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Histerese Magnetica

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Histerese magnética

1 - Conceitos relacionados
Intensidade de campo magnético, indução magnética, curva de histerese, lei de joule. corrente de saída iSA(t) desprezível, e a freqüência angular ω dos sinais de entrada e saída muito maior que a freqüência de corte ω0 do filtro RC, a tensão de saída é escrita como: 1 V s (t ) ≅ Vout (t ) ⋅ dt (1) RC ∫

2 – Objetivos
Verificar e medir a perda de energia por histerese em um transformador de tensão.

3 - Método utilizado
Em um circuito apropriado é aplicada uma diferença de potencial ao enrolamento primário do transformador, sendo medida com o uso do osciloscópio uma tensão proporcional a intensidade de campo magnético H em um canal e uma tensão proporcional a indução magnética B em outro canal, sendo formado na tela do osciloscópio o ciclo de histerese.

Sendo, ω = 2π ⋅ f a freqüência angular da tensão e 1 ω 0 = 2πf c = a freqüência de corte do filtro. RC

Em resumo, em condição de altas freqüências (ω>>ωC), o circuito RC realiza a integração da tensão de entrada. Por isso, este circuito é chamado de circuito integrador.
5.2. Histerese em um transformador

4 - Equipamentos
1 circuito RC integrador 1 autotransformador – variac 1 multímetro 1 osciloscópio com duas pontas de prova 1 transformador comercial 1 conjunto transformador didático 6 cabos PB-PB com 50 cm

5 - Fundamentos Teóricos
5.1. Filtro RC integrador O circuito do filtro RC pode ser utilizado como um integrador passivo simples, cujo diagrama é apresentado na Figura 1, sendo composto por um resistor R e um capacitor C.

O transformador é um equipamento largamente utilizado nos sistemas de transmissão de energia elétrica (linhas de alta tensão) e em aparelhos eletroeletrônicos de uso geral. Na Figura 2 é apresentado o diagrama de um transformador ideal, formado por duas bobinas de material condutor enroladas em um núcleo de material ferromagnético. As bobinas e o núcleo são isolados eletricamente entre si.

Figura 2 - Diagrama de um transformador de tensão.

Figura 1 - Filtro RC passa baixa.

À entrada do filtro é aplicado um sinal VEN e coletado na saída um sinal VSA. Considerando a

A bobina com Np espiras, na qual é aplicada a f.e.m. (força eletro motriz) ε ,por um gerador de tensão alternada, é chamada de enrolamento primário. A bobina com Ns espiras, na qual é gerada a f.e.m. a ser utilizada por um circuito de carga (R) é chamada enrolamento secundário. A tensão no enrolamento primário VP e no enrolamento secundário VS estão em fase e são

Toginho Filho, D. O.; Laureto, E; Catálogo de Experimentos do Laboratório Integrado de Física Geral Departamento de Física • Universidade Estadual de Londrina, Março de 2009.

devidas a movimentos ou vibrações. Toginho Filho. Assim. o valor médio da intensidade de campo magnético pode ser escrita como. E. 1 Vout = VS ⋅ dt (9) (9) RS C ∫ Substituindo (9) em (8) obtém-se. Figura 4 . Assim. a energia é transferida do enrolamento primário para o enrolamento secundário por meio do campo magnético. a menos de fatores de escala convenientes para os eixos. A relação entre estes quatro valores é escrita como. ou seja. V N (2) G= s = s Vp N p Sendo G o ganho entre a tensão de entrada e de saída. a tensão VR sobre o resistor RP é proporcional a H . NP. sendo H a intensidade de campo magnético e B a indução magnética. um gráfico VC (VR) deve ser equivalente ao gráfico B ( H ). U = ∫ B ⋅ dH (3) c .. r r (5) ∫ H ⋅ dl = H ⋅ l ≅ N P ⋅ i P A integração de VS pode ser feita usando o circuito RSC apresentado na Figura 4. No transformador. conforme diagrama apresentado na Figura 4. enquanto que a tensão VC (Vout) na saída do filtro é proporcional a B . h. NP ⋅ VP (6) l ⋅ RP A tensão induzida no enrolamento secundário do transformador é resultante da variação do fluxo magnético φS no enrolamento secundário. RC B ≅ S Vou t (10) NS A Em resumo. Figura 3 . Entretanto. Utilizando um resistor RP no circuito do enrolamento primário do transformador. Laureto. Considerando ωRS C >> 1 ω. Considerando a corrente elétrica no enrolamento secundário desprezível. H é essencialmente proporcional à corrente iP no enrolamento primário. a perda é a área do ciclo de histerese (c.Diagrama com o uso do filtro RC integrador para medir a curva de histerese em um transformador de tensão. O fluxo em cada espira é a seção A do núcleo multiplicada pelo valor médio da indução magnética B . obtém-se: dφ dB (7) Vs = N S ⋅ S ≅ N s ⋅ A ⋅ dt dt H≅ A energia por unidade de volume perdida por histerese magnética em um ciclo é escrita como. Fazendo a integração da equação (7). histerese magnética.h . Em um gráfico B(H). correntes de Foucault e outros efeitos.iS resulta que i ≅ NP iP . A Figura 3 mostra um ciclo de histerese típico. Março de 2009.Histerese magnética proporcionais aos respectivos números de espiras NP e NS. r Representando por H a componente média de H ao longo do percurso C de comprimento l. Assim.). além das perdas de energia nos fios das bobinas.iP >> NS. obtém-se: 1 B≅ VS ⋅ dt NS ⋅ A ∫ (8) A intensidade do campo magnético H pode ser estimado a partir da Lei de Ampére: r r H ⋅ dl = i (4) ∫ C Sendo i a corrente total enlaçada pelo percurso C de comprimento l ao longo do núcleo ferromagnético do transformador. O. Catálogo de Experimentos do Laboratório Integrado de Física Geral Departamento de Física • Universidade Estadual de Londrina. a tensão obtida na saída do filtro integrador é escrita. D. . existem perdas no próprio núcleo ferromagnético.Curva de histerese de um material ferromagnético. usando a Lei de Faraday.

7 . a energia perdida por ciclo de oscilação é: RC N U = S ⋅ P ∫ VC ⋅ dVR (12) RP N S c. fazendo os comentários relevantes. 6. e VC a tensão medida nos terminais do capacitor. 9. Analisar os resultados obtidos. 8. o valor da tensão aplicada ao enrolamento primário e sua incerteza. A partir das Tabelas I. 4. com colunas para o índice da medida. 5..Histerese magnética Medindo a tensão VR na entrada horizontal e a tensão VC na entrada vertical do osciloscópio. NP o número de espiras no enrolamento primário. c . construir a Tabela II. Repetir os procedimentos 1 ao 5 da prática 1 com o transformador didático. 2. 3. 6. A integral é obtida na tela do osciloscópio. O. Laureto. E. e os demais fatores determinados experimentalmente. com os canais horizontal e vertical do osciloscópio em modo x. 5. . Reproduzir a figura da curva de histerese observada na tela do osciloscópio em uma folha de papel 1. Repetir os procedimentos 2 e 3 para valores de 30. D.h . VR a tensão medida nos terminais do resistor RP. Catálogo de Experimentos do Laboratório Integrado de Física Geral Departamento de Física • Universidade Estadual de Londrina. Março de 2009. 7. 2.A. construir o gráfico de U (VP ) Gráficos 1 da dependência da energia perdida em cada ciclo em função da tensão no enrolamento primário. Fazer o ajuste dos pontos experimentais por uma função apropriada. Prática 2 – Transformador didático 1. Aplicando as equações (6) e (10) na Expressão (3). com colunas para o índice da medida. Anotar os valores obtidos em uma tabela (Tabela I).Montagem e procedimento experimental Para a realização deste experimento é utilizado como fonte de tensão um autotransformador (variac) e um circuito utilizado como filtro RC integrador. Nesta montagem é necessário que o conector neutro de entrada de tensão na placa seja ligado ao neutro do auto transformador. Medir a área da curva de histerese ocupada no papel milimetrado. . Acrescentar uma coluna na Tabela I.y. e o capacitor C de 1 µ F. Montar o aparato experimental de acordo com o diagrama da Figura 4. 2. o resistor RS de 100 kΩ. nomeando-a como energia perdida por ciclo. o valor da área ocupada pela figura de histerese no papel milimetrado. o valor da área ocupada pela figura de histerese no papel milimetrado. 40. anotando a escala do osciloscópio utilizada. sob risco de acidente. construir a Tabela I.h.Análise 6 . A partir da Prática 1. sendo o resistor RP de 1 kΩ. RS o resistor e o capacitor C que formam o filtro RC no circuito do enrolamento secundário. Ajustar a tensão de saída do variac aplicada ao enrolamento primário em 20 volts (medir com o multímetro). utilizando 600 espiras no enrolamento primário e 1200 espiras no enrolamento secundário. Sendo RP o resistor presente no circuito do enrolamento primário. O volume total do núcleo da ordem de grandeza do produto entre o percurso l e a área da seção reta do núcleo l. 3. Avaliar o ajuste analisando os valores de R (coeficiente de correlação) e SD (desvio padrão do ajuste). Anotar os valores obtidos em uma tabela (Tabela II). o valor da tensão aplicada ao enrolamento primário e sua incerteza. Reproduzir as Tabelas I no aplicativo de tratamento de dados. A partir da Prática 2. milimetrado. obtém-se a energia perdida por ciclo de oscilação e por unidade de volume do núcleo do transformador: 1 RS C N P U = ∫ B ⋅ dH ≅ ⋅ ⋅ VC ⋅ dVR (11) l ⋅ A RP N S c∫h. pode-se obter o ciclo de histerese. 4. Calcular a energia U perdida em cada ciclo a partir da área da figura de histerese. Toginho Filho. NS o número de espiras no enrolamento secundário. de acordo com o diagrama da Figura 4. Prática 1 – Transformador comercial 1. 50 e 60 volts aplicados ao enrolamento primário.

14. Resnick. Londrina. 16.. 13. 2.. Wesley. – “Fundamentos de Física 3” . 1978.Histerese magnética 10. São Paulo.. D. São Paulo: Hemus Editora Ltda. Young. 4a Edição.L.São Paulo: Livros Técnicos e Científicos Editora. E.V. Freedman. 11. Duarte. Walker. Laureto. C. Zapparoli.. R. 10a Edição. 15. fazendo os comentários relevantes.O. “Sears e Zemansky Física III . 4. D. Fazer o ajuste dos pontos experimentais por uma função apropriada. . Pearson/Addison Toginho Filho. Halliday. Avaliar o ajuste analisando os valores de R (coeficiente de correlação) e SD (desvio padrão do ajuste).“Manual de Instrumentos de Medidas Eletrônicas”. R. construir o gráfico de U (VP ) Gráficos 2 da dependência da energia perdida em cada ciclo em função da tensão no enrolamento primário..R. D. H. J. 1996. Reproduzir a Tabelas II no aplicativo de tratamento de dados. Analisar os resultados obtidos. 2002.. R.D. J. F. Referências Bibliográficas 1. Catálogo de Experimentos do Laboratório Integrado de Física Geral Departamento de Física • Universidade Estadual de Londrina. Toginho Filho. Acrescentar uma coluna na Tabela II. Calcular a energia U perdida em cada ciclo a partir da área da figura de histerese. O. 2004. A. A partir das Tabelas II. Appoloni. Vassallo. .. Março de 2009. 3.Roteiros de Laboratório– Laboratório de Física Geral II – 1a Parte (Apostila). F. nomeando-a como energia perdida por ciclo. D.. 12.Eletromagnetismo”..

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