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Brasil: Política econômica, crescimento e desenvolvimento

Brasil: Política econômica, crescimento e desenvolvimento

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A política econômica não é autônoma. Ela deve ser condicionada pela lógica do crescimento. Mas o crescimento ele próprio precisa estar subordinado a um conceito dado de desenvolvimento. Boa parte do debate econômico no Brasil foge dessa questão e acaba por perder referências. O desenvolvimento por sua vez precisa ser visto como totalidade e não apenas crescimento econômico, totalidade que agrega momentos diferentes: Economia, meio ambiente, social e cultural, pelo menos. Num outro plano é preciso estabelecer com mais clareza o papel real da proposta de desenvolvimento no âmbito de um sistema, o capitalista, onde não há espaço para todos os países se transformarem em "desenvolvidos".
A política econômica não é autônoma. Ela deve ser condicionada pela lógica do crescimento. Mas o crescimento ele próprio precisa estar subordinado a um conceito dado de desenvolvimento. Boa parte do debate econômico no Brasil foge dessa questão e acaba por perder referências. O desenvolvimento por sua vez precisa ser visto como totalidade e não apenas crescimento econômico, totalidade que agrega momentos diferentes: Economia, meio ambiente, social e cultural, pelo menos. Num outro plano é preciso estabelecer com mais clareza o papel real da proposta de desenvolvimento no âmbito de um sistema, o capitalista, onde não há espaço para todos os países se transformarem em "desenvolvidos".

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BRASIL: POLITICA ECONÔMICA, CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO

O debate econômico está inserido dentro do debate do desenvolvimento e é à luz dele que deve ser realizado. O projeto das nações do centro não é se desenvolver, mas o brasileiro é

“...não simplesmente para desenvolverem-se mas para integrarem-se na ordem internacional de modo a permitir que sejam verdadeiramente independentes para protegerem seu modo de vida e (suas) escolhas políticas."  Joshua Cooper Ramo Citado em Adam Smith em Pequim, de Giovani Arrighi
Declaração extremamente nacionalista, mas coloca em evidência um fato real. Limites do processo de globalização no sentido de uma federação de países.

ROTEIRO

Política econômica, crescimento e desenvolvimento – O título desta apresentação fala dos caminhos da economia brasileira. Não há como falar desses caminhos sem falar desta relação. Da mesma forma, para quem milita politicamente, não há como falar desses caminhos sem observar o pano de fundo: Reflexão da relação entre o

ROTEIRO

Uma fala com três componentes: Um debate sobre a prática política e o pensamento econômico Neste caminho verificaremos dilemas que merecem ser debatidos. alguns melhor

Vamos falar de um autor que também merecer ser melhor conhecido e debatido.

OLHANDO PARA A CONJUNTURA

TEMAS QUE IMPRESSIONAM A MÍDIA E PRESSIONAM O DEBATE: Inflação – Até onde a inflação pode crescer? Dilema entre crescimento e inflação. Ampliação da banda. Expectativas da inflação futura. Dilema entre gasto e inflação. Eleições 2010. Leitura ideológica do IPEA sobre “terrorismo” do mercado. Câmbio – O câmbio pode ou não

DILEMA DO GASTO PÚBLICO POR MANSUETO ALMEIDA
Gasto público não financeiro: De 11,1% do PIB em 1991 para 18,2% Com transferência para estados e municípios: De 13,7% para 22,3% do PIB Com a aplicação das regras de responsabilidade fiscal o aumento do gasto social por conta do mandato constitucional se deu pela via do tributo. Redução dos gastos de custeio restrita a : SUS e Folha de pagamento.

DILEMA DO GASTO PÚBLICO

Com a política de aumentos reais do SM e as necessidades de investimento (teto do crescimento além de 5%) sendo aumentadas é possível não aumentar a carga tributária? Chama a atenção para a discussão sobre a qualidade do gasto e o seu controle. Gasto como areia que corre entre os dedos.

OLHANDO PARA A CONJUNTURA

Crescimento – Piso de crescimento. Expansão paralela de gastos e poupança pública. Como e quanto o Estado induz o crescimento. Tamanho do Estado. Crescimento a qualquer custo:Jirau e Belo Monte. Precisamos de energia para crescer? Esgotamento do modelo hidroelétrico. Como a crescimento e suas políticas se relacionam com a equidade vista como

OLHANDO PARA A CONJUNTURA

Política econômica – A política econômica deve ou não estar alinhada com a Estabilidade? Política econômica como instrumento. Se a Estabilidade é elemento de sustentação do crescimento...Resposta é de cada um. Desenvolvimento – Os olhares e respostas sobre a política econômica – reação à inflação, câmbio e gasto - e o crescimento enquanto elemento

OPOSIÇÃO NA QUESTÃO DA ECONOMIA

Dilema bater ou debater Bater com carinho. Estado APARENTEMENTE cumpre seu papel na questão do crescimento e da equidade. Dilema entre eficiência e equidade. O eleitor médio quer o crescimento e precisa da equidade. Percepção do eleitor concentrada nas duas questões E NÃO NA QUALIDADE do crescimento ou da equidade.

OPOSIÇÃO

Debater dentro da oposição – A ausência de uma referência de modelo de desenvolvimento joga o debate para as questões conjunturais. Sem referência a oposição se perde e fica incapaz de ir além da crítica pela crítica, reduzindo sua capacidade de atuação e sem condições de fornecer “esperança” de poder pode sucumbir. 8+8? PCB e PPS.

OPOSIÇÃO

Ausência do debate estratégico e a ausência da crítica construtiva. Permanência do debate pontual e conjuntural cria um estilo de oposição incapaz de formular o que debater e questionar outras bases mais consistentes. Apontar saídas não é aderir. Leitão e Bandufe.

SOBRE O DESENVOLVIMENTO: A LEITURA ACADÊMICA DE WALLERSTEIN

Immanuel Maurice Wallerstein  Site (inglês): http://www.iwallerstein.com/ Altermundismo e correntes antisistêmicas.

Críticas de Wallerstein Marx e a utopia socialista. Marx , classe operária .A

O SISTEMA-MUNDO DE WALLERSTEIN E O DESENVOLVIMENTO

O conceito de sistema-mundo reconhe o capitalismo como um sistema mundial com um centro e uma periferia, introduzindo o conceito de semi-periferia. Diferentemente do conceito de dependência na relação centro periferia, Wallerstein considera que não existe uma possibilidade, dentro do sistema capitalista, dos países da

O SISTEMA-MUNDO DE WALLERSTEIN E O DESENVOLVIMENTO

Na leitura ecologista o desenvolvido como qualidade de vida ligada ao hiper-consumo não viabiliza o desenvolvimento de todas as nações por conta da inexistência de recursos naturais suficientes. Para Wallerstein é a conjunção de duas condições que inviabiliza o alinhamento final de todas as nações no regime capitalista: A lei do lucro

O SISTEMA-MUNDO DE WALLERSTEIN E O DESENVOLVIMENTO

Enfim, nos moldes do capitalismo o sistema-mundo precisa das relações de dependência como forma de reprodução e acumulação. O que existe é um centro e uma periferia intermediados por uma semiperiferia que funciona como centro para a periferia e periferia para o centro: Países emergentes. O que é possível é que haja uma

O SISTEMA-MUNDO DE WALLERSTEIN E O DESENVOLVIMENTO

O raciocínio aponta para a crise final do capitalismo e a criação de um novo sistema. Wallerstein considera esgotados tanto o ciclo desenvolvimentista iniciado por volta de segunda guerra-mundial com o ciclo globalizante. Considera na realidade que o modelo caminha na direção de seu esgotamento, próximo.

Questão principal para nós: É possível, então, chegar ao “desenvolvido” nos moldes do capitalismo ou devemos pensar um novo modelo que olhe para além sistema-mundo do capitalismo? Retomada do debate sobre o socialismo ou nos satisfaremos com a “Queda do Muro” e o “Fim da

2010: O PPS PENSANDO O BRASIL

Conferência Gildo Marçal Sistema de Conferências.

Brandão.

Proposta programática “orgânica” para o programa de governo de Serra. Produção de uma síntese do pensamento mais atual sobre o desenvolvimento. Programa de governo participação do PPS. de Serra e a

2010: O PPS PENSANDO O BRASIL

Pontos centrais:
-

Desenvolvimento como coesão. O estado não é o único agente. O desenvolvimento só se dá como resultado da ação coordenada e planejada entre Estado, sociedade civil organizada e a iniciativa privada. Desenvolvimento como totalidade, soma de outros momentos além da

-

2010: O PPS PENSANDO O BRASIL

Necessária transversalidade propostas com relação aos eixos.

das

Projeto de desenvolvimento municipal e formação de redes. Contra a concepção de um “desenvolvimento em geral”. Desenvolvimento desigual e o papel do regional como correia de transmissão do executivo centralizante. República up to down.

2010: O PPS PENSANDO O BRASIL

Eixos 1 - Democratização do Estado: Política no aspecto da democracia representativa, controle, república, federação, democracia participativa, democracia direta. 2 - Nova economia 3 – Equidade e o urbano como lugar das políticas equitativas

QUESTÕES CRÍTICAS NA ÓTICA DO CDES NA AGENDA NACIONAL DE DESENVOLIMENTO E INCORPORADAS NO PPA
I. Extrema desigualdade social, inclusive de gênero e raça, com crescente concentração de renda e riqueza, parcela significativa da população vivendo na pobreza ou miséria, diminuição da mobilidade social; II. Dinâmica da economia insuficiente para promover a incorporação do mercado interno potencial, suportar concorrência internacional e desenvolver novos produtos e mercados;

QUESTÕES CRÍTICAS NA ÓTICA DO CDES NA AGENDA NACIONAL DE DESENVOLIMENTO E INCORPORADAS NO PPA

III. Infra-estrutura logística degradada, não-competitiva, promotora de desigualdades inter-regionais, intersetoriais e sociais;

IV. Inexistência de eficaz sistema nacional público/privado de financiamento do investimento,

NACIONAL DESENVOLVIMENTISMO

Ciclo nacional-desenvolvimentista esgotado enquanto modelo mercado interno (amparado pelo crescimento inercial da economia) x exportação de commodities (como financiamento e equilíbrio da balança). A CF 88 renova e legitima a permanência do ciclo ao levar o Estado a incorporar o aspecto social. Há um mandato constitucional determinando

NACIONAL DESENVOLVIMENTISMO

Críticas possíveis desenvimentismo:

ao

nacional

O papel central e centralizante do Estado não incorpora a democracia participativa como um ganho, mas como uma possibilidade de manipulação. Há um consorcio direto entre Estado e grandes grupos econômicos refletido numa aliança entre a tecno-burocracia estatal e o

Nacional desenvolvimentismo

Linha de estrita defesa da indústria nacional. Dilema entre protecionismo e abertura para o exterior como um falso dilema derivado da comodidade da proteção estatal. Acordos entre a tecno-burocracia e os grandes grupos empresariais. Custo Brasil e questões institucionais não resolvidos.

NACIONAL DESENVOLVIMENTISMO

O foco principal no crescimento é condicionado por um conceito de crescimento a qualquer custo onde a questão ambiental é vista como um obstáculo. Dilema entre crescimento e meio ambiente. Perder voto ou absorção pelo conjunto da sociedade. O prejuízo menor. Almirante Flores.

NACIONAL DESENVOLVIMENTISMO

O nacional-desenvolvimentismo brasileiro atual tende a considerar como “questão resolvida” o desenvolvimento, não questiona a permanência do Brasil no mesmo e secular esquema de dependência de algum centro, colocando em primeiro plano o “ajuste” da política econômica, onde busca considerar que a Estabilidade é um elemento prejudicial ao crescimento e à “solução” da

POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO DILMA

A ampliação do conceito de controle da inflação do centro da meta para os limites da meta e o gatilho do crescimento mínimo. A necessidade do capital externo pela incapacidade de criar e executar políticas de longo prazo capazes de gerar formação de poupança e investimento fora do governo. A política de saída dos países do centro.

POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO DILMA

Contra corte do corte. Corte do gasto, demanda agregada e inflação. Gasto. Monsueto Almeida. Gasto como instrumento político de poder, formação das maiorias governamentais e ética x qualidade e eficiência do gasto.

POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO DILMA

Dilema crescimento e estabilidade. Declaração de Dilma. Estabilidade com meta mínima de crescimento. Vulnerabilidade política à esquerda. De 5% para 3,5% e até o quê mais? Fantasma do crescimento medíocre. Os anos dourados acabaram e a fartura de capitais pode reduzir. Não se trata Estabilidade. Se a apenas política a de

HÁ UM PROJETO ECONÔMICO POSSÍVEL?

2010: O PPS PENSANDO O BRASIL – Debate sobre as consequências dessa lógica como projeto econômico. No âmbito da economia o que eu imagino: Coordenação entre as políticas econômicas, fiscal, monetária e cambial, com uma visão de Meta de Crescimento usando a poupança pública como instrumento de

HÁ UM PROJETO ECONÔMICO POSSÍVEL?

Criação de um sistema de estímulo à cultura da poupança com base na formação de um mecanismo de poupança-escola onde o Estado cria uma poupança compartilhada com a família destinada a ser usada para financiar os estudos superiores ou técnicos dos jovens. Institucionalização do investimento de longo prazo a partir do setor privado.

HÁ UM PROJETO ECONÔMICO POSSÍVEL?

Criação de planos integrados (3 níveis federativos + IP + Academia + Sociedade civil ) de investimentos em projetos locais sustentáveis e na Economia Verde. Política nacional de Desenvolvimento municipal. Veloso Lucas. Plano Nacional para a Economia Verde, nos moldes dos outros planos: Visão estratégica e institucional. Implantar no âmbito na nova Lei de Finanças o conceito de Qualidade Fiscal. LDO carregando polêmica com TCU ou flexibilização das licitações.

HÁ UM PROJETO ECONÔMICO POSSÍVEL

Reforma fiscal, incluindo o debate do caráter regressivo da tributação e a aplicação do IVA Eficiência nos mecanismos Controle Interno institucionais de

Questões de interferência indireta: Ensino em horário integral e sistema de ensino técnico inclusive nas novas profissões. Políticas de promoção social e não assistencialismo. Reforma Previdenciária. Maior desafio para 2012: Um projeto econômico capaz de privilegiar o desenvolvimento municipal.

CONTRADIÇÕES DO DISCURSO ECONÔMICO DA OPOSIÇÃO

Lógicas descoladas entre política econômica e desenvolvimento levando a três tipos de posicionamento dos atores políticos no campo da oposição: A aceitação do modelo nacionaldesenvolvimentista por completo. Quer dizer, incluindo o questionamento da política de Estabilidade. Modelo alternativo ao nacional-

Mansueto Almeida
“O gasto público em uma sociedade e, consequentemente, o tamanho da carga tributária são decisões políticas que refletem a escolha social do modelo de desenvolvimento de uma determinada economia”. “O papel do economista é mostrar e explicar esse dilema, deixando para a sociedade por meio do exercício pleno da democracia a escolha do que

GRATO PELA ATENÇÃO

Demetrio Carneiro demetriocarneiro@yahoo.com.br

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