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manual_tecnico_de_piso_intertravado_de_concreto

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  • 1.1 T&A Pré-fabricados
  • 1.2 O Manual
  • 1.3 Definição e Informações Gerais sobre Pisos e Pavimentos
  • 1.4 Vantagens da Pavimentação com Pisos Intertravado de
  • 2.1 Cimento Portland
  • 2.2.1 Agregado miúdo
  • 2.2.2 Agregado graúdo
  • 2.3 Água
  • 2.4 Aditivos
  • 2.5 Pigmentos
  • 3.1 Dosagem do Concreto: os agregados, aglomerante, água e o
  • 3.3 Moldagem: é a etapa de vibro-prensagem do produto. Do
  • 3.4 CURA: após a moldagem, as peças seguem para as câmaras de
  • 3.5 Estocagem: depois da retirada das peças das câmaras de cura,
  • 4.1 Amostragem:
  • 4.2 Dimensões:
  • 5. NORMAS TÉCNICAS E SELO DE QUALIDADE
  • 6.1 Subleito: compreende a espessura final de terraplenagem ou solo
  • 6.2 Sub-base: é a primeira camada do pavimento, dependendo do
  • 6.3 Base: quando necessária, a base pode ser construída de material
  • 6.4 Camada de Assentamento: constitui uma camada de areia com
  • 6.5 Camada de Rolamento: composta por piso intertravado de
  • 6.6 Camada de Rejuntamento: garante o funcionamento mecânico
  • 6.7 ContenÁ„o Lateral: é composta de elementos de contenção como
  • 7.1 Subleito
  • 7.2 Sub-base e Base
  • 7.3 Confinamentos Externo e Interno
  • 7.4 Camada de Assentamento
  • 7.5.1 Assentamento das peças
  • 7.5.2 Compactação inicial
  • 7.5.3 Rejuntamento, compactação
  • 8. USO E MANUTENÇÃO
  • 9 FOTOS DE OBRAS

BLOCOS e PISOS

T& A

BLOCOS e PISOS

T& A

MANUAL TÉCNICO DE PISO INTERTRAVADO DE CONCRETO

Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto
1. INTRODUÇÃO 1.1 T&A Pré-fabricados

Introdução

BLOCOS e PISOS

T& A

1

Capítulo

A busca pela racionalização dos processos construtivos, visando redução de custos e garantia da qualidade tem sido uma constante entre as empresas construtoras brasileiras. Nesse contexto, os fornecedores devem participar de forma ativa desta evolução, Com essa visão que a T&A Pré-fabricados, uma das maiores empresas de préfabricados de concreto do Brasil, ingressou no mercado de pisos intertravados de concreto, fornecendo um produto de alta qualidade, produzido em duas modernas plantas industriais. A empresa coloca-se à disposição de seus clientes, através de uma equipe técnica composta por engenheiros e técnicos especializados, para dar suporte desde a etapa de projeto, passando pela fabricação e 1.2 O Manual

Foto 01: T&A Blocos e Pisos ( Fortaleza )

Foto 02: T&A Blocos e Pisos ( Recife )

O Manual Técnico dos Pisos Intertravados de Concreto da T&A Blocos e Pisos foi desenvolvido como um guia técnico e prático para seus clientes. Este Manual está dividido em três partes.

! A primeira apresenta aspectos gerais sobre as matérias-primas, dosagem de concreto, fabricação, cura, estocagem e controle de qualidade dos pisos intertravados.
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Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto !

Introdução

BLOCOS e PISOS

T& A

A terceira parte aborda as fases de projeto, dimensionamento, construção, utilização e manutenção do pavimento com pisos

1.3 Definição e Informações Gerais sobre Pisos e Pavimentos Intertravados de concreto Os pisos intertravados T&A são pequenas peças de concreto produzidos industrialmente através de processos mecânicos, garantindo um baixo custo, uma qualidade controlada e um alto desempenho mecânico. Devidamente assentados e compactados formam uma pavimentação intertravada. Esse sistema de pavimentação é uma evolução dos antigos calçamentos feitos com paralelepípedo ou pedra tosca, contudo, esses dois últimos não são pisos intertravados, portanto, não possuem a mesma performance como pavimento.

Definimos o intertravamento do piso como sendo a capacidade que a peça tem de resistir e transmitir às peças vizinhas os esforços oriundos do tráfego, sejam eles esforços verticais, horizontais ou de rotação e giração. O pavimento intertravado de concreto foi originado na Europa do pós-guerra e somente na década de 70 foi introduzido no Brasil, onde até hoje é utilizado com grande sucesso. Além de apresentar inúmeras vantagens técnicas, possui um custo muito competitivo ou

Foto 03: Modelos de pisos intertravados *

1.4 Vantagens da Pavimentação com Pisos Intertravado de Concreto A pavimentação intertravada com peças de concreto
* Existem também outros modelos de pisos, podendo inclusive ser desenvolvido modelos específicos conforme o desejo do cliente.

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desde que possuam a resistência adequada. .Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Vantagens no Processo de Fabricação Introdução BLOCOS e PISOS T& A ! Fabricação industrializada em série através de processos mecânicos e automáticos. em média 25 anos. como no caso da pavimentação com asfalto. Vantagens no Processo Construtivo e Estocagem ! Não exige equipamentos especiais nem uma mão-de-obra especializada. principalmente se comparados aos pavimentos asfálticos. ! Consomem menos energia no processo de fabricação. uniformidade e uma qualidade elevada. 7 Elevada resistência à compressão. abrasão e agentes agressivos. Vantagens no Comportamento ! ! O pavimento pode ser liberado para o tráfego imediatamente após a limpeza final. ! As peças que compõem o pavimento chegam em paletes de madeira prontas para aplicação. nem necessitam de concretagem no local como o pavimento Foto 04: Estocagem Foto 05: Transporte e descarregamento ! Vida útil elevada. devido a enorme facilidade em seu assentamento. garantindo um baixo custo. estejam colocados sobre uma base apropriada e as peças bem assentadas. sem necessidade do emprego de processos térmicos ou químicos.

ele apresenta menor vibração e ruído. ! Apresenta uma menor absorção da luz solar. ! Possibilitam reparos sem marcas visíveis. ! Apresenta uma deformação vertical inferior se comparado com o pavimento flexível. Vantagens na Manutenção 8 .Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto ! Ao contrário do que ocorre com outros tipos de pavimentação. por serem de concreto ganham Foto 06: Pavimento com elevada resistência resistência mecânica com o ! São resistentes à ação de óleo e derramamento de combustíveis. devido ao preenchimento gradual dos seus poros. os blocos. provocando uma Distância entre os pontos: 100 metros 14:30h 14:34h Foto 07: Pavimento intertravado Foto 08: Pavimento asfáltico ! Baixo custo de manutenção. ! Superfície anti-derrapante. oferecendo uma melhor aderência e uma maior segurança até em pista molhada. pois em torno de 95% dos blocos podem ser reaproveitados a um custo baixíssimo. com o decorrer do tempo. Introdução BLOCOS e PISOS T& A ! Ao invés de se degradarem com as intempéries.

Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto IntroduÁ„o BLOCOS e PISOS T& A Foto 09: Reaproveitamento das peças Foto 10: SinalizaÁ„o horizontal Vantagens da Estética ! Facilitam a incorporação da sinalização horizontal devido à fabricação de peças coloridas. diversidade de formas e texturas. adaptando-se a quaisquer necessidades. múltiplas disposições em planta. proporcionando uma Vantagens nos Custos ! Foto 11: Iluminação no pavimento asfáltico Foto 12: Iluminação no pavimento intertravado 9 . Possui uma maior reflexão da luz artificial. ! Podem ter ao mesmo tempo grande capacidade estrutural e valor paisagístico. ! Variedade de cores.

10 . Terminais de transportes coletivos. Calçadas. pátios de manobra e terminais de cargas.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Vantagens no Campo de Aplicação IntroduÁ„o BLOCOS e PISOS T& A Fotos 13 e 14: Utilização em aeroportos e portos . Estacionamentos. Vias urbanas e estradas. Podem ser aplicados em diversos locais como: ! ! ! ! ! ! ! Portos e aeroportos. Oficinas. residências. Áreas Industriais. parques e jardins. Fotos 15 e 16: Utilização em praÁas e condomÌnios. praças.

Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Introdução BLOCOS e PISOS T& A Fotos 17 e 18: Utilização em calçadões e residências 11 .

Cimento Portland Comum ( CP-I / CP-I-S ). existem diversos tipos de Cimento Portland.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto MatÈria prima BLOCOS e PISOS T& A 2 Capítulo 2. MATÉRIA-PRIMA PARA FABRICAÇÃO DO PISO DE CONCRETO 2. As demais Foto 19: Areia fina com diâmetro máximo de 0. Cimento Portland de Alto-Forno ( CP-III ).6 mm 13 . Cimento Portland Pozolânico ( CP-IV ).6 mm. Cimento para Poços Petrolíferos. A T&A Blocos e Pisos adota na composição do concreto que é 2. ! ! ! Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação. Cimento Portland de Alta Resistência Inicial Resistente a Sulfatos com Adição de Sílica Ativa. no Brasil.1 Cimento Portland Atualmente. quartzosa. que são: ! ! ! ! ! ! ! Cimento Portland Composto ( CP-II-E / CP-II-Z / CP-II-F ).2 Agregados 2. com grãos de diâmetro máximo igual ou inferior a 0. podemos citar a seguir os principais tipos de cimentos produzidos e oferecidos no mercado nacional. Segundo a literatura. os quais diferem entre si.1 Agregado miúdo Areia fina natural. Cimento Portland Resistente aos Sulfatos ( RS ). Cimento Portland de Alta Resistência Inicial ( CP-V-ARI ). pela sua composição. Cimento Portland Branco.2.

3 mm.3 mm 2.2 Agregado graúdo Pedra britada. com grãos de diâmetro máximo igual ou inferior a 6.3 mm. alterando.5mm A água utilizada no concreto para fabricação dos pisos é de fundamental importância estar livre de impurezas. oriunda de rochas sãs duras e estáveis. do tipo cúbico ou esférico. o 14 . possuindo um diâmetro máximo de 9. A forma do agregado deve ser. para que a mesma não provoque reações indesejáveis no concreto. quartzosa. As demais Foto 20: Areia média com diâmetro máximo de 6. As demais características obedecerão a NBR-7211. proveniente de leito de rio.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Areia média natural. preferencialmente.3mm Foto 22: Brita com diâmetro máximo de 9.5 mm. MatÈria prima BLOCOS e PISOS T& A P ó d e p e d r a . assim. proveniente da britagem de rochas sãs.3 Água Foto 21: Pó de pedra com diâmetro máximo de 6. com grãos de diâmetro máximo igual ou inferior a 6. As demais características deverão estar em conformidade com a 2.2.

a-FeOOh e/ou Fe2O4) ÓXIDO DE CROMO (Cr2O3) ÓXIDO DE COBALTO (Co(Al.5 Pigmentos Os pigmentos são produtos que adicionados no concreto os tornam coloridos. contribuindo. assim. pois reduzem a quantidade de água na mistura (fator água/cimento). para que o bloco seja resistente à alcalinidade do cimento. alteram a trabalhabilidade do PIGMENTOS INORGÂNICOS À BASE DE ÓXIDO COR DO CONCRETO VERMELHO PRETO AMARELO VERDE AZUL Os aditivos para concreto melhoram a trabalhabilidade do mesmo. como os aditivos mais usados nas modernas fábricas. garantindo. para uma melhor qualidade do produto final. Como exemplo. aumentando a velocidade do ciclo de produção. sendo inorgânicos. podemos citar os incorporadores de ar. diminuindo a quebra das peças na fabricação e aumentando a resistência final da peça pronta. Os aditivos tambÈm melhoram as propriedades do concreto fresco e endurecido. É importante o cuidado na dosagem do concreto. assim. MARROM Quadro 01 Pigmentos inorgânicos à base de óxido ÓXIDO DE FERRO VERMELHO (a-Fe2O3) ÓXIDO DE FERRO PRETO (Fe2O4) ÓXIDO DE FERRO AMARELO (a-FeOOH) ÓXIDO DE FERRO MARROM (Mistura de a-Fe2O3.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto 2. pois.4 Aditivos MatÈria prima BLOCOS e PISOS T& A Plastificantes que alterem o tempo de pega do cimento não devem ser utilizados. Cr)2O4) ESPECIFICAÇÃO DO PIGMENTO 15 . 2. Esses pigmentos devem ser inorgânicos (base óxido). aos raios solares e às intempéries. um menor custo operacional e uma reduÁ„o no desgaste das formas. plastificantes e desmoldantes.

as peças seguem para as câmaras de cura totalmente estanques. 3. Do misturador. tendo em vista o produto a ser fabricado. que devem ser realizadas com grande energia de compactação. PROCESSO DE FABRICAÇÃO DE PISOS INTERTRAVADOS O processo de fabricação pode ser dividido em 5 etapas principais (FIGURA 1): 3.4 CURA: após a moldagem. de acordo com o traço já definido pela equipe técnica e o laboratório. ambientes com temperatura e umidade controladas.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Processo de fabricação BLOCOS e PISOS T& A 3 Capítulo 3. Foto 23 e 24: Vista interna do misturador de eixo horizontal e Homogeneização do concreto 3. as peÁas estão prontas para a cura. Após esse processo. onde ocorrerá a prensagem e a vibração. água e o aditivo são dosados em peso automaticamente em proporções previamente definidas. o concreto segue para alimentação da máquina. Dependendo do 17 . aglomerante.3 Moldagem: é a etapa de vibro-prensagem do produto.1 Dosagem do Concreto: os agregados. As peças devem permanecer nestas câmaras pelo tempo necessário para garantir a maior hidratação do cimento e conseqüentemente a qualidade final do produto.

3.5 Estocagem: depois da retirada das peças das câmaras de cura. estas são dispostas em paletes de madeira e marcadas quanto ao lote de identificação. Fotos 25: Processo de vibro-prensagem e moldagem das peças. Em seguida.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Processo de fabricação BLOCOS e PISOS T& A tempo de permanÍncia na c‚mara e da temperatura externa. pode ser necess·rio realizar uma cura acelerada para a qual È utilizado vapor de ·gua. elas seguem para o estoque onde ficarão Fotos 26: Armazenamento em câmara de cura 18 .

Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto SILO DE ESTOCAGEM DE CIMENTO 1 Estocagem Processo de fabricação BLOCOS e PISOS T& A SILO DE ESTOCAGEM DE AGREGADOS ALIMENTAÇÃO DE AGREGADOS RA ADO ORT NSP TRA REIA COR 1 Estocagem BALANÇA MISTURADOR 3 Mistura 2 Dosagem de agregados BALANÇA VIBRO-PRENSA 4 Moldagem 5 Cura CÂMARAS DE CURA Fig. 01: Esquema de fabricação de pisos intertravado de concreto 2 Dosagem de agregados 6 Paletização e Estocagem Esta é uma descrição resumida do processo produtivo de uma 19 .

21 . até perfazer o lote máximo de 32 peças.2 Dimensões: Comprimento Máximo de 400 mm.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto 4. ! 50MPa: para pisos sujeitos ao tráfego de veículos que provoquem elevados esforços de abrasão. 4.1 Amostragem: No mínimo 6 peças para cada lote de até 300m2 e uma peça adicional para cada 50m2 suplementar. ! Exemplo: carros. pode-se verificar os seguintes parâmetros a serem seguidos para que se obtenha um produto de qualidade: 4. Exemplo: empilhadeiras e guindastes especiais. pois é com ele que garantimos a qualidade das peças. com variação máxima permitida de 3mm. CONTROLE DE QUALIDADE Controle de qualidade BLOCOS e PISOS T& A 4 Capítulo O controle de qualidade na fabricação de pisos intertravados é de extrema importância. com variação máxima permitida de 5mm. com variação máxima permitida de 3mm. ! ! Largura Mínima de 100 mm.PeÁas de concreto para pavimentaÁ„o . carretas e empilhadeiras de pequeno porte. caminhões.EspecificaÁ„o. Segundo a NBR 9781 . ônibus. Espessura Mínima de 60 mm.

Os pisos intertravados de concreto T&A possuem propriedades e características técnicas definidas pelas normas da ABNT. formado por 10 maiores grupos de cimento mundiais. segundo ela. o mercado de pisos intertravados conta com o Selo de Qualidade da AssociaÁ„o Brasileira de Cimento Portland (ABCP). fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.º 07 do CONMETRO. de 24.1992. Essa entidade integra o Conselho Empresarial Mundial de Desenvolvimento Sustentável. a AssociaÁ„o Brasileira de Normas TÈcnicas (ABNT).Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto 5. as normas prescrevem o método de determinação PEÇ AS DE CONCRETO PARA PAVIMENTAÇ Ã O: DETERMINAÇ Ã O DA RESISTÊ NCIA À COMPRESSà O . É uma entidade privada e sem fins lucrativos reconhecida como Fórum Nacional de Normalização ÚNICO através da Resolução n.08. é o órgão responsável pela normalização técnica no país. Este selo de qualidade é concedido ao produto das empresas que garantem a adequação dos mesmos (peças de concreto para 23 .MÉ TODO DE ENSAIO NBR 9780- NBR 9781- PEÁAS DE CONCRETO PARA PAVIMENTAÁ„O: Hoje. NORMAS TÉCNICAS E SELO DE QUALIDADE Normas técnicas e selo de qualidade BLOCOS e PISOS T& A 5 Capítulo Fundada em 1940.

boa aparência. Por isso os pisos intertravados com Selo de Qualidade da ABCP apresentam dimensões regulares. maior durabilidade e resistência. atestando sua qualidade para os mais 24 .Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Normas técnicas e selo de qualidade BLOCOS e PISOS T& A pavimentação) às normas técnicas brasileiras elaboradas pela ABNT.

tais como: ! ! ! Índice de Suporte Califórnia (CBR): determina a capacidade de suporte do solo. empregado para tráfego de veículos de linha. a freqüência e a configuração. PROJETO E DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTO Projeto e dimensionamento de pavimento BLOCOS e PISOS T& A 6 Capítulo O pavimento intertravado de concreto tem inúmeras vantagens em relação aos demais tipos de pavimentação. empregado para tráfego de veículos de linha. empregado para tráfego de veículos de linha e especiais. Período de Projeto a ser adotado (anos). é de fundamental importância dimensionar corretamente as camadas que suportarão as cargas provenientes do tráfego. por isso.Portland Cement Association (EUA). CCA .Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto 6. CCA . a camada de rolamento composta por peças de concreto não atua sozinha.Concrete and Cement Association (Inglaterra). Para se dimensionar um pavimento são necessários alguns dados de projeto. 25 .Interiock Concrete Pavement Institute (EUA). emprega-se um dos métodos citados abaixo para o dimensionamento: ! ! ! ! PCA . a magnitude ou quantidade. Cargas: tipo de carga que atuará no pavimento (móvel ou estática). ICPI . para se obter um pavimento adequado ao uso final. empregado para tráfego de veículos de linha. Contudo.Concrete and Cement Association (Inglaterra). Com base nesses dados.

solo escolhido ou solo brita. ou tratadas. (borrachudos). execução de drenagem. 6. regularizada e compactada na cota de projeto. O CBR do material. estar limpa. Para as granulares.0cm em relação ao que foi especificado no projeto. por exemplo. Essa camada deve apresentar um perfil 26 Figura 2-Seção Transversal Típica da Estrutura Final do Pavimento Intertravado . A cota final dessa camada não deve variar mais do que 2. Ela deverá suportar as cargas das camadas posteriores. sem aderência ou material estabilizado com cimento. devendo ser corrigidos com utilização de materiais estáveis e.3 Base: quando necessária. antes da execução da sub-base. são inadequados. o CBR mínimo deve ser de 20% e para tratadas. na energia normal de compactação. esta camada poderá ser dispensável. 6. Os tipos mais comuns são as granulares. o CBR mínimo deve ser de 30%. A sua espessura mínima é de 10 cm. As áreas de solo instável. eventualmente. tais como o solo melhorado com cimento.1 Subleito: compreende a espessura final de terraplenagem ou solo natural sobre a qual será executado o pavimento. a base pode ser construída de material granular.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Projeto e dimensionamento de pavimento BLOCOS e PISOS T& A 6. dependendo do projeto.2 Sub-base: é a primeira camada do pavimento. é um parâmetro fundamental para que possamos avaliar a capacidade de suporte do subleito.

aeroportos. distribuindo.75 mm 2.075 mm 6. devendo transferir o mínimo possível de carga vertical para as camadas subjacentes.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Projeto e dimensionamento de pavimento BLOCOS e PISOS T& A 6. material orgânico ou argila. aproximadamente.18 mm 0. Recomenda-se a utilização de uma areia limpa. etc) Tabela 2-Tipo de Tráfego x Espessura do Piso 27 . de acordo com o tipo de tráfego que será empregado.5 Camada de Rolamento: composta por piso intertravado de concreto com espessura definida. Podemos ver a seguir fotos que ilustram os esforços que atuam no pavimento e cargas verticais exercidas por uma empilhadeira de.60 mm 0.38 mm 1. caminhões.Granulometria sugerida para areia de assentamento Tráfego leve (automóveis) Tráfego comercial (ônibus. que deve estar perfeitamente nivelada e não compactada. Sua granulometria é sugerida a seguir: 3/8 in Nº 4 Nº 8 Nº 16 Nº 30 Nº 50 Nº 100 Nº 200 9. Essa camada é responsável pela solicitação direta das cargas verticais do tráfego. levando em considerações as inclinações quando o projeto assim determinar. com maior ou menor intensidade as cargas horizontais (efeito do intertravamento). 6.0 a 5. assim. sem finos plásticos.0cm. etc) Tráfego pesado (portos. automóveis.4 Camada de Assentamento: constitui uma camada de areia com espessura entre 3.5 mm 4.30 mm 0.15 mm 0. Este esforço está Tipo de Tráfego Tabela 01 . Devem ser considerados também os esforços de torção que o tráfego exerce sobre o pavimento.5ton.

Devem ser utilizados uma areia fina ou pó de pedra. A granulometria sugerida segue conforme TABELA 3 a seguir: Tabela 3-Granulometria Sugerida para Areia de Rejuntamento Nº 16 Nº 200 1. desde que os mesmos estejam limpos e secos.18 mm 0.075 mm 28 . horizontalmente no piso. Fotos 29: Carga vertical distribuída horizontalmente no piso. influenciando o intertravamento e reduzindo a percolação de água entre as peças. 6.6 Camada de Rejuntamento: garante o funcionamento mecânico do pavimento. horizontais Fotos 28: Carga vertical distribuída e de torção que podem atuar no pavimento.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Projeto e dimensionamento de pavimento BLOCOS e PISOS T& A Foto 27 : Esforços verticais.

evitando que o tráfego solte e separe as peças entre si. perdendo a condição de intertravamento.7 ContenÁ„o Lateral: é composta de elementos de contenção como os meios-fios (ou guias). O travamento lateral n„o 29 . pois garante o confinamento das peças.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Projeto e dimensionamento de pavimento BLOCOS e PISOS T& A 6. É indispensável.

deverão ser retirados os objetos estranhos à construção da via.1 Subleito A inspeção da área é o primeiro passo para a construção do pavimento. confinamentos externo e interno. Em seguida. O subleito poderá ser constituído pelo terreno natural ou ser formado por um pavimento já existente.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto 7. camada de assentamento e camada de A seguir serão descritos os aspectos construtivos e algumas especificações para o controle da execução do pavimento: Figura 3-Procedimento Construtivo do Pavimento 7. além de indicar as inclinaÁıes que serão adotadas. Deve-se retirar toda camada superficial vegetal e o material de natureza orgânica. Verifica-se também. ficando o pavimento em ambos os casos na cota determinada pelo projeto. base. se a área permanece úmida ou 31 . A execução do subleito deve ser iniciada com a topografia que determinará a necessidade de se executar cortes ou aterros. exceto pavimentos antigos que sejam utilizados como fundação do novo. CONSTRUÇÃO DO PAVIMENTO Construção do pavimento BLOCOS e PISOS T& A 7 Capítulo As etapas de construção dos Pavimentos Intertravados obedecem à seguinte ordem: subleito. sub-base.

A nova sub-camada só deverá ser Fotos 30 e 31-Construção da Camada de Sub-base e Base 7. para que após a compactação final. a respectiva camada atinja a capacidade de suporte (CBR) desejada.2 Sub-base e Base Uma vez executado o subleito. e. Em locais com essas características pode ser necessário construir camadas de drenagem que permitam o escoamento da água. durante 32 .3 Confinamentos Externo e Interno Os confinamentos externos (passeio. construímos as camadas de subbase (se especificada no projeto) e a base. O tipo de material que irá constituí-las deverá ser indicado pelo projetista. fixado na camada de base. Eles devem ser todos alinhados e nivelados.) devem ser construídos antes do espalhamento do colchão de areia de assentamento do pavimento. no caso da contenção lateral (meio-fio de concreto). Deve-se fazer o controle de cotas. A espessura da sub-camada que constitui a sub-base e a base é determinada em função do material que compõe cada camada e do equipamento que deverá compactá-la. poços de visita etc. jardineiras.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Construção do pavimento BLOCOS e PISOS T& A se há risco de alagamento no período de inverno. 7. sarjeta ou contenção lateral) e internos (bocas-de-lobo.

Nunca no sentido de vai-vem. É importante se controlar as cotas das guias que garantem a espessura uniforme da camada (em torno de 3cm a 5cm) e o “espaço” para as peças até a cota 33 . os sistemas de drenagem. instalações hidráulicas e sanitárias e os confinamentos externos e internos. instalações elétricas e de lógica. A camada de areia deve ser espalhada e rasada em um movimento único de uma régua.4 Camada de Assentamento A camada de assentamento só deverá ser executada quando estiverem prontas as camadas subjacentes.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Construção do pavimento BLOCOS e PISOS T& A Fotos 32 e 33-Alinhamento e Nivelamento do Meio-Fio Foto 34-Exemplo de Confinamento Externo e Interno 7.

A areia deve ser média ou grossa. poderá refletir na camada de rolamento final. Foto 35-Nivelamento da Camada de Assentamento Foto 36-Controle das Cotas 7. a área deve ser isolada para evitar qualquer irregularidade do colchão causada por qualquer tipo de tráfego. pois caso isso ocorra. como podemos ver a seguir: Foto 37-Espinha de Peixe 90º Foto 38-Espinha de Peixe 45º Foto 39-Trama 34 . admite diversos arranjos. Após o nivelamento da camada.5 Camada de Revestimento O piso intertravado.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Construção do pavimento BLOCOS e PISOS T& A final do pavimento. limpa e com a umidade natural. quanto ao tipo e a forma de assentamento.

Convém salientar que quando houver tráfego de veículo no pavimento.5. Estudos revelam que no caso do piso retangular. Os operários devem Foto 42-Assentamento do Piso 35 . um auxiliar para transportar e outro para abastecer o assentador com as peças. o próximo passo é a colocação das peças que formarão a camada de rolamento. o arranjo espinha-de-peixe pode proporcionar um melhor desempenho do pavimento. pois com ele ocorrem menores deformações plásticas. trabalhando sempre com proteção adequada e no esquema de rodízio para não sobrecarregar a capacidade física do assentador.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Construção do pavimento BLOCOS e PISOS T& A Foto 40-Fileira Após a escolha do tipo e formato do piso que deve ser assentado e a camada de assentamento pronta. Foto-41-Formas Arquitetônicas 7. pois ela é fundamental para a qualidade final do mesmo.1 Assentamento das peças A etapa de assentamento das peças é considerada a mais importante da construção do pavimento. A equipe mínima de trabalho deverá ser constituída por três operários: um assentador. não devem existir juntas contínuas que fiquem paralelas ao sentido do tráfego.

e sempre iniciar por pontos de referÍncias. encaixando-se com cuidado. É importante manter sob controle o posicionamento e o alinhamento das peças. como por exemplo. Se ocorrer o surgimento de fendas. utilizandose. as peças devem ser batidas com martelo de borracha. tendo sempre em vista um melhor ajuste. As juntas entre as peças devem variar de 2 a 3 mm. linhas longitudinais e transversais fixadas e esticadas a Foto 43-Alinhamento das Peças Foto 44-Guilhotina Hidráulica 36 Foto 45-Serra Circular . não afetando o colchão de areia.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Construção do pavimento BLOCOS e PISOS T& A Ao iniciar a colocação das peças. onde os apoios são bem definidos. lado a lado. o meio-fio. deve-se ter o cuidado com o ângulo correto. para isso. As peças devem ser posicionadas firmemente.

diferenciando-se pelo número de passadas que a placa vibratória terá que executar. Com a serra circular. damos início à última etapa: o espalhamento da camada de areia fina ou pó-de-pedra sobre o pavimento. a qualidade e a precisão do corte da peça é superior ao método da guilhotina.Dever„o ser realizadas pelo menos duas passadas em diversas direções. o custo é um pouco maior. 1m do limite de 7.5. A compactação é realizada em duas passadas sobre toda a área. devido à 7. A compactação final tem como objetivo conferir uma estabilidade definitiva ao pavimento.3 Rejuntamento.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Construção do pavimento BLOCOS e PISOS T& A Terminada a colocação de todas as peças inteiras do trecho. Existem duas maneiras de se seccionar a peça: a guilhotina e a serra circular. cuidando-se para que haja uma sobreposição dos percursos para evitar a formação de “degraus”. e com uma vassoura o operário varre até que as juntas entre as peças sejam completamente preenchidas. devem-se assentar os ajustes (fração das unidades) nos espaços. compactação final e limpeza Uma vez executada a compactaÁ„o inicial. observando-se a sobreposição 37 . Por outro lado. A compactação deve parar.2 Compactação inicial Após o assentamento das peças num trecho do pavimento. executa-se a compactação inicial com placa vibratória. a pelo menos. Uma fina camada de areia ou pó é espalhada sobre as peças. junto aos confinamentos externos e internos. Sua execução Foto 46-Compactação Inicial se procede da mesma forma como a compactação inicial.5.

o operário deve fazer a varrição final para posteriormente o pavimento ser liberado para o tráfego.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Construção do pavimento BLOCOS e PISOS T& A nos percursos sucessivos. Foto 47-Compactação Final Foto 48-Limpeza Final 38 . Após a compactação final.

mas a estética. é importante que saibamos cuidar e identificar os problemas que venham a ocorrer no pavimento intertravado com blocos de concreto.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto 8. Baseado nisso. O pavimento intertravado deve ser limpo apenas com uma varrição e esporadicamente é permitido um jato de água não muito Para que o pavimento tenha um bom desempenho. as juntas devem estar preenchidas e seladas. 39 . USO E MANUTENÇÃO Uso e manutenção BLOCOS e PISOS T& A 8 Capítulo Podem ocorrer afundamentos no pavimento devido a problemas nas camadas que antecedem a camada de rolamento ou problemas nas redes de tubulação. tanto na utilização quanto na manutenção. Todo pavimento requer cuidados específicos. Caso isso ocorra. as peças deverão ser removidas e o problema solucionado efetuando-se em seguida a recolocação das peças. O possível surgimento de grama nas juntas não atrapalha o desempenho.

Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto 9 FOTOS DE OBRAS Fotos de obras BLOCOS e PISOS T& A 9 Capítulo 41 .

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abcp. São Paulo. São Paulo. I. São Paulo.Manual Técnico de Piso Intertravado de Concreto Referências BLOCOS e PISOS T& A REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND. São Paulo: Votorantim. CARVALHO. PavimentaÁ„o com peÁas prÈ-moldadas de concreto. 1989. Guia b·sico de utilizaÁ„o do cimento portland. 1987. Quem somos. PeÁas de concreto para pavimentaÁ„o. São Paulo: ABCP.org. Acesso em: 27 jan.abnt. determinaÁ„o da resistÍncia ‡ compress„o. Emprego de blocos prÈ-moldados de concreto em pavimentaÁ„o. Disponível em: <www. Acesso em: 27 jan. São Paulo. 2002. 1987. 1992.br/>. 45 . FERNANDES. Célula Geração de Mercados. Ensaios em blocos de concreto e pavimentos intertravados. 2004. 2004. ABCP: São Paulo. São Paulo. M. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Curso b·sico de pavimentos intertravados. D.org. 1997. de. Disponível em: <www. 1997.br/>. Meio-fio prÈ-moldado de concreto. 2000. especificaÁ„o. Institucional. PeÁas de concreto para pavimentaÁ„o.

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