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Curso de Direito

DIREITO PENAL III

(Proibida a Reprodução)

1
Expediente
Curso de Direito — Coletânea de Exercícios

Direção Nacional do Centro de Ciências Jurídicas


Profa. Solange Ferreira de Moura

Coordenação do Projeto
Prof. Sérgio Cavalieri Filho

Coordenações Pedagógicas
Profa. Sonia Regina Vieira Fernandes
Profº Marcos Lima

Organização da Coletânea
Prof.ª Daniela Duque-Estrada

Professores Colaboradores
Prof.ª Ana Paula Lopes Ribeiro
Prof.ª Cláudia Serpa Costa Ribeiro
Prof.ª Cristiane de Costa Pereira Iannuzzi
Prof.ª Eloísa Helena de Oliveira S Rodrigues
Prof. Jorge Viana Dória
Prof.ª Marcelle Rezende Saraiva de Carvalho
Prof.ª Patricy Barros Justino

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APRESENTAÇÃO

Caro aluno

A Metodologia do Caso Concreto aplicada em nosso Curso de Direito é centrada na articulação entre teoria
e prática, com vistas a desenvolver o raciocínio jurídico. Ela abarca o estudo interdisciplinar dos vários ramos do
Direito, permitindo o exercício constante da pesquisa, a análise de conceitos, bem como a discussão de suas
aplicações.
O objetivo é preparar os alunos para a busca de resoluções criativas a partir do conhecimento acumulado,
com a sustentação por meio de argumentos coerentes e consistentes. Desta forma, acreditamos ser possível tornar as
aulas mais interativas e, consequentemente, melhorar a qualidade do ensino oferecido.
Na formação dos futuros profissionais, entendemos que não é papel do Curso de Direito tão somente
oferecer conteúdos de bom nível. A excelência do curso será atingida no momento em que possamos formar
profissionais autônomos, críticos e reflexivos.
Para alcançarmos esse propósito, apresentamos a Coletânea de Exercícios, instrumento fundamental da
Metodologia do Caso Concreto. Ela contempla a solução de uma série de casos práticos a serem desenvolvidos pelo
aluno, com auxílio do professor.
Como regra primeira, é necessário que o aluno adquira o costume de estudar previamente o conteúdo que
será ministrado pelo professor em sala de aula. Desta forma, terá subsídios para enfrentar e solucionar cada caso
proposto. O mais importante não é encontrar a solução correta, mas pesquisar de maneira disciplinada, de forma a
adquirir conhecimento sobre o tema.
A tentativa de solucionar os casos em momento anterior à aula expositiva, aumenta consideravelmente a
capacidade de compreensão do discente.
Este, a partir de um pré-entendimento acerca do tema abordado, terá melhores condições de, não só
consolidar seus conhecimentos, mas também dialogar de forma coerente e madura com o professor, criando um
ambiente acadêmico mais rico e exitoso.
Além desse, há outros motivos para a adoção desta Coletânea. Um segundo a ser ressaltado, é o de que o
método estimula o desenvolvimento da capacidade investigativa do aluno, incentivando-o à pesquisa e,
consequentemente, proporcionando-lhe maior grau de independência intelectual.
Há, ainda, um terceiro motivo a ser mencionado. As constantes mudanças no mundo do conhecimento – e,
por conseqüência, no universo jurídico – exigem do profissional do Direito, no exercício de suas atividades, enfrentar
situações nas quais os seus conhecimentos teóricos acumulados não serão, per si, suficientes para a resolução das
questões práticas a ele confiadas.
Neste sentido, e tendo como referência o seu futuro profissional, consideramos imprescindível que, desde
cedo, desenvolva hábitos que aumentem sua potencialidade intelectual e emocional para se relacionar com essa
realidade. E isto é proporcionado pela Metodologia do Estudo de Casos.
No que se refere à concepção formal do presente material, esclarecemos que o conteúdo programático da
disciplina a ser ministrada durante o período foi subdividido em 15 partes, sendo que a cada uma delas chamaremos
“Semana”. Na primeira semana de aula, por exemplo, o professor ministrará o conteúdo condizente a Semana nº1. Na
segunda, a Semana nº2, e, assim, sucessivamente.
O período letivo semestral do nosso curso possui 22 semanas. O fato de termos dividido o programa da
disciplina em 15 partes não foi por acaso. Levou-se em consideração não somente as aulas que são destinadas à
aplicação das avaliações ou os eventuais feriados, mas, principalmente, as necessidades pedagógicas de cada
professor.
Isto porque, o nosso projeto pedagógico reconhece a importância de destinar um tempo extra a ser utilizado
pelo professor – e a seu critério – nas situações na qual este perceba a necessidade de enfatizar de forma mais intensa
uma determinada parte do programa, seja por sua complexidade, seja por ter observado na turma um nível
insuficiente de compreensão.
A certeza que nos acompanha é a de que não apenas tornamos as aulas mais interativas e dialógicas, como
se mostra mais nítida a interseção entre os campos da teoria e da prática, no Direito.
Por todas essas razões, o desempenho e os resultados obtidos pelo aluno nesta disciplina estão intimamente
relacionados ao esforço despendido por ele na realização das tarefas solicitadas, em conformidade com as orientações
do professor. A aquisição do hábito do estudo perene e perseverante, não apenas o levará a obter alta performance no
decorrer do seu curso, como também potencializará suas habilidades e competências para um aprendizado mais denso
e profundo pelo resto de sua vida.
Lembre-se: na vida acadêmica, não há milagres, há estudo com perseverança e determinação. Bom trabalho.

Direção do Centro de Ciências Jurídicas

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PROCEDIMENTOS PARA UTILIZAÇÃO DAS COLETÂNEAS DE EXERCÍCIOS

1- O aluno deverá, antes de cada aula, desenvolver pesquisa prévia sobre os temas objeto de
estudo de cada semana, envolvendo a legislação, a doutrina e a jurisprudência e apresentar
soluções, por meio da resolução dos casos, preparando-se para debates em sala de aula.
2- Antes do início de cada aula, o aluno depositará sobre a mesa do professor o material relativo
aos casos pesquisados e pré-resolvidos, para que o docente rubrique e devolva no início da
própria aula.
3- Após a discussão e solução dos casos em sala de aula, com o professor, o aluno deverá
aperfeiçoar o seu trabalho, utilizando, necessariamente, citações de doutrina e/ou jurisprudência
pertinentes aos casos.
4- A entrega tempestiva dos trabalhos será obrigatória, para efeito de lançamento dos graus
respectivos (zero a um), independentemente do comparecimento do aluno às provas.
4.1- Caso o aluno falte à AV1 ou à Av2, o professor deverá receber os casos até uma semana
depois da prova, atribuir grau e lançar na pauta no espaço específico.
5- Até o dia da AV 1 e da AV2, respectivamente, o aluno deverá entregar o conteúdo do
trabalho relativo às aulas já ministradas, anexando os originais rubricados pelo professor, bem
como o aperfeiçoamento dos mesmos, organizado de forma cronológica, em pasta ou envelope,
devidamente identificados, para atribuição de pontuação (zero a um), que será somada à que for
atribuída à AV1 e AV2 (zero a nove).
5.1- A pontuação relativa à coletânea de exercícios na AV3 (zero a um) será a média aritmética
entre os graus atribuídos aos exercícios apresentados até a AV1 e a AV2 (zero a um).
6- As provas (AV1, AV2 e AV3) valerão até 9 pontos e serão compostas de questões objetivas,
com respostas justificadas em até cinco linhas, e de casos concretos, baseados nos casos
constantes das Coletâneas de Exercícios, salvo as exceções constantes do regulamento próprio.

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SUMÁRIO

SEMANA 1 – Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Vida. Homicídio: noções


gerais. Figuras típicas do homicídio: homicídio simples e homicídio privilegiado.

SEMANA 2 - Crimes contra a pessoa. Homicídio. Continuação. Figuras típicas do


homicídio: homicídio qualificado. Homicídio culposo. Homicídio culposo previsto no
Código Penal e o homicídio culposo no Código de Trânsito Brasileiro – confronto.
Perdão Judicial.

SEMANA 3 - Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Vida. Induzimento, instigação


e auxílio ao suicídio. Infanticídio. Aborto.

SEMANA 4 Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Vida. Aborto. Figuras Típicas.

SEMANA 5 Crimes contra a Pessoa. Lesões Corporais. Lesões Corporais previstas


no Código Penal e Lesões Corporais no Código de Trânsito Brasileiro – confronto.
Perdão judicial. A representação como condição de procedibilidade da ação penal
para o delito de lesões corporais leves e culposas.

SEMANA 6 Crimes contra a Pessoa. Da Periclitação da Vida e da Saúde. Crimes de


perigo.Perigo de contágio venéreo. Perigo de contágio de moléstia grave. Perigo
para a saúde de outrem. Abandono de incapaz e exposição e abandono de recém
nascido.

SEMANA 7 Crimes contra a Pessoa. Da Periclitação da Vida e da Saúde. Crimes de


perigo. Omissão de socorro. Crimes omissivos próprios e impróprios. Maus tratos.
Rixa.

SEMANA 8 Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Honra. Figuras típicas: Calúnia,
injúria e difamação. Exceção da verdade nos crimes contra a honra. Semelhanças e
dessemelhanças entre calúnia e difamação.

SEMANA 9 Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Honra. Continuação. O delito


de Injúria. Espécies. A injúria real. Disposições Gerais sobre os crimes contra a
honra. Formas majoradas. Causas especiais de exclusão do delito. A retratação. O
pedido de explicações em juízo. Ação penal nos crimes contra a honra.

SEMANA 10 Crimes contra a Pessoa. Dos crimes contra a Liberdade Individual.


Constrangimento ilegal. Ameaça. Seqüestro e redução a condição análoga à de
escravo. Violação de domicílio. Violação de correspondência. Violação de segredo.
Violação da intimidade.

SEMANA 11 Crimes contra o Patrimônio. O princípio da insignificância e os delitos


contra o patrimônio. Furto. Figuras típicas. Concurso de pessoas. Concurso de
Crimes. Distinção entre o delito furto e outras figuras típicas. Furto de coisa
comum. O consentimento do ofendido do delito de furto. Escusas absolutórias.

SEMANA 12 Crimes contra o patrimônio. Roubo. Distinção entre roubo próprio e


impróprio.Figuras típicas.Concurso de pessoas. Concurso de Crimes.

SEMANA 13 Crimes contra o patrimônio. Extorsão. Extorsão mediante seqüestro.


Extorsão indireta.

SEMANA 14 Crimes contra o Patrimônio. Estelionato e outras fraudes. Receptação.

5
SEMANA 15 Crimes contra o Patrimônio. Usurpação. Dano. Apropriação Indébita.
Apropriação previdenciária. Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou
força da natureza. Apropriação de coisa achada. Crimes contra o Sentimento
Religioso e contra o Respeito aos Mortos

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SEMANA 1
Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Vida. Homicídio: noções gerais. Figuras
típicas do homicídio: homicídio simples e homicídio privilegiado.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:

• compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos


constitucionais.
• aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente
as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e
infraconstitucionais.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos


constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal.São Paulo:


Saraiva.v 2., capítulo II .
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, título I,
capítulo I.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. São Paulo: RT. v.2,
Primeira parte, capítulo I.,1..
• TJRS - Embargos de Nulidade n. 70017274515, Primeiro Grupo de Câmaras
Criminais, Rel. Des.Ranolfo Vieira, julgado em 10/11/2006).

CASO CONCRETO 1

Hélio, com a intenção de causar a morte de Gracindo, e sabendo que este coloca
ração, todas as manhãs bem cedo, para patos, no lago existente dentro do
condomínio no qual residem, passa na vasilha destinada à colocação do alimento
dos animais um veneno que acarreta a morte em algumas horas, com um simples
contato com o corpo. Entretanto, para surpresa de Hélio, na manhã esperada, em
lugar de Gracindo, comparece para alimentar os animais a filha de seu desafeto,
Leandra, que acaba por tocar a vasilha e contaminar-se. Com a finalidade de
afastar qualquer suspeita, Hélio tranca Leandra num cômodo próximo ao lago, onde
normalmente fica guardado o material de jardinagem, impedindo-a de pedir
socorro. Sendo certo que Leandra faleceu poucas horas após o envenenamento, é
correto imputar à conduta de Hélio os delitos de homicídio doloso na forma tentada
em relação a Gracindo e homicídio culposo em relação a Leandra? Responda
justificadamente com base nos estudos feitos sobre o tema.

CASO CONCRETO 2

Ubirajara, 59 anos, encontra-se em fase terminal de um câncer de próstata.


Internado há mais de sessenta dias e com fortes dores somente amenizadas pelo
uso de pesadas drogas, em determinado dia chama seu médico particular e amigo,
Carlos, e lhe pede que ministre juntamente com a medicação um veneno que o

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mate de forma rápida, pois não suporta mais conviver com sua dor e de sua
família, principalmente de sua amada esposa Helena. Carlos, emocionado e movido
pela compaixão e respeito ao velho amigo, aceita seu pedido e, na manhã seguinte,
ministra não o veneno solicitado, mas outra medicação capaz de acelerar a morte
de Ubirajara. Sendo certo que Carlos realizou o desejo de seu amigo pode afirmar-
se que o mesmo não será responsabilizado pelo resultado morte face à
inexigibilidade de conduta diversa? Responda justificadamente com base nos
estudos feitos sobre o tema.

QUESTÕES OBJETIVAS

1)Alonso, com evidente intenção homicida, praticou conduta compatível com a


vontade de matar Betina. A partir dessa situação hipotética, assinale a opção
correta: (34° Exame OAB/Cespe - UnB)

a) Caso Alonso interrompesse voluntariamente os atos de execução, caracterizar-se


ia desistência voluntária, e ele só responderia pelos atos já praticados.
b)Caso Alonso utilizasse os meios que tinha ao seu alcance para atingir a vítima,
mas não conseguisse fazê-lo, ele só responderia por expor a vida de terceiro a
perigo.
c)Caso Alonso fosse interrompido, durante os atos de execução, por circunstâncias
alheias à sua vontade, não chegando a fazer tudo que pretendia para consumar o
crime, não se caracterizaria a tentativa de homicídio, mas lesão corporal.
d)Caso Alonso não fosse interrompido e, após praticar tudo o que estava ao seu
alcance para consumar o crime, resolvesse impedir o resultado, obtendo êxito neste
ato, caracterizar-se-ia o arrependimento posterior, mas ficaria afastado o
arrependimento eficaz.

2) Fernando Cerol, ao encontrar com seu desafeto Silvio Correpouco, desferiu-lhe


cinco facadas,provocando-lhe ferimentos mortais. Socorrido rapidamente, Silvio foi
levado ao hospital Boa Sorte, onde morreu por efeito de substância nociva
ministrada por engano pelo médico socorrista. Qual a tipificação do ato praticado
por Fernando? (Promotor de Justiça – ES)

a) Contravenção penal prevista no art. 19, dec.lei n.3688/1941.


b) Perigo para a vida ou saúde de outrem.
c) Homicídio consumado.
d) Homicídio tentado.
e) Lesões corporais.

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SEMANA 2

Crimes contra a pessoa. Homicídio. Continuação. O Homicídio Qualificado. O


Homicídio Culposo. O homicídio culposo previsto no Código Penal e o homicídio
culposo no Código de Trânsito Brasileiro – confronto. Perdão Judicial.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:


• compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos
constitucionais
• aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• analisar a incidência de circunstâncias majorantes, qualificadoras, bem como
de causas especiais de diminuição de pena ou circunstâncias atenuantes
genéricas;
• analisar a possibilidade da concorrência entre qualificadoras e privilégio no
delito de homicídio;
• analisar a incidência da Lei n. 8072/1990 (crimes hediondos) nos delitos
contra a vida, especificamente, homicídio e suas conseqüências.
• solucionar casos concretos nos quais haja um aparente conflito de normas
entre o delitos contra a vida e outras figuras típicas, bem como identificar os
casos nos quais haja concurso de crimes e continuidade delitiva.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos


constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal.São Paulo:


Saraiva.v.2, capítulo II.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, título I,
capítulo I e v. 4.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. São Paulo: RT. v.2,
Primeira parte, capítulo I.1..
• STF, HC 86969 /RS, Segunda Turma, Rel.Min. Gilmar Mendes, julgado em
13/12/2005.
• STJ, Resp. 922932/SP, Rel.Min. Felix Fischer, julgado em 13/12/2007.
• STJ - Res 663251/MG ; Res 515350/RS ; Res 326118/MS ; Res 196578/RO.
• TJRS - Embargos Infringentes n. 70008620320, Primeiro Grupo de Câmaras
Criminais, Rel. Des. Laís Rogéria Alves Barbosa, julgado em 01/08/2008.
• STJ - HC 21442 / SP; Quinta Turma, Rel. Min.Jorge Scartezzini, julgado em
07/11/2002.
• TJRS - Apelação Crime n. 70025769100, Primeira Câmara Criminal, Rel.Des.
Marco Antônio Ribeiro de Oliveira, julgado em 24/09/2008.

CASO CONCRETO 1

Suspeito de engravidar enteada de 10 anos é linchado

Fonte:Terra Notícias; disponível em http://www.terra.com.br;última atualização:


01/10/2008 20:17:00.

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Belo Horizonte - A Polícia Militar em Ibirité, na região metropolitana de Belo
Horizonte, encontrou o corpo do padrasto de uma menina de 10 anos que estaria
grávida dele. De acordo com o sargento Klécius Vladmaker, o suspeito Ataíde
Ferreira dos Anjos, 56 anos, que não tinha sido visto no bairro Marilândia desde a
divulgação da gravidez da enteada, voltou ao local na noite desta terça-feira e foi
linchado por moradores. Por volta das 22h30, ele retornou à casa e teria sido
linchado por aproximadamente 20 pessoas", afirmou. Ferreira chegou a ser
socorrido e encaminhado ao Hospital de Ibirité, mas não resistiu os ferimentos.... A
menina tem epilepsia e toma remédios controlados desde o inicio da gravidez.
Segundo informações do Conselho Tutelar que evita falar sobre o assunto porque o
processo está sob segredo de Justiça, a menina sequer tinha noção das mudanças
no corpo e pensou que estivesse doente. A criança diz que sempre dormiu na cama
com a mãe e o padrasto. Ela teria confirmado os abusos aos conselheiros. A casa
onde a família vivia está fechada e a mãe está foragida. De acordo com a polícia,
alguns moradores do bairro Marilândia disseram que também vão matá-la se ela
voltar à região.

Ante o caso concreto exposto, com base nos estudos feitos sobre o tema responda
às questões abaixo de forma fundamentada:

a) O homicídio praticado neste caso é qualificado ou privilegiado?

b) Trata-se de delito hediondo?

CASO CONCRETO 2

Manoel e Airton, proprietários de uma construtora e mestres de obras, atuantes na


área há muitos anos, foram condenados pela prática do delito previsto no art.
121,§§ 3° e 4° do CP por permitirem que um de seus operários utilizasse o
elevador exclusivo de transporte de cargas leves para sua própria condução. Disto
resultou o rompimento do cabo de aço que sustentava o referido elevador, sua
queda e conseqüente morte do operário, tendo sido comprovado pelo laudo pericial
que o cabo de aço encontrava-se desgastado pelo uso, oxidado, além de outras
irregularidades. Inconformados com as decisões proferidas em 1ª e 2ª instâncias,
impetram habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, sob o fundamento
de estar presente bis in idem a aplicação da causa de aumento prevista no §4° do
art. 121 do Código Penal. Ante o exposto, procede a alegação defensiva? Responda
de forma justificada com base nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais
pesquisados.

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Jonas, motorista da empresa de transportes “Toda Segurança é Pouca”, ao


receber o relatório das encomendas a serem entregues no dia seguinte, depara-se
com a entrega de um valioso relógio a uma pessoa que reside em zona rural do
estado. Sendo certo que Claudionor não tinha ciência da entrega, por tratar-se de
uma surpresa de seu filho mais velho, residente na capital, conforme cartão anexo
à caixa. Visando apoderar-se do relógio, no mesmo dia, ao sair do trabalho, Jonas
dirige-se à casa de Claudionor e o mata com uma chave de fenda. No dia seguinte,
como se nada tivesse ocorrido, realiza as entregas previstas, exceto, o relógio que
esconde em seu uniforme. Diante do caso narrado é correto afirmar que Jonas,
responderá pelo delito de:

a) homicídio simples;
b) latrocínio;

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c) homicídio qualificado;
d) lesão corporal seguida de morte.

2)Júlio, após ter bebido algumas latas de cerveja durante o churrasco de final de
ano da sua empresa, ao retornar à sua casa convence sua companheira de que
encontra-se em condições de conduzir seu carro. Entretanto, após alguns minutos
na condução do veículo automotor, em decorrência não só da bebida, mas,
também, do excesso de velocidade, perde o controle do carro vindo a causar sua
colisão com uma árvore. Do acidente, Júlio e seu filho Paulo, de dez anos que
dormia no banco de trás do carro, saíram praticamente ilesos, enquanto, Bia,
morreu instantaneamente, haja vista o fato do seu lado do carro ter se chocado
com árvore. Diante dos fatos narrados é correto afirmar que Júlio responderá por
homicídio e lesões corporais culposas previstos:

a) No Código Penal, em concurso material de crimes.


b) No Código Penal, em concurso formal de crimes sendo beneficiado pelo
perdão judicial.
c) No Código de Trânsito Brasileiro (Lei n. 9503/1997), em concurso formal de
crimes sendo beneficiado pelo perdão judicial.
d) No Código de Trânsito Brasileiro (Lei n. 9503/1997), em concurso formal de
crimes.

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SEMANA 3

Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Vida. Induzimento, instigação e auxílio ao


suicídio. Infanticídio.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:


• compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos
constitucionais.
• aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• Diferenciar os delitos de induzimento, instigação e auxílio ao suicídio e
homicídio consoante conduta perpetrada pelo agente no caso de pacto de
morte.
• Diferenciar o delito de infanticídio de outras figuras típicas, tais como:
homicídio e crimes de perigo, abandono de incapaz e abandono de recém-
nascido qualificados pelo resultado morte.
• Analisar a possibilidade de ocorrência de concurso de pessoas no delito de
infanticídio.
• Solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar
corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais
e infraconstitucionais.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na
Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v. 2,


capítulos III e IV.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, capítulo II.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT, 2006.
v.2.
Primeira Parte, itens n. 2 e 3.
• TJRS - Recurso em Sentido Estrito n. 70021939301, Terceira Câmara Criminal,
Rel. Des. Vladimir Giacomuzzi, julgado em 19/12/2007.
• TJRS - Apelação Crime n. 70011093465, Terceira Câmara Criminal,
Rel.Des.Danúbio Edon Franco, julgado em 02/06/2005

CASO CONCRETO 1

Samanta, quinze dias após o nascimento de sua filha Maricarla e, ainda,


transtornada pelo acontecimento o que, segundo declaração de seu médico,
corresponderia ao estado puerperal, acordada durante a madrugada angustiada
dirige-se ao berço de Maricarla e a sufoca com a utilização de um travesseiro tendo,
para tanto, o auxílio de seu apaixonado Pedro que, assustado ao perceber que
Samanta havia levantado, vai à sua procura e decide auxiliá-la acreditando ser o
único meio de curá-la da profunda depressão na qual se encontrava . Diante do
caso concreto, o casal será responsabilizado por homicídio qualificado pela asfixia?
Responda de forma justificada abordando as controvérsias existentes sobre o tema.

CASO CONCRETO 2

Pedro e Paulo resolvem cometer suicídio juntos. Ambos entram na garagem da


casa de Paulo, fecham o portão e as janelas e, após isso, Pedro dá partida no motor

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do carro para fazer com que o gás da queima do combustível asfixie os dois. Após
alguns minutos, Maria, mulher de Paulo chega e desliga o motor do automóvel,
abrindo as portas e janelas, evitando a morte dos suicidas. Pedro sofre lesão
corporal de natureza grave em virtude da inalação do gás, mas Paulo,
incrivelmente, nada sofre. Ante o exposto, as condutas perpetradas por Pedro e
Paulo são típicas? Responda fundamentadamente com base nos estudos realizados
sobre o tema.

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Em relação aos crimes contra a vida assinale a alternativa correta:


a) quem pratica eutanásia está isento de pena, pois o Direito Penal não pode exigir
um sacrifício heróico do agente.
b) não se admite a possibilidade de verificação de um homicídio privilegiado-
qualificado.
c) quem, dolosamente, transmite o vírus da AIDS a outrem, pode ser
responsabilizado pelo crime de lesões corporais gravíssimas.
d) caracteriza o infanticídio a ação da mãe que logo após o parto e em estado
puerperal mata o próprio filho.

2) No que se refere aos crimes dolosos contra a vida, especificamente ao suicídio,


considerando que tal hipótese, isoladamente, constitui fato atípico, embora, na
visão sociológica, seja classificado como fato social normal, assinale a opção
INCORRETA: (Defensor Público – AC).
a) a tentativa de suicídio é impunível, já que, do ponto de vista da política
criminal, seria um estímulo punir o suicida nesta modalidade;
b) a autolesão é punível quando o iter criminis percorrido pelo agente se
aproximar da hipótese de lesão grave ou gravíssima;
c) a hipótese de autodestruição na forma consumada deve ser sempre objeto
de investigação em inquérito policial,visando-se apurar a participação de
terceira pessoa;
d) devem ser objeto de denúncia somente as hipóteses de instigação,
induzimento ou auxílio ao suicídio.

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SEMANA 4
Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Vida. Aborto.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
O aluno deverá ser capaz de:
• Compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos
constitucionais.
• Aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• Diferenciar as condutas típicas de auto-aborto, aborto provocado por
terceiro com ou sem o consentimento da gestante.
• Diferenciar as condutas típicas de aborto provocado por terceiro sem o
consentimento da gestante dos delitos previstos no art. 129, §§ 1° e 2°,
incisos IV e V do Código Penal.
• solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente
as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e
infraconstitucionais.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:
Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos
constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.
• BITENCOURT, Cezar Roberto.Tratado de Direito Penal.São Paulo: Saraiva.v
2., capítulo V .
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, título I,
capítulo I.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. São Paulo: RT. v.2,
Primeira parte, capítulo I.,item n.4.
• Informativo n. 508, Supremo Tribunal Federal – ADI n.3510, Rel. Min.Carlos
Britto, maio de 2008.
• Informativo n. 385, Supremo Tribunal Federal – ADPF n.54.
• TJRS - Agravo de Instrumento n. 70018163246, Câmara Medidas Urgentes
Criminal, Rel. Des.Marcelo Bandeira Pereira, julgado em 03/01/2007.

CASO CONCRETO 1

Alexandra, jovem de 17 anos, foi seguida por seu vizinho Hélio ao sair de casa em
direção ao colégio e surpreendida por ele antes de chegar ao final de sua rua. Com
emprego de violência, Hélio obriga a jovem a acompanhá-lo até sua casa onde,
ainda mediante violência, pratica conjunção carnal, deixando-a largada no meio da
rua logo após o ato, empreendendo fuga. Com vergonha da família, Alexandra
esconde o fato de todos, exceto de seu amigo Juliano, enfermeiro, que a ajuda na
realização de diversos exames, dentre os quais descobre estar grávida em
decorrência do estupro. Passados cinco meses do fato e não mais sendo possível
esconder a gravidez de sua família, Alexandra pede a Hélio que lhe pratique um
aborto, o que foi incentivado pelos pais da jovem ao descobrirem o que ocorrera.
Na data e horário combinados, Hélio realiza as manobras abortivas, entretanto,
face aos 5 meses do feto, o mesmo não morreu no ventre da mãe, mas fora deste.
Partindo-se da premissa que Alexandra não é maior de 18 anos, é correto afirmar
que Hélio terá sua conduta tipificada pelo homicídio? Responda de forma justificada
com base nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais pesquisados.

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CASO CONCRETO 2

Ana, abandonado por Beto, que passara a residir com a irmã dela, Carla, dirige-se
a casa desta e tenta convencer Beto a retornar ao lar conjugal. Vendo firmemente
repelidos seus insistentes apelos, saca, transtornada, de um revólver, e dispara um
tiro em direção ao seu marido. Erra, entretanto o alvo, e acerta Carla, que atingida
em pleno coração, tem morte quase instantânea. Carla estava em evidente estado
de gravidez, mas sequer foi vista por Ana. Pergunta-se: Ana responderá pela morte
de Carla e pelo aborto em concurso de crimes? Responda de forma justificada com
base nos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais pesquisados.

QUESTÕES OBJETIVAS
1) Adalberto, auxiliar de enfermagem, durante uma festa, desejando provocar o
aborto na sua ex-namorada Magnólia lhe serve um drinque que contém grande
quantidade de substância abortiva. Magnólia, após ingerir a bebida sente-se mal
e pede carona a Adalberto que, prontamente aceita o pedido. Durante o trajeto
Adalberto, ao perceber que Magnólia ainda demonstra interesse por ele e, em
decorrência da substância abortiva ingerida apresenta fortes dores abdominais,
Adalberto decide levá-la rapidamente ao hospital mais próximo a fim de tentar
evitar a consumação do delito inicialmente visado por ele. Ao chegar ao
hospital, Magnólia foi prontamente socorrida, uma vez que Adalberto era a ele
conhecido por todos. Após detalhados exames, Adalberto questiona a um dos
médicos acerca da saúde de sua amada e de seu bebê, quando é surpreendido
pela notícia de que Magnólia não se encontrava grávida, mas apenas sofrera um
breve mal estar decorrente de alguma substância que ingerira na festa. Diante
do caso concreto apresentado, assinale a alternativa correta em relação à
conduta e respectiva responsabilização penal de Adalberto:

a) Será responsabilizado pelo delito de aborto sem o consentimento da


gestante na forma tentada.
b) Será isento de pena, por exclusão de sua culpabilidade.
c) Sua conduta em relação ao aborto será atípica por tratar-se de crime
impossível.
d) Sua conduta em relação ao aborto será atípica por tratar-se de
arrependimento eficaz.

2) Joana, jovem de 23 anos, inconformada por ter engravidado “por acidente” de


um colega de faculdade, decide realizar o aborto e, para tanto, procura uma
clínica abortiva clandestina situada em município próximo ao seu. Lá chegando,
é prontamente atendida pela recepcionista da clínica que a esclarece sobre o
procedimento cirúrgico, bem como exige que a mesma assine um termo
eximindo o médico e sua equipe de qualquer responsabilidade em relação às
possíveis conseqüências das manobras abortivas. Nervosa e ansiosa por
resolver logo o problema, Joana assina a documentação, paga pelo
procedimento e é encaminhada a uma sala na qual ingere uma droga para
adormecer. No curso das manobras abortivas, Joana sofre grave lesão uterina
da qual resulta intensa hemorragia, expulsão do feto vivo e, conseqüente perda
do referido órgão reprodutor. Diante do caso concreto apresentado, assinale a
alternativa correta em relação à conduta e respectiva responsabilização penal
de Joana:

a) Será responsabilizada pelo delito previsto no art.124 e o médico pelos


delitos previstos nos art. 127c/c art. 129,§2°, III n/f do art 70, todos do CP.
b) Será responsabilizada pelo delito previsto no art.124 e o médico pelos
delitos previstos nos art. 126 n/f do art 14, II c/c art. 129,§2°, III n/f do art
70, todos do CP.

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c) Não será responsabilizada, por previsão expressa do art. 127 do CP, pois
não se pune, em regra, a autolesão no Direito Brasileiro e o médico pelo
delito previsto no art. 127 do CP.
d) Não será responsabilizada, por previsão expressa do art. 127 do CP, pois
não se pune, em regra, a autolesão no Direito Brasileiro e o médico pelos
delitos previstos nos art. 126 n/f do art 14, II c/c art. 129,§2°, III n/f do art
70, todos do CP.

16
SEMANA 5

Crimes contra a Pessoa. Lesões Corporais. Lesões Corporais previstas no Código


Penal e Lesões Corporais no Código de Trânsito Brasileiro – confronto. Perdão
judicial. A representação como condição de procedibilidade da ação penal para o
delito de lesões corporais leves e culposas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:

• compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos


constitucionais.
• aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• Diferenciar o delito de lesão corporal de outras figuras típicas, tais como:
homicídio na forma tentada, injúria qualificada, contravenção penal de vias de
fato, exposição a perigo a vida ou a saúde de outem.
• Analisar as modalidades de concurso de pessoas no delito de lesão corporal.
• Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou
concurso de crimes.
• solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente
as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e
infraconstitucionais.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:
Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos
constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

•BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. São Paulo:


Saraiva.v. 2, Capítulo VI .
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, Titulo I,
Capítulo II.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT, v.2,
Primeira Parte, Titulo II, item 1.

CASO CONCRETO 1

Romeu e Julieta foram casados por 10 anos, resultando dessa união o nascimento
de dois filhos. Romeu era um bom marido; todavia, sempre que se excedia no
consumo de álcool, principalmente nos finais de semana, agredia verbalmente seus
filhos e sua companheira. Julieta entendeu que essa situação tornava insuportável
o convívio do casal, decidindo pela separação.
No dia 01/08/2008, Romeu decidiu conversar com Julieta, buscando uma
reconciliação. Ocorre que Julieta almejava a reconstrução da sua vida amorosa ao
lado de Ricardo, razão pela qual não concordou com os pedidos de perdão de seu
ex-marido. Explicou a Romeu que planejava unir-se a Ricardo a fim de formarem
uma família, que não desejava mal nenhum a ele, já que o amara durante todos
aqueles anos, ressaltando, ainda, o fato de ser ele o pai de seus filhos. Cego de
ciúmes, Romeu agrediu Julieta, causando-lhe cortes nos lábios e hematomas no
rosto.Os vizinhos, assustados por ouvirem os gritos, chamaram a Polícia. Romeu,
assustado, fugiu, deixando Julieta e os filhos aos prantos. Os policiais convenceram
Julieta a acompanhá-los à delegacia e, posteriormente, a realizar exame de corpo
de delito, no qual se contatou a presença de lesões corporais leves, instaurando-se
o inquérito policial.

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Ocorre que Julieta, após conversar com toda a sua família, apiedou-se de seu ex-
marido, mormente em razão de reconhecê-lo como um alcoólatra. Desta forma,
juntamente com Ricardo, compareceu à Delegacia de Polícia a fim de informar ao
delegado que não gostaria de ver o pai de seus filhos processado e que o havia
perdoado. Contudo, a autoridade policial recusou-se a paralisar o inquérito
policial.Findas as investigações, o inquérito policial foi encaminhado ao Ministério
Público que ofereceu denúncia. No entanto, o juiz de primeiro grau a rejeitou,
alegando ausência de condições da ação, já que o Ministério Público atuara
independentemente da vontade da vítima, que não desejava processar seu ex-
marido.
Inconformado, o Ministério Público interpõe recurso em sentido estrito com o
objetivo de ver recebida a denúncia.
Ante o exposto, indaga-se:
a) Qual o delito praticado por Romeu?
b) Como deverá ser decidido o recurso? Por quê?
c) Poderia Julieta retratar-se do oferecimento da representação?

CASO CONCRETO 2

JOVEM É PRESO APÓS TENTAR ATROPELAR 5.

(Fonte: Jornal O GLOBO, 20/09/2008)

Pedro, jovem de 24 anos discutiu com sua namorada Pilar em uma boate
por ciúmes de um ex-namorado que aparecera no local e, segundo a polícia, a
confusão teria começado dentro da boate por volta das 3h40min. Em decorrência
da discussão, Pilar saiu da boate chorando, tendo sido consolada por rapazes que
passavam pelo local. Logo em seguida, Pedro ligou para seu celular e Pilar pediu a
um dos rapazes que atendesse ao telefone, gerando extrema irritação em seu
namorado. Conforme testemunho dos jovens que a consolaram, Pedro
descontrolou-se e rodou com seu carro, um Honda Civic, dando um cavalo-de-pau
e jogando-o contra os jovens que, conseguiram pular para não serem atingidos,
tendo apenas um deles sofrido lesões leves no braço. Policias deram voz de prisão
a Pedro que ofereceu resistência e foi levado do local algemado.
Ante o exposto, indaga-se:
a) O fato de Pedro estar descontrolado em decorrência do ciúme tem
relevância jurídica para a sua conduta? Fundamente sua resposta.
b) Qual o delito praticado por Pedro? Fundamente sua resposta.
c) Neste caso será aplicável o Código Penal ou a Lei. n.9503/97 – Código de
Trânsito? Fundamente sua resposta.

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Em uma festa na casa de Ana Cristina, Carlos Roberto, indivíduo violento,


envolveu-se em uma discussão com Inácio, na sala de jantar, recinto repleto de
móveis e objetos diversos. Acalorando-se a discussão, ambos se levantaram, já aos
gritos, e subitamente Carlos, visando machucar e intimidar Inácio, deu-lhe um forte
empurrão, em virtude do qual Inácio tropeçou e caiu, batendo com a cabeça na
quina de uma mesa. Desmaiando imediatamente após a queda e permanecendo
inconsciente, Inácio foi levado às pressas para o hospital mais próximo, onde foi
internado, constatando-se a existência de traumatismo craniano. Três dias depois
ele faleceu, em virtude desse ferimento. Tendo em vista os fatos narrados, pode-se
afirmar que Carlos Roberto deverá ser indiciado e processado criminalmente por
(OAB/MG.1a Fase):

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a) homicídio;
b) homicídio culposo;
c) lesão corporal seguida de morte;
d) nenhuma das respostas acima.

2) Acerca da lesão corporal, assinale a opção correta. (OAB/SP. 134 Exame de


Ordem. 1a Fase)

a) O aumento especial de pena aplicado à violência doméstica praticada contra


portador de deficiência aplica-se à lesão corporal leve, grave e gravíssima.
b) as lesões corporais leve, grave e gravíssima, se praticadas através da
violência doméstica, terão aumento especial de pena na proporção de um
terço.
c) lesão corporal culposa e a de natureza leve são delitos de ações penais
públicas condicionadas a representação da vítima ou de seu representante
legal.
d) a incapacidade permanente para as ocupações habituais da vítima de lesão
corporal, por mais de duzentos dias, classifica a lesão como gravíssima.

19
SEMANA 6

Crimes contra a Pessoa. Da Periclitação da Vida e da Saúde. Crimes de perigo.


Perigo de contágio venéreo. Perigo de contágio de moléstia grave. Perigo para a
saúde de outrem. Abandono de incapaz e exposição e abandono de recém nascido.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:

• compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos


constitucionais.
• aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• Diferenciar os delitos de perigo dos delitos de dano de modo a solucionar os
conflitos aparentes de normas no caso concreto.
• Diferenciar os delitos de perigo de contágio venéreo, perigo de contágio de
moléstia grave, perigo para a saúde de outrem das demais figuras típicas
contra a pessoa ou incolumidade pública.
• Diferenciar os delitos de perigo de abandono de incapaz e exposição e
abandono de recém nascido das demais figuras típicas contra a pessoa ou
família.
• Analisar as modalidades de concurso de pessoas nos delitos de perigo.
• Solucionar os casos concretos nos quais haja conflito aparentes de normas
nos os crimes de perigo sejam subsidiários, bem com aplicar, caso seja
necessário, concurso de crimes de modo a tipificar corretamente as condutas
em conformidade com os princípios constitucionais e infraconstitucionais.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos


constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. São Paulo:


Saraiva.v. 2, capítulos VII a XI..
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, capítulo
III.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT, v.2,
Primeira Parte, Título III, Itens n. 1 a 5. .
• STJ, HC n 9378/RS, Rel.Min. Hamilton Carvalhido, Sexta Turma, JSTJ 21,
p.383.
• TJRS - Apelação Crime n. 70000012872, Câmara de Férias Criminal, Rel.
Des. Marco Antônio Barbosa Leal, julgada em 09/11/1999.
• TJMG - Apelação Criminal n. 2.0000.00.499866-9/000, Rel. Des. Hélcio
Valentim, julgada em 22/11/2005

CASO CONCRETO 1

Bebê é abandonado dentro de lixeira em Franca


(Fonte: Jornal O GLOBO ON-LINE, disponível em: http://www.globo.com,
acesso em 22/08/2008)
Criança estava enrolada em pano onde estava escrito 'nasceu hoje às 9h45'.
Recém-nascido foi levado para hospital do município e está fora de perigo. Um
recém-nascido foi encontrado na tarde desta sexta-feira (22) em uma lixeira,
dentro de uma caixa de sapato, em Franca, a 400 km de São Paulo. Segundo o

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Conselho Tutelar, o bebê foi encontrado no bairro São José e está fora de perigo.
A criança foi encontrada por um catador de papelão que mexia na lixeira. Ela
estava enrolada em um pano onde estava escrito: "Nasceu hoje às 9h45”. Segundo
a conselheira tutelar Vanessa Barbosa Tristão, a criança foi levada para a Santa
Casa do município e permanecerá no hospital, em observação, pelo menos até
segunda-feira(25). segundo notícia veiculada, o Delegado Seccional de Franca,
Maury Segui Filho, a mulher responderá pelo crime de abandono de incapaz e
também por tentativa de homicídio por causa da condição de risco do local onde ela
o deixou. Diante do caso concreto apresentado, com base nos estudos feitos sobre
o tema, está correta a tipificação inicialmente feita?

CASO CONCRETO 2

Preso em MS acusado de transmitir HIV intencionalmente


(Fonte: http://www.campogrande.news.com.br, acesso em 12/06/2008)

Durante investigação de assaltos cometidos em Dourados, a Polícia Militar


cumpriu na noite de ontem o mandado de prisão de um homem acusado pela de
transmitir o vírus HIV a outras pessoas sabendo que tinha. O acusado, José Marcelo
de Oliveira, de 43 anos, foi preso em um hotel da cidade. Contra ele, foi localizado
um mandado de prisão expedido pela comarca de Ponta Porã, por enquadramento
no crime de periclitação da vida, que consiste, segundo o Código Penal, em expor
alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de
moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado”.
A pena prevista para o crime de que Oliveira é acusado é de até um ano de
detenção. Ele está em uma cela do 1º Distrito Policial de Dourados.

Diante do caso concreto apresentado, em relação à transmissão dolosa do vírus


HIV, responda com base nos estudos sobre o tema: está correta a tipificação
apresentada no site?

QUESTÕES OBJETIVAS

1)Gertrudes, moça pacata, com 20 anos de idade, residente no sítio Pica-Pau, filha
de pai rude e violento, às escondidas, manteve um relacionamento amoroso com
Vivaldo Borba, engravidando. Envergonhada, com medo de seu pai e em respeito à
sua família e conhecidos, conseguiu manter a gravidez em segredo até que, depois
de muito esforço, provocou o parto dando à luz uma criança do sexo masculino.
Ainda no estado puerperal, para ocultar sua desonra, levou a criança para local
diverso deixando-a debaixo de uma árvore, sem prestar-lhe a assistência devida,
razão pela qual veio esta a falecer. Gertrudes praticou o crime de:(Juiz de
Direito/MG)

a) infanticídio;
b) aborto provocado pela própria gestante;
c) homicídio privilegiado, impelido por relevante valor social, moral.
d) abandono de recém-nascido.

2) Relativamente ao crime de perigo de contágio venéreo é incorreto afirmar que:


(Juiz de Direito/ MG)

a) se a vítima já está contaminada, o crime é impossível, por impropriedade


absoluta do objeto;
b) o exercício da prostituição por um dos sujeitos não exclui o delito;

21
c) para a configuração do delito não é necessário o contágio, bastando a
exposição;
d) o consentimento do ofendido nas relações sexuais, sabendo do risco de
contaminação, exclui a responsabilidade penal.

22
SEMANA 7

Crimes contra a Pessoa. Da Periclitação da Vida e da Saúde. Crimes de


perigo.Omissão de socorro. Maus tratos. Rixa.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:

• compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos


constitucionais.
• aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente
as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e
infraconstitucionais.
• Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou
concurso de crimes com delitos previstos no Código Penal e na Legislação
Extravagante.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na
Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.


2,capítulos XII, XIII e XIV.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, capítulos III e IV.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT. v.2, Primeira
Parte, Título III, Itens n.6 e 7 e Título IV.

CASO CONCRETO 1

Adalto, pai severo e cruel na educação de seus filhos, ao chegar do trabalho é


recebido por Natália, sua esposa, que reclama ter passado o dia todo brigando com
Cassiano, 6 anos, porque este negava-se a comer desde cedo. Cansado e irritado
com a discussão entre mãe e filho, com o propósito de corrigi-lo, agride a criança
com um cabo de vassoura. Desta agressão, Cassiano sofre lesões corporais de
natureza leve. Suzana, vizinha de Adalto, ao ouvir os gritos da criança, correu até a
delegacia mais próxima e relatou o que havia escutado, afirmando que Adalto
estava torturando seu filho. Ante o exposto, qual a correta tipificação à conduta de
Adalto? Responda justificadamente com base nos entendimentos doutrinários e
jurispudenciais pesquisados.

CASO CONCRETO 2

Um banhista se aventura no mar agitado e é levado por uma correnteza


para fora da arrebentação. Não sabendo nadar e começando a se afogar, o
banhista pede auxílio a um salva-vidas que se encontrava na areia. O salva-
vidas entra no mar para retirar da água o banhista, mas devido a força da
correnteza, morre afogado. O banhista, posteriormente à morte do salva-
vidas, é resgatado por um helicóptero. Embora quase tenha morrido no mar,
o banhista conseguiu sobreviver. Neste caso responde o banhista por algum
crime?

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QUESTÕES OBJETIVAS

1) Durante uma partida de futebol, que terminou num conflito entre jogadores,
o torcedor Raimundo invade o campo e passa a distribuir socos e pontapés
nos contendores, um dos quais vem a sofrer ferimentos graves, causados
por outra pessoa envolvida no tumulto. A infração penal cometida por
Raimundo caracteriza-se como:(Juiz de Direito/SP; 170° Concurso- 1ª Fase)
a) contravenção de vias de fatos;
b) participação em rixa qualificada;
c) crime de lesão corporal grave;
d) participação em rixa simples.

2) A respeito da rixa, conduta tipificada pelo art. 137 do Código Penal, assinale a
alternativa correta. (133° Exame OAB/SP, 1ª Fase)

a) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como partícipe.
b) O agente que participa de rixa responde pela prática do delito como autor.
c) Não se admite a responsabilização de agente como partícipe no crime de rixa.
d) O crime de rixa não admite concurso de agentes, porque é um crime
plurissubjetivo.

24
SEMANA 8

Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Honra. Figuras típicas: Calúnia, injúria e
difamação. Exceção da verdade nos crimes contra a honra. Semelhanças e
dessemelhanças entre calúnia e difamação.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:

• Compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos


constitucionais.
• Aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• Solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar
corretamente as condutas em conformidade com os princípios constitucionais
e infraconstitucionais.
• Proporcionar a interpretação e compreensão dos tipos penais ligados à honra
objetiva e subjetiva, além da classificação suplementar desses delitos.
• Diferenciar os delitos de calúnia e difamação.
• Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou
concurso de crimes.
• Compreender a relevância do instituto da exceção da verdade e sua
aplicação ao caso concreto.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos


constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. São Paulo:


Saraiva.v. 2, capítulos XV a XVIII.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, Título I,
Capítulo V.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. São Paulo: RT, v.2,
Primeira Parte, capítulo V.
• STJ. HC 88545/SP.2007/0185573-3, Rel. Min.Nilson Naves, julgado em
15/04/2008.

CASO CONCRETO 1

Bebeto e Rodrigo, estudantes universitários, o primeiro cursando o terceiro ano de


graduação e Rodrigo, o primeiro ano, não se falam desde o trote de calouros no
qual Rodrigo sentiu-se extremamente humilhado pelas péssimas brincadeiras
realizadas por Bebeto. Certo dia, aproveitando-se do fato de Bebeto estar sozinho
próximo ao campo de futebol da Universidade, Rodrigo o surpreende com gritos
assustadores e o obriga a abraçar uma árvore para poder amarrá-lo. Após ter
imobilizado a vítima, Rodrigo começa a agredi-lo fisicamente com seu cinto e,
durante a agressão, xinga-o da seguinte forma: “ É assim que se bate em
cachorro, ou será que você agora virou um rato”? Diante do caso concreto,
tipifique a conduta de Rodrigo com base nos estudos realizados sobre o tema.

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CASO CONCRETO 2

Gerônimo, advogado, vendo-se cobrado por seu cliente Adamastor pela demora na
solução de inventário – partilha de bens - convencido, face ao valor dos bens
constantes no espólio, dirige-se à central de distribuições processuais e peticiona ao
juízo afirmando que havia algo errado com o serventuário Gilson, lotado em seu
cartório judicial, e que este deveria ter algum interesse pessoal na lentidão do
andamento do processo. Ante o exposto é possível afirmar que Gerônimo praticou
algum delito contra a honra? Responda fundamentadamente com base na doutrina
e/ou jurisprudência estudados.

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Acerca dos crimes contra a honra, assinale a opção correta: (36° Exame OAB.
Cesp/UnB):
a)O agente que preconceituosamente se refere a alguém como velho surdo, ciente
da idade e deficiência da pessoa, comete uma das modalidades do crime de
racismo.
b)O agente que atribui a alguém a autoria de um estupro, ciente da falsidade da
imputação, comete o crime de calúnia.
c)O agente que imputa a alguém a conduta de mulherengo, no intuito de ofender
sua reputação, comete o crime de injúria.
d) O agente que designa alguém como ladrão, no intuito de ofender sua dignidade,
comete o crime de difamação.

2)Paulo enviou carta a todos os alunos da classe de seu desafeto, Gabriel, com os
seguintes dizeres: “Cuidado. Seu colega de classe é ladrão!”. No dia seguinte, outra
carta, desta vez enviada por Lúcio, no mesmo local e para as mesmas pessoas, tem
os dizeres: “Gabriel furtou R$ 50,00 que se encontravam dentro da bolsa de Maria”,
sendo, porém, falsa a imputação. Paulo e Lúcio cometeram, respectivamente, os
crimes de:(Promotor de Justiça/PE)

a) comunicação falsa de crime e difamação;


b) difamação e injúria;
c) calúnia e denunciação caluniosa;
d) denunciação caluniosa e comunicação de falsa de crime;
e) injúria e calúnia.

26
SEMANA 9

Crimes contra a Pessoa. Crimes contra a Honra. Continuação. O delito de Injúria.


Espécies. A injúria real. Disposições Gerais sobre os crimes contra a honra. Formas
majoradas. Concurso de pessoas nos crimes contra a honra. Causas especiais de
exclusão do delito. A retratação. O pedido de explicações em juízo. Ação penal nos
crimes contra a honra.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:

• Diferenciar os delitos de calúnia,difamação e injúria.


• Diferenciar o delito de injúria dos demais delitos nos quais haja violência ou
discriminação contra a pessoa.
• Verificar o alcance do pedido de explicações em juízo.
• Identificar as causas majorantes dos delitos contra a honra.
• Identificar a aplicação do instituto da retratação.
• Demonstrar as causas especiais de exclusão do delito.
• Analisar a ação penal nos crimes contra a honra.
• Solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente as
condutas em conformidade com os princípios constitucionais e
infraconstitucionais.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos


constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. São Paulo:


Saraiva.v. 2, capítulos XV a XVIII.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, Título I,
capítulo V.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. São Paulo: RT, v.2,
Primeira Parte, capítulo V.
• TJRJ - Apelação Criminal n.2008.050.03324, Primeira Câmara Criminal, Rel.
Des. Marcus Basílio, julgado em 02/10/2008
•TJMG – Apelação Criminal n. 1045602012684-7/001, Terceira Câmara
Criminal, Rel. Des. Kelsen Carneiro, DJ 19/01/2006.
• TJRS - Apelação Criminal n. 70011779816, Sétima Câmara Criminal, Rel.
Des. Sylvio Baptista Neto, julgado em 04/08/2005

CASO CONCRETO 1

Carlos Roberto, médico oficial superior das forças armadas, encontrava-se em


missão fora de sua cidade a fim de atender a comunidades carentes ribeirinhas. Em
cada comunidade visitada, Carlos Roberto atuava em parceria com Mônica, também
oficial médica. Certo dia, ao aproximar-se de uma criança de colo visivelmente
desnutrida, Carlos Roberto decidiu por pegá-la no colo a fim de realizar um exame
mais cuidadoso. Tão logo Mônica aproximou-se do colega, dois rapazes de cerca de
20 anos gritaram: “Olha só, parece aquele filme americano do macacão preto que
se apaixona pela branquela!” e começaram a rir sem parar. Diante do caso concreto

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é correto afirmar que a conduta dos rapazes amolda-se à conduta típica contra a
honra ou delito de racismo? Responda de forma fundamentada.
CASO CONCRETO 2
Anabela, transtornada com o fato de ter sido abandonada pelo noivo Cláudio e
desconfiada que o motivo tenha sido outra mulher, decide segui-lo por alguns dias
quando, então descobre que Cláudio está, de fato, morando com outra pessoa:Bia.
Desesperada com a descoberta, Anabela decide vingar-se escrevendo uma carta
para Cláudio xingando Bia de destruidora de lares, meretriz e interesseira. Cláudio,
ao abrir a correspondência, decide mostrá-la a Bia como forma de comprovação de
que sua ex-noiva é completamente desequilibrada. Ante o exposto, com base nos
entendimentos doutrinários e jurisprudenciais estudados é correto afirmar que
Anabela praticou algum delito contra a honra? Responda de forma justificada.

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Nos crimes contra a honra previstos no Código Penal, é incorreto afirmar que:
(Juiz de Direito – MG)

a) no crime de calúnia ou de difamação contra o Presidente da República ou


contra Chefe de Governo estrangeiro, tratando-se de crime comum, incide a causa
de aumento de pena prevista no art. 141 do Código Penal;
b) na difamação admite-se a exceção da verdade se o ofendido é funcionário
público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções;
c) o juiz pode deixar de aplicar a pena quando o ofendido, de forma reprovável,
provocou diretamente a injúria;
d) na calúnia admite-se a prova da verdade desde que, constituindo o fato
interpretado crime de ação privada, o ofendido não tenha sido condenado por
sentença irrecorrível.

2) A respeito dos crimes contra a honra, assinale a opção correta:


a) admite-se o perdão judicial no delito de difamação;
b) a exceção da verdade é cabível nos delitos de calúnia, difamação e injúria;
c) admite-se a exceção da verdade na difamação, se o ofendido é funcionário
público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções;
d) o querelado que, antes da sentença, se retrata, somente terá a extinção de
sua punibilidade declarada se o querelante concordar com a retratação.

28
SEMANA 10

Crimes contra a liberdade individual. Constrangimento ilegal. Ameaça. Seqüestro e


redução à condição análoga à de escravo. Violação de domicílio. Violação de
correspondência. Violação de segredo. Violação da intimidade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:

• compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos


constitucionais.
• aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente
as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e
infraconstitucionais.
• Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou
concurso de crimes.
• Demonstrar a natureza subsidiária desses delitos.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na
Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v. 2,


Capítulos XIX a XXVII.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, Título I, Capítulo
VI.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT, v.2, Primeira
Parte, Título VI, Itens 1 a 4..

CASO CONCRETO 1

Após acirrada discussão, Edmundo Valência ameaça Antonio Pedro, dizendo que iria
matá-lo. Inicialmente, Antonio Pedro não levou a sério a referida ameaça. No
entanto, sete meses após o fato e amedrontado com a má reputação de Edmundo,
o ofendido resolve tomar as medidas legais adequadas ao caso. Com base nos
estudos realizados sobre os crimes contra a honra, o que poderá ser feito
legalmente contra Edmundo?

CASO CONCRETO 2

Terêncio, divorciado de Augusta há um ano, decide tirar uma “soneca” no sofá da


sala do apartamento do ex-casal no qual, após o divórcio, Augusta continuou
morando sozinha, tendo o imóvel permanecido em condomínio até o desfecho do
inventário por separação. Ao chegar à sua casa do trabalho, Augusta viu seu ex-
marido deitado no sofá da sala, dormindo, e imediatamente acionou a polícia que o
deteve. O rapaz alegou na delegacia que entrara no referido imóvel (que também
era dele em face do pacto judicial) pela janela que só estava encostada. O
Delegado inicialmente entendeu ser o fato atípico, mas depois refletiu que poderia
ser uma hipótese de imunidade penal relativa (escusa absolutória – art. 182 do

29
CP), e disse que só poderia proceder se Augusta representasse criminalmente
contra o seu ex-marido. Assiste alguma razão ao Delegado de Polícia? Responda
justificadamente, com base nos estudos realizados sobre os crimes contra a honra,
e tipifique a conduta de Terêncio.

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Claúdio, rico e conhecido usineiro, é surpreendido por fiscais da DRT, que foram
alertados mediante denúncia anônima, mantendo trabalhadores rurais em trabalho
de 14 horas diárias, com breve descanso de 15 minutos para digerir a pouca ração,
que dos mesmos cobra, impedindo-os de sair do local de trabalho. Ouvidos no
local, os empregados afirmam consentir com esta situação, em vista de não
disporem de outra opção de emprego na região. Ante o exposto assinale a
alternativa correta:

a) o consentimento dos ofendidos impede a caracterização de crime contra a


liberdade individual, mas a situação acima descrita não prova tal consentimento;
b) ocorre cárcere privado, crime de ação pública incondicionada, independente da
vontade dos ofendidos.
c) há constrangimento ilegal, pois em decorrência da miserabilidade dos
trabalhadores, estes vêem-se obrigados a trabalhar nestas condições;
d) há redução à condição análoga à de escravo, pois o consentimento dos ofendidos
é irrelevante para a caracterização do delito.

2) Alexander, jovem de 19 anos, inconformado por ter sido abandonado por sua
namorada Alexia, de 17 anos, a fim de obrigá-la a reatar o namoro a priva de
liberdade, mantendo-a trancada na sauna de sua casa por doze dias e provoca-lhe,
em razão de maus tratos, grave sofrimento físico. Ante o exposto, a conduta de
Alexander será responsabilizada pelo crime de:
a) cárcere privado qualificado pelo fato da vítima sofrer grave sofrimento físico;
b) seqüestro em concurso com lesões corporais, já que provocou grave
sofrimento físico para a vítima;
c) constrangimento ilegal, além das penas correspondentes à violência.
d) seqüestro previsto no art. 230 da lei n.8069/1990.

30
SEMANA 11

Crimes contra o Patrimônio. O princípio da insignificância e os delitos contra o


patrimônio. Furto. Figuras típicas. Concurso de pessoas. Concurso de Crimes.
Distinção entre o delito furto e outras figuras típicas. Furto de coisa comum. O
consentimento do ofendido do delito de furto. Escusas absolutórias.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:


• Identificar o bem jurídico tutelado pelo Direito Penal.
• Compreender a aplicação dos princípios da lesividade, insignificância e
proporcionalidade para os delitos contra o patrimônio.
• Analisar o desvalor da conduta em relação ao desvalor do resultado para fins
de tipificação da conduta e conseqüente cominação de sanção penal.
• Diferenciar os delitos de furto qualificado e roubo; furto mediante fraude e
estelionato.
• Solucionar casos concretos nos quais haja um aparente conflito de normas
entre o delito de furto e outras figuras típicas, bem como identificar os casos
nos quais haja concurso de crimes.

BIBLIOGRAFIA/JURISPRUDÊNCIA
Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos
constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto.Tratado de Direito Penal.São Paulo:


Saraiva.v.3, capítulo I.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, título II,
capítulo I.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT. v.2,
Segunda parte, capítulo I.
● STF – Informativo n. 521, HC 94.765-RS, Rel.Min. Ellen Gracie.
● STJ - HC 96.929-MS, Rel. Min. Jane Silva (Desembargadora convocada do TJ-
MG), julgado em 8/4/2008.
● STJ - HC 60.949/PE, Rel. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em
20.11.2007, DJ 17.12.2007, p. 235.
● STJ – Resp 750626 / RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido julgado em
11.04.2006, DJ 04.09.2006, p. 334.
● STJ - HC 67829 / SP, Rel.Ministro Arnaldo Esteves Lima, julgado em
02/08/2007, DJ 10/09/2007 p. 260)
● STJ - HC 82.833/RJ, Rel. Ministra Jane Silva (Desembargadora Convocada Do
Tj/Mg), Quinta Turma, julgado em 04.10.2007, DJ 22.10.2007, p. 332.
● STJ - HC 104316/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, julgado em 24/06/2008, DJe
04/08/2008.
• STJ - HC 35050/MG, Rel. Min. José Arnaldo Da Fonseca, Quinta Turma,
julgado em 07/04/2005

CASO CONCRETO 1

Pascoal, que tinha maus antecedentes e era reincidente, subtraiu um boné


avaliado em R$50,00. Após regular trâmite processual, não lhe tendo sido oferecida
a proposta de suspensão condicional do processo em face das circunstâncias
pessoais, por ocasião da sentença o juiz entendeu que o caso não merecia a

31
incidência do princípio da insignificância por ser Pascoal reincidente, razão pela qual
o condenou, por furto simples, à pena de um ano e seis meses de reclusão.
Nesse caso, agiu corretamente o magistrado ao ter negado a incidência do
princípio da insignificância? Justifique sua resposta com base nos estudos realizados
sobre os crimes contra o patrimônio. (135° Exame OAB/SP. 2ª Fase - junho de
2008).

CASO CONCRETO 2

Cristal, preocupada com o excesso de gasto mensal de sua família, resolveu dar um
“jeitinho” e fazer uma ligação clandestina, por meio de ligação direta entre a rede
de seu vizinho e sua casa a fim de economizar o valor da conta da luz ao final do
mês. Ante o exposto responda de forma justificada:

a) Qual o crime praticado por Cristal?


b) Caso Cristal, ao invés de realizar a ligação clandestina de luz, alterasse o relógio
medidor para que ele girasse mais lentamente de modo a diminuir seu consumo
médio de energia elétrica, sua situação se alteraria?

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Brito, batedor de carteira profissional, prometeu à sua namorada Belízia que


lhe daria uma jaqueta de couro de presente de aniversário. Não tendo dinheiro
para comprar a referida jaqueta, decide “arranjar uma semi-nova”. Aproveitou-
se de um dia de domingo frio e chuvoso e saiu à procura de um casaco
“esquecido dentro de qualquer carro” e escolheu, para tanto, um local
turístico:o estacionamento da feira de artesanato de Caruaru (PE). Algumas
horas após, Brito encontrou um veículo Fox com uma jaqueta no banco de trás
do carro. Decidido a subtrair a jaqueta, Brito quebra o vidro do carro com uma
pedra e sai correndo levando a res furtiva. Ante o exposto, Brito deverá
responder pelo crime de furto:
a) Qualificado pela destreza.
b) Simples.
c) Qualificado pelo rompimento de obstáculo.
d) Privilegiado.

2) Adriana, jovem de 20 anos que reside com seus pais, necessitando saldar
dívida contraída com cartões de crédito por ter excedido todos os limites,
penetra no quarto deles, de onde subtrai parte de suas jóias, todas de elevado
valor, empenhando-as, a seguir, com isso obtendo o dinheiro necessário para
saldar suas dívidas. Diante do caso concreto apresentado, Adriana deverá
responder pelo crime de furto:

a) Simples contra sua mãe, pelo qual deverá ser condenada na forma do caput
do art.155 do CP.
b) Qualificado, pelo abuso de confiança, contra sua mãe, pelo qual deverá ser
condenada na forma do §4° do art.155 do CP.
c) Qualificado, pelo abuso de confiança, contra sua mãe, mas sua punibilidade
está condicionada à representação da ofendida.
d) Qualificado, pelo abuso de confiança, tendo como lesada sua mãe, pelo qual,
entretanto, não poderá ser condenada por ser isenta de pena.

32
SEMANA 12

Crimes contra o patrimônio. Roubo. Distinção entre roubo próprio e


impróprio.Figuras típicas.Concurso de pessoas. Concurso de Crimes.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:


• identificar as condutas perpetradas de modo a tipificá-las corretamente
consoante a incidência de circunstâncias majorantes e diferenciá-las das
qualificadoras;
• Compreender a aplicação dos princípios da dignidade da pessoa
humana,lesividade e proporcionalidade para a tipificação das condutas e
conseqüente cominação da pena;
• analisar o desvalor da conduta em relação ao desvalor do resultado para fins
de tipificação da conduta como crime hediondo;
• diferenciar os delitos de Furto qualificado e Roubo; Roubo e Extorsão.
• solucionar casos concretos nos quais haja um aparente conflito de normas
entre o delito de roubo e outras figuras típicas, bem como identificar os casos
nos quais haja concurso de crimes.

BIBLIOGRAFIA/JURISPRUDÊNCIA

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos


constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto.Tratado de Direito Penal.São Paulo:


Saraiva.v.3, capítulo III.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, título II,
capítulo II.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT. v.2,
Segunda parte, capítulo II.
● Informativo n. 517 STF , ago. 2008; HC 92450/DF, Rel. Min. Marco Aurélio,
julgado em 26.8.2008.
● Informativo n. 521 STF , HC N. 94.363-RS,Rel.Min.Menezes Direito, DJ/ 26
set,2008
● STJ. AgRg no REsp 984572 / RS, rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, julgado em
19/08/2008.

CASO CONCRETO 1

Frederico, parado em um semáforo, é abordado por Cleosbaldo que, aproveita-se


do fato do vidro estar aberto e insere metade do seu corpo dentro do carro
gritando: você tem medo de morrer? Então sai do carro agora! Apavorado com a
ameaça, Frederico entrega o carro a Cleosbaldo que, tão logo abre o sinal sai em
velocidade normal a fim de não chamar atenção. Três quarteirões após, o veículo
morre por pane elétrica, pois, na verdade, Frederico o estava levando para a
concessionária. Cleosbaldo insiste em que o carro funcione e é surpreendido por
dois policiais que, preocupados com o trânsito e com o risco de um carro importado
como aquele ser roubado, decidem prestar auxílio ao seu condutor. Entretanto, ao
se aproximarem do carro recebem um chamado pelo rádio avisando do roubo

33
sendo, desta forma, Cleosbaldo preso em flagrante delito. Ante o exposto, responda
com base nos estudos realizados sobre os crimes contra o patrimônio:
a) como a prisão em flagrante delito resultou de mera falta de sorte de
Cleosbaldo, é correto afirmar que o roubo não consumou-se? Responda de
forma justificada.
b) caso os policiais tivessem assistido ao roubo e perseguissem Cleosbaldo, vindo
a prendê-lo em flagrante delito, a resposta seria a mesma?

CASO CONCRETO 2

No dia 2 de maio de 2006, Paulo e Roberto, com vontade livre e consciente e


unidade de desígnios, utilizando-se de grave ameaça pelo emprego de arma de
fogo, subtraíram o celular e o relógio de Kênia e, após tal conduta, constrangeram-
na, mediante grave ameaça, a fornecer-lhes a senha e as letras de acesso para a
realização de saques em conta-corrente, no total de 4 saques, no valor global de
R$ 980,00. Considerando a situação hipotética acima descrita, tipifique e diferencie
as condutas violentas de Paulo e Roberto. (135ª Exame de Ordem. OAB/SP.
Jun.2008)

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Assinale a alternativa correta. (133° Exame OAB/SP, 1ª Fase)


No roubo impróprio, o crime:
a) se consuma com a subtração da coisa móvel alheia;
b) se consuma com a retirada da coisa móvel subtraída da esfera de vigilância da
vítima;
c) não admite a forma tentada porque sua tentativa configuraria furto consumado
ou tentado;
d) não admite a forma tentada porque se trata de crime formal.

2) João, com emprego de arma de fogo, invade uma locadora de vídeo e anuncia
um assalto exigindo do funcionário da mesma que lhe entregue todo o dinheiro que
está no caixa. Diante da recusa do funcionário da locadora, João desfere dois tiros
no mesmo, que vem a falecer instantaneamente, e foge do local do crime sem levar
dinheiro algum. Neste caso, qual a tipificação correta à conduta de João? (31°
Exame de Ordem OAB/RJ)
a) João praticou o delito de roubo majorado pelo emprego de arma de fogo na
forma tentada;
b) João praticou o delito de homicídio qualificado para assegurar a execução de
outro crime;
c) João praticou o delito de latrocínio.
d) Todas as respostas acima estão incorretas

34
SEMANA 13

Crimes contra o patrimônio. Extorsão. Extorsão mediante seqüestro. Extorsão


indireta.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:

• identificar as condutas perpetradas de modo a tipificá-las corretamente de


modo a saber diferenciar os delitos contra o patrimônio e suas conseqüências.
• compreender a relevância da proteção aos bens jurídicos tutelados que
podem ultrapassar a esfera patrimonial de modo a aplicar os princípios da
dignidade da pessoa humana, lesividade e proporcionalidade para a tipificação
das condutas e conseqüente cominação da pena;
• analisar a incidência de circunstâncias majorantes, qualificadoras, bem como
de causas especiais de diminuição de pena ou circunstâncias atenuantes
genéricas;
• analisar a incidência da lei n. 8072/1990 (crimes hediondos) nos delitos
contra o patrimônio e suas conseqüências.
• solucionar casos concretos nos quais haja um aparente conflito de normas
entre o delitos contra o patrimônio e outras figuras típicas, bem como
identificar os casos nos quais haja concurso de crimes e continuidade delitiva.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos


constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto.Tratado de Direito Penal.São Paulo:


Saraiva.v.3, capítulos IV, V e VI .
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, título II,
capítulo II.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT. v.2,
Segunda parte, capítulo II.
● STJ - HC 86127/RJ, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em
21/02/2008

CASO CONCRETO 1

Cipriano Sabino é vítima de seqüestro relâmpago em Belém


(Fonte: Jornal Diário do Pará on-line; disponível em
http://www.diariodopara.com.br); Última atualização: 28/09, 16h30.

BELÉM (PA) - O ex-deputado estadual e atual Conselheiro do Tribunal de Contas do


Estado (TCE), Cipriano Sabino Júnior foi vítima de um sequestro relâmpago na
noite do último sábado. Por volta de 19h, ele saía de uma faculdade particular na
Avenida José Malcher e quando se dirigia ao seu carro, uma Pajero, estacionado na
Av. 9 de Janeiro, foi abordado por assaltantes que o levaram em seu carro.
Segundo o Major Robson, do Grupamento Aéreo da PM (GRAER), a ação durou
cerca de 10 minutos, quando Cipriano foi liberado no próprio carro na Av. Alcindo
Cacela com Tv. Antônio Barreto. Ele contou que foi acionado via CIOP e

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imediatamente seguiu para a área. Após a liberação de Cipriano, Major Robson
ainda sobrevoou o local para tentar localizar alguma pessoa em atitude suspeita,
mas ninguém foi localizado. O Major não soube informar quantos assaltantes
participaram da ação. Foram levados o celular da vítima, mais uma quantia em
dinheiro e um relógio. Segundo a assessoria da Polícia Civil, até a tarde deste
domingo, o ex-deputado não registrou ocorrência em nenhuma delegacia de Belém.
Uma irmã de Cipriano informou ainda na noite do assalto, que logo depois de
liberado, Cipriano foi para casa e que não registraria ocorrência pelos objetos
roubados por serem irrelevantes. Cipriano é o atual coordenador de Informática e
Processamento de Imagens do TCE.(Elyne Santiago/Diário do Pará).Ante o exposto
responda com base nos estudos realizados sobre os crimes contra o patrimônio :

1) Qual a tipificação para o denominado “sequestro relâmpago”?


2) Caso o ex-deputado não tivesse sido libertado 10 minutos após a ação
dos assaltantes, mas tivesse sido obrigado a sacar vultuosa quantia em
dinheiro em três caixas eletrônicos antes de sua libertação, a tipificação
da conduta seria a mesma?

CASO CONCRETO 2

Marcondes seqüestrou Andréa com o intuito de obter resgate. No dia seguinte ao


seqüestro, Marcondes telefona para a família da vítima e exige R$1.000.000,00. A
família imediatamente concorda com o valor determinado por Marcondes. O local
onde seria entregue o dinheiro foi ajustado. Daniel, amigo de Marcondes,
entretanto, não consegue chegar a tempo para buscar o resgate, pois é preso em
flagrante quando saia do local do cativeiro da vítima. Ante o exposto responda com
base nos estudos realizados sobre o tema :

a)Qual o crime praticado por Marcondes e Daniel? Neste caso o delito resta
consumado ou tentado?
b)Caso Daniel tivesse informado à autoridade policial o local do cativeiro, bem
como os dados de Marcondes de modo a auxiliar a libertação de Andréa, sua
conduta o beneficiaria no que concerne à aplicação de pena?

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Mário telefonou para a gerência de determinado supermercado, dizendo que


havia colocado em várias prateleiras produtos alimentícios adulterados e exigindo
quantia em dinheiro para indicar os locais onde eles se encontravam. Como o
estabelecimento já havia sofrido essa prática, os responsáveis iniciaram as
negociações. Quando do pagamento da quantia pedida, Mário foi preso e descobriu-
se que ele não havia colocado na loja os referidos produtos. Que crime foi cometido
por Mário? (Juiz de Direito/SC,2006).
a) extorsão, em conatus;
b) estelionato tentado;
c) falsificação ou adulteração de substância alimentícia, tentada;
d) extorsão consumada;
e) falsidade ideológica;

2) O crime de extorsão mediante seqüestro, em sua modalidade simples, consuma-


se quando:(119° Exame OAB/SP. 1ª Fase)

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a) ocorre a obtenção da vantagem patrimonial pretendida pelos agentes.
b) a vítima é liberada ou morta após o pagamento do preço do resgate.
c) houver decorrido o prazo de vinte e quatro horas do seqüestro.
d) a vítima é arrebatada.

SEMANA 14

Crimes contra o Patrimônio. Estelionato e outras fraudes. Receptação.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:


• identificar as condutas perpetradas de modo a tipificá-las corretamente
consoante a incidência de circunstâncias majorantes e diferenciá-las das
qualificadoras;
• Compreender a aplicação dos princípios da dignidade da pessoa
humana,lesividade e proporcionalidade para a tipificação das condutas e
conseqüente cominação da pena;
• analisar o desvalor da conduta em relação ao desvalor do resultado para fins
de tipificação da conduta como crime hediondo;
• compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos
constitucionais.
• aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• Diferenciar os delitos de extorsão e estelionato; estelionato e apropriação
indébita;estelionato e extorsão; estelionato e curandeirismo (art. 284,
parágrafo)
• solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente
as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e
infraconstitucionais, diferenciando os delitos consoante suas elemntares.
• Diferenciar situações nas quais haja conflito aparente de normas ou
concurso de crimes.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos constantes na
Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados por seu professor.

• BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v. 3,


capítulos VI e VII.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, Capítulo VI.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT, 2006. v.2,
Segunda Parte, Títulos VI e VII .
● Apelação Criminal 2006.050.04734 TJ/RJ, Rel. Des. J. C. Murta Ribeiro,
julgada em 20/03/2007.
● Apelação Criminal n. 70021107842, TJ/RS, Rel. Des. Naele Ochoa Piazzeta,
julgada em 03/04/2008.
● STJ- AgRgn.no Conflito de Competência n. 74225/SP (2006/0235921-8), Rel.
Min. Jane Silva - (Desembargadora convocada do TJ/MG).
• STJ – Verbetes de Súmulas n. 17, 24; 48; 107 e 244;
• STF – Verbetes de Súmulas n. 246; 521; 554.

CASO CONCRETO 1

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Fulano, utilizando-se de fraude eletrônica, consegue descobrir o número da conta
corrente e respectivas senhas de Margareth e, por meio da internet -"Internet
Banking", acessa sua conta e efetua diversos saques, bem como efetua compras
com o cartão também por meio da rede de computadores. Margareth é
surpreendida ao retirar um extrato de sua conduta e, imediatamente, entra em
contato com o gerente de sua agência bancária a fim de averiguar o ocorrido. Disto
resulta a instauração de inquérito policial para apuração de autoria e materialidade
dos fatos. Ante o exposto, considerado os posicionamentos doutrinários e
jurisprudenciais sobre o tema, tipifique a conduta de Fulano.

CASO CONCRETO 2

Joana, secretária de Augusto em um escritório de cobrança, aproveita-se do acesso


que possui aos cheques entregues pelos devedores cadastrados no escritório e
retira dois cheques pós-datados do cofre. Nas datas fixadas para o depósito, ao
invés de depositar os cheques na conta do escritório conforme acordado de
costume com seu chefe Augusto, os deposita em sua conta pessoal a fim de utilizar
a referida quantia para a sua viagem de férias. Partindo da premissa de que o
animus de Joana desde o início foi de utilizar a referida quantia em seu próprio
proveito, tipifique sua conduta sob o aspecto jurídico-penal.Responda com base nos
estudos realizados sobre o tema.

QUESTÕES OBJETIVAS

1) João comprou, por R$20,00, uma corrente de ouro, avaliada em


R$2.000,00, de um menino de 14 anos de idade, corrente esta que havia
sido subtraída, por pessoa ignorada, de seu primo e companheiro de quarto
Joaquim. Este não havia dado por falta da jóia, motivo porque sequer havia
feito a comunicação da ocorrência à polícia. Nesse caso, João:(Promotor de
Justiça/PE)

a) responderá por crime de receptação culposa;


b) não responderá pelo crime de receptação, por ser desconhecido o autor do
crime de que proveio a coisa;
c) é isento de pena, por ter sido o crime de que proveio a coisa cometido em
prejuízo de seu primo, com o qual coabita;
d) é isento de pena, por ter adquirido a jóia de pessoa inimputável;
e) é isento de pena, porque o proprietário da jóia não havia providenciado a
lavratura de boletim de ocorrência a respeito do furto de que fora vítima.

2) Maria ingressou em um estabelecimento comercial e efetuou compras, pagando


com cheque subtraído de Carla e falsificado por ela (Maria), apresentando, no ato
do pagamento, a identidade de Carla com sua fotografia. Enquanto a funcionária
consultava o título de crédito, como era de costume, Maria, pressentindo que seria
descoberta, resolveu abandonar o estabelecimento. Estamos diante da hipótese de:
(Juiz de Direito/SP, 2006)

a) estelionato tentado.
b) desistência voluntária.
c) arrependimento eficaz.
d) arrependimento posterior.

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SEMANA 15

Crimes contra o Patrimônio.Usurpação. Dano. Apropriação indébita. Apropriação


previdenciária. Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da
natureza. Apropriação de tesouro. Apropriação de coisa achada. Crimes contra o
Sentimento Religioso e contra o Respeito aos Mortos

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

O aluno deverá ser capaz de:

• compreender a relevância da subsunção das normas penais aos preceitos


constitucionais.
• aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
• solucionar os casos concretos apresentados de modo a tipificar corretamente
as condutas em conformidade com os princípios constitucionais e
infraconstitucionais.
• analisar a incidência de circunstâncias majorantes, qualificadoras, bem como
de causas especiais de diminuição de pena ou circunstâncias atenuantes
genéricas;
• Diferenciar os delitos contra o patrimônio de modo a solucionar os casos
concretos apresentados, seja por meio do conflito aparente de normas ou do
concurso de crimes.

BIBLIOGRAFIA / JURISPRUDÊNCIA:

Para resolução dos casos o acadêmico poderá consultar os livros didáticos


constantes na Bibliografia Básica da Disciplina, bem como outros autores indicados
por seu professor.

•BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. São Paulo:


Saraiva.v. 3, capítulos VII a XVII.
• CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. São Paulo: Saraiva.v.2, capítulos
III, IV e V.
• PRADO, Luiz Regis. Curso de direito penal brasileiro. São Paulo: RT, v.2,
Segunda Parte, Capítulos III, IV e V.
● Apelação Criminal n. 70022197560, Quarta Câmara Criminal, TJ/RS, Rel.
Des. Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, julgado em 13/03/2008.

CASO CONCRETO 1
Gabriel,locou por temporada, o imóvel mobiliado de Carlos situado na região
litorânea de Santa Catarina. Ao término do período de locação, Gabriel retira-se do
apartamento, mas, por estar apaixonado pelos objetos típicos do local leva consigo
os móveis que guarneciam o referido imóvel. Diante do caso apresentado tipifique
a conduta de Gabriel com base nos estudos realizados sobre o tema.

CASO CONCRETO 2

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Túlio, por volta das 10h e em praça pública de grande movimento, mediante socos,
chutes e batendo com o fone no corpo do aparelho, destruiu um telefone público
(orelhão), bem como sua respectiva bolha de fibra, de propriedade da empresa
concessionária de serviço público. Populares, inconformados com a conduta de
Túlio, comunicaram o fato à Policia Militar, tendo policiais se dirigido ao local. Ao
constatarem o fato, os policiais deram voz de prisão em flagrante a Túlio, momento
em que este puxou de uma faca, reagindo, vindo a desferir um golpe na mão de
Carlos, policial militar, causando-lhe lesões corporais. Diante do caso apresentado
tipifique a conduta de Túlio com base nos estudos realizados sobre o tema e
responda, se no caso em tela, há concurso de crimes.

QUESTÕES OBJETIVAS

1) Júlio, empresário, deixou de recolher, no prazo legal, contribuição destinada à


previdência social que ele havia descontado de pagamento efetuado a segurado.
Considerando a situação hipotética descrita, assinale a opção correta: (EXAME OAB/
Cespe- UnB 2008.1, 1ª Fase)
a)Caso Júlio, espontaneamente, confesse e efetue o pagamento integral das
contribuições à previdência social, antes do início da ação fiscal, ele terá direito à
suspensão condicional da pena;
b)O juiz deve conceder o perdão judicial ou aplicar somente a pena de multa, caso
Júlio seja primário e tenha bons antecedentes;
c)O crime praticado por Júlio constitui espécie de apropriação indébita, que deve
ser processado na justiça federal mediante ação penal pública incondicionada;
d)O crime, consumado no momento em que Júlio decidiu deixar de recolher as
contribuições, depois de ultrapassado o prazo legal, admite tentativa e a
modalidade culposa.

2) Assinale a opção correta:


a) se o agente já detinha a coisa e a partir de certo momento a torna sua, a
hipótese é de furto simples, ausentes que se encontram as qualificadoras
previstas no § 4º do artigo 155, do CP;
b) venda posterior da coisa furtada configura o delito de disposição de coisa
alheia como própria;
c) o furto praticado com destruição ou rompimento de obstáculo é qualificado,
ainda que a ação seja exercida contra a própria coisa;
d) o crime de extorsão assemelha-se ao crime de roubo e ao crime de
constrangimento ilegal, pois, em ambos, o sujeito ativo deverá cometer
violência ou grave ameaça contra a vítima

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