Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Elaboração e criação Myrian Massarollo José A. Truskauskas Viana Revisão Geral Enf. Aline Massarollo São Paulo/ 2009

Algumas pessoas são tão interessadas por suas comunidades que não medem esforços para que elas se desenvolvam. Fazem sua parte para melhorar as condições à sua volta. Isso chama-se cidadania. Querem auxiliar, seja de que forma for, possibilitando assim que os projetos de seus municípios, ainda que não sejam seus, evoluam, trazendo à população melhores condições de terem resultados positivos concretos. Isso, como vocês estudarão nas páginas desta apostila chama-se intersetorialidade, um setor interagindo com outro em benefício da comunidade. Quando o companheiro Carlos Massarollo solicitou que elaborássemos a presente apostila, não nos causou espanto. É bem dele a preocupação com a elaboração de um curso preparatório para um concurso público. Atinge assim, dois alvos. Primeiro: Fornece a quase duas centenas de jovens a oportunidade de prepararem-se através de um material elaborado especialmente para eles. Cuidando para que cheguem ao dia do exame em condições reais de disputarem uma vaga. Segundo: Colabora, ainda que indiretamente, com o processo de promoção de saúde do município, pois pessoas bem preparadas acompanharão com mais facilidade o curso de formação profissional que espera aqueles que forem selecionados. Indivíduos politicamente mobilizados poderão desenvolver suas atividades com o espírito de solidariedade, integralidade e equidade pregado pelo sistema de saúde. Como dissemos, dois alvos, que ainda que distintos confluem para um mesmo objetivo, a participação e mobilização social em prol da educação e da atenção à saúde. Nossa equipe desdobrou-se para que, no pouco tempo que nos foi dado, desenvolver um material organizado, completo e de agradável manuseio. Esperamos que nossos esforços se traduzam no sucesso de vocês. Boa sorte! Equipe Fundação JK

Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus .Bahia .

Orientado por supervisor (médico ou enfermeira) da unidade de saúde. é capacitado para reunir informações de saúde sobre uma comunidade. A primeira experiência de implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) no Brasil. Selecionados por um bom relacionamento com seus vizinhos e condição de dedicar oito horas por dia ao trabalho de ACS. no Estado do Ceará e posteriormente foi estendido para todo o Nordeste e Região Norte. Na concepção inicial deveria ser um dos moradores daquela rua. Com a proposição do Ministério da Saúde de 1994. como uma estratégia abrangente de saúde pública estruturada ocorreu. quando se criou o PSF – Programa de Saúde da Família os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS: • Ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família. realiza visitas domiciliares na área de abrangência da sua unidade produzindo informações capazes de dimensionar os principais problemas de saúde de sua comunidade. que buscava minimizar a exclusão social através da mobilização social. daquele bairro. em 1987. daquela região. Em 1992 foi implantado na Bahia e em 1993 na Região Centro Oeste. . como parte do processo de construção do Sistema Único de Saúde estabelecida por norma Constitucional em 1988.Agente Comunitário de Saúde ACS – um processo histórico O trabalho comunitário dos ACS começou na década de 70 e foi a base para o Programa Comunidade Solidária. O Agente Comunitário de Saúde (ACS) resultou da criação do PACS Programa dos Agentes Comunitários de Saúde em 1991.

pela capacidade de se comunicar com as pessoas.507 foi revogada e substituída pela Lei nº 11. o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. Vigilância Ambiental. os serviços de Vigilância Sanitária. ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social. fixou as diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS). Os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. além de fundações e institutos de pesquisa. . que elencou as atribuições do Agente Comunitário de Saúde bem como suas atividades. como a FIOCRUZ . Posteriormente a Lei 10. Processo de Trabalho em Saúde O trabalho é uma atividade humana de transformação da natureza de forma consciente e proposital. através da qual os homens criam e recriam a sua existência. fixando que seu exercício ocorreria exclusivamente no âmbito do Sistema único de Saúde e sob a supervisão do gestor local em saúde. hemocentros (bancos de sangue). O ACS funciona como elo entre o Estado e a comunidade. Fazem parte do SUS os centros e postos de saúde.Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. realizado por toda a equipe. encontram-se em atividade no país 204 mil ACS. É também um elo cultural.incluindo os universitários. pela liderança natural que exerce. Vigilância Epidemiológica.” (FANEMA) Sistema Único de Saúde (SUS) Criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tivesse acesso ao atendimento público de saúde. a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). Está em contato permanente com as famílias. “Quem é o agente comunitário? É alguém que se destaca na comunidade. A profissão de Agente comunitário de Saúde (ACS) foi criada pela Lei nº 10. de 4 de outubro de 1999. estando presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. de 10 de julho de 2002. O Decreto nº 3. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular. Atualmente (2008). que dá mais força ao trabalho educativo. Anteriormente. hospitais . laboratórios.507. A capacidade de criar é exclusiva dos seres humanos.• Ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional.189.350 de 5 de outubro de 2006.

impessoais. tanto física. criação de vínculos efetivo-afetivos entre usuários e profissionais de saúde e autonomia dos sujeitos no modo de viver. acolhedores. Com o avanço e aplicação das ciências e tecnologias à produção. no entanto. Ainda. . que ele é um exemplo de trabalho em geral e. conjuntamente com o usuário. o objeto de trabalho é o ser humano com sentimentos. co-responsável pelos objetivos a serem alcançados. na saúde. é responsável. o consumidor (usuário) contribui para o processo de trabalho e é parte desse processo. fornecendo informações a respeito do que se passou com ele. compartilha características comuns com outros processos de trabalho que se dão na indústria e outros setores da economia. cabendo a cada trabalhador atribuições específicas e o produto final. Referem-se às boas condições de vida. juntamente com os profissionais de saúde. A energia. desconhecido dos trabalhadores que participaram do processo.No processo de trabalho três elementos são fundamentais: a matéria-prima (objeto). que é um serviço que se fundamenta numa inter-relação pessoal muito intensa. o trabalho passou a ser cada vez mais dividido em tarefas. resultante dessas ações isoladas. protagonista do seu processo de saúde-doença. isto é. Ele participa conjuntamente do processo de trabalho e. Isto demonstra que o trabalhador tem autonomia para ser criativo e propor soluções para as necessidades apresentadas. viabilizou-se a construção de máquinas. exigindo-se dele participação ativa para que sejam corretamente aplicadas as normas e prescrições. • • Assim. vontades e necessidades a serem atendidas. que passaram a substituir o trabalho humano. Segundo. ao sentir-se participante do processo de atendimento. os meios ou instrumentos de produção e o trabalhador. Terceiro. emoções. portanto. tem a especificidade de realizar-se sobre pessoas e não sobre objetos. ao acesso às tecnologias que melhoram e/ou prolongam a vida. freqüentemente. O trabalhador da saúde comanda a forma como se dará a assistência ao usuário. podendo esta ser orientada por parâmetros humanitários. Este. ou seja. de respeito às singularidades e diversidade humana ou por parâmetros burocráticos. empregada pelo trabalhador é o que chamamos de força de trabalho. cabendo aos homens o uso da força apenas para operá-las. pelo êxito ou fracasso das ações de saúde. que é um serviço – toda assistência à saúde é um serviço e. No processo de trabalho em saúde temos que considerar três aspectos fundamentais: • Em primeiro lugar. quanto mental. com a finalidade de aumentar cada vez mais a produtividade. tornar-se-á. hierarquizados e desumanizados. qual a história de sua queixa ou doença.

Tem a ver com “sentir-se bem” ou “sentir-se mal”. A idéia de saúde e de doença para as pessoas tem a ver com a sensação de bem estar. levou em consideração que naquele momento. em regime de cooperação. que lhe é indissociável. com a finalidade de atender integralmente às necessidades em saúde do usuário. um número elevado de profissionais atuando nesta área. sobretudo. uma das principais características do processo de trabalho em saúde é a crescente coletivização. Ou seja. isto é. não tinha nenhuma enfermidade. em um determinado momento histórico. de sair ou de se divertir. variando desde o uso de tecnologias mais avançadas até o uso de recursos terapêuticos não vinculados ao conhecimento científico ocidental. compartilhando os conhecimentos científicos contemporâneos. quer num conjunto hierarquizado de serviços (postos de saúde.Na atualidade. O conjunto de categorias profissionais procura agir coerentemente. ambulatórios de especialidades). quer numa unidade isolada (clínica. Maria não estava tomando medicamentos. ao responder a José. hospital). com as formas como resolvem suas necessidades de saúde. grupos e coletividades constroem a respeito de saúde e doença. não tinha procurado nenhum serviço de saúde e não estava impedida de trabalhar. Portanto. interdependente. o caráter subjetivo. e a sua? Provavelmente Maria. a idéia da singularidade de cada pessoa em dar respostas às agressões do meio a que está exposta. as representações que os indivíduos. seu modo de viver e relacionar-se com o mundo. . necessariamente. um conceito de saúde e doença abrangente inclui. de forma eficiente e eficaz. relacionam-se. Processo saúde doença e seus determinantes /condicionantes Ola Maria! Como esta sua saúde? Muito bem obrigada José. É comum definir-se saúde como oposto à doença. produzindo resultados com padrão de qualidade. Desta forma. levando ao surgimento de um trabalho associado. dependendo do meio em que está inserida. Isso varia de pessoa para pessoa.

de uma maneira geral. As doenças infecto-contagiosas e parasitárias se alastravam causando epidemias e levando a óbito um grande contingente populacional. Binômio Saúde . sujas e em mau estado. disenteria. No período nômade. As condições de vida da humanidade no que diz respeito à saúde. longas jornadas e o baixo salário pago aos trabalhadores. conseqüentemente. favorecendo o aumento populacional e possibilitando que alguns homens se dedicassem a outro tipo de trabalho. Surgiram os artesãos. etc. que em 1348 matou ¼ da população da Inglaterra. o agropecuário e o industrial. os homens viviam da caça. pode ser dividida em períodos: o nômade. Período Agropecuário Período Industrial A Revolução Industrial. o aumento da produção de alimentos gerando excedentes. a que tipos de doenças ficam sujeitos. a teoria e a prática que orientam o saber-fazer dos profissionais variam no tempo e no espaço. estabelecendo-se onde vivia.) e a cultivar a terra.doença. também a saúde e a doença. esgoto a céu aberto. O desenvolvimento da pecuária e da agricultura significou uma profunda mudança na vida dos homens: a divisão do trabalho determinada pelas relações de parentesco entre indivíduos e grupos. malária e peste. porcos. ovelhas. assim como a ausência de medidas sanitárias. Essas relações influenciam profundamente as condições de vida dos homens e. O aumento e a agregação populacional. tuberculose. que durou cerca de dez mil anos. que se dedicavam às invenções (o arado. determinou novas relações de trabalho: os donos das indústrias empregavam o operário em troca de um salário. condições insalubres de trabalho.Como o desenvolvimento do conhecimento humano é um processo histórico. na busca de satisfação de suas necessidades. . o homem passou a domesticar/criar animais (aves. da pesca e da coleta de raízes e frutos. casas superlotadas. criaram condições para a propagação e transmissão de doenças como: cólera. Período Nômade Com o passar dos tempos. crianças trabalhando desde os 5 anos de idade. As condições de vida eram péssimas: água impura. a irrigação e os utensílios em geral).Doença As várias fases do desenvolvimento da humanidade caracterizam-se por diferentes maneiras do homem relacionar-se com outros homens e com a natureza (para compreendê-la e transformá-la). iniciada na Inglaterra a partir de 1750.

diabetes etc. de melhores condições de trabalho. Conclui-se que a saúde e a doença dos indivíduos e das coletividades humanas apresentam várias causas e dependem de vários elementos. que só poderiam se desenvolver numa democracia plena e ilimitada. passando a ser prioridade a compreensão da dinâmica e as maneiras de se evitar os efeitos da presença desse agente. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. Posteriormente quando da invenção do microscópio. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas.Pode-se afirmar que a preocupação com a saúde pública teve origem nessa época. em função do aumento da infra-estrutura básica. pulmonares. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. alimentação. além da ampliação do acesso à assistência médica e hospitalar e de ações de vigilância ambiental (poluição do ar e da água e desmatamentos). que podem ser . sem exceção – ao risco de adoecer e morrer. dos cânceres. evidenciada quando do aparecimento de epidemias. Assim. Outras práticas eram desenvolvidas por agentes que atuavam como fiscais e guardas. educação e lazer. a doença era explicada pelo pensamento microbiano e unicausal (um micróbio = uma doença) – tinha um agente. econômicas e físicas e que a solução curativa consistia em prosperidade. das doenças mentais. as doenças passaram a ter uma causa visível – o micróbio – orientando o conhecimento e as práticas sobre saúde/ doença. onde havia um nível político e social mais desenvolvido afirmavam que as causas das epidemias são sociais. verifica-se o crescimento das doenças crônico-degenerativas (cardiovasculares. Nas últimas décadas ocorreram mudanças nas condições de vida e saúde das pessoas: o controle das doenças infecciosas. França. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas.). das doenças ligadas ao trabalho e das mortes e incapacitações por causas externas (acidentes. Por outro lado. vestuário. educação e liberdade. uma vez que a proximidade e a mistura das pessoas na cidade expunham todos – ricos e pobres. moradia. isolando os que apresentavam sinais de doença. Inicialmente a doença era vista como resultado da forma de constituição dos aglomerados humanos.Todos esses fatores contribuíram para elevar a expectativa média de vida das populações. homicídios e violência). queimando objetos pessoais daqueles que morriam. um lugar para se instalar e medidas para controlar ou evitar seus efeitos. com o objetivo de livrar a sociedade das “condições” que colocavam em risco a saúde da população.

o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. o SUS foi criado. O domínio do conhecimento acerca do cotidiano familiar permite a elaboração de uma estratégia de abordagem que resultará em uma ação eficiente e satisfatória para a comunidade assistida assistida. a integralidade da atenção e a participação e o controle social. em 1986. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos. No Brasil. outros: Alimentação moradia trabalho meio ambiente saneamento básico renda educação transporte lazer acesso aos bens e serviços essenciais . universal e gratuito para toda a população do país. a VIII Conferência Nacional de Saúde. produzidos nas relações com o meio físico. O processo saúde/doença resulta da interação de diversos fatores do dia dia-a-dia e a família é o centro de informações privilegiado para atingir o cotidiano dos cidadãos atingir e seus costumes. garantindo acesso integral. Amparado por um conceito ampliado de saúde. a Lei Orgânica da Saúde (Lei Federal n.chamados de determinantes de saúde e de doença. Essa concepção é chamada determinação social do processo saúde-doença. em 1988 pela Constituição Federal Brasileira. SUS – Sistema Único de S Saúde Conforme definição do Ministério da Saúde. tendo como diretrizes a descentralização. social e cultural. Em 1990.º que: A saúde tem como fatores determinantes e c condicionantes.º 8.080) definiu no Artigo 3. definiu saúde como direito de todos e dever do Estado. cuja responsabilidade é a provisão de um sistema de atenção à saúde universal e equânime. S para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. entre outros .

o estadual e o municipal. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. Fiscalizar e inspecionar alimentos. na implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e da Saúde da Família. o técnico-político federal. bem como as de saúde do trabalhador. e imunobiológicos. Colaborar na proteção do meio ambiente. equipamentos. compreendido o controle de seu teor nutricional. Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. O SUS através do acúmulo técnico político dos seus três níveis de gestão. hemoderivados e outros insumos. Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. Diretrizes ou princípios constitutivos • Universalidade • Eqüidade • Integralidade . bem como bebidas e águas para consumo humano. tem possibilitado a identificação de um conjunto de questões relativas às bases conceituais e operacionais do que se tem e denominado "Atenção Básica à Saúde" no Brasil. tóxicos e radioativos. compete ao SUS: • • • • • • • • Controlar e fiscalizar procedimentos.Princípios e Diretrizes do Sistema Único de Saúde e a Lei Orgânica da Saúde Segundo o artigo 200 da Constituição Federal. Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. nele compreendido o do trabalho. Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico. e de suas relações com os demais níveis do sistema. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos. transporte. Participar do controle e fiscalização da produção.

em um contexto de descentralização e controle social da gestão. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde e de Saúde da Família é elemento essencial para a reorientação do modelo de atenção pretendido pelo Ministério da Saúde. fatores primordiais da Saúde da Família. Saúde é direito de cidadania e dever dos governos: municipal. democráticas e participativas. proteção e recuperação da saúde formam um todo indivisível e não podem ser individualizadas.Universalidade Conforme o disposto na nossa Constituição Federal : "A saúde é um direito de todos". Eqüidade É a condição de igualdade de oportunidades para o uso de recursos existentes. • O homem é um ser integral. Portanto. A expansão e a qualificação da Atenção Básica. Em outras palavras. • As ações de promoção. Integralidade A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos. desenvolvendo um trabalho de prevenção e educação por meio de práticas gerenciais e sanitárias. Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema pode oferecer para todos. a saude é algo a ser conquistado e mantido. Trata-se de uma concepção que supera a antiga atuação de caráter exclusivamente centrado na doença. é a garantia de atenção à saude. como. no entanto. são parte do conjunto de prioridades políticas apresentadas pelo Ministério da Saúde e aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde. O objetivo é quebrar o ciclo vicioso que leva à doença. a todo e qualquer cidadão. biopsicossocial. Em outras palavras. diferenciando o atendimento conforme sua complexidade Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde. . Esta reorientação fundamenta-se nas três diretrizes do SUS: da universalidade. as necessidades de saúde variam. tanto os individuais quanto os coletivos. possibilitando o compromisso e a criação e fortalecimento de elos entre os profissionais e os usuários e a comunidade. integralidade o profissional na execução dos serviços de saúde não perder a referência de que: • Cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade. • As unidades prestadoras de serviço formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral. por parte do sistema. as equipes Saúde da Família estabelecem vínculos com a população. o Brasil contém disparidades sociais e regionais. e deverá ser atendido sob esta ótica integral por um sistema de saúde integral com o objetivo de promover. Em razão da limitação da clientela. proteger e recuperar a sua saúde. com o objetivo de diminuir as conseqüências negativas associadas ao adoecimento. estadual e federal. integralidade e eqüidade. Também as necessidades de saúde indivíduais ou de grupos específicos devem ser levadas em consideração.

142. pelos quais a equipes assumem a responsabilidade pelo monitoramento. Ao DAB cabe. Distrito Federal e municípios. A execução dessa política é compartilhada por estados. Os princípios fundamentais da Atenção básica no Brasil são: Atenção resolubilidade complementaridade do setor privado Princípios organizacionais participação social hierarquização e regionalização descentralização Hierarquização e regionalização Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade o nível complexidade. tem a missão institucional de operacionalizar essa política no âmbito da gestão federal do SUS. é abrangência. Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência ou seja. melhor a eficiência e referência eficácia dos mesmos. Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde. O Departamento de Atenção Básica (DAB). como também é chamado esse princípio. enquanto os outros devem ser enquanto utilizados apenas quando necessários. ainda. responsável pela saúde de uma parte da população. prestar cooperação técnica a avaliação. estas instâncias de gestão na implementação e organização da estratégia Saúde da Família. Participação da comunidade: O controle social. estrutura vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde. delimitados. desenvolver mecanismos de controle e avaliação. abrangência a área de vários serviços de menor complexidade. pela Lei nº 8. foi melhor regulado .sob a forma de trabalho em equipes Trabalhos voltados às populações de territórios equipes. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências . o ou seja. pela Atenção. primário deve ser oferecido diretamente à população. no Ministério da Saúde. Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla.

Complementaridade do setor privado Conforme disposto na Constituição Federal. meio-ambiente e saneamento básico. Conjugação dos recursos financeiros. na prestação de serviços de assistência à saúde da população. cada uma com comando único e atribuições próprias. ou seja. dos Estados. o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto. os princípios básicos e as normas do SUS. Resolubilidade É a exigência de que o cidadão ao buscar um atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde. Descentralização político-administrativa O SUS existe em três níveis. . tecnológicos. das ações de saúde. do Distrito Federal e dos Municípios. • A integração dos princípios privados deverá se dar na mesma lógica organizacional do SUS em termos de regionalização e hierarquização dos serviços. baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência. Integração. em nível executivo. Direito à informação. que são órgãos colegiados também em todos os níveis. materiais e humanos da União. Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. deve-se ser observada três condições: • Celebração de contrato de acordo com as normas do direito público. o serviço correspondente à necessidade esteja capacitado para enfrenta-la e resolve-la até o limite da sua capacidade. a alocação de recursos e a orientação programática. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde. as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo". sobre sua saúde. que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis. • A instituição privada deverá funcionar conforme as diretrizes.de Saúde. quando por insuficiência do setor público for necessária a contratação de serviços privados. A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios: • • • • • • • • Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. o interesse público prevalecendo sobre o particular. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário. e não no número de atendimentos. também chamados de esferas: nacional. e através dos Conselhos de Saúde. às pessoas assistidas. estadual e municipal. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas.

individualizado. por isso ele tem direito a todas as informações. Conjugação dos recursos financeiros. sobre sua saúde O maior interessado em sua saúde é o próprio paciente. Esta estrutura envolve e dependem de recursos financeiros. Direito à informação. associações de bairro. materiais e humanos da União. a unidade de saúde funcionaria como um “funil”. Além . consiste na abertura de espaços de discussão e negociação entre gestores e representantes da comunidade (Conselhos de Saúde.A preservação da autonomia estabelece que cada ser é único. do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população Para prover as ações de saúde o Estado deve manter uma estrutura com todos os recursos necessários à prestação de serviços do SUS. reabilitação de doenças e de agravos mais freqüentes. às pessoas assistidas. mas sim desenvolver atividades de assistência que atendam aos problemas mais comuns da população.Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral . Protegendo e tratando o paciente de forma transparente em relação às informações referentes à sua saúde. portanto. tendo direito a um tratamento único. Dessa forma. As equipes atuam através de ações de promoção da saúde. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes de saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil. materiais e humanos de todas as esferas de governos. prevenção. e na manutenção da saúde da comunidade.) que se pretende assistir. tecnológicos. etc. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias. ocasião em que se debaterá a importância do programa. direcionado a cada pessoa. inclusive o de requerer os resultados de exames e testes realizados no seu diagnóstico. que deve ser realizada. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. As unidades de saúde da família devem caracterizar-se como porta de entrada dos usuários para os serviços de saúde. Não devem servir apenas para a triagem e encaminhamento dos clientes. localizadas em uma área geográfica delimitada. dando conta de aproximadamente 85% da demanda exigida pela clientela. operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. a alocação de recursos e a orientação programática Os estudos epidemiológicos podem ser úteis no planejamento de ações prioritárias (alocação de recursos e a orientação programática). seus objetivos e propostas. recuperação. dos Estados. Uma etapa importante. tecnológicos. A implantação do Programa Saúde da Família (PSF) A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial.

um enfermeiro. contam ainda com um dentista. um médico. um auxiliar de enfermagem e quatro a seis agentes comunitários de saúde. Devem aprender a trabalhar na perspectiva da promoção da saúde. obviamente dentro dos limites da realidade de cada profissão. em equipe e com . permanente e de qualidade realizar atividades de educação e promoção da saúde estabelecer vínculos de compromisso e de coresponsabilidade com a população estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões atuar de forma intersetorial. Características do sistema ter território definido com uma população delimitada sob sua responsabilidade intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade em questão está exposta prestar assistência integral. por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade O trabalho em saúde coletiva requer de todos os profissionais envolvidos participação e criatividade no exercício de suas atribuições. as equipes de saúde da família são constituídas por.disso. tecnicamente competentes e intersetorialmente articuladas. Como é formada a equipe de saúde coletiva? Quem são os profissionais envolvidos? Geralmente. São formadas por meio de processo de seleção conforme o disposto na lei orgânica de cada município. um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental. Quando ampliadas. no mínimo. viabilizadas através do preparo dos integrantes para saberem lidar com situações adversas presentes no cotidiano das ações das equipes de saúde da família. a definição conjunta das prioridades reforça o objetivo do PSF de promover o desenvolvimento integral da comunidade. A capacitação destes profissionais é fundamental para que sejam desenvolvidas ações humanizadas.

preocupações integrais. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular popular. o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. Como já vimos ao estudarmos a equipe de saúde. O agente deve conhecer muito bem a comunidade em que vive. É também um elo cultural. O agente comunitário é o responsável p pelo primeiro contato com as famílias. por meio de ações educativas em saúde nos domicílios e coletividade. O ACS funciona como elo entre de ligação entre o Estado e a comunidade comunidade. coletivas e sociais. realiza atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. Para trabalhar como agente comunitário é importante residir na região onde desempenhará suas atividades. o Agente Comunitário de Saúde não trabalha sozinho. É ele quem visita as casas coletando informações para levar para a equipe do P levar PSF. Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de um número estabelecido de famílias de uma determinada área. realizado por toda a equipe. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde é hoje considerado parte da Saúde da Família. hierarquizado Quem é o agente comunitário de saúde? O que ele faz? O Agente Comunitário de Saúde integra as equipes do PACS e PSF. Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em rela relação à rede do SUS: ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional . A boa formação das equipes da Saúde da Família é elemento essencial para o estabelecimento da comunicação e troca de amília ação experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. Ele faz parte do sistema de saúde local e atua como uma sistema ponte entre a comunidade e os serviços de saúde disponíveis em seu município. Está em contato permanente com as famílias. que dá mais força ao trabalho educativo. e estas passam a ter co estas coresponsabilidade no cuidado à saúde. caracterizando-se como um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde. ter espírito de liderança e de solidariedade. nas residências e na mobilização da comunidade. em conformidade com as conformidade diretrizes do SUS. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde. e estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidadania.

defender.Os ACS estão presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. São indivíduos que se destacam na comunidade. Responsabilidade: capacidade de responder pelas ações sob sua própria iniciativa e sob iniciativa de pessoas envolvidas nestas ações. • realizar. Inteligência prática: capacidade de articular e mobilizar conhecimentos. Situações e acontecimentos próprios de um campo profissional: conjunto de eventos que demandam responsabilidade de trabalho e a maneira individual de apreender cada situação. Iniciativa: capacidade de iniciar uma ação por conta própria. segundo uma inteligência prática sobre o que está ocorrendo e com capacidade para coordenar-se com outros atores na mobilização de suas capacidades. argumentar. atitudes e valores. de interdependência entendida como responsabilidade e reciprocidade. Coordenar-se com outros atores: capacidade e disponibilidade de estabelecer movimentos de solidariedade e de compartilhamento de situações e acontecimentos do trabalho. considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividades. habilidades. atividades de planejamento e avaliação das ações de saúde no âmbito de adscrição da Unidade Básica . em conjunto com a equipe. com iniciativa e responsabilidade. pela capacidade de comunicação com as pessoas. de se situar em relação a ela e de determinar suas conseqüentes ações. criticar. sozinho. Competências do ACS • desenvolver ações que busquem a integração entre as equipes de saúde e a população adscrita à Unidade Básica de Saúde. assumindo co-responsabilidades e fazendo apelo ético às competências dos outros. ultrapassando a noção de recursos humanos e seu posto de trabalho. mudar uma realidade ou normas já estabelecidas. pela liderança natural que exercem. Pressupõe que a organização do trabalho admita que as ações profissionais competentes transcendam as prescrições. Autonomia: capacidade de aprender a pensar. mesmo quando não se tem poder para. concluir e antecipar. porém não é sinônimo de independência e sim. colocando-os em ação para enfrentar situações do processo de trabalho. Competências do Técnico Agente Comunitário de Saúde Competência profissional é a capacidade de enfrentar situações e acontecimentos próprios de um campo profissional.

• desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas às situações de risco ambiental e sanitário para a população. saber ler e escrever. aos grupos específicos e às doenças prevalentes. segundo os contextos onde se desenvolvem as práticas. em equipe. o âmbito da promoção da saúde e prevenção de doenças. com visitas aos domicílios. há pelo menos dois anos. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas a grupos específicos e a doenças prevalentes. e ter disponibilidade de tempo integral para trabalhar. o âmbito da promoção.de Saúde. Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde O ACS trabalha com famílias de base geográfica definida. buscando garantir a integralidade de suas ações. Âmbitos de atuação do ACS • o âmbito da mobilização social. com assessoria da Secretaria Estadual de Saúde. tendo a promoção da saúde e a prevenção de agravos como eixos fundamentais do processo formativo. o agente de saúde precisa morar. na área onde desempenha suas atividades. conforme definido no plano de ação da equipe de saúde e nos protocolos de saúde pública. • desenvolver ações de promoção e de proteção e desenvolvimento da cidadania no âmbito social e da saúde. Um agente é responsável pelo acompanhamento de 150 famílias ou 750 pessoas. dirigidas aos indivíduos. a adoção de instrumentos de acompanhamento e avaliação dos resultados e o cadastramento das famílias. Entre outros requisitos. As seis competências que definem o perfil do Agente Comunitário de Saúde estão distribuídas em três âmbitos de atuação. ações de promoção da saúde visando à melhoria da qualidade de vida da população. • desenvolver. . da prevenção e do monitoramento das situações de risco ambiental e sanitário • • O programa também estimula a participação e o controle social das atividades. a gestão social das políticas públicas de saúde e o exercício do controle da sociedade sobre o setor Saúde. conforme plano de ação da equipe de saúde. ser maior de 18 anos. segundo definição territorial pré-estabelecida. integração entre a população e as equipes de saúde e do planejamento das ações. O recrutamento dos agentes é feito através de processo seletivo no município.

O ACS é monitorado pelo enfermeiro-supervisor, cujas tarefas básicas são o planejamento, a coordenação e o acompanhamento das atividades desenvolvidas dentro do Programa de Agentes Comunitários de Saúde.

Atribuições básicas dos agentes comunitários de saúde
O cadastramento das famílias; o acompanhamento de pré-natal e do crescimento e desenvolvimento de crianças de 0 a 5 anos. A orientação sobre doenças endêmicas, preservação do meio ambiente, saúde bucal, planejamento familiar, nutrição, assistência na área de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS; promoção da saúde do idoso; apoio a portadores de deficiência psicofísica, entre outros. Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis com ênfase nas suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas. Identificar os problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais a população da comunidade está exposta; Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos problemas de saúde e fatores que colocam em risco a saúde. Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância epidemiológica, nas diferentes fases do ciclo de vida; Valorizar a relação com o usuário e com a família, para a criação de vínculo de confiança, de afeto, de respeito. Realizar visitas domiciliares de acordo com o planejamento; Resolver os problemas de saúde do nível de atenção básica. Garantir acesso à continuidade do tratamento dentro de um sistema de referência e contra-referência para os casos de maior complexidade ou que necessitem de internação hospitalar. Prestar assistência integral à população descrita, respondendo à demanda de forma contínua e racionalista. Coordenar, participar de e/ou organizar grupos de educação para a saúde. Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfretamento conjunto dos problemas identificados. Fomentar a participação popular, discutindo com a comunidade conceitos de cidadania, de direitos à saúde e suas bases legais. Incentivar a formação e/ou participação ativa da comunidade nos conselho locais de saúde e no conselho Municipal de Saúde. Auxiliar na implantação do cartão Nacional de Saúde.

Atribuições específicas do Agente Comunitário de Saúde
Realizar mapeamento de sua área. Cadastrar as famílias e atualizar permanentemente esse cadastro. Identificar indivíduos famílias expostos a situações de risco. Identificar área de risco. Orientar as famílias para utilização adequada dos serviços de saúde, encaminhando-as e até agendando consultas, exames e atendimento odontológico, quando necessário. Realizar ações e atividades, no nível de suas competências, na áreas prioritárias da

Atenção Básicas; - Realizar, por meio da visita domiciliar, e acompanhamento mensal de todas as famílias sob sua responsabilidade. Estar sempre bem informado, e informar aos demais membros da equipe, sobre a situação das famílias acompanhadas, particularmente aquelas em situações de risco. Desenvolver ações de educação e vigilância à saúde, com ênfase na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Promover a educação e a mobilização comunitária, visando desenvolver ações coletivas de saneamento e melhoria do meio ambiente, entre outras. Traduzir para a ESF a dinâmica social da comunidade, suas necessidades, potencialidades e limites. Identificar parceiros e recursos existentes na comunidade que possa ser potencializados pela equipe.

Conhecimentos atuação.
Onde o ACS atua?

Geográficos

da

área/região/município

de

O ACS tem que reconhecer o território de atuação. Tem que fazer um levantamento dos dados do território que vai trabalhar.

Dados Área População número de domicílios tipos de habitação tipos de instituições econômicas (comércio, indústria) instituições culturais (teatros, bibliotecas) instituições públicas (escolas, creches, delegacias) representações da sociedade civil (associações de moradores, Conselhos de Saúde, conselhos de pais da escola, Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente) presença de organizações não-governamentais (ONGs)

Esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos, bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias.

Vamos conhecer um pouco da cidade de Ilhéus – BA.
Segundo o ultimo censo IBGE, qual é a população do município? 219.266 habitantes, é o 15º município mais populoso do interior do Nordeste e, teve como destaque um crescimento anual negativo, por conta de seu tamanho.

Qual é a localização geográfica de Ilhéus? Fica localizado na zona cacaueira, sul do Estado da Bahia com área de 1.712 quilômetros quadrados, teve sua extensão geográfica diminuída por conta do desmembramento para criação de novos municípios. Qual é o seu potencial agroclimático? Apresenta aptidão para a produção de cacau, coco-da-bahia, banana, citrus, cana-deaçúcar, mandioca, milho, etc. Sua divisão politica-administrativa é constituída por: 42 bairros (zona urbana) - Alto da Boa Vista; Alto da Esperança; Alto da Tapera; Alto da Uberlândia; Alto do Amparo; Alto do Soledade; Banco da Vitória; Barra; Basílio; Centro; Conquista; Distrito Industrial; Expansão Urbana; Expansão Urbana Norte; Expansão Urbana Sul; Hernani Sá; Iguape; Ilhéus II; Jardim Atlântico; Jardim Pontal; Jardim Savóia; Loteamento Barra Norte; Loteamento São Domingos; Malhado; Moradas do Bosque; Nelson Costa; Nossa Senhora da Vitória; Nova Brasília; Nova Esperança; Pontal; Raymundo Amaral Pacheco (Cidade Nova); Salobrinho; São Francisco; Sapetinga; Teotônio Vilela; Teresópolis; Vila Cachoeira; Vila de São Miguel; Vila Nazaré; Vivendas do Atlântico. 09 distrito/povoados, (zona rural): Aritaguá Distância: 5 km - População: 9.053 habitantes. Povoados: Sambaituba, São José, São João, Itariri, Juerana, Carobeira, Ponta da Tulha, Ponta do Ramo, Mamoã, Retiro, Aderno, Tibina, Vila Campinhos, Urucutuca e Vila Olímpio. Banco Central Distância: 65 km - População: 4.279 habitantes. Povoados: Arraiais: Três Paus, Ribeira e Visagem. Castelo Novo Distância: 35 km - População: 3.183 habitantes. Povoados: Ribeira das Pedras, Lava-Pés e Lagoa Encantada. Arraial: Parafuso. Coutos Distância: 5 km - População: 4.405 habitantes. Povoados: Santo Antônio, Rio do Engenho e Maria Jape. Arraiais: Areia Branca e Búzios. Inema Distância: 90 km - População: 3.130 habitantes. Povoados: Arraial: Água Branca.

236 habitantes. cana-de-açúcar. borracha.50. Arraial: Ribeirão Pimenta. Pimenteira Distância: 81 km . milho.População: 1.815 habitantes. café. etc. livrarias. comercio varejista.População: 5. suínos e caprinos. Comércio: lojas. Rio do Braço Distância: 29 km . 66. Jairi e Santaninha.77% da população vive com renda percapita inferior a R$ 75. • Revista impressa local. • • • • • Pecuária: criação de bovinos. • Provedor de Internet • Geradora de TV No setor cultural. o Temporária: abacaxi. Acuípe de Cima. etc. Povoados: Serrado. o Permanente: cacau.População: 15. são considerados abaixo da linha da pobreza.575 habitantes. Acuípe de Baixo. Dados econômicos: • Agricultura se subdivide em lavoura permanente e lavoura temporária. vídeos-locadora. Santana e Cascalheira.População: 5. .Japu Distância: 30 km . abacate. Quais os meios de comunicação do município? • Radio am/FM • Jornal impresso local.449 habitantes. Arraiais: Acuípe do Meio. Olivença Distância: 16 km . Povoado: Banco do Pedro. Serra das Trempes. Questões de desigualdade social: Apenas 10% da população é considerada rica pelos padrões locais. mandioca. o que o município oferece? Estádios e ginásios esportivos: 02 Museus: 04 Teatro ou salas de espetáculo: 04 Cinemas: 02 ► Todos mantidos com recursos do poder publico municipal.

escolaridade. Este plano de enfrentamento é na realidade. fonte de água para consumo. Utiliza-se.como habitação e saneamento . os . A visita domiciliar garante o vínculo e o acesso da equipe de saúde ao contexto familiar e social dos assistidos e destaca-se como uma atividade que permite acompanhar regularmente a saúde da família.Cadastramento familiar e territorial: finalidade e instrumentos O inicio das atividades da equipe do PSF é marcado pelo cadastramento da clientela. permitindo a percepção dos fatores de risco que determinarão a prioridade de intervenção das equipes. aquisição de plano de saúde O resultado final das informações coletadas no período de cadastramento é denominado diagnóstico de vida e saúde das comunidades. serviços utilizados em caso de doença.fundamental para que a equipe se organize no planejamento dos segmentos territoriais a assistir Dados socioeconômicos . meios de transporte utilizados Dados socioculturais . Esse diagnóstico deve ser construído pela equipe.sistema de coleta de lixo.religião. em conjunto com as famílias. participação em grupos comunitários Dados sobre o meio ambiente .presença de indivíduos portadores de doenças ou condições especiais. meios de comunicação utilizados. uma ficha de cadastro contendo as seguintes informações: Cadastro Dados demográficos – nome. a identificação dos fatores relacionados às condições de saúde local e da esfera onde as suas ações e de outros setores . tipo de casa. data de nascimento. no domicílio e nas dinâmicas e relacionamentos do grupo familiar. prestar ou supervisionar cuidados e identificar. ocupação. para cada família. através da elaboração de um plano para seu enfrentamento.serão necessárias. um processo de trabalho elaborado com objetivos baseados nas necessidades da comunidade e nas possibilidades da própria equipe. pois permite estabelecer as prioridades dentre os problemas detectados. processo que permite a criação de vínculos entre as equipes e as famílias. idade e sexo Endereço . tratamento de água no domicílio. destino de dejetos Dados de morbidade .

Considerar no planejamento eventuais diferenças socioculturais e educacionais r entre os profissionais e os usuários dos Serviços de Saúde. ada Durante sua realização. A realização da VD requer um profissional habilitado e com capacitação lização específica. da responsabilidade compartilhada. Usualmente saúde-doença. é necessário considerar os limites e as a possibilidades do saber específico do profissional/técnico que a executará executará. do respeito mútuo (crenças e valores relacionados ao processo saúde doença) e da construção conjunta da saúde-doença) intervenção no processo saúde venção saúde-doença. que se iniciam antes e continuam após o ato de visitar o usuário no domicílio: • • • • A execução da VD pressupõe o uso das técnicas de entrevista e de observação sistematizada. Na elaboração dos objetivos da VD. devendo ser planejada de acordo com as necessidades de cada família. favorecendo a manutenção da saúde dos integrantes da família assistida. a equipe do PSF consegue observar e identificar hábitos de vida que devem ser discutidos. a família interpreta a visita domiciliar como uma atenção diferenciada por parte do nterpreta serviço de saúde. A relação entre o profissional e o usuário deve estar pautada nos princípios da profissional participação. A visita domiciliar reúne um conjunto de ações de saúde voltadas para aspectos educativos e assistenciais.fatores que poderão auxiliar na determinação do processo saúde doença. A intervenção no processo saúde doença pode ou não ser uma ação integrante saúde-doença da VD. • • Descrição da técnica de VD Etapas da VD planejamento execução registro de dados avaliação do processo . estimulados ou desaconselhados. Os pressupostos que or orientam a VD são: Uma VD deve compreender um conjunto de ações sistematizadas.

A busca de conhecimento necessário para o sucesso da VD pode ser realizado através de leitura bibliográfica ou de outras fontes de informação. • Durante a VD. É importante considerar o itinerário. nome do(s) usuário(s). como é o caso das doenças transmissíveis. objetivos e dados coletados previamente. pois irão orientar a revisão de conhecimentos necessária para embasar a entrevista com o usuário e a observação no domicílio. endereço. • Quando chegar ao domicílio o ACS deve identificar-se (nome e função) e expressar de maneira informal. inicia-se a captação da realidade de vida e saúde do usuário e dos seus familiares através da leitura do prontuário e da troca de informações com os profissionais que já tiveram contato com algum membro da família. o profissional deve resgatar os seus objetivos e fazer uma síntese do que foi realizado para a família. para que na medida do possível as necessidades da família ali explicitadas possam ser atendidas. evitando os extremos da formalidade e da intimidade no contato com os usuários. • Após a apresentação iniciar a entrevista ou executar os procedimentos previstos. quem realizou a VD. no caso de ocorrerem interferências durante sua realização que possam prejudicar o alcance dos objetivos. A cada etapa realizada. O planejamento inicia-se com a seleção das visitas. . É importante estabelecer os objetivos da VD. com clareza os objetivos da visita de forma cordial. deve-se explicar o motivo da anotação das informações e destacar o caráter sigiloso do registro. Posteriormente. • Deve adaptar o plano da VD. Se possível. entrar em contato com o usuário antes da realização da VD para agendar a data e o horário. A execução da VD O ACS deve tomar cuidados para que a visita alcance a finalidade esperada. a fim de selecionar os dados essenciais e pertinentes aos objetivos da visita.Planejamento Um planejamento bem elaborado aumenta a possibilidade de êxito: o ACS preparado terá clareza e segurança na visita atingindo o rendimento desejável para a atividade. Executar primeiro as VDs mais rápidas e deixar por último aquelas que necessitam de um contato mais prolongado. o tempo a ser gasto em cada casa e o horário disponível do ACS e do usuário. realizar a observação sistematizada da dinâmica da família e ao término. segundo os objetivos propostos para a VD. preencher o impresso utilizado na realização da VD. que deve conter: número de cadastro da família. como consulta aos demais membros da unidade. mas. Se a VD tiver como objetivo a coleta de dados. segundo os critérios estabelecidos pela equipe de saúde.

ser iniciado com as informações colhidas. O relatório deve contemplar a avaliação da VD. cujos dados são coletados em âmbito domiciliar e em unidades básicas nas áreas cobertas pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Saúde da Família (PSF). Os cadastros de famílias e pessoas. Deve informar as necessidades da família. Enfim. deve conter uma síntese das informações coletadas. tanto as relatadas por ela. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. reproduzem as condições de moradia e saneamento. ter uma seqüência lógica.Relatório da VD O ACS. objetivo. pessoas com hipertensão. hospitalizações e óbitos ocorridos no território. Também deve registrar aspectos que precisam ser explorados no próximo contato com a família. e o acompanhamento das ações . as intervenções realizadas. o acompanhamento de crianças. por fim. diabetes. situação de saúde. das observações e das intervenções realizadas. deve elaborar um relatório sobre a VD e anexá-lo ao prontuário do usuário. que deve ser feita tendo como referência os objetivos propostos inicialmente. verificar se os pressupostos de uma VD foram contemplados. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. sintético. tuberculose e hanseníase. permitindo o mapeamento da situação sócio-sanitária e do perfil epidemiológico. que tomará as providências necessárias para dar continuidade à assistência à família. O SIAB é um sistema de informação territorializado. O SIAB elenca um grande número de indicadores. produção e composição das equipes de saúde. O relatório deve ser apresentado à equipe. O relatório deve ser claro. gestantes. fundamentando a continuidade da assistência à família. Sistema de informação da Atenção Básica (SIAB) O cadastramento proverá a alimentação do banco de dados do Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB). Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. Avaliação do processo da VD A avaliação é necessária para que a equipe estabeleça o plano operacional da assistência à família visitada e também. quanto as que foram detectadas pelo ACS. Ele é essencial para que as informações coletadas através da entrevista ou da observação sejam compartilhadas com os membros da equipe e para que não se percam ao longo do tempo. seguido das observações feitas e. para que o ACS possa fazer uma autoavaliação baseada na realização da VD. Ou seja.

A demografia é uma ciência importante para a saúde pública. entre outras razões por fornecer conceitos e medidas fundamentais sobre a saúde em sua dimensão populacional. Interpretação demográfica é a análise dos dados estatísticos com o objetivo de esclarecer questões pertinentes a uma determinada região geográfica. são tidos como estreitamente vinculados a essas condições. agregados. Interpretação demográfica Como já vimos. e alguns deles são consolidados antes de serem lançados no programa informatizado. são produzidos os relatórios de indicadores do SIAB. no momento de realização das visitas domiciliares. preenchidas mensalmente pelos agentes comunitários de saúde. produzidas mensalmente por todos os profissionais das equipes de saúde. como a fecundidade e a urbanização. Fichas de acompanhamento de grupos de risco e de problemas de saúde prioritários. bem como da esperança de vida ao nascer. procedimentos e notificações. Outros. é reconhecida como uma variável fundamental que afeta a demanda por serviços de saúde e determina necessidades de resposta desse sistema. é extremamente importante para que haja um bom trabalho em saúde coletiva o reconhecimento do território no qual a equipe de saúde atua. preenchida pelo agente comunitário de saúde (ACS) no momento do cadastramento das famílias. A estrutura etária da população.de saúde desenvolvidas. bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias. Os dados gerados através das fichas de coleta são. por outro lado. assim como a avaliação do alcance das metas programadas. Fichas de registro de atividades. sendo atualizada permanentemente. a satisfação da equipe de saúde da família e dos usuários e alterações efetivas no modelo assistencial. Uma vez processados os dados. mas não se trata apenas de coletar informações. cujo objetivo é estabelecer uma linha de atuação específica para a área analisada. . em grande parte. esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos. com maior ou menor grau de complexidade técnica. Os principais instrumentos de coleta do SIAB Ficha de cadastro das famílias e levantamento de dados sócio-sanitários. Alguns indicadores demográficos são usualmente analisados como indicadores imediatos das condições de saúde: é o caso da mortalidade geral e infantil.

denominado território sanitário ou distrito sanitário. como organização administrativa voltada para a mudança das práticas sanitárias. O território é mais do que simplesmente o espaço físico. e seu objeto. normalmente coincide com o espaço de um município. contribuindo para a facilitação de uma ação intersetorial. ou seja a delimitação geográfica. em oposição à morte precoce dos indivíduos que a compõem. obedecendo à lógica político-administrativa do mesmo. A partir de delimitação do Território da área de abrangência de cada Unidade Básica de Saúde da Família será possível identificar os principais problemas de saúde que afetam a comunidade. A Territorialização é um dos princípios básicos do atendimento e da organização do processo de trabalho em Saúde da Família. é o território econômico. A lógica de sua estruturação é a constatação de barreiras geográficas impeditivas de uma livre circulação. político. micro-área e área de abrangência Territorialização Uma das questões fundamentais para o entendimento do processo saúdedoença é o conhecimento do território em suas singularidades. uma vez que o distrito sanitário institui-se. similarmente ao distrito sanitário// território político-administrativo está definido com base em critérios administrativos e assistenciais. analisar e compreender os principais agravos da população. uma vez que há uma unidade de . Área de abrangência Área de abrangência é um determinado território ou espaço físico delimitado em que atua uma unidade ambulatorial de saúde e delimita-se em função do fluxo e contra fluxo de trabalhadores de saúde e da população num determinado espaço físico. pois diz respeito à compreensão do espaço de atuação dos profissionais de saúde da família. Conceito de territorialização. a vantagem da possibilitação de uma integração da autoridade sanitária com responsáveis por outros setores. O território que diz respeito à saúde. permitindo elaborar diagnóstico e avaliação permanentes. nesse espaço. dentre outras. cultural e epidemiológico. A coincidência dos distritos sanitários com territórios político-administrativos previamente delimitados apresenta. Importam a dimensão dos recursos existentes para uma dada população e a distância-tempo de demanda da população ao ambulatório. bem como da dinâmica social e sanitária. bem como planejar e desenvolver ações de saúde coerentes com a realidade vivida por essa população. A disciplina que subsidia a delimitação deste território é o planejamento urbano e seu objeto é o administrativoassistencial. O critério de delimitação da área de abrangência é a geografia humana.A compreensão demográfica da saúde está relacionada com a maior sobrevida do conjunto de uma população. e como prolongamento progressivo do número de anos vividos.

mas. da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. Ou seja. A disciplina central para a caracterização da micro-área é a epidemiologia. tendendo. com a realização da grande campanha de vacinação realizada em 2008. infestans. ao contrário. através de operações direcionadas à superação dos problemas críticos identificados pela equipe de PSF. Micro-Área A micro-área é uma subdivisão da área de abrangência. a identificação de espaços onde se concentram grupos populacionais mais ou menos homogêneos de acordo com suas condições objetivas de existência.268 e de 5. com apoio da economia. Dessa maneira. a partir de 2000. de forma contínua. e da transmissão vetorial doença da Chagas pelo T. os recursos e serviços disponíveis na área de abrangência são investidos. Indicadores epidemiológicos A vigilância epidemiológica no Brasil Conforme informações do site do Ministério da Saúde: “O Brasil coleciona vitórias importantes na saúde coletiva. também. na intervenção continuada no espaço das micro-áreas onde se concentram os problemas de saúde. as doenças imunopreveníveis vêm tendo uma redução de casos e mortes de 153 mil casos para 1. Esse território está próximo ao conceito de “áreas homogêneas de risco”. da sociologia e da antropologia. a interrupção da circulação autóctone do vírus do sarampo. a discriminarem-se de forma negativa naquele espaço. . desde 1980.direção no nível da unidade ambulatorial com autoridade sanitária sobre seu território e uma população adscrita que deve receber serviços de saúde dessa unidade e com ela interagir. impõe-se na medida em que os problemas de saúde não se distribuem de forma simétrica na área de abrangência. na identificação e análise das condições de vida e saúde e dos distintos grupos populacionais. A micro-área é definida segundo a lógica da homogeneidade socioeconômicosanitária. da raiva humana transmitida por animais domésticos e. A Micro-área é o espaço privilegiado para o enfrentamento dos problemas de saúde. isto é. No conjunto.500 para 140 óbitos. poder-se-á atuar sobre as causas dos problemas através de operações de discriminação positiva. um espaço de organização básica da prática da atenção à demanda. A área de abrangência é um território de determinação da co-responsabilidade pela saúde naquele espaço entre população e serviço. Há boas perspectivas de eliminação do tétano neonatal. como a erradicação da poliomielite desde 1989. preferencialmente.

o país tem uma epidemia estabilizada desde o ano de 2000. ou sujeitos portadores de uma condição relacionada à saúde) e o conjunto de membros da população. no período de 2005 a 2007.9% da transmissão da malária no Brasil. a qualquer momento. surgiram os serviços de vigilância epidemiológica. implementação e avaliação das ações de prevenção e controle de doenças e agravos. com o fim de recomendar oportunamente. No Norte e Nordeste. relacionadas ao controle e prevenção de doenças. cujo objetivo é desenvolver atividades de coleta e análise de dados. bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes. as medidas a serem aplicadas ao ambiente e aos doentes ou às pessoas em risco de adoecer. principalmente nas regiões Sul. a vigilância epidemiológica é "o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer. Os indicadores epidemiológicos expressam a relação entre o subconjunto de doentes (ou óbitos por uma dada doença. a definição de prioridades e a organização dos serviços e ações de saúde. Com o acesso à terapia antiretroviral. as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas doenças". estima-se que mais de 1. constitui a expressão mais geral e simplificada do risco. passando de 603.SVS define normas e procedimentos técnicos e diretrizes operacionais. Apesar de o Brasil ter cerca de um terço de todas as pessoas com HIV da América Latina. assim. sobre bases firmes. A Secretaria de Vigilância em Saúde . O acesso universal à terapia anti-retroviral no país é responsável pela diminuição da taxa de mortalidade de 9. o comportamento ou história natural das doenças.026 para 457. No âmbito do SNVE.080/90). a tendência é de crescimento. pudessem ser atualizadas constantemente. Objetiva o estabelecimento de sistemas de informação e análises que permitam o monitoramento do quadro sanitário do país e subsidiem a formulação.Outro avanço é a redução de 24% de casos de malária na Amazônia Legal. Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.6 em 1996 para 6 por 100mil habitantes em 2005. ou seja. Sudeste e Centro-Oeste.3 milhão de internações foram evitadas no período de 1997 a 2007”. Em relação à Aids. Para que as informações necessárias à adoção de medidas pertinentes.466 casos na região que concentra 99. o acesso aos serviços de prevenção e o tratamento adequado possibilitaram a estabilização da epidemia. Esta relação equivale ao cálculo da probabilidade de uma ocorrência. determinando. a Secretaria de Vigilância em Saúde . Também promove a cooperação técnica com organismos internacionais correlatos. . além de promover a cooperação técnica e assessorar as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.SVS trabalha para a promoção e disseminação do uso da metodologia epidemiológica em todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS).

com clara localização espacial. (TAXA) Microindicadores – aqueles que tomam como denominador qualquer dos subconjuntos hierarquicamente inferiores a P. intervalo de tempo e abrangência do estudo ê = º çã ç × 10 . (COEFICIENTE) Indicadores Epidemiológicos Mortalidade = O/P Incidência (e prevalência) de doença = D/P Incidência (e prevalência) de infecção = I/P Patogenicidade = D/I Virulência = G/D Letalidade = O/D Morbidade Refere-se a uma população predefinida.Subconjuntos da morbimortalidade P E I D G O P – Base Populacional do Risco E – Subconjunto de Exposição I – Subconjunto de Infectados D – Subconjunto da Doença G – Subconjunto de casos Graves O – Subconjunto de Óbitos Indicadores Epidemiológicos Macroindicadores – aqueles cujos denominadores se referem à base populacional plena P.

semana. doentes em uma determinada população. Para efeito de estudo comparativo de incidência de doenças numa mesma população em épocas diferentes. º = × Relação entre Prevalência e Incidência A prevalência P varia proporcionalmente com o produto da incidência I pela duração D. dia. É um indicador de morbidade. usa se o coeficiente de incidência. Mortalidade Quocientes entre freqüências absolu ientes absolutas de óbitos e número de sujeitos expostos ao risco de morrer = O/P postos = = = Taxa de Mortalidade Geral (TMG) Taxa de Mortalidade Específica (TMG) . º ê = ç çã × Incidência Significa a ocorrência de casos novos relacionados à unidade de intervalo de ignifica tempo. usa-se º ê = çã ç ç × Coeficiente de Ataque Incidência referida a uma população específica ou a um grupo bem definido de pessoas. limitadas a um período de tempo de dias ou semanas e localizadas em uma área restrita. mês ou ano É a intensidade com que estão surgindo novos ano. ou em populações diversas numa mesma época.Prevalência escreve Descreve a força com que subsistem as doenças na coletividade.

calculados com base na expectativa de mortalidade acumulada em toda a escala etária. Anos de Vida Perdidos por Incapacidade (AVPI) – metodologia destinada a medir a carga global de doença. A razão entre o número de óbitos devidos a determinada patologia e o total de pessoas que foram realmente acometidos pela doença. . Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população A informação é fundamental para a democratização da Saúde e o aprimoramento de sua gestão. em uma determinada área.Coeficiente de Mortalidade Infantil de CMI – é calculado dividindo se o número de óbitos de crianças menores de um dividindo-se ano pelos nascidos vivos naquele ano. Mortalidade Pós-neonatal = óbitos entre 28 dias de nascimento e 1 ano de neonatal vida. Indicadores compostos Anos de Vida Ajustados por Qualidade de Vida (AVAQ) – conceito de qualidade de vida ligada à saúde. condições socioeconômicas da região onde ocorre. é essencial para a tro descentralização das atividades de saúde e viabilização e controle social sobre a utilização dos recursos disponíveis. Esperança de vida Indicadores de duração média da vida. Designa o número médio de anos que ainda restam para serem vividos pelos indivíduos que sobrevivem até a idade considerada. dentro de diretrizes tecnológicas adequadas. considerando-se as variáveis se variáveis: idade. Coeficiente de Letalidade Permite avaliar a gravidade de uma d doença. Mortalidade Neonatal = óbitos com menos de 28 dias de nascimento. A informatização das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS). e o resultado é multiplicado por 1000. sexo. pressupondo se que as pressupondo-se probabilidades de morte que serviram para o cálculo continuem as mesmas.

para que a vigilância epidemiológica possa propor ações de prevenção e controle a partir do estudo do comportamento das doenças e agravos à população. além de assustar a população. são ordenadas em ordem de ocorrência e separadas por mês. escolas. quadros e tabelas. Geralmente. procurando estabelecer as relações causais. DATASUS O DATASUS disponibiliza informações que poderão servir de subsídios para: análise objetiva da situação sanitária. imprensa. pois muitas vezes sua divulgação. presídios e indústrias) as informações relevantes que possam colaborar na identificação de situações de risco. divulgação de informações sobre precauções para transmissão de doenças.Entretanto. Sua realização permite que os responsáveis pela vigilância epidemiológica relacionem os determinantes de doenças e agravos. Os dados podem ser agrupados como demográficos e ambientais. As campanhas de vacinação. Análise dos dados Busca interpretar as informações coletadas. A mensuração do estado de saúde da população é usual em saúde pública . a campanha de controle do diabetes. agravos e epidemias devem ser consideradas somente após prévia investigação para confirmar ou descartar o caso. estado e país. Processamento dos dados Significa reunir todos os dados coletados e agrupá-los de acordo com seu grau de importância e relevância. controle do ambiente. as campanhas educativas disseminadas pela televisão e na escola. unidade que notificou a suspeita do caso e região do município. tratamento dos doentes. por meio dos indicadores de saúde. bairro de moradia do doente. de morbidade e mortalidade. tomada de decisões baseadas em evidências e programação de ações de saúde. serviços de saúde. As informações obtidas sobre casos de doenças. etc. Recomendação de medidas de controle e prevenção Aponta que precauções podem ser recomendadas no controle e prevenção da ocorrência da doença. para permitirem melhor visualização dos problemas e seus determinantes. Avaliação da eficácia das medidas É a análise dos resultados das ações. visando identificar se as metas propostas foram alcançadas e avaliar seu impacto na saúde coletiva. As informações são organizadas em gráficos. creches. Promoção das ações de controle e prevenção Consiste em planejar e executar ações como vacinações. tem origem duvidosa. é importante seguir algumas etapas: Coleta de dados Consiste em buscar junto às fontes de dados (população.

Com os avanços no controle das doenças infecciosas - informações epidemiológicas e morbidade - e com a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus determinantes populacionais, a análise da situação sanitária passou a incorporar outras dimensões do estado de saúde. Dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços, qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais passaram a ser medidas utilizadas na construção de indicadores de saúde, que geram informações relevantes para a quantificação e a avaliação das informações em saúde. O DATASUS também divulga informações sobre assistência a saúde da população, os cadastros (rede assistencial) das redes hospitalares e ambulatoriais, o cadastro dos estabelecimentos de saúde, além de informações sobre recursos financeiros e informações demográficas e socioeconômicas. Cadernos de Informações de Saúde Os cadernos de Informações de Saúde consistem de planilhas contendo indicadores disponibilizados pelas diversas bases de dados do Ministério da Saúde.

Critérios operacionais para definição de prioridades: indicadores sócio-econômicos, culturais epidemiológicos.
Indicadores sócio-econômicos São oito indicadores que subdividem-se em duas categorias: dois deles tem caráter demográfico e seis tem caráter sócio-econômico.

Demográficos Densidade (hab/área urbanizada) Distribuição por faixa etária

Sócio-econômicos Renda média (salários mínimos) Taxa de emprego (E/P) Distribuição da população por faixas salariais (SM) Padrão residencial (vertical/horizontal) Empregos por setor de atividade Escolaridade
Indicadores Epidemiológicos O objetivo da epidemiologia é produzir conhecimento capaz de promover a saúde individual através do alcance coletivo. É através dos dados referentes a morte,

doença, fatores de degradação entre outros que estabelece-se o controle e a prevenção. Conforme já vimos são indicadores epidemiológicos: a morbidade, a mortalidade, a incidência, a prevalência, a letalidade, a patogenidade e a virulência.

Conceitos de eficácia, eficiência e efetividade em saúde coletiva
A situação da Saúde do município deve ser analisada por meio dos indicadores de gastos considerando a efetividade, eficiência e eficácia do planejamento dos gastos em saúde. Desta forma, os reflexos serão observados nos indicadores epidemiológicos e nos aspectos já apontados das ações desenvolvidas no campo da saúde coletiva. A efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos. Tratando-se de programas sociais, diria respeito à implementação e ao aprimoramento de objetivos, independentemente das insuficiências de orientação e das falhas de especificação rigorosa dos objetivos iniciais declarados do programa. Os programas ou as organizações são efetivos quando seus critérios decisórios e suas realizações apontam para a permanência, estruturam objetivos verdadeiros e constroem regras de conduta confiáveis e dotadas de credibilidade para quem integra a organização e para seu ambiente de atuação. A eficiência traduz a competência para se produzir resultados com gasto mínimo de recursos e esforços, dados que, por sua vez, remetem à avaliação para considerações de benefício e custo dos programas sociais, ou seja, os investimentos que foram mobilizados devem produzir os efeitos desejados. A eficácia diz respeito às condições controladas e aos resultados desejados em contrapartida aos esforços depreendidos. Programas sociais regem-se, também, por objetivos de eficácia, uma vez que, se espera que os investimentos que mobilizam devem produzir os efeitos desejados. Entendemos que os programas sociais serão eficazes somente se forem antes efetivos e eficientes, pois os objetivos pretendidos destes também são estruturados pela condução e objetivos efetivos dos programas.

Estratégia de avaliação instrumentos e técnicas

em

saúde:

conceitos,

tipos,

Como já estudamos anteriormente no capítulo “Indicadores epidemiológicos” e “Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população”, para o planejamento eficaz de ações de prevenção e controle de doenças e agravos, é importante conhecer o perfil dos problemas de saúde da população assistida e das doenças apresentadas.

É necessário que o estudo de dados estatísticos referentes as doen doenças que mais acometem a população, das que mais matam e quantas pessoas morrem. Para o conhecimento de aspectos de saúde não diretamente observáveis foram criados os indicadores de saúde, que representam e tentam aferir os aspectos normalmente não percebidos. Dentre outros importantes componentes da estrutura de assistência à os. população, esses indicadores orientarão o processo de planejamento em saúde, a organização dos serviços de atenção e a determinação do número de leitos hospitalares necessários para de determinada região. Vimos que a morbidade refere se ao comportamento das doenças numa refere-se população exposta ao adoecimento. Seus índices permitem conhecer que doenças existem habitualmente na área, no período e na população estudada (prevalência), e quais os novos casos das doenças na mesma área, período e população (incidência). vos Assim, a quantidade de casos de uma doença também permite estimar sua , importância para aquela população. Estão relacionados à morbidade os termos: surto, endemia, epidemia e pandemia. Surto é um aumento repentino do número de casos, dentro de limites muito restritos, como uma série de casos de rubéola em uma creche, vários indivíduos com conjuntivite em um quartel ou vários bebês com infecção respiratória em um berçário de hospital. Também pode ser assim considerado o aumento do número de casos de bém uma doença em uma área específica, considerada livre da mesma. Por exemplo, um único caso de poliomielite no Brasil seria suficiente para configurar um surto; número de casos controlados em determinada Endemia é a ocorrência de certo n região; Epidemia é o aumento do número de casos de determinada doença, muito acima do esperado e não delimitado a uma região; Pandemia Compreende um número de casos de doença acima do esperado, sem ompreende respeitar limites entre países ou continentes.Os exemplos mais atuais são a AIDS e a ites tuberculose. Mortalidade A mortalidade é definida como a relação entre o número de óbitos e o número de pessoas expostas ao risco de morrer. Dados esses que podem ser agrupados por características como sexo, idade, estado civil, causa aracterísticas lugar, condição, dentre outras. Os óbitos ocorridos podem estar classificados segundo a as associação de duas ou mais dessas características. Letalidade Permite conhecer a gravidade de uma doença, considerando-se seu maior ou menor poder para causar a morte. A determinação da letalidade de certas doenças permite avaliar a eficácia de estratégias e terapias implementadas.

flexíveis em função dos contextos estaduais. com indicação da continuidade da atenção. revisão dos processos de formação. as condições socioeconômicas e sanitárias locais. recuperação e reabilitação) dirigidos aos problemas mais freqüentes do estado de saúde da população. muitas vezes. satisfação do usuário e do trabalhador. humanização do cuidado. Se há muitos óbitos causados pelo sarampo. Como desafios institucionais para expandir e qualificar a atenção básica no contexto brasileiro destaca-se: a expansão e estruturação de uma rede unidades básicas de saúde que permitam a atuação das equipes na proposta da saúde da família. índices e coeficientes. municipais e locais. prevenção. educação em saúde com ênfase na educação permanente das equipes. equidade. supervisão das equipes. eles são calculados. monitoramento e avaliação da atenção básica. e expressos em porcentagens. ações articuladas com as instituições formadoras para promover mudanças na graduação e pós-graduação dos profissionais de saúde. uso das informações para a tomada de decisão. a contínua revisão dos processos de trabalho das equipes de saúde da família com reforço as estruturas gerenciais nos municípios e estados. incluindo aí a articulação com os demais níveis de atenção. outros. a institucionalização de processos de acompanhamento. por meio de taxas. a definição de mecanismos de financiamento que contribuam para a redução das desigualdades regionais e para uma melhor proporcionalidade entre os três níveis de atenção. supervisão regional. supervisão dos municípios. Conceitos e critérios de qualidade da atenção à saúde: acessibilidade. Para que se possa avaliar o significado dos indicadores e compará-los frente a populações diferentes sem que haja distorção das informações. ações que visem o fortalecimento das estruturas gerenciais nos municípios e estados com vistas a: programação da atenção básica. Traduzem. pois estão intimamente relacionados com as condições de vida e saúde da população. coordenações e gestores. a elaboração de protocolos assistenciais integrados (promoção. . conforme já vimos em outros capítulos. sob a lógica da regionalização. isto significa que as crianças não estão tendo acesso à estratégia de vacinação ou que a vacina não está desempenhando adequadamente seu papel na proteção à saúde. espera-se que a vacina anti-sarampo reduza o número de complicações e óbitos decorrentes da doença.Por exemplo. de modo a responder aos desafios postos pela expansão e qualificação da atenção básica.

controle. o fenômeno da subnotificação. . Co-financiar as ações de atenção básica. A notificação é essencial para o efetivo conhecimento da realidade vivida pela população assistida. unidades básicas de saúde e hospitais representam importantes fontes de informação para a realização da vigilância epidemiológica. Propor mecanismos para a programação. Alimentar os sistemas de informação. Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território. Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento (gestão e gerência). assim. Co-financiar o sistema de atenção básica. regulação e avaliação da atenção básica. em virtude de prestarem assistência direta à maioria da população. Estadual Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território. Ocorre subnotificação quando o número de registros de ocorrência de casos de doenças é menor do que o realmente ocorrido. sendo importante seu registro e divulgação. Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão. Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção básica em seu território.Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica Federal Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica. Municipal Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território. Regular as relações inter-municipais. Este contato direto com a população faz com que realizem com maior freqüência a notificação. bem como para a adoção de medidas de intervenção pertinentes. provocando. feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão. Sistema de informação em saúde Os ambulatórios. Isso impede ou atrasa o poder público nas decisões referentes ao atendimento às reais necessidades da população. Notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde. Contratualizar o trabalho em atenção básica. Ordenar a formação de recursos humanos. Co-financiar as ações de atenção básica. Infelizmente muitos profissionais não dão a devida importância a essa prática na determinação das condições sanitárias populacionais. Manter as bases de dados nacionais.

Ao se omitirem criam dados positivos falsos deixando de contribuir com o planejamento das atividades de educação continuada das equipes. é freqüente o fato de que muitos profissionais de saúde deixam de notificar os acidentes de trabalho. por exemplo. dentre os quais se destacam: Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) reúne os dados relativos aos óbitos ocorridos. gerando doença e morte. O banco de dados pode ser alimentado por outras fontes e documentos como boletins de produção ambulatorial. Outras importantes fontes de dados e de notificação são os sistemas nacionais de informação. é atualmente constituída apenas por doenças transmissíveis. por exemplo) e do recém- . o que é bastante questionável. como por exemplo a suspensão de um serviço ou programa de saúde que na realidade ainda é necessário. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) permite conhecer quantas crianças nascem por ano e por região. por parte dos profissionais ou a população. declarações de nascidos vivos. sendo fundamentais para a determinação das prioridades assistenciais.existem outros sistemas de informações de interesse para a vigilância epidemiológica. Alimentado pelos atestados de óbito emitidos. Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) que reúne todas as informações relativas aos agravos de notificação. Na ausência. foi criada uma lista de doenças de notificação obrigatória em todo o território nacional. alimentado pelas notificações compulsórias . Da mesma forma. causa e outras informações – variáveis de acordo com o interesse da consulta. prontuários dos clientes ou autorizações para internação hospitalar. Estados e municípios podem incluir novas doenças na lista. das notificações das doenças ou agravos aos serviços de saúde (centros ou postos de saúde) criam-se falsas expectativas de diminuição de casos de doença ou acidente o que pode causar sérios danos. para isso devem estar presente os pressupostos que permitem o uso desta prerrogativa que são: estarem claramente definidos os objetivos da notificação. em vista do crescente aumento do número de pessoas acometidas por doenças crônicas não-transmissíveis e provocadas por causas externas. os instrumentos e o fluxo de informação. Tais documentos irão contribuir para a avaliação de alguns indicadores de saúde da população. atestados de óbito. A lista de doenças de notificação compulsória. sexo. lista esta que deve ser periodicamente atualizada.Com o objetivo de sanar as falhas causadas pela ausência de notificação de doenças de grande impacto coletivo. possibilita o conhecimento da distribuição dos óbitos por faixa etária. bem como as características ligadas à saúde da mãe (idade gestacional.

assume importância na vigilância sobre a obesidade. como. Permite. É alimentado principalmente pelos dados contidos nas autorizações de internações hospitalares e pelos relatos contidos nos prontuários dos pacientes. idosos e portadores de . o analfabetismo ou a escolarização insuficiente. liberdade e segurança. esse sistema destina-se a reunir informações acerca das atividades desempenhadas em nível de atenção básica. mulheres. principal fonte de notificação dos serviços de epidemiologia locais. verificar se todos os atendidos em um ambulatório são moradores da região. seja em unidades básicas de saúde. pois muitos doentes hospitalizados não chegam a ser assistidos nas unidades básicas de saúde. As informações disponíveis possibilitam constatar a ocorrência de desnutrição e sua distribuição. Com o aumento dos casos de doenças não-transmissíveis. a determinação de medidas que controlem e previnam sua ocorrência. adolescentes. analfabetismo. auxiliando na determinação das prioridades e avaliação do que já foi feito pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde (PSF e PACS). Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) permite conhecer o perfil das condições nutricionais. Situações de violência São situações de carência ou negação dos valores humanos fundamentais como vida. Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) reúne as informações obtidas com os atendimentos ambulatoriais. seja em hospitais. É importantíssimo para a definição do perfil epidemiológico da população assistida. assim. Trata-se de um problema social de grande dimensão. indicando a falta de serviços voltados para o atendimento das necessidades dos moradores que se deslocam de muito longe para obter serviços de saúde. a falta de moradia. Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB) criado mais recentemente. desemprego. o desemprego. especialmente aqueles de maior vulnerabilidade: crianças. Relações excludentes – são situações que geram ou perpetuam a exclusão social. entre outros dados. Sistema de Informações Hospitalares (SIH) reúne informações sobre a assistência prestada pelos hospitais. ausência ou insuficiência de infra-estrutura básica. infância desprotegida. processos migratórios. atingindo de forma continuada.nascido (presença de malformações congênitas ao nascer). apontando que necessidades assistenciais devem ser atendidas na região dos nascimentos para melhorar a qualidade da assistência pré-natal e à criança. permitindo. É utilizado para medir o impacto das ações básicas desenvolvidas. Condições de risco social: violência. outros. fator determinante de risco cardiovascular. dentre outras.

ameaças ou induções. adulto ou idoso sem condições de defesa por um indivíduo que faz uso de seu poder físico ou hierárquico superior. demandam atitudes agressivas e coletivas para seu enfrentamento por parte dos jovens. segurança. com ou sem penetração penetração. a falta de : oportunidades. Estes atos são impostos através de violência física. lazer e alimentação. Violência sexual: a violência sexual se caracteriza por atos dessa na : natureza impostos a uma criança. adolescente. a decadência da estrutura familiar entre outros fatores. da cidadania e da vida humana. das representações culturais. A violência doméstica se distingue da familiar por incluir outros membros do grupo sem relação parental. enfrentamento Violência Doméstica: a violência doméstica pode ser definida como uma forma d : doméstica de violação dos direitos essenciais da pessoa no âmbito familiar. educação. Este tipo de abuso inclui tipo desde práticas que não envolvam contato sexual às diferentes formas onde este ocorre. aos portadores de deficiências sexual Situações de violência urbana doméstica exclusão social Violência Urbana: o crescimento desenfreado das grandes cidades. A vulnerabilidade designa grupos que tem cotidianamente seus direitos humanos violados: saúde. moradia. Esta situação pode ser exem exemplificada pela permanência de grupo nas ruas ou em condições sub humanas de moradia. do trabalho. . Exclusão social: é definida como a ruptura de vinculo nas dimensões sócio : sócio-familiar. que membros convivam no espaço doméstico.deficiência/necessidades especiais.

Estrutural de resistência Violência cultural de delinquência Violência estrutural: aquela que advém da conduta política do Estado e seus : governantes a privilegiarem alguns grupos em detrimento de outros. Violência cultural: esta impressa na cultura de um povo. Promoção de saúde conceitos e estratégias úde A promoção da saúde é o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua própria qualidade de vida e saúde. religião. determinando as desigualdades e produzindo a exclusão. patrimônio. delinqüência: s como no crime contra o patrimôn roubo. Amplia Amplia-se a concepção de saúde referindo referindo-se . interferindo no processo através do aumento de sua participação. participação como forma de tentar alterar ou minimizar as condições de risco de todos os tipos de violência que possam influir na comunidade. machismo. Violência de delinqüência expressa nas formas mais visíveis ao senso comum. homossexuais. É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio ou suporte. entre outros). sem terra. entre outros. assalto. (racismo. Violência de resistência: manifestada pelos grupos oprimidos e subjugados como : manifestada resposta a violência estrutural e cultural sofrida (negros. Desta forma a população deixa de ser apenas o alvo dos programas. nos seus preconceitos e : valores. passando a assumir uma posição atuante na definição dos problemas a serem enfrentados. entre outros).

trabalhando em prol da promoção de saúde. Criação de ambientes favoráveis à saúde. fortalece a concentração de riquezas e diminui o investimento em áreas sociais. ou seja. aquelas que não tem nem mesmo como se deslocar em busca de atendimento. As maiores vítimas da escassez de recursos endereçados a saúde são justamente as famílias mais carentes. Principais problemas de saúde da população e recursos existentes para o enfrentamento dos problemas. 4. como a saúde e a educação. Elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis. Estratégias 1. Porque então a dificuldade de atingir e sanar as questões de saúde? Os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde. 3. Apesar da política pública de saúde buscar avanços no Brasil. para levar assitencia à saúde tanto aos locais mais distantes da zona rural quanto aos mais pobres recantos das periferias urbanas. pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos. sem dúvida. também. mas. Outro problema é a heterogeneidade de gastos. Reorientação dos sistemas e serviços de saúde. 2. Desenvolvimento de habilidades pessoais. buscando a prevenção com o objetivo de desafogar os centros de referência de saúde pública que passarão dedicar seus esforços para os casos mais graves. principalmente pelas prefeituras. B e C) que estudaremos no momento oportuno. O PACS e o PSF tem a imensa missão de minorarem as questões de saúde a nível local. Doenças preveníveis mediante vacinação Hepatite B Apenas para efeito de informação existem outros tipos de hepatite (A. prejudicando os Estados e os municípios.não apenas aos seus determinantes. Um grande esforço que tende a melhorar as condições da saúde publica está sendo feito. à possibilidade de intervenções que extrapolam o setor saúde. Esse modelo gera. Reforço para a ação comunitária. o modelo econômico adotado atua no sentido inverso. . inúmeras dificuldades para o alcance da qualidade de vida das pessoas. que têm orçamentos mais generosos. 5.

a água e os alimentos contaminados com fezes de doentes ou portadores (assim considerados aqueles indivíduos cujo intervalo de tempo após a infecção situa-se entre uma a sete semanas) também são formas de transmissão do polivírus. por contato direto de pessoa a pessoa. A transmissão vertical se verifica.se a dimensão dos problemas sociais e de saúde que envolve o dependente químico e seus familiares. das quais a primeira é a mais freqüente. Após a notificação de um caso suspeito ou confirmado. A transmissão acontece principalmente.O agente infeccioso da doença é o vírus HBV. icterícia. Entretanto. no período perinatal.transfusão de sangue e seus derivados – quando fora da recomendação técnica -. também chamada de paralisia infantil. Os sinais e sintomas característicos são mal-estar. imediatamente devem ser tomadas providências de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. durante o parto. deficiência motora. II e III. uso de seringas e agulhas compartilhadas . sobretudo. que infecta o homem. O doente apresenta. secreção vaginal e saliva) de doente ou portador. sintomáticas ou graves. sendo a boca a principal porta de entrada dos vírus. os membros inferiores. Não há tratamento específico após a instalação do quadro de poliomielite. sobretudo. aumento do fígado (hepatomegalia). Poliomielite A poliomielite. vários municípios possuem serviços ou equipes especializadas para o atendimento dessas pessoas. Diversas situações possibilitam a transmissão do vírus. pode ser causada por três tipos de poliovírus: I. Nestes casos. e que nesta orientação seja reforçada a necessidade do uso de preservativos durante a relação sexual e os riscos inerentes ao uso de seringas compartilhadas – especificamente para os usuários de drogas injetáveis. seu reservatório natural. fezes esbranquiçadas (acolia). Considerando. A infecção pelo HBV pode apresentar formas assintomáticas. é . procedimentos odontológicos. sendo afetados. em contato com o sangue e outros fluidos corpóreos (como sêmen. febre. urina escurecida (colúria) e aumento do baço (esplenomegalia). A transmissão ocorre por meio de solução de continuidade da pele e/ou mucosas. além de febre e flacidez muscular assimétrica. cefaléia. A transmissão oral ocorre através das gotículas de muco da orofaringe expelidas pela tosse. cirúrgicos e de hemodiálise quando não respeitadas as normas de biossegurança. náuseas e vômitos. fala ou espirro. É importante que a população seja esclarecida em relação à doença. subitamente.no caso de usuários de drogas . ocorrendo também dor abdominal. tais como relação sexual.

A imunidade é conferida pela aplicação de vacina contendo o toxóide tetânico em suas diversas formas de apresentação: tríplice bacteriana (DTP). além das mulheres em idade fértil e das crianças. contaminado com terra. sobretudo do tipo perfurante. relativamente comum em países subdesenvolvidos . A transmissão ocorre pela introdução dos esporos do agente patogênico em um ferimento. médica. Tétano neonatal Também conhecido como “mal de sete dias”. os acometidos pela paralisia infantil e seus familiares necessitam de acompanhamento rotineiro da equipe de saúde.importante detectar a doença precocemente. não contagiosa. o solo ou qualquer objeto perfurocortante contendo os esporos. . incluindo a vacina contra o tétano. dupla infantil (DT) ou toxóide tetânico (TT). porém os indivíduos maiores de 45 anos estão mais expostos por estarem muitas vezes com a vacinação incompleta ou por nunca terem sido vacinados. atenção ao estado vacinal de indivíduos adultos e idosos. possibilitando um atendimento integral e de acordo com suas reais necessidades. Seu agente etiológico é o Clostridium tetani. A susceptibilidade é geral. moeda ou cinzeiros. sobretudo pela precariedade ou ausência de acompanhamento pré-natal. indiscriminadamente.nos quais a cobertura vacinal é baixa. dupla adulto (dT). um bacilo anaeróbio cujo reservatório é o trato intestinal do homem e de animais. Tétano O tétano é uma doença infecciosa aguda. quando de sua manipulação são utilizados instrumentos ou substâncias impróprias como teia de aranha. De maneira geral. podendo também ser causado por queimaduras e ferimentos necrosados. todos estão predispostos à contaminação pelo tétano. Uma gestante não vacinada não possui anticorpos maternos para transferir ao filho. psicologia. sua ocorrência é maior em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. fisioterapia. poeira e fezes de animais. Por isso. impossibilitando o controle vacinal da gestante. terapia ocupacional e nutrição). A infecção ocorre pela contaminação do coto umbilical com o bacilo tetânico. com atuação de profissionais de várias áreas (enfermagem. tornando-o susceptível à doença após o nascimento. pois além da implementação de medidas de vigilância epidemiológica torna-se imprescindível uma rápida intervenção para que o doente tenha o suporte necessário para evitar maiores danos.

no caso das crianças. Visando o controle da doença. cujo único reservatório é o homem. eliminadas pela tosse. A paralisia da musculatura da respiração pode levar a criança a óbito. atividade e excitação. • paroxística . Faz-se necessário que a família seja esclarecida para manter precauções respiratórias especialmente na fase catarral. • convalescência . Para o adequado controle da doença é importante que as mulheres em idade fértil estejam com a imunização contra o tétano atualizada e que o atendimento pré-natal seja garantido a todas as gestantes Coqueluche A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis. como a bronquite. . a mãe do recém-nascido deve ser encaminhada para receber vacinação. a vacinação deve ser realizada em todos os indivíduos susceptíveis.apresenta tosse seca “comprida”. A coqueluche evolui em três fases: • catarral . tosse e expectoração de muco claro e viscoso. espirro ou fala. devem ser observadas durante 14 dias. Outras orientações relacionam-se ao controle dos fatores que favorecem os acessos de tosse. o que pode ajudar a diminuição do número de episódios de tosse paroxística. conforme a rotina da rede básica de saúde. Os cuidados adotados com os doentes incluem repouso e hidratação.os episódios de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum (dura de uma a três semanas). através de secreções da nasofaringe. de acordo com a posição do doente. fumaça de cigarros. por exemplo. tronco e abdome. Após a notificação de um caso de tétano neonatal. não existindo portadores crônicos assintomáticos. Crianças expostas ao risco de adoecimento. devido à rigidez. acompanhada de um ruído característico (“guincho”) e seguida não raramente de vômitos (dura cerca de dois meses). principalmente as que estão com o esquema vacinal incompleto. A doença é muitas vezes confundida com outras infecções respiratórias agudas. Sua transmissão ocorre pelo contato direto pessoa a pessoa. Há necessidade de se cadastrar as parteiras locais e orientá-las quanto aos cuidados com o coto umbilical. grande maioria afetada pela doença. finalizada por inspiração forçada.inicia-se com febre. coriza. ocupadas com atividades que não provoquem muita excitação. na busca de sintomas respiratórios. mal-estar. Os óbitos ocorridos em recém-nascidos menores de 28 dias devem ser investigados.O recém-nascido infectado abandona o aleitamento materno pela dificuldade de movimentar a musculatura da face. como poeira. é importante que os pais tentem mantê-las mais calmas.

É muito importante que os doentes ou os seus responsáveis sejam orientados a relatar sinais de dificuldade respiratória. algumas vezes. rigidez de nuca e. É importante ressaltar que após a implantação das vacinas BCG e anti-Hib no calendário vacinal das crianças a incidência das meningites causadas pelo bacilo da tuberculose e pelo Haemophilus influenzae foi bastante reduzida no Brasil. • vacina antimeningocócica . dor de cabeça intensa.previne a ocorrência da tuberculose e de sua forma mais grave. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa. náuseas. hospedeiro acidental. petéquias. subitamente iniciados.utilizada excepcionalmente em situações de surto. Após a notificação do caso suspeito. que penetram no organismo através das vias aéreas superiores. tem como agente causador a bactéria Corynebacterium diphteriae. a meningite tuberculosa. tuberculosa e a meningocócica. . devido à aglomeração de pessoas em ambientes fechados. Meningite A meningite pode ser causada por diversos microrganismos como vírus. A transmissão ocorre por contato direto com doentes ou portadores da bactéria. B e C. cujos vetores são os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes. Também conhecida como crupe. é febre. sendo os primatas os principais hospedeiros e o homem. Embora com menor freqüência. vômitos. por meio de secreções da nasofaringe. especialmente os tipos A. faz-se necessário adotar as medidas de controle de acordo com o sistema de vigilância. recomenda-se seguir a rotina do calendário de vacinação: • vacina BCG . causada pelo vírus amarílico. previne a infecção por alguns tipos de meningococos. Febre amarela A febre amarela é uma doença infecciosa aguda. Pode apresentar-se sob duas formas: • febre amarela silvestre (FAS). • vacina anti-Hib . Os sintomas. outra forma de transmissão pode ocorrer através de objetos contaminados por secreções. fungos e bactérias. mas para a saúde coletiva as de maior destaque são as meningites bacterianas por Haemophilus influenzae do tipo b. encontrado principalmente em regiões de mata.Difteria A difteria ocorre durante todo o ano. .previne a infecção pelo Haemophilus influenzae do tipo b. Como medida de prevenção. havendo um aumento de incidência nas estações em que a temperatura é mais baixa (outono e inverno). por meio de gotículas e secreções da nasofaringe. sintoma que indica a necessidade de um acompanhamento mais freqüente.

Após a introdução da administração de vacinas contra a rubéola em crianças. buscando capturar vetores silvestres. bem como o preenchimento da ficha de investigação epidemiológica. O aumento do número de casos ocorre na primavera. que tem como vetor o mosquito Aedes aegypti e o homem como hospedeiro principal. A adoção de condutas de vigilância é importante.se o seu surgimento entre adultos e adolescentes. A doença manifesta-se subitamente. a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada em toda a população residente na área endêmica e na área de transição. de pouca importância. Rubéola Durante muitos anos. Em áreas infestadas por Aedes. cefaléia. no Acre. Indica-se também a investigação entomológica. A transmissão ocorre pela picada do mosquito infectado pelo vírus da febre amarela e após três ou seis dias o indivíduo pode começar a apresentar sinais da doença. No entanto. na área de ocorrência do caso. com febre. principalmente a síndrome da rubéola congênita (SRC). deve-se evitar o acesso do mesmo ao paciente mediante a colocação de telas nas janelas e utilização de mosquiteiros. hepatite ou leptospirose. esse conceito vem mudando em vista da incidência de complicações por ela causadas. quando foi notificada pela última vez no município de Serra Madureira. a rubéola foi considerada “doença de criança”. O sangue do doente é considerado infectante para o mosquito cerca de 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e de três a cinco dias após o início da doença. para os moradores não vacinados ou quem não puderem comprovar a vacinação. dor muscular. que afeta recém-nascidos e cujo risco está associado ao acometimento da gestante durante a gestação. para isolamento do vírus. faz-se necessário desencadear a busca ativa de novos casos suspeitos no local provável de infecção e providenciar a vacinação de bloqueio. calafrios. Além disso. com maior freqüência na faixa etária de zero a nove anos de idade.• febre amarela urbana (FAU). Como medida de prevenção. . A transmissão ocorre de pessoa a pessoa. Após a notificação do caso suspeito. observou. pois essa doença pode ser confundida com malária. Foi erradicada no Brasil em 1942. além de ser também indicada para os viajantes que se deslocam para essas áreas de risco. pelo contato direto com as secreções nasofaríngeas de indivíduos infectados. Para o controle do vetor urbano (Aedes aegypti) é importante a destruição de criadouros favoráveis à sua proliferação e/ou o uso de larvicidas e inseticidas em recipientes com água parada. deve ser realizada a investigação epidemiológica para confirmação diagnóstica. A rubéola manifesta-se pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele. náuseas e vômitos.

Caxumba A caxumba é uma doença viral aguda. Não há tratamento específico para a rubéola. notificação compulsória às autoridades sanitárias competentes. através de secreções expelidas pela tosse. essas manchas surgem na face. em dose única. garantindo seu afastamento das atividades que desempenha renovável se os sintomas persistirem. pois na maior parte dos casos regride espontaneamente. e aplicação de vacina seletiva nas mulheres em idade fértil. cefaléia. A caxumba não é doença de notificação compulsória. sexuais.o vírus do sarampo – cuja transmissão ocorre de pessoa a pessoa. tornando o rosto arredondado devido à eliminação do ângulo da mandíbula. dor na garganta e anorexia. excluindo-se as gestante. pescoço e couro cabeludo. O vírus da rubéola. dupla viral ou contra rubéola monovalente. da vacina tríplice viral. Através da vacina tríplice viral. para que não haja obstrução das glândulas e infecção. mas ao ser diagnosticado é importante manter vigilância sobre o caso. tentativa de identificação do contato. Sarampo O sarampo é causado por um vírus . também conhecida como MMR. bem como alimentar-se com dieta líquida ou semipastosa e realizar a higiene oral adequadamente. tosse seca. Após a notificação de um caso suspeito. a caxumba é rotineiramente prevenida através da administração. caracterizada pela inflamação das glândulas salivares e sua transmissão ocorre através do contato direto com secreções nasofaríngeas da pessoa infectada. Inicialmente.O diagnóstico é feito a partir dos sintomas apresentados. atravessa a barreira de defesa da placenta. Há febre baixa. escolares e de trabalho. coriza. É importante orientar o doente para que faça repouso no leito. As medidas de vigilância relativas à rubéola incluem: investigação epidemiológica do caso. deve-se tomar medidas de acordo as orientações do sistema de vigilância. solicitação de exames complementares. Vacinação de bloqueio para os comunicantes domiciliares. Atualmente. O sarampo caracteriza-se por febre. É extremamente contagioso e transmissível. . respiração e espirro. que incluem febre baixa. Como medidas preventivas existem a vacina específica anti-rubéola monovalente e a vacina tríplice viral. presente na circulação sangüínea materna. bem como tentar determinar os contatos e vigiar os comunicantes. A estes.com elevação eruptiva que termina em descamação. atinge o feto e interfere negativamente em sua formação – o que provoca a síndrome da rubéola congênita: as malformações presentes no recém-nascido. aos 15 meses. fornecimento de atestado de impedimento sanitário para o indivíduo com os sintomas. fala. distribuindo-se em seguida para o restante do corpo. lacrimejamento e fotofobia. visando reduzir a circulação do caso suspeito. segue-se o aumento do volume das parótidas. mal-estar geral.

os indivíduos chegam a apresentar 250 a 500 vesículas. dentre os quais se incluem cães. pois é 100% letal. O controle da doença envolve ações para restringir o número de animais vadios. evoluindo para vesículas e. principalmente quando as lesões são coçadas com unhas sujas ou cobertas por talcos. a manter as unhas bem cortadas e a tomar banhos frios para aliviar o mal-estar provocado pelo prurido. com maior incidência em crianças de 2 a 10 anos. Com o agravamento do quadro. cefaléia e febre. favorecendo a contaminação por bactérias. O diagnóstico da doença é feito com base nos sintomas e sinais apresentados pelo doente. gatos. que devem ser recolhidos para abrigos adequados. carvoarias e olarias desativadas). A deglutição é prejudicada. A melhor forma de prevenir a ocorrência de agravo tão sério é a vacinação realizada nos animais e nos humanos. Todos os casos suspeitos de raiva devem ser investigados e notificados e todo caso de agressão por animal transmissor da doença deve ser acompanhado adotando-se as medidas de acordo com as normas e orientações do sistema de vigilância. posteriormente. Durante o episódio de varicela. macacos e outros primatas. arranhões ou lambeduras de ferimentos ou mucosas por animais infectados. Raiva humana A raiva humana é uma doença extremamente preocupante para os serviços de saúde. . pasta d’água e outras substâncias. para que possam ser destruídos. Assim. por inalação de gotículas de secreção respiratória ou de aerossóis nos quais se encontram os vírus liberados das lesões cutâneas. A vigilância deve tentar identificar os contatos. podendo levar ao coma e óbito. segue-se a paralisia progressiva dos músculos. Nos casos de surtos institucionais não mais se recomenda esvaziar enfermarias ou suspender aulas nas escolas. É altamente contagiosa. O vírus varicela zoster é transmitido por contato direto. Nos locais onde é comum as pessoas conviverem em grandes áreas verdes. dor. os doentes devem ser orientados para não coçar as feridas. crostas. as equipes de saúde devem orientá-las quanto ao risco de serem agredidas por micos e macacos. ocorrem crises convulsivas. estimula-se a identificação de criadouros de morcegos (churrasqueiras e casas abandonadas. morcegos e bovinos. Na evolução do quadro. É causada por vírus e transmitida ao homem por intermédio da saliva. As lesões predominam na cabeça. O doente relata diminuição da sensibilidade no local da lesão e queixa-se de mal estar geral. dilatação das pupilas e sudorese. promovendo sua higiene. excitabilidade diante de estímulos luminosos ou sonoros. Os sintomas da varicela incluem febre e erupções de pele que começam como máculas. inapetência e prurido.Varicela A varicela ou catapora é uma doença infectocontagiosa causada por vírus. face e tronco e são acompanhadas de mal-estar. por ocasião de mordidas. No meio rural. doentes ou não.

As manifestações clínicas caracterizam-se por grande variabilidade. assim. pois quanto mais cedo forem identificados e tratados melhor será o prognóstico. por exemplo. a ocorrência de casos de doenças veiculadas pela água e alimentos contaminados irá desencadear atividades ligadas à prevenção de novos casos e atenção aos indivíduos já doentes. náuseas. a notificação dos casos de doenças desse tipo é útil para indicar onde os órgãos responsáveis pelo saneamento básico. Portanto. as crianças e jovens são a faixa etária mais acometida por essa doença. Hepatite A A hepatite A é um dos tipos de hepatite cuja incidência vem aumentando progressivamente. pela ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de doentes. como quartéis. Nos países em desenvolvimento. diminuindo o risco de transmissão para outras pessoas. A equipe de PSF compete fornecer orientações de medidas simples. dores articulares. cefaléia. bem como na preparação dos alimentos. Uma vez que os alimentos e a água contaminados podem ser consumidos por várias pessoas ao mesmo tempo. objetivando maior amplitude da prevenção e controle das doenças. . tal fato pode gerar sérios problemas para a saúde coletiva. vômitos e inapetência – podendo também ocorrer dor abdominal. recolhimento do lixo. Sua ocorrência é também observada em instituições fechadas. acometendo grandes parcelas da população num mesmo período. podem e devem atuar junto aos responsáveis pela assistência à saúde. em sua maioria relacionada aos cuidados no preparo dos alimentos. garantindo. isto é. melhores expectativas para a saúde da população beneficiada com a integração de suas ações. fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. A existência de doenças transmissíveis veiculadas por água e alimentos contaminados sinaliza um problema a ser superado — o desencontro das ações de outros setores de políticas públicas não diretamente ligados à promoção da saúde e prevenção das doenças.cuja fonte de água é comum -. Embora a ocorrência de algumas dessas doenças seja muito comum. podendo ser inespecífica como um quadro gripal ou se apresentar com sinais e sintomas de mal-estar. é importante desenvolver atividades de vigilância para controlar e prevenir sua evolução para formas mais graves nos indivíduos acometidos. creches e escolas . A transmissão ocorre pelo contágio fecal-oral. em virtude das precárias condições de higiene e saneamento básico existentes em muitas cidades brasileiras. febre. higiene individual e do meio ambiente. No que se refere às ações desenvolvidas pelas equipes de saúde nas unidades assistenciais.Doenças veiculadas pela água e por alimentos Algumas doenças são transmitidas ao homem pelo consumo de alimentos e água contaminados por microrganismos.

patinho). de modo a garantir água de boa qualidade à população. fezes acólicas e colúria. deve-se. falta de apetite. A exposição do alimento a temperaturas frias não destrói a bactéria. principalmente a lavagem correta das mãos. Para evitar a propagação da febre tifóide. principalmente nas regiões Norte e Nordeste. urinol. Os portadores devem ser afastados da manipulação de alimentos. Febre tifóide A incidência de febre tifóide está muito associada às condições de saneamento e hábitos individuais. principalmente quando ocorrem em freqüência aumentada ocasionando um surto. distribuição e armazenamento. especialmente leite e derivados contaminados com fezes e urina de paciente ou portador que contenham a bactéria Salmonella typhi. persiste de forma endêmica. Diante de um surto ou epidemia. manchas rosadas no tronco. sorvetes e outros alimentos guardados em geladeiras também podem ser veículos de transmissão. Após a notificação de um caso. O indivíduo apresenta aumento do baço. Dessa forma. para prevenir a desidratação. bradicardia. que deve ser especialmente incentivada entre os manipuladores de alimentos e pessoas que trabalham diretamente com pacientes e crianças. onde as condições de vida são precárias. O paciente precisa de repouso relativo e dieta pobre em gorduras até a melhora do quadro.icterícia. realizar a desinfecção dos objetos nos quais se depositaram excreções (vasos sanitários. No Brasil. deve-se proceder a investigação epidemiológica e tomar medidas de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. aprendendo a lavar as mãos após o uso do vaso sanitário e a higienizar adequadamente as instalações sanitárias com desinfetante à base de hipoclorito de sódio a 1% (água sanitária). comadre/compadre. A contaminação ocorre pela manipulação do alimento por portadores ou indivíduos com diagnóstico ainda não confirmado. os hábitos de higiene pessoal precisam ser destacados. tosse seca e febre alta. As vigilâncias epidemiológica e sanitária devem trabalhar conjuntamente na tentativa de identificar a possível fonte de infecção relacionada com o ambiente e os alimentos. Os doentes devem receber orientação de como evitar a disseminação do vírus. . obstrução intestinal ou diarréia. Está praticamente erradicada em países que superaram problemas relacionados à higiene pessoal e ambiental. A equipe deve orientar quanto à importância do aumento da ingestão de líquidos. Como ações de educação em saúde. a transmissão por alimentos pode ser prevenida pela atenção à sua preparação. após a limpeza com água e sabão. sendo também fundamental o tratamento adequado dos dejetos. e quanto aos sinais de complicações intestinais . A transmissão pela água pode ser evitada mediante regular análise bacteriológica nos reservatórios de distribuição. Transmite-se pela água e alimentos. deve-se preencher a ficha de investigação epidemiológica para a coleta de dados.como a hemorragia intestinal.

com desmatamento de grandes áreas verdes. pois as condições do meio ambiente favorecem o . principalmente nos países tropicais. em conseqüência da grande quantidade de líquido eliminado pelos vômitos e diarréia. Doenças transmitidas por vetores A ocorrência dessas doenças é bastante elevada em nosso país. Seu controle ainda é um desafio tanto para os responsáveis pela vigilância epidemiológica como para as equipes de saúde das unidades assistenciais. ganhando importância especial os associados ao desequilíbrio ambiental quase sempre decorrente das intervenções do homem nas condições naturais. facilitando sua reprodução e aumentando. Para reduzir-se o risco de transmissão. desenvolvimento de ações de educação em saúde e controle da higiene dos alimentos e da entrada de possíveis indivíduos portadores pelos portos. destino adequado aos dejetos e lixo. é considerada sério problema de saúde pública. cria condições favoráveis à multiplicação de insetos e ratos. por sua importância coletiva e freqüência com que ocorrem. procurando-se identificar as fontes de contaminação e implementar tratamento adequado. choque hipovolêmico e desidratação. As medidas de controle da cólera consistem na ingestão de água de boa qualidade. dor abdominal e. Pode. pois são muitos os determinantes envolvidos na sua incidência. porém. cãibras (devido à perda de potássio). tendo imunidade de curta duração. aeroportos e fronteiras. atualmente. Dengue A dengue. A ocupação desordenada das cidades. faz-se importante adotar medidas de higiene pessoal. o vibrião colérico (Vibrio cholerae). ser indicada para trabalhadores que lidam com esgotos e indivíduos que vivem em áreas onde há alta incidência da doença. Dentre essas doenças. o risco de exposição. para o homem. Cólera A cólera é causada por uma bactéria. nas formas graves. animais nocivos ao homem. destacaremos algumas que merecem nossa atenção especial. fazendo com que o indivíduo contaminado tenha diarréia do tipo “água de arroz”. alimentar e ambiental. No caso de surtos da doença. principalmente quando consumidos crus ou mal cozidos. A contaminação das águas com determinadas substâncias provoca a extinção de predadores naturais de caramujos e larvas. algumas delas endêmicas em determinadas regiões. poluição das águas e acúmulo de lixo em locais sem saneamento. transportada pela água e por alimentos contaminados. pois não possui alto poder de estímulo sobre as defesas do organismo. vômitos. podendo ainda haver comprometimento dos rins. as medidas de prevenção e controle devem ser intensificadas. Aumenta a excreção intestinal.A vacina contra a febre tifóide não é eficaz.

A transmissão raramente ocorre de pessoa a pessoa. dor de cabeça. náuseas e vômitos. pois oferecem o risco de causar sangramento.desenvolvimento e a proliferação do vetor. controle da população de roedores. O controle da leptospirose exige a adoção de medidas como utilização de água de boa qualidade. pois causa sérios prejuízos à saúde dos indivíduos e à economia. Todos os casos suspeitos devem ser comunicados aos serviços de saúde. que pode ser dos tipos 1. que a elimina viva por meio da urina no meio ambiente — água das chuvas ou alimentos. prostração. além de hepatomegalia e insuficiência circulatória. Seu agente infeccioso é o vírus da dengue. provocando febre de 39° C a 40° cefaléia. dor muscular (mialgia). bombeiros) e armazenamento correto de alimentos.se normalmente nos rins do rato. porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas mais intensas. proteção aos trabalhadores expostos à urina de rato durante a execução de suas atividades (garis. por se tratarem de locais de proliferação do vetor. Leptospirose Doença grave. encontra. 3 ou 4. (artralgia) e na região retroorbitária (atrás dos olhos). que consistem em não deixar água parada em garrafas. Ocorre principalmente nos períodos de chuva. seu reservatório natural. • dengue hemorrágica – os sintomas iniciais assemelham-se aos da dengue clássica. 2. agricultores. exceto os derivados do ácido acetilsalicílico (AAS). dor muscular (principalmente nas panturrilhas). . Outra forma de contágio é o contato direto com embalagens de produtos comercializados em lugares onde possa haver ratos. A Leptospira interrogans. falta de apetite. O tratamento para a dengue consiste na administração de antitérmicos e analgésicos. Todo caso suspeito deve ser notificado ao serviço de vigilância mais próximo. quando pessoas que moram em comunidades com saneamento precário têm suas casas invadidas pelas águas de rios ou valas contaminadas com a bactéria. O doente apresenta febre. náuseas e vômitos. As ações do auxiliar de enfermagem consistem em orientar a comunidade quanto à importância do saneamento básico e das medidas de prevenção e controle. em locais livres de roedores. dor nas articulações C. que exige severas medidas de controle. A doença pode apresentar-se sob as formas de dengue clássica ou hemorrágica: • dengue clássica – tem duração de cinco a sete dias. pneus ou vasos de plantas. haja vista originar elevados custos sociais e hospitalares e exigir longo tempo de afastamento do trabalho. e seu vetor é o mosquito Aedes aegypti. bactéria causadora da leptospirose. como sangramento gastrintestinal.

Além disso. Na busca por melhores condições de vida e de saúde. por meio de injeção. controle do vetor. possibilitando a contaminação por focos de Anopheles em outras regiões da Amazônia e do país. Quando a febre cede. popularmente conhecidos como barbeiros ou chupões.no caso de usuário de drogas injetáveis. que depois de contaminado permanece infectante por toda a sua existência. transmitido por insetos do gênero dos triatomídeos. A doença de evolução crônica pode demorar anos para se manifestar e apresentar-se sob as formas indeterminada. o que influencia a distribuição da doença. essa população realiza intensos movimentos migratórios.Malária A malária é causada por um protozoário do gênero Plasmódio. vômitos. Doença de Chagas A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. tanto os triatomídeos como os de outros gêneros e espécies cuja existência tem sido ultimamente relacionada à transmissão do Trypanosoma cruzi ao homem. A temperatura do corpo pode alcançar 40o C ou mais. nessa área há grande desigualdade social e muitas pessoas vivem em condições de extrema pobreza. Alguns enfermos podem apresentar delírios. É importante tentar controlar a população de insetos vetores. se constatada a presença de vetores na área. ainda. cefaléia. Uma vez infectado. fadiga. Trata-se de uma das mais importantes doenças parasitárias do país. A malária também pode ser transmitida pelo sangue de pessoas infectadas por meio de injeção. transmitido pelo mosquito do gênero Anopheles. Nas regiões não-endêmicas todo caso suspeito ou confirmado deve ser investigado. cardíaca e digestiva. náuseas. A maior parte dos casos atinge extensa área da Amazônia Legal. com vistas à aplicação rápida de tratamento e prevenção de surtos. o indivíduo apresenta febre. reavaliação constante da situação da malária na área onde há ocorrência de casos.. considerada área endêmica da doença em virtude de o mosquito vetor procriar em água e o fato de a região Amazônica possuir a maior bacia hidrográfica do mundo. detecção rápida de epidemias. ocorrer transmissão pela placenta ou leite materno. a fim de prontamente combatê-las. o doente tem a sensação de alívio e tranqüilidade. A transmissão também pode ocorrer pelo sangue de pessoas infectadas. . astenia. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas no caso de usuário de drogas injetáveis. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas . que constroem suas tocas nas paredes das casas feitas de pau-a-pique. As medidas de controle mais importantes a serem tomadas são: estabelecimento de diagnóstico rápido. sendo esta última a mais freqüente e grave. É possível. alimentada por chuvas torrenciais. especificamente o Triatoma infestans ou Triatoma brasiliensis.

tais como a construção de fossas e sanitários longe de fontes de água doce consumível. É importante a participação da população no debate de modos de vida que diminuam a possibilidade de transmissão do parasita. ocorrem por inadequadas condições de higiene. É causada por um microrganismo chamado Sarcoptes scabei. é uma doença muito comum em ambientes onde as pessoas convivem aglomeradas. também conhecida como sarna. entre os dedos. o piolho comum. que. lagos e outras fontes de água doce. devem ser trocadas e lavadas todos os dias. em média. Escabiose A escabiose. virilhas.Esquistossomose mansônica A esquistossomose mansônica é causada pelo parasita Schistosoma mansoni. encontrado em todo o Brasil e presente em águas de rios. a escabiose e a pediculose são doenças transmissíveis que ganham destaque pela freqüência com que acometem grandes grupos de pessoas. presentes em ambientes com condições sanitárias ou de higiene pessoal desfavoráveis. se multiplica principalmente nas regiões de dobras de pele. Pediculose A pediculose. As condições de saneamento das regiões endêmicas devem ser sempre melhoradas. Doenças causadas por ectoparasitas Embora não sejam de notificação compulsória. tamanha sua intensidade. axilas. ao colonizar a pele do indivíduo afetado. bem como as roupas de cama e toalhas. determinando. Geralmente. que podem até ser infectadas por outros microrganismos. As roupas de uso do cliente. O controle da esquistossomose exige o quanto antes investigação e diagnóstico dos casos suspeitos. a necessidade de intervenção e de prestação de assistência e cuidados. procurando-se diminuir a exposição do homem ao vetor através do controle da população de caramujos pelo tratamento das águas com produtos químicos. nos quais é difícil controlar as condições de higiene. geralmente quando convivem em aglomerados e em condições de higiene inadequadas. assim como a escabiose. É causada por um ectoparasita. causando intenso prurido e descamação. a coceira leva o indivíduo a produzir lesões ainda maiores. que habita o couro .essas orientações permitem que a recuperação do cliente ocorra. manipuladas separadamente e fervidas . dentro de 7 dias. como cotovelos. Muitas vezes. é um problema que acomete várias pessoas. assim. cujo vetor é o caramujo do gênero Biomphalaria.

. Nesses casos. por acreditar que está curado devido ao desaparecimento da sintomatologia ou quando os serviços de saúde não atendem à demanda por não ter medicamentos. oferecendo pouca ou nenhuma resistência aos agentes infecciosos. mesmo que por breve período. principalmente quando estivermos prestando assistência a outras pessoas. a conseqüência é a ampliação do número de pessoas que continuam doentes e sem tratamento. estádios de futebol. o qual passa a não mais produzir seus elementos de defesa. Permanecermos. Prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A hanseníase e tuberculose são doenças que ainda apresentam altas taxas de prevalência e incidência. • Aglomerações urbanas – nas grandes cidades as pessoas convivem cada vez mais próximas umas das outras. Pode haver sérios comprometimentos para a saúde do doente. tal condição aumenta o risco de transmissão dessas doenças. pelas reações orgânicas ao medicamento.cabeludo e. devemos manter os cabelos sempre limpos e. pois tanto a hanseníase quanto a tuberculose podem gerar incapacidades ou. particularmente ao lidarmos com crianças hospitalizadas ou em creches. não realizar a busca ativa de faltosos e casos suspeitos e não possuir profissionais adequadamente preparados. seja em shopping centers. É importante orientar os clientes ou seus responsáveis para jamais utilizar inseticidas comuns no combate aos piolhos. a morte. Para prevenir a infestação. Considerandose que a transmissão da hanseníase e tuberculose ocorre por meio das vias aéreas. pois tal prática oferece risco potencial de envenenamento. Alguns fatores são apontados como determinantes comuns da hanseníase e tuberculose: • Desnutrição – provoca debilitação do organismo. As conseqüências dessas doenças são graves. podendo causar sérias lesões. principalmente quando os indivíduos não são tratados adequadamente ou quando os casos são identificados em estágio mais avançado. Ao detectarmos um cliente com coceira freqüente na cabeça. próximo a alguém com piolhos pode expor-nos ao contágio. prendendo-se aos cabelos. prendê-los. até mesmo. por deficiência alimentar. ou seja. um grande número de casos é constante e novos casos surgem todos os anos. favorecendo o aumento da transmissão das doenças. • Baixa eficácia dos programas de controle e prevenção – caracterizada quando o paciente abandona o tratamento por dificuldade de acesso ao serviço de saúde. suga o sangue periférico do próprio couro cabeludo para sobreviver. no caso de serem longos. afetando desde a pele até o sistema nervoso central. veículos de transporte lotados e/ou outros espaços. cinemas. é importante verificar a presença do piolho.

sendo o seu tratamento realizado em instituições chamadas leprosários. grande carga de bacilos. perde a sensibilidade às diferenças de temperatura. pois faltou uma estratégia de esclarecimento. um estigma. Não tirar casquinhas da região para não provocar feridas. Para todos estes clientes. médico norueguês que descobriu a bactéria causadora da doença. A principal característica. podendo ser também transmitida por lesões de pele. Fazer exercícios (abaixar e . A palavra lepra era sempre associada à sujeira. que afeta nervos e pele. desenvolveu-se nas culturas populares antigas um preconceito contra os mesmos . nesses casos. ao tato na região da lesão. o que faz com que. tossimos ou falamos. • pés: andar calçado. à morte e ao medo. o que facilita a instalação de doenças oportunistas As dificuldades existentes para o controle da hanseníase e tuberculose podem ser explicadas por sua estreita relação com as condições sociais de vida da população em geral. • nariz: observar se há feridas. ao abandono. abrindo e fechando os olhos com força. causada pelo Mycobacterium leprae. Fazer exercícios com os dedos (abrir e fechar as mãos. No século XX. afastamento. A hanseníase é transmitida através das gotículas de saliva que expelimos quando espirramos. Massagear as mãos com auxílio de um óleo lubrificante. essa palavra foi mudada para hanseníase. com sapatos fechados e confortáveis. comum a todas estas formas é a perda de sensibilidade nervosa na área de pele afetada. à dor e. muitas vezes.• Aids – a síndrome da imunodeficiência adquirida caracteriza-se pela queda brutal nas defesas do organismo.que perdura até os dias de hoje -. podendo facilmente eliminá-los. ao isolamento. o doente se machuque naquela região e não sinta. podridão. depois. em homenagem a Gerhard Amauer Hansen. como o óleo mineral e outros. mãos e braços: repousar o(s) membro(s) se estiver sentindo “choques”.se mais presentes no cotidiano das camadas menos favorecidas da população. Evitar fazer movimentos repetidos e carregar coisas pesadas. Fazer exercícios. relacionado à incapacidade. Devido ao fato de a doença poder afetar várias estruturas do corpo humano. Hanseníase A hanseníase ou mal de Hansen é uma doença infecciosa e crônicodegenerativa. muitas vezes produzindo seqüelas nos indivíduos por ela acometidos. Os fatores citados fazem. não se devendo considerar apenas os aspectos físicos dos indivíduos afetados. massageá-los com óleo adequado. Limpar com soro fisiológico. faz-se necessário orientar e supervisionar os seguintes cuidados: • olhos: usar soro fisiológico ao sentir que estão ressecados. Primeiramente. Acredita-se que a adoção dessa nova denominação não minimizou o preconceito que envolve a hanseníase. finalmente. o que é mais raro. para evitar que ressequem. Sua principal fonte de infecção é o doente que apresenta as formas contagiantes porque possui. um esforço educativo. encostar o polegar na ponta de cada um dos dedos).

brincar de empurrar a parede com as mãos. como repouso. é a identificação precoce dos sintomáticos. Sua transmissão. aumento da ingestão de líquidos. mais especificamente as vias aéreas superiores Seu diagnóstico baseia-se primeiramente nos sintomas. O tratamento atual da hanseníase é feito em ambulatórios. . que são tosse persistente. por cerca de 4 semanas. Estima-se que cada doente com tuberculose seja capaz de contaminar dez outros indivíduos. diagnosticar e tratar pelo menos 90% dos casos detectados. Após iniciado o tratamento. assim como a da hanseníase. também conhecida como bacilo de Koch. sendo o sistema respiratório a porta de entrada da doença. tossimos ou falamos. curar pelo menos 95% dos clientes em tratamento. com raríssimas internações. falta de apetite. causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis. Tuberculose A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa. é importante informar o doente de que os sintomas irão regredir.). O atual modelo de assistência deve redirecionar suas práticas para solucionar os problemas apontados (falta de informação. febre no final da tarde. A atuação na prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A forma mais eficiente de combate à transmissão da hanseníase e tuberculose. com vistas ao controle. suor noturno. para esticar as pernas juntas). com tratamento de início rápido e adesão total do cliente. alto índice de abandono ao tratamento. ocorre por meio das gotículas de saliva expelidas quando espirramos. emagrecimento. a fim de atingir as seguintes metas propostas: • para a tuberculose – oferecer tratamento em pelo menos 80% dos centros municipais de saúde. além disso. São também realizados exames de raios X e pesquisa da presença do bacilo de Koch no escarro. alimentação adequada. ferimentos: imobilizar os dedos e repousar os membros machucados.• levantar o peito do pé. catarro esverdeado ou com raios de sangue (existentes ou não). orientá-lo quanto a alguns cuidados que deve tomar. a não ser que o caso apresente complicações. etc.

AIDS/SIDA A Aids é uma síndrome. caracterizada pela diminuição da resposta imunológica do organismo a agentes patogênicos. São chamadas de oportunistas porque não se manifestam em indivíduos com defesas normais. devem ser orientadas para não amamentarem.familiares colegas de trabalho ou escola.é necessário estruturar os serviços de saúde de modo a que possam prestar adequada assistência aos portadores desses agravos. permitindo a entrada da luz solar. Geralmente. transfusão. deve-se apenas manter a higiene habitual. no máximo. outras medidas devem ser tomadas para garantir a diminuição da transmissão destas doenças. vaginal) exposição sangüínea (acidentes de trabalho com material biológico. e principalmente envolver seus profissionais na execução de atividades ligadas à prevenção da transmissão e do contágio. desta forma. Não é necessário separar utensílios como talheres. As pessoas mais próximas ao doente são chamadas comunicantes . atualmente já se saiba que o uso de medicamentos na gestação diminui em 95% as chances de o bebê nascer portador do HIV. ou seja. Doenças sexualmente transmissíveis e AIDS As DSTs encontram-se amplamente disseminadas. roupas ou lençóis. Formas de contaminação pelo HIV relações sexuais desprotegidas (oral. ainda que. Assim. 1 para cada 10 mil habitantes. anal. uso de drogas injetáveis com seringas e agulhas compartilhadas) durante o parto ou pela amamentação É importante a orientação das portadoras do HIV em idade fértil acerca do risco de transmissão do vírus durante a gestação e o parto. pratos. é importante orientar que a casa do doente deve estar sempre muito ventilada. . pois os bacilos não resistem muito tempo em ambiente limpo e iluminado. Da mesma forma. Esta carência imunológica causa uma série de doenças oportunistas.• para a hanseníase – diminuir a incidência de casos para. um conjunto de sinais e sintomas. apenas os comunicantes domiciliares precisam ser avaliados. Além do tratamento eficaz para controlar o número de casos de hanseníase e tuberculose. copos.

são utilizados medicamento antiretrovirais. O atual tratamento da AIDS aumentou a sobrevida dos pacientes. como o HIV. Sintomas iniciais da AIDS Febre. tornando o Brasil o primeiro país a manter uma política pública de distribuição gratuita de medicamentos para o tratamento da AIDS. por meio do qual pode solicitar o resultado. O HIV é detectado através é da realização de testes sangüíneos específicos. assim é fundamental a adoção de medidas seguras. “o vírus não esta na cara”. O exemplo do Brasil foi e continua sendo citado por muitos movimentos de reintegração de portadores do HIV do mundo inteiro. sudorese intensa. podendo dirigir-se a uma unidade de saúde ou a um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Os mais conhecidos e utilizados são o AZT (Zidovudina®). Como dizia uma antiga propaganda governamental.Ser portador do vírus HIV não é certeza de manifestação da doença. principalmente a partir da utilização dos anti-retrovirais . que se encontram à disposição dos portadores do HIV em todos os postos de saúde. proporcionando-lhes melhor qualidade de vida. mal-estar geral. aumento de gânglios. assim como nas unidades de saúde preparadas para prestar assistência aos portadores do HIV. o cliente deve ser submetido a exames específicos para o diagnóstico da AIDS. 3TC (Lamivudina®). diarréia. Hoje. entre outros. lesões na cavidade oral ou no esôfago. Como esses sintomas estão presentes em muitas outras doenças. DDI (Didanosina) e d4T (Estavudina®). entre outros. espaços onde ocorrem discussões sobre suas dúvidas em relação à doença e tratamento. é possível encontrar uma estrutura que favoreça a composição de grupos de integração entre os clientes. Nos CTAs. O indivíduo que deseja fazer o teste anti-HIV deve receber aconselhamento oportuno. O CTA realiza o teste anti-HIV mantendo a privacidade do cliente: um número lhe é fornecido. tanto no exercício profissional. contendo o avanço da AIDS no indivíduo. O prognóstico para os doentes com Aids já não é tão sombrio como há pouco tempo atrás. Anti-retrovirais – são medicamentos que impedem ou diminuem a multiplicação dos retrovírus. quando nas relações sexuais. perda de peso. para conquistar em seus países de origem o direito de serem tratados gratuitamente. Não é possível detectar a presença do HIV pela aparência.

Todas primaram pela originalidade. os casos diagnosticados reportavam-se a homossexuais masculinos com alto poder aquisitivo. . Esse fato fez com que a sociedade acreditasse que se tratava de uma doença estrangeira. usou-se erradamente o termo "grupos de risco". Como podemos perceber o sucesso esta atrelado à educação e a conscientização da população na necessidade de prevenção. detectou-se o fenômeno da feminização da AIDS. Isso porque tomar consciência desses e. chamado de feminização da AIDS. não a transmiti-las. múltiplas parceiras. O Ministério da Saúde em conjunto com vários grupos de apoio e prevenção já iniciaram vários programas de conscientização feminina. pela excelente estruturação. epidemiologicamente é considerado incorreto. ao mesmo tempo. causando assim o crescimento da epidemia entre as mulheres. pelo direcionamento. Inicialmente. Recentemente. Houve a divulgação da idéia de que se tratava de uma doença restrita a um determinado grupo social. A divulgação de que a doença era restrita a um determinado grupo levou mulheres com parceiros fixos. O resultado foi a queda do número de casos nos públicos visados. executá-los. que freqüentemente viajavam para o exterior. a acreditarem que estavam imunes à contaminação pelo HIV/AIDS. um grande número de mulheres com parceiros fixos foi contaminado porque seus companheiros apresentavam-se em situação de risco como: uso de drogas injetáveis. que gera o maior risco em relação as mulheres. posto que esta expressão designa indivíduos ou grupos mais propensos a adquirir certas patologias. A grande questão. é que o comprometimento de fatores sócioculturais relacionados à construção da sexualidade feminina acaba por tornar os procedimentos preventivos algo quase que negado para e pelas mulheres. Esse termo indicava aqueles indivíduos que colocavam as outras pessoas em risco de infecção pelo HIV o que. bissexualidade. nos últimos anos de pesquisa. sem comprometer a sociedade como um todo. tornando-se mais autônomas diante de seus relacionamentos afetivos.em conjunto. Assim. restrita a um pequeno grupo. Não se pode negar o sucesso das campanhas de prevenção feitas até agora. significa tomar consciência da necessidade de mudanças radicais em sua postura de vida. numa estratégia popularmente conhecida como coquetel.

tronco. permitindo que a doença evolua para a sífilis secundária. O objetivo geral desse Plano é enfrentar a feminização da epidemia de AIDS e outras DST por meio de ações integradas nas esferas federal. face e membros superiores. plantar. A sífilis primária: caracteriza-se pela presença do cancro duro. da promoção da saúde e da prevenção. De acordo com sua evolução.O Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. indolor. Há ainda alopécia e porções distais das sobrancelhas. para as instituições que atuam no campo dos direitos humanos. secundária e terciária. Sintomas da fase: lesões de pele. é um importante marco histórico de fortalecimento da atuação no campo dos direitos de mulheres. Outra razão para o empenho dos profissionais de saúde é a possibilidade de transmissão da doença de mãe para filho durante a gestação. envolvendo instituições governamentais. a Área Técnica de Saúde da Mulher. primária. direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres brasileiras. independente da localização do treponema. Sífilis A sífilis é uma DST de tratamento fácil e disponível em todas as unidades de saúde. denominadas roséolas sifilíticas. pode apresentar-se em três fases. ingüinal. e normalmente o portador não procura uma unidade de saúde por pensar estar curado. O Plano Integrado representa a consolidação de uma política intersetorial para o enfrentamento da epidemia de AIDS e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre mulheres. Por se tratar de lesão indolor. Geralmente. E a construção de uma resposta integrada para a redução dos contextos de vulnerabilidade. existe uma mobilização dos serviços de saúde em torno da detecção de casos dessa doença. mamas ou dedos). causando uma síndrome denominada sífilis congênita. Suas manifestações surgem após a disseminação do Treponema para todo o corpo. as pessoas continuam mantendo relação sexual e transmitindo a doença. localiza-se na genitália externa ou outros locais por onde o Treponema penetrou o corpo (ânus. em virtude do conhecimento das conseqüências decorrentes da evolução da sífilis sem tratamento adequado. Na mulher. boca. lábios. o que possibilita a disseminação da doença. por meio da corrente sangüínea e vasos linfáticos. por meio do Programa Nacional de DST e AIDS. A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. nao governamentais e movimentos sociais. que é uma lesão ulcerada. em março de 2007. no entanto. única. placas mucosas e lesões . o Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia da Aids e outras DST. A sífilis secundária: ocorre entre 6 e 8 semanas após o surgimento do cancro duro. que deixam as mulheres mais susceptíveis à infecção pelo HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis. Essa lesão regride espontaneamente. reto. que pode atingir qualquer tecido ou órgão e tende a evoluir cronicamente. entre as nádegas. de bordos bem definidos e fundo liso. a sífilis pode ser assintomática. apresentou. estadual e municipal. nas regiões palmar. pequenas manchas acobreadas.

muitas vezes sem o saber. filhos de gestantes não tratadas. cutâneo-mucoso ou cardiovascular. podendo haver febre. porque é comum a saída de secreção pelo meato uretral. Já o nome gota militar foi dado devido ao seu grande acometimento por militares. do tipo gonococo. causando a conjuntivite gonocócica. Após o contágio. TPHA) para a detecção do T. as maternidades realizam a credeização ou método de Credê. É popularmente conhecida como gota matinal. ovários e meninges. Manifestam-se cerca de 2 a 10 dias após o contágio. principalmente nas válvulas cardíacas e cérebro. Se o indivíduo acometido durante a fase secundária da sífilis não for assistido. Os sintomas são dor ou ardência ao urinar. Esses testes são especialmente úteis quando o portador se encontra na fase latente da doença e não apresenta sinais e sintomas de infecção. neurológico. denominado uretrite gonocócica. e o seu portador manifestará sinais e sintomas de comprometimento ósseo.semelhantes a verrugas planas nas regiões de dobras ou atrito. cefaléia e artralgia. a doença atingirá a fase terciária entre 3 e 12 anos após a infecção.O mesmo tratamento é aplicável a gestantes ou a bebês. Formas de diagnóstico da sífilis: através de critérios clínicos baseados nos sinais e sintomas apresentados. refletindo a invasão da bactéria nos órgãos internos. articular. e corrimento uretral purulento e fétido. mas relata história sugestiva de infecção pelo agente causador da sífilis. chamada Neisseria gonorrhoeae. pela realização de exames de sangue. que podem ser inespecíficos (VDRL) ou específicos (FT-Abs. Outros sintomas: febre baixa. mal-estar. preferencialmente a penicilina Benzatina ®. causando inflamação e infecções em vários órgãos e tecidos. Credeização ou método de Credê . mas a gonorréia pode evoluir com algumas complicações se não tratada adequadamente. através da administração de antibióticos. pallidum na corrente sangüínea. A gestante afetada pode contaminar o nascituro durante o parto. O portador e o parceiro devem iniciar o tratamento da sífilis o mais rápido possível. que são atingidos porque o gonococo pode subir através do trato urinário e se disseminar pelos sistemas linfático e circulatório. que significa escoamento de muco. quando o doente se levanta e vai realizar a primeira micção. Para prevenir esse risco. como o coração. cerca de 70% das portadoras do sexo feminino são assintomáticas e transmitem a bactéria. Porém. ou por diagnóstico laboratorial.consiste na aplicação de nitrato de prata nos olhos dos recém-nascidos e especificamente na genitália da menina. Gonorréia A gonorréia é uma infecciosa causada por uma bactéria. Antigamente. pela manhã. que causa um processo inflamatório na mucosa uretral. era chamada de blenorragia. o agente infeccioso causa uma infecção superficial. articulações. podendo levar à morte. .

pois estas irritam ainda mais a mucosa uretral não manter relações sexuais encaminhar o(a) parceiro(a) para tratamento na unidade de saúde Uretrites não-gonocócicas As uretrites não-gonocócicas compreendem um conjunto de uretrites sintomáticas causadas por microrganismos que não o gonococo. Há saída de secreção purulenta do meato uretral no indivíduo acometido pela doença. após a multiplicação do HPV nesses locais. Devido à semelhança entre as manifestações das uretrites não-gonocócicas e a gonorréia. embora possa ser utilizado método complementar de exame de amostras de secreção uretral. Condiloma acuminado Doença infecciosa causada por um vírus chamado HPV (papilomavírus humano). principalmente a doença inflamatória pélvica (DIP) em mulheres. orientação ao portador de sífilis trocar regularmente as roupas íntimas higiene habitual com água e sabonete lavar as mãos antes e após o uso do vaso sanitário não coçar os olhos. com ênfase na higiene do indivíduo e no correto seguimento do tratamento. entre 3 e 4 meses após a transmissão. Quando ocorrem complicações devido ao acometimento de outros órgãos pelo gonococo. . sexual na maioria das vezes. O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. O diagnóstico considera o quadro clínico do portador e a ausência de gonococo no exame de amostras uretrais. as orientações são semelhantes.O diagnóstico da gonorréia é feito com base no quadro clínico. disponíveis nas unidades de saúde para o portador e seu parceiro. Os parceiros sexuais também devem ser tratados. a hospitalização é indicada e o tratamento passa a ser direcionado em função do sistema atingido. pois isto pode transportar o gonococo dos genitais para a mucosa ocular não ingerir bebidas alcoólicas. gerando sérios desconfortos. Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas verrugas nas regiões genital anal e perianal. também conhecida como crista de galo ou verruga genital. O mais comum desses agentes é a bactéria Chlamydia trachomatis. Para seu tratamento utilizam-se antibióticos. podendo ocasionar infertilidade. causando dor e ardência ao urinar. O avanço das uretrites não-gonocócicas pode desencadear conseqüências em todo o corpo.

a clamídia alcança os gânglios e o portador desenvolve uma linfadenopatia regional. quando a lesão cresce demasiadamente. podendo ser complementado com biópsia. Linfogranuloma venéreo Também chamada de doença de Nicolas-Favre. com cauterização química (por podofilina ou ácido tricloroacético) ou térmica (criocauterização). causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. passar desapercebida. pode haver a necessidade de ser retirada cirurgicamente. com o cuidado necessário para não agredir as lesões. chamada de lesão de inoculação. atingindo o parceiro sexual. levando à necessidade da realização de cesariana. O diagnóstico do condiloma acuminado ocorre por exame clínico. A ocorrência de infecção pelo HPV também aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de colo uterino. febre e artralgias. A lesão secundária ocorre quando após alguns dias. ou seja. podendo levar à . É importante atenção a outras queixas. assim. Essa lesão regride espontaneamente. O doente não deve manter relações sexuais durante o tratamento. que poderá ser estendido ao parceiro. com saída de secreção purulenta e vários orifícios. atinge apenas um lado. É geralmente pequena. há um aumento dos gânglios na região ingüinal. adquirindo o aspecto de uma couve-flor. A terceira fase caracteriza-se pelo desenvolvimento de seqüelas que ocorrem principalmente quando o linfogranuloma afeta a região anal. que eliminam a clamídia. pois podem estar presentes outras patologias associadas. a doença manifesta-se em três diferentes fases. indolor. determinando o acompanhamento regular daquelas que já foram contaminadas por ele. Sua entrada no organismo ocorre através de lesões na genitália. essas verrugas podem crescer e unir-se umas às outras. causando dor. surge cerca de 1 a 4 semanas após a transmissão. A exemplo da sífilis. Sobre a região aumentada. A lesão primária. Porém. muitas vezes despercebidas.Com o passar do tempo e sem tratamento adequado. Orientações ao cliente: a realização da higiene com água e sabonete comum. Geralmente. podendo sua localização ser pouco visível nos homens e mulheres e. há a abertura de lesões. Quando afeta a gestante o crescimento das lesões pode obstruir o canal vaginal. Seu tratamento é feito em ambulatório. é uma doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual.

O contágio pode ser sexual ou por contato com fômites. quando o hemófilo atinge os gânglios. em forma de pequenas bolhas agrupadas. ou seja. Tal secreção contém vários hemófilos. É comum surgirem lesões nas coxas dos homens doentes. o que torna fácil a transmissão. Antes do surgimento das lesões. Sua principal característica é o surgimento de várias lesões. e ao aparecimento de lesões sobre os bubões. entre 2 e 5 dias após o contágio – que ocorre pelo contato com a secreção que sai das lesões do parceiro sexual. causa lesões vesiculosas. que se rompem dando origem a úlceras e. As lesões são dolorosas. podendo ser auxiliado com a realização de exames complementares. ao multiplicar-se na pele ou mucosa da genitália. porém mais brando. As lesões regridem espontaneamente e o vírus permanece no organismo em estado latente.obstrução do ânus e à formação de fístulas e causar infecção disseminada por outros órgãos e tecidos pélvicos e abdominais. quando a lesão da glande encosta na coxa transporta a bactéria. estímulo à adesão ao tratamento e encaminhamento do parceiro à consulta na unidade de saúde. Orientação aos clientes incluem: abstenção de relações sexuais. Seu diagnóstico é feito a partir do quadro clínico e exame de esfregaço da lesão. Usualmente provoca lesões nos órgãos genitais. dos tipos I e II. agravando o quadro clínico de seu portador. de contágio exclusivamente sexual. o quadro clínico é semelhante ao da primeira infecção. surgindo uma nova lesão. . depois. Cancro mole Causada por uma bactéria chamada Haemophilus ducrey. O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. a crostas. O HSV. O tratamento é realizado com antibióticos. É aconselhável a drenagem linfática como forma de alívio à dor. As recorrências de ativação do vírus estão ligadas ao estresse do portador. cerca de 3 a 14 dias após o contágio. com facilidade para o sangramento. exposição à radiação ultravioleta (luz do sol). embora possa provocar lesões em qualquer parte do corpo. febre e imunodepressão. entre outros fatores. de fundo irregular coberto de secreção fétida e amarelada. higiene cuidadosa da genitália. Ao ser reativado. Herpes genital É causada pelo Herpes simplex vírus (HSV). pode haver sensação de ardor e prurido local. como a cultura da clamídia e o exame bacteriológico direto. Podem levar ao desenvolvimento de linfadenopatia ingüinal unilateral (bubão). O diagnóstico considera o quadro clínico. por autoinoculação.

Podem ser usados antibióticos. O diagnóstico pode ser feito através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. como a citologia. utilizar apenas sabonetes neutros na higiene íntima. até que o episódio acabe. O tratamento é realizado com a utilização de antifúngicos. aspecto vermelho vivo e fácil sangramento. e por ulcerações. múltiplos ou únicos. Orientações ao cliente: higiene cuidadosa da genitália e abstenção sexual durante o tratamento da doença. O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e na realização de pesquisa pelos corpúsculos de Donovan. o que dificultaria a reativação do vírus. vermelhidão e edema da vulva e corrimento branco. Donovanose É uma DST encontrada em países de climas tropical e subtropical. A presença dessas condições permite que o fungo se multiplique e. Caracteriza-se pelo aparecimento de nódulos subcutâneos. portanto. sem cheiro e espesso. Candidíase (monilíase) É uma das DST mais freqüentes. É causada por uma bactéria denominada Calymmatobacterium granulomatis. como gravidez. que surgem quase sempre nas regiões de dobras e na região perianal. . O tratamento é feito com a utilização de antibióticos. não enxugar a vulva com rispidez após usar o vaso sanitário. dentre outras. como o Brasil. no caso de complicações como a infecção das lesões por bactérias. Aids. não manter relações sexuais enquanto estiver em tratamento. com sua superpopulação. e se manifesta mediante condições de desequilíbrio da flora vaginal. Orientações ao cliente: passar a ferro o forro das roupas íntimas. produza os sintomas de candidíase. não compartilhar roupas íntimas. A herpes não tem cura. uso de medicação imunossupressora e hábitos de higiene inadequados. É causada pelo fungo Candida albicans. que habita a mucosa vaginal. As principais manifestações clínicas incluem prurido vulvar. ardor ou dor ao urinar. o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas. Alguns médicos prescrevem vacinas específicas para estimular a defesa do organismo. indolores. encaminhar os parceiros sexuais para tratamento. com a drenagem das lesões e o uso de antivirais tópicos. Essas ulcerações.O diagnóstico é feito basicamente através do exame clínico. em material coletado através de biópsia. diabetes. apresentam odor fétido. sem causar sintomas em 10% a 20% das mulheres. transmitida pelo contato com as ulcerações presentes no doente.

Isso ocasionará infecção vaginal ou uretral. que atinge a mucosa genital após relação sexual com indivíduo portador. afirma-se que mais de 50% das mulheres portadoras são assintomáticas. que pode ser transmitida através das relações sexuais. assintomático ou não. de uma espécie diferente daqueles que infestam os cabelos e o corpo. É causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. onde tanto podem passar sem causar qualquer sintoma como podem levar à ocorrência de distúrbios diarréicos severos e importantes. O doente apresenta corrimento amarelado. tratando-se de uma infestação de piolhos nos pêlos da região genital. o que pode provocar até ulcerações na pele sob os pêlos e conseqüente infecção destas pelas bactérias presentes nas mãos/unhas e nos próprios piolhos. agente da pediculose genital. ardência e prurido na região genital.Tricomoníase Trata-se de uma doença muito mais freqüente nas mulheres do que nos homens. . também causa intenso prurido. e não na vagina ou pênis. de cama e toalhas. A disseminação se dá por hábitos de higiene inadequados. O Phtirus pubis. transportando os parasitas. pós evacuação. dor no ato sexual (dispareunia). de cama e de banho utilizadas sejam trocadas constantemente e fervidas. Pode ser causada pela higiene incorreta. da mulher portadora desses microrganismos trazendo restos de fezes para a mucosa genital. especialmente na região do púbis. enfatizando-se a higiene íntima. sendo mais freqüentes entre as mulheres. O tratamento é feito com uso de sabonetes especiais à base de permetrina. Pediculose genital É conhecida como “chato” ou ftiríase. O tratamento é feito à base de antifúngicos. Recomenda-se que as roupas íntimas. Diagnóstico ocorre através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. e a convivência estreita em locais com más condições de higiene. procurando-se retirar os piolhos e lêndeas dos pêlos.como compartilhar roupas íntimas. consiste na verificação da concentração da coceira nos pêlos. espesso. No entanto. Giardíase e amebíase A giardia e a ameba são protozoários freqüentemente presentes no trato intestinal. quando se fixam na pele para sugar o sangue do indivíduo. de odor fétido. embora os piolhos circulem livremente e possam causar prurido também nessas regiões. O diagnóstico da pediculose.

é importante realizar: busca de portadores assintomáticos de DST durante a realização de atividades ligadas à discussão da sexualidade. O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados ou mesmo pela detecção dos parasitas após a realização de exame preventivo ginecológico. para rastreamento com o teste VDRL. Na rede básica de saúde. Sugerimos a todos que acessem o portal do Ministério. Grande parte dos dados contidos nesta apostila são provenientes de material disponibilizado.br. A pesquisa dos parasitas nas fezes é essencial para determinar a escolha correta do tratamento. e aprofundem seus conhecimentos. com vistas à eliminação da sífilis congênita. • • • • • Durante todo o processo que envolve desde a captação até a assistência a um portador de DST/AIDS. folders e manuais pelo Ministério da Saúde.Sua transmissão também pode ser facilitada pela realização de sexo anal. através deste endereço eletrônico. na detecção precoce e no tratamento oportuno para os portadores de DST/AIDS e seus parceiros. . essas ações são concretizadas através da realização de várias atividades. os esforços dos profissionais de saúde devem estar comprometidos com trabalhos de educação em saúde que estimulem os indivíduos à reflexão sobre como as condutas sexuais por eles adotadas podem estar influenciando o aumento do risco de se contrair DST/AIDS. sem utilização ou troca de preservativos. é necessário que os profissionais estejam preparados para realizar uma forma de abordagem denominada aconselhamento. que pode ser individual ou em grupo. seguido de sexo vaginal.gov. o Ministério da Saúde estruturou programas cujas ações se baseiam na prevenção da ocorrência de novos casos. e seu encaminhamento para o atendimento adequado. Ações de atenção básica frente às DST/AIDS Objetivando alcançar o controle das DST/AIDS. para manejo adequado. No nível das ações de atenção básica. triagem e referência dos pacientes com DST e seus parceiros às unidades básicas de saúde. a quem damos o devido crédito. Na unidade de saúde ou na comunidade. disponíveis na rede básica de serviços de saúde. A prática de sexo anal seguida de sexo oral favorece o processo de transmissão da giardíase e amebíase. ou pela distribuição de cartilhas. encaminhamento das gestantes ao pré-natal. que é feito utilizando-se antibióticos bastante potentes. atividades de educação em saúde e aconselhamento pré-teste anti-HIV para todos os portadores de DST e gestantes. www.saude.

por serem seguras e proporcionar a prevenção das DST/Aids: • uso de preservativos. • Encaixar a camisinha na ponta do pênis ereto. Condutas recomendadas. Também não é verdade que uma pessoa não possa ter DST mais de uma vez. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. o ato sexual já pode ser iniciado. Essa ponta é que vai acumular o sêmen expelido durante a ejaculação. todas as oportunidades que surgirem para a realização de atividades junto à população exposta ao risco de contrair e/ ou transmitir essas doenças devem ser aproveitadas. para diminuir as chances de transmissão de DST. • Apertar a ponta da camisinha. • fazer higiene após o ato sexual. encontram-se disponíveis nas unidades de saúde e apresentam baixo custo quando adquiridos em estabelecimentos comerciais. Instruções para o uso correto de preservativos masculinos • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. • Para cada ato sexual. procurando utilizar apenas materiais descartáveis. o que pode causar seu rompimento. para não formar bolha de ar durante sua colocação. Instruções para o uso correto de preservativos femininos . profissionais do sexo ou usuários de drogas injetáveis. em todas as relações sexuais que envolvam sexo oral e penetração vaginal ou anal. é capaz de reduzir o estresse do cliente e melhorar os índices de adesão ao tratamento. descartando-a no lixo. para não correr o risco de estragar a camisinha. a não ser aqueles à base de água. • Após a ejaculação. Nesse momento. estão expostos às DST/AIDS. Em caso de detecção de alguma alteração. objetivando diminuir o risco de contaminação de DST/AIDS. Além de serem de fácil utilização. deve-se procurar os serviços de saúde. utilizar uma nova camisinha. desenrolar a camisinha até a base do órgão e largar sua ponta. • redução de parceiros sexuais. com o auxílio de um espelho. Prevenção é o melhor remédio e informação é o melhor elemento de defesa contra as DST/Aids é a informação.O aconselhamento exige profissionais devidamente capacitados pois este consiste em apoio emocional e educativo. Assim. enquanto o pênis ainda estiver ereto. Não usar cremes ou loções. • não compartilhar seringas e agulhas com outros usuários de drogas injetáveis. • auto-exame dos genitais. O aconselhamento. como homossexuais. retirar a camisinha e dar um nó em sua abertura. É importante desmistificar a idéia de que apenas alguns grupos populacionais. constante discussão sobre a redução de riscos para DST/Aids e adoção de práticas sexuais seguras. desde que bem conduzido.

• os distúrbios dietéticos. encontram-se presentes de forma associada. Doenças crônicas não transmissíveis Estratégias para o controle das doenças crônico-degenerativas As atividades relacionadas ao controle da hipertensão arterial e do diabetes são operacionalizadas através do Programa Nacional de Controle da Hipertensão Arterial e Programa Nacional de Controle do Diabetes. mas a hipertensão arterial. • o tabagismo. Para o diabetes. É importante trocar a camisinha em cada relação sexual. impedindo o deslocamento da camisinha durante o ato sexual. os fatores relacionados à sua ocorrência são semelhantes e. para não correr o risco de estragar a camisinha. outros 30% seriam evitados com o combate ao sedentarismo. Fatores associados às doenças crônicas não transmissíveis • estresse decorrente da industrialização e do desenvolvimento econômico. segurando-o até a primeira penetração. Além disso. Exemplos: dependência de cocaína.• • • • • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. estima-se que metade dos casos novos poderia ser evitado com o controle do excesso de peso. maconha. A relação de doenças denominadas crônico-degenerativas ou modernas é bastante abrangente. • a obesidade. • o sedentarismo. Drogadição – é a dependência de um indivíduo em relação a uma substância química. descartando-a no lixo. em geral. Durante o ato sexual. Essas doenças podem ser prevenidas se houver ações educativas que trabalhem com a perspectiva de modificar o estilo de vida pouco saudável. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. As atividades desenvolvidas nas unidades básicas de saúde objetivam a captação dos clientes hipertensos e diabéticos pela adoção de uma estratégia de verificação dos níveis de pressão arterial em qualquer indivíduo assistido cuja idade . as doenças cardiovasculares (DCV) e o Diabetes mellitus serão especialmente estudadas. não é mais necessário segurar o aro externo da camisinha. Após a ejaculação do parceiro. • a ocupação ou o trabalho dos indivíduos. Esse aro é que vai ser encaixado em volta do colo uterino. Ajustar o aro externo (mais largo). retirar a camisinha. devido às altas taxas de sua incidência e prevalência em nosso país. Apertar o aro interno (o mais estreito) e introduzi-lo no canal vaginal. normalmente decorrente de seu uso abusivo. álcool. • o consumo de álcool. • a drogadição. também chamada droga. • o aumento da idade da população.

hipoglicemiantes orais. faz-se necessário realizar três verificações consecutivas. detectando fatores relacionados à ocorrência de hipertensão e diabetes. como eletrocardiograma. utilizando-se de drogas. que deve ser informado quanto à possibilidade de complicações das doenças. e de verificação de glicosúria em indivíduos com idade igual ou superior a 30 anos. Pressão Diastólica Pressão Sistólica Menor que 85 Entre 85 e 89 Entre 90 e 99 Entre 100 e 109 Maior ou igual a 110 Menor que 90 Menor que 130 Entre 130 e 139 Entre 140 e 159 Entre 160 e 179 Maior que 180 Maior ou igual a 140 Tipo de Hipertensão Arterial Normal Normal limítrofe Hipertensão leve (estágio 1) Hipertensão moderada (estágio 2) Hipertensão grave (estágio 3) Hipertensão sistólica isolada Campanhas de verificação de glicemia capilar ou de verificação de glicosúria são boas estratégias para a captação de clientes diabéticos. É importante sensibilizar o cliente para a importância da adesão ao tratamento.seja maior ou igual a 20 anos. sedentarismo e outros. para captar novos casos de hipertensão e diabetes. Os tratamentos da hipertensão arterial e do diabetes baseiam-se na adoção de medidas farmacológicas. incluem verificação de peso corpóreo e realização de alguns exames complementares. As atividades de educação em saúde em grupo favorecem o esclarecimento de dúvidas comuns a todos e a reflexão em conjunto sobre os estilos de vida que poderão trazer maiores benefícios para todos. igrejas. solicitados de acordo com o problema apresentado. através de dietas e atividade física. campanhas. urinálise. Uma vez inscritos nas atividades dos programas. A nãoadesão ao tratamento é fator decisivo para a piora do estado do cliente. . e não farmacológicas. garantindo melhores resultados através de atividades coletivas ou individuais de educação em saúde. bem como realizar orientações coletivas para prevenir complicações e controlar essas doenças. além da pressão arterial. O desenvolvimento atividades no ambiente domiciliar é estratégia para a oportunidade de observação da realidade de vida e relacionamento das pessoas. Os clientes passam a receber os medicamentos necessários ao controle das doenças (drogas hipotensoras. dieta inadequada. cartazes. de acordo com a relação de medicamentos constantes da farmácia básica. praças e escolas. insulina injetável). os clientes submetem-se a avaliações periódicas que. em dias alternados. entre outras medidas. Para a confirmação de um caso de hipertensão. bioquímica do sangue. como tabagismo. seja com discussão em grupos. Muitas equipes do Programa Saúde da Família optam por organizar e participar de eventos com atividades extramuros. em associações. criando a possibilidade de discutir as modificações que produzirão benefícios para a saúde.

orientação.confortáveis. • redução do consumo de café. na Primeira Conferência Internacional sobre a Atenção Primária em Saúde. Medidas terapêuticas não-farmacológicas • restrição ou eliminação de hábitos pouco saudáveis (alcoolismo. drogadição). após o banho. • restrição do consumo de carboidratos. Nesse sentido. as atividades ao ar livre são bem-vindas. organização da agenda para o retorno dos clientes às consultas necessárias ao seu acompanhamento. • ao observar qualquer alteração na coloração dos pés ou ferimento. que devem ser mantidos limpos e secos. • necessidade de prática regular de exercícios físicos. verificação dos níveis de glicemia capilar. • para os diabéticos insulino-dependentes: cuidados na conservação e na autoadministração de insulina. realização de visitas domiciliares aos clientes faltosos ou necessitados de cuidados domiciliares. tabagismo. evitando passá-la entre os dedos (para evitar a umidade). • preferencialmente. realização dos curativos em clientes diabéticos com lesões. pesquisando-se a existência de feridas ou cortes não anteriormente percebidos. melhor será o andamento das atividades. aferição do peso para auxiliar no seu controle. • os pés devem ser atentamente examinados todos os dias. Os profissionais que atuam nos programas de controle do diabetes e hipertensão devem desenvolver os seguintes cuidados: verificação da pressão arterial. e sempre examiná-los por dentro antes de calçá-los. os pés devem ser hidratados com uma loção.Quanto mais descontraídos estiverem os participantes. • cuidados com os pés dos clientes diabéticos. usar sapatos fechados. organização e participação das atividades em grupo. a saúde foi reconhecida como fenômeno de determinação intersetorial e direito de todos. As práticas de saúde dão ênfase às ações ligadas às condições de vida de pessoas e coletividades. • manutenção de peso corpóreo próximo ao ideal. • ingestão de dieta pobre em sal e gorduras e. tal fato deve ser notificado ao profissional que acompanha o caso. Intersetorialidade: conceito e dinâmica político-administrativa do município Em 1978. acompanhamento da auto-administração de medicamentos via oral ou injetáveis. . pois oferecem oportunidades de lazer associadas à promoção da saúde. no caso do diabetes. • inclusão de atividades de lazer no cotidiano.

para enfrentar problemas complexos. tendo por base a promoção de saúde e a melhoria da qualidade de vida. mas que implicam na acumulação de forças. Por exemplo. É uma nova forma de trabalhar. “Como processo organizado. Ações que não necessariamente implicam na resolução ou enfrentamento final do problema principal. Para alcançarmos melhores indicadores na área da saúde. às ações. a ação intersetorial não é um processo espontâneo. Depende de uma ação deliberada. Portanto. Busca-se a ação de diversos órgãos como a polícia. A intersetorialidade é a articulação entre os diferentes setores que executam políticas públicas para planejamento conjunto dos problemas da população. é a articulação entre sujeitos de setores sociais diversos e. setores diversos do município. a capacidade de negociação e também trabalhar os conflitos para que finalmente se possa chegar. de saberes. de governar e de construir políticas públicas que pretende possibilitar a superação da fragmentação dos conhecimentos e das estruturas sociais para produzir efeitos mais significativos na saúde da população. poderes e vontades diversos. recolhimento de lixo. na construção de sujeitos. na descoberta da possibilidade de agir . compete ao Estado a integração e a efetivação de políticas sociais. com maior potência. Da mesma forma algumas doenças para serem prevenidas necessitam de saneamento básico.A concepção ampliada de saúde e a compreensão de que as ações de outros setores têm efeitos sobre a saúde individual e coletiva possibilitaram o surgimento de outras perspectivas de promoção e de cuidado à saúde. controle e vigilância no sentido de diminuir as causas que levam a violência. limpeza de terrenos baldios. sendo que o setor saúde é apenas um dentre eles. portanto. que juntos estabelecerão estratégias de prevenção. órgãos de educação. precisaremos desenvolver uma ação integrada com os demais setores que executam políticas públicas Diante de um enfoque intersetorial. por meio da atuação para mudar positivamente os elementos considerados determinantes do processo saúdedoença. em suma é possível perceber que o nível de saúde de uma população depende da ação de diversos setores que atuam na sociedade.2000) .“(Campos. a violência é um sintoma social que merece uma intervenção articulada. que pressupõe o respeito à diversidade e às particularidades de cada setor ou participante. coletivo. a defesa pública. Envolve a criação de espaços comunicativos.

ou fazem com que elas se tornem fontes de disseminação das contagiosas no ambiente escolar. O tema do problema a ser resolvido é que define a possibilidade de uma ação intersetorial. que criam o espaço possível de interação e de ação. fazem com que o setor saúde esteja mais mobilizado em propor a ação e a articulação intersetorial. entre tantos outros. pois. a intersetorialidade se alicerça na confluência das necessidades. faz com que a comunidade seja invadida por ratos e mosquitos que por sua vez transmitirão outros tipos de doença. De modo geral. doenças que fazem com que os adultos faltem ao trabalho ou rendam pouco. Um fator contribui para que a saúde provoque mais enfaticamente as articulações intersetoriais é a constatação diária dos limites do setor para enfrentar os problemas de saúde. Além disso. é fundamental a produção de resultados. que impede as crianças de ir a aula. como já colocado. a percepção muito clara do impacto de ações não especificamente setoriais sobre a saúde (saneamento básico. de enfrentar problemas concretos. também. Ele deve ser amplo o suficiente para despertar o interesse de todos os setores envolvidos como: qualidade de vida. que diga respeito não só a saúde mas a todos os demais setores envolvidos. de efetividade e de eficácia. exclusão social. urbanização. no entanto. que ainda que parciais. acessibilidade. Alguns dos resultados concretos da ação intersetorial podem ser medidos através de indicadores de saúde. A compreensão da determinação social do processo saúde-doença. meio ambiente. . necessita de ações educativas associadas a ações gerenciais e econômicas. As pessoas são mobilizadas pelas questões concretas. drogas. das pessoas e setores. violência .Por exemplo: o esgoto a céu aberto causa uma série de doenças. aqueles que estão prejudicando a todos e portanto criam em todos o interesse de que sejam resolvidos. etc. reais. visíveis. muitas das iniciativas intersetoriais têm partido ou contam com uma participação ativa importante de atores oriundos do setor saúde. Assim. A intersetorialidade é um instrumento poderoso. a expectativa de maior capacidade de resolver situações. perceptíveis para retroalimentar setores e pessoas participantes e evitar o desânimo e o abandono da linha conjunta de ação.Envolve. Um sistema social e político saudável. por exemplo) e da impotência setorial diante de certos problemas como a morbidade e mortalidade por causas externas. ou seja. deve ter relação com algum fato concreto que mobilize a todos. sejam palpáveis. ainda tem que se avançar muito no processo dentro da própria saúde e na sua articulação com os demais setores. Aliás. percebe-se que a consciência das limitações da ação setorial está mais clara no setor saúde. um verdadeiro circulo vicioso que prejudica a todos. São os problemas palpáveis.

mas colocarem suas vivências. suas experiências. o saber anterior individual ou coletivo do grupo que se pretende educar. a discussão de temas pertinentes àquele grupo. Trata-se de uma mudança de estratégia. O indivíduo coloca seu conhecimento. a pesquisa. educação e comunicação: conceitos. o que esta incomodando e oprimindo e propicia ao interlocutor o prazer de descobrir as respostas ao problema.Informação. como ela o atinge e aos seus. A melhor forma de aprender é trocando experiências. a investigação. Uma discussão saudável que permite aos demais não só opinarem naquele caso concreto. o detentor do conhecimento a ser transmitido. diferenças e interdependência. Um elemento fundamental do seu método e o fato de tomar. como ponto de partida do processo pedagógico. Educação Popular não e o mesmo que educação informal. incentivando a troca de experiências. ao invés de procurar difundir conceitos e obrigar a comportamentos que considere corretos. em uma discussão aberta. mas a ampliação dos espaços de interação cultural e negociação entre os diversos atores envolvidos em determinado problema social para a construção coletiva do conhecimento e da organização política necessária à sua solução. Este processo enfatiza não a simples transmissão de conhecimento. como forma de promover o crescimento da capacidade de analise critica sobre a realidade e o aperfeiçoamento das estratégias de luta e enfrentamento dos problemas inerentes àquela comunidade. Fazer entender o mecanismo é bem mais produtivo do que Formas de aprender e ensinar . . a forma como enxerga uma situação. a forma como lidam ou lidariam com aquilo. procura problematizar. e o assunto é colocado em discussão. A educação popular busca trabalhar a participação popular em um processo de aprendizado coletivo. Trata-se de uma estratégia de construção da participação popular no redirecionamento da vida social.

sendo fundamental que o processo de discussão não se coloque de cima para baixo. Nesse processo a educação visa que as pessoas e os grupos sociais assumam maior controle . se abster de algo. ele aceitará genuinamente a privação encarando-a como forma de solução de um problema. Na educação popular. A educação popular é um instrumento de construção de uma ação de saúde mais integral e mais adequada à vida da população. e mantenha suas iniciativas. por exemplo. provenientes do respeito e do livre convencimento. Este processo de educação da saúde em contexto. confiante. tende a gerar frutos excelentes. respeitando e adequando os conhecimentos populares.simplesmente impor. Essa valorização do saber e dos valores do educando permite que ele se sinta tranqüilo. Pois se o indivíduo entender os motivos pelos quais deve. de forma a buscar a confiança e a integração com a comunidade. não basta que o conteúdo discutido seja do interesse do indivíduo. A Educação Popular é um instrumento metodológico fundamental no sentido da construção de um processo de atenção à própria saúde e à saúde integral do grupo comunitário em que se esta inserido.

sobre a própria saúde e suas vidas e em que a racionalidade do modelo biomédico dominante seja transformada em práticas do dia-a-dia. O indivíduo passa a viver em prol da própria saúde, pois incorporou os hábitos necessários para mantê-la, não como uma imposição, mas por consenso. Nesse sentido, a Educação Popular não e mais uma atividade a ser implementada nos serviços, mas uma estratégia de reorientação da totalidade das praticas executadas na comunidade, na medida em que investe na ampliação da participação da população, que uma vez, dinamizada, passa a questionar e reorientar tudo.

Cultura popular e sua relação com os processos educativos
“Colocar a educação popular como uma estratégia política e metodológica na ação do Ministério da Saúde permite que se trabalhe na perspectiva da integralidade de saberes e de praticas, pois proporciona o encontro com outros espaços, com outros agentes e com tecnologias que se colocam a favor da vida, da dignidade e do respeito ao outro. Trabalhar com a educação popular em saúde qualifica a relação entre os cidadãos, definidos constitucionalmente como sujeitos do direito à saúde, pois pautase na subjetividade inerente aos seres humanos”. (MS- caderno de educação popular e saúde) A primeira medida a ser tomada ao assumir a estratégia de interligar a educação e saúde na comunidade, é buscar contato com a cultura local e o imaginário popular para a definição para a definição de formas de atuação.

Antes de tudo o ASC deve ouvir. É através de uma escuta sensível e afetiva que o profissional ganha a confiança da pessoa e aprende mais sobre a comunidade. Seus anseios, suas crenças, suas convicções. O passo seguinte, nas palavras de Paulo Freire, é “desmontar a visão mágica”. Isso significa desestruturar alguns conceitos para construir outros.

Medidas empíricas - são medidas empregadas sem comprovação científica de sua eficácia. Em muitas regiões do país, as pessoas amarram fitas vermelhas no pescoço quando pegam caxumba, por exemplo.

O processo deve ser cauteloso para não ferir egos. O ideal é fazer com que a pessoa chegue as conclusões esperadas sozinha, através de um processo de raciocínio orientado de forma suave, mas, firme. Partir de situações concretas é uma boa técnica. As rodas de conversa são bastante eficazes para isso, pois o assunto é debatido de forma plena, abrindo várias oportunidades para a intervenção sutil e para o redirecionamento que pode ser feito através de uma simples pergunta.

Não dá pra beber água fervida... ela é muito “pesada”

Já experimentou “bater a água” antes de beber?

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Feita a pergunta, cria-se a dúvida. Existindo dúvida cria-se a oportunidade de aprendizado, que pode até mesmo ter desdobramentos práticos. É fundamental estar com o outro, aprender com o outro. A troca é importantíssima no processo. Admitir que atitudes da comunidades estão certas e que aquele pode sim ser o melhor procedimento, ainda que não científico. Trata-se de unir a teoria e a prática. Da mesma forma, é preciso assumir a ingenuidade do indivíduo em relação ao tema, ao problema ou ao próprio procedimento de promoção de saúde, eles não conhecem a realidade que queremos mostrar, temos que conhecer a dele, para estabelecermos as pontes de comunicação.

Algumas formas utilizar a cultura popular no processo educativo Construir novos processos de trabalho que incorporem o saber popular Produção de saúde e co-produção de autonomia, capacidade de pessoas e coletividades compreenderem e agirem sobre si mesmos e sobre os contextos cotidianos. Expressões artísticas como forma de divulgação de informações e de compartilhar sentimentos e verdades do contexto local Comunicação como ação que implica na integração social

Participação e mobilização social: conceitos, fatores facilitadores e/ou dificultadores da ação coletiva de base popular
A Constituição Federal do Brasil garante ao cidadão o direito de ser assistido em suas múltiplas necessidades, mas este mesmo cidadão precisa estar consciente de sua responsabilidade na busca por melhores condições de vida. As visitas são instrumentos de trabalho preciosos no cuidado estratégico da saúde das famílias, devendo ser utilizadas nas mais diferentes formas de acompanhamento de seus membros, em suas situações peculiares de saúde-doença e nos diferentes momentos de seu ciclo vital. A visita é essencial ao processo de vigilância à saúde, tendo por finalidade acompanhar a situação de saúde de cada membro da família, esperando-se a produção de resultados positivos através da antecipação de diagnósticos personalizados, do atendimento e de maior orientação ao indivíduo e sua família. Por outro lado, é preciso ponderar que o desenvolvimento de ações no domicílio aproxima o trabalho profissional da dinâmica de vida das famílias, colocando em cena seus modos de lidar com a vida e os problemas de saúde, questões de subsistência, aspectos religiosos e culturais, afetividades e outras subjetividades, que implicam em desafios para os profissionais. Nesse sentido, as famílias que se encontram em situação de maior vulnerabilidade devem ser apoiadas intensivamente. A linha de separação entre o cuidado e atenção intensiva a intromissão é tênue, existindo relatos de pessoas que acreditaram que esta barreira foi ultrapassada, seja pelo excesso de zelo do profissional, seja pela conduta equivocada do profissional. É essencial, que as especificidades dos cuidados direcionados a

Liderança é um fenômeno de grupo. pois estas características remetem à esperada ampliação do acesso e equidade. os Agentes Comunitários de Saúde podem contribuir para desencadear um processo de envolvimento das lideranças locais na discussão sobre os problemas de saúde e seus determinantes sociais.situações peculiares de saúde-doença na família não anulem a sua autonomia e viceversa. Buscar os formadores de opinião para participarem ativamente nos processos educativos e na elaboração dos projetos de melhoria para a comunidade. que envolve a capacidade de um indivíduo. não deve se consolidar como uma prática de controle sobre a vida e os comportamentos em saúde das pessoas. Existem quatro pessoas a quem se dá os nomes de: porteiro. O ACS deve procurar detectar quem são os verdadeiros lideres da comunidade. zelador. são elas que efetivamente fazem a comunidade funcionar. Sob risco das políticas tornarem-se medidas não apropriadas para a população. Outro aspecto muito importante na organização dos programas e na prática em saúde coletiva é a identificação das necessidades sentidas pela população-alvo. A equipe de saúde da família tem que levar em consideração este aspecto da realidade. Lideranças: Conceitos. Não poucas vezes o líder eleito não tem o real poder de fazer com que as coisas aconteçam. bloqueando-se a ação direcionada a necessidades mais abrangentes e à produção de autonomia. captador de notícias e corretor. A idéia de monitoramento da saúde-doença. Reconhecer os problemas sempre foi uma função dos profissionais de saúde. de influenciar as pessoas à sua volta. tipos e processos de constituição de lideres populares Por conhecerem os membros da comunidade. porém é necessário identificar o que a população considera problema e quais são os mecanismos para o seu enfrentamento. o líder comunitário. com soluções tecnocráticas voltadas para problemas inexistentes ou pouco importantes para a população a quem se destinam as ações. proposta pela política de atenção básica. seja dos seus membros ou da família como um todo. é diminuir em muito os níveis de rejeição da população alvo. . A diferença de posicionamento frente a uma questão. motivando-as e compactuando-as em torno de um determinado objetivo comum.

São eles que podem conseguir as coisas. A quem você pediria ajuda se o telefone do bairro não estivesse funcionando? .. ou da industria. as ajudas. se passará pela “porta”. ou pastores. gostei. se sua família tivesse ido viajar? Os captadores de notícia São aquelas pessoas que sabem tudo o que esta acontecendo. A quem você pediria ajuda em uma emergência de madrugada. Uma pessoa influente que consegue controlar a maneira como os demais membros da comunidade se sentem em relação a novas pessoas e novas idéias. Toda comunidade tem zeladores. a aconselhar.. ou “mamães” . São sempre os primeiros a ficarem sabendo quando algo acontece. a escutar. Os zeladores São aquelas pessoas que os outros procuram quando estão com problemas.Os porteiros O porteiro de uma comunidade é aquele que decide se alguém será aceito. Aquela família nova que mudou. Falam bem e parece sempre terem argumentos para todas as situações. É aquela pessoa sempre pronta a ajudar. Quem seria a pessoa ideal para tentar explicar algo a alguém e evitar uma discussão desnecessária? Os corretores O corretor tem relações com amigos pessoais de pessoas-chaves do governo. você gostou deles? Sim. ou da diretoria do clube. a consolar. Dona Zinha me disse que eles são muito simpáticos “Dona Zinha” é a porteira.

distúrbios genéticos ou enfermidades degenerativas. muitas delas dependentes de tecnologia para manutenção da vida. Pessoas portadoras de necessidades especiais. As pessoas com necessidades especiais apresentam deficiências internas. Deficiente auditivo – é o acometido de perda parcial ou total da audição Deficiente visual – é aquele que possui diminuição da acuidade visual. adaptações. relacionadas a doenças crônicas. medidas facilitadoras de inclusão social e direitos legais Na denominação de indivíduos com deficiência física estão incluídos os portadores de dificuldades mentais. físicas. visuais e múltiplas. por já estar sedimentada pelo tempo. Portadores de deficiência: Deficiente físico – é o portador de alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano acarretando o comprometimento da função física. Deficiência A perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica. . • As pessoas da comunidades irão ver se elas estão boicotando ou participando dos projetos antes de tomarem suas próprias decisões em relação a aderir ou não. fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano.A importância de localizar e captar estas quatro pessoas consiste em dois motivos: • Elas tem as habilidades necessárias para organizar a comunidade. incentivar as mudanças e mobilizarem a comunidade. Deficiência permanente É aquela que não permite recuperação ou alteração apesar do aparecimento de novos tratamentos. meios ou recursos especiais. abordagem. com necessidade de equipamentos. auditivas. Incapacidade É a redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social.

pessoal. em 1984. orientação nutricional. habilidades acadêmicas. habilidades sociais. Deficiência múltipla – quando ocorrem associações de duas ou mais deficiências. assistência às doenças diarréicas e to infecções respiratórias agudas (IRA) e imunização. O ACS deve oferecer orientações necessárias para que a família saiba superar os obstáculos do dia-a-dia. Deficiente mental – é aquele cuja função intelectual é significativamente inferior à média. Estimular a família a incluir o portador de necessidades especiais nas atividades sociais Valorizar o lazer.redução do campo visual ou ambas. segurança. utilização da comunidade. iniciou a reestruturação do atendimento às necessidades da saúde da criança com cinco principais focos de atenção: crescimento e desenvolvimento. saúde. . atuais e condizentes com o contexto cultural da família Procurar apoio nas políticas públicas voltadas para o grupo Saúde da criança. lazer e trabalho trabalho. aleitamento materno. como limitações dos membros portadores de deficiência. tentando evitar o abandono e os maus tratos. do adulto e do Idoso Saúde da criança A criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC). Deve conversar com a família sobre como lidar com as dia. É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio e/ou de suporte. Habilidades adaptativas Comunicação. sendo a disfunção presente desde antes dos 18 anos e do associada a limitações em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas. do adolescente. cuidado pessoal. o contato com a natureza e os cuidados com o corpo orientar sobre as possibilidades de adaptação da casa às necessidades específicas do indivíduo fornecer informações claras.

que permite detectar a ocorrência de distúrbios nutricionais como baixo peso para a idade. seu estado vacinal. por meio da assistência aos aspectos preventivos e curativos. tornando-o mais resolutivo e capaz de prestar atendimento de qualidade às patologias de maior prevalência na população infantil”. contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente. destaca-se a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) e a inserção dos enfoques da saúde da criança. Por exemplo. através do método gráfico da “curva de crescimento”. O Cartão da Criança possibilita a identificação de distúrbios no crescimento. permite tanto o preenchimento como a interpretação de seus dados por qualquer profissional de saúde. De fácil utilização. É executada com uma abordagem por diagnóstico sindrômico. através da aferição pondero-estatural. e os principais direitos das crianças e deveres dos responsáveis. sem excluir problemas importantes. Os profissionais de saúde passam por treinamento específico.Apesar das diretrizes acolhidas ainda temos altas taxas de mortalidade perinatal. Cartão da Criança Instrumento que permite visualizar vários aspectos ligados às ações preventivas. avaliar se a criança está gravemente doente ou não. o que os torna capazes de avaliar rapidamente todos os sintomas da criança. ou seja. desde que orientado. o . desnutrição calórico-protéica ou sobrepeso. Nas atividades desenvolvidas pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde. alta prevalência de recém-nascidos de baixo peso. Além disso. ocorrência de agravos e condições perinatais. grandes diferenças entre as condições de saúde nos meios rural e urbano e alto índices de gravidez na adolescência. ganho de peso e altura. A guarda deste documento é responsabilidade dos pais ou responsáveis pela criança. É padronizado em todo o território nacional e pode ser utilizado no contexto da unidade de saúde. A AIDPI é uma estratégia que visa integrar as ações de promoção de saúde da criança. realizado considerando os sinais e sintomas apresentados pela criança e/ou relatados por seus responsáveis. estão relacionados alguns dos passos do desenvolvimento esperados para a criança em determinada faixa etária. Nele constam. informações sobre o crescimento e desenvolvimento da criança. ou nas atividades desenvolvidas pelos profissionais nos mais variados espaços sociais. em qualquer nível de atenção. se necessitará ser transferida a um hospital com urgência ou se o tratamento pode ser feito no ambulatório ou domicílio. A principal característica da AIDPI é a “focalização da atenção nas populações de maior risco e a revitalização do nível primário de atenção.

o crescimento e desenvolvimento alterados. nos domicílios e coletividade. os pontos são ligados uns aos outros. • o peso da criança será registrado diretamente no gráfico através de um ponto com a localização relacionada à idade da criança. • com as sucessivas pesagens. Por meio de ações educativas em saúde. desvios na alimentação. acompanhamento e educação específica em saúde saúde. O preenchimento do Cartão da Criança. imunização e a alimentação. formando uns o desenho da curva do crescimento.que auxilia no planejamento e implementação de ações que visem controlar estes o problemas. além de participar da orientação. A possibilidade de abordagem da criança nos espaços de sua vida cotidiana (domicílio e instituições de educação infantil) ampliam a (domicílio capacidade de atuação na prevenção de doenças. • a pesagem periódica da criança deve ser realizada em uma balança adequada à sua idade. as se linhas de cuidado que devem ser priorizadas nas ações de saúde dirigidas à atenção à criança são: Promoção do nascimento saudável Acompanhamento do recém recém-nascido de risco Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e Imunização Promoção do aleitamento materno e alimentação saudável Atenção aos distúrbios nutricionais e anemias carenciais Abordagem das doenças respiratórias e infecciosas . na promoção da saúde e identificação de necessidades especiais em tempo oportuno. pronta abordagem da criança com algum sinal de risco ou perigo. por exemplo. O agente comunitário de saúde e equipe do Programa de Agentes Comunitários de Saúde na atenção à criança Conforme o disposto no Manual do Agente Comunitário de Saúde do Ministério da Saúde – 2001. de acordo com a idade. essa equipe estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidad cidadania. Considerando-se as principais causas de morbidade e mortalidade infantil no país. todas as atividades contidas no cuidado à criança fazem parte do odas roteiro de abordagem da criança pelo agente comunitário de saúde/Programa de Agentes Comunitário de Saúde. segue as seguintes regras básicas: • o primeiro peso a ser registrado deve ser o peso ao nascer.

manter continuidade de visitas até o parto garantir a vinculação com a maternidade para o parto e intercorrências. No cuidado após o parto • conhecer o número de puérperas e recém-nascidos da área de abrangência para programar as ações de saúde e realizar visita domiciliar na primeira semana após o parto. observar e avaliar a mamada ao peito. • orientar e incentivar o aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido. encaminhando-a para o atendimento adequado (fluxo local). cuidados com recém nascido. ao parto normal. enfocando a importância da ordenha manual do leite excedente e a doação a um Banco de Leite Humano. do planejamento familiar.No cuidado pré-natal Captar a gestante para início do prénatal até o 4. hábitos saudáveis de vida. alertar sobre a importância da consulta de puerpério. orientar sobre sinais de alerta na gravidez. tais como diabetes e hipertensão. avaliar a mama puerperal e orientar quanto à prevenção das patologias. realizar busca ativa da gestante faltosa ao pré-natal. • avaliação da saúde da mãe. acompanhar o ganho de peso no decorrer da gestação. ofertar atenção à mãe adolescente conforme suas especificidades.º mês (120 dias) explicar sobre as doenças crônicas. orientar sobre alimentação saudável no decorrer da gestação e avaliar o estado nutricional da gestante. ofertar o atendimento clínico e psicológico à gestante vítima de violência doméstica e sexual. direitos da gestante e do pai. Calendário de vacinação da criança IDADE Ao nascer Ao nascer VACINAS BCG-ID Hepatite B DOSES Dose única 1º dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B . identificar a gestante em situação de risco para amamentação e encaminhá-la para grupos de apoio ao aleitamento materno ou Banco de Leite Humano. realizar práticas educativas com incentivo ao aleitamento materno. • checar e orientar sobre o registro de nascimento. identificar gestantes de risco e garantir atendimento no pré-natal alto risco ao encaminhar a gestante para a UBS. checar relatório de alta/cartão de pré-natal. • orientar sobre a importância da “Primeira Semana Saúde Integral”.

tétano e coqueluche Difteria. coqueluche. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Hepatite B Febre amarela Sarampo. rubéola e caxumba Poliomielite (paralisia infantil) Difteria. rubéola e caxumba Febre amarela 2 meses 2 meses 4 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 1º dose 1º dose 2º dose 4 meses 4 meses 6 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 2º dose 3º dose 6 meses 6 meses 9 meses 12 meses 15 meses 15 meses 4 – 6 anos 4 – 6 anos 10 anos VOP (vacina oral contra pólio) Hepatite B Febre Amarela SRC (tríplice viral) VOP (vacina oral contra pólio) DTP (tríplice bacteriana) DTP (tríplice bacteriana) SRC (tríplice viral) Febre Amarela 3º dose 3º dose Dose inicial Dose única Reforço 1º reforço 2º reforço reforço reforço .1 mês 2 meses Hepatite B Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 1º dose Hepatite B Difteria. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. tétano e coqueluche Sarampo. coqueluche. coqueluche.

Para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do útero. Ressaltese. Porém. assistência clínico-ginecológica (prevenção e controle do câncer ginecológico e de mama e prevenção das DST) e climatério. abordando-se as várias fases de sua vida. A ocorrência destes tipos de neoplasias expressa a baixa cobertura dos exames preventivos e pouco investimento em atividades de educação em saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a realização de exames preventivos em pelo menos 85% da população feminina com idade superior a 20 anos. Na assistência clínico-ginecológica há especial preocupação com a prevenção do câncer de mama e do câncer cérvico-uterino.consiste em um conjunto de ações educativas que visam aumentar o conhecimento da população-alvo sobre o câncer de colo do útero. Seu público-alvo são as mulheres entre 35 e 49 anos de idade. bem como nos manuais e normas técnicas elaborados pelo Ministério da Saúde. da adolescência à menopausa. O câncer do colo do útero é uma doença possível de ser prevenida e curada. estima-se que no Brasil apenas 8% a 10% das mulheres incluídas nesse grupo realizam o exame preventivo. O objetivo do programa é melhorar as condições de saúde da mulher e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade maternas. Todas as ações preconizadas pelo PAISM são encontradas nas áreas técnicas das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (Coordenação dos Programas de Saúde da Mulher). bem como treinamento e reciclagem constantes dos profissionais. quando se fizer necessário.Saúde da mulher A assistência a saúde da mulher está organizada num programa do Ministério da Saúde. o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Controle de Câncer de Colo Uterino – o qual utiliza as estratégias de ações educativas e aumento da qualidade dos serviços prestados pelo sistema de saúde. o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). pois 70% dos casos diagnosticados já estão em fases avançadas. . Este programa prevê a assistência à mulher de forma integrada. • descrição detalhada das atribuições de cada profissional no controle e tratamento. As etapas do Programa de Prevenção de Câncer do Colo do Útero (PCCU) são: • recrutamento . planejamento familiar (ciclo reprodutivo). tratamento e acompanhamento do tratamento do câncer de colo do útero. Entretanto. parto e puerpério (ciclo gravídico-puerperal). • coleta de material para o exame de Papanicolau (preventivo ou colpocitológico): consiste no preparo e orientação prévia da mulher. processamento e leitura do esfregaço no laboratório. incluindo a assistência ao pré-natal. ainda. coleta do esfregaço. consideradas como a população de maior risco. em nosso país representa a segunda causa de óbitos por neoplasia em mulheres. • avaliação do resultado. ser uma doença que incide mais em mulheres de baixo nível socioeconômico.

embora 99. como forma de vivenciar sua sexualidade e ter liberdade sobre a escolha de tornar-se mãe ou não. É recomendado ainda que todas as mulheres com mais de 40 anos de idade façam o exame clínico. Estimativas do INCA de 2003 indicaram 9. Uma das recomendações do Consenso é que o auto-exame isolado deve ser adotado como medida paralela à visita a um profissional especializado. o câncer mais temido pelas mulheres. que pretendem reduzir em pelo menos 20% as taxas de mortalidade pela doença no Brasil.9% das mulheres conheçam algum tipo de método anticoncepcional. É. do Ministério da Saúde.7% das mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) o utilizam. Além disso. . provavelmente.Câncer de Mama O câncer de mama é um grave problema de saúde pública. como aquelas que têm história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama. Essa redução tem sido verificada em países que adotaram medidas semelhantes. associado à mamografia anual. uma vez que possibilita a identificação precoce de quaisquer alterações das mamas. As questões referentes à saúde reprodutiva da mulher convergem para a abordagem sobre o exercício responsável do seu direito reprodutivo. o exame clínico das mamas. O câncer de mama representa hoje a principal causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras.335 óbitos pela doença e o surgimento de 41.610 novos casos somente naquele ano. o Consenso reúne novas estratégias para detecção precoce e tratamento. deve ser feito pelas mulheres a partir dos 35 anos pertencentes a grupos populacionais de alto risco. A principal e mais efetiva arma que contra ele dispomos é o seu diagnóstico precoce mediante realização do auto-exame das mamas . documento que norteará a política nacional para o controle do câncer de mama. pelo impacto psicológico que provoca.procedimento que permite à mulher participar do controle de sua saúde. responsável por significativo número de óbitos entre mulheres adultas. visto envolver negativamente as percepções da sexualidade e auto-estima. que consiste na avaliação de um médico. tanto por sua alta freqüência como. Planejamento Familiar Segundo o Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) apresentaram dia 02/04/2009. o Consenso Brasileiro de Mama. sobretudo. Obtido após reuniões técnicas com 70 especialistas de todo o País. com o máximo de dois anos entre os exames. Já as mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia. responsável pelo desenvolvimento das ações referentes ao ciclo reprodutivo. orienta-se especificamente por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações. O Programa de Planejamento Familiar. apenas 76.

o que reflete desvalorização e desrespeito à vida. a utilização de estratégias voltadas para a assistência no puerpério devem ser rotineiramente implementadas. planejamento familiar. parto e puerpério (período até 6 semanas após a gestação). O climatério inicia-se gradualmente e está associado a uma série de alterações em decorrência da perda de atividade dos ovários. No puerpério.meios. por exemplo. A assistência à mulher durante as fases do ciclo gravídico-puerperal compreende todas as ações previstas no Programa de Assistência Pré-Natal. em média. para que a mulher possa fazer a opção que a ela melhor se adeque. pois neste período há uma concentração de morbimortalidade para a mãe. hormonais (queda progressiva dos níveis de estrogênio).permitida tanto para homens como para mulheres com mais de 25 anos. No Brasil. ou pelo menos com dois filhos. entre outros sintomas. a mulher deve receber atendimento clínico e esclarecimentos sobre o retorno à vida sexual. ou quando há risco de vida à saúde da mulher ou do concepto. Para operacionalizar essa assistência. Embora recente. Cerca de 3. O objetivo destas atividades relaciona-se à redução das complicações durante a gestação. inclusive a esterilização voluntária .para 75 anos de idade. vantagens e desvantagens – tudo isto realizado através de metodologia de práticas educativas e acesso a todos os métodos. expressa em distúrbios psíquicos.000 mulheres morrem anualmente em alguma fase do ciclo gravídicopuerperal. visando promover uma vida digna nesta faixa etária. que sejam repassadas informações sobre a anatomia e fisiologia do corpo feminino. mastite e doenças circulatórias obstrutivas. incentivo ao aleitamento materno. É um período de transformações e ocorre entre os 40 e 65 anos. o qual deve ser estruturado com ações clínicas e educativas que visem garantir a saúde da mulher e de seu filho. métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade. Normalmente. os coeficientes de morte materna são considerados incompatíveis com o nível de desenvolvimento do país. passou a ser uma necessidade devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira como um todo . há uma divisão pautada nas fases do ciclo: pré-natal (gestação). e baixa qualidade dos serviços de saúde. As ações básicas previstas neste Programa preconizam. Esta fase do ciclo vital feminino indica que a mulher passou da fase reprodutiva. Assistência à saúde da mulher no climatério A assistência à saúde da mulher no climatério. infecção vaginal. métodos anticoncepcionais. genitais (ressecamento da mucosa vaginal) e psicológicas (depressão). práticas de puericultura e direitos previstos em lei para as mães que trabalham ou contribuem com a Previdência Social. causando mudanças metabólicas (modificações das lipoproteínas). mas sim acompanhamento às situações que possam oferecer algum risco à mulher ou impliquem perda de sua autonomia e/ou comprometimento de sua integridade física . ainda. não se faz necessário qualquer tratamento para a menopausa. que podem resultar em óbito materno e/ou fetal. o que não significa o fim de sua sexualidade. seu funcionamento.

Orientá-la nesta fase é sempre um desafio. Nesta faixa etária deve-se atentar para o aumento da ocorrência de DST/Aids. A assistência da mulher vitima de violência compreende: • Atendimento psicológico . valorizando as questões subjetivas expressas pela mulher (sentimentos. ficando exposta a adquirir uma DST/Aids caso não adote comportamento seguro.etc. sendo mais difícil mudá-las. o serviço de acompanhamento ginecológico e obstétrico das unidades de saúde deve estar estruturado para realizar as condutas e os encaminhamentos necessários. culpa e baixa auto-estima. medo.a presença de um psicólogo acompanhando o atendimento prestado à vítima imediatamente após a agressão. o profissional de saúde deve estar capacitado nos programas especiais de atenção. ocorre dentro de sua própria casa. pois suas opiniões já estão formadas.(como a predisposição à osteoporose) e emocional (baixa auto-estima.pois uma gestação nessa fase se caracterizaria em risco de vida tanto para a gestante como para o concepto. havendo inclusive recusa em ser assistida por profissionais do sexo masculino. dúvidas. procurando proporcionar-lhe algum conforto para que possa sentir-se menos constrangida diante de toda a situação em que está envolvida. é importante que os profissionais de saúde envolvidos sejam sensíveis às dificuldades que a mulher apresenta para relatar o acontecido. Outro aspecto é o fato de a mulher viver um relacionamento duradouro e estável. mas há muitas barreiras para enfrentar tal problema. incertezas). assim como a saúde. Cabe neste momento reforçamos a necessidade de que seja prestado um atendimento humanizado. realizada por alguém conhecido :pai. a violência contra a mulher. da violência contra homens. tanto nos espaços urbanos como nos rurais. marido. Ao ser procurado por uma mulher que sofreu violência. é importante ressaltar a atenção que deve ser dada às questões reprodutivas pelo menos até um ano após a menopausa . vem se destacando. Por não mais se preocupar com a hipótese de uma possível gravidez. Muitas vezes. seja nos aspectos físicos seja nos psicológicos. cujas causas residem principalmente nas condições de desigualdade social e falta dos recursos necessários para reduzir as desigualdades. para garantir que o abuso por ela sofrido gere o mínimo de medo. receio de “não ser mais mulher como era antes”). mulheres e crianças. e de investimentos na segurança propriamente dita. Dentre todas as formas. além de necessária é muito importante para garantir os resgates da . irmão. Além disso. Assistência à mulher vítima de violência sexual A assistência à mulher vítima de violência sexual tornou-se uma necessidade devido ao aumento. A segurança. ou durante algum período após. Como o climatério é um período de transição. tanto física quanto sexual. a mulher sentese mais livre para os relacionamentos sexuais. namorado. o que a faz acreditar que não corre o risco de adoecer. é dever do Estado. Durante o atendimento.

cultura. Saúde do adolescente A importância demográfica do grupo de adolescentes.procurando garantir que a mulher não adquira algumas destas doenças. . a sua qualidade de vida. justiça. Se não quiser assumir a maternidade da criança. de um possível óvulo fecundado. Apesar de todas as condutas implementadas.o médico deve prescrever os medicamentos antiretrovirais.• • • • • • • • • identidade e dignidade da mulher. a especial atenção e mobilização dos vários setores de políticas públicas e da sociedade civil para que os jovens tenham acesso a bens e serviços que promovam sua saúde e educação. para impedir a implantação. após este prazo pode vir a ter sérias complicações. Este é um dos poucos casos em que a lei permite a interrupção da gravidez. como cabelo.deve ser oferecida vacinação contra a hepatite B. Prevenção das DST mais comuns . faz-se preciso realizar sutura do períneo ou vulva. a mulher deve ser encaminhada à assistência prénatal. Prevenção da infecção pelo HIV . trabalho. e sorologia para sífilis. em decorrência da violência do ato sexual. Periodicamente. Alívio da dor e tratamento das lesões . bem como às questões econômicas e sociais nas suas vertentes de educação. quando este for desconhecido. decorrente de um ato de violência sexual. auxiliando-a na superação do sofrimento gerado. Prevenção da hepatite B . constituindo-se em provas do crime. Apoio laboratorial . Exame de corpo delito – realizado por profissionais de saúde e por peritos policias.é necessário que a vítima de violência sexual seja acompanhada para avaliação tanto das repercussões do ato sexual em seu corpo como da eficácia do tratamento instituído. até 20 semanas de gestação. tecido de roupa e outros vestígios que possam viabilizar a identificação do agressor. Caso decida prosseguir com a gestação. Às vezes. melhorando. devem ser realizadas pesquisas do vírus da hepatite B e do HIV. deve ser orientada quanto aos mecanismos disponíveis para o processo de adoção. lazer e outros determinam a necessidade de atenção mais específica e abrangente. com coleta de sêmen e de outros materiais biológicos ou não. se a mulher vier a desenvolver alguma doença decorrente do ato sexual deve ter a garantia de que receberá tratamento. Exige. no endométrio. desde que tomados num período curto (de 24 a 36 horas) após a exposição. no máximo. além da gamaglobulina hiperimune contra a hepatite B (HBIg). Contracepção de emergência . São prescritos hormônios num prazo de até 72 horas após o ocorrido. esporte. assim. como um todo. indivíduos na faixa etária de 10 a 19 anos.são indicados cremes ou pomadas para auxiliar na cicatrização das lesões. e cuidados para que a cliente se sinta menos desconfortável após a agressão. geralmente prescreve-se antibióticos de amplo espectro.recurso utilizado para evitar a ocorrência de uma gestação totalmente indesejada. mas é aconselhável que a mulher faça este procedimento com. Questão fundamental é a gravidez indesejada decorrente de violência sexual. e sua vulnerabilidade aos agravos de saúde.

entre outros adolescentes. é necessário conhecer seus problemas. Para tentar superar esta situação e estabelecer a assistência adequada às necessidades dos jovens. que atendimento receberá?” O profissional de saúde e o cliente adolescente A adolescência é uma fase da vida marcada por profundas transformações físicas. entre outros. e não-educativo participativo. foi criado o PROSAD. com um enfoque integral as ações . Não raramente há nos serviços de saúde um despreparo profissional e institucional para oferecer atendimento às necessidades específicas dessa clientela. O desafio na formação do profissional que vai lidar com o adolescente é a transmissão de atitudes éticas e legais dentro de uma lógica harmônica e com princípios claros. esporte. As diretrizes do Programa de Saúde do Adolescente procuram atender as principais demandas desta parcela da população. Conseqüentemente.70 de altura. seja nas unidades básicas de saúde. “Um adolescente de 13 anos. É preciso estimular a inserção do jovem nos serviços de saúde e em outros serviços de caráter intersetorial com a educação. que propôs as alterações necessárias para o enfrentamento da problemática que atinge esse segmento populacional. gerando uma demanda reprimida. deve ficar internado na pediatria ou na clínica médica? E em uma unidade básica de saúde. hospitais ou domicílios. o Programa de Atenção à Saúde do Adolescente. Nesta fase ocorre a definição dos valores. perspectivas de futuro. de modo que possam. como escolha de carreira. é também muito importante orientar os responsáveis para que tratem o Cartão da Criança como um documento e o levem para ser utilizado pelas equipes de saúde. com 1. além da falta de priorização dos adolescentes enquanto usuários. as iniciativas de atenção ao adolescente restringem-se a um atendimento assistencialista/curativo. resultando na tomada de decisões que influenciarão o resto da vida. lazer. É necessário colocar à disposição do adolescente uma grande gama de informações que contribuam de forma positiva para escolhas saudáveis. com acesso restrito. tornar-se multiplicadores destas informações.Os serviços que prestam assistência adequada às necessidades destes jovens são insuficientes. A assistência à saúde do adolescente Em 1989. liberdade crescente. psicológicas e sociais. escola. definição das tendências sexuais.

beijos e toques e a descoberta do outro como importante e significativo. Atenção ao crescimento desenvolvimento e Baixa escolaridade e inserção precoce inclusão na escola. intervenções no mercado de trabalho no processo de exclusão do mercado competitivo de trabalho: sua origem na infância desvalorizada. tratamento e recuperação e promoção à saúde para a melhoria dos níveis de saúde da adolescência e juventude. o registro das informações. Nesta fase. associados a todas as mudanças percebidas pelos adolescentes. no feminino. capacitação profissional. podem desenvolver sua sexualidade com culpa. detecção e tratamento de agravos à saúde decorrentes de trabalhos insalubres. geram uma série de sensações e dúvidas.serão promovidas e efetuadas dentro do conceito de saúde proposto pela OMS como o “completo estado de bem-estar biopsíquico e social. entre os 10 e 14 anos. ocorrem as mudanças físicas que transformam a menina em mulher e o menino em homem. medo ou vergonha. busca de fatores causais para eventuais distúrbios detectados. O início do ciclo menstrual e da primeira ejaculação. oferecendo informações que esclareçam todas estas transformações e ações educativas que propiciem aos adolescentes participação ativa nas reflexões e discussões sobre o que lhes acontece. sobre os fatores capazes de atingir o crescimento e desenvolvimento. com a descoberta do próprio corpo e de novos sentimentos como amor e paixão. o corpo desenvolve plenamente os órgãos que garantirão suas funções reprodutivas. na unidade de . e manutenção das atividades de forma a intervir. O despertar para a sexualidade intensifica-se na adolescência. Os profissionais que realizam atendimento aos adolescentes devem conhecer os fatores associados à expressão da sexualidade e à ocorrência de problemas nesta área. Sexualidade e saúde reprodutiva Na adolescência. integradas e intersetoriais. Caso contrário. Portanto. interpretadas segundo parâmetros estabelecidos. Assim. será possível planejar ações junto aos adolescentes. Os procedimentos realizados devem envolver os esforços de toda a equipe. e não apenas a ausência de enfermidades ou doenças”. voltadas para o diagnóstico precoce. Este fenômeno se chama puberdade e ocorre. neste período é importante estabelecer o diálogo. e entre os 9 e 13 anos. no sexo masculino. de modo a garantir a obtenção regular de dados sobre o crescimento e desenvolvimento. quando necessário. em geral. carinho. constituindo-se como um conjunto de ações.

escolas. de forma que a manifestação da sexualidade seja discutida de modo responsável e amadurecido. mais de 50 mil adolescentes foram atendidas em hospitais públicos para curetagem pós aborto. gerando dúvidas e ansiedade para o adolescente. O ideal seria que sempre usassem o preservativo (masculino ou feminino). que é a falta de perspectiva de vida. Assim sendo. Se nessa discussão for detectado algum distúrbio físico ou psicológico. deve-se proceder . . e sabemos que o adolescente preocupa-se mais em evitar a gravidez do que em prevenir as DST/AIDS. A sexualidade é uma forma muito particular em cada indivíduo. sendo que quase três mil delas tinham de 10 a 14 anos. com maior percentual entre aquelas que têm de 15 a 19 anos de idade – o que talvez possa ser explicado pelo fato de que apenas 54. nem acidental. Aproximadamente. mais de sete mil jovens – cinco por minuto – são infectados pelo HIV. clubes. igrejas). 80% das transmissões do HIV decorrem do sexo desprotegido. Estudos realizados na Santa Casa de São Paulo apontaram que 47. como se a gestação pudesse lhes tornar adultas e independentes mais cedo. que lhes proporciona essa dupla proteção. levantamentos realizados vêm apontando diminuição nas taxas de fecundidade em todas as faixas etárias. Os profissionais de saúde devem estar preparados e sensibilizados para prestar aconselhamentos a adolescentes de ambos os sexos.saúde ou na comunidade (associações de moradores. responderam que desejaram ficar grávidas. A única exceção ocorre entre as adolescentes. o que representa a metade de todos os casos registrados. Suas várias formas de manifestação são influenciadas pelos costumes. e que muitas o façam de forma incorreta. o que indica outra questão a ser enfrentada.1 destas jovens utilizam algum método contraceptivo. A gravidez na adolescência é considerada um fator que pode desviar os adolescentes do seu projeto de vida. mas nem sempre é indesejada. desenvolvendo atividade de expressão de sentimentos.1% das 384 adolescentes primigestas.6 milhões por ano. que não depende apenas de fatores biológicos (sexo) e deve ser respeitada. pressões sociais e preconceitos. Em 1998. Estima-se que 10 milhões de adolescentes vivem hoje com o HIV ou estão propensos a desenvolver a AIDS nos próximos anos. Há algumas décadas. observou-se um aumento de 31% no percentual de parto de meninas de 10 a 14 anos atendidas na rede do SUS. Muitas jovens engravidam em função de um problema social. Em todo o mundo diariamente. cultura. É bem verdade que nem sempre as gestações na adolescência são indesejadas. torna-se imprescindível reexaminar as concepções implícitas nas abordagens convencionais de prevenção da gravidez na adolescência e reavaliar o processo de aumento da maternidade/ paternidade entre os adolescentes – gravidez essa que para alguns adolescentes faz parte do seu projeto de vida. não sendo nem irresponsável. quando indagadas. Entre 1993 e 1998. perfazendo um total de 2. baixa auto-estima e problemas familiares.

O profissional do PSF e do PACS além de atuar junto à sociedade prevenindo a ocorrência da violência doméstica. Outro grave problema a ser enfrentado é o uso de drogas. A maior causa de morte entre adolescentes são as causas externas. revelando a necessidade da proteção da saúde do adolescente e a urgência na elaboração de políticas intersetoriais que afastem os jovens da violência. utilizando os meios disponíveis na realidade local. A violência física e psicológica. O consumo de bebidas alcoólicas e de outras drogas ilícitas é uma das principais causas de acidentes. na medida do possível tentar envolve-las nas atividades desenvolvidas com o adolescente. Prevenção da violência e de mortes por causas externas No Brasil. as que mais sofrem o fenômeno da violência com elevadas taxas de mortalidade. O potencial de tensão social no Brasil está basicamente localizado nas comunidades de baixa renda (marcadas pela exclusão). É no ambiente familiar que adolescentes e crianças sofrem maus-tratos e violência física. deve estar atento para detectar os sinais de maus-tratos. a fim de realizar os devidos encaminhamentos. havendo pouca distinção entre classes. especialmente os do sexo masculino. é usada pelos responsáveis com o pretexto de educar ou corrigir. homicídios e suicídios. exploração sexual ou uso de drogas.o encaminhamento dos jovens aos serviços que atendem adolescentes – sob as diretrizes do PROSAD . suicídio. cor ou sexo. violência sexual. Os acidentes ocorrem principalmente entre os adolescentes do sexo masculino. seus níveis têm se mostrado cada vez mais elevados. Deve-se. aos serviços ligados ao Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) ou aos serviços de DST/AIDS. Entre os jovens. violência. porém. Quando a equipe de ACS consegue detectar e intervir junto a família. . muitas vezes. gravidez não-planejada e transmissão de doenças por via sexual. A violência entre os jovens também se manifesta sob a forma de maus-tratos.e. especialmente entre os mais jovens. fazendo com que o país ocupe o terceiro lugar no mundo em mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos. as quais compreendem principalmente acidentes. a violência atinge toda a população. pode tornar-se elemento facilitador para a resolução de problemas de integração do núcleo. e geram traumas que podem acompanhar o adolescente pelo resto de sua vida. se necessário. psicológica ou sexual. A família do adolescente Muitos problemas dos adolescentes têm origem nesse contexto. na grande maioria com veículos a motor.

por toda a vida VACINAS dT (dupla adulto) DOSES 1º dose DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre Amarela reforço Febre amarela SCR (tríplice viral) dose única Sarampo. . caxumba e rubéola Hepatite B Hepatite B 1º dose Hepatite B 2º dose Hepatite B Hepatite B 3º dose Hepatite B dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) Febre Amarela 2º dose 3º dose reforço reforço Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Saúde do idoso O despreparo generalizado para lidar com o envelhecimento reflete-se em alguns indicadores.Calendário de vacinação do adolescente IDADE De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) 1 mês após a 1º dose contra Hepatite B 6 meses após a 1º dose contra Hepatite B 2 meses após a 1º dose da dT 4 meses após a 1º dose da dT A cada 10 anos. As contribuições à Previdência Social geralmente não se refletem de forma justa nos benefícios recebidos pelos idosos. por toda a vida A cada 10 anos. fazendo com que muitos continuem a trabalhar exaustivamente para manter seu sustento. que sinalizam a urgente necessidade de mudanças. Os idosos apresentam o maior índice de hospitalização por faixa etária e o maior custo médio de hospitalização no país.

Sob tal ótica. prevenção de agravos e prestação de assistência aos idosos. seguidas pelas . o PAISI. Estratégias para atendimento às necessidades específicas dos idosos. junto à sua família. Promoção à saúde As atividades ligadas à promoção à saúde dos idosos devem ser realizadas junto a eles próprios e à sociedade como um todo. Entretanto. sociais. Prevenção de agravos O envelhecimento é fisicamente caracterizado por uma degeneração gradual e progressiva dos órgãos. sua família e cuidadores de idosos dependentes. etc. tecidos e metabolismo.Para alterar este quadro de rejeição social. o Ministério da Saúde implantou o Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso. voltadas para a promoção da saúde. de forma a facilitar e garantir o acesso e a permanência dos idosos em todas as atividades físicas. As atividades devem estar voltadas para a divulgação de informações acerca do processo de envelhecimento para o idoso. É importante mobilizar a sociedade. faz-se necessário ter a clara idéia de que um envelhecimento saudável começa na juventude. Na tentativa de criar estratégias para facilitar a reorganização dos serviços de saúde para que possam atender às necessidades de saúde dos idosos. sendo mais fácil identificar quais fatores de risco necessitam de intervenção junto às famílias e à comunidade. Os profissionais que desenvolvem atividades na perspectiva da atenção básica estão mais próximos do conhecimento acerca das condições de vida e saúde destes idosos. Estas repercussões são a principal causa de óbitos entre os idosos. com independência e autonomia. principalmente as relacionadas ao aparelho cardiocirculatório. Há também perda de energia e alterações na aparência e condições psicológicas. acarretando enfraquecimento de muitas funções. faz-se necessária a mobilização de todos os setores para beneficiar os idosos com a melhoria de sua qualidade de vida. com a adoção de hábitos saudáveis que irão gerar tranqüilidade no futuro. Neste período se apresentam as repercussões de doenças crônicodegenerativas. Isto só será possível através da valorização de suas habilidades e conhecimentos e da adequação dos recursos disponíveis às suas necessidades. os profissionais de saúde podem executar atividades de impacto individual ou coletivo. laborais. A principal meta a ser alcançada tanto pelo PAISI como por qualquer outra iniciativa voltada para os interesses dos idosos é a mobilização da família e da comunidade para que assumam seu papel no processo de valorização dos idosos. resgatando sua dignidade e criando oportunidades para que desfrutem de uma vida ativa na sociedade.

Estas vacinas encontram-se atualmente disponíveis em quase todas as unidades básicas de saúde e. Nesse contexto. Durante o processo de educação em saúde. Também pode orientar as modificações que precisam ser feitas no ambiente. a assistência aos idosos é operacionalizada tanto nos programas de atenção básica ampliada como na própria unidade básica de saúde. isolamento social. dores localizadas ou generalizadas. executada por médico ou enfermeiro capacitados adequadamente. sedentarismo. entre outros. cujos conceitos sobre sexualidade são mais difíceis de trabalhar em virtude de os idosos terem opiniões formadas acerca de certos temas (como resistência à utilização de preservativos). buscando-se atender integralmente às necessidades expostas pelos idosos. alteração da visão ou audição. geralmente sob a estratégia de campanha. etc. os enfoques devem conter aspectos ligados à sexualidade. As DST também merecem nossa atenção junto à saúde do idoso. Queixas freqüentes de tontura. Assistência aos idosos No nível da atenção básica. são utilizadas as vacinas duplas tipo adulto antiinfluenza e antipneumocócica. pois com o aumento da expectativa de vida e a melhora gradual da qualidade de vida. o ACS pode identificar situações de risco para os idosos. temperamento instável.neoplasias. são sinais e sintomas que se percebidos e considerados logo no início podem determinar uma assistência mais segura ao idoso.). pressa para ir ao banheiro. onde é realizada consulta médica e de enfermagem em geriatria. iluminação mais adequada. gripe e pneumonia. imobilidade. direitos conquistados e adaptação do ambiente domiciliar para a prevenção de acidentes. além da vergonha de falarem sobre esse assunto. sua família ou ambos. camas e cadeiras mais altas. estando os idosos dependentes ou não. Outra importante atividade de prevenção é a vacinação contra tétano acidental. após verificação de seu estado vacinal. e encaminhar os idosos para vacinação. banheiros mais acessíveis. repassando-as à equipe. a ocorrência dessas doenças vem crescendo nesta faixa etária. demência e depressão. quando possível (retirada de tapetes. alimentação. recomendada pela OMS. . Ocorrem ainda em grande freqüência incontinência urinária instabilidade postural e quedas.

por toda a vida 60 anos ou mais 60 anos ou mais VACINAS dT (dupla adulto) Febre Amarela SCR (tríplice viral) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT( dupla adulto) Febre Amarela Influenza Pneumococo DOSES 1º dose dose inicial dose única 2º dose 3º dose reforço reforço Dose anual Dose única DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre amarela Sarampo. caxumba e rubéola Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Influenza ou gripe Pneumonia causada pelo pneumococo .Calendário de vacinação do adulto e do idoso IDADE A partir de 20 anos A partir de 20 anos A partir de 20 anos 2 meses após a 1º dose de dT 4 meses após a 1º dose de dT A cada 10 anos. por toda a vida A cada 10 anos.

Padrão pelo qual todas as pessoas devem se pautar. culturas e credos religiosos. mulheres. Uma corrente que engrossa e da qual devemos fazer parte. existe uma grande diferença entre o que esta na lei e o que realmente existe. Todos tem direitos iguais. de negação. A exclusão social é um estado de carência. portanto todos tem direito de exercerem suas diferenças. Exemplos de movimentos • conselhos tutelares. diversidade do nosso povo de profundas desigualdades. físicos. São padrões raciais. racismo. as diferenças em desigualdades e. a miséria. engenhosamente. de povos. de apartação. • conselhos de saúde. As sociedades capitalistas transformam. e é assim que as pessoas diferentes são mantidas no seu lugar. . Ainda que nossa Constituição garanta direitos a todos. Temos que nos rebelar contra o padrão imposto pela sociedade. portanto uma imensa diversidade social. econômicos e culturais. No históricos. Restringe as potencialidades e elimina as possibilidades de sobrevida de pessoas. preconceito. E serão as atitudes de todos. oriundas de diferentes regiões. determinado por relações sociais desiguais construídas ao longo da história. de diversas raças e etnias. Falta muito para uma sociedade verdadeiramente livre. No entanto presenciamos violência. todos os dias. Pois só participando poderemos nos considerarmos cidadãos. para que o direito seja tão natural como o ar. mental e distúrbios de desenvolvimento. sexuais. classes sociais. de interdição. Surge um movimento pelos direitos humanos. culturais. são absorvidas no cotidiano como naturais. física. de cada membro da comunidade que pode dar vida a lei. mas acaba por levar a ela em virtude do achatamento cada vez maior das condições de vida. A nossa sociedade é formada por pessoas diferentes. que assegure a todos os cidadãos seus direitos sociais. Pessoas com deficiência sensorial. políticos. a falta de dignidade e de perspectivas. Institucionaliza-se a indigência.Diversidade e Desigualdade Social Na imensa persistem as raízes entanto os registros não enfatizam muito índios. Pobreza não é exclusão por si só. Nossa sociedade tem que evoluir. de não ter. salvo raras exceções as figuras dos negros. estas. econômicos. idealizados e construídos pelas classes dominantes que acabam por determinar desigualdades de direitos e exclusão social e econômica. religiosos. de comunidades.

No entanto existe outro conceito: raça é um conjunto basicamente sociológico. Utiliza-se raça . o sexo. portanto. caracteriza violação dos direitos humanos. a forma de andar. É imprescindível desenvolver a capacidade de identificar de forma mais abrangente as necessidades de saúde. pessoas com desvio de comportamento social. coisas que a pessoa faz. ou portar algum fator de diferenciação em relação à comunidade.. a uma pessoa por estar suja (mendigo). impedir. portadores de deficiência física e mental.. um sinal. • organizações não-governamentais. por questões raciais. práticas sexuais. pessoas portadoras de certas doenças como hanseníase (conhecida como lepra). intolerância por pertencer a outro time de futebol. um atributo ou qualidade que desacredita um indivíduo aos olhos do outro e provoca importantes conseqüências na forma como cada indivíduo vê a si próprio. é um produto histórico do colonialismo. clubes etc. por exemplo. Para compreender melhor o impacto que essas questões exercem sobre o processo saúde–doença. de práticas e ou orientação sexual. Discriminação • • • Raça No Brasil. as pessoas de freqüentarem escolas.• movimentos populares de luta e de defesa da cidadania. no contexto aqui abordado. determinadas profissões. considera-se raça um grupo de pessoas parecidas fisicamente. desrespeito a outras crenças e religiões. segregar (separar) por meios cruéis e degradantes as pessoas doentes em hospitais e prisões por portarem doenças mentais e ou transmissíveis como a hanseníase. levar em conta a construção social de valores. ódio irracional ou aversão a outras raças. De um julgamento ou opinião formada sem se levar em conta nenhum fato que possa a contestar. Discriminar. sendo essa distinção baseada no fato da pessoa pertencer a um grupo particular. sífilis. uma construção cultural e política. de profissão. definições e comentários Preconceito: É um conceito ou opinião formada antecipadamente sem conhecimentos dos fatos. restaurantes. repensar as práticas de saúde e desenvolver um olhar crítico e abrangente sobre o mundo em que vivemos de um pensamento sobre os outros. A qualidade a qual o estigma se refere pode ser. por quaisquer meios. Discriminação. tuberculose. de religião etc. A discriminação negativa ocorre quando uma pessoa é tratada de forma desigual ou injusta. supermercados. Alguns conceitos. significa marginalizar devido à diferença. é preciso pensar além da dimensão biológica. a cor da pele. Trata-se de uma idéia preconcebida. Suspeita infundada apenas pela aparência de alguém. etc. Estigma É uma marca. de gênero. atitudes e crenças. Exemplos: negar o direito ao atendimento à saúde. étnicas. a tuberculose ou a AIDS. AIDS.

). Um grupo étnico escolhe um ou mais traços físicos e/ou culturais (idioma. A prática do racismo constitui violação dos direitos humanos individuais e/ ou coletivos. legalizado e abençoado pela igreja. Raça/etnia Racismo Orientação Sexual A sexualidade é um dos maiores tabus que nossa sociedade enfrenta. etnia reflete uma concepção cultural e/ou religiosa e não só biológica. roupa. tipo de cabelo. a importância destes traços físicos relaciona-se com a identidade grupal. um território ou terras de origem. As mulheres estão associadas ao sexo e as tentações por carregarem o pecado original. entre outros. enquanto etnia é uma identificação de grupos humanos e não uma caracterização de indivíduos O racismo fundamenta-se numa ideologia historicamente construída que classifica os grupos humanos. grupos superiores e inferiores. Da mesma forma o sexo só é aprovado dentro do casamento. Raça é uma caracterização de indivíduos segundo um traço físico (branco. atribuindo esta inferioridade intelectual e moral a fatores subjetivos como o lugar de origem. . que só reagiu à falta de decoro feminino como “homem”. que se identifica pelo mesmo nome. enquanto ideologia está impregnado na consciência individual. Não é incomum que a mulher seja “culpada” por ter “provocado” o molestador ou estuprador. ainda que sejam praticados por outrem. ou seja.. refere um povo vinculado a uma língua. a cor da pele. cor da pele) como marca étnica do grupo. sendo passível de prisão. formato do nariz e dos olhos etc. amarelo. cor da pele e estatura. e do preconceito voltado para a figura feminina. mais uma demonstração dos valores morais impostos através dos séculos. religião. baseada nas diferenças raciais de forma hierárquica. tendo origem nos valores impostos pelas religiões de origem judaico-cristã que acabaram por influenciar todas as outras culturas e religiões.para identificar características biológicas que diferenciam os grupos humanos. Etnia Etnia refere-se ao grupo biológico e culturalmente homogêneo. pardo. negro. um ato que se justifica apenas para a reprodução. Estes valores entendem o sexo como uma coisa suja e pecaminosa. compartilha histórias de ancestrais ou origens comuns e memórias de um passado coletivo. sendo o desejo sexual e o prazer apresentados como tentações indignas. O racismo se estabelece nas relações sociais da mesma forma que o chauvinismo e a xenofobia. etc. de quem são cobrados todos os comportamentos considerados “puros” e a quem é imposta a culpa dos atos impuros. são crenças e valores historicamente construídos através das relações que se estabelecem entre dominadores e dominados. O racismo. Portanto.

outras se alteraram. tal como o racismo e o sexismo. Por esta razão. as mulheres são consideradas inferiores. gays e bissexuais. A nossa sociedade. sendo até mesmo pouco conhecido. possuindo um fator de mutabilidade em função do lugar e da época. religiões e línguas. que suprime os direitos das lésbicas. Este assunto é pouco discutido e quase sempre é motivo de piada e não de esclarecimento. A sociedade impõe a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade e isto é uma violação dos direitos humanos. cada uma delas tem sofrido transformações. O termo “heterossexismo” não é usual. Religião A origem da palavra religião é o verbo religar cujo significado é novamente. A religião obedece um processo histórico. foi considerado como doença. ligar A religião é a expressão da crença e da reverência da humanidade para com um poder sobre-humano reconhecido como criador e regente do universo. Homofobia Reações homofóbicas são aquelas resultantes do desprezo e do ódio. Esperando a comunidade determinados comportamentos do homem e da mulher. diz respeito à intenção do ser humano de ligar-se a Deus. Numa sociedade heterossexista. ou seja. A formação da identidade sexual é fortemente influenciada pelo contexto social onde o indivíduo esta inserido.. que na realidade são sutilmente impostos pelo meio desde o nascimento da criança. durante muito tempo. um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. Homofobia é a repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo. por esta razão existe muita confusão sobre o significado de cada um dos termos que se referem à orientação sexual. a prática de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. a impostação de voz. o trejeito. as reações esperadas de cada sexo. Assim. Heterossexismo descreve uma atitude mental que rotula como inferior todo um conjunto de cidadãos por professarem uma tendência sexual diferente. lésbicas. ao longo dos séculos. Existem centenas de religiões diferentes no mundo todo e. e outras ainda mantiveram-se fortes ao longo dos séculos. bissexuais e transexuais. assim. por ser relativamente recente. ao longo da história tivemos diferentes formas de expressão religiosa. a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais e isso é institucionalizado através das leis. e até como crime. órgãos de comunicação social. um homem que tenha trejeitos femininos também é considerado inferior. que alguns indivíduos experimentam pelos homossexuais.. como desvio de comportamento. Há pouco tempo tem sido utilizado para nomear uma opressão paralela.O sexo também só é considerado normal quando realizado entre pessoas de sexos opostos. alguns psicólogos falam em medo. A sociedade estabelece qual o brinquedo. . os medos. Algumas desapareceram.

e do fato do país acolher com tranqüilidade os estrangeiros e absorver muito de suas culturas. mas os sacerdotes de outras crenças. são consideradas inferiores e moralmente reprováveis. Também existem aqueles que não acreditam na existência de Deus. Recentemente o “Fantástico” e vários telejornais mostraram cenas de um Xamã executando um ritual curativo de uma menininha em um hospital brasileiro. portanto. O Brasileiro é um povo místico por natureza e aqui varias crenças prosperam. normas de condutas e rituais. não sendo raro mais de um templo de religiões diversas numa mesma rua. culto. existem milhões de pessoas que não professam religião alguma. A diversidade de crença torna a relação entre as religiões extremamente complexas. de acordo com as características culturais de cada povo. como das religiões afro-brasileiras são impedidos e precisam lutar muito para conseguir convencer os profissionais de saúde a permitir que eles realizem seus cultos e orações. Criou-se uma hegemonia das religiões cristãs. os povos têm buscado respostas para as grandes questões. Outras religiões são vistas como perigosas oriundas do mal. estes são denominados ateus. Cada religião. em virtude de nossa grande diversidade culturas. Através da religião buscam explicações para a dor e o sofrimento que a vida provoca. Através das crenças religiosas. seita. os homens buscam consolo e conforto na fé. o que provocou durante muito tempo movimentos de perseguição a outras crenças e. próprias de pessoas ignorantes. estas pessoas são chamadas de agnósticas. As religiões de matriz africana e o xamanismo dos indígenas. Da mesma forma. existem muitas religiões. Torna-se difícil para alguém que realmente siga uma fé entender e aceitar outra religião que não seja a sua própria. ainda hoje. Predomina um pensamento e uma atitude sobre as pessoas de que todas devem ser monoteístas e batizadas na fé cristã. proveniente do grande número de etnias que formaram nosso povo. sendo que até poucos anos atrás ainda tínhamos uma religião “oficial”. No Brasil. Nos presídios e hospitais padres e pastores tem livre acesso para atuarem em suas funções de homens de Deus”. sofrem preconceitos enormes e passaram por imensas dificuldades para subsistirem até os tempos de hoje. seu próprio código de valores. tais como: Para que estamos aqui? O que o futuro nos reserva? Existe vida após a morte? Quem nos criou? Quem sou eu?. Por outro lado.O desenvolvimento e o anseio espiritual são necessidades humanas que se manifestam através das características culturais de cada povo. . explica de uma forma particular o mundo em que vivemos. dogmas. Cada uma tem sua própria hierarquia. católicos e as mais diversas igrejas evangélicos. percebe-se uma intolerância religiosa que se manifesta de diversas formas. O nosso processo de colonização que impôs a religião católica sobre todas as demais e até hoje sofremos as conseqüências deste inicio imposto.

defesa da diversidade e inclusão social. por exemplo. a Anistia Internacional. agir com ética. conquista de benefícios trabalhistas (salário. jornada de trabalho. como reivindicações vinculadas à superação de carências. para a paz e o desenvolvimento mundial. preservação do meio ambiente. proteção dos animais. inclusão social. sendo as mobilizações voltadas para a melhoria das condições de vida ou de preservação da ordem social vigente. de natureza popular ou institucional. justiça social. benefícios da previdência e assistência social). o Greenpeace e os “Médicos sem Fronteiras. operadas por trabalho voluntário e/ou remunerado. tendo por fator de aglutinação ou horizonte de ação a defesa de valores fundamentais à vida humana. Existem ONGs internacionais bastante atuantes.foram grandes as dificuldades para conseguir a permissão e quando ela finalmente foi dada o caso foi tratado como “crendice indígena”. responsabilidade ou ter sentimentos de bondade ou amor são independentes de ter ou não ter qualquer religião. essas organizações se voltam para questões pouco ou precariamente cuidadas pelos governos dos países. direitos humanos. além de projetos de acessibilidade. Possuir as qualidades de bom caráter. respeito. Há muitas ONGs voltadas para a defesa do meio ambiente. em uma cena de novela onde uma personagem vai ficar tetraplégica e passará pelo processo de superação do problema. Voltem para o item preconceito e analisem o caso sobre este prisma. Movimentos Sociais São ações coletivas organizadas na conquista e no exercício da cidadania.” No nosso também temos ONGs que desempenham belos trabalhos como o Movimento Superação. Atualmente. direito à posse da terra e moradia. ONG ONG é sigla de Organização Não-Governamental. São organizações privadas. capacitação. lealdade. voltadas a um objetivo específico. ter princípios. alguns sociólogos tem considerado como único movimento social contemporâneo autentico o movimento gay. os movimentos sociais têm caráter progressista ou conservador. O fato das pessoas terem ou não uma religião não significa que sejam melhores ou piores. etc. De acordo com a base social. não-lucrativas. Noções de ética e de cidadania O que é ética? A ética é a teoria do comportamento moral do homem em sociedade. como. Com freqüência. Teria acontecido o mesmo se um padre ou um pastor estivessem orando pela cura no quarto? Pensem nisso. a capacitação e empregabilidade das mesmas. O Movimento Superação é parceiro da Fundação Juscelino Kubitschek em algumas ações de enfrentamento do preconceito relacionado às pessoas portadoras de deficiências. cuja passeata o Brasil pode ver pela TV. .

ao desejo de realizar a vida. Um homem decidir entre uma atitude boa ou má é uma questão moral. aprimoramento constante. respeito às pessoas. corresponder à confiança que é depositada em você são atitudes éticas. O homem é um ser social. harmonizar. São os meios pelos quais os valores morais de um grupo social são manifestos e acabam adquirindo um caráter normativo e obrigatório. A ética é o processo cognitivo e reflexivo acerca destas normas e princípios que norteiam um sistema moral. Naqueles aspectos que não estão previstos e contemplados por normas. Competência técnica. confidencialidade. mantendo com os outros relações justas e aceitáveis. naturalmente surgem regras que tem a função de coordenar. por um sujeito moral que as aceita livre e espontaneamente através de sua vontade subjetiva individual. As questões éticas são teóricas e primam pela generalidade. mas ao mesmo tempo nos protegem. enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz. pacificar. enfim. A ética está relacionada à opção. Dessa maneira. sendo que todas as suas ações e decisões afetam as outras pessoas. cabe não mais a obediência ao dever profissional. afetividade. mas de alguma forma envolvem a profissão. boas maneiras. estabelecem os limites dentro dos quais devemos manter os nossos direitos e conseqüentemente estabelecem os nossos deveres para com os demais. relações genuínas com as pessoas. Ética Profissional e relações sociais Cada profissão possui normas que a regem. . As questões morais são praticas e são vinculadas a um determinado contexto. A ética não gera a moral. são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais. envolvimento. que vive em comunidade e depende dos outros homens para viver de forma plena. São os códigos culturais que nos obrigam. mas a ética na conduta como cidadão. a vida ética consiste na interiorização dos valores. Estas regras. Normalmente está fundamentada nas idéias de bem e virtude. Toda moral pressupõe princípios. privacidade. responsabilidade. Definir o bem e o mal é uma discussão ética. que normas que tornam possível a vida em sociedade. fidelidade. correção de conduta.No entanto ética e moral não se confundem. Desta coexistência entre os homens. de proteger a categoria como um todo e proteger as pessoas que dependem daquele profissional. As normas têm relação como o que denominamos de valores morais. tolerância. A vontade pessoal resulta da aceitação harmoniosa da vontade coletiva de uma cultura. flexibilidade. condensadas na vontade objetiva cultural. normas de comportamento. normas e leis de uma sociedade.

Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam.O que é cidadania? É o conjunto de direitos. seja ao votar elegendo seus representantes. das crianças e dos idosos. ajudando um cego a encontrar seu caminho. cidadania é promover saúde coletiva. leia e reflita sobre as frases colocadas abaixo: . não se pode perder a perspectiva. Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. e lutar pelos direitos dos carentes. e enfrentar os grandes problemas que assolam nosso país e nosso povo. é omissão. deve ser transmitida e principalmente deve ser vivida. é respeitar as leis vigentes. e é mobilização. Cidadania é promover ações contra o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas. não sujar as ruas. Cidadania é agir de acordo com os princípios éticos e dos valores morais. Porém. respeitando as pessoas e suas opções e valores. Para compreender um pouco mais o que é cidadania. Cidadania é também o direito político. e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. zela pelo país. Cidadania é não destruir o bem comum. A cidadania é ação. é ter a coragem de mudar as leis. dizendo um bom dia. não pichar muros. não agredir os diferentes. é discutir políticas públicas. A cidadania deve trabalhada. não infringir as leis. deve ser ensinada. ou ao ser votado assumindo o dever de falar por aqueles que elegeram. os direitos de um indivíduo são garantidos pelo cumprimento dos deveres dos demais membros da sociedade. Pois. pois através dele o indivíduo intervém na sociedade. “A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos. define diretrizes.” Juarez Távora “Se todos quisermos faremos do Brasil uma grande nação” Tiradentes . de que todo direito trás em si o dever.

" (Martin Luther King) Frank Zappa “Cidadão. dos sem-ética. dos desonestos.“Porque a mente é como um paraquedas. só funciona depois de aberta” "O que mais preocupa não é o grito dos violentos."Millôr Fernandes Bons Estudos! Boa Sorte! Bom concurso! . dos corruptos. num país em que não há nem sombra de cidadania. significa apenas cidade grande. O que mais preocupa é o silêncio dos bons. dos sem-caráter.

Plano Integrado de enfrentamento da feminização da Epidemia de Aids e outras DST. Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.mimeo . Referências conceituais para a organização do Sistema de Certificação de Competências/ PROFAE PROFAE . Cartilha Entendendo o SUS. SIAB: manual do Sistema de Informação de Atenção Básica. 2004 BRASIL. de 13 de julho de 1990. 2003 BRASIL. Brasília: Ministério da Saúde./2000.06 Brasília/DF. Ministério da Educação. . BUSS. Manual para a organização de atenção básica. Ministério da Saúde. Brasília. Diagnóstico dos Centros de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids sobre a Realização de Sorologia e Aconselhamento Para HIV e Hepatites Virais. 2004. 2007 BRASIL. Brasília.Brasília . Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde. Brasilia: Ministério da Saúde. 2006. 1998. Manual de Vigilância do óbito infantil e fetal. 1998. Brasília/DF. 2001 BRASIL. Ministério da Saúde. BRASIL.069. 1999. Ministério da Saúde. P. Brasília/DF. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Ministério da Saúde. BRASIL.Referências Bibliográficas Brasil.jul. Ministério da Saúde. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Promoção da saúde e a saúde pública: contribuição para o debate entre as Escolas de Saúde Pública da América Latina. julho. Ministério da Saúde. 1990. Ministério da Saúde. Rio de Janeiro. BRASIL. PROFAE – Saúde Coletiva v. Brasília/DF. Brasil.M e colaboradores. 2009 BRASIL. Referencial curricular para o curso técnico de agente comunitário de saúde: área profissional. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica.

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de 18 de dezembro de 1997 Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família.886. estimulando a sua expansão. Art. com vistas a regulamentar a implantação e operacionalização dos referidos Programas. 1º Aprovar as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. . nos termos dos Anexos I e II desta Portaria. O Ministro de Estado da Saúde.Portaria MS/GM n. no uso de suas atribuições e. RESOLVE: Art. 2º Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação. a partir da reorientação da assistência ambulatorial e domiciliar. O Ministério da Saúde reconhece no Programa de Agentes Comunitários de Saúde e no Programa Saúde da Família importante estratégia para contribuir no aprimoramento e na consolidação do Sistema Único de Saúde.º 1. considerando que o Ministério da Saúde estabeleceu no seu Plano de Ações e Metas priorizar os Programas de Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família.

ter espírito de liderança e de solidariedade e preencher os requisitos mínimos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. III . Brasília. nos domicílios e na comunidade. DE 4 DE OUTUBRO DE 1999. doenças e outros agravos à saúde. Art. sob supervisão competente. Art. VII .desenvolver outras atividades pertinentes à função do Agente Comunitário de Saúde. óbitos. na sua área de atuação: I . IV . 4º O ACS prestará seus serviços. 178º da Independência e 111º da República. VI .estimular a participação da comunidade nas políticas públicas como estratégia da conquista de qualidade de vida. Art 2º São consideradas atividades do ACS. As atividades do ACS são consideradas de relevante interesse público. 4 de outubro de 1999. com vínculo direto ou indireto com o Poder Público local. no uso da atribuições que lhe confere o art. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . DECRETA: Art 1º Cabe ao Agente Comunitário de Saúde (ACS). na área do respectivo município. no âmbito do Programa de Agentes Comunitários de Saúde.189. observadas as disposições fixadas em portaria do Ministério da Saúde. Fixa diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS).utilizar instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade de sua atuação. inciso VI.realizar visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. para controle das ações de saúde.participar ou promover ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas públicas que promovam a qualidade de vida. Parágrafo único.DECRETO Nº 3. nascimentos. de forma remunerada. V . por meio de ações educativas individuais e coletivas.<> O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . e dá outras providências.executar atividades de educação para a saúde individual e coletiva. da Constituição. desenvolver atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. 84. II .registrar. 3º O ACS deve residir na própria comunidade.

de 14 de fevereiro de 2006. de promoção da saúde. de 2002-CN. de 2006.350. o o 2 da Emenda Constitucional n 51. e dá outras providências. Renan Calheiros. Art. V . DE 5 DE OUTUBRO DE 2006. estadual ou federal. doenças e outros agravos à saúde. Presidente da Mesa do Congresso Nacional. 62 da Constituição Federal. para fins exclusivos de controle e planejamento das ações de saúde.a utilização de instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade.a realização de visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. São consideradas atividades do Agente Comunitário de Saúde. mediante vínculo direto entre os referidos Agentes e órgão ou entidade da administração direta. de controle e de vigilância a que se referem os arts. distrital.o estímulo à participação da comunidade nas políticas públicas voltadas para a área da saúde. . Parágrafo único. o Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 297. dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. que o Congresso Nacional aprovou. promulgo a seguinte Lei: Art. e eu. óbitos. 6o e I do art. Art. 2o O exercício das atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. individuais ou coletivas. de nascimentos. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor de cada ente federado. prevenção e controle de doenças e promoção da saúde. autárquica ou fundacional.a promoção de ações de educação para a saúde individual e coletiva. mediante ações domiciliares ou comunitárias. nos termos desta Lei. 3o e 4o e estabelecerá os parâmetros dos cursos previstos nos incisos II do art.SUS. III . na execução das atividades de responsabilidade dos entes federados. Art. Regulamenta o § 5 do art. e VI . 3o O Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. 12 da Resolução nº 1. 5o O Ministério da Saúde disciplinará as atividades de prevenção de doenças. na sua área de atuação: I . 7o. IV . 1o As atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. II . combinado com o art. para os efeitos do disposto no art. passam a reger-se pelo disposto nesta Lei. 198 da Constituição.o registro. Art. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor municipal. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32.LEI Nº 11. 4o O Agente de Combate às Endemias tem como atribuição o exercício de atividades de vigilância.a participação em ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas que promovam a qualidade de vida. dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde .

Art. de 14 de fevereiro de 2006. de acordo com o regime jurídico de trabalho adotado.observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. curso introdutório de formação inicial e continuada. a existência de anterior processo de seleção pública. na data de publicação desta Lei. II . lei local dispuser de forma diversa.haver concluído o ensino fundamental. publicidade e eficiência. estejam exercendo atividades próprias de Agente de Combate às Endemias. II . que atenda aos princípios de legalidade. Caberá aos órgãos ou entes da administração direta dos Estados. Parágrafo único. estejam exercendo atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde. na ocorrência de uma das seguintes hipóteses: I . 482 da Consolidação das Leis do Trabalho . dentre as enumeradas no art. 2o da Emenda Constitucional no 51. Art. desde a data da publicação do edital do processo seletivo público. submetem-se ao regime jurídico estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho . salvo se. 7o O Agente de Combate às Endemias deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I . na data de publicação desta Lei. . 10.acumulação ilegal de cargos.CLT. do Distrito Federal ou dos Municípios certificar. considerando-se como tal aquele que tenha sido realizado com observância dos princípios referidos no caput. em cada caso. moralidade. 198 da Constituição. com aproveitamento. Art. para efeito da dispensa referida no parágrafo único do art. empregos ou funções públicas. do Distrito Federal e dos Municípios. A administração pública somente poderá rescindir unilateralmente o contrato do Agente Comunitário de Saúde ou do Agente de Combate às Endemias. observados os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. impessoalidade. § 2o Compete ao ente federativo responsável pela execução dos programas a definição da área geográfica a que se refere o inciso I. de acordo com a natureza e a complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para o exercício das atividades. Art. e III . § 1o Não se aplica a exigência a que se refere o inciso III aos que. no caso dos Estados.prática de falta grave. Não se aplica a exigência a que se refere o inciso II aos que.CLT. 6o O Agente Comunitário de Saúde deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I .haver concluído. 8o Os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias admitidos pelos gestores locais do SUS e pela Fundação Nacional de Saúde FUNASA. curso introdutório de formação inicial e continuada.residir na área da comunidade em que atuar.haver concluído. Art. Parágrafo único.haver concluído o ensino fundamental. 9o A contratação de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias deverá ser precedida de processo seletivo público de provas ou de provas e títulos. com aproveitamento. na forma do disposto no § 4o do art. e II .

nos termos da Lei no 11. que será apreciado em trinta dias. 12. Ficam criados cinco mil. Quadro Suplementar de Combate às Endemias. em 14 de fevereiro de 2006. Ao Quadro Suplementar de que trata o caput aplica-se. 11 poderão ser colocados à disposição dos Estados. trezentos e sessenta e cinco empregos públicos de Agente de Combate às Endemias. observadas as especificidades locais. Parágrafo único. 15. o disposto na Lei no 9. Aos profissionais não-ocupantes de cargo efetivo em órgão ou entidade da administração pública federal que. 11. no que couber. de 14 de junho de 1999. o contrato também poderá ser rescindido unilateralmente na hipótese de não-atendimento ao disposto no inciso I do art. cumprindo-se jornada de trabalho de quarenta horas semanais. desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de seleção pública efetuado pela FUNASA. 11. Art. sob a efetiva supervisão da FUNASA e mediante a observância dos princípios a que se refere o caput do art. mediante convênio. O gestor local do SUS responsável pela contratação dos profissionais de que trata esta Lei disporá sobre a criação dos cargos ou empregos públicos e demais aspectos inerentes à atividade. além do disposto nesta Lei. apurada em procedimento no qual se assegurem pelo menos um recurso hierárquico dotado de efeito suspensivo.necessidade de redução de quadro de pessoal. ações complementares de vigilância epidemiológica e combate a endemias. pelo Assessor Especial de Controle Interno do Ministério da Saúde e pelo Chefe da Auditoria Interna da FUNASA. se achavam no desempenho de atividades de combate a endemias no âmbito da FUNASA é assegurada a dispensa de se submeterem ao processo seletivo público a que se refere o § 4o do art. nos termos da Lei no 9. 13. Parágrafo único. ou IV .107. Art. no âmbito do Quadro Suplementar referido no art. no Quadro de Pessoal da Fundação Nacional de Saúde FUNASA.insuficiência de desempenho. mantida a vinculação à FUNASA e sem prejuízo dos respectivos direitos e vantagens. a qualquer título. nos termos do inciso VI e parágrafo único do art. 6o. um dos quais a presidirá. cuja despesa não excederá o valor atualmente despendido pela FUNASA com a contratação desses profissionais. de 19 de setembro de 1990. de 22 de fevereiro de 2000. § 1o Ato conjunto dos Ministros de Estado da Saúde e do Controle e da Transparência instituirá comissão com a finalidade de atestar a regularidade do processo seletivo para fins da dispensa prevista no caput. Art. Art. destinado a promover. mediante contrato de consórcio público. ou para gestão associada de serviços públicos. . no âmbito do SUS. Fica criado. 16 da Lei no 8. obrigatoriamente estabelecidos de acordo com as peculiaridades das atividades exercidas. 14. de 6 de abril de 2005. ou por outra instituição. por excesso de despesa. No caso do Agente Comunitário de Saúde.801.962. 198 da Constituição. 9o. Os Agentes de Combate às Endemias integrantes do Quadro Suplementar a que se refere o art. no âmbito do SUS. com retribuição mensal estabelecida na forma do Anexo desta Lei. ou em função de apresentação de declaração falsa de residência.080.III . e o prévio conhecimento dos padrões mínimos exigidos para a continuidade da relação de emprego. Art. do Distrito Federal e dos Municípios. § 2o A comissão será integrada por três representantes da Secretaria Federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União.

Art. salvo na hipótese de combate a surtos endêmicos. conforme disposto no art. 19.§ 1o A FUNASA. e não alcançados pelo disposto no parágrafo único do art. poderão permanecer no exercício destas atividades. sem aumento de despesa. serão extintos. Art. com vistas ao cumprimento do disposto nesta Lei. não investidos em cargo ou emprego público. Orçamento e Gestão disciplinar o desenvolvimento dos ocupantes dos empregos públicos referidos no caput na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. Fica vedada a contratação temporária ou terceirizada de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias. Art. Brasília. 15 e preenchidos nos termos desta Lei. § 2o Aplica-se aos ocupantes dos empregos referidos no caput a indenização de campo de que trata o art. 21. quando vagos. até que seja concluída a realização de processo seletivo público pelo ente federativo. As despesas decorrentes da criação dos empregos públicos a que se refere o art. promoverá o enquadramento do pessoal de que trata o art. consignadas no Orçamento Geral da União. Fica revogada a Lei no 10. Os empregos públicos criados no âmbito da FUNASA. 185o da Independência e 118o da República. em até trinta dias. Art. 20. 18. de 13 de agosto de 1991. na forma da lei aplicável. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. § 3o Caberá à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento.507. de 10 de julho de 2002. 16 da Lei no 8.216. em classes e níveis com salários iguais aos pagos atualmente. 9 de junho de 2006. 9o. exerçam atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às Endemias. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Agenor Álvares da Silva Paulo Bernardo Silva . 15 correrão à conta das dotações destinadas à FUNASA. 12 na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. Art. 17. Os profissionais que. vinculados diretamente aos gestores locais do SUS ou a entidades de administração indireta. na data de publicação desta Lei. Art. 16.

a efetivação do direito à vida. destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.Estatuto do Idoso LEI No 10. ao lazer. por lei ou por outros meios. intelectual. ao trabalho. em condições de liberdade e dignidade. DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. TÍTULO I Disposições Preliminares Art. exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência. IV – viabilização de formas alternativas de participação. Parágrafo único. VI – capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos. 2o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. à alimentação. para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral. III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso. Art. . V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. ocupação e convívio do idoso com as demais gerações. A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população. ao esporte. à educação. 3o É obrigação da família. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. da comunidade. assegurando-se-lhe. espiritual e social. II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas. todas as oportunidades e facilidades. Art. à dignidade.741. em detrimento do atendimento asilar. à cultura. da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. à liberdade. com absoluta prioridade. à saúde. 1o É instituído o Estatuto do Idoso. à cidadania.

10. TÍTULO II Dos Direitos Fundamentais CAPÍTULO I Do Direito à Vida Art. 9o É obrigação do Estado. IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. . IV – prática de esportes e de diversões. discriminação. Art. § 1o O direito à liberdade compreende. CAPÍTULO II Do Direito à Liberdade. nos termos desta Lei e da legislação vigente. previstos na Lei no 8. será punido na forma da lei. e todo atentado aos seus direitos. de 4 de janeiro de 1994. assegurar à pessoa idosa a liberdade. Art. de 2008). definidos nesta Lei. É obrigação do Estado e da sociedade. ressalvadas as restrições legais. 5o A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade à pessoa física ou jurídica nos termos da lei. zelarão pelo cumprimento dos direitos do idoso. os seguintes aspectos: I – faculdade de ir. ao Respeito e à Dignidade Art. Art. VI – participação na vida política. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade. na forma da lei. entre outros. o respeito e a dignidade. como pessoa humana e sujeito de direitos civis. 6o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento. garantidos na Constituição e nas leis. III – crença e culto religioso. 8o O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. violência. § 1o É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência. Art. individuais e sociais. II – opinião e expressão. Art. VIII – garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais. crueldade ou opressão. § 2o As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios por ela adotados. do Distrito Federal e Municipais do Idoso. Estaduais. V – participação na vida familiar e comunitária. (Incluído pela Lei nº 11.842.765. vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários. políticos. por ação ou omissão.VII – estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. 7o Os Conselhos Nacional.

CAPÍTULO IV Do Direito à Saúde Art. de valores. órteses e outros recursos relativos ao tratamento. Art. podendo o idoso optar entre os prestadores. idéias e crenças. por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS. com pessoal especializado nas áreas de geriatria e gerontologia social. para a população que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover. promoção.737. para redução das seqüelas decorrentes do agravo da saúde. nos termos da lei. Os alimentos serão prestados ao idoso na forma da lei civil. de 2008) Art. Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições econômicas de prover o seu sustento. Art. e passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil. § 3o É dever de todos zelar pela dignidade do idoso. colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano. 13. V – reabilitação orientada pela geriatria e gerontologia. filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público. da identidade. no âmbito da assistência social. incluindo a internação. inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas. CAPÍTULO III Dos Alimentos Art. proteção e recuperação da saúde. (Redação dada pela Lei nº 11. As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça ou Defensor Público. § 2o O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. 11. psíquica e moral. assim como próteses. especialmente os de uso continuado. 14.VII – faculdade de buscar refúgio. A obrigação alimentar é solidária. IV – atendimento domiciliar. 12. II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios. medicamentos. violento. III – unidades geriátricas de referência. vexatório ou constrangedor. garantindo-lhe o acesso universal e igualitário. nos meios urbano e rural. habilitação ou reabilitação. É assegurada a atenção integral à saúde do idoso. impõe-se ao Poder Público esse provimento. § 4o Os idosos portadores de deficiência ou com limitação incapacitante terão atendimento especializado. § 2o Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos. da autonomia. aterrorizante. incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos. em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços. abrangendo a preservação da imagem. que as referendará. 15. auxílio e orientação. § 1o A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: I – cadastramento da população idosa em base territorial. dos espaços e dos objetos pessoais. gratuitamente. para a prevenção. . § 3o É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade.

O idoso tem direito a educação. Não estando o idoso em condições de proceder à opção. cultura. Art. devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral. CAPÍTULO V Da Educação. quando não houver curador ou familiar conhecido. O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação. caso em que deverá comunicar o fato ao Ministério Público. § 1o Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação. 17. lazer. 21. II – pelos familiares. .Art. III – pelo médico. quando ocorrer iminente risco de vida e não houver tempo hábil para consulta a curador ou familiar. no caso de impossibilidade. computação e demais avanços tecnológicos. 16. Esporte e Lazer Art. 20. esporte. Caberá ao profissional de saúde responsável pelo tratamento conceder autorização para o acompanhamento do idoso ou. Art. esta será feita: I – pelo curador. II – Ministério Público. As instituições de saúde devem atender aos critérios mínimos para o atendimento às necessidades do idoso. quando o idoso for interditado. para transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável. assim como orientação a cuidadores familiares e grupos de autoajuda. Art. justificá-la por escrito. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos: I – autoridade policial. adequando currículos. segundo o critério médico. Cultura. quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser contactado em tempo hábil. metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados. 18. promovendo o treinamento e a capacitação dos profissionais. Art. § 2o Os idosos participarão das comemorações de caráter cívico ou cultural. produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. espetáculos. 19. diversões. no sentido da preservação da memória e da identidade culturais. IV – Conselho Estadual do Idoso. Parágrafo único. Parágrafo único. V – Conselho Nacional do Idoso. para sua integração à vida moderna. III – Conselho Municipal do Idoso. IV – pelo próprio médico. Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante.

pro rata. conforme seus interesses. que facilitem a leitura. 22. inclusive para concursos. 23. de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso. 29. Art. 27. O Poder Público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará a publicação de livros e periódicos. nos termos da legislação vigente. Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados na mesma data de reajuste do salário-mínimo. é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade. O Poder Público criará e estimulará programas de: I – profissionalização especializada para os idosos. II – preparação dos trabalhadores para a aposentadoria. com finalidade informativa. na sua concessão. dando-se preferência ao de idade mais elevada. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade. Os benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Geral da Previdência Social observarão. ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. A participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) nos ingressos para eventos artísticos. artística e cultural. Parágrafo único. educativa. critérios de cálculo que preservem o valor real dos salários sobre os quais incidiram contribuição. com antecedência mínima de 1 (um) ano. Os meios de comunicação manterão espaços ou horários especiais voltados aos idosos. observados os critérios estabelecidos pela Lei no 8. esportivos e de lazer.Art. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego. Art.213. de acordo com suas respectivas datas de início ou do seu último reajustamento. Art. aproveitando seus potenciais e habilidades para atividades regulares e remuneradas. de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento. culturais. de 24 de julho de 1991. Parágrafo único. III – estímulo às empresas privadas para admissão de idosos ao trabalho. 25. por meio de estímulo a novos projetos sociais. com base em percentual definido em regulamento. ao respeito e à valorização do idoso. CAPÍTULO VI Da Profissionalização e do Trabalho Art. e de esclarecimento sobre os direitos sociais e de cidadania. intelectuais e psíquicas. Art. bem como o acesso preferencial aos respectivos locais. respeitadas suas condições físicas. O idoso tem direito ao exercício de atividade profissional. 26. considerada a natural redução da capacidade visual. Art. e ao público sobre o processo de envelhecimento. . CAPÍTULO VII Da Previdência Social Art. 24. 28.

é a data-base dos aposentados e pensionistas. Art. 30. Art. A assistência social aos idosos será prestada. no mínimo. § 3o Se a pessoa idosa for incapaz. 35. § 1o No caso de entidades filantrópicas. ou casa-lar. de 1991. por adulto ou núcleo familiar. efetuado com atraso por responsabilidade da Previdência Social. 34. O cálculo do valor do benefício previsto no caput observará o disposto no caput e § 2o do art. O pagamento de parcelas relativas a benefícios. de 26 de novembro de 1999. 32. Parágrafo único. caracteriza a dependência econômica. A perda da condição de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por idade.876.Art. são obrigadas a firmar contrato de prestação de serviços com a pessoa idosa abrigada. 35 da Lei no 8.213. Todas as entidades de longa permanência. Parágrafo único. de forma articulada. CAPÍTULO IX Da Habitação . é facultada a cobrança de participação do idoso no custeio da entidade. nem de tê-la provida por sua família. Art. que não poderá exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso. verificado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o mês do efetivo pagamento. ou. o disposto no art. 3o da Lei no 9. não havendo salários-de-contribuição recolhidos a partir da competência de julho de 1994. Art. 36. Art. 1o de Maio. será atualizado pelo mesmo índice utilizado para os reajustamentos dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. a partir de 65 (sessenta e cinco) anos. 31. 33. O Dia Mundial do Trabalho. o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência na data de requerimento do benefício. no Sistema Único de Saúde e demais normas pertinentes. ou casa-lar. na Política Nacional do Idoso. CAPÍTULO VIII Da Assistência Social Art. para os efeitos legais. Aos idosos. que não possuam meios para prover sua subsistência. desde que a pessoa conte com. caberá a seu representante legal firmar o contrato a que se refere o caput deste artigo. § 2o O Conselho Municipal do Idoso ou o Conselho Municipal da Assistência Social estabelecerá a forma de participação prevista no § 1o. nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas. O acolhimento de idosos em situação de risco social. é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo. conforme os princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. O benefício já concedido a qualquer membro da família nos termos do caput não será computado para os fins do cálculo da renda familiar per capita a que se refere a Loas.

§ 3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos. ou desacompanhado de seus familiares. ou. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. § 1o Para ter acesso à gratuidade.Art. públicos ou subsidiados com recursos públicos. quando assim o desejar. com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. Art. 40. bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. Nos programas habitacionais. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos. o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria. abandono ou carência de recursos financeiros próprios ou da família. III – eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas. . sob as penas da lei. Art. exceto nos serviços seletivos e especiais. no valor das passagens. § 2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. II – implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. CAPÍTULO X Do Transporte Art. nos termos da legislação específica: (Regulamento) I – a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. 39. O idoso tem direito a moradia digna. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. no mínimo. em instituição pública ou privada. II – desconto de 50% (cinqüenta por cento). IV – critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. casa-lar. sob pena de interdição. no seio da família natural ou substituta. § 3o As instituições que abrigarem idosos são obrigadas a manter padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles. ainda. 37. § 2o Toda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identificação externa visível. além de atender toda a legislação pertinente. para os idosos que excederem as vagas gratuitas. ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. para garantia de acessibilidade ao idoso. 38. observado o seguinte: I – reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos. § 1o A assistência integral na modalidade de entidade de longa permanência será prestada quando verificada inexistência de grupo familiar.

É assegurada a reserva. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. omissão ou abuso da família. 43. 42. Art. a requerimento daquele. para os idosos. orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas. isolada ou cumulativamente. 41. hospitalar ou domiciliar. Art. V – abrigo em entidade. II – orientação. em regime ambulatorial. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II. dentre outras. nos termos da lei local. CAPÍTULO II Das Medidas Específicas de Proteção Art. TÍTULO III Das Medidas de Proteção CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Art. de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados. III – em razão de sua condição pessoal. as seguintes medidas: I – encaminhamento à família ou curador. TÍTULO IV Da Política de Atendimento ao Idoso CAPÍTULO I Disposições Gerais . IV – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. II – por falta. apoio e acompanhamento temporários. 44. poderá determinar. e levarão em conta os fins sociais a que se destinam e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. VI – abrigo temporário. as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso. III – requisição para tratamento de sua saúde. Art.Parágrafo único. mediante termo de responsabilidade. ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação. curador ou entidade de atendimento. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado. 45. o Ministério Público ou o Poder Judiciário. As medidas de proteção ao idoso previstas nesta Lei poderão ser aplicadas. 43.

junto ao Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa. Parágrafo único. para aqueles que necessitarem. dos Estados. IV – serviço de identificação e localização de parentes ou responsáveis por idosos abandonados em hospitais e instituições de longa permanência. IV – participação do idoso nas atividades comunitárias. salubridade e segurança.842. 49. maus-tratos. A política de atendimento ao idoso far-se-á por meio do conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais da União. III – estar regularmente constituída. em caráter supletivo. abuso. observadas as normas de planejamento e execução emanadas do órgão competente da Política Nacional do Idoso.Art. 46. II – políticas e programas de assistência social. crueldade e opressão. Parágrafo único. VI – preservação da identidade do idoso e oferecimento de ambiente de respeito e dignidade. V – proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos dos idosos. As entidades que desenvolvam programas de institucionalização de longa permanência adotarão os seguintes princípios: I – preservação dos vínculos familiares. O dirigente de instituição prestadora de atendimento ao idoso responderá civil e criminalmente pelos atos que praticar em detrimento do idoso. de 4 de janeiro de 1994. especificando os regimes de atendimento. Art. III – manutenção do idoso na mesma instituição. II – apresentar objetivos estatutários e plano de trabalho compatíveis com os princípios desta Lei. 47. higiene. III – serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência. As entidades governamentais e não-governamentais de assistência ao idoso ficam sujeitas à inscrição de seus programas. II – atendimento personalizado e em pequenos grupos. previstas na Lei no 8. As entidades de atendimento são responsáveis pela manutenção das próprias unidades. e em sua falta. conforme a Lei no 8. junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e Conselho Municipal da Pessoa Idosa. do Distrito Federal e dos Municípios. Art. 50. salvo em caso de força maior. de 1994. de caráter interno e externo.842. Art. 48. exploração. observados os seguintes requisitos: I – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. São linhas de ação da política de atendimento: I – políticas sociais básicas. CAPÍTULO II Das Entidades de Atendimento ao Idoso Art. IV – demonstrar a idoneidade de seus dirigentes. sem prejuízo das sanções administrativas. V – observância dos direitos e garantias dos idosos. VI – mobilização da opinião pública no sentido da participação dos diversos segmentos da sociedade no atendimento do idoso. Constituem obrigações das entidades de atendimento: .

IV – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. As instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos prestadoras de serviço ao idoso terão direito à assistência judiciária gratuita. XII – comunicar à autoridade competente de saúde toda ocorrência de idoso portador de doenças infecto-contagiosas. VIII – proporcionar cuidados à saúde. a fiscalização e a avaliação da política nacional do idoso. O art. 7o Compete aos Conselhos de que trata o art. se for o caso. esportivas. XVI – comunicar ao Ministério Público. 7o da Lei no 8. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. Art. As entidades de atendimento que descumprirem as determinações desta Lei ficarão sujeitas. XV – manter arquivo de anotações onde constem data e circunstâncias do atendimento. X – propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem. VII – oferecer acomodações apropriadas para recebimento de visitas. para as providências cabíveis. sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou prepostos. na forma da lei. XIII – providenciar ou solicitar que o Ministério Público requisite os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem. e demais dados que possibilitem sua identificação e a individualização do atendimento. culturais e de lazer. conforme a necessidade do idoso. XVII – manter no quadro de pessoal profissionais com formação específica. as obrigações da entidade e prestações decorrentes do contrato. observado o devido processo legal: I – as entidades governamentais: a) advertência. 6o desta Lei a supervisão. XI – proceder a estudo social e pessoal de cada caso. o acompanhamento. II – observar os direitos e as garantias de que são titulares os idosos. 51. de 1994. se houver." Art. relação de seus pertences.I – celebrar contrato escrito de prestação de serviço com o idoso. 54. V – oferecer atendimento personalizado. parentes. cidade. III – fornecer vestuário adequado. bem como o valor de contribuições.842. VI – diligenciar no sentido da preservação dos vínculos familiares. Será dada publicidade das prestações de contas dos recursos públicos e privados recebidos pelas entidades de atendimento. e alimentação suficiente. CAPÍTULO III Da Fiscalização das Entidades de Atendimento Art. Art. Vigilância Sanitária e outros previstos em lei. . com os respectivos preços. responsável. Ministério Público. se for pública. 53. e suas alterações. As entidades governamentais e não-governamentais de atendimento ao idoso serão fiscalizadas pelos Conselhos do Idoso. 52. a situação de abandono moral ou material por parte dos familiares. 55. no âmbito das respectivas instâncias político-administrativas. IX – promover atividades educacionais. às seguintes penalidades. Art. de acordo com suas crenças. endereços. XIV – fornecer comprovante de depósito dos bens móveis que receberem dos idosos. especificando o tipo de atendimento. nome do idoso.

podendo haver a interdição do estabelecimento até que sejam cumpridas as exigências legais. § 3o Na ocorrência de infração por entidade de atendimento. inclusive para promover a suspensão das atividades ou dissolução da entidade. CAPÍTULO IV Das Infrações Administrativas Art. enquanto durar a interdição. a expensas do estabelecimento interditado. Art. Deixar o profissional de saúde ou o responsável por estabelecimento de saúde ou instituição de longa permanência de comunicar à autoridade competente os casos de crimes contra idoso de que tiver conhecimento: Pena – multa de R$ 500. § 1o Havendo danos aos idosos abrigados ou qualquer tipo de fraude em relação ao programa.b) afastamento provisório de seus dirigentes. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes da entidade.00 (três mil reais).00 (quinhentos reais) a R$ 3. será o fato comunicado ao Ministério Público. 57. caberá o afastamento provisório dos dirigentes ou a interdição da unidade e a suspensão do programa. aplicada em dobro no caso de reincidência. Art. § 4o Na aplicação das penalidades. II – as entidades não-governamentais: a) advertência.000. Deixar a entidade de atendimento de cumprir as determinações do art. Parágrafo único. 58. para as providências cabíveis. d) fechamento de unidade ou interdição de programa.000. Deixar de cumprir as determinações desta Lei sobre a prioridade no atendimento ao idoso: Pena – multa de R$ 500. CAPÍTULO V Da Apuração Administrativa de Infração às Normas de Proteção ao Idoso . e) proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. 56.000. os idosos abrigados serão transferidos para outra instituição. sem prejuízo das providências a serem tomadas pela Vigilância Sanitária. se o fato não for caracterizado como crime. d) interdição de unidade ou suspensão de programa. os danos que dela provierem para o idoso. b) multa. serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. que coloque em risco os direitos assegurados nesta Lei.00 (um mil reais) e multa civil a ser estipulada pelo juiz. No caso de interdição do estabelecimento de longa permanência.00 (três mil reais). conforme o dano sofrido pelo idoso.00 (quinhentos reais) a R$ 3. § 2o A suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas ocorrerá quando verificada a má aplicação ou desvio de finalidade dos recursos.00 (quinhentos reais) a R$ 1. c) afastamento definitivo de seus dirigentes. com a proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. 50 desta Lei: Pena – multa de R$ 500. c) suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas.

para a vida ou a saúde da pessoa idosa à entidade de atendimento as sanções e das providências que vierem a ser demais instituições legitimadas para a CAPÍTULO VI Da Apuração Judicial de Irregularidades em Entidade de Atendimento Art. no prazo de 10 (dez) dias. . mediante decisão fundamentada. 68. com aviso de recebimento. por motivo justificado. Art. para evitar lesão aos direitos do idoso. O procedimento de apuração de irregularidade em entidade governamental e não-governamental de atendimento ao idoso terá início mediante petição fundamentada de pessoa interessada ou iniciativa do Ministério Público. Havendo motivo grave. subsidiariamente.784. Nos casos em que não houver risco abrigada. Art. Art. no instrumento de autuação. na forma da lei. II – por via postal. § 2o Sempre que possível. e 9. de 20 de agosto de 1977. ao procedimento administrativo de que trata este Capítulo as disposições das Leis nos 6. 69 ou. 66. a autoridade competente aplicará à entidade de atendimento as sanções regulamentares. 64. 63.Art. podendo juntar documentos e indicar as provas a produzir. decretar liminarmente o afastamento provisório do dirigente da entidade ou outras medidas que julgar adequadas. Art. sem prejuízo da iniciativa e das providências que vierem a ser adotadas pelo Ministério Público ou pelas demais instituições legitimadas para a fiscalização. se possível. ou este será lavrado dentro de 24 (vinte e quatro) horas. Art. 60. 67. o juiz procederá na conformidade do art. Havendo risco para a vida ou à saúde do idoso. de 29 de janeiro de 1999. oferecer resposta escrita. poderá a autoridade judiciária. O dirigente da entidade será citado para. ouvido o Ministério Público. à verificação da infração seguir-se-á a lavratura do auto. 59.437. contado da data da intimação. Aplicam-se. Art. a autoridade competente aplicará regulamentares. designará audiência de instrução e julgamento. Art. se necessário. deliberando sobre a necessidade de produção de outras provas. Os valores monetários expressos no Capítulo IV serão atualizados anualmente. especificando-se a natureza e as circunstâncias da infração. que será feita: I – pelo autuante. 61. por duas testemunhas. quando for lavrado na presença do infrator. Apresentada a defesa. O autuado terá prazo de 10 (dez) dias para a apresentação da defesa. 65. 62. § 1o No procedimento iniciado com o auto de infração poderão ser usadas fórmulas impressas. sem prejuízo da iniciativa adotadas pelo Ministério Público ou pelas fiscalização. Art. O procedimento para a imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção ao idoso terá início com requisição do Ministério Público ou auto de infração elaborado por servidor efetivo e assinado.

§ 4o A multa e a advertência serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. maior de 60 (sessenta) anos.§ 1o Salvo manifestação em audiência. previstas nesta Lei. 72. companheiro ou companheira. Art. sem julgamento do mérito. às disposições deste Capítulo. fazendo prova de sua idade. TÍTULO V Do Acesso à Justiça CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis. 73. as partes e o Ministério Público terão 5 (cinco) dias para oferecer alegações finais. naquilo que não contrarie os prazos previstos nesta Lei. que determinará as providências a serem cumpridas. § 3o Antes de aplicar qualquer das medidas. § 3o A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. 69. com união estável. O Poder Público poderá criar varas especializadas e exclusivas do idoso. serão exercidas nos termos da respectiva Lei Orgânica. em qualquer instância. § 4o Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. decidindo a autoridade judiciária em igual prazo. o processo será extinto. 71. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. a autoridade judiciária oficiará a autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado. Compete ao Ministério Público: . empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. 74. Art. CAPÍTULO II Do Ministério Público Art. subsidiariamente. § 2o Em se tratando de afastamento provisório ou definitivo de dirigente de entidade governamental. a autoridade judiciária poderá fixar prazo para a remoção das irregularidades verificadas. § 1o O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. Satisfeitas as exigências. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. (VETADO) Art. Art. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. § 2o A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. fixando-lhe prazo de 24 (vinte e quatro) horas para proceder à substituição. Aplica-se. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária. o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. As funções do Ministério Público. 70. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

Art. será feita pessoalmente. usando os recursos cabíveis. requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. Nos processos e procedimentos em que não for parte. bem como promover inspeções e diligências investigatórias. públicos. II – promover e acompanhar as ações de alimentos.I – instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos ou coletivos. de designação de curador especial. bem como a colaboração dos serviços de saúde. em caso de não comparecimento injustificado da pessoa notificada. hipóteses em que terá vista dos autos depois das partes. conforme o disposto no art. adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas. para o desempenho de suas atribuições. podendo juntar documentos. VI – instaurar sindicâncias. 75. Art. que será declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. perícias e documentos de autoridades municipais. nas hipóteses previstas no art. exames. requerer diligências e produção de outras provas. IX – requisitar força policial. desde que compatíveis com a finalidade e atribuições do Ministério Público. c) requisitar informações e documentos particulares de instituições privadas. estaduais e federais. em qualquer caso. . X – referendar transações envolvendo interesses e direitos dos idosos previstos nesta Lei. V – instaurar procedimento administrativo e. inclusive pela Polícia Civil ou Militar. A falta de intervenção do Ministério Público acarreta a nulidade do feito. § 2o As atribuições constantes deste artigo não excluem outras. terá livre acesso a toda entidade de atendimento ao idoso. § 3o O representante do Ministério Público. A intimação do Ministério Público. promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. no exercício de suas funções. 77. VIII – inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta Lei. de interdição total ou parcial. da administração direta e indireta. nas mesmas hipóteses. Art. atuará obrigatoriamente o Ministério Público na defesa dos direitos e interesses de que cuida esta Lei. educacionais e de assistência social. individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso. requisitar condução coercitiva. colher depoimentos ou esclarecimentos e. 43 desta Lei. 76. para a apuração de ilícitos ou infrações às normas de proteção ao idoso. 43 desta Lei. IV – promover a revogação de instrumento procuratório do idoso. quando necessário ou o interesse público justificar. segundo dispuser a lei. VII – zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados ao idoso. para instruí-lo: a) expedir notificações. b) requisitar informações. em circunstâncias que justifiquem a medida e oficiar em todos os feitos em que se discutam os direitos de idosos em condições de risco. § 1o A legitimação do Ministério Público para as ações cíveis previstas neste artigo não impede a de terceiros. III – atuar como substituto processual do idoso em situação de risco.

81. Parágrafo único. As manifestações processuais do representante do Ministério Público deverão ser fundamentadas. IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. o Ministério Público ou outro legitimado deverá assumir a titularidade ativa. II – a União. Parágrafo único. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. Art. consideram-se legitimados. III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa. § 1o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. que lesem direito líquido e certo previsto nesta Lei. . referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: I – acesso às ações e serviços de saúde. 273 do Código de Processo Civil. Coletivos e Individuais Indisponíveis ou Homogêneos Art. na forma do art. Art. § 2o Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada.CAPÍTULO III Da Proteção Judicial dos Interesses Difusos. individuais indisponíveis ou homogêneos. Para defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei. são admissíveis todas as espécies de ação pertinentes. III – a Ordem dos Advogados do Brasil. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao adimplemento. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso. Art. que se regerá pelas normas da lei do mandado de segurança. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso. o Distrito Federal e os Municípios. 80. 78. § 1o Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta Lei. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses difusos. protegidos em lei. próprios do idoso. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou nãofazer. os Estados. coletivos. 82. dispensada a autorização da assembléia. ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições de Poder Público. coletivos. IV – as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre os fins institucionais a defesa dos interesses e direitos da pessoa idosa. Para as ações cíveis fundadas em interesses difusos. II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitante. se houver prévia autorização estatutária. Art. 83. caberá ação mandamental. 79. individuais indisponíveis ou homogêneos. cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa. Art. concorrentemente: I – o Ministério Público.

mas será devida desde o dia em que se houver configurado. 88. Nas ações de que trata este Capítulo. impor multa diária ao réu. na hipótese do § 1o ou na sentença. e o servidor deverá. O Ministério Público poderá instaurar sob sua presidência. 90. como assistentes ou assumindo o pólo ativo. no prazo que assinalar. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos. para apuração da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a ação ou omissão. Art. honorários periciais e quaisquer outras despesas. Parágrafo único. devem encaminhar as peças pertinentes ao Ministério Público. Os valores das multas previstas nesta Lei reverterão ao Fundo do Idoso. Qualquer pessoa poderá. 84.§ 2o O juiz poderá. independentemente do pedido do autor. facultada igual iniciativa aos demais legitimados em caso de inércia daquele. Art. que serão fornecidas no prazo de 10 (dez) dias. Art. 91. não haverá adiantamento de custas. Parágrafo único. Não se imporá sucumbência ao Ministério Público. organismo público ou particular. de qualquer pessoa. . ao Fundo Municipal de Assistência Social. 92. 86. o juiz determinará a remessa de peças à autoridade competente. Para instruir a petição inicial. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. emolumentos. no exercício de suas funções. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias. Art. os juízes e tribunais. informações. inquérito civil. nos mesmos autos. Art. Os agentes públicos em geral. ficando vinculados ao atendimento ao idoso. igual iniciativa aos demais legitimados. certidões. prestando-lhe informações sobre os fatos que constituam objeto de ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. Art. Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da sentença condenatória favorável ao idoso sem que o autor lhe promova a execução. facultada. para evitar dano irreparável à parte. Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao Poder Público. As multas não recolhidas até 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado da decisão serão exigidas por meio de execução promovida pelo Ministério Público. Art. 89. § 1o Se o órgão do Ministério Público. 85. ou requisitar. fazendo-o fundamentadamente. ou na falta deste. provocar a iniciativa do Ministério Público. se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil ou de peças informativas. 87. exames ou perícias. Art. esgotadas todas as diligências. Art. quando tiverem conhecimento de fatos que possam configurar crime de ação pública contra idoso ou ensejar a propositura de ação para sua defesa. para as providências cabíveis. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias. determinará o seu arquivamento. § 3o A multa só será exigível do réu após o trânsito em julgado da sentença favorável ao autor. em caso de inércia desse órgão. se for suficiente ou compatível com a obrigação. onde houver. deverá fazê-lo o Ministério Público.

nesses casos. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. Deixar de prestar assistência ao idoso. o socorro de autoridade pública: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. e triplicada. § 1o Na mesma pena incorre quem desdenhar. de 24 de julho de 1985. será designado outro membro do Ministério Público para o ajuizamento da ação. menosprezar ou discriminar pessoa idosa. impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias. entidades de longa permanência. as disposições da Lei no 7. 94. § 4o Deixando o Conselho Superior ou a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público de homologar a promoção de arquivamento. quando possível fazê-lo sem risco pessoal. de 26 de setembro de 1995. Parágrafo único. Art. § 2o A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se a vítima se encontrar sob os cuidados ou responsabilidade do agente. no prazo de 3 (três) dias. casas de saúde. ou congêneres.§ 2o Os autos do inquérito civil ou as peças de informação arquivados serão remetidos. ou não prover suas necessidades básicas. humilhar. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. sem justa causa. ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania. se resulta a morte. 93. por qualquer motivo. Aplicam-se subsidiariamente. § 3o Até que seja homologado ou rejeitado o arquivamento. sob pena de se incorrer em falta grave. Art. A pena é aumentada de metade. ao Conselho Superior do Ministério Público ou à Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. em situação de iminente perigo. que serão juntados ou anexados às peças de informação. Abandonar o idoso em hospitais. 95. por motivo de idade: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. TÍTULO VI Dos Crimes CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. ou não pedir. Art. no que couber. as associações legitimadas poderão apresentar razões escritas ou documentos. Aos crimes previstos nesta Lei. 98.099. ou recusar. subsidiariamente. aplica-se o procedimento previsto na Lei no 9. quando obrigado por lei ou mandado: . Art. não se lhes aplicando os arts. no que couber. pelo Conselho Superior do Ministério Público ou por Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público.347. as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal. Discriminar pessoa idosa. CAPÍTULO II Dos Crimes em Espécie Art. retardar ou dificultar sua assistência à saúde. e. 181 e 182 do Código Penal. aos meios de transporte. 96. 97.

por motivo de idade. dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. emprego ou trabalho. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. sem justa causa. física ou psíquica. V – recusar. 106. 102. III – recusar. Exibir ou veicular. o idoso a doar. por recusa deste em outorgar procuração à entidade de atendimento: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 103.Pena – detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos e multa. sem justo motivo. Art. Art. II – negar a alguém. testar ou outorgar procuração: . Apropriar-se de ou desviar bens. quando requisitados pelo Ministério Público. pensão ou qualquer outro rendimento do idoso. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso: Pena – detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. Coagir. Negar o acolhimento ou a permanência do idoso. Art. Art. Art. sem justo motivo. proventos ou pensão do idoso. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade. retardar ou dificultar atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. Art. Art. 99. a execução de ordem judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei. Expor a perigo a integridade e a saúde. 100. por qualquer meio de comunicação. como abrigado. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta Lei. quando obrigado a fazê-lo. a pessoa idosa. Art. bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 104. retardar ou frustrar. Induzir pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração para fins de administração de bens ou deles dispor livremente: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 101. Deixar de cumprir. contratar. do idoso. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. 107. proventos. de qualquer modo. Art. IV – deixar de cumprir. retardar ou frustrar. Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios. 105.

ou foge para evitar prisão em flagrante. religião. "Art. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. etnia. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos." (NR) "Art. cor. Sendo doloso o homicídio. se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. Código Penal. 140 § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. II h) contra criança. exceto no caso de injúria. Art. 148 § 1o. .848. I – se a vítima é ascendente. 108. arte ou ofício. O Decreto-Lei no 2. Art. TÍTULO VII Disposições Finais e Transitórias Art. Impedir ou embaraçar ato do representante do Ministério Público ou de qualquer outro agente fiscalizador: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 110. § 3o . 159. cônjuge do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: "Art. enfermo ou mulher grávida.Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. sem a devida representação legal: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. "Art. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. descendente. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. 61. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. maior de 60 (sessenta) anos. 133. 141 IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. de 7 de dezembro de 1940. "Art. § 4o No homicídio culposo. 121. Lavrar ato notarial que envolva pessoa idosa sem discernimento de seus atos. "Art. 109. § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas.

.368.. 115. Art. os recursos necessários..... fixada ou majorada. 1o .... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art... Serão incluídos nos censos demográficos dados relativos à população idosa do País.. nos termos desta Lei. em cada exercício financeiro. de 8 de novembro de 2000. diminuída ou suprimida a capacidade de discernimento ou de autodeterminação: Art.. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. O art 1º da Lei no 10. 116.... 111... por qualquer causa. de 3 de outubro de 1941. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei revendo os critérios de concessão do Benefício de Prestação Continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social........ 21....455. os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos. O Orçamento da Seguridade Social destinará ao Fundo Nacional de Assistência Social... de 21 de outubro de 1976. 114........... 18 III – se qualquer deles decorrer de associação ou visar a menores de 21 (vinte e um) anos ou a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou a quem tenha.. de prover a subsistência do cônjuge....... as gestantes.. para aplicação em programas e ações relativos ao idoso....... gravemente enfermo: Art. 183..... de 7 de abril de 1997. 244... passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: "Art.. Art....... gestante......... O inciso III do art....... Parágrafo único. O O art.. 113.688..... ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos.. Lei das Contravenções Penais. deixar...... até que o Fundo Nacional do Idoso seja criado... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art... § 4o ... 1o As pessoas portadoras de deficiência......... sem justa causa... 21 do Decreto-Lei no 3..... as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário... de socorrer descendente ou ascendente.. Art..... ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho. 117...." (NR) Art.. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. . 112..... II – se o crime é cometido contra criança.048. O inciso II do § 4o do art..." Art." "Art. III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Deixar... sem justa causa.. 18 da Lei no 6.. 1o da Lei no 9......... portador de deficiência....."Art...... de forma a garantir que o acesso ao direito seja condizente com o estágio de desenvolvimento sócio-econômico alcançado pelo País..

1o de outubro de 2003. Brasília.Art. que vigorará a partir de 1o de janeiro de 2004. 36. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos Antonio Palocci Filho Rubem Fonseca Filho Humberto Sérgio Costa LIma Guido Mantega Ricardo José Ribeiro Berzoini Benedita Souza da Silva Sampaio Álvaro Augusto Ribeiro Costa . 182o da Independência e 115o da República. Esta Lei entra em vigor decorridos 90 (noventa) dias da sua publicação. 118. ressalvado o disposto no caput do art.

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