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REVISÃO HISTÓRIA DO DIREITO 1

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Published by: Mauricio Wosniaki Serenato on May 22, 2011
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REVISÃO HISTÓRIA DO DIREITO PRIMEIRA PROVA

Monitora: Isabella M. da Cunha Metodologia da história: POSITIVISMO Contexto: Séc. XIX – Pós revoluções burguesas; consolidada a propriedade; avanços científicos; otimismo europeu. Filosófico: Fundado por Augusto Comte (França) Pressupostos: 1) A realidade é dotada de exterioridade: sujeito X objeto 2) O conhecimento é a representação exata do real: necessidade de esgotar o objeto; busca da verdade intrínseca às coisas. 3) Existe uma dualidade entre fatos (objetivos) e valores (subjetivos) Sociológico: Pressupostos do positivismo nas ciências sociais: 1) A sociedade é regida por leis naturais 2) A sociedade pode ser epistemologicamente assimilada pela natureza, ou seja, estudada pelos mesmos métodos das ciências naturais 3) As ciências sociais devem limitar-se a explicações causais > objetivas > sem juízos de valores, dos fenômenos sociais. = Princípio da neutralidade axiológica (dos valores). Positivismo Histórico: Pressupostos: 1) Sujeito (historiador) independente do objeto estudado (história) – imparcialidade do historiador 2) A história existe em si, objetivamente, de forma definida e acessível ao conhecimento 3) Relação cognitiva mecanicista (espelho) 4) História narrativa – sem julgamentos, simplesmente dar conta do que se passou É uma história: FACTUAL.; POLÍTICA (dos grandes homens de Estado e importantes acontecimentos); OBJETIVA; DOCUMENTAL (intuito de transformar a história em ciência devidamente comprovada). ESCOLAS: Escola histórica alemã – Leopold Van Ranke: grande marco; história positivista = história rankeana.

Escola Metódica – Seguidores franceses de Ranke; Obra: Introdução aos Estudos históricos – Langlois e Seignobos. Positivismo jurídico: Hans Kelsen – formalismo; História do direito = História das FONTES – baseada nas leis; e História da DOGMÁTICA – baseada nas doutrinas. CRÍTICAS: A imparcialidade é impossível (dualidade suj. e obj não se efetiva; nem a neutralidade axiológica); A história não caminha em uma linha progressiva;

ÉCOLE DES ANNALES Contexto: Séc. XX – Crise econômica; Movimentos de perquirição dos direitos sociais; Grandes Guerras. 1929 – Fundação da revista Annales d’histoire économique et sociale, por Marc Bloch e Lucien Febvre; 1ª FASE: História Problema 2ª FASE: Geografia histórica – Fernand Braudel 3ª FASE: Micro história – Le Goff; Georges Duby - Crítica a história factual política positivista – fontes: documentos oficiais trazem a visão de quem estava no poder à época; - História como problema teórico/científico – ao invés de narrar o passado, problematiza-lo; - Multidisciplinariedade; -BRAUDEL – ápice da Escola: a história deve ser uma ciência em permanente construção. *Valoriza a geografia, o ambiente, o contexto. *HISTÓRIA TOTAL - busca do máximo de perspectivas da história - tudo tem uma história; realidade é culturalmente construída. *Níveis de historicidade: 1) Estrutural – tempo de grandes permanências, estrutura; 2) Conjuntural – tempo social: contexto; 3) Factual – raso, de curta duração. - Micro história: contar a parte pelo todo; limitação do ponto de análise. *Explosão temática – perda do projeto de se buscar uma história total, e feição de uma história regional, parcial. EXEMPLOS: História da vida privada; da feminilidade; da higiene. - Retorno aos fatos, mas de forma diferente, como indícios; - Aproximação da antropologia;

LEGADO DA ÉCOLE DES ANNALES: 1) Interdisciplinariedade 2) Abertura das fontes e das perspectivas – história vista de baixo 3) Ciência problematizada e em permanente construção 4) Explosão temática CRÍTICAS: 1) Leva ao extremo a busca de novas perspectivas, fazendo história do irrelevante; 2) Sujeito abolido como agente transformador da história, retirando a responsabilidade dos homens; CONTRIBUIÇÕES PARA A HISTÓRIA DO DIREITO: 1) Estabelecimento de novos domínios para buscar o direito no passado, usa de outras fontes além da lei e da dogmática. 2) Visão da complexidade do fenômeno jurídico a partir da busca pelas estruturas; 3) História não mais como justificadora do presente, mas como forma de compreensão do passado.

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