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Gabarito – Caderno do Aluno

Química

1ª série – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

COMBUSTÍVEIS E COMBUSTÃO NO DIA A DIA E NO SISTEMA PRODUTIVO

Atividade 1 – Combustão do carvão na produção da cal e do ferro

Questões para a sala de aula

Páginas 3-4

1. Neste pequeno resumo, espera-se que os estudantes possam destacar duas principais ideias: o carvão tem a função de fornecer energia térmica ao ser queimado na produção da cal e do ferro e, no caso deste, é também um dos reagentes.

2.

a) Neste item é importante estar atento às dificuldades que alguns estudantes

podem apresentar em relação às operações matemáticas com notações científicas. Espera-se que eles respondam algo como:

7,0 milhões de toneladas = 7,0 × 10 6 t = 7,0 × 10 6 × 10 6 g = 7,0 × 10 12 g

b) Deve-se estabelecer uma relação entre a quantidade de carvão e a quantidade de

cal para obter a massa de carvão consumida na produção de cal no ano de 2006.

Massa de carvão Massa de cal

312 g

1000 g

x

7,0

10

12

g

x

2,184

10

12

g

x

2,2

10

6

t

c) Espera-se que o aluno interprete os dados da tabela respondendo que a produção

de 1 kg de ferro consome maior quantidade de carvão (910 g) do que a de 1 kg de cal (312 g de carvão).

Atividade 2 – O poder calorífico dos combustíveis

Questões para a sala de aula

Páginas 5-6

1.

a) O combustível apresentado na tabela que tem maior poder calorífico é o gás de

cozinha (11 730 kcal/kg ou 49 030 kJ/kg).

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2.

3.

4.

b) O combustível apresentado na tabela que tem menor poder calorífico é a lenha

(2 524 kcal/kg ou 10 550 kJ/kg).

Se a combustão de 1,0 kg de lenha libera 2 524 kcal, então a combustão de 5,0 kg

desse combustível, uma massa cinco vezes maior, deve liberar cinco vezes mais

energia: 5,0 kg × 2 524 kcal/kg = 12 620 kcal ou 1,3 × 10 4 kcal.

O estudante pode estabelecer uma relação entre a massa de carvão queimado e a

quantidade de energia liberada nesse processo:

massa de carvão energia liberada

1,0 kg

6800 kcal

x

17 000 kcal

x

2,5 kg

a) Se a combustão de 1,0 kg de gás natural libera 9,1 × 10 3 kcal, então a combustão

de 30 kg desse combustível, uma massa trinta vezes maior, deve liberar trinta vezes

mais energia: 30 kg × 9,1 × 10 3 kcal/kg = 273 000 kcal = 2,7 × 10 5 kcal.

b)

massa de biogás

energia liberada

1,0 kg

x

6000 kcal

9,1

x

10

3

x

1,5

kg

 1,0 kg x  6000 kcal 9,1 x 10 3  x  1,5 kg

Páginas 6-7

1. Nesta questão, o estudante deve calcular as quantidades de energia liberada na

combustão da gasolina com 20% de álcool e do álcool combustível. Uma análise

puramente qualitativa não é suficiente para responder à questão, visto que o

combustível com maior poder calorífico está em menor quantidade.

Como na queima da gasolina com 20% de álcool liberam-se 9 700 kcal por

quilograma, para 30 kg desse combustível teremos:

30 kg × 9 700 kcal/kg = 291 000 kcal ou 2,9.10 5 kcal

De igual modo, na queima de 40 kg de álcool combustível teremos:

40 kg × 6 507 kcal/kg = 260 280 kcal ou 2,60.10 5 kcal

A energia liberada na combustão desses materiais também pode ser calculada em

quilojoules: 1 216 380 kJ (1,2 × 10 6 kJ) e 1 088 000 kJ (1,1 × 10 6 kJ),

respectivamente.

A combustão de 30 kg de gasolina com 20% de álcool deve liberar mais energia

térmica do que a combustão de 40 kg de álcool combustível.

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2. As possíveis dificuldades apresentadas pelos estudantes nas questões da Atividade 1

podem se repetir nesta questão. Assim, deve-se estar atento ao uso de notação

científica e aos algarismos significativos dos dados do enunciado e da resposta final.

Uma possibilidade de resolução para essa questão é apresentada a seguir:

• Cálculo da massa de carvão consumido na produção de 4,0 × 10 4 kg de ferro:

massa de carvão

massa de ferro

0,91 kg

1,0 kg

x

4,0

4

10 kg

 

x

3,6

4

10 kg

• Cálculo da quantidade de calor produzido na combustão de 3,6 × 10 4 kg de

carvão:

energia liberada

massa de carvão

6800 kcal

1,0 kg

y

3,6

4

10 kg

 

y

24480

10

4

kcal

2,4

10

8

kcal

4 10 kg   y 24480  10 4 kcal  2,4  10 8

Página 7

1. Impactos ambientais, octanagem e compressibilidade, corrosão do motor, renovável

ou não renovável.

2. Usa-se etanol misturado à gasolina para aumentar a octanagem e para substituir parte

do combustível fóssil por um combustível renovável.

Atividade 3 - A combustão

Página 8

O triângulo

da

combustão

significa

que,

para

ocorrer

uma

combustão,

são

necessários combustível, comburente e energia suficiente para iniciar o processo.

Questões para a sala de aula

Páginas 8 - 9

1.

Ao completar o quadro, os estudantes podem utilizar diferentes linguagens, como os

nomes oficiais ou triviais das substâncias, os nomes dos materiais ou as fórmulas

químicas. Assim, é aceitável, neste momento, que dióxido de carbono, gás carbônico

ou CO 2 sejam considerados respostas corretas para a coluna dos produtos da

combustão do carvão. Da mesma forma, pode-se considerar tanto o carvão (material)

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quanto o carbono (substância) como um dos reagentes nessa combustão. É possível

também que alguns estudantes incluam as “cinzas” como um produto da combustão

do carvão.

Uma possibilidade de resposta à questão é apresentada a seguir:

MMaanniiffeessttaaççõõeess ddee eenneerrggiiaa lliibbeerraaddaa

AApprreesseennttaa

cchhaammaa??

CCoommbbuussttããoo

RReeaaggeenntteess

PPrroodduuttooss

II

carvão (C) e gás

oxigênio (O 2 )

gás carbônico

(CO 2 )

energia térmica e luz

talvez

IIII

etanol (C 2 H 5 OH) e gás oxigênio (O 2 )

gás carbônico

(CO 2 ) e água

(H 2 O)

energia térmica e luz

sim

IIIIII

ferro (Fe) e gás oxigênio (O 2 )

óxido de ferro III (Fe 2 O 3 )

energia térmica e luz

não

2. I: O carvão reage com o oxigênio do ar produzindo gás carbônico:

C(s) + O 2 (g) CO 2 (g)

II: O etanol reage com oxigênio do ar produzindo gás carbônico e água:

C 2 H 5 OH(l) + O 2 (g) CO 2 (g) + H 2 O(g)

III: O ferro reage com oxigênio do ar produzindo óxido de ferro III:

Fe(s) + O 2 (g) Fe 2 O 3 (s)

3. A definição do estudante apresenta como informação correta o fato das combustões

serem reações químicas (entre um combustível e um comburente, geralmente o

oxigênio), mas é errado afirmar que as combustões são reações em que se formam

gás carbônico e água. Os produtos obtidos na combustão dependem do combustível

utilizado e da disponibilidade de oxigênio. Como visto na questão anterior, apenas a

combustão do etanol formou gás carbônico e água; na combustão do carbono

presente no carvão forma-se apenas dióxido de carbono (ou monóxido de carbono) e

na combustão do ferro forma-se apenas óxido de ferro. Assim, uma definição mais

adequada de combustão seria: “uma reação química que envolve a interação de

material combustível com um comburente (quase sempre o oxigênio), em que há

liberação de energia térmica”.

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Páginas 9-10

1.

S(s) + O 2 (g) SO 2 (g)

2.

a) Muitos combustíveis são misturas de substâncias, como o caso da gasolina e do

querosene, e, portanto, não apresentam temperaturas de ebulição bem determinadas.

Assim, durante a ebulição da gasolina, por exemplo, a temperatura varia entre 40 e

200 ºC. Já o etanol é uma substância pura e, por isso, apresenta temperatura de

ebulição bem determinada.

b) A temperatura mínima para que a gasolina queime na presença de chama é de

– 43 ºC e, no caso do querosene, é de 45 ºC.

c) O fato da gasolina ter componentes bastante voláteis (com temperaturas de

ebulição a partir de 40 ºC) e temperatura de fulgor baixa (– 43 ºC), quando

comparados ao álcool, faz com que seja mais fácil dar partida em carros a gasolina

do que em carros a álcool. Como o álcool é menos volátil que a gasolina (tem

temperatura de ebulição superior à de alguns componentes da gasolina), a quantidade

de vapores de álcool formada nos motores à carburação é pequena em dias frios e,

por isso, a combustão é dificultada.

Entretanto, é bom frisar que os automóveis mais “modernos” (construídos a partir de

meados da década de 1990) não apresentam mais esse problema. Uma das soluções

encontradas foi a adoção de um pequeno reservatório de gasolina, acionado

exclusivamente para dar partida no motor.

Desafio!

Página 11

1. Supondo os seguintes dados:

CCoommbbuussttíívveell PPrreeççoo eemm rreeaaiiss ppoorr lliittrroo DDeennssiiddaaddee ddoo
CCoommbbuussttíívveell
PPrreeççoo eemm rreeaaiiss ppoorr
lliittrroo
DDeennssiiddaaddee ddoo
ccoommbbuussttíívveell ((gg//ccmm 33 ))
PPooddeerr ccaalloorrííffiiccoo
((kkccaall//kkgg))
1,40
0,84
6
507
ÁÁllccooooll ccoommbbuussttíívveell
2,40
0,75
9
700
GGaassoolliinnaa ccoomm
áállccooooll

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Cálculo da energia liberada na queima de 1 L de combustível considerando que as massas de 1 L de álcool combustível e de 1 L de gasolina com 20% de álcool são, respectivamente, 0,84 kg e 0,75 kg:

energia liberada massa de álcool

6 507 kcal

1,0 kg

x

0,84 kg

x

5 465 kcal

energia liberada

massa de gasolina

9 700 kcal

1,0 kg

y

0,75 kg

x

7 275 kcal

Assim, temos a seguinte relação:

1 L de álcool

1 L de gasolina

tem massa de



tem massa de



0,84 kg

0,75 kg



e libera



e libera

5465 kcal

7275 kcal

que custa



que custa



R$ 1,40

R$ 2,40

Cálculo do custo de 1000 kcal de energia para cada combustível:

custo

1,40 reais

energia

5 465 kcal

custo

2,40 reais

energia

7 275 kcal

x

1000 kcal

y

1000 kcal

x

0,25 reais/1000 kcal (álcool combustível)

y

0,33 reais/1000 kcal (gasolina com álcool)

Assim, pode-se concluir, a partir desses dados, que, para liberar a mesma quantidade de energia (1000 kcal), tem-se um custo menor queimando-se álcool.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

RELAÇÕES EM MASSA NAS TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS:

CONSERVAÇÃO E PROPORÇÃO EM MASSA

Atividade 1 – Experimento da queima do papel e da palha de aço

1 – Experimento da queima do papel e da palha de aço Páginas 12-13 Os alunos,

Páginas 12-13

Os alunos, em geral, manifestam a concepção de que, quando se queima qualquer

material, a massa diminui; portanto, acreditam que a balança penderá para o lado no

qual não houve combustão, fato que não é observado no caso da palha de aço. No lado

no qual ocorre a queima do papel, o gás produzido na combustão é liberado ao

ambiente, pois o sistema está aberto. Na queima da palha de aço, a interação com o gás

oxigênio provoca um aumento de massa, pois é formado óxido de ferro, mais pesado

que o ferro da palha de aço.

3.

Resposta pessoal.

4.

Resposta pessoal.

5.

Resposta pessoal.

6.

a)

 

PPaappeell

PPaallhhaa ddee aaççoo

Após a combustão, a massa aumentou ou diminuiu?

diminuiu

aumentou

b) Resposta pessoal. Espera-se que o estudante manifeste a ideia de que, ao

diminuir a massa (no caso do papel), alguma substância produzida foi liberada ao

ambiente; já no caso da palha de aço, o material produzido incorporou-se à palha.

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Gabarito – Caderno do Aluno Química 1ª série – Volume 1

Página 14

1. Espera-se que o estudante perceba que há coerência nessa explicação e que, em ambos os casos, foram produzidos novos materiais, que podem ser gasosos (possivelmente liberados para o ambiente, pois o sistema está aberto) ou sólidos (incorporados à palha de aço).

2. Em sistema fechado, o nível da balança continuaria o mesmo, pois nenhum material entraria ou sairia.

Atividade 2 – Conservação da massa e proporção em massa entre as espécies participantes da transformação química

Páginas 14-15

1. É possível dizer que a massa do sistema inicial permaneceu a mesma depois da combustão do carvão na amostra I, pois a diferença de 3 g entre as massas dos reagentes (470 g) e a dos produtos (473 g) pode ser atribuída à incerteza da medida da balança. Essa incerteza está no último dígito da medida (1 a 9 g).

2. Na amostra II verifica-se que houve uma diferença aceitável dentro da incerteza da medida da balança e na amostra III a massa foi a mesma; portanto, conservou-se.

AAmmoossttrraa
AAmmoossttrraa

MMaassssaass ddooss rreeaaggeenntteess ((gg))

MMaassssaass ddooss pprroodduuttooss ((gg))

II

188

184

III

71

71

o s s ( ( g g ) ) II 188 184 III 71 71 Questões

Questões para análise do experimento

Página 18

1. No experimento foram realizadas duas transformações químicas, pois novos materiais foram produzidos. A interação entre hidrogenocarbonato de sódio e ácido clorídrico produziu um gás, evidenciado pela efervescência, e a interação entre solução aquosa de hidróxido de sódio e sulfato de cobre II produziu um sólido gelatinoso azulado.

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2.

 

a)

A massa inicial e a final com o sistema fechado podem ter pequena variação,

dentro da incerteza da medida da balança. O estudante pode citar uma possível

vedação inadequada da garrafa, que permite a saída de pequena quantidade de gás, que é aceitável desde que a balança consiga captar essa quantidade.

b)

A massa final será menor, pois há produção de gás e o sistema está aberto.

3.

Um dos produtos da transformação química é gasoso, e, mesmo que parte do gás possa ter se dissolvido no líquido, uma quantidade perceptível é liberada ao ambiente, diminuindo a massa final (sistema aberto).

4.

É possível dizer que as massas inicial e final foram iguais, pois as pequenas diferenças são explicadas com base na vedação da aparelhagem e na incerteza dos dados da balança.

5.

Houve conservação da massa, pois, mesmo em sistema aberto, o produto formado continuou dentro do recipiente.

Questões para sala de aula

Páginas 19-20

1.

A razão massa de carvão queimado/massa de cinzas formada é igual a 5, ou seja, a massa de carvão queimado é cinco vezes maior do que a massa de cinzas produzida.

 

Os valores obtidos

são

próximos,

pois

devemos considerar os algarismos

significativos dos resultados (dois para as amostras I e II e apenas um para a amostra III).

 

Amostra I

Amostra II

Amostra III

 
 

Massa de carvão

150

4,8

60

5,0

23

4,6 ou

5

   

2.

Massa de cinzas

31

12

5

a) A massa de oxigênio é aproximadamente o dobro da massa de carvão.

b) A massa de oxigênio é aproximadamente dez vezes maior do que a massa de

cinzas. 3. Espera-se que o aluno perceba que existe uma proporção entre as massas de reagentes e produtos das amostras I e II, que nesse caso é 2,5, ou seja, as massas da amostra I são duas vezes e meia mais pesadas do que as massas da amostra II.

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4.

     

CCaarrvvããoo

 

OOxxiiggêênniioo

 
DDiióóxxiiddoo ddee ccaarrbboonnoo
DDiióóxxiiddoo ddee
ccaarrbboonnoo

CCiinnzzaass

     
     

Amostra I

   

150

2,5

 

320

2,50

   

442

2,57

31

2,6

   

Amostra II

60

128

172

12

Amostra I :

150

0,147

Amostra II :

60

0,15

Amostra III :

23

0,15

1020

410

156

Espera-se que o aluno perceba que, além da relação proporcional em massa, existe

uma relação constante entre a massa de carvão queimado e a energia liberada na

queima do carvão, ou seja, aproximadamente 0,15.

na queima do carvão, ou seja, aproximadamente 0,15. Páginas 21-22 1. Como a razão entre as

Páginas 21-22

1. Como a razão entre as massas de carvão é 1,5 (90/60), a razão entre as massas de

cinzas também será a mesma; assim, serão formados 18 g de cinzas (12 × 1,5). A

proporção se mantém; logo, a massa de oxigênio consumida na combustão será de

2.

192 g (128 × 1,5).

a) O calcário é o único reagente e o dióxido de carbono e a cal são os produtos.

b) CaCO 3 (s) + energia

c) O aluno poderá obter os valores de massa utilizando as seguintes relações:

CaO(s)

+

CO 2 (g)

as seguintes relações:  CaO(s) + CO 2 (g) ou ou O mesmo vale para as

ou

as seguintes relações:  CaO(s) + CO 2 (g) ou ou O mesmo vale para as

ou

as seguintes relações:  CaO(s) + CO 2 (g) ou ou O mesmo vale para as

O mesmo vale para as relações entre as massas do dia 12/7 e 15/7.

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Portanto, a massa de dióxido de carbono formada no dia 18/7 deve ser 5,3 t e obtém-

se como resultado um consumo de 20,0 t de calcário e uma produção de 8,8 t de

dióxido de carbono no dia 15/7.

3.

 

a) Comparando as massas de reagentes e produtos, observa-se que a massa se

conservou nessa transformação química. O cálculo pode ser feito considerando a

massa inicial como a soma da massa de etanol que reage (etanol adicionado menos

etanol em excesso = 46 g) e a massa de oxigênio = 96 g, e a massa final como a soma

das massas dos produtos = 88 + 54 (m i = 142 g; m f = 142 g).

b)

Espera-se que o estudante perceba que apenas 46 g de etanol reagem na primeira

amostra (excesso de 4 g) e que um consumo de 96 g de oxigênio está relacionado a

essa massa. Assim, a combustão de 23 g de etanol (metade de 46 g) consome apenas 48 g de oxigênio (metade de 96 g), sobrando 2 g de oxigênio; portanto, há excesso de

oxigênio na segunda amostra.

c)

Espera-se que cheguem aos valores de 44 g de dióxido de carbono e 27 g de

água.

4.

a) Espera-se obter o valor de 0,83 g de MgO (0,50 g de Mg + 0,33 g de O 2 ).

b) É necessário 0,66 g de O 2 para reagir totalmente com 1,0 g de Mg, pois a razão

entre as massas de magnésio e de oxigênio é o dobro.

c) Como 2,0 g de Mg consomem apenas 1,32 g de oxigênio, há excesso de 0,68 g

desse gás.

Atividade 3 – Releitura do problema inicial

Página 23

CCoommbbuussttããoo

RReeaaggeenntteess

PPrroodduuttooss

PPaappeell

Papel (celulose) (C 6 H 12 O 6 )n Gás oxigênio do ar (O 2 )

Gás carbônico (CO 2 ) Vapor de água (H 2 O) Cinzas

PPaallhhaa ddee aaççoo

Aço (ferro) (Fe) Gás oxigênio do ar (O 2 )

Óxido de ferro (III) (Fe 2 O 3 )

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Questões para a sala de aula

Página 23

1. Na queima do papel a massa diminui, pois se formaram dois produtos gasosos, que foram liberados ao ambiente (o sistema estava aberto). Na queima da palha de aço, a massa de O 2 que reage não foi medida no sistema inicial; portanto, a massa aumentou. 2. Espera-se que os alunos respondam que a massa sempre se conserva nas transformações químicas, inclusive na queima do papel e da palha de aço. Observou- -se a diminuição de massa na queima do papel porque a balança compara apenas as massas de sólidos (papel e cinzas), mas se compararmos as massas de todos os reagentes e a massa de todos os produtos, perceberemos que a massa não se altera. Observou-se o aumento de massa na queima da palha de aço porque não foi considerada a massa de oxigênio (O 2 ), incorporada na formação do produto.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

IMPLICAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS DA PRODUÇÃO E DO USO DE COMBUSTÍVEIS

Atividade 1 – Produção e uso de carvão vegetal e carvão mineral e seus

impactos

Página 25

Cabe lembrar que, para abordar o tema desta atividade, “Implicações socioambientais da produção e do uso de combustíveis”, poderiam ser tratados muitos outros aspectos diferentes do que os sugeridos, mas, devido ao número de aulas previsto e à complexidade do tema, é preciso fazer escolhas. Nesse caso, optou-se por trabalhar com o carvão em razão da facilidade em discutir os aspectos socioambientais de obtenção e uso de um combustível conhecido pelos alunos. Além disso, os problemas ambientais como efeito estufa e chuva ácida são bastante discutidos e tratados nos diversos meios de comunicação. Com isso, a proximidade do assunto com o cotidiano do aluno pode favorecer a sua aprendizagem e motivá-lo a participar de toda a atividade.

e motivá-lo a participar de toda a atividade. Páginas 25-27 A leitura de textos é um

Páginas 25-27

A leitura de textos é um dos recursos que podem atuar como auxiliares na construção de significados atribuídos a determinado objeto de ensino. No momento, pretende-se utilizá-la como desencadeadora e motivadora para mostrar a importância do carvão e as implicações socioambientais de sua produção e de seu uso, principalmente como combustível.

Questões para análise do texto

Páginas 27-28

1. O aluno vai elaborar um texto próprio. A resposta poderia ser: o carvão vegetal é produzido pela carbonização da madeira, processo realizado de forma controlada e na presença de pouco oxigênio.

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2.

Problemas socioambientais que podem ser citados: degradação do meio ambiente, devido à utilização de madeira de matas nativas; trabalho de baixa remuneração e sem registro; falta de segurança (risco de contaminação por gases tóxicos, queimaduras e explosões); falta de preparo técnico e de equipamentos apropriados; utilização de mão de obra infantil.

3.

O aluno vai elaborar um texto próprio. A resposta poderia ser: o carvão mineral é

extraído de jazidas (minas), provenientes da fossilização de troncos, raízes e folhas

de

árvores que cresceram há 250 milhões de anos em pântanos rasos.

4.

Problemas socioambientais que podem ser citados: degradação da fauna, da flora, do solo e de cursos d’água; riscos de saúde para os operários das minas; incêndios; desmoronamentos; inundações; exposição a agentes cancerígenos (gases tóxicos e material particulado) e a elevadas temperaturas.

5.

As

indústrias que podem ser citadas: usinas termelétricas; siderúrgicas (produção de

ferro e aço); indústrias que necessitam de geração de energia térmica para seus

processos, como, por exemplo, as indústrias produtoras de cal etc.

6.

Os

problemas ambientais citados podem ser: emissões atmosféricas que agravam o

problema da chuva ácida e do efeito estufa; descarte de resíduos sólidos; poluição térmica.

7.

Vantagens que podem ser citadas:

Carvão vegetal – recurso renovável. Carvão mineral – extração de combustível direto da natureza. Desvantagens que podem ser citadas:

Carvão vegetal – são necessários vários dias para a sua obtenção; sua produção pode degradar o ambiente. Carvão mineral – recurso não renovável; sua extração pode degradar o ambiente.

não renovável; sua extração pode degradar o ambiente. Página 29 A ordem das colunas do quadro

Página 29

A ordem das colunas do quadro corresponde à ordem das respostas dadas nas

“Questões para análise do texto”, portanto o preenchimento da tabela pode ser orientado por essas respostas.

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Páginas 30-31

a) Espera-se que os alunos consigam relacionar a diminuição das emissões de gás carbônico em processos naturais com a degradação do meio ambiente, ou seja, a devastação de matas, florestas, animais etc.

b) Espera-se que os alunos relacionem o aumento das emissões de gás carbônico com o uso crescente pelo ser humano de combustíveis, principalmente os fósseis – como o petróleo –, nas suas diversas atividades.

c) Os alunos devem reconhecer que o gás carbônico tem grande capacidade de absorver as radiações eletromagnéticas, gerando aquecimento da atmosfera e, por isso, é o principal responsável pelo efeito estufa.

d) Espera-se que os alunos respondam que o aumento do efeito estufa pode causar o aquecimento global, o qual pode provocar muitos problemas ambientais, tais como derretimento das calotas polares, mudanças climáticas, formação de áreas desérticas etc.

climáticas, formação de áreas desérticas etc. Páginas 32-33 1. Espera-se que os alunos identifiquem os

Páginas 32-33

1. Espera-se que os alunos identifiquem os gases poluentes – dióxido de enxofre (SO 2 ) e os óxidos de nitrogênio – como os compostos que provocam a chuva ácida, os quais são provenientes da queima de combustíveis, principalmente os de origem fóssil.

2. Espera-se que os alunos relacionem a chuva ácida à degradação do meio ambiente, provocando a morte de plantas e animais, e também desgastando monumentos e construções.

3. Os alunos devem perceber que os gases poluentes que escapam para a atmosfera estão sujeitos à ação dos ventos e, portanto, podem ser transportados para outras regiões, ou seja, nem sempre caem onde são produzidos.

Gabarito – Caderno do Aluno

Química

1ª série – Volume 1

Atividade 2 – Produção de carvão vegetal

– Volume 1 Atividade 2 – Produção de carvão vegetal Questões para análise do experimento Páginas

Questões para análise do experimento

Páginas 33-35

1. Há mudança da cor do papel: o papel de tornassol azul muda de azul para vermelho

(rosa) e o papel umedecido com alaranjado de metila muda de laranja para vermelho. 2. Espera-se que os alunos, com o auxílio do texto da página 25, relacionem o experimento com a produção de carvão. Portanto, eles devem relatar que o resíduo é

o carvão e os gases devem ser uma mistura de metanol (CH 3 OH), ácido acético

(CH 3 CO 2 H), alcatrão, monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO 2 ),

hidrogênio (H 2 ) e hidrocarbonetos (principalmente metano – CH 4 ).

3.

É

provável que os alunos não consigam responder à questão, mas você, professor,

pode lembrá-los que vários materiais combustíveis são formados, como, por exemplo, o metanol (um álcool), o metano (um dos gases combustíveis do biogás) e o hidrogênio (combustível utilizado em foguetes).

4.

É provável que os alunos não tenham a resposta. Portanto, deve-se dizer que a interação desses gases com o papel umedecido é o que muda a cor do papel de tornassol. Isso ocorre devido, principalmente, à presença do ácido acético, ou seja, o papel de tornassol azul muda para cor de rosa devido aos materiais ácidos.

azul muda para cor de rosa devido aos materiais ácidos. Páginas 35-38 O preenchimento da tabela

Páginas 35-38

O preenchimento da tabela após a realização do experimento não precisa apresentar

uma forma única, pois geralmente os alunos se expressam de maneira coloquial, não utilizando linguagem científica.

Gabarito – Caderno do Aluno

Química

1ª série – Volume 1

Questões para análise do experimento

1. Sim, os critérios que podem ser utilizados são: a mudança ou não da cor dos papéis de tornassol azul e vermelho e a efervescência ou não que pode surgir quando há a interação entre os líquidos e o carbonato de cálcio.

2. Espera-se que os alunos identifiquem os seguintes materiais com caráter ácido:

vinagre e ácido clorídrico. O outro critério para essa classificação seria a efervescência na interação do material com o carbonato de cálcio (liberação de gás).

3. Uma possível definição seria dizer que ácido é “aquele material que, dissolvido em água, modifica a cor do papel de tornassol azul para vermelho, e que, de sua interação com o carbonato de cálcio, observa-se efervescência”.

4. Uma possível definição seria dizer que base é “aquele material que, dissolvido em água, modifica a cor do papel de tornassol vermelho para azul”. E neutro é “aquele material que não modifica a cor dos papéis de tornassol azul e vermelho.

Atividade 3 – Ciência e cidadania: aplicando as ideias estudadas para a tomada de decisões

Página 39

Espera-se que os alunos relacionem informações obtidas por meio de observações diretas, de textos descritivos, de conhecimentos adquiridos até o momento, de seus valores e de sua vivência para construir argumentações consistentes num debate, defender certos pontos de vista e representar os diferentes interesses e interessados na instalação ou não de uma indústria siderúrgica.

na instalação ou não de uma indústria siderúrgica. Páginas 39-40 1. O aluno vai elaborar um

Páginas 39-40

1. O aluno vai elaborar um texto próprio e pode apontar alguns dos seguintes problemas ambientais causados pela produção e pelo uso de carvão como combustível:

• pela produção de carvão vegetal ou mineral: eliminação de gases e vapores para

a atmosfera; uso de mata nativa; degradação da fauna, da flora, do solo e dos cursos

d’água no local das jazidas;

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Química

1ª série – Volume 1

• pelo uso de carvão como combustível: emissões de gases que podem provocar

chuva ácida e aumento do efeito estufa. 2. Resposta pessoal do aluno. Espera-se que, após ter participado de um amplo debate e perceber todas as vantagens e desvantagens em relação à instalação de uma siderúrgica, o aluno possa tomar uma posição de forma crítica a favor ou contra essa instalação e utilize argumentos fundamentados nos conhecimentos adquiridos ao longo desta Situação de Aprendizagem.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4

MODELO ATÔMICO DE JOHN DALTON: IDEIAS SOBRE A CONSTITUIÇÃO E A TRANSFORMAÇÃO DA MATÉRIA

Atividade 1 – Modelos explicativos

Página 41

A intenção desta atividade é fazer com que os alunos percebam que, ao levantarem hipóteses, outros podem contribuir com essas hipóteses, acrescentando outros fatores, ou mesmo refutá-las. Ou seja, as ideias devem fluir entre todos os participantes para que possam chegar a pequenas conclusões, mas nunca a uma verdade, pois estão trabalhando apenas com suposições carregadas com os próprios conceitos, valores e vivência.

Espera-se que os alunos compreendam que as teorias são criações da mente humana, elaboradas para explicar fatos e, portanto, estão sujeitas a dúvidas e incertezas. Além disso, por mais que uma teoria tenha sido testada, haverá sempre a possibilidade da realização de testes que a contrariem.

Atividade 2 – Modelo atômico de Dalton

que a contrariem. Atividade 2 – Modelo atômico de Dalton Páginas 41-44 1. Para Dalton, o

Páginas 41-44

1. Para Dalton, o átomo é a menor partícula que compõe toda a matéria e é indivisível e indestrutível.

2. Os alunos devem identificar a massa como critério para diferenciar os átomos dos diversos elementos químicos, de acordo com Dalton.

3. Para Dalton, os elementos químicos seriam os conjuntos de átomos que possuíssem a mesma massa.

4. Para Dalton, os elementos eram representados por símbolos (desenhos circulares). Atualmente, os elementos são representados pela primeira letra, em maiúscula de seu

Gabarito – Caderno do Aluno

Química

1ª série – Volume 1

nome em latim e, quando há elementos cujos nomes comecem com a mesma letra,

acrescenta-se uma segunda, em minúscula; por exemplo, nitrogênio (nitrogen),

símbolo N, e sódio (natrum), símbolo Na.

( nitrogen ), símbolo N, e sódio ( natrum ), símbolo Na. Página 44 1. a)

Página 44

1.

a) A ideia de Dalton de que os átomos dos reagentes não são destruídos, mas

sofrem recombinações para formar os produtos, explica a conservação da massa.

b) A ideia de Proust, de que há uma proporção determinada entre as massas dos

elementos químicos que compõem cada substância, pode ser compreendida com base

no modelo de Dalton. Se há uma proporção determinada em massa em uma dada

substância, há também uma proporção determinada em relação às partículas que a

compõem.

determ inada em relação às partículas que a compõem. Páginas 44-46 1. a) Experimento I: 11,7

Páginas 44-46

1.

a) Experimento I: 11,7 – 2,1 = 9,6 g

Páginas 44-46 1. a) Experimento I: 11,7 – 2,1 = 9,6 g Houve excesso de 2,1

Houve excesso de 2,1 g e 9,6 g reagiram.

Experimento II: 8,6 g

Todo o oxigênio adicionado reagiu.excesso de 2,1 g e 9,6 g reagiram. Experimento II: 8,6 g Experimento III: 9,6 g

Experimento III: 9,6 g

b) Experimento I:

massa inicial

massa final

22,4

32,0 g

9,6

Todo o oxigênio adicionado reagiu.I: massa inicial massa final  22,4   32,0 g 9,6  32 g 

32 g

m i m

f A massa se conservou.

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Experimento II:

19,8

m

i

8,6

m

f

28,5 g

28,4 g

Considerando a incerteza das medidas experimentais, pode-se admitir que houve conservação da massa

Experimento III:

22,4

m

m

i

f

32,1g

9,6

32,0 g

Considerando a incerteza das medidas experimentais, pode-se admitir que houve conservação de massa

2.

Alternativa b. I e III estão erradas, pois, nas transformações químicas que ocorrem em sistema fechado, não ocorre variação de massa. Além disso, em III, afirma-se que gases não têm massa.

3. Alternativa d.

4.

a) Como foram adicionados 100 g de mercúrio e restaram 50 g sem reagir, sabe-se

que a massa de mercúrio que reagiu foi de 50 g. Como a massa de óxido de mercúrio produzido foi de 54 g, sabe-se que a massa de oxigênio que reagiu foi de 4 g.

massa de oxigênio

massa de mercúrio

4

50

0,08

b) Se 50 g de mercúrio consumiram 4 g de oxigênio, então 100 g de mercúrio (o dobro da massa) irão consumir 8 g de oxigênio (o dobro da massa também).

4 g de oxigênio

50 g de mercúrio

x

100 g de mercúrio

 

x

4

100

50

x

8 g de oxigênio

5.

Alternativa e. O modelo de Dalton explica os itens II e III, mas não o I, pois Dalton não considerava a existência de cargas elétricas nos átomos.

6. Alternativa b.