petróleo.2007 Mapa 7.1 – Potencial hidrelétrico por Bacia Hidrográfica .Situação em outubro de 2003 Mapa 1. por localização (terra e mar).1 – Empreendimentos futuros e em operação .3 – Sistema de transmissão .1 – Centrais termelétricas em operação no Brasil (derivados de petróleo) e potência instalada .6 – Energia nuclear: unidades e potência em construção (2007) Tabela 9.Índice Tabela 7.1 – Estrutura de produção e movimentação de gás natural .2 – Os dez maiores consumidores de carvão mineral (em Mtep) Tabela 9. segundo Unidades da Federação – 1998-2007 Tabela 7.1 – Usinas de biomassa em operação em novembro de 2008 Mapa 6.4 – Maiores consumidores mundiais de energia nuclear (2007) Tabela 8.2009 Mapa 3.1 – Mapa das concessionárias de distribuição residenciais por R$/MWh Mapa 1.3 – Reservas mundiais de urânio (2007)* Tabela 8.novembro de 2008 Mapa 9.2 – Oferta de energia primária (2006) Tabela 8.

desenvolvido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disponível no site www. gov. Atlas de Energia Elétrica do Brasil 159 .br. Eles foram extraídos do Banco de Informações da Geração (BIG).Anexo Anexo Os dados constantes das páginas seguintes mostram o perfil do parque gerador de energia elétrica no Brasil em 11 de novembro de 2008.aneel.

Pampulha II Aeroporto de Belo Horizonte .MG Operação Joinville .AM Teresina .Pampulha I Aeroporto de Belo Horizonte .SP APE Fóssil Óleo Diesel 6400 Operação Ribeirão Preto .GO APE Fóssil Óleo Diesel Operação São Gotardo .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Gás de Alto Forno Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Faxinal dos Guedes .RJ Construção São Paulo .RJ Maceió .MG Palmas .SP APE Fóssil Operação Congonhas .MG APE Outros Operação Porto Velho .4 UHE Construção Bento Gonçalves .4 11200 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 4110 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.Mário Ribeiro Aeroporto de Palmas Aeroporto de São José dos Campos Aeroporto de Tefé Aeroporto de Teresina .MG APE 516 1106.PR Macaé .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3840 3840 2700 6400 516 1106.RS PIE 100000 3M Itapetininga 3M Ribeirão Preto 3M Sumaré Abaeté Abatedouro São Salvador Abílio Bornia Abrasa Atlas de Energia Elétrica do Brasil Abunã Açominas Adria Aeroporto de Bagé Aeroporto de Belo Horizonte .MG APE Operação Belo Horizonte .TO São José dos Campos .MG Castilho .PR PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itaberaí .RJ APE APE PIE APE APE APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação São Paulo .PI Uberaba .160 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada 14 de Julho UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Londrina .RS APE Fóssil Operação Jaboticabal .SP Operação Belo Horizonte .SC Operação Rio de Janeiro .6 999 332 102890 2040 54 204 24 24 307 144 29 Operação Sumaré .MG Operação Campos dos Goytacazes .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2700 Operação Itapetininga .6 96 588 48 876 244 790 160 954 84 144 230 128 288 17.SP APE Operação Belo Horizonte .SC APE Construção Inácio Martins .Pampulha III Aeroporto de Campo de Marte Aeroporto de Campos .SBCP Aeroporto de Carlos Prates Aeroporto de Congonhas Aeroporto de Jacarepaguá Aeroporto de Joinville Aeroporto de Juiz de Fora Aeroporto de Londrina Aeroporto de Macaé Aeroporto de Maceió Aeroporto de Montes Claros .SP Tefé .Senador Petrônio Portella Aeroporto de Uberaba Aeroporto de Uberlândia Aeroporto de Urubupungá .MG Uberlândia .SP Operação Juiz de Fora .AL Montes Claros .MG APE Fóssil Operação Bagé .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Belo Horizonte .

Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto de Vitória UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Guarulhos .SP Operação Rio Branco .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .RN APE Fóssil Óleo Diesel 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Operação São José dos Pinhais .Campinas Aeroporto Internacional Eduardo Gomes Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira Aeroporto Internacional Marechal Rondon.ES APE Fóssil Óleo Diesel 392 984 720 32 64 216 2420 678 2273 312 216 720 400 608 128 130 1032 9600 480 480 128 3865 1008 797 704 1080 616 2704 2200 Aeroporto Internacional Afonso Pena Aeroporto Internacional Augusto Severo (CUT) Aeroporto Internacional Augusto Severo (SCI) Aeroporto Internacional Augusto Severo (Sub-Estação Prédio Anexo Operacional) Aeroporto Internacional de Boa Vista Aeroporto Internacional de Brasília Aeroporto Internacional de Campo Grande Aeroporto Internacional de Congonhas .AM Porto Velho .Cataratas Aeroporto Internacional de Navegantes .AC Operação Ponta Porã .SBFL Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu .DF APE Fóssil Operação Boa Vista .MS APE Fóssil Operação São Paulo .SC APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE Operação Foz do Iguaçu .São Paulo Aeroporto Internacional de Corumbá Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul Aeroporto Internacional de Florianópolis .RS Confins .PR APE Fóssil Óleo Diesel 984 UTE Outorga Vitória .SC APE Operação Cruzeiro do Sul .Terminal de Passageiros (TPS-1) Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Aeroporto Internacional Salgado Filho Anexo Aeroporto Internacional Tancredo Neves 161 .PR APE Operação Florianópolis .CE Bayeux .RN APE Fóssil Óleo Diesel Operação Parnamirim .MS APE Fóssil Operação Brasília .SP APE Fóssil Operação Campo Grande .SP Tabatinga .SP Guarulhos .MG Operação Guarulhos .PB Porto Alegre .RS Operação Navegantes .RR APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Parnamirim .Ministro Victor Konder Aeroporto Internacional de Pelotas Aeroporto Internacional de Ponta Porã Aeroporto Internacional de Rio Branco Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-Central Elétrica de Emergência CEE Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 09 Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos-SE Cabeceira 27 Aeroporto Internacional de Tabatinga Aeroporto Internacional de Viracopos .RO Várzea Grande .Cuiabá Aeroporto Internacional Pinto Martins .MT Fortaleza .AM Campinas .SP Manaus .MS Operação Pelotas .AC APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Corumbá .

MT Outorga Jaciara .162 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE PCH PCH UHE CGH CGH UTE UTE PCH UTE UHE PCH PCH EOL UTE Outorga Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Operação Erechim .PB Sertãozinho .TO SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itabirito .RS Mataraca .MG Trindade do Sul .SP Operação Novo São Joaquim .SP APE-COM Fóssil Óleo Diesel Operação Afuá .MG Aiuruoca .MG APE Operação São José dos Campos .SP Nova Trento .BA PIE Biomassa Operação Dianópolis .Banco do Brasil S.RR SP Outorga Jaciara .TO PIE Operação Uiramutã .RS Agudos do Sul .SP Operação Indiaporã .PR PIE APE PIE APE-COM PIE APE APE PIE APE PIE COM PIE PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natual Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Dianópolis .A Agostinho Rodrigues Atlas de Energia Elétrica do Brasil Agro trafo Agrovale Água Bonita Água Branca Água Brava Água Clara Água Fria Água Limpa Água Limpa Multifase Água Limpa Água Prata Água Suja Água Vermelha (José Ermírio de Moraes) Águas Claras Águas Termais da Cascata Nazzari Agudos Agudos Ambev Aguti Ahlstrom Aimorés Aiuruoca Albano Machado Albatroz Albertina .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1690 40 140 504 14040 14000 17000 10000 13050 4000 48 14000 23000 2760 13300 1600 1396200 1000 144 12500 4800 3568 1300 330000 16000 3000 4500 4000 4250 1300 330000 4800 1200 1396200 1000 144 2760 48 140 504 14683 14000 17000 Operação Ribeirão Preto .SP Outorga Alto Piquiri .MT Operação Monte Aprazível .AL APE Fóssil Óleo Diesel 170 170 Aeroporto Santa Genoveva de Goiânia Aeroporto Santos Dumont Afasa Afuá Aga Te Agência de São José dos Campos .SP APE Fóssil Óleo Diesel 288 Operação Rio de Janeiro .SP Aimorés .SP Outorga São Simão .MT PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jaciara .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .GO APE Fóssil Óleo Diesel 448 448 324 288 1675 UTE Operação Maceió .MT PIE Outorga Jaciara .RJ APE Fóssil Óleo Diesel 324 Operação Goiânia .MT PIE Operação Tarumã .PR Agudos .SP PIE Biomassa Operação Juazeiro .SC Louveira .

SP Operação Almeirim .RN PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guamaré .MG Água Clara .RR Alto Paraguai .RO São Joaquim da Barra .ES SP Óleo Combustível Operação Miracatu .MG APE Fóssil Fóssil Outorga Guamaré .SC Benedito Novo .BA Arvoredo .PR Apiacás .PA APE Fóssil Óleo Diesel 4850 4960 4000 7400 2400 1600 3900 72000 2056 66000 Alcidia Alcoazul Alcomira Alcon Alcoolvale Alecrim Alegre Alegrete Alegria I Alegria II Além Paraíba 184 5188 Alenquer Alhandra Aliança 1000 2726 Almeirim Alphaville Alta Floresta 5000 30000 Alta Mogiana Alterosa Alto Araguaia 800 2544 15000 Alto Benedito Novo Alto Benedito Novo I Alto Chopim Alto da Boa Vista 2086.ES PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Mirandópolis .000 5000 1680 27900 29000 Operação Teodoro Sampaio .MS Outorga Barueri .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 7400 2400 20600 3900 72000 2056 66000 51000 100800 184 4225 5400 1000 2258 352 5000 60000 500 1200 2544 15000 20340 2086.RN PIE Operação Alegrete .SP Santo Antônio do Içá .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 UTE Operação Barcarena .SC Palmas .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Albrás UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UTE UTE EOL CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH PCH Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Alta Floresta D’Oeste .000 163 .MT Benedito Novo .SP APE-COM Operação Aparecida do Taboado .AM Alto Araguaia .4 11800 10650 21.MS APE Biomassa Operação Conceição da Barra .GO COM PIE APE SP PIE SP SP APE-COM / PIE PIE PIE SP APE SP PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Alhandra .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Araçatuba .PA PIE Operação Além Paraíba .RN São Desidério .MT Piedade do Rio Grande .RS PIE Fóssil Operação Alegre .PA Outorga Jataí .MT Alto do Rodrigues .PB PIE Operação Alenquer .4 11800 10649 21.000 5000 1344 Alto do Rodrigues Alto Fêmeas I Alto Irani Alto Jatapu Atlas de Energia Elétrica do Brasil Alto Paraguai (Pedro Pedrossian) Alto Rio Grande Anexo Alto Sucuriú 29.SC São João da Baliza .

SC PIE Construção Angélica .MG Operação Santana do Jacaré .RO PIE 1100 1103 13120 CGH Operação Cerejeiras .RO COM 744 744 Altoé II Altos Alumar Alunorte Alvarães Alvorada Alvorada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Amaturá Americana Amparo Anajás Anamã Andorinhas Angélica Angelina (Ex-Portobello .Corredeira do Encano) Ângelo Cassol Anhanguera Anil Anna Maria Anori Antas I (Pedro Affonso Junqueira) Antas II Antônio Brennand (Ex-Alto Jauru) Antônio Viel Aparecida (UTM I) Bloco 1 e 2 Apertadinho Apiacás Apiaí Aporé Aprovale Apucaraninha .MG Construção Guará .PA APE-COM Fóssil Óleo Combustível 103854 2238 4050 12000 1238 30000 21400 1112 1698 512 96000 26270 3600 22680 2080 1560 2832 8780 16500 21960 340 251540 30000 3148 125 808 1280 10000 3148 125 808 1520 10000 2080 1560 2832 4595 16800 20020 340 251540 1112 1698 512 Construção São Luís .MS Lucas do Rio Verde .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Alvorada d’Oeste .AM SP Fóssil Operação Anajás .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Barcarena .SP SP Operação Amaturá .SC Manaus .RO PIE PIE SP PIE SP SP SP PIE APE SP PIE SP APE APE-COM APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Construção Angelina .MT Barra do Chapéu .AM Vilhena .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Alvarães .PR Operação Santos Dumont .RS COM Biomassa Bagaço de Cana de Açucar Operação Anamã .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Americana .PI PIE Fóssil Óleo Diesel 13120 Operação Cerejeiras .RO Apiacás .PA SP Fóssil Outorga Água Doce .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Guaranésia .MT Lacerdópolis .AM Poços de Caldas .MA APE Fóssil Carvão Mineral 75200 40104 2238 4050 8000 1238 30000 Operação Altos .SP Chapadão do Sul .MS PIE Operação Ijuí .MT Tamarana .SP Construção Alta Floresta D’Oeste .MG Poços de Caldas .164 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Altoé I PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UTE UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH PCH UTE PCH UHE PCH CGH UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Anori .MG Araputanga .

RO PIE Fóssil Operação Caapiranga .AM SP Fóssil Operação S.RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Água Doce .MG Construção Dianópolis .SP APE Biomassa Operação Porto Alegre do Norte .MT APE Biomassa Operação Guaíba .AC Novo Hamburgo .TO Operação Mambaí .CE Simões Filho .MG Operação Areal .PA Construção Caratinga .RO PIE Operação Varjota .PB Santana do Araguaia .SC Fortaleza .48 484150 18000 4440 544 11400 19800 800 120 6660 4500 11070 3350 640 1179 1944 4600 940 4500 5310 Operação Itiquira .RJ Operação Araucária .RS Aracaju .SP Arvoredo . Antônio do Aracanguá .RO Araucária Areal Areal Areas & Castelani Areia Areia Branca Aripuanã 800 120 Armando de Abreu Rios ARS Artivinco (anteriormente UTE Rio Pardo) 4500 Arvoredo Asfor 3350 640 1494 1944 4600 940 Asperbras Assis Brasil Associação Pró-Ensino Novo Hanburgo Atalaia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Atalaia do Norte Atlântica Anexo Atlas 6212 165 .GO Operação Santa Rita de Jacutinga .RS APE-COM Biomassa Licor Negro Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Aracruz .BA Assis Brasil .PR PIE SP APE COM PIE PIE SP APE PIE APE PIE APE COM PIE APE APE SP PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Mamoré .MT Raul Soares .48 484150 18000 4440 544 Aracati Aracruz Aracruz Unidade Guaíba (Riocell) Araguassu Aralco Arara Araras Araras Araras .MT PIE 4200 UTE Operação Apuí .CE PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Normandia .SC PIE 30000 32 11480 210400 57960 1200 4800 324 134 4000 20.MG Nova Ubiratã .AM Mataraca .CE SP Energia Solar Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Operação Nova Mamoré .SE Atalaia do Norte .ES APE-COM Biomassa Licor Negro Operação Aracati .MT Santa Rosa de Viterbo .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5350 5350 4200 Aquarius Aquibatã Araçá 32 11480 210400 47000 1200 4800 324 134 4000 20.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Apuí PCH EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH SOL UTE UHE PCH CGH PCH PCH CGH CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE EOL UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Operação Operação Aripuanã .

SC Água Preta .SP Angelina .MG PIE Fóssil Gás Natural 226000 226000 950 5266 UTE Operação São Paulo .SP Tapiraí .RS PIE 24.AM Operação Cantagalo .PE Açucena . Bacell) Bahia Sul Baía Formosa Bainha Balbina Bandeirante Bangu Shopping Bannach Barbosa Lima Sobrinho (Ex-Eletrobolt) Barcarena Barcelos Bariri (Alvaro de Souza Lima) Barra Barra Bonita Barra Clara Barra D Ouro Barra da Paciência .RJ Barcarena .Camaçari Bahia Pulp (Ex.TO SP Óleo Diesel Outorga Caetité .166 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Auad Mingione UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE UTE CGH EOL CGH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UHE UHE PCH CGH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Bannach .BA PIE Operação Nova Lima .BA APE PIE APE SP APE / PIE APE SP PIE PIE SP PIE APE-COM PIE PIE COM PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Camaçari .PR Operação Baía Formosa .460 143100 40400 140760 1540 432 720 379000 31800 13600 92000 8240 320 249750 20000 480 1222 1000 624 575 100 940 Operação Autazes .MG Outorga Rio de Janeiro .PA SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ibiaçá .SP Barra Bonita .MG APE Operação Beruri .BA APE Operação Camaçari .MG PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Óleo Diesel Licor Negro Licor Negro Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bagre .AM Boracéia .000 1000 624 405 100 940 192100 480 1222 140000 31800 108600 92000 40240 320 250000 20000 1300 720 385900 600100 2482 143100 40400 140760 1540 432 22000 2.PA SP Fóssil Operação Natividade .BA PIE Construção Alpercata .Caetité Bagagem Bagre Baguari Bahia I .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Borba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 40 40 Aureliano Chaves (Ex-Ibirité) Aurora Autazes Autódromo Avante Aveiro Axinim Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ayapuá B BA 3 .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5266 Outorga Chapecó .PA Seropédica .SP Operação Presidente Figueiredo .RN Operação Mucuri .SC APE 950 Operação Ibirité .RJ Operação São Paulo .RS SP Outorga Guaporé .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Aveiro .PA Barcelos .

SP APE Biomassa Operação Candói .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Lençóis Paulista .MG São Paulo .SC PIE 15000 UHE Construção Laranjal .AM SP Fóssil Fóssil Fóssil Outros Operação Barra do Bugres .MA Pilar do Sul .MG Cristalina .SP Rio Negrinho .GO Batatais .MG PIE 39000 Barra do Rio Chapéu Barra dos Coqueiros Barra Escondida Barra Grande 698250 62900 824 5200 15800 933.SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Construção Saudades .SC PIE Construção Cachoeira Alta .PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .SP São Paulo .SC Baturité .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18300 1320 2850 960 Barra Grande de Lençóis Barra Mansa Barra Barra Barracão Barralcool Barreira do Andirá Barreira do Campo Barreirinha Barreiro Barrinha Barro Preto Baruíto Barulho Basf Guaratinguetá Batalha Batalha Batatais 3900 308.SP Operação Operação Nova Ponte .8 2704 3150 11480 425 Batavo Batista Battistella Baturité Baú Baú I Bayer 3840 10200 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bazan Anexo BCP 1310 167 .MG Campo Novo do Parecis .6 23000 80 440 2982 12900 450 24 18000 1320 2850 960 52500 3900 308.AM SP Operação Santana do Araguaia .MT Outorga Xanxerê .SP PIE Biomassa Operação Anita Garibaldi .SP Pontal .MG Guaratinguetá .SP Paracatu .MG PIE COM APE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE COM PIE APE APE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Barreirinha .SC Operação Belo Horizonte .MG Rio Doce .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Barra do Braúna PCH UHE PCH UHE UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH PCH PCH UTE CGH UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UHE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Liberdade .MT PIE Biomassa Outorga Bento Gonçalves .GO PIE 90000 2250 690000 62900 824 5200 15800 933.RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás de Alto Forno Operação Barra Bonita .CE Liberdade .8 2704 3150 11480 425 110000 3840 10200 1310 Outorga Rio Fortuna .PA SP Operação Barreirinha .SP Balsas .

PR Turvo .SP APE Fóssil Óleo Diesel 369 Operação Ribeirão Preto .RS Dianópolis .168 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Bebedouro UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UHE PCH PCH UTE UTE PCH PCH CGH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mafra .AM Turvo .AM SP Fóssil Operação Belmonte .GO Boa Vista do Ramos .AM SP Operação Manhuaçu .000 16000 80000 2582 1192 8000 800 40000 2582 460 8000 800 480 2000 237300 360 504 650 1502.TO Quirinópolis .RJ Guadalupe .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 9800 29000 360 360 650 1502.MG Operação Mariana .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Manuel .MG APE Biomassa Operação Canutama .BA SP Fóssil Operação Santa Cruz das Palmeiras .SP APE Fóssil Óleo Diesel 3750 3750 369 228 9800 PCH Outorga Unaí .MG PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Benedito Novo .PI Nova Bassano .AM SP APE APE-COM APE APE PIE APE APE SP PIE PIE PIE SP APE APE COM Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Benjamin Constant .SP APE Biomassa Operação Tabatinga .SC COM Operação Bento de Abreu .PR PIE Operação Pontal .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São João .SP APE Fóssil Óleo Diesel 228 Operação Potirendaba .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 Operação Tanabi .SP Operação Governador Valadares .SP Outorga Brejo Alegre .SC Angra dos Reis .SP Operação Marília .SP APE Biomassa Operação Araxá .MG Operação Itaquaquecetuba .PR Sarutaiá .4 90 2125 4200 954 9000 3993 2366 156 1560 208 208 65000 480 2000 237300 24.SP Operação Beruri .MG PIE 16020 Bebidas Ipiranga Bebidas Poty Bechara Nassar Frange Bela Vista Bela Vista Belco Belém do Solimões Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bellão & Schiavon Belmonte (Emergencial) Belo Monte Bem Brasil Benálcool Benedito Alto Benjamim Mário Baptista (Nova Sinceridade) Benjamin Constant Beruri BG Norte Petróleo Bicas Big Mais Supermercados Big Mart Biopav Bituva Blue Tree Park Angra dos Reis Boa Esperança (Castelo Branco) Boa Fé Boa Sorte Boa Vista Boa Vista do Ramos Boa Vista I Boa Vista II Boa Vista .

DF Operação Piracicaba .AC Barueri .MG Operação Pontal .MT Guarantã do Norte .MT PIE 30000 UTE Operação Boca do Acre .SP Brasília .SC Rio de Janeiro .MT Guarantã do Norte .MG SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Borba .PR PIE Outorga Aracaju .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Boca do Acre PCH UTE EOL UTE CGH UTE UTE PCH PCH EOL UTE UTE CGH UTE CGH UTE PCH UHE PCH PCH PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Schroeder .RS Faxinal dos Guedes .SP Operação Marília .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Bom Jesus do Araguaia .SP APE APE APE APE SP SP SP PIE PIE APE APE PIE APE APE PIE PIE APE SP Biomassa Fóssil Biomassa Outros Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas .SP Conceição do Pará .MG PIE Outorga Cornélio Procópio .MS Brasiléia .SP APE Fóssil Fóssil Construção Aracati .SC Guarantã do Norte .MG Brasilândia .SP Operação Sabará .SE APE Fóssil Operação Capivari .RJ Adamantina .CE PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Simão Pereira .MT Guarantã do Norte .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1380 30000 952 360 3600 368 9900 19000 50000 1267 5600 715 8000 12 324 1120 16500 9600 5300 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 18000 6502 1200 10000 Construção Brasnorte .AM SP Fóssil Óleo Diesel 7641 7641 Bocaiúva Boituva Bom Jardim Bom Jesus do Araguaia 952 360 3600 Bom Jesus do Galho Bom Retiro Bompreço Supermercado Jardins Bonanza Bonfante 19000 Bons Ventos Bonsucesso Borba 5600 720 8000 12 324 1120 15000 10752 5180 14160 14000 520 1200 13080 3980 1200 10000 6078 1200 Bortolan (José Togni) Bortolo Carolo Bosque dos Chalés Bovimex Boyes Bracinho Braço Norte II Braço Norte Braço Norte III Braço Norte IV Braga Bragagnolo Brahma Branco Peres Brasil Verde Brasilândia Brasiléia Atlas de Energia Elétrica do Brasil Brasilgráfica Anexo Brasília 10000 169 .SC PIE Outorga Boituva .MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jardim da Serra .SP APE Biomassa Operação Bom Jesus do Galho .AM SP Outorga Guarulhos .MT Cristal do Sul .

SP APE Fóssil Operação Taió .RO Cruz Machado .SC APE Operação Brumado .170 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Brecha PCH UTE CGH PCH CGH UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH Outorga Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Buritis .RS SP Enxofre Óleo Diesel Operação Brusque .MS Outorga Sapezal .SP São Paulo .SP APE Fóssil Operação Hortolândia .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Taió .SP Operação Buritizeiro .4 3600 11500 23000 1750 1360 UHE Operação Guaraciaba .MG Operação Água Clara .PA APE-COM 640 Operação Breves .4 3600 19200 23000 1750 1400 10000 30000 7.RS Alta Floresta .MG APE Operação Ponte Nova .MG APE 2900 680 12895 750 1600 800 1070.PA PIE Fóssil Óleo Diesel 5070 Outorga Conceição do Mato Dentro .AM Crissiumal .2 5000 800 13271 10000 2000 40 400 3825 2031 1000 30000 2700 2800 2700 2800 2031 1000 2000 40 30000 7 5000 800 13271 Operação Novo Progresso .MG PIE 11000 8701 640 2900 680 12895 750 1600 800 1070.SP APE Operação Araxá .BA APE Fóssil Óleo Diesel Operação Igaratinga .MG APE Outros Fóssil Operação Canela .SP São Vicente .SC APE Fóssil Operação Jandira .MT PIE PIE APE APE SP PIE PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Casca de Arroz Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Independência .RS Caapiranga .SP Alegrete .RS APE Operação Guará .PR Jaguariúna .MG APE 12400 12400 Brejaúba Breves Brigadeiro Velloso III Brito Britos Brumado Bruno Heidrich Atlas de Energia Elétrica do Brasil Bruno Heidrich Neto (Ex-Cachoeira do Rio do Rauen) BSH Continental Budai Buettner Bugres Bunge Araxá Bunge Guará Buricá Buriti Buriti Buriti Queimado Buriti Buritis Buritis / Fernandes Rivero Burro Branco Byk C & A Modas C&C Casa e Construção São Vicente CAAL Caapiranga Caa-Yari Cabeça de Boi Cabixi Cabixi II .RO Comodoro .MT APE PIE SP COM PIE APE APE Operação Buritizal .MT Vilhena .SP Operação Buritizal .

MG Canaã .MG São Luís do Quitunde .PA Operação Cachoeira do Arari .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Ouro Preto .MG Ouro Preto .MG APE 4160 679.MG Outorga Lima Duarte .MG Cachoeira Dourada .MG Perdizes .AL PIE Biomassa Operação Vilhena .MG APE 300 UTE Operação Cabo de Santo Agostinho .MG Jequeri .BA PIE Outorga Carolina .6 22500 11120 13400 302 2560 9000 14800 900 11700 12000 1050 50 2340 21600 1840 472.MG Operação Santarém .GO Colatina .MG Operação Raul Soares .RO Antônio Dias .MG PIE Operação São Gabriel da Palha .RS PIE Operação Parintins .MG Nacip Raydan .MT APE-COM Operação Manhumirim .MA PIE Operação Jaciara .AL Rianápolis .SC Pará de Minas .ES Mafra .6 Cabo Verde Caboclo Caburi Caçador Cachoeira 11120 7400 302 2560 Cachoeira Cachoeira Alta Cachoeira da Fumaça Cachoeira da Ilha Cachoeira da Lixa 14800 900 Cachoeira da Onça Cachoeira da Providência Cachoeira da Usina Cachoeira do Arari 1008 50 Cachoeira do Aruã Cachoeira do Brumado João Camilo Penna (Ex-Cachoeira do Emboque) 21600 1840 472.MA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Jequeri .RO SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Nova Bassano .PE APE-COM Fóssil Óleo Diesel 2000 2000 300 4160 679.MG APE Operação Maceió .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 Cachoeira do Fagundes Cachoeira do Feijó Cachoeira do Lavrinha (São Patrício) Cachoeira do Oito Cachoeira do Pinheirinho Cachoeira do Rosário (Usina Carioca) Cachoeira dos Macacos Cachoeira dos Prazeres Cachoeira Dourada Cachoeira Escura Cachoeira Formosa Cachoeira Grande Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeira Grande Anexo Cachoeira Grande 20000 171 .PA PIE APE PIE SP APE APE SP SP COM APE APE-COM APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Outorga Carolina .MG Buritis .ES SP Operação Itamaraju .5 3010 240 551 1600 3375 3830 658000 20700 12300 10000 4300 Outorga Cabo Verde .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cabo de Santo Agostinho CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH PCH CGH PCH PCH UTE CGH PCH UHE PCH CGH PCH CGH CGH PCH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Antônio Carlos .

RJ Operação Xanxerê .172 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cachoeira Poço Preto PCH CGH CGH CGH PCH CGH UHE CGH UHE UHE UTE UTE UTE CGH CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Cubatão .RJ Sete Lagoas .BA Outorga Santa Maria Madalena .MG Porto Velho .MG APE 160 27000 675 45000 657 80490 65000 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 10000 607 7200 408 7500 1296 15000 19000 2000 250400 5256 346803 148000 150.MG Operação Itaituba .BA Calçoene .MG PIE Operação Cachoeira da Prata .GO PIE Óleo Combustível Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caconde .SC APE Outorga Clevelândia .SP APE Fóssil Operação Almeirim .RO Itapetinga .AP Barra Longa .PR APE 1840 2920 696 945 160 PCH Operação Itararé .PA APE APE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE PIE APE PIE PIE SP PIE PIE Outros Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás de Alto Forno Gás Natural Gás Natural Gás Natural Óleo Combustível Óleo Combustível Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Júlio de Castilhos .MG Bom Jesus do Itabapoana .SP PIE Operação Faxinal dos Guedes .PA APE Fóssil Construção Caçu .SC Operação Itaúna .MT APE Construção Alvarenga .RS SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maceió .AL APE 945 Operação Barroso .SP APE-COM 4000 4000 Cachoeira Cachoeira Santo Antônio Cachoeira Serra D’Água Cachoeira Velonorte Cachoeirão Cachoeirinha Cachoeirinha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Cachoeirinha Caconde Caçu Cadam Caesar Park Hotel Guarulhos Caeté Caeté Cachoeira Cafundó Caima Caixão Caju Caju Cajuru Cajurú Calama Calçados Azaléia Calçoene Caldeirões Calheiros Calsete Camaçari Camaçari Ambev Camaçari Camaçari Muricy I Camaçari Pólo de Apoio I .BA Camaçari .SP Carmo do Cajuru .BA Camaçari .MG Camaçari .000 346803 19000 2000 250400 607 7200 408 7500 1296 24992 1115 35800 516 986 4920 1172 3200 657 80400 675 Outorga Matriz de Camaragibe .MG APE 696 Operação Guarapuava .BA Dias d’Ávila .AL PIE Biomassa Operação São Paulo .BA Camaçari .PR PIE Operação Tesouro .AL APE Operação São Miguel dos Campos .

PB PIE Fóssil Outorga Abelardo Luz .RO Canabrava do Norte .SC APE Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Honório Serpa .PR APE Operação Barreirinha .RR Candiota .RJ Operação Campo Novo de Rondônia .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Camarão CGH PCH UHE UTE PCH UTE UTE CGH CGH UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UHE EOL UHE UTE CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH EOL UHE Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Construção Mataraca .SC Operação Iracema .GO PIE Biomassa Outorga Caraguatatuba .MG PIE Outorga Água Doce .AM SP Fóssil Outorga Morrinhos .080 340 9600 30000 13120 1941 114150 360 880000 4500 450000 30000 550 17000 1609.SP Operação Abdon Batista .SP Carmo de Minas .PB Cavalcante .RS COM 200 CGH Operação Pedra do Indaiá .PI PIE PIE SP SP PIE PIE PIE PIE COM PIE SP SP SP PIE APE PIE PIE APE / PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Campo Florido .MG Ariquemes .SC PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Manacapuru .AM SP Fóssil Outorga Campina Grande .6 44800 24 350000 824 28000 57000 Operação Camargo .RS Cantá .MT Canela .RR Operação Campos dos Goytacazes .MG SP Operação Nortelândia .PR Lucas do Rio Verde .RS Candói .MT Aracati .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Itutinga .GO Paraguaçu Paulista .SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Tapauá .CE Cândido Mota .000 30000 550 Canaã Canaã Canaã Canabrava do Norte 1609.MG COM 910 910 200 4230 46000 Camargo Camargo Corrêa (Arrossensal) Camargos Camaruã Camburu Camen Cametá 429 50 494 Camifra I Camifra II Campina Grande Campinas 340 Campo Belo Campo Florido 30000 13120 1941 30000 360 880000 Campo Maior Campo Novo Campos (Roberto Silveira) Campos Novos Campos Novos Camurim Cana Brava 450.6 42500 10 Canastra Canauanim Candiota III Candói 824 28000 Canoa Quebrada Atlas de Energia Elétrica do Brasil Canoa Quebrada Anexo Canoas I 82500 82500 173 .RO Operação Campo Maior .MT PIE 4230 46000 100 30000 10000 429 50 494 169.

174 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Canoas II PCH UTE PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Americana - SP Rio de Janeiro - RJ Seberi - RS Campo Novo - RS Carneirinho - MG Caconde - SP São José do Rio Preto - SP Barcelos - AM Fernandópolis - SP São José dos Campos - SP SP APE PIE Operação Americana - SP Operação Careiro da Várzea - AM Construção Mataraca - PB Operação Carauari - AM Operação Carangola - MG Operação Coronel Xavier Chaves - MG APE PIE SP PIE SP SP PIE APE-COM APE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Outorga Campina das Missões - RS APE Operação Caracaraí - RR SP Outorga Urucará - AM SP Fóssil Fóssil Operação Piedade dos Gerais - MG COM Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André - SP PIE Fóssil Operação Cajueiro - AL APE-COM Biomassa Operação Capixaba - AC PIE Fóssil Construção São Bonifácio - SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Porecatu - PR PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Araguari - MG APE / PIE Operação Passo Fundo - RS SP 4470 240000 210000 640000 12000 946 2400 18020 950 120 6272 953 1842 15000 5456 4500 2068 36160 1111120 3200 800 9000 24000 21600 552 60 3920 9000 552 60 3920 9000 3200 800 9000 24.000 2068 36160 6272 953 1842 15000 5456 946 2400 18020 950 Operação São Carlos - SP SP 4300 Operação Canutama - AM SP Fóssil Óleo Diesel 2080 Outorga Laranjal - PR PIE 18000 2080 4300 3760 240000 210000 640000

UHE

Operação

Andirá - PR

APE / PIE

72000

72000

Cantu 2

Canutama

Capão Preto

Capigui

Amador Aguiar I (Ex - Capim Branco I)

Amador Aguiar II (Ex - Capim Branco II)

Capivara (Escola de Engenharia Mackenzie)

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Capivari

Capixaba

Capricho

Capuava

Caquende

Cará - Açú

Caracaraí

Caraguatá

Carandaí

Carangola

Carauari

Caravela

Careiro da Várzea

Carioba

Carioba II

Carioca Shopping

Carlos Bevilácqua

Carlos Gonzatto

Carneirinho

Carrapatos

Carrefour Rio Preto

Carvoeiro

Casa de Força

Casa de Geradores de Energia Elétrica F-242

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Casca II UHE PCH PCH CGH CGH EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UHE UTE PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Lages - SC Virmond - PR Manacapuru - AM Panambi - RS Santa Gertrudes - SP Rio dos Cedros - SC Rio de Janeiro - RJ Conceição da Barra - ES Luís Antônio - SP Jacareí - SP São Francisco do Conde - BA Faxinal dos Guedes - SC Outorga Ipojuca - PE Operação Caucaia - CE Operação Nova Friburgo - RJ Operação Piracicaba - SP Operação Ribeira - SP Operação Ariranha - SP PIE APE APE SP PIE APE SP SP SP APE APE SP APE-COM PIE APE APE-COM PIE SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Pádua - RS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Altamira - PA SP Operação Careiro - AM SP Fóssil Fóssil Operação Colorado do Oeste - RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Colorado do Oeste - RO APE-COM Operação Colorado do Oeste - RO APE Operação Cassilândia - MS SP Outorga Água Doce - SC PIE Operação Chiapetta - RS APE Outorga Novo Barreiro - RS APE Construção Chupinguaia - RO PIE Outorga Mairiporã - SP APE 3900 7000 280 680 4800 500 1500 750 1480 6000 3425 130000 30000 4000 11480 1940 14760 750 4290 1300 430 784 3567 7400 4984 36000 32600 138680 185891 5400 Operação Chapada dos Guimarães - MT SP 12420

PCH

Operação

Chapada dos Guimarães - MT

SP

3520

3520 12420

Casca III

Cascata

Cascata Chupinguaia

Cascata do Barreiro

280 680

Cascata do Buricá

Cascata

Cassilândia

500 1844 750 1480 6000 3425 130000 9000 4000 11480 1940 14760

Castaman I (Enganado)

Castaman II

Castaman III

Castanho

Castelo dos Sonhos

Castro Alves

Catanduva

Catas Altas I

Caterpillar

Catete

Caucaia

Caulim

Caveiras

3829 1260 430 760 3567 7280

Cavernoso

Caviana

Caxambu

Cedasa

Cedros (Rio dos Cedros)

CEG

Ceisa (Ex-Disa)

5500 32600 139424 185891

Celpav II

Celpav IV

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Celso Furtado (Ex Termobahia Fase I)

Anexo

Celso Ramos

5600

175

176 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Celucat UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UHE PCH UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Catanduva - SP Potirendaba - SP Guarulhos - SP Patrocínio Paulista - SP São José dos Pinhais - PR Chapadinha - MA Chapecó - SC Charqueadas - RS Chavantes - SP Cantagalo - RJ Chaves - PA Outorga Frutal - MG Operação Piracicaba - SP Operação São Paulo - SP Outorga Rio de Janeiro - RJ Operação São Paulo - SP APE COM APE APE PIE PIE PIE APE APE-COM SP PIE APE PIE PIE SP SP Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Resíduos de Madeira Carvão Mineral Operação Iguatemi - MS APE Operação Campinas - SP APE Operação Santa Cecília - SC APE Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Licor Negro Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Cecília - SC APE Operação Encruzilhada do Sul - RS APE Biomassa Operação Primavera - PE COM Resíduos de Madeira Operação Camutanga - PE PIE Biomassa Operação Primavera - PE COM Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Aracaju - SE APE Fóssil Gás Natural Outorga Santo André - SP PIE Fóssil Gás Natural 271830 2600 47,30 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 440 4000 360 25000 75000 40200 2100 16000 18000 29920 4000 72000 414000 1600 584 72000 414000 680 584 75000 40200 2100 16000 18000 4000 360 900 880 4200 144 1800 850 600 3600 4000 334 2600 Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Gás Natural 3200 Operação Belo Oriente - MG APE-COM Biomassa Licor Negro 100000 Operação Vargem Bonita - SC APE Biomassa Licor Negro 4900 4900 100000

UTE

Operação

Lages - SC

APE

Biomassa

Licor Negro

12500

37822

Celulose Irani

Cenibra

CENPES-Petrobrás

Central de Cogeração Capuava

Central de Co-geração Shopping - Aracaju

Central de Vendas em Informática

Central Ilha do Sul

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Central Mariquita

Central Olho D’Água

Central Pé de Serra

Central Termelétrica de Geração (Forjasul)

Central Usina I

Central Usina II

Centro Alternativo Campinas

Centro Oeste Iguatemi

Centro Operacional Região Metropolitana de São Paulo

Centro Tecnológico Usinaverde

Cenu

Cerba

Cerradão

Cerradinho

Cerradinho Potirendaba

Cesar Park Business Hotel/Globenergy

Cevasa

Chaminé

Chapadinha

Chapecó

Charqueadas

Chavantes

Chave do Vaz

Chaves

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Chibarro PCH CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE PCH EOL EOL Construção Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Construção Construção Operação Operação Operação Operação Niquelândia - GO Ferreira Gomes - AP Coari - AM Sonora - MS Antônio Dias - MG Paraguaçu Paulista - SP Narandiba - SP Maringá - PR Codajás - AM Coari - AM Nova Lima - MG Mataraca - PB Mataraca - PB Operação Pirassununga - SP Operação Clementina - SP Outorga Caldas - MG Operação Giruá - RS Operação Catanduva - SP APE APE PIE APE APE APE-COM SP SP APE-COM PIE PIE PIE PIE SP SP APE PIE PIE Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Matão - SP APE Outorga Bebedouro - SP APE Operação Limeira - SP APE Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Operação Canoinhas - SC PIE Biomassa Outorga Pará de Minas - MG APE Biomassa Operação Marechal Deodoro - AL APE Fóssil Construção Campos de Júlio - MT PIE Gás Natural Carvão Vegetal Resíduos de Madeira Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Operação Manaus - AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Chupinguaia - RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Vilhena - RO PIE Operação Itapejara d’Oeste - PR SP Outorga Coqueiral - MG APE 61 1980 1260 2570 17600 17000 3187,5 2000 4000 2000 5000 7000 4824 350 4000 11200 40 36000 67982 19310 800 10000 28200 40000 13000 5200 80 1944 4500 Outorga Imbé de Minas - MG PIE 3543

PCH

Operação

Araraquara - SP

SP

2600

2600

Chica Valadares

Chiquinho Barbosa

61 2080 1260 2570 11.200

Chopim I

Chupinguaia

Chupinguaia

Cidade Nova

Cidezal

Cinal/Trikem

3187,5

Cisam

Cisframa

4000 2300

Citrosuco

Citrosuco Bebedouro (Ex.Cargill Bebedouro)

Citrosuco

7000 4824 350

Citrovita Catanduva

Claudino Fernando Picolli

Clayton Ferreira

Clealco

11200 40 36.000 76952 19310 800

Clínica Rubens Luís Costa

CNT

Coaracy Nunes

Coari

Cobel

Cocais Grande

Cocal

28200

Cocal II

Cocamar Maringá

Codajás

5200

Codajás Mirim

Codorna

1944

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Coelhos I

Anexo

Coelhos II

4500

177

SC Operação Porto Velho .PI Operação Diadema .8 368.BA PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Medeiros Neto .RO SP Fóssil Operação Tapera .SP PIE Biomassa Operação Medeiros Neto .RS Cuiabá .RO Outorga União .Frutesp Atlas de Energia Elétrica do Brasil Colino 1 Colino 2 Colombo Colorado Colorado do Oeste Colorado Combustol Comendador Venâncio Comodoro Complem I Component Comvap Conceição da Galera Concórdia Condomínio Canoas Shopping Center Condomínio Civit Pantanal Shopping Condomínio do Edifício Barão de Mauá II Condomínio E-Tower São Paulo Condomínio Shopping Center Lapa Condomínio Shopping Center Piedade Condominio World Trade Center Confluência Confresa Congonhal I .RJ PIE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natual Operação São Paulo .SP Prudentópolis .8 1620 Operação Mogi Guaçu .8 368.BA PIE Operação Matão .PR Confresa .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bebedouro .MG Outorga Concórdia .MT SP APE APE APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE PIE SP PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Itaperuna .SP Salvador .8 1620 8800 53 5000 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 20000 3902 1816 3902 1816 1334 1800 2000 4000 1920 223 5250 51 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 1600 4648.ES APE-COM Fóssil Gás Natural 4915 42300 5000 8000 11000 16000 65500 1120 10946 52760 2175 3820 4648.MT Rio de Janeiro .Frutesp Coinbra .Cresciumal Coinbra .BA São Paulo .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Serra .PB PIE 4500 4000 50500 EOL Construção Mataraca .RS SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ariranha .SP PIE Biomassa Fóssil Operação Colorado do Oeste .SP Operação Morrinhos .MT Baependi .GO Operação Comodoro .SP APE Operação Guaíra .RJ São Paulo .BA Salvador .178 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Coelhos III EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Canoas .PR APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 Construção Mataraca .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Leme .SP APE-COM Fóssil Óleo Combustível 138172 Operação Florestópolis .PB PIE 4500 Coelhos IV Cofercatu Cogeração International Paper (Fases I e II) Cogeradora Biancogrês Coinbra .

Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Congonhal II UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH PCH CGH PCH CGH UTE PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Angelina .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Operação Pontes e Lacerda .PR APE Biomassa Operação Água Doce .MG Guariba .MT Operação Catalão .SC Muriaé .MG COM 416 416 3688 440 800 Coniexpress Conquista Conrado Heitor de Queiroz Construtora F Rozental Contagem 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 2400 3600 1600 Contão Contestado Coocarol Coopercitrus .GO APE Fóssil Óleo Diesel 3688 CGH Operação Baependi .MG APE Fóssil Gás Natural Outorga Duque de Caxias .Supermercado Barretos Cooperfrigo Coopernavi Cooper-Rubi Cooperval Copa D’Or Copatana Copebrás Catalão 14800 74400 6000 Copesul Coprodia Coqueiral Coraci 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1007 2000 340 520 Coroado Corona Coronel Américo Teixeira Coronel Araújo Coronel Domiciano Coronel João de Cerqueira Lima Coronel Jove Soares Nogueira (Ex-Benfica) Corredeira do Capote Corredeira do Noronha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Córrego Azul Anexo Córrego Fundo 179 .MG Itaúna .SP APE Fóssil Óleo Diesel 440 800 729.RS Campo Novo do Parecis .GO Outorga Jutaí .AM Operação Rio de Janeiro .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Outros Outros Biomassa Operação Barretos .MS PIE Operação Promissão .SP Santana do Riacho .SP Caldas .MG Itaúna .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Contagem .SP Paranatinga .SC São Pedro do Turvo .SP Colorado .60 19299 160 5600 4000 576 4000 12000 18000 3600 1600 90 14800 74400 6000 3188 1384 332 18000 5600 5800 5040 1152 1000 1723 340 520 10000 Operação Nerópolis .MG Água Doce .SP APE Fóssil Operação Rondon .PR Operação Operação Triunfo .RJ APE SP APE PIE PIE PIE APE APE APE-COM APE PIE SP APE APE APE-COM APE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jandaia do Sul .MG Ribeirão Branco .MT COM Operação Palmital .PR APE Operação Rubiataba .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Efluente Gasoso Gás de Processo Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pacaraima .GO PIE Operação Naviraí .MT Promissão .

MG Operação Belém .000 24000 1440 27000 10000 Outorga Açucena .MS Crato .Filial Campo Florido Coruripe Iturama Cory Cosipa Cosipar Costa Costa do Ambé Costa Marques Costa Pinto Costa Rica Cotia Cotijuba Cotiporã Cotovelo do Jacuí Cotriguaçu Couto Magalhães Covanca Covó Coxim (Vitor Brito) Crato Cris Crisólita .CE Boa Ventura de São Roque .MS Operação Piracicaba .180 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Córrego Galheiros CGH CGH PCH CGH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE PCH PCH UTE UHE PCH PCH CGH UTE CGH CGH Outorga Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Construção Cotiporã .GO PIE Construção Luziânia .MT Alto Araguaia .PR Coxim .MT APE-COM 1000 1000 Córrego Santa Cruz Córrego São Luiz Corrente Grande Corujão Corumbá I Corumbá III Corumbá IV Atlas de Energia Elétrica do Brasil Corumbataí Coruripe Coruripe Energética .MG PIE Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marabá .MS APE 144 Outorga Brasnorte .SP Operação Costa Marques .GO PIE Operação Caldas Novas .PR Operação Costa Rica .PA Outorga Antonina .TO SP 680 375000 93600 127000 1700 32000 30000 24000 1440 27000 14000 19000 230 4570 75000 16000 1000 1145 19500 3340 2282 150000 11500 5000 400 13120 80 800 400 13120 80 800 3340 2282 4570 9360 16000 1000 1145 127000 1.GO SP Operação Araguaína .AM SP PIE APE PIE COM SP PIE APE SP PIE PIE PIE SP PIE APE COM Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Formoso .PR Crisólita .RS Victor Graeff .MT APE-COM 1000 1000 144 CGH Outorga Campo Verde .MG PIE 14000 680 375000 Operação Amambaí .MG PIE Biomassa Operação Coruripe .MG APE Fóssil Operação Iturama .MG PIE Biomassa Operação Campo Florido .SP APE Outros Outros Operação Arceburgo .MG Mangueirinha .RO Outorga Anori .AL PIE Biomassa Operação Rio Claro .000 30.MT Rio Casca .RS Cotriguaçu .PA PIE Operação Cubatão .700 16.SP PIE Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Operação Luziânia .

GO PIE Biomassa Operação Cruzeiro do Sul .GO Operação Paranatinga .PA Curuá .RS Valparaíso .MT Antônio Prado .MT Operação Cujubim .SP Prata .PA Santarém .PR APE Outorga Cristina .SP Anápolis .RS PIE Operação Campo Mourão .PE PIE SP PIE PIE SP SP PIE PIE SP APE COM PIE PIE PIE APE COM APE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santo André .SC PIE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Siderúrgico Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação São Paulo .MG PIE 3500 1800 23949 32 30000 18998 20000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1790 3520 840 1172 30300 1360 320 19500 26000 40000 15000 1000 2700 44300 Operação Manaus .RO Operação Cuiabá .MG Paracambi .PR PIE 4000 4000 85380 Cristiano Rocha Cristina Cristo Rei 960 Criúva Cromex 32 Cruz Alta Cruzeiro do Sul 18998 4000 8000 278200 8812 235200 11000 12600 420 529200 4480 1794 3520 1442 1047 30300 1360 320 CRV Crylor CST CTE Fibra CTE II CTS-Central Termelétrica Sul (Ex Rhodia Santo André) Cucaú Cucuí Cuiabá Cujubim Culuene Curemas Curralinho Curuá Curuá-Una D Da Cascata Da Fazenda Da Ilha 26000 Da Mata Da Prata Da Serra 1000 2700 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Dacal Anexo Daia 44300 181 .PB Curralinho .ES APE Outros Operação São José dos Campos .RJ APE-COM Operação Americana .MG Paracambi .PA Nova Lima .SP APE Operação Volta Redonda .AM PIE Fóssil Óleo Combustível 85380 PCH Operação Manoel Ribas .AC PIE Fóssil Outorga Água Doce .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Caxias do Sul .RJ Parapuã .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Operação Serra .MT Operação São Gabriel da Cachoeira .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Cristalino UTE PCH PCH PCH UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE UTE CGH UTE UTE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Coremas .AM Operação Rio Formoso .RJ Nova Monte Verde .SP APE Fóssil Operação Carmo do Rio Verde .

SP Operação Dianópolis .RJ Padre Bernardo .MG Campos de Júlio .SP APE Biomassa Operação Marapoama .MG Divinópolis .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4200 Construção Aripuanã .SP Outorga Palma Sola .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caiuá .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 37000 2873 5500 2500 999 9500 490000 14013 3600 3600 999 Operação Gália .TO Operação Guarulhos .MT PIE 261000 4200 144 5000 4000 700 31875 120 6500 3400 7200 3600 1600 1200 6400 3600 2400 3200 1000 648 640 5040 7000 2873 5500 PCH Operação Passos Maia .SP Dianópolis .TO Divinópolis .SP Avanhandava .PR APE Biomassa Operação Pitangueiras .SP Operação Colônia Leopoldina .PR APE Operação Itápolis .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Sertãozinho .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Porto Velho .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bariri .SP APE Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Operação Ibaiti .182 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dalapria UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE CGH PCH UTE PCH UTE Operação Outorga Outorga Outorga Construção Outorga Operação Operação Operação Jaú .SC Operação Araçatuba .MT Rio de Janeiro .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Delta .SP APE Operação Presidente Alves .SP Operação São Paulo .GO Dois Córregos .SP APE APE APE COM APE APE PIE PIE APE PIE APE COM PIE PIE PIE APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jussara .AL Operação Paraguaçu Paulista .SC APE 1440 1440 Dardanelos Dasa Davanti Decasa Della Coletta Delos Delta Atlas de Energia Elétrica do Brasil Demarcação Derivação do Rio Jordão Destil Destilaria Andrade Destilaria de Álcool Ibaiti Destilaria Guaricanga Destilaria Malosso Destilaria Melhoramentos Destilaria Paraguaçu Destilaria Porto Alegre Destivale Detofol DH&C Outsourccing S/A .SP APE Biomassa Operação Reserva do Iguaçu .Datacenter Dia Brasil Diacal II Diamante Diana Dianópolis Divigusa Divinópolis Divisa Do Atlântico Do Sal Dois Córregos .SP APE Fóssil Óleo Diesel 144 Operação Serra dos Aimorés .

MG APE Outorga Abadia dos Dourados . Tito I Dr.SP Operação Nova Lima .MG Outorga Arceburgo .MG PIE Óleo Diesel Operação Santa Maria de Itabira .SP Chapadão do Céu .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Dois Vizinhos UTE UHE CGH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE PCH PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UHE UTE Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Sacramento .RJ Juruena .MG APE Operação Marília .AM Várzea Paulista .RS COM Operação Flores da Cunha .MG COM APE APE APE APE COM PIE APE APE-COM SP PIE PIE SP APE APE-COM SP SP APE Biomassa Biogás Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Outros Resíduos de Madeira Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Enxofre Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Arceburgo .MG Operação Nova Lima . Henrique Portugal Dr.MS Nova Andradina .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 12500 UTE Operação Dois Vizinhos .MS Manaus .GO Espírito Santo do Pinhal .SP SP Operação Passa Tempo .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira 3000 1980 Dom Pedrito Dona Francisca 125000 990 632 2408 Dona Maria Piana Dona Mirian Dona Rita Dores do Guanhães Dori Alimentos 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 Dorneles Dourados Dourados Doutor Augusto Gonçalves Dr.MT Eirunepé .MG Barueri .MG Guarapuava .MG COM Operação Santa Rita de Jacutinga .MG COM Operação Nuporanga . Tito II DTCEA-TRM Dulcini 1851 1400 2744 560 12.AM Rio Brilhante .SP Outorga São Gonçalo do Abaeté .MG Operação Santo Antônio de Posse .SP Cascalho Rico .MG COM Operação Itaúna .RS PIE / SP 125000 990 632 2408 12000 3750 1200 10800 990 1648 800 200 350 448 1851.PR Rio de Janeiro .MG SP Operação Capão Bonito do Sul .RS COM Operação Agudo .2 1400 2744 560 12330 3300 2000 5800 12000 22000 121116 8988 296 19000 1192000 30 Outorga Dom Pedrito .SP APE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .330 3300 2000 5800 12000 0 120000 8988 296 19000 1192000 E E Nova Eco Vida Cajuru Ecoluz Editora o Dia Egídio Eirunepé Eldorado Eldorado Unidade Nova Andradina Electron (TG) Elekeiroz Eletrocéu Eloy Chaves Atlas de Energia Elétrica do Brasil Emborcação Anexo Energ-Biog 30 183 .

AM PIE Fóssil Gás Natural Operação Mogi Guaçu .RN Outorga Beberibe .CE Beberibe .PR PIE Fóssil Gás Natural Operação Pacatuba .CE Gouveia .Elétrica de Palmas Eólio-Elétrica São Gonçalo .CE Bom Jardim da Serra .AM Operação Florianópolis .CE Olinda .SC Operação Envira .SC PIE Fóssil Outorga Salvador .CE Operação Água Doce .BA PIE Biomassa Construção Júlio de Castilhos .RS PIE Biogás Gás Natural Construção Júlio de Castilhos .CE PIE Operação Pedra Preta .PR Biomassa Resíduos de Madeira 5000 Outorga Joaquim Nabuco .SC APE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE SP PIE PIE Operação São Gonçalo do Amarante .SP PIE Fóssil Gás Natural Operação Balsa Nova .000 54000 225 23400 28800 1000 2500 60000 1000 2500 225 49300 600 225 10000 5000 23700 14760 744 3609 9000 1000 Operação Carambeí .184 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Energética Santa Helena UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL Construção Operação Construção Construção Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Aracati .SP APE-COM Outorga Silves .SC Fernando de Noronha .Salvador 1 Engevix-Blu 1 Engº José Gelásio da Rocha Enguia Pecém Entidade Religiosa Envira Eólica Água Doce Eólica Ariós Eólica Canoa Quebrada Eólica de Bom Jardim Eólica de Fernando de Noronha Eólica de Prainha Eólica de Taíba Eólica Icaraizinho Eólica Olinda Eólica Paracuru Eólica Praias de Parajuru Eólica-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho Eólio .PE Aquiraz .MT PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Blumenau .CE PIE Fóssil Gás Natural Operação Jacareí .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 38040 8040 UTE Operação Nova Andradina .CE Amontada .MS APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 3200 3200 Energia Ambiental Energia Ambiental 2 Energy Green Energy Works Kaiser Jacareí Energy Works Kaiser Pacatuba EnergyWorks Corn Products Balsa EnergyWorks Corn Products Mogi Atlas de Energia Elétrica do Brasil Enersisa Engenheiro Bernardo Figueiredo Engenheiro Ernesto Jorge Dreher Engenheiro Henrique Kotzian Engevix .PE Paracuru .MG Palmas .PE PIE Biomassa Biogás 3775 0 5000 8592 5552 9199 30775 Outorga Joaquim Nabuco .SP PIE Fóssil Gás Natural 8592 5552 9119 30775 168800 1000 17000 13000 24438 3000 23700 14760 744 3609 9000 16200 10500 600 225 10000 5.PR São Gonçalo do Amarante .RS PIE Operação Pedreira .CE São Gonçalo do Amarante .

SP Cubatão .AM Operação Cosmópolis .RJ Operação Atalaia do Norte .MG Caucaia .GO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Espigão d´Oeste .SC COM Operação São Paulo .CCBS) Evangelista 998 Expresso Tiradentes .SP Palmas .RR SP Fóssil Óleo Diesel 281 281 58400 80000 324 975 4800 6970 22200 5040 900 32010 Equipav Equipav II Ericsson Telecomunicações Erna Heidrich Ernestina Ervália Esmeralda Esmeril Espigão Espora Estação Ana Neri Estação Clube Atlético Ypiranga Estação Pedro II Estação Rua do Grito Estampotec 264 581 16400 555 17000 Ester Ester Estirão do Equador Estivas Estreito Estreito (Luiz Carlos Barreto de Carvalho) 1050000 1000 9800 1400 108800 Estrela Eucatex Euclidelândia Euclides da Cunha Euzébio Rocha (Ex Cubatão .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 58400 UTE Operação Rorainópolis .SC São Paulo .SP Nova Lima .SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Promissão .SP APE Outorga São Paulo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Equador UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH PCH CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UHE UHE CGH UTE PCH UHE UTE CGH UTE PCH EOL PCH Operação Operação Operação Construção Outorga Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Construção Operação Arês .Terminal Mercado Municipal F 3792 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fábrica da Wobben Windpower no Pecém Anexo Fagundes 4800 4800 185 .RN Aguiarnópolis .SP Outorga São Paulo .SP Cantagalo .CE Areal .SP Operação Guarulhos .SP SP Operação Barracão .SP APE APE APE APE SP PIE PIE SP APE PIE SP PIE PIE COM APE APE PIE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Paulo .SP Passos Maia .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 80000 324 600 4960 6970 22200 5040 900 32000 67 67 67 62 264 581 46400 555 17000 1087000 1050000 1000 9800 1400 108890 249900 998 120 3972 600 Operação Promissão .RS SP Operação Taió .MG SP Operação Ernestina .SP APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Aporé .SP Operação Cosmópolis .RO COM Operação Patrocínio Paulista .RJ São José do Rio Pardo .RS PIE Operação Ervália .PR Salto .SP APE Outorga São Paulo .TO Rifaina .

5 450 16 180000 24 10.RS Outorga Grão Mogol .TO APE Operação Rio Verde .AM Cantá .MT PIE Operação Faxinal dos Guedes .RS Rio Claro .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 39400 4000 10000 2788 12 60 40 200 770 64 100 7.MT APE Operação Alta Floresta D’Oeste .AC Benjamin Constant .MT APE Operação Nova Lacerda .MG Operação São Desidério .SP Erval Seco .SC PIE Operação Mendonça .SP APE Fóssil Óleo Diesel 240 Outorga Abelardo Luz .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 1200 1200 Fapar Farmalab Faro Fartura Faxinal dos Guedes Faxinal II Faxinal l Atlas de Energia Elétrica do Brasil Fazenda Aquidauana Fazenda Cachoeira Fazenda Figueirão Fazenda Galera I Fazenda Galera IA Fazenda Jatobá Fazenda Jedai Fazenda Magna Mater Fazenda Maracanã Fazenda Nazaré Fazenda Nova Fazenda Pedra Negra Fazenda Riga Fazenda Santa Marta Fazenda Santa Sofia Fazenda Santana Fazenda São José Fazenda São Luiz Fazenda Tabua Feijó Feijoal Félix Pinto Fernando Gasparian (Ex-Nova Piratininga) Ferradura .MG Operação Varginha .BA APE APE PIE APE APE PIE APE PIE APE COM APE PIE SP SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Biomassa Resíduos de Madeira Operação Piatã .186 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Fany CGH UTE UTE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH CGH EOL CGH CGH UTE CGH PCH CGH CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Áurea .SC APE 900 900 240 954 39400 4000 10000 2788 12 UTE Operação Regente Feijó .RR São Paulo .MG Feijó .RO APE Outorga Formosa do Rio Preto .MG APE Óleo Diesel Operação Aripuanã .25 3600 94 9600 120 900 28 2584 284 600 386080 9200 120 900 28 2769 284 600 386080 9200 144 24 10 40 200 770 64 100 8 450 16 Operação Faro .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 700 Operação Santana de Parnaíba .RJ Rosário Oeste .MT Duas Barras .MG Operação Buritizeiro .GO APE Operação Nova Lacerda .MT APE Operação Aripuanã .RJ Buritizeiro .BA APE Operação Mateiros .MG Outorga Porto do Mangue .RN Operação Buritizeiro .BA não Ident Fóssil Operação Juiz de Fora .

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Ferrari UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UHE PCH PCH PCH EOL UHE PCH UHE PCH UTE UTE Outorga Outorga Construção Construção Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Operação Pinhão - PR Águas de Chapecó - SC Cruzeiro do Iguaçu - PR Clevelândia - PR Coronel Domingos Soares - PR Beberibe - CE Caçu - GO Cruz Machado - PR Juquitiba - SP Bom Jesus do Itabapoana - RJ Guapiaçu - SP Taboão da Serra - SP Outorga Arapoti - PR Operação Uberaba - MG Outorga Guanhães - MG Operação Porto Velho - RO Operação Caucaia - CE Operação Maximiliano de Almeida - RS SP PIE PIE PIE APE PIE SP PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE-COM SP APE APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Gás de Processo Fóssil Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Operação Formoso - MG SP Outorga Aveiro - PA SP Operação Piraí - RJ SP Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Fonte Boa - AM SP Fóssil Operação Flórida Paulista - SP PIE Biomassa Outorga Grão Mogol - MG APE-COM Biomassa Operação Manaus - AM PIE Fóssil Operação Paragominas - PA APE Biomassa Operação Flor do Sertão - SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Ponte Serrada - SC APE Construção Figueirópolis d’Oeste - MT PIE Outorga Alta Floresta d’Oeste PIE 1400 19.410 4800 16500 1250 14400 2520 55000 3550 131988 960 440 1118 346630 322 9000 24400 12000 1676000 855000 29072 29500 29800 25200 68400 8800 29500 4500 4944 400 Operação Figueira - PR SP Fóssil Carvão Mineral 160250

UTE

Operação

Pirassununga - SP

APE

Biomassa

Bagaço de Cana de Açúcar

41000

4000 20000 1400

Figueira

Figueira

Figueirópolis

Flor do Mato

4800 16500 1250 12.800

Flor do Sertão

Floraplac

Flores

Florevale

Flórida Paulista

15000 3550 130300

Fonte Boa

Fontes Nova

Fordlândia

Formoso

440 1000 346630 322

Forquilha

Fortaleza

Fortaleza do Abunã

Fortuna II

Fosfértil (Expansão do Complexo Industrial Uberaba)

24400

Foz da Anta

Governador Bento Munhoz da Rocha Neto (Foz do Areia)

1676000

Foz do Chapecó

Júlio de Mesquita Filho (Foz do Chopim)

29072

Foz do Curucaca

Foz do Estrela

Foz do Rio Choró

Foz do Rio Claro

Foz do Turvo

França

29520 4500 4944

Franca Amaral

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Frango Sertanejo

Anexo

Frascomar

187

188 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Frederico João Cerutti UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UHE PCH PCH UHE PCH UTE UHE UHE PCH PCH UHE UTE UHE PCH PCH PCH UTE UHE UTE CGH PCH UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Mariana - MG Nova Lima - MG Betim - MG Divinópolis - MG Ribeirão Preto - SP Caxias do Sul - RS Caxias do Sul - RS Paulínia - SP Assis - SP Confresa - MT Operação Jaguari - RS Operação Alpinópolis - MG Operação Santa Bárbara d’Oeste - SP Operação Itatiaia - RJ Operação Dores de Guanhães - MG Operação Ouro Preto - MG APE PIE SP APE SP PIE APE APE APE SP PIE COM PIE APE APE APE Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outros Gás de Processo Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ubatã - BA SP Operação Lavras - MG PIE Operação São José do Rio Preto - SP APE Fóssil Operação Foz do Jordão - PR PIE Óleo Diesel Operação Foz do Jordão - PR PIE Operação Mariana - MG APE Construção Caiana - MG PIE Operação Ibiúna - SP APE-COM Operação Tangará - SC APE Operação Cachoeiro de Itapemirim - ES SP Outorga Frutal - MG Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Fronteira - MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2600 15000 8736 160 36400 4500 10000 180.500 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 57220 14000 9000 540 1500 11500 144 4032 11500 144 2032 10080 120168 2475 1609 180000 30000 3600 22500 216000 3600 1216000 9800 6000 1440 9220 14000 9000 540 8736 160 36400 Outorga Pedras Grandes - SC APE Biomassa Biogás 42 2600 Operação Jundiaí - SP APE Fóssil Óleo Diesel 720 Outorga Barreirinha - AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 720

CGH

Operação

Seberi - RS

COM

1000

1000

Freguesia do Andirá

Frigor Hans

Frigorífico D talia

Fronteira

Frutal

Fruteiras

Fuganti

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Fumaça

Fumaça IV

Fumaça

Fundão

Fundão I

Funfarme

Funil

Funil

Funil

Funil

Funil

Furlan

Furnas

Furnas do Segredo

Furquim

G

Gabriel Passos

Gafanhoto

Galo Bravo

Galópolis

Galópolis

Galvani

Gama

Gameleira

Nome Correto no BIG

Tipo

Estágio

Município

Destino Energia Combustível

Classe Combustível

Potência Outorgada (kW)

Potência Fiscalizada

Garcia PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE EOL Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Construção Operação Construção Operação Muriaé - MG Goiandira - GO Goianésia - GO Aparecida de Goiânia - GO Goiatuba - GO Osasco - SP Duque de Caxias - RJ Itapecerica - MG São Paulo - SP Seara - SC Amparo - SP Gravatá - PE Gravatá - PE Operação Duque de Caxias - RJ Outorga Candeias - BA Outorga Candeias - BA Operação Rio Formoso - PE Operação São José da Laje - AL COM APE PIE PIE APE-COM APE PIE PIE PIE PIE APE PIE APE APE APE APE APE PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Combustível Gás Natural Operação Pedras de Fogo - PB PIE Outorga Nova Lima - MG APE Outorga Rio de Janeiro - RJ APE Fóssil Fóssil Biomassa Operação General Salgado - SP APE Biomassa Outorga Alegrete - RS PIE Biomassa Operação Petrópolis - RJ APE Fóssil Operação Gavião Peixoto - SP SP Gás Natural Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Gaúcha do Norte - MT SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Manaus - AM APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação São Paulo - SP APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Andradina - SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga São Francisco de Itabapoana - RJ PIE 28050 44000 27 27 1970 4800 1063 5000 3800 6000 996 30000 160 4500 143840 148000 5160 13800 27000 10300 140000 46520 972 1058300 528 2720 11 184 480 4250 Operação Campo Novo do Parecis - MT PIE 29300

PCH

Operação

Angelina - SC

SP

8600

8920 29300

Garganta da Jararaca

Gargaú

Gasa

44000 27

Gaseifamaz I

Gaseifamaz II

Gaúcha do Norte

1970 4800 1063

Gavião Peixoto

GE Celma Ltda.

GEEA Alegrete

Generalco

3800

Geração Própria de Energia Elétrica - GPEE

Gerador de Emergência

Giasa II

30000 160 4500

Gibóia

Gindaí

Global I

Global II

Globo

5160 11360

Glória

Goiandira

Goianésia

10300

Goiânia II

Goiasa

46520 972 1058300 528 2720

Goodyear - Divisão Spiraflex

Governador Leonel Brizola (Ex TermoRio)

Grafite

Grand Hyatt São Paulo

Granja Giombelli

Granja São José

184 480

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Gravatá

Anexo

Gravatá Fruitrade

189

190 Anexo
Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada

Grendene Fortaleza UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH UTE UHE UTE UTE CGH UTE CGH UHE UTE PCH CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Gurupá - PA Açailândia - MA Xanxerê - SC Palmital - SP Nova Friburgo - RJ Cubatão - SP Itacoatiara - AM Santa Maria do Herval - RS Capinzal - SC Jaci - SP Operação Operação Coruripe - AL Antônio Dias - MG Operação Santos Dumont - MG Operação Erval Seco - RS Operação Pontes Gestal - SP Operação Guaratuba - PR SP PIE SP PIE APE-COM APE PIE PIE APE-COM APE SP SP APE SP APE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Óleo Diesel Carvão Vegetal Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Colniza - MT SP Outorga São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Olímpia - SP PIE Operação Severínia - SP APE Biomassa Biomassa Operação Guaporé - RS COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Pontes e Lacerda - MT APE-COM / PIE Operação Guajará - AM SP Fóssil Operação São Paulo - SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Osasco - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Ribeirão Preto - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Prudente - SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Poços de Caldas - MG APE Fóssil Óleo Diesel 65 44 44 1296 464 1280 120000 667 9400 40.000 5800 1448 36000 12000 1760 5400 14312 140000 1690 10000 400 472 294 889000 7590 1520 387 900 1448 36000 12000 1760 4800 14312 140040 1603 10.000 400 472 294 889000 7590 1440 387 900 Operação Bauru - SP APE Fóssil Óleo Diesel 48 Operação Jaú - SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 768 Outorga Sobral - CE APE Fóssil Óleo Diesel 4500 768 48 65 44 44 1296 464 580 124200 667 9400 30000

UTE

Outorga

Fortaleza - CE

APE

Fóssil

Óleo Diesel

1500

Grendene Sobral

Grizzo

Grupamento de Navegação Aérea de Bauru

Grupamento de Navegação Aérea de Poços de Caldas

Grupamento de Navegação Aérea de Presidente Prudente

Grupamento de Navegação Aérea de Ribeirão Preto

Grupo Geradores Moore

Atlas de Energia Elétrica do Brasil

Guaianazes

Guajará

Guaporé

Guaporé

Guarani

Guarani - Cruz Alta

Guaraú

Guariba

Guaricana

Guariroba

Guarita

Guary

Guaxuma

Guilmam-Amorim

Gurupá

Gusa Nordeste

Hacker

Halotek

Hans

Henry Borden

Hermasa

Herval

Herval

Hevea-Tec

CE São Paulo .SP Entre-Ijuís .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Hidrossol UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Ibitinga .MG Maringá .SP Operação Nova Granada .SP APE PIE SP APE PIE PIE PIE APE APE / SP SP APE APE APE PIE APE APE SP PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Ultraviscoso Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Bonito .SP APE Fóssil Óleo Diesel 134 1444 1666 208 648 1280 564 88 40 2000 8850 1000 1172 12000 1310 7952.AM Outorga Iacanga .AM SP Operação Nova Odessa .CE Iguatu .MG Juatuba .SP APE Fóssil Óleo Diesel 252 252 1080 Hiperideal Honolulu Hospital Barra D’Or 1444 1666 208 648 1280 264 88 40 2000 8850 1000 1172 Hospital de Base Hospital Municipal Ipatinga Hospital São Francisco Hotel Hilton Morumbi Hotel Sofitel Hotel Tenda Hotel Vale do Jiquiriçá Hudtelfa I Humaitá Humaytá Hy-Line Iacanga Iauaretê 1310 7953 Ibirá Ibirama Ibitinga 131490 Ibituruna Ibrap 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1000 Igarapava Igarapé Iguatemi (Ex Santa Terezinha .RS Eugênio de Castro .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio de Janeiro .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação São José do Rio Preto .SC Operação Santa Rosa de Viterbo .SP APE Fóssil Operação São Paulo .RS Campos de Júlio .SC Conquista .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Outorga São Paulo .MT Outorga Ibirama .BA Fortaleza .MT APE Fóssil Óleo Diesel 1080 UTE Operação Marília .Iguatemi) Iguatemi Bahia Iguatemi Fortaleza Iguatu IGW/Service Energy Ijuizinho Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ijuizinho Anexo Ilha Comprida 191 .SP Operação São Gabriel da Cachoeira .BA APE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Marília .MG Urussanga .SP APE Fóssil Operação São Paulo .PR Salvador .PE COM Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Humaitá .SP APE Fóssil Operação Ribeirão Preto .SP APE Fóssil Fóssil Outorga Jiquiriça .SP Bom Sucesso .5 21000 131490 30000 480 210000 131000 3400 8316 4794 14760 2825 3600 1118 18700 Operação Cuiabá .SP APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Ipatinga .

000 29064 160 1450000 19890 9000 Outorga Imbé de Minas .MT PIE Operação Guarulhos .AM Vargem Bonita .000 27600 160 1450000 20.SP Aratiba .SP Operação Santo Antônio do Içá .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Chapecó .SC COM Operação Indiavaí .SP COM Fóssil Gás Natural Operação Araucária .RS Itacoatiara .AM Itacoatiara .MG Rio Verde .SP Iranduba .SP PIE Biomassa Operação Sorocaba .SC Berilo .SP APE Fóssil Operação Candelária .MG PIE 2332 7000 1120 28000 1000 1440 Operação Barbacena .MG APE 2560 Operação Ilha Solteira .PR APE Fóssil Gás Natural 7000 1120 28000 1000 1440 6000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 5000 14000 6082 10000 360000 30.AM Operação Mococa .AM Operação Ipixuna .SP APE Operação Ipatinga .192 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Ilha dos Pombos UHE PCH PCH UTE UTE PCH CGH UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UHE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Ipojuca .PE Iracemápolis .SP Operação Iperó .640 9000 496 120 40000 8000 40000 6000 844 2400 288 3025 2668 9200 14000 6082 9800 360000 30.MG PIE Operação Capela .MG SP 187169 187169 Ilha Solteira Ilhéus Imbé I Imcopa Inapel Indiavaí Índio Condá Atlas de Energia Elétrica do Brasil Indústrial Cerâmicos Inhapim Inject Indústria de Injetados Inj-Tamp Interlagos Iolando Leite Ipatinga Ipaussu Iperó Ipiranga Ipiranga Ipiranga Filial Descalvado Ipixuna Ipojuca Iracema Iranduba Irani Irapé Irara Isamu Ikeda Isolet Itá Itacoatiara Itacoatiara .SP SP 3444000 3444000 2560 UHE Operação Além Paraíba .SP APE APE-COM SP APE SP APE-COM APE SP APE PIE PIE SP APE PIE SP PIE Fóssil Biomassa Óleo Diesel Resíduos de Madeira Fóssil Óleo Diesel Operação Ipaussu .AM Operação Descalvado .SE PIE Biomassa Outros Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Operação Pereira Barreto .RS APE Fóssil Outorga Inhapim .TO Itu .MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Resíduos de Madeira Operação Rio Claro .GO Monte do Carmo .

MT Novo São Joaquim .MT Itaqui .RS Lages .BA SP Óleo Diesel Operação Itapagipe .MG PIE Biomassa Outorga Aperibé .4 3880 7000000 1200 2575 28000 Itaipava Itaipu (Parte Brasileira) Itaiquara Itamarati Itamarati Itaocara Itapagipe 6000 1479600 789 450000 Luiz Gonzaga (Itaparica) Itapeaçu Itapebi Itapebi Itapicuru 1440 2172 Itapiranga Itapissuma Itapocuzinho 480 Itapuru Itaquerê 512 72 112 4200 Itaquerê I Itaquerê II Itaqui Itararé Itatérmica Pernambuco Itatinga 15000 7300 512400 7300 6560 156060 Itaú Mooca Itaúba Itaúsa Itautinga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Itiquira (Casas de Forças I e II) Anexo Ituerê 4040 193 .AM SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Tapiratiba .PE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 47000 47000 Itaguaçu Itaguassu Agro Industrial 4450.SP PIE Operação Nossa Senhora do Socorro .SE APE Fóssil Óleo Diesel 4450.MT Rio Pomba .BA PIE Operação Itapebi .BA PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Urucurituba .PR PIE 9000 UTE Operação Lagoa do Itaenga .SP Novo São Joaquim .AM SP Fóssil Operação Glória .AM Operação Jaraguá do Sul .SP Pinhal Grande .MT APE-COM Biomassa Operação Itamarati .AM Operação Codó .PE Bertioga .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itaenga PCH UTE PCH UHE UTE UTE UTE UHE UTE UHE UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH CGH CGH UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UHE PCH Outorga Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Nova Europa .MG Outorga Beruri .SP APE Biomassa Operação Foz do Iguaçu .SC Outorga Fronteiras .PR SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa de Viterbo .SP Manaus .MA APE SP APE COM SP APE APE APE PIE PIE APE SP APE SP APE APE APE-COM APE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Biomassa Casca de Arroz Fóssil Óleo Diesel Outorga Itapebi .AM Itiquira .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olímpia .RS São Paulo .SC Goiana .4 3880 6300000 1200 2575 42501 195000 6000 1479600 789 450000 137600 1440 2172 4500 480 55 512 72 112 4200 9000 8700 15000 7300 512400 5475 6560 156000 4040 Outorga Boa Ventura de São Roque .SP São Paulo .PI Operação Itapiranga .

SP Sengés .MG Rifaina .RR SP Fóssil Fóssil Operação Bauru .RS Jacutinga .MG PIE Operação Manacapuru .SP APE Biomassa Operação Alta Floresta D’Oeste . L.SP Operação Jaciara .PA Construção Brotas . J.AM SP Operação Bonfim . Shayeb Jacamim Jacaré Jacaré Jacaré Pepira Jacareacanga Jacareí Jacarezinho Jaciara Jaci-Paraná Jacuí Jacuí Jacutinga Jaguara Jaguarari Jaguari Jaguari Jaguaricatu I Jaguaricatu II Jaguariúna .GO PIE 50000 56170 52000 700 24400 12480 24400 2600 280 1600 3800 600 10 440 UHE Operação Araporã .MG PIE Operação Descoberto .PR Sengés .MG SP 52000 Operação Votorantim .SP APE-COM Biomassa Operação Dobrada .MG PIE Operação Guarani .SP Jacareí .SP APE-COM 55000 Outorga Aporé .MT Operação Jacarezinho .SC SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Astolfo Dutra .RO Salto do Jacuí .SP Jaguarari .PR Construção Jacareí .MG PIE Operação Júlio de Castilhos .PR Jaguariúna .SP Operação Jacareacanga . Pilon J.BA Pedreira . G.194 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Itumbiara UHE UHE UHE CGH PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE CGH UHE UTE UHE UHE PCH PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .MG SP 2082000 2280000 Itumirim Itupararanga Itutinga Ivaí Ivan Botelho I (Ex-Ponte) Ivan Botelho II (Ex-Palestina) Ivan Botelho III (Ex-Triunfo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Ivo Silveira Izidrolândia J.SP APE Fóssil Operação Cerquilho .RO PIE Fóssil Operação Campos Novos .RS SP 768 24300 12400 24400 2500 280 1600 3800 600 10 440 10500 2600 1417 10500 4600 2800 2410 180000 350200 720 424000 101540 11800 27600 2200 2400 7902 720 424000 101540 11800 27600 1760 2400 4600 2800 2410 180000 1417 Operação Itutinga .SP PIE SP PIE APE APE-COM PIE SP PIE SP SP PIE SP SP APE APE PIE Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Fóssil Carvão Mineral Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Dores de Guanhães .RS Charqueadas .

SP Campo Belo do Sul .AC Capivari de Baixo .SC Capivari de Baixo .PB PIE Biomassa Outorga General Carneiro .AL São José do Rio Pardo .PR Juiz de Fora .RO PIE 20010 UTE Operação Goianésia .PA PIE Biomassa Operação Jardinópolis .RN Outorga Campos de Júlio .SP APE Biomassa Operação Nova Roma do Sul .RJ PIE 17280 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.PR APE Bagaço de Cana de Açúcar Operação General Carneiro .RO São Luís do Quitunde .RS PIE Bagaço de Cana de Açúcar Licor Negro Operação Manaus .AM PIE Fóssil Operação Japurá .MG APE Operação Jataí .MT Operação Vitória de Santo Antão .MG João Neiva .PR APE Outorga Santa Maria Madalena .MT Outorga São Desidério .SC Operação Alto do Rodrigues .Vale do Açú) 367920 3300000 27400 3500 Jirau Jitituba Santo Antônio João Baptista de Lima Figueiredo João Borges João de Deus 1548 100 João Franco João Neiva Joaquim Fernandes Luiz 951 8400 1550 254 232000 262000 363000 Joasal Jorda Flor Jordão Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jorge Lacerda I e II Jorge Lacerda III Anexo Jorge Lacerda IV 195 .PE Operação Indiavaí .SC Capivari de Baixo .000 3800 11000 121500 36200 22300 367920 3300000 27400 3500 19000 1548 100 3000 951 8400 1550 232 232000 262000 363000 Outorga Ariquemes .BA PIE APE-COM / PIE PIE PIE PIE SP PIE APE PIE APE-COM APE APE APE SP PIE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Carvão Mineral Carvão Mineral Carvão Mineral Outros Gás de Alto Forno Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Urucânia .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Santa Rita .SP Jordão .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jalles Machado PCH PCH CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE UTE PCH UTE UHE UTE PCH PCH PCH CGH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Porto Velho .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 50000 50000 Jamari Jambo Jangada I 696 1000 16800 180 83280 28000 8000 55000 30.SC Bom Despacho .000 Jangada II Japungu Japurá Jaraqui Jararaca Jardest Jari Celulose Jataí Jatiboca Jatobá Jauru 121500 36200 JB Jesuíta Jesus Soares Pereira (Ex .ES General Carneiro .MG Pilar do Sul .MG Poço Fundo .GO PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Almeirim .

MT Operação Juruá .BA São Félix do Xingu .MT PIE Óleo Diesel Outorga Barra do Bugres .BA COM Operação Juiz de Fora .6 4840 2650 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.AM Araraquara .82 97700 Operação Juazeiro do Norte .MG Ibiúna .SP Operação Rorainópolis .MT PIE Outorga Tangará da Serra .Araraquara Kaiser .MT APE Operação Barra do Bugres .PA Inácio Martins .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 6000 14760 42000 42000 Outorga Pelotas .PA Marília .RR SP APE SP SP SP PIE PIE APE PIE APE SP APE APE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Capela .RS PIE Biomassa Casca de Arroz 8000 UTE Operação Bauru .BA COM Biomassa Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Igrapiúna .SE APE Outorga Igrapiúna .SP Operação Juruena .MG PIE Fóssil Operação Juína .SP Operação Igarapava .82 97750 18000 7200 1690 432 3279 1600 1600 300 208 208 300 208 208 7200 1675 400 3279 1600 4840 2648 87048 144 400 1200 400 7200 1551200 1220 3826.AM SP Fóssil Outorga Barra do Bugres .SP Operação Cerqueira César .AM Operação Castilho .SP Tupã .SP Juruti .MT PIE Operação Barra do Bugres .ES SP Outorga Coari .PR Jutaí .196 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Jornal da Cidade UTE UTE UTE UHE UHE PCH PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UHE PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Rio Casca .Feira de Santana Karapanã Kawakami Kawakami Tupã .MT SP Gás Natural Operação Domingos Martins .SP APE Fóssil Óleo Diesel 142 142 Josapar Josapar Itaqui Juazeiro do Norte Juba I Juba II Juba IV Jubinha II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Jubinha III Juçara Jucu Juína Juiz de Fora Juliana I Juliana II Junco Novo Jundiá Junqueira Jupiá (Eng° Souza Dias) Juruá Juruena Jurumirim (Armando Avellanal Laydner) Jurumirim Jurupará Juruti Justus Jutaí Kaiser .CE PIE Fóssil Óleo Diesel 14760 Outorga Itaqui .MT APE 42000 42000 7480 15980 4080 429.SP Feira de Santana .

AP Nova Fátima .SP Lavrinhas .TO Monte Carmelo .SP Laranjal do Jari .GO COM Operação Cristalina .SP APE Fóssil Gás Natural 15045 242590 176000 480 6300 1800 680 28000 4950 3992 2000 64.RJ São Miguel Arcanjo .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Campo Grande .SC PIE Biomassa Operação Coromandel .MG Passa Quatro .MS PIE Fóssil Gás Natural Outorga Piracicaba .Matrix Lago Azul Lago Azul Lago do Beruri Lago Grande 26 Lagoa do Mato Lagoa Grande 25.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Klabin UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE UTE UTE EOL PCH CGH UHE PCH PCH CGH CGH UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação São José da Laje .PR PIE Biomassa Licor Negro 113250 113250 33745 Klabin Otacílio Costa (Ex Igaras) Klabin Piracicaba Klotz Campo Grande II Klotz Corumbá Kopenhagen Lábrea 6300 1776 680 28000 4950 3992 2000 Lageado Lages Lages Laginha .MG SP Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Operação Lajeado .AM SP Operação Ipameri .SC APE Biomassa Licor Negro 33745 UTE Operação Telêmaco Borba .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Barueri .8 26 3230 25.PR Linhares .ES Cabo de Santo Agostinho .TO Wanderlândia .600 200 902500 2070 Laje Luís Eduardo Magalhães (Lajeado) Lajes Lajinha Lamins Laranja Doce 720 8675 Laranjal do Jari Laranjinha Lasa 3200 5088 4480 332 Latasa Latasa Santa Cruz Lavrinha Lavrinhas Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lençóis 1680 Anexo Lençóis Paulista 21700 197 .CE Operação Caracaraí .AL PIE Biomassa Operação Lages .RR SP PIE PIE COM PIE SP PIE COM SP SP PIE APE APE-COM APE SP PIE SP APE Biomassa Licor Negro Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Outorga Beruri .SP Lençóis Paulista .600 200 902500 2060 1600 848 720 8675 3240 3200 5088 4480 332 30000 1680 25700 Operação Otacílio Costa .SP Macatuba .AL Miracema do Tocantins .SP APE Fóssil Óleo Diesel Outorga Corumbá .SP Operação Dianópolis .TO Construção Aracati .PE Rio de Janeiro .MG Martinópolis .TO SP Operação Lábrea .GO COM Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Operação União dos Palmares .

RS PIE Operação Ijuí . Reis Mac Loren Máquinas para Agricultura Macabu Macaco Branco Macaíba (Ex Termo Toalia) Macau Maceió Machadinho .RN Macau .SP Trajano de Morais .MS Operação Abelardo Luz .SP PIE PIE SP PIE PIE SP PIE APE APE APE SP SP PIE APE PIE APE-COM / SP Fóssil Gás Natural Biomassa Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Óleo Diesel Operação Calçoene .MG PIE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Outorga Xanxerê .RJ APE Operação Erval Seco .AM SP Fóssil Óleo Diesel 320 13500 19500 1000 50 2000 1380 612 650 60000 90000 720 35700 25500 948 30000 418.AM SP Fóssil Óleo Diesel 1425 Operação São José do Rio Pardo .198 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Limeira do Oeste UHE UTE CGH UTE PCH PCH CGH CGH PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH UTE EOL EOL UHE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Piracicaba .SP Macaíba .MT Outorga Lapa .SC APE-COM Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Clevelândia .MS PIE Outorga Lagoa da Prata .SP APE Biomassa Operação Itirapina .RJ Campinas .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Operação Teresópolis .RS APE Operação Itacoatiara .MG Operação Três Lagoas .RS Operação Itajubá .PR Operação Lucélia .SP PIE 32000 32000 1425 220 320 13500 UTE Operação Limeira do Oeste .RS APE Construção Dois Lajeados .MG PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 5000 5000 Limoeiro (Armando Salles de Oliveira) Limoeiro Limoeiro Lindóia Linha 3 Leste Linha Emília Linha Granja Velha Atlas de Energia Elétrica do Brasil Lito Mendes Lobo Londra Lontras Lontras Louis Dreyfus Lagoa da Prata Louis Dreyfus Rio Brilhante Lourenço Lucélia Lúcia Cherobim Luciara Ludesa Luiz Carlos Prestes (Ex-Três Lagoas) Luiz Dias Luiz Queiroz Lwarcel M.119 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 235800 1140000 1140000 948 30000 258319 1620 2880 4000 909 204 21000 2363 5680 1800 720 15700 1000 50 2000 1380 612 650 Outorga Canaã .RN Itapipoca .SC Operação Luciára .SP Lençóis Paulista .SC Garça .AP SP Outorga Rio Brilhante .CE Maximiliano de Almeida .SP Itajaí .MG COM 220 Operação Japurá .PR COM Operação Itaí .

MG PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacareí .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 8958 8958 Machadinho I Machado Mineiro 1720 120 2880 750 4000 36 320 Mactronic Eletrônica e Hidráulica Madame Denise (Cachoeira do Furado) Mãe Benta Mafrás Maici Mak de Jacareí Supermercado Malagone Maloca Araçá do Amajari 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.RO PIE 10500 UTE Operação Machadinho D’Oeste .AM Manaus .RO PIE Fóssil Operação Ibirama .RR Sítio D’Abadia .RR Amajari .SP APE Fóssil Operação Porto Velho .RR SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE SP SP PIE PIE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Normandia .GO Sítio D’Abadia .RR Operação Normandia .SP Operação Cantá .AM Gravatá .8 24 6 320 320 24 352 Maloca Boca da Mata Maloca da Bala Maloca da Raposa Maloca do Araçá Maloca do Manoá Maloca Flexal Maloca Guariba Maloca Malacacheta Maloca Moscow Maloca Santa Rosa Maloca São Marcos Maloca Trairão Maloca Três Corações Maloca Vista Alegre Mambaí Mambaí II Manacapuru 15550 2100 85380 Manaquiri Manauara Atlas de Energia Elétrica do Brasil Mandacaru Anexo Mandu 25000 25000 199 .GO APE Operação Taquaraçu de Minas .RR Pacaraima .RR SP Operação Pacaraima .PE Guaíra .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Águas Vermelhas .MG APE Operação Garça .RR Operação Bonfim .RR SP Operação Normandia .RR Operação Normandia .AM Manaquiri .RR SP Fóssil Construção Uberlândia .RR Boa Vista .GO Manacapuru .RR Boa Vista .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Operação Amajari .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Machadinho do Oeste PCH PCH UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH UTE UTE UTE EOL UTE Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Bonfim .RR Operação Amajari .RR Amajari .MG PIE 1720 120 2880 750 4000 36 320 19000 48 48 6 64 48 32 24 24 48 4.8 24 6 320 320 24 352 12000 15550 2100 85380 4250 Outorga Machadinho D’Oeste .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Niquelândia .

MG SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Marechal Thaumaturgo .SP Operação Juiz de Fora .RS PIE Outorga Amparo .MG Aimorés .MG Mataraca .MG Jaguaraçu .MG Carazinho .AC PIE Fóssil Óleo Diesel 1086 1169 210900 2050 46820 56.MG SP Óleo Diesel Outorga Domingos Martins .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2050 Operação Chapada dos Guimarães .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 46820 56.RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Maracaí .SP APE Fóssil Operação Teresina .MG Operação Curitibanos .8 168.AL PIE SP APE APE APE SP APE COM APE SP SP PIE APE PIE APE APE Outros Gás de Alto Forno Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Macaé . Macaé Merchant) Marituba Marmelos Marmelos III Marombas Marombas Martins Martins Goodyear Martinuv Marzagão Mascarenhas Mata Cobra Mata Velha Matadouro e Frigorífico Paladar Mataraca Matipó Mat-Prima .MG Divinópolis .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Outorga Maracanaú .SP Vilhena .RJ PIE Operação Fronteira .PI PIE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga São Gonçalo do Amarante .RS Cabeceira Grande .MT PIE / SP 210000 Operação Manoel Urbano .MG Operação Uberlândia .MG Operação Igreja Nova .RO Sabará .AM SP Fóssil Óleo Diesel 6450 6450 Manoel Urbano Manso Maraã Maracaí Maracanã Maracanaú Maracanaú II Atlas de Energia Elétrica do Brasil Marambaia Marchiori Marco Baldo Marechal Floriano Marechal Mascarenhas de Moraes (Ex-Peixoto) Marechal Thaumaturgo Marimbondo Mário Lago (Ex.AC PIE Fóssil Operação Ibiraci .PB Matipó .SC Operação Curitibanos .SC Operação Campos do Jordão .200 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Manicoré UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UHE UTE UTE PCH CGH CGH CGH PCH UTE CGH PCH UHE PCH PCH UTE EOL CGH UTE Operação Operação Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Operação Barueri .ES PIE Outorga Braga .000 73712 13120 352 15580 26100 476000 673 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 2023 180500 2880 24000 352 4500 416 1200 416 478000 565 1440000 922615 8500 4000 360 64 80 7700 541 920 923 180500 2880 13120 Operação Maraã .CE PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Normandia .8 UTE Operação Manicoré .

SP APE Outorga Raul Soares .SP Mogi Guaçu .MT Operação Mococa .SP Operação Campinas .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Manaus .SP Operação Dias d’Ávila .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Carvão Mineral Óleo Diesel Operação Maués .BA Mataraca .MG Camaçari .MG PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Preto .SP PIE Biomassa Operação Leopoldina .SP PIE PIE PIE Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .PR PIE 361000 552564 7350 1280 16400 153000 720 1000 10685 9660 3000 153.MS União da Vitória .AM SP Fóssil Óleo Diesel 2350 UTE Outorga Divinópolis .MS Orindiúva .MG APE Operação Corbélia .MT APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Óleo Diesel Operação Guararapes .PR Miraí .MG Varginha .MG Parintins .PE Campo Grande .AM SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Ortigueira .SP Campo Grande .SP APE APE APE APE APE APE APE PIE APE APE PIE SP APE SP Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Fóssil Biomassa Gás Natural Resíduos de Madeira Operação Tabaporã .PA SP Fóssil Outorga Santana .BA Operação Santa Rosa de Viterbo .AP PIE Fóssil Operação Morro Agudo .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Mat-Prima II UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH PCH PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE CGH UTE EOL UHE CGH UTE CGH UTE UTE PCH Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Ibaté .6 3750 1825 18000 360 96 192 80 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 7200 Operação Manicoré .MG APE Outros Gás de Alto Forno 1200 2350 Matupí Mauá Mauá (UTM-II) Blocos 1 a 4 552564 7350 1280 16400 Maués Maurício MB Meio do Mundo Melgaço 720 1000 8480 Melissa Mello Melo Viana Menu 3000 154 3750 1850 18000 360 96 192 Mercedes I e II Merck Mercocítrico Metalurgia Caraíba Metalúrgica Mococa Michelin Micro Central Hidrelétrica Major Microturgn Miguel Forte 16000 736 4781 10200 408000 100 372 252 206350 24000 Miguel Pereira Millennium Millennium Miranda MMCH Córrego da Cava Mocambo Moças Modular de Campo Grande (Willian Arjona) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Moema Anexo Mogi-Guaçu 7200 201 .PB Indianópolis .AM Jaqueira .PR SP Operação Melgaço .

CE Operação Arenópolis .AL Caucaia .RS APE 270 270 Moinho Monções Monjolinho Monjolinho Monjolo Monte Alegre Monte Alegre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Monte Alto Monte Belo Monte Claro Monte Cuco Monte Dourado Monte Pascoal Monte Serrat Monteiros Moreno Morillo Morro do Cruzeiro Morumbi Shopping Mosquitão Mosquito Motorola SP Moura Mourão I Moxotó (Apolônio Sales) MPX MRN UG II Muaná Muçungo Mucuri Mucuripe .GO Jaguariúna .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 22000 600 Outorga Barracão .PA PIE Fóssil Outorga Anta Gorda .SC Operação Guarulhos .GO Operação São Paulo .RJ PIE Operação Monte Alegre .SP APE APE COM APE PIE SP APE SP SP SP PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Operação Candeias .GO Carlos Chagas .MG PIE Construção Faxinalzinho .SP Barcelos .SP Operação São Ludgero .SP Operação Luís Antônio .RO PIE Operação Passos .MG PIE Outorga Eunápolis .RS PIE 13700 CGH Outorga Novo Tiradentes .PA Água Fria de Goiás .RS PIE 67000 15000 4225 18600 7360 4800 130000 30000 5475 137600 25000 680 5520 320 85 1450 30000 900 1342 240 8200 400000 700000 45800 1190 9990 22500 2400 2400 45800 1163 8200 400000 680 5520 320 85 1450 30000 340 1342 5475 7360 4800 130000 4563 Operação São Carlos .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Conceição do Mato Dentro .RS PIE Óleo Diesel Óleo Combustível Operação Bento Gonçalves .MG APE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Construção Simão Pereira .CE Oriximiná .RS PIE Operação Alta Floresta D’Oeste .BA PIE Fóssil Operação Almeirim .AM Campo Mourão .SP SP 600 Outorga Monções .MG APE Outorga Areal .MG Fortaleza .PR Delmiro Gouveia .PA Muaná .202 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Moinho PCH UTE CGH UHE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH UTE UTE PCH CGH UTE UTE CGH UTE PCH CGH UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH EOL Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Campos Belos .

MT Piraí .RO PIE Operação Vista Alegre do Alto .RR SP Fóssil Operação Piracicaba .MG PIE Operação Codajás .RJ Rio de Janeiro .PR Operação Botucatu .SP Operação Cubatão .SP Campinápolis .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Platina .MG São Paulo .MT Normandia .RO PIE Fóssil Operação Uiramutã .SP Pindamonhangaba .SP Operação Ipanema .ES APE Operação Almeirim .SP Operação Campina do Simão .SP Macaé .RJ Operação Araçatuba .RR Sebastianópolis do Sul .SP PIE Operação Normandia .SP Novo Mundo .SP Paulínia .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Muniz Freire .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Müller UTE UTE UTE UHE UTE UHE CGH UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE PCH UHE PCH UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Araraquara .MG SP PIE APE APE APE APE APE PIE SP PIE APE-COM APE COM SP APE APE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Outros Biomassa Enxofre Licor Negro Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Fóssil Gás de Processo Óleo Diesel Operação Teresina .SP APE Fóssil Óleo Diesel 972 972 2000 504 8000 25000 200 Müller Destilaria Mumbuca Munguba Muniz Freire Murituba Murta Museu da Água 386 72 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 Mutum Mutum Paraná Napoleão Nardini Nazaré Nazária Neblina Negro de Fumo Neiva Nerinha Nestlé Nestlé Araraquara Nestlé SJ Rio Pardo Nhandu Nilo Peçanha 378420 Ninho da Águia Nitro Química 12000 3200 1000 1220 Nobrecel Noidore Normândia Noroeste Paulista Norte 3898 868925 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Norte Fluminense Anexo Norte Shopping 3750 203 .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2000 UTE Operação Pirassununga .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 504 8000 25000 200 120000 386 65 332 72 21400 288 13120 6468 24400 900 400 725 600 725 13000 380030 13000 5000 3200 1000 1220 18000 3898 868925 3750 Operação Porto Ferreira .SP Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Coronel Murta .RR SP Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Operação Ji-Paraná .PI PIE Operação Porto Velho .SP São José do Rio Pardo .RJ Delfim Moreira .

PA Oeiras do Pará .AM Bocaiúva do Sul .RS SP SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Nova Olinda do Norte .MT Sapucaí-Mirim .MT SP Fóssil Óleo Diesel 3597 1111 32 4100 31200 1219 2683 32000 2502 15504 165000 6164 306 510000 3600 1403 4000 2760 3358 650 15000 9125 2300 652 73 24000 4443 834 9125 2300 652 73 24000 6053 1008 2760 3358 650 6164 306 510000 3600 6200 1219 2683 27872 2502 15504 Operação Buritama .MG APE 799 799 Nova América Nova Aurora Nova Avanhandava (Rui Barbosa) Nova Bandeirantes Nova Califórnia Nova Esperança Nova Fátima Atlas de Energia Elétrica do Brasil Nova Geração Nova Jaguariaíva Nova Maringá Nova Maurício Nova Monte Verde Nova Moreno Nova Olinda Nova Olinda do Norte Nova Palma Nova Ponte Nova Tamoio Nova Trento Novagerar Novo Airão Novo Aripuanã Novo Céu Novo Horizonte Novo Progresso Novo Remanso Novo Santo Antônio NR Nutepa Óbidos Oeiras do Pará .RO PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Nova Bandeirantes .SP APE Biomassa Fóssil Fóssil Operação Nova Monte Verde .GO PIE 21000 347400 3597 1111 32 Operação Tarumã .TO PIE Operação Monte Aprazível .SP PIE 347400 Construção Goiandira .AM Novo Aripuanã .RS Óbidos .SP Operação Nova Ponte .GO PIE Biomassa Construção Santa Rosa de Lima .PA Itacoatiara .MG APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Nova Maringá .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Porto Velho .MT SP Fóssil Operação Jaguariaíva .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 24000 24000 CGH Outorga Carvalhos .MT SP Fóssil Operação Leopoldina .AM Autazes .PA Outorga Nova Iguaçu .MG Operação Júlio de Castilhos .204 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Nossa Senhora de Lourdes UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE UTE UTE UTE UTE CGH UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE CGH UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Novo Airão .AM Novo Santo Antônio .MG Porto Alegre .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação Bonfim .AM SP Outorga Nova Olinda .PR Novo Progresso .SC PIE SP SP SP PIE SP SP SP APE SP PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Biogás Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araraquara .PR PIE Óleo Diesel Operação Jandaia .RJ Outorga Nova Trento .

SC Operação Espigão D’Oeste .PR PIE Operação Nova Campina .SP APE Fóssil Gás Natural Operação Araputanga .MG Penedo .BA Rio dos Cedros .RR Construção Barracão .RS PIE SP PIE SP APE PIE PIE PIE PIE APE APE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Jacarezinho .MT PIE Operação Normandia .GO PIE 33000 24 26000 1600 5475 5475 1150 1250 5070 22700 4500 44000 12000 2408 672 4080 3044 7800 1920 23000 292000 1200 3200 28000 4400 24165 27000 880 10300 Operação Oiapoque .RS Castro .MG Passa-Vinte .SP APE Operação Muriaé .AL Caxias do Sul .RJ APE Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação São Paulo .RS Mimoso de Goiás .SP APE Fóssil Operação São Paulo .MG Bom Jesus .PR Itapemirim .SC São Desidério .AP SP Fóssil Óleo Diesel 8250 UTE Operação São Paulo .MG PIE Fóssil Óleo Combustível Operação Oriximiná .RR SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Itajá .MG Poços de Caldas .SP APE Fóssil Óleo Diesel 4000 4000 8250 Oiapoque Olho D Água Olho D´agua 24 26000 1720 5474 5474 Ombreiras Operadora São Paulo Renaissance Optiglobe Rio Optiglobe São Paulo Organon Oriental 1250 8482 22700 4500 44000 Oriximiná Ormeo Junqueira Botelho (Ex-Cachoeira Encoberta) Orsa Ourinhos Ouro Pacaraima 2408 672 4080 2944 7800 1920 23000 Pacarana Paciência Pacífico Mascarenhas Padre Carlos (Ex.AL PIE Óleo Diesel Outorga São Paulo .ES Frei Inocêncio .PA PIE Fóssil Operação São José da Laje .GO Campo Erê .MG Santana do Riacho .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Oesp UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE UHE PCH UTE UTE PCH PCH PCH PCH PCH UHE PCH UTE PCH UTE PCH PCH CGH PCH UHE Operação Operação Outorga Operação Outorga Outorga Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Matias Barbosa .PCH Rolador) Paes Leme Pai Joaquim Pai Querê Paina II 1200 3200 Paineiras Paiol Paísa 4800 Palanquinho Palma Palma Sola 880 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Palmeiral Anexo Palmeiras 24400 24602 205 .MG Sacramento .RO Operação Pacaraima .SP APE Fóssil Operação Rio de Janeiro .

SP PIE 16000 85 4072 400 Outorga Palmeiras de Goiás .SP APE Operação Juiz de Fora .MT Cândido Mota .RJ PIE Operação Pará de Minas .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Caracaraí .MG APE Fóssil Operação Jaciara .MT Outorga Campinápolis .PR APE 85 Outorga Guará .RS Operação Brasília .MT Juara .MT APE-COM Biomassa Operação Itaí .PE APE-COM Fóssil Gás Natural 4072 550 28000 60 4200 3700 5000 200 30000 85000 2000 7700 21000 7000 31500 22300 29020 30000 997.MS PIE PIE SP PIE PIE SP COM SP SP SP PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Brotas .MT Careiro da Várzea .SP Outorga Cunha .PR Parintins .MT PIE Operação Belém .SP APE Biomassa Operação Januária .SP SP Fóssil Biomassa Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Paracambi .SP Operação Costa Rica .PA APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Cabo de Santo Agostinho .206 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Palmeiras UTE PCH CGH UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE PCH PCH PCH UHE UTE EOL EOL Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Juara .MG Campos de Júlio .MT Operação Piraju .CE Osório .6 984 280 4280 15400 1344 260000 29550 25600 50000 1344 260000 26550 25600 50000 4280 29020 29700 997.RR SP Fóssil Óleo Diesel Construção Barra do Bugres .SP Antonina .AM Gouveia .AM SP Fóssil Óleo Diesel 424 424 Palmeiras de Goiás Palmeiras Palmital do Meio Pamesa Pampa Pampeana Panacarica Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pandeiros Panorâmica Pantanal Pará de Minas Paracambi Paraibuna Paraibuna Paraíso Paraíso I Paraitinga Paranapanema Paranatinga I Paranatinga II Paranoá Paranorte Paranorte Parauá Paraúna Parecis Pari Governador Parigot de Souza (Capivari/Cachoeira) Parintins Parque Eólico de Beberibe Parque Eólico de Osório .GO PIE Fóssil Óleo Diesel 174300 UTE Operação Atalaia do Norte .AM Beberibe .6 984 29840 85000 2000 7700 21600 60 4200 3700 5000 200 Operação União da Vitória .DF Operação Campinápolis .MG APE Operação Paraibuna .

RS PIE 7562 4800 Parque Eólico do Horizonte Parque Eólico do Vigia Parque Eólico dos Índios 50000 Parque Eólico Elebrás Cidreira 1 Parque Eólico Elebrás Santa Vitória do Palmar 1 Parque Eólico Enacel Parque Eólico Giruá Parque Eólico Pinhal Parque Eólico Ponta do Mel Parque Eólico Sangradouro 50000 Parque Eólico Tainhas I Parque Eólico Xangri-lá II Passa Tempo 10000 600 3400 1332 30000 226000 158000 Passarão Passo de Ajuricaba Passo do Inferno Passo do Meio Passo Fundo Passo Real Passo São João Passos Maia Pastifício Santa Amália 1864 4160 Pau D’Alho Pau Ferro I Pau Sangue 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 Pauini Paulo Afonso I Paulo Afonso II Paulo Afonso III Atlas de Energia Elétrica do Brasil Paulo Afonso IV Anexo Paulo Mascarenhas 1000 207 .RS Passos Maia .600 1224 3018 180001 443000 794200 2462400 1000 Operação Água Doce .AL Delmiro Gouveia .RS PIE Construção Aracati .MS PIE Outorga Capão da Canoa .SC PIE 30000 50000 70000 126000 31500 11050 9350 50400 50000 15000 6000 10000 600 6200 1490 30000 220000 158000 77000 22200 1864 4160 102.SC APE-COM 4800 EOL Outorga Palmares do Sul .RS PIE Outorga Tramandaí .AL Rio Doce .RS Operação Bom Jesus .AM Delmiro Gouveia .AL Delmiro Gouveia .RS Operação São Francisco de Paula .RS Operação Ijuí .MG Ibirarema .RN PIE Outorga Palmares do Sul .PE Gameleira .RS Operação Boa Vista .PE Pauini .RS PIE Outorga Água Doce .MG Operação Entre Rios do Sul .SC Machado .CE PIE Outorga Santa Vitória do Palmar .SP Cabo de Santo Agostinho .RS PIE Operação Osório .RS PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga São Francisco de Paula .RS PIE Outorga Areia Branca .RS PIE Outorga Giruá .AL Delmiro Gouveia .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Parque Eólico de Palmares EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL EOL UTE UTE PCH PCH PCH UHE UHE UHE PCH UTE UTE UTE PCH UTE UHE UHE UHE UHE CGH Operação Construção Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Construção Operação Salto do Jacuí .RS Dezesseis de Novembro .RR SP SP SP PIE PIE SP SP PIE APE APE PIE PIE SP SP SP SP SP APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Rio Brilhante .RS PIE Operação Osório .

MG Juiz de Fora .SP APE Biomassa Biogás 2601 Pé de Serra Pecém Pederneiras Pedra Pedra do Cavalo Pedra do Garrafão Pedra do Sal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pedras Pedras Negras Pedrinho I Pedrosa Peixe Angical Peixoto Gonçalves Pequi Pereira Passos Perobálcool Pery Pesqueiro Peti Petribu Petroflex Petrolina Petrolina do Norte Petropolitana Pezzi PG2 Piabanha Piau Picada Picada 48 PIE .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 2400 Outorga Caucaia .RS Ribeirão Preto .RJ Operação Operação Jaguariaíva .RJ PIE Operação Cachoeira .PR APE SP PIE SP APE APE PIE SP APE PIE COM SP SP APE / PIE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Piraí .000 136200 80 1000 20000 288 9000 18012 50000 240 27800 288 9000 18012 50000 240 27800 99110 2400 4400 12440 9400 14500 25000 136200 80 1000 432 53 16200 2400 498750 1230 Operação Tietê .MT PIE Operação Neópolis .PI PIE Construção Campos dos Goytacazes .PR PIE Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Francisco do Guaporé .PE Duque de Caxias .BA SP 20007 160000 16500 17850 432 53 16200 2400 452000 1230 6000 99900 2400 4400 10960 9400 36.RS Ipameri .MG Operação Curitibanos .RJ SP Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Construção Jaciara .SC Operação Perobal .TO PIE Óleo Diesel Operação Cortês .500 15.MT APE 24.208 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada PCT Barueri Biogás CGH EOL UTE UHE UHE PCH EOL UTE UTE PCH UTE UHE UTE PCH UHE UTE PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE CGH PCH CGH PCH UHE UHE CGH UTE Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Petrolina .SE APE Fóssil Operação Peixe .MG Dois Irmãos .RJ Santos Dumont .CE PIE 31200 2400 20007 162000 Operação Água Boa .BA PIE Operação Jequié .RJ Bom Jesus .RR Petrópolis .SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Operação Lagoa do Itaenga .PE APE Biomassa Operação Boa Ventura de São Roque .RO PIE Fóssil Operação Barreirinha .RP .PE Caracaraí .PR São Gonçalo do Rio Abaixo .GO Areal .6 25 UTE Outorga Carapicuíba .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Parnaíba .

SP Macaparana .MG PIE 16000 CGH Operação Piedade .SP PIE 1300 2000 4500 13000 6800 10900 636 10000 350 230 42000 50000 20000 16000 1350 9000 70000 28400 528 18000 1444 25000 30000 15700 756 25024 10000 470000 4250 Construção Monte Alegre de Minas .BA SP Operação Pilar do Sul .SC COM Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Orleans .RS APE Operação Paulo Afonso .PR Operação Joinville .SP APE Outorga São Ludgero .RS Pirapora do Bom Jesus .MG SP Outorga Cruz Machado .PE Vitória de Santo Antão .RO SP Fóssil Óleo Diesel Outorga Rio Grande .SP PIE Operação Sud Mennucci .RJ Roque Gonzales .SP SP Operação Pimenta Bueno .PE Bom Sucesso .PE Belo Horizonte .GO Escada .SP APE 442 416 Piedade Pilar 1300 2000 Piloto Piloto de Rio Grande Pimenta Bueno 13000 6800 Pinhal Pinhalzinho Pinheirinho 636 Pinheiro Pinheiros I 350 230 42000 Pinheiros II Pioneiros Pioneiros II Pipoca Pira Piraí 780 9000 81000 Piraí Pirajú Piraju II Pirambeira 528 18000 1444 Piranhas Pirapama Pirapama Pirapetinga Pirapetinga Pirapó 756 Pirapora Piratini 10000 472000 Piratininga Atlas de Energia Elétrica do Brasil Pirauá Anexo Pissarrão 800 800 209 .SC COM Outorga Lages .MG Bom Jesus do Itabapoana .RS São Paulo .SP Operação Piraí do Sul .MG Operação Piraju .SC Outorga Ipira .PR PIE Operação Espírito Santo do Pinhal .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Piedade PCH PCH PCH EOL UTE PCH PCH CGH PCH CGH CGH UTE UTE PCH PCH PCH UTE UHE PCH CGH PCH PCH UTE PCH PCH CGH PCH UTE UTE EOL CGH Outorga Outorga Construção Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Piraju .MG Piranhas .SP Baependi .SP Piratini .SC PIE Operação Monte Santo de Minas .SC Outorga Caratinga .MG PIE PIE SP PIE APE-COM APE COM PIE APE PIE PIE PIE COM PIE PIE SP PIE COM Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Combustível Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Resíduos de Madeira Outorga Ilha Solteira .

SC Operação Simões Filho .210 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Pitangueiras CGH PCH UTE UHE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE PCH CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH PCH CGH PCH UHE CGH CGH CGH Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Cabo Frio .MS Itiquira .SC PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Aporé .MG Aporé .SP Fóssil Operação Bauru .PR SP 870 870 1.PA Operação São Bonifácio .GO PIE Operação General Carneiro .SC Operação São Bonifácio .AM APE 24960 18 2000 17000 16000 696 725 168 9160 576 23080 4000 1056 324 168 1000 883 1540 4000 85380 29000 12000 280 13000 176100 175 880 760 280 13000 176100 152 880 760 4000 1056 324 168 1000 883 1499 4000 85380 16000 696 725 168 9160 576 Outorga Pitangui .MG SP Operação São Paulo .RJ Manaus .Usina 1 Ponte Queimada .GO Ponte Alta do Bom Jesus .BA APE APE PIE APE PIE PIE PIE SP PIE PIE SP APE APE Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Óleo Combustível Operação Simões Filho .BA Operação Itapuí .TO São Gabriel do Oeste .MG Rio Casca .PR COM Biomassa Resíduos de Madeira Operação Bonfim .Usina 2 .MG Operação Ponta de Pedras .MG PIE Outros Gás de Alto Forno 4000 24960 18 2000 Operação Conceição do Pará .MT Manhuaçu .SP PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 25000 Pitangui Pitangui (Cachoeira Bento Lopes) Pitangui Pitinga Pium Pizzatto Planalto Atlas de Energia Elétrica do Brasil Plano Alto Plasnew Plasútil Pluritec Indústria e Comércio de Máquinas Poço Fundo Poções Polibrasil Globenergy Policam Polifrigor Poly Embalagens Poly II Poncho I Poncho II Ponta de Pedras Ponta do Costa Ponta Negra Pontal Pontal do Prata Ponte Alta Ponte Alta Ponte de Pedra Ponte do Silva Ponte Queimada .SP APE Fóssil Operação Faxinal dos Guedes .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Presidente Figueiredo .SP APE Outorga Prata .SP APE Fóssil Operação Pedreira .RJ Outorga Mauá .MG APE 1400 Operação Ponta Grossa .MG Urucânia .SP APE Operação Campos dos Goytacazes .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Gás Natural Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Poço Fundo .AM Ponte Nova .456 UTE Operação Pitangueiras .

RN Operação Macaíba .TO PIE Operação Açucena .4 320000 14.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Poquim UTE UTE UHE PCH UTE CGU UTE UHE PCH UHE UHE UHE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE UTE EOL EOL EOL UTE CGH CGH EOL PCH UTE CGH Outorga Construção Construção Operação Outorga Outorga Construção Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Poxoréo .120 66.AC Operação Oriximiná .MS SP Operação Salto .4 320000 28030 1050 50 5250 112000 30000 24800 1540000 28400 15300 448 15800 53.CE APE Ondas do mar Gás Natural Operação Porto de Moz .CE Prainha .SP SP Operação Porto Alegre do Norte .MG SP 1408 1408 3350 2406.MG APE-COM / PIE Operação São Gonçalo do Amarante .SP APE-COM Fóssil Fóssil Óleo Combustível Óleo Diesel Operação Anaurilândia .MT SP Fóssil Óleo Diesel 2406.PB Correntina .SC Operação Formiga .MG Nova Lacerda .BA Candiota .CE APE Fóssil Outorga São Gonçalo do Amarante .PI Acaraú .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Água Clara . B e C Anexo Prezzotto 1 211 .MG Construção Macaíba .CE Camocim .MS PIE Operação Guaíra .RS Xanxerê .SP Vila Velha .015 2566 50 5250 112000 Portel Porto Alegre do Norte Porto Colômbia Porto das Pedras Porto de Moz Porto do Pecém Porto do Pecém Porto Estrela Porto Franco Porto Góes 24800 1540000 28400 45800 496 Porto Primavera (Eng° Sérgio Motta) Porto Raso Porto Trombetas Porto Walter Posse Potiguar 52800 Potiguar III Pouso Alegre 352 1200 11960 Poxoréo (José Fragelli) PQU Praia da Costa Praia do Arrombado Praia do Morgado Praia Formosa Prainha 1202 163 1000 Pratinha Preformax Presidente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Presidente Goulart 8000 446000 300 Presidente Médici A.PA PIE Fóssil Óleo Diesel 2535 PCH Operação Itambacuri .MT Santo André .RN Outorga Petrópolis .SP SP Construção Dianópolis .ES Luís Correia .RJ Operação Porto Walter .PA Pratinha .PA APE PIE PIE PIE PIE APE SP APE APE PIE PIE PIE PIE COM APE PIE SP SP APE Fóssil Carvão Mineral Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Gás Natural Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapiraí .400 352 1200 11960 3646 23400 28800 104400 840 163 1000 4500 8000 796000 300 Operação Portel .MT Mataraca .

RS PIE Operação Ipuaçu .MG Construção Lavrinhas .SC PIE Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Itapuca .SP Wenceslau Braz .SP São Paulo .SP São Paulo . Portuguesa de Beneficência Rádio e Televisão Bandeirante Rafard Rancho Grande Rancho Queimado I Rasgão Razzo Record Rede Elétrica Piquete .SP APE Fóssil Operação Rancharia .GO PIE PIE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE PIE PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Bom Jesus .RS PIE Operação Ubarana .PE APE Biomassa Outorga Bom Jardim da Serra .SP Operação Cristalina .REPI Redonda .SP Coronel Domingos Soares .SP SP Óleo Diesel Operação Quatá .MT Pirapora do Bom Jesus .212 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Primavera PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH EOL UTE UTE UTE PCH UTE UHE PCH UHE PCH UTE PCH EOL UTE UTE UTE UTE PCH PCH UHE UTE UTE PCH EOL Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Outorga São Paulo .PR Santo Antônio do Leverger .SP APE Fóssil Operação Joaquim Nabuco .SC PIE Operação São Paulo .120 8120 Primavera do Rio Turvo Primavera Proceda Processamento de Fumo PROJAC Central Globo de Produção Promissão (Mário Lopes Leão) Pulador Atlas de Energia Elétrica do Brasil Púlpito Pumaty Qualifund Quatá Quatiara Quatro M Quebra Queixo Quebrada Funda Queimado Queluz Querência do Norte Quinquim Quintanilha Machado I Quirinópolis R.SP Rafard .RJ APE Fóssil Gás Natural Operação Rio Negro .MG Icapuí .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2494 Operação Pimenta Bueno .MT SP 8.SP PIE Operação Rio de Janeiro . A.RS PIE 30000 18200 2494 900 4950 264000 PCH Operação Poxoréo .CE Operação Quirinópolis .GO Outorga Arraial do Cabo .RJ Outorga Operação Querência . B.MT Conceição do Mato Dentro .SP São Paulo .RO PIE 18200 Outorga Ipê .Itajubá .PR APE Fóssil Óleo Diesel 900 4950 264000 6400 30000 8000 11 65000 2600 184 120000 16000 105000 30000 3626 14000 135000 80000 720 2040 50000 17700 5000 22000 725 3750 3340 300600 22000 725 3750 3340 2040 10200 135000 40000 3626 105000 8040 11 5000 2600 184 121500 Operação São Paulo .SP APE Biomassa Operação Itu .

SP Vilhena .SP APE Fóssil Operação Araucária .GO Operação Paulínia .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada REFAP UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE PCH PCH UHE CGH PCH UTE PCH PCH UTE CGH UTE CGH CGH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Outorga Operação Operação Operação Aracaju .RS APE-COM Fóssil Óleo Combustível 71900 48720 60500 63300 32000 30000 62500 24500 32000 1620 1000 6400 Refinaria de Paulínea .SP APE Fóssil Operação São Francisco do Conde .BA APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Gás de Refinaria Óleo Combustível Óleo Diesel Operação São José dos Campos .RJ APE Fóssil Gás de Refinaria 40800 32000 76000 62500 24500 69000 1620 1000 6400 10998 16000 82000 990 18000 12098 13.AC Condor .SC Rio Branco .PR APE-COM Fóssil Gás de Refinaria Operação Duque de Caxias .SP APE Fóssil Gás de Refinaria 60500 UTE Operação Canoas .MG Limeira .SP SP Óleo Combustível Operação Mogi das Cruzes .MG PIE APE PIE PIE APE COM SP APE APE PIE PIE APE Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Casca de Arroz Resíduos de Madeira Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Fóssil Gás Natural Construção Curvelo .AM APE SP SP PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Dianópolis .RO Três Barras .SP Ribeirão .SP Construção Aporé .PR APE Fóssil Operação Cubatão .RS Itacoatiara .REPLAN Refinaria Duque de caxias .SP PIE Outorga Arenópolis .GO Operação Bom Despacho .MT Pirenópolis .MG PIE Construção Guará .GO Caratinga .GO PIE Operação Manaus .MG Ribeirão Cascalheira .TO Operação Buritinópolis .SP APE Fóssil Gás de Refinaria Operação Araucária .PE Ribeirão Preto .AM APE Fóssil Operação Borborema .400 9300 360 180 2344 500 800 1200 14400 1360 2288 7500 45497 760 8000 Operação Paulínia .REDUC Refinaria Getúlio Vargas (REPAR) Refinaria Henrique Lages (REVAP) Refinaria Landulpho Alves (RLAM) Refinaria Presidente Bernardes .SE Baependi .RPBC Refinaria Presidente Getúlio Vargas Reichhold do Brasil Reinaldo Gonçalves Reman Rênic Retiro Retiro Baixo Retiro do Indaiá 990 Retiro Velho Rhodia Paulínia 12098 10100 9300 360 180 2344 500 800 1200 6400 Riachão (Ex-Santa Edwiges I) Riacho Preto Riachuelo Ribeirão Ribeirão Cascalheira Ribeirão do Inferno Ribeirão do Lage Ribeirão do Pinhal Ribeirão Ribeirão Shopping Rical 2288 7500 45497 760 Rigesa Rio Acre Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Alegre Anexo Rio Amazonas (Ex-Itacoatiara) 213 .

MG Santa Terezinha .SC Operação Erval Seco .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Alta Floresta D’Oeste .SC COM Outorga Caiapônia .SC Urussanga .SC SP Outorga Bom Jardim da Serra .RS Orleans .AC SP Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Branco .MT Comodoro .SC APE Gás Natural Outorga São Ludgero .SC Porto Velho .214 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Bonito CGH CGH CGH CGH CGH PCH UTE UTE CGH CGH CGH UTE PCH EOL CGH CGH UHE PCH CGH PCH CGH CGH CGH UTE CGH CGH PCH CGH PCH PCH PCH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga São Gotardo . Roque .RO Comodoro .GO COM 600 625 6900 18657 32750 960 318 370 4800 9280 30000 720 350 18060 1720 880 6850 1000 900 900 119350 465 809 1280 740 1500 1380 9000 1000 900 900 83000 809 465 997 740 1500 1380 9000 720 990 18060 1720 880 9280 Operação Boa Ventura de S.GO COM 997 997 346 910 600 625 7140 18607 31800 960 318 370 UHE Operação Santa Maria de Jetibá .SC APE SP SP APE PIE APE APE-COM Operação Videira .PR APE 910 Operação Boa Ventura de S.PR APE 346 Operação Caiapônia .MT Avaré .MG SP Outorga Rio de Janeiro .RJ APE Fóssil Operação Curitibanos .RO PIE Operação Tangará .RS Operação Prudentópolis .Specht Rio do Peixe (Casa de Força I e II) Rio dos Patos Rio Fortaleza Rio Fortuna Rio Funchal Rio Itaiozinho Rio Itaiozinho Rio Madeira Rio Margarida Rio Mazutti Rio Novo Rio Palmeira Rio Palmeiras I Rio Palmeiras II Rio Piracicaba .SC Santa Terezinha .SC COM Operação Rio Branco .MG SP APE APE SP SP PIE PIE APE Fóssil Óleo Diesel Construção Rio Fortuna .ES SP 16800 16800 Rio Bonito Rio Bonito I Rio Bonito I I Rio Bonito II Rio Bonito Rio Branco Rio Branco I Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rio Branco II Rio Chapéu Rio das Furnas Rio das Pedras Rio de Janeiro Refrescos Coca Cola Rio de Pedras Rio do Ouro Rio do Peixe Rio do Peixe . Roque .SP Operação Joaçaba .SC PIE Operação Itabirito .PR Operação São José do Rio Pardo .SC João Monlevade .SP Panambi .SC COM Outorga Rio Fortuna .

MT Operação Piracanjuba .RN PIE Operação Rio Doce .SC APE Operação Rio Preto da Eva .SP Iaras .SC PIE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Anápolis .SP Construção Arvoredo .MT APE-COM Operação Caxias do Sul .SC PIE Outorga Santo Antônio do Leste .SP Itararé .SP Salete .GO APE Fóssil Outorga Rio Verde .FAFEN Energia) Anexo Roncador 215 .MG APE COM PIE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE APE-COM PIE PIE COM Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Resíduos de Madeira Óleo Diesel Gás Natural Operação Rio do Fogo .SP Itapetininga .MT PIE 2135 2135 75 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 Rio Preto Rio Preto da Eva Rio Preto Rio São Marcos Rio Suspiro Rio Tigre Rio Timbó Rio Verdinho Rio Vermelho Rio Vermelho Ripasa 49630 140000 49300 768 4000 Risoleta Neves (Ex-Candonga) RN 15 .SC Operação Avaré .RO Camaçari .SC S. Francisco do Guaporé .BA Anchieta .SP Capão Bonito .RS PIE Operação Rio Negrinho .SC APE Operação Guatambú .MG PIE Operação Limeira .GO COM Óleo Diesel Operação Irineópolis .SP APE Outorga São Bento do Sul .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rio Prata CGH UTE CGH PCH CGH PCH PCH CGH UTE PCH UTE UHE EOL CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Itatinga .SC Outorga Novo Mundo .AM SP Fóssil Óleo Diesel 3200 360 2200 1000 2080 5080 901 369 2320 49630 140000 49300 768 4000 9000 14000 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Operação Matos Costa .GO Operação Manhuaçu .SC APE 75 PCH Operação Comodoro .Rio do Fogo Roça Grande Rochedo Rochedo Rodeio Bonito Rodovias Integradas do Oeste 1 144 92 144 92 92 92 136 92 92 92 3500 116 138020 1000 Rodovias Integradas do Oeste 10 Rodovias Integradas do Oeste 2 Rodovias Integradas do Oeste 3 Rodovias Integradas do Oeste 4 Rodovias Integradas do Oeste 5 Rodovias Integradas do Oeste 6 Rodovias Integradas do Oeste 7 Rodovias Integradas do Oeste 8 Rodovias Integradas do Oeste 9 Rohden Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rolim de Moura do Guaporé Rômulo Almeida Unidade I (EX: Usina de Cogeração Camaçari .SP Operação Quadra .SP Tatuí .SP Sarapuí .SP Taquarivaí .

RN Cabo Frio .MT APE Operação Rondonópolis .SP Fóssil Biomassa Outros Fóssil Operação Candeias do Jamari .RO Salesópolis .RO PIE Biomassa Resíduos de Madeira 20000 26600 874 2600 55000 369200 4800 1632 4500 4.SC Valparaíso de Goiás .AL Galinhos .MG Operação Operação Brasnorte .RR PIE Fóssil Operação Diamante do Norte .Unisinos Sá Carvalho Sacaí Sacre 2 Safi Sagrado Coração de Jesus Saia Velha Saldanha Salesópolis Salgueiro Sali Salina Diamante Branco Salinas Perynas Salitre Saltinho Salto .RS APE SP SP PIE APE APE SP PIE PIE PIE APE PIE APE-COM APE COM APE Fóssil Gás Natural Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Outorga Prudente de Morais .216 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Rondolândia PCH UHE UTE PCH PCH UTE UHE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE CGH CGH PCH PCH PCH UTE EOL UTE CGH CGH PCH Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Operação Ponte Serrada .SP Itu .RO COM Fóssil Operação São João da Baliza .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Paranatinga .RR Operação Antônio Dias .RO COM Fóssil Operação Porto Velho .RJ SP Operação Rorainópolis .RO SP 73500 Construção Campos de Júlio .MG APE Operação Paraíso .MS Operação Rorainópolis .MG Outorga São Leopoldo .2 800 4240 9900 78000 48 30000 2920 199 360 5280 Construção Pimenta Bueno .RJ Buritizeiro .MT SP Fóssil Óleo Diesel 1598 1598 Rondon Rondon II Rondon II Rondonópolis Ronuro Rorainópolis Rosal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Rosana Rovema Rovema Bandeirantes Rovema Colorado do Oeste Rovema-Triunfo Royal Palm Plaza Ruette RVR S. .340 1800 28000 Construção Pimenta Bueno . A.SP Rio Largo .PR PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás Natural Operação Bom Jesus do Itabapoana . V.MT PIE 26600 1040 2600 55000 372000 4800 1632 4500 4340 1800 28000 1200 4600 78000 48 30000 2920 199 360 4800 2000 27000 9900 200000 3000 7.2 800 4240 7.RO COM Fóssil Operação Colorado do Oeste .MT Nova Alvorada do Sul .MG Muitos Capões .SP PIE Operação Campinas .GO Alta Floresta D’Oeste .RS Ouro Preto .MT PIE 13000 UTE Operação Rondolândia .

SP APE-COM Outorga Candói .GO Campinas .MG Xanxerê .500 7342 Salto Claudelino Salto Corgão Salto Cristo Rei (0.SC Timbó .PR PIE 4200 PCH Operação Blumenau .SC APE Operação Nova Lacerda .MG General Carneiro .PR APE Operação Novo Progresso .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto (Salto Weissbach) PCH PCH PCH PCH UHE PCH PCH CGH PCH PCH PCH PCH PCH CGH UHE CGH PCH PCH PCH PCH UHE CGH CGH CGH PCH PCH UHE PCH UHE UHE CGH Operação Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Construção Operação Operação Jeceaba .PR PIE Operação Guarapuava .GO Taió .PR Braúnas .SP Operação Campos Novos .SC SP 6280 6280 Salto Bandeirantes Salto Belo 3600 Salto Buriti Salto Cafesoca Governador José Richa (Salto Caxias) 1240000 2300 27000 960 22.PR SP Outorga Oiapoque .SC Putinga .40 MW geração mecânica) Salto Curuá Salto Curucaca Salto Curucaca II Salto da Barra 2000 Salto das Flores Salto de Alemoa 828 36870 280 1344 1656 2460 1800 Salto do Iporanga Salto do Jardim Salto do Leão Salto do Lobo Salto do Paraopeba Salto do Passo Velho Salto do Rio Verdinho Salto do Taió 412 280 940 1880 6124 Salto do Timbó Salto do Vau Salto Donner I Salto Forqueta Salto Salto Grande 4550 70000 102000 160 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Grande (Lucas Nogueira Garcez) Salto Grande Anexo Salto Lili 217 .SC Caçu .PR Operação Juquiá .PR Outorga Paraíso .PR Operação Botucatu .RS Caçu .MT COM Operação Clevelândia .MT SP 4000 10000 7500 1240000 2400 27000 960 30000 7342 29700 2000 6700 828 36870 280 1344 1616 2460 1800 93000 412 280 940 1907 6080 108000 4550 73760 102000 160 Outorga Santa Fé .PA PIE Operação Novo São Joaquim .PR Doutor Pedrinho .PA PIE Operação Ponte Serrada .SC Cruz Machado .PR APE Operação Capitão Leônidas Marques .SC Operação Porto Vitória .SP Operação Coronel Vivida .SP Cambará .AP PIE Construção Novo Progresso .96 MW geração elétrica e 1.SC PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE APE APE SP PIE APE PIE SP PIE SP APE Operação Itapeva .

SC PIE Operação Quedas do Iguaçu .RR Operação Salvaterra .218 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Salto Mauá UHE PCH PCH PCH UHE UHE CGH CGH PCH UHE PCH CGH PCH EOL PCH PCH UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE CGH CGH PCH UHE UTE UTE UTE CGH Operação Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Cerquilho .SP Operação Xanxerê .RO Miraí .PR APE 23859 23859 Assis Chateaubrind (Salto Mimoso) Salto Morais Salto Salto Natal Salto Osório Salto Pilão Salto Pintado Atlas de Energia Elétrica do Brasil Salto Quatis Salto Rio Branco Salto Santiago Salto Santo Antônio Salto São Luiz Salto São Pedro Salto Salto Três de Maio Salto Voltão Salvador Arena Salvaterra Samaúma Sams Club São José dos Campos Samuel San Juan Santa Adélia Santa Adélia Santa Alice Santa Ana Santa Branca Santa Branca Santa Cândida Santa Catarina Santa Cecília .PR PIE Operação Campo Mourão .PR APE Outorga Rancho Queimado .PR APE Operação Água Doce .MS SP 29500 29500 2394 19000 15120 1078000 PCH Operação Telêmaco Borba .SC COM Construção Apiúna .SC PIE Operação Pinhão .PR PIE Operação Imbituva .SP Santa Branca .SP Jaboticabal .SP Porto Velho .SC PIE APE PIE SP APE SP APE-COM PIE COM SP PIE SP PIE PIE PIE APE Fóssil Biomassa Fóssil Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Novo Progresso .PA Operação São Bernardo do Campo .MT PIE 19000 Operação Ituiutaba .RO Operação São José dos Campos .SP São José do Rio Pardo .SP Angelina .SC COM Operação Porto União .PR APE Operação Chopinzinho .SC APE Operação Saudade do Iguaçu .SP Boituva .MG Operação Porto Velho .SP Operação Rorainópolis .SP Bocaina .PA PIE Outorga Água Doce .MG SP 2394 Operação Ribas do Rio Pardo .PR PIE 16000 1078000 182300 736 850 2400 1420000 1736 323 760 30000 15000 8200 800 2258 24 640 216000 3600 42000 1000 624 6304 56050 1112480 29000 53 424 29000 53 424 8200 800 2633 24 640 216750 3600 42000 1000 624 6304 56050 736 850 2400 1420000 1736 323 3472 Operação Indiavaí .SC Jacareí .

RJ Itiquira .SP Operação Sertãozinho .SP Santa Isabel do Rio Negro .SP Construção Buritinópolis .ES Comendador Levy Gasparian .GO Ibirarema .SP Ananás .MT Operação Nova Europa .MT SP Fóssil Operação Santa Cruz do Arari .PA SP Fóssil Outorga Monte Negro .8 Santa Cruz do Xingu Santa Cruz Santa Cruz 1400 766000 364 13000 Santa Cruz Santa Cruz Santa Edwiges II Santa Edwiges III Santa Elisa .Unidade II Santa Fé Santa Fé Santa Fé I 30000 Santa Gabriela Santa Helena 2240 4400 1200 Santa Helena Açúcar e Álcool Santa Hermínia Santa Inês Santa Isabel Santa Izabel 6000 1454 15000 5000 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Izabel do Rio Negro Santa Laura Anexo Santa Lúcia 219 .BA APE Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guaranésia .GO Operação Buritinópolis .600 58000 4000 9400 29000 30000 24000 2240 4400 1200 1575 1087000 46000 1454 15000 5000 Operação Mucuri .SE SP PIE PIE PIE APE APE PIE PIE PIE APE APE APE PIE PIE APE SP PIE PIE Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio de Janeiro .TO Novo Horizonte .SP PIE Biomassa Operação Barreiras .SP Santa Helena de Goiás .PR PIE Operação Candói .MT Votorantim .PR PIE 3600 120168 302 768 3970 61400 17010 720 1000.RO PIE Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Américo Brasiliense .Unidade I 58000 4000 6400 Santa Elisa .MG APE Operação Jaboticabal .8 14000 1500 1000000 550 13000 11.GO Operação Estância .SC Sapezal .RJ SP 34960 34960 60000 3600 120168 302 768 3970 36400 Santa Clara Santa Clara I Santa Clara Santa Clara Santa Cleonice Santa Cruz Santa Cruz AB (Ex-Ometto) Santa Cruz de Monte Negro Santa Cruz do Arari 720 1000.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Cecília (Elevatória) UHE PCH UHE UTE CGH PCH UTE PCH UTE UTE PCH PCH UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH PCH PCH PCH UTE UTE PCH UHE UTE UTE PCH PCH Construção Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Construção Alegre .PR APE Fóssil Gás Natural Outorga Santa Maria do Suaçuí .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Candói .SP Operação Sertãozinho .BA PIE 60000 UHE Operação Barra do Piraí .SP São João da Boa Vista .MG PIE Operação São José do Xingu .AM Faxinal dos Guedes .RJ SP Operação Rio Branco do Sul .

SC PIE Operação Francisco Sá .PA SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Outorga Guarapuava .ES SP Operação Caracaraí .MG Paranacity .SP Santa Terezinha .RJ Operação Santa Rita do Passa Quatro .220 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santa Lúcia II UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE CGH EOL PCH EOL PCH UTE CGH UTE PCH PCH PCH CGH PCH UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Construção Outorga Operação Operação Bom Jardim .RO APE Outorga Ipuaçu .SC Boituva .PE PIE Operação Colatina .SC Santa Rosa de Lima .RJ Três de Maio .SP Outorga Cavalcante .400 640 252 17300 30000 1528 940 6500 2760 10200 588 1500 50500 1000 36500 2760 10200 588 1500 50500 1000 6500 30000 1400 940 5200 640 252 1000 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 Operação Centralina .RS Abelardo Luz .PE Amparo .SP APE Biomassa Operação Santa Maria das Barreiras .PR APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Itapeva .SP Goiana .MG SP Outorga Gravatá .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6000 Operação Araras .MG SP 704 Operação Motuca .MT Tapejara .MG Operação Santa Rosa do Purus .SP APE-COM Operação Alta Floresta D’Oeste .PR Borda da Mata .PR SP Fóssil Operação Lençóis Paulista .MT PIE 7600 7600 Santa Lúcia Santa Luiza Santa Luzia Santa Luzia Alto Santa Luzia D’Oeste Santa Maria Santa Maria Atlas de Energia Elétrica do Brasil Santa Maria das Barreiras Santa Maria de Lençóis Santa Maria do Boiaçú Santa Maria do Xeruini Santa Maria Santa Maria Santa Marta Santa Marta Santa Mônica Santa Rita Santa Rosa Santa Rosa do Purús Santa Rosa I Santa Rosa II Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Rosa Santa Teresa Santa Tereza Santa Terezinha Santa Terezinha (Tapejara) Santa Terezinha Santa Terezinha Paranacity .SC PIE 28500 3000 3000 6400 1112 3040 320 24 420 4250 1000 46531 30000 6.SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4400 4400 6000 704 PCH Operação Sapezal .GO PIE APE APE PIE PIE PIE SP APE APE APE PIE APE SP PIE APE PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Laguna .PR Outorga Belmiro Braga .RR SP Fóssil Operação Paranacity .AC Operação Valença .

SP São Domingos .RS Operação Piranguçu .MG PIE Biomassa Operação São Carlos .SC Catanduva .MT São Domingos .4 6820 15000 12500 334 6800 12000 2400 24300 48000 180 12000 2102 320 10 12000 Operação Santana do Araguaia .SP SP Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jacuí .PA SP Fóssil Óleo Diesel 4500 UTE Operação Santana .MT PIE Outorga São Sebastião do Uatumã .GO Torixoréu .RR Caracaraí .GO PIE Óleo Diesel Operação Piracicaba .SP APE Biomassa Operação Pirajuba .RO Operação São Borja .RJ PIE Operação Santo Antônio do Içá .SP PIE APE SP PIE PIE PIE APE SP SP PIE PIE APE PIE SP SP SP PIE PIE Fóssil Óleo Diesel Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Biomassa Fóssil Biomassa Casca de Arroz Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Bom Jardim da Serra .MT Bonfim .RO PIE Outorga Bom Jardim .RS PIE Outorga Porto Velho .RS Operação Barracão .AP SP Fóssil Óleo Diesel 178100 178100 7345 Santana do Araguaia Santana do Uatumã Santana I Santana 500 4320 11500 1160 Santana Santo Ângelo Santo Antônio Santo Antônio do Caiapó Santo Antônio do Içá 2182 Santo Antônio Santo Antônio Santo Antônio 4500 Santo Antônio Santo Antônio 23000 622 6820 15000 12500 334 6800 14336 2400 São Bento São Bernardo São Bernardo São Borja São Carlos São Carlos São Domingos São Domingos (torixoréo) São Domingos II São Domingos São Domingos 180 12000 2102 320 10 São Domingos São Félix do Araguaia São Francisco São Francisco do Baixo Rio Branco Atlas de Energia Elétrica do Brasil São Francisco Anexo São Francisco 5926 5926 221 .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 11300 650 4320 32000 1160 21000 2182 8000 3150400 4500 1930 23000 622.MG APE Outorga Nortelândia .RO Jaboticabal .MG Operação Catalão .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .GO Operação Sertãozinho .SC PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Santa Rosa .GO Água Clara .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Santana UTE UTE PCH CGH PCH UTE UTE PCH UTE PCH UHE PCH EOL UTE CGH PCH PCH UTE UTE UTE UHE PCH PCH UHE CGH UTE UTE UTE UTE PCH UTE Construção Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Porto Velho .SP São Félix do Araguaia .MS Porto União .PR São Francisco do Guaporé .RR Ouro Verde do Oeste .

SP PIE Biomassa Biogás Operação Araras .SP Novo Horizonte .RS São Miguel Arcanjo .AM SP Fóssil Óleo Diesel 5850 Operação Elias Fausto .PR Construção São João da Boa Vista .222 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Francisco UTE UTE PCH UTE PCH UTE UTE UTE UTE PCH CGH CGH PCH PCH UHE PCH PCH PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UHE CGH UTE CGH PCH Operação Operação Construção Operação Operação Operação Construção Operação Operação Operação Operação Colina .SP São José do Rio Claro .MG PIE 13000 20000 Operação São Gabriel da Cachoeira .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 6738 6738 São Francisco São Gabriel da Cachoeira São Gonçalo (Ex-Santa Bárbara) São Jerônimo São Jerônimo São João São João Biogás Atlas de Energia Elétrica do Brasil São João da Baliza São João da Boa Vista São João São João I São João II São João São João São João São Joaquim São Joaquim São Joaquim São Jorge São José São José Colina São José da Estiva São José do Rio Claro São José do Xingu São José Macatuba São José São José São José São José São José São José . Operação São Jerônimo .MS SP Operação Castelo .SP PIE Biomassa Operação São João da Baliza .MT Macatuba .PR PIE Outorga Prudentópolis .PR PIE Brascan Energética S/A.PE Rolador .RR SP Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Paulo .ES PIE Operação São João da Boa Vista .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 28000 4200 5850 UTE Operação Sertãozinho .SP Operação Alfredo Chaves .SP Operação Manaus .MG APE Operação Ponta Porã .SP Igarassu .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Guarapuava .RS SP Fóssil Carvão Mineral 20000 15000 12000 24640 1000 70000 25000 664 600 3200 21000 60000 8050 21000 3000 2300 41600 25000 19500 7560 1752 74805 25520 51000 788 2400 780 4000 788 2400 656 2344 32.000 25000 19500 7560 1752 24805 25520 8050 21000 12000 21560 1000 7000 25000 664 600 3200 Outorga São Gonçalo do Rio Abaixo .MT São José do Xingu .SP Rio das Pedras .ES Operação Guará .AM Operação Ponta Grossa .SP São João da Boa Vista .SP Itapeva .PR PIE Operação Itaú de Minas .MS SP Operação Ponta Porã .SP SP PIE PIE SP PIE PIE PIE SP SP PIE PIE PIE SP APE APE-COM PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Honório Serpa .

SC SP 504 UTE Outorga Jaíba .MG PIE 8000 8000 504 São Lourenço São Lourenço (Ex-Zé Fernando) São Luiz 1800 10000 4400 19000 São Luiz São Manoel São Martinho São Maurício São Miguel 115 São Paulo São Paulo de Olivença 3080 São Paulo do Pimenta Bueno São Pedro 1500 São Pedro São Salvador São Sebastião 98 1008 São Sebastião da Boa Vista São Sebastião do Alto São Sebastião do Uatumã 2334 680 São Sebastião São Sebastião São Sebastião São Simão 1710000 São Simão São Tadeu I São Tomé 4000 São Valentim São Valentim Sapezal 8130 680 Sapezal Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sapezal Anexo Sargel 1296 1296 223 .SP Nova Trento .000 3080 14000 2160 30000 241000 98 1050 13200 2334 12000 17200 3230 1710000 27000 18000 4000 1450 2210 8130 680 16000 Operação Mafra .PA PIE Fóssil Construção Rio Fortuna .RJ Nova Trento .MT Mococa .TO PIE PIE PIE PIE SP SP PIE PIE SP PIE PIE APE PIE PIE SP COM PIE APE Fóssil Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Óleo Diesel Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Construção Domingos Martins .SP PIE Biomassa Operação São Manuel .MT Sapezal .PR Santa Rita do Passa Quatro .SC Santa Vitória .MG Operação Outorga São Sebastião do Alto .MT Campos de Júlio .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Ponte Serrada .SC Sapezal .SP PIE Outorga Pimenta Bueno .MT PIE 29100 1800 70400 4400 19000 2500 115 16.ES Santo Antônio do Leverger .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada São Judas Tadeu CGH PCH PCH UTE UTE UTE PCH UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE UTE UTE PCH UTE PCH PCH PCH UHE PCH PCH UTE PCH PCH UTE CGH PCH UTE Construção Construção Operação Construção Outorga Operação Operação Construção Operação Operação Outorga Outorga Areal .ES PIE Operação Itu .RJ São Sebastião do Uatumã .AM Operação São Sebastião da Boa Vista .RO PIE Operação São Paulo de Olivença .RS PIE Óleo Diesel Operação Almeirim .SC APE Construção Juscimeira .PA Operação Porto Velho .RO Construção Paranã .SC PIE Óleo Diesel Operação Pradópolis .AM SP Fóssil Outorga Guaporé .SP APE Biomassa Operação Pirassununga .MG Alegre .MT São Tomé .SP Operação Arceburgo .

AP PIE APE-COM SP SP APE APE-COM APE PIE APE APE APE APE APE APE APE APE Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Gás Natural Gás Natural Fóssil Gás Natural Construção Catalão .GO SP Operação Teotônio Vilela .224 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Scardoelli CGH UTE UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UHE CGH UHE UTE UTE UTE UTE UTE UHE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Juquiá .SC COM 830 830 Sede Sede Central do CRC-SP Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) Segredo Seival Sena Madureira Senador Arnon Afonso Farias de Mello (Floresta) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Senador Jonas Pinheiro (Caeté) Senhora do Porto Sepé Tiaraju (Ex-Canoas) Sepetiba Seresta Serra da Mesa Serra do Espelho Serra do Facão Serra do Navio Serra Grande Serra Grande II Serra Nova Dourada Serrana Serraria Sesc Senac-Cass Sete Quedas Alta Sguário Itapeva Shopping Center Caruaru Shopping Center Grande Rio Shopping Center Iguatemi Belém Shopping Center Iguatemi Porto Alegre Shopping Interlagos Shopping Recife Shopping Taboão .MG PIE Gás Natural Carvão Mineral Bagaço de Cana de Açúcar Operação S.RJ Juscimeira .PE COM Operação Cavalcante .PA Porto Alegre .AL PIE Biomassa Outorga Itaguaí .SP APE Fóssil Óleo Diesel 688 Operação Ijuí .MT PIE Operação Boa Vista .MT Operação Cantá .RJ PIE Fóssil Operação Canoas .RJ Belém .RS SP 500 500 688 1260000 CGH Outorga Urubici .AL Operação Serra do Navio .SP Recife .RS São Paulo .PR SP 1260000 Operação São Paulo . Antônio do Leverger .RR Operação São José da Laje .SP Operação Cajati .SP Operação Serra Nova Dourada .RS PIE Fóssil Carvão Mineral Outorga Campos de Júlio .600 17200 108 652 10700 24000 1600 9500 1275000 448 160573 4730 85927 6300 Operação Mangueirinha .SP Rio de Janeiro .600 17200 108 652 10700 24000 1600 18000 2500 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 640 1250 2960 4440 3500 6000 2855 21.PE São João de Meriti .GO APE / PIE Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Enxofre Operação Catende .MT Nova Campina .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sena Madureira .RS PIE Fóssil Outorga Dores de Guanhães .AC PIE Fóssil Óleo Diesel Outorga Candiota .PE Taboão da Serra .MT PIE 21100 542000 4730 85927 5940 9000 563473 1377000 9500 1275000 448 210000 21.SP Caruaru .

MT COM Operação Itaquaquecetuba .SP Ribeirão Preto .ES Fontoura Xavier .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Siderpa UTE UTE UTE UTE UHE PCH UTE UTE UTE UTE PCH UTE CGH CGH UTE UTE UTE UHE PCH UHE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Taguatinga .RS Comodoro .MG Taubaté .SP APE Fóssil Operação Manhuaçu .SP São Paulo .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Sidrolândia .5 800 12600 691 1800 Outorga Pitangui .MT Santo André .MG Operação Itiquira .4 620 65 1000 196520 807.MG SP Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Resíduos de Madeira Gás de Refinaria Construção Além Paraíba .Subestação Araguari SMTE .MT COM Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Itiquira .SP APE Construção São Desidério .SP Operação Paracatu .MG APE SP PIE APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Araguari .SP São Paulo .Penha Anexo Sonda .MG COM Outros Gás de Alto Forno 5000 UTE Operação Sete Lagoas .MG PIE Operação Açailândia .SP Serra .Santo Amaro 1800 225 .SP Uiramutã .BA Operação Espírito Santo do Turvo .MA PIE Biomassa Carvão Vegetal Operação Silves .Subestação Paracatu Sobar Sobradinho Sobrado Sobragi Sociedade Assistencial Bandeirante Sociedade Hospitalar Samaritano Sociedade Recreativa e de Esportes de Ribeirão Preto Socó Socorro Sol Soledade Solonorte Solvay 12600 691 Atlas de Energia Elétrica do Brasil Sonda .SP APE Fóssil Operação Sinop .4 620 65 1000 196520 882 SM-01 SM-06 SMTE .AL PIE Biomassa Operação Campinas .MT APE Biomassa Operação Jequiá da Praia .RR Socorro .SP São Paulo .MG APE Outros Gás de Alto Forno 2400 2400 Siderpita Sidrolândia (Ex-Santa Olinda) 4600 2742 8000 Silves Simasa Simplício Sinceridade 1416 2000 18000 6000 8900 Síncrotron Sinimbu Sinop Sistema de Cogeração da RECAP Sítio Grande Siva 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.TO Belmiro Braga .BA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Mauá .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 2704 8000 333700 1416 2000 18000 6000 8900 25000 648 800 264 135 120 3864 1050300 4820 60000 320 2038.SP APE APE SP SP APE APE PIE APE APE APE-COM Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Resíduos de Madeira Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Outros Efluente Gasoso Operação Juazeiro .

Koblitz Energia Ltda.RS PIE Fóssil Gás Natural Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Diesel Outorga Erval Velho .SP São Paulo .RR Suzano .MG Conceição do Mato Dentro . Tatuapé Tabajara .SP APE Fóssil Óleo Diesel 2230 2160 Sonora Sopasta I Sopasta II Sorocaba Refrescos Soure Souza Cruz Cachoeirinha Spessato Atlas de Energia Elétrica do Brasil Stepie Ulb Stollberg STV Styroplast Espumas Industriais Suape II Suape.SC Operação Santa Leopoldina .SP Fóssil Operação Cesário Lange .PA PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .226 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Sonda .RJ Outorga Treviso .RJ Taubaté .SC APE 980 Operação Tangará .MS PIE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 25000 928 980 740 3470 2952 UTE Operação São Bernardo do Campo .SP São Desidério .RO Operação Marechal Deodoro . Sucundurí Sucupira Suíça Sul Catarinense Sul Gás Sumaúma Sumidouro Sumidouro Supercenter Tijuca Supermercado Guanabara Supermercado Shibata Taubaté Surpresa Surumú Suzano Sykué I System Marketing T.ES SP PIE APE APE-COM SP PIE APE APE APE PIE SP APE PIE APE APE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Resíduos de Madeira Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Fóssil Fóssil Biomassa Carvão Mineral Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação Jaciara .São Bernardo UTE CGH CGH UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UHE UTE UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Outorga Operação Bom Jesus do Galho .RO Pacaraima .RJ Rio de Janeiro .PE PIE Fóssil Fóssil Outorga Cabo de Santo Agostinho .PE PIE Fóssil Operação Cotia . CGDc.MT PIE Outorga Apuí .SP APE Fóssil Outorga Guaratinguetá .BA Osasco .MG Rio de Janeiro .SC APE 928 Outorga Sonora .AM SP Operação Cabo de Santo Agostinho .SP APE Fóssil Óleo Diesel 740 3807 2952 2380 3300 352 2130 208 355680 4000 100 4500 31590 440300 410 4000 2120 13000 1408 728 445 188 332 39900 30000 65 1056 97 65 1056 97 188 332 38400 1408 728 410 4000 2120 4.S.SC Operação Cachoeirinha .RS APE Fóssil Gás Natural Operação Soure .SP APE Fóssil Operação Canoas .SP Guajará-Mirim .SP Machadinho D’Oeste .AL Operação Volta Redonda .K.500 30060 4000 1420 208 3300 Outorga Tangará .

PR Caucaia .SP Outorga São Paulo .SC APE Construção São Gonçalo do Amarante .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Taguatinga .SP Operação Fortaleza .150 350200 4924 170760 241250 170760 Operação Santa Teresa .RO Porto Velho .MS Conde .CE PIE Operação Alto Alegre .AM SP Fóssil Outorga Arenópolis .TO SP 1800 500 16500 38.MT SP Fóssil Operação Uberaba .4 83280 21996 3780 76 2281.AC PIE Operação Sandovalina .CE Cabo de Santo Agostinho .PE São Luís .6 554000 3725 16482 Tapauirama Tapurah Taquaruçu (Escola Politécnica) Tarauacá Tefé Telegráfica Tepequem 65 216 Terminal de Aviação Geral (TAG) Terminal Sacomã Terminal Teotônio Termo Norte I 68000 349950 Termo Norte II Termoalagoas Termocabo 48000 8200 242000 Termocana Termoceará Termomanaus Termomaranhão Termomecânica 3824 Termonordeste Termopantanal (Ex-MPX Termo) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Termoparaíba Anexo Termopernambuco 532756 532756 227 .RO Messias .AM SP Fóssil Óleo Diesel 15020 15020 464 1750 500 Tabocas Taguatinga Taiano Taíba Albatroz Tamanduá 38 83280 Tambaqui Tamboril Tapauá 3780 76 2281.PB Ipojuca .PE São Carlos do Ivaí .6 554000 3944 16482 30000 65 216 248 64 68000 426530 143176 97027 8200 220000 156.Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tabatinga CGH PCH UTE EOL CGH UTE PCH UTE CGH UTE UHE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Construção Outorga Operação Outorga Outorga Outorga Operação Operação Outorga Operação Operação Porto Velho .AL Cabo de Santo Agostinho .AM PIE Fóssil Óleo Diesel Operação Porto União .MG APE Óleo Diesel Operação Tapauá .GO PIE Óleo Diesel Operação Manaus .MA São Bernardo do Campo .CE Operação Amajari .MT PIE SP APE APE APE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE PIE APE PIE PIE PIE PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Gás Natural Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Óleo Diesel Carvão Mineral Óleo Diesel Óleo Combustível Gás Natural Óleo Combustível Gás Natural Operação Tefé .SP Santa Cruz .PE Outorga São Paulo .RR Construção Campos de Júlio .AM SP Operação Tarauacá .ES SP 464 UTE Operação Tabatinga .SP PIE Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Tapurah .RN Corumbá .

PR PIE Biomassa Outorga Tocantinópolis .228 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Termosergipe (Fases I e II) UTE UTE UTE PCH UTE UTE CGH PCH UTE CGH PCH UTE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE CGH UTE UTE PCH UHE UHE CGH UTE UTE UTE PCH UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Operação Operação Sirinhaém .AM SP Operação Tombos .PA Outorga Passos Maia .MG Torrinha .PA PIE Fóssil Óleo Diesel 1400 Operação Caracaraí .TO PIE Fóssil Outorga Braga .PR PIE Óleo Diesel Operação Braço do Norte .SC APE Operação Cerqueira César .MT PIE 27400 3000 1200 951.MG Volta Redonda .PR Pereira Barreto .SC Operação Embu .AL Fraiburgo .MG Boca da Mata .PE Guarapuava .SC APE Biomassa Resíduos de Madeira Operação Barra do Bugres .RJ Operação Belém .AM SP Fóssil Óleo Diesel 80 50 24 1344 18266 3000 1200 371 UTE Outorga Carmópolis .MG SP Fóssil Óleo Diesel Operação Toledo .SC COM APE PIE APE COM COM APE-COM APE SP SP SP PIE APE APE SP APE Outros Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Biomassa Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Operação Tonantins .BA Operação Água Doce .MG Operação Salvador .SC Coroaci .RS PIE Óleo Combustível Resíduos de Madeira Operação São Francisco de Paula .2 9000 1450 1000 12000 165000 3000 2880 2340 760 720 40000 648 1000 1500 26000 1268 1292000 396000 640 15000 14000 4870 8500 21000 648 1000 1500 26000 1268 807500 396000 640 15000 14000 4870 8500 3000 2880 2340 760 720 1450 1000 Operação Terra Santa .SP APE Fóssil Outorga Mangueirinha .RS SP Operação Bauru .SP Três Marias .SP APE Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Operação Rio Negrinho .SE PIE Fóssil Gás Natural 135000 0 Terra Nova Terra Preta Terra Santa Terra Santa Terranova I TGN Theodoro Schlickmann Atlas de Energia Elétrica do Brasil Tigre Tilibra Toca Toca do Tigre Tocantinópolis Toledo Tombos Tonantins Tonet Torah Total Total Química Tozzo Tramontina Trapiche Três Capões Três Irmãos Três Marias Três Saltos Triálcool Triunfo Trombini Tronqueiras TRT .SP Outorga Bambuí .RR SP Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Careiro da Várzea .SP Canápolis .

MG Uiramutã .SP Primavera .SP Ulianópolis .SP SP Outorga Campo Belo .RJ Outorga S.PE Limeira .RJ PIE Operação Tucuruí .SP Outorga São João da Barra .MT Caarapó .Agrenco . Francisco de Itabapoana .RJ PIE PIE PIE PIE PIE COM SP PIE APE SP APE-COM PIE PIE PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Fóssil Biomassa Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Resíduos de Madeira Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Biomassa Fóssil Fóssil Biomassa Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Poços de Caldas .MT Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Geração de Energia Elétrica .MG APE Operação Uarini .MG PIE Operação Amparo .PE Unaí .RS APE Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Operação São Miguel Arcanjo .MG SP Outorga Uberaba .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Tubarão CGH UHE PCH UTE UTE UTE PCH PCH CGH CGH UTE UTE CGH EOL EOL EOL UTE UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE Outorga Operação Outorga Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Outorga Turvolândia .SP Operação Jundiaí .Agrenco .MG PIE Operação Abre Campo .SP Operação Presidente Prudente .AM SP Fóssil Biomassa Operação Campo Novo .SP Alto Araguaia .PR Itaquaquecetuba .PE SP Fóssil Óleo Diesel 4095 4095 220 8370000 Tucunaré Tucuruí I e II Tudelândia Tudor 680 424 696 16200 Tuiué Tuiuti Túlio Cordeiro de Mello (Ex-Granada) Tuneco Alta Turvinho (Nova do Baixo Turvinho) 800 70 2704 Turvo Uarini Uberaba Ubirajara Machado Moraes 800 UEE Maravilha UEE Mundéus UEE Saco Danta UFA 25200 7700 440 240 30000 324 UGPU (Messer) UHEB II Uiramutã UJU Ulfer Ulianópolis Una Açúcar e Energia 3000 Unaí Baixo Unialco 3600 4600 6000 União e Indústria Unidade de Geração de Energia -Área II Unidade de Geração de Energia Elétrica .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Bauru .PA SP Operação Sapezal .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Manacapuru . Francisco de Itabapoana .PA Tamandaré .MS Bom Sucesso de Itararé .MS Anexo Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bonsucesso 24 24 229 .MG Guararapes .SP APE Fóssil Óleo Diesel Construção Santa Maria Madalena .MT COM 220 8370000 2400 680 424 696 15800 9000 800 70 2704 12000 800 49600 23800 26400 25200 7700 440 600 30000 324 1800 3000 21000 38000 4600 6000 34000 21600 UTE Operação Fernando de Noronha .RJ Outorga S.RR Colorado .

SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 Operação Coxim .USI Unipac Univalem Urbano Jaraguá Urbano São Gabriel Uruba Urubu Urucará Urucumacuã Urucurituba (Tabocal) Uruguaiana Usaciga Usaçúcar .SP APE Fóssil Operação Santo Inácio .6 Operação Santos .MG Pirangi .230 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Bragança Paulista UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE PCH UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE CGH UTE UTE CGH Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Construção Operação Construção Marabá .AL PIE Operação São Gabriel .PR Operação Uruguaiana .RS APE-COM Operação Jaraguá do Sul .RO Operação Urucará .PR PIE Biomassa Operação Uruburetama .CE APE Fóssil Óleo Diesel Operação Varginha .SP Taió .SP Taió .RS Operação Urucurituba .Terra Rica Usimar Usiminas Usiminas 2 Usina Bertolo Açúcar e Álcool Usina Bom Jardim Usina Bonfim Usina da Estação Usina da Pedra Usina da Serra Usina do Brilhante .SP APE Fóssil Óleo Diesel 17.SC Serrana .MG Guariba .MG APE Fóssil Óleo Diesel Operação Rio Claro .SP APE Fóssil Óleo Diesel 12 12 Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Coxim Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Rede Serra-Mar Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Santana do Parnaíba Unidade de Navegação Aérea (UNA) de Sorocaba Unidade de Navegação Aérea (UNA) do Rio Claro Unidade de Navegação Aérea (UNA) Varginha Unidade de Tráfego Aéreo Caucaia (UTA-PCI) Atlas de Energia Elétrica do Brasil Unidade de Tráfego Aéreo Uruburetama(UTA-URT) Unidade Santo Inácio .AM SP PIE SP PIE PIE APE PIE APE APE APE COM PIE APE PIE PIE APE Biomassa Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar Outorga Chupinguaia .SC APE-COM Biomassa Biomassa Biomassa Operação Valparaíso .RO PIE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Outros Outros Outros Biomassa Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Gás Natural Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Gás de Alto Forno Bagaço de Cana de Açúcar Operação Atalaia .SP Ibaté .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 UTE Operação Bragança Paulista .SP Carandaí .SP APE Fóssil Óleo Diesel Operação Sorocaba .AM Operação Pimenta Bueno .PA Ipatinga .6 24 17.PR Operação Cidade Gaúcha .MG Ipatinga .6 18 24 24 30000 3500 8000 3000 2220 10000 20000 4500 175 2370 639900 48600 16500 10000 18810 63155 3800 1000 59000 400 35000 15000 400 400 35000 15000 400 3800 1000 18810 4500 183 2370 639900 48600 Operação Santana de Parnaíba .SP APE Biomassa Operação Pompéia .MS APE Fóssil Óleo Diesel 22 22 24 17.CE APE Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Casca de Arroz Bagaço de Cana de Açúcar Operação Caucaia .SC Outorga Terra Rica .SP APE Fóssil Óleo Diesel 24 17.

MS Eunápolis .BA Água Clara .MG Anitápolis .SP Rio de Janeiro .RN PIE Fóssil Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Biomassa Outros Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Gás de Alto Forno Operação Paracatu .SC PIE Outorga São João del Rei .Unidade I Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .MG Três Lagoas .MG Operação São Pedro do Ivaí .PR PIE COM PIE PIE APE APE não ID PIE PIE PIE PIE APE-COM PIE PIE APE PIE APE APE Biomassa Biomassa Fóssil Outros Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Gás de Alto Forno Biomassa Biomassa Licor Negro Licor Negro Operação Vale do Anari .RJ SP Nuclear Operação Monte Belo .SC Conceição de Ipanema .GO Operação Morro Agudo .SP APE Biomassa Operação Angra dos Reis .SP APE Biomassa Operação Ourinhos .MG Igrapiúna .BA Chalé .MG Fóssil Operação Onda Verde .RJ PIE Bagaço de Cana de Açúcar Urânio Urânio Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Outorga Laguna .MS Veríssimo .RJ SP Nuclear Operação Angra dos Reis .RS APE 125 125 160 780 990 Usina do Parque Usina do Posto Usina dos Moinhos Usina Eólica de Laguna Usina Eólica Elétrica UEE Coqueiro Usina Monte Alegre 2500 657000 1350000 16000 4400 120 Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto .Subestação Paracatu Vale da Esperança Vale do Anari 2368 18400 5000 93000 23400 Vale do Ivaí Vale do Paranaíba Vale do Rosário Vale do Verdão Vale do Verdão 2 Valinho 2000 300 Vargido Varginha Varginha Jelu 1000 Várzea Alegre VCP-MS Veracel 126600 Verde 4 Verde 4A Veríssimo 5000 8000 709 Vertente Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vesuvius Anexo Vetorial 3500 231 .MG APE Operação Ibiaçá .GO Operação Turvelândia .MG Guaraci .RS APE 160 CGH Operação Santo Antônio do Palma .MG APE Biomassa Outorga São João da Barra .RJ Ribas do Rio Pardo .SP Operação Capinópolis .RS APE 780 990 3000 14400 2500 657000 1350000 16000 4400 120 29700 2368 18400 5000 93000 23400 4720 2000 300 7000 2000 7000 175100 126600 19000 28000 5000 8000 709 5400 Operação Nova Prata .RO PIE Outorga Touros .Unidade II Usina São Luiz Usina Vale UTE SMTE .MS Água Clara .MS Outorga Itumbiara .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Usina do Maringá CGH CGH CGH EOL EOL UTE UTN UTN UTE UTE UTE EOL UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE CGH PCH PCH PCH UTE UTE PCH PCH UTE UTE UTE UTE Outorga Outorga Operação Outorga Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Outorga Operação Divinópolis .

RR SP Operação Caracaraí .AM SP Fóssil Óleo Diesel Operação Piraí .RR Autazes .PR Fóssil Óleo Diesel 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 200 2450 24 24 720 10 26.SP Itapira .SP Operação Rorainópolis .AM SP Fóssil Operação Caracaraí .RR Rorainópolis .RJ SP Operação São Mateus do Sul .RR Vila Rica .RR Santana do Araguaia .AM Bonfim .RR Operação Porto Velho .RR SP Fóssil Óleo Diesel Operação Parintins .SC APE Fóssil Óleo Diesel 2000 Operação Conceição do Castelo .AM SP Fóssil Operação Urucurituba .PA Normandia .RR SP Operação Cantá .RR SP SP PIE SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP PIE APE Operação Mucajaí .MT Manacapuru .MA APE Biomassa Carvão Vegetal 7200 Operação Videira .PA Operação Rorainópolis .Itapira .ES PIE 4500 4000 2000 7200 168 90820 360 24 450 444 900 57 420 48 280 10 10 UTE Outorga Viana .ES PIE Fóssil Óleo Combustível 170760 Viçosa (Bicame) Videplast Viena Vier Indústria e Comércio do Mate Vigário (Elevatória) Vila Amazônia Vila Antônio Campos Atlas de Energia Elétrica do Brasil Vila Augusto Monte Negro Vila Bittencourt Vila Brasil Vila Cachoeirinha Vila Caiambé Vila Caícubi Vila Central Vila da Penha Vila Dona Cota Vila dos Palmares Vila Extrema Vila Floresta Vila Itaquera Vila Mandi Vila Milagre Vila Remanso Vila Rica Vila Sacambu Vila São José Vila Urucurituba Vila Vilena Vilhena Viralcool Virgolino de Oliveira .RO Pitangueiras .AM SP Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Bagaço de Cana de Açúcar Operação Cantá .RR SP Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Biomassa Biomassa Operação Tefé .RR SP Fóssil Operação Vila Bittencourt .232 Anexo Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Viana PCH UTE UTE UTE UHE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE UTE Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Rorainópolis .AM Caracaraí .RO Outorga Tailândia .RR SP Fóssil Operação Amajari .4 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 2450 24 24 720 10 26 9250 362 65 280 120 23750 20000 5800 Operação Açailândia .RR Vilhena .

MG PIE Biomassa Operação Conceição das Alagoas .MG Canindé de São Francisco .SC Imbituva .SP APE APE APE COM PIE APE COM PIE PIE PIE PIE PIE SP SP SP SP APE SP Fóssil Biomassa Fóssil Óleo Diesel Bagaço de Cana de Açúcar Óleo Diesel Fóssil Óleo Diesel Biomassa Biomassa Fóssil Resíduos de Madeira Biogás Óleo Diesel Biomassa Fóssil Bagaço de Cana de Açúcar Gás Natural Operação Vitória .RO PIE Fóssil Óleo Diesel 4225 UTE Operação Caracaraí .SP Operação Franca .AM Operação João Pinheiro .MG Outorga Palma Sola .PR PIE Operação Serra .PB PIE Operação Itapetininga .AC Pombos .ES APE Fóssil Gás Natural Outorga Mataraca .CE PIE Operação Itapejara d’Oeste .SC Operação Sorocaba .GO Nova Friburgo .SC Xapuri .SP APE Gás Natural Operação Conceição das Alagoas .PE Goiânia .MG APE Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Fóssil Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Óleo Diesel Operação Horizonte .GO APE Operação Unaí .PR Xanxerê .ES APE Operação Goiânia .RR SP Fóssil Óleo Diesel 160 160 4225 1200 Vista Alegre do Abunã Vista Alegre Vitória Vitória Apart Hospital 2100 5280 Vitorino Volta do Rio Volta Grande 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 2000 334 600 11500 Volta Grande Votorantim Vulcabrás W.CE APE-COM Fóssil Operação Votorantim .RS Santa Rosa de Lima .4 8000 Xavier Xicão Xingó Xumina Atlas de Energia Elétrica do Brasil Zanin Anexo Zé Açu 200 233 .Nome Correto no BIG Tipo Estágio Município Destino Energia Combustível Classe Combustível Potência Outorgada (kW) Potência Fiscalizada Vista Alegre UTE UTE EOL UTE PCH EOL UHE UTE PCH UTE CGH UTE UTE UTE UTE UTE CGH UTE UTE CGH UTE UTE UTE EOL UTE PCH PCH UHE UTE UTE UTE Operação Outorga Operação Operação Operação Operação Operação Operação Operação Outorga Operação Outorga Operação Caxias do Sul . Egido Wal Mart Combo .SP Operação São Paulo .SE Normandia .MG SP Bagaço de Cana de Açúcar Construção Acaraú .RJ Campanha .SP Parintins .4 8000 200 Operação Porto Velho .SP APE-COM Biomassa Bagaço de Cana de Açúcar 4000 4250 2100 5280 42000 380000 54938 3000 4980 20 960 640 648 960 960 1000 12000 334 600 11500 30000 2585 4250 53576 5280 1808 3162000 14.Goiânia Wal Mart Sams Vitória Wal Mart Supercenter Franca Wal Mart Vila Guilherme Wal-Mart Sorocaba Wasser Kraft WD Weatherford Wiggers Winimport Xanxerê Xapuri 2722 Xavante Xavantes Aruanã 53576 5280 1808 3162000 14.RR Araraquara .

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Produção editorial e gráfica .

“Educação.aneel.gov. . “Central de Notícias” e “Espaço do Empreendedor”.A versão digital do Atlas de Energia Elétrica do Brasil está disponível também na página eletrônica da Agência Nacional de Energia Elétrica www.br nos links “Informações Técnicas”. Pesquisa e Desenvolvimento”.

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