Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Elaboração e criação Myrian Massarollo José A. Truskauskas Viana Revisão Geral Enf. Aline Massarollo São Paulo/ 2009

Algumas pessoas são tão interessadas por suas comunidades que não medem esforços para que elas se desenvolvam. Fazem sua parte para melhorar as condições à sua volta. Isso chama-se cidadania. Querem auxiliar, seja de que forma for, possibilitando assim que os projetos de seus municípios, ainda que não sejam seus, evoluam, trazendo à população melhores condições de terem resultados positivos concretos. Isso, como vocês estudarão nas páginas desta apostila chama-se intersetorialidade, um setor interagindo com outro em benefício da comunidade. Quando o companheiro Carlos Massarollo solicitou que elaborássemos a presente apostila, não nos causou espanto. É bem dele a preocupação com a elaboração de um curso preparatório para um concurso público. Atinge assim, dois alvos. Primeiro: Fornece a quase duas centenas de jovens a oportunidade de prepararem-se através de um material elaborado especialmente para eles. Cuidando para que cheguem ao dia do exame em condições reais de disputarem uma vaga. Segundo: Colabora, ainda que indiretamente, com o processo de promoção de saúde do município, pois pessoas bem preparadas acompanharão com mais facilidade o curso de formação profissional que espera aqueles que forem selecionados. Indivíduos politicamente mobilizados poderão desenvolver suas atividades com o espírito de solidariedade, integralidade e equidade pregado pelo sistema de saúde. Como dissemos, dois alvos, que ainda que distintos confluem para um mesmo objetivo, a participação e mobilização social em prol da educação e da atenção à saúde. Nossa equipe desdobrou-se para que, no pouco tempo que nos foi dado, desenvolver um material organizado, completo e de agradável manuseio. Esperamos que nossos esforços se traduzam no sucesso de vocês. Boa sorte! Equipe Fundação JK

Bahia .Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus .

é capacitado para reunir informações de saúde sobre uma comunidade. como parte do processo de construção do Sistema Único de Saúde estabelecida por norma Constitucional em 1988. Com a proposição do Ministério da Saúde de 1994. quando se criou o PSF – Programa de Saúde da Família os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS: • Ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família. daquela região. O Agente Comunitário de Saúde (ACS) resultou da criação do PACS Programa dos Agentes Comunitários de Saúde em 1991. Selecionados por um bom relacionamento com seus vizinhos e condição de dedicar oito horas por dia ao trabalho de ACS. em 1987. . A primeira experiência de implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) no Brasil. realiza visitas domiciliares na área de abrangência da sua unidade produzindo informações capazes de dimensionar os principais problemas de saúde de sua comunidade. Orientado por supervisor (médico ou enfermeira) da unidade de saúde. daquele bairro. Na concepção inicial deveria ser um dos moradores daquela rua.Agente Comunitário de Saúde ACS – um processo histórico O trabalho comunitário dos ACS começou na década de 70 e foi a base para o Programa Comunidade Solidária. como uma estratégia abrangente de saúde pública estruturada ocorreu. no Estado do Ceará e posteriormente foi estendido para todo o Nordeste e Região Norte. que buscava minimizar a exclusão social através da mobilização social. Em 1992 foi implantado na Bahia e em 1993 na Região Centro Oeste.

que elencou as atribuições do Agente Comunitário de Saúde bem como suas atividades. Processo de Trabalho em Saúde O trabalho é uma atividade humana de transformação da natureza de forma consciente e proposital. através da qual os homens criam e recriam a sua existência. além de fundações e institutos de pesquisa. O ACS funciona como elo entre o Estado e a comunidade. Fazem parte do SUS os centros e postos de saúde. O Decreto nº 3. Posteriormente a Lei 10.507 foi revogada e substituída pela Lei nº 11. hemocentros (bancos de sangue). “Quem é o agente comunitário? É alguém que se destaca na comunidade. Está em contato permanente com as famílias.507. a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). estando presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados.350 de 5 de outubro de 2006. A capacidade de criar é exclusiva dos seres humanos. encontram-se em atividade no país 204 mil ACS.• Ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional. fixando que seu exercício ocorreria exclusivamente no âmbito do Sistema único de Saúde e sob a supervisão do gestor local em saúde. pela liderança natural que exerce.Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. . laboratórios.189. os serviços de Vigilância Sanitária. realizado por toda a equipe. de 10 de julho de 2002. hospitais . A profissão de Agente comunitário de Saúde (ACS) foi criada pela Lei nº 10. Vigilância Ambiental. É também um elo cultural. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular. Atualmente (2008). de 4 de outubro de 1999. ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social.” (FANEMA) Sistema Único de Saúde (SUS) Criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tivesse acesso ao atendimento público de saúde. como a FIOCRUZ . o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. Anteriormente.incluindo os universitários. Os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. que dá mais força ao trabalho educativo. pela capacidade de se comunicar com as pessoas. fixou as diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS). Vigilância Epidemiológica.

os meios ou instrumentos de produção e o trabalhador. hierarquizados e desumanizados. ao acesso às tecnologias que melhoram e/ou prolongam a vida. Ainda. com a finalidade de aumentar cada vez mais a produtividade. quanto mental. que passaram a substituir o trabalho humano. ou seja. impessoais. que ele é um exemplo de trabalho em geral e. tem a especificidade de realizar-se sobre pessoas e não sobre objetos. cabendo aos homens o uso da força apenas para operá-las. que é um serviço – toda assistência à saúde é um serviço e. cabendo a cada trabalhador atribuições específicas e o produto final. • • Assim. é responsável. Referem-se às boas condições de vida. qual a história de sua queixa ou doença.No processo de trabalho três elementos são fundamentais: a matéria-prima (objeto). freqüentemente. empregada pelo trabalhador é o que chamamos de força de trabalho. o consumidor (usuário) contribui para o processo de trabalho e é parte desse processo. podendo esta ser orientada por parâmetros humanitários. pelo êxito ou fracasso das ações de saúde. acolhedores. . resultante dessas ações isoladas. protagonista do seu processo de saúde-doença. tornar-se-á. Isto demonstra que o trabalhador tem autonomia para ser criativo e propor soluções para as necessidades apresentadas. no entanto. ao sentir-se participante do processo de atendimento. desconhecido dos trabalhadores que participaram do processo. Com o avanço e aplicação das ciências e tecnologias à produção. o objeto de trabalho é o ser humano com sentimentos. compartilha características comuns com outros processos de trabalho que se dão na indústria e outros setores da economia. o trabalho passou a ser cada vez mais dividido em tarefas. exigindo-se dele participação ativa para que sejam corretamente aplicadas as normas e prescrições. isto é. criação de vínculos efetivo-afetivos entre usuários e profissionais de saúde e autonomia dos sujeitos no modo de viver. na saúde. vontades e necessidades a serem atendidas. fornecendo informações a respeito do que se passou com ele. A energia. Segundo. conjuntamente com o usuário. portanto. que é um serviço que se fundamenta numa inter-relação pessoal muito intensa. No processo de trabalho em saúde temos que considerar três aspectos fundamentais: • Em primeiro lugar. Este. emoções. Ele participa conjuntamente do processo de trabalho e. viabilizou-se a construção de máquinas. co-responsável pelos objetivos a serem alcançados. Terceiro. tanto física. de respeito às singularidades e diversidade humana ou por parâmetros burocráticos. juntamente com os profissionais de saúde. O trabalhador da saúde comanda a forma como se dará a assistência ao usuário.

. isto é. em regime de cooperação. Maria não estava tomando medicamentos. uma das principais características do processo de trabalho em saúde é a crescente coletivização. Processo saúde doença e seus determinantes /condicionantes Ola Maria! Como esta sua saúde? Muito bem obrigada José. A idéia de saúde e de doença para as pessoas tem a ver com a sensação de bem estar. sobretudo. O conjunto de categorias profissionais procura agir coerentemente. levou em consideração que naquele momento. de sair ou de se divertir. não tinha nenhuma enfermidade. um conceito de saúde e doença abrangente inclui. que lhe é indissociável. dependendo do meio em que está inserida. levando ao surgimento de um trabalho associado. Desta forma. relacionam-se. Portanto. É comum definir-se saúde como oposto à doença. Ou seja. ambulatórios de especialidades).Na atualidade. grupos e coletividades constroem a respeito de saúde e doença. variando desde o uso de tecnologias mais avançadas até o uso de recursos terapêuticos não vinculados ao conhecimento científico ocidental. o caráter subjetivo. de forma eficiente e eficaz. um número elevado de profissionais atuando nesta área. as representações que os indivíduos. Isso varia de pessoa para pessoa. produzindo resultados com padrão de qualidade. a idéia da singularidade de cada pessoa em dar respostas às agressões do meio a que está exposta. necessariamente. seu modo de viver e relacionar-se com o mundo. ao responder a José. hospital). com as formas como resolvem suas necessidades de saúde. em um determinado momento histórico. e a sua? Provavelmente Maria. não tinha procurado nenhum serviço de saúde e não estava impedida de trabalhar. interdependente. quer numa unidade isolada (clínica. com a finalidade de atender integralmente às necessidades em saúde do usuário. Tem a ver com “sentir-se bem” ou “sentir-se mal”. quer num conjunto hierarquizado de serviços (postos de saúde. compartilhando os conhecimentos científicos contemporâneos.

As condições de vida da humanidade no que diz respeito à saúde. que se dedicavam às invenções (o arado. sujas e em mau estado. a teoria e a prática que orientam o saber-fazer dos profissionais variam no tempo e no espaço. iniciada na Inglaterra a partir de 1750. pode ser dividida em períodos: o nômade. longas jornadas e o baixo salário pago aos trabalhadores. criaram condições para a propagação e transmissão de doenças como: cólera. . Binômio Saúde .Doença As várias fases do desenvolvimento da humanidade caracterizam-se por diferentes maneiras do homem relacionar-se com outros homens e com a natureza (para compreendê-la e transformá-la). etc. malária e peste. condições insalubres de trabalho. assim como a ausência de medidas sanitárias. a irrigação e os utensílios em geral). Período Agropecuário Período Industrial A Revolução Industrial. que durou cerca de dez mil anos. O desenvolvimento da pecuária e da agricultura significou uma profunda mudança na vida dos homens: a divisão do trabalho determinada pelas relações de parentesco entre indivíduos e grupos. ovelhas. Período Nômade Com o passar dos tempos. conseqüentemente. na busca de satisfação de suas necessidades. tuberculose. também a saúde e a doença.) e a cultivar a terra. disenteria. a que tipos de doenças ficam sujeitos. No período nômade. As condições de vida eram péssimas: água impura. crianças trabalhando desde os 5 anos de idade. os homens viviam da caça. o homem passou a domesticar/criar animais (aves. o aumento da produção de alimentos gerando excedentes. Essas relações influenciam profundamente as condições de vida dos homens e. As doenças infecto-contagiosas e parasitárias se alastravam causando epidemias e levando a óbito um grande contingente populacional. favorecendo o aumento populacional e possibilitando que alguns homens se dedicassem a outro tipo de trabalho. de uma maneira geral. determinou novas relações de trabalho: os donos das indústrias empregavam o operário em troca de um salário. da pesca e da coleta de raízes e frutos.doença. o agropecuário e o industrial. casas superlotadas. estabelecendo-se onde vivia. esgoto a céu aberto. que em 1348 matou ¼ da população da Inglaterra. Surgiram os artesãos. porcos. O aumento e a agregação populacional.Como o desenvolvimento do conhecimento humano é um processo histórico.

Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. com o objetivo de livrar a sociedade das “condições” que colocavam em risco a saúde da população. de melhores condições de trabalho. Posteriormente quando da invenção do microscópio.Pode-se afirmar que a preocupação com a saúde pública teve origem nessa época. isolando os que apresentavam sinais de doença. onde havia um nível político e social mais desenvolvido afirmavam que as causas das epidemias são sociais. moradia. que só poderiam se desenvolver numa democracia plena e ilimitada. evidenciada quando do aparecimento de epidemias. queimando objetos pessoais daqueles que morriam. que podem ser . sem exceção – ao risco de adoecer e morrer. educação e liberdade. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. educação e lazer. verifica-se o crescimento das doenças crônico-degenerativas (cardiovasculares. a doença era explicada pelo pensamento microbiano e unicausal (um micróbio = uma doença) – tinha um agente. econômicas e físicas e que a solução curativa consistia em prosperidade. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. uma vez que a proximidade e a mistura das pessoas na cidade expunham todos – ricos e pobres. em função do aumento da infra-estrutura básica. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. Assim. homicídios e violência). das doenças ligadas ao trabalho e das mortes e incapacitações por causas externas (acidentes. passando a ser prioridade a compreensão da dinâmica e as maneiras de se evitar os efeitos da presença desse agente. diabetes etc. um lugar para se instalar e medidas para controlar ou evitar seus efeitos. Por outro lado. dos cânceres. Conclui-se que a saúde e a doença dos indivíduos e das coletividades humanas apresentam várias causas e dependem de vários elementos. França. pulmonares. além da ampliação do acesso à assistência médica e hospitalar e de ações de vigilância ambiental (poluição do ar e da água e desmatamentos). Outras práticas eram desenvolvidas por agentes que atuavam como fiscais e guardas. vestuário. das doenças mentais. Nas últimas décadas ocorreram mudanças nas condições de vida e saúde das pessoas: o controle das doenças infecciosas.Todos esses fatores contribuíram para elevar a expectativa média de vida das populações. alimentação. as doenças passaram a ter uma causa visível – o micróbio – orientando o conhecimento e as práticas sobre saúde/ doença. Inicialmente a doença era vista como resultado da forma de constituição dos aglomerados humanos.).

a Lei Orgânica da Saúde (Lei Federal n. o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. O domínio do conhecimento acerca do cotidiano familiar permite a elaboração de uma estratégia de abordagem que resultará em uma ação eficiente e satisfatória para a comunidade assistida assistida. Amparado por um conceito ampliado de saúde.080) definiu no Artigo 3. definiu saúde como direito de todos e dever do Estado. cuja responsabilidade é a provisão de um sistema de atenção à saúde universal e equânime. O processo saúde/doença resulta da interação de diversos fatores do dia dia-a-dia e a família é o centro de informações privilegiado para atingir o cotidiano dos cidadãos atingir e seus costumes. S para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. social e cultural.º que: A saúde tem como fatores determinantes e c condicionantes. o SUS foi criado. em 1986. produzidos nas relações com o meio físico. entre outros . Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos. garantindo acesso integral. a VIII Conferência Nacional de Saúde. tendo como diretrizes a descentralização. Em 1990. a integralidade da atenção e a participação e o controle social.chamados de determinantes de saúde e de doença. outros: Alimentação moradia trabalho meio ambiente saneamento básico renda educação transporte lazer acesso aos bens e serviços essenciais . universal e gratuito para toda a população do país.º 8. No Brasil. SUS – Sistema Único de S Saúde Conforme definição do Ministério da Saúde. Essa concepção é chamada determinação social do processo saúde-doença. em 1988 pela Constituição Federal Brasileira.

Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. e imunobiológicos. bem como as de saúde do trabalhador. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos.Princípios e Diretrizes do Sistema Único de Saúde e a Lei Orgânica da Saúde Segundo o artigo 200 da Constituição Federal. Participar do controle e fiscalização da produção. na implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e da Saúde da Família. Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. e de suas relações com os demais níveis do sistema. equipamentos. tem possibilitado a identificação de um conjunto de questões relativas às bases conceituais e operacionais do que se tem e denominado "Atenção Básica à Saúde" no Brasil. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. compreendido o controle de seu teor nutricional. Diretrizes ou princípios constitutivos • Universalidade • Eqüidade • Integralidade . bem como bebidas e águas para consumo humano. tóxicos e radioativos. Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. Fiscalizar e inspecionar alimentos. compete ao SUS: • • • • • • • • Controlar e fiscalizar procedimentos. o estadual e o municipal. hemoderivados e outros insumos. Colaborar na proteção do meio ambiente. Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico. nele compreendido o do trabalho. transporte. O SUS através do acúmulo técnico político dos seus três níveis de gestão. o técnico-político federal.

Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema pode oferecer para todos. Em outras palavras. Eqüidade É a condição de igualdade de oportunidades para o uso de recursos existentes. estadual e federal. Trata-se de uma concepção que supera a antiga atuação de caráter exclusivamente centrado na doença. Portanto. proteção e recuperação da saúde formam um todo indivisível e não podem ser individualizadas. desenvolvendo um trabalho de prevenção e educação por meio de práticas gerenciais e sanitárias.Universalidade Conforme o disposto na nossa Constituição Federal : "A saúde é um direito de todos". proteger e recuperar a sua saúde. as necessidades de saúde variam. Saúde é direito de cidadania e dever dos governos: municipal. diferenciando o atendimento conforme sua complexidade Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde. em um contexto de descentralização e controle social da gestão. tanto os individuais quanto os coletivos. são parte do conjunto de prioridades políticas apresentadas pelo Ministério da Saúde e aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde. por parte do sistema. O objetivo é quebrar o ciclo vicioso que leva à doença. as equipes Saúde da Família estabelecem vínculos com a população. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde e de Saúde da Família é elemento essencial para a reorientação do modelo de atenção pretendido pelo Ministério da Saúde. é a garantia de atenção à saude. como. integralidade o profissional na execução dos serviços de saúde não perder a referência de que: • Cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade. fatores primordiais da Saúde da Família. Também as necessidades de saúde indivíduais ou de grupos específicos devem ser levadas em consideração. • O homem é um ser integral. A expansão e a qualificação da Atenção Básica. democráticas e participativas. • As ações de promoção. a todo e qualquer cidadão. Em razão da limitação da clientela. possibilitando o compromisso e a criação e fortalecimento de elos entre os profissionais e os usuários e a comunidade. Integralidade A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos. biopsicossocial. Esta reorientação fundamenta-se nas três diretrizes do SUS: da universalidade. no entanto. • As unidades prestadoras de serviço formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral. com o objetivo de diminuir as conseqüências negativas associadas ao adoecimento. a saude é algo a ser conquistado e mantido. e deverá ser atendido sob esta ótica integral por um sistema de saúde integral com o objetivo de promover. . Em outras palavras. integralidade e eqüidade. o Brasil contém disparidades sociais e regionais.

pela Atenção. responsável pela saúde de uma parte da população. Distrito Federal e municípios. Ao DAB cabe. o ou seja. O Departamento de Atenção Básica (DAB).142. abrangência a área de vários serviços de menor complexidade. foi melhor regulado . primário deve ser oferecido diretamente à população. ainda. tem a missão institucional de operacionalizar essa política no âmbito da gestão federal do SUS. pelos quais a equipes assumem a responsabilidade pelo monitoramento. desenvolver mecanismos de controle e avaliação. no Ministério da Saúde. como também é chamado esse princípio. prestar cooperação técnica a avaliação. enquanto os outros devem ser enquanto utilizados apenas quando necessários. Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla.sob a forma de trabalho em equipes Trabalhos voltados às populações de territórios equipes. A execução dessa política é compartilhada por estados. Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde. Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência ou seja. Participação da comunidade: O controle social. estrutura vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde. pela Lei nº 8. delimitados. melhor a eficiência e referência eficácia dos mesmos. estas instâncias de gestão na implementação e organização da estratégia Saúde da Família. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências . é abrangência. Os princípios fundamentais da Atenção básica no Brasil são: Atenção resolubilidade complementaridade do setor privado Princípios organizacionais participação social hierarquização e regionalização descentralização Hierarquização e regionalização Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade o nível complexidade.

o interesse público prevalecendo sobre o particular. quando por insuficiência do setor público for necessária a contratação de serviços privados. a alocação de recursos e a orientação programática. Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas. deve-se ser observada três condições: • Celebração de contrato de acordo com as normas do direito público. Integração. do Distrito Federal e dos Municípios. Complementaridade do setor privado Conforme disposto na Constituição Federal. na prestação de serviços de assistência à saúde da população. baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido. tecnológicos. materiais e humanos da União. o serviço correspondente à necessidade esteja capacitado para enfrenta-la e resolve-la até o limite da sua capacidade. das ações de saúde. as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo". Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência. Conjugação dos recursos financeiros. A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios: • • • • • • • • Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. em nível executivo. sobre sua saúde. • A integração dos princípios privados deverá se dar na mesma lógica organizacional do SUS em termos de regionalização e hierarquização dos serviços. Descentralização político-administrativa O SUS existe em três níveis. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde. cada uma com comando único e atribuições próprias. e não no número de atendimentos. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. os princípios básicos e as normas do SUS.de Saúde. dos Estados. o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto. também chamados de esferas: nacional. ou seja. Resolubilidade É a exigência de que o cidadão ao buscar um atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário. que são órgãos colegiados também em todos os níveis. • A instituição privada deverá funcionar conforme as diretrizes. Direito à informação. estadual e municipal. que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis. e através dos Conselhos de Saúde. às pessoas assistidas. . meio-ambiente e saneamento básico.

Protegendo e tratando o paciente de forma transparente em relação às informações referentes à sua saúde. Não devem servir apenas para a triagem e encaminhamento dos clientes. prevenção. individualizado. tecnológicos. a alocação de recursos e a orientação programática Os estudos epidemiológicos podem ser úteis no planejamento de ações prioritárias (alocação de recursos e a orientação programática). consiste na abertura de espaços de discussão e negociação entre gestores e representantes da comunidade (Conselhos de Saúde. seus objetivos e propostas. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes de saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil. As unidades de saúde da família devem caracterizar-se como porta de entrada dos usuários para os serviços de saúde. dos Estados.) que se pretende assistir. As equipes atuam através de ações de promoção da saúde. inclusive o de requerer os resultados de exames e testes realizados no seu diagnóstico.A preservação da autonomia estabelece que cada ser é único. do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população Para prover as ações de saúde o Estado deve manter uma estrutura com todos os recursos necessários à prestação de serviços do SUS. materiais e humanos da União. mas sim desenvolver atividades de assistência que atendam aos problemas mais comuns da população. reabilitação de doenças e de agravos mais freqüentes. localizadas em uma área geográfica delimitada. direcionado a cada pessoa. Dessa forma. Direito à informação. Além .Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral . Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias. ocasião em que se debaterá a importância do programa. tendo direito a um tratamento único. associações de bairro. portanto. Conjugação dos recursos financeiros. que deve ser realizada. e na manutenção da saúde da comunidade. operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. A implantação do Programa Saúde da Família (PSF) A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial. etc. Esta estrutura envolve e dependem de recursos financeiros. a unidade de saúde funcionaria como um “funil”. materiais e humanos de todas as esferas de governos. dando conta de aproximadamente 85% da demanda exigida pela clientela. por isso ele tem direito a todas as informações. sobre sua saúde O maior interessado em sua saúde é o próprio paciente. tecnológicos. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. recuperação. Uma etapa importante. às pessoas assistidas.

disso. em equipe e com . contam ainda com um dentista. as equipes de saúde da família são constituídas por. Devem aprender a trabalhar na perspectiva da promoção da saúde. Como é formada a equipe de saúde coletiva? Quem são os profissionais envolvidos? Geralmente. um enfermeiro. obviamente dentro dos limites da realidade de cada profissão. por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade O trabalho em saúde coletiva requer de todos os profissionais envolvidos participação e criatividade no exercício de suas atribuições. tecnicamente competentes e intersetorialmente articuladas. um médico. Características do sistema ter território definido com uma população delimitada sob sua responsabilidade intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade em questão está exposta prestar assistência integral. a definição conjunta das prioridades reforça o objetivo do PSF de promover o desenvolvimento integral da comunidade. um auxiliar de enfermagem e quatro a seis agentes comunitários de saúde. A capacitação destes profissionais é fundamental para que sejam desenvolvidas ações humanizadas. São formadas por meio de processo de seleção conforme o disposto na lei orgânica de cada município. Quando ampliadas. permanente e de qualidade realizar atividades de educação e promoção da saúde estabelecer vínculos de compromisso e de coresponsabilidade com a população estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões atuar de forma intersetorial. no mínimo. um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental. viabilizadas através do preparo dos integrantes para saberem lidar com situações adversas presentes no cotidiano das ações das equipes de saúde da família.

por meio de ações educativas em saúde nos domicílios e coletividade. realiza atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. coletivas e sociais. O agente comunitário é o responsável p pelo primeiro contato com as famílias.preocupações integrais. A boa formação das equipes da Saúde da Família é elemento essencial para o estabelecimento da comunicação e troca de amília ação experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. É ele quem visita as casas coletando informações para levar para a equipe do P levar PSF. Para trabalhar como agente comunitário é importante residir na região onde desempenhará suas atividades. o Agente Comunitário de Saúde não trabalha sozinho. que dá mais força ao trabalho educativo. O ACS funciona como elo entre de ligação entre o Estado e a comunidade comunidade. É também um elo cultural. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular popular. realizado por toda a equipe. ter espírito de liderança e de solidariedade. Como já vimos ao estudarmos a equipe de saúde. e estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidadania. o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. hierarquizado Quem é o agente comunitário de saúde? O que ele faz? O Agente Comunitário de Saúde integra as equipes do PACS e PSF. Está em contato permanente com as famílias. Ele faz parte do sistema de saúde local e atua como uma sistema ponte entre a comunidade e os serviços de saúde disponíveis em seu município. em conformidade com as conformidade diretrizes do SUS. Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de um número estabelecido de famílias de uma determinada área. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde é hoje considerado parte da Saúde da Família. Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em rela relação à rede do SUS: ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional . caracterizando-se como um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde. O agente deve conhecer muito bem a comunidade em que vive. nas residências e na mobilização da comunidade. e estas passam a ter co estas coresponsabilidade no cuidado à saúde. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde.

de se situar em relação a ela e de determinar suas conseqüentes ações.Os ACS estão presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. mudar uma realidade ou normas já estabelecidas. assumindo co-responsabilidades e fazendo apelo ético às competências dos outros. Autonomia: capacidade de aprender a pensar. Responsabilidade: capacidade de responder pelas ações sob sua própria iniciativa e sob iniciativa de pessoas envolvidas nestas ações. considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividades. • realizar. Situações e acontecimentos próprios de um campo profissional: conjunto de eventos que demandam responsabilidade de trabalho e a maneira individual de apreender cada situação. em conjunto com a equipe. pela liderança natural que exercem. pela capacidade de comunicação com as pessoas. Competências do Técnico Agente Comunitário de Saúde Competência profissional é a capacidade de enfrentar situações e acontecimentos próprios de um campo profissional. habilidades. defender. segundo uma inteligência prática sobre o que está ocorrendo e com capacidade para coordenar-se com outros atores na mobilização de suas capacidades. com iniciativa e responsabilidade. Inteligência prática: capacidade de articular e mobilizar conhecimentos. São indivíduos que se destacam na comunidade. atitudes e valores. Pressupõe que a organização do trabalho admita que as ações profissionais competentes transcendam as prescrições. ultrapassando a noção de recursos humanos e seu posto de trabalho. colocando-os em ação para enfrentar situações do processo de trabalho. criticar. concluir e antecipar. mesmo quando não se tem poder para. Coordenar-se com outros atores: capacidade e disponibilidade de estabelecer movimentos de solidariedade e de compartilhamento de situações e acontecimentos do trabalho. de interdependência entendida como responsabilidade e reciprocidade. argumentar. Iniciativa: capacidade de iniciar uma ação por conta própria. Competências do ACS • desenvolver ações que busquem a integração entre as equipes de saúde e a população adscrita à Unidade Básica de Saúde. sozinho. porém não é sinônimo de independência e sim. atividades de planejamento e avaliação das ações de saúde no âmbito de adscrição da Unidade Básica .

com assessoria da Secretaria Estadual de Saúde. segundo os contextos onde se desenvolvem as práticas. Entre outros requisitos. a adoção de instrumentos de acompanhamento e avaliação dos resultados e o cadastramento das famílias. • desenvolver ações de promoção e de proteção e desenvolvimento da cidadania no âmbito social e da saúde. há pelo menos dois anos. aos grupos específicos e às doenças prevalentes. dirigidas aos indivíduos. na área onde desempenha suas atividades. O recrutamento dos agentes é feito através de processo seletivo no município. saber ler e escrever. o âmbito da promoção da saúde e prevenção de doenças. conforme definido no plano de ação da equipe de saúde e nos protocolos de saúde pública. Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde O ACS trabalha com famílias de base geográfica definida. a gestão social das políticas públicas de saúde e o exercício do controle da sociedade sobre o setor Saúde. da prevenção e do monitoramento das situações de risco ambiental e sanitário • • O programa também estimula a participação e o controle social das atividades. buscando garantir a integralidade de suas ações. com visitas aos domicílios. . Âmbitos de atuação do ACS • o âmbito da mobilização social. segundo definição territorial pré-estabelecida. As seis competências que definem o perfil do Agente Comunitário de Saúde estão distribuídas em três âmbitos de atuação. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas às situações de risco ambiental e sanitário para a população. em equipe. tendo a promoção da saúde e a prevenção de agravos como eixos fundamentais do processo formativo. e ter disponibilidade de tempo integral para trabalhar. ser maior de 18 anos. integração entre a população e as equipes de saúde e do planejamento das ações. o âmbito da promoção. o agente de saúde precisa morar. conforme plano de ação da equipe de saúde. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas a grupos específicos e a doenças prevalentes.de Saúde. ações de promoção da saúde visando à melhoria da qualidade de vida da população. • desenvolver. Um agente é responsável pelo acompanhamento de 150 famílias ou 750 pessoas.

O ACS é monitorado pelo enfermeiro-supervisor, cujas tarefas básicas são o planejamento, a coordenação e o acompanhamento das atividades desenvolvidas dentro do Programa de Agentes Comunitários de Saúde.

Atribuições básicas dos agentes comunitários de saúde
O cadastramento das famílias; o acompanhamento de pré-natal e do crescimento e desenvolvimento de crianças de 0 a 5 anos. A orientação sobre doenças endêmicas, preservação do meio ambiente, saúde bucal, planejamento familiar, nutrição, assistência na área de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS; promoção da saúde do idoso; apoio a portadores de deficiência psicofísica, entre outros. Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis com ênfase nas suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas. Identificar os problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais a população da comunidade está exposta; Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos problemas de saúde e fatores que colocam em risco a saúde. Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância epidemiológica, nas diferentes fases do ciclo de vida; Valorizar a relação com o usuário e com a família, para a criação de vínculo de confiança, de afeto, de respeito. Realizar visitas domiciliares de acordo com o planejamento; Resolver os problemas de saúde do nível de atenção básica. Garantir acesso à continuidade do tratamento dentro de um sistema de referência e contra-referência para os casos de maior complexidade ou que necessitem de internação hospitalar. Prestar assistência integral à população descrita, respondendo à demanda de forma contínua e racionalista. Coordenar, participar de e/ou organizar grupos de educação para a saúde. Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfretamento conjunto dos problemas identificados. Fomentar a participação popular, discutindo com a comunidade conceitos de cidadania, de direitos à saúde e suas bases legais. Incentivar a formação e/ou participação ativa da comunidade nos conselho locais de saúde e no conselho Municipal de Saúde. Auxiliar na implantação do cartão Nacional de Saúde.

Atribuições específicas do Agente Comunitário de Saúde
Realizar mapeamento de sua área. Cadastrar as famílias e atualizar permanentemente esse cadastro. Identificar indivíduos famílias expostos a situações de risco. Identificar área de risco. Orientar as famílias para utilização adequada dos serviços de saúde, encaminhando-as e até agendando consultas, exames e atendimento odontológico, quando necessário. Realizar ações e atividades, no nível de suas competências, na áreas prioritárias da

Atenção Básicas; - Realizar, por meio da visita domiciliar, e acompanhamento mensal de todas as famílias sob sua responsabilidade. Estar sempre bem informado, e informar aos demais membros da equipe, sobre a situação das famílias acompanhadas, particularmente aquelas em situações de risco. Desenvolver ações de educação e vigilância à saúde, com ênfase na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Promover a educação e a mobilização comunitária, visando desenvolver ações coletivas de saneamento e melhoria do meio ambiente, entre outras. Traduzir para a ESF a dinâmica social da comunidade, suas necessidades, potencialidades e limites. Identificar parceiros e recursos existentes na comunidade que possa ser potencializados pela equipe.

Conhecimentos atuação.
Onde o ACS atua?

Geográficos

da

área/região/município

de

O ACS tem que reconhecer o território de atuação. Tem que fazer um levantamento dos dados do território que vai trabalhar.

Dados Área População número de domicílios tipos de habitação tipos de instituições econômicas (comércio, indústria) instituições culturais (teatros, bibliotecas) instituições públicas (escolas, creches, delegacias) representações da sociedade civil (associações de moradores, Conselhos de Saúde, conselhos de pais da escola, Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente) presença de organizações não-governamentais (ONGs)

Esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos, bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias.

Vamos conhecer um pouco da cidade de Ilhéus – BA.
Segundo o ultimo censo IBGE, qual é a população do município? 219.266 habitantes, é o 15º município mais populoso do interior do Nordeste e, teve como destaque um crescimento anual negativo, por conta de seu tamanho.

Qual é a localização geográfica de Ilhéus? Fica localizado na zona cacaueira, sul do Estado da Bahia com área de 1.712 quilômetros quadrados, teve sua extensão geográfica diminuída por conta do desmembramento para criação de novos municípios. Qual é o seu potencial agroclimático? Apresenta aptidão para a produção de cacau, coco-da-bahia, banana, citrus, cana-deaçúcar, mandioca, milho, etc. Sua divisão politica-administrativa é constituída por: 42 bairros (zona urbana) - Alto da Boa Vista; Alto da Esperança; Alto da Tapera; Alto da Uberlândia; Alto do Amparo; Alto do Soledade; Banco da Vitória; Barra; Basílio; Centro; Conquista; Distrito Industrial; Expansão Urbana; Expansão Urbana Norte; Expansão Urbana Sul; Hernani Sá; Iguape; Ilhéus II; Jardim Atlântico; Jardim Pontal; Jardim Savóia; Loteamento Barra Norte; Loteamento São Domingos; Malhado; Moradas do Bosque; Nelson Costa; Nossa Senhora da Vitória; Nova Brasília; Nova Esperança; Pontal; Raymundo Amaral Pacheco (Cidade Nova); Salobrinho; São Francisco; Sapetinga; Teotônio Vilela; Teresópolis; Vila Cachoeira; Vila de São Miguel; Vila Nazaré; Vivendas do Atlântico. 09 distrito/povoados, (zona rural): Aritaguá Distância: 5 km - População: 9.053 habitantes. Povoados: Sambaituba, São José, São João, Itariri, Juerana, Carobeira, Ponta da Tulha, Ponta do Ramo, Mamoã, Retiro, Aderno, Tibina, Vila Campinhos, Urucutuca e Vila Olímpio. Banco Central Distância: 65 km - População: 4.279 habitantes. Povoados: Arraiais: Três Paus, Ribeira e Visagem. Castelo Novo Distância: 35 km - População: 3.183 habitantes. Povoados: Ribeira das Pedras, Lava-Pés e Lagoa Encantada. Arraial: Parafuso. Coutos Distância: 5 km - População: 4.405 habitantes. Povoados: Santo Antônio, Rio do Engenho e Maria Jape. Arraiais: Areia Branca e Búzios. Inema Distância: 90 km - População: 3.130 habitantes. Povoados: Arraial: Água Branca.

236 habitantes.População: 5. Arraial: Ribeirão Pimenta. milho.50. abacate. mandioca.Japu Distância: 30 km .815 habitantes. livrarias. . Acuípe de Baixo. cana-de-açúcar.População: 1. Comércio: lojas. café. Arraiais: Acuípe do Meio. borracha. Acuípe de Cima.449 habitantes. 66. • Revista impressa local. Povoado: Banco do Pedro. o Temporária: abacaxi. o Permanente: cacau. vídeos-locadora. Quais os meios de comunicação do município? • Radio am/FM • Jornal impresso local. o que o município oferece? Estádios e ginásios esportivos: 02 Museus: 04 Teatro ou salas de espetáculo: 04 Cinemas: 02 ► Todos mantidos com recursos do poder publico municipal. Rio do Braço Distância: 29 km .População: 15. Serra das Trempes. Questões de desigualdade social: Apenas 10% da população é considerada rica pelos padrões locais.77% da população vive com renda percapita inferior a R$ 75. comercio varejista. etc.População: 5. Povoados: Serrado. • Provedor de Internet • Geradora de TV No setor cultural. Santana e Cascalheira. etc. são considerados abaixo da linha da pobreza. Dados econômicos: • Agricultura se subdivide em lavoura permanente e lavoura temporária. Jairi e Santaninha. Pimenteira Distância: 81 km . Olivença Distância: 16 km . • • • • • Pecuária: criação de bovinos. suínos e caprinos.575 habitantes.

serão necessárias. A visita domiciliar garante o vínculo e o acesso da equipe de saúde ao contexto familiar e social dos assistidos e destaca-se como uma atividade que permite acompanhar regularmente a saúde da família. serviços utilizados em caso de doença. prestar ou supervisionar cuidados e identificar.sistema de coleta de lixo.Cadastramento familiar e territorial: finalidade e instrumentos O inicio das atividades da equipe do PSF é marcado pelo cadastramento da clientela.fundamental para que a equipe se organize no planejamento dos segmentos territoriais a assistir Dados socioeconômicos . tipo de casa. no domicílio e nas dinâmicas e relacionamentos do grupo familiar. aquisição de plano de saúde O resultado final das informações coletadas no período de cadastramento é denominado diagnóstico de vida e saúde das comunidades. um processo de trabalho elaborado com objetivos baseados nas necessidades da comunidade e nas possibilidades da própria equipe. ocupação. permitindo a percepção dos fatores de risco que determinarão a prioridade de intervenção das equipes. participação em grupos comunitários Dados sobre o meio ambiente . fonte de água para consumo. a identificação dos fatores relacionados às condições de saúde local e da esfera onde as suas ações e de outros setores . destino de dejetos Dados de morbidade . tratamento de água no domicílio.religião. para cada família. em conjunto com as famílias.como habitação e saneamento . processo que permite a criação de vínculos entre as equipes e as famílias. Esse diagnóstico deve ser construído pela equipe.escolaridade. os . Este plano de enfrentamento é na realidade.presença de indivíduos portadores de doenças ou condições especiais. uma ficha de cadastro contendo as seguintes informações: Cadastro Dados demográficos – nome. através da elaboração de um plano para seu enfrentamento. data de nascimento. meios de comunicação utilizados. pois permite estabelecer as prioridades dentre os problemas detectados. meios de transporte utilizados Dados socioculturais . idade e sexo Endereço . Utiliza-se.

ada Durante sua realização. Os pressupostos que or orientam a VD são: Uma VD deve compreender um conjunto de ações sistematizadas. devendo ser planejada de acordo com as necessidades de cada família. A visita domiciliar reúne um conjunto de ações de saúde voltadas para aspectos educativos e assistenciais. Na elaboração dos objetivos da VD. do respeito mútuo (crenças e valores relacionados ao processo saúde doença) e da construção conjunta da saúde-doença) intervenção no processo saúde venção saúde-doença. A realização da VD requer um profissional habilitado e com capacitação lização específica. é necessário considerar os limites e as a possibilidades do saber específico do profissional/técnico que a executará executará. a equipe do PSF consegue observar e identificar hábitos de vida que devem ser discutidos. A intervenção no processo saúde doença pode ou não ser uma ação integrante saúde-doença da VD.fatores que poderão auxiliar na determinação do processo saúde doença. Considerar no planejamento eventuais diferenças socioculturais e educacionais r entre os profissionais e os usuários dos Serviços de Saúde. favorecendo a manutenção da saúde dos integrantes da família assistida. que se iniciam antes e continuam após o ato de visitar o usuário no domicílio: • • • • A execução da VD pressupõe o uso das técnicas de entrevista e de observação sistematizada. Usualmente saúde-doença. estimulados ou desaconselhados. A relação entre o profissional e o usuário deve estar pautada nos princípios da profissional participação. • • Descrição da técnica de VD Etapas da VD planejamento execução registro de dados avaliação do processo . a família interpreta a visita domiciliar como uma atenção diferenciada por parte do nterpreta serviço de saúde. da responsabilidade compartilhada.

realizar a observação sistematizada da dinâmica da família e ao término. nome do(s) usuário(s). que deve conter: número de cadastro da família. Se possível. O planejamento inicia-se com a seleção das visitas. entrar em contato com o usuário antes da realização da VD para agendar a data e o horário. Posteriormente. segundo os critérios estabelecidos pela equipe de saúde. É importante considerar o itinerário. como é o caso das doenças transmissíveis. quem realizou a VD. objetivos e dados coletados previamente. A busca de conhecimento necessário para o sucesso da VD pode ser realizado através de leitura bibliográfica ou de outras fontes de informação. como consulta aos demais membros da unidade. segundo os objetivos propostos para a VD. Se a VD tiver como objetivo a coleta de dados. preencher o impresso utilizado na realização da VD. Executar primeiro as VDs mais rápidas e deixar por último aquelas que necessitam de um contato mais prolongado. pois irão orientar a revisão de conhecimentos necessária para embasar a entrevista com o usuário e a observação no domicílio. mas. A cada etapa realizada. . • Durante a VD. inicia-se a captação da realidade de vida e saúde do usuário e dos seus familiares através da leitura do prontuário e da troca de informações com os profissionais que já tiveram contato com algum membro da família. É importante estabelecer os objetivos da VD. deve-se explicar o motivo da anotação das informações e destacar o caráter sigiloso do registro. com clareza os objetivos da visita de forma cordial. • Após a apresentação iniciar a entrevista ou executar os procedimentos previstos. no caso de ocorrerem interferências durante sua realização que possam prejudicar o alcance dos objetivos. evitando os extremos da formalidade e da intimidade no contato com os usuários. para que na medida do possível as necessidades da família ali explicitadas possam ser atendidas. o tempo a ser gasto em cada casa e o horário disponível do ACS e do usuário.Planejamento Um planejamento bem elaborado aumenta a possibilidade de êxito: o ACS preparado terá clareza e segurança na visita atingindo o rendimento desejável para a atividade. A execução da VD O ACS deve tomar cuidados para que a visita alcance a finalidade esperada. • Quando chegar ao domicílio o ACS deve identificar-se (nome e função) e expressar de maneira informal. o profissional deve resgatar os seus objetivos e fazer uma síntese do que foi realizado para a família. a fim de selecionar os dados essenciais e pertinentes aos objetivos da visita. endereço. • Deve adaptar o plano da VD.

O relatório deve ser apresentado à equipe. Ele é essencial para que as informações coletadas através da entrevista ou da observação sejam compartilhadas com os membros da equipe e para que não se percam ao longo do tempo.Relatório da VD O ACS. deve conter uma síntese das informações coletadas. O SIAB é um sistema de informação territorializado. e o acompanhamento das ações . permitindo o mapeamento da situação sócio-sanitária e do perfil epidemiológico. Os cadastros de famílias e pessoas. por fim. quanto as que foram detectadas pelo ACS. O relatório deve ser claro. Ou seja. verificar se os pressupostos de uma VD foram contemplados. ter uma seqüência lógica. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. deve elaborar um relatório sobre a VD e anexá-lo ao prontuário do usuário. diabetes. para que o ACS possa fazer uma autoavaliação baseada na realização da VD. gestantes. O SIAB elenca um grande número de indicadores. produção e composição das equipes de saúde. tuberculose e hanseníase. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. tanto as relatadas por ela. situação de saúde. hospitalizações e óbitos ocorridos no território. o acompanhamento de crianças. ser iniciado com as informações colhidas. Também deve registrar aspectos que precisam ser explorados no próximo contato com a família. fundamentando a continuidade da assistência à família. Deve informar as necessidades da família. objetivo. Enfim. Sistema de informação da Atenção Básica (SIAB) O cadastramento proverá a alimentação do banco de dados do Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB). reproduzem as condições de moradia e saneamento. pessoas com hipertensão. cujos dados são coletados em âmbito domiciliar e em unidades básicas nas áreas cobertas pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Saúde da Família (PSF). seguido das observações feitas e. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. que deve ser feita tendo como referência os objetivos propostos inicialmente. as intervenções realizadas. que tomará as providências necessárias para dar continuidade à assistência à família. das observações e das intervenções realizadas. Avaliação do processo da VD A avaliação é necessária para que a equipe estabeleça o plano operacional da assistência à família visitada e também. sintético. O relatório deve contemplar a avaliação da VD. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes.

com maior ou menor grau de complexidade técnica. preenchida pelo agente comunitário de saúde (ACS) no momento do cadastramento das famílias. é reconhecida como uma variável fundamental que afeta a demanda por serviços de saúde e determina necessidades de resposta desse sistema. entre outras razões por fornecer conceitos e medidas fundamentais sobre a saúde em sua dimensão populacional. sendo atualizada permanentemente. bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias. procedimentos e notificações.de saúde desenvolvidas. assim como a avaliação do alcance das metas programadas. em grande parte. bem como da esperança de vida ao nascer. Interpretação demográfica Como já vimos. preenchidas mensalmente pelos agentes comunitários de saúde. é extremamente importante para que haja um bom trabalho em saúde coletiva o reconhecimento do território no qual a equipe de saúde atua. como a fecundidade e a urbanização. por outro lado. . Uma vez processados os dados. e alguns deles são consolidados antes de serem lançados no programa informatizado. Os principais instrumentos de coleta do SIAB Ficha de cadastro das famílias e levantamento de dados sócio-sanitários. esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos. A demografia é uma ciência importante para a saúde pública. no momento de realização das visitas domiciliares. agregados. Fichas de registro de atividades. Interpretação demográfica é a análise dos dados estatísticos com o objetivo de esclarecer questões pertinentes a uma determinada região geográfica. Outros. produzidas mensalmente por todos os profissionais das equipes de saúde. A estrutura etária da população. são tidos como estreitamente vinculados a essas condições. Alguns indicadores demográficos são usualmente analisados como indicadores imediatos das condições de saúde: é o caso da mortalidade geral e infantil. são produzidos os relatórios de indicadores do SIAB. a satisfação da equipe de saúde da família e dos usuários e alterações efetivas no modelo assistencial. cujo objetivo é estabelecer uma linha de atuação específica para a área analisada. mas não se trata apenas de coletar informações. Fichas de acompanhamento de grupos de risco e de problemas de saúde prioritários. Os dados gerados através das fichas de coleta são.

Importam a dimensão dos recursos existentes para uma dada população e a distância-tempo de demanda da população ao ambulatório. A coincidência dos distritos sanitários com territórios político-administrativos previamente delimitados apresenta. Área de abrangência Área de abrangência é um determinado território ou espaço físico delimitado em que atua uma unidade ambulatorial de saúde e delimita-se em função do fluxo e contra fluxo de trabalhadores de saúde e da população num determinado espaço físico. A Territorialização é um dos princípios básicos do atendimento e da organização do processo de trabalho em Saúde da Família. em oposição à morte precoce dos indivíduos que a compõem. A disciplina que subsidia a delimitação deste território é o planejamento urbano e seu objeto é o administrativoassistencial. O território é mais do que simplesmente o espaço físico. A partir de delimitação do Território da área de abrangência de cada Unidade Básica de Saúde da Família será possível identificar os principais problemas de saúde que afetam a comunidade. político. O território que diz respeito à saúde. pois diz respeito à compreensão do espaço de atuação dos profissionais de saúde da família. permitindo elaborar diagnóstico e avaliação permanentes.A compreensão demográfica da saúde está relacionada com a maior sobrevida do conjunto de uma população. a vantagem da possibilitação de uma integração da autoridade sanitária com responsáveis por outros setores. dentre outras. ou seja a delimitação geográfica. normalmente coincide com o espaço de um município. Conceito de territorialização. denominado território sanitário ou distrito sanitário. A lógica de sua estruturação é a constatação de barreiras geográficas impeditivas de uma livre circulação. nesse espaço. O critério de delimitação da área de abrangência é a geografia humana. analisar e compreender os principais agravos da população. micro-área e área de abrangência Territorialização Uma das questões fundamentais para o entendimento do processo saúdedoença é o conhecimento do território em suas singularidades. uma vez que há uma unidade de . é o território econômico. obedecendo à lógica político-administrativa do mesmo. e como prolongamento progressivo do número de anos vividos. bem como da dinâmica social e sanitária. similarmente ao distrito sanitário// território político-administrativo está definido com base em critérios administrativos e assistenciais. uma vez que o distrito sanitário institui-se. cultural e epidemiológico. contribuindo para a facilitação de uma ação intersetorial. bem como planejar e desenvolver ações de saúde coerentes com a realidade vivida por essa população. e seu objeto. como organização administrativa voltada para a mudança das práticas sanitárias.

com apoio da economia. ao contrário. No conjunto. desde 1980. da sociologia e da antropologia. a identificação de espaços onde se concentram grupos populacionais mais ou menos homogêneos de acordo com suas condições objetivas de existência. com a realização da grande campanha de vacinação realizada em 2008. impõe-se na medida em que os problemas de saúde não se distribuem de forma simétrica na área de abrangência. também. como a erradicação da poliomielite desde 1989. Indicadores epidemiológicos A vigilância epidemiológica no Brasil Conforme informações do site do Ministério da Saúde: “O Brasil coleciona vitórias importantes na saúde coletiva. A disciplina central para a caracterização da micro-área é a epidemiologia. A Micro-área é o espaço privilegiado para o enfrentamento dos problemas de saúde. preferencialmente. de forma contínua. tendendo. Há boas perspectivas de eliminação do tétano neonatal. através de operações direcionadas à superação dos problemas críticos identificados pela equipe de PSF. poder-se-á atuar sobre as causas dos problemas através de operações de discriminação positiva. Ou seja. da raiva humana transmitida por animais domésticos e. Esse território está próximo ao conceito de “áreas homogêneas de risco”. mas. e da transmissão vetorial doença da Chagas pelo T. as doenças imunopreveníveis vêm tendo uma redução de casos e mortes de 153 mil casos para 1. Dessa maneira. A área de abrangência é um território de determinação da co-responsabilidade pela saúde naquele espaço entre população e serviço. os recursos e serviços disponíveis na área de abrangência são investidos. .500 para 140 óbitos. a interrupção da circulação autóctone do vírus do sarampo. a partir de 2000. um espaço de organização básica da prática da atenção à demanda. na identificação e análise das condições de vida e saúde e dos distintos grupos populacionais. infestans. a discriminarem-se de forma negativa naquele espaço. Micro-Área A micro-área é uma subdivisão da área de abrangência. da rubéola e da síndrome da rubéola congênita.direção no nível da unidade ambulatorial com autoridade sanitária sobre seu território e uma população adscrita que deve receber serviços de saúde dessa unidade e com ela interagir. isto é. A micro-área é definida segundo a lógica da homogeneidade socioeconômicosanitária.268 e de 5. na intervenção continuada no espaço das micro-áreas onde se concentram os problemas de saúde.

9% da transmissão da malária no Brasil. No Norte e Nordeste. No âmbito do SNVE. as medidas a serem aplicadas ao ambiente e aos doentes ou às pessoas em risco de adoecer. O acesso universal à terapia anti-retroviral no país é responsável pela diminuição da taxa de mortalidade de 9. bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes.Outro avanço é a redução de 24% de casos de malária na Amazônia Legal.SVS define normas e procedimentos técnicos e diretrizes operacionais. o comportamento ou história natural das doenças. surgiram os serviços de vigilância epidemiológica. Esta relação equivale ao cálculo da probabilidade de uma ocorrência. sobre bases firmes. o acesso aos serviços de prevenção e o tratamento adequado possibilitaram a estabilização da epidemia. assim. Em relação à Aids. com o fim de recomendar oportunamente. a Secretaria de Vigilância em Saúde . Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8. implementação e avaliação das ações de prevenção e controle de doenças e agravos. além de promover a cooperação técnica e assessorar as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. no período de 2005 a 2007.SVS trabalha para a promoção e disseminação do uso da metodologia epidemiológica em todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS). o país tem uma epidemia estabilizada desde o ano de 2000. . as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas doenças".3 milhão de internações foram evitadas no período de 1997 a 2007”. estima-se que mais de 1.6 em 1996 para 6 por 100mil habitantes em 2005. cujo objetivo é desenvolver atividades de coleta e análise de dados. a qualquer momento. a tendência é de crescimento. Objetiva o estabelecimento de sistemas de informação e análises que permitam o monitoramento do quadro sanitário do país e subsidiem a formulação. Sudeste e Centro-Oeste. Para que as informações necessárias à adoção de medidas pertinentes. Os indicadores epidemiológicos expressam a relação entre o subconjunto de doentes (ou óbitos por uma dada doença. ou seja. a definição de prioridades e a organização dos serviços e ações de saúde.080/90). pudessem ser atualizadas constantemente. Apesar de o Brasil ter cerca de um terço de todas as pessoas com HIV da América Latina.026 para 457. constitui a expressão mais geral e simplificada do risco. relacionadas ao controle e prevenção de doenças. Com o acesso à terapia antiretroviral. passando de 603. determinando. Também promove a cooperação técnica com organismos internacionais correlatos.466 casos na região que concentra 99. ou sujeitos portadores de uma condição relacionada à saúde) e o conjunto de membros da população. principalmente nas regiões Sul. a vigilância epidemiológica é "o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer. A Secretaria de Vigilância em Saúde .

Subconjuntos da morbimortalidade P E I D G O P – Base Populacional do Risco E – Subconjunto de Exposição I – Subconjunto de Infectados D – Subconjunto da Doença G – Subconjunto de casos Graves O – Subconjunto de Óbitos Indicadores Epidemiológicos Macroindicadores – aqueles cujos denominadores se referem à base populacional plena P. intervalo de tempo e abrangência do estudo ê = º çã ç × 10 . com clara localização espacial. (TAXA) Microindicadores – aqueles que tomam como denominador qualquer dos subconjuntos hierarquicamente inferiores a P. (COEFICIENTE) Indicadores Epidemiológicos Mortalidade = O/P Incidência (e prevalência) de doença = D/P Incidência (e prevalência) de infecção = I/P Patogenicidade = D/I Virulência = G/D Letalidade = O/D Morbidade Refere-se a uma população predefinida.

Prevalência escreve Descreve a força com que subsistem as doenças na coletividade. º = × Relação entre Prevalência e Incidência A prevalência P varia proporcionalmente com o produto da incidência I pela duração D. dia. limitadas a um período de tempo de dias ou semanas e localizadas em uma área restrita. Mortalidade Quocientes entre freqüências absolu ientes absolutas de óbitos e número de sujeitos expostos ao risco de morrer = O/P postos = = = Taxa de Mortalidade Geral (TMG) Taxa de Mortalidade Específica (TMG) . semana. doentes em uma determinada população. mês ou ano É a intensidade com que estão surgindo novos ano. º ê = ç çã × Incidência Significa a ocorrência de casos novos relacionados à unidade de intervalo de ignifica tempo. usa-se º ê = çã ç ç × Coeficiente de Ataque Incidência referida a uma população específica ou a um grupo bem definido de pessoas. ou em populações diversas numa mesma época. usa se o coeficiente de incidência. Para efeito de estudo comparativo de incidência de doenças numa mesma população em épocas diferentes. É um indicador de morbidade.

Esperança de vida Indicadores de duração média da vida. Mortalidade Pós-neonatal = óbitos entre 28 dias de nascimento e 1 ano de neonatal vida. dentro de diretrizes tecnológicas adequadas. calculados com base na expectativa de mortalidade acumulada em toda a escala etária. e o resultado é multiplicado por 1000. Mortalidade Neonatal = óbitos com menos de 28 dias de nascimento. Designa o número médio de anos que ainda restam para serem vividos pelos indivíduos que sobrevivem até a idade considerada.Coeficiente de Mortalidade Infantil de CMI – é calculado dividindo se o número de óbitos de crianças menores de um dividindo-se ano pelos nascidos vivos naquele ano. Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população A informação é fundamental para a democratização da Saúde e o aprimoramento de sua gestão. Coeficiente de Letalidade Permite avaliar a gravidade de uma d doença. sexo. considerando-se as variáveis se variáveis: idade. condições socioeconômicas da região onde ocorre. pressupondo se que as pressupondo-se probabilidades de morte que serviram para o cálculo continuem as mesmas. A informatização das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS). Anos de Vida Perdidos por Incapacidade (AVPI) – metodologia destinada a medir a carga global de doença. Indicadores compostos Anos de Vida Ajustados por Qualidade de Vida (AVAQ) – conceito de qualidade de vida ligada à saúde. é essencial para a tro descentralização das atividades de saúde e viabilização e controle social sobre a utilização dos recursos disponíveis. . em uma determinada área. A razão entre o número de óbitos devidos a determinada patologia e o total de pessoas que foram realmente acometidos pela doença.

Sua realização permite que os responsáveis pela vigilância epidemiológica relacionem os determinantes de doenças e agravos. Análise dos dados Busca interpretar as informações coletadas. A mensuração do estado de saúde da população é usual em saúde pública . presídios e indústrias) as informações relevantes que possam colaborar na identificação de situações de risco. creches. As campanhas de vacinação. imprensa. escolas. quadros e tabelas. são ordenadas em ordem de ocorrência e separadas por mês. tem origem duvidosa. além de assustar a população. tomada de decisões baseadas em evidências e programação de ações de saúde. Geralmente. de morbidade e mortalidade. Avaliação da eficácia das medidas É a análise dos resultados das ações. As informações obtidas sobre casos de doenças. divulgação de informações sobre precauções para transmissão de doenças. para permitirem melhor visualização dos problemas e seus determinantes. Recomendação de medidas de controle e prevenção Aponta que precauções podem ser recomendadas no controle e prevenção da ocorrência da doença. pois muitas vezes sua divulgação. por meio dos indicadores de saúde. DATASUS O DATASUS disponibiliza informações que poderão servir de subsídios para: análise objetiva da situação sanitária. Processamento dos dados Significa reunir todos os dados coletados e agrupá-los de acordo com seu grau de importância e relevância. as campanhas educativas disseminadas pela televisão e na escola. estado e país. agravos e epidemias devem ser consideradas somente após prévia investigação para confirmar ou descartar o caso. Os dados podem ser agrupados como demográficos e ambientais. serviços de saúde. etc. Promoção das ações de controle e prevenção Consiste em planejar e executar ações como vacinações. controle do ambiente. unidade que notificou a suspeita do caso e região do município. é importante seguir algumas etapas: Coleta de dados Consiste em buscar junto às fontes de dados (população. visando identificar se as metas propostas foram alcançadas e avaliar seu impacto na saúde coletiva. para que a vigilância epidemiológica possa propor ações de prevenção e controle a partir do estudo do comportamento das doenças e agravos à população. procurando estabelecer as relações causais. tratamento dos doentes. bairro de moradia do doente.Entretanto. As informações são organizadas em gráficos. a campanha de controle do diabetes.

Com os avanços no controle das doenças infecciosas - informações epidemiológicas e morbidade - e com a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus determinantes populacionais, a análise da situação sanitária passou a incorporar outras dimensões do estado de saúde. Dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços, qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais passaram a ser medidas utilizadas na construção de indicadores de saúde, que geram informações relevantes para a quantificação e a avaliação das informações em saúde. O DATASUS também divulga informações sobre assistência a saúde da população, os cadastros (rede assistencial) das redes hospitalares e ambulatoriais, o cadastro dos estabelecimentos de saúde, além de informações sobre recursos financeiros e informações demográficas e socioeconômicas. Cadernos de Informações de Saúde Os cadernos de Informações de Saúde consistem de planilhas contendo indicadores disponibilizados pelas diversas bases de dados do Ministério da Saúde.

Critérios operacionais para definição de prioridades: indicadores sócio-econômicos, culturais epidemiológicos.
Indicadores sócio-econômicos São oito indicadores que subdividem-se em duas categorias: dois deles tem caráter demográfico e seis tem caráter sócio-econômico.

Demográficos Densidade (hab/área urbanizada) Distribuição por faixa etária

Sócio-econômicos Renda média (salários mínimos) Taxa de emprego (E/P) Distribuição da população por faixas salariais (SM) Padrão residencial (vertical/horizontal) Empregos por setor de atividade Escolaridade
Indicadores Epidemiológicos O objetivo da epidemiologia é produzir conhecimento capaz de promover a saúde individual através do alcance coletivo. É através dos dados referentes a morte,

doença, fatores de degradação entre outros que estabelece-se o controle e a prevenção. Conforme já vimos são indicadores epidemiológicos: a morbidade, a mortalidade, a incidência, a prevalência, a letalidade, a patogenidade e a virulência.

Conceitos de eficácia, eficiência e efetividade em saúde coletiva
A situação da Saúde do município deve ser analisada por meio dos indicadores de gastos considerando a efetividade, eficiência e eficácia do planejamento dos gastos em saúde. Desta forma, os reflexos serão observados nos indicadores epidemiológicos e nos aspectos já apontados das ações desenvolvidas no campo da saúde coletiva. A efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos. Tratando-se de programas sociais, diria respeito à implementação e ao aprimoramento de objetivos, independentemente das insuficiências de orientação e das falhas de especificação rigorosa dos objetivos iniciais declarados do programa. Os programas ou as organizações são efetivos quando seus critérios decisórios e suas realizações apontam para a permanência, estruturam objetivos verdadeiros e constroem regras de conduta confiáveis e dotadas de credibilidade para quem integra a organização e para seu ambiente de atuação. A eficiência traduz a competência para se produzir resultados com gasto mínimo de recursos e esforços, dados que, por sua vez, remetem à avaliação para considerações de benefício e custo dos programas sociais, ou seja, os investimentos que foram mobilizados devem produzir os efeitos desejados. A eficácia diz respeito às condições controladas e aos resultados desejados em contrapartida aos esforços depreendidos. Programas sociais regem-se, também, por objetivos de eficácia, uma vez que, se espera que os investimentos que mobilizam devem produzir os efeitos desejados. Entendemos que os programas sociais serão eficazes somente se forem antes efetivos e eficientes, pois os objetivos pretendidos destes também são estruturados pela condução e objetivos efetivos dos programas.

Estratégia de avaliação instrumentos e técnicas

em

saúde:

conceitos,

tipos,

Como já estudamos anteriormente no capítulo “Indicadores epidemiológicos” e “Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população”, para o planejamento eficaz de ações de prevenção e controle de doenças e agravos, é importante conhecer o perfil dos problemas de saúde da população assistida e das doenças apresentadas.

É necessário que o estudo de dados estatísticos referentes as doen doenças que mais acometem a população, das que mais matam e quantas pessoas morrem. Para o conhecimento de aspectos de saúde não diretamente observáveis foram criados os indicadores de saúde, que representam e tentam aferir os aspectos normalmente não percebidos. Dentre outros importantes componentes da estrutura de assistência à os. população, esses indicadores orientarão o processo de planejamento em saúde, a organização dos serviços de atenção e a determinação do número de leitos hospitalares necessários para de determinada região. Vimos que a morbidade refere se ao comportamento das doenças numa refere-se população exposta ao adoecimento. Seus índices permitem conhecer que doenças existem habitualmente na área, no período e na população estudada (prevalência), e quais os novos casos das doenças na mesma área, período e população (incidência). vos Assim, a quantidade de casos de uma doença também permite estimar sua , importância para aquela população. Estão relacionados à morbidade os termos: surto, endemia, epidemia e pandemia. Surto é um aumento repentino do número de casos, dentro de limites muito restritos, como uma série de casos de rubéola em uma creche, vários indivíduos com conjuntivite em um quartel ou vários bebês com infecção respiratória em um berçário de hospital. Também pode ser assim considerado o aumento do número de casos de bém uma doença em uma área específica, considerada livre da mesma. Por exemplo, um único caso de poliomielite no Brasil seria suficiente para configurar um surto; número de casos controlados em determinada Endemia é a ocorrência de certo n região; Epidemia é o aumento do número de casos de determinada doença, muito acima do esperado e não delimitado a uma região; Pandemia Compreende um número de casos de doença acima do esperado, sem ompreende respeitar limites entre países ou continentes.Os exemplos mais atuais são a AIDS e a ites tuberculose. Mortalidade A mortalidade é definida como a relação entre o número de óbitos e o número de pessoas expostas ao risco de morrer. Dados esses que podem ser agrupados por características como sexo, idade, estado civil, causa aracterísticas lugar, condição, dentre outras. Os óbitos ocorridos podem estar classificados segundo a as associação de duas ou mais dessas características. Letalidade Permite conhecer a gravidade de uma doença, considerando-se seu maior ou menor poder para causar a morte. A determinação da letalidade de certas doenças permite avaliar a eficácia de estratégias e terapias implementadas.

muitas vezes. e expressos em porcentagens. por meio de taxas. supervisão regional. prevenção. Como desafios institucionais para expandir e qualificar a atenção básica no contexto brasileiro destaca-se: a expansão e estruturação de uma rede unidades básicas de saúde que permitam a atuação das equipes na proposta da saúde da família. Traduzem. a definição de mecanismos de financiamento que contribuam para a redução das desigualdades regionais e para uma melhor proporcionalidade entre os três níveis de atenção. supervisão das equipes. Se há muitos óbitos causados pelo sarampo. incluindo aí a articulação com os demais níveis de atenção. supervisão dos municípios. humanização do cuidado. municipais e locais. pois estão intimamente relacionados com as condições de vida e saúde da população. . a contínua revisão dos processos de trabalho das equipes de saúde da família com reforço as estruturas gerenciais nos municípios e estados. isto significa que as crianças não estão tendo acesso à estratégia de vacinação ou que a vacina não está desempenhando adequadamente seu papel na proteção à saúde. índices e coeficientes.Por exemplo. a institucionalização de processos de acompanhamento. coordenações e gestores. revisão dos processos de formação. espera-se que a vacina anti-sarampo reduza o número de complicações e óbitos decorrentes da doença. de modo a responder aos desafios postos pela expansão e qualificação da atenção básica. eles são calculados. outros. conforme já vimos em outros capítulos. Conceitos e critérios de qualidade da atenção à saúde: acessibilidade. ações articuladas com as instituições formadoras para promover mudanças na graduação e pós-graduação dos profissionais de saúde. ações que visem o fortalecimento das estruturas gerenciais nos municípios e estados com vistas a: programação da atenção básica. recuperação e reabilitação) dirigidos aos problemas mais freqüentes do estado de saúde da população. satisfação do usuário e do trabalhador. monitoramento e avaliação da atenção básica. uso das informações para a tomada de decisão. flexíveis em função dos contextos estaduais. as condições socioeconômicas e sanitárias locais. a elaboração de protocolos assistenciais integrados (promoção. Para que se possa avaliar o significado dos indicadores e compará-los frente a populações diferentes sem que haja distorção das informações. educação em saúde com ênfase na educação permanente das equipes. sob a lógica da regionalização. equidade. com indicação da continuidade da atenção.

assim. bem como para a adoção de medidas de intervenção pertinentes. o fenômeno da subnotificação. em virtude de prestarem assistência direta à maioria da população. Este contato direto com a população faz com que realizem com maior freqüência a notificação. Manter as bases de dados nacionais.Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica Federal Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica. feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão. A notificação é essencial para o efetivo conhecimento da realidade vivida pela população assistida. Isso impede ou atrasa o poder público nas decisões referentes ao atendimento às reais necessidades da população. controle. Municipal Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território. Notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde. regulação e avaliação da atenção básica. Sistema de informação em saúde Os ambulatórios. Regular as relações inter-municipais. Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão. Ocorre subnotificação quando o número de registros de ocorrência de casos de doenças é menor do que o realmente ocorrido. Co-financiar as ações de atenção básica. provocando. . unidades básicas de saúde e hospitais representam importantes fontes de informação para a realização da vigilância epidemiológica. Co-financiar o sistema de atenção básica. Infelizmente muitos profissionais não dão a devida importância a essa prática na determinação das condições sanitárias populacionais. Alimentar os sistemas de informação. Propor mecanismos para a programação. Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território. Co-financiar as ações de atenção básica. sendo importante seu registro e divulgação. Contratualizar o trabalho em atenção básica. Estadual Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território. Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento (gestão e gerência). Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção básica em seu território. Ordenar a formação de recursos humanos.

O banco de dados pode ser alimentado por outras fontes e documentos como boletins de produção ambulatorial. prontuários dos clientes ou autorizações para internação hospitalar. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) permite conhecer quantas crianças nascem por ano e por região. Na ausência. Outras importantes fontes de dados e de notificação são os sistemas nacionais de informação. Ao se omitirem criam dados positivos falsos deixando de contribuir com o planejamento das atividades de educação continuada das equipes. Da mesma forma. por exemplo) e do recém- . por parte dos profissionais ou a população.existem outros sistemas de informações de interesse para a vigilância epidemiológica. alimentado pelas notificações compulsórias .Com o objetivo de sanar as falhas causadas pela ausência de notificação de doenças de grande impacto coletivo. Alimentado pelos atestados de óbito emitidos. Estados e municípios podem incluir novas doenças na lista. declarações de nascidos vivos. em vista do crescente aumento do número de pessoas acometidas por doenças crônicas não-transmissíveis e provocadas por causas externas. foi criada uma lista de doenças de notificação obrigatória em todo o território nacional. Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) que reúne todas as informações relativas aos agravos de notificação. o que é bastante questionável. atestados de óbito. causa e outras informações – variáveis de acordo com o interesse da consulta. para isso devem estar presente os pressupostos que permitem o uso desta prerrogativa que são: estarem claramente definidos os objetivos da notificação. das notificações das doenças ou agravos aos serviços de saúde (centros ou postos de saúde) criam-se falsas expectativas de diminuição de casos de doença ou acidente o que pode causar sérios danos. sexo. dentre os quais se destacam: Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) reúne os dados relativos aos óbitos ocorridos. lista esta que deve ser periodicamente atualizada. A lista de doenças de notificação compulsória. sendo fundamentais para a determinação das prioridades assistenciais. os instrumentos e o fluxo de informação. gerando doença e morte. é atualmente constituída apenas por doenças transmissíveis. é freqüente o fato de que muitos profissionais de saúde deixam de notificar os acidentes de trabalho. por exemplo. bem como as características ligadas à saúde da mãe (idade gestacional. como por exemplo a suspensão de um serviço ou programa de saúde que na realidade ainda é necessário. possibilita o conhecimento da distribuição dos óbitos por faixa etária. Tais documentos irão contribuir para a avaliação de alguns indicadores de saúde da população.

Trata-se de um problema social de grande dimensão. dentre outras. fator determinante de risco cardiovascular. Sistema de Informações Hospitalares (SIH) reúne informações sobre a assistência prestada pelos hospitais. indicando a falta de serviços voltados para o atendimento das necessidades dos moradores que se deslocam de muito longe para obter serviços de saúde. como. É importantíssimo para a definição do perfil epidemiológico da população assistida. assume importância na vigilância sobre a obesidade. auxiliando na determinação das prioridades e avaliação do que já foi feito pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde (PSF e PACS). analfabetismo. atingindo de forma continuada. As informações disponíveis possibilitam constatar a ocorrência de desnutrição e sua distribuição. apontando que necessidades assistenciais devem ser atendidas na região dos nascimentos para melhorar a qualidade da assistência pré-natal e à criança. idosos e portadores de . Condições de risco social: violência. liberdade e segurança. desemprego. É utilizado para medir o impacto das ações básicas desenvolvidas. Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB) criado mais recentemente. Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) reúne as informações obtidas com os atendimentos ambulatoriais. a falta de moradia.nascido (presença de malformações congênitas ao nascer). principal fonte de notificação dos serviços de epidemiologia locais. seja em hospitais. entre outros dados. adolescentes. mulheres. ausência ou insuficiência de infra-estrutura básica. a determinação de medidas que controlem e previnam sua ocorrência. Situações de violência São situações de carência ou negação dos valores humanos fundamentais como vida. Permite. pois muitos doentes hospitalizados não chegam a ser assistidos nas unidades básicas de saúde. É alimentado principalmente pelos dados contidos nas autorizações de internações hospitalares e pelos relatos contidos nos prontuários dos pacientes. infância desprotegida. outros. Relações excludentes – são situações que geram ou perpetuam a exclusão social. o analfabetismo ou a escolarização insuficiente. esse sistema destina-se a reunir informações acerca das atividades desempenhadas em nível de atenção básica. especialmente aqueles de maior vulnerabilidade: crianças. Com o aumento dos casos de doenças não-transmissíveis. Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) permite conhecer o perfil das condições nutricionais. verificar se todos os atendidos em um ambulatório são moradores da região. processos migratórios. permitindo. assim. seja em unidades básicas de saúde. o desemprego.

enfrentamento Violência Doméstica: a violência doméstica pode ser definida como uma forma d : doméstica de violação dos direitos essenciais da pessoa no âmbito familiar. com ou sem penetração penetração. demandam atitudes agressivas e coletivas para seu enfrentamento por parte dos jovens. moradia. a decadência da estrutura familiar entre outros fatores. . Esta situação pode ser exem exemplificada pela permanência de grupo nas ruas ou em condições sub humanas de moradia. educação. adolescente. a falta de : oportunidades. Violência sexual: a violência sexual se caracteriza por atos dessa na : natureza impostos a uma criança. que membros convivam no espaço doméstico. ameaças ou induções. A violência doméstica se distingue da familiar por incluir outros membros do grupo sem relação parental. da cidadania e da vida humana. adulto ou idoso sem condições de defesa por um indivíduo que faz uso de seu poder físico ou hierárquico superior. Este tipo de abuso inclui tipo desde práticas que não envolvam contato sexual às diferentes formas onde este ocorre. lazer e alimentação. Estes atos são impostos através de violência física. Exclusão social: é definida como a ruptura de vinculo nas dimensões sócio : sócio-familiar. A vulnerabilidade designa grupos que tem cotidianamente seus direitos humanos violados: saúde.deficiência/necessidades especiais. do trabalho. das representações culturais. segurança. aos portadores de deficiências sexual Situações de violência urbana doméstica exclusão social Violência Urbana: o crescimento desenfreado das grandes cidades.

É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio ou suporte. Violência cultural: esta impressa na cultura de um povo. Promoção de saúde conceitos e estratégias úde A promoção da saúde é o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua própria qualidade de vida e saúde.Estrutural de resistência Violência cultural de delinquência Violência estrutural: aquela que advém da conduta política do Estado e seus : governantes a privilegiarem alguns grupos em detrimento de outros. Desta forma a população deixa de ser apenas o alvo dos programas. religião. homossexuais. entre outros). Amplia Amplia-se a concepção de saúde referindo referindo-se . determinando as desigualdades e produzindo a exclusão. nos seus preconceitos e : valores. passando a assumir uma posição atuante na definição dos problemas a serem enfrentados. entre outros. interferindo no processo através do aumento de sua participação. delinqüência: s como no crime contra o patrimôn roubo. Violência de resistência: manifestada pelos grupos oprimidos e subjugados como : manifestada resposta a violência estrutural e cultural sofrida (negros. assalto. entre outros). sem terra. patrimônio. machismo. (racismo. participação como forma de tentar alterar ou minimizar as condições de risco de todos os tipos de violência que possam influir na comunidade. Violência de delinqüência expressa nas formas mais visíveis ao senso comum.

buscando a prevenção com o objetivo de desafogar os centros de referência de saúde pública que passarão dedicar seus esforços para os casos mais graves. trabalhando em prol da promoção de saúde. prejudicando os Estados e os municípios. fortalece a concentração de riquezas e diminui o investimento em áreas sociais.não apenas aos seus determinantes. aquelas que não tem nem mesmo como se deslocar em busca de atendimento. Desenvolvimento de habilidades pessoais. inúmeras dificuldades para o alcance da qualidade de vida das pessoas. pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos. O PACS e o PSF tem a imensa missão de minorarem as questões de saúde a nível local. Reforço para a ação comunitária. 3. Porque então a dificuldade de atingir e sanar as questões de saúde? Os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde. 4. principalmente pelas prefeituras. o modelo econômico adotado atua no sentido inverso. B e C) que estudaremos no momento oportuno. para levar assitencia à saúde tanto aos locais mais distantes da zona rural quanto aos mais pobres recantos das periferias urbanas. As maiores vítimas da escassez de recursos endereçados a saúde são justamente as famílias mais carentes. . Um grande esforço que tende a melhorar as condições da saúde publica está sendo feito. ou seja. Apesar da política pública de saúde buscar avanços no Brasil. 5. 2. Doenças preveníveis mediante vacinação Hepatite B Apenas para efeito de informação existem outros tipos de hepatite (A. também. mas. que têm orçamentos mais generosos. Criação de ambientes favoráveis à saúde. como a saúde e a educação. à possibilidade de intervenções que extrapolam o setor saúde. Outro problema é a heterogeneidade de gastos. Elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis. Reorientação dos sistemas e serviços de saúde. Estratégias 1. sem dúvida. Principais problemas de saúde da população e recursos existentes para o enfrentamento dos problemas. Esse modelo gera.

Considerando. procedimentos odontológicos. sendo a boca a principal porta de entrada dos vírus. imediatamente devem ser tomadas providências de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica.se a dimensão dos problemas sociais e de saúde que envolve o dependente químico e seus familiares.transfusão de sangue e seus derivados – quando fora da recomendação técnica -. pode ser causada por três tipos de poliovírus: I. II e III. cirúrgicos e de hemodiálise quando não respeitadas as normas de biossegurança. é . das quais a primeira é a mais freqüente. no período perinatal. seu reservatório natural. Não há tratamento específico após a instalação do quadro de poliomielite. náuseas e vômitos. os membros inferiores. em contato com o sangue e outros fluidos corpóreos (como sêmen. A transmissão vertical se verifica. sobretudo. febre. uso de seringas e agulhas compartilhadas . também chamada de paralisia infantil. sintomáticas ou graves. a água e os alimentos contaminados com fezes de doentes ou portadores (assim considerados aqueles indivíduos cujo intervalo de tempo após a infecção situa-se entre uma a sete semanas) também são formas de transmissão do polivírus. que infecta o homem. A infecção pelo HBV pode apresentar formas assintomáticas. A transmissão ocorre por meio de solução de continuidade da pele e/ou mucosas. secreção vaginal e saliva) de doente ou portador. por contato direto de pessoa a pessoa.no caso de usuários de drogas . Os sinais e sintomas característicos são mal-estar. além de febre e flacidez muscular assimétrica. urina escurecida (colúria) e aumento do baço (esplenomegalia). Entretanto. O doente apresenta. fezes esbranquiçadas (acolia). aumento do fígado (hepatomegalia). cefaléia. Diversas situações possibilitam a transmissão do vírus. É importante que a população seja esclarecida em relação à doença. Nestes casos. sendo afetados. fala ou espirro. Após a notificação de um caso suspeito ou confirmado. sobretudo. A transmissão oral ocorre através das gotículas de muco da orofaringe expelidas pela tosse. deficiência motora. tais como relação sexual. Poliomielite A poliomielite. vários municípios possuem serviços ou equipes especializadas para o atendimento dessas pessoas. icterícia. e que nesta orientação seja reforçada a necessidade do uso de preservativos durante a relação sexual e os riscos inerentes ao uso de seringas compartilhadas – especificamente para os usuários de drogas injetáveis. A transmissão acontece principalmente.O agente infeccioso da doença é o vírus HBV. subitamente. ocorrendo também dor abdominal. durante o parto.

poeira e fezes de animais. além das mulheres em idade fértil e das crianças. sua ocorrência é maior em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. tornando-o susceptível à doença após o nascimento. porém os indivíduos maiores de 45 anos estão mais expostos por estarem muitas vezes com a vacinação incompleta ou por nunca terem sido vacinados. relativamente comum em países subdesenvolvidos . não contagiosa. Tétano O tétano é uma doença infecciosa aguda. psicologia. Por isso. com atuação de profissionais de várias áreas (enfermagem. fisioterapia. dupla infantil (DT) ou toxóide tetânico (TT). os acometidos pela paralisia infantil e seus familiares necessitam de acompanhamento rotineiro da equipe de saúde. o solo ou qualquer objeto perfurocortante contendo os esporos. moeda ou cinzeiros.importante detectar a doença precocemente. De maneira geral. Seu agente etiológico é o Clostridium tetani. Uma gestante não vacinada não possui anticorpos maternos para transferir ao filho. médica. impossibilitando o controle vacinal da gestante. A transmissão ocorre pela introdução dos esporos do agente patogênico em um ferimento. terapia ocupacional e nutrição). pois além da implementação de medidas de vigilância epidemiológica torna-se imprescindível uma rápida intervenção para que o doente tenha o suporte necessário para evitar maiores danos. quando de sua manipulação são utilizados instrumentos ou substâncias impróprias como teia de aranha. dupla adulto (dT). Tétano neonatal Também conhecido como “mal de sete dias”. atenção ao estado vacinal de indivíduos adultos e idosos. um bacilo anaeróbio cujo reservatório é o trato intestinal do homem e de animais.nos quais a cobertura vacinal é baixa. A infecção ocorre pela contaminação do coto umbilical com o bacilo tetânico. indiscriminadamente. todos estão predispostos à contaminação pelo tétano. podendo também ser causado por queimaduras e ferimentos necrosados. incluindo a vacina contra o tétano. possibilitando um atendimento integral e de acordo com suas reais necessidades. sobretudo do tipo perfurante. A imunidade é conferida pela aplicação de vacina contendo o toxóide tetânico em suas diversas formas de apresentação: tríplice bacteriana (DTP). A susceptibilidade é geral. . sobretudo pela precariedade ou ausência de acompanhamento pré-natal. contaminado com terra.

Há necessidade de se cadastrar as parteiras locais e orientá-las quanto aos cuidados com o coto umbilical. fumaça de cigarros.os episódios de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum (dura de uma a três semanas). grande maioria afetada pela doença. tronco e abdome. espirro ou fala. eliminadas pela tosse.inicia-se com febre. cujo único reservatório é o homem. Após a notificação de um caso de tétano neonatal. ocupadas com atividades que não provoquem muita excitação. de acordo com a posição do doente. • convalescência . tosse e expectoração de muco claro e viscoso. Visando o controle da doença. por exemplo. mal-estar. acompanhada de um ruído característico (“guincho”) e seguida não raramente de vômitos (dura cerca de dois meses). devido à rigidez. Sua transmissão ocorre pelo contato direto pessoa a pessoa. A coqueluche evolui em três fases: • catarral . • paroxística . como poeira. principalmente as que estão com o esquema vacinal incompleto. a mãe do recém-nascido deve ser encaminhada para receber vacinação. através de secreções da nasofaringe. Faz-se necessário que a família seja esclarecida para manter precauções respiratórias especialmente na fase catarral. Outras orientações relacionam-se ao controle dos fatores que favorecem os acessos de tosse. atividade e excitação. devem ser observadas durante 14 dias. a vacinação deve ser realizada em todos os indivíduos susceptíveis. A paralisia da musculatura da respiração pode levar a criança a óbito. é importante que os pais tentem mantê-las mais calmas. como a bronquite. conforme a rotina da rede básica de saúde. finalizada por inspiração forçada. A doença é muitas vezes confundida com outras infecções respiratórias agudas. Para o adequado controle da doença é importante que as mulheres em idade fértil estejam com a imunização contra o tétano atualizada e que o atendimento pré-natal seja garantido a todas as gestantes Coqueluche A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis. coriza. o que pode ajudar a diminuição do número de episódios de tosse paroxística. não existindo portadores crônicos assintomáticos.apresenta tosse seca “comprida”. Os óbitos ocorridos em recém-nascidos menores de 28 dias devem ser investigados. Crianças expostas ao risco de adoecimento. na busca de sintomas respiratórios. Os cuidados adotados com os doentes incluem repouso e hidratação. no caso das crianças.O recém-nascido infectado abandona o aleitamento materno pela dificuldade de movimentar a musculatura da face. .

fungos e bactérias. dor de cabeça intensa. Febre amarela A febre amarela é uma doença infecciosa aguda. faz-se necessário adotar as medidas de controle de acordo com o sistema de vigilância. náuseas. a meningite tuberculosa. outra forma de transmissão pode ocorrer através de objetos contaminados por secreções. • vacina antimeningocócica . hospedeiro acidental. Como medida de prevenção. Os sintomas. Meningite A meningite pode ser causada por diversos microrganismos como vírus.previne a ocorrência da tuberculose e de sua forma mais grave.Difteria A difteria ocorre durante todo o ano. que penetram no organismo através das vias aéreas superiores. rigidez de nuca e. havendo um aumento de incidência nas estações em que a temperatura é mais baixa (outono e inverno). . por meio de secreções da nasofaringe. Pode apresentar-se sob duas formas: • febre amarela silvestre (FAS). por meio de gotículas e secreções da nasofaringe. Embora com menor freqüência. recomenda-se seguir a rotina do calendário de vacinação: • vacina BCG . A transmissão ocorre por contato direto com doentes ou portadores da bactéria. previne a infecção por alguns tipos de meningococos. Também conhecida como crupe. tem como agente causador a bactéria Corynebacterium diphteriae. algumas vezes. Após a notificação do caso suspeito. tuberculosa e a meningocócica. encontrado principalmente em regiões de mata. sintoma que indica a necessidade de um acompanhamento mais freqüente. vômitos. É muito importante que os doentes ou os seus responsáveis sejam orientados a relatar sinais de dificuldade respiratória. • vacina anti-Hib . cujos vetores são os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes.utilizada excepcionalmente em situações de surto. B e C. sendo os primatas os principais hospedeiros e o homem. especialmente os tipos A. subitamente iniciados. É importante ressaltar que após a implantação das vacinas BCG e anti-Hib no calendário vacinal das crianças a incidência das meningites causadas pelo bacilo da tuberculose e pelo Haemophilus influenzae foi bastante reduzida no Brasil. é febre. causada pelo vírus amarílico. mas para a saúde coletiva as de maior destaque são as meningites bacterianas por Haemophilus influenzae do tipo b.previne a infecção pelo Haemophilus influenzae do tipo b. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa. petéquias. . devido à aglomeração de pessoas em ambientes fechados.

deve-se evitar o acesso do mesmo ao paciente mediante a colocação de telas nas janelas e utilização de mosquiteiros. esse conceito vem mudando em vista da incidência de complicações por ela causadas. dor muscular. que afeta recém-nascidos e cujo risco está associado ao acometimento da gestante durante a gestação. buscando capturar vetores silvestres.• febre amarela urbana (FAU). quando foi notificada pela última vez no município de Serra Madureira. Rubéola Durante muitos anos. No entanto. Foi erradicada no Brasil em 1942. pois essa doença pode ser confundida com malária. cefaléia. com febre. além de ser também indicada para os viajantes que se deslocam para essas áreas de risco. O aumento do número de casos ocorre na primavera. Para o controle do vetor urbano (Aedes aegypti) é importante a destruição de criadouros favoráveis à sua proliferação e/ou o uso de larvicidas e inseticidas em recipientes com água parada. A transmissão ocorre pela picada do mosquito infectado pelo vírus da febre amarela e após três ou seis dias o indivíduo pode começar a apresentar sinais da doença. Após a introdução da administração de vacinas contra a rubéola em crianças. no Acre. Em áreas infestadas por Aedes. Após a notificação do caso suspeito. de pouca importância. na área de ocorrência do caso. calafrios. deve ser realizada a investigação epidemiológica para confirmação diagnóstica. a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada em toda a população residente na área endêmica e na área de transição. náuseas e vômitos.se o seu surgimento entre adultos e adolescentes. . para os moradores não vacinados ou quem não puderem comprovar a vacinação. Indica-se também a investigação entomológica. Como medida de prevenção. O sangue do doente é considerado infectante para o mosquito cerca de 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e de três a cinco dias após o início da doença. A adoção de condutas de vigilância é importante. a rubéola foi considerada “doença de criança”. faz-se necessário desencadear a busca ativa de novos casos suspeitos no local provável de infecção e providenciar a vacinação de bloqueio. Além disso. pelo contato direto com as secreções nasofaríngeas de indivíduos infectados. principalmente a síndrome da rubéola congênita (SRC). para isolamento do vírus. bem como o preenchimento da ficha de investigação epidemiológica. A rubéola manifesta-se pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele. hepatite ou leptospirose. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa. que tem como vetor o mosquito Aedes aegypti e o homem como hospedeiro principal. com maior freqüência na faixa etária de zero a nove anos de idade. observou. A doença manifesta-se subitamente.

essas manchas surgem na face. a caxumba é rotineiramente prevenida através da administração. pois na maior parte dos casos regride espontaneamente. que incluem febre baixa. dupla viral ou contra rubéola monovalente. Vacinação de bloqueio para os comunicantes domiciliares. atinge o feto e interfere negativamente em sua formação – o que provoca a síndrome da rubéola congênita: as malformações presentes no recém-nascido. mas ao ser diagnosticado é importante manter vigilância sobre o caso. Não há tratamento específico para a rubéola. tosse seca. Após a notificação de um caso suspeito. pescoço e couro cabeludo. caracterizada pela inflamação das glândulas salivares e sua transmissão ocorre através do contato direto com secreções nasofaríngeas da pessoa infectada. também conhecida como MMR. e aplicação de vacina seletiva nas mulheres em idade fértil. Sarampo O sarampo é causado por um vírus . bem como alimentar-se com dieta líquida ou semipastosa e realizar a higiene oral adequadamente. Como medidas preventivas existem a vacina específica anti-rubéola monovalente e a vacina tríplice viral. lacrimejamento e fotofobia. tornando o rosto arredondado devido à eliminação do ângulo da mandíbula. É importante orientar o doente para que faça repouso no leito. Através da vacina tríplice viral. É extremamente contagioso e transmissível. tentativa de identificação do contato. presente na circulação sangüínea materna. deve-se tomar medidas de acordo as orientações do sistema de vigilância. bem como tentar determinar os contatos e vigiar os comunicantes. A caxumba não é doença de notificação compulsória. O vírus da rubéola. em dose única. excluindo-se as gestante. distribuindo-se em seguida para o restante do corpo.com elevação eruptiva que termina em descamação. A estes. atravessa a barreira de defesa da placenta. através de secreções expelidas pela tosse. sexuais.o vírus do sarampo – cuja transmissão ocorre de pessoa a pessoa. . notificação compulsória às autoridades sanitárias competentes. fala. da vacina tríplice viral. Inicialmente. segue-se o aumento do volume das parótidas. escolares e de trabalho. Caxumba A caxumba é uma doença viral aguda. aos 15 meses. garantindo seu afastamento das atividades que desempenha renovável se os sintomas persistirem. fornecimento de atestado de impedimento sanitário para o indivíduo com os sintomas. Há febre baixa. mal-estar geral. Atualmente. visando reduzir a circulação do caso suspeito. solicitação de exames complementares. respiração e espirro. coriza.O diagnóstico é feito a partir dos sintomas apresentados. dor na garganta e anorexia. As medidas de vigilância relativas à rubéola incluem: investigação epidemiológica do caso. cefaléia. para que não haja obstrução das glândulas e infecção. O sarampo caracteriza-se por febre.

dilatação das pupilas e sudorese. face e tronco e são acompanhadas de mal-estar. O vírus varicela zoster é transmitido por contato direto. pois é 100% letal. excitabilidade diante de estímulos luminosos ou sonoros. ocorrem crises convulsivas. No meio rural. crostas. As lesões predominam na cabeça. Durante o episódio de varicela. evoluindo para vesículas e. para que possam ser destruídos. Nos locais onde é comum as pessoas conviverem em grandes áreas verdes. gatos. Na evolução do quadro. favorecendo a contaminação por bactérias. A melhor forma de prevenir a ocorrência de agravo tão sério é a vacinação realizada nos animais e nos humanos. estimula-se a identificação de criadouros de morcegos (churrasqueiras e casas abandonadas. É causada por vírus e transmitida ao homem por intermédio da saliva. O diagnóstico da doença é feito com base nos sintomas e sinais apresentados pelo doente. principalmente quando as lesões são coçadas com unhas sujas ou cobertas por talcos. podendo levar ao coma e óbito. macacos e outros primatas. O controle da doença envolve ações para restringir o número de animais vadios. por inalação de gotículas de secreção respiratória ou de aerossóis nos quais se encontram os vírus liberados das lesões cutâneas. promovendo sua higiene. Com o agravamento do quadro. A deglutição é prejudicada. posteriormente. pasta d’água e outras substâncias. A vigilância deve tentar identificar os contatos. Raiva humana A raiva humana é uma doença extremamente preocupante para os serviços de saúde.Varicela A varicela ou catapora é uma doença infectocontagiosa causada por vírus. que devem ser recolhidos para abrigos adequados. Todos os casos suspeitos de raiva devem ser investigados e notificados e todo caso de agressão por animal transmissor da doença deve ser acompanhado adotando-se as medidas de acordo com as normas e orientações do sistema de vigilância. os doentes devem ser orientados para não coçar as feridas. Nos casos de surtos institucionais não mais se recomenda esvaziar enfermarias ou suspender aulas nas escolas. É altamente contagiosa. dor. as equipes de saúde devem orientá-las quanto ao risco de serem agredidas por micos e macacos. por ocasião de mordidas. arranhões ou lambeduras de ferimentos ou mucosas por animais infectados. a manter as unhas bem cortadas e a tomar banhos frios para aliviar o mal-estar provocado pelo prurido. carvoarias e olarias desativadas). cefaléia e febre. os indivíduos chegam a apresentar 250 a 500 vesículas. morcegos e bovinos. segue-se a paralisia progressiva dos músculos. doentes ou não. inapetência e prurido. dentre os quais se incluem cães. O doente relata diminuição da sensibilidade no local da lesão e queixa-se de mal estar geral. Assim. . Os sintomas da varicela incluem febre e erupções de pele que começam como máculas. com maior incidência em crianças de 2 a 10 anos.

diminuindo o risco de transmissão para outras pessoas. A transmissão ocorre pelo contágio fecal-oral. Portanto.cuja fonte de água é comum -. recolhimento do lixo. Uma vez que os alimentos e a água contaminados podem ser consumidos por várias pessoas ao mesmo tempo. objetivando maior amplitude da prevenção e controle das doenças. cefaléia. melhores expectativas para a saúde da população beneficiada com a integração de suas ações. garantindo. as crianças e jovens são a faixa etária mais acometida por essa doença. isto é. As manifestações clínicas caracterizam-se por grande variabilidade. pois quanto mais cedo forem identificados e tratados melhor será o prognóstico. podem e devem atuar junto aos responsáveis pela assistência à saúde. pela ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de doentes. creches e escolas . No que se refere às ações desenvolvidas pelas equipes de saúde nas unidades assistenciais. bem como na preparação dos alimentos. podendo ser inespecífica como um quadro gripal ou se apresentar com sinais e sintomas de mal-estar. em virtude das precárias condições de higiene e saneamento básico existentes em muitas cidades brasileiras. higiene individual e do meio ambiente. tal fato pode gerar sérios problemas para a saúde coletiva. em sua maioria relacionada aos cuidados no preparo dos alimentos. febre. náuseas.Doenças veiculadas pela água e por alimentos Algumas doenças são transmitidas ao homem pelo consumo de alimentos e água contaminados por microrganismos. Sua ocorrência é também observada em instituições fechadas. Embora a ocorrência de algumas dessas doenças seja muito comum. acometendo grandes parcelas da população num mesmo período. A equipe de PSF compete fornecer orientações de medidas simples. A existência de doenças transmissíveis veiculadas por água e alimentos contaminados sinaliza um problema a ser superado — o desencontro das ações de outros setores de políticas públicas não diretamente ligados à promoção da saúde e prevenção das doenças. a ocorrência de casos de doenças veiculadas pela água e alimentos contaminados irá desencadear atividades ligadas à prevenção de novos casos e atenção aos indivíduos já doentes. assim. como quartéis. é importante desenvolver atividades de vigilância para controlar e prevenir sua evolução para formas mais graves nos indivíduos acometidos. dores articulares. . Hepatite A A hepatite A é um dos tipos de hepatite cuja incidência vem aumentando progressivamente. por exemplo. Nos países em desenvolvimento. a notificação dos casos de doenças desse tipo é útil para indicar onde os órgãos responsáveis pelo saneamento básico. fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. vômitos e inapetência – podendo também ocorrer dor abdominal.

A contaminação ocorre pela manipulação do alimento por portadores ou indivíduos com diagnóstico ainda não confirmado. após a limpeza com água e sabão. fezes acólicas e colúria.icterícia. No Brasil. comadre/compadre. O indivíduo apresenta aumento do baço. A exposição do alimento a temperaturas frias não destrói a bactéria. sorvetes e outros alimentos guardados em geladeiras também podem ser veículos de transmissão. distribuição e armazenamento. tosse seca e febre alta. e quanto aos sinais de complicações intestinais . As vigilâncias epidemiológica e sanitária devem trabalhar conjuntamente na tentativa de identificar a possível fonte de infecção relacionada com o ambiente e os alimentos. deve-se. Febre tifóide A incidência de febre tifóide está muito associada às condições de saneamento e hábitos individuais. principalmente a lavagem correta das mãos. Diante de um surto ou epidemia. Dessa forma. que deve ser especialmente incentivada entre os manipuladores de alimentos e pessoas que trabalham diretamente com pacientes e crianças. especialmente leite e derivados contaminados com fezes e urina de paciente ou portador que contenham a bactéria Salmonella typhi. Os portadores devem ser afastados da manipulação de alimentos. bradicardia. O paciente precisa de repouso relativo e dieta pobre em gorduras até a melhora do quadro. realizar a desinfecção dos objetos nos quais se depositaram excreções (vasos sanitários. A equipe deve orientar quanto à importância do aumento da ingestão de líquidos. principalmente nas regiões Norte e Nordeste. persiste de forma endêmica. deve-se proceder a investigação epidemiológica e tomar medidas de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. manchas rosadas no tronco. a transmissão por alimentos pode ser prevenida pela atenção à sua preparação. . Como ações de educação em saúde. Está praticamente erradicada em países que superaram problemas relacionados à higiene pessoal e ambiental. falta de apetite. patinho). de modo a garantir água de boa qualidade à população. Após a notificação de um caso. Para evitar a propagação da febre tifóide.como a hemorragia intestinal. sendo também fundamental o tratamento adequado dos dejetos. obstrução intestinal ou diarréia. Os doentes devem receber orientação de como evitar a disseminação do vírus. Transmite-se pela água e alimentos. onde as condições de vida são precárias. os hábitos de higiene pessoal precisam ser destacados. principalmente quando ocorrem em freqüência aumentada ocasionando um surto. deve-se preencher a ficha de investigação epidemiológica para a coleta de dados. aprendendo a lavar as mãos após o uso do vaso sanitário e a higienizar adequadamente as instalações sanitárias com desinfetante à base de hipoclorito de sódio a 1% (água sanitária). urinol. A transmissão pela água pode ser evitada mediante regular análise bacteriológica nos reservatórios de distribuição. para prevenir a desidratação.

cãibras (devido à perda de potássio). transportada pela água e por alimentos contaminados. facilitando sua reprodução e aumentando. com desmatamento de grandes áreas verdes. poluição das águas e acúmulo de lixo em locais sem saneamento. fazendo com que o indivíduo contaminado tenha diarréia do tipo “água de arroz”. destacaremos algumas que merecem nossa atenção especial. o vibrião colérico (Vibrio cholerae). nas formas graves. animais nocivos ao homem. dor abdominal e. o risco de exposição. Pode. choque hipovolêmico e desidratação. Dentre essas doenças. por sua importância coletiva e freqüência com que ocorrem. Doenças transmitidas por vetores A ocorrência dessas doenças é bastante elevada em nosso país. desenvolvimento de ações de educação em saúde e controle da higiene dos alimentos e da entrada de possíveis indivíduos portadores pelos portos. principalmente quando consumidos crus ou mal cozidos. destino adequado aos dejetos e lixo. aeroportos e fronteiras. atualmente. cria condições favoráveis à multiplicação de insetos e ratos. Dengue A dengue. porém. pois as condições do meio ambiente favorecem o . algumas delas endêmicas em determinadas regiões. tendo imunidade de curta duração. Cólera A cólera é causada por uma bactéria. ganhando importância especial os associados ao desequilíbrio ambiental quase sempre decorrente das intervenções do homem nas condições naturais. para o homem. podendo ainda haver comprometimento dos rins. Para reduzir-se o risco de transmissão. principalmente nos países tropicais. em conseqüência da grande quantidade de líquido eliminado pelos vômitos e diarréia. alimentar e ambiental. A ocupação desordenada das cidades. Seu controle ainda é um desafio tanto para os responsáveis pela vigilância epidemiológica como para as equipes de saúde das unidades assistenciais. pois são muitos os determinantes envolvidos na sua incidência. No caso de surtos da doença. As medidas de controle da cólera consistem na ingestão de água de boa qualidade. as medidas de prevenção e controle devem ser intensificadas. vômitos. Aumenta a excreção intestinal. ser indicada para trabalhadores que lidam com esgotos e indivíduos que vivem em áreas onde há alta incidência da doença. pois não possui alto poder de estímulo sobre as defesas do organismo. é considerada sério problema de saúde pública. faz-se importante adotar medidas de higiene pessoal. procurando-se identificar as fontes de contaminação e implementar tratamento adequado. A contaminação das águas com determinadas substâncias provoca a extinção de predadores naturais de caramujos e larvas.A vacina contra a febre tifóide não é eficaz.

A Leptospira interrogans. O controle da leptospirose exige a adoção de medidas como utilização de água de boa qualidade. dor muscular (principalmente nas panturrilhas). bombeiros) e armazenamento correto de alimentos. que pode ser dos tipos 1. Todos os casos suspeitos devem ser comunicados aos serviços de saúde. Outra forma de contágio é o contato direto com embalagens de produtos comercializados em lugares onde possa haver ratos. 3 ou 4. • dengue hemorrágica – os sintomas iniciais assemelham-se aos da dengue clássica. quando pessoas que moram em comunidades com saneamento precário têm suas casas invadidas pelas águas de rios ou valas contaminadas com a bactéria. e seu vetor é o mosquito Aedes aegypti.desenvolvimento e a proliferação do vetor. haja vista originar elevados custos sociais e hospitalares e exigir longo tempo de afastamento do trabalho. provocando febre de 39° C a 40° cefaléia. pneus ou vasos de plantas. por se tratarem de locais de proliferação do vetor.se normalmente nos rins do rato. prostração. exceto os derivados do ácido acetilsalicílico (AAS). dor de cabeça. dor muscular (mialgia). Seu agente infeccioso é o vírus da dengue. como sangramento gastrintestinal. bactéria causadora da leptospirose. A doença pode apresentar-se sob as formas de dengue clássica ou hemorrágica: • dengue clássica – tem duração de cinco a sete dias. porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas mais intensas. agricultores. que consistem em não deixar água parada em garrafas. além de hepatomegalia e insuficiência circulatória. em locais livres de roedores. falta de apetite. pois causa sérios prejuízos à saúde dos indivíduos e à economia. náuseas e vômitos. Ocorre principalmente nos períodos de chuva. náuseas e vômitos. encontra. O tratamento para a dengue consiste na administração de antitérmicos e analgésicos. dor nas articulações C. As ações do auxiliar de enfermagem consistem em orientar a comunidade quanto à importância do saneamento básico e das medidas de prevenção e controle. O doente apresenta febre. seu reservatório natural. . controle da população de roedores. que exige severas medidas de controle. 2. (artralgia) e na região retroorbitária (atrás dos olhos). proteção aos trabalhadores expostos à urina de rato durante a execução de suas atividades (garis. pois oferecem o risco de causar sangramento. Leptospirose Doença grave. que a elimina viva por meio da urina no meio ambiente — água das chuvas ou alimentos. A transmissão raramente ocorre de pessoa a pessoa. Todo caso suspeito deve ser notificado ao serviço de vigilância mais próximo.

Uma vez infectado. As medidas de controle mais importantes a serem tomadas são: estabelecimento de diagnóstico rápido. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas . A transmissão também pode ocorrer pelo sangue de pessoas infectadas. o doente tem a sensação de alívio e tranqüilidade. que constroem suas tocas nas paredes das casas feitas de pau-a-pique. reavaliação constante da situação da malária na área onde há ocorrência de casos. Doença de Chagas A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. tanto os triatomídeos como os de outros gêneros e espécies cuja existência tem sido ultimamente relacionada à transmissão do Trypanosoma cruzi ao homem. considerada área endêmica da doença em virtude de o mosquito vetor procriar em água e o fato de a região Amazônica possuir a maior bacia hidrográfica do mundo. se constatada a presença de vetores na área. que depois de contaminado permanece infectante por toda a sua existência. A doença de evolução crônica pode demorar anos para se manifestar e apresentar-se sob as formas indeterminada. É importante tentar controlar a população de insetos vetores. Alguns enfermos podem apresentar delírios. náuseas. A maior parte dos casos atinge extensa área da Amazônia Legal. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas no caso de usuário de drogas injetáveis. sendo esta última a mais freqüente e grave. Nas regiões não-endêmicas todo caso suspeito ou confirmado deve ser investigado. essa população realiza intensos movimentos migratórios. possibilitando a contaminação por focos de Anopheles em outras regiões da Amazônia e do país. . É possível. controle do vetor. transmitido por insetos do gênero dos triatomídeos. a fim de prontamente combatê-las. Além disso.. Na busca por melhores condições de vida e de saúde. vômitos. nessa área há grande desigualdade social e muitas pessoas vivem em condições de extrema pobreza.no caso de usuário de drogas injetáveis.Malária A malária é causada por um protozoário do gênero Plasmódio. ainda. transmitido pelo mosquito do gênero Anopheles. astenia. com vistas à aplicação rápida de tratamento e prevenção de surtos. Trata-se de uma das mais importantes doenças parasitárias do país. A temperatura do corpo pode alcançar 40o C ou mais. detecção rápida de epidemias. A malária também pode ser transmitida pelo sangue de pessoas infectadas por meio de injeção. cefaléia. fadiga. especificamente o Triatoma infestans ou Triatoma brasiliensis. Quando a febre cede. o que influencia a distribuição da doença. cardíaca e digestiva. o indivíduo apresenta febre. popularmente conhecidos como barbeiros ou chupões. por meio de injeção. alimentada por chuvas torrenciais. ocorrer transmissão pela placenta ou leite materno.

assim como a escabiose.Esquistossomose mansônica A esquistossomose mansônica é causada pelo parasita Schistosoma mansoni. O controle da esquistossomose exige o quanto antes investigação e diagnóstico dos casos suspeitos. cujo vetor é o caramujo do gênero Biomphalaria. É causada por um microrganismo chamado Sarcoptes scabei. que habita o couro . é um problema que acomete várias pessoas. tais como a construção de fossas e sanitários longe de fontes de água doce consumível. É causada por um ectoparasita. o piolho comum. a coceira leva o indivíduo a produzir lesões ainda maiores. se multiplica principalmente nas regiões de dobras de pele. manipuladas separadamente e fervidas . presentes em ambientes com condições sanitárias ou de higiene pessoal desfavoráveis. É importante a participação da população no debate de modos de vida que diminuam a possibilidade de transmissão do parasita. é uma doença muito comum em ambientes onde as pessoas convivem aglomeradas. entre os dedos. dentro de 7 dias. como cotovelos. que podem até ser infectadas por outros microrganismos. ao colonizar a pele do indivíduo afetado. Doenças causadas por ectoparasitas Embora não sejam de notificação compulsória. tamanha sua intensidade. procurando-se diminuir a exposição do homem ao vetor através do controle da população de caramujos pelo tratamento das águas com produtos químicos. assim. a necessidade de intervenção e de prestação de assistência e cuidados. Pediculose A pediculose. a escabiose e a pediculose são doenças transmissíveis que ganham destaque pela freqüência com que acometem grandes grupos de pessoas. causando intenso prurido e descamação. devem ser trocadas e lavadas todos os dias. geralmente quando convivem em aglomerados e em condições de higiene inadequadas. Escabiose A escabiose.essas orientações permitem que a recuperação do cliente ocorra. virilhas. encontrado em todo o Brasil e presente em águas de rios. nos quais é difícil controlar as condições de higiene. As roupas de uso do cliente. em média. também conhecida como sarna. axilas. determinando. lagos e outras fontes de água doce. Muitas vezes. que. ocorrem por inadequadas condições de higiene. Geralmente. bem como as roupas de cama e toalhas. As condições de saneamento das regiões endêmicas devem ser sempre melhoradas.

É importante orientar os clientes ou seus responsáveis para jamais utilizar inseticidas comuns no combate aos piolhos. estádios de futebol. afetando desde a pele até o sistema nervoso central. até mesmo. pelas reações orgânicas ao medicamento. oferecendo pouca ou nenhuma resistência aos agentes infecciosos. particularmente ao lidarmos com crianças hospitalizadas ou em creches.cabeludo e. por deficiência alimentar. prendendo-se aos cabelos. Alguns fatores são apontados como determinantes comuns da hanseníase e tuberculose: • Desnutrição – provoca debilitação do organismo. veículos de transporte lotados e/ou outros espaços. Permanecermos. no caso de serem longos. Ao detectarmos um cliente com coceira freqüente na cabeça. cinemas. não realizar a busca ativa de faltosos e casos suspeitos e não possuir profissionais adequadamente preparados. suga o sangue periférico do próprio couro cabeludo para sobreviver. Prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A hanseníase e tuberculose são doenças que ainda apresentam altas taxas de prevalência e incidência. pois tanto a hanseníase quanto a tuberculose podem gerar incapacidades ou. a conseqüência é a ampliação do número de pessoas que continuam doentes e sem tratamento. Para prevenir a infestação. por acreditar que está curado devido ao desaparecimento da sintomatologia ou quando os serviços de saúde não atendem à demanda por não ter medicamentos. As conseqüências dessas doenças são graves. um grande número de casos é constante e novos casos surgem todos os anos. Nesses casos. seja em shopping centers. . prendê-los. pois tal prática oferece risco potencial de envenenamento. mesmo que por breve período. a morte. principalmente quando estivermos prestando assistência a outras pessoas. • Aglomerações urbanas – nas grandes cidades as pessoas convivem cada vez mais próximas umas das outras. • Baixa eficácia dos programas de controle e prevenção – caracterizada quando o paciente abandona o tratamento por dificuldade de acesso ao serviço de saúde. favorecendo o aumento da transmissão das doenças. principalmente quando os indivíduos não são tratados adequadamente ou quando os casos são identificados em estágio mais avançado. ou seja. próximo a alguém com piolhos pode expor-nos ao contágio. o qual passa a não mais produzir seus elementos de defesa. tal condição aumenta o risco de transmissão dessas doenças. podendo causar sérias lesões. Pode haver sérios comprometimentos para a saúde do doente. devemos manter os cabelos sempre limpos e. Considerandose que a transmissão da hanseníase e tuberculose ocorre por meio das vias aéreas. é importante verificar a presença do piolho.

ao tato na região da lesão. Massagear as mãos com auxílio de um óleo lubrificante. Fazer exercícios com os dedos (abrir e fechar as mãos. grande carga de bacilos. Evitar fazer movimentos repetidos e carregar coisas pesadas. Fazer exercícios (abaixar e . à dor e. Os fatores citados fazem. relacionado à incapacidade. podendo ser também transmitida por lesões de pele. Para todos estes clientes. que afeta nervos e pele. sendo o seu tratamento realizado em instituições chamadas leprosários. muitas vezes. afastamento. encostar o polegar na ponta de cada um dos dedos). o que faz com que. em homenagem a Gerhard Amauer Hansen. com sapatos fechados e confortáveis. A palavra lepra era sempre associada à sujeira.se mais presentes no cotidiano das camadas menos favorecidas da população. No século XX. Não tirar casquinhas da região para não provocar feridas. médico norueguês que descobriu a bactéria causadora da doença. causada pelo Mycobacterium leprae. abrindo e fechando os olhos com força. o doente se machuque naquela região e não sinta. A principal característica. massageá-los com óleo adequado. Primeiramente.• Aids – a síndrome da imunodeficiência adquirida caracteriza-se pela queda brutal nas defesas do organismo. depois. o que é mais raro. à morte e ao medo. um esforço educativo. não se devendo considerar apenas os aspectos físicos dos indivíduos afetados. Fazer exercícios.que perdura até os dias de hoje -. desenvolveu-se nas culturas populares antigas um preconceito contra os mesmos . Devido ao fato de a doença poder afetar várias estruturas do corpo humano. muitas vezes produzindo seqüelas nos indivíduos por ela acometidos. • pés: andar calçado. podendo facilmente eliminá-los. faz-se necessário orientar e supervisionar os seguintes cuidados: • olhos: usar soro fisiológico ao sentir que estão ressecados. tossimos ou falamos. ao isolamento. essa palavra foi mudada para hanseníase. podridão. Limpar com soro fisiológico. um estigma. Hanseníase A hanseníase ou mal de Hansen é uma doença infecciosa e crônicodegenerativa. pois faltou uma estratégia de esclarecimento. nesses casos. • nariz: observar se há feridas. Sua principal fonte de infecção é o doente que apresenta as formas contagiantes porque possui. ao abandono. A hanseníase é transmitida através das gotículas de saliva que expelimos quando espirramos. comum a todas estas formas é a perda de sensibilidade nervosa na área de pele afetada. finalmente. como o óleo mineral e outros. perde a sensibilidade às diferenças de temperatura. mãos e braços: repousar o(s) membro(s) se estiver sentindo “choques”. para evitar que ressequem. o que facilita a instalação de doenças oportunistas As dificuldades existentes para o controle da hanseníase e tuberculose podem ser explicadas por sua estreita relação com as condições sociais de vida da população em geral. Acredita-se que a adoção dessa nova denominação não minimizou o preconceito que envolve a hanseníase.

por cerca de 4 semanas. suor noturno. Sua transmissão. com raríssimas internações. curar pelo menos 95% dos clientes em tratamento. Após iniciado o tratamento. a não ser que o caso apresente complicações. com vistas ao controle. etc. é a identificação precoce dos sintomáticos. alimentação adequada. ferimentos: imobilizar os dedos e repousar os membros machucados. febre no final da tarde. também conhecida como bacilo de Koch. é importante informar o doente de que os sintomas irão regredir. O tratamento atual da hanseníase é feito em ambulatórios. O atual modelo de assistência deve redirecionar suas práticas para solucionar os problemas apontados (falta de informação. que são tosse persistente. além disso. A atuação na prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A forma mais eficiente de combate à transmissão da hanseníase e tuberculose.• levantar o peito do pé. catarro esverdeado ou com raios de sangue (existentes ou não). com tratamento de início rápido e adesão total do cliente. Tuberculose A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa. emagrecimento. falta de apetite. orientá-lo quanto a alguns cuidados que deve tomar. aumento da ingestão de líquidos. tossimos ou falamos.). . diagnosticar e tratar pelo menos 90% dos casos detectados. para esticar as pernas juntas). assim como a da hanseníase. como repouso. ocorre por meio das gotículas de saliva expelidas quando espirramos. mais especificamente as vias aéreas superiores Seu diagnóstico baseia-se primeiramente nos sintomas. São também realizados exames de raios X e pesquisa da presença do bacilo de Koch no escarro. Estima-se que cada doente com tuberculose seja capaz de contaminar dez outros indivíduos. alto índice de abandono ao tratamento. brincar de empurrar a parede com as mãos. causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis. a fim de atingir as seguintes metas propostas: • para a tuberculose – oferecer tratamento em pelo menos 80% dos centros municipais de saúde. sendo o sistema respiratório a porta de entrada da doença.

apenas os comunicantes domiciliares precisam ser avaliados. é importante orientar que a casa do doente deve estar sempre muito ventilada. ou seja. Assim. Da mesma forma. copos. no máximo. Geralmente. outras medidas devem ser tomadas para garantir a diminuição da transmissão destas doenças. uso de drogas injetáveis com seringas e agulhas compartilhadas) durante o parto ou pela amamentação É importante a orientação das portadoras do HIV em idade fértil acerca do risco de transmissão do vírus durante a gestação e o parto. desta forma.familiares colegas de trabalho ou escola. atualmente já se saiba que o uso de medicamentos na gestação diminui em 95% as chances de o bebê nascer portador do HIV. roupas ou lençóis. As pessoas mais próximas ao doente são chamadas comunicantes .é necessário estruturar os serviços de saúde de modo a que possam prestar adequada assistência aos portadores desses agravos. transfusão.• para a hanseníase – diminuir a incidência de casos para. anal. AIDS/SIDA A Aids é uma síndrome. Além do tratamento eficaz para controlar o número de casos de hanseníase e tuberculose. Esta carência imunológica causa uma série de doenças oportunistas. Doenças sexualmente transmissíveis e AIDS As DSTs encontram-se amplamente disseminadas. permitindo a entrada da luz solar. pratos. devem ser orientadas para não amamentarem. vaginal) exposição sangüínea (acidentes de trabalho com material biológico. Não é necessário separar utensílios como talheres. e principalmente envolver seus profissionais na execução de atividades ligadas à prevenção da transmissão e do contágio. Formas de contaminação pelo HIV relações sexuais desprotegidas (oral. São chamadas de oportunistas porque não se manifestam em indivíduos com defesas normais. pois os bacilos não resistem muito tempo em ambiente limpo e iluminado. 1 para cada 10 mil habitantes. um conjunto de sinais e sintomas. caracterizada pela diminuição da resposta imunológica do organismo a agentes patogênicos. deve-se apenas manter a higiene habitual. . ainda que.

proporcionando-lhes melhor qualidade de vida. O prognóstico para os doentes com Aids já não é tão sombrio como há pouco tempo atrás. Sintomas iniciais da AIDS Febre. tornando o Brasil o primeiro país a manter uma política pública de distribuição gratuita de medicamentos para o tratamento da AIDS. que se encontram à disposição dos portadores do HIV em todos os postos de saúde. diarréia. o cliente deve ser submetido a exames específicos para o diagnóstico da AIDS. tanto no exercício profissional. para conquistar em seus países de origem o direito de serem tratados gratuitamente. por meio do qual pode solicitar o resultado. mal-estar geral. entre outros. O CTA realiza o teste anti-HIV mantendo a privacidade do cliente: um número lhe é fornecido. O exemplo do Brasil foi e continua sendo citado por muitos movimentos de reintegração de portadores do HIV do mundo inteiro. entre outros. são utilizados medicamento antiretrovirais. “o vírus não esta na cara”. Anti-retrovirais – são medicamentos que impedem ou diminuem a multiplicação dos retrovírus. principalmente a partir da utilização dos anti-retrovirais . é possível encontrar uma estrutura que favoreça a composição de grupos de integração entre os clientes. Os mais conhecidos e utilizados são o AZT (Zidovudina®). sudorese intensa. 3TC (Lamivudina®). O HIV é detectado através é da realização de testes sangüíneos específicos. Como esses sintomas estão presentes em muitas outras doenças. quando nas relações sexuais. como o HIV. Não é possível detectar a presença do HIV pela aparência. aumento de gânglios. O indivíduo que deseja fazer o teste anti-HIV deve receber aconselhamento oportuno. assim como nas unidades de saúde preparadas para prestar assistência aos portadores do HIV. espaços onde ocorrem discussões sobre suas dúvidas em relação à doença e tratamento. contendo o avanço da AIDS no indivíduo. perda de peso. assim é fundamental a adoção de medidas seguras. O atual tratamento da AIDS aumentou a sobrevida dos pacientes.Ser portador do vírus HIV não é certeza de manifestação da doença. lesões na cavidade oral ou no esôfago. DDI (Didanosina) e d4T (Estavudina®). Hoje. Como dizia uma antiga propaganda governamental. Nos CTAs. podendo dirigir-se a uma unidade de saúde ou a um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).

múltiplas parceiras. restrita a um pequeno grupo. que gera o maior risco em relação as mulheres. tornando-se mais autônomas diante de seus relacionamentos afetivos. numa estratégia popularmente conhecida como coquetel. causando assim o crescimento da epidemia entre as mulheres. O Ministério da Saúde em conjunto com vários grupos de apoio e prevenção já iniciaram vários programas de conscientização feminina. A grande questão. O resultado foi a queda do número de casos nos públicos visados. Houve a divulgação da idéia de que se tratava de uma doença restrita a um determinado grupo social. pela excelente estruturação. Não se pode negar o sucesso das campanhas de prevenção feitas até agora. epidemiologicamente é considerado incorreto. que freqüentemente viajavam para o exterior. A divulgação de que a doença era restrita a um determinado grupo levou mulheres com parceiros fixos. os casos diagnosticados reportavam-se a homossexuais masculinos com alto poder aquisitivo. bissexualidade. Isso porque tomar consciência desses e. um grande número de mulheres com parceiros fixos foi contaminado porque seus companheiros apresentavam-se em situação de risco como: uso de drogas injetáveis. ao mesmo tempo. é que o comprometimento de fatores sócioculturais relacionados à construção da sexualidade feminina acaba por tornar os procedimentos preventivos algo quase que negado para e pelas mulheres. Todas primaram pela originalidade. posto que esta expressão designa indivíduos ou grupos mais propensos a adquirir certas patologias. nos últimos anos de pesquisa. Como podemos perceber o sucesso esta atrelado à educação e a conscientização da população na necessidade de prevenção. sem comprometer a sociedade como um todo. chamado de feminização da AIDS.em conjunto. . usou-se erradamente o termo "grupos de risco". significa tomar consciência da necessidade de mudanças radicais em sua postura de vida. Inicialmente. executá-los. não a transmiti-las. a acreditarem que estavam imunes à contaminação pelo HIV/AIDS. Esse fato fez com que a sociedade acreditasse que se tratava de uma doença estrangeira. detectou-se o fenômeno da feminização da AIDS. Esse termo indicava aqueles indivíduos que colocavam as outras pessoas em risco de infecção pelo HIV o que. pelo direcionamento. Assim. Recentemente.

O Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. estadual e municipal. nas regiões palmar. envolvendo instituições governamentais. Outra razão para o empenho dos profissionais de saúde é a possibilidade de transmissão da doença de mãe para filho durante a gestação. Geralmente. mamas ou dedos). entre as nádegas. A sífilis primária: caracteriza-se pela presença do cancro duro. independente da localização do treponema. direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres brasileiras. Há ainda alopécia e porções distais das sobrancelhas. em março de 2007. face e membros superiores. a sífilis pode ser assintomática. O objetivo geral desse Plano é enfrentar a feminização da epidemia de AIDS e outras DST por meio de ações integradas nas esferas federal. pode apresentar-se em três fases. que pode atingir qualquer tecido ou órgão e tende a evoluir cronicamente. Sintomas da fase: lesões de pele. Essa lesão regride espontaneamente. é um importante marco histórico de fortalecimento da atuação no campo dos direitos de mulheres. localiza-se na genitália externa ou outros locais por onde o Treponema penetrou o corpo (ânus. Sífilis A sífilis é uma DST de tratamento fácil e disponível em todas as unidades de saúde. denominadas roséolas sifilíticas. secundária e terciária. por meio do Programa Nacional de DST e AIDS. as pessoas continuam mantendo relação sexual e transmitindo a doença. primária. causando uma síndrome denominada sífilis congênita. boca. existe uma mobilização dos serviços de saúde em torno da detecção de casos dessa doença. O Plano Integrado representa a consolidação de uma política intersetorial para o enfrentamento da epidemia de AIDS e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre mulheres. no entanto. placas mucosas e lesões . pequenas manchas acobreadas. A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. que deixam as mulheres mais susceptíveis à infecção pelo HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis. Na mulher. reto. a Área Técnica de Saúde da Mulher. o Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia da Aids e outras DST. E a construção de uma resposta integrada para a redução dos contextos de vulnerabilidade. Suas manifestações surgem após a disseminação do Treponema para todo o corpo. lábios. A sífilis secundária: ocorre entre 6 e 8 semanas após o surgimento do cancro duro. plantar. por meio da corrente sangüínea e vasos linfáticos. permitindo que a doença evolua para a sífilis secundária. que é uma lesão ulcerada. única. e normalmente o portador não procura uma unidade de saúde por pensar estar curado. de bordos bem definidos e fundo liso. o que possibilita a disseminação da doença. em virtude do conhecimento das conseqüências decorrentes da evolução da sífilis sem tratamento adequado. De acordo com sua evolução. nao governamentais e movimentos sociais. para as instituições que atuam no campo dos direitos humanos. da promoção da saúde e da prevenção. indolor. ingüinal. Por se tratar de lesão indolor. apresentou. tronco.

principalmente nas válvulas cardíacas e cérebro. preferencialmente a penicilina Benzatina ®. Porém. que podem ser inespecíficos (VDRL) ou específicos (FT-Abs. e corrimento uretral purulento e fétido. neurológico. O portador e o parceiro devem iniciar o tratamento da sífilis o mais rápido possível. É popularmente conhecida como gota matinal. Antigamente. denominado uretrite gonocócica. através da administração de antibióticos. articulações. do tipo gonococo. podendo haver febre. mal-estar. quando o doente se levanta e vai realizar a primeira micção. refletindo a invasão da bactéria nos órgãos internos. podendo levar à morte. Os sintomas são dor ou ardência ao urinar. mas relata história sugestiva de infecção pelo agente causador da sífilis. Para prevenir esse risco. cerca de 70% das portadoras do sexo feminino são assintomáticas e transmitem a bactéria. que causa um processo inflamatório na mucosa uretral. filhos de gestantes não tratadas. pela realização de exames de sangue. Manifestam-se cerca de 2 a 10 dias após o contágio. Outros sintomas: febre baixa. causando inflamação e infecções em vários órgãos e tecidos. e o seu portador manifestará sinais e sintomas de comprometimento ósseo.O mesmo tratamento é aplicável a gestantes ou a bebês. as maternidades realizam a credeização ou método de Credê. A gestante afetada pode contaminar o nascituro durante o parto. Já o nome gota militar foi dado devido ao seu grande acometimento por militares. articular. muitas vezes sem o saber. pela manhã. Formas de diagnóstico da sífilis: através de critérios clínicos baseados nos sinais e sintomas apresentados. mas a gonorréia pode evoluir com algumas complicações se não tratada adequadamente. cutâneo-mucoso ou cardiovascular. Credeização ou método de Credê . ou por diagnóstico laboratorial. Se o indivíduo acometido durante a fase secundária da sífilis não for assistido.consiste na aplicação de nitrato de prata nos olhos dos recém-nascidos e especificamente na genitália da menina. cefaléia e artralgia. era chamada de blenorragia. TPHA) para a detecção do T. Após o contágio. que são atingidos porque o gonococo pode subir através do trato urinário e se disseminar pelos sistemas linfático e circulatório. Gonorréia A gonorréia é uma infecciosa causada por uma bactéria. ovários e meninges. . porque é comum a saída de secreção pelo meato uretral. Esses testes são especialmente úteis quando o portador se encontra na fase latente da doença e não apresenta sinais e sintomas de infecção. o agente infeccioso causa uma infecção superficial. causando a conjuntivite gonocócica. chamada Neisseria gonorrhoeae. a doença atingirá a fase terciária entre 3 e 12 anos após a infecção.semelhantes a verrugas planas nas regiões de dobras ou atrito. como o coração. que significa escoamento de muco. pallidum na corrente sangüínea.

pois estas irritam ainda mais a mucosa uretral não manter relações sexuais encaminhar o(a) parceiro(a) para tratamento na unidade de saúde Uretrites não-gonocócicas As uretrites não-gonocócicas compreendem um conjunto de uretrites sintomáticas causadas por microrganismos que não o gonococo. disponíveis nas unidades de saúde para o portador e seu parceiro. Os parceiros sexuais também devem ser tratados. Devido à semelhança entre as manifestações das uretrites não-gonocócicas e a gonorréia. também conhecida como crista de galo ou verruga genital. O mais comum desses agentes é a bactéria Chlamydia trachomatis. . Condiloma acuminado Doença infecciosa causada por um vírus chamado HPV (papilomavírus humano). O diagnóstico considera o quadro clínico do portador e a ausência de gonococo no exame de amostras uretrais. com ênfase na higiene do indivíduo e no correto seguimento do tratamento. Quando ocorrem complicações devido ao acometimento de outros órgãos pelo gonococo. sexual na maioria das vezes. pois isto pode transportar o gonococo dos genitais para a mucosa ocular não ingerir bebidas alcoólicas. a hospitalização é indicada e o tratamento passa a ser direcionado em função do sistema atingido. O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. causando dor e ardência ao urinar.O diagnóstico da gonorréia é feito com base no quadro clínico. gerando sérios desconfortos. as orientações são semelhantes. principalmente a doença inflamatória pélvica (DIP) em mulheres. Para seu tratamento utilizam-se antibióticos. entre 3 e 4 meses após a transmissão. O avanço das uretrites não-gonocócicas pode desencadear conseqüências em todo o corpo. Há saída de secreção purulenta do meato uretral no indivíduo acometido pela doença. embora possa ser utilizado método complementar de exame de amostras de secreção uretral. Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas verrugas nas regiões genital anal e perianal. orientação ao portador de sífilis trocar regularmente as roupas íntimas higiene habitual com água e sabonete lavar as mãos antes e após o uso do vaso sanitário não coçar os olhos. após a multiplicação do HPV nesses locais. podendo ocasionar infertilidade.

pode haver a necessidade de ser retirada cirurgicamente. muitas vezes despercebidas. febre e artralgias. passar desapercebida. levando à necessidade da realização de cesariana. adquirindo o aspecto de uma couve-flor. atingindo o parceiro sexual. quando a lesão cresce demasiadamente. A exemplo da sífilis. Porém. A lesão secundária ocorre quando após alguns dias. a doença manifesta-se em três diferentes fases. Orientações ao cliente: a realização da higiene com água e sabonete comum. há a abertura de lesões. Seu tratamento é feito em ambulatório. Geralmente. a clamídia alcança os gânglios e o portador desenvolve uma linfadenopatia regional. A terceira fase caracteriza-se pelo desenvolvimento de seqüelas que ocorrem principalmente quando o linfogranuloma afeta a região anal. ou seja. Sua entrada no organismo ocorre através de lesões na genitália. que eliminam a clamídia. essas verrugas podem crescer e unir-se umas às outras. é uma doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual. Essa lesão regride espontaneamente. atinge apenas um lado. A lesão primária. surge cerca de 1 a 4 semanas após a transmissão. assim. com saída de secreção purulenta e vários orifícios. determinando o acompanhamento regular daquelas que já foram contaminadas por ele. É importante atenção a outras queixas. com cauterização química (por podofilina ou ácido tricloroacético) ou térmica (criocauterização). Linfogranuloma venéreo Também chamada de doença de Nicolas-Favre. chamada de lesão de inoculação. causando dor. Sobre a região aumentada. pois podem estar presentes outras patologias associadas. que poderá ser estendido ao parceiro. É geralmente pequena. com o cuidado necessário para não agredir as lesões. A ocorrência de infecção pelo HPV também aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de colo uterino. podendo ser complementado com biópsia.Com o passar do tempo e sem tratamento adequado. indolor. causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. podendo sua localização ser pouco visível nos homens e mulheres e. podendo levar à . há um aumento dos gânglios na região ingüinal. Quando afeta a gestante o crescimento das lesões pode obstruir o canal vaginal. O diagnóstico do condiloma acuminado ocorre por exame clínico. O doente não deve manter relações sexuais durante o tratamento.

surgindo uma nova lesão. Sua principal característica é o surgimento de várias lesões.obstrução do ânus e à formação de fístulas e causar infecção disseminada por outros órgãos e tecidos pélvicos e abdominais. . com facilidade para o sangramento. o que torna fácil a transmissão. exposição à radiação ultravioleta (luz do sol). que se rompem dando origem a úlceras e. As lesões são dolorosas. entre outros fatores. cerca de 3 a 14 dias após o contágio. o quadro clínico é semelhante ao da primeira infecção. O tratamento é realizado com antibióticos. ao multiplicar-se na pele ou mucosa da genitália. higiene cuidadosa da genitália. de contágio exclusivamente sexual. quando o hemófilo atinge os gânglios. depois. entre 2 e 5 dias após o contágio – que ocorre pelo contato com a secreção que sai das lesões do parceiro sexual. Usualmente provoca lesões nos órgãos genitais. O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. em forma de pequenas bolhas agrupadas. É comum surgirem lesões nas coxas dos homens doentes. O contágio pode ser sexual ou por contato com fômites. O HSV. causa lesões vesiculosas. febre e imunodepressão. embora possa provocar lesões em qualquer parte do corpo. como a cultura da clamídia e o exame bacteriológico direto. Tal secreção contém vários hemófilos. estímulo à adesão ao tratamento e encaminhamento do parceiro à consulta na unidade de saúde. O diagnóstico considera o quadro clínico. Antes do surgimento das lesões. dos tipos I e II. e ao aparecimento de lesões sobre os bubões. porém mais brando. É aconselhável a drenagem linfática como forma de alívio à dor. a crostas. Cancro mole Causada por uma bactéria chamada Haemophilus ducrey. Orientação aos clientes incluem: abstenção de relações sexuais. de fundo irregular coberto de secreção fétida e amarelada. As recorrências de ativação do vírus estão ligadas ao estresse do portador. podendo ser auxiliado com a realização de exames complementares. As lesões regridem espontaneamente e o vírus permanece no organismo em estado latente. pode haver sensação de ardor e prurido local. por autoinoculação. Seu diagnóstico é feito a partir do quadro clínico e exame de esfregaço da lesão. agravando o quadro clínico de seu portador. ou seja. Ao ser reativado. Podem levar ao desenvolvimento de linfadenopatia ingüinal unilateral (bubão). quando a lesão da glande encosta na coxa transporta a bactéria. Herpes genital É causada pelo Herpes simplex vírus (HSV).

O diagnóstico pode ser feito através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. As principais manifestações clínicas incluem prurido vulvar. O tratamento é realizado com a utilização de antifúngicos. como o Brasil. vermelhidão e edema da vulva e corrimento branco. sem causar sintomas em 10% a 20% das mulheres. Aids. A herpes não tem cura. Donovanose É uma DST encontrada em países de climas tropical e subtropical. não compartilhar roupas íntimas. Candidíase (monilíase) É uma das DST mais freqüentes. É causada por uma bactéria denominada Calymmatobacterium granulomatis. como gravidez. Alguns médicos prescrevem vacinas específicas para estimular a defesa do organismo. . utilizar apenas sabonetes neutros na higiene íntima. que surgem quase sempre nas regiões de dobras e na região perianal. o que dificultaria a reativação do vírus. Caracteriza-se pelo aparecimento de nódulos subcutâneos. Essas ulcerações. e se manifesta mediante condições de desequilíbrio da flora vaginal.O diagnóstico é feito basicamente através do exame clínico. uso de medicação imunossupressora e hábitos de higiene inadequados. produza os sintomas de candidíase. encaminhar os parceiros sexuais para tratamento. aspecto vermelho vivo e fácil sangramento. não manter relações sexuais enquanto estiver em tratamento. como a citologia. o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas. e por ulcerações. dentre outras. sem cheiro e espesso. no caso de complicações como a infecção das lesões por bactérias. É causada pelo fungo Candida albicans. A presença dessas condições permite que o fungo se multiplique e. múltiplos ou únicos. diabetes. com sua superpopulação. Podem ser usados antibióticos. transmitida pelo contato com as ulcerações presentes no doente. Orientações ao cliente: passar a ferro o forro das roupas íntimas. até que o episódio acabe. em material coletado através de biópsia. Orientações ao cliente: higiene cuidadosa da genitália e abstenção sexual durante o tratamento da doença. O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e na realização de pesquisa pelos corpúsculos de Donovan. O tratamento é feito com a utilização de antibióticos. não enxugar a vulva com rispidez após usar o vaso sanitário. que habita a mucosa vaginal. apresentam odor fétido. indolores. portanto. com a drenagem das lesões e o uso de antivirais tópicos. ardor ou dor ao urinar.

quando se fixam na pele para sugar o sangue do indivíduo. espesso. de cama e toalhas. Giardíase e amebíase A giardia e a ameba são protozoários freqüentemente presentes no trato intestinal. que atinge a mucosa genital após relação sexual com indivíduo portador. afirma-se que mais de 50% das mulheres portadoras são assintomáticas.como compartilhar roupas íntimas. onde tanto podem passar sem causar qualquer sintoma como podem levar à ocorrência de distúrbios diarréicos severos e importantes. Pode ser causada pela higiene incorreta. tratando-se de uma infestação de piolhos nos pêlos da região genital. de uma espécie diferente daqueles que infestam os cabelos e o corpo. o que pode provocar até ulcerações na pele sob os pêlos e conseqüente infecção destas pelas bactérias presentes nas mãos/unhas e nos próprios piolhos. da mulher portadora desses microrganismos trazendo restos de fezes para a mucosa genital. transportando os parasitas. embora os piolhos circulem livremente e possam causar prurido também nessas regiões. O tratamento é feito à base de antifúngicos. O diagnóstico da pediculose. enfatizando-se a higiene íntima. O tratamento é feito com uso de sabonetes especiais à base de permetrina. O Phtirus pubis. A disseminação se dá por hábitos de higiene inadequados. e não na vagina ou pênis. Recomenda-se que as roupas íntimas. consiste na verificação da concentração da coceira nos pêlos. O doente apresenta corrimento amarelado. dor no ato sexual (dispareunia). ardência e prurido na região genital.Isso ocasionará infecção vaginal ou uretral. de cama e de banho utilizadas sejam trocadas constantemente e fervidas. assintomático ou não. que pode ser transmitida através das relações sexuais. É causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. procurando-se retirar os piolhos e lêndeas dos pêlos. especialmente na região do púbis. . Diagnóstico ocorre através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. sendo mais freqüentes entre as mulheres. agente da pediculose genital. Pediculose genital É conhecida como “chato” ou ftiríase.Tricomoníase Trata-se de uma doença muito mais freqüente nas mulheres do que nos homens. No entanto. e a convivência estreita em locais com más condições de higiene. de odor fétido. também causa intenso prurido. pós evacuação.

sem utilização ou troca de preservativos. • • • • • Durante todo o processo que envolve desde a captação até a assistência a um portador de DST/AIDS. atividades de educação em saúde e aconselhamento pré-teste anti-HIV para todos os portadores de DST e gestantes. ou pela distribuição de cartilhas. Ações de atenção básica frente às DST/AIDS Objetivando alcançar o controle das DST/AIDS. Na unidade de saúde ou na comunidade. www. disponíveis na rede básica de serviços de saúde. o Ministério da Saúde estruturou programas cujas ações se baseiam na prevenção da ocorrência de novos casos.saude. através deste endereço eletrônico. para manejo adequado. e aprofundem seus conhecimentos. é necessário que os profissionais estejam preparados para realizar uma forma de abordagem denominada aconselhamento.gov. que é feito utilizando-se antibióticos bastante potentes. Sugerimos a todos que acessem o portal do Ministério. folders e manuais pelo Ministério da Saúde. essas ações são concretizadas através da realização de várias atividades. a quem damos o devido crédito. com vistas à eliminação da sífilis congênita. A pesquisa dos parasitas nas fezes é essencial para determinar a escolha correta do tratamento. seguido de sexo vaginal. e seu encaminhamento para o atendimento adequado. triagem e referência dos pacientes com DST e seus parceiros às unidades básicas de saúde.br. encaminhamento das gestantes ao pré-natal. é importante realizar: busca de portadores assintomáticos de DST durante a realização de atividades ligadas à discussão da sexualidade. os esforços dos profissionais de saúde devem estar comprometidos com trabalhos de educação em saúde que estimulem os indivíduos à reflexão sobre como as condutas sexuais por eles adotadas podem estar influenciando o aumento do risco de se contrair DST/AIDS. O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados ou mesmo pela detecção dos parasitas após a realização de exame preventivo ginecológico. A prática de sexo anal seguida de sexo oral favorece o processo de transmissão da giardíase e amebíase. que pode ser individual ou em grupo. para rastreamento com o teste VDRL. Na rede básica de saúde. na detecção precoce e no tratamento oportuno para os portadores de DST/AIDS e seus parceiros. Grande parte dos dados contidos nesta apostila são provenientes de material disponibilizado. No nível das ações de atenção básica. .Sua transmissão também pode ser facilitada pela realização de sexo anal.

enquanto o pênis ainda estiver ereto. • não compartilhar seringas e agulhas com outros usuários de drogas injetáveis. desde que bem conduzido. • Apertar a ponta da camisinha. Instruções para o uso correto de preservativos femininos . • Encaixar a camisinha na ponta do pênis ereto. utilizar uma nova camisinha. descartando-a no lixo. constante discussão sobre a redução de riscos para DST/Aids e adoção de práticas sexuais seguras. objetivando diminuir o risco de contaminação de DST/AIDS. Condutas recomendadas. Instruções para o uso correto de preservativos masculinos • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. Não usar cremes ou loções. para não formar bolha de ar durante sua colocação. • Após a ejaculação. com o auxílio de um espelho. • fazer higiene após o ato sexual. a não ser aqueles à base de água. deve-se procurar os serviços de saúde. em todas as relações sexuais que envolvam sexo oral e penetração vaginal ou anal. é capaz de reduzir o estresse do cliente e melhorar os índices de adesão ao tratamento. como homossexuais. encontram-se disponíveis nas unidades de saúde e apresentam baixo custo quando adquiridos em estabelecimentos comerciais. procurando utilizar apenas materiais descartáveis. o que pode causar seu rompimento. Em caso de detecção de alguma alteração. retirar a camisinha e dar um nó em sua abertura. todas as oportunidades que surgirem para a realização de atividades junto à população exposta ao risco de contrair e/ ou transmitir essas doenças devem ser aproveitadas. Também não é verdade que uma pessoa não possa ter DST mais de uma vez. para não correr o risco de estragar a camisinha. estão expostos às DST/AIDS. Essa ponta é que vai acumular o sêmen expelido durante a ejaculação. Assim. • Para cada ato sexual. para diminuir as chances de transmissão de DST. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. Além de serem de fácil utilização. desenrolar a camisinha até a base do órgão e largar sua ponta. profissionais do sexo ou usuários de drogas injetáveis. • auto-exame dos genitais. o ato sexual já pode ser iniciado. por serem seguras e proporcionar a prevenção das DST/Aids: • uso de preservativos. O aconselhamento. Prevenção é o melhor remédio e informação é o melhor elemento de defesa contra as DST/Aids é a informação. É importante desmistificar a idéia de que apenas alguns grupos populacionais. • redução de parceiros sexuais.O aconselhamento exige profissionais devidamente capacitados pois este consiste em apoio emocional e educativo. Nesse momento.

segurando-o até a primeira penetração. os fatores relacionados à sua ocorrência são semelhantes e. • o tabagismo. as doenças cardiovasculares (DCV) e o Diabetes mellitus serão especialmente estudadas. descartando-a no lixo. • o aumento da idade da população. • a ocupação ou o trabalho dos indivíduos. Além disso. Exemplos: dependência de cocaína. normalmente decorrente de seu uso abusivo. Essas doenças podem ser prevenidas se houver ações educativas que trabalhem com a perspectiva de modificar o estilo de vida pouco saudável. em geral. impedindo o deslocamento da camisinha durante o ato sexual. É importante trocar a camisinha em cada relação sexual. Durante o ato sexual. • a drogadição. Após a ejaculação do parceiro. • os distúrbios dietéticos. outros 30% seriam evitados com o combate ao sedentarismo. • o consumo de álcool. para não correr o risco de estragar a camisinha. encontram-se presentes de forma associada. Para o diabetes. • a obesidade. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. não é mais necessário segurar o aro externo da camisinha. As atividades desenvolvidas nas unidades básicas de saúde objetivam a captação dos clientes hipertensos e diabéticos pela adoção de uma estratégia de verificação dos níveis de pressão arterial em qualquer indivíduo assistido cuja idade . • o sedentarismo. A relação de doenças denominadas crônico-degenerativas ou modernas é bastante abrangente.• • • • • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. Esse aro é que vai ser encaixado em volta do colo uterino. estima-se que metade dos casos novos poderia ser evitado com o controle do excesso de peso. mas a hipertensão arterial. retirar a camisinha. Drogadição – é a dependência de um indivíduo em relação a uma substância química. maconha. Fatores associados às doenças crônicas não transmissíveis • estresse decorrente da industrialização e do desenvolvimento econômico. Doenças crônicas não transmissíveis Estratégias para o controle das doenças crônico-degenerativas As atividades relacionadas ao controle da hipertensão arterial e do diabetes são operacionalizadas através do Programa Nacional de Controle da Hipertensão Arterial e Programa Nacional de Controle do Diabetes. Apertar o aro interno (o mais estreito) e introduzi-lo no canal vaginal. Ajustar o aro externo (mais largo). também chamada droga. álcool. devido às altas taxas de sua incidência e prevalência em nosso país.

como tabagismo. urinálise. incluem verificação de peso corpóreo e realização de alguns exames complementares. bem como realizar orientações coletivas para prevenir complicações e controlar essas doenças. detectando fatores relacionados à ocorrência de hipertensão e diabetes. de acordo com a relação de medicamentos constantes da farmácia básica. igrejas. Para a confirmação de um caso de hipertensão. utilizando-se de drogas. para captar novos casos de hipertensão e diabetes. hipoglicemiantes orais. campanhas. bioquímica do sangue. As atividades de educação em saúde em grupo favorecem o esclarecimento de dúvidas comuns a todos e a reflexão em conjunto sobre os estilos de vida que poderão trazer maiores benefícios para todos. e não farmacológicas. e de verificação de glicosúria em indivíduos com idade igual ou superior a 30 anos. em associações. através de dietas e atividade física. solicitados de acordo com o problema apresentado. sedentarismo e outros. insulina injetável). seja com discussão em grupos. os clientes submetem-se a avaliações periódicas que. Uma vez inscritos nas atividades dos programas. Os clientes passam a receber os medicamentos necessários ao controle das doenças (drogas hipotensoras. como eletrocardiograma. A nãoadesão ao tratamento é fator decisivo para a piora do estado do cliente. em dias alternados. entre outras medidas. É importante sensibilizar o cliente para a importância da adesão ao tratamento. Os tratamentos da hipertensão arterial e do diabetes baseiam-se na adoção de medidas farmacológicas. além da pressão arterial. O desenvolvimento atividades no ambiente domiciliar é estratégia para a oportunidade de observação da realidade de vida e relacionamento das pessoas. dieta inadequada. cartazes. . Muitas equipes do Programa Saúde da Família optam por organizar e participar de eventos com atividades extramuros. garantindo melhores resultados através de atividades coletivas ou individuais de educação em saúde. que deve ser informado quanto à possibilidade de complicações das doenças.seja maior ou igual a 20 anos. criando a possibilidade de discutir as modificações que produzirão benefícios para a saúde. faz-se necessário realizar três verificações consecutivas. Pressão Diastólica Pressão Sistólica Menor que 85 Entre 85 e 89 Entre 90 e 99 Entre 100 e 109 Maior ou igual a 110 Menor que 90 Menor que 130 Entre 130 e 139 Entre 140 e 159 Entre 160 e 179 Maior que 180 Maior ou igual a 140 Tipo de Hipertensão Arterial Normal Normal limítrofe Hipertensão leve (estágio 1) Hipertensão moderada (estágio 2) Hipertensão grave (estágio 3) Hipertensão sistólica isolada Campanhas de verificação de glicemia capilar ou de verificação de glicosúria são boas estratégias para a captação de clientes diabéticos. praças e escolas.

Intersetorialidade: conceito e dinâmica político-administrativa do município Em 1978. realização de visitas domiciliares aos clientes faltosos ou necessitados de cuidados domiciliares. verificação dos níveis de glicemia capilar. as atividades ao ar livre são bem-vindas.Quanto mais descontraídos estiverem os participantes. realização dos curativos em clientes diabéticos com lesões. organização e participação das atividades em grupo. melhor será o andamento das atividades. tal fato deve ser notificado ao profissional que acompanha o caso. após o banho. • ao observar qualquer alteração na coloração dos pés ou ferimento. • para os diabéticos insulino-dependentes: cuidados na conservação e na autoadministração de insulina. • inclusão de atividades de lazer no cotidiano. organização da agenda para o retorno dos clientes às consultas necessárias ao seu acompanhamento. • necessidade de prática regular de exercícios físicos. que devem ser mantidos limpos e secos. Os profissionais que atuam nos programas de controle do diabetes e hipertensão devem desenvolver os seguintes cuidados: verificação da pressão arterial. acompanhamento da auto-administração de medicamentos via oral ou injetáveis. na Primeira Conferência Internacional sobre a Atenção Primária em Saúde.confortáveis. aferição do peso para auxiliar no seu controle. no caso do diabetes. e sempre examiná-los por dentro antes de calçá-los. • preferencialmente. evitando passá-la entre os dedos (para evitar a umidade). • ingestão de dieta pobre em sal e gorduras e. Medidas terapêuticas não-farmacológicas • restrição ou eliminação de hábitos pouco saudáveis (alcoolismo. • redução do consumo de café. • os pés devem ser atentamente examinados todos os dias. • manutenção de peso corpóreo próximo ao ideal. orientação. • cuidados com os pés dos clientes diabéticos. pesquisando-se a existência de feridas ou cortes não anteriormente percebidos. • restrição do consumo de carboidratos. As práticas de saúde dão ênfase às ações ligadas às condições de vida de pessoas e coletividades. os pés devem ser hidratados com uma loção. pois oferecem oportunidades de lazer associadas à promoção da saúde. drogadição). . Nesse sentido. a saúde foi reconhecida como fenômeno de determinação intersetorial e direito de todos. usar sapatos fechados. tabagismo.

de saberes. a violência é um sintoma social que merece uma intervenção articulada. portanto. a ação intersetorial não é um processo espontâneo. É uma nova forma de trabalhar. por meio da atuação para mudar positivamente os elementos considerados determinantes do processo saúdedoença. a capacidade de negociação e também trabalhar os conflitos para que finalmente se possa chegar. sendo que o setor saúde é apenas um dentre eles. precisaremos desenvolver uma ação integrada com os demais setores que executam políticas públicas Diante de um enfoque intersetorial.“(Campos. mas que implicam na acumulação de forças. coletivo. para enfrentar problemas complexos. A intersetorialidade é a articulação entre os diferentes setores que executam políticas públicas para planejamento conjunto dos problemas da população. controle e vigilância no sentido de diminuir as causas que levam a violência. setores diversos do município. Ações que não necessariamente implicam na resolução ou enfrentamento final do problema principal. de governar e de construir políticas públicas que pretende possibilitar a superação da fragmentação dos conhecimentos e das estruturas sociais para produzir efeitos mais significativos na saúde da população. órgãos de educação. é a articulação entre sujeitos de setores sociais diversos e. Envolve a criação de espaços comunicativos. Busca-se a ação de diversos órgãos como a polícia. poderes e vontades diversos. Para alcançarmos melhores indicadores na área da saúde. “Como processo organizado. que juntos estabelecerão estratégias de prevenção.2000) . na construção de sujeitos. limpeza de terrenos baldios. em suma é possível perceber que o nível de saúde de uma população depende da ação de diversos setores que atuam na sociedade. Portanto. Por exemplo.A concepção ampliada de saúde e a compreensão de que as ações de outros setores têm efeitos sobre a saúde individual e coletiva possibilitaram o surgimento de outras perspectivas de promoção e de cuidado à saúde. Da mesma forma algumas doenças para serem prevenidas necessitam de saneamento básico. a defesa pública. Depende de uma ação deliberada. compete ao Estado a integração e a efetivação de políticas sociais. tendo por base a promoção de saúde e a melhoria da qualidade de vida. na descoberta da possibilidade de agir . às ações. recolhimento de lixo. com maior potência. que pressupõe o respeito à diversidade e às particularidades de cada setor ou participante.

das pessoas e setores. A compreensão da determinação social do processo saúde-doença. Ele deve ser amplo o suficiente para despertar o interesse de todos os setores envolvidos como: qualidade de vida. De modo geral. fazem com que o setor saúde esteja mais mobilizado em propor a ação e a articulação intersetorial. a percepção muito clara do impacto de ações não especificamente setoriais sobre a saúde (saneamento básico. que ainda que parciais. a intersetorialidade se alicerça na confluência das necessidades. A intersetorialidade é um instrumento poderoso. ou fazem com que elas se tornem fontes de disseminação das contagiosas no ambiente escolar. também. Assim. de efetividade e de eficácia. O tema do problema a ser resolvido é que define a possibilidade de uma ação intersetorial. a expectativa de maior capacidade de resolver situações. aqueles que estão prejudicando a todos e portanto criam em todos o interesse de que sejam resolvidos. como já colocado. necessita de ações educativas associadas a ações gerenciais e econômicas. faz com que a comunidade seja invadida por ratos e mosquitos que por sua vez transmitirão outros tipos de doença. que impede as crianças de ir a aula. Aliás. violência .Por exemplo: o esgoto a céu aberto causa uma série de doenças. é fundamental a produção de resultados. As pessoas são mobilizadas pelas questões concretas. etc. visíveis. Um sistema social e político saudável.Envolve. Alguns dos resultados concretos da ação intersetorial podem ser medidos através de indicadores de saúde. exclusão social. reais. Um fator contribui para que a saúde provoque mais enfaticamente as articulações intersetoriais é a constatação diária dos limites do setor para enfrentar os problemas de saúde. que criam o espaço possível de interação e de ação. no entanto. percebe-se que a consciência das limitações da ação setorial está mais clara no setor saúde. que diga respeito não só a saúde mas a todos os demais setores envolvidos. deve ter relação com algum fato concreto que mobilize a todos. muitas das iniciativas intersetoriais têm partido ou contam com uma participação ativa importante de atores oriundos do setor saúde. ainda tem que se avançar muito no processo dentro da própria saúde e na sua articulação com os demais setores. ou seja. entre tantos outros. acessibilidade. um verdadeiro circulo vicioso que prejudica a todos. perceptíveis para retroalimentar setores e pessoas participantes e evitar o desânimo e o abandono da linha conjunta de ação. pois. meio ambiente. . de enfrentar problemas concretos. doenças que fazem com que os adultos faltem ao trabalho ou rendam pouco. Além disso. sejam palpáveis. São os problemas palpáveis. por exemplo) e da impotência setorial diante de certos problemas como a morbidade e mortalidade por causas externas. drogas. urbanização.

como ela o atinge e aos seus.Informação. mas a ampliação dos espaços de interação cultural e negociação entre os diversos atores envolvidos em determinado problema social para a construção coletiva do conhecimento e da organização política necessária à sua solução. diferenças e interdependência. como ponto de partida do processo pedagógico. ao invés de procurar difundir conceitos e obrigar a comportamentos que considere corretos. suas experiências. e o assunto é colocado em discussão. a forma como lidam ou lidariam com aquilo. Fazer entender o mecanismo é bem mais produtivo do que Formas de aprender e ensinar . o saber anterior individual ou coletivo do grupo que se pretende educar. educação e comunicação: conceitos. a discussão de temas pertinentes àquele grupo. como forma de promover o crescimento da capacidade de analise critica sobre a realidade e o aperfeiçoamento das estratégias de luta e enfrentamento dos problemas inerentes àquela comunidade. Uma discussão saudável que permite aos demais não só opinarem naquele caso concreto. a investigação. em uma discussão aberta. A melhor forma de aprender é trocando experiências. incentivando a troca de experiências. Trata-se de uma estratégia de construção da participação popular no redirecionamento da vida social. procura problematizar. O indivíduo coloca seu conhecimento. a pesquisa. Este processo enfatiza não a simples transmissão de conhecimento. Trata-se de uma mudança de estratégia. A educação popular busca trabalhar a participação popular em um processo de aprendizado coletivo. Educação Popular não e o mesmo que educação informal. . mas colocarem suas vivências. Um elemento fundamental do seu método e o fato de tomar. o que esta incomodando e oprimindo e propicia ao interlocutor o prazer de descobrir as respostas ao problema. o detentor do conhecimento a ser transmitido. a forma como enxerga uma situação.

confiante. A educação popular é um instrumento de construção de uma ação de saúde mais integral e mais adequada à vida da população. e mantenha suas iniciativas. por exemplo. não basta que o conteúdo discutido seja do interesse do indivíduo.simplesmente impor. A Educação Popular é um instrumento metodológico fundamental no sentido da construção de um processo de atenção à própria saúde e à saúde integral do grupo comunitário em que se esta inserido. Pois se o indivíduo entender os motivos pelos quais deve. se abster de algo. tende a gerar frutos excelentes. Este processo de educação da saúde em contexto. provenientes do respeito e do livre convencimento. respeitando e adequando os conhecimentos populares. Essa valorização do saber e dos valores do educando permite que ele se sinta tranqüilo. Nesse processo a educação visa que as pessoas e os grupos sociais assumam maior controle . Na educação popular. sendo fundamental que o processo de discussão não se coloque de cima para baixo. de forma a buscar a confiança e a integração com a comunidade. ele aceitará genuinamente a privação encarando-a como forma de solução de um problema.

sobre a própria saúde e suas vidas e em que a racionalidade do modelo biomédico dominante seja transformada em práticas do dia-a-dia. O indivíduo passa a viver em prol da própria saúde, pois incorporou os hábitos necessários para mantê-la, não como uma imposição, mas por consenso. Nesse sentido, a Educação Popular não e mais uma atividade a ser implementada nos serviços, mas uma estratégia de reorientação da totalidade das praticas executadas na comunidade, na medida em que investe na ampliação da participação da população, que uma vez, dinamizada, passa a questionar e reorientar tudo.

Cultura popular e sua relação com os processos educativos
“Colocar a educação popular como uma estratégia política e metodológica na ação do Ministério da Saúde permite que se trabalhe na perspectiva da integralidade de saberes e de praticas, pois proporciona o encontro com outros espaços, com outros agentes e com tecnologias que se colocam a favor da vida, da dignidade e do respeito ao outro. Trabalhar com a educação popular em saúde qualifica a relação entre os cidadãos, definidos constitucionalmente como sujeitos do direito à saúde, pois pautase na subjetividade inerente aos seres humanos”. (MS- caderno de educação popular e saúde) A primeira medida a ser tomada ao assumir a estratégia de interligar a educação e saúde na comunidade, é buscar contato com a cultura local e o imaginário popular para a definição para a definição de formas de atuação.

Antes de tudo o ASC deve ouvir. É através de uma escuta sensível e afetiva que o profissional ganha a confiança da pessoa e aprende mais sobre a comunidade. Seus anseios, suas crenças, suas convicções. O passo seguinte, nas palavras de Paulo Freire, é “desmontar a visão mágica”. Isso significa desestruturar alguns conceitos para construir outros.

Medidas empíricas - são medidas empregadas sem comprovação científica de sua eficácia. Em muitas regiões do país, as pessoas amarram fitas vermelhas no pescoço quando pegam caxumba, por exemplo.

O processo deve ser cauteloso para não ferir egos. O ideal é fazer com que a pessoa chegue as conclusões esperadas sozinha, através de um processo de raciocínio orientado de forma suave, mas, firme. Partir de situações concretas é uma boa técnica. As rodas de conversa são bastante eficazes para isso, pois o assunto é debatido de forma plena, abrindo várias oportunidades para a intervenção sutil e para o redirecionamento que pode ser feito através de uma simples pergunta.

Não dá pra beber água fervida... ela é muito “pesada”

Já experimentou “bater a água” antes de beber?

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Feita a pergunta, cria-se a dúvida. Existindo dúvida cria-se a oportunidade de aprendizado, que pode até mesmo ter desdobramentos práticos. É fundamental estar com o outro, aprender com o outro. A troca é importantíssima no processo. Admitir que atitudes da comunidades estão certas e que aquele pode sim ser o melhor procedimento, ainda que não científico. Trata-se de unir a teoria e a prática. Da mesma forma, é preciso assumir a ingenuidade do indivíduo em relação ao tema, ao problema ou ao próprio procedimento de promoção de saúde, eles não conhecem a realidade que queremos mostrar, temos que conhecer a dele, para estabelecermos as pontes de comunicação.

Algumas formas utilizar a cultura popular no processo educativo Construir novos processos de trabalho que incorporem o saber popular Produção de saúde e co-produção de autonomia, capacidade de pessoas e coletividades compreenderem e agirem sobre si mesmos e sobre os contextos cotidianos. Expressões artísticas como forma de divulgação de informações e de compartilhar sentimentos e verdades do contexto local Comunicação como ação que implica na integração social

Participação e mobilização social: conceitos, fatores facilitadores e/ou dificultadores da ação coletiva de base popular
A Constituição Federal do Brasil garante ao cidadão o direito de ser assistido em suas múltiplas necessidades, mas este mesmo cidadão precisa estar consciente de sua responsabilidade na busca por melhores condições de vida. As visitas são instrumentos de trabalho preciosos no cuidado estratégico da saúde das famílias, devendo ser utilizadas nas mais diferentes formas de acompanhamento de seus membros, em suas situações peculiares de saúde-doença e nos diferentes momentos de seu ciclo vital. A visita é essencial ao processo de vigilância à saúde, tendo por finalidade acompanhar a situação de saúde de cada membro da família, esperando-se a produção de resultados positivos através da antecipação de diagnósticos personalizados, do atendimento e de maior orientação ao indivíduo e sua família. Por outro lado, é preciso ponderar que o desenvolvimento de ações no domicílio aproxima o trabalho profissional da dinâmica de vida das famílias, colocando em cena seus modos de lidar com a vida e os problemas de saúde, questões de subsistência, aspectos religiosos e culturais, afetividades e outras subjetividades, que implicam em desafios para os profissionais. Nesse sentido, as famílias que se encontram em situação de maior vulnerabilidade devem ser apoiadas intensivamente. A linha de separação entre o cuidado e atenção intensiva a intromissão é tênue, existindo relatos de pessoas que acreditaram que esta barreira foi ultrapassada, seja pelo excesso de zelo do profissional, seja pela conduta equivocada do profissional. É essencial, que as especificidades dos cuidados direcionados a

situações peculiares de saúde-doença na família não anulem a sua autonomia e viceversa. Liderança é um fenômeno de grupo. bloqueando-se a ação direcionada a necessidades mais abrangentes e à produção de autonomia. tipos e processos de constituição de lideres populares Por conhecerem os membros da comunidade. de influenciar as pessoas à sua volta. . com soluções tecnocráticas voltadas para problemas inexistentes ou pouco importantes para a população a quem se destinam as ações. pois estas características remetem à esperada ampliação do acesso e equidade. é diminuir em muito os níveis de rejeição da população alvo. os Agentes Comunitários de Saúde podem contribuir para desencadear um processo de envolvimento das lideranças locais na discussão sobre os problemas de saúde e seus determinantes sociais. A diferença de posicionamento frente a uma questão. O ACS deve procurar detectar quem são os verdadeiros lideres da comunidade. não deve se consolidar como uma prática de controle sobre a vida e os comportamentos em saúde das pessoas. são elas que efetivamente fazem a comunidade funcionar. A equipe de saúde da família tem que levar em consideração este aspecto da realidade. Outro aspecto muito importante na organização dos programas e na prática em saúde coletiva é a identificação das necessidades sentidas pela população-alvo. captador de notícias e corretor. motivando-as e compactuando-as em torno de um determinado objetivo comum. Reconhecer os problemas sempre foi uma função dos profissionais de saúde. o líder comunitário. seja dos seus membros ou da família como um todo. Não poucas vezes o líder eleito não tem o real poder de fazer com que as coisas aconteçam. porém é necessário identificar o que a população considera problema e quais são os mecanismos para o seu enfrentamento. zelador. Existem quatro pessoas a quem se dá os nomes de: porteiro. Lideranças: Conceitos. que envolve a capacidade de um indivíduo. A idéia de monitoramento da saúde-doença. proposta pela política de atenção básica. Buscar os formadores de opinião para participarem ativamente nos processos educativos e na elaboração dos projetos de melhoria para a comunidade. Sob risco das políticas tornarem-se medidas não apropriadas para a população.

a aconselhar. a consolar. A quem você pediria ajuda em uma emergência de madrugada. ou da diretoria do clube. Quem seria a pessoa ideal para tentar explicar algo a alguém e evitar uma discussão desnecessária? Os corretores O corretor tem relações com amigos pessoais de pessoas-chaves do governo. se passará pela “porta”... É aquela pessoa sempre pronta a ajudar. ou da industria. gostei. as ajudas. São eles que podem conseguir as coisas. Toda comunidade tem zeladores. ou “mamães” . se sua família tivesse ido viajar? Os captadores de notícia São aquelas pessoas que sabem tudo o que esta acontecendo. Aquela família nova que mudou. Uma pessoa influente que consegue controlar a maneira como os demais membros da comunidade se sentem em relação a novas pessoas e novas idéias. A quem você pediria ajuda se o telefone do bairro não estivesse funcionando? . você gostou deles? Sim. a escutar. Falam bem e parece sempre terem argumentos para todas as situações. ou pastores. São sempre os primeiros a ficarem sabendo quando algo acontece. Dona Zinha me disse que eles são muito simpáticos “Dona Zinha” é a porteira. Os zeladores São aquelas pessoas que os outros procuram quando estão com problemas.Os porteiros O porteiro de uma comunidade é aquele que decide se alguém será aceito.

físicas. auditivas. incentivar as mudanças e mobilizarem a comunidade. Incapacidade É a redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social. As pessoas com necessidades especiais apresentam deficiências internas. Pessoas portadoras de necessidades especiais. Portadores de deficiência: Deficiente físico – é o portador de alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano acarretando o comprometimento da função física. medidas facilitadoras de inclusão social e direitos legais Na denominação de indivíduos com deficiência física estão incluídos os portadores de dificuldades mentais. • As pessoas da comunidades irão ver se elas estão boicotando ou participando dos projetos antes de tomarem suas próprias decisões em relação a aderir ou não. meios ou recursos especiais. por já estar sedimentada pelo tempo. Deficiência permanente É aquela que não permite recuperação ou alteração apesar do aparecimento de novos tratamentos. . adaptações. distúrbios genéticos ou enfermidades degenerativas. relacionadas a doenças crônicas. Deficiente auditivo – é o acometido de perda parcial ou total da audição Deficiente visual – é aquele que possui diminuição da acuidade visual. muitas delas dependentes de tecnologia para manutenção da vida. com necessidade de equipamentos. fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano.A importância de localizar e captar estas quatro pessoas consiste em dois motivos: • Elas tem as habilidades necessárias para organizar a comunidade. abordagem. visuais e múltiplas. Deficiência A perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica.

do adulto e do Idoso Saúde da criança A criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC). tentando evitar o abandono e os maus tratos. segurança. lazer e trabalho trabalho. Deficiente mental – é aquele cuja função intelectual é significativamente inferior à média. saúde. Deve conversar com a família sobre como lidar com as dia. pessoal. Estimular a família a incluir o portador de necessidades especiais nas atividades sociais Valorizar o lazer. utilização da comunidade. o contato com a natureza e os cuidados com o corpo orientar sobre as possibilidades de adaptação da casa às necessidades específicas do indivíduo fornecer informações claras. Deficiência múltipla – quando ocorrem associações de duas ou mais deficiências. assistência às doenças diarréicas e to infecções respiratórias agudas (IRA) e imunização. aleitamento materno. O ACS deve oferecer orientações necessárias para que a família saiba superar os obstáculos do dia-a-dia.redução do campo visual ou ambas. Habilidades adaptativas Comunicação. sendo a disfunção presente desde antes dos 18 anos e do associada a limitações em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas. em 1984. cuidado pessoal. habilidades sociais. do adolescente. atuais e condizentes com o contexto cultural da família Procurar apoio nas políticas públicas voltadas para o grupo Saúde da criança. como limitações dos membros portadores de deficiência. habilidades acadêmicas. orientação nutricional. . É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio e/ou de suporte. iniciou a reestruturação do atendimento às necessidades da saúde da criança com cinco principais focos de atenção: crescimento e desenvolvimento.

Apesar das diretrizes acolhidas ainda temos altas taxas de mortalidade perinatal. avaliar se a criança está gravemente doente ou não. sem excluir problemas importantes. alta prevalência de recém-nascidos de baixo peso. Nele constam. desnutrição calórico-protéica ou sobrepeso. tornando-o mais resolutivo e capaz de prestar atendimento de qualidade às patologias de maior prevalência na população infantil”. De fácil utilização. ou nas atividades desenvolvidas pelos profissionais nos mais variados espaços sociais. o . estão relacionados alguns dos passos do desenvolvimento esperados para a criança em determinada faixa etária. A principal característica da AIDPI é a “focalização da atenção nas populações de maior risco e a revitalização do nível primário de atenção. o que os torna capazes de avaliar rapidamente todos os sintomas da criança. ou seja. que permite detectar a ocorrência de distúrbios nutricionais como baixo peso para a idade. permite tanto o preenchimento como a interpretação de seus dados por qualquer profissional de saúde. através da aferição pondero-estatural. A AIDPI é uma estratégia que visa integrar as ações de promoção de saúde da criança. e os principais direitos das crianças e deveres dos responsáveis. Os profissionais de saúde passam por treinamento específico. É executada com uma abordagem por diagnóstico sindrômico. grandes diferenças entre as condições de saúde nos meios rural e urbano e alto índices de gravidez na adolescência. seu estado vacinal. realizado considerando os sinais e sintomas apresentados pela criança e/ou relatados por seus responsáveis. É padronizado em todo o território nacional e pode ser utilizado no contexto da unidade de saúde. ocorrência de agravos e condições perinatais. se necessitará ser transferida a um hospital com urgência ou se o tratamento pode ser feito no ambulatório ou domicílio. Nas atividades desenvolvidas pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde. ganho de peso e altura. em qualquer nível de atenção. Por exemplo. através do método gráfico da “curva de crescimento”. A guarda deste documento é responsabilidade dos pais ou responsáveis pela criança. O Cartão da Criança possibilita a identificação de distúrbios no crescimento. Além disso. informações sobre o crescimento e desenvolvimento da criança. desde que orientado. contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente. por meio da assistência aos aspectos preventivos e curativos. Cartão da Criança Instrumento que permite visualizar vários aspectos ligados às ações preventivas. destaca-se a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) e a inserção dos enfoques da saúde da criança.

de acordo com a idade.que auxilia no planejamento e implementação de ações que visem controlar estes o problemas. além de participar da orientação. formando uns o desenho da curva do crescimento. imunização e a alimentação. • a pesagem periódica da criança deve ser realizada em uma balança adequada à sua idade. Considerando-se as principais causas de morbidade e mortalidade infantil no país. os pontos são ligados uns aos outros. • o peso da criança será registrado diretamente no gráfico através de um ponto com a localização relacionada à idade da criança. acompanhamento e educação específica em saúde saúde. segue as seguintes regras básicas: • o primeiro peso a ser registrado deve ser o peso ao nascer. o crescimento e desenvolvimento alterados. essa equipe estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidad cidadania. O agente comunitário de saúde e equipe do Programa de Agentes Comunitários de Saúde na atenção à criança Conforme o disposto no Manual do Agente Comunitário de Saúde do Ministério da Saúde – 2001. • com as sucessivas pesagens. pronta abordagem da criança com algum sinal de risco ou perigo. Por meio de ações educativas em saúde. desvios na alimentação. todas as atividades contidas no cuidado à criança fazem parte do odas roteiro de abordagem da criança pelo agente comunitário de saúde/Programa de Agentes Comunitário de Saúde. por exemplo. nos domicílios e coletividade. na promoção da saúde e identificação de necessidades especiais em tempo oportuno. A possibilidade de abordagem da criança nos espaços de sua vida cotidiana (domicílio e instituições de educação infantil) ampliam a (domicílio capacidade de atuação na prevenção de doenças. as se linhas de cuidado que devem ser priorizadas nas ações de saúde dirigidas à atenção à criança são: Promoção do nascimento saudável Acompanhamento do recém recém-nascido de risco Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e Imunização Promoção do aleitamento materno e alimentação saudável Atenção aos distúrbios nutricionais e anemias carenciais Abordagem das doenças respiratórias e infecciosas . O preenchimento do Cartão da Criança.

• checar e orientar sobre o registro de nascimento. • orientar e incentivar o aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido. cuidados com recém nascido.º mês (120 dias) explicar sobre as doenças crônicas. realizar práticas educativas com incentivo ao aleitamento materno. manter continuidade de visitas até o parto garantir a vinculação com a maternidade para o parto e intercorrências. orientar sobre sinais de alerta na gravidez. ofertar o atendimento clínico e psicológico à gestante vítima de violência doméstica e sexual. identificar a gestante em situação de risco para amamentação e encaminhá-la para grupos de apoio ao aleitamento materno ou Banco de Leite Humano. tais como diabetes e hipertensão. No cuidado após o parto • conhecer o número de puérperas e recém-nascidos da área de abrangência para programar as ações de saúde e realizar visita domiciliar na primeira semana após o parto. alertar sobre a importância da consulta de puerpério.No cuidado pré-natal Captar a gestante para início do prénatal até o 4. acompanhar o ganho de peso no decorrer da gestação. • orientar sobre a importância da “Primeira Semana Saúde Integral”. orientar sobre alimentação saudável no decorrer da gestação e avaliar o estado nutricional da gestante. ofertar atenção à mãe adolescente conforme suas especificidades. encaminhando-a para o atendimento adequado (fluxo local). • avaliação da saúde da mãe. realizar busca ativa da gestante faltosa ao pré-natal. do planejamento familiar. checar relatório de alta/cartão de pré-natal. avaliar a mama puerperal e orientar quanto à prevenção das patologias. observar e avaliar a mamada ao peito. hábitos saudáveis de vida. enfocando a importância da ordenha manual do leite excedente e a doação a um Banco de Leite Humano. direitos da gestante e do pai. identificar gestantes de risco e garantir atendimento no pré-natal alto risco ao encaminhar a gestante para a UBS. ao parto normal. Calendário de vacinação da criança IDADE Ao nascer Ao nascer VACINAS BCG-ID Hepatite B DOSES Dose única 1º dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B .

coqueluche. tétano e coqueluche Difteria. tétano e coqueluche Sarampo. coqueluche.1 mês 2 meses Hepatite B Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 1º dose Hepatite B Difteria. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. coqueluche. rubéola e caxumba Febre amarela 2 meses 2 meses 4 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 1º dose 1º dose 2º dose 4 meses 4 meses 6 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 2º dose 3º dose 6 meses 6 meses 9 meses 12 meses 15 meses 15 meses 4 – 6 anos 4 – 6 anos 10 anos VOP (vacina oral contra pólio) Hepatite B Febre Amarela SRC (tríplice viral) VOP (vacina oral contra pólio) DTP (tríplice bacteriana) DTP (tríplice bacteriana) SRC (tríplice viral) Febre Amarela 3º dose 3º dose Dose inicial Dose única Reforço 1º reforço 2º reforço reforço reforço . rubéola e caxumba Poliomielite (paralisia infantil) Difteria. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Hepatite B Febre amarela Sarampo.

pois 70% dos casos diagnosticados já estão em fases avançadas. assistência clínico-ginecológica (prevenção e controle do câncer ginecológico e de mama e prevenção das DST) e climatério. da adolescência à menopausa. . quando se fizer necessário. • coleta de material para o exame de Papanicolau (preventivo ou colpocitológico): consiste no preparo e orientação prévia da mulher. estima-se que no Brasil apenas 8% a 10% das mulheres incluídas nesse grupo realizam o exame preventivo. O câncer do colo do útero é uma doença possível de ser prevenida e curada. A ocorrência destes tipos de neoplasias expressa a baixa cobertura dos exames preventivos e pouco investimento em atividades de educação em saúde. • descrição detalhada das atribuições de cada profissional no controle e tratamento. O objetivo do programa é melhorar as condições de saúde da mulher e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade maternas. consideradas como a população de maior risco. As etapas do Programa de Prevenção de Câncer do Colo do Útero (PCCU) são: • recrutamento . em nosso país representa a segunda causa de óbitos por neoplasia em mulheres. • avaliação do resultado. planejamento familiar (ciclo reprodutivo). Este programa prevê a assistência à mulher de forma integrada. parto e puerpério (ciclo gravídico-puerperal). abordando-se as várias fases de sua vida. bem como nos manuais e normas técnicas elaborados pelo Ministério da Saúde. ainda. Na assistência clínico-ginecológica há especial preocupação com a prevenção do câncer de mama e do câncer cérvico-uterino. processamento e leitura do esfregaço no laboratório. bem como treinamento e reciclagem constantes dos profissionais.consiste em um conjunto de ações educativas que visam aumentar o conhecimento da população-alvo sobre o câncer de colo do útero. Seu público-alvo são as mulheres entre 35 e 49 anos de idade. Todas as ações preconizadas pelo PAISM são encontradas nas áreas técnicas das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (Coordenação dos Programas de Saúde da Mulher). incluindo a assistência ao pré-natal. tratamento e acompanhamento do tratamento do câncer de colo do útero. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a realização de exames preventivos em pelo menos 85% da população feminina com idade superior a 20 anos. Para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do útero. Porém. o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Controle de Câncer de Colo Uterino – o qual utiliza as estratégias de ações educativas e aumento da qualidade dos serviços prestados pelo sistema de saúde. o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). Ressaltese. coleta do esfregaço.Saúde da mulher A assistência a saúde da mulher está organizada num programa do Ministério da Saúde. ser uma doença que incide mais em mulheres de baixo nível socioeconômico. Entretanto.

Estimativas do INCA de 2003 indicaram 9. o câncer mais temido pelas mulheres. do Ministério da Saúde. com o máximo de dois anos entre os exames. Planejamento Familiar Segundo o Ministério da Saúde. A principal e mais efetiva arma que contra ele dispomos é o seu diagnóstico precoce mediante realização do auto-exame das mamas . orienta-se especificamente por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações. .610 novos casos somente naquele ano.9% das mulheres conheçam algum tipo de método anticoncepcional.procedimento que permite à mulher participar do controle de sua saúde.7% das mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) o utilizam. responsável por significativo número de óbitos entre mulheres adultas. associado à mamografia anual. É recomendado ainda que todas as mulheres com mais de 40 anos de idade façam o exame clínico. documento que norteará a política nacional para o controle do câncer de mama. provavelmente. uma vez que possibilita a identificação precoce de quaisquer alterações das mamas. Essa redução tem sido verificada em países que adotaram medidas semelhantes. sobretudo. As questões referentes à saúde reprodutiva da mulher convergem para a abordagem sobre o exercício responsável do seu direito reprodutivo. que consiste na avaliação de um médico.335 óbitos pela doença e o surgimento de 41. o Consenso Brasileiro de Mama. responsável pelo desenvolvimento das ações referentes ao ciclo reprodutivo.Câncer de Mama O câncer de mama é um grave problema de saúde pública. deve ser feito pelas mulheres a partir dos 35 anos pertencentes a grupos populacionais de alto risco. Já as mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia. O Programa de Planejamento Familiar. apenas 76. visto envolver negativamente as percepções da sexualidade e auto-estima. Além disso. que pretendem reduzir em pelo menos 20% as taxas de mortalidade pela doença no Brasil. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) apresentaram dia 02/04/2009. o Consenso reúne novas estratégias para detecção precoce e tratamento. o exame clínico das mamas. Obtido após reuniões técnicas com 70 especialistas de todo o País. O câncer de mama representa hoje a principal causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. embora 99. É. tanto por sua alta freqüência como. como forma de vivenciar sua sexualidade e ter liberdade sobre a escolha de tornar-se mãe ou não. como aquelas que têm história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama. Uma das recomendações do Consenso é que o auto-exame isolado deve ser adotado como medida paralela à visita a um profissional especializado. pelo impacto psicológico que provoca.

Cerca de 3. inclusive a esterilização voluntária . para que a mulher possa fazer a opção que a ela melhor se adeque. os coeficientes de morte materna são considerados incompatíveis com o nível de desenvolvimento do país. que podem resultar em óbito materno e/ou fetal. infecção vaginal. não se faz necessário qualquer tratamento para a menopausa. métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade. O climatério inicia-se gradualmente e está associado a uma série de alterações em decorrência da perda de atividade dos ovários. o que reflete desvalorização e desrespeito à vida. Embora recente. a mulher deve receber atendimento clínico e esclarecimentos sobre o retorno à vida sexual. No Brasil. pois neste período há uma concentração de morbimortalidade para a mãe. vantagens e desvantagens – tudo isto realizado através de metodologia de práticas educativas e acesso a todos os métodos. e baixa qualidade dos serviços de saúde. há uma divisão pautada nas fases do ciclo: pré-natal (gestação). métodos anticoncepcionais. o qual deve ser estruturado com ações clínicas e educativas que visem garantir a saúde da mulher e de seu filho. Para operacionalizar essa assistência. incentivo ao aleitamento materno. mas sim acompanhamento às situações que possam oferecer algum risco à mulher ou impliquem perda de sua autonomia e/ou comprometimento de sua integridade física . ou pelo menos com dois filhos.permitida tanto para homens como para mulheres com mais de 25 anos. A assistência à mulher durante as fases do ciclo gravídico-puerperal compreende todas as ações previstas no Programa de Assistência Pré-Natal.000 mulheres morrem anualmente em alguma fase do ciclo gravídicopuerperal.meios. que sejam repassadas informações sobre a anatomia e fisiologia do corpo feminino. ainda. No puerpério. expressa em distúrbios psíquicos. passou a ser uma necessidade devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira como um todo . ou quando há risco de vida à saúde da mulher ou do concepto. É um período de transformações e ocorre entre os 40 e 65 anos. o que não significa o fim de sua sexualidade. visando promover uma vida digna nesta faixa etária. genitais (ressecamento da mucosa vaginal) e psicológicas (depressão). em média. planejamento familiar. seu funcionamento. Esta fase do ciclo vital feminino indica que a mulher passou da fase reprodutiva. por exemplo. hormonais (queda progressiva dos níveis de estrogênio). O objetivo destas atividades relaciona-se à redução das complicações durante a gestação.para 75 anos de idade. a utilização de estratégias voltadas para a assistência no puerpério devem ser rotineiramente implementadas. Normalmente. causando mudanças metabólicas (modificações das lipoproteínas). parto e puerpério (período até 6 semanas após a gestação). As ações básicas previstas neste Programa preconizam. Assistência à saúde da mulher no climatério A assistência à saúde da mulher no climatério. práticas de puericultura e direitos previstos em lei para as mães que trabalham ou contribuem com a Previdência Social. entre outros sintomas. mastite e doenças circulatórias obstrutivas.

ocorre dentro de sua própria casa. a violência contra a mulher. é importante que os profissionais de saúde envolvidos sejam sensíveis às dificuldades que a mulher apresenta para relatar o acontecido. dúvidas. mulheres e crianças. sendo mais difícil mudá-las. assim como a saúde. valorizando as questões subjetivas expressas pela mulher (sentimentos. da violência contra homens.etc. culpa e baixa auto-estima. realizada por alguém conhecido :pai.(como a predisposição à osteoporose) e emocional (baixa auto-estima. Cabe neste momento reforçamos a necessidade de que seja prestado um atendimento humanizado. é dever do Estado. procurando proporcionar-lhe algum conforto para que possa sentir-se menos constrangida diante de toda a situação em que está envolvida. tanto física quanto sexual. A segurança. mas há muitas barreiras para enfrentar tal problema. é importante ressaltar a atenção que deve ser dada às questões reprodutivas pelo menos até um ano após a menopausa . ou durante algum período após. Outro aspecto é o fato de a mulher viver um relacionamento duradouro e estável. Dentre todas as formas. irmão. o que a faz acreditar que não corre o risco de adoecer. pois suas opiniões já estão formadas.a presença de um psicólogo acompanhando o atendimento prestado à vítima imediatamente após a agressão. A assistência da mulher vitima de violência compreende: • Atendimento psicológico . Assistência à mulher vítima de violência sexual A assistência à mulher vítima de violência sexual tornou-se uma necessidade devido ao aumento. namorado. marido. ficando exposta a adquirir uma DST/Aids caso não adote comportamento seguro. Nesta faixa etária deve-se atentar para o aumento da ocorrência de DST/Aids. Como o climatério é um período de transição. Durante o atendimento. cujas causas residem principalmente nas condições de desigualdade social e falta dos recursos necessários para reduzir as desigualdades. receio de “não ser mais mulher como era antes”).pois uma gestação nessa fase se caracterizaria em risco de vida tanto para a gestante como para o concepto. o profissional de saúde deve estar capacitado nos programas especiais de atenção. Orientá-la nesta fase é sempre um desafio. Por não mais se preocupar com a hipótese de uma possível gravidez. Muitas vezes. incertezas). para garantir que o abuso por ela sofrido gere o mínimo de medo. Ao ser procurado por uma mulher que sofreu violência. além de necessária é muito importante para garantir os resgates da . Além disso. vem se destacando. medo. tanto nos espaços urbanos como nos rurais. a mulher sentese mais livre para os relacionamentos sexuais. seja nos aspectos físicos seja nos psicológicos. o serviço de acompanhamento ginecológico e obstétrico das unidades de saúde deve estar estruturado para realizar as condutas e os encaminhamentos necessários. e de investimentos na segurança propriamente dita. havendo inclusive recusa em ser assistida por profissionais do sexo masculino.

geralmente prescreve-se antibióticos de amplo espectro. auxiliando-a na superação do sofrimento gerado. desde que tomados num período curto (de 24 a 36 horas) após a exposição. até 20 semanas de gestação. São prescritos hormônios num prazo de até 72 horas após o ocorrido. faz-se preciso realizar sutura do períneo ou vulva. melhorando. esporte. cultura. Caso decida prosseguir com a gestação. a especial atenção e mobilização dos vários setores de políticas públicas e da sociedade civil para que os jovens tenham acesso a bens e serviços que promovam sua saúde e educação. Saúde do adolescente A importância demográfica do grupo de adolescentes. Questão fundamental é a gravidez indesejada decorrente de violência sexual. de um possível óvulo fecundado. a mulher deve ser encaminhada à assistência prénatal. decorrente de um ato de violência sexual. devem ser realizadas pesquisas do vírus da hepatite B e do HIV. como um todo. em decorrência da violência do ato sexual.recurso utilizado para evitar a ocorrência de uma gestação totalmente indesejada. Contracepção de emergência . com coleta de sêmen e de outros materiais biológicos ou não. Periodicamente.• • • • • • • • • identidade e dignidade da mulher. deve ser orientada quanto aos mecanismos disponíveis para o processo de adoção. Às vezes. Exige. Exame de corpo delito – realizado por profissionais de saúde e por peritos policias. justiça.são indicados cremes ou pomadas para auxiliar na cicatrização das lesões. Apesar de todas as condutas implementadas. Prevenção das DST mais comuns . Prevenção da hepatite B . se a mulher vier a desenvolver alguma doença decorrente do ato sexual deve ter a garantia de que receberá tratamento. no máximo. Prevenção da infecção pelo HIV . a sua qualidade de vida. tecido de roupa e outros vestígios que possam viabilizar a identificação do agressor. no endométrio. lazer e outros determinam a necessidade de atenção mais específica e abrangente. mas é aconselhável que a mulher faça este procedimento com. bem como às questões econômicas e sociais nas suas vertentes de educação.procurando garantir que a mulher não adquira algumas destas doenças. além da gamaglobulina hiperimune contra a hepatite B (HBIg).o médico deve prescrever os medicamentos antiretrovirais. Este é um dos poucos casos em que a lei permite a interrupção da gravidez. constituindo-se em provas do crime. para impedir a implantação. após este prazo pode vir a ter sérias complicações. . como cabelo. trabalho. Alívio da dor e tratamento das lesões . Se não quiser assumir a maternidade da criança. assim. e sua vulnerabilidade aos agravos de saúde. e cuidados para que a cliente se sinta menos desconfortável após a agressão.é necessário que a vítima de violência sexual seja acompanhada para avaliação tanto das repercussões do ato sexual em seu corpo como da eficácia do tratamento instituído. quando este for desconhecido. e sorologia para sífilis.deve ser oferecida vacinação contra a hepatite B. Apoio laboratorial . indivíduos na faixa etária de 10 a 19 anos.

Conseqüentemente. liberdade crescente. deve ficar internado na pediatria ou na clínica médica? E em uma unidade básica de saúde. de modo que possam. Não raramente há nos serviços de saúde um despreparo profissional e institucional para oferecer atendimento às necessidades específicas dessa clientela. “Um adolescente de 13 anos. entre outros adolescentes. esporte. hospitais ou domicílios. com acesso restrito. Nesta fase ocorre a definição dos valores. É necessário colocar à disposição do adolescente uma grande gama de informações que contribuam de forma positiva para escolhas saudáveis. além da falta de priorização dos adolescentes enquanto usuários. com 1. e não-educativo participativo. gerando uma demanda reprimida. com um enfoque integral as ações . como escolha de carreira.70 de altura. resultando na tomada de decisões que influenciarão o resto da vida. entre outros. as iniciativas de atenção ao adolescente restringem-se a um atendimento assistencialista/curativo. é necessário conhecer seus problemas. que atendimento receberá?” O profissional de saúde e o cliente adolescente A adolescência é uma fase da vida marcada por profundas transformações físicas. seja nas unidades básicas de saúde. é também muito importante orientar os responsáveis para que tratem o Cartão da Criança como um documento e o levem para ser utilizado pelas equipes de saúde. perspectivas de futuro. O desafio na formação do profissional que vai lidar com o adolescente é a transmissão de atitudes éticas e legais dentro de uma lógica harmônica e com princípios claros. o Programa de Atenção à Saúde do Adolescente. A assistência à saúde do adolescente Em 1989. tornar-se multiplicadores destas informações. definição das tendências sexuais. lazer.Os serviços que prestam assistência adequada às necessidades destes jovens são insuficientes. As diretrizes do Programa de Saúde do Adolescente procuram atender as principais demandas desta parcela da população. É preciso estimular a inserção do jovem nos serviços de saúde e em outros serviços de caráter intersetorial com a educação. foi criado o PROSAD. escola. psicológicas e sociais. que propôs as alterações necessárias para o enfrentamento da problemática que atinge esse segmento populacional. Para tentar superar esta situação e estabelecer a assistência adequada às necessidades dos jovens.

o corpo desenvolve plenamente os órgãos que garantirão suas funções reprodutivas. no feminino. carinho. O início do ciclo menstrual e da primeira ejaculação. e manutenção das atividades de forma a intervir. no sexo masculino. capacitação profissional. sobre os fatores capazes de atingir o crescimento e desenvolvimento. Os procedimentos realizados devem envolver os esforços de toda a equipe. beijos e toques e a descoberta do outro como importante e significativo. entre os 10 e 14 anos. Este fenômeno se chama puberdade e ocorre.serão promovidas e efetuadas dentro do conceito de saúde proposto pela OMS como o “completo estado de bem-estar biopsíquico e social. medo ou vergonha. Nesta fase. com a descoberta do próprio corpo e de novos sentimentos como amor e paixão. Atenção ao crescimento desenvolvimento e Baixa escolaridade e inserção precoce inclusão na escola. geram uma série de sensações e dúvidas. associados a todas as mudanças percebidas pelos adolescentes. em geral. o registro das informações. integradas e intersetoriais. neste período é importante estabelecer o diálogo. de modo a garantir a obtenção regular de dados sobre o crescimento e desenvolvimento. e não apenas a ausência de enfermidades ou doenças”. oferecendo informações que esclareçam todas estas transformações e ações educativas que propiciem aos adolescentes participação ativa nas reflexões e discussões sobre o que lhes acontece. na unidade de . interpretadas segundo parâmetros estabelecidos. tratamento e recuperação e promoção à saúde para a melhoria dos níveis de saúde da adolescência e juventude. Portanto. Sexualidade e saúde reprodutiva Na adolescência. ocorrem as mudanças físicas que transformam a menina em mulher e o menino em homem. podem desenvolver sua sexualidade com culpa. detecção e tratamento de agravos à saúde decorrentes de trabalhos insalubres. Caso contrário. quando necessário. e entre os 9 e 13 anos. voltadas para o diagnóstico precoce. busca de fatores causais para eventuais distúrbios detectados. Assim. será possível planejar ações junto aos adolescentes. constituindo-se como um conjunto de ações. intervenções no mercado de trabalho no processo de exclusão do mercado competitivo de trabalho: sua origem na infância desvalorizada. O despertar para a sexualidade intensifica-se na adolescência. Os profissionais que realizam atendimento aos adolescentes devem conhecer os fatores associados à expressão da sexualidade e à ocorrência de problemas nesta área.

perfazendo um total de 2. que é a falta de perspectiva de vida. e sabemos que o adolescente preocupa-se mais em evitar a gravidez do que em prevenir as DST/AIDS. torna-se imprescindível reexaminar as concepções implícitas nas abordagens convencionais de prevenção da gravidez na adolescência e reavaliar o processo de aumento da maternidade/ paternidade entre os adolescentes – gravidez essa que para alguns adolescentes faz parte do seu projeto de vida. Se nessa discussão for detectado algum distúrbio físico ou psicológico. deve-se proceder . como se a gestação pudesse lhes tornar adultas e independentes mais cedo. o que representa a metade de todos os casos registrados. O ideal seria que sempre usassem o preservativo (masculino ou feminino). Estudos realizados na Santa Casa de São Paulo apontaram que 47. desenvolvendo atividade de expressão de sentimentos. que não depende apenas de fatores biológicos (sexo) e deve ser respeitada. e que muitas o façam de forma incorreta. É bem verdade que nem sempre as gestações na adolescência são indesejadas. Estima-se que 10 milhões de adolescentes vivem hoje com o HIV ou estão propensos a desenvolver a AIDS nos próximos anos. A gravidez na adolescência é considerada um fator que pode desviar os adolescentes do seu projeto de vida. de forma que a manifestação da sexualidade seja discutida de modo responsável e amadurecido. gerando dúvidas e ansiedade para o adolescente. sendo que quase três mil delas tinham de 10 a 14 anos. nem acidental. Muitas jovens engravidam em função de um problema social. levantamentos realizados vêm apontando diminuição nas taxas de fecundidade em todas as faixas etárias. escolas. quando indagadas. que lhes proporciona essa dupla proteção. Suas várias formas de manifestação são influenciadas pelos costumes.1% das 384 adolescentes primigestas. cultura. A sexualidade é uma forma muito particular em cada indivíduo. Aproximadamente.1 destas jovens utilizam algum método contraceptivo. 80% das transmissões do HIV decorrem do sexo desprotegido. . mais de sete mil jovens – cinco por minuto – são infectados pelo HIV. Há algumas décadas. baixa auto-estima e problemas familiares. o que indica outra questão a ser enfrentada. Os profissionais de saúde devem estar preparados e sensibilizados para prestar aconselhamentos a adolescentes de ambos os sexos.6 milhões por ano.saúde ou na comunidade (associações de moradores. observou-se um aumento de 31% no percentual de parto de meninas de 10 a 14 anos atendidas na rede do SUS. responderam que desejaram ficar grávidas. com maior percentual entre aquelas que têm de 15 a 19 anos de idade – o que talvez possa ser explicado pelo fato de que apenas 54. A única exceção ocorre entre as adolescentes. pressões sociais e preconceitos. clubes. mais de 50 mil adolescentes foram atendidas em hospitais públicos para curetagem pós aborto. igrejas). Em 1998. Entre 1993 e 1998. Em todo o mundo diariamente. não sendo nem irresponsável. mas nem sempre é indesejada. Assim sendo.

utilizando os meios disponíveis na realidade local. . homicídios e suicídios. aos serviços ligados ao Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) ou aos serviços de DST/AIDS. A família do adolescente Muitos problemas dos adolescentes têm origem nesse contexto. revelando a necessidade da proteção da saúde do adolescente e a urgência na elaboração de políticas intersetoriais que afastem os jovens da violência. é usada pelos responsáveis com o pretexto de educar ou corrigir. se necessário. e geram traumas que podem acompanhar o adolescente pelo resto de sua vida. especialmente entre os mais jovens. O profissional do PSF e do PACS além de atuar junto à sociedade prevenindo a ocorrência da violência doméstica. porém. A violência física e psicológica. Outro grave problema a ser enfrentado é o uso de drogas. cor ou sexo.e. as que mais sofrem o fenômeno da violência com elevadas taxas de mortalidade. Quando a equipe de ACS consegue detectar e intervir junto a família. pode tornar-se elemento facilitador para a resolução de problemas de integração do núcleo. seus níveis têm se mostrado cada vez mais elevados. a fim de realizar os devidos encaminhamentos. especialmente os do sexo masculino. Prevenção da violência e de mortes por causas externas No Brasil. Deve-se.o encaminhamento dos jovens aos serviços que atendem adolescentes – sob as diretrizes do PROSAD . gravidez não-planejada e transmissão de doenças por via sexual. violência. fazendo com que o país ocupe o terceiro lugar no mundo em mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos. A maior causa de morte entre adolescentes são as causas externas. suicídio. a violência atinge toda a população. O potencial de tensão social no Brasil está basicamente localizado nas comunidades de baixa renda (marcadas pela exclusão). É no ambiente familiar que adolescentes e crianças sofrem maus-tratos e violência física. as quais compreendem principalmente acidentes. exploração sexual ou uso de drogas. Entre os jovens. havendo pouca distinção entre classes. O consumo de bebidas alcoólicas e de outras drogas ilícitas é uma das principais causas de acidentes. na grande maioria com veículos a motor. deve estar atento para detectar os sinais de maus-tratos. na medida do possível tentar envolve-las nas atividades desenvolvidas com o adolescente. Os acidentes ocorrem principalmente entre os adolescentes do sexo masculino. muitas vezes. A violência entre os jovens também se manifesta sob a forma de maus-tratos. violência sexual. psicológica ou sexual.

. caxumba e rubéola Hepatite B Hepatite B 1º dose Hepatite B 2º dose Hepatite B Hepatite B 3º dose Hepatite B dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) Febre Amarela 2º dose 3º dose reforço reforço Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Saúde do idoso O despreparo generalizado para lidar com o envelhecimento reflete-se em alguns indicadores. fazendo com que muitos continuem a trabalhar exaustivamente para manter seu sustento. Os idosos apresentam o maior índice de hospitalização por faixa etária e o maior custo médio de hospitalização no país. por toda a vida VACINAS dT (dupla adulto) DOSES 1º dose DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre Amarela reforço Febre amarela SCR (tríplice viral) dose única Sarampo. por toda a vida A cada 10 anos. As contribuições à Previdência Social geralmente não se refletem de forma justa nos benefícios recebidos pelos idosos. que sinalizam a urgente necessidade de mudanças.Calendário de vacinação do adolescente IDADE De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) 1 mês após a 1º dose contra Hepatite B 6 meses após a 1º dose contra Hepatite B 2 meses após a 1º dose da dT 4 meses após a 1º dose da dT A cada 10 anos.

Entretanto. principalmente as relacionadas ao aparelho cardiocirculatório. Sob tal ótica. acarretando enfraquecimento de muitas funções. sociais. Isto só será possível através da valorização de suas habilidades e conhecimentos e da adequação dos recursos disponíveis às suas necessidades. os profissionais de saúde podem executar atividades de impacto individual ou coletivo. junto à sua família. sua família e cuidadores de idosos dependentes. Há também perda de energia e alterações na aparência e condições psicológicas. prevenção de agravos e prestação de assistência aos idosos. Na tentativa de criar estratégias para facilitar a reorganização dos serviços de saúde para que possam atender às necessidades de saúde dos idosos. voltadas para a promoção da saúde. laborais. de forma a facilitar e garantir o acesso e a permanência dos idosos em todas as atividades físicas. Estas repercussões são a principal causa de óbitos entre os idosos. Promoção à saúde As atividades ligadas à promoção à saúde dos idosos devem ser realizadas junto a eles próprios e à sociedade como um todo. tecidos e metabolismo. As atividades devem estar voltadas para a divulgação de informações acerca do processo de envelhecimento para o idoso. resgatando sua dignidade e criando oportunidades para que desfrutem de uma vida ativa na sociedade. o Ministério da Saúde implantou o Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso. sendo mais fácil identificar quais fatores de risco necessitam de intervenção junto às famílias e à comunidade. É importante mobilizar a sociedade. Os profissionais que desenvolvem atividades na perspectiva da atenção básica estão mais próximos do conhecimento acerca das condições de vida e saúde destes idosos. faz-se necessário ter a clara idéia de que um envelhecimento saudável começa na juventude. seguidas pelas .Para alterar este quadro de rejeição social. A principal meta a ser alcançada tanto pelo PAISI como por qualquer outra iniciativa voltada para os interesses dos idosos é a mobilização da família e da comunidade para que assumam seu papel no processo de valorização dos idosos. Estratégias para atendimento às necessidades específicas dos idosos. Neste período se apresentam as repercussões de doenças crônicodegenerativas. o PAISI. com independência e autonomia. faz-se necessária a mobilização de todos os setores para beneficiar os idosos com a melhoria de sua qualidade de vida. etc. Prevenção de agravos O envelhecimento é fisicamente caracterizado por uma degeneração gradual e progressiva dos órgãos. com a adoção de hábitos saudáveis que irão gerar tranqüilidade no futuro.

pois com o aumento da expectativa de vida e a melhora gradual da qualidade de vida. quando possível (retirada de tapetes. a ocorrência dessas doenças vem crescendo nesta faixa etária. Também pode orientar as modificações que precisam ser feitas no ambiente. estando os idosos dependentes ou não. Nesse contexto. Durante o processo de educação em saúde. iluminação mais adequada.neoplasias. os enfoques devem conter aspectos ligados à sexualidade. executada por médico ou enfermeiro capacitados adequadamente. após verificação de seu estado vacinal. recomendada pela OMS. Estas vacinas encontram-se atualmente disponíveis em quase todas as unidades básicas de saúde e. As DST também merecem nossa atenção junto à saúde do idoso. . além da vergonha de falarem sobre esse assunto. e encaminhar os idosos para vacinação. demência e depressão. imobilidade. camas e cadeiras mais altas. o ACS pode identificar situações de risco para os idosos. são utilizadas as vacinas duplas tipo adulto antiinfluenza e antipneumocócica. isolamento social. alteração da visão ou audição. gripe e pneumonia. a assistência aos idosos é operacionalizada tanto nos programas de atenção básica ampliada como na própria unidade básica de saúde. Ocorrem ainda em grande freqüência incontinência urinária instabilidade postural e quedas. entre outros. Outra importante atividade de prevenção é a vacinação contra tétano acidental. temperamento instável. são sinais e sintomas que se percebidos e considerados logo no início podem determinar uma assistência mais segura ao idoso. banheiros mais acessíveis. direitos conquistados e adaptação do ambiente domiciliar para a prevenção de acidentes. dores localizadas ou generalizadas. repassando-as à equipe. onde é realizada consulta médica e de enfermagem em geriatria. pressa para ir ao banheiro.). sua família ou ambos. geralmente sob a estratégia de campanha. sedentarismo. cujos conceitos sobre sexualidade são mais difíceis de trabalhar em virtude de os idosos terem opiniões formadas acerca de certos temas (como resistência à utilização de preservativos). buscando-se atender integralmente às necessidades expostas pelos idosos. alimentação. Queixas freqüentes de tontura. Assistência aos idosos No nível da atenção básica. etc.

por toda a vida A cada 10 anos.Calendário de vacinação do adulto e do idoso IDADE A partir de 20 anos A partir de 20 anos A partir de 20 anos 2 meses após a 1º dose de dT 4 meses após a 1º dose de dT A cada 10 anos. caxumba e rubéola Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Influenza ou gripe Pneumonia causada pelo pneumococo . por toda a vida 60 anos ou mais 60 anos ou mais VACINAS dT (dupla adulto) Febre Amarela SCR (tríplice viral) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT( dupla adulto) Febre Amarela Influenza Pneumococo DOSES 1º dose dose inicial dose única 2º dose 3º dose reforço reforço Dose anual Dose única DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre amarela Sarampo.

Temos que nos rebelar contra o padrão imposto pela sociedade. portanto todos tem direito de exercerem suas diferenças.Diversidade e Desigualdade Social Na imensa persistem as raízes entanto os registros não enfatizam muito índios. de apartação. A exclusão social é um estado de carência. salvo raras exceções as figuras dos negros. que assegure a todos os cidadãos seus direitos sociais. culturas e credos religiosos. a falta de dignidade e de perspectivas. todos os dias. • conselhos de saúde. E serão as atitudes de todos. físicos. econômicos e culturais. políticos. são absorvidas no cotidiano como naturais. Exemplos de movimentos • conselhos tutelares. Restringe as potencialidades e elimina as possibilidades de sobrevida de pessoas. de interdição. de negação. Pobreza não é exclusão por si só. sexuais. As sociedades capitalistas transformam. Institucionaliza-se a indigência. de cada membro da comunidade que pode dar vida a lei. as diferenças em desigualdades e. preconceito. estas. engenhosamente. classes sociais. de não ter. de diversas raças e etnias. e é assim que as pessoas diferentes são mantidas no seu lugar. Pessoas com deficiência sensorial. física. No históricos. Pois só participando poderemos nos considerarmos cidadãos. Surge um movimento pelos direitos humanos. oriundas de diferentes regiões. a miséria. de povos. . mulheres. econômicos. diversidade do nosso povo de profundas desigualdades. Padrão pelo qual todas as pessoas devem se pautar. para que o direito seja tão natural como o ar. Uma corrente que engrossa e da qual devemos fazer parte. No entanto presenciamos violência. mental e distúrbios de desenvolvimento. São padrões raciais. de comunidades. determinado por relações sociais desiguais construídas ao longo da história. Ainda que nossa Constituição garanta direitos a todos. Falta muito para uma sociedade verdadeiramente livre. existe uma grande diferença entre o que esta na lei e o que realmente existe. religiosos. Nossa sociedade tem que evoluir. mas acaba por levar a ela em virtude do achatamento cada vez maior das condições de vida. portanto uma imensa diversidade social. racismo. culturais. A nossa sociedade é formada por pessoas diferentes. Todos tem direitos iguais. idealizados e construídos pelas classes dominantes que acabam por determinar desigualdades de direitos e exclusão social e econômica.

• organizações não-governamentais. ou portar algum fator de diferenciação em relação à comunidade. étnicas. de profissão. Discriminação • • • Raça No Brasil. desrespeito a outras crenças e religiões. Exemplos: negar o direito ao atendimento à saúde. pessoas com desvio de comportamento social. Utiliza-se raça . Suspeita infundada apenas pela aparência de alguém. De um julgamento ou opinião formada sem se levar em conta nenhum fato que possa a contestar. no contexto aqui abordado. caracteriza violação dos direitos humanos. considera-se raça um grupo de pessoas parecidas fisicamente. a forma de andar. repensar as práticas de saúde e desenvolver um olhar crítico e abrangente sobre o mundo em que vivemos de um pensamento sobre os outros. intolerância por pertencer a outro time de futebol. as pessoas de freqüentarem escolas. A discriminação negativa ocorre quando uma pessoa é tratada de forma desigual ou injusta. definições e comentários Preconceito: É um conceito ou opinião formada antecipadamente sem conhecimentos dos fatos. é um produto histórico do colonialismo. a uma pessoa por estar suja (mendigo). de práticas e ou orientação sexual. sífilis. ódio irracional ou aversão a outras raças.. pessoas portadoras de certas doenças como hanseníase (conhecida como lepra). um sinal. A qualidade a qual o estigma se refere pode ser. No entanto existe outro conceito: raça é um conjunto basicamente sociológico. É imprescindível desenvolver a capacidade de identificar de forma mais abrangente as necessidades de saúde. restaurantes. práticas sexuais. Estigma É uma marca. de religião etc. AIDS. coisas que a pessoa faz. por quaisquer meios. atitudes e crenças. tuberculose. portadores de deficiência física e mental.. o sexo. Alguns conceitos. Para compreender melhor o impacto que essas questões exercem sobre o processo saúde–doença. é preciso pensar além da dimensão biológica. Discriminar. clubes etc. supermercados. Discriminação. impedir.• movimentos populares de luta e de defesa da cidadania. a tuberculose ou a AIDS. um atributo ou qualidade que desacredita um indivíduo aos olhos do outro e provoca importantes conseqüências na forma como cada indivíduo vê a si próprio. segregar (separar) por meios cruéis e degradantes as pessoas doentes em hospitais e prisões por portarem doenças mentais e ou transmissíveis como a hanseníase. etc. levar em conta a construção social de valores. a cor da pele. portanto. significa marginalizar devido à diferença. por questões raciais. uma construção cultural e política. determinadas profissões. Trata-se de uma idéia preconcebida. de gênero. por exemplo. sendo essa distinção baseada no fato da pessoa pertencer a um grupo particular.

de quem são cobrados todos os comportamentos considerados “puros” e a quem é imposta a culpa dos atos impuros. Raça/etnia Racismo Orientação Sexual A sexualidade é um dos maiores tabus que nossa sociedade enfrenta. sendo o desejo sexual e o prazer apresentados como tentações indignas. amarelo. entre outros. etc. e do preconceito voltado para a figura feminina.. roupa. Da mesma forma o sexo só é aprovado dentro do casamento. Não é incomum que a mulher seja “culpada” por ter “provocado” o molestador ou estuprador.para identificar características biológicas que diferenciam os grupos humanos. ainda que sejam praticados por outrem. religião. Estes valores entendem o sexo como uma coisa suja e pecaminosa. cor da pele) como marca étnica do grupo. As mulheres estão associadas ao sexo e as tentações por carregarem o pecado original. são crenças e valores historicamente construídos através das relações que se estabelecem entre dominadores e dominados. O racismo se estabelece nas relações sociais da mesma forma que o chauvinismo e a xenofobia. compartilha histórias de ancestrais ou origens comuns e memórias de um passado coletivo.). baseada nas diferenças raciais de forma hierárquica. atribuindo esta inferioridade intelectual e moral a fatores subjetivos como o lugar de origem. que só reagiu à falta de decoro feminino como “homem”. etnia reflete uma concepção cultural e/ou religiosa e não só biológica. grupos superiores e inferiores. . formato do nariz e dos olhos etc. ou seja. que se identifica pelo mesmo nome. a importância destes traços físicos relaciona-se com a identidade grupal. um ato que se justifica apenas para a reprodução. O racismo. A prática do racismo constitui violação dos direitos humanos individuais e/ ou coletivos. a cor da pele. tipo de cabelo. legalizado e abençoado pela igreja. refere um povo vinculado a uma língua. tendo origem nos valores impostos pelas religiões de origem judaico-cristã que acabaram por influenciar todas as outras culturas e religiões. sendo passível de prisão. um território ou terras de origem. Um grupo étnico escolhe um ou mais traços físicos e/ou culturais (idioma. mais uma demonstração dos valores morais impostos através dos séculos. enquanto ideologia está impregnado na consciência individual. Portanto. pardo. cor da pele e estatura. enquanto etnia é uma identificação de grupos humanos e não uma caracterização de indivíduos O racismo fundamenta-se numa ideologia historicamente construída que classifica os grupos humanos. Raça é uma caracterização de indivíduos segundo um traço físico (branco. Etnia Etnia refere-se ao grupo biológico e culturalmente homogêneo. negro.

gays e bissexuais. diz respeito à intenção do ser humano de ligar-se a Deus. por ser relativamente recente. que na realidade são sutilmente impostos pelo meio desde o nascimento da criança. Existem centenas de religiões diferentes no mundo todo e. A formação da identidade sexual é fortemente influenciada pelo contexto social onde o indivíduo esta inserido. Numa sociedade heterossexista. como desvio de comportamento. tal como o racismo e o sexismo. a impostação de voz. as mulheres são consideradas inferiores. um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. Heterossexismo descreve uma atitude mental que rotula como inferior todo um conjunto de cidadãos por professarem uma tendência sexual diferente. Homofobia Reações homofóbicas são aquelas resultantes do desprezo e do ódio. a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais e isso é institucionalizado através das leis. órgãos de comunicação social. por esta razão existe muita confusão sobre o significado de cada um dos termos que se referem à orientação sexual. ligar A religião é a expressão da crença e da reverência da humanidade para com um poder sobre-humano reconhecido como criador e regente do universo. Religião A origem da palavra religião é o verbo religar cujo significado é novamente. possuindo um fator de mutabilidade em função do lugar e da época. um homem que tenha trejeitos femininos também é considerado inferior. que suprime os direitos das lésbicas. os medos. ao longo dos séculos. e outras ainda mantiveram-se fortes ao longo dos séculos. durante muito tempo..O sexo também só é considerado normal quando realizado entre pessoas de sexos opostos. ou seja. cada uma delas tem sofrido transformações. A sociedade estabelece qual o brinquedo. foi considerado como doença. que alguns indivíduos experimentam pelos homossexuais. bissexuais e transexuais. o trejeito. Homofobia é a repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Há pouco tempo tem sido utilizado para nomear uma opressão paralela. as reações esperadas de cada sexo. e até como crime. assim. ao longo da história tivemos diferentes formas de expressão religiosa. Este assunto é pouco discutido e quase sempre é motivo de piada e não de esclarecimento. alguns psicólogos falam em medo. Algumas desapareceram. A sociedade impõe a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade e isto é uma violação dos direitos humanos. O termo “heterossexismo” não é usual. a prática de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. A religião obedece um processo histórico. lésbicas. . sendo até mesmo pouco conhecido.. Por esta razão. Assim. Esperando a comunidade determinados comportamentos do homem e da mulher. religiões e línguas. A nossa sociedade. outras se alteraram.

dogmas. O nosso processo de colonização que impôs a religião católica sobre todas as demais e até hoje sofremos as conseqüências deste inicio imposto. católicos e as mais diversas igrejas evangélicos. Criou-se uma hegemonia das religiões cristãs. mas os sacerdotes de outras crenças. como das religiões afro-brasileiras são impedidos e precisam lutar muito para conseguir convencer os profissionais de saúde a permitir que eles realizem seus cultos e orações. explica de uma forma particular o mundo em que vivemos.O desenvolvimento e o anseio espiritual são necessidades humanas que se manifestam através das características culturais de cada povo. estes são denominados ateus. Cada uma tem sua própria hierarquia. Por outro lado. O Brasileiro é um povo místico por natureza e aqui varias crenças prosperam. e do fato do país acolher com tranqüilidade os estrangeiros e absorver muito de suas culturas. As religiões de matriz africana e o xamanismo dos indígenas. seu próprio código de valores. sofrem preconceitos enormes e passaram por imensas dificuldades para subsistirem até os tempos de hoje. estas pessoas são chamadas de agnósticas. Outras religiões são vistas como perigosas oriundas do mal. Da mesma forma. não sendo raro mais de um templo de religiões diversas numa mesma rua. Através das crenças religiosas. são consideradas inferiores e moralmente reprováveis. Torna-se difícil para alguém que realmente siga uma fé entender e aceitar outra religião que não seja a sua própria. Cada religião. proveniente do grande número de etnias que formaram nosso povo. ainda hoje. os povos têm buscado respostas para as grandes questões. de acordo com as características culturais de cada povo. existem muitas religiões. . percebe-se uma intolerância religiosa que se manifesta de diversas formas. A diversidade de crença torna a relação entre as religiões extremamente complexas. normas de condutas e rituais. existem milhões de pessoas que não professam religião alguma. portanto. em virtude de nossa grande diversidade culturas. Nos presídios e hospitais padres e pastores tem livre acesso para atuarem em suas funções de homens de Deus”. próprias de pessoas ignorantes. Através da religião buscam explicações para a dor e o sofrimento que a vida provoca. o que provocou durante muito tempo movimentos de perseguição a outras crenças e. Também existem aqueles que não acreditam na existência de Deus. culto. Recentemente o “Fantástico” e vários telejornais mostraram cenas de um Xamã executando um ritual curativo de uma menininha em um hospital brasileiro. Predomina um pensamento e uma atitude sobre as pessoas de que todas devem ser monoteístas e batizadas na fé cristã. sendo que até poucos anos atrás ainda tínhamos uma religião “oficial”. tais como: Para que estamos aqui? O que o futuro nos reserva? Existe vida após a morte? Quem nos criou? Quem sou eu?. No Brasil. os homens buscam consolo e conforto na fé. seita.

. tendo por fator de aglutinação ou horizonte de ação a defesa de valores fundamentais à vida humana. conquista de benefícios trabalhistas (salário. etc.” No nosso também temos ONGs que desempenham belos trabalhos como o Movimento Superação. por exemplo. cuja passeata o Brasil pode ver pela TV. essas organizações se voltam para questões pouco ou precariamente cuidadas pelos governos dos países. Movimentos Sociais São ações coletivas organizadas na conquista e no exercício da cidadania. de natureza popular ou institucional. O fato das pessoas terem ou não uma religião não significa que sejam melhores ou piores. Possuir as qualidades de bom caráter. capacitação. direito à posse da terra e moradia. não-lucrativas. defesa da diversidade e inclusão social. para a paz e o desenvolvimento mundial. operadas por trabalho voluntário e/ou remunerado. além de projetos de acessibilidade. Voltem para o item preconceito e analisem o caso sobre este prisma. inclusão social. justiça social.foram grandes as dificuldades para conseguir a permissão e quando ela finalmente foi dada o caso foi tratado como “crendice indígena”. lealdade. o Greenpeace e os “Médicos sem Fronteiras. Com freqüência. Há muitas ONGs voltadas para a defesa do meio ambiente. O Movimento Superação é parceiro da Fundação Juscelino Kubitschek em algumas ações de enfrentamento do preconceito relacionado às pessoas portadoras de deficiências. proteção dos animais. Noções de ética e de cidadania O que é ética? A ética é a teoria do comportamento moral do homem em sociedade. direitos humanos. os movimentos sociais têm caráter progressista ou conservador. São organizações privadas. sendo as mobilizações voltadas para a melhoria das condições de vida ou de preservação da ordem social vigente. agir com ética. ter princípios. a Anistia Internacional. como reivindicações vinculadas à superação de carências. Atualmente. Existem ONGs internacionais bastante atuantes. ONG ONG é sigla de Organização Não-Governamental. benefícios da previdência e assistência social). De acordo com a base social. jornada de trabalho. responsabilidade ou ter sentimentos de bondade ou amor são independentes de ter ou não ter qualquer religião. respeito. Teria acontecido o mesmo se um padre ou um pastor estivessem orando pela cura no quarto? Pensem nisso. preservação do meio ambiente. em uma cena de novela onde uma personagem vai ficar tetraplégica e passará pelo processo de superação do problema. alguns sociólogos tem considerado como único movimento social contemporâneo autentico o movimento gay. como. a capacitação e empregabilidade das mesmas. voltadas a um objetivo específico.

enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz. por um sujeito moral que as aceita livre e espontaneamente através de sua vontade subjetiva individual. A vontade pessoal resulta da aceitação harmoniosa da vontade coletiva de uma cultura. condensadas na vontade objetiva cultural. mas a ética na conduta como cidadão. Desta coexistência entre os homens. de proteger a categoria como um todo e proteger as pessoas que dependem daquele profissional. Ética Profissional e relações sociais Cada profissão possui normas que a regem. Dessa maneira. Toda moral pressupõe princípios. São os códigos culturais que nos obrigam. normas e leis de uma sociedade. A ética está relacionada à opção. flexibilidade. Estas regras. envolvimento. . normas de comportamento. a vida ética consiste na interiorização dos valores. Definir o bem e o mal é uma discussão ética. cabe não mais a obediência ao dever profissional. que vive em comunidade e depende dos outros homens para viver de forma plena. respeito às pessoas. Normalmente está fundamentada nas idéias de bem e virtude. ao desejo de realizar a vida.No entanto ética e moral não se confundem. Naqueles aspectos que não estão previstos e contemplados por normas. pacificar. mas de alguma forma envolvem a profissão. que normas que tornam possível a vida em sociedade. naturalmente surgem regras que tem a função de coordenar. boas maneiras. confidencialidade. São os meios pelos quais os valores morais de um grupo social são manifestos e acabam adquirindo um caráter normativo e obrigatório. Um homem decidir entre uma atitude boa ou má é uma questão moral. As questões morais são praticas e são vinculadas a um determinado contexto. aprimoramento constante. fidelidade. enfim. correção de conduta. sendo que todas as suas ações e decisões afetam as outras pessoas. mantendo com os outros relações justas e aceitáveis. relações genuínas com as pessoas. responsabilidade. afetividade. As normas têm relação como o que denominamos de valores morais. As questões éticas são teóricas e primam pela generalidade. A ética não gera a moral. O homem é um ser social. tolerância. são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais. privacidade. Competência técnica. harmonizar. mas ao mesmo tempo nos protegem. A ética é o processo cognitivo e reflexivo acerca destas normas e princípios que norteiam um sistema moral. corresponder à confiança que é depositada em você são atitudes éticas. estabelecem os limites dentro dos quais devemos manter os nossos direitos e conseqüentemente estabelecem os nossos deveres para com os demais.

Porém. ajudando um cego a encontrar seu caminho. Cidadania é não destruir o bem comum. deve ser transmitida e principalmente deve ser vivida. pois através dele o indivíduo intervém na sociedade. deve ser ensinada. zela pelo país. Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Para compreender um pouco mais o que é cidadania. não agredir os diferentes. A cidadania é ação. e é mobilização. e lutar pelos direitos dos carentes. Cidadania é também o direito político. cidadania é promover saúde coletiva. e enfrentar os grandes problemas que assolam nosso país e nosso povo. os direitos de um indivíduo são garantidos pelo cumprimento dos deveres dos demais membros da sociedade.” Juarez Távora “Se todos quisermos faremos do Brasil uma grande nação” Tiradentes . Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. ou ao ser votado assumindo o dever de falar por aqueles que elegeram. dizendo um bom dia. de que todo direito trás em si o dever. Cidadania é agir de acordo com os princípios éticos e dos valores morais. leia e reflita sobre as frases colocadas abaixo: . seja ao votar elegendo seus representantes.O que é cidadania? É o conjunto de direitos. define diretrizes. Cidadania é promover ações contra o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas. é discutir políticas públicas. não infringir as leis. é ter a coragem de mudar as leis. Pois. “A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos. e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. A cidadania deve trabalhada. é omissão. não se pode perder a perspectiva. das crianças e dos idosos. é respeitar as leis vigentes. respeitando as pessoas e suas opções e valores. não sujar as ruas. não pichar muros.

significa apenas cidade grande.“Porque a mente é como um paraquedas. só funciona depois de aberta” "O que mais preocupa não é o grito dos violentos."Millôr Fernandes Bons Estudos! Boa Sorte! Bom concurso! . dos corruptos. O que mais preocupa é o silêncio dos bons. dos sem-ética." (Martin Luther King) Frank Zappa “Cidadão. num país em que não há nem sombra de cidadania. dos desonestos. dos sem-caráter.

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º 1. a partir da reorientação da assistência ambulatorial e domiciliar. .Portaria MS/GM n. considerando que o Ministério da Saúde estabeleceu no seu Plano de Ações e Metas priorizar os Programas de Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família. com vistas a regulamentar a implantação e operacionalização dos referidos Programas. nos termos dos Anexos I e II desta Portaria. RESOLVE: Art. O Ministério da Saúde reconhece no Programa de Agentes Comunitários de Saúde e no Programa Saúde da Família importante estratégia para contribuir no aprimoramento e na consolidação do Sistema Único de Saúde.886. de 18 de dezembro de 1997 Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. Art. no uso de suas atribuições e. 1º Aprovar as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. O Ministro de Estado da Saúde. estimulando a sua expansão. 2º Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação.

Brasília.DECRETO Nº 3. e dá outras providências. na sua área de atuação: I . III . óbitos. VI . para controle das ações de saúde. nos domicílios e na comunidade. 3º O ACS deve residir na própria comunidade. na área do respectivo município. da Constituição. no uso da atribuições que lhe confere o art. por meio de ações educativas individuais e coletivas.registrar. DECRETA: Art 1º Cabe ao Agente Comunitário de Saúde (ACS).<> O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . com vínculo direto ou indireto com o Poder Público local.utilizar instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade de sua atuação. 84.189.participar ou promover ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas públicas que promovam a qualidade de vida. Parágrafo único. 4 de outubro de 1999. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO .realizar visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. sob supervisão competente. no âmbito do Programa de Agentes Comunitários de Saúde. inciso VI. ter espírito de liderança e de solidariedade e preencher os requisitos mínimos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Art 2º São consideradas atividades do ACS. doenças e outros agravos à saúde. V . Fixa diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS). observadas as disposições fixadas em portaria do Ministério da Saúde. desenvolver atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde.desenvolver outras atividades pertinentes à função do Agente Comunitário de Saúde.estimular a participação da comunidade nas políticas públicas como estratégia da conquista de qualidade de vida. 178º da Independência e 111º da República. de forma remunerada. nascimentos. DE 4 DE OUTUBRO DE 1999.executar atividades de educação para a saúde individual e coletiva. As atividades do ACS são consideradas de relevante interesse público. II . VII . IV . Art. Art. 4º O ACS prestará seus serviços.

4o O Agente de Combate às Endemias tem como atribuição o exercício de atividades de vigilância. Art.o estímulo à participação da comunidade nas políticas públicas voltadas para a área da saúde. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor municipal. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. Art. 7o. 2o O exercício das atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. . o Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 297. individuais ou coletivas. II . que o Congresso Nacional aprovou. de controle e de vigilância a que se referem os arts. 1o As atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. passam a reger-se pelo disposto nesta Lei. Regulamenta o § 5 do art. mediante vínculo direto entre os referidos Agentes e órgão ou entidade da administração direta. Art.a participação em ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas que promovam a qualidade de vida. o o 2 da Emenda Constitucional n 51. São consideradas atividades do Agente Comunitário de Saúde. de nascimentos. combinado com o art.a promoção de ações de educação para a saúde individual e coletiva.SUS.a realização de visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. para fins exclusivos de controle e planejamento das ações de saúde. de 2006. de 2002-CN. estadual ou federal. III . desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor de cada ente federado. promulgo a seguinte Lei: Art. de promoção da saúde. 5o O Ministério da Saúde disciplinará as atividades de prevenção de doenças. dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde .a utilização de instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade. IV . Renan Calheiros. 12 da Resolução nº 1. 3o e 4o e estabelecerá os parâmetros dos cursos previstos nos incisos II do art. e dá outras providências. autárquica ou fundacional. prevenção e controle de doenças e promoção da saúde. doenças e outros agravos à saúde. para os efeitos do disposto no art. DE 5 DE OUTUBRO DE 2006. e eu. 198 da Constituição. Parágrafo único. óbitos.o registro. de 14 de fevereiro de 2006. 6o e I do art. na execução das atividades de responsabilidade dos entes federados. dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. 62 da Constituição Federal.LEI Nº 11. distrital. V . Presidente da Mesa do Congresso Nacional. na sua área de atuação: I . nos termos desta Lei.350. mediante ações domiciliares ou comunitárias. e VI . 3o O Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. Art.

8o Os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias admitidos pelos gestores locais do SUS e pela Fundação Nacional de Saúde FUNASA. Não se aplica a exigência a que se refere o inciso II aos que. curso introdutório de formação inicial e continuada. II . na ocorrência de uma das seguintes hipóteses: I . de acordo com a natureza e a complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para o exercício das atividades. impessoalidade. na forma do disposto no § 4o do art. § 2o Compete ao ente federativo responsável pela execução dos programas a definição da área geográfica a que se refere o inciso I. com aproveitamento. do Distrito Federal ou dos Municípios certificar.CLT. 10. dentre as enumeradas no art.haver concluído o ensino fundamental. lei local dispuser de forma diversa. Art. moralidade. estejam exercendo atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde. A administração pública somente poderá rescindir unilateralmente o contrato do Agente Comunitário de Saúde ou do Agente de Combate às Endemias. de 14 de fevereiro de 2006. 6o O Agente Comunitário de Saúde deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I . desde a data da publicação do edital do processo seletivo público.observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. Art.prática de falta grave. Parágrafo único.haver concluído o ensino fundamental. e III . que atenda aos princípios de legalidade.CLT. no caso dos Estados.residir na área da comunidade em que atuar. observados os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Art. II . empregos ou funções públicas. estejam exercendo atividades próprias de Agente de Combate às Endemias.acumulação ilegal de cargos. em cada caso. na data de publicação desta Lei. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho . considerando-se como tal aquele que tenha sido realizado com observância dos princípios referidos no caput. na data de publicação desta Lei. do Distrito Federal e dos Municípios. Art. Parágrafo único. § 1o Não se aplica a exigência a que se refere o inciso III aos que. Art. . e II . 2o da Emenda Constitucional no 51. Caberá aos órgãos ou entes da administração direta dos Estados. 7o O Agente de Combate às Endemias deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I . para efeito da dispensa referida no parágrafo único do art. com aproveitamento. curso introdutório de formação inicial e continuada. 198 da Constituição.haver concluído. a existência de anterior processo de seleção pública. 9o A contratação de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias deverá ser precedida de processo seletivo público de provas ou de provas e títulos. salvo se. submetem-se ao regime jurídico estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho . de acordo com o regime jurídico de trabalho adotado.haver concluído. publicidade e eficiência.

No caso do Agente Comunitário de Saúde. 11 poderão ser colocados à disposição dos Estados.962.III . pelo Assessor Especial de Controle Interno do Ministério da Saúde e pelo Chefe da Auditoria Interna da FUNASA. de 22 de fevereiro de 2000. Fica criado. 6o. no Quadro de Pessoal da Fundação Nacional de Saúde FUNASA. a qualquer título. por excesso de despesa. Art. mediante contrato de consórcio público. no âmbito do SUS. ações complementares de vigilância epidemiológica e combate a endemias. ou para gestão associada de serviços públicos. cumprindo-se jornada de trabalho de quarenta horas semanais. Ficam criados cinco mil. Parágrafo único.107. o disposto na Lei no 9. no âmbito do SUS. além do disposto nesta Lei. do Distrito Federal e dos Municípios. obrigatoriamente estabelecidos de acordo com as peculiaridades das atividades exercidas. o contrato também poderá ser rescindido unilateralmente na hipótese de não-atendimento ao disposto no inciso I do art. apurada em procedimento no qual se assegurem pelo menos um recurso hierárquico dotado de efeito suspensivo. 12.insuficiência de desempenho. 198 da Constituição. nos termos da Lei no 11. com retribuição mensal estabelecida na forma do Anexo desta Lei. nos termos do inciso VI e parágrafo único do art.necessidade de redução de quadro de pessoal. trezentos e sessenta e cinco empregos públicos de Agente de Combate às Endemias. Aos profissionais não-ocupantes de cargo efetivo em órgão ou entidade da administração pública federal que. se achavam no desempenho de atividades de combate a endemias no âmbito da FUNASA é assegurada a dispensa de se submeterem ao processo seletivo público a que se refere o § 4o do art. § 2o A comissão será integrada por três representantes da Secretaria Federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União. destinado a promover. Art.080. sob a efetiva supervisão da FUNASA e mediante a observância dos princípios a que se refere o caput do art. de 14 de junho de 1999. no que couber. que será apreciado em trinta dias. ou por outra instituição. § 1o Ato conjunto dos Ministros de Estado da Saúde e do Controle e da Transparência instituirá comissão com a finalidade de atestar a regularidade do processo seletivo para fins da dispensa prevista no caput. desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de seleção pública efetuado pela FUNASA. no âmbito do Quadro Suplementar referido no art. 13. um dos quais a presidirá. Ao Quadro Suplementar de que trata o caput aplica-se. 11. ou IV . Art. nos termos da Lei no 9. e o prévio conhecimento dos padrões mínimos exigidos para a continuidade da relação de emprego. observadas as especificidades locais. . de 6 de abril de 2005. 15. de 19 de setembro de 1990. 11. Parágrafo único. mantida a vinculação à FUNASA e sem prejuízo dos respectivos direitos e vantagens. mediante convênio. O gestor local do SUS responsável pela contratação dos profissionais de que trata esta Lei disporá sobre a criação dos cargos ou empregos públicos e demais aspectos inerentes à atividade. Os Agentes de Combate às Endemias integrantes do Quadro Suplementar a que se refere o art. Art. 14. Art. cuja despesa não excederá o valor atualmente despendido pela FUNASA com a contratação desses profissionais.801. Quadro Suplementar de Combate às Endemias. em 14 de fevereiro de 2006. 9o. 16 da Lei no 8. ou em função de apresentação de declaração falsa de residência.

Brasília. serão extintos. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Orçamento e Gestão disciplinar o desenvolvimento dos ocupantes dos empregos públicos referidos no caput na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. até que seja concluída a realização de processo seletivo público pelo ente federativo. de 13 de agosto de 1991. 16 da Lei no 8. § 2o Aplica-se aos ocupantes dos empregos referidos no caput a indenização de campo de que trata o art. na forma da lei aplicável. conforme disposto no art. Art. Art. promoverá o enquadramento do pessoal de que trata o art. 19. vinculados diretamente aos gestores locais do SUS ou a entidades de administração indireta. Fica vedada a contratação temporária ou terceirizada de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias. quando vagos. de 10 de julho de 2002. 20. 15 correrão à conta das dotações destinadas à FUNASA.§ 1o A FUNASA.216. com vistas ao cumprimento do disposto nesta Lei. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Agenor Álvares da Silva Paulo Bernardo Silva . sem aumento de despesa. 12 na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. 21. Art. § 3o Caberá à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. 185o da Independência e 118o da República. Art. Os empregos públicos criados no âmbito da FUNASA. em classes e níveis com salários iguais aos pagos atualmente. Fica revogada a Lei no 10. 9 de junho de 2006. 15 e preenchidos nos termos desta Lei. exerçam atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às Endemias. As despesas decorrentes da criação dos empregos públicos a que se refere o art. 16. não investidos em cargo ou emprego público. Art. 18. Os profissionais que. em até trinta dias. consignadas no Orçamento Geral da União. 17. Art. 9o.507. salvo na hipótese de combate a surtos endêmicos. na data de publicação desta Lei. poderão permanecer no exercício destas atividades. e não alcançados pelo disposto no parágrafo único do art.

exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência. intelectual. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. Art. ao esporte. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Art. à cidadania. ao lazer.741. à liberdade. IV – viabilização de formas alternativas de participação. espiritual e social. da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso. todas as oportunidades e facilidades. à dignidade. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. ocupação e convívio do idoso com as demais gerações. em condições de liberdade e dignidade. VI – capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos. ao trabalho. à cultura. DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. a efetivação do direito à vida. II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas. à saúde. Parágrafo único. por lei ou por outros meios.Estatuto do Idoso LEI No 10. assegurando-se-lhe. . TÍTULO I Disposições Preliminares Art. com absoluta prioridade. à educação. da comunidade. III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso. 3o É obrigação da família. 1o É instituído o Estatuto do Idoso. A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população. 2o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral. em detrimento do atendimento asilar. à alimentação. V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família. destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

TÍTULO II Dos Direitos Fundamentais CAPÍTULO I Do Direito à Vida Art.765. garantidos na Constituição e nas leis. 10. por ação ou omissão. previstos na Lei no 8. Art. CAPÍTULO II Do Direito à Liberdade. vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários. definidos nesta Lei.VII – estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento. 8o O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. 5o A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade à pessoa física ou jurídica nos termos da lei. o respeito e a dignidade. § 2o As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios por ela adotados. IV – prática de esportes e de diversões. (Incluído pela Lei nº 11. violência. § 1o O direito à liberdade compreende. será punido na forma da lei. do Distrito Federal e Municipais do Idoso. individuais e sociais. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. III – crença e culto religioso. crueldade ou opressão. Art. de 2008). Estaduais. zelarão pelo cumprimento dos direitos do idoso. discriminação. § 1o É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. ressalvadas as restrições legais. . os seguintes aspectos: I – faculdade de ir. como pessoa humana e sujeito de direitos civis. Art. É obrigação do Estado e da sociedade. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência. II – opinião e expressão. na forma da lei. 6o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento. VIII – garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais. VI – participação na vida política. 9o É obrigação do Estado. entre outros. ao Respeito e à Dignidade Art. Art. V – participação na vida familiar e comunitária. nos termos desta Lei e da legislação vigente. assegurar à pessoa idosa a liberdade. políticos. IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade. e todo atentado aos seus direitos. de 4 de janeiro de 1994. Art.842. 7o Os Conselhos Nacional.

órteses e outros recursos relativos ao tratamento. aterrorizante. da identidade. IV – atendimento domiciliar. de valores. A obrigação alimentar é solidária. § 1o A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: I – cadastramento da população idosa em base territorial. 14. especialmente os de uso continuado. (Redação dada pela Lei nº 11. § 2o O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. Art. 11. garantindo-lhe o acesso universal e igualitário. medicamentos. filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público. nos termos da lei. CAPÍTULO IV Do Direito à Saúde Art. § 3o É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade.VII – faculdade de buscar refúgio. impõe-se ao Poder Público esse provimento. incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos. psíquica e moral. inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas. assim como próteses. podendo o idoso optar entre os prestadores. CAPÍTULO III Dos Alimentos Art. Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições econômicas de prover o seu sustento. 15. colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano. de 2008) Art. V – reabilitação orientada pela geriatria e gerontologia. idéias e crenças. com pessoal especializado nas áreas de geriatria e gerontologia social. no âmbito da assistência social. para redução das seqüelas decorrentes do agravo da saúde. que as referendará. § 3o É dever de todos zelar pela dignidade do idoso. gratuitamente. habilitação ou reabilitação. para a prevenção. 13. promoção. III – unidades geriátricas de referência.737. § 2o Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos. da autonomia. . proteção e recuperação da saúde. As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça ou Defensor Público. abrangendo a preservação da imagem. É assegurada a atenção integral à saúde do idoso. para a população que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover. Art. e passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil. II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios. em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços. § 4o Os idosos portadores de deficiência ou com limitação incapacitante terão atendimento especializado. por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS. violento. nos meios urbano e rural. auxílio e orientação. dos espaços e dos objetos pessoais. Os alimentos serão prestados ao idoso na forma da lei civil. vexatório ou constrangedor. incluindo a internação. 12.

adequando currículos. Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante. diversões. V – Conselho Nacional do Idoso. no caso de impossibilidade. Não estando o idoso em condições de proceder à opção. 16. Esporte e Lazer Art. assim como orientação a cuidadores familiares e grupos de autoajuda. Art. IV – pelo próprio médico. As instituições de saúde devem atender aos critérios mínimos para o atendimento às necessidades do idoso. para sua integração à vida moderna. Parágrafo único. quando não houver curador ou familiar conhecido. 21. quando ocorrer iminente risco de vida e não houver tempo hábil para consulta a curador ou familiar. lazer. 20. esta será feita: I – pelo curador. . Art. justificá-la por escrito. promovendo o treinamento e a capacitação dos profissionais. no sentido da preservação da memória e da identidade culturais. III – Conselho Municipal do Idoso. II – pelos familiares. Parágrafo único. O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação. Cultura. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável. II – Ministério Público. 17. § 1o Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação. 18. III – pelo médico. metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados. segundo o critério médico. cultura. Caberá ao profissional de saúde responsável pelo tratamento conceder autorização para o acompanhamento do idoso ou. CAPÍTULO V Da Educação. O idoso tem direito a educação. quando o idoso for interditado. caso em que deverá comunicar o fato ao Ministério Público. 19. produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. esporte. § 2o Os idosos participarão das comemorações de caráter cívico ou cultural. quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser contactado em tempo hábil.Art. Art. para transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos: I – autoridade policial. devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral. IV – Conselho Estadual do Idoso. espetáculos. computação e demais avanços tecnológicos. Art.

por meio de estímulo a novos projetos sociais. e de esclarecimento sobre os direitos sociais e de cidadania. respeitadas suas condições físicas. critérios de cálculo que preservem o valor real dos salários sobre os quais incidiram contribuição. Parágrafo único. com antecedência mínima de 1 (um) ano. 27. Parágrafo único. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento. 23. O idoso tem direito ao exercício de atividade profissional. culturais.Art. de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria. CAPÍTULO VII Da Previdência Social Art. de acordo com suas respectivas datas de início ou do seu último reajustamento. observados os critérios estabelecidos pela Lei no 8. bem como o acesso preferencial aos respectivos locais. considerada a natural redução da capacidade visual. conforme seus interesses. Os meios de comunicação manterão espaços ou horários especiais voltados aos idosos. O Poder Público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará a publicação de livros e periódicos. ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. com finalidade informativa. intelectuais e psíquicas. A participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) nos ingressos para eventos artísticos. Art. pro rata. Art. Art. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade. na sua concessão. 28. 24. III – estímulo às empresas privadas para admissão de idosos ao trabalho. de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso. Art. de 24 de julho de 1991. Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados na mesma data de reajuste do salário-mínimo.213. aproveitando seus potenciais e habilidades para atividades regulares e remuneradas. ao respeito e à valorização do idoso. educativa. Os benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Geral da Previdência Social observarão. nos termos da legislação vigente. é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade. e ao público sobre o processo de envelhecimento. 25. 26. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego. 29. O Poder Público criará e estimulará programas de: I – profissionalização especializada para os idosos. inclusive para concursos. 22. esportivos e de lazer. com base em percentual definido em regulamento. dando-se preferência ao de idade mais elevada. . II – preparação dos trabalhadores para a aposentadoria. artística e cultural. Art. CAPÍTULO VI Da Profissionalização e do Trabalho Art. que facilitem a leitura.

A assistência social aos idosos será prestada. Aos idosos. CAPÍTULO VIII Da Assistência Social Art. é facultada a cobrança de participação do idoso no custeio da entidade. ou casa-lar. Art. Art. Todas as entidades de longa permanência. para os efeitos legais. será atualizado pelo mesmo índice utilizado para os reajustamentos dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. é a data-base dos aposentados e pensionistas. CAPÍTULO IX Da Habitação . caracteriza a dependência econômica. O benefício já concedido a qualquer membro da família nos termos do caput não será computado para os fins do cálculo da renda familiar per capita a que se refere a Loas. § 1o No caso de entidades filantrópicas. não havendo salários-de-contribuição recolhidos a partir da competência de julho de 1994. § 3o Se a pessoa idosa for incapaz.Art. Parágrafo único. 1o de Maio. na Política Nacional do Idoso. ou. 33. caberá a seu representante legal firmar o contrato a que se refere o caput deste artigo. nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas. efetuado com atraso por responsabilidade da Previdência Social. ou casa-lar. o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência na data de requerimento do benefício. O pagamento de parcelas relativas a benefícios. Art. O acolhimento de idosos em situação de risco social. 3o da Lei no 9. O cálculo do valor do benefício previsto no caput observará o disposto no caput e § 2o do art. no mínimo.213. 35. o disposto no art. Parágrafo único. desde que a pessoa conte com. 36. 30. 31. é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo. verificado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o mês do efetivo pagamento. no Sistema Único de Saúde e demais normas pertinentes.876. de 26 de novembro de 1999. Art. nem de tê-la provida por sua família. de forma articulada. conforme os princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. O Dia Mundial do Trabalho. são obrigadas a firmar contrato de prestação de serviços com a pessoa idosa abrigada. 35 da Lei no 8. 32. que não poderá exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso. de 1991. Art. A perda da condição de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por idade. por adulto ou núcleo familiar. § 2o O Conselho Municipal do Idoso ou o Conselho Municipal da Assistência Social estabelecerá a forma de participação prevista no § 1o. 34. que não possuam meios para prover sua subsistência. a partir de 65 (sessenta e cinco) anos.

além de atender toda a legislação pertinente. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos. nos termos da legislação específica: (Regulamento) I – a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. 39. 38. quando assim o desejar. com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. ainda. sob pena de interdição. para garantia de acessibilidade ao idoso. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. III – eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas. § 1o A assistência integral na modalidade de entidade de longa permanência será prestada quando verificada inexistência de grupo familiar. Art. II – desconto de 50% (cinqüenta por cento). . § 1o Para ter acesso à gratuidade. O idoso tem direito a moradia digna. CAPÍTULO X Do Transporte Art. Art. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á. no mínimo. Nos programas habitacionais. § 3o As instituições que abrigarem idosos são obrigadas a manter padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles. § 2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. ou. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. 40. sob as penas da lei. § 3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos. ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. § 2o Toda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identificação externa visível. no valor das passagens. em instituição pública ou privada. bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes. observado o seguinte: I – reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos. abandono ou carência de recursos financeiros próprios ou da família. no seio da família natural ou substituta. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. públicos ou subsidiados com recursos públicos. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. exceto nos serviços seletivos e especiais. 37. para os idosos que excederem as vagas gratuitas.Art. IV – critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria. ou desacompanhado de seus familiares. casa-lar. II – implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso.

em regime ambulatorial. poderá determinar. 44. dentre outras. TÍTULO III Das Medidas de Proteção CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Art.Parágrafo único. Art. 41. isolada ou cumulativamente. orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas. para os idosos. o Ministério Público ou o Poder Judiciário. a requerimento daquele. As medidas de proteção ao idoso previstas nesta Lei poderão ser aplicadas. mediante termo de responsabilidade. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado. V – abrigo em entidade. apoio e acompanhamento temporários. as seguintes medidas: I – encaminhamento à família ou curador. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. curador ou entidade de atendimento. 42. Art. de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados. e levarão em conta os fins sociais a que se destinam e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. CAPÍTULO II Das Medidas Específicas de Proteção Art. omissão ou abuso da família. hospitalar ou domiciliar. nos termos da lei local. II – orientação. 45. 43. IV – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II. III – requisição para tratamento de sua saúde. 43. III – em razão de sua condição pessoal. as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo. VI – abrigo temporário. ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação. Art. TÍTULO IV Da Política de Atendimento ao Idoso CAPÍTULO I Disposições Gerais . É assegurada a reserva. II – por falta.

Art. IV – serviço de identificação e localização de parentes ou responsáveis por idosos abandonados em hospitais e instituições de longa permanência. de 4 de janeiro de 1994. Constituem obrigações das entidades de atendimento: . CAPÍTULO II Das Entidades de Atendimento ao Idoso Art. VI – mobilização da opinião pública no sentido da participação dos diversos segmentos da sociedade no atendimento do idoso. de 1994. III – estar regularmente constituída.Art. de caráter interno e externo. junto ao Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa. Art. A política de atendimento ao idoso far-se-á por meio do conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais da União. do Distrito Federal e dos Municípios.842. higiene. As entidades governamentais e não-governamentais de assistência ao idoso ficam sujeitas à inscrição de seus programas. conforme a Lei no 8. As entidades que desenvolvam programas de institucionalização de longa permanência adotarão os seguintes princípios: I – preservação dos vínculos familiares. III – manutenção do idoso na mesma instituição. V – proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos dos idosos. e em sua falta. III – serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência. 46. crueldade e opressão. São linhas de ação da política de atendimento: I – políticas sociais básicas. em caráter supletivo. 48. II – apresentar objetivos estatutários e plano de trabalho compatíveis com os princípios desta Lei. salubridade e segurança. maus-tratos.842. VI – preservação da identidade do idoso e oferecimento de ambiente de respeito e dignidade. IV – demonstrar a idoneidade de seus dirigentes. 47. observados os seguintes requisitos: I – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. salvo em caso de força maior. 50. exploração. observadas as normas de planejamento e execução emanadas do órgão competente da Política Nacional do Idoso. dos Estados. II – atendimento personalizado e em pequenos grupos. previstas na Lei no 8. O dirigente de instituição prestadora de atendimento ao idoso responderá civil e criminalmente pelos atos que praticar em detrimento do idoso. As entidades de atendimento são responsáveis pela manutenção das próprias unidades. para aqueles que necessitarem. abuso. Parágrafo único. Art. especificando os regimes de atendimento. junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e Conselho Municipal da Pessoa Idosa. Parágrafo único. sem prejuízo das sanções administrativas. 49. V – observância dos direitos e garantias dos idosos. IV – participação do idoso nas atividades comunitárias. II – políticas e programas de assistência social.

se for o caso. XVII – manter no quadro de pessoal profissionais com formação específica. VIII – proporcionar cuidados à saúde.842. 7o Compete aos Conselhos de que trata o art. esportivas. parentes. VII – oferecer acomodações apropriadas para recebimento de visitas. 54. na forma da lei. X – propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem. relação de seus pertences. XIII – providenciar ou solicitar que o Ministério Público requisite os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem. O art. V – oferecer atendimento personalizado. e alimentação suficiente. especificando o tipo de atendimento. XII – comunicar à autoridade competente de saúde toda ocorrência de idoso portador de doenças infecto-contagiosas. Vigilância Sanitária e outros previstos em lei. 6o desta Lei a supervisão. cidade. se for pública. As instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos prestadoras de serviço ao idoso terão direito à assistência judiciária gratuita. IV – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. XV – manter arquivo de anotações onde constem data e circunstâncias do atendimento. XI – proceder a estudo social e pessoal de cada caso. a situação de abandono moral ou material por parte dos familiares. as obrigações da entidade e prestações decorrentes do contrato. 55. às seguintes penalidades. ." Art. IX – promover atividades educacionais.I – celebrar contrato escrito de prestação de serviço com o idoso. XIV – fornecer comprovante de depósito dos bens móveis que receberem dos idosos. As entidades governamentais e não-governamentais de atendimento ao idoso serão fiscalizadas pelos Conselhos do Idoso. de acordo com suas crenças. de 1994. no âmbito das respectivas instâncias político-administrativas. sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou prepostos. e suas alterações. As entidades de atendimento que descumprirem as determinações desta Lei ficarão sujeitas. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. e demais dados que possibilitem sua identificação e a individualização do atendimento. endereços. culturais e de lazer. Art. 51. a fiscalização e a avaliação da política nacional do idoso. 52. Art. 53. para as providências cabíveis. II – observar os direitos e as garantias de que são titulares os idosos. 7o da Lei no 8. Será dada publicidade das prestações de contas dos recursos públicos e privados recebidos pelas entidades de atendimento. responsável. VI – diligenciar no sentido da preservação dos vínculos familiares. com os respectivos preços. observado o devido processo legal: I – as entidades governamentais: a) advertência. conforme a necessidade do idoso. III – fornecer vestuário adequado. Art. o acompanhamento. Ministério Público. CAPÍTULO III Da Fiscalização das Entidades de Atendimento Art. nome do idoso. XVI – comunicar ao Ministério Público. se houver. bem como o valor de contribuições.

que coloque em risco os direitos assegurados nesta Lei.00 (quinhentos reais) a R$ 3. § 1o Havendo danos aos idosos abrigados ou qualquer tipo de fraude em relação ao programa.000. Deixar de cumprir as determinações desta Lei sobre a prioridade no atendimento ao idoso: Pena – multa de R$ 500. inclusive para promover a suspensão das atividades ou dissolução da entidade. CAPÍTULO V Da Apuração Administrativa de Infração às Normas de Proteção ao Idoso . conforme o dano sofrido pelo idoso.00 (quinhentos reais) a R$ 1. podendo haver a interdição do estabelecimento até que sejam cumpridas as exigências legais.00 (três mil reais). com a proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. aplicada em dobro no caso de reincidência. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes da entidade.00 (quinhentos reais) a R$ 3. enquanto durar a interdição. Art.000.00 (três mil reais). 50 desta Lei: Pena – multa de R$ 500. para as providências cabíveis. os idosos abrigados serão transferidos para outra instituição. § 2o A suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas ocorrerá quando verificada a má aplicação ou desvio de finalidade dos recursos. II – as entidades não-governamentais: a) advertência. CAPÍTULO IV Das Infrações Administrativas Art. Deixar o profissional de saúde ou o responsável por estabelecimento de saúde ou instituição de longa permanência de comunicar à autoridade competente os casos de crimes contra idoso de que tiver conhecimento: Pena – multa de R$ 500. b) multa. Art. os danos que dela provierem para o idoso. 58. § 4o Na aplicação das penalidades. d) interdição de unidade ou suspensão de programa. d) fechamento de unidade ou interdição de programa. § 3o Na ocorrência de infração por entidade de atendimento. a expensas do estabelecimento interditado. c) suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas. caberá o afastamento provisório dos dirigentes ou a interdição da unidade e a suspensão do programa. Parágrafo único. será o fato comunicado ao Ministério Público. Deixar a entidade de atendimento de cumprir as determinações do art. 56. c) afastamento definitivo de seus dirigentes.b) afastamento provisório de seus dirigentes. 57.000. e) proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. se o fato não for caracterizado como crime. No caso de interdição do estabelecimento de longa permanência.00 (um mil reais) e multa civil a ser estipulada pelo juiz. sem prejuízo das providências a serem tomadas pela Vigilância Sanitária.

com aviso de recebimento. se possível. Nos casos em que não houver risco abrigada. à verificação da infração seguir-se-á a lavratura do auto. no prazo de 10 (dez) dias. para a vida ou a saúde da pessoa idosa à entidade de atendimento as sanções e das providências que vierem a ser demais instituições legitimadas para a CAPÍTULO VI Da Apuração Judicial de Irregularidades em Entidade de Atendimento Art. para evitar lesão aos direitos do idoso. se necessário. 60. 67. 64. Os valores monetários expressos no Capítulo IV serão atualizados anualmente. O procedimento para a imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção ao idoso terá início com requisição do Ministério Público ou auto de infração elaborado por servidor efetivo e assinado. Art. por motivo justificado. poderá a autoridade judiciária. quando for lavrado na presença do infrator. Art. especificando-se a natureza e as circunstâncias da infração. o juiz procederá na conformidade do art. oferecer resposta escrita. Art. Art. Havendo motivo grave. 62. Art. sem prejuízo da iniciativa adotadas pelo Ministério Público ou pelas fiscalização. que será feita: I – pelo autuante. no instrumento de autuação. Art. O dirigente da entidade será citado para. § 2o Sempre que possível. 65. deliberando sobre a necessidade de produção de outras provas. 68. . sem prejuízo da iniciativa e das providências que vierem a ser adotadas pelo Ministério Público ou pelas demais instituições legitimadas para a fiscalização. contado da data da intimação. O procedimento de apuração de irregularidade em entidade governamental e não-governamental de atendimento ao idoso terá início mediante petição fundamentada de pessoa interessada ou iniciativa do Ministério Público. 69 ou. Art. 66. designará audiência de instrução e julgamento. ao procedimento administrativo de que trata este Capítulo as disposições das Leis nos 6. O autuado terá prazo de 10 (dez) dias para a apresentação da defesa. subsidiariamente. por duas testemunhas. ouvido o Ministério Público. 59.437. a autoridade competente aplicará regulamentares. Havendo risco para a vida ou à saúde do idoso.784. podendo juntar documentos e indicar as provas a produzir. ou este será lavrado dentro de 24 (vinte e quatro) horas. de 29 de janeiro de 1999. 63. Apresentada a defesa. § 1o No procedimento iniciado com o auto de infração poderão ser usadas fórmulas impressas. a autoridade competente aplicará à entidade de atendimento as sanções regulamentares. e 9.Art. 61. Aplicam-se. Art. na forma da lei. de 20 de agosto de 1977. decretar liminarmente o afastamento provisório do dirigente da entidade ou outras medidas que julgar adequadas. II – por via postal. mediante decisão fundamentada.

Art. § 2o A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. Satisfeitas as exigências. naquilo que não contrarie os prazos previstos nesta Lei. com união estável. a autoridade judiciária oficiará a autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado. Art. companheiro ou companheira. previstas nesta Lei. maior de 60 (sessenta) anos. o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. Aplica-se. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis.§ 1o Salvo manifestação em audiência. § 4o A multa e a advertência serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 70. às disposições deste Capítulo. (VETADO) Art. fazendo prova de sua idade. subsidiariamente. 74. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. em qualquer instância. fixando-lhe prazo de 24 (vinte e quatro) horas para proceder à substituição. serão exercidas nos termos da respectiva Lei Orgânica. 71. § 3o Antes de aplicar qualquer das medidas. decidindo a autoridade judiciária em igual prazo. 72. a autoridade judiciária poderá fixar prazo para a remoção das irregularidades verificadas. as partes e o Ministério Público terão 5 (cinco) dias para oferecer alegações finais. § 3o A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. Art. sem julgamento do mérito. § 2o Em se tratando de afastamento provisório ou definitivo de dirigente de entidade governamental. 69. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária. 73. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. O Poder Público poderá criar varas especializadas e exclusivas do idoso. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. As funções do Ministério Público. o processo será extinto. TÍTULO V Do Acesso à Justiça CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. § 4o Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. CAPÍTULO II Do Ministério Público Art. que determinará as providências a serem cumpridas. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. § 1o O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. Compete ao Ministério Público: .

inclusive pela Polícia Civil ou Militar. 77. Art. A falta de intervenção do Ministério Público acarreta a nulidade do feito. colher depoimentos ou esclarecimentos e. para a apuração de ilícitos ou infrações às normas de proteção ao idoso. 75. estaduais e federais. perícias e documentos de autoridades municipais. nas mesmas hipóteses. requerer diligências e produção de outras provas. adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas. quando necessário ou o interesse público justificar. X – referendar transações envolvendo interesses e direitos dos idosos previstos nesta Lei. para instruí-lo: a) expedir notificações.I – instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos ou coletivos. hipóteses em que terá vista dos autos depois das partes. bem como a colaboração dos serviços de saúde. da administração direta e indireta. podendo juntar documentos. atuará obrigatoriamente o Ministério Público na defesa dos direitos e interesses de que cuida esta Lei. 43 desta Lei. no exercício de suas funções. em caso de não comparecimento injustificado da pessoa notificada. II – promover e acompanhar as ações de alimentos. § 1o A legitimação do Ministério Público para as ações cíveis previstas neste artigo não impede a de terceiros. . Art. VII – zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados ao idoso. c) requisitar informações e documentos particulares de instituições privadas. A intimação do Ministério Público. bem como promover inspeções e diligências investigatórias. 76. em circunstâncias que justifiquem a medida e oficiar em todos os feitos em que se discutam os direitos de idosos em condições de risco. IV – promover a revogação de instrumento procuratório do idoso. usando os recursos cabíveis. promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. nas hipóteses previstas no art. exames. em qualquer caso. Nos processos e procedimentos em que não for parte. 43 desta Lei. requisitar condução coercitiva. conforme o disposto no art. que será declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. V – instaurar procedimento administrativo e. será feita pessoalmente. de interdição total ou parcial. IX – requisitar força policial. III – atuar como substituto processual do idoso em situação de risco. segundo dispuser a lei. § 2o As atribuições constantes deste artigo não excluem outras. individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso. § 3o O representante do Ministério Público. desde que compatíveis com a finalidade e atribuições do Ministério Público. educacionais e de assistência social. para o desempenho de suas atribuições. VIII – inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta Lei. públicos. terá livre acesso a toda entidade de atendimento ao idoso. Art. de designação de curador especial. b) requisitar informações. requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. VI – instaurar sindicâncias.

caberá ação mandamental. Parágrafo único. são admissíveis todas as espécies de ação pertinentes. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso. o Distrito Federal e os Municípios. Para as ações cíveis fundadas em interesses difusos. coletivos. § 1o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. § 2o Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada. 273 do Código de Processo Civil. § 1o Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta Lei. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. Parágrafo único. IV – as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre os fins institucionais a defesa dos interesses e direitos da pessoa idosa. coletivos. Art. Art. Art.CAPÍTULO III Da Proteção Judicial dos Interesses Difusos. As manifestações processuais do representante do Ministério Público deverão ser fundamentadas. na forma do art. II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitante. II – a União. se houver prévia autorização estatutária. individuais indisponíveis ou homogêneos. que se regerá pelas normas da lei do mandado de segurança. referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: I – acesso às ações e serviços de saúde. cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao adimplemento. Art. dispensada a autorização da assembléia. consideram-se legitimados. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses difusos. ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. . Coletivos e Individuais Indisponíveis ou Homogêneos Art. os Estados. o Ministério Público ou outro legitimado deverá assumir a titularidade ativa. III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa. concorrentemente: I – o Ministério Público. 78. individuais indisponíveis ou homogêneos. III – a Ordem dos Advogados do Brasil. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou nãofazer. Art. 81. protegidos em lei. 82. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso. 79. que lesem direito líquido e certo previsto nesta Lei. 83. Para defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei. 80. Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições de Poder Público. próprios do idoso. IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso.

no prazo que assinalar. inquérito civil. igual iniciativa aos demais legitimados. Art. determinará o seu arquivamento. Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da sentença condenatória favorável ao idoso sem que o autor lhe promova a execução. Art. § 1o Se o órgão do Ministério Público. no exercício de suas funções. honorários periciais e quaisquer outras despesas. não haverá adiantamento de custas. devem encaminhar as peças pertinentes ao Ministério Público. ou requisitar. Art. ou na falta deste. certidões. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias. esgotadas todas as diligências.§ 2o O juiz poderá. para apuração da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a ação ou omissão. deverá fazê-lo o Ministério Público. 84. O Ministério Público poderá instaurar sob sua presidência. para as providências cabíveis. Art. Art. provocar a iniciativa do Ministério Público. onde houver. de qualquer pessoa. Qualquer pessoa poderá. Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao Poder Público. e o servidor deverá. que serão fornecidas no prazo de 10 (dez) dias. para evitar dano irreparável à parte. Art. emolumentos. facultada. organismo público ou particular. exames ou perícias. Os agentes públicos em geral. independentemente do pedido do autor. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias. fazendo-o fundamentadamente. Parágrafo único. 90. 92. quando tiverem conhecimento de fatos que possam configurar crime de ação pública contra idoso ou ensejar a propositura de ação para sua defesa. 85. Art. ao Fundo Municipal de Assistência Social. impor multa diária ao réu. o juiz determinará a remessa de peças à autoridade competente. mas será devida desde o dia em que se houver configurado. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos. como assistentes ou assumindo o pólo ativo. Nas ações de que trata este Capítulo. 88. Os valores das multas previstas nesta Lei reverterão ao Fundo do Idoso. Parágrafo único. ficando vinculados ao atendimento ao idoso. na hipótese do § 1o ou na sentença. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. Para instruir a petição inicial. Não se imporá sucumbência ao Ministério Público. Art. informações. em caso de inércia desse órgão. se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil ou de peças informativas. 89. nos mesmos autos. prestando-lhe informações sobre os fatos que constituam objeto de ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. facultada igual iniciativa aos demais legitimados em caso de inércia daquele. os juízes e tribunais. As multas não recolhidas até 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado da decisão serão exigidas por meio de execução promovida pelo Ministério Público. . 87. 86. se for suficiente ou compatível com a obrigação. 91. § 3o A multa só será exigível do réu após o trânsito em julgado da sentença favorável ao autor. Art.

Aplicam-se subsidiariamente. no que couber. § 3o Até que seja homologado ou rejeitado o arquivamento. aos meios de transporte. entidades de longa permanência. no prazo de 3 (três) dias. Art. ou não prover suas necessidades básicas. menosprezar ou discriminar pessoa idosa. quando obrigado por lei ou mandado: . humilhar. por qualquer motivo. 93. Abandonar o idoso em hospitais. aplica-se o procedimento previsto na Lei no 9. TÍTULO VI Dos Crimes CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias. Discriminar pessoa idosa. 98. Aos crimes previstos nesta Lei. ou recusar. ou não pedir. nesses casos. § 1o Na mesma pena incorre quem desdenhar. 96. as disposições da Lei no 7. ao Conselho Superior do Ministério Público ou à Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público.§ 2o Os autos do inquérito civil ou as peças de informação arquivados serão remetidos.347. de 26 de setembro de 1995. sob pena de se incorrer em falta grave. 181 e 182 do Código Penal. 97. não se lhes aplicando os arts. as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal. será designado outro membro do Ministério Público para o ajuizamento da ação. Parágrafo único. as associações legitimadas poderão apresentar razões escritas ou documentos. CAPÍTULO II Dos Crimes em Espécie Art. 95. casas de saúde. subsidiariamente. ou congêneres. A pena é aumentada de metade. em situação de iminente perigo. se resulta a morte. 94. que serão juntados ou anexados às peças de informação. Art. § 2o A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se a vítima se encontrar sob os cuidados ou responsabilidade do agente. por motivo de idade: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. no que couber. Deixar de prestar assistência ao idoso. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. Art.099. de 24 de julho de 1985. ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. sem justa causa. retardar ou dificultar sua assistência à saúde. e triplicada. Art. pelo Conselho Superior do Ministério Público ou por Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. o socorro de autoridade pública: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. e. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. § 4o Deixando o Conselho Superior ou a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público de homologar a promoção de arquivamento.

107. Art. do idoso. bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 104. Coagir. testar ou outorgar procuração: . de qualquer modo. dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. II – negar a alguém. por qualquer meio de comunicação. IV – deixar de cumprir. quando requisitados pelo Ministério Público. 106. sem justa causa. emprego ou trabalho. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso: Pena – detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. proventos ou pensão do idoso. 101. 103. sem justo motivo. sem justo motivo. 99. Art. quando obrigado a fazê-lo. a pessoa idosa. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. retardar ou frustrar. física ou psíquica. contratar. pensão ou qualquer outro rendimento do idoso. por recusa deste em outorgar procuração à entidade de atendimento: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. Deixar de cumprir. 102. Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios. Art. a execução de ordem judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei. V – recusar. por motivo de idade. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade. Expor a perigo a integridade e a saúde. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. Negar o acolhimento ou a permanência do idoso. Exibir ou veicular. retardar ou frustrar. Art. Art. 105.Pena – detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos e multa. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta Lei. Art. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. Art. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Art. proventos. como abrigado. 100. Induzir pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração para fins de administração de bens ou deles dispor livremente: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. o idoso a doar. III – recusar. Art. retardar ou dificultar atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. Apropriar-se de ou desviar bens.

Art. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha.Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. TÍTULO VII Disposições Finais e Transitórias Art. O Decreto-Lei no 2. 159. 141 IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. religião. "Art. Lavrar ato notarial que envolva pessoa idosa sem discernimento de seus atos. 110. cônjuge do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. Sendo doloso o homicídio. I – se a vítima é ascendente. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). enfermo ou mulher grávida." (NR) "Art.848. sem a devida representação legal: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. Impedir ou embaraçar ato do representante do Ministério Público ou de qualquer outro agente fiscalizador: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. ou foge para evitar prisão em flagrante. "Art. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. "Art. arte ou ofício. etnia. 121. descendente. de 7 de dezembro de 1940. exceto no caso de injúria. 109. se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. 133. maior de 60 (sessenta) anos. 148 § 1o. Art. § 3o . se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. Código Penal. passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. "Art. 108. II h) contra criança. 140 § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. cor. 61. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. § 4o No homicídio culposo. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: "Art. .

de 8 de novembro de 2000. ... O art 1º da Lei no 10..... O Orçamento da Seguridade Social destinará ao Fundo Nacional de Assistência Social.455.. passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: "Art... § 4o . Parágrafo único... gestante...... gravemente enfermo: Art. nos termos desta Lei.. de forma a garantir que o acesso ao direito seja condizente com o estágio de desenvolvimento sócio-econômico alcançado pelo País. 114. 183.... 117.... de 3 de outubro de 1941......... os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos... de 7 de abril de 1997... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art...... Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário........ 116.... diminuída ou suprimida a capacidade de discernimento ou de autodeterminação: Art.. Deixar. de prover a subsistência do cônjuge..... até que o Fundo Nacional do Idoso seja criado... não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada.. 1o .............. O inciso II do § 4o do art. O O art.. O inciso III do art....368...... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos."Art. as gestantes.. II – se o crime é cometido contra criança. sem justa causa..... ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho.. Art...... de socorrer descendente ou ascendente...... ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos. Lei das Contravenções Penais..... fixada ou majorada. sem justa causa.. Art. 1o As pessoas portadoras de deficiência...... 1o da Lei no 9. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei revendo os critérios de concessão do Benefício de Prestação Continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social...... 112.. Serão incluídos nos censos demográficos dados relativos à população idosa do País... para aplicação em programas e ações relativos ao idoso..048." Art.. 111... 115. adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos..." "Art. portador de deficiência..... por qualquer causa.... 113.. 21 do Decreto-Lei no 3.. deixar....688. 21. 18 III – se qualquer deles decorrer de associação ou visar a menores de 21 (vinte e um) anos ou a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou a quem tenha. em cada exercício financeiro...... 244. os recursos necessários." (NR) Art....... de 21 de outubro de 1976. Art...... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.... 18 da Lei no 6.

que vigorará a partir de 1o de janeiro de 2004. 182o da Independência e 115o da República. 1o de outubro de 2003. Brasília. Esta Lei entra em vigor decorridos 90 (noventa) dias da sua publicação. ressalvado o disposto no caput do art.Art. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos Antonio Palocci Filho Rubem Fonseca Filho Humberto Sérgio Costa LIma Guido Mantega Ricardo José Ribeiro Berzoini Benedita Souza da Silva Sampaio Álvaro Augusto Ribeiro Costa . 118. 36.

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