P. 1
Apostila_ACS -FJK

Apostila_ACS -FJK

|Views: 1.868|Likes:
Publicado porpamelinharocha

More info:

Published by: pamelinharocha on Jul 05, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/25/2013

pdf

text

original

Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Elaboração e criação Myrian Massarollo José A. Truskauskas Viana Revisão Geral Enf. Aline Massarollo São Paulo/ 2009

Algumas pessoas são tão interessadas por suas comunidades que não medem esforços para que elas se desenvolvam. Fazem sua parte para melhorar as condições à sua volta. Isso chama-se cidadania. Querem auxiliar, seja de que forma for, possibilitando assim que os projetos de seus municípios, ainda que não sejam seus, evoluam, trazendo à população melhores condições de terem resultados positivos concretos. Isso, como vocês estudarão nas páginas desta apostila chama-se intersetorialidade, um setor interagindo com outro em benefício da comunidade. Quando o companheiro Carlos Massarollo solicitou que elaborássemos a presente apostila, não nos causou espanto. É bem dele a preocupação com a elaboração de um curso preparatório para um concurso público. Atinge assim, dois alvos. Primeiro: Fornece a quase duas centenas de jovens a oportunidade de prepararem-se através de um material elaborado especialmente para eles. Cuidando para que cheguem ao dia do exame em condições reais de disputarem uma vaga. Segundo: Colabora, ainda que indiretamente, com o processo de promoção de saúde do município, pois pessoas bem preparadas acompanharão com mais facilidade o curso de formação profissional que espera aqueles que forem selecionados. Indivíduos politicamente mobilizados poderão desenvolver suas atividades com o espírito de solidariedade, integralidade e equidade pregado pelo sistema de saúde. Como dissemos, dois alvos, que ainda que distintos confluem para um mesmo objetivo, a participação e mobilização social em prol da educação e da atenção à saúde. Nossa equipe desdobrou-se para que, no pouco tempo que nos foi dado, desenvolver um material organizado, completo e de agradável manuseio. Esperamos que nossos esforços se traduzam no sucesso de vocês. Boa sorte! Equipe Fundação JK

Bahia .Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus .

Em 1992 foi implantado na Bahia e em 1993 na Região Centro Oeste. Na concepção inicial deveria ser um dos moradores daquela rua. . realiza visitas domiciliares na área de abrangência da sua unidade produzindo informações capazes de dimensionar os principais problemas de saúde de sua comunidade. em 1987. quando se criou o PSF – Programa de Saúde da Família os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS: • Ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família. daquele bairro. Com a proposição do Ministério da Saúde de 1994.Agente Comunitário de Saúde ACS – um processo histórico O trabalho comunitário dos ACS começou na década de 70 e foi a base para o Programa Comunidade Solidária. Selecionados por um bom relacionamento com seus vizinhos e condição de dedicar oito horas por dia ao trabalho de ACS. Orientado por supervisor (médico ou enfermeira) da unidade de saúde. como parte do processo de construção do Sistema Único de Saúde estabelecida por norma Constitucional em 1988. daquela região. como uma estratégia abrangente de saúde pública estruturada ocorreu. é capacitado para reunir informações de saúde sobre uma comunidade. que buscava minimizar a exclusão social através da mobilização social. no Estado do Ceará e posteriormente foi estendido para todo o Nordeste e Região Norte. O Agente Comunitário de Saúde (ACS) resultou da criação do PACS Programa dos Agentes Comunitários de Saúde em 1991. A primeira experiência de implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) no Brasil.

de 10 de julho de 2002.350 de 5 de outubro de 2006. Atualmente (2008). encontram-se em atividade no país 204 mil ACS. O ACS funciona como elo entre o Estado e a comunidade. ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular. de 4 de outubro de 1999. fixando que seu exercício ocorreria exclusivamente no âmbito do Sistema único de Saúde e sob a supervisão do gestor local em saúde. hospitais . . laboratórios.507 foi revogada e substituída pela Lei nº 11. pela capacidade de se comunicar com as pessoas. Fazem parte do SUS os centros e postos de saúde.• Ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional.Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. que dá mais força ao trabalho educativo. através da qual os homens criam e recriam a sua existência. A capacidade de criar é exclusiva dos seres humanos. realizado por toda a equipe. a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). A profissão de Agente comunitário de Saúde (ACS) foi criada pela Lei nº 10. fixou as diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS). o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. O Decreto nº 3.” (FANEMA) Sistema Único de Saúde (SUS) Criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tivesse acesso ao atendimento público de saúde.507. Os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. É também um elo cultural. estando presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. Vigilância Epidemiológica. que elencou as atribuições do Agente Comunitário de Saúde bem como suas atividades. Anteriormente.incluindo os universitários. hemocentros (bancos de sangue). “Quem é o agente comunitário? É alguém que se destaca na comunidade. Posteriormente a Lei 10. como a FIOCRUZ . Processo de Trabalho em Saúde O trabalho é uma atividade humana de transformação da natureza de forma consciente e proposital. os serviços de Vigilância Sanitária. pela liderança natural que exerce. Está em contato permanente com as famílias. Vigilância Ambiental.189. além de fundações e institutos de pesquisa.

quanto mental. No processo de trabalho em saúde temos que considerar três aspectos fundamentais: • Em primeiro lugar. que é um serviço – toda assistência à saúde é um serviço e. protagonista do seu processo de saúde-doença. O trabalhador da saúde comanda a forma como se dará a assistência ao usuário. compartilha características comuns com outros processos de trabalho que se dão na indústria e outros setores da economia. co-responsável pelos objetivos a serem alcançados. resultante dessas ações isoladas. Referem-se às boas condições de vida. exigindo-se dele participação ativa para que sejam corretamente aplicadas as normas e prescrições. tanto física. criação de vínculos efetivo-afetivos entre usuários e profissionais de saúde e autonomia dos sujeitos no modo de viver. Ainda. ao sentir-se participante do processo de atendimento. cabendo a cada trabalhador atribuições específicas e o produto final.No processo de trabalho três elementos são fundamentais: a matéria-prima (objeto). Este. portanto. desconhecido dos trabalhadores que participaram do processo. o consumidor (usuário) contribui para o processo de trabalho e é parte desse processo. • • Assim. Com o avanço e aplicação das ciências e tecnologias à produção. tem a especificidade de realizar-se sobre pessoas e não sobre objetos. . ou seja. qual a história de sua queixa ou doença. Terceiro. viabilizou-se a construção de máquinas. podendo esta ser orientada por parâmetros humanitários. Ele participa conjuntamente do processo de trabalho e. hierarquizados e desumanizados. pelo êxito ou fracasso das ações de saúde. o objeto de trabalho é o ser humano com sentimentos. os meios ou instrumentos de produção e o trabalhador. vontades e necessidades a serem atendidas. fornecendo informações a respeito do que se passou com ele. impessoais. Isto demonstra que o trabalhador tem autonomia para ser criativo e propor soluções para as necessidades apresentadas. conjuntamente com o usuário. Segundo. juntamente com os profissionais de saúde. que ele é um exemplo de trabalho em geral e. que é um serviço que se fundamenta numa inter-relação pessoal muito intensa. cabendo aos homens o uso da força apenas para operá-las. empregada pelo trabalhador é o que chamamos de força de trabalho. com a finalidade de aumentar cada vez mais a produtividade. emoções. freqüentemente. no entanto. de respeito às singularidades e diversidade humana ou por parâmetros burocráticos. isto é. acolhedores. A energia. tornar-se-á. é responsável. ao acesso às tecnologias que melhoram e/ou prolongam a vida. na saúde. que passaram a substituir o trabalho humano. o trabalho passou a ser cada vez mais dividido em tarefas.

quer num conjunto hierarquizado de serviços (postos de saúde. . de forma eficiente e eficaz. Isso varia de pessoa para pessoa. não tinha nenhuma enfermidade. em um determinado momento histórico. hospital). e a sua? Provavelmente Maria. a idéia da singularidade de cada pessoa em dar respostas às agressões do meio a que está exposta. interdependente. não tinha procurado nenhum serviço de saúde e não estava impedida de trabalhar. levando ao surgimento de um trabalho associado. Tem a ver com “sentir-se bem” ou “sentir-se mal”. O conjunto de categorias profissionais procura agir coerentemente. um conceito de saúde e doença abrangente inclui. seu modo de viver e relacionar-se com o mundo. É comum definir-se saúde como oposto à doença. ambulatórios de especialidades). compartilhando os conhecimentos científicos contemporâneos. sobretudo. A idéia de saúde e de doença para as pessoas tem a ver com a sensação de bem estar. uma das principais características do processo de trabalho em saúde é a crescente coletivização. com as formas como resolvem suas necessidades de saúde. isto é.Na atualidade. Portanto. Ou seja. o caráter subjetivo. dependendo do meio em que está inserida. relacionam-se. quer numa unidade isolada (clínica. grupos e coletividades constroem a respeito de saúde e doença. um número elevado de profissionais atuando nesta área. que lhe é indissociável. de sair ou de se divertir. Desta forma. Maria não estava tomando medicamentos. produzindo resultados com padrão de qualidade. com a finalidade de atender integralmente às necessidades em saúde do usuário. em regime de cooperação. Processo saúde doença e seus determinantes /condicionantes Ola Maria! Como esta sua saúde? Muito bem obrigada José. necessariamente. variando desde o uso de tecnologias mais avançadas até o uso de recursos terapêuticos não vinculados ao conhecimento científico ocidental. levou em consideração que naquele momento. ao responder a José. as representações que os indivíduos.

disenteria. que durou cerca de dez mil anos. O desenvolvimento da pecuária e da agricultura significou uma profunda mudança na vida dos homens: a divisão do trabalho determinada pelas relações de parentesco entre indivíduos e grupos. As condições de vida da humanidade no que diz respeito à saúde.Como o desenvolvimento do conhecimento humano é um processo histórico. conseqüentemente. o agropecuário e o industrial. o homem passou a domesticar/criar animais (aves. esgoto a céu aberto. iniciada na Inglaterra a partir de 1750. na busca de satisfação de suas necessidades. Surgiram os artesãos. . casas superlotadas. da pesca e da coleta de raízes e frutos. Período Nômade Com o passar dos tempos. O aumento e a agregação populacional. sujas e em mau estado. criaram condições para a propagação e transmissão de doenças como: cólera. etc. de uma maneira geral. pode ser dividida em períodos: o nômade. Essas relações influenciam profundamente as condições de vida dos homens e. No período nômade. longas jornadas e o baixo salário pago aos trabalhadores. a irrigação e os utensílios em geral). As doenças infecto-contagiosas e parasitárias se alastravam causando epidemias e levando a óbito um grande contingente populacional. crianças trabalhando desde os 5 anos de idade. condições insalubres de trabalho. Binômio Saúde . a teoria e a prática que orientam o saber-fazer dos profissionais variam no tempo e no espaço. determinou novas relações de trabalho: os donos das indústrias empregavam o operário em troca de um salário. favorecendo o aumento populacional e possibilitando que alguns homens se dedicassem a outro tipo de trabalho. ovelhas. que se dedicavam às invenções (o arado. Período Agropecuário Período Industrial A Revolução Industrial. As condições de vida eram péssimas: água impura. porcos. a que tipos de doenças ficam sujeitos.Doença As várias fases do desenvolvimento da humanidade caracterizam-se por diferentes maneiras do homem relacionar-se com outros homens e com a natureza (para compreendê-la e transformá-la). estabelecendo-se onde vivia. o aumento da produção de alimentos gerando excedentes. tuberculose. que em 1348 matou ¼ da população da Inglaterra. também a saúde e a doença. assim como a ausência de medidas sanitárias. malária e peste. os homens viviam da caça.doença.) e a cultivar a terra.

França. em função do aumento da infra-estrutura básica. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. isolando os que apresentavam sinais de doença. de melhores condições de trabalho. onde havia um nível político e social mais desenvolvido afirmavam que as causas das epidemias são sociais. um lugar para se instalar e medidas para controlar ou evitar seus efeitos.Todos esses fatores contribuíram para elevar a expectativa média de vida das populações. queimando objetos pessoais daqueles que morriam. Por outro lado. educação e lazer. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. com o objetivo de livrar a sociedade das “condições” que colocavam em risco a saúde da população. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. Outras práticas eram desenvolvidas por agentes que atuavam como fiscais e guardas. que só poderiam se desenvolver numa democracia plena e ilimitada. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. homicídios e violência). moradia.Pode-se afirmar que a preocupação com a saúde pública teve origem nessa época. das doenças ligadas ao trabalho e das mortes e incapacitações por causas externas (acidentes. vestuário. evidenciada quando do aparecimento de epidemias. Inicialmente a doença era vista como resultado da forma de constituição dos aglomerados humanos. passando a ser prioridade a compreensão da dinâmica e as maneiras de se evitar os efeitos da presença desse agente. pulmonares. uma vez que a proximidade e a mistura das pessoas na cidade expunham todos – ricos e pobres.). diabetes etc. das doenças mentais. as doenças passaram a ter uma causa visível – o micróbio – orientando o conhecimento e as práticas sobre saúde/ doença. que podem ser . sem exceção – ao risco de adoecer e morrer. verifica-se o crescimento das doenças crônico-degenerativas (cardiovasculares. Posteriormente quando da invenção do microscópio. dos cânceres. Nas últimas décadas ocorreram mudanças nas condições de vida e saúde das pessoas: o controle das doenças infecciosas. Conclui-se que a saúde e a doença dos indivíduos e das coletividades humanas apresentam várias causas e dependem de vários elementos. a doença era explicada pelo pensamento microbiano e unicausal (um micróbio = uma doença) – tinha um agente. econômicas e físicas e que a solução curativa consistia em prosperidade. educação e liberdade. além da ampliação do acesso à assistência médica e hospitalar e de ações de vigilância ambiental (poluição do ar e da água e desmatamentos). Assim. alimentação.

Em 1990.080) definiu no Artigo 3. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos. entre outros . tendo como diretrizes a descentralização. S para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros.chamados de determinantes de saúde e de doença. Amparado por um conceito ampliado de saúde.º que: A saúde tem como fatores determinantes e c condicionantes. social e cultural. em 1986. O domínio do conhecimento acerca do cotidiano familiar permite a elaboração de uma estratégia de abordagem que resultará em uma ação eficiente e satisfatória para a comunidade assistida assistida. outros: Alimentação moradia trabalho meio ambiente saneamento básico renda educação transporte lazer acesso aos bens e serviços essenciais . cuja responsabilidade é a provisão de um sistema de atenção à saúde universal e equânime.º 8. produzidos nas relações com o meio físico. a integralidade da atenção e a participação e o controle social. definiu saúde como direito de todos e dever do Estado. o SUS foi criado. a VIII Conferência Nacional de Saúde. No Brasil. o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. O processo saúde/doença resulta da interação de diversos fatores do dia dia-a-dia e a família é o centro de informações privilegiado para atingir o cotidiano dos cidadãos atingir e seus costumes. universal e gratuito para toda a população do país. garantindo acesso integral. a Lei Orgânica da Saúde (Lei Federal n. em 1988 pela Constituição Federal Brasileira. Essa concepção é chamada determinação social do processo saúde-doença. SUS – Sistema Único de S Saúde Conforme definição do Ministério da Saúde.

Colaborar na proteção do meio ambiente. Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico.Princípios e Diretrizes do Sistema Único de Saúde e a Lei Orgânica da Saúde Segundo o artigo 200 da Constituição Federal. e de suas relações com os demais níveis do sistema. bem como bebidas e águas para consumo humano. Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. transporte. O SUS através do acúmulo técnico político dos seus três níveis de gestão. Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico. Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. hemoderivados e outros insumos. compreendido o controle de seu teor nutricional. e imunobiológicos. bem como as de saúde do trabalhador. tem possibilitado a identificação de um conjunto de questões relativas às bases conceituais e operacionais do que se tem e denominado "Atenção Básica à Saúde" no Brasil. nele compreendido o do trabalho. compete ao SUS: • • • • • • • • Controlar e fiscalizar procedimentos. tóxicos e radioativos. Fiscalizar e inspecionar alimentos. o estadual e o municipal. equipamentos. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos. Participar do controle e fiscalização da produção. o técnico-político federal. Diretrizes ou princípios constitutivos • Universalidade • Eqüidade • Integralidade . na implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e da Saúde da Família.

como. proteger e recuperar a sua saúde. biopsicossocial. é a garantia de atenção à saude. possibilitando o compromisso e a criação e fortalecimento de elos entre os profissionais e os usuários e a comunidade. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde e de Saúde da Família é elemento essencial para a reorientação do modelo de atenção pretendido pelo Ministério da Saúde. diferenciando o atendimento conforme sua complexidade Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde. fatores primordiais da Saúde da Família. são parte do conjunto de prioridades políticas apresentadas pelo Ministério da Saúde e aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde. integralidade o profissional na execução dos serviços de saúde não perder a referência de que: • Cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade. por parte do sistema. Trata-se de uma concepção que supera a antiga atuação de caráter exclusivamente centrado na doença. Em outras palavras. Portanto. a saude é algo a ser conquistado e mantido. no entanto. democráticas e participativas. em um contexto de descentralização e controle social da gestão. • O homem é um ser integral. Saúde é direito de cidadania e dever dos governos: municipal. Integralidade A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos. e deverá ser atendido sob esta ótica integral por um sistema de saúde integral com o objetivo de promover. O objetivo é quebrar o ciclo vicioso que leva à doença. Em outras palavras. a todo e qualquer cidadão. Esta reorientação fundamenta-se nas três diretrizes do SUS: da universalidade. proteção e recuperação da saúde formam um todo indivisível e não podem ser individualizadas. Eqüidade É a condição de igualdade de oportunidades para o uso de recursos existentes. integralidade e eqüidade. o Brasil contém disparidades sociais e regionais. . • As ações de promoção. A expansão e a qualificação da Atenção Básica. estadual e federal. tanto os individuais quanto os coletivos. Em razão da limitação da clientela. as equipes Saúde da Família estabelecem vínculos com a população. desenvolvendo um trabalho de prevenção e educação por meio de práticas gerenciais e sanitárias.Universalidade Conforme o disposto na nossa Constituição Federal : "A saúde é um direito de todos". Também as necessidades de saúde indivíduais ou de grupos específicos devem ser levadas em consideração. as necessidades de saúde variam. com o objetivo de diminuir as conseqüências negativas associadas ao adoecimento. Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema pode oferecer para todos. • As unidades prestadoras de serviço formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral.

o ou seja. Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla. como também é chamado esse princípio. no Ministério da Saúde. melhor a eficiência e referência eficácia dos mesmos. A execução dessa política é compartilhada por estados. desenvolver mecanismos de controle e avaliação. Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência ou seja. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências . Ao DAB cabe. O Departamento de Atenção Básica (DAB). pela Lei nº 8. Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde. primário deve ser oferecido diretamente à população. tem a missão institucional de operacionalizar essa política no âmbito da gestão federal do SUS. Participação da comunidade: O controle social. abrangência a área de vários serviços de menor complexidade. pelos quais a equipes assumem a responsabilidade pelo monitoramento. ainda. foi melhor regulado . estrutura vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde.142. responsável pela saúde de uma parte da população. Distrito Federal e municípios. estas instâncias de gestão na implementação e organização da estratégia Saúde da Família. é abrangência. prestar cooperação técnica a avaliação. pela Atenção.sob a forma de trabalho em equipes Trabalhos voltados às populações de territórios equipes. enquanto os outros devem ser enquanto utilizados apenas quando necessários. delimitados. Os princípios fundamentais da Atenção básica no Brasil são: Atenção resolubilidade complementaridade do setor privado Princípios organizacionais participação social hierarquização e regionalização descentralização Hierarquização e regionalização Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade o nível complexidade.

Resolubilidade É a exigência de que o cidadão ao buscar um atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência. materiais e humanos da União. na prestação de serviços de assistência à saúde da população. . cada uma com comando único e atribuições próprias. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. Conjugação dos recursos financeiros. estadual e municipal. A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios: • • • • • • • • Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde. o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto. dos Estados. que são órgãos colegiados também em todos os níveis. em nível executivo. os princípios básicos e as normas do SUS. também chamados de esferas: nacional.de Saúde. tecnológicos. Descentralização político-administrativa O SUS existe em três níveis. ou seja. Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. Complementaridade do setor privado Conforme disposto na Constituição Federal. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas. • A instituição privada deverá funcionar conforme as diretrizes. das ações de saúde. deve-se ser observada três condições: • Celebração de contrato de acordo com as normas do direito público. e através dos Conselhos de Saúde. sobre sua saúde. Integração. que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis. às pessoas assistidas. o serviço correspondente à necessidade esteja capacitado para enfrenta-la e resolve-la até o limite da sua capacidade. Direito à informação. baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido. do Distrito Federal e dos Municípios. e não no número de atendimentos. quando por insuficiência do setor público for necessária a contratação de serviços privados. • A integração dos princípios privados deverá se dar na mesma lógica organizacional do SUS em termos de regionalização e hierarquização dos serviços. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário. as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo". meio-ambiente e saneamento básico. a alocação de recursos e a orientação programática. o interesse público prevalecendo sobre o particular.

localizadas em uma área geográfica delimitada.Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral . Uma etapa importante. tecnológicos. recuperação. As equipes atuam através de ações de promoção da saúde. a alocação de recursos e a orientação programática Os estudos epidemiológicos podem ser úteis no planejamento de ações prioritárias (alocação de recursos e a orientação programática). associações de bairro. inclusive o de requerer os resultados de exames e testes realizados no seu diagnóstico. As unidades de saúde da família devem caracterizar-se como porta de entrada dos usuários para os serviços de saúde. às pessoas assistidas. a unidade de saúde funcionaria como um “funil”. seus objetivos e propostas. operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. reabilitação de doenças e de agravos mais freqüentes. Protegendo e tratando o paciente de forma transparente em relação às informações referentes à sua saúde. materiais e humanos de todas as esferas de governos. tecnológicos. individualizado. consiste na abertura de espaços de discussão e negociação entre gestores e representantes da comunidade (Conselhos de Saúde.) que se pretende assistir. dando conta de aproximadamente 85% da demanda exigida pela clientela. materiais e humanos da União. Conjugação dos recursos financeiros. direcionado a cada pessoa. Esta estrutura envolve e dependem de recursos financeiros. portanto. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes de saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil. do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população Para prover as ações de saúde o Estado deve manter uma estrutura com todos os recursos necessários à prestação de serviços do SUS. A implantação do Programa Saúde da Família (PSF) A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial. tendo direito a um tratamento único. Não devem servir apenas para a triagem e encaminhamento dos clientes. prevenção. mas sim desenvolver atividades de assistência que atendam aos problemas mais comuns da população. dos Estados. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias.A preservação da autonomia estabelece que cada ser é único. etc. sobre sua saúde O maior interessado em sua saúde é o próprio paciente. por isso ele tem direito a todas as informações. Dessa forma. ocasião em que se debaterá a importância do programa. Além . que deve ser realizada. e na manutenção da saúde da comunidade. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. Direito à informação.

permanente e de qualidade realizar atividades de educação e promoção da saúde estabelecer vínculos de compromisso e de coresponsabilidade com a população estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões atuar de forma intersetorial. Quando ampliadas. Como é formada a equipe de saúde coletiva? Quem são os profissionais envolvidos? Geralmente. em equipe e com . no mínimo. um enfermeiro. tecnicamente competentes e intersetorialmente articuladas. um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental. São formadas por meio de processo de seleção conforme o disposto na lei orgânica de cada município. por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade O trabalho em saúde coletiva requer de todos os profissionais envolvidos participação e criatividade no exercício de suas atribuições. A capacitação destes profissionais é fundamental para que sejam desenvolvidas ações humanizadas. Devem aprender a trabalhar na perspectiva da promoção da saúde. as equipes de saúde da família são constituídas por. a definição conjunta das prioridades reforça o objetivo do PSF de promover o desenvolvimento integral da comunidade. um médico. um auxiliar de enfermagem e quatro a seis agentes comunitários de saúde. Características do sistema ter território definido com uma população delimitada sob sua responsabilidade intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade em questão está exposta prestar assistência integral. contam ainda com um dentista.disso. obviamente dentro dos limites da realidade de cada profissão. viabilizadas através do preparo dos integrantes para saberem lidar com situações adversas presentes no cotidiano das ações das equipes de saúde da família.

ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular popular. ter espírito de liderança e de solidariedade. Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de um número estabelecido de famílias de uma determinada área. o Agente Comunitário de Saúde não trabalha sozinho. É ele quem visita as casas coletando informações para levar para a equipe do P levar PSF. O agente deve conhecer muito bem a comunidade em que vive. em conformidade com as conformidade diretrizes do SUS. hierarquizado Quem é o agente comunitário de saúde? O que ele faz? O Agente Comunitário de Saúde integra as equipes do PACS e PSF. O ACS funciona como elo entre de ligação entre o Estado e a comunidade comunidade. nas residências e na mobilização da comunidade. Como já vimos ao estudarmos a equipe de saúde. Ele faz parte do sistema de saúde local e atua como uma sistema ponte entre a comunidade e os serviços de saúde disponíveis em seu município. O agente comunitário é o responsável p pelo primeiro contato com as famílias. Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em rela relação à rede do SUS: ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional . por meio de ações educativas em saúde nos domicílios e coletividade.preocupações integrais. o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde. Para trabalhar como agente comunitário é importante residir na região onde desempenhará suas atividades. caracterizando-se como um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde. e estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidadania. realizado por toda a equipe. realiza atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde é hoje considerado parte da Saúde da Família. É também um elo cultural. coletivas e sociais. Está em contato permanente com as famílias. A boa formação das equipes da Saúde da Família é elemento essencial para o estabelecimento da comunicação e troca de amília ação experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. e estas passam a ter co estas coresponsabilidade no cuidado à saúde. que dá mais força ao trabalho educativo.

em conjunto com a equipe. de interdependência entendida como responsabilidade e reciprocidade. pela liderança natural que exercem. assumindo co-responsabilidades e fazendo apelo ético às competências dos outros. colocando-os em ação para enfrentar situações do processo de trabalho. Inteligência prática: capacidade de articular e mobilizar conhecimentos. habilidades. Situações e acontecimentos próprios de um campo profissional: conjunto de eventos que demandam responsabilidade de trabalho e a maneira individual de apreender cada situação. Responsabilidade: capacidade de responder pelas ações sob sua própria iniciativa e sob iniciativa de pessoas envolvidas nestas ações. atitudes e valores. atividades de planejamento e avaliação das ações de saúde no âmbito de adscrição da Unidade Básica . Competências do ACS • desenvolver ações que busquem a integração entre as equipes de saúde e a população adscrita à Unidade Básica de Saúde. concluir e antecipar. sozinho.Os ACS estão presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. São indivíduos que se destacam na comunidade. Coordenar-se com outros atores: capacidade e disponibilidade de estabelecer movimentos de solidariedade e de compartilhamento de situações e acontecimentos do trabalho. com iniciativa e responsabilidade. Autonomia: capacidade de aprender a pensar. • realizar. ultrapassando a noção de recursos humanos e seu posto de trabalho. segundo uma inteligência prática sobre o que está ocorrendo e com capacidade para coordenar-se com outros atores na mobilização de suas capacidades. Iniciativa: capacidade de iniciar uma ação por conta própria. defender. de se situar em relação a ela e de determinar suas conseqüentes ações. mudar uma realidade ou normas já estabelecidas. Competências do Técnico Agente Comunitário de Saúde Competência profissional é a capacidade de enfrentar situações e acontecimentos próprios de um campo profissional. pela capacidade de comunicação com as pessoas. Pressupõe que a organização do trabalho admita que as ações profissionais competentes transcendam as prescrições. mesmo quando não se tem poder para. porém não é sinônimo de independência e sim. criticar. argumentar. considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividades.

As seis competências que definem o perfil do Agente Comunitário de Saúde estão distribuídas em três âmbitos de atuação.de Saúde. Âmbitos de atuação do ACS • o âmbito da mobilização social. Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde O ACS trabalha com famílias de base geográfica definida. a adoção de instrumentos de acompanhamento e avaliação dos resultados e o cadastramento das famílias. Um agente é responsável pelo acompanhamento de 150 famílias ou 750 pessoas. conforme definido no plano de ação da equipe de saúde e nos protocolos de saúde pública. O recrutamento dos agentes é feito através de processo seletivo no município. segundo definição territorial pré-estabelecida. aos grupos específicos e às doenças prevalentes. ser maior de 18 anos. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas às situações de risco ambiental e sanitário para a população. em equipe. integração entre a população e as equipes de saúde e do planejamento das ações. da prevenção e do monitoramento das situações de risco ambiental e sanitário • • O programa também estimula a participação e o controle social das atividades. segundo os contextos onde se desenvolvem as práticas. tendo a promoção da saúde e a prevenção de agravos como eixos fundamentais do processo formativo. com visitas aos domicílios. • desenvolver. . na área onde desempenha suas atividades. Entre outros requisitos. • desenvolver ações de promoção e de proteção e desenvolvimento da cidadania no âmbito social e da saúde. ações de promoção da saúde visando à melhoria da qualidade de vida da população. dirigidas aos indivíduos. o âmbito da promoção. conforme plano de ação da equipe de saúde. a gestão social das políticas públicas de saúde e o exercício do controle da sociedade sobre o setor Saúde. o agente de saúde precisa morar. o âmbito da promoção da saúde e prevenção de doenças. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas a grupos específicos e a doenças prevalentes. saber ler e escrever. com assessoria da Secretaria Estadual de Saúde. buscando garantir a integralidade de suas ações. e ter disponibilidade de tempo integral para trabalhar. há pelo menos dois anos.

O ACS é monitorado pelo enfermeiro-supervisor, cujas tarefas básicas são o planejamento, a coordenação e o acompanhamento das atividades desenvolvidas dentro do Programa de Agentes Comunitários de Saúde.

Atribuições básicas dos agentes comunitários de saúde
O cadastramento das famílias; o acompanhamento de pré-natal e do crescimento e desenvolvimento de crianças de 0 a 5 anos. A orientação sobre doenças endêmicas, preservação do meio ambiente, saúde bucal, planejamento familiar, nutrição, assistência na área de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS; promoção da saúde do idoso; apoio a portadores de deficiência psicofísica, entre outros. Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis com ênfase nas suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas. Identificar os problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais a população da comunidade está exposta; Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos problemas de saúde e fatores que colocam em risco a saúde. Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância epidemiológica, nas diferentes fases do ciclo de vida; Valorizar a relação com o usuário e com a família, para a criação de vínculo de confiança, de afeto, de respeito. Realizar visitas domiciliares de acordo com o planejamento; Resolver os problemas de saúde do nível de atenção básica. Garantir acesso à continuidade do tratamento dentro de um sistema de referência e contra-referência para os casos de maior complexidade ou que necessitem de internação hospitalar. Prestar assistência integral à população descrita, respondendo à demanda de forma contínua e racionalista. Coordenar, participar de e/ou organizar grupos de educação para a saúde. Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfretamento conjunto dos problemas identificados. Fomentar a participação popular, discutindo com a comunidade conceitos de cidadania, de direitos à saúde e suas bases legais. Incentivar a formação e/ou participação ativa da comunidade nos conselho locais de saúde e no conselho Municipal de Saúde. Auxiliar na implantação do cartão Nacional de Saúde.

Atribuições específicas do Agente Comunitário de Saúde
Realizar mapeamento de sua área. Cadastrar as famílias e atualizar permanentemente esse cadastro. Identificar indivíduos famílias expostos a situações de risco. Identificar área de risco. Orientar as famílias para utilização adequada dos serviços de saúde, encaminhando-as e até agendando consultas, exames e atendimento odontológico, quando necessário. Realizar ações e atividades, no nível de suas competências, na áreas prioritárias da

Atenção Básicas; - Realizar, por meio da visita domiciliar, e acompanhamento mensal de todas as famílias sob sua responsabilidade. Estar sempre bem informado, e informar aos demais membros da equipe, sobre a situação das famílias acompanhadas, particularmente aquelas em situações de risco. Desenvolver ações de educação e vigilância à saúde, com ênfase na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Promover a educação e a mobilização comunitária, visando desenvolver ações coletivas de saneamento e melhoria do meio ambiente, entre outras. Traduzir para a ESF a dinâmica social da comunidade, suas necessidades, potencialidades e limites. Identificar parceiros e recursos existentes na comunidade que possa ser potencializados pela equipe.

Conhecimentos atuação.
Onde o ACS atua?

Geográficos

da

área/região/município

de

O ACS tem que reconhecer o território de atuação. Tem que fazer um levantamento dos dados do território que vai trabalhar.

Dados Área População número de domicílios tipos de habitação tipos de instituições econômicas (comércio, indústria) instituições culturais (teatros, bibliotecas) instituições públicas (escolas, creches, delegacias) representações da sociedade civil (associações de moradores, Conselhos de Saúde, conselhos de pais da escola, Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente) presença de organizações não-governamentais (ONGs)

Esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos, bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias.

Vamos conhecer um pouco da cidade de Ilhéus – BA.
Segundo o ultimo censo IBGE, qual é a população do município? 219.266 habitantes, é o 15º município mais populoso do interior do Nordeste e, teve como destaque um crescimento anual negativo, por conta de seu tamanho.

Qual é a localização geográfica de Ilhéus? Fica localizado na zona cacaueira, sul do Estado da Bahia com área de 1.712 quilômetros quadrados, teve sua extensão geográfica diminuída por conta do desmembramento para criação de novos municípios. Qual é o seu potencial agroclimático? Apresenta aptidão para a produção de cacau, coco-da-bahia, banana, citrus, cana-deaçúcar, mandioca, milho, etc. Sua divisão politica-administrativa é constituída por: 42 bairros (zona urbana) - Alto da Boa Vista; Alto da Esperança; Alto da Tapera; Alto da Uberlândia; Alto do Amparo; Alto do Soledade; Banco da Vitória; Barra; Basílio; Centro; Conquista; Distrito Industrial; Expansão Urbana; Expansão Urbana Norte; Expansão Urbana Sul; Hernani Sá; Iguape; Ilhéus II; Jardim Atlântico; Jardim Pontal; Jardim Savóia; Loteamento Barra Norte; Loteamento São Domingos; Malhado; Moradas do Bosque; Nelson Costa; Nossa Senhora da Vitória; Nova Brasília; Nova Esperança; Pontal; Raymundo Amaral Pacheco (Cidade Nova); Salobrinho; São Francisco; Sapetinga; Teotônio Vilela; Teresópolis; Vila Cachoeira; Vila de São Miguel; Vila Nazaré; Vivendas do Atlântico. 09 distrito/povoados, (zona rural): Aritaguá Distância: 5 km - População: 9.053 habitantes. Povoados: Sambaituba, São José, São João, Itariri, Juerana, Carobeira, Ponta da Tulha, Ponta do Ramo, Mamoã, Retiro, Aderno, Tibina, Vila Campinhos, Urucutuca e Vila Olímpio. Banco Central Distância: 65 km - População: 4.279 habitantes. Povoados: Arraiais: Três Paus, Ribeira e Visagem. Castelo Novo Distância: 35 km - População: 3.183 habitantes. Povoados: Ribeira das Pedras, Lava-Pés e Lagoa Encantada. Arraial: Parafuso. Coutos Distância: 5 km - População: 4.405 habitantes. Povoados: Santo Antônio, Rio do Engenho e Maria Jape. Arraiais: Areia Branca e Búzios. Inema Distância: 90 km - População: 3.130 habitantes. Povoados: Arraial: Água Branca.

• Revista impressa local. Pimenteira Distância: 81 km . . Povoados: Serrado. • Provedor de Internet • Geradora de TV No setor cultural. etc. são considerados abaixo da linha da pobreza.População: 5.População: 5. mandioca.População: 1. comercio varejista.Japu Distância: 30 km . Dados econômicos: • Agricultura se subdivide em lavoura permanente e lavoura temporária.77% da população vive com renda percapita inferior a R$ 75. Comércio: lojas. abacate.575 habitantes. Povoado: Banco do Pedro. Santana e Cascalheira. Serra das Trempes. suínos e caprinos. Jairi e Santaninha. milho. Acuípe de Baixo. Questões de desigualdade social: Apenas 10% da população é considerada rica pelos padrões locais. café. o Temporária: abacaxi. o que o município oferece? Estádios e ginásios esportivos: 02 Museus: 04 Teatro ou salas de espetáculo: 04 Cinemas: 02 ► Todos mantidos com recursos do poder publico municipal.815 habitantes. Quais os meios de comunicação do município? • Radio am/FM • Jornal impresso local. borracha. vídeos-locadora. o Permanente: cacau. cana-de-açúcar. Rio do Braço Distância: 29 km .236 habitantes. Arraiais: Acuípe do Meio. Acuípe de Cima. • • • • • Pecuária: criação de bovinos. livrarias.50.População: 15. Olivença Distância: 16 km .449 habitantes. Arraial: Ribeirão Pimenta. 66. etc.

os . Este plano de enfrentamento é na realidade. A visita domiciliar garante o vínculo e o acesso da equipe de saúde ao contexto familiar e social dos assistidos e destaca-se como uma atividade que permite acompanhar regularmente a saúde da família. serviços utilizados em caso de doença. aquisição de plano de saúde O resultado final das informações coletadas no período de cadastramento é denominado diagnóstico de vida e saúde das comunidades. prestar ou supervisionar cuidados e identificar. tipo de casa. em conjunto com as famílias. através da elaboração de um plano para seu enfrentamento. Utiliza-se.escolaridade. uma ficha de cadastro contendo as seguintes informações: Cadastro Dados demográficos – nome. participação em grupos comunitários Dados sobre o meio ambiente .religião.Cadastramento familiar e territorial: finalidade e instrumentos O inicio das atividades da equipe do PSF é marcado pelo cadastramento da clientela. um processo de trabalho elaborado com objetivos baseados nas necessidades da comunidade e nas possibilidades da própria equipe. tratamento de água no domicílio. para cada família. Esse diagnóstico deve ser construído pela equipe.como habitação e saneamento . no domicílio e nas dinâmicas e relacionamentos do grupo familiar. ocupação. pois permite estabelecer as prioridades dentre os problemas detectados. data de nascimento. meios de comunicação utilizados. destino de dejetos Dados de morbidade .serão necessárias. fonte de água para consumo.sistema de coleta de lixo.presença de indivíduos portadores de doenças ou condições especiais. a identificação dos fatores relacionados às condições de saúde local e da esfera onde as suas ações e de outros setores . permitindo a percepção dos fatores de risco que determinarão a prioridade de intervenção das equipes. processo que permite a criação de vínculos entre as equipes e as famílias. meios de transporte utilizados Dados socioculturais .fundamental para que a equipe se organize no planejamento dos segmentos territoriais a assistir Dados socioeconômicos . idade e sexo Endereço .

A visita domiciliar reúne um conjunto de ações de saúde voltadas para aspectos educativos e assistenciais. que se iniciam antes e continuam após o ato de visitar o usuário no domicílio: • • • • A execução da VD pressupõe o uso das técnicas de entrevista e de observação sistematizada. é necessário considerar os limites e as a possibilidades do saber específico do profissional/técnico que a executará executará. A realização da VD requer um profissional habilitado e com capacitação lização específica. • • Descrição da técnica de VD Etapas da VD planejamento execução registro de dados avaliação do processo . devendo ser planejada de acordo com as necessidades de cada família.fatores que poderão auxiliar na determinação do processo saúde doença. ada Durante sua realização. Os pressupostos que or orientam a VD são: Uma VD deve compreender um conjunto de ações sistematizadas. a família interpreta a visita domiciliar como uma atenção diferenciada por parte do nterpreta serviço de saúde. Considerar no planejamento eventuais diferenças socioculturais e educacionais r entre os profissionais e os usuários dos Serviços de Saúde. a equipe do PSF consegue observar e identificar hábitos de vida que devem ser discutidos. da responsabilidade compartilhada. Usualmente saúde-doença. Na elaboração dos objetivos da VD. estimulados ou desaconselhados. A intervenção no processo saúde doença pode ou não ser uma ação integrante saúde-doença da VD. favorecendo a manutenção da saúde dos integrantes da família assistida. do respeito mútuo (crenças e valores relacionados ao processo saúde doença) e da construção conjunta da saúde-doença) intervenção no processo saúde venção saúde-doença. A relação entre o profissional e o usuário deve estar pautada nos princípios da profissional participação.

a fim de selecionar os dados essenciais e pertinentes aos objetivos da visita. no caso de ocorrerem interferências durante sua realização que possam prejudicar o alcance dos objetivos. que deve conter: número de cadastro da família. A cada etapa realizada. preencher o impresso utilizado na realização da VD. • Quando chegar ao domicílio o ACS deve identificar-se (nome e função) e expressar de maneira informal. objetivos e dados coletados previamente. • Deve adaptar o plano da VD. quem realizou a VD. endereço. A busca de conhecimento necessário para o sucesso da VD pode ser realizado através de leitura bibliográfica ou de outras fontes de informação. É importante estabelecer os objetivos da VD. como consulta aos demais membros da unidade. nome do(s) usuário(s). segundo os critérios estabelecidos pela equipe de saúde. com clareza os objetivos da visita de forma cordial. A execução da VD O ACS deve tomar cuidados para que a visita alcance a finalidade esperada. para que na medida do possível as necessidades da família ali explicitadas possam ser atendidas. mas. o tempo a ser gasto em cada casa e o horário disponível do ACS e do usuário. o profissional deve resgatar os seus objetivos e fazer uma síntese do que foi realizado para a família. Se a VD tiver como objetivo a coleta de dados. Posteriormente. Executar primeiro as VDs mais rápidas e deixar por último aquelas que necessitam de um contato mais prolongado. evitando os extremos da formalidade e da intimidade no contato com os usuários. pois irão orientar a revisão de conhecimentos necessária para embasar a entrevista com o usuário e a observação no domicílio. entrar em contato com o usuário antes da realização da VD para agendar a data e o horário. • Durante a VD. . inicia-se a captação da realidade de vida e saúde do usuário e dos seus familiares através da leitura do prontuário e da troca de informações com os profissionais que já tiveram contato com algum membro da família.Planejamento Um planejamento bem elaborado aumenta a possibilidade de êxito: o ACS preparado terá clareza e segurança na visita atingindo o rendimento desejável para a atividade. O planejamento inicia-se com a seleção das visitas. deve-se explicar o motivo da anotação das informações e destacar o caráter sigiloso do registro. É importante considerar o itinerário. Se possível. realizar a observação sistematizada da dinâmica da família e ao término. • Após a apresentação iniciar a entrevista ou executar os procedimentos previstos. segundo os objetivos propostos para a VD. como é o caso das doenças transmissíveis.

Também deve registrar aspectos que precisam ser explorados no próximo contato com a família. para que o ACS possa fazer uma autoavaliação baseada na realização da VD. O SIAB elenca um grande número de indicadores. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. diabetes. Ou seja. Ele é essencial para que as informações coletadas através da entrevista ou da observação sejam compartilhadas com os membros da equipe e para que não se percam ao longo do tempo. verificar se os pressupostos de uma VD foram contemplados. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. Sistema de informação da Atenção Básica (SIAB) O cadastramento proverá a alimentação do banco de dados do Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB). por fim. cujos dados são coletados em âmbito domiciliar e em unidades básicas nas áreas cobertas pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Saúde da Família (PSF). seguido das observações feitas e. O relatório deve ser apresentado à equipe. sintético. e o acompanhamento das ações . O relatório deve contemplar a avaliação da VD. gestantes. hospitalizações e óbitos ocorridos no território. Enfim. O relatório deve ser claro. que deve ser feita tendo como referência os objetivos propostos inicialmente. pessoas com hipertensão. fundamentando a continuidade da assistência à família. objetivo. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. tuberculose e hanseníase. tanto as relatadas por ela. das observações e das intervenções realizadas. O SIAB é um sistema de informação territorializado. o acompanhamento de crianças. deve elaborar um relatório sobre a VD e anexá-lo ao prontuário do usuário.Relatório da VD O ACS. Deve informar as necessidades da família. quanto as que foram detectadas pelo ACS. situação de saúde. ser iniciado com as informações colhidas. permitindo o mapeamento da situação sócio-sanitária e do perfil epidemiológico. Os cadastros de famílias e pessoas. produção e composição das equipes de saúde. ter uma seqüência lógica. as intervenções realizadas. deve conter uma síntese das informações coletadas. reproduzem as condições de moradia e saneamento. Avaliação do processo da VD A avaliação é necessária para que a equipe estabeleça o plano operacional da assistência à família visitada e também. que tomará as providências necessárias para dar continuidade à assistência à família.

Os dados gerados através das fichas de coleta são. Interpretação demográfica Como já vimos. Os principais instrumentos de coleta do SIAB Ficha de cadastro das famílias e levantamento de dados sócio-sanitários. Fichas de registro de atividades. sendo atualizada permanentemente. Fichas de acompanhamento de grupos de risco e de problemas de saúde prioritários. como a fecundidade e a urbanização. por outro lado. são tidos como estreitamente vinculados a essas condições. é extremamente importante para que haja um bom trabalho em saúde coletiva o reconhecimento do território no qual a equipe de saúde atua. no momento de realização das visitas domiciliares. em grande parte. a satisfação da equipe de saúde da família e dos usuários e alterações efetivas no modelo assistencial. e alguns deles são consolidados antes de serem lançados no programa informatizado. agregados. A demografia é uma ciência importante para a saúde pública. esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos.de saúde desenvolvidas. mas não se trata apenas de coletar informações. assim como a avaliação do alcance das metas programadas. procedimentos e notificações. Outros. produzidas mensalmente por todos os profissionais das equipes de saúde. cujo objetivo é estabelecer uma linha de atuação específica para a área analisada. com maior ou menor grau de complexidade técnica. preenchidas mensalmente pelos agentes comunitários de saúde. bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias. são produzidos os relatórios de indicadores do SIAB. Uma vez processados os dados. preenchida pelo agente comunitário de saúde (ACS) no momento do cadastramento das famílias. bem como da esperança de vida ao nascer. A estrutura etária da população. Interpretação demográfica é a análise dos dados estatísticos com o objetivo de esclarecer questões pertinentes a uma determinada região geográfica. é reconhecida como uma variável fundamental que afeta a demanda por serviços de saúde e determina necessidades de resposta desse sistema. Alguns indicadores demográficos são usualmente analisados como indicadores imediatos das condições de saúde: é o caso da mortalidade geral e infantil. . entre outras razões por fornecer conceitos e medidas fundamentais sobre a saúde em sua dimensão populacional.

normalmente coincide com o espaço de um município.A compreensão demográfica da saúde está relacionada com a maior sobrevida do conjunto de uma população. O critério de delimitação da área de abrangência é a geografia humana. obedecendo à lógica político-administrativa do mesmo. nesse espaço. O território é mais do que simplesmente o espaço físico. Área de abrangência Área de abrangência é um determinado território ou espaço físico delimitado em que atua uma unidade ambulatorial de saúde e delimita-se em função do fluxo e contra fluxo de trabalhadores de saúde e da população num determinado espaço físico. em oposição à morte precoce dos indivíduos que a compõem. similarmente ao distrito sanitário// território político-administrativo está definido com base em critérios administrativos e assistenciais. bem como da dinâmica social e sanitária. A partir de delimitação do Território da área de abrangência de cada Unidade Básica de Saúde da Família será possível identificar os principais problemas de saúde que afetam a comunidade. uma vez que há uma unidade de . cultural e epidemiológico. dentre outras. permitindo elaborar diagnóstico e avaliação permanentes. é o território econômico. analisar e compreender os principais agravos da população. político. uma vez que o distrito sanitário institui-se. micro-área e área de abrangência Territorialização Uma das questões fundamentais para o entendimento do processo saúdedoença é o conhecimento do território em suas singularidades. e seu objeto. O território que diz respeito à saúde. ou seja a delimitação geográfica. Importam a dimensão dos recursos existentes para uma dada população e a distância-tempo de demanda da população ao ambulatório. A disciplina que subsidia a delimitação deste território é o planejamento urbano e seu objeto é o administrativoassistencial. denominado território sanitário ou distrito sanitário. A coincidência dos distritos sanitários com territórios político-administrativos previamente delimitados apresenta. pois diz respeito à compreensão do espaço de atuação dos profissionais de saúde da família. a vantagem da possibilitação de uma integração da autoridade sanitária com responsáveis por outros setores. bem como planejar e desenvolver ações de saúde coerentes com a realidade vivida por essa população. e como prolongamento progressivo do número de anos vividos. A lógica de sua estruturação é a constatação de barreiras geográficas impeditivas de uma livre circulação. como organização administrativa voltada para a mudança das práticas sanitárias. contribuindo para a facilitação de uma ação intersetorial. Conceito de territorialização. A Territorialização é um dos princípios básicos do atendimento e da organização do processo de trabalho em Saúde da Família.

a interrupção da circulação autóctone do vírus do sarampo. e da transmissão vetorial doença da Chagas pelo T. um espaço de organização básica da prática da atenção à demanda. da raiva humana transmitida por animais domésticos e. A disciplina central para a caracterização da micro-área é a epidemiologia. Ou seja. impõe-se na medida em que os problemas de saúde não se distribuem de forma simétrica na área de abrangência. Indicadores epidemiológicos A vigilância epidemiológica no Brasil Conforme informações do site do Ministério da Saúde: “O Brasil coleciona vitórias importantes na saúde coletiva. as doenças imunopreveníveis vêm tendo uma redução de casos e mortes de 153 mil casos para 1. como a erradicação da poliomielite desde 1989. na identificação e análise das condições de vida e saúde e dos distintos grupos populacionais. da sociologia e da antropologia. isto é. infestans. de forma contínua.direção no nível da unidade ambulatorial com autoridade sanitária sobre seu território e uma população adscrita que deve receber serviços de saúde dessa unidade e com ela interagir. através de operações direcionadas à superação dos problemas críticos identificados pela equipe de PSF. Esse território está próximo ao conceito de “áreas homogêneas de risco”. a discriminarem-se de forma negativa naquele espaço. Micro-Área A micro-área é uma subdivisão da área de abrangência. com apoio da economia. também. mas.268 e de 5. preferencialmente. . da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. A micro-área é definida segundo a lógica da homogeneidade socioeconômicosanitária. No conjunto. ao contrário. os recursos e serviços disponíveis na área de abrangência são investidos. na intervenção continuada no espaço das micro-áreas onde se concentram os problemas de saúde. a partir de 2000. com a realização da grande campanha de vacinação realizada em 2008. tendendo.500 para 140 óbitos. poder-se-á atuar sobre as causas dos problemas através de operações de discriminação positiva. a identificação de espaços onde se concentram grupos populacionais mais ou menos homogêneos de acordo com suas condições objetivas de existência. Dessa maneira. A área de abrangência é um território de determinação da co-responsabilidade pela saúde naquele espaço entre população e serviço. desde 1980. A Micro-área é o espaço privilegiado para o enfrentamento dos problemas de saúde. Há boas perspectivas de eliminação do tétano neonatal.

Com o acesso à terapia antiretroviral.466 casos na região que concentra 99. a definição de prioridades e a organização dos serviços e ações de saúde. Apesar de o Brasil ter cerca de um terço de todas as pessoas com HIV da América Latina. Esta relação equivale ao cálculo da probabilidade de uma ocorrência. Em relação à Aids.6 em 1996 para 6 por 100mil habitantes em 2005. ou seja. implementação e avaliação das ações de prevenção e controle de doenças e agravos. surgiram os serviços de vigilância epidemiológica.Outro avanço é a redução de 24% de casos de malária na Amazônia Legal. bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes. principalmente nas regiões Sul. a vigilância epidemiológica é "o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer. as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas doenças". No Norte e Nordeste. No âmbito do SNVE. Os indicadores epidemiológicos expressam a relação entre o subconjunto de doentes (ou óbitos por uma dada doença. Sudeste e Centro-Oeste. o país tem uma epidemia estabilizada desde o ano de 2000. sobre bases firmes. a tendência é de crescimento. estima-se que mais de 1. assim.SVS define normas e procedimentos técnicos e diretrizes operacionais. passando de 603. o comportamento ou história natural das doenças.026 para 457. o acesso aos serviços de prevenção e o tratamento adequado possibilitaram a estabilização da epidemia. Também promove a cooperação técnica com organismos internacionais correlatos.080/90).SVS trabalha para a promoção e disseminação do uso da metodologia epidemiológica em todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS). Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8. Objetiva o estabelecimento de sistemas de informação e análises que permitam o monitoramento do quadro sanitário do país e subsidiem a formulação. no período de 2005 a 2007. a qualquer momento. com o fim de recomendar oportunamente. ou sujeitos portadores de uma condição relacionada à saúde) e o conjunto de membros da população.9% da transmissão da malária no Brasil. Para que as informações necessárias à adoção de medidas pertinentes. constitui a expressão mais geral e simplificada do risco. pudessem ser atualizadas constantemente. A Secretaria de Vigilância em Saúde . . O acesso universal à terapia anti-retroviral no país é responsável pela diminuição da taxa de mortalidade de 9. além de promover a cooperação técnica e assessorar as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. a Secretaria de Vigilância em Saúde . relacionadas ao controle e prevenção de doenças.3 milhão de internações foram evitadas no período de 1997 a 2007”. as medidas a serem aplicadas ao ambiente e aos doentes ou às pessoas em risco de adoecer. determinando. cujo objetivo é desenvolver atividades de coleta e análise de dados.

(TAXA) Microindicadores – aqueles que tomam como denominador qualquer dos subconjuntos hierarquicamente inferiores a P.Subconjuntos da morbimortalidade P E I D G O P – Base Populacional do Risco E – Subconjunto de Exposição I – Subconjunto de Infectados D – Subconjunto da Doença G – Subconjunto de casos Graves O – Subconjunto de Óbitos Indicadores Epidemiológicos Macroindicadores – aqueles cujos denominadores se referem à base populacional plena P. (COEFICIENTE) Indicadores Epidemiológicos Mortalidade = O/P Incidência (e prevalência) de doença = D/P Incidência (e prevalência) de infecção = I/P Patogenicidade = D/I Virulência = G/D Letalidade = O/D Morbidade Refere-se a uma população predefinida. intervalo de tempo e abrangência do estudo ê = º çã ç × 10 . com clara localização espacial.

doentes em uma determinada população. Para efeito de estudo comparativo de incidência de doenças numa mesma população em épocas diferentes.Prevalência escreve Descreve a força com que subsistem as doenças na coletividade. ou em populações diversas numa mesma época. º = × Relação entre Prevalência e Incidência A prevalência P varia proporcionalmente com o produto da incidência I pela duração D. Mortalidade Quocientes entre freqüências absolu ientes absolutas de óbitos e número de sujeitos expostos ao risco de morrer = O/P postos = = = Taxa de Mortalidade Geral (TMG) Taxa de Mortalidade Específica (TMG) . dia. É um indicador de morbidade. limitadas a um período de tempo de dias ou semanas e localizadas em uma área restrita. mês ou ano É a intensidade com que estão surgindo novos ano. º ê = ç çã × Incidência Significa a ocorrência de casos novos relacionados à unidade de intervalo de ignifica tempo. usa-se º ê = çã ç ç × Coeficiente de Ataque Incidência referida a uma população específica ou a um grupo bem definido de pessoas. usa se o coeficiente de incidência. semana.

pressupondo se que as pressupondo-se probabilidades de morte que serviram para o cálculo continuem as mesmas. Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população A informação é fundamental para a democratização da Saúde e o aprimoramento de sua gestão. Mortalidade Pós-neonatal = óbitos entre 28 dias de nascimento e 1 ano de neonatal vida. Anos de Vida Perdidos por Incapacidade (AVPI) – metodologia destinada a medir a carga global de doença. e o resultado é multiplicado por 1000. dentro de diretrizes tecnológicas adequadas. calculados com base na expectativa de mortalidade acumulada em toda a escala etária.Coeficiente de Mortalidade Infantil de CMI – é calculado dividindo se o número de óbitos de crianças menores de um dividindo-se ano pelos nascidos vivos naquele ano. Mortalidade Neonatal = óbitos com menos de 28 dias de nascimento. em uma determinada área. . Designa o número médio de anos que ainda restam para serem vividos pelos indivíduos que sobrevivem até a idade considerada. Indicadores compostos Anos de Vida Ajustados por Qualidade de Vida (AVAQ) – conceito de qualidade de vida ligada à saúde. sexo. A razão entre o número de óbitos devidos a determinada patologia e o total de pessoas que foram realmente acometidos pela doença. A informatização das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS). Esperança de vida Indicadores de duração média da vida. considerando-se as variáveis se variáveis: idade. é essencial para a tro descentralização das atividades de saúde e viabilização e controle social sobre a utilização dos recursos disponíveis. Coeficiente de Letalidade Permite avaliar a gravidade de uma d doença. condições socioeconômicas da região onde ocorre.

tomada de decisões baseadas em evidências e programação de ações de saúde. DATASUS O DATASUS disponibiliza informações que poderão servir de subsídios para: análise objetiva da situação sanitária. Avaliação da eficácia das medidas É a análise dos resultados das ações. além de assustar a população. Sua realização permite que os responsáveis pela vigilância epidemiológica relacionem os determinantes de doenças e agravos. a campanha de controle do diabetes. tratamento dos doentes. por meio dos indicadores de saúde. As informações são organizadas em gráficos. creches. controle do ambiente. quadros e tabelas. pois muitas vezes sua divulgação. imprensa. agravos e epidemias devem ser consideradas somente após prévia investigação para confirmar ou descartar o caso.Entretanto. estado e país. As campanhas de vacinação. procurando estabelecer as relações causais. de morbidade e mortalidade. tem origem duvidosa. Promoção das ações de controle e prevenção Consiste em planejar e executar ações como vacinações. As informações obtidas sobre casos de doenças. escolas. para que a vigilância epidemiológica possa propor ações de prevenção e controle a partir do estudo do comportamento das doenças e agravos à população. bairro de moradia do doente. as campanhas educativas disseminadas pela televisão e na escola. visando identificar se as metas propostas foram alcançadas e avaliar seu impacto na saúde coletiva. divulgação de informações sobre precauções para transmissão de doenças. Análise dos dados Busca interpretar as informações coletadas. serviços de saúde. para permitirem melhor visualização dos problemas e seus determinantes. Os dados podem ser agrupados como demográficos e ambientais. são ordenadas em ordem de ocorrência e separadas por mês. é importante seguir algumas etapas: Coleta de dados Consiste em buscar junto às fontes de dados (população. etc. Recomendação de medidas de controle e prevenção Aponta que precauções podem ser recomendadas no controle e prevenção da ocorrência da doença. A mensuração do estado de saúde da população é usual em saúde pública . unidade que notificou a suspeita do caso e região do município. presídios e indústrias) as informações relevantes que possam colaborar na identificação de situações de risco. Processamento dos dados Significa reunir todos os dados coletados e agrupá-los de acordo com seu grau de importância e relevância. Geralmente.

Com os avanços no controle das doenças infecciosas - informações epidemiológicas e morbidade - e com a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus determinantes populacionais, a análise da situação sanitária passou a incorporar outras dimensões do estado de saúde. Dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços, qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais passaram a ser medidas utilizadas na construção de indicadores de saúde, que geram informações relevantes para a quantificação e a avaliação das informações em saúde. O DATASUS também divulga informações sobre assistência a saúde da população, os cadastros (rede assistencial) das redes hospitalares e ambulatoriais, o cadastro dos estabelecimentos de saúde, além de informações sobre recursos financeiros e informações demográficas e socioeconômicas. Cadernos de Informações de Saúde Os cadernos de Informações de Saúde consistem de planilhas contendo indicadores disponibilizados pelas diversas bases de dados do Ministério da Saúde.

Critérios operacionais para definição de prioridades: indicadores sócio-econômicos, culturais epidemiológicos.
Indicadores sócio-econômicos São oito indicadores que subdividem-se em duas categorias: dois deles tem caráter demográfico e seis tem caráter sócio-econômico.

Demográficos Densidade (hab/área urbanizada) Distribuição por faixa etária

Sócio-econômicos Renda média (salários mínimos) Taxa de emprego (E/P) Distribuição da população por faixas salariais (SM) Padrão residencial (vertical/horizontal) Empregos por setor de atividade Escolaridade
Indicadores Epidemiológicos O objetivo da epidemiologia é produzir conhecimento capaz de promover a saúde individual através do alcance coletivo. É através dos dados referentes a morte,

doença, fatores de degradação entre outros que estabelece-se o controle e a prevenção. Conforme já vimos são indicadores epidemiológicos: a morbidade, a mortalidade, a incidência, a prevalência, a letalidade, a patogenidade e a virulência.

Conceitos de eficácia, eficiência e efetividade em saúde coletiva
A situação da Saúde do município deve ser analisada por meio dos indicadores de gastos considerando a efetividade, eficiência e eficácia do planejamento dos gastos em saúde. Desta forma, os reflexos serão observados nos indicadores epidemiológicos e nos aspectos já apontados das ações desenvolvidas no campo da saúde coletiva. A efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos. Tratando-se de programas sociais, diria respeito à implementação e ao aprimoramento de objetivos, independentemente das insuficiências de orientação e das falhas de especificação rigorosa dos objetivos iniciais declarados do programa. Os programas ou as organizações são efetivos quando seus critérios decisórios e suas realizações apontam para a permanência, estruturam objetivos verdadeiros e constroem regras de conduta confiáveis e dotadas de credibilidade para quem integra a organização e para seu ambiente de atuação. A eficiência traduz a competência para se produzir resultados com gasto mínimo de recursos e esforços, dados que, por sua vez, remetem à avaliação para considerações de benefício e custo dos programas sociais, ou seja, os investimentos que foram mobilizados devem produzir os efeitos desejados. A eficácia diz respeito às condições controladas e aos resultados desejados em contrapartida aos esforços depreendidos. Programas sociais regem-se, também, por objetivos de eficácia, uma vez que, se espera que os investimentos que mobilizam devem produzir os efeitos desejados. Entendemos que os programas sociais serão eficazes somente se forem antes efetivos e eficientes, pois os objetivos pretendidos destes também são estruturados pela condução e objetivos efetivos dos programas.

Estratégia de avaliação instrumentos e técnicas

em

saúde:

conceitos,

tipos,

Como já estudamos anteriormente no capítulo “Indicadores epidemiológicos” e “Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população”, para o planejamento eficaz de ações de prevenção e controle de doenças e agravos, é importante conhecer o perfil dos problemas de saúde da população assistida e das doenças apresentadas.

É necessário que o estudo de dados estatísticos referentes as doen doenças que mais acometem a população, das que mais matam e quantas pessoas morrem. Para o conhecimento de aspectos de saúde não diretamente observáveis foram criados os indicadores de saúde, que representam e tentam aferir os aspectos normalmente não percebidos. Dentre outros importantes componentes da estrutura de assistência à os. população, esses indicadores orientarão o processo de planejamento em saúde, a organização dos serviços de atenção e a determinação do número de leitos hospitalares necessários para de determinada região. Vimos que a morbidade refere se ao comportamento das doenças numa refere-se população exposta ao adoecimento. Seus índices permitem conhecer que doenças existem habitualmente na área, no período e na população estudada (prevalência), e quais os novos casos das doenças na mesma área, período e população (incidência). vos Assim, a quantidade de casos de uma doença também permite estimar sua , importância para aquela população. Estão relacionados à morbidade os termos: surto, endemia, epidemia e pandemia. Surto é um aumento repentino do número de casos, dentro de limites muito restritos, como uma série de casos de rubéola em uma creche, vários indivíduos com conjuntivite em um quartel ou vários bebês com infecção respiratória em um berçário de hospital. Também pode ser assim considerado o aumento do número de casos de bém uma doença em uma área específica, considerada livre da mesma. Por exemplo, um único caso de poliomielite no Brasil seria suficiente para configurar um surto; número de casos controlados em determinada Endemia é a ocorrência de certo n região; Epidemia é o aumento do número de casos de determinada doença, muito acima do esperado e não delimitado a uma região; Pandemia Compreende um número de casos de doença acima do esperado, sem ompreende respeitar limites entre países ou continentes.Os exemplos mais atuais são a AIDS e a ites tuberculose. Mortalidade A mortalidade é definida como a relação entre o número de óbitos e o número de pessoas expostas ao risco de morrer. Dados esses que podem ser agrupados por características como sexo, idade, estado civil, causa aracterísticas lugar, condição, dentre outras. Os óbitos ocorridos podem estar classificados segundo a as associação de duas ou mais dessas características. Letalidade Permite conhecer a gravidade de uma doença, considerando-se seu maior ou menor poder para causar a morte. A determinação da letalidade de certas doenças permite avaliar a eficácia de estratégias e terapias implementadas.

sob a lógica da regionalização. por meio de taxas. e expressos em porcentagens. uso das informações para a tomada de decisão. a definição de mecanismos de financiamento que contribuam para a redução das desigualdades regionais e para uma melhor proporcionalidade entre os três níveis de atenção. educação em saúde com ênfase na educação permanente das equipes. as condições socioeconômicas e sanitárias locais. humanização do cuidado.Por exemplo. incluindo aí a articulação com os demais níveis de atenção. monitoramento e avaliação da atenção básica. com indicação da continuidade da atenção. Traduzem. recuperação e reabilitação) dirigidos aos problemas mais freqüentes do estado de saúde da população. a contínua revisão dos processos de trabalho das equipes de saúde da família com reforço as estruturas gerenciais nos municípios e estados. prevenção. supervisão dos municípios. Conceitos e critérios de qualidade da atenção à saúde: acessibilidade. eles são calculados. supervisão regional. Para que se possa avaliar o significado dos indicadores e compará-los frente a populações diferentes sem que haja distorção das informações. índices e coeficientes. coordenações e gestores. conforme já vimos em outros capítulos. outros. ações articuladas com as instituições formadoras para promover mudanças na graduação e pós-graduação dos profissionais de saúde. Como desafios institucionais para expandir e qualificar a atenção básica no contexto brasileiro destaca-se: a expansão e estruturação de uma rede unidades básicas de saúde que permitam a atuação das equipes na proposta da saúde da família. de modo a responder aos desafios postos pela expansão e qualificação da atenção básica. equidade. muitas vezes. a institucionalização de processos de acompanhamento. . ações que visem o fortalecimento das estruturas gerenciais nos municípios e estados com vistas a: programação da atenção básica. revisão dos processos de formação. a elaboração de protocolos assistenciais integrados (promoção. municipais e locais. isto significa que as crianças não estão tendo acesso à estratégia de vacinação ou que a vacina não está desempenhando adequadamente seu papel na proteção à saúde. satisfação do usuário e do trabalhador. supervisão das equipes. espera-se que a vacina anti-sarampo reduza o número de complicações e óbitos decorrentes da doença. pois estão intimamente relacionados com as condições de vida e saúde da população. flexíveis em função dos contextos estaduais. Se há muitos óbitos causados pelo sarampo.

o fenômeno da subnotificação. Alimentar os sistemas de informação. Propor mecanismos para a programação. provocando.Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica Federal Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica. Ordenar a formação de recursos humanos. regulação e avaliação da atenção básica. controle. Estadual Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território. Sistema de informação em saúde Os ambulatórios. Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento (gestão e gerência). bem como para a adoção de medidas de intervenção pertinentes. feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão. Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão. sendo importante seu registro e divulgação. Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território. em virtude de prestarem assistência direta à maioria da população. Contratualizar o trabalho em atenção básica. Isso impede ou atrasa o poder público nas decisões referentes ao atendimento às reais necessidades da população. Co-financiar as ações de atenção básica. Infelizmente muitos profissionais não dão a devida importância a essa prática na determinação das condições sanitárias populacionais. Regular as relações inter-municipais. Co-financiar as ações de atenção básica. unidades básicas de saúde e hospitais representam importantes fontes de informação para a realização da vigilância epidemiológica. assim. Municipal Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território. . Manter as bases de dados nacionais. Notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde. A notificação é essencial para o efetivo conhecimento da realidade vivida pela população assistida. Este contato direto com a população faz com que realizem com maior freqüência a notificação. Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção básica em seu território. Co-financiar o sistema de atenção básica. Ocorre subnotificação quando o número de registros de ocorrência de casos de doenças é menor do que o realmente ocorrido.

prontuários dos clientes ou autorizações para internação hospitalar. A lista de doenças de notificação compulsória.existem outros sistemas de informações de interesse para a vigilância epidemiológica. possibilita o conhecimento da distribuição dos óbitos por faixa etária. como por exemplo a suspensão de um serviço ou programa de saúde que na realidade ainda é necessário. lista esta que deve ser periodicamente atualizada. Da mesma forma. declarações de nascidos vivos. dentre os quais se destacam: Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) reúne os dados relativos aos óbitos ocorridos. é atualmente constituída apenas por doenças transmissíveis.Com o objetivo de sanar as falhas causadas pela ausência de notificação de doenças de grande impacto coletivo. é freqüente o fato de que muitos profissionais de saúde deixam de notificar os acidentes de trabalho. atestados de óbito. por parte dos profissionais ou a população. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) permite conhecer quantas crianças nascem por ano e por região. por exemplo) e do recém- . Outras importantes fontes de dados e de notificação são os sistemas nacionais de informação. em vista do crescente aumento do número de pessoas acometidas por doenças crônicas não-transmissíveis e provocadas por causas externas. Alimentado pelos atestados de óbito emitidos. Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) que reúne todas as informações relativas aos agravos de notificação. O banco de dados pode ser alimentado por outras fontes e documentos como boletins de produção ambulatorial. sendo fundamentais para a determinação das prioridades assistenciais. gerando doença e morte. o que é bastante questionável. Estados e municípios podem incluir novas doenças na lista. para isso devem estar presente os pressupostos que permitem o uso desta prerrogativa que são: estarem claramente definidos os objetivos da notificação. causa e outras informações – variáveis de acordo com o interesse da consulta. por exemplo. bem como as características ligadas à saúde da mãe (idade gestacional. os instrumentos e o fluxo de informação. Na ausência. foi criada uma lista de doenças de notificação obrigatória em todo o território nacional. alimentado pelas notificações compulsórias . Ao se omitirem criam dados positivos falsos deixando de contribuir com o planejamento das atividades de educação continuada das equipes. Tais documentos irão contribuir para a avaliação de alguns indicadores de saúde da população. sexo. das notificações das doenças ou agravos aos serviços de saúde (centros ou postos de saúde) criam-se falsas expectativas de diminuição de casos de doença ou acidente o que pode causar sérios danos.

a falta de moradia. Condições de risco social: violência. dentre outras. assim. pois muitos doentes hospitalizados não chegam a ser assistidos nas unidades básicas de saúde. auxiliando na determinação das prioridades e avaliação do que já foi feito pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde (PSF e PACS). analfabetismo. apontando que necessidades assistenciais devem ser atendidas na região dos nascimentos para melhorar a qualidade da assistência pré-natal e à criança. especialmente aqueles de maior vulnerabilidade: crianças. idosos e portadores de . como. As informações disponíveis possibilitam constatar a ocorrência de desnutrição e sua distribuição. Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) permite conhecer o perfil das condições nutricionais. indicando a falta de serviços voltados para o atendimento das necessidades dos moradores que se deslocam de muito longe para obter serviços de saúde. seja em hospitais. É alimentado principalmente pelos dados contidos nas autorizações de internações hospitalares e pelos relatos contidos nos prontuários dos pacientes. outros. adolescentes. principal fonte de notificação dos serviços de epidemiologia locais. verificar se todos os atendidos em um ambulatório são moradores da região. o analfabetismo ou a escolarização insuficiente. Trata-se de um problema social de grande dimensão. permitindo. Permite. esse sistema destina-se a reunir informações acerca das atividades desempenhadas em nível de atenção básica. É utilizado para medir o impacto das ações básicas desenvolvidas. processos migratórios. assume importância na vigilância sobre a obesidade. mulheres. Relações excludentes – são situações que geram ou perpetuam a exclusão social. É importantíssimo para a definição do perfil epidemiológico da população assistida. ausência ou insuficiência de infra-estrutura básica. Com o aumento dos casos de doenças não-transmissíveis.nascido (presença de malformações congênitas ao nascer). Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) reúne as informações obtidas com os atendimentos ambulatoriais. liberdade e segurança. seja em unidades básicas de saúde. atingindo de forma continuada. a determinação de medidas que controlem e previnam sua ocorrência. fator determinante de risco cardiovascular. Situações de violência São situações de carência ou negação dos valores humanos fundamentais como vida. desemprego. infância desprotegida. entre outros dados. Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB) criado mais recentemente. o desemprego. Sistema de Informações Hospitalares (SIH) reúne informações sobre a assistência prestada pelos hospitais.

Esta situação pode ser exem exemplificada pela permanência de grupo nas ruas ou em condições sub humanas de moradia. moradia. enfrentamento Violência Doméstica: a violência doméstica pode ser definida como uma forma d : doméstica de violação dos direitos essenciais da pessoa no âmbito familiar. Violência sexual: a violência sexual se caracteriza por atos dessa na : natureza impostos a uma criança. lazer e alimentação. Exclusão social: é definida como a ruptura de vinculo nas dimensões sócio : sócio-familiar. a decadência da estrutura familiar entre outros fatores. adulto ou idoso sem condições de defesa por um indivíduo que faz uso de seu poder físico ou hierárquico superior. A vulnerabilidade designa grupos que tem cotidianamente seus direitos humanos violados: saúde. com ou sem penetração penetração. que membros convivam no espaço doméstico. educação. . Este tipo de abuso inclui tipo desde práticas que não envolvam contato sexual às diferentes formas onde este ocorre. adolescente. Estes atos são impostos através de violência física. a falta de : oportunidades. A violência doméstica se distingue da familiar por incluir outros membros do grupo sem relação parental. ameaças ou induções. segurança. do trabalho.deficiência/necessidades especiais. aos portadores de deficiências sexual Situações de violência urbana doméstica exclusão social Violência Urbana: o crescimento desenfreado das grandes cidades. da cidadania e da vida humana. das representações culturais. demandam atitudes agressivas e coletivas para seu enfrentamento por parte dos jovens.

sem terra.Estrutural de resistência Violência cultural de delinquência Violência estrutural: aquela que advém da conduta política do Estado e seus : governantes a privilegiarem alguns grupos em detrimento de outros. Amplia Amplia-se a concepção de saúde referindo referindo-se . participação como forma de tentar alterar ou minimizar as condições de risco de todos os tipos de violência que possam influir na comunidade. machismo. determinando as desigualdades e produzindo a exclusão. entre outros). Violência de delinqüência expressa nas formas mais visíveis ao senso comum. Desta forma a população deixa de ser apenas o alvo dos programas. religião. patrimônio. delinqüência: s como no crime contra o patrimôn roubo. interferindo no processo através do aumento de sua participação. (racismo. Violência de resistência: manifestada pelos grupos oprimidos e subjugados como : manifestada resposta a violência estrutural e cultural sofrida (negros. passando a assumir uma posição atuante na definição dos problemas a serem enfrentados. nos seus preconceitos e : valores. entre outros. Violência cultural: esta impressa na cultura de um povo. assalto. Promoção de saúde conceitos e estratégias úde A promoção da saúde é o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua própria qualidade de vida e saúde. homossexuais. entre outros). É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio ou suporte.

inúmeras dificuldades para o alcance da qualidade de vida das pessoas. trabalhando em prol da promoção de saúde. à possibilidade de intervenções que extrapolam o setor saúde. como a saúde e a educação. ou seja. 2. Elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis. Doenças preveníveis mediante vacinação Hepatite B Apenas para efeito de informação existem outros tipos de hepatite (A. aquelas que não tem nem mesmo como se deslocar em busca de atendimento. Outro problema é a heterogeneidade de gastos. O PACS e o PSF tem a imensa missão de minorarem as questões de saúde a nível local. buscando a prevenção com o objetivo de desafogar os centros de referência de saúde pública que passarão dedicar seus esforços para os casos mais graves. 5. Reforço para a ação comunitária. o modelo econômico adotado atua no sentido inverso. 4. Um grande esforço que tende a melhorar as condições da saúde publica está sendo feito. 3. Esse modelo gera. As maiores vítimas da escassez de recursos endereçados a saúde são justamente as famílias mais carentes. pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos.não apenas aos seus determinantes. Criação de ambientes favoráveis à saúde. para levar assitencia à saúde tanto aos locais mais distantes da zona rural quanto aos mais pobres recantos das periferias urbanas. Reorientação dos sistemas e serviços de saúde. Desenvolvimento de habilidades pessoais. sem dúvida. Estratégias 1. fortalece a concentração de riquezas e diminui o investimento em áreas sociais. prejudicando os Estados e os municípios. B e C) que estudaremos no momento oportuno. Apesar da política pública de saúde buscar avanços no Brasil. Principais problemas de saúde da população e recursos existentes para o enfrentamento dos problemas. principalmente pelas prefeituras. também. que têm orçamentos mais generosos. . mas. Porque então a dificuldade de atingir e sanar as questões de saúde? Os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde.

Entretanto.O agente infeccioso da doença é o vírus HBV. Considerando. A transmissão oral ocorre através das gotículas de muco da orofaringe expelidas pela tosse. Não há tratamento específico após a instalação do quadro de poliomielite. náuseas e vômitos. sintomáticas ou graves.no caso de usuários de drogas . sendo afetados. A infecção pelo HBV pode apresentar formas assintomáticas. febre. a água e os alimentos contaminados com fezes de doentes ou portadores (assim considerados aqueles indivíduos cujo intervalo de tempo após a infecção situa-se entre uma a sete semanas) também são formas de transmissão do polivírus. Poliomielite A poliomielite. os membros inferiores. que infecta o homem. cefaléia. secreção vaginal e saliva) de doente ou portador. A transmissão ocorre por meio de solução de continuidade da pele e/ou mucosas. ocorrendo também dor abdominal. além de febre e flacidez muscular assimétrica. aumento do fígado (hepatomegalia). imediatamente devem ser tomadas providências de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. O doente apresenta. sendo a boca a principal porta de entrada dos vírus. subitamente. sobretudo. Os sinais e sintomas característicos são mal-estar. durante o parto. fala ou espirro. por contato direto de pessoa a pessoa. Nestes casos.transfusão de sangue e seus derivados – quando fora da recomendação técnica -. e que nesta orientação seja reforçada a necessidade do uso de preservativos durante a relação sexual e os riscos inerentes ao uso de seringas compartilhadas – especificamente para os usuários de drogas injetáveis. deficiência motora. A transmissão vertical se verifica. seu reservatório natural.se a dimensão dos problemas sociais e de saúde que envolve o dependente químico e seus familiares. urina escurecida (colúria) e aumento do baço (esplenomegalia). É importante que a população seja esclarecida em relação à doença. no período perinatal. é . A transmissão acontece principalmente. uso de seringas e agulhas compartilhadas . tais como relação sexual. II e III. pode ser causada por três tipos de poliovírus: I. em contato com o sangue e outros fluidos corpóreos (como sêmen. procedimentos odontológicos. Após a notificação de um caso suspeito ou confirmado. cirúrgicos e de hemodiálise quando não respeitadas as normas de biossegurança. Diversas situações possibilitam a transmissão do vírus. icterícia. vários municípios possuem serviços ou equipes especializadas para o atendimento dessas pessoas. também chamada de paralisia infantil. das quais a primeira é a mais freqüente. fezes esbranquiçadas (acolia). sobretudo.

sua ocorrência é maior em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Por isso. Seu agente etiológico é o Clostridium tetani. psicologia.importante detectar a doença precocemente. o solo ou qualquer objeto perfurocortante contendo os esporos. De maneira geral. Uma gestante não vacinada não possui anticorpos maternos para transferir ao filho. dupla adulto (dT). pois além da implementação de medidas de vigilância epidemiológica torna-se imprescindível uma rápida intervenção para que o doente tenha o suporte necessário para evitar maiores danos. . um bacilo anaeróbio cujo reservatório é o trato intestinal do homem e de animais. sobretudo pela precariedade ou ausência de acompanhamento pré-natal. indiscriminadamente. A susceptibilidade é geral. possibilitando um atendimento integral e de acordo com suas reais necessidades. relativamente comum em países subdesenvolvidos . tornando-o susceptível à doença após o nascimento. incluindo a vacina contra o tétano. médica. impossibilitando o controle vacinal da gestante. quando de sua manipulação são utilizados instrumentos ou substâncias impróprias como teia de aranha. todos estão predispostos à contaminação pelo tétano. podendo também ser causado por queimaduras e ferimentos necrosados. com atuação de profissionais de várias áreas (enfermagem.nos quais a cobertura vacinal é baixa. atenção ao estado vacinal de indivíduos adultos e idosos. poeira e fezes de animais. fisioterapia. Tétano neonatal Também conhecido como “mal de sete dias”. sobretudo do tipo perfurante. contaminado com terra. Tétano O tétano é uma doença infecciosa aguda. porém os indivíduos maiores de 45 anos estão mais expostos por estarem muitas vezes com a vacinação incompleta ou por nunca terem sido vacinados. terapia ocupacional e nutrição). não contagiosa. dupla infantil (DT) ou toxóide tetânico (TT). moeda ou cinzeiros. os acometidos pela paralisia infantil e seus familiares necessitam de acompanhamento rotineiro da equipe de saúde. A imunidade é conferida pela aplicação de vacina contendo o toxóide tetânico em suas diversas formas de apresentação: tríplice bacteriana (DTP). A infecção ocorre pela contaminação do coto umbilical com o bacilo tetânico. A transmissão ocorre pela introdução dos esporos do agente patogênico em um ferimento. além das mulheres em idade fértil e das crianças.

apresenta tosse seca “comprida”. espirro ou fala. finalizada por inspiração forçada. conforme a rotina da rede básica de saúde. devido à rigidez. a vacinação deve ser realizada em todos os indivíduos susceptíveis. fumaça de cigarros. no caso das crianças. na busca de sintomas respiratórios. mal-estar. atividade e excitação. ocupadas com atividades que não provoquem muita excitação. principalmente as que estão com o esquema vacinal incompleto. Há necessidade de se cadastrar as parteiras locais e orientá-las quanto aos cuidados com o coto umbilical. devem ser observadas durante 14 dias. Os cuidados adotados com os doentes incluem repouso e hidratação. eliminadas pela tosse. Os óbitos ocorridos em recém-nascidos menores de 28 dias devem ser investigados. Faz-se necessário que a família seja esclarecida para manter precauções respiratórias especialmente na fase catarral. cujo único reservatório é o homem. por exemplo. o que pode ajudar a diminuição do número de episódios de tosse paroxística. Sua transmissão ocorre pelo contato direto pessoa a pessoa. através de secreções da nasofaringe. a mãe do recém-nascido deve ser encaminhada para receber vacinação. como poeira.inicia-se com febre. • convalescência . tosse e expectoração de muco claro e viscoso. como a bronquite. acompanhada de um ruído característico (“guincho”) e seguida não raramente de vômitos (dura cerca de dois meses). A paralisia da musculatura da respiração pode levar a criança a óbito. tronco e abdome. de acordo com a posição do doente. é importante que os pais tentem mantê-las mais calmas. coriza. • paroxística . Outras orientações relacionam-se ao controle dos fatores que favorecem os acessos de tosse. . Crianças expostas ao risco de adoecimento. Para o adequado controle da doença é importante que as mulheres em idade fértil estejam com a imunização contra o tétano atualizada e que o atendimento pré-natal seja garantido a todas as gestantes Coqueluche A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis. Após a notificação de um caso de tétano neonatal.os episódios de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum (dura de uma a três semanas). A coqueluche evolui em três fases: • catarral . Visando o controle da doença. não existindo portadores crônicos assintomáticos. A doença é muitas vezes confundida com outras infecções respiratórias agudas.O recém-nascido infectado abandona o aleitamento materno pela dificuldade de movimentar a musculatura da face. grande maioria afetada pela doença.

. previne a infecção por alguns tipos de meningococos. fungos e bactérias. Como medida de prevenção. devido à aglomeração de pessoas em ambientes fechados. mas para a saúde coletiva as de maior destaque são as meningites bacterianas por Haemophilus influenzae do tipo b. B e C. É muito importante que os doentes ou os seus responsáveis sejam orientados a relatar sinais de dificuldade respiratória. tem como agente causador a bactéria Corynebacterium diphteriae. é febre. por meio de gotículas e secreções da nasofaringe. petéquias. recomenda-se seguir a rotina do calendário de vacinação: • vacina BCG . havendo um aumento de incidência nas estações em que a temperatura é mais baixa (outono e inverno). Também conhecida como crupe. sendo os primatas os principais hospedeiros e o homem. encontrado principalmente em regiões de mata. cujos vetores são os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes. subitamente iniciados.utilizada excepcionalmente em situações de surto. Meningite A meningite pode ser causada por diversos microrganismos como vírus. Os sintomas. Pode apresentar-se sob duas formas: • febre amarela silvestre (FAS). vômitos. algumas vezes. É importante ressaltar que após a implantação das vacinas BCG e anti-Hib no calendário vacinal das crianças a incidência das meningites causadas pelo bacilo da tuberculose e pelo Haemophilus influenzae foi bastante reduzida no Brasil.Difteria A difteria ocorre durante todo o ano. especialmente os tipos A. a meningite tuberculosa. Febre amarela A febre amarela é uma doença infecciosa aguda. causada pelo vírus amarílico.previne a ocorrência da tuberculose e de sua forma mais grave. rigidez de nuca e. . faz-se necessário adotar as medidas de controle de acordo com o sistema de vigilância. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa. • vacina antimeningocócica . hospedeiro acidental. náuseas. Após a notificação do caso suspeito. Embora com menor freqüência. por meio de secreções da nasofaringe. sintoma que indica a necessidade de um acompanhamento mais freqüente.previne a infecção pelo Haemophilus influenzae do tipo b. outra forma de transmissão pode ocorrer através de objetos contaminados por secreções. que penetram no organismo através das vias aéreas superiores. • vacina anti-Hib . dor de cabeça intensa. tuberculosa e a meningocócica. A transmissão ocorre por contato direto com doentes ou portadores da bactéria.

A rubéola manifesta-se pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele. para isolamento do vírus.• febre amarela urbana (FAU). cefaléia. Foi erradicada no Brasil em 1942. Após a introdução da administração de vacinas contra a rubéola em crianças. deve ser realizada a investigação epidemiológica para confirmação diagnóstica. Rubéola Durante muitos anos. Indica-se também a investigação entomológica. quando foi notificada pela última vez no município de Serra Madureira. observou. A adoção de condutas de vigilância é importante.se o seu surgimento entre adultos e adolescentes. No entanto. A transmissão ocorre pela picada do mosquito infectado pelo vírus da febre amarela e após três ou seis dias o indivíduo pode começar a apresentar sinais da doença. buscando capturar vetores silvestres. Como medida de prevenção. O sangue do doente é considerado infectante para o mosquito cerca de 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e de três a cinco dias após o início da doença. pelo contato direto com as secreções nasofaríngeas de indivíduos infectados. no Acre. a rubéola foi considerada “doença de criança”. de pouca importância. dor muscular. com febre. deve-se evitar o acesso do mesmo ao paciente mediante a colocação de telas nas janelas e utilização de mosquiteiros. calafrios. pois essa doença pode ser confundida com malária. Para o controle do vetor urbano (Aedes aegypti) é importante a destruição de criadouros favoráveis à sua proliferação e/ou o uso de larvicidas e inseticidas em recipientes com água parada. que tem como vetor o mosquito Aedes aegypti e o homem como hospedeiro principal. na área de ocorrência do caso. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa. O aumento do número de casos ocorre na primavera. que afeta recém-nascidos e cujo risco está associado ao acometimento da gestante durante a gestação. esse conceito vem mudando em vista da incidência de complicações por ela causadas. . Após a notificação do caso suspeito. náuseas e vômitos. além de ser também indicada para os viajantes que se deslocam para essas áreas de risco. hepatite ou leptospirose. bem como o preenchimento da ficha de investigação epidemiológica. principalmente a síndrome da rubéola congênita (SRC). Em áreas infestadas por Aedes. A doença manifesta-se subitamente. a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada em toda a população residente na área endêmica e na área de transição. com maior freqüência na faixa etária de zero a nove anos de idade. para os moradores não vacinados ou quem não puderem comprovar a vacinação. faz-se necessário desencadear a busca ativa de novos casos suspeitos no local provável de infecção e providenciar a vacinação de bloqueio. Além disso.

e aplicação de vacina seletiva nas mulheres em idade fértil. presente na circulação sangüínea materna. da vacina tríplice viral. solicitação de exames complementares. através de secreções expelidas pela tosse.com elevação eruptiva que termina em descamação. As medidas de vigilância relativas à rubéola incluem: investigação epidemiológica do caso. essas manchas surgem na face. notificação compulsória às autoridades sanitárias competentes. visando reduzir a circulação do caso suspeito. É importante orientar o doente para que faça repouso no leito. Caxumba A caxumba é uma doença viral aguda. tosse seca. Após a notificação de um caso suspeito. bem como tentar determinar os contatos e vigiar os comunicantes. . caracterizada pela inflamação das glândulas salivares e sua transmissão ocorre através do contato direto com secreções nasofaríngeas da pessoa infectada. excluindo-se as gestante. para que não haja obstrução das glândulas e infecção. Sarampo O sarampo é causado por um vírus . garantindo seu afastamento das atividades que desempenha renovável se os sintomas persistirem. fala. A caxumba não é doença de notificação compulsória. Inicialmente. bem como alimentar-se com dieta líquida ou semipastosa e realizar a higiene oral adequadamente. O sarampo caracteriza-se por febre. escolares e de trabalho. Atualmente. a caxumba é rotineiramente prevenida através da administração. coriza. respiração e espirro. aos 15 meses. lacrimejamento e fotofobia. deve-se tomar medidas de acordo as orientações do sistema de vigilância. fornecimento de atestado de impedimento sanitário para o indivíduo com os sintomas. que incluem febre baixa. pois na maior parte dos casos regride espontaneamente. dupla viral ou contra rubéola monovalente. cefaléia.O diagnóstico é feito a partir dos sintomas apresentados. Não há tratamento específico para a rubéola. mal-estar geral. segue-se o aumento do volume das parótidas. mas ao ser diagnosticado é importante manter vigilância sobre o caso. dor na garganta e anorexia. atravessa a barreira de defesa da placenta. em dose única. sexuais. atinge o feto e interfere negativamente em sua formação – o que provoca a síndrome da rubéola congênita: as malformações presentes no recém-nascido. Através da vacina tríplice viral. Como medidas preventivas existem a vacina específica anti-rubéola monovalente e a vacina tríplice viral. tornando o rosto arredondado devido à eliminação do ângulo da mandíbula.o vírus do sarampo – cuja transmissão ocorre de pessoa a pessoa. pescoço e couro cabeludo. também conhecida como MMR. É extremamente contagioso e transmissível. A estes. distribuindo-se em seguida para o restante do corpo. tentativa de identificação do contato. Vacinação de bloqueio para os comunicantes domiciliares. O vírus da rubéola. Há febre baixa.

dor. favorecendo a contaminação por bactérias. os doentes devem ser orientados para não coçar as feridas. as equipes de saúde devem orientá-las quanto ao risco de serem agredidas por micos e macacos. cefaléia e febre. principalmente quando as lesões são coçadas com unhas sujas ou cobertas por talcos. Com o agravamento do quadro. dilatação das pupilas e sudorese. morcegos e bovinos. O diagnóstico da doença é feito com base nos sintomas e sinais apresentados pelo doente. Assim. A vigilância deve tentar identificar os contatos. doentes ou não. posteriormente. gatos. A deglutição é prejudicada. O vírus varicela zoster é transmitido por contato direto. O controle da doença envolve ações para restringir o número de animais vadios. para que possam ser destruídos. macacos e outros primatas. excitabilidade diante de estímulos luminosos ou sonoros. Nos casos de surtos institucionais não mais se recomenda esvaziar enfermarias ou suspender aulas nas escolas. por ocasião de mordidas. os indivíduos chegam a apresentar 250 a 500 vesículas. promovendo sua higiene. com maior incidência em crianças de 2 a 10 anos. dentre os quais se incluem cães. pasta d’água e outras substâncias. . crostas. segue-se a paralisia progressiva dos músculos.Varicela A varicela ou catapora é uma doença infectocontagiosa causada por vírus. que devem ser recolhidos para abrigos adequados. Nos locais onde é comum as pessoas conviverem em grandes áreas verdes. estimula-se a identificação de criadouros de morcegos (churrasqueiras e casas abandonadas. Os sintomas da varicela incluem febre e erupções de pele que começam como máculas. face e tronco e são acompanhadas de mal-estar. É altamente contagiosa. carvoarias e olarias desativadas). No meio rural. arranhões ou lambeduras de ferimentos ou mucosas por animais infectados. por inalação de gotículas de secreção respiratória ou de aerossóis nos quais se encontram os vírus liberados das lesões cutâneas. ocorrem crises convulsivas. evoluindo para vesículas e. O doente relata diminuição da sensibilidade no local da lesão e queixa-se de mal estar geral. podendo levar ao coma e óbito. Durante o episódio de varicela. pois é 100% letal. A melhor forma de prevenir a ocorrência de agravo tão sério é a vacinação realizada nos animais e nos humanos. É causada por vírus e transmitida ao homem por intermédio da saliva. Na evolução do quadro. Raiva humana A raiva humana é uma doença extremamente preocupante para os serviços de saúde. Todos os casos suspeitos de raiva devem ser investigados e notificados e todo caso de agressão por animal transmissor da doença deve ser acompanhado adotando-se as medidas de acordo com as normas e orientações do sistema de vigilância. inapetência e prurido. a manter as unhas bem cortadas e a tomar banhos frios para aliviar o mal-estar provocado pelo prurido. As lesões predominam na cabeça.

No que se refere às ações desenvolvidas pelas equipes de saúde nas unidades assistenciais. tal fato pode gerar sérios problemas para a saúde coletiva. pois quanto mais cedo forem identificados e tratados melhor será o prognóstico. A equipe de PSF compete fornecer orientações de medidas simples.Doenças veiculadas pela água e por alimentos Algumas doenças são transmitidas ao homem pelo consumo de alimentos e água contaminados por microrganismos. por exemplo. como quartéis. bem como na preparação dos alimentos. Nos países em desenvolvimento. em virtude das precárias condições de higiene e saneamento básico existentes em muitas cidades brasileiras. náuseas. objetivando maior amplitude da prevenção e controle das doenças. dores articulares. Embora a ocorrência de algumas dessas doenças seja muito comum. febre. as crianças e jovens são a faixa etária mais acometida por essa doença. Portanto. A transmissão ocorre pelo contágio fecal-oral. garantindo. podendo ser inespecífica como um quadro gripal ou se apresentar com sinais e sintomas de mal-estar. assim. recolhimento do lixo. diminuindo o risco de transmissão para outras pessoas. cefaléia. em sua maioria relacionada aos cuidados no preparo dos alimentos. creches e escolas . Sua ocorrência é também observada em instituições fechadas. a ocorrência de casos de doenças veiculadas pela água e alimentos contaminados irá desencadear atividades ligadas à prevenção de novos casos e atenção aos indivíduos já doentes. é importante desenvolver atividades de vigilância para controlar e prevenir sua evolução para formas mais graves nos indivíduos acometidos. isto é. pela ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de doentes. . vômitos e inapetência – podendo também ocorrer dor abdominal. fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. A existência de doenças transmissíveis veiculadas por água e alimentos contaminados sinaliza um problema a ser superado — o desencontro das ações de outros setores de políticas públicas não diretamente ligados à promoção da saúde e prevenção das doenças. acometendo grandes parcelas da população num mesmo período. Uma vez que os alimentos e a água contaminados podem ser consumidos por várias pessoas ao mesmo tempo. melhores expectativas para a saúde da população beneficiada com a integração de suas ações. higiene individual e do meio ambiente.cuja fonte de água é comum -. podem e devem atuar junto aos responsáveis pela assistência à saúde. Hepatite A A hepatite A é um dos tipos de hepatite cuja incidência vem aumentando progressivamente. a notificação dos casos de doenças desse tipo é útil para indicar onde os órgãos responsáveis pelo saneamento básico. As manifestações clínicas caracterizam-se por grande variabilidade.

persiste de forma endêmica. sendo também fundamental o tratamento adequado dos dejetos. a transmissão por alimentos pode ser prevenida pela atenção à sua preparação. especialmente leite e derivados contaminados com fezes e urina de paciente ou portador que contenham a bactéria Salmonella typhi. distribuição e armazenamento. O indivíduo apresenta aumento do baço. A exposição do alimento a temperaturas frias não destrói a bactéria. Os portadores devem ser afastados da manipulação de alimentos. deve-se. realizar a desinfecção dos objetos nos quais se depositaram excreções (vasos sanitários. . obstrução intestinal ou diarréia. A transmissão pela água pode ser evitada mediante regular análise bacteriológica nos reservatórios de distribuição. urinol.como a hemorragia intestinal. deve-se preencher a ficha de investigação epidemiológica para a coleta de dados. Para evitar a propagação da febre tifóide. deve-se proceder a investigação epidemiológica e tomar medidas de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. O paciente precisa de repouso relativo e dieta pobre em gorduras até a melhora do quadro. Os doentes devem receber orientação de como evitar a disseminação do vírus. As vigilâncias epidemiológica e sanitária devem trabalhar conjuntamente na tentativa de identificar a possível fonte de infecção relacionada com o ambiente e os alimentos. sorvetes e outros alimentos guardados em geladeiras também podem ser veículos de transmissão. após a limpeza com água e sabão. de modo a garantir água de boa qualidade à população.icterícia. os hábitos de higiene pessoal precisam ser destacados. manchas rosadas no tronco. Após a notificação de um caso. Dessa forma. A equipe deve orientar quanto à importância do aumento da ingestão de líquidos. patinho). principalmente quando ocorrem em freqüência aumentada ocasionando um surto. Transmite-se pela água e alimentos. para prevenir a desidratação. bradicardia. fezes acólicas e colúria. principalmente a lavagem correta das mãos. tosse seca e febre alta. aprendendo a lavar as mãos após o uso do vaso sanitário e a higienizar adequadamente as instalações sanitárias com desinfetante à base de hipoclorito de sódio a 1% (água sanitária). que deve ser especialmente incentivada entre os manipuladores de alimentos e pessoas que trabalham diretamente com pacientes e crianças. falta de apetite. Febre tifóide A incidência de febre tifóide está muito associada às condições de saneamento e hábitos individuais. principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Como ações de educação em saúde. A contaminação ocorre pela manipulação do alimento por portadores ou indivíduos com diagnóstico ainda não confirmado. onde as condições de vida são precárias. e quanto aos sinais de complicações intestinais . Diante de um surto ou epidemia. No Brasil. Está praticamente erradicada em países que superaram problemas relacionados à higiene pessoal e ambiental. comadre/compadre.

principalmente nos países tropicais. destino adequado aos dejetos e lixo. pois não possui alto poder de estímulo sobre as defesas do organismo. pois as condições do meio ambiente favorecem o . por sua importância coletiva e freqüência com que ocorrem.A vacina contra a febre tifóide não é eficaz. podendo ainda haver comprometimento dos rins. A contaminação das águas com determinadas substâncias provoca a extinção de predadores naturais de caramujos e larvas. pois são muitos os determinantes envolvidos na sua incidência. choque hipovolêmico e desidratação. Dentre essas doenças. principalmente quando consumidos crus ou mal cozidos. Pode. faz-se importante adotar medidas de higiene pessoal. vômitos. o vibrião colérico (Vibrio cholerae). tendo imunidade de curta duração. atualmente. cãibras (devido à perda de potássio). as medidas de prevenção e controle devem ser intensificadas. nas formas graves. transportada pela água e por alimentos contaminados. é considerada sério problema de saúde pública. o risco de exposição. dor abdominal e. cria condições favoráveis à multiplicação de insetos e ratos. aeroportos e fronteiras. ganhando importância especial os associados ao desequilíbrio ambiental quase sempre decorrente das intervenções do homem nas condições naturais. No caso de surtos da doença. desenvolvimento de ações de educação em saúde e controle da higiene dos alimentos e da entrada de possíveis indivíduos portadores pelos portos. Doenças transmitidas por vetores A ocorrência dessas doenças é bastante elevada em nosso país. algumas delas endêmicas em determinadas regiões. para o homem. As medidas de controle da cólera consistem na ingestão de água de boa qualidade. destacaremos algumas que merecem nossa atenção especial. Cólera A cólera é causada por uma bactéria. Seu controle ainda é um desafio tanto para os responsáveis pela vigilância epidemiológica como para as equipes de saúde das unidades assistenciais. A ocupação desordenada das cidades. Dengue A dengue. fazendo com que o indivíduo contaminado tenha diarréia do tipo “água de arroz”. Para reduzir-se o risco de transmissão. com desmatamento de grandes áreas verdes. alimentar e ambiental. procurando-se identificar as fontes de contaminação e implementar tratamento adequado. porém. animais nocivos ao homem. Aumenta a excreção intestinal. facilitando sua reprodução e aumentando. ser indicada para trabalhadores que lidam com esgotos e indivíduos que vivem em áreas onde há alta incidência da doença. em conseqüência da grande quantidade de líquido eliminado pelos vômitos e diarréia. poluição das águas e acúmulo de lixo em locais sem saneamento.

em locais livres de roedores. Outra forma de contágio é o contato direto com embalagens de produtos comercializados em lugares onde possa haver ratos.se normalmente nos rins do rato. Ocorre principalmente nos períodos de chuva. pois oferecem o risco de causar sangramento. A Leptospira interrogans. agricultores. por se tratarem de locais de proliferação do vetor. Leptospirose Doença grave. dor muscular (mialgia). dor nas articulações C. Todos os casos suspeitos devem ser comunicados aos serviços de saúde. exceto os derivados do ácido acetilsalicílico (AAS). que a elimina viva por meio da urina no meio ambiente — água das chuvas ou alimentos. Seu agente infeccioso é o vírus da dengue. A transmissão raramente ocorre de pessoa a pessoa. que consistem em não deixar água parada em garrafas. haja vista originar elevados custos sociais e hospitalares e exigir longo tempo de afastamento do trabalho. 2. que pode ser dos tipos 1. pois causa sérios prejuízos à saúde dos indivíduos e à economia. falta de apetite. • dengue hemorrágica – os sintomas iniciais assemelham-se aos da dengue clássica. como sangramento gastrintestinal. bactéria causadora da leptospirose. náuseas e vômitos. A doença pode apresentar-se sob as formas de dengue clássica ou hemorrágica: • dengue clássica – tem duração de cinco a sete dias. encontra. Todo caso suspeito deve ser notificado ao serviço de vigilância mais próximo. quando pessoas que moram em comunidades com saneamento precário têm suas casas invadidas pelas águas de rios ou valas contaminadas com a bactéria. que exige severas medidas de controle. pneus ou vasos de plantas. dor muscular (principalmente nas panturrilhas).desenvolvimento e a proliferação do vetor. O controle da leptospirose exige a adoção de medidas como utilização de água de boa qualidade. náuseas e vômitos. provocando febre de 39° C a 40° cefaléia. porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas mais intensas. dor de cabeça. O tratamento para a dengue consiste na administração de antitérmicos e analgésicos. bombeiros) e armazenamento correto de alimentos. As ações do auxiliar de enfermagem consistem em orientar a comunidade quanto à importância do saneamento básico e das medidas de prevenção e controle. e seu vetor é o mosquito Aedes aegypti. além de hepatomegalia e insuficiência circulatória. 3 ou 4. O doente apresenta febre. controle da população de roedores. prostração. seu reservatório natural. . (artralgia) e na região retroorbitária (atrás dos olhos). proteção aos trabalhadores expostos à urina de rato durante a execução de suas atividades (garis.

controle do vetor. É importante tentar controlar a população de insetos vetores. considerada área endêmica da doença em virtude de o mosquito vetor procriar em água e o fato de a região Amazônica possuir a maior bacia hidrográfica do mundo. É possível. Uma vez infectado. Doença de Chagas A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. . A transmissão também pode ocorrer pelo sangue de pessoas infectadas. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas .no caso de usuário de drogas injetáveis. tanto os triatomídeos como os de outros gêneros e espécies cuja existência tem sido ultimamente relacionada à transmissão do Trypanosoma cruzi ao homem. que constroem suas tocas nas paredes das casas feitas de pau-a-pique. especificamente o Triatoma infestans ou Triatoma brasiliensis. ocorrer transmissão pela placenta ou leite materno. cefaléia. vômitos. transmitido pelo mosquito do gênero Anopheles. Alguns enfermos podem apresentar delírios. A doença de evolução crônica pode demorar anos para se manifestar e apresentar-se sob as formas indeterminada. o que influencia a distribuição da doença. alimentada por chuvas torrenciais. o doente tem a sensação de alívio e tranqüilidade. que depois de contaminado permanece infectante por toda a sua existência. popularmente conhecidos como barbeiros ou chupões.Malária A malária é causada por um protozoário do gênero Plasmódio. possibilitando a contaminação por focos de Anopheles em outras regiões da Amazônia e do país. fadiga. reavaliação constante da situação da malária na área onde há ocorrência de casos. cardíaca e digestiva. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas no caso de usuário de drogas injetáveis. astenia. ainda. A maior parte dos casos atinge extensa área da Amazônia Legal. náuseas. transmitido por insetos do gênero dos triatomídeos. As medidas de controle mais importantes a serem tomadas são: estabelecimento de diagnóstico rápido. com vistas à aplicação rápida de tratamento e prevenção de surtos. se constatada a presença de vetores na área. nessa área há grande desigualdade social e muitas pessoas vivem em condições de extrema pobreza. sendo esta última a mais freqüente e grave. A temperatura do corpo pode alcançar 40o C ou mais. essa população realiza intensos movimentos migratórios.. Trata-se de uma das mais importantes doenças parasitárias do país. a fim de prontamente combatê-las. o indivíduo apresenta febre. Nas regiões não-endêmicas todo caso suspeito ou confirmado deve ser investigado. detecção rápida de epidemias. Além disso. por meio de injeção. A malária também pode ser transmitida pelo sangue de pessoas infectadas por meio de injeção. Na busca por melhores condições de vida e de saúde. Quando a febre cede.

a necessidade de intervenção e de prestação de assistência e cuidados. é um problema que acomete várias pessoas. assim como a escabiose. O controle da esquistossomose exige o quanto antes investigação e diagnóstico dos casos suspeitos. presentes em ambientes com condições sanitárias ou de higiene pessoal desfavoráveis. Doenças causadas por ectoparasitas Embora não sejam de notificação compulsória. axilas. As roupas de uso do cliente. dentro de 7 dias. manipuladas separadamente e fervidas . cujo vetor é o caramujo do gênero Biomphalaria. devem ser trocadas e lavadas todos os dias. a coceira leva o indivíduo a produzir lesões ainda maiores. lagos e outras fontes de água doce. também conhecida como sarna. encontrado em todo o Brasil e presente em águas de rios. É causada por um ectoparasita. As condições de saneamento das regiões endêmicas devem ser sempre melhoradas. Geralmente. que podem até ser infectadas por outros microrganismos. ao colonizar a pele do indivíduo afetado. se multiplica principalmente nas regiões de dobras de pele. Muitas vezes. é uma doença muito comum em ambientes onde as pessoas convivem aglomeradas. virilhas. causando intenso prurido e descamação. como cotovelos. tamanha sua intensidade.essas orientações permitem que a recuperação do cliente ocorra. geralmente quando convivem em aglomerados e em condições de higiene inadequadas. bem como as roupas de cama e toalhas. em média. Pediculose A pediculose. o piolho comum. nos quais é difícil controlar as condições de higiene. tais como a construção de fossas e sanitários longe de fontes de água doce consumível. É importante a participação da população no debate de modos de vida que diminuam a possibilidade de transmissão do parasita. entre os dedos. que. que habita o couro . assim. determinando. É causada por um microrganismo chamado Sarcoptes scabei. procurando-se diminuir a exposição do homem ao vetor através do controle da população de caramujos pelo tratamento das águas com produtos químicos.Esquistossomose mansônica A esquistossomose mansônica é causada pelo parasita Schistosoma mansoni. Escabiose A escabiose. a escabiose e a pediculose são doenças transmissíveis que ganham destaque pela freqüência com que acometem grandes grupos de pessoas. ocorrem por inadequadas condições de higiene.

Considerandose que a transmissão da hanseníase e tuberculose ocorre por meio das vias aéreas. • Baixa eficácia dos programas de controle e prevenção – caracterizada quando o paciente abandona o tratamento por dificuldade de acesso ao serviço de saúde. afetando desde a pele até o sistema nervoso central. é importante verificar a presença do piolho. principalmente quando os indivíduos não são tratados adequadamente ou quando os casos são identificados em estágio mais avançado. por acreditar que está curado devido ao desaparecimento da sintomatologia ou quando os serviços de saúde não atendem à demanda por não ter medicamentos. favorecendo o aumento da transmissão das doenças. Prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A hanseníase e tuberculose são doenças que ainda apresentam altas taxas de prevalência e incidência. pois tal prática oferece risco potencial de envenenamento. Para prevenir a infestação. suga o sangue periférico do próprio couro cabeludo para sobreviver. por deficiência alimentar. não realizar a busca ativa de faltosos e casos suspeitos e não possuir profissionais adequadamente preparados. principalmente quando estivermos prestando assistência a outras pessoas. cinemas. seja em shopping centers. a conseqüência é a ampliação do número de pessoas que continuam doentes e sem tratamento. Alguns fatores são apontados como determinantes comuns da hanseníase e tuberculose: • Desnutrição – provoca debilitação do organismo. devemos manter os cabelos sempre limpos e. até mesmo. prendendo-se aos cabelos. ou seja. Nesses casos. Pode haver sérios comprometimentos para a saúde do doente. a morte. no caso de serem longos. veículos de transporte lotados e/ou outros espaços. pois tanto a hanseníase quanto a tuberculose podem gerar incapacidades ou. tal condição aumenta o risco de transmissão dessas doenças. Ao detectarmos um cliente com coceira freqüente na cabeça. um grande número de casos é constante e novos casos surgem todos os anos. particularmente ao lidarmos com crianças hospitalizadas ou em creches. oferecendo pouca ou nenhuma resistência aos agentes infecciosos. • Aglomerações urbanas – nas grandes cidades as pessoas convivem cada vez mais próximas umas das outras. o qual passa a não mais produzir seus elementos de defesa. É importante orientar os clientes ou seus responsáveis para jamais utilizar inseticidas comuns no combate aos piolhos. Permanecermos.cabeludo e. mesmo que por breve período. estádios de futebol. podendo causar sérias lesões. As conseqüências dessas doenças são graves. pelas reações orgânicas ao medicamento. . prendê-los. próximo a alguém com piolhos pode expor-nos ao contágio.

Hanseníase A hanseníase ou mal de Hansen é uma doença infecciosa e crônicodegenerativa. Acredita-se que a adoção dessa nova denominação não minimizou o preconceito que envolve a hanseníase. ao abandono. muitas vezes produzindo seqüelas nos indivíduos por ela acometidos. relacionado à incapacidade. A principal característica. essa palavra foi mudada para hanseníase. mãos e braços: repousar o(s) membro(s) se estiver sentindo “choques”. Os fatores citados fazem. faz-se necessário orientar e supervisionar os seguintes cuidados: • olhos: usar soro fisiológico ao sentir que estão ressecados. ao tato na região da lesão. podendo facilmente eliminá-los. desenvolveu-se nas culturas populares antigas um preconceito contra os mesmos . Fazer exercícios (abaixar e .se mais presentes no cotidiano das camadas menos favorecidas da população. ao isolamento. à dor e. Para todos estes clientes. causada pelo Mycobacterium leprae. A palavra lepra era sempre associada à sujeira. nesses casos. Primeiramente. comum a todas estas formas é a perda de sensibilidade nervosa na área de pele afetada. podendo ser também transmitida por lesões de pele. o doente se machuque naquela região e não sinta. muitas vezes. afastamento. grande carga de bacilos. massageá-los com óleo adequado. perde a sensibilidade às diferenças de temperatura. um esforço educativo.• Aids – a síndrome da imunodeficiência adquirida caracteriza-se pela queda brutal nas defesas do organismo. encostar o polegar na ponta de cada um dos dedos). Devido ao fato de a doença poder afetar várias estruturas do corpo humano. A hanseníase é transmitida através das gotículas de saliva que expelimos quando espirramos. com sapatos fechados e confortáveis. médico norueguês que descobriu a bactéria causadora da doença. para evitar que ressequem. No século XX. à morte e ao medo. que afeta nervos e pele. Limpar com soro fisiológico. Não tirar casquinhas da região para não provocar feridas. Fazer exercícios com os dedos (abrir e fechar as mãos. o que facilita a instalação de doenças oportunistas As dificuldades existentes para o controle da hanseníase e tuberculose podem ser explicadas por sua estreita relação com as condições sociais de vida da população em geral. Fazer exercícios. Sua principal fonte de infecção é o doente que apresenta as formas contagiantes porque possui.que perdura até os dias de hoje -. um estigma. podridão. tossimos ou falamos. não se devendo considerar apenas os aspectos físicos dos indivíduos afetados. o que faz com que. • nariz: observar se há feridas. como o óleo mineral e outros. abrindo e fechando os olhos com força. pois faltou uma estratégia de esclarecimento. • pés: andar calçado. Evitar fazer movimentos repetidos e carregar coisas pesadas. depois. o que é mais raro. em homenagem a Gerhard Amauer Hansen. Massagear as mãos com auxílio de um óleo lubrificante. finalmente. sendo o seu tratamento realizado em instituições chamadas leprosários.

falta de apetite. para esticar as pernas juntas). alimentação adequada. etc. a fim de atingir as seguintes metas propostas: • para a tuberculose – oferecer tratamento em pelo menos 80% dos centros municipais de saúde. como repouso.• levantar o peito do pé. é a identificação precoce dos sintomáticos. febre no final da tarde. diagnosticar e tratar pelo menos 90% dos casos detectados. também conhecida como bacilo de Koch. com raríssimas internações. orientá-lo quanto a alguns cuidados que deve tomar.). é importante informar o doente de que os sintomas irão regredir. que são tosse persistente. a não ser que o caso apresente complicações. tossimos ou falamos. ocorre por meio das gotículas de saliva expelidas quando espirramos. ferimentos: imobilizar os dedos e repousar os membros machucados. por cerca de 4 semanas. curar pelo menos 95% dos clientes em tratamento. O atual modelo de assistência deve redirecionar suas práticas para solucionar os problemas apontados (falta de informação. mais especificamente as vias aéreas superiores Seu diagnóstico baseia-se primeiramente nos sintomas. com vistas ao controle. aumento da ingestão de líquidos. Sua transmissão. alto índice de abandono ao tratamento. . catarro esverdeado ou com raios de sangue (existentes ou não). com tratamento de início rápido e adesão total do cliente. Tuberculose A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa. Estima-se que cada doente com tuberculose seja capaz de contaminar dez outros indivíduos. causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis. emagrecimento. São também realizados exames de raios X e pesquisa da presença do bacilo de Koch no escarro. sendo o sistema respiratório a porta de entrada da doença. além disso. A atuação na prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A forma mais eficiente de combate à transmissão da hanseníase e tuberculose. assim como a da hanseníase. brincar de empurrar a parede com as mãos. O tratamento atual da hanseníase é feito em ambulatórios. Após iniciado o tratamento. suor noturno.

. ainda que.• para a hanseníase – diminuir a incidência de casos para. é importante orientar que a casa do doente deve estar sempre muito ventilada. Não é necessário separar utensílios como talheres. Da mesma forma. desta forma. 1 para cada 10 mil habitantes. Geralmente. atualmente já se saiba que o uso de medicamentos na gestação diminui em 95% as chances de o bebê nascer portador do HIV. permitindo a entrada da luz solar. ou seja.familiares colegas de trabalho ou escola. AIDS/SIDA A Aids é uma síndrome. anal.é necessário estruturar os serviços de saúde de modo a que possam prestar adequada assistência aos portadores desses agravos. São chamadas de oportunistas porque não se manifestam em indivíduos com defesas normais. As pessoas mais próximas ao doente são chamadas comunicantes . outras medidas devem ser tomadas para garantir a diminuição da transmissão destas doenças. transfusão. e principalmente envolver seus profissionais na execução de atividades ligadas à prevenção da transmissão e do contágio. Além do tratamento eficaz para controlar o número de casos de hanseníase e tuberculose. deve-se apenas manter a higiene habitual. devem ser orientadas para não amamentarem. roupas ou lençóis. Formas de contaminação pelo HIV relações sexuais desprotegidas (oral. Assim. no máximo. apenas os comunicantes domiciliares precisam ser avaliados. uso de drogas injetáveis com seringas e agulhas compartilhadas) durante o parto ou pela amamentação É importante a orientação das portadoras do HIV em idade fértil acerca do risco de transmissão do vírus durante a gestação e o parto. pois os bacilos não resistem muito tempo em ambiente limpo e iluminado. pratos. Esta carência imunológica causa uma série de doenças oportunistas. Doenças sexualmente transmissíveis e AIDS As DSTs encontram-se amplamente disseminadas. vaginal) exposição sangüínea (acidentes de trabalho com material biológico. um conjunto de sinais e sintomas. caracterizada pela diminuição da resposta imunológica do organismo a agentes patogênicos. copos.

entre outros. o cliente deve ser submetido a exames específicos para o diagnóstico da AIDS. O exemplo do Brasil foi e continua sendo citado por muitos movimentos de reintegração de portadores do HIV do mundo inteiro. diarréia. tornando o Brasil o primeiro país a manter uma política pública de distribuição gratuita de medicamentos para o tratamento da AIDS. para conquistar em seus países de origem o direito de serem tratados gratuitamente. por meio do qual pode solicitar o resultado. O indivíduo que deseja fazer o teste anti-HIV deve receber aconselhamento oportuno. quando nas relações sexuais. Como esses sintomas estão presentes em muitas outras doenças. perda de peso. Nos CTAs.Ser portador do vírus HIV não é certeza de manifestação da doença. O atual tratamento da AIDS aumentou a sobrevida dos pacientes. como o HIV. Sintomas iniciais da AIDS Febre. é possível encontrar uma estrutura que favoreça a composição de grupos de integração entre os clientes. aumento de gânglios. espaços onde ocorrem discussões sobre suas dúvidas em relação à doença e tratamento. O HIV é detectado através é da realização de testes sangüíneos específicos. Hoje. que se encontram à disposição dos portadores do HIV em todos os postos de saúde. são utilizados medicamento antiretrovirais. Anti-retrovirais – são medicamentos que impedem ou diminuem a multiplicação dos retrovírus. assim como nas unidades de saúde preparadas para prestar assistência aos portadores do HIV. assim é fundamental a adoção de medidas seguras. podendo dirigir-se a uma unidade de saúde ou a um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). mal-estar geral. O prognóstico para os doentes com Aids já não é tão sombrio como há pouco tempo atrás. Como dizia uma antiga propaganda governamental. tanto no exercício profissional. DDI (Didanosina) e d4T (Estavudina®). lesões na cavidade oral ou no esôfago. 3TC (Lamivudina®). Não é possível detectar a presença do HIV pela aparência. proporcionando-lhes melhor qualidade de vida. sudorese intensa. “o vírus não esta na cara”. Os mais conhecidos e utilizados são o AZT (Zidovudina®). entre outros. principalmente a partir da utilização dos anti-retrovirais . O CTA realiza o teste anti-HIV mantendo a privacidade do cliente: um número lhe é fornecido. contendo o avanço da AIDS no indivíduo.

tornando-se mais autônomas diante de seus relacionamentos afetivos. não a transmiti-las. pelo direcionamento. Como podemos perceber o sucesso esta atrelado à educação e a conscientização da população na necessidade de prevenção. usou-se erradamente o termo "grupos de risco". Recentemente. executá-los. posto que esta expressão designa indivíduos ou grupos mais propensos a adquirir certas patologias. múltiplas parceiras. nos últimos anos de pesquisa.em conjunto. que gera o maior risco em relação as mulheres. numa estratégia popularmente conhecida como coquetel. restrita a um pequeno grupo. Houve a divulgação da idéia de que se tratava de uma doença restrita a um determinado grupo social. O Ministério da Saúde em conjunto com vários grupos de apoio e prevenção já iniciaram vários programas de conscientização feminina. ao mesmo tempo. Esse termo indicava aqueles indivíduos que colocavam as outras pessoas em risco de infecção pelo HIV o que. . Isso porque tomar consciência desses e. um grande número de mulheres com parceiros fixos foi contaminado porque seus companheiros apresentavam-se em situação de risco como: uso de drogas injetáveis. epidemiologicamente é considerado incorreto. sem comprometer a sociedade como um todo. detectou-se o fenômeno da feminização da AIDS. Inicialmente. Todas primaram pela originalidade. significa tomar consciência da necessidade de mudanças radicais em sua postura de vida. Esse fato fez com que a sociedade acreditasse que se tratava de uma doença estrangeira. A grande questão. A divulgação de que a doença era restrita a um determinado grupo levou mulheres com parceiros fixos. causando assim o crescimento da epidemia entre as mulheres. pela excelente estruturação. Não se pode negar o sucesso das campanhas de prevenção feitas até agora. chamado de feminização da AIDS. que freqüentemente viajavam para o exterior. os casos diagnosticados reportavam-se a homossexuais masculinos com alto poder aquisitivo. O resultado foi a queda do número de casos nos públicos visados. bissexualidade. Assim. é que o comprometimento de fatores sócioculturais relacionados à construção da sexualidade feminina acaba por tornar os procedimentos preventivos algo quase que negado para e pelas mulheres. a acreditarem que estavam imunes à contaminação pelo HIV/AIDS.

independente da localização do treponema. O objetivo geral desse Plano é enfrentar a feminização da epidemia de AIDS e outras DST por meio de ações integradas nas esferas federal. para as instituições que atuam no campo dos direitos humanos. direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres brasileiras. Suas manifestações surgem após a disseminação do Treponema para todo o corpo. nao governamentais e movimentos sociais. localiza-se na genitália externa ou outros locais por onde o Treponema penetrou o corpo (ânus. Outra razão para o empenho dos profissionais de saúde é a possibilidade de transmissão da doença de mãe para filho durante a gestação. reto. plantar. E a construção de uma resposta integrada para a redução dos contextos de vulnerabilidade. da promoção da saúde e da prevenção. A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. no entanto. que deixam as mulheres mais susceptíveis à infecção pelo HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis. A sífilis secundária: ocorre entre 6 e 8 semanas após o surgimento do cancro duro. face e membros superiores. denominadas roséolas sifilíticas.O Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. única. existe uma mobilização dos serviços de saúde em torno da detecção de casos dessa doença. nas regiões palmar. Por se tratar de lesão indolor. Há ainda alopécia e porções distais das sobrancelhas. o que possibilita a disseminação da doença. que pode atingir qualquer tecido ou órgão e tende a evoluir cronicamente. o Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia da Aids e outras DST. por meio da corrente sangüínea e vasos linfáticos. indolor. Sífilis A sífilis é uma DST de tratamento fácil e disponível em todas as unidades de saúde. é um importante marco histórico de fortalecimento da atuação no campo dos direitos de mulheres. causando uma síndrome denominada sífilis congênita. a Área Técnica de Saúde da Mulher. estadual e municipal. pode apresentar-se em três fases. A sífilis primária: caracteriza-se pela presença do cancro duro. entre as nádegas. Sintomas da fase: lesões de pele. placas mucosas e lesões . que é uma lesão ulcerada. pequenas manchas acobreadas. Na mulher. Essa lesão regride espontaneamente. apresentou. O Plano Integrado representa a consolidação de uma política intersetorial para o enfrentamento da epidemia de AIDS e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre mulheres. por meio do Programa Nacional de DST e AIDS. tronco. ingüinal. permitindo que a doença evolua para a sífilis secundária. as pessoas continuam mantendo relação sexual e transmitindo a doença. secundária e terciária. lábios. primária. boca. em virtude do conhecimento das conseqüências decorrentes da evolução da sífilis sem tratamento adequado. de bordos bem definidos e fundo liso. Geralmente. De acordo com sua evolução. mamas ou dedos). envolvendo instituições governamentais. e normalmente o portador não procura uma unidade de saúde por pensar estar curado. a sífilis pode ser assintomática. em março de 2007.

TPHA) para a detecção do T. É popularmente conhecida como gota matinal. Gonorréia A gonorréia é uma infecciosa causada por uma bactéria. quando o doente se levanta e vai realizar a primeira micção. cutâneo-mucoso ou cardiovascular. que podem ser inespecíficos (VDRL) ou específicos (FT-Abs. principalmente nas válvulas cardíacas e cérebro. pallidum na corrente sangüínea. . chamada Neisseria gonorrhoeae. ou por diagnóstico laboratorial. cefaléia e artralgia.consiste na aplicação de nitrato de prata nos olhos dos recém-nascidos e especificamente na genitália da menina. filhos de gestantes não tratadas. Porém. o agente infeccioso causa uma infecção superficial.semelhantes a verrugas planas nas regiões de dobras ou atrito. porque é comum a saída de secreção pelo meato uretral. causando inflamação e infecções em vários órgãos e tecidos. pela realização de exames de sangue. O portador e o parceiro devem iniciar o tratamento da sífilis o mais rápido possível.O mesmo tratamento é aplicável a gestantes ou a bebês. refletindo a invasão da bactéria nos órgãos internos. podendo haver febre. Os sintomas são dor ou ardência ao urinar. e corrimento uretral purulento e fétido. que significa escoamento de muco. Antigamente. muitas vezes sem o saber. a doença atingirá a fase terciária entre 3 e 12 anos após a infecção. cerca de 70% das portadoras do sexo feminino são assintomáticas e transmitem a bactéria. denominado uretrite gonocócica. como o coração. Para prevenir esse risco. era chamada de blenorragia. que causa um processo inflamatório na mucosa uretral. Formas de diagnóstico da sífilis: através de critérios clínicos baseados nos sinais e sintomas apresentados. mas a gonorréia pode evoluir com algumas complicações se não tratada adequadamente. Após o contágio. mas relata história sugestiva de infecção pelo agente causador da sífilis. Credeização ou método de Credê . mal-estar. neurológico. ovários e meninges. A gestante afetada pode contaminar o nascituro durante o parto. através da administração de antibióticos. as maternidades realizam a credeização ou método de Credê. do tipo gonococo. e o seu portador manifestará sinais e sintomas de comprometimento ósseo. Outros sintomas: febre baixa. Se o indivíduo acometido durante a fase secundária da sífilis não for assistido. preferencialmente a penicilina Benzatina ®. causando a conjuntivite gonocócica. articular. Esses testes são especialmente úteis quando o portador se encontra na fase latente da doença e não apresenta sinais e sintomas de infecção. Manifestam-se cerca de 2 a 10 dias após o contágio. Já o nome gota militar foi dado devido ao seu grande acometimento por militares. que são atingidos porque o gonococo pode subir através do trato urinário e se disseminar pelos sistemas linfático e circulatório. articulações. podendo levar à morte. pela manhã.

as orientações são semelhantes. Devido à semelhança entre as manifestações das uretrites não-gonocócicas e a gonorréia. orientação ao portador de sífilis trocar regularmente as roupas íntimas higiene habitual com água e sabonete lavar as mãos antes e após o uso do vaso sanitário não coçar os olhos. Condiloma acuminado Doença infecciosa causada por um vírus chamado HPV (papilomavírus humano). O mais comum desses agentes é a bactéria Chlamydia trachomatis. gerando sérios desconfortos. Há saída de secreção purulenta do meato uretral no indivíduo acometido pela doença. pois isto pode transportar o gonococo dos genitais para a mucosa ocular não ingerir bebidas alcoólicas. podendo ocasionar infertilidade. também conhecida como crista de galo ou verruga genital. pois estas irritam ainda mais a mucosa uretral não manter relações sexuais encaminhar o(a) parceiro(a) para tratamento na unidade de saúde Uretrites não-gonocócicas As uretrites não-gonocócicas compreendem um conjunto de uretrites sintomáticas causadas por microrganismos que não o gonococo. causando dor e ardência ao urinar. O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. sexual na maioria das vezes. O diagnóstico considera o quadro clínico do portador e a ausência de gonococo no exame de amostras uretrais. disponíveis nas unidades de saúde para o portador e seu parceiro. com ênfase na higiene do indivíduo e no correto seguimento do tratamento. Para seu tratamento utilizam-se antibióticos. após a multiplicação do HPV nesses locais. Quando ocorrem complicações devido ao acometimento de outros órgãos pelo gonococo. entre 3 e 4 meses após a transmissão. a hospitalização é indicada e o tratamento passa a ser direcionado em função do sistema atingido.O diagnóstico da gonorréia é feito com base no quadro clínico. O avanço das uretrites não-gonocócicas pode desencadear conseqüências em todo o corpo. principalmente a doença inflamatória pélvica (DIP) em mulheres. Os parceiros sexuais também devem ser tratados. . embora possa ser utilizado método complementar de exame de amostras de secreção uretral. Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas verrugas nas regiões genital anal e perianal.

que eliminam a clamídia. Essa lesão regride espontaneamente. com cauterização química (por podofilina ou ácido tricloroacético) ou térmica (criocauterização). A terceira fase caracteriza-se pelo desenvolvimento de seqüelas que ocorrem principalmente quando o linfogranuloma afeta a região anal. a doença manifesta-se em três diferentes fases. A lesão secundária ocorre quando após alguns dias. pode haver a necessidade de ser retirada cirurgicamente. determinando o acompanhamento regular daquelas que já foram contaminadas por ele. passar desapercebida. assim. Sobre a região aumentada. essas verrugas podem crescer e unir-se umas às outras. É importante atenção a outras queixas. adquirindo o aspecto de uma couve-flor. Linfogranuloma venéreo Também chamada de doença de Nicolas-Favre. Quando afeta a gestante o crescimento das lesões pode obstruir o canal vaginal. que poderá ser estendido ao parceiro. A lesão primária. atinge apenas um lado. causando dor. é uma doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual. com o cuidado necessário para não agredir as lesões. indolor. Geralmente. ou seja. muitas vezes despercebidas. Porém. Seu tratamento é feito em ambulatório. A exemplo da sífilis. há a abertura de lesões. causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. chamada de lesão de inoculação. surge cerca de 1 a 4 semanas após a transmissão.Com o passar do tempo e sem tratamento adequado. febre e artralgias. O doente não deve manter relações sexuais durante o tratamento. A ocorrência de infecção pelo HPV também aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de colo uterino. O diagnóstico do condiloma acuminado ocorre por exame clínico. quando a lesão cresce demasiadamente. podendo levar à . podendo sua localização ser pouco visível nos homens e mulheres e. pois podem estar presentes outras patologias associadas. atingindo o parceiro sexual. podendo ser complementado com biópsia. Sua entrada no organismo ocorre através de lesões na genitália. levando à necessidade da realização de cesariana. Orientações ao cliente: a realização da higiene com água e sabonete comum. a clamídia alcança os gânglios e o portador desenvolve uma linfadenopatia regional. há um aumento dos gânglios na região ingüinal. É geralmente pequena. com saída de secreção purulenta e vários orifícios.

que se rompem dando origem a úlceras e. Ao ser reativado. Tal secreção contém vários hemófilos. O tratamento é realizado com antibióticos. Sua principal característica é o surgimento de várias lesões. Usualmente provoca lesões nos órgãos genitais. Herpes genital É causada pelo Herpes simplex vírus (HSV). Antes do surgimento das lesões. o quadro clínico é semelhante ao da primeira infecção. com facilidade para o sangramento. podendo ser auxiliado com a realização de exames complementares. a crostas. agravando o quadro clínico de seu portador. febre e imunodepressão. quando a lesão da glande encosta na coxa transporta a bactéria. pode haver sensação de ardor e prurido local. estímulo à adesão ao tratamento e encaminhamento do parceiro à consulta na unidade de saúde. quando o hemófilo atinge os gânglios. por autoinoculação. O HSV. como a cultura da clamídia e o exame bacteriológico direto. embora possa provocar lesões em qualquer parte do corpo. cerca de 3 a 14 dias após o contágio. O contágio pode ser sexual ou por contato com fômites. Podem levar ao desenvolvimento de linfadenopatia ingüinal unilateral (bubão). causa lesões vesiculosas. ou seja. ao multiplicar-se na pele ou mucosa da genitália. entre outros fatores. e ao aparecimento de lesões sobre os bubões. É aconselhável a drenagem linfática como forma de alívio à dor. de fundo irregular coberto de secreção fétida e amarelada. Cancro mole Causada por uma bactéria chamada Haemophilus ducrey. depois.obstrução do ânus e à formação de fístulas e causar infecção disseminada por outros órgãos e tecidos pélvicos e abdominais. em forma de pequenas bolhas agrupadas. de contágio exclusivamente sexual. Orientação aos clientes incluem: abstenção de relações sexuais. Seu diagnóstico é feito a partir do quadro clínico e exame de esfregaço da lesão. entre 2 e 5 dias após o contágio – que ocorre pelo contato com a secreção que sai das lesões do parceiro sexual. porém mais brando. exposição à radiação ultravioleta (luz do sol). É comum surgirem lesões nas coxas dos homens doentes. O diagnóstico considera o quadro clínico. As recorrências de ativação do vírus estão ligadas ao estresse do portador. dos tipos I e II. O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. higiene cuidadosa da genitália. surgindo uma nova lesão. o que torna fácil a transmissão. As lesões são dolorosas. As lesões regridem espontaneamente e o vírus permanece no organismo em estado latente. .

apresentam odor fétido. vermelhidão e edema da vulva e corrimento branco. múltiplos ou únicos. o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas. A herpes não tem cura. Candidíase (monilíase) É uma das DST mais freqüentes. não manter relações sexuais enquanto estiver em tratamento. como a citologia. transmitida pelo contato com as ulcerações presentes no doente. dentre outras. Caracteriza-se pelo aparecimento de nódulos subcutâneos. uso de medicação imunossupressora e hábitos de higiene inadequados. e por ulcerações. encaminhar os parceiros sexuais para tratamento. Alguns médicos prescrevem vacinas específicas para estimular a defesa do organismo. e se manifesta mediante condições de desequilíbrio da flora vaginal. não compartilhar roupas íntimas. O tratamento é feito com a utilização de antibióticos. que surgem quase sempre nas regiões de dobras e na região perianal. com sua superpopulação. . O diagnóstico pode ser feito através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. sem cheiro e espesso. Orientações ao cliente: passar a ferro o forro das roupas íntimas. Donovanose É uma DST encontrada em países de climas tropical e subtropical. ardor ou dor ao urinar. Aids. Podem ser usados antibióticos. sem causar sintomas em 10% a 20% das mulheres. até que o episódio acabe. em material coletado através de biópsia. utilizar apenas sabonetes neutros na higiene íntima. O tratamento é realizado com a utilização de antifúngicos. produza os sintomas de candidíase. O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e na realização de pesquisa pelos corpúsculos de Donovan. portanto. É causada por uma bactéria denominada Calymmatobacterium granulomatis. É causada pelo fungo Candida albicans. que habita a mucosa vaginal. como o Brasil. aspecto vermelho vivo e fácil sangramento. indolores. o que dificultaria a reativação do vírus. não enxugar a vulva com rispidez após usar o vaso sanitário. Orientações ao cliente: higiene cuidadosa da genitália e abstenção sexual durante o tratamento da doença. como gravidez. diabetes. As principais manifestações clínicas incluem prurido vulvar. A presença dessas condições permite que o fungo se multiplique e. com a drenagem das lesões e o uso de antivirais tópicos. Essas ulcerações.O diagnóstico é feito basicamente através do exame clínico. no caso de complicações como a infecção das lesões por bactérias.

afirma-se que mais de 50% das mulheres portadoras são assintomáticas. da mulher portadora desses microrganismos trazendo restos de fezes para a mucosa genital. tratando-se de uma infestação de piolhos nos pêlos da região genital. . o que pode provocar até ulcerações na pele sob os pêlos e conseqüente infecção destas pelas bactérias presentes nas mãos/unhas e nos próprios piolhos. O tratamento é feito à base de antifúngicos. que pode ser transmitida através das relações sexuais. O tratamento é feito com uso de sabonetes especiais à base de permetrina. Giardíase e amebíase A giardia e a ameba são protozoários freqüentemente presentes no trato intestinal. É causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. ardência e prurido na região genital. de uma espécie diferente daqueles que infestam os cabelos e o corpo. assintomático ou não. A disseminação se dá por hábitos de higiene inadequados.Tricomoníase Trata-se de uma doença muito mais freqüente nas mulheres do que nos homens. de odor fétido. sendo mais freqüentes entre as mulheres. No entanto. de cama e de banho utilizadas sejam trocadas constantemente e fervidas.como compartilhar roupas íntimas. e a convivência estreita em locais com más condições de higiene. especialmente na região do púbis. Recomenda-se que as roupas íntimas. Pode ser causada pela higiene incorreta. espesso. procurando-se retirar os piolhos e lêndeas dos pêlos. e não na vagina ou pênis. que atinge a mucosa genital após relação sexual com indivíduo portador. Pediculose genital É conhecida como “chato” ou ftiríase. consiste na verificação da concentração da coceira nos pêlos.Isso ocasionará infecção vaginal ou uretral. de cama e toalhas. transportando os parasitas. O Phtirus pubis. O diagnóstico da pediculose. Diagnóstico ocorre através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. dor no ato sexual (dispareunia). pós evacuação. quando se fixam na pele para sugar o sangue do indivíduo. também causa intenso prurido. embora os piolhos circulem livremente e possam causar prurido também nessas regiões. enfatizando-se a higiene íntima. onde tanto podem passar sem causar qualquer sintoma como podem levar à ocorrência de distúrbios diarréicos severos e importantes. O doente apresenta corrimento amarelado. agente da pediculose genital.

folders e manuais pelo Ministério da Saúde. com vistas à eliminação da sífilis congênita. ou pela distribuição de cartilhas. triagem e referência dos pacientes com DST e seus parceiros às unidades básicas de saúde. . A pesquisa dos parasitas nas fezes é essencial para determinar a escolha correta do tratamento. é necessário que os profissionais estejam preparados para realizar uma forma de abordagem denominada aconselhamento. o Ministério da Saúde estruturou programas cujas ações se baseiam na prevenção da ocorrência de novos casos. disponíveis na rede básica de serviços de saúde. O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados ou mesmo pela detecção dos parasitas após a realização de exame preventivo ginecológico. Ações de atenção básica frente às DST/AIDS Objetivando alcançar o controle das DST/AIDS. essas ações são concretizadas através da realização de várias atividades. é importante realizar: busca de portadores assintomáticos de DST durante a realização de atividades ligadas à discussão da sexualidade. e aprofundem seus conhecimentos. para rastreamento com o teste VDRL. Sugerimos a todos que acessem o portal do Ministério.saude. Na rede básica de saúde. e seu encaminhamento para o atendimento adequado. No nível das ações de atenção básica. a quem damos o devido crédito. • • • • • Durante todo o processo que envolve desde a captação até a assistência a um portador de DST/AIDS. os esforços dos profissionais de saúde devem estar comprometidos com trabalhos de educação em saúde que estimulem os indivíduos à reflexão sobre como as condutas sexuais por eles adotadas podem estar influenciando o aumento do risco de se contrair DST/AIDS. atividades de educação em saúde e aconselhamento pré-teste anti-HIV para todos os portadores de DST e gestantes. Na unidade de saúde ou na comunidade.Sua transmissão também pode ser facilitada pela realização de sexo anal. A prática de sexo anal seguida de sexo oral favorece o processo de transmissão da giardíase e amebíase. que é feito utilizando-se antibióticos bastante potentes. sem utilização ou troca de preservativos. www. através deste endereço eletrônico. encaminhamento das gestantes ao pré-natal. para manejo adequado. seguido de sexo vaginal. que pode ser individual ou em grupo.br. na detecção precoce e no tratamento oportuno para os portadores de DST/AIDS e seus parceiros.gov. Grande parte dos dados contidos nesta apostila são provenientes de material disponibilizado.

Também não é verdade que uma pessoa não possa ter DST mais de uma vez. O aconselhamento. • não compartilhar seringas e agulhas com outros usuários de drogas injetáveis. o ato sexual já pode ser iniciado. em todas as relações sexuais que envolvam sexo oral e penetração vaginal ou anal. Nesse momento. a não ser aqueles à base de água. Não usar cremes ou loções. por serem seguras e proporcionar a prevenção das DST/Aids: • uso de preservativos. para não formar bolha de ar durante sua colocação. desde que bem conduzido. descartando-a no lixo. Em caso de detecção de alguma alteração. utilizar uma nova camisinha. encontram-se disponíveis nas unidades de saúde e apresentam baixo custo quando adquiridos em estabelecimentos comerciais. Prevenção é o melhor remédio e informação é o melhor elemento de defesa contra as DST/Aids é a informação. Essa ponta é que vai acumular o sêmen expelido durante a ejaculação. • Para cada ato sexual. o que pode causar seu rompimento. • Encaixar a camisinha na ponta do pênis ereto. como homossexuais. • auto-exame dos genitais. para diminuir as chances de transmissão de DST. é capaz de reduzir o estresse do cliente e melhorar os índices de adesão ao tratamento. Condutas recomendadas. profissionais do sexo ou usuários de drogas injetáveis. objetivando diminuir o risco de contaminação de DST/AIDS. • Apertar a ponta da camisinha. desenrolar a camisinha até a base do órgão e largar sua ponta. constante discussão sobre a redução de riscos para DST/Aids e adoção de práticas sexuais seguras. • fazer higiene após o ato sexual. É importante desmistificar a idéia de que apenas alguns grupos populacionais. todas as oportunidades que surgirem para a realização de atividades junto à população exposta ao risco de contrair e/ ou transmitir essas doenças devem ser aproveitadas. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. para não correr o risco de estragar a camisinha. procurando utilizar apenas materiais descartáveis. deve-se procurar os serviços de saúde. • redução de parceiros sexuais. Assim. Além de serem de fácil utilização.O aconselhamento exige profissionais devidamente capacitados pois este consiste em apoio emocional e educativo. com o auxílio de um espelho. Instruções para o uso correto de preservativos femininos . retirar a camisinha e dar um nó em sua abertura. estão expostos às DST/AIDS. • Após a ejaculação. Instruções para o uso correto de preservativos masculinos • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. enquanto o pênis ainda estiver ereto.

descartando-a no lixo. É importante trocar a camisinha em cada relação sexual. Drogadição – é a dependência de um indivíduo em relação a uma substância química. Exemplos: dependência de cocaína. As atividades desenvolvidas nas unidades básicas de saúde objetivam a captação dos clientes hipertensos e diabéticos pela adoção de uma estratégia de verificação dos níveis de pressão arterial em qualquer indivíduo assistido cuja idade . • a drogadição. Esse aro é que vai ser encaixado em volta do colo uterino. em geral. Ajustar o aro externo (mais largo). A relação de doenças denominadas crônico-degenerativas ou modernas é bastante abrangente. as doenças cardiovasculares (DCV) e o Diabetes mellitus serão especialmente estudadas. Apertar o aro interno (o mais estreito) e introduzi-lo no canal vaginal. Essas doenças podem ser prevenidas se houver ações educativas que trabalhem com a perspectiva de modificar o estilo de vida pouco saudável. não é mais necessário segurar o aro externo da camisinha. segurando-o até a primeira penetração. mas a hipertensão arterial. os fatores relacionados à sua ocorrência são semelhantes e.• • • • • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. impedindo o deslocamento da camisinha durante o ato sexual. • o aumento da idade da população. devido às altas taxas de sua incidência e prevalência em nosso país. • o sedentarismo. também chamada droga. Durante o ato sexual. normalmente decorrente de seu uso abusivo. encontram-se presentes de forma associada. Após a ejaculação do parceiro. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. • os distúrbios dietéticos. • a ocupação ou o trabalho dos indivíduos. retirar a camisinha. Fatores associados às doenças crônicas não transmissíveis • estresse decorrente da industrialização e do desenvolvimento econômico. para não correr o risco de estragar a camisinha. outros 30% seriam evitados com o combate ao sedentarismo. maconha. estima-se que metade dos casos novos poderia ser evitado com o controle do excesso de peso. Doenças crônicas não transmissíveis Estratégias para o controle das doenças crônico-degenerativas As atividades relacionadas ao controle da hipertensão arterial e do diabetes são operacionalizadas através do Programa Nacional de Controle da Hipertensão Arterial e Programa Nacional de Controle do Diabetes. Além disso. Para o diabetes. álcool. • o consumo de álcool. • o tabagismo. • a obesidade.

entre outras medidas. praças e escolas. As atividades de educação em saúde em grupo favorecem o esclarecimento de dúvidas comuns a todos e a reflexão em conjunto sobre os estilos de vida que poderão trazer maiores benefícios para todos. Muitas equipes do Programa Saúde da Família optam por organizar e participar de eventos com atividades extramuros. urinálise. como tabagismo. A nãoadesão ao tratamento é fator decisivo para a piora do estado do cliente. Pressão Diastólica Pressão Sistólica Menor que 85 Entre 85 e 89 Entre 90 e 99 Entre 100 e 109 Maior ou igual a 110 Menor que 90 Menor que 130 Entre 130 e 139 Entre 140 e 159 Entre 160 e 179 Maior que 180 Maior ou igual a 140 Tipo de Hipertensão Arterial Normal Normal limítrofe Hipertensão leve (estágio 1) Hipertensão moderada (estágio 2) Hipertensão grave (estágio 3) Hipertensão sistólica isolada Campanhas de verificação de glicemia capilar ou de verificação de glicosúria são boas estratégias para a captação de clientes diabéticos. hipoglicemiantes orais. os clientes submetem-se a avaliações periódicas que. solicitados de acordo com o problema apresentado. utilizando-se de drogas. campanhas. insulina injetável). cartazes. através de dietas e atividade física. sedentarismo e outros. É importante sensibilizar o cliente para a importância da adesão ao tratamento. seja com discussão em grupos. Para a confirmação de um caso de hipertensão. criando a possibilidade de discutir as modificações que produzirão benefícios para a saúde.seja maior ou igual a 20 anos. bioquímica do sangue. além da pressão arterial. . Os clientes passam a receber os medicamentos necessários ao controle das doenças (drogas hipotensoras. detectando fatores relacionados à ocorrência de hipertensão e diabetes. que deve ser informado quanto à possibilidade de complicações das doenças. Os tratamentos da hipertensão arterial e do diabetes baseiam-se na adoção de medidas farmacológicas. para captar novos casos de hipertensão e diabetes. igrejas. faz-se necessário realizar três verificações consecutivas. em associações. incluem verificação de peso corpóreo e realização de alguns exames complementares. de acordo com a relação de medicamentos constantes da farmácia básica. e não farmacológicas. garantindo melhores resultados através de atividades coletivas ou individuais de educação em saúde. bem como realizar orientações coletivas para prevenir complicações e controlar essas doenças. O desenvolvimento atividades no ambiente domiciliar é estratégia para a oportunidade de observação da realidade de vida e relacionamento das pessoas. como eletrocardiograma. em dias alternados. e de verificação de glicosúria em indivíduos com idade igual ou superior a 30 anos. Uma vez inscritos nas atividades dos programas. dieta inadequada.

• restrição do consumo de carboidratos. realização dos curativos em clientes diabéticos com lesões. • necessidade de prática regular de exercícios físicos. e sempre examiná-los por dentro antes de calçá-los. os pés devem ser hidratados com uma loção. organização e participação das atividades em grupo. orientação. verificação dos níveis de glicemia capilar. as atividades ao ar livre são bem-vindas. aferição do peso para auxiliar no seu controle. organização da agenda para o retorno dos clientes às consultas necessárias ao seu acompanhamento. que devem ser mantidos limpos e secos. Intersetorialidade: conceito e dinâmica político-administrativa do município Em 1978.Quanto mais descontraídos estiverem os participantes. tabagismo. Nesse sentido. a saúde foi reconhecida como fenômeno de determinação intersetorial e direito de todos. . após o banho. • preferencialmente. pesquisando-se a existência de feridas ou cortes não anteriormente percebidos. pois oferecem oportunidades de lazer associadas à promoção da saúde. • ingestão de dieta pobre em sal e gorduras e. • cuidados com os pés dos clientes diabéticos. Medidas terapêuticas não-farmacológicas • restrição ou eliminação de hábitos pouco saudáveis (alcoolismo. • para os diabéticos insulino-dependentes: cuidados na conservação e na autoadministração de insulina. acompanhamento da auto-administração de medicamentos via oral ou injetáveis. • os pés devem ser atentamente examinados todos os dias. usar sapatos fechados. Os profissionais que atuam nos programas de controle do diabetes e hipertensão devem desenvolver os seguintes cuidados: verificação da pressão arterial. • ao observar qualquer alteração na coloração dos pés ou ferimento. tal fato deve ser notificado ao profissional que acompanha o caso. As práticas de saúde dão ênfase às ações ligadas às condições de vida de pessoas e coletividades. evitando passá-la entre os dedos (para evitar a umidade). melhor será o andamento das atividades. no caso do diabetes. realização de visitas domiciliares aos clientes faltosos ou necessitados de cuidados domiciliares.confortáveis. • manutenção de peso corpóreo próximo ao ideal. drogadição). • redução do consumo de café. • inclusão de atividades de lazer no cotidiano. na Primeira Conferência Internacional sobre a Atenção Primária em Saúde.

recolhimento de lixo.A concepção ampliada de saúde e a compreensão de que as ações de outros setores têm efeitos sobre a saúde individual e coletiva possibilitaram o surgimento de outras perspectivas de promoção e de cuidado à saúde. para enfrentar problemas complexos. a defesa pública.2000) . limpeza de terrenos baldios. portanto. na descoberta da possibilidade de agir . em suma é possível perceber que o nível de saúde de uma população depende da ação de diversos setores que atuam na sociedade. a violência é um sintoma social que merece uma intervenção articulada. às ações. É uma nova forma de trabalhar. Envolve a criação de espaços comunicativos. de governar e de construir políticas públicas que pretende possibilitar a superação da fragmentação dos conhecimentos e das estruturas sociais para produzir efeitos mais significativos na saúde da população. Por exemplo. tendo por base a promoção de saúde e a melhoria da qualidade de vida. é a articulação entre sujeitos de setores sociais diversos e. coletivo. “Como processo organizado. Da mesma forma algumas doenças para serem prevenidas necessitam de saneamento básico. que pressupõe o respeito à diversidade e às particularidades de cada setor ou participante. Busca-se a ação de diversos órgãos como a polícia. setores diversos do município. por meio da atuação para mudar positivamente os elementos considerados determinantes do processo saúdedoença.“(Campos. com maior potência. compete ao Estado a integração e a efetivação de políticas sociais. Depende de uma ação deliberada. a ação intersetorial não é um processo espontâneo. que juntos estabelecerão estratégias de prevenção. de saberes. controle e vigilância no sentido de diminuir as causas que levam a violência. poderes e vontades diversos. na construção de sujeitos. Portanto. Ações que não necessariamente implicam na resolução ou enfrentamento final do problema principal. órgãos de educação. Para alcançarmos melhores indicadores na área da saúde. mas que implicam na acumulação de forças. A intersetorialidade é a articulação entre os diferentes setores que executam políticas públicas para planejamento conjunto dos problemas da população. a capacidade de negociação e também trabalhar os conflitos para que finalmente se possa chegar. precisaremos desenvolver uma ação integrada com os demais setores que executam políticas públicas Diante de um enfoque intersetorial. sendo que o setor saúde é apenas um dentre eles.

a percepção muito clara do impacto de ações não especificamente setoriais sobre a saúde (saneamento básico. doenças que fazem com que os adultos faltem ao trabalho ou rendam pouco. Um fator contribui para que a saúde provoque mais enfaticamente as articulações intersetoriais é a constatação diária dos limites do setor para enfrentar os problemas de saúde. Além disso. Alguns dos resultados concretos da ação intersetorial podem ser medidos através de indicadores de saúde. por exemplo) e da impotência setorial diante de certos problemas como a morbidade e mortalidade por causas externas. que diga respeito não só a saúde mas a todos os demais setores envolvidos. a intersetorialidade se alicerça na confluência das necessidades. etc. As pessoas são mobilizadas pelas questões concretas. Aliás. . exclusão social. que criam o espaço possível de interação e de ação. percebe-se que a consciência das limitações da ação setorial está mais clara no setor saúde. no entanto. ainda tem que se avançar muito no processo dentro da própria saúde e na sua articulação com os demais setores.Por exemplo: o esgoto a céu aberto causa uma série de doenças. Ele deve ser amplo o suficiente para despertar o interesse de todos os setores envolvidos como: qualidade de vida. deve ter relação com algum fato concreto que mobilize a todos. que impede as crianças de ir a aula. Assim. São os problemas palpáveis. O tema do problema a ser resolvido é que define a possibilidade de uma ação intersetorial. Um sistema social e político saudável.Envolve. é fundamental a produção de resultados. também. aqueles que estão prejudicando a todos e portanto criam em todos o interesse de que sejam resolvidos. perceptíveis para retroalimentar setores e pessoas participantes e evitar o desânimo e o abandono da linha conjunta de ação. A intersetorialidade é um instrumento poderoso. meio ambiente. sejam palpáveis. acessibilidade. entre tantos outros. como já colocado. de enfrentar problemas concretos. pois. a expectativa de maior capacidade de resolver situações. que ainda que parciais. drogas. visíveis. ou seja. um verdadeiro circulo vicioso que prejudica a todos. necessita de ações educativas associadas a ações gerenciais e econômicas. de efetividade e de eficácia. reais. muitas das iniciativas intersetoriais têm partido ou contam com uma participação ativa importante de atores oriundos do setor saúde. das pessoas e setores. fazem com que o setor saúde esteja mais mobilizado em propor a ação e a articulação intersetorial. A compreensão da determinação social do processo saúde-doença. violência . De modo geral. urbanização. faz com que a comunidade seja invadida por ratos e mosquitos que por sua vez transmitirão outros tipos de doença. ou fazem com que elas se tornem fontes de disseminação das contagiosas no ambiente escolar.

Trata-se de uma mudança de estratégia. o saber anterior individual ou coletivo do grupo que se pretende educar. a investigação. Uma discussão saudável que permite aos demais não só opinarem naquele caso concreto. a forma como enxerga uma situação. e o assunto é colocado em discussão. a discussão de temas pertinentes àquele grupo. mas colocarem suas vivências. Trata-se de uma estratégia de construção da participação popular no redirecionamento da vida social. o que esta incomodando e oprimindo e propicia ao interlocutor o prazer de descobrir as respostas ao problema. Um elemento fundamental do seu método e o fato de tomar. procura problematizar. diferenças e interdependência. educação e comunicação: conceitos. O indivíduo coloca seu conhecimento. suas experiências. como ela o atinge e aos seus. em uma discussão aberta. a forma como lidam ou lidariam com aquilo.Informação. ao invés de procurar difundir conceitos e obrigar a comportamentos que considere corretos. A educação popular busca trabalhar a participação popular em um processo de aprendizado coletivo. mas a ampliação dos espaços de interação cultural e negociação entre os diversos atores envolvidos em determinado problema social para a construção coletiva do conhecimento e da organização política necessária à sua solução. como forma de promover o crescimento da capacidade de analise critica sobre a realidade e o aperfeiçoamento das estratégias de luta e enfrentamento dos problemas inerentes àquela comunidade. Fazer entender o mecanismo é bem mais produtivo do que Formas de aprender e ensinar . A melhor forma de aprender é trocando experiências. o detentor do conhecimento a ser transmitido. a pesquisa. Educação Popular não e o mesmo que educação informal. . como ponto de partida do processo pedagógico. incentivando a troca de experiências. Este processo enfatiza não a simples transmissão de conhecimento.

confiante.simplesmente impor. Nesse processo a educação visa que as pessoas e os grupos sociais assumam maior controle . se abster de algo. tende a gerar frutos excelentes. A Educação Popular é um instrumento metodológico fundamental no sentido da construção de um processo de atenção à própria saúde e à saúde integral do grupo comunitário em que se esta inserido. Pois se o indivíduo entender os motivos pelos quais deve. Essa valorização do saber e dos valores do educando permite que ele se sinta tranqüilo. Este processo de educação da saúde em contexto. não basta que o conteúdo discutido seja do interesse do indivíduo. respeitando e adequando os conhecimentos populares. Na educação popular. ele aceitará genuinamente a privação encarando-a como forma de solução de um problema. de forma a buscar a confiança e a integração com a comunidade. e mantenha suas iniciativas. A educação popular é um instrumento de construção de uma ação de saúde mais integral e mais adequada à vida da população. provenientes do respeito e do livre convencimento. por exemplo. sendo fundamental que o processo de discussão não se coloque de cima para baixo.

sobre a própria saúde e suas vidas e em que a racionalidade do modelo biomédico dominante seja transformada em práticas do dia-a-dia. O indivíduo passa a viver em prol da própria saúde, pois incorporou os hábitos necessários para mantê-la, não como uma imposição, mas por consenso. Nesse sentido, a Educação Popular não e mais uma atividade a ser implementada nos serviços, mas uma estratégia de reorientação da totalidade das praticas executadas na comunidade, na medida em que investe na ampliação da participação da população, que uma vez, dinamizada, passa a questionar e reorientar tudo.

Cultura popular e sua relação com os processos educativos
“Colocar a educação popular como uma estratégia política e metodológica na ação do Ministério da Saúde permite que se trabalhe na perspectiva da integralidade de saberes e de praticas, pois proporciona o encontro com outros espaços, com outros agentes e com tecnologias que se colocam a favor da vida, da dignidade e do respeito ao outro. Trabalhar com a educação popular em saúde qualifica a relação entre os cidadãos, definidos constitucionalmente como sujeitos do direito à saúde, pois pautase na subjetividade inerente aos seres humanos”. (MS- caderno de educação popular e saúde) A primeira medida a ser tomada ao assumir a estratégia de interligar a educação e saúde na comunidade, é buscar contato com a cultura local e o imaginário popular para a definição para a definição de formas de atuação.

Antes de tudo o ASC deve ouvir. É através de uma escuta sensível e afetiva que o profissional ganha a confiança da pessoa e aprende mais sobre a comunidade. Seus anseios, suas crenças, suas convicções. O passo seguinte, nas palavras de Paulo Freire, é “desmontar a visão mágica”. Isso significa desestruturar alguns conceitos para construir outros.

Medidas empíricas - são medidas empregadas sem comprovação científica de sua eficácia. Em muitas regiões do país, as pessoas amarram fitas vermelhas no pescoço quando pegam caxumba, por exemplo.

O processo deve ser cauteloso para não ferir egos. O ideal é fazer com que a pessoa chegue as conclusões esperadas sozinha, através de um processo de raciocínio orientado de forma suave, mas, firme. Partir de situações concretas é uma boa técnica. As rodas de conversa são bastante eficazes para isso, pois o assunto é debatido de forma plena, abrindo várias oportunidades para a intervenção sutil e para o redirecionamento que pode ser feito através de uma simples pergunta.

Não dá pra beber água fervida... ela é muito “pesada”

Já experimentou “bater a água” antes de beber?

.

Feita a pergunta, cria-se a dúvida. Existindo dúvida cria-se a oportunidade de aprendizado, que pode até mesmo ter desdobramentos práticos. É fundamental estar com o outro, aprender com o outro. A troca é importantíssima no processo. Admitir que atitudes da comunidades estão certas e que aquele pode sim ser o melhor procedimento, ainda que não científico. Trata-se de unir a teoria e a prática. Da mesma forma, é preciso assumir a ingenuidade do indivíduo em relação ao tema, ao problema ou ao próprio procedimento de promoção de saúde, eles não conhecem a realidade que queremos mostrar, temos que conhecer a dele, para estabelecermos as pontes de comunicação.

Algumas formas utilizar a cultura popular no processo educativo Construir novos processos de trabalho que incorporem o saber popular Produção de saúde e co-produção de autonomia, capacidade de pessoas e coletividades compreenderem e agirem sobre si mesmos e sobre os contextos cotidianos. Expressões artísticas como forma de divulgação de informações e de compartilhar sentimentos e verdades do contexto local Comunicação como ação que implica na integração social

Participação e mobilização social: conceitos, fatores facilitadores e/ou dificultadores da ação coletiva de base popular
A Constituição Federal do Brasil garante ao cidadão o direito de ser assistido em suas múltiplas necessidades, mas este mesmo cidadão precisa estar consciente de sua responsabilidade na busca por melhores condições de vida. As visitas são instrumentos de trabalho preciosos no cuidado estratégico da saúde das famílias, devendo ser utilizadas nas mais diferentes formas de acompanhamento de seus membros, em suas situações peculiares de saúde-doença e nos diferentes momentos de seu ciclo vital. A visita é essencial ao processo de vigilância à saúde, tendo por finalidade acompanhar a situação de saúde de cada membro da família, esperando-se a produção de resultados positivos através da antecipação de diagnósticos personalizados, do atendimento e de maior orientação ao indivíduo e sua família. Por outro lado, é preciso ponderar que o desenvolvimento de ações no domicílio aproxima o trabalho profissional da dinâmica de vida das famílias, colocando em cena seus modos de lidar com a vida e os problemas de saúde, questões de subsistência, aspectos religiosos e culturais, afetividades e outras subjetividades, que implicam em desafios para os profissionais. Nesse sentido, as famílias que se encontram em situação de maior vulnerabilidade devem ser apoiadas intensivamente. A linha de separação entre o cuidado e atenção intensiva a intromissão é tênue, existindo relatos de pessoas que acreditaram que esta barreira foi ultrapassada, seja pelo excesso de zelo do profissional, seja pela conduta equivocada do profissional. É essencial, que as especificidades dos cuidados direcionados a

de influenciar as pessoas à sua volta. A diferença de posicionamento frente a uma questão. captador de notícias e corretor. são elas que efetivamente fazem a comunidade funcionar. O ACS deve procurar detectar quem são os verdadeiros lideres da comunidade. que envolve a capacidade de um indivíduo. Reconhecer os problemas sempre foi uma função dos profissionais de saúde. Não poucas vezes o líder eleito não tem o real poder de fazer com que as coisas aconteçam. Sob risco das políticas tornarem-se medidas não apropriadas para a população. tipos e processos de constituição de lideres populares Por conhecerem os membros da comunidade. Lideranças: Conceitos. Existem quatro pessoas a quem se dá os nomes de: porteiro. Liderança é um fenômeno de grupo. Outro aspecto muito importante na organização dos programas e na prática em saúde coletiva é a identificação das necessidades sentidas pela população-alvo. bloqueando-se a ação direcionada a necessidades mais abrangentes e à produção de autonomia. proposta pela política de atenção básica. motivando-as e compactuando-as em torno de um determinado objetivo comum. porém é necessário identificar o que a população considera problema e quais são os mecanismos para o seu enfrentamento. A idéia de monitoramento da saúde-doença. seja dos seus membros ou da família como um todo. o líder comunitário. zelador. não deve se consolidar como uma prática de controle sobre a vida e os comportamentos em saúde das pessoas. os Agentes Comunitários de Saúde podem contribuir para desencadear um processo de envolvimento das lideranças locais na discussão sobre os problemas de saúde e seus determinantes sociais. pois estas características remetem à esperada ampliação do acesso e equidade. com soluções tecnocráticas voltadas para problemas inexistentes ou pouco importantes para a população a quem se destinam as ações.situações peculiares de saúde-doença na família não anulem a sua autonomia e viceversa. A equipe de saúde da família tem que levar em consideração este aspecto da realidade. Buscar os formadores de opinião para participarem ativamente nos processos educativos e na elaboração dos projetos de melhoria para a comunidade. . é diminuir em muito os níveis de rejeição da população alvo.

Toda comunidade tem zeladores. a consolar. ou pastores. se sua família tivesse ido viajar? Os captadores de notícia São aquelas pessoas que sabem tudo o que esta acontecendo.Os porteiros O porteiro de uma comunidade é aquele que decide se alguém será aceito. A quem você pediria ajuda em uma emergência de madrugada. Os zeladores São aquelas pessoas que os outros procuram quando estão com problemas. as ajudas. É aquela pessoa sempre pronta a ajudar. São eles que podem conseguir as coisas.. ou da industria. Falam bem e parece sempre terem argumentos para todas as situações. você gostou deles? Sim. ou “mamães” . Dona Zinha me disse que eles são muito simpáticos “Dona Zinha” é a porteira. a escutar. Uma pessoa influente que consegue controlar a maneira como os demais membros da comunidade se sentem em relação a novas pessoas e novas idéias. Aquela família nova que mudou. A quem você pediria ajuda se o telefone do bairro não estivesse funcionando? .. a aconselhar. gostei. ou da diretoria do clube. São sempre os primeiros a ficarem sabendo quando algo acontece. se passará pela “porta”. Quem seria a pessoa ideal para tentar explicar algo a alguém e evitar uma discussão desnecessária? Os corretores O corretor tem relações com amigos pessoais de pessoas-chaves do governo.

As pessoas com necessidades especiais apresentam deficiências internas. visuais e múltiplas. físicas. muitas delas dependentes de tecnologia para manutenção da vida. relacionadas a doenças crônicas. auditivas. distúrbios genéticos ou enfermidades degenerativas. com necessidade de equipamentos. Pessoas portadoras de necessidades especiais.A importância de localizar e captar estas quatro pessoas consiste em dois motivos: • Elas tem as habilidades necessárias para organizar a comunidade. adaptações. fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano. Deficiência A perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica. incentivar as mudanças e mobilizarem a comunidade. Deficiência permanente É aquela que não permite recuperação ou alteração apesar do aparecimento de novos tratamentos. Incapacidade É a redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social. por já estar sedimentada pelo tempo. medidas facilitadoras de inclusão social e direitos legais Na denominação de indivíduos com deficiência física estão incluídos os portadores de dificuldades mentais. Portadores de deficiência: Deficiente físico – é o portador de alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano acarretando o comprometimento da função física. abordagem. Deficiente auditivo – é o acometido de perda parcial ou total da audição Deficiente visual – é aquele que possui diminuição da acuidade visual. • As pessoas da comunidades irão ver se elas estão boicotando ou participando dos projetos antes de tomarem suas próprias decisões em relação a aderir ou não. . meios ou recursos especiais.

em 1984. utilização da comunidade. É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio e/ou de suporte. Habilidades adaptativas Comunicação. Deve conversar com a família sobre como lidar com as dia.redução do campo visual ou ambas. do adolescente. cuidado pessoal. tentando evitar o abandono e os maus tratos. orientação nutricional. atuais e condizentes com o contexto cultural da família Procurar apoio nas políticas públicas voltadas para o grupo Saúde da criança. saúde. Estimular a família a incluir o portador de necessidades especiais nas atividades sociais Valorizar o lazer. sendo a disfunção presente desde antes dos 18 anos e do associada a limitações em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas. Deficiência múltipla – quando ocorrem associações de duas ou mais deficiências. como limitações dos membros portadores de deficiência. Deficiente mental – é aquele cuja função intelectual é significativamente inferior à média. segurança. aleitamento materno. O ACS deve oferecer orientações necessárias para que a família saiba superar os obstáculos do dia-a-dia. iniciou a reestruturação do atendimento às necessidades da saúde da criança com cinco principais focos de atenção: crescimento e desenvolvimento. pessoal. . assistência às doenças diarréicas e to infecções respiratórias agudas (IRA) e imunização. habilidades acadêmicas. o contato com a natureza e os cuidados com o corpo orientar sobre as possibilidades de adaptação da casa às necessidades específicas do indivíduo fornecer informações claras. do adulto e do Idoso Saúde da criança A criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC). lazer e trabalho trabalho. habilidades sociais.

A AIDPI é uma estratégia que visa integrar as ações de promoção de saúde da criança. A guarda deste documento é responsabilidade dos pais ou responsáveis pela criança. por meio da assistência aos aspectos preventivos e curativos. É padronizado em todo o território nacional e pode ser utilizado no contexto da unidade de saúde. Os profissionais de saúde passam por treinamento específico. permite tanto o preenchimento como a interpretação de seus dados por qualquer profissional de saúde. realizado considerando os sinais e sintomas apresentados pela criança e/ou relatados por seus responsáveis. desnutrição calórico-protéica ou sobrepeso. grandes diferenças entre as condições de saúde nos meios rural e urbano e alto índices de gravidez na adolescência. A principal característica da AIDPI é a “focalização da atenção nas populações de maior risco e a revitalização do nível primário de atenção. alta prevalência de recém-nascidos de baixo peso. o que os torna capazes de avaliar rapidamente todos os sintomas da criança. O Cartão da Criança possibilita a identificação de distúrbios no crescimento. desde que orientado. informações sobre o crescimento e desenvolvimento da criança. seu estado vacinal. e os principais direitos das crianças e deveres dos responsáveis. É executada com uma abordagem por diagnóstico sindrômico. em qualquer nível de atenção. tornando-o mais resolutivo e capaz de prestar atendimento de qualidade às patologias de maior prevalência na população infantil”. ganho de peso e altura. Cartão da Criança Instrumento que permite visualizar vários aspectos ligados às ações preventivas. Além disso. destaca-se a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) e a inserção dos enfoques da saúde da criança. através do método gráfico da “curva de crescimento”. Por exemplo. que permite detectar a ocorrência de distúrbios nutricionais como baixo peso para a idade. Nas atividades desenvolvidas pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde. o . através da aferição pondero-estatural. ou nas atividades desenvolvidas pelos profissionais nos mais variados espaços sociais. sem excluir problemas importantes. ou seja. avaliar se a criança está gravemente doente ou não. se necessitará ser transferida a um hospital com urgência ou se o tratamento pode ser feito no ambulatório ou domicílio. contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Nele constam. De fácil utilização.Apesar das diretrizes acolhidas ainda temos altas taxas de mortalidade perinatal. ocorrência de agravos e condições perinatais. estão relacionados alguns dos passos do desenvolvimento esperados para a criança em determinada faixa etária.

• a pesagem periódica da criança deve ser realizada em uma balança adequada à sua idade. as se linhas de cuidado que devem ser priorizadas nas ações de saúde dirigidas à atenção à criança são: Promoção do nascimento saudável Acompanhamento do recém recém-nascido de risco Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e Imunização Promoção do aleitamento materno e alimentação saudável Atenção aos distúrbios nutricionais e anemias carenciais Abordagem das doenças respiratórias e infecciosas . além de participar da orientação. nos domicílios e coletividade. • o peso da criança será registrado diretamente no gráfico através de um ponto com a localização relacionada à idade da criança. acompanhamento e educação específica em saúde saúde. imunização e a alimentação. essa equipe estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidad cidadania. segue as seguintes regras básicas: • o primeiro peso a ser registrado deve ser o peso ao nascer. • com as sucessivas pesagens. todas as atividades contidas no cuidado à criança fazem parte do odas roteiro de abordagem da criança pelo agente comunitário de saúde/Programa de Agentes Comunitário de Saúde. desvios na alimentação. Por meio de ações educativas em saúde. O agente comunitário de saúde e equipe do Programa de Agentes Comunitários de Saúde na atenção à criança Conforme o disposto no Manual do Agente Comunitário de Saúde do Ministério da Saúde – 2001. pronta abordagem da criança com algum sinal de risco ou perigo.que auxilia no planejamento e implementação de ações que visem controlar estes o problemas. Considerando-se as principais causas de morbidade e mortalidade infantil no país. os pontos são ligados uns aos outros. O preenchimento do Cartão da Criança. na promoção da saúde e identificação de necessidades especiais em tempo oportuno. formando uns o desenho da curva do crescimento. o crescimento e desenvolvimento alterados. de acordo com a idade. por exemplo. A possibilidade de abordagem da criança nos espaços de sua vida cotidiana (domicílio e instituições de educação infantil) ampliam a (domicílio capacidade de atuação na prevenção de doenças.

encaminhando-a para o atendimento adequado (fluxo local). checar relatório de alta/cartão de pré-natal. • checar e orientar sobre o registro de nascimento. • avaliação da saúde da mãe. orientar sobre alimentação saudável no decorrer da gestação e avaliar o estado nutricional da gestante. identificar a gestante em situação de risco para amamentação e encaminhá-la para grupos de apoio ao aleitamento materno ou Banco de Leite Humano. • orientar e incentivar o aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido. acompanhar o ganho de peso no decorrer da gestação. direitos da gestante e do pai.º mês (120 dias) explicar sobre as doenças crônicas. do planejamento familiar. • orientar sobre a importância da “Primeira Semana Saúde Integral”. avaliar a mama puerperal e orientar quanto à prevenção das patologias. realizar busca ativa da gestante faltosa ao pré-natal. enfocando a importância da ordenha manual do leite excedente e a doação a um Banco de Leite Humano. hábitos saudáveis de vida. tais como diabetes e hipertensão. ofertar atenção à mãe adolescente conforme suas especificidades. ofertar o atendimento clínico e psicológico à gestante vítima de violência doméstica e sexual. ao parto normal. alertar sobre a importância da consulta de puerpério. realizar práticas educativas com incentivo ao aleitamento materno. cuidados com recém nascido. manter continuidade de visitas até o parto garantir a vinculação com a maternidade para o parto e intercorrências. No cuidado após o parto • conhecer o número de puérperas e recém-nascidos da área de abrangência para programar as ações de saúde e realizar visita domiciliar na primeira semana após o parto. Calendário de vacinação da criança IDADE Ao nascer Ao nascer VACINAS BCG-ID Hepatite B DOSES Dose única 1º dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B . orientar sobre sinais de alerta na gravidez. observar e avaliar a mamada ao peito. identificar gestantes de risco e garantir atendimento no pré-natal alto risco ao encaminhar a gestante para a UBS.No cuidado pré-natal Captar a gestante para início do prénatal até o 4.

coqueluche. rubéola e caxumba Febre amarela 2 meses 2 meses 4 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 1º dose 1º dose 2º dose 4 meses 4 meses 6 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 2º dose 3º dose 6 meses 6 meses 9 meses 12 meses 15 meses 15 meses 4 – 6 anos 4 – 6 anos 10 anos VOP (vacina oral contra pólio) Hepatite B Febre Amarela SRC (tríplice viral) VOP (vacina oral contra pólio) DTP (tríplice bacteriana) DTP (tríplice bacteriana) SRC (tríplice viral) Febre Amarela 3º dose 3º dose Dose inicial Dose única Reforço 1º reforço 2º reforço reforço reforço . rubéola e caxumba Poliomielite (paralisia infantil) Difteria. tétano e coqueluche Difteria. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria.1 mês 2 meses Hepatite B Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 1º dose Hepatite B Difteria. coqueluche. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. coqueluche. tétano e coqueluche Sarampo. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Hepatite B Febre amarela Sarampo.

assistência clínico-ginecológica (prevenção e controle do câncer ginecológico e de mama e prevenção das DST) e climatério. . processamento e leitura do esfregaço no laboratório. incluindo a assistência ao pré-natal. O câncer do colo do útero é uma doença possível de ser prevenida e curada. • avaliação do resultado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a realização de exames preventivos em pelo menos 85% da população feminina com idade superior a 20 anos. Ressaltese. parto e puerpério (ciclo gravídico-puerperal). abordando-se as várias fases de sua vida. Seu público-alvo são as mulheres entre 35 e 49 anos de idade. pois 70% dos casos diagnosticados já estão em fases avançadas. Na assistência clínico-ginecológica há especial preocupação com a prevenção do câncer de mama e do câncer cérvico-uterino. Para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do útero. quando se fizer necessário. Entretanto. o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). • descrição detalhada das atribuições de cada profissional no controle e tratamento. ainda.consiste em um conjunto de ações educativas que visam aumentar o conhecimento da população-alvo sobre o câncer de colo do útero. Todas as ações preconizadas pelo PAISM são encontradas nas áreas técnicas das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (Coordenação dos Programas de Saúde da Mulher). ser uma doença que incide mais em mulheres de baixo nível socioeconômico. em nosso país representa a segunda causa de óbitos por neoplasia em mulheres. coleta do esfregaço. • coleta de material para o exame de Papanicolau (preventivo ou colpocitológico): consiste no preparo e orientação prévia da mulher. A ocorrência destes tipos de neoplasias expressa a baixa cobertura dos exames preventivos e pouco investimento em atividades de educação em saúde. Porém. As etapas do Programa de Prevenção de Câncer do Colo do Útero (PCCU) são: • recrutamento . da adolescência à menopausa. Este programa prevê a assistência à mulher de forma integrada. planejamento familiar (ciclo reprodutivo). tratamento e acompanhamento do tratamento do câncer de colo do útero. O objetivo do programa é melhorar as condições de saúde da mulher e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade maternas. bem como treinamento e reciclagem constantes dos profissionais. o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Controle de Câncer de Colo Uterino – o qual utiliza as estratégias de ações educativas e aumento da qualidade dos serviços prestados pelo sistema de saúde. bem como nos manuais e normas técnicas elaborados pelo Ministério da Saúde.Saúde da mulher A assistência a saúde da mulher está organizada num programa do Ministério da Saúde. consideradas como a população de maior risco. estima-se que no Brasil apenas 8% a 10% das mulheres incluídas nesse grupo realizam o exame preventivo.

pelo impacto psicológico que provoca. documento que norteará a política nacional para o controle do câncer de mama. responsável por significativo número de óbitos entre mulheres adultas. provavelmente.Câncer de Mama O câncer de mama é um grave problema de saúde pública. É.9% das mulheres conheçam algum tipo de método anticoncepcional. Além disso. As questões referentes à saúde reprodutiva da mulher convergem para a abordagem sobre o exercício responsável do seu direito reprodutivo. associado à mamografia anual. Essa redução tem sido verificada em países que adotaram medidas semelhantes. Uma das recomendações do Consenso é que o auto-exame isolado deve ser adotado como medida paralela à visita a um profissional especializado. A principal e mais efetiva arma que contra ele dispomos é o seu diagnóstico precoce mediante realização do auto-exame das mamas .7% das mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) o utilizam.procedimento que permite à mulher participar do controle de sua saúde. embora 99. uma vez que possibilita a identificação precoce de quaisquer alterações das mamas. como forma de vivenciar sua sexualidade e ter liberdade sobre a escolha de tornar-se mãe ou não. com o máximo de dois anos entre os exames. apenas 76. Planejamento Familiar Segundo o Ministério da Saúde. Obtido após reuniões técnicas com 70 especialistas de todo o País.335 óbitos pela doença e o surgimento de 41. responsável pelo desenvolvimento das ações referentes ao ciclo reprodutivo. deve ser feito pelas mulheres a partir dos 35 anos pertencentes a grupos populacionais de alto risco. que consiste na avaliação de um médico. O Programa de Planejamento Familiar. orienta-se especificamente por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações. o câncer mais temido pelas mulheres. tanto por sua alta freqüência como. . Já as mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia.610 novos casos somente naquele ano. Estimativas do INCA de 2003 indicaram 9. O câncer de mama representa hoje a principal causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. sobretudo. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) apresentaram dia 02/04/2009. o exame clínico das mamas. É recomendado ainda que todas as mulheres com mais de 40 anos de idade façam o exame clínico. visto envolver negativamente as percepções da sexualidade e auto-estima. o Consenso reúne novas estratégias para detecção precoce e tratamento. o Consenso Brasileiro de Mama. como aquelas que têm história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama. que pretendem reduzir em pelo menos 20% as taxas de mortalidade pela doença no Brasil. do Ministério da Saúde.

métodos anticoncepcionais. incentivo ao aleitamento materno. inclusive a esterilização voluntária . planejamento familiar.000 mulheres morrem anualmente em alguma fase do ciclo gravídicopuerperal. a mulher deve receber atendimento clínico e esclarecimentos sobre o retorno à vida sexual. hormonais (queda progressiva dos níveis de estrogênio). O objetivo destas atividades relaciona-se à redução das complicações durante a gestação. No puerpério. Embora recente. Cerca de 3. que sejam repassadas informações sobre a anatomia e fisiologia do corpo feminino. pois neste período há uma concentração de morbimortalidade para a mãe. infecção vaginal. métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade. genitais (ressecamento da mucosa vaginal) e psicológicas (depressão). expressa em distúrbios psíquicos. que podem resultar em óbito materno e/ou fetal.meios. práticas de puericultura e direitos previstos em lei para as mães que trabalham ou contribuem com a Previdência Social.para 75 anos de idade. As ações básicas previstas neste Programa preconizam. No Brasil. Para operacionalizar essa assistência. causando mudanças metabólicas (modificações das lipoproteínas). visando promover uma vida digna nesta faixa etária. e baixa qualidade dos serviços de saúde. Normalmente. vantagens e desvantagens – tudo isto realizado através de metodologia de práticas educativas e acesso a todos os métodos. parto e puerpério (período até 6 semanas após a gestação). em média. seu funcionamento. por exemplo. ou quando há risco de vida à saúde da mulher ou do concepto. passou a ser uma necessidade devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira como um todo . Esta fase do ciclo vital feminino indica que a mulher passou da fase reprodutiva. Assistência à saúde da mulher no climatério A assistência à saúde da mulher no climatério. O climatério inicia-se gradualmente e está associado a uma série de alterações em decorrência da perda de atividade dos ovários. o que não significa o fim de sua sexualidade. o que reflete desvalorização e desrespeito à vida. entre outros sintomas. a utilização de estratégias voltadas para a assistência no puerpério devem ser rotineiramente implementadas. A assistência à mulher durante as fases do ciclo gravídico-puerperal compreende todas as ações previstas no Programa de Assistência Pré-Natal. ou pelo menos com dois filhos. para que a mulher possa fazer a opção que a ela melhor se adeque. não se faz necessário qualquer tratamento para a menopausa. ainda. há uma divisão pautada nas fases do ciclo: pré-natal (gestação). mas sim acompanhamento às situações que possam oferecer algum risco à mulher ou impliquem perda de sua autonomia e/ou comprometimento de sua integridade física . os coeficientes de morte materna são considerados incompatíveis com o nível de desenvolvimento do país. É um período de transformações e ocorre entre os 40 e 65 anos. o qual deve ser estruturado com ações clínicas e educativas que visem garantir a saúde da mulher e de seu filho.permitida tanto para homens como para mulheres com mais de 25 anos. mastite e doenças circulatórias obstrutivas.

para garantir que o abuso por ela sofrido gere o mínimo de medo. é importante que os profissionais de saúde envolvidos sejam sensíveis às dificuldades que a mulher apresenta para relatar o acontecido. a mulher sentese mais livre para os relacionamentos sexuais. e de investimentos na segurança propriamente dita. mulheres e crianças. procurando proporcionar-lhe algum conforto para que possa sentir-se menos constrangida diante de toda a situação em que está envolvida. A segurança. é dever do Estado.(como a predisposição à osteoporose) e emocional (baixa auto-estima. Por não mais se preocupar com a hipótese de uma possível gravidez. medo. é importante ressaltar a atenção que deve ser dada às questões reprodutivas pelo menos até um ano após a menopausa . tanto nos espaços urbanos como nos rurais.a presença de um psicólogo acompanhando o atendimento prestado à vítima imediatamente após a agressão. mas há muitas barreiras para enfrentar tal problema. Assistência à mulher vítima de violência sexual A assistência à mulher vítima de violência sexual tornou-se uma necessidade devido ao aumento. incertezas). ou durante algum período após. o profissional de saúde deve estar capacitado nos programas especiais de atenção. Ao ser procurado por uma mulher que sofreu violência. irmão. ficando exposta a adquirir uma DST/Aids caso não adote comportamento seguro. dúvidas. Como o climatério é um período de transição. namorado.etc. o serviço de acompanhamento ginecológico e obstétrico das unidades de saúde deve estar estruturado para realizar as condutas e os encaminhamentos necessários. além de necessária é muito importante para garantir os resgates da . valorizando as questões subjetivas expressas pela mulher (sentimentos. culpa e baixa auto-estima. o que a faz acreditar que não corre o risco de adoecer. Outro aspecto é o fato de a mulher viver um relacionamento duradouro e estável. vem se destacando. Além disso. Durante o atendimento. assim como a saúde. marido. Orientá-la nesta fase é sempre um desafio. pois suas opiniões já estão formadas. receio de “não ser mais mulher como era antes”). da violência contra homens. a violência contra a mulher. cujas causas residem principalmente nas condições de desigualdade social e falta dos recursos necessários para reduzir as desigualdades. A assistência da mulher vitima de violência compreende: • Atendimento psicológico . Nesta faixa etária deve-se atentar para o aumento da ocorrência de DST/Aids. havendo inclusive recusa em ser assistida por profissionais do sexo masculino. Muitas vezes. sendo mais difícil mudá-las. realizada por alguém conhecido :pai. ocorre dentro de sua própria casa. seja nos aspectos físicos seja nos psicológicos. Cabe neste momento reforçamos a necessidade de que seja prestado um atendimento humanizado. tanto física quanto sexual. Dentre todas as formas.pois uma gestação nessa fase se caracterizaria em risco de vida tanto para a gestante como para o concepto.

Às vezes. Apoio laboratorial . Prevenção da infecção pelo HIV . para impedir a implantação. como um todo. no máximo. além da gamaglobulina hiperimune contra a hepatite B (HBIg). trabalho. em decorrência da violência do ato sexual. desde que tomados num período curto (de 24 a 36 horas) após a exposição. e cuidados para que a cliente se sinta menos desconfortável após a agressão. Contracepção de emergência . devem ser realizadas pesquisas do vírus da hepatite B e do HIV. Prevenção da hepatite B . Apesar de todas as condutas implementadas. geralmente prescreve-se antibióticos de amplo espectro. lazer e outros determinam a necessidade de atenção mais específica e abrangente. assim. e sorologia para sífilis. se a mulher vier a desenvolver alguma doença decorrente do ato sexual deve ter a garantia de que receberá tratamento. Alívio da dor e tratamento das lesões . como cabelo.o médico deve prescrever os medicamentos antiretrovirais. Este é um dos poucos casos em que a lei permite a interrupção da gravidez. a mulher deve ser encaminhada à assistência prénatal. justiça. São prescritos hormônios num prazo de até 72 horas após o ocorrido. quando este for desconhecido. Se não quiser assumir a maternidade da criança. até 20 semanas de gestação. indivíduos na faixa etária de 10 a 19 anos. Caso decida prosseguir com a gestação. com coleta de sêmen e de outros materiais biológicos ou não. Exame de corpo delito – realizado por profissionais de saúde e por peritos policias. a sua qualidade de vida. no endométrio. a especial atenção e mobilização dos vários setores de políticas públicas e da sociedade civil para que os jovens tenham acesso a bens e serviços que promovam sua saúde e educação. após este prazo pode vir a ter sérias complicações. melhorando. e sua vulnerabilidade aos agravos de saúde. mas é aconselhável que a mulher faça este procedimento com.são indicados cremes ou pomadas para auxiliar na cicatrização das lesões. de um possível óvulo fecundado.procurando garantir que a mulher não adquira algumas destas doenças. auxiliando-a na superação do sofrimento gerado. .deve ser oferecida vacinação contra a hepatite B. Prevenção das DST mais comuns . Questão fundamental é a gravidez indesejada decorrente de violência sexual. Saúde do adolescente A importância demográfica do grupo de adolescentes. constituindo-se em provas do crime.é necessário que a vítima de violência sexual seja acompanhada para avaliação tanto das repercussões do ato sexual em seu corpo como da eficácia do tratamento instituído. decorrente de um ato de violência sexual. cultura. tecido de roupa e outros vestígios que possam viabilizar a identificação do agressor. Exige.recurso utilizado para evitar a ocorrência de uma gestação totalmente indesejada. Periodicamente.• • • • • • • • • identidade e dignidade da mulher. esporte. deve ser orientada quanto aos mecanismos disponíveis para o processo de adoção. bem como às questões econômicas e sociais nas suas vertentes de educação. faz-se preciso realizar sutura do períneo ou vulva.

tornar-se multiplicadores destas informações. gerando uma demanda reprimida. resultando na tomada de decisões que influenciarão o resto da vida. As diretrizes do Programa de Saúde do Adolescente procuram atender as principais demandas desta parcela da população. É preciso estimular a inserção do jovem nos serviços de saúde e em outros serviços de caráter intersetorial com a educação. seja nas unidades básicas de saúde. Conseqüentemente. deve ficar internado na pediatria ou na clínica médica? E em uma unidade básica de saúde. com um enfoque integral as ações . lazer. foi criado o PROSAD. liberdade crescente. Para tentar superar esta situação e estabelecer a assistência adequada às necessidades dos jovens. psicológicas e sociais. É necessário colocar à disposição do adolescente uma grande gama de informações que contribuam de forma positiva para escolhas saudáveis. hospitais ou domicílios. entre outros adolescentes. que propôs as alterações necessárias para o enfrentamento da problemática que atinge esse segmento populacional.70 de altura. escola. perspectivas de futuro. “Um adolescente de 13 anos. é também muito importante orientar os responsáveis para que tratem o Cartão da Criança como um documento e o levem para ser utilizado pelas equipes de saúde. O desafio na formação do profissional que vai lidar com o adolescente é a transmissão de atitudes éticas e legais dentro de uma lógica harmônica e com princípios claros. que atendimento receberá?” O profissional de saúde e o cliente adolescente A adolescência é uma fase da vida marcada por profundas transformações físicas. com acesso restrito. como escolha de carreira. e não-educativo participativo. é necessário conhecer seus problemas. esporte. as iniciativas de atenção ao adolescente restringem-se a um atendimento assistencialista/curativo. de modo que possam.Os serviços que prestam assistência adequada às necessidades destes jovens são insuficientes. com 1. Nesta fase ocorre a definição dos valores. A assistência à saúde do adolescente Em 1989. Não raramente há nos serviços de saúde um despreparo profissional e institucional para oferecer atendimento às necessidades específicas dessa clientela. além da falta de priorização dos adolescentes enquanto usuários. o Programa de Atenção à Saúde do Adolescente. entre outros. definição das tendências sexuais.

busca de fatores causais para eventuais distúrbios detectados. Os procedimentos realizados devem envolver os esforços de toda a equipe. entre os 10 e 14 anos. neste período é importante estabelecer o diálogo. constituindo-se como um conjunto de ações. de modo a garantir a obtenção regular de dados sobre o crescimento e desenvolvimento. Sexualidade e saúde reprodutiva Na adolescência. voltadas para o diagnóstico precoce. O despertar para a sexualidade intensifica-se na adolescência. interpretadas segundo parâmetros estabelecidos. e manutenção das atividades de forma a intervir. Este fenômeno se chama puberdade e ocorre. podem desenvolver sua sexualidade com culpa. na unidade de . O início do ciclo menstrual e da primeira ejaculação. detecção e tratamento de agravos à saúde decorrentes de trabalhos insalubres. medo ou vergonha. e não apenas a ausência de enfermidades ou doenças”. ocorrem as mudanças físicas que transformam a menina em mulher e o menino em homem. o corpo desenvolve plenamente os órgãos que garantirão suas funções reprodutivas. beijos e toques e a descoberta do outro como importante e significativo. quando necessário. o registro das informações. no feminino. sobre os fatores capazes de atingir o crescimento e desenvolvimento.serão promovidas e efetuadas dentro do conceito de saúde proposto pela OMS como o “completo estado de bem-estar biopsíquico e social. Os profissionais que realizam atendimento aos adolescentes devem conhecer os fatores associados à expressão da sexualidade e à ocorrência de problemas nesta área. Atenção ao crescimento desenvolvimento e Baixa escolaridade e inserção precoce inclusão na escola. associados a todas as mudanças percebidas pelos adolescentes. capacitação profissional. em geral. e entre os 9 e 13 anos. Portanto. com a descoberta do próprio corpo e de novos sentimentos como amor e paixão. geram uma série de sensações e dúvidas. tratamento e recuperação e promoção à saúde para a melhoria dos níveis de saúde da adolescência e juventude. Assim. carinho. Caso contrário. integradas e intersetoriais. oferecendo informações que esclareçam todas estas transformações e ações educativas que propiciem aos adolescentes participação ativa nas reflexões e discussões sobre o que lhes acontece. intervenções no mercado de trabalho no processo de exclusão do mercado competitivo de trabalho: sua origem na infância desvalorizada. Nesta fase. será possível planejar ações junto aos adolescentes. no sexo masculino.

igrejas). mais de sete mil jovens – cinco por minuto – são infectados pelo HIV.1% das 384 adolescentes primigestas.6 milhões por ano. não sendo nem irresponsável. de forma que a manifestação da sexualidade seja discutida de modo responsável e amadurecido. mas nem sempre é indesejada.saúde ou na comunidade (associações de moradores. A sexualidade é uma forma muito particular em cada indivíduo. O ideal seria que sempre usassem o preservativo (masculino ou feminino). desenvolvendo atividade de expressão de sentimentos. A gravidez na adolescência é considerada um fator que pode desviar os adolescentes do seu projeto de vida.1 destas jovens utilizam algum método contraceptivo. . quando indagadas. levantamentos realizados vêm apontando diminuição nas taxas de fecundidade em todas as faixas etárias. Os profissionais de saúde devem estar preparados e sensibilizados para prestar aconselhamentos a adolescentes de ambos os sexos. perfazendo um total de 2. A única exceção ocorre entre as adolescentes. Em todo o mundo diariamente. e sabemos que o adolescente preocupa-se mais em evitar a gravidez do que em prevenir as DST/AIDS. deve-se proceder . Aproximadamente. baixa auto-estima e problemas familiares. Há algumas décadas. Suas várias formas de manifestação são influenciadas pelos costumes. responderam que desejaram ficar grávidas. Assim sendo. Estudos realizados na Santa Casa de São Paulo apontaram que 47. mais de 50 mil adolescentes foram atendidas em hospitais públicos para curetagem pós aborto. Se nessa discussão for detectado algum distúrbio físico ou psicológico. como se a gestação pudesse lhes tornar adultas e independentes mais cedo. cultura. Estima-se que 10 milhões de adolescentes vivem hoje com o HIV ou estão propensos a desenvolver a AIDS nos próximos anos. É bem verdade que nem sempre as gestações na adolescência são indesejadas. e que muitas o façam de forma incorreta. o que representa a metade de todos os casos registrados. com maior percentual entre aquelas que têm de 15 a 19 anos de idade – o que talvez possa ser explicado pelo fato de que apenas 54. que é a falta de perspectiva de vida. 80% das transmissões do HIV decorrem do sexo desprotegido. gerando dúvidas e ansiedade para o adolescente. pressões sociais e preconceitos. clubes. nem acidental. Entre 1993 e 1998. o que indica outra questão a ser enfrentada. que lhes proporciona essa dupla proteção. torna-se imprescindível reexaminar as concepções implícitas nas abordagens convencionais de prevenção da gravidez na adolescência e reavaliar o processo de aumento da maternidade/ paternidade entre os adolescentes – gravidez essa que para alguns adolescentes faz parte do seu projeto de vida. Muitas jovens engravidam em função de um problema social. sendo que quase três mil delas tinham de 10 a 14 anos. que não depende apenas de fatores biológicos (sexo) e deve ser respeitada. escolas. observou-se um aumento de 31% no percentual de parto de meninas de 10 a 14 anos atendidas na rede do SUS. Em 1998.

fazendo com que o país ocupe o terceiro lugar no mundo em mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos. violência. exploração sexual ou uso de drogas. cor ou sexo. A violência entre os jovens também se manifesta sob a forma de maus-tratos. psicológica ou sexual. O consumo de bebidas alcoólicas e de outras drogas ilícitas é uma das principais causas de acidentes. e geram traumas que podem acompanhar o adolescente pelo resto de sua vida. na grande maioria com veículos a motor. gravidez não-planejada e transmissão de doenças por via sexual. homicídios e suicídios. as quais compreendem principalmente acidentes. as que mais sofrem o fenômeno da violência com elevadas taxas de mortalidade. especialmente entre os mais jovens. A família do adolescente Muitos problemas dos adolescentes têm origem nesse contexto. O profissional do PSF e do PACS além de atuar junto à sociedade prevenindo a ocorrência da violência doméstica. A violência física e psicológica. aos serviços ligados ao Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) ou aos serviços de DST/AIDS. O potencial de tensão social no Brasil está basicamente localizado nas comunidades de baixa renda (marcadas pela exclusão). especialmente os do sexo masculino.e.o encaminhamento dos jovens aos serviços que atendem adolescentes – sob as diretrizes do PROSAD . Entre os jovens. revelando a necessidade da proteção da saúde do adolescente e a urgência na elaboração de políticas intersetoriais que afastem os jovens da violência. deve estar atento para detectar os sinais de maus-tratos. Quando a equipe de ACS consegue detectar e intervir junto a família. violência sexual. suicídio. É no ambiente familiar que adolescentes e crianças sofrem maus-tratos e violência física. é usada pelos responsáveis com o pretexto de educar ou corrigir. pode tornar-se elemento facilitador para a resolução de problemas de integração do núcleo. Prevenção da violência e de mortes por causas externas No Brasil. na medida do possível tentar envolve-las nas atividades desenvolvidas com o adolescente. a violência atinge toda a população. havendo pouca distinção entre classes. muitas vezes. a fim de realizar os devidos encaminhamentos. . Outro grave problema a ser enfrentado é o uso de drogas. se necessário. utilizando os meios disponíveis na realidade local. Deve-se. seus níveis têm se mostrado cada vez mais elevados. A maior causa de morte entre adolescentes são as causas externas. porém. Os acidentes ocorrem principalmente entre os adolescentes do sexo masculino.

As contribuições à Previdência Social geralmente não se refletem de forma justa nos benefícios recebidos pelos idosos. caxumba e rubéola Hepatite B Hepatite B 1º dose Hepatite B 2º dose Hepatite B Hepatite B 3º dose Hepatite B dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) Febre Amarela 2º dose 3º dose reforço reforço Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Saúde do idoso O despreparo generalizado para lidar com o envelhecimento reflete-se em alguns indicadores. . por toda a vida VACINAS dT (dupla adulto) DOSES 1º dose DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre Amarela reforço Febre amarela SCR (tríplice viral) dose única Sarampo. Os idosos apresentam o maior índice de hospitalização por faixa etária e o maior custo médio de hospitalização no país. que sinalizam a urgente necessidade de mudanças. por toda a vida A cada 10 anos.Calendário de vacinação do adolescente IDADE De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) 1 mês após a 1º dose contra Hepatite B 6 meses após a 1º dose contra Hepatite B 2 meses após a 1º dose da dT 4 meses após a 1º dose da dT A cada 10 anos. fazendo com que muitos continuem a trabalhar exaustivamente para manter seu sustento.

principalmente as relacionadas ao aparelho cardiocirculatório. Entretanto. voltadas para a promoção da saúde. As atividades devem estar voltadas para a divulgação de informações acerca do processo de envelhecimento para o idoso. o PAISI. o Ministério da Saúde implantou o Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso. Estas repercussões são a principal causa de óbitos entre os idosos. Sob tal ótica. Isto só será possível através da valorização de suas habilidades e conhecimentos e da adequação dos recursos disponíveis às suas necessidades. Promoção à saúde As atividades ligadas à promoção à saúde dos idosos devem ser realizadas junto a eles próprios e à sociedade como um todo. Prevenção de agravos O envelhecimento é fisicamente caracterizado por uma degeneração gradual e progressiva dos órgãos. sociais. sua família e cuidadores de idosos dependentes. Na tentativa de criar estratégias para facilitar a reorganização dos serviços de saúde para que possam atender às necessidades de saúde dos idosos. Estratégias para atendimento às necessidades específicas dos idosos. junto à sua família. etc. Neste período se apresentam as repercussões de doenças crônicodegenerativas. tecidos e metabolismo. A principal meta a ser alcançada tanto pelo PAISI como por qualquer outra iniciativa voltada para os interesses dos idosos é a mobilização da família e da comunidade para que assumam seu papel no processo de valorização dos idosos.Para alterar este quadro de rejeição social. É importante mobilizar a sociedade. acarretando enfraquecimento de muitas funções. faz-se necessária a mobilização de todos os setores para beneficiar os idosos com a melhoria de sua qualidade de vida. faz-se necessário ter a clara idéia de que um envelhecimento saudável começa na juventude. os profissionais de saúde podem executar atividades de impacto individual ou coletivo. prevenção de agravos e prestação de assistência aos idosos. laborais. com independência e autonomia. Há também perda de energia e alterações na aparência e condições psicológicas. seguidas pelas . resgatando sua dignidade e criando oportunidades para que desfrutem de uma vida ativa na sociedade. com a adoção de hábitos saudáveis que irão gerar tranqüilidade no futuro. sendo mais fácil identificar quais fatores de risco necessitam de intervenção junto às famílias e à comunidade. de forma a facilitar e garantir o acesso e a permanência dos idosos em todas as atividades físicas. Os profissionais que desenvolvem atividades na perspectiva da atenção básica estão mais próximos do conhecimento acerca das condições de vida e saúde destes idosos.

imobilidade. Outra importante atividade de prevenção é a vacinação contra tétano acidental. Estas vacinas encontram-se atualmente disponíveis em quase todas as unidades básicas de saúde e. geralmente sob a estratégia de campanha. são utilizadas as vacinas duplas tipo adulto antiinfluenza e antipneumocócica. quando possível (retirada de tapetes. camas e cadeiras mais altas. iluminação mais adequada. gripe e pneumonia. As DST também merecem nossa atenção junto à saúde do idoso. executada por médico ou enfermeiro capacitados adequadamente. além da vergonha de falarem sobre esse assunto. sua família ou ambos. sedentarismo. a assistência aos idosos é operacionalizada tanto nos programas de atenção básica ampliada como na própria unidade básica de saúde. estando os idosos dependentes ou não. . buscando-se atender integralmente às necessidades expostas pelos idosos. cujos conceitos sobre sexualidade são mais difíceis de trabalhar em virtude de os idosos terem opiniões formadas acerca de certos temas (como resistência à utilização de preservativos). a ocorrência dessas doenças vem crescendo nesta faixa etária. o ACS pode identificar situações de risco para os idosos. recomendada pela OMS.neoplasias. etc. isolamento social. banheiros mais acessíveis. entre outros. os enfoques devem conter aspectos ligados à sexualidade. e encaminhar os idosos para vacinação. onde é realizada consulta médica e de enfermagem em geriatria. Ocorrem ainda em grande freqüência incontinência urinária instabilidade postural e quedas. repassando-as à equipe. direitos conquistados e adaptação do ambiente domiciliar para a prevenção de acidentes. temperamento instável. alteração da visão ou audição. alimentação. Também pode orientar as modificações que precisam ser feitas no ambiente. Durante o processo de educação em saúde. pois com o aumento da expectativa de vida e a melhora gradual da qualidade de vida. pressa para ir ao banheiro. são sinais e sintomas que se percebidos e considerados logo no início podem determinar uma assistência mais segura ao idoso.). Queixas freqüentes de tontura. dores localizadas ou generalizadas. demência e depressão. Nesse contexto. após verificação de seu estado vacinal. Assistência aos idosos No nível da atenção básica.

por toda a vida A cada 10 anos. caxumba e rubéola Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Influenza ou gripe Pneumonia causada pelo pneumococo . por toda a vida 60 anos ou mais 60 anos ou mais VACINAS dT (dupla adulto) Febre Amarela SCR (tríplice viral) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT( dupla adulto) Febre Amarela Influenza Pneumococo DOSES 1º dose dose inicial dose única 2º dose 3º dose reforço reforço Dose anual Dose única DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre amarela Sarampo.Calendário de vacinação do adulto e do idoso IDADE A partir de 20 anos A partir de 20 anos A partir de 20 anos 2 meses após a 1º dose de dT 4 meses após a 1º dose de dT A cada 10 anos.

sexuais. idealizados e construídos pelas classes dominantes que acabam por determinar desigualdades de direitos e exclusão social e econômica. diversidade do nosso povo de profundas desigualdades. A nossa sociedade é formada por pessoas diferentes. Temos que nos rebelar contra o padrão imposto pela sociedade. de cada membro da comunidade que pode dar vida a lei. e é assim que as pessoas diferentes são mantidas no seu lugar. são absorvidas no cotidiano como naturais. religiosos. Todos tem direitos iguais. classes sociais. todos os dias. políticos. São padrões raciais. físicos. física. • conselhos de saúde. Pessoas com deficiência sensorial. oriundas de diferentes regiões. as diferenças em desigualdades e. de negação. existe uma grande diferença entre o que esta na lei e o que realmente existe. racismo. de interdição. . No históricos. No entanto presenciamos violência. A exclusão social é um estado de carência. mas acaba por levar a ela em virtude do achatamento cada vez maior das condições de vida. de apartação. Institucionaliza-se a indigência. Pobreza não é exclusão por si só. de diversas raças e etnias. culturais. econômicos. de não ter. Uma corrente que engrossa e da qual devemos fazer parte. preconceito. culturas e credos religiosos.Diversidade e Desigualdade Social Na imensa persistem as raízes entanto os registros não enfatizam muito índios. Restringe as potencialidades e elimina as possibilidades de sobrevida de pessoas. de comunidades. que assegure a todos os cidadãos seus direitos sociais. engenhosamente. portanto uma imensa diversidade social. portanto todos tem direito de exercerem suas diferenças. estas. mulheres. de povos. a miséria. Falta muito para uma sociedade verdadeiramente livre. para que o direito seja tão natural como o ar. econômicos e culturais. E serão as atitudes de todos. mental e distúrbios de desenvolvimento. Padrão pelo qual todas as pessoas devem se pautar. Pois só participando poderemos nos considerarmos cidadãos. salvo raras exceções as figuras dos negros. As sociedades capitalistas transformam. Surge um movimento pelos direitos humanos. a falta de dignidade e de perspectivas. Exemplos de movimentos • conselhos tutelares. determinado por relações sociais desiguais construídas ao longo da história. Nossa sociedade tem que evoluir. Ainda que nossa Constituição garanta direitos a todos.

É imprescindível desenvolver a capacidade de identificar de forma mais abrangente as necessidades de saúde. No entanto existe outro conceito: raça é um conjunto basicamente sociológico. sendo essa distinção baseada no fato da pessoa pertencer a um grupo particular.• movimentos populares de luta e de defesa da cidadania. as pessoas de freqüentarem escolas. um atributo ou qualidade que desacredita um indivíduo aos olhos do outro e provoca importantes conseqüências na forma como cada indivíduo vê a si próprio. levar em conta a construção social de valores. Discriminar. uma construção cultural e política. Exemplos: negar o direito ao atendimento à saúde. de gênero. clubes etc. a uma pessoa por estar suja (mendigo). é preciso pensar além da dimensão biológica. a cor da pele. a forma de andar. coisas que a pessoa faz. de profissão. De um julgamento ou opinião formada sem se levar em conta nenhum fato que possa a contestar. no contexto aqui abordado. por quaisquer meios. por questões raciais. repensar as práticas de saúde e desenvolver um olhar crítico e abrangente sobre o mundo em que vivemos de um pensamento sobre os outros. restaurantes. Trata-se de uma idéia preconcebida. étnicas. supermercados. desrespeito a outras crenças e religiões. impedir. significa marginalizar devido à diferença. A qualidade a qual o estigma se refere pode ser. ódio irracional ou aversão a outras raças. a tuberculose ou a AIDS. o sexo. Para compreender melhor o impacto que essas questões exercem sobre o processo saúde–doença. Utiliza-se raça . práticas sexuais. definições e comentários Preconceito: É um conceito ou opinião formada antecipadamente sem conhecimentos dos fatos. tuberculose. • organizações não-governamentais. é um produto histórico do colonialismo. Alguns conceitos. pessoas com desvio de comportamento social. sífilis. portanto. de religião etc. portadores de deficiência física e mental. atitudes e crenças. AIDS. por exemplo. determinadas profissões.. Suspeita infundada apenas pela aparência de alguém. de práticas e ou orientação sexual. intolerância por pertencer a outro time de futebol. um sinal. pessoas portadoras de certas doenças como hanseníase (conhecida como lepra). etc.. Estigma É uma marca. Discriminação. Discriminação • • • Raça No Brasil. A discriminação negativa ocorre quando uma pessoa é tratada de forma desigual ou injusta. ou portar algum fator de diferenciação em relação à comunidade. considera-se raça um grupo de pessoas parecidas fisicamente. segregar (separar) por meios cruéis e degradantes as pessoas doentes em hospitais e prisões por portarem doenças mentais e ou transmissíveis como a hanseníase. caracteriza violação dos direitos humanos.

sendo passível de prisão. enquanto etnia é uma identificação de grupos humanos e não uma caracterização de indivíduos O racismo fundamenta-se numa ideologia historicamente construída que classifica os grupos humanos. compartilha histórias de ancestrais ou origens comuns e memórias de um passado coletivo. Portanto. mais uma demonstração dos valores morais impostos através dos séculos. ou seja. Raça/etnia Racismo Orientação Sexual A sexualidade é um dos maiores tabus que nossa sociedade enfrenta. legalizado e abençoado pela igreja. um ato que se justifica apenas para a reprodução. tipo de cabelo. Um grupo étnico escolhe um ou mais traços físicos e/ou culturais (idioma. que se identifica pelo mesmo nome. cor da pele e estatura. grupos superiores e inferiores. baseada nas diferenças raciais de forma hierárquica. um território ou terras de origem. O racismo se estabelece nas relações sociais da mesma forma que o chauvinismo e a xenofobia. de quem são cobrados todos os comportamentos considerados “puros” e a quem é imposta a culpa dos atos impuros.. etc.para identificar características biológicas que diferenciam os grupos humanos. religião. refere um povo vinculado a uma língua. Não é incomum que a mulher seja “culpada” por ter “provocado” o molestador ou estuprador. enquanto ideologia está impregnado na consciência individual. a cor da pele. roupa. cor da pele) como marca étnica do grupo. A prática do racismo constitui violação dos direitos humanos individuais e/ ou coletivos.). entre outros. tendo origem nos valores impostos pelas religiões de origem judaico-cristã que acabaram por influenciar todas as outras culturas e religiões. Etnia Etnia refere-se ao grupo biológico e culturalmente homogêneo. Raça é uma caracterização de indivíduos segundo um traço físico (branco. Estes valores entendem o sexo como uma coisa suja e pecaminosa. a importância destes traços físicos relaciona-se com a identidade grupal. formato do nariz e dos olhos etc. sendo o desejo sexual e o prazer apresentados como tentações indignas. pardo. etnia reflete uma concepção cultural e/ou religiosa e não só biológica. ainda que sejam praticados por outrem. Da mesma forma o sexo só é aprovado dentro do casamento. são crenças e valores historicamente construídos através das relações que se estabelecem entre dominadores e dominados. amarelo. negro. O racismo. e do preconceito voltado para a figura feminina. atribuindo esta inferioridade intelectual e moral a fatores subjetivos como o lugar de origem. que só reagiu à falta de decoro feminino como “homem”. . As mulheres estão associadas ao sexo e as tentações por carregarem o pecado original.

Homofobia Reações homofóbicas são aquelas resultantes do desprezo e do ódio. tal como o racismo e o sexismo. Esperando a comunidade determinados comportamentos do homem e da mulher. lésbicas. que na realidade são sutilmente impostos pelo meio desde o nascimento da criança. cada uma delas tem sofrido transformações. Numa sociedade heterossexista. bissexuais e transexuais.O sexo também só é considerado normal quando realizado entre pessoas de sexos opostos. alguns psicólogos falam em medo. foi considerado como doença. outras se alteraram. durante muito tempo. possuindo um fator de mutabilidade em função do lugar e da época. como desvio de comportamento.. gays e bissexuais. Por esta razão. e até como crime. O termo “heterossexismo” não é usual. A sociedade impõe a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade e isto é uma violação dos direitos humanos. . que suprime os direitos das lésbicas. ao longo da história tivemos diferentes formas de expressão religiosa. o trejeito. um homem que tenha trejeitos femininos também é considerado inferior. a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais e isso é institucionalizado através das leis. A nossa sociedade. ligar A religião é a expressão da crença e da reverência da humanidade para com um poder sobre-humano reconhecido como criador e regente do universo. as reações esperadas de cada sexo. A religião obedece um processo histórico. Assim. um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. Este assunto é pouco discutido e quase sempre é motivo de piada e não de esclarecimento. os medos. Algumas desapareceram. diz respeito à intenção do ser humano de ligar-se a Deus. ao longo dos séculos. Heterossexismo descreve uma atitude mental que rotula como inferior todo um conjunto de cidadãos por professarem uma tendência sexual diferente.. A formação da identidade sexual é fortemente influenciada pelo contexto social onde o indivíduo esta inserido. que alguns indivíduos experimentam pelos homossexuais. Homofobia é a repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo. assim. A sociedade estabelece qual o brinquedo. por ser relativamente recente. a prática de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. as mulheres são consideradas inferiores. a impostação de voz. sendo até mesmo pouco conhecido. por esta razão existe muita confusão sobre o significado de cada um dos termos que se referem à orientação sexual. Religião A origem da palavra religião é o verbo religar cujo significado é novamente. Há pouco tempo tem sido utilizado para nomear uma opressão paralela. e outras ainda mantiveram-se fortes ao longo dos séculos. órgãos de comunicação social. religiões e línguas. Existem centenas de religiões diferentes no mundo todo e. ou seja.

seu próprio código de valores. A diversidade de crença torna a relação entre as religiões extremamente complexas. são consideradas inferiores e moralmente reprováveis. Predomina um pensamento e uma atitude sobre as pessoas de que todas devem ser monoteístas e batizadas na fé cristã. culto. tais como: Para que estamos aqui? O que o futuro nos reserva? Existe vida após a morte? Quem nos criou? Quem sou eu?. Através da religião buscam explicações para a dor e o sofrimento que a vida provoca. Da mesma forma. como das religiões afro-brasileiras são impedidos e precisam lutar muito para conseguir convencer os profissionais de saúde a permitir que eles realizem seus cultos e orações. Cada uma tem sua própria hierarquia. católicos e as mais diversas igrejas evangélicos. percebe-se uma intolerância religiosa que se manifesta de diversas formas. Recentemente o “Fantástico” e vários telejornais mostraram cenas de um Xamã executando um ritual curativo de uma menininha em um hospital brasileiro. normas de condutas e rituais. o que provocou durante muito tempo movimentos de perseguição a outras crenças e. O nosso processo de colonização que impôs a religião católica sobre todas as demais e até hoje sofremos as conseqüências deste inicio imposto. proveniente do grande número de etnias que formaram nosso povo. explica de uma forma particular o mundo em que vivemos. dogmas. os homens buscam consolo e conforto na fé.O desenvolvimento e o anseio espiritual são necessidades humanas que se manifestam através das características culturais de cada povo. existem muitas religiões. os povos têm buscado respostas para as grandes questões. Através das crenças religiosas. sendo que até poucos anos atrás ainda tínhamos uma religião “oficial”. ainda hoje. e do fato do país acolher com tranqüilidade os estrangeiros e absorver muito de suas culturas. sofrem preconceitos enormes e passaram por imensas dificuldades para subsistirem até os tempos de hoje. não sendo raro mais de um templo de religiões diversas numa mesma rua. Também existem aqueles que não acreditam na existência de Deus. Por outro lado. Criou-se uma hegemonia das religiões cristãs. de acordo com as características culturais de cada povo. portanto. existem milhões de pessoas que não professam religião alguma. estas pessoas são chamadas de agnósticas. estes são denominados ateus. seita. No Brasil. Cada religião. As religiões de matriz africana e o xamanismo dos indígenas. mas os sacerdotes de outras crenças. Nos presídios e hospitais padres e pastores tem livre acesso para atuarem em suas funções de homens de Deus”. Outras religiões são vistas como perigosas oriundas do mal. . O Brasileiro é um povo místico por natureza e aqui varias crenças prosperam. em virtude de nossa grande diversidade culturas. Torna-se difícil para alguém que realmente siga uma fé entender e aceitar outra religião que não seja a sua própria. próprias de pessoas ignorantes.

sendo as mobilizações voltadas para a melhoria das condições de vida ou de preservação da ordem social vigente. Com freqüência. Movimentos Sociais São ações coletivas organizadas na conquista e no exercício da cidadania. cuja passeata o Brasil pode ver pela TV. alguns sociólogos tem considerado como único movimento social contemporâneo autentico o movimento gay. operadas por trabalho voluntário e/ou remunerado. inclusão social. Existem ONGs internacionais bastante atuantes. direito à posse da terra e moradia. conquista de benefícios trabalhistas (salário. jornada de trabalho. agir com ética. como reivindicações vinculadas à superação de carências. Voltem para o item preconceito e analisem o caso sobre este prisma.” No nosso também temos ONGs que desempenham belos trabalhos como o Movimento Superação. como. além de projetos de acessibilidade. Há muitas ONGs voltadas para a defesa do meio ambiente. De acordo com a base social. lealdade. direitos humanos. capacitação. Teria acontecido o mesmo se um padre ou um pastor estivessem orando pela cura no quarto? Pensem nisso. para a paz e o desenvolvimento mundial. voltadas a um objetivo específico. respeito.foram grandes as dificuldades para conseguir a permissão e quando ela finalmente foi dada o caso foi tratado como “crendice indígena”. a Anistia Internacional. tendo por fator de aglutinação ou horizonte de ação a defesa de valores fundamentais à vida humana. não-lucrativas. os movimentos sociais têm caráter progressista ou conservador. ter princípios. São organizações privadas. em uma cena de novela onde uma personagem vai ficar tetraplégica e passará pelo processo de superação do problema. proteção dos animais. ONG ONG é sigla de Organização Não-Governamental. por exemplo. a capacitação e empregabilidade das mesmas. Possuir as qualidades de bom caráter. etc. defesa da diversidade e inclusão social. o Greenpeace e os “Médicos sem Fronteiras. O fato das pessoas terem ou não uma religião não significa que sejam melhores ou piores. de natureza popular ou institucional. justiça social. benefícios da previdência e assistência social). essas organizações se voltam para questões pouco ou precariamente cuidadas pelos governos dos países. . Atualmente. responsabilidade ou ter sentimentos de bondade ou amor são independentes de ter ou não ter qualquer religião. Noções de ética e de cidadania O que é ética? A ética é a teoria do comportamento moral do homem em sociedade. O Movimento Superação é parceiro da Fundação Juscelino Kubitschek em algumas ações de enfrentamento do preconceito relacionado às pessoas portadoras de deficiências. preservação do meio ambiente.

mas de alguma forma envolvem a profissão. envolvimento. normas de comportamento. condensadas na vontade objetiva cultural. de proteger a categoria como um todo e proteger as pessoas que dependem daquele profissional. afetividade. mas a ética na conduta como cidadão. Definir o bem e o mal é uma discussão ética. cabe não mais a obediência ao dever profissional. As questões éticas são teóricas e primam pela generalidade. naturalmente surgem regras que tem a função de coordenar. A ética é o processo cognitivo e reflexivo acerca destas normas e princípios que norteiam um sistema moral. a vida ética consiste na interiorização dos valores. aprimoramento constante. enfim. por um sujeito moral que as aceita livre e espontaneamente através de sua vontade subjetiva individual. Normalmente está fundamentada nas idéias de bem e virtude. pacificar. que vive em comunidade e depende dos outros homens para viver de forma plena. ao desejo de realizar a vida. boas maneiras. Desta coexistência entre os homens. confidencialidade. responsabilidade. normas e leis de uma sociedade. tolerância. São os códigos culturais que nos obrigam. respeito às pessoas.No entanto ética e moral não se confundem. privacidade. enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz. relações genuínas com as pessoas. Ética Profissional e relações sociais Cada profissão possui normas que a regem. A ética está relacionada à opção. As questões morais são praticas e são vinculadas a um determinado contexto. . são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais. Dessa maneira. sendo que todas as suas ações e decisões afetam as outras pessoas. estabelecem os limites dentro dos quais devemos manter os nossos direitos e conseqüentemente estabelecem os nossos deveres para com os demais. fidelidade. São os meios pelos quais os valores morais de um grupo social são manifestos e acabam adquirindo um caráter normativo e obrigatório. Competência técnica. flexibilidade. corresponder à confiança que é depositada em você são atitudes éticas. Toda moral pressupõe princípios. correção de conduta. que normas que tornam possível a vida em sociedade. A vontade pessoal resulta da aceitação harmoniosa da vontade coletiva de uma cultura. Naqueles aspectos que não estão previstos e contemplados por normas. O homem é um ser social. As normas têm relação como o que denominamos de valores morais. mantendo com os outros relações justas e aceitáveis. harmonizar. A ética não gera a moral. mas ao mesmo tempo nos protegem. Um homem decidir entre uma atitude boa ou má é uma questão moral. Estas regras.

Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas.O que é cidadania? É o conjunto de direitos. “A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos. não se pode perder a perspectiva. Para compreender um pouco mais o que é cidadania. Cidadania é promover ações contra o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas. Cidadania é não destruir o bem comum. é respeitar as leis vigentes.” Juarez Távora “Se todos quisermos faremos do Brasil uma grande nação” Tiradentes . ou ao ser votado assumindo o dever de falar por aqueles que elegeram. não infringir as leis. não sujar as ruas. os direitos de um indivíduo são garantidos pelo cumprimento dos deveres dos demais membros da sociedade. não agredir os diferentes. é omissão. deve ser ensinada. é discutir políticas públicas. é ter a coragem de mudar as leis. e é mobilização. ajudando um cego a encontrar seu caminho. respeitando as pessoas e suas opções e valores. de que todo direito trás em si o dever. e enfrentar os grandes problemas que assolam nosso país e nosso povo. dizendo um bom dia. deve ser transmitida e principalmente deve ser vivida. seja ao votar elegendo seus representantes. Pois. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. das crianças e dos idosos. zela pelo país. Cidadania é agir de acordo com os princípios éticos e dos valores morais. A cidadania deve trabalhada. Porém. cidadania é promover saúde coletiva. e lutar pelos direitos dos carentes. define diretrizes. e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. leia e reflita sobre as frases colocadas abaixo: . não pichar muros. Cidadania é também o direito político. pois através dele o indivíduo intervém na sociedade. A cidadania é ação.

" (Martin Luther King) Frank Zappa “Cidadão.“Porque a mente é como um paraquedas. significa apenas cidade grande."Millôr Fernandes Bons Estudos! Boa Sorte! Bom concurso! . dos corruptos. num país em que não há nem sombra de cidadania. dos desonestos. dos sem-ética. só funciona depois de aberta” "O que mais preocupa não é o grito dos violentos. O que mais preocupa é o silêncio dos bons. dos sem-caráter.

2001 BRASIL. julho. de 13 de julho de 1990. Ministério da Saúde. Brasília/DF. Brasília: Ministério da Saúde. P. 2003 BRASIL. 2007 BRASIL. Brasil. 2006. Brasília. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Diagnóstico dos Centros de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids sobre a Realização de Sorologia e Aconselhamento Para HIV e Hepatites Virais. Ministério da Saúde. 2004 BRASIL. 2009 BRASIL. 2004. Cadernos de Atenção Básica.Brasília .06 Brasília/DF. Ministério da Saúde. 1990. BRASIL.jul. BUSS. 1998. . MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Manual para a organização de atenção básica. Referências conceituais para a organização do Sistema de Certificação de Competências/ PROFAE PROFAE . Referencial curricular para o curso técnico de agente comunitário de saúde: área profissional. Ministério da Educação. Brasília: Ministério da Saúde. PROFAE – Saúde Coletiva v.M e colaboradores.069. 1999. Ministério da Saúde. SIAB: manual do Sistema de Informação de Atenção Básica. Ministério da Saúde. Rio de Janeiro. Cartilha Entendendo o SUS. Brasília/DF. Brasília. Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde./2000. BRASIL. Brasília/DF.mimeo . Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8. BRASIL. 1998. Promoção da saúde e a saúde pública: contribuição para o debate entre as Escolas de Saúde Pública da América Latina. Plano Integrado de enfrentamento da feminização da Epidemia de Aids e outras DST.Referências Bibliográficas Brasil. Manual de Vigilância do óbito infantil e fetal. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Brasilia: Ministério da Saúde.

Disponível em: http://www. FRANCO.br/portal/arquivos/pdf/caderno_de_educacao_popular_e _saude. MERHY.ppt Todas as imagens utilizadas nesta apostila foram retiradas do banco de imagens do Google ou das campanhas.E.br/portal/arquivos/multimedia/adolescente/violencia2.br/~lmoreira/.S.htm http://www.html http://portal..T.famema. . O que faz um agente comunitário de saúde.FERREIRA. cartilhas.swf http://portal.V.saude.gov./Indicadores%20Epidemiologicos.S. E.Processo de trabalho do agente comunitário de saúde e a reestruturação produtiva.saude.C. C..net/Colaboradores/Artigos/1282/%20Prefeitura%20de %20Cachoeirinha%20RS%20/%20O%20que%20faz%20um%20agente%20co munit%C3%A1rio%20de%20sa%C3%BAde%20/Cachoeirinha%20RS/ Acessado em: 03/11/2009 www.pdf Acesso em: 03/11/2009 PREFEITURA DE CACHOEIRINHA RS.br/SUS20Anos/mostra/linhadotempo.br/saudedafamilia/equipe1.ccs. ANDRADE.gov.br/pdf/csp/v25n4/21. manuais e cadernos do Ministério da Saúde.gov.saude.ufrnet.pdf www.B. Disponível:http://redevital.scielo.

886. O Ministro de Estado da Saúde. no uso de suas atribuições e. com vistas a regulamentar a implantação e operacionalização dos referidos Programas. de 18 de dezembro de 1997 Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. 1º Aprovar as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família.Portaria MS/GM n.º 1. O Ministério da Saúde reconhece no Programa de Agentes Comunitários de Saúde e no Programa Saúde da Família importante estratégia para contribuir no aprimoramento e na consolidação do Sistema Único de Saúde. considerando que o Ministério da Saúde estabeleceu no seu Plano de Ações e Metas priorizar os Programas de Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família. RESOLVE: Art. nos termos dos Anexos I e II desta Portaria. a partir da reorientação da assistência ambulatorial e domiciliar. . Art. estimulando a sua expansão. 2º Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação.

de forma remunerada. 178º da Independência e 111º da República. Art. 3º O ACS deve residir na própria comunidade.executar atividades de educação para a saúde individual e coletiva. sob supervisão competente. 84. da Constituição. nos domicílios e na comunidade. IV . observadas as disposições fixadas em portaria do Ministério da Saúde. no uso da atribuições que lhe confere o art. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO . Parágrafo único. V . Art 2º São consideradas atividades do ACS. e dá outras providências. 4 de outubro de 1999. III . As atividades do ACS são consideradas de relevante interesse público. DE 4 DE OUTUBRO DE 1999. ter espírito de liderança e de solidariedade e preencher os requisitos mínimos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.desenvolver outras atividades pertinentes à função do Agente Comunitário de Saúde. inciso VI.utilizar instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade de sua atuação. desenvolver atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. 4º O ACS prestará seus serviços.registrar.participar ou promover ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas públicas que promovam a qualidade de vida. II .189. na área do respectivo município. na sua área de atuação: I . Art. no âmbito do Programa de Agentes Comunitários de Saúde. Brasília. VI . Fixa diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS). por meio de ações educativas individuais e coletivas.<> O PRESIDENTE DA REPÚBLICA . para controle das ações de saúde.DECRETO Nº 3.realizar visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. óbitos.estimular a participação da comunidade nas políticas públicas como estratégia da conquista de qualidade de vida. nascimentos. doenças e outros agravos à saúde. DECRETA: Art 1º Cabe ao Agente Comunitário de Saúde (ACS). com vínculo direto ou indireto com o Poder Público local. VII .

II . . com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. 12 da Resolução nº 1. mediante ações domiciliares ou comunitárias. promulgo a seguinte Lei: Art. na sua área de atuação: I .LEI Nº 11. para os efeitos do disposto no art. V . estadual ou federal. Art. Art. 198 da Constituição. nos termos desta Lei. Renan Calheiros. o o 2 da Emenda Constitucional n 51. Regulamenta o § 5 do art. dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde . 62 da Constituição Federal. São consideradas atividades do Agente Comunitário de Saúde. III . Parágrafo único. 4o O Agente de Combate às Endemias tem como atribuição o exercício de atividades de vigilância.350. 5o O Ministério da Saúde disciplinará as atividades de prevenção de doenças.o estímulo à participação da comunidade nas políticas públicas voltadas para a área da saúde. o Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 297.a promoção de ações de educação para a saúde individual e coletiva. de 14 de fevereiro de 2006. de 2002-CN. de nascimentos. Presidente da Mesa do Congresso Nacional. Art.a realização de visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. que o Congresso Nacional aprovou. para fins exclusivos de controle e planejamento das ações de saúde. autárquica ou fundacional. IV .a participação em ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas que promovam a qualidade de vida. distrital. na execução das atividades de responsabilidade dos entes federados. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor de cada ente federado. DE 5 DE OUTUBRO DE 2006. e eu. prevenção e controle de doenças e promoção da saúde. dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art.o registro. óbitos. 3o e 4o e estabelecerá os parâmetros dos cursos previstos nos incisos II do art. e VI .SUS. mediante vínculo direto entre os referidos Agentes e órgão ou entidade da administração direta. e dá outras providências. individuais ou coletivas.a utilização de instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade. 2o O exercício das atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. de controle e de vigilância a que se referem os arts. de promoção da saúde. doenças e outros agravos à saúde. combinado com o art. 3o O Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. 1o As atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. passam a reger-se pelo disposto nesta Lei. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor municipal. Art. 7o. de 2006. 6o e I do art.

para efeito da dispensa referida no parágrafo único do art. II . Parágrafo único. lei local dispuser de forma diversa. 2o da Emenda Constitucional no 51. . na data de publicação desta Lei. de 14 de fevereiro de 2006. publicidade e eficiência. na forma do disposto no § 4o do art. que atenda aos princípios de legalidade. 8o Os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias admitidos pelos gestores locais do SUS e pela Fundação Nacional de Saúde FUNASA. salvo se. com aproveitamento. 198 da Constituição. do Distrito Federal ou dos Municípios certificar.residir na área da comunidade em que atuar. desde a data da publicação do edital do processo seletivo público. II . com aproveitamento. em cada caso. do Distrito Federal e dos Municípios.CLT. Art. Art. 6o O Agente Comunitário de Saúde deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I .haver concluído. e II . curso introdutório de formação inicial e continuada. submetem-se ao regime jurídico estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho . § 1o Não se aplica a exigência a que se refere o inciso III aos que.CLT. curso introdutório de formação inicial e continuada. § 2o Compete ao ente federativo responsável pela execução dos programas a definição da área geográfica a que se refere o inciso I. considerando-se como tal aquele que tenha sido realizado com observância dos princípios referidos no caput. 9o A contratação de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias deverá ser precedida de processo seletivo público de provas ou de provas e títulos. impessoalidade. 7o O Agente de Combate às Endemias deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I .haver concluído o ensino fundamental. dentre as enumeradas no art. Caberá aos órgãos ou entes da administração direta dos Estados. no caso dos Estados. estejam exercendo atividades próprias de Agente de Combate às Endemias. Art. Não se aplica a exigência a que se refere o inciso II aos que. observados os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. na ocorrência de uma das seguintes hipóteses: I . A administração pública somente poderá rescindir unilateralmente o contrato do Agente Comunitário de Saúde ou do Agente de Combate às Endemias. e III . 10. moralidade.acumulação ilegal de cargos.haver concluído o ensino fundamental. na data de publicação desta Lei. Parágrafo único. estejam exercendo atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde.observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. Art. de acordo com a natureza e a complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para o exercício das atividades. a existência de anterior processo de seleção pública.haver concluído. empregos ou funções públicas. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho .prática de falta grave. Art. de acordo com o regime jurídico de trabalho adotado.

destinado a promover.insuficiência de desempenho. 12. de 22 de fevereiro de 2000. ou para gestão associada de serviços públicos. um dos quais a presidirá. nos termos da Lei no 9. no que couber. a qualquer título. mediante contrato de consórcio público. 15. ou IV . . nos termos do inciso VI e parágrafo único do art. Quadro Suplementar de Combate às Endemias. que será apreciado em trinta dias. § 1o Ato conjunto dos Ministros de Estado da Saúde e do Controle e da Transparência instituirá comissão com a finalidade de atestar a regularidade do processo seletivo para fins da dispensa prevista no caput. em 14 de fevereiro de 2006.962. além do disposto nesta Lei. 16 da Lei no 8. observadas as especificidades locais. desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de seleção pública efetuado pela FUNASA. Parágrafo único. Art. ou por outra instituição. o contrato também poderá ser rescindido unilateralmente na hipótese de não-atendimento ao disposto no inciso I do art.107.080. nos termos da Lei no 11. de 14 de junho de 1999. 198 da Constituição. ações complementares de vigilância epidemiológica e combate a endemias. 14. 13. 9o. Art. de 6 de abril de 2005. o disposto na Lei no 9. do Distrito Federal e dos Municípios. ou em função de apresentação de declaração falsa de residência. 11. no âmbito do Quadro Suplementar referido no art. Ao Quadro Suplementar de que trata o caput aplica-se.801. Parágrafo único.III . § 2o A comissão será integrada por três representantes da Secretaria Federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União. O gestor local do SUS responsável pela contratação dos profissionais de que trata esta Lei disporá sobre a criação dos cargos ou empregos públicos e demais aspectos inerentes à atividade. 6o. se achavam no desempenho de atividades de combate a endemias no âmbito da FUNASA é assegurada a dispensa de se submeterem ao processo seletivo público a que se refere o § 4o do art. trezentos e sessenta e cinco empregos públicos de Agente de Combate às Endemias. No caso do Agente Comunitário de Saúde. cumprindo-se jornada de trabalho de quarenta horas semanais. Art. 11 poderão ser colocados à disposição dos Estados. Ficam criados cinco mil. obrigatoriamente estabelecidos de acordo com as peculiaridades das atividades exercidas. no Quadro de Pessoal da Fundação Nacional de Saúde FUNASA. Art. apurada em procedimento no qual se assegurem pelo menos um recurso hierárquico dotado de efeito suspensivo. sob a efetiva supervisão da FUNASA e mediante a observância dos princípios a que se refere o caput do art. de 19 de setembro de 1990. no âmbito do SUS. Os Agentes de Combate às Endemias integrantes do Quadro Suplementar a que se refere o art. por excesso de despesa. Art. pelo Assessor Especial de Controle Interno do Ministério da Saúde e pelo Chefe da Auditoria Interna da FUNASA. 11. no âmbito do SUS. cuja despesa não excederá o valor atualmente despendido pela FUNASA com a contratação desses profissionais. com retribuição mensal estabelecida na forma do Anexo desta Lei. Aos profissionais não-ocupantes de cargo efetivo em órgão ou entidade da administração pública federal que. e o prévio conhecimento dos padrões mínimos exigidos para a continuidade da relação de emprego. mantida a vinculação à FUNASA e sem prejuízo dos respectivos direitos e vantagens.necessidade de redução de quadro de pessoal. mediante convênio. Fica criado.

15 correrão à conta das dotações destinadas à FUNASA. e não alcançados pelo disposto no parágrafo único do art. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Agenor Álvares da Silva Paulo Bernardo Silva . exerçam atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às Endemias. 15 e preenchidos nos termos desta Lei. Orçamento e Gestão disciplinar o desenvolvimento dos ocupantes dos empregos públicos referidos no caput na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. na data de publicação desta Lei. As despesas decorrentes da criação dos empregos públicos a que se refere o art. 185o da Independência e 118o da República. de 10 de julho de 2002.507. conforme disposto no art. Art. na forma da lei aplicável.§ 1o A FUNASA. até que seja concluída a realização de processo seletivo público pelo ente federativo. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Fica vedada a contratação temporária ou terceirizada de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias. Art. Art. Art. Brasília. Fica revogada a Lei no 10. promoverá o enquadramento do pessoal de que trata o art. 21.216. em até trinta dias. Os empregos públicos criados no âmbito da FUNASA. Art. 16 da Lei no 8. quando vagos. em classes e níveis com salários iguais aos pagos atualmente. 16. com vistas ao cumprimento do disposto nesta Lei. § 2o Aplica-se aos ocupantes dos empregos referidos no caput a indenização de campo de que trata o art. salvo na hipótese de combate a surtos endêmicos. consignadas no Orçamento Geral da União. 18. § 3o Caberá à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. de 13 de agosto de 1991. poderão permanecer no exercício destas atividades. 20. 17. Art. não investidos em cargo ou emprego público. 9 de junho de 2006. Os profissionais que. 19. 12 na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. 9o. sem aumento de despesa. serão extintos. vinculados diretamente aos gestores locais do SUS ou a entidades de administração indireta.

à dignidade. II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas. à educação. à cultura. à cidadania. VI – capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos. 3o É obrigação da família. V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família. intelectual. ao trabalho. IV – viabilização de formas alternativas de participação. ao esporte. para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral. destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. ocupação e convívio do idoso com as demais gerações. à saúde. com absoluta prioridade. ao lazer. . todas as oportunidades e facilidades. exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência. TÍTULO I Disposições Preliminares Art. por lei ou por outros meios. da comunidade. 2o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. Art. à alimentação. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. à liberdade. Parágrafo único. em detrimento do atendimento asilar. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei.Estatuto do Idoso LEI No 10. assegurando-se-lhe.741. em condições de liberdade e dignidade. III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso. da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso. espiritual e social. A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população. 1o É instituído o Estatuto do Idoso. DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. a efetivação do direito à vida. Art.

7o Os Conselhos Nacional. individuais e sociais. será punido na forma da lei. vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários. e todo atentado aos seus direitos. II – opinião e expressão. definidos nesta Lei. 8o O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. ao Respeito e à Dignidade Art. Art. VIII – garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais. . previstos na Lei no 8. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. Art. É obrigação do Estado e da sociedade.765. CAPÍTULO II Do Direito à Liberdade. entre outros. como pessoa humana e sujeito de direitos civis. por ação ou omissão. IV – prática de esportes e de diversões. os seguintes aspectos: I – faculdade de ir. Art. 10. (Incluído pela Lei nº 11. assegurar à pessoa idosa a liberdade. TÍTULO II Dos Direitos Fundamentais CAPÍTULO I Do Direito à Vida Art. do Distrito Federal e Municipais do Idoso. na forma da lei. 9o É obrigação do Estado. 6o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento. Estaduais. de 4 de janeiro de 1994. crueldade ou opressão. § 2o As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios por ela adotados.VII – estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento. de 2008). zelarão pelo cumprimento dos direitos do idoso. § 1o O direito à liberdade compreende. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade. Art. V – participação na vida familiar e comunitária. ressalvadas as restrições legais. violência. nos termos desta Lei e da legislação vigente. VI – participação na vida política. políticos. 5o A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade à pessoa física ou jurídica nos termos da lei. o respeito e a dignidade. § 1o É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. garantidos na Constituição e nas leis. Art. discriminação. III – crença e culto religioso.842.

§ 3o É dever de todos zelar pela dignidade do idoso. III – unidades geriátricas de referência. incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos. aterrorizante. 13. 12. É assegurada a atenção integral à saúde do idoso. para a prevenção. órteses e outros recursos relativos ao tratamento. § 4o Os idosos portadores de deficiência ou com limitação incapacitante terão atendimento especializado. que as referendará. § 1o A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: I – cadastramento da população idosa em base territorial. CAPÍTULO IV Do Direito à Saúde Art. abrangendo a preservação da imagem. impõe-se ao Poder Público esse provimento. A obrigação alimentar é solidária. nos meios urbano e rural. por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS. da identidade. As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça ou Defensor Público. idéias e crenças. de valores. inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas. com pessoal especializado nas áreas de geriatria e gerontologia social. . para redução das seqüelas decorrentes do agravo da saúde. especialmente os de uso continuado. V – reabilitação orientada pela geriatria e gerontologia. para a população que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover. filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público. (Redação dada pela Lei nº 11. violento. CAPÍTULO III Dos Alimentos Art.VII – faculdade de buscar refúgio. 15. colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano. Os alimentos serão prestados ao idoso na forma da lei civil. da autonomia.737. promoção. garantindo-lhe o acesso universal e igualitário. Art. em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços. dos espaços e dos objetos pessoais. Art. psíquica e moral. gratuitamente. assim como próteses. 11. habilitação ou reabilitação. proteção e recuperação da saúde. e passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil. § 2o Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos. IV – atendimento domiciliar. podendo o idoso optar entre os prestadores. medicamentos. de 2008) Art. Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições econômicas de prover o seu sustento. no âmbito da assistência social. 14. vexatório ou constrangedor. § 2o O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. nos termos da lei. incluindo a internação. § 3o É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade. II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios. auxílio e orientação.

Não estando o idoso em condições de proceder à opção. quando o idoso for interditado. adequando currículos. promovendo o treinamento e a capacitação dos profissionais. IV – Conselho Estadual do Idoso. metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados. assim como orientação a cuidadores familiares e grupos de autoajuda. segundo o critério médico. 20. Art. As instituições de saúde devem atender aos critérios mínimos para o atendimento às necessidades do idoso. Parágrafo único. diversões. II – pelos familiares. CAPÍTULO V Da Educação. Art. . no sentido da preservação da memória e da identidade culturais. II – Ministério Público. IV – pelo próprio médico. quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser contactado em tempo hábil.Art. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável. Caberá ao profissional de saúde responsável pelo tratamento conceder autorização para o acompanhamento do idoso ou. esporte. V – Conselho Nacional do Idoso. para sua integração à vida moderna. produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. quando ocorrer iminente risco de vida e não houver tempo hábil para consulta a curador ou familiar. 19. 18. lazer. para transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações. computação e demais avanços tecnológicos. Art. devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral. quando não houver curador ou familiar conhecido. Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante. 21. Cultura. III – Conselho Municipal do Idoso. O idoso tem direito a educação. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos: I – autoridade policial. caso em que deverá comunicar o fato ao Ministério Público. § 1o Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação. no caso de impossibilidade. cultura. O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação. 16. Parágrafo único. § 2o Os idosos participarão das comemorações de caráter cívico ou cultural. espetáculos. Art. esta será feita: I – pelo curador. justificá-la por escrito. III – pelo médico. Esporte e Lazer Art. 17.

O Poder Público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará a publicação de livros e periódicos. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade. de acordo com suas respectivas datas de início ou do seu último reajustamento. respeitadas suas condições físicas. de 24 de julho de 1991. CAPÍTULO VI Da Profissionalização e do Trabalho Art. ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. observados os critérios estabelecidos pela Lei no 8. artística e cultural. O idoso tem direito ao exercício de atividade profissional. CAPÍTULO VII Da Previdência Social Art. com antecedência mínima de 1 (um) ano. bem como o acesso preferencial aos respectivos locais. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego. 27. 25. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento. inclusive para concursos.213. intelectuais e psíquicas. esportivos e de lazer. nos termos da legislação vigente.Art. e ao público sobre o processo de envelhecimento. II – preparação dos trabalhadores para a aposentadoria. O Poder Público criará e estimulará programas de: I – profissionalização especializada para os idosos. é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade. com finalidade informativa. conforme seus interesses. A participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) nos ingressos para eventos artísticos. culturais. por meio de estímulo a novos projetos sociais. Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados na mesma data de reajuste do salário-mínimo. Art. 23. Art. aproveitando seus potenciais e habilidades para atividades regulares e remuneradas. e de esclarecimento sobre os direitos sociais e de cidadania. 22. Os benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Geral da Previdência Social observarão. na sua concessão. Parágrafo único. dando-se preferência ao de idade mais elevada. 24. pro rata. Art. 26. que facilitem a leitura. Os meios de comunicação manterão espaços ou horários especiais voltados aos idosos. 29. 28. educativa. de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso. Art. III – estímulo às empresas privadas para admissão de idosos ao trabalho. . ao respeito e à valorização do idoso. critérios de cálculo que preservem o valor real dos salários sobre os quais incidiram contribuição. considerada a natural redução da capacidade visual. Parágrafo único. com base em percentual definido em regulamento. de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria. Art.

para os efeitos legais. 35 da Lei no 8. 31. 35. na Política Nacional do Idoso. será atualizado pelo mesmo índice utilizado para os reajustamentos dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. 33. § 2o O Conselho Municipal do Idoso ou o Conselho Municipal da Assistência Social estabelecerá a forma de participação prevista no § 1o. no mínimo. A perda da condição de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por idade. que não possuam meios para prover sua subsistência. § 1o No caso de entidades filantrópicas. O cálculo do valor do benefício previsto no caput observará o disposto no caput e § 2o do art. 30. desde que a pessoa conte com. o disposto no art. ou casa-lar. é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo. conforme os princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. a partir de 65 (sessenta e cinco) anos. Art. ou casa-lar.213. Parágrafo único. o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência na data de requerimento do benefício. O pagamento de parcelas relativas a benefícios. no Sistema Único de Saúde e demais normas pertinentes. de forma articulada. O Dia Mundial do Trabalho. que não poderá exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso. 34. nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas. de 1991. efetuado com atraso por responsabilidade da Previdência Social. Art. é a data-base dos aposentados e pensionistas. 32. por adulto ou núcleo familiar. não havendo salários-de-contribuição recolhidos a partir da competência de julho de 1994. Aos idosos. 3o da Lei no 9. nem de tê-la provida por sua família.876. § 3o Se a pessoa idosa for incapaz. de 26 de novembro de 1999. Todas as entidades de longa permanência. Parágrafo único. Art. caracteriza a dependência econômica. ou. verificado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o mês do efetivo pagamento. Art. são obrigadas a firmar contrato de prestação de serviços com a pessoa idosa abrigada.Art. 1o de Maio. O benefício já concedido a qualquer membro da família nos termos do caput não será computado para os fins do cálculo da renda familiar per capita a que se refere a Loas. é facultada a cobrança de participação do idoso no custeio da entidade. Art. 36. A assistência social aos idosos será prestada. caberá a seu representante legal firmar o contrato a que se refere o caput deste artigo. CAPÍTULO IX Da Habitação . CAPÍTULO VIII Da Assistência Social Art. O acolhimento de idosos em situação de risco social.

para garantia de acessibilidade ao idoso. no seio da família natural ou substituta. 38. com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. casa-lar. observado o seguinte: I – reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos. 37. para os idosos que excederem as vagas gratuitas. IV – critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos.Art. exceto nos serviços seletivos e especiais. § 2o Toda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identificação externa visível. nos termos da legislação específica: (Regulamento) I – a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. III – eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas. II – implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso. além de atender toda a legislação pertinente. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á. ou. Art. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. § 3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos. § 3o As instituições que abrigarem idosos são obrigadas a manter padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles. II – desconto de 50% (cinqüenta por cento). quando assim o desejar. ainda. sob pena de interdição. § 1o A assistência integral na modalidade de entidade de longa permanência será prestada quando verificada inexistência de grupo familiar. . § 1o Para ter acesso à gratuidade. Art. abandono ou carência de recursos financeiros próprios ou da família. 40. públicos ou subsidiados com recursos públicos. O idoso tem direito a moradia digna. no mínimo. no valor das passagens. ou desacompanhado de seus familiares. o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria. Nos programas habitacionais. CAPÍTULO X Do Transporte Art. 39. § 2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. sob as penas da lei. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. em instituição pública ou privada. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes.

dentre outras. poderá determinar. Art. em regime ambulatorial. 41. mediante termo de responsabilidade. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 42.Parágrafo único. Art. as seguintes medidas: I – encaminhamento à família ou curador. II – orientação. III – requisição para tratamento de sua saúde. isolada ou cumulativamente. 43. 44. e levarão em conta os fins sociais a que se destinam e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. É assegurada a reserva. VI – abrigo temporário. As medidas de proteção ao idoso previstas nesta Lei poderão ser aplicadas. II – por falta. orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas. nos termos da lei local. ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II. as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso. TÍTULO IV Da Política de Atendimento ao Idoso CAPÍTULO I Disposições Gerais . para os idosos. omissão ou abuso da família. 45. CAPÍTULO II Das Medidas Específicas de Proteção Art. III – em razão de sua condição pessoal. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo. 43. IV – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. TÍTULO III Das Medidas de Proteção CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Art. V – abrigo em entidade. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado. a requerimento daquele. curador ou entidade de atendimento. o Ministério Público ou o Poder Judiciário. de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados. hospitalar ou domiciliar. Art. apoio e acompanhamento temporários.

maus-tratos. sem prejuízo das sanções administrativas. dos Estados. São linhas de ação da política de atendimento: I – políticas sociais básicas. As entidades de atendimento são responsáveis pela manutenção das próprias unidades. Parágrafo único. em caráter supletivo. Art. observadas as normas de planejamento e execução emanadas do órgão competente da Política Nacional do Idoso. exploração. IV – serviço de identificação e localização de parentes ou responsáveis por idosos abandonados em hospitais e instituições de longa permanência. higiene.Art. 50. abuso. A política de atendimento ao idoso far-se-á por meio do conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais da União. V – proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos dos idosos. VI – mobilização da opinião pública no sentido da participação dos diversos segmentos da sociedade no atendimento do idoso. V – observância dos direitos e garantias dos idosos. observados os seguintes requisitos: I – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. e em sua falta. crueldade e opressão. de 4 de janeiro de 1994. 46.842. III – serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência. As entidades que desenvolvam programas de institucionalização de longa permanência adotarão os seguintes princípios: I – preservação dos vínculos familiares.842. CAPÍTULO II Das Entidades de Atendimento ao Idoso Art. III – manutenção do idoso na mesma instituição. Art. junto ao Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa. 48. do Distrito Federal e dos Municípios. II – apresentar objetivos estatutários e plano de trabalho compatíveis com os princípios desta Lei. 49. conforme a Lei no 8. previstas na Lei no 8. VI – preservação da identidade do idoso e oferecimento de ambiente de respeito e dignidade. IV – participação do idoso nas atividades comunitárias. 47. de caráter interno e externo. Constituem obrigações das entidades de atendimento: . especificando os regimes de atendimento. As entidades governamentais e não-governamentais de assistência ao idoso ficam sujeitas à inscrição de seus programas. II – atendimento personalizado e em pequenos grupos. salvo em caso de força maior. Parágrafo único. O dirigente de instituição prestadora de atendimento ao idoso responderá civil e criminalmente pelos atos que praticar em detrimento do idoso. para aqueles que necessitarem. III – estar regularmente constituída. II – políticas e programas de assistência social. IV – demonstrar a idoneidade de seus dirigentes. junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e Conselho Municipal da Pessoa Idosa. Art. de 1994. salubridade e segurança.

51. esportivas. XV – manter arquivo de anotações onde constem data e circunstâncias do atendimento. especificando o tipo de atendimento. Ministério Público. conforme a necessidade do idoso. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 55. relação de seus pertences. se houver. III – fornecer vestuário adequado. às seguintes penalidades. Art. 53. XII – comunicar à autoridade competente de saúde toda ocorrência de idoso portador de doenças infecto-contagiosas. Art. . de 1994. e demais dados que possibilitem sua identificação e a individualização do atendimento. XIII – providenciar ou solicitar que o Ministério Público requisite os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem. VI – diligenciar no sentido da preservação dos vínculos familiares. II – observar os direitos e as garantias de que são titulares os idosos. cidade. 54.842. IX – promover atividades educacionais. O art. CAPÍTULO III Da Fiscalização das Entidades de Atendimento Art. no âmbito das respectivas instâncias político-administrativas. XI – proceder a estudo social e pessoal de cada caso. bem como o valor de contribuições. 7o da Lei no 8. Vigilância Sanitária e outros previstos em lei. As entidades governamentais e não-governamentais de atendimento ao idoso serão fiscalizadas pelos Conselhos do Idoso. se for o caso. V – oferecer atendimento personalizado. As entidades de atendimento que descumprirem as determinações desta Lei ficarão sujeitas. IV – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. nome do idoso. observado o devido processo legal: I – as entidades governamentais: a) advertência. o acompanhamento. Art. XVI – comunicar ao Ministério Público. XVII – manter no quadro de pessoal profissionais com formação específica. VII – oferecer acomodações apropriadas para recebimento de visitas. na forma da lei. de acordo com suas crenças. Será dada publicidade das prestações de contas dos recursos públicos e privados recebidos pelas entidades de atendimento. sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou prepostos. 52. 7o Compete aos Conselhos de que trata o art. a situação de abandono moral ou material por parte dos familiares. responsável. endereços. VIII – proporcionar cuidados à saúde. As instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos prestadoras de serviço ao idoso terão direito à assistência judiciária gratuita. com os respectivos preços. XIV – fornecer comprovante de depósito dos bens móveis que receberem dos idosos. e alimentação suficiente. 6o desta Lei a supervisão. se for pública." Art. e suas alterações. X – propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem. parentes.I – celebrar contrato escrito de prestação de serviço com o idoso. culturais e de lazer. as obrigações da entidade e prestações decorrentes do contrato. para as providências cabíveis. a fiscalização e a avaliação da política nacional do idoso.

que coloque em risco os direitos assegurados nesta Lei. b) multa. os idosos abrigados serão transferidos para outra instituição. 58. Art.b) afastamento provisório de seus dirigentes.00 (três mil reais).00 (quinhentos reais) a R$ 1. podendo haver a interdição do estabelecimento até que sejam cumpridas as exigências legais. Deixar de cumprir as determinações desta Lei sobre a prioridade no atendimento ao idoso: Pena – multa de R$ 500. CAPÍTULO V Da Apuração Administrativa de Infração às Normas de Proteção ao Idoso . sem prejuízo das providências a serem tomadas pela Vigilância Sanitária. II – as entidades não-governamentais: a) advertência.00 (um mil reais) e multa civil a ser estipulada pelo juiz.000. c) afastamento definitivo de seus dirigentes.000. serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. caberá o afastamento provisório dos dirigentes ou a interdição da unidade e a suspensão do programa. d) interdição de unidade ou suspensão de programa.00 (quinhentos reais) a R$ 3.00 (quinhentos reais) a R$ 3. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes da entidade. os danos que dela provierem para o idoso. § 1o Havendo danos aos idosos abrigados ou qualquer tipo de fraude em relação ao programa. 50 desta Lei: Pena – multa de R$ 500. § 4o Na aplicação das penalidades. § 2o A suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas ocorrerá quando verificada a má aplicação ou desvio de finalidade dos recursos. aplicada em dobro no caso de reincidência. para as providências cabíveis.000.00 (três mil reais). será o fato comunicado ao Ministério Público. inclusive para promover a suspensão das atividades ou dissolução da entidade. a expensas do estabelecimento interditado. 56. No caso de interdição do estabelecimento de longa permanência. Deixar a entidade de atendimento de cumprir as determinações do art. conforme o dano sofrido pelo idoso. e) proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. enquanto durar a interdição. Art. Deixar o profissional de saúde ou o responsável por estabelecimento de saúde ou instituição de longa permanência de comunicar à autoridade competente os casos de crimes contra idoso de que tiver conhecimento: Pena – multa de R$ 500. d) fechamento de unidade ou interdição de programa. CAPÍTULO IV Das Infrações Administrativas Art. se o fato não for caracterizado como crime. c) suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas. 57. § 3o Na ocorrência de infração por entidade de atendimento. Parágrafo único. com a proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público.

67. se possível. 64. O dirigente da entidade será citado para. § 1o No procedimento iniciado com o auto de infração poderão ser usadas fórmulas impressas. 65. Art. O procedimento para a imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção ao idoso terá início com requisição do Ministério Público ou auto de infração elaborado por servidor efetivo e assinado.Art. sem prejuízo da iniciativa adotadas pelo Ministério Público ou pelas fiscalização. de 20 de agosto de 1977. Art. Art. 63. Art. 61. na forma da lei. oferecer resposta escrita. deliberando sobre a necessidade de produção de outras provas. por motivo justificado. no prazo de 10 (dez) dias. quando for lavrado na presença do infrator. ouvido o Ministério Público. ao procedimento administrativo de que trata este Capítulo as disposições das Leis nos 6. Apresentada a defesa. e 9. se necessário. para evitar lesão aos direitos do idoso. 69 ou. Art. designará audiência de instrução e julgamento. § 2o Sempre que possível. Havendo risco para a vida ou à saúde do idoso. com aviso de recebimento. contado da data da intimação. Havendo motivo grave. II – por via postal. 59. que será feita: I – pelo autuante. podendo juntar documentos e indicar as provas a produzir. O procedimento de apuração de irregularidade em entidade governamental e não-governamental de atendimento ao idoso terá início mediante petição fundamentada de pessoa interessada ou iniciativa do Ministério Público. 68. ou este será lavrado dentro de 24 (vinte e quatro) horas.784. no instrumento de autuação. mediante decisão fundamentada. Os valores monetários expressos no Capítulo IV serão atualizados anualmente. 62.437. Art. Art. subsidiariamente. 60. 66. a autoridade competente aplicará à entidade de atendimento as sanções regulamentares. Nos casos em que não houver risco abrigada. poderá a autoridade judiciária. sem prejuízo da iniciativa e das providências que vierem a ser adotadas pelo Ministério Público ou pelas demais instituições legitimadas para a fiscalização. a autoridade competente aplicará regulamentares. decretar liminarmente o afastamento provisório do dirigente da entidade ou outras medidas que julgar adequadas. de 29 de janeiro de 1999. por duas testemunhas. Art. especificando-se a natureza e as circunstâncias da infração. para a vida ou a saúde da pessoa idosa à entidade de atendimento as sanções e das providências que vierem a ser demais instituições legitimadas para a CAPÍTULO VI Da Apuração Judicial de Irregularidades em Entidade de Atendimento Art. à verificação da infração seguir-se-á a lavratura do auto. o juiz procederá na conformidade do art. . Aplicam-se. O autuado terá prazo de 10 (dez) dias para a apresentação da defesa.

o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. (VETADO) Art. fixando-lhe prazo de 24 (vinte e quatro) horas para proceder à substituição. subsidiariamente. maior de 60 (sessenta) anos. § 2o Em se tratando de afastamento provisório ou definitivo de dirigente de entidade governamental. § 4o A multa e a advertência serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. previstas nesta Lei. 72. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite. Art. fazendo prova de sua idade. § 3o A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. As funções do Ministério Público. 71. companheiro ou companheira. 74. § 2o A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. Satisfeitas as exigências. naquilo que não contrarie os prazos previstos nesta Lei. O Poder Público poderá criar varas especializadas e exclusivas do idoso. com união estável. 73. § 1o O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. Compete ao Ministério Público: . 70. § 3o Antes de aplicar qualquer das medidas. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária. às disposições deste Capítulo. que determinará as providências a serem cumpridas. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. sem julgamento do mérito. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras.§ 1o Salvo manifestação em audiência. o processo será extinto. Art. a autoridade judiciária poderá fixar prazo para a remoção das irregularidades verificadas. decidindo a autoridade judiciária em igual prazo. § 4o Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. CAPÍTULO II Do Ministério Público Art. em qualquer instância. serão exercidas nos termos da respectiva Lei Orgânica. TÍTULO V Do Acesso à Justiça CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. a autoridade judiciária oficiará a autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado. Art. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. Aplica-se. 69. as partes e o Ministério Público terão 5 (cinco) dias para oferecer alegações finais.

promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. 76. 75. no exercício de suas funções. bem como a colaboração dos serviços de saúde. terá livre acesso a toda entidade de atendimento ao idoso. nas hipóteses previstas no art. de designação de curador especial. Art. para o desempenho de suas atribuições. III – atuar como substituto processual do idoso em situação de risco. de interdição total ou parcial. estaduais e federais. X – referendar transações envolvendo interesses e direitos dos idosos previstos nesta Lei. colher depoimentos ou esclarecimentos e. desde que compatíveis com a finalidade e atribuições do Ministério Público. que será declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. 43 desta Lei. exames. perícias e documentos de autoridades municipais. § 1o A legitimação do Ministério Público para as ações cíveis previstas neste artigo não impede a de terceiros. b) requisitar informações. públicos. conforme o disposto no art. para instruí-lo: a) expedir notificações. atuará obrigatoriamente o Ministério Público na defesa dos direitos e interesses de que cuida esta Lei. para a apuração de ilícitos ou infrações às normas de proteção ao idoso. bem como promover inspeções e diligências investigatórias. em qualquer caso. § 3o O representante do Ministério Público. adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas. segundo dispuser a lei. VIII – inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta Lei. nas mesmas hipóteses. Nos processos e procedimentos em que não for parte. em caso de não comparecimento injustificado da pessoa notificada. A falta de intervenção do Ministério Público acarreta a nulidade do feito. requisitar condução coercitiva. requerer diligências e produção de outras provas. podendo juntar documentos. 77. IV – promover a revogação de instrumento procuratório do idoso. em circunstâncias que justifiquem a medida e oficiar em todos os feitos em que se discutam os direitos de idosos em condições de risco.I – instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos ou coletivos. IX – requisitar força policial. requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. VII – zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados ao idoso. hipóteses em que terá vista dos autos depois das partes. quando necessário ou o interesse público justificar. § 2o As atribuições constantes deste artigo não excluem outras. II – promover e acompanhar as ações de alimentos. VI – instaurar sindicâncias. Art. c) requisitar informações e documentos particulares de instituições privadas. 43 desta Lei. educacionais e de assistência social. da administração direta e indireta. usando os recursos cabíveis. individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso. Art. V – instaurar procedimento administrativo e. . inclusive pela Polícia Civil ou Militar. A intimação do Ministério Público. será feita pessoalmente.

cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa. Art. Art. ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses difusos. próprios do idoso. Art. os Estados. IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. individuais indisponíveis ou homogêneos. individuais indisponíveis ou homogêneos. 83. Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições de Poder Público. consideram-se legitimados. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao adimplemento. são admissíveis todas as espécies de ação pertinentes. se houver prévia autorização estatutária. Para defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei. II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitante. Para as ações cíveis fundadas em interesses difusos. § 1o Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta Lei. Art. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso. III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa. 80. III – a Ordem dos Advogados do Brasil. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou nãofazer. que lesem direito líquido e certo previsto nesta Lei. que se regerá pelas normas da lei do mandado de segurança. dispensada a autorização da assembléia. 79. II – a União. 81. 82. o Ministério Público ou outro legitimado deverá assumir a titularidade ativa. coletivos. Parágrafo único. As manifestações processuais do representante do Ministério Público deverão ser fundamentadas.CAPÍTULO III Da Proteção Judicial dos Interesses Difusos. Coletivos e Individuais Indisponíveis ou Homogêneos Art. na forma do art. Art. Parágrafo único. 78. caberá ação mandamental. § 2o Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso. o Distrito Federal e os Municípios. IV – as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre os fins institucionais a defesa dos interesses e direitos da pessoa idosa. referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: I – acesso às ações e serviços de saúde. concorrentemente: I – o Ministério Público. protegidos em lei. § 1o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. 273 do Código de Processo Civil. . coletivos.

88. independentemente do pedido do autor. ficando vinculados ao atendimento ao idoso. ou na falta deste. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias. para apuração da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a ação ou omissão. 85. Art. Art. nos mesmos autos. provocar a iniciativa do Ministério Público. os juízes e tribunais. § 3o A multa só será exigível do réu após o trânsito em julgado da sentença favorável ao autor. devem encaminhar as peças pertinentes ao Ministério Público. mas será devida desde o dia em que se houver configurado. O Ministério Público poderá instaurar sob sua presidência. impor multa diária ao réu. no exercício de suas funções. Os agentes públicos em geral. 90. esgotadas todas as diligências. Art. 91. 86. Parágrafo único. Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da sentença condenatória favorável ao idoso sem que o autor lhe promova a execução. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias. se for suficiente ou compatível com a obrigação. e o servidor deverá. honorários periciais e quaisquer outras despesas. o juiz determinará a remessa de peças à autoridade competente. quando tiverem conhecimento de fatos que possam configurar crime de ação pública contra idoso ou ensejar a propositura de ação para sua defesa. fazendo-o fundamentadamente. 84. Art. no prazo que assinalar. se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil ou de peças informativas. facultada. Os valores das multas previstas nesta Lei reverterão ao Fundo do Idoso. para as providências cabíveis. Art. Qualquer pessoa poderá. 89. determinará o seu arquivamento. de qualquer pessoa. não haverá adiantamento de custas. Art. Para instruir a petição inicial. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. na hipótese do § 1o ou na sentença. ao Fundo Municipal de Assistência Social. em caso de inércia desse órgão. ou requisitar. Art. certidões. como assistentes ou assumindo o pólo ativo. As multas não recolhidas até 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado da decisão serão exigidas por meio de execução promovida pelo Ministério Público. 87. 92. inquérito civil. Art.§ 2o O juiz poderá. . prestando-lhe informações sobre os fatos que constituam objeto de ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos. organismo público ou particular. Parágrafo único. igual iniciativa aos demais legitimados. exames ou perícias. Art. que serão fornecidas no prazo de 10 (dez) dias. facultada igual iniciativa aos demais legitimados em caso de inércia daquele. informações. Não se imporá sucumbência ao Ministério Público. para evitar dano irreparável à parte. deverá fazê-lo o Ministério Público. onde houver. § 1o Se o órgão do Ministério Público. Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao Poder Público. Nas ações de que trata este Capítulo. emolumentos.

347. pelo Conselho Superior do Ministério Público ou por Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. nesses casos. 95. § 4o Deixando o Conselho Superior ou a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público de homologar a promoção de arquivamento. Aos crimes previstos nesta Lei. sem justa causa. 94. TÍTULO VI Dos Crimes CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 97. 98. e. ou recusar. sob pena de se incorrer em falta grave. no que couber. as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal. se resulta a morte. 93. § 2o A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se a vítima se encontrar sob os cuidados ou responsabilidade do agente. Parágrafo único. ou não pedir. ao Conselho Superior do Ministério Público ou à Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. § 3o Até que seja homologado ou rejeitado o arquivamento. Abandonar o idoso em hospitais. em situação de iminente perigo. as associações legitimadas poderão apresentar razões escritas ou documentos. Discriminar pessoa idosa. no que couber. A pena é aumentada de metade. por motivo de idade: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.099. Art. que serão juntados ou anexados às peças de informação. menosprezar ou discriminar pessoa idosa. o socorro de autoridade pública: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Deixar de prestar assistência ao idoso. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. aplica-se o procedimento previsto na Lei no 9. as disposições da Lei no 7. Art. será designado outro membro do Ministério Público para o ajuizamento da ação. subsidiariamente. 96. entidades de longa permanência. § 1o Na mesma pena incorre quem desdenhar. impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias. Art.§ 2o Os autos do inquérito civil ou as peças de informação arquivados serão remetidos. 181 e 182 do Código Penal. de 26 de setembro de 1995. CAPÍTULO II Dos Crimes em Espécie Art. ou congêneres. retardar ou dificultar sua assistência à saúde. não se lhes aplicando os arts. de 24 de julho de 1985. ou não prover suas necessidades básicas. ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania. e triplicada. cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. quando obrigado por lei ou mandado: . quando possível fazê-lo sem risco pessoal. casas de saúde. aos meios de transporte. Art. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. no prazo de 3 (três) dias. por qualquer motivo. Aplicam-se subsidiariamente. humilhar.

Art.Pena – detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos e multa. Coagir. Art. Exibir ou veicular. pensão ou qualquer outro rendimento do idoso. sem justa causa. 104. Art. 103. V – recusar. retardar ou dificultar atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. como abrigado. retardar ou frustrar. 100. por motivo de idade. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta Lei. Deixar de cumprir. a pessoa idosa. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. contratar. Art. testar ou outorgar procuração: . física ou psíquica. por qualquer meio de comunicação. IV – deixar de cumprir. quando requisitados pelo Ministério Público. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. de qualquer modo. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. Art. proventos ou pensão do idoso. a execução de ordem judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei. Induzir pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração para fins de administração de bens ou deles dispor livremente: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. II – negar a alguém. 102. bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. 106. Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios. sem justo motivo. Art. retardar ou frustrar. o idoso a doar. quando obrigado a fazê-lo. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 101. Apropriar-se de ou desviar bens. dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. Negar o acolhimento ou a permanência do idoso. 107. sem justo motivo. 99. Art. por recusa deste em outorgar procuração à entidade de atendimento: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. do idoso. Art. Expor a perigo a integridade e a saúde. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. proventos. 105. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso: Pena – detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. Art. emprego ou trabalho. III – recusar. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade.

Art. cor. TÍTULO VII Disposições Finais e Transitórias Art. 109. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. exceto no caso de injúria. religião. "Art. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. Art. II h) contra criança. de 7 de dezembro de 1940. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. 110. 108. "Art.Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: "Art. cônjuge do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. "Art. enfermo ou mulher grávida. Lavrar ato notarial que envolva pessoa idosa sem discernimento de seus atos. I – se a vítima é ascendente. passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. 141 IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. "Art. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. sem a devida representação legal: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. O Decreto-Lei no 2. . 133. 159. § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. etnia. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. ou foge para evitar prisão em flagrante. arte ou ofício. a pena é aumentada de 1/3 (um terço).848." (NR) "Art. § 3o . § 4o No homicídio culposo. maior de 60 (sessenta) anos. Código Penal. descendente. 121. 148 § 1o. 61. 140 § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. Sendo doloso o homicídio. Impedir ou embaraçar ato do representante do Ministério Público ou de qualquer outro agente fiscalizador: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.

"Art.... 113. Deixar.. Parágrafo único.. 244......... as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário........... gestante. os recursos necessários...... para aplicação em programas e ações relativos ao idoso. Lei das Contravenções Penais.. Art..." "Art..... O art 1º da Lei no 10.. 111..... Serão incluídos nos censos demográficos dados relativos à população idosa do País." Art.......... de prover a subsistência do cônjuge." (NR) Art..368.048. 21.. nos termos desta Lei. por qualquer causa..688....... O Orçamento da Seguridade Social destinará ao Fundo Nacional de Assistência Social..... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. sem justa causa. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art....... O O art.. 117... de 7 de abril de 1997.... deixar. adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos... 1o ............. gravemente enfermo: Art... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. 1o da Lei no 9... Art...... 116. 18 III – se qualquer deles decorrer de associação ou visar a menores de 21 (vinte e um) anos ou a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou a quem tenha. Art.. 21 do Decreto-Lei no 3. portador de deficiência... em cada exercício financeiro. § 4o .... as gestantes..... O inciso III do art.. diminuída ou suprimida a capacidade de discernimento ou de autodeterminação: Art. II – se o crime é cometido contra criança. até que o Fundo Nacional do Idoso seja criado... 1o As pessoas portadoras de deficiência........... de 3 de outubro de 1941.. 183.... 114... sem justa causa.....455. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos.... 115..... 18 da Lei no 6. ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos... .. de 21 de outubro de 1976. de socorrer descendente ou ascendente.... III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. de 8 de novembro de 2000. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada. 112... O inciso II do § 4o do art. de forma a garantir que o acesso ao direito seja condizente com o estágio de desenvolvimento sócio-econômico alcançado pelo País.. ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho.. passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: "Art.... fixada ou majorada. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei revendo os critérios de concessão do Benefício de Prestação Continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social..

1o de outubro de 2003.Art. Brasília. 36. 182o da Independência e 115o da República. que vigorará a partir de 1o de janeiro de 2004. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos Antonio Palocci Filho Rubem Fonseca Filho Humberto Sérgio Costa LIma Guido Mantega Ricardo José Ribeiro Berzoini Benedita Souza da Silva Sampaio Álvaro Augusto Ribeiro Costa . ressalvado o disposto no caput do art. 118. Esta Lei entra em vigor decorridos 90 (noventa) dias da sua publicação.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->