Apostila para Estudos Prova de

Agente Comunitário de Saúde
Conhecimentos Específicos Provas Aplicadas

Elaborada por Manuel Raposo
manuelraposo_ha@yahoo.com.br BLOG: www.manuel-raposo.blogspot.com

SAÚDE EM DESTAQUE

O MINISTÉRIO O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros. É função do ministério dispor de condições para a proteção e recuperação da saúde da população, reduzindo as enfermidades, controlando as doenças endêmicas e parasitárias e melhorando a vigilância à saúde, dando, assim, mais qualidade de vida ao brasileiro.

MISSÃO “Promover a saúde da população mediante a integração e a construção de parcerias com os órgãos federais, as unidades da Federação, os municípios, a iniciativa privada e a sociedade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e para o exercício da cidadania"

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

O que é o SUS O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Amparado por um conceito ampliado de saúde, o SUS foi criado, em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros.

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Objetivos do Sistema Único de Saúde-SUS : (Lei nº 8.080/1990 – Art. 5º) I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde; II - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e social, a observância do disposto no §1º do artigo 2º desta Lei; III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas. Princípios do SUS Diversos autores1-3 propõem a divisão dos princípios fundamentais do SUS em dois grandes grupos: • doutrinários (ou éticos), que se referem aos objetivos finalísticos do sistema e incluiriam: - o direito universal à saúde, entendido não só como a oferta de serviços e ações de saúde, mas abrangendo também, em seu conceito, “políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos” (CF), incluindo como “fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País” (Lei no 8.080/90); - a eqüidade, compreendida como o reconhecimento das diferenças existentes nas necessidades de saúde, quer regionais ou individuais, com o desenvolvimento de ações objetivando a justiça social, isto é, que reduzam a exclusão e beneficiem, prioritariamente, aqueles que possuem piores condições de saúde; e - o atendimento integral à saúde, mediante a articulação de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, necessários à efetiva melhoria dos níveis de saúde da população. • organizacionais (ou operativos), referentes aos processos que permitirão o cumprimento das principais diretrizes do SUS: - a descentralização de ações e serviços de saúde, com direção única em cada esfera de governo e ênfase na municipalização; - a regionalização e a hierarquização da rede de serviços assistenciais; e - a participação da população na formulação e acompanhamento das políticas do sistema. Entretanto, para ambos os grupos, podemos destacar situações históricas que condicionaram a oportunidade e a importância política de implementação dessas diretrizes. Com relação à universalidade do direito à saúde, sabemos que, durante grande parte do século passado, os serviços de assistência médica e odontológica só eram garantidos aos beneficiários da previdência social e provisionados pelo Ministério da Previdência Social, que gerenciava recursos financeiros muito superiores aos da área de Saúde Pública, privilegiando a assistência médica curativa e os produtores privados de serviços de saúde. Certamente, esse tipo de desenvolvimento da rede assistencial ocasionou grandes disparidades regionais. No que se refere aos recursos de saúde existentes, a concentração dos serviços em grandes centros urbanos, especialmente nos Estados com economias mais avançadas, gerou desigualdades no acesso da população aos serviços, com carências acentuadas justamente nos locais com os piores indicadores de saúde, justificando amplamente a preocupação com a eqüidade no SUS. Da mesma forma, a separação entre os serviços previdenciários e as demais ações de Saúde Pública fragmentavam o setor Saúde e impediam avanços no sentido da integralidade do sistema. O Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de

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96% não têm especialização na área. Ele prevê um conjunto de mudanças para proporcionar maior conforto para o usuário. propõe uma nova relação entre o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) e o profissional que o atenderá. entre outras ações. realiza oficinas e certifica experiências de humanização bem-sucedidas. ágil e com locais de prestação de serviço mais confortáveis. é bom lembrar. Isto significa oferecer especialização em Saúde da Família para mais de 52 mil profissionais. puericultura. controle de endemias. a Política Nacional de Humanização (PNH). AÇÕES E PROGRAMAS DO SUS HumanizaSUS Instituída pelo Ministério da Saúde em 2003. com a redução dos danos à saúde. atendimento de acordo com o grau de risco do paciente e redução do tempo de permanência nos hospitais da rede pública de saúde. tão-somente. A política estimula a implantação de práticas de humanização e a troca solidária de contribuições entre gestores. como conseqüência. QualiSUS O QualiSUS é o programa do Ministério da Saúde que busca a qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS). A idéia é trabalhar em parceria para que o SUS seja mais acolhedor. lançado em junho de 2008. atendimento prénatal e assistência médica aos doentes mentais. A atuação do programa prevê o envio de equipamentos novos e reforma das instalações dos hospitais. é qualificar até 2011. Como conseqüência. O HumanizaSUS também oferece cursos. e capacitação gerencial para outros 100 mil trabalhadores de saúde. pois os orçamentos eram sempre mínimos. 4 . e. a realização dos serviços tradicionais: vigilância sanitária. a de garantir assistência médica integral à população. dos 71 mil profissionais de nível superior envolvidos na Saúde da Família. por meio de cursos a distância. profissionais de saúde e usuários. Hoje. hansenianos e tuberculosos. E com dificuldade. melhorar o atendimento aos cidadãos brasileiros. além de assegurar a satisfação por parte da população com o atendimento recebido nos estabelecimentos de saúde. Ao setor público competia.saúde não dispunham. metade da mão-deobra do SUS. o QualiSUS contribui para salvar um maior número de vidas. entre as suas principais atribuições. o HumizaSUS. vacinação. UnaSUS A Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UnaSUS) é um projeto do Ministério da Saúde que visa melhorar a formação dos profissionais do SUS. A meta do UnaSUS.

organizadas pela estratégia Saúde da Família. a especialização necessária para que ele possa exercer seu trabalho com mais qualidade.AÇÕES E PROGRAMAS do Ministério da Saúde O Ministério da Saúde realiza várias ações e programas com a finalidade de trazer a saúde para perto do cidadão e dar. o usuário tem acesso aos programas e projetos desenvolvidos recentemente pelo ministério e fica sabendo como o dinheiro público está sendo investido na promoção da saúde e na qualidade de vida do brasileiro. Esta discussão fundamenta-se nos eixos transversais da universalidade. em um contexto de descentralização e controle social da gestão. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias. prevenção. consignados na legislação constitucional e infraconstitucional. elementos essenciais para a reorientação do modelo de atenção. reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes. sob a forma de trabalho em equipes. Esta concepção supera a antiga proposição de caráter exclusivamente centrado na doença. Estratégias de Atenção Básica À Saúde Atenção Básica e a Saúde da Família Diretriz conceitual O acúmulo técnico-político dos três níveis de gestão do SUS. pelos quais assumem responsabilidade. As equipes atuam com ações de promoção da saúde. Conheça abaixo as principais ações ou clique aqui para visualizar todas elas. localizadas em uma área geográfica delimitada. e na manutenção da saúde desta comunidade. operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Neste espaço. Programa Saúde da Família A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial. princípios assistenciais e organizativos do SUS. democráticas e participativas. recuperação. A expansão e a qualificação da atenção básica. dirigidas às populações de territórios delimitados. na implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e da estratégia de Saúde da Família. e de suas relações com os demais níveis do sistema. desenvolvendo-se por meio de práticas gerenciais e sanitárias. ao profissional. integralidade e eqüidade. tem possibilitado a identificação de um conjunto de questões relativas às bases conceituais e operacionais do que se tem denominado "Atenção Básica à Saúde" no Brasil. 5 . compõem parte do conjunto de prioridades políticas apresentadas pelo Ministério da Saúde e aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde.

um enfermeiro. estrutura vinculada à Secretaria de Atenção à Saúde. no mínimo. as equipes Saúde da Família estabelecem vínculo com a população. reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes.Os princípios fundamentais da atenção básica no Brasil são: integralidade. recuperação. Gestão O Departamento de Atenção Básica (DAB). localizadas em uma área geográfica delimitada. qualidade. por um médico de família. A execução dessa política é compartilhada por estados. prevenção. onde a Saúde da Família é compreendida como a estratégia principal para mudança deste modelo. Mediante a adstrição de clientela. especialmente no contexto do SUS. As equipes atuam com ações de promoção da saúde. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil. de Gestão e Estratégia e de Avaliação e Acompanhamento. conta ainda com: um dentista. no Ministério da Saúde. Equipes de Saúde O trabalho de equipes da Saúde da Família é o elemento-chave para a busca permanente de comunicação e troca de experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. de Alimentação e Nutrição. Quando ampliada. Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de cerca de 3 mil a 4 mil e 500 pessoas ou de mil famílias de uma determinada área. A Saúde da Família como estratégia estruturante dos sistemas municipais de saúde tem provocado um importante movimento com o intuito de reordenar o modelo de atenção no SUS. A velocidade de expansão da Saúde da Família comprova a adesão de gestores estaduais e municipais aos seus princípios. ainda. operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. entretanto. As equipes são compostas. tem a missão institucional de operacionalizar essa política no âmbito da gestão federal do SUS. Distrito Federal e municípios. A consolidação dessa estratégia precisa. condicionada pela evolução histórica e organização do sistema de saúde no Brasil. Iniciado em 1994. Ao DAB cabe. A estratégia de Saúde da Família é um projeto dinamizador do SUS. Busca maior racionalidade na utilização dos demais níveis assistenciais e tem produzido resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populações assistidas às equipes saúde da família. um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental. A atuação das equipes ocorre principalmente nas 6 . Saúde da Família A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial. prestar cooperação técnica a estas instâncias de gestão na implementação e organização da estratégia Saúde da Família e ações de atendimento básico como o de Saúde Bucal. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias. e estas passam a ter coresponsabilidade no cuidado à saúde. apresentou um crescimento expressivo nos últimos anos. um auxiliar de enfermagem e 6 agentes comunitários de saúde. e na manutenção da saúde desta comunidade. ser sustentada por um processo que permita a real substituição da rede básica de serviços tradicionais no âmbito dos municípios e pela capacidade de produção de resultados positivos nos indicadores de saúde e de qualidade de vida da população assistida. desenvolver mecanismos de controle e avaliação. eqüidade e participação social. de Diabetes e Hipertensão. possibilitando o compromisso e a coresponsabilidade destes profissionais com os usuários e a comunidade. que deverá sempre se integrar a todo o contexto de reorganização do sistema de saúde. Seu desafio é o de ampliar suas fronteiras de atuação visando uma maior resolubilidade da atenção.

sob a lógica da regionalização. caracterizando-se: como porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde. 7 . Nos municípios onde há somente o PACS.a expansão e estruturação de uma rede unidades básicas de saúde que permitam a atuação das equipes na proposta da saúde da família.e b) ligados a uma unidade básica de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional. de interagir com os usuários dos serviços. Valorização Profissional O Ministério da Saúde reconhece e valoriza a formação dos trabalhadores como um componente para o processo de qualificação da força de trabalho no sentido de contribuir decisivamente para a efetivação da política nacional de saúde. por estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde. por ter território definido.a elaboração de protocolos assistenciais integrados (promoção. por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais. uso das informações para a tomada de decisão. por realizar atividades de educação e promoção da saúde.unidades básicas de saúde. nas residências e na mobilização da comunidade. 2 . com uma população delimitada. permanente e de qualidade. Desafios Institucionais Como desafios institucionais para expandir e qualificar a atenção básica no contexto brasileiro destaca-se: 1 .ações que visem o fortalecimento das estruturas gerenciais nos municípios e estados com vistas a: programação da atenção básica. as ações dos agentes comunitários de saúde são acompanhadas e orientadas por um enfermeiro/supervisor lotado em uma unidade básica de saúde. supervisão dos municípios. ainda: por estabelecer vínculos de compromisso e de co-responsabilidade com a população. Essa concepção da formação busca caracterizar a necessidade de elevação da escolaridade e dos perfis de desempenho profissional para possibilitar o aumento da autonomia intelectual dos trabalhadores. este pode ser considerado um programa de transição para a Saúde da Família. de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade. Os agentes comunitários de saúde podem ser encontrados em duas situações distintas em relação à rede do SUS: a) ligados a uma unidade básica de saúde ainda não organizada na lógica da Saúde da Família. encontram-se em atividade no país 204 mil ACS. domínio do conhecimento técnico-científico. municipais e locais. supervisão regional. supervisão das equipes. 3 . No PACS. Atualmente. recuperação e reabilitação) dirigidos aos problemas mais freqüentes do estado de saúde da população. Agentes Comunitários de Saúde O Programa de Agentes Comunitários de Saúde é hoje considerado parte da Saúde da Família. por atuar de forma intersetorial. prevenção. 4 . de ter consciência da qualidade e das implicações éticas de seu trabalho. flexíveis em função dos contextos estaduais. de exercitar a criatividade.a contínua revisão dos processos de trabalho das equipes de saúde da família com reforço as estruturas gerenciais nos municípios e estados. por prestar assistência integral. capacidade de gerenciar tempo e espaço de trabalho. sob a sua responsabilidade. com indicação da continuidade da atenção. E. estando presentes tanto em comunidades rurais e periferias urbanas quanto em municípios altamente urbanizados e industrializados. por utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões. por intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta.

a definição de mecanismos de financiamento que contribuam para a redução das desigualdades regionais e para uma melhor proporcionalidade entre os três níveis de atenção. demonstra que a cada 10% de aumento de cobertura o índice de mortalidade infantil cai em 4. .Alimentar os sistemas de informação.Estudos acadêmicos em curso demonstram que a Saúde da Família no período de 1992 a 2002 apresenta indicadores animadores como a redução da mortalidade infantil.Ordenar a formação de recursos humanos.Atenção Básica em Saúde é a pauta política dos gestores públicos. de modo a responder aos desafios postos pela expansão e qualificação da atenção básica. . 8 .A estratégia Saúde da Família está consolidada nos municípios brasileiros. Responsabilidades das Esferas Gestoras em Atenção Básica Federal .a institucionalização de processos de acompanhamento. 7 .Co-financiar as ações de atenção básica. regulação e avaliação da tenção básica. 6 .6%.Estratégia Saúde da Família como desenhada no caso Brasileiro é destaque e modelo para outros países. incluindo aí a articulação com os demais níveis de atenção. monitoramento e avaliação da atenção básica.Contratualizar o trabalho em atenção básica.Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde. Estadual . . .Propor mecanismos para a programação. . . Municipal .Elaborar as diretrizes da política nacional de atenção básica.Manter as bases de dados nacionais. .Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território.Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território. .Co-financiar o sistema de atenção básica. . Desempenho .Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território. controle. . . .Aumento da satisfação dos usuários quanto ao atendimento recebido resultado das mudanças das práticas das equipes de saúde.ações articuladas com as instituições formadoras para promover mudanças na graduação e pós-graduação dos profissionais de saúde.Regular as relações inter-municipais.revisão dos processos de formação. coordenações e gestores. em parceria com a Universidade de São Paulo e Universidade de Nova York. .Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção basica em seu território.Modelo de Atenção à Saúde do Brasil é referência internacional.5 . . educação em saúde com ênfase na educação permanente das equipes. .Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento (gestão e gerência).Co-financiar as ações de atenção básica. . . 8 . .

agentes comunitários de saúde. auxiliares de enfermagem. o atendimento e o acompanhamento dos agravos à saúde dos indivíduos e famílias na comunidade. no âmbito individual e coletivo. com isso. a reabilitação e a manutenção da saúde. enfermeiros. o que facilita a identificação. É desenvolvida por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas. na complexidade. levando-as para mais perto da família e.universalização. dentistas e auxiliares de consultório dentário) na unidade de saúde ou nos domicílios. A Atenção Básica tem a Saúde da Família como estratégia prioritária para sua organização de acordo com os preceitos do Sistema Único de Saúde. o diagnóstico. Incorpora e reafirma os princípios básicos do SUS . Essa equipe e a população acompanhada criam vínculos de co-responsabilidade. tem como principal desafio promover a reorientação das práticas e ações de saúde de forma integral e contínua. descentralização.Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão. É o contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde. na integralidade e na inserção sócio-cultural e busca a promoção de sua saúde. considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações. Orienta-se pelos princípios da universalidade. Utiliza tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade. É composto por 5 (cinco) Coordenações: Acompanhamento e Avaliação Alimentação e Nutrição Gestão da Atenção Básica Hipertensão e Diabetes Saúde Bucal Além de coordenar as ações Nacionais do PROESF A Atenção Básica A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde. melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. do vínculo e continuidade. que devem resolver os problemas de saúde de maior freqüência e relevância em seu território. compõe um dos 5 (cinco) Departamentos da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. da responsabilização. pelas quais assume a responsabilidade sanitária. a prevenção de agravos. que abrangem a promoção e a proteção da saúde. A Atenção Básica considera o sujeito em sua singularidade. dirigidas a populações de territórios bem delimitados.. 9 . da acessibilidade e da coordenação do cuidado. Conheça o DAB O Departamento de Atenção Básica . da equidade e da participação social. o tratamento.DAB. da integralidade. estratégia priorizada pelo Ministério da Saúde para organizar a Atenção Básica. integralidade e participação da comunidade mediante o cadastramento e a vinculação dos usuários. da humanização. O atendimento é prestado pelos profissionais das equipes saúde da família (médicos. A Estratégia Saúde da Família A Saúde da Família. a prevenção e tratamento de doenças e a redução de danos ou de sofrimentos que possam comprometer suas possibilidades de viver de modo saudável. sob forma de trabalho em equipe.

II – Promover a articulação com os estados para apoio à implantação e supervisão das ações referentes às ações de promoção da saúde. Apoio à Gestão Descentralizada Acompanhamento e apoio ao processo de descentralização da gestão. a proposição de diretrizes necessárias ao fortalecimento dos sistemas estaduais e municipais e. implantação e implementação de normas. no de de de 10 . subsidiando processos de elaboração. integrando as ações de cooperação técnica aos entes federados. destacam-se: a articulação dos órgãos do Ministério no processo de formulação e avaliação de políticas no SUS.Descentralização de Gestões Saiba o que é: É o processo de transferência de responsabilidades e prerrogativas de gestão para os estados e municípios. duas linhas de trabalho foram organizadas: Apoio Integrado à Gestão Descentralizada do SUS Qualificação de Processos e Práticas de Gestão Governamental do SUS Responsabilidades das Esferas de Gestão Gestor federal I – Divulgar a Política Nacional de Promoção da Saúde. do desenvolvimento de mecanismos de acompanhamento e apoio ao processo descentralização da gestão. do incremento de estratégias de divulgação. articular e integrar as atividades e ações de cooperação técnica a Estados. aos estados. disseminação e intercâmbio experiências e práticas de gestão governamental em Saúde. atendendo às determinações institucionais e legais que embasam o SUS e que definem atribuições comuns e competências específicas à União. do acompanhamento da implementação do Pacto pela Saúde. Municípios e ao Distrito Federal. Apoio à Descentralização Consiste em promover. ao Distrito Federal e aos municípios. Dentre estes processos. O Apoio a Gestão Descentralizada se realiza a partir: do desenvolvimento de metodologias que visam promover a articulação interna Ministério da Saúde para superação da prática fragmentada do processo cooperação técnica a estados e municípios. a participação no processo de negociação e definição de critérios para a alocação de recursos financeiros. Para a concretização dessas estratégias. instrumentos e métodos necessários à gestão descentralizada do Sistema Único de Saúde.

considerando a composição tripartite. X – Buscar parcerias governamentais e não-governamentais para potencializar a implementação das ações de promoção da saúde no âmbito do SUS. VI – Desenvolvimento de ações de acompanhamento e avaliação das ações de promoção da saúde para instrumentalização de processos de gestão. V – Definir e apoiar as diretrizes capacitação e educação permanente em consonância com as realidades locorregionais. VIII – Estabelecer instrumentos e indicadores para o acompanhamento e a avaliação do impacto da implantação/implementação desta Política. IX – Implementar as diretrizes de capacitação e educação permanente em consonância com as realidades loco-regionais. VIII – Estabelecer instrumentos e indicadores para o acompanhamento e avaliação do impacto da implantação/implementação da Política de Promoção da Saúde. da educação permanente e da pesquisa em saúde. informação e comunicação. XIII – Identificação. XII – Elaboração de materiais de divulgação visando à socialização da informação e à divulgação das ações de promoção da saúde.III – Pactuar e alocar recursos orçamentários e financeiros para a implementação desta Política. articulação e monitoramento e avaliação das ações de promoção da saúde nas secretarias estaduais de saúde. no âmbito estadual. XI – Definir ações de promoção da saúde intersetoriais e pluriinstitucionais de abrangência nacional que possam impactar positivamente nos indicadores de saúde da população. V – Manter articulação com municípios para apoio à implantação e supervisão das ações de promoção da saúde. e XV – Divulgação sistemática dos resultados do processo avaliativo das ações de promoção da saúde. VI – Viabilizar linhas de financiamento para a promoção da saúde dentro da política de educação permanente. X – Viabilizar linha de financiamento para promoção da saúde dentro da política de educação permanente. garantindo tecnologias adequadas. IV – Desenvolvimento de ações de acompanhamento e avaliação das ações de promoção da saúde para instrumentalização de processos de gestão. considerando a composição bipartite. bem como propor instrumentos de avaliação de desempenho. garantindo tecnologias adequadas. IV – Criar uma referência e/ou grupos matriciais responsáveis pelo planejamento. articulação e apoio a experiências de educação popular. VII – Adotar o processo de avaliação como parte do planejamento e implementação das iniciativas de promoção da saúde. II – Implementar as diretrizes da Política de Promoção da Saúde em consonância com as diretrizes definidas no âmbito nacional e as realidades loco-regionais. 11 . IX – Articular com os sistemas de informação existentes a inserção de ações voltadas a promoção da saúde no âmbito do SUS. bem como propor instrumento de avaliação de desempenho. Gestor estadual I – Divulgar a Política Nacional de Promoção da Saúde. XIV – Promoção de cooperação nacional e internacional referentes às experiências de promoção da saúde nos campos da atenção. III – Pactuar e alocar recursos orçamentários e financeiros para a implementação da Política. VII – Adotar o processo de avaliação como parte do planejamento e da implementação das iniciativas de promoção da saúde. referentes às ações de promoção da saúde.

da educação permanente e da pesquisa em saúde. articulação e apoio a experiências de educação popular. IV – Criar uma referência e/ou grupos matriciais responsáveis pelo planejamento. prioritariamente as que atuam na atenção básica. referentes às ações de promoção da saúde. XV – Promoção de cooperação referente às experiências de promoção da saúde nos campos da atenção. garantindo tecnologias adequadas. VI – Participação efetiva nas iniciativas dos gestores federal e estadual no que diz respeito à execução das ações locais de promoção da saúde e à produção de dados e informações fidedignas que qualifiquem a pesquisas nessa área. XIII – Promover articulação intersetorial para a efetivação da Política de Promoção da Saúde. informação e comunicação. no âmbito municipal. 12 . implementação. XIII – Identificação. XI – Estabelecer mecanismos para a qualificação dos profissionais do sistema local de saúde para desenvolver as ações de promoção da saúde. X – Viabilizar linha de financiamento para promoção da saúde dentro da política de educação permanente. bem como propor instrumento de avaliação de desempenho. XIV – Buscar parcerias governamentais e não-governamentais para potencializar a implementação das ações de promoção da saúde no âmbito do SUS. V – Adotar o processo de avaliação como parte do planejamento e da implementação das iniciativas de promoção da saúde. VII – Estabelecer instrumentos de gestão e indicadores para o acompanhamento e avaliação do impacto da implantação/implementação da Política. XV – Ênfase ao planejamento participativo envolvendo todos os setores do governo municipal e representantes da sociedade civil. III – Pactuar e alocar recursos orçamentários e financeiros para a implementação da Política de Promoção da Saúde. XII – Realização de oficinas de capacitação. por meio do respeito às diversas identidades culturais nos canais efetivos de participação no processo decisório. e avaliação das ações de promoção da saúde nas secretarias de municipais de saúde. VIII – Implantar estruturas adequadas para monitoramento e avaliação das iniciativas de promoção da saúde. II – Implementar as diretrizes da Política de Promoção da Saúde em consonância com as diretrizes definidas no âmbito nacional e as realidades locais. Gestor municipal I – Divulgar a Política Nacional de Promoção da Saúde. XIV – Elaboração de materiais de divulgação visando à socialização da informação e à divulgação das ações de promoção da saúde. XVI – Reforço da ação comunitária. envolvendo equipes multiprofissionais. XII – Buscar parcerias governamentais e não-governamentais para potencializar a implementação das ações de promoção da saúde no âmbito do SUS. e XVI – Divulgação sistemática dos resultados do processo avaliativo das ações de promoção da saúde. no qual os determinantes e condicionantes da saúde sejam instrumentos para formulação das ações de intervenção.XI – Promover articulação intersetorial para a efetivação da Política de Promoção da Saúde. articulação e monitoramento. IX – Implementar as diretrizes de capacitação e educação permanente em consonância com as realidades locais.

No âmbito da assistência. restauração. Brasil Sorridente Programa que busca melhorar a saúde bucal dos brasileiros. A quase totalidade era de procedimentos mais simples. a situação de adolescentes. Em 2003. informação e comunicação. a Política Brasil Sorridente propõe garantir as ações de promoção.3% dos atendimentos odontológicos feito no SUS correspondiam a tratamentos especializados. Na última década. Até o lançamento do Brasil Sorridente em 17 de março de 2004.XVII – Identificação. apenas 3. o Brasil avançou na prevenção de cáries em crianças. referentes às ações de promoção da saúde. E mesmo entre as crianças. da implantação de Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias). Nos anos 90. Nesse sentido. Isso se deve ao comprometimento do governo com a redução das desigualdades e com a construção de uma política de inclusão social. Ela está articulada a outras políticas de saúde e demais políticas públicas. voltadas para cidadãos de todas as idades. como principais linhas de ação. possibilitando o acesso a todas as faixas etárias e a oferta de mais serviços. A Política Nacional de Saúde Bucal apresenta.3bilhão. aplicação de flúor. foram investidos cerca de R$90 milhões em incentivos para a saúde bucal no saúde da Família. a reorganização da Atenção Básica (especialmente por meio da Estratégia Saúde da Família) e da Atenção Especializada (através. o Brasil avançou muito na prevenção e no controle da cárie em crianças. principalmente. pequenas cirurgias. Para mudar esse quadro. Ainda em 2004. problemas gengivais e dificuldades para conseguir atendimento odontológico persistem. mas. entendendo que esta é fundamental para a saúde geral e a qualidade de vida da população. de acordo com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). e XIX – Divulgação sistemática dos resultados do processo avaliativo das ações de promoção da saúde. articulação e apoio a experiências de educação popular. superando em R$40 milhões os investimentos do ano anterior. XVIII – Elaboração de materiais de divulgação visando à socialização da informação e à divulgação das ações de promoção da saúde. Pela primeira vez o Governo Federal criou uma política de saúde bucal para a população. assegurando atendimentos nos níveis secundário e terciário de modo a buscar a integralidade da atenção. a situação de adolescentes. a viabilização da adição de flúor a estações de tratamento de águas de abastecimento público. o governo federal criou a política Brasil sorridente. que reúne uma série de ações em saúde bucal. fundamentalmente. além da equidade e a universalização do acesso às ações e serviços públicos de saúde bucal. investimentos de mais de R$ 1. prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros. para a ampliação e qualificação da atenção básica. as diretrizes da Política Brasil Sorridente apontam. adultos e idosos permanece como foco especial de atenção. adultos e idosos está entre as piores do mundo. Contudo. como extração dentária. O Brasil Sorridente receberá até o final de 2006. o relatório do Tribunal de Contas da União apontou um crescimento de 45% 13 .

Em 2005. • Pulso rápido e fraco. com maior freqüência. O sucesso dessa luta também depende de você.nos atendimentos realizados. • Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo. os sintomas se manifestam normalmente do 3º ao 15º dia. O tempo médio de duração da doença é de cinco a seis dias. • Náuseas e vômitos. Combate à Dengue A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. • Perda do paladar e apetite. É só depois do período de incubação que os seguintes sintomas aparecem: • Febre alta com início súbito. principalmente no tórax e membros superiores. os recursos chegam a mais de R$400 milhões. • Sede excessiva e boca seca. • Tonturas. fria e úmida. • Dificuldade respiratória. • Pele pálida. • Muitas dores nos ossos e articulações. 14 . especialmente em países tropicais como o Brasil. • Sangramento pelo nariz. • Vômitos persistentes. • Dor atrás dos olhos. que piora com o movimento deles. • Perda de consciência. • Dor de cabeça. fato jamais registrado anteriormente. • Sonolência. A diferença ocorre. • Moleza e dor no corpo. Os sintomas da dengue hemorrágica no início da doença são os mesmos da dengue comum. agitação e confusão mental. Fique alerta aos sintomas da dengue: Depois da picada do mosquito com o vírus. Conheça as ações do ministério para o controle da doença. • Extremo cansaço. Esse período é chamado de incubação. boca e gengivas. quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alarme: • Dores abdominais fortes e contínuas.

Também estão disponíveis dados sobre 15 . entre outros.SAMU192 Prestar socorro à população em casos de urgência é a finalidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência. Farmácia Popular do Brasil O Governo Federal criou em junho de 2004 o Programa Farmácia Popular do Brasil para ampliar o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais. A ligação é gratuita. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência . do Ministério da Saúde. O socorro é feito após chamada para o telefone 192. São medicamentos contra diabetes e hipertensão. ORIENTAÇÃO E PREVENÇÃO A Seguir você encontrará informações sobre como ter uma vida saudável e manter hábitos de promoção e proteção da sua saúde. em um sistema de co-pagamento conhecido como "Aqui tem Farmácia Popular". o quadro clínico se agrava rapidamente. apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque. Doação de Órgãos Conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos é uma das ações do Ministério da Saúde. O Programa possui uma rede própria de Farmácias Populares e a parceria com farmácias e drogarias da rede privada.Na dengue hemorrágica. podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. Participe desta mobilização e ajude pessoas que aguardam uma nobre atitude de doação para sobreviver.

algumas doenças. Por ser um fator ligado diretamente à saúde das pessoas. Os propósitos da política são: • Garantir a qualidade dos alimentos colocados para o consumo no País. o Ministério da Saúde tem o compromisso de zelar pela alimentação dos brasileiros e. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que. • Promover práticas alimentares saudáveis. • Prevenir e controlar os distúrbios nutricionais. Navegue e saiba o que o Governo Federal. Aids Desde 1996. houve um aumento na sobrevida e uma melhora na qualidade de vida dos portadores do HIV. é responsável pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Alimentação Saudável Uma boa alimentação é sinônimo de uma vida saudável. tem feito para promover a sua saúde e de seus familiares. bem como políticas e ações do Ministério da Saúde para o controle das mesmas. 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. Tabagismo Os números do tabagismo no mundo são alarmantes. Conheça o site da Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e obtenha detalhe s sobre o assunto! Vacinação 16 . com a distribuição gratuita de medicamentos aos brasileiros em tratamento contra a aids. para isso. por meio do ministério. a cada dia.

142/1990. esse número aumente para 380 milhões. Outro resultado de destaque é a ausência de registros da paralisia infantil há 14 anos e do sarampo há três. a pessoa passa a ter proteção (anticorpo) e torna-se imunizado. Ao se vacinar. quando for constatada a morte encefálica do paciente. Assim. Leia mais sobre o programa. Criado em 1973. pâncreas e medula óssea. rim.211/2001). Toda a política de transplante está em sintonia com as Leis nº 8. Basta que a sua família esteja ciente da sua vontade. que regem o funcionamento do SUS. rubéola e febre amarela. tuberculose. Com o objetivo de promover a vacinação da população brasileira e assim diminuir. Para ser um doador. é a vacinação. entre outras. DIABETES O diabetes já afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo. o Ministério da Saúde. 17 . não é necessário fazer nenhum documento por escrito. por meio das Centrais Estaduais de Transplantes. Transplantes O Brasil possui hoje um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. até 2025. principalmente de mulheres em idade fértil e de idosos a partir de 60 anos de idade. tendo como diretrizes a gratuidade da doação. várias doenças no território brasileiro. A política Nacional de Transplantes A política Nacional de Transplantes de órgãos e tecidos está fundamentada na Legislação (Lei nº 9. Além da imunização de crianças.080/1990 e nº 8. o PNI contribuiu de forma significativa para a erradicação da febre amarela urbana e da varíola no Brasil. por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde. mantém o Programa Nacional de Imunizações (PNI). como poliomielite (paralisia infantil).434/1997 e Lei nº 10. Lembre-se que alguns órgãos podem ser doados em vida. São eles: fígado. A estimativa é de que. o PNI também prevê a vacinação de adultos. Com 548 estabelecimentos de saúde e 1. o Sistema Nacional de Transplantes está presente em 25 estados do país. uma ou mais partes do corpo que estiverem em condições de serem aproveitadas poderão ajudar a salvar as vidas de outras pessoas.A maneira mais eficaz de se prevenir contra diversas doenças.376 equipes médicas autorizados a realizar transplantes. ou até mesmo erradicar. a beneficência em relação aos receptores e não maleficência em relação aos doadores vivos. Estabelece também garantias e direitos aos pacientes que necessitam destes procedimentos e regula toda a rede assistencial através de autorizações e reautorizações de funcionamento de equipes e instituições.

Na impossibilidade de construir um índice único. por meio do cuidado integral a esse agravo de forma resolutiva e com qualidade. financiadas e executadas pelos gestores dos três níveis de governo: federal. ou num mesmo país numa série temporal. Segurança social 12. capacitação de profissionais de saúde. assistência farmacêutica com fornecimento gratuito dos medicamentos essenciais. Saúde.000 portadores cadastrados e acompanhados na rede básica do SUS. sobretudo por meio da rede básica de Saúde. Transporte 8. O Ministério da Saúde vêm implementando diversas estratégias de saúde pública. programa informatizado de cadastro e acompanhamento de portadores de Diabetes e Hipertensão na rede básica de saúde. A ênfase na rede básica se dá através de protocolos clínicos. estadual e municipal. Condições de trabalho 5. incluindo saneamento e instalações domésticas 9. É importante destacar a ampliação do acesso aos serviços de saúde dos portadores de diabetes por meio das equipes da Estratégia Saúde da Família. Essa questão tem sido muito estudada internacionalmente. INDICADORES DE SAÚDE . incluindo condições demográficas 2. O reconhecimento desse impacto crescente vem determinando a necessidade dos serviços públicos de saúde se estruturarem adequada e criativamente para conseguir enfrentar o problema com eficácia e eficiência. nos anos 50. Situação de emprego 6. diagnóstico. Moradia. prevenção. As ações de assistência são. vigilância e assistência farmacêutica. pela necessidade de comparar níveis de vida entre diferentes países. Vestuário 10. além de ter alto custo social e financeiro para a sociedade e os sistemas de saúde. Liberdade humana 18 . economicamente eficazes. na maioria. O Sistema Único de Saúde (SUS) possui um conjunto de ações de promoção de saúde.ASPECTOS CONCEITUAIS Uma das grandes dificuldades do profissional de saúde é medir o padrão de vida. capacitação de profissionais. aponta cerca de 1. um Comitê para definir os métodos mais satisfatórios para definir e avaliar o nível de vida. incluindo alfabetização e ensino técnico 4.POLÍTICA DE ATENÇÃO AO DIABETES NO SUS O diabetes representa um alto índice de morte e incidência da doença. para prevenir o diabetes e suas complicações. o Comitê sugeriu que fossem considerados separadamente 12 componentes passíveis de quantificação: 1. incluindo as insulinas NPH e Regular e também pelo fornecimento de insumos para auto-monitoramento da glicemia capilar (lancetas e seringas para aplicação de insulina). ou nível de vida.900. executadas nos municípios. além de pesquisas voltadas para o cuidado ao diabetes. Consumo e economia gerais 7. Educação. O SIS-Hiperdia. Alimentos e nutrição 3. da população com a qual trabalha. tratamento. A Organização Mundial da Saúde formou. São ações pactuadas. Recreação 11.

nos indicadores de “Saúde.142 de 28 de Dezembro de 1990 – Art. entre outras. seus órgãos e entidades. consulta de pagamentos e mais informações sobre a gestão financeira dos recursos do SUS. de 28 de dezembro de 1990.° 8. da administração direta e indireta. porém. Pacto pela Saúde A implementação do Pacto pela Saúde se dá pela adesão de Municípios.FNS serão alocados como: I . Lei Nº 8. as despesas do Ministério da Saúde. 2º Art. 19 .despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde. convênios. Básica. na busca da explicação de uma dada situação de saúde.Os recursos do Fundo Nacional de Saúde . O TCG substitui os processos de habilitação das várias formas de gestão anteriormente vigentes e estabelece metas e compromissos para cada ente da federação.investimentos previstos em Lei orçamentária. As formas de transferência dos recursos federais para estados e municípios também foram modificadas pelo Pacto pela Saúde. Tem como missão "contribuir para o fortalecimento da cidadania. Estados e Distrito Federal. dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). à cobertura assistencial ambulatorial e hospitalar e às demais ações de saúde. Estados e União ao Termo de Compromisso de Gestão (TCG). Fundo Nacional de Saúde O Fundo Nacional de Saúde (FNS) é o gestor financeiro. Média e Alta Complexidade da Assistência. como a evolução do nível de emprego. assim. nos termos do artigo 2. substituindo. de seus órgãos e entidades da administração indireta.Assim. 2º. o controle das doenças emergentes e endemias (como dengue e hanseníase) e a redução da mortalidade por câncer de colo de útero e da mama. Os recursos destinam-se a prover. mediante a melhoria contínua do financiamento das ações de saúde". Vamos nos deter. Entre as prioridades definidas estão a redução da mortalidade infantil e materna. IV . passando a ser integradas em cinco grandes blocos de financiamento (Atenção. a renda média do trabalhador. ou o consumo de energia elétrica. vale reconhecer a importância.cobertura da ações e serviços de saúde a serem implementados pelos Municípios. Parágrafo único. sendo renovado anualmente.investimentos previstos no Plano Quinquenal do Ministério da Saúde. na esfera federal. III . II . bem como as despesas de transferência para a cobertura de ações e serviços de saúde a serem executados pelos Municípios. incluindo condições demográficas”.° da lei n. Vigilância em Saúde.142. Acesse programas. Estados e Distrito Federal. Assistência Farmacêutica e Gestão do SUS). as mais de cem "caixinhas" que eram utilizadas para essa finalidade. Os recursos referidos no inciso IV deste artigo destinar-se-ão a investimentos na rede de serviços. de iniciativa do Poder Legislativo e aprovados pelo Congresso Nacional. de recorrer a indicadores intersetoriais.

14 traz o protocolo de prevenção clinica de doença cardiovascular e cerebrovascular e renal crônica. • Os municípios possuem secretarias específicas para a gestão de saúde. de 2006. Nefrologia e de Medicina de Família e Comunidade. Rigorosamente baseada em evidências científicas atuais. A Vigilância Epidemiológica no Brasil Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8. a vigilância epidemiológica é "o conjunto de atividades que permite reunir a informação indispensável para conhecer. o gestor municipal assina um termo de compromisso para assumir integralmente as ações e serviços de seu território. levando em consideração a soma dos pontos obtidos do 20 . teve a contribuição efetiva de membros do Ministério da Saúde e demais profissionais com reconhecido saber científico. bem como detectar ou prever alterações de seus fatores condicionantes. respeitando a normatização federal e o planejamento estadual. sobre bases firmes. sejam eles a hipertensão o colesterol elevado ou mesmo o diabetes. Hipertensão. • Ele coordena e planeja o SUS em nível municipal. • A partir do Pacto pela Saúde. da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e das Sociedades de Especialidades Médicas da área. O Caderno de Atenção Básica nº. as medidas indicadas e eficientes que levem à prevenção e ao controle de determinadas doenças". Esta é a primeira iniciativa brasileira de ação para a prevenção das doenças cardiovasculares e renais crônicas em larga escala no Brasil. o comportamento ou história natural das doenças. além da Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes. representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na avaliação clínica de uma pessoa. É importante avaliar o risco global da pessoa desenvolver doenças cardiovasculares em 10 anos. a qualquer momento.Responsabilidade do Governo Municipal na Área de Saúde • A estratégia adotada no país reconhece o município como o principal responsável pela saúde de sua população.080/90). como as de Cardiologia. • Pode estabelecer parcerias com outros municípios para garantir o atendimento pleno de sua população. com o fim de recomendar oportunamente. Diabetes. para procedimentos de complexidade que estejam acima daqueles que pode oferecer. O risco global de uma pessoa identifica aquela que tem potencial para desenvolver doenças cardiovasculares antes mesmo dos primeiros sintomas. Endocrinologia e Metabologia. • O gestor municipal deve aplicar recursos próprios e os repassados pela União e pelo estado. • O município formula suas próprias políticas de saúde e também é um dos parceiros para a aplicação de políticas nacionais e estaduais de saúde. A Política institui no SUS a prevenção baseada no conceito de risco cardiovascular global. não deve apenas ser identificado e tratado um agravo ou fatores de risco isolados.

muito deles fatais. interrupção do tabagismo. 21 . A terapia comunitária é um exercício permanente de inclusão e valorização das diferenças. sociais e comunitários. da pressão arterial e das taxas de colesterol (LDL-C e HDL-C). o paciente pode ser considerado de Risco Baixo. no estado de Massachusetts. A partir do risco calculado através do escore. O Projeto da Terapia Comunitária na Atenção Básica Terapia Comunitária A Terapia Comunitária é um instrumento que permite construir redes sociais solidárias de promoção da vida e mobilização dos recursos e das competências dos indivíduos.Tem evidência científica comprovada e é largamente utilizado em todo o mundo. Faz parte ainda do processo terapêutico o desenvolvimento de Educação em Saúde para os usuários e a comunidade que favorecem a adesão ao tratamento e dão suporte a mudanças de estilo de vida que possibilitam redução ou até reversão do quadro e melhor qualidade de vida. restauração da auto-estima e da identidade cultural dos diversos contextos familiares. a partir da idade. Médio e Alto para desenvolver doenças cardiovasculares em 10 anos. famílias e comunidades. como o Brasil. são recomendadas medidas adequadas para o nível de risco estimado que incluam mudanças na alimentação. A partir da identificação de risco. O levantamento realizado sobre o impacto da TC demonstrou que 89 % dos participantes tiveram suas demandas atendidas nas práticas da terapia comunitárias. O Projeto objetiva capacitar os profissionais da atenção básica na metodologia da TC para que possam utilizá-la em sua atuação nas comunidades uma vez que são esses profissionais que primeiro recebem e contatam com os problemas dessas populações. da presença do diabetes e prática do tabagismo. evitando o sofrimento pessoal e familiar e reduzindo custos pra o sistema de saúde e a sociedade. Escore de Framingham (Revisado) O Escore de Framingham foi desenvolvido a partir de um estudo populacional longitudinal conduzido por pesquisadores norte-americanos na cidade de mesmo nome. a aplicação do Escore na Atenção Básica permitirá o diagnóstico precoce de pessoas em risco. identificando as medidas terapêuticas que poderão ser eficazes no tratamento e evitando a ocorrência de eventos cardiovasculares. Em um país com dimensões continentais. A Terapia Comunitária tem se revelado para os gestores de saúde e comunidade um instrumento de grande valor estratégico. combate ao sedentarismo e nos casos de risco elevado.conjunto de riscos ao qual ela está submetida. A TC funciona como fomentadora da cidadania. Favorece a promoção e prevenção da saúde e a reinserção social uma vez que propicia a expressão dos sofrimentos vivenciados nas várias dimensões da vida e que afetam diretamente a saúde das pessoas. a equipe de saúde deve prescrever determinados medicamentos. respondendo dentro deste universo a importantes diretrizes como equidade e universalidade: grandes fontes de inclusão e cidadania. uma preciosidade rumo à efetivação do Sistema Único de Saúde. institucionais. não sendo necessário o encaminhamento para outras instâncias de atendimento. Para avaliar o risco global foi adotado o Escore de Framingham.

para a publicação desta política.NASF A Atenção Primária à Saúde é complexa e demanda uma intervenção ampla em diversos aspectos para que se possa ter efeito positivo sobre a qualidade de vida da população. eficaz e resolutiva. partidos englobando agentes comunitários de saúde. além da coordenação da assistência dentro do próprio sistema. além dos processos de territorialização e regionalização. Formação de vínculos. as competências necessárias para promover as redes de apoio social na atenção primária da saúde. a Política Nacional de Assistência Farmacêutica e a Política Nacional da Pessoa Idosa. incentiva a coresponsabilidade na busca de novas alternativas existenciais e promove mudanças fundamentadas em três atitudes básicas: 1. As Equipes de Saúde da Família (ESF) caracterizam-se por serem a porta de entrada de um sistema hierarquizado. A terapia comunitária vem se inserindo na área da saúde congregando os mais diferentes atores sociais de diferentes classes sociais. Núcleo de Apoio à Saúde da Família . psicólogos. fisioterapeutas. profissões.NASF. assistentes sociais. raças. por meios de módulos teóricos e práticos. Empoderamento das pessoas. Republicada em 04 de Março de 2008. para atuarem em parceria com os profissionais das Equipes Saúde 22 . O NASF deve ser constituído por equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento.A Terapia Comunitária e suas ações complementares. da orientação e participação comunitária e da competência cultural dos profissionais (STARFIELD. Desta forma. o Ministério da Saúde criou o Núcleo de Apoio à Saúde da Família . e a coordenação da atenção dentro do sistema. 2004). e 3. caracterizando-se. de 24 de Janeiro de 2008. da atenção centrada na família. de forma a ampliar a resolutividade desse nível de atenção. principalmente. são definidos os quatro atributos essenciais da atenção primária à saúde: o acesso de primeiro contato do indivíduo com o sistema de saúde. pela continuidade e integralidade da atenção. a continuidade e a integralidade da atenção. numa prática de ação conjunta e complementar. É definida como o primeiro contato na rede assistencial dentro do sistema de saúde. A Política Nacional de Integração da Pessoa com Deficiência. com ênfase no fortalecimento da estratégia Saúde da Família. O Projeto O Projeto de Implantação da Terapia Comunitária e Ações Complementares na Rede de Assistência à Saúde do SUS pretendem desenvolver nos profissionais da área da saúde. O Ministério.. necessita de um conjunto de saberes para ser eficiente. regionalizado de saúde e vem provocando um importante movimento de reorientação do modelo de atenção à saúde no SUS. considerou diversos aspectos tais como: A Política Nacional de Atenção Básica. sociólogos. A Política Nacional de Saúde da Criança e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Visando apoiar a inserção da Estratégia Saúde da Família na rede de serviços e ampliar a abrangência e o escopo das ações da Atenção Primaria bem como sua resolubilidade. com a Portaria GM nº 154. A Política Nacional de Alimentação e Nutrição. A Política Nacional de Promoção da Saúde. 2. Acolhimento respeitoso. A proposta prevê capacitar os profissionais da rede básica no sentido de prepará-los para lidar com os sofrimentos e demandas psicossociais. profissionais da ESF. A Política Nacional de Medicamentos. credos.

serviço social. o controle social. a intersetorialidade. Médico Acupunturista. orientações. etc -. Fisioterapeuta. trabalhos com grupos vulneráveis). Organização do processo de trabalho. A definição dos profissionais que irão compor os núcleos é de responsabilidade dos gestores municipais. Assistente Social. Fisioterapeuta. atendimentos em conjuntos). no máximo. que se pretende. por exemplo. Nutricionista. gestão compartilhada e apoio à coordenação do cuidado. capacitação e responsabilidades mútuas (estudo/ discussão de casos/situações. enfrentamento da violência. Farmacêutico. nos territórios de sua responsabilidade. vinculado a no mínimo 03 Equipes Saúde da Família. Terapeuta Ocupacional. Médico Homeopata. Médico Ginecologista. A equipe do NASF e as equipes da saúde da família criarão espaços de discussões para gestão do cuidado. no mínimo. O NASF está dividido em oito áreas estratégicas sendo elas: atividade física/praticas corporais. saúde da mulher e assistência farmacêutica. Médico Pediatra. ações focadas na inclusão social. fica vedada a implantação das duas modalidades de forma concomitante nos Municípios e no Distrito Federal. educação popular em saúde. reabilitação. (Atendimento individual em situações extremamente necessária pelo NASF). Nutricionista. com troca de saberes. equipamentos da assistência social. Fonoaudiólogo. cada NASF 1 poderá realizar suas atividades vinculado a. Psicólogo. Desta maneira. Existem duas modalidades de NASF: o NASF 1 que deverá ser composto por no mínimo cinco das profissões de nível superior (Psicólogo. organização em rede intersetorial para a equidade e cidadania . o NASF não se constitui porta de entrada do sistema para os usuários.000 habitantes dos Estados da Região Norte. sendo desenvolvidas de forma articulada com a ESF e outros setores públicos (exemplos: educação permanente. práticas integrativas e complementares. Como. seguindo os critérios de prioridade identificados a partir das necessidades locais e da disponibilidade de profissionais de cada uma das diferentes ocupações. potencialização do uso de espaços públicos de convivência. • Encaminhamento de usuários/famílias para o Núcleo pela equipe de saúde da família. o território. a promoção da saúde e a humanização. creches. compartilhando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade das ESF no qual o NASF está cadastrado. nos Municípios com menos de 100. Excepcionalmente. a integralidade.escolas. 5 (cinco) equipes de Saúde da Família. • Ações comuns nos territórios de responsabilidade do NASF. alimentação e nutrição. uma discussão a priori entre os profissionais responsáveis pelo caso. referido às ESF que a ele se vinculam e fazem a gestão do cuidado. e Médico Psiquiatra) vinculado de 08 a 20 Equipes Saúde da Família e o NASF 2 que deverá ser composto por no mínimo três profissionais de nível superior de ocupações não-coincidentes (Assistente Social.da Família. e a. 23 . reuniões e atendimentos conjuntos constituindo processo de aprendizado coletivo. Profissional da Educação Física. planejamento integrado. Fonoaudiólogo. saúde mental. pela saúde da família da família. priorizando: • Atendimento compartilhado para uma intervenção interdisciplinar. Profissional de Educação Física. saúde da criança/ do adolescente e do jovem. e Terapeuta Ocupacional). Tem como responsabilidade central atuar e reforçar 8 diretrizes na atenção à saúde: a interdisciplinaridade. sendo realizada. a educação permanente em saúde. mas apoio às equipes de saúde da família e tem como eixos a responsabilização. necessariamente. Farmacêutico. a 20 (vinte) equipes de Saúde da Família.

Processos/Estratégias de Monitoramento e Avaliação Sistema de Informação da Atenção Básica . Avaliação da Atenção Básica Para a Coordenação de Acompanhamento e Avaliação da Atenção Básica (CAA/DAB). a CAA entende que é papel do Gestor Federal ser indutor da institucionalização da avaliação nas três esferas de governo e estabeleceu como eixo estruturador em sua missão: fomentar/consolidar a cultura avaliativa nas três instâncias de gestão do SUS. situação de saúde. Atualmente.PACTO-AB O Pacto-AB constitui-se em um instrumento formal de negociação entre gestores das três instâncias de governo (municipal. O NASF insere-se neste sistema buscando tanto o aumento de sua resolutividade quanto de sua capacidade de compartilhar e fazer a coordenação do cuidado compartilhando esses desafios com as ESF. encontra-se em reformulação visando abranger toda a atenção básica. a serem desenvolvidas em conjunto com as ESF e com a comunidade. para tomada de decisões e formação dos sujeitos envolvidos nos processos. condições de moradia e saneamento. estadual e federal) tomando como objeto de negociação metas a serem alcançadas em relação a indicadores de saúde previamente acordados e traduz um esforço crescente de buscar indicadores mais representativos e robustos para a avaliação da atenção básica.No que se refere a atuação dos profissionais. Com essa missão. produção e composição das equipes de saúde. Pacto de Indicadores da Atenção Básica . é o principal instrumento de monitoramento das ações dos Programas Saúde da Família e de Agentes Comunitários e. O Pacto de Indicadores da Atenção Básica constituiu-se um instrumento de referência para o monitoramento e avaliação das ações desenvolvidas no âmbito da atenção básica 24 . contribuindo para que os processos avaliativos sejam incorporados às práticas dos serviços de saúde e possam ter caráter subsidiário do planejamento. avaliar a incorporação de novas práticas sanitárias na rotina de profissionais e mensurar o impacto das ações implementadas pelos serviços e programas sobre o estado de saúde da população. entre estes estão a ampliação progressiva de sua cobertura populacional e sua integração à rede assistencial.SIAB Por meio do SIAB obtêm-se informações sobre cadastros de famílias. À atenção primária à saúde colocam-se alguns desafios. Diante disso. a Coordenação sinaliza o papel que assume em descentralizar e consolidar a avaliação como importante ferramenta de gestão nas três esferas de governo. a Avaliação em Saúde tem como propósito fundamental dar suporte a todo processo decisório no âmbito do Sistema de Saúde e por isso deve subsidiar a identificação de problemas e a reorientação de ações e serviços desenvolvidos. potencializando a utilização de instrumentos de gestão como o Pacto de Indicadores e o Sistema de Informação da Atenção Básica. esta será realizada de forma ampla com ações especificas por áreas estratégicas e ações comuns de responsabilidade de todos os profissionais.

dentre outras. essa construção foi concretizada. de moradia. o Ministério da Saúde buscou dinamizar o processo de pactuação. condições de trabalho. d) estimular um processo críticoreflexivo de negociação de metas e análise de resultados. O novo Pacto pressupõe a assinatura de um Termo de Compromisso de Gestão e institui a unificação do processo de pactuação de indicadores anteriormente integrantes do Pacto da Atenção Básica e da Programação Pactuada e Integrada da Vigilância em Saúde. movimentos sociais. Uma nova reformulação foi realizada para o Pacto de 2006. 2001 e 2002 as alterações foram anuais. ambiente. uma vez que podem ser acessados na internet. c) estimular diálogo entre os gestores. programação e pactuação existentes no âmbito do SUS. com proposições tripartites. educação. iniciou-se o debate em torno de um pacto unificado. de alimentação. Como fruto da necessidade de se criar estratégias mais efetivas de articulação e integração entre os diversos instrumentos de planejamento. A relação dos indicadores do Pacto pela Saúde bem como os fluxos e rotinas de pactuação encontram-se na Portaria nº 91/GM de 10/01/07 POLÍTICA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA SAÚDE As condições de trabalho. 25 . produzir a gestão compartilhada entre usuários. no Pacto pela Saúde que estabelece novas formas de relação e negociação entre gestores do SUS. Durante os anos de 1999. acesso a bens e serviços essenciais. Entre 2003 e 2005 o conjunto manteve-se inalterado. Seu principal objetivo é promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidade e riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver. A relação dos indicadores de cada Pacto está disponível para consulta no site da Coordenação de Acompanhamento e Avaliação da Atenção Básica. Tornou-se um importante mecanismo para direcionamento de esforços em relação às metas desejáveis de serem alcançadas pelas três esferas de governo no SUS por meio do processo de pactuação. e) articular o pacto com outros instrumentos de programação e pactuação existentes e f) promover a melhoria do conhecimento e utilização das informações dos Sistemas de Saúde. No histórico de sua existência o conjunto de indicadores sofreu muitas mudanças. Também tem como objetivo mais genérico. adotou algumas estratégias importantes para qualificar a negociação de metas que incluiu: a) tornar o processo mais participativo no âmbito das três esferas de gestão do SUS. 2000. Esse Pacto tem sido firmado por todas as unidades federadas e por um número de municípios cada vez maior. A Promoção da Saúde é uma das estratégias do setor saúde para buscar a melhoria da qualidade de vida da população. habitação. dá diretrizes e aponta estratégias de organização das ações de promoção da saúde nos três níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir a integralidade do cuidado. trabalhadores do setor sanitário e de outros setores. garantindo envolvimento de áreas estratégicas. com o objetivo de facilitar o acompanhamento da evolução destes por parte de gestores das três esferas de governo.em todo território nacional. Após um longo processo de discussão. produzindo autonomia e co-responsabilidade. determinam nossa maior ou menor saúde. atingindo a marca dos 100% desde 2004. Nos anos 2003 a 2006. Com esse intuito. A Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). De 1999 até 2006 houve um avanço na questão da disponibilidade de informações referentes aos indicadores. aprovada em 30 de março de 2006. b) subsidiar gestores na definição de políticas e planejamento de ações no âmbito da atenção básica e demais níveis de atenção a partir do monitoramento e análise dos indicadores. do meio ambiente e de lazer. em fevereiro de 2006. lazer. cultura. no ano de 2004.

desafiando a proposição de uma ação transversal. tem-se como focos a criação de ambientes favoráveis. nacional e mundial. As ações da área têm como enfoque prioritário o resgate de hábitos e práticas alimentares regionais que valorizem a produção e o consumo de alimentos locais de baixo custo e elevado valor nutritivo. hipertensão. hipovitaminose A. Atividade Física e Saúde. integrada e intersetorial. câncer. entre outras. A promoção de práticas alimentares e estilos de vida saudáveis corresponde a uma das diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) e também se insere como um dos eixos estratégicos da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). ao considerar a ampliação e qualificação das ações de promoção nos três níveis de complexidade. A PNPS reforça ainda as recomendações da Estratégia Global para a Promoção da Alimentação Saudável. diabetes. tais como anemia.Promoção da Alimentação Saudável A Promoção da Alimentação Saudável (PAS) é uma das linhas de trabalho da Coordenação Geral da Política Nacional de Alimentação e Nutrição e tem como objetivo apoiar os estados e municípios brasileiros no desenvolvimento de ações e abordagens para a promoção da saúde e a prevenção de doenças relacionadas à alimentação e nutrição. Nesse sentido. obesidade. desde os primeiros anos de vida até a idade adulta e velhice. bem como padrões alimentares mais variados. que tem como meta geral a promoção e proteção à saúde mediante ações sustentáveis em nível comunitário. o desenvolvimento de 26 . desnutrição. distúrbios por deficiência de iodo (DDIs). com apoio a modos de vida saudáveis e com a participação dos profissionais de saúde e de outros setores pertinentes. Diferentes ações têm sido pensadas no sentido de estimular a autonomia das pessoas para a escolha e favorecer a adoção de práticas alimentares (e de vida) saudáveis.

como cereais de preferência integrais. Doenças cardiovasculares e câncer. O guia também está baseado na preocupação com relação deficiências de ferro e vitamina A. Quais são as diretrizes e objetivos do Guia Alimentar Diretriz Recomendação por dia Objetivos Estimular o convívio familiar nas refeições cotidianas. Baseado no cenário epidemiológico atual (transição epidemiológica e nutricional). alguns tipos de câncer. o guia tem o propósito de contribuir para a orientação de práticas alimentares que visem a promoção da saúde e a prevenção de doenças relacionadas à alimentação. nas evidências científicas bem como na responsabilidade governamental em promover a saúde e incorporar as sugestões da Estratégia Global da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conheça o Guia Alimentar para a População Brasileira O Guia Alimentar é um instrumento oficial que define as diretrizes alimentares para serem utilizadas na orientação de escolhas mais saudáveis de alimentos pela população brasileira. Hipertensão. tubérculos e raízes 6 porções (confira alguns exemplos de porção) Orientar o consumo de alimentos ricos em carboidratos complexos (amido). As doenças conhecidas como Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são: Diabetes Mellitus. 1 Alimentos saudáveis e as refeições - Desestimular "pular" as refeições Valorizar todos os grupos de alimentos para refeições variadas e coloridas 2 Cereais.habilidades pessoais e empoderamento. Proteger as pessoas contra o excesso de peso e obesidade. 27 . eixos nos quais são desenvolvidas as ações da área. bem com o aumento da resistência imunológica relacionadas com as doenças infecciosas. para garantir 45% a 65% da energia total diária de alimentação. tubérculos e raízes. Obesidade. pois uma alimentação rica em carboidratos possivelmente terá menor quantidade de gorduras e menos açúcar. a mobilização e a participação social.

legumes e verduras (confira alguns que são fonte da maior parte de vitaminas e exemplos de porção) minerais necessários ao organismo. Informar sobre a grande variedade desses alimentos disponíveis em todas as regiões do País e incentivar diferentes modos de preparo destes alimentos para valorizar o sabor.e sal (máximo (confira alguns de 5g/dia) para diminuir o risco de ocorrência de exemplos de porção) obesidade. açucares e sal Orientar quanto a diminuição redução do 1 porção consumo de gorduras e açúcares . desde que consumidos com moderação. hipertensão arterial. 7 Água 2 litros Incentivar o consumo de água independente dos outros líquidos já que a mesma desempenha 28 . que quando combinado com o arroz. 5 Leite e derivados. na proporção de 1 parte de feijão para 2 partes de arroz. derivados (confira alguns exemplos de porção) Orientar o consumo de carnes e peixes já que são boas fontes de todos os aminoácidos essenciais.Diminuir o risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis e manter o peso adequado. além de serem ovos fontes importantes de ferro e vitamina B12. cálcio e outros minerais. diabetes. substância química que compõe as proteínas. carnes e ovos Garantir uma alimentação saudável por meio dos alimentos de origem animal que são 3 porções de leite e nutritivos. necessárias para o crescimento e a 1 porção de carne e manutenção do corpo humano. 6 Gorduras. (confira alguns exemplos de porção) Orientar o consumo de leite como uma fonte importante de riboflavina (B2) e principal fonte de cálcio na alimentação. Aumentar a resistência contra doenças nutricionais. legumes e 3 verduras Feijões e outros 1 porção 4 alimentos vegetais ricos (confira alguns em proteínas exemplos de porção) Orientar e estimular o consumo de feijão. Aumentar a resistência contra infecções por 3 porções meio do consumo de frutas. Frutas. vitaminas do complexo B. fornecem uma fonte completa de proteínas para o ser humano. colesterol e doenças cardiovasculares. ferro. já que os feijões contêm carboidratos complexos e é rico em fibra alimentar. por meio do consumo de pelo menos 400 g/dia de frutas. legumes e verduras.

Obesidade e suas conseqüências como um problema de Saúde Pública Apresentação O conhecimento da composição dos alimentos consumidos no Brasil é fundamental para alcançar a segurança alimentar e nutricional no País. A construção de uma tabela de composição de alimentos é um importante instrumento nacional para a realização de um grande número de ações de alimentação e nutrição em diversos setores como o agrícola. E ainda duas diretrizes especiais: Abordar maneira integrada a promoção da alimentação saudável e o Diretriz Especial 1 . proporcionando dados de grande número de nutrientes dos alimentos de base genuinamente nacionais. Com isso pode apoiar a realização de políticas públicas e serviços de proteção a população. incluindo práticas de higiene que devem ser adotadas a fim de garantir a qualidade sanitária dos alimentos.Atividade incentivo à prática regular de atividade física e orientar sobre o Física equilíbrio entre o consumo alimentar e o gasto energético para manutenção do peso saudável. seguindo metodologias reconhecidas internacionalmente e disponibilizadas à comunidade científica por meio de publicações em periódicos e eventos internacionais como também a população como um todo através da divulgação em meio eletrônico de domínio público (internet). formação e pesquisa. como também programas de educação e orientação nutricional de indivíduos ou populações. ambiente e da biodiversidade. Diretriz Especial 2 Qualidade Sanitária dos Alimentos Orientar sobre as medidas preventivas e de controle. É uma iniciativa ímpar. executada pelo NEPA/UNICAMP. Com esse enfoque o projeto Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) tem como objetivo construir uma base de dados com a composição nutricional dos alimentos nacionais e de preparações típicas regionais.papel fundamental na regulação de muitas funções vitais ao organismo. o trabalho procura estabelecer a representatividade do consumo médio da população brasileira. 29 . Histórico O projeto da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos vem sendo desenvolvido desde 1996 com a proposta de construir um banco de dados com informações analíticas sobre alimentos coletados em território nacional. indústria. obtidos com critérios internacionais de análise.

a biodiversidade. a biodiversidade. do II Workshop Internacional. Fase IV A quarta fase do Projeto TACO está sendo executada simultaneamente a terceira fase. o projeto TACO realizou até o momento a análise da composição de 454 alimentos brasileiros analisados em laboratórios nacionais.Desenvolvido até o presente momento com o apoio do Ministério da Saúde e demais parceiros. financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome . Elaboração do plano amostral e coleta de alimentos.EIC. a política de segurança alimentar e nutricional. Estabelecimento da metodologia analítica e protocolo para as determinações de interesse considerando as recomendações do INFOODS. Elaboração de relatório sobre as implicações e difusão da Tabela em diferentes setores. Fase I A primeira fase do projeto TACO ocorreu no período de 1996 a 1998 e desde então conta com o apoio do Ministério da Saúde. Realização da análise de 198 alimentos pelos laboratórios credenciados. Os objetivos alcançados foram: Realização do I Workshop "Tabela Brasileirade Composição de Alimentos .br/nepa/taco. Ressalta-se que esta iniciativa é a primeira da América Latina e é referendada em Congressos Nacionais e Internacionais.MDS. de 19 de janeiro de 2007). a educação escolar e a nutrição clínica. Identificação dos alimentos. contempla a análise de cerca de 200 alimentos. em Campinas. Fase II A segunda fase do projeto TACO. a comunicação científica. a educação nutricional. Realização de Workshop em Brasília com a participação de pesquisadores. continuou com o apoio do Ministério da Saúde e foram realizadas as seguintes etapas: Realização. Os objetivos propostos para esta fase são: Analise de mais 200 alimentos. Fase III A terceira fase do Projeto TACO com início em dezembro de 2003. atuais parceiros e demais participantes onde foi possível apresentar as etapas realizadas do projeto e discutir propostas de ampliação. a educação escolar e a nutrição clínica. Elaboração de relatório sobre as implicações e difusão da Tabela em diferentes setores. a política de segurança alimentar e nutricional. Identificação dos laboratórios públicos por meio do Estudo Interlaboratorial Colaborativo . Contempla a análise de mais 70 alimentos financiados pelo Ministério da Saúde. graças ao financiamento público. Atualmente tem-se voltado esforços para a continuidade e ampliação através da criação do Grupo Tecnico aprovado janeiro de 2007 em portaria interministerial (Portaria Interministerial nº158.II EIC agregando novos grupos identificados pela equipe coordenadora e pelos participantes da Fase I. ocorreu no período de 1999 a 2002. 30 .unicamp. Os objetivos propostos para esta fase são: Analise de mais 70 alimentos. Estabelecimento de comunicação online entre os grupos participantes do projeto: criação da home-page http://www. Realização de II Estudo Interlaboratorial Colaborativo . a educação nutricional. como para as indústrias de alimentos. como para as indústrias de alimentos. a comunicação científica.TACO.

php 31 . O objetivo proposto para esta fase é a análise de 100 alimentos (em fase de elaboração).saude. Fonte de toda esta matéria: http://dtr2004.Fase V O projeto encontra-se atualmente na fase V com início em novembro de 2005 com financiamento dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS e da Ciência e Tecnologia – MCT através da Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP.br/dab/index.gov.

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