Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Elaboração e criação Myrian Massarollo José A. Truskauskas Viana Revisão Geral Enf. Aline Massarollo São Paulo/ 2009

Algumas pessoas são tão interessadas por suas comunidades que não medem esforços para que elas se desenvolvam. Fazem sua parte para melhorar as condições à sua volta. Isso chama-se cidadania. Querem auxiliar, seja de que forma for, possibilitando assim que os projetos de seus municípios, ainda que não sejam seus, evoluam, trazendo à população melhores condições de terem resultados positivos concretos. Isso, como vocês estudarão nas páginas desta apostila chama-se intersetorialidade, um setor interagindo com outro em benefício da comunidade. Quando o companheiro Carlos Massarollo solicitou que elaborássemos a presente apostila, não nos causou espanto. É bem dele a preocupação com a elaboração de um curso preparatório para um concurso público. Atinge assim, dois alvos. Primeiro: Fornece a quase duas centenas de jovens a oportunidade de prepararem-se através de um material elaborado especialmente para eles. Cuidando para que cheguem ao dia do exame em condições reais de disputarem uma vaga. Segundo: Colabora, ainda que indiretamente, com o processo de promoção de saúde do município, pois pessoas bem preparadas acompanharão com mais facilidade o curso de formação profissional que espera aqueles que forem selecionados. Indivíduos politicamente mobilizados poderão desenvolver suas atividades com o espírito de solidariedade, integralidade e equidade pregado pelo sistema de saúde. Como dissemos, dois alvos, que ainda que distintos confluem para um mesmo objetivo, a participação e mobilização social em prol da educação e da atenção à saúde. Nossa equipe desdobrou-se para que, no pouco tempo que nos foi dado, desenvolver um material organizado, completo e de agradável manuseio. Esperamos que nossos esforços se traduzam no sucesso de vocês. Boa sorte! Equipe Fundação JK

Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus .Bahia .

como parte do processo de construção do Sistema Único de Saúde estabelecida por norma Constitucional em 1988. no Estado do Ceará e posteriormente foi estendido para todo o Nordeste e Região Norte. quando se criou o PSF – Programa de Saúde da Família os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS: • Ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família. Em 1992 foi implantado na Bahia e em 1993 na Região Centro Oeste. daquela região. daquele bairro. como uma estratégia abrangente de saúde pública estruturada ocorreu. Orientado por supervisor (médico ou enfermeira) da unidade de saúde. realiza visitas domiciliares na área de abrangência da sua unidade produzindo informações capazes de dimensionar os principais problemas de saúde de sua comunidade. é capacitado para reunir informações de saúde sobre uma comunidade. que buscava minimizar a exclusão social através da mobilização social. em 1987. A primeira experiência de implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) no Brasil. Com a proposição do Ministério da Saúde de 1994. O Agente Comunitário de Saúde (ACS) resultou da criação do PACS Programa dos Agentes Comunitários de Saúde em 1991. . Selecionados por um bom relacionamento com seus vizinhos e condição de dedicar oito horas por dia ao trabalho de ACS.Agente Comunitário de Saúde ACS – um processo histórico O trabalho comunitário dos ACS começou na década de 70 e foi a base para o Programa Comunidade Solidária. Na concepção inicial deveria ser um dos moradores daquela rua.

que dá mais força ao trabalho educativo. Anteriormente. O ACS funciona como elo entre o Estado e a comunidade. o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. hemocentros (bancos de sangue). além de fundações e institutos de pesquisa.Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. . que elencou as atribuições do Agente Comunitário de Saúde bem como suas atividades. de 4 de outubro de 1999. Vigilância Ambiental. encontram-se em atividade no país 204 mil ACS.” (FANEMA) Sistema Único de Saúde (SUS) Criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tivesse acesso ao atendimento público de saúde. de 10 de julho de 2002. realizado por toda a equipe. O Decreto nº 3.incluindo os universitários. fixou as diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS). pela liderança natural que exerce. Vigilância Epidemiológica. estando presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS).507 foi revogada e substituída pela Lei nº 11. A profissão de Agente comunitário de Saúde (ACS) foi criada pela Lei nº 10. hospitais . através da qual os homens criam e recriam a sua existência. “Quem é o agente comunitário? É alguém que se destaca na comunidade. ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social. A capacidade de criar é exclusiva dos seres humanos. Atualmente (2008). Os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. pela capacidade de se comunicar com as pessoas. laboratórios. como a FIOCRUZ . os serviços de Vigilância Sanitária. É também um elo cultural.350 de 5 de outubro de 2006.• Ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional. Está em contato permanente com as famílias. Processo de Trabalho em Saúde O trabalho é uma atividade humana de transformação da natureza de forma consciente e proposital. Posteriormente a Lei 10. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular.189. Fazem parte do SUS os centros e postos de saúde.507. fixando que seu exercício ocorreria exclusivamente no âmbito do Sistema único de Saúde e sob a supervisão do gestor local em saúde.

No processo de trabalho em saúde temos que considerar três aspectos fundamentais: • Em primeiro lugar. que é um serviço que se fundamenta numa inter-relação pessoal muito intensa. que é um serviço – toda assistência à saúde é um serviço e. desconhecido dos trabalhadores que participaram do processo. exigindo-se dele participação ativa para que sejam corretamente aplicadas as normas e prescrições. o trabalho passou a ser cada vez mais dividido em tarefas. acolhedores. no entanto. que passaram a substituir o trabalho humano. tanto física. Segundo. empregada pelo trabalhador é o que chamamos de força de trabalho. na saúde. Ainda. hierarquizados e desumanizados. viabilizou-se a construção de máquinas. portanto. compartilha características comuns com outros processos de trabalho que se dão na indústria e outros setores da economia. resultante dessas ações isoladas. os meios ou instrumentos de produção e o trabalhador. isto é. tem a especificidade de realizar-se sobre pessoas e não sobre objetos. protagonista do seu processo de saúde-doença. qual a história de sua queixa ou doença. ao sentir-se participante do processo de atendimento. ao acesso às tecnologias que melhoram e/ou prolongam a vida. o objeto de trabalho é o ser humano com sentimentos. Referem-se às boas condições de vida. emoções. com a finalidade de aumentar cada vez mais a produtividade. Isto demonstra que o trabalhador tem autonomia para ser criativo e propor soluções para as necessidades apresentadas. . co-responsável pelos objetivos a serem alcançados. O trabalhador da saúde comanda a forma como se dará a assistência ao usuário. quanto mental. podendo esta ser orientada por parâmetros humanitários. juntamente com os profissionais de saúde. de respeito às singularidades e diversidade humana ou por parâmetros burocráticos. freqüentemente. vontades e necessidades a serem atendidas. que ele é um exemplo de trabalho em geral e. Terceiro. criação de vínculos efetivo-afetivos entre usuários e profissionais de saúde e autonomia dos sujeitos no modo de viver. impessoais. • • Assim. pelo êxito ou fracasso das ações de saúde. cabendo aos homens o uso da força apenas para operá-las. conjuntamente com o usuário. ou seja. fornecendo informações a respeito do que se passou com ele. o consumidor (usuário) contribui para o processo de trabalho e é parte desse processo. tornar-se-á. Ele participa conjuntamente do processo de trabalho e.No processo de trabalho três elementos são fundamentais: a matéria-prima (objeto). Este. cabendo a cada trabalhador atribuições específicas e o produto final. Com o avanço e aplicação das ciências e tecnologias à produção. A energia. é responsável.

É comum definir-se saúde como oposto à doença. Ou seja. ao responder a José. uma das principais características do processo de trabalho em saúde é a crescente coletivização. levou em consideração que naquele momento. ambulatórios de especialidades). quer num conjunto hierarquizado de serviços (postos de saúde. Desta forma. e a sua? Provavelmente Maria.Na atualidade. interdependente. grupos e coletividades constroem a respeito de saúde e doença. as representações que os indivíduos. de forma eficiente e eficaz. hospital). . Processo saúde doença e seus determinantes /condicionantes Ola Maria! Como esta sua saúde? Muito bem obrigada José. a idéia da singularidade de cada pessoa em dar respostas às agressões do meio a que está exposta. não tinha procurado nenhum serviço de saúde e não estava impedida de trabalhar. levando ao surgimento de um trabalho associado. quer numa unidade isolada (clínica. necessariamente. relacionam-se. que lhe é indissociável. em um determinado momento histórico. em regime de cooperação. variando desde o uso de tecnologias mais avançadas até o uso de recursos terapêuticos não vinculados ao conhecimento científico ocidental. o caráter subjetivo. Portanto. sobretudo. A idéia de saúde e de doença para as pessoas tem a ver com a sensação de bem estar. compartilhando os conhecimentos científicos contemporâneos. Tem a ver com “sentir-se bem” ou “sentir-se mal”. de sair ou de se divertir. Maria não estava tomando medicamentos. um conceito de saúde e doença abrangente inclui. com as formas como resolvem suas necessidades de saúde. não tinha nenhuma enfermidade. produzindo resultados com padrão de qualidade. um número elevado de profissionais atuando nesta área. dependendo do meio em que está inserida. seu modo de viver e relacionar-se com o mundo. isto é. O conjunto de categorias profissionais procura agir coerentemente. Isso varia de pessoa para pessoa. com a finalidade de atender integralmente às necessidades em saúde do usuário.

As condições de vida da humanidade no que diz respeito à saúde. estabelecendo-se onde vivia. o aumento da produção de alimentos gerando excedentes. os homens viviam da caça. Surgiram os artesãos. O desenvolvimento da pecuária e da agricultura significou uma profunda mudança na vida dos homens: a divisão do trabalho determinada pelas relações de parentesco entre indivíduos e grupos. etc.) e a cultivar a terra. No período nômade. O aumento e a agregação populacional. o homem passou a domesticar/criar animais (aves. que durou cerca de dez mil anos. conseqüentemente. a irrigação e os utensílios em geral). porcos. crianças trabalhando desde os 5 anos de idade. que se dedicavam às invenções (o arado. casas superlotadas. disenteria. Essas relações influenciam profundamente as condições de vida dos homens e. determinou novas relações de trabalho: os donos das indústrias empregavam o operário em troca de um salário. longas jornadas e o baixo salário pago aos trabalhadores. que em 1348 matou ¼ da população da Inglaterra. sujas e em mau estado. criaram condições para a propagação e transmissão de doenças como: cólera. assim como a ausência de medidas sanitárias. . As doenças infecto-contagiosas e parasitárias se alastravam causando epidemias e levando a óbito um grande contingente populacional. tuberculose.Doença As várias fases do desenvolvimento da humanidade caracterizam-se por diferentes maneiras do homem relacionar-se com outros homens e com a natureza (para compreendê-la e transformá-la). ovelhas. As condições de vida eram péssimas: água impura. a que tipos de doenças ficam sujeitos. esgoto a céu aberto.Como o desenvolvimento do conhecimento humano é um processo histórico. na busca de satisfação de suas necessidades. Binômio Saúde . malária e peste. favorecendo o aumento populacional e possibilitando que alguns homens se dedicassem a outro tipo de trabalho. iniciada na Inglaterra a partir de 1750. da pesca e da coleta de raízes e frutos. pode ser dividida em períodos: o nômade. Período Agropecuário Período Industrial A Revolução Industrial.doença. condições insalubres de trabalho. o agropecuário e o industrial. de uma maneira geral. também a saúde e a doença. Período Nômade Com o passar dos tempos. a teoria e a prática que orientam o saber-fazer dos profissionais variam no tempo e no espaço.

Inicialmente a doença era vista como resultado da forma de constituição dos aglomerados humanos. diabetes etc. com o objetivo de livrar a sociedade das “condições” que colocavam em risco a saúde da população. das doenças mentais. isolando os que apresentavam sinais de doença. moradia. das doenças ligadas ao trabalho e das mortes e incapacitações por causas externas (acidentes. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. Conclui-se que a saúde e a doença dos indivíduos e das coletividades humanas apresentam várias causas e dependem de vários elementos. que só poderiam se desenvolver numa democracia plena e ilimitada. alimentação. educação e liberdade. Outras práticas eram desenvolvidas por agentes que atuavam como fiscais e guardas. além da ampliação do acesso à assistência médica e hospitalar e de ações de vigilância ambiental (poluição do ar e da água e desmatamentos). nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. dos cânceres. onde havia um nível político e social mais desenvolvido afirmavam que as causas das epidemias são sociais. queimando objetos pessoais daqueles que morriam. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. a doença era explicada pelo pensamento microbiano e unicausal (um micróbio = uma doença) – tinha um agente. verifica-se o crescimento das doenças crônico-degenerativas (cardiovasculares.Todos esses fatores contribuíram para elevar a expectativa média de vida das populações.).Pode-se afirmar que a preocupação com a saúde pública teve origem nessa época. homicídios e violência). França. que podem ser . econômicas e físicas e que a solução curativa consistia em prosperidade. pulmonares. sem exceção – ao risco de adoecer e morrer. evidenciada quando do aparecimento de epidemias. as doenças passaram a ter uma causa visível – o micróbio – orientando o conhecimento e as práticas sobre saúde/ doença. vestuário. Nas últimas décadas ocorreram mudanças nas condições de vida e saúde das pessoas: o controle das doenças infecciosas. passando a ser prioridade a compreensão da dinâmica e as maneiras de se evitar os efeitos da presença desse agente. em função do aumento da infra-estrutura básica. educação e lazer. uma vez que a proximidade e a mistura das pessoas na cidade expunham todos – ricos e pobres. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. de melhores condições de trabalho. um lugar para se instalar e medidas para controlar ou evitar seus efeitos. Por outro lado. Assim. Posteriormente quando da invenção do microscópio.

o SUS foi criado. No Brasil. em 1988 pela Constituição Federal Brasileira. em 1986.chamados de determinantes de saúde e de doença. a integralidade da atenção e a participação e o controle social. Em 1990. definiu saúde como direito de todos e dever do Estado. a VIII Conferência Nacional de Saúde. garantindo acesso integral. outros: Alimentação moradia trabalho meio ambiente saneamento básico renda educação transporte lazer acesso aos bens e serviços essenciais . a Lei Orgânica da Saúde (Lei Federal n. o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo.080) definiu no Artigo 3. O domínio do conhecimento acerca do cotidiano familiar permite a elaboração de uma estratégia de abordagem que resultará em uma ação eficiente e satisfatória para a comunidade assistida assistida. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos. tendo como diretrizes a descentralização.º 8. SUS – Sistema Único de S Saúde Conforme definição do Ministério da Saúde. entre outros . Amparado por um conceito ampliado de saúde. S para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. cuja responsabilidade é a provisão de um sistema de atenção à saúde universal e equânime. O processo saúde/doença resulta da interação de diversos fatores do dia dia-a-dia e a família é o centro de informações privilegiado para atingir o cotidiano dos cidadãos atingir e seus costumes. Essa concepção é chamada determinação social do processo saúde-doença. social e cultural. produzidos nas relações com o meio físico. universal e gratuito para toda a população do país.º que: A saúde tem como fatores determinantes e c condicionantes.

equipamentos. compreendido o controle de seu teor nutricional. O SUS através do acúmulo técnico político dos seus três níveis de gestão. o estadual e o municipal. hemoderivados e outros insumos. Participar do controle e fiscalização da produção. Fiscalizar e inspecionar alimentos. compete ao SUS: • • • • • • • • Controlar e fiscalizar procedimentos. Diretrizes ou princípios constitutivos • Universalidade • Eqüidade • Integralidade . e imunobiológicos. Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos. nele compreendido o do trabalho.Princípios e Diretrizes do Sistema Único de Saúde e a Lei Orgânica da Saúde Segundo o artigo 200 da Constituição Federal. Colaborar na proteção do meio ambiente. Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico. e de suas relações com os demais níveis do sistema. tem possibilitado a identificação de um conjunto de questões relativas às bases conceituais e operacionais do que se tem e denominado "Atenção Básica à Saúde" no Brasil. na implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e da Saúde da Família. bem como bebidas e águas para consumo humano. o técnico-político federal. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. bem como as de saúde do trabalhador. tóxicos e radioativos. Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. transporte.

O objetivo é quebrar o ciclo vicioso que leva à doença. no entanto. são parte do conjunto de prioridades políticas apresentadas pelo Ministério da Saúde e aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde. • As unidades prestadoras de serviço formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral. por parte do sistema. democráticas e participativas. integralidade e eqüidade. proteger e recuperar a sua saúde. A expansão e a qualificação da Atenção Básica. é a garantia de atenção à saude. biopsicossocial. Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema pode oferecer para todos. e deverá ser atendido sob esta ótica integral por um sistema de saúde integral com o objetivo de promover. fatores primordiais da Saúde da Família. proteção e recuperação da saúde formam um todo indivisível e não podem ser individualizadas. em um contexto de descentralização e controle social da gestão. Eqüidade É a condição de igualdade de oportunidades para o uso de recursos existentes. Esta reorientação fundamenta-se nas três diretrizes do SUS: da universalidade. como. . Em outras palavras. Integralidade A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos. possibilitando o compromisso e a criação e fortalecimento de elos entre os profissionais e os usuários e a comunidade. estadual e federal. • O homem é um ser integral. diferenciando o atendimento conforme sua complexidade Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde. integralidade o profissional na execução dos serviços de saúde não perder a referência de que: • Cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade. Portanto. desenvolvendo um trabalho de prevenção e educação por meio de práticas gerenciais e sanitárias. Saúde é direito de cidadania e dever dos governos: municipal. com o objetivo de diminuir as conseqüências negativas associadas ao adoecimento. Também as necessidades de saúde indivíduais ou de grupos específicos devem ser levadas em consideração. o Brasil contém disparidades sociais e regionais. Trata-se de uma concepção que supera a antiga atuação de caráter exclusivamente centrado na doença. • As ações de promoção. as equipes Saúde da Família estabelecem vínculos com a população. Em outras palavras.Universalidade Conforme o disposto na nossa Constituição Federal : "A saúde é um direito de todos". a todo e qualquer cidadão. a saude é algo a ser conquistado e mantido. tanto os individuais quanto os coletivos. Em razão da limitação da clientela. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde e de Saúde da Família é elemento essencial para a reorientação do modelo de atenção pretendido pelo Ministério da Saúde. as necessidades de saúde variam.

foi melhor regulado . Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde. como também é chamado esse princípio. Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência ou seja. Distrito Federal e municípios. delimitados. pelos quais a equipes assumem a responsabilidade pelo monitoramento. estas instâncias de gestão na implementação e organização da estratégia Saúde da Família. o ou seja. desenvolver mecanismos de controle e avaliação. primário deve ser oferecido diretamente à população. responsável pela saúde de uma parte da população. pela Atenção. abrangência a área de vários serviços de menor complexidade. no Ministério da Saúde. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências . é abrangência. O Departamento de Atenção Básica (DAB). A execução dessa política é compartilhada por estados. Os princípios fundamentais da Atenção básica no Brasil são: Atenção resolubilidade complementaridade do setor privado Princípios organizacionais participação social hierarquização e regionalização descentralização Hierarquização e regionalização Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade o nível complexidade. enquanto os outros devem ser enquanto utilizados apenas quando necessários.142. Participação da comunidade: O controle social. pela Lei nº 8. ainda. Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla. estrutura vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde. Ao DAB cabe. tem a missão institucional de operacionalizar essa política no âmbito da gestão federal do SUS. melhor a eficiência e referência eficácia dos mesmos. prestar cooperação técnica a avaliação.sob a forma de trabalho em equipes Trabalhos voltados às populações de territórios equipes.

Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência. Complementaridade do setor privado Conforme disposto na Constituição Federal. e através dos Conselhos de Saúde. sobre sua saúde. meio-ambiente e saneamento básico. as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo". Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas. tecnológicos. A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios: • • • • • • • • Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. • A integração dos princípios privados deverá se dar na mesma lógica organizacional do SUS em termos de regionalização e hierarquização dos serviços. Resolubilidade É a exigência de que o cidadão ao buscar um atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde. do Distrito Federal e dos Municípios. deve-se ser observada três condições: • Celebração de contrato de acordo com as normas do direito público. . o serviço correspondente à necessidade esteja capacitado para enfrenta-la e resolve-la até o limite da sua capacidade. na prestação de serviços de assistência à saúde da população. que são órgãos colegiados também em todos os níveis. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário. o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto. em nível executivo. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde. e não no número de atendimentos. Conjugação dos recursos financeiros. Integração. baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido. estadual e municipal. materiais e humanos da União. dos Estados. a alocação de recursos e a orientação programática. cada uma com comando único e atribuições próprias. ou seja. • A instituição privada deverá funcionar conforme as diretrizes. quando por insuficiência do setor público for necessária a contratação de serviços privados. também chamados de esferas: nacional. os princípios básicos e as normas do SUS. das ações de saúde. Direito à informação. às pessoas assistidas. Descentralização político-administrativa O SUS existe em três níveis. que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis.de Saúde. Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. o interesse público prevalecendo sobre o particular.

Protegendo e tratando o paciente de forma transparente em relação às informações referentes à sua saúde. etc. materiais e humanos de todas as esferas de governos. A implantação do Programa Saúde da Família (PSF) A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial. mas sim desenvolver atividades de assistência que atendam aos problemas mais comuns da população. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. recuperação. tecnológicos. Não devem servir apenas para a triagem e encaminhamento dos clientes.) que se pretende assistir. direcionado a cada pessoa. por isso ele tem direito a todas as informações. seus objetivos e propostas.A preservação da autonomia estabelece que cada ser é único. sobre sua saúde O maior interessado em sua saúde é o próprio paciente. inclusive o de requerer os resultados de exames e testes realizados no seu diagnóstico. a alocação de recursos e a orientação programática Os estudos epidemiológicos podem ser úteis no planejamento de ações prioritárias (alocação de recursos e a orientação programática). Além . prevenção. do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população Para prover as ações de saúde o Estado deve manter uma estrutura com todos os recursos necessários à prestação de serviços do SUS. tendo direito a um tratamento único. Conjugação dos recursos financeiros. localizadas em uma área geográfica delimitada. Dessa forma. Esta estrutura envolve e dependem de recursos financeiros. portanto. que deve ser realizada.Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral . materiais e humanos da União. e na manutenção da saúde da comunidade. reabilitação de doenças e de agravos mais freqüentes. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias. individualizado. operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Direito à informação. As equipes atuam através de ações de promoção da saúde. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes de saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil. As unidades de saúde da família devem caracterizar-se como porta de entrada dos usuários para os serviços de saúde. às pessoas assistidas. dando conta de aproximadamente 85% da demanda exigida pela clientela. Uma etapa importante. associações de bairro. a unidade de saúde funcionaria como um “funil”. dos Estados. tecnológicos. ocasião em que se debaterá a importância do programa. consiste na abertura de espaços de discussão e negociação entre gestores e representantes da comunidade (Conselhos de Saúde.

contam ainda com um dentista. as equipes de saúde da família são constituídas por. São formadas por meio de processo de seleção conforme o disposto na lei orgânica de cada município. no mínimo. um auxiliar de enfermagem e quatro a seis agentes comunitários de saúde. por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade O trabalho em saúde coletiva requer de todos os profissionais envolvidos participação e criatividade no exercício de suas atribuições. tecnicamente competentes e intersetorialmente articuladas. em equipe e com . Como é formada a equipe de saúde coletiva? Quem são os profissionais envolvidos? Geralmente.disso. um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental. Quando ampliadas. viabilizadas através do preparo dos integrantes para saberem lidar com situações adversas presentes no cotidiano das ações das equipes de saúde da família. um enfermeiro. um médico. permanente e de qualidade realizar atividades de educação e promoção da saúde estabelecer vínculos de compromisso e de coresponsabilidade com a população estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões atuar de forma intersetorial. A capacitação destes profissionais é fundamental para que sejam desenvolvidas ações humanizadas. obviamente dentro dos limites da realidade de cada profissão. Características do sistema ter território definido com uma população delimitada sob sua responsabilidade intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade em questão está exposta prestar assistência integral. Devem aprender a trabalhar na perspectiva da promoção da saúde. a definição conjunta das prioridades reforça o objetivo do PSF de promover o desenvolvimento integral da comunidade.

nas residências e na mobilização da comunidade. Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em rela relação à rede do SUS: ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional . É também um elo cultural. e estas passam a ter co estas coresponsabilidade no cuidado à saúde. O agente deve conhecer muito bem a comunidade em que vive. A boa formação das equipes da Saúde da Família é elemento essencial para o estabelecimento da comunicação e troca de amília ação experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. que dá mais força ao trabalho educativo. realizado por toda a equipe. hierarquizado Quem é o agente comunitário de saúde? O que ele faz? O Agente Comunitário de Saúde integra as equipes do PACS e PSF. coletivas e sociais. por meio de ações educativas em saúde nos domicílios e coletividade. realiza atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. ter espírito de liderança e de solidariedade. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde é hoje considerado parte da Saúde da Família.preocupações integrais. caracterizando-se como um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde. O agente comunitário é o responsável p pelo primeiro contato com as famílias. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde. Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de um número estabelecido de famílias de uma determinada área. O ACS funciona como elo entre de ligação entre o Estado e a comunidade comunidade. o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. Para trabalhar como agente comunitário é importante residir na região onde desempenhará suas atividades. e estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidadania. Está em contato permanente com as famílias. Ele faz parte do sistema de saúde local e atua como uma sistema ponte entre a comunidade e os serviços de saúde disponíveis em seu município. o Agente Comunitário de Saúde não trabalha sozinho. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular popular. Como já vimos ao estudarmos a equipe de saúde. em conformidade com as conformidade diretrizes do SUS. É ele quem visita as casas coletando informações para levar para a equipe do P levar PSF.

Inteligência prática: capacidade de articular e mobilizar conhecimentos. considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividades. sozinho. Situações e acontecimentos próprios de um campo profissional: conjunto de eventos que demandam responsabilidade de trabalho e a maneira individual de apreender cada situação. defender. atitudes e valores. Autonomia: capacidade de aprender a pensar. São indivíduos que se destacam na comunidade.Os ACS estão presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. de interdependência entendida como responsabilidade e reciprocidade. Coordenar-se com outros atores: capacidade e disponibilidade de estabelecer movimentos de solidariedade e de compartilhamento de situações e acontecimentos do trabalho. mesmo quando não se tem poder para. ultrapassando a noção de recursos humanos e seu posto de trabalho. argumentar. em conjunto com a equipe. colocando-os em ação para enfrentar situações do processo de trabalho. assumindo co-responsabilidades e fazendo apelo ético às competências dos outros. com iniciativa e responsabilidade. Competências do ACS • desenvolver ações que busquem a integração entre as equipes de saúde e a população adscrita à Unidade Básica de Saúde. Pressupõe que a organização do trabalho admita que as ações profissionais competentes transcendam as prescrições. segundo uma inteligência prática sobre o que está ocorrendo e com capacidade para coordenar-se com outros atores na mobilização de suas capacidades. Responsabilidade: capacidade de responder pelas ações sob sua própria iniciativa e sob iniciativa de pessoas envolvidas nestas ações. porém não é sinônimo de independência e sim. habilidades. criticar. pela capacidade de comunicação com as pessoas. Iniciativa: capacidade de iniciar uma ação por conta própria. concluir e antecipar. • realizar. mudar uma realidade ou normas já estabelecidas. Competências do Técnico Agente Comunitário de Saúde Competência profissional é a capacidade de enfrentar situações e acontecimentos próprios de um campo profissional. pela liderança natural que exercem. atividades de planejamento e avaliação das ações de saúde no âmbito de adscrição da Unidade Básica . de se situar em relação a ela e de determinar suas conseqüentes ações.

conforme definido no plano de ação da equipe de saúde e nos protocolos de saúde pública. Âmbitos de atuação do ACS • o âmbito da mobilização social. saber ler e escrever. As seis competências que definem o perfil do Agente Comunitário de Saúde estão distribuídas em três âmbitos de atuação. há pelo menos dois anos. conforme plano de ação da equipe de saúde. o agente de saúde precisa morar. O recrutamento dos agentes é feito através de processo seletivo no município. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas a grupos específicos e a doenças prevalentes. com assessoria da Secretaria Estadual de Saúde. e ter disponibilidade de tempo integral para trabalhar. ações de promoção da saúde visando à melhoria da qualidade de vida da população. segundo definição territorial pré-estabelecida.de Saúde. o âmbito da promoção da saúde e prevenção de doenças. Um agente é responsável pelo acompanhamento de 150 famílias ou 750 pessoas. • desenvolver. Entre outros requisitos. • desenvolver ações de promoção e de proteção e desenvolvimento da cidadania no âmbito social e da saúde. segundo os contextos onde se desenvolvem as práticas. integração entre a população e as equipes de saúde e do planejamento das ações. na área onde desempenha suas atividades. em equipe. o âmbito da promoção. dirigidas aos indivíduos. da prevenção e do monitoramento das situações de risco ambiental e sanitário • • O programa também estimula a participação e o controle social das atividades. Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde O ACS trabalha com famílias de base geográfica definida. buscando garantir a integralidade de suas ações. aos grupos específicos e às doenças prevalentes. . ser maior de 18 anos. tendo a promoção da saúde e a prevenção de agravos como eixos fundamentais do processo formativo. a gestão social das políticas públicas de saúde e o exercício do controle da sociedade sobre o setor Saúde. a adoção de instrumentos de acompanhamento e avaliação dos resultados e o cadastramento das famílias. com visitas aos domicílios. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas às situações de risco ambiental e sanitário para a população.

O ACS é monitorado pelo enfermeiro-supervisor, cujas tarefas básicas são o planejamento, a coordenação e o acompanhamento das atividades desenvolvidas dentro do Programa de Agentes Comunitários de Saúde.

Atribuições básicas dos agentes comunitários de saúde
O cadastramento das famílias; o acompanhamento de pré-natal e do crescimento e desenvolvimento de crianças de 0 a 5 anos. A orientação sobre doenças endêmicas, preservação do meio ambiente, saúde bucal, planejamento familiar, nutrição, assistência na área de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS; promoção da saúde do idoso; apoio a portadores de deficiência psicofísica, entre outros. Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis com ênfase nas suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas. Identificar os problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais a população da comunidade está exposta; Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos problemas de saúde e fatores que colocam em risco a saúde. Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância epidemiológica, nas diferentes fases do ciclo de vida; Valorizar a relação com o usuário e com a família, para a criação de vínculo de confiança, de afeto, de respeito. Realizar visitas domiciliares de acordo com o planejamento; Resolver os problemas de saúde do nível de atenção básica. Garantir acesso à continuidade do tratamento dentro de um sistema de referência e contra-referência para os casos de maior complexidade ou que necessitem de internação hospitalar. Prestar assistência integral à população descrita, respondendo à demanda de forma contínua e racionalista. Coordenar, participar de e/ou organizar grupos de educação para a saúde. Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfretamento conjunto dos problemas identificados. Fomentar a participação popular, discutindo com a comunidade conceitos de cidadania, de direitos à saúde e suas bases legais. Incentivar a formação e/ou participação ativa da comunidade nos conselho locais de saúde e no conselho Municipal de Saúde. Auxiliar na implantação do cartão Nacional de Saúde.

Atribuições específicas do Agente Comunitário de Saúde
Realizar mapeamento de sua área. Cadastrar as famílias e atualizar permanentemente esse cadastro. Identificar indivíduos famílias expostos a situações de risco. Identificar área de risco. Orientar as famílias para utilização adequada dos serviços de saúde, encaminhando-as e até agendando consultas, exames e atendimento odontológico, quando necessário. Realizar ações e atividades, no nível de suas competências, na áreas prioritárias da

Atenção Básicas; - Realizar, por meio da visita domiciliar, e acompanhamento mensal de todas as famílias sob sua responsabilidade. Estar sempre bem informado, e informar aos demais membros da equipe, sobre a situação das famílias acompanhadas, particularmente aquelas em situações de risco. Desenvolver ações de educação e vigilância à saúde, com ênfase na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Promover a educação e a mobilização comunitária, visando desenvolver ações coletivas de saneamento e melhoria do meio ambiente, entre outras. Traduzir para a ESF a dinâmica social da comunidade, suas necessidades, potencialidades e limites. Identificar parceiros e recursos existentes na comunidade que possa ser potencializados pela equipe.

Conhecimentos atuação.
Onde o ACS atua?

Geográficos

da

área/região/município

de

O ACS tem que reconhecer o território de atuação. Tem que fazer um levantamento dos dados do território que vai trabalhar.

Dados Área População número de domicílios tipos de habitação tipos de instituições econômicas (comércio, indústria) instituições culturais (teatros, bibliotecas) instituições públicas (escolas, creches, delegacias) representações da sociedade civil (associações de moradores, Conselhos de Saúde, conselhos de pais da escola, Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente) presença de organizações não-governamentais (ONGs)

Esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos, bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias.

Vamos conhecer um pouco da cidade de Ilhéus – BA.
Segundo o ultimo censo IBGE, qual é a população do município? 219.266 habitantes, é o 15º município mais populoso do interior do Nordeste e, teve como destaque um crescimento anual negativo, por conta de seu tamanho.

Qual é a localização geográfica de Ilhéus? Fica localizado na zona cacaueira, sul do Estado da Bahia com área de 1.712 quilômetros quadrados, teve sua extensão geográfica diminuída por conta do desmembramento para criação de novos municípios. Qual é o seu potencial agroclimático? Apresenta aptidão para a produção de cacau, coco-da-bahia, banana, citrus, cana-deaçúcar, mandioca, milho, etc. Sua divisão politica-administrativa é constituída por: 42 bairros (zona urbana) - Alto da Boa Vista; Alto da Esperança; Alto da Tapera; Alto da Uberlândia; Alto do Amparo; Alto do Soledade; Banco da Vitória; Barra; Basílio; Centro; Conquista; Distrito Industrial; Expansão Urbana; Expansão Urbana Norte; Expansão Urbana Sul; Hernani Sá; Iguape; Ilhéus II; Jardim Atlântico; Jardim Pontal; Jardim Savóia; Loteamento Barra Norte; Loteamento São Domingos; Malhado; Moradas do Bosque; Nelson Costa; Nossa Senhora da Vitória; Nova Brasília; Nova Esperança; Pontal; Raymundo Amaral Pacheco (Cidade Nova); Salobrinho; São Francisco; Sapetinga; Teotônio Vilela; Teresópolis; Vila Cachoeira; Vila de São Miguel; Vila Nazaré; Vivendas do Atlântico. 09 distrito/povoados, (zona rural): Aritaguá Distância: 5 km - População: 9.053 habitantes. Povoados: Sambaituba, São José, São João, Itariri, Juerana, Carobeira, Ponta da Tulha, Ponta do Ramo, Mamoã, Retiro, Aderno, Tibina, Vila Campinhos, Urucutuca e Vila Olímpio. Banco Central Distância: 65 km - População: 4.279 habitantes. Povoados: Arraiais: Três Paus, Ribeira e Visagem. Castelo Novo Distância: 35 km - População: 3.183 habitantes. Povoados: Ribeira das Pedras, Lava-Pés e Lagoa Encantada. Arraial: Parafuso. Coutos Distância: 5 km - População: 4.405 habitantes. Povoados: Santo Antônio, Rio do Engenho e Maria Jape. Arraiais: Areia Branca e Búzios. Inema Distância: 90 km - População: 3.130 habitantes. Povoados: Arraial: Água Branca.

comercio varejista. Povoado: Banco do Pedro. vídeos-locadora. • Provedor de Internet • Geradora de TV No setor cultural.População: 15. suínos e caprinos. 66. o que o município oferece? Estádios e ginásios esportivos: 02 Museus: 04 Teatro ou salas de espetáculo: 04 Cinemas: 02 ► Todos mantidos com recursos do poder publico municipal. Santana e Cascalheira. abacate. milho. Acuípe de Baixo. café. mandioca. borracha. Arraiais: Acuípe do Meio.575 habitantes. Jairi e Santaninha. Questões de desigualdade social: Apenas 10% da população é considerada rica pelos padrões locais. Povoados: Serrado. são considerados abaixo da linha da pobreza. o Temporária: abacaxi. Pimenteira Distância: 81 km . livrarias. Comércio: lojas.População: 1. Serra das Trempes. etc. etc. . Arraial: Ribeirão Pimenta. o Permanente: cacau.236 habitantes. • Revista impressa local. • • • • • Pecuária: criação de bovinos.77% da população vive com renda percapita inferior a R$ 75. Dados econômicos: • Agricultura se subdivide em lavoura permanente e lavoura temporária. Quais os meios de comunicação do município? • Radio am/FM • Jornal impresso local.449 habitantes.População: 5.Japu Distância: 30 km . Acuípe de Cima.815 habitantes. Olivença Distância: 16 km .População: 5. cana-de-açúcar.50. Rio do Braço Distância: 29 km .

Cadastramento familiar e territorial: finalidade e instrumentos O inicio das atividades da equipe do PSF é marcado pelo cadastramento da clientela. a identificação dos fatores relacionados às condições de saúde local e da esfera onde as suas ações e de outros setores . meios de transporte utilizados Dados socioculturais .serão necessárias. destino de dejetos Dados de morbidade . participação em grupos comunitários Dados sobre o meio ambiente .sistema de coleta de lixo.escolaridade. uma ficha de cadastro contendo as seguintes informações: Cadastro Dados demográficos – nome.como habitação e saneamento . processo que permite a criação de vínculos entre as equipes e as famílias.presença de indivíduos portadores de doenças ou condições especiais. tratamento de água no domicílio.religião. Utiliza-se. ocupação. um processo de trabalho elaborado com objetivos baseados nas necessidades da comunidade e nas possibilidades da própria equipe. Esse diagnóstico deve ser construído pela equipe. através da elaboração de um plano para seu enfrentamento. em conjunto com as famílias. A visita domiciliar garante o vínculo e o acesso da equipe de saúde ao contexto familiar e social dos assistidos e destaca-se como uma atividade que permite acompanhar regularmente a saúde da família. os . aquisição de plano de saúde O resultado final das informações coletadas no período de cadastramento é denominado diagnóstico de vida e saúde das comunidades. tipo de casa.fundamental para que a equipe se organize no planejamento dos segmentos territoriais a assistir Dados socioeconômicos . permitindo a percepção dos fatores de risco que determinarão a prioridade de intervenção das equipes. no domicílio e nas dinâmicas e relacionamentos do grupo familiar. para cada família. serviços utilizados em caso de doença. data de nascimento. idade e sexo Endereço . pois permite estabelecer as prioridades dentre os problemas detectados. Este plano de enfrentamento é na realidade. fonte de água para consumo. meios de comunicação utilizados. prestar ou supervisionar cuidados e identificar.

ada Durante sua realização. que se iniciam antes e continuam após o ato de visitar o usuário no domicílio: • • • • A execução da VD pressupõe o uso das técnicas de entrevista e de observação sistematizada. • • Descrição da técnica de VD Etapas da VD planejamento execução registro de dados avaliação do processo . Considerar no planejamento eventuais diferenças socioculturais e educacionais r entre os profissionais e os usuários dos Serviços de Saúde. A intervenção no processo saúde doença pode ou não ser uma ação integrante saúde-doença da VD. é necessário considerar os limites e as a possibilidades do saber específico do profissional/técnico que a executará executará. a equipe do PSF consegue observar e identificar hábitos de vida que devem ser discutidos. A realização da VD requer um profissional habilitado e com capacitação lização específica. estimulados ou desaconselhados. Usualmente saúde-doença. A visita domiciliar reúne um conjunto de ações de saúde voltadas para aspectos educativos e assistenciais. a família interpreta a visita domiciliar como uma atenção diferenciada por parte do nterpreta serviço de saúde. Na elaboração dos objetivos da VD. do respeito mútuo (crenças e valores relacionados ao processo saúde doença) e da construção conjunta da saúde-doença) intervenção no processo saúde venção saúde-doença. favorecendo a manutenção da saúde dos integrantes da família assistida.fatores que poderão auxiliar na determinação do processo saúde doença. devendo ser planejada de acordo com as necessidades de cada família. Os pressupostos que or orientam a VD são: Uma VD deve compreender um conjunto de ações sistematizadas. A relação entre o profissional e o usuário deve estar pautada nos princípios da profissional participação. da responsabilidade compartilhada.

endereço. É importante considerar o itinerário. inicia-se a captação da realidade de vida e saúde do usuário e dos seus familiares através da leitura do prontuário e da troca de informações com os profissionais que já tiveram contato com algum membro da família.Planejamento Um planejamento bem elaborado aumenta a possibilidade de êxito: o ACS preparado terá clareza e segurança na visita atingindo o rendimento desejável para a atividade. • Deve adaptar o plano da VD. segundo os objetivos propostos para a VD. para que na medida do possível as necessidades da família ali explicitadas possam ser atendidas. Se a VD tiver como objetivo a coleta de dados. o profissional deve resgatar os seus objetivos e fazer uma síntese do que foi realizado para a família. mas. . É importante estabelecer os objetivos da VD. Se possível. evitando os extremos da formalidade e da intimidade no contato com os usuários. com clareza os objetivos da visita de forma cordial. entrar em contato com o usuário antes da realização da VD para agendar a data e o horário. no caso de ocorrerem interferências durante sua realização que possam prejudicar o alcance dos objetivos. a fim de selecionar os dados essenciais e pertinentes aos objetivos da visita. A cada etapa realizada. que deve conter: número de cadastro da família. • Durante a VD. segundo os critérios estabelecidos pela equipe de saúde. objetivos e dados coletados previamente. A execução da VD O ACS deve tomar cuidados para que a visita alcance a finalidade esperada. o tempo a ser gasto em cada casa e o horário disponível do ACS e do usuário. realizar a observação sistematizada da dinâmica da família e ao término. A busca de conhecimento necessário para o sucesso da VD pode ser realizado através de leitura bibliográfica ou de outras fontes de informação. como consulta aos demais membros da unidade. O planejamento inicia-se com a seleção das visitas. • Quando chegar ao domicílio o ACS deve identificar-se (nome e função) e expressar de maneira informal. como é o caso das doenças transmissíveis. quem realizou a VD. • Após a apresentação iniciar a entrevista ou executar os procedimentos previstos. Executar primeiro as VDs mais rápidas e deixar por último aquelas que necessitam de um contato mais prolongado. pois irão orientar a revisão de conhecimentos necessária para embasar a entrevista com o usuário e a observação no domicílio. preencher o impresso utilizado na realização da VD. nome do(s) usuário(s). deve-se explicar o motivo da anotação das informações e destacar o caráter sigiloso do registro. Posteriormente.

dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. Os cadastros de famílias e pessoas. Ele é essencial para que as informações coletadas através da entrevista ou da observação sejam compartilhadas com os membros da equipe e para que não se percam ao longo do tempo. hospitalizações e óbitos ocorridos no território. e o acompanhamento das ações . Avaliação do processo da VD A avaliação é necessária para que a equipe estabeleça o plano operacional da assistência à família visitada e também. reproduzem as condições de moradia e saneamento. situação de saúde. verificar se os pressupostos de uma VD foram contemplados. deve conter uma síntese das informações coletadas. ser iniciado com as informações colhidas. das observações e das intervenções realizadas. ter uma seqüência lógica. tuberculose e hanseníase. cujos dados são coletados em âmbito domiciliar e em unidades básicas nas áreas cobertas pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Saúde da Família (PSF). Também deve registrar aspectos que precisam ser explorados no próximo contato com a família. O relatório deve ser claro.Relatório da VD O ACS. Sistema de informação da Atenção Básica (SIAB) O cadastramento proverá a alimentação do banco de dados do Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB). O SIAB é um sistema de informação territorializado. seguido das observações feitas e. deve elaborar um relatório sobre a VD e anexá-lo ao prontuário do usuário. O SIAB elenca um grande número de indicadores. O relatório deve ser apresentado à equipe. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. o acompanhamento de crianças. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. O relatório deve contemplar a avaliação da VD. objetivo. que tomará as providências necessárias para dar continuidade à assistência à família. permitindo o mapeamento da situação sócio-sanitária e do perfil epidemiológico. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. Enfim. fundamentando a continuidade da assistência à família. que deve ser feita tendo como referência os objetivos propostos inicialmente. sintético. tanto as relatadas por ela. as intervenções realizadas. gestantes. Ou seja. produção e composição das equipes de saúde. quanto as que foram detectadas pelo ACS. diabetes. Deve informar as necessidades da família. pessoas com hipertensão. por fim. para que o ACS possa fazer uma autoavaliação baseada na realização da VD.

de saúde desenvolvidas. preenchidas mensalmente pelos agentes comunitários de saúde. Fichas de acompanhamento de grupos de risco e de problemas de saúde prioritários. Os dados gerados através das fichas de coleta são. . assim como a avaliação do alcance das metas programadas. é extremamente importante para que haja um bom trabalho em saúde coletiva o reconhecimento do território no qual a equipe de saúde atua. em grande parte. preenchida pelo agente comunitário de saúde (ACS) no momento do cadastramento das famílias. são produzidos os relatórios de indicadores do SIAB. Uma vez processados os dados. a satisfação da equipe de saúde da família e dos usuários e alterações efetivas no modelo assistencial. no momento de realização das visitas domiciliares. com maior ou menor grau de complexidade técnica. como a fecundidade e a urbanização. Outros. Os principais instrumentos de coleta do SIAB Ficha de cadastro das famílias e levantamento de dados sócio-sanitários. A demografia é uma ciência importante para a saúde pública. bem como da esperança de vida ao nascer. bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias. Interpretação demográfica é a análise dos dados estatísticos com o objetivo de esclarecer questões pertinentes a uma determinada região geográfica. Fichas de registro de atividades. Alguns indicadores demográficos são usualmente analisados como indicadores imediatos das condições de saúde: é o caso da mortalidade geral e infantil. mas não se trata apenas de coletar informações. por outro lado. e alguns deles são consolidados antes de serem lançados no programa informatizado. são tidos como estreitamente vinculados a essas condições. entre outras razões por fornecer conceitos e medidas fundamentais sobre a saúde em sua dimensão populacional. produzidas mensalmente por todos os profissionais das equipes de saúde. esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos. sendo atualizada permanentemente. é reconhecida como uma variável fundamental que afeta a demanda por serviços de saúde e determina necessidades de resposta desse sistema. agregados. cujo objetivo é estabelecer uma linha de atuação específica para a área analisada. Interpretação demográfica Como já vimos. procedimentos e notificações. A estrutura etária da população.

analisar e compreender os principais agravos da população. contribuindo para a facilitação de uma ação intersetorial. uma vez que há uma unidade de . Área de abrangência Área de abrangência é um determinado território ou espaço físico delimitado em que atua uma unidade ambulatorial de saúde e delimita-se em função do fluxo e contra fluxo de trabalhadores de saúde e da população num determinado espaço físico. O território que diz respeito à saúde. normalmente coincide com o espaço de um município. Conceito de territorialização. A disciplina que subsidia a delimitação deste território é o planejamento urbano e seu objeto é o administrativoassistencial. a vantagem da possibilitação de uma integração da autoridade sanitária com responsáveis por outros setores. e seu objeto. bem como da dinâmica social e sanitária. permitindo elaborar diagnóstico e avaliação permanentes. O território é mais do que simplesmente o espaço físico. ou seja a delimitação geográfica. O critério de delimitação da área de abrangência é a geografia humana. micro-área e área de abrangência Territorialização Uma das questões fundamentais para o entendimento do processo saúdedoença é o conhecimento do território em suas singularidades. como organização administrativa voltada para a mudança das práticas sanitárias. nesse espaço. uma vez que o distrito sanitário institui-se. bem como planejar e desenvolver ações de saúde coerentes com a realidade vivida por essa população. A lógica de sua estruturação é a constatação de barreiras geográficas impeditivas de uma livre circulação. em oposição à morte precoce dos indivíduos que a compõem. é o território econômico. A Territorialização é um dos princípios básicos do atendimento e da organização do processo de trabalho em Saúde da Família.A compreensão demográfica da saúde está relacionada com a maior sobrevida do conjunto de uma população. cultural e epidemiológico. obedecendo à lógica político-administrativa do mesmo. similarmente ao distrito sanitário// território político-administrativo está definido com base em critérios administrativos e assistenciais. pois diz respeito à compreensão do espaço de atuação dos profissionais de saúde da família. Importam a dimensão dos recursos existentes para uma dada população e a distância-tempo de demanda da população ao ambulatório. A coincidência dos distritos sanitários com territórios político-administrativos previamente delimitados apresenta. político. A partir de delimitação do Território da área de abrangência de cada Unidade Básica de Saúde da Família será possível identificar os principais problemas de saúde que afetam a comunidade. dentre outras. e como prolongamento progressivo do número de anos vividos. denominado território sanitário ou distrito sanitário.

A Micro-área é o espaço privilegiado para o enfrentamento dos problemas de saúde. Indicadores epidemiológicos A vigilância epidemiológica no Brasil Conforme informações do site do Ministério da Saúde: “O Brasil coleciona vitórias importantes na saúde coletiva. mas. a partir de 2000. de forma contínua. Dessa maneira. Há boas perspectivas de eliminação do tétano neonatal. e da transmissão vetorial doença da Chagas pelo T. impõe-se na medida em que os problemas de saúde não se distribuem de forma simétrica na área de abrangência. tendendo. Esse território está próximo ao conceito de “áreas homogêneas de risco”. um espaço de organização básica da prática da atenção à demanda. A disciplina central para a caracterização da micro-área é a epidemiologia. infestans. na identificação e análise das condições de vida e saúde e dos distintos grupos populacionais. também. desde 1980. como a erradicação da poliomielite desde 1989. A micro-área é definida segundo a lógica da homogeneidade socioeconômicosanitária. ao contrário. a discriminarem-se de forma negativa naquele espaço. com apoio da economia.direção no nível da unidade ambulatorial com autoridade sanitária sobre seu território e uma população adscrita que deve receber serviços de saúde dessa unidade e com ela interagir. os recursos e serviços disponíveis na área de abrangência são investidos. com a realização da grande campanha de vacinação realizada em 2008. a identificação de espaços onde se concentram grupos populacionais mais ou menos homogêneos de acordo com suas condições objetivas de existência. a interrupção da circulação autóctone do vírus do sarampo.268 e de 5. preferencialmente.500 para 140 óbitos. Ou seja. na intervenção continuada no espaço das micro-áreas onde se concentram os problemas de saúde. . através de operações direcionadas à superação dos problemas críticos identificados pela equipe de PSF. Micro-Área A micro-área é uma subdivisão da área de abrangência. da raiva humana transmitida por animais domésticos e. A área de abrangência é um território de determinação da co-responsabilidade pela saúde naquele espaço entre população e serviço. da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. as doenças imunopreveníveis vêm tendo uma redução de casos e mortes de 153 mil casos para 1. No conjunto. poder-se-á atuar sobre as causas dos problemas através de operações de discriminação positiva. isto é. da sociologia e da antropologia.

. no período de 2005 a 2007. a qualquer momento. com o fim de recomendar oportunamente. Esta relação equivale ao cálculo da probabilidade de uma ocorrência. a vigilância epidemiológica é "o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer. Com o acesso à terapia antiretroviral. relacionadas ao controle e prevenção de doenças. Objetiva o estabelecimento de sistemas de informação e análises que permitam o monitoramento do quadro sanitário do país e subsidiem a formulação. A Secretaria de Vigilância em Saúde . pudessem ser atualizadas constantemente.SVS define normas e procedimentos técnicos e diretrizes operacionais. a tendência é de crescimento. determinando. o comportamento ou história natural das doenças. surgiram os serviços de vigilância epidemiológica. estima-se que mais de 1. Sudeste e Centro-Oeste.SVS trabalha para a promoção e disseminação do uso da metodologia epidemiológica em todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS). implementação e avaliação das ações de prevenção e controle de doenças e agravos. ou sujeitos portadores de uma condição relacionada à saúde) e o conjunto de membros da população.3 milhão de internações foram evitadas no período de 1997 a 2007”. sobre bases firmes. a definição de prioridades e a organização dos serviços e ações de saúde.466 casos na região que concentra 99.6 em 1996 para 6 por 100mil habitantes em 2005. bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes. Para que as informações necessárias à adoção de medidas pertinentes. a Secretaria de Vigilância em Saúde . Em relação à Aids. No Norte e Nordeste. as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas doenças". Também promove a cooperação técnica com organismos internacionais correlatos. principalmente nas regiões Sul. Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8. cujo objetivo é desenvolver atividades de coleta e análise de dados. No âmbito do SNVE. o país tem uma epidemia estabilizada desde o ano de 2000.Outro avanço é a redução de 24% de casos de malária na Amazônia Legal. ou seja. assim. constitui a expressão mais geral e simplificada do risco. o acesso aos serviços de prevenção e o tratamento adequado possibilitaram a estabilização da epidemia. passando de 603.9% da transmissão da malária no Brasil. Os indicadores epidemiológicos expressam a relação entre o subconjunto de doentes (ou óbitos por uma dada doença. O acesso universal à terapia anti-retroviral no país é responsável pela diminuição da taxa de mortalidade de 9. Apesar de o Brasil ter cerca de um terço de todas as pessoas com HIV da América Latina.026 para 457. além de promover a cooperação técnica e assessorar as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.080/90). as medidas a serem aplicadas ao ambiente e aos doentes ou às pessoas em risco de adoecer.

intervalo de tempo e abrangência do estudo ê = º çã ç × 10 . (TAXA) Microindicadores – aqueles que tomam como denominador qualquer dos subconjuntos hierarquicamente inferiores a P. (COEFICIENTE) Indicadores Epidemiológicos Mortalidade = O/P Incidência (e prevalência) de doença = D/P Incidência (e prevalência) de infecção = I/P Patogenicidade = D/I Virulência = G/D Letalidade = O/D Morbidade Refere-se a uma população predefinida.Subconjuntos da morbimortalidade P E I D G O P – Base Populacional do Risco E – Subconjunto de Exposição I – Subconjunto de Infectados D – Subconjunto da Doença G – Subconjunto de casos Graves O – Subconjunto de Óbitos Indicadores Epidemiológicos Macroindicadores – aqueles cujos denominadores se referem à base populacional plena P. com clara localização espacial.

usa se o coeficiente de incidência. É um indicador de morbidade. º = × Relação entre Prevalência e Incidência A prevalência P varia proporcionalmente com o produto da incidência I pela duração D. Para efeito de estudo comparativo de incidência de doenças numa mesma população em épocas diferentes. doentes em uma determinada população. º ê = ç çã × Incidência Significa a ocorrência de casos novos relacionados à unidade de intervalo de ignifica tempo. ou em populações diversas numa mesma época. usa-se º ê = çã ç ç × Coeficiente de Ataque Incidência referida a uma população específica ou a um grupo bem definido de pessoas. Mortalidade Quocientes entre freqüências absolu ientes absolutas de óbitos e número de sujeitos expostos ao risco de morrer = O/P postos = = = Taxa de Mortalidade Geral (TMG) Taxa de Mortalidade Específica (TMG) . limitadas a um período de tempo de dias ou semanas e localizadas em uma área restrita. semana. mês ou ano É a intensidade com que estão surgindo novos ano.Prevalência escreve Descreve a força com que subsistem as doenças na coletividade. dia.

e o resultado é multiplicado por 1000. calculados com base na expectativa de mortalidade acumulada em toda a escala etária. Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população A informação é fundamental para a democratização da Saúde e o aprimoramento de sua gestão. sexo. dentro de diretrizes tecnológicas adequadas. A informatização das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS). Designa o número médio de anos que ainda restam para serem vividos pelos indivíduos que sobrevivem até a idade considerada. Mortalidade Pós-neonatal = óbitos entre 28 dias de nascimento e 1 ano de neonatal vida. A razão entre o número de óbitos devidos a determinada patologia e o total de pessoas que foram realmente acometidos pela doença. considerando-se as variáveis se variáveis: idade. . Anos de Vida Perdidos por Incapacidade (AVPI) – metodologia destinada a medir a carga global de doença. Coeficiente de Letalidade Permite avaliar a gravidade de uma d doença. pressupondo se que as pressupondo-se probabilidades de morte que serviram para o cálculo continuem as mesmas. é essencial para a tro descentralização das atividades de saúde e viabilização e controle social sobre a utilização dos recursos disponíveis. Indicadores compostos Anos de Vida Ajustados por Qualidade de Vida (AVAQ) – conceito de qualidade de vida ligada à saúde. Esperança de vida Indicadores de duração média da vida. Mortalidade Neonatal = óbitos com menos de 28 dias de nascimento. condições socioeconômicas da região onde ocorre. em uma determinada área.Coeficiente de Mortalidade Infantil de CMI – é calculado dividindo se o número de óbitos de crianças menores de um dividindo-se ano pelos nascidos vivos naquele ano.

presídios e indústrias) as informações relevantes que possam colaborar na identificação de situações de risco. tomada de decisões baseadas em evidências e programação de ações de saúde. quadros e tabelas. tratamento dos doentes. Processamento dos dados Significa reunir todos os dados coletados e agrupá-los de acordo com seu grau de importância e relevância. DATASUS O DATASUS disponibiliza informações que poderão servir de subsídios para: análise objetiva da situação sanitária. agravos e epidemias devem ser consideradas somente após prévia investigação para confirmar ou descartar o caso. tem origem duvidosa. etc. a campanha de controle do diabetes. Sua realização permite que os responsáveis pela vigilância epidemiológica relacionem os determinantes de doenças e agravos. bairro de moradia do doente. serviços de saúde. pois muitas vezes sua divulgação. As campanhas de vacinação. as campanhas educativas disseminadas pela televisão e na escola. para permitirem melhor visualização dos problemas e seus determinantes. para que a vigilância epidemiológica possa propor ações de prevenção e controle a partir do estudo do comportamento das doenças e agravos à população. imprensa. Geralmente. Análise dos dados Busca interpretar as informações coletadas. Os dados podem ser agrupados como demográficos e ambientais. A mensuração do estado de saúde da população é usual em saúde pública . Recomendação de medidas de controle e prevenção Aponta que precauções podem ser recomendadas no controle e prevenção da ocorrência da doença. Promoção das ações de controle e prevenção Consiste em planejar e executar ações como vacinações.Entretanto. por meio dos indicadores de saúde. de morbidade e mortalidade. é importante seguir algumas etapas: Coleta de dados Consiste em buscar junto às fontes de dados (população. procurando estabelecer as relações causais. estado e país. creches. visando identificar se as metas propostas foram alcançadas e avaliar seu impacto na saúde coletiva. além de assustar a população. são ordenadas em ordem de ocorrência e separadas por mês. divulgação de informações sobre precauções para transmissão de doenças. As informações são organizadas em gráficos. As informações obtidas sobre casos de doenças. Avaliação da eficácia das medidas É a análise dos resultados das ações. unidade que notificou a suspeita do caso e região do município. escolas. controle do ambiente.

Com os avanços no controle das doenças infecciosas - informações epidemiológicas e morbidade - e com a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus determinantes populacionais, a análise da situação sanitária passou a incorporar outras dimensões do estado de saúde. Dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços, qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais passaram a ser medidas utilizadas na construção de indicadores de saúde, que geram informações relevantes para a quantificação e a avaliação das informações em saúde. O DATASUS também divulga informações sobre assistência a saúde da população, os cadastros (rede assistencial) das redes hospitalares e ambulatoriais, o cadastro dos estabelecimentos de saúde, além de informações sobre recursos financeiros e informações demográficas e socioeconômicas. Cadernos de Informações de Saúde Os cadernos de Informações de Saúde consistem de planilhas contendo indicadores disponibilizados pelas diversas bases de dados do Ministério da Saúde.

Critérios operacionais para definição de prioridades: indicadores sócio-econômicos, culturais epidemiológicos.
Indicadores sócio-econômicos São oito indicadores que subdividem-se em duas categorias: dois deles tem caráter demográfico e seis tem caráter sócio-econômico.

Demográficos Densidade (hab/área urbanizada) Distribuição por faixa etária

Sócio-econômicos Renda média (salários mínimos) Taxa de emprego (E/P) Distribuição da população por faixas salariais (SM) Padrão residencial (vertical/horizontal) Empregos por setor de atividade Escolaridade
Indicadores Epidemiológicos O objetivo da epidemiologia é produzir conhecimento capaz de promover a saúde individual através do alcance coletivo. É através dos dados referentes a morte,

doença, fatores de degradação entre outros que estabelece-se o controle e a prevenção. Conforme já vimos são indicadores epidemiológicos: a morbidade, a mortalidade, a incidência, a prevalência, a letalidade, a patogenidade e a virulência.

Conceitos de eficácia, eficiência e efetividade em saúde coletiva
A situação da Saúde do município deve ser analisada por meio dos indicadores de gastos considerando a efetividade, eficiência e eficácia do planejamento dos gastos em saúde. Desta forma, os reflexos serão observados nos indicadores epidemiológicos e nos aspectos já apontados das ações desenvolvidas no campo da saúde coletiva. A efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos. Tratando-se de programas sociais, diria respeito à implementação e ao aprimoramento de objetivos, independentemente das insuficiências de orientação e das falhas de especificação rigorosa dos objetivos iniciais declarados do programa. Os programas ou as organizações são efetivos quando seus critérios decisórios e suas realizações apontam para a permanência, estruturam objetivos verdadeiros e constroem regras de conduta confiáveis e dotadas de credibilidade para quem integra a organização e para seu ambiente de atuação. A eficiência traduz a competência para se produzir resultados com gasto mínimo de recursos e esforços, dados que, por sua vez, remetem à avaliação para considerações de benefício e custo dos programas sociais, ou seja, os investimentos que foram mobilizados devem produzir os efeitos desejados. A eficácia diz respeito às condições controladas e aos resultados desejados em contrapartida aos esforços depreendidos. Programas sociais regem-se, também, por objetivos de eficácia, uma vez que, se espera que os investimentos que mobilizam devem produzir os efeitos desejados. Entendemos que os programas sociais serão eficazes somente se forem antes efetivos e eficientes, pois os objetivos pretendidos destes também são estruturados pela condução e objetivos efetivos dos programas.

Estratégia de avaliação instrumentos e técnicas

em

saúde:

conceitos,

tipos,

Como já estudamos anteriormente no capítulo “Indicadores epidemiológicos” e “Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população”, para o planejamento eficaz de ações de prevenção e controle de doenças e agravos, é importante conhecer o perfil dos problemas de saúde da população assistida e das doenças apresentadas.

É necessário que o estudo de dados estatísticos referentes as doen doenças que mais acometem a população, das que mais matam e quantas pessoas morrem. Para o conhecimento de aspectos de saúde não diretamente observáveis foram criados os indicadores de saúde, que representam e tentam aferir os aspectos normalmente não percebidos. Dentre outros importantes componentes da estrutura de assistência à os. população, esses indicadores orientarão o processo de planejamento em saúde, a organização dos serviços de atenção e a determinação do número de leitos hospitalares necessários para de determinada região. Vimos que a morbidade refere se ao comportamento das doenças numa refere-se população exposta ao adoecimento. Seus índices permitem conhecer que doenças existem habitualmente na área, no período e na população estudada (prevalência), e quais os novos casos das doenças na mesma área, período e população (incidência). vos Assim, a quantidade de casos de uma doença também permite estimar sua , importância para aquela população. Estão relacionados à morbidade os termos: surto, endemia, epidemia e pandemia. Surto é um aumento repentino do número de casos, dentro de limites muito restritos, como uma série de casos de rubéola em uma creche, vários indivíduos com conjuntivite em um quartel ou vários bebês com infecção respiratória em um berçário de hospital. Também pode ser assim considerado o aumento do número de casos de bém uma doença em uma área específica, considerada livre da mesma. Por exemplo, um único caso de poliomielite no Brasil seria suficiente para configurar um surto; número de casos controlados em determinada Endemia é a ocorrência de certo n região; Epidemia é o aumento do número de casos de determinada doença, muito acima do esperado e não delimitado a uma região; Pandemia Compreende um número de casos de doença acima do esperado, sem ompreende respeitar limites entre países ou continentes.Os exemplos mais atuais são a AIDS e a ites tuberculose. Mortalidade A mortalidade é definida como a relação entre o número de óbitos e o número de pessoas expostas ao risco de morrer. Dados esses que podem ser agrupados por características como sexo, idade, estado civil, causa aracterísticas lugar, condição, dentre outras. Os óbitos ocorridos podem estar classificados segundo a as associação de duas ou mais dessas características. Letalidade Permite conhecer a gravidade de uma doença, considerando-se seu maior ou menor poder para causar a morte. A determinação da letalidade de certas doenças permite avaliar a eficácia de estratégias e terapias implementadas.

isto significa que as crianças não estão tendo acesso à estratégia de vacinação ou que a vacina não está desempenhando adequadamente seu papel na proteção à saúde. por meio de taxas. sob a lógica da regionalização. índices e coeficientes. flexíveis em função dos contextos estaduais. eles são calculados. coordenações e gestores. Traduzem. Para que se possa avaliar o significado dos indicadores e compará-los frente a populações diferentes sem que haja distorção das informações. pois estão intimamente relacionados com as condições de vida e saúde da população. muitas vezes. a institucionalização de processos de acompanhamento. supervisão das equipes. conforme já vimos em outros capítulos. supervisão regional. equidade. . Como desafios institucionais para expandir e qualificar a atenção básica no contexto brasileiro destaca-se: a expansão e estruturação de uma rede unidades básicas de saúde que permitam a atuação das equipes na proposta da saúde da família. a elaboração de protocolos assistenciais integrados (promoção. monitoramento e avaliação da atenção básica. espera-se que a vacina anti-sarampo reduza o número de complicações e óbitos decorrentes da doença. supervisão dos municípios. Conceitos e critérios de qualidade da atenção à saúde: acessibilidade. prevenção. e expressos em porcentagens. as condições socioeconômicas e sanitárias locais.Por exemplo. satisfação do usuário e do trabalhador. a contínua revisão dos processos de trabalho das equipes de saúde da família com reforço as estruturas gerenciais nos municípios e estados. Se há muitos óbitos causados pelo sarampo. incluindo aí a articulação com os demais níveis de atenção. revisão dos processos de formação. ações que visem o fortalecimento das estruturas gerenciais nos municípios e estados com vistas a: programação da atenção básica. outros. com indicação da continuidade da atenção. recuperação e reabilitação) dirigidos aos problemas mais freqüentes do estado de saúde da população. ações articuladas com as instituições formadoras para promover mudanças na graduação e pós-graduação dos profissionais de saúde. municipais e locais. a definição de mecanismos de financiamento que contribuam para a redução das desigualdades regionais e para uma melhor proporcionalidade entre os três níveis de atenção. de modo a responder aos desafios postos pela expansão e qualificação da atenção básica. uso das informações para a tomada de decisão. humanização do cuidado. educação em saúde com ênfase na educação permanente das equipes.

A notificação é essencial para o efetivo conhecimento da realidade vivida pela população assistida. feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão. provocando. Manter as bases de dados nacionais. Propor mecanismos para a programação. sendo importante seu registro e divulgação. Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção básica em seu território. Regular as relações inter-municipais. Alimentar os sistemas de informação. Sistema de informação em saúde Os ambulatórios.Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica Federal Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica. Contratualizar o trabalho em atenção básica. Estadual Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território. Ocorre subnotificação quando o número de registros de ocorrência de casos de doenças é menor do que o realmente ocorrido. Co-financiar o sistema de atenção básica. unidades básicas de saúde e hospitais representam importantes fontes de informação para a realização da vigilância epidemiológica. assim. Ordenar a formação de recursos humanos. o fenômeno da subnotificação. controle. . bem como para a adoção de medidas de intervenção pertinentes. Isso impede ou atrasa o poder público nas decisões referentes ao atendimento às reais necessidades da população. Notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde. Co-financiar as ações de atenção básica. regulação e avaliação da atenção básica. Infelizmente muitos profissionais não dão a devida importância a essa prática na determinação das condições sanitárias populacionais. Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território. Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento (gestão e gerência). Co-financiar as ações de atenção básica. Municipal Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território. Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão. Este contato direto com a população faz com que realizem com maior freqüência a notificação. em virtude de prestarem assistência direta à maioria da população.

os instrumentos e o fluxo de informação. Alimentado pelos atestados de óbito emitidos. Na ausência. é atualmente constituída apenas por doenças transmissíveis. prontuários dos clientes ou autorizações para internação hospitalar. dentre os quais se destacam: Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) reúne os dados relativos aos óbitos ocorridos. é freqüente o fato de que muitos profissionais de saúde deixam de notificar os acidentes de trabalho. bem como as características ligadas à saúde da mãe (idade gestacional. por parte dos profissionais ou a população. Tais documentos irão contribuir para a avaliação de alguns indicadores de saúde da população. atestados de óbito. alimentado pelas notificações compulsórias . gerando doença e morte. Da mesma forma. declarações de nascidos vivos. Estados e municípios podem incluir novas doenças na lista. para isso devem estar presente os pressupostos que permitem o uso desta prerrogativa que são: estarem claramente definidos os objetivos da notificação. foi criada uma lista de doenças de notificação obrigatória em todo o território nacional. por exemplo. possibilita o conhecimento da distribuição dos óbitos por faixa etária. o que é bastante questionável. Outras importantes fontes de dados e de notificação são os sistemas nacionais de informação. sendo fundamentais para a determinação das prioridades assistenciais. A lista de doenças de notificação compulsória. causa e outras informações – variáveis de acordo com o interesse da consulta. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) permite conhecer quantas crianças nascem por ano e por região. das notificações das doenças ou agravos aos serviços de saúde (centros ou postos de saúde) criam-se falsas expectativas de diminuição de casos de doença ou acidente o que pode causar sérios danos. lista esta que deve ser periodicamente atualizada. por exemplo) e do recém- . como por exemplo a suspensão de um serviço ou programa de saúde que na realidade ainda é necessário. Ao se omitirem criam dados positivos falsos deixando de contribuir com o planejamento das atividades de educação continuada das equipes.Com o objetivo de sanar as falhas causadas pela ausência de notificação de doenças de grande impacto coletivo.existem outros sistemas de informações de interesse para a vigilância epidemiológica. sexo. em vista do crescente aumento do número de pessoas acometidas por doenças crônicas não-transmissíveis e provocadas por causas externas. Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) que reúne todas as informações relativas aos agravos de notificação. O banco de dados pode ser alimentado por outras fontes e documentos como boletins de produção ambulatorial.

auxiliando na determinação das prioridades e avaliação do que já foi feito pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde (PSF e PACS). assume importância na vigilância sobre a obesidade. dentre outras. Situações de violência São situações de carência ou negação dos valores humanos fundamentais como vida. atingindo de forma continuada. Com o aumento dos casos de doenças não-transmissíveis. entre outros dados. indicando a falta de serviços voltados para o atendimento das necessidades dos moradores que se deslocam de muito longe para obter serviços de saúde. desemprego. processos migratórios. Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB) criado mais recentemente.nascido (presença de malformações congênitas ao nascer). principal fonte de notificação dos serviços de epidemiologia locais. verificar se todos os atendidos em um ambulatório são moradores da região. fator determinante de risco cardiovascular. a determinação de medidas que controlem e previnam sua ocorrência. apontando que necessidades assistenciais devem ser atendidas na região dos nascimentos para melhorar a qualidade da assistência pré-natal e à criança. É utilizado para medir o impacto das ações básicas desenvolvidas. o desemprego. Permite. o analfabetismo ou a escolarização insuficiente. Sistema de Informações Hospitalares (SIH) reúne informações sobre a assistência prestada pelos hospitais. Condições de risco social: violência. seja em unidades básicas de saúde. como. idosos e portadores de . As informações disponíveis possibilitam constatar a ocorrência de desnutrição e sua distribuição. É alimentado principalmente pelos dados contidos nas autorizações de internações hospitalares e pelos relatos contidos nos prontuários dos pacientes. mulheres. seja em hospitais. Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) permite conhecer o perfil das condições nutricionais. É importantíssimo para a definição do perfil epidemiológico da população assistida. a falta de moradia. especialmente aqueles de maior vulnerabilidade: crianças. adolescentes. Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) reúne as informações obtidas com os atendimentos ambulatoriais. infância desprotegida. assim. esse sistema destina-se a reunir informações acerca das atividades desempenhadas em nível de atenção básica. Trata-se de um problema social de grande dimensão. outros. ausência ou insuficiência de infra-estrutura básica. liberdade e segurança. pois muitos doentes hospitalizados não chegam a ser assistidos nas unidades básicas de saúde. Relações excludentes – são situações que geram ou perpetuam a exclusão social. analfabetismo. permitindo.

a decadência da estrutura familiar entre outros fatores. aos portadores de deficiências sexual Situações de violência urbana doméstica exclusão social Violência Urbana: o crescimento desenfreado das grandes cidades. demandam atitudes agressivas e coletivas para seu enfrentamento por parte dos jovens. ameaças ou induções. segurança. do trabalho. Este tipo de abuso inclui tipo desde práticas que não envolvam contato sexual às diferentes formas onde este ocorre. . Violência sexual: a violência sexual se caracteriza por atos dessa na : natureza impostos a uma criança. Esta situação pode ser exem exemplificada pela permanência de grupo nas ruas ou em condições sub humanas de moradia. a falta de : oportunidades. A vulnerabilidade designa grupos que tem cotidianamente seus direitos humanos violados: saúde. educação. lazer e alimentação. Estes atos são impostos através de violência física. A violência doméstica se distingue da familiar por incluir outros membros do grupo sem relação parental. com ou sem penetração penetração. adulto ou idoso sem condições de defesa por um indivíduo que faz uso de seu poder físico ou hierárquico superior. moradia. enfrentamento Violência Doméstica: a violência doméstica pode ser definida como uma forma d : doméstica de violação dos direitos essenciais da pessoa no âmbito familiar.deficiência/necessidades especiais. Exclusão social: é definida como a ruptura de vinculo nas dimensões sócio : sócio-familiar. das representações culturais. adolescente. que membros convivam no espaço doméstico. da cidadania e da vida humana.

Desta forma a população deixa de ser apenas o alvo dos programas. nos seus preconceitos e : valores. homossexuais. sem terra. patrimônio. (racismo. Promoção de saúde conceitos e estratégias úde A promoção da saúde é o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua própria qualidade de vida e saúde. entre outros). Violência cultural: esta impressa na cultura de um povo.Estrutural de resistência Violência cultural de delinquência Violência estrutural: aquela que advém da conduta política do Estado e seus : governantes a privilegiarem alguns grupos em detrimento de outros. machismo. Violência de delinqüência expressa nas formas mais visíveis ao senso comum. Violência de resistência: manifestada pelos grupos oprimidos e subjugados como : manifestada resposta a violência estrutural e cultural sofrida (negros. assalto. entre outros). Amplia Amplia-se a concepção de saúde referindo referindo-se . delinqüência: s como no crime contra o patrimôn roubo. determinando as desigualdades e produzindo a exclusão. religião. passando a assumir uma posição atuante na definição dos problemas a serem enfrentados. É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio ou suporte. entre outros. participação como forma de tentar alterar ou minimizar as condições de risco de todos os tipos de violência que possam influir na comunidade. interferindo no processo através do aumento de sua participação.

prejudicando os Estados e os municípios. Reorientação dos sistemas e serviços de saúde. que têm orçamentos mais generosos. pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos. buscando a prevenção com o objetivo de desafogar os centros de referência de saúde pública que passarão dedicar seus esforços para os casos mais graves. Outro problema é a heterogeneidade de gastos. principalmente pelas prefeituras. o modelo econômico adotado atua no sentido inverso. Estratégias 1. Principais problemas de saúde da população e recursos existentes para o enfrentamento dos problemas. B e C) que estudaremos no momento oportuno. Porque então a dificuldade de atingir e sanar as questões de saúde? Os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde. Elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis. Um grande esforço que tende a melhorar as condições da saúde publica está sendo feito. Doenças preveníveis mediante vacinação Hepatite B Apenas para efeito de informação existem outros tipos de hepatite (A. Desenvolvimento de habilidades pessoais. fortalece a concentração de riquezas e diminui o investimento em áreas sociais. O PACS e o PSF tem a imensa missão de minorarem as questões de saúde a nível local. . trabalhando em prol da promoção de saúde. sem dúvida. 2. para levar assitencia à saúde tanto aos locais mais distantes da zona rural quanto aos mais pobres recantos das periferias urbanas. mas. As maiores vítimas da escassez de recursos endereçados a saúde são justamente as famílias mais carentes. 3.não apenas aos seus determinantes. Esse modelo gera. ou seja. aquelas que não tem nem mesmo como se deslocar em busca de atendimento. 5. 4. Apesar da política pública de saúde buscar avanços no Brasil. como a saúde e a educação. inúmeras dificuldades para o alcance da qualidade de vida das pessoas. Criação de ambientes favoráveis à saúde. à possibilidade de intervenções que extrapolam o setor saúde. Reforço para a ação comunitária. também.

secreção vaginal e saliva) de doente ou portador. os membros inferiores. É importante que a população seja esclarecida em relação à doença.no caso de usuários de drogas . é . A infecção pelo HBV pode apresentar formas assintomáticas. ocorrendo também dor abdominal. e que nesta orientação seja reforçada a necessidade do uso de preservativos durante a relação sexual e os riscos inerentes ao uso de seringas compartilhadas – especificamente para os usuários de drogas injetáveis. aumento do fígado (hepatomegalia). sobretudo. imediatamente devem ser tomadas providências de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. Não há tratamento específico após a instalação do quadro de poliomielite. Os sinais e sintomas característicos são mal-estar. II e III. A transmissão oral ocorre através das gotículas de muco da orofaringe expelidas pela tosse. uso de seringas e agulhas compartilhadas . icterícia. fala ou espirro. Diversas situações possibilitam a transmissão do vírus. que infecta o homem. sendo afetados. urina escurecida (colúria) e aumento do baço (esplenomegalia). em contato com o sangue e outros fluidos corpóreos (como sêmen. seu reservatório natural. sendo a boca a principal porta de entrada dos vírus. Após a notificação de um caso suspeito ou confirmado. Considerando. tais como relação sexual. pode ser causada por três tipos de poliovírus: I. deficiência motora.transfusão de sangue e seus derivados – quando fora da recomendação técnica -. das quais a primeira é a mais freqüente. a água e os alimentos contaminados com fezes de doentes ou portadores (assim considerados aqueles indivíduos cujo intervalo de tempo após a infecção situa-se entre uma a sete semanas) também são formas de transmissão do polivírus. A transmissão acontece principalmente. náuseas e vômitos. sobretudo. durante o parto. no período perinatal. sintomáticas ou graves. febre. por contato direto de pessoa a pessoa. A transmissão vertical se verifica. Nestes casos.se a dimensão dos problemas sociais e de saúde que envolve o dependente químico e seus familiares. subitamente. além de febre e flacidez muscular assimétrica. cirúrgicos e de hemodiálise quando não respeitadas as normas de biossegurança. também chamada de paralisia infantil. vários municípios possuem serviços ou equipes especializadas para o atendimento dessas pessoas.O agente infeccioso da doença é o vírus HBV. A transmissão ocorre por meio de solução de continuidade da pele e/ou mucosas. cefaléia. O doente apresenta. Entretanto. Poliomielite A poliomielite. procedimentos odontológicos. fezes esbranquiçadas (acolia).

. contaminado com terra. terapia ocupacional e nutrição). moeda ou cinzeiros. fisioterapia. indiscriminadamente. podendo também ser causado por queimaduras e ferimentos necrosados. dupla infantil (DT) ou toxóide tetânico (TT). o solo ou qualquer objeto perfurocortante contendo os esporos. sobretudo do tipo perfurante. A susceptibilidade é geral. porém os indivíduos maiores de 45 anos estão mais expostos por estarem muitas vezes com a vacinação incompleta ou por nunca terem sido vacinados. impossibilitando o controle vacinal da gestante. dupla adulto (dT). psicologia. incluindo a vacina contra o tétano. não contagiosa.importante detectar a doença precocemente. A infecção ocorre pela contaminação do coto umbilical com o bacilo tetânico. possibilitando um atendimento integral e de acordo com suas reais necessidades. médica. De maneira geral. A transmissão ocorre pela introdução dos esporos do agente patogênico em um ferimento. Por isso. A imunidade é conferida pela aplicação de vacina contendo o toxóide tetânico em suas diversas formas de apresentação: tríplice bacteriana (DTP). relativamente comum em países subdesenvolvidos . além das mulheres em idade fértil e das crianças. todos estão predispostos à contaminação pelo tétano. Seu agente etiológico é o Clostridium tetani. atenção ao estado vacinal de indivíduos adultos e idosos. sobretudo pela precariedade ou ausência de acompanhamento pré-natal. Tétano neonatal Também conhecido como “mal de sete dias”. pois além da implementação de medidas de vigilância epidemiológica torna-se imprescindível uma rápida intervenção para que o doente tenha o suporte necessário para evitar maiores danos. quando de sua manipulação são utilizados instrumentos ou substâncias impróprias como teia de aranha. os acometidos pela paralisia infantil e seus familiares necessitam de acompanhamento rotineiro da equipe de saúde. Uma gestante não vacinada não possui anticorpos maternos para transferir ao filho. Tétano O tétano é uma doença infecciosa aguda. com atuação de profissionais de várias áreas (enfermagem. tornando-o susceptível à doença após o nascimento.nos quais a cobertura vacinal é baixa. um bacilo anaeróbio cujo reservatório é o trato intestinal do homem e de animais. poeira e fezes de animais. sua ocorrência é maior em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

conforme a rotina da rede básica de saúde. grande maioria afetada pela doença. por exemplo. A doença é muitas vezes confundida com outras infecções respiratórias agudas. a vacinação deve ser realizada em todos os indivíduos susceptíveis. Os óbitos ocorridos em recém-nascidos menores de 28 dias devem ser investigados.O recém-nascido infectado abandona o aleitamento materno pela dificuldade de movimentar a musculatura da face. Crianças expostas ao risco de adoecimento. Outras orientações relacionam-se ao controle dos fatores que favorecem os acessos de tosse. coriza. • paroxística . A coqueluche evolui em três fases: • catarral . • convalescência .os episódios de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum (dura de uma a três semanas). Os cuidados adotados com os doentes incluem repouso e hidratação. ocupadas com atividades que não provoquem muita excitação. devido à rigidez. Após a notificação de um caso de tétano neonatal. como poeira. Sua transmissão ocorre pelo contato direto pessoa a pessoa. na busca de sintomas respiratórios.apresenta tosse seca “comprida”. atividade e excitação. não existindo portadores crônicos assintomáticos. Há necessidade de se cadastrar as parteiras locais e orientá-las quanto aos cuidados com o coto umbilical. A paralisia da musculatura da respiração pode levar a criança a óbito. o que pode ajudar a diminuição do número de episódios de tosse paroxística. cujo único reservatório é o homem. espirro ou fala. de acordo com a posição do doente. como a bronquite. através de secreções da nasofaringe. é importante que os pais tentem mantê-las mais calmas. tronco e abdome. eliminadas pela tosse. fumaça de cigarros. . finalizada por inspiração forçada. mal-estar. no caso das crianças. acompanhada de um ruído característico (“guincho”) e seguida não raramente de vômitos (dura cerca de dois meses). Visando o controle da doença. Faz-se necessário que a família seja esclarecida para manter precauções respiratórias especialmente na fase catarral.inicia-se com febre. Para o adequado controle da doença é importante que as mulheres em idade fértil estejam com a imunização contra o tétano atualizada e que o atendimento pré-natal seja garantido a todas as gestantes Coqueluche A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis. devem ser observadas durante 14 dias. a mãe do recém-nascido deve ser encaminhada para receber vacinação. tosse e expectoração de muco claro e viscoso. principalmente as que estão com o esquema vacinal incompleto.

utilizada excepcionalmente em situações de surto. dor de cabeça intensa. subitamente iniciados. É importante ressaltar que após a implantação das vacinas BCG e anti-Hib no calendário vacinal das crianças a incidência das meningites causadas pelo bacilo da tuberculose e pelo Haemophilus influenzae foi bastante reduzida no Brasil. mas para a saúde coletiva as de maior destaque são as meningites bacterianas por Haemophilus influenzae do tipo b.previne a infecção pelo Haemophilus influenzae do tipo b. devido à aglomeração de pessoas em ambientes fechados. • vacina anti-Hib . fungos e bactérias. é febre.Difteria A difteria ocorre durante todo o ano. Pode apresentar-se sob duas formas: • febre amarela silvestre (FAS). Como medida de prevenção. rigidez de nuca e. hospedeiro acidental. por meio de secreções da nasofaringe. previne a infecção por alguns tipos de meningococos. faz-se necessário adotar as medidas de controle de acordo com o sistema de vigilância. outra forma de transmissão pode ocorrer através de objetos contaminados por secreções. causada pelo vírus amarílico. Meningite A meningite pode ser causada por diversos microrganismos como vírus. recomenda-se seguir a rotina do calendário de vacinação: • vacina BCG . a meningite tuberculosa. sendo os primatas os principais hospedeiros e o homem. por meio de gotículas e secreções da nasofaringe. Também conhecida como crupe. • vacina antimeningocócica . B e C. petéquias. encontrado principalmente em regiões de mata. . náuseas. que penetram no organismo através das vias aéreas superiores. Após a notificação do caso suspeito. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa. . cujos vetores são os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes. havendo um aumento de incidência nas estações em que a temperatura é mais baixa (outono e inverno). Febre amarela A febre amarela é uma doença infecciosa aguda. É muito importante que os doentes ou os seus responsáveis sejam orientados a relatar sinais de dificuldade respiratória. sintoma que indica a necessidade de um acompanhamento mais freqüente. A transmissão ocorre por contato direto com doentes ou portadores da bactéria. algumas vezes. tuberculosa e a meningocócica. tem como agente causador a bactéria Corynebacterium diphteriae. Os sintomas. Embora com menor freqüência.previne a ocorrência da tuberculose e de sua forma mais grave. vômitos. especialmente os tipos A.

além de ser também indicada para os viajantes que se deslocam para essas áreas de risco. No entanto. no Acre. a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada em toda a população residente na área endêmica e na área de transição. Foi erradicada no Brasil em 1942. O aumento do número de casos ocorre na primavera. a rubéola foi considerada “doença de criança”. com maior freqüência na faixa etária de zero a nove anos de idade. observou. para os moradores não vacinados ou quem não puderem comprovar a vacinação. dor muscular. Como medida de prevenção. deve-se evitar o acesso do mesmo ao paciente mediante a colocação de telas nas janelas e utilização de mosquiteiros. pois essa doença pode ser confundida com malária. com febre. A rubéola manifesta-se pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele. Em áreas infestadas por Aedes. Rubéola Durante muitos anos. A transmissão ocorre pela picada do mosquito infectado pelo vírus da febre amarela e após três ou seis dias o indivíduo pode começar a apresentar sinais da doença. esse conceito vem mudando em vista da incidência de complicações por ela causadas. hepatite ou leptospirose. Após a introdução da administração de vacinas contra a rubéola em crianças. deve ser realizada a investigação epidemiológica para confirmação diagnóstica. O sangue do doente é considerado infectante para o mosquito cerca de 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e de três a cinco dias após o início da doença. Para o controle do vetor urbano (Aedes aegypti) é importante a destruição de criadouros favoráveis à sua proliferação e/ou o uso de larvicidas e inseticidas em recipientes com água parada. buscando capturar vetores silvestres. A doença manifesta-se subitamente. de pouca importância.• febre amarela urbana (FAU). que afeta recém-nascidos e cujo risco está associado ao acometimento da gestante durante a gestação. na área de ocorrência do caso. pelo contato direto com as secreções nasofaríngeas de indivíduos infectados. cefaléia. para isolamento do vírus. Após a notificação do caso suspeito. quando foi notificada pela última vez no município de Serra Madureira.se o seu surgimento entre adultos e adolescentes. . Indica-se também a investigação entomológica. calafrios. náuseas e vômitos. bem como o preenchimento da ficha de investigação epidemiológica. A adoção de condutas de vigilância é importante. Além disso. principalmente a síndrome da rubéola congênita (SRC). faz-se necessário desencadear a busca ativa de novos casos suspeitos no local provável de infecção e providenciar a vacinação de bloqueio. que tem como vetor o mosquito Aedes aegypti e o homem como hospedeiro principal. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa.

pois na maior parte dos casos regride espontaneamente. A estes. Há febre baixa. atinge o feto e interfere negativamente em sua formação – o que provoca a síndrome da rubéola congênita: as malformações presentes no recém-nascido.com elevação eruptiva que termina em descamação. Caxumba A caxumba é uma doença viral aguda. dupla viral ou contra rubéola monovalente. bem como alimentar-se com dieta líquida ou semipastosa e realizar a higiene oral adequadamente. tentativa de identificação do contato. Atualmente. coriza. É importante orientar o doente para que faça repouso no leito. e aplicação de vacina seletiva nas mulheres em idade fértil. da vacina tríplice viral. Através da vacina tríplice viral. excluindo-se as gestante. Inicialmente. que incluem febre baixa. É extremamente contagioso e transmissível. mas ao ser diagnosticado é importante manter vigilância sobre o caso. dor na garganta e anorexia. distribuindo-se em seguida para o restante do corpo. fala. respiração e espirro. visando reduzir a circulação do caso suspeito. tornando o rosto arredondado devido à eliminação do ângulo da mandíbula. caracterizada pela inflamação das glândulas salivares e sua transmissão ocorre através do contato direto com secreções nasofaríngeas da pessoa infectada. essas manchas surgem na face. notificação compulsória às autoridades sanitárias competentes. sexuais. Após a notificação de um caso suspeito. presente na circulação sangüínea materna.o vírus do sarampo – cuja transmissão ocorre de pessoa a pessoa. a caxumba é rotineiramente prevenida através da administração. escolares e de trabalho. aos 15 meses. pescoço e couro cabeludo. fornecimento de atestado de impedimento sanitário para o indivíduo com os sintomas. segue-se o aumento do volume das parótidas. tosse seca. cefaléia.O diagnóstico é feito a partir dos sintomas apresentados. As medidas de vigilância relativas à rubéola incluem: investigação epidemiológica do caso. lacrimejamento e fotofobia. Sarampo O sarampo é causado por um vírus . atravessa a barreira de defesa da placenta. O vírus da rubéola. . garantindo seu afastamento das atividades que desempenha renovável se os sintomas persistirem. através de secreções expelidas pela tosse. Vacinação de bloqueio para os comunicantes domiciliares. também conhecida como MMR. Como medidas preventivas existem a vacina específica anti-rubéola monovalente e a vacina tríplice viral. A caxumba não é doença de notificação compulsória. Não há tratamento específico para a rubéola. solicitação de exames complementares. bem como tentar determinar os contatos e vigiar os comunicantes. deve-se tomar medidas de acordo as orientações do sistema de vigilância. em dose única. para que não haja obstrução das glândulas e infecção. mal-estar geral. O sarampo caracteriza-se por febre.

segue-se a paralisia progressiva dos músculos. com maior incidência em crianças de 2 a 10 anos. arranhões ou lambeduras de ferimentos ou mucosas por animais infectados. A vigilância deve tentar identificar os contatos. os doentes devem ser orientados para não coçar as feridas. dilatação das pupilas e sudorese. a manter as unhas bem cortadas e a tomar banhos frios para aliviar o mal-estar provocado pelo prurido. pasta d’água e outras substâncias. para que possam ser destruídos. Todos os casos suspeitos de raiva devem ser investigados e notificados e todo caso de agressão por animal transmissor da doença deve ser acompanhado adotando-se as medidas de acordo com as normas e orientações do sistema de vigilância. É causada por vírus e transmitida ao homem por intermédio da saliva. As lesões predominam na cabeça. estimula-se a identificação de criadouros de morcegos (churrasqueiras e casas abandonadas. .Varicela A varicela ou catapora é uma doença infectocontagiosa causada por vírus. pois é 100% letal. que devem ser recolhidos para abrigos adequados. macacos e outros primatas. podendo levar ao coma e óbito. por ocasião de mordidas. ocorrem crises convulsivas. Com o agravamento do quadro. Na evolução do quadro. dor. dentre os quais se incluem cães. favorecendo a contaminação por bactérias. doentes ou não. A deglutição é prejudicada. Nos locais onde é comum as pessoas conviverem em grandes áreas verdes. os indivíduos chegam a apresentar 250 a 500 vesículas. O diagnóstico da doença é feito com base nos sintomas e sinais apresentados pelo doente. O doente relata diminuição da sensibilidade no local da lesão e queixa-se de mal estar geral. Nos casos de surtos institucionais não mais se recomenda esvaziar enfermarias ou suspender aulas nas escolas. Raiva humana A raiva humana é uma doença extremamente preocupante para os serviços de saúde. Assim. A melhor forma de prevenir a ocorrência de agravo tão sério é a vacinação realizada nos animais e nos humanos. face e tronco e são acompanhadas de mal-estar. No meio rural. carvoarias e olarias desativadas). crostas. morcegos e bovinos. O vírus varicela zoster é transmitido por contato direto. Os sintomas da varicela incluem febre e erupções de pele que começam como máculas. gatos. excitabilidade diante de estímulos luminosos ou sonoros. cefaléia e febre. promovendo sua higiene. evoluindo para vesículas e. principalmente quando as lesões são coçadas com unhas sujas ou cobertas por talcos. Durante o episódio de varicela. as equipes de saúde devem orientá-las quanto ao risco de serem agredidas por micos e macacos. O controle da doença envolve ações para restringir o número de animais vadios. inapetência e prurido. posteriormente. É altamente contagiosa. por inalação de gotículas de secreção respiratória ou de aerossóis nos quais se encontram os vírus liberados das lesões cutâneas.

cefaléia. por exemplo. Uma vez que os alimentos e a água contaminados podem ser consumidos por várias pessoas ao mesmo tempo. . Embora a ocorrência de algumas dessas doenças seja muito comum. pela ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de doentes. Sua ocorrência é também observada em instituições fechadas. é importante desenvolver atividades de vigilância para controlar e prevenir sua evolução para formas mais graves nos indivíduos acometidos. A existência de doenças transmissíveis veiculadas por água e alimentos contaminados sinaliza um problema a ser superado — o desencontro das ações de outros setores de políticas públicas não diretamente ligados à promoção da saúde e prevenção das doenças. como quartéis. objetivando maior amplitude da prevenção e controle das doenças. garantindo.Doenças veiculadas pela água e por alimentos Algumas doenças são transmitidas ao homem pelo consumo de alimentos e água contaminados por microrganismos. as crianças e jovens são a faixa etária mais acometida por essa doença. Nos países em desenvolvimento. A equipe de PSF compete fornecer orientações de medidas simples. bem como na preparação dos alimentos. tal fato pode gerar sérios problemas para a saúde coletiva. Hepatite A A hepatite A é um dos tipos de hepatite cuja incidência vem aumentando progressivamente. A transmissão ocorre pelo contágio fecal-oral. vômitos e inapetência – podendo também ocorrer dor abdominal. diminuindo o risco de transmissão para outras pessoas. As manifestações clínicas caracterizam-se por grande variabilidade. dores articulares. em sua maioria relacionada aos cuidados no preparo dos alimentos. podem e devem atuar junto aos responsáveis pela assistência à saúde. em virtude das precárias condições de higiene e saneamento básico existentes em muitas cidades brasileiras. podendo ser inespecífica como um quadro gripal ou se apresentar com sinais e sintomas de mal-estar. Portanto. higiene individual e do meio ambiente. fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. creches e escolas . pois quanto mais cedo forem identificados e tratados melhor será o prognóstico.cuja fonte de água é comum -. melhores expectativas para a saúde da população beneficiada com a integração de suas ações. febre. a notificação dos casos de doenças desse tipo é útil para indicar onde os órgãos responsáveis pelo saneamento básico. isto é. No que se refere às ações desenvolvidas pelas equipes de saúde nas unidades assistenciais. assim. a ocorrência de casos de doenças veiculadas pela água e alimentos contaminados irá desencadear atividades ligadas à prevenção de novos casos e atenção aos indivíduos já doentes. recolhimento do lixo. acometendo grandes parcelas da população num mesmo período. náuseas.

Diante de um surto ou epidemia. distribuição e armazenamento. deve-se. Os portadores devem ser afastados da manipulação de alimentos. Dessa forma. principalmente nas regiões Norte e Nordeste. . comadre/compadre. a transmissão por alimentos pode ser prevenida pela atenção à sua preparação. especialmente leite e derivados contaminados com fezes e urina de paciente ou portador que contenham a bactéria Salmonella typhi.icterícia. principalmente a lavagem correta das mãos. Após a notificação de um caso. bradicardia. que deve ser especialmente incentivada entre os manipuladores de alimentos e pessoas que trabalham diretamente com pacientes e crianças. O paciente precisa de repouso relativo e dieta pobre em gorduras até a melhora do quadro. realizar a desinfecção dos objetos nos quais se depositaram excreções (vasos sanitários. Como ações de educação em saúde. A transmissão pela água pode ser evitada mediante regular análise bacteriológica nos reservatórios de distribuição. A equipe deve orientar quanto à importância do aumento da ingestão de líquidos. A exposição do alimento a temperaturas frias não destrói a bactéria. Está praticamente erradicada em países que superaram problemas relacionados à higiene pessoal e ambiental. A contaminação ocorre pela manipulação do alimento por portadores ou indivíduos com diagnóstico ainda não confirmado. onde as condições de vida são precárias. sorvetes e outros alimentos guardados em geladeiras também podem ser veículos de transmissão. os hábitos de higiene pessoal precisam ser destacados. principalmente quando ocorrem em freqüência aumentada ocasionando um surto. obstrução intestinal ou diarréia. deve-se preencher a ficha de investigação epidemiológica para a coleta de dados. aprendendo a lavar as mãos após o uso do vaso sanitário e a higienizar adequadamente as instalações sanitárias com desinfetante à base de hipoclorito de sódio a 1% (água sanitária). Para evitar a propagação da febre tifóide. urinol. falta de apetite.como a hemorragia intestinal. Transmite-se pela água e alimentos. O indivíduo apresenta aumento do baço. patinho). fezes acólicas e colúria. No Brasil. deve-se proceder a investigação epidemiológica e tomar medidas de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. Os doentes devem receber orientação de como evitar a disseminação do vírus. As vigilâncias epidemiológica e sanitária devem trabalhar conjuntamente na tentativa de identificar a possível fonte de infecção relacionada com o ambiente e os alimentos. sendo também fundamental o tratamento adequado dos dejetos. e quanto aos sinais de complicações intestinais . tosse seca e febre alta. manchas rosadas no tronco. após a limpeza com água e sabão. persiste de forma endêmica. de modo a garantir água de boa qualidade à população. Febre tifóide A incidência de febre tifóide está muito associada às condições de saneamento e hábitos individuais. para prevenir a desidratação.

transportada pela água e por alimentos contaminados. aeroportos e fronteiras. em conseqüência da grande quantidade de líquido eliminado pelos vômitos e diarréia. principalmente quando consumidos crus ou mal cozidos. é considerada sério problema de saúde pública. Seu controle ainda é um desafio tanto para os responsáveis pela vigilância epidemiológica como para as equipes de saúde das unidades assistenciais. nas formas graves. animais nocivos ao homem. No caso de surtos da doença. algumas delas endêmicas em determinadas regiões. vômitos. alimentar e ambiental. as medidas de prevenção e controle devem ser intensificadas. fazendo com que o indivíduo contaminado tenha diarréia do tipo “água de arroz”. o vibrião colérico (Vibrio cholerae). com desmatamento de grandes áreas verdes. porém. dor abdominal e.A vacina contra a febre tifóide não é eficaz. Aumenta a excreção intestinal. cria condições favoráveis à multiplicação de insetos e ratos. ser indicada para trabalhadores que lidam com esgotos e indivíduos que vivem em áreas onde há alta incidência da doença. cãibras (devido à perda de potássio). atualmente. choque hipovolêmico e desidratação. tendo imunidade de curta duração. Dentre essas doenças. A ocupação desordenada das cidades. ganhando importância especial os associados ao desequilíbrio ambiental quase sempre decorrente das intervenções do homem nas condições naturais. facilitando sua reprodução e aumentando. pois não possui alto poder de estímulo sobre as defesas do organismo. por sua importância coletiva e freqüência com que ocorrem. Dengue A dengue. Para reduzir-se o risco de transmissão. para o homem. Doenças transmitidas por vetores A ocorrência dessas doenças é bastante elevada em nosso país. faz-se importante adotar medidas de higiene pessoal. Pode. destacaremos algumas que merecem nossa atenção especial. podendo ainda haver comprometimento dos rins. principalmente nos países tropicais. destino adequado aos dejetos e lixo. A contaminação das águas com determinadas substâncias provoca a extinção de predadores naturais de caramujos e larvas. pois as condições do meio ambiente favorecem o . As medidas de controle da cólera consistem na ingestão de água de boa qualidade. desenvolvimento de ações de educação em saúde e controle da higiene dos alimentos e da entrada de possíveis indivíduos portadores pelos portos. poluição das águas e acúmulo de lixo em locais sem saneamento. procurando-se identificar as fontes de contaminação e implementar tratamento adequado. Cólera A cólera é causada por uma bactéria. o risco de exposição. pois são muitos os determinantes envolvidos na sua incidência.

A transmissão raramente ocorre de pessoa a pessoa. haja vista originar elevados custos sociais e hospitalares e exigir longo tempo de afastamento do trabalho. proteção aos trabalhadores expostos à urina de rato durante a execução de suas atividades (garis. A doença pode apresentar-se sob as formas de dengue clássica ou hemorrágica: • dengue clássica – tem duração de cinco a sete dias. seu reservatório natural. e seu vetor é o mosquito Aedes aegypti. 2. náuseas e vômitos. Todo caso suspeito deve ser notificado ao serviço de vigilância mais próximo. dor nas articulações C. • dengue hemorrágica – os sintomas iniciais assemelham-se aos da dengue clássica. agricultores. exceto os derivados do ácido acetilsalicílico (AAS). que exige severas medidas de controle. porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas mais intensas. 3 ou 4. Seu agente infeccioso é o vírus da dengue. bactéria causadora da leptospirose. prostração. dor muscular (principalmente nas panturrilhas). Ocorre principalmente nos períodos de chuva. O tratamento para a dengue consiste na administração de antitérmicos e analgésicos.se normalmente nos rins do rato. por se tratarem de locais de proliferação do vetor. O doente apresenta febre. que a elimina viva por meio da urina no meio ambiente — água das chuvas ou alimentos. O controle da leptospirose exige a adoção de medidas como utilização de água de boa qualidade. em locais livres de roedores. como sangramento gastrintestinal.desenvolvimento e a proliferação do vetor. além de hepatomegalia e insuficiência circulatória. náuseas e vômitos. As ações do auxiliar de enfermagem consistem em orientar a comunidade quanto à importância do saneamento básico e das medidas de prevenção e controle. dor de cabeça. quando pessoas que moram em comunidades com saneamento precário têm suas casas invadidas pelas águas de rios ou valas contaminadas com a bactéria. controle da população de roedores. bombeiros) e armazenamento correto de alimentos. pneus ou vasos de plantas. dor muscular (mialgia). (artralgia) e na região retroorbitária (atrás dos olhos). que pode ser dos tipos 1. que consistem em não deixar água parada em garrafas. pois oferecem o risco de causar sangramento. encontra. provocando febre de 39° C a 40° cefaléia. . Todos os casos suspeitos devem ser comunicados aos serviços de saúde. A Leptospira interrogans. Outra forma de contágio é o contato direto com embalagens de produtos comercializados em lugares onde possa haver ratos. falta de apetite. Leptospirose Doença grave. pois causa sérios prejuízos à saúde dos indivíduos e à economia.

A malária também pode ser transmitida pelo sangue de pessoas infectadas por meio de injeção. o doente tem a sensação de alívio e tranqüilidade. detecção rápida de epidemias. tanto os triatomídeos como os de outros gêneros e espécies cuja existência tem sido ultimamente relacionada à transmissão do Trypanosoma cruzi ao homem. que depois de contaminado permanece infectante por toda a sua existência. Além disso. ocorrer transmissão pela placenta ou leite materno. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas no caso de usuário de drogas injetáveis. especificamente o Triatoma infestans ou Triatoma brasiliensis. cardíaca e digestiva. . Alguns enfermos podem apresentar delírios. reavaliação constante da situação da malária na área onde há ocorrência de casos. controle do vetor.no caso de usuário de drogas injetáveis. Nas regiões não-endêmicas todo caso suspeito ou confirmado deve ser investigado. A transmissão também pode ocorrer pelo sangue de pessoas infectadas. essa população realiza intensos movimentos migratórios. Na busca por melhores condições de vida e de saúde. ainda. As medidas de controle mais importantes a serem tomadas são: estabelecimento de diagnóstico rápido. com vistas à aplicação rápida de tratamento e prevenção de surtos. É possível. A doença de evolução crônica pode demorar anos para se manifestar e apresentar-se sob as formas indeterminada. A maior parte dos casos atinge extensa área da Amazônia Legal. Uma vez infectado. o indivíduo apresenta febre. náuseas. se constatada a presença de vetores na área. transmitido pelo mosquito do gênero Anopheles. possibilitando a contaminação por focos de Anopheles em outras regiões da Amazônia e do país. vômitos. Trata-se de uma das mais importantes doenças parasitárias do país. A temperatura do corpo pode alcançar 40o C ou mais. Doença de Chagas A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. astenia.. por meio de injeção. Quando a febre cede. a fim de prontamente combatê-las.Malária A malária é causada por um protozoário do gênero Plasmódio. transmitido por insetos do gênero dos triatomídeos. fadiga. alimentada por chuvas torrenciais. É importante tentar controlar a população de insetos vetores. o que influencia a distribuição da doença. que constroem suas tocas nas paredes das casas feitas de pau-a-pique. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas . nessa área há grande desigualdade social e muitas pessoas vivem em condições de extrema pobreza. popularmente conhecidos como barbeiros ou chupões. considerada área endêmica da doença em virtude de o mosquito vetor procriar em água e o fato de a região Amazônica possuir a maior bacia hidrográfica do mundo. sendo esta última a mais freqüente e grave. cefaléia.

causando intenso prurido e descamação. geralmente quando convivem em aglomerados e em condições de higiene inadequadas. assim. As condições de saneamento das regiões endêmicas devem ser sempre melhoradas. Muitas vezes. se multiplica principalmente nas regiões de dobras de pele. a coceira leva o indivíduo a produzir lesões ainda maiores. ocorrem por inadequadas condições de higiene. ao colonizar a pele do indivíduo afetado.Esquistossomose mansônica A esquistossomose mansônica é causada pelo parasita Schistosoma mansoni. As roupas de uso do cliente. devem ser trocadas e lavadas todos os dias. dentro de 7 dias. que. Doenças causadas por ectoparasitas Embora não sejam de notificação compulsória.essas orientações permitem que a recuperação do cliente ocorra. presentes em ambientes com condições sanitárias ou de higiene pessoal desfavoráveis. o piolho comum. a escabiose e a pediculose são doenças transmissíveis que ganham destaque pela freqüência com que acometem grandes grupos de pessoas. Pediculose A pediculose. também conhecida como sarna. nos quais é difícil controlar as condições de higiene. tamanha sua intensidade. lagos e outras fontes de água doce. O controle da esquistossomose exige o quanto antes investigação e diagnóstico dos casos suspeitos. como cotovelos. que habita o couro . É causada por um ectoparasita. virilhas. procurando-se diminuir a exposição do homem ao vetor através do controle da população de caramujos pelo tratamento das águas com produtos químicos. assim como a escabiose. a necessidade de intervenção e de prestação de assistência e cuidados. em média. bem como as roupas de cama e toalhas. tais como a construção de fossas e sanitários longe de fontes de água doce consumível. Escabiose A escabiose. encontrado em todo o Brasil e presente em águas de rios. axilas. cujo vetor é o caramujo do gênero Biomphalaria. é um problema que acomete várias pessoas. manipuladas separadamente e fervidas . É importante a participação da população no debate de modos de vida que diminuam a possibilidade de transmissão do parasita. entre os dedos. Geralmente. que podem até ser infectadas por outros microrganismos. determinando. É causada por um microrganismo chamado Sarcoptes scabei. é uma doença muito comum em ambientes onde as pessoas convivem aglomeradas.

Prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A hanseníase e tuberculose são doenças que ainda apresentam altas taxas de prevalência e incidência. Nesses casos. • Aglomerações urbanas – nas grandes cidades as pessoas convivem cada vez mais próximas umas das outras. tal condição aumenta o risco de transmissão dessas doenças. é importante verificar a presença do piolho. a morte. principalmente quando estivermos prestando assistência a outras pessoas. principalmente quando os indivíduos não são tratados adequadamente ou quando os casos são identificados em estágio mais avançado. pelas reações orgânicas ao medicamento. o qual passa a não mais produzir seus elementos de defesa. Permanecermos. particularmente ao lidarmos com crianças hospitalizadas ou em creches. veículos de transporte lotados e/ou outros espaços. prendendo-se aos cabelos. não realizar a busca ativa de faltosos e casos suspeitos e não possuir profissionais adequadamente preparados. ou seja. afetando desde a pele até o sistema nervoso central. a conseqüência é a ampliação do número de pessoas que continuam doentes e sem tratamento. por deficiência alimentar. Ao detectarmos um cliente com coceira freqüente na cabeça. no caso de serem longos. um grande número de casos é constante e novos casos surgem todos os anos. • Baixa eficácia dos programas de controle e prevenção – caracterizada quando o paciente abandona o tratamento por dificuldade de acesso ao serviço de saúde. pois tanto a hanseníase quanto a tuberculose podem gerar incapacidades ou. até mesmo. É importante orientar os clientes ou seus responsáveis para jamais utilizar inseticidas comuns no combate aos piolhos. oferecendo pouca ou nenhuma resistência aos agentes infecciosos. mesmo que por breve período. devemos manter os cabelos sempre limpos e. Considerandose que a transmissão da hanseníase e tuberculose ocorre por meio das vias aéreas. pois tal prática oferece risco potencial de envenenamento. suga o sangue periférico do próprio couro cabeludo para sobreviver. prendê-los. cinemas. Alguns fatores são apontados como determinantes comuns da hanseníase e tuberculose: • Desnutrição – provoca debilitação do organismo.cabeludo e. seja em shopping centers. próximo a alguém com piolhos pode expor-nos ao contágio. . As conseqüências dessas doenças são graves. Pode haver sérios comprometimentos para a saúde do doente. estádios de futebol. favorecendo o aumento da transmissão das doenças. podendo causar sérias lesões. por acreditar que está curado devido ao desaparecimento da sintomatologia ou quando os serviços de saúde não atendem à demanda por não ter medicamentos. Para prevenir a infestação.

nesses casos. o que é mais raro.• Aids – a síndrome da imunodeficiência adquirida caracteriza-se pela queda brutal nas defesas do organismo. Fazer exercícios (abaixar e . médico norueguês que descobriu a bactéria causadora da doença. Acredita-se que a adoção dessa nova denominação não minimizou o preconceito que envolve a hanseníase. finalmente. A hanseníase é transmitida através das gotículas de saliva que expelimos quando espirramos. podridão. em homenagem a Gerhard Amauer Hansen. ao tato na região da lesão. massageá-los com óleo adequado. Não tirar casquinhas da região para não provocar feridas. como o óleo mineral e outros. perde a sensibilidade às diferenças de temperatura. depois. faz-se necessário orientar e supervisionar os seguintes cuidados: • olhos: usar soro fisiológico ao sentir que estão ressecados.que perdura até os dias de hoje -. No século XX. abrindo e fechando os olhos com força. não se devendo considerar apenas os aspectos físicos dos indivíduos afetados. Massagear as mãos com auxílio de um óleo lubrificante. comum a todas estas formas é a perda de sensibilidade nervosa na área de pele afetada. A palavra lepra era sempre associada à sujeira. Fazer exercícios. o que facilita a instalação de doenças oportunistas As dificuldades existentes para o controle da hanseníase e tuberculose podem ser explicadas por sua estreita relação com as condições sociais de vida da população em geral. mãos e braços: repousar o(s) membro(s) se estiver sentindo “choques”. sendo o seu tratamento realizado em instituições chamadas leprosários. o que faz com que. Primeiramente. • pés: andar calçado. que afeta nervos e pele. Sua principal fonte de infecção é o doente que apresenta as formas contagiantes porque possui. o doente se machuque naquela região e não sinta. encostar o polegar na ponta de cada um dos dedos). grande carga de bacilos. para evitar que ressequem. pois faltou uma estratégia de esclarecimento. Para todos estes clientes. muitas vezes. causada pelo Mycobacterium leprae. desenvolveu-se nas culturas populares antigas um preconceito contra os mesmos . um estigma.se mais presentes no cotidiano das camadas menos favorecidas da população. ao isolamento. à morte e ao medo. à dor e. Os fatores citados fazem. tossimos ou falamos. • nariz: observar se há feridas. ao abandono. essa palavra foi mudada para hanseníase. Fazer exercícios com os dedos (abrir e fechar as mãos. Hanseníase A hanseníase ou mal de Hansen é uma doença infecciosa e crônicodegenerativa. Evitar fazer movimentos repetidos e carregar coisas pesadas. um esforço educativo. muitas vezes produzindo seqüelas nos indivíduos por ela acometidos. podendo ser também transmitida por lesões de pele. A principal característica. podendo facilmente eliminá-los. afastamento. com sapatos fechados e confortáveis. relacionado à incapacidade. Limpar com soro fisiológico. Devido ao fato de a doença poder afetar várias estruturas do corpo humano.

aumento da ingestão de líquidos. além disso. Sua transmissão. alto índice de abandono ao tratamento. Tuberculose A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa. também conhecida como bacilo de Koch. etc. mais especificamente as vias aéreas superiores Seu diagnóstico baseia-se primeiramente nos sintomas. para esticar as pernas juntas). causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis. a fim de atingir as seguintes metas propostas: • para a tuberculose – oferecer tratamento em pelo menos 80% dos centros municipais de saúde. com vistas ao controle. por cerca de 4 semanas. São também realizados exames de raios X e pesquisa da presença do bacilo de Koch no escarro. . que são tosse persistente. com raríssimas internações. Após iniciado o tratamento. Estima-se que cada doente com tuberculose seja capaz de contaminar dez outros indivíduos. ferimentos: imobilizar os dedos e repousar os membros machucados. ocorre por meio das gotículas de saliva expelidas quando espirramos. a não ser que o caso apresente complicações. O atual modelo de assistência deve redirecionar suas práticas para solucionar os problemas apontados (falta de informação. brincar de empurrar a parede com as mãos. sendo o sistema respiratório a porta de entrada da doença. emagrecimento. como repouso.• levantar o peito do pé.). assim como a da hanseníase. orientá-lo quanto a alguns cuidados que deve tomar. suor noturno. diagnosticar e tratar pelo menos 90% dos casos detectados. catarro esverdeado ou com raios de sangue (existentes ou não). alimentação adequada. é a identificação precoce dos sintomáticos. O tratamento atual da hanseníase é feito em ambulatórios. tossimos ou falamos. curar pelo menos 95% dos clientes em tratamento. com tratamento de início rápido e adesão total do cliente. é importante informar o doente de que os sintomas irão regredir. falta de apetite. A atuação na prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A forma mais eficiente de combate à transmissão da hanseníase e tuberculose. febre no final da tarde.

ainda que. devem ser orientadas para não amamentarem.• para a hanseníase – diminuir a incidência de casos para. Não é necessário separar utensílios como talheres. Formas de contaminação pelo HIV relações sexuais desprotegidas (oral. 1 para cada 10 mil habitantes. São chamadas de oportunistas porque não se manifestam em indivíduos com defesas normais. permitindo a entrada da luz solar. apenas os comunicantes domiciliares precisam ser avaliados. transfusão. anal. um conjunto de sinais e sintomas. AIDS/SIDA A Aids é uma síndrome. no máximo. Geralmente. Esta carência imunológica causa uma série de doenças oportunistas. é importante orientar que a casa do doente deve estar sempre muito ventilada. Da mesma forma. uso de drogas injetáveis com seringas e agulhas compartilhadas) durante o parto ou pela amamentação É importante a orientação das portadoras do HIV em idade fértil acerca do risco de transmissão do vírus durante a gestação e o parto. As pessoas mais próximas ao doente são chamadas comunicantes . vaginal) exposição sangüínea (acidentes de trabalho com material biológico. ou seja. copos. Além do tratamento eficaz para controlar o número de casos de hanseníase e tuberculose. . e principalmente envolver seus profissionais na execução de atividades ligadas à prevenção da transmissão e do contágio. Assim. atualmente já se saiba que o uso de medicamentos na gestação diminui em 95% as chances de o bebê nascer portador do HIV. desta forma. pois os bacilos não resistem muito tempo em ambiente limpo e iluminado. outras medidas devem ser tomadas para garantir a diminuição da transmissão destas doenças. pratos. caracterizada pela diminuição da resposta imunológica do organismo a agentes patogênicos.é necessário estruturar os serviços de saúde de modo a que possam prestar adequada assistência aos portadores desses agravos. roupas ou lençóis.familiares colegas de trabalho ou escola. Doenças sexualmente transmissíveis e AIDS As DSTs encontram-se amplamente disseminadas. deve-se apenas manter a higiene habitual.

mal-estar geral. para conquistar em seus países de origem o direito de serem tratados gratuitamente. Anti-retrovirais – são medicamentos que impedem ou diminuem a multiplicação dos retrovírus. Nos CTAs. assim é fundamental a adoção de medidas seguras. Como dizia uma antiga propaganda governamental. por meio do qual pode solicitar o resultado. 3TC (Lamivudina®). contendo o avanço da AIDS no indivíduo. Como esses sintomas estão presentes em muitas outras doenças. tanto no exercício profissional. como o HIV. são utilizados medicamento antiretrovirais. espaços onde ocorrem discussões sobre suas dúvidas em relação à doença e tratamento. tornando o Brasil o primeiro país a manter uma política pública de distribuição gratuita de medicamentos para o tratamento da AIDS. que se encontram à disposição dos portadores do HIV em todos os postos de saúde. sudorese intensa. é possível encontrar uma estrutura que favoreça a composição de grupos de integração entre os clientes. lesões na cavidade oral ou no esôfago. Não é possível detectar a presença do HIV pela aparência. proporcionando-lhes melhor qualidade de vida. O HIV é detectado através é da realização de testes sangüíneos específicos. entre outros. O exemplo do Brasil foi e continua sendo citado por muitos movimentos de reintegração de portadores do HIV do mundo inteiro. entre outros. Os mais conhecidos e utilizados são o AZT (Zidovudina®). perda de peso. Sintomas iniciais da AIDS Febre. diarréia. DDI (Didanosina) e d4T (Estavudina®). O CTA realiza o teste anti-HIV mantendo a privacidade do cliente: um número lhe é fornecido. quando nas relações sexuais. “o vírus não esta na cara”. o cliente deve ser submetido a exames específicos para o diagnóstico da AIDS.Ser portador do vírus HIV não é certeza de manifestação da doença. aumento de gânglios. Hoje. assim como nas unidades de saúde preparadas para prestar assistência aos portadores do HIV. podendo dirigir-se a uma unidade de saúde ou a um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). O atual tratamento da AIDS aumentou a sobrevida dos pacientes. O prognóstico para os doentes com Aids já não é tão sombrio como há pouco tempo atrás. O indivíduo que deseja fazer o teste anti-HIV deve receber aconselhamento oportuno. principalmente a partir da utilização dos anti-retrovirais .

sem comprometer a sociedade como um todo. Assim. restrita a um pequeno grupo. usou-se erradamente o termo "grupos de risco". nos últimos anos de pesquisa. Houve a divulgação da idéia de que se tratava de uma doença restrita a um determinado grupo social. não a transmiti-las. Recentemente. chamado de feminização da AIDS. é que o comprometimento de fatores sócioculturais relacionados à construção da sexualidade feminina acaba por tornar os procedimentos preventivos algo quase que negado para e pelas mulheres. significa tomar consciência da necessidade de mudanças radicais em sua postura de vida. Esse fato fez com que a sociedade acreditasse que se tratava de uma doença estrangeira. O Ministério da Saúde em conjunto com vários grupos de apoio e prevenção já iniciaram vários programas de conscientização feminina. bissexualidade. . a acreditarem que estavam imunes à contaminação pelo HIV/AIDS. executá-los. pela excelente estruturação. Inicialmente. múltiplas parceiras. Como podemos perceber o sucesso esta atrelado à educação e a conscientização da população na necessidade de prevenção. Não se pode negar o sucesso das campanhas de prevenção feitas até agora. pelo direcionamento. que gera o maior risco em relação as mulheres. A divulgação de que a doença era restrita a um determinado grupo levou mulheres com parceiros fixos. um grande número de mulheres com parceiros fixos foi contaminado porque seus companheiros apresentavam-se em situação de risco como: uso de drogas injetáveis. Isso porque tomar consciência desses e. epidemiologicamente é considerado incorreto. Esse termo indicava aqueles indivíduos que colocavam as outras pessoas em risco de infecção pelo HIV o que. Todas primaram pela originalidade. posto que esta expressão designa indivíduos ou grupos mais propensos a adquirir certas patologias. tornando-se mais autônomas diante de seus relacionamentos afetivos. ao mesmo tempo. causando assim o crescimento da epidemia entre as mulheres. os casos diagnosticados reportavam-se a homossexuais masculinos com alto poder aquisitivo. A grande questão. que freqüentemente viajavam para o exterior. O resultado foi a queda do número de casos nos públicos visados.em conjunto. numa estratégia popularmente conhecida como coquetel. detectou-se o fenômeno da feminização da AIDS.

indolor. boca. da promoção da saúde e da prevenção. pode apresentar-se em três fases. causando uma síndrome denominada sífilis congênita. por meio do Programa Nacional de DST e AIDS. Outra razão para o empenho dos profissionais de saúde é a possibilidade de transmissão da doença de mãe para filho durante a gestação. Sífilis A sífilis é uma DST de tratamento fácil e disponível em todas as unidades de saúde. que deixam as mulheres mais susceptíveis à infecção pelo HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis. por meio da corrente sangüínea e vasos linfáticos. para as instituições que atuam no campo dos direitos humanos. tronco. placas mucosas e lesões . A sífilis primária: caracteriza-se pela presença do cancro duro. Por se tratar de lesão indolor. pequenas manchas acobreadas. permitindo que a doença evolua para a sífilis secundária. ingüinal. lábios. A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Suas manifestações surgem após a disseminação do Treponema para todo o corpo. Essa lesão regride espontaneamente. nas regiões palmar. direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres brasileiras. independente da localização do treponema. denominadas roséolas sifilíticas. que é uma lesão ulcerada. de bordos bem definidos e fundo liso. Há ainda alopécia e porções distais das sobrancelhas. o que possibilita a disseminação da doença. mamas ou dedos). primária. as pessoas continuam mantendo relação sexual e transmitindo a doença. E a construção de uma resposta integrada para a redução dos contextos de vulnerabilidade. reto. Geralmente. secundária e terciária. envolvendo instituições governamentais. apresentou. De acordo com sua evolução. A sífilis secundária: ocorre entre 6 e 8 semanas após o surgimento do cancro duro. é um importante marco histórico de fortalecimento da atuação no campo dos direitos de mulheres. existe uma mobilização dos serviços de saúde em torno da detecção de casos dessa doença. Na mulher. estadual e municipal.O Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. localiza-se na genitália externa ou outros locais por onde o Treponema penetrou o corpo (ânus. única. O Plano Integrado representa a consolidação de uma política intersetorial para o enfrentamento da epidemia de AIDS e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre mulheres. em março de 2007. o Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia da Aids e outras DST. em virtude do conhecimento das conseqüências decorrentes da evolução da sífilis sem tratamento adequado. que pode atingir qualquer tecido ou órgão e tende a evoluir cronicamente. e normalmente o portador não procura uma unidade de saúde por pensar estar curado. face e membros superiores. a Área Técnica de Saúde da Mulher. O objetivo geral desse Plano é enfrentar a feminização da epidemia de AIDS e outras DST por meio de ações integradas nas esferas federal. nao governamentais e movimentos sociais. Sintomas da fase: lesões de pele. a sífilis pode ser assintomática. no entanto. plantar. entre as nádegas.

cefaléia e artralgia. podendo levar à morte. filhos de gestantes não tratadas. mas a gonorréia pode evoluir com algumas complicações se não tratada adequadamente. ovários e meninges. era chamada de blenorragia. como o coração. pallidum na corrente sangüínea. Se o indivíduo acometido durante a fase secundária da sífilis não for assistido. pela realização de exames de sangue. denominado uretrite gonocócica. É popularmente conhecida como gota matinal. Porém. muitas vezes sem o saber.consiste na aplicação de nitrato de prata nos olhos dos recém-nascidos e especificamente na genitália da menina. cutâneo-mucoso ou cardiovascular. mal-estar. porque é comum a saída de secreção pelo meato uretral. Para prevenir esse risco. Os sintomas são dor ou ardência ao urinar. neurológico. Formas de diagnóstico da sífilis: através de critérios clínicos baseados nos sinais e sintomas apresentados. Gonorréia A gonorréia é uma infecciosa causada por uma bactéria. mas relata história sugestiva de infecção pelo agente causador da sífilis. refletindo a invasão da bactéria nos órgãos internos. . preferencialmente a penicilina Benzatina ®. articular. a doença atingirá a fase terciária entre 3 e 12 anos após a infecção. Antigamente. Credeização ou método de Credê . Esses testes são especialmente úteis quando o portador se encontra na fase latente da doença e não apresenta sinais e sintomas de infecção. A gestante afetada pode contaminar o nascituro durante o parto. e corrimento uretral purulento e fétido. Após o contágio. que significa escoamento de muco. causando a conjuntivite gonocócica.semelhantes a verrugas planas nas regiões de dobras ou atrito. ou por diagnóstico laboratorial. que são atingidos porque o gonococo pode subir através do trato urinário e se disseminar pelos sistemas linfático e circulatório. Já o nome gota militar foi dado devido ao seu grande acometimento por militares. principalmente nas válvulas cardíacas e cérebro. chamada Neisseria gonorrhoeae. quando o doente se levanta e vai realizar a primeira micção. que podem ser inespecíficos (VDRL) ou específicos (FT-Abs. que causa um processo inflamatório na mucosa uretral. O portador e o parceiro devem iniciar o tratamento da sífilis o mais rápido possível. do tipo gonococo. causando inflamação e infecções em vários órgãos e tecidos. articulações. as maternidades realizam a credeização ou método de Credê. Outros sintomas: febre baixa. e o seu portador manifestará sinais e sintomas de comprometimento ósseo. pela manhã. o agente infeccioso causa uma infecção superficial. podendo haver febre. cerca de 70% das portadoras do sexo feminino são assintomáticas e transmitem a bactéria.O mesmo tratamento é aplicável a gestantes ou a bebês. Manifestam-se cerca de 2 a 10 dias após o contágio. através da administração de antibióticos. TPHA) para a detecção do T.

Para seu tratamento utilizam-se antibióticos. embora possa ser utilizado método complementar de exame de amostras de secreção uretral. com ênfase na higiene do indivíduo e no correto seguimento do tratamento. Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas verrugas nas regiões genital anal e perianal. orientação ao portador de sífilis trocar regularmente as roupas íntimas higiene habitual com água e sabonete lavar as mãos antes e após o uso do vaso sanitário não coçar os olhos. causando dor e ardência ao urinar. Quando ocorrem complicações devido ao acometimento de outros órgãos pelo gonococo. gerando sérios desconfortos. Condiloma acuminado Doença infecciosa causada por um vírus chamado HPV (papilomavírus humano). O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. disponíveis nas unidades de saúde para o portador e seu parceiro. . O avanço das uretrites não-gonocócicas pode desencadear conseqüências em todo o corpo.O diagnóstico da gonorréia é feito com base no quadro clínico. principalmente a doença inflamatória pélvica (DIP) em mulheres. podendo ocasionar infertilidade. O mais comum desses agentes é a bactéria Chlamydia trachomatis. sexual na maioria das vezes. O diagnóstico considera o quadro clínico do portador e a ausência de gonococo no exame de amostras uretrais. pois isto pode transportar o gonococo dos genitais para a mucosa ocular não ingerir bebidas alcoólicas. Os parceiros sexuais também devem ser tratados. Devido à semelhança entre as manifestações das uretrites não-gonocócicas e a gonorréia. pois estas irritam ainda mais a mucosa uretral não manter relações sexuais encaminhar o(a) parceiro(a) para tratamento na unidade de saúde Uretrites não-gonocócicas As uretrites não-gonocócicas compreendem um conjunto de uretrites sintomáticas causadas por microrganismos que não o gonococo. entre 3 e 4 meses após a transmissão. as orientações são semelhantes. Há saída de secreção purulenta do meato uretral no indivíduo acometido pela doença. também conhecida como crista de galo ou verruga genital. após a multiplicação do HPV nesses locais. a hospitalização é indicada e o tratamento passa a ser direcionado em função do sistema atingido.

surge cerca de 1 a 4 semanas após a transmissão. A ocorrência de infecção pelo HPV também aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de colo uterino. passar desapercebida. quando a lesão cresce demasiadamente. com cauterização química (por podofilina ou ácido tricloroacético) ou térmica (criocauterização). que eliminam a clamídia. O doente não deve manter relações sexuais durante o tratamento. essas verrugas podem crescer e unir-se umas às outras. A terceira fase caracteriza-se pelo desenvolvimento de seqüelas que ocorrem principalmente quando o linfogranuloma afeta a região anal. com o cuidado necessário para não agredir as lesões. podendo sua localização ser pouco visível nos homens e mulheres e. Sobre a região aumentada. assim. Porém. A exemplo da sífilis. muitas vezes despercebidas. levando à necessidade da realização de cesariana. ou seja. Orientações ao cliente: a realização da higiene com água e sabonete comum. A lesão primária. Geralmente. adquirindo o aspecto de uma couve-flor. O diagnóstico do condiloma acuminado ocorre por exame clínico. É importante atenção a outras queixas. a doença manifesta-se em três diferentes fases. podendo ser complementado com biópsia. a clamídia alcança os gânglios e o portador desenvolve uma linfadenopatia regional. atingindo o parceiro sexual. que poderá ser estendido ao parceiro. causando dor. chamada de lesão de inoculação. Seu tratamento é feito em ambulatório. Essa lesão regride espontaneamente. atinge apenas um lado. pois podem estar presentes outras patologias associadas. podendo levar à . Sua entrada no organismo ocorre através de lesões na genitália. febre e artralgias. há a abertura de lesões. A lesão secundária ocorre quando após alguns dias. pode haver a necessidade de ser retirada cirurgicamente. é uma doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual. Linfogranuloma venéreo Também chamada de doença de Nicolas-Favre.Com o passar do tempo e sem tratamento adequado. É geralmente pequena. com saída de secreção purulenta e vários orifícios. indolor. há um aumento dos gânglios na região ingüinal. determinando o acompanhamento regular daquelas que já foram contaminadas por ele. causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Quando afeta a gestante o crescimento das lesões pode obstruir o canal vaginal.

higiene cuidadosa da genitália. causa lesões vesiculosas. Seu diagnóstico é feito a partir do quadro clínico e exame de esfregaço da lesão. exposição à radiação ultravioleta (luz do sol). O HSV. de contágio exclusivamente sexual. dos tipos I e II. e ao aparecimento de lesões sobre os bubões. O contágio pode ser sexual ou por contato com fômites. Ao ser reativado. . febre e imunodepressão. em forma de pequenas bolhas agrupadas. por autoinoculação. Orientação aos clientes incluem: abstenção de relações sexuais. Tal secreção contém vários hemófilos. É aconselhável a drenagem linfática como forma de alívio à dor. Podem levar ao desenvolvimento de linfadenopatia ingüinal unilateral (bubão). cerca de 3 a 14 dias após o contágio. o que torna fácil a transmissão. O diagnóstico considera o quadro clínico. entre 2 e 5 dias após o contágio – que ocorre pelo contato com a secreção que sai das lesões do parceiro sexual. Herpes genital É causada pelo Herpes simplex vírus (HSV). Antes do surgimento das lesões. O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. pode haver sensação de ardor e prurido local. com facilidade para o sangramento. ao multiplicar-se na pele ou mucosa da genitália. As recorrências de ativação do vírus estão ligadas ao estresse do portador. porém mais brando. estímulo à adesão ao tratamento e encaminhamento do parceiro à consulta na unidade de saúde. que se rompem dando origem a úlceras e.obstrução do ânus e à formação de fístulas e causar infecção disseminada por outros órgãos e tecidos pélvicos e abdominais. entre outros fatores. como a cultura da clamídia e o exame bacteriológico direto. Cancro mole Causada por uma bactéria chamada Haemophilus ducrey. As lesões são dolorosas. Sua principal característica é o surgimento de várias lesões. quando o hemófilo atinge os gânglios. depois. Usualmente provoca lesões nos órgãos genitais. As lesões regridem espontaneamente e o vírus permanece no organismo em estado latente. agravando o quadro clínico de seu portador. o quadro clínico é semelhante ao da primeira infecção. É comum surgirem lesões nas coxas dos homens doentes. podendo ser auxiliado com a realização de exames complementares. surgindo uma nova lesão. de fundo irregular coberto de secreção fétida e amarelada. quando a lesão da glande encosta na coxa transporta a bactéria. a crostas. ou seja. embora possa provocar lesões em qualquer parte do corpo. O tratamento é realizado com antibióticos.

produza os sintomas de candidíase. como gravidez. e por ulcerações. Candidíase (monilíase) É uma das DST mais freqüentes. indolores. Caracteriza-se pelo aparecimento de nódulos subcutâneos. vermelhidão e edema da vulva e corrimento branco. Podem ser usados antibióticos. no caso de complicações como a infecção das lesões por bactérias. como a citologia. sem cheiro e espesso. O tratamento é feito com a utilização de antibióticos. ardor ou dor ao urinar. aspecto vermelho vivo e fácil sangramento. apresentam odor fétido. não manter relações sexuais enquanto estiver em tratamento. em material coletado através de biópsia. encaminhar os parceiros sexuais para tratamento. Orientações ao cliente: higiene cuidadosa da genitália e abstenção sexual durante o tratamento da doença. dentre outras. O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e na realização de pesquisa pelos corpúsculos de Donovan. não enxugar a vulva com rispidez após usar o vaso sanitário. e se manifesta mediante condições de desequilíbrio da flora vaginal. com sua superpopulação. É causada por uma bactéria denominada Calymmatobacterium granulomatis. transmitida pelo contato com as ulcerações presentes no doente. Essas ulcerações. O diagnóstico pode ser feito através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. As principais manifestações clínicas incluem prurido vulvar. Alguns médicos prescrevem vacinas específicas para estimular a defesa do organismo. A herpes não tem cura. Aids. até que o episódio acabe. diabetes. com a drenagem das lesões e o uso de antivirais tópicos. Donovanose É uma DST encontrada em países de climas tropical e subtropical. O tratamento é realizado com a utilização de antifúngicos. múltiplos ou únicos. o que dificultaria a reativação do vírus. . Orientações ao cliente: passar a ferro o forro das roupas íntimas. portanto. não compartilhar roupas íntimas. o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas.O diagnóstico é feito basicamente através do exame clínico. como o Brasil. A presença dessas condições permite que o fungo se multiplique e. sem causar sintomas em 10% a 20% das mulheres. utilizar apenas sabonetes neutros na higiene íntima. uso de medicação imunossupressora e hábitos de higiene inadequados. que habita a mucosa vaginal. que surgem quase sempre nas regiões de dobras e na região perianal. É causada pelo fungo Candida albicans.

agente da pediculose genital. quando se fixam na pele para sugar o sangue do indivíduo. A disseminação se dá por hábitos de higiene inadequados. Pediculose genital É conhecida como “chato” ou ftiríase. e a convivência estreita em locais com más condições de higiene. Recomenda-se que as roupas íntimas. da mulher portadora desses microrganismos trazendo restos de fezes para a mucosa genital. O tratamento é feito com uso de sabonetes especiais à base de permetrina. também causa intenso prurido. O doente apresenta corrimento amarelado. especialmente na região do púbis. que pode ser transmitida através das relações sexuais. consiste na verificação da concentração da coceira nos pêlos. transportando os parasitas.Tricomoníase Trata-se de uma doença muito mais freqüente nas mulheres do que nos homens.Isso ocasionará infecção vaginal ou uretral. Diagnóstico ocorre através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. . e não na vagina ou pênis. É causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. Giardíase e amebíase A giardia e a ameba são protozoários freqüentemente presentes no trato intestinal. ardência e prurido na região genital. de odor fétido. O tratamento é feito à base de antifúngicos. o que pode provocar até ulcerações na pele sob os pêlos e conseqüente infecção destas pelas bactérias presentes nas mãos/unhas e nos próprios piolhos. afirma-se que mais de 50% das mulheres portadoras são assintomáticas. espesso. O diagnóstico da pediculose. embora os piolhos circulem livremente e possam causar prurido também nessas regiões.como compartilhar roupas íntimas. de cama e de banho utilizadas sejam trocadas constantemente e fervidas. dor no ato sexual (dispareunia). onde tanto podem passar sem causar qualquer sintoma como podem levar à ocorrência de distúrbios diarréicos severos e importantes. O Phtirus pubis. sendo mais freqüentes entre as mulheres. de cama e toalhas. de uma espécie diferente daqueles que infestam os cabelos e o corpo. procurando-se retirar os piolhos e lêndeas dos pêlos. No entanto. pós evacuação. enfatizando-se a higiene íntima. tratando-se de uma infestação de piolhos nos pêlos da região genital. assintomático ou não. que atinge a mucosa genital após relação sexual com indivíduo portador. Pode ser causada pela higiene incorreta.

é importante realizar: busca de portadores assintomáticos de DST durante a realização de atividades ligadas à discussão da sexualidade. é necessário que os profissionais estejam preparados para realizar uma forma de abordagem denominada aconselhamento. e seu encaminhamento para o atendimento adequado. Na unidade de saúde ou na comunidade. na detecção precoce e no tratamento oportuno para os portadores de DST/AIDS e seus parceiros. triagem e referência dos pacientes com DST e seus parceiros às unidades básicas de saúde.saude. que é feito utilizando-se antibióticos bastante potentes. para manejo adequado.Sua transmissão também pode ser facilitada pela realização de sexo anal. essas ações são concretizadas através da realização de várias atividades. Sugerimos a todos que acessem o portal do Ministério. ou pela distribuição de cartilhas. folders e manuais pelo Ministério da Saúde. No nível das ações de atenção básica. Grande parte dos dados contidos nesta apostila são provenientes de material disponibilizado. disponíveis na rede básica de serviços de saúde. que pode ser individual ou em grupo. • • • • • Durante todo o processo que envolve desde a captação até a assistência a um portador de DST/AIDS. e aprofundem seus conhecimentos.br. O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados ou mesmo pela detecção dos parasitas após a realização de exame preventivo ginecológico. A prática de sexo anal seguida de sexo oral favorece o processo de transmissão da giardíase e amebíase. seguido de sexo vaginal. atividades de educação em saúde e aconselhamento pré-teste anti-HIV para todos os portadores de DST e gestantes. A pesquisa dos parasitas nas fezes é essencial para determinar a escolha correta do tratamento. www. . Ações de atenção básica frente às DST/AIDS Objetivando alcançar o controle das DST/AIDS.gov. encaminhamento das gestantes ao pré-natal. através deste endereço eletrônico. a quem damos o devido crédito. com vistas à eliminação da sífilis congênita. Na rede básica de saúde. sem utilização ou troca de preservativos. o Ministério da Saúde estruturou programas cujas ações se baseiam na prevenção da ocorrência de novos casos. para rastreamento com o teste VDRL. os esforços dos profissionais de saúde devem estar comprometidos com trabalhos de educação em saúde que estimulem os indivíduos à reflexão sobre como as condutas sexuais por eles adotadas podem estar influenciando o aumento do risco de se contrair DST/AIDS.

é capaz de reduzir o estresse do cliente e melhorar os índices de adesão ao tratamento. objetivando diminuir o risco de contaminação de DST/AIDS. É importante desmistificar a idéia de que apenas alguns grupos populacionais. • não compartilhar seringas e agulhas com outros usuários de drogas injetáveis. Não usar cremes ou loções. procurando utilizar apenas materiais descartáveis. Instruções para o uso correto de preservativos femininos . o que pode causar seu rompimento. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. • Para cada ato sexual. Além de serem de fácil utilização. Essa ponta é que vai acumular o sêmen expelido durante a ejaculação. enquanto o pênis ainda estiver ereto. desde que bem conduzido. Prevenção é o melhor remédio e informação é o melhor elemento de defesa contra as DST/Aids é a informação. utilizar uma nova camisinha. para não correr o risco de estragar a camisinha. • Apertar a ponta da camisinha. Também não é verdade que uma pessoa não possa ter DST mais de uma vez. • Encaixar a camisinha na ponta do pênis ereto. profissionais do sexo ou usuários de drogas injetáveis. • auto-exame dos genitais. todas as oportunidades que surgirem para a realização de atividades junto à população exposta ao risco de contrair e/ ou transmitir essas doenças devem ser aproveitadas. estão expostos às DST/AIDS. para diminuir as chances de transmissão de DST. Em caso de detecção de alguma alteração. em todas as relações sexuais que envolvam sexo oral e penetração vaginal ou anal. descartando-a no lixo. O aconselhamento. encontram-se disponíveis nas unidades de saúde e apresentam baixo custo quando adquiridos em estabelecimentos comerciais. Nesse momento. Condutas recomendadas. para não formar bolha de ar durante sua colocação. • Após a ejaculação. deve-se procurar os serviços de saúde. retirar a camisinha e dar um nó em sua abertura. • redução de parceiros sexuais. desenrolar a camisinha até a base do órgão e largar sua ponta. por serem seguras e proporcionar a prevenção das DST/Aids: • uso de preservativos. constante discussão sobre a redução de riscos para DST/Aids e adoção de práticas sexuais seguras. como homossexuais. Assim. Instruções para o uso correto de preservativos masculinos • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. • fazer higiene após o ato sexual. com o auxílio de um espelho. a não ser aqueles à base de água. o ato sexual já pode ser iniciado.O aconselhamento exige profissionais devidamente capacitados pois este consiste em apoio emocional e educativo.

encontram-se presentes de forma associada. • o sedentarismo. as doenças cardiovasculares (DCV) e o Diabetes mellitus serão especialmente estudadas. • a drogadição. segurando-o até a primeira penetração. As atividades desenvolvidas nas unidades básicas de saúde objetivam a captação dos clientes hipertensos e diabéticos pela adoção de uma estratégia de verificação dos níveis de pressão arterial em qualquer indivíduo assistido cuja idade . Durante o ato sexual. estima-se que metade dos casos novos poderia ser evitado com o controle do excesso de peso. Após a ejaculação do parceiro. • a ocupação ou o trabalho dos indivíduos. não é mais necessário segurar o aro externo da camisinha. • a obesidade.• • • • • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. Apertar o aro interno (o mais estreito) e introduzi-lo no canal vaginal. os fatores relacionados à sua ocorrência são semelhantes e. • o aumento da idade da população. • o tabagismo. Doenças crônicas não transmissíveis Estratégias para o controle das doenças crônico-degenerativas As atividades relacionadas ao controle da hipertensão arterial e do diabetes são operacionalizadas através do Programa Nacional de Controle da Hipertensão Arterial e Programa Nacional de Controle do Diabetes. também chamada droga. Para o diabetes. álcool. A relação de doenças denominadas crônico-degenerativas ou modernas é bastante abrangente. Ajustar o aro externo (mais largo). descartando-a no lixo. Exemplos: dependência de cocaína. outros 30% seriam evitados com o combate ao sedentarismo. • o consumo de álcool. • os distúrbios dietéticos. normalmente decorrente de seu uso abusivo. mas a hipertensão arterial. Drogadição – é a dependência de um indivíduo em relação a uma substância química. Além disso. maconha. devido às altas taxas de sua incidência e prevalência em nosso país. Esse aro é que vai ser encaixado em volta do colo uterino. em geral. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. Fatores associados às doenças crônicas não transmissíveis • estresse decorrente da industrialização e do desenvolvimento econômico. para não correr o risco de estragar a camisinha. É importante trocar a camisinha em cada relação sexual. Essas doenças podem ser prevenidas se houver ações educativas que trabalhem com a perspectiva de modificar o estilo de vida pouco saudável. impedindo o deslocamento da camisinha durante o ato sexual. retirar a camisinha.

de acordo com a relação de medicamentos constantes da farmácia básica. insulina injetável). A nãoadesão ao tratamento é fator decisivo para a piora do estado do cliente. garantindo melhores resultados através de atividades coletivas ou individuais de educação em saúde. em associações. Pressão Diastólica Pressão Sistólica Menor que 85 Entre 85 e 89 Entre 90 e 99 Entre 100 e 109 Maior ou igual a 110 Menor que 90 Menor que 130 Entre 130 e 139 Entre 140 e 159 Entre 160 e 179 Maior que 180 Maior ou igual a 140 Tipo de Hipertensão Arterial Normal Normal limítrofe Hipertensão leve (estágio 1) Hipertensão moderada (estágio 2) Hipertensão grave (estágio 3) Hipertensão sistólica isolada Campanhas de verificação de glicemia capilar ou de verificação de glicosúria são boas estratégias para a captação de clientes diabéticos. igrejas. para captar novos casos de hipertensão e diabetes. os clientes submetem-se a avaliações periódicas que. como tabagismo. Muitas equipes do Programa Saúde da Família optam por organizar e participar de eventos com atividades extramuros. campanhas. dieta inadequada.seja maior ou igual a 20 anos. entre outras medidas. que deve ser informado quanto à possibilidade de complicações das doenças. solicitados de acordo com o problema apresentado. e de verificação de glicosúria em indivíduos com idade igual ou superior a 30 anos. É importante sensibilizar o cliente para a importância da adesão ao tratamento. criando a possibilidade de discutir as modificações que produzirão benefícios para a saúde. como eletrocardiograma. Para a confirmação de um caso de hipertensão. Uma vez inscritos nas atividades dos programas. O desenvolvimento atividades no ambiente domiciliar é estratégia para a oportunidade de observação da realidade de vida e relacionamento das pessoas. além da pressão arterial. Os clientes passam a receber os medicamentos necessários ao controle das doenças (drogas hipotensoras. seja com discussão em grupos. As atividades de educação em saúde em grupo favorecem o esclarecimento de dúvidas comuns a todos e a reflexão em conjunto sobre os estilos de vida que poderão trazer maiores benefícios para todos. hipoglicemiantes orais. sedentarismo e outros. através de dietas e atividade física. detectando fatores relacionados à ocorrência de hipertensão e diabetes. urinálise. incluem verificação de peso corpóreo e realização de alguns exames complementares. cartazes. em dias alternados. utilizando-se de drogas. . bem como realizar orientações coletivas para prevenir complicações e controlar essas doenças. bioquímica do sangue. faz-se necessário realizar três verificações consecutivas. praças e escolas. e não farmacológicas. Os tratamentos da hipertensão arterial e do diabetes baseiam-se na adoção de medidas farmacológicas.

tal fato deve ser notificado ao profissional que acompanha o caso. Medidas terapêuticas não-farmacológicas • restrição ou eliminação de hábitos pouco saudáveis (alcoolismo. • os pés devem ser atentamente examinados todos os dias. melhor será o andamento das atividades. • cuidados com os pés dos clientes diabéticos. os pés devem ser hidratados com uma loção. orientação. Intersetorialidade: conceito e dinâmica político-administrativa do município Em 1978. . pois oferecem oportunidades de lazer associadas à promoção da saúde. As práticas de saúde dão ênfase às ações ligadas às condições de vida de pessoas e coletividades. pesquisando-se a existência de feridas ou cortes não anteriormente percebidos. • manutenção de peso corpóreo próximo ao ideal. no caso do diabetes. Os profissionais que atuam nos programas de controle do diabetes e hipertensão devem desenvolver os seguintes cuidados: verificação da pressão arterial. • necessidade de prática regular de exercícios físicos. aferição do peso para auxiliar no seu controle. • restrição do consumo de carboidratos. usar sapatos fechados. organização e participação das atividades em grupo. realização dos curativos em clientes diabéticos com lesões. após o banho. e sempre examiná-los por dentro antes de calçá-los. que devem ser mantidos limpos e secos. Nesse sentido. tabagismo. • preferencialmente. realização de visitas domiciliares aos clientes faltosos ou necessitados de cuidados domiciliares. • ingestão de dieta pobre em sal e gorduras e.confortáveis. acompanhamento da auto-administração de medicamentos via oral ou injetáveis. a saúde foi reconhecida como fenômeno de determinação intersetorial e direito de todos. as atividades ao ar livre são bem-vindas. evitando passá-la entre os dedos (para evitar a umidade). • para os diabéticos insulino-dependentes: cuidados na conservação e na autoadministração de insulina. • ao observar qualquer alteração na coloração dos pés ou ferimento. verificação dos níveis de glicemia capilar. • redução do consumo de café. na Primeira Conferência Internacional sobre a Atenção Primária em Saúde. organização da agenda para o retorno dos clientes às consultas necessárias ao seu acompanhamento. drogadição).Quanto mais descontraídos estiverem os participantes. • inclusão de atividades de lazer no cotidiano.

de saberes. Busca-se a ação de diversos órgãos como a polícia. “Como processo organizado. Ações que não necessariamente implicam na resolução ou enfrentamento final do problema principal. A intersetorialidade é a articulação entre os diferentes setores que executam políticas públicas para planejamento conjunto dos problemas da população. É uma nova forma de trabalhar. mas que implicam na acumulação de forças. recolhimento de lixo. de governar e de construir políticas públicas que pretende possibilitar a superação da fragmentação dos conhecimentos e das estruturas sociais para produzir efeitos mais significativos na saúde da população. a violência é um sintoma social que merece uma intervenção articulada. compete ao Estado a integração e a efetivação de políticas sociais. para enfrentar problemas complexos. por meio da atuação para mudar positivamente os elementos considerados determinantes do processo saúdedoença. controle e vigilância no sentido de diminuir as causas que levam a violência. na construção de sujeitos. na descoberta da possibilidade de agir . em suma é possível perceber que o nível de saúde de uma população depende da ação de diversos setores que atuam na sociedade. sendo que o setor saúde é apenas um dentre eles. órgãos de educação.2000) . às ações. a ação intersetorial não é um processo espontâneo. limpeza de terrenos baldios. a defesa pública. Portanto. Por exemplo. setores diversos do município. Envolve a criação de espaços comunicativos. poderes e vontades diversos.“(Campos. precisaremos desenvolver uma ação integrada com os demais setores que executam políticas públicas Diante de um enfoque intersetorial. Da mesma forma algumas doenças para serem prevenidas necessitam de saneamento básico. coletivo.A concepção ampliada de saúde e a compreensão de que as ações de outros setores têm efeitos sobre a saúde individual e coletiva possibilitaram o surgimento de outras perspectivas de promoção e de cuidado à saúde. portanto. com maior potência. Para alcançarmos melhores indicadores na área da saúde. que juntos estabelecerão estratégias de prevenção. Depende de uma ação deliberada. a capacidade de negociação e também trabalhar os conflitos para que finalmente se possa chegar. tendo por base a promoção de saúde e a melhoria da qualidade de vida. é a articulação entre sujeitos de setores sociais diversos e. que pressupõe o respeito à diversidade e às particularidades de cada setor ou participante.

O tema do problema a ser resolvido é que define a possibilidade de uma ação intersetorial. das pessoas e setores. perceptíveis para retroalimentar setores e pessoas participantes e evitar o desânimo e o abandono da linha conjunta de ação. etc.Por exemplo: o esgoto a céu aberto causa uma série de doenças. no entanto. ainda tem que se avançar muito no processo dentro da própria saúde e na sua articulação com os demais setores. aqueles que estão prejudicando a todos e portanto criam em todos o interesse de que sejam resolvidos. Assim. também. que ainda que parciais. deve ter relação com algum fato concreto que mobilize a todos. Alguns dos resultados concretos da ação intersetorial podem ser medidos através de indicadores de saúde. visíveis. a percepção muito clara do impacto de ações não especificamente setoriais sobre a saúde (saneamento básico. que criam o espaço possível de interação e de ação. meio ambiente. As pessoas são mobilizadas pelas questões concretas. faz com que a comunidade seja invadida por ratos e mosquitos que por sua vez transmitirão outros tipos de doença. acessibilidade. por exemplo) e da impotência setorial diante de certos problemas como a morbidade e mortalidade por causas externas. necessita de ações educativas associadas a ações gerenciais e econômicas. muitas das iniciativas intersetoriais têm partido ou contam com uma participação ativa importante de atores oriundos do setor saúde. um verdadeiro circulo vicioso que prejudica a todos. A compreensão da determinação social do processo saúde-doença. de enfrentar problemas concretos. . drogas. a expectativa de maior capacidade de resolver situações.Envolve. que impede as crianças de ir a aula. fazem com que o setor saúde esteja mais mobilizado em propor a ação e a articulação intersetorial. violência . sejam palpáveis. ou seja. Aliás. pois. percebe-se que a consciência das limitações da ação setorial está mais clara no setor saúde. entre tantos outros. exclusão social. como já colocado. urbanização. ou fazem com que elas se tornem fontes de disseminação das contagiosas no ambiente escolar. que diga respeito não só a saúde mas a todos os demais setores envolvidos. Além disso. Um sistema social e político saudável. Ele deve ser amplo o suficiente para despertar o interesse de todos os setores envolvidos como: qualidade de vida. São os problemas palpáveis. a intersetorialidade se alicerça na confluência das necessidades. doenças que fazem com que os adultos faltem ao trabalho ou rendam pouco. A intersetorialidade é um instrumento poderoso. de efetividade e de eficácia. reais. Um fator contribui para que a saúde provoque mais enfaticamente as articulações intersetoriais é a constatação diária dos limites do setor para enfrentar os problemas de saúde. é fundamental a produção de resultados. De modo geral.

a forma como enxerga uma situação. Este processo enfatiza não a simples transmissão de conhecimento. suas experiências. a pesquisa. Educação Popular não e o mesmo que educação informal. Trata-se de uma estratégia de construção da participação popular no redirecionamento da vida social. a forma como lidam ou lidariam com aquilo. a investigação. . o detentor do conhecimento a ser transmitido. A educação popular busca trabalhar a participação popular em um processo de aprendizado coletivo. Uma discussão saudável que permite aos demais não só opinarem naquele caso concreto. em uma discussão aberta. e o assunto é colocado em discussão. diferenças e interdependência. Um elemento fundamental do seu método e o fato de tomar. a discussão de temas pertinentes àquele grupo.Informação. o que esta incomodando e oprimindo e propicia ao interlocutor o prazer de descobrir as respostas ao problema. A melhor forma de aprender é trocando experiências. ao invés de procurar difundir conceitos e obrigar a comportamentos que considere corretos. incentivando a troca de experiências. como ela o atinge e aos seus. o saber anterior individual ou coletivo do grupo que se pretende educar. educação e comunicação: conceitos. procura problematizar. mas colocarem suas vivências. O indivíduo coloca seu conhecimento. Fazer entender o mecanismo é bem mais produtivo do que Formas de aprender e ensinar . mas a ampliação dos espaços de interação cultural e negociação entre os diversos atores envolvidos em determinado problema social para a construção coletiva do conhecimento e da organização política necessária à sua solução. como forma de promover o crescimento da capacidade de analise critica sobre a realidade e o aperfeiçoamento das estratégias de luta e enfrentamento dos problemas inerentes àquela comunidade. Trata-se de uma mudança de estratégia. como ponto de partida do processo pedagógico.

A educação popular é um instrumento de construção de uma ação de saúde mais integral e mais adequada à vida da população. Nesse processo a educação visa que as pessoas e os grupos sociais assumam maior controle . ele aceitará genuinamente a privação encarando-a como forma de solução de um problema. se abster de algo. Essa valorização do saber e dos valores do educando permite que ele se sinta tranqüilo. respeitando e adequando os conhecimentos populares. A Educação Popular é um instrumento metodológico fundamental no sentido da construção de um processo de atenção à própria saúde e à saúde integral do grupo comunitário em que se esta inserido. provenientes do respeito e do livre convencimento. confiante. por exemplo. de forma a buscar a confiança e a integração com a comunidade.simplesmente impor. Na educação popular. e mantenha suas iniciativas. sendo fundamental que o processo de discussão não se coloque de cima para baixo. não basta que o conteúdo discutido seja do interesse do indivíduo. Este processo de educação da saúde em contexto. tende a gerar frutos excelentes. Pois se o indivíduo entender os motivos pelos quais deve.

sobre a própria saúde e suas vidas e em que a racionalidade do modelo biomédico dominante seja transformada em práticas do dia-a-dia. O indivíduo passa a viver em prol da própria saúde, pois incorporou os hábitos necessários para mantê-la, não como uma imposição, mas por consenso. Nesse sentido, a Educação Popular não e mais uma atividade a ser implementada nos serviços, mas uma estratégia de reorientação da totalidade das praticas executadas na comunidade, na medida em que investe na ampliação da participação da população, que uma vez, dinamizada, passa a questionar e reorientar tudo.

Cultura popular e sua relação com os processos educativos
“Colocar a educação popular como uma estratégia política e metodológica na ação do Ministério da Saúde permite que se trabalhe na perspectiva da integralidade de saberes e de praticas, pois proporciona o encontro com outros espaços, com outros agentes e com tecnologias que se colocam a favor da vida, da dignidade e do respeito ao outro. Trabalhar com a educação popular em saúde qualifica a relação entre os cidadãos, definidos constitucionalmente como sujeitos do direito à saúde, pois pautase na subjetividade inerente aos seres humanos”. (MS- caderno de educação popular e saúde) A primeira medida a ser tomada ao assumir a estratégia de interligar a educação e saúde na comunidade, é buscar contato com a cultura local e o imaginário popular para a definição para a definição de formas de atuação.

Antes de tudo o ASC deve ouvir. É através de uma escuta sensível e afetiva que o profissional ganha a confiança da pessoa e aprende mais sobre a comunidade. Seus anseios, suas crenças, suas convicções. O passo seguinte, nas palavras de Paulo Freire, é “desmontar a visão mágica”. Isso significa desestruturar alguns conceitos para construir outros.

Medidas empíricas - são medidas empregadas sem comprovação científica de sua eficácia. Em muitas regiões do país, as pessoas amarram fitas vermelhas no pescoço quando pegam caxumba, por exemplo.

O processo deve ser cauteloso para não ferir egos. O ideal é fazer com que a pessoa chegue as conclusões esperadas sozinha, através de um processo de raciocínio orientado de forma suave, mas, firme. Partir de situações concretas é uma boa técnica. As rodas de conversa são bastante eficazes para isso, pois o assunto é debatido de forma plena, abrindo várias oportunidades para a intervenção sutil e para o redirecionamento que pode ser feito através de uma simples pergunta.

Não dá pra beber água fervida... ela é muito “pesada”

Já experimentou “bater a água” antes de beber?

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Feita a pergunta, cria-se a dúvida. Existindo dúvida cria-se a oportunidade de aprendizado, que pode até mesmo ter desdobramentos práticos. É fundamental estar com o outro, aprender com o outro. A troca é importantíssima no processo. Admitir que atitudes da comunidades estão certas e que aquele pode sim ser o melhor procedimento, ainda que não científico. Trata-se de unir a teoria e a prática. Da mesma forma, é preciso assumir a ingenuidade do indivíduo em relação ao tema, ao problema ou ao próprio procedimento de promoção de saúde, eles não conhecem a realidade que queremos mostrar, temos que conhecer a dele, para estabelecermos as pontes de comunicação.

Algumas formas utilizar a cultura popular no processo educativo Construir novos processos de trabalho que incorporem o saber popular Produção de saúde e co-produção de autonomia, capacidade de pessoas e coletividades compreenderem e agirem sobre si mesmos e sobre os contextos cotidianos. Expressões artísticas como forma de divulgação de informações e de compartilhar sentimentos e verdades do contexto local Comunicação como ação que implica na integração social

Participação e mobilização social: conceitos, fatores facilitadores e/ou dificultadores da ação coletiva de base popular
A Constituição Federal do Brasil garante ao cidadão o direito de ser assistido em suas múltiplas necessidades, mas este mesmo cidadão precisa estar consciente de sua responsabilidade na busca por melhores condições de vida. As visitas são instrumentos de trabalho preciosos no cuidado estratégico da saúde das famílias, devendo ser utilizadas nas mais diferentes formas de acompanhamento de seus membros, em suas situações peculiares de saúde-doença e nos diferentes momentos de seu ciclo vital. A visita é essencial ao processo de vigilância à saúde, tendo por finalidade acompanhar a situação de saúde de cada membro da família, esperando-se a produção de resultados positivos através da antecipação de diagnósticos personalizados, do atendimento e de maior orientação ao indivíduo e sua família. Por outro lado, é preciso ponderar que o desenvolvimento de ações no domicílio aproxima o trabalho profissional da dinâmica de vida das famílias, colocando em cena seus modos de lidar com a vida e os problemas de saúde, questões de subsistência, aspectos religiosos e culturais, afetividades e outras subjetividades, que implicam em desafios para os profissionais. Nesse sentido, as famílias que se encontram em situação de maior vulnerabilidade devem ser apoiadas intensivamente. A linha de separação entre o cuidado e atenção intensiva a intromissão é tênue, existindo relatos de pessoas que acreditaram que esta barreira foi ultrapassada, seja pelo excesso de zelo do profissional, seja pela conduta equivocada do profissional. É essencial, que as especificidades dos cuidados direcionados a

de influenciar as pessoas à sua volta. A diferença de posicionamento frente a uma questão. captador de notícias e corretor. proposta pela política de atenção básica. com soluções tecnocráticas voltadas para problemas inexistentes ou pouco importantes para a população a quem se destinam as ações. porém é necessário identificar o que a população considera problema e quais são os mecanismos para o seu enfrentamento. é diminuir em muito os níveis de rejeição da população alvo. são elas que efetivamente fazem a comunidade funcionar. Lideranças: Conceitos. Buscar os formadores de opinião para participarem ativamente nos processos educativos e na elaboração dos projetos de melhoria para a comunidade. seja dos seus membros ou da família como um todo. Existem quatro pessoas a quem se dá os nomes de: porteiro. bloqueando-se a ação direcionada a necessidades mais abrangentes e à produção de autonomia. não deve se consolidar como uma prática de controle sobre a vida e os comportamentos em saúde das pessoas. motivando-as e compactuando-as em torno de um determinado objetivo comum. os Agentes Comunitários de Saúde podem contribuir para desencadear um processo de envolvimento das lideranças locais na discussão sobre os problemas de saúde e seus determinantes sociais. Liderança é um fenômeno de grupo. pois estas características remetem à esperada ampliação do acesso e equidade. o líder comunitário. Não poucas vezes o líder eleito não tem o real poder de fazer com que as coisas aconteçam. Outro aspecto muito importante na organização dos programas e na prática em saúde coletiva é a identificação das necessidades sentidas pela população-alvo. zelador. tipos e processos de constituição de lideres populares Por conhecerem os membros da comunidade. . Reconhecer os problemas sempre foi uma função dos profissionais de saúde. A equipe de saúde da família tem que levar em consideração este aspecto da realidade. que envolve a capacidade de um indivíduo.situações peculiares de saúde-doença na família não anulem a sua autonomia e viceversa. Sob risco das políticas tornarem-se medidas não apropriadas para a população. A idéia de monitoramento da saúde-doença. O ACS deve procurar detectar quem são os verdadeiros lideres da comunidade.

Falam bem e parece sempre terem argumentos para todas as situações. São eles que podem conseguir as coisas. a escutar. ou “mamães” . Os zeladores São aquelas pessoas que os outros procuram quando estão com problemas. a aconselhar. A quem você pediria ajuda em uma emergência de madrugada. Dona Zinha me disse que eles são muito simpáticos “Dona Zinha” é a porteira. ou da diretoria do clube. É aquela pessoa sempre pronta a ajudar. ou pastores. gostei. São sempre os primeiros a ficarem sabendo quando algo acontece.Os porteiros O porteiro de uma comunidade é aquele que decide se alguém será aceito. ou da industria. A quem você pediria ajuda se o telefone do bairro não estivesse funcionando? . se sua família tivesse ido viajar? Os captadores de notícia São aquelas pessoas que sabem tudo o que esta acontecendo.. você gostou deles? Sim. Uma pessoa influente que consegue controlar a maneira como os demais membros da comunidade se sentem em relação a novas pessoas e novas idéias. a consolar. Toda comunidade tem zeladores.. Aquela família nova que mudou. Quem seria a pessoa ideal para tentar explicar algo a alguém e evitar uma discussão desnecessária? Os corretores O corretor tem relações com amigos pessoais de pessoas-chaves do governo. as ajudas. se passará pela “porta”.

Pessoas portadoras de necessidades especiais. Deficiência permanente É aquela que não permite recuperação ou alteração apesar do aparecimento de novos tratamentos. distúrbios genéticos ou enfermidades degenerativas.A importância de localizar e captar estas quatro pessoas consiste em dois motivos: • Elas tem as habilidades necessárias para organizar a comunidade. Portadores de deficiência: Deficiente físico – é o portador de alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano acarretando o comprometimento da função física. abordagem. auditivas. . adaptações. meios ou recursos especiais. relacionadas a doenças crônicas. Deficiente auditivo – é o acometido de perda parcial ou total da audição Deficiente visual – é aquele que possui diminuição da acuidade visual. por já estar sedimentada pelo tempo. com necessidade de equipamentos. medidas facilitadoras de inclusão social e direitos legais Na denominação de indivíduos com deficiência física estão incluídos os portadores de dificuldades mentais. incentivar as mudanças e mobilizarem a comunidade. Deficiência A perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica. As pessoas com necessidades especiais apresentam deficiências internas. físicas. visuais e múltiplas. fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano. Incapacidade É a redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social. • As pessoas da comunidades irão ver se elas estão boicotando ou participando dos projetos antes de tomarem suas próprias decisões em relação a aderir ou não. muitas delas dependentes de tecnologia para manutenção da vida.

É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio e/ou de suporte. O ACS deve oferecer orientações necessárias para que a família saiba superar os obstáculos do dia-a-dia. Estimular a família a incluir o portador de necessidades especiais nas atividades sociais Valorizar o lazer. como limitações dos membros portadores de deficiência. . utilização da comunidade. cuidado pessoal. saúde. assistência às doenças diarréicas e to infecções respiratórias agudas (IRA) e imunização. atuais e condizentes com o contexto cultural da família Procurar apoio nas políticas públicas voltadas para o grupo Saúde da criança. habilidades acadêmicas. em 1984. o contato com a natureza e os cuidados com o corpo orientar sobre as possibilidades de adaptação da casa às necessidades específicas do indivíduo fornecer informações claras. Deve conversar com a família sobre como lidar com as dia. habilidades sociais. Deficiente mental – é aquele cuja função intelectual é significativamente inferior à média. Deficiência múltipla – quando ocorrem associações de duas ou mais deficiências. sendo a disfunção presente desde antes dos 18 anos e do associada a limitações em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas. iniciou a reestruturação do atendimento às necessidades da saúde da criança com cinco principais focos de atenção: crescimento e desenvolvimento. tentando evitar o abandono e os maus tratos. Habilidades adaptativas Comunicação. do adulto e do Idoso Saúde da criança A criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC). do adolescente. pessoal. aleitamento materno. orientação nutricional. segurança. lazer e trabalho trabalho.redução do campo visual ou ambas.

alta prevalência de recém-nascidos de baixo peso. destaca-se a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) e a inserção dos enfoques da saúde da criança. que permite detectar a ocorrência de distúrbios nutricionais como baixo peso para a idade. A principal característica da AIDPI é a “focalização da atenção nas populações de maior risco e a revitalização do nível primário de atenção. se necessitará ser transferida a um hospital com urgência ou se o tratamento pode ser feito no ambulatório ou domicílio. o . permite tanto o preenchimento como a interpretação de seus dados por qualquer profissional de saúde. Cartão da Criança Instrumento que permite visualizar vários aspectos ligados às ações preventivas. Por exemplo. através da aferição pondero-estatural. ocorrência de agravos e condições perinatais. O Cartão da Criança possibilita a identificação de distúrbios no crescimento. realizado considerando os sinais e sintomas apresentados pela criança e/ou relatados por seus responsáveis. através do método gráfico da “curva de crescimento”. A AIDPI é uma estratégia que visa integrar as ações de promoção de saúde da criança. Nas atividades desenvolvidas pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde. desnutrição calórico-protéica ou sobrepeso. É executada com uma abordagem por diagnóstico sindrômico. Nele constam. e os principais direitos das crianças e deveres dos responsáveis. contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente. seu estado vacinal. Os profissionais de saúde passam por treinamento específico. A guarda deste documento é responsabilidade dos pais ou responsáveis pela criança. Além disso. em qualquer nível de atenção. o que os torna capazes de avaliar rapidamente todos os sintomas da criança. informações sobre o crescimento e desenvolvimento da criança. grandes diferenças entre as condições de saúde nos meios rural e urbano e alto índices de gravidez na adolescência. ou nas atividades desenvolvidas pelos profissionais nos mais variados espaços sociais. ganho de peso e altura. ou seja. desde que orientado. É padronizado em todo o território nacional e pode ser utilizado no contexto da unidade de saúde. avaliar se a criança está gravemente doente ou não.Apesar das diretrizes acolhidas ainda temos altas taxas de mortalidade perinatal. De fácil utilização. por meio da assistência aos aspectos preventivos e curativos. tornando-o mais resolutivo e capaz de prestar atendimento de qualidade às patologias de maior prevalência na população infantil”. sem excluir problemas importantes. estão relacionados alguns dos passos do desenvolvimento esperados para a criança em determinada faixa etária.

acompanhamento e educação específica em saúde saúde. Considerando-se as principais causas de morbidade e mortalidade infantil no país. O agente comunitário de saúde e equipe do Programa de Agentes Comunitários de Saúde na atenção à criança Conforme o disposto no Manual do Agente Comunitário de Saúde do Ministério da Saúde – 2001. essa equipe estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidad cidadania. imunização e a alimentação. os pontos são ligados uns aos outros. o crescimento e desenvolvimento alterados. A possibilidade de abordagem da criança nos espaços de sua vida cotidiana (domicílio e instituições de educação infantil) ampliam a (domicílio capacidade de atuação na prevenção de doenças. na promoção da saúde e identificação de necessidades especiais em tempo oportuno. O preenchimento do Cartão da Criança. • o peso da criança será registrado diretamente no gráfico através de um ponto com a localização relacionada à idade da criança. além de participar da orientação. Por meio de ações educativas em saúde. segue as seguintes regras básicas: • o primeiro peso a ser registrado deve ser o peso ao nascer. • a pesagem periódica da criança deve ser realizada em uma balança adequada à sua idade. as se linhas de cuidado que devem ser priorizadas nas ações de saúde dirigidas à atenção à criança são: Promoção do nascimento saudável Acompanhamento do recém recém-nascido de risco Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e Imunização Promoção do aleitamento materno e alimentação saudável Atenção aos distúrbios nutricionais e anemias carenciais Abordagem das doenças respiratórias e infecciosas . de acordo com a idade. todas as atividades contidas no cuidado à criança fazem parte do odas roteiro de abordagem da criança pelo agente comunitário de saúde/Programa de Agentes Comunitário de Saúde. por exemplo. desvios na alimentação. nos domicílios e coletividade. formando uns o desenho da curva do crescimento. • com as sucessivas pesagens.que auxilia no planejamento e implementação de ações que visem controlar estes o problemas. pronta abordagem da criança com algum sinal de risco ou perigo.

º mês (120 dias) explicar sobre as doenças crônicas. enfocando a importância da ordenha manual do leite excedente e a doação a um Banco de Leite Humano. checar relatório de alta/cartão de pré-natal. ao parto normal. • checar e orientar sobre o registro de nascimento. alertar sobre a importância da consulta de puerpério. orientar sobre sinais de alerta na gravidez. cuidados com recém nascido. Calendário de vacinação da criança IDADE Ao nascer Ao nascer VACINAS BCG-ID Hepatite B DOSES Dose única 1º dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B . ofertar atenção à mãe adolescente conforme suas especificidades. • avaliação da saúde da mãe. observar e avaliar a mamada ao peito. realizar busca ativa da gestante faltosa ao pré-natal. hábitos saudáveis de vida. acompanhar o ganho de peso no decorrer da gestação. • orientar e incentivar o aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido. encaminhando-a para o atendimento adequado (fluxo local). do planejamento familiar. realizar práticas educativas com incentivo ao aleitamento materno. • orientar sobre a importância da “Primeira Semana Saúde Integral”. direitos da gestante e do pai. tais como diabetes e hipertensão. identificar gestantes de risco e garantir atendimento no pré-natal alto risco ao encaminhar a gestante para a UBS. ofertar o atendimento clínico e psicológico à gestante vítima de violência doméstica e sexual. No cuidado após o parto • conhecer o número de puérperas e recém-nascidos da área de abrangência para programar as ações de saúde e realizar visita domiciliar na primeira semana após o parto. avaliar a mama puerperal e orientar quanto à prevenção das patologias.No cuidado pré-natal Captar a gestante para início do prénatal até o 4. orientar sobre alimentação saudável no decorrer da gestação e avaliar o estado nutricional da gestante. identificar a gestante em situação de risco para amamentação e encaminhá-la para grupos de apoio ao aleitamento materno ou Banco de Leite Humano. manter continuidade de visitas até o parto garantir a vinculação com a maternidade para o parto e intercorrências.

1 mês 2 meses Hepatite B Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 1º dose Hepatite B Difteria. coqueluche. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. coqueluche. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Hepatite B Febre amarela Sarampo. tétano e coqueluche Difteria. tétano e coqueluche Sarampo. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. rubéola e caxumba Poliomielite (paralisia infantil) Difteria. rubéola e caxumba Febre amarela 2 meses 2 meses 4 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 1º dose 1º dose 2º dose 4 meses 4 meses 6 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 2º dose 3º dose 6 meses 6 meses 9 meses 12 meses 15 meses 15 meses 4 – 6 anos 4 – 6 anos 10 anos VOP (vacina oral contra pólio) Hepatite B Febre Amarela SRC (tríplice viral) VOP (vacina oral contra pólio) DTP (tríplice bacteriana) DTP (tríplice bacteriana) SRC (tríplice viral) Febre Amarela 3º dose 3º dose Dose inicial Dose única Reforço 1º reforço 2º reforço reforço reforço . coqueluche.

O câncer do colo do útero é uma doença possível de ser prevenida e curada. da adolescência à menopausa. • descrição detalhada das atribuições de cada profissional no controle e tratamento. Ressaltese. abordando-se as várias fases de sua vida. O objetivo do programa é melhorar as condições de saúde da mulher e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade maternas. . quando se fizer necessário. parto e puerpério (ciclo gravídico-puerperal). o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Controle de Câncer de Colo Uterino – o qual utiliza as estratégias de ações educativas e aumento da qualidade dos serviços prestados pelo sistema de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a realização de exames preventivos em pelo menos 85% da população feminina com idade superior a 20 anos. incluindo a assistência ao pré-natal. Todas as ações preconizadas pelo PAISM são encontradas nas áreas técnicas das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (Coordenação dos Programas de Saúde da Mulher). Na assistência clínico-ginecológica há especial preocupação com a prevenção do câncer de mama e do câncer cérvico-uterino. • avaliação do resultado. Para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do útero. consideradas como a população de maior risco. pois 70% dos casos diagnosticados já estão em fases avançadas. ser uma doença que incide mais em mulheres de baixo nível socioeconômico. estima-se que no Brasil apenas 8% a 10% das mulheres incluídas nesse grupo realizam o exame preventivo. coleta do esfregaço. • coleta de material para o exame de Papanicolau (preventivo ou colpocitológico): consiste no preparo e orientação prévia da mulher. bem como treinamento e reciclagem constantes dos profissionais. o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). tratamento e acompanhamento do tratamento do câncer de colo do útero. bem como nos manuais e normas técnicas elaborados pelo Ministério da Saúde.Saúde da mulher A assistência a saúde da mulher está organizada num programa do Ministério da Saúde. processamento e leitura do esfregaço no laboratório. ainda. Seu público-alvo são as mulheres entre 35 e 49 anos de idade. assistência clínico-ginecológica (prevenção e controle do câncer ginecológico e de mama e prevenção das DST) e climatério. planejamento familiar (ciclo reprodutivo). em nosso país representa a segunda causa de óbitos por neoplasia em mulheres. Este programa prevê a assistência à mulher de forma integrada.consiste em um conjunto de ações educativas que visam aumentar o conhecimento da população-alvo sobre o câncer de colo do útero. As etapas do Programa de Prevenção de Câncer do Colo do Útero (PCCU) são: • recrutamento . Porém. Entretanto. A ocorrência destes tipos de neoplasias expressa a baixa cobertura dos exames preventivos e pouco investimento em atividades de educação em saúde.

O Programa de Planejamento Familiar. embora 99. com o máximo de dois anos entre os exames.7% das mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) o utilizam. deve ser feito pelas mulheres a partir dos 35 anos pertencentes a grupos populacionais de alto risco. documento que norteará a política nacional para o controle do câncer de mama. como aquelas que têm história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama. sobretudo. como forma de vivenciar sua sexualidade e ter liberdade sobre a escolha de tornar-se mãe ou não. o Consenso reúne novas estratégias para detecção precoce e tratamento. Obtido após reuniões técnicas com 70 especialistas de todo o País. A principal e mais efetiva arma que contra ele dispomos é o seu diagnóstico precoce mediante realização do auto-exame das mamas . tanto por sua alta freqüência como. o exame clínico das mamas. responsável por significativo número de óbitos entre mulheres adultas. Uma das recomendações do Consenso é que o auto-exame isolado deve ser adotado como medida paralela à visita a um profissional especializado. responsável pelo desenvolvimento das ações referentes ao ciclo reprodutivo.procedimento que permite à mulher participar do controle de sua saúde. apenas 76. Planejamento Familiar Segundo o Ministério da Saúde.Câncer de Mama O câncer de mama é um grave problema de saúde pública. Além disso. provavelmente. Essa redução tem sido verificada em países que adotaram medidas semelhantes. uma vez que possibilita a identificação precoce de quaisquer alterações das mamas.610 novos casos somente naquele ano. O câncer de mama representa hoje a principal causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. As questões referentes à saúde reprodutiva da mulher convergem para a abordagem sobre o exercício responsável do seu direito reprodutivo. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) apresentaram dia 02/04/2009.9% das mulheres conheçam algum tipo de método anticoncepcional. orienta-se especificamente por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações. o câncer mais temido pelas mulheres. É recomendado ainda que todas as mulheres com mais de 40 anos de idade façam o exame clínico. que consiste na avaliação de um médico.335 óbitos pela doença e o surgimento de 41. . Estimativas do INCA de 2003 indicaram 9. do Ministério da Saúde. visto envolver negativamente as percepções da sexualidade e auto-estima. associado à mamografia anual. É. o Consenso Brasileiro de Mama. Já as mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia. pelo impacto psicológico que provoca. que pretendem reduzir em pelo menos 20% as taxas de mortalidade pela doença no Brasil.

ainda. os coeficientes de morte materna são considerados incompatíveis com o nível de desenvolvimento do país. expressa em distúrbios psíquicos. causando mudanças metabólicas (modificações das lipoproteínas).para 75 anos de idade. há uma divisão pautada nas fases do ciclo: pré-natal (gestação). Assistência à saúde da mulher no climatério A assistência à saúde da mulher no climatério. o que não significa o fim de sua sexualidade. em média. Normalmente. Cerca de 3. que sejam repassadas informações sobre a anatomia e fisiologia do corpo feminino. infecção vaginal. Para operacionalizar essa assistência.000 mulheres morrem anualmente em alguma fase do ciclo gravídicopuerperal. A assistência à mulher durante as fases do ciclo gravídico-puerperal compreende todas as ações previstas no Programa de Assistência Pré-Natal. mas sim acompanhamento às situações que possam oferecer algum risco à mulher ou impliquem perda de sua autonomia e/ou comprometimento de sua integridade física . parto e puerpério (período até 6 semanas após a gestação). a utilização de estratégias voltadas para a assistência no puerpério devem ser rotineiramente implementadas.permitida tanto para homens como para mulheres com mais de 25 anos. métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade. vantagens e desvantagens – tudo isto realizado através de metodologia de práticas educativas e acesso a todos os métodos. métodos anticoncepcionais. O climatério inicia-se gradualmente e está associado a uma série de alterações em decorrência da perda de atividade dos ovários. incentivo ao aleitamento materno. No Brasil. o que reflete desvalorização e desrespeito à vida. Esta fase do ciclo vital feminino indica que a mulher passou da fase reprodutiva. mastite e doenças circulatórias obstrutivas. visando promover uma vida digna nesta faixa etária. O objetivo destas atividades relaciona-se à redução das complicações durante a gestação. e baixa qualidade dos serviços de saúde. a mulher deve receber atendimento clínico e esclarecimentos sobre o retorno à vida sexual. passou a ser uma necessidade devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira como um todo . inclusive a esterilização voluntária . No puerpério. É um período de transformações e ocorre entre os 40 e 65 anos. Embora recente. As ações básicas previstas neste Programa preconizam. planejamento familiar. hormonais (queda progressiva dos níveis de estrogênio). não se faz necessário qualquer tratamento para a menopausa. pois neste período há uma concentração de morbimortalidade para a mãe. entre outros sintomas. por exemplo.meios. que podem resultar em óbito materno e/ou fetal. seu funcionamento. ou pelo menos com dois filhos. ou quando há risco de vida à saúde da mulher ou do concepto. para que a mulher possa fazer a opção que a ela melhor se adeque. genitais (ressecamento da mucosa vaginal) e psicológicas (depressão). o qual deve ser estruturado com ações clínicas e educativas que visem garantir a saúde da mulher e de seu filho. práticas de puericultura e direitos previstos em lei para as mães que trabalham ou contribuem com a Previdência Social.

ocorre dentro de sua própria casa. o serviço de acompanhamento ginecológico e obstétrico das unidades de saúde deve estar estruturado para realizar as condutas e os encaminhamentos necessários. Ao ser procurado por uma mulher que sofreu violência. além de necessária é muito importante para garantir os resgates da . receio de “não ser mais mulher como era antes”). mulheres e crianças. namorado. incertezas). Além disso. para garantir que o abuso por ela sofrido gere o mínimo de medo. havendo inclusive recusa em ser assistida por profissionais do sexo masculino. Assistência à mulher vítima de violência sexual A assistência à mulher vítima de violência sexual tornou-se uma necessidade devido ao aumento. sendo mais difícil mudá-las. valorizando as questões subjetivas expressas pela mulher (sentimentos. realizada por alguém conhecido :pai.(como a predisposição à osteoporose) e emocional (baixa auto-estima. A segurança. o profissional de saúde deve estar capacitado nos programas especiais de atenção. irmão. seja nos aspectos físicos seja nos psicológicos. Como o climatério é um período de transição.pois uma gestação nessa fase se caracterizaria em risco de vida tanto para a gestante como para o concepto. cujas causas residem principalmente nas condições de desigualdade social e falta dos recursos necessários para reduzir as desigualdades. Dentre todas as formas. tanto nos espaços urbanos como nos rurais. assim como a saúde. mas há muitas barreiras para enfrentar tal problema. da violência contra homens. ou durante algum período após. Outro aspecto é o fato de a mulher viver um relacionamento duradouro e estável. Cabe neste momento reforçamos a necessidade de que seja prestado um atendimento humanizado. vem se destacando. procurando proporcionar-lhe algum conforto para que possa sentir-se menos constrangida diante de toda a situação em que está envolvida. é importante ressaltar a atenção que deve ser dada às questões reprodutivas pelo menos até um ano após a menopausa . Orientá-la nesta fase é sempre um desafio. a violência contra a mulher. é importante que os profissionais de saúde envolvidos sejam sensíveis às dificuldades que a mulher apresenta para relatar o acontecido. A assistência da mulher vitima de violência compreende: • Atendimento psicológico . Por não mais se preocupar com a hipótese de uma possível gravidez. medo. Muitas vezes. a mulher sentese mais livre para os relacionamentos sexuais. pois suas opiniões já estão formadas. é dever do Estado. e de investimentos na segurança propriamente dita. marido. o que a faz acreditar que não corre o risco de adoecer.etc. Durante o atendimento. dúvidas. tanto física quanto sexual. ficando exposta a adquirir uma DST/Aids caso não adote comportamento seguro. culpa e baixa auto-estima.a presença de um psicólogo acompanhando o atendimento prestado à vítima imediatamente após a agressão. Nesta faixa etária deve-se atentar para o aumento da ocorrência de DST/Aids.

o médico deve prescrever os medicamentos antiretrovirais. cultura. em decorrência da violência do ato sexual. se a mulher vier a desenvolver alguma doença decorrente do ato sexual deve ter a garantia de que receberá tratamento.recurso utilizado para evitar a ocorrência de uma gestação totalmente indesejada. faz-se preciso realizar sutura do períneo ou vulva. como um todo. Prevenção das DST mais comuns . Caso decida prosseguir com a gestação. .procurando garantir que a mulher não adquira algumas destas doenças. de um possível óvulo fecundado. Se não quiser assumir a maternidade da criança. lazer e outros determinam a necessidade de atenção mais específica e abrangente. a especial atenção e mobilização dos vários setores de políticas públicas e da sociedade civil para que os jovens tenham acesso a bens e serviços que promovam sua saúde e educação. Apesar de todas as condutas implementadas. no máximo. Exige.deve ser oferecida vacinação contra a hepatite B. desde que tomados num período curto (de 24 a 36 horas) após a exposição. decorrente de um ato de violência sexual. Prevenção da hepatite B . a sua qualidade de vida. tecido de roupa e outros vestígios que possam viabilizar a identificação do agressor. justiça.• • • • • • • • • identidade e dignidade da mulher. melhorando. Contracepção de emergência . trabalho. assim. mas é aconselhável que a mulher faça este procedimento com. até 20 semanas de gestação. São prescritos hormônios num prazo de até 72 horas após o ocorrido. Exame de corpo delito – realizado por profissionais de saúde e por peritos policias. geralmente prescreve-se antibióticos de amplo espectro. e cuidados para que a cliente se sinta menos desconfortável após a agressão.são indicados cremes ou pomadas para auxiliar na cicatrização das lesões. Este é um dos poucos casos em que a lei permite a interrupção da gravidez. esporte.é necessário que a vítima de violência sexual seja acompanhada para avaliação tanto das repercussões do ato sexual em seu corpo como da eficácia do tratamento instituído. indivíduos na faixa etária de 10 a 19 anos. Às vezes. com coleta de sêmen e de outros materiais biológicos ou não. auxiliando-a na superação do sofrimento gerado. quando este for desconhecido. a mulher deve ser encaminhada à assistência prénatal. como cabelo. além da gamaglobulina hiperimune contra a hepatite B (HBIg). no endométrio. devem ser realizadas pesquisas do vírus da hepatite B e do HIV. Saúde do adolescente A importância demográfica do grupo de adolescentes. após este prazo pode vir a ter sérias complicações. e sua vulnerabilidade aos agravos de saúde. e sorologia para sífilis. Questão fundamental é a gravidez indesejada decorrente de violência sexual. Periodicamente. deve ser orientada quanto aos mecanismos disponíveis para o processo de adoção. constituindo-se em provas do crime. Alívio da dor e tratamento das lesões . Prevenção da infecção pelo HIV . bem como às questões econômicas e sociais nas suas vertentes de educação. Apoio laboratorial . para impedir a implantação.

com acesso restrito. deve ficar internado na pediatria ou na clínica médica? E em uma unidade básica de saúde. que atendimento receberá?” O profissional de saúde e o cliente adolescente A adolescência é uma fase da vida marcada por profundas transformações físicas. entre outros. é também muito importante orientar os responsáveis para que tratem o Cartão da Criança como um documento e o levem para ser utilizado pelas equipes de saúde. escola.70 de altura. lazer. foi criado o PROSAD. que propôs as alterações necessárias para o enfrentamento da problemática que atinge esse segmento populacional. com um enfoque integral as ações . o Programa de Atenção à Saúde do Adolescente. Para tentar superar esta situação e estabelecer a assistência adequada às necessidades dos jovens. Nesta fase ocorre a definição dos valores. psicológicas e sociais. esporte. É preciso estimular a inserção do jovem nos serviços de saúde e em outros serviços de caráter intersetorial com a educação. hospitais ou domicílios. tornar-se multiplicadores destas informações. As diretrizes do Programa de Saúde do Adolescente procuram atender as principais demandas desta parcela da população. as iniciativas de atenção ao adolescente restringem-se a um atendimento assistencialista/curativo. gerando uma demanda reprimida. É necessário colocar à disposição do adolescente uma grande gama de informações que contribuam de forma positiva para escolhas saudáveis. resultando na tomada de decisões que influenciarão o resto da vida. “Um adolescente de 13 anos.Os serviços que prestam assistência adequada às necessidades destes jovens são insuficientes. como escolha de carreira. entre outros adolescentes. Não raramente há nos serviços de saúde um despreparo profissional e institucional para oferecer atendimento às necessidades específicas dessa clientela. é necessário conhecer seus problemas. perspectivas de futuro. definição das tendências sexuais. Conseqüentemente. com 1. O desafio na formação do profissional que vai lidar com o adolescente é a transmissão de atitudes éticas e legais dentro de uma lógica harmônica e com princípios claros. e não-educativo participativo. A assistência à saúde do adolescente Em 1989. além da falta de priorização dos adolescentes enquanto usuários. liberdade crescente. seja nas unidades básicas de saúde. de modo que possam.

sobre os fatores capazes de atingir o crescimento e desenvolvimento. voltadas para o diagnóstico precoce. Os profissionais que realizam atendimento aos adolescentes devem conhecer os fatores associados à expressão da sexualidade e à ocorrência de problemas nesta área. neste período é importante estabelecer o diálogo. na unidade de . associados a todas as mudanças percebidas pelos adolescentes. oferecendo informações que esclareçam todas estas transformações e ações educativas que propiciem aos adolescentes participação ativa nas reflexões e discussões sobre o que lhes acontece. tratamento e recuperação e promoção à saúde para a melhoria dos níveis de saúde da adolescência e juventude. com a descoberta do próprio corpo e de novos sentimentos como amor e paixão. ocorrem as mudanças físicas que transformam a menina em mulher e o menino em homem. no sexo masculino. busca de fatores causais para eventuais distúrbios detectados. carinho. será possível planejar ações junto aos adolescentes. O despertar para a sexualidade intensifica-se na adolescência. de modo a garantir a obtenção regular de dados sobre o crescimento e desenvolvimento. intervenções no mercado de trabalho no processo de exclusão do mercado competitivo de trabalho: sua origem na infância desvalorizada. Os procedimentos realizados devem envolver os esforços de toda a equipe. Atenção ao crescimento desenvolvimento e Baixa escolaridade e inserção precoce inclusão na escola. Nesta fase. interpretadas segundo parâmetros estabelecidos. no feminino. Assim. em geral. Portanto.serão promovidas e efetuadas dentro do conceito de saúde proposto pela OMS como o “completo estado de bem-estar biopsíquico e social. O início do ciclo menstrual e da primeira ejaculação. quando necessário. integradas e intersetoriais. e entre os 9 e 13 anos. Caso contrário. e manutenção das atividades de forma a intervir. podem desenvolver sua sexualidade com culpa. beijos e toques e a descoberta do outro como importante e significativo. entre os 10 e 14 anos. e não apenas a ausência de enfermidades ou doenças”. constituindo-se como um conjunto de ações. geram uma série de sensações e dúvidas. o corpo desenvolve plenamente os órgãos que garantirão suas funções reprodutivas. Sexualidade e saúde reprodutiva Na adolescência. Este fenômeno se chama puberdade e ocorre. detecção e tratamento de agravos à saúde decorrentes de trabalhos insalubres. o registro das informações. medo ou vergonha. capacitação profissional.

Em 1998. . A única exceção ocorre entre as adolescentes. quando indagadas.1 destas jovens utilizam algum método contraceptivo. levantamentos realizados vêm apontando diminuição nas taxas de fecundidade em todas as faixas etárias. de forma que a manifestação da sexualidade seja discutida de modo responsável e amadurecido. escolas. Assim sendo. com maior percentual entre aquelas que têm de 15 a 19 anos de idade – o que talvez possa ser explicado pelo fato de que apenas 54. 80% das transmissões do HIV decorrem do sexo desprotegido. o que representa a metade de todos os casos registrados. Aproximadamente. Há algumas décadas. cultura. gerando dúvidas e ansiedade para o adolescente. Estima-se que 10 milhões de adolescentes vivem hoje com o HIV ou estão propensos a desenvolver a AIDS nos próximos anos. que lhes proporciona essa dupla proteção. mas nem sempre é indesejada. desenvolvendo atividade de expressão de sentimentos. sendo que quase três mil delas tinham de 10 a 14 anos. Entre 1993 e 1998. Muitas jovens engravidam em função de um problema social. torna-se imprescindível reexaminar as concepções implícitas nas abordagens convencionais de prevenção da gravidez na adolescência e reavaliar o processo de aumento da maternidade/ paternidade entre os adolescentes – gravidez essa que para alguns adolescentes faz parte do seu projeto de vida. Os profissionais de saúde devem estar preparados e sensibilizados para prestar aconselhamentos a adolescentes de ambos os sexos. perfazendo um total de 2.6 milhões por ano. e sabemos que o adolescente preocupa-se mais em evitar a gravidez do que em prevenir as DST/AIDS. responderam que desejaram ficar grávidas. que não depende apenas de fatores biológicos (sexo) e deve ser respeitada.saúde ou na comunidade (associações de moradores. mais de sete mil jovens – cinco por minuto – são infectados pelo HIV.1% das 384 adolescentes primigestas. A gravidez na adolescência é considerada um fator que pode desviar os adolescentes do seu projeto de vida. baixa auto-estima e problemas familiares. Suas várias formas de manifestação são influenciadas pelos costumes. Estudos realizados na Santa Casa de São Paulo apontaram que 47. deve-se proceder . A sexualidade é uma forma muito particular em cada indivíduo. nem acidental. e que muitas o façam de forma incorreta. igrejas). O ideal seria que sempre usassem o preservativo (masculino ou feminino). pressões sociais e preconceitos. mais de 50 mil adolescentes foram atendidas em hospitais públicos para curetagem pós aborto. Em todo o mundo diariamente. que é a falta de perspectiva de vida. clubes. como se a gestação pudesse lhes tornar adultas e independentes mais cedo. não sendo nem irresponsável. Se nessa discussão for detectado algum distúrbio físico ou psicológico. É bem verdade que nem sempre as gestações na adolescência são indesejadas. o que indica outra questão a ser enfrentada. observou-se um aumento de 31% no percentual de parto de meninas de 10 a 14 anos atendidas na rede do SUS.

Deve-se. violência.e. na medida do possível tentar envolve-las nas atividades desenvolvidas com o adolescente. fazendo com que o país ocupe o terceiro lugar no mundo em mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos. . A maior causa de morte entre adolescentes são as causas externas. deve estar atento para detectar os sinais de maus-tratos. se necessário. exploração sexual ou uso de drogas. O profissional do PSF e do PACS além de atuar junto à sociedade prevenindo a ocorrência da violência doméstica. O consumo de bebidas alcoólicas e de outras drogas ilícitas é uma das principais causas de acidentes. muitas vezes. a fim de realizar os devidos encaminhamentos. violência sexual. especialmente entre os mais jovens. A violência física e psicológica. Outro grave problema a ser enfrentado é o uso de drogas. especialmente os do sexo masculino. O potencial de tensão social no Brasil está basicamente localizado nas comunidades de baixa renda (marcadas pela exclusão). porém. seus níveis têm se mostrado cada vez mais elevados. as que mais sofrem o fenômeno da violência com elevadas taxas de mortalidade. suicídio. Os acidentes ocorrem principalmente entre os adolescentes do sexo masculino. revelando a necessidade da proteção da saúde do adolescente e a urgência na elaboração de políticas intersetoriais que afastem os jovens da violência. aos serviços ligados ao Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) ou aos serviços de DST/AIDS. havendo pouca distinção entre classes. gravidez não-planejada e transmissão de doenças por via sexual. Quando a equipe de ACS consegue detectar e intervir junto a família. Prevenção da violência e de mortes por causas externas No Brasil. e geram traumas que podem acompanhar o adolescente pelo resto de sua vida. Entre os jovens. as quais compreendem principalmente acidentes. a violência atinge toda a população. É no ambiente familiar que adolescentes e crianças sofrem maus-tratos e violência física. psicológica ou sexual. cor ou sexo. homicídios e suicídios. A família do adolescente Muitos problemas dos adolescentes têm origem nesse contexto. é usada pelos responsáveis com o pretexto de educar ou corrigir. utilizando os meios disponíveis na realidade local. pode tornar-se elemento facilitador para a resolução de problemas de integração do núcleo. A violência entre os jovens também se manifesta sob a forma de maus-tratos.o encaminhamento dos jovens aos serviços que atendem adolescentes – sob as diretrizes do PROSAD . na grande maioria com veículos a motor.

que sinalizam a urgente necessidade de mudanças. Os idosos apresentam o maior índice de hospitalização por faixa etária e o maior custo médio de hospitalização no país. por toda a vida A cada 10 anos. .Calendário de vacinação do adolescente IDADE De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) 1 mês após a 1º dose contra Hepatite B 6 meses após a 1º dose contra Hepatite B 2 meses após a 1º dose da dT 4 meses após a 1º dose da dT A cada 10 anos. caxumba e rubéola Hepatite B Hepatite B 1º dose Hepatite B 2º dose Hepatite B Hepatite B 3º dose Hepatite B dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) Febre Amarela 2º dose 3º dose reforço reforço Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Saúde do idoso O despreparo generalizado para lidar com o envelhecimento reflete-se em alguns indicadores. fazendo com que muitos continuem a trabalhar exaustivamente para manter seu sustento. por toda a vida VACINAS dT (dupla adulto) DOSES 1º dose DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre Amarela reforço Febre amarela SCR (tríplice viral) dose única Sarampo. As contribuições à Previdência Social geralmente não se refletem de forma justa nos benefícios recebidos pelos idosos.

principalmente as relacionadas ao aparelho cardiocirculatório. voltadas para a promoção da saúde. sendo mais fácil identificar quais fatores de risco necessitam de intervenção junto às famílias e à comunidade. com a adoção de hábitos saudáveis que irão gerar tranqüilidade no futuro. Há também perda de energia e alterações na aparência e condições psicológicas. Prevenção de agravos O envelhecimento é fisicamente caracterizado por uma degeneração gradual e progressiva dos órgãos. seguidas pelas . de forma a facilitar e garantir o acesso e a permanência dos idosos em todas as atividades físicas. Promoção à saúde As atividades ligadas à promoção à saúde dos idosos devem ser realizadas junto a eles próprios e à sociedade como um todo. Estas repercussões são a principal causa de óbitos entre os idosos. tecidos e metabolismo. os profissionais de saúde podem executar atividades de impacto individual ou coletivo. sua família e cuidadores de idosos dependentes. Entretanto. A principal meta a ser alcançada tanto pelo PAISI como por qualquer outra iniciativa voltada para os interesses dos idosos é a mobilização da família e da comunidade para que assumam seu papel no processo de valorização dos idosos. Os profissionais que desenvolvem atividades na perspectiva da atenção básica estão mais próximos do conhecimento acerca das condições de vida e saúde destes idosos. sociais.Para alterar este quadro de rejeição social. As atividades devem estar voltadas para a divulgação de informações acerca do processo de envelhecimento para o idoso. Neste período se apresentam as repercussões de doenças crônicodegenerativas. com independência e autonomia. Estratégias para atendimento às necessidades específicas dos idosos. laborais. Sob tal ótica. Isto só será possível através da valorização de suas habilidades e conhecimentos e da adequação dos recursos disponíveis às suas necessidades. É importante mobilizar a sociedade. Na tentativa de criar estratégias para facilitar a reorganização dos serviços de saúde para que possam atender às necessidades de saúde dos idosos. faz-se necessária a mobilização de todos os setores para beneficiar os idosos com a melhoria de sua qualidade de vida. prevenção de agravos e prestação de assistência aos idosos. acarretando enfraquecimento de muitas funções. o Ministério da Saúde implantou o Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso. resgatando sua dignidade e criando oportunidades para que desfrutem de uma vida ativa na sociedade. junto à sua família. faz-se necessário ter a clara idéia de que um envelhecimento saudável começa na juventude. o PAISI. etc.

Queixas freqüentes de tontura. Ocorrem ainda em grande freqüência incontinência urinária instabilidade postural e quedas. cujos conceitos sobre sexualidade são mais difíceis de trabalhar em virtude de os idosos terem opiniões formadas acerca de certos temas (como resistência à utilização de preservativos). demência e depressão. sedentarismo. .). onde é realizada consulta médica e de enfermagem em geriatria. isolamento social. Durante o processo de educação em saúde. camas e cadeiras mais altas. alteração da visão ou audição. repassando-as à equipe. e encaminhar os idosos para vacinação. banheiros mais acessíveis. Nesse contexto. geralmente sob a estratégia de campanha. a assistência aos idosos é operacionalizada tanto nos programas de atenção básica ampliada como na própria unidade básica de saúde. etc. estando os idosos dependentes ou não. após verificação de seu estado vacinal. direitos conquistados e adaptação do ambiente domiciliar para a prevenção de acidentes. gripe e pneumonia. Também pode orientar as modificações que precisam ser feitas no ambiente. dores localizadas ou generalizadas. temperamento instável. alimentação. buscando-se atender integralmente às necessidades expostas pelos idosos. pressa para ir ao banheiro. o ACS pode identificar situações de risco para os idosos. Assistência aos idosos No nível da atenção básica. além da vergonha de falarem sobre esse assunto. sua família ou ambos. são sinais e sintomas que se percebidos e considerados logo no início podem determinar uma assistência mais segura ao idoso. As DST também merecem nossa atenção junto à saúde do idoso. são utilizadas as vacinas duplas tipo adulto antiinfluenza e antipneumocócica. entre outros. iluminação mais adequada. pois com o aumento da expectativa de vida e a melhora gradual da qualidade de vida. quando possível (retirada de tapetes. recomendada pela OMS. os enfoques devem conter aspectos ligados à sexualidade. Outra importante atividade de prevenção é a vacinação contra tétano acidental.neoplasias. executada por médico ou enfermeiro capacitados adequadamente. Estas vacinas encontram-se atualmente disponíveis em quase todas as unidades básicas de saúde e. imobilidade. a ocorrência dessas doenças vem crescendo nesta faixa etária.

por toda a vida 60 anos ou mais 60 anos ou mais VACINAS dT (dupla adulto) Febre Amarela SCR (tríplice viral) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT( dupla adulto) Febre Amarela Influenza Pneumococo DOSES 1º dose dose inicial dose única 2º dose 3º dose reforço reforço Dose anual Dose única DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre amarela Sarampo.Calendário de vacinação do adulto e do idoso IDADE A partir de 20 anos A partir de 20 anos A partir de 20 anos 2 meses após a 1º dose de dT 4 meses após a 1º dose de dT A cada 10 anos. caxumba e rubéola Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Influenza ou gripe Pneumonia causada pelo pneumococo . por toda a vida A cada 10 anos.

. físicos. a falta de dignidade e de perspectivas. de diversas raças e etnias. culturais. Pois só participando poderemos nos considerarmos cidadãos. sexuais. econômicos e culturais. A exclusão social é um estado de carência. as diferenças em desigualdades e. Temos que nos rebelar contra o padrão imposto pela sociedade. No entanto presenciamos violência. • conselhos de saúde. e é assim que as pessoas diferentes são mantidas no seu lugar. de interdição. existe uma grande diferença entre o que esta na lei e o que realmente existe. E serão as atitudes de todos. Institucionaliza-se a indigência. são absorvidas no cotidiano como naturais. que assegure a todos os cidadãos seus direitos sociais. oriundas de diferentes regiões. Nossa sociedade tem que evoluir. mental e distúrbios de desenvolvimento. econômicos. todos os dias. racismo. Restringe as potencialidades e elimina as possibilidades de sobrevida de pessoas. estas. salvo raras exceções as figuras dos negros. de cada membro da comunidade que pode dar vida a lei. classes sociais. Falta muito para uma sociedade verdadeiramente livre. de negação. políticos. determinado por relações sociais desiguais construídas ao longo da história. Exemplos de movimentos • conselhos tutelares. de comunidades. Pobreza não é exclusão por si só. Surge um movimento pelos direitos humanos. para que o direito seja tão natural como o ar. Ainda que nossa Constituição garanta direitos a todos. a miséria. de apartação. mas acaba por levar a ela em virtude do achatamento cada vez maior das condições de vida. diversidade do nosso povo de profundas desigualdades. portanto todos tem direito de exercerem suas diferenças. Padrão pelo qual todas as pessoas devem se pautar.Diversidade e Desigualdade Social Na imensa persistem as raízes entanto os registros não enfatizam muito índios. culturas e credos religiosos. Todos tem direitos iguais. mulheres. religiosos. engenhosamente. São padrões raciais. As sociedades capitalistas transformam. idealizados e construídos pelas classes dominantes que acabam por determinar desigualdades de direitos e exclusão social e econômica. portanto uma imensa diversidade social. de povos. Pessoas com deficiência sensorial. Uma corrente que engrossa e da qual devemos fazer parte. preconceito. física. No históricos. de não ter. A nossa sociedade é formada por pessoas diferentes.

a cor da pele. Discriminação • • • Raça No Brasil. É imprescindível desenvolver a capacidade de identificar de forma mais abrangente as necessidades de saúde. A discriminação negativa ocorre quando uma pessoa é tratada de forma desigual ou injusta. sífilis. pessoas portadoras de certas doenças como hanseníase (conhecida como lepra). repensar as práticas de saúde e desenvolver um olhar crítico e abrangente sobre o mundo em que vivemos de um pensamento sobre os outros. a forma de andar. um sinal. a uma pessoa por estar suja (mendigo). supermercados. uma construção cultural e política. de religião etc. ódio irracional ou aversão a outras raças. um atributo ou qualidade que desacredita um indivíduo aos olhos do outro e provoca importantes conseqüências na forma como cada indivíduo vê a si próprio. definições e comentários Preconceito: É um conceito ou opinião formada antecipadamente sem conhecimentos dos fatos. pessoas com desvio de comportamento social. significa marginalizar devido à diferença. coisas que a pessoa faz.• movimentos populares de luta e de defesa da cidadania. as pessoas de freqüentarem escolas. • organizações não-governamentais. a tuberculose ou a AIDS. segregar (separar) por meios cruéis e degradantes as pessoas doentes em hospitais e prisões por portarem doenças mentais e ou transmissíveis como a hanseníase. Trata-se de uma idéia preconcebida. sendo essa distinção baseada no fato da pessoa pertencer a um grupo particular. Para compreender melhor o impacto que essas questões exercem sobre o processo saúde–doença. de práticas e ou orientação sexual. Suspeita infundada apenas pela aparência de alguém. clubes etc. é um produto histórico do colonialismo. Utiliza-se raça .. determinadas profissões. A qualidade a qual o estigma se refere pode ser. por questões raciais. atitudes e crenças. Discriminação. considera-se raça um grupo de pessoas parecidas fisicamente. intolerância por pertencer a outro time de futebol. o sexo. etc. de profissão. étnicas. restaurantes. de gênero. portadores de deficiência física e mental. De um julgamento ou opinião formada sem se levar em conta nenhum fato que possa a contestar. Exemplos: negar o direito ao atendimento à saúde. é preciso pensar além da dimensão biológica. No entanto existe outro conceito: raça é um conjunto basicamente sociológico. no contexto aqui abordado. Alguns conceitos. Discriminar. por exemplo. levar em conta a construção social de valores. portanto. práticas sexuais. impedir. AIDS. Estigma É uma marca. caracteriza violação dos direitos humanos. desrespeito a outras crenças e religiões. tuberculose. ou portar algum fator de diferenciação em relação à comunidade.. por quaisquer meios.

O racismo. a cor da pele. Etnia Etnia refere-se ao grupo biológico e culturalmente homogêneo.). Estes valores entendem o sexo como uma coisa suja e pecaminosa. pardo. entre outros. a importância destes traços físicos relaciona-se com a identidade grupal. refere um povo vinculado a uma língua. roupa. que só reagiu à falta de decoro feminino como “homem”. um ato que se justifica apenas para a reprodução. As mulheres estão associadas ao sexo e as tentações por carregarem o pecado original. e do preconceito voltado para a figura feminina. etc. sendo o desejo sexual e o prazer apresentados como tentações indignas. um território ou terras de origem. mais uma demonstração dos valores morais impostos através dos séculos. Não é incomum que a mulher seja “culpada” por ter “provocado” o molestador ou estuprador. atribuindo esta inferioridade intelectual e moral a fatores subjetivos como o lugar de origem. sendo passível de prisão. amarelo. Um grupo étnico escolhe um ou mais traços físicos e/ou culturais (idioma. cor da pele) como marca étnica do grupo. de quem são cobrados todos os comportamentos considerados “puros” e a quem é imposta a culpa dos atos impuros. são crenças e valores historicamente construídos através das relações que se estabelecem entre dominadores e dominados. Raça é uma caracterização de indivíduos segundo um traço físico (branco. ainda que sejam praticados por outrem. religião. . negro. Da mesma forma o sexo só é aprovado dentro do casamento. formato do nariz e dos olhos etc. compartilha histórias de ancestrais ou origens comuns e memórias de um passado coletivo. etnia reflete uma concepção cultural e/ou religiosa e não só biológica. A prática do racismo constitui violação dos direitos humanos individuais e/ ou coletivos. grupos superiores e inferiores. O racismo se estabelece nas relações sociais da mesma forma que o chauvinismo e a xenofobia. cor da pele e estatura. ou seja. enquanto etnia é uma identificação de grupos humanos e não uma caracterização de indivíduos O racismo fundamenta-se numa ideologia historicamente construída que classifica os grupos humanos.para identificar características biológicas que diferenciam os grupos humanos. tipo de cabelo. que se identifica pelo mesmo nome. tendo origem nos valores impostos pelas religiões de origem judaico-cristã que acabaram por influenciar todas as outras culturas e religiões. legalizado e abençoado pela igreja. Portanto. enquanto ideologia está impregnado na consciência individual.. Raça/etnia Racismo Orientação Sexual A sexualidade é um dos maiores tabus que nossa sociedade enfrenta. baseada nas diferenças raciais de forma hierárquica.

A sociedade estabelece qual o brinquedo. Numa sociedade heterossexista. alguns psicólogos falam em medo. a prática de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. como desvio de comportamento. A nossa sociedade. Há pouco tempo tem sido utilizado para nomear uma opressão paralela. Este assunto é pouco discutido e quase sempre é motivo de piada e não de esclarecimento. Homofobia é a repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo. as mulheres são consideradas inferiores. Assim. o trejeito.O sexo também só é considerado normal quando realizado entre pessoas de sexos opostos. Religião A origem da palavra religião é o verbo religar cujo significado é novamente. Algumas desapareceram. a impostação de voz. A sociedade impõe a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade e isto é uma violação dos direitos humanos. ou seja. . por ser relativamente recente. um homem que tenha trejeitos femininos também é considerado inferior. a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais e isso é institucionalizado através das leis. gays e bissexuais. A formação da identidade sexual é fortemente influenciada pelo contexto social onde o indivíduo esta inserido. órgãos de comunicação social. durante muito tempo. lésbicas. que na realidade são sutilmente impostos pelo meio desde o nascimento da criança. outras se alteraram. diz respeito à intenção do ser humano de ligar-se a Deus.. assim. os medos. A religião obedece um processo histórico. possuindo um fator de mutabilidade em função do lugar e da época. e até como crime. Por esta razão. que suprime os direitos das lésbicas. por esta razão existe muita confusão sobre o significado de cada um dos termos que se referem à orientação sexual. ao longo da história tivemos diferentes formas de expressão religiosa. cada uma delas tem sofrido transformações. ligar A religião é a expressão da crença e da reverência da humanidade para com um poder sobre-humano reconhecido como criador e regente do universo. tal como o racismo e o sexismo. Homofobia Reações homofóbicas são aquelas resultantes do desprezo e do ódio. O termo “heterossexismo” não é usual. as reações esperadas de cada sexo. religiões e línguas. que alguns indivíduos experimentam pelos homossexuais. sendo até mesmo pouco conhecido. ao longo dos séculos. foi considerado como doença. Esperando a comunidade determinados comportamentos do homem e da mulher. Heterossexismo descreve uma atitude mental que rotula como inferior todo um conjunto de cidadãos por professarem uma tendência sexual diferente. bissexuais e transexuais. e outras ainda mantiveram-se fortes ao longo dos séculos. Existem centenas de religiões diferentes no mundo todo e.. um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual.

As religiões de matriz africana e o xamanismo dos indígenas. O nosso processo de colonização que impôs a religião católica sobre todas as demais e até hoje sofremos as conseqüências deste inicio imposto. não sendo raro mais de um templo de religiões diversas numa mesma rua. dogmas. explica de uma forma particular o mundo em que vivemos. culto. existem milhões de pessoas que não professam religião alguma. Outras religiões são vistas como perigosas oriundas do mal. católicos e as mais diversas igrejas evangélicos. Também existem aqueles que não acreditam na existência de Deus. próprias de pessoas ignorantes. Através da religião buscam explicações para a dor e o sofrimento que a vida provoca. portanto. o que provocou durante muito tempo movimentos de perseguição a outras crenças e. seu próprio código de valores. A diversidade de crença torna a relação entre as religiões extremamente complexas. existem muitas religiões. Recentemente o “Fantástico” e vários telejornais mostraram cenas de um Xamã executando um ritual curativo de uma menininha em um hospital brasileiro. Da mesma forma. tais como: Para que estamos aqui? O que o futuro nos reserva? Existe vida após a morte? Quem nos criou? Quem sou eu?. sendo que até poucos anos atrás ainda tínhamos uma religião “oficial”. como das religiões afro-brasileiras são impedidos e precisam lutar muito para conseguir convencer os profissionais de saúde a permitir que eles realizem seus cultos e orações. estas pessoas são chamadas de agnósticas. No Brasil. de acordo com as características culturais de cada povo. seita.O desenvolvimento e o anseio espiritual são necessidades humanas que se manifestam através das características culturais de cada povo. Torna-se difícil para alguém que realmente siga uma fé entender e aceitar outra religião que não seja a sua própria. os povos têm buscado respostas para as grandes questões. são consideradas inferiores e moralmente reprováveis. em virtude de nossa grande diversidade culturas. estes são denominados ateus. sofrem preconceitos enormes e passaram por imensas dificuldades para subsistirem até os tempos de hoje. normas de condutas e rituais. Por outro lado. ainda hoje. mas os sacerdotes de outras crenças. Criou-se uma hegemonia das religiões cristãs. Nos presídios e hospitais padres e pastores tem livre acesso para atuarem em suas funções de homens de Deus”. O Brasileiro é um povo místico por natureza e aqui varias crenças prosperam. percebe-se uma intolerância religiosa que se manifesta de diversas formas. Através das crenças religiosas. e do fato do país acolher com tranqüilidade os estrangeiros e absorver muito de suas culturas. Predomina um pensamento e uma atitude sobre as pessoas de que todas devem ser monoteístas e batizadas na fé cristã. os homens buscam consolo e conforto na fé. Cada uma tem sua própria hierarquia. proveniente do grande número de etnias que formaram nosso povo. . Cada religião.

tendo por fator de aglutinação ou horizonte de ação a defesa de valores fundamentais à vida humana. São organizações privadas. como. operadas por trabalho voluntário e/ou remunerado. essas organizações se voltam para questões pouco ou precariamente cuidadas pelos governos dos países. alguns sociólogos tem considerado como único movimento social contemporâneo autentico o movimento gay. ter princípios. proteção dos animais. sendo as mobilizações voltadas para a melhoria das condições de vida ou de preservação da ordem social vigente. Movimentos Sociais São ações coletivas organizadas na conquista e no exercício da cidadania. defesa da diversidade e inclusão social. benefícios da previdência e assistência social). capacitação.” No nosso também temos ONGs que desempenham belos trabalhos como o Movimento Superação. Atualmente. . Teria acontecido o mesmo se um padre ou um pastor estivessem orando pela cura no quarto? Pensem nisso. justiça social. Com freqüência. De acordo com a base social. Possuir as qualidades de bom caráter. inclusão social. O fato das pessoas terem ou não uma religião não significa que sejam melhores ou piores. a Anistia Internacional. não-lucrativas. etc. Voltem para o item preconceito e analisem o caso sobre este prisma. O Movimento Superação é parceiro da Fundação Juscelino Kubitschek em algumas ações de enfrentamento do preconceito relacionado às pessoas portadoras de deficiências. cuja passeata o Brasil pode ver pela TV. agir com ética. voltadas a um objetivo específico. Há muitas ONGs voltadas para a defesa do meio ambiente. respeito. em uma cena de novela onde uma personagem vai ficar tetraplégica e passará pelo processo de superação do problema. por exemplo. de natureza popular ou institucional. para a paz e o desenvolvimento mundial. os movimentos sociais têm caráter progressista ou conservador. a capacitação e empregabilidade das mesmas. ONG ONG é sigla de Organização Não-Governamental. jornada de trabalho. Existem ONGs internacionais bastante atuantes. como reivindicações vinculadas à superação de carências. responsabilidade ou ter sentimentos de bondade ou amor são independentes de ter ou não ter qualquer religião. além de projetos de acessibilidade.foram grandes as dificuldades para conseguir a permissão e quando ela finalmente foi dada o caso foi tratado como “crendice indígena”. o Greenpeace e os “Médicos sem Fronteiras. direito à posse da terra e moradia. direitos humanos. preservação do meio ambiente. lealdade. conquista de benefícios trabalhistas (salário. Noções de ética e de cidadania O que é ética? A ética é a teoria do comportamento moral do homem em sociedade.

mas a ética na conduta como cidadão. confidencialidade. que vive em comunidade e depende dos outros homens para viver de forma plena. pacificar. Naqueles aspectos que não estão previstos e contemplados por normas. naturalmente surgem regras que tem a função de coordenar. boas maneiras. mas de alguma forma envolvem a profissão. enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz. O homem é um ser social. ao desejo de realizar a vida. Desta coexistência entre os homens. Toda moral pressupõe princípios. aprimoramento constante. envolvimento. tolerância. relações genuínas com as pessoas. corresponder à confiança que é depositada em você são atitudes éticas. correção de conduta. flexibilidade. fidelidade. As questões morais são praticas e são vinculadas a um determinado contexto. A ética é o processo cognitivo e reflexivo acerca destas normas e princípios que norteiam um sistema moral. afetividade. São os códigos culturais que nos obrigam. por um sujeito moral que as aceita livre e espontaneamente através de sua vontade subjetiva individual.No entanto ética e moral não se confundem. estabelecem os limites dentro dos quais devemos manter os nossos direitos e conseqüentemente estabelecem os nossos deveres para com os demais. Definir o bem e o mal é uma discussão ética. As questões éticas são teóricas e primam pela generalidade. Competência técnica. Estas regras. cabe não mais a obediência ao dever profissional. Um homem decidir entre uma atitude boa ou má é uma questão moral. . condensadas na vontade objetiva cultural. A ética está relacionada à opção. respeito às pessoas. normas de comportamento. A ética não gera a moral. privacidade. sendo que todas as suas ações e decisões afetam as outras pessoas. responsabilidade. As normas têm relação como o que denominamos de valores morais. que normas que tornam possível a vida em sociedade. enfim. são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais. A vontade pessoal resulta da aceitação harmoniosa da vontade coletiva de uma cultura. de proteger a categoria como um todo e proteger as pessoas que dependem daquele profissional. Dessa maneira. Ética Profissional e relações sociais Cada profissão possui normas que a regem. São os meios pelos quais os valores morais de um grupo social são manifestos e acabam adquirindo um caráter normativo e obrigatório. mantendo com os outros relações justas e aceitáveis. Normalmente está fundamentada nas idéias de bem e virtude. normas e leis de uma sociedade. mas ao mesmo tempo nos protegem. a vida ética consiste na interiorização dos valores. harmonizar.

Cidadania é agir de acordo com os princípios éticos e dos valores morais. não sujar as ruas. dizendo um bom dia. não se pode perder a perspectiva. zela pelo país. Cidadania é também o direito político. cidadania é promover saúde coletiva. respeitando as pessoas e suas opções e valores. define diretrizes. é ter a coragem de mudar as leis. A cidadania deve trabalhada. seja ao votar elegendo seus representantes. é omissão. deve ser ensinada. e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. não agredir os diferentes. Cidadania é não destruir o bem comum. leia e reflita sobre as frases colocadas abaixo: . e enfrentar os grandes problemas que assolam nosso país e nosso povo.” Juarez Távora “Se todos quisermos faremos do Brasil uma grande nação” Tiradentes . os direitos de um indivíduo são garantidos pelo cumprimento dos deveres dos demais membros da sociedade. Cidadania é promover ações contra o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. “A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos. Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. é respeitar as leis vigentes. e lutar pelos direitos dos carentes. é discutir políticas públicas. e é mobilização. Pois. A cidadania é ação. deve ser transmitida e principalmente deve ser vivida. não pichar muros. de que todo direito trás em si o dever. ajudando um cego a encontrar seu caminho.O que é cidadania? É o conjunto de direitos. Porém. pois através dele o indivíduo intervém na sociedade. Para compreender um pouco mais o que é cidadania. ou ao ser votado assumindo o dever de falar por aqueles que elegeram. das crianças e dos idosos. não infringir as leis.

"Millôr Fernandes Bons Estudos! Boa Sorte! Bom concurso! .“Porque a mente é como um paraquedas. significa apenas cidade grande. só funciona depois de aberta” "O que mais preocupa não é o grito dos violentos. dos corruptos. num país em que não há nem sombra de cidadania. dos sem-ética. dos sem-caráter. O que mais preocupa é o silêncio dos bons. dos desonestos." (Martin Luther King) Frank Zappa “Cidadão.

jul.Referências Bibliográficas Brasil. Ministério da Saúde. Brasília/DF. Brasilia: Ministério da Saúde. SIAB: manual do Sistema de Informação de Atenção Básica. Referencial curricular para o curso técnico de agente comunitário de saúde: área profissional. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Ministério da Saúde. Brasil. Brasília. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Cartilha Entendendo o SUS. P. Ministério da Saúde. 2001 BRASIL. Brasília: Ministério da Saúde. 1998. Plano Integrado de enfrentamento da feminização da Epidemia de Aids e outras DST. BRASIL. Brasília/DF.06 Brasília/DF. Rio de Janeiro. Ministério da Saúde. 1990. 2003 BRASIL. 1998. BUSS. Ministério da Saúde. BRASIL. Promoção da saúde e a saúde pública: contribuição para o debate entre as Escolas de Saúde Pública da América Latina./2000. Diagnóstico dos Centros de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids sobre a Realização de Sorologia e Aconselhamento Para HIV e Hepatites Virais.069. 2007 BRASIL. . Brasília: Ministério da Saúde. Ministério da Educação. 2004.M e colaboradores. Brasília: Ministério da Saúde. 1999. Manual para a organização de atenção básica. julho. de 13 de julho de 1990. Brasília. Cadernos de Atenção Básica. 2009 BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8. BRASIL. Referências conceituais para a organização do Sistema de Certificação de Competências/ PROFAE PROFAE . PROFAE – Saúde Coletiva v. 2004 BRASIL.mimeo . Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Brasília/DF. Ministério da Saúde. Manual de Vigilância do óbito infantil e fetal. 2006.Brasília . Ministério da Saúde.

br/saudedafamilia/equipe1.pdf www.ufrnet. O que faz um agente comunitário de saúde.br/portal/arquivos/multimedia/adolescente/violencia2.. manuais e cadernos do Ministério da Saúde.gov.Processo de trabalho do agente comunitário de saúde e a reestruturação produtiva.ppt Todas as imagens utilizadas nesta apostila foram retiradas do banco de imagens do Google ou das campanhas.FERREIRA.ccs.gov.B.swf http://portal.br/~lmoreira/. FRANCO.C. Disponível em: http://www./Indicadores%20Epidemiologicos.T.html http://portal.V.br/portal/arquivos/pdf/caderno_de_educacao_popular_e _saude.br/SUS20Anos/mostra/linhadotempo.famema.br/pdf/csp/v25n4/21.saude.scielo.saude.gov..net/Colaboradores/Artigos/1282/%20Prefeitura%20de %20Cachoeirinha%20RS%20/%20O%20que%20faz%20um%20agente%20co munit%C3%A1rio%20de%20sa%C3%BAde%20/Cachoeirinha%20RS/ Acessado em: 03/11/2009 www.saude. ANDRADE. .pdf Acesso em: 03/11/2009 PREFEITURA DE CACHOEIRINHA RS.S. Disponível:http://redevital.htm http://www. cartilhas.S. MERHY. E. C.E.

com vistas a regulamentar a implantação e operacionalização dos referidos Programas.º 1. no uso de suas atribuições e.Portaria MS/GM n. a partir da reorientação da assistência ambulatorial e domiciliar. . RESOLVE: Art. O Ministro de Estado da Saúde. considerando que o Ministério da Saúde estabeleceu no seu Plano de Ações e Metas priorizar os Programas de Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família. 2º Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação. estimulando a sua expansão. O Ministério da Saúde reconhece no Programa de Agentes Comunitários de Saúde e no Programa Saúde da Família importante estratégia para contribuir no aprimoramento e na consolidação do Sistema Único de Saúde. 1º Aprovar as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. Art.886. de 18 de dezembro de 1997 Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. nos termos dos Anexos I e II desta Portaria.

para controle das ações de saúde. As atividades do ACS são consideradas de relevante interesse público. na área do respectivo município. Parágrafo único.189. Art.<> O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . 3º O ACS deve residir na própria comunidade. e dá outras providências. com vínculo direto ou indireto com o Poder Público local. óbitos.utilizar instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade de sua atuação. da Constituição. Fixa diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS).realizar visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. V . observadas as disposições fixadas em portaria do Ministério da Saúde.participar ou promover ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas públicas que promovam a qualidade de vida. Art 2º São consideradas atividades do ACS. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . ter espírito de liderança e de solidariedade e preencher os requisitos mínimos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. DECRETA: Art 1º Cabe ao Agente Comunitário de Saúde (ACS). no âmbito do Programa de Agentes Comunitários de Saúde. desenvolver atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. DE 4 DE OUTUBRO DE 1999. no uso da atribuições que lhe confere o art. nascimentos. VI . 4º O ACS prestará seus serviços. VII . na sua área de atuação: I . IV . Art.estimular a participação da comunidade nas políticas públicas como estratégia da conquista de qualidade de vida. II . sob supervisão competente.registrar. inciso VI. III . nos domicílios e na comunidade. 4 de outubro de 1999. doenças e outros agravos à saúde.DECRETO Nº 3. de forma remunerada. 178º da Independência e 111º da República. por meio de ações educativas individuais e coletivas.executar atividades de educação para a saúde individual e coletiva. Brasília.desenvolver outras atividades pertinentes à função do Agente Comunitário de Saúde. 84.

4o O Agente de Combate às Endemias tem como atribuição o exercício de atividades de vigilância. mediante ações domiciliares ou comunitárias. de nascimentos.350. na execução das atividades de responsabilidade dos entes federados. II . mediante vínculo direto entre os referidos Agentes e órgão ou entidade da administração direta. 62 da Constituição Federal. prevenção e controle de doenças e promoção da saúde. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor de cada ente federado. estadual ou federal. 1o As atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. o Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 297. dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde . de promoção da saúde. São consideradas atividades do Agente Comunitário de Saúde. autárquica ou fundacional. para os efeitos do disposto no art. DE 5 DE OUTUBRO DE 2006. 5o O Ministério da Saúde disciplinará as atividades de prevenção de doenças. e VI .o estímulo à participação da comunidade nas políticas públicas voltadas para a área da saúde.a realização de visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. 3o e 4o e estabelecerá os parâmetros dos cursos previstos nos incisos II do art. Renan Calheiros. que o Congresso Nacional aprovou. Art. . Art. de 2002-CN. o o 2 da Emenda Constitucional n 51. 6o e I do art. para fins exclusivos de controle e planejamento das ações de saúde. de 14 de fevereiro de 2006.a promoção de ações de educação para a saúde individual e coletiva. 2o O exercício das atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. Art. e dá outras providências. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor municipal. promulgo a seguinte Lei: Art. distrital. e eu. Art. individuais ou coletivas. III . Presidente da Mesa do Congresso Nacional. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. óbitos.a participação em ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas que promovam a qualidade de vida. de 2006. de controle e de vigilância a que se referem os arts.SUS. combinado com o art. Regulamenta o § 5 do art.LEI Nº 11. 3o O Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. nos termos desta Lei. 7o. V .a utilização de instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade. IV . 12 da Resolução nº 1.o registro. Parágrafo único. passam a reger-se pelo disposto nesta Lei. na sua área de atuação: I . doenças e outros agravos à saúde. dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. 198 da Constituição.

482 da Consolidação das Leis do Trabalho . com aproveitamento. 198 da Constituição.haver concluído o ensino fundamental.haver concluído. empregos ou funções públicas.residir na área da comunidade em que atuar.observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. do Distrito Federal ou dos Municípios certificar. para efeito da dispensa referida no parágrafo único do art. II . desde a data da publicação do edital do processo seletivo público. 8o Os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias admitidos pelos gestores locais do SUS e pela Fundação Nacional de Saúde FUNASA. II . Art. de acordo com o regime jurídico de trabalho adotado. curso introdutório de formação inicial e continuada. Art.haver concluído. e II .CLT. § 2o Compete ao ente federativo responsável pela execução dos programas a definição da área geográfica a que se refere o inciso I. curso introdutório de formação inicial e continuada. na data de publicação desta Lei.acumulação ilegal de cargos. considerando-se como tal aquele que tenha sido realizado com observância dos princípios referidos no caput. na ocorrência de uma das seguintes hipóteses: I . do Distrito Federal e dos Municípios. de 14 de fevereiro de 2006. salvo se. Art. 7o O Agente de Combate às Endemias deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I . que atenda aos princípios de legalidade. moralidade. Parágrafo único. a existência de anterior processo de seleção pública. estejam exercendo atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde. lei local dispuser de forma diversa. com aproveitamento. Não se aplica a exigência a que se refere o inciso II aos que. . 2o da Emenda Constitucional no 51. Parágrafo único. § 1o Não se aplica a exigência a que se refere o inciso III aos que. publicidade e eficiência. de acordo com a natureza e a complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para o exercício das atividades. na forma do disposto no § 4o do art. 6o O Agente Comunitário de Saúde deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I .haver concluído o ensino fundamental. Art. submetem-se ao regime jurídico estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho .prática de falta grave. 9o A contratação de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias deverá ser precedida de processo seletivo público de provas ou de provas e títulos. dentre as enumeradas no art. e III . em cada caso. impessoalidade. Caberá aos órgãos ou entes da administração direta dos Estados.CLT. A administração pública somente poderá rescindir unilateralmente o contrato do Agente Comunitário de Saúde ou do Agente de Combate às Endemias. na data de publicação desta Lei. no caso dos Estados. estejam exercendo atividades próprias de Agente de Combate às Endemias. 10. observados os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Art.

15. cumprindo-se jornada de trabalho de quarenta horas semanais. ações complementares de vigilância epidemiológica e combate a endemias. além do disposto nesta Lei. destinado a promover. no âmbito do Quadro Suplementar referido no art. por excesso de despesa. de 22 de fevereiro de 2000. nos termos da Lei no 9. § 2o A comissão será integrada por três representantes da Secretaria Federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União. de 6 de abril de 2005. de 19 de setembro de 1990. e o prévio conhecimento dos padrões mínimos exigidos para a continuidade da relação de emprego.080. Fica criado. com retribuição mensal estabelecida na forma do Anexo desta Lei. mantida a vinculação à FUNASA e sem prejuízo dos respectivos direitos e vantagens. Art. sob a efetiva supervisão da FUNASA e mediante a observância dos princípios a que se refere o caput do art. Os Agentes de Combate às Endemias integrantes do Quadro Suplementar a que se refere o art. Quadro Suplementar de Combate às Endemias. pelo Assessor Especial de Controle Interno do Ministério da Saúde e pelo Chefe da Auditoria Interna da FUNASA. 16 da Lei no 8. .801. 6o. trezentos e sessenta e cinco empregos públicos de Agente de Combate às Endemias. no âmbito do SUS. ou para gestão associada de serviços públicos. se achavam no desempenho de atividades de combate a endemias no âmbito da FUNASA é assegurada a dispensa de se submeterem ao processo seletivo público a que se refere o § 4o do art. a qualquer título. 14. Parágrafo único. 13. No caso do Agente Comunitário de Saúde. 11. 11.necessidade de redução de quadro de pessoal. Art. observadas as especificidades locais. mediante contrato de consórcio público.962. ou por outra instituição. de 14 de junho de 1999. nos termos do inciso VI e parágrafo único do art. do Distrito Federal e dos Municípios. apurada em procedimento no qual se assegurem pelo menos um recurso hierárquico dotado de efeito suspensivo. ou IV . em 14 de fevereiro de 2006. 11 poderão ser colocados à disposição dos Estados. obrigatoriamente estabelecidos de acordo com as peculiaridades das atividades exercidas. cuja despesa não excederá o valor atualmente despendido pela FUNASA com a contratação desses profissionais. no Quadro de Pessoal da Fundação Nacional de Saúde FUNASA. Ficam criados cinco mil. Art. no âmbito do SUS. 198 da Constituição. nos termos da Lei no 11. um dos quais a presidirá. desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de seleção pública efetuado pela FUNASA. que será apreciado em trinta dias. ou em função de apresentação de declaração falsa de residência. Art. Ao Quadro Suplementar de que trata o caput aplica-se. § 1o Ato conjunto dos Ministros de Estado da Saúde e do Controle e da Transparência instituirá comissão com a finalidade de atestar a regularidade do processo seletivo para fins da dispensa prevista no caput.III . o disposto na Lei no 9. mediante convênio.insuficiência de desempenho. Art. Aos profissionais não-ocupantes de cargo efetivo em órgão ou entidade da administração pública federal que. 12. no que couber. o contrato também poderá ser rescindido unilateralmente na hipótese de não-atendimento ao disposto no inciso I do art. O gestor local do SUS responsável pela contratação dos profissionais de que trata esta Lei disporá sobre a criação dos cargos ou empregos públicos e demais aspectos inerentes à atividade.107. Parágrafo único. 9o.

§ 1o A FUNASA. 15 correrão à conta das dotações destinadas à FUNASA. Brasília. em classes e níveis com salários iguais aos pagos atualmente. 185o da Independência e 118o da República. vinculados diretamente aos gestores locais do SUS ou a entidades de administração indireta. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Agenor Álvares da Silva Paulo Bernardo Silva . quando vagos. poderão permanecer no exercício destas atividades. 15 e preenchidos nos termos desta Lei. 12 na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. promoverá o enquadramento do pessoal de que trata o art. Art. consignadas no Orçamento Geral da União. conforme disposto no art. As despesas decorrentes da criação dos empregos públicos a que se refere o art. 9 de junho de 2006. Orçamento e Gestão disciplinar o desenvolvimento dos ocupantes dos empregos públicos referidos no caput na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. salvo na hipótese de combate a surtos endêmicos. 18. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. até que seja concluída a realização de processo seletivo público pelo ente federativo. Fica vedada a contratação temporária ou terceirizada de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias. Art. Os profissionais que. de 13 de agosto de 1991. Fica revogada a Lei no 10. de 10 de julho de 2002. sem aumento de despesa. 19. em até trinta dias. Art. Art. não investidos em cargo ou emprego público. serão extintos. § 3o Caberá à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. na forma da lei aplicável. 17. exerçam atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às Endemias. Art. com vistas ao cumprimento do disposto nesta Lei. 21. § 2o Aplica-se aos ocupantes dos empregos referidos no caput a indenização de campo de que trata o art. e não alcançados pelo disposto no parágrafo único do art. 16 da Lei no 8. 20.216. 9o. Os empregos públicos criados no âmbito da FUNASA.507. 16. na data de publicação desta Lei.

ocupação e convívio do idoso com as demais gerações. à educação. 1o É instituído o Estatuto do Idoso. em detrimento do atendimento asilar. assegurando-se-lhe. III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso.741. ao esporte. à dignidade. da comunidade. TÍTULO I Disposições Preliminares Art. V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família. a efetivação do direito à vida. à alimentação. por lei ou por outros meios. Art. todas as oportunidades e facilidades. espiritual e social. DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas. A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. 2o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso. Parágrafo único. em condições de liberdade e dignidade. Art. para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral. com absoluta prioridade. 3o É obrigação da família. intelectual. à saúde. à cidadania. . ao respeito e à convivência familiar e comunitária. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. VI – capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos. à cultura. à liberdade. ao trabalho. destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. IV – viabilização de formas alternativas de participação.Estatuto do Idoso LEI No 10. ao lazer. exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência.

(Incluído pela Lei nº 11. garantidos na Constituição e nas leis. crueldade ou opressão. TÍTULO II Dos Direitos Fundamentais CAPÍTULO I Do Direito à Vida Art. CAPÍTULO II Do Direito à Liberdade. como pessoa humana e sujeito de direitos civis. 10. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. Art. será punido na forma da lei. V – participação na vida familiar e comunitária. discriminação. Art. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade. previstos na Lei no 8. . III – crença e culto religioso. o respeito e a dignidade. VI – participação na vida política. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência. IV – prática de esportes e de diversões. 7o Os Conselhos Nacional. II – opinião e expressão. definidos nesta Lei. ressalvadas as restrições legais. Art. Art. de 4 de janeiro de 1994. IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. 9o É obrigação do Estado. § 1o É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. de 2008). individuais e sociais.842. ao Respeito e à Dignidade Art. vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários. 8o O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. por ação ou omissão. Art. § 2o As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios por ela adotados.765. VIII – garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais. e todo atentado aos seus direitos.VII – estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento. § 1o O direito à liberdade compreende. Estaduais. 5o A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade à pessoa física ou jurídica nos termos da lei. 6o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento. violência. assegurar à pessoa idosa a liberdade. nos termos desta Lei e da legislação vigente. na forma da lei. É obrigação do Estado e da sociedade. políticos. entre outros. os seguintes aspectos: I – faculdade de ir. zelarão pelo cumprimento dos direitos do idoso. do Distrito Federal e Municipais do Idoso.

medicamentos. colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano. Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições econômicas de prover o seu sustento. no âmbito da assistência social. proteção e recuperação da saúde. 12. para redução das seqüelas decorrentes do agravo da saúde. habilitação ou reabilitação. de valores. violento. assim como próteses. Art. incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos. filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público. abrangendo a preservação da imagem. § 3o É dever de todos zelar pela dignidade do idoso. podendo o idoso optar entre os prestadores. 15. nos meios urbano e rural. Os alimentos serão prestados ao idoso na forma da lei civil. idéias e crenças. com pessoal especializado nas áreas de geriatria e gerontologia social. § 3o É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade. incluindo a internação. É assegurada a atenção integral à saúde do idoso. gratuitamente. § 4o Os idosos portadores de deficiência ou com limitação incapacitante terão atendimento especializado. CAPÍTULO IV Do Direito à Saúde Art. para a prevenção. Art. nos termos da lei. II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios. especialmente os de uso continuado. III – unidades geriátricas de referência. § 2o O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS. auxílio e orientação. dos espaços e dos objetos pessoais. IV – atendimento domiciliar. As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça ou Defensor Público. psíquica e moral. aterrorizante. órteses e outros recursos relativos ao tratamento. da identidade. inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas. V – reabilitação orientada pela geriatria e gerontologia. promoção. impõe-se ao Poder Público esse provimento.VII – faculdade de buscar refúgio. 13. § 1o A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: I – cadastramento da população idosa em base territorial. A obrigação alimentar é solidária.737. 14. vexatório ou constrangedor. de 2008) Art. § 2o Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos. garantindo-lhe o acesso universal e igualitário. 11. da autonomia. que as referendará. em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços. CAPÍTULO III Dos Alimentos Art. para a população que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover. (Redação dada pela Lei nº 11. e passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil. .

caso em que deverá comunicar o fato ao Ministério Público. para transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações. devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral. Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante. Art. IV – Conselho Estadual do Idoso. As instituições de saúde devem atender aos critérios mínimos para o atendimento às necessidades do idoso. diversões. § 1o Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação. IV – pelo próprio médico. Parágrafo único. justificá-la por escrito. II – Ministério Público. Art. segundo o critério médico. II – pelos familiares. 16. V – Conselho Nacional do Idoso. cultura. quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser contactado em tempo hábil. espetáculos. 19. 17. 21. Não estando o idoso em condições de proceder à opção. III – pelo médico. promovendo o treinamento e a capacitação dos profissionais. quando não houver curador ou familiar conhecido.Art. Esporte e Lazer Art. . Cultura. computação e demais avanços tecnológicos. 20. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos: I – autoridade policial. assim como orientação a cuidadores familiares e grupos de autoajuda. Caberá ao profissional de saúde responsável pelo tratamento conceder autorização para o acompanhamento do idoso ou. quando o idoso for interditado. metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados. no sentido da preservação da memória e da identidade culturais. esta será feita: I – pelo curador. 18. Art. lazer. produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. III – Conselho Municipal do Idoso. quando ocorrer iminente risco de vida e não houver tempo hábil para consulta a curador ou familiar. para sua integração à vida moderna. CAPÍTULO V Da Educação. adequando currículos. esporte. Parágrafo único. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável. no caso de impossibilidade. O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação. Art. O idoso tem direito a educação. § 2o Os idosos participarão das comemorações de caráter cívico ou cultural.

de acordo com suas respectivas datas de início ou do seu último reajustamento. e ao público sobre o processo de envelhecimento. O Poder Público criará e estimulará programas de: I – profissionalização especializada para os idosos. critérios de cálculo que preservem o valor real dos salários sobre os quais incidiram contribuição. Art. com antecedência mínima de 1 (um) ano. educativa. de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria.Art. na sua concessão. esportivos e de lazer. culturais. Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados na mesma data de reajuste do salário-mínimo. Art. artística e cultural. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade. nos termos da legislação vigente. CAPÍTULO VII Da Previdência Social Art. 23. Parágrafo único. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento. e de esclarecimento sobre os direitos sociais e de cidadania. respeitadas suas condições físicas. ao respeito e à valorização do idoso. 28. Os meios de comunicação manterão espaços ou horários especiais voltados aos idosos. dando-se preferência ao de idade mais elevada.213. CAPÍTULO VI Da Profissionalização e do Trabalho Art. 27. III – estímulo às empresas privadas para admissão de idosos ao trabalho. com base em percentual definido em regulamento. considerada a natural redução da capacidade visual. de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso. O Poder Público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará a publicação de livros e periódicos. conforme seus interesses. 22. 25. de 24 de julho de 1991. 29. aproveitando seus potenciais e habilidades para atividades regulares e remuneradas. é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade. Art. II – preparação dos trabalhadores para a aposentadoria. observados os critérios estabelecidos pela Lei no 8. Os benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Geral da Previdência Social observarão. Parágrafo único. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego. ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. Art. . A participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) nos ingressos para eventos artísticos. que facilitem a leitura. intelectuais e psíquicas. pro rata. inclusive para concursos. Art. O idoso tem direito ao exercício de atividade profissional. por meio de estímulo a novos projetos sociais. bem como o acesso preferencial aos respectivos locais. 24. com finalidade informativa. 26.

é a data-base dos aposentados e pensionistas. nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas. 35 da Lei no 8. é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo. 33. caracteriza a dependência econômica. § 1o No caso de entidades filantrópicas. no mínimo. A perda da condição de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por idade. é facultada a cobrança de participação do idoso no custeio da entidade. CAPÍTULO IX Da Habitação . que não possuam meios para prover sua subsistência. são obrigadas a firmar contrato de prestação de serviços com a pessoa idosa abrigada. para os efeitos legais. 30. o disposto no art. 36.213. O cálculo do valor do benefício previsto no caput observará o disposto no caput e § 2o do art. será atualizado pelo mesmo índice utilizado para os reajustamentos dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. na Política Nacional do Idoso. Art. verificado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o mês do efetivo pagamento. 3o da Lei no 9. efetuado com atraso por responsabilidade da Previdência Social. o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência na data de requerimento do benefício. de 26 de novembro de 1999. A assistência social aos idosos será prestada. 31. O Dia Mundial do Trabalho. Parágrafo único. 32. § 3o Se a pessoa idosa for incapaz. O pagamento de parcelas relativas a benefícios. Todas as entidades de longa permanência. a partir de 65 (sessenta e cinco) anos. caberá a seu representante legal firmar o contrato a que se refere o caput deste artigo. Art. nem de tê-la provida por sua família. no Sistema Único de Saúde e demais normas pertinentes.876. Art. § 2o O Conselho Municipal do Idoso ou o Conselho Municipal da Assistência Social estabelecerá a forma de participação prevista no § 1o. O acolhimento de idosos em situação de risco social. de forma articulada. 35. O benefício já concedido a qualquer membro da família nos termos do caput não será computado para os fins do cálculo da renda familiar per capita a que se refere a Loas.Art. 1o de Maio. CAPÍTULO VIII Da Assistência Social Art. Parágrafo único. Art. Art. Aos idosos. 34. não havendo salários-de-contribuição recolhidos a partir da competência de julho de 1994. ou casa-lar. ou. desde que a pessoa conte com. de 1991. ou casa-lar. por adulto ou núcleo familiar. conforme os princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. que não poderá exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso.

no valor das passagens. IV – critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. CAPÍTULO X Do Transporte Art. bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes. ou desacompanhado de seus familiares. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. Nos programas habitacionais. § 3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos. além de atender toda a legislação pertinente. no mínimo. . abandono ou carência de recursos financeiros próprios ou da família. casa-lar. III – eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas. II – desconto de 50% (cinqüenta por cento).Art. 40. 37. com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. no seio da família natural ou substituta. ou. § 2o Toda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identificação externa visível. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos. o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria. públicos ou subsidiados com recursos públicos. observado o seguinte: I – reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos. sob pena de interdição. Art. Art. em instituição pública ou privada. para garantia de acessibilidade ao idoso. para os idosos que excederem as vagas gratuitas. II – implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso. O idoso tem direito a moradia digna. § 2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. § 1o Para ter acesso à gratuidade. quando assim o desejar. nos termos da legislação específica: (Regulamento) I – a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. sob as penas da lei. 38. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á. 39. § 3o As instituições que abrigarem idosos são obrigadas a manter padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles. ainda. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. exceto nos serviços seletivos e especiais. § 1o A assistência integral na modalidade de entidade de longa permanência será prestada quando verificada inexistência de grupo familiar.

poderá determinar. ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação. e levarão em conta os fins sociais a que se destinam e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. TÍTULO III Das Medidas de Proteção CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Art. orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas. 41. a requerimento daquele. 43. VI – abrigo temporário. o Ministério Público ou o Poder Judiciário. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo. para os idosos. de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados.Parágrafo único. III – requisição para tratamento de sua saúde. II – orientação. III – em razão de sua condição pessoal. as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso. CAPÍTULO II Das Medidas Específicas de Proteção Art. dentre outras. apoio e acompanhamento temporários. IV – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. TÍTULO IV Da Política de Atendimento ao Idoso CAPÍTULO I Disposições Gerais . Art. 42. É assegurada a reserva. em regime ambulatorial. 43. Art. V – abrigo em entidade. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II. omissão ou abuso da família. isolada ou cumulativamente. mediante termo de responsabilidade. hospitalar ou domiciliar. II – por falta. as seguintes medidas: I – encaminhamento à família ou curador. Art. 45. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. As medidas de proteção ao idoso previstas nesta Lei poderão ser aplicadas. curador ou entidade de atendimento. nos termos da lei local. 44.

do Distrito Federal e dos Municípios. em caráter supletivo. III – serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência.842. higiene. dos Estados. conforme a Lei no 8. 46. de caráter interno e externo. salubridade e segurança. 50. para aqueles que necessitarem. VI – preservação da identidade do idoso e oferecimento de ambiente de respeito e dignidade. 47. IV – demonstrar a idoneidade de seus dirigentes. Constituem obrigações das entidades de atendimento: . sem prejuízo das sanções administrativas. previstas na Lei no 8. 48. e em sua falta. exploração.Art. O dirigente de instituição prestadora de atendimento ao idoso responderá civil e criminalmente pelos atos que praticar em detrimento do idoso. V – observância dos direitos e garantias dos idosos. junto ao Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa. Art. VI – mobilização da opinião pública no sentido da participação dos diversos segmentos da sociedade no atendimento do idoso. II – apresentar objetivos estatutários e plano de trabalho compatíveis com os princípios desta Lei. III – manutenção do idoso na mesma instituição. As entidades de atendimento são responsáveis pela manutenção das próprias unidades. Art. Parágrafo único. abuso. Parágrafo único. III – estar regularmente constituída. 49. As entidades que desenvolvam programas de institucionalização de longa permanência adotarão os seguintes princípios: I – preservação dos vínculos familiares. salvo em caso de força maior. maus-tratos. São linhas de ação da política de atendimento: I – políticas sociais básicas. de 1994. junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e Conselho Municipal da Pessoa Idosa. II – atendimento personalizado e em pequenos grupos. especificando os regimes de atendimento. crueldade e opressão. A política de atendimento ao idoso far-se-á por meio do conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais da União.842. observados os seguintes requisitos: I – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. IV – serviço de identificação e localização de parentes ou responsáveis por idosos abandonados em hospitais e instituições de longa permanência. V – proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos dos idosos. Art. observadas as normas de planejamento e execução emanadas do órgão competente da Política Nacional do Idoso. II – políticas e programas de assistência social. As entidades governamentais e não-governamentais de assistência ao idoso ficam sujeitas à inscrição de seus programas. IV – participação do idoso nas atividades comunitárias. de 4 de janeiro de 1994. CAPÍTULO II Das Entidades de Atendimento ao Idoso Art.

a situação de abandono moral ou material por parte dos familiares. 53. relação de seus pertences. especificando o tipo de atendimento. Art. se for o caso. IV – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. Art. com os respectivos preços. VI – diligenciar no sentido da preservação dos vínculos familiares. as obrigações da entidade e prestações decorrentes do contrato. VII – oferecer acomodações apropriadas para recebimento de visitas. XIII – providenciar ou solicitar que o Ministério Público requisite os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem. CAPÍTULO III Da Fiscalização das Entidades de Atendimento Art. II – observar os direitos e as garantias de que são titulares os idosos. na forma da lei. parentes. .I – celebrar contrato escrito de prestação de serviço com o idoso. 54. conforme a necessidade do idoso. XI – proceder a estudo social e pessoal de cada caso. O art. sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou prepostos. cidade. culturais e de lazer. e suas alterações. se for pública. bem como o valor de contribuições. As entidades de atendimento que descumprirem as determinações desta Lei ficarão sujeitas. V – oferecer atendimento personalizado." Art. esportivas. 55. X – propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem. de acordo com suas crenças. XIV – fornecer comprovante de depósito dos bens móveis que receberem dos idosos. no âmbito das respectivas instâncias político-administrativas.842. a fiscalização e a avaliação da política nacional do idoso. As entidades governamentais e não-governamentais de atendimento ao idoso serão fiscalizadas pelos Conselhos do Idoso. se houver. 51. Art. observado o devido processo legal: I – as entidades governamentais: a) advertência. 52. 7o da Lei no 8. 7o Compete aos Conselhos de que trata o art. XII – comunicar à autoridade competente de saúde toda ocorrência de idoso portador de doenças infecto-contagiosas. nome do idoso. responsável. XVII – manter no quadro de pessoal profissionais com formação específica. e alimentação suficiente. VIII – proporcionar cuidados à saúde. o acompanhamento. endereços. às seguintes penalidades. III – fornecer vestuário adequado. 6o desta Lei a supervisão. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. Vigilância Sanitária e outros previstos em lei. para as providências cabíveis. Ministério Público. XV – manter arquivo de anotações onde constem data e circunstâncias do atendimento. IX – promover atividades educacionais. XVI – comunicar ao Ministério Público. e demais dados que possibilitem sua identificação e a individualização do atendimento. As instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos prestadoras de serviço ao idoso terão direito à assistência judiciária gratuita. de 1994. Será dada publicidade das prestações de contas dos recursos públicos e privados recebidos pelas entidades de atendimento.

00 (quinhentos reais) a R$ 1. Art. b) multa. § 3o Na ocorrência de infração por entidade de atendimento. 57. c) suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas.00 (quinhentos reais) a R$ 3. enquanto durar a interdição. 58.00 (um mil reais) e multa civil a ser estipulada pelo juiz. a expensas do estabelecimento interditado.000. II – as entidades não-governamentais: a) advertência. § 4o Na aplicação das penalidades. CAPÍTULO IV Das Infrações Administrativas Art.00 (quinhentos reais) a R$ 3. CAPÍTULO V Da Apuração Administrativa de Infração às Normas de Proteção ao Idoso . 50 desta Lei: Pena – multa de R$ 500.000. podendo haver a interdição do estabelecimento até que sejam cumpridas as exigências legais.b) afastamento provisório de seus dirigentes. Deixar o profissional de saúde ou o responsável por estabelecimento de saúde ou instituição de longa permanência de comunicar à autoridade competente os casos de crimes contra idoso de que tiver conhecimento: Pena – multa de R$ 500.000. os danos que dela provierem para o idoso. conforme o dano sofrido pelo idoso. § 1o Havendo danos aos idosos abrigados ou qualquer tipo de fraude em relação ao programa. caberá o afastamento provisório dos dirigentes ou a interdição da unidade e a suspensão do programa. Deixar de cumprir as determinações desta Lei sobre a prioridade no atendimento ao idoso: Pena – multa de R$ 500. sem prejuízo das providências a serem tomadas pela Vigilância Sanitária. Parágrafo único. 56. inclusive para promover a suspensão das atividades ou dissolução da entidade. No caso de interdição do estabelecimento de longa permanência. e) proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. c) afastamento definitivo de seus dirigentes. § 2o A suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas ocorrerá quando verificada a má aplicação ou desvio de finalidade dos recursos. d) fechamento de unidade ou interdição de programa. que coloque em risco os direitos assegurados nesta Lei. serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. será o fato comunicado ao Ministério Público.00 (três mil reais). os idosos abrigados serão transferidos para outra instituição. para as providências cabíveis. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes da entidade. Deixar a entidade de atendimento de cumprir as determinações do art. com a proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. aplicada em dobro no caso de reincidência.00 (três mil reais). Art. d) interdição de unidade ou suspensão de programa. se o fato não for caracterizado como crime.

a autoridade competente aplicará à entidade de atendimento as sanções regulamentares. 67. Art. 69 ou. O dirigente da entidade será citado para. para a vida ou a saúde da pessoa idosa à entidade de atendimento as sanções e das providências que vierem a ser demais instituições legitimadas para a CAPÍTULO VI Da Apuração Judicial de Irregularidades em Entidade de Atendimento Art. Havendo risco para a vida ou à saúde do idoso. Art. Art. mediante decisão fundamentada. por duas testemunhas. podendo juntar documentos e indicar as provas a produzir. Apresentada a defesa. 65. que será feita: I – pelo autuante. ou este será lavrado dentro de 24 (vinte e quatro) horas. Art. se possível. contado da data da intimação. 62. O procedimento para a imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção ao idoso terá início com requisição do Ministério Público ou auto de infração elaborado por servidor efetivo e assinado. à verificação da infração seguir-se-á a lavratura do auto. 64. sem prejuízo da iniciativa adotadas pelo Ministério Público ou pelas fiscalização. Aplicam-se. oferecer resposta escrita. decretar liminarmente o afastamento provisório do dirigente da entidade ou outras medidas que julgar adequadas. 66. Art. 63. por motivo justificado. Nos casos em que não houver risco abrigada. § 1o No procedimento iniciado com o auto de infração poderão ser usadas fórmulas impressas. na forma da lei. 59. subsidiariamente. O autuado terá prazo de 10 (dez) dias para a apresentação da defesa. no instrumento de autuação.Art. Os valores monetários expressos no Capítulo IV serão atualizados anualmente. § 2o Sempre que possível. poderá a autoridade judiciária. Art. e 9. 61. no prazo de 10 (dez) dias. ouvido o Ministério Público. deliberando sobre a necessidade de produção de outras provas. II – por via postal. Art. Art. 68. O procedimento de apuração de irregularidade em entidade governamental e não-governamental de atendimento ao idoso terá início mediante petição fundamentada de pessoa interessada ou iniciativa do Ministério Público. 60. a autoridade competente aplicará regulamentares. ao procedimento administrativo de que trata este Capítulo as disposições das Leis nos 6. sem prejuízo da iniciativa e das providências que vierem a ser adotadas pelo Ministério Público ou pelas demais instituições legitimadas para a fiscalização. designará audiência de instrução e julgamento. de 29 de janeiro de 1999. o juiz procederá na conformidade do art. quando for lavrado na presença do infrator. com aviso de recebimento.784.437. especificando-se a natureza e as circunstâncias da infração. se necessário. Havendo motivo grave. . para evitar lesão aos direitos do idoso. de 20 de agosto de 1977.

72. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária. as partes e o Ministério Público terão 5 (cinco) dias para oferecer alegações finais. TÍTULO V Do Acesso à Justiça CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. Aplica-se. § 2o Em se tratando de afastamento provisório ou definitivo de dirigente de entidade governamental. decidindo a autoridade judiciária em igual prazo. o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. companheiro ou companheira. com união estável. 74. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. § 3o Antes de aplicar qualquer das medidas. Satisfeitas as exigências. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. Compete ao Ministério Público: . 70. CAPÍTULO II Do Ministério Público Art. naquilo que não contrarie os prazos previstos nesta Lei. a autoridade judiciária oficiará a autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado. § 4o A multa e a advertência serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. (VETADO) Art. sem julgamento do mérito.§ 1o Salvo manifestação em audiência. a autoridade judiciária poderá fixar prazo para a remoção das irregularidades verificadas. serão exercidas nos termos da respectiva Lei Orgânica. O Poder Público poderá criar varas especializadas e exclusivas do idoso. maior de 60 (sessenta) anos. § 3o A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. que determinará as providências a serem cumpridas. § 1o O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. 71. Art. Art. o processo será extinto. Art. § 4o Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. fazendo prova de sua idade. fixando-lhe prazo de 24 (vinte e quatro) horas para proceder à substituição. às disposições deste Capítulo. em qualquer instância. As funções do Ministério Público. 69. previstas nesta Lei. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 73. § 2o A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. subsidiariamente. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis.

X – referendar transações envolvendo interesses e direitos dos idosos previstos nesta Lei. A falta de intervenção do Ministério Público acarreta a nulidade do feito. no exercício de suas funções. terá livre acesso a toda entidade de atendimento ao idoso. individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso. IX – requisitar força policial. 75. quando necessário ou o interesse público justificar. de interdição total ou parcial. VI – instaurar sindicâncias. promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. § 1o A legitimação do Ministério Público para as ações cíveis previstas neste artigo não impede a de terceiros. perícias e documentos de autoridades municipais. para instruí-lo: a) expedir notificações. requerer diligências e produção de outras provas. estaduais e federais. usando os recursos cabíveis. hipóteses em que terá vista dos autos depois das partes. VIII – inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta Lei. . para a apuração de ilícitos ou infrações às normas de proteção ao idoso. III – atuar como substituto processual do idoso em situação de risco. A intimação do Ministério Público. que será declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. Art. V – instaurar procedimento administrativo e. desde que compatíveis com a finalidade e atribuições do Ministério Público. VII – zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados ao idoso. nas hipóteses previstas no art. II – promover e acompanhar as ações de alimentos. c) requisitar informações e documentos particulares de instituições privadas. requisitar condução coercitiva. conforme o disposto no art. 43 desta Lei. Art. em qualquer caso. para o desempenho de suas atribuições. será feita pessoalmente. em caso de não comparecimento injustificado da pessoa notificada. educacionais e de assistência social. adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas. § 2o As atribuições constantes deste artigo não excluem outras. públicos. inclusive pela Polícia Civil ou Militar. Art. bem como a colaboração dos serviços de saúde. § 3o O representante do Ministério Público. da administração direta e indireta. atuará obrigatoriamente o Ministério Público na defesa dos direitos e interesses de que cuida esta Lei. nas mesmas hipóteses. 43 desta Lei. Nos processos e procedimentos em que não for parte. requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. colher depoimentos ou esclarecimentos e. podendo juntar documentos. segundo dispuser a lei.I – instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos ou coletivos. de designação de curador especial. 76. b) requisitar informações. bem como promover inspeções e diligências investigatórias. em circunstâncias que justifiquem a medida e oficiar em todos os feitos em que se discutam os direitos de idosos em condições de risco. IV – promover a revogação de instrumento procuratório do idoso. exames. 77.

Art. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso. o Distrito Federal e os Municípios. Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições de Poder Público. 79. 83. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses difusos. Parágrafo único. II – a União. III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa. § 1o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. que se regerá pelas normas da lei do mandado de segurança. 78. III – a Ordem dos Advogados do Brasil. cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa. 82. IV – as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre os fins institucionais a defesa dos interesses e direitos da pessoa idosa. o Ministério Público ou outro legitimado deverá assumir a titularidade ativa. individuais indisponíveis ou homogêneos. Para defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei. 81. caberá ação mandamental. . ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. dispensada a autorização da assembléia. Art. Para as ações cíveis fundadas em interesses difusos. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao adimplemento. Art. são admissíveis todas as espécies de ação pertinentes. IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. os Estados. Parágrafo único. próprios do idoso. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso. II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitante. Art. § 2o Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada. referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: I – acesso às ações e serviços de saúde. As manifestações processuais do representante do Ministério Público deverão ser fundamentadas. coletivos. individuais indisponíveis ou homogêneos. Art. concorrentemente: I – o Ministério Público. na forma do art. protegidos em lei. consideram-se legitimados. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia.CAPÍTULO III Da Proteção Judicial dos Interesses Difusos. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou nãofazer. que lesem direito líquido e certo previsto nesta Lei. se houver prévia autorização estatutária. 273 do Código de Processo Civil. coletivos. Coletivos e Individuais Indisponíveis ou Homogêneos Art. § 1o Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta Lei. 80.

§ 3o A multa só será exigível do réu após o trânsito em julgado da sentença favorável ao autor. inquérito civil. de qualquer pessoa. no exercício de suas funções. ou na falta deste. ao Fundo Municipal de Assistência Social. Para instruir a petição inicial. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. esgotadas todas as diligências. informações. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias. para evitar dano irreparável à parte. independentemente do pedido do autor. § 1o Se o órgão do Ministério Público. Os agentes públicos em geral. devem encaminhar as peças pertinentes ao Ministério Público. que serão fornecidas no prazo de 10 (dez) dias.§ 2o O juiz poderá. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias. Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da sentença condenatória favorável ao idoso sem que o autor lhe promova a execução. Os valores das multas previstas nesta Lei reverterão ao Fundo do Idoso. 86. Art. determinará o seu arquivamento. Art. Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao Poder Público. Qualquer pessoa poderá. Art. 85. Parágrafo único. 84. Art. honorários periciais e quaisquer outras despesas. na hipótese do § 1o ou na sentença. como assistentes ou assumindo o pólo ativo. em caso de inércia desse órgão. 88. provocar a iniciativa do Ministério Público. não haverá adiantamento de custas. onde houver. Parágrafo único. exames ou perícias. fazendo-o fundamentadamente. se for suficiente ou compatível com a obrigação. deverá fazê-lo o Ministério Público. 92. prestando-lhe informações sobre os fatos que constituam objeto de ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. organismo público ou particular. facultada. certidões. igual iniciativa aos demais legitimados. para apuração da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a ação ou omissão. 91. Art. o juiz determinará a remessa de peças à autoridade competente. Art. As multas não recolhidas até 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado da decisão serão exigidas por meio de execução promovida pelo Ministério Público. Art. Art. se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil ou de peças informativas. no prazo que assinalar. 90. 89. O Ministério Público poderá instaurar sob sua presidência. 87. ficando vinculados ao atendimento ao idoso. ou requisitar. e o servidor deverá. Art. mas será devida desde o dia em que se houver configurado. emolumentos. para as providências cabíveis. nos mesmos autos. impor multa diária ao réu. Não se imporá sucumbência ao Ministério Público. facultada igual iniciativa aos demais legitimados em caso de inércia daquele. quando tiverem conhecimento de fatos que possam configurar crime de ação pública contra idoso ou ensejar a propositura de ação para sua defesa. . os juízes e tribunais. Nas ações de que trata este Capítulo.

A pena é aumentada de metade. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada.099. não se lhes aplicando os arts. sob pena de se incorrer em falta grave.347. 98. as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal. subsidiariamente. pelo Conselho Superior do Ministério Público ou por Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. ou congêneres. e triplicada.§ 2o Os autos do inquérito civil ou as peças de informação arquivados serão remetidos. aplica-se o procedimento previsto na Lei no 9. 181 e 182 do Código Penal. retardar ou dificultar sua assistência à saúde. quando obrigado por lei ou mandado: . ou não prover suas necessidades básicas. Aplicam-se subsidiariamente. 93. CAPÍTULO II Dos Crimes em Espécie Art. Discriminar pessoa idosa. ao Conselho Superior do Ministério Público ou à Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. em situação de iminente perigo. ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania. 94. as associações legitimadas poderão apresentar razões escritas ou documentos. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. no que couber. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. § 2o A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se a vítima se encontrar sob os cuidados ou responsabilidade do agente. humilhar. de 26 de setembro de 1995. § 1o Na mesma pena incorre quem desdenhar. 97. sem justa causa. de 24 de julho de 1985. que serão juntados ou anexados às peças de informação. impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias. entidades de longa permanência. Abandonar o idoso em hospitais. Art. e. se resulta a morte. menosprezar ou discriminar pessoa idosa. TÍTULO VI Dos Crimes CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. § 3o Até que seja homologado ou rejeitado o arquivamento. no prazo de 3 (três) dias. nesses casos. 96. § 4o Deixando o Conselho Superior ou a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público de homologar a promoção de arquivamento. por qualquer motivo. no que couber. o socorro de autoridade pública: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Deixar de prestar assistência ao idoso. 95. Art. casas de saúde. Parágrafo único. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. ou não pedir. ou recusar. por motivo de idade: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. será designado outro membro do Ministério Público para o ajuizamento da ação. aos meios de transporte. Aos crimes previstos nesta Lei. Art. as disposições da Lei no 7. Art.

sem justo motivo. bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 102. Art. 101. Coagir. retardar ou frustrar. proventos. Apropriar-se de ou desviar bens. quando obrigado a fazê-lo. proventos ou pensão do idoso. por qualquer meio de comunicação. Exibir ou veicular. testar ou outorgar procuração: . 103. o idoso a doar. sem justo motivo. contratar. retardar ou dificultar atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. de qualquer modo. Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios. sem justa causa. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso: Pena – detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. 107. a execução de ordem judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei. Art. IV – deixar de cumprir. emprego ou trabalho. retardar ou frustrar. 100. Art. Art. Deixar de cumprir. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. II – negar a alguém. do idoso. Art. 106. Negar o acolhimento ou a permanência do idoso. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta Lei. 105. V – recusar. III – recusar. Induzir pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração para fins de administração de bens ou deles dispor livremente: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. Art. 99. quando requisitados pelo Ministério Público. a pessoa idosa. por motivo de idade. Art. pensão ou qualquer outro rendimento do idoso. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade.Pena – detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos e multa. por recusa deste em outorgar procuração à entidade de atendimento: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. física ou psíquica. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Art. Expor a perigo a integridade e a saúde. como abrigado. Art. 104.

Código Penal. se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. "Art. Art. etnia. Lavrar ato notarial que envolva pessoa idosa sem discernimento de seus atos. cônjuge do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. "Art. Sendo doloso o homicídio. 148 § 1o. Art. II h) contra criança.Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. sem a devida representação legal: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. "Art. cor. 109. de 7 de dezembro de 1940. 61. descendente. enfermo ou mulher grávida.848. maior de 60 (sessenta) anos. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. exceto no caso de injúria. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. TÍTULO VII Disposições Finais e Transitórias Art. § 3o . arte ou ofício. § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas. 141 IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. 110. . 140 § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. 133. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. 108. I – se a vítima é ascendente." (NR) "Art. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. ou foge para evitar prisão em flagrante. religião. § 4o No homicídio culposo. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 121. O Decreto-Lei no 2. 159. Impedir ou embaraçar ato do representante do Ministério Público ou de qualquer outro agente fiscalizador: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: "Art. "Art.

117..... nos termos desta Lei... adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos. de 8 de novembro de 2000... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. Deixar.. sem justa causa..368... deixar........ de forma a garantir que o acesso ao direito seja condizente com o estágio de desenvolvimento sócio-econômico alcançado pelo País. portador de deficiência.. 115.. 112..... 113. Lei das Contravenções Penais. 183. Art. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada... 1o As pessoas portadoras de deficiência. ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho......." (NR) Art.. 1o ..688. diminuída ou suprimida a capacidade de discernimento ou de autodeterminação: Art............. 111.. O O art... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art... 114... § 4o . passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: "Art.... Serão incluídos nos censos demográficos dados relativos à população idosa do País... O inciso II do § 4o do art. ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos..... O art 1º da Lei no 10......455... de socorrer descendente ou ascendente..... de 7 de abril de 1997.... III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 18 III – se qualquer deles decorrer de associação ou visar a menores de 21 (vinte e um) anos ou a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou a quem tenha. sem justa causa.. em cada exercício financeiro. gravemente enfermo: Art........ Art.... 21...." Art. gestante.. O inciso III do art....." "Art.. de 3 de outubro de 1941... os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos... 116..... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.. 244. de 21 de outubro de 1976. Parágrafo único.. II – se o crime é cometido contra criança....... O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei revendo os critérios de concessão do Benefício de Prestação Continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social..."Art.. .. 1o da Lei no 9. por qualquer causa... 21 do Decreto-Lei no 3.... 18 da Lei no 6......... até que o Fundo Nacional do Idoso seja criado.048.. para aplicação em programas e ações relativos ao idoso... as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário............... fixada ou majorada.. as gestantes.. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos.. os recursos necessários. O Orçamento da Seguridade Social destinará ao Fundo Nacional de Assistência Social. Art. de prover a subsistência do cônjuge..

Brasília.Art. 36. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos Antonio Palocci Filho Rubem Fonseca Filho Humberto Sérgio Costa LIma Guido Mantega Ricardo José Ribeiro Berzoini Benedita Souza da Silva Sampaio Álvaro Augusto Ribeiro Costa . 118. 182o da Independência e 115o da República. que vigorará a partir de 1o de janeiro de 2004. ressalvado o disposto no caput do art. Esta Lei entra em vigor decorridos 90 (noventa) dias da sua publicação. 1o de outubro de 2003.

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