P. 1
CARREIRA DE ENFERMAGEM

CARREIRA DE ENFERMAGEM

|Views: 565|Likes:
Publicado porRita Semedo

More info:

Published by: Rita Semedo on Mar 05, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/31/2013

pdf

text

original

2 – Diploma de Carreira de Enfermagem para CTFPs

PROPOSTA INICIAL DA CNESE PROPOSTAS INICIAIS DO MS – 9.Dez.2008 ESTRUTURA DE CARREIRA ACORDADA

2 – Diploma de Carreira de Enfermagem para CTFPs
PROPOSTA INICIAL DA CNESE PROPOSTAS INICIAIS DO MS – 9.Dez.2008 ESTRUTURA DE CARREIRA ACORDADA

Áreas de actuação/

O MS propôs consagrar artigos sobre a “natureza do nível habilitacional” e “qualificação de enfermagem” consubstanciando um claro ataque a matérias que regem a Autonomia dos Enfermeiros (REPE, etc), designadamente: possibilidade que outras entidades (empregadoras), que não a Ordem dos Enfermeiros, atribuíssem Títulos (Enfermeiro e Enf. especialista); qualificação estava quase ao nível dos “técnico-profissionais”; pretendiam eliminar normas centrais do REPE. Aplica-se a três áreas de actuação, Consagrava as três áreas de actuação, correspondentes à Prestação de mas de forma muito genérica e não reCuidados, Gestão e Assessoria. gulamentada. A área de Prestação de Cuidados (Gerais e Especializados), estruturase e desenvolve-se numa Categoria, de Enfermeiro, integrando os Enf. com o Título de Enfermeiro Especialista.As áreas de Gestão e Assessoria são exercidas em comissão de serviço. Carreira com 2 Categorias: Enfermeiro e Enf. Sénior. Enf. Sénior presta Cuidados Especializados e exerce as funções de Gestão em comissão de serviço. Não havia qualquer regulação das comissões de serviço.

Nível habilitacional e qualificação profissional

A CNESE conseguiu salvaguardar a Autonomia da Profissão, designadamente a manutenção da atribuição dos Títulos pela Ordem dos Enfermeiros e que “os Enfermeiros têm uma actuação de complementaridade funcional relativamente aos demais profissionais de saúde, mas dotada de gual nível de dignidade e autonomia de exercício profissional” .

Horários de trabalho

Carreira Especial

Carreira Especial

Carreira Especial

O Regime de Trabalho é de 35h, podendo haver outras modalidades; Manutenção das actuais regras de organização, prestação e compensação de trabalho

Na 1ª Proposta: o período normal de trabalho era de 35 h, podendo, como período normal de trabalho, ser de 42h; tempo parcial de 24h; Pagamentos nos termos da Lei geral (RCTFP) o que significava menos 200/400 euros mensais, em média, de Horas Complementares. MS Começou por propor 90 e depois 240 dias

O período normal de trabalho dos Enfermeiros é de 35h semanais. Até ao ACT mantém-se em vigor (art.º 28) a legislação da Actual Carreira (DL 437/91) sobre Horários (Cap. VI, art. 54º a 56º). Significa que, entre outros aspectos, no que respeita ao pagamento de Horas de Qualidade/Extra continua a aplicar-se o DL 62/79 (Hosp. e C. Saúde). Até ao ACT mantém-se ainda em vigor (art.º 28) o art.º 57º da Actual Carreira (DL 437/91) relativo à Psiquiatria, IDT e Oncologia. O Período Experimental é de 90 dias. Considera-se cumprido o Período Experimental sempre que o C.T.I. tiver sido imediatamente precedido de um Contrato para o Exercício Profissional Tutelado, com a mesma Instituição e por período igual ou superior aos 90 dias.

Carreira de Enfermagem

Alteração do DL do ACES

Consagra as três áreas de actuação — Prestação de Cuidados, Gestão (funções de Chefia e Direcção) e Assessoria de forma muito mais regulada. Fixa que a Carreira se organiza em várias áreas de exercício: a Hospitalar; Saúde Pública; Cuidados Primários, Continuados e Paliativos; Comunidade; Pré-Hospitalar; Enfermagem do Trabalho e outras. Carreira com 2 Categorias: Enfermeiro e Enf. Principal. Enfermeiro: Prestar Cuidados Gerais e Especializados (os detentores do título de Enf. Especialista até irem para Enf. Principais); Enf. Principal: Prestar Cuidados Especializados; Integrar Comissões/Grupos que fazem Assessoria a tempo inteiro ou parcial (CCInfecção, Gestão do Risco, Qualidade Organizacional e de Cuidados, etc); Coordenar funcionalmente “grupo de enfermeiros da equipa de enfermagem do serviço”, ou seja, responsáveis de turno T e N, “chefes de equipa” (Urg, BO,etc), Especialistas que acompanham/prestam/apoiam pequenos grupos de Enf na M, Especialistas que coordenam Enf. das USF, UCSP, USP; Coordenam equipas multiprofissionais (UCC, INEM, IDT). Por negociação, vão ser estabelecidos Rácios para Enf. Principal. Funções de Chefia ao nível dos Serviço e de Direcção ao nível dos Departamentos/conjunto de Serviços: Conseguimos passar do livre arbítrio/discricionariedade e da total e contínua instabilidade para a sua regulação integral (art.º 18º). O Ingresso na Carreira e acesso a Enf. Principal é por Concurso — O Regime de Concursos é a regulamentar por Portaria Até à aprovação da Portaria mantém-se em vigor (n.º 4, art.º 13º) a legislação da Actual Carreira (DL 437/91) sobre Concursos (Cap. IV, art.º 18º a 42º). Os Júris (Avaliação de Enfermeiros) continuam a integrar exclusivamente Enfermeiros. Condições de acesso a Enf. Principal — Deter o título de Enf. Especialista e Mínimo de 5 anos de exercício profissional Exercício de Funções de Chefia nos Serviços e de Direcção nos Departamentos ou grupo de Serviços (reguladas no art.º 18º) Requisitos — Ser Enf. Principal ou, caso venham a existir, estar em Categoria Subsistente e cumulativamente, deterem competências demonstradas no exercício de funções de coordenação e gestão de equipas, e mínimo de 10 anos de exercício profissional, e formação em gestão e administração de serviços de saúde. Selecção: De entre os que reúnem os requisitos, são PROPOSTOS PELA DIRECÇÃO DE ENFERMAGEM e nomeados pelo C. Adm. A CNESE esteve em desacordo com a não integração de um “procedimento concursal” , o qual consta da Acta de Acordo. Exercício de Funções — Em Comissão de Serviço por 3 anos renovável; No prazo de 30 dias após início de funções devem submeter a aprovação um Programa de Acção para a organização a Chefiar ou Dirigir; A renovação da Comissão de Serviço está dependente da apresentação, até 60 dias antes do termo, de um Relatório/Programa de Acção futuro e apreciação do nível de cumprimento dos objectivos; A Comissão de Serviço cessa a todo o tempo, por iniciativa da entidade empregadora (Lei 12-A) ou do Enfermeiro, com aviso prévio de 60 dias. Ver art. 9º e 10º do Projecto de Diploma em www.sep.org O conteúdo funcional da Categoria de Enfermeiro está fixado no art. 9º, n.º 1, sendo que o das al. j) a p) é prosseguido, exclusivamente, pelos Enfermeiros que detenham o título de Enf. Especialista (ver n.º 2). O conteúdo funcional da Categoria de Enfermeiro Principal é o que está fixado nas al. j) a p) do n.º 1 do art.º 9º (n.º 2) e nas al. a) a d) do n.º 1 do art.º 10º (ver n.º 2). As funções dos Enfermeiros que exercem “Chefia e Direcção” estão fixadas nas al. e) a r) do n.º 1 do art.º 10º (ver n.º 2), sendo de destacar que lhes compete “apoiar o Enfermeiro Director” na prossecução de várias das suas funções, designadamente na elaboração de Mapas de Pessoal de Enfermagem (que são anuais).

Estrutura de carreira

Para frequência de Formação pode ser Para frequência de Formação pode ser autorizada licença sem perda de remuneração por um período não superior a 15 dias autorizada licença sem perda de remu- úteis, a regular em ACT. Ministro da Saúde pode autorizar licença por período superior. neração por um período não superior a 10 dias úteis, a regular em ACT. Ministro da Saúde pode autorizar licença por período superior. Alteração do Decreto de Lei nº 28/2008, de 22 de Fevereiro – ACES: • Artº 15, alínea b — DESIGNAÇÃO DOS COORDENADORES — “o coordenador da UCC é designado de entre enfermeiros com o titulo de enfermeiro especialista e com experiência efectiva na respectiva área”. • Artº 25º, ponto 3, alínea b - CONSELHO TÉCNICO — “um enfermeiro com o título de enfermeiro especialista e com experiência efectiva nos cuidados de saúde primários, a exercer funções no ACES. Quanto à Estrutura Salarial, a CNESE apresentou um Princípio Enformador: “O valor económico do trabalho dos enfermeiros, plasmado na componente remuneratória da sua Carreira, para além de outros aspectos de proporcionalidade, designadamente com as restantes Carreiras Especiais, deve considerar, pelo menos, o plexo salarial da Nova Carreira Técnica Superior, tendo por base e por referência o quadro salarial da Anterior Carreira Técnica Superior.” No início/decurso do processo negocial apresentou uma proposta de Grelha Salarial, que é conhecida. Para o exercício de funções de Chefia e Direcção, fazia parte da sua proposta inicial, mais 40% e 50% da primeira posição. De acordo com os módulos de tempo de serviço definidos e Avaliação de Desempenho satisfatória. Mudança de 2 Posições mediante a obtenção do Título deEnfermeiro Especialista, atribuído pela Ordem dos Enfermeiros.Todos os enfermeiros têm o direito de ascender ao topo da Carreira. Manutenção das Categorias e Funções.Acréscimo remuneratório imediato decorrente da licenciatura.Contagem de Tempo de Serviço prestado “fora da Carreira”.Soluções que inviabilizem inversão de Posições remuneratórias.Os Enfermeiros não detentores da licenciatura devem manter a actual expectativa de desenvolvimento salarial. Proposta inicial do MS: Categoria de Enfermeiro: 11 Posições Início: Nível - 12 = 1047 €; Topo: Nível 42 = 2591 € Categoria de Enfermeiro Principal: 4 Posições Início: Nível - 44 = 2694 €; Topo: Nível - 50 = 3003 € Ou seja, para além de outras apreciações feitas à data, inícios e topos abaixo da Carreira Técnica Superior da Adm. Pública. Para o exercício de funções de Chefia e Direcção, a remuneração é a fixar em diploma próprio. Matéria a negociar a partir de 26 de Agosto Contudo, a última Proposta do MS e que constituiu “ponto de partida”: Categoria de Enfermeiro: 11 Posições. Início: Nível - 11 = 995 €; Topo: Nível - 48 = 2900 € Categoria de Enfermeiro Principal: 5 Posições. Início: Nível - 48 = 2900 €; Topo: Nível - 57 = 3364 Sendo que, o Nível 11 é para acomodar “transições” na concepção do MS. O Ingresso dos Licenciados é pela Posição 2, Nível 15 = 1201 € Já está fixado no Projecto de Diploma acordado que, para o exercício de funções de Chefia e Direcção, a remuneração é a fixar em diploma próprio. Os enfermeiros a exercer funções nas Unidades de Saúde Familiar são agrupados de forma autónoma, para efeitos remuneratórios, em tabela própria.

21

Com este quadro jurídico imposto pelo Governo passámos de um Modelo de Carreira para um Modelo de Posto de Trabalho. Principais diferenças legais que enquadram a negociação da anterior Carreira de Enfermagem e a actual.

Tipo de carreira

Os 2 Decretos-Lei sobre Qualificação Profissional e Estrutura de Carreira (1ª Fase) tiveram o acordo global da CNESE (SEP e SERAM) e da FENSE (SE e SIPE) nas respectivas reuniões negociais de 27 e 28/Julho. Foram aprovadas em Conselho de Ministros a 30/Julho.
4 – Foi publicado o Novo Regime/Lei-Quadro sobre Vínculos, Carreiras e Remunerações (Lei n.º 12-A/2008) Vínculo: Impôs a passagem de todos os Funcionário Públicos a Contrato de Trabalho em Funções Públicas (CTFP), exceptuando-se a A realidade, hoje, é estruturalmente diferente rela- Madeira e Açores. tivamente às últimas alterações pontuais à Carreira de Enfermagem que concretizámos em 1998/99 Gestão de Pessoal nas Instituições: Transfore completamente diferente do já distante Abril mou os Quadros/Vagas em Mapas/Postos de Trade 2005 quando entregámos a proposta de alteração da balho a rever anualmente (mantendo/aumentanCarreira de Enfermagem. do/diminuindo Postos de Trabalho), em função do Orçamento da Instituição; A Mudança de Nível Entre 2005 e 2009: Remuneratório, dependente exclusivamente do 1 – Mudou o estatuto jurídico das Instituições numero de Menções da Avaliação de DesempeSAs para EPEs e emergem as PPPs, embora to- nho ou Pontos, está dependente de decisão do das integrantes do SNS Conselho de Administração (CA) e da existência A admissão dos enfermeiros passou a ser por Con- de verba orçamentada; A Instituição pode recrutar trato Individual de Trabalho (CIT), que, com a cres- para qualquer Categoria ou Função e o vencicente empresarialização tende a ser o regime de mento é passível de negociação com o CA. futuro. O Governo entende que aos CIT’s se aplica o Código do Trabalho do Sector Privado, com menos Carreiras e Remunerações que balizam e condidireitos e que a Regulamentação das condições de cionam as Carreiras Especiais: i) Os Diplomas de trabalho (Carreira, Remunerações, Horários, etc) é Carreira, mesmo as Especiais/Enfermagem, passam por Instrumento de Regulamentação do Trabalho a ser generalistas e a maior parte das matérias (an– IRC/Acordo Colectivo de Trabalho – ACT. teriormente integradas nas Carreiras) passam para ACTs; Acabou com Escalões/Indíces, que passaram 2 – Foi publicado o Regime de Contrato de Trabalho a Posições/Níveis Remuneratórios. Fixou uma Tabeem Funções Públicas (Lei n.º 59/2008) la Remuneratória Única (TRU) com 115 Posições, Regula inúmeras matérias, várias das quais esta- onde se devem enquadrar os vencimentos de tovam anteriormente em Carreiras ou Leis próprias, dos os trabalhadores da AP/Enfermeiros; Fixou o designadamente Horários /Adaptabilidade/Traba- número mínimo de Posições Remuneratórias, por Catelho Extraordinário e Remunerações, Férias e Faltas, goria, consoante as Carreiras são Uni ou Pluricategoriais; Lei da Greve e Organização Sindical, SHST. Fixou regras para a construção de grelhas salariais: o último Nível da 1.ª Categoria não pode ser superior ao 3 – Foi revisto/publicado o SIADAP/Avaliação 1.º Nível da 2.ª Categoria e os “saltos” entre Níveis de Desempenho (Lei n.º 66-B/2007) têm que ser decrescentemente crescentes; Fixou Tenta impor que todos os Sistemas de Avaliação, regras de Transição para as novas Carreiras (incluinmesmos os Específicos/Enfermagem, sejam re- do Carreiras Especiais/Enfermagem): a transição já vistos e integrem vários princípios do SIADAP: não se faz por Área Funcional mas em função da Progressão/Mudança de Nível Remuneratório de Remuneração que se tem. TRANSITA-SE PARA A 5/5 Menções Positivas (5/5 anos) ou ao fim de 10 NOVA CARREIRA, MANTENDO O SALÁRIO ACpontos (1 ponto=1 ano) e Quotas para Menções TUAL. Em função desta regra de transição fixou de Mérito. a possibilidade (termos e condições) de existirem Categorias Subsistentes. A alteração da legislação da Administração Pública (AP) concretizada por este Governo e que a seu tempo contestámos, redefiniu as regras de negociação das Carreiras da AP, incluindo as Carreiras Especiais/Enfermagem.

Formação

Período Experimental

A – O novo Quadro Jurídico de negociações de Carreiras Especiais/Enf.

Ingresso na Categoria de Enfermeiro por concurso. Exercício de funções de Especialista após obtenção do respectivo título. Regulação do exercício de funções da área de Gestão e Assessoria: Requisitos — Deter o título de Enf. Especialista; 10 anos de exercício profissional; deter competências em Gestão. Selecção — Por Concurso; júri de Enfermeiros; Existência de Sistema de Classificação e direito a recurso. Exercício de funções — Comissão de Serviço de 3/4 anos, renovável e fixar condições de não renovação. O conteúdo funcional (Enfermeiro, Enf. Especialista, Enf. Gestor, Enf. Supervisor) é, com as necessárias adaptações, o inscrito no “regime” do Dec. Lei nº 437/91, de 8 de Novembro (Carreira de Enfermagem), no Decreto-Lei nº 161/96, de 4 de Setembro (REPE - Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros) e noutros instrumentos legais

O Ingresso e a passagem a Enf. Sénior são por Concurso.O Concurso é a regulamentar por Portaria. Até à existência da Portaria, os Concursos dos Enfermeiros passavam a reger-se pela Lei geral (outros que não Enfermeiros integravam Júris de Concursos de Enfermeiros). Para acesso a Enf.º Sénior: Na 1ª versão bastava ter o título de Enf. Especialista; depois título e 15 anos de especialista, etc. Na designação dos Enfermeiros para a Gestão de Serviços e/ou Departamentos e Assessoria, prevista na organização interna das instituições imperava a TOTAL DISCRICIONARIEDADE e ARBITRARIEDADE do C. Administração. O conteúdo funcional para a Categoria de Enfermeiro era apenas de “executante”, sem autonomia. Na Categoria de Enf. Sénior, o MS limitava-se a acrescentar o exercício das funções correspondentes ao título de Enf. Especialista e “possibilitava” a coordenação da prestação de cuidados e dos respectivos recursos materiais numa unidade. Em ambos os casos, eram conteúdos funcionais muito genéricos e limitativos, sem enquadrar a amplitude funcional decorrente das qualificações e competências que detemos. Não previa qualquer conteúdo funcional para a área da Gestão.

Requisitos e processo de recrutamento Exercício de funções

Estrutura/ Grelha Salarial

Avaliação do Desempenho

A concepção e o modelo de Avaliação de Desempenho assentam na que hoje temos; Só Enfermeiros avaliam Enfermeiros; Periodicidade anual; três Menções qualitativas, sendo uma diferenciadora do Mérito.

Na 1ª Proposta a Adaptação do SIADAP Até à entrada em vigor daquele Decreto-Lei, mantém-se em vigor (n.º 2, art.º 21) a legislação da Actual Carreira (DL aos Enfermeiros era para ACT, e, na sua 437/91) sobre Avaliação de Desempenho (Cap. V, art. 43º a 53º). Só Enfermeiros continuam a avaliar Enfermeiros. ausência, por Portaria. Revogava desde já Em Decreto-Lei a negociar posteriormente, será fixado um Sistema Específico tendo em consideração os princípios do SIADAP. o Sistema Especifico da actual Carreira de Enfermagem e, até à existência daqueles Instrumentos de adaptação, aplicava-se no imediato o SIADAP (Não Enfermeiros passariam a avaliar Enfermeiros). Ouve versões onde era expresso a aplicação imediata do SIADAP.

Transições

Já está fixado no Projecto de Diploma acordado que: i) Enfermeiros, Graduados e Especialistas transitam para a Categoria de Enfermeiro. ii) Enfermeiros Chefes e Supervisores transitam para a Categoria de Enf. Principal, desde que a sua remuneração não seja inferior à Posição 1. iii) Os enfermeiros a exercer funções nas Unidades de Saúde Familiar são agrupados de forma autónoma, para efeitos remuneratórios, em tabela própria. Matérias a serem negociadas a partir de 26 de Agosto.

SEP / Dep. Nac.Informação / 2009 / Agosto

Mediante a aplicação directa do SIADAP, o desenvolvimento salarial far-se-ia, em regra, de 5/5 Menções (anos) e quotas para Menções de Mérito. Rejeitou, referindo ser um automatismo. Pretendeu remeter esta possibilidade como uma consequência da Avaliação do Desempenho. Quase nenhum Enfermeiro, dos actuais e futuros, chegavam ao topo. Na 1.ª Proposta o MS não apresentou Grelha Salarial e em desconformidade com a regra geral de transição da Lei 12A), propôs que: Enfermeiros e Graduados transitassem para a Cat. de Enfermeiro; Especialistas, Chefes e Supervisores transitassem para a Categoria de Enf. Sénior. Já com Grelha Salarial e aplicando a regra de transição da 12-A (que quer cumprir): Enfermeiros, Graduados, Especialistas e alguns Chefes e Supervisores transitam para a Categoria de Enfermeiro; poucos Chefes e Supervisores transitam para a Categoria de Enf. Principal. Posteriormente propõe que integrem categorias subsistentes.

Matéria a negociar no Diploma da Avaliação de Desempenho Matérias a serem negociadas a partir de 26 de Agosto Com a Alteração Estatutária da OE mais justa é esta exigência

Funções

Desenvolvimento Salarial

participa nas reuniões

todos pela valorização salarial desta carreira

Com este quadro jurídico imposto pelo Governo passámos de um Modelo de Carreira para um Modelo de Posto de Trabalho. Principais diferenças legais que enquadram a negociação da anterior Carreira de Enfermagem e a actual.

Declaração conjunta de acordo

2 – Em relação à Estrutura de Carreira de Enfermagem
Para além das actividades inerentes à Prestação de Cuidados (gerais e especializados), Gestão, Formação e Ensino que os enfermeiros prosseguem (com os contributos da Investigação) em função das suas habilitações/qualificações profissionais (REPE) em diferentes domínios (Prestação, Gestão e Assessoria) e contextos organizacionais, relativamente à Estrutura de Carreira, a CNESE sempre defendeu (Congresso de 2002/Proposta 2005): • Uma Categoria para a Prestação de cuidados (gerais e especializados); • exercício de funções de Gestão (Chefia e Direcção) em comissão de serviço; • regulação da Assessoria. Com a publicação da Lei 12-A, em 2008, face às balizas e condicionamentos que o Governo estabeleceu ao fixar as regras relativamente à Estrutura Salarial, maior pertinência tinha a proposta da CNESE, no sentido de viabilizar que todos os enfermeiros, em termos salariais, tivessem a possibilidade de atingir o topo da Carreira Técnica Superior (CTS). O MS começou por apresentar e, assim manteve, uma Proposta com duas Categorias. Depois de várias reuniões e para viabilizar a continuidade do processo negocial, em Abril, os Sindicatos admitem negociar nessa base desde que: 1. a categoria de Enf. Principal fosse para a Gestão dos Serviços, 2. na de Enfermeiro, se consagrasse a possibilidade de, no decurso da vida profissional activa, atingir o topo da CTS (Nível 57). O MS aceita o primeiro segmento e neste quadro chegámos a acordar condições de acesso a Enf. Principal (Título de Enf. Especialista e 10 anos de exercício), conteúdos funcionais (“Gerir o Serviço) e que as comissões de serviço (art.º 18º) seriam apenas para os Departamentos. Nas reuniões de Maio e primeira de Junho, em que foi aprofundadamente discutida a matéria salarial e de transição, Ministérios da saúde e Finanças assumem que no topo da Categoria de Enfermeiro, não consagram o Nível 57. Mais grave, chegam a referir que até o poderiam fazer mas impunham uma Grelha com 14 Posições e “progressão” de 5/5 Menções (anos), igual à CTS, o que significava que nenhum Enfermeiro, dos actuais e dos futuros, teria a possibilidade de atingir o topo (60 anos de exercício). Neste contexto, e voltando atrás, o próprio MS recoloca a proposta da Categoria de Enf. Principal não ser exclusivamente para a Gestão. É neste cenário que os Sindicatos, firmes no objectivo de tudo fazerem para que os Enfermeiros tenham a possibilidade de atingir o Topo Salarial da CTS e regular a área da Gestão, decidem: 1. propor mecanismos para que o maior número de Enfermeiros reúna condições de aceder a Enf. Principal (Título de Especialista e 5 anos de exercício e criar rácios) e, assim, tenha a possibilidade de atingir o Topo da CTS; 2. propor que a “Gestão” dos Serviços passasse para comissão de serviço (art.º 18), o que implicava reformular o conteúdo funcional de Enf. Principal (retirando-lhe as funções ligadas à “Gestão”), fixar funções de Chefia e Direcção e regular convenientemente este exercício de funções. Esta era a melhor via para evitar que o C. Adm, de entre os Enf. Principais de um mesmo Serviço, escolhesse sem critério e de forma discricionária um para Gerir o Serviço e decidisse, também, de forma arbitrária quando o mantinha ou retirava.

Acta de acordo com Ministérios da Saúde e Finanças — 31 de Julho 2009

Características Recrutamento Regulamentação Ingresso Duração Evolução Profissional Remuneração Experiência Profissional Vantagem Desvantagem

MODELO DE CARREIRA Decretos-Lei n.ºs 437/91, 412/98 e 411/99 Na base da carreira Exaustiva e pormenorizada Habilitações académicas e profissionais Tendencialmente vitalícia Antiguidade e qualificações formais Definida em estatuto Só a que é obtida dentro da carreira Valores de serviço público Rigidez e igualização dos trabalhadores

MODELO DE POSTO DE TRABALHO Lei n.º 12-A/2008 - Carreiras Gerais e Especiais Em qualquer Posto de Trabalho Bases genéricas, maior parte para ACTs Nível de Competências Sem garantia de emprego Condicionada ao Orçamento e Avaliação. Não há progressões salariais automáticas Variável e personalizada Reconhecimento da totalidade da experiência profissional Flexibilidade, competitividade, mérito Proliferação de Regimes face à descentralização de decisões

Apesar das lutas da Administração Pública/Frente Comum, o Governo balizou, condicionou e impôs diversas soluções, ao longo do processo negocial da Carreira de Enfermagem.

1 – Relativamente ao Âmbito de aplicação da Carreira de Enfermagem: CTFP e CITs
A CNESE sempre defendeu “uma Carreira para a Enfermagem inteira” (CTFP e CIT’s). Nas reuniões de 27 de Agosto e 17 de Setembro, o MS não assume qualquer compromisso sendo que depois da Greve e Manifestação de 30/9 e 1/10, na reunião negocial de 23/10 reconhece a necessidade de harmonizar algumas matérias de Carreira entre CTFP e CITs. Na reunião negocial de 9/12/08, o MS apresenta uma 1.ª Proposta de Diploma de Carreira, aplicável aos CTFP e CITs das EPE’s, muito genérica e remetendo a generalidade das matérias para dois ACT’s (um para CITs e outro para CTFPs). No dia 10/12, todos os Sindicatos dos Sectores de Enfermagem, Medicina e Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica assumem uma posição conjunta de defesa de uma Lei única, por sector profissional, que se aplique a CTFPs e CITs. Com a nova Proposta de Diploma de 20/2/09, o MS pretende que as poucas matérias reguladas nesta Carreira se apliquem, apenas aos futuros CITs. Com a Greve de 20/2, com a nova proposta de Diploma de 31/3, o MS já garante que a Carreira é aplicável aos actuais e futuros CITs, mas a generalidade das matérias vão para ACT, incluindo a fixação de remunerações mínimas para os futuros. Com a Greve de 2 e 3/4 e 12/5 (e Manifestação), nas reuniões negociais de 27/5 e 2/6 o MS apresenta nova Proposta: um Diploma de Carreira para CITs e um Diploma de Carreira para CTFP. No sentido de melhor defender os interesses dos Enfermeiros e dado serem os Sindicatos de Enfermagem os unicos que ainda defendiam um Diploma único para todos (CTFPs CITs), a CNESE admitiu negociar este “formato” de dois Diplomas. Mas a exigência e o objectivo mantêm-se inalterados: o resultado da negociação terá que se aplicar a todos os enfermeiros, independentemente do vínculo.

3 – Relativamente a estes Decretos-Lei de Carreira de Enfermagem integrarem/ou não “Salários e Transições”
Após as reuniões de Maio e Junho, em torno da Estrutura de Carreira e Salários/Transições, ficou claro que não havia condições para estabelecer qualquer Acordo sobre as matérias Salariais. Na última reunião de Junho e primeira de Julho, o próprio MS propõe passar as matérias Salariais para Decreto Regulamentar, como fez com o Sector Médico. A CNESE sabia que, para termos os Diplomas de Carreira publicados antes das eleições (contando com os 40 dias que o Presidente da República tem para Promulgar), teriam de ir a Reunião do Conselho de Ministros na última quinzena de Julho. Foi neste contexto que os Sindicatos avaliaram vantagens e inconvenientes: a) Manter todas as matérias (Salariais e não salariais) no mesmo Diploma — nunca haveria hipótese de Acordo nas matérias Salariais e o MS livremente poderia decidir: 1. impor os Diplomas levando-os como estavam a Conselho de Ministros; 2. adiar a negociação para a próxima legislatura b) Separar em Diplomas diferentes as matérias Salariais e Não Salariais e confrontar o MS com todas as exigências para um Acordo, incluindo o compromisso escrito dos Ministério da Saude e Finanças que, sobre as matérias Salariais, as negociações seriam retomadas na última semana de Agosto, em que as suas actuais Propostas “seriam ponto de partida”. Conscientes de que estes Diplomas constituem as “Leis-quadro” das futuras Carreiras de Enfermagem e que era fundamental ter os diplomas publicados nesta legislatura, os Sindicatos não tiveram dúvidas que, na defesa do melhor interesse dos Enfermeiros, a melhor opção seria separar as matérias em diplomas diferentes. Assim concretizaram e obtiveram os resultados que aqui apresentamos.

B – Momentos do processo negocial que exigiram alterações mas mantendo os objectivos

A Lei n.º 12-A foi publicada a 27 de Fevereiro de 2008. O Governo tinha 6 meses para rever as Carreiras Especiais. Não concretizou. Após a tomada de posse da nova Ministra da Saúde, Ana Jorge, a CNESE reuniu pela primeira vez com o MS a 16/Abril/2008. A partir daí, nomeadamente de finais de Julho de 2008, momento em que o MS remeteu à CNESE a sua primeira Contraproposta de Princípios enformadores, até 27 de Julho de 2009 o MS apresentou 9 C – Análise da 1.ª Versões do Projecto de Diploma e a Fase do Processo CNESE as consequentes Contrapropostas e houve 16 reuniões negociais. Houve avanços e recuos próprios Negocial duma negociação, mas os resultados que se obtiveram só foram possíveis devido às 3 Concentrações, 2 Manifestações e 4 Greves (envolvendo 6 dias no total) que realizámos. De onde partimos 1 – Diploma de Carreira de Enfermagem para CITs das EPes e das PPPs Para o MS: (Proposta da • No início era tudo para regular em ACT; CNESE) • Depois propôs 1 Diploma (CTFPs e Futuros CITs das EPEs) muito genérico e restantes matérias para ACT; • Por fim fixaram-se a existência de 2 Diplomas. 1.ª Proposta do No sentido de haver um percurso comum de desenvolvimento profissional, mobilidade inter-institucional MS e harmonização de direitos e deveres, sem colidir com a autonomia destas instituições de gestão e empresarial, o Diploma: Resultados • é aplicável aos actuais e futuros Enfermeiros a CIT nas EPE’s e nas PPPs; obtidos • a questão da habilitação, qualificação, áreas de exercício profissional, categorias (Enfermeiro e Enfermeiro Principal), deveres, conteúdos funcionais e condições de admissão (designadamente a Enf. Principal) são (27.Julho.09) iguais aos do CTFP; • Embora o Código do Trabalho e o Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas definam as matérias e os procedimentos da Contratação Colectiva entre Sindicatos e “patrões”, está assumido pelo Ministério da Saúde que os dois ACT’s serão praticamente iguais, nomeadamente, os concursos, os horários de trabalho (35 horas) e a grelha salarial (esta como mínimo) que vier a ser negociada. A CNESE ESTEVE EM DESACORDO COM A NÃO INTEGRAÇÃO DE UM ARTIGO SOBRE A HAMONIZAÇÃO DO DIEITOS E DEVERES (ficou apenas no preâmbulo do diploma).

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->