CUIDADO INTEGRAL NOS CICLOS DE VIDA

Secretaria Municipal de Saúde Outubro de 2006

Nutrição

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APRESENTAÇÃO
Uma boa nutrição é condição fundamental para promover o bem estar físico, mental e social de crianças, jovens e adultos, garantindo, em condições normais de saúde, uma boa qualidade de vida. Além do prazer que proporciona, o alimento é fonte de energia e outros nutrientes que o corpo precisa para crescer, desenvolver e manter a saúde. E como cada nutriente tem uma função no organismo, a alimentação deve ser a mais variada possível, para que o corpo receba todos os nutrientes necessários para seu bom funcionamento. Além do mais, diferentes grupos de pessoas possuem diferentes necessidades nutricionais, que dependem de fatores como idade, sexo, atividade física, gravidez e amamentação. As necessidades alimentares de uma criança, por exemplo, não são as mesmas de um adolescente, de um adulto ou de uma pessoa idosa. Tudo isso e muito mais você vai ler nessa cartilha: “Alimentação por Faixa Etária”. Ela orienta sobre a alimentação adequada para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Leia estas páginas com carinho e atenção!

NUTRIÇÃO NA INFÂNCIA
A infância exige maior cuidado com a alimentação. Além da manutenção das funções vitais, o organismo da criança precisa de nutrientes para o crescimento, desenvolvimento do sistema nervoso e da estrutura óssea. A criança bem alimentada: · cresce e ganha peso; · desenvolve-se bem; · tem melhor desempenho escolar; · tem mais resistência às doenças; · quando adoece, a recuperação é mais rápida.

CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES O ser humano cresce geralmente até os 20 anos. Nesse período, há dois momentos em que a criança cresce mais rápido, são os chamados estirões da infância e da adolescência. O Estirão da Infância ocorre do primeiro ao sexto ano de vida. Durante o restante da infância, o crescimento é relativamente lento e constante. O Estirão da Adolescência acontece em idades diferentes para cada sexo. Nos homens acontece dos 12 aos 20 anos, e nas mulheres, dos 10 aos 18 anos. Crianças de 0 a 1 ano: ocorre o predomínio do peso em relação à altura (chamado de período de repleção). Crianças de 1 a 6 anos: ocorre o predomínio da altura em relação ao peso (chamado de período de estirão). Crianças de 6 a 10 anos: ocorre o predomínio do peso em relação à altura (repleção). Adolescentes de 10 a 20 anos: ocorre o predomínio da altura em relação ao peso (estirão). Desse modo, desde que nasce até o final da adolescência, principalmente nos dois estirões, a criança precisa de uma maior quantidade de nutrientes. Se houver deficiência na alimentação, podem surgir as doenças nutricionais como desnutrição, hipovitaminoses, raquitismo, anemia etc.

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ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA NO PRIMEIRO ANO DE IDADE
O leite materno é produzido especificamente para atender as necessidades nutricionais e afetivas da criança, e, sempre que possível, deverá ser o único alimento oferecido nos primeiros seis meses de vida. Não precisa dar sucos, chás ou água. Bicos artificiais e chupetas também devem ser evitados para crianças que mamam no peito. O leite de peito protege a criança de doenças infecciosas e diarréias, permitindo o desenvolvimento mais saudável do bebê. Além disso, o ato de amamentar representa a ocasião em que o bebê se encontra envolvido nas delícias do afeto da mãe, recebendo amor, carinho e proteção. A amamentação também é um excelente aliado da mãe na recuperação do seu peso normal, pois produzir leite gasta muita energia. A ciência também tem mostrado que a chance de desenvolver câncer de mama é menor entre as mulheres que amamentam por mais tempo.

COMO OFERECER O PEITO A melhor forma de amamentar é aquela em que a mãe consegue, mais tranqüilamente e da maneira mais cômoda para os dois, oferecer o seu leite para o filho. · Escolha um local da casa onde possa amamentar seu bebê sem ser incomodada. O momento deve ser de tranqüilidade. · Lave sempre as mãos com água e sabão antes de amamentar. · Não limpe os bicos do seio com sabão, álcool ou outros produtos. O banho diário é suficiente. · Amacie a região dos bicos, retirando com a mão um pouco de leite, para facilitar a pega do bebê e não ferir o seu peito. · O bebê deve abocanhar a maior parte da aréola e não apenas o bico do peito. · A amamentação deve ser prazerosa. Se o seu bico estiver doendo ou ferindo, é sinal de que a criança não está mamando da forma correta. · A mãe deve deixar que o próprio bebê pegue o peito, encostando o mamilo no canto da boca dele para estimular o reflexo de busca. · Durante a amamentação, afaste o narizinho do bebê do seu seio com a ajuda dos dedos indicador e médio. · O horário das mamadas deve ficar por conta do bebê, isto é, ele deve mamar quando der sinais de fome. Os sinais mais evidentes são o choro, movimentos em busca do seio e a sucção das mãos. · A duração da mamada é muito variável, pois é comum o bebê não sugar da mesma forma em todas as mamadas. Inicie a amamentação sempre com o seio que se deu por último na mamada anterior. · Ao final da mamada de cada seio coloque o bebê para arrotar. Ele precisa eliminar o pouco de ar que engoliu.

ALEITAMENTO ARTIFICIAL Quando não for possível o aleitamento natural, o bebê deve ser alimentado com outro tipo de leite, a critério do pediatra ou nutricionista. O aleitamento artificial só deve ser introduzido caso a mãe seja portadora de alguma doença que impossibilite a amamentação. Mamadeira a superfície deve ser lisa e o fundo plano, de preferência graduada e resistente ao calor. O bico deve ser de borracha, macio e com furo apropriado. Posição da mamadeira inclinar, aos poucos, até a posição vertical, com o gargalo sempre cheio. Higienização as mamadeiras devem ser preparadas com o máximo de higiene, pois qualquer contaminação pode colocar em risco a saúde do bebê. Lavar e esterilizar todos os utensílios da criança entre as mamadas. A esterilização é feita fervendo-se os utensílios por 20 minutos.

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HIGIENE E SAÚDE BUCAL A saúde dos dentes é importante em todas as fases da vida. A higiene oral deve iniciar-se mesmo antes da erupção dos dentes-de-leite. A limpeza poderá ser feita com gaze, fralda ou algodão umedecidos com água filtrada, percorrendo toda a gengiva. Após a erupção dos dentes-de-leite, a higiene oral deverá ser intensificada, especialmente após as mamadas, e mantida através da escovação e do uso do fio dental. A pasta dental só deverá ser utilizada para as crianças que conseguem controlar a deglutição e sabem cuspir.

DESMAME SAUDÁVEL O desmame é um processo pelo qual outros alimentos são introduzidos gradualmente na dieta do bebê, primeiro para complementar o leite do peito e progressivamente para substituí-lo e adaptar a criança à alimentação do adulto. A introdução de novos alimentos deve-se iniciar a partir dos seis meses, sem, no entanto, ser necessário abandonar a amamentação, que pode prosseguir até os dois anos de idade. Apenas nos casos do aleitamento artificial ou da interrupção do aleitamento materno (muitas vezes quando a mãe retorna ao trabalho), a alimentação complementar pode ser introduzida mais cedo, a partir de 3 ou 4 meses de idade. O desmame tem um papel fundamental na formação dos hábitos alimentares. Assim, é fundamental que os pais ofereçam aos filhos alimentos variados e nutritivos, permitindo que eles conheçam diferentes sabores, amadureçam suas preferências e desenvolvam práticas alimentares saudáveis, que serão de grande importância nas próximas fases da vida. Dicas Importantes para o Desmame: · As papas salgadas do bebê devem combinar sabor, cor, textura e nutrientes. Elas precisam ser preparadas com um tipo de carne, com um ou dois legumes e arroz, que pode ser substituído por batata, mandioca ou macarrão. · É importante introduzir apenas um tipo de alimento a cada dia, assim, fica mais fácil observar a tolerância a cada tipo de alimento. · Os alimentos devem ser preparados e servidos na hora. A papa salgada deve ser passada pela peneira e NUNCA batida no liquidificador. · Inclua verduras de folha pelo menos três vezes por semana. Assim, o bebê aprende a comer esses alimentos, fontes de vitaminas e fibras. · Os óleos e o sal também são importantes na alimentação infantil, mas devem ser usados com moderação. O açúcar também deve ser usado com muita moderação. · A gema de ovo pode ser incluída no cardápio da criança no máximo duas ou três vezes por semana. Ferva o ovo pelo menos por sete minutos e ofereça aos poucos – no primeiro dia, ofereça um quarto da gema, outro dia, a metade, até introduzir a gema inteira. A clara não é indicada no primeiro ano de vida. · O fígado também é uma boa opção de vitamina A e proteínas. Inclua-o na alimentação da criança pelo menos a cada 15 dias. · Mesmo que a criança “cuspa a comida, insista! Isto não significa que ela não esteja gostando, é só um sinal de que ela está aprendendo a comer. Alimentos que devem ser evitados: Até 6 meses: beterraba, espinafre, acelga, rabanete e farinha de trigo. Até 1 ano: alimentos duros (de difícil mastigação), frituras, feijão com casca, peixe, carne de porco, clara de ovo, mel, castanhas em geral, chocolate e bebidas achocolatadas, café, sucos artificiais, abacate, refrigerantes, alimentos enlatados e embutidos.

leite no copo ALIMENTAÇÃO DO PRÉ-ESCOLAR Na idade pré-escolar. Refeição: já vai se aproximando da alimentação da família. A falta de apetite. Nessa fase. arroz. para evitar possíveis carências nutricionais.4 Nutrição 6-7h 9 . Feijão: passado na peneira. laranja sem sementes. cará.18 h À noite 3 meses Mamadeira Suco de fruta ou fruta amassada ou passada na peneira. etc). dando à criança a aparência de estar magra e alta. Mamadeira 10 a 12 meses Leite no copo Suco de fruta ou fruta (banana inteira. sarampo e coqueluche. batata. · Coloque pouca quantidade no prato e garanta a repetição quando solicitada. a criança tem necessidades nutricionais elevadas e estão sujeitas às doenças contagiosas como catapora. Leite com fruta ou cereal. · Aumente o intervalo entre as refeições. Leite com fruta ou cereal. Alimentos amassados ou passados na peneira: cenoura. a correção exigirá paciência e segurança dos pais. As seguintes observações podem ajudar a prevenir ou solucionar o problema da falta de apetite: · Se tudo estiver bem do ponto de vista médico. mas que deve ser observada com atenção e cuidado.9:30 h 11-12 h 15 . angu. ocorre um predomínio da altura em relação ao peso (estirão). chuchu. · Evite oferecer lanches logo depois das refeições só porque a criança não almoçou direito. é uma característica forte do pré-escolar. em vez de moídos ou amassados. compreendida entre 1 e 6 anos. . Suco de fruta ou fruta amassada ou raspadinha. principalmente nas refeições básicas (almoço e jantar). a atitude correta é esperar mais meia hora ou 1 hora e oferecer a mesma refeição. Sopinha: alimentos moídos ou amassados.15:30 h 17 . Neste caso. Mamadeira Mamadeira 7a9 meses Mamadeira Suco de fruta ou fruta na forma de papa ou pedaços. Sopinha: introdução da segunda refeição de sal. Mamadeira Mamadeira Mamadeira Mamadeira 4a6 meses Mamadeira Sopinha: introdução da primeira refeição de sal. Leite com fruta ou cereal. abóbora etc. Acrescentar gema de ovo ou carne magra bem desfiada ou moída Refeição: alimentos cozidos e bem picados. mas defina horários fixos.

· Não force o alimento e nem utilize da refeição como forma de recompensa. batatas. Se os pais não têm uma dieta saudável e variada. pois essa é a fase de formação e fixação de hábitos alimentares saudáveis. couve. · Inclua sempre um vegetal amarelo nas refeições: abóbora moranga. mostarda. Capriche nas hortaliças e nas frutas. · Evite alimentos muito gordurosos como enlatados. · Sempre que possível. incluindo o alimento que ela não gosta. mortadela e lingüiça. . salsa. carnes gordas. · Não dê comida na boca. alface. Lembramos ainda que a dieta dos pais influencia os hábitos alimentares dos filhos.Nutrição 5 · Controle os líquidos durante a refeição. arroz. acelga. · Na hora do lanche ofereça frutas. Isso cria uma resistência difícil de ser superada. batata baroa etc. · As sopas são boas opções para o jantar. · Prepare refeições coloridas para chamar a atenção das crianças. almeirão. defumados. picles. · O ar puro. · Intercale as sobremesas com doces e frutas. · Incentive o consumo de frutas. fubá. goiaba. batata-doce e de abóbora. pois a criança troca facilmente a refeição por sucos e refrigerantes. · Varie as preparações. etc). coloque nas refeições um alimento de maior preferência da criança. cenoura. acerola. brócolis. mandioca. salame. · As frutas cítricas (maracujá. vitaminas. DIETA ALIMENTAR DO PRÉ-ESCOLAR Os cardápios do pré-escolar devem ser bem planejados. abacaxi. sucos e biscoitos sem recheios doces. tangerina) são ricas em vitamina C e ajudam o organismo a absorver melhor o ferro dos vegetais. As cores dos alimentos são ótimas para atrair a atenção das crianças. · Dê preferência às carnes magras. · Desligue a televisão na hora das refeições. espinafre. orapro-nóbis. baroa. serralha e as folhas de beterraba. · Evite discussões e correções exageradas durante as refeições. macarrão. Coloque sempre um legume verde. · A refeição deve ser atrativa. laranja. Conte histórias e explique a necessidade de comer alimentos saudáveis. verduras e legumes. Esses alimentos podem agir maleficamente no organismo da criança. conservas. limão. taioba. Estimule a criança a comer sozinha. condimentos fortes. O apetite e a preferência por determinados alimentos estão relacionados à cultura alimentar dentro de casa. é mais difícil tentar impor esse tipo de hábito alimentar para seus filhos. mas não deixe que a refeição se limite a esse alimento. combinando cores e sabores. o exercício e o sono bem regulados são muito importantes para despertar o apetite. um legume amarelo e um alimento do grupo dos energéticos (cará. · As verduras de folhas oferecem importantes nutrientes para a criança: agrião. Deixe os sucos para os horários dos lanches e os refrigerantes para os finais de semana. inhame.

almoço e jantar inadequados ou insuficientes. doces e refrigerantes. sempre atento à quantidade. vitaminas do Complexo B e ferro estão sempre nos limites ou abaixo. oriente seu filho a trocar frituras por salgados assados ou sanduíches naturais. mas sem rigidez. gordura e açúcar no organismo e pode ser responsável por colesterol alto. O escolar encontra-se em fase de crescimento acentuado. · É importante orientar a criança e estabelecer limites. · Falta de orientação na escolha do alimento. doces por frutas. É bom explicar sobre o valor nutritivo do alimento e porque ele deve comer coisas mais saudáveis. desde pequena. mau rendimento escolar e maior risco de contrair doenças. · Inclua frutas de fácil consumo (pêra. · Alterne alimentos doces com salgados. Os principais problemas na alimentação do escolar são: · Café da manhã. O consumo exagerado de refrigerantes. porém lento e contínuo. · A ingestão de proteínas. as suas exigências nutricionais continuam altas. refrigerantes por sucos de frutas. DIETA ALIMENTAR DO ESCOLAR A classificação de alimentos para o escolar não é diferente do pré-escolar. · Inclua leite e seus derivados. que contêm vitaminas e minerais. Observe quais as frutas estão na safra.6 Nutrição · Evite: balas. dependerá da maneira pela qual tenha sido alimentado nas fases anteriores de sua vida. balas. mas já não é tão dependente e. pode selecionar os seus próprios alimentos. As opções de lanches oferecidas nas cantinas das escolas nem sempre são as mais saudáveis. por isso. sendo alterada somente a quantidade. orientando e estimulando a formação de bons hábitos alimentares. ALIMENTAÇÃO DO ESCOLAR O estado nutricional do escolar. a comer nos horários determinados pela família. pois assim reforça os bons hábitos alimentares e a convivência familiar. banana) e sucos. · Consumo insuficiente de legumes. Lanche Feito em Casa Uma opção saudável e mais barata é preparar o lanche em casa. verduras e frutas. E nesta fase há uma vantagem: o escolar é voraz e não apresenta a falta de apetite da idade anterior. se bem orientado. pirulitos. refrigerantes e sucos artificiais. Na cantina da escola. vitamina A. Cada uma tem o seu ritmo e isso deve ser respeitado. É preciso apenas ficar de olho na escolha adequada. doces e frituras causa acúmulo de sal. amassadas ou abertas. Esses produtos provocam a cárie dentária e podem prejudicar a saúde. pode contribuir para a formação de bons hábitos alimentares. se bem planejada. substituindo uma alimentação saudável por salgadinhos. para não tirar o apetite das . ricos em cálcio e excelentes fontes de proteínas. cálcio. · A criança deve aprender. as crianças também devem ficar atentas ao prazo de validade dos produtos e recusar embalagens danificadas. crianças entre 6 e 12 anos de idade. Merenda Escolar A merenda escolar é de grande importância para a criança e. Converse com a criança sobre suas preferências e tente adequá-las às seguintes orientações: · Faça uma programação de cardápio de acordo com as condições e preferências da criança. maçã.

amassar. mandioquinha e batata. cenoura ralada. cenoura. Procure variar a forma de preparo: ralar. pois eles possuem muita gordura hidrogenada). bombons. · A conservação dos alimentos também merece cuidados. Sugestões de preparo: · Sucos: de couve com limão (pode usar outras folhas verdes). esses alimentos são preparados refogados ou em saladas. · Tire do cardápio salgadinhos tipo chips. vagem. casca de moranga ralada. cheiro verde. · Suflês: acrescentar todas as verduras e legumes. · Frutas naturais. · Doces ou bolos: de cenoura. · Omeletes: com couve-flor. chuchu. manga. estimule-as a beber água sempre que estiverem com sede. · Arroz: misturar brócolis. Sugestões de Lanches · Pão de queijo com requeijão. milho verde. · Sanduíches naturais. não prepare alimentos com ingredientes que podem se deteriorar. Exemplos: pão de forma. talos e folhas de hortaliças. · Bolinhos: de espinafre. SE A CRIANÇA RECUSA VERDURAS E LEGUMES. · Biscoitos (evite apenas os biscoitos recheados. goiaba. cenoura com laranja e beterraba com abacaxi. cenoura. de abóbora ou de fubá. Não esqueça a água A água não pode faltar na dieta de crianças ou adultos. abacaxi. uma ida ao bebedouro é mais econômica que a compra de uma bebida na cantina. picar. EXPERIMENTE VARIAR A PREPARAÇÃO! Na maioria das vezes. · Sucos naturais para acompanhamento. · Bolo de cenoura. repolho. requeijão ou iogurte natural. Verifique se a cantina da escola oferece espaço refrigerado para os lanches trazidos de casa. · Sopas: acrescentar todos os tipos de verduras e legumes. lentilha. Exemplos: maracujá. fazer sucos e misturar aos alimentos que a criança gosta. · Farofas: misturar couve. . · Massas: macarrão com brócolis. abobrinha. cenoura e talos das verduras. almeirão. acerola e outras frutas que não alterem o sabor do suco. Caso isso não seja possível. · Iogurte. abóbora e talos das verduras. abóbora ou mandioca. · Pão com fatia de queijo. lasanha com abobrinha. etc.Nutrição 7 crianças para o almoço ou jantar. e deve ser oferecida em abundância. mandioquinha. Além de mais saudável. abóbora. · Cereais em barra com frutas. balas e outras guloseimas muito doces ou muito salgadas. que contêm muito açúcar. · Purês e patês: misturar cenoura. · Salada de frutas. graviola. Apesar de as crianças preferirem tomar refrigerantes e sucos.

devem fazer parte do cardápio diário do adolescente. É importante ressaltar que a adolescência é uma faixa etária importante para a aprendizagem dos princípios da nutrição adequada e que poderão conduzir a vida atual e adulta de forma mais saudável. visando diminuir os erros alimentares. DIETA ALIMENTAR DO ADOLESCENTE Proibir o consumo dos lanches rápidos na fase da adolescência não é a atitude mais acertada. É um período de crescimento e desenvolvimento físico intenso. Também merecem atenção especial as vitaminas. o ideal é instituir os cardápios de lanches orientados. geralmente favorece o desequilíbrio na dieta. A adolescência dura em média seis anos e começa diferentemente para cada sexo. . substitutos das grandes refeições e principalmente do jantar. · As frutas. pois são muito utilizadas no processo de crescimento. principalmente se o adolescente tiver propensão à acne (espinhas). Os adolescentes têm grandes necessidades de energia e nutrientes. · Para evitar que as principais refeições (almoço e jantar) sejam volumosas é bom intercalar com pequenos lanches e frutas. legumes e verduras. caracterizado por intensas transformações de natureza biológica. · As refeições devem ter horários regulares. Estas necessidades são proporcionalmente maiores no início da adolescência. A preferência dos adolescentes por lanches rápidos.8 Nutrição ALIMENTAÇÃO DE ADOLESCENTES A adolescência é um período de transição entre a infância e a idade adulta. · É bom evitar preparações muito condimentadas e frituras. entre 9 e 10 anos e no sexo masculino. As exigências de proteínas são bem maiores nessa faixa etária. diminuindo ao passar para a fase adulta. No sexo feminino o seu início é mais cedo. de preferência crus e com casca. cálcio. fósforo e ferro. psicológica e social. resultando em cardápios muito calóricos e pouco nutritivos. · Uma atividade física regular ou simplesmente andar e brincar também faz bem ao adolescente. A combinação dos alimentos nem sempre é variada. somente aos 11 ou 12 anos.

macarrão. · Equilibre o que você come com a energia que gasta. etc). massas. tem mais massa corporal do que a mulher. a boa alimentação é fundamental para a manutenção e defesa do organismo. acompanhada da prática regular de exercícios físicos é. · Tome bastante água – de 2 a 2. poderá ficar com baixo peso. etc. por exemplo. DIETA ALIMENTAR DO ADULTO Alimentar-se bem nem sempre significa comer muito ou comer pouco. médicos. · Aumente a ingestão de fibras: farelo de trigo. A atividade física é outro fator fundamental para a definição da dieta alimentar do adulto. Dê preferência às preparações assadas. O homem. · Uma alimentação saudável. · Prefira as frutas e hortaliças cruas. Exercite-se. · Não faça refeições volumosas. Mastigue bem os alimentos. caju. A necessidade energética deste grupo é muito grande e no cardápio não pode faltar os carboidratos (arroz. massas e farinhas em geral. pedreiros.5 litros por dia. respeitando o ritmo e as necessidades de cada pessoa. . etc. em especial peixes e aves. · Substitua as gorduras animais (banha. abacaxi. diminuição da atividade física ou aumento da prevalência de enfermidades. Os principais cuidados com a dieta desse grupo são: · Evitar o excesso de carboidratos (arroz. · As dietas devem ser individuais. A alimentação deve ser equilibrada e conter alimentos variados. cereais integrais. por isso necessita de mais energia. toucinho. etc). Atividades predominantemente intelectuais: Escritores. · Por causa da baixa atividade física. Nas mulheres. bagaço de laranja. · Não pule refeições. em vista de modificação da massa corporal. jardineiros. caminhada. professores. O seu mundo gira em torno do trabalho e é de acordo com a atividade exercida que se planejará a sua alimentação. O tamanho e a composição do corpo podem influir no gasto de energia. etc. As exigências nutricionais do adulto vão depender da atividade física. · Os exercícios físicos proporcionam inúmeros benefícios ao organismo e à mente. poderá ficar com sobrepeso. etc). · Dê preferência aos alimentos naturais e carnes magras. Apenas evite os líquidos durante as refeições. · Reduza o consumo de sal e açúcar. · Evite frituras e carnes gordurosas.Nutrição 9 ALIMENTAÇÃO DO ADULTO Nesta fase. manteiga) por óleos vegetais. pois há pouco gasto de energia. em horários regulares e longe da televisão. grelhadas ou cozidas com pequena quantidade de óleo vegetal. massa corporal e idade. consumir mais fibras para favorecer o funcionamento do intestino. doces. acerola. as caminhadas e a prática de um esporte prazeroso já é um grande começo. limão. · Fazer alguma atividade física regularmente – ginástica. a atitude ideal para se manter a boa forma e a saúde no decorrer de toda a vida. verduras de folha. macarrão. escriturários. pães. dependem ainda se estão grávidas ou amamentando. provavelmente. operários. etc. Prefira os temperos e as ervas aromáticas. · Coma com tranqüilidade. Não é necessário que o exercício seja feito em uma academia. carteiros. O café da manhã é a primeira e mais importante refeição do dia. natação. Inclua no cardápio diário pelo menos uma fonte de vitamina C (laranja. se comer mais. O gasto de energia dos adultos pode mudar com a idade. Faça entre quatro a seis pequenas refeições ao longo do dia. · As mulheres devem consumir mais alimentos ricos em cálcio ao longo da vida a fim de evitar a osteoporose. Atividades que exigem maior esforço físico: Esportistas. Se comer menos do que precisa. A quantidade vai depender principalmente da atividade física.

· Evite refeições volumosas. Como em todas as fases da vida. o cardápio deve ser o mais variado possível. Coma com tranqüilidade e mastigue bem os alimentos. Uma boa alimentação exerce papel fundamental na promoção. · O consumo de doces deve ser eventual. carnes magras e aves sem pele. O valor calórico da alimentação deve ser suficiente para manter o vigor e a atividade física. que são ricos em proteínas e possuem baixo teor de gorduras. . · Evite café e refrigerantes. · Tome sol pela manhã. proporcionando uma dieta saudável e nutritiva. O tipo de exercício físico a ser praticado deve ser definido com base numa avaliação médica e sob orientação de um profissional especializado. · O sal também deve ser usado com moderação. · Mantenha um peso saudável. pães. · Os miúdos devem ser consumidos com moderação. Fracione a alimentação em 5 a 6 pequenas refeições ao longo do dia. Dê preferência às frutas como sobremesa. sem que provoque o aumento ou a redução do peso corporal. · O leite e derivados são importantes para suprir as necessidades de cálcio e vitamina D. · Beba bastante água. Acentue o sabor dos alimentos com ervas e condimentos. Uma dieta saudável deve incluir frutas e hortaliças frescas. a fim de preservar vitaminas. manutenção e recuperação da saúde. A exposição ao sol contribui para ativar a vitamina D presente no organismo. é possível compensar as mudanças naturais da idade e favorecer a boa forma e a saúde. mais do que nunca. é preciso evitar a deficiência ou o excesso de nutrientes. Use óleos vegetais em lugar de gordura animal. como diabetes e hipertensão. principalmente à noite. · Evite também cigarros e bebidas alcoólicas. a alimentação deve ser variada e equilibrada. promovendo um equilíbrio entre a quantidade e qualidade de alimentos. DIETA ALIMENTAR NA TERCEIRA IDADE As necessidades nutricionais diárias na terceira idade não são muito diferentes das de grupos mais jovens de pessoas. óleos vegetais. · Na escolha das carnes. · Faça uma atividade física regulamente. o que não significa que a alimentação não possa ser saborosa. pois eles são ricos em colesterol. apenas evite os líquidos durante as refeições. Na terceira idade.10 Nutrição ALIMENTAÇÃO NA TERCEIRA IDADE É importante dizer que idade avançada não precisa ser sinônimo de problemas de saúde. · Evite frituras. erva cidreira e hortelã. minerais e fibras. As restrições dietéticas. dê preferência aos peixes. cereais e massas integrais. · Dê preferência às frutas frescas e hortaliças cruas ou ligeiramente cozidas em pouca água ou feitas no vapor. · Para garantir uma alimentação nutritiva e balanceada. garantem o consumo de todos os nutrientes que o corpo precisa para viver em harmonia. apenas deve-se ter o cuidado de adequar a dieta para os indivíduos com dificuldade de mastigação e deglutição. Dê preferência aos chás naturais como camomila. Faça isso uma hora antes ou uma hora depois. devem ser respeitadas. de preferência entre 7 e 10 horas. carnes magras e água. decorrentes de doenças específicas. além de um visual bonito e apetitoso. incluindo uma boa alimentação e atividade física. Com hábitos de vida saudáveis. · As refeições coloridas. Mas tudo com moderação.

toucinho. o melhor é utilizar somente as claras. · Alimentos. Considere o açúcar como tempero e não como alimento. somado ao ganho de peso. Ltda. Publicação da Núcleo Consultoria.muita moderação.. 2ª edição. Livraria Roca. Coma carnes magras e utilize os óleos vegetais (girassol. São Paulo. Krause & Mahan. um dos maiores inimigos das pessoas na terceira idade. faz com que o açúcar seja mais dificilmente aproveitado pelo organismo. São Paulo. e a obesidade é muito prejudicial à saúde AÇÚCAR: a diminuição da capacidade funcional do pâncreas é normal na idade avançada. GORDURA ANIMAL: taxas elevadas de colesterol e aterosclerose provêm de uma alimentação rica em gorduras animais. bolos e as massas . GORDURA: para as gorduras de origem animal (banha. · Nutrição em Pauta. Referências bibliográficas: · Nutrição e Saúde. azeite. podendo causar diabetes.. No caso de colesterol muito alto. milho. Marilene Pinheiro Euclides. FARINHAS: dê preferência aos cereais integrais. · Nutrição.. Artigo “A Alimentação na Terceira Idade”. 7ª edição. Para os adultos e idosos. Material extraído do manual “Alimentação por Faixa Etária” elaborado pela Secretaria Municipal de Política de Abastecimento. Isso.Nutrição 11 O QUE PODE E O QUE NÃO PODE NA DIETA DA TERCEIRA IDADE SINAL VERMELHO SINAL VERDE FARINHAS: quanto mais refinadas mais suaves e macias ficam as tortas. bacon. soja. Viçosa. . mesmo assim. Os farelos também são uma boa opção. e Rep. elevam o peso corporal. AÇÚCAR: use pouco açúcar nas preparações. Além do mais. carnes gordas. · Nutrição do Lactente. de Fayard. O açúcar mascavo é uma ótima opção. Artigos de Maria Cristina Elias. OVOS: . Esther I. Nutrição e Dietoterapia. com moderação. etc) não existe sinal verde. o conselho é não utilizar mais que três ovos por semana. etc) e.mas muito mais pobres em nutrientes. Eles são mais ricos. Com. OVOS: a gema contém gordura e colesterol.

ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO Toda a equipe de saúde deverá estar atenta para programar e avaliar as ações de saúde. desnutridas) para acompanhamento na unidade de saúde. Mais detalhamento e sugestões de organização da assistência e fluxo de captação – vide AGENDA DA CRIANÇA (Protocolos 2004 / capítulo do Crescimento e Desenvolvimento). . priorizando a população das áreas de risco. . devem ser incorporadas na rotina de atendimento às crianças e adolescentes pelas equipes de saúde. Teste do Pezinho. buscando atuar de forma precoce nas intercorrências. de baixo peso. CALENDÁRIO DE ATENDIMENTO O calendário proposto para o controle do crescimento e desenvolvimento. Ações simples. este calendário poderá ter alterações. alterações no desenvolvimento neuropsicomotor e situações de risco. de forma intercalada. RN prematuros. pelas unidades básicas de saúde. crianças desnutridas. Para que estas ações contribuam para a melhoria da saúde infantil. Implementar o acompanhamento sistemático do crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. identificando problemas nutricionais. tendo como eixo o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança. . imunização. bem como o trabalho integrado das equipes de saúde. Capacitar a equipe de saúde para identificar e captar crianças e adolescentes de risco (RN de risco. além do registro e avaliação do Cartão da Criança. a critério da equipe de saúde e deverá ser priorizado o acompanhamento pelo médico (generalista ou pediatra). é de fundamental importância para a promoção à saúde e prevenção de agravos das crianças e adolescentes. deverá estar garantido o acompanhamento diferenciado inclusive com calendário próprio (ver Agenda da Criança / capítulo do RN de alto risco). As propostas apresentadas a seguir se inserem dentro da proposta da SMSA/BH de reorganização das ações de atenção à criança (BH Viva-Criança). além das atividades educativas. asmáticas. possibilitando ampliação na oferta de atendimentos da unidade de saúde. do nascimento até a adolescência. entre outras. de crianças e adolescentes pressupõe a atuação de toda a equipe de saúde. medir. Estabelecer calendário de atendimento à criança e ao adolescente. além de atividades educativas desenvolvidas em grupo. preferencialmente através de consultas intercaladas entre pediatra.Crescimento e Desenvolvimento 1 INTRODUÇÃO O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento (CD). Ao RN de risco. é necessária a capacitação continuada das equipes de saúde e o seguimento dos protocolos estabelecidos. como pesar. avaliar os marcos de desenvolvimento e aquisição de novas habilidades. No caso de crianças de risco. etc. objetivando garantir o acesso e qualificar a assistência às crianças e adolescentes através da organização do trabalho em equipes e sistematização do atendimento. médico generalista e enfermeira. OBJETIVOS .

Sugere-se que a equipe avalie as questões: . desnutridos etc. mostrem necessidade. Enfermagem Consulta com generalista Consulta com enfermeiro Consulta com pediatra Grupo educativo + cons. Capacidade da equipe de captar precocemente o RN de risco. considerando aspectos qualitativos e quantitativos. Cobertura do programa. AVALIAÇÃO Propõe-se que a equipe de atenção à criança faça avaliações periódicas do atendimento à criança. com atendimento de enfermagem. INSCRIÇÃO NA UNIDADE Serão inscritas no controle de crescimento e de desenvolvimento todas as crianças da área de abrangência da Unidade de Saúde. mãe com baixa instrução. . documento da Coordenação de Atenção à Criança –SMSA). BCG.Saúde Integral. área de risco. Somente serão encaminhados para consulta os casos que. Enfermagem Consulta com generalista 2º ano de vida Consulta com pediatra Consulta com generalista 3 a 19 anos A primeira avaliação da criança deverá ser feita no 5º dia de vida. destacando-se a importância da captação precoce e da garantia de acesso. principalmente dos RN de risco e criança desnutridas. pediatra. mãe adolescente. (vide critérios na Agenda de Compromissos da Saúde Integral da Criança e Redução da Mortalidade Infantil. com realização de avaliação global da criança e da mãe através de consulta de enfermagem. Capacidade de resposta aos casos agudos. e grupos operativos. . porventura. em relação às crianças da área de abrangência.2 Crescimento e Desenvolvimento Calendário para acompanhamento da criança e do adolescente crescimento e desenvolvimento IDADE ATIVIDADE 1º ano de vida 1ª semana após o parto 5º dia Saúde Integral 01 mês 02 meses 03 meses 04 meses 06 meses 09 meses 12 meses 15o mês 18º mês Uma consulta médica anual Visita domiciliar (ACS / ESF) Consulta com enfermeiro Consulta com pediatra Grupo educativo + cons. Indicadores relativos às crianças acompanhadas: · · · · · · % com vacinação em dia % com alimentação adequada % com aleitamento materno (<6 meses) % com desenvolvimento normal e alterado % com Cartão da Criança preenchido % de desnutridos (por grau) . avaliação do aleitamento materno. Ao final da atividade deverão ser tomadas as medidas antropométricas das crianças participantes. generalista. O acompanhamento da criança deverá ser feito de forma intercalada. . priorizando as áreas de risco. incluindo as crianças com critérios de risco (baixo peso. As atividades de grupo educativo serão coordenadas por um integrante da Equipe de Saúde da Família. realização de teste do pezinho. conforme orientações da Agenda da Criança).

vesti-la ou amamentá-la. que deverá ser feita até os 24 meses de idade. RTCA. bate. Estimular o balbucio e a comunicação oral. Permitir que a criança brinque com as mãos e leveas à boca. 4º /5º mês Sustenta a cabeça Sorri e observa atentamente o ambiente Segura objetos e brinca com eles na linha média Postura simétrica Localiza lateralmente a fonte sonora Oferecer brinquedos de borracha e outros materiais seguros. fome. 8º/9º mês Senta sem apoio com bom controle de tronco Reage negativamente frente a pessoas estranhas Arrasta-se ou engatinha Entende palavras e ordens simples Localiza sons acima e abaixo dos ouvidos Explora as características dos objetos (balança.Crescimento e Desenvolvimento 3 · Intercorrências (diarréias. perceptivo. Conversar e cantar para a criança. explora-os visualmente e com a boca Rola sobre o próprio corpo Balbucia Atende quando chamado pelo nome Repetir os sons que a criança emite. etc. Estimulação adequada 2º mês Fixa e segue objetos até 90 graus Choro diferenciado (dor. Tocar e conversar com a criança. Mostrar e nomear partes do corpo durante o banho e troca de roupa. brincar e falar com a criança quando lhe der banho. preensão palmar e plantar. sustenta a cabeça com apoio de antebraços Chamar a atenção da criança sorrindo e conversando carinhosamente. etc) Produz sons vocálicos Apresentar objetos sonoros e/ou coloridos. . Produz sons nasais e guturais Sucção vigorosa e eficiente Reage aos sons do ambiente e à voz humana Estimular a mãe a tocar a criança e conversar carinhosamente com ela. emocional e motor. 3º mês Sorriso social Sustenta a cabeça quando colocada no colo Segue objetos até 180 graus De bruços. Colocar a criança de bruços. A avaliação do bebê prematuro deve ter como parâmetro a idade corrigida. internações. Estimular a movimentação e mudança de postura. Acariciar. Avaliação de satisfação das mães MARCOS DO DESENVOLVIMENTO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA A família deve ser orientada a estimular a criança em todos os aspectos do desenvolvimento: sensorial. Oferecer brinquedos e objetos para que a criança os alcance (sentado e de bruços). etc) e do ambiente Brincar com a criança na posição sentada. A tabela abaixo mostra alguns marcos do desenvolvimento para crianças nascidas a termo e algumas estratégias de estimulação adequadas. Aquisições 1º mês Postura flexora dos membros Fixa o rosto da mãe ou cuidador Predomínio de respostas reflexas: Moro. · Internações · Vigilância ao óbito infantil na área de abrangência . Conversar e cantar para a criança. pneumonias. Oferecer brinquedos sonoros. Atender a situações de desconforto. 6º/7º mês Senta com apoio Segura objetos. Estimular o sorriso. óbitos) etc. Conversar com a criança.

dá. produtos de higiene e limpeza e material de qualquer natureza que ofereça riscos à saúde e à vida da criança. deixando fora do alcance da criança de qualquer idade objetos cortantes. Priorizar a fala como meio de comunicação. 13º/18ºmês Anda sem apoio Fala pelo menos 4 a 6 palavras Explora ativamente o ambiente Mastigação bastante eficiente Participa ativamente das atividades de vida diária. Estimular a marcha e a exploração do ambiente. Estimular a participação ativa da criança em todas as atividades de vida diária. Obs: Prevenir os acidentes domésticos. Nunca deixe a criança sozinha. pentear o cabelo da boneca. sem a supervisão de um adulto.4 Crescimento e Desenvolvimento Aquisições 10º /11º mês Fica em pé com apoio Reconhece algumas partes do corpo Transfere objetos de uma mão a outra Associa objetos a suas funções Estimulação adequada Favorecer o uso funcional dos objeto: empurrar o carrinho. pontudos ou muito pequenos. conversar e contar estórias. tchau Alimenta-se de todas as consistências Procura por objetos escondidos Estimular a criança a andar. consistências e sabores. medicamentos de qualquer tipo. papa. etc Brincar. às vezes sem apoio Linguagem compreensiva bem desenvolvida Primeiras palavras com significado: mama. ajudando em tarefas como vestir. 12º mês Anda quando seguro pelos dedos Pega objetos pequenos usando o polegar e o indicador Fica de pé. alimentar. Reforçar todo tipo de intenção comunicativa da criança. despir. Oferecer alimentos de diferentes texturas. . etc. Brincar de esconder e achar.

As doenças controladas através de imunização. intensificações. completar o esquema de cada criança antes mesmo do primeiro ano de vida ou até os cinco anos de idade. mas não se perde a oportunidade de vacinar”. Tudo isso desmotiva a população a acreditar nos serviços e retornar para buscar a vacina. É necessário ainda que todos os profissionais estejam informados e participem das atividades extramuros (campanhas. A notificação deve ser feita no impresso próprio que encontra-se disponível em todos os Centros de Saúde. Embora as vacinas sejam oferecidas e os profissionais estejam capacitados para execução desta atividade. Em relação à conduta a ser adotada para os eventos adversos. sarampo. é importante a avaliação da situação dessas doenças no município. Qualquer alteração da temperatura padronizada deve ser comunicada à Coordenação Técnica de Imunização. como pudemos testemunhar na erradicação da varíola em 1979 e. a conservação dos imunobiológicos durante o transporte e armazenamento dos mesmos. Embora menos freqüente hoje. Esta deve ser a máxima. seja através de visita domiciliar. varicela. as coberturas vacinais vêm decrescendo em Belo Horizonte. ou seja. devendo ser definida pela equipe a forma de buscá-los. bloqueios. consulte o Manual de Eventos Adversos. são capazes de erradicar moléstias. procedendo o seu registro no impresso próprio. ainda assim verifica-se diferenciais de cobertura vacinal nas distintas regiões da cidade. No nível local as vacinas são conservadas em geladeiras domésticas. A busca de faltosos deve ser sistematizada (semanalmente / quinzenalmente). fornecendo aos profissionais da área de saúde e população em geral. informações consistentes do ponto de vista técnico. rubéola. Torna-se então tema relevante quando se fala em programa de vacinação. Outra questão importante para elevar as coberturas vacinais é a manutenção do arquivo de vacinação com a 2ª via do cartão. mas também informar à população sobre o que realmente interessa. caxumba. mais recentemente. a perda de oportunidade para vacinar a clientela alvo. A leitura da temperatura deve ser feita diariamente. não só para medir a efetividade do programa. é necessário garantir a manutenção da qualidade do imunobiológico desde o momento que sai do laboratório produtor até o momento de sua aplicação. Depreende-se que um dos principais fatores que determinam a manutenção dessas baixas coberturas vacinais é. O objetivo do programa de imunização é. duas vezes ao dia. principalmente. tais como poliomielite. busca de não vacinados. no início e no fim do dia de trabalho. de todas as atividades realizadas com a finalidade de aumentar a cobertura vacinal ou diminuir a perda de oportunidades. sem dúvida. a eliminação da poliomielite nas Américas em 1994. devendo a temperatura ser mantida entre 2º e 8º positivos. Assim. a diminuição das doenças como efeito das ações de vacinação. ao mesmo tempo. . reduzir as taxas de morbi-mortalidade por esses agravos. ou seja. Um programa de vacinação efetivo. devem ser notificadas à vigilância epidemiológica.Imunização 1 INTRODUÇÃO A imunização é uma das medidas mais eficazes e imediatas no controle de doenças imunopreveníveis. portanto. Sabe-se que a disponibilidade de tecnologia é fundamental para garantir a efetividade das ações em tempo hábil. buscando. “Perde-se vacina. Por isso. para que possam ser traçadas medidas de intervenção e controle. busca de faltosos. etc). de acordo com as possibilidades da equipe de saúde. a despeito da ampliação significativa do quantitativo de profissionais da rede de serviços. enviando carta ou aerograma ou fixação de listagem na unidade. Além da necessidade de mantermos coberturas vacinais elevadas e homogêneas. Outro ponto importante é a notificação dos eventos adversos associados às vacinas. difteria e tétano. Nos últimos anos. ou até mesmo o agendamento de algumas vacinas uma vez por semana. O arquivo nos possibilita controlar o comparecimento da clientela à vacinação e identificar os faltosos. há ainda locais em que se verifica o funcionamento da sala de vacina em determinados horários. Veja mais sobre esse tema no Manual de Rede de Frio. em consonância com uma intensa vigilância e outras medidas de controle. hepatite B. poderemos contribuir no aprimoramento da segurança no uso dos imunizantes para crianças e adultos e.

rubéola.PR. vacina pentavalente. O esquema básico se constitui de 03 doses com intervalo de 30 dias da primeira para a segunda dose e 180 dias da primeira para a terceira dose. doenças invasivas pelo Haemophilus Poliomelite Difteria. imunoglobulina anti-hepatite B. ou corticoterapia em altas doses e condições que causam deficiência imunológica (asplenia. utilizando as vacinas preconizadas pela OMS para esta faixa etária: dT (difteria e tétano). . ES e MG). Acompanhando as transformações demográficas e epidemiológicas do nosso país. tétano..SC E RS) e áreas de risco potencial (alguns municípios dos estados BA. imuno anti-tetânica.20 anos Reforço Reforço *1 . 1º 2º 2º 2º ref.ID Contra febre amarela 4 . vacina anti-haemophilus tipo B.A primeira dose da vacina contra Hepatite B deve ser administrada na maternidade. radioterapia.B *1 D ose Única 1ª dose 1ª dose 1ª dose 2ª dose 2ª dose 3ª dose 3ª dose 3ª dose Única 1ª dose 1º ref. hepatite A. vacina contra hepatite b. TO. preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida do RN.MG. rubéola.SP. caxumba Formas graves da TBC Febre amarela 2 meses Tetravalente *2 VOP 4 meses Tetravalente VOP Tetravalente 6 meses 9 meses 12 meses 15 meses VOP Contra Hep.) apresentando risco aumentado para infecções. Hepatite B D oenças evitadas Formas graves da tuberculose Difteria. RR.MA.. caxumba Difteria. doenças invasivas pelo Haemophilus Poliomelite Hepatite B Febre amarela Sarampo.PA.2 Imunização Mencionamos que Belo Horizonte conta desde 1992 com o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais. tétano e coqueluche Poliomelite Sarampo. 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente e dois reforços com a DPT. com o objetivo de beneficiar uma parcela especial da população que. o Programa Nacional de Imunizações incorporou um outro desafio neste século: ampliar as ações de vacinação para a população acima de 60 anos. tétano e coqueluche Poliomelite Difteria. imuno anti-rábica. ref. contra influenza (contra gripe) e pneumoco 23. neoplasias malignas. Entre as pessoas que devem ser encaminhadas ao CRIE incluem-se: infectados pelo HIV. portador de imunodeficiência congênita.O esquema de vacinação atual é feito aos 2. DTP acelular. vacina contra varicela. doenças invasivas pelo Haemophilus Poliomelite Difteria.B Contra febre amarela *3 Triviral (SRC) DPT VOP DPT VOP Triviral BCG .A vacina contra febre amarela está indicada a partir dos 9 meses de idade para as crianças que residam ou que irão viajar para áreas endêmicas (Estados: AP. coqueluche.GO E DF). em quimioterapia.BA. anti-pneumococo 7.RO.MT. antipneumococo 23. coqueluche. ref. por motivos biológicos.MS. coqueluche. C alendário básico de vacinação / 2004 Idade 1 mês V acinas BCG . *3 . imuno anti-varicela zoster. Se viajar para áreas de risco.ID Contra Hep. insuficiência renal. vacinar contra Febre Amarela 10 dias da viagem.6 anos 10 . tétano. tais como imunodeficiências congênitas ou adquiridas são impedidos de usufruir dos benefícios dos produtos que se encontram na rotina das unidades básicas.AC.AM. ref. tétano. sendo o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos. influenza. anti-meningocócica C. *2 . Os imunobiológicos disponíveis atualmente no CRIE são: vacina de Poliovírus inativada. área de transição (alguns municípios dos Estados:PI.

*3 .SP. A vacina Triviral ou Dupla Viral deve ser administrada em mulheres de 12 a 49 anos que não tiverem comprovação de vacinação anterior. rubéola. RR. verificar situação vacinal para essas doenças e aqueles que não tiverem comprovação de vacinação anterior. RO. PR. ES e MG). *2 . área de transição (alguns municípios dos Estados:PI.SC e RS) e áreas de risco potencial (alguns municípios dos estados BA. B 6 meses após a 1ª dose contra Hep. aplicar somente doses de reforço a cada 10 anos.MA. Em ferimentos graves.BA.Imunização 3 Calendário de vacinação do adolescente Idade de 11 a 19 anos (na primeira visita ao cs) Vacinas Contra hep.MG.Adolescente que resida ou que irá viajar para áreas endêmicas (Estados: AP. antecipar a dose de reforço para 5 anos após a última dose.PA. seguir o esquema acima.GO E DF). precisa receber uma dose de reforço.MS. mas recebeu sua última dose há mais de 5 anos.Adolescente que tiver duas doses da vacina Triviral (SRC) devidamente comprovada no cartão de vacinação. Adolescente grávida que esteja com a vacina contra tétano em dia. TO.MT. não precisa receber mais nenhuma dose.caxumba Hepatite B Hepatite B 1 mês após a 1ª dose contra Hep. DT ou dT. seguir o esquema acima.Adolescente que já recebeu anteriormente 03 doses ou mais das vacinas DTP. B dT dT dT FA 2ª dose 3ª dose Reforço Reforço Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela OBS: Adolescente que não tiver comprovação de vacinação anterior. vacinar contra Febre Amarela 10 dias da viagem.B 2 meses após a 1ª dose de dT 4 meses após a 1ª dose de dT a cada 10 anos por toda a vida Contra hep. B Contra hep. *1 .AM. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. . Se viajar para áreas de risco. B dT *1 FA *2 Triviral (SRC) *3 Dose 1ª dose 1ª dose dose inicial dose inicial 2ª dose 3ª dose Doenças evitadas Hepatite B Difteria e tétano Febre amarela Sarampo. AC. OBS: A partir dos 20 anos de idade.

*2 . nas pessoas que residem em instituições fechadas ou estejam acamadas.4 Imunização Calendário de vacinação do adulto Idade dT A partir de 20 anos FA D. *1 .Viral ou Triviral 2 meses após a 1ª dose de dT 4 meses após a 1ª dose de dT V acinas 1ª dose D ose dose inicial dose única D oenças evitadas difteria e tétano febre amarela Sarampo. Caxumba difteria e tétano difteria e tétano dT dT 2ª dose 3ª dose a cada 10 anos por toda a vida dT FA contra influenza *1 Reforço Reforço dose anual dose única difteria e tétano febre amarela influenza ou gripe contra doenças causadas pelo pneumococo 60 anos ou Mais contra pneumococos *2 OBS: OBS: A partir dos 20 anos de idade. seguir o esquema acima.A vacina contra influenza é oferecida anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação para população acima de 60 anos. Rubéola. verificar situação vacinal para essas doenças e aqueles que não tiverem comprovação de vacinação anterior. .A vacina contra pneumococos é aplicada durante a Campanha Nacional de Vacinação para população acima de 60 anos.

cultura. tais como. Delegacias. o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes Violentos (NAVCV).Violência / Acidentes 1 INTRODUÇÃO A Organização Mundial de Saúde considera a violência um dos grandes desafios para a Saúde Pública. apresentando múltiplos determinantes e significados influenciados por questões de gênero. a notificação e o encaminhamento aos órgãos competentes (Conselhos Tutelares. Centro de Apoio a Vítimas de Violência (CAVIV). negligência. que são os mais afetados. o Benvinda / Casa Abrigo Sempre Viva. o abandono. A violência intra-familiar apresenta várias faces. Programa Sentinela. A complexidade e a magnitude da violência exigem intervenções complexas. que demandam orientação social. . Casos mais complexos. jurídica e psicológica podem ser encaminhados aos serviços de referência existentes. a negligência e a violência psicológica deixam marcas. como o abuso sexual. lazer e esportes. e o acompanhamento às famílias. Além das lesões e traumas físicos sofridos por um número cada vez maior de pessoas. Abrigos. Em todos os casos de atendimento a vítimas de violência. Os sinais e sintomas podem ser vagos ou mascarados. são necessários o registro. envolvendo políticas públicas de geração de trabalho e renda. encaminhamentos a serviços especializados. envolvendo Assistência Social e Conselhos. Serviços de Orientação Sócio-Familiar (SOSF). por toda a vida. outras formas de violência. e cabe especial atenção para sua identificação. entre outros. assistência social. valores culturais. saúde. Envolve a identificação de casos suspeitos e situações de vulnerabilidade. sexual. muitas vezes levando à morte. entre outros. programas de inclusão social. psicológica. quando necessário. A abordagem às pessoas em situação de violência. requer uma postura acolhedora e responsável. sejam elas mulheres. crianças ou idosos. no sentido de construir novas possibilidades de vida para essa população vulnerabilizada. a assistência integral de acordo com o nível de complexidade. o registro e notificação dos casos aos órgãos competentes. AMAS. pelos serviços de saúde. Programa Miguilim. a escuta e análise do caso. éticos e religiosos. Promotoria etc). não sendo facilmente percebida pelos profissionais de saúde e podendo apresentar-se como violência física. em especial as crianças e os adolescentes. intersetoriais. População de Rua. educação. Na maioria dos casos são necessárias intervenções mais abrangentes. nem sempre visíveis.

desrespeito. Alfredo Balena. Prof. Prof. exploração física através do trabalho doméstico forçado. intimidação por meio de agressão verbal. ferir ou submeter a criança ou adolescente. Qualquer forma de atividade e prática sexual sem consentimento com uso de força . brigas e violência no ambiente doméstico. estupro. Cristiano Rezende. humilhar. inclui a omissão de cuidados. 50 Av. Tentativa de controlar as ações.2 Violência / Acidentes TIPOS DE VIOLÊNCIA Tipo de violência Física Criança/Adolescente Uso intencional não acidental de força física com objetivo de danificar. lacerações. exibicionismo. Alfredo Balena. ameaças corrupção. cassar a autonomia. atendimento e acompanhamento dos casos suspeitos ou confirmados de violência. tolhir. Tipo de violência Serviço para encaminhamento UPAS: Endereço Telefone Física: espancamento. contusões ou queimaduras. manipulação. chantagens. negligência. queimaduras Hospital João XXIII Hospital Odilon Berhens Hospital das Clínicas Hospital Odilon Berhens Hospital das Clínicas Sexual Hospital Júlia Kubitschek Maternidade Odete Valadares (>10 anos) Av. manipulação. bem como para o encaminhamento a serviços de referência ou especializados quando necessário. 110 Rua Dr. 50 Av. 110 Rua Formiga. Alfredo Balena. Indução de tensão. 400 Rua Formiga. 9494 3239-9200 3277-6183 3248-9300/ 3248-9379 3277-6183 3248-9300/ 3248-9379 3322-2728/ 2828 3335-2457 . Contorno. Sexual Psicológica Rejeição. ORGANIZANDO A ABORDAGEM À VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE As unidades básicas de saúde devem ser a porta de entrada preferencial para a identificação. angústia. 312 Av. exploração do trabalho infantil (< 16 anos). atos libidinosos. Mulher Agressão com lesões corporais. sedução. omissão de cuidados. ameaças de abandono privar. chantagem. fraturas. fraturas. isolamento. humilhação. isolamento familiar e social. depreciação. acolhimento. Prática de ato sexual induzido ou forçado com ou sem violência física. Prof. Idoso Agressões com lesões corporais. Idem mulher. traumas. injúria. discriminação. ameaças ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal. crenças e decisões da mulher por meio de intimidação.intimidação.

contusões. fazer propedêutica de acordo com as necessidades de cada caso. de ações educativas e de mobilização comunitária. quando. descrevendo o fato. Fazer os encaminhamentos necessários de acordo com a gravidade e complexidade de cada caso. Prestar os cuidados necessários referentes às queixas da vítima. irritação. quem foi o agressor. creches. . hematomas. prestando atendimento imediato. Acolher as vítimas de violência. Estar atento aos sinais sugestivos de violência intrafamiliar e situações de risco. Estar atenta aos sinais sugestivos de violência. Desenvolver uma atitude solidária e respeitosa à pessoa vítima de violência. . Participar da articulação da rede de apoio local (escolas. . confiança e respeito no atendimento. . projetos esportivos e culturais). . por que. Garantir privacidade. . presença de lesões físicas. AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE . psicológica) e as lesões físicas existentes: . procurando identificar situações de violência intrafamiliar (presença de fraturas. arranhaduras. quando. . . gravidade do caso. isolamento. ATENDIMENTO MÉDICO . . sexual. luxações. se informado. Desenvolver uma atitude de solidariedade e respeito e garantir a privacidade nas situações de violência intrafamiliar. edemas. todo caso suspeito de violência. quem foi o agressor) a possibilidade de risco de vida. Registrar no prontuário e no impresso correspondente do sistema de produção. Estabelecer um vínculo de confiança individual e institucional. . onde e como ocorreu e. . Identificar sinais de alerta e de situações sugestivas de violência intrafamiliar nas visitas domiciliares e informar à equipe de saúde. Participar do acompanhamento às famílias em situação de violência intrafamiliar através de visitas domiciliares. manchas roxas. . Avaliar. Considerar a violência como critério de risco para atendimento prioritário na UBS. . comportamento auto destrutivo conseqüentes a agressão) em todo atendimento e nas visitas domiciliares. Agendar retorno e/ou visita domiciliar para acompanhamento do caso. descrever e registrar os sinais de violência (física. . dificuldades escolares. inflamação. Orientar e encaminhar vítimas de violência ou autores de agressão para apoio e tratamento nas Unidades de Saúde. Avaliar a história de violência (o que e como ocorreu.Violência / Acidentes 3 ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE SAÚDE CABE À TODA A EQUIPE DE SAÚDE . .

DISQUE DENÚNCIA – 0800. SOS SAÚDE . . Hospital das Clínicas. . DISQUE DENÚNCIA VIOLÊNCIA SEXUAL .3277-7722 . quem foi o agressor. Avaliar os recursos sociais e familiares para continuidade do atendimento.4 Violência / Acidentes ASSISTENTE SOCIAL . SERVIÇOS DE APOIO . da forma mais ágil possível. Fazer os encaminhamentos necessários (sociais. HCL). ações integradas. . Avaliar a história de violência. . Promover ações educativas com o tema violência. a possibilidade de risco de vida. quando. Maternidade Odete Valadares e Júlia Kubitschek. onde e como ocorreu e. NOTIFICAÇÃO Todo caso suspeito ou confirmado de violência intrafamiliar ou sexual deverá ser registrado no prontuário. queimaduras de maior gravidade. dentro dos moldes do SINAN. direitos (ECA) e cultura da paz. as limitações e as possibilidades pessoais e familiares para lidar com a questão. murais. deverão ser encaminhados aos Serviços de Urgência (UPA´s) e Pronto Atendimento Hospitalar (HOB. reuniões com Comissão Local de Saúde e reuniões com a comunidade. ENCAMINHAMENTOS As unidades básicas de saúde deverão ter conhecimento da competência dos serviços de apoio disponíveis na cidade e seus respectivos telefones e endereços. contemplando as informações colhidas do fato. DISQUE MULHER – 3277-4555 . Casos de maior gravidade. Casos de abuso sexual. se informado. jurídicos. suspeita de lesão de órgãos internos e estado de choque emocional. notificar o Conselho Tutelar (em caso de crianças e adolescentes) e encaminhar a um dos hospitais de referência: HOB. DISQUE DIREITOS HUMANOS – 0800-311119 . oficinas. ao respectivo Conselho Tutelar. lesões graves e ou extensas. como abuso sexual. DISQUE IDOSO – 3277-4646 .2831244 . traumatismo cranianos e fraturas. Será implantada uma ficha de notificação dos casos suspeitos de violência intrafamiliar e sexual. após um primeiro atendimento e avaliação da gravidade.0800-305000 . dentre outros. psicológicos e de auto-ajuda). Notificar todo caso suspeito ou confirmado de violência contra criança e adolescente. . Agendar retorno e/ou visita domiciliar para acompanhamento do caso. . através de grupos operativos. HPS. a complexidade da situação.

Mun. 1772 . psicológico e jurídico – tel: 32141903 – 32141898 .32141897 – R. Tel. psicológica e racial Av. 353.277-4346 BENVINDA Centro de Apoio à Mulher nas áreas jurídica. Olegário Maciel.Lourdes Tel-3335-8375/8311 .Violência / Acidentes 5 CONSELHOS TUTELARES Barreiro Centro Sul Leste Nordeste Noroeste Norte Oeste Pampulha Venda Nova 3384-5111/2218 3201-0600/3277-4544 3222-4605/7384 3484-3938/3738 3277-7224/ 3464-3100 3435-1113/1582 3277-7056/ 3371-4472 3491-6266/ 3441-0058 3277-5512/ 3451-0205 CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E ADOLESCENTE 3277-5685/ 5687/ 5689 NAVCV Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes Violentos: atendimento social. Assistência Social que orienta e fornece assessoria aos atendimentos e acompanhamento às vítimas de violência sexual – tel: 3277-4767 COORD. 2231 – Bairro Floresta Tel: 3277-4379 / 4380 CASA ABRIGO SEMPRE VIVA Contato – Benvinda (vide acima) INSTITUTO MÉDICO-LEGAL – IML (funcionamento 24h) Tel: 3379-5000 –R. Assist. 555 . AMAS Atendimento psicológico e jurídico às vítimas e aos autores de agressão (encaminhamento via Conselho Tutelar).Centro. social. que tiveram seus direitos violados. SOSF Serviço de Orientação Sócio-Familiar da Secret. 1148/ 3ºandar . PROGRAMA SENTINELA (Violência Sexual) Programa da Secret. Nícia Continentino. Olegário Maciel.Centro Tel-3272-2930 JUIZADO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE Av. Mun.Centro Tel-3272-4133 PROMOTORIA DE DEFESA DOS DIREITOS DO IDOSO E DO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA Av. do Contorno. Tel: 3277-5162 Av. 29. MUNICIPAL DE DIREITOS DA MULHER Rua Paraíba. Social (regionalizado) – presta atendimento e acompanhamento às famílias de crianças e adolescentes que estão sob medidas protetivas. Afonso Pena. 1291 – Nova Gameleira DELEGACIA ESPECIALIZADA DE CRIMES CONTRA A MULHER Rua Tenente Brito Melo. 600 .330-1746 DELEGACIA ESPECIALIZADA DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA 3236-3808 PROMOTORIA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE Av Olegário Maciel. Santa Efigênia – Tel: 3277-9758 Tel. da Bahia. 4000.

absenteísmo escolar Características da Família Abuso de álcool e drogas Antecedentes familiares de maus tratos e abuso sexual Distúrbios psiquiátricos Rejeição à criança. queimaduras pelo corpo. que possam atuar como rede de apoio e proteção às crianças e adolescentes. padrão de crescimento deficiente Descuido da higiene. principalmente em crianças pequenas. apatia. queimaduras. Cabe aos serviços de saúde identificar e notificar ao Conselho Tutelar todos os casos suspeitos de maus tratos. psicológica e negligência/abandono. a unidade de saúde estará contribuindo para a sua consolidação. desnutrição grave. esportivos. suicidas. baixa auto-estima Desleixo com a higiene e aparência pessoal Possessividade. infecções (DST) ou sangramentos nas regiões genitais ou anais Tendências auto-destrutivas. agressividade. Pastoral da Criança. Pastoral da criança.6 Violência / Acidentes REFERÊNCIA E CONTRA-REFERÊNCIA Mesmo que encaminhada(o) para serviços especializados ou de urgência os profissionais que atendem a(o) paciente deverão garantir o agendamento de retorno na unidade ou visita domiciliar. falta de atenção Comportamento sexual inadequado Doenças psicossomáticas. discutindo sobre a prevenção da violência. com quatro tipos principais: violência física. associações etc). entre outros. casos conduzidos com sucesso. AMAS. manchas. pais biológicos ou outros adultos de referência da criança. negligência Apatia. Educação. bem como situações de risco envolvendo crianças e adolescentes. É fundamental que as Unidades Básicas de Saúde identifiquem e articulem os recursos locais e regionais existentes em sua área de abrangência (escolas. igrejas. SINAIS DE ALERTA PARA IDENTIFICAÇÃO DE VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Indicadores físicos e de comportamento da criança/ adolescente Presença de lesões físicas. vestimentas e aparência pessoal Trabalho infantil. fraturas mal explicadas Dores. vergonha excessiva Problemas de aprendizagem. Os sintomas podem ser vagos ou mascarados. isolamento da criança Expectativas irreais com a criança Autoritarismo Disciplina severa . CONSTRUINDO E PARTICIPANDO DA REDE Conhecendo e se integrando à rede de apoio local e regional. Assistência Social. promover a assistência integral à saúde. lesões. creches. medo ou apatia extrema. SOSF). etc) . apresentando-se como timidez excessiva. NAF. fobias. Sentinela. humor depressivo Fugas constantes de casa Agressividade. A unidade deverá desenvolver ações no sentido de viabilizar a presença de profissionais destes serviços nas reuniões locais (conselho de saúde. ABORDAGEM À CRIANÇA E ADOLESCENTE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA A violência contra a criança e adolescente em geral é praticada por mães. os encaminhamentos necessários e o acompanhamento às famílias através das equipes de PSF e da rede de apoio (Saúde Mental. fadiga constante. lesões. associações comunitárias. conquistas etc. internações repetidas. dificuldade de aprendizagem. fraturas. Conselhos Tutelares. projetos culturais. sexual. podendo se manifestar de várias formas. passividade.

financeiro. suporte financeiro e emocional. ou a ausência de ação apropriada que cause sofrimento ou prejuízo a uma pessoa idosa. todos os casos de violência contra a mulher são de notificação obrigatória. A proteção está disponível nas delegacias de polícia militar e civil. procurando uma delegacia especializada em crimes contra a mulher. Dependência. o que deve ser feito através do preenchimento da ficha de notificação. Estimular a vítima a denunciar o agressor.2comp) bem como a toda medicação profilática para doenças sexualmente transmissíveis (DST / HIV. A situação geralmente se dá numa relação na qual há expectativa de confiança e pode ocorrer no próprio domicílio. . com encaminhamento conforme rede de referência. Padrão de violência familiar. a autoridade policial local deve sugerir a remoção do idoso que esteja em situação de risco severo. Os profissionais de saúde devem oferecer apoio e solidariedade para além da assistência concreta de disponibilização dos recursos disponíveis. ameaças de espancamento ou abuso sexual. ABORDAGEM AO IDOSO VÍTIMA DE VIOLÊNCIA Violência a pessoa idosa é um ato único ou repetido. A LEI E A VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS Há duas relevantes formas de atuação: a prevenção e a ação. deve emitir relatório descrevendo as condições de saúde e de vida do idoso. podendo ser praticada inclusive pelo companheiro ou pessoa muito próxima à vítima. . Pode ser físico. por negligência.75 mg . É muito importante identificar os casos agudos de lesão física. A pessoa que abusa freqüentemente já sofreu abuso no passado. caso chamado a examinar o idoso suspeito de ter sofrido agressão. As agressões verbais e o abuso financeiro são as formas mais freqüentes de violência contra idosos. ambos para prevenir o abuso ou a agressão aos idosos. No atendimento ás vítimas de violência sexual (estupro): é importante que aquelas que tenham necessidade de contracepção de emergência tenham acesso ágil ao medicamento (Levonogestrel 0. É também importante considerar que a mulher que vive nesta situação tem mais dificuldade de cuidar da própria saúde. um amigo ou vizinho. . presença de doença . . História de problemas de saúde mental ou de distúrbio de personalidade ou de uso de drogas ou álcool da pessoa que abusa. História de relacionamento de qualidade ruim de longa data entre o idoso agredido e o seu agressor. do serviço social ou outro profissional. companheiro ou cônjuge. psicológico. Fatores de risco associados ao abuso físico ou psicológico: . O agressor geralmente é o parceiro. A pessoa que abusa é dependente do idoso para acomodação. . sexual. A partir da Lei 8570 de 15/05/2003. O médico do Centro de Saúde. . devendo ser este um indicador de vulnerabilidade a um amplo conjunto de questões de saúde. sejam ofensas verbais. numa instituição para idosos ou em um hospital. um trabalhador voluntário ou mesmo um profissional de saúde. um filho ou parente. Isolamento social. Em caso de violência. mas também propiciar à mulher um espaço de escuta que facilitará a identificação das mulheres que vivem sob formas menos aparentes de violência. .hepatite B) preconizada.Violência / Acidentes 7 ABORDAGEM À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA A violência de gênero pode assumir várias formas. Uma pessoa idosa pode também sofrer de mais de uma forma de abuso ou de diferentes tipos de abuso ao mesmo tempo.

. convivência). Pastoral da Terceira Idade . se é capaz de prover seu auto-cuidado e se recebe cuidado e atenção apropriados dos familiares ou da instituição em que vive. Risco de agressão imediata: internação temporária na Casa Transitória . Abuso financeiro: sindicância pela Assistência Social. AÇÕES DE APOIO SOCIAL . . Abuso sexual: conforme o fluxo proposto pela Coordenação de DST/ Aids. Isolamento Social: grupos de convivências. de acordo com a condição funcional. Visita de técnicos da Assistência Social para orientação e resolução de problemas. Visita pelas equipes de PSF aos idosos em situação de risco para avaliação sócio-familiar. Abuso físico: visita pela ESF e da AS e encaminhamento conforme a gravidade das lesões. A remoção do idoso de seu domicílio deve ser o último recurso utilizado após todas as outras opções terem sido tentadas. Encaminhamento dos jovens a ações educativas e dos idosos a ações de integração e de suporte psicossocial (reabilitação. . . . ONG´s . mas muitas vezes o que se descobrirá é que o agressor também é uma vítima de exclusão social e de precariedade física e mental.8 Violência / Acidentes grave ou crônica. Delegacia Especializada de Proteção ao Idoso . Ações criminais devem ser utilizadas contra o agressor. SOS Saúde (3277-7722) . grupos operativos nos CS . Unidades de Saúde ENCAMINHAMENTOS . Disque Direitos Humanos . REDE DE APOIO . Disque Idoso . Gerência de Assistência Social da Regional .

controlar a vacinação. Serviço de urgência da área de adscrição. a promotora principal dos acidentes. Cama/berço: ter grades protetoras. antiderrapante no piso. Na cozinha: cabos das panelas para dentro. Contextualizar situações de risco para acidentes compete ao profissional que lida com as questões de saúde na infância. Bebê conforto/cadeira de comida: manter cinto de segurança afivelado. Pisos lisos/tapetes/escadas/janelas: travas. mesmo que informalmente. leva-a a ausentar-se de casa. Grãos de cereais. identificar vidros grandes. chicletes. parafusos. 2-Cuidadores/familiares envolvidos com álcool/drogas (que expõem as crianças / adolescentes a inúmeras situações de risco). Encaminhamento Serviço de urgência da área de adscrição. A inserção da mãe no mercado de trabalho. corrimão. CAUSAS MAIS PREVALENTES DE ACIDENTES POR IDADE FAIXA ETÁRIA ATÉ 1 ANO Acidentes Asfixias Intervenção ativa: Vigilância do adulto + Sacos plásticos. por um lado. delegando os cuidados de sua prole nem sempre a pessoas qualificadas ou estimuladas. Outros fatores que têm também influência na ocorrência dos acidentes na infância são as causas de ordem sócio econômicas. Testar a temperatura da água de banho com cotovelo. Animais: não ter em casa animais agressivos. Não usar presilha de chupeta. botões. Não deixar o bebê sozinho no banho. balas duras. tais como a crescente população nem sempre com moradias adequadas.Violência / Acidentes 9 PREVENÇÃO DE ACIDENTES NA INFÂNCIA A “descoberta do mundo” torna a criança mais vulnerável pelo desejo de tudo testar e provar. verificar as tóxicas. . Objetos perigosos. pregos. Plantas ornamentais. tachinhas. moedas.assento inadequado ou não uso de cinto de segurança). Conservação e validade de alimentos. manter fora do alcance. pequenos objetos. não manusear líquidos-alimentos /Banhos de sol antes das 10 ou depois das 16 horas. fora de alcance. deve-se salientar algumas modalidades especialmente prevalentes: 1-Acidentes no trânsito (atropelamentos ou transporte. medalhinhas. agulhas. definindo assim os seus limites e suas capacidades. esta é uma das forças que impulsionam o aprendizado na infância é. Quedas Queimaduras Hospital João XXIII Corpos estranhos Hospital João XXIII Intoxicações Afogamento Ferimentos vários Hospital João XXIII Centro de informações toxicológicas 3239-9308 Serviço de urgência da área de adscrição. e se possível isolá-las. Se. também. Os acidentes na infância não são resultados do acaso e sim das condições que podem ser evitadas em geral e resultam de uma falha de avaliação de risco por parte dos cuidadores. manter em locais fechados. alfinetes. Cobertores/lençóis presos ao colchão. Manter fechada a porta do banheiro. portões de segurança. Serviço de urgência da área de adscrição. talco. nunca ao alcance da criança. colchetes.

Hospital João XXIII Queimaduras Afogamento Serviço de urgência da área de adscrição. Substituir fios descascados e chaves com fusíveis expostos. praias. Manter fora de alcance baldes ou bacias com água . piscinas. Encaminhamento Serviço de urgência da área de adscrição. Vide 1 ano + Manter fora de alcance medicamentos. Intoxicações Hospital João XXIII Centro de informações toxicológicas 3239-9308 Choque elétricos Hospital João XXIII FAIXA ETÁRIA MAIOR DE 5 ANOS ATÉ ADOLESCÊNCIA Acidentes Quedas Intervenção ativa: Vigilância do adulto + De 0 a 4 anos + Uso de equipamento/supervisão na prática esportiva. isqueiros e fósforo. Utilizar produtos com trava de segurança. Evitar móveis com bordas pontiagudas e cortantes. Banheiros. não ter em casa derivados de petróleo. Treinamento de manuseio do equipamento da cozinha com progressivo incremento de risco de acordo com a idade e necessidade. lajes e árvores. Contato supervisionado/protegido com produtos químicos utilizados na confecção de artesanato. Tomadas sempre com protetores e ocultas.10 Violência / Acidentes FAIXA ETÁRIA DE 2 A 4 ANOS Acidentes Asfixias Quedas Intervenção ativa: Vigilância do adulto + Vide 1 ano. Avaliação de risco do local de lazer da criança. Vide 1 ano + Evitar acesso a ferro de passar. álcool e produtos químicos/velas. A partir de 4 anos desenvolver a capacidade da natação. Uso de colete salva vidas nas situações de risco ou passeios de barco mesmo para pessoas que saibam nadar. De faixas etárias anteriores + Desestimular a "ajuda" nas práticas agrícolas (hortas/ pomares) onde haja o uso de aditivos/inseticidas e similares. eletrodoméstico. materiais de limpeza. Hospital João XXIII Choque elétricos . Queimaduras Hospital João XXIII Intoxicações Hospital João XXIII Centro de informações toxicológicas 32399308 Afogamentos Serviço de urgência da área de adscrição. Soltar pipa longe da rede elétrica Encaminhamento Serviço de urgência da área de adscrição. Vide 1 ano + Evitar acesso a muros. Serviço de urgência da área de adscrição. rios somente com vigilância.

· Distúrbios do Sistema Nervoso (tonturas. artrites e reumatismos). · Doenças dos ossos e articulações (artroses. Medidas de terapia física visando a conservação e aumento da força muscular. Doença de Parkinson. Medidas para reduzir riscos ambientais. Medidas de apoio psicológico. · Uso adequado de medicamentos (sedativos. remédios para pressão). . · Depressão. Nos pacientes muito confusos e agitados. demência . Pisos escorregadios. Problemas relacionados com a saúde do idoso · Doenças cardiovasculares (desmaio. andadores e muletas). sendo consideradas como próprias para a idade. anti-psicóticos. · Desnutrição. objetos espalhados pelo chão. é muito importante identificar o que esta ocasionando as quedas no nosso idoso. correção das deformidades articulares e dos vícios de postura corporal. . pequenos animais de estimação. cegueira). vertigens. enfarte. . cravos). a contenção no leito não substitui a supervisão adequada e nem oferece conforto ao paciente.esclerose -. . glaucoma. como: Ambiente . . sua comunidade e sociedade. associados ou não. · Problemas de visão (catarata. anti-depressivos. Medidas sob orientação médica. móveis. labirintite. · Alcoolismo. Medidas educativas visando a maior capacidade do idoso para enfrentar os problemas de saúde e para conquistar melhores condições de vida junto a seus familiares. alteração do andar e equilíbrio). orientarão a elaboração de um plano de prevenção de episódios futuros. derrame. · Escadas (principalmente o primeiro e o último degrau). . reforço dos músculos e uso adequado de instrumentos de auxílio (bengalas. arritmia). · Imobilidade e fraqueza muscular. COMO EVITAR NOVAS QUEDAS As informações obtidas. Treinamento do andar. o aumento da mobilidade articular. Considerar nos episódios e quedas os fatores de risco. · Locais mal iluminados (quarto e banheiro).Violência / Acidentes 11 PREVENÇÃO DE ACIDENTES PARA O IDOSO A incidência de quedas entre os idosos é alta e muitas vezes elas não são valorizadas. · Fios de extensão. tapetes. a escolha de medidas que devem ser tomadas para evitar novas quedas e para amenizar os efeitos das que já ocorreram. · Anormalidades e deformidades dos pés (joanetes. . a redução da dor. . Apesar de ser difícil evitar TODAS as quedas e suas complicações.

devem sempre perpassar as ações de saúde da equipe. ADOLESCÊNCIA / DESENVOLVIMENTO PUBERAL As equipes de saúde deverão promover atividades de grupos de educação. Destacar em todos os atendimentos e grupos. salientamos a importância de propiciar ao indivíduo ou ao casal meios para programar sua prole. ressaltar riscos de uso de drogas. e sendo a maioria dos casos de origem orgânica passíveis de serem tratadas. quanto femininos. acompanhamento regular durante toda a gravidez. pneumopatias. No acompanhamento do desenvolvimento puberal. possibilitando a discussão e reflexão sobre temas como afetividade. neurológicas e hematológicas. encaminhamento para o parto. através de dinâmicas participativas com os adolescentes de ambos os sexos. rotinas e os fluxos de encaminhamentos da atenção à mulher e atender com competência e sabedoria as demandas apresentadas e as prevenções preconizadas. seja através do acesso garantido ao programa de assistência ao casal infértil.cuja incidência aumenta com a idade. mas têm dificuldade para engravidar. doenças auto-imunes. cuidados de saúde. contracepção prevenção de DST/Aids. As ações preconizadas no programa de saúde integral da mulher devem ser mantidas (prevenção de câncer de colo e mama. No acompanhamento da gestante. estaremos no caminho de uma assistência com indicadores mais positivos na esfera de saúde sexual e reprodutiva. As portadoras de doenças de base (doenças cardiovasculares. Atentar para disfunções de saúde sexual tanto masculinas (como disfunções eréteis . contribuindo para a otimização dos recursos disponíveis na rede assistencial. Todos os profissionais deverão buscar incorporar sua função ao papel de cuidador. seja evitando ou espaçando gestações através do uso de contraceptivos. Especificamente na área de saúde sexual e reprodutiva. mais do que em outros modelos. ejaculação precoce. conhecer as normas. a prevenção da gestação precoce não planejada e o uso do preservativo como único método de prevenção de DST/AIDS. Atenção ao repasse de informações corretas sobre prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids). acolhimento do recém-nascido e da mãe no “5º dia: Saúde Integral”. pressupõe uma ação integrada e coordenada entre os vários profissionais da equipe. ter ciência e saber informar sobre o que e quais são os serviços disponíveis. Deve-se orientar sobre o intervalo interpartal. com este trabalho multiprofissional. Nestes pontos ressaltamos a importância de uma abordagem especial aos adolescentes. responsável e competente. álcool e cigarro.Saúde Sexual e Reprodutiva 1 APRESENTAÇÃO Visando melhor cuidar da saúde do cidadão. a vacinação das susceptíveis à rubéola e pesquisa de anti-HIV para aquelas que desejarem. Certamente. dores durante relações sexuais (dispareunia). . lembrando que as mulheres podem também passar por quadros de diminuição da libido. para aqueles que desejam. bem como diagnóstico precoce e tratamento adequado. e gravidez na adolescência. contra indicação temporária ou permanente de engravidar. assistência no puerpério. avaliação ginecológica etc). que podem representar alto risco na gestação devem ser particularmente avaliadas sobre a necessidade de tratamento prévio. ASSISTÊNCIA EM PLANEJAMENTO FAMILIAR ABORDAGEM PRÉ-CONCEPCIONAL Diante de uma mulher ou casal que planejam uma gestação é importante uma avaliação para se buscar uma futura gestação saudável e oportuna. devem ser incorporadas por toda a equipe. disfunção orgástica. endocrinopatias. nefropatias. a referência são os critérios de Tanner e os distúrbios de desenvolvimento deverão ser referenciados para especialistas. ações que visem início precoce do pré-natal. sexualidade. a introdução do Programa de Saúde da Família-PSF. perda ou diminuição da libido). etc). fazendo com que eles sejam utilizados da forma mais universal e equânime possível. São recomendadas a pesquisa de sífilis através do VDRL.

2 Saúde Sexual e Reprodutiva CONTRACEPÇÃO . Diafragma Métodos Hormonais: . VHS. Teste pós-coito . São disponibilizados vários métodos. todos aceitos pelo Ministério da Saúde. Citologia oncótica (de acordo com protocolo) . Métodos reversíveis Naturais Métodos de barreira : . quinzenal ou mensal. Comissão Local de Saúde etc. Hemograma. T4 livre. de forma eficaz. Consulta médica (ginecológica e urológica). Excepcionalmente. Pedido de histerossalpingografia para pacientes com indicação para tal . Preservativo (masculino ou feminino): Sempre recomendar. TSH. com periodicidade semanal. principalmente para gestantes de alto risco. Garantia de acesso gratuito aos métodos contraceptivos: todo usuário inscrito no programa terá acesso ao método escolhido. Métodos disponíveis . Oferecer teste anti-HIV . se necessário Os serviços secundário e terciário estão realizando: . glicemia de jejum e urina rotina . . Na suspeita de anovulação crônica: Prolactina. VDRL. curva de temperatura basal . Inscrição aberta a qualquer hora. que ficam responsáveis pela programação junto às farmácias distritais. Injetáveis Dispositivos intra-uterinos (DIU) . . Pílulas anti-concepcionais . São os únicos métodos que conferem dupla proteção (DST/Aids). onde serão realizados os exames básicos: . Garantir agendamento automático das pacientes a partir do pré-natal. . Espermograma do parceiro . Ultra-som pélvico. dependendo da avaliação da demanda e da capacidade operacional de cada unidade de saúde. Métodos irreversíveis: Salpingotripsia bilateral (STB) Vasectomia INFERTILIDADE A assistência está organizada de forma hierarquizada nos três níveis de atenção: primário. As reuniões deverão ser regulares e divulgadas através de cartazes. . através da distribuição regular dos mesmos pelos Centros de Saúde. as orientações previstas para o grupo poderão ser dadas individualmente (tanto para homens quanto para mulheres). para o “Grupo de Planejamento Familiar” (grupos formados por homens e mulheres). secundário (PAMs) e terciário (Hospital das Clínicas da UFMG). O acesso do casal se dá através das unidades básicas de saúde. psicológica e com assistente social .

Histerossalpingografia . Pesquisa de Clamídia. facilitando o acesso ao pré-natal. ainda no primeiro trimestre de gestação. com a participação dos ACS’s para esta ação. o referenciamento da gestante para atendimento em níveis de maior complexidade se dará através da Central de Marcação de Consultas e agendamento de retorno no Centro de Saúde para acompanhamento até o efetivo ingresso da gestante no pré-natal de alto risco. Na dúvida sobre o diagnóstico de gravidez. A equipe deverá ter conhecimento da agenda de todas as gestantes que estão sendo acompanhadas para eventual busca de faltosas. Os retornos deverão ser marcados para o dia preferencial de pré-natal. a gestante deverá ser cadastrada no SISPRENATAL com anotação do número no prontuário e no cartão de gestante. Toda gestante deverá ser encaminhada para o parto na maternidade de referência do respectivo centro de saúde. Neisseria. através da participação no grupo de gestantes. O nome da maternidade deverá ser informado à gestante e anotado no Cartão de Pré-Natal. deve ser divulgado e viabilizado para a avaliação da puérpera. Candidatos à reversão de vasectomia ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL Uma assistência pré-natal de qualidade começa pela captação precoce da gestante. Prescrição de indutores de ovulação . Ainda na primeira consulta. favorecendo as atividades em grupo na sala de espera. Mesmo as gestantes de alto risco que são acompanhadas nos serviços de referência deverão manter vínculo com o Centro de Saúde. mas poderão ser solicitados pelo enfermeiro. Reprodução assistida (inseminação e fertilização assistidas) O referenciamento para o urologista / andrologista do PAM Sagrada Família deverá ser feito de acordo com os seguintes critérios: . Espermograma anormal . O agendamento deve estar aberto a qualquer hora para atendimento de pré-natal por médicos e enfermeiros treinados e para atividades em grupo. Pesquisa laboratorial de patologias e disfunções endócrinas . Avaliação de função gonadal . devem ser solicitados os exames de rotina.Saúde Sexual e Reprodutiva 3 . No caso da detecção de fatores de risco na gravidez. o “5º dia: Saúde Integral”. . Micoplasma e Ureaplasma . Os encaminhamentos deverão ser feitos preferencialmente pelo médico. se o resultado for positivo. Ressaltando a importância do acompanhamento no puerpério. inclusive contando. antes da consulta. Vídeo-laparoscopia (Hospital das Clínicas) . se a gestante preencher critérios definidos (vide abaixo) e não houver possibilidade de avaliação ágil pelo médico. Doença urológica já suspeitada ou estabelecida . O registro deste atendimento no SISPRENATAL é imprescindível. Histeroscopia (Hospital das Clínicas) . deverá ser solicitado teste de gravidez no acolhimento (o exame padronizado para diagnóstico de gravidez é o exame de urina) e. Rastreamento ecográfico de ovulação .

PROFILAXIA DO TÉTANO Vide protocolo AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA Rotina: deverá ser solicitada pelo pré-natalista (médico ou enfermeiro) para ser realizada entre 18 e 24 semanas de gestação . Citologia oncótica. O exame cérvicouterino da gestante deverá ser colhido preferencialmente pelo médico Em torno da 24ª a 28ª semana: Glicemia de jejum ou 2hs após 75g de dextrosol. PRESCRIÇÃO DE SULFATO FERROSO PROFILÁTICO A PARTIR DE 20 SEMANAS DE GESTAÇÃO OBS: Ácido Fólico (1 a 5 mg) profilático só deverá ser prescrito pelo médico nas seguintes situações: gestação gemelar. uso de anticonvulsivante. Cartão de pré-natal e prontuário devem ser de uso obrigatório. Teste de HIV/Aids oferecido para todas as gestantes . Hemograma . Sorologia IgG e IgM para toxoplasmose (se não diagnosticada como imune anteriormente) . para rastreamento de diabete gestacional Repetir VDRL Repetir IgM para toxoplasmose se anteriormente IgG negativo. se indicado conforme protocolo de propedêutica do colo. Exames básicos Primeira consulta .4 Saúde Sexual e Reprodutiva ROTINA DE ATENDIMENTO À GESTANTE NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE – PBH . Grupo sanguíneo e fator Rh (se não documentado anteriormente) . Cadastramento no SISPRENATAL . HbsAg . Referenciar para nível de maior complexidade a gestante com teste de Coombs indireto positivo. Glicemia de jejum (vide rastreamento de diabetes gestacional no protocolo de saúde da mulher da SMSA) . VDRL . alcoólatras e história prévia de descolamento prematuro de placenta. Exame de urina de rotina e urocultura . PARA AS GESTANTES RH NEGATIVAS Coombs indireto na primeira consulta e mensalmente a partir de 24ª semana. .

Oligoidrâmnio . Encaminhamento ao planejamento familiar (orientação do casal) . endometrite. Nefropatias . Incentivo ao aleitamento materno . Diabete Melito (prévia ou gestacional) . Avaliação da puérpera quanto a infecções: mastite. preenchendose adequadamente o Formulário de Referência e Contra-Referência e respeitando-se os seguintes critérios: . Crescimento intra-uterino retardado (CIUR) . Anomalias uterinas (útero bicorno. Epilepsia não controlada . infecções da episiotomia . Anemias graves (ou hemoglobinopatias) . Câncer Devem estar acompanhados de exame de ultra-som: . Gestação múltipla (3 fetos ou mais) . Isoimunização feto-materna (Doença Hemolítica Peri-natal ou Eritroblastose Fetal) Devem estar acompanhados de exame laboratorial específico positivo: . Artrite Reumatóide. etc) . Doenças tireoidianas (hiper ou hipotireoidismo) . Sífilis com tratamento não penicilínico ou complicada. Teste do pezinho . O encaminhamento deve ser o mais precoce possível. Imunização do recém nascido: BCG e Anti-Hepatite B . septado) . HIV/Aids) Outras indicações de encaminhamentos deverão ser acompanhadas de minucioso relatório médico e resultados de exames que as justifiquem. Cardiopatias . Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG/Pré-eclâmpsia) . Avaliação do recém-nascido . Pneumopatias . Polidrâmnio . Infecções (Toxoplasmose. A CONSULTA PUERPERAL: 5º DIA SAÚDE INTEGRAL . Doenças do colágeno (Lupus Eritematoso Sistêmico. Ameaça de parto prematuro ou com perdas gestacionais de repetição (3 ou mais) . Hipertensão arterial crônica com pressão arterial 150/100 mmHg .Saúde Sexual e Reprodutiva 5 CRITÉRIOS E PRÉ-REQUISITOS PARA ENCAMINHAMENTO PARA PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO O pedido de vaga na Central de Marcação de Consultas Especializadas deverá ser feito. Má-formação fetal Devem estar acompanhados de teste de Coombs indireto positivo: . Vacinação contra rubéola . Placenta prévia total .

2. A mulher deve estar consciente de que continua vulnerável às DST’s e à Aids. em média. em 4 anos a menopausa (parada de menstruação). permitindo maior integração à equipe de saúde. A maioria dos casos tem origem orgânica. uma vivência mais plena da sexualidade. individualizando os esquemas terapêuticos e contra indicações. . secura vaginal. Os vasodilatadores. Qualquer metodologia utilizada deverá contemplar a participação das usuárias. Doenças concomitantes podem ser a causa destas afecções. A disfunção sexual masculina pode manifestar-se de várias formas e a anamnese é fundamental para a abordagem correta. Entretanto. 1. dependendo das possibilidades de cada serviço/equipe. DISFUNÇÃO SEXUAL MASCULINA A disfunção erétil é a incapacidade de manter a ereção peniana suficiente para permitir a relação sexual. A perda gradativa de ereção com o tempo sugere causa orgânica. principalmente após ressecção transuretral da próstata ou denervação simpática pelo uso de bloqueadores. que se caracteriza por diminuição progressiva da função ovariana. A ejaculação precoce normalmente está ligada a estados de ansiedade. Diferentes metodologias podem ser estabelecidas. diuréticos e alfabloqueadores raramente afetam a ereção. entretanto nos jovens as causas psicogênicas são mais frequentes. podendo preceder. Medicamentos são frequentemente causadores de disfunção erétil. Metildopa e Reserpina). podem causar distúrbios da ejaculação. A ejaculação retrógrada reflete alterações anatômicas no trígono da bexiga.6 Saúde Sexual e Reprodutiva CLIMATÉRIO DEFINIÇÃO Período geralmente entre 45 e 55 anos. A perda de ereção ocorre por problemas arteriais. Atividades em grupo devem ser desenvolvidas com o objetivo de oferecer às clientes o maior nível de entendimento sobre as modificações biológicas inerentes ao período do climatério. A incidência aumenta com a idade. Diabetes Mellitus ou cirurgia radical pélvica ou retroperitoneal. 4. alterações de humor. estando indicada a manutenção do uso do preservativo. neurogênicos ou psicogênicos. como os antidepressivos. A ocorrência de ereções normais (geralmente noturnas ou pela manhã) refletem a existência de causa psicogênica. oferecer tratamento para disfunções sexuais e ressaltar que o fim da vida reprodutiva pode significar. notadamente os antihipertensivos simpaticolíticos de ação central (Clonidina. A perda do orgasmo (com ereção e libido normais) geralmente é de origem psicogênica. acometendo 25% dos indivíduos com mais de 65 anos. O tratamento hormonal do climatério descompensado (fogachos. 3. venosos. distúrbios menstruais) deverá ser realizado por ginecologista. É importante valorizar a auto-estima da mulher. A dosagem de testosterona e gonadotrofinas ajuda na definição do problema. diversos fármacos. hipofisária ou hipotalâmica). Avaliar métodos contraceptivos mais adequados às necessidades desta faixa etária. inclusive. É o período de transição entre a fase reprodutiva (fértil) e não reprodutiva da mulher. A perda da libido reflete a diminuição dos andrógenos (a causa pode ser testicular. A perda de emissão ocorre em várias doenças orgânicas ou por deficiência de andrógenos (diminuição da secreção prostática e seminal). Betabloqueadores e Espirinolactona podem causar perda da libido.

tabaco. testosterona. .como o sildenafil. o médico deve estar atento para a necessidade e a possibilidade de substituição ou suspensão de medicamentos causadores de disfunção sexual. hipertensão. A maioria dos casos orgânicos pode ser tratada com as abordagens atuais. traumas ou cirurgias pélvicas. Exame da genitália e próstata. uso de álcool. reposição hormonal. O uso associado com nitratos pode levar à diminuição da pré-carga e à hipotensão. exame vascular periférico e neurológico (motor e sensorial). Os inibidores da fosfodiesterase não são padronizados pela SMSA. Na atenção primária. estas drogas inibem a fosfodiesterase. O Sistema Nervoso parassimpático e o endotélio normalmente geram o GMP-C.Saúde Sexual e Reprodutiva 7 AVALIAÇÃO Anamnese Diferenciar de problemas de libido. Diferenciar se a evolução é crônica. permitindo que o GMP-C atue sem oposição. Exames laboratoriais . ejaculação ou orgasmo. é contra-indicada a administração destes medicamentos a pacientes que estão recebendo qualquer forma de nitrato. . . sendo muitas delas do âmbito da atenção secundária/terciária e nem todos disponíveis na Rede SUS (inibidores da fosfodiesterase . Tratamento Os casos psicogênicos beneficiam-se com psicoterapia e orientação sexual. exame de urina de rotina. drogas utilizadas. insuficiência renal. com risco elevado de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares. prolactina. Diabetes Mellitus. que permite aumentar o influxo de sangue no pênis. doenças neurológicas. Hemograma. depressão. tratamentos cirúrgicos etc). deve-se encaminhar à endocrinologia. Se houver alteração na testosterona ou prolactina. Portanto. Outros testes especiais são do âmbito da atenção secundária. Não interferem na libido e nem causam trauma. além de orientar os pacientes. doenças tireoideanas ou adrenais. Questionar dislipidemia. lipidograma. Exame físico Caracteres sexuais secundários. ocasional ou situacional.

Atendimento ao paciente com suspeita de dengue. voltadas para a prevenção e para a abordagem de doenças e agravos transmissíveis.BH).Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 1 Serão abordadas as diretrizes da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA .Tuberculose. incluindo as orientações para atendimento dos pacientes HIV positivos pelo PSF e o aconselhamento.Hanseníase.Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. .Diarréia aguda. parasitoses intestinais e principais doenças infecto-parasitárias na infância. 5 . 2 . 3 .Abordagem sindrômica das doenças sexualmente transmissíveis. 4 . 6 . nos seguintes tópicos: 1 .

Fontanelas deprimidas Pulso Enchimento capilar Frequência cardíaca . Redução do lacrimejamento . torpor e coma . Médico . . Normal . Fontanelas normais . Irritado .Acolhimento e identificação da criança com quadro de diarréia aguda: alteração do hábito intestinal com aumento do volume e freqüência das evacuações e diminuição da consistência das fezes. Agente comunitário de saúde Atribuições dos Profissionais da Equipe A . tensão ocular diminuída. Aumentada . Elasticidade diminuída Olhos/fontanela . De 3 a 5 segundos . Aumentada e nos casos muito graves diminuída. Normal . Aumentada Diurese Respiração . Normal ou pouco aumentada . Fontanelas muito deprimidas . quase imperceptível . Normais . Uma das principais causas de morbidade infantil em nosso meio . B . Acima de 5 segundos . Ausentes ou pouco evidentes . sem lágrimas . Auxiliar de enfermagem . Fino e rápido . Perda de peso aguda ou evidente . Aumento da FR . Arritimias . Turgor pastoso . Irregular/hiperpnéia quando há acidose Peso Sede Pele e mucosas . Enoftalmia acentuada. agitação. Oligúria . Sim . com duração máxima de 14 dias. Fator agravante do estado nutricional das crianças Equipe de Assistência à Criança .2 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis DIARRÉIA AGUDA NA INFÂNCIA Problemas . Rápido< ou =3 segundos . Mantido . Frias e pálidas ou cianóticas . Presentes . Preservado . Perda aguda de peso de pequena à moderada . Elasticidade muito diminuída (prega cutânea se desfaz em 2 segundos) . Presentes e com sinais de choque . Muito fino. Tensão ocular diminuída . Turgor da pele pastoso . Diminuída com urina concentrada . Dificuldade para ingerir líquidos . Alterações do sensório: prostração. Secas . Cheio e rítmico . Sim . Enfermeiro .Identificar casos com risco de evolução desfavorável: Criança < de 06 meses Criança desidratada: sinais mais evidentes (AIDPI) Vômitos incoercíveis Recusa de líquidos Diarréia com evolução prolongada sem melhora Internação prévia por diarréia ou desidratação Presença de sangue nas fezes Menor de 1 ano com baixo peso ao nascer Estado geral comprometido Prostração intensa Criança desnutrida moderada ou grave Desmame precoce Episódio anterior de diarréia com desidratação Risco situacional (baixo nível de instrução dos responsáveis/dificuldade de acesso à assistência de saúde) Avaliação da desidratação SINAIS Parâmetros História de perdas hidroeletrolíticas Estado geral . Uma das principais causas de mortalidade infantil . Sim . Normal .

imunodeprimidas.10mg/Kg/dose (comp.60-70mg/Kg/dia 4-6 vezes ao dia (comp.100mg/dia . transmissão hídrica. desde que não realizado nos últimos 6 meses . Aids. Medicamentos Na grande maioria dos casos de diarréia aguda não é necessário usar outros medicamentos além dos sais de reidratação oral. dispensação de sais para reidratação oral . iniciar TRO se a criança estiver desidratada.Avaliação global da criança incluindo cartão de CD para avaliação nutricional. Anamnese . descritos no ítem B . Consulta de crianças eutróficas com quadro de diarréia sem desidratação . antiespamódicos e adstringentes não são recomendados. nos desnutridos ou crianças que apresentem sinais de disseminação extra-intestinal. TRO . está recomendado o uso de Sulfametoxazol + Trimetropin ou Ampicilina. Conduta: .Promover atividades educativas 6 . Consulta dos casos de diarréia com risco de evolução desfavorável. Exame físico completo. Antieméticos. Prescrição: sais para reidratração oral. SULFAMETOXAZOL + TRIMETOPRIM . manutenção dos alimentos da dieta habitual. DIPIRONA .Aferir temperatura axilar. saneamento básico ineficiente em casos isolados em famílias de um mesmo bairro Enfermeiro .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 3 Conduta 1 . desenvolvimento e imunização 2 . antitérmico . peso e avaliar estado de hidratação 3 . com episódios freqüentes de diarréia. excluir laxantes.500mg. orientação para a família quanto à evolução da doença e sinais de piora do quadro . ACETAMINOFEN . AAS .Investigar intoxicação alimentar (na mesma família ou na mesma instituição). Medicamentos . 20 gotas=500mg) .100mg/Kg/dia de 6/6 horas . em crianças de baixa idade (especialmente nos recém nascidos prematuros). TRO . rotavírus (na mesma família). Orientação alimentar conforme a idade e gravidade do caso. imunização e marcos do desenvolvimento) integral da criança . Sais para reidratação oral para tratamento da desidratação . orientação alimentar com incentivo ao aleitamento materno. orientação de higiene . Agendar consulta médica na presença de outros fatores de risco .100 e 500mg) . Agendar consulta médica se necessário Médico . com bom estado geral. Em alguns quadros clínicos como diarréia invasiva grave (shiguelose). avaliação do estado de hidratação e fatores de risco . giardíase ou shigella (na mesma instituição). Agendar retorno se não houver melhora do quadro . recomendação de retorno se não houver melhora do quadro . É contra-indicada a pausa alimentar . Lembrar também das crianças portadoras de doenças neoplásicas. Solicitação de EPF para crianças > de 01 ano.Os casos de risco descritos no item B deverão ser encaminhados para atendimento médico imediato 5 . sem desidratação ou outros fatores de risco: .Atender a criança eutrófica. providenciando atendimento pelo médico e/ou enfermeiro 4. Consulta com avaliação do cartão da criança (curva CD. AMPICILINA . É contra-indicada a pausa alimentar. e casos de cólera.40mg/Kg/dia de 12/12 horas .

Caderno Temático da Criança – Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.4 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Bibliografia 1. Avaliação do Cartão da Criança .Pediatria Ambulatorial – COOMPED – 1998 FLUXOGRAMA DIARRÉIA AGUDA ACOLHIMENTO COM AVALIAÇÃO DE RISCO Avaliação integral da criança . Manter vigilância à saúde da criança com acompanhamento pela ESF até a resolução do problema • • • • • • • • MÉDICO Criança menor de 6 meses Menor de 1 ano com baixo peso na nascer Estado geral comprometido (vômitos incoercíveis/prostração) Desnutrição moderada ou grave Mémamdasdfd Recusa de líquidos Diarréia com sangue ou com evolução prolongada sem melhora História pregressa de diarréia com desidratação ou com internação Risco situacional (baixo instrução dos responsáveis / dificuldade de acesso à assistência secundária) ENFERMEIRO • Crianças eutróficas com diarréia sem desidratação piora melhora piora • • RETORNO SE • Piora estado geral • Ficar sem urinar por mais 6/8 horas • Não conseguir beber líquido • Diarréia persistente por mais de 7 dias • Aparecimento de sangue nas fezes piora • REAVALIAÇÃO MÉDICA piora melhora • • Piora do quadro Criança perde peso após as 2 primeiras horas de TRO Alterações do estado de consciência Vômitos persistentes Íleo paralítico URGÊNCIA/INTERNAÇÃO melhora ALTA .2002 2.

último exame solicitado há mais de 06 meses 3 . eliminação oral de áscaris) ou patologias associadas (anemias. Dor abdominal. Manifestações cutâneas e subcutâneas . A inserção da enfermagem na assistência às parasitoses possibilitará melhor utilização do potencial da equipe. náuseas e vômitos . todos os pacientes serão agendados para o grupo educativo onde serão abordados .Solicitação de exame parasitológico de fezes pelo enfermeiro. Na esquistossomose aguda. estrongiloidíase e esquistossomose pode se manifestar como quadro bronquítico ou pneumonia intersticial. marcos do desenvolvimento em todas as oportunidades de atendimento nas UBS) 2 . observandose os seguintes critérios: . Diarréia . Presença de sangue nas fezes . crianças maiores de 01 ano de idade . Prolapso retal (principalmente Tricocephallus trichiurus) . Hepato e/ou esplenomegalia Tratamento Medicamentoso das Parasitoses Intestinais Nos casos de poliparasitismo.Avaliação integral da criança e do Cartão de Vacina (curva de peso. Manifestações pulmonares (a fase larvária da ascaridíase. podem surgir prurido generalizado. inicialmente. Organização da Assistência 1 . ancilostomíase.Grupo de parasitose . com enfoque preventivo e educativo 4 . Nas helmintíases o quadro cutâneo se apresenta principalmente com urticária ou edema angioneurótico. quando não houver possibilidade de se utilizar uma única droga com ação sobre todos os parasitas. orientações sobre higiene . mal-estar que caracterizam a síndrome de Löeffler) . que poderiam ser utilizadas para outras patologias onde este procedimento se faz imprescindível. Anemia . deve-se.com o o Ascaris lumbricoides e o gr ro r nt i a as espiat i Strongyloides stercoralis. portadoras de ascaridíase. . com ampliação do acesso da população às consultas pediátricas e outros atendimentos da Unidade de Saúde. oxiuríase e tricocefalíase. tratar os vermes que apresentam possibilidade de m i ação do tat gastoi estnalpar as vi r r óras. cefaléia. outros) 5 . sem comprometimento do estado geral e sem sinais de complicações clínicas (distensão abdominal. constatamos grande demanda de consultas pediátricas por este motivo nas unidades de saúde. Prurido anal e vulvar .Consulta Médica Todos os demais casos de parasitose intestinal deverão ser encaminhados para consulta médica Sinais e Sintomas . De posse do resultado do EPF. placas . Este atendimento rotineiro utiliza geralmente duas consultas médicas (uma para solicitação e outra para verificação do resultado do exame). Eliminação de parasitas . conforme a demanda. orientações gerais de promoção à saúde. imunização. Desnutrição e perda de peso . Sintomas gerais como febre.Consulta de Enfermagem Poderão ser atendidas e tratadas pelo enfermeiro as crianças eutróficas. desnutrição.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 5 PARASITOSES INTESTINAIS Problemas Devido à alta prevalência de parasitoses intestinais em nosso meio.

desenvolvendo a cisticercose. histolytica e por Entamoeba coli. 5 dias Apresentação: comp. 5 dias. causando a neurocisticercose.HIMENOLEPTÍASE: Praziquantel Dose: 25 mg/kg em dose única .500mg 2º Escolha: Mebendazol Dose: 300mg/kg em 2 tomadas. 5 .ASCARIDÍASE . perfuração intestinal. suspensão 40mg/ml OBS: Está contra-indicado para menores de 2 anos 2º Escolha: Tiabendazol Dose: 50 mg/kg/dia em 2 tomadas. Repetir após 15 dias OBS: É importante o tratamento de todas as pessoas da casa. está indicada internação. Tricuríase e Ancilostomíase: 200 mg/dia em 2 tomadas. Escolha: Albendazol Dose: 400mg/dia em dose única.GIARDÍASE Metronidazol Dose:15mg/kg/dia em 3 tomadas/dia. comp. pessoais e ambientais (escovar as unhas pela manhã e lavar as mãos após utilizar o toalete. Em casos de suspeita de obstrução ou semi-obstrução intestinal por Ascaris lumbricoides. 2a. 400mg. 3 . 7 .ESTRONGILOIDÍASE 1º Escolha: Albendazol Dose: 400mg/dia em 1 tomada. Repetir após 15 dias . usar metronidazol na dose de 15mg/kg/dia em 3 tomadas/dia. Escolha: Albendazol Dose: 400mg/dia em dose única Apresentação: comp. 500mg OBS: Está contra-indicado para crianças abaixo de 15Kg 6 -TENÍASE 1ºEscolha:Praziquantel Dose: 10 mg/kg em dose única Apresentação: comp.AMEBÍASE Metronidazol Dose: 30 mg/kg/dia em 3 tomadas/dia. Estar atento para possível presença de anemia ferropriva associada a essas parasitoses. trocar as roupas de cama e íntimas durante o tratamento). suspensão 40mg/ml OBS: Na ascaridíase. mais raramente. invaginação intestinal. 3 dias OBS: Com a Taenia solium.150mg. 3 dias Apresentação comp.OXIURÍASE 1º Escolha: Mebendazol Dose: 100mg/dia em dose única. suspensão 40mg/ml 2 . suspensão 100mg/5ml. pode ocorrer a colite fulminante.250mg.TRICURÍASE. 4 .6 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 1 . 1º Escolha: Mebendazol Dose p/ Ascaridíase. 400mg. perfuração e peritonite ou colite necrotizante podem surgir rapidamente. as complicações são devidas à migração do verme adulto ou à obstrução intestinal por “ bolo de vermes”. suspensão 40mg/ml Na infecção por E. Em crianças pequenas. NECATORÍASE e ANCILOSTOMÍASE . 250mg. com ulceração do cólon e da área perianal e. 100mg. 10 dias Apresentação: comp. há possibilidade do homem tornar-se hospedeiro intermediário. também é preciso enfatizar os cuidados de higiene. 3 dias Apresentação: comp. Os vermes podem penetrar nas vias respiratórias altas e trompa de Eustáquio. 3 dias Apresentação: comp. Nestes casos. nos casos de vômitos com áscaris). A gravidade maior da doença encontra-se nos casos em que as larvas se instalam no sistema nervoso central. Repetir após 15 dias 2a.

Serviço de Apoio Terapêutico/Assist. Aspectos especiais do atendimento O acompanhamento dessas crianças deve ser mensal ou bimensal nos primeiros 6 meses. durante 6 meses) BIBLIOGRAFIA . recomenda-se que mesmo as crianças que soro-negativaram realizem visitas periódicas. Edição. COOPMED . e trimestral a partir do 2º semestre de vida. 1994 . FJ. 1991 . Adolescentes infectados pelo HIV A adesão do adolescente à terapia anti-retroviral sofre a influência de algumas peculiaridades observadas nessa faixa etária.J. . Em todas as consultas deverá ser feito o registro das medidas de peso. até o final da adolescência. Isto se deve ao fato de terem sido expostas não só ao HIV. o comprometimento da auto-estima. durante as seis primeiras semanas de vida (42 dias). em especial o perímetro cefálico. Em relação à vacinação contra poliomielite. Penna. já nos primeiros meses de vida. dividida em 2 tomadas. 1a.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 7 8 . como a negação e o medo de sua condição de infectado pelo HIV.C.. durante o período intra-uterino. Algumas considerações importantes . No entanto. . altura. com intervalo de 4 horas.A. sendo iniciado nas primeiras 8 horas de vida.SMSA/ BH. a desinformação.Doenças do Aparelho Digestivo na Infância. em unidades especializadas (Centro de Treinamento e Referência / CTR . e os perímetros. 2º Edição. A avaliação sistemática de seu crescimento e desenvolvimento é extremamente importante visto que as crianças infectadas podem.Pediatria Ambulatorial 2º Edição. até completar 1 ano de vida. Série Gastroenterologia Pediátrica 1.Prefeitura do Município de São Paulo. F. U. OBS: Fazer controle de cura com exames parasitólogicos de fezes seriados (um exame a cada mês.N. solução oral. A partir de 6 semanas de vida.J. Mota. Wehba.DIP Orestes Diniz) para o atendimento a pessoas com infecção pelo HIV. .ESQUISTOSSOMOSE MANSONI Praziquantel Dose: 60 mg/kg em dose única ou em 3 tomadas durante 3dias (parece melhorar a eficácia) Oxaminiquine Dose: 15-20mg/Kg em dose única.Farmacêutica . carinii. mas também. Leão. apresentar dificuldade de ganho de peso. Secretaria Municipal da Saúde. O RN não poderá ser amamentado com leite materno.Gastroenterologia Pediátrica. Cuidados com o recém-nascido As orientações sobre os cuidados a serem observados com o RN deverão ser feitas pela maternidade. Caderno Temático da Criança . Neto. o questionamento sobre o sistema de saúde a eficiência da terapêutica e as dificuldades em obter apoio familiar e social. a drogas anti-retrovirais.CRIE. nº 2. Essa preocupação reside no fato de não se saberem as possíveis repercussões da exposição a tais medicamentos a médio e longo prazos.MANUSEIO DE CRIANÇAS NASCIDAS DE MÃES SOROPOSITIVAS PARA HIV As crianças nascidas de mães soropositivas para o HIV poderão ser encaminhadas para o acompanhamento em unidades básicas de saúde. Dez/1995 . recomenda-se dar preferência ao uso da Salk (inativada) . A partir daí ficará a cargo do serviço de referência (CTR) manter ou não a medicação. 2003 DOENÇAS INFECTO-PARASITÁRIAS NA INFÂNCIA A . Penna. Profilaxia com zidovudina para o recém-nascido Em recém-nascidos de mulheres infectadas pelo HIV deve ser administrado zidovudina. E e cols . Boletim de Informação Terapêutica. J. as crianças deverão receber Sulfametoxazol + Trimetropim para profilaxia de P.F.

Uso da imunoglobulina e vacinação nos RN’s de mães sabidamente portadoras do HBV. objetivo fundamental do tratamento. Sexual (principalmente) . quando o caso fonte for portador de HBV ou de alto risco. Falha terapêutica A falha terapêutica está relacionada. UBS). solicitar exames se necessário e encaminhar ao serviço especializado. Mudança de categoria clínica 2 . na 1ª consulta de pré-natal . vítimas de abuso sexual. após iniciar tratamento. à dificuldade de adesão ao tratamento. Conceito de sucesso terapêutico Deve ficar a cargo do especialista. . sem uso de preservativos . . nutricionista. Deterioração neurológica . Garantir o acolhimento . Transmissão . etc) B . Consulta de Enfermagem . Garantir sigilo e privacidade no atendimento do paciente e familiares . Uso de preservativos . com doença aguda . Avaliação integral da criança (com avaliação do Cartão da Criança/curva de peso.8 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . Realização do HBsAg na gestante. Priorizar o atendimento a esses pacientes . 1 . Orientar quanto à transmissão e profilaxia. freqüentemente. Avaliação das intercorrências com a criança. Usuário de drogas endovenosas Aspectos Preventivos . Apoio multidisciplinar (psicólogo. Adolescentes não imunizadas. é algo subjetivo e só bem avaliado a longo prazo (com apoio da ESF. Orientar os parentes quanto a transmissão/profilaxia .Critérios imunológicos e virológicos: a cargo do especialista Consulta Médica . RN ou criança com hepatite B (certificar transmissão vertical) . .HEPATITE B Problemas As hepatites têm grande importância pelo número de indivíduos atingidos e pela possibilidade de complicações das formas agudas e crônicas. Falha no crescimento e/ou desenvolvimento neuropsicomotor . assistente social. Não compartilhar agulhas nos usuários de drogas injetáveis Eventos Sentinela . vacinação e marcos importantes do desenvolvimento) em todas as consultas. em atividade sexual. vítimas de exposição sanguínea. comunicantes sexuais de casos agudos de Hepatite B. Qualidade de vida. como a retomada do crescimento pôndero-estatural. desenvolvimento neuropsicomotor e controle das complicações clínicas da infecção na determinação do sucesso terapêutico.Critérios clínicos . Orientar sobre os cuidados específicos do paciente Equipe . Adolescentes não imunizadas. Via parenteral . Imunização: vacinação em todas as crianças e adolescentes até 19 anos . sendo importante enfatizar o uso de parâmetros clínicos. Mulheres com doença aguda (adquirida durante a gestação) ou gestante portadora crônica . Vertical . com ausência de imunização para hepatite B .

fosfatase alcalina. tempo de protrombina) . até formas fulminantes. não compartilhamento de agulhas) . Idade superior a 2 anos. Repouso relativo até a normalização das aminotransferases . HBeAg (+) ou HBV-DNA maior que 30.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 9 Sintomas Os quadros clínicos agudos variam. Medicamentos usados no tratamento da hepatite B crônica: interferon convencional (IFNc) ou lamivudina (LMV) Consulta da Enfermagem . a chance de cronificação é de 85% dos casos e a manifestação da hepatopatia crônica é bem mais precoce. gama-GT.000 cópias/ml (fase de replicação) . anorexia. Suspensão da ingestão de álcool por no mínimo 6 meses. acompanhadas de seguimento laboratorial (aminotransferases. Fadiga. 5 a 10% dos casos tornam-se crônicos . Encaminhamento ao especialista dos casos com evolução desfavorável . Remissão dos sintomas . encaminhar ao médico Consulta Médica . Orientações sobre a prevenção da Hepatite B (uso de preservativo. Normalização laboratorial (2 dosagens normais de aminotransferases. preferencialmente por 1 ano . Metade dos casos crônicos evoluem para doença hepática avançada (cirrose e carcinoma hepatocelular) Tratamento da Hepatite B Crônica . Acompanhamento da remissão da doença . Pacientes com manutenção de exames alterados deveram ser encaminhados para serviços especializados Critérios de alta da hepatite aguda . HBsAg (+) por mais de 6 meses . de moderada a intensa. Os sintomas no período agudo mais comuns são: . é contra-indicação ao tratamento . Biópsia hepática com atividade inflamatória e/ou fibrose. Colúria. hipocolia fecal Tratamento . Consultas com intervalos de 3 a 4 semanas. Acompanhamento de pacientes assintomáticos . náuseas. com intervalo de 4 semanas) Complicações . desde formas subclínicas ou oligossintomáticas. Avaliação clínica/orientação . Verificação e atualização do cartão de vacina quando necessário . bilirrubinas. Aminotransferases maior que duas vezes o limite superior da normalidade . Icterícia: apenas 30% dos casos cursam com icterícia . Durante a gestação. Solicitação de triagem sorológica . mal-estar geral e adinamia . Em casos de suspeita.

a insuficiência hepática terminal e o carcinoma hepatocelular. avaliar tratamento tratamento Observação: (*) se o anti-HBc total for positivo. As principais complicações potenciais da infecção crônica pelo vírus C. estima-se que apenas um terço dos pacientes com infecção aguda pelo vírus C venham a ter sintomas ou icterícia. o Laboratório Central fará. fase Se HbeAg (+): fase replicativa. antiHBe. Calcula-se que esse valor em média deve ficar entre 70 a 80% dos infectados. Transmissão vertical . Entretanto. a longo prazo. o antiHBc IgM. O percentual de pacientes cronicamente infectados que evoluem para cirrose após 20 anos do contágio varia entre diversos estudos. cerca de 1 a 4% dos pacientes por ano desenvolvem carcinoma hepatocelular. são a cirrose. C . Transmissão sexual (principalmente em pessoas com múltiplos parceiros ou prática sexual de risco) . pouco se sabe a respeito da evolução da infecção crônica pelo HCV em períodos mais longos do que duas décadas. Transmissão . automaticamente. Uma vez com cirrose. Provavelmente a taxa correta situe-se entre 10 e 15%. repetir exames em 15 dias Infecção aguda Solicitar HBsAg. A persistência do HCV-RNA por mais do que seis meses após a infecção caracteriza a infecção crônica pelo HCV. Tanto a infecção crônica quanto a infecção aguda pelo HCV são usualmente assintomáticas. e Anti-HBs em 6 meses Anti-HBc IgM(+) Infecção aguda Anti-HBc IgM(-) Solicitar Anti-HBc total HBsAg(-) HbsAg (-) Anti-HBs(+) HBsAg HbsAg (+) (+) Anti-HBc IgM (-) Anti-HBc total(+) Infecção crônica Solicitar HBeAg.HEPATITE C Problema O vírus da Hepatite C (HCV) é importante causa de cirrose em todo mundo.10 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Propedêutica Propedêutica para Hepatite B Aguda Infecção Aguda HBsAg (+) e/ou Anti-HBc total (+) Laboratório Central (*) : ver observação abaixo Suspeita de hepatite B aguda Solicitar HBsAg e Anti-HBc total HBsAg (+) Anti-HBc IgM (-) HBsAg HBsAg (-) (-) Anti-HBc total (-) HbsAg (+) Anti-HBc IgM (+) HbsAg (-) Anti-HBc IgM (+) Infecção aguda ou falso-positivo Solicitar Anti-HBc IgM em 15 dias Possivelmente não infectado Se exposição recente. Via parenteral (principal via de contágio) . ALT e AST Cura Cura Infecção crônica Se HBeAg(+).

coriza sanguinolenta. Lesões do Aparelho Respiratório: choro rouco. Tratamento .SÍFILIS 1 . se positivo. evolui com lesões irreversíveis. verificar se foi realizado tratamento completo . Outras: febre. Lesões ósseas difusas e simétricas. O diagnóstico de infecção aguda só pode ser feito com a viragem sorológica documentada. não compartilhamento de agulhas). Lesões no Aparelho Urinário: anasarca. sifílides maculosas e papulosas. . O prognóstico está fundamentalmente relacionado com o grau de comprometimento visceral . Observar presença de outras DST No parto domiciliar. fissuras peribucais e perianal. encaminhar para o serviço especializado para tratamento e acompanhamento. feita em serviço especializado.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 11 Critérios de inclusão para tratamento Pacientes com manutenção de exames alterados deverão ser encaminhados para serviços especializados. observar se foi realizado tratamento completo . manifestações hemorrágicas. Lesões vicerais: hepatomegalia. verificar Cartão da Gestante. Os sinais clínicos precoces começam a aparecer entre a 3ª e 8ª semanas. D . Avaliação clínica/orientação. Sífilis congênita precoce A maioria dos bebês sifilíticos é assintomática ao nascer. encaminhar ao médico. irite. Indica contato prévio com o vírus da hepatite C. edema. . pedir sorologias para RN ou criança e para os pais. pneumonite intersticial . Hepatite C Crônica (genótipo1): Interferon peguilado. cilindrúria e hematúria . e tratamento completo da gestante. podendo manifestar-se até o final do 2ºano . Aspectos Preventivos Realização do pré-natal conforme previsto no protocolo (pedido de VDRL no 1º e último trimestre e no pós-parto imediato). Lesões cutâneas e/ou mucosas (50%). alopécia. pseudoparalisia de Parrot (mais tardia) . mas não define se recente ou tardio. Cartão da gestante: verificar presença de VDRL no 1º e 3º trimestre de gestação e. analisando: . rinite com destruição nasal e/ou rinorréia. Em caso positivo. Consulta da Enfermagem . Evento-Sentinela Na vigência de diagnóstico de sífilis no RN. Sintomas . . verificar onde ocorreu a falha de acompanhamento no pré-natal. Se realizado pré-natal. pênfigo. lesão ungueal. esplenomegalia. hiperplasia de gânglios linfáticos. onde não foi realizado o pré-natal. Em casos de suspeita. Solicitação de triagem sorológica. Ribaravina. anemia hemolítica. A infecção crônica deve ser confirmada pela pesquisa qualitativa de HCV-RNA. Consulta Médica . . Relatório de alta da maternidade: verificar se foi realizado VDRL no pós-parto . icterícia. Caso haja história pregressa positiva na mãe e/ou parceiro. Hepatite C Crônica (genótipo2 e 3): Interferon Convencional e Ribaravina. proteinúria. Anti-HCV: recomendado como teste inicial para pacientes apresentando sintomas e/ou sinais clínicos sugestivos de doença hepática. Orientações sobre a prevenção da Hepatite C (uso de preservativo. e coriorretinite. caso positivo. SNC: meningite(60% assintomáticas) e 10% dos casos não tratados desenvolvem neurosífilis . .SÍFILIS CONGÊNITA PRECOCE E TARDIA (Transmissão vertical) Problemas Se não realizado diagnóstico e tratamento em tempo hábil.

Propedêutica . verificação do cartão de pré-natal do exame de VDRL. pedí-lo. Na ausência do exame. As lesões cutâneo-mucosas podem estar presentes sob a forma de placas mucosas nos lábios e sifílides maculares. Em crianças maiores de 18 meses. realizar RX de ossos longos e encaminhar ao CTR para prosseguir propedêutica. quando não houver infecção.SÍFILIS ADQUIRIDA (transmissão sexual) Em crianças ocorre geralmente devido a abusos sexuais. quando positivos. encaminhar ao médico. . com os exames realizados. No adolescente. Consulta da Enfermagem Acolhimento do RN e sua mãe. papulares e papuloescamosas. Se o resultado for negativo (titulação menor ou igual da mãe). Em caso de exames positivos. . inguinal e cervical). nariz em sela). confirmam a infecção. A gestante deve evitar contato com pessoas e crianças com suspeita ou diagnóstico de rubéola. Na vigência de VDRL positivo no RN ou criança. Nos casos em que a mãe foi adequadamente tratada. Diagnóstico: Reações sorológicas: VDRL.RUBÉOLA CONGÊNITA (transmissão vertical) Problemas A rubéola intra-uterina é uma infecção viral. quanto mais precoce a infecção. Exame de liquor céfalo-raquidiano (LCR): . osteíte e osteocondrite . geralmente grave. Vacinação em pelo menos todas as mulheres suscetíveis. Aspectos preventivos . Sorologia não Treponêmica (VDRL) é indicada para diagnóstico e seguimento . que pode resultar em má-formações de vários tipos. buscando sintomas citados. a lesão inicial é o cancro duro indolor. lesões neurológicas e cardiovasculares. encontramos a Tríade de Hutchinson (queratite intersticial que pode causar cegueira. principalmente perianal e a adenomegalia (axilar. MHATP): são úteis na exclusão da doença nos casos em que o VDRL é falso positivo. 2 . FTA-ABS E . Solicitar os demais exames e encaminhar ao CTR para seguimento do paciente. estando a criança assintomática. Geralmente os primeiros sinais observados da doença são condiloma plano. Se o resultado for positivo.12 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . Sintomas de Sífilis Congênita Tardia Nas crianças acima de 2 anos de idade. Realizar exame clínico. deverá ser realizado VDRL do RN ou criança. fazer RX de ossos longos e acompanhamento ambulatorial. Para ambos realizar VDRL no líquor Tratamento . Sorologia Treponêmica (FTA-abs. Nos casos em que a mãe foi adequadamente tratada. Crianças: 5 leucócitos/mm³ e proteínas>40mg/dl. deverá ser realizado VDRL do RN ou criança. diagnosticados na Unidade Básica. Outros sinais: seqüelas ósseas (tíbia em sabre. RN: linfócitos maiores que 25 leucócitos/mm³. assim como do relatório de alta da maternidade. fronte olímpica. . pois tendem à negativação. dependendo da fase da gestação. encaminhar paciente e pais ao CTR. RX de ossos longos: periostite. . As má-formações serão mais graves. alterações dentárias de 2ª dentição e surdez por lesão do VIII par). e podendo persistir um estado infeccioso por vários meses após o nascimento. fissura de abóbada palatina. Consulta do médico Avaliar os exames positivos. . proteínas >100mg/dl .

catarata.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 13 Evento-Sentinela . Contato da gestante com pessoas com suspeita ou diagnóstico de rubéola . RX de crânio e de ossos longos. convulsões. com disseminação hematogênica da mãe para o feto. Sistema Geniturinário: malformação do sistema pielocalicial. anemia. encaminhar ao CTR com os exames para acompanhamento da criança. Sistema Endocrinológico: diabete melito Propedêutica Realizar propedêutica (Teste Elisa IgM e IgG. evitando o contato com outros RNs e gestantes. Prematuridade . para detecção dos casos subclínicos. coarctação do istmo da aorta. RN ou criança com sintomas característicos e com mãe não imunizada . Sistema Ósseo: micrognatia. leucopenia. RN de uma mãe com rubéola confirmada na gestação. Falta de propedêutica para o feto de baixo crescimento intra-uterino Sintomas . fundoscopia. Consulta Médica Fazer exame clínico e diagnóstico diferencial das TORCHS. Falha na observação de sintomas sugestivos de rubéola na gestante ou ausência de relato pela mesma . retardo mental . Sistema Cardiovascular: hipoplasia da artéria pulmonar. nas seguintes situações: . persistência do ducto arterial. icterícia. Retardo de crescimento intra e extra–uterino . etc . mesmo com infecção subclínica . microftalmia. cuja mãe não tenha sido imunizada e encaminhar para o médico. radioluscência óssea . calcificação intracraniana. O tratamento específico não é disponível no momento. F . hemograma. A infecção materna primária não obrigatoriamente dissemina para o feto. Após feito diagnóstico de rubéola. rim policístico. . criptorquidia . Sistema Nervoso: meningoenfacelite aguda. abaulamento de fontanela. trombocitopenia com ou sem púrpura. e a taxa de transmissão aproxima-se de 40%. . opacificação da córnea. microcefalia. Sistema Retículo-Endotelial: hepatite. RN ou crianças com sintomas característicos sem acesso à história materna Tratamento RN sadio de mãe que adquiriu rubéola na gravidez deverá ser acompanhado ambulatorialmente. hepatoesplenomegalia. Falta de imunização em adolescentes grávidas . Sistema Auditivo: surdez sensorial . ultra-sonografia transfontanela ou tomografia computadorizada) e sempre encaminhar para a cardiologia. Olhos: retinopatia. pelo menos no primeiro ano de vida. Consulta de Enfermagem Fazer o acolhimento do RN com os sintomas descritos anteriormente. Orientar a família a respeito da transmissibilidade até um ano de idade. Baixo peso . adenopatia . glaucoma. além dos exames citados acima. RN com sintomas sugestivos de rubéola de mãe não imunizada . sendo inversamente relacionada ao tempo de gestação no qual a infecção materna ocorreu. estenose de artéria renal.TOXOPLASMOSE CONGÊNITA (transmissão vertical) Problema A infecção congênita ocorre sempre como conseqüência de infecção primária adquirida durante a gestação.

catarata. Repetir exame na maternidade (havendo sintomas sugestivos). se positivo verificar tratamento adequado .14 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Aspectos Preventivos . Tratamento . reticulocidose e eosinofilia) . Não aguardar a avaliação do RN pelo infectologista para iniciar o tratamento . Hemograma (avaliar anemia. para extensão da propedêutica e tratamento. Consulta de Enfermagem . entrar em contato com o CTR) . Teste sorológico (Elisa IgM e IgG. microftalmia Icterícia Petéquia Anemia Prematuridade Micro e macrocefalia. após suspeita clínica ou laboratorial e no CTR. Avaliar sorologias no Cartão da Gestante. com resultado positivo para toxoplasmose . Acompanhar o tratamento da gestante e/ou RN. plaquetopenia. Orientação de prevenção da doença para a gestante Consulta Médica . USTF. Radiologia: Rx de crânio (calcificações). TC de crânio se apresentar alterações. Orientar a grávida de modo enfático a não consumir carnes cruas ou mal cozidas e evitar contato com gatos (animal vetor da doença) e não fazer jardinagem sem luvas. 3 vezes/semana O tratamento será suspenso após a avaliação do infectologista. Avaliar Teste do Pezinho. Orientação de prevenção da doença para a gestante Bibliografia 1-Ministério da Saúde. Encaminhar ao médico . no último mês de gestação. 2003 . repetir pelo menos no 2º trimestre/ início do 3º trimestre e. Teste do pezinho positivo para toxoplasmose. com titulação) . Fundo de olho deverá ser realizado também no CTR. Sintomas Esplenomegalia Hepatomegalia Baixo peso Pneumopatia Cardiopatia Acolia fecal Diarréia e Vômitos Retinocorioidite. Criança com sintomas sugestivos. Encaminhar para o CTR. . Bilirrubinas e enzimas hepáticas . Prescrever medicação para 30 dias e explicar a necessidade de não interromper o tratamento até a avaliação do especialista. clínica e iniciar tratamento se necessário (em caso de dúvidas. Pirimetamina: 1 a 2mg/kg/dia de 12/12 horas . de mãe susceptível e sem sorologia durante a gestação. . Avaliar resultados de exames. Contato da gestante susceptível com animal vetor. Sulfadiazina: 100 mg/kg/dia de 12/12 horas . cuja mãe tenha IgG e IgM negativos ou não tenha sorologia . 2ª Edição. . hidrocefalia Descontrole térmico Convulsões Distúrbios da motricidade Propedêutica . Líquor (na maternidade. Evento-Sentinela . . Se susceptível. se diagnóstico tardio). se possível. Ácido Folínico: 5 mg.IgM e IgG) na 1ª consulta. Guia de Tratamento Clínico da Infecção pelo HIV em Crianças. Buscar sintomas sugestivos de toxoplasmose no RN ou criança. Realização de sorologia no pré-natal conforme protocolo da saúde da mulher (Elisa.MS.

COOPEMED-3ª edição/1998 7-Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis/ Manual de Planejamento e Coordenação de Programas/ AIDSCAP/Family Health International. Caso o paciente esteja assintomático ou apresente queixas não relacionadas ao HIV ou à AIDS. Entretanto. jovens. a doença espalhou-se por todo o mundo. Algumas destas orientações serão descritas abaixo. O médico orientará o usuário sobre a doença (evolução. Projeto Nascer/ Coordenação Nacional de DST/AIDS/ MS.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 15 2-Ministério da Saúde. ORIENTAÇÕES PARA ATENDIMENTO DOS PACIENTES HIV POSITIVOS PELO PSF Os pacientes com resultados positivos nas duas amostras realizadas devem ter consulta agendada com médico da equipe de PSF em um prazo máximo de 1 semana a partir do recebimento do resultado da segunda amostra. aconteceram os primeiros casos em homossexuais masculinos e. A assistência aos pacientes soropositivos atualmente é feita nos Serviços de Referência (SAE’s – Serviços de Atenção Especializada). No Brasil existe uma estimativa de 600. o médico ou enfermeiro do Centro de Saúde devem entrar em contato com a URS Sagrada Família para agendar primeira consulta o mais rapidamente possível. Hospital Eduardo de Menezes. sendo que em torno de 300. CTR Orestes Diniz. 2003 4-Ministério da Saúde. sinais e sintomas) e realizará exame clínico. É a quarta cidade brasileira em número de casos notificados. Caminha também para o interior do país com 66% dos municípios registrando pelo menos um caso de Aids. Desde o início da epidemia.200. surge para nós um novo elemento. Percebe-se que informação e vontade não são suficientes para a prevenção da doença. beneficiando os pacientes. Manual de Assistência ao Recém – Nascido. Neste período.1996 8-Ministério da Saúde. a tendência da epidemia é atingir populações mais pobres. 6-Pediatria Ambulatorial. Caso o paciente apresente sintomas sugestivos de imunodeficiência (vide quadro abaixo). os cientistas americanos relataram a primeira evidência clínica do que se tornaria conhecido como Síndrome de Imunodeficiência Adquirida ou SIDA.2003 9-Secreatria Municipal de Saúde. BH VIDA/ Protocolo de Atendimento da Secretaria Municipal de Saúde-2002. de transmissão heterossexual. sendo que 88% encontram-se na faixa de idade entre 20 a 49 anos. Hepatites Virais.000 soropositivos. muitos dos sintomas e sinais. muitas das ações de atenção a este tipo de paciente podem e devem ser feitas por profissionais da atenção primária. na África.000 pessoas soropositivas. grupos étnicos e faixas etárias justificando a explosão da epidemia entre estes grupos mais destituídos de poder e que têm mais dificuldades para conquistarem a sua cidadania. bem como algumas infecções oportunistas.MS. em junho de 1981.000 pessoas portadoras do vírus não conhecem seu diagnóstico. Estima-se que Belo Horizonte possua 14. deve aguardar marcação de primeira consulta na rotina dos SAE’s (URS Sagrada Família. de 4 de novembro de 2002 5-Ministério da Saúde. modos de transmissão. Há muitas desigualdades de gênero. Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV. podem ser diagnosticadas por estes profissionais. mas estão notificadas apenas 6. lembrando que os Serviços de Referência funcionarão como suporte durante todo o tempo. MS/ Secretaria de Assistência a Saúde/ Coordenação Materno-Infantil. Em 1981. O Brasil está Atento/ Ministério da Saúde/ Programa Nacional das Hepatites Virais. Quase 25 milhões de pessoas já faleceram e em torno de 42 milhões estão vivendo com o vírus HIV. SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA Há 23 anos. . Além das patologias que acometem a população em geral. Neste ponto. 2003 3-Ministério da Saúde. Portaria nº 863. segmentos sociais.1994. No momento. em 1983.000 brasileiros com Aids. já morreram cerca de 150. a questão da vulnerabilidade individual e social. Hospital da Baleia). o reconhecimento. mulheres e aqueles que tem menos de 8 anos de escolaridade.

Por que você fez o exame anti-HIV? . aproveite para colher informações sobre orientação e práticas sexuais: faz sexo com homens. Transfusão Você ou algum parceiro seu recebeu sangue ou derivados. Testagem . já houve exposição a sangue ou fluidos contaminados no serviço? Já se acidentou com agulha contaminada? No caso de ter-se acidentado. Via sexual: Você tem algum parceiro sabidamente HIV positivo? Já fez sexo sem preservativo. sinusite) Tuberculose pulmonar atípica. principalmente entre 1977 e 1985 ou se submeteu a alguma cirurgia em que possa ter recebido sangue? . .org) Anamese . leucopenia ou plaquetopenia sem etiologia definida SUGESTÃO DE ABORDAGEM DO PACIENTE HIV POSITIVO (adaptado do Manual de AIDS para Clínicos. . .www. . . . Candidíase vaginal recorrente . . extrapulmonar ou disseminada Déficit neurológico focal Crise convulsiva Alteração súbita de comportamento (não relacionado ao recebimento do diagnóstico) Delírio/Alucinação Demência Herpes zoster em atividade Febre prolongada sem etiologia definida > 30 dias Anemia. Sinais e sintomas clínicos sugestivos de imunodeficiência moderada ou grave que demandam urgência relativa no encaminhamento dos pacientes HIV positivos para os SAEs . mulheres ou ambos? Você se considera heterossexual. Foi a primeira vez? . Uso de drogas: Já usou alguma vez drogas injetáveis (incluindo anabolizantes ou vitaminas) ou compartilhou seringas? Algum parceiro sexual seu já usou drogas injetáveis e compartilhou seringas? . . . 2003 . .aidsinfo. homossexual.16 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Alguns pacientes que tiverem mais dificuldade para lidar com o diagnóstico poderão necessitar de atendimento psicológico. . . Tatuagem: Tem alguma tatuagem? Onde e quando fez a tatuagem? Foi feita com agulha descartável? Anamese especial . Ocupacional: Você trabalha na área de saúde? Se sim. Candidíase oral. Quando você fez o teste? . Diarréia crônica sem etiologia definida (> 4 semanas) Perda de peso acentuada (> 10% nos últimos 3 meses) Dispnéia Tosse crônica (> 3 semanas) Infecções respiratórias recorrentes (pneumonia. Você tinha algum exame anti-HIV anterior negativo? Quando foi realizado? . fez acompanhamento com exames sorológicos? O paciente fonte foi testado? . mesmo que apenas uma vez? Você ou algum parceiro sexual seu já apresentou alguma DST? Neste momento. Como você acha que se contaminou com o HIV? . bissexual ou outro? Como você se protege de doenças sexualmente transmissíveis? Quando foi a última vez que você fez sexo sem proteção? Em que situações você usa o preservativo? Você usa álcool ou drogas antes ou durante a relação sexual? Faz sexo por dinheiro ou drogas? Você modificou seu comportamento devido ao diagnóstico de HIV? Como você protege seu parceiro? . Fadiga: Acorda cansado? Cansa facilmente com atividades usuais? . .

saúde das crianças (principalmente se paciente for mulher). Gastrointestinais: . Dor ou dificuldade para deglutir? Engasgo ou náuseas quando tenta comer? . distúrbios de memória. qual o nome dos medicamentos? . Checar passado de DSTs. alteração de marcha. ansiedade. Hábito intestinal: se queixar de diarréia. Dispnéia? Características da dispnéia. Febre: Tem febre? Há quanto tempo. Cavidade oral: Manchas/secreção esbranquiçada na boca ou na língua? Feridas na boca ou na garganta? . hipertensão. Visão: Visão turva. Empachamento pós-prandial? Queimação retro-esternal? . . Foi realizado anti-HIV no pré-natal de outras gestações? . Calafrios: Tremores associados a sensação de frio intenso? . baixa acuidade visual. saúde do parceiro. Pulmonar: Tosse? Características da tosse. formigamento ou dor em mãos e pés.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 17 . Possui parceiro fixo? Sabe resultado do anti-HIV do parceiro ou dos filhos (principalmente no caso de mulheres)? Informar sobre pessoas que podem servir como apoio. qual o tempo de tratamento. Genital: Lesões ou feridas genitais no momento ou no passado? Corrimento vaginal ou uretral? . qual a temperatura? . . . fraqueza em membros superiores ou inferiores? . Peso: Qual o seu peso usual? Alguma perda de peso? Quanto e em quanto tempo? . Possui algum animal de estimação? História social Qual o estado civil. Familiares ou amigos sabem do seu resultado? Como tem sido a reação deles? Como tem lidado com o diagnóstico? Como você geralmente lida com seus problemas? Sente necessidade de apoio psicológico? Bebe álcool? Com qual freqüência? Tabagista? Usa drogas ilícitas? . Pele: Passado de herpes zoster? História de micoses cutâneas. checar quando fez o último exame preventivo de colo do útero. hepatite B (quantas doses?). entre outras). Checar história de distúrbios mentais: depressão. Checar passado de hepatites: se já teve hepatite. dificuldade de concentração. seborréia? . Adenopatia: Notou aumento dos gânglios? História pregressa . Checar história ginecológica: gravidez pregressa ou atual. qual tipo? . cardiopatia. História familiar Tem filhos? Quantos filhos? Idade das crianças. convulsão. foliculite/acne. Anorexia: Como anda seu apetite? . Checar história vacinal: tétano. dormência. . visão dupla? Em um olho ou ambos os olhos? . Checar contato com tuberculose ou passado de tuberculose ativa: se já teve. Sistema nervoso: Cefaléia. No caso de mulheres. Sudorese noturna: Suor à noite que molha lençol ou pijama? . informar sobre suas características. com que freqüência. Checar passado de doenças crônicas (diabetes. Usa alguma medicação? Alergia a algum medicamento? . .

hepatite viral. Temperatura . orientação. Pele: examinar toda a superfície corporal. Procurar por foliculite. íons. Sorologia para toxoplasmose . força e marcha. Sarcoma Kaposi. uréia. Discutir a importância de revelar seu diagnóstico ao parceiro para testagem do mesmo. . . Cavidade oral: usar lanterna. micoses. julgamento. Pulmões: ausculta e percussão. Rastreamento para hepatite A. glicema. . B (Anti-HBc total. Pressão arterial . sensibilidade periférica. Exames iniciais . Trata-se de uma doença crônica e com risco de vida se não for acompanhada e tratada de maneira adequada.18 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis História ocupacional Atualmente trabalhando? Em qual função? Carteira assinada? Alimentação Quais os produtos que ingere com mais freqüência? Consome leite sem pasteurização. frios em geral. Perfil lipídico: colesterol fracionado e triglicérides . Perfil bioquímico: enzimas hepáticas. Hemograma com plaquetas . úlceras na mucosa ou nos lábios. linfoma. . ovo cru. psoríase. AIDS . . Sarcoma de Kaposi ou leucoplasia pilosa. Sinusite é um problema freqüente. peixe cru. memória recente e passada. notar a presença e localização de verrugas (Papilomavírus humano -HPV). creatinina . Exame neurológico sumário avaliando estado mental. Pesagem . pode dar suporte e empatia. . HBs Ag). avaliação de pares cranianos. . Inspeção de nariz/orelhas: locais comuns de Sarcoma de Kaposi ou lesões de herpes simples. micose sistêmica. Altura com cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal) . reflexos tendinosos. carne mal passada. máculas violáceas ou pápulas. Inspecção genital e anal. VDRL . Acuidade visual . C . Urina rotina . É importante o acompanhamento médico regular e aderência ao tratamento proposto. . Pulso . dermatite seborréica. Abdome: hepatomegalia ou esplenomegalia pode sugerir infecção por micobactéria. Ausculta cardíaca: sopro. etc. Papanicolau . . água filtrada? Atividade física Pratica atividade física regularmente? Exame clínico . e também identificar aqueles que podem estigmatizar o paciente e revelar sua sorologia a outros. lesões aftosas. entre amigos e familiares. . . Orientações gerais . Fazer exame especular em mulheres. placas esbranquiçadas. Discutir com paciente quem. Linfonodos: palpação e medida dos linfonodos. Radiografia de tórax .

Dessa forma. Outro aspecto importante para que o aconselhamento se desenvolva adequadamente é adotar uma postura de acolhimento valorizando o que o paciente sabe. Cabe à equipe do serviço de saúde funcionar de maneira harmônica e integrada e organizar-se da forma mais conveniente para que o aconselhamento seja desenvolvido durante o processo de atendimento dos usuários. Quem faz o aconselhamento? Todos os profissionais da equipe de saúde devem estar aptos a desenvolver o aconselhamento. Realizar avaliação de riscos. estimulando o cuidado de si e dos parceiros . facilitando a formação do vínculo de confiança. preocupações. a identificação da demanda do grupo é fundamental.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 19 . Nesse sentido. Identificar os limites e as possibilidades existentes para a adoção de medidas preventivas. sentimentos. conhecimentos. Os grupos realizados em sala de espera podem ser um exemplo dessa abordagem. torna-se possível o desenvolvimento de uma relação de confiança e a promoção de apoio emocional. HIV e Aids. pensa e sente a respeito do seu problema de saúde. Em algumas circunstâncias. Na abordagem coletiva. além de otimizarem o tempo que o usuário passa no serviço de saúde. à medida que a “demanda” do paciente (entendida como suas necessidades. é identificada e acolhida. No grupo. angústias). A dinâmica grupal também pode favorecer o indivíduo a perceber sua própria demanda. Contagem de CD4 . Objetivos do aconselhamento Durante o processo de aconselhamento. prevenção e tratamento . Trocar informações sobre DSTs. estimulando sua participação nos atendimentos individuais subseqüentes. a reconhecer o que sabe e sente. essa abordagem pode provocar alívio do estresse emocional vivenciado pelos pacientes. que o profissional esteja atento para perceber os limites que separam as questões que devem ser abordadas no espaço grupal daquelas pertinentes ao atendimento individual. etc. Procedimentos básicos do aconselhamento . propiciando as condições para o alcance dos seguintes objetivos: . individualizado e centrado no usuário. Promover a comunicação e tratamento do(s) parceiro(s) sexual(is) Aconselhamento individual e coletivo O aconselhamento pode ser realizado em grupo ou individualmente. medos. suas formas de transmissão. É importante. as pessoas têm a oportunidade de redimensionar suas dificuldades ao compartilhar dúvidas. o nível de estresse do paciente é reduzido. dúvidas. visando o resgate dos recursos internos do indivíduo para que ele mesmo tenha possibilidade de se reconhecer como sujeito de sua própria saúde e transformação. entretanto. Reafirmar a confidencialidade e o sigilo das informações prestadas . Promover a adesão ao tratamento . É fundamental que a pessoa que realiza esta atividade tenha informações atualizadas e tecnicamente corretas sobre DST/Aids. permitindo a compreensão/consciência a respeito dos riscos pessoais de infecção para a DSTs atual e para o HIV . as questões comuns expressas pelos participantes devem nortear o conteúdo a ser abordado. Pressupõe a capacidade de estabelecer uma relação de confiança entre os interlocutores. PCR quantitativo para o HIV ACONSELHAMENTO EM DST/AIDS (Adaptado do material produzido pela CN DST/AIDS – Ministério da Saúde) Aconselhamento O aconselhamento é entendido como um processo de escuta ativa. Identificar com clareza a demanda do usuário . essencial em todo o processo. Exames que serão solicitados nos Serviços de Referência . relacionada ao seu problema de saúde.

com o usuário. com ênfase nas situações de risco do usuário . Lembrar que um resultado negativo não significa imunidade . Trocar informações sobre o sistema de teste e o conceito de “janela imunológica” . Identificar as crenças e os valores do usuário acerca das DSTs. o impacto em sua vida dos possíveis resultados do teste . Considerar. HIV e Aids. prevenção e tratamento. Informar que um resultado negativo significa que a pessoa não está infectada. também neste período Aconselhamento pós-teste diante de resultado negativo . Avaliar com o usuário a realização ou não do teste . ou do tratamento ser incompleto ou da auto-medicação . Ajudar o paciente a reconhecer suas responsabilidades e possibilidades em lidar com seu problema . com o indivíduo. Sondar qual o apoio emocional e social disponível ao usuário (família. Identificar barreiras para a mudança das situações de risco . Reforçar a necessidade da adoção de práticas seguras frente ao HIV. mitos e preconceitos relacionados às DSTs. Reforçar a necessidade do tratamento dos parceiros sexuais . Utilizar linguagem compatível com a cultura do usuário . Lembrar que o consumo de álcool e outras drogas. parceiros. Reforçar para o usuário a diferença entre HIV e Aids . trabalho e outros) . lícitas ou ilícitas.20 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . Facilitar ao indivíduo a expressão de sentimentos . Encaminhar o usuário para outros serviços de assistência. Estimular a auto-estima e autoconfiança do indivíduo . Trocar informações com o usuário sobre o significado dos possíveis resultados do teste . Enfatizar a relação entre DSTs. Reafirmar o caráter voluntário e confidencial da testagem . Verificar história anterior de testagem e riscos . possíveis reações emocionais no período de espera do resultado do teste . Explicar o benefício e demonstrar o uso correto do preservativo . principalmente o fato de uma DSTs facilitar a transmissão do HIV. Avaliar e recomendar a possibilidade de outras práticas sexuais seguras . Trocar informações específicas sobre a(s) DST apresentada(s) . Avaliar a possibilidade do indivíduo estar em “janela imunológica” e necessitar de um novo teste . Avaliar possíveis dificuldades quanto ao uso do preservativo e sua superação . pode alterar a percepção de risco . Avaliar com o paciente seu histórico de outras DST e as situações de risco que culminaram nesta DST . Estimular a disseminação das orientações recebidas . Considerar. Prestar apoio emocional ao indivíduo . HIV e Aids . Explicar as complicações decorrentes de não ser feito o tratamento. suas formas de transmissão. Ajudar o indivíduo a avaliar e perceber seus riscos de infecção pelo HIV e outras DST . qualquer que seja ela . Contribuir para a elaboração de um plano viável de redução de riscos . Reforçar a necessidade da adoção de práticas mais seguras para a redução de riscos . Oferecer testagem anti-HIV e aconselhamento pré e pós-teste Aconselhamento pré-teste anti-HIV . Trocar informações sobre DSTs e HIV e Aids. Reforçar a necessidade de retorno ao serviço se não houver melhora ou sempre que apresentar algum sintoma . amigos. HIV e Aids . ou foi infectada tão recentemente que não produziu anticorpos necessários para detecção pelo teste utilizado . incluindo grupos comunitários de apoio quando necessário . Favorecer a desconstrução de estigmas.

morte e outros . negação e outros . Reforçar o benefício e demonstrar o uso correto do preservativo . medo. Reforçar a importância de acompanhamento médico. Estar atento para o manejo adequado de sentimentos comuns. . Desmistificar sentimentos que associam HIV/Aids a culpa. A transmissão dos anticorpos maternos e o processo de soroconversão no recém-nascido . Considerar. prestando o apoio emocional necessário . Conversar sobre sentimentos e dúvidas. Orientar a realização de nova coleta para refazer o teste no período definido pelo laboratório . tais como raiva. Permitir o tempo necessário para que a pessoa assimile o impacto do diagnóstico e expresse seus sentimentos . possíveis reações emocionais no período de espera do resultado do teste e referenciar para apoio psicológico.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 21 . caso ainda haja dúvidas . mesmo sendo um portador assintomático. Reforçar as práticas seguras já adotadas ou a serem adotadas pelo usuário frente ao HIV Aconselhamento pós-teste diante de resultado positivo . Enfatizar a necessidade do resultado ser comunicado aos parceiros sexuais oferecendo ajuda. punição. Formas de minimizar as chances da transmissão vertical . Caso seja necessário. Reforçar a adoção de práticas seguras para a redução de riscos de infecção pelo HIV e outras DST . Os riscos da amamentação . ressaltando que a infecção é controlável . Retomar que um resultado positivo significa que a pessoa é portadora do vírus. que podem ocorrer durante a gestação. Reforçar a necessidade da adoção de práticas seguras para a redução de riscos de re-infecção pelo HIV e outras DSTs . depressão. visto que anticorpos não estão plenamente desenvolvidos . o paciente pode transmitir o vírus para outros . caso seja solicitada . A necessidade de realizar o teste de todos os filhos nascidos após a infecção Aconselhamento pós-teste diante de resultado indeterminado . com o usuário. reforçar a importância de não compartilhar seringas para o consumo de drogas injetáveis . podendo ou não estar com a doença desenvolvida . se necessário. Explicar que um resultado indeterminado pode significar um falso positivo devido a razões biológicas. incluindo grupos de apoio . Definir com o usuário os serviços de assistência necessários. Enfatizar que. reforçar a importância de não compartilhar seringas para o consumo de drogas injetáveis . ou um verdadeiro positivo de uma infecção recente. As formas de transmissão vertical do HIV (da gestante para o feto). ansiedade. parto ou aleitamento . rejeição. Orientar quanto à necessidade dos parceiros realizarem o teste anti-HIV . Em caso de gestante explicar: . Caso seja necessário. Reforçar o benefício e demonstrar o uso correto do preservativo.

. pela compressão da base do pênis em direção à glande. Inclui a atenção dos parceiros. CORRIMENTO VAGINAL: presença de corrimento vaginal associado a hiperemia. CORRIMENTO CERVICAL: presença de mucopus cervical verificado obrigatoriamente ao exame especular. . AGENDAR RETORNO. com ou sem ectrópio. . a adesão ao tratamento e o fornecimento e orientação para utilização adequada de preservativos. CONVOCAR E TRATAR PARCEIROS. Indica o tratamento para os agentes etiológicos mais freqüentes na síndrome. OFERECER ANTI-HIV E VDRL. o aconselhamento e a educação sobre redução de riscos. se necessário. e/ou edema da mucosa vaginal. FLUXOGRAMA PARA ABORDAGEM DE CORRIMENTO URETRAL PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO URETRAL ANAMNESE E EXAME FÍSICO BACTERIOSCOPIA DISPONÍVEL NO MOMENTO DA CONSULTA? NÃO SIM DIPLOCOCOS GRAM NEGATIVOS INTRACELULARES PRESENTES SIM NÃO TRATAR CLAMÍDIA E GONORRÉIA TRATAR SÓ CLAMÍDIA ACONSELHAR. . Inclui a oferta da sorologia para sífilis e para o HIV. CORRIMENTO URETRAL EM HOMEM: presença de corrimento uretral verificado com o prepúcio retraído e. DEFINIÇÕES DE CASOS DE DST’s BASEADAS NA ABORDAGEM SINDRÔMICA ÚLCERA GENITAL: presença de lesão ulcerada em região genital. ENFATIZAR A ADESÃO AO TRATAMENTO. de origem não traumática. Utiliza fluxogramas que ajudam o profissional a identificar as causas de uma determinada síndrome. NOTIFICAR.22 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis ABORDAGEM SINDRÔMICA DE DST Adaptado – Manual de bolso Doenças Sexualmente Transmissíveis / Ministério da Saúde PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA ABORDAGEM SINDRÔMICA . associado ou não a sinais de colpite. . Classifica os principais agentes etiológicos segundo as síndromes por eles causadas.

VO. de 6/6 horas. prurido) com: Aciclovir 400 mg. iniciar o tratamento o mais precocemente possível com . 2. VO. 6/6 horas. a sífilis primária e o cancro mole: Sífilis Penicilina G Benzatina. VO. de 12/12 horas. recomenda-se o tratamento para as duas causas mais freqüentes de úlcera genital. de 8/8 horas por 5 dias. por 7 dias mais Metronidazol 2g. nas recorrências de herpes genital. Tratar o primeiro episódio: . o tratamento deve ser iniciado de preferência ao aparecimento dos primeiros pródromos (dores articulares. durante 7 dias. de 8/8 horas por 7 a 10 dias. VO. Gestantes Evitar tratar recidivas. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. dose única. VO. VO. em dose única. Tianfenicol 2. VO. ou Sulfametoxazol/Trimetoprim (800 mg e 160mg). VO. por 7 a 10 dias. aumento de sensibilidade. mais VO. Aciclovir 400 mg.5g. por 7 dias. VO. em caso de persistência do corrimento ou recidiva. VO. via IM. tratar com: Eritromicina (estearato) 500 mg. por 10 dias ou até a cura clínica. TRATAR SÍFILIS E CANCRO MOLE Como o diagnóstico laboratorial imediato não é conclusivo e nem sempre está disponível. VO. dose única. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. ou Doxiciclina 100 mg.2 milhão UI em cada nádega). de 6/6 horas.4 milhões UI.ver capítulo específico sobre alergia à penicilina a seguir) Cancro mole Azitromicina 1g VO em dose única. 6/6 horas por 15 dias (para os pacientes comprovadamente alérgicos à penicilina . em dose única (1. ou Eritromicina (estearato) 500 mg. durante 7 dias Atenção no retorno. Aciclovir 400 mg.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 23 TRATAR CLAMÍDIA E GONORRÉIA Clamídia G onorréia Azitromicina 1g. mais . FLUXOGRAMA PARA ABORDAGEM DE ÚLCERAS GENITAIS PACIENTE COM QUEIXA DE ÚLCERA GENITAL ANAMNESE E EXAME FÍSICO HISTÓRIA OU EVIDÊNCIADE LESÕES VESICULOSAS? SIM TRATAR HERPES GENITAL NÃO TRATAR SÍFILIS E CANCRO MOLE LESÕES COM MAIS DE 4 SEMANAS NÃO SIM - ACONSELHAR OFERECER ANTI-HIV E VDRL ENFATIZAR ADESÃO AO TRATAMENTO NOTIFICAR CONVOCAR PARCEIROS AGENDAR RETORNO - TRATAR SÍFILIS E CANCRO MOLE FAZER BIÓPSIA INICIAR TRATAMENTO PARA DONOVANOSE TRATAR HERPES GENITAL No primeiro episódio de herpes genital. de 12/12 horas. de 8/8 horas.

VO. Penicilina G Benzatina. OU DOR À MOBILIZAÇÃO. de 12/12 horas por. por 7 dias ou até a cura clínica. além de: . Doxiciclina 100 mg.5 Ambos negativos TRATAR CANDIDÍASE INVESTIGAR CAUSA FISIOLÓGICA E/OU INFECCIOSA TRATAR TRICOMONÍASE E VAGINOSE • • • • • • ACONSELHAR OFERECER VDRL E ANTI-HIV ENFATIZAR ADESÃO AO TRATAMENTO CONVOCAR PARCEIROS SOMENT E NOS CASOS DE CERVICITE E TRICOMONÍASE AGENDAR RETORNO NOTIFICAR • • • COLETAR MATERIAL PARA PAPANICOLAOU OFERECER VDRL E ANTI-HIV ACONSELHAR . 3 semanas.VAGINOSE E CANDIDÍASE < 4. respectivamente. FLUXOGRAMA PARA ABORDAGEM DE CORRIMENTOS VAGINAIS PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO VAGINAL OU PRESENÇA DE CORRIMENTO EM QUALQUER SITUAÇÃO ANAMNESE (DETERMINAR ESCORE DE RISCO) EXAME CLÍNICO-GINECOLÓGICO MUCOPUS ENDOCERVICAL. no mínimo.0 < 4. ou até a cura clínica. de 12/12 horas por. via IM. Sulfametoxazol/Trimetoprim (800 mg e 160mg). VO. TRATAMENTO PARA DONOVANOSE . ou . OU FRIABILIDADE. OU ESCORE DE RISCO MAIOR OU IGUAL A DOIS? SIM NÃO TRATAR GONORRÉIA E CLAMÍDIA SIM CORRIMENTO VAGINAL PRESENTE? NÃO MICROSCOPIA DISPONÍVEL NA CONSULTA? SIM NÃO TRATAR CONFORME O ACHADO pH VAGINAL E/OU TESTE DO KOH DISPONÍVEL? NÃO SIM TRATAR TRICOMONÍASE. de 6/6 horas.4 milhões UI. 2. com: . Eritromicina (estearato) 500 mg.24 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Gestantes Tratar sífilis e cancro mole. em dose única. 3 semanas ou até a cura clínica. no mínimo. VO.

tonturas. Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima deve-se evitar a ingestão de álcool (risco de efeito antabuse. Metronidazol 2 g. 2 vezes ao dia. VO.5g.75%. ou . VO. VO. de 06/06 horas. quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool. Metronidazol 500 mg. VO. dose única. Gestantes ou Nutrizes Clamídia Amoxicilina 500mg. 1 aplicador vaginal (5g). Portadoras do HIV devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. dose única. . de 6/6 horas. dose única. dose única. em dose única. ou . VO. por 7 dias.5g. de 06/06 horas. Gonorréia Ceftriaxona 250mg. de 12/12 horas. VO. ou Azitromicina 1 g. Observações: . Para alívio dos sintomas. por 5 dias. Nutrizes Neste período a mulher deverá ser orientada em relação à retirada e armazenamento do leite. em dose única. TRATAR TRICOMONÍASE . dose única. dose única. . por 24 horas). durante 7 dias mais Gonorréia Tianfenicol 2. A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 25 TRATAR CLAMÍDIA E GONORRÉIA Clamídia Azitromicina 1g. mais Parceiros Clamídia Azitromicina 1 g. Manter o tratamento se a paciente menstruar. dose única. VO. VO. para garantir a nutrição do bebê. “gosto metálico na boca”) . VO. 1 aplicador vaginal (5g). VO. casos de alterações morfológicas celulares podem estar associados à tricomoníase. deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses para avaliar se há persistência das alterações. VO. . Gestantes Tratar somente após completado o primeiro trimestre com Metronidazol 2 g. ou Eritromicina (estearato) 250mg. pode-se associar o tratamento tópico com Metronidazol Gel 0. de 12/12 horas. O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral e nos casos de alcoolismo. de 12/12 horas. durante 7 dias (contra-indicado em gestantes e nutrizes). VO. caracterizado por mal-estar. VO. ou Doxiciclina 100 mg. ou . por 5 dias.75%. Metronidazol 2g. ou Eritromicina (estearato) 500mg. por 14 dias (casos de sensibilidade gástrica). Metronidazol Gel a 0. IM. Parceiros Tratar sempre ao mesmo tempo que a paciente e com o mesmo medicamento. Durante o tratamento as relações sexuais devem ser suspensas. náuseas. diretamente no peito. por 7 dias. dose única. de 08/08 horas. por 7 dias. VO. VO. Por isso. . . ou Eritromicina (estearato) 500 mg. Tinidazol 2 g. Nessas situações. mais Gonorréia Tianfenicol 2. dose única (suspender o aleitamento.

durante 10 dias. utilizando pinça e algodão embebido com a solução. Alguns autores recomendam tratamento de parceiros apenas para os casos em que haja reaparecimento da doença. . ou . VO. Clotrimazol. dose única. ou para alívio do prurido (se necessário). Observações . Parceiros Metronidazol 2 g. após almoço ou jantar. Metronidazol 500 mg. Metronidazol 2 g. O tratamento tópico acima relacionado pode ser usado em gestantes. Portadoras do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. 1 aplicação via vaginal. de 12/12 horas por 7 dias.26 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis TRATAR VAGINOSE BACTERIANA . VO. ou . Tratar com: . Alguns autores recomendam o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos de reaparecimento da doença. por 7 dias (somente após completado o primeiro trimestre). nestes casos. por 2 dias. de 12/12 horas. por 5 dias. dose única (somente após completado o primeiro trimestre). dose única. por dia. VO. Gestantes A candidíase vulvovaginal é muito comum no transcorrer da gravidez. TRATAR CANDIDÍASE . Gestantes . exceto os sintomáticos. VO.5 g/ dia. de 8/8 horas. VO. Gestantes Tratar após completado o primeiro trimestre com Metronidazol 250 mg. VO. Tianfenicol 2. por 7 dias. O tratamento sistêmico deve ser feito somente nos casos recorrentes ou de difícil controle. Não deve ser usado nenhum tratamento sistêmico. VO. Cetoconazol 400 mg. Parceiros Não precisam ser tratados. dose única. VO. fazer aplicação vaginal de violeta de genciana a 2%. dose única. Metronidazol 500 mg. TRATAR TRICOMONÍASE E VAGINOSE BACTERIANA (AO MESMO TEMPO) . de 8/8 horas. Metronidazol 2 g. Tinidazol 2 g. Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima deve-se evitar a ingestão de álcool (risco de efeito antabuse). ou . Parceiros Não precisam ser tratados. Portadoras do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. ou . deve-se investigar causas sistêmicas predisponentes. podendo apresentar reincidência pelas condições propícias do pH vaginal que se estabelece nesse período. creme vaginal a 1%. à noite ao deitar-se. ou . Metronidazol 250 mg. VO. por 7 dias. Metronidazol 2 g. VO. VO.

Podofilina ou ácido tricloroacético 90%.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 27 Portadoras do HIV Devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima. fixas ou ulceradas) . Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano devem ser investigados outros fatores que favorecem o aparecimento da doença: diabetes. Condiloma Acuminado: Eletrocautério. Agente etiológico O Papilomavírus humano (HPV) é um DNA-vírus não cultivável do grupo papovavírus. oral e laríngea. . . embora esta medida raramente seja necessária e está indicada quando: . têm relação com o desenvolvimento das neoplasias intra-epiteliais e do câncer invasor do colo uterino. de acordo com seu potencial de oncogenicidade. imunodepressão e inclusive a infecção pelo HIV e uso de corticóides. A infecção pode também assumir uma forma denominada subclínica. Os pacientes devem ser notificados da possibilidade de recorrência que. uretra e ânus. o paciente for imunodeficiente. em intervalos menores. Novos exames. Seguimento Após o desaparecimento dos condilomas não é necessário controle. Diagnóstico O diagnóstico do condiloma é basicamente clínico. As verrugas intra-anais são predominantes em pacientes que tenham tido coito anal receptivo. verruga genital ou crista de galo. vagina e colo. Atualmente são conhecidos mais de 70 tipos. Na forma clínica. INFECÇÃO PELO PAPILOMAVIRUS HUMANO (HPV) Conceito Doença infecciosa. as lesões não responderem ao tratamento convencional . displasia acentuada ou carcinoma in situ) são os tipos virais presentes e co-fatores. dependendo do tamanho e localização anatômica. sulco bálano-prepucial e região perianal. ocorre nos três primeiros meses. no caso da mulher. Quadro clínico A maioria das infecções são assintomáticas ou inaparentes e podem apresentar-se clinicamente sob a forma de lesões exofíticas. mucosa nasal. visível apenas sob técnicas de magnificação e após aplicação de reagentes. Estes vírus estão divididos em 3 grupos. também podem ser sintomáticos. e pode ser confirmado por biópsia. endurecidas. sendo que 20 deles podem infectar o trato genital. quando associados a outros co-fatores. e. na glande. friáveis e/ ou pruriginosos e se presentes no colo uterino. períneo. Tratamento Forma subclínica – encaminhar para propedêutica de colo de útero. localizando-se mais freqüentemente. vagina. podem ser dolorosos. também conhecida como condiloma acuminado. região perianal. existir dúvida diagnóstica ou suspeita de neoplasia (lesões pigmentadas. Os fatores que determinam a persistência da infecção e sua progressão para neoplasias intraepiteliais de alto grau (displasia moderada. freqüentemente. podem . localizadas ou difusas e de tamanho variável. já as perianais podem ocorrer em homens e mulheres que não têm história de penetração anal e menos freqüentemente podem estar presentes em áreas extragenitais como conjuntivas. como o ácido acético. de transmissão freqüentemente sexual. Observações . Os condilomas. os pacientes devem ser examinados três meses após o final do tratamento. na vulva. Os tipos de alto risco oncogênico. as lesões aumentarem de tamanho durante ou após o tratamento . entre eles o estado imunológico e tabagismo. Sempre orientar quanto à higiene adequada e uso de roupas que garantam boa ventilação. as lesões podem ser únicas ou múltiplas. no caso do homem. Como não se conhece a sensibilidade e a especificidade do auto-diagnóstico.

durante 6 meses. colo. a operação cesariana deverá ser indicada. Apenas em raros casos. Lesões pequenas. Sendo assim. seja pelas alterações hormonais e imunológicas que ocorrem neste período. ainda que na ausência de tratamento que erradique o vírus. Lesões pequenas. Este procedimento exige profissional habilitado. muitos especialistas indicam a sua remoção nesta fase. Gestantes Na gestação. especialmente no caso das mulheres. Não está estabelecido o valor preventivo da operação cesariana. A escolha do tratamento vai se basear no tamanho e número das lesões: . porque o papel da reinfecção na persistência ou reincidência de lesões é mínimo. Como o tratamento de condilomas não elimina o HPV. as lesões condilomatosas poderão atingir grandes proporções. As mulheres tratadas por lesões cervicais devem ser seguidas de rotina após tratamento pelo exame ginecológico e citologia oncótica a cada 3 meses. anualmente. em seguida. em qualquer fase da gravidez. As mulheres devem ser aconselhadas quanto à necessidade de se submeterem ao rastreio de doenças pré-invasivas do colo uterino na mesma freqüência que as mulheres não contaminadas pelo HPV. o risco de transmissão para parceiros não contaminados. controlar ou tratar complicações do tratamento . Nunca usar Podofilina durante qualquer fase da gravidez . mesmo na ausência de lesões visíveis. . ou seja. como qualquer mulher sexualmente ativa. uma vez que poderão se beneficiar de exame médico para avaliação da presença de condilomas não suspeitados ou de outras DSTs. os pacientes e seus parceiros devem ser cientificados de que podem ser infectantes.28 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis ser úteis para: . já que o risco da infecção naso-faríngea do feto é muito baixa. visto que pode provocar sangramento importante e deve restringir-se à lesão propriamente dita . mas não eliminar. Parceiros O exame dos parceiros sexuais não tem utilidade prática para o manejo dos condilomas. se não houver evidência de recorrência. a cada 6 meses. os parceiros sexuais de pacientes com condilomas devem ser buscados. Como as lesões durante a gestação podem proliferar e tornar-se friáveis. Esses parceiros também podem ser beneficiados pela orientação quanto às implicações de terem um parceiro sexual portador de condiloma. Todavia. seja pelo aumento da vascularização. isoladas e externas: eletro ou criocauterização em qualquer fase da gravidez . A presença de condilomas genitais sem lesão macroscópica cervical ou suspeita colpocitológica (Papanicolaou) de lesão pré-invasiva não é indicação para colposcopia. portanto o procedimento não deve ser realizado baseando-se apenas na prevenção da transmissão do HPV para o recém-nascido. as parceiras devem ser aconselhadas a submeterem-se regularmente ao rastreio de doenças pré-invasivas do colo uterino. como o auto-exame tem valor desconhecido. O uso de preservativos pode reduzir. Lesões grandes e externas: ressecção com eletrocautério ou cirurgia de alta freqüência ou exérese por alça diatérmica ou LEEP (Loop Excison Electrosurgical Procedure). reforçar a orientação e aconselhamento quanto à prevenção do HIV e de outras DSTs. durante 12 meses e após este período. apenas a partir do 2º trimestre . o tratamento do parceiro com objetivo de reduzir sua transmissão não é necessário. Mulheres com condilomatose durante a gravidez deverão ser seguidas com citologia oncológica após o parto Portadores do HIV O tratamento para esses pacientes deve basear-se nos mesmos princípios referidos para os HIV negativos. documentar a inexistência de condilomas . vagina e vulva: eletro ou criocauterização. quando o tamanho e localização das lesões estão causando obstrução do canal de parto ou quando o parto vaginal possa ocasionar sangramento excessivo.

A tuberculose da laringe também é transmissível. e a Região Metropolitana de Belo Horizonte cerca de 2 mil casos novos por ano. a epidemia de Aids e as dificuldades dos sistemas de saúde pública. . forma clínica e situação bacteriológica: Bacteriologia Positiva (70%) Pulmonar (90%) 15 anos e + (85%) Extrapulmonar (10%) Número total de casos (100%) Bacteriologia Positiva (20%) Pulmonar (75%) Menores de 15 anos (15%) Extrapulmonar (25%) Sem confirmação bacteriológica (80%) Sem confirmação bacteriológica (30%) Fonte: Plano Nacional de Controle de Tuberculose.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 29 CONTROLE DA TUBERCULOSE INTRODUÇÃO A tuberculose é um grande problema de saúde pública mundial que vem se agravando mesmo nos países onde já se encontrava sob controle. Distribuição dos casos esperados de tuberculose. os pacientes e seus familiares. O agente etiológico da tuberculose é o Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch). Anualmente. Em Belo Horizonte são notificados aproximadamente 1200 casos novos por ano em pessoas residentes do município. surgem 130 mil casos novos de tuberculose. EPIDEMIOLOGIA As estimativas atuais mostram uma prevalência de 50 milhões de infectados pelo bacilo de Koch no Brasil. o empobrecimento de grandes parcelas da população. Acrescenta-se ainda a estes fatores. por grupo etário. principalmente nos países em desenvolvimento. e o esquema de tratamento usado no Brasil é o melhor da atualidade. baixa resolutividade e a fragilidade da relação entre os profissionais de saúde. No entanto. os crescentes fluxos migratórios. dos quais são notificados cerca de 90. dificuldades de acesso dos pacientes aos serviços de saúde. ainda se convive com taxas altas de abandono de tratamento devido a longa duração do processo. transmitido através da tosse. havendo 6 mil óbitos anuais (16 mortes por dia). fala ou respiração de um paciente com a forma pulmonar e baciloscopia direta do escarro positiva (mais de 5 mil bacilos por mililitro de escarro). Ministério da Saúde/Fundação Nacional de Saúde-2000 A tuberculose é uma doença curável. O risco de infecção é maior entre os comunicantes mais próximos do paciente bacilífero (principalmente os do seu domicílio). espirro. o aumento da resistência às drogas. devido a fatores como as mudanças na faixa etária.000 ao Ministério da Saúde. Minas Gerais registra cerca de 6 mil casos novos anuais de tuberculose.

Formas agudas disseminadas A tuberculose miliar geralmente tem início súbito e apresenta-se com grande acometimento do estado geral. por volta da 2ª semana. Entre os adultos. irritação ou adinamia. anorexia. Nas crianças e adolescentes as manifestações clínicas podem ser variadas. febre alta. por especialistas. perda de peso e hepatoesplenomegalia. anorexia. a tosse com expectoração há 3 semanas ou mais é o sintoma mais freqüente. Os casos bacilíferos ocorrem em pequena proporção (quadro I). Cultura para Microbactérias Deve ser solicitada nos seguintes casos: pacientes suspeitos de tuberculose pulmonar e que estão persistentemente negativos ao exame direto do escarro. e a dificuldade em se obter secreções para a baciloscopia do escarro nos indivíduos destas faixas etárias. anorexia) e. além de dor torácica. Recomenda-se a coleta de 2 ou 3 amostras. que adoecem com maior freqüência. no grupo de comunicantes de pacientes bacilíferos. para os comunicantes ou não de bacilíferos e para os portadores de alterações radiológicas pulmonares. há dissociação clínico-radiológica (poucas manifestações clínicas e extensas lesões radiológicas). persistente por mais de 15 dias e frequentemente vespertina. na maioria das vezes. seguro e barato. dispnéia e dor torácica (em escolares e adolescentes). Alguns casos manifestam-se como pneumonias de evolução arrastada.30 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis DIAGNÓSTICO CLÍNICO Formas pulmonares As formas pulmonares são as mais freqüentes. em dias consecutivos. como febre de intensidade moderada. Formas extrapulmonares As formas extrapulmonares são geralmente conseqüentes à disseminação linfo-hematogênica ocorrida durante a primoinfecção e aparecem após períodos variáveis de tempo. chieira. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Baciloscopia direta do escarro É um método simples. recidiva após cura. alterações do humor. sem melhora com o tratamento convencional para germes comuns. O exame deve ser solicitado para pacientes sintomáticos respiratórios(com tosse e expectoração há 3 semanas ou mais). predominantemente paucibacilar. anorexia. surgem os sintomas neurológicos (de hipertensão intracraniana e de comprometimento dos pares cranianos). gênito-urinária. sudorese noturna. adinamia. Os sintomas e sinais são dependentes da localização da doença e o diagnóstico é feito. tanto em adultos quanto em crianças (quadro I). como toxemia. Na meningoencefalite tuberculosa há sintomas inespecíficos na 1ª semana de doença (febre. ao lado de sintomas gerais. irritabilidade e sudorese noturna. pacientes suspeitos de formas extrapulmonares (meningoencefálica. apresentam sintomas em proporção mais elevada e infectam maior número de comunicantes. Os pacientes bacilíferos são os responsáveis pela transmissão da doença. podendo mesmo haver casos totalmente assintomáticos. que diagnostica grande parte dos casos da doença . tendo-se em vista a fisiopatogenia da doença na infância e adolescência. perda de peso. Os casos de tuberculose em crianças e adolescentes devem ser pesquisados. prioritariamente. dispnéia.responsáveis por sua cadeia de transmissão. através de exames anátomo-patológicos e/ou outros mais complexos. Os sintomas respiratórios mais frequentes são tosse. . pacientes que retornam após abandono do tratamento. emagrecimento e adinamia. pleural etc). Algumas vezes. suspeita de falência do tratamento e multi-resistência às drogas (com teste de sensibilidade). As formas miliares associam-se à meningoencefalite em 30% dos casos. escarros hemoptóicos e hemoptise geralmente acompanhados de sintomas gerais como febre vespertina.os pulmonares bacilíferos .

e não imunidade. ultrassonografia. realizados 8 a 10 semanas após a vacinação de escolares tuberculino-negativos. produz-se uma alergia à tuberculina semelhante àquela que ocorre entre os infectados. cloretos normais e glicose normal ou baixa. se esta for negativa em 2 ou 3 amostras. apesar de não confirmarem a etiologia. embora nem sempre ocorra. A lesão típica é o granuloma. tuberculosis e a conversão do PPD é de 2 a 12 semanas. que é um infiltrado histiocitário de células multinucleadas. Há aumento das proteínas (acima de 3 g%). No entanto. com predomínio de linfócitos.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 31 Exames bioquímicos dos líquidos orgânicos (líquor. à cultura para o bacilo de Koch (BK). 5 a 10% da população geral apresentam anergia tuberculínica. Na tuberculose pleural. etc) e a concorrência de especialistas. o líquido é um exsudato de cor amarelo-citrino. o líquor é claro ou opalescente. . Nos indivíduos com tuberculose-doença. A desidrogenase lática (LDH) é elevada (geralmente acima de 200 UI). hipertensivo e apresenta aumento da celularidade (raramente acima de 1. mesmo em crianças vacinadas com BCG e independente da época e da idade da vacinação. o achado do BAAR é fundamental para o diagnóstico. Como esta lesão ocorre em outras doenças. clínicos. clínicoradiológicos ou histopatológicos sugestivos de tuberculose-doença. infecção por micobactérias não-tuberculosas ou vacinação prévia com BCG. há diminuição gradativa da hipersensibilidade pósvacinal (de 2 a 5 anos). podendo ocorrer aumento de polimorfonucleares na fase inicial. . isoladamente. É indispensável a solicitação do PPD nas crianças comunicantes de pacientes bacilíferos. . . Deve-se levar em conta as situações clínicas que podem conduzir a resultados falso-negativos (vide Manual de Normas: Plano Nacional de Controle da Tuberculose-2000). Com o passar do tempo. há muitas crianças vacinadas que nunca reagirão ao PPD. Entretanto. incapacidade de expressar a hipersensibilidade à tubérculo-proteína. OUTROS EXAMES Nas formas extrapulmonares. pode indicar apenas tuberculose-infecção (e não doença). Biópsias / Exames histopatológicos Utilizados principalmente para o diagnóstico das formas extrapulmonares da tuberculose. É importante salientar que: . peritonial etc) Na meningoencefalite tuberculosa. são necessários exames especializados (tomografia computadorizada. Não há método confiável para a distinção da alergia tuberculínica causada pelo BCG daquela provocada pela infecção natural. pH ácido e alta concentração de fibrina. radiológicos e laboratoriais. O intervalo entre a infecção pelo M. um PPD superior a 15 mm. Exames radiológicos São auxiliares no dignóstico de várias formas de tuberculose e mostram a extensão das lesões. exame neurológico. na presença de elementos epidemiológicos. Reações fracas podem acontecer devido a infecções por micobactérias não-tuberculosas. Estudos brasileiros. com predomínio de linfócitos. Os adultos portadores de radiografia do tórax sugestiva de tuberculose deverão ser submetidos à baciloscopia do escarro e. oftalmológico.000 cel/mm3). com necrose caseosa. porém com reações um pouco menores. é altamente indicativo de infecção pelo M. Em crianças e adolescentes a radiografia do tórax é de extrema importância. e a reação mantém-se pelo resto da vida na grande maioria dos casos. Teste Tuberculínico (PPD) É um método auxiliar para o diagnóstico. PPD após a vacinação com BCG Nos indivíduos vacinados com BCG. líquido pleural. já que a confirmação bacteriológica nesta faixa etária é difícil. Deve ser analisado em conjunto com os dados epidemiológicos. . isto é. mostraram um percentual de reatores fortes que variou de 60 a 80%. elevação de proteínas (acima de 3g%) e glicose normal ou baixa. . pois um resultado positivo. o PPD pode ser não-reator em até 20% dos casos. indicando hipersensibilidade (alergia) à proteína do bacilo da tuberculose. tuberculosis. .

Os pacientes terão consulta médica e/ou de enfermagem uma vez por mês.Estreptomicina = Mais de 45 kg mg/dia 600 400 2000 600 400 S . das hospitalizações e da mortalidade . ESQUEMAS DE TRATAMENTO Em todos os esquemas. Os pacientes poderão tomar a medicação nos Centros de Saúde. Os pacientes poderão tomar a medicação em casa. Redução do abandono de tratamento. Prevenção de novas infecções: rápida quebra da cadeia de transmissão da doença . Bactec.DOTS).Etionamida = Et R 1ª fase (2 meses . Melhor custo-benefício TRATAMENTO SUPERVISIONADO NO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Ao se iniciar o tratamento serão oferecidas. ESQUEMA I .Isoniazida = mg/kg/dia mg/dia 10 300 10 200 35 1000 10 300 10 200 H . serviços especializados ou em instituições de pesquisa.32 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis OUTROS MÉTODOS DIAGNÓSTICOS Pelo seu alto custo. desde que obedecidos os princípios da moderna quimioterapia. Altos índices de cura (acima de 95%) . marcadores biológicos e técnicas de biologia molecular (PCR e outros). de 2ª a 6ª feira (nos primeiros 02 meses) e 03 vezes por semana (nos 04 meses restantes).2RHZ / 4RH INDICADO NOS CASOS NOVOS DE TODAS AS FORMAS DE TUBERCULOSE Peso do doente Fases do Tratamento Drogas Até 20 kg Mais de 20 kg e até 35 kg Mais de 35 kg e até 45 kg mg/dia 450 300 1500 450 300 E . por tempo suficiente e a supervisão da tomada dos medicamentos são os meios para evitar a persistência bacteriana e o desenvolvimento da resistência às drogas. especificidade e valores preditivos. Prevenção da tuberculose multidroga-resistente .Etambutol = . Os pacientes poderão tomar a medicação em casa. já que permite a quebra de sua cadeia de transmissão.RHZ) H Z R 2ª fase (4 meses . São exemplos: hemocultura. onde será checado o Tratamento Supervisionado. principalmente aos pacientes bacilíferos. A associação medicamentosa adequada. no Centro de Saúde. TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DA TUBERCULOSE A tuberculose é uma doença curável em quase 100% dos casos. . adequadamente treinada para tal. Suas vantagens são: . assegurando a cura do paciente. complexidade e problemas de sensibilidade. sorologia. supervisionados pelos Agentes Comunitários de Saúde. A ESTRATÉGIA DOTS (TRATAMENTO SUPERVISIONADO) É uma das intervenções de saúde mais bem sucedidas dos anos 90 e a mais efetiva para o controle da tuberculose. as seguintes opções de Tratamento Supervisionado: .RH) H Siglas: Rifampicina = R .Pirazinamida = Z . estes procedimentos são realizados somente em serviços de referência. . que possui um impresso próprio de preenchimento (Caderneta do Tratamento Supervisionado de Tuberculose . O tratamento dos bacilíferos é a atividade prioritária de controle da tuberculose. a medicação é de uso diário e deverá ser administrada em uma única tomada. o uso de doses corretas. supervisionados por pessoa da família ou da comunidade.

em caso de intolerância digestiva. Drogas seguras na gravidez .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 33 Observações a) As drogas deverão ser administradas preferencialmente em jejum. Deve ser feito o ajuste de doses à medida que aumenta o peso corporal. ETAMBUTOL . TUBERCULOSTÁTICOS E GRAVIDEZ A mulher grávida com tuberculose não representa problemas para o tratamento. será de seis meses. Importante . b) O tratamento das formas extrapulmonares (exceto a meningoencefálica) terá a duração de seis meses. Em casos individualizados. Se o resultado for positivo. junto com uma refeição. CICLOSERINA Drogas com uso criterioso . OFLOXACINA . retorno após abandono e falência de tratamento. Em todos os casos de tuberculose de adultos deve ser solicitada a sorologia para HIV. na sua 2ª fase. independente da fase de evolução da infecção viral. ISONIAZIDA (observar o bebê para sinais de neurite periférica e hepatite) . ISONIAZIDA: associar Piridoxina (vitamina B6) durante toda a gravidez . CIPROFLOXACINA . TIOACETAZONA Drogas que devem ser evitadas na gravidez . com a colaboração de especialistas das áreas. As mulheres grávidas deverão ser tratadas com o Esquema I. ESTREPTOMICINA E OUTROS AMINOGLICOSÍDEOS . RIFAMPICINA . Para os casos de meningoencefalite tuberculosa. RIFAMPICINA . cuja evolução clínica inicial não tenha sido satisfatória. ETIONAMIDA E OUTRAS TIOAMIDAS . recidiva. consultar o Manual de Normas Técnicas e o Protocolo de Tuberculose. em uma única tomada ou. por mais três meses (2RHZ/7RH). o tempo de tratamento poderá ser prolongado. TIOSSEMICARBAZONA . POLIPEPTÍDEOS . c) O tratamento da associação tuberculose e HIV. . PIRAZINAMIDA . ÁCIDO PARAMINOSSALICÍLICO(PAS) . deve-se iniciar ou manter o tratamento com o Esquema I e encaminhar o paciente para os locais de referência para atendimento em HIV/Aids. . ETAMBUTOL . após aconselhamento. ESTREPTOMICINA . QUINOLONAS TUBERCULOSTÁTICOS E ALEITAMENTO MATERNO Drogas seguras no aleitamento materno . PIRAZINAMIDA . ETIONAMIDA .

etc . DPOC. etc . CAPREOMICINA . etc) . Alguns casos especiais justificam um ou mais controles após o final do tratamento: portadores de HIV/Aids e outras imunodeficiências. pacientes psiquiátricos. hepática. reações dermatológicas graves. Em casos especiais. sem comprovação bacteriológica da cura. Quimioprofilaxia VACINAÇÃO COM BCG Os estudos mais recentes demonstram que a vacina BCG tem uma eficácia média de 50% contra todas as formas de tuberculose e de cerca de 78% contra as formas disseminadas e pulmonares. insuficiência cardíaca congestiva. Estima-se a duração da proteção em 10 anos. grande comprometimento do estado geral. . Complicações graves da doença: hemoptise. icterícia (todos os casos). portadores de seqüelas anatômicas ou funcionais graves e os pacientes que tiveram efeitos adversos graves durante o tratamento. Descoberta de casos e tratamento (medida mais eficaz) . Meningoencefalite . Grande comprometimento do estado geral . sem resultado. enquanto houver escarro). Intolerância medicamentosa incontrolável em ambulatório. Internação social: pacientes com grande risco de abandono do tratamento (moradores de rua. CLARITROMICINA . CONTROLE PÓS-CURA A maioria dos pacientes curados não necessita de controle após o tratamento. Maiores investimentos dos governos em saúde pública . Indicações cirúrgicas da tuberculose . Intercorrências clínicas e/ou cirúrgicas graves .34 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . usuários de álcool e outras drogas ou com história de abandonos anteriores). com o acompanhamento clínico e a baciloscopia do escarro (nos casos bacilíferos. Melhora das condições de vida . insuficiência renal. insuficiência respiratória. CLOFAZIMINA INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO . nos quais já foi tentado o tratamento supervisionado pelos Centros de Saúde. e devem ser orientados a retornarem ao Centro de Saúde apenas em caso de aparecimento de sintomas. CONTROLE DO TRATAMENTO É feito mensalmente. pode-se utilizar o exame radiológico e outros mais especializados. PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE A redução do problema da tuberculose só é obtida por meio de um conjunto de medidas: . Vacinação com BCG . Co-morbidades descompensadas (diabetes.

Silicose . Esquema Isoniazida (3 meses). comunicantes de bacilíferos: . População indígena . Se não reator: vacinar BCG (se não tiver sido vacinado antes) ou observação (se já tiver sido vacinado) . Independente da idade e do estado vacinal . Sarcoidose . PPD reator forte . Viragem tuberculínica recente (até 12 meses) de. Sem BCG e PPD ≥ 10mm . na dose de 0.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 35 No Brasil. A duração do tratamento é de 3 ou 6 meses na quimioprofilaxia primária e de 6 meses na quimioprofilaxia secundária. Com BCG e PPD ≥ 15mm Observação PPD não reator e contágio recente: repetir entre 40 e 60 dias . 10mm. Comunicantes de bacilíferos . no mínimo. Imunodeprimidos (por doenças ou uso de drogas) . Uso prolongado de corticosteróides e imunossupressores . Reatores fortes ao PPD. Repetir o PPD: . mas com condição clínicas de alto risco . sem tuberculose ativa.1ml. com o objetivo de impedir o seu adoecimento (quimioprofilaxia secundária). Sem sinais de tuberculose ativa 4. Se reator: manter a Isoniazida por mais 3 meses . A via de aplicação padronizada é a intradérmica. Sob criteriosa decisão médica 5. QUIMIOPROFILAXIA É o tratamento dos infectados pelo bacilo da tuberculose. na dose de 10mg/Kg/dia (máximo de 300mg/dia). sem quimioterapia anterior . aplica-se a 2ª dose (revacinação) aos 10 anos de idade. Linfomas . sem sinais de tuberculose ativa. utiliza-se a cepa Moreau-RJ. . 3. Nefropatias graves . Portadores de imagens radiológicas compatíveis com tuberculose inativa. Quimioprofilaxia Primária . A primovacinação deve ser feita ao nascer e. e o tratamento dos recém-nascidos co-habitantes de casos de tuberculose bacilífera. para impedir o adoecimento caso ocorra o contágio (quimioprofilaxia primária). Menores de 15 anos. A droga utilizada no Brasil é a isoniazida. sem PPD prévio. em Minas Gerais. Diabetes insulino-dependente . Comunicantes de bacilífero . bastante imunogênica e com pouco potencial de causar efeitos colaterais. Alcoolismo . Se não reator: suspender a Isoniazida e vacinar com BCG Quimioprofilaxia Secundária Indicação 1. Se reator: quimioprofilaxia secundária 2. Indicação Recém-nascidos co-habitantes de bacilíferos. aplicada na inserção inferior do deltóide (braço direito).

profissionais de saúde etc) . Indivíduos com alterações radiológicas pulmonares 2. Baciloscopia do escarro. as crianças e adolescentes devem ser orientadas a procurar o Centro de Saúde em caso de aparecimento de sintomas. usuários de álcool e outras drogas. Exame clínico . mendigos. Comunicantes de casos de tuberculose (principalmente dos bacilíferos) . Procura de casos de tuberculose Deve ser feita através de busca ativa na população que freqüenta o serviço e através da visita domiciliar dos agentes comunitários de saúde. Baciloscopia direta do escarro . PPD 4.Fazer anamnese e exame físico (o paciente deve ser pesado em todos os atendimentos) 02.Esclarecer o diagnóstico para o paciente . ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELOS CENTROS DE SAÚDE NO CONTROLE DA TUBERCULOSE 1. Encaminhamentos . Baciloscopia do escarro (nas crianças maiores e adolescentes com tosse e expectoração) Após serem investigados e não se constar tuberculose-doença. Quimioprofilaxia 8. até 15 anos de idade . Pessoas com doenças ou condições sociais que se predisponham à tuberculose (residentes em comunidades fechadas. Para a realização de radiografias e exames mais complexos . Para avaliação por especialistas 5. Devem ser priorizados os grupos com maior probabilidade de apresentar tuberculose: . Imunodeprimidos (por doenças ou uso de medicamentos) . Teste tuberculínico (PPD). Fornecimento de dados para o Sistema de Informação ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM TUBERCULOSE Primeira consulta Competência do médico ou enfermeiro 01. Realização de exames . Exame clínico . Radiografia do tórax . Vacinação e revacinação com BCG 7. quando houver tosse e expectoração . Sintomáticos respiratórios (indivíduos com tosse e expectoração há 3 semanas ou mais) . Tratamento e controle dos casos de tuberculose 6. Investigação dos comunicantes 3.36 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis CONDUTA PARA OS COMUNICANTES (PRINCIPALMENTE NAQUELES DE CASOS BACILÍFEROS) Adultos . Infectados pelo HIV . Radiografia do tórax Crianças e adolescentes .

Pesquisar se os comunicantes foram avaliados 06. laboratorial e radiológica para a alta 02.Agendar o próximo retorno 05.Orientar sobre: · Transmissão da doença · Adesão ao tratamento · Exame dos comunicantes · Agenda de retornos · Possíveis efeitos dos medicamentos 06. para a avaliação do tratamento. o Rx de tórax de todos os casos pulmonares ou outros exames.Resolver com o paciente a melhor estratégia para o tratamento supervisionado (se em casa ou no Centro de Saúde) 04.Solicitar o BAAR para a próxima consulta (dos casos positivos ao diagnóstico) ou outros exames. 4ª e 5ª consultas poderão ser realizadas pelo enfermeiro.Exame clínico (incluído o peso) 04.Checar a avaliação dos comunicantes 04.Agendar consulta para os comunicantes.Preencher a Ficha Mensal de Acompanhamento e Alta 07. BAAR e PPD.Preencher a Ficha Mensal de Acompanhamento e Alta 03. quando necessário 09. Na 5ª consulta. para a alta . podendo entregar pedido de Rx de tórax (feito pelo médico ou enfermeiro). pedir o BAAR (dos casos positivos ao diagnóstico).Checar a compreensão do paciente sobre a doença 02. Avaliar a necessidade de reforçar outros métodos anticoncepcionais 07. A 3ª.Orientar quanto à coloração avermelhada da urina (pela Rifampicina) 08. antes de suspendê-los 09. se necessário 06.Rever o tipo de tratamento indicado 02.Orientar quanto à tomada dos medicamentos 04.Sugere-se marcar um primeiro retorno em 15 dias.Avaliar adesão ao tratamento 03.Orientar o paciente a procurar o Centro de Saúde em caso de efeitos colaterais dos medicamentos.Orientar as mulheres em idade fértil sobre a interferência da Rifampicina na eficácia de anticoncepcionais orais.Anotar no livro preto Sexta consulta Competência do médico 01. seguindo-se o esquema de tratamento inicialmente adotado .Solicitar o BAAR para a próxima consulta (dos casos positivos ao diagnóstico) ou outros exames.Anotar no livro preto 10. garantindo a contemplação de todos os itens Segunda consulta Competência do médico 01. quando necessário.Solicitar os exames dos comunicantes 07.Interpretar resultados de BAAR e outros exames 05.Encaminhar o paciente para a pós-consulta Pós-consulta Competência do enfermeiro ou auxiliar de enfermagem 01. caso não haja nenhuma intercorrência. com enfermeiro ou assistente social Obs.Anotar no livro preto Observações .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 37 03.: As orientações devem ser feitas de acordo com a especificidade de cada categoria profissional.Orientações de alta para o paciente e fornecimento de relatório 05.Avaliação clínica.Prescrever medicamentos 08. quando necessário 08.Agendar o próximo retorno 10.Esclarecer as dúvidas 03.Prescrever os medicamentos 05.Preencher a ficha de notificação do SINAN 09.

Obs. Neste caso. em local possível. . O arquivo rotativo deverá ser verificado diariamente para a identificação de possíveis faltosos e busca ativa dos pacientes. IMPORTANTE: o paciente deverá levar também a sua Caderneta do Tratamento Supervisionado.O paciente deve lavar a boca com água para retirar algum resto de alimento. de boca larga. com o telefone de contato.S. e o material pode ser colhido. solicitar relatório mensal ou bimestral e para a alta dos pacientes em tratamento. pois o material guardado na geladeira por 2 ou 3 dias não sofre alteração na sua população de bacilos. permitindo ver a quantidade de escarro sem destampar. O nome do médico solicitante deverá ser legível.Todos os comunicantes adultos de casos de tuberculose. com informações sobre tratamentos anteriores e exames de diagnóstico e controle (baciloscopias. Nos casos de tuberculose extrapulmonar que envolvam outros especialistas.38 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . permitindo seu tratamento imediato e quebrando a cadeia de transmissão. O BAAR é usado também no controle do tratamento. O número de amostras é idêntico ao do 1º item. . Em alguns casos. em condições especiais. respirar fundo. OSWALDO CRUZ As consultas deverão ser marcadas pelo telefone 3277-8880. de material plástico transparente (padronizado). não haja troca das amostras dos pacientes. que deve ser feita após a corrida. e com isto identificar os casos positivos (bacilíferos) que são os transmissores. podem ser pedidas 2 ou 3 amostras em 2 ou 3 dias seguidos. radiografias e outros). a critério médico. NORMATIZAÇÃO PARA A COLETA DO ESCARRO O exame direto de escarro ao microscópio (baciloscopia ou BAAR) é o método mais seguro e rápido para o diagnóstico de tuberculose pulmonar. 2. Indicações do exame de escarro (BAAR) 1. logo após acordar. No dia da consulta o paciente deverá levar um relatório médico completo. para promover a expectoração e viabilizar a coleta.: O paciente pode levar as 2 ou 3 amostras de escarro do 2º ou 3º dia ao laboratório.Todas as pessoas que procurarem o Centro de Saúde por qualquer motivo e que apresentarem tosse com escarro por 3 semanas ou mais (Sintomáticos Respiratórios). enquanto houver escarro. 3. Escrever num esparadrapo ou fita crepe: . Se é comunicante. . bem como o do respectivo Centro de Saúde. Modo de colher o escarro Pela manhã. próximo da Unidade de Saúde. Ele permite ver o bacilo causador da doença. que apresentarem tosse com escarro. Os potes devem ser identificados no seu corpo e não na tampa para que. sugerimos solicitar ao paciente que faça uma corrida. para mostrar se a doença está evoluindo bem ou não. . Se o exame é para diagnóstico ou controle. quando houver dificuldades para fazer a coleta acima citada. pois há escarro em maior quantidade (acumulado à noite). de uma única vez. Não é necessário jejum. tossir e escarrar dentro do pote. Recipiente para a coleta do escarro Deve ser descartável. positivos ao diagnóstico: 1 amostra mensal. ao serem destampados. a qualquer hora do dia. . O nome do paciente. REFERÊNCIA DE CASOS PARA O C.Todos os pacientes em tratamento de tuberculose pulmonar. A Ficha de Notificação do SINAN e a Ficha Mensal de Acompanhamento e Alta deverão ser encaminhadas semanalmente à Gerência de Epidemiologia (GEREPI) dos respectivos Distritos Sanitários.

. Adultos com 3 baciloscopias negativas e possibilidade de instituição do tratamento de prova. avaliar a necessidade de internação e encaminhar para a Unidade de Emergência do Hospital Júlia Kubitschek ou para o Hospital Eduardo de Menezes. que fornecerão os medicamentos e enviarão os dados para o Sistema de Informação. Se não der resultado. As consultas mensais serão nos Centros de Referência. As consultas mensais serão no C. insuficiência renal. TRATAMENTO SUPERVISIONADO DOS PACIENTES ATENDIDOS NO CENTRO DE SAÚDE OSWALDO CRUZ A supervisão do tratamento destes pacientes deverá ser feita pelo Agente Comunitário de Saúde do Centro de Saúde mais próximo da sua residência. . hepatopatias. após serem instituídas as medidas preconizadas pelo Manual de Normas. As consultas serão marcadas por telefone. radiografias e outros). com história de múltiplos abandonos.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 39 Casos a serem referenciados . Ambulatório do Hospital da Baleia – Fone: 3489-1572 Tratamento supervisionado dos pacientes que tratam nos Centros de Referência para HIV A supervisão do tratamento destes pacientes deverá ser feita pelo Agente Comunitário de Saúde do Centro de Saúde mais próximo da sua residência. CTR-DIP Orestes Diniz – Fone: 3277. Serviço de Infectologia da URS Sagrada Família – Fone: 3277-5751 e 3481-4020 . Intolerância medicamentosa não controlada no Centro de Saúde. baciloscopias. não deverão ser encaminhados. exceto suspeita de hepatite medicamentosa (deve ser encaminhada aos Hospitais de Referência) . com o telefone de contato. imunossupressão. o paciente deverá levar um relatório médico completo.4341(para crianças) e 3248-9547(para adultos) . Casos de tuberculose extrapulmonar de difícil manejo (forma ocular e outras) Observação Os casos com problemas sociais. REFERÊNCIA DE CASOS COM CO-INFECÇÃO TUBERCULOSE – HIV Todos os casos de co-infecção tuberculose-HIV deverão ser encaminhados para os Centros de Referência abaixo. Ambulatório do Hospital Eduardo de Menezes – Fone: 3383-8000 – Ramal 170 . que fornecerá os medicamentos e enviará os dados para o Sistema de Informação.S. depois de comprovado que o paciente se submetia regularmente a estes procedimentos . bem como o do respectivo Centro de Saúde. etc . Oswaldo Cruz. TENTAR O TRATAMENTO SUPERVISIONADO. . e no dia da consulta. Suspeita de falência do tratamento com os Esquemas I e IR. com informações sobre tratamentos anteriores e exames de diagnóstico e controle (sorologia para HIV. O nome do médico solicitante deverá ser legível. troca de esquema ou dúvidas sobre interação medicamentosa: insuficiência cardíaca congestiva. Co-morbidades que exijam reajustes de doses.

Derrames cavitários (pleural. Exantema (erupção puntiforme na pele) . Casos com febre acrescidos de pelo menos 1 dos quadros abaixo: . contagem do pulso e pressão arterial (PA) em pé e sentado . O auxiliar de enfermagem poderá prestar o atendimento inicial. Tosse. Vômitos e rigidez de nuca . Pacientes no 1° dia de melhora da febre ou 5° dia de doença 5. Casos com manifestações hemorrágicas ou Prova do Laço positiva . Quem atende o paciente com suspeita de dengue ? O médico ou o enfermeiro. peritoneal. 6. anorexia e irritabilidade). Colher sangue para sorologia e/ou tipagem viral (conforme tabela 1 do Anexo 1) 3. Pesquisar sinais de alerta (conforme pergunta 6) . Sintomas respiratórios (coriza. outros) . sintomas inespecíficos (dor abdominal. podem estar associados aos sintomas acima ou dominar o quadro clínico. Medir temperatura. dor de ouvido. Pacientes com história pregressa de: . Pesquisar febre há menos de 7 dias. Identificar se é caso suspeito de dengue (conforme pergunta 3) . Todas as crianças . diarréia. catarro e dor torácica . Linfonodos atrás do pescoço e orelhas . Todos os casos em que houver dúvida se é dengue . Sorologia positiva para dengue . Quais são os sinais de alerta ? . devido ao risco aumentado de febre hemorrágica do dengue (FHD). Hepatomegalia dolorosa . Artralgia (dor nas articulações) . Prostração (abatimento. Dor abdominal intensa e contínua . Pesquisar os pacientes que devem ser encaminhados à consulta médica (conforme pergunta 4) . Notificar em Ficha de Investigação Epidemiológica. Mialgia (dor nos músculos) . enfraquecimento) . tosse. Realizar Prova do Laço (conforme pergunta 7) . Vômitos persistentes . Como identificar um caso suspeito de dengue ? .40 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis PROTOCOLO PARA ATENDIMENTO AOS PACIENTES COM SUSPEITA DE DENGUE 1. Pesquisar episódio prévio de dengue (conforme pergunta 5) . Casos com episódio prévio de dengue . dor de garganta) . Icterícia . 2. Cefaléia (dor de cabeça) . 4. rubor facial. Sintomatologia de dengue sem resultado de exame negativo. Que pacientes devem ser encaminhados à consulta médica ? . todo caso suspeito. em duas vias (1 para a epidemiologia e 1 para o laboratório) . Casos com sinais de alerta . vômitos. acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: . Observações: Em crianças. O que deve ser considerado episódio prévio de dengue ? . desde que esteja adequadamente treinado e sempre sob supervisão do médico enfermeiro. Que etapas devem ser seguidas ? . pericárdico. Dor retro-orbitária (dor atrás dos olhos) . náuseas.

. Atestado médico.3 cm Contar o número de petéquias dentro do círculo Considerar positiva quando houver 20 ou mais petéquias Valorizar qualquer número de petéquias. Plaquetas (considerar baixa se < 100. Como é feita a Prova do Laço ? . .5) 9. Retorno no 1° dia de melhora da febre ou 5° dia de doença. Quais as principais situações clínicas possíveis ? Tabela 1 . Dar alta no 1° dia de melhora da febre ou 5° dia de doença.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 41 . devido ao risco de desenvolver FHD nesse período . Que exames devem ser realizados ? . Pressão arterial convergente (PA Sistólica – PA Diastólica < 20 mmHg) .000) e hematócrito (considerar elevado se > 45% nos homens. Taquicardia (Freqüência Cardíaca > 100 bpm em repouso) . Diminuição da temperatura corporal associada à sudorese profusa . PCR para identificação viral . Cianose 7. O que fazer com pacientes na situação 1 (dengue clássico)? . se necessário 11. se Prova do Laço negativa e ausência de sinais de alerta . Liberar para o domicílio . . em crianças 8. considerar elevado se relação hematócrito/hemoglobina > 3. Em pacientes anêmicos.Principais situações encontradas Manifestações Sinais hemorrágicos ou Prova do Laço (+) Sinais de alerta Plaquetas Hematócrito Situação 1 Não Não Não faz Não faz Situação 2 Sim Não Normal Normal Situação 3 Sim Não Baixa Elevado Situação 4 Sim Sim Baixa Elevado Situação 5 Sim Choque Baixa Elevado 10. Prova do Laço positiva ou com sinais de alerta . Lipotímia . Hipotensão arterial . . Exames de confirmação diagnóstica (de acordo com orientações do Anexo 1) . Orientar: . Hipotensão postural (PA Sistólica sentado – PA Sistólica em pé > 10 mmHg) . . . Aguardar por 5 minutos com manguito insuflado Soltar o ar do manguito e retirá-lo do braço do paciente Procurar por petéquias na área onde estava o manguito e abaixo da prega do cotovelo Escolher o local de maior concentração e marcar um círculo com diâmetro de 2. . Exames para avaliação de pacientes com manifestações hemorrágicas. ou aumento de 20% sobre o hematócrito basal. Medir a pressão arterial Insuflar o manguito até o ponto médio entre a pressão máxima e mínima. > 40% nas mulheres e > 38% nas crianças. . Prescrever dipirona (e/ou paracetamol) e hidratação oral . Sorologia para dengue . Procura imediata de serviço de urgência em caso de manifestações hemorrágicas ou sinais de alerta . O que fazer com pacientes na situação 2 (dengue clássico com manifestação hemorrágica) ? . Prescrever dipirona (e/ou paracetamol) e hidratação oral .

mantendo hidratação venosa: Pacientes em situação 4 ou 5 . Reavaliar o paciente de acordo com a gravidade do caso . de acordo com avaliação clínica. com atenção à adequada manutenção das funções respiratória e circulatória. 4. . Em casos onde a oferta de 02 não for suficiente. se Prova do Laço negativa e ausência de sinais de alerta 12. Prescrever dipirona e/ou paracetamol . Internar em leito de observação ou enfermaria.42 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis . por telefone ABORDAGEM INICIAL DA SÍNDROME DO CHOQUE DO DENGUE NA SALA DE EMERGÊNCIA O tratamento da Síndrome do Choque do Dengue não difere daquele dispensado a qualquer paciente chocado. Para crianças < 1 ano . por telefone . . Realizar estudos de imagem (Raio X de tórax em decúbito lateral. principalmente em crianças . Manutenção da função respiratória 1. usar Hood fechado com 8 l por minuto. principalmente em crianças . por telefone Repetir plaquetas e hematócrito. com atenção especial atenção à ventilação e ruídos adventícios. Observar atentamente o surgimento ou piora dos sinais de alerta . O que fazer com pacientes na situação 3 ou 4 (Febre hemorrágica do dengue)? . Orientar: . Realizar estudos de imagem (Raio X de tórax ou ultrassom tóraco-abdominal) na suspeita de derrames cavitários. . . no maior volume possível. nas consultas de retorno Dar alta após o 7° dia de doença. O que fazer com pacientes na situação 5 (choque circulatório) ? . Iniciar hidratação parenteral. 2. Repetir plaquetas e hematócrito conforme necessidade . se necessário 13. Notificar imediatamente o Serviço de Vigilância Epidemiológica. . Repetir plaquetas e hematócrito conforme necessidade . se necessário Liberar para o domicílio Notificar imediatamente a Vigilância Epidemiológica (GEREPI do Distrito Sanitário). com volume e velocidade conforme avaliação clínica . até o limite de 10 l/min. por no mínimo 24 horas . Encaminhar para hospital de urgência/emergência. . Procura imediata de serviço de urgência em caso de sinais de alerta . Iniciar hidratação parenteral e abordagem do choque . Monitorização com oximetria de pulso. deve-se precocemente realizar entubação endotraqueal e ventilação mecânica (quadro 1). A abordagem destes pacientes deve ser sistematizada. com raios horizontais ou ultrassom tóraco-abdominal) na suspeita de derrames cavitários. Exame clínico seriado dos campos pulmonares. objetivando Saturação de O2 > 92%. Internar em leito de terapia intermediária ou intensiva . Notificar imediatamente a Vigilância Epidemiológica. Liberar para o domicílio: Pacientes que tenham retornado à situação 2 (seguir recomendações da pergunta 11) . 3. Suplementação de 02 por máscara ou catéter nasal. Retorno diário para avaliação por médico até 7° dia de doença Atestado médico. Atestado médico.

sonolência. com coagulograma alterado. Iniciar ceftriaxona 2g EV de 12/12 horas e reavaliar com 48 horas (pela dificuldade de diagnóstico diferencial com sepse bacteriana. Colher sangue para exames laboratoriais: . não atendendo ao comando PaO2 < 55 mmHg Saturação de O2 < 90% Freqüência respiratória > 40 irpm (para lactentes. ou 20 ml/Kg em crianças (correr no máximo em 20 minutos) 4. ³ 80 irpm) PaCO2 > 55 mmHg. Avaliar necessidade de hemoderivados. . Em caso de hemorragias ou queda significativa de hemoglobina.passar nas áreas com prurido .1. . PVC baixa ou normal: manter infusão de volume até normalização de PA. Fazer transporte responsável e contatar previamente a unidade receptora. Pasta D'água . em gotejamento livre.25 Manutenção da função circulatória 1. Providenciar vaga em Centro de Terapia Intensiva (CTI) 7. gasometria arterial . Repetir procedimento 3. Iniciar reposição volêmica. corrigir especificamente distúrbios da hemostasia. . . aumentando progressivamente as doses até obter a estabilização dos parâmetros hemodinâmicos 6. Banhos com amido de milho (Maizena) . PVC alta: Utilizar dopamina na dose inicial de 5 µg/kg/min.1. .1. Passar SVD. Alteração do nível de consciência (confusão mental.Recomendações para alívio do prurido: .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 43 Quadro 1 . Persistência do choque. coagulograma completo . após procedimento 4 5. coma) Enchimento capilar atrasado (> 2 segundos) Débito urinário diminuído (< 0. Pesquisar atentamente sinais de hipoperfusão (quadro 2) 2. utilizando plasma fresco congelado (10 ml/Kg). sinais de congestão pulmonar.2. hemoculturas (mesmo que não sejam processadas na unidade) 8. puncionar veia central (avaliar dissecção venosa em caso de distúrbio importante da hemostasia) e instalar medida de pressão venosa central (PVC) 5.1. crioprecipitado (1 unidade/10Kg) 9. se necessário. plaquetas (1 unidade/7 Kg) e.Critérios para entubação endotraqueal (presença de pelo menos 1 dos seguintes): . . hemograma com plaquetas . Instalar dois acessos vasculares periféricos de grosso calibre 3. . . ou elevação importante da PVC 5. com pH < 7. Quadro 2 . com 2 litros de Soro Fisiológico (ou RingerLactato) em adultos.5 ml/kg/h) Taquicardia e/ou taquipnéia Hipotensão (sinal tardio) Quadro 3 . Alteração importante do estado de consciência. prova cruzada para sangue e derivados . em especial meningococcemia) 10. em caso de persistência do choque 5. Banhos frios em momentos de intenso prurido .1 Colher de sopa para cada 10 litros de água fria .Sinais de hipoperfusão .

Setiawan MW. rubéola ou sarampo . Pode aparecer em parte do corpo ou atingir o corpo todo. BIBLIOGRAFIA 1. Tabela 1 . PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE. nas pessoas de pele branca. Tavares-Neto J. Sugianto D. Pool TN. PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE. o exantema. o vômito e a dor abdominal . Moura AD.Atenção: alertar para os seguintes sinais e sintomas : . Comissão de Controle de Infecções Hospitalares. .Recomendações para diagnóstico sorológico dos casos suspeitos de dengue Situação Dias após início dos sintomas Entre o 1° e 5° dia Após o 6° dia 1 2 3 4 5 - Dengue clássico Sangramento discreto + exames normais Sangramento + alterações laboratoriais Sangramento com sinais de alerta Síndrome do Choque do Dengue PCR (Tipo viral) + IgG PCR (Tipo viral) + IgG PCR (Tipo viral) + IgG IgM IgM IgM IgM IgM Tabela 2 . Samsi TK. se associado com exantema. 6. de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Saúde. Deverão ser reavaliadas de acordo com a situação epidemiológica da doença.Serviço de Atividades Assistenciais . JS. Wulur H. não apresentando seqüência na distribuição e pode coçar muito. Textos selecionados de epidemiologia hospitalar e infectologia. atualizado em setembro de 2004. . pelo telefone do plantão: 8835 3120 Qualquer alteração desta recomendação deverá ser comunicada por escrito . Ferrari JGO. 1998. A febre é geralmente a primeira manifestação. Choque em paciente com dengue – Abordagem inicial. Protocolo para atendimento aos pacientes com suspeita de dengue. ANEXO 1 – RECOMENDAÇÕES PARA DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO E NOTIFICAÇÃO DOS CASOS SUSPEITOS DE DENGUE . O exantema sempre aparece de uma vez. Pesquisar situação vacinal (imunidade a outras doenças) e possibilidade de reação adversa à vacinas . de 8 às 18 horas: Gerência de Regulação. de início repentino. Nas crianças pequenas os sintomas mais freqüentes são a febre. Dengue haemorrhagic fever: ultrasound as na aid to predict the severity of the disease. In: Pediatric Radiology (1998) 28: 1-4. Sugianto D.Protocolo para atendimento dos casos de dengue numa epidemia setembro de 1998 3. Figueiredo LTM. Nas pessoas de pele negra ou morena são mais perceptíveis apenas os pequenos caroços na pele. Wulur H. . Antunes Jr. In: Pediatric Radiology (1998) 28: 1-4. Melo V. inclusive as mãos.Secretaria Municipal de Saúde. Teixeira G. O exantema. . Novembro. garganta inflamada e língua saburrosa (branca) deve levar à suspeita de escarlatina . e pode ter aspecto confluente. Curso de treinamento dos profissionais de saúde da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte: Abordagem clínica da febre hemorrágica do dengue e síndrome do choque. Dietze R. Pereira ID. Pool TN. Condutas Terapêuticas e de suporte no paciente com dengue hemorrágico. IESUS. Prata A. Maris S. Freire JM. Valls R. Setiawan MW. é constituído de pequenos caroços vermelhos (do tamanho da cabeça de um alfinete) com uma pequena mancha vermelha em sua volta. 1997. Andrade MNB. Dias J. Coordenação de Atenção à Saúde de Adultos . 5.Serviço de Atividades Assistenciais . In: HOSPITAL MUNICIPAL ODILON BEHRENS. Sua presença leva à suspeita de gripe ou resfriado ou. VI(2). Samsi TK. Epidemiologia e Informação (GEREPI) dos Distritos Sanitários Demais situações.Locais para atendimento dos pacientes com suspeita de dengue Situação Local Situação 1 Situação 2 e 3 Situação 4 e 5 Centros de Saúde Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Hospitais com serviços de atendimento às urgências e emergências Telefones para notificação imediata: Dias úteis. Pesquisar história de contato recente com doenças comuns da infância .Protocolo para atendimento dos casos de dengue numa epidemia janeiro de 1998 2. A febre com exantema. Carvalhais LMQ. Abr/Jun.Secretaria Municipal de Saúde. Devem ser seguidas em todas as Unidades de Saúde. superior a 38ºC . Alecrim W. 4. É raro o aparecimento de sintoma respiratório.44 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Quadro 4 . Dengue haemorrhagic fever: ultrasound as na aid to predict the severity of the disease. Coordenação de Atenção à Saúde de Adultos . Ao citar este texto: Pinto CAG. Coelho ICB. Rosa APAT.

até o ano 2000 todos os países endêmicos deveriam alcançar uma taxa de prevalência de menos de 1 caso da doença a cada 10. o Mycobacterium leprae.quando não tratados. em 1953.944 doentes em registro ativo. é importante fazer à referencia de Ridley e Jopling. Um caso de hanseníase é uma pessoa que apresenta uma ou mais das seguintes características e que requer tratamento: . Aqui ainda há pouca descentralização das ações de controle . realizado em Madri. EPIDEMIOLOGIA Em 1991. MULTIBACILARES (MB): casos com mais que 5 lesões de pele e/ou mais de um tronco nervoso acometido. As vias aéreas superiores são consideradas a principal porta de entrada do bacilo.OMS . Acometimento de nervo(s). Seu período de incubação é de 2 a 7 anos. São o grupo dimorfo. A principal fonte de infeção é o homem. Lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade. Baciloscopia positiva. a forma virchowiana e os pacientes não classificados. Dentre as classificações existentes. 2. busca ativa e vigilância de contatos. a Organização Mundial da Saúde . Minas Gerais ocupava a incomoda posição de primeiro lugar no Brasil em número de casos com 34. segundo a SES-MG. causada por um bacilo álcool-ácido resistente ( BAAR).). em 2000. não se conseguiu atingir a meta de eliminação no Brasil. . (I – T – DT – DD – DV – V). quando a OMS propôs a meta de eliminação da hanseníase (<1/10. São o grupo indeterminado e a forma tuberculóide. e acredita-se que o principal é a permanência de casos não diagnosticados (prevalência oculta). ou seja.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 45 HANSENÍASE 1. . O município de Belo Horizonte é um dos municípios prioritários no trabalho de eliminação da hanseníase no estado de Minas Gerais.propôs a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública do mundo. através das formas contagiante (Hanseníase Virchowiana e Hanseníase Dimorfa).000 hab. A elevada prevalência oculta está diretamente relacionada à deficiência das ações de vigilância à saúde (busca ativa e realização do exame dermatoneurológico dos contatos). responsáveis pela manutenção de fontes de contágio na população. com possibilidade de transmissão também via solução de continuidade cutânea. 3. com espessamento neural. CLASSIFICAÇÃO A classificação atualmente adotada nos serviços públicos de saúde brasileira resultou do “VI Congresso Internacional de Leprologia“. Pacientes com baciloscopia positiva são classificados como multibacilares. com uma taxa de prevalência 22 vezes maior que a preconizada. Apesar dos esforços realizados. o Ministério da Saúde do Brasil adotou a recomendação da OMS que propôs o agrupamento dos pacientes em: . Vários fatores contribuíram para isto. . A detecção de casos é feita através do atendimento de demanda espontânea. independentemente do número de lesões cutâneas ou tronco nervosos acometidos. A hanseníase ficou classificada segundo sua tendência de evoluir em direção a um de seus pólos. baseada no espectro imunológico dos indivíduos afetados. INTRODUÇÃO Em 1991. PAUCIBACILARES (PB): casos com até 5 lesões de pele e/ou apenas um tronco nervoso acometido. Infelizmente o Brasil não alcançou esta meta e continua a ser um dos poucos países do mundo a ter a hanseníase como um problema de saúde pública. encontrando-se 2 formas polares e 2 grupos: formas tuberculóide e virchowiana e grupos indeterminado e dimorfo.000 habitantes. A hanseníase é uma doença neuro-cutanêa. Para fins operacionais.

deve-se procurar a presença de dor espontânea ou provocada pela palpação. Técnica de exploração dos principais nervos periféricos afetados na Hanseníase Para cada um dos nervos. . alopécia localizada. exceto na forma indeterminada (HI). diminuição da força muscular e/ou da precisão de movimentos . como também. atrás da inserção do músculo deltóide.000 casos a cada ano e que este problema deve estar relacionado à baixa cobertura. apoiada na mão do examinador.1 Diagnóstico das lesões neurológicas As lesões nos nervos podem ocorrer em qualquer forma de hanseníase. Lesões de instalação súbita. em média.000 hab. na junção entre sua cabeça e corpo. a prevalência da doença ficou pouco abaixo de 0. A neurite silenciosa: sem sintomatologia neurológica. A palpação poderá ser feita não apenas ao nível da goteira epitrocleana. Nervo tibial posterior Com paciente sentado. 4. bem como a duração. Nervo radial Com o cotovelo em flexão de 90o e os músculos do ombro e braço em relaxamento completo. precoces e assimétricas são geralmente características da Hanseníase Tuberculóide (HT) e Hanseníase Dimorfa (HD). a instalação das lesões nervosas é geralmente insidiosa e usualmente simétrica. localização e evolução das lesões existentes. a história epidemiológica incluindo a procedência do doente e fonte provável de infecção. ficando a mão em pronação. Os episódios reacionais. pés e face. entre os tendões dos músculos palmar longo e flexor radial do carpo. placas.8/10. que será facilmente visível cruzando o músculo esternocleidomastóideo. nódulos. Nervo fibular comum Estando o paciente sentado. Na anamnese. ulcerações e calosidades. Deve-se comparar sempre com o do lado oposto. Estudo realizado em 2000 pela Área Técnica Estadual de Hanseníase mostrou que Minas Gerais vem deixando de diagnosticar. verificar o espessamento. Nervo mediano Deve ser pesquisado na face anterior do punho. o diagnóstico precoce deve ser o primeiro objetivo das ações de controle da Hanseníase. pode detectar. alteração da sensibilidade. . com as pernas pendentes. Nervo auricular Com o paciente em rotação da cabeça em direção ao ombro. palpar na face posterior da fíbula. palpar na zona retromaleolar interna. No exame dermatológico. 1. Nervo ulnar Fazer flexão de 90o do cotovelo. Com base nos dados acima pode-se presumir que a prevalência do município é de pelo menos o dobro da oficial.1.46 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis da hanseníase. Investigar principalmente a presença de manchas. falta de informação da população e dos profissionais da saúde em relação a doença e à negligência na busca dos contatos. O diagnóstico permaneceu tardio.1. Em 2003. Para o exame neurológico deve ser feita a pesquisa de sensibilidade nas lesões ou áreas suspeitas. mas com sinais que o profissional nas avaliações sistemáticas. através de mapeamentos seqüenciais. que podem ser acompanhados de neurites agudas e subagudas com dor. toda superfície cutânea deve ser avaliada. a palpação dos principais nervos periféricos e a verificação de integridade anatômica e avaliação motora das mãos. já que cerca de 13 % dos casos foram diagnosticados com grau de incapacidade II ou III. importa a sintomatologia neurológica e os sinais cutâneos. DIAGNÓSTICO CLÍNICO (EXAME DERMATONEUROLÓGICO) Por ser uma doença infecto-contagiosa granulomatosa de evolução insidiosa e grande potencial incapacitante. 4. 4. Na Hanseníase Virchowiana (HV). aderência aos planos adjacentes e espessamento (aumento do diâmetro ou modificação na textura dos nervos). . infiltrações. pesquisar no terço médio do úmero. que tendem ao pólo tuberculóide. É importante ressaltar duas situações no comprometimento neurológico: . acima desta.

Na ausência de resposta utilize o monofilamento 0. .1.2 Pesquisa de sensibilidade nas áreas acometidas A sensibilidade é fundamental para a preservação para a função dos olhos. . através das provas de força muscular. 1 vez. 1ª / / 2ª / / 3ª / D E D E D / E 1ª / / 2ª / / 3ª / D E D E D / E 4. Toda atenção deve ser dada à verificação da integridade anatômica nas mãos. Perda da sensação de pressão profunda na mão e pé. para detecção precoce de lesões úlcero-traumáticas. . Vermelho (marcar com X): 10g – perda da sensibilidade protetora no pé. para fins de prevenção de incapacidade. Dificuldade para discriminar formas e temperatura. Perda de discriminação de textura.0g – sensibilidade protetora diminuída na mão. . Na presença de alterações sensitivas mínimas. os demais. Legenda Cada filamento corresponde a um nível funcional representado por uma cor.05g (verde). . é importante. Por este motivo. Segure o cabo do instrumento de modo que o filamento de nylon fique perpendicular à superfície da pele. a conduta oportuna pode reduzir os riscos de perda da sensibilidade protetora. Azul: 0.2g(azul) 3 vezes seguidas em cada ponto especifico e. Aplique o teste nos pontos específicos dos nervos.3 Verificação do comprometimento funcional neurológico A seguir. . O teste começa com o monofilamento mais fino 0. deve ser realizada a verificação do comprometimento funcional neurológico. Perda de discriminação de textura.0g – perda de sensibilidade protetora na mão e às vezes no pé. a uma distância de aproximadamente 2 cm. Registre o teste colorindo os pontos específicos com a cor do monofilamento que o paciente sente.permanece apenas sensação de pressão profunda na mão e no pé. . Incapacidade de discriminar textura. Antes de iniciar o teste.2g – sensibilidade diminuída na mão e normal no pé.1. detectar precocemente essas lesões. .2g (azul) e assim sucessivamente. mãos e pés. Estas podem detectar alterações precoces ou sinais de comprometimento neural asssintomático (neurites silenciosas). Dificuldade para discriminar textura (tato leve). . pés e olhos. conforme esquema a seguir e nas áreas suspeitas de alteração de sensibilidade. A pressão na pele deve ser feita até obter a curvatura do filamento e mantida durante aproximadamente um segundo e meio. . Preto: sem resposta. .2. sem permitir que o mesmo deslize sobre a pele.05g – sensibilidade normal mão e no pé. Disponha-os em ordem crescente do mais fino para o mais grosso. . Incapacidade de discriminar formas e temperatura. .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 47 4. Aplique os filamentos de 0. 4. Vermelho (fechado): 4.05g(verde) e 0.1) Técnica de avaliação da sensibilidade com estesiômetro . retire os monofilamentos do tubo e encaixe-os no furo lateral do cabo.1. Vermelho (aberto – circular): 300g. Violeta: 2. Ressalta-se a importância do auto-exame diário. Verde: 0. Incapacidade de discriminar formas e temperatura.

coalescentes. e é classificada como paucibacilar. . eritemato-escamosas. às vezes. ocasionando a perda definitiva de pêlos dos cílios e supercílios (madarose) e dando à face um aspecto peculiar (fácies leonina). ocorrem episódios reacionais semelhantes aos que ocorrem nos tuberculóides. Há infiltração difusa da face– regiões malares.5 Estados Reacionais Os estados reacionais ou reações hansênicas são intercorrências agudas que podem ocorrer na hanseníase. eritemato-acastanhadas.4 Hanseníase Virchowiana (HV) Infiltração difusa com numerosas lesões eritematosas. eritematosas. ferruginosas. sem evidência de lesão troncular. As placas variam de forma. por vezes com evolução centrífuga. Operacionalmente.3 Hanseníase Dimorfa (HD) Lesões eritematosas. Operacionalmente. que podem dar a estes pacientes um elevado potencial incapacitante. podendo. essas manifestações agudas se caracterizam por eritema e edema das lesões tuberculóides pré-existentes e o aparecimento de lesões novas em pequeno número. a HT é classificada como paucibacilar.5.2. Diagnóstico das lesões cutâneas 4. tamanho e número. durante ou após o tratamento. 4. brilhantes. Pode haver comprometimento neural acentuado.2 Hanseníase Tuberculóide (HT) Lesões eritemato-hipocrômicas. as lesões também se tornam eritematosas e edematosas. A hanseníase indeterminada também pode se apresentar por alterações da sensibilidade superficial. hipocrômicas ou com coloração de pele normal. a HD é classificada como multibacilar. com bordas discretamente elevadas ou com microtubérculos. sem lesão cutânea. Os distúrbios sensitivos cutâneos e o acometimento dos troncos nervosos estão presentes. centro deprimido (aparentemente poupado). 4. Há casos em que a reação eclode a partir de lesões indeterminadas ou em indivíduo aparentemente sadio. eritemato-violáceas.2. uma vez diagnosticados. mas não são tão precoces e marcantes como nas lesões tuberculoides. edematosas. se não tratados.2. podendo ocorrer cura espontânea. Os dimorfos reacionais. e aparecem lesões novas de caráter agudo.1) Reação tipo I – (Reação Reversa) Nos tuberculóides. Os nódulos e tubérculos podem surgir em todo tegumento. O comprometimento neurológico troncular é freqüente. infiltradas. Estes estados são a principal causa das lesões nos nervos e de incapacidades físicas provocadas por essas lesões.2. com alteração da sensibilidade (hipoestesia ou hiperestesia). a HV é classificada como multibacilar. Nos dimórficos. mal definidas e de distribuição simétrica. Há reações que incidem nas lesões de evolução crônica e aí. brilhantes. bem como episódios reacionais.2. 4. infiltradas. 4. 4. Estes pacientes devem ser encaminhados para acompanhamento em serviços de referência. O estado geral não é comprometido e os nervos são pouco afetados.2. escamosas com contornos internos bem definidos e externos mal definidos (lesões pré-foveolares e foveolares). hipo ou anestésicas. Há comprometimento da sensibilidade superficial na lesão que varia de hipoestesia a anestesia. continuam a sofrer surtos e vão-se degradando os seus caracteres e as lesões tendem a assumir aspectos semelhantes aos virchowianos. Seu caráter instável faz-se assemelhar com as lesões bem delimitadas da HT e/ou com lesões disseminadas da HV. supraciliares e pavilhões auriculares–com formação de tubérculos e nódulos. para fins de tratamento. Sabe-se que HI pode permanecer estacionária e até sofrer involucão espontânea. A HV é uma doença sistêmica com manifestações viscerais importantes a considerar. únicas ou múltiplas. mas a forma polar clássica da HT não apresenta tendência à disseminação.1 Hanseníase Indeterminada (HI) Manifestação inicial da doença caracterizada por manchas hipocrômicas. e o estado geral muitas vezes está comprometido.2. por manifestação do sistema imunológico do paciente ao Mycobacterium leprae.48 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 4. ser a única manifestação clínica–forma neural pura. devem ser imediatamente tratados para prevenir incapacidades físicas e deformidades. antes. Alopécias e anidroses podem ocorrer nas lesões maiores. O comprometimento de nervos de forma assimétrica é freqüente. portanto é muito importante reconhecêlos e. Operacionalmente.

sendo a principal causa de morte. segundo a ordem a seguir: .5. mas são mais freqüentes após 6 mês de terapêutica. neurites. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Ressalta-se a superioridade do diagnóstico clínico através do exame dermato-neurológico. assim como no auxílio à classificação do paciente no espectro clínico da hanseníase. Em alguns pacientes virchowianos e principalmente naqueles que sofrem reações tipo II com freqüência. em cada campo examinado. deve-se prestar atenção aos nervos. Ocorre súbito aparecimento de lesões papulosas. Esfregaço de uma lesão ativa ou áreas de alteração da sensibilidade. Durante os episódios reacionais. em média. IB = ( 5 + ): 1000 bacilos . IB = ( 2 + ): 1 a 10 bacilos. hipertrofia do baço e do fígado. . ou nodulares. Nos pacientes com lesões ativas ou áreas com alteração de sensibilidade. em média. e podem aparecer antes do inicio do tratamento. leprae nas lesões hansênicas ou em outros sítios de coleta. dor à palpação. Devido a problemas técnicooperacionais.2. 4. mal estar geral e enfartamento ganglionar doloroso. nem sempre evidencia-se M. Esfregaços dos dois lóbulos auriculares.2 Teste de Mitsuda (intradermo-reação de Mitsuda) O teste de Mitsuda baseia-se numa reação imunológica retardada do tipo celular. Duram em média 15 a 20 dias e tendem. se for absoluta ou durar muito tempo. em cada campo examinado. Esfregaço do cotovelo contra-lateral a lesão ativa ou área de alteração de sensibilidade. em cada campo examinado. de alta especificidade para M. 5. em média. IB = ( 3 + ): 10 bacilos.1 Exame baciloscópico. O exame baciloscópico é recomendado na ocasião do diagnóstico. 5. artrites. em placas. o Teste de Mitsuda não é recomendado o seu uso rotineiro. orquites e orquiepidimites. IB = ( 4 + ): 100 bacilos em média. são mediadas por anticorpos. IB = ( 6 + ): mais de 1000 bacilos. mais generalizadas. A isquemia. precedidas muitas vezes por febre. por intercorrências. aumentos dolorosos de linfonodos. em cada 10 campos examinados (11 a 99 bacilos em 100 campos). recidivantes e podem supurar (eritema nodoso necrotizante). em 100 campos examinados.1 Índice baciloscópico (IB) IB = ( 0 ): não há bacilos em nenhum dos 100 campos examinados. O valor do teste é prognóstico e não diagnóstico e é auxiliar na classificação dos Grupos Indeterminados e Dimorfo. A baciloscopia deve ser realizada em todos os pacientes com suspeita clínica de hanseníase.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 49 As lesões nervosas nas reações tipo I podem ocorrer junto com as alterações da pele ou independentemente. . eritematosas. podem ocorrer depósitos de substância amilóide em vários órgãos. Entretanto. IB = ( 1+ ): 1 a 10 bacilos. muitas vezes. irites ou iridociclites. Na ausência de lesões ou áreas dormentes. além das lesões cutâneas. 5. Esses surtos reacionais ocorrem na HV. proteinúria e hematúria. os esfregaços da baciloscopia deverão ser feitos em 4 sítios. leprae. dor espontânea e neurite silenciosa. a se repetir depois de intervalos variáveis desencadeados. provocará a destruição completa do nervo. 5. A conseqüência será a paralisia reversível ou perda completa da condutividade do nervo. . O resultado é importante no diagnóstico.2 Reação tipo II Estas reações chamadas impropriamente de “eritema nodoso hansênico“. Durante os surtos podem ocorrer.1. especialmente a amiloidose renal. com leitura em 21 a 28 dias. Essas reações constituem uma verdadeira doença de imunocomplexos. . em cada campo examinado. Os principais sinais e sintomas são espessamento do nervo. colher o material de 4 locais (dois lóbulos auriculares e dois cotovelos). em alguns casos.

Granuloma anular .Lúpus Eritematoso . Lúpus eritematoso sistêmico) 6. (“Manchas de vermes”) .Outras doenças neurológicas raras Na hanseníase.Pinta (“Puru-puru”) .Pitiríase rósea de Gibert 6. Pitiríase alba. quando há integridade dos ramúsculos nervosos periféricos. simuladores etc). caso haja integridade dos ramúsculos nervosos periféricos.Outras (Leishmaniose difusa.3 Prova de histamina Muito útil no diagnóstico diferencial da Hanseníase Indeterminada ou em áreas suspeitas. mas tendo sempre em vista que a clínica é soberana.Esclerodermia 6.4 Prova de pilocarpina (teste de sudorese) Tem a mesma finalidade e princípio da prova de histamina. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 6.Síndrome do túnel do carpo (Camptodactilia.Eczemátide. A prova baseia-se na observação da integridade ou não dos ramúsculos nervosos periféricos acometidos na hanseníase através do eritema reflexo (secundário).Hipocromias residuais .4 Com Hanseníase virchowiana . .1 Com Hanseníase Indeterminada .2 Com Hanseníase Tuberculóide .Esclerodermia em placas . Micose fungóide.Sífilis . Esta é uma característica que as diferencia das lesões de pele provocadas por outras doenças dermatológicas.Sarcoidose .5 Com Neuropatias periféricas .Pitiríase versicolor (“Pano branco”) .Dermatofitose (“Impingem“) . Observação: a não confirmação histopatológica do diagnóstico de HI não afasta o diagnóstico clínico bem alicerçado. as lesões de pele sempre apresentam alteração de sensibilidade. Farmacodermia. 6. Esta prova deverá ser realizada nas unidades de referência.Neuropata diabética .Neuralgia parestésica (Síndrome de Bernhard) . Linfoma Cutânea. quando a pesquisa da sensibilidade é difícil ou duvidosa (em crianças. Xantomatoses. deverão ser utilizados os critérios clínicos e baciloscópicos. Contratura de Dupuytren) . 5.Manchas café-com-leite (Neurofibromatose de Von Recklinghausen) .50 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 5.Farmacodermias 6. Neurofibromatose.5 Exame histopatológico Na classificação do paciente de hanseníase quanto à forma clínica. 5. que ocorre devido à dilatação dos capilares.Nevo acrômico ou despigmentado (“Sinal”) .3 Com Hanseníase Dimorfa . É utilizada nas mesmas situações que a prova anterior.Neuropatia alcoólica . Leucemias. Quando houver necessidade (elucidação diagnóstica e classificação clínica). através da verificação do estímulo da sudorese produzida pela pilocarpina.Vitiligo . mediada pela histamina. deverá lançar-se mão do exame histopatológico.Psoríase . especialmente em negros e deverá ser realizada nas unidades referências.

com intervalo de 6 meses a 01 ano. Cadastramento do usuário no programa e informação mensal da situação do paciente (Mapa de acompanhamento) . Encaminhamento do paciente para Unidade de Referência quando: 1) Houver intercorrências (estados reacionais) e reações adversas. FLUXO DE ATENDIMENTO AO USUÁRIO Primeira Fase – Diagnóstico Atribuições de todos os Centros de Saúde . 3) Baciloscopia positiva Atribuições das Unidades de Referência em Hanseníase. Consulta com médico ou enfermeiro Fornecimento da dose supervisionada mensal. Aplicação de 2 doses de BCG-ID em todos os contatos.S. Vigilância dos contatos Devem ser examinados todos os contatos intradomiciliares dos últimos 5 anos. . 2) Para dar alta . Informação à ESF. Alta Segunda Fase – Tratamento e Controle Atribuições do Centro de Saúde de origem .F. Avaliação do tratamento. . Agente Comunitário de Saúde Realização da visita domiciliar mensal (em data diferente da dose supervisionada). com espessamento neural. .Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 51 7. Eduardo de Menezes) Contra-referenciamento do paciente para Unidade de origem ou P. . Supervisão da tomada da medicação no domicílio. Informação da situação do usuário. ou CS com profissionais treinados. Atendimento da demanda direta ou encaminhamentos Suspeição: usuário apresenta uma ou mais das seguintes características e requer quimioterapia 1) Lesões de pele com alteração de sensibilidade 2) Acometimento de nervo(s). Solicitação de baciloscopia (raspado dérmico) OBS: baciloscopia negativa não afasta o diagnóstico.Clínicas-UFMG e Hosp. Consulta Médica Definição da necessidade de outros exames Fechamento do diagnóstico Classificação do caso (PAUCIBACILAR/MULTIBACILAR) Definição do esquema terapêutico Notificação do agravo Encaminhamento dos casos de dúvidas (Hosp. Busca ativa . Verificação de quantos contatos foram examinados. Prevenção de incapacidades.

8. A medida da acuidade visual é um teste simples.1 ou não contar dedos a 6 metros Acuidade visual é a percepção da forma e contorno dos objetos. verifica-se perda da mímica facial (fácies antônina). Evitar tocar os cílios durante o exame. mesmo de um só dedo. lacrimejamento e hiperemia conjuntival. 8. 8. ganchos.1. 8. conseqüentemente.9 Acuidade visual menor que 0. em geral acompanhado de ardor. que pode também ser decorrente de outras patologias como leishmaniose.5 Sensibilidade corneana diminuída ou ausente Avalia-se a sensibilidade com fio dental. com 5 cm de comprimento. voltados para dentro roçando a córnea. 8. anquilosada (mão) ou em contratura (pé). Ectrópio corresponde a eversão e desabamento da margem palpebral inferior.4 Articulação anquilosadas Verificar a mobilidade dos dedos: se existe um razoável grau de movimento passivo. letras ou figuras (optotipos). 8. se perdeu 25 % da mobilidade passiva.1. se classificará como “reabsorção intensa”.1. A medida da acuidade visual para longe tem por finalidade conhecer a visão do indivíduo dentro do referencial padronizado (Escala optométrica de Snellen a uma distância de 5 metros).7 Triquíase Corresponde ao olho que apresentar cílios mal implantados.8 Opacidade da córnea Corresponde ao olho que apresentar perda da transparência da córnea em qualquer localização. embora não sendo de 100 %. desabamento do nariz e paralisia facial. que pode levar a um primeiro diagnóstico do estado de saúde ocular.1. .1. feito através da utilização de sinais. desaparecimento da dobra nasolabial. sífilis e câncer.1. 8. miíase. considerar como “reabsorção discreta“. bolhas e feridas.2 Úlceras e lesões Solução de continuidade nas mãos e pés.6 Lagoftalmo e/ou ectrópio Lagoftalmo é a incapacidade parcial ou total de fechar os olhos. pode se considerar como móvel. MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS 8. O comprometimento do arcabouço cartilaginoso do nariz leva. quando unilateral. 8. tocando de leve a porção lateral da periferia da córnea e observando se o piscar é imediato ou ausente.10 Comprometimento da laringe. impossibilidade de assobiar corretamente. A diminuição discreta do tato não é verdadeira incapacidade. mas sua perda total sujeitará o paciente a traumatismos freqüentes. ângulo labial penso para baixo e boca oblíquo-oval. até dificuldade de respirar.1.3 Reabsorção Se estão reabsorvidas somente as extremidades dos dedos. Hematomas. manifesta-se pelo desaparecimento das rugas frontais e a impossibilidade de franzir a fronte. pois o toque desencadeia o reflexo de piscar. extrafino e sem sabor. Quando bilateral.1. A presença do reflexo de piscar significa sensibilidade preservada. 8.1. macio. O comprometimento da laringe manifesta-se desde rouquidão ou alteração da voz. Sua medida permite uma avaliação do funcionamento do olho.1. a uma alteração de sua forma. Se o segmento (mão e pé) perdeu a quinta parte. A paralisia facial.52 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 8. será considerada como rígida.1 Avaliação do grau de Incapacidade 8.1 Anestesia O objetivo é determinar se o paciente perdeu a sensibilidade protetora.

Essas atividades não devem ser dissociadas do tratamento quimioterápico. independentemente do tempo de aplicação). deve-se considerar como contato intradomiciliar toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido nos últimos 5 anos com o doente.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 53 8. deverão ser executadas pelos serviços de saúde que disponham de recursos de fisioterapia. indistintamente. os profissionais de saúde e pacientes devem ser orientados para uma atitude de vigilância do potencial incapacitante da hanseníase.leprae com a presença de deformidades. e orientação quanto ao período de incubação. se necessário.3 Vigilância dos contatos Para fins operacionais. sinais e sintomas da hanseníase e retorno ao serviço. deverão ser executadas. Tal procedimento deve ter em vista o tratamento adequado para cada caso. nos dias atuais. indica que o diagnóstico foi tardio e/ou tratamento foi inadequado. e para tanto. Ações complexas (cirurgias. independentemente da forma clínica. readaptação profissional). é a influência de fatores culturais que historicamente associam a “imagem da lepra” à idéia do alto poder incapacitante da doença. de todos os casos novos de hanseníase. Exame de todos os contatos intradomiciliares. recomenda-se a organização de um sistema regional e multinstitucional de referência e contra-referência. Não menos importante. decorrentes da deficiência física.Toda atenção deve ser dada ao comprometimento neural. Para tanto. independentemente da forma clínica. aplicar as duas doses recomendadas. dos casos novos de todas as formas clínicas. no mínimo uma vez por ano e por ocasião da alta. inclusive por pessoal auxiliar. obedecendo aos seguintes critérios: . e a prevenção de futuras deformidades. Ações simples de tratamento e prevenção de incapacidades físicas por técnica simples deverão ser executadas pelos serviços básicos de saúde. em grande parte. deverão ser avaliados no momento do diagnóstico e. transmissão. 8. além das descritas acima.2 Prevenção e tratamento de incapacidades físicas Todos os doentes da hanseníase. Utilização do BCG – aplicação de duas doses da vacina BCG-ID em todos os contatos intradomiciliares. As conseqüências na vida social e econômica do portador ou ex-portador de hanseníase são. Para a implementação das atividades de prevenção deve-se investir na formação e treinamento de equipes multiprofissionais e na organização de serviços de atenção primária (medidas educativas. além de classificados quanto ao grau de incapacidade física que apresentem. cirurgias). Ações de média complexidade para tratamento e prevenção de incapacidades físicas. pelos centros gerais e especializados de reabilitação. com vistas à recuperação social dos mesmos. O intervalo mínimo recomendado para a 2a dose da vacina é de 6 meses após a 1a dose (considerada a cicatriz por BCG-ID prévia como 1a dose. A cura da infeção pelo M. devendo ser integradas na rotina dos serviços de acordo com grau de complexidade de cada um deles. A equipe deve preparar-se não só para a execução das atividades de assistência individual como também para desenvolver a prática educativa com os pacientes e com a comunidade. . Na dúvida. porém. devidamente treinado e sob supervisão técnica adequada. de maneira a permitir a todos os doentes de hanseníase o acesso ao tratamento. A vigilância dos contatos consiste no exame dermatoneurológico dos mesmos. . técnicas simples) e atenção secundo-terciária (adaptação de calçados e instrumentos de trabalho.

no entanto. em até 36 meses. Revisão dermatoneurológica na 6ª e 12ª doses . 300 mg uma vez por mês. Se o paciente faltar no dia aprazado. 300 mg uma vez por mês. Comparecimentos mensais para a medicação. em até 09 meses . num total de 24 doses. num total de 06 doses. auto-administrada . em até 36 meses. no momento da alta por cura. Esses casos poderão apresentar uma regressão mais lenta das lesões de pele. num total de 12 doses. para a dose supervisionada. que alguns desses casos não demonstrem qualquer melhora e por isso poderão necessitar de 12 doses adicionais de PQT-MB. mediante o esquema terapêutico a seguir: Esquema poliquimioterapia padrão (PQT/0MS) Fármaco Paucibacilar Multibacilar RIFAMPICINA (RFM) DAPSONA (DDS) CLOFAZIMINA (CFZ) PQT / PB . A maioria desses doentes continuará a melhorar após a conclusão do tratamento com 12 doses. independente do número de faltas consecutivas Seguimento de Casos Critério de alta por cura . O tratamento da hanseníase é ambulatorial. estes pacientes devem continuar a receber a atenção requerida. independente do número de faltas consecutivas Casos multibacilares que iniciam o tratamento com numerosas lesões ou extensas áreas de infiltração cutânea podem ter um risco maior de desenvolver reações e dano neural após completarem as 12 doses. a dose será administrada no dia em que o paciente vier à Unidade de Saúde e a dose seguinte será agendada para 28 dias a contar desta data. Comparecimento mensais para a medicação supervisionada. auto-administrada. em até 18 meses .1 Tratamento Específico A regularidade na tomada mensal supervisionada e na tomada diária auto-administrada das drogas é fundamental para êxito terapêutico. também deverão sair do registro ativo. Revisão dermatoneurológica na 6ª dose .12 Doses 600 mg uma vez por mês. por cura. supervisionada. Esquema poliquimioterapia (PQT/OMS) 24 doses Fármaco Multibacilar RIFAMPICINA (RFM) DAPSONA (DDS) CLOFAZIMINA (CFZ) Seguimento dos casos Critério de alta por cura 600 mg uma vez por mês. em até 18 meses + 100 mg em dias alternados ou 50 mg diários. supervisionada num total de 12 doses. TRATAMENTO 9. em ate 36 meses + 100 mg em dias alternados. supervisionada. O paciente será aprazado. os pacientes que completaram as 06 doses de poliquimioterapia supervisionada. Revisão dermatoneurológica nas 12ª e 24ª doses. 100 mg uma vez ao dia. Receberão alta por cura. Receberão alta. OBS: Os casos que apresentarem episódios reacionais e/ou seqüelas. desde que satisfaçam os critérios estabelecidos para alta. num total de 24 doses. independente do numero de faltas consecutivas. . ou após. É possível. supervisionada. auto-adiministrada . ou 50 mg diários auto-administrada. 100 mg uma vez ao dia. supervisionada num total de 06 doses . 100 mg uma vez ao dia autoadministrada PQT / MB . em até 18 meses. No entanto.06 Doses . em até 09 meses. Comparecimentos mensais para a medicação supervisionada num total de 24 doses. num total de 12 doses . no ambulatório. 600 mg uma vez por mês. a cada 28 dias. supervisionada. Receberão alta por cura os pacientes que completaram as 24 doses.54 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 9. os pacientes que completarem as 12 doses de poliquimioterapia supervisionada.

Indica-se o uso de corticosteróides. a dose deverá ser reduzida de forma gradual e lenta. seguidos de 100 mg por mais 30 dias. Irite/iridociclite.4 Esquema ROM O Ministério da Saúde/ATDS recomenda a adoção do esquema ROM (Rifampicina. ou em outras Unidades de Saúde. acompanhamento e seguimento dos pacientes pós-alta. recomenda-se o uso prednisona na dose diária de 1 a 2 mg/Kg/dia .2) Reação tipo I ou Reação Reversa Quando houver comprometimento de nervos. 9. Eritema nodoso ulcerado 7.1) Medidas gerais para tratamento dos estados reacionais Dar atenção especial aos nervos acometidos e olhos.5.5. a eclosão da doença durante a gravidez. Está totalmente proibido o uso da talidomida em mulheres gestantes e em idade fértil. Realizar atendimento freqüente do paciente e orientá-lo adequadamente. clofazimina e dapsona) devem der usados.2 Tratamento dos Estados Reacionais 9. 354 de 15/08/1997. Esse esquema deverá ser utilizado nas mesmas condições do item 9. por 30 dias. O esquema não é recomendado para gestantes e crianças menores de 5 anos de idade. 9. os hansenostáticos (rifampicina. minociclina e Ofloxacina) para pacientes paucibacilares com lesão única de pele. .2) Hanseníase e Tuberculose Instituir tratamento para tuberculose. Para melhora dos demais sintomas. 200 mg por mais 30 dias. Vale ressaltar a ocorrência de surtos reacionais e. 9. Efetuar hospitalização do paciente sempre que houver comprometimento do seu estado geral e/ou complicação neural.3. sob orientação dos Centros Colaboradores. As drogas para tratamento da hanseníase são complementares. bem como técnicas auxiliares para o diagnóstico. conforme Portaria n.2. 9. após a tomada da dose única. Orquite/orquiepididimite 5. Outras situações em que a talidomida não possa ser usada 6. A dose de manutenção deve ser mantida pelo menos por 02 meses. Alertar que a rifampicina deve ser dada na dose requerida no tratamento da tuberculose. Os pacientes que fizerem o tratamento com esquema ROM receberão alta por cura. em seus quadros.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 55 9. 9. Lesões infiltradas em trajeto de nervos 4. Mão e pé reacionais 3. Só suspender a medicação específica nos casos em que o comprometimento geral do paciente o recomende. seção I.3 Esquemas alternativos Esses esquemas deverão ser utilizados nos Centros Colaboradores (de Referência) que tenham. paginas 17844 a 17847.5 Esquema terapêutico em situações especiais 9. a OMS recomenda o uso da Clofazimina na dosagem de 300mg/dia.1) Gestantes Em que pese a recomendação de se restringir a ingestão de drogas no primeiro trimestre da gravidez. sem envolvimento de tronco nervoso. Comprometimento de troncos nervosos e lesões oculares 2. Em casos de eritema nodoso severo e subintrante. associada a corticosteroides. mantendo a mesma dose até remissão do quadro reacional.2. quando não houver comprometimento neural.3) Reação tipo II ou Eritema Nodoso Hansenótico Recomenda-se o uso da talidomida na dose de 100 a 400 mg/dia. conforme avaliação clínica. às vezes. 9. publicada no DOU de 18/08/1997. A partir daí. na dose de 1 a 2 mg/Kg/dia de prednisona apenas nas seguintes situações: 1.2. até a melhora acentuada do quadro reacional. exigindo a instituição da terapêutica específica para reações. dermatologista ou clínico com experiência em hanseníase. recomendase o uso de outros anti-inflamatórios não esteróides nos esquemas usuais.

Podem ocorrer alterações da coloração da pele. febre. Obs: a utilização da rifampicina pode incrementar o catabolismo dos contraceptivos orais e diminuir a vida média das seguintes substâncias: prednisona. Anemia hemolítica: Rara–manifesta-se por tremores. trombocitopenia. ocasionalmente vômitos e diarréias. Cutâneos: Síndrome de Stevens–Jonhson.3) Hanseníase e infectados com HIV ou com Aids Esquema padrão/OMS deve ser ministrado como em qualquer outro paciente.5. . . Nestes casos.6 Para-efeitos das drogas utilizadas 9. dor abdominal leve. metropolol. como epistaxe. Hematopoéticos: Púrpuras ou sangramentos anormais. Estes sintomas provavelmente ocorrerão se o medicamento for ingerido em jejum. sulfoniluréia. Implica a interrupção definitiva do tratamento com dapsona. Pode cursar com eosinofilia. Gastro-intestinais: Diminuiçao da peristalse e dor abdominal podem ocorrer devido ao depósito de cristais de clofazimina nas submucosas e gânglios linfáticos intestinais. Hepáticos: Icterícia.3) Dapsona . ocasionalmente. Gastro-intestinais: Diminuição do apetite.56 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 9. devido a hipersensibilidade. náuseas.5 mg/kg/dia). 100 mg/dia) e de outras drogas oxidantes. prurido e “rash” cutâneo generalizado. . A conduta a ser adotada é a suspensão da dapsona (substituindo-se pela clofazimina. mialgia. . Hepáticos: Mal-estar. quinidina. Manifesta-se por febre. Regridem muito lentamente com a suspensão do medicamento. 9. náuseas. 9. 9. Pigmentação conjuntival não deve ser confundida com icterícia. leve ou transitória e a grave. Cutâneos: Ressecamento de pele. cefaléia e às vezes choque.6. perda do apetite. Pode. digitoxina.6. Estes para-efeitos poderão ser encontrados com maior freqüência se forem utilizadas doses de 300 mg/dia.6. Poderá ocorrer icterícia leve. com escarros hemoptóicos. podendo ocorrer também icterícia. O medicamento deve ser interrompido e reiniciado após regressão completa do quadro clínico. superiores a 90 dias. A dapsona deverá ser interrompida e o paciente encaminhado ao hospital. . náuseas. nefrite intersticial.2) Clofazimina . A coloração avermelhada da urina não deve ser confundida com hematúria e a da secreção pulmonar. Cutâneos: Rubor de face pescoço. São descritos dois tipos de ictéricas. diminuir a eficácia terapêutica dos anticoagulantes tipo cumarínico e a excreção biliar dos meios de contraste para visualização da vesícula biliar. por períodos prolongados. . calafrios. astenia. dermatite esfoliativa ou eritrodermia. urina. resultando na inflamação da porção terminal do intestino delgado. . podendo ser grave e evoluir para ictiose. dores ósseas. salvo em indivíduos com deficiência da enzima glicose 6-fofato-desidrogenase (G6PD). quando o medicamento é utilizado em dose intermitente. clofibrato. suor e secreção respiratória. . com danos hepáticos. A rifampicina. cefaléia e. necrose tubular aguda. Síndrome Pseudogripal: Rara–ocorre a partir da 2a ou 4a dose supervisionada. hemorragias gengivais e uterinas poderão ocorrer. propranolol. Anemia hemolítica: Este para-efeito não ocorre na dose preconizada (1. não interfere na ação de antiretrovirais. cetoconazol. encaminhar o paciente ao hospital. anemia hemolítica e choque.1) Rifampicina . também. . na dose de 600 mg/mês.

Neurológicos: Incluem neuropatia motora periférica e. o medicamento deve ser interrompido e o paciente encaminhado ao especialista. 9.6.3 Ictéricias O tratamento deverá ser suspenso quando houver alterações das provas de função hepática. 9. edema unilateral de membros inferiores. Teratogenicidade. raramente. EV. Severa – Internação hospitalar. na dose 1mg/Kg. Investigar se estes sinais ocorrem após a ingestão da dose supervisionada.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 57 . EV).6. corticosteróides (hidrocortisona 500mg/ 250 ml de soro fisiológico – 30 gotas/minuto.4) Talidomida . síndrome de Cushing.6. antitérmicos e.6. . Outras manifestação: Agravamento de infeções latentes.6. Azul de metileno a 1%. acne cortisônica e psicoses.2 Náuseas e vômitos incontroláveis Suspender o tratamento. Desaparece gradualmente com a suspensão do medicamento. se possível.6. 9. Submeter o paciente a exames complementares para diagnóstico diferencial com outras causas. submeter o paciente a exames complementares para diagnóstico diferencial. Realizar sorologia para hepatite. em centros de referência. Os casos que apresentarem comprometimento geral severo deverão ser hospitalizados. 9. desmaios.6) Situações em que o esquema terapêutico deverá ser suspenso: 9. . quando necessário.5) Corticosteróides . Não ultrapassar a dose de 7mg/Kg. Distúrbios metabólicos: Redução de sódio e depleção de potássio. dispnéia. Insônia: Desaparece depois de algum tempo. mais raramente. cefaléia.6. obstipação intestinal. tuberculose etc). hemodiálise.5 Metahemoglobinemia . diálise peritonial ou exsanguíneo transfusão. anorexia e vômitos. secura de mucosas e.6. Não usar Azul de Metileno nos deficientes de G-6-PD (Glicose –6-fosfatodesidrogenase). taquicardia. Administrar antihistamínicos. Metahemoglobinemia: Cianose. . com valores superiores a duas vezes os valores normais. O medicamento deve ser interrompido e o paciente precisa ser encaminhado imediatamente ao hospital. 9.6.4 Distúrbios hematopoéticos Suspender o tratamento. Lavagem gástrica.6.6. 9. Encaminhar ao hematologista para avaliação e conduta. No caso de psicose. fadiga.6. .6. Gastro-intestinais: Gastrite e úlcera péptica. 9.1 Síndrome pseudogripal Suspender a rifampicina imediatamente e avaliar a gravidade do quadro. aumento das taxas de glicose no sangue. Fazer a avaliação da história pregressa (alcoolismo. sonolência . linfopenia e neuropatia periférica. Leve – observar. . náuseas. absorção no metabolismo do cálcio. mantendo em seguida corticosteróides oral com redução progressiva da dose até a retirada completa. psicoses. levando osteoporose. .

07 e 08 de junho de 2001. 4) Manual de Prevenção de Incapacidades. U. Secretaria de Políticas de Saúde. 3) Portaria N 1. . Superintendência Operacional de Saúde.073 / GM de 26 de setembro de 2000. Brasília 1994. Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. Brasília – 2001. Ministério da Saúde. Área técnica de hanseníase. – 188-E – pagina 18 – Seção 1 de 28 de setembro de 2000. Diretoria da Atenção Básica.58 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1) Seminário da avaliação das ações de controle de hanseníase realizadas em Minas Gerais no ano 2000. publicada no D. Departamento de Atenção Básica. Fundação Nacional da Saúde. Ministério da Saúde. Belo Horizonte. 2) Guia de Controle da Hanseníase. O .

punção aspirativa e biópsia com impressão por aposição. ou em cunha. Geralmente evolui mal. revelou não ser alta a sensibilidade deste método. sendo raro após 1 ano. Nas lesões ulceradas deve-se preferir a borda da lesão que. mostra aspecto tumefeito e hiperêmico. perfuração do septo nasal. podendo assemelhar-se à hanseníase Virchowiana. geralmente isolados. Nas lesões mucosas. DIAGNÓSTICO 5. que acomete pele e mucosas. as lesões são papulosas ou nodulares. INTRODUÇÃO A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania. A hanseníase virchowiana deverá ser excluída. A LTA é transmitida por insetos de várias espécies de flebotomíneos. em geral. com o uso de bisturi. Na forma difusa. O diagnóstico de certeza pela histopatologia somente é dado quando se identifica nos tecidos o parasita. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 3. Para a pesquisa direta são utilizados os seguintes procedimentos: escarificação. 4. São mais freqüentemente acometidas as cavidades nasais. pode-se observar nas mucosas atingidas infiltração. na maioria das vezes. da faringe. seguidas da faringe. mucosa ou gânglios acometidos. esporotricose. lesões ulcero-vegetantes. laringe e cavidade oral. rinorréia e crostas. sífilis e tuberculose cutânea. geralmente indolor. O sucesso no encontro dos parasitas é inversamente proporcional ao tempo de evolução da lesão cutânea. com ou sem exsudação. 5. por não responder adequadamente à terapêutica. distribuindo-se amplamente na superfície corporal. O fundo é granuloso. rara. Ao exame clínico. também conhecidos como mosquito-palha. quando presentes. neoplasias cutâneas. PERÍODO DE INCUBAÇÃO A lesão cutânea de inoculação surge após um período de incubação médio de 30 dias. Portanto.Lesões Mucosas: A apresentação mucosa da LTA é. epistaxe. com bordas elevadas. surgindo geralmente meses ou anos após a resolução das lesões de pele. odinofagia. A experiência brasileira. granuloma médio facial e neoplasias.Lesões Cutâneas: Na maioria das vezes a doença apresenta-se como uma lesão ulcerada única.Histopatologia: A biópsia pode ser feita com “punch” de 4 a 7 mm de diâmetro.2 .1 . as úlceras de estase. A evidenciação do parasita é feita através de exames direto e indireto. ferida na boca. o diagnóstico diferencial deve ser feito com a paracoccidioidomicose. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS Nas lesões cutâneas.Cultivo: É um método de confirmação etiológica e permite a definição da espécie de Leishmania envolvida. ulceração. infecções fúngicas (paracoccidioidomicose. da laringe. piodermites. 5. a sensibilidade aumenta quanto mais recente for o caso. secundária às lesões cutâneas. são encontrados em vacúolos intracitoplasmáticos dos macrófagos ou nos espaços intercelulares. Os parasitas. as queixas mais comuns no acometimento nasal são obstrução. 5. ulcero-destrutivas. em termos globais. hanseníase virchowiana. deformantes e muito graves. variando de 15 dias a 6 meses. 3. bouba. rinoscleroma.3 . A impressão por aposição é realizada através da compressão do fragmento de tecido. O material pode ser obtido por punção-aspirativa ou por biópsia. sobre uma lâmina microscópica.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 59 LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA 1.2 . sífilis terciária. Indiscutivelmente. principalmente no diagnóstico diferencial da leishmaniose cutânea difusa. após retirada do exsudato em uma superfície absorvente. em moldura.1 . O diagnóstico precoce de lesão mucosa é essencial para que a resposta terapêutica seja mais efetiva e sejam evitadas as seqüelas deformantes e/ou funcionais. . ulcero-crostosas em cavidades nasal. rouquidão e tosse. cromomicose). 3. devem ser excluídas as úlceras traumáticas. da cavidade oral.Exame parasitológico O material para evidenciação do parasita nos diversos exames direto ou indiretos pode ser a pele. As formas localizada e disseminada costumam responder bem à terapêutica tradicional. 2. obtido por biópsia.

A reação de Montenegro pode ser positiva por exposição prévia ao parasita. 241-A .B. Na leishmaniose visceral. Às 2ª. A reação de Montenegro é realizada através da inoculação intradérmica de antígeno padronizado.: 3371-9472/9473 - . identificando o Centro de Saúde de atendimento. 112 FUNED: Av.4. sendo mais freqüente em presença de comprometimento de mucosas. Na leishmaniose cutâneo-difusa. . Goiânia (ponto final do ônibus 5503 A). sendo positivo em mais de 90% dos casos de LTA. Tel. checando os horários de atendimento e agendando exame.Barro Preto. Em pacientes imunodeprimidos. É um teste de grande valor preditivo devido à sua sensibilidade. Tel.4. Nos casos de leishmaniose disseminada pode também ser negativa. sem aquisição da doença. 80 . 3ª e 4ª pela manhã. 345 .Gameleira.: 3277-5651 CTR-DIP Orestes Diniz: Alameda Alvaro Celso.: 3277. A positividade destes exames está associada ao tempo de evolução da doença. se prolongando. positivando-se no decorrer do tratamento. podendo ocorrer até ulceração e necrose local. Às 2ª. A reação é considerada positiva quando a induração resultante for igual ou maior que 5 milímetros. 5.Imunofluorescência indireta (IFI) e testes imunoenzimáticos (ELISA): Expressam os níveis de anticorpos circulantes. Santa Efigênia. Pode apresentar-se negativa nos seguintes casos: . A leitura deve ser feita após 48 a 72 horas. excepcionalmente. Referências para realização dos exames sorológicos Instituto René Rachou: Av. . . . Colher amostra no Centro de Saúde e encaminhar ao Laboratório Distrital que enviará para análise na FUNED.4486 C.: 3248-9547 *Obs. Nas lesões mucosas.B. Agendar consulta por telefone e o exame será posterior a ela. que traduz a resposta alérgica de hipersensibilidade celular retardada.Tel. Goiânia: Rua Tucano.Diagnóstico imunológico: 5. a positividade ao teste de Montenegro é mais intensa. Nos primeiros 30 dias após início das lesões.2 . A positividade ao teste de Montenegro tem maior expressão no diagnóstico em pacientes recentemente introduzidos em áreas endêmicas.1 – Reação de Montenegro: o diagnóstico imunológico pode ser feito através da Reação de Montenegro (IRM).4 . Fazer contato com o Serviço. Referências para realização da reação de Montenegro*: Laboratório Distrital Centro Sul: Alameda Ezequiel Dias. A reação de Montenegro geralmente permanece positiva após a cicatrização da lesão cutânea tratada ou curada espontaneamente.: Encaminhar o paciente com relatório médico. Tel. 175 .B.: 3295-3566 R. 3ª e 6ª na sala de vacinas. Tel. 1715 . Santa Efigênia.S. Augusto de Lima.60 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 5. Conde Pereira Carneiro.

Observa-se queda de cabelos. esse diagnóstico diferencial só pode ser excluído através de provas laboratoriais. são os mais importantes elos na manutenção da cadeia epidemiológica. A puberdade fica retardada nos adolescentes e o crescimento sofre grande atraso nas crianças e jovens.1 . Seu habitat é o domicílio e o peridomicílio humano onde se alimenta de sangue do cão. confiáveis e de fácil execução são a de imunofluorescência e a de ELISA. 6. crescimento e brilho dos cílios e edema de membros inferiores. Os exames laboratoriais revelam anemia acentuada. 3. também conhecida como Calazar. No Brasil. brucelose. do homem. a hepatomegalia está presente e a esplenomegalia. A forma clássica cursa com febre. por este fato. As mulheres freqüentemente apresentam amenorréia.4 – Exames bioquímicos: Dosagem de proteínas: há uma forte inversão da relação albumina/globulina . causada por um protozoário do gênero Leishmania. hiperglobulinemia e hipoalbuminemia. nos casos mais graves. 4. de outros mamíferos e aves. MODO DE TRANSMISSÃO A Leishmaniose Visceral é transmitida pelo inseto flebótomo Lutzomia longipalpis. uma pancitopenia: diminuição do número total de hemácias. PERÍODO DE INCUBAÇÃO Varia de 10 dias a 24 meses. leucopenia com linfocitose relativa e plaquetopenia. em geral. quando detectada. INTRODUÇÃO A Leishmaniose Visceral. a febre é baixa ou ausente. micropoliadenopatia generalizada. Nas formas oligossintomáticas. mieloma múltiplo.Diagnóstico Sorológico: O exame sorológico é o procedimento de detecção mais fácil e eficiente para o diagnóstico do Calazar. 6. é discreta. É um procedimento realizado em ambiente hospitalar. astenia. intensa palidez de pele e mucosas.2 . Os cães infectados podem ou não desenvolver quadro clínico da doença. ceratite com cegueira e caquexia. As provas mais sensíveis. esquistossomose hepatoesplênica. forma aguda da doença de Chagas. 2. a Salmonelose de curso prolongado (associação de esquistossomose com salmonela ou outra enterobacteria). O reconhecimento das manifestações clínicas destes reservatórios é importante para adoção de medidas de controle da doença. Os canídeos apresentam intenso parasitismo cutâneo. 5. plaquetopenia. espécie Leishmania chagasi. já que as áreas endêmicas se superpõem em grandes faixas do território brasileiro. leucopenia. e. ASPECTOS CLÍNICOS Muitos dos infectados apresentam forma inaparente ou oligossintomática da doença. paralisia de membros posteriores. é uma doença crônica sistêmica. entre elas. Podem ocorrer gengivorragia. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 6. observa-se adinamia. adinamia. têm como causa de óbito as hemorragias e as infecções associadas em virtude da debilidade física e imunológica. dependendo da forma clínica. eriçamento e queda de pêlos. destacando-se. 6. Não observam-se sangramentos. que agem como mantenedores do ciclo da doença. Pode evoluir para morte. etc. hemorragias intestinais. O número de casos graves ou com sintomas clássicos é relativamente pequeno em relação ao de infectados.3 – Exames hematológicos: Hemograma: pode evidenciar. febre tifóide.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 61 LEISHMANIOSE VISCERAL 1. conseqüência de severa anemia. Os pacientes com leishmaniose visceral.Diagnóstico Parasitológico: os exames são realizados de material retirado preferencialmente do baço e da medula óssea. o que permite uma fácil infecção do mosquito. 6. Em muitas situações. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Muitas entidades clínicas podem ser confundidas com o Calazar. sendo em média 2 a 4 meses. A hepatoesplenomegalia é acentuada. epistaxe. nódulos ou ulcerações (mais freqüentes nos bordos das orelhas). equimoses e petéquias. linfoma. os mais importantes reservatórios são o cão e a raposa (Dusycion vetulus). anorexia. cujos sinais são: emagrecimento. perda de peso e caquexia. cujas manifestações clínicas se superpõem perfeitamente ao quadro da Leishmaniose Visceral. O diagnóstico diferencial inclui ainda malária. O material deve ser colhido por punção e exige profissional treinado para praticá-la.

regressão total da infiltração e eritema até 12 semanas após a conclusão do esquema terapêutico.: 3371-9472/9473 - *Considera-se sorologia positiva RIFI maior ou igual a 1:40 ou Elisa reagente.metil glucamina. Visando padronizar o esquema terapêutico. em frasco de 5ml. 1715 . Forma cutânea: O critério de cura é definido pelo aspecto clínico das lesões: reepitelização das lesões ulceradas.Gameleira. apresenta-se. 1.Barro Preto. Conde Pereira Carneiro. Forma mucosa: O critério de cura é clínico definido pela regressão de todos os sinais e comprovado pelo exame otorrinolaringológico até 12 semanas após a conclusão do esquema terapêutico. durante 30 dias consecutivos.Lesões Cutâneas A dose recomendada é de 15mg SbV/Kg/dia para o adulto (máximo 3 ampolas por dia) durante 20 dias consecutivos. utilizar uma das drogas de segunda escolha. as recidivas podem ser frequentes.Leishmaniose Cutâneo-Mucosa 1. Na forma difusa. 1 . Não havendo resposta satisfatória com o tratamento pelos antimoniais pentavalente. Pentamidina: é usada como medicamento alternativo nos casos que não respondem aos antimoniais pentavalentes ou na impossibilidade de seu uso.N. Colher amostra no Centro de Saúde e encaminhar ao Laboratório Distrital que enviará para análise na FUNED. o esquema deverá ser repetido apenas uma vez. sendo necessário encaminhar o paciente para serviços especializados.3 . empregada quando não se obtém resposta ao tratamento com antimonial pentavalente ou na impossibilidade de seu uso. 1. Em caso de não resposta. em serviços especializados. Augusto de Lima. comercialmente. que contém 405mg do antimônio pentavalente (SbV . O antimonial . por apresentarem respostas mais lentas e maior possibilidade de recidivas. Em caso de não resposta. Agendar consulta por telefone e o exame será posterior a ela. Se não houver cicatrização completa após 12 semanas do término do tratamento.1 . 80 . Tel. as drogas de segunda escolha são a Anfotericina B e a Pentamidina. sendo as recidivas menos freqüentes.Critérios de cura e Acompanhamento: O critério de cura é clínico e recomenda-se que seja feito o acompanhamento mensal do paciente. É importante esclarecer que a medicação deve ser feita sob vigilância. .2 . É a mais eficaz nas manifestações mucosas da leishmaniose. . a OMS recomenda que a dose deste antimonial seja calculada em mg/SbV/Kg/dia. o esquema deverá ser repetido apenas uma vez. . embora as formas mucosa e mucocutânea exijam maior cuidado. Drogas de 2ª escolha (devem ser indicadas pelos clínicos de referência ou por médicos dos serviços de referência): Anfotericina B (Fungizon): é a droga de segunda escolha.62 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis Referências para realização dos exames sorológicos Instituto René Rachou: Av.Lesões Mucosas: Em todas as formas de acometimento mucoso a dose recomendada é de 20mg/SbV/Kg/dia (máximo 3 ampolas por dia). com o paciente hospitalizado. TRATAMENTO DAS LEISHMANIOSES Antimoniato de N-metil-glucamina (Glucantime) (droga de 1a escolha) Os antimoniais pentavalentes são indicados para o tratamento de todas as formas de leishmaniose tegumentar. SbV significando antimômio pentavalente.antimônio pentavalente) e cada ml contém 81 mg de SbV.Tel. Se não houver cicatrização completa após 12 semanas do término do tratamento. Azitromicina: não é um medicamento padronizado para o tratamento da leishmaniose.: 3295-3566 R. Acompanhamento: . 112 FUNED: Av. utilizar uma das drogas de segunda escolha.

então. após a cura clínica deste. Poderá receber alta no transcorrer deste período ou ser indicado o retratamento ao final de 3 meses. Tratamento irregular: Caso o paciente tenha utilizado mais de 50% das doses preconizadas. não compareceu até 30 dias após o terceiro agendamento para avaliação da cura. por no mínimo 20 e no máximo 40 dias consecutivos. Falha Terapêutica: É definida como aquele caso que mesmo tendo realizado dois esquemas terapêuticos regulares não apresentou melhora clínica.Informações adicionais sobre o uso do Antimonial Pentavalente (Glucantime) 3. sob orientação e acompanhamento médico em hospitais de referência. a diluição para 20 ml utilizando- . quando será reavaliado para alta ou. Os casos graves de leishmaniose visceral devem ser internados e tratados em hospitais de referência. . Recidiva: É definida como reaparecimento de lesão no mesmo local do processo anterior. ao final deste período. Abandono (sem seguimento do caso): Paciente que não tendo recebido alta. intramuscular ou endovenosa. não há necessidade de diluição. . Deve-se fazer acompanhamento clínico e laboratorial do caso (vide item 3 abaixo). sem melhora . Por via intramuscular podem apresentar o inconveniente da dor local devido ao volume da aplicação. porém sua eficácia é bastante variável e pode causar efeitos colaterais severos. dar reinício ao esquema terapêutico completo.Leishmaniose Visceral O esquema terapêutico recomendado é o antimoniato N-metil-glucamina na dose de 20 mg de Sbv Kg/dia. iniciar de imediato o esquema terapêutico completo. No entanto. com limite máximo de 3 ampolas/dia. Muitos pacientes são resistentes ao Glucantime e devem ser tratados com Anfotericina B. O 3º agendamento se refere ao 3º mês após o término no esquema terapêutico. melhora clínica .Conduta frente às situações que podem ser observadas: Tratamento regular: O paciente deve retornar mensalmente à consulta.é definido como aquele caso que ultrapassou o tempo previsto para um tratamento regular ou que tenha ocorrido um intervalo superior a 72 horas entre as doses. Os casos leves ou intermediários podem ser tratados ambulatorialmente.1. OBS: Caso o paciente tenha utilizado menos de 50% das doses prescritas.5 . 1. Outro medicamento disponível é a pentamidina. a não ser que se apresente clinicamente curado.alta. durante três meses após o término do esquema terapêutico. para ser avaliado. 3 . Forma cutânea É definido como aquele caso que utilizou 10 a 20 mg SbV/Kg/dia em até 30 dias. em menos de um ano. 2 . não ocorrendo intervalo superior a 72 h entre as doses.Modo de Aplicação: as aplicações devem ser por via parenteral. Sugere-se. Forma mucosa É definido como aquele caso que utilizou 20 mg SbV/Kg/dia em até 40 dias.iniciar de imediato o esquema terapêutico. não ocorrendo intervalo superior a 72 h entre as doses. Tratamento irregular: forma cutânea e mucosa . cura clínica . 1. observa-se as seguintes condutas: . a não ser que se apresente clinicamente curado.observação por até 3 meses.Situações que podem ser observadas Tratamento regular: . período destinado ao acompanhamento do caso e a avaliação da cura.Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 63 O paciente deve retornar mensalmente à consulta durante três meses consecutivos após o término do esquema terapêutico para ser avaliada a cura. Abandono: Início do esquema terapêutico. em virtude da toxicidade da droga. . Por via endovenosa. alternância dos locais de aplicação.4 . por via endovenosa ou intramuscular.

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se soro fisiológico pode facilitar a aplicação lenta da medicação. A aplicação, com agulha fina, deve ter uma duração mínima de 5 minutos. 3.2 - Contra-indicações: Não deve ser administrado em gestantes e portadores de tuberculose pulmonar e malária. Nos casos de tuberculose pulmonar ou malária deve ser efetuado o tratamento destes primeiramente. Há restrições para o tratamento de portadores de cardiopatias, nefropatias, hepatopatias e Doença de Chagas, havendo necessidade de avaliação e monitorização rigorosa para orientação da conduta terapêutica. 3.3 - Efeitos Colaterais: Podem ocorrer um ou mais efeitos colaterais, na seguinte ordem de freqüência: artralgia, mialgia, inapetência, náuseas, vômitos, plenitude gástrica, epigastralgia, pirose, dor abdominal, prurido, febre, fraqueza, cefaléia, tontura, palpitação, insônia, nervosismo, choque pirogênico, edema, insuficiência renal aguda (IRA). Pode ainda ocorrer erupção de herpes zoster. Essas queixas são, geralmente, discretas ou moderadas e raramente exigem a suspensão do tratamento. No entanto, podem ocorrer alterações cardíacas e/ou renais que obriguem a interrupção do tratamento. 3.4 - Monitoramento: Acompanhamento eletrocardiográfico e avaliação da função renal, semanalmente, especialmente em pacientes acima de 50 anos. Os exames do perfil hepático (transaminases, fosfatase alcalina) e amilase também devem ser solicitados semanalmente. O médico da unidade de saúde deve proceder à avalição clínica do paciente diariamente, com especial atenção para o aparelho cardiovascular, antes da aplicação do medicamento. No caso de observar-se bradicardia, arritmias ou hipotensão arterial, o caso deve ser discutido com o médico do serviço de referência antes da aplicação do medicamento. Estas alterações geralmente contra-indicam a aplicação do Glucantime, devido ao risco de desenvolvimento de arritmia cardíaca grave ou parada cardio-respiratória. 3.5 - Observações: Algumas vezes, no início do tratamento, há uma exacerbação do quadro clínico, com aumento do infiltrado, eritema das lesões, aumento da secreção nasal e faríngea. Presume-se que isto decorra de uma resposta aos antígenos liberados com a morte do parasita (reação do tipo JarichHerxheimer). Em casos de lesões de laringe, pode ocorrer edema e insuficiência respiratória aguda. Por isso é aconselhável que a medicação seja administrada por equipe especializada, em ambiente hospitalar e com possibilidade de ser traqueostomizado com urgência. 3.6 - Recomendações ao paciente: É necessária a abstinência de bebidas alcoólicas durante o período de tratamento, devido a alterações hepáticas. Também é recomendável o repouso relativo.

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FLUXO DE ABORDAGEM DO PACIENTE COM LEISHMANIOSE TEGUMENTAR Suspeita clínica1 Encaminhar para referências2 para propedêutica.3 Notificar à GEREPI distrital em ficha própria do SINAN.
Investigar outras causas de lesões cutâneo-mucosas.

Diagnóstico descartado

Diagnóstico confirmado

O médico do serviço de referência solicita exames pré-tratamento , afasta contra-indicações 6 para uso de Glucantime e prescreve a medicação .

4

5

Paciente recebe medicação no Centro de Saúde (dias úteis) sob supervisão do médico da UBS ou UPAs7 (finais de semana e feriados).

Pedir interconsulta com clínico de apoio (ver fluxo próprio) que acompanhará o paciente semanalmente.
Melhora clínica Alta (decisão conjunta com o clínico de referência) e acompanhamento por 6 meses. Ausência de resposta

Caso o paciente não compareça para receber a medicação, a UBS deve realizar busca ativa.

Encaminhamento para serviços de referência.

1 - Lesão cutânea típica: lesão ulcerada única, com bordas elevadas, em moldura, geralmente, indolor. Lesão mucosa típica: infiltração ou ulceração de mucosa nasal e/ou de orofaringe. 2 - CTR-DIP Orestes Diniz ou Instituto René Rachou. 3 - Solicitar biópsia da lesão cutânea ou mucosa e reação de Montenegro. 4 - ECG, amilase, uréia, creatinina, TGO, TGP, fosfatase alcalina. 5 - Gestantes, cardiopatas, nefropatas, hepatopatas, portadores de doença de Chagas e tuberculose em atividade. No caso de contra-indicações, solicitar avaliação do clínico de referência antes de iniciar tratamento (ver fluxo do clínico de referência). 6 - Tratamento: . Lesões cutâneas: 15mg SbV (antimônio pentavalente)/Kg/dia para o adulto (máximo 3 ampolas por dia) durante 20 dias consecutivos. . Lesões mucosas ou muco-cutâneas: 20mg/SbV/Kg/dia (máximo 3 ampolas por dia), durante 30 dias consecutivos O antimonial - N- metil glucamina, apresenta-se, comercialmente, em frasco de 5ml, que contém 405mg do antimônio pentavalente (SbV ) e cada ml contém 81 mg de SbV. 7 – A UBS deverá encaminhar o paciente, nos finais de semana, às UPAs, acompanhado de relatório médico e cartão de doses do glucantime. Os casos deverão ser previamente comunicados à Gerência da UPA.

. Pacientes atendidos na Centro-Sul serão encaminhados para UPA-Oeste. . Pacientes atendidos no Leste serão encaminhados para UAPU-Leste (Rede FHEMIG).

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FLUXO DE ABORDAGEM DO PACIENTE COM LEISHMANIOSE VISCERAL Suspeita clínica1 Investigar outras causas. Necessita de internação?
Diagnóstico descartado

Notificar à GEREPI distrital por telefone e em ficha própria do SINAN.

SIM
Confirmação diagnóstica e tratamento hospitalar5.
alta hospitalar

NÃO

Médico da UBS solicita exames complementares2.

Diagnóstico confirmado (hemograma com pancitopenia e sorologia positiva) **casos duvidosos devem ser discutidos com clínico de referência.

Após alta hospitalar, médico da UBS avalia e acompanha o paciente

O médico da UBS solicita exames pré-tratamento e 4 5 afasta contra-indicações . Prescreve a medicação e acompanha o paciente.

3

Caso o paciente não compareça para receber a medicação, a UBS deve realizar busca ativa.

Paciente recebe medicação no Centro de Saúde (dias úteis) sob supervisão do médico da UBS ou 6 UPAs (finais de semana e feriados).

Pedir interconsulta com clínico ou pediatra de apoio (ver fluxo próprio) que acompanhará o paciente semanalmente.

Alta (decisão conjunta com o clínico de referência) e acompanhamento por 6 meses.

melhora clínica

ausência de resposta

Encaminhamento para 7 serviços de referência .

1 - Forma clássica: febre baixa e persistente, emagrecimento, adinamia, hepato-esplenomegalia. 2 - Solicitar hemograma com contagem de plaquetas, coagulograma (PTT e RNI), perfil hepático (proteínas totais e frações, TGO/TGP, fosfatase alcalina, bilirrubinas), e pesquisa de anti-corpos anti-Leishmania. A pesquisa de Leishmania em aspirado de medula óssea pode ser realizada em casos duvidosos, em ambiente hospitalar. 3 - ECG, amilase, uréia, creatinina, TGO, TGP, fosfatase alcalina. 4 - Gestantes, cardiopatas, nefropatas, hepatopatas, portadores de doença de Chagas e tuberculose em atividade. No caso de contra-indicações, solicitar avaliação do clínico de referência antes de iniciar tratamento (ver fluxo do clínico de referência). 5 - Tratamento: 20 mg de Sbv (antimônio pentavalente)/Kg/dia, por via endovenosa ou intramuscular, com limite máximo de 3 ampolas/dia, por no mínimo 20 e no máximo 40 dias consecutivos. O antimonial - N- metil glucamina, apresenta-se, comercialmente, em frasco de 5ml, que contém 405mg do antimônio pentavalente (SbV ) e cada ml contém 81 mg de SbV. 6 – A UBS deverá encaminhar o paciente, nos finais de semana, às UPAs, acompanhado de relatório médico e cartão de doses do glucantime. Os casos deverão ser previamente comunicados à Gerência da UPA. . Pacientes atendidos na Centro-Sul serão encaminhados para UPA-Oeste. . Pacientes atendidos no Leste serão encaminhados para UPA-Esplanada. 7 – CTR-DIP Orestes Diniz e Instituto René Rachou.

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FLUXO E ATRIBUIÇÕES DO CLÍNICO OU PEDIATRIA DE APOIO
Médico da UBS ou da unidade de referência faz diagnóstico de leishmaniose cutâneo-mucosa ou leishmaniose visceral.

Solicita exames pré-tratamento (ECG, amilase,
uréia, creatinina, TGO, TGP, fosfatase alcalina).

Contra-indicação ao Glucantime? - gestante - cardiopatias - nefropatias - hepatopatias - doença de Chagas - tuberculose em atividade SIM
Clínico ou pediatra de apoio atende o paciente em até 72 horas (atendimento priorizado) após a solicitação, avalia o melhor tratamento a ser utilizado e o melhor acompanhamento.

NÃO O médico da UBS prescreve a medicação e acompanha o paciente.

Clínico de referência discute caso com o médico da UBS por telefone e programam conjuntamente o tratamento.

Clínico de referência atende o paciente até 5 dias úteis após solicitação e inicia monitoramento semanal (ECG, amilase, uréia, creatinina, TGO, TGP, fosfatase alcalina)

Paciente recebe medicação no Centro de Saúde (dias úteis) sob supervisão do médico da UBS ou UPAs (finais de semana e feriados).

Clínico de referência avalia tolerância ao glucantime e discute com médico da UBS alta do paciente.

Clínico de referência fica à disposição para esclarecer eventuais dúvidas do médico da UBS.

Clínico de referência mantém contato com unidade de referência (CTR, PAM SF, Rene Rachou) para discussão de casos complexos e encaminhamentos que se façam necessários.

.68 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis FLUXOGRAMA PARA ACOMPANHAMENTO DE LEISHMANIOSE E LIBERAÇÃO DE GLUCANTIME 1. PAM.FAZER O ACOMPANHAMENTO SEMANAL DO PACIENTE SEGUNDO PROTOCOLO ANEXO 1. DIAGNÓSTICO NAS UBS CENTRO DE SAÚDE/ CTR-DIP CASO SUSPEITO DE L. DE ATENDIMENTO CONTATO C/ F. DE ATENDIMENTO RESIDE NO D. HOSPITAL.S DE RESIDÊNCIA DO PACIENTE PACIENTE ENCAMINHADO PARA MUNICÍPIO DE RESIDÊNCIA APÓS INÍCIO DO TRATAMENTO + RELATÓRIO MÉDICO CENTRO DE SAÚDE DE RESIDÊNCIA: ADMINISTRAÇÃO DO MEDICAMENTO E ACOMPANHAMENTO SEMANAL DO PACIENTE . NOTIFICAR POR TELEFONE (VIDE FLUXO ESPECÍFICO) SIM NOTIFICAR FICHA EM DUAS VIAS GEREPI GECOZ SIM CONFIRMA GEEPI VIGILÂNCIA DOMICÍLIO PRESCRIÇÃO EM DUAS VIAS SIM NÃO DESCARTA DADS METROPOLITANA 1ª e 2ª VIA PRESCRIÇÃO e 2ª VIA FICHA DE NOTIFICAÇÃO PACIENTE VAI A FARMÁCIA DA UNIDADE DE ATENDIMENTO 1ª VIA FICHA DE NOTIFICAÇÃO GEREPI FARMÁCIA DA UNIDADE DE ATENDIMENTO FAZ CONTATO COM FARMÁCIA DISTRITAL NOTIFICA GECOZ GEEPI RESIDENTE DE BELO HORIZONTE NOTIFICA DADS METROPOLITANA SIM NÃO RESIDE NO D. .S.EM CASO DE REAÇÕES ADVERSAS: NOTIFICAR GEREPI EM FORMULÁRIO EM ANEXO 2.GLUCANTIME É DE USO EXCLUSIVO DE UNIDADES DE SAÚDE (C.S. .S.DISTRITAL DO D.ENCAMINHAR O PACIENTE PARA UPA DE REFERÊNCIA PARA ADMINISTRAÇÃO NOS FINAIS DE SEMANA. . UPA).V.S DE RESIDÊNCIA NÃO FARMÁCIA DISTRITAL DE RESIDÊNCIA LIBERA O MEDICAMENTO + CARTÃO DE DOSES PARA C.

Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis 69 FLUXOGRAMA PARA ALIBERAÇÃO DE GLUCANTIME 2. DIAGNÓSTICO NOS PAM'S PAM CASO SUSPEITO NOTIFICAR POR TELEFONE (VIDE FLUXO ESPECÍFICO) SIM NOTIFICAÇÃO FICHA EM DUAS VIAS GEREPI GECOZ CASO CONFIRMADO GEEPI VIGILÂNCIA DOMICÍLIO SIM PRESCRIÇÃO EM DUAS VIAS 2ª VIA NÃO DESCARTA DADS METROPOLITANA 1ª VIA 2ª VIA PRESCRIÇÃO GEREPI FARMÁCIA DO PAM RESIDENTE DE BELO HORIZONTE 1ª VIA PRESCRIÇÃO PACIENTE GEEPI SIM GECOZ CONTATO POR TELEFONE COM FARMÁCIA DISTRITAL DA RESIDÊNCIA NOTIFICA DADS METROPOLITANA FARMÁCIA DISTRITAL RESIDÊNCIA ENVIA MEDICAMENTO PARA UBS RESIDÊNCIA E N C A M I N H A P A C I E N T E NÃO CENTRO DE SAÚDE E RESIDÊNCIA: ADMINISTRAÇÃO DO MEDICAMENTO SEMANAL DO PACIENTE PACIENTE ENCAMINHADO PARA MUNICÍPIO DE RESIDÊNCIA APÓS INÍCIO DO TRATAMENTO + RELATÓRIO MÉDICO .

DIAGNÓSTICO NO HOSPITAL HOSPITAL CASO SUSPEITO DE L. OBS.V.70 Prevenção e Abordagem de Agravos Transmissíveis FLUXOGRAMA PARA ACOMPANHAMENTO DE LEISHMANIOSE E LIBERAÇÃO DE GLUCANTIME 3. NOTIFICAR POR TELEFONE (VIDE FLUXO ESPECÍFICO) SIM NOTIFICAÇÃO FICHA EM DUAS VIAS GEREPI GECOZ VIGILÂNCIA DOMICÍLIO CASO CONFIRMADO SIM NÃO DESCARTA GEEPI DADS METROPOLITANA PRESCRIÇÃO EM DUAS VIAS 1ª VIA DE PRESCRIÇÃO 2ª VIA PRESCRIÇÃO E FICHA DE NOTIFICAÇÃO HOSPITAL VAI À FARMÁCIA DISTRITAL DE ATENDIMENTO 1ª VIA FICHA DE NOTIFICAÇÃO PACIENTE GEREPI GEEPI FARMÁCIA DISTRITAL DE ATENDIMENTO RESIDENTE EM BELO HORIZONTE GECOZ GEMED FORNECER GLUCANTIME POR 7 DIAS + CARTÃO DE CONTROLE DE DOSES + FICHA DE REAÇÕES ADVERSAS (ANVISA) CONTATO POR TELEFONE COM FARMÁCIA DISTRITAL DE RESIDÊNCIA DO PACIENTE ENCAMINHA PACIENTE PARA MUNICÍPIO DE RESIDÊNCIA APÓS ALTA HOSPITAL + SUMÁRIO DE ALTA.HTE. CONTATO COM UBS DE RESIDÊNCIA DO PACIENTE HOSPITAL TRATA POR 7 DIAS UBS DE RESIDÊNCIA ACOMPANHA O PACIENTE (BUSCA ATIVA NO 8º DIA) NÃO ALTA HOSPITALAR (SUMÁRIO) SIM ENCAMINHA PACIENTE COM CARTÃO DE DOSES NÃO RESIDENTE EM B.: O GLUCANTIME PARA O HOSPITAL SERÁ LIBERADO INICIALMENTE PARA 10 DIAS ATÉ AJUSTE DO FLUXO .

com 67. Cuidados com o idoso 7.4 anos para a população brasileira como um todo. nesse trabalho. O grupo racial que. Hipertensão arterial sistêmica 3. por capítulo da CID10. que é amplamente reconhecido como uma das iniciativas mais bem sucedidas da SMSA. A esperança de vida ao nascer. mostra uma estimativa de 70.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 1 INTRODUÇÃO Serão apresentadas diretrizes gerais da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA BH) nos seguintes tópicos. como o diabete melito e a hipertensão arterial. As cinco primeiras causas que figuram nos registros de óbito da população masculina e feminina. no município de Belo Horizonte. a prevalência de diversas doenças e agravos não transmissíveis aumenta progressivamente. Belo Horizonte. a mortalidade na idade adulta dos negros é maior que a dos brancos. além de outras que estão em fase de estruturação na Rede Municipal. observou-se que os óbitos masculinos no Brasil (273. em 2003. partindo das taxas. apresentaram a menor esperança de vida ao nascer da nossa população.8 anos. Já os negros (pretos e pardos). segundo Paixão e col (2004). Distribuição dos óbitos . voltadas para a prevenção e abordagem de doenças e agravos não transmissíveis: 1. Nas faixas etárias que vão da infância à adolescência estão abordados a Asma e o Programa “Criança que Chia”. Considerações sobre a prevenção e abordagem das neoplasias mais comuns Os protocolos de Insuficiência Cardíaca. Quando analisada a mortalidade por sexo. Em quase todos os capítulos da 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID 10). 2003 Causa Doenças do aparelho circulatório Neoplasias Causas externas Doenças do aparelho respiratório Mal definidas Outras causas Total 3899 2131 1876 1353 913 3487 13659 N° Absoluto 28% 15% 13% 9% 6% 29% 100% Porcentagem . Doenças do Aparelho Circulatório e Malformações Congênitas. procurou-se destacar as ações programáticas mais estruturadas e dirigidas a doenças de alta prevalência.9 anos. Insuficiência Coronariana e Risco Cirúrgico já foram discutidos com profissionais da Atenção Básica e Secundária e estão em fase de implementação na Rede Municipal. exceto para as Neoplasias.349 óbitos em 2004) representaram pouco mais de 2/3 dos óbitos do país. seguido dos brancos com 74. mostram a importância do destaque para os agravos não transmissíveis em políticas de Saúde Pública. Diabete melito 4. Programa “Criança que Chia” e asma na infância 2. Atendimento ao portador de feridas 5. A partir da terceira e. Nesta publicação. Ações iniciais da SMSA no Programa de Combate ao Tabagismo 6. principalmente da quarta década de vida.0 anos. apresentou a maior esperança de vida ao nascer (EVN) foi o contingente amarelo com aproximadamente 75.

salvo aquelas com crises graves com necessidade de CTI. na visita domiciliar do agente comunitário de saúde (ACS). · Agendar consulta médica para diagnosticar e classificar o grau de gravidade da doença: asma intermitente. sendo necessário: cadastrar a criança conforme o protocolo. Crianças com asma persistente devem receber profilaxia (medicamento inalatório). Manter acompanhamento das crianças para vigilância à saúde com o “Protocolo de Acompanhamento da Criança em Uso de Corticóide Inalatório” em arquivo rotativo. . Realizar busca ativa da criança faltosa ao acompanhamento proposto segundo protocolo ou sua necessidade. · Acolher e avaliar essas crianças na unidade de saúde. · Preencher o “Cartão do Asmático” no dia da participação no grupo educativo. · Encaminhar à atenção secundária (pneumologia pediátrica) a criança com asma persistente grave. enviar protocolo para a farmácia distrital junto com a cópia da receita médica. tendo como participantes as mães ou responsáveis pelas crianças captadas que ainda não passaram pela avaliação médica. através da busca entre os egressos hospitalares e de serviços de urgência. Acompanhamento das crianças cadastradas (em uso de profilaxia) intercalando pediatra e generalista. comunicar à farmácia distrital quando for suspensa a profilaxia. · Verificar técnica inalatória todas as vezes em que a criança comparecer à unidade. persistente moderada ou persistente grave. . em formulário próprio. · Captar essas crianças em toda oportunidade: consultas. Preencher o “Protocolo de Acompanhamento da Criança em Uso de Corticóide Inalatório” (modificado. injeções. · Realizar grupos educativos mensais. que deve ser preenchido em cada consulta. . agendando consultas conforme o protocolo ou sua necessidade. Crianças com asma intermitente não receberão medicamentos inalatórios. crianças já acompanhadas e outros interessados. sala de vacinas. . . · Acompanhar a criança inscrita no programa “Criança que Chia”. persistente leve. com levantamento dos dados do arquivo rotativo. AIH. . · Manter o acompanhamento pela ESF/Centro de Saúde das crianças encaminhadas para atenção secundária.2 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis PROGRAMA “CRIANÇA QUE CHIA” A unidade de atenção básica de saúde deverá: · Conhecer o número de crianças da área de abrangência que chiam e/ou apresentam pneumonias freqüentes e/ou se internam por pneumonia e/ou asma. ano 2003) para acompanhamento da evolução do tratamento de cada criança individualmente e para avaliação do programa. apenas broncodilatador oral e acompanhamento dentro da realidade de cada unidade. abertos à comunidade. nebulização. Este cartão contém informações importantes para o atendimento da criança na unidade de saúde quando é admitido em crise asmática. · Avaliar o programa na unidade a cada 3 meses. criança com asma persistente leve ou moderada com evolução insatisfatória e dúvidas no diagnóstico. que receberão profilaxia como na asma persistente. · Enviar a avaliação do programa semestralmente para a coordenação na SMSA. (fonte: farmácia distrital. fornecimento de medicamentos na farmácia da unidade. principalmente durante a consulta. . Cadastro Social de BH). checando também a limpeza do espaçador.

Atribuições de toda a Equipe de Atenção à Criança . .Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 3 · Manter continuamente a prática de acolhimento/escuta de toda criança que procura o serviço. 60% dos casos de internação pesquisados receberam diagnóstico de pneumonia. tenha história de internação prévia por pneumonia ou asma. . chieira associada a IVAS ou secundária a doenças de base (refluxo gastro-esofágico. . demandas agudas ou de outra natureza. . · Conforme protocolo. com intercorrências. egresso de internação ou egresso do serviço de urgência por Asma ou Pneumonia. a enfermeira poderá medicar uma criança em crise asmática se ela estiver em acompanhamento na unidade e possuir o “Cartão do Asmático”.Atribuições do Enfermeiro .. . · Visita domiciliar do ACS/ESF para orientação. Reconhecimento e captação de toda criança que: . disponibilizando a resposta mais qualificada. Orientação das mães sobre a doença (medidas preventivas e tratamento). segundo pesquisa realizada (Lasmar. .M. e cols). Fontes. medidas preventivas e tratamento. É responsável por reinternações freqüentes (71% das crianças têm mais de 1 episódio de internação) e atendimentos em serviços de urgência (82% dos casos procuram serviço de urgência de 1 a 4 vezes por mês). entre outras). · Orientação sobre o controle ambiental nos vários momentos de abordagem da criança e através de cartazes. Asma Persistente: caracteriza-se pela presença de sintomas nas intercrises (intervalo entre as crises < 4 semanas). Representa a 2ª causa de internação em Belo Horizonte entre 1 e 9 anos. Outras Causas de Sibilância: tosse asma equivalente (tosse crônica.L. . geralmente noturna). . painéis e outros instrumentos educativos. Reconhecimento do paciente portador de asma persistente. 2 . . 94% das mães entrevistadas não possuíam qualquer conhecimento sobre a doença. seja encaminhada ao Centro de Saúde com receita de Despacilina. tenha episódios freqüentes de “chieira”. CLASSIFICAÇÃO . tenha história de pneumonias de repetição. utiliza com frequência serviços de urgência para tratamento de crise de chieira. do controle do ambiente e outros cuidados de saúde. . . usuário do centro de saúde. ASMA NA INFÂNCIA PROBLEMAS . Asma Intermitente: É a forma mais freqüente e caracteriza-se por crises espaçadas (intervalo entre as crises > 4 semanas) e intercrises assintomáticas. CONDUTA 1 .J. na situação em que a criança vive. fibrose cística.

. . acoplado ao espaçador adequado para a idade. o enfermeiro. Existe a recomendação do disparo de várias doses (em torno de 15) ao se utilizar pela primeira vez o espaçador. verificar sempre a adesão ao tratamento e a técnica inalatória em todas as visitas ao centro de saúde. fazer uso de espaçadores para a administração de broncodilatador inalatório (não usar prolongador).Volume total da solução (soro fisiológico + medicamento) deve ser de 4 ml. spray. a melhor opção é a administração de broncodilatador através do aerossol dosimetrado. . pois a perda é pequena e não prejudica o tratamento da criança.Volume maior do que 4 ml. A respiração deve ser de boca aberta. Em crianças com asma persistente em uso de medicação inalatória. observando resposta parcial ao uso do broncodilatador deverá administrar corticóide oral (Prednisona ou Prednisolona na dose de 1 a 2 mg/Kg/dose única – dose máxima de 40mg/dia).Espaçador adequado para a idade (existem variações. . via subcutânea. mas na maioria das vezes a criança ainda não apresenta coordenação adequada para uma administração correta. ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTO INALATÓRIO Fatores que interferem na eficácia: NEBULIZAÇÃO: . taquipnéia acentuada ou alteração da consciência devido ao risco de aspiração.3 ml/dose). Na asma aguda leve e moderada. de acordo com a coordenação e aceitação da criança): .Retirar os componentes do espaçador Flumax da embalagem. . devendo ser retiradas chupetas ou outros objetos que interfiram em sua respiração. exceto para aquelas crianças que apresentarem algum impedimento a via oral como vômitos.Maiores de 6 anos: pode-se tentar apenas o prolongador.Atribuições do Médico . TRATAMENTO DAS CRISES (Vide anexo 3. com o processo de limpeza. utilizar adrenalina 1:1000. 4 e 5) Na impossibilidade da nebulização para a criança grave.A eletricidade estática das paredes do espaçador pode atrair partículas do aerossol (= aerossol dosimetrado. prolonga a duração da nebulização e dificulta a colaboração da criança. 3 .O fluxo de oxigênio deverá ser entre 6 e 8 litros/minuto. diminuindo a dose oferecida ao paciente.De 4 a 6 anos de idade: com bocal.A máscara da nebulização (máscara com orifícios) deve estar bem adaptada à face da criança. . Verificar com o responsável pela criança a maneira e a freqüência da limpeza do espaçador. volume menor que 4 ml. Administração de broncodilatador. . conseqüentemente. Esclarecer sobre os efeitos colaterais dos broncodilatadores tranquilizando os responsáveis pela criança. . Prescrição de antitérmico se necessário.5 a 2 l/min ou por máscara a 4 litros/min e iniciar medicação broncodilatadora inalatória conforme o Protocolo de Crise Asmática (anexos 4 e 5) até avaliação médica ou encaminhamento à unidade de urgência.01ml/Kg/dose (máximo de 0. diminui a eficácia do tratamento. Observação: A nebulização é utilizada na criança com asma aguda grave para administração concomitante de oxigênio. porém na nossa experiência julgamos ser um gasto desnecessário. AEROSSOL DOSIMETRADO: . · Em casos graves. ATENÇÃO: Durante o tratamento da crise asmática na unidade básica. Orientar em toda a oportunidade sobre o controle ambiental. na dose de 0. Em casos de emergência. tempo expiratório prolongado e tiragem.Deve ser utilizado apenas o soro fisiológico para diluir o medicamento. devem ser mantidas em oxigenoterapia pela cânula nasal (“bigodinho”) a 0.Verificar se a válvula está movimentando (muitas vezes. . . . a válvula se agarra ao plástico do tubinho dentro de onde está localizada). O uso de água destilada é contra-indicado por provocar broncoconstrição devido à hipotonicidade. . . na ausência da possibilidade de avaliação médica.4 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis . bombinha. reduz a liberação do medicamento e. PASSOS PARA USO CORRETO DO ESPAÇADOR FLUMAX: .Menor que 4 anos de idade: com máscara. conforme prescrição médica. crianças com quadro de sibilância. . por via inalatória. jet). .

Encaixar o adaptador para o aerossol dosimetrado no orifício posterior da câmara que tem diâmetro maior que o anterior. . Asma Intermitente: . cuidadosamente. . molhando o equipamento. . Quando for usado o bocal. Para saber se a medicação dentro da bombinha acabou. Observações: *Quando a criança estiver muito agitada e retirar. . . não obstruindo o orifício de saída de ar. Caso contrário. . .a criança deve respirar de boca aberta. portanto. . basta colocá-la dentro de um recipiente cheio de água: se boiar completamente. em forma de L (caso seja colocado em posição invertida. . de falta de ar ou chiado.Encaixar a máscara ou o bocal na válvula (depende de qual será usado: acima de 4 anos pode-se tentar o bocal. o que que muitas vezes pode evitar o agravamento da crise.Verificar estudo radiológico do tórax antes da iniciar a profilaxia. dar a primeira dose de salbutamol por via oral.Destampar o aerossol dosimetrado.Avaliação médica e inicio de profilaxia nos casos indicados. pedir à criança para adaptar bem a boca.Caso a válvula não se movimente. caso não se agite.Observar a respiração da criança e. a dose liberada será menor). tampar o aerossol dosimetrado e guardá-lo em local seguro (para evitar o acúmulo de pó e de sujeira na parte interna).Posicionar a criança no colo da mãe – sentada de cabeça um pouco para cima (abre melhor as vias aéreas) e de boca aberta com a língua rebaixada. . . às vezes a válvula adaptada ao bocal pára de se movimentar porque a criança saliva muito. orientar a criança para respirar profundamente por 10 vezes . mas se o frasco afundar. Verificar se a criança está realmente respirando pela boca através da observação da movimentação da válvula. desde que a criança coopere). readaptar a máscara imediatamente e continuar contando as respirações sem a necessidade de disparar outro jato (a medicação está retida dentro do espaçador). deve-se esperar pelo menos 20 segundos para que o equipamento se aqueça e recupere seu volume original. Asma Persistente e Quadros duvidosos: .Manter controle do ambiente. Quando é usado o espaçador com bocal. . existe o risco de o aerossol dosimetrado não se encher adequadamente após ser acionada. com material limpo. com o bocal entre os dentes.Início precoce do broncodilatador: é importante orientar os responsáveis para. ao começar o quadro de tosse seca irritativa. . .Colocar o aerossol dosimetrado no adaptador na parte posterior da câmara – sempre na posição vertical.Quando terminarem todos os jatos. TRATAMENTO NAS INTERCRISES .Não necessita de medicação fora das crises. liberando a medicação dentro da câmara. Atenção.Agitar novamente o aerossol dosimetrado – aguardar no mínimo 20 segundos entre uma aplicação e outra para que o aerossol dosimetrado recupere seu volume normal (o gás propelente evapora imediatamente quando liberado. tocá-la. a movimentação da válvula mantendo a criança adaptada à máscara por cerca de 20 a 30 segundos .Agitar o aerossol dosimetrado (para dissolver a medicação no propelente. a quantidade será menor).Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 5 . .Repetir o procedimento para cada jato prescrito pelo médico – sempre um jato de cada vez. . .deve inspirar pela boca e pode soltar o ar pelo nariz se a criança achar mais fácil. . que neste caso deve ser trocado. essencialmente. momentaneamente. . . a máscara do rosto.Pressionar o aerossol dosimetrado. reduzindo a quantidade da medicação na administração seguinte).Retirar o espaçador com a máscara da face ou com o bocal da criança no final das respirações. e o aerossol dosimetrado esfria e diminui de tamanho. . é sinal de que a medicação acabou. ainda existe medicação.Encaixar a válvula no orifício anterior da câmara.Adaptar bem a máscara na face da criança envolvendo o nariz e a boca (não permitir escape do ar entre a máscara e o rosto). pois ela tende a aderir às paredes na parte superior do aerossol dosimetrado e.

Em toda consulta de controle. geralmente leves . Freqüentes e graves . Raros. DVO*** leve . mesmo aqueles com asma intermitente leve podem apresentar exacerbações graves com intercrises longas. no próprio espaçador da criança. No máximo uma vez por semana . Freqüentes . > 80% . A técnica inalatória adequada. Ocasionais. No máximo duas vezes por semana Persistente moderada . Quase diários. Mais que uma vez por semana e menos que uma vez por dia . No máximo uma vez por semana Persistente leve . assintomáticas e com função pulmonar normal. ASMA PERSISTENTE Comparação da potência tópica entre corticóides Corticóides Inalatórios Dipropionato de beclometasona Budesonida Fluticasona Flunisolida Triancinolona 600 980 1200 330 330 Potência Tópica Plano de tratamento profilático simplificado segundo o Consenso Britânico – 2003 Nível de gravidade Asma Persistente Leve Asma Persistente. Diários. mas não contínuos Persistente grave . Duas ou mais vezes por dia PFE** prébroncodilatador Espirometria .6 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis . Assim. > 80% . Infreqüentes . solicitar a demonstração do uso corrigindo eventuais erros.Obs: Asmáticos persistentes graves e crianças em uso de dose elevada de beclometasona sem controle devem ser encaminhados para pneumologia pediátrica. menos de duas vezes por mês . Diários e contínuos Sintomas noturnos* Crises Broncodilatador de alívio . DVO moderado ou grave * Despertar noturno regular com chiado ou tosse é um sintoma grave ** PFE : pico do fluxo expiratório. de preferência. mais de duas vezes por mês . Normal . deve ser repetidamente orientada. Mais de duas vezes por semana e menos de duas vezes por dia 60 . < 60% . VEF1: volume expiratório forçado no primeiro segundo *** DVO: distúrbio ventilatório obstrutivo Pacientes de qualquer nível de gravidade podem apresentar exacerbações leves.80% . Moderada Tratamento Baixa dosagem de corticóide inalado: 200 a 400 mcg/dia de beclometasona ou budesonida Alta dosagem de corticóide inalado: 400 a 800 mcg/dia de beclometasona ou budesonida ou baixa dosagem de corticóide inalado em associação com beta-2 agonista de longa duração Alta dosagem de corticóide inalado: 400 a 800 mcg/dia de beclometasona ou budesonida em associação com beta-2agonista de longa duração Asma Persistente Grave Classificação da gravidade da asma Intermitente Sintomas . Comuns. mais de uma vez por semana . . moderadas ou graves. Ocasionais. Normal . mais de duas vezes por semana .

Diagnóstico diferencial (patologias associadas): · Ver necessidade de se aprofundar na investigação diagnóstica (Rinossinusopatia. 2. Crianças que não compareceram à unidade após 6 meses. Ausculta: MV alterado? Sibilos. 2. Faz controle médico? Aonde? 6. tuberculose. aspiração de corpo estranho. RGE. Já esteve internado? Quando? 9. anel vascular. No acompanhamento das crianças em uso de profilaxia deve-se reduzir a dose do corticóide inalatório (beclometasona) ao conseguir o controle dos sintomas durante 45 dias. Após a suspensão. Quando foi a última crise? O que usou? Perguntar sobre uso de corticóide oral. lpois este é um sinal tardio de insuficiência respiratória e não aparece em crianças anêmicas) . Hidratação . crepitações. Medicação: · ADESÃO: está sendo administrada a dose prescrita? · Administração: a técnica inalatória está correta? (pedir para demonstrar no próprio espaçador da criança). Cianose (não esperar cianose para pensar em gravidade. bicho de pelúcia. acompanhar a criança por 12 meses. FR . secreção nasal. Há quanto tempo iniciaram-se os sintomas (chieira e/ou tosse e/ou cansaço)? 2. Está apresentando outros sintomas como vômitos. Apresenta história familiar para asma ou atopia? Exame físico . Lactente e pré-escolar: ausência de sintomas por 3 meses. sinais de faringite. entre outros). 3. Controle ambiental: · Houve alguma mudança no ambiente? (casa em reforma. a profilaxia deve ser considerada. pintura. 3. 5. fibrose cística. Orofaringe: presença de secreção pós-nasal. Escolar e adolescentes: ausência de sintomas por 3 meses e espirometria normal. mesmo após busca ativa dos agentes comunitários de saúde. . Crianças em uso de profilaxia com corticóide inalatório sem resposta adequada. garantindo o acesso a qualquer momento ao Centro de Saúde caso volte a apresentar sintomas. Bronquiectasias. Apresenta febre associada? Há quantos dias? 3. considerar: 1. Estado geral . etc). AR: Intensidade do esforço respiratório (utilização dos músculos esternocleidomastóideos?) . ACV: Arritmia? Sopros? Pulsos periféricos finos? . PFE . Temperatura axilar . diarréia. FC . ABORDAGEM DE UMA CRIANÇA EM CRISE ASMÁTICA Anamese 1. Quais medicações está usando? Verificar dose e intervalo. mofo. Usa “bombinhas”? Quais? 7. roncos? . com freqüência mínima de 3 em 3 meses. suspendendo a profilaxia quando a criança permanecer 3 meses sem sintomas. poeira. Otoscopia: sinais de otite média aguda? .Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 7 Nas crianças menores de 5 anos que necessitem usar o beta-2-agonista mais de 2 vezes por semana. Critérios de suspensão do corticóide inalado: 1. Estado de consciência/prostração . 8. Palidez . espirros etc? 4.Apresenta outra(s) doença(s)? 10. Critério de abandono: 1. Em seguida deve-se reduzir mensalmente de modo progressivo.

Alta ambulatorial . caso faça uso Marcar retorno em 24 a 48 horas Avaliar internação • • Manter beta-2-agonista de curta duração de 30 em 30 minutos e oxigênio até transferência Durante o transporte para o hospital: manter nebulização com fluxo de oxigênio. Máximo de 4 vezes ou 2.dose única: • PREDNISONA OU PREDNISOLONA 1 a 2 mg/Kg (máximo 40mg/dia) BETA-2-AGONISTA DE CURTA de 1/1 ou 2/2 horas: • SPRAY COM ESPAÇADOR: 2 a 4 jatos/dose ou • NEBULIZAÇÃO: 1 gota/2Kg/dose 2ª Fase: 4a6 horas Boa resposta • • • • • Sem resposta Aguardar uma hora após a estabilização Prescrever beta-2-agonista de curta duração (oral ou inalatório) Prescrever corticóide oral por 3 a 7 dias Manter corticóide inalatório. mesmo quando em uso de corticóide oral. . a cada 20 ou 30 minutos .5% § 1 gota/2Kg/dose . (máximo 10 gotas/dose) . Spray com espaçador: Salbutamol ou Fenoterol 100mcg/jato • 2 a 4 jatos a cada 20 ou 30 minutos .agonista por via inalatória 1. Máximo de 3 vezes 1ª Fase: 60 a 90 minutos ANEXO 4 Boa resposta Resposta parcial Sem resposta • • • • Aguardar uma hora após a estabilização Prescrever beta-2agonista de curta duração (oral ou inalatório) Manter corticóide inalatório. Orientações gerais. . . caso faça uso Marcar retorno em 24 a 48 horas Corticóide oral. Rever com o acompanhante as medicações que deverão ser usadas. CRISE ASMÁTICA LEVE OU MODERADA Beta-2 .8 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Orientações à alta . Retorno Em 24-48 Horas. 0. Nebulização: Salbutamol ou Fenoterol Sol. Não suspender Clenil (caso esteja em uso).

1gota/2Kg/dose (máximo de 10gotas/dose) . de imediato. dispnéia acentuada. HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA CONCEITO A hipertensão arterial sistêmica é definida como a elevação da pressão arterial (PA) em níveis que fazem o indivíduo correr risco aumentado de lesão de órgãos-alvo em vários leitos vasculares. } Fazer de 1/1 h ou até de 20/20 minutos. rins e artérias calibrosas. . . Manter o seguinte tratamento até transferência para a urgência: . Além de classificar os estágios da Hipertensão com base nos níveis médios da pressão arterial. . Fazer a avaliação da criança no colo da mãe. Só administrar corticóide venoso se a criança apresentar algum impedimento à via oral. a) Sem uso de anti-hipertensivos e na ausência de doenças agudas. Hipertensão sistólica isolada é definida como um nível de pressão sistólica ≥ 140 mmHg e diastólica <90 mmHg e classificada adequamente (por ex. pela cânula nasal (1 a 2 l/min) ou máscara (4 a 6 l/min). PREVALÊNCIA Aproximadamente 20% da população adulta. SF0. Esta verificação é importante para a classificação de risco e conduta.Corticóide venoso – hidrocortisona: dose de ataque: 10 mg/kg/dose.Corticóide oral (prednisona 1 a 2 mg/Kg/dose única – máximo de 40mg/dose) logo após a 1ª nebulização. deve-se verificar a presença ou ausência de lesões em orgãos-alvo e fatores de risco adicionais. Fenoterol . Iniciar oxigênio contínuo. Se as pressões sistólica e diastólica estiverem em categorias diferentes. and Treatment of High Blood Pressure. coração. se possível. . Oxigênio a 8 l / min. Evaluation. como vômitos.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 9 CRISE ASMÁTICA GRAVE .Reavaliação contínua: monitorização de FC e FR (espaçar as nebulizações caso a FC exceda 180 a 200 bpm).: 170/85 mmHg é definido como hipertensão sistólica isolada de estágio 2). . evitando hiperhidratação. torpor/alteração da consciência). . .Corrigir desidratação.Broncodilatador inalatório (beta-2-agonista de curta duração): Nebulização: . deve-se considerar a categoria mais alta para classificar a pressão arterial do indivíduo.9% .3 ml . como retina. CLASSIFICAÇÃO Classificação da PA para adultos com 18 anos de idade ou mais: Categoria Normal (b) Pré-hipertensão Hipertensão (c) Estágio 1 Estágio 2 Sistólica isolada Sistólica (mmHg) menor do que 120 120 a 139 140 a 159 maior ou igual a 160 maior ou igual a 140 Diastólica (mmHg) menor do que 80 80 a 89 90 a 99 maior ou igual a 100 menor do que 90 Fonte: Seventh Report of the Joint National Committee on Detection. 2003. Tentar manter a criança o mais tranqüila possível. cérebro. até a transferência. JAMA 289:2560.

Cushing) Presença de massas ou sopros abdominais Assimetria de pulsos femorais Elevação da creatinina sérica Hipopotassemia espontânea Proteinúria ou hematúria A avaliação laboratorial básica inicial do paciente hipertenso deve constar dos seguintes exames: . OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO CLÍNICA Confirmar o estado "crônico" de elevação da pressão arterial e determinar seu nível Pesquisar outros fatores de risco e condições clínicas que possam influenciar o prognóstico ou o tratamento Avaliar a ocorrência de lesão de órgãos-alvo e doença cardiovascular. . . obtidas em duas ou mais consultas. Diabete Melito. o encontro de níveis pressóricos extraordinariamente baixos deve ser avaliado quanto a sua importância clínica. Glicemia de jejum. após a triagem inicial. Triglicérides. Colesterol total e HDL ( acrescentar o LDL se os triglicérides forem >400) . Hemograma. a extensão da doença e a resposta ao tratamento Verificar sintomas e indícios que sugiram causas secundárias de HAS Indícios de HAS secundária durante a avaliação clínica Indícios de HAS secundária Início da HAS antes dos 30 anos ou após os 50 anos de idade Tríade do Feocromocitoma: palpitações. Tabagismo. c) Com base na média de duas ou mais leituras da PA. cefaléia e sudorese em crises Uso de fármacos ou drogas que possam elevar a pressão arterial Fácies ou biotipo de doença que possa cursar com HAS (doença renal. Entretanto. Mulheres abaixo de 65 anos de idade . . hipertireoidismo. . História familiar de doença cardiovascular em: . Potássio sérico. . Fatores de risco maiores . Idade acima de 60 anos. Creatinina. . Eletrocardiograma Outros exames podem ser necessários individualmente. . . acromegalia. Exame de Urina para pesquisa de elementos anormais e sedimentoscopia.10 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis b) A pressão arterial ótima em relação ao risco cardiovascular é menor do que 120 mmHg para a sistólica e menor do que 80 mmHg para a diastólica. Homens abaixo de 55 anos de idade) . . Dislipidemias. .

. uma vez que a doença também está associada ao aumento de eventos cerebrovasculares e cardíacos. Tratamento não farmacológico . PA < 130/80 mmHg para pacientes diabéticos e nefropatas crônicos. PA < 140/90 mmHg para pacientes hipertensos. Pacientes com níveis pressóricos > 180/110mmHg geralmente requerem associações medicamentosas e intervalos de seguimento menores até o controle ser atingido.. .. . A quantidade máxima permitida para as mulheres é a metade daquela permitida para os homens. Abolir ou limitar * o consumo de bebidas alcoólicas. circunferência abdominal <102cm para homens e <88cm para mulheres. o tratamento farmacológico deve ser instituído. Dieta hipossódica: evitar o sal na mesa e produtos ricos em sódio (conservas. embutidos. As medidas não farmacológicas devem ser adotadas inicialmente. É importante que a pressão arterial também seja medida em ortostatismo durante a avaliação dos idosos. Nos pacientes portadores de pré-hipertensão e sem fatores de risco para doença cardiovascular e sem lesões de órgãos-alvo. Exercício físico: sempre estimulado após a avaliação clínica. as medicações devem ser usadas para reduzir a pressão sistólica para nível inferior a 140 mmHg. enquanto se controlam. Tratamento medicamentoso Os Betabloqueadores e/ou diuréticos são as drogas de escolha para o tratamento inicial. Combate ao excesso de peso – Reduzir o IMC para <25. Reduções de 5 a 10% já influenciam na PA. sopas em pó. Deve ser aeróbico. 240 ml de vinho ou 60 ml de bebida destilada para os homens. Insuficiência cardíaca Episódios isquêmicos ou acidente vascular cerebral (AVC) Nefropatia Doença vascular arterial das extremidades Retinopatia hipertensiva Objetivos do tratamento . Se este tratamento não for efetivo ou se o paciente tiver lesões de órgãos–alvo ou ambas as situações. ao mesmo tempo.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 11 Lesões em órgãos-alvo e condições clínicas associadas Doenças cardíacas: . . Pacientes com pressão 200/120 mmHg requerem terapia imediata. Em caso de falha. A tolerância do paciente à terapia deve ser checada frequentemente. outros fatores de risco cardiovascular modificáveis. molhos industrializados. calculada através da fórmula Fcmax=220 idade e realizado no mínimo 3 vezes por semana. há necessidade de hospitalização. Normalização da PA dos pacientes com pré-hipertensão. Na HAS estágios 1 e 2 a terapia farmacológica deve ser iniciada ao mesmo tempo em que as modificações no estilo de vida. geralmente começando após os 50 anos e aumenta progressivamente com a idade. queijos. A hipertensão sistólica isolada ocorre frequentemente nos idosos. e se apresentam sintomas de lesões em órgãos-alvo. Hipertrofia do ventrículo esquerdo (HVE) . a PA pode ser acompanhada por até 6 meses com tratamento não medicamentoso. . Abandono do tabagismo . . . Angina ou infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio .). na ausência de contra-indicações ao seu uso. com intensidade moderada (60 a 80% da frequência cardíaca máxima). Cirurgia de revascularização miocárdica (CRVM) prévia . PA Sistólica < 140 mmHg para os pacientes com hipertensão sistólica isolada. *Parâmetros para conhecimento dos profissionais de saúde: admite-se a ingestão diária máxima de 720 ml de cerveja.

Vasodilatadores de ação direta Hidralazina 50 a 300mg em 2 a 3 tomadas Cefaléia. redução de HDL-Colesterol. constipação intestinal. constipação intestinal. erupção Podem causar tosse seca em mais de 20% dos pacientes.12 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis DROGAS PADRONIZADAS PELA SMSA Droga Diuréticos tiazídicos Hidroclorotiazida Posologia (mg) Efeitos colaterais Precauções/considerações Podem ser eficazes na insuficiência renal.1 a 1. sensibilização a toxicidade digital. Xerostomia.5 a 50 mg (6. Utilizar com cuidado nos pacientes com ICC e nos casos de bloqueio cardíaco. Bradicardia. podem precipitar gota. impotência sexual. síndrome lúpica em doses superiores a 200mg/dia. insônia. neutropenia e glomerulopatia com proteinúria. retensão hidrosalina e FAN positivo. Podem causar insuficiência renal aguda em portadores de estenose bilateral da artéria renal. podem causar alterações do paladar. independente do tempo de uso e da dose. podem precipitar gota. 12. lactantes. pelo acúmulo de bradicinina. Pode causar lesão hepática e teste de Coombs direto positivo. tonteira.25 a 12. Vasodilatadores bloqueadores dos canais de cálcio Nifedipina 30 a 120 mg em 3 tomadas Verapamil 80 a 480 mg em 3 a 4 tomadas Cefaléia. erupção cutânea. hipertrigliceridemia. taquicardia. doença do nó sinusal. Podem ser eficazes na insuficiência renal. Não devem ser usados em pacientes com asma. Fadiga e impotência sexual. Os agentes que contêm o grupo sulfidrila (como o captopril). Pode causar anemia hemolítica e pode ocorrer hipotensão arterial rebote com suspensão da droga. sensibilização a toxicidade digital.2 mg em 2-3 tomadas Betabloqueadores Propranolol 40 a 240mg em 2 a 3 tomadas Sonolência. Utilizar com cuidado: Diabetes Mellitus e doença vascular arterial periférica.5 a 40 mg em 1 tomada . DPOC. hipotensão. Utilizar com cuidado nos pacientes com ICC e nos casos de bloqueio cardíaco. BAV de grau II e III. Cefaléia. O efeito é de toda a classe Inibidores da enzima conversora da angiotensina Captopril 50 a 450 mg em 2 a 3 tomadas Enalapril 2. tomadas portadores de IRC ou para associação em casos graves e selecionados) Clonidina 0.5 mg/dia para diabéticos) em 1 tomada Hipocalemia Hiperuricemia Intolerância a glicose Hipercolesterolemia Hipertrigliceridemia Diuréticos de alça Furosemida 20 a 320 mg em 1-2 tomadas Hipocalemia Hiperuricemia Intolerância glicose Hipercolesterolemia Hipertrigliceridemia Simpaticolíticos de ação central Alfametildopa (apenas para 500 a 2000 mg em 2-3 gestantes. ICC. tonteira. hipotensão. fadiga. Pode provocar angina em coronariopata.

creatinina < 3.Antagonistas dos canais de cálcio de ação rápida. alfabloqueadores. Cardiopatia isquêmica .Inibidores da ECA + amlodipina ou felodipina.Caso haja proteinúria preferir inibidores da ECA. diuréticos.Inibidores da ECA.Redução da PA deve ser lenta e gradual principalmente nos idosos. .Antagonistas do canal de cálcio. Diuréticos. . Observações Iniciar sempre com a metade da dose terapêutica.Incentivar caminhadas e o abandono do tabagismo.Alfa Betabloqueadores . Doença vascular encefálica . inibidores da ECA. antagonistas dos canais de cálcio. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica .Betabloqueadores. guanabenz. . vasodilatadores. Inibidores adrenérgicos e vasodilatadores arteriais podem causar hipotensão postural e agravar disfunção sexual.Betabloqueadores.Creatinina > 2.Todas as drogas podem ser usadas.Reforçar mudanças do estilo de vida.Diuréticos poupadores de potássio. . Diabéticos tipo I Diabéticos tipo I I Dislipidemias . .5 mg / dl usar diurético de alça . . inibidores da ECA nos casos de estenose bilateral da artéria renal.Diuréticos podem piorar a glicemia. alfametildopa.Inibidores da ECA.Tratamento medicamentoso deve ser instituido. . . . . Atentar para sintomas de hipotensão postural.Inibidores da ECA. teofilina e efedrina. . .Inibidores da ECA (1ª escolha) . . podem dificultar o controle de pressão arterial. avaliar uso nos casos de angina e pós .Referência para serviço de alto risco. . Evitar Diuréticos em monoterapia e em doses elevadas. . . Obesidade .Alfametildopa. .Inibidores da ECA. Preferir inibidores de ECA nos pacientes com proteinúria. . Doença vascular arterial periférica Depressão . Betabloqueadores. .Diuréticos podem aumentar os níveis de lítio.Diuréticos.Antagonistas dos canais de cálcio.Alertar para uso de anorexígenos com anfetamina e hormônio tireoidiano (podem aumentar a PA). .0 mg / dl e/ou diabéticos. Sistólica Isolada do Idoso Grávida com Hipertensão Crônica Diuréticos. alfabloqueadores.Todas as drogas podem ser usadas. . IMAO e venlafaxina podem alterar a PA.Clonidina. . . . minoxidil.Vasodilatadores diretos.Tricíclicos. . .Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 13 SITUAÇÕES ESPECIAIS Análise do caso Idoso Drogas de escolha Antagonistas do canal de cálcio. .Antagonistas dos canais de cálcio.Corticosteróides.Inibidores da ECA. .Uso de AAS em doses baixas.Betabloqueadores.Todos os hipotensores podem ser usados com exceção dos Betabloqueadores.Betabloqueadores e diuréticos. . reforçar mudanças do estilo de vida. .Inibidores da ECA. . .Betabloqueadores podem aumentar trigli-cérides e diminuir o HDL. . . . .Betabloqueadores. diuréticos. antagonistas dos canais de cálcio.Carvedilol + ECA são eficazes no tratamento. . . antagonistas dos canais de cálcio.Betabloqueadores (1ª escolha) .Alfametildopa (1ª escolha) . Betabloqueadores. antagonistas dos canais de cálcio. diuréticos em baixas doses.Hidralazina + nitratos. Hipertensão. .IAM. alfa-2-agonistas. Inibidores adrenérgicos centrais. aumentando lentamente se necessário.Betabloqueadores.Avaliar níveis de Creatinina e K+ após 1 semana do início dos inibidores da ECA.Hipotensores que aumentam a freqüência cardíaca.Inibidores da ECA.Betabloqueadores. Clonidina.Reduzir níveis de PA gradualmente. Insuficiência cardíaca Insuficiência cardíaca + HAS + angina pectoris Hipertrofia do ventrículo esquerdo Nefropatias .

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ACOMPANHAMENTO DOS HIPERTENSOS
Pressão inicial Normal Pré-hipertensão HAS estágio 1 HAS estágio 2 Acompanhamento Reavaliação em 02 anos Reavaliação em 06 meses Confirmação em 02 meses Reavaliação em 01 mês. Se PA >180/110 mmHg, o tratamento deve ser imediato ou, no máximo, em 01 semana, dependendo da situação clínica ou presença de complicações Se as pressões sistólica e diastólica estão em categorias de acompanhamento diferentes, considera-se a de menor intervalo de reavaliação. O processo é dinâmico e as reavaliações podem mudar de acordo com os novos níveis de PA, lesões de órgãos alvo ou complicações.

RETORNOS DURANTE O TRATAMENTO Os intervalos são normalmente mensais logo após o início do tratamento, e podem ser menores em pacientes com HAS estágio 2 ou com co-morbidades. O potássio e a creatinina devem ser monitorizados 1 a 2 vezes por ano.
Alvo não atingido PA < 140/90 mmHg (<130/80 mmHg em diabéticos ou nefropatas crônicos) com tratamento não medicamentoso

Tratamento medicamentoso

Sem indicações específicas

Com indicações específicas Drogas para as situações específicas.

Estágio 1 Diuréticos tiazídicos Considerar Betabloq, IECA, ACC, ARAII

Estágio 2 Geralmente associação das drogas (Tiazícos + IECA ou Beta bloq. Ou ARAII ou ACC)

Associações de outras Alvo não atingido

sn

Otimizar as doses Novas associações Considerar o encaminhamento à atenção secundária

Após atingido o alvo da PA, os retornos podem ser agendados a intervalos de 3 a 6 meses. Quando indicado, uso de ácido acetil-salicílico deve ser iniciado após o controle dos níveis pressóricos.

REFERÊNCIA PARA UNIDADES DE REFERÊNCIA SECUNDÁRIA

. Deverão ser encaminhados para referência e contra-referência: . crianças e adolescentes hipertensos; . gestantes; . casos suspeitos de hipertensão secundária; . pacientes com história de Infarto agudo do miocárdio, angina, revascularização coronariana prévia,
insuficiência cardíaca descompensada, nefropatia, retinopatia; . hipertensos de difícil controle a despeito do tratamento instituído conforme o protocolo.

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CRISE HIPERTENSIVA A crise hipertensiva é dividida em urgência e emergência hipertensivas. Nas urgências hipertensivas, os aumentos da pressão arterial, por mais elevados que sejam, não estão associados a quadros clínicos agudos, como obnubilação, vômitos, dispnéia etc., e, portanto, não apresentam risco imediato de vida ou de dano agudo a órgãos-alvo. Inicialmente, a pressão arterial deve ser monitorizada por 30 minutos. Caso permaneça nos mesmos níveis, preconiza-se a administração, por via oral, de um dos seguintes medicamentos: diurético de alça, betabloqueador, inibidor da ECA, ou antagonista dos canais de cálcio. Embora a administração sublingual de nifedipina de ação rápida tenha sido amplamente utilizada para esse fim, foram descritos efeitos colaterais graves com esse uso. A dificuldade de controlar o ritmo ou o grau de redução da pressão arterial e a existência de alternativas eficazes e mais bem toleradas torna o uso desse agente (nifedipina de curta duração de ação) não é recomendada nessa situação. Nas emergências hipertensivas, a crise é acompanhada de sinais que indicam lesões em orgãosalvo em progressão, como encefalopatia hipertensiva, acidente vascular encefálico, edema agudo de pulmão, infarto do miocárdio e evidências de hipertênsão maligna ou de dissecção aguda da aorta. Nesses casos, há risco iminente de vida ou de lesão orgânica irreversível, e os pacientes devem ser hospitalizados e submetidos a tratamento com vasodilatadores de uso endovenoso, tais como nitroprussiato de sódio ou hidralazina. Depois de obtida imediata dos níveis de pressão, devese iniciar a terapia anti-hipertensiva de manutenção e interromper a medicação parenteral.
Drogas usadas no tratamento das crises hipertensivas
Droga Dose inicial Incremento Dose máxima

Captopril Clonidina

12,5 - 25mg 0,1 - 0,2mg

12,5 - 25mg/h 0,1mg/h

75mg 0,8mg

DIABETE MELITO (DM)
CONCEITO O diabete melito é definido como um grupo de distúrbios metabólicos, caracterizados pela hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, ação da insulina ou ambos.

PREVALÊNCIA Cerca de 3% da população geral ou 7,6 % da população adulta.

CLASSIFICAÇÃO DM tipo 1 Destruição da célula b, levando à deficiência absoluta de insulina. De início geralmente na infância e adolescência com quadro de polidipsia, poliúria, astenia, fraqueza e emagrecimento rápido. Corresponde a menos de 10% do total de diabéticos. DM tipo 2 Graus variados de resistência insulínica e de deficiência na secreção de insulina. O início ocorre habitualmente na idade adulta e a evolução é em geral assintomática ou insidiosa. Corresponde a mais de 90% dos diabéticos. DM Gestacional Deve ser rastreado em toda gestante entre a 24ª e 28ª semana de gestação de acordo com orientações: Nos casos de glicemia de jejum menor que 90mg/dl, repetir glicemia de jejum entre 24 e 28 semanas.

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Nos casos de glicemia de jejum entre 90 e 110mg/dl, fazer glicemia 2 horas pós 75g de dextrosol entre 24 e 28 semanas. Nos casos de glicemia de jejum maior que 110 mg/dl – repetir imediatamente glicemia de jejum. O diagnóstico fica definido nos casos em que houver Glicemia de jejum superior a 110mg/dl em 2 dosagens ou Glicemia após 75g de dextrosol maior ou igual 140mg/dl. Outros Tipos Decorrentes de defeitos genéticos, associado com outras doenças e desencadeado pelo uso de fármacos diabetogênicos. Consequentemente, os termos anteriormente utilizados como DM insulino-dependente e não-insulinodependente não devem ser mais empregados.

DIAGNÓSTICO O diagnóstico de diabete melito é confirmado laboratorialmente. O quadro a seguir mostra as faixas de alterações laboratoriais que definem as categorias de tolerância à glicose e o diagnóstico de diabete melito. Categorias de Tolerância à Glicose *
Normal Tolerância diminuída à glicose Diabete Melito

Em Jejum

menor do que 110mg/dl menor do que 140 mg/dl

110 a 125 mg/dl

maior ou igual a 126 mg/dl maior ou igual a 200mg/dl

2 hs pós prandial ou 2 hs pós dextrosol

140 a 199mg/dl

O nível de glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl é diagnóstico de diabete melito, se confirmado em um novo exame, em dia diferente. Atenção * Novos valores de referência para a glicemia de jejum estão sendo propostos e a maior parte dos laboratórios já está adotando como valores de referência a glicemia de jejum de 60 a 99 mg/dl. [-Ref: The Expert Commitee on the Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. Follow-up Report on the Diagnosis of Diabetes Mellitus. Diabetes Care 2003; 26 (11): 3160-3167]. Até o encerramento deste texto, a Organização Mundial de Saúde ainda não havia referendado a adoção destes valores, embora a maior parte dos especialistas e autores no assunto acredite que seja esta a tendência atual. Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) O TOTG é realizado com medidas de glicemia nos tempos de 0 e 120 minutos após a ingestão de 75 g de glicose anidra (ou dose equivalente de 82,5 g de dextrosol). Indicações: 1) Glicemia plasmática de jejum de 110 a 126 mg/dl. 2) Glicemia plasmática de jejum menor que 110 mg/dl na presença de dois ou mais fatores de risco para DM, nos indivíduos com idade superior a 45 anos. 3) Para suspeita de diabetes gestacional. Glicohemoglobina Avalia o controle metabólico dos pacientes no período das últimas 8 a 12 semanas. A hemoglobina A1C (Hb A1C) é forma mais importante da glicohemoglobina. E deve ser medida com intervalos mínimos de 3 a 4 meses para ajuste de terapia. A glicohemoglobina não deve ser usada para diagnóstico, uma vez que sua sensibilidade é baixa (85%). Lipoproteínas Nos diabéticos tipo II ocorre freqüentemente a “dislipidemia diabética”: Aumento de triglicerídeos Diminuição do HDL colesterol.

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Alteração qualitativa do LDL colesterol (maior teor do colesterol de partículas menores que são mais implicadas na formação da placa aterosclerótica) Os seguintes sinais e sintomas devem alertar para a possibilidade de diabete melito: . Poliúria / nictúria; polidipsia / boca seca; . Polifagia; emagrecimento rápido; . Fraqueza / astenia / letargia; . Prurido vulvar ou balanopostite; . Diminuição brusca da acuidade visual; . Infecções crônicas da pele, prurido generalizado, vaginites; . Mulheres com polidrâmnio e ou filhos com peso maior de 4 Kg ao nascer; . Achado de hiperglicemia ou glicosúria em exames de rotina; . Sinais ou sintomas relacionados às complicações de DM: proteinúria, neuropatia periférica, retinopatia, ulcerações crônicas nos pés, doença vascular aterosclerótica, impotência sexual, paralisia oculomotora, infecções urinárias ou cutâneas de repetição, etc. O rastreamento laboratorial para descoberta de novos casos de Diabetes Mellitus deve levar em conta a presença de fatores de risco para a doença: Condições de risco que justificam o rastreamento do diabete melito tipo 2 . Idade maior que 40 anos; . Histórico familiar (pais, filhos, irmãos etc.) de diabete melito; . IMC maior que 25 kg/m2; . Obesidade (principalmente central); . Hipertensão arterial; . Presença de doença vascular aterosclerótica antes dos 50 anos; . Histórico prévio de hiperglicemia e/ou glicosúria; . Mães de recém-nascido com mais de 4 kg; . Mulheres com antecedentes de abortos frequentes, partos prematuros, mortalidade perinatal, polidrâmnio, diabetes gestacional; . HDL-colesterol menor do que 35 mg/dl; . Triglicérides maior do que 200 mg/dl; . Sedentarismo. . Uso de medicamentos diabetogênicos * (corticóides, anticoncepcionais, dentre outros);
* Fármacos que promovem hiperglicemia
Glicocorticóides Tiazídicos Fenitoína Estrógenos Betabloqueadores Pentamidina Interferon Agentes simpaticomiméticos - Ácido nicotínico . Diazóxido . Estreptozocina

O rastreamento pode ser feito com glicemia capilar (a ser confirmado posteriormente com glicemia plasmática de jejum de 8 horas) e deverá ser realizado: 1) a cada 3 a 5 anos para indivíduos com 45 anos ou mais. 2) a cada 1 a 3 anos quando houver: .história de diabete melito gestacional. .evidências de 2 ou mais componentes da síndrome plurimetabólica. .presença de 2 ou mais fatores de risco. 3) uma vez por ano ou mais frequentemente quando:

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. a glicemia de jejum alterada ou tolerância à glicose diminuída (mais frequentemente quando a suspeita é de diabete melito tipo 1). . houver complicações relacionadas com o diabete melito. Avaliação complementar Definido o diagnóstico de diabete melito, o paciente deverá ser submetido a propedêutica para investigação de lesões em órgãos-alvo ou condições concomitantes que necessitem abordagem. A seguinte avaliação faz parte desta abordagem mínima inicial: . Exame de Urina para pesquisa de elementos anormais e sedimentoscopia. . Creatinina . Potássio sérico . Colesterol total e HDL-colesterol . Triglicérides . Eletrocardiograma . Avaliação oftalmológica . Microalbuminúria A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte fornece, com recursos próprios, glicosímetros e tiras de glicemia capilar para monitorização domiciliar dos pacientes diabéticos tipo I, devidamente cadastrados nos Centros de Saúde e acompanhados em serviços do SUS/BH. O estabelecimento dos critérios para fornecimento deste material foram definidos em discussões realizadas entre técnicos da Gerência de Assistência/Coordenação de Atenção à Saúde do Adulto e Idoso e representantes dos Serviços de Endocrinologia da Santa Casa de Misericórdia, Hospital Universitário São José, Associação de Diabéticos, Secretaria de Estado da Saúde e Conselho Estadual de Saúde.

TRATAMENTO Objetivo Reduzir o índice de complicações inerentes à doença e evitar descompensações que coloquem o indivíduo em risco de vida, além de aliviar os sintomas. Para tanto, sâo necessárias medidas nãofarmacológicas (dieta e atividades físicas adequadas para a idade e condição clínica do indivíduo) sejam implementadas em todos os pacientes. O tratamento farmacológico deve ser considerado quando o controle adequado não é obtido somente com as medidas não-farmacológicas. Princípios Gerais do Tratamento Deve-se adotar uma dieta balanceada, que possibilite nutrição adequada e manutenção do peso corporal ideal. Restrição calórica deve ser recomendada para pessoas com excesso de peso. Carboidratos: Alimentos contendo carboidratos de grãos inteiros, frutas, vegetais e leite desnatado são importantes e devem constar na dieta. Os carboidratos deverão representar em torno de 50% a 60% do valor calórico total (VCT) da dieta da maioria dos pacientes com diabete melito. Considerando que uma porção de carboidratos corresponde, por exemplo, a uma fatia de pão de forma ou meio pão francês, ou uma escumadeira rasa de arroz ou macarrão, ou uma batata média ou meia concha de feijão, o paciente deverá ingerir seis ou mais porções diarias de alimentos ricos em carboidratos. Procura-se dar preferência aos carboidratos complexos (fontes de amido) e ricos em fibras e com baixo índice glicêmico. O total de porções diárias desse grupo de alimentos variará de acordo com o valor calórico total da dieta prescrita e, portanto, com o índice de massa corporal (IMC), a idade e o nível de atividade física do indivíduo. Assim, mulheres com IMC > 27 Kg/m² e sedentárias poderão receber apenas seis porções ao dia. Homens ativos com peso normal poderão ingerir até 11 porções ao dia. Alimentos com açúcar não precisam (obrigatoriamente) ser totalmente banidos da alimentação dos diabéticos, mas devem ser substituídos por outras fontes de carboidratos ou devem ser ajustadas as doses de insulina ou hipoglicemiantes. Os adoçantes são seguros se consumidos de acordo com as quantidades indicadas pelos fabricantes. O consumo de fibras deve ser encorajado. Não há necessidade de se consumir mais fibras que as pessoas não diabéticas.

Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 19 Proteínas Em pacientes diabéticos tipo II controlados. Para algumas mulheres com diabetes gestacional. laticínios integrais. horários e níveis de atividade desta faixa etária. pode ser aconselhável aumentar a quantidade de gorduras monoinsaturadas ou poliinsaturadas (azeite. Em termos práticos. Crianças e Adolescentes As necessidades nutricionais das crianças e adolescentes diabéticos são as mesmas das demais nesta faixa etária. Gorduras As gorduras deverão representar menos de 30% do VCT da dieta. abacate. Se o LDL for maior do que 100 mg/dl. excessos protéicos devem ser evitados. soja. de girassol. Os ovos também podem ser utilizados como substitutos da carne. nesse caso. a 10% do VCT (pacientes com LDL >100mg/dl podem beneficiar-se com menos que 7%). As gorduras saturadas deverão corresponder a. gordura de coco. as gorduras saturadas precisam ser reduzidas (dando-se preferência às insaturadas). deve-se reduzir as gorduras saturadas e trans saturadas para <10% (talvez <7%). Além disso. deverão ser evitados. HDL baixo ou aumento da LDL (partículas pequenas e densas). a oferta de carboidratos. Deve-se ingerir menos que 300mg de colesterol/dia. A desnutrição pode ser mais perigosa que o descontrole da doença e deve-se ter cuidado ao se prescrever as dietas. isso significa que é adequada a ingestão de duas porções pequenas de carne por dia. o efeito destas práticas a longo prazo não foi definido. O álcool só deve ser consumido com outros alimentos para se evitar a hipoglicemia. a ingestão de proteínas não aumenta a glicemia. O plano alimentar deve ser individualizado. para reduzir. ervilha ou grão de bico) e duas a três porções diárias de leite desnatado ou queijo magro. em função do teor de colesterol. que podem ser substituídas com vantagem pelas leguminosas (feijão. Os efeitos crônicos das dietas ricas em proteínas e pobres em carboidratos não é conhecido. as proteínas também são estimuladoras da secreção de insulina. se a função renal é normal. frituras. respeitando o limite de duas gemas por semana. Embora promovam perda de peso e redução da glicemia rápidos.Para reduzir o LDL. Recomenda-se 2 a 3 refeições semanais com peixe (que contém gordura poliinsaturada). Se há hipertrigliceridemia. como na hipertrigliceridemia ou quando o HDL se apresenta abaixo do desejável. 240 ml de vinho ou 60 ml de bebida destilada para os homens. de milho ou de soja). o . O consumo de peixes deve ser incentivado por sua riqueza em ômega-3. embutidos. deve-se reduzir a quantidade de colesterol para <200mg/ dia. Em termos práticos. O cuidado dietético deve visar o controle do ganho de peso. cremes e doces ricos em gordura e alimentos refogados ou temperados com excesso de óleo ou gordura. a energia proveniente das gorduras saturadas pode ser diminuída se houver interesse em se perder peso. Não há evidências de que a ingesta protéica (normalmente 10 a 20% do VCT da dieta) deva ser modificada nos diabéticos. Dislipidemia Se o LDL for >100 mg/dl. normoglicemia e ausência de cetonemia. Gestantes As necessidades dietéticas são similares em mulheres com ou sem diabetes. permitindo flexibilidade em função das variações de apetite. ou substituída por gorduras insaturadas ou carboidratos se não houver indicação para perda de peso Álcool Abolir ou limitar * o consumo de bebidas alcoólicas. A quantidade máxima permitida para as mulheres é a metade daquela permitida para os homens. lentilha. molhos. *Parâmetros para conhecimento dos profissionais de saúde: admite-se a ingestão diária máxima de 720 ml de cerveja. isso significa que os alimentos gordurosos em geral. no máximo. óleo de canola. redução moderada do consumo energético e de carboidratos pode ser apropriado. Idosos As necessidades energéticas são menores e a atividade física deve ser encorajada. Entretanto. como carnes gordas. Em algumas situações.

por não causar aumento de peso e nem hipoglicemia (age diminuindo a resistência à insulina.1 a 0. atividades físicas e medicações orais associadas. associa-se uma Sulfoniluréia. são ineficazes. Se for necessário acrescentar metformina. duas a três vezes ao dia. Inicia-se com uma dose noturna de 8 a 14 unidades de NPH (ou 0.5g. mesmo se não houver hipertensão . associa-se uma sulfoniluréia.8g/kg/dia pode lentificar a progressão da nefropatia. DM TIPO II Não Obeso Geralmente há refratariedade das células Beta ao estímulo pela glicose. Neuropatia O comprometimento neuropático mais comum é a polineuropatia distal simétrica. inicia-se a insulina matinal e retira-se a sulfoniluréia. dor e temperatura. Complicações crônicas Deve-se atentar para detecção das complicações crônicas do DM que correlacionam-se com a duração da doença após a puberdade. Se não há controle adequado com dieta. a atividade física aumentada para que o controle seja satisfatório. Nefropatia Em pacientes com microalbuminúria. às refeições) é a droga de escolha. deve-se reduzir a ingesta protéica para 0. Lembrar-se do rastreamento anual. A metformina ( 1. No DM II as complicações macrovasculares (infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral) são as principais causas de morte. DM Tipo II Obeso Geralmente com resistência insulínica elevada. 01 hora após a refeição: < 180 mg/dl .8 a 1g/kg/dia e em indivíduos com nefropatia mais avançada a redução para 0. A metformina pode ser mantida. tolera-se até 1% acima do valor de referência) Outros alvos do tratamento para o paciente diabético Parâmetro IMC PA Triglicérides LDL HDL Alvo 20-25kg/m2 <130/80 mmHg <150 mg/dl <100 mg/dl >40 mg/dl* * >50 mg/dl em mulheres. . Glicohemoglobina: = 7% (na prática. Se a glicemia de jejum permanece maior que 140mg/dl. 02 horas após a refeição : < 150 mg/dl . Predispõe a traumas “silenciosos” como úlceras plantares ou juntas de Charcot (pós-fraturas). Nefropatia Quando ocorre a microalbuminúria (primeira manifestação da nefropatia) um segundo teste com intervalo de 03 a 06 meses é necessário para confirmar o diagnóstico. O passo seguinte é a introdução da insulina matinal (ver fluxograma a seguir e Protocolo). e não aumentando a sua produção).Redução do peso com dieta e atividade física são indispensáveis nestes casos. e níveis séricos de insulina normal ou elevada (insulina não funcionante) . . Hipoglicemiantes orais: Usados quando o tratamento não farmacólógico não tem sucesso. inicialmente com perda sensorial (diminuição da percepção da vibração. Jejum: 90 a130 mg/d . chegar no máximo à dose de 1000mg/d.0 a 2.20 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis peso controlado. -Hipoglicemiantes orais: devem ser usados quando não há bom controle com tratamento não farmacológico. Os IECAs são as drogas de escolha no tratamento da nefropatia/microalbuminúria. notadamente dos membros inferiores).2 unidades por Kg) mantendose a medicação oral. No DM I a doença renal é a maior causa de morte. . Insulina no DMII Usada quando a dieta. atividade física e metformina em dose alta. Níveis aceitáveis de controle glicêmico Visam propiciar bom controle metabólico com minimização do risco de hipoglicemia. Se a glicemia de jejum permanece alta. O paciente fumante deve abster-se do tabagismo.

. Cuidado ao usar sapatos novos. temperatura ou úlceras. até ficarem macios. a partir do diagnóstico. . Irrigação (inclusive palpação dos pulsos tibial posterior e pedioso dorsal) . a prevenção é feita através de avaliação oftalmológica anual. histórias de úlceras. Não usar calçados sem meias. a partir do quinto ano do diagnóstico. Exame dos pés em todas as consultas e exame detalhado a cada 3 a 6 meses. 3º e 5º dedos e metatarsos APLICAÇÃO DO MONOFILAMENTO “A E B” A B . horizontalmente. pele seca. deformidades. Recomendações para prevenção das amputações 1. micoses.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 21 A avaliação da sensibilidade deve ser realizada conforme descrito no Protocolo. Verificação da perfusão capilar. principalmente entre os dedos. Inspeção dos pés em todas as consultas (procurar por calosidades. Exame detalhado anualmente: . fissuras. amputação prévia).Pacientes de alto risco: (Portadores de diminuição da sensibilidade. Calçar sapatos que não apertem. Comunicar ao médico caso de rachaduras. Vestir sempre meias limpas. As causas mais comuns do trauma são os calçados inadequados e unhas cortadas de maneira errada. . Gangrena dos pés: a incidência de gangrena é 20 vezes maior nos diabéticos do que na população em geral. Secar bem os pés. Examinar os pés diariamente. ausência de pulsos. sem elástico. neuropatia e infecção secundária. Integridade da pele 2. . . Sensibilidade protetora (teste com monofilamento 10 g) LOCAIS DE TESTE 1º. preferencialmente de algodão ou lã. Lavar os pés diariamente com sabão neutro. Usar creme hidratante após lavar os pés. a prevenção deve ser feita anualmente. cianose. calos.O paciente deve ser orientado em relação a estes procedimentos. Não remover calos nem tratar unhas encravadas em casa. . sinais inflamatórios.Pacientes de baixo risco : . de tecido macio. Usá-los inicialmente em casa. . Nunca andar descalço. Cortar as unhas de forma reta. feridas. . É causada pela isquemia. No tipo I. . alterações da cor. e evitar água quente. . . Complicações oculares: no diabete melito tipo II. mesmo em casa. Não usar entre os dedos. rachaduras. Cuidados com os pés . . por pequenos períodos (2 horas) e aumentar o tempo de uso gradativamente. . alterações tróficas da pele). deformidades osteoarticulares severas. . preferencialmente à base de vaselina líquida ou glicerina. se a realização da fundoscopia não for possível no centro de saúde.

Distúrbios gastrintestinais (deve ser administrado com alimentos). alcoolismo. Aumenta o efeito hipoglicemiante: AINE. vertigem. diarréia. náusea. duração e gravidade da hiperglicemia. acidose láctica. álcool. Não é recomendada durante a gravidez. alopurinol. vômito. icterícia colestática. Principais interações Diminui o efeito hipoglicemiante: Barbitúricos. hepatopatias. contraceptivos orais. Hipoglicemia. Para pequenas cirurgias. Com contraste radiológico iodado. Medicamento inicial de escolha em pacientes obesos que não controlaram a glicemia com atividade física e restrição dietética ou pacientes que não obtiveram controle com a glibenclamida. Quando usados em monoterapia. algumas vezes fatal. vômito.5 a 20 mg Meia vida em horas Excreção GLIBENCLAMIDA METFORMINA 7 a 15 h 1. UKPDS: United Kingdon Prospective Diabetes Study . corticóides. dor abdominal. diabetes mellitus tipo 1. Observações Mostra a diminuição de incidência de complicações cadiovasculares em diabéticos obesos. Medicamento preferencial para pacientes com disfunção renal leve e idosos. agranulocitose com infecção.5 mg/dl no homem e 1. Contra-indicações Contra indicada nas emergências hiperglicêmica. inclusive queimaduras. Trimetoprim. insuficiência renal e hepática. Aumenta a sensibilidade tecidual a insulina. verapamil e álcool.5 . Características dos hipoglicemiantes orais padronizados pela SMSA Fármaco Apresentação (comprimidos) 5 mg Faixa terapêutica 2. estrógenos. presença de doença ulcerosa e outros problemas gastrintestinais. tonteira. diuréticos tiazídicos. porfiria. anestesia geral.3 h Renal e biliar Renal e fecal 850 mg 500 a 2550 mg Aspectos importantes dos hipoglicemiantes orais Sulfoniluréias Medicamentos Glibenclamida 5mg comprimido Gliclazida * Biguanidas Metformina 850 mg comprimido Mecanismos de ação Indicações Estimula a secreção de insulina pela célula beta. fluconazol. as sulfoniluréias e a metformina são igualmente eficazes na redução dos níveis de glicose plasmática e ambos são mais potentes do que outros hipoglicemiantes disponíveis. cimetidina. infecção e trauma graves. prurido. alteração do apetite. infecções ou traumas importantes. condições hipoglicemiantes. devido ao risco de hipoglicemia neonatal. Betabloqueadores: mascaram os sintomas da hipoglicemia.4 mg/dl na mulher. . barbitúricos. hepatite. Gravidez. Reações adversas Hipoglicemia. paciente com acidose. ganho de peso e reações cutâneas. Estimula a secreção de insulina pela célula beta. desconforto gástrico. elevações de enzimas hepáticas podem ocorrer raramente. urticária. rash cutâneo. náusea. perda de peso. ela foi incluída nesta tabela. eosinofilia. peso. nefropatias. presença e grau de doença hepática e renal. Acetazolamida. gosto metálico. probenecida. acidose láctica. duração do diabetes. Precaução em pacientes com asma e DPOC. dislipidemia. suspender o uso na manhã da cirurgia e reintroduzir o hipoglicemiante oral. doença cardiorespiratória e doença renal. queimadura. alcoolismo. Os pacientes em uso de hipoglicemiantes orais devem interromper o uso no dia anterior às grandes cirurgias. trombocitopenia. azia. anemia aplástica. Deve ser temporariamente descontinuada antes da administração de contraste iodado e reinstituída 48 horas após confirmação da normalidade da função renal. púrpura e ganho de peso. Associado a níveis pressóricos mais elevados no UKPDS não demonstrou diminuição de retinopatia. tonteira. * A SMSA está analisando a viabilidade da padronização da glicazida para uso em pacientes com disfunção renal leve e idosos. alteração da função hepática.22 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis TRATAMENTO FARMACOLÓGICO Indicação: Glicemia de jejum > 140 mg/dl Glicemia pós-prandial > 160 mg/dl HbA1c > 8% 1) ESCOLHA DO HIPOGLICEMIANTE ORAL Na escolha de um hipoglicemiante oral devem ser considerados: idade. fenotiazinas. anticoagulantes. Contra indicada na gravidez. sonolência. álcool e diuréticos. modificado. preciptada por infecção. anemia hemolítica. Creatinina > 1. constipação. por isto. tão logo o paciente retorne a ingesta oral de maneira regular. É o medicamento inicial de escolha no paciente não obeso (desde que não haja contra-indicação).

IMAO. esteróides anabolizantes. essas condições devem ser monitoradas no paciente. . fluxo sanguíneo subcutâneo. andrógenos. cloranfenicol. . hormônios tiroideanos. volume e concentração da INSULINA e profundidade da injeção. sulfonamidas e sulfipinrazona. anfetamínicos. oxitretraciclina.10 Duração 16 . M. . D. Agentes hipoglicemiantes orais: podem acentuar o efeito hipoglicemiante. ácido graxos e aminoácidos. dependendo do sítio anatômico da aplicação. podendo desaparecer com a troca da insulina por uma de maior grau de pureza. A monitorização clínica e laboratorial é indispensável durante o tratamento com insulina. propranolol. e estimular a conversão destes para compostos de armazenamento que são o glicogênio. tipo de INSULINA. . renal.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 23 2) INSULINA Principais efeitos metabólicos Os efeitos da insulina consistem em reduzir os níveis sangüíneos de glicose.24 Insulina Humana NPH Leitosa Regular Límpida 0. Ligação às proteínas plasmáticas: não se liga às proteínas. SCHADE. Reações como edema. Principais reações adversas Hipoglicemia Pode ocorrer como complicação do tratamento com drogas hipoglicemiantes ou Insulina. para avaliar sua eficácia e prevenir a ocorrência de hipoglicemia.5 .S. epinefrina. disopiramida. . Para prevenir lipodistrofias é importante evitar injeções repetidas no mesmo local. fenilbutazona. . a aplicação intramuscular e a omissão de refeições também levam à hipoglicemia em uma porcentagem não desprezível de pacientes. salicilatos. . os triglicerídeos e as proteínas. . . cafeína. vermelhidão e prurido no local da aplicação ocorrem principalmente devido à técnica inadequada de injeção ou sensibilidade às soluções de limpeza. tireodiana..1 2-4 5-7 Fonte: BURGE. em menor grau nos rins e tecidos musculares. Lipodistrofias: São mais raras com as insulinas puras. fenotiazinas. Várias condições clínicas – insuficiência adrenal. Farmacocinética . corticosteróides. AINE. hepática e uso de álcool– podem predispor os indivíduos em uso de insulina a apresentarem hipoglicemia. Principais interações . parte da insulina não alterada é reabsorvida. hipofisária. Biotransformação: hepática.O uso de doses incorretas de insulina.R. Diminuição da ação hipoglicemiante da insulina: acetazolamida. Absorção: variável. Desse modo. dihidroxicumarínico. Distribuição: distribuída pela maioria das células. contraceptivos orais e diuréticos. Características das insulinas padronizadas pela SMSA Nome Tipo Aspecto Tempo de ação (horas) Início 1-3 Pico 6 . Existem estudos que demostram que a hipoglicemia está envolvida como fator primário ou secundário de morte em 4 % dos pacientes com DM tipo 1. fenitoína. sais de potássio. Aumento da ação hipoglicemiante da INSULINA: etanol. Contra-indicações e precauções principais . Alergia à INSULINA é rara. estrógeno. Eliminação: 30 a 80% renal. (1997). probenicida. atividade muscular regional no sítio a injeção. monocomponentes. .

quando não houver normalização dos níveis glicêmicos dentro dos limites desejáveis apenas com dieta. especialmente se acompanhados de perda de peso. Quando os medicamentos orais não conseguirem manter os níveis glicêmicos dentro dos limites desejáveis. portanto. introduzir insulina temporariamente. Nunca é demais enfatizar para o paciente que o controle dietético é indispensável para o controle da glicemia e que o aumento da dose de insulina devido a não seguimento das restrições alimentares geralmente leva a um maior ganho de peso. Se durante o tratamento com antidiabéticos orais surgirem intercorrências como cirurgias. Ao diagnóstico.2 unidades/kg. procura-se corrigir as hiperglicemias pós-prandias. Iniciando a insulinoterapia no paciente com diabete melito tipo II Utilizar a insulina antes de dormir na dose de 0.1 a 0. Nesse caso. infecções. acidente vascular encefálico. dependentes de insulina. antes das refeições. . mas do tipo 1 de início tardio e. quando os níveis de glicose plasmática estiverem acima de 270 mg/dl. nas quais os níveis glicêmicos elevados podem piorar prognóstico. Durante a gravidez. corrigir a hiperglicemia de jejum. etc. É aconselhável retirar o hipoglicemiante oral e instituir monoterapia com insulina quando não se obtém o controle adequado da glicemia a partir do tratamento combinado (insulina + antidiabéticos orais). Caso não ocorra o controle adequado da glicemia de jejum. já que os hipoglicemiantes orais são contra-indicados nesta condição. e com a insulina ao deitar. com o uso do hipoglicemiante de ação curta. Alguns destes pacientes provavelmente não são do tipo 2. O uso de insulina nos pacientes com diabetes tipo 2 pode ser combinado com antidiabéticos orais usados durante o dia. . A insulina de ação intermediária ou ultralenta deve ser aplicada ao deitar. aumentar a dose em quantidades pequenas: no máximo 4 a 6 unidades/semana. temporariamente.24 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Indicações no diabete melito tipo II . cetonúria e cetonemia. .. até obter o controle adequado. .

Diabético muito sintomático: poliúria. M.Outras doenças intercorrentes: infecção. a GLICAZIDA FUNÇÃO RENAL NORMAL Creatinina < 1. ( 2)A introdução de um terceiro fármaco (acarbose ou rosiglitazona) pode ser tentada antes do início da INSULINA.outras situações de estresse INSULINA 3 Notas (1) Em cada passo.4 . emagrecimento) INSULINA Após a melhora dos sintomas (6-8 semanas bom controle glicêmico).5 kG/M 2 METFORMINA 500mg no jantar. após reforço da necessidade de dieta e atividade física.gravidez . (1998) (12). com aumento progressivo a cada 4 a 8 semanas até 2. em 3 tomadas durante as refeições NÃO OBESO GLIBENCLAMIDA 2.N. R. . com aumento progressivo a cada 4 a 8 semanas. se disponível.Hiperglicemia grave e prolongada (glicemia de jejum > 250mg/dl) . M.Insuficiência hepática . IAM. Fonte: Adaptado de DeFRONZO. até 20mg/dia INSULINA MONOTERAPIA INADEQUADA metas terapêuticas não atingidas acrescentar GLIBENCLAMIDA até a dose máxima RESPOSTA INADEQUADA À COMBINAÇÃO DE TERAPIA 2 acrescentar METFORMINA até a dose máxima FALHA SECUNDÁRIA Pesquisar fator de descompensação: . AVC OBESO OU COM SOBREPESO IMC > 27.presença de doenças intercorrentes .A. se não forem alcançadas as metas de controle propostas. a dose dos medicamentos deve ser revista.0 mg/dia antes do desjejum..Insuficiência cardíaca .5 a 5.5g/dia. avaliar introdução de hipoglicemiante oral com retirada da insulina TRATAMENTO FARMACOLÓGICO/MONOTERAPIA 1 DISFUNÇÃO RENAL LEVE Usar preferencialmente e.homens < 1.mulheres Idosos e pacientes com massa muscular muito reduzida considerar clearence de creatinina > 60 ml/min DISFUNÇÃO RENAL GRAVE Clearence de creatinina < 30 ml/min .Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 25 FLUXOGRAMA DE ABORDAGEM DO DIABÉTICO TIPO II DM TIPO 2 DIETA EDUCAÇÃO ATIVIDADE FÍSICA checar e reforçar em todas as consultas DIABÉTICO CLINICAMENTE ESTÁVEL Reavaliação em 4 a 8 semanas METAS TERAPÊUTICAS ATINGIDAS Seguimento trimestral METAS TERAPÊUTICAS NÃO ATINGIDAS DIABÉTICO CLINICAMENTE INSTÁVEL -Tendência a cetose .(1999) (7) e FEINGLOS.5 . polidpsia.não cumprimento do programa de alimentação .A. Só prosseguir para o passo subsequente. BETHEL. (3) A INSULINA não deverá ser introduzida nem precoce. nem tardiamente.

Glicemias < 69 mg/dl Conduta . basta o paciente alimentar-se.).1-0. Administrar 50ml de glicose a 50 % EV.1 a 0. Se for grave indica-se Soro Glicosado Hipertônico (SGH) 50%. O Metformim pode ser mantido.Cefaléia .Ataxia . No paciente inconsciente Não forçar ingestão oral.2 u/Kg Glicemia de jejum a cada 2-3 dias >180 mg/dl = + 4u 141-180 mg/dl = +2u 121-140 mg/dl = +1u <80 = -2u Alvos glicêmicos não alcançados após 06 semanas Acrescentar NPH pela manhã (0.Tremores .2 u/Kg) e ajustar de acordo com a glicemia pós prandial (esquema acima).26 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis FLUXOGRAMA PARA INSULINIZAÇÃO DO DIABÉTICO TIPO II Alvos:Glicemia de jejum <110-130 Glicemia pós pandrial <140-180 Glicohemoglobina < ou = 7 (tolera-se até 1% acima dos valores de referência) Alvos não atingidos: iniciar insulina NPH noturna 0. IV rápida.Diplopia .Tonturas . Dosar a A1c a cada 3-6 meses e realizar ajustes para manter os alvos CARACTERÍSTICAS DAS COMPLICAÇÕES AGUDAS DO DIABETE MELITO Hipoglicemia Condições de Risco Pacientes em uso de insulina Pacientes idosos em uso de sulfoniuréias Insuficiência renal Omissão renal Realização de exercício não-usual Educação em diabetes deficiente Baixa idade Insulinoterapia recentemente iniciada Glicemia normal-baixa à noite Troca de insulina Neuropatia autonômica Sinais/Sintomas A. No paciente consciente Oferecer alimento com carboidrato de absorção rápida (de preferência. Considerar a descontinuação do secretagogo.Sudorese intensa . Neuroglicopenia . acionar o SAMU (192) para atendimento e remoção do usuário para serviços de atendimento de urgências e emergências.Fome intensa B.Palidez . na dose de 10 a 20 gramas (ex. etc. 50 ml.Coma Achados laboratoriais . Se o paciente estiver torporoso e não há acesso venoso ou .Visão Borrada .Convulsão .Perda da consciência . Se não há acesso venoso.Distúrbios do comportamento . líquido). Pode ser necessário repetir a dose. Descarga adrenérgica . Se a doença não for severa. meio copo de refrigerante comum. suco de laranja ou três tabletes de glicose.Palpitações .

Diabetes tipo 2 com doença intercorrente (infecção grave. principalmente no idoso. que pode ocorrer mais freqüentemente e de forma mais perigosa no idoso. impossibilidade de ingestão oral de alimentos).Poliúria intensa.Obnubilação mental . o paciente deve permanecer em observação em serviço de atendimento de urgências e emergências.Pode ser forma de apresentação em diabetes tipo 2 . Detectar causa do episódio. . isto ocorre pela neuropatia autonômica. Cetoacidose diabética Condições de Risco Doença febril aguda Diabetes previamente mal controlado Diabetes de controle instável Diabetes + distúrbios psicológicos graves Educação em diabetes deficiente suspensão da insulinoterapia Sinais/Sintomas Poliúria-polidispia Desidratação Dor abdominal Rubor facial Hálito cetônico Hiperventilação Náuseas Sonolência Vômitos Achados Laboratoriais Hiperglicemia (> 300 mg/dl) Glicosúria Acidose Leucocitose Alterações eletrolíticas Os pacientes devem ser encaminhados para serviços de atendimento de urgências / emergências e internação hospitalar. principalmente porque podem faltar elementos de seu quadro clássico.Hipergliicemia externa (geralmente > 700 mg/dl) . Os sintomas da reação adrenérgica faltam freqüentemente no diabético de longa data. infarto cerebral ou do miocárdio. soma-se à falta de resposta adrenérgica.Polidipsia .Má aderência ao tratamento Sinais/Sintomas .Azotemia Os pacientes devem ser encaminhados para serviços de atendimento de urgência / emergência e internação hospitalar. . Deve ser adotado um cuidado especial para evitar a hipoglicemia. . No diabético de longa data. Se o risco imediato de novo episódio importante de hipoglicemia for grande (erro de dose da medicação hipoglicemiante para mais. uma das complicações crônicas do DM.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 27 disponibilidade de SGH 50%. No idoso. deve-se colocar pequenas quantidades de açúcar na gengiva.Hipertermia . Coma hiperosmolar Condições de Risco .Sonolência . embora a alimentação oral deva ser evitada em pacientes torporosos. Estes pacientes não apresentam sudorese e.) ou uso de medicamentos hiperglicemiantes . etc.Desidratação intensa . evoluindo para oligúria . .Coma Achados Laboratoriais . entram em coma pouco após apresentarem um quadro de delirium que muitas vezes é fugaz. além do paciente que está fazendo uso comcomitamente de um betabloqueador. freqüentemente. comum nesta faixa etária.Glicosúria intensa . estresse intenso.

Desenvolvimento ou progressão de complicações da doença. INDICAÇÕES PARA ENCAMINHAMENTO DOS DIABÉTICOS À ATENÇÃO SECUNDÁRIA Indicações para encaminhamento à endocrinologia. Síncope. Glicohemoglobina >8 % por mais de 1 ano. modificado * Exame de urina de rotina: Se albumina ausente. Deterioração da doença em função do uso de outros medicamentos. Microalbuminúria >30mg/g de Cr por mais de 1 ano. Se albumina presente. fazer microalbuminúria (urina de 24 horas)./ano 1 Ex. . . anos 1 Ex. anos 1 Ex. ./ano 3 a 4/Ex. . Pacientes com DM tipo 1. anos a cada 2 a cada 2 a cada 2 a cada 2 Glicemia Plasmática Hemoglobina Glicosilada Colesterol Triglicerídes Creatinina Urina Rotina * 4 a 6 Ex./ano 1 Ex. Sintomas ou história de ICC. Hipoglicemia severa (em que foi necessária intervenção médica).ano 2 Ex. anos 1 Ex./ano Fonte: SES-MG. . a cada 2 anos 1 Ex. . Gestantes (independente do tipo de diabetes).ano 1 Ex./ano 3 a 4 Ex. . Indicações para encaminhamento dos pacientes diabéticos à cardiologia: . Coma hiperosmolar. fazer proteinúria (urina de 24 horas). . ./ano Laboratório 1 cons/ano 1 cons/ano 2 Ex./ano 2 Ex. . anos 1 Ex. . ou cujo valor dobra. .ano 1 Ex./ano 1 Ex./ano 0 1 Ex.28 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis SUBSÍDIOS PARA ORGANIZAÇÃO DA AGENDA DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE NO ATENDIMENTO PROGRAMADO AOS PACIENTES DIABÉTICOS Procedimentos previstos Usuário de insulina (15% dos portadores) Não usuários de insulina c/ Hipertensão (35% dos portadores) Atenção básica Não usuários de insulina sem Hipertensão (30% dos portadores) 2 cons/ano 2 cons/ano 1 Ex. anos 1 Ex. Sintomas de isquemia. IAM prévio ou agudo. Hipoglicemias frequentes. . Dispnéia ou fadiga inexplicadas./ano 3 a 4 cons/ano 3 a 4 cons/ano 1 Ex. Cetoacidose diabética./ano 1 Ex./ano 1 Ex.ano 1 Ex. a cada 2 anos 2 Ex. . anos a cada 2 a cada 2 a cada 2 a cada 2 Sem tratamento medicamentoso (20% dos portadores) Consulta Médica Consulta de Enfermagem ECG 4 a 6 cons/ano 4 a 6 cons/ano 1 Ex. . ./ano 1 Ex. Pacientes que desejam engravidar. anos 1 Ex.

e sua aquisição e dispensação são de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde. OBESIDADE. enfermeiro e demais profissionais do Centro de Saúde. hipotireoidismo. pediatra. Por estas razões. que pode ser detectado pelo exame clínico e através do cálculo do Índice de Massa Corporal: IMC = Peso / (Altura)2 . ALCOOLISMO. insuficiência renal crônica. Pa > 130/80 mmHg por mais de 01 ano. Os medicamentos para tratamento das dislipidemias (estatinas. Trata-se de excesso de tecido adiposo. Os níveis de colesterol não permanecem constantes com o tempo e o valor encontrado na infância ou adolescência pode não refletir o nível encontrado na idade adulta. portanto. AVALIAÇÃO DO RISCO CIRÚRGICO Evidências científicas atuais mostram que a redução dos níveis de colesterol diminui o risco de episódios coronarianos recorrentes e procedimentos. Existem causas secundárias de dislipidemias cuja correção pode melhorar o perfil lipídico. são essenciais e indispensáveis para possibilitar o melhor controle metábolico e a conseqüente redução dos episódios de descompensão. assim como reduz o risco de coronariopatia nas pessoas com hipercolesterolemia. A obesidade é um dos problemas clínicos mais comuns e de abordagem mais difícil. Como a maior parte do colesterol sérico está na fração LDL. conforme Portaria 1318 do Ministério da Saúde. cirrose. O colesterol aumentado não é fator de risco para os idosos com mais de 75 anos. INSUFICIÊNCIA CORONARIANA. mortalidade e internações extremamente elevadas. AVC ou vasculopatia periférica. consultas na atenção secundária e índices de complicações crônicas ao longo do tempo. Entretanto. sedentarismo. Estas causas devem ser sempre tratadas antes da terapêutica direcionada ao perfil lipídico propriamente dito (obesidade. e a mortalidade nos pacientes com coronariopatia. uso de anticoncepcionais. Quanto maior o nível de LDL Colesterol. A hipertensão arterial e a doença coronariana são consideradas suas causas mais freqüentes e. É uma condição cada vez mais comum e está associada a taxas de morbidade. Estes pacientes devem ficar sob acompanhamento permanente da atenção secundária. niacina) fazem parte do Programa de Medicamentos excepcionais. freqüentemente os pacientes encontram-se descompensados neste momento (com desidratação. fibratos. Pré-operatório de cirurgias de grande porte. o colesterol total elevado também é associado (indiretamente) ao risco de doença coronariana aterosclerótica. a prevenção da insuficiência cardíaca requer a abordagem adequada destas condições e dos fatores de risco a ela associados. 1999) sugerem que a redução dos triglicerídeos e o aumento do HDL podem ser benéficos para os pacientes com coronariopatia e baixos níveis de HDL. clínico. O colesterol total e o LDL tendem a aumentar com o avanço da idade e a diminuir em doenças agudas. após o estabelecimento do diagnóstico para a adoção das medidas iniciais de compensação do quadro e encaminhamento à internação. infecções ou outras condições que precipitam a descompensação aguda) e muitas vezes necessitam de internação hospitalar. A insuficiência cardíaca é a incapacidade do coração em manter um débito adequado para suprir a demanda metabólica do organismo. Os dados do estudo Veterans Administration HDL Intervencion Trial (N Engl J Med 341:410. alcoolismo. apesar das tentativas adequadas de controle. doença hepática obstrutiva. malignidade. o tratamento deve ser mantido. . diabete melito. DISLIPIDEMIAS. necessidade de internações. Quanto maior o HDL Colesterol. recomenda-se o encaminhamento destes indivíduos aos serviços de atendimento de urgências e emergências. síndrome de Cushing. menor o risco. síndrome nefrótica. A Secretaria Municipal de Saúde prioriza o encaminhamento dos portadores de DM tipo l à endocrinologia. o vínculo na atenção básica e a responsabilização pela Equipe de Saúde da Família. INSUFICIÊNCIA CARDÍACA.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 29 . mas se houver doença coronariana. por ocasião do diagnóstico. diuréticos e betabloqueadores). maior o risco de doença aterosclerótica coronariana. . Entretanto.

e na inferior (ginecóide) há mais gordura no subcutâneo. Dietas com níveis calóricos muito baixos (menor ou igual que 800 Kcal / dia) podem causar fadiga. seguida do uso compulsivo do álcool (adicção). Abstinência / dependência química . Deve-se dar ênfase a manutenção da perda de peso. distúrbios hidroeletrolíticos. proteinúria e aumento da concentração de hemoglobina. . Há alta prevalência de distúrbios psiquiátricos nos alcoólatras. O risco relativo reduz com a idade e o aumento do peso não é mais fator de risco após 75 anos. desordens tromboembólicas.9 25 a 29. Doença do Refluxo Gastroesofágico) e doenças de pele também são mais prevalentes nos obesos. tem ocorrido aumento da incidência do alcoolismo em mulheres. hipotensão ortostática. Em adultos de meia idade. As causas secundárias são raras (em torno de 1% dos casos ou menos) e. Há maior risco de disfunção pulmonar. portanto. O exercício aeróbico aumenta o gasto calórico. doença coronariana e morte precoce em relação a obesos com relações mais baixas. Dependência psicológica . exercício aeróbico e suporte emocional. . A dieta deve ser pobre em gorduras e rica em fibras e carboidratos complexos. Tolerância O alcoolismo normalmente manifesta-se em 2 fases: problemas com o uso do álcool e adicção. dislipidemias. além de serem mal toleradas. Há também grande relação entre o consumo de álcool e a violência. doenças digestivas (cálculos. fatores ambientais e hábitos de vida (dieta com alto valor calórico e sedentarismo). que tem os seguintes componentes: . reto e próstata no homem. Acidente Vascular Cerebral. trato biliar.85 em mulheres). As doenças mais comuns nas pessoas obesas são hipertensão arterial sistêmica e diabete melito. nádegas e quadril) com aumento de circunferência abdominal (>102 cm homens e > 88 cm mulheres) ou com aumento da relação cintura-quadril (>1 homens ou > 0. anormalidades endócrinas. modificação do hábito alimentar. Ressalta-se que é fundamental que a dieta seja tolerada pelo paciente. Isto ocorre porque na obesidade superior (andróide) há mais gordura visceral. Estes fármacos não são padronizados pela SMSA. A abordagem envolve dietas hipocalóricas. Embora ainda seja mais comum em homens (4:1). A obesidade aumenta a morbidade e a mortalidade.9 35 a 39. se o IMC for maior que 30 ou maior que 27 com outros fatores de risco ligados à obesidade. além de reduzir o gasto energético basal em jejum. também leva a maior risco de Diabete Melito.5 a 24. além da ocorrência de acidentes de trânsito. Na fase inicial ocorre o consumo do álcool para aliviar sofrimentos e/ou tensões. entendida como adicção. A dependência do álcool refere-se à compulsão pelo seu uso. Alguns tumores (cólon. A obesidade superior (cintura e tronco) é mais prejudicial à saúde . A cirurgia bariátrica é indicada para os indivíduos com IMC maior que 40 ou se este estiver maior do que 35 na presença de co-morbidades.30 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Classificação Normal Sobrepeso Obesidade Classe I Obesidade Classe II Obesidade Classe III (extrema mórbida) 18. doença articular degenerativa e distúrbios psicossociais.O suporte social envolve a família e contatos frequentes com os profissionais de saúde para reforçar a readaptação dos hábitos e prevenir o isolamento social. o que permite maior adesão ao tratamento. e por isso requerem a supervisão freqüente do médico. Os riscos cirúrgico e obstétrico são maiores nos obesos.9 30 a 34.9 IMC (Kg/m²) maior ou igual a 40 A localização da obesidade também é importante: . Há forte influência genética no desenvolvimento da obesidade entre 40 e 70% dos obesos. útero. permite a redução e manutenção do peso. a mortalidade é proporcional ao aumento do peso. e seu uso envolve risco de abuso e efeitos colaterais. mama e ovário na mulher). Álcool e açúcar (simples) devem ser evitados. Os medicamentos podem ser usados como parte do tratamento. não se justifica seu rastreamento de rotina para os obesos. A obesidade inferior (coxas. intolerância ao frio. doença coronariana aterosclerótica. A grande maioria dos obesos sofre a influência de múltiplos genes.

as avaliações de risco cirúrgico classificadas como ASA II e cuja cirurgia proposta seja um procedimento minimamente invasivo e aquelas classificadas como ASA I serão realizadas pelos médicos da atenção básica. Conforme Protocolo já discutido com médicos das Atenções Básica e Secundária. .Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 31 A avaliação do risco cirúrgico é uma demanda freqüente nos Centros de Saúde. ficando as demais a cargo da atenção secundária (cardiologia).

sob coordenação do enfermeiro. é excepcional. criando fluxos de referência e contra-referência nos quais a Atenção Básica tem papel central. a SMSA está organizando a Linha de Cuidado da Cirurgia Vascular Periférica. 2 . com a reorganização do Programa do Pé Diabético da URS Padre Eustáquio já é uma realidade. se considerarmos o potencial de nossa Rede e os avanços já alcançados com o Programa de Atendimento ao Portador de Feridas. mais do que em diversas outras áreas da atenção à saúde. Os fluxos devem facilitar o encaminhamento dos pacientes da Atenção Básica para os demais níveis de atenção e construir as retaguardas necessárias em outros equipamentos. Hipertensão Arterial Sistêmica e Tabagismo. que perpassa os diferentes níveis de atenção.o paciente será selecionado pela equipe do Centro de Saúde. prestada pela equipe de enfermagem. É necessário reconhecer que o índice de amputações é um grave problema de saúde pública no Brasil e em Belo Horizonte. a longo prazo. mas o cenário de Belo Horizonte. O pé diabético é responsável por mais de 40% das feridas vasculares e sua abordagem adequada pode resultar em uma redução de cerca de 60 a 70% das taxas de amputações nos pacientes diabéticos. com base nos critérios préestabelecidos (definidos no Protocolo). As estatísticas produzidas pelo Programa de Atendimento ao Portador de Feridas da SMSA comprovam os dados da literatura científica de que as feridas crônicas mais comuns atendidas nas Unidades Básicas de Saúde são as de etiologia vascular. Insuficiência Venosa Crônica. exige cuidado integral. e terá as seguintes diretrizes: 1 . com hierarquização e interdisciplinaridade no atendimento. As causas mais freqüentes das feridas vasculares são o Diabete Melito. A Proposta de Assistência para os portadores de Feridas crônicas e queimaduras visa manter o atendimento médio concomitante de 1500 pacientes. A ampliação da cobertura da Atenção Secundária. Por isto. ou seja. . bem como a implantação do Ambulatório de feridas vasculares de não diabéticos no Hospital Municipal Odilon Behrens. pelo médico e demais profissionais de saúde (vide fluxo do Atendimento no Protocolo). em especial as vasculares.32 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis ATENDIMENTO AO PORTADOR DE FERIDAS A abordagem das feridas. É necessário investir na atenção básica. tanto no diagnóstico e acompanhamento como no monitoramento. Ações de curto prazo estão sendo negociadas. com adscrição de todos os portadores de vasculopatia periférica do município e monitorar o evento mais grave relacionado: a amputação.a assistência será multidisciplinar.

extremidades. TÉCNICAS UTILIZADAS A descrição das técnicas encontra-se no Protocolo. acroangiodermatite.Nos tornozelos. dermatite ocre. geralmente após traumas Úlceras neurotróficas . queimaduras de 1º grau não complicadas. Cuidados e fluxo de atendimento estão descritos no Protocolo. cavidades. períneo e genitália. desglobulinemias. com sinais inflamatórios . como pioderma gangrenoso. Isquiática . diabete e vasculites do tecido dérmico .Úlceras bastantes dolorosas Localização . micoses profundas. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Atentar para a possibilidade de outras patologias que podem ser causa de feridas crônicas e que têm tratamento sistêmico associado. vasculites.Microangiopatia na vigência de hipertensão arterial diastólica.Face externa das pernas e acima do tornozelo CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS Serão tratadas nas Unidades Básicas: . geralmente única .Vários tipos de anemias hemolíticas Úlceras microangio páticas . região torácica. Observação: . . neoplasias cutâneas.Presença de retardo na volta da perfusão após elevação do membro . Calcanear . síndrome de Klinefelter.Diminuição ou ausência das pulsações das artérias do pé.Mais frequentes: . úlceras factícias.Pressão contínua.Úlceras de bordas hiperqueratósicas e não dolorosas. Trocantérica .Terço inferior e face interna da perna.Edema vespertino nos tornozelos. Escapular . sífilis terciária.Variada .Ausência de estase . podendo ter eczema e infecções .Insuficiência venosa crônica Úlceras arterioscleróticas . queimaduras de 2º grau com Superfície Corporal Queimada (SCQ) < 10% em adultos e < 8% em crianças. exercida sobre área cutânea e depende de mecanismos vasculares e neurotróficos Úlceras anêmicas . apenas queimaduras em áreas não críticas. . rasas. . necrobiose lipoídica.Úlceras extremamente dolorosas. maléolos ou extremidades digitais . . As áreas críticas são face. normalmente bilaterais Características . . região axilar.Terço inferior da perna .Normalmente dolorosas . Sacral .Áreas anestésicas ocasionadas por trauma ou pressão Úlceras de pressão . com base necrótica. leishimaniose. região cervical.Lesões arteriais tronculares. eritema endurado (TBC cutânea).Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 33 CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES ULCEROSAS As lesões passíveis de serem assistidas pelas Equipes da UBS são : Úlceras de estase Etiologia .

.Feridas de moderada a intensa exsudação com ou sem necrose e com ou sem infecção . com ou sem infecção.Hipersensibilidade ou estagnação da evolução Hidrocolóide Placa .Feridas pouco exsudativas Carvão ativado com prata .Usado em cavidades com moderada a intensa exsudação com ou sem necrose.Feridas infectadas e exsudativas de moderada a intensa Hidrocolóide Pó .34 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES DAS COBERTURAS SOLUÇÕES E CREMES PADRONIZADOS PELA PBH Produto Sulfadiazina de prata + cerium Indicação . Contra-indicação .Feridas com pouca exsudação Fibra de Carboximetilcelulose Placa . Somente pode ser usado em associação com a placa .Feridas exsudativas Hidrogel . .Feridas intensamente exsudativas com ou sem infecção e em feridas fétidas.Feridas infectadas e com exsudação intensa Alginato Placa .Não ultrapassar as bordas da ferida para evitar a maceração da pele Alginato Fita .Tratamento de queimaduras e feridas que não respondem às coberturas oclusivas . Por ser hemostática pode ser usada em sangramentos .Pele friável ou alergia aos componentes . com ou sem infecção.Feridas cavitárias com moderada a intensa exsudação com ou sem necrose e com ou sem infecção . presença de sangramento.Feridas pouco exsudativas com ou sem necrose e queimaduras superficiais . Por ser hemostática pode ser usada em sangramentos.Feridas um pouco profundas sem infecção com moderada exsudação.Hidratação tópica na região periferida Creme Hidratante .Feridas com moderada a intensa exsudação com ou sem necrose.Feridas pouco exsudativas Fibra de Carboximetilcelulose Fita .Feridas com pouco ou moderada exsudação.Feridas pouco exsudativas para fornecer umidade ao leito da ferida.Feridas com pouca exsudação . exposição óssea e tendinosa e em queimaduras .

como baixo peso ao nascimento. 70% são de famílias onde os pais fumam ou permitem que seus filhos fumem. A gestante que fuma tem um risco aumentado de complicações da gravidez. Muitos começam a fumar seguindo o exemplo dado pelos pais ou outros membros da família. direta ou indiretamente. sendo 200 mil no Brasil. época em que a sua personalidade ainda se encontra em formação. cocaína e crack em termos de capacidade para produzir dependência. acetilcolina.” A INDÚSTRIA DO FUMO E SUAS PROPAGANDAS ENGANOSAS A indústria de cigarros precisa recrutar novos fumantes para a substituição daqueles que abandonaram o vício e dos que morreram em conseqüência do mesmo. acidentes de trânsito. rapé. cocaína. A nicotina é considerada uma droga pesada. morrem cerca de 5 milhões de fumantes no mundo. Os jovens não acreditam que vão se tornar dependentes da nicotina. No entanto. charuto. como cigarro. vasos sangüíneos e pulmões. menos beleza devido às rugas precoces na pele e podem ter impotência sexual. por artistas e outros ídolos. colocando o cigarro como um passaporte para um mundo com mais “status”. que são responsáveis. poder. outros. cigarro de palha. muito bem feitas. As mais frequentes são o câncer em diversos locais do corpo. “glamour”. álcool. atributos muito desejados pelos adolescentes. Dentre as crianças e adolescentes que começam a fumar. e provoca mais mortes prematuras do que a soma do que a AIDS. . Todas essas proporcionam a sensação de prazer. Após a tragada. fumo de rolo e outros. infarto do miocárdio e outras doenças. e os adolescentes são o seu alvo principal. heroína. A exposição de não-fumantes à poluição do ambiente causada pelo fumo (tabagismo passivo) aumenta o risco destas pessoas apresentarem câncer de pulmão. As propagandas. e têm dificuldades em ver os seus malefícios a longo prazo: querem o prazer imediato. Pode haver também danos para o bebê. serotonina e beta-endorfina. O INÍCIO DO HÁBITO DE FUMAR Cerca de 90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina até os 19 anos de idade. As crianças que convivem com fumantes têm maior risco de apresentar infecções respiratórias e asma brônquica e de morrer em conseqüência destas doenças. ela chega ao cérebro em 7 a 10 segundos. doenças do coração. Anualmente. A DROGA NICOTINA A nicotina é a substância presente no fumo que causa a dependência ou vício. cachimbo. aumento do risco de morte por doenças respiratórias nos primeiros anos de vida e comprometimento da inteligência. incêndios e suicídios. acham que abandonarão o cigarro facilmente e quando quiserem. provocando a liberação de substâncias como dopamina. aumento da concentração e da memória e diminuição da ansiedade e da tensão. a realidade é o oposto disso: os fumantes têm pior condicionamento físico e menor capacidade respiratória. sensualidade e melhor desempenho esportivo. mostram jovens praticando esportes radicais ou cercados de belas mulheres. Contém aproximadamente 5 mil substâncias tóxicas. por cerca de 100 doenças. sendo superada apenas pela heroína. como abortos. para serem aceitos pela “turma. noradrenalina.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 35 TABAGISMO EXTENSÃO DO PROBLEMA O tabagismo (hábito de fumar) é considerado pela Organização Mundial de Saúde como a maior causa evitável de doença e morte no mundo. sangramentos e partos prematuros. O fumo do tabaco apresenta-se sob várias formas.

Aguarda-se o cadastramento destes serviços no INCA e todos os trâmites burocráticos para o ínicio das atividades. Portanto. Se cada profissional de saúde dedicar de 3 a 5 minutos do seu atendimento para abordar o tabagismo. têm um grande e decisivo papel na luta contra o tabagismo. em Julho de 2004. desses. É fundamental que os fumantes sejam orientados a mudar seu estilo de vida. haverá uma redução de cerca de 10% no número de fumantes entre os usuários dos serviços de saúde. a maioria consegue parar sem ajuda. Estes medicamentos devem ser usados mediante acompanhamento por profissionais de saúde capacitados. praticando exercícios físicos e adotando uma alimentação saudável. No entanto. O tratamento dos fumantes será feito em grupos e os medicamentos e materiais de apoio serão fornecidos diretamente pelo Ministério da Saúde. cujas equipes foram capacitadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Secretaria de Estado de Saúde de MG. mas apenas 3% conseguem a cada ano e. em associação à Terapia Cognitivo-Comportamental. alguns indivíduos têm um nível muito elevado de dependência da nicotina e necessitam de apoio medicamentoso. o tratamento e o acompanhamento dos fumantes será disponibilizado em 09 Centros de Saúde. Os Serviços de Saúde devem ser ambientes livres de tabaco. . podem atuar preventivamente.36 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis O TRATAMENTO DOS FUMANTES As pesquisas mostram que cerca de 80% dos fumantes desejam parar de fumar. O PAPEL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA LUTA CONTRA O TABAGISMO Os profissionais de saúde são formadores de opinião na sociedade e vistos como exemplos de comportamento em saúde. haverá capacitações para outras equipes com a finalidade de ampliar estas ações de controle do tabagismo na Rede Pública Municipal. Isto coloca em evidência o grande potencial que a abordagem rotineira do fumante possui para reduzir a prevalência de fumantes. Mesmo antes da capacitação específica. Na atualidade. que é um antidepressivo e reduz a vontade de fumar. para evitar que os jovens se iniciem no hábito de fumar e desenvolvendo ações junto aos fumantes. os tratamentos mais eficazes são a reposição de nicotina (adesivos e gomas de mascar) e a Bupropiona. para que abandonem o vício. Inicialmente. Posteriormente.

aquelas instituições filantrópicas que não contarem com profissional médico contratado terão os idosos residentes avaliados pelos médicos das Equipes de Saúde da Família às quais a população esteja vinculada. RELAÇÃO COM AS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS (ILPIs) Rotina de atividades Visitas Conforme compromisso firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Promotoria de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas. Social Idoso que mora sozinho ou idoso que vive em instituição de longa permanência. O cansaço. através do agente comunitário de saúde ou por outros membros da equipe.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 37 CUIDADO INTEGRAL AO IDOSO ENFRENTAMENTO DE FRAGILIDADES São considerados critérios de fragilidade e prioridade para o desenvolvimento de ações de saúde para a população idosa: Etário Idoso de 75 anos ou mais. A negligência familiar deve sempre ser suspeitada em caso de problemas com a higiene ambiental e corporal. tonteiras. fratura) e o idoso que saiu da unidade hospitalar1 . A periodicidade das avaliações médicas dependerá da necessidade de cada caso. Fornecimento de medicamentos padronizados O fornecimento regular de medicamentos padronizados pela Secretaria Municipal de Saúde às ILPIs filantrópicas se faz mediante a apresentação de uma planilha de previsão trimestral padronizada pela SMSA e devidamente preenchida pela instituição e da prescrição médica individualizada. DPOC. qualidade . instabilidade. portador de vasculopatia periférica / ferida crônica. Organização de farmácias O farmacêutico distrital ou seu representante pode fornecer orientações para um melhor acondicionamento e organização dos medicamentos. conforme a necessidade. erros com a medicação. Funcional Idoso acamado. etc). hipertensão. afastamento ou as relações conflituosas com filhos e netos muitas vezes são responsáveis por sintomas somáticos ou psíquicos (agressividade. Estas visitas devem ser comunicadas pelas Gerências de Atenção à Saúde à SMSA e ao Ministério Público. etc). ICC. neoplasia em fase terminal. através de fax. todas as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) filantrópicas devem receber as visitas para assistência à saúde. Clínico Idoso portador de múltiplas doenças (diabético. hipertenso. controle inadequado de doenças (diabetes. Avaliação A avaliação da família (composição. pneumopata crônico. dores. número de pessoas que moram na mesma casa. As ILPIs dispõem do Protocolo de Avaliação Admissional desde fevereiro de 2004. no mínimo a cada 15 dias. sintomas do aparelho gastrintestinal. desnutrição e quedas explicadas de maneira contraditória. hospitalizações freqüentes. GIGANTES GERIÁTRICOS Insuficiência Familiar Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem dificuldades de relacionamento com os familiares ou que não dispuserem de familiares próximos deverão ser abordados quanto à insuficiência familiar. cardiopata.

Orientação Os familiares deverão ser orientados quanto aos sintomas mais freqüentes (piora da memória. É garantido o sigilo da pessoa que faz a denúncia. labilidade emocional. hemograma. distúrbios hidroeletrolíticos. Orientação A delicadeza e a discrição são fundamentais para abordar a questão da insuficiência familiar. ionograma . VDRL. Tratamento A suspeita de maus tratos deve ser primeiramente discutida em equipe. e pode ou não haver febre. Delirium Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem déficit de memória de aparecimento recente com flutuação do nível da consciência ou que apresentem tal situação relatada por familiares. dosagem de vitamina B12 e ácido fólico. desorientação no tempo (não sabe que dia é hoje). dificuldades para lidar com dinheiro. uso de medicamentos (neurolépticos. A identificação e correção da causa são essenciais pois o delirium é considerado uma urgência geriátrica.38 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis de relacionamento com a pessoa idosa. alterações neurológicas (distúrbios metabólicos. fazer compras. Tratamento Caso se confirme a síndrome demencial e a suspeita seja de doença de Alzheimer. Não se deve conter fisicamente um idoso agitado. Os cuidadores deverão ajudar o idoso a estabelecer rotinas para o seu cuidado. descompensações orgânicas (cardíaca. os idosos deverão ser submetidos ao rastreio para causas tratáveis de demência (TSH. e nesses casos costuma ser difícil reconhecê-lo. distúrbios de comportamento. Orientação Os estímulos sonoros e visuais devem ser minimizados. falar de maneira calma. no espaço (perde-se em locais conhecidos) e para fatos e pessoas (confunde os familiares com pessoas de outras gerações).sódio. incluindo a avaliação cognitiva (Mini-mental e o teste do relógio) e a escala geriátrica de depressão.funções renal e hepática e TC encéfalo). Na suspeita de declínio cognitivo. hepática. hipoglicemiantes. alteração do sono. digoxina. A identificação da causa do delirium é mandatória e sua correção é o melhor tratamento. anti-hipertensivos. renal).magnésio e cálcio . Há comprometimento da capacidade para o auto-cuidado (negligência com a higiene da casa e do próprio corpo). etc). inclusive com a participação do serviço social. tiroxina livre. neoplasia). evitar confrontos e provocações com a pessoa que apresenta declínio cognitivo. usar aparelhos domésticos. hematomas subdurais crônicos) e dor (fraturas não diagnosticadas. cuidador) faz parte da rotina de avaliação do idoso. Avaliação Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem déficit de memória deverão ser avaliados globalmente. Rivastigmina e Galantamina) que faz parte da listagem do Programa de Medicamentos Excepcionais e cuja aquisição e dispensação é . Incapacidade Cognitiva Rotina de atividades Quadro clínico A incapacidade cognitiva é observada quando os idosos ou seus familiares relatam piora da memória para fatos recentes. telefone. diuréticos.potássio. etc. é recomendável a instituição da medicação anticolinesterásica (Donepezil. Comportamentos provocativos de ambas as partes (idoso e familiares) não deverão ser reforçados. avaliados os riscos de agressão e comunicados à Gerência do Idoso da Secretaria Municipal de Assistência Social (Fone: 3277 4412). ou ainda por denúncia à Promotoria de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Fone: 3335 8375). O delirium pode ser hiperativo (o paciente torna-se agitado. O delirium pode coexistir com quadros demenciais. Os Centros de Saúde que dispuserem de serviço social ou os profissionais de serviço social das Gerências de Assistência Social das respectivas Secretarias de Coordenação Municipal de Gestão Regional devem ser chamados a participar do processo de avaliação de casos selecionados (suspeita de negligência e maus tratos). etc) e à evolução da síndrome demencial. deverão ser avaliados globalmente para a pesquisa da causa do delirium. Avaliação As causas mais freqüentes são as infecções (urinária e pulmonar). principalmente à noite) ou hipoativo (o idoso apresenta-se prostrado e pouco comunicativo). anticolinérgicos.

a correção de distúrbios desencadeados pela medicação. hipotensores são responsáveis pela maioria das reações adversas a drogas evitáveis. Iatrogenia Rotina de atividades Quadro clínico Iatrogenia é a “doença” causada por qualquer tratamento instituído. a reações adversas a drogas. dislipidemias. arritmias cardíacas).7 = 72 .Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 39 de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde. por ser simples e de fácil aplicação. É o teste mais utilizado para triagem inicial de idosos com déficit cognitivo. Depende diretamente do nível de escolaridade. NEM ALI. etc). . levomepromazina. o escore mínimo tido como normal é de 13 pontos (BERTOLLUCI. quedas. No Brasil.Escrever uma frase completa (0 a 1) 10. diabete melito.7 = 93 . Memória de Evocação 3): -Quais os três objetos perguntados anteriormente? 6. incontinência urinária. Registro (3): -Repetir: GELO. Orientação O idoso e/ou seus cuidadores deverão ser orientados a respeitar a prescrição medicamentosa e evitar a automedicação. benzodiazepínicos. e para pacientes com 8 anos ou mais de escolaridade e sem déficit cognitivo. com duração de 5 a 10 minutos. Os itens de maior complexidade são: Memóra de Evocação. Este dado será considerado na escolha e aplicação dos testes. Comando de estágios: "Apanhe esta folha de papel com a mão direita. Copiar diagrama em anexo (0 a 1) (dois pentágonos entrecruzados) 11. A depressão e outras condições clínicas que possam colaborar para o declínio cognitivo deverão ser tratadas. É necessário o preenchimento do Formulário de Solicitação de Medicamentos Excepcionais. é importante prevenir novos eventos cerebrovasculares e controlar os fatores de risco (hipertensão arterial. antipsicóticos. os idosos não tiveram oportunidade de estudo no passado. aumentando para 50-60% para o uso crônico de 5 drogas concomitantes. Os neurolépticos (tioridazina. Orientação Espacial (5): Estado Cidade Bairro Local Andar 3. Orientação Temporal (5): Ano Mês Dia do Mês Dia da Semana Semestre 2. O profissional (médico ou enfermeiro) deve ser extremamente criterioso na escolha de medicamentos para idosos. dobre-a ao meio e coloque-a no chão" (0 a 3) 9. Estima-se que 18% a 50% das prescrições para os idosos sejam inapropriadas. Frase e Desenho. O risco de reação adversa para o uso de 2 drogas concomitantes é de 1.correção dos distúrbios hidroeletrolíticos. Tratamento O tratamento da iatrogenia deve ser a adequação da prescrição.7 = 86 . deverão ser avaliados globalmente para a pesquisa de causas tratáveis de iatrogenia. Mini-mental de Folstein (1975) 1. LEÃO e PLANTA 4. Avaliação A revisão sistemática da prescrição e dos medicamentos em uso é parte fundamental da avaliação da pessoa idosa. Orientação. Atenção e Cálculo (5): -100 . composto por 11 itens e com pontuação máxima de 30 pontos. 1994). Ler e executar (0 a 1) FECHE SEUS OLHOS O Mini-mental é um instrumento extremamente útil na triagem cognitiva. a interrupção da droga. Repetir: "NEM AQUI. digoxina. haloperidol. se possível. Nomear dois objetos: relógio e caneta (0 a 2) 7. Anti. impactação fecal.inflamatórios não esteróides. Atenção e Cálculo. Cerca de 5% a 10% das internações hospitalares de idosos estão relacionadas direta ou indiretamente. e a prevenção de novos eventos.7 = 79 . Se a suspeita for de demência vascular. NEM LÁ" 8. a pontuação mínima é de 24 pontos. warfarin.5%. infecções.7 = 65 MUNDO=ODNUM 5. Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem episódios de confusão mental. e entre 35 e 40% dos idosos brasileiros são analfabetos. e outros que fazem parte da listagem de medicamentos excepcionais) são indicados para o controle de distúrbios de comportamento (em doses mínimas e após a correção de situações que possam colaborar para o agravamento do quadro . Para idosos analfabetos. A Secretaria Municipal de Saúde está discutindo uma forma de organizar o referenciamento para auxiliar os profissionais da atenção básica na discussão de casos e viabilizar o encaminhamento das situações de maior complexidade.

40 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Antes de prescrever para uma pessoa idosa. agitação e confusão mental. coronariopata e seqüelado de AVC. de fácil manuseio e posologia mais cômoda. Elas ainda são necessárias? Se não forem mais. ou pode ser substituída por tratamento tópico ou medidas para reabilitação física. de acordo com a resposta e a sensibilidade do paciente.. l) Informe e esclareça o idoso e familiares possíveis efeitos colaterais. como nos casos de anemia. r) Altere uma droga de cada vez. Um idoso de 60 anos é bem diferente de um idoso de 95 anos. t) Prescrever para uma pessoa jovem é bem diferente de prescrever para um idoso. Analise periodicamente a prescrição. pense. e) O medicamento é realmente necessário? Já foram tentadas medidas não farmacológicas? f) Simplifique a sua receita e conheça as razões que levaram à prescrição. a) Conheça os efeitos do envelhecimento antes de dizer que se trata de uma doença. sempre que possível.. o) Acompanhe sempre o tratamento e peça aos familiares informações sobre o aparecimento de sintomas. evitando o uso de drogas semelhantes e interações medicamentosas. Pense nisso antes de lançar mão de medicamentos. independente é bem diferente de um idoso de 60 anos diabético. k) Estabeleça os objetivos do tratamento e o tempo. j) Evite o uso de drogas que necessitem de várias tomadas por dia. de menor custo. i) Aumente a dose da medicação gradativamente. n) Estabeleça contato com outros profissionais que estejam cuidando do idoso. p) Peça ao idoso para trazer os medicamentos que está usando – prescritos e não prescritos. m) Nunca diga ao idoso que deverá tomar um remédio para sempre. g) Antes de iniciar a medicação. tratar sinais e sintomas sem procurar esclarecer a causa. c) Evite. Conheça e considere o incômodo que a doença representa para o idoso ao prescrever o medicamento. Isso estabelece o efeito “cascata”: usa-se um remédio para tratar o mal que outro causou. Isso facilitará o entendimento de efeitos colaterais e ou benefícios de cada uma. Um idoso de 95 anos sadio. Medicamentos usados por muito tempo nem sempre são lembrados. esclareça e retire. . revendo a necessidade de modificá-la. certifique-se de que é realmente indispensável. d) Um efeito colateral não deve ser tratado com outro medicamento. s) Prescreva o medicamento que você conheça bem. dificultando muitas vezes a retirada de medicação desnecessária bem como o ajuste posológico. b) Estabeleça as prioridades do tratamento. h) Comece a usar as drogas sempre em doses mais baixas. Habitualmente os idosos respondem bem a doses consideradas subterapêuticas para o adulto. que geralmente não têm boa aceitação e favorecem erros. sem resolver o problema que motivou a prescrição. Os idosos podem considerar esta recomendação para todos os outros medicamentos prescritos. q) Pergunte sempre pela medicação para dormir.

Incontinência Fecal e/ou Urinária Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem episódios de incontinência (eliminação de urina ou fezes. A conseqüência última da síndrome de imobilidade é o confinamento do idoso ao leito com grave comprometimento de sua qualidade de vida. com noctúria e disúria. em casos muito graves. infecção urinária. Mulheres na menopausa e pacientes prostáticos podem apresentar urge/incontinência. fraturas) e crônicas (neuropatia diabética. cardiovascular. nefropatias. Orientação Os idosos e/ou seus cuidadores deverão ser orientados a ingerir líquidos de maneira adequada (1. constipação intestinal. o autocateterismo vesical ou cateterismo realizado por terceiros deve ser utilizado. As medidas de reabilitação estão indicadas em casos de AVC recente.5 a 2 litros/dia) para proporcionar o condicionamento da bexiga estabelecendo horários e intervalos regulares para ir ou levar o idoso ao banheiro. respiratório. osteoatrites de quadril e joelhos. Avaliação Os idosos deverão ser submetidos à pesquisa de infecção urinária. em casos selecionados. Vítimas de trauma raquimedular podem ter impossibilidade de contração vesical. Tratamento A identificação e a correção da causa da imobilidade devem ser feitas de acordo com o tipo e o tempo de imobilidade. prevenção de edemas de estase. neuropatias. de acordo com o mecanismo fisiopatológico da incontinência (hormonioterapia tópica para reduzir o hipoestrogenismo e a urgência miccional. Orientação O idoso/ou seu cuidador devem ser conscientizados da importância da recuperação precoce da mobilidade. tonteiras. instabilidade. em hora e local inapropriados) deverão ser avaliados globalmente para a pesquisa de causas tratáveis de incontinência. Avaliação A piora da capacidade da marcha deve ser reconhecida precocemente. Mulheres multíparas. uso de medicamentos que aumentem o fluxo urinário ou dificultem a mobilidade e o equilíbrio. e em geral traz grandes benefícios aos pacientes (ver protocolo da SMSA-BH). arteriopatias. alfabloqueadores para reduzir a hipertonia do esfíncter. No caso de vítima de trauma raquimedular. candidíase perineal. O reconhecimento do caso é considerado um parâmetro de qualidade no atendimento à pessoa idosa. fístulas) deve ser realizado em todos os casos. propensão a infecções e. tossidores crônicos e pessoas obesas podem apresentar incontinência de esforço. uso de medicamentos. hepatopatias. fraturas. A incontinência é dita funcional quando a sua causa é decorrente de outras condições (piora da marcha. Tratamento As causas da incontinência deverão ser identificadas e tratadas. diarréia. o tratamento de infecção urinária e de condições que aumentem a irritabilidade perineal (candidíase. apresentando retenção urinária. essas medicações não estão padronizadas no SUS. Atualmente. neoplasias. Além disso. até rotura de bexiga.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 41 Imobilidade Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem ou tiverem casos relatados por familiares de restrição da capacidade de mobilidade deverão ser globalmente avaliados. . hidratação e nutrição adequadas. alteração de memória. urinário) e colabora para a sensação de inutilidade e de vazio. oxibutinina ou similar para reduzir a hipercontratilidade vesical). O estigma da incontinência é responsável pelo isolamento social e por sintomas depressivos. urologista). pois a pessoa idosa descondiciona-se de modo muito rápido. uso de medicamentos. O tratamento pode ser feito com uso de medicamentos. melhora da expansibilidade pulmonar. ambiente inadequado ou qualquer impedimento entre a vontade percebida de urinar ou defecar e a chegada em tempo hábil ao banheiro). instabilidade etc. AVC. São causas de imobilidade: doenças agudas (pneumonias. cistocele. finasterida para redução da hipertrofia prostática. com instituição de medidas de mobilização passiva. Pode ser necessária a avaliação de especialistas (ginecologista. A prescrição intempestiva de repouso no leito deve ser evitada. Homens com hipertrofia prostática podem apresentar incontinência por transbordamento. cirurgias etc). constipação intestinal. O repouso traz alterações em todos os sintomas e órgãos (músculo-esquelético.

e essa imobilidade colabora para a piora de sua instabilidade. sua correção inicialmente pode ser através do uso de óculos. Avaliação O episódio da queda deve ser rigorosamente pesquisado: circunstâncias da queda. iluminação insuficiente) e condições intrínsecas (hipotensão postural. A queda pode ter conseqüências tardias. etc). Estimular a marcha com segurança. pelo relato do paciente e/ou de seus familiares de perda da capacidade para realizar tarefas que exijam maior acuidade visual (enfiar uma linha na agulha. Devemos suspeitar sempre de glaucoma em caso de queixas de olhos vermelhos.) ou dificuldade de acomodação visual no escuro (quadro freqüente em idosos e responsável por quedas). Muitas vezes o idoso chama de tonteira a sensação de desequilíbrio ao levantar. hospitalização. a revisão da prescrição medicamentosa. conseqüências físicas. como por exemplo o hematoma subdural crônico. lesões. e isso não pode ser confundido com labirintite nem deve ser tratado com flunarizina ou cinarizina. A avaliação da queda auxiliará a adequar prescrições. Orientação O medo de cair (fobia de quedas) é uma conseqüência freqüente e trágica de um episódio de quedas. catar o arroz ou o feijão etc. corrigir ambientes de risco. freqüência. e ainda se o idoso foi capaz de levantar-se sozinho e quanto tempo levou para fazê-lo (ficar mais de 2 horas é sinal de pior prognóstico). O idoso que cai tende a ficar mais restrito. bordados. doença aguda. A pesquisa de glaucoma . A instabilidade (dificuldade de sustentar o equilíbrio) pode resultar de condições ambientais (calçados inadequados. A ocorrência de catarata deve ser lembrada e a intervenção cirúrgica proposta. psíquicas e sociais. infecções. a orientação socioambiental e a instituição de medidas de reabilitação do equilíbrio e da marcha. PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS Deficiência Visual e Auditiva Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem deficiência visual e/ou auditiva devem ser avaliados. A deficiência auditiva pode ser testada pelo teste do sussurro (falar uma frase em voz baixa e de modo que a pessoa não tenha possibilidade de leitura labial) e pela pesquisa sistemática da existência de uma rolha de cerúmen. osteoartrites. mover-se menos dentro do ambiente. descompensações metabólicas e orgânicas. hipotensores) deve ser sistemática.42 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis Instabilidade Rotina de atividades Quadro clínico Os idosos que apresentarem ou cujos familiares relatarem episódios de quedas devem ser avaliados globalmente para a pesquisa de suas causas. pisos escorregadios. A presbiopia está presente em todos os idosos. Tratamento O tratamento da instabilidade inclui a correção de sua causa. se for o caso. detectar doenças e prevenir novos episódios. Evitar recomendações de restrição da mobilidade ou de repouso no leito. sair menos de casa. local. O isolamento social tem reflexos sobre a capacidade cognitiva e a sensação de inutilidade e vazio. A fobia de quedas é tratada a partir do estímulo à marcha. Manter o ambiente iluminado favorece a acomodação visual. pois pode induzir a quadros de parkinsonismo e ocasionar instabilidade e quedas. e a pesquisa de hipotensão ortostática e de sinais de hipovolemia (diuréticos. Qualquer situação responsável por restrição da mobilidade colabora para a instalação da instabilidade: repouso no leito. Orientação O idoso e/ou seus cuidadores deverão ser orientados a sempre tentar corrigir o déficit visual e/ou auditivo. tratamento de suas conseqüências e prevenção de novos eventos. redução do campo visual (esbarra em objetos. medicamentos. Há uma associação freqüente entre uso de benzodiazepínicos e quedas em idosos. leitura de bulas ou de jornais. desconforto ou dor ocular. horário. O uso crônico de cinarizina ou flunarizina deve ser evitado em TODOS os idosos. A revisão da prescrição em uso é fundamental. Avaliação A deficiência visual pode ser testada de modo simples com o teste de Snellen (quadro de figuras a uma distância mínima de 3 metros). tem perda da visão periférica).

hipertireoidismo. este exame é totalmente prescindível para o estabelecimento do diagnóstico e a indicação terapêutica nos casos em que há fatores de risco e manifestações de osteoporose instalada. promover a atividade física ao longo de toda a vida. receber sol pela manhã. a dificuldade de recuperar a marcha. a correção de eventuais distúrbios metabólicos e daqueles desencadeados por medicação (cloroquina. assegurar-se de que ele compreendeu o que lhe foi dito e promover a sua integração social. temível por suas conseqüências a curto. As complicações mais graves da osteoporose são as fraturas ósseas. mais comuns no punho de mulheres na cinqüentena (Fratura de Colles) e vértebras lombares (com achatamento da vértebra). Prevenir osteoporose significa assegurar uma dieta rica em cálcio ao longo de toda a vida e especialmente após a menopausa. Os familiares devem ser orientados a não aumentar a voz e gritar. não apresenta alterações significativas. Do ponto de vista técnico. A retinopatia diabética deve sempre ser suspeitada em caso de pacientes com história de diabetes mal controlado. a iluminação adequada do ambiente e a correção cirúrgica de catarata. médio e longo prazo. O otorrinolaringologista fará a avaliação auditiva por meio de exame local e audiometria. tratamento de doenças subjacentes). insuficiência renal crônica. inclusive no climatério e período pós-menopausa. Trata-se de uma doença responsável por fragilidade óssea e propensão a fraturas. O exame físico. e não a regra. Tratamento O tratamento da osteoporose deve incluir a correção possível dos fatores de risco (tabagismo. cirrose hepática. fratura de colo de fêmur em mulheres no período pós-menopausa. após trauma ou. Estas são maneiras de reduzir o isolamento social. quando for o caso. As evidências científicas atuais não sustentam a realização da densitometria óssea como exame de rastreamento para osteoporose em nenhuma faixa etária. O sedentarismo é fator de risco e de agravamento da osteoporose. O controle da pressão ocular será feito por oftalmologista. sem qualquer repercussão funcional. Essa aparente calmaria esconde graves complicações em caso de queda ou trauma. e sim colocar-se diante do paciente. climatério e uso de medicamentos (ex: corticosteróides. a adequação da atividade física (30 minutos de caminhada diárias são recomendados para a maioria dos casos). o combate ao tabagismo e ao alcoolismo em todas as idades e evitar o uso iatrogênico de medicamentos que exponham o individuo ao risco de desenvolver a osteoporose. As situações nas quais a densitometria óssea é realmente necessária para a definição de condutas constituem exceções. Orientação O mais interessante é a prevenção da osteoporose. um trabalho de melhoria da marcha e do equilíbrio e a correção de eventuais riscos ambientais para prevenir quedas. sendo que brancas e longilíneas estão em maior risco. até espontaneamente. A mortalidade é elevada e chega a 50% em 2 anos. em casos selecionados o uso de prótese auditiva. mudança do ponto de equilíbrio para frente (a pessoa fica curvada) e pode haver até restrição respiratória como consequência. história de fratura de Colles em mulheres a partir da cinqüentena. Tratamento O tratamento da deficiência visual deve incluir a adequação da refração. na fase inicial. Após os 70 anos. digoxina). Os fatores de risco conhecidos são: tabagismo. como fraturas em idosos com desabamento de corpo vertebral na coluna lombo-sacra. entre outros. a incontinência e o isolamento social. tiroxina). sintomas depressivos e o declínio funcional decorrentes. a restrição do espaço vital. Suas complicações per e pós-operatórias mais freqüentes são a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar. O outro tipo de fratura é a de fêmur. homens e mulheres têm riscos semelhantes. indolor. O tratamento da deficiência auditiva poderá incluir a extração do cerúmen e. Complicações a médio prazo são a redução da mobilidade. em casos muito graves. com prescrição de colírios.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 43 deve fazer parte da consulta oftalmológica. antes das 10h (15 minutos de exposição ao sol são suficientes) especialmente após os 60 anos. com quadro clínico habitualmente frustro. alcoolismo. Nos casos avançados há aumento da cifose torácica. A avaliação laboratorial deve incluir as funções renal e tireoidiana e a dosagem de cálcio e fósforo. Avaliação A anamnese deve incluir a pesquisa por fatores de risco e por história familiar positiva. alcoolismo. hipogonadismo. Osteoporose Rotina de atividades Quadro clínico A osteoporose é uma condição muito freqüente entre idosos. O . anticonvulsivantes. falar frases curtas. A osteoporose é uma doença que acomete predominantemente as mulheres pós-climatério.

A Secretaria de Estado da Saúde . . para evitar esofagite e sintomas dispépticos. Risendronato. pode ser útil para e a prevenção da osteoporose. 688. e o usuário recebe a medicação na Av. O uso do alendronato deve ser feito com a ingestão diária de 1 comprimido de 10 mg em jejum.44 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis tratamento medicamentoso da osteoporose é feito com a administração de carbonato de cálcio e vitamina D e com o uso de bisfosfonados (Alendronato.MG fornece o alendronato de sódio 10mg e a calcitonina de salmão 200UI intra-nasal. Pamidronato). É necessário o preenchimento do formulário para dispensação de medicamentos excepcionais. A calcitonina de salmão é muito útil após fratura vertebral. que fazem parte do Programa de Medicamentos Excepcionais. A terapia de reposição hormonal. raloxifeno e calcitonina subcutânea ou intra-nasal. O paciente deve ser orientado a permanecer de pé por 40 minutos. Brasil. na presença de sintomatologia climatérica e salvaguardadas as contra-indicações. antes de ingerir qualquer alimento. pois ela tem poder analgésico. com água.

com o resultante aumento de sua identificação. ou seja. No Brasil. No Brasil. superado apenas pelo câncer de pele não melanoma. O rastreamento de homens assintomáticos para o câncer da próstata está associado a danos importantes. A relação entre os benefícios (redução da morbidade e mortalidade) e os danos anteriormente citados ainda é desconhecida. o câncer de próstata continua registrando a segunda taxa mais elevada.3%. aqui incluídos os freqüentes resultados falso-positivos dos testes disponíveis.3% de todos os casos novos de câncer) e também é a causa de morte por câncer mais freqüente. facilidades para a conservação dos alimentos ou uma diminuição da prevalência do possível agente causal. No Brasil também se constata uma diminuição temporal das taxas de mortalidade por este tumor. Isto pode. Helicobacter pylori. tanto de mortalidade quanto de incidência. . É fundamental que sejam reforçadas as ações de combate ao tabagismo. Na mulher Pele (não melanoma). possivelmente refletindo mudança de hábitos alimentares da população. e a terceira causa de morte mais freqüente entre os homens. Neoplasias mais comuns No homem Pele (não melanoma). A incidência do câncer de próstata vem crescendo rapidamente. A mais importante e eficaz prevenção do câncer de pulmão é a primária. o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer em homens e a segunda em mulheres.Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 45 NEOPLASIAS MAIS COMUNS Serão citados aqui os tipos de câncer mais freqüentes em nossa população e sua prevenção (primária ou secundária). Alguns estudos sugerem que dieta rica em gorduras e carne vermelha aumentaria o risco de desenvolver o câncer de próstata. principalmente entre mulheres e jovens. nos óbitos. Próstata. a ansiedade gerada por esses resultados. CÂNCER DE PRÓSTATA O câncer de próstata é a sexta ocorrência mais freqüente de casos novos de neoplasia maligna no mundo. em países desenvolvidos e 4. entre as neoplasias malignas masculinas. O câncer de próstata representa 9. mama e útero (abordados em outra parte desta pulicação) e cólon. o número de biópsias desnecessárias e as complicações potenciais do tratamento de tumores que não iriam afetar a saúde do indivíduo. tem-se observado uma queda nas suas taxas de mortalidade e incidência. em parte. e pelo câncer de pulmão. nos casos incidentes.3%. Vale ressaltar que a possível melhoria da qualidade do diagnóstico do câncer primário de estômago. ser atribuído à introdução de modalidades diagnósticas como a utilização do teste do Antígeno Prostático Específico (PSA) e ao aumento da expectativa de vida da população. O mesmo decréscimo parece também estar ocorrendo com relação à incidência. Recomenda-se que o controle do câncer da próstata seja baseado em ações educativas voltadas tanto à população masculina (alertando sobre os sinais e sintomas iniciais do câncer da próstata. sem estar claro se por fatores genéticos ou ambientais. porém vários estudos mostram que homens com história familiar de câncer de próstata têm o risco aumentado. Pulmão e Cólon. enquanto a ingesta de frutas e vegetais e exercício físico regular ofereceriam alguma proteção. pode ter levado à subestimação da magnitude do declínio temporal observado nas taxas de mortalidade e incidência nas últimas décadas.7% das neoplasias malignas entre homens (15. CÂNCER DE ESTÔMAGO O câncer de estômago permanece como a segunda causa de óbito mais ocorrente no mundo. CÂNCER DE PULMÃO O câncer de pulmão continua a ser o câncer mais incidente no mundo (12. As causas ainda permanecem desconhecidas. o combate ao tabagismo e consegue a redução do número de casos (incidência) e de mortalidade. Contudo. em países em desenvolvimento).

talvez através da prevenção da obesidade. entre as mulheres. Entretanto. Com base neste dado. com taxas altas de cura completa. a presença do gene da polipose familiar). No Brasil. este câncer figura entre as cinco primeiras causas de morte por câncer. as estimativas das taxas de incidência e dos números esperados de casos novos em relação a este tipo de câncer devem ser consideradas como estimativas mínimas.Prostate.European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer (ERSSPC). de acordo com os conhecimentos científicos atuais. Dentre os fatores de risco não relacionados a hábitos alimentares. Os resultados destes estudos tornarão possíveis estratégias que levem em consideração anos potenciais de vida ganhos com qualidade de vida e custos de atenção médica -aspectos que são particularmente importantes em casos de homens de idade avançada cujo o diagnóstico é realizado por meio de exames de detecção de tumores muito iniciais. devido ao risco elevado para o desenvolvimento de câncer cólon-retal. CÂNCER DE PELE “NÃO MELANOMA” O câncer de pele não melanoma continua sendo o mais incidente em nosso país em ambos os sexos. a predisposição genética (por exemplo. Portanto. entre os homens. se tratada de forma adequada e oportuna. é em torno de 16%. até o momento. o câncer de cólon e reto é a quarta neoplasia mais incidente em ambos os sexos. ao exame de toque retal e à pesquisa de sangue oculto nas fezes. . CÂNCER DE CÓLON E RETO Mundialmente. inclusive com a participação da atenção secundária. através do teste de sangue oculto nas fezes. o câncer de cólon e reto se encontra em quinto lugar. Em relação ao número de casos novos. e rica em carne vermelha. nos Estados Unidos . A sua mortalidade é considerada baixa. Atualmente. a aplicabilidade desta prática está sendo analisada por diversos orgãos. devem receber atenção diferenciada. É quase certo que exista um considerável sub-registro devido ao subdiagnóstico e por ser uma neoplasia de excelente prognóstico. Esses mesmos estudos sugerem que a atividade física regular atuaria como fator de proteção. tem-se discutido que esta abordagem pode gerar uma elevada demanda de procedimentos propedêuticos subseqüentes. e não são observadas diferenças muito grandes entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. pessoas com mais de 50 anos deveriam submeter-se. em virtude dos resultados falso-positivos da pesquisa de sangue oculto nas fezes. Conseqüentemente. anualmente ou a cada 2 anos. Estudos epidemiológicos realizados tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento têm apontado fortemente para um alto risco de câncer de cólon e reto em pessoas sob dieta alimentar pobre em vegetais e fibras. A sobrevida global em cinco anos é de 40-50%. O conhecimento desses fatores de risco servem para a prevenção primária. se programas de prevenção secundária para este tipo de câncer produzem algum efeito sobre a magnitude das taxas de mortalidade. não se recomenda o rastreamento de rotina do câncer de próstata para todos os homens. A efetividade do diagnóstico precoce na diminuição da mortalidade por esse câncer. retocolite ulcerativa. Colorectal and Ovarian Cancer Screening Trial (PLCO) — e na Europa . a presença de pólipos e a colite ulcerativa devem ser enfatizadas. com o objetivo de avaliar a efetividade do diagnóstico precoce através do teste PSA na redução da mortalidade por câncer de próstata.46 Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis estimulando-os a procurar uma unidade de saúde tão logo sejam notados). estão sendo conduzidos dois ensaios clínicos controlados. Lung. e o quarto. como as endoscopias. Não está claro. Portanto. enfatizando a conscientização para a adoção de hábitos de vida saudáveis. Os portadores de polipose familiar do tipo adenomatoso. quanto aos profissionais de saúde (atualizando-os sobre os sinais de alerta para suspeição do câncer da próstata e os procedimentos de encaminhamento para o diagnóstico precoce dos casos). síndrome de Linch e os indivíduos com histórico pessoal (e familiar) de câncer de cólon e reto ou que apresentem pólipos. inclusive pela Secretaria Municipal de Saúde. refletindo um prognóstico relativamente bom. tendo-se observado um aumento consistente de suas taxas de mortalidade ao longo das últimas décadas.

Para a prevenção desta neoplasia. os raios ultravioletas irradiados pelo sol atingem a Terra com maior intensidade. por meio de proteção contra luz solar. A prevenção secundária. guarda-sóis. quando a luz solar é mais intensa. também é indicada. óculos escuros e filtros solares com fator de proteção (FPS) 15 ou mais. são efetivas e de baixo custo. Estes devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e sempre que a pessoa sair da água ou tiver sudorese intensa. tendo a vantagem adicional de permitir o diagnóstico precoce de melanoma em sua fase inicial e mais facilmente curável. através do exame cuidadoso da pele. ações de prevenção primária. agredindo a pele e podendo causar câncer. Orientações para prevenir o Câncer de Pele: Com a redução da camada de ozônio. • Utilizar a proteção adequada nos outros horários: chapéus. .Prevenção e Abordagem de Agravos Não Transmissíveis 47 Embora de baixa letalidade. Para prevení-lo deve-se: • Evitar a exposição ao sol das 10 às 16 horas. em alguns casos o câncer de pele não melanoma pode levar a deformidades físicas e ulcerações graves.

Este processo poderá ampliar. Neste período. é a ingestão freqüente de alimentos (principalmente os açucarados) não seguida de uma higiene adequada. desde o início. O que pode. gerando novas cáries em sua boca). em função de alterações hormonais. com prioridade para aquelas de elevado e muito elevado risco social. quanto no trato diário com a criança. abuso na dieta. sem perda das especificidades de cada área.ACD e às Técnicas em Higiene Dentária – THD. Por uma questão da comodidade da própria gestante. não há perda de cálcio dos dentes da mãe (em função da formação de dentes e ossos do feto. muito do que hoje se aplica apenas à atuação de áreas específicas. há um aumento da fome e do sono: a alimentação mais freqüente. deve-se orientar à gestante que. por coincidência. A cada três meses. as Equipes de Saúde Bucal – ESB terão de estar em consonância com a proposta de trabalho em equipe. De uma maneira geral. O aprendizado sobre a higiene bucal mais adequada para cada gestante deve ser “construído” com a equipe de saúde bucal. Todos os conhecimentos passados às gestantes terão influência tanto no desenvolvimento da sua saúde bucal. mas não a desencadeia. notadamente junto às Auxiliares de Consultório Dentário . poderá se tornar abrangente a todas as áreas. associada à ausência da posterior higiene correta. sem ônus para estes profissionais. Caso necessário este procedimento deverá ocorrer com a utilização de avental de chumbo e com protetor de tireóide. autocuidado) reflete-se em sua saúde bucal. uma higiene bucal adequada (escovação de todas as faces dos dentes e uso do fio dental). estabelecendo o que é comum a todas. pode acentuar o quadro de inflamação gengival. o escopo de sua prática. elas devem nortear as informações/conhecimentos que passarão ao domínio da ES. às pessoas cadastradas na área de abrangência de cada UBS. Cuidados profissionais Não há restrições para que a gestante se submeta a tratamentos odontológicos.Cuidados em Saúde Bucal 1 ORIENTAÇÃO GERAL As Equipes de Saúde – ES das Unidades Básicas de Saúde – UBS deverão buscar trabalhar de forma integrada. passando a constituir parte integrante à prática cotidiana dos diversos profissionais que atuam nas UBS. A gestante deve ser ouvida quanto aos hábitos de vida e instruída. A prescrição de medicamentos com flúor é totalmente contra-indicada para gestantes em municípios que já tem água fluoretada. Higiene Bucal A gestação. aumenta a gravidade da reação inflamatória gengival. são básicas as seguintes informações: GESTANTE Hábitos e Mitos A mulher no período de gestação se mostra psicologicamente receptiva a adquirir novos conhecimentos e a mudar padrões que provavelmente terão influência no desenvolvimento do bebê. associada ao não tratamento destas cáries. . É fundamental que isto se dê em relação ao campo do conhecimento onde. pelo menos uma vez por dia. dentro de suas possibilidades. principalmente no 1o semestre. O uso do Raio X deve ser evitado. Neste sentido. Estes apontam que o comportamento do paciente em relação à sua saúde (como higiene corporal. Assim. INFORMAÇÕES E CONHECIMENTOS A SEREM COMPARTILHADOS Os cuidados com a saúde bucal não se resumem em escovação e uso de fio dental. gerar um aumento de cáries. a torná-los cada vez mais saudáveis. bem como sedimentar a criação de fluxos eficazes (internos e externos) de referência e contrareferência. deve-se evitar o cconsumo excessivo de alimentos açucarados. a SMSA fornece escovas e pastas de dente. busca de orientação e cuidados profissionais. devem ser evitados tratamentos mais longos no último trimestre. podendo gerar uma mudança positiva de hábitos. Alguns cuidados devem ser tomados: toda intervenção deve ser discutida e decidida entre a gestante e a equipe profissional. Dieta Orientar à gestante que uma alimentação com quantidades adequadas de nutrientes afetam positivamente a formação dos dentes do feto. Durante a gravidez. pode assegurar uma gengiva sadia durante toda a gravidez. Para sua própria saúde bucal.

CRIANÇAS Destacar a importância da mãe ou responsável no cuidado da saúde bucal da criança. ele está presente na água e nas pastas dentais. Este dente é considerado elemento chave (importante) para uma boa função mastigatória. Isso compromente a estética e as funções de mastigação e da fala. Não é necessário fazer uso de medicamentos que contenham flúor. O uso do flúor é benéfico para prevenção da cárie. orientar para mantê-la sempre limpa e efetuar esta limpeza com água e sabão. além de ter o cuidado de não passar mel ou açúcar nas chupetas e bicos de mamadeiras. A limpeza da boca do bebê deve ser iniciada no primeiro mês de vida. Após essa idade deve ser introduzidos outros alimentos (sucos. Nesta fase recomendamos o uso de quantidade mínima de pasta com flúor. observando e corrigindo seus hábitos. São 20 dentes decíduos.2 Cuidados em Saúde Bucal RECÉM-NASCIDO Orientar sobre a importância da amamentação como fonte de alimentação. a escovação deve ser feita sem pasta. O aleitamento materno é importante para o desenvolvimento físico e emocional. evite-se o uso da mamadeira. orientando para os riscos da quantidade e freqüência do consumo de açucares. uma vez que os mesmos interferem no posicionamento dos dentes. Transmissibilidade Orientar que a cárie dentária é uma doença transmissível e portanto devem ser evitados hábitos como utilização das mesmas escovas dentais para mais de um indivíduo. Para a boa saúde dos dentes. não há perda de dente de leite para o mesmo nascer. ou qualquer pessoa for fazer sua própria higiene bucal. Localiza-se na região posterior e. leve a criança com ela para que a mesma perceba que este ato é bom. para o desenvolvimento de uma boa função de mastigação. Até os 6 meses a amamentação deve ser exclusivamente natural. Conversar sobre os hábitos alimentares das crianças. o flúor que já está presente na água tratada e na pasta dental é suficiente. Caso não seja possível acompanhar a criança. Para aqueles que fazem uso de mamadeira e chupetas. É desejável que o desmame ocorra por volta dos 12 meses de idade. após o banho. Crianças menores. Dentição Decídua (de leite) Destacar a importância da dentição decídua (de leite) para a saúde bucal da criança. Escovação e Flúor É muito importante estimular a criança a escovar os dentes e usar o fio dental. ao introduzir outros alimentos. soprar ou provar o alimento que está sendo fornecido a criança. chás etc). que ainda não conseguem cuspir. deve-se limpar as gengivas do bebê (com gaze. devem ser acompanhadas quando realizam a escovação. O uso da escova dental deve ser introduzido após a erupção dos dentes. no desenvolvimento da arcada óssea e podem atrapalhar (dificultam) a forma de falar e respirar. e da importância dos alimentos fibrosos (mais consistentes). iniciam a erupção por volta dos 6 meses e concluem por volta dos 3 anos. pano limpo. pelo risco da ingestão provocar manchas escuras dos dentes (fluorose). e sempre estimule a fazê-lo. orientando sobre alimentação e realizando pelo menos uma vez ao dia a escovação. nesta fase provavelmente todos os incisivos já nasceram. Recomenda-se que. papas. Hábitos Orientar os responsáveis para observação de hábitos de chupar dedo e chupetas. Chamar a atenção para o fato de que Por volta dos 6 anos nasce o 1º dente permanente. A presença de cárie ou perda precoce do dente provoca desconforto. para que ela mantenha este hábito para sempre. fralda de algodão etc). Para os que fazem uso da chupeta. Tais hábitos devem ser desestimulados. orientar para não adicionar nenhum tipo de adoçante. frutas. Quando a mãe. As chupetas mais adequadas são as de bicos consistentes (silicone) e de forma adequada para a boca da criança (ortodôntica). ao contrário dos outros dentes permanentes. dor e perda de espaço. .

. em caso de uso de prótese. Orientar aos idosos ou a seus cuidadores que. . ou extruído (o dente sair todo). ADOLESCENTES / ADULTOS Trabalhar com a auto-estima. (boca seca por diminuição acentuada de fluxo salivar.Cuidados em Saúde Bucal 3 Acidentes Quando houver algum acidente. deverão ser encaminhadas para as unidades de referência (UPA Norte. chamar a atenção para a auto-responsabilidade com a sua saúde . URGÊNCIAS* (de acordo com o protocolo de atendimento ao agudo) . . caso haja alterações de mucosa bucal ou sangramento gengival. Orientar para o hábito de escovação deve ser freqüente e que o uso regular de dentifrício é o método mais eficaz. herpes. O atendimento de urgência. . deve-se haver o encaminhar a pessoa imediatamente para a equipe de saúde bucal. * Estas questões e situações precisam ser do conhecimento dos usuários.de madeira . . Caso a lesão persista por mais de 15 dias. língua ou lábios. para o HMOB. em função de uso de medicamentos). ACAMADOS Em casos de visitas domiciliares. que persista por mais de 15 dias.ESB. Oeste e Nordeste) ou. Quando há lesão de mucosa. de estomatites. Em caso de fratura (quebra) ou extrusão (saída do dente) e o dente for permanente. no horário de 07:00 às 19:00 h. o sangramento deve ser contido (compressa fria) e a criança deve ser imediatamente encaminhada e avaliada pelo dentista. Quanto maiores a freqüência e o tempo de retenção do açúcar na boca. São freqüentes as ocorrências de Candidíase. mais freqüente e maior o risco de cárie dentária.para afastar as bochechas) e. ou soro. ou leite. conter o sangramento e procurar imediatamente um dentista. a ESB deve ser acionada para encaminhar as ações adequadas. deve-se encaminhar imediatamente para a equipe de saúde bucal. a boca dos pacientes deve ser observada (com a utilização de abaixadores de língua .UBS de 2a a 6a feira. Situações de urgência (alívio do desconforto bucal) devem ser encaminhados para as unidades básicas . úlceras traumáticas e xerostomia. halitose e prejudicam as funções da mastigação e da fonética. esta deve ser higienizada e. nos finais de semana e feriados. e a criança aparecer com o dente de leite intruído (entrar para dentro da gengiva). O atendimento básico e os encaminhamentos decorrentes deste atendimento (contra – referência) serão realizados pela equipe de saúde bucal da unidade básica. caso seja constatada a presença de alguma das alterações já descritas para os adultos e idosos. . Demandas por urgência nas UBS. ocorrerá no HMOB. seguro e prático de colocar o flúor diretamente com os dentes de forma freqüente. muitas vezes. aftas. b) Se existe o hábito de uso de fio dental e com qual freqüência. nos finais de expediente. se necessário os encaminhará para diagnóstico de lesões de mucosa nos serviços especializados conveniados com a rede. em situações onde o instrumental clínico esterilizado não se encontrar mais disponível para este atendimento. Esta. lavar em água corrente e acondicionar num recipiente com água filtrada. IDOSOS Os cuidados com os idosos devem ser os mesmos com os adultos. encaminhá-los para a Equipe de Saúde Bucal . trabalhar com a aparência e reforçar as informações e os valores sobre a higiene: a) Se existe o hábito de escovação e com qual freqüência. que provocam dor. .

· Periodontia. em um primeiro momento. quando comparada à enorme demanda. na própria rede básica. · Odontopediatria. das UBS à atenção especializada. são ofertadas as seguintes especialidades: · Endodontia. · Cirurgia.E. deverão ser encaminhados à E. de onde. · Prótese unitária. é fundamental esclarecer aos usuários sobre o enorme estrangulamento que.4 Cuidados em Saúde Bucal ENCAMINHAMENTO À ATENÇÃO ESPECIALIZADA Na SMSA/SUS-BH. . no Centro de Saúde Barreiro (CSU-Barreiro). no Centro de Saúde Waldomiro Lobo e no PAM Padre Eustáquio.E. Vários esforços que vem sendo realizados no sentido de melhorar esta situação. tem que responder a toda a rede e não há previsão de melhora sensível neste fluxo. · Prótese total removível (em implantação) Esta oferta ocorre na Policlínica Centro Sul. infelizmente. Washington Couto (DISAL). · Ortodontia preventiva. Argentina Castelo Branco (DISACS) ou à APAE . com ampliação desta modalidade. caso seja necessário. Para o encaminhamento.E. apesar de todo o empenho da SMSA/SUS-BH é ainda pequena. O mesmo é reduzidíssimo. Caso seja necessário um atendimento mais especializado.UNE deverão ser atendidos. No momento. ainda é limitada a atenção especializada em saúde bucal. A oferta e a distribuição dos serviços. a curto prazo. inclusive com a inclusão da produção de próteses totais (dentaduras).HMOB para o atendimento sob anestesia geral. Os Usuários com Necessidades Especiais . serão encaminhados para o Hospital Municipal Odilon Behrens . ainda existe neste setor. · Radiologia.

Sobre este sujeito recai a predicação de “perigoso para si e para os outros”. movimento social composto por usuários. a posição da ciência. extinguir o manicômio desconstruindo sua materialidade . da polícia e sua internação sumária e compulsória. inclusive o próprio portador da crise. para o qual. seu pilar. terminando na sua exclusão e segregação (isolamento. também. 3) O eixo que articula a posição do sujeito diante dos dois aspectos anteriores e com relação ao tratamento. nomeado como o agente causal da desordem. como se configura num momento histórico. É. vai se consumando uma situação de incapacitação. sujeito aqui tomado em sua historicidade. No caso do chamado portador de sofrimento mental grave e persistente. Centros de Convivência. que articula duas vertentes: a implantação de políticas de saúde mental substitutivas ao hospital psiquiátrico e a mudança do lugar social dos ditos loucos. além de reduzir a complexidade da crise e o conjunto de determinantes e atores envolvidos ao aspecto sintomatológico e de tratá-la como questão de ordem pública. do diagnóstico. encerrado no manicômio. lugar e momento histórico. social. gênero. população prioritária do nosso projeto.Aspectos de Saúde Mental 1 A REFORMA PSIQUIÁTRICA E A POLÍTICA DE SAÚDE MENTAL DE BELO HORIZONTE A Reforma Psiquiátrica é o processo de substituição de um modelo de assistência em saúde mental. temos um sujeito portador de um diagnóstico. do sistema de saúde. 2) O eixo do laço social e das relações sociais específicas nas quais o sujeito em questão está inserido. através do fechamento de leitos e da criação de serviços substitutivos: CERSAMs. portanto. da ideologia e da cultura. terminando por abstraí-lo de sua rede de relações e excluí-lo num hospício. A resposta padrão no modelo manicomial. conceito que é uma construção que envolve todos os quatro eixos apontados. organomental ou transtorno da personalidade. Equipes de Saúde Mental na rede básica. das co-morbidades e das variáveis relativas aos indivíduos (idade. raça/etnia etc. o que autorizava a intervenção da lei.). Podemos ilustrar estes elementos do nosso modelo de atenção com dois enfoques fundamentais para a estruturação das ações e dos serviços substitutivos no âmbito da Reforma Psiquiátrica: a abordagem das crises/urgência/emergência e a atenção aos portadores de sofrimento mental grave e persistente. ações específicas e recursos que se mobilizam no campo da saúde mental devem se ater a quatro eixos básicos que organizam o modo de ser dos problemas e intervenções a serem efetivadas por uma rede de atenção: 1) O eixo da sintomatologia. estratégias. de forma articulada. ele mesmo. intervinham sobre o indivíduo. por exemplo. progressiva e lentamente. da justiça etc. econômico. ameaça ou . desabilitação e desintegração de sua rede social e autonomia. efetuando ou demandando ações que. classicamente. seja de neurose. as diretrizes. desresponsabilizando a todos. com ameaça ou ruptura do laço com o Outro social e/ou os outros do convívio imediato. da nosologia . Esquematicamente. um projeto de transformação cultural que tem nos princípios da Luta Antimanicomial. da polícia. 4) O eixo que articula a posição do Outro social (da sociedade) e suas várias modalidades e instâncias diante do sofrimento psíquico e da loucura. e de assegurar aos usuários o direito ao tratamento em liberdade e de construir com eles sua inserção na cidade. estruturalmente como sujeito do inconsciente. como sujeito de direitos e deveres no campo do contrato social e.o hospital psiquiátrico -. tradicionalmente. cultural e nos micro contextos particulares a forma e situação do laço social. seus familiares e técnicos de saúde mental. que carregava o ônus de ser. psicose. Busca. Na crise existe a presença de uma sintomatologia grave e aguda. sexo. da família. como do domínio da clínica. Este movimento tem como bandeira a ruptura com a institucionalização da loucura e a defesa da cidadania dos portadores de sofrimento mental. em um dado contexto. Serviços Residenciais Terapêuticos etc. focava as ações no singular. aspectos tidos. A política de saúde mental de Belo Horizonte inscreve-se nesse campo.

gestados que foram para intervir no outro como objetos. com os que têm “modos diferentes de andar a vida”. excluí-la. há comprovação da eficácia de conhecimentos e técnicas que vêm dos chamados domínios bio-psico-social. com os que fazem outro tipo de laço social. condição sem a qual o esmagaremos sob o peso de uma nova servidão. por exemplo. o hospital psiquiátrico é apenas um elo. justifica-se. Em saúde mental. perda de renda ou emprego. seja nos recortes da etiologia. PROMOÇÃO EM SAÚDE MENTAL A promoção à saúde mental é um processo no qual se faculta às pessoas e comunidades instrumentos e recursos que os possibilitem ganhar autonomia no cuidado de si e melhorar sua qualidade de vida e inserção social. em defeitos nos sistemas neuromediadores. subjugá-la. por bem acabados e ricos em recursos que o sejam. de natureza intersetorial. Isto nos convida a um outro tipo de hospitalidade. mas uma hospitalidade/acolhimento de um “estrangeiro”. Se um projeto terapêutico é consistente.2 Aspectos de Saúde Mental perda da rede de suporte social e familiar. ter como princípio uma posição emancipatória no plano político. deve articular ações. hoje vigoroso.). especialmente aquele acometido na forma grave e persistente. perda de moradia etc. e implementá-lo em um projeto terapêutico concreto para um indivíduo. trajetória esta que o conduz. A desinstitucionalização é um conceito que orienta. sua temporalidade e singularidade. Assim. Neste sentido. Neste sentido. Além disso. tenebroso e forte deste engenho. na sua autonomia e decisão. diretrizes e ações que orientam a construção da rede de atenção à saúde mental. enquanto sujeito e ator do seu destino. lhe facultando recursos que promovam sua autonomia. um projeto de saúde mental que se queira substitutivo à lógica manicomial deve. Contrariamente. naturalmente mais intensas e freqüentes nestes sujeitos. econômico. organiza e dá sustância ao processo da Reforma Psiquiátrica. Oferecer ao usuário nosso arsenal tecnológico (logos e techné). moldar mundo e modos de ser. envolve iniciativas e estratégias globais e complexas. decantada no tempo e tão agradável ao caminhante que passa e vai embora. aponta o furo dos nossos saberes/poderes. qualidade de vida. da nosologia e do tratamento. DESINSTITUCIONALIZAÇÃO É o processo histórico de desconstrução e superação do dispositivo terapêutico. primeiramente. com o fito de anulá-la . arrematando o processo de exclusão. as experiências de Reforma Psiquiátrica e desinstitucionalização da loucura . seja na forma de múltiplas internações ou internações de longa permanência. A cronicidade não é outra coisa que projetos terapêuticos impostos. Portanto. Resta como questão o fato de que a loucura e o sofrimento psíquico em geral faz furo nas modalidades de laço de social que inventamos para fazer frente ao nosso mal estar. operadores e o projeto terapêutico singular de cada usuário. legal. ideológico e social. pela via da crise. a entrar no circuito psiquiátrico manicomial. que sem a intenção deliberada de nos provocar. dentro e fora dos muros do hospício. onde se pode afirmar que a crise. administrativo. e não na prevenção. social e cultural construído em torno da loucura. o campo da saúde mental é domínio da incerteza. tornada doença mental. segregá-la. discriminamos alguns conceitos. não aquela passiva. mas não um fim em si mesma. o processo e organização do trabalho dos serviços. exige responsabilidade de nossa parte e do sujeito em questão. a “doença” do sujeito. sem levar em conta o tempo do sujeito e sua decisão. no seu papel de sujeito do processo. da psicopatologia. Malgrado os esforços da neurociência para fazer da loucura uma doença situada em um órgão. resulta em fracassos rotundos e em cronicidade. por ser este um conceito que se afina melhor com a diretriz de um sistema de saúde centrado no usuário. Deve. O acento posto na promoção. se apresenta como crise dos modos singulares de inserção no laço social. o que torna a desospitalização necessária e ponto de partida e chegada. ideológico. resta-nos a evidência de que a questão central se remete à nossa relação com o que parece estrangeiro. sujeito-objeto histórico das intervenções manicomiais. na sua essência. da complexidade. marcar um compromisso decidido com os portadores de sofrimento mental. estratégias e recursos que intervenham nos quatro eixos apontados acima. mas despejá-las no sujeito de acordo com o poder que temos de dispensá-las e no tempo que nos convém. não apenas aquelas de saúde. deve fazê-lo tendo como centro e diretriz organizadora a posição do sujeito.

na responsabilização coletiva. especificamente nos Centros de Saúde. devemos sim encaminhá-lo ou acionar o CERSAM ou SAMU. Se for necessário um apoio matricial ou qualquer suporte para a tomada de decisão e não houver profissional de saúde mental na unidade de referência ou na própria. Todavia. se faz nas interfaces. na cidade. trocas. como os CERSAMs por exemplo. bem como os processos de transinstitucionalização (prisão. intersetorialmente. com as famílias. risco e incerteza ou recusa quanto ao tratamento e seu microcontexto social e família se coloca inflexível. É o contraponto à fragmentação sistêmica dos serviços e ações. das equipes de saúde mental nas unidades básica como um espécie de referência/nível secundário de atenção.). suas necessidades que dão o amálgama da rede. O acolhimento único possibilita o fim da cisão acolhimento de saúde mental /acolhimento geral. antes de tudo. Portanto. nos fluxos comunicativos e afetivos. uma posição de perplexidade. à verticalidade dos fluxos e às respostas inflexíveis. não vertical e piramidal. É necessário constituir na prática. no contrato social. enfim. que define qual equipamento ou profissional que referenciará o projeto terapêutico. Não se pode separar tampouco o atendimento clínico-individual das ações em prol da reabilitação. agudo ou crônico. com as possíveis redes de suporte comunitário. onde não faltarão confrontos e dissensos. muiti-acolhedor das demandas. etc). REDE A Rede é estratégia e processo que coloca em ato a desinstitucionalização. no diálogo e confronto dos discursos e competências que orientam as práticas. como ponto de partida da formulação de um projeto terapêutico singular e a constituição da referência deste projeto. afetos. asilo etc. hostil ou sem recursos para lidar com esta crise. seletivas e padronizadas. ACOLHIMENTO A função acolhimento é ética no enquadre geral. com múltiplos pontos e portas de entrada abertas permanentemente. mesmo tendo pontos fixos (serviços. Neste sentido a unidade básica pode acolher universalmente todo portador de sofrimento mental.Aspectos de Saúde Mental 3 em todo o mundo. interfaces. Deve-se acolher demandas de saúde mental durante todo o tempo de funcionamento da unidade e dar atenção prioritária aos casos mais graves. inclusive a nossa. A rede. tecendo raízes no território. Não é o diagnóstico de psicose ou neurose. Revisar e assumir os fracassos terapêuticos e abandonos de tratamento. os quais poderão oferecer atenção de urgência/emergência. que incorpora recursos e atores. porém com um centro e orientação dados pela lógica do caso e construção da referência e projeto terapêutico postos por esta lógica. . Isto não é contraditório com a existência de estações precisas para demandas precisas. é sistema de trocas vivas de conhecimento. que leva a especialização e constituição. hospitalidade noturna ou simplesmente asilo. enquanto o sujeito se recompõe e reata seus laços sociais. Se o sujeito apresenta uma situação limite. têm sua razão de ser no compromisso com o usuário: é seu percurso. programas. com apoio matricial das equipes de saúde mental. marcando hegemonias temporárias e locais. estratégicamente. Mas. parcerias. atender crise e fazer reabilitação. responsabilidades. Não evitar ou abandonar os casos graves e difíceis. deve-se buscar a construção do vínculo e da responsabilização à nível das equipes de saúde da família. a noção de unidade acolhedora. por exemplo. Em saúde mental há uma equivalência relativa dos procedimentos e intervenções em geral: a medicação não é mais importante que o trabalho com a família. têm mostrado a possibilidade de pertencimento e inserção qualificada do louco nas relações sociais. materialidades diversas. com sintomatologia muito grave. ações. Este sistema como um todo se pretende circular. o que a organiza não é o modelo dos níveis de atenção. Ou seja. compromissos. hierarquizados por densidade tecnológica. evitando a hospitalização. ruptura dos laços sociais. nódulos com funções precisas. cuidado intensivo. deve-se acionar o CERSAM por telefone e discutir o que fazer e os encaminhamentos. na partilha de objetivos comuns. sua trajetória. mas também tática e estratégica do ponto de vista de organização do processo de trabalho da rede e das equipes. uma oficina do Centro de Convivência não é mais importante que uma psicoterapia.

todavia. sentido e momentos específicos para a psico-farmacologia. . mas sim sob uma direção determinada pela construção do caso clínico e o momento do sujeito. Por exemplo: cabe ao profissional médico a prescrição de medicamentos. Há um lugar. para a psicoterapia e recursos do domínio psi. Importa a um trabalho em equipe. PROJETO TERAPÊUTICO INDIVIDUALIZADO É o modo como se articula e orienta o trabalho e a clínica da rede e das equipes. entre o sujeito e seu laço social. Inicia-se no processo de acolhimento e por uma leitura da demanda. sem por isso fragmentar-se. . inseparáveis idem o atendimento da crise. . como algo que organiza e orienta. seu percurso. necessidade e resultados no uso da medicação no contexto do tratamento. saberes e tecnologias que. A despeito de ser possível demarcar competências específicas para se pôr em prática certos recursos. nos moldes apontados acima. Neste sentido. a responsabilidade é coletiva. papel. e possa como depositário desta autorização. é o usuário quem. bem como o princípio da indissociabilidade entre o que é terapêutico e o que é reabilitador.4 Aspectos de Saúde Mental EQUIPE/ TRABALHO EM EQUIPE O trabalho em equipe é uma necessidade em saúde mental e permite abordar a complexidade dos casos e das demandas. lugar. indagar. ressaltando seu caráter usuário-centrado. Pode passar por reviravoltas. a despeito da singularidade do sofrimento da pessoa que acolhemos. mas aos técnicos de nível superior e todos os envolvidos no projeto terapêutico a responsabilidade de se interessar. que se inicia no acolhimento. articular recursos e intervenções junto a outros operadores e serviços. . Posição que transcende e se distingue «do gerente de caso » e tem no vínculo e na transferência com o usuário seu critério definidor. deve-se ressaltar que dentro do projeto terapêutico e da equipe. seus tempos e necessidades. a alocação de recursos e competências diversas. ou seja. . incluso na sua dimensão persecutória. o singular suporte da crise em relação a ele e o conjunto do sua rede microssocial. despertar a erotomania. Alguns aspectos: . não são utilizadas apenas por sua mera presença e existência. o serviço e não com um técnico ou operador específico. como um operador que ocupa uma posição de extimidade. mas deve ser construída. mesmo que possa “cair no primeiro olhar ou contato”. com vários operadores. normalmente deposita-se num técnico ou operador. Tem como base o princípio da equivalência relativa dos recursos e saberes terapêuticos e reabilitadores. saber e se responsabilizar pelo sentido. O sujeito do projeto terapêutico. principalmente dos portadores de sofrimento mental grave e persistente. pode se dar com a instituição. para obter a flexibilidade e disponibilizar o conjunto de recursos que o usuário venha necessitar. de fato. o que implica numa autorização deste (o usuário) para que aquele técnico ocupe este lugar na cena. TÉCNICO DE REFERÊNCIA Esta definição considera o técnico de referência do caso. fragmentar-se. mas não é um dado imediato. seria melhor definido como um “sujeito ampliado” . conduz o projeto terapêutico em parceria como os operadores e sua referencia. pode se constituir em referências múltiplas. a continuidade do tratamento e a reabilitação. A referência e o vínculo. e é compartilhado na discussão cotidiana das equipes e na supervisão clínica. como instância organizadora do projeto. Articula-se pela construção de um projeto terapêutico individualizado. bem como para aqueles do domínio social e cultural. O valor e oportunidade de uso deste ou daquele recurso ou técnica terapêutica encontra seu peso relativo dentro da construção do caso e projeto terapêutico.

fato este que. o concluir tem menos a ver com a cura. seus familiares. distancia-se muito das condições clínicas reais que encontramos na prática onde estão todas as variáveis que estes estudos isolam: a subjetividade de quem prescreve e de quem recebe o medicamento influem. Este é um aspecto indicativo de nossa capacidade de referenciar um projeto terapêutico e fazer valer o conceito de continuidade e integralidade do cuidado. É importante. . em portadores de sofrimento mental. a pressa.Aspectos de Saúde Mental 5 . enfim. os psicofármacos são sintomáticos. construir um esboço de vínculo e responsabilização e “confiança e assentimento” por parte do usuário. . configurar o caso em sua complexidade. cuidados hospitalares e atenção de especialistas. é alcançado no máximo em 70% dos casos. a inserção qualificada no laço social e na cidade. mas que a lógica deste tempo não é linear: há um tempo de ver/acolher que é um tempo de fazer a leitura da demanda. acompanhando o usuário nestes percursos. o ideal de cura. Seu lugar e seus resultados vão derivar. que não a psicofarmacologia. dos ensaios clínicos e revisões interessadas. isoladamente. a normalização social. além do efeito específico-neuroquímico. interferem com mais peso no prognóstico. no acolhimento e formulação do PTI. por exemplo. das suas informações atraentes e bem formatadas. Entender o projeto terapêutico como um processo temporal. A rigor. controlando variáveis que poderiam intervir. Lembrar que a taxa de efeito placebo. há um tempo de compreender. fazendo relatórios adequados para os serviços e profissionais referenciados. . mas sim com o enlaçamento do sujeito. compreender o seu lugar relativo dentro do projeto terapêutico. Ressaltar que outras variáveis. e há um tempo de concluir. o estigma e as “portas fechadas” que o portador de sofrimento mental encontra em outros níveis de cuidado. nos resultados do tratamento. . que tecem o encontro entre receitantes e usuários. a reconfiguração em outro nível de seus laços sociais e capacidade contratual de “andar a vida por si e com quem e com o que ele interessar e for possível”. confundir os resultados de eficácia do medicamento estudado. sociais. ao mesmo tempo em que se mobiliza recursos e os cuidados necessários. Ter uma atitude crítica com relação ao ufanismo psicofarmacológico de uma psiquiatria revestida de neurociência e os imperativos da medicalização onipotente do sofrimento humano. o seu emprego não obedece a uma relação automática. em depressões graves alcança sozinha resultados de 50%. articuladamente com os outros recursos. tendo em vista o percurso do usuário. Há uma relativa especificidade entre certas drogas ou grupos de drogas e alguns sintomas ou complexos . lembrar do alto percentual de co-morbidade com problemas médico-clínicos em geral e como o uso de álcool e outras drogas. culturais. principalmente. micro e macro deste encontro. Lembrar que os ensaios clínicos são realizados em condições ideais. exigindo relatórios de contra-referência etc. que não podem se confundir com a alta. . com a elevação do poder de contrato social e político do cidadão. É preciso não esquecer a rejeição. . Uma atitude crítica como clínicos diante da propaganda maciça de psicofármacos. seu meio. de fenômenos da ordem do imaginário e do simbólico. de forma evidente. a mera supressão dos sintomas. a autonomia. em estudos psicofarmacológicos. caso a caso. malgrado seu formato “científico”. quando o sucesso de antidepressivos. pedra de toque da competição num mercado de bilhões de dólares. oscila de 30 a 50% e que técnicas como a psicoterapia. de articular as saídas e alternativas possíveis. Portanto. suas múltiplas relações. . O LUGAR DA MEDICAÇÃO NOS PROJETOS TERAPÊUTICOS . Antes de tudo. mas também sua eficácia se alocado com precisão. do que com a emancipação. se gera evidências relativamente confiáveis a respeito do efeito da droga. os contextos subjetivos. na evolução e nos resultados. por outro lado. quando necessita de um urgência clínico-traumatológica. construir o caso. que corresponderia cada quadro clínico-nosólogico a uma medicação ou grupo medicamentoso. Lembrar que o medicamento se enlaça numa rede complexa que é um tratamento real e um projeto terapêutico.

seja na forma de hipotensão grave ou arritmias fatais. Outra questão que não podemos deixar de ressaltar. podemos circunscrever os psicofármacos na formulação geral de que servem ao alívio e modulação do excesso de sofrimento mental humano _ aquilo que escapa ao sujeito e lhe é avassalador. Neste sentido. mas na nossa biologia como um todo. índice de má prática. Mas disto não decorre que nos insinuemos na polifarmácia ou que o diagnóstico não tenha utilidade para orientar o tratamento. na psicose maníaco-depressiva. . interrompendo a geração de novos usuários crônicos de benzodiazepnícos e antidepressivos. inclusive. inclusive. o luto. na medida em que são determinantes para o sujeito e a direção do tratamento. é a medicalização de situações vitais. exige de nós a decisão de estancá-lo. resultando. tão presentes na realidade contemporânea. A lógica do emprego de psicofármacos. encontrado na esquizofrenia. em doses subterapêuticas. que não tem continência e ameaça o seu laço social e o impele ao inusitado e ao risco. Aspectos diagnósticos. . cuja intensidade podem limitar e interferir na qualidade de vida dos nossos usuários mais do que os próprios sintomas que visamos tratar. regra geral. Um exemplo notório é a relação entre antidepressivos e sintoma depressão. portanto. . que muitas vezes colocam nossos usuários em risco ou anulam os seus benefícios potenciais. sendo muitas vezes difícil. . a diferenciação entre psicose ou neurose. Como sintomáticos. que não se contorna pela palavra. psicóticos e organo-mentais. em efeitos adversos e colaterais amplos. . Basta lembrar os efeitos extrapiramidais dos neurolépticos. mas serve para orientar a estratégia de seu emprego e. por exemplo.6 Aspectos de Saúde Mental sintomáticos que podem estar presentes em várias nosologias. Idem a relação neurolépticos e o complexo sintomático delírio-alucinação. fenômeno cuja abordagem. não são tudo no emprego de psicofármacos. as perdas. assim. É o medicamento na posição de “bengala imaginária”. na medida que a grande maioria das drogas que empregamos interferem não apenas nos múltiplos sistemas de neuromediação. a avaliação do perfil de segurança e do risco/benefício de determinado fármaco é vital. O resto é com o sujeito. estabelecer um sintoma alvo ou um conjunto destes a serem abordados. os conflitos. o que muito freqüentemente se desdobra no uso crônico destes medicamentos. e no risco cardiovascular dos mesmos. passível de ser encontrado em quadros neuróticos. nas demências e outros quadros orgânicos e nos transtornos decorrentes do uso nocivo de álcool e outras drogas. da morte. mas buscando sempre a monoterapia. para orientar o conjunto das intervenções a serem postas em curso. o sofrimento comum da humanidade. Poderemos. não pode obedecer automaticamente o roteiro médico tradicional “sintoma-diagnóstico-prognóstico-tratamento”. principalmente. Isto pode ser notado no uso de antidepressivos para reações depressivas e no uso de benzodiazepnícos para situações de anisedade em geral.

Desnutridos 06. renda. creches. Poderá ser feito um diagnóstico do serviço e do perfil da população da área de abrangência da UBS a partir dos bancos de dados existentes na SMSA/SUS-BH e disponibilizado através da intranet ou na GEREPI do Distrito Sanitário. . egressos hospitalares e maiores de 75 anos) Nas situações acima descritas. de promoção da saúde e a captação precoce de usuários. Usuários com doenças de notificação compulsória 02. equipamentos de lazer. nível de urbanização. A vigilância à saúde feita através do monitoramento das situações de risco para adoecimento e morte e de fragilização da população permite o desenvolvimento de atividades preventivas.Vigilância / Planejamento 1 A equipe de saúde deve planejar suas atividades tendo em vista as características da população de sua área de responsabilidade e as diretrizes definidas pela SMSA/SUS-BH. dentre outros) e estruturais da área (saneamento. acamados . Criança que chia 05. com risco para DST/Aids 09. caso o usuário falte a algum atendimento na UBS. composição da família. Usuários com tuberculose 10. escolaridade. Estes bancos de dados permitem a definição de indicadores para acompanhamento das atividades implantadas e a redefinição de novas ações a serem implantadas ou implementadas pela equipe. que moram sozinhos ou em instituição de longa permanência . em função da existência de fatores que determinam maior fragilidade da população do ponto de vista biológico: 01. Adolescentes grávidas. havendo intervenção da equipe caso isto não ocorra. Idosos frágeis . Gestantes 03. A análise destes dados leva ao conhecimento do perfil de morbi-mortalidade da população que. elevado e muito elevado) ·RN de mãe adolescente (< 20 anos) ·RN de mãe com baixa instrução (< 8 anos de estudo) ·RN com baixo peso ao nascer (< 2500 g) ·RN prematuro (< 37 semanas de idade gestacional) ·Rn com asfixia ao nascer (Apgar < 7 no 5o minuto de vida) ·RN internado ou com intercorrências importantes na maternidade ·RN com orientações especiais à alta da maternidade ·História de morte de crianças < 5 anos na família ·Criança explicitamente indesejada 04. usuários de drogas.) determinarão o planejamento das atividades a serem desenvolvidas. deverá ser realizada a busca ativa dele se o usuário for encaminhado para outro serviço de saúde (unidade especializada. ocupação. RN de risco: ·RN residente em área de risco (médio. tipo de moradia. etc. portadores de múltiplas patologias . Usuários com Hanseníase 11. comércio. deverá ser verificado se ele foi atendido pelo serviço em questão. urgência ou hospital). igrejas. Diabéticos 12. Egressos hospitalares 07. Vacinação em atraso 08. A SMSA definiu algumas situações em que a equipe deverá realizar uma vigilância regular e prioritária à saúde dos usuários. centros de apoio comunitários. impedindo a instalação e a evolução de patologias que podem influir negativamente na qualidade de vida destas pessoas. recursos existentes: escolas. Hipertensos 13. associações de bairro. conjugado a outros dados populacionais (faixa etária.

Deverá ser feita a integração da UBS com as instituições de educação infantil. químico e biológico). Deverão ser organizados grupos de gestantes e realizar a busca ativa das faltosas. BUSCA ATIVA A EGRESSOS HOSPITALARES O Relatório de Egressos Hospitalares disponibiliza informações atualizadas. o prontuário e o sistema de informação. acamado. Deve-se ter atenção especial com usuários com risco de exposição ocupacional (físico. O pré-natal deverá ser realizado segundo Protocolo. MAIOR DE 20 (VINTE) ANOS A equipe deverá identificar os diabéticos e hipertensos da área de abrangência para elaborar o planejamento da assistência a eles e realizar a busca ativa dos faltosos. portador de múltiplas patologias. RN de mãe adolescente (< 20 anos). sendo priorizadas crianças (0 a 7 anos). data de internação e de alta. a realização da busca ativa dos faltosos nos programas: “5º dia – Saúde Integral”. procedendo-se a abordagem segundo o protocolo. endereço do paciente. elevado e muito elevado). RN com orientações especiais à alta da maternidade. Os procedimentos foram definidos através da correspondência com diagnósticos previamente selecionados. para que possam haver trabalhos conjuntos e parcerias. Essas informações serão atualizadas quinzenalmente. As internações são selecionadas segundo o procedimento autorizado que consta no Laudo Médico da Autorização de Internação Hospitalar e a faixa etária. captar e acolher a gestante no pré-natal desde o primeiro trimestre. RN de mãe com baixa instrução (< 8 anos de estudo). Rn com asfixia ao nascer (Apgar < 7 no 5o minuto de vida). prevenção e tratamento da criança com desnutrição.2 Vigilância / Planejamento NASCIMENTO SAUDÁVEL/ PRÉ-NATAL E PUERPÉRIO A equipe de saúde deverá conhecer o número de gestantes da área de abrangência. egresso hospitalares e maior de 75 anos). RN prematuro (< 37 semanas de idade gestacional). A equipe de saúde deverá realizar uma visita domiciliar na primeira semana após o parto e a gestante deverá comparecer a uma consulta no puerpério. Não fazem parte deste relatório as internações realizadas nos hospitais da rede FHEMIG. História de morte de crianças < 5 anos na família e Criança explicitamente indesejada]. ágeis e rotineiras sobre internações hospitalares e subsidia ações preventivas e controle de agravos. diagnóstico. idade. A listagem é gerada pelo laudo da Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e tem como referência a data de internação. preencher o cartão da gestante. egressos hospitalares e crianças com vacinação em atraso. são: nome do paciente. porque estes estabelecimentos não emitem laudos As informações. Fornece também informações adicionais para a vigilância de morte materna e de doenças de notificação compulsória. RN com baixo peso ao nascer (< 2500 g). sexo. RN internado ou com intercorrências importantes na maternidade. IDOSOS Atenção especial deve ser dada para o idoso frágil (que mora sozinho ou em instituição de longa permanência. é de extrema importância a vigilância à mortalidade infantil. adultos (20 anos e mais) e idosos (60 anos e mais). unidade de saúde que solicitou internação e hospital de internação. criança que chia. acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. Poderá ser utilizado para captar casos novos e planejar ações na unidade de saúde. . . atualizadas semanalmente e listadas pelo REH. planejar sua assistência. É disponibilizado para as Unidades Básicas de Saúde e Distritos Sanitários via intranet da SMSA. RN de risco [RN residente em área de risco (médio. MENOR DE 1 (UM) ANO Nesta fase do ciclo da vida.

faz-se necessário o conhecimento de informações atualizadas sobre estas e seus fatores condicionantes. diabetes. potencial de disseminação. são importantes a comunicação rápida da ocorrência de agravos ou doenças (Notificação) e início de investigação do caso logo após seu conhecimento pelo serviço de saúde.GEREPI do seu Distrito Sanitário. No relatório Gravidez/parto/ puerpério foram incluídas também as internações por Aids. afogamento e os eventos sentinela para sífilis congênita. Doença compulsória e Gravidez/Parto/Puerpério Têm a finalidade de fornecer informações adicionais para a equipe da Gerência de Epidemiologia e Informação dos distritos para a vigilância de morte materna e de doenças de notificação compulsória. as mudanças no perfil epidemiológico da população e os resultados obtidos com as ações de controle efetuadas. especialmente no caso dos agravos agudos. queimadura. queda. Todos os níveis do sistema de saúde têm atribuições de VE. septicemia.Vigilância / Planejamento 3 DIAGNÓSTICOS SELECIONADOS Criança Asma. bronquite. desidratação. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – FLUXOS DE DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA . com registro claro destes. Diante da ocorrência de casos de Doenças de Notificação Compulsória (DNC) ou mesmo da suspeita destes. refletindo a realidade. controlar. Através de portaria específica. transcendência (severidade.” A intervenção em um ou mais pontos da cadeia epidemiológica pode bloquear a transmissão de determinada doença. desnutrição. para garantir a integralidade da atenção ao indivíduo. Foram selecionados todos os diagnósticos referentes a esses eventos. doença cerebrovascular.DNC INTRODUÇÃO A vigilância epidemiológica (VE) tem como objetivo principal prevenir. insuficiência cardíaca. respeitando-se os princípios da ética e da confidencialidade das informações sobre os pacientes. a notificação deve ser feita à Gerência de Regulação. Idoso Desnutrição. sempre acompanhando as novas descobertas científicas e tecnológicas. tanto no prontuário do paciente como nos instrumentos específicos de notificação e investigação. pneumonia. Quanto mais próximo do nível local maior é a oportunidade da tomada de medidas imediatas. Epidemiologia e Informação . reduzindo a morbi-mortalidade de uma população. além dos diagnósticos selecionados para os adultos. anemia. Por isso. e também uma boa investigação epidemiológica. pneumonia. Adulto/Idoso Doença hipertensiva. diarréia. A notificação deve ser sigilosa. . fratura de fêmur. O valor da informação depende da qualidade e fidedignidade com que é gerada. vulnerabilidade e compromissos internacionais. Para isso. coma e cetoacidose por diabetes. Em síntese pode-se defini-la como “informação para a ação. As informações devem ser precoces e ágeis. Estes devem estar bem articulados. O conhecimento dos casos é importante para garantir a representatividade do problema existente na população. intoxicação. rubéola congênita e toxoplasmose. outras complicações por diabetes. eliminar ou erradicar doenças ou agravos. São necessários uma boa suspeição diagnóstica baseada em critérios de caso definidos. asma/doença pulmonar obstrutiva crônica e tuberculose. doença isquêmica do coração. com coleta de outros dados relevantes. assim como o desencadeamento das ações preventivas e assistenciais. relevância social e/ou econômica). com base na magnitude. o Ministério da Saúde definiu um conjunto de doenças consideradas de maior relevância sanitária nacional.

Hanseníase. para acompanhamento das investigações de caso junto aos profissionais de saúde das unidades. Dengue. Febre Amarela. Botulismo. Meningite. Esquistossomose. ou seja. Hantaviroses. Doença Meningocócica. casos agregados das doenças que constam na LDNC mas cujo volume das notificações torne operacionalmente inviável o registro individualizado dos casos. casos agregados. ictérica aguda. Peste. . e traz o resumo do diagnóstico laboratorial e principais ações a serem desencadeadas de algumas doenças consideradas de maior importância para o Município neste momento. PFA. NOTIFICAÇÃO DE SURTO . Tuberculose. Coqueluche. de acordo com as seguintes categorias: diarréia aguda sanguinolenta.LDNC. Sífilis Congênita. Esquistossomose Notificação de casos graves. Peste. segundo orientação técnica da SES de 21/03/03. Febre Maculosa. doenças de etiologia não esclarecida. Febre Amarela. Tétano Neonatal e Tétano Acidental. Doença de Chagas (casos agudos). Gestante HIV + e Crianças Expostas. Salientamos.4 Vigilância / Planejamento O presente documento apresenta esta relação de doenças e agravos que compõem o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica. Varicela e Varíola. Agravos inusitados de pelo menos dois casos epidemiologicamente vinculados. Cólera. neurológica aguda. que os técnicos da área de epidemiologia em todos os Distritos estão disponíveis e devem ser acionados para fornecer qualquer informação ou esclarecimento que se fizer necessário a respeito destas ou das outras doenças ou agravos sob vigilância no Município. trata-se da forma hepato-esplênica. e para as capacitações que se fizerem necessárias. Meningite por hemófilos. Malária (em área não endêmica). Parotidite. . febre hemorrágica aguda. A notificação destes agravos deverá ser realizada através da abordagem sindrômica. insuficiência renal aguda e outras síndromes. Surtos e agregação de casos e/ou óbitos de Agravos inusitados. Hepatites. respiratória aguda. Leptospirose. apesar de existirem outras (vide Orientação Técnica). Raiva Humana. Raiva. NOTIFICAÇÃO POR TELEFONE Casos suspeitos de Cólera. Atendimento Anti-Rábico Humano. Paralisia Flácida Aguda/ Poliomielite. constituindo uma situação epidêmica. Síndrome da Rubéola Congênita. Leishmaniose Tegumentar Americana. das doenças que não constam na Lista de Doenças de Notificação Compulsória . Leishmaniose Visceral. por último. todos aqueles que não são forma intestinal da doença. ressaltando aquelas que devem ser notificadas o mais rapidamente possível por telefone ou fax. coqueluche. NOTIFICAÇÃO INDIVIDUAL De casos suspeitos e/ou confirmados dos seguintes agravos de notificação compulsória AIDS. Doenças Exantemáticas Febris – Sarampo e Rubéola -. Sarampo e Tétano Neonatal. Febres Hemorrágicas. Difteria. Tularemia. Notificação individual de casos suspeitos e/ou confirmados dos seguintes agravos de interesse nacional Animais Peçonhentos. Carbúnculo ou “antraz”. Hantaviroses. Leishmaniose Visceral. em sua maioria. . Febre Tifóide.

deve-se realizar estudo anatomopatológico. Caso não seja possível a centrifugação imediata. c) No caso de óbitos suspeitos de dengue Além da coleta de sangue para sorologia (após o 6º dia do início dos sintomas) e isolamento viral (até o 5º dia de início dos sintomas). MÉTODO. Coletar 2ª amostra depois do 6º dia do início dos sintomas. devem ser acondicionadas em isopor com gelo comum ou gelo reciclável (o gelo deve ser colocado em saco plástico para não entrar em contato com o frasco da amostra) e ser encaminhadas para a FUNED – Laboratório de Sorologia . data da coleta. até no máximo 45 dias depois. b) Para suspeita de Febre Hemorrágica do Dengue (FHD) Coletar uma 1ª amostra de sangue entre o 1º e o 5º dia do início dos sintomas. usar tubo sem anticoagulante com capacidade entre 10-20 ml e após a coleta. . data de início dos sintomas. visando obter a maior quantidade possível de tecidos. PCR e estudo anatomopatológico Mac Elisa e PCR No caso de adultos deve ser coletada a quantidade de 7-10 ml de sangue total sem anticoagulante.Rua Conde Pereira Carneiro. tipo de amostra e se é 1ª ou 2ª amostra (quando for o caso). As amostras devem ser devidamente identificadas com o nome completo do paciente.Vigilância / Planejamento 5 DENGUE DIAGNÓSTICO LABORATORIAL a) Para suspeita de Dengue Clássico sem exantema e com exantema . colher material por viscerótomo ou punção aspirativa. e colocar na geladeira por no máximo 48 horas. senão não serão processadas. . 80 – Gameleira – 8:00 às 16 horas. solicitando IgM para dengue e sorologias específicas para diagnóstico diferencial com Sarampo e Rubéola. Com exantema Coletar amostra única de sangue a partir do 6º dia do início dos sintomas. Sem exantema Coletar amostra única de sangue a partir do 6º dia do início dos sintomas. Para a realização do Mac Elisa. mantendo o soro no congelador da geladeira comum (-20º c) até o envio ao laboratório. Para a realização de PCR o soro deverá ser colocado em isopor com gelo envolto em saco plástico e encaminhado imediatamente à FUNED (no máximo em 1 hora) . que deve ser feito preferentemente em 1 hora até no máximo 6 h após a coleta. solicitando a sorotipagem por PCR e IgG para dengue. Para esta obtenção. TRANSPORTE E CONSERVAÇÃO Mac Elisa. solicitando apenas a realização de IgM para dengue. após separado o soro. Devem ser encaminhadas junto com a ficha de investigação individual do caso. As amostras devem ser centrifugadas para separação do soro.Laboratório de Diagnóstico Molecular. solicitando IgM para dengue. aguardar a retração do coágulo em temperatura ambiente ou a 37ºc para posterior centrifugação. 2) Tecidos Na impossibilidade de realização de necrópsia. No caso de crianças deve ser coletado o máximo possível (2-5 ml de sangue total sem anticoagulante). por punção cardíaca ou outra via. deixar o tubo com sangue na geladeira até 6 horas após a coleta. Estudo anatomopatológico 1) Sangue Coletar 10 ml de sangue sem anticoagulante em tubo estéril.

Rotular os frascos com nome completo do paciente. Av. separadamente. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS a) Imediata notificação à Epidemiologia do DS (que notificará ao Serviço de Controle de Zoonoses). . preferencialmente dentro das primeiras 8 horas e no máximo 12 horas após. verificar endereço do trabalho. usar tubo sem anticoagulante com capacidade entre 10-20 ml e após a coleta. Conde Pereira Carneiro. de forma obrigatória. O soro e frasco sem formalina devem ser acondicionados e transportados em caixa de isopor com gelo comum ou gelo reciclável (estes devem estar em saco plástico para não molhar as amostras). bem como acompanhamento do resultado deste. Colocar uma amostra de cada fragmento. em frasco com formalina tamponada. O Laboratório Central realizará. bem como no local de trabalho quando for o caso. 80 – Gameleira. a solicitação de sorologia específica pela Unidade Básica deverá ser realizada através do impresso: SOROLOGIA DE HEPATITE VIRAL AGUDA – ATENÇÃO PRIMÁRIA. mantendo-a à temperatura ambiente. utilizar agulhas longas e de grosso calibre. Colocar uma outra amostra de cada fragmento. c) Investigação no local da residência do paciente para complementar dados. para histopatologia. separadamente em recipiente estéril. para isolamento viral. Caso o resultado seja não reativo. d) Verificação pelo Serviço de Controle de Zoonoses. a data e os resultados dos exames já realizados anteriormente. das condições ambientais do domicílio e peridomicílio. O exame a ser realizado é o Anti-HCV. É terminantemente contra-indicada a realização de biópsias com o paciente vivo pelos riscos de sangramento devido às alterações de coagulação próprias da doença. data da coleta e natureza da amostra e encaminhálos junto com a ficha de investigação individual de caso para a FUNED – Laboratório de Sorologia. A coleta deve ser feita o mais cedo possível após a morte. e levar imediatamente. Para os contatos de casos de Hepatite B aguda serão realizados o HBsAg e AntiHBc Total. ao freezer. dependendo da disponibilidade destes dois últimos). no prazo máximo de 48 horas. No caso de punção aspirativa. o marcador específico para Hepatite A aguda (HAVIgM). b) Investigação no local de atendimento de outros possíveis casos suspeitos e preenchimento de ficha de investigação individual do caso. verificação das condições do local. inicialmente. verificação de outros possíveis casos suspeitos em sua área e busca ativa com coleta de material para exame quando necessário. acompanhar a evolução do paciente e fornecer orientações para a população. HEPATITES VIRAIS DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Diante da suspeita de hepatite viral aguda. dar-se-á prosseguimento com a realização dos marcadores para Hepatite B (HBsAg e Anti HBc Total e/ou o Anti HBc IgM. desencadeando as ações necessárias. O frasco de fragmento de tecidos com formalina tamponada para histopatologia deverá ser enviado à temperatura ambiente.6 Vigilância / Planejamento Coletar duas amostras de fragmentos que devem ser preferencialmente de fígado e baço. Para os casos de Hepatite C deverá ser informado. especialmente relacionadas ao vetor. aguardar a retração do coágulo em temperatura ambiente ou a 37ºc para posterior centrifugação. OBS: Para obtenção de soro.

Iniciar busca ativa de contatos. 6) Casos de hepatite de transmissão parenteral: . Investigar exposição a fontes de contaminação. Pode ser acondicionado entre 2° a 8°C por 72 horas. O exame a ser realizado será o Anti-HCV. No rótulo. conservar entre –20° e –80°C. 5) Surtos de hepatites de transmissão pessoa a pessoa ou fecal-oral: . particularmente água de uso comum. Para transporte. nº de registro laboratorial e data da coleta. o material deve ser embalado em saco plástico bem fechado por um nó ou elástico e colocado dentro de um isopor com gelo (preferencialmente gelo seco). o conteúdo deverá ser colocado em tubo seco e estéril para aguardar a coagulação. . . comunicantes e outros casos suspeitos e/ou confirmados de hepatite viral. .500 r. hábito de compartilhar . colocar nome completo. Solicitar à Vigilância Sanitária investigação das possíveis fontes de contaminação e ações de controle.m durante 10 minutos à temperatura ambiente. .vide OBS abaixo. uso de água de fonte não habitual. Os contatos de hepatite B que tiverem os dois marcadores não reativos deverão ser encaminhados à vacinação no menor espaço de tempo possível. deverá ser solicitado a sorologia destes. Centrifugar a 2. Acompanhar a evolução clínica do paciente. 4) Para identificação e definição da extensão da área de transmissão: . . . . (Vide Protocolo completo – Orientações para o preenchimento da Solicitação de Sorologia de Hepatites Virais Agudas). Os contatos de hepatite C deverão ser encaminhados para a Atenção Secundária . . . Acompanhar os resultados de exames inespecíficos. Investigar uso de sangue e hemocomponentes. refeições coletivas. . Para períodos maiores. A tampa deve ser fixada com esparadrapo. 3) Coleta e remessa de material para exames e acompanhamento de resultado laboratorial. O sangue (para separação do soro ou plasma) deverá ser coletado assepticamente em tubo de coleta a vácuo de preferência com gel separador. Verificar se houve deslocamentos que possam levar ao provável local de aquisição da infecção e tomar medidas de prevenção e controle. 2) Coleta de dados clínicos e epidemiológicos .Vigilância / Planejamento 7 Para os contatos de casos de Hepatite C. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Preencher todos os campos Ficha de Investigação Epidemiológica. . NORMAS PARA PROCEDIMENTOS LABORATORIAIS Coleta de Amostras Clínicas (marcadores Virais) . O soro ou plasma deve ser acondicionado em frasco esterilizado e hermeticamente fechado. uso de drogas injetáveis.p. . junto com a Ficha de Investigação e o pedido de exame. Se a coleta for feita através de seringa descartável.

Indicada para toda a população menor que 20 anos em risco de Hepatite B (trabalhadores na área de saúde. ou fornecedores de sangue e hemocomponentes).3566 R. Diagnóstico parasitológico Realizado de material retirado preferencialmente da medula óssea (mielograma). Conde Pereira Carneiro. Hepatite B Vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde. usuários de drogas injetáveis. Considera-se sorologia positiva RIFI maior ou igual a 1:40 ou Elisa reagente. Hospital Eduardo de Menezes). . para complementar dados. quanto de possíveis outros casos. avaliar a aplicação de medidas imediatas. procedimento de detecção mais fácil e eficiente para o diagnóstico de Calazar ou Teste Imunoenzimático . Ambientes Ambulatoriais e Hospitalares que não estejam adotando medidas de biossegurança. talassêmicos.9472/9473) Av. Referências Instituto René Rachou (3295. hemofílicos. transfundidos.8 Vigilância / Planejamento seringas e estado vacinal. após transplante de medula óssea. verificar se o caso é importado ou autóctone e orientações para a população. Augusto de Lima. Serviços Odontológicos. HIV. 112 ) – Av. IMUNIZAÇÃO Hepatite A Vacina disponível no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) – Santa Casa (atualmente funcionando no CS Carlos Chagas). LEISHMANIOSE VISCERAL DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Diagnóstico Sorológico Reação de Imunofluorescência Indireta – RIFI. OBS: Os casos de Hepatite C e Hepatite Crônica deverão ser encaminhados para a Atenção Secundária (Serviços de Infectologia: CTR. através do Boletim de Encaminhamento (Vide Protocolo completo – Orientações para o preenchimento da Solicitação de Sorologia de Hepatites Virais Agudas). 1715 – Barro Preto FUNED (371. 2) Investigação no local de atendimento de outros possíveis casos suspeitos e preenchimento de ficha de investigação individual do caso. em hemodiálise. comunicantes domiciliares de portadores do HBsAg (+). HCV. 80 – Gameleira. PAM Sagrada Família. tanto do caso. verificação das condições do local. Acompanhar junto à Zoonoses as medidas de controle. presidiários.Elisa. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Imediata notificação à Epidemiologia do DS (que notificará ao Serviço de Controle de Zoonoses). falssêmicos. (em Unidades de Hemodiálise. Nas situações em que se suspeite de contaminação coletiva. neoplasias. Indicada para portadores de hepatopatias crônicas suscetíveis para hepatite A. É um procedimento hospitalar somente. profissionais do sexo e populações indígenas). verificar endereço do trabalho. 3) Investigação pelo local de residência. receptores de transplantes alogênicos ou autólogos. .

caso ainda não tenha sido feita. O sangue deve ser centrifugado e caso não seja possível a centrifugação imediata. É recomendada a coleta de espécimes clínicos para isolamento viral para conhecer o genótipo do vírus. mas. mas. identificar possíveis novos casos suspeitos. 5) Acompanhar a coleta de exame laboratorial. deixar o tubo com sangue na geladeira até no máximo 6 horas após coleta. AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Notificação de todo caso suspeito. Colher de 5 a 10 ml de sangue venoso (em crianças muito pequenas. A detecção de anticorpos específicos IgM inicia-se na fase aguda da doença. Amostras de sangue coletadas nos primeiros 28 dias do aparecimento do exantema são consideradas oportunas. complementar informações para a ficha de investigação e análise da situação epidemiológica. mediante prescrição médica e ficha de investigação. 3) Investigação em até 48 horas após a notificação. o soro deve ser mantido sob refrigeração a +4° a +8C e enviado em caixa de isopor com gelo ou gelox. por telefone. RUBÉOLA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O diagnóstico laboratorial é realizado por meio da sorologia para detecção de anticorpos específicos. ao laboratório de referência (FUNED . mesmo que a coleta seja posterior a este período (amostras tardias). Após centrifugação. 4) Coletar amostra de sangue para exame sorológico. o mais rapidamente possível. etc. geralmente não são mais detectados após 4 a 6 semanas do início do exantema. é imprescindível que haja a marcação da principal suspeita entre os dois agravos (sarampo ou rubéola) no campo 5 da ficha de doença exantemática pois. assim como seu resultado e a evolução do paciente O medicamento (Glucantime) será fornecido pela Farmácia Distrital. deve ser encaminhada e realizada pesquisa de IgM. esta guiará a realização da sorologia. Conde Pereira Carneiro. identificar áreas de transmissão através da busca ativa. b) Isolamento do vírus da rubéola Recomendado em caso de surtos ou epidemias vide Manual de Vigilância Epidemiológica das Doenças Exantemáticas . a) Detecção de anticorpos específicos Coletar uma amostra de sangue para realização de sorologia pela técnica de Elisa para detecção de IgM logo no 1º atendimento. estando atento para data de início dos sintomas e local da infecção. principalmente nas situações de surtos e epidemias. quando não for possível colher o volume estabelecido. 80) devidamente identificado e acompanhado da ficha de investigação específica. à Epidemiologia do Distrito Sanitário.R. Os anticorpos IgG usualmente persistem por toda a vida. orientar a população. 2) Preenchimento da Ficha Individual de Investigação de Doenças Exantemáticas pela unidade notificante. objetivando caracterizar clinicamente o caso. colher no mínimo 3 ml) sem anticoagulante.Vigilância / Planejamento 9 4) O caso deve ser submetido à investigação clínica e epidemiológica.MS. Proceder aos métodos de diagnóstico para confirmação ou encaminhar para realização quando necessário. desde os primeiros dias até quatro semanas após o aparecimento do exantema e indicam infecção recente pelo vírus da rubéola. e acompanhar o resultado deste. com prazo máximo de 02 dias. . tomando o cuidado de não deixar o frasco se molhar.

b)Isolamento Viral Tem por objetivo identificar o padrão genético do vírus circulante no país. Após centrifugação. após a exposição ao doente. o mais rapidamente possível. mas. 8) Gestantes: quando expostas a um doente. São consideradas oportunas as amostras de sangue coletadas nos primeiros 28 dias do aparecimento do exantema. sem anticoagulante.R. É necessário a coleta de espécimes clínicos para o isolamento viral para conhecer o genótipo do vírus que está circulando. 80) devidamente identificado e acompanhado da ficha de investigação específica. Após a coleta. durante o período de transmissibilidade e incubação da doença. ao laboratório de referência (laboratório de sorologia . com vacina dupla ou tríplice viral. sem anticoagulante. A dose de vacina dupla ou tríplice viral. a) Detecção de anticorpos específicos A detecção de anticorpos específicos IgM inicia-se na fase aguda da doença. deve ser encaminhada e realizada pesquisa de IgM. geralmente são detectados muitos anos após a infecção.FUNED . proteja contra a infecção. 7) Isolamento: crianças e adultos com rubéola devem ser afastados da escola. No entanto. Conde Pereira Carneiro. para posterior acompanhamento e orientação. principalmente as mulheres em idade fértil. o soro deve ser mantido sob refrigeração a +4° a +8°C e enviado em caixa de isopor com gelo ou gelox. Na falta de tubo vacutainer. coletar o sangue com seringas e agulhas descartáveis de 10 ml e transferi-lo para tubo de ensaio ou frasco de vidro esterilizado. . Coletar uma amostra de sangue para realização de sorologia pela técnica de Elisa para detecção de IgM. deixar o tubo com sangue na geladeira até no máximo 6 horas após coleta. aos 12 meses deverá ser revacinada com a vacina tríplice viral. recomenda-se aproveitar a oportunidade para vacinar os contatos suscetíveis. escorrendo o líquido lentamente pelas paredes do tubo ou frasco estéril.10 Vigilância / Planejamento 5) Vacinação de rotina: vacinar crianças a partir dos 12 meses de vida até 11 anos. especialmente nos casos importados. em maternidades e serviços de saúde (para o controle da Síndrome da Rubéola Congênita). quando não for possível colher o volume estabelecido. nas localidades onde a vacina já foi implantada. de forma seletiva para homens e mulheres. 6) Vacinação de bloqueio: não é garantido que a vacina aplicada aos comunicantes. e mulheres no período puerperal ou pós-aborto. não será considerada como dose válida. desde os primeiros dias até quatro semanas após o aparecimento do exantema e indicam infecção recente pelo vírus do sarampo. mesmo que a coleta seja posterior a este período (amostras tardias). devem ser avaliadas sorologicamente o mais precocemente possível. durante o período de transmissibilidade (5-7 dias antes do exantema até 5-7 dias depois do exantema). com prazo máximo de 48 horas. Colher de 5 a 10 ml de sangue venoso (em crianças muito pequenas. O sangue venoso deve ser colhido de forma asséptica em tubo vacutainer com capacidade para 10 ml. fechando hermeticamente (vedando bem) com tampa também estéril. aplicada em crianças menores de 01 ano. diferenciar um caso autóctone do importado e diferenciar vírus selvagem do vacinal. As gestantes suscetíveis devem ser afastadas do contato com casos e comunicantes. creche ou local de trabalho. Utilizar a vacina dupla ou tríplice viral para a faixa etária de 6 meses a 39 anos. retirar a agulha e transferir o sangue. tomando o cuidado de não deixar o frasco se molhar. Os anticorpos IgG também podem aparecer na fase aguda da doença desde os primeiros dias e. O sangue deve ser centrifugado e caso não seja possível a centrifugação imediata. colher no mínimo 3 ml). SARAMPO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O diagnóstico laboratorial é realizado por meio da sorologia para detecção de anticorpos específicos.

limitado aos contatos (mesmo domicílio. preferencialmente nos três primeiros dias. a vacina só é indicada com base na análise da situação epidemiológica. esta guiará a realização da sorologia. colégios. à Epidemiologia do Distrito Sanitário. 4) Acompanhamento do caso e sua evolução. 3) Investigação minuciosa de todo caso suspeito em até 48 horas a partir da notificação.MS AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Notificação Imediata de todo caso suspeito.1 Bloqueio vacinal Deve ser realizado quando ocorre um ou mais casos suspeitos. deve ser seletivo. Na ocorrência de surtos de doenças exantemáticas. não devendo ultrapassar 05 dias após o início do exantema (somente em casos esporádicos o período pode se estender até 7 dias. por telefone. sala de aula. Observações: . independente da suspeita e do país de origem. encaminhamento e processamento de urina. Acima dos 40 anos. análise da situação epidemiológica (história epidemiológica do caso suspeito como história de viagens no período de sete a dezoito dias antes do início de sintomas). etc). b. orientar a população. .). é importante a vigilância dos contatos por um período de 21 dias. Na ocorrência de surtos de sarampo ou forte suspeita de sarampo. Casos com resultado laboratorial IgM positivo ou indeterminado para o sarampo. 7) Isolamento: crianças e adultos com sarampo devem ser afastados da escola. Quando a vacina for aplicada em crianças menores de 01 ano de idade não será considerada como dose válida.Vigilância / Planejamento 11 As amostras de espécimes clínicos (urina. objetivando caracterizar clinicamente o caso (dados sobre a situação clínica). igreja. . utilizando a vacina tríplice viral para a faixa etária de 6 meses a 39 anos. creche. 6) Caso o paciente se enquadre em um dos ítens de b1 e se procurar o serviço até o 5º dia do início do exantema. é imprescindível que haja a marcação da principal suspeita entre os dois agravos (sarampo ou rubéola) no campo 5 da ficha de doença exantemática pois. creche. creches. hospitais.1 Critérios para a coleta . . devendo a vacina ser administrada preferencialmente dentro de 72 horas após a exposição. com acompanhamento do resultado deste. vizinhos próximos.2 Quantidade. escolas. etc. . centros de saúde. 5) Coleta de amostra de sangue para exame sorológico caso ainda não tenha sido feita. complementar informações da ficha de investigação (história vacinal com verificação do cartão de vacinação). . quarto de alojamento. sala de trabalho etc. Deve ser feita vacinação seletiva de todos os profissionais do setor de internação e/ou dos profissionais e pacientes da sala de espera da unidade de atendimento ambulatorial. sangue total ou secreções nasofaríngeas) devem ser coletados até o 5° dia a partir do aparecimento do exantema. a criança deverá ser revacinada com a vacina tríplice viral. observando o período de coleta. Casos importados. secreção nasofaríngea e sangue total . especialmente no período prodrômico. b. Aos 12 meses. onde o paciente não se encontre isolado. Devido a alta transmissibilidade do vírus. sala de espera. igreja. durante o período de transmissibilidade (4-6 dias antes do exantema e até 4-6 dias depois). . identificar possíveis novos casos suspeitos e identificar áreas de transmissão através da busca ativa de outros possíveis casos (na residência. 8) Estratégia de vacinação frente a casos suspeitos e confirmados: 8. coletar também amostra de urina para isolamento viral. 2) Preenchimento da Ficha Individual de Investigação de Doenças Exantemáticas pela unidade notificante. para não perder a oportunidade de se tentar o isolamento viral).vide quando necessário o Manual de Vigilância Epidemiológica das Doenças Exantemáticas . ou local de trabalho.

todos os dias de 07 às 19hs. quando há suspeita de SRC ou confirmação de infecção materna durante a gestação. 80). independente da história materna).S. para o CRIE / SMSA na Santa Casa. 2) Preenchimento da Ficha Individual de Investigação de Síndrome da Rubéola Congênita. por escrito.) e implica na busca exaustiva de suscetíveis. Conde Pereira Carneiro. por telefone. a presença de anticorpos IgM específicos para rubéola no sangue do recém-nascido indica infecção congênita.5ml/kg de imunoglobulina humana normal. área residencial ou bairro se necessário. 345. ao laboratório de referência (laboratório de sorologia da FUNED .12 Vigilância / Planejamento . AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 1) Notificação de todo caso suspeito. a quantidade de anticorpos IgG maternos diminui com o tempo. Os anticorpos IgG maternos podem ser transferidos ao feto passivamente através da placenta e não é possível diferenciá-los dos produzidos pelo próprio feto. com o objetivo de prevenir ou modificar o quadro clínico do sarampo. . Área de abrangência da operação limpeza: locais habitualmente freqüentado pelo caso confirmado.Para as crianças menores de 06 meses de idade é recomendada a administração de imunoglobulina humana normal que deve ser administrada dentro de. todo estabelecimento coletivo freqüentado pelo caso. com prazo máximo de 02 dias. 06 dias a partir da exposição – dose única de 0. à Alameda Ezequiel Dias. SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O feto infectado é capaz de produzir anticorpos específicos IgM e IgG para rubéola antes mesmo do nascimento.2 Frente a um caso confirmado ou surto: Operação limpeza: deve ser realizada casa a casa (incluindo os estabelecimentos coletivos – escolas. quando não for possível colher o volume estabelecido. todo o município se indicado. o contato do paciente junto com a solicitação de aplicação. Entretanto. a vacina será indicada com base na análise da situação epidemiológica. Logo após o nascimento. Imunoglobulina: . A faixa etária vacinada inclue o grupo de 6 meses a 39 anos de idade.R.Em pacientes imunossuprimidos recomenda-se administrar 0. Após centrifugação o soro deve ser mantido sob refrigeração entre +4°C e +8°C e enviado o mais rapidamente possível. cursinhos. logo após a suspeita diagnóstica em crianças até 12 meses de idade (crianças que apresentam sinais clínicos compatíveis com infecção congênita pela vírus da rubéola. à Epidemiologia do Distrito Sanitário. acima de 40 anos. Utiliza-se a vacina Tríplice viral para a faixa etária de 6 meses a 39 anos. faculdades etc. Como os anticorpos IgM maternos não ultrapassam a barreira placentária. ou . colher no mínimo 3 ml) sem anticoagulante. creches. deixar o tubo com sangue na geladeira até no máximo 6 horas após coleta. Portanto. devidamente identificado e acompanhado da ficha de investigação específica. Encaminhar. Detecção de anticorpos específicos Coletar uma amostra de sangue para realização de IgM e IgG: .25ml/kg (máximo de 15ml). Para as outras faixas etárias. a persistência dos níveis de anticorpos IgG no sangue do RN é altamente sugestiva de infecção intrauterina. Carlos Chagas. de forma seletiva. Colher de 5 a 10 ml de sangue venoso (em crianças muito pequenas. inclusive em feriados e fins de semana (atualmente funcionando no C. O sangue deve ser centrifugado e caso não seja possível a centrifugação imediata. Nos finais de semana funciona sob esquema de plantão de 7 até 11 horas). todo o quarteirão. se necessário. de 2ª a 6ª de 7 às 19 horas. no máximo. . 8. desaparecendo por volta do 6º mês de vida do RN.

Vigilância / Planejamento 13 3) Investigação em até 48 horas após a notificação. para ser considerada dose válida para efeito de dose de rotina. caso ainda não tenha sido feita. 4) Coletar amostras de sangue para exame sorológico. Em uma situação de surto de rubéola as mulheres grávidas expostas ao vírus devem ser acompanhadas (vigilância epidemiológica e laboratotorial) durante a gestação e o pós-parto e o recém-nascido durante o primeiro ano de vida. etc. . O monitoramento da área onde ocorreu o surto deve ser feito até nove meses depois da notificação do último caso de rubéola. Crianças com síndrome da rubéola congênita devem ser consideradas potencialmente infectadas. Previamente ao ingresso dessas crianças em creches ou escolas (no decorrer dos dois primeiros anos de vida). A vacinação está indicada para todos os suscetíveis. para caracterizar clinicamente o caso. no domicilio e na creche que a criança irá freqüentar. 5) Toda gestante com rubéola deve ser acompanhada pelo serviço de pré-natal e pela epidemiologa. 6) Vacinação de Bloqueio: deve ocorrer no hospital do atendimento do caso. no grupo etário de 6 meses a 39 anos de idade. É necessário que as crianças de 6 meses a menores de 1 ano sejam revacinadas aos 12 meses de idade. deve ser verificada a existência de suscetíveis. bem como acompanhamento dos resultados destes. As gestantes não devem manter contato direto com essas crianças. particularmente mulheres em idade fértil. Administrar a vacina tríplice viral (sarampo/rubéola/caxumba). verificando a ocorrência de abortos. exceto gestantes. uma vez que o vírus pode ser excretado pelas secreções nasofaríngeas e urina. do nascimento até um ano de vida devendo os pais serem alertados quanto ao risco da transmissão para gestantes e suscetíveis. natimortos ou nascidos vivos com anomalias congênitas. complementar informações para a ficha de investigação e análise da situação epidemiológica. até 1 ano de idade.

Portanto. não como um instrumento burocrático e restritivo. esgotando todas as possibilidades propedêuticas e terapêuticas em cada espaço onde ele é atendido. Os protocolos de encaminhamento para a Atenção Secundária são orientadores para garantir esse acesso e para o desenho da sua linha de cuidado. permitindo levar em consideração as singularidades e necessidades da cada usuário que procura os nossos serviços. Por isso é necessário pensar em como garantir o acesso a outros níveis de atenção no momento oportuno e de acordo com a necessidade de saúde de cada sujeito. facilitando o seu caminhar na rede do SUS-BH. . devem ser conhecidos e usados de maneira correta.Atenção Secundária 1 APRESENTAÇÃO DOS PROTOCOLOS Um dos conceitos mais importantes para a organização de serviços e redes de assistência à saúde é a integralidade da atenção ao usuário. mas como balizador de nossa ação.

Retorno à ubs p/ acompanhamento com relatório do especialista. C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dermatite História clínica suscinta. Citar os tratamentos empregados previamente e os medicamentos em uso atual. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Conjuntivite: encaminhar ao alergologista os casos onde houver suspeita de fundo alérgico. Citar os tratamentos empregados previamente e os medicamentos em uso atual. e após avaliação do oftalmologista. Relatar dados importantes. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Detalhar o motivo de encaminhamento ao alergologista. Detalhar o motivo de encaminhamento ao alergologista. Enumerar. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Rinopatias alérgicas História clínica suscinta. Enumerar. Encaminhar ao alergologista os casos de asma onde houver suspeita de fundo alérgico. Citar os tratamentos empregados previamente e os medicamentos em uso atual. Apenas os já realizados. . encaminhar ao alergologista os casos de asma onde houver suspeita de fundo alérgico. Relatar dados importantes. Apenas os já realizados. Apenas os já realizados.2 Atenção Secundária ALERGOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) asma B) rinopatias alérgicas C) dermatite A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Asma História clínica suscinta. Relatar dados importantes. Enumerar. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

ECG. orientar o paciente a levar ao especialista. creatinina. Enumerar. Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações B História clínica Exame físico Insuficiência coronariana / Dor torácica / Precordialgia Detalhar a história e evolução do quadro. Especificar os tratamentos realizados e os medicamentos em uso atualmente. tais como teste de esforço e/ou ecocardiograma e/ou cateterismo. Enumerar. triglicérides e urina rotina. medida da pressão arterial RX de tórax. Descrever o motivo do encaminhamento ao especialista. Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações . ECG. Relatar os achados importantes. evolução e complicações. devendo o médico que solicitar a avaliação. Especificar os motivos de encaminhamento ao especialista. Encaminhar ao especialista se a hipertensão arterial estiver associada com a presença de alterações em órgão-alvo e/ou de difícil controle e/ou para parecer sobre conduta. glicemia em jejum. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório do especialista). justificar com clareza o que deseja do encaminhamento.Atenção Secundária 3 CARDIOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) hipertensão arterial B) insuficiência coronariana / dor torácica / precordialgia C) insuficiência cardíaca / dispnéia / cansaço A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipertensão arterial Relato suscinto da história. colesterol. citando a presença de lesões em órgãos-alvo e doenças associadas. ecocardiograma por exemplo. Retornar ao nível secundário. Caso tenha feito outros exames. glicemia de jejum. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. informando sobre doenças associadas. ácido úrico e triglicérides. Caso tenha feito outros exames no passado. colesterol total e fracionado. Relato dos achados importantes. RX de tórax . orientar o paciente a levar para o especialista. Descrever os tratamentos até então realizados e citar os medicamentos em uso atualmente.

reavaliar após a febre para verificar se ainda permanece. Retornar ao nível secundário. Detalhar o motivo de encaminhamento ao especialista. Caso tenha feito outros exames no passado. RX de tórax e ECG. Enumerar. Em crianças. . Relatar os achados importantes. se o sopro for observado durante um quadro febril. já solicitar RX de tórax e ECG. orientar o paciente a levar para o especialista. Quando encaminhar. Especificar os tratamentos já realizados e os medicamentos em uso atualmente. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório do especialista). Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Valvulopatias / sopros : informar as características do sopro. tais como teste de esforço e/ou ecocardiograma e/ou cateterismo.4 Atenção Secundária CARDIOLOGIA C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Insuficiência cardíaca / Dispnéia / Cansaço História suscinta informando evolução dos sinais e sintomas e patologias associadas.

retirada. Relatar os achados importantes. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Descrever os tratamentos realizados previamente. Enumerar as suspeitas diagnósticas. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Avaliação de indicação cirúrgica História suscinta descrevendo evolução do quadro. Descrever a(s) lesão(ões). Encaminhar os exames realizados para confirmação do quadro. doenças associadas. biópsia). Nenhum. Indicar o motivo do encaminhamento. Diabetes e outras doenças controladas. alergias etc. . Permanecer em acompanhamento no nível secundário. Descrever os tratamentos realizados previamente. Relatar doenças associadas. Relatar a suspeita diagnóstica. OBSERVAÇÕES O paciente encaminhado para realização de cirurgia ambulatorial deve estar clinicamente estável para a execução do procedimento proposto: Hipertensão. sintomatologia e sinais importantes.Atenção Secundária 5 CIRURGIA GERAL E CIRURGIA AMBULATORIAL PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) pequenas cirurgias B) avaliação de indicação cirúrgica A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações l Pequenas cirurgias Evolução da lesão e características. com relatório do médico que o assiste. Relatar o motivo do encaminhamento (avaliação de lesão.

Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. RX de coluna lombo-sacra. solicitar RX de coluna lombo-sacra. triglicérides. Varizes de membros inferiores: não encaminhar . inclusive caracterizando as varizes. VDRL. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Nenhum. hemograma. Citar o motivo do encaminhamento. colesterol. patologias associadas. Enumerar. Observações B História clínica Exame físico Úlceras de perna História suscinta. a Hipertensão e o Diabetes. Citar o motivo do encaminhamento. principalmente. especificando o estado atual de controle delas. COM COMENTÁRIOS IMPORTANTES PARA MELHOR ESTABELECER A RELAÇÃO REFERÊNCIA-CONTRAREFERÊNCIA Dor e edema em membros inferiores: antes de encaminhar ao angiologista. Relatar o exame clínico. presença de cludicação intermitente. Enumerar.6 Atenção Secundária CIRURGIA VASCULAR E ANGIOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) varizes em membros inferiores B) úlceras de pernas C) insuficiência circulatória arterial A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica l Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Varizes em membros inferiores História clínica suscinta. alterações da perfusão periférica. Enumerar. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. excluir causas sistêmicas para edema. Citar o motivo do encaminhamento. Descrever os tratamentos até então empregados. Para o encaminhamento. colesterol. Relatar os tratamentos até então empregados. . triglicérides. Relatar os tratamentos até então empregados. PCR. hemograma e VDRL. patologias associadas. Glicemia. Pacientes jovens com microvarizes ou para procedimentos estéticos que não são autorizados pelo SUS. Relatar dados importantes. Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Insuficiência circulatória arterial História clínica suscinta contendo características do quadro. Relatar os achados importantes. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO. tais como referentes à palpação dos pulsos. glicemia. Orientar o paciente a levar até o especialista demais exames já realizados. Cultura e antibiograma de secreção da ferida. Glicemia. hemograma. colesterol e uréia. descrevendo a evolução e relatar as patologias associadas. triglicérides. Informar a presença de doenças associadas. anti-estreptolisina O.

dieta atual. EPF. EPF. presença de sangue nas fezes. Relatar os tratamentos prévios e a medicação em uso atual. constipação. hemorróidas. sangramento anal. A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dor anal. Relatar dados importantes. doenças associadas. características do hábito intestinal.Atenção Secundária 7 COLOPROCTOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) dor anal. História suscinta. Descrever o motivo do encaminhamento. patologias associadas. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório de contrareferência. Relatar os tratamentos prévios e a medicação em uso atual. hábito intestinal. B) alteração do hábito intestinal. presença de dor. presença de sangue nas fezes e prolapso. Relatar achados significativos. prolapso. Enumerar. . Descrever o motivo do encaminhamento. constipação. dieta atual. Em caso de constipação intestinal: enema opaco Enumerar. sangramento anal. hemorróidas Tempo de evolução. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório de contrareferência. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Alteração do hábito intestinal.

Listar os tratamentos empregados e os medicamentos em uso atual. se necessário. A procura ao especialista deverá ser feita já de posse do resultado do teste micológico. com base no resultado. Informar outros achados importantes. Deve ser feito o exame micológico. Não deverá ser solicitado exame para o encaminhamento. iniciar o tratamento ou encaminhar ao especialista. informando a orientação desejada. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Todo medicamento tópico deve ser suspenso antes do encaminhamento e as lesões devem estar presentes para permitir o diagnóstico.8 Atenção Secundária DERMATOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) micoses B) prurido/eczema A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Micoses História suscinta constando data do início e evolução. Listar os tratamentos empregados e os medicamentos em uso atual. Descrever a(s) lesão(ões). Enumerar. Relatar o motivo do encaminhamento. Relatar o motivo do encaminhamento. Descrever a(s) lesão(ões). Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Prurido/eczema História suscinta constando início dos sinais e sintomas. esta deverá ser suspensa 15 dias antes da visita ao especialista. e. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Alopécia Hanseníase Cosmética/acne Dermatite de contato Dermatite actínica Dermatite atópica Impetigo Discromia Neoplasias cutâneas OBSERVAÇÕES: Em todas as patologias dermatológicas é necessário caracterizar o objetivo da consulta com o especialista. localização e fatores desencadeantes. Informar outros achados importantes. . Retorno à UBS p/ acompanhamento relatório do especialista. Caso já esteja em uso de medicação tópica. Enumerar.

Encaminhar outros exames realizados. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Os pacientes com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 1 devem ser encaminhados e permanecer em acompanhamento na endocrinologia. Relatar os achados importantes. Detalhar o motivo de encaminhamento e procura do especialista (vide abaixo). Enumerar. agravos e complicações. Quanto aos pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2. Glicemia recente. TSH e T4 livre recentes. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. . Enumerar.Atenção Secundária 9 ENDOCRINOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) diabetes Mellitus B) tireopatias C) obesidade A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Diabetes Mellitus l Detalhar a história clínica. Listar os tratamentos realizados previamente e os medicamentos atualmente em uso. Descrever os achados importantes. Listar os tratamentos empregados previamente e a medicação em uso. A contra-referência deverá informar a necessidade de controle na endocrinologia e sua frequência. Detalhar os motivos de encaminhamento ao especialista (ver abaixo critérios para encaminhamento). apenas os casos com complicações e acometimento de órgãos-alvo ou refratariedade com as medidas empregadas deverão ser encaminhadas ao endocrinologista para avaliação. Encaminhar outros exames realizados pelo paciente. com definição do tempo de evolução. Observações B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Tireopatias Detalhar a história clínica com relato da evolução do quadro.

dizer o motivo e qual a orientação desejada. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Levar em conta que telarca e pubarca após os 9 anos é considerado normal. triglicérides e colesterol. hiper ou hipotensão. informando os medicamentos em uso atualmente. ITU. com orientações dietéticas e mudanças de estilo de vida. hipotireoidismo. astenia ou redução em pilificação do corpo. estrias violáceas. anorexia. Telarca e pubarca precoces: História suscinta constando de descrição dos caracteres sexuais secundários: pelos. Deve ser tratada na UBS. incluindo enumeração de co-morbidades (HAS. anemia. Quando encaminhar. Detalhar os motivos de encaminhamento ao especialista (ver abaixo). Urina e RX de punho. Disfunção de glândulas supra-renais: Qualquer paciente com suspeita deve ser encaminhado. fator carencial-desnutrição. hiperpigmentação de mucosas. etc).10 Atenção Secundária ENDOCRINOLOGIA C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Obesidade Relatar a história suscintamente. A suspeita ocorrerá em presença de qualquer um dos sintomas: obesidade central.DM. incluindo peso e estatura recentes (IMC). hipotireoidismo. amenorréia. Hemograma. Quando suspeitar de hipotireoidismo. curva de crescimento com acompanhamento de no mínimo 6 meses e duas medidas feita pelo mesmo examinador e relato de peso/ estatura atual e dos pais. Glicemia de jejum. alopécia. hipertricose. Relatar os achados importantes. Observações OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Alterações no crescimento: encaminhar informando história suscinta. mamas. . com histórico suscinto. etc. Encaminhar com resultado de EPF. Devem ser encaminhados após afastar patologias mais comuns: parasitoses. Enumerar Relatar dieta e tratamentos prévios. TSH e T4 livre.

retornar ao nível secundário. C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dor abdominal Histórico suscinto com tempo de evolução da dor e características. Quando suspeita de úlcera: EDA. Enumerar. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Relatar tratamento prévios e medicamentos em uso atual. Relatar tratamento prévios e medicamentos em uso atual. hábito intestinal e sintomas concomitantes. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. EPF (2 amostras em MIF). Descrever. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. . mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório do especialista). Relatar os achados importantes. Enumerar. EPF (2 amostras em MIF). Enumerar. Relatar os achados importantes. hábito intestinal e sintomas concomitantes.Atenção Secundária 11 GASTROENTEROLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) epigastralgia / úlcera péptica B) diarréia C) dor abdominal A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Epigastralgia / úlcera péptica Histórico suscinto com tempo de evolução da dor e características. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Diarréia Histórico suscinto com tempo de evolução. Descrever. Relatar tratamento prévios e medicamentos em uso atual. Relatar os achados importantes. hábito intestinal e sintomas concomitantes. EPF (2 amostras em MIF). Descrever.

plaquetas e reticulócitos. Especificar. presença de sangramentos. Hemograma. Relatar as doenças associadas. C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Plaquetopenia Histórico suscinto relatando a presença de equimoses. patologias associadas. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. incluindo a história pregressa. sinais e sintomas associados. evolução. Descrever os tratamentos prévios. Hemograma. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório de contrareferência o paciente deve ser encaminhado sem medicar. patologias associadas. Citar. Relatar os dados importantes. incluindo os medicamentos e doses. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Leucopenia História clínica suscinta. Hemograma. com respectivas doses. Especificar. Relatar os medicamentos em uso e respectivas dosagens. Relatar os tratamentos realizados e os medicamentos em uso. Especificar. . reticulócitos. histórico familiar. Relatar os achados importantes. plaquetas. Relatar os achados importantes.12 Atenção Secundária HEMATOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) anemia B) leucopenia C) plaquetopenia A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Anemia Histórico suscinto contendo tempo de evolução. petéquias ou sangramentos. ferro sérico. Enumerar. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. presença de febre e outros concomitantes. Enumerar. plaquetas e reticulócitos.

história pregressa e doenças associadas. inclusive a medida da Pressão Arterial.Atenção Secundária 13 NEFROLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) alteração de exame de urina B) edema a esclarecer C) lesão renal em Diabetes. Enumerar. A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Alteração de exame de urina Histórico suscinto constando tempo de evolução. Enumerar. Exame de Urina Rotina. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Edema a esclarecer Histórico suscinto constando tempo de evolução. Relatar os achados importantes. Indicar os medicamentos e doses em uso. Descrever o motivo do encaminhamento ao especialista. C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Lesão renal em Diabetes. Relatar os achados importantes. história pregressa e doenças associadas. Uréia. Retorno à UBS p/ acompanhamento. doenças reumatológicas e autoimunes. Creatinina e Glicemia de jejum. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Hematúria Infecções urinárias de repetição . Especificar. doenças reumatológicas e auto-imunes Histórico suscinto constando tempo de evolução. história pregressa e doenças associadas. com relatório do especialista. Enumerar. inclusive a medida da Pressão Arterial. Relatar os achados importantes. Uréia. Uréia. Hipertensão. Exame de Urina Rotina. Indicar os medicamentos e doses em uso. inclusive a medida da Pressão Arterial. Exame de Urina Rotina. Especificar. Creatinina e Glicemia de jejum. Indicar os medicamentos e doses em uso. Retornar ao nível secundário. Creatinina e Glicemia de jejum. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência). Hipertensão. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

Nenhum exame é necessário para o encaminhamento. o retorno ao especialista deve ocorrer de 6 em 6 meses. Relatar os tratamentos já realizados e informar os medicamentos em uso atual. Caso a medicação termine antes do retorno ao especialista. características. mas o paciente deve levar para o especialista aqueles exames que já possuir. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. evolução e patologias associadas. e estar preenchido o relatório de contra-referência. Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações . Nos casos de convulsão febril em crianças. informando características. agravamento progressivo ou instalação súbita e constante. convulsões. Relatar os achados importantes. Descrever o motivo de encaminhamento. associadas a distúrbios do comportamento. Descrever o motivo de encaminhamento. a prescrição deverá ser mantida pelo médico da UBS até o retorno ao neurologista. deve-se tratar o quadro de base e depois encaminhar ao neurologista.14 Atenção Secundária NEUROLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) cefaléia B) epilepsia. Relato sucinto da história. e confirmando-se o diagnóstico de epilepsia. Após avaliação pelo neurologista. Para tanto. convulsões. Nenhum exame é necessário para o encaminhamento. e estando o paciente sob controle. tomografias e outros. tais como radiografia de crânio. Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações B História clínica Exame físico Epilepsia. mas o paciente deve levar para o especialista aqueles exames que já possuir. retardo psicomotor. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência). Informar os tratamentos realizados anteriormente e os medicamentos em uso atual. encaminhar sem exames para avaliação neurocirúrgica de urgência. Informar a pressão arterial. Informar doenças associadas (em especial diabetes) e possível hipoglicemia. Enumerar. Relatar os achados importantes. convulsões. na receita deve constar sua validade (de acordo com a data de retorno ao especialista). devem sempre ser encaminhadas ao neurologista. A História clínica Exame físico Cefaléia Histórico sucinto informando localização. seios da face). "desmaios". As cefaléias de difícil controle. Retornar ao nível secundário. evolução e concomitantes. tomografias e outros. “desmaios” C) distúrbios de aprendizagem. tais como radiografias (crânio. Enumerar. Caso seja realizado o fundo de olho e encontrar papiledema.

retardo . qual distúrbio do comportamento. . Relatar o motivo de encaminhamento ao especialista. Enumerar. evolução. mielomeningocele e cranioestenose : sempre encaminhar ao neurocirurgião e não para o neurologista. Ao encaminhar. já os casos de retardo crônico em geral são problemas psicopedagógicos. psicomotor Histórico suscinto especificando qual atraso do desenvolvimento neuropsicomotor foi obsevado. relatar história clínica. exceto quando houver sinais ou sintomas de lesão orgânica do SNC. Nenhum. História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Hidrocefalia. não há razão para encaminhar ao neurologista. Os casos de retardo de desenvolvimento agudo são de indicação para o neurologista. Relatar os achados importantes. o tempo de evolução e dados sobre o parto e primeiro ano de vida. Solicitar RX de crânio se a suspeita for cranioestenose. Informar os tratamentos realizados e medicamentos em uso.Atenção Secundária 15 NEUROLOGIA C Distúrbios de aprendizagem. presença de déficit neurológico e formato do crânio. Retornar ao nível secundário. conforme o caso. Nervosismo : Habitualmente. o encaminhamento à Saúde Mental. Adultos com quadro de retardo e distúrbios de comportamento devem ser encaminhado ao psiquiatra ou as escolas especializadas. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência). curva do PC. Avaliar.

devendo ser informado o valor encontrado no teste. história familiar de glaucoma. Também em crianças. Retornar ao nível secundário.16 Atenção Secundária OFTALMOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) baixa acuidade visual B) conjuntivite e dor ocular c) retinopatia hipertensiva/diabética A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Baixa acuidade visual Histórico suscinto. pode causar sintomas semelhantes aos da baixa acuidade visual. Relatar os achados significativos. Só haverá indicação de encaminhar ao oftalmologista quando houver alteração no teste de acuidade visual. lacrimejamento. diplopia. citando presença de outras patologias. Enumerar. é necessário fazer a triagem prévia para medir a acuidade visual. além da acuidade visual. hiperemia ocular. Em crianças (4 a 16 anos). mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência ). Detalhar o motivo do encaminhamento ao especialista. Observações B Conjuntivite e dor ocular Relatar a história suscintamente. não sendo necessário o encaminhamento médico. Relatar os medicamentos em uso no momento. dor periorbitária. História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações . Em crianças abaixo de 4 anos. necessitando de encaminhamento e tratamento. Citar os achados significativos. o encaminhamento deverá ser feito por médico. com referência a sintomas concomitantes tais como ardor. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. Se este não for normal. Descrever os motivos de encaminhamento ao especialista. fazer a medida do PPC (ponto próximo da convergência). em especial Diabetes e Hipertensão. "cansaço visual". Listar. o paciente adulto procura diretamente o especialista por perceber alteração na acuidade visual. Em geral. Nenhum. Nenhum. Enumerar medicamentos em uso.

Para Diabetes e Hipertensão. localiza-se em geral na região frontal. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. Em casos de cefaléia frontal. o paciente deve levar ao especialista os exames e relatórios oftalmológicos prévios. Especificar o motivo de encaminhamento ao especialista. complicações. tempo de evolução. Diabetes: glicemia recente. Relatar os achados importantes. ocorrendo geralmente após o período escolar ou após esforços visuais.Atenção Secundária 17 OFTALMOLOGIA C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Retinopatia diabética/hipertensiva Descrever a história clínica. . Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Cefaléia: Quando ocasionada por problema oftalmológico. deve-se fazer diagnóstico diferencial com sinusite. Enumerar Especificar os tratamentos previamente empregados e os medicamentos atualmente em uso. solicitando-se estudo radiográfico a critério clínico. Informar o valor da pressão arterial. Cefaléia matinal ou no meio da noite não está relacionada a problema ocular.

escoliose Histórico suscinto constando início e evolução do sinais e sintomas. constando queixa. Relatar os tratamentos realizados. Especificar os tratamentos empregados. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Sequela de fratura: descrever a localização e evolução. cifose C) dor localizada a esclarecer A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dores na coluna vertebral. solicitar RX de coluna tóracolombar em AP e PERFIL. Enumerar. Descrever os achados importantes. cifose. A deformidade em progressão deve ser acompanhada pelo ortopedista. presença de restrição ou dor à movimentação e presença de sinais flogísticos. Permanecer em acompanhamento no nível secundário.18 Atenção Secundária ORTOPEDIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) dores na coluna vertebral (cervicalgia e lombalgia) B) deformidades: MMII. os tratamentos prévios e encaminhar com RX do local afetado em AP e PERFIL. RX da área afetada. ou ser encaminhado para outra especialidade. Para deformidades na coluna. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. Encaminhar com RX da articulação acometida em 2 incidências. Descrever a localização. algias ósseas. duração e evolução. Descrever os tratamentos já empregados. Se o acometimento for de ombro. Enumerar . Dor articular. Os casos de deformidades ósseas em crianças só devem ser encaminhado após a idade de dois anos (genu valgo. pé plano. Relatar o motivo do encaminhamento ao especialista. a incidência é lateral. Fazer preparo intestinal par RX de coluna lombar. perna torta). Descrever os achados importantes. Nenhum exame deve ser solicitado. calcaneoalgias.cervicalgia e lombalgia História clínica suscinta. Permanecer em acompanhamento no nível secundário. O paciente deve ser orientado para ele levar à consulta os exames que possuir e para ele guardar as radiografias. quedas. . B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Deformidades ósseas (MMII. Observações C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Dor localizada a esclarece Relatar a evolução do problema. pé torto. Especificar. escoliose. Em caso de suspeita de esporão de calcâneo. Enumerar. Descrever o motivo do encaminhamento ao especialista. artrose de joelho: descrever a localização. cambota. OBSERVAÇÕES: o encaminhamento do paciente após a avaliação pelo ortopedista irá variar conforme a situação. uma vez que até esta idade é normal a existência destes casos. a incidência é AP e AXIAL. podendo o paciente ser retornado à UBS para acompanhamento de posse de relatório de contra-referência. localização. irradiação. presença de sinais flogísticos e dor ou limitação à movimentação.

Após a prescrição do tratamento. Relatar dados importantes. Definir o motivo do encaminhamento ao especialista. relatar alergias. RX de seios da face. e caso o controle possa ser feito na UBS. Relatar o motivo do encaminhamento ao especialista. relato de alergias. Após a prescrição do tratamento. Os casos de IVAS sem complicação devem ser tratados na própria UBS. Descrever os tratamento até então. Descrever os tratamentos realizados até então. e caso o controle possa ser feito na UBS. RX de cavum (com a boca aberta). o paciente deverá ser retornado à UBS com relatório de contra-referência preenchido. Relatar dados importantes. Radiografia de seios da face em mento-naso. Observações C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Obstrução nasal Histórico suscinto. Após a prescrição do tratamento. Em crianças.Atenção Secundária 19 OTORRINOLARINGOLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A)sinusites B)otites C)obstrução nasal A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Sinusites História clínica suscinta. Observações . Encaminhar exames já realizados. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. pedir RX de cavum (e de seios da face se suspeitar de obstrução). Em adultos e crianças. O tratamento de otites agudas após IVAS deve ser realizado na própria UBS. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. o paciente deverá ser retornado à UBS com relatório de contra-referência preenchido. Descrever dados importantes. Em crianças. se for o caso. Descrever os tratamentos realizados até então. freqüência das crises. o paciente deverá ser retornado à UBS com relatório de contra-referência preenchido. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Enumerar. Enumerar. Contra-referência Observações B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Otites Ouvido acometido. Enumerar. Definir o motivo do encaminhamento ao especialista. fronto-naso e perfil (ortostatismo). e caso o controle possa ser feito na UBS.

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Atenção Secundária

OTORRINOLARINGOLOGIA

OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Amigdalites: Encaminhar apenas casos crônicos (amigadalites de repetição), relatando a história clínica, detalhando número de crises, frequência, duração e tratamentos realizados. Surdez, zumbido, hipoacusia: verificar presença de cerumen (proceder conforme orientação abaixo). Rolha de cerumen: Fazer uso de cerumin no(s) ouvido(s) afetados 3 a 5 dias para dissolver o cerumen, encaminhar ao otorrino apenas quando não conseguir fazer a lavagem. Epistaxe: Encaminhar com história clínica constando a frequência das crises. Afastar a presença de discrasia sanguínea antes de encaminhar, pedindo coagulograma se necessário.

Atenção Secundária

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PNEUMOLOGIA
PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) asma B) pneumonias de repetição C) tosse crônica
A
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais

Asma
História clínica suscinta com referência a dispnéia, tempo de evolução e última crise. Relatar os achados importantes, em especial em relação à ausculta pulmonar. RX de tórax em AP e Perfil. A critério do clínico ou pediatra, solicitar também RX de seios da face, RX de cavum, hemograma, EPF (em crianças) e Urina Rotina (em crianças). Enumerar. Relatar os tratamento já realizados e os medicamento com respectivas doses em uso atual. Descrever. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

B
História clínica

Pneumonias de repetição
Relatar o início dos sintomas, a frequência das crises, duração, fatores de risco (tabagismo, TBC, asma), doenças associadas e evolução do quadro. Relatar os achados importantes, em especial em relação a ausculta pulmonar. RX de tórax em PA e Perfil. Orientar o paciente a levar para o especialista radiografias anteriores. Enumerar. Relatar os tratamento anteriores e os medicamentos em uso atual. Descrever. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

C
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais

Tosse crônica
Histórico suscinto informando evolução, relação da tosse com esforço e com mudanças climáticas, presenca de secreção e doenças associadas. Relatar os achados importantes. RX de tórax em PA e Perfil, RX de cavum e seios da face, hemograma e PPD. A critério do pediatra, solicitar também EPF e Urina Rotina. Enumerar. Informar os medicamentos em uso atual. Descrever. retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

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Atenção Secundária

REUMATOLOGIA
PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) artrose B) fibromialgia C) artrite reumatóide
A
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais

Artrose
Encaminhar com história suscinta informando o tipo de dor, evolução, presença de edema articular e doenças associadas. Relatar os achados importantes, em especial a presença de sinais flogísticos articulares. RX das articulações em AP e Perfil (radiografar articulação ou membro contralateral, mesmo sem sintomatologia), Hemograma, VHS, Látex, PCR e Ácido Úrico. Relatar os exames anteriores. Enumerar. Detalhar os tratamento realizados anteriormente e os medicamento e doses em uso atualmente. Detalhar os motivos de encaminhamento ao especialista. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Os casos de artrose em coluna lombar podem ser encaminhados ao ortopedista.

Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

B
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

Fibromialgia
Histórico suscinto constando características da dor, evolução, doenças associadas. Relatar os achados importantes. Hemograma, VHS, TSH, CPK Aldolase, Látex, FAN, PCR, W. Rose. Enumerar. Descrever os tratamentos já realizados. Detalhar o motivo de encaminhamento. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista.

C
História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações

Artrite reumatóide
Encaminhar com história suscinta informando as características da dor, evolução, presença de edema articular e doenças associadas. Relatar os achados importantes, em especial a presença de sinais flogísticos articulares. Hemograma, VHS, TSH, CPK Aldolase, Látex, FAN, PCR, W. Rose. Enumerar. Detalhar os tratamento realizados anteriormente e os medicamento e doses em uso atualmente. Detalhar os tratamento realizados anteriormente e os medicamento e doses em uso atualmente. Retornar ao nível secundário, mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência).

Atenção Secundária

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REUMATOLOGIA
OBSERVAÇÕES Não se deve solicitar Anti Estreptolisina O se a suspeita não for de Doença Reumática ( Febre Reumática ), bem como não prescrever Benzetacil ou outra medicação se não estiver confirmada a Febre Reumática.

Enumerar. Indicar os medicamentos e doses em uso. doenças reumatológicas e autoimunes A História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Alteração de exame de urina Histórico suscinto constando tempo de evolução. inclusive la medida da Pressão Arterial. C História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Lesão renal em Diabetes. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Enumerar. inclusive a medida da Pressão Arterial. B História clínica Exame físico Exames complementares essenciais Hipótese diagnóstica Tratamento Motivo do encaminhamento Contra-referência Observações Edema a esclarecer Histórico suscinto constando tempo de evolução. Exame de Urina Rotina. história pregressa e doenças associadas. Relatar os achados importantes. história pregressa e doenças associadas. Uréia. mas com acompanhamento mais frequente na UBS (com relatório de contra-referência). Exame de Urina Rotina. Uréia. Retornar ao nível secundário.24 Atenção Secundária UROLOGIA PRINCIPAIS MOTIVOS DE ENCAMINHAMENTO A) alteração de exame de urina B) edema a esclarecer C) lesão renal em Diabetes. Histórico suscinto constando tempo de evolução. Creatinina e Glicemia de jejum. Indicar os medicamentos e doses em uso. história pregressa e doenças associadas. Especificar. Enumerar. Retorno à UBS p/ acompanhamento com relatório do especialista. Indicar os medicamentos e doses em uso. Uréia. Exame de Urina Rotina. Creatinina e Glicemia de jejum. Relatar os achados importantes. doenças reumatológicas e auto-imunes. Hipertensão. OUTROS MOTIVOS FREQUENTES DE ENCAMINHAMENTO Hematúria Infecções urinárias de repetição . Creatinina e Glicemia de jejum. inclusive a medida da Pressão Arterial. Hipertensão. Especificar. Relatar os achados importantes. Especificar.

neste caso. Medicamentos de uso crônico: fornecidos mediante cadastro. Medicamentos de Saúde Mental: fornecidos nas unidades de saúde de referência para Saúde Mental. Deve-se. . O fornecimento de medicamentos nas unidades de saúde da SMSA/BH é realizado somente mediante apresentação de receita médica. durante o ato da prescrição. O risco de reações adversas. . eficaz. seu estado emocional. A PRESCRIÇÃO RACIONAL Considerada uma importante parte da consulta. Medicamentos de uso agudo: disponibilizados em todas as unidades básicas de saúde. ainda optar por fármacos mais conhecidos evitando-se. especialmente quanto ao uso dos medicamentos. . As situações clínicas concomitantes que podem interferir com os medicamentos utilizados e as especificidades de grupos como crianças. . maior o percentual de medicamentos empregados de forma inadequada. nas quais incluem medicamentos com perfil de efetividade e segurança bem estabelecidos. tais como as informações acadêmicas e de colegas. A avaliação da necessidade real de seu uso e. A sua disponibilidade no mercado. tornando-se co-responsável pelo seu tratamento. A definição. devidamente preenchida e de acordo com as normas vigentes (Lei Federal nº 5991/73 e Portaria MS nº 344/98). Segue protocolos de tratamento padronizados pelo Ministério da Saúde . . conveniente e individual. com possibilidades tanto de efeitos desejáveis como adversos. . . da dose mais adequada. A opção por uma posologia segura. interações medicamentosas e com alimentos. seja discutido com o paciente para que ele seja bem orientado. . gestantes e lactantes. Estas orientações buscam a efetividade máxima do tratamento e a redução de riscos e custos. Alguns estudos sugerem que quanto maior o número de prescrições. de acordo com a área de abrangência. tornando o processo de escolha ainda mais complexo e difícil. para cada medicamento. da apresentação. O conhecimento dos hábitos e rotinas do paciente. A análise da relação risco/benefício das medidas terapêuticas adotadas. do intervalo de administração e do tempo pelo qual deverá ser utilizado. É importante que o processo de escolha. cerca de 80% das consultas terminem com uma prescrição médica.As prescrições de medicamentos sujeitos a controle especial devem obedecer a Portaria SVS/MS nº 344 de 12/05/1998. . para os quais a efetividade e segurança não estão muito bem estabelecidas. nacional e municipal. . a literatura médica. a propaganda da indústria farmacêutica e o próprio paciente . que deve ser orientada por diretrizes e protocolos de tratamentos existentes para várias patologias e pelas listas-modelo de medicamentos em níveis internacional. na rede pública e o custo do tratamento. Medicamentos do Programa de Controle de Tuberculose: fornecidos em todas as unidades básicas de saúde. da via de administração. Contribui para este panorama. “novos medicamentos”. . sua aceitação do tratamento e sua disposição em seguir as orientações de forma correta. devendo o paciente cadastrar-se na unidade básica de saúde mais próxima de sua residência. qual fármaco indicar. a prescrição requer um diagnóstico correto e a escolha do fármaco adequado. Ao prescrever um medicamento. o número excessivo de medicamentos no mercado. em atenção primária à saúde. sempre que possível. vários aspectos devem ser considerados: .Medicamentos 1 A QUALIDADE DA PRESCRIÇÃO E O USO DE MEDICAMENTOS Estima-se que. em uma linguagem clara e de fácil entendimento. . idosos. Para que a prescrição seja racional é necessário que o prescritor tenha habilidade para avaliar de forma crítica os vários aspectos que podem influenciar a sua prática.

RELAÇÃO DE MEDICAMENTOS ESSENCIAIS PADRONIZADOS .03mg + Levonorgestrel 0. cloridrato 100 mg drágea Eritromicina.000UI injetável frasco-ampola Benzilpenicilina benzatina 600. 11. .150 mg comprimido Clotrimazol 1% creme dermatológico Clotrimazol 1% (ou Miconazol 20 mg/g) creme vaginal Dexametasona. 31. 21. acetato 0. 12. 34. 06. 18. estearato 2. Medicamentos do Programa do HIV+ (Antiretrovirais): fornecidos nas unidades de referência para o tratamento da AIDS: CTR Orestes Diniz. 05.“REMUME” SMSA-BH ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE Disponibilizados em todas as unidades de saúde da SMSA/BH 01. 09.05mg + Levonorgestrel 0. Medicamentos das Doenças Sexualmente Transmissíveis: fornecidos em todas as unidades básicas de saúde. URS Sagrada Família. 14. 32. 26. 03. Ácido acetilsalicílico 100mg comprimido Ácido acetilsalicílico 500mg comprimido Ácido Fólico 5mg comprimido Alopurinol 300mg comprimido Aminofilina 100mg comprido Amiodarona 200mg comprimido Amoxicilina 125mg/5ml suspensão Amoxicilina 500mg cápsula Benzilpenicilina benzatina 1.625mg drágea Etinilestradiol 0. 04. . 29. 17. 19. Medicamentos do Programa do HIV+ (Infecções oportunistas): fornecidos no CTR Orestes Diniz.000UI injetável fr-ampola Captopril 25mg comprimido Cefalexina 2. URS Saudade (para pacientes cadastrados no Hospital da Baleia) e no Hospital Eduardo de Menezes. 35. 15.200.1% creme Dexclorfeniramina 0. URS Sagrada Família. As Unidades de Referência Secundárias (URS’s) e os Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAM’s) atendem somente receitas geradas internamente. . 30. 16.25 mg comprimido Dipirona sódica 500 mg comprimido Dipirona sódica 500mg/ml solução oral gotas Doxiciclina. 27. 25. 20. 33. Segue protocolos de tratamento padronizados pelo Ministério da Saúde .000UI+benzilpenicilina potássica 100. 07. Medicamentos do Programa de Controle da Hanseníase: fornecidos nas unidades de saúde de referência para o tratamento de hanseníase.15mg drágea cartela Etinilestradiol 0. 24. 23. 02. Hospital Eduardo Menezes e Hospital da Baleia.04% (2mg/5ml) solução oral Dexclorfeniramina 2mg comprimido Diazepam 10mg comprimido Diclofenaco de sódio 50mg comprimido Digoxina 0. 13. 36. 10.25 mg drágea cartela Fenitoína 100mg comprimido Fenobarbital 100mg comprimido Fenobarbital sódico 4% solução oral . 08.2 Medicamentos . 22.5% (125mg/5ml) suspensão oral Escopolamina (hioscina) 10 mg comprimido Estrogênios conjugados 0. 28.5% (125mg/5ml) suspensão oral Cefalexina 500mg cápsula Cetoconazol 200mg comprimido Cimetidina 200mg comprimido Clonidina 0.000UI injetável frasco-ampola Benzilpenicilina procaína 300.

Progesterona 150mg + Estradiol. Medroxiprogesterona. Metronidazol 250mg comprimido 52.envelope 27. dinitrato 5mg comprimido 43. enantato 10mg injetável ampola 66. Verapamil 80mg comprimido 81.35mg comprimido 59. Norestisterona 0. Metronidazol 500mg/5g geléia vaginal 51. Tetraciclina 250mg comprimido 79. Isossorbida. Sulfametoxazol 400mg + trimetoprima 80mg comprimido 76. Metoclopramida 10mg comprimido 50.4mg/ml (ou 2mg/5ml) xarope 71. Sulfadiazina 500mg comprimido 74. Prednisona 5mg comprimido 65. Metildopa 500mg comprimido (1) 49. Nistatina 100. Sulfato ferroso 200mg (40mg de ferro) drágea 78.9 g 70. Paracetamol 500mg comprimido 61.Medicamentos 3 37. Prednisona 20mg comprimido 64. Nifedipina 20mg comprimido retard 56.9% + Cloreto de Benzalcônio) 73. Furosemida 40 mg comprimido 38. dinitrato 10mg comprimido 42. Metformina 850mg comprimido 48. Pasta d’água 62. Sais para reidratação oral . Vitaminas do Complexo B drágea (1) METILDOPA: é padronizado na SMSA-BH para as gestantes e lactantes hipertensas ou pacientes portadores de insuficiência renal crônica. Glibenclamida 5mg comprimido 39. Propiltiouracil 100mg comprimido 68. Monossulfiram 25% solução tópica 54. 07. 02. 04. Hidroclorotiazida 25mg comprimido 41. Prometazina 25mg comprimido revestido 67. Levodopa 250mg+Cardidopa 25mg comprimido 44. PROGRAMA DE SAÚDE MENTAL 01. 08. Sulfametoxazol 200mg + trimetoprima 40mg/5ml suspensão oral 75. 03. Sulfato ferroso 125mg/ml (25mg de ferro/ml) solução oral 77. Ácido Valpróico 250mg/5ml xarope Ácido Valpróico 500mg comprimido Amitriptilina 25mg comprimido Biperideno 2mg comprimido Carbamazepina 200mg comprimido Clomipramina 25mg comprimido Clonazepam 2mg comprimido Clorpromazina 100mg comprimido Clorpromazina 25mg comprimido . Metronidazol 4% suspensão oral 53. Salbutamol 0. Paracetamol 200mg/ml solução oral gotas 60. Salbutamol 2mg comprimido 72. Neomicina. sulfato 5mg + bacitracina 250UI/g pomada 55. acetato 5mg comprimido 47.000UI/ml suspensão oral 57. 09. Mebendazol 100mg/5ml suspensão oral 46. Polivitamínico solução oral gotas 63. Propranolol 40mg comprimido 69. Nitofurantoína 100mg cápsula 58. Solução nasal pediátrica (Cloreto de sódio 0. 06. Hidralazina 25mg comprimido 40. Tiroxina 100mcg comprimido 80. Isossorbida. 05. Mebendazol 100mg comprimido 45.

sulfato 100mcg/jato aerossol . Meglumina. 07. 06. Tioridazina 100mg drágea 24. 03. Heparina SC 5. Imipramina 25mg comprimido 16. MEDICAMENTOS DA CAIXA DE URGÊNCIA .5G (426mg antimônio/ml) injetável ampola 5ml* (Tratamento da Leishmaniose) 06. Salbutamol. Penfluridol 20 mg comprimido(2) 23. 10. existem protocolos da SMSA/BH para sua utilização. Haloperidol 1mg comprimido 13.25 ml * (Tratamento da Trombose Venosa Profunda e/ ou Troboembolismo pulmonar) 07. Azitromicina 500mg comprimido Amoxicilina 500mg + ácido clavulânico 125 mg comprimido Amoxicilina 250mg + ácido clavulânico 62. Insulina Humana Regular 100UI/ml 03. Rifampicina 300 mg cápsula ou 2. Tioridazina 25mg drágea (2) Item de uso exclusivo dos CERSAM’S PROGRAMA DA ASMA – “CRIANÇA QUE CHIA” 01. Imipramina. 05. Levomepromazina 25mg comprimido 19. Espiramicina 500 mg comprimido (1.200 doses 03. através da Farmácia Distrital. Praziquantel 600mg comprimido* (Tratamento da Esquistossomose) 04. carbonato 300mg comprimido 20. Clorpromazina 40mg/ml solução oral gotas 11. antimoniato 1. 09. Levomepromazina 100mg comprimido 18. Gentamicina.2% solução oral gotas 12. 02. Nitrazepan 5mg comprimido 21. Haloperidol 0. pamoato 75mg comprimido 17. decanoato 50mg/ml.000UI injetável ampola 0. quando necessário. Haloperidol.5 mg solução oral Beclometasona 250 mcg aerossol* Norfloxacino 400mg comprimido Mononitrato de isossorbida 20mg comprimido Levotiroxina 25 microgramas Ranitidina 150mg comprimido Salbutamol 100 mcg aerossol* Vitamina B12 (5. individualmente. *Para os itens assinalados com asterisco.5MUI)* (Tratamento da Toxoplasmose em gestantes) 02. Fenoterol 5mg/ml solução para nebulização(1) (1) Fenoterol: Este medicamento é exclusivo de uso interno nas unidades. Nortriptilina 25mg comprimido 22. Lítio. Beclometasona 250mcg aerossol 02. injetável ampola 15. 08. sulfato 80mg/2ml injetável ampola 2ml 05. 04.5% suspensão oral * (Quimioprofilaxia da Meningite) Estes medicamentos estão disponíveis e devem ser solicitados.4 Medicamentos 10. Haloperidol 5mg comprimido 14. ATENÇÃO AO IDOSO 01.000 mcg) injetável ampola Estes medicamentos são destinados exclusivamente a pacientes idosos (acima de 60 anos) MEDICAMENTOS ESPECIAIS 01.

05. 06. cloridrato 5mg/ml injetável ampola 2 ml . 05. Hansenostático multibacilar pediátrico . 05. 15. 03. 07. cloridrato 25mg/ml injetável ampola 2ml.03 ampolas Ranitidina 25mg/ml injetável ampola 2ml – 01 ampola Ringer lactato frasco 500 ml – 05 frascos Estes medicamentos são exclusivos para o uso em procedimentos internos da unidade e devem ser administrados somente mediante prescrição médica. 22. 08. 17. 21. 03. 27. 10.blister Hansenostático paucibacilar adulto . 06. 09. 04. 20. 08. 18. 02. cloridrato 5mg/ml injetável ampola 5ml – 5 ampolas( 5) Deslanosideo 0. 23.25mg/ml injetável ampola 1ml – 10 ampolas Bicarbonato de sódio 5% frraco 250ml – 01 frasco Biperideno. Estreptomicina 1g injetável frasco-ampola Etambutol 400 mg comprimido Etionamida 250 mg drágea Isoniazida 100 mg + rifampicina 150 mg cápsula Isoniazida 200 mg + rifampicina 300 mg cápsula Isoniazida 100 mg comprimido Pirazinamida 500 mg comprimido Pirazinamida 3% xarope Rifampicina 2% suspensão oral HANSENOSTÁTICOS 01. 16. 11.04 ampolas Diclofenaco de sódio 25mg/ml injetável ampola 3ml – 10 ampolas Dipirona sódica 500mg/ml injetável ampola 1ml – 10 ampolas Epinefrina. cloridrato 1mg/ml injetável ampola 1ml – 15 ampolas Escopolamina (hioscina) 20mg + dipirona sódica 2500mg injetável ampola 5ml – 1o ampolas Fenitoina 50mg/ml injetável ampola 5ml – 06 ampolas Fenobarbital 100mg/ml injetável ampola 2ml – 05 ampolas Furosemida 10mg/ml injetável ampola 2ml – 05 ampolas Glicose 5% isotônica frasco 500ml – 04 frascos Glicose 50% hipertônica injetável ampola 10 ml – 06 ampolas Gluconato de cálcio 10% injetável ampola ampola 10 ml – 02 ampolas Haloperidol 5mg/ml injetável ampola 1ml – 05 ampolas(5) Hidrocortisona succinato 100mg injétável frasco-ampola – 05 frasco-ampolas Isossorbida 5mg sublingual comprimido – 10 coprimidos Metoclopramida. 06. 25. 04.blister Hansenostático paucibacilar pediátrico . 02. 07. 24. (5) Disponíveis somente nas unidades referência em Saúde Mental MEDICAMENTOS DOS PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE TUBERCULOSTÁTICOS 01.03 ampolas Prometazina. 02.2mg/ml injetável ampola 2ml – 04 ampolas Diazepam 5mg/ml injetável ampola 2ml . 19. 09.9 % frasco 500 ml – 04 frascos Clorpromazina. Aminofilina 240mg/10ml injetável ampola 10ml – 3 ampolas Atropina 0. 14.blister Clofazimina 100 mg cápsula Dapsona 100 mg comprimido . 03. 13. 04. 12.Medicamentos 5 01.blister Hansenostático multibacilar adulto . lactato 5mg/ml injetável ampola 1 ml – 5 ampolas (5) Captopril 25mg comprimido – 10 comprimidos Cloreto de potássio 10% injetável ampola 10 ml – 5 ampolas Cloreto de sódio 0. 26.

Centro de Saúde Oswaldo Cruz: Av. nº 2061 . 04.Barro Preto Tel. 10. 02. Oswaldo Cruz. 08. sódico 500 mg injetável frasco-ampola Imunoglobulina Humana IV – frasco –ampola Pentamidina 300 mg injetável frasco-ampola Pirimetamina 25 mg comprimido Sulfadiazina 500 mg comprimido MEDICAMENTOS PARA A POPULAÇÃO CARCERÁRIA Os medicamentos a serem utilizados pela população carcerária do município de Belo Horizonte estão disponíveis no C. 06. 05. 06. 04. 10.Fone: 3213-4363 e 32731741. que funciona na Av. 09. São necessários os seguintes documentos: a) Prescrição médica. Augusto de Lima.S.000UI injetável frasco-ampola Cetoconazol 200 mg comprimido Clotrimazol 1% creme vaginal ou Miconazol 20 mg/g creme vaginal Doxiciclina 100mg drágea Metronidazol 250 mg comprimido Podofilina 25% solução alcoólica Sulfametoxazol + trimetropim 400 + 80 Mg comprimido Tianfenicol 2.6 Medicamentos 07. 11. mediante cadastramento. . 07.S. 09. pelo C. Oswaldo Cruz. b) Relatório médico. Talidomida 100 mg comprimido A Talidomida obedece determinações da Portaria 344/98 para sua dispensação.200. Aciclovir 200mg comprimido Azitromicina 500 mg cápsula Benzilpenicilina benzatina 1. dos usuários por cadeia. 08. nº 688 . 05. 03. Bairro Santa Efigênia . c) Solicitação de medicamento excepcionais (SME) em 3 vias. 02. 03. Rifampicina 300 mg cápsula 08.5 g envelope MEDICAMENTOS EXCLUSIVOS DAS INFECÇÕES OPORTUNISTAS (PACIENTE HIV+) 01. Aciclovir 200 mg comprimido Ácido Folínico 15 mg comprimido Anfotericina B 50 mg injetável ampola Claritromicina 500 mg comprimido Clindamicina 300 mg comprimido Fluconazol 150 mg cápsula Ganciclovir. através da Coordenadoria de Medicamentos Excepcionais. PROGRAMA DST – DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS 01. Brasil.: 3277-8880 MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS (ALTO CUSTO) Os medicamentos excepcionais são fornecidos pela Secretaria Estadual de Saúde. Os medicamentos de uso crônico serão distribuídos mensalmente de acordo com a receita médica. 07. onde está lotada a equipe de saúde responsável.

: (31) 3411 3550 – Ramal: 315 e 32778367. MEDICAMENTOS ANTINEOPLÁSICOS 01. f) Quando o processo for montado por terceiros é necessário levar procuração. 02. o próprio hospital é responsável pelo fornecimento dos medicamentos. .Pacientes consultando em Hospitais Públicos.Pacientes consultando em Hospitais Privados. e) Xerox do CPF do paciente. Padre Eustáquio. agendar consulta na Comissão de Oncologia do PAM Padre Eustáquio.Medicamentos 7 d) Cadastro do paciente para requerimento do medicamento excepcional. MARCAÇÃO DE CONSULTA Para marcação de consulta é necessário a apresentação dos seguintes documentos: 0102030405Anátomo Patológico (biópsia) CPF Carteira de identidade Comprovante de residência em nome do paciente Encaminhamento médico (somente original) Comissão de Oncologia Rua Padre Eustáquio. n° 1951 – B. Tel.

etc.PRHOAMA 1 PROGRAMA DE HOMEOPATIA. do recém-nascido ao idoso. pesquisando sintomas particulares. É o que de fato tem ocorrido em 11 anos do Programa de Práticas Médicas não Alopáticas. Todo paciente que desejar um olhar com esta abrangência sobre seu adoecer e sua possibilidade de cura.PRHOAMA Este programa existe no SUS-BH desde 1994. Pelo seu corpo conceitual próprio. Acupuntura e Medicina Antroposófica . recentemente rebatizado como Programa de Homeopatia. anemias. psicoses. sua suscetibilidade e suas reações. gerais e mentais do presente e do passado. Aids. alergias. A homeopatia. HOMEOPATIA CARACTERIZAÇÃO É um tratamento médico que estimula a força vital do paciente para o restabelecimento da sua saúde. o histórico do programa e a realidade destes atendimentos no SUS-BH. Acupuntura e Medicina Antroposófica. Está em 21 Centros de Saúde dos 9 Distritos Sanitários e no CREAB Sagrada Família. dismenorréia. depressão. dinâmico. Para isto. (l6 médicos). através de um medicamento preparado de um modo específico (dinamização). ansiedade.). simplifica o acompanhamento do caso. Planeja-se distribuir uma unidade desta publicação para cada equipe de saúde da família até o final do primeiro semestre de 2005. ACUPUNTURA E MEDICINA ANTROPOSÓFICA . colagenoses. A aplicação prática destas racionalidades médicas. drogadição. fobias. o PRHOAMA. EQUIPE RESPONSÁVEL Os médicos homeopatas atuam na atenção primária. . As intervenções terapêuticas buscam estimular as forças curativas naturais a recuperar a harmonia física. dengue. Acupuntura e Medicina Antroposófica – PRHOAMA. distúrbios do climatério etc. em síntese. síndrome do pânico. dores crônicas (enxaquecas. selecionado pelo princípio da semelhança com os sintomas representativos da enfermidade (o medicamento cura os sintomas que ele causa). reduzindo a demanda por propedêutica e por consultas especializadas. manifesto por sensações e funções perturbadas. afetiva.Homeopatia. a acupuntura e a medicina antroposófica têm em comum a avaliação e acompanhamento da totalidade do indivíduo enfermo: a anamnese pesquisa suas características mentais. Estas terapêuticas têm curado ou auxiliado pacientes com as mais diferentes nosologias: insônia. É oferecido atendimento em homeopatia. a medicina antroposófica oferece orientações sobre hábitos e atividades vitais. psíquicas e físicas. alimentação e abordagens terapêuticas não medicamentosas adequadas a cada fase da vida. constituindo equipe de apoio ao Programa de Saúde da Família. enfocando os fundamentos. diabetes. espiritual e social. asma. assim como cada médico e equipe que desejar uma troca com este outro saber podem procurá-las. que por si só são preventivas e curativas. acupuntura (7 médicos) e medicina antroposófica (2 médicos). infecções de repetição. Não há uma nosologia melhor do que outra para ser tratada por estas práticas médicas. baseadas em leis e princípios imutáveis da Natureza. A enfermidade é entendida como um desequilíbrio vital. lombalgias. distúrbios de aprendizado e conduta. Ao longo de 2004 foi produzida a publicação Programa de Homeopatia. assim como por medicamentos de uso contínuo. a restabelecer a saúde. com o objetivo de divulgar tais práticas médicas na Rede Municipal de Saúde. POPULAÇÃO ALVO Pessoas que desejam se tratar pela Homeopatia. avalia o paciente em sua totalidade. HAS.

quando este for necessário. Anamnese homeopática A anamnese é de fundamental importância para a prática da Homeopatia. é dirigido pelas informações da anamnese. . pois o acesso a tais informações são essenciais à prática da Homeopatia. CADASTRO E ARQUIVO Os dados das consultas devem ficar cuidadosamente registrados nos prontuários da Unidade Básica de Saúde. A clareza sobre este conjunto de observações influencia o êxito do tratamento.BH. CALENDÁRIO MÍNIMO DE ATENDIMENTO O paciente em tratamento retornará conforme o médico julgar necessário para avaliar a evolução do caso. hierarquizando-os (conforme seu valor) e freqüentemente pesquisando-os em livros específicos (repertórios) com o fim de selecionar o medicamento homeopático a ser prescrito.PRHOAMA CAPTAÇÃO DA CLIENTELA Demanda espontânea por Homeopatia. CONTROLE DE FALTOSOS O tratamento pela Homeopatia depende essencialmente do desejo do paciente de se submeter a ele. os dados vão para a epidemiologia. Do adequado registro e arquivamento dos dados obtidos depende um bom atendimento ao usuário. o que geralmente leva a uma consulta longa. Dentro da proposta do BH Vida Saúde Integral. atendimento dos pacientes encaminhados pelas Equipes de Saúde da Família a partir dos respectivos acolhimentos. PROCEDIMENTOS TÉCNICOS Consulta clínica individual . Repertorização A seguir se procede ao estudo do caso. a observação cuidadosa do seu modo de ser e de sentir. o paciente é orientado sobre o período em que deve retornar e sobre como marcar o seu retorno. devendo o paciente ser acompanhado com regularidade. revisando os sintomas. a qual consolida-os no folha “movimento de consultas mensais” e a encaminha à secretaria do Distrito Sanitário e de lá. As primeiras consultas e os retornos são agendados conforme a rotina própria da UBS onde será feito o atendimento. . com Guia de Referência devidamente preenchida. seus sintomas gerais. A cada consulta. pacientes encaminhados por outros pacientes e pacientes encaminhados por profissionais de saúde do SUS . que é entregue na secretaria da Unidade Básica de Saúde. Exame físico Feito rotineiramente.2 Homeopatia. Acupuntura e Medicina Antroposófica . com a freqüência das consultas sendo guiada por cada caso individualmente e conforme a necessidade do paciente (urgências). AGENDAMENTO O usuário será encaminhado para atendimento na UBS de referência a partir da UBS de sua área de abrangência. sonhos e o registro escrito destas informações. Dados específicos para levantamento epidemiológico são registrados em folha própria nomeada “movimento de consultas individuais”. através do acolhimento das equipes do PSF. São essenciais o conhecimento minucioso das modalidades dos sintomas do enfermo (do momento e do passado). . das equipes de apoio e de outros profissionais do SUS-BH.

CADASTRO E ARQUIVO Os dados das consultas devem ficar cuidadosamente registrados nos prontuários da Unidade Básica de Saúde. que é entregue na secretaria da Unidade Básica de Saúde. Do adequado registro e arquivamento dos dados obtidos depende um bom atendimento ao usuário. quando será o retorno e como fará para marcá-lo. o médico prescreve e orienta o paciente sobre como obter o medicamento. Através do estímulo de pontos específicos do corpo com agulhas. Dentro da proposta do BH Vida Saúde Integral.PRHOAMA 3 . através do acolhimento das equipes do PSF. . avaliando sua relação com ele mesmo e com seu meio ambiente. melhorando ou curando os sintomas estabelecidos e/ou evitando a instalação de doenças. além de dar outras orientações necessárias à evolução do tratamento. como utilizá-lo. As primeiras consultas e os retornos são agendados conforme a rotina própria da UBS onde será feito o atendimento. do recém-nascido ao idoso. a qual consolida-os no folha “movimento de consultas mensais” e a encaminha à secretaria do Distrito Sanitário e de lá. POPULAÇÃO ALVO Pessoas que desejam se tratar pela Acupuntura. CAPTAÇÃO DA CLIENTELA Demanda espontânea pela Acupuntura. Dados específicos para levantamento epidemiológico são registrados em folha própria nomeada “movimento de consultas individuais”. atendimento dos pacientes encaminhados pelas Equipes de Saúde da Família a partir dos respectivos acolhimentos. AGENDAMENTO O usuário será encaminhado para atendimento na UBS de referência a partir da UBS de sua área de abrangência.Homeopatia. Também há uma médica acupuntora atuando no CREAB Sagrada Família. Prescrição Homeopática Sendo necessário ao caso. os dados vão para a epidemiologia. Aborda o paciente em sua totalidade. pacientes encaminhados por outros pacientes e pacientes encaminhados por profissionais de saúde. ACUPUNTURA CARACTERIZAÇÃO É um dos métodos terapêuticos que fazem parte da Medicina Chinesa. Acupuntura e Medicina Antroposófica . das equipes de apoio e de outros profissionais do SUS-BH. com Guia de Referência devidamente preenchida. a fim restabelecer o equilíbrio e a harmonia de indivíduo como um todo. EQUIPE RESPONSÁVEL Os médicos acupuntores atuam em sua maioria na atenção primária. CALENDÁRIO MÍNIMO DE ATENDIMENTO O paciente em tratamento retornará conforme orientação do médico sobre a freqüência das sessões (em geral semanais ou quinzenais). pois o acesso a tais informações são essenciais à prática da Acupuntura. o médico promove a liberação de substâncias do próprio organismo. constituindo equipe de apoio ao Programa de Saúde da Família.

a Medicina Antroposófica propõe uma abordagem preventiva e terapêutica que vai equilibrar ou re-equilibrar o organismo como um todo. A Medicina Antroposófica oferece muitas possibilidades de tratamento: terapêutica medicamentosa (medicamentos fitoterápicos. O paciente é avisado que ao faltar a duas sessões consecutivas sem justificativa. vivencia ou se posiciona diante de cada situação ou momento de vida. . A seguir é agendado o retorno. aplicações externas.PRHOAMA CONTROLE DE FALTOSOS A cada consulta o paciente é orientado quanto ao período em que deve retornar (em geral as sessões são semanais ou quinzenais). PROCEDIMENTOS TÉCNICOS Consulta clínica individual É feita uma anamnese médica com perguntas específicas e exame físico. sintomas às vezes não bem definidos ou sem manifestação física. POPULAÇÃO ALVO Pessoas que desejam se tratar pela Medicina Antroposófica. cantoterapia e terapia biográfica.4 Homeopatia. A escolha do medicamento ou da terapia baseia-se no diagnóstico complementar/ antroposófico sobre o tipo de desequilíbrio em questão. homeopáticos e antroposóficos específicos). do recém-nascido ao idoso. dando seguimento ao acompanhamento. como ele se manifesta. sintomas mentais. dos ritmos fisiológicos. sensações. das emoções. terá seu horário preenchido por outro paciente. das trocas com o ambiente físico ou emocional. Um dos benefícios observados na Medicina Antroposófica é a redução do uso dos medicamentos alopáticos. mal-estar. É sempre possível associar a terapêutica convencional/alopática. psíquicos ou alteração de comportamento ligados à vida afetiva. quando necessário. Além de considerar no seu diagnóstico o corpo físico. quando se apresentam quadros alérgicos (dificuldade de troca com os componentes do meio). MEDICINA ANTROPOSÓFICA CARACTERIZAÇÃO A Medicina Antroposófica propõe uma ampliação da medicina alopática. Corpo astral: da vida psíquica. constituindo equipe de apoio ao Programa de Saúde da Família. visando o diagnóstico clínico de acordo com a Medicina Chinesa. massagem rítmica. Acupuntura e Medicina Antroposófica . terapia artística. Depois o médico aplica agulhas em pontos específicos do corpo. Corpo etérico ou vital: da vitalidade. disposição. Corpo do “EU”: condições do sistema imunológico. quirofonética. O que poderá ser revertido conforme justificativa. . quando há uma desvitalização. quando apresenta doenças agudas ou crônicas no nível físico. . constituição própria de cada indivíduo. Durante a sessão as agulhas permanecem no corpo entre 20 e 30 minutos. banhos terapêuticos. que são prescritos de acordo com o diagnóstico. avalia na clínica: . EQUIPE RESPONSÁVEL Os médicos antroposóficos atuam na atenção primária. Assim. ou promovendo o fortalecimento do “EU” que vai harmonizar os demais corpos. euritmia.

A prescrição médica tem caráter curativo. que é entregue na secretaria da Unidade Básica de Saúde. a qual consolida-os no folha “movimento de consultas mensais” e a encaminha à secretaria do Distrito Sanitário e de lá. Acupuntura e Medicina Antroposófica . CONTROLE DE FALTOSOS O tratamento pela Medicina Antroposófica depende essencialmente do desejo do paciente de se submeter a ele. pacientes encaminhados por outros pacientes e pacientes encaminhados por profissionais de saúde. o seu modo de vida. a sua postura diante do mundo e das dificuldades. das equipes de apoio e de outros profissionais do SUS-BH. Mas é principalmente preventivo em várias situações de vida do paciente. Dentro da proposta do BH Vida Saúde Integral. . PROCEDIMENTOS TÉCNICOS Consulta clínica individual É geralmente uma consulta longa.PRHOAMA 5 CAPTAÇÃO DA CLIENTELA Demanda espontânea por Medicina Antroposófica. os dados vão para a epidemiologia.Homeopatia. com a frequência das consultas sendo guiada por cada caso individualmente e conforme a necessidade do paciente (urgências). com Guia de Referência devidamente preenchida. A cada consulta. adaptações. Do adequado registro e arquivamento dos dados obtidos depende um bom atendimento ao usuário. a sua maneira de ser (o seu temperamento). devendo o paciente ser acompanhado com regularidade. atendimento dos pacientes encaminhados pelas Equipes de Saúde da Família a partir dos respectivos acolhimentos. As primeiras consultas e os retornos são agendados conforme a rotina própria da UBS onde será feito o atendimento. perdas afetivas etc. nas quais ele deverá lidar com mudanças de vida. CADASTRO E ARQUIVO Os dados das consultas devem ficar cuidadosamente registrados nos prontuários da Unidade Básica de Saúde. pois o acesso a tais informações são essenciais à prática da Medicina Antroposófica. Faz-se inclusive puericultura de acordo com a visão antroposófica. CALENDÁRIO MÍNIMO DE ATENDIMENTO O paciente em tratamento retornará conforme o médico julgar necessário para melhor avaliar a evolução do caso. a sua história de vida. o paciente é orientado sobre o período em que deve retornar e sobre como marcar o seu retorno. AGENDAMENTO O usuário será encaminhado para atendimento na UBS de referência a partir da UBS de sua área de abrangência. porque além das queixas do paciente. através do acolhimento das equipes do PSF. Dados específicos para levantamento epidemiológico são registrados em folha própria nomeada “movimento de consultas individuais”. tais como seus hábitos. os acontecimentos importantes do seu passado. vários aspectos interessam.

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