Você está na página 1de 103

Saúde da Família

Manual de Normas
Técnicas e Rotinas de
Enfermagem para
Centros de Saúde
Prefeitura de Florianópolis
Angela Regina Heinzen Amin Helou
Prefeita

Secretaria Municipal de Saúde


Manoel Américo Barros Filho
Secretário

Departamento de Saúde Pública


Margarete Fernandes Mendes
Diretora
FICHA TÉCNICA

Equipe da 1ª Edição - 1995

Texto:
Carmen R. Bonfim Santoro
Célia Jungbluth Becker
Claudete Espíndola Tomaz
Edla Zweiner Gonzales
Eloá Favaretto
Ivonete T. Schulter B. Heidemann
Jezabel Andrade Silva
Margarete Fernandes Mendes
Maria Aparecida Pereira
Maria Brígida Venâncio
Rejane Kriedte
Rosane Assunção de Albuquerque
Solange Alberti Andrzejewski
Sônia Beatriz Daugs
Tânia Regina Turczyn
Vanessa Rosar Mattos Dias

Equipe de Revisão e Atualização - 2003


Carmen Lucia Luiz
Carmen R. Bonfim Santoro
Margarete Fernandes Mendes
Rita de Cássia Machado de Lima
Sandra Regina da Costa
Solange Alberti Andrzejewski
Tânia Regina Turczyn

Ilustração:
Rogério Otto Lohmann

Fotos:
Danísio Silva

3ª Edição revista e atualizada


2003
APRESENTAÇÃO

O Manual de Normas Técnicas e


Rotinas de Enfermagem foi reeditado
para garantir a homogeneidade e a
qualidade dos serviços prestados nos
Centros de Saúde da Prefeitura de
Florianópolis, como material de
instrução, normatização e instrumento
de consulta para os profissionais da
Estratégia da Saúde da Família.
Dr. Manoel Américo Barros Filho
Secretário de Saúde
ÍNDICE

1. Normas de biosegurança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9
2. Controle de infecção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13
3. Limpeza, desinfecção e esterilização . . . . . . . . . . . . . . . .17
4. Sinais vitais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .29
5. Medidas antropométricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37
6. Curativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .43
7. Retirada de bicho-do-pé . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .53
8. Bandagens ou ataduras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .57
9. Administração de medicamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . .61
10. Normas e rotinas de imunização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .83
11. Exame preventivo do câncer do colo
do útero e exame de mamas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .109
12. Teste do pezinho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .115
13. Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .125
1
Normas de biosegurança

9
PRECAUÇÕES UNIVERSAIS 6. Funcionários da saúde, que apresentem lesões exudativas ou
dermatites úmidas, devem evitar qualquer contato direto com o paciente
1. Todo profissional de saúde deve, rotineiramente, usar barreiras (usuário) ou equipamentos usados por ele, até que as lesões estejam
preventivas para impedir a exposição da pele e mucosas ao sangue curadas.
e/ou fluidos orgânicos. Usar luvas quando tocar em sangue, fluidos
orgânicos, mucosas ou pele com lesões, quando manusear utensílios 7. Os cuidados com a própria proteção dos profissionais devem ser
com sangue, quando praticar procedimentos vasculares. Trocar a luva respeitados, visando a conscientização de não negligenciar as normas
após contato com cada usuário. Usar máscara, óculos protetor ou de biosegurança.
escudo plástico facial quando houver possibilidade do procedimento
gerar gotículas de sangue ou fluido orgânico que possa atingir mucosas
da boca, nariz e olhos. Usar avental, jaleco ou guarda-pó. RECOMENDAÇÃO PARA ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO

2. Lavar as mãos e outras superfícies corpóreas imediatamente, sempre Material usado (gaze, algodão, guardanapo, sugadores descartáveis
que entrarem em contato com sangue ou outros fluidos orgânicos. As etc.) deve ser descartado em saco de lixo hospitalar ou rotulado
mãos devem ser lavadas após a retirada das luvas com água, sabão e “contaminado”.
álcool 75º.

3. Tomar precauções no sentido de evitar ferimentos:


• com agulhas, bisturis e outros instrumentos já utilizados;
• com descarte de agulhas já utilizadas;
• com manuseio de instrumentos cortantes já utilizados.

4. Recomenda-se não recapar as agulhas de injeção, não dobrá-las,


não retirá-las das seringas descartáveis. Seringas, agulhas
descartáveis, lâminas de bisturis e outros instrumentos cortantes devem
ser colocados em recipientes resistentes à perfuração e descartáveis.
Agulhas ou instrumentos não descartáveis devem ser colocados em
recipientes resistentes e levados à área de limpeza e esterilização.

5. Recomenda-se o uso de peças bucais intermediárias ou bolsas de


ressuscitação para evitar a prática da respiração direta boca a boca em
situação de emergência (exemplo: policiais e paramédicos).

11
2
Controle de infecção

13
Na natureza, é freqüente seres vivos da mesma espécie se associarem CONCEITOS
visando benefícios comuns. É o que ocorre entre os seres inferiores,
que se associam formando as colônias. Entre os seres mais 1. Assepsia: é o conjunto de meios usados para diminuir ou eliminar os
diferenciados como, por exemplo, os homens, estas associações vêm microorganismos patogênicos de uma determinada superfície.
constituir as sociedades. O que caracteriza, essencialmente, essas
associações, é a defesa de cada um de seus componentes e do 2. Limpeza: é um processo mecânico de remoção da sujidade e detritos,
conjunto contra os fatores ambientais e contra certos seres vivos. mediante o uso de água, sabão ou detergente adequado, para manter
Também entre seres de espécies diferentes são freqüentes as em estado de asseio os artigos, pisos, paredes, mobiliários e
associações. Nesta situação, contudo, não visam sempre os benefícios equipamentos. A limpeza constitui o primeiro passo nos procedimentos
comuns ou de cada elemento que as constitui. técnicos de desinfecção e esterilização, pois ao retirar a sujidade, os
microorganismos ficam mais expostos à ação dos agentes desinfetantes
Três tipos fundamentais de associações podem acontecer: e esterilizantes.
• Simbiótica: cada elemento da associação é beneficiado.
3. Degermação: é a remoção ou redução das bactérias da pele, seja por
• Saprofítica: não há, propriamente, nenhum benefício para os
meio de limpeza mecânica (sabões, degermantes e escovagens) e/ou
elementos que se associam.
agentes químicos. É aplicada sobre tecidos vivos.
• Parasitária: há sempre benefício de um dos elementos, com prejuízo
do outro.
4. Antissepsia: é a remoção parcial de microorganismos da pele por
agentes químicos. É aplicada sobre tecidos vivos.

INFECÇÃO
5. Desinfecção: é a destruição dos germes patogênicos ou a inativação
dos vírus, não matando, necessariamente, os esporos. É aplicada nos
Infecção é a penetração e a multiplicação de um microorganismo
pisos, paredes, superfícies de equipamentos, móveis hospitalares e
patogênico em outro organismo. Para haver infecção, é necessário que utensílios sanitários. É feita por substâncias desinfectantes.
ocorra contato entre os organismos vivos, o que se denomina
contaminação. Muito embora toda infecção se inicie com uma 6. Sanificação: é a redução do número de germes a um nível julgado
contaminação, nem toda contaminação produz infecção. Para que esta isento de perigo. Sua aplicação é feita em objetos inanimados.
ocorra, há necessidade de que o microorganismo se desenvolva,
prolifere e exerça ação parasitária maligna sobre o hospedeiro 7. Esterilização: é a eliminação total dos microorganismos, esporos,
(patogenicidade). fungos, vírus, aplicada nos instrumentos.

8. Desinfestação: é a exterminação ou destruição de insetos, roedores


ou outros animais, que possam transmitir infecções ao homem, aos
animais e ao meio ambiente.

15
FONTES DE CONTAMINAÇÃO material, uso indevido de material que tenha data de esterilização
vencida;
De um modo geral, as causas podem ser agrupadas do seguinte modo: • erro na concentração da diluição de solução e seu período de validade.

Causas ligadas ao ambiente Causas ligadas ao meio ambiente


• ar - existência de poeira em suspensão, de gotículas, tipos de • destino inadequado do lixo comum e lixo contaminado;
ventilação, contaminação com outros ambientes; • tratamento inadequado da água e do esgoto;
• piso - a deposição no piso, de poeira, secreção, sangue, pus, excreta, • esgotos ligados clandestinamente à rede pluvial.
vômito etc;
• parede - embora em menor grau, também acumula poeira, secreção,
umidade, aumentando de acordo com a aspereza e reentrâncias da PREVENÇÃO E CONTROLE
mesma;
• equipamento - os aparelhos e móveis também acumulam poeira e • exames periódicos bacteriológicos e meios de cultura para controle do
secreção etc. ar, ambiente em geral e superfícies;
• aplicação adequada das técnicas de assepsia: degermação,
Causas ligadas ao pessoal técnico esterilização, desinfecção, sanificação e desinfestação;
• não utilização correta das técnicas que visam diminuição dos riscos de • controle quantitativo e qualitativo dos produtos empregados;
contaminação (Ver Normas de Biosegurança, pág. 11); • pesquisa e tratamento permanente do pessoal;
• falta de controle de indício de infecção, como febre, diarréia, vômito e • criação de uma comissão de controle de infecção nos Centros de
feridas de qualquer natureza; Saúde.
• falta de exame médico periódico dos funcionários.

Causas ligadas ao usuário


• falta de higiene;
• falta de cuidado com os ferimentos;
• falta de cuidado com os curativos;
• falta de controle das doenças.

Causas ligadas ao material


• limpeza deficitária;
• esterilização deficitária;
• qualidade e quantidade inferior de material;
• erros na técnica do empacotamento, levando à recontaminação do

16
3
Limpeza, desinfecção e esterilização

17
OBJETIVOS GERAIS Execução da técnica
• limpar bem as unhas com a escova;
Os objetivos da assepsia, antissepsia, desinfecção e esterilização são • lavar as mãos, punhos e antebraços com água e sabão;
a diminuição do perigo de contaminação, seja através das mãos ou do • ensaboar a torneira da pia;
material utilizado, proporcionando maior segurança ao usuário e à • enxaguar as mãos com água corrente;
equipe de trabalho. • enxaguar a torneira da pia;
• secar as mãos em toalha de papel ou toalha de pano exclusiva;
• em vez de enxugar as mãos em toalha de pano, na falta de toalha de
NOÇÕES SOBRE INFECÇÃO E HIGIENE papel, pode-se passar álcool nas mãos, pois este possibilita a
secagem rápida.
Em condições normais, os germes se encontram na pele sem produzir
doenças. Em condições de baixa resistência (má higiene, subnutrição, Para não esquecer
pessoas que sofreram intervenção cirúrgica etc.) os germes podem Lavar as mãos:
crescer e se desenvolver, ocasionando doenças. A higiene é uma das • antes e após o atendimento de cada usuário;
principais condições para se evitar a infecção e/ou a contaminação por • antes e após manipulação de curativos;
germes patogênicos. • antes e após aplicação de medicação injetável e por outras vias;
• antes e após aplicação de vacina;
• antes e após defecar, urinar e assoar o nariz;
COMO REALIZAR ASSEPSIA DAS MÃOS • após contato com artigos contaminados com secreções;
• após coleta de fezes, urina e sangue.
Antes e depois de qualquer procedimento, devemos lavar as mãos,
diminuindo assim a possibilidade de contaminação. As mãos dos
profissionais de saúde constituem importante veículo na transmissão de ESTERILIZAÇÃO
várias doenças.
Definição
Material necessário É o conjunto de meios empregados para exterminar todos os
• água; microorganismos de uma determinada área.
• sabão ou sabonete;
• escova; Meios de esterilização
• toalha de papel ou de pano; • estufa ou forno de Pasteur - calor seco;
• álcool. • autoclave - calor úmido;
• processos físico-químicos;
• processos químicos.

19
Estufa O tempo de exposição para esterilização em temperatura de 127°C nas
autoclaves que, atualmente, estão sendo utilizadas nos Centros de
Definição Saúde, é programado pelo fabricante.
É um aparelho de forma retangular, com paredes revestidas com
amianto para conservar o calor que se transmite por contato direto. Instruções operacionais
Importante: A esterilização, na estufa, ocorre pela alta temperatura e Para partida do equipamento, verificar:
pelo tempo de exposição do material a esta temperatura. Qualquer • se o disjuntor está ligado;
alteração na temperatura ou no tempo de exposição do material impede • se o registro da rede de água está aberto;
a esterilização. A estufa somente esteriliza com temperatura de 180°C, • se o registro de descarga está fechado.
num período mínimo de 60 minutos.
1 - abrir a porta do equipamento;
Observações: 2 - acomodar o material a ser esterilizado adequadamente;
• podem ser esterilizados na estufa: vidros, objetos ou instrumentos 3 - fechar a porta do equipamento;
metálicos, óleos e pós, sendo indicada para a esterilização de gazes e
4 - selecionar o ciclo desejado de acordo com o material a ser
panos;
esterilizado (tecla L “seletor de ciclo”);
• o material não deve ser retirado de um em um, pois o abre/fecha
5 - ligar a chave geral (tecla M “chave geral”);
constante danifica o seu sistema de vedação;
6 - o ciclo transcorrerá automaticamente, na seqüência;
• nunca abrir a estufa quando ela se encontrar em processo de
7 - ao acender a lâmpada “final de ciclo” (F), abrir parcialmente a porta
estirilização para acrescentar materiais, pois isto provoca alteração da
por dez (10) minutos, aproximadamente, para resfriamento do material.
temperatura apropriada e prejudica a esterilização (não esteriliza);
• a quantidade de material permitida na estufa equivale a 2/3 da sua
Para melhor esclarecimento consultar o manual de
capacidade interna; instruções que acompanha cada autoclave.
• os materiais não devem encostar nas paredes da mesma, para não
queimar.
• limpeza da estufa: esponja úmida com água e sabão neutro, uma vez
COMO MANTER O CENTRO DE SAÚDE LIMPO
por semana, por dentro e por fora;
• o teste químico (Bacillus Subtillis) deverá ser feito, no mínimo,
O objetivo do processamento e/ou de artigos médico-hospitalares
mensalmente.
constitui ponto crítico dentro de uma instituição, uma vez que deve
oferecer ao paciente e ao profissional de saúde materiais e
Autoclave
equipamentos seguros, efetivos (e com sua integridade mantida), que
não apresentem riscos de causar infecção e danos em sua estrutura
Definição
que possam interferir em sua funcionalidade.
É um equipamento para esterilização através de vapor saturado sob
pressão. É fundamental que este entendimento faça parte da rotina de todos os

20
profissionais de saúde e que não é uma técnica isolada; é composta Artigos semi-críticos
desde a lavagem das mãos até o processo de esterilização. São todos aqueles que entram em contato com a pele não íntegra ou
O vertiginoso desenvolvimento da tecnologia médica vem impondo com mucosa com flora própria como, por exemplo: endoscópio,
constantes desafios e necessitamos de adaptação e readaptação em espéculos vaginal e devem sofrer processo de desinfecção.
relação aos materiais utilizados, algumas vezes muito onerosos.
Precisamos ter sempre em mente a segurança na prevenção e controle Artigos críticos
de doenças infectocontagiosas, com isso mantendo um elevado grau de São todos aqueles que entram em contato com áreas estéreis do corpo
qualidade no serviço oferecido. Buscando esta qualidade, faz-se humano como, por exemplo: agulhas, escalpes, catéteres, implantes,
necessário: sonda vesical, instrumental cirúrgico e devem sofrer processo de
• equipamentos de proteção individual; esterilização.
• equipamentos adequados (autoclaves, estufas etc);
• padronização dos procedimentos e do material utilizado;
• preparo adequado do material; SELEÇÃO E PREPARO DO MATERIAL
• pessoal capacitado e treinado;
• utilização racional de pessoal, material e soluções; Limpeza
• controle de estoque e qualidade do material; Com o objetivo de impedir que a matéria orgânica seque sobre o
• maior segurança para o usuário. instrumental, é recomendada uma pré-lavagem com água associada a
detergente ou formulação enzimática.
As medidas relativas à esterilização e desinfecção devem ser A limpeza consiste na remoção de toda matéria orgânica dos artigos e,
compreendidas e implementadas de acordo com os graus de risco de para isto, utiliza-se água, detergente ou produtos enzimáticos. É o
aquisição de infecção implicados no uso destes artigos pelos pacientes. principal fator que reduz a carga bacteriana dos artigos. Quanto mais
Pois isto implica a decisão correta e econômica do processo a ser limpo estiver um artigo, menor será a chance de haver falha na
utilizado, tornando os materiais seguros para uso. esterilização. A falha na limpeza implica em falha na esterilização.
Gorduras e sujeiras atuam como fatores de proteção para o
microorganismo, impedindo o contato do agente esterilizante: no caso
CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS de esterilização por calor, impede a penetração do agente, seja por
condução, seja por convecção e, no caso de processos químicos,
Artigos não-críticos impede a penetração do agente através da barreira física, reagindo
São todos aqueles que entram em contato com pele íntegra como, por quimicamente com a solução e diminuindo sua atividade germicida.
exemplo: estetoscópio, termômetro axilar, comadre, talheres, mesa de A limpeza deve ser realizada com auxílio de escova e detergente, com
raio x, maca e devem sofrer processo de limpeza. água quente. Tomar muito cuidado com materiais perfurocortantes, local
apropriado, pessoal com equipamento de proteção individual - EPI.

21
Enxágüe e secagem ESTERILIZAÇÃO
O enxágüe deve ser feito com água abundante garantindo a retirada do
produto utilizado. Em seguida, os materiais devem ser atenciosamente É o processo que destrói todas as formas microbianas (bactérias,
secos. fungos, vírus e esporos).

Inspeção do material Esterilização por meio físico


Após a limpeza do material, deve ser realizada uma observação Compreende a utilização de calor em várias formas e alguns tipos de
rigorosa de todos os equipamentos e artigos. Deve-se verificar o estado radiação. É um dos métodos mais utilizados e conhecidos, mais seguro,
de limpeza dos materiais e a presença de oxidação (ferrugem), pois econômico e deve ser sempre escolhido, quando isto for exigível. O
esta agrega sujidades, dificultando a limpeza e sua funcionalidade. calor é uma forma de energia capaz de transferir-se de um corpo ao
outro, quando existe diferença de temperatura entre eles, através de
três mecanismos:
DESINFECÇÃO • condução – o calor passa de um objeto mais quente para um objeto
mais frio, transferência típica entre corpos sólidos;
É o procedimento de destruição de microorganismos, patogênicos ou • convecção - a transferência de calor ocorre quando correntes de ar ou
não. Pode ser obtida por processos físicos ou químicos, que deverão de água se movimentam, substituindo as moléculas mais quentes por
ser escolhidos em função das características dos artigos e dos recursos outras mais frias, típica em casos de fluidos;
existentes. • radiação – a transferência do calor dá-se através de ondas
eletromagnéticas, é uma transmissão de energia radiante.
Processo físico
Seu uso vem sendo ampliado devido aos menores riscos ocupacionais Esterilização por vapor saturado sob pressão
com melhor custo/benefício, com menor desgaste do material e com (em autoclave)
maior eficácia. Apesar de sua crescente utilização, ainda não existe uma É o processo de esterilização realizado por autoclaves, sendo o
normatização oficial e legislação adequada, precisando de novos critérios procedimento que oferece maior segurança, por destruir todas as
para validar e monitorar o processo de desinfecção e esterilização. formas de vida em temperaturas entre 121°C e 132°C.
O vapor saturado, como processo de esterilização, possui
Processo químico características vantajosas e outras limitadas.
É mais utilizado nos hospitais. É classificado em alto nível, nível
intermediário e baixo nível. O produto químico utilizado deve apresentar Vantagens
certificado de aprovação de órgãos oficiais competentes, respeitando-se • rápido aquecimento;
rigorosamente seu modo de utilização, para garantir a qualidade do • rápida penetração em artigos têxteis;
processo, sendo fundamental o uso de EPI na prevenção de riscos • destruição dos corpos microbianos em curto período de exposição;
ocupacionais. • fácil controle de qualidade e letalidade;

22
• não deixa resíduos tóxicos nos materiais ; Esterilização por calor seco (estufa)
• é econômico. Outra forma de destruição de microorganismos é a utilização do calor
seco, gerado com estufas elétricas através da condução térmica.
Limitações Requer o uso de altas temperaturas e um longo tempo de exposição,
• incompleta remoção do ar na câmara interna, não permitindo a difusão pois o ar quente propaga-se lentamente no material. O uso da estufa é
do vapor; limitado, pois o calor seco não é tão penetrante quanto o vapor e a sua
• uso incorreto pode levar ao superaquecimento do vapor, com distribuição dentro da câmara não ocorre de maneira uniforme, sendo
diminuição do poder microbicida; recomendado que não se utilize o centro da estufa, pois este concentra
• não esteriliza óleos e pós; os chamados pontos frios. Devido a tais limitações e a inexistência, até
o momento, de uma solução, a esterilização pelo calor seco vem sendo
Devemos levar em consideração alguns parâmetros, durante o processo gradativamente abandonada e substituída por outros processos.
de esterilização pelo vapor:
• tempo Processos físico-químicos
• calor e umidade
• temperatura e pressão Esterilização por gás óxido de etileno (ETO)
Gás tóxico, altamente reativo, devido à sua estrutura química. Exerce
As falhas no processo de esterilização são sinônimos de sobrevivência ação esporicida, bactericida, fungicida e vivescida. O Ministério da
de microorganismos nos artigos processados. Estes problemas podem Saúde e o Ministério do Trabalho estabelecem normas técnicas para
estar relacionados a erros humanos ou mau funcionamento do sua utilização.
equipamento, como por exemplo:
• limpeza inadequada dos artigos a serem esterilizados; Esterilização por equipamento a base de peróxido de hidrogênio
• utilização de embalagens incompatíveis com o processo; Processo mais recente, que tem se apresentado como alternativa ao
• drenagem insuficiente do ar dentro da câmara e no interior dos óxido de etileno por ser menos tóxico, não poluindo o meio ambiente.
pacotes; Estudos mais conclusivos precisam ser realizados por ser ainda um
• secagem do material deficiente; processo recente.
• pacotes amarrados muito apertados, muito grandes e mal
posicionados, que dificultam a penetração do vapor. Esterilização por pastilha de formaldeído
Este método só deve ser utilizado sob determinadas condições e
As falhas mecânicas podem ocorrer por problemas relacionados à quando não houver outro método mais adequado. Pastilhas na
válvula de vapor, por obstrução na exaustão, decorrentes de operações concentração de 3% a 56ºC, por quatro (04) horas, sob umidade relativa
inadequadas ou por falta de manutenção do equipamento. máxima.

23
Processos químicos EMBALAGEM E ACONDICIONAMENTO
Só devem ser utilizados para artigos que não possam ser esterilizados
pelo calor. As embalagens têm por finalidade a proteção do conteúdo contra uma
possível contaminação, proveniente do meio ambiente e do manuseio.
Esterilização por formaldeído Se tivéssemos uma embalagem ideal, não teríamos necessidade de
Pode ser utilizado como agente ativo em solução aquosa ou como um estabelecer o prazo de validade da esterilidade.
gás. Bastante utilizado em hemodiálise (dialisadores).
Características ideais de uma embalagem para
Esterilização por glutaldeído esterilização
Possui potente ação biocida, podendo ser utilizado para esterilização de • ser compatível com o artigo e o método de esterilização a ser
equipamentos termo-sensíveis, que não possam ser esterilizados pelos utilizado;
métodos físicos tradicionais. • não conter ingredientes tóxicos e não eliminar resíduos durante o
processo;
• permitir fechamento e selagem adequados;
MANUTENÇÃO DA ESTERILIDADE DOS ARTIGOS • permitir adequada penetração do agente esterilizante;
• favorecer a eliminação do ar e, ao término do processo, permitir a
As condições para a manutenção da esterilidade dos artigos vinculam- eliminação do agente esterilizante;
se ao risco de recontaminação, o qual é determinado por: • ser barreira microbiana eficaz;
• tipo de invólucro; • ser hidro-repelente;
• condições de estocagem (armazenamento); • não rasgar, romper ou furar facilmente, quando exposto ao manuseio
• condições de manipulação. necessário, desde o empacotamento até o momento do uso;
• ser flexível, facilitando seu manuseio e permitindo observar os
O prazo de validade da esterilização independe do processo ao qual o princípios da técnica asséptica;
artigo foi submetido. Os autores divergem quanto aos prazos, pois os • permitir adequada visualização da integridade da embalagem;
fatores contaminantes ao ambiente variam entre um serviço e outro. • ser economicamente viável e fácil de ser encontrada no mercado.
Devemos avaliar a possibilidade do artigo chegar ao seu usuário seco,
sem sujidade e sem danos, independentemente do invólucro utilizado, Tipos de embalagens
para que não haja a menor possibilidade de um único material
recontaminado ser usado. Na prática, todos os profissionais devem ser Tecido de algodão cru
responsáveis pelas condições de esterilização, estocagem e manuseio Indicado para embalagem no processo de esterilização a vapor,
do material, antes de utilizá-los. obedecendo a uma textura determinada de quarenta (40) fios por
centímetro e serem campos duplos. Ocorrem alguns problemas que
dificultam sua qualificação como embalagem:

24
• dificuldade de monitoração do desgaste do tecido após repetidas Condições básicas
lavagens; • local próprio e limpo;
• barreira microbiana; • local com umidade e temperatura controladas;
• repelência ao líquido; • local com porta;
• mais vulneráveis à contaminação. • não é recomendado que os artigos sejam retirados quentes da
autoclave, uma vez que podem conter vapor, o qual, em contato com
Papel grau cirúrgico superfície fria pode se condensar, ficando úmido o pacote e
Deve ser resistente ao calor, tração e perfuração e não pode conter favorecendo sua recontaminação.
amido ou corantes. É permeável ao vapor e ao ETO.
Validade
Papel kraft Depende de todos os fatores mencionados, porém a média é de 15
Fabricado visando outros objetivos que não a esterilização. Este tipo de dias, se os artigos foram esterilizados em autoclave.
embalagem está entrando em desuso, em razão da irregularidade e
inconstância na sua gramatura. Contém amido, corantes e outros
produtos tóxicos. MONITORIZAÇÃO DO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO

Papel crepado (100% celulose) A eficácia da esterilização de cada artigo, processado por qualquer
É uma das mais recentes tecnologias desenvolvidas como embalagens método, deve ser testada através de constante monitoramento, por meio
para a esterilização, apresentando-se como principal alternativa. O de indicadores físicos, químicos e biológicos. Todo artigo esterilizado
papel crepado é eficiente à esterilização pelo vapor e ETO e tem alta deve conter o nome do material, tipo de esterilização, número da carga,
eficiência de filtragem, constituindo-se numa barreira efetiva contra a data de validade da esterilização, nome do responsável pelo
penetração de microorganismos. É atóxico e flexível. Prolonga o prazo empacotamento, assim como devem ser registrados todos os testes
de validade e é considerado ecologicamente correto do início ao final do realizados.
processo.
Testes físicos
Outros tipos de embalagens • desempenho do equipamento – observando os parâmetros
Filmes transparentes, Tyvec (polietileno de alta qualidade), lâminas de apresentados durante o processo;
alumínio e caixas metálicas, vidros refratários, e não-tecido. • leitura da temperatura e pressão durante o processo;
• termopares – instrumentos utilizados após grandes reparos.
Estocagem e manipulação
Um correto processo de esterilização só acontece quando se completa,
com eficácia e segurança, o armazenamento do material.

25
Testes químicos LIMPEZA, DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DOS ARTIGOS

Indicadores químicos Material instrumental


Tiras de papel impregnadas com tinta termocrômica, que mudam de cor • colocar em solução de água e sabão até o momento da escovação,
quando expostas à temperatura por determinado tempo. O ideal é a sendo que no final de cada turno o material deverá estar limpo,
utilização de indicadores de múltiplos parâmetros (tempo, temperatura e empacotado e/ou esterilizado;
vapor). São elaborados para serem utilizados dentro dos pacotes. • calçar luvas de borracha para limpeza;
• escovar o material com sabão e água corrente. Se necessário usar
Teste de Bowie and Dick pasta abrasante ou esponja de aço;
Indicado para determinar a eficácia do sistema de vácuo na autoclave • secar em toalha própria e acondicionar em panos de campo,
de pré-vácuo. preparando o pacote de acordo com sua utilização;
• material odontológico e de pequenas cirurgias, acondicionar em caixas
Testes biológicos de metal próprias;
Preparação padronizada de esporos bacterianos, de modo a produzir • fixar com fita apropriada, colocando nome do que contém, data e
suspensões usualmente colocadas em ampolas; é o único meio de assinatura;
assegurar que o conjunto de todas as condições de esterilização está • colocar o material na estufa a uma distância de, aproximadamente, 2
adequado, porque os microorganismos são diretamente testados quanto cm entre os pacotes;
ao seu crescimento ou não após a aplicação do processo; sua • esterilizar por 60 minutos, a 180°C, em estufa. Colocar o material após
freqüência mínima indicada é semanal. a temperatura da estufa atingir 80°C. Só contar o tempo previsto
depois que o termômetro alcançar 180°C . Após a esterilização,
Validação do processo de esterilização quando a temperatura retornar a 100°C, abrir a porta da estufa (mais
É a prova de que um determinado processo faz o que se propõe a ou menos dois dedos), para esfriar o material. Quando estiver morno,
fazer. Envolve todas as etapas do processo, desde a limpeza dos estocar em local apropriado (armário tipo vitrine, protegido da luz solar
artigos até a liberação da carga para utilização e deve ser vista como e da umidade);
um processo contínuo, incluindo treinamento e reciclagem de pessoal, • a validade da esterilização é de 7 dias, em locais secos, protegidos do
além de avaliar a qualificação do equipamento (instalação, controle sol e sem violação do pacote.
rotineiro e manutenção). Apesar da evolução tecnológica disponível no
mercado em benefício do homem, lembramos que o fator mais
importante em relação à segurança dos processos continua sendo o
elemento humano.

26
Processo de esterilização Espéculos de otoscópio
• escovar com água e sabão;
Material com presença de sujidade
• lavar em água corrente;
Considerar contaminado • friccionar álcool a 70°;
• secar e guardar em local fechado.
Limpar (água e sabão neutro)

Enxaguar Observação
Secar Os espéculos de otoscópio são de uso individual; fazer a limpeza
diariamente.
Embalar, identificar e datar

Esterilizar (estufa 180°C por 60 minutos) Abaixadores de língua e espátulas de Ayres


Estocar (validade 7 dias)
• acondicionar individualmente, em papel próprio;
• fixar com fita adesiva própria, colocando data da esterilização e
assinatura;
Almotolias • amarrar com uma gaze a quantidade total de espátulas;
A cada 7 dias deve ser feita a desinfecção das almotolias das soluções • esterilizar em autoclave ou estufa.
da sala de curativo e dos consultórios ginecológicos:
• desprezar as sobras de solução; Gazes
• lavar com água, sabão neutro e escova; • acondicionar em pacote de papel próprio ou campo de brim;
• enxaguar com água corrente; • fixar o pacote com fita adesiva própria;
• preparar, em recipiente exclusivo (balde plástico com tampa), a • colocar o nome do que contém, data de esterilização e assinatura;
seguinte solução: 1 litro d'água para 1 litro de hipoclorito de sódio a • esterilizar em autoclave ou estufa;
1%; esta solução pode ser aumentada de volume, conforme a • se não forem utilizadas, reesterilizar após 7 dias.
quantidade de almotolias, obedecendo sempre a proporção de 1/1,
como no exemplo a seguir: 2 litros de água para 2 litros de hipoclorito Vidros
de sódio a 1%; a solução, após diluída, tem validade por 24 horas; • escovar os vidros com água e sabão;
• colocar as almotolias totalmente submersas por 30 minutos; • enxaguar em água corrente;
• lavar com soro fisiológico; • secar em toalha exclusiva;
• deixar secar; • acondicionar em papel próprio ou campo de brim;
• identificar, datar e assinar. • fixar com fita própria, colocar o nome do que contém, data de
esterilização e assinatura;
Ao preparar as almotolias para uso, evitar enchê-las, para não haver • esterilizar em estufa ou autoclave.
desperdício.

27
Espéculos ginecológicos e pinças
• colocar em solução de água e sabão líquido (2 litros de água com
30ml de sabão), logo após o uso;
• colocar luvas para a limpeza dos espéculos;
• escovar com sabão e água corrente;
• secar os espéculos em toalha exclusiva;
• colocar uma gaze entre as partes do espéculo (na ponta);
• acondicionar os espéculos para esterilizar em campo de brim, ou
papel próprio;
• o campo de pano deverá ser lavado a cada uso;
• fixar o pacote com fita adesiva própria, colocando: nome do que
contém, número do espéculo, data de esterilização e assinatura.

Para não esquecer


• usar luvas;
• não colocar as mãos sem proteção na solução contaminada;
• o balde utilizado para a desinfecção não deverá ser utilizado para
outros materiais;
• após o uso, lavar o balde com água e sabão.

28
4
Sinais vitais

29
DEFINIÇÃO Observação
Não usar compressas de álcool, pelo risco de toxidade, se houver
São os dados que nos permitem avaliar, rapidamente, as condições inalação ou absorção cutânea.
físicas de uma pessoa. Referem-se à temperatura, pulso, respiração e
pressão arterial. Locais de verificação da temperatura
• axila
• região inguinal
OBJETIVOS • boca
• reto
• obter informações sobre as condições do usuário; • vagina
• auxiliar no estabelecimento do diagnóstico, na observação da
seqüência do tratamento e na evolução da doença. Temperatura axilar
É a mais prática, porém a menos precisa.
TEMPERATURA
Material necessário
Definição • termômetro
A temperatura do corpo é o equilíbrio entre a produção e a perda de • algodão
calor. • álcool a 70º

CORPO
Febre, hipertermia ou hiperpirexia
É a reação do organismo em resposta a uma agressão. É, também, o
aumento, em condições anormais, da temperatura do organismo.
Cuidados com a febre:
• retirar o excesso de roupas;
• não cobrir a pessoa com cobertores; BULBO
• manter o ambiente arejado;
• oferecer bastante líquidos, como água, sucos, leite etc;
• banho ou compressas, com água tépida; Execução da técnica
• só agasalhar quando houver calafrios; • explicar ao usuário o que vai ser feito;
• encaminhar para atendimento médico. • lavar as mãos;
• fazer a antissepsia do termômetro com algodão embebido em álcool a
70°, secá-lo e sacudí-lo, cuidadosamente, até que a coluna de
mercúrio desça abaixo de 35°C;

31
• secar ou solicitar que o usuário seque a axila; mulheres é levemente mais rápido (+7 a 8 bpm); o pulso varia com a
• verificar se a coluna de mercúrio está abaixo de 35°C. idade, diminuindo, gradualmente, do nascimento à vida adulta e
• colocar o termômetro na axila, de maneira que o bulbo de mercúrio aumentando um pouco na idade avançada;
fique em contato direto com a pele; • volume: sob condições normais, o volume de cada batimento cardíaco
• pedir ao usuário que comprima o braço de encontro ao corpo ou fazê- é igual; o pulso pode ser obliterado com relativa facilidade, ao se
lo, caso o mesmo não tenha condições; exercer pressão excessiva sobre a artéria, mas permanece perceptível
• deixar o termômetro durante 8 a 10 minutos na axila; com pressão moderada;
• retirar o termômetro e proceder a leitura, ao nível dos olhos; • pulso limitado: quando o volume do pulso torna difícil obliterar a artéria;
• fazer a antissepsia do termômetro, com algodão embebido em álcool • pulso débil, fraco ou fino: o volume do pulso é pequeno e a artéria
70° e guardá-lo adequadamente. pode ser obliterada facilmente;
• taquicardia: é quando o nível do pulso está acima de 100 bpm, por
exemplo, durante exercícios, se o usuário está em situação de medo
TEMPERATURA MÉDIA DO CORPO ou sofre surpresas;
Oral 36 a 37.3oC • bradicardia: é quando a velocidade do pulso cai abaixo de 60 bpm se,
por exemplo, clientes que têm doenças cardíacas fazem uso de
Retal / Vaginal 36.6 a 37.8oC
digitálicos;
Axilar 36 a 36.7oC • ritmo: normalmente é regular e o intervalo entre os batimentos são
iguais;
Obs.: podem ocorrer variações de 0,5 a 1ºC. Quando
for utilizado termômetro digital, adequar a execução da - arritmia: ritmo de pulso irregular;
técnica conforme recomendado pelo fabricante. - pulso intermitente: período de ritmo normal interrompido por ritmo
irregular; pode ser uma condição temporária por fator emocional ou
medo, ou por doenças cardíacas;
PULSO - pulso dicrótico: se o final da onda de pulso é exagerado; sente-se o
pulso duplo no toque.
Definição
É a pressão exercida pelo sangue na parede das artérias, Material necessário
correspondendo aos batimentos cardíacos (contrações do ventrículo • relógio com ponteiro de segundos.
esquerdo).
Execução da técnica
Características do pulso • lavar as mãos;
• freqüência: é o número de batimentos cardíacos por unidade de • explicar ao usuário o que vai ser feito;
tempo; ao despertar, pela manhã, a freqüência do pulso do homem • colocar o usuário numa posição confortável;
adulto médio, saudável, é de aproximadamente 60 a 65 bpm e nas • colocar os dedos indicador, médio e anular sobre a artéria, fazendo

32
uma leve pressão (obliteração); quantidade de sangue circulante e da elasticidade dos vasos. A pressão
• contar os batimentos durante um minuto; arterial é medida em milímetros de mercúrio (mmHg).
• anotar o número de batidas, por exemplo, 80 batimentos por minuto =
80 bpm; Fatores que alteram a pressão arterial
• se não tiver certeza na contagem, refazer a verificação.
Fisiológicos
VALORES NORMAIS • idade;
• sexo: mulher em geral tem pressão arterial mais baixa;
Idade Nº de batimentos
• alimentação;
Recém-nascido 130 a 140 bpm • esforço: aumenta com atividades físicas;
Até 1 ano 110 a 140 bpm • emoções: falar, dor, angústia, frio, desconforto;
• obesidade: aumenta pelo depósito de gordura nos vasos.
De 2 a 5 anos 102 a 112 bpm

De 5 a 10 anos 90 a 110 bpm Patológicos


• hemorragia;
De 10 a 20 anos 70 a 90 bpm
• infecções agudas;
De 20 a 60 anos 70 a 80 bpm • problemas metabólicos;
Mais de 60 anos 60 a 70 bpm • anemias.

Observação
Para não esquecer Algumas drogas podem modificar a pressão arterial, aumentando-a ou
• Não verificar o pulso com mão fria. diminuindo-a.
• Não fazer muita pressão sobre a artéria.
• Não verificar o pulso após o usuário fazer exercício ou esforço físico, Pressão diferencial
exceto em caso de emergência. A pressão diferencial representa um fator importante em certas
• Em caso de dúvida, repetir a contagem. doenças, pois varia diretamente com a quantidade de sangue
bombeado durante a sístole, podendo ser convergente, quando os
valores entre a pressão sistólica (máxima) e diastólica (mínima) são
PRESSÃO ARTERIAL muito próximos, por exemplo, 100x80 mmHg ou divergente, quando os
valores entre a pressão sistólica e diastólica são muito afastados, por
Definição exemplo, 120x10mmHg.
É a pressão exercida pelo sangue contra as paredes das artérias.
A pressão exercida depende da força de contração do coração, da

33
Hipertensão - continua-se abrindo a válvula, até que os ruídos arteriais
É o aumento da pressão arterial a valores bem acima do normal. desapareçam por completo; tem-se, então, a pressão diastólica
(mínima);
Hipotensão • esvaziar o manguito e repetir o processo para maior segurança ou
É a diminuição da pressão arterial a valores bem abaixo do normal. confirmação, por duas vezes, sempre que forem obtidos valores
abaixo ou acima do normal;
Material necessário • retirar todo o ar do manguito e removê-lo do braço do usuário;
• esfigmomanômetro; • no caso de dúvida, solicitar a outro profissional que verifique a
• estetoscópio. pressão arterial;
• anotar os valores da pressão arterial no prontuário, por exemplo,
Execução da técnica P.A.=120x80 mmHg.
• lavar as mãos;
• deixar o usuário em repouso por 5 a 10 minutos;
• explicar-lhe o que será feito; MANGUITO
• sentá-lo com o braço apoiado sobre uma superfície firme,
PARAFUSO ESTETOSCÓPIO
preferencialmente o braço direito;
• deixar o braço descoberto, levantando a manga da blusa sem fazer OLIVAS
DIAFRAGMA
compressão ou retirando-a, caso necessário;
• colocar o manguito e ajustá-lo 3 cm acima da dobra do cotovelo, sem
PÊRA DE
que fique muito apertado ou frouxo, colocando os canais de BORRACHA

transmissão (as duas borrachas) sobre a artéria braquial;


ARTÉRIA
• achar a pulsação da artéria braquial; MANÔMETRO DO BRAÇO
• palpar o pulso radial;
• adaptar as olivas do estetoscópio nos ouvidos;
• fechar a válvula de ar próxima à pêra, até que o manômetro indique
aproximadamente 200 mmHg; Para não esquecer
• colocar a parte achatada do estetoscópio (diafragma) sobre a artéria • As olivas do estetoscópio devem ser limpas com um algodão
braquial do usuário, comprimindo-a suavemente; embebido em álcool, diariamente, e sempre que outra pessoa for
• manter o manômetro ao nível dos olhos; usar o estetoscópio.
• abrir vagarosamente a válvula de ar e observar: • Posicionar as olivas para frente, ao colocá-las no orifício auricular.
- logo que se ouçam os primeiros ruídos arteriais, verifica-se o valor
da pressão arterial no manômetro; este é o valor da pressão sistólica
(máxima);

34
RESPIRAÇÃO Execução da técnica
• verificar a respiração com o usuário em posição confortável, de
Definição preferência deitado e em repouso;
É a troca de gases entre o organismo e o meio ambiente e consiste na • colocar os dedos sobre a artéria radial, como se fosse contar o pulso,
absorção de oxigênio (O2) - inspiração, e eliminação de gás carbônico pois a respiração está sujeita a controle voluntário;
(CO2) - expiração. • observar o movimento respiratório (inspiração e expiração) no tórax do
usuário, durante 1 minuto;
Causas que podem alterar a respiração • em caso de dúvida, faz-se nova contagem;
• exercícios; • anotar o resultado.
• digestão;
• emoções; Observação
• idade; A contagem do movimento deve ser feita logo após término da
• repouso; contagem do pulso, sem que o usuário perceba.
• banho frio ou quente;
• doenças respiratórias e outras; Modificações da respiração
• febre. • eupnéia: respiração normal;
• apnéia: ausência de respiração;
• dispnéia: dificuldade de respirar;
• taquipnéia: aumento anormal da respiração;
VALORES NORMAIS
• bradipnéia: diminuição anormal da freqüência respiratória;
Grupo etário Nº de movimentos • ortopnéia: respiração facilitada na posição sentada.
Recém-nascidos 45 a 45 m/m

Lactentes 25 a 35 m/m

Pré-escolar 20 a 25 m/m

Escolar 18 a 20 m/m

Adultos 16 a 20 m/m

Velhos 14 a 18 m/m

35
5
Medidas antropométricas

37
DEFINIÇÃO • tirar toda a roupa e colocar a criança na balança;
• mover os marcadores, procurando manter o braço da balança em linha
É a aferição das dimensões do corpo humano: peso, estatura e reta com o ponto de referência;
perímetros. • ler o peso, pela parte do marcador;
• anotar o peso da criança;
• colocar novamente o marcador no ponto zero da escala e travar a
PESO balança.

Definição Registro do peso


É a avaliação da massa do indivíduo. • o peso deverá ser registrado no cartão da criança;
• localizar, no gráfico, a idade da criança (em meses) na linha horizontal
Objetivo e o peso na linha vertical;
Acompanhar o desenvolvimento físico. • após colocar o ponto referente ao peso, prolongá-lo horizontalmente,
em uma linha imaginária, até encontrar a linha correspondente à idade
Observações da criança; no ponto de encontro, marcar uma bolinha; em consultas
• Quando a criança está com o peso abaixo daquele que deveria ter posteriores, unir, com uma linha, o último ponto obtido com o ponto
para sua idade, pode ser um sinal de que ela está desnutrida ou imediatamente anterior.
doente.
• As gestantes também necessitam do controle do peso, porque se Interpretação do registro do peso no gráfico e procedimentos
houver um aumento exagerado ou um aumento não proporcional ao
esperado, indica algum problema que exige cuidados especiais. Posição do peso em relação às curvas do gráfico
• Controle de peso também é feito nos casos de hipertensão e diabetes. • peso entre as curvas superior e inferior: peso satisfatório - seguir o
calendário mínimo de atendimento;
Técnica para verificação do peso e estatura para crianças • peso abaixo da curva inferior: criança de risco - agendar para consulta
menores de 2 anos médica e nutricional.

Material necessário Inclinação do traçado em pesagens consecutivas


• balança pediátrica; • traçado ascendente com inclinação pelo menos semelhante à curva
• régua antropométrica. inferior do gráfico: crescimento satisfatório - seguir o calendário
mínimo de atendimento;
Execução da técnica de pesagem • traçado descendente ou horizontal: crescimento insatisfatório -
• destravar e tarar a balança antes de toda e qualquer pesagem; agendar para consulta médica e nutricional.
• lavar as mãos;

39
Para não esquecer Técnica para verificação do peso e estatura para crianças
• A balança deve ser tarada antes de cada pesagem. maiores de 2 anos
• Na impossibilidade de pesar a criança, colocá-la junto com a mãe
na balança de adulto. Após, pesar a mãe sem a criança. Diminuir o Material necessário
primeiro peso do segundo, para obter o peso da criança. • balança antropométrica para adultos, com haste móvel ou fita métrica,
Exemplo: mãe + criança = 70kg afixada em parede sem rodapé.
mãe = 60kg
mãe + criança (70kg) - mãe (60kg) Execução da técnica de pesagem
criança = 10kg • pedir para tirar os sapatos e as roupas em excesso;
• o usuário deve ser colocado em pé, no centro da plataforma, com os
braços estendidos ao longo do corpo;
Execução da técnica de verificação da altura • mover os marcadores procurando manter o braço da balança em linha
reta;
Definição • ler o peso pela parte externa do marcador;
É a medida, em centímetros, para a verificação da altura do indivíduo. • anotar o peso;
• zerar e travar a balança.
Material necessário
• régua antropométrica; Execução da técnica de verificação de estatura com balança
• mesa de exames. antropométrica
• pedir para o usuário tirar os sapatos e subir na balança;
Técnica • fazer com que o usuário fique em posição ereta, com a cabeça
• tirar os sapatos da criança e deitá-la em decúbito dorsal, encostando a erguida, os braços pendentes ao lado do corpo, os calcanhares e o
cabeça no anteparo fixo; dorso encostados no plano vertical da haste;
• segurar os joelhos da criança com uma das mãos, forçando-os • orientar para que o usuário não se encolha, quando a haste encostar
levemente de encontro à mesa; na cabeça;
• apoiar a planta dos pés no anteparo móvel (o medidor), de modo que • apoiar a haste da balança sobre o couro cabeludo e não,
os pés formem um ângulo reto com as pernas; simplesmente, sobre o cabelo, mantendo a cabeça em linha reta;
• observar a medida exata da criança, da cabeça até a planta dos pés; • ler a medida da haste nesta posição;
• anotar a altura, em centímetros, no cartão da criança, juntamente com • anotar a altura, em centímetros, no cartão do usuário, junto ao espaço
a data da pesagem. reservado à data e no prontuário.

40
Execução da técnica de verificação de estatura com fita métrica PERÍMETRO TORÁXICO
• pedir ao usuário para tirar os sapatos;
• encostar o usuário junto à parede, sobre a fita métrica; Definição
• observar se os calcanhares estão rentes à parede; É a medida, em centímetros, do tórax da criança, para constatar a
• colocar um “triângulo” sobre o couro cabeludo, formando um ângulo circunferência toráxica.
reto com a parede;
• ler a medida na fita métrica; Objetivo
• anotar a altura. Auxiliar na avaliação do desenvolvimento físico da criança.

Limpeza da balança antropométrica Material necessário


• passar um pano com detergente; • fita métrica.
• desinfetar com álcool a 70°, duas vezes ao dia e quando necessário.
Execução da técnica
• lavar as mãos;
PERÍMETRO CEFÁLICO • estender a fita métrica sobre a mesa de exames;
• colocar a criança sobre a mesa, em decúbito dorsal;
Definição • circundar a fita no tórax da criança, na altura dos mamilos;
É a medida, em centímetros, do crânio da criança. • fazer a leitura e registrar;
• lavar as mãos novamente.
Objetivo
Refletir o desenvolvimento dos órgãos intracranianos. É importante no
primeiro ano de vida, observando micro e macrocefalia.

Material necessário
• fita métrica.

Execução da técnica
• lavar as mãos;
• colocar a criança em decúbito dorsal;
• elevar a cabeça, suavemente, com uma das mãos e, com a outra,
colocar a fita métrica em volta do crânio, passando pelo occiptal e
parietais, até o frontal;
• fazer a leitura e registrar.

41
6
Curativo

43
A capacidade de cicatrização é inerente a todo ser vivo, visando a • penetrante - resultado da penetração profunda de um instrumento nos
reparação do ferimento dos seus tecidos. Existem algumas atitudes que tecidos do corpo, como, por exemplo, bala de revólver;
podem ser tomadas para auxiliar o processo de cicatrização, entre as • perfurante - resultado da penetração de um instrumento pontiagudo,
quais: como, por exemplo, prego ou arame;
• a utilização de princípios e cuidados de enfermagem no tratamento de • incisão - causada por um instrumento cortante, como, por exemplo,
feridas; corte cirúrgico ou corte de faca;
• a utilização de assepsia rigorosa nos curativos de todas as feridas. • puntiforme - causada por picada de aranha, mordida de cão etc.

FERIDAS CICATRIZAÇÃO

Definição Definição
É uma ruptura na continuidade de qualquer estrutura corporal externa ou É a cura do ferimento, através da formação de novo tecido ou pela
interna causada por agentes físicos, químicos, mecânicos ou biológicos. regeneração do tecido lesado.

Classificação das feridas Tipos de Cicatrização


Elas podem ser classificadas de três maneiras: • primeira intensão - ocorre quando a ferida suturada cicatriza sem
infectar ou sem que se separe os seus bordos como, por exemplo, na
De acordo com a presença ou ausência de microorganismos cicatriz cirúrgica.
• ferida limpa, como, por exemplo, incisão cirúrgica; • segunda intensão - as bordas das feridas não estão juntas; ocorre
• ferida contaminada, como, por exemplo, feridas decorrentes de geralmente quando a infecção está presente como, por exemplo, na
acidentes. úlcera.
• terceira intensão - combinação de dois tipos de cicatrização; um
De acordo com a presença ou ausência de ruptura no tecido ferimento suturado infecciona, retira-se os pontos, deixa-se a ferida
superficial aberta para cicatrizar em segunda intensão.
• ferida fechada, como, por exemplo, fratura de um osso;
• ferida aberta, como, por exemplo, cortes e perfurações.
CURATIVO
De acordo com a forma com que se produzem
• escoriação - decorre de arranhões ou perdas de pele ou mucosa; Definição
• laceração - causada por um instrumento ou um objeto que corta É o cuidado dispensado a uma região do corpo que apresenta qualquer
tecidos; os tecidos são rasgados, as bordas são recortadas e tipo de ferimento.
irregulares;

45
Objetivos • lavar as mãos antes de iniciar o curativo;
• impedir a entrada e o crescimento de agentes patogênicos • retirar os protetores dos frascos de antissépticos;
(microorganismos) no ferimento; • abrir o pacote de curativo com o cuidado para não contaminar;
• cobrir áreas desfiguradas; • remover o esparadrapo utilizando gazes embebidas em soro
• evitar a disseminação dos micróbios, através da limpeza e proteção da fisiológico; para retirar o curativo usa-se a pinça anatômica com dente;
ferida; • lavar com água e sabão sempre que necessário;
• facilitar a cicatrização; • fazer a limpeza da ferida com soro fisiológico, obedecendo as regras
• conter hemorragia; a seguir.
• absorver exudatos;
• remover secreções; Regras para limpeza das feridas
• restringir a movimentação; • a parte mais limpa da ferida encontra-se na parte superior, onde existe
• promover conforto e bem-estar ao usuário. menos secreção; faça a limpeza de dentro para fora e da parte
superior para a inferior, usando cada lado da torunda apenas uma vez;
Materiais necessários • após a limpeza da ferida, limpe em torno da mesma até uma distância
• 1 almotolia de vaselina; de aproximadamente cinco centímetros;
• 1 almotolia de soro fisiológico; • mantenha as extremidades das pinças voltadas para baixo; as mãos
• 1 almotolia de água oxigenada; contaminam os cabos das pinças;
• 1 almotolia de Povidine™ tópico (frasco escuro); • não passe as torundas contaminadas sobre as áreas estéreis do
• pomadas (só com prescrição médica!); pacote, pois existe o risco da solução contaminada pingar no material
• pote com açúcar cristal; estéril;
• esparadrapo; • não passe o braço sobre o campo estéril; existe o risco de que
• ataduras; contaminantes do braço ou uniforme contaminem o campo estéril;
• pacote de curativo e/ou retirada de ponto esterilizados; • comprimir suavemente o ferimento, observando se há secreções;
• 1 tesoura esterilizada; • fazer a antissepsia da ferida com pinça Kelly e com a solução
• espátulas ou abaixadores de língua esterilizados; indicada;
• cuba rim esterilizada; • aplicar o medicamento conforme prescrição médica (pomadas, pós
• bacia; etc.) utilizando espátulas esterilizadas;
• balde forrado (com papel ou saco plástico) e tampa; • cobrir a ferida, quando necessário, com gaze, esparadrapo ou atadura.
• pacote de gazes esterilizadas. • deixar o usuário confortável, o ambiente e o material em ordem;
• lavar as mãos;
Execução da técnica • fazer os registros necessários;
• preparar o ambiente, o material e usuário; • colocar o instrumental na solução de água e sabão (ver instruções de
• verificar o tipo de curativo; limpeza do material instrumental, pág. 26).

46
Orientar o usuário sobre os seguintes cuidados
• não colocar as mãos sobre a ferida;
• não falar ou soprar sobre a ferida;
• não tocar no material esterilizado;
• orientar retorno para troca de curativo, principalmente se houver
1
3
supuração, febre e/ou sinais inflamatórios, tais como edema,
5 3 24
5 vermelhidão, dor e calor no local.
1 2

Cicatrização da ferida sem curativo fechado


A ferida é limpa da área menos suja para a área mais suja.

Vantagens
• permite uma melhor observação e detecção precoce dos problemas;
Para não esquecer • promove a limpeza e facilita a lavagem;
• lavar as mãos sempre antes e depois de cada curativo; • elimina as condições necessárias para o desenvolvimento de
• se o curativo estiver bastante contaminado, lavar as mãos após a organismos, como calor, umidade, escuridão;
retirada do curativo antigo e utilizar luvas de procedimentos; • evita reações ao esparadrapo;
• após o procedimento, manter os bicos das bisnagas protegidos; • facilita a atividade do usuário;
• o curativo deve ser feito em sala própria; • é econômico.
• em caso de lesões hemorrágicas, fazer compressão no local, aplicar
compressas de gelo e encaminhar ao médico do centro de saúde ou Desvantagens
hospital (emergência); • psicologicamente, o usuário pode fazer objeção a uma ferida exposta;
• quando houver indicação médica para o uso de medicamentos, • a ferida fica mais vulnerável aos traumatismos e sujidade;
seguir à risca a prescrição; • a roupa de cama e a roupa do usuário podem prender-se aos pontos
• em caso de queimaduras, irrigá-las com soro fisiológico, não romper da sutura ou no ferimento.
bolhas íntegras, sem pus, retirar bolhas rotas, detritos e tecidos
mortos (necrosados), fazer antissepsia. Cobrir a lesão com gaze
(morim) vaselinada, só no tamanho da lesão, e acrescentar duas
camadas de gaze seca;
• a água oxigenada não deve ser usada em incisão cirúrgica,
queimaduras e úlceras.

47
PACOTE DE CURATIVO • uso de calçados para evitar ferimentos dos pés;
• limpar e ter cuidados com estrebarias nas proximidades das casas,
pois o bacilo do tétano permanece no estômago e fezes dos animais,
principalmente de cavalos;
• dar maior atenção para os ferimentos causados por enxadas, latas
enferrujadas e pregos.

PREVENÇÃO DA RAIVA HUMANA

O procedimento mais eficaz de proteção contra a raiva é a eliminação


do vírus rábico no ponto de infecção. Em casos de mordedura,
arranhadura ou contato com saliva animal, deve-se proceder,
imediatamente, uma lavagem prolongada do local com água e sabão.
Em seguida secar bem e aplicar um antisséptico (álcool iodado ou
• 1 pinça de dissecação com dentes (usar para retirar o curativo antigo); mercúrio).
• 1 pinça Kelly reta (usar para proceder a limpeza do ferimento); O tratamento do ferimento tem eficácia máxima quando é feito
• 1 pinça de dissecção sem dentes (para a colocação do curativo novo); imediatamente após a exposição mas, também deve ser feito, mesmo
• 8 compressas de gaze; que já tenham transcorrido várias horas.
• confeccionar, em separado, um pacote com uma tesoura Mayo reta; Sempre que ocorrer mordedura, arranhadura, lambedura de animal,
• identificar o pacote com nome do pacote, data de esterilização e encaminhar a pessoa para os Centros de Saúde.
assinatura do funcionário;
• esterilizar em estufa a 180°C, por uma hora ou em autoclave;
• atentar para a validade de esterilização. RETIRADA DE PONTOS

Definição
PREVENÇÃO DO TÉTANO É a retirada dos fios colocados para aproximar os bordos de uma
incisão (corte ou ferimento), após a sua cicatrização.
• lavar o ferimento com bastante água corrente e sabão;
• usar água oxigenada; Objetivos
• retirar crostas, pedaços de pele, corpos estranhos; Evitar a reação que o organismo possa ter contra o corpo estranho (fio
• observar o estado vacinal do indivíduo e seguir as normas sobre não absorvível).
vacinação com toxóide tetânico (TT);

48
Material necessário • lavar as mãos;
• 1 pacote de retirada de pontos esterilizado; • fazer os registros necessários.
• 1 almotolia de soro fisiológico;
• 1 almotolia de Povidine™ (frasco escuro); Observação
• 1 rolo de esparadrapo; • a cicatriz só deve ser coberta com curativo caso tenha algum ponto
• 1 cuba rim esterilizada; infeccionado;
• 1 balde coberto com papel ou saco plástico. • se houver algum ponto infeccionado, retirá-lo, pois os mesmos
começam a agir como corpo estranho e a ferida cicatriza por segunda
Execução da técnica intensão;
• lavar as mãos; • a retirada de pontos deve ser intercalada.
• preparar o usuário, o ambiente e o material;
• iluminar bem o local;
• retirar o curativo, se houver; PACOTE DE RETIRADA DE PONTOS
• fazer uma leve compressão ao redor da cicatriz para verificar se há
presença de secreção;
• fazer a limpeza da cicatriz, utilizando a pinça Kelly com torundas
embebidas em soro fisiológico, sempre da área onde estão os pontos
para a área que os envolve (de dentro para fora);
• proceder a retirada dos pontos alternados, segurando com a pinça
Adson, o nó do ponto, tracionando (puxando) levemente para trás e
cortando bem rente a pele; puxar o nó que estava preso na pinça
Adson, dessa maneira o fio que está em cima da pele não entrará no
interior do tecido;
• colocar o fio sobre uma gaze (para ver se retirou todos os pontos e se
sairam as 3 pontas);
• observar a cicatriz, se os bordos abrirem, suspender a retirada dos • 1 pinça Adson - para ajudar a retirar os pontos;
pontos, cobrir com um curativo e encaminhar ao médico; • 1 tesoura reta com 2 pontas agudas - para cortar os pontos;
• após a retirada de todos os pontos, fazer a antissepsia da cicatriz com • 1 pinça Kelly reta - para passar solução antisséptica;
a outra pinça embebida em Povidine™; • 5 gazes;
• cobrir a cicatriz com gaze esterilizada, quando houver secreção; • identificar o pacote com o nome, data de esterilização e assinatura do
• ao terminar, deixar o usuário confortável, o ambiente e o material em funcionário;
ordem; • esterilizar em estufa a 180°C, por 1 hora;
• atentar para a validade da esterilização.

49
CAIXA DE PEQUENA CIRURGIA PACOTE PARA COLOCAÇÃO DE DIU

• 6 gazes;
• 2 torundas;
• 2 bolinhas de algodão;
• 1 histerômetro;
• 1 tesoura de ponta curva;
• 1 pinça Pozzi;
• 1 pinça Forester.

SOLUÇÕES UTILIZADAS

• 1 cabo de bisturi nº 4;
Água e Sabão
• 1 porta-agulha Mayo-Hegar;
Emolientes, utilizados para a limpeza mecânica.
• 1 tentacânula;
• 1 tesoura Mayo reta;
Água oxigenada
• 1 tesoura standard curva;
• 1 pinça de dissecação com dentes; Composto muito instável, que se dissocia facilmente em água e
• 1 pinça de dissecação sem dentes; oxigênio livre. Pouco poder de penetrabilidade, germicida relativamente
• 1 pinça Kelly reta; fraco. Inativa-se em contato com matéria orgânica. É perigoso injetar
• 1 pinça Kelly curva; água oxigenada em cavidades fechadas, nas quais o oxigênio
• 10 torundas e 10 gazes; dispendido não tenha saída livre. O uso mais difundido da água
• 1 campo fenestrado. oxigenada é na limpeza de feridas com possibilidade de serem
contaminadas por microorganismos anaeróbios. As almotolias que
Para não esquecer contêm água oxigenada deverão ser protegidas da luz solar com papel
• fechar a caixa com a tampa metálica; escuro, para evitar que ela se decomponha.
• rotular com a data da esterilização e assinatura;
• esterilizar em estufa a 180°C, por 1 hora, com tampa fechada; Álcool a 70°
• passar fita adesiva ao redor da tampa após a esterilização; Tem ações germicida, bactericida, fungicida e virucidada (para alguns
• manter a caixa sempre fechada; vírus) quase imediata, mas praticamente sem ação residual. É irritante
• atentar para validade de esterilização; para superfícies descobertas e mucosas. Utilizado para degermação
• após o uso, proceder a limpeza e esterilização da mesma forma que das mãos, antebraços e para limpeza de áreas onde serão aplicadas
a do pacote de curativo. injeções, quando usado em fricção com gaze por 30 segundos e para

50
limpeza de diafragmas e olivas de estetoscópios e espéculos
auriculares.

Polivinilpirrolidona
Iodo (PVP-I), solução aquosa a 10% (1% iodo ativo) – PovidineTM.
É bactericida, tuberculicida, fungicida, virucida e tricomonicida; não
queima, raramente provoca reações alérgicas, mantém ação germicida
residual. É utilizado como antisséptico local, podendo ser usado em
feridas, queimaduras, mucosa oral, intestinal e vaginal.

Soro fisiológico
Solução isotônica estéril, utilizada para aplicação externa em curativos,
inalações e outras.

Vaselina
Emoliente, é utilizada para tirar crostas e impermebilizar a pele.

Açúcar cristal
Justificamos a introdução do açúcar cristal neste item, por ter sido
comprovada sua utilização como cicatrizante e indicada para feridas
infectadas, tais como deiscência cirúrgica (abertura da incisão),
escaras, enxertos de pele, queimaduras, úlceras varicosas,
amputações, inclusive em pacientes diabéticos. Em regiões de difícil
aderência dos cristais, como proeminências ósseas, região perineal e
inguinal, utiliza-se gaze ou morim vaselinado.

51
7
Retirada de bicho-do-pé
(Tunga Penetrans)

53
PROCEDIMENTOS

• fazer a assepsia do local com soro fisiológico;


• secar com uma pinça e gaze esterilizada;
• utilizar uma agulha esterilizada para perfurar o local - perfurar ao redor
dos ovos (região esbranquiçada), até ser possível extrair toda a bolsa
(material contendo os ovos);
• tomar cuidado ao retirar os ovos para que a Tunga, que apresenta-se
de forma escura, seja retirada em conjunto; caso isto não aconteça,
inserir a agulha com cuidado até que a mesma seja retirada;
• retirada a Tunga Penetrans, fazer limpeza do local com soro fisiológico
e Povidine™;
• não fechar o curativo e solicitar ao usuário que não use sapatos e
meias, até que o local esteja completamente cicatrizado;
• encaminhar, caso o usuário não esteja vacinado, para realizar a vacina
contra o tétano.

55
8
Bandagens ou ataduras

57
DEFINIÇÃO EXECUÇÃO DA TÉCNICA

É a manobra de aplicação de ataduras, dando voltas com a mesma, a • lavar as mãos;


fim de cobrir uma parte do corpo. • colocar o usuário em posição confortável e fazer a bandagem com o
membro em posição anatômica;
• expor e limpar a região e fazer o curativo, se for necessário;
OBJETIVOS • escolher o tipo e tamanho adequado de atadura de acordo com o
local;
• conter: manter ou fixar curativos; • cobrir com algodão as pregas naturais do corpo, por exemplo, axilas,
• comprimir: apertar determinada parte do corpo, quando houver, por orelhas e espaços interdigitais;
exemplo, hemorragias; • aplicar no sentido da circulação venosa, com a face externa da
• corrigir: manter posicionamento funcional do membro e corrigir atadura em contato com a pele;
deformidades. • a fixação é feita próxima à articulação e não sobre o ferimento:
- fixação inicial: com a própria atadura, em volta circular ou oblíqua;
- fixação final: com esparadrapo, fita adesiva ou com a própria atadura;
TIPOS DE BANDAGENS • correr o rolo da esquerda para a direita, desenrolando de 8 a 12cm,
cobrindo a metade ou 2/3 da volta anterior;
• simples: de um rolo só; • não deixar a atadura muito frouxa ou muita apertada;
• composta: rolo duplo; • a bandagem deve ter o menor número de voltas possível;
• improvisadas. • sempre que possível deixar as extremidades livres para o controle da
circulação.

MATERIAL NECESSÁRIO
FORMAS DE ATADURAS E SUA UTILIZAÇÃO
Dependendo do tipo de bandagem, pode-se usar o seguinte material:
• gazes: Circular
- malha aberta; É usada para dedos, pescoço, tórax, abdômen, punho, tornozelo. As
- malha fechada; voltas da atadura são aplicadas de maneira que se superponham.
• crepom;
• algodão não absorvente; Espiral
• atadura de tela adesiva (esparadrapo). É usada nas seguintes regiões: pescoço, tórax, abdômen, punho,
tornozelo, dedos, antebraço. Após a fixação, subir com a atadura

59
obliquamente de maneira que cada uma das voltas cubra a metade ou Espica ou Figura 8
2/3 da volta anterior. É usada em dedos, articulação do punho e do pé, mama, nuca e tórax.
Após a fixação, aplicar uma série de voltas em oito, ascendente.

Recorrente
É usada na cabeça, em mão e pé, acolchoada com algodão. Após a
fixação da atadura, faz-se uma série de voltas recorrentes.

Reversa
É usada no antebraço, coxas, pernas e mãos. Após a fixação, continuar
com espirais.

60
9
Administração de medicamentos

61
DEFINIÇÃO • ter cuidado com os medicamentos de nomes parecidos;
• verificar a dose a ser administrada;
É toda substância que, introduzida no organismo, atende a uma • ler duas vezes no mínimo o rótulo: antes de tirá-lo do armário e antes
finalidade terapêutica. de tirar a dose;
• antes de recolocá-lo no local.

OBJETIVOS Cuidados na administração do medicamento


• administrar o medicamento de acordo com a via indicada;
Ação preventiva • ao administrar o medicamento, observar se produz reações;
Prevenir o aparecimento de certas doenças. Exemplo: vacinas. • ao observar sinais e/ou sintomas de reação alérgica, suspender a
aplicação do medicamento e encaminhar ao médico.
Ação curativa
Curar determinadas doenças. Exemplo: antibióticos. Algumas reações possíveis
• urticária ou erupção com coceira;
• edema, em qualquer lugar (inchaço);
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA ADMINISTRAÇÃO DE • sinais de choque: face avermelhada, seguida de palidez, tonteira,
MEDICAMENTOS agitação, ansiedade, tremores, extremidades arroxeadas;
• tonteiras, com ânsia de vômito;
Observações gerais • dificuldade de enxergar;
• todo medicamento deve ser prescrito pelo médico ou dentista; • dor intensa nas costas;
• a prescrição deve ser escrita com letra legível, assinada e carimbada • zumbido ou surdez;
pelo médico ou dentista, devendo constar o nome do medicamento, • dificuldade de urinar.
dose, freqüência e via de administração.
Utilize a dose certa
Administrar o remédio ao usuário certo • certificar-se da dose receitada e da quantidade colocada;
• ler o nome do paciente na receita; • orientar ao usuário quanto à dosagem e horário correto da medicação.
• conferir o nome do paciente na receita.
Técnica correta
Administrar o medicamento certo Observar os seguintes pontos:
• verificar o uso correto e os cuidados necessários para todo o • a medicação deve ser preparada na sala de enfermagem;
medicamento que vai ser usado; • não deixar os medicamentos expostos ao sol, umidade e calor;
• verificar a validade do medicamento; • examinar o prazo de validade da medicação;
• identificar o medicamento pelo rótulo e não pelo aspecto; • não colocar o medicamento perto da estufa, do lixo ou de qualquer

63
material que esteja contaminado; - usuário certo,
• a padronização dos horários facilita a execução da prescrição e - medicação certa,
administração dos medicamentos. - dose certa,
- técnica certa,
- hora certa;
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS • colocar o medicamento no recipiente adequado;
• se o medicamento for em comprimidos, pílulas, drágeas ou cápsulas,
Via oral deve ser colocado na mão do usuário e deglutido (engolido) em nossa
presença, oferecendo algum líquido;
Definição • lavar os recipientes usados com água e sabão, enxaguar e guardar.
É a administração de medicamentos pela boca.
Como medir os medicamentos
Apresentação
• pílulas; Comprimidos
• comprimidos; • 1/2 comprimido = metade de um comprimido;
• drágeas; • 1 1/2 comprimido = um comprimido mais a metade de outro;
• cápsulas; • 1/4 comprimido = um quarto de comprimido (um dos pedaços de um
• pastilhas; comprimido que foi dividido em quatro partes).
• pós; Observação: Os medicamentos são geralmente medidos em gramas (g)
• líquidos; ou miligramas (mg).
• pastas. 1000mg = 1g
1 mg = 0,001g
Material necessário
• copinhos-medida; Exemplo: Se for receitado um medicamento de 500mg e, no Centro de
• conta-gotas; Saúde, só tiver de 250mg, a pessoa deverá tomar 2 comprimidos de
• colher; 250mg. Se for receitado um comprimido de 250mg e, no Centro de
• copo comum. Saúde, só tiver comprimidos de 500mg, a pessoa deverá tomar a
metade de um comprimido. Isto é usado apenas para comprimidos.
Execução da técnica
• lavar as mãos;
• conferir o nome do medicamento a ser administrado;
• preparar e administrar o medicamento seguindo os princípios
fundamentais:

64
Líquidos Via sub-lingual

Definição
ESPECIFICIDADE VOLUME (ml)
Consiste em colocar o medicamento sob a língua do usuário, onde é
1 colher de sopa 15 ml dissolvido e absorvido.
1 colher de sobremesa 10 ml
Vantagens
1 colher de chá 5 ml
Evita a ação destrutiva do suco gástrico sobre certos medicamentos e
1 colher de café 2 ml tem ação mais rápida, porque a droga passa diretamente para a
1 xícara 120 ml
circulação geral.

1 copo grande 250 ml Observação


20 gotas 1 ml Ao dar este tipo de medicação, fornecer antes, ao usuário, copo com
água para que o mesmo enxágüe a boca. Se necessário, encaminhar
para a higiene oral. Após, colocar o medicamento sob a língua e pedir
Observação colaboração, no sentido do usuário abster-se de engolir a saliva por
Os medicamentos líquidos são medidos em colheres ou copinhos. alguns minutos, a fim de que a droga seja absorvida.
Muitos já vêm com a colher ou copinhos graduados.
Via respiratória
Vantagens
• forma prática e econômica; Definição
• segura e indolor. É a administração de medicamentos pelas vias aéreas superiores.

Desvantagens Técnica de nebulização


• relativa incapacidade em avaliar a absorção da droga;
• pode provocar náuseas quando o sabor é desagradável; Definição
• podem fazer mal aos dentes; É a administração de medicamentos através de um aparelho, chamado
• irritação gástrica; nebulizador, que transforma o medicamento líquido em vapor, que é
• uso limitado; inalado com fins terapêuticos.
• absorção lenta, se comparada com outras vias.
Objetivos
• tratar infecções respiratórias;
• fluidificar as secreções.

65
Material necessário Para nebulizadores
• aparelho de nebulização (microcompressor); • passar um pano, diariamente, para tirar a poeira;
• nebulizador completo: cachimbo, máscara e intermediário; • guardá-los em local apropriado.
• 1 copinho graduado;
• toalha de papel ou pano; Solução utilizada para desinfecção das máscaras
• medicação prescrita pelo médico.
Solução de hipoclorito de sódio
Execução da técnica É um desinfetante de baixa toxidade oral e classificado como saneante,
• lavar as mãos; sendo indicado para desinfecção de superfícies que entram em contato
• posicionar e preparar o usuário; com alimentos. Possui atividade bactericida, tuberculicida, fungicida e
• preparar a medicação, utilizando se necessário uma seringa virucida. No que se refere à atividade virucida, as soluções de
esterilizada; hipoclorito são mais eficazes que os fenóis sintéticos para eliminação
• orientar o usuário para inspirar profundamente o vapor; de determinados tipos de vírus como HIV, hepatite e poliomelite. Deve
• controlar o tempo indicado para nebulização (de 15 a 20 minutos); ser aplicada em superfícies previamente limpas, pois não atua em
• observar o usuário; presença de matéria orgânica (pus, sangue, etc), exceto em
• anotar o nome do usuário e idade no Boletim de Atendimento de concentrações muito elevadas.
Enfermagem. Enxaguar bem antes de colocar em solução de hipoclorito, pois o sabão
e/ou o detergente interferem na ação do produto.
Procedimento para limpeza e desinfecção O tempo de exposição vai variar de acordo com a concentração do
produto.
Para máscaras e cachimbos O hipoclorito de sódio deve ser acondicionado em embalagens escuras,
• escovar máscaras e cachimbos com água e sabão; bem fechadas, guardadas em local fresco e ao abrigo da luz solar. Após
• lavar o intermediário em água corrente; diluição, deve ser usado por um período de 24 horas, devido à
• deixar o material em solução de hipoclorito de sódio a 0,5%, por 30 instabilidade do cloro nesta solução.
minutos no balde com tampa, protegido da luz;
• após 30 minutos, lavar em água corrente tomando cuidado para não Para não esquecer
tocar na pia nem na torneira; • o nebulizador deve permanecer desligado por 10 minutos, após cada
• conectar e ligar o intermediário no nebulizador, até que toda a água nebulização;
tenha saído de dentro do tubo; • o uso ininterrupto do nebulizador acarreta danos para o mesmo;
• secar com toalha de uso exclusivo das máscaras; • não use o nebulizador em cima de mesas, balcões e locais altos;
• guardar em local seco e fechado. mantenha o nebulizador no chão.

66
Técnica de inalação Para não esquecer
• nunca dirigir o jato de vapor diretamente para o rosto do usuário;
Definição aproximá-lo lentamente do inalador;
É a absorção, pelas vias respiratórias, dos vapores de substâncias • ter o máximo cuidado para evitar acidentes, tais como o
medicamentosas, como, por exemplo, eucalipto, vick vaporub™, mentol derramamento de água fervente sobre o usuário e queimaduras pelo
etc. vapor;
• orientar ao usuário que feche os olhos durante a inalação;
Objetivos • orientar ao usuário para fazer a inalação em casa e à noite.
• combater a inflamação e a irritação das mucosas, nos casos de
bronquite, sinusites, edema de faringe, laringites, gripes e resfriados. Via nasal

Material necessário Definição


• medicamento indicado; É a administração de medicamento líquido na mucosa nasal.
• água fervente;
• inalador ou outro recipiente (chaleira, panela, jarra, cuba ou caneca) e Objetivos
um funil, de cartolina ou de jornal, para concentrar a saída do vapor • proteger a mucosa nasal por meio de antisséptico;
por um orifício estreito; • diminuir a irritação da mucosa;
• toalha de rosto. • descongestionar a mucosa;
• fazer anestesia local.
Execução da técnica
• lavar as mãos; Material necessário
• explicar ao usuário o que vai ser feito; • medicamento prescrito;
• colocar água fervente no inalador e cobrir com toalha dobrada ao • conta-gotas;
meio; • gaze, ou bola de algodão, ou lenço de papel;
• adicionar o medicamento à água fervente; • cuba-rim ou saco de papel.
• colocar o recipiente próximo ao rosto do usuário, de modo que este
receba o vapor; Execução da técnica
• cobrir, com toalha, a cabeça do usuário e o inalador; • lavar as mãos;
• terminando a inalação (quando a água esfriar), descobrir a cabeça, • preparar o usuário, o ambiente e o material;
enxugar o rosto e repousar abrigado e resguardado do ar frio; • preparar o usuário em posição sentada, com a cabeça para trás, com
• lavar e guardar o material. o pescoço apoiado em um travesseiro;
• retirar, através de conta-gotas, a dosagem prescrita;
• segurar o nariz com o auxílio de gaze, pingando com cuidado a

67
medicação nas narinas; olho), sem encostar o conta-gotas ou a bisnaga no olho;
• evitar que o conta-gotas toque a mucosa nasal; • solicitar ao usuário que feche os olhos cuidadosamente;
• pedir ao usuário que permaneça nesta posição alguns minutos; • retirar o excesso com gaze;
• lavar e guardar o material; • lavar e desinfetar o conta-gotas com água e sabão;
• anotar na ficha de atendimento diário de enfermagem; • lavar as mãos;
• lavar as mãos. • anotar na ficha diária de atendimento de enfermagem.

Via ocular Para não esquecer


• na presença de secreção, retirá-la com gaze, antes de colocar o
Definição medicamento;
É a aplicação de medicamentos nos olhos sob a forma de colírio ou • não fazer pressão sobre o globo ocular ao baixar a pálpebra inferior;
pomada. • a pomada só será aplicada diretamente com o tubo, caso este seja
individual.
Objetivos
• dilatar ou contrair as pupilas; Irrigação dos Olhos
• estimular a circulação;
• acelerar a cicatrização; Objetivos:
• combater infecções; • remover corpo estranho;
• lubrificar os olhos; • aplicar antisséptico;
• anestesiar a córnea e a conjuntiva. • limpar o saco conjuntival;
• aliviar a dor e a congestão, pelo calor.
Material necessário
• medicamento prescrito; Soluções usadas:
• conta-gotas; • soro fisiológico;
• algodão, gaze ou lenço de papel. • água boricada.

Execução da técnica Material necessário:


• lavar as mãos; • solução prescrita;
• preparar o material, o ambiente e o usuário; • irrigador, pera de borracha, seringa ou cálice esterilizados;
• manter o usuário deitado ou com a cabeça inclinada para trás; • cuba-rim;
• separar as pálpebras com o polegar e o indicador, pedindo ao usuário • gazes;
que olhe para cima; • impermeável coberto;
• pingar o colírio ou a pomada no saco conjuntival (canto interno do • saco de papel.

68
Execução da técnica: • colocar a cabeça do usuário em posição lateral;
• lavar as mãos; • pingar a medicação prescrita, colocando, depois, uma bola de algodão
• preparar o usuário, o ambiente e o material; no ouvido;
• posicionar o usuário em decúbito lateral, do lado do olho afetado; • se for necessário, instilar (pingar) o medicamento nos dois ouvidos;
• colocar a cuba-rim de modo a receber o fluxo de retorno; esperar 3 minutos entre a instilação de um ouvido e do outro;
• separar as pálpebras com o polegar e o indicador da mão esquerda; • limpar o conta-gotas e secá-lo;
• proceder a irrigação do olho, dirigindo o jato do ângulo interno para o • arrumar o material;
externo (prevenir a extenção da contaminação do olho ao saco • lavar as mãos;
lacrimal, ao nariz e ao olho oposto); • anotar na ficha de atendimento de enfermagem.
• terminada a irrigação, enxugar o rosto do cliente, retirar o material e
deixar o cliente confortável; Para não esquecer
• anotar na ficha diária de atendimento de enfermagem; • não tocar o conta-gotas no ouvido (orifício interno);
• lavar as mãos. • se o conta-gotas tocar no ouvido, lavar com água e sabão após
instilar o medicamento, desinfetando por 15 minutos com álcool 70°;
Via auricular • manter a cabeça do usuário inclinada, para que o medicamento atinja
o local certo, no interior do ouvido;
Definição • ao introduzir o medicamento
É a introdução de um medicamento diretamente na cavidade auricular - em criança: tracionar o pavilhão auricular (orelha) para baixo e para
(ouvido). trás;
- em adulto: tracionar o pavilhão auricular (orelha) para cima e para
Objetivos trás.
• aliviar a dor, inflamação e congestão;
• combater infecções; Via vaginal
• amolecer o cerúmen (excesso de cera).
Definição
Material necessário É a introdução de medicamentos na vagina. Esta via é usada por seus
• medicamento prescrito; efeitos locais.
• conta-gotas;
• bola de algodão estéril. Objetivos
• combater infecções;
Execução da técnica • diminuir a irritação da mucosa;
• lavar as mãos; • prevenir o aparecimento de certas doenças;
• preparo do material, ambiente e cliente; • prevenir a concepção.

69
Execução da técnica • biombo;
• lavar as mãos; • recipiente para a solução e a sonda retal.
• reunir o material e levá-lo até a usuária;
• explicar o que vai ser feito; Execução da técnica
• colocar a usuária em decúbito dorsal, com as pernas afastadas, • preparar o material, o ambiente e o usuário, explicando-lhe o que será
mantendo-a coberta; feito;
• colocar a pomada ou óvulo no tubo aplicador; • lavar as mãos e colocar as luvas;
• fazer a aplicação; • posicionar o usuário em decúbito lateral esquerdo, com a perna direita
• deixar o usuário em posição confortável; fletida, em posição de Simens, em discreto trendelemburg;
• lavar as mãos; • com uma das mãos e com o auxílio das folhas de gaze, afastar as
• fazer os registros necessários; nádegas e com a outra mão introduzir o medicamento no reto.
• manter o ambiente limpo e em ordem.
Via parenteral
Via retal
Definição
Diferenças entre enema e clíster É a administração de medicamentos no organismo, por meio de injeção.
• enema: maior quantidade de líquido (acima de 500ml = 1/2 litro);
tem por objetivo limpar o trajeto intestinal, para realização de exames Objetivos
ou cirurgias; • obter, rapidamente, o efeito do medicamento;
• clister: pequena quantidade de líquido (até 200ml); tem por objetivo • absorver o medicamento, quase que completamente;
auxiliar a evacuação, a fim de aliviar a constipação (intestino preso ou • evitar distúrbios gástricos;
prisão de ventre). • administrar medicamentos ao usuário que não pode usar a via oral.

Observação Vias utilizadas


Orientar o usuário a permanecer na posição lateral, após a administração • intradérmica – ID;
do medicamento, por mais ou menos 15 minutos. No caso de enema, o • subcutânea – SC;
usuário deverá reter o líquido tanto tempo quanto puder. • intramuscular – IM;
• intravenosa – IV ou endovenosa – EV.
Material necessário
• medicamento prescrito; Material necessário
• luvas; • seringas e agulhas: as seringas são constituídas por duas peças - o
• folha de gaze; corpo ou cilindro, e o êmbolo; podem ser de vidro ou de plástico; o
• cuba-rim; corpo tem uma extremidade em ponta, onde se encaixa o canhão da

70
agulha; as agulhas são metálicas e seus comprimentos e calibres Objetivos
variam segundo as vias utilizadas; as agulhas possuem duas partes - • auxiliar no diagnóstico de determinadas doenças, como, por exemplo,
o canhão, parte dilatada que se encaixa na seringa e a haste, que é a o teste tuberculínico;
parte fina que termina no bizel; • verificar a sensibilidade a alergenos;
• aplicar vacinas, como, por exemplo, a BCG.

Características do material
• seringas com escala de frações em cm3, tipo insulina;
AGULHA
• agulhas pequenas e finas, tais como 13x3,5, 10x5 e 15x5;
• medicamentos com volume máximo de 0,5ml.
BIZEL HASTE CANHÃO

Local de aplicação
INTERIOR
DO CORPO O local deve ser claro, com pouca pigmentação, poucos pêlos, pouca
vascularização superficial e de fácil acesso para a leitura dos resultados
PONTA CORPO ÊMBOLO das reações ao antígeno injetado; a área mais utilizada é a face interna
do antebraço.

Material necessário
• bolas de algodão embebidas em álcool; • seringa com escala de frações em cm3;
• recipiente para colocar o material utilizado (cuba-rim); • agulhas hipodérmicas 13x3,5, 10x5 e 15x5;
• garrote; • recipientes com bolas de algodão seco;
• medicamento prescrito. • almotolia com álcool a 70°;
• recipiente para pôr o material usado (cuba-rim coberta com papel);
Condições do material para o uso • medicamento prescrito;
• a agulha, a ponta da seringa e o êmbolo devem ser absolutamente • recipiente para material pérfuro-cortante.
estéreis e mantidas livres de contaminação;
• os componentes da seringa devem apresentar o encaixe perfeito; Execução da técnica
• o invólucro da seringa deve estar intacto. • lavar as mãos;
• preparar o usuário, explicando o tipo de dor que sentirá e que sua
Via intradérmica duração será curta;
• preparar o material;
Definição • expor a área de aplicação, fazer antissepsia da pele, mantendo o
É a introdução do medicamento na derme (pele). algodão entre os dedos mínimo e anular da mão que firmará a pele;

71
• espalmar o antebraço e distender a pele do local de aplicação; Objetivo
• posicionar a seringa e introduzir a agulha com o bizel para cima, O objetivo principal do uso desta via é a absorção lenta e contínua da
quase paralelamente à pele, num ângulo de 15º e injetar lentamente a droga.
dose indicada;
• retirar a seringa e agulha com movimento rápido; Características do material
• aplicar o algodão somente para favorecer a hemostasia quando, no Para a aplicação de medicamentos no tecido subcutâneo, existe
local da picada, houver sangramento; material específico: agulha de insulina (13x3,8) e seringa de insulina, na
• observar a formação de pápula, que é uma característica da injeção qual a escala é própria para dosagens de insulina e seu volume é de
intradérmica; 1cm3, que também é igual a 1ml. Apesar de serem chamadas de
• arrumar o material; seringa e agulha de insulina, este material serve para aplicação de
• lavar as mãos; outras medicações. No caso de não haver material específico, podem
• anotar na ficha do usuário. ser usadas agulhas e seringas comuns. Neste caso, o ângulo de
introdução e a porção da agulha introduzida variam de acordo com o
Via subcutânea ou hipodérmica local de aplicação e a espessura da camada de gordura do usuário.

Agulha com 25x7 e 25x6:


• segure o local de aplicação fazendo uma prega;
• introduza a agulha, em ângulo de 45°, em um dos seguintes locais:
coxas, braços ou glúteos;
• introduza a agulha, paralelamente à pele, no abdômen.
EPIDERME
Agulha de insulina com 13x3,8:
• segure o local de aplicação fazendo uma prega.
• introduza toda a agulha, em ângulo de 90°, em qualquer local de
DERME aplicação.

Locais de aplicação:
• face externa do braço;
• face interna do antebraço;
• face externa da coxa;
Definição • ao redor da cicatriz umbilical;
É a introdução de medicamento no tecido subcutâneo (gordura). O • todo tecido subcutâneo corporal.
máximo de medicação injetada deve ser de 1ml.

72
Execução da técnica: Acidentes específicos
• lavar as mãos; • É frequente a dor por lesão ou compressão de filetes nervosos,
• preparar o usuário e o material, de acordo com a técnica descrita na reações inflamatórias locais, fibrose, lipodestrofia, lipohipertrofia.
via intramuscular (pág. 74); • O rodízio constante dos locais de aplicação é o principal método
• expor a área de aplicação e fazer a antissepsia do local, mantendo o profilático, nestes casos.
algodão entre os dedos mínimo e anular da mão que firmará a pele;
• distender a pele do local de aplicação com os dedos indicador e Via intramuscular
polegar, mantendo a região firme;
• posicionar a seringa e introduzir a agulha com rapidez e firmeza; Definição
• soltar a pele e proceder a aspiração, puxando o êmbolo, para verificar É a introdução de medicamentos no tecido muscular.
se algum vaso foi atingido; caso isto ocorra, retirar a agulha, trocá-la e
introduzí-la em outro local; Indicações
• injetar o líquido lenta e continuamente, observando as condições do • a injeção intramuscular é a de mais rápida ação, depois da
usuário; endovenosa.
• apoiar o dedo do canhão da agulha e retirar a agulha com movimento • o músculo, para ser utilizado, deve apresentar as seguintes
único, rápido e firme; características:
• comprimir o local, por alguns segundos, com algodão; - músculo bem desenvolvido;
• cuidar do material; - ausência de grandes vasos e nervos situados superficialmente;
• lavar as mãos; - fácil acesso.
• anotar na ficha do usuário.
Condições da droga ou medicamento:
• volume: o volume do líquido a ser injetado varia normalmente de 2 a
5ml, no máximo 10ml.
• características:
- as soluções devem ser isotônicas, sob pena grave de necrose do
tecido muscular;
45º 90º - a droga deve estar em veículo apropriado, oleoso ou aquoso, em
estado solúvel ou suspensão;
- esta via tolera substâncias irritantes, que deverão ser aplicadas
sempre profundamente;
- o tamanho da seringa deve variar de acordo com o volume injetado;
SUBCUTÂNEO
- o comprimento e o calibre (espessura) das agulhas a serem usadas
variam de acordo com o grupo etário e a espessura subcutânea do

73
usuário e com as condições de solubilidade da droga; - manter o usuário em posição confortável.
- o bizel deve ser longo para facilitar a penetração da agulha através • preparo do profissional:
da pele; o bizel deve estar de lado, na hora de injetar. - lavar as mãos;
- rever a prescrição;
Dimensões das agulhas, em relação às soluções e - separar, selecionar e examinar o material;
à espessura da tela subcutânea, na criança e no adulto - certificar-se da esterilidade do material;
Espessura da Soluções Soluções oleosas - ler três vezes o rótulo da droga.
tela subcutânea aquosas em suspensão
• preparo do material:
magro 25x6 ou 7 25x8 ou 9 - reunir o material (seringa, agulha, algodão seco, almotolia com álcool
Criança normal 30x6 ou 7 30x8 ou 9 a 70°, serrinha de esmeril, drogas ou medicamentos);
obeso 40x6 ou 7 40x8 ou 9 - serrar a ampola;
magra
- desinfetar a ampola, com algodão embebido em álcool;
20x6 ou 7 20x8
Adulto normal 25x6 ou 7 25x8 - montar a seringa e agulha, obedecendo as normas de assepsia;
obesa 30x6 ou 7 30x8 - ajustar, firmemente, o canhão no bico da seringa.
• preparo da droga ou medicamento a ser injetado:
- quebrar o gargalo da ampola;
Problemas mais comuns da via intramuscular: - aspirar seu conteúdo com a seringa que, logo após, deverá ser
• fenômenos alérgicos; mantida em posição vertical, com a agulha voltada para cima, para
• fenômeno de Arthus: é provocado por injeções repetidas no mesmo que o ar seja expulso;
local, caracterizado pela não absorção do antígeno, ocasionando - evitar a perda do medicamento, tendo, para isso, os cuidados
infiltração, edema, hemorragia e/ou necrose, no ponto de inoculação; necessários;
• nódulos: são provocados por soluções não absorvidas ou precipitadas; - manter a agulha protegida pela ampola vazia ou pelo protetor
são normalmente transitórios e, após a cura da lesão, parece não plástico esterilizado.
haver efeito residual sobre a reabsorção de substâncias injetadas;
• hematomas: são resultantes de punções e hemorragias de um vaso
sangüíneo, geralmente são transitórios;
• infecções: são consequentes à contaminação da droga ou do material
EPIDERME
utilizado e são, igualmente, transitórias;
• tecido fibrótico: é resultante do processo de reparação do tecido lesado. DERME

TECIDO SUBCUTÂNEO
Execução da técnica
MÚSCULO
• preparo do usuário:
- explicar o que lhe será injetado e onde receberá a injeção;

74
Aplicação um retângulo na região lateral do braço, respeitando-se a distância
• expor a área de aplicação; aproximada de 3 a 5cm abaixo do acrômio ou da articulação do
• fazer a antissepsia do local com algodão embebido em antisséptico ombro com o braço e, inferiormente, de 3 a 3,5cm acima da margem
(álcool); esta medida deve abranger toda a área escolhida, com inferior do deltóide;
movimentos firmes e em sentido único;
• manter o algodão entre os dedos mínimo e anular da mão que firmará DELTÓIDE
Terço médio do braço
o músculo;
• distender a pele, no local de aplicação, com os dedos indicador e ÂNGULO 90º

polegar, ao mesmo tempo em que se mantém firme o músculo


selecionado;
• empunhar a seringa introduzindo a agulha com o bizel para o lado,
com rapidez e firmeza; na injeção intramuscular, o ângulo para a sua
penetração é 90°, isto é, a agulha é inserida em direção
perpendicular;
• soltar o músculo e, com a mão livre, proceder a aspiração, puxando o
êmbolo para verificar a possibilidade de algum vaso sangüíneo ter
sido atingido; caso isto ocorra, retire a agulha do local, troque a agulha
e introduza em outro local;
• após a aspiração, voltar a apoiar a mão sobre o músculo;
• injetar o líquido lentamente, observando as reações do usuário; - grupo etário: adultos, como última alternativa;
• retirar a seringa e agulha com movimento único, rápido e firme, - volume: no deltóide, o volume máximo introduzido não pode
apoiando um dedo no canhão; ultrapassar 3ml e não pode ser utilizado para grande número de
• comprimir o local com algodão, durante alguns segundos, para aplicações consecutivas, pois apresenta massa relativamente
estancar o sangue; pequena;
• favorecer a absorção do medicamento com massagem de fricção, por - postura do usuário: sentado, com o antebraço flexionado, com
mais alguns segundos; exposição do braço e ombro;
• observar as reações do usuário; - cuidados especiais: a angulação da agulha deverá ser perpendicular
• deixar o material em ordem; à pele (90°);
• fazer os registros necessários. - acidentes: poderá haver lesão do nervo radial, por aplicação fora da
área delimitada; são lesões graves, podendo levar à paralisia dos
Locais de aplicação mais importantes músculos do braço e antebraço; poderá haver
• região deltóide lesão do feixe vásculo-nervoso, devido à variação anatômica
- dados anatômicos: sua delimitação poderá ser determinada traçando individual ou por aplicação fora da área delimitada;

75
- contra-indicações: em crianças de 0 a 10 anos; adultos, com - cuidados especiais: angulação da agulha perpendicular à pele (90°).
pequeno desenvolvimento muscular; substâncias irritantes; volumes - acidentes: além da possibilidade de lesão de vasos e nervos do
superiores a 3ml. local, em geral de pequeno calibre, há o grave problema de atingir o
nervo ciático, se o local exato não for determinado; as lesões deste
• região dorso-glútea nervo, além de dor, podem provocar paralisias graves, dado sua
- dados anatômicos: sua delimitação poderá ser determinada importância na motricidade dos membros inferiores; outro problema
traçando-se duas linhas, uma horizontal com origem na saliência que pode surgir é o da injeção intramuscular ser aplicada no tecido
mais proeminente da região sacra, e outra vertical, originando-se na subcutâneo e, neste caso, o medicamento será mal absorvido,
tuberosidade isquiática; provocando dor, nódulos e, às vezes, abcessos;
- contra-indicações: em crianças de 0 a 2 anos; em adultos
excessivamente magros; em usuários com mais de 60 anos.

• região ventro-glútea (ou Hoschtetter)


QUADRANTE SUPERIOR
- dados anatômicos: sua delimitação poderá ser determinada
EXTERNO DO GLÚTEO colocando a mão esquerda no quadril direito do usuário, colocando o
dedo indicador na espinha ilíaca antero-superior, estendendo o dedo
médio ao longo da crista ilíaca, espalmando a mão sobre a base do
trocanter maior do fêmur, formando um V;
- cuidados especiais: angulação da agulha dirigida à crista ilíaca (90°);
- contra-indicações: Hoschtetter fez um estudo pormenorizado da
região ventro-glútea, concluindo ser esta a região mais indicada, por
estar livre de estruturas importantes, não havendo nervos e vasos
significativos.

- grupo etário: crianças com mais de 2 anos de idade e com bom • região face-lateral da coxa
desenvolvimento dos músculos glúteos; em adolescentes e adultos, - dados anatômicos: sua delimitação poderá ser determinada traçando
é o terceiro local indicado; um retângulo pela linha média anterior da coxa do lado da perna, 12
- volume: local apropriado para administração de volumes superiores a a 15cm abaixo do trocanter do fêmur e 9 a 12cm acima do joelho,
1,5ml até, no máximo, 5ml; numa faixa de 7 a 10cm de largura, com ângulo de 45° em direção
- postura do cliente: deitado, em decúbito ventral, com os braços ao ao pé (podálico); em crianças, a delimitação se dá no terço médio da
longo do corpo e os pés virados para dentro; se for criança, colocá-la coxa; é a segunda região mais indicada;
de bruços, no colo da mãe ou responsável, firmando com as pernas
e braços;

76
Condições do medicamento para administração
GLÚTEO MÁXIMO As drogas, para serem injetadas no sangue devem apresentar-se:
• límpidas;
TROCANTER MAIOR
• perfeitamente diluídas (em 5ml de água destilada);
• com pH próximo ao do sangue, em torno de 7,4;
• é a única via que tolera soluções hiper ou hipotônicas;
TRACTO ILEOTIBIAL
ÁREA DE INJEÇÃO
DA FASCIA LATA • as drogas em suspensão, soluções oleosas ou ar são contra-
indicados, por causarem embolias.
PATELA

Locais de aplicação
As vias mais utilizadas são as da face ventral do antebraço e as do
dorso da mão. A escolha do local é feita observando-se os seguintes
- grupo etário: indicada em lactentes e infantes (29 dias a 10 anos), aspectos:
adolescentes e adultos; é contra-indicada em neonatos (0-28 dias); • acessibilidade;
- postura do usuário: deitado com o ombro inferior em extensão ou • mobilidade reduzida;
sentado com flexão da perna; expor a área do joelho e da coxa. • localização sobre base mais ou menos dura;
• ausência de nervos importantes;
Acidentes • estase sanguínea fácil.
A lesão acidental do nervo femural cutâneo causa dor momentânea,
razão pela qual muitos usuários recusam injeção nesta região. No
DELTÓIDE
entanto, excluída a dor, a única conseqüência adicional mais séria é a
anestesia da pele na região inervada.
VEIA CEFÁLICA

Via endovenosa

Definição
É a introdução do medicamento diretamente na corrente sanguínea.
VEIA BASÍLICA

Objetivos
• obter rapidez no efeito do medicamento, que é imediato;
• administrar grande quantidade de líquidos;
• administrar drogas contra-indicadas para outras vias.

77
Execução da técnica de aplicação na face anticubital algodão, para facilitar a hemostasia;
• preparo do usuário - lavar as mãos;
- explicar o que lhe será injetado; - anotar os dados na ficha.
- o usuário deverá estar deitado ou sentado, jamais de pé; se estiver
sentado, apoiar o braço numa braçadeira ou mesa com auxílio de
um coxim (suporte).
• material necessário
- seringa e agulha;
- serrinha de esmeril;
- algodão embebido em álcool a 70°;
- garrote;
- braçadeira ou suporte forrado;
- medicação prescrita.
• aplicação
- lavar as mãos;
- expor a área onde deverá ser feita a aplicação;
- garrotear;
- fazer o usuário abrir e fechar a mão várias vezes e conservá-la
fechada, até segundo aviso;
- colocar o braço em hiperextensão;
- fazer a antissepsia do local onde deverá ser feita a aplicação e do Manobras para achar a veia
dedo com o qual o profissional fará a palpação da veia; Quando for muito difícil a visualização do vaso no qual se quer injetar o
- expulsar todo o ar que se encontra dentro da seringa, com a ponta medicamento, poderemos utilizar as seguintes manobras:
da agulha voltada para cima (bizel para cima); • conversar com o usuário, procurando deixá-lo à vontade, pois o medo
- esticar a pele, manter a veia fixa com o polegar de uma das mãos e, faz com que as veias desapareçam;
com a outra mão, introduzir a agulha aproximadamente 1cm aquém • pedir para o usuário deixar o braço caído ao longo do corpo e abrir e
do local onde a veia deverá ser alcançada; fechar a mão algumas vezes;
- a confirmação de que a agulha ganhou a luz do vaso se faz pela • realizar massagem, do pulso até antes do local de aplicação;
aspiração de sangue para o interior da seringa e pela sensação tátil; • utilizar compressas mornas na região que se deseja aplicar a injeção;
- retirar o garrote e pedir ao usuário que abra a mão; • se a agulha não estiver dentro da veia, pode permitir a passagem do
- injetar lentamente, evitando sobrecarga circulatória e sensações líquido para o tecido subcutâneo, provocando edema (inchaço),
desagradáveis ao usuário; palidez, sensação de frio ou dor no local; este escape de líquido no
- retirar a agulha em movimento único, comprimindo o local com tecido subcutâneo é conhecido como infiltração.

78
• às vezes, é apenas a ponta da agulha que está na parede da veia, • se os sintomas não desaparecerem, retire a agulha da veia, deite o
ocasionando dor ou ardência, mas o teste de aspirar mostra sangue, o usuário onde estiver, até mesmo no chão e chame a enfermeira ou o
que quer dizer que a agulha está na veia; neste caso, empurra-se ou médico;
puxa-se a agulha. • choque: é uma reação rápida do organismo a uma agressão externa;
• sabe-se que a agulha está: • choque pirogênico: é uma reação causada por injeção de solução
- dentro da veia, quando não apresenta sinais de desconforto; contaminada;
- fora da veia, quando apresenta dor, ardência e edema no local. • choque anafilático: é uma reação causada por injeção de substâncias
alérgicas ao indivíduo;
• choque periférico: é uma reação causada por fatores emocionais.
AGULHA AGULHA NA AGULHA FORA
NO VASO PAREDE DO VASO DO VASO
Alergia medicamentosa
Deve-se pesar, constantemente, os perigos dos agentes terapêuticos.
As reações de hipersensibilidade devem ser distinguidas dos efeitos
PAREDE DO VASO
indesejáveis dos medicamentos. Qualquer droga pode produzir uma
LUZ DO VASO reação de hipersensibilidade, mas alguns medicamentos têm maior
tendência que outros. Tal reação não depende de uma exposição prévia
ao medicamento, não tem relação com a dose e não se parece com as
A injeção intravenosa é um procedimento indolor,
sente-se somente a picada da agulha.
manifestações farmacológicas da droga. A reação anafilática é uma
reação sistêmica e aguda de hipersensibilidade que ocorre dentro de
segundos a minutos após exposição a substâncias estranhas,
Complicações possíveis
medicamentos ou venenos de insetos. A administração repetida de
• a ansiedade e o medo podem causar mal-estar, por isso, é muito
agentes terapêuticos parenterais ou orais pode desencadear uma
importante o preparo psicológico do usuário, explicando o que vai ser
reação anafilática, que é o resultado de uma interação antígeno-
feito e com que finalidade (objetivo); deve-se pedir que avise, se sentir
anticorpo, num indivíduo sensibilizado previamente. A idiossincrasia, ou
qualquer tipo de reação; seja, a reação da própria pessoa, é qualitativa e a hipersensibilidade é
• se a solução for injetada ou o sangue for retirado com muita rapidez, o quantitativa. A idiossincrasia não é reação alérgica.
usuário pode apresentar palidez, suor e calor; se isso ocorrer, pare
imediatamente de injetar a solução ou retirar o sangue, sem, contudo, Manifestações clínicas
retirar a agulha da veia; faça o usuário baixar a cabeça sobre os joelhos, • sinais respiratórios:
se estiver sentado ou, se estiver deitado, retire o seu travesseiro; - angústia respiratória, que evolui rapidamente e é causada por
• se os sintomas desaparecerem, teste se a agulha continua na veia, broncoespasmo ou edema de laringe;
aspirando um pouco de sangue; se o resultado for positivo, continue - espirros e tosse;
injetando a solução ou retirando o sangue, lentamente; na dúvida, - sensação de aperto no tórax;
retire a agulha e puncione outra veia; - outras dificuldades, tais como respiração ofegante, dispnéia e cianose.

79
• sinais cutâneos: • não administrar drogas nos usuários com febre, asma e outros
- rubor com sensação de calor e eritema difuso; distúrbios alérgicos, a menos que o médico esteja presente;
- prurido generalizado (indica o surgimento de uma reação sistêmica) • manter o cliente no Centro de Saúde por, pelo menos, 30 minutos
principalmente palmar e plantar; após a injeção de qualquer agente;
- sudorese. • indivíduos alérgicos devem trazer, na sua carteira de identidade, a
advertência “alérgico a ....................”
• sinais cardiovasculares:
- taquicardia ou bradicardia e colapso vascular periférico, indicado por Exemplos de substâncias que podem causar o choque anafilático
palidez, pulso imperceptível, queda na pressão arterial, insuficiência • antibióticos, especialmente penicilina;
circulatória, que pode resultar em coma e morte. • anestésicos locais, analgésicos, meios de contraste, hormônios, soros
heterólogos, como anti-tetânico, antidiftérico, antiaracnídeo,
• desconforto gastrointestinal: antiescorpiônico, venenos de abelhas, de vespas, de cobras;
- náuseas, vômitos; • não por reação tóxica, mas por reação imunológica, extratos
alergênicos, como pó domiciliar, dermatophagoides e alimentos;
- dores abdominais em cólica ou diarréia;
• o acidente é mais comum em pessoas entre 20 e 40 anos;
- relaxamento dos esfíncteres.
• os indivíduos mais susceptíveis são os portadores de manifestações
alérgicas ou que apresentam história de alergia em seus antecedentes.
Assistência de emergência
• deitar o paciente;
Para não esquecer
• estabelecer uma via aérea permeável;
• Em casos de dúvidas ou de nunca ter usado penicilina, administrá-la
• virar a face para um dos lados;
no Centro de Saúde em presença de médico e com medicação para
• administrar adrenalina aquosa quando prescrita:
emergência (anti-choque).
- subcutânea (SC), para sintomas ligeiros e generalizados;
- intra-muscular (IM), quando a reação é mais intensa e progressiva; Acidentes de via parenteral
- endovenosa (EV), diluída em solução salina, lentamente, em casos Os acidentes mais comuns que podem ocorrer, quando usada a via
raros, quando existe perda completa da consciência e profundo parenteral, são: infecções gerais ou locais, por contaminação do
colapso cardiovascular; material e/ou do medicamento; nódulos e abcessos, que resultam da
• infiltrar o local da injeção com adrenalina. aplicação do medicamento em local incorreto e/ou do uso da técnica
errada; reação alérgica ao medicamento injetado, podendo provocar
Medidas preventivas reações locais ou sistêmicas, como o choque anafilático; embolias, que
• estar ciente do perigo das reações anafiláticas e conhecer os sinais resultam da introdução acidental, direta ou indireta, de ar, coágulos,
precoces de anafilaxia; cristais de droga em suspensão etc, na circulação sanguínea. Podem,
• perguntar acerca de reações alérgicas prévias do usuário a também, estar relacionadas à má execução da técnica, como não
medicamentos e, se positivas, não dar medicação ou injeção; aspirar antes de injetar a droga.

80
Acidentes específicos, segundo Horta e Teixeira - flebite - pode ocorrer quando o líquido é irritante para o endotélio ou
A injeção endovenosa apresenta um pouco mais de dificuldade para o em casos de inflamação ou infecção local;
aprendizado do iniciante, sobretudo se as veias são delgadas ou pouco - esclerose - irritação crônica do endotélio, por injeções contínuas na
visíveis. Desta maneira, pequenos acidentes poderão ocorrer, enquanto mesma veia, levando a diminuição de sua luz e endurecimento das
o clínico não estiver dominando bem a técnica de aplicação e a paredes;
anatomia topográfica da região. - tromboflebite - provocada por introdução de coágulos ou substância
irritante ao endotélio.
• acidentes locais:
- injeção paravascular - quando a posição do bizel da agulha é • acidentes gerais:
inadequada, o líquido é injetado fora do vaso, ocasionando dor e, - superdosagem - provocada pela rápida aplicação da injeção,
dependendo do medicamento, até mesmo área de necrose; podendo levar à morte; um exemplo deste caso é o da aplicação da
- hematoma - a lesão da parede vascular, devido à falta de técnica, papaverina que, introduzida nestas circunstâncias, compromete a
ocasiona um extravasamento de sangue, produzindo hematoma; condutibilidade cardíaca.
neste momento, deve-se interromper a estase venosa e recomeçar o - choques - pirogênico, resultante da aplicação de drogas contendo
processo de aplicação no outro braço, caso contrário, o hematoma substâncias pirogênicas; anafilático, resultante da reação antígeno-
tenderá a aumentar rapidamente; anticorpo, que ocorre em indivíduos alérgicos à droga; lipotímia,
devido a fatores emocionais relacionados ao medo de injeções ou à
hemofilia.

COM GARROTE Para não esquecer


AGULHA EM BOA • Só aplique injeções com prescrição médica.
POSIÇÃO
• Nunca use a mesma seringa e/ou agulha em mais de um usuário.
• Usar sempre material descartável.
HEMATOMA • Ao manipular seringa e agulha esterilizadas, tenha cuidado para não
tocar na agulha e no êmbolo da seringa com os dedos ou encostá-la
SEM GARROTE
AGULHA EM BOA em algum objeto.
POSIÇÃO
• Em caso de qualquer reação anormal, encaminhe o usuário ao
médico ou ao hospital mais próximo.
TRANSFIXAÇÃO • Quando a medicação for acondicionada em frascos, fazer a
antissepsia da tampa de borracha com algodão embebido em álcool a
A injeção intravenosa é um procedimento indolor,
70°. Após a aspiração do conteúdo, trocar a agulha para a aplicação.
sente-se somente a picada da agulha. • Procurar fazer injeção intramuscular com o usuário sentado ou deitado.

81
10
Normas e rotinas de imunização

83
Existe uma série de doenças que podem ser evitadas através de vacinas. • 15 dias entre a vacina anti-sarampo ou a tríplice viral e a vacina
As vacinas são substâncias capazes de tornar um indivíduo resistente a contra febre amarela.
determinadas doenças. Elas são constituídas de vírus vivos atenuados 5. As crianças desnutridas devem ser consideradas como prioridade
ou mortos ou produtos bacterianos modificados. Quando inoculados nos programas de vacinação. De um modo geral, a desnutrição grave
num indivíduo, fazem com que este produza anticorpos. Os anticorpos é considerada imunodepressiva, respondendo com baixa produção
produzidos pelo indivíduo, a partir do contato com a vacina, neutralizam de anticorpos, quando recebe certos antígenos. No entanto, além de
as toxinas e bloqueiam a capacidade infectante dos microorganismos, infectar-se facilmente, o desnutrido costuma apresentar processos
agentes causadores das doenças. Os microorganismos, ao penetrarem infecciosos mais graves e de controle mais difícil.
no indivíduo, liberam uma substância chamada antígeno. O antígeno 6. Se a criança interromper o Esquema de Vacinação, não será preciso
pode provocar a doença, se o indivíduo está debilitado, ou estimular o reiniciá-lo, devendo-se apenas completar as doses que faltam,
organismo a produzir anticorpos. Os anticorpos têm a função de impedir aprazando, na Caderneta de Saúde, os próximos retornos. Devemos
a ação dos antígenos, evitando assim a doença. sempre levar em consideração o estado vacinal, não importando o
Vacina é uma droga composta de um antígeno de uma determinada tempo decorrido desde sua aplicação.
doença ou do próprio microorganismo atenuado, ou seja, enfraquecido 7. Toda a mãe que leva o filho para vacinar deve receber explicações
que, introduzido no organismo do indivíduo, estimula a formação de sobre:
anticorpos. • as doenças que a vacina protege;
• quais as reações que a vacina pode causar e o que fazer;
• quando deve trazer o filho para nova dose.
PRINCÍPIOS GERAIS PARA APLICAÇÃO DE VACINAS 8. Obter informações sobre o estado de saúde da criança e proceder da
seguinte forma:
1. Tornar acessível a todas as crianças com idade até 5 anos • adiar a vacinação, em caso de doença febril aguda, com
completos, priorizando crianças menores de 1 ano, a vacinação com temperatura acima de 38,5°C;
as vacinas Tríplice, Sabin, BCG, Hepatite B, Tríplice Viral, • crianças em tratamento com imunossupressores (corticoterapia,
Heamophilus Influenza tipo B, Varicela e Tetravalente. quimioterapia antineoplásica, radioterapia etc): nestes casos é
2. Vacinar todas as gestantes com a vacina Dupla Adulto ou Anatóxi recomendado o adiamento da vacinação para 90 dias após a
Tetânico, para evitar o tétano neo-natal, mesmo que a gestante tenha suspensão do tratamento, mesmo que a vacina seja de
acesso ao parto hospitalar. componentes com organismos mortos ou inativados, devido a
3. A aplicação, no mesmo dia, de várias vacinas não oferece risco à inadequação da resposta.
criança ou ao adulto. 9. Na aplicação de vacinas injetáveis, não é necessária a antissepsia da
4. Estabelecer intervalo de: pele com álcool. Quando a pele estiver muito suja, limpá-la com água
• 30 dias, entre a vacina anti-sarampo e a vacina tríplice viral; e sabão. Após a aplicação, usar algodão seco, sem massagear.
• 30 dias, entre a vacina anti-sarampo ou tríplice viral e a vacina 10. Mesmo que já tenha tido doenças como sarampo, coqueluche,
contra varicela; difteria, tétano ou poliomielite, a criança deverá completar o

85
esquema com todas as vacinas, pelas seguintes razões: sob a forma paralítica, que pode levar à morte. O vírus se instala e se
• sarampo e coqueluche, apesar de determinarem imunidade multiplica no tubo digestivo e logo pode apresentar viremia, com
permanente, podem ser confundidas com outras doenças; desta invasão do SNC e ataque seletivo às células motoras. A doença existe
forma, sem comprovação laboratorial, não é justificável dispensar em todo o mundo, se transmite de pessoa a pessoa, através das
a aplicação da vacina; secreções nasofaríngeas (cerca de 1 semana após a infecção), pela
• a poliomielite produz imunidade permanente apenas para o tipo água e pelos alimentos contaminados com fezes de doentes ou
específico de vírus que a causou; assim, a criança poderia ter portadores (até 6 semanas após a infecção). Pode ocorrer, também, por
novamente a doença, ocasionada por um dos outros dois tipos de contato com objetos contaminados com secreções. Em locais onde as
vírus. condições de higiene e saneamento básico são precárias, a maioria das
11. O registro das vacinas aplicadas é fundamental para a avaliação da crianças se infectam em idade precoce. Seus sintomas mais freqüentes
cobertura vacinal nos municípios. Para o conhecimento desses são:
dados, utilizam-se os boletins de imunização. • dor de cabeça
12. A vacinação anti-rábica deve estar de acordo com o esquema • febre
preventivo da raiva humana e ser aplicada somente com a avaliação • diarréia
do profissional responsável pelo setor. • rigidez da nuca
13. A vacina dupla tipo adulto é indicada, a partir dos 7 anos de idade, • paralisia dos membros inferiores
para pessoas que não receberam nenhuma dose da vacina tríplice
ou da vacina dupla tipo infantil ou da tríplice acelular, ou não O período de incubação varia de 2 a 30 dias, sendo, em média, de 7 a
completaram o esquema básico com uma dessas vacinas, ou cujo 12 dias.
estado vacinal não seja conhecido, ou ainda como reforço da O período de transmissão se dá entre 7 a 10 dias antes do início dos
vacinação efetuada com a tríplice ou com a dupla tipo adulto. sintomas, até 6 semanas após - em geral, 1 semana antes e 1 semana
14. São contra-indicações gerais à vacinação: após.
• reação anafilática pós-vacinação; A vacina utilizada contra os três tipos de vírus é a trivalente, mas a
• história de hipersensibilidade ao componente da vacina; infecção natural pelo vírus selvagem só confere imunidade contra
• presença de neoplasia maligna; aquele que causou a doença.
• tratamento com corticóides, em dose imunosupressora;
• tratamento com outras terapêuticas imunossupressoras. Vacina Anti-Poliomielite Oral
• tipo de vacina: vírus vivo atenuado dos três sorotipos (vacina
trivalente);
POLIOMIELITE • proteção contra: Poliomielite (paralisia infantil);
• número de doses: 3 doses mais uma dose de reforço;
A Poliomielite ou Paralisia Infantil é uma doença infecciosa, causada por • intervalo entre as doses:
um vírus que pode ocorrer sob a forma inaparente (a mais comum) ou - mínimo de 45 dias,

86
- recomendado: 60 dias (2 meses), DIFTERIA, TÉTANO, COQUELUCHE E DOENÇAS
- em casos excepcionais, pode ser utilizado intervalo de 30 dias; CAUSADAS POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE TIPO B
• idade para o início da vacinação:
- mínima: 2 meses (em campanhas, a partir do nascimento), Difteria
- máxima: 4 anos, 11 meses e 29 dias; Doença infecciosa aguda, causada pela toxina de uma bactéria que se
• conservação: em nível local, entre + 2°C e + 8°C, ao abrigo da luz localiza nas amígdalas, faringe, laringe ou na pele. Quando se instala
solar direta; nas vias respiratórias superiores, caracteriza-se pelo aparecimento de
• validade após abertura do frasco: 5 dias (anotar no frasco data e hora uma ou várias placas acinzentadas, circundadas por uma zona
da abertura); inflamatória de cor vermelho-mate, que podem obstruir a passagem do
• via de administração: oral; ar, provocando asfixia e morte. É causada pelo bacilo gram positivo
• dose: duas (2) gotas; Corynebacterium diphteriae. Doença conhecida popularmente por
• eficácia esperada: após a 3ª dose, a eficácia esperada é de 90 a 95% “crupe”, o reservatório é o homem, que com freqüência é portador
para os 3 sorotipos; assintomático.
• duração da imunidade: prolongada; A doença se transmite através do contato direto com o exudato e
• efeitos adversos mais comuns: não há. secreções nasofaríngeas ou através das lesões cutâneas do doente ou
portador. Pode ocorrer também através de objetos contaminados por
Indicações suas secreções.
• toda criança acima de 2 meses de idade; De dois a cinco dias após seu período de incubação, podem aparecer
• em campanhas, a partir do nascimento. sintomas como:
• abatimento com prostração
Contra-indicações • anorexia
• febre acima de 38° C; • palidez
• diarréias severas e/ou vômitos intensos (estas contra-indicações são • taquicardia
apenas para a vacinação de rotina); • febre pouco intensa
• contra-indicações de caráter geral. • pontos brancos nas amígdalas, que posteriormente se transformam
em uma membrana acinzentada
Cuidados especiais na administração • tosse seca
• não tocar a boca da criança com o conta gotas; caso isso ocorra, • dificuldade para falar.
desprezar o frasco; Transmite-se enquanto houver bacilos nas secreções e lesões, em geral
• se houver regurgitação ou vômito da vacina, aplicar nova dose, em de 2 a 4 semanas. Com a quimioterapia adequada, a transmissibilidade
seguida; cessa 24 a 48 horas após iniciado o tratamento do doente ou portador.
• não há necessidade de intervalo entre a aplicação da vacina e as A doença pode ou não conferir imunidade permanente e, por isso, deve-
mamadas. se administrar a vacina após a cura.

87
Tétano os mais insignificantes, sejam tratados adequadamente e, já que a
Doença infecciosa causada pela toxina do bacilo tetânico (Clostridium doença não confere imunidade, manter a vacinação sempre em dia.
tetani), que se desenvolve anaerobicamente ou seja, na ausência de
oxigênio, no interior de um ferimento. É caracterizada pela hipertonia da Coqueluche
musculatura estriada, generalizada ou não. Atinge, de preferência, os Também conhecida em nosso meio como “tosse comprida”, é uma
seguintes músculos estriados: masseteres (trismo), musculatura doença infecciosa aguda, transmissível, causada pela bactéria
paravertebral (opistótono), músculo da nuca (rigidez da nuca), músculo Bordetella pertussis, que afeta a traquéia e os pulmões, fazendo que
da parede anterior do abdômen (rigidez abdominal), musculatura dos ocorram acessos paroxísticos de tosse.
membros (a dos inferiores predominando sobre os superiores). Essa É caracterizada por 3 fases: a catarral, a paroxística e a convalescença.
contratura permanente, que se denomina de espasmo ou convulsão Após a incubação, que pode variar de 1 a 2 semanas (geralmente em
tônica, é o mais temível sintoma da doença, pois é o responsável pela torno de 7 dias), começam os sintomas da fase catarral ou período
maioria dos óbitos em tetânicos e se intensifica paroxisticamente, em inicial, com manifestações catarrais leves, coriza, tosse irritante e
conseqüência de estímulos luminosos, manuseio do paciente, persistente, geralmente noturna, lacrimejamento e febre baixa,
secreções, tosses, micção etc. confundindo-se com o resfriado comum. Esses sintomas duram, em
O reservatório do bacilo é o solo e o trato intestinal dos animais, média, de 10 a 14 dias, seguindo para a fase paroxística. As crianças
especialmente do cavalo, onde o agente existe normalmente. parecem pressentir as crises e, comumente, procuram o amparo dos
Transmite-se através da introdução dos esporos em uma ferida, que se familiares. Após inspiração profunda, sucedem numerosos golpes de
contamina com terra ou fezes de animais. A presença de tecidos tosse, sem inspiração de permeio. Após, a criança entra em apnéia de
necrosados ou corpos estranhos favorece o desenvolvimento dos duração variável, para depois sobrevir uma inspiração forçada, ruidosa
agentes anaeróbicos, mesmo quando insignificantes. O tétano neonatal e estridulante, conhecida como guincho da coqueluche, a qual segue a
ocorre pela contaminação do coto umbilical com esporos do bacilo, até eliminação de muco claro, espesso e viscoso. Os vômitos, nesta
o 28º dia de vida do recém-nascido. ocasião, são muito comuns. A "perda de fôlego" (fase de apnéia)
O período de incubação é de 3 dias a 4 semanas, variando de acordo constitui um momento dramático, que angustia os familiares. Pode se
com a natureza, a extensão e a localização da ferida. Quanto menor o repetir várias vezes ao dia, deixando a criança exausta e em situação
tempo de incubação, mais grave é o prognóstico. aflitiva. Pode ser acompanhada de sudorese, congestão das
Os sintomas, nos recém-nascidos, são: conjuntivas, cianose, incontinência dos esfíncteres, turgescência dos
• a criança deixa de mamar 3 a 10 dias após o parto e apresenta um vasos do pescoço, convulsões e perda da consciência. Esse período
“riso sardônico”, ocasionado pela saturação dos músculos da face. tem intensidade e duração variáveis, de 4 a 6 semanas, em média.
• as pernas ficam estiradas, os braços dobrados junto ao peito, os Durante as 2 primeiras semanas, as crises se intensificam em número e
dedos fechados e é difícil abrir as mãos (posição de boxeador). grandeza, para depois diminuirem progressivamente, entrando na
• aparecem os espasmos ou convulsões, em conseqüência de convalescença, que pode durar de 1 a 3 semanas.
estímulos (luz, barulho, movimentação etc). O reservatório da doença é o homem e esta pode transmitir-se de
Na prevenção do tétano, é importante que todos os ferimentos, mesmo pessoa a pessoa, através de secreções nasofaríngeas, especialmente

88
na fase catarral. A transmissão também pode ocorrer pelo contato com Apresentação
objetos contaminados por secreção nasofaríngea. Apresentada em blíster com 10 frascos-ampola, contendo o
A imunidade é conferida pela doença e pela vacina. componente Hib liofilizado + blíster com 10 frascos-ampola do
composto DTP, sob a forma líquida, contendo 2,5 ml na apresentação
Doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo B de 5 doses. Está sujeita à mudança de apresentação, dependendo do
É uma doença invasiva, causada pelo bacilo gran-negativo Haemophilus laboratório produtor.
influenzae, sorotipo B, que pode causar infecções como bronquite,
sinusite, rinite, septicemia e outras. Reconstituição
O reservatório é o homem doente e a transmissão se dá de pessoa a Juntar, lentamente, com auxílio de uma seringa e agulha estéries, o
pessoa por meio de gotículas de secreções da nasofaringe. conteúdo do frasco-ampola (2,5 ml) do componente DTP ao frasco do
O período de incubação é, provavelmente, de dois a quatro dias e a liófilo do componente Hib. Após reconstituição, a vacina tem validade de
transmissão perdura enquanto o agente infecciosos estiver presente no 5 dias.
indivíduo infectado.
A suscetibilidade é universal, principalmente, nos quatro primeiros anos Idade para início da vacinação
de vida. Cerca de 75% dos casos ocorrem entre três e vinte quatro A partir de 02 meses:
meses de idade. • 02 meses - 1ª dose
A proteção conferida pelos anticorpos maternos dura até os três meses • 04 meses - 2ª dose
de vida. A doença confere imunidade duradoura, quando acomete o • 06 meses - 3ª dose
indivíduo após os vinte e quatro meses de idade.
A vacina contra a infecção por Haemophilus tipo B torna o indivíduo Dose
imune após três doses, nos menores de um ano ou após dose única, a 0,5 ml da vacina reconstituída, ou conforme laboratório produtor.
partir dos 12 meses de idade.
Via de administração
Tetravalente - Vacina combinada DPT e HIB Intramuscular, no vasto lateral da coxa ou Hoschtetter.

Composição Contra-indicações
A Tetravalente consiste na combinação de duas vacinas, isto é, é uma • as contra-indicações gerais para todas as vacinas;
vacina conjugada contra Haemophilus influenzae tipo B (Hib) - 10 ug de • pessoas com conhecida hipersensibilidade após administração prévia
polissacarídeo capsular purificado de Haemophilus influenzae tipo B, da vacina combinada contra DPT;
sob a forma de pó liofilizado e vacina tríplice (DTP) - toxóide diftérico • crianças com quadro neurológico em atividade e naquelas que tenham
tetânico com Bordetella pertussis, sob forma de suspensão injetável. apresentado, após dose anterior, qualquer das seguintes
manisfestações:
- convulsões, até 72 horas após administração,

89
- colapso circulatório com choque de episódio hipotônico- Número de doses
hiporresponsivo, até 48 horas após administração da vacina, 3 doses + 2 doses de reforço, sendo a primeira 6 meses após a 3ª dose
- encefalopatia, nos primeiros sete dias da administração da vacina. e a segunda aos 5 anos.

Eventos adversos Intervalo entre as doses


• sintomas locais nas primeiras 48 horas, com dor, eritema, edema, • mínimo: 30 dias;
calor, e/ou enduração; • recomendado: 60 dias (2 meses).
• sintomas gerais nas primeiras 48 horas: febre, perda de apetite,
agitação, vômito, choro persistente, mal-estar geral e irritabilidade. Idade para início da vacinação
• mínima: 2 meses;
Observações • máxima: 6 anos, 11 meses e 29 dias.
• pode ocorrer, com menor freqüência, sonolência, choro prolongado e
incontrolável, convulsões e EHH (episódio hipotônico-hiporresponsivo); Apresentação
• a administração combinada das duas vacinas, Hib e DPT, não Sob a forma líquida, em ampolas de dose única, contendo 1,0 ml ou 0,5
aumenta a incidência de eventos adversos sistêmicos. ml ou em frasco-ampola de 10 ou 20 doses.

Vacina Tríplice (DTP) Conservação em nível local


Vacina contra Difteria, Tétano e Coqueluche. Entre + 2° C e + 8° C, ao abrigo da luz solar direta, evitando o
congelamento, pois inativa a vacina.
Composição
Toxóide diftérico, toxóide tetânico e suspensão de bactérias pertussis Validade após a abertura do frasco
mortas. Até terminar o frasco.

Proteção Via de administração


Contra difteria, tétano e coqueluche. Intramuscular profunda.

Eficácia esperada Local de aplicação


• contra difteria: 95 a 98%; Vasto lateral da coxa e Hoschtetter.
• contra coqueluche: 70 a 95%;
• contra tétano: aproximadamente 100%. Cuidados especiais na administração
• agitar levemente o frasco.
Dose
0,5 ml. Observar instrução do fabricante.

90
Duração da imunidade Composição
• difteria e coqueluche: alguns anos; Toxóide diftérico e toxóide tetânico, sendo o primeiro em menor
• tétano: aproximadamente 10 anos. quantidade.

Indicações Proteção
Toda criança acima de 2 meses de idade. Contra difteria e tétano.

Contra-indicações Dose
É contra-indicada em crianças com doença neurológica em atividade e 0,5 ml. Observar instruções do fabricante.
nas que tenham apresentado, após a aplicação da dose anterior:
• convulsão nas primeiras 72 horas; Número de doses
• encefalopatia nos primeiros 7 dias; 3 (três) doses.
• colapso circulatório, com estado tipo choque ou com EHH (episódio
hipotônico-hiporesponsivo), até 48 horas após a administração da Intervalo entre as doses
vacina; O intervalo mínimo entre a 1ª e a 2ª dose é de 30 dias, embora o
• reação anafilática. recomendado seja 60 dias; e 180 dias entre a 2ª e a 3ª dose.
Nestes casos, está indicado o uso da vacina dupla tipo infantil.
Idade para o início da vacinação
Efeitos adversos mais comuns A partir de 7 anos (idade mínima).
• dor, vermelhidão e enduração local;
• febre; Conservação em nível local
• mal-estar geral e irritabilidade, nas primeiras 24 a 48 horas. Entre + 2° C e + 8° C, ao abrigo da luz solar direta, evitando o
congelamento.
Observação
• primeiro reforço com 15 meses de idade, respeitando intervalo mínimo Validade após abertura do frasco
de 6 meses entre a terceira dose e o primeiro reforço; Até terminar o frasco.
• segundo reforço somente para crianças que fizeram o primeiro reforço
da tríplice até três anos de idade. Via de administração
Intramuscular profunda.
Vacina contra a difteria e o tétano
Vacina Dupla tipo Adulto (DT) Local de aplicação
Deltóide, vasto lateral da coxa e Hoschtetter.

91
Cuidados especiais na administração Gestante não vacinada
• agitar levemente o frasco; Esquema básico de 03 doses:
• aspirar o volume a ser administrado, verificando a dosagem correta. • 1ª dose - 4 meses de gestação;
• 2ª dose - 6 meses de gestação;
Eficácia esperada • 3ª dose - 6 meses após a segunda dose;
• contra difteria: 95 a 98%; • reforços de 10 em 10 anos.
• contra tétano: aproximadamente 100%.
Observação
Duração da imunidade A 2ª dose deve ser administrada, no máximo, 20 dias antes da data
• difteria: alguns anos; provável do parto.
• tétano: aproximadamente 10 anos.
Gestante vacinada
Indicações Observar o estado vacinal e administrar as doses necessárias para
• crianças acima de 7 anos de idade; completar o esquema básico de três doses. Reforços de 10 em 10 anos.
• qualquer pessoa que não tenha recebido nenhuma dose de vacina Antecipar a dose de reforço, se ocorrer nova gravidez cinco anos ou
tríplice ou de vacina dupla tipo infantil ou tríplice acelular, ou que não mais, depois da aplicação da última dose.
completaram o esquema básico, ou cujo estado vacinal não seja
conhecido, ou ainda como reforço da vacinação com DPT (tríplice) ou
com a dupla tipo infantil (dT) ou com a tríplice acelular. SARAMPO, RUBÉOLA E CAXUMBA

Efeitos adversos mais comuns Sarampo


Febre, dor, rubor e calor no local da aplicação. Doença transmissível, altamente contagiosa, exantemática, viral aguda,
caracterizada por febre alta, exantema máculo-papular generalizado,
Apresentação tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik. É causada por um vírus,
Sob forma líquida: que pertence à família dos Paramexovírus.
• em ampola de dose única; O único reservatório da doença é o homem, que transmite a doença
• em frasco-ampola de 10 ou 20 doses. diretamente a outra pessoa, através das secreções nasofaríngeas
expelidas pelo doente ao tossir, espirrar, falar ou respirar, por isso a
Vacinação da gestante elevada contagiosidade da doença. Pode ocorrer a transmissão indireta,
É realizada para a prevenção do tétano no recém-nato e para a por objetos contaminados pelas secreções nasofaríngeas. Pode ocorrer,
proteção da gestante, com a vacina dupla tipo adulto ou, na falta desta, também, contágio por dispersão de gotículas com partículas virais no
com o toxóide tetânico. ar, em ambientes fechados como escolas, creches e clínicas, mesmo
depois da saída da pessoa doente do local.

92
O período de incubação é, em média, de 10 dias, podendo variar de 7 a Imunidade
18 dias após a data da exposição até o aparecimento da febre, e cerca A doença e a vacina conferem imunidade duradoura.
de 14 dias até o início do exantema.
O período de transmissão da doença é de 4 a 6 dias antes do Rubéola
aparecimento do exantema, até 4 dias após. O período de maior É uma doença exantemática, benigna, de baixa morbidade e poucas
transmissibilidade ocorre 2 dias antes e 2 dias após o início do complicações. No entanto, quando adquirida na gestação, é uma
exantema. O vírus vacinal não é transmissível. importante causa de morte fetal, aborto ou anomalias graves, como
As manifestações clínicas do período prodrômico são: febre elevada, retardo mental, más-formações cardíacas, cegueira e surdez.
acima de 38,5°C, mal-estar geral, tosse, em geral seca e irritante, O agente infeccioso é do gênero Rubivírus, família Togaviridae, sendo o
coriza, conjuntivite, em geral com fotofobia e manchas de Koplik. Pode homem o reservatório. Transmite-se de pessoa a pessoa, por meio do
ocorrer, também, diarréia. Esta fase dura de 2 a 4 dias e é de grande contato direto, através das secreções nasofaríngeas de pessoas
contagiosidade, pelo fato do doente expelir grande quantidade de vírus infectadas.
ao tossir. O período de incubação é 14 em 21 dias, em média 17 dias.
Período eruptivo ou exantemático: 3 a 4 dias após os sintomas O período de transmissibilidade varia de 5 a 7 dias antes do início do
prodrômicos, surge o exantema máculo-papular, lesão característica do exantema e, pelo menos, 5 a 7 dias depois.
sarampo, que é uma erupção cutânea vermelha, que se inicia na face, Os sintomas mais freqüentes são febre baixa, surgimento de gânglios
geralmente na região retroauricular, chegando ao auge 2 a 3 dias retroauriculares e subocciptais, mialgia, com aparecimento de exantema
depois de seu início, se estendendo, então, pelo tronco e membros. pruriginoso na face e espalhando-se rapidamente pelo corpo.
A erupção dura de 4 a 7 dias, podendo ser seguida de descamação A imunidade pode ser adquirida por meio de infecção natural ou pela
furfurácea. A febre dura até o 3º dia do exantema e, caso permaneça vacinação.
depois disso, devemos suspeitar de complicação da doença.
Como o sarampo é uma das doenças que mais diminui a resistência, Caxumba
facilita a ocorrência de superinfecção, principalmente em crianças É uma doença sistêmica, transmissível, de etiologia viral, causada por
menores de 2 anos e, em especial, nas desnutridas. um vírus RNA da família Paramyxviridae, transmitida pela via
respiratória e caracterizada pela inflamação das glândulas salivares,
Complicações mais freqüentes principalmente as parótidas, e por meningite, orquite ou ooforite.
• infecções respiratórias (pneumonia); O reservatório é o homem e transmite-se de pessoa a pessoa, por meio
• otites; de contato direto com secreção nasofaríngeas de pessoas infectadas.
• diarréia, com risco de desidratação; O período de incubação é de 12 a 25 dias, sendo, em média, 18 dias.
• complicações neurológicas. A transmissibilidade ocorre entre 6 e 7 dias antes da parotidite,
As complicações do sarampo podem deixar seqüelas, como diminuição principalmente 2 dias antes até 9 dias depois do início da doença.
da capacidade mental, cegueira, surdez e retardo do crescimento. Inicia com febre, cefaléia e vômitos. Cerca de 1 a 2 dias após este
período, apresenta aumento das parótidas ou glândulas salivares,

93
geralmente bilaterais, com duração em torno de 5 dias. fazer movimento rotativo com o frasco para uma perfeita
A imunidade é adquirida por meio da doença e da vacina. homogeneização da vacina. Aspirar o volume a ser administrado.

Vacina Tríplice Viral ou Vacina Triviral Eficácia esperada


É uma vacina de vírus vivo atenuado. De 90% a 95%.

Proteção Duração da imunidade


Contra sarampo, rubéola e caxumba. Prolongada.

Dose Indicação
0,5 ml. Observar instruções do fabricante. Toda pessoa a partir de 12 meses de idade.

Número de doses Contra-indicação


Uma (1) dose aos 12 anos de idade. • gravidez;
• administração de imunoglobulina humana, sangue total ou plasma,
Conservação em nível local nos 3 meses anteriores;
De + 2°C a + 8°C, protegida da luz solar direta. • pessoas com reação anafilática após a ingestão de ovo.

Apresentação Efeitos adversos mais comuns


Sob a forma liofilizada acompanhada de diluente. Hipertermia e/ou discreto exantema e/ou parotidite, entre o 5º e o 21º
dia.
Validade
8 horas após a diluição da vacina.
TUBERCULOSE
Via de administração
Subcutânea. Doença infecto-contagiosa produzida por um bacilo chamado bacilo de
Koch ou Mycobacterium tuberculosis. Quando o bacilo é inalado, a
Local de aplicação lesão inicial instala-se nos pulmões em 95% dos casos, constituindo o
Região do deltóide, na face externa da parte superior do braço. foco primário. Daí, os bacilos atingem os vasos linfáticos e invadem os
gânglios regionais, formando-se, assim, o complexo primário.
Cuidados especiais na administração A partir desses gânglios, os bacilos podem disseminar-se por via
O diluente deve estar na mesma temperatura da vacina. Aspirar o linfo-hematogênica, determinando complicações mais graves, que são
diluente, injetar o diluente vagarosamente pelas paredes do frasco, as formas miliar e meníngea e que atingem, principalmente, os menores

94
de um ano, levando freqüentemente ao óbito. Número de doses
O principal reservatório é o indivíduo doente (bacilífero). O indivíduo Única.
infectado é o reservatório secundário e, em algumas regiões, o gado
bovino doente. Idade
Após a infecção pelo bacilo, transcorrem, em média, 4 a 12 semanas • mínima: a partir do nascimento;
até a detecção das lesões primárias. • máxima: 4 anos, 11 meses e 29 dias.
Os casos novos da doença ocorrem em torno de 12 meses após a
infecção inicial. Conservação em nível local
A transmissão é plena enquanto o doente estiver eliminando bacilos Entre + 2°C e + 8°C, protegida da luz solar direta; a luz artificial não
(bacilífero) e se transmite de pessoa a pessoa, através das gotículas de causa dano.
Wells, que são eliminadas pela tosse.
O quadro clínico não apresenta nenhum sinal ou sintoma característico. Validade
Observa-se, normalmente, comprometimento do estado geral, febre Após a diluição, a validade da vacina é de 6 horas.
baixa vespertina com sudorese, inapetência e emagrecimento. Quando
a doença atinge os pulmões, o indivíduo pode apresentar dor toráxica e Via de administração e local de aplicação
tosse produtiva, acompanhada ou não de escarros hemoptóicos. Deve ser aplicada rigorosamente intradérmica, na região deltóide, ao
A tuberculose é uma doença grave, porém curável, desde que nível da inserção inferior deste músculo, no braço direito. As injeções
obedecidos os princípios do tratamento. muito profundas podem originar abcessos subcutâneos, seguidos de
A infecção, a doença e a vacina conferem imunidade relativa e de fistulações.
duração variável.
Cuidados especiais na administração
Vacina BCG (bacilo de Calmette-Guérin) intradérmica • a diluição deve ser feita de modo muito cuidadoso; o diluente deve ser
colocado pela parede do frasco e a agitação, para homogeneizar o
Composição produto, deve ser bastante delicada;
É preparada com bacilos vivos, a partir de cepas atenuadas de • a dose deve ser lida com exatidão, na escala da seringa.
Mycobacterium bovis.
Eficácia esperada
Proteção A OMS refere 8 estudos controlados da vacinação BCG, com eficácia
Contra tuberculose. aproximada de 80%.

Dose Duração da imunidade


0,1 ml. Muitos anos.

95
Indicações Esta doença representa um importante problema de saúde pública em
• toda criança a partir do nascimento até 4 anos de idade; razão de sempre evoluir para a morte.
• comunicantes de casos de hanseníase - nestes casos, a vacinação se No ciclo urbano, a principal fonte de infecção são os animais
fará com 2 doses de BCG, aplicadas com intervalo mínimo de 6 domésticos - cães e gatos, e os animais selvagens - macacos,
meses, considerando a presença de cicatriz vacinal como a primeira morcegos, raposas, sagüis, gato do mato, chacal, coiote, jaritaca,
dose, independente do tempo transcorrido; guaxinim, mangusto. No Brasil, o morcego é o principal responsável
• durante a gravidez, recomenda-se adiar a aplicação da BCG. pela manutenção da cadeia silvestre.
O período de incubação varia de dias até um ano, com média de 45
Contra-indicações dias. Em crianças, existe uma tendência para um período de incubação
• além das contra-indicações de caráter geral, deve-se adiar sua menor. No animal, este período varia de 10 dias a 2 meses. O período
aplicação nas crianças com peso inferior a 2000 gr; de incubação está ligado a:
• imunodeficiência congênita ou adquirida; • localização e gravidade da mordedura, arranhadura ou lambedura de
• presença de afecções dermatológicas extensas, em atividade. animais infectados;
• proximidade de troncos nervosos;
Efeitos adversos mais comuns
• quantidade de partículas virais inoculadas.
Não provoca reações gerais. Alguns dias após a vacinação surgem, no
A transmissão em cães e gatos se dá de 2 a 5 dias antes do
local da aplicação, uma úlcera e uma crosta. Esta lesão regride
aparecimento dos sinais clínicos, persistindo durante toda a evolução da
espontâneamente, em média entre a sexta e a décima semana,
doença, pela eliminação do vírus pela saliva. A morte do animal ocorre,
deixando uma pequena cicatriz. Não é necessário nenhum cuidado
em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.
especial, nem fazer curativo.
A raiva humana, clinicamente, se apresenta da seguinte forma: de 2 a 4
dias, o paciente apresenta mal-estar geral, pequeno aumento de
Apresentação
temperatura, anorexia, cefaléia, náuseas, dor de garganta,
• liofilizada:
- frasco-ampola de 50 doses + 1 ampola de 5 ml de diluente; entorpecimento, irritabilidade e inquietude, sensação de angústia,
- frasco-ampola de 20 doses + 1 ampola de 2 ml de diluente; podendo ocorrer hiperestesia e parestesia nos trajetos de nervos
- frasco-ampola de 10 doses + 1 ampola de 1 ml de diluente. periféricos próximos ao local da mordedura e alteração de
comportamento. A infecção progride, surgindo manifestação de
ansiedade, hiperexcitabilidade crescente, febre, delírios, espasmos
RAIVA musculares involuntários e/ou convulsões.Ocorrem espasmos dos
músculos da laringe, faringe e língua, quando o paciente vê, ou tenta
É uma antropozoonose, transmitida ao homem pela inoculação do vírus ingerir, líquidos. Apresenta sialorréia intensa. O quadro evolui, ocorrendo
rábico, contido na saliva do animal infectado, principalmente pela paralisia, até quadro comatoso e óbito. O período de evolução deste
mordedura e, mais raramente, pela arranhadura e lambedura de quadro, até o óbito, varia de 5 a 7 dias.
mucosas. Não se conhece a existência de imunidade natural do homem. A

96
imunidade pode ser adquirida pela vacinação preventiva de pessoas Local da aplicação
sujeitas ao alto risco de infecção, como veterinários, encarregados de Vasto lateral da coxa, Hoschtetter e deltóide. Dependendo do
canis, guardas florestais e outros. tratamento, a aplicação deve ser feita em locais alternados.

Vacina anti-rábica humana Duração da imunidade


Não confere imunidade duradoura.
Composição
Suspensão, a 2%, de encéfalo de camundongos lactentes infectados, Indicação
por via intracerebral, com vírus rábico fixo. Este produto é inativado com Tratamento profilático da raiva humana.
radiação ultra-violeta ou beta-propiolactona.
Contra-indicação
Proteção Não há, exceto acidentes neurológicos, que raramente ocorrem, quando
Contra raiva humana. o esquema profilático é prolongado ou repetido.

Dose Efeitos adversos mais comuns


1 ml. Observar instruções do fabricante. Dor e vermelhidão, no local da aplicação.

Número de doses Apresentação


Varia de acordo com o tratamento indicado. Forma líquida, em ampolas de 1 dose ou em frascos multidoses.

Intervalo entre as doses Tratamento profilático anti-rábico humano


De acordo com o tratamento indicado.
Tipos de exposição:
Conservação em nível local • leve: arranhadura por unha, mordedura de pele lesada, mordedura
+2°C e + 8°C, protegida da luz solar direta, não podendo ser congelada. única e superficial em tronco ou membros;
• grave: lambedura em mucosa, mordedura em cabeça, pescoço e
Validade após a abertura do frasco pontas de dedos, mordedura múltipla e/ou profunda em qualquer parte
Frasco com dose única. Aplicar no momento da abertura do frasco. do corpo.

Via de administração Tipos de animais:


Intramuscular profunda. • cão e gato
- leve: observar o animal por 10 dias; se sadio, encerrar o caso; se
desaparecido ou morto - vacinação "A"; se raivoso (clínico ou

97
laboratorial) - sorovacinação "B"; Esquema de tratamento pós-exposição ao animal agressor com a
- grave: observar o animal por 10 dias; se sadio, encerrar o caso; se vacina Verorab (cultivo celular com vírus inativo)
desaparecido, morto ou raivoso - sorovacinação "B". O esquema de vacinação deverá ser concluído em 28 dias:
• bovino, eqüino, caprino, suíno, ovino etc • caso leve: 5 (cinco) doses - 0 - 3 - 7 - 14 - 28;
- leve: vacinação "A"; • caso grave: sorovacinação - 5 (cinco) doses - 0 - 3 - 7 - 14 - 28 mais
- grave: sorovacinação "B". soro anti-rábico, que deverá ser aplicado no dia 0 ou o mais
• animal silvestre (sagüi, macaco e raposa) brevemente possível.
- leve: vacinação "A";
- grave: sorovacinação "B". Observações
• roedores (urbanos e de laboratório) e coelho • quanto ao ferimento:
- não indicar tratamento, em ambos os casos, leve ou grave. - lavar o ferimento com água e sabão e desinfetar com álcool iodado
• morcego: ou mercúrio;
- sorovacinação, tanto em caso leve quanto grave. - não é recomendado suturar a ferida;
- avaliar sempre o risco de tétano e/ou infecção.
• quanto ao tratamento:
Esquema de tratamento pós-exposição ao animal agressor com
- iniciar o tratamento o mais rápido possível;
fuenzalida palácios
- caso haja interrupção no tratamento, não iniciar nova série;
completar as doses prescritas;
Vacinação "A":
- evitar uso de bebidas alcoólicas e esforços físicos durante e logo
Aplicar 1ml da vacina por dia, via intramuscular, durante 7 dias e aplicar
após o tratamento;
2 doses de reforço, uma no 10º e outra no 20º dia após a última
- a ingestão de carne ou leite de animal raivoso não requer tratamento
aplicação da série.
anti-rábico.

Sorovacinação "B": Contra-indicações


Aplicar 1ml de vacina por dia, via intramuscular, durante 10 dias e 3 • não tem contra-indicações durante a gravidez;
doses de reforço, uma no 10º, outra no 20º e mais outra no 30º dia após • interromper o uso de corticóides e imunosupressores;
a última aplicação da série. • não indicar tratamento para contato indireto através de materiais
• soro homólogo: 20 U.I./kg de peso; contaminados com secreções de animais.
• soro heterólogo: 40 U.I./kg de peso.
Observações quanto ao animal agressor
Dose única • a história vacinal do animal agressor não constitui elemento suficiente
Aplicar 50% da dose ao redor e sob o ferimento, o restante aplicar por para a dispensa da indicação de tratamento anti-rábico humano;
via intramuscular. • a observação, durante 10 dias, é recomendada apenas para cães e
gatos;

98
• todos os animais agressores que vierem a óbito, inclusive roedores, Transmite-se através de solução de continuidade em pele e mucosas,
deverão ser encaminhados (cérebro e/ou cabeça inteira) para o relações sexuais e quando desrespeitadas as normas universais de
laboratório de referência, para fazer o diagnóstico laboratorial; biossegurança, como exposição a agulhas e outros instrumentos
contaminados como tatuagem, perfuração de orelha, procedimentos
Esquema de tratamento pós-reexposição ao animal agressor com a odontológicos, cirúrgicos, hemodiálise, transfusão sanguínea e seus
vacina Verorab derivados e uso de drogas endovenosas. Pode ocorrer também a
• com esquema anterior completo transmissão perinatal, ou seja, da mãe portadora do vírus para o
- até 90 dias da última dose da vacina: não tratar; recém-nascido, e contatos domiciliares.
- após 90 dias da última dose da vacina: 2 doses - 0 – 3. O período de incubação varia de 45 a 180 dias e, em média, de 60 a 90
• com esquema anterior incompleto dias.
- até 90 dias da última dose da vacina: completar as doses; A hepatite do tipo “B” é transmitida pelo sangue de uma pessoa
- após 90 dias da última dose da vacina: esquema pós-exposição. infectada, 2 a 3 semanas antes que comecem os primeiros sintomas, e
• nos indivíduos que receberam série completa (7+2 ou 10+3, com ou continua transmitindo pela fase aguda e no estado de portador crônico.
sem soro) Líquidos orgânicos como sêmen, secreção vaginal, saliva e outros,
- até 90 dias após a última dose da vacina: não tratar; podem conter o vírus.
- após 90 dias da última dose da vacina: 3 doses, em dias alternados. A infecção pode apresentar-se de forma assintomática ou com sintomas
• nos indivíduos que receberam, pelo menos, 3 doses em dias que são comuns a outras doenças, como mal-estar, fraqueza, anorexia,
alternados, 5 doses em dias consecutivos ou tratamento pré- náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia ou constipação, evoluindo
exposição completo, proceder da seguinte maneira: para o quadro clínico de urina escura (colúria) e icterícia, que
- até 20 dias após a última dose da vacina: completar para 7+2; caracteriza a hepatite, na fase aguda. Recomenda-se o
- após 20 dias da última dose da vacina: 3 doses em dias alternados. acompanhamento clínico para avaliação e evolução da doença. Não
existe nenhuma restrição alimentar. Recomenda-se repouso relativo. A
Observação: única contra-indicação é a ingestão de bebidas alcoólicas.
Nunca indicar soro anti-rábico em caso de reexposição ao animal
agressor. Profilaxia
• higiene pessoal -uso individual de escova de dente e de aparelho de
barbear;
HEPATITE DO TIPO “B” • limpeza e esterilização de materiais que entram em contato com
sangue humano e seus derivados;
Doença infecciosa causada por um vírus da família Hepadnaviridae, • respeito às normas universais de biossegurança;
constituído de ácido desoxirribonucleico que possui, como principal • uso de preservativo na relação sexual;
característica, o tropismo pelo fígado. Devido à sua alta especificidade, • uso de imunoglobulina específica;
o vírus da hepatite tipo “B” (VHB) infecta somente o homem. • imunização específica contra hepatite tipo “B”.

99
Vacina contra hepatite do tipo “B” Local de aplicação
• crianças menores de 28 dias: reto femural;
Composição • crianças maiores de 28 dias: vasto lateral;
Engenharia genética (recombinação do DNA). • adultos: deltóide.

Proteção Observação:
Contra hepatite tipo "B". Não deve ser aplicada na região glútea.

Dose Cuidados na administração


• menores de 11 anos: 0,5 ml; Agitar levemente o frasco, antes da administração.
• 11 anos e mais: 1 ml.
Eficácia esperada
Número de doses 90%.
3 doses.
Duração da imunidade
Intervalo entre as doses Ainda é pesquisada, mas parece ser duradoura.
• momento 0 - 1ª dose;
• momento 1 - 2ª dose (30 dias após a 1ª dose); Indicação
• momento 6 - 3ª dose (180 dias após a 1ª dose). Imunização ativa contra a infecção pelo vírus da hepatite tipo "B”.

Idade para início da vacinação Contra-indicação


• mínima: ao nascer; Reação anafilática seguindo administração de dose anterior.
• máxima: não há.
Reações vacinais
Conservação em nível local • local: dor;
Entre +2°C e +8°C, ao abrigo da luz solar; não deve ser congelada. • geral: mal-estar, febre, fadiga e cefaléia.

Validade após abertura do frasco Apresentação


Até terminar o frasco. Frasco-ampola de 10 ml ou conforme laboratório produtor.

Via de administração Esquema vacinal para grupo especial


Intramuscular (IM). Grupos especiais, como usuários de máquina de hemodiálise,
hemofílicos e imunodeprimidos, têm esquema diferente do utilizado

100
comumente. Para estes, a dosagem utilizada é dupla, seguindo o • populações indígenas;
esquema abaixo: • transplantados;
• momento 0 - 1ª dose. • usuários de drogas endovenosas;
• momento 1 - 2ª dose, 30 dias após a 1ª dose; • internos, alunos e funcionários de unidades de atendimento psiquiátrico;
• momento 2 - 3ª dose, 60 dias após a 1ª dose; • talassêmicos;
• momento 6 - 4ª dose, 180 dias após a 1ª dose. • vacinação de rotina para menores de 20 anos.

Indicação para vacina da Hepatite B


• hemofílicos; VARICELA
• usuários de hemodiálise;
• profissionais de saúde, como enfermeiros, odontólogos, bioquímicos, A varicela é uma doença altamente contagiosa causada pelo vírus
médicos; Varicela-zoster. Caracteriza-se, inicialmente, por uma erupção vesicular
• auxiliares e técnicos de enfermagem, auxiliares de higiene, auxiliares exantemática e pruriginosa, acompanhada por febre e, em alguns
casos, por outros sintomas sistemáticos.
de odontologia (THD), auxiliares de necropsia e técnicos de
A varicela segue um curso benigno na maioria das crianças, contudo,
laboratório de análises clínicas;
pode ocorrer complicações, especialmente em imunodeprimidos,
• politransfundidos;
neonatos e adultos. A complicação mais comum é a infecção bacteriana
• recém-nascido de mãe portadora de hepatite tipo B;
secundária de partes moles.
• parceiros sexuais de portadores de hepatite tipo B;
O período de incubação é de 14 a 21 dias e o período de transmissão é
• profissionais do sexo;
de 1 a 2 dias antes do aparecimento do exantema até 5 a 6 dias após
• homossexuais;
as lesões regredirem ou evoluírem para crostas.
• pessoas de serviços de lavanderias hospitalares;
• padioleiros;
Vacina contra a varicela
• bombeiros;
• policiais rodoviários; Composição
• policiais civis; Consiste em uma preparação liofilizada do vírus Varicela-zoster, cepa
• estudantes de medicina, odontologia, enfermagem e de farmácia e oka, com vírus vivo atenuado, obtido a partir da propagação do vírus
bioquímica; em cultura de células diplóides humanas.
• pessoal das forças armadas;
• doador sistemático de sangue; Proteção
• portadores de hepatite C; Imunização ativa contra varicela, nos indivíduos vacinados.
• vítimas de abuso sexual;
• exposição ao sangue de pacientes portadores de hepatite B; Dose
• pessoas HIV positivas ou imunocomprometidas; 0,5 ml ou conforme fabricante.

101
Número de doses Observação
Única. Aplicar as vacinas no mesmo dia ou respeitar intervalo de 15 dias antes
e depois da imunização com vacina de microorganismo vivo atenuado
Idade (triplíce viral ou sarampo e febre amarela ).
A partir dos 12 meses de idade.

Conservação Para não esquecer


Entre 2°C e 8°C, protegida da luz solar direto. • Todos os meses, deve ser feito levantamento das cadernetas de
vacinação ou fichas das crianças, para se obter informações sobre o
Validade número de crianças com vacina em atraso.
Aplicar imediatamente, após diluição. • Após o levantamento, proceder as visitas domiciliares para buscar os
faltosos.
Via de administração • O boletim mensal de vacinação, o mapa mensal de consumo e o
mapa de temperatura da geladeira devem ser fechados no dia 20 de
Subcutânea.
cada mês e entregue nos dois dias úteis após.
• Todas as vezes que faltar luz ou que, por qualquer outro motivo
Local de aplicação
houver alteração na temperatura da geladeira, suspender a vacinação
Região do deltóide.
e telefonar imediatamente para o nível central, que avaliará a
situação. Não esquecer de anotar a temperatura da geladeira, na
Contra-indicações
hora em que foi detectado o problema.
• alergia a qualquer componente da vacina;
• Devemos levar sempre em consideração o estado vacinal do
• indivíduos em tratamento com imunossupressores;
indivíduo, ou seja, o número de doses administradas anteriormente.
• uso de corticóides, em doses imunossupressoras;
• crianças imunodeprimidas devem ser avaliadas por especialistas.
CONSERVAÇÃO DAS VACINAS
Eventos adversos
• eritema ao redor da aplicação; O refrigerador ou geladeira é um elemento indispensável ao trabalho do
• febre; Centro de Saúde, porque pode preservar ou prejudicar toda a eficácia
• erupção cutânea, de 7 a 12 dias após a administração da vacina. do programa de vacinação.

Apresentação Posição correta


É apresentada sob a forma liofilizada, em frasco de dose única, • do refrigerador
acompanhada do diluente. - em lugar não exposto aos raios solares e longe de qualquer fonte de
calor, como estufas e autoclaves;

102
- em lugar bem nivelado, perfeitamente horizontal; - evitar colocar vacinas em sacos plásticos; caso haja necessidade, os
- a uns 20 cm da parede situada por trás; caso seja instalado em vão sacos pláticos devem ser perfurados, para permitir uma perfeita
de parede, manter um espaço de 12 cm na parede superior, para circulação de ar frio, não devendo ser utilizados por muito tempo.
que haja boa circulação de ar; • do diluente
• do termômetro - os diluentes das vacinas liofilizadas podem ser conservados na
- o sensor deve estar em um recipiente com água, na segunda temperatura ambiente, quando existe muito estoque de vacina no
prateleira da geladeira. Centro de Saúde, porém devem estar na temperatura da vacina,
quando forem utilizados; para tanto, devem ser colocados na
geladeira por um período mínimo de 6 horas antes do uso.

Pontos importantes a serem observados


• Não coloque alimentos, água potável ou outras bebidas, junto às
vacinas.
• A temperatura deve ser mantida entre +2°C e +8°C, caso contrário, as
vacinas correm o risco de ficar inutilizadas.
• A porta do refrigerador deve permanecer fechada durante todo o
tempo possível, especialmente quando faltar energia elétrica.
• da vacina no refrigerador
• A tomada ou conexão com a fonte de energia elétrica deve ser
- os frascos e as ampolas de vacinas devem ser colocados em
exclusiva para a geladeira; evite sobrecarregá-la com o uso do “T” ou
bandejas perfuradas ou porta-talheres vazados, sobre as prateleiras
“benjamim” que, pelo seu peso, pode acarretar uma desconexão
centrais da geladeira;
acidental, desligando o refrigerador.
- as bandejas permitem a separação de vacinas de tipos diferentes e
• Na falta de luz, procure se informar sobre o tempo que faltará energia
o escoamento da água, mantendo os frascos secos e com os rótulos elétrica e, dependendo deste, retire as vacinas e coloque-as em isopor
íntegros; com gelo, para a conservação da temperatura ou envie-as ao Nível
- não colocar vacinas nas prateleiras inferiores, nem nos espaços da Central da Secretaria Municipal da Saúde, até a normalização da
porta; energia.
- essas bandejas não devem ser tampadas, para que haja melhor
circulação do ar frio; por este motivo, também as prateleiras da O congelador
geladeira não devem ser cobertas com vidro, toalha ou outro Quando o gelo depositado nas paredes do congelador atingir a
material; espessura de 1cm, a geladeira deverá ser descongelada. O excesso de
- para que as caixas de vacinas tenham a mesma temperatura, é gelo no congelador prejudica a temperatura interna, exigindo maior
importante armazená-las de modo que o ar frio possa circular consumo de energia elétrica. Se a geladeira do Centro de Saúde forma,
livremente, ou seja, deixar espaço de aproximadamente dois dedos constantemente, camadas de gelo no congelador, alguma coisa está
entre elas; errada. As causas mais comuns são:

103
• defeito no termostato (disco de controle da temperatura); Conservação do frio
• ausência ou defeito da porta do congelador; Deve-se retirar a gaveta plástica para legumes, que se encontra na
• defeito na vedação (borracha, trinco, fecho magnético) da porta do parte inferior da geladeira. Em seu lugar, distribuir garrafas de plástico
refrigerador; flexível de 1 litro com água, que ajudam a esfriar rapidamente o ar
• queda ou excesso de voltagem da rede elétrica; nestes casos, usar quando se demora a fechar a porta ou quando há falta de energia
estabilizador de voltagem; elétrica por poucas horas.
• a geladeira pode estar sendo aberta várias vezes durante o dia.
Transporte das vacinas
Limpeza do refrigerador • transportar as vacinas em caixas térmicas com tamanho adequado à
• de preferência às segundas e terças-feiras, ou quando o estoque for quantidade de vacinas a serem transportadas;
pequeno; • estabelecer uma proporção entre a quantidade de imunobiológicos e o
• transfira as vacinas para outro refrigerador ou isopor com gelo, gelo reciclável;
assegurando-se que, no intervalo do degelo, a temperatura • organizar a caixa térmica da seguinte maneira:
recomendada para as vacinas seja mantida (+2°C a +8°C); - fazer climatização dos gelos recicláveis que serão utilizados;
• desligue a tomada da parede e abra as portas do refrigerador e - colocar o gelo reciclável no fundo da caixa térmica;
congelador; mantenha assim, até que o gelo aderido se desprenda por - colocar o gelo reciclável nas paredes da caixa térmica;
si só; se houver ventilador no Centro de Saúde, deixá-lo ligado voltado - colocar os imunobiológicos no centro da caixa térmica;
para o congelador, apressando o degelo; - colocar o gelo reciclável para cobrir os imunobiológicos;
• não use faca ou outro objeto pontiagudo para remover mais depressa • controlar a temperatura interna da caixa térmica com termômetro com
o gelo, pois isto poderia danificar os tubos de refrigeração; cabo extensor;
• aproveite o degelo para limpeza geral do refrigerador; depois de • vedar a tampa da caixa térmica com fita adesiva gomada, não
escorrer a água do degelo, limpe o congelador e os demais deixando frestas ou folgas;
recipientes - bandeja e prateleiras - com um pano umedecido em uma • identificar a caixa térmica externamente, indicando o destinatário;
solução de água e sabão neutro; • manter a caixa térmica à sombra e longe do motor do veículo, durante
• nunca jogue água no interior do refrigerador; o percurso;
• para enxugar, use um pano limpo e para a limpeza externa da • verificar, no momento do recebimento, a temperatura do interior da
geladeira, proceda da mesma maneira; caixa térmica e conferir, junto à nota de entrega, as quantidades, lotes
• ao ligar novamente a geladeira, mantenha as portas fechadas durante e validades dos imunobiológicos recebidos.
3 horas;
• verificar, no termômetro, a temperatura interna e depois, zere o Verificação da temperatura
termômetro; quando estiver entre +2°C e +8°C, recoloque as vacinas, • verificar, no mínimo, duas vezes por dia, a temperatura da zona central
dispondo-as corretamente na geladeira. do refrigerador, anotando-a na ficha de controle da temperatura;
• a temperatura diária deve ser mantida entre +2°C e +8°C.

104
Alteração da temperatura da geladeira TERMÔMETRO DE
MÁXIMA E MÍNIMA
Avaliar as causas da alteração e procurar corrigí-las, antes de modificar
6 GELO RECICLÁVEL
a graduação do termostato; podem causar alteração: (GELOX)
- abertura freqüente da geladeira;
CABO COM SENSOR
- falta de garrafas com água na parte inferior da geladeira; DO TERMÔMETRO

- temperatura ambiente;
- excesso de gelo no congelador. VACINAS
RECIPIENTE COM
Em um refrigerador elétrico, procurar o disco de controle da temperatura ÁGUA

ou termostato que, geralmente, possui números e, às vezes, as palavras 8 GARRAFAS


REFRIGERADORAS
“mais frio” e “menos frio” e gire lentamente o disco. Geralmente, um
número mais alto corresponde a uma temperatura mais fria. Espere
uma hora ou mais para verificar a nova temperatura.
Para não esquecer
Em caso de defeito do refrigerador:
• se for administrada uma vacina mal conservada:
• verifique se há fusíveis queimados, no Centro de Saúde;
- a vacina não protegerá essa pessoa contra a doença, deixando-a
• verifique se a tomada está perfeitamente ligada ou se o fio não está
susceptível;
partido;
- o serviço de saúde gasta dinheiro em vão;
• se o defeito não for solucionado, coloque as vacinas em um isopor
- a equipe do Centro de Saúde desperdiça tempo e trabalho;
com gelo e comunique-se imediatamente com o nível central, com as
- essa pessoa perderá a confiança nos serviços de saúde.
seguintes informações disponíveis:
• portanto, é importante manipular as vacinas e os diluentes com muito
- tempo em que a geladeira ficou desligada,
cuidado, garantindo que se conservem na temperatura recomendada,
- temperatura máxima, mínima e atual,
ou seja, entre +2°C e +8°C.
- estoque de vacina existente na geladeira,
• nunca utilizar garrafas de vidro, pela possibilidade de se quebrarem;
- providências tomadas para proteger as vacinas,
• não se deve tomar a água que está nas garrafas da geladeira de vacina;
- data de vencimento de cada lote de vacina,
• não conserve diluentes nem vacinas no congelador.
- temperatura no momento da interrupção do funcionamento;
• descongele a geladeira, de preferência de segunda a terça-feira, pelo
• caso haja dúvida sobre a perda de potência das vacinas por falta de
período da manhã, pois qualquer problema que surgir poderá ser
refrigeração, estas não deverão ser aplicadas.
corrigido no período da tarde e haverá tempo para que a Vigilância
Epidemiológica tome alguma medida, se houver necessidade;
Disposição do material no interior da geladeira
• qualquer alteração na temperatura da geladeira deve ser comunicada
à Vigilância Epidemiológica;
Observação:
• abrir ficha de reação vacinal, caso as reações que ocorrerem sejam
Não colocar garrafas na porta da geladeira, pois o peso pode impedir a
diferentes da esperada em relação à vacina utilizada.
vedação correta do refrigerador.

105
ESQUEMA BÁSICO DE IMUNIZAÇÃO
VACINA Proteção contra Idade para início da vacinação Número de dose Intervalo entre as doses (vacinação básica)
Via de
Mínima Máxima Vacinação básica Reforço Mínimo Recomendado Administração

BCG (*1) Formas graves de Tuberculose ao nascer ---- 1 dose 15 meses 45 dias 60 dias 0,1 ml ID.
Contra Hepatite “B” Hepatite tipo “B” ao nascer menores de 20 anos 3 doses ---- entre a 1a e 2a dose - 30 dias ---- 0,5 ml IM até 10 anos
(*2) entre a 1a e 3a dose - 180 dias 1 ml acima de 10 anos
Antipólio Oral (*3) Poliomielite 2 meses 4 anos 3 doses 6 meses após 3a dose 60 dias 45 dias 02 gotas oral
Tetra Difteria, Coqueluche e Tétano 2 meses 4 anos 3 doses ---- 60 dias 30 dias 0,5 ml IM
Doenças invasivas do
Haemophilus Influenzae Tipo B
Triviral (*4) Sarampo, Rubéola, Caxumba 12 meses ---- 1 dose ---- ---- ---- 0,5 ml SC
Contra Varicela (*5) Varicela 12 meses ---- 1 dose ---- ---- ---- 0,5 ml SC
Contra Febre Amarela Febre Amarela 6 meses ---- 1 dose de 10 em 10 anos ---- ---- 0,5 ml SC
(*6)
Dupla Adulto (DT) Difteria, Tétano 7 anos ---- 3 anos de 10 em 10 anos entre a 1a e 2a dose - 60 dias 30 dias 0,5 ml IM
Toxóide (TT) (*7) entre a 2a e 3a dose - 180 dias
Tríplice (DTP) (*8) Difteria, Coqueluche, Tétano ---- ---- ---- 1o REF ---- ---- 0,5 ml IM
6 meses após 3a dose
2o REF
5 anos

Observações (*4) Em casos de bloqueios de suspeita de rubéola ou sarampo, usar a vacina Triviral a
partir dos 6 meses de idade, de forma seletiva. As crianças menores de 1 ano,
(*1) Contra-indicada para portadores de imunodeficiência congênita ou adquirida (Aids). vacinadas nos bloqueios, devem ser revacinadas aos 12 meses, observando-se o
Se o BCG não tiver “sinal de pega”, revacinar 6 meses após a 1ª dose. intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
(*2) A gravidez não é contra-indicação para a vacinação contra Hepatite B, uma vez que o (*5) Esta vacina está disponível em Florianópolis para crianças na faixa etária de 12
antígeno vacinal não tem poder infectante. Entretanto, a vacinação só é indicada meses a 1ano 11meses e 29 dias.
quando houver risco de infecção. Em hemodialisados, a dosagem é dupla: até 10 (*6) No estado de SC, só é indicada para pessoas que irão viajar para áreas endêmicas
anos, 1 ml; acima de 10 anos, 2 ml. Em crianças prematuras - com peso abaixo de 2 ou para países que exijam o Certificado Internacional de Vacinação Contra a Febre
kg ou idade gestacional abaixo de 28 semanas -, realizar 4 doses de Hepatite B: 1 Amarela.
dose ao nascer, 1 dose com 1 mês, 1 dose com 2 meses e a 4ª dose, 6 meses a (*7) Para prevenção do tétano neonatal, a gestante deverá ser vacinada de acordo com
partir da 1ª dose. história vacinal anterior (TT, dT ou DPT) e o início da vacinação deverá ser o mais
(*3) Nas campanhas de vacinação, aplicar a vacina de 0 até 4 anos, 11meses e 29 dias, precoce possível, evitando-se o primeiro trimestre. Em gestantes e em ferimento com
independentemente das doses recebidas anteriormente. A Vacina Sabin é contra- risco de tétano, o reforço diminui para 5 anos.
indicada para crianças com imunodeficiência congênita ou adquirida (Aids) e para (*8) Referente ao 2º reforço: somente para crianças que fizeram o 1º reforço da DPT com
aquelas que têm contato domiciliar com portadores de Aids. Nestes casos usar a menos de 3 anos de idade.
vacina Salk.

106
LOCAL DE APLICAÇÃO
Grupo etário Vasto Lateral Ventro-glútea (hoschtetter) Dorso-glútea Deltóide

0 - 28 dias Ântero-Femural 1o lugar Contra-indicado Contra-indicado


29 dias - 1 ano 2o lugar 1o lugar Contra-indicado Contra-indicado
1 - 2 anos 2o lugar 1o lugar 3o lugar Contra-indicado
2 - 10 anos 2o lugar 1o lugar 3o lugar Contra-indicado
Adolescentes e adultos 2o lugar 1o lugar 3o lugar 4o lugar
Adultos com mais de 60 anos 2o lugar 1o lugar 3o lugar 4o lugar

VACINAS QUE EM DETERMINADO TEMPO ENTRAM NO ESQUEMA


VACINA Proteção contra Idade para início da vacinação Número de dose Intervalo entre as doses (vacinação básica)
Via de
Mínima Máxima Vacinação básica Reforço Mínimo Recomendado Administração

HiB Haemophilus influenzae Tipo B 2 meses 4 anos 3 doses ---- 60 dias 30 dias 0,5 ml IM.
Monovalente Rubéola Rubéola 12 anos 49 anos 1 dose ---- ---- ---- SC
Contra Vírus Gripe causada pelo vírus 60 anos ---- 1 dose anual ---- ---- 0,5 ml IM
Inlfuenzae (Gripe) influenzae
Anti-Rábica Raiva ---- ---- Conforme ---- 1 ml IM
exposição e DEPENDE DO ESQUEMA ADOTADO
animal
Contra Pneumococo Infecção pelo Pneumococo ---- ---- 1 dose a cada 5 anos ---- ---- 0,5 ml IM
Tríplice Acelular Difteria, Tétano, Coqueluche 2 meses 6 anos 3 doses 6 meses após 3a dose 60 dias 30 dias 0,5 ml IM
5 anos

107
11
Exame preventivo do câncer do
colo do útero e exame de mamas

109
ROTINAS DESTE SERVIÇO NA REDE BÁSICA a roupa e vestir-se com a camisola ou o avental do serviço;
• preparar lâminas:
Recepção, Triagem e Agendamento - retirá-las da solução de limpeza (álcool 70°),
• atender a toda usuária que comparecer ao serviço, independente de - secá-las com gaze,
ter requisição médica; - identificar, na parte fosca com lápis preto: sobrenome da cliente,
• atender usuárias de outras localidades, orientando-as e número do município, número do Centro de Saúde e número do
encaminhando-as às suas áreas de abrangência; prontuário;
• agendar, em livro próprio, os casos de impossibilidade de atendimento • preparar outros materiais a serem utilizados:
no mesmo dia, orientando, verbalmente e por escrito, quanto aos pré- - espéculo,
requisitos para a realização do exame; -pinça com torunda, se necessário,
• dar prioridade aos casos com resultados anteriores a partir de - espátula de Ayre,
displasia leve (Classe III) ou com indicação de repetição do exame, - escova endocervical (se coleta tríplice),
dada pelo médico ou laboratório; - luvas ginecológicas descartáveis;
• questionar a usuária, no dia da coleta do exame, quanto a estar de • executar o exame das mamas, realizando:
acordo com os critérios para realização do exame. - inspeção das mamas,
- palpação de gânglios,
Preparação da usuária - palpação das mamas, em decúbito dorsal,
Para realizar o exame, a usuária precisa observar os seguintes - expressão dos mamilos:
cuidados: . coleta de secreção mamilar,
• estar há 2 dias (48 horas) sem manter relação sexual; . colher material mamilar, sempre que houver secreção não
• aguardar 7 dias após a menstruação; relacionada ao aleitamento,
• aguardar 7 dias após o término do uso de cremes vaginais; - para coleta da secreção mamilar, utilizar uma lâmina para cada
• aguardar 2 dias após ter feito exame ginecológico; mama, identificando-a como para a amostra da colpocitologia e
• no dia do exame, poderá tomar banho e fazer sua higiene íntima, acrescentando: Mama D. (direita) e Mama E. (esquerda),
normalmente; deverá apenas evitar sabonetes muito perfumados e - fazer a expressão do mamilo, acumulando uma “gota”,
não fazer ducha interna. - esfregar a lâmina nesta secreção, de modo a dar uma boa amostra,
- fixar, logo a seguir, com o fixador citológico;
Realização do exame • executar o exame do colo do útero:
• checar o prontuário da usuária e revisar o seu histórico; - colocar a usuária em posição ginecológica,
• confirmar com a usuária se ela está de acordo com os critérios - realizar inspeção da genitália:
estabelecidos para a coleta do material para o exame; . observar vulva e períneo,
• preencher ou revisar a “Ficha de Preventivo de Câncer”, atualizando-a; . observar presença de corrimentos vaginais,
• orientar a usuária, conforme o exame a ser realizado, para urinar, tirar - realizar exame especular:

111
. introduzir o espéculo de tamanho adequado, cada período menstrual, alertando-a para a importância da detecção
. inspecionar parede vaginal, fundo de saco e colo uterino, precoce de patologias nas mamas.
- proceder a coleta de material dupla ou tripla, para a citologia, na
seguinte seqüência: Envio do material ao laboratório
1. fundo de saco vaginal posterior, • conferir as lâminas, de acordo com as Fichas de Preventivo de
2. ectocérvice, Câncer, acondicionando-as em penal(is) próprio(s);
3. endocérvice, • enviar ao laboratório, através do veículo de coleta de material da
- proceder o esfregaço laminar, de acordo com a ordem de coleta do SMS/PMF, em dia determinado como rotina.
material, dispondo-o de forma vertical ou horizontal, uma amostra
após a outra: porção proximal, mediana e distal da lâmina; Resultados
- proceder a fixação dos esfregaços no menor tempo possível • interpretar e avaliar o resultado dos exames, encaminhando ao médico
(máximo de 20 segundos), garantindo que toda a amostra seja sempre que for necessário;
atingida pelo fixador; • anotar o resultado no Livro de Registros do Preventivo;
- deixar a lâmina secar em cuba ou bandeja apropriada, dispondo-a • arquivar a ficha no prontuário da usuária;
de forma inclinada; • fornecer o resultado do exame à usuária, entregando-lhe a cópia
- retirar o espéculo vaginal devagar, tracionando-o e lateralizando-o fornecida pelo laboratório;
(desviar do meato uretral); • proceder a busca ativa das clientes com resultados de displasia leve,
- colocar o espéculo e a pinça, quando for o caso, em balde com água moderada, acentuada, carcinoma in situ ou carcinoma invasor.
e sabão;
- informar a usuária do término do exame; Realização do exame de mamas
- auxiliá-la a sair da mesa e orientá-la para vestir-se; O exame de mamas realizado pelo profissional de saúde, bem como o
- organizar a mesa e o material para o próximo exame; auto-exame, é um processo simples e detecta o câncer em seu estágio
- registrar, na ficha de coleta do preventivo do câncer, o número de inicial, quando a possibilidade de cura e de preservação das mamas é
lâminas colhidas e outras anotações que achar necessário; grande, o que poderá salvar a vida da mulher. O profissional de saúde
- fazer o registro do atendimento no prontuário da usuária, na ao proceder este exame na usuária fará, concomitantemente,
sequência de SOAP; orientações para que a mesma realize o seu auto-exame mensalmente,
- proceder as anotações gerais e específicas, encaminhamentos e uma (1) semana após a menstruação ou, se a usuária não menstruar
retorno da cliente, de acordo com a data provável do resultado do mais, estabelecer um dia fixo, por exemplo, toda última sexta-feira do
exame laboratorial; mês.
- fazer anotações no livro de registro e controle.
Preparação para o exame das mamas
Observação • pelo examinador: providenciar boa iluminação;
Orientar e estimular a usuária para fazer auto-exame sete (7) dias após • pela cliente: esta deverá despir-se até a cintura, de frente para o

112
examinador e um espelho grande; sejam palpáveis, anotar tamanho, número, consistência, mobilidade,
• em posição sentada, com os MMSS dispostos naturalmente ao longo se estão fixados aos planos profundos ou à pele e a percepção
do corpo, inicia-se o exame, que abrangerá 3 etapas: inspeção, sensorial da usuária; a palpação deverá ser conduzida com suavidade,
palpação e expressão. sem movimentos bruscos, para não causar dor, possibilitando que se
estabeleça um clima de segurança e confiança, facilitando a
Inspeção realização do exame;
• inspeção estática - compare o contorno das mamas, observe tamanho, • deitar a usuária, com os MMSS elevados e fletidos com as mãos sob
formato das mamas e dos mamilos, eritemas, edemas, pele em casca a nuca;
de laranja, achatamento ou contorno normal, pigmentação da aréola, • palpação em quadrantes:
presença de circulação venosa; - palpar delicadamente e de maneira ordenada, conforme a divisão em
• inspeção dinâmica - solicitar à cliente que execute manobras como: quadrantes;
- movimentos lentos, a fim de elevar os braços esticados e paralelos,
até que as pontas dos dedos estejam apontadas para o teto; em
seguida, abaixá-los lentamente; 2 1 1 2
- braços fletidos na altura do queixo, exercendo pressão do punho
contra a mão oposta; 4 3 3 4
- pressão exercida pelos braços sobre os quadris, contraindo a
musculatura do grande peitoral;
1. QSI - quadrante superior interno
2. QSE - quadrante superior externo
Observação 3. QII - quadrante inferior interno
Estas manobras são realizadas com a finalidade de evidenciar alguma 4. QIE - quadrante inferior externo
anormalidade no parênquima mamário ou exacerbar aquelas que,
porventura, já foram verificadas na inspeção estática, como retração e
abrandamento. - iniciar no QSE e continue no sentido dos ponteiros do relógio,
examine toda a superfície com as polpas digitais da mão dominante
Palpação dos gânglios supraclaviculares e axilares espalmada, com a finalidade de caracterizar as anormalidades
• palpar a área supraclavicular, com a face palmar dos dedos da mão porventura encontradas.
dominante e, em seguida, proceder palpação dos gânglios axilares;
para facilitar a palpação, torna-se necessário que a cliente repouse Observação
seu braço sobre a mão do examinador, favorecendo, assim, o Em caso de anormalidades, o examinador deverá descrever no
relaxamento da musculatura peitoral e, com a outra mão (dominante), prontuário da usuária e encaminhá-la para consulta médica. Quando se
usar a face palmar dos dedos para palpar delicadamente os gânglios observar presença de massa palpável, dever-se-á procurar caracterizá-
localizados na parede toráxica, através do oco axilar (axila); caso la, determinando o quadrante, a consistência, o tamanho e se há

113
sensação dolorosa a palpação. Se a alteração encontrada for uma lesão
localizada numa superfície visível, deve também ser avaliada quanto à
sua cor.

Expressão dos mamilos


Com o propósito de avaliar a existência de secreção, executar
moderada pressão sobre a auréola e mamilo, deslizando o dedo
indicador sobre projeção dos ductos, até chegar na auréola,
comprimindo-a. Após esta manobra, será observada a saída ou não de
secreção mamilar. Toda secreção que surgir, quando não relacionada
com a lactação ou gravidez, deverá ser anotada no prontuário da
usuária, classificando-a da seguinte maneira:
• serosa: quando o líquido for claro e fluido;
• sero-sanguinolenta: líquido tipo água de carne crua;
• purulenta: líquido espesso, amarelo;
• esverdeada: fluido viscoso de coloração esverdeada.
Em situação normal, de gravidez ou lactação, encontramos as seguintes
secreções: colostro - líquido claro e turvo; ou secreção láctea - leite. Nos
casos em que for encontrada secreção sero-sanguinolenta, purulenta ou
esverdeada, proceder coleta de amostra para citologia de mama, de
acordo com a descrição já feita na realização do “Exame Preventivo do
Câncer”.

Importante
Para as usuárias que estiverem amamentado, muita atenção para
qualquer queixa referente à mama, considerando sempre a
possibilidade de sinais de infecção: queixa de dor intensa, presença de
áreas dolorosas e endurecidas, hipertermia acompanhada ou não de
calafrios, hipertrofia de gânglios linfáticos na região axilar, secreção
purulenta. Ao detectar qualquer um destes sinais, encaminhar a usuária
para atendimento médico.

114
12
Teste do pezinho

115
COLETA DE AMOSTRAS DO TESTE DO PEZINHO Observações:
• recém-nascido com icterícia ou hepatite - anotar esta ocorrência no
Material necessário envelope e no cartão a serem enviados;
• os postos de coleta (unidades de saúde, maternidades, APAEs) do • os cartões de coleta, antes de seu uso, devem ficar acondicionados
município recebem o material utilizado para a coleta de amostras: em locais livres de poeira, umidade e ao abrigo do sol; cuidar para
- 1 envelope, que a parte do cartão destinada ao sangue fique protegida; não
- 1 cartão de coleta, colocar os cartões ainda não usados na geladeira.
- 1 lanceta descartável para cada criança;
• os postos de coleta devem providenciar o registro dos dados de todas Período adequado para a coleta de amostras
as crianças, cujas coletas de amostras serão enviadas ao LACEN, Uma amostra de sangue adequada para o Teste do Pezinho é aquela
contendo: coletada entre o 3º dia e o 5º dia de vida do recém-nascido.
- nome da criança, Por que a coleta só deve ser feita com três (03) dias de vida do recém-
- nome da mãe, nato? A coleta de sangue para o Teste do Pezinho não deve ocorrer
- nome do pai, antes dos três dias de vida da criança, porque:
- data de nascimento, • existe a ocorrência de elevação fisiológica dos níveis de TSH,
- peso ao nascer, quantificado para o diagnóstico precoce do hipotireoidismo congênito,
- data da coleta, e do 17-OH Progesterona, quantificado para o diagnóstico precoce da
- endereço completo, hiperplasia adrenal congênita, imediatamente após o nascimento;
- telefone para contato, • para o diagnóstico da fenilcetonúria - níveis sangüíneos aumentados
- nº do registro local, de FAL-, é necessário que o metabolismo protéico da criança já se
- resultado, encontre em plena atividade; isto acontece após alimentação
- data da chegada do resultado. adequada a base de leite de qualquer natureza ou quaisquer
proteínas.
Sugestão para registro dos dados: Se este prazo não for obedecido, poderemos ter resultados falsos
positivos e falsos negativos.
Nome da criança:
Por que a coleta deve ser feita até o 5º dia de vida? A coleta de sangue
Registro local: Peso ao nascer:
para o Teste do Pezinho deve ocorrer até o 5º dia de vida da criança
Data de nascimento Fez transfusão?
porque:
Data da transfusão: Data da coleta:
• nos portadores de hipotireoidismo congênito, o tratamento deve ser
Nome da mãe:
iniciado até o 14º dia de vida, para evitar retardo mental;
Nome do pai:
• nos portadores de hiperplasia adrenal congênita, 1/3 dos casos não
Endereço completo dos pais: Fone:
tratados precocemente, a partir de 14 dias de vida evoluem para
Resultados: Data:
insuficiência supra-renal (crise de perda de sal) e risco de óbito nas

117
primeiras semanas de vida. O diagnóstico precoce é, também, Observação
importante para evitar a virilização progressiva (meninas com genitália Nunca enviar cartões molhados, pois eles tendem a criar fungos,
ambígüa) e identificação errônea do sexo; prejudicando o resultado dos exames.
• nos recém-nascidos portadores de fibrose cística, o nível da tripsina
imunoreativa (IRT) se eleva imediatamente após o nascimento, Remessa das amostras para o LACEN
diminuindo com o passar dos dias. Como a IRT é quantificada para o A remessa das coletas ao LACEN pode ser feita dentro de um envelope
diagnóstico precoce da fibrose cística, se o 1º teste tiver resultado grande comum e não há necessidade do papel alumínio e do saco
positivo, uma segunda coleta deve ser feita até a 4ª semana de vida, plástico. Estes materiais podem ser reaproveitados pelo posto de coleta
para confirmação do diagnóstico laboratorial e encaminhamento ao para guardar as próximas amostras na geladeira.
médico para o Teste do Suor. Uma coleta retardada poderá nos dar Os cartões deverão ser enviados diariamente ao LACEN, pois o objetivo
um resultado falso negativo. é diagnosticar precocemente as doenças, para evitar seqüelas. Os
cartões enviados ao LACEN devem estar acompanhados de uma lista,
Preenchimento dos cartões e dos envelopes em duas vias, contendo o nome dos bebês, nº de registro local e nome
• preencher os dados solicitados no cartão e no envelope com letra de do município.
forma e legível;
• deixar um espaço em branco após cada palavra; Observação
• na falta de espaço, abreviar o sobrenome do meio; Salientamos a responsabilidade dos postos de coleta, na retenção dos
• preencher completamente os círculos do cartão de coleta com sangue cartões com amostras. Por trabalhar-se com diagnóstico precoce, o
e garantir que o sangue ocupou todo o círculo, tanto na frente quanto atraso para o envio da amostra poderá implicar, também, em atraso no
no verso do cartão; não fazer camadas superpostas de sangue. tratamento da doença e possíveis seqüelas.

Acondicionamento dos cartões com amostras de sangue


Após a coleta, secar os cartões somente em temperatura ambiente, na RECONVOCAÇÃO
posição horizontal por, no mínimo, 2 horas, evitando-se o contato das
amostras com qualquer superfície. Não utilizar formas artificiais de Ocorrem determinadas situações em que há necessidade de repetir os
secagem, tais como estufas, ventiladores, aparelhos de ar condicionado, exames. É então solicitada uma nova coleta. A solicitação de uma outra
nem expor ao vento ou a raios solares. Estando completamente seco, o coleta é chamada de reconvocação. A reconvocação será sempre feita
cartão com o sangue coletado deve ser colocado dentro do envelope do por telefone e acontecerá quando:
Teste do Pezinho, devidamente preenchido. Embalar os envelopes em • a 1ª coleta for mal feita - só um círculo preenchido de sangue, sangue
papel de alumínio, colocá-los em saco plástico bem vedado e mantê-los de um só lado do cartão, cartão manchado ou contaminado com
sob refrigeração até o momento da remessa ao LACEN. Todos os álcool ou outros interferentes;
envelopes podem ser embalados em uma mesma embalagem de papel • quando, para algumas situações, os resultados estiverem fora dos
alumínio e colocados num mesmo saco plástico. padrões de normalidade; existem casos em que há resultados falsos

118
positivos, principalmente para a fibrose cística, quando diversos Hiperplasia adrenal congênita
fatores podem ocasionar alteração nos níveis normais da IRT. • 17 - OHP - menor que 9,90 ng/ml em sangue total, para crianças
• A reconvocação será sempre feita por telefonema para o Centro de nascidas com peso acima de 2.000g;
Saúde; no caso da coleta ocorrer na maternidade, é de extrema • menor que 19,80 ng/ml em sangue total, para crianças nascidas com
importância que esta coloque no envelope o Centro de Saúde no qual peso até 2000g.
a criança irá ser atendida.
Fibrose cística
Agendamento de consulta médica ou Teste de Suor • IRT - menor que 70,00 ng/ml em sangue total, para crianças com até
O LACEN agenda consultas médicas para as crianças, quando os 30 dias de vida.
resultados da segunda coleta forem alterados. O LACEN agenda,
também, o Teste do Suor, para aquelas crianças cujos valores de IRT Um resultado positivo não faz o diagnóstico, pois o mesmo é baseado
continuaram alterados após uma nova coleta, entre a segunda e a em uma série de testes. Um marcador potencial, a tripsina imunoreativa
quarta semana de vida. (IRT), é elevada no sangue de pacientes com fibrose cística, que pode,
também, estar elevada devido a outros fatores além da fibrose cística,
tais como partos prematuros, estresse de parto e situações sem
VALORES DE REFERÊNCIA explicações.

Hipotireoidismo Congênito Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias


• Hb
TSH - FA = padrão normal;
• menor que 15,00 uU/ml em sangue total, para crianças até 7 dias de - Traço = este achado não significa doença; encaminhar ao
vida; pediatra para orientação.
• menor 10,00 uU/ml, em sangue total para crianças com 8 ou mais dias
de vida.
ENVIO DOS RESULTADOS
Fenilcetonúria
Os resultados dos exames são enviados em formulário individual para
FAL entrega aos pais ou responsáveis, em valores numéricos e uma
• menor 3,00 mg/dl em sangue total; listagem para controle do posto de coleta. Estes resultados devem ser
• sujeitos a reconvocação - valores iguais e acima de 2,50 mg/dl em anotados, também, na Caderneta de Saúde da Criança e do
sangue total. Adolescente, na página de Teste do Pezinho.

119
Nos casos de resultados que exigem uma 2ª coleta, anotar na
Caderneta de Saúde o que diz na observação. Identificar a área de punção:
Quando o Centro de Saúde receber o resultado da 2ª coleta, deve fazer Ao lado de duas linhas imaginárias, uma que vai da
a devida anotação na Caderneta de Saúde da criança. metade do primeiro dedo até o calcanhar e a outra que
É nescessário que se preste bastante atenção nos casos que exigem vai desde o espaço interdigital entre o quarto e o quinto
uma 2ª coleta, para que nenhuma criança fique com seus exames dedo até o calcanhar; fazer a punção dentro da área sombreada,
incompletos ou deixe de ser diagnosticada, em caso de resultado conforme ilustração ao lado.
positivo.
Punção
• o executor deve lavar as mãos e colocar luvas;
ATENDIMENTO MÉDICO • colocar o pé da criança abaixo do nível do coração e
friccionar a perna para produzir uma maior afluência de
É assegurado a toda criança portadora de fenilcetonúria, sangue ao pé; massagear a área da coleta, para ativar a
hipotireoidismo congênito, fibrose cística, hiperplasia congênita das circulação local;
supra-renais ou anemia falciforme, amplo acompanhamento médico e • limpar a área com algodão seco:
laboratorial, sendo o acompanhamento médico dispensado por - não utilizar álcool para limpar a área da coleta,
especialistas. - em caso de sujidades, lavar com água e sabão,
- para a punção, a área deve estar seca;

PROCEDIMENTOS PARA A COLETA DE AMOSTRAS


• com uma mão, o executor segura, delicadamente mas com firmeza, o
Técnica para uma coleta correta pezinho da criança, com o intuito de promover uma maior segurança,
Enquanto a mãe prepara a criança para a coleta, deixando o pezinho da tanto na punção quanto no manuseio para a coleta;
criança descoberto, o executor preenche os dados solicitados no cartão. • a lanceta descartável deve ser retirada da embalagem somente no
A criança deve ficar de pé, no colo de um adulto, de frente para este, momento da punção;
pois: • puncionar o calcanhar com um só movimento, contínuo
• ficando próxima, se sentirá mais segura e protegida; e firme, num sentido quase perpendicular à superfície
• facilitará um maior fluxo sangüíneo na área da coleta, pela posição da pele;
vertical.

Área da coleta • se uma punção não for suficiente, esta deve ser repetida até que seja
Preferencialmente no pezinho, nos bordos inferiores e laterais; em conseguido sangue suficiente; não havendo contaminação, pode ser
situações excepcionais, o sangue poderá ser coletado em outro local. usada a mesma lanceta;

120
• a primeira gota de sangue deve ser desprezada, utilizando-se um COLETAS FEITAS DE FORMA INCORRETA
algodão seco;
• encostar o círculo de coleta do cartão no local da punção, sem Amostras inválidas
esfregar, até que o sangue preencha totalmente o círculo, inclusive
passando para o outro lado do papel; Quantidade insufuciente de amostra para o teste
• colocar a gota de sangue em contato com a superfície • o papel-filtro foi removido antes de que o sangue
do papel filtro e deixar impregnar-se por completo no tivesse preenchido completamente o círculo ou
círculo, tendo o cuidado de que a pele não toque no antes de que o sangue tivesse sido absorvido pela
papel; a gota deve ser suficientemente grande para segunda face;
preencher todo o círculo e impregnar até a face • o sangue foi aplicado, no filtro, com um tubo
posterior do papel filtro; capilar;
• esperar uma nova gota de sangue; pôr, novamente, • o filtro foi tocado antes ou depois da coleta da
em contato com o papel filtro, para preencher o segundo amostragem com luvas ou sem luvas, com as mãos
círculo; desse modo, espere novas gotas e vá untadas de loção para as mãos etc;
preenchendo os demais círculos sucessivamente, até • o papel-filtro entrou em contato com mãos com ou
que todos estejam iguais ao primeiro; esta operação sem luvas, ou com substâncias tais como loção
deverá ser realizada em pelo menos 3 (três) círculos; para as mãos ou talco, antes ou depois da coleta.
• deve ser evitado o contato da mão do executor com os círculos de coleta,
o que pode ocasionar alterações na qualidade da amostra e no resultado. A amostra parece raspada ou arranhada
O sangue deve saturar o papel filtro e o círculo deve ficar • o sangue foi aplicado com um tubo capilar ou
completamente preenchido, tanto na frente como no verso do cartão. outro dispositivo.
Não fazer camadas superpostas de sangue.
A amostra não estava seca quando foi enviada
• a amostra foi enviada antes de um período de
AMOSTRA DE UMA COLETA CORRETA secagem exigido, que é de 2 (duas) horas.

Permitir que uma quantidade suficiente de sangue seja absorvida, até A amostra tem aparência supersaturada
preencher completamente o círculo impresso no • sangue em excesso foi aplicado no papel-filtro,
papel-filtro. Preencher todos os círculos requeridos possivelmente com um dispositivo;
com sangue. Não aplicar camadas sucessivas de • o sangue foi aplicado em ambos os lados do
gotas de sangue, nem aplicar sangue mais de uma papel-filtro.
vez, no mesmo círculo coletor. Evitar tocar ou
esfregar as amostras.

121
A amostra parece diluída, descolorida ou contaminada DIAGNÓSTICO
• o local, ao redor da punção, foi espremido ou
ordenhado; O Programa do Teste do Pezinho oferece, à população catarinense, o
• as amostras de sangue foram expostas ao calor diagnóstico precoce das doenças abaixo.
direto;
• o papel-filtro entrou em contato com mãos, usando Hiperplasia adreanal congênita
luvas ou não, ou substâncias tais como: álcool, É uma doença genética autossômica recessiva. Os níveis elevados de
produtos químicos, soluções anti-sépticas, água, 17-OH Progesterona, no sangue do recém-nascido, levam a suspeitar
loção para as mãos ou talco etc, antes ou depois da desta patologia. Seu diagnóstico precoce é importante para evitar a
coleta de sangue para a amostra. virilização progressiva, identificação errônea de sexo, aceleração de
idade óssea e, em alguns casos, severa crise de perda de sal, que
A amostra apresenta anéis de soro pode levar à morte nas primeiras semanas de vida. O diagnóstico
• o álcool passado no local da punção não foi seco laboratorial consiste em quantificar a 17-OH Progesterona -17-OHP.
antes da punção ser realizada;
• a área ao redor da punção foi espremida Hipotireoidismo congênito
excessivamente; É um distúrbio causado pela deficiência de hormônios normalmente
• o papel-filtro entrou em contato com álcool, loção produzidos pela glândula tireóide, na maior parte das vezes devido a
para as mãos etc; um defeito na sua formação. É um dos defeitos metabólicos mais
• secagem inadequada da amostra; comuns, no qual o tratamento precoce permite um desenvolvimento
• o sangue foi aplicado ao papel-filtro com um tubo físico e mental normal, nas crianças portadoras do hipotireodismo
capilar. congênito. O diagnóstico laboratorial consiste em quantificar o hormônio
estimulador da tireóide - TSH.
A amostra parece coagulada ou em camadas
• tocar, com o sangue, várias vezes o mesmo Fenilcetonúria
círculo no papel-filtro; É uma doença genética, de caráter autossômico recessivo, decorrente
• preencher o círculo, de ambos os lados do papel- da deficiência da enzima fenilalanina hidroxilase. Em conseqüência, a
filtro. fenilalanina acumula-se no sangue do recém-nascido, com efeitos
tóxicos ao sistema nervoso central, podendo causar até deficiência
mental severa. O tratamento precoce previne estas alterações. O
diagnóstico laboratorial consiste na quantificação de Fenilalanina - PKU.

122
Fibrose cística
Herança genética autossômica recessiva. É incurável, porém o
diagnóstico e o tratamento precoces melhoram consideravelmente a
qualidade de vida e sobrevida. A fibrose cística cursa com aumento de
cloreto de sódio no suor, deficiência pancreática exócrina e doença
pulmonar obstrutiva crônica. O diagnóstico laboratorial consiste na
quantificação da tripsina imunoreativa - IRT. Salientamos que níveis
alterados da IRT não confirmam a doença, são apenas indicativos da
probabilidade.

Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias


• Hemoglobinopatias são alterações genéticas resultando em
hemoglobinas variantes e talassemias;
• Anemia falciforme é uma doença causada por uma mutação genética
resultando na produção de hemoglobina “S” em vez de hemoglobina
“A”. Nesta condição os glóbulos vermelhos ou hemáceas, portadores
de oxigênio, perdem rapidamente a sua capacidade para transportar
oxigênio através do corpo. As hemáceas tendem a alterar-se e a
alongar-se, o que as torna rígidas e faz com que tomem a forma de
foice. Com o passar do tempo as células falsiformes causam
obstruções à microcirculação do sangue, ocasionando danos nos
tecidos e outras complicações graves (isquemia, dor, necrose e outras
disfunções). As hemoglobinas anormais podem estar presentes em
combinações que variam do assintomático ao letal. Quando
diagnosticadas precocemente e tratadas adequadamente, as
complicações podem ser minimizadas.

123
13
Bibliografia

125
BRUNNER, L.S. & SUDDART, D.S. Tratado de Enfermagem Médico- MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Vacinação. Normas e Manuais
Cirúrgica. Interamericana, Rio de Janeiro, 5ª ed., 1985, 2V. Técnicos, Brasília, 1984.

Carol Dealey. Cuidando de Feridas (Um guia para as enfermeiras). Processamento de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos de
Athneu - Ed. São Paulo. Saúde - MS. CCIH - 1994.

CECIL - LOCB, B.M.D. Tratado de Medicina Interna. Interamericana, Renato Camargo Couto, Tânia M. Grillo Pedrosa, José Mauro Nogueira.
México, 13ª ed., 1971, 2V. Infecção Hospitalar Epidemologia e Controle. Ed. Medsi - 1999.

Fórum Brasileiro de Educação e Tecnologia em Saúde (FETES) - REZENDE, E.M. & SILVA, I.R. Métodos de Proteção Antiinfecciosa.
04/2000. Secretaria Municipal de Saúde, Belo Horizonte/MG, 1989.

GOODMAN, L.S. & GILMAN, A.. As Bases Farmacológicas da RUSSO, R.G. Centro Cirúrgico e de Material e Instrumentação
Terapêutica. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 4ª ed., 1973. Cirúrgica. Sociedade Beneficiente S. Camilo, São Paulo.

HADDAD, M.C.L. e cols. O Uso do Açúcar nas Feridas Infectadas. Ruvani Fernandes da Silva, Theresinha Mazzaranna da Silva. Central de
Material e Esterilização subsídios para prática. - Lex Graf. 2000.
LEME, M.T. Flashes em Controle de Infecção. Editora Relisul, Curitiba,
1ª ed.,1990. TIMBY, K.B. Conceitos e Habilidades no Atendimento de Enfermagem.
Trad. Regina Garcez. Artmed, Porto Alegre, 6ª ed., 2001.
LOPEZ, M. Emergências Médicas. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro,
2ª ed., 1979. Tratamento de Feridas. Grupo Estudos de Feridas. Hospital das Clínicas
- UNICAMP
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Controle de Infecção Hospitalar.
Normas e Manuais Técnicos, Brasília, 1987. VEIGA, D.A. e cols. Manual de Técnicas de Enfermagem. D.C. Luzzato,
2ª ed., 1986.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual de Procedimentos para Vacinação.
Normas e Manuais Técnicos, Brasília, 1986. WOLFF, L.V. & FUERST, E.V. & WEITZEL, M.H.. Fundamentos de
Enfermagem. Interamericana, Rio de Janeiro, 5ª ed.,1977.

127