Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Apostila para o Curso Preparatório para o Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus – Bahia

Elaboração e criação Myrian Massarollo José A. Truskauskas Viana Revisão Geral Enf. Aline Massarollo São Paulo/ 2009

Algumas pessoas são tão interessadas por suas comunidades que não medem esforços para que elas se desenvolvam. Fazem sua parte para melhorar as condições à sua volta. Isso chama-se cidadania. Querem auxiliar, seja de que forma for, possibilitando assim que os projetos de seus municípios, ainda que não sejam seus, evoluam, trazendo à população melhores condições de terem resultados positivos concretos. Isso, como vocês estudarão nas páginas desta apostila chama-se intersetorialidade, um setor interagindo com outro em benefício da comunidade. Quando o companheiro Carlos Massarollo solicitou que elaborássemos a presente apostila, não nos causou espanto. É bem dele a preocupação com a elaboração de um curso preparatório para um concurso público. Atinge assim, dois alvos. Primeiro: Fornece a quase duas centenas de jovens a oportunidade de prepararem-se através de um material elaborado especialmente para eles. Cuidando para que cheguem ao dia do exame em condições reais de disputarem uma vaga. Segundo: Colabora, ainda que indiretamente, com o processo de promoção de saúde do município, pois pessoas bem preparadas acompanharão com mais facilidade o curso de formação profissional que espera aqueles que forem selecionados. Indivíduos politicamente mobilizados poderão desenvolver suas atividades com o espírito de solidariedade, integralidade e equidade pregado pelo sistema de saúde. Como dissemos, dois alvos, que ainda que distintos confluem para um mesmo objetivo, a participação e mobilização social em prol da educação e da atenção à saúde. Nossa equipe desdobrou-se para que, no pouco tempo que nos foi dado, desenvolver um material organizado, completo e de agradável manuseio. Esperamos que nossos esforços se traduzam no sucesso de vocês. Boa sorte! Equipe Fundação JK

Concurso de Agente Comunitário de Saúde Ilhéus .Bahia .

Selecionados por um bom relacionamento com seus vizinhos e condição de dedicar oito horas por dia ao trabalho de ACS. O Agente Comunitário de Saúde (ACS) resultou da criação do PACS Programa dos Agentes Comunitários de Saúde em 1991. Na concepção inicial deveria ser um dos moradores daquela rua. Orientado por supervisor (médico ou enfermeira) da unidade de saúde. daquele bairro. Com a proposição do Ministério da Saúde de 1994. A primeira experiência de implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) no Brasil. como parte do processo de construção do Sistema Único de Saúde estabelecida por norma Constitucional em 1988. . como uma estratégia abrangente de saúde pública estruturada ocorreu. realiza visitas domiciliares na área de abrangência da sua unidade produzindo informações capazes de dimensionar os principais problemas de saúde de sua comunidade. daquela região. Em 1992 foi implantado na Bahia e em 1993 na Região Centro Oeste. quando se criou o PSF – Programa de Saúde da Família os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS: • Ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família. que buscava minimizar a exclusão social através da mobilização social. no Estado do Ceará e posteriormente foi estendido para todo o Nordeste e Região Norte. em 1987. é capacitado para reunir informações de saúde sobre uma comunidade.Agente Comunitário de Saúde ACS – um processo histórico O trabalho comunitário dos ACS começou na década de 70 e foi a base para o Programa Comunidade Solidária.

pela liderança natural que exerce. Anteriormente. de 10 de julho de 2002. através da qual os homens criam e recriam a sua existência. hospitais . que dá mais força ao trabalho educativo. laboratórios. ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social. A capacidade de criar é exclusiva dos seres humanos.• Ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional. O ACS funciona como elo entre o Estado e a comunidade. de 4 de outubro de 1999. que elencou as atribuições do Agente Comunitário de Saúde bem como suas atividades. a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS).incluindo os universitários. Posteriormente a Lei 10. estando presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. Fazem parte do SUS os centros e postos de saúde. hemocentros (bancos de sangue). Vigilância Ambiental. O Decreto nº 3. realizado por toda a equipe. Processo de Trabalho em Saúde O trabalho é uma atividade humana de transformação da natureza de forma consciente e proposital. Vigilância Epidemiológica. encontram-se em atividade no país 204 mil ACS. Os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. Atualmente (2008).189. pela capacidade de se comunicar com as pessoas. A profissão de Agente comunitário de Saúde (ACS) foi criada pela Lei nº 10.507 foi revogada e substituída pela Lei nº 11. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular.350 de 5 de outubro de 2006.” (FANEMA) Sistema Único de Saúde (SUS) Criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tivesse acesso ao atendimento público de saúde. fixou as diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS). Está em contato permanente com as famílias. É também um elo cultural. fixando que seu exercício ocorreria exclusivamente no âmbito do Sistema único de Saúde e sob a supervisão do gestor local em saúde.507. . além de fundações e institutos de pesquisa. os serviços de Vigilância Sanitária.Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. “Quem é o agente comunitário? É alguém que se destaca na comunidade. como a FIOCRUZ . o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde.

Terceiro. que é um serviço – toda assistência à saúde é um serviço e. cabendo a cada trabalhador atribuições específicas e o produto final. tem a especificidade de realizar-se sobre pessoas e não sobre objetos. Ele participa conjuntamente do processo de trabalho e. co-responsável pelos objetivos a serem alcançados. O trabalhador da saúde comanda a forma como se dará a assistência ao usuário. pelo êxito ou fracasso das ações de saúde. o objeto de trabalho é o ser humano com sentimentos. tornar-se-á. podendo esta ser orientada por parâmetros humanitários. o trabalho passou a ser cada vez mais dividido em tarefas. Ainda. resultante dessas ações isoladas. ou seja. na saúde. exigindo-se dele participação ativa para que sejam corretamente aplicadas as normas e prescrições. o consumidor (usuário) contribui para o processo de trabalho e é parte desse processo. emoções. quanto mental. Referem-se às boas condições de vida. isto é. que é um serviço que se fundamenta numa inter-relação pessoal muito intensa. é responsável. juntamente com os profissionais de saúde. Isto demonstra que o trabalhador tem autonomia para ser criativo e propor soluções para as necessidades apresentadas. de respeito às singularidades e diversidade humana ou por parâmetros burocráticos. qual a história de sua queixa ou doença. freqüentemente. ao acesso às tecnologias que melhoram e/ou prolongam a vida. acolhedores. Segundo. compartilha características comuns com outros processos de trabalho que se dão na indústria e outros setores da economia. que ele é um exemplo de trabalho em geral e. A energia. protagonista do seu processo de saúde-doença. no entanto. que passaram a substituir o trabalho humano. vontades e necessidades a serem atendidas. fornecendo informações a respeito do que se passou com ele. No processo de trabalho em saúde temos que considerar três aspectos fundamentais: • Em primeiro lugar. . hierarquizados e desumanizados. viabilizou-se a construção de máquinas. tanto física. desconhecido dos trabalhadores que participaram do processo. os meios ou instrumentos de produção e o trabalhador.No processo de trabalho três elementos são fundamentais: a matéria-prima (objeto). empregada pelo trabalhador é o que chamamos de força de trabalho. impessoais. • • Assim. portanto. com a finalidade de aumentar cada vez mais a produtividade. Este. ao sentir-se participante do processo de atendimento. criação de vínculos efetivo-afetivos entre usuários e profissionais de saúde e autonomia dos sujeitos no modo de viver. cabendo aos homens o uso da força apenas para operá-las. Com o avanço e aplicação das ciências e tecnologias à produção. conjuntamente com o usuário.

com as formas como resolvem suas necessidades de saúde. ambulatórios de especialidades). Isso varia de pessoa para pessoa.Na atualidade. Ou seja. produzindo resultados com padrão de qualidade. Maria não estava tomando medicamentos. em um determinado momento histórico. a idéia da singularidade de cada pessoa em dar respostas às agressões do meio a que está exposta. compartilhando os conhecimentos científicos contemporâneos. dependendo do meio em que está inserida. um conceito de saúde e doença abrangente inclui. com a finalidade de atender integralmente às necessidades em saúde do usuário. quer numa unidade isolada (clínica. as representações que os indivíduos. hospital). de forma eficiente e eficaz. variando desde o uso de tecnologias mais avançadas até o uso de recursos terapêuticos não vinculados ao conhecimento científico ocidental. quer num conjunto hierarquizado de serviços (postos de saúde. . seu modo de viver e relacionar-se com o mundo. levou em consideração que naquele momento. O conjunto de categorias profissionais procura agir coerentemente. Processo saúde doença e seus determinantes /condicionantes Ola Maria! Como esta sua saúde? Muito bem obrigada José. isto é. em regime de cooperação. um número elevado de profissionais atuando nesta área. interdependente. e a sua? Provavelmente Maria. levando ao surgimento de um trabalho associado. Desta forma. que lhe é indissociável. uma das principais características do processo de trabalho em saúde é a crescente coletivização. não tinha procurado nenhum serviço de saúde e não estava impedida de trabalhar. É comum definir-se saúde como oposto à doença. sobretudo. não tinha nenhuma enfermidade. relacionam-se. A idéia de saúde e de doença para as pessoas tem a ver com a sensação de bem estar. o caráter subjetivo. Portanto. Tem a ver com “sentir-se bem” ou “sentir-se mal”. grupos e coletividades constroem a respeito de saúde e doença. de sair ou de se divertir. necessariamente. ao responder a José.

longas jornadas e o baixo salário pago aos trabalhadores. disenteria. ovelhas. o homem passou a domesticar/criar animais (aves.Como o desenvolvimento do conhecimento humano é um processo histórico. a teoria e a prática que orientam o saber-fazer dos profissionais variam no tempo e no espaço. pode ser dividida em períodos: o nômade. criaram condições para a propagação e transmissão de doenças como: cólera. da pesca e da coleta de raízes e frutos. o aumento da produção de alimentos gerando excedentes. que durou cerca de dez mil anos. Período Agropecuário Período Industrial A Revolução Industrial. As doenças infecto-contagiosas e parasitárias se alastravam causando epidemias e levando a óbito um grande contingente populacional. favorecendo o aumento populacional e possibilitando que alguns homens se dedicassem a outro tipo de trabalho. O aumento e a agregação populacional. O desenvolvimento da pecuária e da agricultura significou uma profunda mudança na vida dos homens: a divisão do trabalho determinada pelas relações de parentesco entre indivíduos e grupos. etc. estabelecendo-se onde vivia. crianças trabalhando desde os 5 anos de idade. . que em 1348 matou ¼ da população da Inglaterra. a que tipos de doenças ficam sujeitos. a irrigação e os utensílios em geral). sujas e em mau estado. Binômio Saúde . os homens viviam da caça. na busca de satisfação de suas necessidades. esgoto a céu aberto. determinou novas relações de trabalho: os donos das indústrias empregavam o operário em troca de um salário. As condições de vida da humanidade no que diz respeito à saúde. casas superlotadas. de uma maneira geral. conseqüentemente. também a saúde e a doença.Doença As várias fases do desenvolvimento da humanidade caracterizam-se por diferentes maneiras do homem relacionar-se com outros homens e com a natureza (para compreendê-la e transformá-la). Período Nômade Com o passar dos tempos. iniciada na Inglaterra a partir de 1750. Surgiram os artesãos.doença. No período nômade. porcos.) e a cultivar a terra. tuberculose. Essas relações influenciam profundamente as condições de vida dos homens e. condições insalubres de trabalho. malária e peste. que se dedicavam às invenções (o arado. As condições de vida eram péssimas: água impura. assim como a ausência de medidas sanitárias. o agropecuário e o industrial.

Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. Inicialmente a doença era vista como resultado da forma de constituição dos aglomerados humanos. diabetes etc. alimentação. dos cânceres. Nas últimas décadas ocorreram mudanças nas condições de vida e saúde das pessoas: o controle das doenças infecciosas. além da ampliação do acesso à assistência médica e hospitalar e de ações de vigilância ambiental (poluição do ar e da água e desmatamentos). com o objetivo de livrar a sociedade das “condições” que colocavam em risco a saúde da população.). econômicas e físicas e que a solução curativa consistia em prosperidade. das doenças mentais. sem exceção – ao risco de adoecer e morrer. Um exemplo do pensamento microbiano esta nos princípios das ações preventivas. educação e liberdade. evidenciada quando do aparecimento de epidemias. França. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. Por outro lado. em função do aumento da infra-estrutura básica. Conclui-se que a saúde e a doença dos indivíduos e das coletividades humanas apresentam várias causas e dependem de vários elementos. um lugar para se instalar e medidas para controlar ou evitar seus efeitos.Todos esses fatores contribuíram para elevar a expectativa média de vida das populações. educação e lazer. isolando os que apresentavam sinais de doença. homicídios e violência). que só poderiam se desenvolver numa democracia plena e ilimitada. Assim. queimando objetos pessoais daqueles que morriam. passando a ser prioridade a compreensão da dinâmica e as maneiras de se evitar os efeitos da presença desse agente.Pode-se afirmar que a preocupação com a saúde pública teve origem nessa época. das doenças ligadas ao trabalho e das mortes e incapacitações por causas externas (acidentes. uma vez que a proximidade e a mistura das pessoas na cidade expunham todos – ricos e pobres. onde havia um nível político e social mais desenvolvido afirmavam que as causas das epidemias são sociais. vestuário. Outras práticas eram desenvolvidas por agentes que atuavam como fiscais e guardas. de melhores condições de trabalho. que podem ser . verifica-se o crescimento das doenças crônico-degenerativas (cardiovasculares. nas campanhas de prevenção e erradicação de algumas doenças infecciosas e uso de vacinas. moradia. as doenças passaram a ter uma causa visível – o micróbio – orientando o conhecimento e as práticas sobre saúde/ doença. pulmonares. a doença era explicada pelo pensamento microbiano e unicausal (um micróbio = uma doença) – tinha um agente. Posteriormente quando da invenção do microscópio.

outros: Alimentação moradia trabalho meio ambiente saneamento básico renda educação transporte lazer acesso aos bens e serviços essenciais . No Brasil. produzidos nas relações com o meio físico. o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. cuja responsabilidade é a provisão de um sistema de atenção à saúde universal e equânime. Em 1990. O domínio do conhecimento acerca do cotidiano familiar permite a elaboração de uma estratégia de abordagem que resultará em uma ação eficiente e satisfatória para a comunidade assistida assistida.º que: A saúde tem como fatores determinantes e c condicionantes. universal e gratuito para toda a população do país. a VIII Conferência Nacional de Saúde. em 1988 pela Constituição Federal Brasileira. garantindo acesso integral. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos. Essa concepção é chamada determinação social do processo saúde-doença. em 1986.080) definiu no Artigo 3. tendo como diretrizes a descentralização.chamados de determinantes de saúde e de doença. SUS – Sistema Único de S Saúde Conforme definição do Ministério da Saúde. social e cultural. definiu saúde como direito de todos e dever do Estado.º 8. O processo saúde/doença resulta da interação de diversos fatores do dia dia-a-dia e a família é o centro de informações privilegiado para atingir o cotidiano dos cidadãos atingir e seus costumes. Amparado por um conceito ampliado de saúde. o SUS foi criado. a integralidade da atenção e a participação e o controle social. a Lei Orgânica da Saúde (Lei Federal n. S para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros. entre outros .

Princípios e Diretrizes do Sistema Único de Saúde e a Lei Orgânica da Saúde Segundo o artigo 200 da Constituição Federal. O SUS através do acúmulo técnico político dos seus três níveis de gestão. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. e imunobiológicos. Diretrizes ou princípios constitutivos • Universalidade • Eqüidade • Integralidade . compreendido o controle de seu teor nutricional. transporte. Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. bem como as de saúde do trabalhador. Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos. Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico. hemoderivados e outros insumos. bem como bebidas e águas para consumo humano. nele compreendido o do trabalho. Colaborar na proteção do meio ambiente. tem possibilitado a identificação de um conjunto de questões relativas às bases conceituais e operacionais do que se tem e denominado "Atenção Básica à Saúde" no Brasil. compete ao SUS: • • • • • • • • Controlar e fiscalizar procedimentos. o técnico-político federal. e de suas relações com os demais níveis do sistema. o estadual e o municipal. equipamentos. Ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. na implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e da Saúde da Família. Participar do controle e fiscalização da produção. tóxicos e radioativos. Fiscalizar e inspecionar alimentos.

Trata-se de uma concepção que supera a antiga atuação de caráter exclusivamente centrado na doença. Saúde é direito de cidadania e dever dos governos: municipal. por parte do sistema. no entanto. é a garantia de atenção à saude. estadual e federal. Esta reorientação fundamenta-se nas três diretrizes do SUS: da universalidade. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde e de Saúde da Família é elemento essencial para a reorientação do modelo de atenção pretendido pelo Ministério da Saúde. possibilitando o compromisso e a criação e fortalecimento de elos entre os profissionais e os usuários e a comunidade. integralidade o profissional na execução dos serviços de saúde não perder a referência de que: • Cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade. A expansão e a qualificação da Atenção Básica. biopsicossocial. em um contexto de descentralização e controle social da gestão. desenvolvendo um trabalho de prevenção e educação por meio de práticas gerenciais e sanitárias. a saude é algo a ser conquistado e mantido. • O homem é um ser integral. são parte do conjunto de prioridades políticas apresentadas pelo Ministério da Saúde e aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde. Também as necessidades de saúde indivíduais ou de grupos específicos devem ser levadas em consideração. proteger e recuperar a sua saúde. como. • As ações de promoção. o Brasil contém disparidades sociais e regionais.Universalidade Conforme o disposto na nossa Constituição Federal : "A saúde é um direito de todos". e deverá ser atendido sob esta ótica integral por um sistema de saúde integral com o objetivo de promover. a todo e qualquer cidadão. • As unidades prestadoras de serviço formam também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral. Em outras palavras. as equipes Saúde da Família estabelecem vínculos com a população. proteção e recuperação da saúde formam um todo indivisível e não podem ser individualizadas. Integralidade A atenção à saúde inclui tanto os meios curativos quanto os preventivos. diferenciando o atendimento conforme sua complexidade Todos devem ter igualdade de oportunidade em usar o sistema de saúde. tanto os individuais quanto os coletivos. integralidade e eqüidade. democráticas e participativas. Portanto. fatores primordiais da Saúde da Família. com o objetivo de diminuir as conseqüências negativas associadas ao adoecimento. as necessidades de saúde variam. Todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema pode oferecer para todos. Em razão da limitação da clientela. Eqüidade É a condição de igualdade de oportunidades para o uso de recursos existentes. . Em outras palavras. O objetivo é quebrar o ciclo vicioso que leva à doença.

no Ministério da Saúde. pela Atenção. primário deve ser oferecido diretamente à população. prestar cooperação técnica a avaliação. abrangência a área de vários serviços de menor complexidade. Os usuários participam da gestão do SUS através das Conferências . é abrangência. Distrito Federal e municípios. tem a missão institucional de operacionalizar essa política no âmbito da gestão federal do SUS. estas instâncias de gestão na implementação e organização da estratégia Saúde da Família. como também é chamado esse princípio. Os serviços de maior complexidade são menos numerosos e por isso mesmo sua área de abrangência é mais ampla. estrutura vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde. ainda. responsável pela saúde de uma parte da população. Participação da comunidade: O controle social.142. pela Lei nº 8. A execução dessa política é compartilhada por estados. desenvolver mecanismos de controle e avaliação. enquanto os outros devem ser enquanto utilizados apenas quando necessários. foi melhor regulado . O Departamento de Atenção Básica (DAB).sob a forma de trabalho em equipes Trabalhos voltados às populações de territórios equipes. Os princípios fundamentais da Atenção básica no Brasil são: Atenção resolubilidade complementaridade do setor privado Princípios organizacionais participação social hierarquização e regionalização descentralização Hierarquização e regionalização Os serviços de saúde são divididos em níveis de complexidade o nível complexidade. Quanto mais bem estruturado for o fluxo de referência e contra-referência entre os serviços de saúde. o ou seja. Ao DAB cabe. pelos quais a equipes assumem a responsabilidade pelo monitoramento. melhor a eficiência e referência eficácia dos mesmos. Cada serviço de saúde tem uma área de abrangência ou seja. delimitados.

as transferências passaram a ser "fundo-a-fundo". e não no número de atendimentos. • A instituição privada deverá funcionar conforme as diretrizes. ou seja. os princípios básicos e as normas do SUS. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e sua utilização pelo usuário. Integração. Resolubilidade É a exigência de que o cidadão ao buscar um atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a saúde. Conjugação dos recursos financeiros. tecnológicos. sobre sua saúde. também chamados de esferas: nacional. • A integração dos princípios privados deverá se dar na mesma lógica organizacional do SUS em termos de regionalização e hierarquização dos serviços. a alocação de recursos e a orientação programática. Nos Conselhos de Saúde ocorre a chamada paridade: enquanto os usuários têm metade das vagas.de Saúde. materiais e humanos da União. que são órgãos colegiados também em todos os níveis. em nível executivo. Os municípios têm assumido papel cada vez mais importante na prestação e no gerenciamento dos serviços de saúde. do Distrito Federal e dos Municípios. o serviço correspondente à necessidade esteja capacitado para enfrenta-la e resolve-la até o limite da sua capacidade. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência. Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos. . e através dos Conselhos de Saúde. às pessoas assistidas. quando por insuficiência do setor público for necessária a contratação de serviços privados. A Lei Orgânica da Saúde estabelece ainda os seguintes princípios: • • • • • • • • Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral. baseadas em sua população e no tipo de serviço oferecido. Complementaridade do setor privado Conforme disposto na Constituição Federal. das ações de saúde. na prestação de serviços de assistência à saúde da população. que ocorrem a cada quatro anos em todos os níveis. deve-se ser observada três condições: • Celebração de contrato de acordo com as normas do direito público. dos Estados. Direito à informação. meio-ambiente e saneamento básico. o interesse público prevalecendo sobre o particular. estadual e municipal. Descentralização político-administrativa O SUS existe em três níveis. o governo tem um quarto e os trabalhadores outro quarto. cada uma com comando único e atribuições próprias. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades.

tecnológicos. individualizado. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades. etc. Uma etapa importante.A preservação da autonomia estabelece que cada ser é único. ocasião em que se debaterá a importância do programa. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes de saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil. A implantação do Programa Saúde da Família (PSF) A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial. mas sim desenvolver atividades de assistência que atendam aos problemas mais comuns da população. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias. Não devem servir apenas para a triagem e encaminhamento dos clientes. seus objetivos e propostas.) que se pretende assistir. sobre sua saúde O maior interessado em sua saúde é o próprio paciente. a unidade de saúde funcionaria como um “funil”. As unidades de saúde da família devem caracterizar-se como porta de entrada dos usuários para os serviços de saúde. Conjugação dos recursos financeiros. a alocação de recursos e a orientação programática Os estudos epidemiológicos podem ser úteis no planejamento de ações prioritárias (alocação de recursos e a orientação programática). Dessa forma. dando conta de aproximadamente 85% da demanda exigida pela clientela. direcionado a cada pessoa. às pessoas assistidas. tecnológicos. Protegendo e tratando o paciente de forma transparente em relação às informações referentes à sua saúde. Esta estrutura envolve e dependem de recursos financeiros. operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. recuperação. materiais e humanos de todas as esferas de governos. consiste na abertura de espaços de discussão e negociação entre gestores e representantes da comunidade (Conselhos de Saúde. inclusive o de requerer os resultados de exames e testes realizados no seu diagnóstico. do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população Para prover as ações de saúde o Estado deve manter uma estrutura com todos os recursos necessários à prestação de serviços do SUS.Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral . As equipes atuam através de ações de promoção da saúde. que deve ser realizada. materiais e humanos da União. dos Estados. Direito à informação. prevenção. por isso ele tem direito a todas as informações. tendo direito a um tratamento único. localizadas em uma área geográfica delimitada. Além . portanto. associações de bairro. reabilitação de doenças e de agravos mais freqüentes. e na manutenção da saúde da comunidade.

um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental. tecnicamente competentes e intersetorialmente articuladas. um médico. as equipes de saúde da família são constituídas por. Devem aprender a trabalhar na perspectiva da promoção da saúde. Como é formada a equipe de saúde coletiva? Quem são os profissionais envolvidos? Geralmente. um auxiliar de enfermagem e quatro a seis agentes comunitários de saúde.disso. Quando ampliadas. Características do sistema ter território definido com uma população delimitada sob sua responsabilidade intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade em questão está exposta prestar assistência integral. viabilizadas através do preparo dos integrantes para saberem lidar com situações adversas presentes no cotidiano das ações das equipes de saúde da família. a definição conjunta das prioridades reforça o objetivo do PSF de promover o desenvolvimento integral da comunidade. A capacitação destes profissionais é fundamental para que sejam desenvolvidas ações humanizadas. obviamente dentro dos limites da realidade de cada profissão. contam ainda com um dentista. em equipe e com . permanente e de qualidade realizar atividades de educação e promoção da saúde estabelecer vínculos de compromisso e de coresponsabilidade com a população estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões atuar de forma intersetorial. São formadas por meio de processo de seleção conforme o disposto na lei orgânica de cada município. no mínimo. por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade O trabalho em saúde coletiva requer de todos os profissionais envolvidos participação e criatividade no exercício de suas atribuições. um enfermeiro.

por meio de ações educativas em saúde nos domicílios e coletividade. caracterizando-se como um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde. realiza atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. o que facilita o trabalho de vigilância e promoção da saúde. Como já vimos ao estudarmos a equipe de saúde. Para trabalhar como agente comunitário é importante residir na região onde desempenhará suas atividades. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde. realizado por toda a equipe. ao unir dois universos culturais distintos: o do saber científico e o do saber popular popular. hierarquizado Quem é o agente comunitário de saúde? O que ele faz? O Agente Comunitário de Saúde integra as equipes do PACS e PSF.preocupações integrais. O ACS funciona como elo entre de ligação entre o Estado e a comunidade comunidade. Ele faz parte do sistema de saúde local e atua como uma sistema ponte entre a comunidade e os serviços de saúde disponíveis em seu município. O Programa de Agentes Comunitários de Saúde é hoje considerado parte da Saúde da Família. e estas passam a ter co estas coresponsabilidade no cuidado à saúde. em conformidade com as conformidade diretrizes do SUS. É também um elo cultural. A boa formação das equipes da Saúde da Família é elemento essencial para o estabelecimento da comunicação e troca de amília ação experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. ter espírito de liderança e de solidariedade. que dá mais força ao trabalho educativo. É ele quem visita as casas coletando informações para levar para a equipe do P levar PSF. nas residências e na mobilização da comunidade. coletivas e sociais. O agente comunitário é o responsável p pelo primeiro contato com as famílias. Está em contato permanente com as famílias. Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de um número estabelecido de famílias de uma determinada área. e estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidadania. O agente deve conhecer muito bem a comunidade em que vive. o Agente Comunitário de Saúde não trabalha sozinho. Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em rela relação à rede do SUS: ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional .

mesmo quando não se tem poder para. assumindo co-responsabilidades e fazendo apelo ético às competências dos outros. segundo uma inteligência prática sobre o que está ocorrendo e com capacidade para coordenar-se com outros atores na mobilização de suas capacidades. Competências do Técnico Agente Comunitário de Saúde Competência profissional é a capacidade de enfrentar situações e acontecimentos próprios de um campo profissional. em conjunto com a equipe. de se situar em relação a ela e de determinar suas conseqüentes ações. Situações e acontecimentos próprios de um campo profissional: conjunto de eventos que demandam responsabilidade de trabalho e a maneira individual de apreender cada situação. criticar. considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividades. pela capacidade de comunicação com as pessoas. concluir e antecipar. atividades de planejamento e avaliação das ações de saúde no âmbito de adscrição da Unidade Básica . pela liderança natural que exercem. Iniciativa: capacidade de iniciar uma ação por conta própria. habilidades. sozinho. atitudes e valores. Competências do ACS • desenvolver ações que busquem a integração entre as equipes de saúde e a população adscrita à Unidade Básica de Saúde. São indivíduos que se destacam na comunidade. Pressupõe que a organização do trabalho admita que as ações profissionais competentes transcendam as prescrições. colocando-os em ação para enfrentar situações do processo de trabalho. argumentar. Inteligência prática: capacidade de articular e mobilizar conhecimentos. Responsabilidade: capacidade de responder pelas ações sob sua própria iniciativa e sob iniciativa de pessoas envolvidas nestas ações. Autonomia: capacidade de aprender a pensar. • realizar. Coordenar-se com outros atores: capacidade e disponibilidade de estabelecer movimentos de solidariedade e de compartilhamento de situações e acontecimentos do trabalho. mudar uma realidade ou normas já estabelecidas. ultrapassando a noção de recursos humanos e seu posto de trabalho. porém não é sinônimo de independência e sim. com iniciativa e responsabilidade.Os ACS estão presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. defender. de interdependência entendida como responsabilidade e reciprocidade.

dirigidas aos indivíduos. Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde O ACS trabalha com famílias de base geográfica definida. O recrutamento dos agentes é feito através de processo seletivo no município. Um agente é responsável pelo acompanhamento de 150 famílias ou 750 pessoas. da prevenção e do monitoramento das situações de risco ambiental e sanitário • • O programa também estimula a participação e o controle social das atividades.de Saúde. o âmbito da promoção da saúde e prevenção de doenças. ser maior de 18 anos. As seis competências que definem o perfil do Agente Comunitário de Saúde estão distribuídas em três âmbitos de atuação. e ter disponibilidade de tempo integral para trabalhar. tendo a promoção da saúde e a prevenção de agravos como eixos fundamentais do processo formativo. conforme plano de ação da equipe de saúde. conforme definido no plano de ação da equipe de saúde e nos protocolos de saúde pública. na área onde desempenha suas atividades. com visitas aos domicílios. ações de promoção da saúde visando à melhoria da qualidade de vida da população. • desenvolver. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas às situações de risco ambiental e sanitário para a população. . Âmbitos de atuação do ACS • o âmbito da mobilização social. segundo os contextos onde se desenvolvem as práticas. buscando garantir a integralidade de suas ações. Entre outros requisitos. saber ler e escrever. a gestão social das políticas públicas de saúde e o exercício do controle da sociedade sobre o setor Saúde. o agente de saúde precisa morar. o âmbito da promoção. em equipe. há pelo menos dois anos. aos grupos específicos e às doenças prevalentes. • desenvolver ações de prevenção e monitoramento dirigidas a grupos específicos e a doenças prevalentes. • desenvolver ações de promoção e de proteção e desenvolvimento da cidadania no âmbito social e da saúde. com assessoria da Secretaria Estadual de Saúde. a adoção de instrumentos de acompanhamento e avaliação dos resultados e o cadastramento das famílias. segundo definição territorial pré-estabelecida. integração entre a população e as equipes de saúde e do planejamento das ações.

O ACS é monitorado pelo enfermeiro-supervisor, cujas tarefas básicas são o planejamento, a coordenação e o acompanhamento das atividades desenvolvidas dentro do Programa de Agentes Comunitários de Saúde.

Atribuições básicas dos agentes comunitários de saúde
O cadastramento das famílias; o acompanhamento de pré-natal e do crescimento e desenvolvimento de crianças de 0 a 5 anos. A orientação sobre doenças endêmicas, preservação do meio ambiente, saúde bucal, planejamento familiar, nutrição, assistência na área de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS; promoção da saúde do idoso; apoio a portadores de deficiência psicofísica, entre outros. Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis com ênfase nas suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas. Identificar os problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais a população da comunidade está exposta; Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos problemas de saúde e fatores que colocam em risco a saúde. Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância epidemiológica, nas diferentes fases do ciclo de vida; Valorizar a relação com o usuário e com a família, para a criação de vínculo de confiança, de afeto, de respeito. Realizar visitas domiciliares de acordo com o planejamento; Resolver os problemas de saúde do nível de atenção básica. Garantir acesso à continuidade do tratamento dentro de um sistema de referência e contra-referência para os casos de maior complexidade ou que necessitem de internação hospitalar. Prestar assistência integral à população descrita, respondendo à demanda de forma contínua e racionalista. Coordenar, participar de e/ou organizar grupos de educação para a saúde. Promover ações intersetoriais e parcerias com organizações formais e informais existentes na comunidade para o enfretamento conjunto dos problemas identificados. Fomentar a participação popular, discutindo com a comunidade conceitos de cidadania, de direitos à saúde e suas bases legais. Incentivar a formação e/ou participação ativa da comunidade nos conselho locais de saúde e no conselho Municipal de Saúde. Auxiliar na implantação do cartão Nacional de Saúde.

Atribuições específicas do Agente Comunitário de Saúde
Realizar mapeamento de sua área. Cadastrar as famílias e atualizar permanentemente esse cadastro. Identificar indivíduos famílias expostos a situações de risco. Identificar área de risco. Orientar as famílias para utilização adequada dos serviços de saúde, encaminhando-as e até agendando consultas, exames e atendimento odontológico, quando necessário. Realizar ações e atividades, no nível de suas competências, na áreas prioritárias da

Atenção Básicas; - Realizar, por meio da visita domiciliar, e acompanhamento mensal de todas as famílias sob sua responsabilidade. Estar sempre bem informado, e informar aos demais membros da equipe, sobre a situação das famílias acompanhadas, particularmente aquelas em situações de risco. Desenvolver ações de educação e vigilância à saúde, com ênfase na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Promover a educação e a mobilização comunitária, visando desenvolver ações coletivas de saneamento e melhoria do meio ambiente, entre outras. Traduzir para a ESF a dinâmica social da comunidade, suas necessidades, potencialidades e limites. Identificar parceiros e recursos existentes na comunidade que possa ser potencializados pela equipe.

Conhecimentos atuação.
Onde o ACS atua?

Geográficos

da

área/região/município

de

O ACS tem que reconhecer o território de atuação. Tem que fazer um levantamento dos dados do território que vai trabalhar.

Dados Área População número de domicílios tipos de habitação tipos de instituições econômicas (comércio, indústria) instituições culturais (teatros, bibliotecas) instituições públicas (escolas, creches, delegacias) representações da sociedade civil (associações de moradores, Conselhos de Saúde, conselhos de pais da escola, Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente) presença de organizações não-governamentais (ONGs)

Esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos, bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias.

Vamos conhecer um pouco da cidade de Ilhéus – BA.
Segundo o ultimo censo IBGE, qual é a população do município? 219.266 habitantes, é o 15º município mais populoso do interior do Nordeste e, teve como destaque um crescimento anual negativo, por conta de seu tamanho.

Qual é a localização geográfica de Ilhéus? Fica localizado na zona cacaueira, sul do Estado da Bahia com área de 1.712 quilômetros quadrados, teve sua extensão geográfica diminuída por conta do desmembramento para criação de novos municípios. Qual é o seu potencial agroclimático? Apresenta aptidão para a produção de cacau, coco-da-bahia, banana, citrus, cana-deaçúcar, mandioca, milho, etc. Sua divisão politica-administrativa é constituída por: 42 bairros (zona urbana) - Alto da Boa Vista; Alto da Esperança; Alto da Tapera; Alto da Uberlândia; Alto do Amparo; Alto do Soledade; Banco da Vitória; Barra; Basílio; Centro; Conquista; Distrito Industrial; Expansão Urbana; Expansão Urbana Norte; Expansão Urbana Sul; Hernani Sá; Iguape; Ilhéus II; Jardim Atlântico; Jardim Pontal; Jardim Savóia; Loteamento Barra Norte; Loteamento São Domingos; Malhado; Moradas do Bosque; Nelson Costa; Nossa Senhora da Vitória; Nova Brasília; Nova Esperança; Pontal; Raymundo Amaral Pacheco (Cidade Nova); Salobrinho; São Francisco; Sapetinga; Teotônio Vilela; Teresópolis; Vila Cachoeira; Vila de São Miguel; Vila Nazaré; Vivendas do Atlântico. 09 distrito/povoados, (zona rural): Aritaguá Distância: 5 km - População: 9.053 habitantes. Povoados: Sambaituba, São José, São João, Itariri, Juerana, Carobeira, Ponta da Tulha, Ponta do Ramo, Mamoã, Retiro, Aderno, Tibina, Vila Campinhos, Urucutuca e Vila Olímpio. Banco Central Distância: 65 km - População: 4.279 habitantes. Povoados: Arraiais: Três Paus, Ribeira e Visagem. Castelo Novo Distância: 35 km - População: 3.183 habitantes. Povoados: Ribeira das Pedras, Lava-Pés e Lagoa Encantada. Arraial: Parafuso. Coutos Distância: 5 km - População: 4.405 habitantes. Povoados: Santo Antônio, Rio do Engenho e Maria Jape. Arraiais: Areia Branca e Búzios. Inema Distância: 90 km - População: 3.130 habitantes. Povoados: Arraial: Água Branca.

etc.População: 5.População: 5. Santana e Cascalheira. Dados econômicos: • Agricultura se subdivide em lavoura permanente e lavoura temporária.575 habitantes. são considerados abaixo da linha da pobreza. • • • • • Pecuária: criação de bovinos. cana-de-açúcar. Serra das Trempes. vídeos-locadora. Acuípe de Baixo. • Revista impressa local.Japu Distância: 30 km . 66.50.População: 1. milho. Questões de desigualdade social: Apenas 10% da população é considerada rica pelos padrões locais. o Temporária: abacaxi. café. Jairi e Santaninha. suínos e caprinos. mandioca. Quais os meios de comunicação do município? • Radio am/FM • Jornal impresso local. • Provedor de Internet • Geradora de TV No setor cultural. o que o município oferece? Estádios e ginásios esportivos: 02 Museus: 04 Teatro ou salas de espetáculo: 04 Cinemas: 02 ► Todos mantidos com recursos do poder publico municipal. . Povoado: Banco do Pedro. Comércio: lojas.449 habitantes. Rio do Braço Distância: 29 km . borracha. comercio varejista.815 habitantes.77% da população vive com renda percapita inferior a R$ 75. o Permanente: cacau. Arraial: Ribeirão Pimenta. etc.População: 15. Olivença Distância: 16 km . Pimenteira Distância: 81 km . livrarias. Acuípe de Cima.236 habitantes. Arraiais: Acuípe do Meio. Povoados: Serrado. abacate.

religião. para cada família. um processo de trabalho elaborado com objetivos baseados nas necessidades da comunidade e nas possibilidades da própria equipe.como habitação e saneamento . através da elaboração de um plano para seu enfrentamento.escolaridade. fonte de água para consumo. prestar ou supervisionar cuidados e identificar. no domicílio e nas dinâmicas e relacionamentos do grupo familiar. aquisição de plano de saúde O resultado final das informações coletadas no período de cadastramento é denominado diagnóstico de vida e saúde das comunidades. tratamento de água no domicílio.Cadastramento familiar e territorial: finalidade e instrumentos O inicio das atividades da equipe do PSF é marcado pelo cadastramento da clientela. processo que permite a criação de vínculos entre as equipes e as famílias. idade e sexo Endereço . em conjunto com as famílias. pois permite estabelecer as prioridades dentre os problemas detectados. meios de comunicação utilizados. data de nascimento. uma ficha de cadastro contendo as seguintes informações: Cadastro Dados demográficos – nome. Utiliza-se. A visita domiciliar garante o vínculo e o acesso da equipe de saúde ao contexto familiar e social dos assistidos e destaca-se como uma atividade que permite acompanhar regularmente a saúde da família. serviços utilizados em caso de doença. tipo de casa.serão necessárias. a identificação dos fatores relacionados às condições de saúde local e da esfera onde as suas ações e de outros setores . permitindo a percepção dos fatores de risco que determinarão a prioridade de intervenção das equipes. os . meios de transporte utilizados Dados socioculturais . participação em grupos comunitários Dados sobre o meio ambiente .presença de indivíduos portadores de doenças ou condições especiais. ocupação. Este plano de enfrentamento é na realidade. destino de dejetos Dados de morbidade .sistema de coleta de lixo. Esse diagnóstico deve ser construído pela equipe.fundamental para que a equipe se organize no planejamento dos segmentos territoriais a assistir Dados socioeconômicos .

é necessário considerar os limites e as a possibilidades do saber específico do profissional/técnico que a executará executará. • • Descrição da técnica de VD Etapas da VD planejamento execução registro de dados avaliação do processo . estimulados ou desaconselhados. Na elaboração dos objetivos da VD. Considerar no planejamento eventuais diferenças socioculturais e educacionais r entre os profissionais e os usuários dos Serviços de Saúde. a equipe do PSF consegue observar e identificar hábitos de vida que devem ser discutidos. do respeito mútuo (crenças e valores relacionados ao processo saúde doença) e da construção conjunta da saúde-doença) intervenção no processo saúde venção saúde-doença. Os pressupostos que or orientam a VD são: Uma VD deve compreender um conjunto de ações sistematizadas. da responsabilidade compartilhada. A intervenção no processo saúde doença pode ou não ser uma ação integrante saúde-doença da VD. favorecendo a manutenção da saúde dos integrantes da família assistida.fatores que poderão auxiliar na determinação do processo saúde doença. a família interpreta a visita domiciliar como uma atenção diferenciada por parte do nterpreta serviço de saúde. A relação entre o profissional e o usuário deve estar pautada nos princípios da profissional participação. ada Durante sua realização. devendo ser planejada de acordo com as necessidades de cada família. A visita domiciliar reúne um conjunto de ações de saúde voltadas para aspectos educativos e assistenciais. que se iniciam antes e continuam após o ato de visitar o usuário no domicílio: • • • • A execução da VD pressupõe o uso das técnicas de entrevista e de observação sistematizada. A realização da VD requer um profissional habilitado e com capacitação lização específica. Usualmente saúde-doença.

o tempo a ser gasto em cada casa e o horário disponível do ACS e do usuário. segundo os critérios estabelecidos pela equipe de saúde. Posteriormente. realizar a observação sistematizada da dinâmica da família e ao término.Planejamento Um planejamento bem elaborado aumenta a possibilidade de êxito: o ACS preparado terá clareza e segurança na visita atingindo o rendimento desejável para a atividade. quem realizou a VD. . • Durante a VD. objetivos e dados coletados previamente. segundo os objetivos propostos para a VD. entrar em contato com o usuário antes da realização da VD para agendar a data e o horário. como consulta aos demais membros da unidade. É importante considerar o itinerário. Se possível. mas. • Deve adaptar o plano da VD. endereço. Executar primeiro as VDs mais rápidas e deixar por último aquelas que necessitam de um contato mais prolongado. • Quando chegar ao domicílio o ACS deve identificar-se (nome e função) e expressar de maneira informal. É importante estabelecer os objetivos da VD. A execução da VD O ACS deve tomar cuidados para que a visita alcance a finalidade esperada. com clareza os objetivos da visita de forma cordial. no caso de ocorrerem interferências durante sua realização que possam prejudicar o alcance dos objetivos. inicia-se a captação da realidade de vida e saúde do usuário e dos seus familiares através da leitura do prontuário e da troca de informações com os profissionais que já tiveram contato com algum membro da família. pois irão orientar a revisão de conhecimentos necessária para embasar a entrevista com o usuário e a observação no domicílio. a fim de selecionar os dados essenciais e pertinentes aos objetivos da visita. Se a VD tiver como objetivo a coleta de dados. A cada etapa realizada. evitando os extremos da formalidade e da intimidade no contato com os usuários. A busca de conhecimento necessário para o sucesso da VD pode ser realizado através de leitura bibliográfica ou de outras fontes de informação. O planejamento inicia-se com a seleção das visitas. como é o caso das doenças transmissíveis. deve-se explicar o motivo da anotação das informações e destacar o caráter sigiloso do registro. para que na medida do possível as necessidades da família ali explicitadas possam ser atendidas. que deve conter: número de cadastro da família. • Após a apresentação iniciar a entrevista ou executar os procedimentos previstos. nome do(s) usuário(s). o profissional deve resgatar os seus objetivos e fazer uma síntese do que foi realizado para a família. preencher o impresso utilizado na realização da VD.

tanto as relatadas por ela. O SIAB é um sistema de informação territorializado. situação de saúde. permitindo o mapeamento da situação sócio-sanitária e do perfil epidemiológico. cujos dados são coletados em âmbito domiciliar e em unidades básicas nas áreas cobertas pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Saúde da Família (PSF). produção e composição das equipes de saúde. reproduzem as condições de moradia e saneamento. Sistema de informação da Atenção Básica (SIAB) O cadastramento proverá a alimentação do banco de dados do Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB). deve elaborar um relatório sobre a VD e anexá-lo ao prontuário do usuário. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. O relatório deve contemplar a avaliação da VD. O relatório deve ser apresentado à equipe. ser iniciado com as informações colhidas.Relatório da VD O ACS. gestantes. Deve informar as necessidades da família. que deve ser feita tendo como referência os objetivos propostos inicialmente. O SIAB elenca um grande número de indicadores. diabetes. fundamentando a continuidade da assistência à família. que tomará as providências necessárias para dar continuidade à assistência à família. O relatório deve ser claro. Avaliação do processo da VD A avaliação é necessária para que a equipe estabeleça o plano operacional da assistência à família visitada e também. e o acompanhamento das ações . as intervenções realizadas. seguido das observações feitas e. Ele é essencial para que as informações coletadas através da entrevista ou da observação sejam compartilhadas com os membros da equipe e para que não se percam ao longo do tempo. o acompanhamento de crianças. verificar se os pressupostos de uma VD foram contemplados. Ou seja. objetivo. das observações e das intervenções realizadas. hospitalizações e óbitos ocorridos no território. Também deve registrar aspectos que precisam ser explorados no próximo contato com a família. sintético. ter uma seqüência lógica. Enfim. tuberculose e hanseníase. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes. para que o ACS possa fazer uma autoavaliação baseada na realização da VD. pessoas com hipertensão. deve conter uma síntese das informações coletadas. Os cadastros de famílias e pessoas. por fim. Estas informações permitem avaliar os resultados obtidos com o desenvolvimento de atividades das equipes do PSF e estudar as características das pessoas. quanto as que foram detectadas pelo ACS. dos domicílios e das condições de saneamento em que vivem as famílias sob responsabilidade das equipes.

é reconhecida como uma variável fundamental que afeta a demanda por serviços de saúde e determina necessidades de resposta desse sistema. . por outro lado. preenchida pelo agente comunitário de saúde (ACS) no momento do cadastramento das famílias. bem como da esperança de vida ao nascer. cujo objetivo é estabelecer uma linha de atuação específica para a área analisada. Os dados gerados através das fichas de coleta são. sendo atualizada permanentemente. Outros. são produzidos os relatórios de indicadores do SIAB. são tidos como estreitamente vinculados a essas condições. em grande parte. Interpretação demográfica é a análise dos dados estatísticos com o objetivo de esclarecer questões pertinentes a uma determinada região geográfica. Fichas de registro de atividades. produzidas mensalmente por todos os profissionais das equipes de saúde. A demografia é uma ciência importante para a saúde pública. bem como para o planejamento das ações programáticas mais necessárias. como a fecundidade e a urbanização. Interpretação demográfica Como já vimos. Os principais instrumentos de coleta do SIAB Ficha de cadastro das famílias e levantamento de dados sócio-sanitários. Fichas de acompanhamento de grupos de risco e de problemas de saúde prioritários. Uma vez processados os dados. esses dados são fundamentais para a construção dos perfis epidemiológicos. assim como a avaliação do alcance das metas programadas. entre outras razões por fornecer conceitos e medidas fundamentais sobre a saúde em sua dimensão populacional. procedimentos e notificações. com maior ou menor grau de complexidade técnica. é extremamente importante para que haja um bom trabalho em saúde coletiva o reconhecimento do território no qual a equipe de saúde atua. Alguns indicadores demográficos são usualmente analisados como indicadores imediatos das condições de saúde: é o caso da mortalidade geral e infantil. preenchidas mensalmente pelos agentes comunitários de saúde. agregados. e alguns deles são consolidados antes de serem lançados no programa informatizado.de saúde desenvolvidas. no momento de realização das visitas domiciliares. mas não se trata apenas de coletar informações. A estrutura etária da população. a satisfação da equipe de saúde da família e dos usuários e alterações efetivas no modelo assistencial.

A disciplina que subsidia a delimitação deste território é o planejamento urbano e seu objeto é o administrativoassistencial. dentre outras. normalmente coincide com o espaço de um município. contribuindo para a facilitação de uma ação intersetorial. similarmente ao distrito sanitário// território político-administrativo está definido com base em critérios administrativos e assistenciais. uma vez que há uma unidade de . Área de abrangência Área de abrangência é um determinado território ou espaço físico delimitado em que atua uma unidade ambulatorial de saúde e delimita-se em função do fluxo e contra fluxo de trabalhadores de saúde e da população num determinado espaço físico. denominado território sanitário ou distrito sanitário. A lógica de sua estruturação é a constatação de barreiras geográficas impeditivas de uma livre circulação. e como prolongamento progressivo do número de anos vividos. Importam a dimensão dos recursos existentes para uma dada população e a distância-tempo de demanda da população ao ambulatório. bem como planejar e desenvolver ações de saúde coerentes com a realidade vivida por essa população. O critério de delimitação da área de abrangência é a geografia humana. político. nesse espaço. uma vez que o distrito sanitário institui-se. O território que diz respeito à saúde. como organização administrativa voltada para a mudança das práticas sanitárias. a vantagem da possibilitação de uma integração da autoridade sanitária com responsáveis por outros setores. A coincidência dos distritos sanitários com territórios político-administrativos previamente delimitados apresenta. permitindo elaborar diagnóstico e avaliação permanentes. micro-área e área de abrangência Territorialização Uma das questões fundamentais para o entendimento do processo saúdedoença é o conhecimento do território em suas singularidades. é o território econômico. em oposição à morte precoce dos indivíduos que a compõem. pois diz respeito à compreensão do espaço de atuação dos profissionais de saúde da família. obedecendo à lógica político-administrativa do mesmo. A Territorialização é um dos princípios básicos do atendimento e da organização do processo de trabalho em Saúde da Família. analisar e compreender os principais agravos da população. O território é mais do que simplesmente o espaço físico. ou seja a delimitação geográfica. A partir de delimitação do Território da área de abrangência de cada Unidade Básica de Saúde da Família será possível identificar os principais problemas de saúde que afetam a comunidade.A compreensão demográfica da saúde está relacionada com a maior sobrevida do conjunto de uma população. Conceito de territorialização. cultural e epidemiológico. e seu objeto. bem como da dinâmica social e sanitária.

as doenças imunopreveníveis vêm tendo uma redução de casos e mortes de 153 mil casos para 1. tendendo.direção no nível da unidade ambulatorial com autoridade sanitária sobre seu território e uma população adscrita que deve receber serviços de saúde dessa unidade e com ela interagir. na intervenção continuada no espaço das micro-áreas onde se concentram os problemas de saúde. No conjunto. da rubéola e da síndrome da rubéola congênita. Indicadores epidemiológicos A vigilância epidemiológica no Brasil Conforme informações do site do Ministério da Saúde: “O Brasil coleciona vitórias importantes na saúde coletiva. impõe-se na medida em que os problemas de saúde não se distribuem de forma simétrica na área de abrangência. ao contrário. a partir de 2000. da sociologia e da antropologia. . a interrupção da circulação autóctone do vírus do sarampo. infestans. a discriminarem-se de forma negativa naquele espaço. também. A micro-área é definida segundo a lógica da homogeneidade socioeconômicosanitária. na identificação e análise das condições de vida e saúde e dos distintos grupos populacionais. Dessa maneira. desde 1980. de forma contínua. A Micro-área é o espaço privilegiado para o enfrentamento dos problemas de saúde. e da transmissão vetorial doença da Chagas pelo T. A área de abrangência é um território de determinação da co-responsabilidade pela saúde naquele espaço entre população e serviço. como a erradicação da poliomielite desde 1989. poder-se-á atuar sobre as causas dos problemas através de operações de discriminação positiva. um espaço de organização básica da prática da atenção à demanda. a identificação de espaços onde se concentram grupos populacionais mais ou menos homogêneos de acordo com suas condições objetivas de existência.268 e de 5. preferencialmente. isto é. com apoio da economia. A disciplina central para a caracterização da micro-área é a epidemiologia. através de operações direcionadas à superação dos problemas críticos identificados pela equipe de PSF. da raiva humana transmitida por animais domésticos e. Micro-Área A micro-área é uma subdivisão da área de abrangência. com a realização da grande campanha de vacinação realizada em 2008. Há boas perspectivas de eliminação do tétano neonatal. Ou seja. os recursos e serviços disponíveis na área de abrangência são investidos.500 para 140 óbitos. Esse território está próximo ao conceito de “áreas homogêneas de risco”. mas.

constitui a expressão mais geral e simplificada do risco. Em relação à Aids. ou seja. ou sujeitos portadores de uma condição relacionada à saúde) e o conjunto de membros da população. as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas doenças". passando de 603. Esta relação equivale ao cálculo da probabilidade de uma ocorrência. . bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes. assim. a definição de prioridades e a organização dos serviços e ações de saúde. com o fim de recomendar oportunamente. determinando. o país tem uma epidemia estabilizada desde o ano de 2000. O acesso universal à terapia anti-retroviral no país é responsável pela diminuição da taxa de mortalidade de 9.Outro avanço é a redução de 24% de casos de malária na Amazônia Legal. a Secretaria de Vigilância em Saúde . relacionadas ao controle e prevenção de doenças. Objetiva o estabelecimento de sistemas de informação e análises que permitam o monitoramento do quadro sanitário do país e subsidiem a formulação. a tendência é de crescimento. cujo objetivo é desenvolver atividades de coleta e análise de dados. Também promove a cooperação técnica com organismos internacionais correlatos. No âmbito do SNVE.466 casos na região que concentra 99. A Secretaria de Vigilância em Saúde . Apesar de o Brasil ter cerca de um terço de todas as pessoas com HIV da América Latina. implementação e avaliação das ações de prevenção e controle de doenças e agravos. no período de 2005 a 2007. pudessem ser atualizadas constantemente. sobre bases firmes. principalmente nas regiões Sul.3 milhão de internações foram evitadas no período de 1997 a 2007”.080/90). a qualquer momento. No Norte e Nordeste. estima-se que mais de 1. Para que as informações necessárias à adoção de medidas pertinentes. Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8. Com o acesso à terapia antiretroviral. Os indicadores epidemiológicos expressam a relação entre o subconjunto de doentes (ou óbitos por uma dada doença. surgiram os serviços de vigilância epidemiológica.6 em 1996 para 6 por 100mil habitantes em 2005. além de promover a cooperação técnica e assessorar as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Sudeste e Centro-Oeste.SVS trabalha para a promoção e disseminação do uso da metodologia epidemiológica em todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS). o comportamento ou história natural das doenças.9% da transmissão da malária no Brasil. a vigilância epidemiológica é "o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer. o acesso aos serviços de prevenção e o tratamento adequado possibilitaram a estabilização da epidemia. as medidas a serem aplicadas ao ambiente e aos doentes ou às pessoas em risco de adoecer.026 para 457.SVS define normas e procedimentos técnicos e diretrizes operacionais.

com clara localização espacial. intervalo de tempo e abrangência do estudo ê = º çã ç × 10 . (COEFICIENTE) Indicadores Epidemiológicos Mortalidade = O/P Incidência (e prevalência) de doença = D/P Incidência (e prevalência) de infecção = I/P Patogenicidade = D/I Virulência = G/D Letalidade = O/D Morbidade Refere-se a uma população predefinida.Subconjuntos da morbimortalidade P E I D G O P – Base Populacional do Risco E – Subconjunto de Exposição I – Subconjunto de Infectados D – Subconjunto da Doença G – Subconjunto de casos Graves O – Subconjunto de Óbitos Indicadores Epidemiológicos Macroindicadores – aqueles cujos denominadores se referem à base populacional plena P. (TAXA) Microindicadores – aqueles que tomam como denominador qualquer dos subconjuntos hierarquicamente inferiores a P.

semana. limitadas a um período de tempo de dias ou semanas e localizadas em uma área restrita. É um indicador de morbidade.Prevalência escreve Descreve a força com que subsistem as doenças na coletividade. Mortalidade Quocientes entre freqüências absolu ientes absolutas de óbitos e número de sujeitos expostos ao risco de morrer = O/P postos = = = Taxa de Mortalidade Geral (TMG) Taxa de Mortalidade Específica (TMG) . ou em populações diversas numa mesma época. º ê = ç çã × Incidência Significa a ocorrência de casos novos relacionados à unidade de intervalo de ignifica tempo. Para efeito de estudo comparativo de incidência de doenças numa mesma população em épocas diferentes. usa se o coeficiente de incidência. mês ou ano É a intensidade com que estão surgindo novos ano. usa-se º ê = çã ç ç × Coeficiente de Ataque Incidência referida a uma população específica ou a um grupo bem definido de pessoas. doentes em uma determinada população. º = × Relação entre Prevalência e Incidência A prevalência P varia proporcionalmente com o produto da incidência I pela duração D. dia.

Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população A informação é fundamental para a democratização da Saúde e o aprimoramento de sua gestão. sexo. Designa o número médio de anos que ainda restam para serem vividos pelos indivíduos que sobrevivem até a idade considerada.Coeficiente de Mortalidade Infantil de CMI – é calculado dividindo se o número de óbitos de crianças menores de um dividindo-se ano pelos nascidos vivos naquele ano. calculados com base na expectativa de mortalidade acumulada em toda a escala etária. A razão entre o número de óbitos devidos a determinada patologia e o total de pessoas que foram realmente acometidos pela doença. Coeficiente de Letalidade Permite avaliar a gravidade de uma d doença. Indicadores compostos Anos de Vida Ajustados por Qualidade de Vida (AVAQ) – conceito de qualidade de vida ligada à saúde. Mortalidade Pós-neonatal = óbitos entre 28 dias de nascimento e 1 ano de neonatal vida. Esperança de vida Indicadores de duração média da vida. condições socioeconômicas da região onde ocorre. dentro de diretrizes tecnológicas adequadas. em uma determinada área. pressupondo se que as pressupondo-se probabilidades de morte que serviram para o cálculo continuem as mesmas. é essencial para a tro descentralização das atividades de saúde e viabilização e controle social sobre a utilização dos recursos disponíveis. e o resultado é multiplicado por 1000. . considerando-se as variáveis se variáveis: idade. Anos de Vida Perdidos por Incapacidade (AVPI) – metodologia destinada a medir a carga global de doença. Mortalidade Neonatal = óbitos com menos de 28 dias de nascimento. A informatização das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS).

para que a vigilância epidemiológica possa propor ações de prevenção e controle a partir do estudo do comportamento das doenças e agravos à população. a campanha de controle do diabetes. tratamento dos doentes. tem origem duvidosa. além de assustar a população. Análise dos dados Busca interpretar as informações coletadas. imprensa. As informações obtidas sobre casos de doenças. por meio dos indicadores de saúde. Promoção das ações de controle e prevenção Consiste em planejar e executar ações como vacinações. de morbidade e mortalidade. Avaliação da eficácia das medidas É a análise dos resultados das ações. procurando estabelecer as relações causais. DATASUS O DATASUS disponibiliza informações que poderão servir de subsídios para: análise objetiva da situação sanitária. quadros e tabelas. Recomendação de medidas de controle e prevenção Aponta que precauções podem ser recomendadas no controle e prevenção da ocorrência da doença. As campanhas de vacinação. divulgação de informações sobre precauções para transmissão de doenças. unidade que notificou a suspeita do caso e região do município. As informações são organizadas em gráficos. é importante seguir algumas etapas: Coleta de dados Consiste em buscar junto às fontes de dados (população. estado e país. A mensuração do estado de saúde da população é usual em saúde pública . creches. escolas. Sua realização permite que os responsáveis pela vigilância epidemiológica relacionem os determinantes de doenças e agravos. as campanhas educativas disseminadas pela televisão e na escola. etc. são ordenadas em ordem de ocorrência e separadas por mês. para permitirem melhor visualização dos problemas e seus determinantes. controle do ambiente. serviços de saúde. pois muitas vezes sua divulgação. Geralmente. visando identificar se as metas propostas foram alcançadas e avaliar seu impacto na saúde coletiva. Processamento dos dados Significa reunir todos os dados coletados e agrupá-los de acordo com seu grau de importância e relevância. bairro de moradia do doente. Os dados podem ser agrupados como demográficos e ambientais.Entretanto. presídios e indústrias) as informações relevantes que possam colaborar na identificação de situações de risco. tomada de decisões baseadas em evidências e programação de ações de saúde. agravos e epidemias devem ser consideradas somente após prévia investigação para confirmar ou descartar o caso.

Com os avanços no controle das doenças infecciosas - informações epidemiológicas e morbidade - e com a melhor compreensão do conceito de saúde e de seus determinantes populacionais, a análise da situação sanitária passou a incorporar outras dimensões do estado de saúde. Dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços, qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais passaram a ser medidas utilizadas na construção de indicadores de saúde, que geram informações relevantes para a quantificação e a avaliação das informações em saúde. O DATASUS também divulga informações sobre assistência a saúde da população, os cadastros (rede assistencial) das redes hospitalares e ambulatoriais, o cadastro dos estabelecimentos de saúde, além de informações sobre recursos financeiros e informações demográficas e socioeconômicas. Cadernos de Informações de Saúde Os cadernos de Informações de Saúde consistem de planilhas contendo indicadores disponibilizados pelas diversas bases de dados do Ministério da Saúde.

Critérios operacionais para definição de prioridades: indicadores sócio-econômicos, culturais epidemiológicos.
Indicadores sócio-econômicos São oito indicadores que subdividem-se em duas categorias: dois deles tem caráter demográfico e seis tem caráter sócio-econômico.

Demográficos Densidade (hab/área urbanizada) Distribuição por faixa etária

Sócio-econômicos Renda média (salários mínimos) Taxa de emprego (E/P) Distribuição da população por faixas salariais (SM) Padrão residencial (vertical/horizontal) Empregos por setor de atividade Escolaridade
Indicadores Epidemiológicos O objetivo da epidemiologia é produzir conhecimento capaz de promover a saúde individual através do alcance coletivo. É através dos dados referentes a morte,

doença, fatores de degradação entre outros que estabelece-se o controle e a prevenção. Conforme já vimos são indicadores epidemiológicos: a morbidade, a mortalidade, a incidência, a prevalência, a letalidade, a patogenidade e a virulência.

Conceitos de eficácia, eficiência e efetividade em saúde coletiva
A situação da Saúde do município deve ser analisada por meio dos indicadores de gastos considerando a efetividade, eficiência e eficácia do planejamento dos gastos em saúde. Desta forma, os reflexos serão observados nos indicadores epidemiológicos e nos aspectos já apontados das ações desenvolvidas no campo da saúde coletiva. A efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos. Tratando-se de programas sociais, diria respeito à implementação e ao aprimoramento de objetivos, independentemente das insuficiências de orientação e das falhas de especificação rigorosa dos objetivos iniciais declarados do programa. Os programas ou as organizações são efetivos quando seus critérios decisórios e suas realizações apontam para a permanência, estruturam objetivos verdadeiros e constroem regras de conduta confiáveis e dotadas de credibilidade para quem integra a organização e para seu ambiente de atuação. A eficiência traduz a competência para se produzir resultados com gasto mínimo de recursos e esforços, dados que, por sua vez, remetem à avaliação para considerações de benefício e custo dos programas sociais, ou seja, os investimentos que foram mobilizados devem produzir os efeitos desejados. A eficácia diz respeito às condições controladas e aos resultados desejados em contrapartida aos esforços depreendidos. Programas sociais regem-se, também, por objetivos de eficácia, uma vez que, se espera que os investimentos que mobilizam devem produzir os efeitos desejados. Entendemos que os programas sociais serão eficazes somente se forem antes efetivos e eficientes, pois os objetivos pretendidos destes também são estruturados pela condução e objetivos efetivos dos programas.

Estratégia de avaliação instrumentos e técnicas

em

saúde:

conceitos,

tipos,

Como já estudamos anteriormente no capítulo “Indicadores epidemiológicos” e “Técnicas de levantamento das condições de vida e de saúde/doenças da população”, para o planejamento eficaz de ações de prevenção e controle de doenças e agravos, é importante conhecer o perfil dos problemas de saúde da população assistida e das doenças apresentadas.

É necessário que o estudo de dados estatísticos referentes as doen doenças que mais acometem a população, das que mais matam e quantas pessoas morrem. Para o conhecimento de aspectos de saúde não diretamente observáveis foram criados os indicadores de saúde, que representam e tentam aferir os aspectos normalmente não percebidos. Dentre outros importantes componentes da estrutura de assistência à os. população, esses indicadores orientarão o processo de planejamento em saúde, a organização dos serviços de atenção e a determinação do número de leitos hospitalares necessários para de determinada região. Vimos que a morbidade refere se ao comportamento das doenças numa refere-se população exposta ao adoecimento. Seus índices permitem conhecer que doenças existem habitualmente na área, no período e na população estudada (prevalência), e quais os novos casos das doenças na mesma área, período e população (incidência). vos Assim, a quantidade de casos de uma doença também permite estimar sua , importância para aquela população. Estão relacionados à morbidade os termos: surto, endemia, epidemia e pandemia. Surto é um aumento repentino do número de casos, dentro de limites muito restritos, como uma série de casos de rubéola em uma creche, vários indivíduos com conjuntivite em um quartel ou vários bebês com infecção respiratória em um berçário de hospital. Também pode ser assim considerado o aumento do número de casos de bém uma doença em uma área específica, considerada livre da mesma. Por exemplo, um único caso de poliomielite no Brasil seria suficiente para configurar um surto; número de casos controlados em determinada Endemia é a ocorrência de certo n região; Epidemia é o aumento do número de casos de determinada doença, muito acima do esperado e não delimitado a uma região; Pandemia Compreende um número de casos de doença acima do esperado, sem ompreende respeitar limites entre países ou continentes.Os exemplos mais atuais são a AIDS e a ites tuberculose. Mortalidade A mortalidade é definida como a relação entre o número de óbitos e o número de pessoas expostas ao risco de morrer. Dados esses que podem ser agrupados por características como sexo, idade, estado civil, causa aracterísticas lugar, condição, dentre outras. Os óbitos ocorridos podem estar classificados segundo a as associação de duas ou mais dessas características. Letalidade Permite conhecer a gravidade de uma doença, considerando-se seu maior ou menor poder para causar a morte. A determinação da letalidade de certas doenças permite avaliar a eficácia de estratégias e terapias implementadas.

recuperação e reabilitação) dirigidos aos problemas mais freqüentes do estado de saúde da população. Para que se possa avaliar o significado dos indicadores e compará-los frente a populações diferentes sem que haja distorção das informações. Se há muitos óbitos causados pelo sarampo. as condições socioeconômicas e sanitárias locais. supervisão das equipes. de modo a responder aos desafios postos pela expansão e qualificação da atenção básica. a institucionalização de processos de acompanhamento. índices e coeficientes. espera-se que a vacina anti-sarampo reduza o número de complicações e óbitos decorrentes da doença. humanização do cuidado. com indicação da continuidade da atenção. ações que visem o fortalecimento das estruturas gerenciais nos municípios e estados com vistas a: programação da atenção básica. revisão dos processos de formação. a elaboração de protocolos assistenciais integrados (promoção. eles são calculados. monitoramento e avaliação da atenção básica. sob a lógica da regionalização. . prevenção. muitas vezes. uso das informações para a tomada de decisão. a definição de mecanismos de financiamento que contribuam para a redução das desigualdades regionais e para uma melhor proporcionalidade entre os três níveis de atenção. municipais e locais. a contínua revisão dos processos de trabalho das equipes de saúde da família com reforço as estruturas gerenciais nos municípios e estados. coordenações e gestores. Traduzem.Por exemplo. ações articuladas com as instituições formadoras para promover mudanças na graduação e pós-graduação dos profissionais de saúde. conforme já vimos em outros capítulos. pois estão intimamente relacionados com as condições de vida e saúde da população. satisfação do usuário e do trabalhador. outros. educação em saúde com ênfase na educação permanente das equipes. supervisão regional. flexíveis em função dos contextos estaduais. e expressos em porcentagens. supervisão dos municípios. incluindo aí a articulação com os demais níveis de atenção. Como desafios institucionais para expandir e qualificar a atenção básica no contexto brasileiro destaca-se: a expansão e estruturação de uma rede unidades básicas de saúde que permitam a atuação das equipes na proposta da saúde da família. Conceitos e critérios de qualidade da atenção à saúde: acessibilidade. equidade. isto significa que as crianças não estão tendo acesso à estratégia de vacinação ou que a vacina não está desempenhando adequadamente seu papel na proteção à saúde. por meio de taxas.

Notificação é a comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde. Co-financiar as ações de atenção básica. Alimentar os sistemas de informação. Estadual Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território. Propor mecanismos para a programação. bem como para a adoção de medidas de intervenção pertinentes. unidades básicas de saúde e hospitais representam importantes fontes de informação para a realização da vigilância epidemiológica. Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento (gestão e gerência). assim. Este contato direto com a população faz com que realizem com maior freqüência a notificação. controle. Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção básica em seu território. Municipal Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território. Contratualizar o trabalho em atenção básica. Infelizmente muitos profissionais não dão a devida importância a essa prática na determinação das condições sanitárias populacionais. Sistema de informação em saúde Os ambulatórios. Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território. o fenômeno da subnotificação. Regular as relações inter-municipais. Ordenar a formação de recursos humanos. Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão. em virtude de prestarem assistência direta à maioria da população. Ocorre subnotificação quando o número de registros de ocorrência de casos de doenças é menor do que o realmente ocorrido. Co-financiar o sistema de atenção básica. sendo importante seu registro e divulgação. Isso impede ou atrasa o poder público nas decisões referentes ao atendimento às reais necessidades da população. . provocando.Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica Federal Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica. regulação e avaliação da atenção básica. feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão. Manter as bases de dados nacionais. Co-financiar as ações de atenção básica. A notificação é essencial para o efetivo conhecimento da realidade vivida pela população assistida.

sendo fundamentais para a determinação das prioridades assistenciais. declarações de nascidos vivos. para isso devem estar presente os pressupostos que permitem o uso desta prerrogativa que são: estarem claramente definidos os objetivos da notificação. das notificações das doenças ou agravos aos serviços de saúde (centros ou postos de saúde) criam-se falsas expectativas de diminuição de casos de doença ou acidente o que pode causar sérios danos.existem outros sistemas de informações de interesse para a vigilância epidemiológica. gerando doença e morte. é freqüente o fato de que muitos profissionais de saúde deixam de notificar os acidentes de trabalho.Com o objetivo de sanar as falhas causadas pela ausência de notificação de doenças de grande impacto coletivo. O banco de dados pode ser alimentado por outras fontes e documentos como boletins de produção ambulatorial. Estados e municípios podem incluir novas doenças na lista. A lista de doenças de notificação compulsória. Alimentado pelos atestados de óbito emitidos. o que é bastante questionável. atestados de óbito. Na ausência. possibilita o conhecimento da distribuição dos óbitos por faixa etária. lista esta que deve ser periodicamente atualizada. os instrumentos e o fluxo de informação. como por exemplo a suspensão de um serviço ou programa de saúde que na realidade ainda é necessário. Da mesma forma. por exemplo. alimentado pelas notificações compulsórias . prontuários dos clientes ou autorizações para internação hospitalar. bem como as características ligadas à saúde da mãe (idade gestacional. foi criada uma lista de doenças de notificação obrigatória em todo o território nacional. Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) que reúne todas as informações relativas aos agravos de notificação. Outras importantes fontes de dados e de notificação são os sistemas nacionais de informação. dentre os quais se destacam: Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) reúne os dados relativos aos óbitos ocorridos. sexo. por parte dos profissionais ou a população. em vista do crescente aumento do número de pessoas acometidas por doenças crônicas não-transmissíveis e provocadas por causas externas. é atualmente constituída apenas por doenças transmissíveis. Ao se omitirem criam dados positivos falsos deixando de contribuir com o planejamento das atividades de educação continuada das equipes. por exemplo) e do recém- . causa e outras informações – variáveis de acordo com o interesse da consulta. Tais documentos irão contribuir para a avaliação de alguns indicadores de saúde da população. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) permite conhecer quantas crianças nascem por ano e por região.

infância desprotegida. Permite. As informações disponíveis possibilitam constatar a ocorrência de desnutrição e sua distribuição. seja em unidades básicas de saúde. auxiliando na determinação das prioridades e avaliação do que já foi feito pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde (PSF e PACS). Relações excludentes – são situações que geram ou perpetuam a exclusão social. É utilizado para medir o impacto das ações básicas desenvolvidas. Sistema de Informações Hospitalares (SIH) reúne informações sobre a assistência prestada pelos hospitais. o desemprego. como. principal fonte de notificação dos serviços de epidemiologia locais. entre outros dados. assume importância na vigilância sobre a obesidade. permitindo.nascido (presença de malformações congênitas ao nascer). Trata-se de um problema social de grande dimensão. a falta de moradia. seja em hospitais. processos migratórios. Com o aumento dos casos de doenças não-transmissíveis. o analfabetismo ou a escolarização insuficiente. especialmente aqueles de maior vulnerabilidade: crianças. É alimentado principalmente pelos dados contidos nas autorizações de internações hospitalares e pelos relatos contidos nos prontuários dos pacientes. fator determinante de risco cardiovascular. esse sistema destina-se a reunir informações acerca das atividades desempenhadas em nível de atenção básica. desemprego. apontando que necessidades assistenciais devem ser atendidas na região dos nascimentos para melhorar a qualidade da assistência pré-natal e à criança. pois muitos doentes hospitalizados não chegam a ser assistidos nas unidades básicas de saúde. outros. Situações de violência São situações de carência ou negação dos valores humanos fundamentais como vida. assim. atingindo de forma continuada. analfabetismo. Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) permite conhecer o perfil das condições nutricionais. a determinação de medidas que controlem e previnam sua ocorrência. Condições de risco social: violência. ausência ou insuficiência de infra-estrutura básica. idosos e portadores de . adolescentes. É importantíssimo para a definição do perfil epidemiológico da população assistida. indicando a falta de serviços voltados para o atendimento das necessidades dos moradores que se deslocam de muito longe para obter serviços de saúde. liberdade e segurança. Sistema de Informações sobre Ações Básicas (SIAB) criado mais recentemente. mulheres. verificar se todos os atendidos em um ambulatório são moradores da região. Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) reúne as informações obtidas com os atendimentos ambulatoriais. dentre outras.

Violência sexual: a violência sexual se caracteriza por atos dessa na : natureza impostos a uma criança. aos portadores de deficiências sexual Situações de violência urbana doméstica exclusão social Violência Urbana: o crescimento desenfreado das grandes cidades. Esta situação pode ser exem exemplificada pela permanência de grupo nas ruas ou em condições sub humanas de moradia. ameaças ou induções. moradia. enfrentamento Violência Doméstica: a violência doméstica pode ser definida como uma forma d : doméstica de violação dos direitos essenciais da pessoa no âmbito familiar. a decadência da estrutura familiar entre outros fatores. lazer e alimentação. com ou sem penetração penetração. A vulnerabilidade designa grupos que tem cotidianamente seus direitos humanos violados: saúde. adolescente. Exclusão social: é definida como a ruptura de vinculo nas dimensões sócio : sócio-familiar. adulto ou idoso sem condições de defesa por um indivíduo que faz uso de seu poder físico ou hierárquico superior. Este tipo de abuso inclui tipo desde práticas que não envolvam contato sexual às diferentes formas onde este ocorre. que membros convivam no espaço doméstico. . segurança. educação. das representações culturais.deficiência/necessidades especiais. da cidadania e da vida humana. demandam atitudes agressivas e coletivas para seu enfrentamento por parte dos jovens. A violência doméstica se distingue da familiar por incluir outros membros do grupo sem relação parental. do trabalho. a falta de : oportunidades. Estes atos são impostos através de violência física.

É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio ou suporte. assalto. Amplia Amplia-se a concepção de saúde referindo referindo-se . religião. (racismo. nos seus preconceitos e : valores. machismo. patrimônio. passando a assumir uma posição atuante na definição dos problemas a serem enfrentados.Estrutural de resistência Violência cultural de delinquência Violência estrutural: aquela que advém da conduta política do Estado e seus : governantes a privilegiarem alguns grupos em detrimento de outros. determinando as desigualdades e produzindo a exclusão. entre outros). Violência de delinqüência expressa nas formas mais visíveis ao senso comum. entre outros. Promoção de saúde conceitos e estratégias úde A promoção da saúde é o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua própria qualidade de vida e saúde. entre outros). Violência de resistência: manifestada pelos grupos oprimidos e subjugados como : manifestada resposta a violência estrutural e cultural sofrida (negros. Desta forma a população deixa de ser apenas o alvo dos programas. participação como forma de tentar alterar ou minimizar as condições de risco de todos os tipos de violência que possam influir na comunidade. homossexuais. interferindo no processo através do aumento de sua participação. delinqüência: s como no crime contra o patrimôn roubo. sem terra. Violência cultural: esta impressa na cultura de um povo.

fortalece a concentração de riquezas e diminui o investimento em áreas sociais. que têm orçamentos mais generosos. ou seja. aquelas que não tem nem mesmo como se deslocar em busca de atendimento. Desenvolvimento de habilidades pessoais. Doenças preveníveis mediante vacinação Hepatite B Apenas para efeito de informação existem outros tipos de hepatite (A. sem dúvida. mas. Reorientação dos sistemas e serviços de saúde. O PACS e o PSF tem a imensa missão de minorarem as questões de saúde a nível local. . prejudicando os Estados e os municípios. Apesar da política pública de saúde buscar avanços no Brasil. 2. 3. pela migração de doentes de locais onde os orçamentos são mais restritos. Outro problema é a heterogeneidade de gastos. Porque então a dificuldade de atingir e sanar as questões de saúde? Os técnicos em saúde pública há muito detectaram o ponto fraco do sistema: o baixo orçamento nacional à saúde. Esse modelo gera. Reforço para a ação comunitária. para levar assitencia à saúde tanto aos locais mais distantes da zona rural quanto aos mais pobres recantos das periferias urbanas. As maiores vítimas da escassez de recursos endereçados a saúde são justamente as famílias mais carentes. buscando a prevenção com o objetivo de desafogar os centros de referência de saúde pública que passarão dedicar seus esforços para os casos mais graves. 5. principalmente pelas prefeituras. Criação de ambientes favoráveis à saúde. trabalhando em prol da promoção de saúde. B e C) que estudaremos no momento oportuno. 4. Estratégias 1. à possibilidade de intervenções que extrapolam o setor saúde.não apenas aos seus determinantes. Principais problemas de saúde da população e recursos existentes para o enfrentamento dos problemas. também. inúmeras dificuldades para o alcance da qualidade de vida das pessoas. Elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis. como a saúde e a educação. Um grande esforço que tende a melhorar as condições da saúde publica está sendo feito. o modelo econômico adotado atua no sentido inverso.

O doente apresenta. A transmissão ocorre por meio de solução de continuidade da pele e/ou mucosas. em contato com o sangue e outros fluidos corpóreos (como sêmen. subitamente. a água e os alimentos contaminados com fezes de doentes ou portadores (assim considerados aqueles indivíduos cujo intervalo de tempo após a infecção situa-se entre uma a sete semanas) também são formas de transmissão do polivírus. cirúrgicos e de hemodiálise quando não respeitadas as normas de biossegurança. Entretanto. cefaléia. tais como relação sexual. Após a notificação de um caso suspeito ou confirmado. É importante que a população seja esclarecida em relação à doença. que infecta o homem.se a dimensão dos problemas sociais e de saúde que envolve o dependente químico e seus familiares. além de febre e flacidez muscular assimétrica. Diversas situações possibilitam a transmissão do vírus. também chamada de paralisia infantil. sobretudo. ocorrendo também dor abdominal. aumento do fígado (hepatomegalia). pode ser causada por três tipos de poliovírus: I. das quais a primeira é a mais freqüente. Nestes casos. no período perinatal. náuseas e vômitos. A infecção pelo HBV pode apresentar formas assintomáticas. secreção vaginal e saliva) de doente ou portador. Não há tratamento específico após a instalação do quadro de poliomielite. icterícia. urina escurecida (colúria) e aumento do baço (esplenomegalia). sintomáticas ou graves. procedimentos odontológicos. os membros inferiores.O agente infeccioso da doença é o vírus HBV. deficiência motora. Os sinais e sintomas característicos são mal-estar. A transmissão acontece principalmente. durante o parto. Considerando. A transmissão oral ocorre através das gotículas de muco da orofaringe expelidas pela tosse. fezes esbranquiçadas (acolia). vários municípios possuem serviços ou equipes especializadas para o atendimento dessas pessoas. Poliomielite A poliomielite. sobretudo. e que nesta orientação seja reforçada a necessidade do uso de preservativos durante a relação sexual e os riscos inerentes ao uso de seringas compartilhadas – especificamente para os usuários de drogas injetáveis. A transmissão vertical se verifica.transfusão de sangue e seus derivados – quando fora da recomendação técnica -. sendo afetados. II e III. seu reservatório natural. por contato direto de pessoa a pessoa.no caso de usuários de drogas . imediatamente devem ser tomadas providências de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. uso de seringas e agulhas compartilhadas . é . fala ou espirro. sendo a boca a principal porta de entrada dos vírus. febre.

não contagiosa. terapia ocupacional e nutrição). incluindo a vacina contra o tétano. dupla adulto (dT). A susceptibilidade é geral. médica. A transmissão ocorre pela introdução dos esporos do agente patogênico em um ferimento. A infecção ocorre pela contaminação do coto umbilical com o bacilo tetânico. sua ocorrência é maior em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. além das mulheres em idade fértil e das crianças. moeda ou cinzeiros. Tétano neonatal Também conhecido como “mal de sete dias”. . A imunidade é conferida pela aplicação de vacina contendo o toxóide tetânico em suas diversas formas de apresentação: tríplice bacteriana (DTP).nos quais a cobertura vacinal é baixa. fisioterapia.importante detectar a doença precocemente. De maneira geral. porém os indivíduos maiores de 45 anos estão mais expostos por estarem muitas vezes com a vacinação incompleta ou por nunca terem sido vacinados. com atuação de profissionais de várias áreas (enfermagem. Tétano O tétano é uma doença infecciosa aguda. contaminado com terra. tornando-o susceptível à doença após o nascimento. poeira e fezes de animais. todos estão predispostos à contaminação pelo tétano. sobretudo do tipo perfurante. dupla infantil (DT) ou toxóide tetânico (TT). impossibilitando o controle vacinal da gestante. indiscriminadamente. psicologia. pois além da implementação de medidas de vigilância epidemiológica torna-se imprescindível uma rápida intervenção para que o doente tenha o suporte necessário para evitar maiores danos. atenção ao estado vacinal de indivíduos adultos e idosos. relativamente comum em países subdesenvolvidos . um bacilo anaeróbio cujo reservatório é o trato intestinal do homem e de animais. quando de sua manipulação são utilizados instrumentos ou substâncias impróprias como teia de aranha. o solo ou qualquer objeto perfurocortante contendo os esporos. os acometidos pela paralisia infantil e seus familiares necessitam de acompanhamento rotineiro da equipe de saúde. Uma gestante não vacinada não possui anticorpos maternos para transferir ao filho. Por isso. sobretudo pela precariedade ou ausência de acompanhamento pré-natal. possibilitando um atendimento integral e de acordo com suas reais necessidades. Seu agente etiológico é o Clostridium tetani. podendo também ser causado por queimaduras e ferimentos necrosados.

O recém-nascido infectado abandona o aleitamento materno pela dificuldade de movimentar a musculatura da face. como poeira. tronco e abdome. a vacinação deve ser realizada em todos os indivíduos susceptíveis. de acordo com a posição do doente.os episódios de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum (dura de uma a três semanas). é importante que os pais tentem mantê-las mais calmas. Visando o controle da doença. principalmente as que estão com o esquema vacinal incompleto. a mãe do recém-nascido deve ser encaminhada para receber vacinação. A paralisia da musculatura da respiração pode levar a criança a óbito. eliminadas pela tosse. Os cuidados adotados com os doentes incluem repouso e hidratação. conforme a rotina da rede básica de saúde. tosse e expectoração de muco claro e viscoso. na busca de sintomas respiratórios. ocupadas com atividades que não provoquem muita excitação. Há necessidade de se cadastrar as parteiras locais e orientá-las quanto aos cuidados com o coto umbilical. A doença é muitas vezes confundida com outras infecções respiratórias agudas.inicia-se com febre. . Após a notificação de um caso de tétano neonatal. no caso das crianças. atividade e excitação. grande maioria afetada pela doença. não existindo portadores crônicos assintomáticos. Outras orientações relacionam-se ao controle dos fatores que favorecem os acessos de tosse. mal-estar. como a bronquite. • paroxística . por exemplo. devido à rigidez. Faz-se necessário que a família seja esclarecida para manter precauções respiratórias especialmente na fase catarral. Sua transmissão ocorre pelo contato direto pessoa a pessoa. finalizada por inspiração forçada. através de secreções da nasofaringe. acompanhada de um ruído característico (“guincho”) e seguida não raramente de vômitos (dura cerca de dois meses). coriza. • convalescência . cujo único reservatório é o homem. espirro ou fala. Os óbitos ocorridos em recém-nascidos menores de 28 dias devem ser investigados. fumaça de cigarros. devem ser observadas durante 14 dias. Para o adequado controle da doença é importante que as mulheres em idade fértil estejam com a imunização contra o tétano atualizada e que o atendimento pré-natal seja garantido a todas as gestantes Coqueluche A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis.apresenta tosse seca “comprida”. A coqueluche evolui em três fases: • catarral . o que pode ajudar a diminuição do número de episódios de tosse paroxística. Crianças expostas ao risco de adoecimento.

Embora com menor freqüência. por meio de gotículas e secreções da nasofaringe. petéquias. Os sintomas.Difteria A difteria ocorre durante todo o ano. tem como agente causador a bactéria Corynebacterium diphteriae. Meningite A meningite pode ser causada por diversos microrganismos como vírus. encontrado principalmente em regiões de mata. sintoma que indica a necessidade de um acompanhamento mais freqüente. . sendo os primatas os principais hospedeiros e o homem. recomenda-se seguir a rotina do calendário de vacinação: • vacina BCG . • vacina antimeningocócica . mas para a saúde coletiva as de maior destaque são as meningites bacterianas por Haemophilus influenzae do tipo b. hospedeiro acidental. B e C. previne a infecção por alguns tipos de meningococos. Após a notificação do caso suspeito. especialmente os tipos A.utilizada excepcionalmente em situações de surto. Como medida de prevenção. havendo um aumento de incidência nas estações em que a temperatura é mais baixa (outono e inverno). Febre amarela A febre amarela é uma doença infecciosa aguda. tuberculosa e a meningocócica. é febre. . fungos e bactérias.previne a ocorrência da tuberculose e de sua forma mais grave. vômitos. Também conhecida como crupe. A transmissão ocorre por contato direto com doentes ou portadores da bactéria. subitamente iniciados. outra forma de transmissão pode ocorrer através de objetos contaminados por secreções. faz-se necessário adotar as medidas de controle de acordo com o sistema de vigilância. É importante ressaltar que após a implantação das vacinas BCG e anti-Hib no calendário vacinal das crianças a incidência das meningites causadas pelo bacilo da tuberculose e pelo Haemophilus influenzae foi bastante reduzida no Brasil. náuseas. • vacina anti-Hib . a meningite tuberculosa. Pode apresentar-se sob duas formas: • febre amarela silvestre (FAS). que penetram no organismo através das vias aéreas superiores. rigidez de nuca e. por meio de secreções da nasofaringe. É muito importante que os doentes ou os seus responsáveis sejam orientados a relatar sinais de dificuldade respiratória. cujos vetores são os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes. causada pelo vírus amarílico. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa. algumas vezes. dor de cabeça intensa.previne a infecção pelo Haemophilus influenzae do tipo b. devido à aglomeração de pessoas em ambientes fechados.

buscando capturar vetores silvestres. Em áreas infestadas por Aedes. O sangue do doente é considerado infectante para o mosquito cerca de 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e de três a cinco dias após o início da doença. A rubéola manifesta-se pelo aparecimento de manchas avermelhadas na pele. no Acre. além de ser também indicada para os viajantes que se deslocam para essas áreas de risco. que tem como vetor o mosquito Aedes aegypti e o homem como hospedeiro principal. a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada em toda a população residente na área endêmica e na área de transição. principalmente a síndrome da rubéola congênita (SRC). Foi erradicada no Brasil em 1942. Para o controle do vetor urbano (Aedes aegypti) é importante a destruição de criadouros favoráveis à sua proliferação e/ou o uso de larvicidas e inseticidas em recipientes com água parada. a rubéola foi considerada “doença de criança”. A adoção de condutas de vigilância é importante. para isolamento do vírus. O aumento do número de casos ocorre na primavera. deve ser realizada a investigação epidemiológica para confirmação diagnóstica. faz-se necessário desencadear a busca ativa de novos casos suspeitos no local provável de infecção e providenciar a vacinação de bloqueio. deve-se evitar o acesso do mesmo ao paciente mediante a colocação de telas nas janelas e utilização de mosquiteiros. No entanto. dor muscular. pois essa doença pode ser confundida com malária. hepatite ou leptospirose. quando foi notificada pela última vez no município de Serra Madureira. com maior freqüência na faixa etária de zero a nove anos de idade. Após a introdução da administração de vacinas contra a rubéola em crianças. calafrios. esse conceito vem mudando em vista da incidência de complicações por ela causadas. A transmissão ocorre pela picada do mosquito infectado pelo vírus da febre amarela e após três ou seis dias o indivíduo pode começar a apresentar sinais da doença. pelo contato direto com as secreções nasofaríngeas de indivíduos infectados.• febre amarela urbana (FAU). Indica-se também a investigação entomológica. Rubéola Durante muitos anos. Além disso. com febre. cefaléia. . bem como o preenchimento da ficha de investigação epidemiológica. observou. de pouca importância. Como medida de prevenção. A doença manifesta-se subitamente.se o seu surgimento entre adultos e adolescentes. na área de ocorrência do caso. náuseas e vômitos. que afeta recém-nascidos e cujo risco está associado ao acometimento da gestante durante a gestação. para os moradores não vacinados ou quem não puderem comprovar a vacinação. Após a notificação do caso suspeito. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa.

da vacina tríplice viral. mas ao ser diagnosticado é importante manter vigilância sobre o caso. aos 15 meses. escolares e de trabalho. O sarampo caracteriza-se por febre. tornando o rosto arredondado devido à eliminação do ângulo da mandíbula. A caxumba não é doença de notificação compulsória. coriza. Sarampo O sarampo é causado por um vírus . cefaléia. atinge o feto e interfere negativamente em sua formação – o que provoca a síndrome da rubéola congênita: as malformações presentes no recém-nascido. tosse seca. É importante orientar o doente para que faça repouso no leito. que incluem febre baixa. e aplicação de vacina seletiva nas mulheres em idade fértil. Como medidas preventivas existem a vacina específica anti-rubéola monovalente e a vacina tríplice viral. em dose única. Atualmente. A estes. Não há tratamento específico para a rubéola. É extremamente contagioso e transmissível. segue-se o aumento do volume das parótidas. excluindo-se as gestante.O diagnóstico é feito a partir dos sintomas apresentados. fala. Após a notificação de um caso suspeito. visando reduzir a circulação do caso suspeito. Inicialmente. distribuindo-se em seguida para o restante do corpo. a caxumba é rotineiramente prevenida através da administração. através de secreções expelidas pela tosse. pescoço e couro cabeludo. . presente na circulação sangüínea materna. caracterizada pela inflamação das glândulas salivares e sua transmissão ocorre através do contato direto com secreções nasofaríngeas da pessoa infectada. As medidas de vigilância relativas à rubéola incluem: investigação epidemiológica do caso. Através da vacina tríplice viral. tentativa de identificação do contato. dor na garganta e anorexia. essas manchas surgem na face. solicitação de exames complementares. Há febre baixa. Vacinação de bloqueio para os comunicantes domiciliares. O vírus da rubéola. atravessa a barreira de defesa da placenta. bem como alimentar-se com dieta líquida ou semipastosa e realizar a higiene oral adequadamente.com elevação eruptiva que termina em descamação. notificação compulsória às autoridades sanitárias competentes. Caxumba A caxumba é uma doença viral aguda. garantindo seu afastamento das atividades que desempenha renovável se os sintomas persistirem. também conhecida como MMR. mal-estar geral. sexuais. deve-se tomar medidas de acordo as orientações do sistema de vigilância. respiração e espirro. bem como tentar determinar os contatos e vigiar os comunicantes. dupla viral ou contra rubéola monovalente. fornecimento de atestado de impedimento sanitário para o indivíduo com os sintomas.o vírus do sarampo – cuja transmissão ocorre de pessoa a pessoa. lacrimejamento e fotofobia. pois na maior parte dos casos regride espontaneamente. para que não haja obstrução das glândulas e infecção.

principalmente quando as lesões são coçadas com unhas sujas ou cobertas por talcos. O doente relata diminuição da sensibilidade no local da lesão e queixa-se de mal estar geral. As lesões predominam na cabeça. Durante o episódio de varicela. os indivíduos chegam a apresentar 250 a 500 vesículas. para que possam ser destruídos. pasta d’água e outras substâncias. Os sintomas da varicela incluem febre e erupções de pele que começam como máculas. estimula-se a identificação de criadouros de morcegos (churrasqueiras e casas abandonadas. com maior incidência em crianças de 2 a 10 anos. macacos e outros primatas. evoluindo para vesículas e. O controle da doença envolve ações para restringir o número de animais vadios. É altamente contagiosa. podendo levar ao coma e óbito. ocorrem crises convulsivas. No meio rural. crostas. excitabilidade diante de estímulos luminosos ou sonoros.Varicela A varicela ou catapora é uma doença infectocontagiosa causada por vírus. favorecendo a contaminação por bactérias. morcegos e bovinos. pois é 100% letal. cefaléia e febre. Nos casos de surtos institucionais não mais se recomenda esvaziar enfermarias ou suspender aulas nas escolas. É causada por vírus e transmitida ao homem por intermédio da saliva. Assim. Na evolução do quadro. dor. dentre os quais se incluem cães. a manter as unhas bem cortadas e a tomar banhos frios para aliviar o mal-estar provocado pelo prurido. gatos. por ocasião de mordidas. . as equipes de saúde devem orientá-las quanto ao risco de serem agredidas por micos e macacos. dilatação das pupilas e sudorese. arranhões ou lambeduras de ferimentos ou mucosas por animais infectados. A deglutição é prejudicada. Todos os casos suspeitos de raiva devem ser investigados e notificados e todo caso de agressão por animal transmissor da doença deve ser acompanhado adotando-se as medidas de acordo com as normas e orientações do sistema de vigilância. promovendo sua higiene. os doentes devem ser orientados para não coçar as feridas. que devem ser recolhidos para abrigos adequados. inapetência e prurido. Raiva humana A raiva humana é uma doença extremamente preocupante para os serviços de saúde. carvoarias e olarias desativadas). doentes ou não. posteriormente. Com o agravamento do quadro. segue-se a paralisia progressiva dos músculos. O vírus varicela zoster é transmitido por contato direto. Nos locais onde é comum as pessoas conviverem em grandes áreas verdes. O diagnóstico da doença é feito com base nos sintomas e sinais apresentados pelo doente. A vigilância deve tentar identificar os contatos. por inalação de gotículas de secreção respiratória ou de aerossóis nos quais se encontram os vírus liberados das lesões cutâneas. A melhor forma de prevenir a ocorrência de agravo tão sério é a vacinação realizada nos animais e nos humanos. face e tronco e são acompanhadas de mal-estar.

. a notificação dos casos de doenças desse tipo é útil para indicar onde os órgãos responsáveis pelo saneamento básico. Embora a ocorrência de algumas dessas doenças seja muito comum. assim. podem e devem atuar junto aos responsáveis pela assistência à saúde. Sua ocorrência é também observada em instituições fechadas. pois quanto mais cedo forem identificados e tratados melhor será o prognóstico. Nos países em desenvolvimento. febre. garantindo. em sua maioria relacionada aos cuidados no preparo dos alimentos. tal fato pode gerar sérios problemas para a saúde coletiva. acometendo grandes parcelas da população num mesmo período. vômitos e inapetência – podendo também ocorrer dor abdominal. As manifestações clínicas caracterizam-se por grande variabilidade.Doenças veiculadas pela água e por alimentos Algumas doenças são transmitidas ao homem pelo consumo de alimentos e água contaminados por microrganismos. em virtude das precárias condições de higiene e saneamento básico existentes em muitas cidades brasileiras. A transmissão ocorre pelo contágio fecal-oral. A existência de doenças transmissíveis veiculadas por água e alimentos contaminados sinaliza um problema a ser superado — o desencontro das ações de outros setores de políticas públicas não diretamente ligados à promoção da saúde e prevenção das doenças. dores articulares. A equipe de PSF compete fornecer orientações de medidas simples. por exemplo. fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto. isto é. Uma vez que os alimentos e a água contaminados podem ser consumidos por várias pessoas ao mesmo tempo. No que se refere às ações desenvolvidas pelas equipes de saúde nas unidades assistenciais. náuseas. melhores expectativas para a saúde da população beneficiada com a integração de suas ações. recolhimento do lixo. Hepatite A A hepatite A é um dos tipos de hepatite cuja incidência vem aumentando progressivamente. Portanto. cefaléia. como quartéis.cuja fonte de água é comum -. objetivando maior amplitude da prevenção e controle das doenças. as crianças e jovens são a faixa etária mais acometida por essa doença. creches e escolas . higiene individual e do meio ambiente. a ocorrência de casos de doenças veiculadas pela água e alimentos contaminados irá desencadear atividades ligadas à prevenção de novos casos e atenção aos indivíduos já doentes. podendo ser inespecífica como um quadro gripal ou se apresentar com sinais e sintomas de mal-estar. é importante desenvolver atividades de vigilância para controlar e prevenir sua evolução para formas mais graves nos indivíduos acometidos. diminuindo o risco de transmissão para outras pessoas. pela ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de doentes. bem como na preparação dos alimentos.

deve-se proceder a investigação epidemiológica e tomar medidas de acordo com o sistema de vigilância epidemiológica. Diante de um surto ou epidemia. principalmente quando ocorrem em freqüência aumentada ocasionando um surto. Transmite-se pela água e alimentos. Como ações de educação em saúde. A equipe deve orientar quanto à importância do aumento da ingestão de líquidos. após a limpeza com água e sabão. e quanto aos sinais de complicações intestinais . deve-se. sorvetes e outros alimentos guardados em geladeiras também podem ser veículos de transmissão. aprendendo a lavar as mãos após o uso do vaso sanitário e a higienizar adequadamente as instalações sanitárias com desinfetante à base de hipoclorito de sódio a 1% (água sanitária). para prevenir a desidratação. comadre/compadre. Os doentes devem receber orientação de como evitar a disseminação do vírus. os hábitos de higiene pessoal precisam ser destacados.como a hemorragia intestinal. Febre tifóide A incidência de febre tifóide está muito associada às condições de saneamento e hábitos individuais. de modo a garantir água de boa qualidade à população. obstrução intestinal ou diarréia. deve-se preencher a ficha de investigação epidemiológica para a coleta de dados. Para evitar a propagação da febre tifóide. No Brasil. que deve ser especialmente incentivada entre os manipuladores de alimentos e pessoas que trabalham diretamente com pacientes e crianças. principalmente nas regiões Norte e Nordeste. a transmissão por alimentos pode ser prevenida pela atenção à sua preparação. A exposição do alimento a temperaturas frias não destrói a bactéria. bradicardia. Está praticamente erradicada em países que superaram problemas relacionados à higiene pessoal e ambiental. especialmente leite e derivados contaminados com fezes e urina de paciente ou portador que contenham a bactéria Salmonella typhi. falta de apetite. distribuição e armazenamento. Após a notificação de um caso. A transmissão pela água pode ser evitada mediante regular análise bacteriológica nos reservatórios de distribuição. onde as condições de vida são precárias.icterícia. Dessa forma. sendo também fundamental o tratamento adequado dos dejetos. A contaminação ocorre pela manipulação do alimento por portadores ou indivíduos com diagnóstico ainda não confirmado. O indivíduo apresenta aumento do baço. fezes acólicas e colúria. O paciente precisa de repouso relativo e dieta pobre em gorduras até a melhora do quadro. Os portadores devem ser afastados da manipulação de alimentos. tosse seca e febre alta. As vigilâncias epidemiológica e sanitária devem trabalhar conjuntamente na tentativa de identificar a possível fonte de infecção relacionada com o ambiente e os alimentos. manchas rosadas no tronco. persiste de forma endêmica. patinho). realizar a desinfecção dos objetos nos quais se depositaram excreções (vasos sanitários. urinol. principalmente a lavagem correta das mãos. .

faz-se importante adotar medidas de higiene pessoal. porém. Para reduzir-se o risco de transmissão. as medidas de prevenção e controle devem ser intensificadas. vômitos. cãibras (devido à perda de potássio). A contaminação das águas com determinadas substâncias provoca a extinção de predadores naturais de caramujos e larvas. destacaremos algumas que merecem nossa atenção especial. por sua importância coletiva e freqüência com que ocorrem. choque hipovolêmico e desidratação. aeroportos e fronteiras. atualmente. Seu controle ainda é um desafio tanto para os responsáveis pela vigilância epidemiológica como para as equipes de saúde das unidades assistenciais. destino adequado aos dejetos e lixo. algumas delas endêmicas em determinadas regiões. Cólera A cólera é causada por uma bactéria. dor abdominal e. procurando-se identificar as fontes de contaminação e implementar tratamento adequado. A ocupação desordenada das cidades. ser indicada para trabalhadores que lidam com esgotos e indivíduos que vivem em áreas onde há alta incidência da doença. Dentre essas doenças. facilitando sua reprodução e aumentando. cria condições favoráveis à multiplicação de insetos e ratos. animais nocivos ao homem. com desmatamento de grandes áreas verdes. No caso de surtos da doença. o vibrião colérico (Vibrio cholerae). pois são muitos os determinantes envolvidos na sua incidência. ganhando importância especial os associados ao desequilíbrio ambiental quase sempre decorrente das intervenções do homem nas condições naturais. pois não possui alto poder de estímulo sobre as defesas do organismo. Dengue A dengue. principalmente quando consumidos crus ou mal cozidos. principalmente nos países tropicais. desenvolvimento de ações de educação em saúde e controle da higiene dos alimentos e da entrada de possíveis indivíduos portadores pelos portos. Pode. pois as condições do meio ambiente favorecem o .A vacina contra a febre tifóide não é eficaz. é considerada sério problema de saúde pública. alimentar e ambiental. poluição das águas e acúmulo de lixo em locais sem saneamento. para o homem. nas formas graves. tendo imunidade de curta duração. o risco de exposição. podendo ainda haver comprometimento dos rins. Doenças transmitidas por vetores A ocorrência dessas doenças é bastante elevada em nosso país. As medidas de controle da cólera consistem na ingestão de água de boa qualidade. transportada pela água e por alimentos contaminados. em conseqüência da grande quantidade de líquido eliminado pelos vômitos e diarréia. Aumenta a excreção intestinal. fazendo com que o indivíduo contaminado tenha diarréia do tipo “água de arroz”.

prostração. pneus ou vasos de plantas. náuseas e vômitos. haja vista originar elevados custos sociais e hospitalares e exigir longo tempo de afastamento do trabalho. exceto os derivados do ácido acetilsalicílico (AAS). que consistem em não deixar água parada em garrafas. provocando febre de 39° C a 40° cefaléia. como sangramento gastrintestinal. O tratamento para a dengue consiste na administração de antitérmicos e analgésicos. Todo caso suspeito deve ser notificado ao serviço de vigilância mais próximo. Leptospirose Doença grave.desenvolvimento e a proliferação do vetor. e seu vetor é o mosquito Aedes aegypti. (artralgia) e na região retroorbitária (atrás dos olhos). A Leptospira interrogans. 3 ou 4. encontra. dor muscular (mialgia). pois oferecem o risco de causar sangramento. falta de apetite. que exige severas medidas de controle. quando pessoas que moram em comunidades com saneamento precário têm suas casas invadidas pelas águas de rios ou valas contaminadas com a bactéria. além de hepatomegalia e insuficiência circulatória. bactéria causadora da leptospirose. que pode ser dos tipos 1. em locais livres de roedores. náuseas e vômitos. proteção aos trabalhadores expostos à urina de rato durante a execução de suas atividades (garis. bombeiros) e armazenamento correto de alimentos. seu reservatório natural. 2. dor nas articulações C. dor de cabeça. pois causa sérios prejuízos à saúde dos indivíduos e à economia. controle da população de roedores. A transmissão raramente ocorre de pessoa a pessoa. Ocorre principalmente nos períodos de chuva. . A doença pode apresentar-se sob as formas de dengue clássica ou hemorrágica: • dengue clássica – tem duração de cinco a sete dias. porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas mais intensas. Todos os casos suspeitos devem ser comunicados aos serviços de saúde. Seu agente infeccioso é o vírus da dengue.se normalmente nos rins do rato. dor muscular (principalmente nas panturrilhas). agricultores. O controle da leptospirose exige a adoção de medidas como utilização de água de boa qualidade. O doente apresenta febre. que a elimina viva por meio da urina no meio ambiente — água das chuvas ou alimentos. • dengue hemorrágica – os sintomas iniciais assemelham-se aos da dengue clássica. As ações do auxiliar de enfermagem consistem em orientar a comunidade quanto à importância do saneamento básico e das medidas de prevenção e controle. Outra forma de contágio é o contato direto com embalagens de produtos comercializados em lugares onde possa haver ratos. por se tratarem de locais de proliferação do vetor.

ainda. astenia. É possível. Doença de Chagas A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. A doença de evolução crônica pode demorar anos para se manifestar e apresentar-se sob as formas indeterminada. o doente tem a sensação de alívio e tranqüilidade. transmitido por insetos do gênero dos triatomídeos. transmitido pelo mosquito do gênero Anopheles. cardíaca e digestiva. o indivíduo apresenta febre. Além disso. É importante tentar controlar a população de insetos vetores. fadiga. que depois de contaminado permanece infectante por toda a sua existência. A temperatura do corpo pode alcançar 40o C ou mais. . A transmissão também pode ocorrer pelo sangue de pessoas infectadas. náuseas. vômitos. alimentada por chuvas torrenciais.. As medidas de controle mais importantes a serem tomadas são: estabelecimento de diagnóstico rápido. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas .Malária A malária é causada por um protozoário do gênero Plasmódio. A malária também pode ser transmitida pelo sangue de pessoas infectadas por meio de injeção. sendo esta última a mais freqüente e grave. detecção rápida de epidemias.no caso de usuário de drogas injetáveis. popularmente conhecidos como barbeiros ou chupões. o que influencia a distribuição da doença. com vistas à aplicação rápida de tratamento e prevenção de surtos. possibilitando a contaminação por focos de Anopheles em outras regiões da Amazônia e do país. Quando a febre cede. transfusão de sangue ou uso compartilhado de seringas e agulhas no caso de usuário de drogas injetáveis. Uma vez infectado. a fim de prontamente combatê-las. Nas regiões não-endêmicas todo caso suspeito ou confirmado deve ser investigado. que constroem suas tocas nas paredes das casas feitas de pau-a-pique. especificamente o Triatoma infestans ou Triatoma brasiliensis. Alguns enfermos podem apresentar delírios. A maior parte dos casos atinge extensa área da Amazônia Legal. considerada área endêmica da doença em virtude de o mosquito vetor procriar em água e o fato de a região Amazônica possuir a maior bacia hidrográfica do mundo. tanto os triatomídeos como os de outros gêneros e espécies cuja existência tem sido ultimamente relacionada à transmissão do Trypanosoma cruzi ao homem. se constatada a presença de vetores na área. reavaliação constante da situação da malária na área onde há ocorrência de casos. nessa área há grande desigualdade social e muitas pessoas vivem em condições de extrema pobreza. controle do vetor. por meio de injeção. Na busca por melhores condições de vida e de saúde. ocorrer transmissão pela placenta ou leite materno. cefaléia. Trata-se de uma das mais importantes doenças parasitárias do país. essa população realiza intensos movimentos migratórios.

nos quais é difícil controlar as condições de higiene. também conhecida como sarna. encontrado em todo o Brasil e presente em águas de rios. a escabiose e a pediculose são doenças transmissíveis que ganham destaque pela freqüência com que acometem grandes grupos de pessoas. assim como a escabiose. procurando-se diminuir a exposição do homem ao vetor através do controle da população de caramujos pelo tratamento das águas com produtos químicos. geralmente quando convivem em aglomerados e em condições de higiene inadequadas. Pediculose A pediculose. ocorrem por inadequadas condições de higiene. a coceira leva o indivíduo a produzir lesões ainda maiores.essas orientações permitem que a recuperação do cliente ocorra. determinando. tais como a construção de fossas e sanitários longe de fontes de água doce consumível. manipuladas separadamente e fervidas . ao colonizar a pele do indivíduo afetado. Geralmente. devem ser trocadas e lavadas todos os dias. se multiplica principalmente nas regiões de dobras de pele. em média. As roupas de uso do cliente. Escabiose A escabiose. é uma doença muito comum em ambientes onde as pessoas convivem aglomeradas. dentro de 7 dias. Doenças causadas por ectoparasitas Embora não sejam de notificação compulsória. presentes em ambientes com condições sanitárias ou de higiene pessoal desfavoráveis. lagos e outras fontes de água doce. causando intenso prurido e descamação. assim. o piolho comum. É importante a participação da população no debate de modos de vida que diminuam a possibilidade de transmissão do parasita. entre os dedos. As condições de saneamento das regiões endêmicas devem ser sempre melhoradas. cujo vetor é o caramujo do gênero Biomphalaria. que. como cotovelos. É causada por um microrganismo chamado Sarcoptes scabei. que habita o couro . é um problema que acomete várias pessoas. virilhas. tamanha sua intensidade. que podem até ser infectadas por outros microrganismos. O controle da esquistossomose exige o quanto antes investigação e diagnóstico dos casos suspeitos.Esquistossomose mansônica A esquistossomose mansônica é causada pelo parasita Schistosoma mansoni. Muitas vezes. É causada por um ectoparasita. axilas. a necessidade de intervenção e de prestação de assistência e cuidados. bem como as roupas de cama e toalhas.

pois tanto a hanseníase quanto a tuberculose podem gerar incapacidades ou. a conseqüência é a ampliação do número de pessoas que continuam doentes e sem tratamento. oferecendo pouca ou nenhuma resistência aos agentes infecciosos. cinemas. Pode haver sérios comprometimentos para a saúde do doente. prendê-los. Para prevenir a infestação. por deficiência alimentar. o qual passa a não mais produzir seus elementos de defesa. favorecendo o aumento da transmissão das doenças. principalmente quando estivermos prestando assistência a outras pessoas. As conseqüências dessas doenças são graves. podendo causar sérias lesões. prendendo-se aos cabelos. Considerandose que a transmissão da hanseníase e tuberculose ocorre por meio das vias aéreas. • Baixa eficácia dos programas de controle e prevenção – caracterizada quando o paciente abandona o tratamento por dificuldade de acesso ao serviço de saúde. não realizar a busca ativa de faltosos e casos suspeitos e não possuir profissionais adequadamente preparados. veículos de transporte lotados e/ou outros espaços. pois tal prática oferece risco potencial de envenenamento. devemos manter os cabelos sempre limpos e. Nesses casos. até mesmo. próximo a alguém com piolhos pode expor-nos ao contágio. mesmo que por breve período. um grande número de casos é constante e novos casos surgem todos os anos. estádios de futebol. afetando desde a pele até o sistema nervoso central. ou seja. Permanecermos. Prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A hanseníase e tuberculose são doenças que ainda apresentam altas taxas de prevalência e incidência. Alguns fatores são apontados como determinantes comuns da hanseníase e tuberculose: • Desnutrição – provoca debilitação do organismo.cabeludo e. • Aglomerações urbanas – nas grandes cidades as pessoas convivem cada vez mais próximas umas das outras. tal condição aumenta o risco de transmissão dessas doenças. a morte. Ao detectarmos um cliente com coceira freqüente na cabeça. . por acreditar que está curado devido ao desaparecimento da sintomatologia ou quando os serviços de saúde não atendem à demanda por não ter medicamentos. É importante orientar os clientes ou seus responsáveis para jamais utilizar inseticidas comuns no combate aos piolhos. seja em shopping centers. é importante verificar a presença do piolho. particularmente ao lidarmos com crianças hospitalizadas ou em creches. no caso de serem longos. pelas reações orgânicas ao medicamento. principalmente quando os indivíduos não são tratados adequadamente ou quando os casos são identificados em estágio mais avançado. suga o sangue periférico do próprio couro cabeludo para sobreviver.

médico norueguês que descobriu a bactéria causadora da doença.que perdura até os dias de hoje -. mãos e braços: repousar o(s) membro(s) se estiver sentindo “choques”. Os fatores citados fazem. afastamento. não se devendo considerar apenas os aspectos físicos dos indivíduos afetados. ao abandono. abrindo e fechando os olhos com força. Fazer exercícios (abaixar e . • pés: andar calçado. relacionado à incapacidade. o doente se machuque naquela região e não sinta. em homenagem a Gerhard Amauer Hansen. A palavra lepra era sempre associada à sujeira. ao isolamento. muitas vezes. um estigma. Para todos estes clientes. Primeiramente. A principal característica. Fazer exercícios. um esforço educativo. depois. muitas vezes produzindo seqüelas nos indivíduos por ela acometidos. Devido ao fato de a doença poder afetar várias estruturas do corpo humano. Hanseníase A hanseníase ou mal de Hansen é uma doença infecciosa e crônicodegenerativa. podridão. Evitar fazer movimentos repetidos e carregar coisas pesadas. essa palavra foi mudada para hanseníase.se mais presentes no cotidiano das camadas menos favorecidas da população. nesses casos. como o óleo mineral e outros. perde a sensibilidade às diferenças de temperatura. à morte e ao medo. ao tato na região da lesão. sendo o seu tratamento realizado em instituições chamadas leprosários. à dor e. No século XX. Limpar com soro fisiológico. o que facilita a instalação de doenças oportunistas As dificuldades existentes para o controle da hanseníase e tuberculose podem ser explicadas por sua estreita relação com as condições sociais de vida da população em geral. faz-se necessário orientar e supervisionar os seguintes cuidados: • olhos: usar soro fisiológico ao sentir que estão ressecados. encostar o polegar na ponta de cada um dos dedos). Sua principal fonte de infecção é o doente que apresenta as formas contagiantes porque possui. finalmente. podendo facilmente eliminá-los. Fazer exercícios com os dedos (abrir e fechar as mãos. o que faz com que. causada pelo Mycobacterium leprae. com sapatos fechados e confortáveis. para evitar que ressequem. Não tirar casquinhas da região para não provocar feridas. desenvolveu-se nas culturas populares antigas um preconceito contra os mesmos . tossimos ou falamos. A hanseníase é transmitida através das gotículas de saliva que expelimos quando espirramos. pois faltou uma estratégia de esclarecimento. comum a todas estas formas é a perda de sensibilidade nervosa na área de pele afetada. massageá-los com óleo adequado.• Aids – a síndrome da imunodeficiência adquirida caracteriza-se pela queda brutal nas defesas do organismo. que afeta nervos e pele. podendo ser também transmitida por lesões de pele. • nariz: observar se há feridas. grande carga de bacilos. o que é mais raro. Massagear as mãos com auxílio de um óleo lubrificante. Acredita-se que a adoção dessa nova denominação não minimizou o preconceito que envolve a hanseníase.

aumento da ingestão de líquidos. catarro esverdeado ou com raios de sangue (existentes ou não). tossimos ou falamos. suor noturno. além disso.• levantar o peito do pé. orientá-lo quanto a alguns cuidados que deve tomar. que são tosse persistente. para esticar as pernas juntas). . ferimentos: imobilizar os dedos e repousar os membros machucados. com tratamento de início rápido e adesão total do cliente. mais especificamente as vias aéreas superiores Seu diagnóstico baseia-se primeiramente nos sintomas. brincar de empurrar a parede com as mãos. por cerca de 4 semanas. O tratamento atual da hanseníase é feito em ambulatórios. falta de apetite. Estima-se que cada doente com tuberculose seja capaz de contaminar dez outros indivíduos. alimentação adequada. alto índice de abandono ao tratamento. é a identificação precoce dos sintomáticos. é importante informar o doente de que os sintomas irão regredir.). febre no final da tarde. etc. Tuberculose A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa. Após iniciado o tratamento. com raríssimas internações. como repouso. a não ser que o caso apresente complicações. causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis. A atuação na prevenção e controle da hanseníase e tuberculose A forma mais eficiente de combate à transmissão da hanseníase e tuberculose. também conhecida como bacilo de Koch. a fim de atingir as seguintes metas propostas: • para a tuberculose – oferecer tratamento em pelo menos 80% dos centros municipais de saúde. ocorre por meio das gotículas de saliva expelidas quando espirramos. emagrecimento. São também realizados exames de raios X e pesquisa da presença do bacilo de Koch no escarro. O atual modelo de assistência deve redirecionar suas práticas para solucionar os problemas apontados (falta de informação. curar pelo menos 95% dos clientes em tratamento. diagnosticar e tratar pelo menos 90% dos casos detectados. sendo o sistema respiratório a porta de entrada da doença. com vistas ao controle. assim como a da hanseníase. Sua transmissão.

apenas os comunicantes domiciliares precisam ser avaliados. São chamadas de oportunistas porque não se manifestam em indivíduos com defesas normais. Esta carência imunológica causa uma série de doenças oportunistas. transfusão. anal. desta forma. copos. Assim. ainda que. vaginal) exposição sangüínea (acidentes de trabalho com material biológico. caracterizada pela diminuição da resposta imunológica do organismo a agentes patogênicos. AIDS/SIDA A Aids é uma síndrome. e principalmente envolver seus profissionais na execução de atividades ligadas à prevenção da transmissão e do contágio. um conjunto de sinais e sintomas. Formas de contaminação pelo HIV relações sexuais desprotegidas (oral. . Doenças sexualmente transmissíveis e AIDS As DSTs encontram-se amplamente disseminadas. no máximo. devem ser orientadas para não amamentarem. As pessoas mais próximas ao doente são chamadas comunicantes . Além do tratamento eficaz para controlar o número de casos de hanseníase e tuberculose. deve-se apenas manter a higiene habitual.é necessário estruturar os serviços de saúde de modo a que possam prestar adequada assistência aos portadores desses agravos. outras medidas devem ser tomadas para garantir a diminuição da transmissão destas doenças.familiares colegas de trabalho ou escola. roupas ou lençóis. Da mesma forma. é importante orientar que a casa do doente deve estar sempre muito ventilada. 1 para cada 10 mil habitantes. atualmente já se saiba que o uso de medicamentos na gestação diminui em 95% as chances de o bebê nascer portador do HIV. pois os bacilos não resistem muito tempo em ambiente limpo e iluminado. Geralmente.• para a hanseníase – diminuir a incidência de casos para. pratos. uso de drogas injetáveis com seringas e agulhas compartilhadas) durante o parto ou pela amamentação É importante a orientação das portadoras do HIV em idade fértil acerca do risco de transmissão do vírus durante a gestação e o parto. permitindo a entrada da luz solar. Não é necessário separar utensílios como talheres. ou seja.

entre outros. perda de peso. DDI (Didanosina) e d4T (Estavudina®). O exemplo do Brasil foi e continua sendo citado por muitos movimentos de reintegração de portadores do HIV do mundo inteiro. O CTA realiza o teste anti-HIV mantendo a privacidade do cliente: um número lhe é fornecido. Os mais conhecidos e utilizados são o AZT (Zidovudina®). proporcionando-lhes melhor qualidade de vida. por meio do qual pode solicitar o resultado. sudorese intensa. mal-estar geral. é possível encontrar uma estrutura que favoreça a composição de grupos de integração entre os clientes. o cliente deve ser submetido a exames específicos para o diagnóstico da AIDS. são utilizados medicamento antiretrovirais. para conquistar em seus países de origem o direito de serem tratados gratuitamente. “o vírus não esta na cara”. podendo dirigir-se a uma unidade de saúde ou a um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). O atual tratamento da AIDS aumentou a sobrevida dos pacientes. assim é fundamental a adoção de medidas seguras. quando nas relações sexuais. Como esses sintomas estão presentes em muitas outras doenças. diarréia. lesões na cavidade oral ou no esôfago. O indivíduo que deseja fazer o teste anti-HIV deve receber aconselhamento oportuno. O prognóstico para os doentes com Aids já não é tão sombrio como há pouco tempo atrás. que se encontram à disposição dos portadores do HIV em todos os postos de saúde. Anti-retrovirais – são medicamentos que impedem ou diminuem a multiplicação dos retrovírus. tornando o Brasil o primeiro país a manter uma política pública de distribuição gratuita de medicamentos para o tratamento da AIDS. assim como nas unidades de saúde preparadas para prestar assistência aos portadores do HIV. tanto no exercício profissional. Hoje. contendo o avanço da AIDS no indivíduo. aumento de gânglios. entre outros. Não é possível detectar a presença do HIV pela aparência. Como dizia uma antiga propaganda governamental.Ser portador do vírus HIV não é certeza de manifestação da doença. Sintomas iniciais da AIDS Febre. O HIV é detectado através é da realização de testes sangüíneos específicos. principalmente a partir da utilização dos anti-retrovirais . como o HIV. Nos CTAs. 3TC (Lamivudina®). espaços onde ocorrem discussões sobre suas dúvidas em relação à doença e tratamento.

detectou-se o fenômeno da feminização da AIDS. é que o comprometimento de fatores sócioculturais relacionados à construção da sexualidade feminina acaba por tornar os procedimentos preventivos algo quase que negado para e pelas mulheres. que freqüentemente viajavam para o exterior. ao mesmo tempo. pelo direcionamento. chamado de feminização da AIDS. A grande questão. significa tomar consciência da necessidade de mudanças radicais em sua postura de vida. que gera o maior risco em relação as mulheres. Recentemente. numa estratégia popularmente conhecida como coquetel. não a transmiti-las.em conjunto. executá-los. Isso porque tomar consciência desses e. Esse termo indicava aqueles indivíduos que colocavam as outras pessoas em risco de infecção pelo HIV o que. Todas primaram pela originalidade. nos últimos anos de pesquisa. posto que esta expressão designa indivíduos ou grupos mais propensos a adquirir certas patologias. pela excelente estruturação. múltiplas parceiras. sem comprometer a sociedade como um todo. a acreditarem que estavam imunes à contaminação pelo HIV/AIDS. os casos diagnosticados reportavam-se a homossexuais masculinos com alto poder aquisitivo. A divulgação de que a doença era restrita a um determinado grupo levou mulheres com parceiros fixos. usou-se erradamente o termo "grupos de risco". O Ministério da Saúde em conjunto com vários grupos de apoio e prevenção já iniciaram vários programas de conscientização feminina. causando assim o crescimento da epidemia entre as mulheres. Inicialmente. Esse fato fez com que a sociedade acreditasse que se tratava de uma doença estrangeira. restrita a um pequeno grupo. Como podemos perceber o sucesso esta atrelado à educação e a conscientização da população na necessidade de prevenção. bissexualidade. tornando-se mais autônomas diante de seus relacionamentos afetivos. um grande número de mulheres com parceiros fixos foi contaminado porque seus companheiros apresentavam-se em situação de risco como: uso de drogas injetáveis. O resultado foi a queda do número de casos nos públicos visados. Não se pode negar o sucesso das campanhas de prevenção feitas até agora. Assim. Houve a divulgação da idéia de que se tratava de uma doença restrita a um determinado grupo social. epidemiologicamente é considerado incorreto. .

a sífilis pode ser assintomática. única. Outra razão para o empenho dos profissionais de saúde é a possibilidade de transmissão da doença de mãe para filho durante a gestação. estadual e municipal. Sintomas da fase: lesões de pele. localiza-se na genitália externa ou outros locais por onde o Treponema penetrou o corpo (ânus. por meio da corrente sangüínea e vasos linfáticos. A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. nas regiões palmar. em março de 2007. A sífilis secundária: ocorre entre 6 e 8 semanas após o surgimento do cancro duro. no entanto. que pode atingir qualquer tecido ou órgão e tende a evoluir cronicamente. denominadas roséolas sifilíticas. as pessoas continuam mantendo relação sexual e transmitindo a doença. tronco. Essa lesão regride espontaneamente. placas mucosas e lesões . indolor. independente da localização do treponema. que deixam as mulheres mais susceptíveis à infecção pelo HIV e a outras doenças sexualmente transmissíveis. O objetivo geral desse Plano é enfrentar a feminização da epidemia de AIDS e outras DST por meio de ações integradas nas esferas federal. primária. O Plano Integrado representa a consolidação de uma política intersetorial para o enfrentamento da epidemia de AIDS e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre mulheres. por meio do Programa Nacional de DST e AIDS. a Área Técnica de Saúde da Mulher. lábios. apresentou.O Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. existe uma mobilização dos serviços de saúde em torno da detecção de casos dessa doença. e normalmente o portador não procura uma unidade de saúde por pensar estar curado. Geralmente. pequenas manchas acobreadas. A sífilis primária: caracteriza-se pela presença do cancro duro. face e membros superiores. para as instituições que atuam no campo dos direitos humanos. Na mulher. entre as nádegas. envolvendo instituições governamentais. Por se tratar de lesão indolor. de bordos bem definidos e fundo liso. ingüinal. De acordo com sua evolução. E a construção de uma resposta integrada para a redução dos contextos de vulnerabilidade. o que possibilita a disseminação da doença. é um importante marco histórico de fortalecimento da atuação no campo dos direitos de mulheres. o Plano Integrado de Enfrentamento à Feminização da Epidemia da Aids e outras DST. plantar. boca. Sífilis A sífilis é uma DST de tratamento fácil e disponível em todas as unidades de saúde. causando uma síndrome denominada sífilis congênita. em virtude do conhecimento das conseqüências decorrentes da evolução da sífilis sem tratamento adequado. pode apresentar-se em três fases. que é uma lesão ulcerada. Há ainda alopécia e porções distais das sobrancelhas. Suas manifestações surgem após a disseminação do Treponema para todo o corpo. da promoção da saúde e da prevenção. nao governamentais e movimentos sociais. reto. secundária e terciária. direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres brasileiras. mamas ou dedos). permitindo que a doença evolua para a sífilis secundária.

cutâneo-mucoso ou cardiovascular. o agente infeccioso causa uma infecção superficial. filhos de gestantes não tratadas. podendo levar à morte. porque é comum a saída de secreção pelo meato uretral.consiste na aplicação de nitrato de prata nos olhos dos recém-nascidos e especificamente na genitália da menina. mas a gonorréia pode evoluir com algumas complicações se não tratada adequadamente. as maternidades realizam a credeização ou método de Credê.semelhantes a verrugas planas nas regiões de dobras ou atrito. podendo haver febre. Manifestam-se cerca de 2 a 10 dias após o contágio. pela realização de exames de sangue. e o seu portador manifestará sinais e sintomas de comprometimento ósseo. mas relata história sugestiva de infecção pelo agente causador da sífilis. Se o indivíduo acometido durante a fase secundária da sífilis não for assistido. era chamada de blenorragia. causando inflamação e infecções em vários órgãos e tecidos. que podem ser inespecíficos (VDRL) ou específicos (FT-Abs. ou por diagnóstico laboratorial. a doença atingirá a fase terciária entre 3 e 12 anos após a infecção. pela manhã. do tipo gonococo. Porém. principalmente nas válvulas cardíacas e cérebro. Os sintomas são dor ou ardência ao urinar. pallidum na corrente sangüínea. Para prevenir esse risco. Após o contágio. chamada Neisseria gonorrhoeae. cefaléia e artralgia. que são atingidos porque o gonococo pode subir através do trato urinário e se disseminar pelos sistemas linfático e circulatório.O mesmo tratamento é aplicável a gestantes ou a bebês. Já o nome gota militar foi dado devido ao seu grande acometimento por militares. neurológico. articulações. É popularmente conhecida como gota matinal. causando a conjuntivite gonocócica. através da administração de antibióticos. . Outros sintomas: febre baixa. como o coração. que significa escoamento de muco. Gonorréia A gonorréia é uma infecciosa causada por uma bactéria. Formas de diagnóstico da sífilis: através de critérios clínicos baseados nos sinais e sintomas apresentados. articular. preferencialmente a penicilina Benzatina ®. Credeização ou método de Credê . ovários e meninges. mal-estar. Esses testes são especialmente úteis quando o portador se encontra na fase latente da doença e não apresenta sinais e sintomas de infecção. que causa um processo inflamatório na mucosa uretral. cerca de 70% das portadoras do sexo feminino são assintomáticas e transmitem a bactéria. TPHA) para a detecção do T. e corrimento uretral purulento e fétido. quando o doente se levanta e vai realizar a primeira micção. refletindo a invasão da bactéria nos órgãos internos. denominado uretrite gonocócica. Antigamente. O portador e o parceiro devem iniciar o tratamento da sífilis o mais rápido possível. muitas vezes sem o saber. A gestante afetada pode contaminar o nascituro durante o parto.

causando dor e ardência ao urinar. Quando ocorrem complicações devido ao acometimento de outros órgãos pelo gonococo. O mais comum desses agentes é a bactéria Chlamydia trachomatis. O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. sexual na maioria das vezes. após a multiplicação do HPV nesses locais. O avanço das uretrites não-gonocócicas pode desencadear conseqüências em todo o corpo. Há saída de secreção purulenta do meato uretral no indivíduo acometido pela doença. O diagnóstico considera o quadro clínico do portador e a ausência de gonococo no exame de amostras uretrais. Caracteriza-se pelo surgimento de pequenas verrugas nas regiões genital anal e perianal. também conhecida como crista de galo ou verruga genital. com ênfase na higiene do indivíduo e no correto seguimento do tratamento. as orientações são semelhantes. entre 3 e 4 meses após a transmissão. gerando sérios desconfortos. podendo ocasionar infertilidade. pois isto pode transportar o gonococo dos genitais para a mucosa ocular não ingerir bebidas alcoólicas. disponíveis nas unidades de saúde para o portador e seu parceiro. orientação ao portador de sífilis trocar regularmente as roupas íntimas higiene habitual com água e sabonete lavar as mãos antes e após o uso do vaso sanitário não coçar os olhos. Devido à semelhança entre as manifestações das uretrites não-gonocócicas e a gonorréia. pois estas irritam ainda mais a mucosa uretral não manter relações sexuais encaminhar o(a) parceiro(a) para tratamento na unidade de saúde Uretrites não-gonocócicas As uretrites não-gonocócicas compreendem um conjunto de uretrites sintomáticas causadas por microrganismos que não o gonococo. . Para seu tratamento utilizam-se antibióticos. embora possa ser utilizado método complementar de exame de amostras de secreção uretral. principalmente a doença inflamatória pélvica (DIP) em mulheres. Condiloma acuminado Doença infecciosa causada por um vírus chamado HPV (papilomavírus humano).O diagnóstico da gonorréia é feito com base no quadro clínico. a hospitalização é indicada e o tratamento passa a ser direcionado em função do sistema atingido. Os parceiros sexuais também devem ser tratados.

muitas vezes despercebidas. Orientações ao cliente: a realização da higiene com água e sabonete comum. Seu tratamento é feito em ambulatório. é uma doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual. O doente não deve manter relações sexuais durante o tratamento. O diagnóstico do condiloma acuminado ocorre por exame clínico. A ocorrência de infecção pelo HPV também aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de colo uterino. há a abertura de lesões. A exemplo da sífilis. febre e artralgias. É geralmente pequena. Linfogranuloma venéreo Também chamada de doença de Nicolas-Favre. com cauterização química (por podofilina ou ácido tricloroacético) ou térmica (criocauterização). A lesão secundária ocorre quando após alguns dias. É importante atenção a outras queixas. Essa lesão regride espontaneamente. que poderá ser estendido ao parceiro. adquirindo o aspecto de uma couve-flor. causada pela bactéria Chlamydia trachomatis.Com o passar do tempo e sem tratamento adequado. podendo sua localização ser pouco visível nos homens e mulheres e. Sua entrada no organismo ocorre através de lesões na genitália. atingindo o parceiro sexual. indolor. pode haver a necessidade de ser retirada cirurgicamente. a doença manifesta-se em três diferentes fases. A terceira fase caracteriza-se pelo desenvolvimento de seqüelas que ocorrem principalmente quando o linfogranuloma afeta a região anal. que eliminam a clamídia. A lesão primária. podendo levar à . assim. passar desapercebida. a clamídia alcança os gânglios e o portador desenvolve uma linfadenopatia regional. quando a lesão cresce demasiadamente. determinando o acompanhamento regular daquelas que já foram contaminadas por ele. Geralmente. Quando afeta a gestante o crescimento das lesões pode obstruir o canal vaginal. Porém. com o cuidado necessário para não agredir as lesões. pois podem estar presentes outras patologias associadas. causando dor. atinge apenas um lado. podendo ser complementado com biópsia. levando à necessidade da realização de cesariana. Sobre a região aumentada. essas verrugas podem crescer e unir-se umas às outras. com saída de secreção purulenta e vários orifícios. chamada de lesão de inoculação. ou seja. há um aumento dos gânglios na região ingüinal. surge cerca de 1 a 4 semanas após a transmissão.

As lesões são dolorosas. de contágio exclusivamente sexual. que se rompem dando origem a úlceras e. com facilidade para o sangramento. Ao ser reativado. Sua principal característica é o surgimento de várias lesões. Podem levar ao desenvolvimento de linfadenopatia ingüinal unilateral (bubão). embora possa provocar lesões em qualquer parte do corpo. O HSV. Seu diagnóstico é feito a partir do quadro clínico e exame de esfregaço da lesão. porém mais brando. pode haver sensação de ardor e prurido local. o que torna fácil a transmissão. entre 2 e 5 dias após o contágio – que ocorre pelo contato com a secreção que sai das lesões do parceiro sexual. em forma de pequenas bolhas agrupadas. por autoinoculação. cerca de 3 a 14 dias após o contágio. O diagnóstico considera o quadro clínico. As recorrências de ativação do vírus estão ligadas ao estresse do portador. febre e imunodepressão. o quadro clínico é semelhante ao da primeira infecção. estímulo à adesão ao tratamento e encaminhamento do parceiro à consulta na unidade de saúde. As lesões regridem espontaneamente e o vírus permanece no organismo em estado latente. depois.obstrução do ânus e à formação de fístulas e causar infecção disseminada por outros órgãos e tecidos pélvicos e abdominais. surgindo uma nova lesão. de fundo irregular coberto de secreção fétida e amarelada. agravando o quadro clínico de seu portador. Antes do surgimento das lesões. a crostas. O tratamento é feito utilizando-se antibióticos. dos tipos I e II. como a cultura da clamídia e o exame bacteriológico direto. ao multiplicar-se na pele ou mucosa da genitália. podendo ser auxiliado com a realização de exames complementares. O tratamento é realizado com antibióticos. Tal secreção contém vários hemófilos. . É aconselhável a drenagem linfática como forma de alívio à dor. Usualmente provoca lesões nos órgãos genitais. Herpes genital É causada pelo Herpes simplex vírus (HSV). higiene cuidadosa da genitália. exposição à radiação ultravioleta (luz do sol). entre outros fatores. Cancro mole Causada por uma bactéria chamada Haemophilus ducrey. causa lesões vesiculosas. É comum surgirem lesões nas coxas dos homens doentes. Orientação aos clientes incluem: abstenção de relações sexuais. e ao aparecimento de lesões sobre os bubões. quando a lesão da glande encosta na coxa transporta a bactéria. O contágio pode ser sexual ou por contato com fômites. ou seja. quando o hemófilo atinge os gânglios.

como o Brasil. Essas ulcerações. não manter relações sexuais enquanto estiver em tratamento. Alguns médicos prescrevem vacinas específicas para estimular a defesa do organismo. utilizar apenas sabonetes neutros na higiene íntima. diabetes. É causada por uma bactéria denominada Calymmatobacterium granulomatis. sem cheiro e espesso. com a drenagem das lesões e o uso de antivirais tópicos. ardor ou dor ao urinar. múltiplos ou únicos. como a citologia. A presença dessas condições permite que o fungo se multiplique e. aspecto vermelho vivo e fácil sangramento. Podem ser usados antibióticos. O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e na realização de pesquisa pelos corpúsculos de Donovan. o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas. Caracteriza-se pelo aparecimento de nódulos subcutâneos. vermelhidão e edema da vulva e corrimento branco. O tratamento é realizado com a utilização de antifúngicos. Donovanose É uma DST encontrada em países de climas tropical e subtropical. portanto. Candidíase (monilíase) É uma das DST mais freqüentes. O diagnóstico pode ser feito através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. o que dificultaria a reativação do vírus. Aids.O diagnóstico é feito basicamente através do exame clínico. com sua superpopulação. É causada pelo fungo Candida albicans. produza os sintomas de candidíase. e por ulcerações. até que o episódio acabe. e se manifesta mediante condições de desequilíbrio da flora vaginal. que habita a mucosa vaginal. As principais manifestações clínicas incluem prurido vulvar. em material coletado através de biópsia. A herpes não tem cura. encaminhar os parceiros sexuais para tratamento. uso de medicação imunossupressora e hábitos de higiene inadequados. Orientações ao cliente: higiene cuidadosa da genitália e abstenção sexual durante o tratamento da doença. transmitida pelo contato com as ulcerações presentes no doente. indolores. sem causar sintomas em 10% a 20% das mulheres. que surgem quase sempre nas regiões de dobras e na região perianal. como gravidez. dentre outras. não enxugar a vulva com rispidez após usar o vaso sanitário. não compartilhar roupas íntimas. no caso de complicações como a infecção das lesões por bactérias. Orientações ao cliente: passar a ferro o forro das roupas íntimas. . apresentam odor fétido. O tratamento é feito com a utilização de antibióticos.

também causa intenso prurido. . espesso. sendo mais freqüentes entre as mulheres. O Phtirus pubis. embora os piolhos circulem livremente e possam causar prurido também nessas regiões.Tricomoníase Trata-se de uma doença muito mais freqüente nas mulheres do que nos homens. o que pode provocar até ulcerações na pele sob os pêlos e conseqüente infecção destas pelas bactérias presentes nas mãos/unhas e nos próprios piolhos. onde tanto podem passar sem causar qualquer sintoma como podem levar à ocorrência de distúrbios diarréicos severos e importantes. de cama e de banho utilizadas sejam trocadas constantemente e fervidas. dor no ato sexual (dispareunia). que pode ser transmitida através das relações sexuais. afirma-se que mais de 50% das mulheres portadoras são assintomáticas. Giardíase e amebíase A giardia e a ameba são protozoários freqüentemente presentes no trato intestinal. da mulher portadora desses microrganismos trazendo restos de fezes para a mucosa genital. especialmente na região do púbis. transportando os parasitas. pós evacuação. de uma espécie diferente daqueles que infestam os cabelos e o corpo. consiste na verificação da concentração da coceira nos pêlos. A disseminação se dá por hábitos de higiene inadequados. quando se fixam na pele para sugar o sangue do indivíduo. de odor fétido. O doente apresenta corrimento amarelado. O tratamento é feito com uso de sabonetes especiais à base de permetrina. agente da pediculose genital. assintomático ou não. procurando-se retirar os piolhos e lêndeas dos pêlos. Pode ser causada pela higiene incorreta. e não na vagina ou pênis. tratando-se de uma infestação de piolhos nos pêlos da região genital. É causada por um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. de cama e toalhas. enfatizando-se a higiene íntima.Isso ocasionará infecção vaginal ou uretral. ardência e prurido na região genital. e a convivência estreita em locais com más condições de higiene. Diagnóstico ocorre através dos sinais e sintomas apresentados e também com a realização de exames laboratoriais. Pediculose genital É conhecida como “chato” ou ftiríase. No entanto.como compartilhar roupas íntimas. O diagnóstico da pediculose. O tratamento é feito à base de antifúngicos. que atinge a mucosa genital após relação sexual com indivíduo portador. Recomenda-se que as roupas íntimas.

através deste endereço eletrônico. A prática de sexo anal seguida de sexo oral favorece o processo de transmissão da giardíase e amebíase. O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados ou mesmo pela detecção dos parasitas após a realização de exame preventivo ginecológico. é necessário que os profissionais estejam preparados para realizar uma forma de abordagem denominada aconselhamento. é importante realizar: busca de portadores assintomáticos de DST durante a realização de atividades ligadas à discussão da sexualidade. Sugerimos a todos que acessem o portal do Ministério. e seu encaminhamento para o atendimento adequado. Grande parte dos dados contidos nesta apostila são provenientes de material disponibilizado. seguido de sexo vaginal. Ações de atenção básica frente às DST/AIDS Objetivando alcançar o controle das DST/AIDS. sem utilização ou troca de preservativos. . que pode ser individual ou em grupo. com vistas à eliminação da sífilis congênita. para manejo adequado. • • • • • Durante todo o processo que envolve desde a captação até a assistência a um portador de DST/AIDS. essas ações são concretizadas através da realização de várias atividades. atividades de educação em saúde e aconselhamento pré-teste anti-HIV para todos os portadores de DST e gestantes. a quem damos o devido crédito. folders e manuais pelo Ministério da Saúde.Sua transmissão também pode ser facilitada pela realização de sexo anal. e aprofundem seus conhecimentos. para rastreamento com o teste VDRL. na detecção precoce e no tratamento oportuno para os portadores de DST/AIDS e seus parceiros. ou pela distribuição de cartilhas. encaminhamento das gestantes ao pré-natal. A pesquisa dos parasitas nas fezes é essencial para determinar a escolha correta do tratamento. www. Na unidade de saúde ou na comunidade. disponíveis na rede básica de serviços de saúde.saude.gov.br. que é feito utilizando-se antibióticos bastante potentes. Na rede básica de saúde. o Ministério da Saúde estruturou programas cujas ações se baseiam na prevenção da ocorrência de novos casos. os esforços dos profissionais de saúde devem estar comprometidos com trabalhos de educação em saúde que estimulem os indivíduos à reflexão sobre como as condutas sexuais por eles adotadas podem estar influenciando o aumento do risco de se contrair DST/AIDS. triagem e referência dos pacientes com DST e seus parceiros às unidades básicas de saúde. No nível das ações de atenção básica.

• Após a ejaculação. Instruções para o uso correto de preservativos masculinos • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. estão expostos às DST/AIDS. com o auxílio de um espelho. o que pode causar seu rompimento. O aconselhamento. Condutas recomendadas. Nesse momento. Instruções para o uso correto de preservativos femininos . procurando utilizar apenas materiais descartáveis. Assim. Em caso de detecção de alguma alteração. a não ser aqueles à base de água. Também não é verdade que uma pessoa não possa ter DST mais de uma vez. em todas as relações sexuais que envolvam sexo oral e penetração vaginal ou anal. é capaz de reduzir o estresse do cliente e melhorar os índices de adesão ao tratamento. • redução de parceiros sexuais. constante discussão sobre a redução de riscos para DST/Aids e adoção de práticas sexuais seguras. objetivando diminuir o risco de contaminação de DST/AIDS. para diminuir as chances de transmissão de DST. • fazer higiene após o ato sexual. encontram-se disponíveis nas unidades de saúde e apresentam baixo custo quando adquiridos em estabelecimentos comerciais. todas as oportunidades que surgirem para a realização de atividades junto à população exposta ao risco de contrair e/ ou transmitir essas doenças devem ser aproveitadas. • auto-exame dos genitais. • Apertar a ponta da camisinha. Não usar cremes ou loções. desde que bem conduzido. por serem seguras e proporcionar a prevenção das DST/Aids: • uso de preservativos. o ato sexual já pode ser iniciado. • Para cada ato sexual. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. desenrolar a camisinha até a base do órgão e largar sua ponta. É importante desmistificar a idéia de que apenas alguns grupos populacionais. profissionais do sexo ou usuários de drogas injetáveis. Prevenção é o melhor remédio e informação é o melhor elemento de defesa contra as DST/Aids é a informação. para não correr o risco de estragar a camisinha. como homossexuais. deve-se procurar os serviços de saúde. • Encaixar a camisinha na ponta do pênis ereto. Além de serem de fácil utilização.O aconselhamento exige profissionais devidamente capacitados pois este consiste em apoio emocional e educativo. para não formar bolha de ar durante sua colocação. Essa ponta é que vai acumular o sêmen expelido durante a ejaculação. enquanto o pênis ainda estiver ereto. descartando-a no lixo. retirar a camisinha e dar um nó em sua abertura. utilizar uma nova camisinha. • não compartilhar seringas e agulhas com outros usuários de drogas injetáveis.

• o sedentarismo. • a ocupação ou o trabalho dos indivíduos. outros 30% seriam evitados com o combate ao sedentarismo. Exemplos: dependência de cocaína. para não correr o risco de estragar a camisinha. não é mais necessário segurar o aro externo da camisinha. Drogadição – é a dependência de um indivíduo em relação a uma substância química. impedindo o deslocamento da camisinha durante o ato sexual. É importante trocar a camisinha em cada relação sexual. devido às altas taxas de sua incidência e prevalência em nosso país. Essas doenças podem ser prevenidas se houver ações educativas que trabalhem com a perspectiva de modificar o estilo de vida pouco saudável. Ajustar o aro externo (mais largo). • o aumento da idade da população. As atividades desenvolvidas nas unidades básicas de saúde objetivam a captação dos clientes hipertensos e diabéticos pela adoção de uma estratégia de verificação dos níveis de pressão arterial em qualquer indivíduo assistido cuja idade . A relação de doenças denominadas crônico-degenerativas ou modernas é bastante abrangente. Durante o ato sexual. segurando-o até a primeira penetração. Esse aro é que vai ser encaixado em volta do colo uterino. retirar a camisinha. Além disso. Após a ejaculação do parceiro. Fatores associados às doenças crônicas não transmissíveis • estresse decorrente da industrialização e do desenvolvimento econômico. descartando-a no lixo. encontram-se presentes de forma associada. mas a hipertensão arterial. os fatores relacionados à sua ocorrência são semelhantes e. • o consumo de álcool. normalmente decorrente de seu uso abusivo. Apertar o aro interno (o mais estreito) e introduzi-lo no canal vaginal. • a drogadição. maconha. em geral. Para o diabetes. as doenças cardiovasculares (DCV) e o Diabetes mellitus serão especialmente estudadas. • a obesidade. • o tabagismo.• • • • • Retirar a camisinha da embalagem somente na hora de usá-la. também chamada droga. • os distúrbios dietéticos. sem rasgar o invólucro com os dentes ou tesoura. Doenças crônicas não transmissíveis Estratégias para o controle das doenças crônico-degenerativas As atividades relacionadas ao controle da hipertensão arterial e do diabetes são operacionalizadas através do Programa Nacional de Controle da Hipertensão Arterial e Programa Nacional de Controle do Diabetes. álcool. estima-se que metade dos casos novos poderia ser evitado com o controle do excesso de peso.

os clientes submetem-se a avaliações periódicas que. As atividades de educação em saúde em grupo favorecem o esclarecimento de dúvidas comuns a todos e a reflexão em conjunto sobre os estilos de vida que poderão trazer maiores benefícios para todos. Muitas equipes do Programa Saúde da Família optam por organizar e participar de eventos com atividades extramuros. através de dietas e atividade física.seja maior ou igual a 20 anos. em dias alternados. de acordo com a relação de medicamentos constantes da farmácia básica. campanhas. e de verificação de glicosúria em indivíduos com idade igual ou superior a 30 anos. bem como realizar orientações coletivas para prevenir complicações e controlar essas doenças. Os tratamentos da hipertensão arterial e do diabetes baseiam-se na adoção de medidas farmacológicas. seja com discussão em grupos. cartazes. como tabagismo. igrejas. como eletrocardiograma. entre outras medidas. criando a possibilidade de discutir as modificações que produzirão benefícios para a saúde. . Pressão Diastólica Pressão Sistólica Menor que 85 Entre 85 e 89 Entre 90 e 99 Entre 100 e 109 Maior ou igual a 110 Menor que 90 Menor que 130 Entre 130 e 139 Entre 140 e 159 Entre 160 e 179 Maior que 180 Maior ou igual a 140 Tipo de Hipertensão Arterial Normal Normal limítrofe Hipertensão leve (estágio 1) Hipertensão moderada (estágio 2) Hipertensão grave (estágio 3) Hipertensão sistólica isolada Campanhas de verificação de glicemia capilar ou de verificação de glicosúria são boas estratégias para a captação de clientes diabéticos. que deve ser informado quanto à possibilidade de complicações das doenças. detectando fatores relacionados à ocorrência de hipertensão e diabetes. urinálise. Os clientes passam a receber os medicamentos necessários ao controle das doenças (drogas hipotensoras. bioquímica do sangue. e não farmacológicas. A nãoadesão ao tratamento é fator decisivo para a piora do estado do cliente. hipoglicemiantes orais. além da pressão arterial. garantindo melhores resultados através de atividades coletivas ou individuais de educação em saúde. solicitados de acordo com o problema apresentado. Uma vez inscritos nas atividades dos programas. Para a confirmação de um caso de hipertensão. sedentarismo e outros. O desenvolvimento atividades no ambiente domiciliar é estratégia para a oportunidade de observação da realidade de vida e relacionamento das pessoas. insulina injetável). para captar novos casos de hipertensão e diabetes. É importante sensibilizar o cliente para a importância da adesão ao tratamento. faz-se necessário realizar três verificações consecutivas. utilizando-se de drogas. dieta inadequada. em associações. incluem verificação de peso corpóreo e realização de alguns exames complementares. praças e escolas.

no caso do diabetes. a saúde foi reconhecida como fenômeno de determinação intersetorial e direito de todos. organização da agenda para o retorno dos clientes às consultas necessárias ao seu acompanhamento. As práticas de saúde dão ênfase às ações ligadas às condições de vida de pessoas e coletividades. organização e participação das atividades em grupo. realização dos curativos em clientes diabéticos com lesões. Os profissionais que atuam nos programas de controle do diabetes e hipertensão devem desenvolver os seguintes cuidados: verificação da pressão arterial. usar sapatos fechados. • inclusão de atividades de lazer no cotidiano. • cuidados com os pés dos clientes diabéticos. . • restrição do consumo de carboidratos. realização de visitas domiciliares aos clientes faltosos ou necessitados de cuidados domiciliares. • ingestão de dieta pobre em sal e gorduras e. tal fato deve ser notificado ao profissional que acompanha o caso. • para os diabéticos insulino-dependentes: cuidados na conservação e na autoadministração de insulina. orientação. Nesse sentido. os pés devem ser hidratados com uma loção. • redução do consumo de café. • manutenção de peso corpóreo próximo ao ideal. tabagismo. que devem ser mantidos limpos e secos. e sempre examiná-los por dentro antes de calçá-los.Quanto mais descontraídos estiverem os participantes. pesquisando-se a existência de feridas ou cortes não anteriormente percebidos. drogadição). verificação dos níveis de glicemia capilar. evitando passá-la entre os dedos (para evitar a umidade).confortáveis. Intersetorialidade: conceito e dinâmica político-administrativa do município Em 1978. pois oferecem oportunidades de lazer associadas à promoção da saúde. • necessidade de prática regular de exercícios físicos. • ao observar qualquer alteração na coloração dos pés ou ferimento. melhor será o andamento das atividades. as atividades ao ar livre são bem-vindas. • preferencialmente. • os pés devem ser atentamente examinados todos os dias. acompanhamento da auto-administração de medicamentos via oral ou injetáveis. Medidas terapêuticas não-farmacológicas • restrição ou eliminação de hábitos pouco saudáveis (alcoolismo. após o banho. aferição do peso para auxiliar no seu controle. na Primeira Conferência Internacional sobre a Atenção Primária em Saúde.

Ações que não necessariamente implicam na resolução ou enfrentamento final do problema principal. poderes e vontades diversos. “Como processo organizado. a ação intersetorial não é um processo espontâneo. a defesa pública. na descoberta da possibilidade de agir . É uma nova forma de trabalhar. A intersetorialidade é a articulação entre os diferentes setores que executam políticas públicas para planejamento conjunto dos problemas da população. em suma é possível perceber que o nível de saúde de uma população depende da ação de diversos setores que atuam na sociedade. controle e vigilância no sentido de diminuir as causas que levam a violência. sendo que o setor saúde é apenas um dentre eles. é a articulação entre sujeitos de setores sociais diversos e. Para alcançarmos melhores indicadores na área da saúde.2000) . para enfrentar problemas complexos. precisaremos desenvolver uma ação integrada com os demais setores que executam políticas públicas Diante de um enfoque intersetorial. mas que implicam na acumulação de forças. que juntos estabelecerão estratégias de prevenção. órgãos de educação. a violência é um sintoma social que merece uma intervenção articulada. Depende de uma ação deliberada. portanto. às ações. de saberes. de governar e de construir políticas públicas que pretende possibilitar a superação da fragmentação dos conhecimentos e das estruturas sociais para produzir efeitos mais significativos na saúde da população. por meio da atuação para mudar positivamente os elementos considerados determinantes do processo saúdedoença.“(Campos.A concepção ampliada de saúde e a compreensão de que as ações de outros setores têm efeitos sobre a saúde individual e coletiva possibilitaram o surgimento de outras perspectivas de promoção e de cuidado à saúde. setores diversos do município. coletivo. na construção de sujeitos. com maior potência. tendo por base a promoção de saúde e a melhoria da qualidade de vida. a capacidade de negociação e também trabalhar os conflitos para que finalmente se possa chegar. Envolve a criação de espaços comunicativos. que pressupõe o respeito à diversidade e às particularidades de cada setor ou participante. compete ao Estado a integração e a efetivação de políticas sociais. Da mesma forma algumas doenças para serem prevenidas necessitam de saneamento básico. recolhimento de lixo. Busca-se a ação de diversos órgãos como a polícia. Por exemplo. Portanto. limpeza de terrenos baldios.

ou seja. é fundamental a produção de resultados. fazem com que o setor saúde esteja mais mobilizado em propor a ação e a articulação intersetorial. violência . a intersetorialidade se alicerça na confluência das necessidades. Assim. que ainda que parciais. O tema do problema a ser resolvido é que define a possibilidade de uma ação intersetorial. Um fator contribui para que a saúde provoque mais enfaticamente as articulações intersetoriais é a constatação diária dos limites do setor para enfrentar os problemas de saúde. no entanto. de enfrentar problemas concretos. Além disso. um verdadeiro circulo vicioso que prejudica a todos. de efetividade e de eficácia. Ele deve ser amplo o suficiente para despertar o interesse de todos os setores envolvidos como: qualidade de vida. necessita de ações educativas associadas a ações gerenciais e econômicas. perceptíveis para retroalimentar setores e pessoas participantes e evitar o desânimo e o abandono da linha conjunta de ação. ainda tem que se avançar muito no processo dentro da própria saúde e na sua articulação com os demais setores. São os problemas palpáveis. urbanização. Aliás. entre tantos outros. também. Um sistema social e político saudável. que diga respeito não só a saúde mas a todos os demais setores envolvidos. As pessoas são mobilizadas pelas questões concretas. drogas.Por exemplo: o esgoto a céu aberto causa uma série de doenças. percebe-se que a consciência das limitações da ação setorial está mais clara no setor saúde. A intersetorialidade é um instrumento poderoso. deve ter relação com algum fato concreto que mobilize a todos. faz com que a comunidade seja invadida por ratos e mosquitos que por sua vez transmitirão outros tipos de doença.Envolve. doenças que fazem com que os adultos faltem ao trabalho ou rendam pouco. por exemplo) e da impotência setorial diante de certos problemas como a morbidade e mortalidade por causas externas. pois. que criam o espaço possível de interação e de ação. muitas das iniciativas intersetoriais têm partido ou contam com uma participação ativa importante de atores oriundos do setor saúde. que impede as crianças de ir a aula. meio ambiente. das pessoas e setores. ou fazem com que elas se tornem fontes de disseminação das contagiosas no ambiente escolar. A compreensão da determinação social do processo saúde-doença. sejam palpáveis. como já colocado. exclusão social. aqueles que estão prejudicando a todos e portanto criam em todos o interesse de que sejam resolvidos. visíveis. De modo geral. reais. Alguns dos resultados concretos da ação intersetorial podem ser medidos através de indicadores de saúde. etc. a expectativa de maior capacidade de resolver situações. . a percepção muito clara do impacto de ações não especificamente setoriais sobre a saúde (saneamento básico. acessibilidade.

Este processo enfatiza não a simples transmissão de conhecimento. diferenças e interdependência. Um elemento fundamental do seu método e o fato de tomar. suas experiências. como ponto de partida do processo pedagógico. a pesquisa. A educação popular busca trabalhar a participação popular em um processo de aprendizado coletivo. o detentor do conhecimento a ser transmitido. O indivíduo coloca seu conhecimento. Uma discussão saudável que permite aos demais não só opinarem naquele caso concreto. como forma de promover o crescimento da capacidade de analise critica sobre a realidade e o aperfeiçoamento das estratégias de luta e enfrentamento dos problemas inerentes àquela comunidade. ao invés de procurar difundir conceitos e obrigar a comportamentos que considere corretos. e o assunto é colocado em discussão. o que esta incomodando e oprimindo e propicia ao interlocutor o prazer de descobrir as respostas ao problema. Trata-se de uma estratégia de construção da participação popular no redirecionamento da vida social. a forma como lidam ou lidariam com aquilo. educação e comunicação: conceitos. como ela o atinge e aos seus. o saber anterior individual ou coletivo do grupo que se pretende educar. Fazer entender o mecanismo é bem mais produtivo do que Formas de aprender e ensinar . mas a ampliação dos espaços de interação cultural e negociação entre os diversos atores envolvidos em determinado problema social para a construção coletiva do conhecimento e da organização política necessária à sua solução. a investigação. procura problematizar. em uma discussão aberta.Informação. Educação Popular não e o mesmo que educação informal. incentivando a troca de experiências. . Trata-se de uma mudança de estratégia. a forma como enxerga uma situação. mas colocarem suas vivências. a discussão de temas pertinentes àquele grupo. A melhor forma de aprender é trocando experiências.

Essa valorização do saber e dos valores do educando permite que ele se sinta tranqüilo. confiante. Na educação popular. se abster de algo. ele aceitará genuinamente a privação encarando-a como forma de solução de um problema. não basta que o conteúdo discutido seja do interesse do indivíduo. respeitando e adequando os conhecimentos populares.simplesmente impor. tende a gerar frutos excelentes. sendo fundamental que o processo de discussão não se coloque de cima para baixo. de forma a buscar a confiança e a integração com a comunidade. Nesse processo a educação visa que as pessoas e os grupos sociais assumam maior controle . A educação popular é um instrumento de construção de uma ação de saúde mais integral e mais adequada à vida da população. Pois se o indivíduo entender os motivos pelos quais deve. Este processo de educação da saúde em contexto. e mantenha suas iniciativas. A Educação Popular é um instrumento metodológico fundamental no sentido da construção de um processo de atenção à própria saúde e à saúde integral do grupo comunitário em que se esta inserido. provenientes do respeito e do livre convencimento. por exemplo.

sobre a própria saúde e suas vidas e em que a racionalidade do modelo biomédico dominante seja transformada em práticas do dia-a-dia. O indivíduo passa a viver em prol da própria saúde, pois incorporou os hábitos necessários para mantê-la, não como uma imposição, mas por consenso. Nesse sentido, a Educação Popular não e mais uma atividade a ser implementada nos serviços, mas uma estratégia de reorientação da totalidade das praticas executadas na comunidade, na medida em que investe na ampliação da participação da população, que uma vez, dinamizada, passa a questionar e reorientar tudo.

Cultura popular e sua relação com os processos educativos
“Colocar a educação popular como uma estratégia política e metodológica na ação do Ministério da Saúde permite que se trabalhe na perspectiva da integralidade de saberes e de praticas, pois proporciona o encontro com outros espaços, com outros agentes e com tecnologias que se colocam a favor da vida, da dignidade e do respeito ao outro. Trabalhar com a educação popular em saúde qualifica a relação entre os cidadãos, definidos constitucionalmente como sujeitos do direito à saúde, pois pautase na subjetividade inerente aos seres humanos”. (MS- caderno de educação popular e saúde) A primeira medida a ser tomada ao assumir a estratégia de interligar a educação e saúde na comunidade, é buscar contato com a cultura local e o imaginário popular para a definição para a definição de formas de atuação.

Antes de tudo o ASC deve ouvir. É através de uma escuta sensível e afetiva que o profissional ganha a confiança da pessoa e aprende mais sobre a comunidade. Seus anseios, suas crenças, suas convicções. O passo seguinte, nas palavras de Paulo Freire, é “desmontar a visão mágica”. Isso significa desestruturar alguns conceitos para construir outros.

Medidas empíricas - são medidas empregadas sem comprovação científica de sua eficácia. Em muitas regiões do país, as pessoas amarram fitas vermelhas no pescoço quando pegam caxumba, por exemplo.

O processo deve ser cauteloso para não ferir egos. O ideal é fazer com que a pessoa chegue as conclusões esperadas sozinha, através de um processo de raciocínio orientado de forma suave, mas, firme. Partir de situações concretas é uma boa técnica. As rodas de conversa são bastante eficazes para isso, pois o assunto é debatido de forma plena, abrindo várias oportunidades para a intervenção sutil e para o redirecionamento que pode ser feito através de uma simples pergunta.

Não dá pra beber água fervida... ela é muito “pesada”

Já experimentou “bater a água” antes de beber?

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Feita a pergunta, cria-se a dúvida. Existindo dúvida cria-se a oportunidade de aprendizado, que pode até mesmo ter desdobramentos práticos. É fundamental estar com o outro, aprender com o outro. A troca é importantíssima no processo. Admitir que atitudes da comunidades estão certas e que aquele pode sim ser o melhor procedimento, ainda que não científico. Trata-se de unir a teoria e a prática. Da mesma forma, é preciso assumir a ingenuidade do indivíduo em relação ao tema, ao problema ou ao próprio procedimento de promoção de saúde, eles não conhecem a realidade que queremos mostrar, temos que conhecer a dele, para estabelecermos as pontes de comunicação.

Algumas formas utilizar a cultura popular no processo educativo Construir novos processos de trabalho que incorporem o saber popular Produção de saúde e co-produção de autonomia, capacidade de pessoas e coletividades compreenderem e agirem sobre si mesmos e sobre os contextos cotidianos. Expressões artísticas como forma de divulgação de informações e de compartilhar sentimentos e verdades do contexto local Comunicação como ação que implica na integração social

Participação e mobilização social: conceitos, fatores facilitadores e/ou dificultadores da ação coletiva de base popular
A Constituição Federal do Brasil garante ao cidadão o direito de ser assistido em suas múltiplas necessidades, mas este mesmo cidadão precisa estar consciente de sua responsabilidade na busca por melhores condições de vida. As visitas são instrumentos de trabalho preciosos no cuidado estratégico da saúde das famílias, devendo ser utilizadas nas mais diferentes formas de acompanhamento de seus membros, em suas situações peculiares de saúde-doença e nos diferentes momentos de seu ciclo vital. A visita é essencial ao processo de vigilância à saúde, tendo por finalidade acompanhar a situação de saúde de cada membro da família, esperando-se a produção de resultados positivos através da antecipação de diagnósticos personalizados, do atendimento e de maior orientação ao indivíduo e sua família. Por outro lado, é preciso ponderar que o desenvolvimento de ações no domicílio aproxima o trabalho profissional da dinâmica de vida das famílias, colocando em cena seus modos de lidar com a vida e os problemas de saúde, questões de subsistência, aspectos religiosos e culturais, afetividades e outras subjetividades, que implicam em desafios para os profissionais. Nesse sentido, as famílias que se encontram em situação de maior vulnerabilidade devem ser apoiadas intensivamente. A linha de separação entre o cuidado e atenção intensiva a intromissão é tênue, existindo relatos de pessoas que acreditaram que esta barreira foi ultrapassada, seja pelo excesso de zelo do profissional, seja pela conduta equivocada do profissional. É essencial, que as especificidades dos cuidados direcionados a

com soluções tecnocráticas voltadas para problemas inexistentes ou pouco importantes para a população a quem se destinam as ações. os Agentes Comunitários de Saúde podem contribuir para desencadear um processo de envolvimento das lideranças locais na discussão sobre os problemas de saúde e seus determinantes sociais. bloqueando-se a ação direcionada a necessidades mais abrangentes e à produção de autonomia. proposta pela política de atenção básica. captador de notícias e corretor. A equipe de saúde da família tem que levar em consideração este aspecto da realidade. Não poucas vezes o líder eleito não tem o real poder de fazer com que as coisas aconteçam. Sob risco das políticas tornarem-se medidas não apropriadas para a população. Outro aspecto muito importante na organização dos programas e na prática em saúde coletiva é a identificação das necessidades sentidas pela população-alvo.situações peculiares de saúde-doença na família não anulem a sua autonomia e viceversa. Lideranças: Conceitos. A idéia de monitoramento da saúde-doença. Reconhecer os problemas sempre foi uma função dos profissionais de saúde. O ACS deve procurar detectar quem são os verdadeiros lideres da comunidade. Existem quatro pessoas a quem se dá os nomes de: porteiro. . de influenciar as pessoas à sua volta. seja dos seus membros ou da família como um todo. motivando-as e compactuando-as em torno de um determinado objetivo comum. porém é necessário identificar o que a população considera problema e quais são os mecanismos para o seu enfrentamento. é diminuir em muito os níveis de rejeição da população alvo. são elas que efetivamente fazem a comunidade funcionar. A diferença de posicionamento frente a uma questão. Buscar os formadores de opinião para participarem ativamente nos processos educativos e na elaboração dos projetos de melhoria para a comunidade. tipos e processos de constituição de lideres populares Por conhecerem os membros da comunidade. zelador. Liderança é um fenômeno de grupo. que envolve a capacidade de um indivíduo. o líder comunitário. pois estas características remetem à esperada ampliação do acesso e equidade. não deve se consolidar como uma prática de controle sobre a vida e os comportamentos em saúde das pessoas.

São sempre os primeiros a ficarem sabendo quando algo acontece. as ajudas. a aconselhar. gostei. Toda comunidade tem zeladores. se passará pela “porta”. A quem você pediria ajuda em uma emergência de madrugada. Aquela família nova que mudou. A quem você pediria ajuda se o telefone do bairro não estivesse funcionando? . É aquela pessoa sempre pronta a ajudar. Dona Zinha me disse que eles são muito simpáticos “Dona Zinha” é a porteira. a escutar. Uma pessoa influente que consegue controlar a maneira como os demais membros da comunidade se sentem em relação a novas pessoas e novas idéias. Os zeladores São aquelas pessoas que os outros procuram quando estão com problemas. a consolar. ou “mamães” . Falam bem e parece sempre terem argumentos para todas as situações. São eles que podem conseguir as coisas. você gostou deles? Sim. ou da diretoria do clube. ou da industria.Os porteiros O porteiro de uma comunidade é aquele que decide se alguém será aceito... Quem seria a pessoa ideal para tentar explicar algo a alguém e evitar uma discussão desnecessária? Os corretores O corretor tem relações com amigos pessoais de pessoas-chaves do governo. se sua família tivesse ido viajar? Os captadores de notícia São aquelas pessoas que sabem tudo o que esta acontecendo. ou pastores.

Deficiência permanente É aquela que não permite recuperação ou alteração apesar do aparecimento de novos tratamentos. por já estar sedimentada pelo tempo. abordagem.A importância de localizar e captar estas quatro pessoas consiste em dois motivos: • Elas tem as habilidades necessárias para organizar a comunidade. muitas delas dependentes de tecnologia para manutenção da vida. visuais e múltiplas. meios ou recursos especiais. Deficiente auditivo – é o acometido de perda parcial ou total da audição Deficiente visual – é aquele que possui diminuição da acuidade visual. Incapacidade É a redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social. físicas. adaptações. incentivar as mudanças e mobilizarem a comunidade. Deficiência A perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica. fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano. • As pessoas da comunidades irão ver se elas estão boicotando ou participando dos projetos antes de tomarem suas próprias decisões em relação a aderir ou não. com necessidade de equipamentos. Pessoas portadoras de necessidades especiais. auditivas. . relacionadas a doenças crônicas. distúrbios genéticos ou enfermidades degenerativas. As pessoas com necessidades especiais apresentam deficiências internas. medidas facilitadoras de inclusão social e direitos legais Na denominação de indivíduos com deficiência física estão incluídos os portadores de dificuldades mentais. Portadores de deficiência: Deficiente físico – é o portador de alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano acarretando o comprometimento da função física.

do adulto e do Idoso Saúde da criança A criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC). saúde. É importante fomentar a criação e participação em grupos de apoio e/ou de suporte. orientação nutricional. Habilidades adaptativas Comunicação. atuais e condizentes com o contexto cultural da família Procurar apoio nas políticas públicas voltadas para o grupo Saúde da criança. assistência às doenças diarréicas e to infecções respiratórias agudas (IRA) e imunização. o contato com a natureza e os cuidados com o corpo orientar sobre as possibilidades de adaptação da casa às necessidades específicas do indivíduo fornecer informações claras. O ACS deve oferecer orientações necessárias para que a família saiba superar os obstáculos do dia-a-dia. segurança. . Estimular a família a incluir o portador de necessidades especiais nas atividades sociais Valorizar o lazer. pessoal. habilidades sociais. Deve conversar com a família sobre como lidar com as dia. tentando evitar o abandono e os maus tratos. iniciou a reestruturação do atendimento às necessidades da saúde da criança com cinco principais focos de atenção: crescimento e desenvolvimento.redução do campo visual ou ambas. habilidades acadêmicas. lazer e trabalho trabalho. do adolescente. Deficiente mental – é aquele cuja função intelectual é significativamente inferior à média. em 1984. Deficiência múltipla – quando ocorrem associações de duas ou mais deficiências. utilização da comunidade. cuidado pessoal. sendo a disfunção presente desde antes dos 18 anos e do associada a limitações em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas. como limitações dos membros portadores de deficiência. aleitamento materno.

estão relacionados alguns dos passos do desenvolvimento esperados para a criança em determinada faixa etária. destaca-se a Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) e a inserção dos enfoques da saúde da criança. ocorrência de agravos e condições perinatais. De fácil utilização. Além disso. Nele constam. tornando-o mais resolutivo e capaz de prestar atendimento de qualidade às patologias de maior prevalência na população infantil”. Nas atividades desenvolvidas pelas equipes dos Programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde. contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente. seu estado vacinal. permite tanto o preenchimento como a interpretação de seus dados por qualquer profissional de saúde. A AIDPI é uma estratégia que visa integrar as ações de promoção de saúde da criança. ou seja. Por exemplo. alta prevalência de recém-nascidos de baixo peso. É executada com uma abordagem por diagnóstico sindrômico. avaliar se a criança está gravemente doente ou não. Cartão da Criança Instrumento que permite visualizar vários aspectos ligados às ações preventivas. informações sobre o crescimento e desenvolvimento da criança. grandes diferenças entre as condições de saúde nos meios rural e urbano e alto índices de gravidez na adolescência. sem excluir problemas importantes. realizado considerando os sinais e sintomas apresentados pela criança e/ou relatados por seus responsáveis. A principal característica da AIDPI é a “focalização da atenção nas populações de maior risco e a revitalização do nível primário de atenção. desde que orientado. O Cartão da Criança possibilita a identificação de distúrbios no crescimento. que permite detectar a ocorrência de distúrbios nutricionais como baixo peso para a idade. e os principais direitos das crianças e deveres dos responsáveis. em qualquer nível de atenção. ou nas atividades desenvolvidas pelos profissionais nos mais variados espaços sociais.Apesar das diretrizes acolhidas ainda temos altas taxas de mortalidade perinatal. A guarda deste documento é responsabilidade dos pais ou responsáveis pela criança. É padronizado em todo o território nacional e pode ser utilizado no contexto da unidade de saúde. o . através da aferição pondero-estatural. através do método gráfico da “curva de crescimento”. desnutrição calórico-protéica ou sobrepeso. se necessitará ser transferida a um hospital com urgência ou se o tratamento pode ser feito no ambulatório ou domicílio. ganho de peso e altura. o que os torna capazes de avaliar rapidamente todos os sintomas da criança. Os profissionais de saúde passam por treinamento específico. por meio da assistência aos aspectos preventivos e curativos.

acompanhamento e educação específica em saúde saúde. A possibilidade de abordagem da criança nos espaços de sua vida cotidiana (domicílio e instituições de educação infantil) ampliam a (domicílio capacidade de atuação na prevenção de doenças. • com as sucessivas pesagens. na promoção da saúde e identificação de necessidades especiais em tempo oportuno. formando uns o desenho da curva do crescimento. Por meio de ações educativas em saúde. segue as seguintes regras básicas: • o primeiro peso a ser registrado deve ser o peso ao nascer.que auxilia no planejamento e implementação de ações que visem controlar estes o problemas. nos domicílios e coletividade. O preenchimento do Cartão da Criança. • a pesagem periódica da criança deve ser realizada em uma balança adequada à sua idade. pronta abordagem da criança com algum sinal de risco ou perigo. Considerando-se as principais causas de morbidade e mortalidade infantil no país. por exemplo. desvios na alimentação. todas as atividades contidas no cuidado à criança fazem parte do odas roteiro de abordagem da criança pelo agente comunitário de saúde/Programa de Agentes Comunitário de Saúde. essa equipe estende o acesso às ações e serviços de informação e promoção social e de proteção da cidad cidadania. de acordo com a idade. o crescimento e desenvolvimento alterados. os pontos são ligados uns aos outros. • o peso da criança será registrado diretamente no gráfico através de um ponto com a localização relacionada à idade da criança. O agente comunitário de saúde e equipe do Programa de Agentes Comunitários de Saúde na atenção à criança Conforme o disposto no Manual do Agente Comunitário de Saúde do Ministério da Saúde – 2001. imunização e a alimentação. as se linhas de cuidado que devem ser priorizadas nas ações de saúde dirigidas à atenção à criança são: Promoção do nascimento saudável Acompanhamento do recém recém-nascido de risco Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e Imunização Promoção do aleitamento materno e alimentação saudável Atenção aos distúrbios nutricionais e anemias carenciais Abordagem das doenças respiratórias e infecciosas . além de participar da orientação.

hábitos saudáveis de vida.No cuidado pré-natal Captar a gestante para início do prénatal até o 4. orientar sobre sinais de alerta na gravidez. direitos da gestante e do pai.º mês (120 dias) explicar sobre as doenças crônicas. enfocando a importância da ordenha manual do leite excedente e a doação a um Banco de Leite Humano. alertar sobre a importância da consulta de puerpério. identificar gestantes de risco e garantir atendimento no pré-natal alto risco ao encaminhar a gestante para a UBS. acompanhar o ganho de peso no decorrer da gestação. avaliar a mama puerperal e orientar quanto à prevenção das patologias. ofertar o atendimento clínico e psicológico à gestante vítima de violência doméstica e sexual. • orientar sobre a importância da “Primeira Semana Saúde Integral”. ofertar atenção à mãe adolescente conforme suas especificidades. No cuidado após o parto • conhecer o número de puérperas e recém-nascidos da área de abrangência para programar as ações de saúde e realizar visita domiciliar na primeira semana após o parto. manter continuidade de visitas até o parto garantir a vinculação com a maternidade para o parto e intercorrências. • avaliação da saúde da mãe. observar e avaliar a mamada ao peito. • checar e orientar sobre o registro de nascimento. Calendário de vacinação da criança IDADE Ao nascer Ao nascer VACINAS BCG-ID Hepatite B DOSES Dose única 1º dose DOENÇAS EVITADAS Formas graves de tuberculose Hepatite B . • orientar e incentivar o aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido. ao parto normal. identificar a gestante em situação de risco para amamentação e encaminhá-la para grupos de apoio ao aleitamento materno ou Banco de Leite Humano. orientar sobre alimentação saudável no decorrer da gestação e avaliar o estado nutricional da gestante. checar relatório de alta/cartão de pré-natal. encaminhando-a para o atendimento adequado (fluxo local). cuidados com recém nascido. realizar práticas educativas com incentivo ao aleitamento materno. realizar busca ativa da gestante faltosa ao pré-natal. do planejamento familiar. tais como diabetes e hipertensão.

tétano e coqueluche Difteria. rubéola e caxumba Poliomielite (paralisia infantil) Difteria. coqueluche. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. coqueluche. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Hepatite B Febre amarela Sarampo. coqueluche.1 mês 2 meses Hepatite B Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 1º dose Hepatite B Difteria. meningite e outras doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b Poliomielite (paralisia infantil) Diarréia por Rotavírus Difteria. tétano e coqueluche Sarampo. rubéola e caxumba Febre amarela 2 meses 2 meses 4 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 1º dose 1º dose 2º dose 4 meses 4 meses 6 meses VOP (vacina oral contra pólio) VORH (vacina oral de Rotavírus Humano) Tetravalente (DTP + Hib) 2º dose 2º dose 3º dose 6 meses 6 meses 9 meses 12 meses 15 meses 15 meses 4 – 6 anos 4 – 6 anos 10 anos VOP (vacina oral contra pólio) Hepatite B Febre Amarela SRC (tríplice viral) VOP (vacina oral contra pólio) DTP (tríplice bacteriana) DTP (tríplice bacteriana) SRC (tríplice viral) Febre Amarela 3º dose 3º dose Dose inicial Dose única Reforço 1º reforço 2º reforço reforço reforço .

abordando-se as várias fases de sua vida.consiste em um conjunto de ações educativas que visam aumentar o conhecimento da população-alvo sobre o câncer de colo do útero. pois 70% dos casos diagnosticados já estão em fases avançadas. bem como treinamento e reciclagem constantes dos profissionais. Seu público-alvo são as mulheres entre 35 e 49 anos de idade. o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). incluindo a assistência ao pré-natal. estima-se que no Brasil apenas 8% a 10% das mulheres incluídas nesse grupo realizam o exame preventivo. Na assistência clínico-ginecológica há especial preocupação com a prevenção do câncer de mama e do câncer cérvico-uterino. consideradas como a população de maior risco. A ocorrência destes tipos de neoplasias expressa a baixa cobertura dos exames preventivos e pouco investimento em atividades de educação em saúde. ainda. Ressaltese. bem como nos manuais e normas técnicas elaborados pelo Ministério da Saúde. da adolescência à menopausa. em nosso país representa a segunda causa de óbitos por neoplasia em mulheres. parto e puerpério (ciclo gravídico-puerperal). Este programa prevê a assistência à mulher de forma integrada. tratamento e acompanhamento do tratamento do câncer de colo do útero. assistência clínico-ginecológica (prevenção e controle do câncer ginecológico e de mama e prevenção das DST) e climatério. • coleta de material para o exame de Papanicolau (preventivo ou colpocitológico): consiste no preparo e orientação prévia da mulher. Para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do útero. quando se fizer necessário. • descrição detalhada das atribuições de cada profissional no controle e tratamento. • avaliação do resultado. Entretanto. ser uma doença que incide mais em mulheres de baixo nível socioeconômico. Porém. O câncer do colo do útero é uma doença possível de ser prevenida e curada. processamento e leitura do esfregaço no laboratório. . o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Controle de Câncer de Colo Uterino – o qual utiliza as estratégias de ações educativas e aumento da qualidade dos serviços prestados pelo sistema de saúde.Saúde da mulher A assistência a saúde da mulher está organizada num programa do Ministério da Saúde. O objetivo do programa é melhorar as condições de saúde da mulher e reduzir as taxas de morbidade e mortalidade maternas. Todas as ações preconizadas pelo PAISM são encontradas nas áreas técnicas das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (Coordenação dos Programas de Saúde da Mulher). coleta do esfregaço. As etapas do Programa de Prevenção de Câncer do Colo do Útero (PCCU) são: • recrutamento . A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a realização de exames preventivos em pelo menos 85% da população feminina com idade superior a 20 anos. planejamento familiar (ciclo reprodutivo).

9% das mulheres conheçam algum tipo de método anticoncepcional. O Programa de Planejamento Familiar.335 óbitos pela doença e o surgimento de 41. Além disso. do Ministério da Saúde.610 novos casos somente naquele ano. apenas 76. uma vez que possibilita a identificação precoce de quaisquer alterações das mamas. visto envolver negativamente as percepções da sexualidade e auto-estima.7% das mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) o utilizam. embora 99. O câncer de mama representa hoje a principal causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. o câncer mais temido pelas mulheres. como forma de vivenciar sua sexualidade e ter liberdade sobre a escolha de tornar-se mãe ou não. sobretudo. como aquelas que têm história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama. provavelmente. Planejamento Familiar Segundo o Ministério da Saúde. que pretendem reduzir em pelo menos 20% as taxas de mortalidade pela doença no Brasil.Câncer de Mama O câncer de mama é um grave problema de saúde pública. . A principal e mais efetiva arma que contra ele dispomos é o seu diagnóstico precoce mediante realização do auto-exame das mamas .procedimento que permite à mulher participar do controle de sua saúde. É recomendado ainda que todas as mulheres com mais de 40 anos de idade façam o exame clínico. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) apresentaram dia 02/04/2009. Estimativas do INCA de 2003 indicaram 9. que consiste na avaliação de um médico. responsável por significativo número de óbitos entre mulheres adultas. Uma das recomendações do Consenso é que o auto-exame isolado deve ser adotado como medida paralela à visita a um profissional especializado. documento que norteará a política nacional para o controle do câncer de mama. pelo impacto psicológico que provoca. o Consenso reúne novas estratégias para detecção precoce e tratamento. responsável pelo desenvolvimento das ações referentes ao ciclo reprodutivo. deve ser feito pelas mulheres a partir dos 35 anos pertencentes a grupos populacionais de alto risco. tanto por sua alta freqüência como. As questões referentes à saúde reprodutiva da mulher convergem para a abordagem sobre o exercício responsável do seu direito reprodutivo. Obtido após reuniões técnicas com 70 especialistas de todo o País. orienta-se especificamente por ações preventivas e educativas e pela garantia de acesso igualitário a informações. É. o Consenso Brasileiro de Mama. o exame clínico das mamas. com o máximo de dois anos entre os exames. Essa redução tem sido verificada em países que adotaram medidas semelhantes. Já as mulheres entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia. associado à mamografia anual.

A assistência à mulher durante as fases do ciclo gravídico-puerperal compreende todas as ações previstas no Programa de Assistência Pré-Natal. o que reflete desvalorização e desrespeito à vida. expressa em distúrbios psíquicos. No Brasil. em média. há uma divisão pautada nas fases do ciclo: pré-natal (gestação). a utilização de estratégias voltadas para a assistência no puerpério devem ser rotineiramente implementadas. ou pelo menos com dois filhos. mastite e doenças circulatórias obstrutivas.000 mulheres morrem anualmente em alguma fase do ciclo gravídicopuerperal. Embora recente. por exemplo. inclusive a esterilização voluntária . não se faz necessário qualquer tratamento para a menopausa. O objetivo destas atividades relaciona-se à redução das complicações durante a gestação. hormonais (queda progressiva dos níveis de estrogênio). que podem resultar em óbito materno e/ou fetal. As ações básicas previstas neste Programa preconizam. Assistência à saúde da mulher no climatério A assistência à saúde da mulher no climatério. entre outros sintomas. Normalmente. Para operacionalizar essa assistência. práticas de puericultura e direitos previstos em lei para as mães que trabalham ou contribuem com a Previdência Social. infecção vaginal. seu funcionamento. Cerca de 3. visando promover uma vida digna nesta faixa etária.para 75 anos de idade. que sejam repassadas informações sobre a anatomia e fisiologia do corpo feminino. ou quando há risco de vida à saúde da mulher ou do concepto. e baixa qualidade dos serviços de saúde. parto e puerpério (período até 6 semanas após a gestação). causando mudanças metabólicas (modificações das lipoproteínas).permitida tanto para homens como para mulheres com mais de 25 anos. o que não significa o fim de sua sexualidade. o qual deve ser estruturado com ações clínicas e educativas que visem garantir a saúde da mulher e de seu filho. para que a mulher possa fazer a opção que a ela melhor se adeque. métodos anticoncepcionais. Esta fase do ciclo vital feminino indica que a mulher passou da fase reprodutiva. No puerpério. a mulher deve receber atendimento clínico e esclarecimentos sobre o retorno à vida sexual. métodos e técnicas disponíveis para a regulação da fecundidade. mas sim acompanhamento às situações que possam oferecer algum risco à mulher ou impliquem perda de sua autonomia e/ou comprometimento de sua integridade física . O climatério inicia-se gradualmente e está associado a uma série de alterações em decorrência da perda de atividade dos ovários. pois neste período há uma concentração de morbimortalidade para a mãe. passou a ser uma necessidade devido ao aumento da expectativa de vida da população brasileira como um todo . os coeficientes de morte materna são considerados incompatíveis com o nível de desenvolvimento do país.meios. vantagens e desvantagens – tudo isto realizado através de metodologia de práticas educativas e acesso a todos os métodos. incentivo ao aleitamento materno. genitais (ressecamento da mucosa vaginal) e psicológicas (depressão). ainda. planejamento familiar. É um período de transformações e ocorre entre os 40 e 65 anos.

tanto física quanto sexual. realizada por alguém conhecido :pai. é dever do Estado. Assistência à mulher vítima de violência sexual A assistência à mulher vítima de violência sexual tornou-se uma necessidade devido ao aumento. Muitas vezes. a violência contra a mulher. ficando exposta a adquirir uma DST/Aids caso não adote comportamento seguro. o profissional de saúde deve estar capacitado nos programas especiais de atenção. mulheres e crianças. assim como a saúde. valorizando as questões subjetivas expressas pela mulher (sentimentos. Além disso. Outro aspecto é o fato de a mulher viver um relacionamento duradouro e estável. ou durante algum período após. o serviço de acompanhamento ginecológico e obstétrico das unidades de saúde deve estar estruturado para realizar as condutas e os encaminhamentos necessários. procurando proporcionar-lhe algum conforto para que possa sentir-se menos constrangida diante de toda a situação em que está envolvida.pois uma gestação nessa fase se caracterizaria em risco de vida tanto para a gestante como para o concepto. tanto nos espaços urbanos como nos rurais. é importante ressaltar a atenção que deve ser dada às questões reprodutivas pelo menos até um ano após a menopausa . da violência contra homens. Ao ser procurado por uma mulher que sofreu violência. pois suas opiniões já estão formadas. o que a faz acreditar que não corre o risco de adoecer. a mulher sentese mais livre para os relacionamentos sexuais.a presença de um psicólogo acompanhando o atendimento prestado à vítima imediatamente após a agressão. medo. A assistência da mulher vitima de violência compreende: • Atendimento psicológico . sendo mais difícil mudá-las. irmão.etc. vem se destacando. Dentre todas as formas. culpa e baixa auto-estima. Durante o atendimento. Cabe neste momento reforçamos a necessidade de que seja prestado um atendimento humanizado. cujas causas residem principalmente nas condições de desigualdade social e falta dos recursos necessários para reduzir as desigualdades. Como o climatério é um período de transição. namorado. incertezas). A segurança. mas há muitas barreiras para enfrentar tal problema. receio de “não ser mais mulher como era antes”). ocorre dentro de sua própria casa. e de investimentos na segurança propriamente dita. Nesta faixa etária deve-se atentar para o aumento da ocorrência de DST/Aids. Por não mais se preocupar com a hipótese de uma possível gravidez. além de necessária é muito importante para garantir os resgates da . é importante que os profissionais de saúde envolvidos sejam sensíveis às dificuldades que a mulher apresenta para relatar o acontecido. seja nos aspectos físicos seja nos psicológicos. havendo inclusive recusa em ser assistida por profissionais do sexo masculino. dúvidas. marido. Orientá-la nesta fase é sempre um desafio.(como a predisposição à osteoporose) e emocional (baixa auto-estima. para garantir que o abuso por ela sofrido gere o mínimo de medo.

após este prazo pode vir a ter sérias complicações. em decorrência da violência do ato sexual.procurando garantir que a mulher não adquira algumas destas doenças. Se não quiser assumir a maternidade da criança.deve ser oferecida vacinação contra a hepatite B. devem ser realizadas pesquisas do vírus da hepatite B e do HIV. faz-se preciso realizar sutura do períneo ou vulva. São prescritos hormônios num prazo de até 72 horas após o ocorrido. além da gamaglobulina hiperimune contra a hepatite B (HBIg). Prevenção das DST mais comuns .é necessário que a vítima de violência sexual seja acompanhada para avaliação tanto das repercussões do ato sexual em seu corpo como da eficácia do tratamento instituído. cultura. mas é aconselhável que a mulher faça este procedimento com. com coleta de sêmen e de outros materiais biológicos ou não. Periodicamente. de um possível óvulo fecundado.são indicados cremes ou pomadas para auxiliar na cicatrização das lesões. indivíduos na faixa etária de 10 a 19 anos. a sua qualidade de vida. Exame de corpo delito – realizado por profissionais de saúde e por peritos policias. Apoio laboratorial . no máximo. deve ser orientada quanto aos mecanismos disponíveis para o processo de adoção. se a mulher vier a desenvolver alguma doença decorrente do ato sexual deve ter a garantia de que receberá tratamento. Saúde do adolescente A importância demográfica do grupo de adolescentes. decorrente de um ato de violência sexual. melhorando. para impedir a implantação. esporte. e cuidados para que a cliente se sinta menos desconfortável após a agressão. e sua vulnerabilidade aos agravos de saúde. Apesar de todas as condutas implementadas. geralmente prescreve-se antibióticos de amplo espectro.recurso utilizado para evitar a ocorrência de uma gestação totalmente indesejada. a especial atenção e mobilização dos vários setores de políticas públicas e da sociedade civil para que os jovens tenham acesso a bens e serviços que promovam sua saúde e educação. Prevenção da infecção pelo HIV . auxiliando-a na superação do sofrimento gerado. trabalho. tecido de roupa e outros vestígios que possam viabilizar a identificação do agressor. justiça.• • • • • • • • • identidade e dignidade da mulher. Contracepção de emergência . Questão fundamental é a gravidez indesejada decorrente de violência sexual. Às vezes. desde que tomados num período curto (de 24 a 36 horas) após a exposição. Este é um dos poucos casos em que a lei permite a interrupção da gravidez. e sorologia para sífilis. como um todo. quando este for desconhecido. até 20 semanas de gestação. como cabelo. a mulher deve ser encaminhada à assistência prénatal. . no endométrio. Caso decida prosseguir com a gestação. Exige. Alívio da dor e tratamento das lesões . Prevenção da hepatite B . lazer e outros determinam a necessidade de atenção mais específica e abrangente.o médico deve prescrever os medicamentos antiretrovirais. assim. constituindo-se em provas do crime. bem como às questões econômicas e sociais nas suas vertentes de educação.

com acesso restrito. A assistência à saúde do adolescente Em 1989. além da falta de priorização dos adolescentes enquanto usuários. de modo que possam. entre outros. liberdade crescente. definição das tendências sexuais. O desafio na formação do profissional que vai lidar com o adolescente é a transmissão de atitudes éticas e legais dentro de uma lógica harmônica e com princípios claros. Nesta fase ocorre a definição dos valores. com 1. Conseqüentemente. como escolha de carreira. As diretrizes do Programa de Saúde do Adolescente procuram atender as principais demandas desta parcela da população. com um enfoque integral as ações . o Programa de Atenção à Saúde do Adolescente. e não-educativo participativo. gerando uma demanda reprimida. “Um adolescente de 13 anos. entre outros adolescentes. as iniciativas de atenção ao adolescente restringem-se a um atendimento assistencialista/curativo. é também muito importante orientar os responsáveis para que tratem o Cartão da Criança como um documento e o levem para ser utilizado pelas equipes de saúde. que atendimento receberá?” O profissional de saúde e o cliente adolescente A adolescência é uma fase da vida marcada por profundas transformações físicas. seja nas unidades básicas de saúde. É necessário colocar à disposição do adolescente uma grande gama de informações que contribuam de forma positiva para escolhas saudáveis.Os serviços que prestam assistência adequada às necessidades destes jovens são insuficientes.70 de altura. hospitais ou domicílios. é necessário conhecer seus problemas. perspectivas de futuro. resultando na tomada de decisões que influenciarão o resto da vida. tornar-se multiplicadores destas informações. escola. que propôs as alterações necessárias para o enfrentamento da problemática que atinge esse segmento populacional. É preciso estimular a inserção do jovem nos serviços de saúde e em outros serviços de caráter intersetorial com a educação. deve ficar internado na pediatria ou na clínica médica? E em uma unidade básica de saúde. lazer. foi criado o PROSAD. esporte. Não raramente há nos serviços de saúde um despreparo profissional e institucional para oferecer atendimento às necessidades específicas dessa clientela. Para tentar superar esta situação e estabelecer a assistência adequada às necessidades dos jovens. psicológicas e sociais.

com a descoberta do próprio corpo e de novos sentimentos como amor e paixão. Os procedimentos realizados devem envolver os esforços de toda a equipe. detecção e tratamento de agravos à saúde decorrentes de trabalhos insalubres. capacitação profissional.serão promovidas e efetuadas dentro do conceito de saúde proposto pela OMS como o “completo estado de bem-estar biopsíquico e social. e manutenção das atividades de forma a intervir. neste período é importante estabelecer o diálogo. tratamento e recuperação e promoção à saúde para a melhoria dos níveis de saúde da adolescência e juventude. na unidade de . e entre os 9 e 13 anos. Os profissionais que realizam atendimento aos adolescentes devem conhecer os fatores associados à expressão da sexualidade e à ocorrência de problemas nesta área. O início do ciclo menstrual e da primeira ejaculação. intervenções no mercado de trabalho no processo de exclusão do mercado competitivo de trabalho: sua origem na infância desvalorizada. Nesta fase. constituindo-se como um conjunto de ações. Sexualidade e saúde reprodutiva Na adolescência. associados a todas as mudanças percebidas pelos adolescentes. O despertar para a sexualidade intensifica-se na adolescência. entre os 10 e 14 anos. medo ou vergonha. e não apenas a ausência de enfermidades ou doenças”. integradas e intersetoriais. Portanto. interpretadas segundo parâmetros estabelecidos. geram uma série de sensações e dúvidas. Atenção ao crescimento desenvolvimento e Baixa escolaridade e inserção precoce inclusão na escola. carinho. no sexo masculino. quando necessário. será possível planejar ações junto aos adolescentes. busca de fatores causais para eventuais distúrbios detectados. o corpo desenvolve plenamente os órgãos que garantirão suas funções reprodutivas. de modo a garantir a obtenção regular de dados sobre o crescimento e desenvolvimento. o registro das informações. Assim. sobre os fatores capazes de atingir o crescimento e desenvolvimento. oferecendo informações que esclareçam todas estas transformações e ações educativas que propiciem aos adolescentes participação ativa nas reflexões e discussões sobre o que lhes acontece. beijos e toques e a descoberta do outro como importante e significativo. podem desenvolver sua sexualidade com culpa. voltadas para o diagnóstico precoce. Este fenômeno se chama puberdade e ocorre. no feminino. ocorrem as mudanças físicas que transformam a menina em mulher e o menino em homem. em geral. Caso contrário.

gerando dúvidas e ansiedade para o adolescente. que não depende apenas de fatores biológicos (sexo) e deve ser respeitada. de forma que a manifestação da sexualidade seja discutida de modo responsável e amadurecido. observou-se um aumento de 31% no percentual de parto de meninas de 10 a 14 anos atendidas na rede do SUS. e sabemos que o adolescente preocupa-se mais em evitar a gravidez do que em prevenir as DST/AIDS. Muitas jovens engravidam em função de um problema social. escolas. baixa auto-estima e problemas familiares. não sendo nem irresponsável.1% das 384 adolescentes primigestas. mais de sete mil jovens – cinco por minuto – são infectados pelo HIV.saúde ou na comunidade (associações de moradores. Há algumas décadas. Os profissionais de saúde devem estar preparados e sensibilizados para prestar aconselhamentos a adolescentes de ambos os sexos.6 milhões por ano. torna-se imprescindível reexaminar as concepções implícitas nas abordagens convencionais de prevenção da gravidez na adolescência e reavaliar o processo de aumento da maternidade/ paternidade entre os adolescentes – gravidez essa que para alguns adolescentes faz parte do seu projeto de vida. Se nessa discussão for detectado algum distúrbio físico ou psicológico. sendo que quase três mil delas tinham de 10 a 14 anos. É bem verdade que nem sempre as gestações na adolescência são indesejadas. o que representa a metade de todos os casos registrados. cultura. Aproximadamente. 80% das transmissões do HIV decorrem do sexo desprotegido. como se a gestação pudesse lhes tornar adultas e independentes mais cedo. clubes. Estima-se que 10 milhões de adolescentes vivem hoje com o HIV ou estão propensos a desenvolver a AIDS nos próximos anos. com maior percentual entre aquelas que têm de 15 a 19 anos de idade – o que talvez possa ser explicado pelo fato de que apenas 54. A gravidez na adolescência é considerada um fator que pode desviar os adolescentes do seu projeto de vida. o que indica outra questão a ser enfrentada. e que muitas o façam de forma incorreta. Entre 1993 e 1998. Em todo o mundo diariamente. que é a falta de perspectiva de vida. quando indagadas. A sexualidade é uma forma muito particular em cada indivíduo.1 destas jovens utilizam algum método contraceptivo. igrejas). O ideal seria que sempre usassem o preservativo (masculino ou feminino). Assim sendo. A única exceção ocorre entre as adolescentes. nem acidental. mas nem sempre é indesejada. deve-se proceder . que lhes proporciona essa dupla proteção. Estudos realizados na Santa Casa de São Paulo apontaram que 47. Em 1998. responderam que desejaram ficar grávidas. desenvolvendo atividade de expressão de sentimentos. perfazendo um total de 2. mais de 50 mil adolescentes foram atendidas em hospitais públicos para curetagem pós aborto. Suas várias formas de manifestação são influenciadas pelos costumes. . pressões sociais e preconceitos. levantamentos realizados vêm apontando diminuição nas taxas de fecundidade em todas as faixas etárias.

é usada pelos responsáveis com o pretexto de educar ou corrigir. na medida do possível tentar envolve-las nas atividades desenvolvidas com o adolescente. e geram traumas que podem acompanhar o adolescente pelo resto de sua vida. pode tornar-se elemento facilitador para a resolução de problemas de integração do núcleo. a violência atinge toda a população. psicológica ou sexual. utilizando os meios disponíveis na realidade local. homicídios e suicídios. A maior causa de morte entre adolescentes são as causas externas. exploração sexual ou uso de drogas. A violência física e psicológica. havendo pouca distinção entre classes. gravidez não-planejada e transmissão de doenças por via sexual. as que mais sofrem o fenômeno da violência com elevadas taxas de mortalidade. A violência entre os jovens também se manifesta sob a forma de maus-tratos. A família do adolescente Muitos problemas dos adolescentes têm origem nesse contexto. . revelando a necessidade da proteção da saúde do adolescente e a urgência na elaboração de políticas intersetoriais que afastem os jovens da violência. Outro grave problema a ser enfrentado é o uso de drogas. Prevenção da violência e de mortes por causas externas No Brasil. as quais compreendem principalmente acidentes.o encaminhamento dos jovens aos serviços que atendem adolescentes – sob as diretrizes do PROSAD .e. seus níveis têm se mostrado cada vez mais elevados. violência. a fim de realizar os devidos encaminhamentos. Entre os jovens. Os acidentes ocorrem principalmente entre os adolescentes do sexo masculino. Quando a equipe de ACS consegue detectar e intervir junto a família. aos serviços ligados ao Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) ou aos serviços de DST/AIDS. violência sexual. Deve-se. É no ambiente familiar que adolescentes e crianças sofrem maus-tratos e violência física. O potencial de tensão social no Brasil está basicamente localizado nas comunidades de baixa renda (marcadas pela exclusão). muitas vezes. especialmente entre os mais jovens. O consumo de bebidas alcoólicas e de outras drogas ilícitas é uma das principais causas de acidentes. cor ou sexo. O profissional do PSF e do PACS além de atuar junto à sociedade prevenindo a ocorrência da violência doméstica. especialmente os do sexo masculino. fazendo com que o país ocupe o terceiro lugar no mundo em mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos. deve estar atento para detectar os sinais de maus-tratos. suicídio. porém. na grande maioria com veículos a motor. se necessário.

As contribuições à Previdência Social geralmente não se refletem de forma justa nos benefícios recebidos pelos idosos. que sinalizam a urgente necessidade de mudanças. caxumba e rubéola Hepatite B Hepatite B 1º dose Hepatite B 2º dose Hepatite B Hepatite B 3º dose Hepatite B dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) Febre Amarela 2º dose 3º dose reforço reforço Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Saúde do idoso O despreparo generalizado para lidar com o envelhecimento reflete-se em alguns indicadores. fazendo com que muitos continuem a trabalhar exaustivamente para manter seu sustento. por toda a vida A cada 10 anos. Os idosos apresentam o maior índice de hospitalização por faixa etária e o maior custo médio de hospitalização no país. .Calendário de vacinação do adolescente IDADE De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) 1 mês após a 1º dose contra Hepatite B 6 meses após a 1º dose contra Hepatite B 2 meses após a 1º dose da dT 4 meses após a 1º dose da dT A cada 10 anos. por toda a vida VACINAS dT (dupla adulto) DOSES 1º dose DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre Amarela reforço Febre amarela SCR (tríplice viral) dose única Sarampo.

faz-se necessária a mobilização de todos os setores para beneficiar os idosos com a melhoria de sua qualidade de vida. É importante mobilizar a sociedade. As atividades devem estar voltadas para a divulgação de informações acerca do processo de envelhecimento para o idoso. seguidas pelas .Para alterar este quadro de rejeição social. com independência e autonomia. resgatando sua dignidade e criando oportunidades para que desfrutem de uma vida ativa na sociedade. sua família e cuidadores de idosos dependentes. Sob tal ótica. etc. principalmente as relacionadas ao aparelho cardiocirculatório. Estratégias para atendimento às necessidades específicas dos idosos. Isto só será possível através da valorização de suas habilidades e conhecimentos e da adequação dos recursos disponíveis às suas necessidades. prevenção de agravos e prestação de assistência aos idosos. Há também perda de energia e alterações na aparência e condições psicológicas. sociais. Promoção à saúde As atividades ligadas à promoção à saúde dos idosos devem ser realizadas junto a eles próprios e à sociedade como um todo. junto à sua família. o Ministério da Saúde implantou o Programa de Atenção Integral à Saúde do Idoso. Os profissionais que desenvolvem atividades na perspectiva da atenção básica estão mais próximos do conhecimento acerca das condições de vida e saúde destes idosos. laborais. Entretanto. Neste período se apresentam as repercussões de doenças crônicodegenerativas. faz-se necessário ter a clara idéia de que um envelhecimento saudável começa na juventude. acarretando enfraquecimento de muitas funções. Estas repercussões são a principal causa de óbitos entre os idosos. Prevenção de agravos O envelhecimento é fisicamente caracterizado por uma degeneração gradual e progressiva dos órgãos. sendo mais fácil identificar quais fatores de risco necessitam de intervenção junto às famílias e à comunidade. Na tentativa de criar estratégias para facilitar a reorganização dos serviços de saúde para que possam atender às necessidades de saúde dos idosos. A principal meta a ser alcançada tanto pelo PAISI como por qualquer outra iniciativa voltada para os interesses dos idosos é a mobilização da família e da comunidade para que assumam seu papel no processo de valorização dos idosos. o PAISI. tecidos e metabolismo. voltadas para a promoção da saúde. os profissionais de saúde podem executar atividades de impacto individual ou coletivo. com a adoção de hábitos saudáveis que irão gerar tranqüilidade no futuro. de forma a facilitar e garantir o acesso e a permanência dos idosos em todas as atividades físicas.

iluminação mais adequada. Também pode orientar as modificações que precisam ser feitas no ambiente. pois com o aumento da expectativa de vida e a melhora gradual da qualidade de vida. o ACS pode identificar situações de risco para os idosos. Durante o processo de educação em saúde. etc. As DST também merecem nossa atenção junto à saúde do idoso. cujos conceitos sobre sexualidade são mais difíceis de trabalhar em virtude de os idosos terem opiniões formadas acerca de certos temas (como resistência à utilização de preservativos). após verificação de seu estado vacinal. e encaminhar os idosos para vacinação. imobilidade. camas e cadeiras mais altas. pressa para ir ao banheiro. demência e depressão. Assistência aos idosos No nível da atenção básica. entre outros. estando os idosos dependentes ou não. recomendada pela OMS. sedentarismo.). Nesse contexto. a assistência aos idosos é operacionalizada tanto nos programas de atenção básica ampliada como na própria unidade básica de saúde. Outra importante atividade de prevenção é a vacinação contra tétano acidental. gripe e pneumonia. além da vergonha de falarem sobre esse assunto.neoplasias. Queixas freqüentes de tontura. onde é realizada consulta médica e de enfermagem em geriatria. executada por médico ou enfermeiro capacitados adequadamente. dores localizadas ou generalizadas. Estas vacinas encontram-se atualmente disponíveis em quase todas as unidades básicas de saúde e. repassando-as à equipe. são utilizadas as vacinas duplas tipo adulto antiinfluenza e antipneumocócica. direitos conquistados e adaptação do ambiente domiciliar para a prevenção de acidentes. Ocorrem ainda em grande freqüência incontinência urinária instabilidade postural e quedas. a ocorrência dessas doenças vem crescendo nesta faixa etária. alimentação. . os enfoques devem conter aspectos ligados à sexualidade. isolamento social. sua família ou ambos. temperamento instável. buscando-se atender integralmente às necessidades expostas pelos idosos. banheiros mais acessíveis. geralmente sob a estratégia de campanha. são sinais e sintomas que se percebidos e considerados logo no início podem determinar uma assistência mais segura ao idoso. quando possível (retirada de tapetes. alteração da visão ou audição.

caxumba e rubéola Difteria e tétano Difteria e tétano Difteria e tétano Febre amarela Influenza ou gripe Pneumonia causada pelo pneumococo . por toda a vida 60 anos ou mais 60 anos ou mais VACINAS dT (dupla adulto) Febre Amarela SCR (tríplice viral) dT (dupla adulto) dT (dupla adulto) dT( dupla adulto) Febre Amarela Influenza Pneumococo DOSES 1º dose dose inicial dose única 2º dose 3º dose reforço reforço Dose anual Dose única DOENÇAS EVITADAS Difteria e tétano Febre amarela Sarampo. por toda a vida A cada 10 anos.Calendário de vacinação do adulto e do idoso IDADE A partir de 20 anos A partir de 20 anos A partir de 20 anos 2 meses após a 1º dose de dT 4 meses após a 1º dose de dT A cada 10 anos.

São padrões raciais. Pobreza não é exclusão por si só.Diversidade e Desigualdade Social Na imensa persistem as raízes entanto os registros não enfatizam muito índios. Todos tem direitos iguais. a falta de dignidade e de perspectivas. de diversas raças e etnias. físicos. As sociedades capitalistas transformam. Uma corrente que engrossa e da qual devemos fazer parte. Temos que nos rebelar contra o padrão imposto pela sociedade. as diferenças em desigualdades e. existe uma grande diferença entre o que esta na lei e o que realmente existe. Padrão pelo qual todas as pessoas devem se pautar. para que o direito seja tão natural como o ar. de interdição. E serão as atitudes de todos. de apartação. preconceito. econômicos. diversidade do nosso povo de profundas desigualdades. religiosos. física. mental e distúrbios de desenvolvimento. de não ter. Institucionaliza-se a indigência. No entanto presenciamos violência. mulheres. Surge um movimento pelos direitos humanos. Restringe as potencialidades e elimina as possibilidades de sobrevida de pessoas. Pois só participando poderemos nos considerarmos cidadãos. políticos. estas. a miséria. mas acaba por levar a ela em virtude do achatamento cada vez maior das condições de vida. Nossa sociedade tem que evoluir. salvo raras exceções as figuras dos negros. classes sociais. portanto todos tem direito de exercerem suas diferenças. racismo. econômicos e culturais. Falta muito para uma sociedade verdadeiramente livre. determinado por relações sociais desiguais construídas ao longo da história. No históricos. • conselhos de saúde. de comunidades. de negação. Ainda que nossa Constituição garanta direitos a todos. . que assegure a todos os cidadãos seus direitos sociais. oriundas de diferentes regiões. portanto uma imensa diversidade social. de cada membro da comunidade que pode dar vida a lei. são absorvidas no cotidiano como naturais. A exclusão social é um estado de carência. sexuais. A nossa sociedade é formada por pessoas diferentes. culturas e credos religiosos. e é assim que as pessoas diferentes são mantidas no seu lugar. de povos. Pessoas com deficiência sensorial. Exemplos de movimentos • conselhos tutelares. engenhosamente. todos os dias. culturais. idealizados e construídos pelas classes dominantes que acabam por determinar desigualdades de direitos e exclusão social e econômica.

a tuberculose ou a AIDS. por questões raciais. A qualidade a qual o estigma se refere pode ser. sífilis. caracteriza violação dos direitos humanos. é preciso pensar além da dimensão biológica. Discriminação • • • Raça No Brasil. o sexo. determinadas profissões. coisas que a pessoa faz.. • organizações não-governamentais. de gênero. repensar as práticas de saúde e desenvolver um olhar crítico e abrangente sobre o mundo em que vivemos de um pensamento sobre os outros. portanto. a forma de andar. clubes etc. de profissão. um sinal. étnicas. tuberculose. ódio irracional ou aversão a outras raças. uma construção cultural e política. De um julgamento ou opinião formada sem se levar em conta nenhum fato que possa a contestar. é um produto histórico do colonialismo. supermercados. pessoas portadoras de certas doenças como hanseníase (conhecida como lepra).• movimentos populares de luta e de defesa da cidadania. significa marginalizar devido à diferença. portadores de deficiência física e mental. definições e comentários Preconceito: É um conceito ou opinião formada antecipadamente sem conhecimentos dos fatos. Para compreender melhor o impacto que essas questões exercem sobre o processo saúde–doença. impedir. de religião etc. segregar (separar) por meios cruéis e degradantes as pessoas doentes em hospitais e prisões por portarem doenças mentais e ou transmissíveis como a hanseníase. Trata-se de uma idéia preconcebida. levar em conta a construção social de valores. Estigma É uma marca. considera-se raça um grupo de pessoas parecidas fisicamente. as pessoas de freqüentarem escolas. restaurantes. intolerância por pertencer a outro time de futebol. a uma pessoa por estar suja (mendigo). um atributo ou qualidade que desacredita um indivíduo aos olhos do outro e provoca importantes conseqüências na forma como cada indivíduo vê a si próprio. Exemplos: negar o direito ao atendimento à saúde. É imprescindível desenvolver a capacidade de identificar de forma mais abrangente as necessidades de saúde. Utiliza-se raça . Suspeita infundada apenas pela aparência de alguém. no contexto aqui abordado. No entanto existe outro conceito: raça é um conjunto basicamente sociológico. Discriminar. sendo essa distinção baseada no fato da pessoa pertencer a um grupo particular. desrespeito a outras crenças e religiões. por quaisquer meios. ou portar algum fator de diferenciação em relação à comunidade. etc. Alguns conceitos. pessoas com desvio de comportamento social. Discriminação. a cor da pele. AIDS. de práticas e ou orientação sexual. atitudes e crenças. por exemplo. A discriminação negativa ocorre quando uma pessoa é tratada de forma desigual ou injusta.. práticas sexuais.

amarelo. baseada nas diferenças raciais de forma hierárquica. um território ou terras de origem. roupa. pardo. . sendo passível de prisão. formato do nariz e dos olhos etc. etnia reflete uma concepção cultural e/ou religiosa e não só biológica.para identificar características biológicas que diferenciam os grupos humanos. são crenças e valores historicamente construídos através das relações que se estabelecem entre dominadores e dominados. negro. ou seja. um ato que se justifica apenas para a reprodução. Raça é uma caracterização de indivíduos segundo um traço físico (branco. enquanto ideologia está impregnado na consciência individual. Portanto. sendo o desejo sexual e o prazer apresentados como tentações indignas.. de quem são cobrados todos os comportamentos considerados “puros” e a quem é imposta a culpa dos atos impuros. enquanto etnia é uma identificação de grupos humanos e não uma caracterização de indivíduos O racismo fundamenta-se numa ideologia historicamente construída que classifica os grupos humanos. O racismo. ainda que sejam praticados por outrem. entre outros. que só reagiu à falta de decoro feminino como “homem”. Etnia Etnia refere-se ao grupo biológico e culturalmente homogêneo.). A prática do racismo constitui violação dos direitos humanos individuais e/ ou coletivos. As mulheres estão associadas ao sexo e as tentações por carregarem o pecado original. Um grupo étnico escolhe um ou mais traços físicos e/ou culturais (idioma. religião. mais uma demonstração dos valores morais impostos através dos séculos. a cor da pele. tipo de cabelo. O racismo se estabelece nas relações sociais da mesma forma que o chauvinismo e a xenofobia. legalizado e abençoado pela igreja. compartilha histórias de ancestrais ou origens comuns e memórias de um passado coletivo. a importância destes traços físicos relaciona-se com a identidade grupal. tendo origem nos valores impostos pelas religiões de origem judaico-cristã que acabaram por influenciar todas as outras culturas e religiões. que se identifica pelo mesmo nome. etc. Estes valores entendem o sexo como uma coisa suja e pecaminosa. Da mesma forma o sexo só é aprovado dentro do casamento. refere um povo vinculado a uma língua. grupos superiores e inferiores. Raça/etnia Racismo Orientação Sexual A sexualidade é um dos maiores tabus que nossa sociedade enfrenta. cor da pele) como marca étnica do grupo. e do preconceito voltado para a figura feminina. Não é incomum que a mulher seja “culpada” por ter “provocado” o molestador ou estuprador. atribuindo esta inferioridade intelectual e moral a fatores subjetivos como o lugar de origem. cor da pele e estatura.

O sexo também só é considerado normal quando realizado entre pessoas de sexos opostos.. a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais e isso é institucionalizado através das leis. A nossa sociedade. as mulheres são consideradas inferiores. possuindo um fator de mutabilidade em função do lugar e da época. sendo até mesmo pouco conhecido. Algumas desapareceram. Religião A origem da palavra religião é o verbo religar cujo significado é novamente. A sociedade estabelece qual o brinquedo. A formação da identidade sexual é fortemente influenciada pelo contexto social onde o indivíduo esta inserido. . que alguns indivíduos experimentam pelos homossexuais. Esperando a comunidade determinados comportamentos do homem e da mulher. Por esta razão. por esta razão existe muita confusão sobre o significado de cada um dos termos que se referem à orientação sexual. como desvio de comportamento. A religião obedece um processo histórico. Há pouco tempo tem sido utilizado para nomear uma opressão paralela. outras se alteraram. um homem que tenha trejeitos femininos também é considerado inferior. foi considerado como doença. Este assunto é pouco discutido e quase sempre é motivo de piada e não de esclarecimento. durante muito tempo. ao longo dos séculos. as reações esperadas de cada sexo. Heterossexismo descreve uma atitude mental que rotula como inferior todo um conjunto de cidadãos por professarem uma tendência sexual diferente. o trejeito. a prática de relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. assim. ao longo da história tivemos diferentes formas de expressão religiosa. Assim. lésbicas. bissexuais e transexuais. os medos. e outras ainda mantiveram-se fortes ao longo dos séculos. ou seja. por ser relativamente recente. Homofobia Reações homofóbicas são aquelas resultantes do desprezo e do ódio. O termo “heterossexismo” não é usual. Existem centenas de religiões diferentes no mundo todo e. órgãos de comunicação social. Homofobia é a repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo. que suprime os direitos das lésbicas. a impostação de voz. ligar A religião é a expressão da crença e da reverência da humanidade para com um poder sobre-humano reconhecido como criador e regente do universo. gays e bissexuais. tal como o racismo e o sexismo. que na realidade são sutilmente impostos pelo meio desde o nascimento da criança. religiões e línguas. alguns psicólogos falam em medo. Numa sociedade heterossexista. cada uma delas tem sofrido transformações. A sociedade impõe a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade e isto é uma violação dos direitos humanos. e até como crime. diz respeito à intenção do ser humano de ligar-se a Deus..

mas os sacerdotes de outras crenças. Cada uma tem sua própria hierarquia. Através das crenças religiosas. os homens buscam consolo e conforto na fé. percebe-se uma intolerância religiosa que se manifesta de diversas formas. seita. seu próprio código de valores. As religiões de matriz africana e o xamanismo dos indígenas. Por outro lado. Criou-se uma hegemonia das religiões cristãs. Nos presídios e hospitais padres e pastores tem livre acesso para atuarem em suas funções de homens de Deus”.O desenvolvimento e o anseio espiritual são necessidades humanas que se manifestam através das características culturais de cada povo. Também existem aqueles que não acreditam na existência de Deus. . são consideradas inferiores e moralmente reprováveis. Outras religiões são vistas como perigosas oriundas do mal. tais como: Para que estamos aqui? O que o futuro nos reserva? Existe vida após a morte? Quem nos criou? Quem sou eu?. dogmas. próprias de pessoas ignorantes. culto. No Brasil. O Brasileiro é um povo místico por natureza e aqui varias crenças prosperam. como das religiões afro-brasileiras são impedidos e precisam lutar muito para conseguir convencer os profissionais de saúde a permitir que eles realizem seus cultos e orações. o que provocou durante muito tempo movimentos de perseguição a outras crenças e. existem muitas religiões. estas pessoas são chamadas de agnósticas. explica de uma forma particular o mundo em que vivemos. Torna-se difícil para alguém que realmente siga uma fé entender e aceitar outra religião que não seja a sua própria. e do fato do país acolher com tranqüilidade os estrangeiros e absorver muito de suas culturas. Da mesma forma. ainda hoje. normas de condutas e rituais. O nosso processo de colonização que impôs a religião católica sobre todas as demais e até hoje sofremos as conseqüências deste inicio imposto. existem milhões de pessoas que não professam religião alguma. estes são denominados ateus. Predomina um pensamento e uma atitude sobre as pessoas de que todas devem ser monoteístas e batizadas na fé cristã. Através da religião buscam explicações para a dor e o sofrimento que a vida provoca. sofrem preconceitos enormes e passaram por imensas dificuldades para subsistirem até os tempos de hoje. portanto. não sendo raro mais de um templo de religiões diversas numa mesma rua. de acordo com as características culturais de cada povo. Cada religião. Recentemente o “Fantástico” e vários telejornais mostraram cenas de um Xamã executando um ritual curativo de uma menininha em um hospital brasileiro. católicos e as mais diversas igrejas evangélicos. sendo que até poucos anos atrás ainda tínhamos uma religião “oficial”. os povos têm buscado respostas para as grandes questões. proveniente do grande número de etnias que formaram nosso povo. em virtude de nossa grande diversidade culturas. A diversidade de crença torna a relação entre as religiões extremamente complexas.

essas organizações se voltam para questões pouco ou precariamente cuidadas pelos governos dos países. Existem ONGs internacionais bastante atuantes. em uma cena de novela onde uma personagem vai ficar tetraplégica e passará pelo processo de superação do problema. proteção dos animais. Possuir as qualidades de bom caráter. cuja passeata o Brasil pode ver pela TV. conquista de benefícios trabalhistas (salário. não-lucrativas. responsabilidade ou ter sentimentos de bondade ou amor são independentes de ter ou não ter qualquer religião. De acordo com a base social. Com freqüência. os movimentos sociais têm caráter progressista ou conservador. a capacitação e empregabilidade das mesmas. agir com ética. justiça social. sendo as mobilizações voltadas para a melhoria das condições de vida ou de preservação da ordem social vigente. preservação do meio ambiente. o Greenpeace e os “Médicos sem Fronteiras. Atualmente. Movimentos Sociais São ações coletivas organizadas na conquista e no exercício da cidadania. . São organizações privadas. operadas por trabalho voluntário e/ou remunerado. Há muitas ONGs voltadas para a defesa do meio ambiente. lealdade. como. tendo por fator de aglutinação ou horizonte de ação a defesa de valores fundamentais à vida humana.foram grandes as dificuldades para conseguir a permissão e quando ela finalmente foi dada o caso foi tratado como “crendice indígena”. respeito. jornada de trabalho. por exemplo. direito à posse da terra e moradia. ter princípios. etc. Noções de ética e de cidadania O que é ética? A ética é a teoria do comportamento moral do homem em sociedade. Voltem para o item preconceito e analisem o caso sobre este prisma. como reivindicações vinculadas à superação de carências. ONG ONG é sigla de Organização Não-Governamental. além de projetos de acessibilidade. O Movimento Superação é parceiro da Fundação Juscelino Kubitschek em algumas ações de enfrentamento do preconceito relacionado às pessoas portadoras de deficiências. direitos humanos. voltadas a um objetivo específico. inclusão social. O fato das pessoas terem ou não uma religião não significa que sejam melhores ou piores. alguns sociólogos tem considerado como único movimento social contemporâneo autentico o movimento gay. de natureza popular ou institucional. Teria acontecido o mesmo se um padre ou um pastor estivessem orando pela cura no quarto? Pensem nisso. benefícios da previdência e assistência social). para a paz e o desenvolvimento mundial. capacitação. defesa da diversidade e inclusão social. a Anistia Internacional.” No nosso também temos ONGs que desempenham belos trabalhos como o Movimento Superação.

O homem é um ser social. mantendo com os outros relações justas e aceitáveis. Naqueles aspectos que não estão previstos e contemplados por normas. mas de alguma forma envolvem a profissão. flexibilidade. A ética está relacionada à opção. Toda moral pressupõe princípios. privacidade. estabelecem os limites dentro dos quais devemos manter os nossos direitos e conseqüentemente estabelecem os nossos deveres para com os demais. que vive em comunidade e depende dos outros homens para viver de forma plena. A ética não gera a moral. confidencialidade. aprimoramento constante. A ética é o processo cognitivo e reflexivo acerca destas normas e princípios que norteiam um sistema moral. pacificar. Definir o bem e o mal é uma discussão ética. Estas regras. normas de comportamento. cabe não mais a obediência ao dever profissional. Ética Profissional e relações sociais Cada profissão possui normas que a regem.No entanto ética e moral não se confundem. Um homem decidir entre uma atitude boa ou má é uma questão moral. que normas que tornam possível a vida em sociedade. A vontade pessoal resulta da aceitação harmoniosa da vontade coletiva de uma cultura. a vida ética consiste na interiorização dos valores. ao desejo de realizar a vida. As normas têm relação como o que denominamos de valores morais. enfim. respeito às pessoas. As questões morais são praticas e são vinculadas a um determinado contexto. Normalmente está fundamentada nas idéias de bem e virtude. Competência técnica. enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz. envolvimento. São os códigos culturais que nos obrigam. são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais. Desta coexistência entre os homens. tolerância. São os meios pelos quais os valores morais de um grupo social são manifestos e acabam adquirindo um caráter normativo e obrigatório. mas a ética na conduta como cidadão. As questões éticas são teóricas e primam pela generalidade. naturalmente surgem regras que tem a função de coordenar. por um sujeito moral que as aceita livre e espontaneamente através de sua vontade subjetiva individual. boas maneiras. correção de conduta. responsabilidade. relações genuínas com as pessoas. de proteger a categoria como um todo e proteger as pessoas que dependem daquele profissional. condensadas na vontade objetiva cultural. corresponder à confiança que é depositada em você são atitudes éticas. fidelidade. sendo que todas as suas ações e decisões afetam as outras pessoas. . normas e leis de uma sociedade. mas ao mesmo tempo nos protegem. harmonizar. Dessa maneira. afetividade.

Porém. define diretrizes. e lutar pelos direitos dos carentes. dizendo um bom dia. ou ao ser votado assumindo o dever de falar por aqueles que elegeram. das crianças e dos idosos. de que todo direito trás em si o dever. cidadania é promover saúde coletiva. ajudando um cego a encontrar seu caminho. zela pelo país. é ter a coragem de mudar as leis. é discutir políticas públicas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. Pois. leia e reflita sobre as frases colocadas abaixo: . e é mobilização. pois através dele o indivíduo intervém na sociedade.” Juarez Távora “Se todos quisermos faremos do Brasil uma grande nação” Tiradentes . é respeitar as leis vigentes. Cidadania é também o direito político. os direitos de um indivíduo são garantidos pelo cumprimento dos deveres dos demais membros da sociedade. não pichar muros. e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. A cidadania deve trabalhada. “A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos.O que é cidadania? É o conjunto de direitos. não infringir as leis. seja ao votar elegendo seus representantes. respeitando as pessoas e suas opções e valores. não sujar as ruas. Cidadania é agir de acordo com os princípios éticos e dos valores morais. A cidadania é ação. Cidadania é não destruir o bem comum. não agredir os diferentes. deve ser ensinada. não se pode perder a perspectiva. Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. é omissão. e enfrentar os grandes problemas que assolam nosso país e nosso povo. Cidadania é promover ações contra o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas. Para compreender um pouco mais o que é cidadania. deve ser transmitida e principalmente deve ser vivida.

dos sem-caráter. num país em que não há nem sombra de cidadania."Millôr Fernandes Bons Estudos! Boa Sorte! Bom concurso! . O que mais preocupa é o silêncio dos bons. dos corruptos. dos sem-ética. significa apenas cidade grande.“Porque a mente é como um paraquedas." (Martin Luther King) Frank Zappa “Cidadão. dos desonestos. só funciona depois de aberta” "O que mais preocupa não é o grito dos violentos.

BRASIL. Brasilia: Ministério da Saúde. 1998.Referências Bibliográficas Brasil. Brasil. Diagnóstico dos Centros de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids sobre a Realização de Sorologia e Aconselhamento Para HIV e Hepatites Virais. Ministério da Educação. P. Brasília: Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Manual de Vigilância do óbito infantil e fetal. Brasília. Referencial curricular para o curso técnico de agente comunitário de saúde: área profissional. Promoção da saúde e a saúde pública: contribuição para o debate entre as Escolas de Saúde Pública da América Latina. Brasília/DF. Ministério da Saúde. Referências conceituais para a organização do Sistema de Certificação de Competências/ PROFAE PROFAE . Ministério da Saúde. 1999. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual para a organização de atenção básica. BUSS. Brasília. Ministério da Saúde. de 13 de julho de 1990. Ministério da Saúde. Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8. SIAB: manual do Sistema de Informação de Atenção Básica. Brasília/DF. PROFAE – Saúde Coletiva v. BRASIL. Ministério da Saúde.Brasília . 2001 BRASIL.06 Brasília/DF. 2003 BRASIL. 2004 BRASIL. Brasília: Ministério da Saúde. 2007 BRASIL. 2009 BRASIL. .jul.M e colaboradores. Ministério da Saúde. 1998./2000. Cadernos de Atenção Básica.mimeo . 2006. Ministério da Saúde. Rio de Janeiro. Brasília/DF.069. Cartilha Entendendo o SUS. BRASIL. julho. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde. 1990. Plano Integrado de enfrentamento da feminização da Epidemia de Aids e outras DST. 2004.

cartilhas..gov.famema./Indicadores%20Epidemiologicos.S.swf http://portal.br/~lmoreira/.scielo.E.T. C.saude.FERREIRA.htm http://www.ppt Todas as imagens utilizadas nesta apostila foram retiradas do banco de imagens do Google ou das campanhas.br/SUS20Anos/mostra/linhadotempo.br/portal/arquivos/multimedia/adolescente/violencia2. E.net/Colaboradores/Artigos/1282/%20Prefeitura%20de %20Cachoeirinha%20RS%20/%20O%20que%20faz%20um%20agente%20co munit%C3%A1rio%20de%20sa%C3%BAde%20/Cachoeirinha%20RS/ Acessado em: 03/11/2009 www.B.html http://portal.S..C.ccs.br/portal/arquivos/pdf/caderno_de_educacao_popular_e _saude.gov.pdf Acesso em: 03/11/2009 PREFEITURA DE CACHOEIRINHA RS. FRANCO.br/saudedafamilia/equipe1.saude.ufrnet.saude. MERHY.pdf www.V. Disponível:http://redevital.gov. Disponível em: http://www. O que faz um agente comunitário de saúde. manuais e cadernos do Ministério da Saúde.br/pdf/csp/v25n4/21. ANDRADE. .Processo de trabalho do agente comunitário de saúde e a reestruturação produtiva.

Art. RESOLVE: Art. a partir da reorientação da assistência ambulatorial e domiciliar.886.º 1. com vistas a regulamentar a implantação e operacionalização dos referidos Programas. O Ministro de Estado da Saúde.Portaria MS/GM n. . no uso de suas atribuições e. 2º Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação. estimulando a sua expansão. considerando que o Ministério da Saúde estabeleceu no seu Plano de Ações e Metas priorizar os Programas de Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família. O Ministério da Saúde reconhece no Programa de Agentes Comunitários de Saúde e no Programa Saúde da Família importante estratégia para contribuir no aprimoramento e na consolidação do Sistema Único de Saúde. de 18 de dezembro de 1997 Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. 1º Aprovar as Normas e Diretrizes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família. nos termos dos Anexos I e II desta Portaria.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO .executar atividades de educação para a saúde individual e coletiva.registrar. III . Parágrafo único.189. 4 de outubro de 1999. na área do respectivo município. observadas as disposições fixadas em portaria do Ministério da Saúde. 4º O ACS prestará seus serviços. nos domicílios e na comunidade. Art.estimular a participação da comunidade nas políticas públicas como estratégia da conquista de qualidade de vida. da Constituição. no uso da atribuições que lhe confere o art. na sua área de atuação: I . por meio de ações educativas individuais e coletivas. Brasília. II .utilizar instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade de sua atuação. DECRETA: Art 1º Cabe ao Agente Comunitário de Saúde (ACS). desenvolver atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. 84. nascimentos. Art 2º São consideradas atividades do ACS. e dá outras providências. ter espírito de liderança e de solidariedade e preencher os requisitos mínimos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. com vínculo direto ou indireto com o Poder Público local. sob supervisão competente.<> O PRESIDENTE DA REPÚBLICA .desenvolver outras atividades pertinentes à função do Agente Comunitário de Saúde. no âmbito do Programa de Agentes Comunitários de Saúde.DECRETO Nº 3.participar ou promover ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas públicas que promovam a qualidade de vida. de forma remunerada. VI . IV . Fixa diretrizes para o exercício da atividade de Agente Comunitário de Saúde (ACS). 3º O ACS deve residir na própria comunidade. DE 4 DE OUTUBRO DE 1999. para controle das ações de saúde. inciso VI. As atividades do ACS são consideradas de relevante interesse público.realizar visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. 178º da Independência e 111º da República. Art. VII . óbitos. doenças e outros agravos à saúde. V .

desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor municipal. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. III . dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. estadual ou federal. para os efeitos do disposto no art. de 2002-CN. 3o O Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde. de 2006. Art.a promoção de ações de educação para a saúde individual e coletiva. Parágrafo único. óbitos. nos termos desta Lei. 2o O exercício das atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias. na sua área de atuação: I . o Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 297.350. Art. e dá outras providências. DE 5 DE OUTUBRO DE 2006. mediante vínculo direto entre os referidos Agentes e órgão ou entidade da administração direta. doenças e outros agravos à saúde. e eu. 62 da Constituição Federal. desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor de cada ente federado. e VI . Art. de controle e de vigilância a que se referem os arts. de promoção da saúde. 3o e 4o e estabelecerá os parâmetros dos cursos previstos nos incisos II do art. dar-se-á exclusivamente no âmbito do Sistema Único de Saúde . São consideradas atividades do Agente Comunitário de Saúde.LEI Nº 11. mediante ações domiciliares ou comunitárias. Renan Calheiros. de 14 de fevereiro de 2006. 12 da Resolução nº 1.a realização de visitas domiciliares periódicas para monitoramento de situações de risco à família. . promulgo a seguinte Lei: Art.a participação em ações que fortaleçam os elos entre o setor saúde e outras políticas que promovam a qualidade de vida. IV . 5o O Ministério da Saúde disciplinará as atividades de prevenção de doenças. que o Congresso Nacional aprovou. para fins exclusivos de controle e planejamento das ações de saúde. distrital. Art.SUS. na execução das atividades de responsabilidade dos entes federados. V . individuais ou coletivas.o estímulo à participação da comunidade nas políticas públicas voltadas para a área da saúde. 7o. combinado com o art. Regulamenta o § 5 do art. 6o e I do art. 198 da Constituição. prevenção e controle de doenças e promoção da saúde. passam a reger-se pelo disposto nesta Lei. o o 2 da Emenda Constitucional n 51. II . Presidente da Mesa do Congresso Nacional.o registro. 4o O Agente de Combate às Endemias tem como atribuição o exercício de atividades de vigilância. 1o As atividades de Agente Comunitário de Saúde e de Agente de Combate às Endemias.a utilização de instrumentos para diagnóstico demográfico e sócio-cultural da comunidade. de nascimentos. autárquica ou fundacional.

§ 1o Não se aplica a exigência a que se refere o inciso III aos que. A administração pública somente poderá rescindir unilateralmente o contrato do Agente Comunitário de Saúde ou do Agente de Combate às Endemias. na ocorrência de uma das seguintes hipóteses: I . de acordo com a natureza e a complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para o exercício das atividades. moralidade. no caso dos Estados. Parágrafo único. Caberá aos órgãos ou entes da administração direta dos Estados. para efeito da dispensa referida no parágrafo único do art. curso introdutório de formação inicial e continuada. desde a data da publicação do edital do processo seletivo público. que atenda aos princípios de legalidade. 8o Os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias admitidos pelos gestores locais do SUS e pela Fundação Nacional de Saúde FUNASA. salvo se. com aproveitamento.CLT. curso introdutório de formação inicial e continuada. Art.haver concluído o ensino fundamental. Parágrafo único. do Distrito Federal ou dos Municípios certificar.haver concluído. § 2o Compete ao ente federativo responsável pela execução dos programas a definição da área geográfica a que se refere o inciso I.residir na área da comunidade em que atuar. de 14 de fevereiro de 2006. dentre as enumeradas no art.acumulação ilegal de cargos. estejam exercendo atividades próprias de Agente de Combate às Endemias. submetem-se ao regime jurídico estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho . observados os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. do Distrito Federal e dos Municípios. Não se aplica a exigência a que se refere o inciso II aos que. na forma do disposto no § 4o do art. 6o O Agente Comunitário de Saúde deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I . considerando-se como tal aquele que tenha sido realizado com observância dos princípios referidos no caput. Art. 482 da Consolidação das Leis do Trabalho . estejam exercendo atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde. a existência de anterior processo de seleção pública. com aproveitamento. . Art. empregos ou funções públicas. publicidade e eficiência. de acordo com o regime jurídico de trabalho adotado. na data de publicação desta Lei. em cada caso. Art. e II .haver concluído.prática de falta grave. impessoalidade. II . na data de publicação desta Lei. lei local dispuser de forma diversa. 2o da Emenda Constitucional no 51. Art. 7o O Agente de Combate às Endemias deverá preencher os seguintes requisitos para o exercício da atividade: I . 9o A contratação de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias deverá ser precedida de processo seletivo público de provas ou de provas e títulos.CLT. II .observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação.haver concluído o ensino fundamental. 198 da Constituição. e III . 10.

no âmbito do Quadro Suplementar referido no art.962. cuja despesa não excederá o valor atualmente despendido pela FUNASA com a contratação desses profissionais. mantida a vinculação à FUNASA e sem prejuízo dos respectivos direitos e vantagens. § 1o Ato conjunto dos Ministros de Estado da Saúde e do Controle e da Transparência instituirá comissão com a finalidade de atestar a regularidade do processo seletivo para fins da dispensa prevista no caput. se achavam no desempenho de atividades de combate a endemias no âmbito da FUNASA é assegurada a dispensa de se submeterem ao processo seletivo público a que se refere o § 4o do art. 15. No caso do Agente Comunitário de Saúde. de 6 de abril de 2005. um dos quais a presidirá.080. nos termos da Lei no 11. de 14 de junho de 1999. observadas as especificidades locais. Art. pelo Assessor Especial de Controle Interno do Ministério da Saúde e pelo Chefe da Auditoria Interna da FUNASA. trezentos e sessenta e cinco empregos públicos de Agente de Combate às Endemias. Ao Quadro Suplementar de que trata o caput aplica-se. O gestor local do SUS responsável pela contratação dos profissionais de que trata esta Lei disporá sobre a criação dos cargos ou empregos públicos e demais aspectos inerentes à atividade. cumprindo-se jornada de trabalho de quarenta horas semanais. ou em função de apresentação de declaração falsa de residência. do Distrito Federal e dos Municípios. destinado a promover. . ou por outra instituição. 198 da Constituição. além do disposto nesta Lei. que será apreciado em trinta dias. em 14 de fevereiro de 2006. ou IV . 9o. mediante convênio. Parágrafo único. 11 poderão ser colocados à disposição dos Estados. obrigatoriamente estabelecidos de acordo com as peculiaridades das atividades exercidas. Ficam criados cinco mil. mediante contrato de consórcio público. nos termos da Lei no 9. Art. Aos profissionais não-ocupantes de cargo efetivo em órgão ou entidade da administração pública federal que. § 2o A comissão será integrada por três representantes da Secretaria Federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União. por excesso de despesa. nos termos do inciso VI e parágrafo único do art. o disposto na Lei no 9. de 19 de setembro de 1990. a qualquer título. com retribuição mensal estabelecida na forma do Anexo desta Lei. 14. Art. Art. no Quadro de Pessoal da Fundação Nacional de Saúde FUNASA. ou para gestão associada de serviços públicos. no âmbito do SUS.insuficiência de desempenho. 6o. Quadro Suplementar de Combate às Endemias. Parágrafo único.107. o contrato também poderá ser rescindido unilateralmente na hipótese de não-atendimento ao disposto no inciso I do art.III . 16 da Lei no 8. Fica criado.801.necessidade de redução de quadro de pessoal. de 22 de fevereiro de 2000. 12. apurada em procedimento no qual se assegurem pelo menos um recurso hierárquico dotado de efeito suspensivo. 11. 11. e o prévio conhecimento dos padrões mínimos exigidos para a continuidade da relação de emprego. Art. sob a efetiva supervisão da FUNASA e mediante a observância dos princípios a que se refere o caput do art. ações complementares de vigilância epidemiológica e combate a endemias. desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de seleção pública efetuado pela FUNASA. Os Agentes de Combate às Endemias integrantes do Quadro Suplementar a que se refere o art. no que couber. 13. no âmbito do SUS.

§ 1o A FUNASA. em classes e níveis com salários iguais aos pagos atualmente. Orçamento e Gestão disciplinar o desenvolvimento dos ocupantes dos empregos públicos referidos no caput na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. Brasília. 20. Art. Art. 21. com vistas ao cumprimento do disposto nesta Lei. 18. 9 de junho de 2006. Os profissionais que.216. sem aumento de despesa. Fica vedada a contratação temporária ou terceirizada de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate às Endemias. Art. 185o da Independência e 118o da República. salvo na hipótese de combate a surtos endêmicos. Art. § 3o Caberá à Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. até que seja concluída a realização de processo seletivo público pelo ente federativo. na data de publicação desta Lei. na forma da lei aplicável. As despesas decorrentes da criação dos empregos públicos a que se refere o art. Art. não investidos em cargo ou emprego público. e não alcançados pelo disposto no parágrafo único do art. Os empregos públicos criados no âmbito da FUNASA. 16 da Lei no 8. exerçam atividades próprias de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às Endemias. 15 correrão à conta das dotações destinadas à FUNASA. conforme disposto no art. 9o. de 13 de agosto de 1991. em até trinta dias. serão extintos. de 10 de julho de 2002. vinculados diretamente aos gestores locais do SUS ou a entidades de administração indireta. quando vagos. Fica revogada a Lei no 10. 17. 19. consignadas no Orçamento Geral da União. poderão permanecer no exercício destas atividades. 15 e preenchidos nos termos desta Lei. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Agenor Álvares da Silva Paulo Bernardo Silva . 12 na tabela salarial constante do Anexo desta Lei. promoverá o enquadramento do pessoal de que trata o art. § 2o Aplica-se aos ocupantes dos empregos referidos no caput a indenização de campo de que trata o art. Art. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.507. 16.

2o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população.741. 3o É obrigação da família. da comunidade. em detrimento do atendimento asilar. à dignidade. intelectual. à cultura. por lei ou por outros meios. ao trabalho. à alimentação. a efetivação do direito à vida. DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. ao lazer. ao esporte. à liberdade. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. assegurando-se-lhe. à cidadania. todas as oportunidades e facilidades. III – destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso. TÍTULO I Disposições Preliminares Art. 1o É instituído o Estatuto do Idoso. II – preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas. espiritual e social. Art. Parágrafo único. Art. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. com absoluta prioridade. exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência.Estatuto do Idoso LEI No 10. da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso. VI – capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos. . ocupação e convívio do idoso com as demais gerações. V – priorização do atendimento do idoso por sua própria família. à educação. em condições de liberdade e dignidade. para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral. IV – viabilização de formas alternativas de participação. à saúde.

assegurar à pessoa idosa a liberdade. e todo atentado aos seus direitos. § 1o O direito à liberdade compreende. por ação ou omissão. Art. . Estaduais. 10. o respeito e a dignidade. zelarão pelo cumprimento dos direitos do idoso. 5o A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade à pessoa física ou jurídica nos termos da lei. mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade. discriminação. CAPÍTULO II Do Direito à Liberdade. violência. IV – prática de esportes e de diversões. Art. ao Respeito e à Dignidade Art. Art. 8o O envelhecimento é um direito personalíssimo e a sua proteção um direito social. vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários. de 2008). garantidos na Constituição e nas leis. Art. § 2o As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção outras decorrentes dos princípios por ela adotados. crueldade ou opressão.VII – estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento. de 4 de janeiro de 1994. 9o É obrigação do Estado. VI – participação na vida política. III – crença e culto religioso. ressalvadas as restrições legais. V – participação na vida familiar e comunitária. os seguintes aspectos: I – faculdade de ir. garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde. entre outros. II – opinião e expressão. É obrigação do Estado e da sociedade. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência. será punido na forma da lei. na forma da lei. nos termos desta Lei e da legislação vigente. individuais e sociais. do Distrito Federal e Municipais do Idoso. previstos na Lei no 8. 7o Os Conselhos Nacional. § 1o É dever de todos prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso. Art. (Incluído pela Lei nº 11. VIII – garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social locais. como pessoa humana e sujeito de direitos civis. TÍTULO II Dos Direitos Fundamentais CAPÍTULO I Do Direito à Vida Art. 6o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento. IX – prioridade no recebimento da restituição do Imposto de Renda. políticos.765.842. definidos nesta Lei.

§ 1o A prevenção e a manutenção da saúde do idoso serão efetivadas por meio de: I – cadastramento da população idosa em base territorial. 13. assim como próteses. impõe-se ao Poder Público esse provimento. abrangendo a preservação da imagem. da identidade. vexatório ou constrangedor. (Redação dada pela Lei nº 11. § 3o É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade. em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços. auxílio e orientação. nos meios urbano e rural. garantindo-lhe o acesso universal e igualitário. órteses e outros recursos relativos ao tratamento. da autonomia. III – unidades geriátricas de referência. psíquica e moral.VII – faculdade de buscar refúgio. violento. medicamentos. IV – atendimento domiciliar. incluindo a internação. para a população que dele necessitar e esteja impossibilitada de se locomover. aterrorizante. com pessoal especializado nas áreas de geriatria e gerontologia social. para a prevenção. dos espaços e dos objetos pessoais. 14. de 2008) Art. CAPÍTULO IV Do Direito à Saúde Art. habilitação ou reabilitação. II – atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios. A obrigação alimentar é solidária. inclusive para idosos abrigados e acolhidos por instituições públicas. É assegurada a atenção integral à saúde do idoso. § 2o Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos. especialmente os de uso continuado. § 4o Os idosos portadores de deficiência ou com limitação incapacitante terão atendimento especializado. § 2o O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. . de valores. para redução das seqüelas decorrentes do agravo da saúde. podendo o idoso optar entre os prestadores. Os alimentos serão prestados ao idoso na forma da lei civil. 15. Art. CAPÍTULO III Dos Alimentos Art. no âmbito da assistência social. colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano. nos termos da lei. e passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil. gratuitamente. Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições econômicas de prover o seu sustento. filantrópicas ou sem fins lucrativos e eventualmente conveniadas com o Poder Público. que as referendará. proteção e recuperação da saúde. 12. As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça ou Defensor Público. promoção. por intermédio do Sistema Único de Saúde – SUS. § 3o É dever de todos zelar pela dignidade do idoso. V – reabilitação orientada pela geriatria e gerontologia. 11. incluindo a atenção especial às doenças que afetam preferencialmente os idosos. idéias e crenças.737. Art.

espetáculos. quando ocorrer iminente risco de vida e não houver tempo hábil para consulta a curador ou familiar. 17. esporte. Esporte e Lazer Art. IV – Conselho Estadual do Idoso. Art. cultura. Os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra idoso serão obrigatoriamente comunicados pelos profissionais de saúde a quaisquer dos seguintes órgãos: I – autoridade policial. O Poder Público criará oportunidades de acesso do idoso à educação. quando não houver curador ou familiar conhecido. justificá-la por escrito. caso em que deverá comunicar o fato ao Ministério Público. § 1o Os cursos especiais para idosos incluirão conteúdo relativo às técnicas de comunicação. Art. II – Ministério Público. promovendo o treinamento e a capacitação dos profissionais. quando o idoso for interditado. assim como orientação a cuidadores familiares e grupos de autoajuda. metodologias e material didático aos programas educacionais a ele destinados. II – pelos familiares. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável. segundo o critério médico.Art. Cultura. Parágrafo único. CAPÍTULO V Da Educação. para sua integração à vida moderna. Parágrafo único. O idoso tem direito a educação. V – Conselho Nacional do Idoso. . para transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações. 18. quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser contactado em tempo hábil. lazer. IV – pelo próprio médico. III – Conselho Municipal do Idoso. no caso de impossibilidade. diversões. III – pelo médico. Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante. § 2o Os idosos participarão das comemorações de caráter cívico ou cultural. 16. 19. 21. produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade. Não estando o idoso em condições de proceder à opção. Art. esta será feita: I – pelo curador. adequando currículos. devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral. computação e demais avanços tecnológicos. Caberá ao profissional de saúde responsável pelo tratamento conceder autorização para o acompanhamento do idoso ou. As instituições de saúde devem atender aos critérios mínimos para o atendimento às necessidades do idoso. Art. no sentido da preservação da memória e da identidade culturais. 20.

O Poder Público apoiará a criação de universidade aberta para as pessoas idosas e incentivará a publicação de livros e periódicos. Na admissão do idoso em qualquer trabalho ou emprego. III – estímulo às empresas privadas para admissão de idosos ao trabalho. pro rata. por meio de estímulo a novos projetos sociais. artística e cultural. intelectuais e psíquicas. conforme seus interesses. Parágrafo único. O Poder Público criará e estimulará programas de: I – profissionalização especializada para os idosos. Art. 25. de 24 de julho de 1991. esportivos e de lazer. 22. Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados na mesma data de reajuste do salário-mínimo. 28. na sua concessão. . de conteúdo e padrão editorial adequados ao idoso. Art. 23. II – preparação dos trabalhadores para a aposentadoria. e de esclarecimento sobre os direitos sociais e de cidadania.213. respeitadas suas condições físicas. que facilitem a leitura. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade. CAPÍTULO VI Da Profissionalização e do Trabalho Art. O idoso tem direito ao exercício de atividade profissional. aproveitando seus potenciais e habilidades para atividades regulares e remuneradas. e ao público sobre o processo de envelhecimento. com finalidade informativa. de acordo com suas respectivas datas de início ou do seu último reajustamento. Art. dando-se preferência ao de idade mais elevada. bem como o acesso preferencial aos respectivos locais. 24. com base em percentual definido em regulamento. inclusive para concursos.Art. A participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) nos ingressos para eventos artísticos. 26. ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. com antecedência mínima de 1 (um) ano. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento. critérios de cálculo que preservem o valor real dos salários sobre os quais incidiram contribuição. educativa. ao respeito e à valorização do idoso. Parágrafo único. Os meios de comunicação manterão espaços ou horários especiais voltados aos idosos. culturais. Art. Os benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Geral da Previdência Social observarão. CAPÍTULO VII Da Previdência Social Art. observados os critérios estabelecidos pela Lei no 8. 27. nos termos da legislação vigente. 29. de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria. considerada a natural redução da capacidade visual. é vedada a discriminação e a fixação de limite máximo de idade. Art.

CAPÍTULO VIII Da Assistência Social Art. o disposto no art. § 1o No caso de entidades filantrópicas. O Dia Mundial do Trabalho. não havendo salários-de-contribuição recolhidos a partir da competência de julho de 1994. Parágrafo único. que não poderá exceder a 70% (setenta por cento) de qualquer benefício previdenciário ou de assistência social percebido pelo idoso. para os efeitos legais. nem de tê-la provida por sua família. O pagamento de parcelas relativas a benefícios. é a data-base dos aposentados e pensionistas.Art. § 3o Se a pessoa idosa for incapaz. caracteriza a dependência econômica. que não possuam meios para prover sua subsistência. no mínimo. § 2o O Conselho Municipal do Idoso ou o Conselho Municipal da Assistência Social estabelecerá a forma de participação prevista no § 1o. 34. 33. será atualizado pelo mesmo índice utilizado para os reajustamentos dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.876. é assegurado o benefício mensal de 1 (um) salário-mínimo. de 26 de novembro de 1999. A perda da condição de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por idade. 3o da Lei no 9. são obrigadas a firmar contrato de prestação de serviços com a pessoa idosa abrigada. 30. Art. Aos idosos. desde que a pessoa conte com. é facultada a cobrança de participação do idoso no custeio da entidade.213. Art. verificado no período compreendido entre o mês que deveria ter sido pago e o mês do efetivo pagamento. nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas. Art. ou. 31. O acolhimento de idosos em situação de risco social. por adulto ou núcleo familiar. a partir de 65 (sessenta e cinco) anos. no Sistema Único de Saúde e demais normas pertinentes. Art. o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência na data de requerimento do benefício. Art. 35 da Lei no 8. 1o de Maio. A assistência social aos idosos será prestada. Parágrafo único. O benefício já concedido a qualquer membro da família nos termos do caput não será computado para os fins do cálculo da renda familiar per capita a que se refere a Loas. de forma articulada. 35. conforme os princípios e diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. caberá a seu representante legal firmar o contrato a que se refere o caput deste artigo. CAPÍTULO IX Da Habitação . 32. ou casa-lar. na Política Nacional do Idoso. O cálculo do valor do benefício previsto no caput observará o disposto no caput e § 2o do art. efetuado com atraso por responsabilidade da Previdência Social. Todas as entidades de longa permanência. 36. de 1991. ou casa-lar.

nos termos da legislação específica: (Regulamento) I – a reserva de 2 (duas) vagas gratuitas por veículo para idosos com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. Art. § 3o As instituições que abrigarem idosos são obrigadas a manter padrões de habitação compatíveis com as necessidades deles. ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos. Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. II – implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados ao idoso.Art. § 1o Para ter acesso à gratuidade. no mínimo. 40. . Art. CAPÍTULO X Do Transporte Art. para os idosos que excederem as vagas gratuitas. públicos ou subsidiados com recursos públicos. no valor das passagens. sob pena de interdição. casa-lar. observado o seguinte: I – reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos. para garantia de acessibilidade ao idoso. § 3o No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos. § 2o Toda instituição dedicada ao atendimento ao idoso fica obrigada a manter identificação externa visível. § 2o Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. Nos programas habitacionais. II – desconto de 50% (cinqüenta por cento). com renda igual ou inferior a 2 (dois) salários-mínimos. ainda. § 1o A assistência integral na modalidade de entidade de longa permanência será prestada quando verificada inexistência de grupo familiar. abandono ou carência de recursos financeiros próprios ou da família. ou. 39. sob as penas da lei. exceto nos serviços seletivos e especiais. em instituição pública ou privada. ou desacompanhado de seus familiares. No sistema de transporte coletivo interestadual observar-se-á. o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria. além de atender toda a legislação pertinente. 38. no seio da família natural ou substituta. III – eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas. 37. bem como provê-los com alimentação regular e higiene indispensáveis às normas sanitárias e com estas condizentes. IV – critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão. O idoso tem direito a moradia digna. quando assim o desejar.

isolada ou cumulativamente. Art. omissão ou abuso da família. nos termos da lei local. apoio e acompanhamento temporários. TÍTULO III Das Medidas de Proteção CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Art. CAPÍTULO II Das Medidas Específicas de Proteção Art. a requerimento daquele. mediante termo de responsabilidade. Art. 43. Verificada qualquer das hipóteses previstas no art. 44. e levarão em conta os fins sociais a que se destinam e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. TÍTULO IV Da Política de Atendimento ao Idoso CAPÍTULO I Disposições Gerais . Art. V – abrigo em entidade. as seguintes medidas: I – encaminhamento à família ou curador. As medidas de proteção ao idoso previstas nesta Lei poderão ser aplicadas. É assegurada a prioridade do idoso no embarque no sistema de transporte coletivo. para os idosos. poderá determinar. curador ou entidade de atendimento. III – em razão de sua condição pessoal.Parágrafo único. 45. IV – inclusão em programa oficial ou comunitário de auxílio. É assegurada a reserva. II – por falta. II – orientação. Caberá aos órgãos competentes definir os mecanismos e os critérios para o exercício dos direitos previstos nos incisos I e II. orientação e tratamento a usuários dependentes de drogas lícitas ou ilícitas. em regime ambulatorial. III – requisição para tratamento de sua saúde. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado. 43. as quais deverão ser posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade ao idoso. hospitalar ou domiciliar. VI – abrigo temporário. 42. de 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos públicos e privados. ao próprio idoso ou à pessoa de sua convivência que lhe cause perturbação. 41. dentre outras. o Ministério Público ou o Poder Judiciário.

e em sua falta. salvo em caso de força maior. São linhas de ação da política de atendimento: I – políticas sociais básicas. de 4 de janeiro de 1994. Art. Parágrafo único. As entidades que desenvolvam programas de institucionalização de longa permanência adotarão os seguintes princípios: I – preservação dos vínculos familiares. II – atendimento personalizado e em pequenos grupos. III – serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência. II – apresentar objetivos estatutários e plano de trabalho compatíveis com os princípios desta Lei. V – proteção jurídico-social por entidades de defesa dos direitos dos idosos. 50. especificando os regimes de atendimento. conforme a Lei no 8. exploração. 47. IV – participação do idoso nas atividades comunitárias. junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e Conselho Municipal da Pessoa Idosa. previstas na Lei no 8. abuso. 48. junto ao Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa.842. higiene. 49. do Distrito Federal e dos Municípios. crueldade e opressão. III – manutenção do idoso na mesma instituição. Constituem obrigações das entidades de atendimento: . de caráter interno e externo. dos Estados. para aqueles que necessitarem. As entidades governamentais e não-governamentais de assistência ao idoso ficam sujeitas à inscrição de seus programas. III – estar regularmente constituída. Parágrafo único.842. O dirigente de instituição prestadora de atendimento ao idoso responderá civil e criminalmente pelos atos que praticar em detrimento do idoso. maus-tratos. IV – serviço de identificação e localização de parentes ou responsáveis por idosos abandonados em hospitais e instituições de longa permanência. IV – demonstrar a idoneidade de seus dirigentes. salubridade e segurança. II – políticas e programas de assistência social. Art. V – observância dos direitos e garantias dos idosos. observados os seguintes requisitos: I – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. 46. sem prejuízo das sanções administrativas. VI – preservação da identidade do idoso e oferecimento de ambiente de respeito e dignidade. Art. observadas as normas de planejamento e execução emanadas do órgão competente da Política Nacional do Idoso. CAPÍTULO II Das Entidades de Atendimento ao Idoso Art.Art. A política de atendimento ao idoso far-se-á por meio do conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais da União. em caráter supletivo. VI – mobilização da opinião pública no sentido da participação dos diversos segmentos da sociedade no atendimento do idoso. As entidades de atendimento são responsáveis pela manutenção das próprias unidades. de 1994.

sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou prepostos. II – observar os direitos e as garantias de que são titulares os idosos. As entidades de atendimento que descumprirem as determinações desta Lei ficarão sujeitas. Art. 54. a situação de abandono moral ou material por parte dos familiares. As instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos prestadoras de serviço ao idoso terão direito à assistência judiciária gratuita. O art. XV – manter arquivo de anotações onde constem data e circunstâncias do atendimento. Será dada publicidade das prestações de contas dos recursos públicos e privados recebidos pelas entidades de atendimento. na forma da lei. VII – oferecer acomodações apropriadas para recebimento de visitas. XIII – providenciar ou solicitar que o Ministério Público requisite os documentos necessários ao exercício da cidadania àqueles que não os tiverem. culturais e de lazer. XII – comunicar à autoridade competente de saúde toda ocorrência de idoso portador de doenças infecto-contagiosas. e suas alterações. . 7o da Lei no 8. com os respectivos preços. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. responsável. CAPÍTULO III Da Fiscalização das Entidades de Atendimento Art. cidade. bem como o valor de contribuições. VI – diligenciar no sentido da preservação dos vínculos familiares. o acompanhamento. 52. conforme a necessidade do idoso." Art. para as providências cabíveis. Art. XI – proceder a estudo social e pessoal de cada caso. nome do idoso. se houver. especificando o tipo de atendimento. III – fornecer vestuário adequado. parentes. de 1994. 51. e alimentação suficiente. endereços. Art. as obrigações da entidade e prestações decorrentes do contrato. Vigilância Sanitária e outros previstos em lei. IV – oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade. às seguintes penalidades. e demais dados que possibilitem sua identificação e a individualização do atendimento. XVII – manter no quadro de pessoal profissionais com formação específica.I – celebrar contrato escrito de prestação de serviço com o idoso. As entidades governamentais e não-governamentais de atendimento ao idoso serão fiscalizadas pelos Conselhos do Idoso. relação de seus pertences. esportivas. V – oferecer atendimento personalizado. 6o desta Lei a supervisão.842. se for o caso. XVI – comunicar ao Ministério Público. observado o devido processo legal: I – as entidades governamentais: a) advertência. no âmbito das respectivas instâncias político-administrativas. 55. de acordo com suas crenças. 7o Compete aos Conselhos de que trata o art. VIII – proporcionar cuidados à saúde. se for pública. 53. X – propiciar assistência religiosa àqueles que desejarem. Ministério Público. IX – promover atividades educacionais. a fiscalização e a avaliação da política nacional do idoso. XIV – fornecer comprovante de depósito dos bens móveis que receberem dos idosos.

enquanto durar a interdição.000.000. c) afastamento definitivo de seus dirigentes. e) proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. No caso de interdição do estabelecimento de longa permanência.00 (três mil reais). aplicada em dobro no caso de reincidência. Deixar de cumprir as determinações desta Lei sobre a prioridade no atendimento ao idoso: Pena – multa de R$ 500. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes da entidade. a expensas do estabelecimento interditado.00 (um mil reais) e multa civil a ser estipulada pelo juiz. d) fechamento de unidade ou interdição de programa. Deixar a entidade de atendimento de cumprir as determinações do art. inclusive para promover a suspensão das atividades ou dissolução da entidade. que coloque em risco os direitos assegurados nesta Lei. § 1o Havendo danos aos idosos abrigados ou qualquer tipo de fraude em relação ao programa. 50 desta Lei: Pena – multa de R$ 500. serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. 57. d) interdição de unidade ou suspensão de programa. os danos que dela provierem para o idoso.000. 58. § 3o Na ocorrência de infração por entidade de atendimento. os idosos abrigados serão transferidos para outra instituição. Parágrafo único. conforme o dano sofrido pelo idoso.b) afastamento provisório de seus dirigentes. 56. b) multa. para as providências cabíveis. com a proibição de atendimento a idosos a bem do interesse público. se o fato não for caracterizado como crime. CAPÍTULO V Da Apuração Administrativa de Infração às Normas de Proteção ao Idoso . podendo haver a interdição do estabelecimento até que sejam cumpridas as exigências legais. § 4o Na aplicação das penalidades.00 (quinhentos reais) a R$ 3. Art. Deixar o profissional de saúde ou o responsável por estabelecimento de saúde ou instituição de longa permanência de comunicar à autoridade competente os casos de crimes contra idoso de que tiver conhecimento: Pena – multa de R$ 500. § 2o A suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas ocorrerá quando verificada a má aplicação ou desvio de finalidade dos recursos. c) suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas. caberá o afastamento provisório dos dirigentes ou a interdição da unidade e a suspensão do programa.00 (três mil reais). Art.00 (quinhentos reais) a R$ 3. será o fato comunicado ao Ministério Público. sem prejuízo das providências a serem tomadas pela Vigilância Sanitária. II – as entidades não-governamentais: a) advertência.00 (quinhentos reais) a R$ 1. CAPÍTULO IV Das Infrações Administrativas Art.

com aviso de recebimento. 59. sem prejuízo da iniciativa e das providências que vierem a ser adotadas pelo Ministério Público ou pelas demais instituições legitimadas para a fiscalização. Apresentada a defesa. decretar liminarmente o afastamento provisório do dirigente da entidade ou outras medidas que julgar adequadas. Havendo motivo grave. ouvido o Ministério Público. designará audiência de instrução e julgamento. O autuado terá prazo de 10 (dez) dias para a apresentação da defesa.Art. 69 ou. 67. se necessário.784. § 2o Sempre que possível. . Art. Art. Art. mediante decisão fundamentada. e 9. a autoridade competente aplicará à entidade de atendimento as sanções regulamentares. ou este será lavrado dentro de 24 (vinte e quatro) horas. Art. sem prejuízo da iniciativa adotadas pelo Ministério Público ou pelas fiscalização. 66. de 29 de janeiro de 1999. especificando-se a natureza e as circunstâncias da infração. à verificação da infração seguir-se-á a lavratura do auto. Art. oferecer resposta escrita. § 1o No procedimento iniciado com o auto de infração poderão ser usadas fórmulas impressas. o juiz procederá na conformidade do art. para a vida ou a saúde da pessoa idosa à entidade de atendimento as sanções e das providências que vierem a ser demais instituições legitimadas para a CAPÍTULO VI Da Apuração Judicial de Irregularidades em Entidade de Atendimento Art. no instrumento de autuação. 61. se possível. II – por via postal. 60. Os valores monetários expressos no Capítulo IV serão atualizados anualmente. Nos casos em que não houver risco abrigada. deliberando sobre a necessidade de produção de outras provas. 63. por motivo justificado. Art. quando for lavrado na presença do infrator. para evitar lesão aos direitos do idoso. subsidiariamente. ao procedimento administrativo de que trata este Capítulo as disposições das Leis nos 6. Havendo risco para a vida ou à saúde do idoso. 68. 62. Aplicam-se. 65. contado da data da intimação. Art. que será feita: I – pelo autuante. por duas testemunhas. Art. a autoridade competente aplicará regulamentares. O procedimento para a imposição de penalidade administrativa por infração às normas de proteção ao idoso terá início com requisição do Ministério Público ou auto de infração elaborado por servidor efetivo e assinado. podendo juntar documentos e indicar as provas a produzir.437. na forma da lei. poderá a autoridade judiciária. de 20 de agosto de 1977. no prazo de 10 (dez) dias. O dirigente da entidade será citado para. 64. O procedimento de apuração de irregularidade em entidade governamental e não-governamental de atendimento ao idoso terá início mediante petição fundamentada de pessoa interessada ou iniciativa do Ministério Público.

às disposições deste Capítulo. § 3o A prioridade se estende aos processos e procedimentos na Administração Pública. 69. CAPÍTULO II Do Ministério Público Art. 71. previstas nesta Lei. 73. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. em qualquer instância. Compete ao Ministério Público: . o procedimento sumário previsto no Código de Processo Civil. § 4o A multa e a advertência serão impostas ao dirigente da entidade ou ao responsável pelo programa de atendimento. o processo será extinto. sem julgamento do mérito. subsidiariamente. naquilo que não contrarie os prazos previstos nesta Lei. estendendo-se em favor do cônjuge supérstite.§ 1o Salvo manifestação em audiência. 70. O Poder Público poderá criar varas especializadas e exclusivas do idoso. fazendo prova de sua idade. 72. 74. companheiro ou companheira. empresas prestadoras de serviços públicos e instituições financeiras. serão exercidas nos termos da respectiva Lei Orgânica. Satisfeitas as exigências. identificados com a destinação a idosos em local visível e caracteres legíveis. § 4o Para o atendimento prioritário será garantido ao idoso o fácil acesso aos assentos e caixas. requererá o benefício à autoridade judiciária competente para decidir o feito. (VETADO) Art. maior de 60 (sessenta) anos. As funções do Ministério Público. anotando-se essa circunstância em local visível nos autos do processo. § 2o Em se tratando de afastamento provisório ou definitivo de dirigente de entidade governamental. § 3o Antes de aplicar qualquer das medidas. a autoridade judiciária poderá fixar prazo para a remoção das irregularidades verificadas. a autoridade judiciária oficiará a autoridade administrativa imediatamente superior ao afastado. § 1o O interessado na obtenção da prioridade a que alude este artigo. decidindo a autoridade judiciária em igual prazo. ao atendimento preferencial junto à Defensoria Publica da União. Art. Art. § 2o A prioridade não cessará com a morte do beneficiado. fixando-lhe prazo de 24 (vinte e quatro) horas para proceder à substituição. dos Estados e do Distrito Federal em relação aos Serviços de Assistência Judiciária. Aplica-se. com união estável. TÍTULO V Do Acesso à Justiça CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. que determinará as providências a serem cumpridas. as partes e o Ministério Público terão 5 (cinco) dias para oferecer alegações finais. Art.

nas hipóteses previstas no art. VI – instaurar sindicâncias. perícias e documentos de autoridades municipais. II – promover e acompanhar as ações de alimentos. 43 desta Lei. quando necessário ou o interesse público justificar. públicos. § 2o As atribuições constantes deste artigo não excluem outras. em caso de não comparecimento injustificado da pessoa notificada. requerer diligências e produção de outras provas. Art. inclusive pela Polícia Civil ou Militar. b) requisitar informações. no exercício de suas funções. individuais indisponíveis e individuais homogêneos do idoso. hipóteses em que terá vista dos autos depois das partes. da administração direta e indireta. requisitar condução coercitiva. usando os recursos cabíveis. § 1o A legitimação do Ministério Público para as ações cíveis previstas neste artigo não impede a de terceiros. A falta de intervenção do Ministério Público acarreta a nulidade do feito. podendo juntar documentos. . de designação de curador especial. colher depoimentos ou esclarecimentos e. VII – zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados ao idoso. desde que compatíveis com a finalidade e atribuições do Ministério Público. para o desempenho de suas atribuições. em qualquer caso. será feita pessoalmente. bem como a colaboração dos serviços de saúde. em circunstâncias que justifiquem a medida e oficiar em todos os feitos em que se discutam os direitos de idosos em condições de risco. estaduais e federais. 76. III – atuar como substituto processual do idoso em situação de risco. para a apuração de ilícitos ou infrações às normas de proteção ao idoso. segundo dispuser a lei. 75. IV – promover a revogação de instrumento procuratório do idoso. 43 desta Lei. § 3o O representante do Ministério Público. que será declarada de ofício pelo juiz ou a requerimento de qualquer interessado. adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas. c) requisitar informações e documentos particulares de instituições privadas. Nos processos e procedimentos em que não for parte. A intimação do Ministério Público. nas mesmas hipóteses.I – instaurar o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção dos direitos e interesses difusos ou coletivos. requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. 77. atuará obrigatoriamente o Ministério Público na defesa dos direitos e interesses de que cuida esta Lei. para instruí-lo: a) expedir notificações. terá livre acesso a toda entidade de atendimento ao idoso. exames. X – referendar transações envolvendo interesses e direitos dos idosos previstos nesta Lei. bem como promover inspeções e diligências investigatórias. VIII – inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta Lei. Art. conforme o disposto no art. IX – requisitar força policial. de interdição total ou parcial. V – instaurar procedimento administrativo e. educacionais e de assistência social. Art.

é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. concorrentemente: I – o Ministério Público. consideram-se legitimados. Art. próprios do idoso. § 2o Em caso de desistência ou abandono da ação por associação legitimada. individuais indisponíveis ou homogêneos. Coletivos e Individuais Indisponíveis ou Homogêneos Art. 273 do Código de Processo Civil. 78. individuais indisponíveis ou homogêneos. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses difusos. Parágrafo único. 83. III – a Ordem dos Advogados do Brasil. II – atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitante. o Ministério Público ou outro legitimado deverá assumir a titularidade ativa. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso. Para defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei. III – atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa. As manifestações processuais do representante do Ministério Público deverão ser fundamentadas. coletivos. Art. Art. 79. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso. IV – as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre os fins institucionais a defesa dos interesses e direitos da pessoa idosa. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou nãofazer. são admissíveis todas as espécies de ação pertinentes. o Distrito Federal e os Municípios. ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. se houver prévia autorização estatutária. . os Estados. dispensada a autorização da assembléia. caberá ação mandamental. II – a União. Para as ações cíveis fundadas em interesses difusos. IV – serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. Art. Art. protegidos em lei. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao adimplemento. § 1o Admitir-se-á litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta Lei. 81.CAPÍTULO III Da Proteção Judicial dos Interesses Difusos. que lesem direito líquido e certo previsto nesta Lei. 80. coletivos. Parágrafo único. na forma do art. § 1o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. Contra atos ilegais ou abusivos de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições de Poder Público. referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: I – acesso às ações e serviços de saúde. que se regerá pelas normas da lei do mandado de segurança. 82. cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa.

o juiz determinará a remessa de peças à autoridade competente. fazendo-o fundamentadamente. facultada igual iniciativa aos demais legitimados em caso de inércia daquele. para evitar dano irreparável à parte. de qualquer pessoa. determinará o seu arquivamento. deverá fazê-lo o Ministério Público. Para instruir a petição inicial. impor multa diária ao réu. ao Fundo Municipal de Assistência Social. Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da sentença condenatória favorável ao idoso sem que o autor lhe promova a execução. se for suficiente ou compatível com a obrigação. Art. § 3o A multa só será exigível do réu após o trânsito em julgado da sentença favorável ao autor. não haverá adiantamento de custas. em caso de inércia desse órgão. 89. igual iniciativa aos demais legitimados. como assistentes ou assumindo o pólo ativo. provocar a iniciativa do Ministério Público. inquérito civil. certidões. para as providências cabíveis. 84. Os agentes públicos em geral. Art. e o servidor deverá. no exercício de suas funções. os juízes e tribunais. prestando-lhe informações sobre os fatos que constituam objeto de ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. Art. Parágrafo único. Art. esgotadas todas as diligências. § 1o Se o órgão do Ministério Público. onde houver. informações. independentemente do pedido do autor. Art. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos. As multas não recolhidas até 30 (trinta) dias após o trânsito em julgado da decisão serão exigidas por meio de execução promovida pelo Ministério Público. Nas ações de que trata este Capítulo. 91. 87. Art. se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil ou de peças informativas. Os valores das multas previstas nesta Lei reverterão ao Fundo do Idoso. nos mesmos autos. Parágrafo único.§ 2o O juiz poderá. Art. 92. ou requisitar. o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certidões e informações que julgar necessárias. Art. honorários periciais e quaisquer outras despesas. o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias. devem encaminhar as peças pertinentes ao Ministério Público. ou na falta deste. no prazo que assinalar. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. organismo público ou particular. Qualquer pessoa poderá. 88. emolumentos. 85. ficando vinculados ao atendimento ao idoso. mas será devida desde o dia em que se houver configurado. quando tiverem conhecimento de fatos que possam configurar crime de ação pública contra idoso ou ensejar a propositura de ação para sua defesa. Não se imporá sucumbência ao Ministério Público. para apuração da responsabilidade civil e administrativa do agente a que se atribua a ação ou omissão. Transitada em julgado a sentença que impuser condenação ao Poder Público. que serão fornecidas no prazo de 10 (dez) dias. Art. . 90. facultada. O Ministério Público poderá instaurar sob sua presidência. 86. exames ou perícias. na hipótese do § 1o ou na sentença.

cuja pena máxima privativa de liberdade não ultrapasse 4 (quatro) anos. se resulta a morte. § 1o Na mesma pena incorre quem desdenhar. no que couber. § 3o Até que seja homologado ou rejeitado o arquivamento. será designado outro membro do Ministério Público para o ajuizamento da ação. retardar ou dificultar sua assistência à saúde. Parágrafo único. Art. que serão juntados ou anexados às peças de informação.347. ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania. humilhar. não se lhes aplicando os arts. por motivo de idade: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. CAPÍTULO II Dos Crimes em Espécie Art. as associações legitimadas poderão apresentar razões escritas ou documentos. nesses casos. pelo Conselho Superior do Ministério Público ou por Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. § 2o A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se a vítima se encontrar sob os cuidados ou responsabilidade do agente. ou não prover suas necessidades básicas. Os crimes definidos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada. de 24 de julho de 1985. ao Conselho Superior do Ministério Público ou à Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público. subsidiariamente. 181 e 182 do Código Penal. Art. se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave. 95. por qualquer motivo.099. quando possível fazê-lo sem risco pessoal.§ 2o Os autos do inquérito civil ou as peças de informação arquivados serão remetidos. aos meios de transporte. ou recusar. aplica-se o procedimento previsto na Lei no 9. as disposições da Lei no 7. Aos crimes previstos nesta Lei. as disposições do Código Penal e do Código de Processo Penal. de 26 de setembro de 1995. Abandonar o idoso em hospitais. Deixar de prestar assistência ao idoso. o socorro de autoridade pública: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Aplicam-se subsidiariamente. ou congêneres. em situação de iminente perigo. sem justa causa. no prazo de 3 (três) dias. no que couber. e triplicada. A pena é aumentada de metade. Art. TÍTULO VI Dos Crimes CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 98. Art. 97. menosprezar ou discriminar pessoa idosa. entidades de longa permanência. § 4o Deixando o Conselho Superior ou a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público de homologar a promoção de arquivamento. quando obrigado por lei ou mandado: . 93. impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias. 96. Discriminar pessoa idosa. casas de saúde. e. ou não pedir. sob pena de se incorrer em falta grave. 94.

do idoso. ou sujeitando-o a trabalho excessivo ou inadequado: Pena – detenção de 2 (dois) meses a 1 (um) ano e multa. Art. Constitui crime punível com reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa: I – obstar o acesso de alguém a qualquer cargo público por motivo de idade. emprego ou trabalho. quando requisitados pelo Ministério Público. Expor a perigo a integridade e a saúde. Art. 101. física ou psíquica. contratar. sem justo motivo. sem justa causa. Art. § 2o Se resulta a morte: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. Negar o acolhimento ou a permanência do idoso.Pena – detenção de 6 (seis) meses a 3 (três) anos e multa. IV – deixar de cumprir. Deixar de cumprir. retardar ou frustrar. retardar ou dificultar atendimento ou deixar de prestar assistência à saúde. Art. § 1o Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos. Art. por recusa deste em outorgar procuração à entidade de atendimento: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. Apropriar-se de ou desviar bens. informações ou imagens depreciativas ou injuriosas à pessoa do idoso: Pena – detenção de 1 (um) a 3 (três) anos e multa. de qualquer modo. retardar ou omitir dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil objeto desta Lei. 102. por qualquer meio de comunicação. III – recusar. quando obrigado a fazê-lo. Art. II – negar a alguém. 104. bem como qualquer outro documento com objetivo de assegurar recebimento ou ressarcimento de dívida: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. proventos. Reter o cartão magnético de conta bancária relativa a benefícios. Induzir pessoa idosa sem discernimento de seus atos a outorgar procuração para fins de administração de bens ou deles dispor livremente: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. a execução de ordem judicial expedida nas ações em que for parte ou interveniente o idoso: Pena – detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. 100. V – recusar. 103. a execução de ordem judicial expedida na ação civil a que alude esta Lei. testar ou outorgar procuração: . o idoso a doar. 105. pensão ou qualquer outro rendimento do idoso. Art. Art. Art. por motivo de idade. submetendo-o a condições desumanas ou degradantes ou privando-o de alimentos e cuidados indispensáveis. Exibir ou veicular. proventos ou pensão do idoso. 107. Coagir. sem justo motivo. como abrigado. 99. 106. retardar ou frustrar. dando-lhes aplicação diversa da de sua finalidade: Pena – reclusão de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa. a pessoa idosa.

159. Art. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. Art. não procura diminuir as conseqüências do seu ato. "Art. II h) contra criança. § 4o No homicídio culposo. § 3o . arte ou ofício. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: "Art. 61. cônjuge do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. ou foge para evitar prisão em flagrante. 141 IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência.Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. 121. 133. religião. TÍTULO VII Disposições Finais e Transitórias Art. Código Penal. 140 § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. "Art. § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas. se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. etnia. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. enfermo ou mulher grávida. sem a devida representação legal: Pena – reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 108. maior de 60 (sessenta) anos. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. de 7 de dezembro de 1940. Sendo doloso o homicídio. 109. "Art. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). O Decreto-Lei no 2. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. Lavrar ato notarial que envolva pessoa idosa sem discernimento de seus atos. Impedir ou embaraçar ato do representante do Ministério Público ou de qualquer outro agente fiscalizador: Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. descendente. passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art." (NR) "Art.848. "Art. . 148 § 1o. I – se a vítima é ascendente. cor. 110. exceto no caso de injúria.

...... ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho. não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada.... 111..455. para aplicação em programas e ações relativos ao idoso... de 7 de abril de 1997..... 117. Lei das Contravenções Penais.. gravemente enfermo: Art......... 21 do Decreto-Lei no 3. sem justa causa.... O Orçamento da Seguridade Social destinará ao Fundo Nacional de Assistência Social. 112.. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei revendo os critérios de concessão do Benefício de Prestação Continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social....... 183..... diminuída ou suprimida a capacidade de discernimento ou de autodeterminação: Art.. de 3 de outubro de 1941.. O O art.. 114... O inciso III do art..."Art.... Art. de prover a subsistência do cônjuge.. 1o As pessoas portadoras de deficiência.. as gestantes... Art. fixada ou majorada..... nos termos desta Lei.... III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.... . passa a vigorar com a seguinte redação: "Art...368.. os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.... 244. de forma a garantir que o acesso ao direito seja condizente com o estágio de desenvolvimento sócio-econômico alcançado pelo País. Deixar... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.... sem justa causa.. 21. II – se o crime é cometido contra criança.... passa a vigorar com a seguinte redação: "Art... 18 III – se qualquer deles decorrer de associação ou visar a menores de 21 (vinte e um) anos ou a pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou a quem tenha.... 113.. Art... passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: "Art..... até que o Fundo Nacional do Idoso seja criado. ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos. de 21 de outubro de 1976.. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos....... 1o ... os recursos necessários... adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos...688. em cada exercício financeiro..... § 4o ... de socorrer descendente ou ascendente.. 116........" Art.." "Art...... O inciso II do § 4o do art. 18 da Lei no 6. as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário.. Parágrafo único.. 1o da Lei no 9...... 115.. portador de deficiência... deixar." (NR) Art.... por qualquer causa........048..... Serão incluídos nos censos demográficos dados relativos à população idosa do País.. O art 1º da Lei no 10.... de 8 de novembro de 2000. gestante.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Márcio Thomaz Bastos Antonio Palocci Filho Rubem Fonseca Filho Humberto Sérgio Costa LIma Guido Mantega Ricardo José Ribeiro Berzoini Benedita Souza da Silva Sampaio Álvaro Augusto Ribeiro Costa . ressalvado o disposto no caput do art. que vigorará a partir de 1o de janeiro de 2004. Brasília. 182o da Independência e 115o da República. 118. Esta Lei entra em vigor decorridos 90 (noventa) dias da sua publicação.Art. 36. 1o de outubro de 2003.

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