Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Elaboração e criação Myrian Massarollo José A. Truskauskas Viana Revisão Geral Enf. Aline Massarollo São Paulo/ 2009

Algumas pessoas são tão interessadas por suas comunidades que não medem esforços para que elas se desenvolvam. Fazem sua parte para melhorar as condições à sua volta. Isso chama-se cidadania. Querem auxiliar, seja de que forma for, possibilitando assim que os projetos de seus municípios, ainda que não sejam seus, evoluam, trazendo à população melhores condições de terem resultados positivos concretos. Isso, como vocês estudarão nas páginas desta apostila chama-se intersetorialidade, um setor interagindo com outro em benefício da comunidade. Quando o companheiro Carlos Massarollo solicitou que elaborássemos a presente apostila, não nos causou espanto. É bem dele a preocupação com a elaboração de um curso preparatório para um concurso público. Atinge assim, dois alvos. Primeiro: Fornece a quase duas centenas de jovens a oportunidade de prepararem-se através de um material elaborado especialmente para eles. Cuidando para que cheguem ao dia do exame em condições reais de disputarem uma vaga. Segundo: Colabora, ainda que indiretamente, com o processo de promoção de saúde do município, pois pessoas bem preparadas acompanharão com mais facilidade o curso de formação profissional que espera aqueles que forem selecionados. Indivíduos politicamente mobilizados poderão desenvolver suas atividades com o espírito de solidariedade, integralidade e equidade pregado pelo sistema de saúde. Como dissemos, dois alvos, que ainda que distintos confluem para um mesmo objetivo, a participação e mobilização social em prol da educação e da atenção à saúde. Nossa equipe desdobrou-se para que, no pouco tempo que nos foi dado, desenvolver um material organizado, completo e de agradável manuseio. Esperamos que nossos esforços se traduzam no sucesso de vocês. Boa sorte! Equipe Fundação JK

Bahia .Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus .

Orientado por supervisor (médico ou enfermeira) da unidade de saúde. em 1987. é capacitado para reunir informações de saúde sobre uma comunidade. O Agente Comunitário de Saúde (ACS) resultou da criação do PACS Programa dos Agentes Comunitários de Saúde em 1991.Agente Comunitário de Saúde ACS – um processo histórico O trabalho comunitário dos ACS começou na década de 70 e foi a base para o Programa Comunidade Solidária. como uma estratégia abrangente de saúde pública estruturada ocorreu. . daquela região. no Estado do Ceará e posteriormente foi estendido para todo o Nordeste e Região Norte. que buscava minimizar a exclusão social através da mobilização social. quando se criou o PSF – Programa de Saúde da Família os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS: • Ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família. A primeira experiência de implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) no Brasil. Selecionados por um bom relacionamento com seus vizinhos e condição de dedicar oito horas por dia ao trabalho de ACS. Na concepção inicial deveria ser um dos moradores daquela rua. realiza visitas domiciliares na área de abrangência da sua unidade produzindo informações capazes de dimensionar os principais problemas de saúde de sua comunidade. Em 1992 foi implantado na Bahia e em 1993 na Região Centro Oeste. daquele bairro. como parte do processo de construção do Sistema Único de Saúde estabelecida por norma Constitucional em 1988. Com a proposição do Ministério da Saúde de 1994.

Processo de Trabalho em Saúde O trabalho é uma atividade humana de transformação da natureza de forma consciente e proposital. Posteriormente a Lei 10. “Quem é o agente comunitário? É alguém que se destaca na comunidade. Vigilância Ambiental.189.• Ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional. o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde.Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. estando presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. Os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos.507 foi revogada e substituída pela Lei nº 11. É também um elo cultural. a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). O ACS funciona como elo entre o Estado e a comunidade. realizado por toda a equipe. de 4 de outubro de 1999. A capacidade de criar é exclusiva dos seres humanos. pela liderança natural que exerce. hemocentros (bancos de sangue).350 de 5 de outubro de 2006. de 10 de julho de 2002. que dá mais força ao trabalho educativo.507. os serviços de Vigilância Sanitária. fixando que seu exercício ocorreria exclusivamente no âmbito do Sistema único de Saúde e sob a supervisão do gestor local em saúde. Está em contato permanente com as famílias. Anteriormente. que elencou as atribuições do Agente Comunitário de Saúde bem como suas atividades. como a FIOCRUZ . O Decreto nº 3. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular. hospitais . além de fundações e institutos de pesquisa. laboratórios. Fazem parte do SUS os centros e postos de saúde. A profissão de Agente comunitário de Saúde (ACS) foi criada pela Lei nº 10.incluindo os universitários. pela capacidade de se comunicar com as pessoas. ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social. . através da qual os homens criam e recriam a sua existência.” (FANEMA) Sistema Único de Saúde (SUS) Criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tivesse acesso ao atendimento público de saúde. Atualmente (2008). Vigilância Epidemiológica. encontram-se em atividade no país 204 mil ACS. fixou as diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS).

. freqüentemente. Referem-se às boas condições de vida. vontades e necessidades a serem atendidas. o objeto de trabalho é o ser humano com sentimentos. tanto física. emoções. isto é. exigindo-se dele participação ativa para que sejam corretamente aplicadas as normas e prescrições. hierarquizados e desumanizados. protagonista do seu processo de saúde-doença. tem a especificidade de realizar-se sobre pessoas e não sobre objetos. Este. que é um serviço – toda assistência à saúde é um serviço e.No processo de trabalho três elementos são fundamentais: a matéria-prima (objeto). no entanto. que é um serviço que se fundamenta numa inter-relação pessoal muito intensa. O trabalhador da saúde comanda a forma como se dará a assistência ao usuário. Ainda. desconhecido dos trabalhadores que participaram do processo. os meios ou instrumentos de produção e o trabalhador. podendo esta ser orientada por parâmetros humanitários. é responsável. fornecendo informações a respeito do que se passou com ele. de respeito às singularidades e diversidade humana ou por parâmetros burocráticos. impessoais. cabendo aos homens o uso da força apenas para operá-las. Com o avanço e aplicação das ciências e tecnologias à produção. cabendo a cada trabalhador atribuições específicas e o produto final. conjuntamente com o usuário. quanto mental. Ele participa conjuntamente do processo de trabalho e. que ele é um exemplo de trabalho em geral e. Isto demonstra que o trabalhador tem autonomia para ser criativo e propor soluções para as necessidades apresentadas. Segundo. qual a história de sua queixa ou doença. A energia. na saúde. o trabalho passou a ser cada vez mais dividido em tarefas. No processo de trabalho em saúde temos que considerar três aspectos fundamentais: • Em primeiro lugar. ou seja. ao sentir-se participante do processo de atendimento. o consumidor (usuário) contribui para o processo de trabalho e é parte desse processo. co-responsável pelos objetivos a serem alcançados. com a finalidade de aumentar cada vez mais a produtividade. pelo êxito ou fracasso das ações de saúde. Terceiro. juntamente com os profissionais de saúde. ao acesso às tecnologias que melhoram e/ou prolongam a vida. viabilizou-se a construção de máquinas. criação de vínculos efetivo-afetivos entre usuários e profissionais de saúde e autonomia dos sujeitos no modo de viver. • • Assim. portanto. tornar-se-á. acolhedores. resultante dessas ações isoladas. que passaram a substituir o trabalho humano. empregada pelo trabalhador é o que chamamos de força de trabalho. compartilha características comuns com outros processos de trabalho que se dão na indústria e outros setores da economia.

seu modo de viver e relacionar-se com o mundo. dependendo do meio em que está inserida. quer numa unidade isolada (clínica. compartilhando os conhecimentos científicos contemporâneos. . com a finalidade de atender integralmente às necessidades em saúde do usuário. quer num conjunto hierarquizado de serviços (postos de saúde. o caráter subjetivo. A idéia de saúde e de doença para as pessoas tem a ver com a sensação de bem estar. ao responder a José. Processo saúde doença e seus determinantes /condicionantes Ola Maria! Como esta sua saúde? Muito bem obrigada José. Isso varia de pessoa para pessoa. sobretudo. produzindo resultados com padrão de qualidade. de forma eficiente e eficaz. Desta forma. grupos e coletividades constroem a respeito de saúde e doença. levando ao surgimento de um trabalho associado. e a sua? Provavelmente Maria. de sair ou de se divertir. variando desde o uso de tecnologias mais avançadas até o uso de recursos terapêuticos não vinculados ao conhecimento científico ocidental. um número elevado de profissionais atuando nesta área. que lhe é indissociável. isto é. a idéia da singularidade de cada pessoa em dar respostas às agressões do meio a que está exposta. relacionam-se. ambulatórios de especialidades). necessariamente. hospital). em regime de cooperação. levou em consideração que naquele momento. interdependente. Maria não estava tomando medicamentos. É comum definir-se saúde como oposto à doença. um conceito de saúde e doença abrangente inclui. não tinha procurado nenhum serviço de saúde e não estava impedida de trabalhar. O conjunto de categorias profissionais procura agir coerentemente. as representações que os indivíduos. Portanto. não tinha nenhuma enfermidade. Tem a ver com “sentir-se bem” ou “sentir-se mal”. em um determinado momento histórico. com as formas como resolvem suas necessidades de saúde.Na atualidade. uma das principais características do processo de trabalho em saúde é a crescente coletivização. Ou seja.

da pesca e da coleta de raízes e frutos. tuberculose. que em 1348 matou ¼ da população da Inglaterra.doença. longas jornadas e o baixo salário pago aos trabalhadores. ovelhas. malária e peste. favorecendo o aumento populacional e possibilitando que alguns homens se dedicassem a outro tipo de trabalho. a teoria e a prática que orientam o saber-fazer dos profissionais variam no tempo e no espaço. crianças trabalhando desde os 5 anos de idade. casas superlotadas. As condições de vida eram péssimas: água impura. pode ser dividida em períodos: o nômade. assim como a ausência de medidas sanitárias. o homem passou a domesticar/criar animais (aves. estabelecendo-se onde vivia. Binômio Saúde . condições insalubres de trabalho. No período nômade. disenteria. esgoto a céu aberto. a irrigação e os utensílios em geral). que durou cerca de dez mil anos. os homens viviam da caça. criaram condições para a propagação e transmissão de doenças como: cólera. O desenvolvimento da pecuária e da agricultura significou uma profunda mudança na vida dos homens: a divisão do trabalho determinada pelas relações de parentesco entre indivíduos e grupos. na busca de satisfação de suas necessidades. . As condições de vida da humanidade no que diz respeito à saúde.Doença As várias fases do desenvolvimento da humanidade caracterizam-se por diferentes maneiras do homem relacionar-se com outros homens e com a natureza (para compreendê-la e transformá-la).Como o desenvolvimento do conhecimento humano é um processo histórico. o aumento da produção de alimentos gerando excedentes. Período Nômade Com o passar dos tempos. O aumento e a agregação populacional. que se dedicavam às invenções (o arado. Essas relações influenciam profundamente as condições de vida dos homens e. também a saúde e a doença. sujas e em mau estado. conseqüentemente.) e a cultivar a terra. porcos. determinou novas relações de trabalho: os donos das indústrias empregavam o operário em troca de um salário. iniciada na Inglaterra a partir de 1750. Surgiram os artesãos. a que tipos de doenças ficam sujeitos. de uma maneira geral. etc. Período Agropecuário Período Industrial A Revolução Industrial. As doenças infecto-contagiosas e parasitárias se alastravam causando epidemias e levando a óbito um grande contingente populacional. o agropecuário e o industrial.

dos cânceres. além da ampliação do acesso à assistência médica e hospitalar e de ações de vigilância ambiental (poluição do ar e da água e desmatamentos). onde havia um nível político e social mais desenvolvido afirmavam que as causas das epidemias são sociais.Pode-se afirmar que a preocupação com a saúde pública teve origem nessa época.). pulmonares. Posteriormente quando da invenção do microscópio. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. Por outro lado. Inicialmente a doença era vista como resultado da forma de constituição dos aglomerados humanos. em função do aumento da infra-estrutura básica. passando a ser prioridade a compreensão da dinâmica e as maneiras de se evitar os efeitos da presença desse agente. educação e lazer. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. sem exceção – ao risco de adoecer e morrer. de melhores condições de trabalho. Outras práticas eram desenvolvidas por agentes que atuavam como fiscais e guardas. um lugar para se instalar e medidas para controlar ou evitar seus efeitos. educação e liberdade. verifica-se o crescimento das doenças crônico-degenerativas (cardiovasculares. vestuário. uma vez que a proximidade e a mistura das pessoas na cidade expunham todos – ricos e pobres. homicídios e violência). isolando os que apresentavam sinais de doença. moradia. a doença era explicada pelo pensamento microbiano e unicausal (um micróbio = uma doença) – tinha um agente. que podem ser . que só poderiam se desenvolver numa democracia plena e ilimitada. queimando objetos pessoais daqueles que morriam. alimentação. Nas últimas décadas ocorreram mudanças nas condições de vida e saúde das pessoas: o controle das doenças infecciosas. diabetes etc. Conclui-se que a saúde e a doença dos indivíduos e das coletividades humanas apresentam várias causas e dependem de vários elementos. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. as doenças passaram a ter uma causa visível – o micróbio – orientando o conhecimento e as práticas sobre saúde/ doença. França. Assim. das doenças ligadas ao trabalho e das mortes e incapacitações por causas externas (acidentes.Todos esses fatores contribuíram para elevar a expectativa média de vida das populações. evidenciada quando do aparecimento de epidemias. econômicas e físicas e que a solução curativa consistia em prosperidade. das doenças mentais. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. com o objetivo de livrar a sociedade das “condições” que colocavam em risco a saúde da população.

a integralidade da atenção e a participação e o controle social. social e cultural. entre outros . produzidos nas relações com o meio físico. O domínio do conhecimento acerca do cotidiano familiar permite a elaboração de uma estratégia de abordagem que resultará em uma ação eficiente e satisfatória para a comunidade assistida assistida. a Lei Orgânica da Saúde (Lei Federal n. o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. o SUS foi criado. universal e gratuito para toda a população do país. SUS – Sistema Único de S Saúde Conforme definição do Ministério da Saúde. em 1988 pela Constituição Federal Brasileira. garantindo acesso integral. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos. tendo como diretrizes a descentralização. a VIII Conferência Nacional de Saúde. outros: Alimentação moradia trabalho meio ambiente saneamento básico renda educação transporte lazer acesso aos bens e serviços essenciais . definiu saúde como direito de todos e dever do Estado. No Brasil. O processo saúde/doença resulta da interação de diversos fatores do dia dia-a-dia e a família é o centro de informações privilegiado para atingir o cotidiano dos cidadãos atingir e seus costumes. cuja responsabilidade é a provisão de um sistema de atenção à saúde universal e equânime.º que: A saúde tem como fatores determinantes e c condicionantes. Em 1990.080) definiu no Artigo 3.º 8. S para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. em 1986. Essa concepção é chamada determinação social do processo saúde-doença.chamados de determinantes de saúde e de doença. Amparado por um conceito ampliado de saúde.

e imunobiológicos. nele compreendido o do trabalho.Princípios e Diretrizes do Sistema Único de Saúde e a Lei Orgânica da Saúde Segundo o artigo 200 da Constituição Federal. Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. o estadual e o municipal. bem como as de saúde do trabalhador. compreendido o controle de seu teor nutricional. na implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e da Saúde da Família. equipamentos. hemoderivados e outros insumos. o técnico-político federal. Fiscalizar e inspecionar alimentos. Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos. Participar do controle e fiscalização da produção. Colaborar na proteção do meio ambiente. Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico. e de suas relações com os demais níveis do sistema. tem possibilitado a identificação de um conjunto de questões relativas às bases conceituais e operacionais do que se tem e denominado "Atenção Básica à Saúde" no Brasil. Diretrizes ou princípios constitutivos • Universalidade • Eqüidade • Integralidade . Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. bem como bebidas e águas para consumo humano. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. transporte. compete ao SUS: • • • • • • • • Controlar e fiscalizar procedimentos. tóxicos e radioativos. O SUS através do acúmulo técnico político dos seus três níveis de gestão.

. Em outras palavras. • O homem é um ser integral. com o objetivo de diminuir as conseqüências negativas associadas ao adoecimento. em um contexto de descentralização e controle social da gestão. e deverá ser atendido sob esta ótica integral por um sistema de saúde integral com o objetivo de promover. por parte do sistema. Saúde é direito de cidadania e dever dos governos: municipal. • As unidades prestadoras de serviço formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral. Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema pode oferecer para todos. Portanto. Em outras palavras. Integralidade A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos. O objetivo é quebrar o ciclo vicioso que leva à doença. biopsicossocial. no entanto. • As ações de promoção. como. as necessidades de saúde variam. fatores primordiais da Saúde da Família. Em razão da limitação da clientela. estadual e federal. Trata-se de uma concepção que supera a antiga atuação de caráter exclusivamente centrado na doença. diferenciando o atendimento conforme sua complexidade Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde. proteção e recuperação da saúde formam um todo indivisível e não podem ser individualizadas. desenvolvendo um trabalho de prevenção e educação por meio de práticas gerenciais e sanitárias. Também as necessidades de saúde indivíduais ou de grupos específicos devem ser levadas em consideração. é a garantia de atenção à saude. Eqüidade É a condição de igualdade de oportunidades para o uso de recursos existentes. integralidade o profissional na execução dos serviços de saúde não perder a referência de que: • Cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade. são parte do conjunto de prioridades políticas apresentadas pelo Ministério da Saúde e aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde. tanto os individuais quanto os coletivos. a todo e qualquer cidadão. integralidade e eqüidade. o Brasil contém disparidades sociais e regionais. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde e de Saúde da Família é elemento essencial para a reorientação do modelo de atenção pretendido pelo Ministério da Saúde. Esta reorientação fundamenta-se nas três diretrizes do SUS: da universalidade. democráticas e participativas. proteger e recuperar a sua saúde. as equipes Saúde da Família estabelecem vínculos com a população. a saude é algo a ser conquistado e mantido.Universalidade Conforme o disposto na nossa Constituição Federal : "A saúde é um direito de todos". possibilitando o compromisso e a criação e fortalecimento de elos entre os profissionais e os usuários e a comunidade. A expansão e a qualificação da Atenção Básica.

no Ministério da Saúde.142. o ou seja. responsável pela saúde de uma parte da população.sob a forma de trabalho em equipes Trabalhos voltados às populações de territórios equipes. primário deve ser oferecido diretamente à população. Ao DAB cabe. ainda. como também é chamado esse princípio. pela Lei nº 8. A execução dessa política é compartilhada por estados. estrutura vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde. desenvolver mecanismos de controle e avaliação. Os princípios fundamentais da Atenção básica no Brasil são: Atenção resolubilidade complementaridade do setor privado Princípios organizacionais participação social hierarquização e regionalização descentralização Hierarquização e regionalização Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade o nível complexidade. pela Atenção. tem a missão institucional de operacionalizar essa política no âmbito da gestão federal do SUS. enquanto os outros devem ser enquanto utilizados apenas quando necessários. prestar cooperação técnica a avaliação. estas instâncias de gestão na implementação e organização da estratégia Saúde da Família. foi melhor regulado . Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla. delimitados. Distrito Federal e municípios. Participação da comunidade: O controle social. pelos quais a equipes assumem a responsabilidade pelo monitoramento. Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde. Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência ou seja. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências . abrangência a área de vários serviços de menor complexidade. é abrangência. melhor a eficiência e referência eficácia dos mesmos. O Departamento de Atenção Básica (DAB).

os princípios básicos e as normas do SUS. dos Estados. tecnológicos. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde. o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto. Resolubilidade É a exigência de que o cidadão ao buscar um atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. deve-se ser observada três condições: • Celebração de contrato de acordo com as normas do direito público. a alocação de recursos e a orientação programática. do Distrito Federal e dos Municípios. Conjugação dos recursos financeiros. • A instituição privada deverá funcionar conforme as diretrizes. Descentralização político-administrativa O SUS existe em três níveis. quando por insuficiência do setor público for necessária a contratação de serviços privados. Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. às pessoas assistidas. baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido. que são órgãos colegiados também em todos os níveis.de Saúde. o interesse público prevalecendo sobre o particular. estadual e municipal. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas. também chamados de esferas: nacional. na prestação de serviços de assistência à saúde da população. o serviço correspondente à necessidade esteja capacitado para enfrenta-la e resolve-la até o limite da sua capacidade. Complementaridade do setor privado Conforme disposto na Constituição Federal. • A integração dos princípios privados deverá se dar na mesma lógica organizacional do SUS em termos de regionalização e hierarquização dos serviços. sobre sua saúde. as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo". ou seja. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência. e não no número de atendimentos. cada uma com comando único e atribuições próprias. meio-ambiente e saneamento básico. . Integração. A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios: • • • • • • • • Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. Direito à informação. que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis. materiais e humanos da União. e através dos Conselhos de Saúde. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário. em nível executivo. das ações de saúde.

Direito à informação. As unidades de saúde da família devem caracterizar-se como porta de entrada dos usuários para os serviços de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias. ocasião em que se debaterá a importância do programa. seus objetivos e propostas. As equipes atuam através de ações de promoção da saúde.) que se pretende assistir. consiste na abertura de espaços de discussão e negociação entre gestores e representantes da comunidade (Conselhos de Saúde. sobre sua saúde O maior interessado em sua saúde é o próprio paciente. reabilitação de doenças e de agravos mais freqüentes. portanto. Protegendo e tratando o paciente de forma transparente em relação às informações referentes à sua saúde. materiais e humanos da União. individualizado. prevenção. Além . Uma etapa importante. a unidade de saúde funcionaria como um “funil”. associações de bairro. materiais e humanos de todas as esferas de governos. recuperação. Conjugação dos recursos financeiros. mas sim desenvolver atividades de assistência que atendam aos problemas mais comuns da população. A implantação do Programa Saúde da Família (PSF) A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial. dando conta de aproximadamente 85% da demanda exigida pela clientela. etc. Esta estrutura envolve e dependem de recursos financeiros. do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população Para prover as ações de saúde o Estado deve manter uma estrutura com todos os recursos necessários à prestação de serviços do SUS. Dessa forma. Não devem servir apenas para a triagem e encaminhamento dos clientes. a alocação de recursos e a orientação programática Os estudos epidemiológicos podem ser úteis no planejamento de ações prioritárias (alocação de recursos e a orientação programática). às pessoas assistidas. tecnológicos. por isso ele tem direito a todas as informações. tecnológicos. inclusive o de requerer os resultados de exames e testes realizados no seu diagnóstico. que deve ser realizada. operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. dos Estados.A preservação da autonomia estabelece que cada ser é único. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes de saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil. e na manutenção da saúde da comunidade. localizadas em uma área geográfica delimitada.Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral . Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. direcionado a cada pessoa. tendo direito a um tratamento único.

obviamente dentro dos limites da realidade de cada profissão. um médico. A capacitação destes profissionais é fundamental para que sejam desenvolvidas ações humanizadas. em equipe e com . Devem aprender a trabalhar na perspectiva da promoção da saúde. Características do sistema ter território definido com uma população delimitada sob sua responsabilidade intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade em questão está exposta prestar assistência integral. contam ainda com um dentista. São formadas por meio de processo de seleção conforme o disposto na lei orgânica de cada município. as equipes de saúde da família são constituídas por. por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade O trabalho em saúde coletiva requer de todos os profissionais envolvidos participação e criatividade no exercício de suas atribuições.disso. viabilizadas através do preparo dos integrantes para saberem lidar com situações adversas presentes no cotidiano das ações das equipes de saúde da família. permanente e de qualidade realizar atividades de educação e promoção da saúde estabelecer vínculos de compromisso e de coresponsabilidade com a população estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões atuar de forma intersetorial. tecnicamente competentes e intersetorialmente articuladas. um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental. um enfermeiro. Como é formada a equipe de saúde coletiva? Quem são os profissionais envolvidos? Geralmente. um auxiliar de enfermagem e quatro a seis agentes comunitários de saúde. Quando ampliadas. no mínimo. a definição conjunta das prioridades reforça o objetivo do PSF de promover o desenvolvimento integral da comunidade.

Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em rela relação à rede do SUS: ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional . Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de um número estabelecido de famílias de uma determinada área. Como já vimos ao estudarmos a equipe de saúde. o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. A boa formação das equipes da Saúde da Família é elemento essencial para o estabelecimento da comunicação e troca de amília ação experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde. ter espírito de liderança e de solidariedade. por meio de ações educativas em saúde nos domicílios e coletividade. Ele faz parte do sistema de saúde local e atua como uma sistema ponte entre a comunidade e os serviços de saúde disponíveis em seu município. É também um elo cultural. hierarquizado Quem é o agente comunitário de saúde? O que ele faz? O Agente Comunitário de Saúde integra as equipes do PACS e PSF. Está em contato permanente com as famílias. O ACS funciona como elo entre de ligação entre o Estado e a comunidade comunidade. em conformidade com as conformidade diretrizes do SUS. e estas passam a ter co estas coresponsabilidade no cuidado à saúde. realiza atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. Para trabalhar como agente comunitário é importante residir na região onde desempenhará suas atividades. nas residências e na mobilização da comunidade. O agente deve conhecer muito bem a comunidade em que vive. coletivas e sociais. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular popular. O agente comunitário é o responsável p pelo primeiro contato com as famílias. o Agente Comunitário de Saúde não trabalha sozinho. caracterizando-se como um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde. que dá mais força ao trabalho educativo. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde é hoje considerado parte da Saúde da Família.preocupações integrais. É ele quem visita as casas coletando informações para levar para a equipe do P levar PSF. e estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidadania. realizado por toda a equipe.

sozinho. Coordenar-se com outros atores: capacidade e disponibilidade de estabelecer movimentos de solidariedade e de compartilhamento de situações e acontecimentos do trabalho. segundo uma inteligência prática sobre o que está ocorrendo e com capacidade para coordenar-se com outros atores na mobilização de suas capacidades. mesmo quando não se tem poder para. Competências do Técnico Agente Comunitário de Saúde Competência profissional é a capacidade de enfrentar situações e acontecimentos próprios de um campo profissional. Pressupõe que a organização do trabalho admita que as ações profissionais competentes transcendam as prescrições. Autonomia: capacidade de aprender a pensar. pela liderança natural que exercem. colocando-os em ação para enfrentar situações do processo de trabalho. criticar. • realizar. porém não é sinônimo de independência e sim. ultrapassando a noção de recursos humanos e seu posto de trabalho. com iniciativa e responsabilidade. Inteligência prática: capacidade de articular e mobilizar conhecimentos. Responsabilidade: capacidade de responder pelas ações sob sua própria iniciativa e sob iniciativa de pessoas envolvidas nestas ações. São indivíduos que se destacam na comunidade. concluir e antecipar. defender. de se situar em relação a ela e de determinar suas conseqüentes ações. mudar uma realidade ou normas já estabelecidas. pela capacidade de comunicação com as pessoas. Iniciativa: capacidade de iniciar uma ação por conta própria. em conjunto com a equipe. habilidades. Situações e acontecimentos próprios de um campo profissional: conjunto de eventos que demandam responsabilidade de trabalho e a maneira individual de apreender cada situação. assumindo co-responsabilidades e fazendo apelo ético às competências dos outros. atitudes e valores. de interdependência entendida como responsabilidade e reciprocidade. argumentar. considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividades.Os ACS estão presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. atividades de planejamento e avaliação das ações de saúde no âmbito de adscrição da Unidade Básica . Competências do ACS • desenvolver ações que busquem a integração entre as equipes de saúde e a população adscrita à Unidade Básica de Saúde.

dirigidas aos indivíduos. o agente de saúde precisa morar. Um agente é responsável pelo acompanhamento de 150 famílias ou 750 pessoas. Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde O ACS trabalha com famílias de base geográfica definida. As seis competências que definem o perfil do Agente Comunitário de Saúde estão distribuídas em três âmbitos de atuação. • desenvolver ações de promoção e de proteção e desenvolvimento da cidadania no âmbito social e da saúde. com assessoria da Secretaria Estadual de Saúde. ações de promoção da saúde visando à melhoria da qualidade de vida da população. com visitas aos domicílios. conforme plano de ação da equipe de saúde. da prevenção e do monitoramento das situações de risco ambiental e sanitário • • O programa também estimula a participação e o controle social das atividades. . na área onde desempenha suas atividades. tendo a promoção da saúde e a prevenção de agravos como eixos fundamentais do processo formativo. Âmbitos de atuação do ACS • o âmbito da mobilização social. integração entre a população e as equipes de saúde e do planejamento das ações. e ter disponibilidade de tempo integral para trabalhar. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas às situações de risco ambiental e sanitário para a população. ser maior de 18 anos. o âmbito da promoção. segundo os contextos onde se desenvolvem as práticas.de Saúde. • desenvolver. segundo definição territorial pré-estabelecida. em equipe. saber ler e escrever. Entre outros requisitos. há pelo menos dois anos. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas a grupos específicos e a doenças prevalentes. a gestão social das políticas públicas de saúde e o exercício do controle da sociedade sobre o setor Saúde. conforme definido no plano de ação da equipe de saúde e nos protocolos de saúde pública. o âmbito da promoção da saúde e prevenção de doenças. aos grupos específicos e às doenças prevalentes. a adoção de instrumentos de acompanhamento e avaliação dos resultados e o cadastramento das famílias. buscando garantir a integralidade de suas ações. O recrutamento dos agentes é feito através de processo seletivo no município.

O ACS é monitorado pelo enfermeiro-supervisor, cujas tarefas básicas são o planejamento, a coordenação e o acompanhamento das atividades desenvolvidas dentro do Programa de Agentes Comunitários de Saúde.

Atribuições básicas dos agentes comunitários de saúde
O cadastramento das famílias; o acompanhamento de pré-natal e do crescimento e desenvolvimento de crianças de 0 a 5 anos. A orientação sobre doenças endêmicas, preservação do meio ambiente, saúde bucal, planejamento familiar, nutrição, assistência na área de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS; promoção da saúde do idoso; apoio a portadores de deficiência psicofísica, entre outros. Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis com ênfase nas suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas. Identificar os problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais a população da comunidade está exposta; Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos problemas de saúde e fatores que colocam em risco a saúde. Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância epidemiológica, nas diferentes fases do ciclo de vida; Valorizar a relação com o usuário e com a família, para a criação de vínculo de confiança, de afeto, de respeito. Realizar visitas domiciliares de acordo com o planejamento; Resolver os problemas de saúde do nível de atenção básica. Garantir acesso à continuidade do tratamento dentro de um sistema de referência e contra-referência para os casos de maior complexidade ou que necessitem de internação hospitalar. Prestar assistência integral à população descrita, respondendo à demanda de forma contínua e racionalista. Coordenar, participar de e/ou organizar grupos de educação para a saúde. Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfretamento conjunto dos problemas identificados. Fomentar a participação popular, discutindo com a comunidade conceitos de cidadania, de direitos à saúde e suas bases legais. Incentivar a formação e/ou participação ativa da comunidade nos conselho locais de saúde e no conselho Municipal de Saúde. Auxiliar na implantação do cartão Nacional de Saúde.

Atribuições específicas do Agente Comunitário de Saúde
Realizar mapeamento de sua área. Cadastrar as famílias e atualizar permanentemente esse cadastro. Identificar indivíduos famílias expostos a situações de risco. Identificar área de risco. Orientar as famílias para utilização adequada dos serviços de saúde, encaminhando-as e até agendando consultas, exames e atendimento odontológico, quando necessário. Realizar ações e atividades, no nível de suas competências, na áreas prioritárias da

Atenção Básicas; - Realizar, por meio da visita domiciliar, e acompanhamento mensal de todas as famílias sob sua responsabilidade. Estar sempre bem informado, e informar aos demais membros da equipe, sobre a situação das famílias acompanhadas, particularmente aquelas em situações de risco. Desenvolver ações de educação e vigilância à saúde, com ênfase na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Promover a educação e a mobilização comunitária, visando desenvolver ações coletivas de saneamento e melhoria do meio ambiente, entre outras. Traduzir para a ESF a dinâmica social da comunidade, suas necessidades, potencialidades e limites. Identificar parceiros e recursos existentes na comunidade que possa ser potencializados pela equipe.

Conhecimentos atuação.
Onde o ACS atua?

Geográficos

da

área/região/município

de

O ACS tem que reconhecer o território de atuação. Tem que fazer um levantamento dos dados do território que vai trabalhar.

Dados Área População número de domicílios tipos de habitação tipos de instituições econômicas (comércio, indústria) instituições culturais (teatros, bibliotecas) instituições públicas (escolas, creches, delegacias) representações da sociedade civil (associações de moradores, Conselhos de Saúde, conselhos de pais da escola, Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente) presença de organizações não-governamentais (ONGs)

Esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos, bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias.

Vamos conhecer um pouco da cidade de Ilhéus – BA.
Segundo o ultimo censo IBGE, qual é a população do município? 219.266 habitantes, é o 15º município mais populoso do interior do Nordeste e, teve como destaque um crescimento anual negativo, por conta de seu tamanho.

Qual é a localização geográfica de Ilhéus? Fica localizado na zona cacaueira, sul do Estado da Bahia com área de 1.712 quilômetros quadrados, teve sua extensão geográfica diminuída por conta do desmembramento para criação de novos municípios. Qual é o seu potencial agroclimático? Apresenta aptidão para a produção de cacau, coco-da-bahia, banana, citrus, cana-deaçúcar, mandioca, milho, etc. Sua divisão politica-administrativa é constituída por: 42 bairros (zona urbana) - Alto da Boa Vista; Alto da Esperança; Alto da Tapera; Alto da Uberlândia; Alto do Amparo; Alto do Soledade; Banco da Vitória; Barra; Basílio; Centro; Conquista; Distrito Industrial; Expansão Urbana; Expansão Urbana Norte; Expansão Urbana Sul; Hernani Sá; Iguape; Ilhéus II; Jardim Atlântico; Jardim Pontal; Jardim Savóia; Loteamento Barra Norte; Loteamento São Domingos; Malhado; Moradas do Bosque; Nelson Costa; Nossa Senhora da Vitória; Nova Brasília; Nova Esperança; Pontal; Raymundo Amaral Pacheco (Cidade Nova); Salobrinho; São Francisco; Sapetinga; Teotônio Vilela; Teresópolis; Vila Cachoeira; Vila de São Miguel; Vila Nazaré; Vivendas do Atlântico. 09 distrito/povoados, (zona rural): Aritaguá Distância: 5 km - População: 9.053 habitantes. Povoados: Sambaituba, São José, São João, Itariri, Juerana, Carobeira, Ponta da Tulha, Ponta do Ramo, Mamoã, Retiro, Aderno, Tibina, Vila Campinhos, Urucutuca e Vila Olímpio. Banco Central Distância: 65 km - População: 4.279 habitantes. Povoados: Arraiais: Três Paus, Ribeira e Visagem. Castelo Novo Distância: 35 km - População: 3.183 habitantes. Povoados: Ribeira das Pedras, Lava-Pés e Lagoa Encantada. Arraial: Parafuso. Coutos Distância: 5 km - População: 4.405 habitantes. Povoados: Santo Antônio, Rio do Engenho e Maria Jape. Arraiais: Areia Branca e Búzios. Inema Distância: 90 km - População: 3.130 habitantes. Povoados: Arraial: Água Branca.

etc. Acuípe de Baixo. Olivença Distância: 16 km .População: 5. Povoados: Serrado. • Revista impressa local. Comércio: lojas. Serra das Trempes. o Permanente: cacau. 66. borracha. Arraiais: Acuípe do Meio.77% da população vive com renda percapita inferior a R$ 75. Jairi e Santaninha. Dados econômicos: • Agricultura se subdivide em lavoura permanente e lavoura temporária. suínos e caprinos. o que o município oferece? Estádios e ginásios esportivos: 02 Museus: 04 Teatro ou salas de espetáculo: 04 Cinemas: 02 ► Todos mantidos com recursos do poder publico municipal. Pimenteira Distância: 81 km . livrarias. vídeos-locadora. o Temporária: abacaxi. abacate. são considerados abaixo da linha da pobreza. Questões de desigualdade social: Apenas 10% da população é considerada rica pelos padrões locais. etc. comercio varejista. mandioca.População: 1. Povoado: Banco do Pedro. • Provedor de Internet • Geradora de TV No setor cultural. Arraial: Ribeirão Pimenta.Japu Distância: 30 km .População: 15.815 habitantes.236 habitantes. Santana e Cascalheira.População: 5.575 habitantes. Quais os meios de comunicação do município? • Radio am/FM • Jornal impresso local. • • • • • Pecuária: criação de bovinos.50. Acuípe de Cima. café.449 habitantes. cana-de-açúcar. milho. Rio do Braço Distância: 29 km . .

tipo de casa. idade e sexo Endereço . serviços utilizados em caso de doença. em conjunto com as famílias. A visita domiciliar garante o vínculo e o acesso da equipe de saúde ao contexto familiar e social dos assistidos e destaca-se como uma atividade que permite acompanhar regularmente a saúde da família. fonte de água para consumo.escolaridade. para cada família. uma ficha de cadastro contendo as seguintes informações: Cadastro Dados demográficos – nome. Esse diagnóstico deve ser construído pela equipe. Este plano de enfrentamento é na realidade. processo que permite a criação de vínculos entre as equipes e as famílias. Utiliza-se. ocupação.presença de indivíduos portadores de doenças ou condições especiais. meios de comunicação utilizados. a identificação dos fatores relacionados às condições de saúde local e da esfera onde as suas ações e de outros setores . um processo de trabalho elaborado com objetivos baseados nas necessidades da comunidade e nas possibilidades da própria equipe. data de nascimento.religião.como habitação e saneamento . no domicílio e nas dinâmicas e relacionamentos do grupo familiar. permitindo a percepção dos fatores de risco que determinarão a prioridade de intervenção das equipes. tratamento de água no domicílio. através da elaboração de um plano para seu enfrentamento. aquisição de plano de saúde O resultado final das informações coletadas no período de cadastramento é denominado diagnóstico de vida e saúde das comunidades. pois permite estabelecer as prioridades dentre os problemas detectados. destino de dejetos Dados de morbidade .fundamental para que a equipe se organize no planejamento dos segmentos territoriais a assistir Dados socioeconômicos . os . participação em grupos comunitários Dados sobre o meio ambiente .serão necessárias.Cadastramento familiar e territorial: finalidade e instrumentos O inicio das atividades da equipe do PSF é marcado pelo cadastramento da clientela.sistema de coleta de lixo. meios de transporte utilizados Dados socioculturais . prestar ou supervisionar cuidados e identificar.

ada Durante sua realização. A realização da VD requer um profissional habilitado e com capacitação lização específica. que se iniciam antes e continuam após o ato de visitar o usuário no domicílio: • • • • A execução da VD pressupõe o uso das técnicas de entrevista e de observação sistematizada. a família interpreta a visita domiciliar como uma atenção diferenciada por parte do nterpreta serviço de saúde. é necessário considerar os limites e as a possibilidades do saber específico do profissional/técnico que a executará executará. da responsabilidade compartilhada. Considerar no planejamento eventuais diferenças socioculturais e educacionais r entre os profissionais e os usuários dos Serviços de Saúde. A intervenção no processo saúde doença pode ou não ser uma ação integrante saúde-doença da VD. Usualmente saúde-doença. devendo ser planejada de acordo com as necessidades de cada família. do respeito mútuo (crenças e valores relacionados ao processo saúde doença) e da construção conjunta da saúde-doença) intervenção no processo saúde venção saúde-doença. Os pressupostos que or orientam a VD são: Uma VD deve compreender um conjunto de ações sistematizadas. favorecendo a manutenção da saúde dos integrantes da família assistida. a equipe do PSF consegue observar e identificar hábitos de vida que devem ser discutidos. A visita domiciliar reúne um conjunto de ações de saúde voltadas para aspectos educativos e assistenciais. A relação entre o profissional e o usuário deve estar pautada nos princípios da profissional participação. Na elaboração dos objetivos da VD. estimulados ou desaconselhados. • • Descrição da técnica de VD Etapas da VD planejamento execução registro de dados avaliação do processo .fatores que poderão auxiliar na determinação do processo saúde doença.

objetivos e dados coletados previamente. preencher o impresso utilizado na realização da VD. no caso de ocorrerem interferências durante sua realização que possam prejudicar o alcance dos objetivos. com clareza os objetivos da visita de forma cordial. endereço. A busca de conhecimento necessário para o sucesso da VD pode ser realizado através de leitura bibliográfica ou de outras fontes de informação. como consulta aos demais membros da unidade. . mas. que deve conter: número de cadastro da família. nome do(s) usuário(s). • Durante a VD. • Quando chegar ao domicílio o ACS deve identificar-se (nome e função) e expressar de maneira informal. o profissional deve resgatar os seus objetivos e fazer uma síntese do que foi realizado para a família. É importante considerar o itinerário. A execução da VD O ACS deve tomar cuidados para que a visita alcance a finalidade esperada. Se possível. segundo os objetivos propostos para a VD. segundo os critérios estabelecidos pela equipe de saúde. para que na medida do possível as necessidades da família ali explicitadas possam ser atendidas. Executar primeiro as VDs mais rápidas e deixar por último aquelas que necessitam de um contato mais prolongado. o tempo a ser gasto em cada casa e o horário disponível do ACS e do usuário. quem realizou a VD. pois irão orientar a revisão de conhecimentos necessária para embasar a entrevista com o usuário e a observação no domicílio. Se a VD tiver como objetivo a coleta de dados. evitando os extremos da formalidade e da intimidade no contato com os usuários. entrar em contato com o usuário antes da realização da VD para agendar a data e o horário. Posteriormente.Planejamento Um planejamento bem elaborado aumenta a possibilidade de êxito: o ACS preparado terá clareza e segurança na visita atingindo o rendimento desejável para a atividade. É importante estabelecer os objetivos da VD. como é o caso das doenças transmissíveis. a fim de selecionar os dados essenciais e pertinentes aos objetivos da visita. inicia-se a captação da realidade de vida e saúde do usuário e dos seus familiares através da leitura do prontuário e da troca de informações com os profissionais que já tiveram contato com algum membro da família. • Após a apresentação iniciar a entrevista ou executar os procedimentos previstos. O planejamento inicia-se com a seleção das visitas. realizar a observação sistematizada da dinâmica da família e ao término. A cada etapa realizada. • Deve adaptar o plano da VD. deve-se explicar o motivo da anotação das informações e destacar o caráter sigiloso do registro.

gestantes. reproduzem as condições de moradia e saneamento. cujos dados são coletados em âmbito domiciliar e em unidades básicas nas áreas cobertas pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Saúde da Família (PSF). Enfim. ter uma seqüência lógica. das observações e das intervenções realizadas. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. objetivo. O SIAB é um sistema de informação territorializado. O relatório deve contemplar a avaliação da VD. Sistema de informação da Atenção Básica (SIAB) O cadastramento proverá a alimentação do banco de dados do Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB). Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. deve conter uma síntese das informações coletadas. que deve ser feita tendo como referência os objetivos propostos inicialmente. seguido das observações feitas e. hospitalizações e óbitos ocorridos no território. Também deve registrar aspectos que precisam ser explorados no próximo contato com a família. verificar se os pressupostos de uma VD foram contemplados. as intervenções realizadas. produção e composição das equipes de saúde. diabetes. deve elaborar um relatório sobre a VD e anexá-lo ao prontuário do usuário. ser iniciado com as informações colhidas.Relatório da VD O ACS. tanto as relatadas por ela. situação de saúde. fundamentando a continuidade da assistência à família. o acompanhamento de crianças. permitindo o mapeamento da situação sócio-sanitária e do perfil epidemiológico. Avaliação do processo da VD A avaliação é necessária para que a equipe estabeleça o plano operacional da assistência à família visitada e também. que tomará as providências necessárias para dar continuidade à assistência à família. O relatório deve ser apresentado à equipe. Ou seja. sintético. pessoas com hipertensão. por fim. tuberculose e hanseníase. Deve informar as necessidades da família. O SIAB elenca um grande número de indicadores. e o acompanhamento das ações . Ele é essencial para que as informações coletadas através da entrevista ou da observação sejam compartilhadas com os membros da equipe e para que não se percam ao longo do tempo. para que o ACS possa fazer uma autoavaliação baseada na realização da VD. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. quanto as que foram detectadas pelo ACS. O relatório deve ser claro. Os cadastros de famílias e pessoas.

e alguns deles são consolidados antes de serem lançados no programa informatizado. cujo objetivo é estabelecer uma linha de atuação específica para a área analisada. preenchidas mensalmente pelos agentes comunitários de saúde. em grande parte.de saúde desenvolvidas. A estrutura etária da população. Interpretação demográfica Como já vimos. assim como a avaliação do alcance das metas programadas. Alguns indicadores demográficos são usualmente analisados como indicadores imediatos das condições de saúde: é o caso da mortalidade geral e infantil. Uma vez processados os dados. é reconhecida como uma variável fundamental que afeta a demanda por serviços de saúde e determina necessidades de resposta desse sistema. . produzidas mensalmente por todos os profissionais das equipes de saúde. é extremamente importante para que haja um bom trabalho em saúde coletiva o reconhecimento do território no qual a equipe de saúde atua. esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos. Interpretação demográfica é a análise dos dados estatísticos com o objetivo de esclarecer questões pertinentes a uma determinada região geográfica. como a fecundidade e a urbanização. Fichas de registro de atividades. por outro lado. Outros. bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias. mas não se trata apenas de coletar informações. Fichas de acompanhamento de grupos de risco e de problemas de saúde prioritários. entre outras razões por fornecer conceitos e medidas fundamentais sobre a saúde em sua dimensão populacional. Os principais instrumentos de coleta do SIAB Ficha de cadastro das famílias e levantamento de dados sócio-sanitários. agregados. procedimentos e notificações. Os dados gerados através das fichas de coleta são. preenchida pelo agente comunitário de saúde (ACS) no momento do cadastramento das famílias. são tidos como estreitamente vinculados a essas condições. no momento de realização das visitas domiciliares. bem como da esperança de vida ao nascer. a satisfação da equipe de saúde da família e dos usuários e alterações efetivas no modelo assistencial. com maior ou menor grau de complexidade técnica. sendo atualizada permanentemente. são produzidos os relatórios de indicadores do SIAB. A demografia é uma ciência importante para a saúde pública.

e seu objeto. dentre outras. permitindo elaborar diagnóstico e avaliação permanentes. Conceito de territorialização. Área de abrangência Área de abrangência é um determinado território ou espaço físico delimitado em que atua uma unidade ambulatorial de saúde e delimita-se em função do fluxo e contra fluxo de trabalhadores de saúde e da população num determinado espaço físico. O critério de delimitação da área de abrangência é a geografia humana. O território é mais do que simplesmente o espaço físico. como organização administrativa voltada para a mudança das práticas sanitárias. cultural e epidemiológico. analisar e compreender os principais agravos da população. A lógica de sua estruturação é a constatação de barreiras geográficas impeditivas de uma livre circulação. A coincidência dos distritos sanitários com territórios político-administrativos previamente delimitados apresenta. uma vez que o distrito sanitário institui-se. e como prolongamento progressivo do número de anos vividos. A partir de delimitação do Território da área de abrangência de cada Unidade Básica de Saúde da Família será possível identificar os principais problemas de saúde que afetam a comunidade. A disciplina que subsidia a delimitação deste território é o planejamento urbano e seu objeto é o administrativoassistencial. bem como planejar e desenvolver ações de saúde coerentes com a realidade vivida por essa população. normalmente coincide com o espaço de um município. ou seja a delimitação geográfica. A Territorialização é um dos princípios básicos do atendimento e da organização do processo de trabalho em Saúde da Família. pois diz respeito à compreensão do espaço de atuação dos profissionais de saúde da família. a vantagem da possibilitação de uma integração da autoridade sanitária com responsáveis por outros setores. similarmente ao distrito sanitário// território político-administrativo está definido com base em critérios administrativos e assistenciais.A compreensão demográfica da saúde está relacionada com a maior sobrevida do conjunto de uma população. micro-área e área de abrangência Territorialização Uma das questões fundamentais para o entendimento do processo saúdedoença é o conhecimento do território em suas singularidades. nesse espaço. é o território econômico. bem como da dinâmica social e sanitária. político. O território que diz respeito à saúde. denominado território sanitário ou distrito sanitário. em oposição à morte precoce dos indivíduos que a compõem. uma vez que há uma unidade de . contribuindo para a facilitação de uma ação intersetorial. obedecendo à lógica político-administrativa do mesmo. Importam a dimensão dos recursos existentes para uma dada população e a distância-tempo de demanda da população ao ambulatório.

a identificação de espaços onde se concentram grupos populacionais mais ou menos homogêneos de acordo com suas condições objetivas de existência. No conjunto. na intervenção continuada no espaço das micro-áreas onde se concentram os problemas de saúde. impõe-se na medida em que os problemas de saúde não se distribuem de forma simétrica na área de abrangência. desde 1980. tendendo. Dessa maneira. infestans. da sociologia e da antropologia. com apoio da economia. também. a discriminarem-se de forma negativa naquele espaço. Micro-Área A micro-área é uma subdivisão da área de abrangência. A área de abrangência é um território de determinação da co-responsabilidade pela saúde naquele espaço entre população e serviço. através de operações direcionadas à superação dos problemas críticos identificados pela equipe de PSF. A disciplina central para a caracterização da micro-área é a epidemiologia. Ou seja.500 para 140 óbitos. . A micro-área é definida segundo a lógica da homogeneidade socioeconômicosanitária. da raiva humana transmitida por animais domésticos e. Indicadores epidemiológicos A vigilância epidemiológica no Brasil Conforme informações do site do Ministério da Saúde: “O Brasil coleciona vitórias importantes na saúde coletiva. mas. preferencialmente. e da transmissão vetorial doença da Chagas pelo T.268 e de 5. as doenças imunopreveníveis vêm tendo uma redução de casos e mortes de 153 mil casos para 1. ao contrário. na identificação e análise das condições de vida e saúde e dos distintos grupos populacionais. A Micro-área é o espaço privilegiado para o enfrentamento dos problemas de saúde.direção no nível da unidade ambulatorial com autoridade sanitária sobre seu território e uma população adscrita que deve receber serviços de saúde dessa unidade e com ela interagir. como a erradicação da poliomielite desde 1989. isto é. da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. os recursos e serviços disponíveis na área de abrangência são investidos. com a realização da grande campanha de vacinação realizada em 2008. um espaço de organização básica da prática da atenção à demanda. a partir de 2000. poder-se-á atuar sobre as causas dos problemas através de operações de discriminação positiva. a interrupção da circulação autóctone do vírus do sarampo. Há boas perspectivas de eliminação do tétano neonatal. Esse território está próximo ao conceito de “áreas homogêneas de risco”. de forma contínua.

Também promove a cooperação técnica com organismos internacionais correlatos. sobre bases firmes. Em relação à Aids. relacionadas ao controle e prevenção de doenças. com o fim de recomendar oportunamente. pudessem ser atualizadas constantemente.026 para 457. ou seja. a definição de prioridades e a organização dos serviços e ações de saúde. principalmente nas regiões Sul. a vigilância epidemiológica é "o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer. cujo objetivo é desenvolver atividades de coleta e análise de dados. constitui a expressão mais geral e simplificada do risco.9% da transmissão da malária no Brasil. o comportamento ou história natural das doenças. as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas doenças". bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes. a qualquer momento.SVS define normas e procedimentos técnicos e diretrizes operacionais. ou sujeitos portadores de uma condição relacionada à saúde) e o conjunto de membros da população. as medidas a serem aplicadas ao ambiente e aos doentes ou às pessoas em risco de adoecer. o acesso aos serviços de prevenção e o tratamento adequado possibilitaram a estabilização da epidemia.6 em 1996 para 6 por 100mil habitantes em 2005.SVS trabalha para a promoção e disseminação do uso da metodologia epidemiológica em todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS). Os indicadores epidemiológicos expressam a relação entre o subconjunto de doentes (ou óbitos por uma dada doença. Esta relação equivale ao cálculo da probabilidade de uma ocorrência.3 milhão de internações foram evitadas no período de 1997 a 2007”. No Norte e Nordeste. A Secretaria de Vigilância em Saúde . Sudeste e Centro-Oeste. O acesso universal à terapia anti-retroviral no país é responsável pela diminuição da taxa de mortalidade de 9. surgiram os serviços de vigilância epidemiológica. . passando de 603. Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8. estima-se que mais de 1. a Secretaria de Vigilância em Saúde . além de promover a cooperação técnica e assessorar as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.Outro avanço é a redução de 24% de casos de malária na Amazônia Legal. o país tem uma epidemia estabilizada desde o ano de 2000. implementação e avaliação das ações de prevenção e controle de doenças e agravos. Apesar de o Brasil ter cerca de um terço de todas as pessoas com HIV da América Latina. a tendência é de crescimento.466 casos na região que concentra 99. No âmbito do SNVE. determinando. assim. Para que as informações necessárias à adoção de medidas pertinentes. Objetiva o estabelecimento de sistemas de informação e análises que permitam o monitoramento do quadro sanitário do país e subsidiem a formulação. no período de 2005 a 2007.080/90). Com o acesso à terapia antiretroviral.

intervalo de tempo e abrangência do estudo ê = º çã ç × 10 . com clara localização espacial. (TAXA) Microindicadores – aqueles que tomam como denominador qualquer dos subconjuntos hierarquicamente inferiores a P. (COEFICIENTE) Indicadores Epidemiológicos Mortalidade = O/P Incidência (e prevalência) de doença = D/P Incidência (e prevalência) de infecção = I/P Patogenicidade = D/I Virulência = G/D Letalidade = O/D Morbidade Refere-se a uma população predefinida.Subconjuntos da morbimortalidade P E I D G O P – Base Populacional do Risco E – Subconjunto de Exposição I – Subconjunto de Infectados D – Subconjunto da Doença G – Subconjunto de casos Graves O – Subconjunto de Óbitos Indicadores Epidemiológicos Macroindicadores – aqueles cujos denominadores se referem à base populacional plena P.

usa-se º ê = çã ç ç × Coeficiente de Ataque Incidência referida a uma população específica ou a um grupo bem definido de pessoas. Para efeito de estudo comparativo de incidência de doenças numa mesma população em épocas diferentes. ou em populações diversas numa mesma época. doentes em uma determinada população. mês ou ano É a intensidade com que estão surgindo novos ano.Prevalência escreve Descreve a força com que subsistem as doenças na coletividade. dia. É um indicador de morbidade. limitadas a um período de tempo de dias ou semanas e localizadas em uma área restrita. º = × Relação entre Prevalência e Incidência A prevalência P varia proporcionalmente com o produto da incidência I pela duração D. usa se o coeficiente de incidência. Mortalidade Quocientes entre freqüências absolu ientes absolutas de óbitos e número de sujeitos expostos ao risco de morrer = O/P postos = = = Taxa de Mortalidade Geral (TMG) Taxa de Mortalidade Específica (TMG) . º ê = ç çã × Incidência Significa a ocorrência de casos novos relacionados à unidade de intervalo de ignifica tempo. semana.

Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população A informação é fundamental para a democratização da Saúde e o aprimoramento de sua gestão. considerando-se as variáveis se variáveis: idade. e o resultado é multiplicado por 1000. Designa o número médio de anos que ainda restam para serem vividos pelos indivíduos que sobrevivem até a idade considerada. Mortalidade Neonatal = óbitos com menos de 28 dias de nascimento. calculados com base na expectativa de mortalidade acumulada em toda a escala etária. Anos de Vida Perdidos por Incapacidade (AVPI) – metodologia destinada a medir a carga global de doença. Esperança de vida Indicadores de duração média da vida. . Coeficiente de Letalidade Permite avaliar a gravidade de uma d doença. dentro de diretrizes tecnológicas adequadas. condições socioeconômicas da região onde ocorre. A informatização das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS). sexo. em uma determinada área. A razão entre o número de óbitos devidos a determinada patologia e o total de pessoas que foram realmente acometidos pela doença. Mortalidade Pós-neonatal = óbitos entre 28 dias de nascimento e 1 ano de neonatal vida. Indicadores compostos Anos de Vida Ajustados por Qualidade de Vida (AVAQ) – conceito de qualidade de vida ligada à saúde. pressupondo se que as pressupondo-se probabilidades de morte que serviram para o cálculo continuem as mesmas. é essencial para a tro descentralização das atividades de saúde e viabilização e controle social sobre a utilização dos recursos disponíveis.Coeficiente de Mortalidade Infantil de CMI – é calculado dividindo se o número de óbitos de crianças menores de um dividindo-se ano pelos nascidos vivos naquele ano.

creches. é importante seguir algumas etapas: Coleta de dados Consiste em buscar junto às fontes de dados (população. unidade que notificou a suspeita do caso e região do município. quadros e tabelas. tomada de decisões baseadas em evidências e programação de ações de saúde. imprensa. Análise dos dados Busca interpretar as informações coletadas. Promoção das ações de controle e prevenção Consiste em planejar e executar ações como vacinações. presídios e indústrias) as informações relevantes que possam colaborar na identificação de situações de risco. a campanha de controle do diabetes. divulgação de informações sobre precauções para transmissão de doenças. de morbidade e mortalidade. bairro de moradia do doente. controle do ambiente. etc. as campanhas educativas disseminadas pela televisão e na escola. As campanhas de vacinação. Processamento dos dados Significa reunir todos os dados coletados e agrupá-los de acordo com seu grau de importância e relevância. Sua realização permite que os responsáveis pela vigilância epidemiológica relacionem os determinantes de doenças e agravos. são ordenadas em ordem de ocorrência e separadas por mês. para que a vigilância epidemiológica possa propor ações de prevenção e controle a partir do estudo do comportamento das doenças e agravos à população. escolas. para permitirem melhor visualização dos problemas e seus determinantes. Geralmente. agravos e epidemias devem ser consideradas somente após prévia investigação para confirmar ou descartar o caso. estado e país. pois muitas vezes sua divulgação. procurando estabelecer as relações causais. Recomendação de medidas de controle e prevenção Aponta que precauções podem ser recomendadas no controle e prevenção da ocorrência da doença. visando identificar se as metas propostas foram alcançadas e avaliar seu impacto na saúde coletiva. DATASUS O DATASUS disponibiliza informações que poderão servir de subsídios para: análise objetiva da situação sanitária.Entretanto. serviços de saúde. tratamento dos doentes. A mensuração do estado de saúde da população é usual em saúde pública . As informações obtidas sobre casos de doenças. As informações são organizadas em gráficos. tem origem duvidosa. Os dados podem ser agrupados como demográficos e ambientais. além de assustar a população. Avaliação da eficácia das medidas É a análise dos resultados das ações. por meio dos indicadores de saúde.

Com os avanços no controle das doenças infecciosas - informações epidemiológicas e morbidade - e com a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus determinantes populacionais, a análise da situação sanitária passou a incorporar outras dimensões do estado de saúde. Dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços, qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais passaram a ser medidas utilizadas na construção de indicadores de saúde, que geram informações relevantes para a quantificação e a avaliação das informações em saúde. O DATASUS também divulga informações sobre assistência a saúde da população, os cadastros (rede assistencial) das redes hospitalares e ambulatoriais, o cadastro dos estabelecimentos de saúde, além de informações sobre recursos financeiros e informações demográficas e socioeconômicas. Cadernos de Informações de Saúde Os cadernos de Informações de Saúde consistem de planilhas contendo indicadores disponibilizados pelas diversas bases de dados do Ministério da Saúde.

Critérios operacionais para definição de prioridades: indicadores sócio-econômicos, culturais epidemiológicos.
Indicadores sócio-econômicos São oito indicadores que subdividem-se em duas categorias: dois deles tem caráter demográfico e seis tem caráter sócio-econômico.

Demográficos Densidade (hab/área urbanizada) Distribuição por faixa etária

Sócio-econômicos Renda média (salários mínimos) Taxa de emprego (E/P) Distribuição da população por faixas salariais (SM) Padrão residencial (vertical/horizontal) Empregos por setor de atividade Escolaridade
Indicadores Epidemiológicos O objetivo da epidemiologia é produzir conhecimento capaz de promover a saúde individual através do alcance coletivo. É através dos dados referentes a morte,

doença, fatores de degradação entre outros que estabelece-se o controle e a prevenção. Conforme já vimos são indicadores epidemiológicos: a morbidade, a mortalidade, a incidência, a prevalência, a letalidade, a patogenidade e a virulência.

Conceitos de eficácia, eficiência e efetividade em saúde coletiva
A situação da Saúde do município deve ser analisada por meio dos indicadores de gastos considerando a efetividade, eficiência e eficácia do planejamento dos gastos em saúde. Desta forma, os reflexos serão observados nos indicadores epidemiológicos e nos aspectos já apontados das ações desenvolvidas no campo da saúde coletiva. A efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos. Tratando-se de programas sociais, diria respeito à implementação e ao aprimoramento de objetivos, independentemente das insuficiências de orientação e das falhas de especificação rigorosa dos objetivos iniciais declarados do programa. Os programas ou as organizações são efetivos quando seus critérios decisórios e suas realizações apontam para a permanência, estruturam objetivos verdadeiros e constroem regras de conduta confiáveis e dotadas de credibilidade para quem integra a organização e para seu ambiente de atuação. A eficiência traduz a competência para se produzir resultados com gasto mínimo de recursos e esforços, dados que, por sua vez, remetem à avaliação para considerações de benefício e custo dos programas sociais, ou seja, os investimentos que foram mobilizados devem produzir os efeitos desejados. A eficácia diz respeito às condições controladas e aos resultados desejados em contrapartida aos esforços depreendidos. Programas sociais regem-se, também, por objetivos de eficácia, uma vez que, se espera que os investimentos que mobilizam devem produzir os efeitos desejados. Entendemos que os programas sociais serão eficazes somente se forem antes efetivos e eficientes, pois os objetivos pretendidos destes também são estruturados pela condução e objetivos efetivos dos programas.

Estratégia de avaliação instrumentos e técnicas

em

saúde:

conceitos,

tipos,

Como já estudamos anteriormente no capítulo “Indicadores epidemiológicos” e “Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população”, para o planejamento eficaz de ações de prevenção e controle de doenças e agravos, é importante conhecer o perfil dos problemas de saúde da população assistida e das doenças apresentadas.

É necessário que o estudo de dados estatísticos referentes as doen doenças que mais acometem a população, das que mais matam e quantas pessoas morrem. Para o conhecimento de aspectos de saúde não diretamente observáveis foram criados os indicadores de saúde, que representam e tentam aferir os aspectos normalmente não percebidos. Dentre outros importantes componentes da estrutura de assistência à os. população, esses indicadores orientarão o processo de planejamento em saúde, a organização dos serviços de atenção e a determinação do número de leitos hospitalares necessários para de determinada região. Vimos que a morbidade refere se ao comportamento das doenças numa refere-se população exposta ao adoecimento. Seus índices permitem conhecer que doenças existem habitualmente na área, no período e na população estudada (prevalência), e quais os novos casos das doenças na mesma área, período e população (incidência). vos Assim, a quantidade de casos de uma doença também permite estimar sua , importância para aquela população. Estão relacionados à morbidade os termos: surto, endemia, epidemia e pandemia. Surto é um aumento repentino do número de casos, dentro de limites muito restritos, como uma série de casos de rubéola em uma creche, vários indivíduos com conjuntivite em um quartel ou vários bebês com infecção respiratória em um berçário de hospital. Também pode ser assim considerado o aumento do número de casos de bém uma doença em uma área específica, considerada livre da mesma. Por exemplo, um único caso de poliomielite no Brasil seria suficiente para configurar um surto; número de casos controlados em determinada Endemia é a ocorrência de certo n região; Epidemia é o aumento do número de casos de determinada doença, muito acima do esperado e não delimitado a uma região; Pandemia Compreende um número de casos de doença acima do esperado, sem ompreende respeitar limites entre países ou continentes.Os exemplos mais atuais são a AIDS e a ites tuberculose. Mortalidade A mortalidade é definida como a relação entre o número de óbitos e o número de pessoas expostas ao risco de morrer. Dados esses que podem ser agrupados por características como sexo, idade, estado civil, causa aracterísticas lugar, condição, dentre outras. Os óbitos ocorridos podem estar classificados segundo a as associação de duas ou mais dessas características. Letalidade Permite conhecer a gravidade de uma doença, considerando-se seu maior ou menor poder para causar a morte. A determinação da letalidade de certas doenças permite avaliar a eficácia de estratégias e terapias implementadas.

revisão dos processos de formação. supervisão dos municípios. isto significa que as crianças não estão tendo acesso à estratégia de vacinação ou que a vacina não está desempenhando adequadamente seu papel na proteção à saúde. Como desafios institucionais para expandir e qualificar a atenção básica no contexto brasileiro destaca-se: a expansão e estruturação de uma rede unidades básicas de saúde que permitam a atuação das equipes na proposta da saúde da família. ações articuladas com as instituições formadoras para promover mudanças na graduação e pós-graduação dos profissionais de saúde. incluindo aí a articulação com os demais níveis de atenção. coordenações e gestores. . supervisão regional. uso das informações para a tomada de decisão. flexíveis em função dos contextos estaduais. a institucionalização de processos de acompanhamento. de modo a responder aos desafios postos pela expansão e qualificação da atenção básica. por meio de taxas. espera-se que a vacina anti-sarampo reduza o número de complicações e óbitos decorrentes da doença. recuperação e reabilitação) dirigidos aos problemas mais freqüentes do estado de saúde da população. as condições socioeconômicas e sanitárias locais. sob a lógica da regionalização.Por exemplo. a contínua revisão dos processos de trabalho das equipes de saúde da família com reforço as estruturas gerenciais nos municípios e estados. Traduzem. muitas vezes. prevenção. índices e coeficientes. municipais e locais. Para que se possa avaliar o significado dos indicadores e compará-los frente a populações diferentes sem que haja distorção das informações. humanização do cuidado. conforme já vimos em outros capítulos. monitoramento e avaliação da atenção básica. ações que visem o fortalecimento das estruturas gerenciais nos municípios e estados com vistas a: programação da atenção básica. Se há muitos óbitos causados pelo sarampo. a elaboração de protocolos assistenciais integrados (promoção. satisfação do usuário e do trabalhador. e expressos em porcentagens. a definição de mecanismos de financiamento que contribuam para a redução das desigualdades regionais e para uma melhor proporcionalidade entre os três níveis de atenção. equidade. eles são calculados. supervisão das equipes. outros. educação em saúde com ênfase na educação permanente das equipes. pois estão intimamente relacionados com as condições de vida e saúde da população. Conceitos e critérios de qualidade da atenção à saúde: acessibilidade. com indicação da continuidade da atenção.

Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção básica em seu território. Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento (gestão e gerência). em virtude de prestarem assistência direta à maioria da população. Co-financiar o sistema de atenção básica. Co-financiar as ações de atenção básica. A notificação é essencial para o efetivo conhecimento da realidade vivida pela população assistida. Notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde. feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão. controle. Municipal Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território. Regular as relações inter-municipais. regulação e avaliação da atenção básica. bem como para a adoção de medidas de intervenção pertinentes. Co-financiar as ações de atenção básica. Contratualizar o trabalho em atenção básica. Alimentar os sistemas de informação. Ocorre subnotificação quando o número de registros de ocorrência de casos de doenças é menor do que o realmente ocorrido. Infelizmente muitos profissionais não dão a devida importância a essa prática na determinação das condições sanitárias populacionais. Sistema de informação em saúde Os ambulatórios. Ordenar a formação de recursos humanos. Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território. o fenômeno da subnotificação.Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica Federal Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica. Isso impede ou atrasa o poder público nas decisões referentes ao atendimento às reais necessidades da população. provocando. sendo importante seu registro e divulgação. Manter as bases de dados nacionais. Este contato direto com a população faz com que realizem com maior freqüência a notificação. Estadual Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território. . Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão. Propor mecanismos para a programação. assim. unidades básicas de saúde e hospitais representam importantes fontes de informação para a realização da vigilância epidemiológica.

os instrumentos e o fluxo de informação. é freqüente o fato de que muitos profissionais de saúde deixam de notificar os acidentes de trabalho. Tais documentos irão contribuir para a avaliação de alguns indicadores de saúde da população. A lista de doenças de notificação compulsória. possibilita o conhecimento da distribuição dos óbitos por faixa etária. bem como as características ligadas à saúde da mãe (idade gestacional. das notificações das doenças ou agravos aos serviços de saúde (centros ou postos de saúde) criam-se falsas expectativas de diminuição de casos de doença ou acidente o que pode causar sérios danos. gerando doença e morte. O banco de dados pode ser alimentado por outras fontes e documentos como boletins de produção ambulatorial. como por exemplo a suspensão de um serviço ou programa de saúde que na realidade ainda é necessário.Com o objetivo de sanar as falhas causadas pela ausência de notificação de doenças de grande impacto coletivo.existem outros sistemas de informações de interesse para a vigilância epidemiológica. foi criada uma lista de doenças de notificação obrigatória em todo o território nacional. Estados e municípios podem incluir novas doenças na lista. para isso devem estar presente os pressupostos que permitem o uso desta prerrogativa que são: estarem claramente definidos os objetivos da notificação. Da mesma forma. causa e outras informações – variáveis de acordo com o interesse da consulta. em vista do crescente aumento do número de pessoas acometidas por doenças crônicas não-transmissíveis e provocadas por causas externas. Ao se omitirem criam dados positivos falsos deixando de contribuir com o planejamento das atividades de educação continuada das equipes. sendo fundamentais para a determinação das prioridades assistenciais. sexo. declarações de nascidos vivos. por parte dos profissionais ou a população. prontuários dos clientes ou autorizações para internação hospitalar. o que é bastante questionável. atestados de óbito. alimentado pelas notificações compulsórias . é atualmente constituída apenas por doenças transmissíveis. Outras importantes fontes de dados e de notificação são os sistemas nacionais de informação. Na ausência. por exemplo) e do recém- . Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) que reúne todas as informações relativas aos agravos de notificação. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) permite conhecer quantas crianças nascem por ano e por região. por exemplo. dentre os quais se destacam: Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) reúne os dados relativos aos óbitos ocorridos. lista esta que deve ser periodicamente atualizada. Alimentado pelos atestados de óbito emitidos.

seja em hospitais. idosos e portadores de . Condições de risco social: violência. Relações excludentes – são situações que geram ou perpetuam a exclusão social. o analfabetismo ou a escolarização insuficiente. Situações de violência São situações de carência ou negação dos valores humanos fundamentais como vida. Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) permite conhecer o perfil das condições nutricionais. atingindo de forma continuada. desemprego. analfabetismo. principal fonte de notificação dos serviços de epidemiologia locais. auxiliando na determinação das prioridades e avaliação do que já foi feito pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde (PSF e PACS). indicando a falta de serviços voltados para o atendimento das necessidades dos moradores que se deslocam de muito longe para obter serviços de saúde. As informações disponíveis possibilitam constatar a ocorrência de desnutrição e sua distribuição. verificar se todos os atendidos em um ambulatório são moradores da região. especialmente aqueles de maior vulnerabilidade: crianças. pois muitos doentes hospitalizados não chegam a ser assistidos nas unidades básicas de saúde. Trata-se de um problema social de grande dimensão. É alimentado principalmente pelos dados contidos nas autorizações de internações hospitalares e pelos relatos contidos nos prontuários dos pacientes. liberdade e segurança. esse sistema destina-se a reunir informações acerca das atividades desempenhadas em nível de atenção básica. a falta de moradia. É utilizado para medir o impacto das ações básicas desenvolvidas. seja em unidades básicas de saúde. ausência ou insuficiência de infra-estrutura básica. mulheres. outros. como. entre outros dados. Com o aumento dos casos de doenças não-transmissíveis. Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB) criado mais recentemente.nascido (presença de malformações congênitas ao nascer). o desemprego. Permite. infância desprotegida. permitindo. dentre outras. fator determinante de risco cardiovascular. adolescentes. apontando que necessidades assistenciais devem ser atendidas na região dos nascimentos para melhorar a qualidade da assistência pré-natal e à criança. É importantíssimo para a definição do perfil epidemiológico da população assistida. assume importância na vigilância sobre a obesidade. assim. a determinação de medidas que controlem e previnam sua ocorrência. Sistema de Informações Hospitalares (SIH) reúne informações sobre a assistência prestada pelos hospitais. Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) reúne as informações obtidas com os atendimentos ambulatoriais. processos migratórios.

aos portadores de deficiências sexual Situações de violência urbana doméstica exclusão social Violência Urbana: o crescimento desenfreado das grandes cidades. da cidadania e da vida humana. educação. Estes atos são impostos através de violência física. . das representações culturais. lazer e alimentação. com ou sem penetração penetração. demandam atitudes agressivas e coletivas para seu enfrentamento por parte dos jovens. Este tipo de abuso inclui tipo desde práticas que não envolvam contato sexual às diferentes formas onde este ocorre. A vulnerabilidade designa grupos que tem cotidianamente seus direitos humanos violados: saúde. adolescente. Esta situação pode ser exem exemplificada pela permanência de grupo nas ruas ou em condições sub humanas de moradia. do trabalho. enfrentamento Violência Doméstica: a violência doméstica pode ser definida como uma forma d : doméstica de violação dos direitos essenciais da pessoa no âmbito familiar. A violência doméstica se distingue da familiar por incluir outros membros do grupo sem relação parental. adulto ou idoso sem condições de defesa por um indivíduo que faz uso de seu poder físico ou hierárquico superior. Violência sexual: a violência sexual se caracteriza por atos dessa na : natureza impostos a uma criança. a falta de : oportunidades. ameaças ou induções.deficiência/necessidades especiais. a decadência da estrutura familiar entre outros fatores. segurança. que membros convivam no espaço doméstico. moradia. Exclusão social: é definida como a ruptura de vinculo nas dimensões sócio : sócio-familiar.

delinqüência: s como no crime contra o patrimôn roubo. interferindo no processo através do aumento de sua participação. patrimônio. assalto. Violência de resistência: manifestada pelos grupos oprimidos e subjugados como : manifestada resposta a violência estrutural e cultural sofrida (negros. passando a assumir uma posição atuante na definição dos problemas a serem enfrentados. Violência de delinqüência expressa nas formas mais visíveis ao senso comum. (racismo. Desta forma a população deixa de ser apenas o alvo dos programas. É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio ou suporte. homossexuais. Amplia Amplia-se a concepção de saúde referindo referindo-se . entre outros).Estrutural de resistência Violência cultural de delinquência Violência estrutural: aquela que advém da conduta política do Estado e seus : governantes a privilegiarem alguns grupos em detrimento de outros. nos seus preconceitos e : valores. Promoção de saúde conceitos e estratégias úde A promoção da saúde é o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua própria qualidade de vida e saúde. entre outros). participação como forma de tentar alterar ou minimizar as condições de risco de todos os tipos de violência que possam influir na comunidade. entre outros. Violência cultural: esta impressa na cultura de um povo. sem terra. religião. machismo. determinando as desigualdades e produzindo a exclusão.

sem dúvida. 2. prejudicando os Estados e os municípios. Criação de ambientes favoráveis à saúde. Reforço para a ação comunitária. As maiores vítimas da escassez de recursos endereçados a saúde são justamente as famílias mais carentes. fortalece a concentração de riquezas e diminui o investimento em áreas sociais. para levar assitencia à saúde tanto aos locais mais distantes da zona rural quanto aos mais pobres recantos das periferias urbanas. 5. Um grande esforço que tende a melhorar as condições da saúde publica está sendo feito.não apenas aos seus determinantes. Estratégias 1. ou seja. mas. como a saúde e a educação. Doenças preveníveis mediante vacinação Hepatite B Apenas para efeito de informação existem outros tipos de hepatite (A. também. 3. aquelas que não tem nem mesmo como se deslocar em busca de atendimento. Porque então a dificuldade de atingir e sanar as questões de saúde? Os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde. principalmente pelas prefeituras. à possibilidade de intervenções que extrapolam o setor saúde. pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos. buscando a prevenção com o objetivo de desafogar os centros de referência de saúde pública que passarão dedicar seus esforços para os casos mais graves. Reorientação dos sistemas e serviços de saúde. Elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis. Outro problema é a heterogeneidade de gastos. trabalhando em prol da promoção de saúde. O PACS e o PSF tem a imensa missão de minorarem as questões de saúde a nível local. inúmeras dificuldades para o alcance da qualidade de vida das pessoas. 4. Principais problemas de saúde da população e recursos existentes para o enfrentamento dos problemas. o modelo econômico adotado atua no sentido inverso. que têm orçamentos mais generosos. Esse modelo gera. Desenvolvimento de habilidades pessoais. B e C) que estudaremos no momento oportuno. Apesar da política pública de saúde buscar avanços no Brasil. .

transfusão de sangue e seus derivados – quando fora da recomendação técnica -.no caso de usuários de drogas . também chamada de paralisia infantil. A infecção pelo HBV pode apresentar formas assintomáticas. seu reservatório natural. O doente apresenta. cirúrgicos e de hemodiálise quando não respeitadas as normas de biossegurança. sobretudo. secreção vaginal e saliva) de doente ou portador. imediatamente devem ser tomadas providências de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. fezes esbranquiçadas (acolia). aumento do fígado (hepatomegalia). e que nesta orientação seja reforçada a necessidade do uso de preservativos durante a relação sexual e os riscos inerentes ao uso de seringas compartilhadas – especificamente para os usuários de drogas injetáveis. icterícia. Poliomielite A poliomielite. tais como relação sexual. vários municípios possuem serviços ou equipes especializadas para o atendimento dessas pessoas. por contato direto de pessoa a pessoa. Diversas situações possibilitam a transmissão do vírus. os membros inferiores.O agente infeccioso da doença é o vírus HBV. A transmissão ocorre por meio de solução de continuidade da pele e/ou mucosas. que infecta o homem. febre. Nestes casos. sintomáticas ou graves. A transmissão oral ocorre através das gotículas de muco da orofaringe expelidas pela tosse. É importante que a população seja esclarecida em relação à doença. A transmissão vertical se verifica. pode ser causada por três tipos de poliovírus: I. Os sinais e sintomas característicos são mal-estar. além de febre e flacidez muscular assimétrica. sendo afetados. sendo a boca a principal porta de entrada dos vírus. uso de seringas e agulhas compartilhadas .se a dimensão dos problemas sociais e de saúde que envolve o dependente químico e seus familiares. urina escurecida (colúria) e aumento do baço (esplenomegalia). cefaléia. Entretanto. a água e os alimentos contaminados com fezes de doentes ou portadores (assim considerados aqueles indivíduos cujo intervalo de tempo após a infecção situa-se entre uma a sete semanas) também são formas de transmissão do polivírus. A transmissão acontece principalmente. é . deficiência motora. fala ou espirro. sobretudo. ocorrendo também dor abdominal. no período perinatal. das quais a primeira é a mais freqüente. Após a notificação de um caso suspeito ou confirmado. Não há tratamento específico após a instalação do quadro de poliomielite. Considerando. subitamente. durante o parto. procedimentos odontológicos. em contato com o sangue e outros fluidos corpóreos (como sêmen. II e III. náuseas e vômitos.

Tétano O tétano é uma doença infecciosa aguda.importante detectar a doença precocemente. sobretudo pela precariedade ou ausência de acompanhamento pré-natal. dupla infantil (DT) ou toxóide tetânico (TT). sua ocorrência é maior em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Por isso. . psicologia. com atuação de profissionais de várias áreas (enfermagem. os acometidos pela paralisia infantil e seus familiares necessitam de acompanhamento rotineiro da equipe de saúde. moeda ou cinzeiros. impossibilitando o controle vacinal da gestante.nos quais a cobertura vacinal é baixa. pois além da implementação de medidas de vigilância epidemiológica torna-se imprescindível uma rápida intervenção para que o doente tenha o suporte necessário para evitar maiores danos. indiscriminadamente. A susceptibilidade é geral. dupla adulto (dT). incluindo a vacina contra o tétano. um bacilo anaeróbio cujo reservatório é o trato intestinal do homem e de animais. porém os indivíduos maiores de 45 anos estão mais expostos por estarem muitas vezes com a vacinação incompleta ou por nunca terem sido vacinados. contaminado com terra. podendo também ser causado por queimaduras e ferimentos necrosados. A imunidade é conferida pela aplicação de vacina contendo o toxóide tetânico em suas diversas formas de apresentação: tríplice bacteriana (DTP). relativamente comum em países subdesenvolvidos . todos estão predispostos à contaminação pelo tétano. quando de sua manipulação são utilizados instrumentos ou substâncias impróprias como teia de aranha. A transmissão ocorre pela introdução dos esporos do agente patogênico em um ferimento. possibilitando um atendimento integral e de acordo com suas reais necessidades. além das mulheres em idade fértil e das crianças. terapia ocupacional e nutrição). De maneira geral. o solo ou qualquer objeto perfurocortante contendo os esporos. Tétano neonatal Também conhecido como “mal de sete dias”. Seu agente etiológico é o Clostridium tetani. tornando-o susceptível à doença após o nascimento. sobretudo do tipo perfurante. não contagiosa. atenção ao estado vacinal de indivíduos adultos e idosos. fisioterapia. médica. A infecção ocorre pela contaminação do coto umbilical com o bacilo tetânico. poeira e fezes de animais. Uma gestante não vacinada não possui anticorpos maternos para transferir ao filho.

o que pode ajudar a diminuição do número de episódios de tosse paroxística. ocupadas com atividades que não provoquem muita excitação. de acordo com a posição do doente. eliminadas pela tosse. no caso das crianças.os episódios de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum (dura de uma a três semanas). através de secreções da nasofaringe. principalmente as que estão com o esquema vacinal incompleto. Sua transmissão ocorre pelo contato direto pessoa a pessoa.apresenta tosse seca “comprida”. espirro ou fala. tosse e expectoração de muco claro e viscoso. Após a notificação de um caso de tétano neonatal. fumaça de cigarros. não existindo portadores crônicos assintomáticos. como poeira. grande maioria afetada pela doença. devem ser observadas durante 14 dias. Os óbitos ocorridos em recém-nascidos menores de 28 dias devem ser investigados.inicia-se com febre. por exemplo. Os cuidados adotados com os doentes incluem repouso e hidratação. Outras orientações relacionam-se ao controle dos fatores que favorecem os acessos de tosse. mal-estar. acompanhada de um ruído característico (“guincho”) e seguida não raramente de vômitos (dura cerca de dois meses). A paralisia da musculatura da respiração pode levar a criança a óbito. . Há necessidade de se cadastrar as parteiras locais e orientá-las quanto aos cuidados com o coto umbilical. a mãe do recém-nascido deve ser encaminhada para receber vacinação. coriza. a vacinação deve ser realizada em todos os indivíduos susceptíveis. A doença é muitas vezes confundida com outras infecções respiratórias agudas. na busca de sintomas respiratórios. Faz-se necessário que a família seja esclarecida para manter precauções respiratórias especialmente na fase catarral. • convalescência . A coqueluche evolui em três fases: • catarral .O recém-nascido infectado abandona o aleitamento materno pela dificuldade de movimentar a musculatura da face. Crianças expostas ao risco de adoecimento. Visando o controle da doença. tronco e abdome. é importante que os pais tentem mantê-las mais calmas. cujo único reservatório é o homem. Para o adequado controle da doença é importante que as mulheres em idade fértil estejam com a imunização contra o tétano atualizada e que o atendimento pré-natal seja garantido a todas as gestantes Coqueluche A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis. atividade e excitação. • paroxística . como a bronquite. devido à rigidez. conforme a rotina da rede básica de saúde. finalizada por inspiração forçada.

náuseas. faz-se necessário adotar as medidas de controle de acordo com o sistema de vigilância. por meio de gotículas e secreções da nasofaringe. especialmente os tipos A. hospedeiro acidental. B e C. Após a notificação do caso suspeito. previne a infecção por alguns tipos de meningococos. • vacina anti-Hib . é febre. que penetram no organismo através das vias aéreas superiores. Meningite A meningite pode ser causada por diversos microrganismos como vírus. tuberculosa e a meningocócica. Febre amarela A febre amarela é uma doença infecciosa aguda. .previne a ocorrência da tuberculose e de sua forma mais grave. tem como agente causador a bactéria Corynebacterium diphteriae. fungos e bactérias. causada pelo vírus amarílico. cujos vetores são os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes. • vacina antimeningocócica .previne a infecção pelo Haemophilus influenzae do tipo b. É muito importante que os doentes ou os seus responsáveis sejam orientados a relatar sinais de dificuldade respiratória. subitamente iniciados. sendo os primatas os principais hospedeiros e o homem. . rigidez de nuca e. É importante ressaltar que após a implantação das vacinas BCG e anti-Hib no calendário vacinal das crianças a incidência das meningites causadas pelo bacilo da tuberculose e pelo Haemophilus influenzae foi bastante reduzida no Brasil. algumas vezes. por meio de secreções da nasofaringe. sintoma que indica a necessidade de um acompanhamento mais freqüente. encontrado principalmente em regiões de mata. Pode apresentar-se sob duas formas: • febre amarela silvestre (FAS). outra forma de transmissão pode ocorrer através de objetos contaminados por secreções. Embora com menor freqüência.utilizada excepcionalmente em situações de surto. mas para a saúde coletiva as de maior destaque são as meningites bacterianas por Haemophilus influenzae do tipo b. devido à aglomeração de pessoas em ambientes fechados. Como medida de prevenção. dor de cabeça intensa. recomenda-se seguir a rotina do calendário de vacinação: • vacina BCG . Os sintomas. vômitos. A transmissão ocorre por contato direto com doentes ou portadores da bactéria. havendo um aumento de incidência nas estações em que a temperatura é mais baixa (outono e inverno). A transmissão ocorre de pessoa a pessoa.Difteria A difteria ocorre durante todo o ano. petéquias. a meningite tuberculosa. Também conhecida como crupe.

para os moradores não vacinados ou quem não puderem comprovar a vacinação. A rubéola manifesta-se pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele. hepatite ou leptospirose. a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada em toda a população residente na área endêmica e na área de transição. bem como o preenchimento da ficha de investigação epidemiológica. Indica-se também a investigação entomológica. A transmissão ocorre pela picada do mosquito infectado pelo vírus da febre amarela e após três ou seis dias o indivíduo pode começar a apresentar sinais da doença. observou. com maior freqüência na faixa etária de zero a nove anos de idade. Rubéola Durante muitos anos. Após a introdução da administração de vacinas contra a rubéola em crianças. Para o controle do vetor urbano (Aedes aegypti) é importante a destruição de criadouros favoráveis à sua proliferação e/ou o uso de larvicidas e inseticidas em recipientes com água parada. além de ser também indicada para os viajantes que se deslocam para essas áreas de risco. quando foi notificada pela última vez no município de Serra Madureira. pelo contato direto com as secreções nasofaríngeas de indivíduos infectados. A doença manifesta-se subitamente. com febre. calafrios. dor muscular. que tem como vetor o mosquito Aedes aegypti e o homem como hospedeiro principal. A adoção de condutas de vigilância é importante. Em áreas infestadas por Aedes. . Além disso.se o seu surgimento entre adultos e adolescentes. O sangue do doente é considerado infectante para o mosquito cerca de 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e de três a cinco dias após o início da doença. na área de ocorrência do caso. deve ser realizada a investigação epidemiológica para confirmação diagnóstica. cefaléia. principalmente a síndrome da rubéola congênita (SRC).• febre amarela urbana (FAU). No entanto. a rubéola foi considerada “doença de criança”. náuseas e vômitos. que afeta recém-nascidos e cujo risco está associado ao acometimento da gestante durante a gestação. pois essa doença pode ser confundida com malária. faz-se necessário desencadear a busca ativa de novos casos suspeitos no local provável de infecção e providenciar a vacinação de bloqueio. esse conceito vem mudando em vista da incidência de complicações por ela causadas. O aumento do número de casos ocorre na primavera. no Acre. para isolamento do vírus. de pouca importância. buscando capturar vetores silvestres. Como medida de prevenção. Foi erradicada no Brasil em 1942. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa. deve-se evitar o acesso do mesmo ao paciente mediante a colocação de telas nas janelas e utilização de mosquiteiros. Após a notificação do caso suspeito.

sexuais. distribuindo-se em seguida para o restante do corpo. excluindo-se as gestante. para que não haja obstrução das glândulas e infecção. Inicialmente. a caxumba é rotineiramente prevenida através da administração. mal-estar geral.com elevação eruptiva que termina em descamação. Após a notificação de um caso suspeito. solicitação de exames complementares. segue-se o aumento do volume das parótidas. lacrimejamento e fotofobia. Caxumba A caxumba é uma doença viral aguda. atravessa a barreira de defesa da placenta. da vacina tríplice viral. Sarampo O sarampo é causado por um vírus . Há febre baixa. coriza. essas manchas surgem na face. caracterizada pela inflamação das glândulas salivares e sua transmissão ocorre através do contato direto com secreções nasofaríngeas da pessoa infectada. presente na circulação sangüínea materna. fala. As medidas de vigilância relativas à rubéola incluem: investigação epidemiológica do caso. tornando o rosto arredondado devido à eliminação do ângulo da mandíbula. dupla viral ou contra rubéola monovalente. Não há tratamento específico para a rubéola. fornecimento de atestado de impedimento sanitário para o indivíduo com os sintomas. O vírus da rubéola. mas ao ser diagnosticado é importante manter vigilância sobre o caso. É importante orientar o doente para que faça repouso no leito. tosse seca. deve-se tomar medidas de acordo as orientações do sistema de vigilância. em dose única. pois na maior parte dos casos regride espontaneamente. Vacinação de bloqueio para os comunicantes domiciliares. através de secreções expelidas pela tosse. atinge o feto e interfere negativamente em sua formação – o que provoca a síndrome da rubéola congênita: as malformações presentes no recém-nascido. . dor na garganta e anorexia. Como medidas preventivas existem a vacina específica anti-rubéola monovalente e a vacina tríplice viral. tentativa de identificação do contato. que incluem febre baixa. respiração e espirro. Através da vacina tríplice viral. pescoço e couro cabeludo. A caxumba não é doença de notificação compulsória. visando reduzir a circulação do caso suspeito. A estes. bem como alimentar-se com dieta líquida ou semipastosa e realizar a higiene oral adequadamente. e aplicação de vacina seletiva nas mulheres em idade fértil. O sarampo caracteriza-se por febre. garantindo seu afastamento das atividades que desempenha renovável se os sintomas persistirem.o vírus do sarampo – cuja transmissão ocorre de pessoa a pessoa. Atualmente. notificação compulsória às autoridades sanitárias competentes. também conhecida como MMR.O diagnóstico é feito a partir dos sintomas apresentados. aos 15 meses. É extremamente contagioso e transmissível. cefaléia. bem como tentar determinar os contatos e vigiar os comunicantes. escolares e de trabalho.

As lesões predominam na cabeça. crostas. promovendo sua higiene. estimula-se a identificação de criadouros de morcegos (churrasqueiras e casas abandonadas. Nos casos de surtos institucionais não mais se recomenda esvaziar enfermarias ou suspender aulas nas escolas. a manter as unhas bem cortadas e a tomar banhos frios para aliviar o mal-estar provocado pelo prurido. doentes ou não. cefaléia e febre. Nos locais onde é comum as pessoas conviverem em grandes áreas verdes. favorecendo a contaminação por bactérias. morcegos e bovinos. com maior incidência em crianças de 2 a 10 anos. por ocasião de mordidas. os doentes devem ser orientados para não coçar as feridas. macacos e outros primatas. Todos os casos suspeitos de raiva devem ser investigados e notificados e todo caso de agressão por animal transmissor da doença deve ser acompanhado adotando-se as medidas de acordo com as normas e orientações do sistema de vigilância. as equipes de saúde devem orientá-las quanto ao risco de serem agredidas por micos e macacos. para que possam ser destruídos. inapetência e prurido. pois é 100% letal. posteriormente. O controle da doença envolve ações para restringir o número de animais vadios. O doente relata diminuição da sensibilidade no local da lesão e queixa-se de mal estar geral. principalmente quando as lesões são coçadas com unhas sujas ou cobertas por talcos. arranhões ou lambeduras de ferimentos ou mucosas por animais infectados. Durante o episódio de varicela. dentre os quais se incluem cães. que devem ser recolhidos para abrigos adequados. carvoarias e olarias desativadas). segue-se a paralisia progressiva dos músculos. Raiva humana A raiva humana é uma doença extremamente preocupante para os serviços de saúde. dor. podendo levar ao coma e óbito. É altamente contagiosa. evoluindo para vesículas e. dilatação das pupilas e sudorese. A deglutição é prejudicada. O diagnóstico da doença é feito com base nos sintomas e sinais apresentados pelo doente.Varicela A varicela ou catapora é uma doença infectocontagiosa causada por vírus. A melhor forma de prevenir a ocorrência de agravo tão sério é a vacinação realizada nos animais e nos humanos. No meio rural. É causada por vírus e transmitida ao homem por intermédio da saliva. face e tronco e são acompanhadas de mal-estar. os indivíduos chegam a apresentar 250 a 500 vesículas. A vigilância deve tentar identificar os contatos. gatos. ocorrem crises convulsivas. Com o agravamento do quadro. Os sintomas da varicela incluem febre e erupções de pele que começam como máculas. Na evolução do quadro. O vírus varicela zoster é transmitido por contato direto. excitabilidade diante de estímulos luminosos ou sonoros. Assim. pasta d’água e outras substâncias. . por inalação de gotículas de secreção respiratória ou de aerossóis nos quais se encontram os vírus liberados das lesões cutâneas.

pois quanto mais cedo forem identificados e tratados melhor será o prognóstico. podem e devem atuar junto aos responsáveis pela assistência à saúde. No que se refere às ações desenvolvidas pelas equipes de saúde nas unidades assistenciais. a notificação dos casos de doenças desse tipo é útil para indicar onde os órgãos responsáveis pelo saneamento básico. As manifestações clínicas caracterizam-se por grande variabilidade. fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. higiene individual e do meio ambiente. acometendo grandes parcelas da população num mesmo período. A equipe de PSF compete fornecer orientações de medidas simples. dores articulares. bem como na preparação dos alimentos. A transmissão ocorre pelo contágio fecal-oral. febre. garantindo.cuja fonte de água é comum -. como quartéis.Doenças veiculadas pela água e por alimentos Algumas doenças são transmitidas ao homem pelo consumo de alimentos e água contaminados por microrganismos. Embora a ocorrência de algumas dessas doenças seja muito comum. creches e escolas . cefaléia. Uma vez que os alimentos e a água contaminados podem ser consumidos por várias pessoas ao mesmo tempo. vômitos e inapetência – podendo também ocorrer dor abdominal. é importante desenvolver atividades de vigilância para controlar e prevenir sua evolução para formas mais graves nos indivíduos acometidos. pela ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de doentes. náuseas. assim. isto é. tal fato pode gerar sérios problemas para a saúde coletiva. recolhimento do lixo. em sua maioria relacionada aos cuidados no preparo dos alimentos. Sua ocorrência é também observada em instituições fechadas. melhores expectativas para a saúde da população beneficiada com a integração de suas ações. objetivando maior amplitude da prevenção e controle das doenças. A existência de doenças transmissíveis veiculadas por água e alimentos contaminados sinaliza um problema a ser superado — o desencontro das ações de outros setores de políticas públicas não diretamente ligados à promoção da saúde e prevenção das doenças. por exemplo. as crianças e jovens são a faixa etária mais acometida por essa doença. a ocorrência de casos de doenças veiculadas pela água e alimentos contaminados irá desencadear atividades ligadas à prevenção de novos casos e atenção aos indivíduos já doentes. Nos países em desenvolvimento. Portanto. . Hepatite A A hepatite A é um dos tipos de hepatite cuja incidência vem aumentando progressivamente. em virtude das precárias condições de higiene e saneamento básico existentes em muitas cidades brasileiras. diminuindo o risco de transmissão para outras pessoas. podendo ser inespecífica como um quadro gripal ou se apresentar com sinais e sintomas de mal-estar.

os hábitos de higiene pessoal precisam ser destacados. Transmite-se pela água e alimentos. onde as condições de vida são precárias. principalmente a lavagem correta das mãos. O paciente precisa de repouso relativo e dieta pobre em gorduras até a melhora do quadro. Para evitar a propagação da febre tifóide. As vigilâncias epidemiológica e sanitária devem trabalhar conjuntamente na tentativa de identificar a possível fonte de infecção relacionada com o ambiente e os alimentos. tosse seca e febre alta. especialmente leite e derivados contaminados com fezes e urina de paciente ou portador que contenham a bactéria Salmonella typhi. A equipe deve orientar quanto à importância do aumento da ingestão de líquidos. Febre tifóide A incidência de febre tifóide está muito associada às condições de saneamento e hábitos individuais. para prevenir a desidratação. Os doentes devem receber orientação de como evitar a disseminação do vírus. que deve ser especialmente incentivada entre os manipuladores de alimentos e pessoas que trabalham diretamente com pacientes e crianças. após a limpeza com água e sabão. fezes acólicas e colúria. principalmente nas regiões Norte e Nordeste. deve-se proceder a investigação epidemiológica e tomar medidas de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. . manchas rosadas no tronco. a transmissão por alimentos pode ser prevenida pela atenção à sua preparação. sendo também fundamental o tratamento adequado dos dejetos.como a hemorragia intestinal. Os portadores devem ser afastados da manipulação de alimentos. Está praticamente erradicada em países que superaram problemas relacionados à higiene pessoal e ambiental. A transmissão pela água pode ser evitada mediante regular análise bacteriológica nos reservatórios de distribuição. obstrução intestinal ou diarréia. bradicardia. urinol. sorvetes e outros alimentos guardados em geladeiras também podem ser veículos de transmissão. O indivíduo apresenta aumento do baço. deve-se preencher a ficha de investigação epidemiológica para a coleta de dados. deve-se. Diante de um surto ou epidemia. A exposição do alimento a temperaturas frias não destrói a bactéria. Dessa forma. de modo a garantir água de boa qualidade à população. A contaminação ocorre pela manipulação do alimento por portadores ou indivíduos com diagnóstico ainda não confirmado. distribuição e armazenamento. No Brasil. patinho). persiste de forma endêmica. principalmente quando ocorrem em freqüência aumentada ocasionando um surto. falta de apetite. e quanto aos sinais de complicações intestinais . Após a notificação de um caso.icterícia. aprendendo a lavar as mãos após o uso do vaso sanitário e a higienizar adequadamente as instalações sanitárias com desinfetante à base de hipoclorito de sódio a 1% (água sanitária). comadre/compadre. realizar a desinfecção dos objetos nos quais se depositaram excreções (vasos sanitários. Como ações de educação em saúde.

pois as condições do meio ambiente favorecem o . nas formas graves. Dentre essas doenças. Pode. podendo ainda haver comprometimento dos rins. destino adequado aos dejetos e lixo. por sua importância coletiva e freqüência com que ocorrem. o vibrião colérico (Vibrio cholerae). animais nocivos ao homem. com desmatamento de grandes áreas verdes. fazendo com que o indivíduo contaminado tenha diarréia do tipo “água de arroz”. porém. pois não possui alto poder de estímulo sobre as defesas do organismo. cria condições favoráveis à multiplicação de insetos e ratos. Doenças transmitidas por vetores A ocorrência dessas doenças é bastante elevada em nosso país. alimentar e ambiental. as medidas de prevenção e controle devem ser intensificadas. algumas delas endêmicas em determinadas regiões. Seu controle ainda é um desafio tanto para os responsáveis pela vigilância epidemiológica como para as equipes de saúde das unidades assistenciais. principalmente nos países tropicais. No caso de surtos da doença. aeroportos e fronteiras. transportada pela água e por alimentos contaminados. Cólera A cólera é causada por uma bactéria. ser indicada para trabalhadores que lidam com esgotos e indivíduos que vivem em áreas onde há alta incidência da doença. principalmente quando consumidos crus ou mal cozidos. é considerada sério problema de saúde pública. dor abdominal e. A contaminação das águas com determinadas substâncias provoca a extinção de predadores naturais de caramujos e larvas. o risco de exposição. As medidas de controle da cólera consistem na ingestão de água de boa qualidade. Para reduzir-se o risco de transmissão.A vacina contra a febre tifóide não é eficaz. A ocupação desordenada das cidades. em conseqüência da grande quantidade de líquido eliminado pelos vômitos e diarréia. choque hipovolêmico e desidratação. Dengue A dengue. tendo imunidade de curta duração. desenvolvimento de ações de educação em saúde e controle da higiene dos alimentos e da entrada de possíveis indivíduos portadores pelos portos. procurando-se identificar as fontes de contaminação e implementar tratamento adequado. atualmente. para o homem. vômitos. ganhando importância especial os associados ao desequilíbrio ambiental quase sempre decorrente das intervenções do homem nas condições naturais. poluição das águas e acúmulo de lixo em locais sem saneamento. destacaremos algumas que merecem nossa atenção especial. cãibras (devido à perda de potássio). faz-se importante adotar medidas de higiene pessoal. facilitando sua reprodução e aumentando. Aumenta a excreção intestinal. pois são muitos os determinantes envolvidos na sua incidência.

em locais livres de roedores. Leptospirose Doença grave. proteção aos trabalhadores expostos à urina de rato durante a execução de suas atividades (garis. A Leptospira interrogans. além de hepatomegalia e insuficiência circulatória. encontra. prostração. quando pessoas que moram em comunidades com saneamento precário têm suas casas invadidas pelas águas de rios ou valas contaminadas com a bactéria. dor de cabeça. por se tratarem de locais de proliferação do vetor. agricultores. falta de apetite. A doença pode apresentar-se sob as formas de dengue clássica ou hemorrágica: • dengue clássica – tem duração de cinco a sete dias. Ocorre principalmente nos períodos de chuva. que a elimina viva por meio da urina no meio ambiente — água das chuvas ou alimentos. controle da população de roedores. Todo caso suspeito deve ser notificado ao serviço de vigilância mais próximo.se normalmente nos rins do rato. náuseas e vômitos. pois oferecem o risco de causar sangramento. A transmissão raramente ocorre de pessoa a pessoa. O tratamento para a dengue consiste na administração de antitérmicos e analgésicos. As ações do auxiliar de enfermagem consistem em orientar a comunidade quanto à importância do saneamento básico e das medidas de prevenção e controle. seu reservatório natural. dor muscular (mialgia). Outra forma de contágio é o contato direto com embalagens de produtos comercializados em lugares onde possa haver ratos. como sangramento gastrintestinal. Todos os casos suspeitos devem ser comunicados aos serviços de saúde. 3 ou 4. O doente apresenta febre. que pode ser dos tipos 1. 2. e seu vetor é o mosquito Aedes aegypti. (artralgia) e na região retroorbitária (atrás dos olhos). que exige severas medidas de controle. porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas mais intensas. exceto os derivados do ácido acetilsalicílico (AAS). provocando febre de 39° C a 40° cefaléia. dor nas articulações C. náuseas e vômitos. Seu agente infeccioso é o vírus da dengue. pois causa sérios prejuízos à saúde dos indivíduos e à economia.desenvolvimento e a proliferação do vetor. dor muscular (principalmente nas panturrilhas). que consistem em não deixar água parada em garrafas. haja vista originar elevados custos sociais e hospitalares e exigir longo tempo de afastamento do trabalho. bombeiros) e armazenamento correto de alimentos. . pneus ou vasos de plantas. O controle da leptospirose exige a adoção de medidas como utilização de água de boa qualidade. bactéria causadora da leptospirose. • dengue hemorrágica – os sintomas iniciais assemelham-se aos da dengue clássica.

A doença de evolução crônica pode demorar anos para se manifestar e apresentar-se sob as formas indeterminada. o que influencia a distribuição da doença. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas . As medidas de controle mais importantes a serem tomadas são: estabelecimento de diagnóstico rápido. o indivíduo apresenta febre. Além disso. Na busca por melhores condições de vida e de saúde. Uma vez infectado. A malária também pode ser transmitida pelo sangue de pessoas infectadas por meio de injeção. Nas regiões não-endêmicas todo caso suspeito ou confirmado deve ser investigado.. Doença de Chagas A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. transmitido por insetos do gênero dos triatomídeos. ocorrer transmissão pela placenta ou leite materno. considerada área endêmica da doença em virtude de o mosquito vetor procriar em água e o fato de a região Amazônica possuir a maior bacia hidrográfica do mundo. A maior parte dos casos atinge extensa área da Amazônia Legal. astenia.no caso de usuário de drogas injetáveis. vômitos. alimentada por chuvas torrenciais. essa população realiza intensos movimentos migratórios. reavaliação constante da situação da malária na área onde há ocorrência de casos. É possível. ainda. com vistas à aplicação rápida de tratamento e prevenção de surtos. Trata-se de uma das mais importantes doenças parasitárias do país. se constatada a presença de vetores na área. por meio de injeção. A temperatura do corpo pode alcançar 40o C ou mais. tanto os triatomídeos como os de outros gêneros e espécies cuja existência tem sido ultimamente relacionada à transmissão do Trypanosoma cruzi ao homem. Alguns enfermos podem apresentar delírios. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas no caso de usuário de drogas injetáveis. náuseas. a fim de prontamente combatê-las. É importante tentar controlar a população de insetos vetores. cardíaca e digestiva. sendo esta última a mais freqüente e grave. o doente tem a sensação de alívio e tranqüilidade. possibilitando a contaminação por focos de Anopheles em outras regiões da Amazônia e do país. nessa área há grande desigualdade social e muitas pessoas vivem em condições de extrema pobreza. A transmissão também pode ocorrer pelo sangue de pessoas infectadas. controle do vetor. . Quando a febre cede. especificamente o Triatoma infestans ou Triatoma brasiliensis. popularmente conhecidos como barbeiros ou chupões. que depois de contaminado permanece infectante por toda a sua existência. fadiga. transmitido pelo mosquito do gênero Anopheles. que constroem suas tocas nas paredes das casas feitas de pau-a-pique.Malária A malária é causada por um protozoário do gênero Plasmódio. detecção rápida de epidemias. cefaléia.

assim. que habita o couro . É importante a participação da população no debate de modos de vida que diminuam a possibilidade de transmissão do parasita. devem ser trocadas e lavadas todos os dias. Escabiose A escabiose. em média. como cotovelos. procurando-se diminuir a exposição do homem ao vetor através do controle da população de caramujos pelo tratamento das águas com produtos químicos. dentro de 7 dias. É causada por um ectoparasita. o piolho comum. As roupas de uso do cliente. Pediculose A pediculose. que podem até ser infectadas por outros microrganismos. a coceira leva o indivíduo a produzir lesões ainda maiores. causando intenso prurido e descamação. determinando. é uma doença muito comum em ambientes onde as pessoas convivem aglomeradas.Esquistossomose mansônica A esquistossomose mansônica é causada pelo parasita Schistosoma mansoni. lagos e outras fontes de água doce. encontrado em todo o Brasil e presente em águas de rios. assim como a escabiose. cujo vetor é o caramujo do gênero Biomphalaria. também conhecida como sarna. é um problema que acomete várias pessoas. Muitas vezes. ocorrem por inadequadas condições de higiene. ao colonizar a pele do indivíduo afetado. Doenças causadas por ectoparasitas Embora não sejam de notificação compulsória. tais como a construção de fossas e sanitários longe de fontes de água doce consumível. É causada por um microrganismo chamado Sarcoptes scabei.essas orientações permitem que a recuperação do cliente ocorra. As condições de saneamento das regiões endêmicas devem ser sempre melhoradas. a necessidade de intervenção e de prestação de assistência e cuidados. axilas. se multiplica principalmente nas regiões de dobras de pele. que. presentes em ambientes com condições sanitárias ou de higiene pessoal desfavoráveis. tamanha sua intensidade. bem como as roupas de cama e toalhas. entre os dedos. Geralmente. O controle da esquistossomose exige o quanto antes investigação e diagnóstico dos casos suspeitos. virilhas. a escabiose e a pediculose são doenças transmissíveis que ganham destaque pela freqüência com que acometem grandes grupos de pessoas. geralmente quando convivem em aglomerados e em condições de higiene inadequadas. nos quais é difícil controlar as condições de higiene. manipuladas separadamente e fervidas .

pois tal prática oferece risco potencial de envenenamento. no caso de serem longos. podendo causar sérias lesões. prendê-los. a morte. suga o sangue periférico do próprio couro cabeludo para sobreviver. Para prevenir a infestação. Considerandose que a transmissão da hanseníase e tuberculose ocorre por meio das vias aéreas. particularmente ao lidarmos com crianças hospitalizadas ou em creches. • Baixa eficácia dos programas de controle e prevenção – caracterizada quando o paciente abandona o tratamento por dificuldade de acesso ao serviço de saúde. devemos manter os cabelos sempre limpos e. mesmo que por breve período. As conseqüências dessas doenças são graves. principalmente quando estivermos prestando assistência a outras pessoas. Ao detectarmos um cliente com coceira freqüente na cabeça. pelas reações orgânicas ao medicamento. Nesses casos. por deficiência alimentar. o qual passa a não mais produzir seus elementos de defesa. prendendo-se aos cabelos. um grande número de casos é constante e novos casos surgem todos os anos. a conseqüência é a ampliação do número de pessoas que continuam doentes e sem tratamento. cinemas. . tal condição aumenta o risco de transmissão dessas doenças. Permanecermos. por acreditar que está curado devido ao desaparecimento da sintomatologia ou quando os serviços de saúde não atendem à demanda por não ter medicamentos. pois tanto a hanseníase quanto a tuberculose podem gerar incapacidades ou. afetando desde a pele até o sistema nervoso central. não realizar a busca ativa de faltosos e casos suspeitos e não possuir profissionais adequadamente preparados.cabeludo e. favorecendo o aumento da transmissão das doenças. é importante verificar a presença do piolho. oferecendo pouca ou nenhuma resistência aos agentes infecciosos. veículos de transporte lotados e/ou outros espaços. próximo a alguém com piolhos pode expor-nos ao contágio. seja em shopping centers. Pode haver sérios comprometimentos para a saúde do doente. até mesmo. ou seja. Alguns fatores são apontados como determinantes comuns da hanseníase e tuberculose: • Desnutrição – provoca debilitação do organismo. • Aglomerações urbanas – nas grandes cidades as pessoas convivem cada vez mais próximas umas das outras. principalmente quando os indivíduos não são tratados adequadamente ou quando os casos são identificados em estágio mais avançado. É importante orientar os clientes ou seus responsáveis para jamais utilizar inseticidas comuns no combate aos piolhos. estádios de futebol. Prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A hanseníase e tuberculose são doenças que ainda apresentam altas taxas de prevalência e incidência.

A palavra lepra era sempre associada à sujeira. abrindo e fechando os olhos com força. Fazer exercícios (abaixar e . podendo facilmente eliminá-los.se mais presentes no cotidiano das camadas menos favorecidas da população. podendo ser também transmitida por lesões de pele. No século XX. Acredita-se que a adoção dessa nova denominação não minimizou o preconceito que envolve a hanseníase. o doente se machuque naquela região e não sinta. com sapatos fechados e confortáveis. encostar o polegar na ponta de cada um dos dedos). ao abandono. muitas vezes produzindo seqüelas nos indivíduos por ela acometidos. o que é mais raro. Os fatores citados fazem. A hanseníase é transmitida através das gotículas de saliva que expelimos quando espirramos. em homenagem a Gerhard Amauer Hansen. Evitar fazer movimentos repetidos e carregar coisas pesadas. • pés: andar calçado. não se devendo considerar apenas os aspectos físicos dos indivíduos afetados. depois.• Aids – a síndrome da imunodeficiência adquirida caracteriza-se pela queda brutal nas defesas do organismo. Fazer exercícios com os dedos (abrir e fechar as mãos. A principal característica. afastamento. Massagear as mãos com auxílio de um óleo lubrificante. mãos e braços: repousar o(s) membro(s) se estiver sentindo “choques”. Não tirar casquinhas da região para não provocar feridas. à morte e ao medo. o que faz com que.que perdura até os dias de hoje -. Limpar com soro fisiológico. um estigma. relacionado à incapacidade. sendo o seu tratamento realizado em instituições chamadas leprosários. ao isolamento. finalmente. como o óleo mineral e outros. nesses casos. que afeta nervos e pele. Primeiramente. para evitar que ressequem. Devido ao fato de a doença poder afetar várias estruturas do corpo humano. Sua principal fonte de infecção é o doente que apresenta as formas contagiantes porque possui. Fazer exercícios. • nariz: observar se há feridas. Para todos estes clientes. podridão. médico norueguês que descobriu a bactéria causadora da doença. o que facilita a instalação de doenças oportunistas As dificuldades existentes para o controle da hanseníase e tuberculose podem ser explicadas por sua estreita relação com as condições sociais de vida da população em geral. Hanseníase A hanseníase ou mal de Hansen é uma doença infecciosa e crônicodegenerativa. desenvolveu-se nas culturas populares antigas um preconceito contra os mesmos . faz-se necessário orientar e supervisionar os seguintes cuidados: • olhos: usar soro fisiológico ao sentir que estão ressecados. pois faltou uma estratégia de esclarecimento. comum a todas estas formas é a perda de sensibilidade nervosa na área de pele afetada. ao tato na região da lesão. à dor e. causada pelo Mycobacterium leprae. perde a sensibilidade às diferenças de temperatura. massageá-los com óleo adequado. tossimos ou falamos. essa palavra foi mudada para hanseníase. um esforço educativo. muitas vezes. grande carga de bacilos.

• levantar o peito do pé. com vistas ao controle. diagnosticar e tratar pelo menos 90% dos casos detectados. com tratamento de início rápido e adesão total do cliente. orientá-lo quanto a alguns cuidados que deve tomar. . com raríssimas internações. causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis. a não ser que o caso apresente complicações. catarro esverdeado ou com raios de sangue (existentes ou não). Após iniciado o tratamento. que são tosse persistente. etc. ocorre por meio das gotículas de saliva expelidas quando espirramos. São também realizados exames de raios X e pesquisa da presença do bacilo de Koch no escarro. Estima-se que cada doente com tuberculose seja capaz de contaminar dez outros indivíduos. emagrecimento. A atuação na prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A forma mais eficiente de combate à transmissão da hanseníase e tuberculose. falta de apetite. alimentação adequada. ferimentos: imobilizar os dedos e repousar os membros machucados. Tuberculose A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa. além disso. alto índice de abandono ao tratamento. assim como a da hanseníase. suor noturno. como repouso. Sua transmissão. sendo o sistema respiratório a porta de entrada da doença. é importante informar o doente de que os sintomas irão regredir. curar pelo menos 95% dos clientes em tratamento. a fim de atingir as seguintes metas propostas: • para a tuberculose – oferecer tratamento em pelo menos 80% dos centros municipais de saúde. O tratamento atual da hanseníase é feito em ambulatórios. também conhecida como bacilo de Koch. por cerca de 4 semanas. para esticar as pernas juntas). tossimos ou falamos. é a identificação precoce dos sintomáticos.). febre no final da tarde. O atual modelo de assistência deve redirecionar suas práticas para solucionar os problemas apontados (falta de informação. mais especificamente as vias aéreas superiores Seu diagnóstico baseia-se primeiramente nos sintomas. brincar de empurrar a parede com as mãos. aumento da ingestão de líquidos.

pois os bacilos não resistem muito tempo em ambiente limpo e iluminado. no máximo. uso de drogas injetáveis com seringas e agulhas compartilhadas) durante o parto ou pela amamentação É importante a orientação das portadoras do HIV em idade fértil acerca do risco de transmissão do vírus durante a gestação e o parto. ou seja.familiares colegas de trabalho ou escola. Da mesma forma. vaginal) exposição sangüínea (acidentes de trabalho com material biológico. um conjunto de sinais e sintomas. As pessoas mais próximas ao doente são chamadas comunicantes .é necessário estruturar os serviços de saúde de modo a que possam prestar adequada assistência aos portadores desses agravos. e principalmente envolver seus profissionais na execução de atividades ligadas à prevenção da transmissão e do contágio. desta forma. devem ser orientadas para não amamentarem. caracterizada pela diminuição da resposta imunológica do organismo a agentes patogênicos. 1 para cada 10 mil habitantes. Não é necessário separar utensílios como talheres. pratos. Formas de contaminação pelo HIV relações sexuais desprotegidas (oral. deve-se apenas manter a higiene habitual. São chamadas de oportunistas porque não se manifestam em indivíduos com defesas normais. anal. transfusão. AIDS/SIDA A Aids é uma síndrome. copos. Assim.• para a hanseníase – diminuir a incidência de casos para. permitindo a entrada da luz solar. Geralmente. roupas ou lençóis. atualmente já se saiba que o uso de medicamentos na gestação diminui em 95% as chances de o bebê nascer portador do HIV. Esta carência imunológica causa uma série de doenças oportunistas. outras medidas devem ser tomadas para garantir a diminuição da transmissão destas doenças. Além do tratamento eficaz para controlar o número de casos de hanseníase e tuberculose. Doenças sexualmente transmissíveis e AIDS As DSTs encontram-se amplamente disseminadas. apenas os comunicantes domiciliares precisam ser avaliados. ainda que. é importante orientar que a casa do doente deve estar sempre muito ventilada. .

O prognóstico para os doentes com Aids já não é tão sombrio como há pouco tempo atrás. entre outros. tanto no exercício profissional. o cliente deve ser submetido a exames específicos para o diagnóstico da AIDS. para conquistar em seus países de origem o direito de serem tratados gratuitamente. O HIV é detectado através é da realização de testes sangüíneos específicos. O exemplo do Brasil foi e continua sendo citado por muitos movimentos de reintegração de portadores do HIV do mundo inteiro. proporcionando-lhes melhor qualidade de vida. Não é possível detectar a presença do HIV pela aparência. quando nas relações sexuais. assim é fundamental a adoção de medidas seguras. O indivíduo que deseja fazer o teste anti-HIV deve receber aconselhamento oportuno. Os mais conhecidos e utilizados são o AZT (Zidovudina®). Nos CTAs. Sintomas iniciais da AIDS Febre. O atual tratamento da AIDS aumentou a sobrevida dos pacientes. lesões na cavidade oral ou no esôfago. espaços onde ocorrem discussões sobre suas dúvidas em relação à doença e tratamento. são utilizados medicamento antiretrovirais. DDI (Didanosina) e d4T (Estavudina®). Anti-retrovirais – são medicamentos que impedem ou diminuem a multiplicação dos retrovírus. que se encontram à disposição dos portadores do HIV em todos os postos de saúde. é possível encontrar uma estrutura que favoreça a composição de grupos de integração entre os clientes. contendo o avanço da AIDS no indivíduo. perda de peso. Como esses sintomas estão presentes em muitas outras doenças. Como dizia uma antiga propaganda governamental. sudorese intensa. “o vírus não esta na cara”. por meio do qual pode solicitar o resultado. tornando o Brasil o primeiro país a manter uma política pública de distribuição gratuita de medicamentos para o tratamento da AIDS.Ser portador do vírus HIV não é certeza de manifestação da doença. 3TC (Lamivudina®). podendo dirigir-se a uma unidade de saúde ou a um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). como o HIV. assim como nas unidades de saúde preparadas para prestar assistência aos portadores do HIV. principalmente a partir da utilização dos anti-retrovirais . mal-estar geral. O CTA realiza o teste anti-HIV mantendo a privacidade do cliente: um número lhe é fornecido. diarréia. entre outros. Hoje. aumento de gânglios.

Esse termo indicava aqueles indivíduos que colocavam as outras pessoas em risco de infecção pelo HIV o que. não a transmiti-las. numa estratégia popularmente conhecida como coquetel. ao mesmo tempo. que gera o maior risco em relação as mulheres. pelo direcionamento. epidemiologicamente é considerado incorreto. tornando-se mais autônomas diante de seus relacionamentos afetivos. é que o comprometimento de fatores sócioculturais relacionados à construção da sexualidade feminina acaba por tornar os procedimentos preventivos algo quase que negado para e pelas mulheres. restrita a um pequeno grupo. usou-se erradamente o termo "grupos de risco". detectou-se o fenômeno da feminização da AIDS. bissexualidade. O resultado foi a queda do número de casos nos públicos visados. executá-los. O Ministério da Saúde em conjunto com vários grupos de apoio e prevenção já iniciaram vários programas de conscientização feminina. . múltiplas parceiras. Houve a divulgação da idéia de que se tratava de uma doença restrita a um determinado grupo social. A divulgação de que a doença era restrita a um determinado grupo levou mulheres com parceiros fixos. Inicialmente. Não se pode negar o sucesso das campanhas de prevenção feitas até agora. Como podemos perceber o sucesso esta atrelado à educação e a conscientização da população na necessidade de prevenção.em conjunto. a acreditarem que estavam imunes à contaminação pelo HIV/AIDS. sem comprometer a sociedade como um todo. causando assim o crescimento da epidemia entre as mulheres. chamado de feminização da AIDS. Esse fato fez com que a sociedade acreditasse que se tratava de uma doença estrangeira. Recentemente. um grande número de mulheres com parceiros fixos foi contaminado porque seus companheiros apresentavam-se em situação de risco como: uso de drogas injetáveis. significa tomar consciência da necessidade de mudanças radicais em sua postura de vida. Assim. os casos diagnosticados reportavam-se a homossexuais masculinos com alto poder aquisitivo. Todas primaram pela originalidade. que freqüentemente viajavam para o exterior. pela excelente estruturação. nos últimos anos de pesquisa. posto que esta expressão designa indivíduos ou grupos mais propensos a adquirir certas patologias. A grande questão. Isso porque tomar consciência desses e.

Sífilis A sífilis é uma DST de tratamento fácil e disponível em todas as unidades de saúde. no entanto. direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres brasileiras. estadual e municipal. E a construção de uma resposta integrada para a redução dos contextos de vulnerabilidade. A sífilis primária: caracteriza-se pela presença do cancro duro. denominadas roséolas sifilíticas. indolor. De acordo com sua evolução. Outra razão para o empenho dos profissionais de saúde é a possibilidade de transmissão da doença de mãe para filho durante a gestação. o Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia da Aids e outras DST. nas regiões palmar. e normalmente o portador não procura uma unidade de saúde por pensar estar curado. causando uma síndrome denominada sífilis congênita. plantar. ingüinal. de bordos bem definidos e fundo liso. que pode atingir qualquer tecido ou órgão e tende a evoluir cronicamente. pode apresentar-se em três fases. da promoção da saúde e da prevenção. O objetivo geral desse Plano é enfrentar a feminização da epidemia de AIDS e outras DST por meio de ações integradas nas esferas federal. A sífilis secundária: ocorre entre 6 e 8 semanas após o surgimento do cancro duro. que deixam as mulheres mais susceptíveis à infecção pelo HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis. Por se tratar de lesão indolor. que é uma lesão ulcerada. por meio da corrente sangüínea e vasos linfáticos. pequenas manchas acobreadas. lábios. localiza-se na genitália externa ou outros locais por onde o Treponema penetrou o corpo (ânus. em março de 2007. para as instituições que atuam no campo dos direitos humanos. o que possibilita a disseminação da doença. Há ainda alopécia e porções distais das sobrancelhas. primária. reto. apresentou. Suas manifestações surgem após a disseminação do Treponema para todo o corpo. Na mulher. Sintomas da fase: lesões de pele.O Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. existe uma mobilização dos serviços de saúde em torno da detecção de casos dessa doença. permitindo que a doença evolua para a sífilis secundária. boca. é um importante marco histórico de fortalecimento da atuação no campo dos direitos de mulheres. mamas ou dedos). a sífilis pode ser assintomática. as pessoas continuam mantendo relação sexual e transmitindo a doença. secundária e terciária. única. nao governamentais e movimentos sociais. entre as nádegas. A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. O Plano Integrado representa a consolidação de uma política intersetorial para o enfrentamento da epidemia de AIDS e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre mulheres. tronco. a Área Técnica de Saúde da Mulher. por meio do Programa Nacional de DST e AIDS. Geralmente. em virtude do conhecimento das conseqüências decorrentes da evolução da sífilis sem tratamento adequado. Essa lesão regride espontaneamente. envolvendo instituições governamentais. face e membros superiores. independente da localização do treponema. placas mucosas e lesões .

ovários e meninges. Manifestam-se cerca de 2 a 10 dias após o contágio. causando inflamação e infecções em vários órgãos e tecidos. e o seu portador manifestará sinais e sintomas de comprometimento ósseo. pela realização de exames de sangue. Credeização ou método de Credê . podendo haver febre.consiste na aplicação de nitrato de prata nos olhos dos recém-nascidos e especificamente na genitália da menina. cefaléia e artralgia. O portador e o parceiro devem iniciar o tratamento da sífilis o mais rápido possível. chamada Neisseria gonorrhoeae. Outros sintomas: febre baixa. porque é comum a saída de secreção pelo meato uretral. muitas vezes sem o saber. cerca de 70% das portadoras do sexo feminino são assintomáticas e transmitem a bactéria. Formas de diagnóstico da sífilis: através de critérios clínicos baseados nos sinais e sintomas apresentados. Gonorréia A gonorréia é uma infecciosa causada por uma bactéria. mas a gonorréia pode evoluir com algumas complicações se não tratada adequadamente. ou por diagnóstico laboratorial. as maternidades realizam a credeização ou método de Credê. que são atingidos porque o gonococo pode subir através do trato urinário e se disseminar pelos sistemas linfático e circulatório. quando o doente se levanta e vai realizar a primeira micção. Esses testes são especialmente úteis quando o portador se encontra na fase latente da doença e não apresenta sinais e sintomas de infecção. denominado uretrite gonocócica. TPHA) para a detecção do T. o agente infeccioso causa uma infecção superficial. Já o nome gota militar foi dado devido ao seu grande acometimento por militares. que significa escoamento de muco.semelhantes a verrugas planas nas regiões de dobras ou atrito. era chamada de blenorragia. preferencialmente a penicilina Benzatina ®. do tipo gonococo. cutâneo-mucoso ou cardiovascular.O mesmo tratamento é aplicável a gestantes ou a bebês. através da administração de antibióticos. Após o contágio. que causa um processo inflamatório na mucosa uretral. É popularmente conhecida como gota matinal. a doença atingirá a fase terciária entre 3 e 12 anos após a infecção. e corrimento uretral purulento e fétido. A gestante afetada pode contaminar o nascituro durante o parto. articulações. neurológico. filhos de gestantes não tratadas. causando a conjuntivite gonocócica. . refletindo a invasão da bactéria nos órgãos internos. Porém. mas relata história sugestiva de infecção pelo agente causador da sífilis. Para prevenir esse risco. Os sintomas são dor ou ardência ao urinar. Antigamente. que podem ser inespecíficos (VDRL) ou específicos (FT-Abs. podendo levar à morte. pela manhã. como o coração. articular. mal-estar. Se o indivíduo acometido durante a fase secundária da sífilis não for assistido. principalmente nas válvulas cardíacas e cérebro. pallidum na corrente sangüínea.

O avanço das uretrites não-gonocócicas pode desencadear conseqüências em todo o corpo. O diagnóstico considera o quadro clínico do portador e a ausência de gonococo no exame de amostras uretrais. causando dor e ardência ao urinar. sexual na maioria das vezes. disponíveis nas unidades de saúde para o portador e seu parceiro. após a multiplicação do HPV nesses locais. orientação ao portador de sífilis trocar regularmente as roupas íntimas higiene habitual com água e sabonete lavar as mãos antes e após o uso do vaso sanitário não coçar os olhos. podendo ocasionar infertilidade. embora possa ser utilizado método complementar de exame de amostras de secreção uretral. a hospitalização é indicada e o tratamento passa a ser direcionado em função do sistema atingido. Quando ocorrem complicações devido ao acometimento de outros órgãos pelo gonococo. O mais comum desses agentes é a bactéria Chlamydia trachomatis. pois estas irritam ainda mais a mucosa uretral não manter relações sexuais encaminhar o(a) parceiro(a) para tratamento na unidade de saúde Uretrites não-gonocócicas As uretrites não-gonocócicas compreendem um conjunto de uretrites sintomáticas causadas por microrganismos que não o gonococo. gerando sérios desconfortos. Os parceiros sexuais também devem ser tratados. . pois isto pode transportar o gonococo dos genitais para a mucosa ocular não ingerir bebidas alcoólicas. Há saída de secreção purulenta do meato uretral no indivíduo acometido pela doença. Devido à semelhança entre as manifestações das uretrites não-gonocócicas e a gonorréia. Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas verrugas nas regiões genital anal e perianal. Para seu tratamento utilizam-se antibióticos. as orientações são semelhantes. com ênfase na higiene do indivíduo e no correto seguimento do tratamento. entre 3 e 4 meses após a transmissão. Condiloma acuminado Doença infecciosa causada por um vírus chamado HPV (papilomavírus humano). O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. também conhecida como crista de galo ou verruga genital.O diagnóstico da gonorréia é feito com base no quadro clínico. principalmente a doença inflamatória pélvica (DIP) em mulheres.

passar desapercebida. pois podem estar presentes outras patologias associadas. Geralmente. Essa lesão regride espontaneamente. Seu tratamento é feito em ambulatório. A lesão primária. com cauterização química (por podofilina ou ácido tricloroacético) ou térmica (criocauterização). podendo ser complementado com biópsia. muitas vezes despercebidas. que eliminam a clamídia. A terceira fase caracteriza-se pelo desenvolvimento de seqüelas que ocorrem principalmente quando o linfogranuloma afeta a região anal. pode haver a necessidade de ser retirada cirurgicamente. Orientações ao cliente: a realização da higiene com água e sabonete comum. podendo levar à . há um aumento dos gânglios na região ingüinal. atingindo o parceiro sexual. Porém. O diagnóstico do condiloma acuminado ocorre por exame clínico. A lesão secundária ocorre quando após alguns dias. causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. ou seja. A exemplo da sífilis. quando a lesão cresce demasiadamente. há a abertura de lesões. essas verrugas podem crescer e unir-se umas às outras. é uma doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual. surge cerca de 1 a 4 semanas após a transmissão. febre e artralgias. com saída de secreção purulenta e vários orifícios. Sobre a região aumentada. Linfogranuloma venéreo Também chamada de doença de Nicolas-Favre. É importante atenção a outras queixas. podendo sua localização ser pouco visível nos homens e mulheres e. indolor. levando à necessidade da realização de cesariana. com o cuidado necessário para não agredir as lesões.Com o passar do tempo e sem tratamento adequado. Quando afeta a gestante o crescimento das lesões pode obstruir o canal vaginal. É geralmente pequena. assim. a doença manifesta-se em três diferentes fases. atinge apenas um lado. Sua entrada no organismo ocorre através de lesões na genitália. adquirindo o aspecto de uma couve-flor. a clamídia alcança os gânglios e o portador desenvolve uma linfadenopatia regional. chamada de lesão de inoculação. que poderá ser estendido ao parceiro. causando dor. determinando o acompanhamento regular daquelas que já foram contaminadas por ele. O doente não deve manter relações sexuais durante o tratamento. A ocorrência de infecção pelo HPV também aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de colo uterino.

dos tipos I e II. em forma de pequenas bolhas agrupadas. É comum surgirem lesões nas coxas dos homens doentes. como a cultura da clamídia e o exame bacteriológico direto. O tratamento é realizado com antibióticos. causa lesões vesiculosas. O diagnóstico considera o quadro clínico. higiene cuidadosa da genitália. entre outros fatores. com facilidade para o sangramento. Sua principal característica é o surgimento de várias lesões. Seu diagnóstico é feito a partir do quadro clínico e exame de esfregaço da lesão. . pode haver sensação de ardor e prurido local. quando o hemófilo atinge os gânglios. As lesões são dolorosas. podendo ser auxiliado com a realização de exames complementares. e ao aparecimento de lesões sobre os bubões. de fundo irregular coberto de secreção fétida e amarelada. Ao ser reativado. entre 2 e 5 dias após o contágio – que ocorre pelo contato com a secreção que sai das lesões do parceiro sexual. Orientação aos clientes incluem: abstenção de relações sexuais. por autoinoculação. febre e imunodepressão. Herpes genital É causada pelo Herpes simplex vírus (HSV). Usualmente provoca lesões nos órgãos genitais. O HSV. ou seja. exposição à radiação ultravioleta (luz do sol).obstrução do ânus e à formação de fístulas e causar infecção disseminada por outros órgãos e tecidos pélvicos e abdominais. estímulo à adesão ao tratamento e encaminhamento do parceiro à consulta na unidade de saúde. o quadro clínico é semelhante ao da primeira infecção. que se rompem dando origem a úlceras e. cerca de 3 a 14 dias após o contágio. agravando o quadro clínico de seu portador. o que torna fácil a transmissão. ao multiplicar-se na pele ou mucosa da genitália. surgindo uma nova lesão. a crostas. Antes do surgimento das lesões. porém mais brando. quando a lesão da glande encosta na coxa transporta a bactéria. depois. O contágio pode ser sexual ou por contato com fômites. É aconselhável a drenagem linfática como forma de alívio à dor. de contágio exclusivamente sexual. As lesões regridem espontaneamente e o vírus permanece no organismo em estado latente. Podem levar ao desenvolvimento de linfadenopatia ingüinal unilateral (bubão). O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. embora possa provocar lesões em qualquer parte do corpo. Cancro mole Causada por uma bactéria chamada Haemophilus ducrey. Tal secreção contém vários hemófilos. As recorrências de ativação do vírus estão ligadas ao estresse do portador.

em material coletado através de biópsia. Orientações ao cliente: higiene cuidadosa da genitália e abstenção sexual durante o tratamento da doença. até que o episódio acabe. como o Brasil. como a citologia. no caso de complicações como a infecção das lesões por bactérias. com a drenagem das lesões e o uso de antivirais tópicos. que surgem quase sempre nas regiões de dobras e na região perianal. portanto. o que dificultaria a reativação do vírus. vermelhidão e edema da vulva e corrimento branco. produza os sintomas de candidíase. utilizar apenas sabonetes neutros na higiene íntima. ardor ou dor ao urinar. apresentam odor fétido. uso de medicação imunossupressora e hábitos de higiene inadequados. transmitida pelo contato com as ulcerações presentes no doente. Caracteriza-se pelo aparecimento de nódulos subcutâneos. Candidíase (monilíase) É uma das DST mais freqüentes. como gravidez. A presença dessas condições permite que o fungo se multiplique e. o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas. É causada pelo fungo Candida albicans. e se manifesta mediante condições de desequilíbrio da flora vaginal. Alguns médicos prescrevem vacinas específicas para estimular a defesa do organismo. que habita a mucosa vaginal. não enxugar a vulva com rispidez após usar o vaso sanitário. A herpes não tem cura. não compartilhar roupas íntimas. O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e na realização de pesquisa pelos corpúsculos de Donovan. É causada por uma bactéria denominada Calymmatobacterium granulomatis. dentre outras. . Podem ser usados antibióticos. e por ulcerações. Aids. sem cheiro e espesso. com sua superpopulação. Orientações ao cliente: passar a ferro o forro das roupas íntimas. indolores. diabetes. múltiplos ou únicos. As principais manifestações clínicas incluem prurido vulvar. encaminhar os parceiros sexuais para tratamento.O diagnóstico é feito basicamente através do exame clínico. Essas ulcerações. Donovanose É uma DST encontrada em países de climas tropical e subtropical. O tratamento é realizado com a utilização de antifúngicos. O tratamento é feito com a utilização de antibióticos. O diagnóstico pode ser feito através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. não manter relações sexuais enquanto estiver em tratamento. aspecto vermelho vivo e fácil sangramento. sem causar sintomas em 10% a 20% das mulheres.

É causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. especialmente na região do púbis. procurando-se retirar os piolhos e lêndeas dos pêlos. de uma espécie diferente daqueles que infestam os cabelos e o corpo. No entanto. de odor fétido. de cama e de banho utilizadas sejam trocadas constantemente e fervidas. Giardíase e amebíase A giardia e a ameba são protozoários freqüentemente presentes no trato intestinal. O doente apresenta corrimento amarelado. O tratamento é feito com uso de sabonetes especiais à base de permetrina.como compartilhar roupas íntimas. ardência e prurido na região genital. enfatizando-se a higiene íntima. quando se fixam na pele para sugar o sangue do indivíduo. o que pode provocar até ulcerações na pele sob os pêlos e conseqüente infecção destas pelas bactérias presentes nas mãos/unhas e nos próprios piolhos. O tratamento é feito à base de antifúngicos. . Pode ser causada pela higiene incorreta. da mulher portadora desses microrganismos trazendo restos de fezes para a mucosa genital. também causa intenso prurido. O diagnóstico da pediculose. onde tanto podem passar sem causar qualquer sintoma como podem levar à ocorrência de distúrbios diarréicos severos e importantes. A disseminação se dá por hábitos de higiene inadequados. consiste na verificação da concentração da coceira nos pêlos.Isso ocasionará infecção vaginal ou uretral. O Phtirus pubis. Diagnóstico ocorre através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais.Tricomoníase Trata-se de uma doença muito mais freqüente nas mulheres do que nos homens. dor no ato sexual (dispareunia). que pode ser transmitida através das relações sexuais. e não na vagina ou pênis. de cama e toalhas. afirma-se que mais de 50% das mulheres portadoras são assintomáticas. que atinge a mucosa genital após relação sexual com indivíduo portador. tratando-se de uma infestação de piolhos nos pêlos da região genital. pós evacuação. espesso. embora os piolhos circulem livremente e possam causar prurido também nessas regiões. Recomenda-se que as roupas íntimas. agente da pediculose genital. Pediculose genital É conhecida como “chato” ou ftiríase. sendo mais freqüentes entre as mulheres. transportando os parasitas. e a convivência estreita em locais com más condições de higiene. assintomático ou não.

folders e manuais pelo Ministério da Saúde.gov. Na rede básica de saúde. seguido de sexo vaginal. para manejo adequado. encaminhamento das gestantes ao pré-natal. Na unidade de saúde ou na comunidade.Sua transmissão também pode ser facilitada pela realização de sexo anal. é importante realizar: busca de portadores assintomáticos de DST durante a realização de atividades ligadas à discussão da sexualidade. atividades de educação em saúde e aconselhamento pré-teste anti-HIV para todos os portadores de DST e gestantes. Grande parte dos dados contidos nesta apostila são provenientes de material disponibilizado. No nível das ações de atenção básica. A pesquisa dos parasitas nas fezes é essencial para determinar a escolha correta do tratamento. na detecção precoce e no tratamento oportuno para os portadores de DST/AIDS e seus parceiros. A prática de sexo anal seguida de sexo oral favorece o processo de transmissão da giardíase e amebíase. disponíveis na rede básica de serviços de saúde. é necessário que os profissionais estejam preparados para realizar uma forma de abordagem denominada aconselhamento. e aprofundem seus conhecimentos. • • • • • Durante todo o processo que envolve desde a captação até a assistência a um portador de DST/AIDS. que pode ser individual ou em grupo. com vistas à eliminação da sífilis congênita. o Ministério da Saúde estruturou programas cujas ações se baseiam na prevenção da ocorrência de novos casos. essas ações são concretizadas através da realização de várias atividades. para rastreamento com o teste VDRL.saude. e seu encaminhamento para o atendimento adequado. triagem e referência dos pacientes com DST e seus parceiros às unidades básicas de saúde. www. Sugerimos a todos que acessem o portal do Ministério. a quem damos o devido crédito. os esforços dos profissionais de saúde devem estar comprometidos com trabalhos de educação em saúde que estimulem os indivíduos à reflexão sobre como as condutas sexuais por eles adotadas podem estar influenciando o aumento do risco de se contrair DST/AIDS. .br. que é feito utilizando-se antibióticos bastante potentes. O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados ou mesmo pela detecção dos parasitas após a realização de exame preventivo ginecológico. através deste endereço eletrônico. ou pela distribuição de cartilhas. Ações de atenção básica frente às DST/AIDS Objetivando alcançar o controle das DST/AIDS. sem utilização ou troca de preservativos.

por serem seguras e proporcionar a prevenção das DST/Aids: • uso de preservativos. Assim. procurando utilizar apenas materiais descartáveis. utilizar uma nova camisinha. • não compartilhar seringas e agulhas com outros usuários de drogas injetáveis. Nesse momento. • Apertar a ponta da camisinha. O aconselhamento. como homossexuais. em todas as relações sexuais que envolvam sexo oral e penetração vaginal ou anal. a não ser aqueles à base de água. encontram-se disponíveis nas unidades de saúde e apresentam baixo custo quando adquiridos em estabelecimentos comerciais. Não usar cremes ou loções. descartando-a no lixo. Instruções para o uso correto de preservativos femininos . objetivando diminuir o risco de contaminação de DST/AIDS. enquanto o pênis ainda estiver ereto. Além de serem de fácil utilização. retirar a camisinha e dar um nó em sua abertura. profissionais do sexo ou usuários de drogas injetáveis. É importante desmistificar a idéia de que apenas alguns grupos populacionais. para não formar bolha de ar durante sua colocação. Condutas recomendadas. o ato sexual já pode ser iniciado. • Encaixar a camisinha na ponta do pênis ereto. Em caso de detecção de alguma alteração. estão expostos às DST/AIDS. • auto-exame dos genitais. • Para cada ato sexual. para diminuir as chances de transmissão de DST. o que pode causar seu rompimento. desenrolar a camisinha até a base do órgão e largar sua ponta. Prevenção é o melhor remédio e informação é o melhor elemento de defesa contra as DST/Aids é a informação. Instruções para o uso correto de preservativos masculinos • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. constante discussão sobre a redução de riscos para DST/Aids e adoção de práticas sexuais seguras. • redução de parceiros sexuais. Também não é verdade que uma pessoa não possa ter DST mais de uma vez. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. com o auxílio de um espelho. Essa ponta é que vai acumular o sêmen expelido durante a ejaculação. • Após a ejaculação. desde que bem conduzido. • fazer higiene após o ato sexual. para não correr o risco de estragar a camisinha.O aconselhamento exige profissionais devidamente capacitados pois este consiste em apoio emocional e educativo. todas as oportunidades que surgirem para a realização de atividades junto à população exposta ao risco de contrair e/ ou transmitir essas doenças devem ser aproveitadas. é capaz de reduzir o estresse do cliente e melhorar os índices de adesão ao tratamento. deve-se procurar os serviços de saúde.

Esse aro é que vai ser encaixado em volta do colo uterino. também chamada droga. Ajustar o aro externo (mais largo). encontram-se presentes de forma associada. para não correr o risco de estragar a camisinha. • os distúrbios dietéticos. Doenças crônicas não transmissíveis Estratégias para o controle das doenças crônico-degenerativas As atividades relacionadas ao controle da hipertensão arterial e do diabetes são operacionalizadas através do Programa Nacional de Controle da Hipertensão Arterial e Programa Nacional de Controle do Diabetes. • a obesidade. • o aumento da idade da população. devido às altas taxas de sua incidência e prevalência em nosso país. os fatores relacionados à sua ocorrência são semelhantes e. • a ocupação ou o trabalho dos indivíduos. não é mais necessário segurar o aro externo da camisinha. estima-se que metade dos casos novos poderia ser evitado com o controle do excesso de peso. • o sedentarismo. É importante trocar a camisinha em cada relação sexual. Além disso. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. retirar a camisinha. As atividades desenvolvidas nas unidades básicas de saúde objetivam a captação dos clientes hipertensos e diabéticos pela adoção de uma estratégia de verificação dos níveis de pressão arterial em qualquer indivíduo assistido cuja idade . • o tabagismo. Exemplos: dependência de cocaína. • a drogadição. outros 30% seriam evitados com o combate ao sedentarismo. descartando-a no lixo.• • • • • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. Após a ejaculação do parceiro. Drogadição – é a dependência de um indivíduo em relação a uma substância química. Para o diabetes. A relação de doenças denominadas crônico-degenerativas ou modernas é bastante abrangente. impedindo o deslocamento da camisinha durante o ato sexual. Apertar o aro interno (o mais estreito) e introduzi-lo no canal vaginal. as doenças cardiovasculares (DCV) e o Diabetes mellitus serão especialmente estudadas. em geral. mas a hipertensão arterial. Durante o ato sexual. Fatores associados às doenças crônicas não transmissíveis • estresse decorrente da industrialização e do desenvolvimento econômico. maconha. álcool. normalmente decorrente de seu uso abusivo. Essas doenças podem ser prevenidas se houver ações educativas que trabalhem com a perspectiva de modificar o estilo de vida pouco saudável. segurando-o até a primeira penetração. • o consumo de álcool.

faz-se necessário realizar três verificações consecutivas. em associações. Muitas equipes do Programa Saúde da Família optam por organizar e participar de eventos com atividades extramuros. As atividades de educação em saúde em grupo favorecem o esclarecimento de dúvidas comuns a todos e a reflexão em conjunto sobre os estilos de vida que poderão trazer maiores benefícios para todos. A nãoadesão ao tratamento é fator decisivo para a piora do estado do cliente. sedentarismo e outros. É importante sensibilizar o cliente para a importância da adesão ao tratamento. para captar novos casos de hipertensão e diabetes. e de verificação de glicosúria em indivíduos com idade igual ou superior a 30 anos. insulina injetável). como tabagismo. Os clientes passam a receber os medicamentos necessários ao controle das doenças (drogas hipotensoras. hipoglicemiantes orais. como eletrocardiograma. praças e escolas. urinálise. entre outras medidas. além da pressão arterial. utilizando-se de drogas. igrejas. bem como realizar orientações coletivas para prevenir complicações e controlar essas doenças. incluem verificação de peso corpóreo e realização de alguns exames complementares. de acordo com a relação de medicamentos constantes da farmácia básica. garantindo melhores resultados através de atividades coletivas ou individuais de educação em saúde. Uma vez inscritos nas atividades dos programas. detectando fatores relacionados à ocorrência de hipertensão e diabetes. solicitados de acordo com o problema apresentado. O desenvolvimento atividades no ambiente domiciliar é estratégia para a oportunidade de observação da realidade de vida e relacionamento das pessoas. criando a possibilidade de discutir as modificações que produzirão benefícios para a saúde. . seja com discussão em grupos. dieta inadequada. Os tratamentos da hipertensão arterial e do diabetes baseiam-se na adoção de medidas farmacológicas. cartazes. e não farmacológicas.seja maior ou igual a 20 anos. os clientes submetem-se a avaliações periódicas que. que deve ser informado quanto à possibilidade de complicações das doenças. Para a confirmação de um caso de hipertensão. bioquímica do sangue. campanhas. através de dietas e atividade física. em dias alternados. Pressão Diastólica Pressão Sistólica Menor que 85 Entre 85 e 89 Entre 90 e 99 Entre 100 e 109 Maior ou igual a 110 Menor que 90 Menor que 130 Entre 130 e 139 Entre 140 e 159 Entre 160 e 179 Maior que 180 Maior ou igual a 140 Tipo de Hipertensão Arterial Normal Normal limítrofe Hipertensão leve (estágio 1) Hipertensão moderada (estágio 2) Hipertensão grave (estágio 3) Hipertensão sistólica isolada Campanhas de verificação de glicemia capilar ou de verificação de glicosúria são boas estratégias para a captação de clientes diabéticos.

realização dos curativos em clientes diabéticos com lesões. realização de visitas domiciliares aos clientes faltosos ou necessitados de cuidados domiciliares. • os pés devem ser atentamente examinados todos os dias.confortáveis. organização da agenda para o retorno dos clientes às consultas necessárias ao seu acompanhamento. usar sapatos fechados. orientação. Os profissionais que atuam nos programas de controle do diabetes e hipertensão devem desenvolver os seguintes cuidados: verificação da pressão arterial. que devem ser mantidos limpos e secos. • para os diabéticos insulino-dependentes: cuidados na conservação e na autoadministração de insulina. • ingestão de dieta pobre em sal e gorduras e. e sempre examiná-los por dentro antes de calçá-los. Nesse sentido. aferição do peso para auxiliar no seu controle. evitando passá-la entre os dedos (para evitar a umidade). a saúde foi reconhecida como fenômeno de determinação intersetorial e direito de todos. .Quanto mais descontraídos estiverem os participantes. • ao observar qualquer alteração na coloração dos pés ou ferimento. Medidas terapêuticas não-farmacológicas • restrição ou eliminação de hábitos pouco saudáveis (alcoolismo. melhor será o andamento das atividades. • cuidados com os pés dos clientes diabéticos. • redução do consumo de café. pesquisando-se a existência de feridas ou cortes não anteriormente percebidos. • restrição do consumo de carboidratos. no caso do diabetes. verificação dos níveis de glicemia capilar. organização e participação das atividades em grupo. os pés devem ser hidratados com uma loção. tabagismo. • necessidade de prática regular de exercícios físicos. • preferencialmente. na Primeira Conferência Internacional sobre a Atenção Primária em Saúde. As práticas de saúde dão ênfase às ações ligadas às condições de vida de pessoas e coletividades. drogadição). Intersetorialidade: conceito e dinâmica político-administrativa do município Em 1978. • inclusão de atividades de lazer no cotidiano. após o banho. • manutenção de peso corpóreo próximo ao ideal. as atividades ao ar livre são bem-vindas. pois oferecem oportunidades de lazer associadas à promoção da saúde. acompanhamento da auto-administração de medicamentos via oral ou injetáveis. tal fato deve ser notificado ao profissional que acompanha o caso.

Portanto. poderes e vontades diversos. que juntos estabelecerão estratégias de prevenção. A intersetorialidade é a articulação entre os diferentes setores que executam políticas públicas para planejamento conjunto dos problemas da população. sendo que o setor saúde é apenas um dentre eles. que pressupõe o respeito à diversidade e às particularidades de cada setor ou participante. limpeza de terrenos baldios. às ações. É uma nova forma de trabalhar. controle e vigilância no sentido de diminuir as causas que levam a violência. Envolve a criação de espaços comunicativos.2000) . Para alcançarmos melhores indicadores na área da saúde. na descoberta da possibilidade de agir . de governar e de construir políticas públicas que pretende possibilitar a superação da fragmentação dos conhecimentos e das estruturas sociais para produzir efeitos mais significativos na saúde da população. coletivo. por meio da atuação para mudar positivamente os elementos considerados determinantes do processo saúdedoença. na construção de sujeitos. Ações que não necessariamente implicam na resolução ou enfrentamento final do problema principal. precisaremos desenvolver uma ação integrada com os demais setores que executam políticas públicas Diante de um enfoque intersetorial. setores diversos do município.A concepção ampliada de saúde e a compreensão de que as ações de outros setores têm efeitos sobre a saúde individual e coletiva possibilitaram o surgimento de outras perspectivas de promoção e de cuidado à saúde. a capacidade de negociação e também trabalhar os conflitos para que finalmente se possa chegar. com maior potência. Busca-se a ação de diversos órgãos como a polícia. em suma é possível perceber que o nível de saúde de uma população depende da ação de diversos setores que atuam na sociedade. Da mesma forma algumas doenças para serem prevenidas necessitam de saneamento básico. de saberes. a defesa pública. recolhimento de lixo. é a articulação entre sujeitos de setores sociais diversos e. tendo por base a promoção de saúde e a melhoria da qualidade de vida. a ação intersetorial não é um processo espontâneo. portanto. órgãos de educação. compete ao Estado a integração e a efetivação de políticas sociais. para enfrentar problemas complexos. Depende de uma ação deliberada.“(Campos. a violência é um sintoma social que merece uma intervenção articulada. mas que implicam na acumulação de forças. Por exemplo. “Como processo organizado.

que impede as crianças de ir a aula. As pessoas são mobilizadas pelas questões concretas. sejam palpáveis. fazem com que o setor saúde esteja mais mobilizado em propor a ação e a articulação intersetorial. de efetividade e de eficácia. que ainda que parciais. ainda tem que se avançar muito no processo dentro da própria saúde e na sua articulação com os demais setores. necessita de ações educativas associadas a ações gerenciais e econômicas. no entanto. Alguns dos resultados concretos da ação intersetorial podem ser medidos através de indicadores de saúde. doenças que fazem com que os adultos faltem ao trabalho ou rendam pouco. Um fator contribui para que a saúde provoque mais enfaticamente as articulações intersetoriais é a constatação diária dos limites do setor para enfrentar os problemas de saúde. Aliás. a percepção muito clara do impacto de ações não especificamente setoriais sobre a saúde (saneamento básico. A intersetorialidade é um instrumento poderoso. etc.Envolve. deve ter relação com algum fato concreto que mobilize a todos. urbanização. como já colocado. entre tantos outros. a intersetorialidade se alicerça na confluência das necessidades. que criam o espaço possível de interação e de ação. visíveis. O tema do problema a ser resolvido é que define a possibilidade de uma ação intersetorial. pois. aqueles que estão prejudicando a todos e portanto criam em todos o interesse de que sejam resolvidos. a expectativa de maior capacidade de resolver situações. por exemplo) e da impotência setorial diante de certos problemas como a morbidade e mortalidade por causas externas. das pessoas e setores. é fundamental a produção de resultados. também. drogas. Além disso. um verdadeiro circulo vicioso que prejudica a todos. faz com que a comunidade seja invadida por ratos e mosquitos que por sua vez transmitirão outros tipos de doença. que diga respeito não só a saúde mas a todos os demais setores envolvidos. A compreensão da determinação social do processo saúde-doença. perceptíveis para retroalimentar setores e pessoas participantes e evitar o desânimo e o abandono da linha conjunta de ação. Assim.Por exemplo: o esgoto a céu aberto causa uma série de doenças. acessibilidade. violência . Um sistema social e político saudável. exclusão social. percebe-se que a consciência das limitações da ação setorial está mais clara no setor saúde. meio ambiente. muitas das iniciativas intersetoriais têm partido ou contam com uma participação ativa importante de atores oriundos do setor saúde. ou seja. São os problemas palpáveis. de enfrentar problemas concretos. ou fazem com que elas se tornem fontes de disseminação das contagiosas no ambiente escolar. . Ele deve ser amplo o suficiente para despertar o interesse de todos os setores envolvidos como: qualidade de vida. De modo geral. reais.

o detentor do conhecimento a ser transmitido. Fazer entender o mecanismo é bem mais produtivo do que Formas de aprender e ensinar . . Uma discussão saudável que permite aos demais não só opinarem naquele caso concreto. mas colocarem suas vivências. a investigação. Educação Popular não e o mesmo que educação informal. e o assunto é colocado em discussão. a pesquisa. Este processo enfatiza não a simples transmissão de conhecimento. A melhor forma de aprender é trocando experiências. como ponto de partida do processo pedagógico. a discussão de temas pertinentes àquele grupo. o que esta incomodando e oprimindo e propicia ao interlocutor o prazer de descobrir as respostas ao problema. Um elemento fundamental do seu método e o fato de tomar. procura problematizar. como ela o atinge e aos seus. educação e comunicação: conceitos. como forma de promover o crescimento da capacidade de analise critica sobre a realidade e o aperfeiçoamento das estratégias de luta e enfrentamento dos problemas inerentes àquela comunidade. incentivando a troca de experiências. Trata-se de uma estratégia de construção da participação popular no redirecionamento da vida social. diferenças e interdependência.Informação. O indivíduo coloca seu conhecimento. A educação popular busca trabalhar a participação popular em um processo de aprendizado coletivo. o saber anterior individual ou coletivo do grupo que se pretende educar. Trata-se de uma mudança de estratégia. em uma discussão aberta. mas a ampliação dos espaços de interação cultural e negociação entre os diversos atores envolvidos em determinado problema social para a construção coletiva do conhecimento e da organização política necessária à sua solução. a forma como lidam ou lidariam com aquilo. suas experiências. ao invés de procurar difundir conceitos e obrigar a comportamentos que considere corretos. a forma como enxerga uma situação.

sendo fundamental que o processo de discussão não se coloque de cima para baixo. A educação popular é um instrumento de construção de uma ação de saúde mais integral e mais adequada à vida da população. não basta que o conteúdo discutido seja do interesse do indivíduo. se abster de algo. respeitando e adequando os conhecimentos populares. Pois se o indivíduo entender os motivos pelos quais deve. Nesse processo a educação visa que as pessoas e os grupos sociais assumam maior controle . A Educação Popular é um instrumento metodológico fundamental no sentido da construção de um processo de atenção à própria saúde e à saúde integral do grupo comunitário em que se esta inserido. ele aceitará genuinamente a privação encarando-a como forma de solução de um problema. confiante. e mantenha suas iniciativas. tende a gerar frutos excelentes. Na educação popular.simplesmente impor. provenientes do respeito e do livre convencimento. Essa valorização do saber e dos valores do educando permite que ele se sinta tranqüilo. de forma a buscar a confiança e a integração com a comunidade. por exemplo. Este processo de educação da saúde em contexto.

sobre a própria saúde e suas vidas e em que a racionalidade do modelo biomédico dominante seja transformada em práticas do dia-a-dia. O indivíduo passa a viver em prol da própria saúde, pois incorporou os hábitos necessários para mantê-la, não como uma imposição, mas por consenso. Nesse sentido, a Educação Popular não e mais uma atividade a ser implementada nos serviços, mas uma estratégia de reorientação da totalidade das praticas executadas na comunidade, na medida em que investe na ampliação da participação da população, que uma vez, dinamizada, passa a questionar e reorientar tudo.

Cultura popular e sua relação com os processos educativos
“Colocar a educação popular como uma estratégia política e metodológica na ação do Ministério da Saúde permite que se trabalhe na perspectiva da integralidade de saberes e de praticas, pois proporciona o encontro com outros espaços, com outros agentes e com tecnologias que se colocam a favor da vida, da dignidade e do respeito ao outro. Trabalhar com a educação popular em saúde qualifica a relação entre os cidadãos, definidos constitucionalmente como sujeitos do direito à saúde, pois pautase na subjetividade inerente aos seres humanos”. (MS- caderno de educação popular e saúde) A primeira medida a ser tomada ao assumir a estratégia de interligar a educação e saúde na comunidade, é buscar contato com a cultura local e o imaginário popular para a definição para a definição de formas de atuação.

Antes de tudo o ASC deve ouvir. É através de uma escuta sensível e afetiva que o profissional ganha a confiança da pessoa e aprende mais sobre a comunidade. Seus anseios, suas crenças, suas convicções. O passo seguinte, nas palavras de Paulo Freire, é “desmontar a visão mágica”. Isso significa desestruturar alguns conceitos para construir outros.

Medidas empíricas - são medidas empregadas sem comprovação científica de sua eficácia. Em muitas regiões do país, as pessoas amarram fitas vermelhas no pescoço quando pegam caxumba, por exemplo.

O processo deve ser cauteloso para não ferir egos. O ideal é fazer com que a pessoa chegue as conclusões esperadas sozinha, através de um processo de raciocínio orientado de forma suave, mas, firme. Partir de situações concretas é uma boa técnica. As rodas de conversa são bastante eficazes para isso, pois o assunto é debatido de forma plena, abrindo várias oportunidades para a intervenção sutil e para o redirecionamento que pode ser feito através de uma simples pergunta.

Não dá pra beber água fervida... ela é muito “pesada”

Já experimentou “bater a água” antes de beber?

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Feita a pergunta, cria-se a dúvida. Existindo dúvida cria-se a oportunidade de aprendizado, que pode até mesmo ter desdobramentos práticos. É fundamental estar com o outro, aprender com o outro. A troca é importantíssima no processo. Admitir que atitudes da comunidades estão certas e que aquele pode sim ser o melhor procedimento, ainda que não científico. Trata-se de unir a teoria e a prática. Da mesma forma, é preciso assumir a ingenuidade do indivíduo em relação ao tema, ao problema ou ao próprio procedimento de promoção de saúde, eles não conhecem a realidade que queremos mostrar, temos que conhecer a dele, para estabelecermos as pontes de comunicação.

Algumas formas utilizar a cultura popular no processo educativo Construir novos processos de trabalho que incorporem o saber popular Produção de saúde e co-produção de autonomia, capacidade de pessoas e coletividades compreenderem e agirem sobre si mesmos e sobre os contextos cotidianos. Expressões artísticas como forma de divulgação de informações e de compartilhar sentimentos e verdades do contexto local Comunicação como ação que implica na integração social

Participação e mobilização social: conceitos, fatores facilitadores e/ou dificultadores da ação coletiva de base popular
A Constituição Federal do Brasil garante ao cidadão o direito de ser assistido em suas múltiplas necessidades, mas este mesmo cidadão precisa estar consciente de sua responsabilidade na busca por melhores condições de vida. As visitas são instrumentos de trabalho preciosos no cuidado estratégico da saúde das famílias, devendo ser utilizadas nas mais diferentes formas de acompanhamento de seus membros, em suas situações peculiares de saúde-doença e nos diferentes momentos de seu ciclo vital. A visita é essencial ao processo de vigilância à saúde, tendo por finalidade acompanhar a situação de saúde de cada membro da família, esperando-se a produção de resultados positivos através da antecipação de diagnósticos personalizados, do atendimento e de maior orientação ao indivíduo e sua família. Por outro lado, é preciso ponderar que o desenvolvimento de ações no domicílio aproxima o trabalho profissional da dinâmica de vida das famílias, colocando em cena seus modos de lidar com a vida e os problemas de saúde, questões de subsistência, aspectos religiosos e culturais, afetividades e outras subjetividades, que implicam em desafios para os profissionais. Nesse sentido, as famílias que se encontram em situação de maior vulnerabilidade devem ser apoiadas intensivamente. A linha de separação entre o cuidado e atenção intensiva a intromissão é tênue, existindo relatos de pessoas que acreditaram que esta barreira foi ultrapassada, seja pelo excesso de zelo do profissional, seja pela conduta equivocada do profissional. É essencial, que as especificidades dos cuidados direcionados a

tipos e processos de constituição de lideres populares Por conhecerem os membros da comunidade. não deve se consolidar como uma prática de controle sobre a vida e os comportamentos em saúde das pessoas. Buscar os formadores de opinião para participarem ativamente nos processos educativos e na elaboração dos projetos de melhoria para a comunidade. motivando-as e compactuando-as em torno de um determinado objetivo comum. porém é necessário identificar o que a população considera problema e quais são os mecanismos para o seu enfrentamento. A equipe de saúde da família tem que levar em consideração este aspecto da realidade. pois estas características remetem à esperada ampliação do acesso e equidade. Reconhecer os problemas sempre foi uma função dos profissionais de saúde. captador de notícias e corretor. zelador. seja dos seus membros ou da família como um todo. O ACS deve procurar detectar quem são os verdadeiros lideres da comunidade. é diminuir em muito os níveis de rejeição da população alvo. de influenciar as pessoas à sua volta. que envolve a capacidade de um indivíduo. Não poucas vezes o líder eleito não tem o real poder de fazer com que as coisas aconteçam. Existem quatro pessoas a quem se dá os nomes de: porteiro. os Agentes Comunitários de Saúde podem contribuir para desencadear um processo de envolvimento das lideranças locais na discussão sobre os problemas de saúde e seus determinantes sociais. são elas que efetivamente fazem a comunidade funcionar. bloqueando-se a ação direcionada a necessidades mais abrangentes e à produção de autonomia. Lideranças: Conceitos. Liderança é um fenômeno de grupo. A idéia de monitoramento da saúde-doença. Sob risco das políticas tornarem-se medidas não apropriadas para a população. . proposta pela política de atenção básica. o líder comunitário. com soluções tecnocráticas voltadas para problemas inexistentes ou pouco importantes para a população a quem se destinam as ações.situações peculiares de saúde-doença na família não anulem a sua autonomia e viceversa. Outro aspecto muito importante na organização dos programas e na prática em saúde coletiva é a identificação das necessidades sentidas pela população-alvo. A diferença de posicionamento frente a uma questão.

É aquela pessoa sempre pronta a ajudar. a escutar. a consolar. ou da diretoria do clube. a aconselhar. Falam bem e parece sempre terem argumentos para todas as situações. as ajudas. se passará pela “porta”. ou da industria. ou pastores.. Toda comunidade tem zeladores. Quem seria a pessoa ideal para tentar explicar algo a alguém e evitar uma discussão desnecessária? Os corretores O corretor tem relações com amigos pessoais de pessoas-chaves do governo. São eles que podem conseguir as coisas.. se sua família tivesse ido viajar? Os captadores de notícia São aquelas pessoas que sabem tudo o que esta acontecendo. A quem você pediria ajuda se o telefone do bairro não estivesse funcionando? . Os zeladores São aquelas pessoas que os outros procuram quando estão com problemas. A quem você pediria ajuda em uma emergência de madrugada. Aquela família nova que mudou. ou “mamães” . São sempre os primeiros a ficarem sabendo quando algo acontece. Dona Zinha me disse que eles são muito simpáticos “Dona Zinha” é a porteira. você gostou deles? Sim.Os porteiros O porteiro de uma comunidade é aquele que decide se alguém será aceito. gostei. Uma pessoa influente que consegue controlar a maneira como os demais membros da comunidade se sentem em relação a novas pessoas e novas idéias.

Portadores de deficiência: Deficiente físico – é o portador de alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano acarretando o comprometimento da função física. meios ou recursos especiais. por já estar sedimentada pelo tempo. com necessidade de equipamentos. Deficiência permanente É aquela que não permite recuperação ou alteração apesar do aparecimento de novos tratamentos. Deficiente auditivo – é o acometido de perda parcial ou total da audição Deficiente visual – é aquele que possui diminuição da acuidade visual. relacionadas a doenças crônicas. físicas. distúrbios genéticos ou enfermidades degenerativas. Pessoas portadoras de necessidades especiais. auditivas. visuais e múltiplas. As pessoas com necessidades especiais apresentam deficiências internas. Incapacidade É a redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social. fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano. incentivar as mudanças e mobilizarem a comunidade. muitas delas dependentes de tecnologia para manutenção da vida. medidas facilitadoras de inclusão social e direitos legais Na denominação de indivíduos com deficiência física estão incluídos os portadores de dificuldades mentais. abordagem. • As pessoas da comunidades irão ver se elas estão boicotando ou participando dos projetos antes de tomarem suas próprias decisões em relação a aderir ou não. adaptações. Deficiência A perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica.A importância de localizar e captar estas quatro pessoas consiste em dois motivos: • Elas tem as habilidades necessárias para organizar a comunidade. .

iniciou a reestruturação do atendimento às necessidades da saúde da criança com cinco principais focos de atenção: crescimento e desenvolvimento. É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio e/ou de suporte. como limitações dos membros portadores de deficiência. sendo a disfunção presente desde antes dos 18 anos e do associada a limitações em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas. do adulto e do Idoso Saúde da criança A criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC). segurança. saúde. cuidado pessoal. habilidades acadêmicas.redução do campo visual ou ambas. O ACS deve oferecer orientações necessárias para que a família saiba superar os obstáculos do dia-a-dia. tentando evitar o abandono e os maus tratos. o contato com a natureza e os cuidados com o corpo orientar sobre as possibilidades de adaptação da casa às necessidades específicas do indivíduo fornecer informações claras. Habilidades adaptativas Comunicação. utilização da comunidade. orientação nutricional. pessoal. . Deficiência múltipla – quando ocorrem associações de duas ou mais deficiências. assistência às doenças diarréicas e to infecções respiratórias agudas (IRA) e imunização. Deficiente mental – é aquele cuja função intelectual é significativamente inferior à média. lazer e trabalho trabalho. do adolescente. atuais e condizentes com o contexto cultural da família Procurar apoio nas políticas públicas voltadas para o grupo Saúde da criança. habilidades sociais. Deve conversar com a família sobre como lidar com as dia. em 1984. Estimular a família a incluir o portador de necessidades especiais nas atividades sociais Valorizar o lazer. aleitamento materno.

realizado considerando os sinais e sintomas apresentados pela criança e/ou relatados por seus responsáveis. O Cartão da Criança possibilita a identificação de distúrbios no crescimento. De fácil utilização. Nele constam. em qualquer nível de atenção. A principal característica da AIDPI é a “focalização da atenção nas populações de maior risco e a revitalização do nível primário de atenção. avaliar se a criança está gravemente doente ou não. A guarda deste documento é responsabilidade dos pais ou responsáveis pela criança. o que os torna capazes de avaliar rapidamente todos os sintomas da criança. É executada com uma abordagem por diagnóstico sindrômico. desnutrição calórico-protéica ou sobrepeso. ou seja. ou nas atividades desenvolvidas pelos profissionais nos mais variados espaços sociais. por meio da assistência aos aspectos preventivos e curativos. contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Os profissionais de saúde passam por treinamento específico. É padronizado em todo o território nacional e pode ser utilizado no contexto da unidade de saúde. Por exemplo. através da aferição pondero-estatural. permite tanto o preenchimento como a interpretação de seus dados por qualquer profissional de saúde. destaca-se a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) e a inserção dos enfoques da saúde da criança. Além disso. ganho de peso e altura. que permite detectar a ocorrência de distúrbios nutricionais como baixo peso para a idade. o . ocorrência de agravos e condições perinatais. se necessitará ser transferida a um hospital com urgência ou se o tratamento pode ser feito no ambulatório ou domicílio. A AIDPI é uma estratégia que visa integrar as ações de promoção de saúde da criança. estão relacionados alguns dos passos do desenvolvimento esperados para a criança em determinada faixa etária. desde que orientado. e os principais direitos das crianças e deveres dos responsáveis. informações sobre o crescimento e desenvolvimento da criança. Cartão da Criança Instrumento que permite visualizar vários aspectos ligados às ações preventivas. alta prevalência de recém-nascidos de baixo peso. Nas atividades desenvolvidas pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde. sem excluir problemas importantes. tornando-o mais resolutivo e capaz de prestar atendimento de qualidade às patologias de maior prevalência na população infantil”.Apesar das diretrizes acolhidas ainda temos altas taxas de mortalidade perinatal. através do método gráfico da “curva de crescimento”. grandes diferenças entre as condições de saúde nos meios rural e urbano e alto índices de gravidez na adolescência. seu estado vacinal.

A possibilidade de abordagem da criança nos espaços de sua vida cotidiana (domicílio e instituições de educação infantil) ampliam a (domicílio capacidade de atuação na prevenção de doenças. as se linhas de cuidado que devem ser priorizadas nas ações de saúde dirigidas à atenção à criança são: Promoção do nascimento saudável Acompanhamento do recém recém-nascido de risco Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e Imunização Promoção do aleitamento materno e alimentação saudável Atenção aos distúrbios nutricionais e anemias carenciais Abordagem das doenças respiratórias e infecciosas . Por meio de ações educativas em saúde. além de participar da orientação. o crescimento e desenvolvimento alterados. na promoção da saúde e identificação de necessidades especiais em tempo oportuno. formando uns o desenho da curva do crescimento. de acordo com a idade. essa equipe estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidad cidadania. desvios na alimentação. os pontos são ligados uns aos outros. nos domicílios e coletividade. por exemplo. Considerando-se as principais causas de morbidade e mortalidade infantil no país. • com as sucessivas pesagens.que auxilia no planejamento e implementação de ações que visem controlar estes o problemas. O preenchimento do Cartão da Criança. pronta abordagem da criança com algum sinal de risco ou perigo. acompanhamento e educação específica em saúde saúde. O agente comunitário de saúde e equipe do Programa de Agentes Comunitários de Saúde na atenção à criança Conforme o disposto no Manual do Agente Comunitário de Saúde do Ministério da Saúde – 2001. • o peso da criança será registrado diretamente no gráfico através de um ponto com a localização relacionada à idade da criança. • a pesagem periódica da criança deve ser realizada em uma balança adequada à sua idade. segue as seguintes regras básicas: • o primeiro peso a ser registrado deve ser o peso ao nascer. todas as atividades contidas no cuidado à criança fazem parte do odas roteiro de abordagem da criança pelo agente comunitário de saúde/Programa de Agentes Comunitário de Saúde. imunização e a alimentação.

• avaliação da saúde da mãe. ofertar o atendimento clínico e psicológico à gestante vítima de violência doméstica e sexual. observar e avaliar a mamada ao peito. alertar sobre a importância da consulta de puerpério. cuidados com recém nascido. • orientar e incentivar o aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido. manter continuidade de visitas até o parto garantir a vinculação com a maternidade para o parto e intercorrências. orientar sobre alimentação saudável no decorrer da gestação e avaliar o estado nutricional da gestante. orientar sobre sinais de alerta na gravidez. Calendário de vacinação da criança IDADE Ao nascer Ao nascer VACINAS BCG-ID Hepatite B DOSES Dose única 1º dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B . do planejamento familiar. checar relatório de alta/cartão de pré-natal. ao parto normal. avaliar a mama puerperal e orientar quanto à prevenção das patologias. No cuidado após o parto • conhecer o número de puérperas e recém-nascidos da área de abrangência para programar as ações de saúde e realizar visita domiciliar na primeira semana após o parto. direitos da gestante e do pai. enfocando a importância da ordenha manual do leite excedente e a doação a um Banco de Leite Humano. tais como diabetes e hipertensão.No cuidado pré-natal Captar a gestante para início do prénatal até o 4. hábitos saudáveis de vida. ofertar atenção à mãe adolescente conforme suas especificidades. encaminhando-a para o atendimento adequado (fluxo local). acompanhar o ganho de peso no decorrer da gestação. identificar gestantes de risco e garantir atendimento no pré-natal alto risco ao encaminhar a gestante para a UBS.º mês (120 dias) explicar sobre as doenças crônicas. realizar práticas educativas com incentivo ao aleitamento materno. identificar a gestante em situação de risco para amamentação e encaminhá-la para grupos de apoio ao aleitamento materno ou Banco de Leite Humano. • checar e orientar sobre o registro de nascimento. • orientar sobre a importância da “Primeira Semana Saúde Integral”. realizar busca ativa da gestante faltosa ao pré-natal.

tétano e coqueluche Sarampo. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Hepatite B Febre amarela Sarampo. coqueluche. coqueluche. coqueluche.1 mês 2 meses Hepatite B Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 1º dose Hepatite B Difteria. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. rubéola e caxumba Poliomielite (paralisia infantil) Difteria. rubéola e caxumba Febre amarela 2 meses 2 meses 4 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 1º dose 1º dose 2º dose 4 meses 4 meses 6 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 2º dose 3º dose 6 meses 6 meses 9 meses 12 meses 15 meses 15 meses 4 – 6 anos 4 – 6 anos 10 anos VOP (vacina oral contra pólio) Hepatite B Febre Amarela SRC (tríplice viral) VOP (vacina oral contra pólio) DTP (tríplice bacteriana) DTP (tríplice bacteriana) SRC (tríplice viral) Febre Amarela 3º dose 3º dose Dose inicial Dose única Reforço 1º reforço 2º reforço reforço reforço . tétano e coqueluche Difteria.

• avaliação do resultado. planejamento familiar (ciclo reprodutivo). processamento e leitura do esfregaço no laboratório. quando se fizer necessário. As etapas do Programa de Prevenção de Câncer do Colo do Útero (PCCU) são: • recrutamento . bem como treinamento e reciclagem constantes dos profissionais. Ressaltese. Porém. O câncer do colo do útero é uma doença possível de ser prevenida e curada. abordando-se as várias fases de sua vida.consiste em um conjunto de ações educativas que visam aumentar o conhecimento da população-alvo sobre o câncer de colo do útero. estima-se que no Brasil apenas 8% a 10% das mulheres incluídas nesse grupo realizam o exame preventivo. O objetivo do programa é melhorar as condições de saúde da mulher e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade maternas. Todas as ações preconizadas pelo PAISM são encontradas nas áreas técnicas das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (Coordenação dos Programas de Saúde da Mulher). • coleta de material para o exame de Papanicolau (preventivo ou colpocitológico): consiste no preparo e orientação prévia da mulher. Na assistência clínico-ginecológica há especial preocupação com a prevenção do câncer de mama e do câncer cérvico-uterino. pois 70% dos casos diagnosticados já estão em fases avançadas. consideradas como a população de maior risco. Entretanto. • descrição detalhada das atribuições de cada profissional no controle e tratamento. A ocorrência destes tipos de neoplasias expressa a baixa cobertura dos exames preventivos e pouco investimento em atividades de educação em saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a realização de exames preventivos em pelo menos 85% da população feminina com idade superior a 20 anos. tratamento e acompanhamento do tratamento do câncer de colo do útero. o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Controle de Câncer de Colo Uterino – o qual utiliza as estratégias de ações educativas e aumento da qualidade dos serviços prestados pelo sistema de saúde. Seu público-alvo são as mulheres entre 35 e 49 anos de idade. ainda. assistência clínico-ginecológica (prevenção e controle do câncer ginecológico e de mama e prevenção das DST) e climatério. bem como nos manuais e normas técnicas elaborados pelo Ministério da Saúde. coleta do esfregaço. . o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM).Saúde da mulher A assistência a saúde da mulher está organizada num programa do Ministério da Saúde. incluindo a assistência ao pré-natal. ser uma doença que incide mais em mulheres de baixo nível socioeconômico. Para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do útero. parto e puerpério (ciclo gravídico-puerperal). em nosso país representa a segunda causa de óbitos por neoplasia em mulheres. Este programa prevê a assistência à mulher de forma integrada. da adolescência à menopausa.

Uma das recomendações do Consenso é que o auto-exame isolado deve ser adotado como medida paralela à visita a um profissional especializado. apenas 76. visto envolver negativamente as percepções da sexualidade e auto-estima.9% das mulheres conheçam algum tipo de método anticoncepcional. do Ministério da Saúde.335 óbitos pela doença e o surgimento de 41. O câncer de mama representa hoje a principal causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. embora 99. Planejamento Familiar Segundo o Ministério da Saúde. Estimativas do INCA de 2003 indicaram 9. Além disso. sobretudo. A principal e mais efetiva arma que contra ele dispomos é o seu diagnóstico precoce mediante realização do auto-exame das mamas . com o máximo de dois anos entre os exames.7% das mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) o utilizam.Câncer de Mama O câncer de mama é um grave problema de saúde pública. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) apresentaram dia 02/04/2009. responsável por significativo número de óbitos entre mulheres adultas. É. pelo impacto psicológico que provoca. As questões referentes à saúde reprodutiva da mulher convergem para a abordagem sobre o exercício responsável do seu direito reprodutivo. o Consenso reúne novas estratégias para detecção precoce e tratamento. . tanto por sua alta freqüência como. documento que norteará a política nacional para o controle do câncer de mama. que consiste na avaliação de um médico. o câncer mais temido pelas mulheres. Obtido após reuniões técnicas com 70 especialistas de todo o País. deve ser feito pelas mulheres a partir dos 35 anos pertencentes a grupos populacionais de alto risco. Já as mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia.procedimento que permite à mulher participar do controle de sua saúde. orienta-se especificamente por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações. responsável pelo desenvolvimento das ações referentes ao ciclo reprodutivo.610 novos casos somente naquele ano. o Consenso Brasileiro de Mama. Essa redução tem sido verificada em países que adotaram medidas semelhantes. como forma de vivenciar sua sexualidade e ter liberdade sobre a escolha de tornar-se mãe ou não. O Programa de Planejamento Familiar. que pretendem reduzir em pelo menos 20% as taxas de mortalidade pela doença no Brasil. uma vez que possibilita a identificação precoce de quaisquer alterações das mamas. o exame clínico das mamas. associado à mamografia anual. como aquelas que têm história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama. É recomendado ainda que todas as mulheres com mais de 40 anos de idade façam o exame clínico. provavelmente.

que sejam repassadas informações sobre a anatomia e fisiologia do corpo feminino. a utilização de estratégias voltadas para a assistência no puerpério devem ser rotineiramente implementadas. métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade. A assistência à mulher durante as fases do ciclo gravídico-puerperal compreende todas as ações previstas no Programa de Assistência Pré-Natal. por exemplo. que podem resultar em óbito materno e/ou fetal.para 75 anos de idade. ainda. O objetivo destas atividades relaciona-se à redução das complicações durante a gestação. mas sim acompanhamento às situações que possam oferecer algum risco à mulher ou impliquem perda de sua autonomia e/ou comprometimento de sua integridade física . ou pelo menos com dois filhos. hormonais (queda progressiva dos níveis de estrogênio). expressa em distúrbios psíquicos. incentivo ao aleitamento materno. o que não significa o fim de sua sexualidade. Embora recente.permitida tanto para homens como para mulheres com mais de 25 anos. causando mudanças metabólicas (modificações das lipoproteínas). É um período de transformações e ocorre entre os 40 e 65 anos. As ações básicas previstas neste Programa preconizam.meios. parto e puerpério (período até 6 semanas após a gestação). Normalmente. infecção vaginal. a mulher deve receber atendimento clínico e esclarecimentos sobre o retorno à vida sexual. Para operacionalizar essa assistência. os coeficientes de morte materna são considerados incompatíveis com o nível de desenvolvimento do país. não se faz necessário qualquer tratamento para a menopausa. pois neste período há uma concentração de morbimortalidade para a mãe. ou quando há risco de vida à saúde da mulher ou do concepto. para que a mulher possa fazer a opção que a ela melhor se adeque. O climatério inicia-se gradualmente e está associado a uma série de alterações em decorrência da perda de atividade dos ovários. passou a ser uma necessidade devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira como um todo . vantagens e desvantagens – tudo isto realizado através de metodologia de práticas educativas e acesso a todos os métodos. e baixa qualidade dos serviços de saúde. há uma divisão pautada nas fases do ciclo: pré-natal (gestação). o qual deve ser estruturado com ações clínicas e educativas que visem garantir a saúde da mulher e de seu filho. Assistência à saúde da mulher no climatério A assistência à saúde da mulher no climatério. No Brasil. seu funcionamento. práticas de puericultura e direitos previstos em lei para as mães que trabalham ou contribuem com a Previdência Social. inclusive a esterilização voluntária . entre outros sintomas. No puerpério. em média. mastite e doenças circulatórias obstrutivas. planejamento familiar.000 mulheres morrem anualmente em alguma fase do ciclo gravídicopuerperal. visando promover uma vida digna nesta faixa etária. genitais (ressecamento da mucosa vaginal) e psicológicas (depressão). Esta fase do ciclo vital feminino indica que a mulher passou da fase reprodutiva. métodos anticoncepcionais. Cerca de 3. o que reflete desvalorização e desrespeito à vida.

ficando exposta a adquirir uma DST/Aids caso não adote comportamento seguro. o que a faz acreditar que não corre o risco de adoecer. a mulher sentese mais livre para os relacionamentos sexuais. incertezas). vem se destacando. pois suas opiniões já estão formadas. A assistência da mulher vitima de violência compreende: • Atendimento psicológico .etc. procurando proporcionar-lhe algum conforto para que possa sentir-se menos constrangida diante de toda a situação em que está envolvida. A segurança. é importante que os profissionais de saúde envolvidos sejam sensíveis às dificuldades que a mulher apresenta para relatar o acontecido. é importante ressaltar a atenção que deve ser dada às questões reprodutivas pelo menos até um ano após a menopausa .(como a predisposição à osteoporose) e emocional (baixa auto-estima. realizada por alguém conhecido :pai. e de investimentos na segurança propriamente dita. Outro aspecto é o fato de a mulher viver um relacionamento duradouro e estável. da violência contra homens. tanto física quanto sexual. Ao ser procurado por uma mulher que sofreu violência. Nesta faixa etária deve-se atentar para o aumento da ocorrência de DST/Aids. dúvidas. culpa e baixa auto-estima. assim como a saúde. havendo inclusive recusa em ser assistida por profissionais do sexo masculino. ou durante algum período após. Muitas vezes. o profissional de saúde deve estar capacitado nos programas especiais de atenção. irmão. cujas causas residem principalmente nas condições de desigualdade social e falta dos recursos necessários para reduzir as desigualdades. Como o climatério é um período de transição. ocorre dentro de sua própria casa. a violência contra a mulher. Dentre todas as formas. é dever do Estado. sendo mais difícil mudá-las. para garantir que o abuso por ela sofrido gere o mínimo de medo.a presença de um psicólogo acompanhando o atendimento prestado à vítima imediatamente após a agressão. tanto nos espaços urbanos como nos rurais. medo. o serviço de acompanhamento ginecológico e obstétrico das unidades de saúde deve estar estruturado para realizar as condutas e os encaminhamentos necessários. Assistência à mulher vítima de violência sexual A assistência à mulher vítima de violência sexual tornou-se uma necessidade devido ao aumento. além de necessária é muito importante para garantir os resgates da . Por não mais se preocupar com a hipótese de uma possível gravidez. mas há muitas barreiras para enfrentar tal problema. seja nos aspectos físicos seja nos psicológicos. Orientá-la nesta fase é sempre um desafio. Além disso. valorizando as questões subjetivas expressas pela mulher (sentimentos. Durante o atendimento. Cabe neste momento reforçamos a necessidade de que seja prestado um atendimento humanizado. namorado. mulheres e crianças. marido.pois uma gestação nessa fase se caracterizaria em risco de vida tanto para a gestante como para o concepto. receio de “não ser mais mulher como era antes”).

a mulher deve ser encaminhada à assistência prénatal. e sorologia para sífilis. Apoio laboratorial . de um possível óvulo fecundado. a especial atenção e mobilização dos vários setores de políticas públicas e da sociedade civil para que os jovens tenham acesso a bens e serviços que promovam sua saúde e educação. Prevenção das DST mais comuns . cultura. Periodicamente. trabalho. a sua qualidade de vida. indivíduos na faixa etária de 10 a 19 anos. mas é aconselhável que a mulher faça este procedimento com.é necessário que a vítima de violência sexual seja acompanhada para avaliação tanto das repercussões do ato sexual em seu corpo como da eficácia do tratamento instituído. no máximo. desde que tomados num período curto (de 24 a 36 horas) após a exposição. devem ser realizadas pesquisas do vírus da hepatite B e do HIV. Questão fundamental é a gravidez indesejada decorrente de violência sexual. Alívio da dor e tratamento das lesões .deve ser oferecida vacinação contra a hepatite B. Exige. Às vezes. esporte. Contracepção de emergência . em decorrência da violência do ato sexual.são indicados cremes ou pomadas para auxiliar na cicatrização das lesões. como um todo. auxiliando-a na superação do sofrimento gerado. tecido de roupa e outros vestígios que possam viabilizar a identificação do agressor. Caso decida prosseguir com a gestação. com coleta de sêmen e de outros materiais biológicos ou não. lazer e outros determinam a necessidade de atenção mais específica e abrangente. geralmente prescreve-se antibióticos de amplo espectro. São prescritos hormônios num prazo de até 72 horas após o ocorrido. Saúde do adolescente A importância demográfica do grupo de adolescentes. para impedir a implantação.recurso utilizado para evitar a ocorrência de uma gestação totalmente indesejada. até 20 semanas de gestação. bem como às questões econômicas e sociais nas suas vertentes de educação. e cuidados para que a cliente se sinta menos desconfortável após a agressão. além da gamaglobulina hiperimune contra a hepatite B (HBIg). justiça. Se não quiser assumir a maternidade da criança.• • • • • • • • • identidade e dignidade da mulher. faz-se preciso realizar sutura do períneo ou vulva. decorrente de um ato de violência sexual. como cabelo. deve ser orientada quanto aos mecanismos disponíveis para o processo de adoção. melhorando. constituindo-se em provas do crime. após este prazo pode vir a ter sérias complicações. Prevenção da infecção pelo HIV .procurando garantir que a mulher não adquira algumas destas doenças. Prevenção da hepatite B . e sua vulnerabilidade aos agravos de saúde. quando este for desconhecido. se a mulher vier a desenvolver alguma doença decorrente do ato sexual deve ter a garantia de que receberá tratamento. Este é um dos poucos casos em que a lei permite a interrupção da gravidez. Apesar de todas as condutas implementadas. .o médico deve prescrever os medicamentos antiretrovirais. no endométrio. Exame de corpo delito – realizado por profissionais de saúde e por peritos policias. assim.

liberdade crescente. que propôs as alterações necessárias para o enfrentamento da problemática que atinge esse segmento populacional. entre outros. que atendimento receberá?” O profissional de saúde e o cliente adolescente A adolescência é uma fase da vida marcada por profundas transformações físicas. como escolha de carreira. além da falta de priorização dos adolescentes enquanto usuários. Para tentar superar esta situação e estabelecer a assistência adequada às necessidades dos jovens. perspectivas de futuro. esporte. e não-educativo participativo. com acesso restrito. entre outros adolescentes. psicológicas e sociais. de modo que possam. é necessário conhecer seus problemas. foi criado o PROSAD. É necessário colocar à disposição do adolescente uma grande gama de informações que contribuam de forma positiva para escolhas saudáveis. O desafio na formação do profissional que vai lidar com o adolescente é a transmissão de atitudes éticas e legais dentro de uma lógica harmônica e com princípios claros. gerando uma demanda reprimida.Os serviços que prestam assistência adequada às necessidades destes jovens são insuficientes. resultando na tomada de decisões que influenciarão o resto da vida. escola. as iniciativas de atenção ao adolescente restringem-se a um atendimento assistencialista/curativo. é também muito importante orientar os responsáveis para que tratem o Cartão da Criança como um documento e o levem para ser utilizado pelas equipes de saúde. É preciso estimular a inserção do jovem nos serviços de saúde e em outros serviços de caráter intersetorial com a educação. definição das tendências sexuais. deve ficar internado na pediatria ou na clínica médica? E em uma unidade básica de saúde. A assistência à saúde do adolescente Em 1989.70 de altura. tornar-se multiplicadores destas informações. lazer. Conseqüentemente. com um enfoque integral as ações . hospitais ou domicílios. “Um adolescente de 13 anos. com 1. As diretrizes do Programa de Saúde do Adolescente procuram atender as principais demandas desta parcela da população. Não raramente há nos serviços de saúde um despreparo profissional e institucional para oferecer atendimento às necessidades específicas dessa clientela. o Programa de Atenção à Saúde do Adolescente. seja nas unidades básicas de saúde. Nesta fase ocorre a definição dos valores.

sobre os fatores capazes de atingir o crescimento e desenvolvimento. capacitação profissional. Os profissionais que realizam atendimento aos adolescentes devem conhecer os fatores associados à expressão da sexualidade e à ocorrência de problemas nesta área. e não apenas a ausência de enfermidades ou doenças”. e manutenção das atividades de forma a intervir. na unidade de . detecção e tratamento de agravos à saúde decorrentes de trabalhos insalubres. Portanto. carinho. beijos e toques e a descoberta do outro como importante e significativo. integradas e intersetoriais. e entre os 9 e 13 anos. oferecendo informações que esclareçam todas estas transformações e ações educativas que propiciem aos adolescentes participação ativa nas reflexões e discussões sobre o que lhes acontece. intervenções no mercado de trabalho no processo de exclusão do mercado competitivo de trabalho: sua origem na infância desvalorizada. interpretadas segundo parâmetros estabelecidos. será possível planejar ações junto aos adolescentes. Os procedimentos realizados devem envolver os esforços de toda a equipe. Atenção ao crescimento desenvolvimento e Baixa escolaridade e inserção precoce inclusão na escola. neste período é importante estabelecer o diálogo. geram uma série de sensações e dúvidas. o corpo desenvolve plenamente os órgãos que garantirão suas funções reprodutivas. constituindo-se como um conjunto de ações. busca de fatores causais para eventuais distúrbios detectados. Assim. ocorrem as mudanças físicas que transformam a menina em mulher e o menino em homem. Este fenômeno se chama puberdade e ocorre. podem desenvolver sua sexualidade com culpa.serão promovidas e efetuadas dentro do conceito de saúde proposto pela OMS como o “completo estado de bem-estar biopsíquico e social. voltadas para o diagnóstico precoce. no feminino. tratamento e recuperação e promoção à saúde para a melhoria dos níveis de saúde da adolescência e juventude. Caso contrário. em geral. o registro das informações. medo ou vergonha. Nesta fase. com a descoberta do próprio corpo e de novos sentimentos como amor e paixão. associados a todas as mudanças percebidas pelos adolescentes. no sexo masculino. O início do ciclo menstrual e da primeira ejaculação. Sexualidade e saúde reprodutiva Na adolescência. quando necessário. de modo a garantir a obtenção regular de dados sobre o crescimento e desenvolvimento. entre os 10 e 14 anos. O despertar para a sexualidade intensifica-se na adolescência.

Em todo o mundo diariamente. igrejas). É bem verdade que nem sempre as gestações na adolescência são indesejadas. A sexualidade é uma forma muito particular em cada indivíduo. Estudos realizados na Santa Casa de São Paulo apontaram que 47. Estima-se que 10 milhões de adolescentes vivem hoje com o HIV ou estão propensos a desenvolver a AIDS nos próximos anos. sendo que quase três mil delas tinham de 10 a 14 anos. Suas várias formas de manifestação são influenciadas pelos costumes. 80% das transmissões do HIV decorrem do sexo desprotegido. que é a falta de perspectiva de vida. cultura. que não depende apenas de fatores biológicos (sexo) e deve ser respeitada. O ideal seria que sempre usassem o preservativo (masculino ou feminino). Há algumas décadas. Os profissionais de saúde devem estar preparados e sensibilizados para prestar aconselhamentos a adolescentes de ambos os sexos. responderam que desejaram ficar grávidas. o que indica outra questão a ser enfrentada. deve-se proceder . mais de 50 mil adolescentes foram atendidas em hospitais públicos para curetagem pós aborto. com maior percentual entre aquelas que têm de 15 a 19 anos de idade – o que talvez possa ser explicado pelo fato de que apenas 54. Entre 1993 e 1998. torna-se imprescindível reexaminar as concepções implícitas nas abordagens convencionais de prevenção da gravidez na adolescência e reavaliar o processo de aumento da maternidade/ paternidade entre os adolescentes – gravidez essa que para alguns adolescentes faz parte do seu projeto de vida. não sendo nem irresponsável.6 milhões por ano. levantamentos realizados vêm apontando diminuição nas taxas de fecundidade em todas as faixas etárias. como se a gestação pudesse lhes tornar adultas e independentes mais cedo.1 destas jovens utilizam algum método contraceptivo. perfazendo um total de 2. observou-se um aumento de 31% no percentual de parto de meninas de 10 a 14 anos atendidas na rede do SUS. . baixa auto-estima e problemas familiares. mas nem sempre é indesejada. o que representa a metade de todos os casos registrados. A gravidez na adolescência é considerada um fator que pode desviar os adolescentes do seu projeto de vida. e sabemos que o adolescente preocupa-se mais em evitar a gravidez do que em prevenir as DST/AIDS. Se nessa discussão for detectado algum distúrbio físico ou psicológico. quando indagadas.saúde ou na comunidade (associações de moradores. desenvolvendo atividade de expressão de sentimentos.1% das 384 adolescentes primigestas. de forma que a manifestação da sexualidade seja discutida de modo responsável e amadurecido. Aproximadamente. Em 1998. nem acidental. e que muitas o façam de forma incorreta. escolas. mais de sete mil jovens – cinco por minuto – são infectados pelo HIV. pressões sociais e preconceitos. Assim sendo. gerando dúvidas e ansiedade para o adolescente. A única exceção ocorre entre as adolescentes. Muitas jovens engravidam em função de um problema social. clubes. que lhes proporciona essa dupla proteção.

violência sexual. a fim de realizar os devidos encaminhamentos. deve estar atento para detectar os sinais de maus-tratos. Outro grave problema a ser enfrentado é o uso de drogas. A violência entre os jovens também se manifesta sob a forma de maus-tratos. porém. especialmente entre os mais jovens. havendo pouca distinção entre classes. e geram traumas que podem acompanhar o adolescente pelo resto de sua vida. . as que mais sofrem o fenômeno da violência com elevadas taxas de mortalidade. suicídio. Deve-se. Os acidentes ocorrem principalmente entre os adolescentes do sexo masculino. exploração sexual ou uso de drogas. gravidez não-planejada e transmissão de doenças por via sexual. fazendo com que o país ocupe o terceiro lugar no mundo em mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos. se necessário. as quais compreendem principalmente acidentes. é usada pelos responsáveis com o pretexto de educar ou corrigir. muitas vezes. psicológica ou sexual. a violência atinge toda a população. A família do adolescente Muitos problemas dos adolescentes têm origem nesse contexto. A violência física e psicológica. Entre os jovens. violência. Quando a equipe de ACS consegue detectar e intervir junto a família. homicídios e suicídios. pode tornar-se elemento facilitador para a resolução de problemas de integração do núcleo. O profissional do PSF e do PACS além de atuar junto à sociedade prevenindo a ocorrência da violência doméstica. Prevenção da violência e de mortes por causas externas No Brasil. na grande maioria com veículos a motor. seus níveis têm se mostrado cada vez mais elevados. O potencial de tensão social no Brasil está basicamente localizado nas comunidades de baixa renda (marcadas pela exclusão). aos serviços ligados ao Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) ou aos serviços de DST/AIDS. revelando a necessidade da proteção da saúde do adolescente e a urgência na elaboração de políticas intersetoriais que afastem os jovens da violência. É no ambiente familiar que adolescentes e crianças sofrem maus-tratos e violência física. especialmente os do sexo masculino. utilizando os meios disponíveis na realidade local. A maior causa de morte entre adolescentes são as causas externas. na medida do possível tentar envolve-las nas atividades desenvolvidas com o adolescente.o encaminhamento dos jovens aos serviços que atendem adolescentes – sob as diretrizes do PROSAD .e. cor ou sexo. O consumo de bebidas alcoólicas e de outras drogas ilícitas é uma das principais causas de acidentes.

caxumba e rubéola Hepatite B Hepatite B 1º dose Hepatite B 2º dose Hepatite B Hepatite B 3º dose Hepatite B dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) Febre Amarela 2º dose 3º dose reforço reforço Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Saúde do idoso O despreparo generalizado para lidar com o envelhecimento reflete-se em alguns indicadores. por toda a vida A cada 10 anos. . Os idosos apresentam o maior índice de hospitalização por faixa etária e o maior custo médio de hospitalização no país. por toda a vida VACINAS dT (dupla adulto) DOSES 1º dose DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre Amarela reforço Febre amarela SCR (tríplice viral) dose única Sarampo.Calendário de vacinação do adolescente IDADE De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) 1 mês após a 1º dose contra Hepatite B 6 meses após a 1º dose contra Hepatite B 2 meses após a 1º dose da dT 4 meses após a 1º dose da dT A cada 10 anos. fazendo com que muitos continuem a trabalhar exaustivamente para manter seu sustento. que sinalizam a urgente necessidade de mudanças. As contribuições à Previdência Social geralmente não se refletem de forma justa nos benefícios recebidos pelos idosos.

Os profissionais que desenvolvem atividades na perspectiva da atenção básica estão mais próximos do conhecimento acerca das condições de vida e saúde destes idosos. laborais. As atividades devem estar voltadas para a divulgação de informações acerca do processo de envelhecimento para o idoso. Sob tal ótica. junto à sua família. com independência e autonomia. seguidas pelas . A principal meta a ser alcançada tanto pelo PAISI como por qualquer outra iniciativa voltada para os interesses dos idosos é a mobilização da família e da comunidade para que assumam seu papel no processo de valorização dos idosos. os profissionais de saúde podem executar atividades de impacto individual ou coletivo. Promoção à saúde As atividades ligadas à promoção à saúde dos idosos devem ser realizadas junto a eles próprios e à sociedade como um todo. faz-se necessário ter a clara idéia de que um envelhecimento saudável começa na juventude. o Ministério da Saúde implantou o Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso. resgatando sua dignidade e criando oportunidades para que desfrutem de uma vida ativa na sociedade. acarretando enfraquecimento de muitas funções. prevenção de agravos e prestação de assistência aos idosos. Entretanto. É importante mobilizar a sociedade. faz-se necessária a mobilização de todos os setores para beneficiar os idosos com a melhoria de sua qualidade de vida. com a adoção de hábitos saudáveis que irão gerar tranqüilidade no futuro.Para alterar este quadro de rejeição social. de forma a facilitar e garantir o acesso e a permanência dos idosos em todas as atividades físicas. sua família e cuidadores de idosos dependentes. Neste período se apresentam as repercussões de doenças crônicodegenerativas. etc. tecidos e metabolismo. Estas repercussões são a principal causa de óbitos entre os idosos. sociais. Isto só será possível através da valorização de suas habilidades e conhecimentos e da adequação dos recursos disponíveis às suas necessidades. voltadas para a promoção da saúde. Estratégias para atendimento às necessidades específicas dos idosos. sendo mais fácil identificar quais fatores de risco necessitam de intervenção junto às famílias e à comunidade. o PAISI. Há também perda de energia e alterações na aparência e condições psicológicas. principalmente as relacionadas ao aparelho cardiocirculatório. Na tentativa de criar estratégias para facilitar a reorganização dos serviços de saúde para que possam atender às necessidades de saúde dos idosos. Prevenção de agravos O envelhecimento é fisicamente caracterizado por uma degeneração gradual e progressiva dos órgãos.

Também pode orientar as modificações que precisam ser feitas no ambiente. alimentação. direitos conquistados e adaptação do ambiente domiciliar para a prevenção de acidentes. pressa para ir ao banheiro. imobilidade. demência e depressão. o ACS pode identificar situações de risco para os idosos. Durante o processo de educação em saúde. etc. Assistência aos idosos No nível da atenção básica. além da vergonha de falarem sobre esse assunto. . isolamento social. Nesse contexto. onde é realizada consulta médica e de enfermagem em geriatria. Ocorrem ainda em grande freqüência incontinência urinária instabilidade postural e quedas. banheiros mais acessíveis. estando os idosos dependentes ou não. Estas vacinas encontram-se atualmente disponíveis em quase todas as unidades básicas de saúde e. sua família ou ambos. entre outros. geralmente sob a estratégia de campanha.). executada por médico ou enfermeiro capacitados adequadamente. recomendada pela OMS. Outra importante atividade de prevenção é a vacinação contra tétano acidental. a assistência aos idosos é operacionalizada tanto nos programas de atenção básica ampliada como na própria unidade básica de saúde. pois com o aumento da expectativa de vida e a melhora gradual da qualidade de vida. são utilizadas as vacinas duplas tipo adulto antiinfluenza e antipneumocócica. camas e cadeiras mais altas. sedentarismo. dores localizadas ou generalizadas. quando possível (retirada de tapetes. cujos conceitos sobre sexualidade são mais difíceis de trabalhar em virtude de os idosos terem opiniões formadas acerca de certos temas (como resistência à utilização de preservativos). As DST também merecem nossa atenção junto à saúde do idoso. temperamento instável. buscando-se atender integralmente às necessidades expostas pelos idosos. repassando-as à equipe. e encaminhar os idosos para vacinação. alteração da visão ou audição. iluminação mais adequada. gripe e pneumonia.neoplasias. após verificação de seu estado vacinal. os enfoques devem conter aspectos ligados à sexualidade. a ocorrência dessas doenças vem crescendo nesta faixa etária. Queixas freqüentes de tontura. são sinais e sintomas que se percebidos e considerados logo no início podem determinar uma assistência mais segura ao idoso.

por toda a vida 60 anos ou mais 60 anos ou mais VACINAS dT (dupla adulto) Febre Amarela SCR (tríplice viral) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT( dupla adulto) Febre Amarela Influenza Pneumococo DOSES 1º dose dose inicial dose única 2º dose 3º dose reforço reforço Dose anual Dose única DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre amarela Sarampo. caxumba e rubéola Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Influenza ou gripe Pneumonia causada pelo pneumococo . por toda a vida A cada 10 anos.Calendário de vacinação do adulto e do idoso IDADE A partir de 20 anos A partir de 20 anos A partir de 20 anos 2 meses após a 1º dose de dT 4 meses após a 1º dose de dT A cada 10 anos.

No históricos. Surge um movimento pelos direitos humanos. racismo. oriundas de diferentes regiões. A exclusão social é um estado de carência. sexuais. religiosos. de comunidades. . preconceito. As sociedades capitalistas transformam. Institucionaliza-se a indigência. políticos. salvo raras exceções as figuras dos negros. Ainda que nossa Constituição garanta direitos a todos. portanto todos tem direito de exercerem suas diferenças. idealizados e construídos pelas classes dominantes que acabam por determinar desigualdades de direitos e exclusão social e econômica. de negação. estas. Uma corrente que engrossa e da qual devemos fazer parte. Nossa sociedade tem que evoluir. Restringe as potencialidades e elimina as possibilidades de sobrevida de pessoas. portanto uma imensa diversidade social. Pois só participando poderemos nos considerarmos cidadãos. a miséria. culturais. de cada membro da comunidade que pode dar vida a lei. todos os dias. e é assim que as pessoas diferentes são mantidas no seu lugar. físicos. culturas e credos religiosos. São padrões raciais. • conselhos de saúde. econômicos e culturais. Pessoas com deficiência sensorial. mas acaba por levar a ela em virtude do achatamento cada vez maior das condições de vida.Diversidade e Desigualdade Social Na imensa persistem as raízes entanto os registros não enfatizam muito índios. física. Exemplos de movimentos • conselhos tutelares. diversidade do nosso povo de profundas desigualdades. de interdição. para que o direito seja tão natural como o ar. Padrão pelo qual todas as pessoas devem se pautar. de diversas raças e etnias. A nossa sociedade é formada por pessoas diferentes. classes sociais. são absorvidas no cotidiano como naturais. que assegure a todos os cidadãos seus direitos sociais. de não ter. E serão as atitudes de todos. a falta de dignidade e de perspectivas. mental e distúrbios de desenvolvimento. Temos que nos rebelar contra o padrão imposto pela sociedade. de povos. existe uma grande diferença entre o que esta na lei e o que realmente existe. Todos tem direitos iguais. Pobreza não é exclusão por si só. determinado por relações sociais desiguais construídas ao longo da história. engenhosamente. de apartação. mulheres. econômicos. Falta muito para uma sociedade verdadeiramente livre. as diferenças em desigualdades e. No entanto presenciamos violência.

supermercados. um sinal.. práticas sexuais. Utiliza-se raça . de religião etc. uma construção cultural e política. ou portar algum fator de diferenciação em relação à comunidade. Trata-se de uma idéia preconcebida. étnicas. no contexto aqui abordado. por exemplo. É imprescindível desenvolver a capacidade de identificar de forma mais abrangente as necessidades de saúde. segregar (separar) por meios cruéis e degradantes as pessoas doentes em hospitais e prisões por portarem doenças mentais e ou transmissíveis como a hanseníase.• movimentos populares de luta e de defesa da cidadania. pessoas com desvio de comportamento social. a forma de andar. sendo essa distinção baseada no fato da pessoa pertencer a um grupo particular. coisas que a pessoa faz. clubes etc. pessoas portadoras de certas doenças como hanseníase (conhecida como lepra). levar em conta a construção social de valores. as pessoas de freqüentarem escolas. Para compreender melhor o impacto que essas questões exercem sobre o processo saúde–doença. A qualidade a qual o estigma se refere pode ser. é um produto histórico do colonialismo. determinadas profissões. Discriminação • • • Raça No Brasil. • organizações não-governamentais. é preciso pensar além da dimensão biológica. de profissão. Suspeita infundada apenas pela aparência de alguém. considera-se raça um grupo de pessoas parecidas fisicamente. por quaisquer meios. a uma pessoa por estar suja (mendigo). No entanto existe outro conceito: raça é um conjunto basicamente sociológico. intolerância por pertencer a outro time de futebol. impedir. caracteriza violação dos direitos humanos. Alguns conceitos. etc. tuberculose. sífilis. o sexo. restaurantes. atitudes e crenças. um atributo ou qualidade que desacredita um indivíduo aos olhos do outro e provoca importantes conseqüências na forma como cada indivíduo vê a si próprio. significa marginalizar devido à diferença. AIDS. portanto. De um julgamento ou opinião formada sem se levar em conta nenhum fato que possa a contestar. Exemplos: negar o direito ao atendimento à saúde.. definições e comentários Preconceito: É um conceito ou opinião formada antecipadamente sem conhecimentos dos fatos. desrespeito a outras crenças e religiões. por questões raciais. Discriminar. A discriminação negativa ocorre quando uma pessoa é tratada de forma desigual ou injusta. Estigma É uma marca. repensar as práticas de saúde e desenvolver um olhar crítico e abrangente sobre o mundo em que vivemos de um pensamento sobre os outros. ódio irracional ou aversão a outras raças. a tuberculose ou a AIDS. de práticas e ou orientação sexual. de gênero. Discriminação. portadores de deficiência física e mental. a cor da pele.

atribuindo esta inferioridade intelectual e moral a fatores subjetivos como o lugar de origem. . formato do nariz e dos olhos etc. sendo o desejo sexual e o prazer apresentados como tentações indignas. a importância destes traços físicos relaciona-se com a identidade grupal. legalizado e abençoado pela igreja. A prática do racismo constitui violação dos direitos humanos individuais e/ ou coletivos. mais uma demonstração dos valores morais impostos através dos séculos. Raça/etnia Racismo Orientação Sexual A sexualidade é um dos maiores tabus que nossa sociedade enfrenta. ainda que sejam praticados por outrem. a cor da pele. roupa. Etnia Etnia refere-se ao grupo biológico e culturalmente homogêneo. tendo origem nos valores impostos pelas religiões de origem judaico-cristã que acabaram por influenciar todas as outras culturas e religiões. enquanto etnia é uma identificação de grupos humanos e não uma caracterização de indivíduos O racismo fundamenta-se numa ideologia historicamente construída que classifica os grupos humanos. Não é incomum que a mulher seja “culpada” por ter “provocado” o molestador ou estuprador. grupos superiores e inferiores. pardo. Raça é uma caracterização de indivíduos segundo um traço físico (branco. O racismo. O racismo se estabelece nas relações sociais da mesma forma que o chauvinismo e a xenofobia. entre outros. de quem são cobrados todos os comportamentos considerados “puros” e a quem é imposta a culpa dos atos impuros. Um grupo étnico escolhe um ou mais traços físicos e/ou culturais (idioma. religião. enquanto ideologia está impregnado na consciência individual.. amarelo. negro.). baseada nas diferenças raciais de forma hierárquica. refere um povo vinculado a uma língua. são crenças e valores historicamente construídos através das relações que se estabelecem entre dominadores e dominados.para identificar características biológicas que diferenciam os grupos humanos. tipo de cabelo. cor da pele e estatura. Portanto. Da mesma forma o sexo só é aprovado dentro do casamento. etnia reflete uma concepção cultural e/ou religiosa e não só biológica. etc. As mulheres estão associadas ao sexo e as tentações por carregarem o pecado original. compartilha histórias de ancestrais ou origens comuns e memórias de um passado coletivo. cor da pele) como marca étnica do grupo. e do preconceito voltado para a figura feminina. um território ou terras de origem. um ato que se justifica apenas para a reprodução. Estes valores entendem o sexo como uma coisa suja e pecaminosa. sendo passível de prisão. que só reagiu à falta de decoro feminino como “homem”. que se identifica pelo mesmo nome. ou seja.

tal como o racismo e o sexismo. Algumas desapareceram. Homofobia Reações homofóbicas são aquelas resultantes do desprezo e do ódio. Por esta razão. Religião A origem da palavra religião é o verbo religar cujo significado é novamente. cada uma delas tem sofrido transformações. Existem centenas de religiões diferentes no mundo todo e. órgãos de comunicação social. a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais e isso é institucionalizado através das leis. A formação da identidade sexual é fortemente influenciada pelo contexto social onde o indivíduo esta inserido. A religião obedece um processo histórico. por esta razão existe muita confusão sobre o significado de cada um dos termos que se referem à orientação sexual. a impostação de voz. assim. foi considerado como doença. Heterossexismo descreve uma atitude mental que rotula como inferior todo um conjunto de cidadãos por professarem uma tendência sexual diferente. que alguns indivíduos experimentam pelos homossexuais. Esperando a comunidade determinados comportamentos do homem e da mulher. diz respeito à intenção do ser humano de ligar-se a Deus. os medos. sendo até mesmo pouco conhecido. outras se alteraram. ao longo da história tivemos diferentes formas de expressão religiosa.O sexo também só é considerado normal quando realizado entre pessoas de sexos opostos. religiões e línguas. bissexuais e transexuais. O termo “heterossexismo” não é usual.. A nossa sociedade. as mulheres são consideradas inferiores. A sociedade impõe a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade e isto é uma violação dos direitos humanos. um homem que tenha trejeitos femininos também é considerado inferior. ligar A religião é a expressão da crença e da reverência da humanidade para com um poder sobre-humano reconhecido como criador e regente do universo.. lésbicas. Há pouco tempo tem sido utilizado para nomear uma opressão paralela. Este assunto é pouco discutido e quase sempre é motivo de piada e não de esclarecimento. durante muito tempo. Numa sociedade heterossexista. como desvio de comportamento. Homofobia é a repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo. que na realidade são sutilmente impostos pelo meio desde o nascimento da criança. as reações esperadas de cada sexo. possuindo um fator de mutabilidade em função do lugar e da época. A sociedade estabelece qual o brinquedo. a prática de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Assim. ou seja. alguns psicólogos falam em medo. que suprime os direitos das lésbicas. e até como crime. . ao longo dos séculos. e outras ainda mantiveram-se fortes ao longo dos séculos. por ser relativamente recente. gays e bissexuais. um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. o trejeito.

ainda hoje. Também existem aqueles que não acreditam na existência de Deus. As religiões de matriz africana e o xamanismo dos indígenas. Criou-se uma hegemonia das religiões cristãs. Outras religiões são vistas como perigosas oriundas do mal.O desenvolvimento e o anseio espiritual são necessidades humanas que se manifestam através das características culturais de cada povo. O nosso processo de colonização que impôs a religião católica sobre todas as demais e até hoje sofremos as conseqüências deste inicio imposto. proveniente do grande número de etnias que formaram nosso povo. portanto. . mas os sacerdotes de outras crenças. Por outro lado. estes são denominados ateus. em virtude de nossa grande diversidade culturas. como das religiões afro-brasileiras são impedidos e precisam lutar muito para conseguir convencer os profissionais de saúde a permitir que eles realizem seus cultos e orações. existem milhões de pessoas que não professam religião alguma. seu próprio código de valores. Nos presídios e hospitais padres e pastores tem livre acesso para atuarem em suas funções de homens de Deus”. são consideradas inferiores e moralmente reprováveis. Cada religião. sendo que até poucos anos atrás ainda tínhamos uma religião “oficial”. sofrem preconceitos enormes e passaram por imensas dificuldades para subsistirem até os tempos de hoje. os povos têm buscado respostas para as grandes questões. tais como: Para que estamos aqui? O que o futuro nos reserva? Existe vida após a morte? Quem nos criou? Quem sou eu?. estas pessoas são chamadas de agnósticas. e do fato do país acolher com tranqüilidade os estrangeiros e absorver muito de suas culturas. No Brasil. Recentemente o “Fantástico” e vários telejornais mostraram cenas de um Xamã executando um ritual curativo de uma menininha em um hospital brasileiro. Predomina um pensamento e uma atitude sobre as pessoas de que todas devem ser monoteístas e batizadas na fé cristã. de acordo com as características culturais de cada povo. dogmas. O Brasileiro é um povo místico por natureza e aqui varias crenças prosperam. explica de uma forma particular o mundo em que vivemos. Através das crenças religiosas. não sendo raro mais de um templo de religiões diversas numa mesma rua. percebe-se uma intolerância religiosa que se manifesta de diversas formas. normas de condutas e rituais. A diversidade de crença torna a relação entre as religiões extremamente complexas. os homens buscam consolo e conforto na fé. Da mesma forma. Através da religião buscam explicações para a dor e o sofrimento que a vida provoca. existem muitas religiões. católicos e as mais diversas igrejas evangélicos. o que provocou durante muito tempo movimentos de perseguição a outras crenças e. Cada uma tem sua própria hierarquia. próprias de pessoas ignorantes. culto. Torna-se difícil para alguém que realmente siga uma fé entender e aceitar outra religião que não seja a sua própria. seita.

alguns sociólogos tem considerado como único movimento social contemporâneo autentico o movimento gay. ONG ONG é sigla de Organização Não-Governamental. . os movimentos sociais têm caráter progressista ou conservador. Voltem para o item preconceito e analisem o caso sobre este prisma. lealdade. Movimentos Sociais São ações coletivas organizadas na conquista e no exercício da cidadania. jornada de trabalho. etc. inclusão social. cuja passeata o Brasil pode ver pela TV.” No nosso também temos ONGs que desempenham belos trabalhos como o Movimento Superação. Teria acontecido o mesmo se um padre ou um pastor estivessem orando pela cura no quarto? Pensem nisso. direito à posse da terra e moradia. Há muitas ONGs voltadas para a defesa do meio ambiente. como reivindicações vinculadas à superação de carências. para a paz e o desenvolvimento mundial. voltadas a um objetivo específico. Atualmente. tendo por fator de aglutinação ou horizonte de ação a defesa de valores fundamentais à vida humana. além de projetos de acessibilidade. agir com ética. o Greenpeace e os “Médicos sem Fronteiras. a capacitação e empregabilidade das mesmas. O fato das pessoas terem ou não uma religião não significa que sejam melhores ou piores. em uma cena de novela onde uma personagem vai ficar tetraplégica e passará pelo processo de superação do problema. preservação do meio ambiente.foram grandes as dificuldades para conseguir a permissão e quando ela finalmente foi dada o caso foi tratado como “crendice indígena”. benefícios da previdência e assistência social). Possuir as qualidades de bom caráter. Com freqüência. O Movimento Superação é parceiro da Fundação Juscelino Kubitschek em algumas ações de enfrentamento do preconceito relacionado às pessoas portadoras de deficiências. ter princípios. defesa da diversidade e inclusão social. São organizações privadas. essas organizações se voltam para questões pouco ou precariamente cuidadas pelos governos dos países. direitos humanos. responsabilidade ou ter sentimentos de bondade ou amor são independentes de ter ou não ter qualquer religião. justiça social. operadas por trabalho voluntário e/ou remunerado. Noções de ética e de cidadania O que é ética? A ética é a teoria do comportamento moral do homem em sociedade. de natureza popular ou institucional. capacitação. a Anistia Internacional. por exemplo. De acordo com a base social. conquista de benefícios trabalhistas (salário. não-lucrativas. proteção dos animais. como. respeito. Existem ONGs internacionais bastante atuantes. sendo as mobilizações voltadas para a melhoria das condições de vida ou de preservação da ordem social vigente.

ao desejo de realizar a vida. condensadas na vontade objetiva cultural. que vive em comunidade e depende dos outros homens para viver de forma plena. As questões éticas são teóricas e primam pela generalidade. privacidade. harmonizar. São os códigos culturais que nos obrigam. por um sujeito moral que as aceita livre e espontaneamente através de sua vontade subjetiva individual. Toda moral pressupõe princípios. relações genuínas com as pessoas. responsabilidade. estabelecem os limites dentro dos quais devemos manter os nossos direitos e conseqüentemente estabelecem os nossos deveres para com os demais. O homem é um ser social. são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais. que normas que tornam possível a vida em sociedade. As normas têm relação como o que denominamos de valores morais. de proteger a categoria como um todo e proteger as pessoas que dependem daquele profissional. Estas regras. confidencialidade. respeito às pessoas. correção de conduta. Definir o bem e o mal é uma discussão ética. A vontade pessoal resulta da aceitação harmoniosa da vontade coletiva de uma cultura. Competência técnica. mas de alguma forma envolvem a profissão. flexibilidade. corresponder à confiança que é depositada em você são atitudes éticas. mantendo com os outros relações justas e aceitáveis. naturalmente surgem regras que tem a função de coordenar. São os meios pelos quais os valores morais de um grupo social são manifestos e acabam adquirindo um caráter normativo e obrigatório.No entanto ética e moral não se confundem. fidelidade. sendo que todas as suas ações e decisões afetam as outras pessoas. tolerância. Normalmente está fundamentada nas idéias de bem e virtude. cabe não mais a obediência ao dever profissional. pacificar. normas e leis de uma sociedade. As questões morais são praticas e são vinculadas a um determinado contexto. aprimoramento constante. Um homem decidir entre uma atitude boa ou má é uma questão moral. . boas maneiras. a vida ética consiste na interiorização dos valores. Dessa maneira. normas de comportamento. enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz. A ética é o processo cognitivo e reflexivo acerca destas normas e princípios que norteiam um sistema moral. mas a ética na conduta como cidadão. Naqueles aspectos que não estão previstos e contemplados por normas. mas ao mesmo tempo nos protegem. Ética Profissional e relações sociais Cada profissão possui normas que a regem. afetividade. envolvimento. enfim. A ética está relacionada à opção. Desta coexistência entre os homens. A ética não gera a moral.

Para compreender um pouco mais o que é cidadania. dizendo um bom dia.O que é cidadania? É o conjunto de direitos. define diretrizes. Porém. os direitos de um indivíduo são garantidos pelo cumprimento dos deveres dos demais membros da sociedade. cidadania é promover saúde coletiva. e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. e enfrentar os grandes problemas que assolam nosso país e nosso povo. Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. seja ao votar elegendo seus representantes. não se pode perder a perspectiva. Cidadania é também o direito político. das crianças e dos idosos. de que todo direito trás em si o dever. não sujar as ruas. deve ser ensinada. Cidadania é não destruir o bem comum. não pichar muros. é respeitar as leis vigentes. não agredir os diferentes. ajudando um cego a encontrar seu caminho.” Juarez Távora “Se todos quisermos faremos do Brasil uma grande nação” Tiradentes . respeitando as pessoas e suas opções e valores. ou ao ser votado assumindo o dever de falar por aqueles que elegeram. Cidadania é agir de acordo com os princípios éticos e dos valores morais. A cidadania é ação. leia e reflita sobre as frases colocadas abaixo: . Cidadania é promover ações contra o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas. e lutar pelos direitos dos carentes. deve ser transmitida e principalmente deve ser vivida. A cidadania deve trabalhada. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. pois através dele o indivíduo intervém na sociedade. é discutir políticas públicas. não infringir as leis. é omissão. zela pelo país. e é mobilização. “A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos. Pois. é ter a coragem de mudar as leis.

num país em que não há nem sombra de cidadania.“Porque a mente é como um paraquedas. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." (Martin Luther King) Frank Zappa “Cidadão. dos sem-ética. dos corruptos."Millôr Fernandes Bons Estudos! Boa Sorte! Bom concurso! . dos desonestos. dos sem-caráter. significa apenas cidade grande. só funciona depois de aberta” "O que mais preocupa não é o grito dos violentos.

Promoção da saúde e a saúde pública: contribuição para o debate entre as Escolas de Saúde Pública da América Latina. 1998. de 13 de julho de 1990. SIAB: manual do Sistema de Informação de Atenção Básica. Brasília.06 Brasília/DF.M e colaboradores. 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8. 2001 BRASIL. 2006. 2004. BRASIL. Ministério da Saúde. BRASIL. Ministério da Saúde.jul. PROFAE – Saúde Coletiva v. Referências conceituais para a organização do Sistema de Certificação de Competências/ PROFAE PROFAE . Rio de Janeiro. julho. 2009 BRASIL. Brasília/DF. Brasília/DF. Brasília/DF. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Referencial curricular para o curso técnico de agente comunitário de saúde: área profissional./2000. Brasília: Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. 2004 BRASIL. Cadernos de Atenção Básica. BUSS. Ministério da Saúde. 2007 BRASIL.Brasília . Ministério da Educação.Referências Bibliográficas Brasil. .mimeo . Diagnóstico dos Centros de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids sobre a Realização de Sorologia e Aconselhamento Para HIV e Hepatites Virais. Cartilha Entendendo o SUS. Brasilia: Ministério da Saúde. Manual de Vigilância do óbito infantil e fetal. 1998.069. Ministério da Saúde. Manual para a organização de atenção básica. Brasil. 1999. Brasília. Brasília: Ministério da Saúde. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2003 BRASIL. BRASIL. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Plano Integrado de enfrentamento da feminização da Epidemia de Aids e outras DST. Brasília: Ministério da Saúde. P. Ministério da Saúde.

pdf Acesso em: 03/11/2009 PREFEITURA DE CACHOEIRINHA RS.ppt Todas as imagens utilizadas nesta apostila foram retiradas do banco de imagens do Google ou das campanhas. E.famema.br/portal/arquivos/pdf/caderno_de_educacao_popular_e _saude.S.. manuais e cadernos do Ministério da Saúde. O que faz um agente comunitário de saúde.FERREIRA.gov.br/~lmoreira/.gov.html http://portal.scielo./Indicadores%20Epidemiologicos. FRANCO.br/portal/arquivos/multimedia/adolescente/violencia2.gov.br/saudedafamilia/equipe1.ccs.saude. MERHY.saude.T.C.ufrnet.S. ANDRADE.V..Processo de trabalho do agente comunitário de saúde e a reestruturação produtiva. cartilhas.saude.net/Colaboradores/Artigos/1282/%20Prefeitura%20de %20Cachoeirinha%20RS%20/%20O%20que%20faz%20um%20agente%20co munit%C3%A1rio%20de%20sa%C3%BAde%20/Cachoeirinha%20RS/ Acessado em: 03/11/2009 www. Disponível:http://redevital.htm http://www. C.swf http://portal.br/SUS20Anos/mostra/linhadotempo.pdf www.E. Disponível em: http://www.B.br/pdf/csp/v25n4/21. .

RESOLVE: Art. . a partir da reorientação da assistência ambulatorial e domiciliar. Art. considerando que o Ministério da Saúde estabeleceu no seu Plano de Ações e Metas priorizar os Programas de Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família. O Ministro de Estado da Saúde. com vistas a regulamentar a implantação e operacionalização dos referidos Programas.Portaria MS/GM n.º 1. 1º Aprovar as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. O Ministério da Saúde reconhece no Programa de Agentes Comunitários de Saúde e no Programa Saúde da Família importante estratégia para contribuir no aprimoramento e na consolidação do Sistema Único de Saúde. no uso de suas atribuições e. estimulando a sua expansão.886. 2º Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação. nos termos dos Anexos I e II desta Portaria. de 18 de dezembro de 1997 Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família.

inciso VI. para controle das ações de saúde. desenvolver atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. 4º O ACS prestará seus serviços. VII . com vínculo direto ou indireto com o Poder Público local. nascimentos. DE 4 DE OUTUBRO DE 1999. V . Art 2º São consideradas atividades do ACS.participar ou promover ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas públicas que promovam a qualidade de vida. DECRETA: Art 1º Cabe ao Agente Comunitário de Saúde (ACS). IV . ter espírito de liderança e de solidariedade e preencher os requisitos mínimos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Art. observadas as disposições fixadas em portaria do Ministério da Saúde. 4 de outubro de 1999. por meio de ações educativas individuais e coletivas.DECRETO Nº 3. II . FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . da Constituição. Art. nos domicílios e na comunidade. 178º da Independência e 111º da República. doenças e outros agravos à saúde.registrar.desenvolver outras atividades pertinentes à função do Agente Comunitário de Saúde. As atividades do ACS são consideradas de relevante interesse público. de forma remunerada. na sua área de atuação: I .<> O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . óbitos.executar atividades de educação para a saúde individual e coletiva. 84. Fixa diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS). Brasília. 3º O ACS deve residir na própria comunidade.utilizar instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade de sua atuação. VI .189. no âmbito do Programa de Agentes Comunitários de Saúde. e dá outras providências. sob supervisão competente. no uso da atribuições que lhe confere o art. na área do respectivo município. III .realizar visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família.estimular a participação da comunidade nas políticas públicas como estratégia da conquista de qualidade de vida. Parágrafo único.

DE 5 DE OUTUBRO DE 2006. dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. mediante ações domiciliares ou comunitárias. de 14 de fevereiro de 2006. de 2006. combinado com o art.o estímulo à participação da comunidade nas políticas públicas voltadas para a área da saúde. V . nos termos desta Lei. Regulamenta o § 5 do art. 3o O Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. de controle e de vigilância a que se referem os arts. para os efeitos do disposto no art. e VI .350. III .a participação em ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas que promovam a qualidade de vida. e dá outras providências. promulgo a seguinte Lei: Art. individuais ou coletivas. 62 da Constituição Federal. Presidente da Mesa do Congresso Nacional. que o Congresso Nacional aprovou.a promoção de ações de educação para a saúde individual e coletiva. São consideradas atividades do Agente Comunitário de Saúde. na execução das atividades de responsabilidade dos entes federados. de promoção da saúde. Renan Calheiros. 6o e I do art. o o 2 da Emenda Constitucional n 51. . 5o O Ministério da Saúde disciplinará as atividades de prevenção de doenças. passam a reger-se pelo disposto nesta Lei. Art.a utilização de instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. 7o. Art. prevenção e controle de doenças e promoção da saúde. de nascimentos. doenças e outros agravos à saúde.LEI Nº 11.o registro. de 2002-CN. 2o O exercício das atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde . Art. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor de cada ente federado.SUS. 1o As atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. II . Parágrafo único. distrital. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor municipal. o Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 297. estadual ou federal. IV . óbitos. autárquica ou fundacional. 3o e 4o e estabelecerá os parâmetros dos cursos previstos nos incisos II do art. para fins exclusivos de controle e planejamento das ações de saúde. 198 da Constituição. e eu. Art. 12 da Resolução nº 1. 4o O Agente de Combate às Endemias tem como atribuição o exercício de atividades de vigilância. mediante vínculo direto entre os referidos Agentes e órgão ou entidade da administração direta.a realização de visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. na sua área de atuação: I .

do Distrito Federal e dos Municípios.acumulação ilegal de cargos. II .observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. Art.haver concluído. § 2o Compete ao ente federativo responsável pela execução dos programas a definição da área geográfica a que se refere o inciso I. curso introdutório de formação inicial e continuada. desde a data da publicação do edital do processo seletivo público. II .haver concluído o ensino fundamental. curso introdutório de formação inicial e continuada.CLT.prática de falta grave. salvo se. publicidade e eficiência. do Distrito Federal ou dos Municípios certificar. na data de publicação desta Lei. Caberá aos órgãos ou entes da administração direta dos Estados. . lei local dispuser de forma diversa. 2o da Emenda Constitucional no 51. observados os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. 7o O Agente de Combate às Endemias deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I . de acordo com a natureza e a complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para o exercício das atividades. com aproveitamento. empregos ou funções públicas. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho .CLT. na forma do disposto no § 4o do art.residir na área da comunidade em que atuar. 6o O Agente Comunitário de Saúde deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I . 10. que atenda aos princípios de legalidade. 8o Os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias admitidos pelos gestores locais do SUS e pela Fundação Nacional de Saúde FUNASA.haver concluído. Art. 9o A contratação de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias deverá ser precedida de processo seletivo público de provas ou de provas e títulos. e III . Art. a existência de anterior processo de seleção pública. moralidade. Parágrafo único. em cada caso. de acordo com o regime jurídico de trabalho adotado. de 14 de fevereiro de 2006. impessoalidade. A administração pública somente poderá rescindir unilateralmente o contrato do Agente Comunitário de Saúde ou do Agente de Combate às Endemias. estejam exercendo atividades próprias de Agente de Combate às Endemias. no caso dos Estados. Art. § 1o Não se aplica a exigência a que se refere o inciso III aos que. com aproveitamento. 198 da Constituição. na ocorrência de uma das seguintes hipóteses: I . e II . Art. estejam exercendo atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde. Não se aplica a exigência a que se refere o inciso II aos que. dentre as enumeradas no art. considerando-se como tal aquele que tenha sido realizado com observância dos princípios referidos no caput. Parágrafo único. submetem-se ao regime jurídico estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho . para efeito da dispensa referida no parágrafo único do art. na data de publicação desta Lei.haver concluído o ensino fundamental.

no âmbito do Quadro Suplementar referido no art. Art. Aos profissionais não-ocupantes de cargo efetivo em órgão ou entidade da administração pública federal que. Parágrafo único. nos termos da Lei no 9. 14.962. o contrato também poderá ser rescindido unilateralmente na hipótese de não-atendimento ao disposto no inciso I do art. Fica criado. mediante contrato de consórcio público. de 14 de junho de 1999. de 19 de setembro de 1990. Art. pelo Assessor Especial de Controle Interno do Ministério da Saúde e pelo Chefe da Auditoria Interna da FUNASA. mantida a vinculação à FUNASA e sem prejuízo dos respectivos direitos e vantagens. cumprindo-se jornada de trabalho de quarenta horas semanais. mediante convênio. no Quadro de Pessoal da Fundação Nacional de Saúde FUNASA. observadas as especificidades locais. de 22 de fevereiro de 2000. se achavam no desempenho de atividades de combate a endemias no âmbito da FUNASA é assegurada a dispensa de se submeterem ao processo seletivo público a que se refere o § 4o do art. no âmbito do SUS. além do disposto nesta Lei. a qualquer título. 13. . desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de seleção pública efetuado pela FUNASA. com retribuição mensal estabelecida na forma do Anexo desta Lei. em 14 de fevereiro de 2006. Parágrafo único. apurada em procedimento no qual se assegurem pelo menos um recurso hierárquico dotado de efeito suspensivo. 11. Art. ou IV . trezentos e sessenta e cinco empregos públicos de Agente de Combate às Endemias. ou em função de apresentação de declaração falsa de residência. Ficam criados cinco mil. sob a efetiva supervisão da FUNASA e mediante a observância dos princípios a que se refere o caput do art. 11 poderão ser colocados à disposição dos Estados. Art. que será apreciado em trinta dias. e o prévio conhecimento dos padrões mínimos exigidos para a continuidade da relação de emprego. o disposto na Lei no 9. 6o. por excesso de despesa.801. 12. § 1o Ato conjunto dos Ministros de Estado da Saúde e do Controle e da Transparência instituirá comissão com a finalidade de atestar a regularidade do processo seletivo para fins da dispensa prevista no caput. obrigatoriamente estabelecidos de acordo com as peculiaridades das atividades exercidas. de 6 de abril de 2005. ou para gestão associada de serviços públicos. um dos quais a presidirá.III . nos termos do inciso VI e parágrafo único do art. ou por outra instituição.107. 198 da Constituição. Art. Os Agentes de Combate às Endemias integrantes do Quadro Suplementar a que se refere o art. No caso do Agente Comunitário de Saúde. 9o. no âmbito do SUS.insuficiência de desempenho.080. ações complementares de vigilância epidemiológica e combate a endemias. 15. destinado a promover. do Distrito Federal e dos Municípios. § 2o A comissão será integrada por três representantes da Secretaria Federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União. cuja despesa não excederá o valor atualmente despendido pela FUNASA com a contratação desses profissionais. 11.necessidade de redução de quadro de pessoal. no que couber. 16 da Lei no 8. nos termos da Lei no 11. Quadro Suplementar de Combate às Endemias. Ao Quadro Suplementar de que trata o caput aplica-se. O gestor local do SUS responsável pela contratação dos profissionais de que trata esta Lei disporá sobre a criação dos cargos ou empregos públicos e demais aspectos inerentes à atividade.

18. com vistas ao cumprimento do disposto nesta Lei. Brasília. na data de publicação desta Lei. em classes e níveis com salários iguais aos pagos atualmente. exerçam atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às Endemias. de 13 de agosto de 1991. sem aumento de despesa. Art. em até trinta dias.507. Art. As despesas decorrentes da criação dos empregos públicos a que se refere o art. Os empregos públicos criados no âmbito da FUNASA. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. salvo na hipótese de combate a surtos endêmicos. 15 e preenchidos nos termos desta Lei. poderão permanecer no exercício destas atividades. Orçamento e Gestão disciplinar o desenvolvimento dos ocupantes dos empregos públicos referidos no caput na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. § 2o Aplica-se aos ocupantes dos empregos referidos no caput a indenização de campo de que trata o art. 9 de junho de 2006. conforme disposto no art. 16. Fica vedada a contratação temporária ou terceirizada de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias. 21. até que seja concluída a realização de processo seletivo público pelo ente federativo. não investidos em cargo ou emprego público. 19. 16 da Lei no 8. consignadas no Orçamento Geral da União. 185o da Independência e 118o da República. 9o.§ 1o A FUNASA. § 3o Caberá à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. Art. promoverá o enquadramento do pessoal de que trata o art.216. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Agenor Álvares da Silva Paulo Bernardo Silva . quando vagos. Art. 12 na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. de 10 de julho de 2002. e não alcançados pelo disposto no parágrafo único do art. na forma da lei aplicável. 20. 17. Fica revogada a Lei no 10. Art. Os profissionais que. Art. serão extintos. vinculados diretamente aos gestores locais do SUS ou a entidades de administração indireta. 15 correrão à conta das dotações destinadas à FUNASA.

3o É obrigação da família. ao esporte. ocupação e convívio do idoso com as demais gerações.741. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. ao trabalho. 2o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. a efetivação do direito à vida. espiritual e social. todas as oportunidades e facilidades. assegurando-se-lhe. em detrimento do atendimento asilar. II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas. VI – capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos. à saúde. da comunidade. V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família. com absoluta prioridade. da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso. à educação. à dignidade. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. à alimentação. A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população. por lei ou por outros meios. intelectual. TÍTULO I Disposições Preliminares Art. destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência. à cultura. à cidadania. . Art. IV – viabilização de formas alternativas de participação. Parágrafo único. III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso. em condições de liberdade e dignidade. para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral. ao lazer. DE 1º DE OUTUBRO DE 2003.Estatuto do Idoso LEI No 10. à liberdade. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Art. 1o É instituído o Estatuto do Idoso.

como pessoa humana e sujeito de direitos civis. IV – prática de esportes e de diversões. vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários. do Distrito Federal e Municipais do Idoso. de 2008). 9o É obrigação do Estado. Art. discriminação. § 2o As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios por ela adotados. . e todo atentado aos seus direitos. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade. V – participação na vida familiar e comunitária. definidos nesta Lei. os seguintes aspectos: I – faculdade de ir.765. de 4 de janeiro de 1994. É obrigação do Estado e da sociedade. crueldade ou opressão.VII – estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento. II – opinião e expressão. ao Respeito e à Dignidade Art. violência. VIII – garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. zelarão pelo cumprimento dos direitos do idoso. CAPÍTULO II Do Direito à Liberdade. (Incluído pela Lei nº 11. § 1o É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. assegurar à pessoa idosa a liberdade. será punido na forma da lei. nos termos desta Lei e da legislação vigente. Art. 5o A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade à pessoa física ou jurídica nos termos da lei.842. IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. VI – participação na vida política. Art. ressalvadas as restrições legais. III – crença e culto religioso. Estaduais. na forma da lei. 10. o respeito e a dignidade. 8o O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. garantidos na Constituição e nas leis. 6o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento. § 1o O direito à liberdade compreende. entre outros. previstos na Lei no 8. por ação ou omissão. políticos. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência. Art. TÍTULO II Dos Direitos Fundamentais CAPÍTULO I Do Direito à Vida Art. individuais e sociais. 7o Os Conselhos Nacional. Art.

impõe-se ao Poder Público esse provimento. da identidade. É assegurada a atenção integral à saúde do idoso. nos termos da lei. V – reabilitação orientada pela geriatria e gerontologia. Art. gratuitamente. vexatório ou constrangedor. incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos. nos meios urbano e rural. no âmbito da assistência social. incluindo a internação. proteção e recuperação da saúde. § 2o O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. para a prevenção. medicamentos. abrangendo a preservação da imagem. órteses e outros recursos relativos ao tratamento. filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público. em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços. 15. § 3o É dever de todos zelar pela dignidade do idoso. podendo o idoso optar entre os prestadores. 13. e passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil. idéias e crenças.VII – faculdade de buscar refúgio. por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS. assim como próteses. garantindo-lhe o acesso universal e igualitário. Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições econômicas de prover o seu sustento. 12. aterrorizante. Os alimentos serão prestados ao idoso na forma da lei civil. promoção. especialmente os de uso continuado. (Redação dada pela Lei nº 11.737. para a população que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover. de valores. A obrigação alimentar é solidária. . psíquica e moral. § 4o Os idosos portadores de deficiência ou com limitação incapacitante terão atendimento especializado. da autonomia. § 2o Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos. de 2008) Art. auxílio e orientação. violento. II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios. As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça ou Defensor Público. § 1o A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: I – cadastramento da população idosa em base territorial. que as referendará. com pessoal especializado nas áreas de geriatria e gerontologia social. colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano. Art. habilitação ou reabilitação. inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas. dos espaços e dos objetos pessoais. CAPÍTULO III Dos Alimentos Art. CAPÍTULO IV Do Direito à Saúde Art. para redução das seqüelas decorrentes do agravo da saúde. III – unidades geriátricas de referência. 11. IV – atendimento domiciliar. § 3o É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade. 14.

adequando currículos. III – pelo médico. 18. Art. II – pelos familiares. As instituições de saúde devem atender aos critérios mínimos para o atendimento às necessidades do idoso. devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral. diversões. quando o idoso for interditado. computação e demais avanços tecnológicos. lazer. Caberá ao profissional de saúde responsável pelo tratamento conceder autorização para o acompanhamento do idoso ou. produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. 19. Esporte e Lazer Art. 17. segundo o critério médico. Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante. esporte. para transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações. 16. II – Ministério Público. para sua integração à vida moderna. O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação. justificá-la por escrito. caso em que deverá comunicar o fato ao Ministério Público. esta será feita: I – pelo curador. cultura. assim como orientação a cuidadores familiares e grupos de autoajuda. metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados. Art. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos: I – autoridade policial. Parágrafo único. quando não houver curador ou familiar conhecido. no caso de impossibilidade. espetáculos. Não estando o idoso em condições de proceder à opção. § 2o Os idosos participarão das comemorações de caráter cívico ou cultural. quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser contactado em tempo hábil. IV – pelo próprio médico. 20. § 1o Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação. quando ocorrer iminente risco de vida e não houver tempo hábil para consulta a curador ou familiar. Parágrafo único. 21. O idoso tem direito a educação. Art. promovendo o treinamento e a capacitação dos profissionais. . no sentido da preservação da memória e da identidade culturais. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável. CAPÍTULO V Da Educação. V – Conselho Nacional do Idoso. IV – Conselho Estadual do Idoso.Art. III – Conselho Municipal do Idoso. Art. Cultura.

Parágrafo único. Art. de acordo com suas respectivas datas de início ou do seu último reajustamento. de 24 de julho de 1991. O Poder Público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará a publicação de livros e periódicos. de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso. educativa. Art. III – estímulo às empresas privadas para admissão de idosos ao trabalho. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego. aproveitando seus potenciais e habilidades para atividades regulares e remuneradas. e de esclarecimento sobre os direitos sociais e de cidadania. Parágrafo único. 26. ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. que facilitem a leitura. O idoso tem direito ao exercício de atividade profissional. artística e cultural. 24. com finalidade informativa. bem como o acesso preferencial aos respectivos locais. observados os critérios estabelecidos pela Lei no 8. de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria. com base em percentual definido em regulamento. CAPÍTULO VII Da Previdência Social Art. é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade. na sua concessão. 23. intelectuais e psíquicas.Art. nos termos da legislação vigente. Art. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento. 25. e ao público sobre o processo de envelhecimento. respeitadas suas condições físicas. considerada a natural redução da capacidade visual. critérios de cálculo que preservem o valor real dos salários sobre os quais incidiram contribuição. Os meios de comunicação manterão espaços ou horários especiais voltados aos idosos. 28. Art. Art. Os benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Geral da Previdência Social observarão. CAPÍTULO VI Da Profissionalização e do Trabalho Art. conforme seus interesses. ao respeito e à valorização do idoso. por meio de estímulo a novos projetos sociais. inclusive para concursos. dando-se preferência ao de idade mais elevada. A participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) nos ingressos para eventos artísticos.213. II – preparação dos trabalhadores para a aposentadoria. . O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade. com antecedência mínima de 1 (um) ano. 27. 29. culturais. esportivos e de lazer. O Poder Público criará e estimulará programas de: I – profissionalização especializada para os idosos. 22. Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados na mesma data de reajuste do salário-mínimo. pro rata.

não havendo salários-de-contribuição recolhidos a partir da competência de julho de 1994. nem de tê-la provida por sua família. de 26 de novembro de 1999. 31. desde que a pessoa conte com. efetuado com atraso por responsabilidade da Previdência Social. Todas as entidades de longa permanência. CAPÍTULO VIII Da Assistência Social Art. de 1991. o disposto no art. que não poderá exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso. é facultada a cobrança de participação do idoso no custeio da entidade. O cálculo do valor do benefício previsto no caput observará o disposto no caput e § 2o do art. na Política Nacional do Idoso.213. 32. é a data-base dos aposentados e pensionistas. caracteriza a dependência econômica. ou casa-lar. o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência na data de requerimento do benefício. 34. caberá a seu representante legal firmar o contrato a que se refere o caput deste artigo. 33. Art. ou casa-lar. CAPÍTULO IX Da Habitação . § 3o Se a pessoa idosa for incapaz.876. Art. que não possuam meios para prover sua subsistência. A perda da condição de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por idade. § 1o No caso de entidades filantrópicas. 36. Art. 35. O Dia Mundial do Trabalho. 35 da Lei no 8. será atualizado pelo mesmo índice utilizado para os reajustamentos dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. a partir de 65 (sessenta e cinco) anos. Parágrafo único. O pagamento de parcelas relativas a benefícios. 1o de Maio. Parágrafo único. Aos idosos. por adulto ou núcleo familiar. O acolhimento de idosos em situação de risco social.Art. são obrigadas a firmar contrato de prestação de serviços com a pessoa idosa abrigada. nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas. Art. O benefício já concedido a qualquer membro da família nos termos do caput não será computado para os fins do cálculo da renda familiar per capita a que se refere a Loas. conforme os princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. de forma articulada. para os efeitos legais. Art. A assistência social aos idosos será prestada. ou. § 2o O Conselho Municipal do Idoso ou o Conselho Municipal da Assistência Social estabelecerá a forma de participação prevista no § 1o. 30. no mínimo. verificado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o mês do efetivo pagamento. no Sistema Único de Saúde e demais normas pertinentes. 3o da Lei no 9. é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo.

o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria. ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. para garantia de acessibilidade ao idoso. no mínimo. Art. O idoso tem direito a moradia digna. 37. quando assim o desejar. Nos programas habitacionais. em instituição pública ou privada. ainda. § 1o Para ter acesso à gratuidade. ou desacompanhado de seus familiares. no valor das passagens. abandono ou carência de recursos financeiros próprios ou da família. ou. públicos ou subsidiados com recursos públicos. § 3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos. CAPÍTULO X Do Transporte Art. casa-lar. . § 1o A assistência integral na modalidade de entidade de longa permanência será prestada quando verificada inexistência de grupo familiar. IV – critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. nos termos da legislação específica: (Regulamento) I – a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. § 2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. III – eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas. sob pena de interdição. bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes. 39. § 3o As instituições que abrigarem idosos são obrigadas a manter padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. além de atender toda a legislação pertinente. exceto nos serviços seletivos e especiais.Art. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. no seio da família natural ou substituta. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos. observado o seguinte: I – reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á. 40. para os idosos que excederem as vagas gratuitas. Art. sob as penas da lei. II – desconto de 50% (cinqüenta por cento). § 2o Toda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identificação externa visível. II – implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso. com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. 38.

para os idosos. em regime ambulatorial. 43. nos termos da lei local. II – orientação. isolada ou cumulativamente. TÍTULO IV Da Política de Atendimento ao Idoso CAPÍTULO I Disposições Gerais . hospitalar ou domiciliar. Art. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo. Art. Art. ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação. V – abrigo em entidade. 41. VI – abrigo temporário. poderá determinar. TÍTULO III Das Medidas de Proteção CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Art. apoio e acompanhamento temporários. as seguintes medidas: I – encaminhamento à família ou curador. e levarão em conta os fins sociais a que se destinam e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. II – por falta. as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso. omissão ou abuso da família. mediante termo de responsabilidade. 45. 42. As medidas de proteção ao idoso previstas nesta Lei poderão ser aplicadas. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado. 44. IV – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II. 43. III – em razão de sua condição pessoal. a requerimento daquele. de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados. É assegurada a reserva. III – requisição para tratamento de sua saúde. o Ministério Público ou o Poder Judiciário. orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. curador ou entidade de atendimento. dentre outras. CAPÍTULO II Das Medidas Específicas de Proteção Art.Parágrafo único.

abuso. Parágrafo único. junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e Conselho Municipal da Pessoa Idosa. de 4 de janeiro de 1994. Art. IV – serviço de identificação e localização de parentes ou responsáveis por idosos abandonados em hospitais e instituições de longa permanência.Art. As entidades de atendimento são responsáveis pela manutenção das próprias unidades. previstas na Lei no 8. II – apresentar objetivos estatutários e plano de trabalho compatíveis com os princípios desta Lei. de 1994. crueldade e opressão. V – proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos dos idosos. especificando os regimes de atendimento. 50. observadas as normas de planejamento e execução emanadas do órgão competente da Política Nacional do Idoso. do Distrito Federal e dos Municípios. salubridade e segurança. higiene. VI – preservação da identidade do idoso e oferecimento de ambiente de respeito e dignidade. V – observância dos direitos e garantias dos idosos. 48. CAPÍTULO II Das Entidades de Atendimento ao Idoso Art.842. Art. 49. e em sua falta. III – estar regularmente constituída. observados os seguintes requisitos: I – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. IV – demonstrar a idoneidade de seus dirigentes. dos Estados. para aqueles que necessitarem. sem prejuízo das sanções administrativas. salvo em caso de força maior. II – atendimento personalizado e em pequenos grupos. VI – mobilização da opinião pública no sentido da participação dos diversos segmentos da sociedade no atendimento do idoso. São linhas de ação da política de atendimento: I – políticas sociais básicas. A política de atendimento ao idoso far-se-á por meio do conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais da União. de caráter interno e externo. III – serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência. Art. III – manutenção do idoso na mesma instituição. 47. O dirigente de instituição prestadora de atendimento ao idoso responderá civil e criminalmente pelos atos que praticar em detrimento do idoso. conforme a Lei no 8. junto ao Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa. Constituem obrigações das entidades de atendimento: . 46. em caráter supletivo.842. As entidades governamentais e não-governamentais de assistência ao idoso ficam sujeitas à inscrição de seus programas. IV – participação do idoso nas atividades comunitárias. II – políticas e programas de assistência social. Parágrafo único. exploração. As entidades que desenvolvam programas de institucionalização de longa permanência adotarão os seguintes princípios: I – preservação dos vínculos familiares. maus-tratos.

7o Compete aos Conselhos de que trata o art. As instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos prestadoras de serviço ao idoso terão direito à assistência judiciária gratuita. esportivas. a situação de abandono moral ou material por parte dos familiares. Art. XII – comunicar à autoridade competente de saúde toda ocorrência de idoso portador de doenças infecto-contagiosas. XIII – providenciar ou solicitar que o Ministério Público requisite os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem. na forma da lei.842. culturais e de lazer.I – celebrar contrato escrito de prestação de serviço com o idoso. XV – manter arquivo de anotações onde constem data e circunstâncias do atendimento. 53. parentes. de acordo com suas crenças. V – oferecer atendimento personalizado. as obrigações da entidade e prestações decorrentes do contrato. IV – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. XI – proceder a estudo social e pessoal de cada caso. e alimentação suficiente. XVI – comunicar ao Ministério Público. às seguintes penalidades. CAPÍTULO III Da Fiscalização das Entidades de Atendimento Art. relação de seus pertences. XIV – fornecer comprovante de depósito dos bens móveis que receberem dos idosos. 51. Art. se houver. e demais dados que possibilitem sua identificação e a individualização do atendimento. As entidades de atendimento que descumprirem as determinações desta Lei ficarão sujeitas. IX – promover atividades educacionais. e suas alterações. responsável. As entidades governamentais e não-governamentais de atendimento ao idoso serão fiscalizadas pelos Conselhos do Idoso. VII – oferecer acomodações apropriadas para recebimento de visitas. endereços. no âmbito das respectivas instâncias político-administrativas. bem como o valor de contribuições. conforme a necessidade do idoso. sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou prepostos. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art." Art. se for o caso. 54. 6o desta Lei a supervisão. o acompanhamento. com os respectivos preços. Será dada publicidade das prestações de contas dos recursos públicos e privados recebidos pelas entidades de atendimento. Vigilância Sanitária e outros previstos em lei. de 1994. 7o da Lei no 8. 55. VI – diligenciar no sentido da preservação dos vínculos familiares. O art. Ministério Público. II – observar os direitos e as garantias de que são titulares os idosos. a fiscalização e a avaliação da política nacional do idoso. observado o devido processo legal: I – as entidades governamentais: a) advertência. para as providências cabíveis. X – propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem. nome do idoso. cidade. . VIII – proporcionar cuidados à saúde. XVII – manter no quadro de pessoal profissionais com formação específica. Art. especificando o tipo de atendimento. se for pública. III – fornecer vestuário adequado. 52.

56.00 (três mil reais). b) multa. CAPÍTULO IV Das Infrações Administrativas Art. os danos que dela provierem para o idoso. serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. que coloque em risco os direitos assegurados nesta Lei. No caso de interdição do estabelecimento de longa permanência. inclusive para promover a suspensão das atividades ou dissolução da entidade. Art. caberá o afastamento provisório dos dirigentes ou a interdição da unidade e a suspensão do programa. 57.00 (quinhentos reais) a R$ 3. c) suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas. Deixar a entidade de atendimento de cumprir as determinações do art. Art. II – as entidades não-governamentais: a) advertência.b) afastamento provisório de seus dirigentes. § 4o Na aplicação das penalidades. Deixar de cumprir as determinações desta Lei sobre a prioridade no atendimento ao idoso: Pena – multa de R$ 500. Deixar o profissional de saúde ou o responsável por estabelecimento de saúde ou instituição de longa permanência de comunicar à autoridade competente os casos de crimes contra idoso de que tiver conhecimento: Pena – multa de R$ 500. e) proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público.00 (três mil reais). § 1o Havendo danos aos idosos abrigados ou qualquer tipo de fraude em relação ao programa. enquanto durar a interdição. 58. d) fechamento de unidade ou interdição de programa. será o fato comunicado ao Ministério Público. aplicada em dobro no caso de reincidência.00 (quinhentos reais) a R$ 1. podendo haver a interdição do estabelecimento até que sejam cumpridas as exigências legais.000. com a proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. 50 desta Lei: Pena – multa de R$ 500. d) interdição de unidade ou suspensão de programa. se o fato não for caracterizado como crime. c) afastamento definitivo de seus dirigentes. CAPÍTULO V Da Apuração Administrativa de Infração às Normas de Proteção ao Idoso . Parágrafo único. sem prejuízo das providências a serem tomadas pela Vigilância Sanitária.00 (um mil reais) e multa civil a ser estipulada pelo juiz. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes da entidade. § 2o A suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas ocorrerá quando verificada a má aplicação ou desvio de finalidade dos recursos.00 (quinhentos reais) a R$ 3. os idosos abrigados serão transferidos para outra instituição. § 3o Na ocorrência de infração por entidade de atendimento.000. a expensas do estabelecimento interditado. conforme o dano sofrido pelo idoso.000. para as providências cabíveis.

se necessário. 65. 60. O procedimento para a imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção ao idoso terá início com requisição do Ministério Público ou auto de infração elaborado por servidor efetivo e assinado.784. O autuado terá prazo de 10 (dez) dias para a apresentação da defesa. de 20 de agosto de 1977. para a vida ou a saúde da pessoa idosa à entidade de atendimento as sanções e das providências que vierem a ser demais instituições legitimadas para a CAPÍTULO VI Da Apuração Judicial de Irregularidades em Entidade de Atendimento Art. Art. II – por via postal. Nos casos em que não houver risco abrigada. mediante decisão fundamentada. ao procedimento administrativo de que trata este Capítulo as disposições das Leis nos 6. na forma da lei. que será feita: I – pelo autuante. 62. podendo juntar documentos e indicar as provas a produzir. Art. sem prejuízo da iniciativa adotadas pelo Ministério Público ou pelas fiscalização. quando for lavrado na presença do infrator. Art. 69 ou. 64. a autoridade competente aplicará regulamentares. poderá a autoridade judiciária. Art. e 9. Art. Havendo risco para a vida ou à saúde do idoso. Apresentada a defesa. § 1o No procedimento iniciado com o auto de infração poderão ser usadas fórmulas impressas. oferecer resposta escrita. contado da data da intimação. Art. decretar liminarmente o afastamento provisório do dirigente da entidade ou outras medidas que julgar adequadas. por duas testemunhas.Art. 67. deliberando sobre a necessidade de produção de outras provas. 59. ouvido o Ministério Público. no prazo de 10 (dez) dias. com aviso de recebimento. subsidiariamente. 61. § 2o Sempre que possível. por motivo justificado. . a autoridade competente aplicará à entidade de atendimento as sanções regulamentares. especificando-se a natureza e as circunstâncias da infração. 63. se possível. de 29 de janeiro de 1999. Aplicam-se. à verificação da infração seguir-se-á a lavratura do auto. Os valores monetários expressos no Capítulo IV serão atualizados anualmente. designará audiência de instrução e julgamento. para evitar lesão aos direitos do idoso. 68. Art. no instrumento de autuação. sem prejuízo da iniciativa e das providências que vierem a ser adotadas pelo Ministério Público ou pelas demais instituições legitimadas para a fiscalização. 66.437. O procedimento de apuração de irregularidade em entidade governamental e não-governamental de atendimento ao idoso terá início mediante petição fundamentada de pessoa interessada ou iniciativa do Ministério Público. Havendo motivo grave. o juiz procederá na conformidade do art. O dirigente da entidade será citado para. Art. ou este será lavrado dentro de 24 (vinte e quatro) horas.

companheiro ou companheira. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária. o processo será extinto. 72. § 2o A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. fazendo prova de sua idade. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. subsidiariamente. maior de 60 (sessenta) anos. a autoridade judiciária poderá fixar prazo para a remoção das irregularidades verificadas. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Art. previstas nesta Lei. Compete ao Ministério Público: . § 4o Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. § 2o Em se tratando de afastamento provisório ou definitivo de dirigente de entidade governamental. em qualquer instância. 70. serão exercidas nos termos da respectiva Lei Orgânica. As funções do Ministério Público. naquilo que não contrarie os prazos previstos nesta Lei. a autoridade judiciária oficiará a autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado. decidindo a autoridade judiciária em igual prazo.§ 1o Salvo manifestação em audiência. Art. as partes e o Ministério Público terão 5 (cinco) dias para oferecer alegações finais. sem julgamento do mérito. § 1o O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. fixando-lhe prazo de 24 (vinte e quatro) horas para proceder à substituição. § 3o Antes de aplicar qualquer das medidas. às disposições deste Capítulo. CAPÍTULO II Do Ministério Público Art. o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. 73. § 4o A multa e a advertência serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. que determinará as providências a serem cumpridas. 69. § 3o A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. TÍTULO V Do Acesso à Justiça CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. O Poder Público poderá criar varas especializadas e exclusivas do idoso. Art. Satisfeitas as exigências. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. (VETADO) Art. com união estável. 74. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. 71. Aplica-se.

requisitar condução coercitiva. V – instaurar procedimento administrativo e. colher depoimentos ou esclarecimentos e. atuará obrigatoriamente o Ministério Público na defesa dos direitos e interesses de que cuida esta Lei. em caso de não comparecimento injustificado da pessoa notificada. estaduais e federais. exames. adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas. promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. VI – instaurar sindicâncias. para a apuração de ilícitos ou infrações às normas de proteção ao idoso. bem como a colaboração dos serviços de saúde. 76. Art. . públicos. podendo juntar documentos. § 3o O representante do Ministério Público. desde que compatíveis com a finalidade e atribuições do Ministério Público. requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. de interdição total ou parcial. 75. quando necessário ou o interesse público justificar. perícias e documentos de autoridades municipais. § 2o As atribuições constantes deste artigo não excluem outras. usando os recursos cabíveis. IV – promover a revogação de instrumento procuratório do idoso. em circunstâncias que justifiquem a medida e oficiar em todos os feitos em que se discutam os direitos de idosos em condições de risco. IX – requisitar força policial. será feita pessoalmente. nas mesmas hipóteses. conforme o disposto no art. 43 desta Lei. de designação de curador especial. § 1o A legitimação do Ministério Público para as ações cíveis previstas neste artigo não impede a de terceiros. A falta de intervenção do Ministério Público acarreta a nulidade do feito. X – referendar transações envolvendo interesses e direitos dos idosos previstos nesta Lei. b) requisitar informações. segundo dispuser a lei. individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso. para instruí-lo: a) expedir notificações. para o desempenho de suas atribuições. terá livre acesso a toda entidade de atendimento ao idoso. VIII – inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta Lei. Art. II – promover e acompanhar as ações de alimentos. 43 desta Lei. requerer diligências e produção de outras provas. c) requisitar informações e documentos particulares de instituições privadas. em qualquer caso. A intimação do Ministério Público. hipóteses em que terá vista dos autos depois das partes. Art.I – instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos ou coletivos. Nos processos e procedimentos em que não for parte. bem como promover inspeções e diligências investigatórias. nas hipóteses previstas no art. da administração direta e indireta. III – atuar como substituto processual do idoso em situação de risco. 77. no exercício de suas funções. inclusive pela Polícia Civil ou Militar. que será declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. VII – zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados ao idoso. educacionais e de assistência social.

ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. III – a Ordem dos Advogados do Brasil. III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa. se houver prévia autorização estatutária. Coletivos e Individuais Indisponíveis ou Homogêneos Art.CAPÍTULO III Da Proteção Judicial dos Interesses Difusos. Art. Art. . IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. protegidos em lei. coletivos. individuais indisponíveis ou homogêneos. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses difusos. 81. consideram-se legitimados. Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições de Poder Público. Para as ações cíveis fundadas em interesses difusos. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. Art. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso. II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitante. Parágrafo único. § 1o Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta Lei. Parágrafo único. 273 do Código de Processo Civil. § 1o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. 78. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso. 82. cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa. Art. § 2o Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada. caberá ação mandamental. 79. o Distrito Federal e os Municípios. concorrentemente: I – o Ministério Público. 80. Para defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei. são admissíveis todas as espécies de ação pertinentes. os Estados. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao adimplemento. coletivos. na forma do art. o Ministério Público ou outro legitimado deverá assumir a titularidade ativa. IV – as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre os fins institucionais a defesa dos interesses e direitos da pessoa idosa. dispensada a autorização da assembléia. individuais indisponíveis ou homogêneos. II – a União. próprios do idoso. Art. que se regerá pelas normas da lei do mandado de segurança. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou nãofazer. As manifestações processuais do representante do Ministério Público deverão ser fundamentadas. que lesem direito líquido e certo previsto nesta Lei. referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: I – acesso às ações e serviços de saúde. 83.

independentemente do pedido do autor. Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da sentença condenatória favorável ao idoso sem que o autor lhe promova a execução. ao Fundo Municipal de Assistência Social. como assistentes ou assumindo o pólo ativo. na hipótese do § 1o ou na sentença. Parágrafo único. informações. deverá fazê-lo o Ministério Público. se for suficiente ou compatível com a obrigação. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias. Art. As multas não recolhidas até 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado da decisão serão exigidas por meio de execução promovida pelo Ministério Público. que serão fornecidas no prazo de 10 (dez) dias. Qualquer pessoa poderá. 88. prestando-lhe informações sobre os fatos que constituam objeto de ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao Poder Público. 91. Nas ações de que trata este Capítulo. § 1o Se o órgão do Ministério Público. igual iniciativa aos demais legitimados. Art. Art. no prazo que assinalar. 87. não haverá adiantamento de custas. devem encaminhar as peças pertinentes ao Ministério Público. certidões. no exercício de suas funções. Art. Art. o juiz determinará a remessa de peças à autoridade competente. honorários periciais e quaisquer outras despesas. Art. para apuração da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a ação ou omissão. 89. e o servidor deverá. Art. em caso de inércia desse órgão. Os agentes públicos em geral. facultada. para evitar dano irreparável à parte. determinará o seu arquivamento. provocar a iniciativa do Ministério Público. 85. O Ministério Público poderá instaurar sob sua presidência. facultada igual iniciativa aos demais legitimados em caso de inércia daquele. . de qualquer pessoa. exames ou perícias. mas será devida desde o dia em que se houver configurado. Art. ou na falta deste. Para instruir a petição inicial. esgotadas todas as diligências. fazendo-o fundamentadamente. Parágrafo único. § 3o A multa só será exigível do réu após o trânsito em julgado da sentença favorável ao autor. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias. 92. emolumentos. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. nos mesmos autos. 90. se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil ou de peças informativas. os juízes e tribunais. inquérito civil. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos. quando tiverem conhecimento de fatos que possam configurar crime de ação pública contra idoso ou ensejar a propositura de ação para sua defesa. 86. ficando vinculados ao atendimento ao idoso. para as providências cabíveis. ou requisitar. onde houver. organismo público ou particular. Não se imporá sucumbência ao Ministério Público. impor multa diária ao réu. Os valores das multas previstas nesta Lei reverterão ao Fundo do Idoso. Art.§ 2o O juiz poderá. 84.

94. no que couber. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. de 26 de setembro de 1995. ao Conselho Superior do Ministério Público ou à Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. § 1o Na mesma pena incorre quem desdenhar. Parágrafo único. ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania. casas de saúde. A pena é aumentada de metade. 98. as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal. sob pena de se incorrer em falta grave. 181 e 182 do Código Penal. o socorro de autoridade pública: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. que serão juntados ou anexados às peças de informação. 97. aos meios de transporte. 96. sem justa causa. se resulta a morte. nesses casos. 95. e. Aplicam-se subsidiariamente. menosprezar ou discriminar pessoa idosa. as disposições da Lei no 7. no que couber. por qualquer motivo. Art. será designado outro membro do Ministério Público para o ajuizamento da ação. Aos crimes previstos nesta Lei. e triplicada. não se lhes aplicando os arts. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos.347. § 2o A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se a vítima se encontrar sob os cuidados ou responsabilidade do agente. no prazo de 3 (três) dias. ou congêneres. de 24 de julho de 1985. Art. ou não pedir. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. Abandonar o idoso em hospitais. § 4o Deixando o Conselho Superior ou a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público de homologar a promoção de arquivamento. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. ou recusar. humilhar.§ 2o Os autos do inquérito civil ou as peças de informação arquivados serão remetidos. por motivo de idade: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. § 3o Até que seja homologado ou rejeitado o arquivamento. entidades de longa permanência. Art. quando obrigado por lei ou mandado: . Deixar de prestar assistência ao idoso. impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias. as associações legitimadas poderão apresentar razões escritas ou documentos. Discriminar pessoa idosa. TÍTULO VI Dos Crimes CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. subsidiariamente. retardar ou dificultar sua assistência à saúde. em situação de iminente perigo. pelo Conselho Superior do Ministério Público ou por Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. CAPÍTULO II Dos Crimes em Espécie Art. Art.099. ou não prover suas necessidades básicas. aplica-se o procedimento previsto na Lei no 9. 93.

Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios. por motivo de idade. Art. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta Lei. Expor a perigo a integridade e a saúde. Art. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. Art. Deixar de cumprir. como abrigado. 100. quando requisitados pelo Ministério Público. II – negar a alguém. 106. Coagir. o idoso a doar. bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 104. por qualquer meio de comunicação. emprego ou trabalho. física ou psíquica. de qualquer modo. V – recusar. contratar. a pessoa idosa. quando obrigado a fazê-lo. 102. Art. Art. Exibir ou veicular. IV – deixar de cumprir. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. III – recusar. sem justa causa. retardar ou frustrar. retardar ou frustrar. Art. 101. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. 105. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso: Pena – detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. sem justo motivo. proventos ou pensão do idoso. testar ou outorgar procuração: . 107. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade. retardar ou dificultar atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. Induzir pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração para fins de administração de bens ou deles dispor livremente: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. Art.Pena – detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos e multa. pensão ou qualquer outro rendimento do idoso. Art. 103. sem justo motivo. Art. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. Negar o acolhimento ou a permanência do idoso. Apropriar-se de ou desviar bens. por recusa deste em outorgar procuração à entidade de atendimento: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. do idoso. 99. dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. proventos. a execução de ordem judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei.

cor.Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. de 7 de dezembro de 1940. "Art. 109. § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas. O Decreto-Lei no 2. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. 148 § 1o. 141 IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. 133. "Art. 140 § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. maior de 60 (sessenta) anos. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: "Art. descendente. I – se a vítima é ascendente. "Art. arte ou ofício. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). . § 4o No homicídio culposo. "Art. 121. § 3o . Lavrar ato notarial que envolva pessoa idosa sem discernimento de seus atos. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. Impedir ou embaraçar ato do representante do Ministério Público ou de qualquer outro agente fiscalizador: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 61. Sendo doloso o homicídio. ou foge para evitar prisão em flagrante." (NR) "Art. enfermo ou mulher grávida. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. Art. religião. II h) contra criança. Código Penal. etnia. 159. sem a devida representação legal: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 110. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. 108. cônjuge do agente ou maior de 60 (sessenta) anos.848. se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. TÍTULO VII Disposições Finais e Transitórias Art. exceto no caso de injúria. Art.

... Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos.. para aplicação em programas e ações relativos ao idoso... § 4o . nos termos desta Lei. Lei das Contravenções Penais... 21.......... portador de deficiência....... 112.. O inciso III do art. em cada exercício financeiro..455. 115. de 21 de outubro de 1976. passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: "Art. ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho. gestante...... gravemente enfermo: Art..... 116.. sem justa causa.......... O inciso II do § 4o do art. de 7 de abril de 1997.." "Art....... deixar....... .. as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário. Deixar... II – se o crime é cometido contra criança.... 18 da Lei no 6. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei revendo os critérios de concessão do Benefício de Prestação Continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social.. 117...... de 8 de novembro de 2000...... O art 1º da Lei no 10." (NR) Art. Serão incluídos nos censos demográficos dados relativos à população idosa do País..... O O art. 114." Art.... por qualquer causa.. até que o Fundo Nacional do Idoso seja criado..368. adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos.... 21 do Decreto-Lei no 3..688. 18 III – se qualquer deles decorrer de associação ou visar a menores de 21 (vinte e um) anos ou a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou a quem tenha........ passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. os recursos necessários.. ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos. 244. de forma a garantir que o acesso ao direito seja condizente com o estágio de desenvolvimento sócio-econômico alcançado pelo País....... 111..... de socorrer descendente ou ascendente.. O Orçamento da Seguridade Social destinará ao Fundo Nacional de Assistência Social...... Parágrafo único. Art..... III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos... Art. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art... as gestantes.048. Art. 1o As pessoas portadoras de deficiência. 1o da Lei no 9.... diminuída ou suprimida a capacidade de discernimento ou de autodeterminação: Art.. os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. 113..... não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada......... 183... de 3 de outubro de 1941... fixada ou majorada..... sem justa causa. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.. de prover a subsistência do cônjuge..."Art...... 1o .

ressalvado o disposto no caput do art. 118. 182o da Independência e 115o da República. Esta Lei entra em vigor decorridos 90 (noventa) dias da sua publicação.Art. que vigorará a partir de 1o de janeiro de 2004. 1o de outubro de 2003. 36. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos Antonio Palocci Filho Rubem Fonseca Filho Humberto Sérgio Costa LIma Guido Mantega Ricardo José Ribeiro Berzoini Benedita Souza da Silva Sampaio Álvaro Augusto Ribeiro Costa . Brasília.

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